Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01563


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Full Text
I
INNO XXX. N. 118.
^
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I *
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i
Por 3 mezes achantados 4,000
Por 3 mezes vencidos 4,500.
maM
TERCA FEIRA 23 DE MAIO DE 1854.
Por Anno adiantado 15,000.
.Porte franco para o subscriptor.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO'.
Recifo, o proprietario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, oSr. Joao Pereira Martins; Babia, o Sr. F.
Duprad; Macei, oSr. Joaquim Bernardo de Men-
donea; Parahiba, o S Gervazio Viclor da Nativi-
dade; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Araca-
ly, oSr.Aulonio d temos Braga ; Cear, o Sr.Vi-
ctoriano AugustoBorges; Maranho, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 26 1/2, 27 d. por 1?
Pars, 360 a 365 rs. por 1 f.
Lisboa, 100 por 100.
Rio de Janeiro, 11/2 a 2 O/o de rebate
Accoes do banco 10 O/o de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconio de lettras 9 a 12 0/0
METAES.
Ouro. Oncas hespanholas. 289500 a 299000
Moedas de 6JH00 vcllias. 169000
do 69400 novas. 169000
de 49000...... 99000
Prata. Patacoes brasileiros ..... 19930
Peso columnarios......13930
mexicanos.......19800
PARTIDAS DOS COKREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns ios dias 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e.Oricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundase sextas feiras.
Victoria, e Natal, as quintas furas.
PREAMAR DE HOJE.
Primcira 1 hora e 18 minutos da tarde. .
Segunda 1 hora e 42 minuto da uiahhaa.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercto, segundas e quintasfeiras.
Relacao, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tercias e sextas feiras as 10 horas.
Juizo de Orpbos, segundas e quintas as 10 horas.
1-* vara do civcl, segundas e sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
EPIIEMERIDES.
Maio 5 Quarto crescente as 7 horas, 11 mi-
nutos e 48 segundos da inanhaa.
12 La cheia a 1 hora, 18 minutos e 48
segundos dS tarde.
19 Quarto minguante as 4 horas, 14
minutse 48 segundos da manhaa.
26 La nova as 6 horas, 28 minutos e
48 segundos da tarde.
DIAS DA SEMANA.
Segunda. S. Rita de Cassia viu.; S. Quitea'
Terca. S- Basilio Are. ; S. Deeiderio b. m.
Quarta. S. Vicente de Lerins ; S. Manaham.
Quinta, ijog Assencao do Sr. ; S. Gregorio.
Sexta. S. Filippe Neri.; S. Deuterio p. m.
Sabbado. S. Joao p. m. ; S. Ranulfo m.
Domingo (Vago) Ss. sendor Podio, e Justo bb.
S. Priamo m.
PARTE OFFICIAL.
COBCBCANDO DAS ARMAS.
ral do commando das armas da
> aa cldada do Recife, em 33 de
anata aUM.
ORDEM DO DIN. 91.
O Era. Sr. marechal de campo Jos Ferna
la Sanios Pereira, commandante das armas
pcovlnela, manda publicar para conhecimento dos
corpos detta guarnirlo, o aviso do ministerio dos uc-
gocios da guerra de 29 de abril prximo lindo que
^aegae transcripto, o qual foi ao mesmo Exm. Sr. ma-
rece que o regiment, nada dizendo a esle respeito,
nao reprova que so chamem supplentes as circums-
tanciasem que nos adiamos.
Como o requerimento do nobre deputado vai
Ilustre commissao de poderes, nao quero prevenir o
seu juizo sobreest ponto ; parto do principio de qne
nao he Ilegal actualmente a admissao desupplentes,
e por isso pego lirenra para fazer um addita-
inlo ao requerimento do Sr. deputado por Matlo-
osso.
as rirrouislanrias em que nos adiamos, sendo
liojc vespera do dia em queje deve inslallar solem-
nemente a assemblea gerl"nao havendo numero
legal no-l,i cmara para que possa amanhaa ter lu
rechai de campo noetudo por copia coas officio da esta Inslallaeao, convm que providenciemos de
l>re*identa datado de SO do correte mez.
Rio de Janeiro, ministerio dos negocios da guerra,
em 29 de abril de 1854.
Illm e Exm. Sr. -De orden de S. M. o Impera-
dor, mande V. Exc. abonar aus professores de pri-
men as lettras dos balalhes 2., 9. de iufantaria, e
4. de artilharia a pe, ora nessa provincia, as grati-
ficacoes mensaes d doze mil rcis.'o aos respectivos
decarioes seis mil rcis tambera mensaes, ficando as-
sim respondido o sea olHcro n. 97 de 13 de marco
ultimo.
Dos guarde V. Exc,Pedro de Alcntara llel-
legarde.Sr. presidente da provincia de Pcrnam-
bawo.
Candido Leal Ferreira, ajudantc do ordens cn-
carregado do detalhc.
ORDEM* ADICIONAL A' DO DIAN. 91.
O manchal de campo commandante das armas no-
meia os Srs., coronel Luiz Antonio l'avilla, tenenlc
tron! Manoel Rolemberg de Almeida, e major
Joaqaim Rodrigues Coefho Kelly, para em commis-
siaaob a presidencia do Sr. coronAManocl Miiuiz
Tarare*, examinaren) no dia 25*50 rorrente as
materias classificadas nos arligos 28 e 29 do regula-
menlo de 31 de marco de 1851, aos Srs. efilcaes,
cadetes, e sargentos, que por eslrem destacados no
meancavo, c por outros motivos, nao poderam ser
examinados em marco desle anuo.
Jote Fernandez dos. Santos Pereira. marechal
de campo. V
ordens
WTERIOR.
qualquer modo, para que o publico nao faca um
juizo que ser desfavoravel a esta cmara, e lhe ti-
rar forcea moral. i
Nao desojo agora averiguar at que ponto he ver-
dadera a opiniao que vogt, isto he, que o nao com-
parecimento dos Srs. deputados procede de um pla-
no concertado; crejo antes que isto he effeito desse
esmorecimento dos espiritos, que o estado actual das
cousas tem Irazido, desso scepticismo que vai lavran-
do. Qualquer queseja a cansa deste Tacto, oque he
cerlo he que elle existe, e, pois, convm, e he do nos-
so dever reracdia-lo, adoptando urna disposicao mais
geral do que essa que indica o nobre deputado.
O que quer elle'! A chamada as sessocs prepa-
ratorias de um supplenle pot Pernambuco. Ora,
vira isto remediar o mal que actualmente sentimos t
Nao....
O Sr. Viriato: O raeu requerimento nao est
em discussao.
O Sr. Presidente: O nobre deputado pode of-
ferecer urna oulra indicac.lo.
O Sr. Paclieco: Farei isto mesmo; peco licenea
ao nobre deputado que me intrrompe para continu-
ar. Julgo que, em lugar de chamar um supplenle.
devenios tomar urna medida mais geral, cun a qual
remediemos o mal que sentimos, e essa medida nao
pode ser outra senao a chamada.de todos os supplen-
tes quescacharem na corte, preferindo-se entre el-
les os mais votados, se os presentes frem em numero
superior ao de que carecemos, nao se devendo clia-
RIO PE JANEIRO.
CUABA DOS SRS DEPUTADOS.
STIMA SESSAO" PREPARATORU" EM 2 DE
MAIO. DE 1854.
Presidencia,do Sr. risconde ae Baependy.
SUMMARIO.fniicares ; pareceres da commis-
so de comtiiuicao e poderes. Discursos do Srs.
Ferro:, Pacheco, D. Francisco e Outra /locha.
As 10 J horas di manhaa feria a chamada, e .a-
rhando-ae reunidos os Srs. visconde de, Baependy,
Paula Candido, conego Leal, D. Fran
F. Oclaviano, Pacheco, Me
8oSiIva,lrawia,
ra de Andrada, Silva (_!
da Coaita, Lima e Silva sobrinhu, II
ca, Serra, Rucha, Albuqoefque, Fleurj, Ferraz.
Saylo Lobato, iilra Rocha e Pedreira, o Sr. presi-
dente abre a sessSo.
NW se adiando presente o Sr. 2." secretario, o
Sr. presideole convida o Sr. Mondes de Almeida a
eceanaBfste lugar.
L-s ie approva-se a acta da sessao antecedente.
Achaudo-sc na sala immediata os Srs. I.uiz Anto-
nia Barbosa e Jos Joaquim da Cunta, deputados
pela provincia de Minas Ueraes c pela do Rio tiran-
do do Norte, sito inlroduziilos com as formalidades
do ettylo, prestam juramej^n.lumam assento,
O St. 1. Secretario d apa do seguinte
EXPEDIENTE.
Um oflicio do Sr. deputado Lisboa Serra, para que
n Sr. presidente consulte a cmara dos Srs. deputa-
dos, seo cargo de presidente do banco do Brasil est
incluido nos empreges de que traa o nrt. 3-2 da cons-
lituico do imperio. Fica sobre a mesa para se
consaltar a cmara depols de constituida.
Comparece o Sr. Siqueira Quciroz, 2. seerctario,
e oeeapa o seu lugar.
O Sr. Viriato: Sr. presidente, ped a palavra
para reqaerer V. Exc. que submelta decisao da
cmara a chamada do 2. supplenle por Pernambu-
cojO'Sr. Honorio Pereira de Azeredo Coutinho. Ha
falla de membros par ae abrir a sessao, e he por
iaas qne fajo esle requerimento a V.,E\c.
O Sr. Presidente: O nobre deputado lia de
mandar a indicacao mesa.
He lida e remettida cora urgencia i commissao de
poderes a seguinte indica^So
Requeiro que se convide pura tomar assenlo ao
segunda supplenle por Pernambuco, Honorio Perei-
teredo Coutinho, que se aclia nesla corte.
S. RViriato. o
O Sr. Pacheco: Sr. presidente, eu nao me
echo nestaoccasiao snlricicnlcmeute Ilustrado acerca
da disposi^ao do regiment quanto chamada de
otales as seseoes preparatorias, depois de veri-
ficadas os poderes dos membros tiesta cmara. Pa-
jnrorrac-CaHd.do Leal Ferreira, ajadanlefi W 8UJ)11|enles mui remol03 certa, proyinciaSt
^ deixahdo-se outras que tem na corte supplentes que
se seguem inmediatamente aos deputado-, salvo se o
numero iodisngMbel abranger a ledos.
A provincia!! Hnus, por exemplo, nao eslo re-
presentada ; tarrea nesla cmara nao exislam mais
que tres ou qualro Srs, deputados por essa provin-
cia ; entretanto que na corte ha supplentes inmedi-
atos na voro, cora o Sr. Jos Pedro, Sr. Otlooi, o
Sr. Costa Pinlo e oulros; lalvez que, cumprindo esle
dever, occullemos a.vcrgoiiha, de nao se inslallar a
assemblea geral em o dia 3 de naio, que estamos
habituados a festejar.
Mandacei pois um .iddilaanrnlo ou indicacao.
He (ida a seguinte indicaran :
Indico que sejam chamados os supplentes dos
lados tas diversas provincias que se ocha-
rte, al completar-se o numero legal dos
iladbs, preferindo-se os supplentes de maior
)wtaro.J. J. Pacheco.
\. O Sr. Presidente: Vai com urgencia i com-
missao de constituirn e poderes, e suspendo a ses-
sao emquanto a commissao d o seu parecer.
Suspende-se a sessao, e um quarto de hora de-
poiscontina.
He lido e entra em discussao o seguinte pare-
cer:
a A commissao de constituirlo c poderes, lendo
devidamente examinado aquestao suscitada pelo re-
querimento do Sr, deputado Viriato, que propoeque
se chame para lomar ssento nesla casa o 2. sup-
plenle por Pernambuco Honorio Pereira de Azeredo
Coutinho, que se acha nesla corte; e allendendo
que o deputado efleclivd, o Sr. Maciel Monltiro,
oceupa actualmente um lugar da diplomacia na Eu-
ropa, c que o Sr. Reg Barros, lambem deputa-
do cfleclivo por aquella provincia, ncba-se no exer-
cicio de presidonte do Para, c que o Sr. Jos Bento,
1. supplenle, lem igual exercicio na provincia de
Pernambuco, he de parecer qne as circunstancias
prsenles seja o Sr. Azeredo Coutinho convidado a
tomar assento, e fazer parle desla cmara.
Paco da cmara dos dem lados,' 2 de maio-de
185*. D. F. B. daSilceira. T. R. Outra o-
cha.
O Sr. Ferraz: Votarei pela conclusSo do pa-
recer ; peco porm licenea nobre i'ompiiss.lo para
pedir a sup'presso do periodo em que Wmitle como
razao para chamr-se o sufplenle, o Sr. Azeredo
Coutinho, o arliarcm-sc os Srs. Maciel Monteiro,
llego Barros e Jos Bento no. exercicio dajaus cin-
pregos e commissOes, e nao compareccrem por este
motivo.
A constiluico repelle este fundamento, e somenlo
o admitte,, mediante luenga da cmara, a pedido do
governo, o que anda se nao deu, e ignoramos que
se possa dar esse nao comparecimnlo, e ao contrario
he presumvel qne se nao d.
Voto porm pela chamada do supplente^pela ur-
gencia que ha de numero para aberlura do corpo le-
gislativo,
ludtanda a seguinte emenda:
FOLHETIM.
Eiems DE II RE. (*)
nu utota ttiuiDus, e fedio ccon.
SEGUNDA PARTE.
VIH.
Georgele.
( ConlinuacSo ) '
Se o leilor permille, abandonaremos a ra, e su-
hiremos ao primejro andar da casa n. 20, rujo lu-
miar era oceupado por Bergalasse, Simouueau e
Jacqnelard.
No sallo sumptuoso dessa lialiilarno eslava absen-
tada ama mqc^a indolente e peusaliva, e folheando
em dislracrao um livro que repousava-lhe sobre os
joclhos.
A casa annunciava um luxo de principe. Um di-
va circular caberlo de velludo edr de granada ro-
laava o taUo, corliuas do mesmo estofo peiuliam das
janellas, um espesso U|cle amorlisava o rumor dos
passassojireosoalho, e quadros dosmelhores mes-
Ires ornavam o forro das paredes admiravelmeutees-
culpido. Um lustre suspenso no tecto por elegan-
tes cadeias de ouro desda o meio da sala, e reflec-
tia as loses desuas numerosas buuiasnos espelhos
que a rodeavam.
No meio desse luxo a moca estiva triste e pensa-
tiva. Oe quaudo em qnando abandonava o livro
que boba aborto sobre os joelhos, e va as horas no
{io collocado sobre a ehamin, ou a labareda
suliia iva e clara do Tundo do fu-au
E como aahasse que o ponleiro andava mui vagn-
nMaj spirava, pisava o tpele com impaci-
encia, e contiiiuava com um moviuieulo febril a
leilnra interrompida.
Fatal Icitui'ri infeliz livro 1 Em urna hora amo*
ra a linha mais de vinte vezes continuado e abau-
kiiudo.
Ella eslava surdamenle agitada e inquieta, escu-
tava todos es rumores da ra com avidez, c qoando
as rumores eoganavam-Ihe a esperanra, levantava-
se, percal ra o quarto a passos rpidos c a apoiar
a fronte ardenle as vidracas das janellas.
Eialim qoando os ponteiros marcaram nove ho-
lase uieia, ella tocou a/ampainha, e quasi imine-
ilialanieule enlroii o escravo llimitri.
A nuA enrarou-o rom ai ilfscuiiliailn, e disse-
IIb. rom yoz iniperiusa:
(j VWe Diario n. 11".
Que alienta a necessidade ou urgencia qne ha
para a abertura das cmaras, se chame o Sr. Azeredo
Coutinho.silia Ferraz.
O Sr. Vacheco: He reparavel que a i!Ius[re
commissao de poderes se apressasse, as acluaes cir-
cnmslancias, em dar um parecer com urgencia sobre
a imlicarAo do Ulustre deputado pelo Guiaba, prete-
rindp a qne eu offereci I...
O Sr. D. Francisco: O oulro parecer est so-
bre a mesa.
O Sr. Paclieco : Agora pelo aparte do nobre
deputado he que sei que oulro parecer so acha so-
bre a mesa ; mas como sao cousas connexas, como o
que se discute coinprelieudc-sc na initilia idi-
ca^ao, parece que se deviam dar juntos, ou ao Ve-
nos convinha ler o oulro primeiro.
Seja como for, aproveitar-me-hi da opporlunida-
de, e farei ilgumas ohservares sobre o parecer da
Ilustre commissao, que tendem a apoiar a opinilo
queacaba de erailtir o digno depatado pela Baha que
ltimamente falln. \
.Nota-so actualmente'um esquecimenlo, que todos
os dias crosee, dos preceitos constilucionaes ; con-
vem por isso quo os .membros desla casa procure
por lodos os meios lembrar-se, e he o que nao faz
a nobre commissao, que parece lambem comparli-
Ihar esse fatal esquecimenlo quando considera razao
sufliciente para ser substituido mdepulado o adiar-
se elle na presidencia de urna provincia, sendo que
anda a cmara nao sahecionou a estada desse depu-
tado no lugar em ie se acha. Se porm esla razao
procede para ser substituido o presidente de Per-
nambuco por um supplenle; porque no proceder
para ser substituido o presidente de Minas Se se
diz que ha noticia que o presidente de Pernambuco
pretende nao vir tomar assento, lambem se diz que
o mesmo far o presidente de Minas, e que'por insi-
nuacOes que receberam...
O Sr. Oulra Rocha : A commissao deferio a
sua indiaacao.
O Sr. Pacheco : E pois devemos ser lgicos e
coherentes. Chamem-se pela razao dada o Sr. Aze-
redo Coutinho a tomar assenlo nesla casa, mas cha-
me-se lanos supplentes por outras provincias quan-
los sao os deputados presidentes que anda nao vie-
ram ; to conlrario parecer que ha urna lgica par-
licular para o caso presente. O principio qne na sua
emenda prescreve o nobre deputado da Babia he o
verdadeiro ; ha necessidade de inslallar-se a assem-
blea geral, ,e por isso efame-se o supplculc por
Pernambuco. Aceitando asle principio, aceito lam-
bem todas as suas JJHHaaucias. Ha necessidade
de inslallar-se a dajl Bgl, e pois chamem-se
lodos os supplcnpj re3|ecessaros e exist-
rem nesla curte, para elmnlelar-sc o numero ; isto
lie mais curial, he fillio dqflkcipio indcclinavel da
necessidade, e compor(ajal|Haajuslica, porque nao
deixa ao arbitrio de nfl fcdp, seguir suas tenden-
cias exageradas; nao secflanar esle ou aquelle sup-
plenle conforme as inspirares do partido, ou das
afleices pessoaes, e sim lodos quaolosse acharem no
mesmo caso. Chame-se o Sr. Azeredo Coutinho,
porque assim he necessario, indispcnsavcl; mas cha-
mc-se lambem pela mesma razad todos aquellos snp-
plenles que se acharem na corte.
O Sr. D. Francisco: Nao poderei acompanhar
os honrados Srs. deputados na sua grande scicncia,
no seu acrisolado rigor pela observancia da consli-
teirao e das formulas, o que multo sinlo ; sei reco-
nhecer minha fraqueza. Mas tanto quanlo for
possivel, he de esforrar-mc por empaeelhar-mc.
10 que se disse nos pareceres nao he tao bonito co-
mooquedisseraoosSrs. deputados; todava in re
he a mesma cousa, mormenle se se attender que ha
urna indicacao do Sr. diputado por Matlo-Grosso, e
oulra pelo Sr. dcpulado por S. Paulo, e que sobre
ambas ha o competente parecer e que estes dous se
reduzm a dizer que a commissao he de opiniao
que se chamem supplentes conforme he indicado,
vista a necessidade e urgencia em que estamos. Y
pois a cmara que nao ha razao no que disseram os
Sr. deputados, que provelos e experimentados de-
vem ter mais d de um novato.
Agora em resultado pero a V. Ex. que so digne
fazer com que um parecer seja considerado como e-
menda do outro...
O Sr. Pacheco : O parecer sobre o Sr. Honorio
esla emprehendidu no oulro.
OSf.D. Fnncitco:Bem ;requeiro, indico, ou
nao sei deque termos use, para queum faca parte de
oulro. Fiquem cortos de que nao nie esqueep da
constiluico, que sempro foi por mim muito respei-
tada.
He lido o seguinte requerimento :
a A commissao de ronslituicao e poderes ofl'erece
como emenda ao parecer sobre a indicacao do Sr,
dcpulado Viriato, o outro parecer que deu sobre
indicacao do Sr. deputado Pacheco. Paco da cmara,
2 demaio de 1854. D. Francisco. Dutra Ro-
cha.
Sendo approvado esle requerimento, entra era dis
cussio o seguinte parecer :
A commissao ile 'constiluico e poderes, lendo
devidamente examinado a questao a presentada, pelo
depntado o Sr. Pacheco, que indica que se chamem
para' tomar assenlo e parte nos trabalbos desla casa
llimitri, viste himljin o duque t
Executei fielmente as ordens que Georgele me
dera, responden o escravo. -,
Disseste lhe que eu o esperava ?
Disse-lhe. I
E elle proraelleu vir ?
Promelleu com alegra.
Georgele cruzou os bratjos sobre o coracao como
para comprim r-llic as pulsar oes, e llimilri movcii-
do tristemente a cabera disse com voz tmida :
Anda,nao deram dez horas.
irgcle interrogou os ponteiros do relogio, pas-
adamente a mao pela fronte, e responden :
Tcns razao, eu he que estou louca... Vai, vai,
de'ixa-me... esperarei.'..
. Dimitri relirou-so lentamente, c fechou a porta do
salo. Georgele dcixou-se cabir sobre a poltrona, e
apoiou a cabera as maos.
Georgele eslava Lio bella como no primeiro capi-
tulo desla historia ; seu eolio airoso linha aindu a
mesma magestosa ilexibilidadc, suas espadoas roli-
cas resahiam com o mesmo hrillio claro e vivo en-
tre a cor baca de seu vestido de velludo preto. Seus
cabellos louros caham-lhe com a mesma opulencia
sobre os hombros, e sua cintura elegante e delgada
pareca curvar blandamente dcbaixo das emocoes
que a dominavam.
Georgele nao linha envelhecido, posto que mitas
dores a liveescm agitado no decurso dos dez annos
que arabavara da p.ssar-sc ; sement suas formas
iinham tomado urna certa amplidao, as feicoes ti-
nham-se-lhc avivado mais, e urna seriedade havia-
se-llje dirundido sobre toda a phvsonomia. A's ve-
zes como era Millau urna muda tristeza curvava-lhe
brandamenle a ronte sob o peso de um pensamen-
to desconhecido, e cniao urna lagrima brilhava-lhe
debaixo tas negras palpebras. Outras vezes seus
labios vivamente corados eslremeciam pressao
apaixonada dos denles, e entao por um mnvimenlo
repentino o .altivoella ergua a cabeca, e sua mao
impaciente esregava o panno do vestido.
Nos dez annos que acabavam de passar-se Geor-
gele bavia coinmeltido urna falla que pesava-lhe so-
bre o coracao cun lodo o peso de um remorso e
essa falta tinha-lhe perliu-bado lodos os prazeres,
todas as esperancas, e envenenava ainda nesse mo-
mento a alegra que senlia por lomar a ver o duque
de Naundorff.
Hvia j algura lempo que a moca habilava em
Pars ; mas linha .vivido al eniad muilo retirada.
'l'iniia ido ah s para encontrar o duque, e poslo que
houvesse sabido de sua chegada no^ia mesmo em
que entrara na Capital, nao linha recordado sua
lembrartea, senao na vespera. Quem explicar esla
sinsolaridaile '.'
Toda va, Georgele aniava u duque... Destle o un-
anle em que o vira pela primeira vez al aquelle
em que a lomar a velo, nao cesnra de cuidar uel-
lc, lizera mil sonhos, de que elle era o flm, e nao
linha alegra, espernnea c felcidade, de que elle
nao fosse a causa ou o motivo.
Nauudorff era sua primeira e nica paixao.
Ella linha militas lembranras de Millau I Esse
pssado era seu Ihesouro, ella o havia encerrado no
cornctb, e quando eslava triste ou afilela era ues-
sas lemhranras que ia refuaiar-se. Que lhe mpor-
lavam as sociedades, ella que ti tifia vivido retirada
desde a mais teiira'infancia Sua vida havia sido
amarga e cruel, ella nao linha jamis repousa-
do senao um dia, urna hora, na paz de um sent'i-
mento feliz, e essa hora fra devida ao amor do
duque!
Lma vez Georgele passra por urna prova mui
cruel 1
Faziam cinco annos que o duque linha partido,
o principe Hartzou* era morto, os escravos linham
sido dispersados, e Dimitri havia seguido a Naun-
dorlf: ella eslava sosinha !
Havia um anno que nHo linha recebido noticias
de Dunilri, e esse longo silencio comecava a dar-Ihe
cuidado. Habilava perto de Millau'essa casa mag-
nifica situada raargem do mar, a qual devia t mu-
nificencia do prncipe seu pai.
Georgele olhava para o borisonle azul, e recorda-
va-se com doce melancola do dia em que o duque,
o visconde de Chadeuil e Dimitri linham partido
juntos. Era o mesmo silencio atormentado... o co
eslava cinzcnlu c sombro, as vagas alvejavam ao
louge, o vento soprava sobre a praia ma c deserta.
Aqu e alli algumas gaivolas brincavam sobre as
ondas molhando audazmente as azas na agua amar-,
gosa, e as dobras profundas dessa csteira immensa
dislinguia-sede quando em quaudo o triangulo bran-
co de alguma vela longnqua !
Georgele eslava profundamente commoviJa !
Repcntinamcule a porta do quarto em que ella se
arbava abrio-se com precipilarao, c um homem pal-
udo, espantado, com os cabellos em desalinbo foi
lancar-se-lhe aos ps; era Dimitri !
A mo^a deu um grito de alegra, e apcrlou-Ihe as
mos com ternura sem poder pronunciar urna s
palavra.
Havia tanto lempo que ella nao linha visto seu
fiel servo, que esqueceu-se de ludo, al da desordem
singular em que elle se aprescnlava para cuidar s-
menle no prazer de tornar a v-lo, e de saber as uc-5
lirias (Juelhelevava..
Mas quando laucou a vista sobre o semblante do
escravo, e rcparou-lhc na paliidez singular, quaudo
senlio-lhe as maos frias e trmulas, e leu-llie uos
ollios a profunda dor que lhe despedacava o ora-
cao, a moca levantou-se espantada, recuoa alguns
pasaos rrnzaudo y> bracos sobre o |ieilo{e foi apoar-
se ,i janella para nao raliir. '
Que houve '.' pergunlou ella rom xoz sulfurada,
que aconleceii '.' donde vens f
os supplentes dos Srs. deputado' das diversas pro-
vincias, que estando na corle podem concorrer para
se completar o numero indispensavel para se abrir a
assemblea geral; c allendendo urgente necessidade
em qoe nos achamos, he de parecer que se convidem
os supplentes cima mencionidos, c que se lhes d
assenlo, e que tomem parte ms' trabalhos desla c-
mara.
Varo da cmara dos Srs. diputados,. 2 de maio
de 185*. D. F. B. da Silcein, T. R. Dutra
Rocha, o
0 Sr. Ferraz : Pero antes le tudonma cxpli-
car.io. Diz o parecer : Os suppbutcs aci ia men-
cionados Pergunlo : nienriouara.-so alguns sujir
penles pelos seus nomes ? Quaes ato elles *...
O Sr.Paula Candido: Aquenesqueesliverem
na corle. t
O Sr. Ferraz : Quem ha de fozer esle recen-
ceamento '.' Sem duvida que hade ser a nobre com-
missao. E porque o nao fez ?
Eu nao quero que se cstabclcra o precedente de
chamar-sc al o ultimo supplenb, o de um vol ;
jo que concorram smenle aqaelles que sejam
mais votados, conforme os eslyos da casa. O re-
giment nesla parle he rigoroso ; e,vige que baja par-
ticiparlo do mais votado de que ni> comparece. Pe-
to aos nobres deputados que peusrm no perigo de
laucar mao desla medida i tolum e de eslcndc-la
aoinlinilo; lainou-se mao della em certa poca,
antes de eu (er assento nesla casa, poca anterior a
1811, mas de entao para en nunc mais se admit io
semelhanle idea. ,
Darei agora urna salsfacao ao nebre deputado. Eu
nao disse que a cooolusao do parecer nao devia ser
approvada, o quo quiz foi salvar un principio ; pe-
di licenea para supprimir certas pa.avras. Que nao
podemos demaneira alguma j'ulgar impedimento le-
gitimo o exercicio de um emprego he urna verdade
iocontestavel; que tambera nao podemos sem pre-
ceder pedido do governo, dar licenea para um depu-
tado fiaar no seu emprego ou commissao, ningucra o
pode contestar. Ora, se'estessao.osvesdadeiros prin-
cipios, como laucar mao de nutro contraro ao pre-
celo da constiluico ?
Pedire agora aos nobres membros da commissao
que me digam, que esperanra ten com esla Convo-
carlo de supplentes ? Julgarao por ventura que
com elles se pode inslallar a assemblea 1 Se mis a-
doplarmos esta medida, teremos amanhaa numero
sufllcienlepara se abrirem as cmaras? Duvido
muilo ; c entao para que esta medida extraordina-
ria '.' Julgo que o melhor he que a nobre commis-
sao, recolhendo-se sua sala, procedendo s neces-
saras averiguaces, nos diga : existem tantos de-
putados, ha probabilidadc de que cheguem esles ou
aqueiles, he necessario chamar supplentes ; existem
na corle lanos supplentes, sao fulano, cicrauo, i
propomos que os nobres deputados que se acham re
unidos volcm pelo seu chamamenlo. Mas urna
medida assim lio vaga, e sem base,-como adoptar'!
Crcio qj|# o deputados que fallam para precneber o
numero sao 14; ora teremos 14 supplemes aqui na
corle ? ].cmbra-mc do Sr. Borges da Fonsera, do
Sr. Azeredo Couttnho.TJo Sr. Carrea pelo Cear ;
nao sei se do Rio de Janeiro falta algum ; de Miuas
temos, o Sr. Christiano Olloni, o Sr. TheophiloQlto-
ui, o Sr Dias de Caxvalho, ele,. ; mas lodos esles se-
nheres nao preenchem o numero de 14.
Ora, por esle simples nonciido, pergunlo, nao
ha perigo em irmos at a ultima fila dos supplen-
tes t Nao sera esle um procedimento mb '.'...
lima yoz: E ser urgente ir-se ultima fila ?
OSr. Ferraz : Eu apenas descrevo o estado
das cousas, para a cmara se compenetrar da neces-
sidade de tomar-se urna outra resolurao. Da. ma-
neira vaga por que a commissao nos propde esla me-
dida eu nao posso votar : entendo que a'commissao
deve recolher-se sua sala, examinar quaes sao os
supplentes mais votados, e propor a sua chamada.
Peco, pois, que o parecer fique adiado, al qne a
commissao nos aprsente outro mais positivo e espe-
cial sobre esla materia.
He lido, apoiado e entra em discussao o seguinte
requerimento:' ,
1 Proponlm o adiamenlo afim de que, sendo re-
mellidos os pareceres e emendas em discussao no
bre commissao, d esta o seu parecer, indicando os
supplentes residentes nesla corte que pela ordem da
votacaodevemserchamados na forma do regiment.
Silta Ferraz.
O Sr. Pacheco : Nao insistiri muito nesta
questao de adiamenlo ; pedi a palavra somonte para
dirigir pequeas considerarles ao meu Ilustro col-
lega pela Babia.
Peco licenea a esse honrado deputado para obse'r-
var-lhe, sem animo de injuria-lo, a conflfeicao em
que elle est com esle adiamenlo em relacao sua
primeira opidiao. Foi o meu honrado collega o pri-
meiro que, reprbvando o parecer ta commissao
quanlo ao Sr. Azeredo Coutinho, pelo fundamento
em que elle se bascara, sanecionou ooirincipio da ad-
missao de supplentes, dada a hypo9ese de ser ne-
cessario preencher-se o numero legal dos Srs. depu-
tados. Elle mesmo cousignou este principio em urna
emenda ; eu nao fiz mais do que applicar o seu
principio a outros que eslao as mesmas circums-
De Franca.
Para que voltasle '?
llimitri calou-se.
Falla falla y- .
O mesmo silencio.
O duque, quehe feito delle ?
Dimitri deixou cahir a cabera as maos e desfez-
sc em lacrimas sem responder.
Morreu gritn Georgele.
E como o escravo fizesse um signal affirmalivo
cheiodeuina dor muda e acerba, ella pa'ssou -cou-
\ iilsivamenle as maos pela frqnle epeIocabellos,-e
correo aloncar-se, fra de s, na poltrona.
Quatro annos inleiros haviam-se passado assim pa-
ra Georgele, qualro anuos, durante os quaes ella
chorara todos os dias o nico homem que amara.
Sem deixar a habitacao ella fechara a porta a lodo
o visitador importuno, e conservando smenlc junio
de si esse escravo, liante do qual nao era ohrgatla
a encobrir suas dores, e com o qual podia fallar al-
gumas vezes a respeito do duque Luiz !
Georgele amava esses lugares que recordavam-
Ibe os helios dias passadosdeseu amor ; era ahj que
ella havia visto o duque pela primeira vez, era ah
que durante sua cruel doenra tinha-lhe prodigali-
sado seuscuidados ; era ah emfiui que elle tinha-lhe
dilo a primeira palavra de amor.
Ella nao podia dar um passo sem evocar alguma
lembranra chara ati seueoracao. O parque, o ki-
osque, o qoarlo em que eslava, al esle borisonle
que so o infinito limitava, ludo contribua pararon-
serva-la no encanto do passado, moderar-llie a dor,
e abrandar-llii; as saudades !
Georgele feria vivido assim toda a vida, se nada-
se houvese opposto a isso Mas a especie de clausu-
ra em que ella isblava-se, juntan lembranea que
deixara de sua influencia sobre os cscttvos durante
a emigrar,io despcrlou logo a aliento da polica
russa, o imperador leve receios, e mandou signifi-
car moca que lhe confiscara a habitacao, se no
prazode um mez nao tivesse escolhido um marido
que (he responde-so por ella.
Cem adoradores apresenlaram-sc ao mesmo tem-
P! aPen*s foi conlicciila a rdem do imperador :
pois Georgele era muilo rica, c a mais formosa mu-
lhor que havia entao naRiissia.
Concebe-so fcilmente que a moc,a nao cuidava
em casar-se na disposicao de espirilo em que se a-
chava, todava ella preferio submeller-sc s ordens
que I lie eram dadas a perder o nico azylo, ora que
odia ainda gozar alguma alegra, graeas s lein-
br.incas que a elle esla.van ligadas.
Entre lodos esses adoradores alguns eram bellos,
inocns. elegantes e ricos; porm ella escolheu o
iiiaisvellipvC o mais feio um Trtaro. II principe
Tolsloilr^
O principe nao era somciile feio e velho, era
lamias, eislo em presencada necessidade que actu-
almente sentimos.
Feila esla pequea observaran, fallarei do adia-
menlo. Opponho-me a elle, porque nao vejo que
haja um poulo importante que seja preciso estudar
c averiguar, como, por exemplo, se he regimentar
admiltir-se as sesses preparatorias supplentes. O
nobre deputado nao atacou a legalidade da medida ;
julgou apenas existir dilllculdades, c por isso parece
querer soccorrer-se s bases da commissao.
Taes tlifiiculdatles e complicacoes porem nao exis-
tem na minha opiniao.
Quaes alo as duvidas em que o meu honrado col-
lega se baseou para propor o adiamenlo A primei-
ra consiste em ser mproficua a medida, porque po-
de socceder que o numero de supplentes existentes
na corte nao seja sufliciente para completar a cmara,
e nesle caso nao se remeda o mal que se quiz curar.
Respondo que, se assim succeder, teremos cumprdo
nosso dever ; o que nos cumpre he usar dos meios
nossa disposicao para que amanhaa, ou o mais de-
pressa possivel, se rena a assemblea geral ; se le-
var mos muilos dias neste espectaculoso governo deve
adiar a cmara.
So a despeilo.dos nossos esforcos, um dos quaes,
ou lalvez o nico, he o chamamcnlo desupplentes, a
assemblea geral nao for inslallada, nos cumprimos o
nosso dever, lanramos mao dos meios a nosso jfecan-
ce ; nao cruzamos os bracos, como se est fazendo.
l'ouro nos importa que o damero dos supplentes ev-
isteViles nesta corle seja pouco avultado; pode suc-
ceder que boje ou amanhaa cheguem alguns depu-
tados, e qufe cora elles e esses supplentes possamos
fazer casa. O adiamenlo importa a rejeicao da in-
dicacao, e he por isso quo cu o rrjeilo.
A segunda duvida'consiste em que da minha pro-'
posta sgue-se a ademisso de supplentes delimitado
numero de voles, e nistoenxerga perigo o nahngde-
pulado.
Sr. presidente, se ha defeilo as nossas inslitoi-
jOes, no nosso systema eleitoral, cmendemo-los, re-
formemos esse systema ; emquanto isto se nao faz, a
nacao he representada nesta'casa por depula'dos, e
estes sao substituidos por supplentes as fallas conde-
cidas e nos casos urgentes, como o actual. Resul-
tar que urna opiniao em' minoria possa ser repre-
sentada, e nao he islo o que couveiu ? Nao procu-
rarla hoje os publicistas nm meio de conseguir que
pacificamente sejam representadas todas as opinioes'.'
Demais, se os deputados chegarem,, os supplentes
iraosahindo.
Este precedente ja esla aceito e se
tas legislaturas, e vai de acord com
lado, o chamar os supplentes mais prox
urna urgente necessidade apparece, sem
tere a maioria, que Oca sempre sendo a dominante.
Em vista, pois, do que tenho expendjMnao lenbo
remedio senao votar contra o adianieu(B|Aoiirai!o
deputado. Naoinsistrei comludo nesla qresUo, nao
pretenda mesmo olTereccr ndmacao alguma para cha-
mada de supplenlcs ; deixavaa nobre maioria o ap-
plicar lodos aqueiles meios que em sua sabedoria
julgasse conveniente para obviar a dilteuldade em
qne lula ; mas, offerecendo o nobre deputado por
Malo-Grosso um requerimento para chamar-se um
s supplenle, julgci queja nao podia, nem devia C-
car em silencio ; propuz o nico meio que rcconlie-
S,o para'esle caso ; se nao o quercro, rejeilem-o ou
adiem-o, pouco se me da : enrapri o meu dever
(ico saiisfeito.
O Sr. Ferraz : Eu pa(o licenea para observar
ao meu amigo quo acaba de sentar-se, que quando
faltei sobre o primeiro parecer havia uma*fndiear5o
mencionando o nome de nm supplenle inmediato
na ordem da volarao ; fallo do Sr. Azeredo Coutinho,
que o auno passado loria lomado assento se por ven-
tura nao chegasse no mesmo vapor o Sr. Aguiar.
V pois que este supplenle era o immediato em vo-
tos, a elle compela tomar assenlo em qualquer con-
junctura ; havendo por consequencia urna indicaran
mencionando eata pessoa, havendo um parecer sobre
a sua admis3o, nao podia deixar de votar por elle.
Em lodosos lempos as indicaroes sempre aponlaram
os nomes dos supplentes que se deviam chamar,
quando o nao fazem, a commissao os apona. A vo-
lacao da cmara he sobre os individuos que vista
das respectivas acias se considerara idneos para to-
mar assenlo na casa ; mas a nobre commissao nao
nos diz quem sao os supplenlcs que se devem cha-
mar,, nao nos aprsenla trabalho algum por onde sai-
bamos quaes sao os verdadeiros que devem ser cha-
mados para lomar assenlo.
Ora, approvado o parecer da nobre commissao, o
que se segu Segue-se a operasao 'que a nobro
commissao deveria ler feito, e depois ainda a vola-
rao da cmara, porque a nobre commissao por si nao
pode indicar os individuosquedevem ser chamados;
he preciso a volarao da cmara para rcconhec-los e
lhes dar assento.
Assim pois esl fra das regras da casa, dos seus
eslylos, o parecer da nobre commissao, e por isso nao
lhe posso prestar o raeu voto. Nem a nobre com-
missao mesmo sabe quaes sao os supplentes que tem
de ser chamados, em que ordem eslao collocados na
votarlo ; para isso he preciso o trabalho de exami-
narem-se as acias dos collegios respectivos approva-
dos por esta cmara ; pile succeder que alguus dos
supplenlcs que existem na corte iiio sejam os legaes.
He preciso por consequencia um esludo, um exame,
e vista deste exame confeccionar um.parecer, e a
cmara resolver ; mas se deste modo indefinido pres-
larmns urna approv acao, acho perigoso.
Ha ainda um mai'r perigo, e be,o que abre o pre-
cedente. Note o nobre deputado que pde-se espa-
rar a aberlura das cmaras por dous, tres ou qualro
dias, e nesses dous, tres ou quatro dias chegarem os
verdadeiros representantes. Mas se eslabelecermos
esle precedente, pode succeder que ein urna poca
os supplentes se reuuame decidan)demnilacousa. O
legislador, o homem previdsnlecpoltico, deve preve-
nir quo um precedente tal nao legalise laeraclos.
Sr. presidente, sempre que puder sustentar a
conslilnicao c o regiment da casa rom todas as mi-
nhas forras, llevo repellir precedentes que autorisem
actos maos, que possam no futuro ser funestos ao
meu paiz.
Tenho provado a nobre depilado que nao me
acho em contradcao sustentando a conclnso do pri-
meiro parecer da nobre commissao que iudirou um
individuo para ser cllamaihi, e fallando agora contra
oulro parecer que nao indica nome algum, lenho
provado ao nobre deputado que o meu receio tem
grande fundamento. Direi anda que esle acodamen-
lo nao nos far conseguir o que desejamos, que con-
tinuaremos a reunir-nos aqui por muilo lempo
espera dos nossos collegas. Crcio que o vHpor de
Norte deve chfcgar brevemente ; crcio quede Minas
devem chegar alguns deputados ; o numero que nos
falla he de 14, se convorarmot alguns supplentes, se
elles nos dis-erem que na pdem vir, ou nao quize-
rero vir, ainda ficaremos as mesmascircumslancias;
es|ieremos pois alguns dias mais.
Mas eu prescindira de todas eslas rcinsideracOes,
quereria fazer a vonladc aos nobres deputados ; mas
nao posso votar pelo parecer da mancira indefinida
e vaga em que se acha; he preciso que a nobre com-
missao nos declare quaes sao os supplentes que de-
vera ser chamados para sobre elles haver votasSo,
para que sejam reconhecidos legtimos pela cmara,
e em virlude dislo prestarem juramento e omarem
assento.
O Sr. Dutra Rocha: l.evantci-me nicamente
para defender o acto da commissao a que preslci a
minha asignatura. Sinto que os nobres deputados,
membros c Ifecl vos da commissao de poderes, nao se
achem na casa, porque seguramente elles se defen-
deran! com aquella sonima de conhecimentos espe-
es de que sao dolados os membros que a cmara
ge para suas commissOes ; entretanto direi algu-
a cousa em abono do parecer que assignci, em favor
da commissao para a qual V. Exc. tao indevidamen-
te me nomeou. ^
Tamhem arompanho aflnobre deputado por S.
Paulo no reparo que fez sobre contradiejo m que
est o men nobre amigo, deputado pela Babia. O
nobre deputado linha propoSto que, ltenla a neces-
sidade e urgencia da aberlura das cmaras, se cha-
masse ao Sr. Azeredo Coutinho, supplenle por Per-
nambuco ; por consequencia o nobre depntado par-
rilhouo pensamento da commissao, dc"qwWndo ur-
gente abrir-sc as cmaras, era urgente chamar-sc sup-
plenlcs, tanto que nao seudjg o Sr. Azeredo Couti-
nho o primeiro supplenle por Pernambuco, todava
indcou que fosse chamado.
Sabe o nobre deputado se o Sr. Jos Bentodeixar
de comparecer ? Indicando que se chamasse ao Sr.
Azeredo Coutinho, sabia so o supplenle que lhe he
superior em votos vinha ou nao tomar assento".'
Nao sabe. E se sabe pela razao de estar este senhor
na presidencia de Pernambuco, permitla-me que
lhe responda com os seus proprios argumentos de-
duzidos da constituido, e ha pouco apresenlados: o
governo nao pedio dispensa para esse senhor. Por-
anto, o nobre deputado oll'ereccu *a sua indicacao
levado pela mesma razao porque se levou a commis-
sao, islo he, urgencia de abrir as cmaras no dia
marcado pela constituido, e necessidade de se com-
pletar o numero de deputados fiara a abertura.
Assim, permitla-me o meu nobre amigo que lhe
djga, que ba contradicho entre a sua primeira emen-
da e as razoes que ltimamente oQereceu para nao
votar pelo parecer da commissao. .
Eu lambem en lendo com os nobres deputados, que
a medida de que lanramos mao nao he ama medida
ordinaria ; mas nos nos achamos em caso que nao
se tem dado muitas vezes no paiz, islo he, chegarmos
vespera do dia da aberlura do parlamento e uao
haver numero legal de deputados, nem se esperar
que haja esse numero amanhaai... ,''.
Urna coz : He urna opposcao indirecta:
O Sr. Dutra Rocha: Nao me importo com sso;
entendam-me enmontes aprouver....
A mesma coz : ^O que digo he, que os supplen-
tes sao mais goveruislas do que aquellos' deputados
que ainda nao vierara.
O Sr. Dutra Rocha: Nao vou. por ahi, vou pela
necessidade que ha de abrir-sc as cmaras.
Sr. presidente, a commissao leve de tomar cm con-
sideraro a indicaeaQdo nobre deputado o Sr. Pa-
checo, que requera que fossem chamados os sup-
plcntes dos Srs. deputados de diflcrentes provincias,
que se acbassem na corle al complclar-sc o nurae-

^_
lambem avrenlo, cioso, colrico, c dado A embria-
guez !
Georgele caminbou ao altar sem besiiuco ; po-
rem quando a ceremonia nupcial terminou-se, a
moca deixou a capital em companhia de Dimitri, c
correu a refugiar-se em sua habitacao, deixaudo
que o esposo perguntasse por ella a todos os echos
de Millau !
Apezar dos virios dos Trtaros e) geral, e de
Tolslo em particular, ella linha conseguido (brea
de firmeza, de audacia, c de energa, arastar o prin-
cipe de seu quarlb.
Como alias nada na conduela da mora poda dar
lugar a fazenduvidar de sua honra, o principe li-
uha-se contentado de passar aos olhos de todas as
Russias pelo mais feliz de lodos os esposos.
Urna noitc Georgele linha rompanhado o prin-
cipe habitacao de um dos prrucipaes ajudaules de
campo do imperador, a qual era situada urnas doze
leguas distante da sua propria morada-. Era orna
festa esplendida, qual havia de assistir toda a no-
breza russa, c o principe linha obtido da imillicr
que o acompanharia.
Elles linham ido na mesma carruagem c sos, cor
mo jovens amantes. Sua ebegada fez sensarao.
Georgele era bella romo urna rainha, c a melanco-
la doce c pensativa adornava-Ihc a fronte como
urna cora ideal. Ella nao. proctirava ser admira-
da, e lalvez por essa causa mesmo o foi 1 Alraves-
soujps saines rbeios de genio seguida de um murmu-
riofle adoracao, e lodos lastimavam-na por ler li-
gado sna sorle a de um tal esposo, e invejaran* a fe-
lcidade desle.
Georgele ficou quasi urna hora nos loes, depois
como essa admirarlo de que era objeclo pesava-lhe
sobre o coracao, retirou-se para as salas onde a
mulliilao nao lulii ainda penetrado.
Eslava apenas ahi dez minutos, quando llimitri
entrn c dirigio-se a ella.
Gcosgele que o linha avistado, poupou-lbe mela-
de do caminho.
Quo vicste fazer aqui ? pergunlou-lhe ella vi-
vamente.
Um quarto de hora depois de sua sabida, res-
pondeu llimitri, chegou ao castello urna carta liara
- senhora.
Urna carta para mim... donde vem '!
De um paiz estrangeiro.
Quem podo escrever-me ?
Ignoro.
t -mc, d-me essa caria.
Dimitri olhou em torno de si, e vendo, queja co-
meravaii) a eslrauhar sua presenra nos salos, e que
lodos os olhos eslavam vollados para elle, Tez essa
observarlo a Georgele.
Ten-, r.i/ao, disse esta, eia vam'o-nosl
. Mas u principe V
ro legal, preferindo-se os supplentes de maior vota-
ao (o que era bem excusado dizer). _A commissao
deu o parecer approvando esta indicacao.
Mas diz o nobre deputado pela Babia, qoe be um
precedente lerrivel de que se vai tancar mao o cha-
mar-sc supplentes menos votados, compeliodo o lu-
gar aos mais volados que eslo as provincias. A
commissao, approvando a indicacao do Sr. Pachece,
obrou muilo de conformidade com os precedentes da
m me parece que seja isto doutrina nova ;
ra he esta a primeira vez cm que se trata
ar supplentes que existem na corte com
enca aos mais votados existentes as' provio-
riasJ.Nao lemos aqui.mesmo na.casa suppteoles
menos votados, quando os mais votados existem as
provincias sem lerem sido chamados e sem parlici-
parem que nao vm 1 Por consequencia o que o no-
bre deputado reprova j est muilo e muito sanecio-
"nado pela cmara, e entao como he que esta medida
j approvada pela cmara depois de constituida, e
quando nao era Uto necessaria, ha de ser reprovada
hoje era nm caso extraordinario e urgente ?
Eu reconheco com o meu nobre collega peta Ba-
hh.quc pde-se dar o caso extraordinario em que se
verifique o que elle disse, isto he, collocar-se os
supplentes no parlamento estando os verdadeiros
representantes do paiz as provincias : mas devemos
confessar que a culpa ser dos representantes do
paiz que se deixarem ficar era suas casas. Demais,
nos cumprimos com o nosso dever procurando edm-
plelar a casa ; se esses Srs. supplentes nao quizerem
vir tomar assento por poucos dias, nao venbao ;
cumpramos nos o nosso dever.
Disse ainda o mea nobre amigo peta Baha, qoe
nao approva o parecer da commissao per isso que
na salie quem sao os supplentes. Nao me parece
necessario o que disse o nobre deputado, islo he, que
a casa lenba ainda de verificar quaes sejam os' sup-
plentes pelas diflerentes provincias; parece-me que
isto fica liquido,quandu a casa approvou a eleicio de
cada urna provincia; nos nos nossos diplomas temos
os nomes detodos os supplentes...
O Sr. Ferraz: Esl engaado, houve annulla-
cao de collegios.
O sr. Dutra Rocha: O que digo be, que nao
se precisa de novo trabalho para saber-se quaes lo
os supplentes. Os supplentes estao na ordem mar-
cada pela apuracao das cmaras municipaes com as
alterarnos [citas por esta cmara, somonte iTaquellas
eleiroes em que amiullou collegios.
O Sr. Ferraz d um aparte.
OSr Dutra Rocha: Otrabaiho que o nobra
deputado exige da commissao, be um trabalho supe-
rior s suas Torcas; como he que ella ha de entrar
nessa indagaro que o nobre deputado quer, para sa-
ber se tal ou tal supplenle mais votado e que esl na
provincia, vem oun3o vem...
O Sr. Ferraz : Entao havemosde abrir por-
ta sem exame?
O Sr. Dutra Rocha : Nao digo qne se abra
porta sem exame, digo que sajbame, como em ou-
tras occasiOes, os supplentes mais volados por cada
urna das provincias, e que existem na corle...
-J- "'infuWr : ~ Quaes sao os mais votados ?
O Sr. Dutra Racha : Qaanto ao oulro parecer
a respcilo da indicacao do Sr. Viriato, eu lambem
entendo que decidida a indicacSe do Sr. Pacheco,es-
l implcitamente decidida a indicacao do Sr."Yiria-
lo, e declaro qne assignei o, perecer qoe approva a
indicacao deste nobre deputado pelas mesmas ra-
zeos de nao acharem-se prsenles os deputados ef-
feclivos, sem me importar qne elles eslejam em em-
pregos para cujo exercicio o governo deve pedir li-
cenea cmara.
Vot contra o adiamenlo pelas, razoes qoe tenho
apresentado, .
Julga-se a materia discutida ; o adiamenlo he
posto vota rao e approvado. '
O Sr. presidente : ltenla a urgencia a> ma-
teria, vSo ser remellidos.os pareceres commissao,
e entao suspendo a sessao, salvo se a nobre commis-
sao nos disser que nao pode dar hoje a sua opiniao.
O Sr. FerraWtr-E\l3 nos tlir se uao poder dar'
boje o parecer.
A's 2 horas coutinu'a a sessao.
O Sr. D. Fratfdsco dedarou que nao he possivel
a commissao apresentar hoje o parecer qoe tem de
dar, segundo o requerimento de adiameoto do Sr.
Ferraz, por isso que o objeclo he multo complica-
do ; alm de ser ecessirio consultar difierentes ac-
tas c. proceder a um calculo rigoroso, cumpre inda-
gar quaes as pessoas que se acham na corte que sao
supplentespur diversas provincias.
O Sr. Presidente : A' s vista da declaracao do
nobre deputado, tenho de participar cmara qua
al este momento existem, ou por areterem apresen-
lado, oudado parle de se acharem p!3mos,41 Srs.
deputados ; alm destes ha mais ntBrte os Srs.
Brrelo Pedroso e Jaosen do Paca ; por consequen-
cia lemos 43, e faliao 14 para o numero legal. Em
conformidade do regiment, o Sr. 1. secretario vai
oflicar ao governo e ao senado, communicando que
naovhe possivel ter lugar a abertura da sessao no dia
marcado pela constiluico. Nos continuaremos em
sessOes preparatorias,.por isso convido os Srs. depu-
tados a acharem-se aqui amanhaa, s 10 horas da
manhaa. Levanta-sea sessao.
Vam'e-nos, j le disse. lho sei porque ; mas
he preciso que eu leia esla carta.
Dimitri sabio c Georgele seguin alguns instantes
depois. Ella entren cm sua carruagem que eslava
no paleo do castello, e deu ordem ao rocheiro de ir
a toda a pressa.
Era urna bella imite de luar. Dimitri enlregou
moca a carta que trazia, e ella rompen o snete cotn
urna impaciencia febril. Em baixo da carta s ha-
via um nome ; I.uiz.
O duque de Naundoru"! Georgele esleve a nonio
de enlouquecer !...
O duque! o duque vivo 1 o duque qne lhe escre-
via Que myslerio estrauho era esse, qual era a de-
cifr.irao desse enigma I
Georgele ra e chorava ao mesmo lempo, c seus
olhos chcios de lagrimas nao podiam ler urna linha
d carta.
A carruagem corra com prodigiosa rapidez. El-
les alravessavam nt3o urna pobre aldea situada cin-
co leguas distante de Millau.
Repentinamente Georgele mandou parar os caval-
los, saltou abaixa do carro, e correu primeira
choupana qoe se lhe anlolhou. Chegaudo ahi, lau-
cou a bolsa cheia de ouro ao criado que veio abrir-
Ihe, c ordenbu-lhe que Ireuxessc urna luz.
Urna ordem assim dada devia ser executada sem
replica ; foi o que aconlcceu.
Georgele leu a carta !... Era o mesmo duque de
NauudorQ quem escrcva-lhc, nem os olhos nem o
corceo a luham engaado. Era elle que viva,
que pensava nella, que amava-a anda.
O duque eslava na America, ia vollar para Fran-
ca, para Paris, e perguutava se nao era presumir
muito de seu amor esperar tornar a enconlra-la
ahi "
Elle pcrgunla 1 elle pergunta murmurava
Georgele lendo a carta, a qual banhava de lagrimas,
e cubra de beijos.
Dimitri, amanhaa, ouves ? amanhaa parire-
mos para Paris.
Mas Dimitri abanou tristemento a cabeca c res-
pondeu :
Amanhaa !... Georgele esquece-se do prin-
cipe !...
O eflilo tlessa palavra foi mgico. Georgele cm-
paliideceo, deixou cahir a carta das nulos Ircmulas,
olbon em torno de s com v espantado, e disse :
O principe com effeilo, sou casada casada !
e elle espera-mc !
Ficou muito lempo assim leudo os olhos titos no
chao, os bracos cabidos, e o coracao violcntamen-
le iMiiiiunv no Eiiifiui pareceu lomar urna resolu-
cao suprema.
Toda a hesilarau desapparereii-lhe do peusanieu-
lo, ella passon iai>iddiuenle a man pela froule ar-
denle, eiii'biignu as lagrimas, amarrotou a caria as
maos, e apresentandq-a ao fogo esperou com calma
que fosse inicuamente consumida...
Terminada essa operajao sem que Dimitri hou-
vesse julgado dever intcrrompe-la cora nenliuma
observacOo', G eorgele sabio da cboopana em que
acabava de passar apenas um quarto de hora, man-
dou a carruagem mudar de estrada, e vollou para o
baile que liuia ileixado.
Sua ausencia nial linha sido sentida. Alguns
dias depois ella i'iavia decidido o principe a fazer
urna viagem a Par.'s.
Tal linha sido a vida de Georgele desde o- mo-
melo em que vira retirar-se o duque de NauudorlT,
at aquelle em que tornamos a acha-la. Parecia-
Ihe.que'o duque tarclava muilo, ella ia tocar nova-
mente ti campanilla, t juando Dimitri toriiou a appa-
reccr no luiuiar.
E o duque t pergunlou Georgele dirigindo-se
a elle.
O duque est ah, respondeu Dimitri.
Porque nao o fazt $ entrar ?
Porque desejo pre veoi-la...
-^ Que ha 1
No momento eraq ue o tiuque eutrava*, repa-
rei que dous homens de pessiraa catadura o seguam.
Quem pode querer -lhe mal ?
Nao sei...
lalvez te hajas eng aado.
Assim o julguei, e | lara certiftear-me esperei.
- E que ha mais ?
Os dous homens p. araram porta detta casa.
Isso ho impossivel.
E agora estao deitad os no lumiar.
Georgele lornou-se pee sativa, e murmurou :
Que podem querer o sses homens i
He o que pergunlo a mim mesmo...
E adevinnaste 1
Talvcz. O principe he cioso !...
O principe?
Provavelmente elle ilescobrio...
Com elTeito...
E para dcseiribaracar-se de um rival...
Quer mala-Ic>... inlerrtunpeu Georgele eslre-
mccciido.
A moca percorreu um momelo o quarto com
aguacho, e tornando a parar tim frente de Dimitri,
pergunlou em voz baixa e rapi'da:
Onde esl o principe ?
Esl cejando em sea quairlo.
Pois bem vui... Dimitri... viga esses homens
para que elles uao possam eulrtir aqui, e quanto ao
duque saberei pr oleg-lo, e d cfend-lo se for pre-.
ciso!
Himlii sabio e nm iuslaule depuis iolrndu/io o
luque junto de licorgele.
(Confi'mmr-je-Aa.)


I

i

.


2
DIARIO DE PERNAMBUCO, TlRQA FElRfl 23 OE MAIO DE 1854.

\
OITAVA SESSAO' PREPARATORIA EM 3 DE
MAIO DE (854.
Presidencia do Sr. visconde de Baependy.
SIMM ARIO.Chamada de tupplentes. Requeri-
menlo df> Sr. Ferraz. Discursos dos Srs. Fer-
*":, Ribeiro dt Andrada, nutra Rocha, Re-
jeicOo.
As 10 '. hora* da manida, feila a chamada, e
aebando-se reunidos os Srs. \iscoiule da Baepindy
Paula Candido, Siqueira Queiroz, conego LeaJ, Pa-
clieco, Magalldes Caslro, conego Silva, Mendos de
Almeida, Dolra Rocha, Fleory, Jordao, Silva G ai-
maraes, F. Oetaviano, D. Francisco, Nebiat, Pe-
dreira, Bclfort, Borges Monteiro, Peireira da Silva,
Ferrai, Cnnha, Travasaos, Barbosa da Conha,
Picea, Albuquerque, Gouva, Rocha, Fausto, Be-
iitario, Serra, e Ribeiro da Andrade, o Srf presi-
dente abra a sessao.
L-sa e approva-se a acia daanlerior.
O Sr. presidente suspende a sessao, a ver sajjj
commisso de consliluico e poderes aprsenla gum Iraballio, ou o comparecer mais algus se-
nhores depoladus.
Ao meio da contina a sisSo.
O Sr.. Presidente :Nao havendo Irabalho al-
,gum da commisso, nemse apresenlando mais Srs.
depntados, yon levantar a sessio.
O Sr. Ferraz : Eu pedia nobre commisso
que nos apresenlasse o seu parecer ; ella est obli-
gada a islo, porque approvaudo-se Jiontem o re-
qiierimenlo que olTercci, dizenrio-se que era ur-
gente, devia a commisso dar-se ao Irabalho de nos
indicar os supplentes que deviam ser chamados.
O Sr. Duira Rocha : Estamos nesle Irabalho,
anda nao o concluimos ; he preciso examinar to-
das as actas.
O Sr. Ferraz : Peso que se tome no
para que ae conheca que obramos muito
nao approvar o parecer da commisso, poi
portava hima dilBcaldade a conclusas desse Brande
Irabalho. '
O Sr. Ribeiro de Andrada: Eu pretenda,
quando pedi a palavra, fazer a mesma rogativa quo
acaba de fazer o meu nobre amigo, com quaoto ti-
vesse votado pelo parecer da commisso, honlem
presentado, -por me parecer mais fcil aos mam-
aros da mesa que sao residentes na corle fazer o ex-
me dos supplentes que se acham na corte, eque
estao no caso de serem chamados. Como porm
uto passasse este peosamento ; como a casa prefe-
riste antes que a commisso de poderes fosse incum-
bida deste mcsoio Irabalho, eu peco tambem i
commisso que emprogue toda a possivel brevidade
uesae exame material, para que conste ao paiz que
de Dossa parle fizemos todos os esforcas, alim de
qoe se realisasse o mais breve possivel a runiao da
assembla geral, para que o paiz se compenetre
beta da idea de que a culpa nSo he nossa, se.esa
reunido nao se realisou no dia marcado pela cons-
liluico.
Talvez seja de presumir que lodos os supplentes
chamados nao comparecern; mas pelo menos lere-
mos feilo aquillo que de nossa parte est para que
a realise no dia designado a reuniao do corpo legis-
lativo ; estaremos em socego com a nossa conscien-
cia, recahindo a culpa desta demora sobre aquellos
depuladoa que se nao tem apresenlado, e que han
tenham escusa legilima que os justifique. He slo
que desejo que se faja bem sensivel, porque nao
quero que a responsabilidad* deste faci, sobremo-
do nolavel, recaa de algum modo sobre nos.
O Sr. Duira Rocha : A commisso interina
da constituido e poderes talvez se enganesse, po-
rm emenden que a casa, rejeilando honlem o pa-
recer que deu, nao quiz quo se chamassem os sup-
plentes que existem na corle. Ora, sendo assim,
entendemos que nao deviamos dar de novo m
parecer no sentido em que indicara o nobre pulu-
lado pela Babia. O nobre depulado mesino disse
honlem que ora um cxemplo lerrivcl chamar-se de-
palados supplentes menos votados (embora esse ex-
emplo esteja sanecionado pela casa.) Disse mais que
melhor era* esperarmos alguna dia que chamar-
me* supplentes menos volados. Ja v a cmara
que a commisso com razao receiou de eulrarem
tal Irabalho, que seria afinal reprovado por ella.
Nos Ja indicamos oque nos pareceu apropriado ;
acata rejeitou o uotsg parecer, e eslou cerloque
rejeilou, nao por aso indicarlos quaeseram os sup-
plentes, znat porque enlendeu que nao deve dar
asaclo ao* menos volados.
Eu julgo que o Sr. presidente deve declarar qne
suspende a sestio, nao porque se espere Irabalho
de commisso, mas por falla de numero para abrir-
te a assembla geral, porque nao chrgam os depu-
lados cQeclivos : o mais. he eslarraos a illudir o paiz
e a nt meamos.
O Sr. Ferraz : Nao julgo qne o procedimenlo
do nobre depulade seja falli daquella franqueza
que nos lodos Ihe reconhecemos. A nobre corrt-
miasao boolem, pelo seu orgo, pelo seu relator,
declarou casa que o Irabalho de que eslava in-
cumbida era mome'mtoso, nao podia ser feilo 13o de
rpenle...
O Sr. Duira Rocha : Nao declarei islo.
O Sr. Ferrax O Jornal assim o declarou, e
corre por loda a parte. Eu nao eslava presente,
toas li que se disse que o Irabalho era mumenloso,
qu* a razao porque nao se apresen lava logo era
porque tinha-se de recorrer as as actas. J>
nobre depulado faz mal em dizer^ie a commisso
nao aprsenla o seu parecer porque ioerprelou o
pensamento da cmara de nao admiltir supplentes.
Pela minha parle declaro qoe estou promplo para
approvar a entrada dequalquer sapplente que na
orden da votarSo lettha de entrar hesla casa. Creio
que nao ha discussao alguma quahlo ao Sr. Azere-
do Coulinho ; creio qaeo Sr. Dias de Carvalho est
atas mesmat cirenmstaucias, e que assim havero
tros.
Hat qoe Irabalho momentoso he csse que a nobre
commisso agora allega que nao possa ser vencido
por urna comnasHo ordinaria ou extraordinaria '.'...
O Sr. DiU WRocha:. Nao digo qoe nao possa
ser vencidtjjprs digo que nao eslou habilitado para
islo.
< O Sr. Ferraz :Que Irabalho ser esse que nao
possa ser vencido com algum esforz parase ublerem
informarles ? Se he nm grande Irabalho, se os no
brea membros da commisso nao o podera fazer, co-
me nos propoz queabrissemoa aqui as portas aquem
qoizesse?
Ora, os nobres deputa dos querem entregar osle
Iraballioa nobre commisso de polica, que nao li
commisso de poderes ; mas, sea nobre, commisso
de polica pode islo fazer, nao podem os nobres de-
pulados ebter as informados que os membros da
commisso de polica podem obler por qualquer meio'?
En creio que sim.
Senhores, em materia de servico pnblico nada de
capricho. Os nobres depulados sao dc.u, nao se acha
a commisso completa ; querem m.'iis alsucm .' En
requeiro ao Sr. presidente que nome mais ummero-
bro.
O Sr. Duira Rocha :Ho Irabalho perdido ; a
casa' nao quer saber disto.
O'Sr. Ferraz :Se os nobre s depotados assen-
tam que devem ser soccorridoa p ur outra commisso,
en offerecerei um requeriiEcu lo para que a nobre
' commisso de polica em qoe e lies so louvamuna-sc
i nobre commisso d poderes para apresen lar algum
Irabalho... .
O Sr. Duira Rocha :A casa'nao quer.
O Sr Ferraz :Eu allano a qoe a casa quer que
. se abra a sessao, que lenhamns numero para se ins-
lallar a'assembla geral. Essa idea do nobre depu-
lado nao passou aqdi, todos < (ueriam que houvesse a
reuniao, que se rhamasseitr supplentes, mas nao da
maneira que os nobres depuitados queriam, sem in-
dicar nome algum.
Sr. presidente, eu nao ddu tanta imporlaucia ao
succosso que vai ter lagar 'ulre nos, quem conhece
o tystema representativo, quem conhece bem a na-
toreza das cousas achara nina fcil razao, a fonte pu-
ra donde dimana este sucoesso. Pode dar-se o caso
que os depulados niloqueiram fazer pp^iao ao mi-
nisterio, e per isso so retir em, nao se apresentem ;
pode dar-se o caso, como agora se d, de quo por
moliVo qoalquer, por diflknldade e por nao haverem
meios de transporte em lempo, os depulados nopos-
sam comparecer; podo acceder reicsmoqae os meios
de traniporhj tenham falhado, que mesmo os nossos
collegas tenhapi ido victimas de ilgom sinislro no
mar. Porconsequencia nao hedesairoso nao com-
parecer algons membros da camai a por motivos in-
dependentes de sua vontade...('.j>ot O Sr. DVlra Rocha:A coran iasao nao cnlrou
nislo.
O Sr. Feraz :He verdade que se poder dizer
que ha senhores que por Ierra pudiam fazer a sua
viagem ; roas pode dar-se ama adenle ou outra
qualqoer razao. |
Nao vou, Sr. presidcnle, (e aproveilo a occasio
para rebatercsla razao apresenlada na imprensa),
com o que e diz, que ama das causas porque os de-
pnlados no.so aprescnlara em lempo ncsla casa vem
a ser ter-sc admit ido o coslume de pagar-se o subsi-
dio iquelles quo nao vm no primeiro mez, ou que
appareccm no ultimo dia. Digam o que quizercm, nao
posso acreditar em laes coasas. Dizem que liomena
que nunca vicram a esla casa fpram pagos do ssus
subsidios. Nao acredito absolutamente nislo ; p re-
presentante da naco tem inleresse muilo superior a
esse que me parece'bem mesqainho, para fallar a
verdade o subsidio nao he suflicente para as despe-
zas que os depulados lem de fazer...
O Sr. Oclaviano:Ncm isso deve ser trazido a
esla casa.
Ho lido o enlra em discussao o seguirte requeri-
menlo :
Que a nobre commisso de polica reunida de
poderes apresenlem sea parecer sobre as indcac,&es
e seus pareceres adiados, que lem por fin a cha-
mada dos supplentes, islo com urgencia.Silva Fer*
raz.
O Sr. Duira Rocha :Eu nao sei se a casa anda
contina a entender que a materia he urgente, que
a commisso leve dar um parecer, porque honlem
era vespera do dia marcado pela conslituicao parase
abrir a assembla geral: a cmara pareca compe-
netrada da necessidade de so fazer essa abertura no
dia marcado, c nesce sentido exigia-seque a commis-
so dsse um parecer com urgencia ; mas boje pafc-
ce-rae que lem desapparecido esle motivo, porque
nao se pode mais abrir a assembla geral, ainda mes-
mo que a commisso podesse apresentar hoje a lista
de todos os supplentes residentes atjui na corle, e a
daquelfes que ausentes ha probabilidade de vir ou
deixar de vir, como ludo se exigi.
Ora, nao leudo foRar hoje a abertura, dcvendoler
lugar em oolro qoalquer dia, a cmara deve espe-
rar que os depulados se apresentem, como parece
querer.
Nesle sentido parece-me que nao ha necessidade de
'plisar o requerimeiito do nobre denotado para se
reunlrem as duaa commissOcs para entrar em Iraba-
lho. Vol pois contra o requerimento, ido s por
esla ra/.."iii. como porque continuo a entender que a
casa nao quiz nem quer que se chamem os supplen-
tes menos volados. Ninguem me lira (lisio ; o mais
he perder lempo. .
O Sr. Ribeiro de Andrada :Com grande pezaf
meu discord da opinio do nobre depulado. O no-
bre deputado declara que urna vez que nao be possi-
vel ahrr-se hoje a sessao legislativa, tambem nao ha
inconveniente em que continu esta especie de inter-
regno ; mas cu entendo que quanlo maior Mr a de-
mora mais motivo ha para lastimar esle faci, mais
reparado, mais nolavel se lorna.
. O Sr. Ferraz :Anoiado.
O Sr. Ribeiro de Andrada :Se nao podermos
hoje remover o inconveniente que se deu de nao re-
unr-se a assembla geral no dia marcado pela cons-
lituicao, (levemos desejar que se abra.no dia i ou no
dia mais prximo possivel, e para islo convm qne
facamos lodos os esforcos. Se os depulados eBVclivos
nao se rcunem, qnal he o meio a que se' tem de re-
correr ? I le certamen le chamar supplentes.
Nao posso tambem concordar com oulro tpico da
discurso do nobre deputado ; elle enxcrga romo que
um receio da parle da casa de chamar supplentes,
nao ouvi nunendizer que supplentes rom grande nu-
mero de votos e que existem na corle nao devessem
ser chamados, com o qne vejo sempre argumentar
he com suppleules de I ou 2 votos, mas su infor-
mado que ha supplentes com niuilo maior numero
de votos, que se acham 'presentemente na corte, e
em nmero sufllcicnte para completar o que nos fal-
la para funecionarmos.
A nobre commisso declarou que pela circanHlan-
cia de ser composta de membros nao residentes da
efirte 8chava-se poucohabililada para apresenlar com
brevidade o Irabalho de que foi incumbida. Sem dos
vida que aggregando-se a nobre commisso a coro*J
miss3o de polica, composta em sua lotaldadc de
membros residentes na corte, mais fcil se tornar
este trabalho ; eu c.omHk lenhoreceio de qoe elle
se torne maisdifiicil ainado que he na realidade,
pela convieco em que esta o nobre membro da com-
misso de poderes de que a cmara ido quer cha-
mar supplentes.
Ora, eu entendo qne a volarlo dcslc requerimen-
to do nobre deputado pela Babia he nma occasio
propria para a cmara patentear se quer ou nao cha-
ma supplentes, porque, a nao querer, ha de votar e a la segando a coslume.
devia tomar para base da renda de I83 1850 o
termo medio da receita dos annus do 1850 a 1853.
12.
Foram despachados:
Commendador da ordem da Rosa o visconde de
Condeixa, viro-presidente .da companhia da estrada
de ferro de Man.
Commendador da ordem de Chrislo.Manoel Corra
de Anular, secretario da mesma companhia.
Oiliciacs da ordem,da Rosa os membros da direc-
tora da mesma companhia Jos Mara do Amarale
Joao Ignacio Tavares. i
Cavallero da dita ordem o Sr. Guilherma Bragg,
primeiro engenbero da dita estrada.
15
Por decreto de 9 do correnle mez foram nomea-
dos:
Major do balalhSq de artilharil da guarda nacio-
nal da capital da provincia de Pcrnambco, o alte-
res rio eslado maior da 2 classe do exercito Alcxan-
dre Auguslo de Frias Villar.
Major do 2 batalbao de infanlara da guarda na-
cional da mesma capital, o...alfercs reformado do
exercito Joo Bernardino Majorca ajudanles d'nrdens do commando supe-
rior da guarda nacional da capital e Alhandra da
provincia da Parahioa, Thomaz de Aquino Mendl-
o, e Antonio Itufino Aranba.
Capitao secretario geral da mesma guarda nacio-
nal, Joao Rodolpho Gomes.
Capilo quartel mestre dito, dito, Joao Jos de Al-
meida.
Capitao cirursio mor dito,dito, Francisso Antonio
Vital de Oliveira.
Por decreto de 10 do mesmo mez foi perdoada d
Francisco Jos Soares de Frcitas a pena de um mez
de prisao e multa correspondente a melado do lempo,
que Ihe foi imposta por sentenca do juiz municipal
da 1" vara da corle.
Por decreto de 12 do dito mez foram nomeados:
Juiz municipal eorphos dos termos reunidos de
S. (Joncalo c Jerumenha, da provincia do Pianhy,
o bacharel Jos PiauhilinoMendes de Magalhaes.
1" supplente do subdelegado da freguezia de Santa
Rila da corle, Gabriel Pinto de Almeida.
Majores ajudaiitcs d'ordens do commando supe-
rior da guarda nacional dos municipios do Pilar e
Mamanguape, da provincia da Paralaba, os hacha-
reis Flix Antonio Ferreira de Albuquerque, e Liz
Alfonso de Albuquerque Maranhao.
Capitao secretario geral da mesma guarda nacio-
nal, Luir. Antonio Goncalves.
Capitao quartel mcslrc dilo, dito, Joo Carlos de
Almeida e Albuquerque.
Capitao cirurgi>o mor dilo, dilo, Antonio de Soii-
za Nunes Pinto.
itkijores ajudanles d'ordens do commando superior
da guarda nacional do municipio de 1 tabica, da pro-
vincia de Minas Geraea, Joao Jos Soares da Silva e
Antonio Gomes Mafra.
Capitn secretario geral da mesma guarda nacio-
nal JosTeixeira Lopes Gumaraes.
Capitao quartel mestre dilo, dito, Alberto Alfonso
Cosa. .
Capitao cirargio mor dilo, dilo, o Dr. Domingos.
Marlins Guerra.
(Jornal do Commercio.)
COVESFONDENCIAS DO DIARIO BE
FEHNAMBTJCO.
Rio 16 de marco de 185.
Amice. Salutemplurimuminteresl te caler. Sau-
de, paz e concordia,para bem da patria e gosto seu,
Ihe desejo por infinitos anuos, assim como a esse bel-
lo lorrao, em que nasci, Iluminadlo a gaz e vapor
terrestre, duas cousas em que actualmente por aqui
mais so falla, depoisda guerra rutio-lurca, que lan-
o me lem empanzinado. o,
Creia-me, meu amigo, que nos hotds, na loja do
DessiMais, na* coufeilarias, nos cafs, as casas de
PasOJPbs Ihealros, as cmaras, se nao falla em
outra cousa, e sao lanos os planos de ataque e defe-
za, tantos os prophetas polticos, tantas as historias,
lanos os combales, derrotas e victorias, *que me
pareccm praga. Eslou arrependidu, creia-me, de ler
efiecluado esla viagem antes de passar a qaarcnlena
da ultima derrota de qualquer das alias partes bel-
igerantes. Ha historiadores que tcem de coros no-
mes de lodos os lunarejos da Kussia e Turqua, para
indigestaren! os pobres ouvintes com ells. lieos me
lvi e de semelhantes maniacos.
Estou, meu charo, na Ierra dos improvisos. Esla-
'mos com calor, em um momento improvisa-sc um fri
agudo, eeis niinhas juntas cm principio de rhedma-
lismo e minha garganta em come'co de ferrugem.
Esla atniospbcra pura, repentinamente improvisa-
se umajreineiida lempestade, e eis a chova a jorros,
^teianpagoi'fuzilando, os trovos Iroando, os lu-
f vafWSKlo o Ierra e arrumando alizuns edificios
*Kuros as costas dos visinhos. He um indivi-
duo descouherido, e de relente improvisa-sa milio-
nario, sabio, medico, magnelisador. ministro, sena-
dm .barOjSOnde, ou marque/, ele. Espero que muito
breve cliegue o men improviso, e que seja pararae-
Ihor do_ o/Hpou, porque para pcior nao valia a pe-
Se n'um bello improviso me aprsenlo almirante !
He sem duvidn para onde me arruma o improviso, se
vier, porque cumelles o individuo sempre se acha
naquillo para que lem menos ceilo, e eu. nao (euho
o menor paca passear no reino do/pai Neptumo.
No dia 10, eslava a noitc bella,
contra o requerimento, e endo o negocio contina a
estar sem decisao alguinjt; se porma cmara volar
favoravelmenlc pelo requerimento,.parece que lem
patenteado que deseja qne se tome alguma medida.
Como quero que esla queslolcnha lal ou qaal deci-
sao, para que nao se diga que a casa qrer apprcn-
lar que se chamem supplentes, mas que na realida-
de nao o quer, hei de volar a favor do requeri-
mento.
O Sr. Ferraz : Desejo que me eomprehendam.
Eu quero a reuniao da assembla geral : calendo que
devemos fazer todos os esforcos para conseguirmos
este IIm ; creio que a urgencia de honlem he a de
hoje, porque ha urgencia da reuniao da assembla
geral ; ess urgencia, qner seja hoje, quer amanlda,
he a mesma ; qne p mais breve possivel que possa-
mos obter esle desidertum deve ssr -o voto de lodos
nos.
pdoreci o requerimento, porque o nobre deputa-
d disse que o Irabalho era monienloso, que era
preciso examinar todas as actas, o neste caso era
preciso soccorro ; c comO o nobre depulado disse
que a mesa era competente por ser composta de pes-
soas moradoras na corte, com liabililacoes necessa-
rias para indicaros nonios dos supplentes,.pedi que
se rcunissem eslas duas commissdes.
Senhores, ou enteildo c)ue lalvcz a admisso de
supplentes nao prodaza o efl'eilo desejado : mas, nao
obstante islo, devemos fazer lodos os esforcos para
que a cmara se complete. E, se fora supplenle,
nao vir'ia para aqui fazer nicamente o papel de
figuran/e na sce)tada aberturttda aixembla geral.
c logo rrlirar-me para minha casa ; mas om todo o
caso he preciso ver se podemos on nao obler p. nu-
mero com supplentes.
Se os nobres depulados nao querem que o1 meu
requerimento passe, votcm contra, nao me, i m por a ;
era um anxilio que Ihes da va. pois que di/.iao qne .o
irabalho era muilo. Ouvi dizer. que sobre a mesa
baviaumarelacao particular dos supplentes existen-
tes na corle : vista dessa ola poderla a nobre
commisso otferecer algum Irabalho. E pcrguula-
rei agora : nao he urna sem razao da commisso nao
querer dar o seu pafecer sobre o Sr. Azeredo Couli-
nho, separadamente? Pode haver duvida sobrees-
t senhor ? Se honlem nao se approvou esse seu pa-
recer nao foi porque eslava unido a um oulro ?... -
O Sr. Duira Rocha d um aparte.
O Sr. Ferraz : Ea fallci do claramente, o no-
bre depulado lem lana penetrarn, que nao sei
como mo d esle aparte, En o que disse foi que nao
quera que viesse essa razo, qoe vulava pela entra-
da do Sr. Azeredo Coulinho pela urgencia que ha,
e nao pela razo do exercicio do cm prego'dos de-
pulados ululares.
Se a cmara nao quer, nao vote pelo requerimen-
to, apresentei-o para offerecr lodos os meios. Se o
nobre depulado nao quer fazer parle da commisso,
peca a sua dispensa, oulro ir subsUlui-lo, nas nao
interprete a vontade da casa, dizendoque nao quer
admiltir supplentes : eu quero admilli-los.
O Sr. Duira Rocha : Endo indique os nomes
dos suppleules que devem ser admittidos.
Julga-se discutida a materia : poslo a, votos o re-
querimento, h rejeilado.
O Sr. Ferraz : Agora sim, o Sr. Duira tem
razao ; nao querem supplentes.
O Sr. Duira Rocha: Agora be qne o Sf. sabe"!
Nao havendo maisuadaa tratar, levan la-so a sos-
do meia hora depois do meio dia.
10 de maio.
O Sr. ministro da fazeuda apre&cnlo honlem i
cmara dos depulados a proposla annual e o relato-
rio da reparlic.io a seu cargo.
S. Exc. or$ou areceila do imperio eml85ja 1856
na quanlia de IU,000:000000, e a despera em ris
32,:(l8:".)2!>0fi1. Uaver pois um saldo de ris
1,165:4155326.
A receita arrecadada em 1851 1852 foi de ris
40,33:*!51.55. e a despeza subi a 42,734:7819651.
Em 18521853 ariecadarara-se 37,913:501! 39,
egasram-se 34:040:389*829.
Assim o dficit de 2,420:3269196 cm'1851 1852
foi coberto pelo excedente da receita em 18521853,
deixando at ainda um saldo de 1,482:7839114.
Attendendo-se ao progressivo crcscimento da nos-
sa renda de importaran desde 1819 at 1852 deve-
ria orrai-.se a receita de 18551856 em mais de
34,000000; masa visl do eslado poltico da Eu-
ropa e da nfUuencia que a diminuieo de bracos em-
presarios na cultura das Ierras pode ler em nossa
produccao, enlendeu o Sr. ministro da fazenda que
ohorisonle limpo
islo he, embaciada,
porque aqui nao se conhece urna de nossas lindas e
poticas noitcs de loar ; sahi para apreciar o effeto
da itluminacflo a saz, auxiliada pela la ; e fui al
o Campo de Sant'Anna, a esse campo, ao quat, nos
provincianos, emprestamos lana belleza, pqrm que
nada mais he do que urna vasta campia, enchar-
cada pelo invern, e coberta do p insupporlavel
pelo vern, onde de lonae em lnnge apparece urna
arvore enfezada, e aguma vacca pastando. Eslava
alli meditando na incuria dos hoinens, que nao leem
plaDtjrawTliTvoredos, que cobrissem as estradas e li-
vrassem os que transitan! dos raios do sol, e mesmo
que purifica-sem o ar, quando de repenlo vejo fusi-
lar um grande relmpago, desses que poucas vezes
por l apparecem, e que poem, rfuando rhegam, as
velhasem contas com Santa Barbaia, c gaguejando
como tremillicante voz o Magnficat. Immeriata-
menle ouvi sassurrar ao longe um Irovao. Fiz-me,
sem perda de lempo, de proa para casa, para o ho-
tel Pharoitx,-com todos os pannos sollos, calellos,
varredores e papafigos fura. Nao sei quanlas militas
levava, porque nao livo lempo, acossado por for^a
maior, de delar a barquinha, mas a com exceden-
te marcha. A lempestade apprnximava-se rpida-
mente, e j urnas gotas d'agua de grossura crescida
caliiram sobre roim, quando pude encontrar urna
porta aherla, era do lintel de Franca. Abriguem-me,
e nao sei como lie riescreva semelhanle temporal.
A cnuva cahia em borbutes,os relmpagos amiudados,
azulados embaciavam-me os olhos, os trovos i-
bombavam com tamaita turca que pareca cahir o
eco.
Em um momento, c de improviso, paroua ckmva,
e cessou a desonlem. Segu para o hotel, matapc-
nasrhegava a porla, c bu furia a distancia, come-
cava a segunda parle da tal symphonia, c enla* com
acompanhamenlo de ventana, quo moslrava dese-
jos de arrancar cldade. Entrei no hotel lemeodo
amanhecer, se nao esmagado, amas poucas de le-
goas distante, conriuzido com o tal hotel pelo venlo,
mas felizmente ainda eslou no mesmo lugar.
Nao sei o sarao aloque horas1 durou, porque ador-
mec profundamente; mas sei que urna casa na ra
do Parto, que cstavam edificando, cahio sobre a
visinha, cujos moradores escaparan! milagrosamente
a uiorle macaca, que he a mais prozaica conhecida.
Deve ser urna das peiores mortes a espremida. He
a que as mu Hieres dan s pulgas.
rev elfectivamente lugar a abertura da assem-
bla no dia 7, mas como no dia 8 nao pode haver
sessao falla de numero na cmara temporaria.
Os dignissimos ainda nao eslavam arommodados, c
nesses termos nao se pudia exigir delles maiores
sacrificios. A patria vai sem novidade, e por con-
sequencia nao ha pres-a.
Andei pelos corredores a ver se pilhava algnma
expresso, que me indicaste a disposico dos dig-
nissimos. Nada ouvi. nada colhi, que mo revelas-
te iiitcnres hoslis. Nao foi sem fundamento, se he
certa a ancedota, oque/dissc um-dos dignissimos
a um dos Kvius. qae se a'prcscnlou em accao de ar-
rebanhas.V. Ex., pode relirar-se, eorrar-saao
incommodo de vir c, porque os meninos sao bons.
Desta vez rifo se faz mister o dcspenlcio de trre-
le*. O carro leva borii cocheiro e cxcellenles ptre-
Jbas, nada ha a recejar
Costo muito do espirito de ordem, que ha nesta
corle. Um bando de periis, v. g., que, la na nos-
sa provincia sao uns bichinbos arengueiros, bri-
ges e insubordinaveis, he aqui conduzido por um
s individuo, qu?, com urna vara compriria,' qae
Ihes arrumam cabeaa em casa de duvidas, os faz
seguir mansa e pacificamente, como um bem dis-
ciplinado halalliao, por lodas estas ras, sem que
um sotme'o atrevimenlo de responder a qu autos
assovios Ihe estrujam nos oavidos. Tambcni um
s imliviiUio conduz, com um bomazorrague, cres-
cida porro de porcos, sem qae os 'bellos charcos
que enconlram Ihes desatiem o appetile de uro ba-
ldo a sea goslo. Tem-me murnvijhario o ver que a
civilisar;ao, c com ella a obediencia e subordinarlo,
lem atrancado as rajas. Mnri e peruana. Pheno-
meno que eu jamiscreria I
Se encontrar por l al-um insubordinado maoj
o para c, o cu Ihe aflianjo, que do Cabo Fri"
(liante comerar a arrefecer seu calor de revoltay c
assim" que transpozer o l'ao rfe astucar Ucar bu-
milric como um cordeiro, manso, c pacifico como
9 ovclha, que chupa na sua lela b na alheia, con-
forme a leltra do rifao. Deixando o incidente da
insubordinacao, conlinuarci dizcndo-llu, que faz
goslo ver a calma com qne v8o principiando os
trabalhos parlamentares ( esta palavra hoje n,to (em
segundo sentido, e ncm faz descorar um s minis-
tro ) agora podemos dizer, no rigor da expresso,
que ludo marcha suavoc naturalmente.
Logo no comeco foi suppriniida, sob proposla
de um dos dignissimos, a cunimisjo de requeri-
mentos ou petises e ordenados. Em verdades, era
intil, porque boje niusucm mais requer assem-
bla. Tambem quizeram supprimir a de contas
do thesoiiro, o quo era juslo ; mas os dignissimos
nao estiveram por isso, e enlendoram conveniente
conservar essa espada de Damocles, suspensa por
nina grossa caileia. He urna commisso de impostu-
ra, que nao val o lempo que se consomo cm sua
eleleo.
Foi tambem snpprim'ula a commisso de minas
e bosques, que, segundo me parece, uao tinha ain-
da apresenlado ronrenieuria de sua couservarao.
A trra Ihe soja leve.
Fui propona e approrada a rfeai.-'m de ama de
obras publicas, 'queja foi nomeada. Vamos a ver
se ella d alaum pilo para que eslat ras lo-
mem caracler de ransilo publico de urna capital.
Eu quizera que lanbem fosso nomeada outra de
.limpeza, porque' en verdade he o de que.mais ca-
rece a nossa curte. Se o pobre viageiro nao tem
mil ris por hora, para pagar a um insolente co-
cheiro de lilbury, lem de ver os pobres sapalos
encrustados de lana al os tornozellos, e, o que
mais he, do levar sus atperges de lama podre pela
cara e mait parles menos nobres de seu lodo cor-
preo, que Ihe se'O deitados pelot hyssopes das
rodas dos carros, llburys, caps, gndolas, mni-
bus, sociaveis, beriodas, e mais sucia rodante,
mesmo dasdemocr**cariocas, em que se embar-
ca m os porcos, e viteas murtas, e toda especie de
eslerquiliuio, e mabria gravitante de qualquer ge-
nero.
, So nao fra a polcla, que aqui qner a cara deseo-
berta, e exposta a irsallos laes, cu me armara de urna
mascara, c pernas dt pao para meus passeios. He
urna da militas cousjs com que aqui me nao posso
acoslumar, o odor suave, embora um pouco compli-
cado, que exala de ras ras c mesmo de algumas
casas. O bello sew, que aqui he muilo nervoso,
tem-se armado de garafes de palchuly, essencia de
rosas, agua de mil fOres. de colonia d Piver, pen-
dentes cinta de grasa caricia, nos quaes mergulham
os delicados narizes; nos outros, porm, do sexo for-
te, tolos que somoi, naotadmtimos ainda esse im-
portante mcllioranealo. Os ilandys eslo princi-
piando a usar mis soirlnuls de locar noscalcaohares,
creio que para acconmodarem nos bolsos alguns fras-
cos de perfumara pira acoberlar seu olphalo dos in-
sultos das exhalarais das ras.
Tomando assembla. Concluio no dia 12, e con-
cluo raneada, a e'eic,aO das commissoes. Pelo que
me parece, os dignissimos u8o eslo nesle anno mui-
lo disposlos a ranrar-se, porque enlranrto i II do
dia. apenas bel i-Hit ha mais casa. Houve um
que se lembrou de apresentar a seguinte inriiearao
Fica o governoaulorisido a nomear as commissOcs da
casae oulro a seguhle emenda,E a fazer ludo
quanlo nos deverianus fazer.S. R.
Era nm meio fcil mo de legislar.
J houve quem hleressasse saber o que era mais
caro no Brasil,' e eu, nos poneos dias que aqui eslou,
descobri essa incosi ilabe a fabrica de fazer leis.
As ordnacM r>> reino, as eslravagaoles, e tollas
as antia; islravagmcias legislativas, pelas quaes ain-
da hoie nos regnos, e regeremos em quanlo bouve-
rem nometis-rie ara, com beca, ou sem ella, n^o
custaram, inclusive a. mpresso e eucadernarao de
lodos os exemplares exislenles, o que lem cuitado a
nossa legislarlo ephemera.
Mas, emfim, se assim nao fra, como viveriam os
ofliciaes mechanicos. dizo meo sapalciro, quando a
obra nao tem a devida seguranca.
A illuminaco era noiles de luar soffreu eclypse
por urna noile, portue a empre/.a enlendeu qu esta
bella capital poda dispensar o gtz naqnellas noiles
em que a casta luana se apresenlasse de rosto desco-
berlo, mas os Fluminenses, que sabem quanlo el
aqu, ao contrario do geral de seu sexo, ho caprich
reclamaran! conlr: a lemhranra que mais noile,
nos noile, os poiia palinhanrio n'algum dos bellos
charcos de pul di c mal cheirosa lama, de composi-
So riubia, qae le esleudem com toda a liberdade
constitucional peas ras de S. Joaqnim, Alfandega,
S.ibao, Senhor dre Passos, Ouvidnr, Piolho, Ajuda,
dos Arcos, Resele, Invlidos, Mala-cavallos e un-
irs refepdas nocilhalogo das inmundicias.
No omro dia abundaram as reclamac.ies nos jor-
naes, eo gaz read]uirio lodo sen dominio, ajudaodo
a senhora Diana, quando, pudibunda, occullar seu
rosto com algum veo de 'densa uuvem. Est, portan-
to, a bella romntica, de que em outra Ihe fallei, sem
esperanzas de reivindicar a poesa das noiles de luar,
as quaes diz ella, seu espirito disprendendo-se dos
lar,os terrestres stha ao Pind. Ho para mim urna
das entidades sublimemente iuleressanles ama joven
de olhos negros e anglico semblante, favorecida de
Apollo.
Infelizmente tos nossos deznlo a vinle annos o
bello sexo era quas lodo prosaico, e rara a senhora
nervosa. A nao ter isso eu hoje estara arrasbodo o
sacro jugo de llvuineu.
Cheguei infelizmenle na poca dos debuts no Ihet-
Iro lv rico ; pelo que difficil he obler-se urna cadeira,
e assim nao lenho lodido saciar estes'oavidos as pu-
ras ondas do snavemelo lia.
Esla tres canteres eslreando, e isso leva lempo,
porque hecom toda a economa. Como para mim a
primeira vez que ojvir um cantor he a sua estra, re-
servo-me para quanrio todos esliverem satisfeitos,
manda-Ios debutar em minha honra, e eslou cerlo
que o faro mais limpamente, lano porque lerao ti
do mais ensaios, orno porque devem ter perdido o
receio infallivel das primeiras recitas. >
As cantoras, quanlo i formosura, iji/.em-meque sao
soffrivelmenle ordinarias, o que em verdade he um
mal. pnis os dileanles Ievam muito em conla essa
qualidade, que mgnelisa.
Ha tambem ama riansarina, que ainria nao es-
Ireou, e essa he peca fina de patente. Eslo ancio-
sos, o eu nao espero re-la, pela primeira vez que for
scena, mostrar a hahilidarie de suas pernas.
O actor commendador, o Joao Caetano, est resti-
tuido scena, e eu muilo breve vou verseo crdito
dessa nolabildade artislic.1 corresponde a seu meri-'
to ; e Ihe commnnicarei meu juizo imparcial.
Ando muilo previnido contra a fama de actores.
As vezes bs espectadores confunriem com o mrito a
appareiicia phisfea, capplaudem nao o tlenlo o me-
nt artstico, masa natureza qne lberalisoa ao teu
favorecido, um agradavcl semblante, um corpo es-
bellp, e as vezes smente urnas boas pernas. Sei
bem que o actor para ser perfeilq deve reunir ao la-
telo urna agradavel figura ; mas nao quero que s-
mente esla Ihe gradge o crdito ; ao contrario pre-
firoquelle a esla.
Contina a epidemia desade, e poneos leem-pas-
sado desta para melhor. Nao sei se serao elleilos do
gaz.
Tenho oavido queixss contra a caresta dos vve-
res, devida, dizem lodos, ao monopolio dos negocian-
tes desses gneros, que os almazen.im para conserva-
rema escassez. A polica aqui he activa, e nao sei
como ainda nao se enlendeu com esses espirituosos
amigos da humanidade.
Os \ injios cstao carissimns, e secontinaarem assim
mal estoos iotestinos de cerlas quarlolas vivas, que
por aqui ha.
Dizem os pnlilicos. que o czar foi lo fino, que at
escolbeu, para complicar-se com a Inglalarra. a po-
ca em que a murrinha atacnu as rJarreiras. He mais
urna calamidarie, alm dogelo, que tem de solidtr o
rAum.' Que importa que a rapaziada amol os ru-
le! tos s o alcliool a nao enthusiasmar ?
Um inglcz sem meia caada de liquido espirituo-
so he urna massa inerte, sem herosmo, sem genio. O
pensamento nao he meu, mas lenho-o como cerlo.
JA deve saber que o parlamento francez acalmo de
mostrar seu liberalismo e independencia, permitlin-
do a accusac.ao de Mr. De Montalemberl por pensa-
iiienlos enunciados em uuia carta particular de mera
conlianc. Feliz povu. que 15o fcilmente curre os
extremos. Dos nos livre de macaqueadnos tambem
cssesnuyos principios de jurisprudencia criminal.
A divisao imperial reclamada pelo governo de
Montevideo, chegou no dia l.s immediar,es da-
quella capital, onde entrou no da 3 para desfilar
dame do presidente da repblica. Compunha-se de"
cinco hatalbesdc infantaria, tres regiraenlosde ca-
vallaria de linha.uma brigada de guarda nacional da
mesma arma, e 8 pesas de artlharia. ,
O escriplor da semana do Jornal do'Commercio,
com o sal. que lano caracterisa sens cscriptos, deseo-
bro os motivos dos desgostos dos dignissimos, com os
Exms., e queor.casionan.....se Iheno falla a lgi-
ca, a demora em acudirem aos reclamos da palria,
que, pela desfem, como quera um patriota de seu
coiihecimenlo, devia lcv pelas faces um veo de luc-
io, perder os cabellos, binar una cauda... Ei-los:
i.: Porque o senhor da fazeuda ainda nao visilou
aos recem-chegarios, ronUnlando-sc com os ipertos
de mao, c com as phrases cordeaes as ante -salas da
cmara. Cortamente esse motivo he jnslo, por ser
de 2. Porque o Sr. ministro da marinha, qae deve
ser o supremo almiranteado imperio, nao chapa seu
charuto, c nem, desattencao horrivel os Iraz lia al-
gibeira par, offerace-los aos' collegas fuman-
tes.
Esse he mais que juslo, porque revela' mo
goslo.
3. Porque o Sr. da jusliea nao sabe que amigos,
amigos, negocios parte e traa a todos com icual-
dade.
Esschejuslissimo, por ser fundadoem democracia
ullra.
4. Porque o Sr. da guerra falla muilo apres-
sadamenle.
He bom motivo, porque deve um ministro pensar
bem anles de responder. Onvir muilo, decorar pou-
co, fallar menos, obrar nada o promelter bs-
tanle.
5." Porque o Sr. do imperio he muito moco, e
do Kio de Janeiro.
Oh I esses dous por si sos sao capazos de derribar
as mais bem constituidas posirOes. Um ministro fi-
Ihn da corle, e de mais joven!! Nao necessila'dc com-
nienlos.
6. Porque oSr. de estrangeiros toma snas pila-
das de cangica.
Oh manes de quanlos narigudos tabaquistas lem
esgotado os eslnnqucs, viudo ver que pessimo goslo !
I;m ministro sorvendo urna boa pilada de cangica ?
lorie mais; e eu mesmo, irpezar de niinhas dispn-
siroes pacificas, a despeilo dos arranjosde meusafi-
lliados, se fra dignissmo.aprescnlar-me-hanainon-
lanha com os campees Mello Franco, Pacheco, e
Andrada Jnior, entrara em qualquer cruzada par-
lamentar com aquelles antigns campees denodados,
que boje laslimam cmsegrdoa desolada Sio.
Infelizmenle nada posso fazer emdesafronla cia-
ra palria, qiioVfonlinuar a ser dirigida conforme
quizer qnem pode.
Para meu consol entrn honlem, sem a menor
difliculdade, como supplenle por Minas, o curioso
Mello Franco. Veremos se Ihe agrariam agora os
sapalos do arsenal, as fazendas do Palhares, as pis-
tolas dos meslrcs armeiros, asespingardas francezas,
o prcijo dos miirins, a quantidarie riaslinhas, os cla-
rins da cavallara, e os ralos rio edificio Com ancia
foi recebido pelos curiosos, e lodos nos preparamos
para ver sapalos de cinco pontos, e oulras esprtelas
por rile nao queridas.
Jo ha urna soOYivel palrulha, mas vejo muila
calma.
privou de ambos os bracos, sendo fallida de meies,
annuncinu que ia mostrar ao publico varias edif-
ficeis habilidades, execuladts com os ps, no salao
do Paraizo, para onde convida va oscaridosos e ca-
riosos, mediante mil res de entrada.
Era urna bella occasio de ostentar-se a caridade
de urna populaco civilisada, mas nao sei porque fa-
talidade, apezar de urna linda tarde, poucas pessoas
concorreram, sendo o bello sexo o mais remisso ao
chamamento de nma sua companheira infeliz.
Nunca, desde Eva, se manifestaran! com lana
frieza os estimulos de curiosidade da amuvel metade
do genero humano.
Eu, nao tanto por caridade como por curiosidade,
no que sou bem herdeiro de minha av Eva, t tres
e meia da tarde fui-me dirigindo ao Paraizo, porque
sendo o espectculoanuanciado parias quatro ho-
ras, lemi nao encontrar mais lugar, o que nao se-
ria multo admiravel em urna capital, onde urna bu-
lla do caes reno em 5 minutos ama columna cer-
rada compacta e crescida, como as phalanges mae-
donianas.
Infelizmente para a desvalida, achei-me logo que
cheguei ao salo, na postibilidade deescolher pouzo
minha vontade. -
Poucomsde50snhoras, e200 homens alli se
achavam. Das concorrentes nada posso dizer, por
que vi-apelo avessn, pois liveram o mo gosto, os
directores do espectculo, de collocar as cadeiras
em columna cerrada, e a tres primeiras linlias Ja
Trente reservadas pelo bello sexo. Alli tive pralica-
mente occasiSo de conhecer o quanlo errneo he o
pensamento de um nosso liltera'.oas seahoras nao
leem cosasgusaniento que,ignoro n razao, vai
ganbanrio bstanle celebridad*. A calorosa experi-
encia, moslrou-me, que ellas leem costas, io opacas,
e prosaicas como qualquer alentado machacaz.
Nao se agastem as bellas, porque sobejos dotes ja
possuem para sentiremo nao serem transparentes.
Eu as quero assim mesmo como Dos as fez, para te-
rem o quo ofierecer aos que cahirem em sea desa-
grado.
Apezar desla conlrariedade, fui lodo allencao.
Principiou a locar urna linda peca, urna musica.mi-
litar, dirigida por um volumoso crioulo, que era um
compaco vivo. Marcava-o com o p, bracos, e ca-
.beca, ainda quando tocava seu clarinclo. Nunca vi
semelhanle enlhusiasmo, e b m merecido, jusliea
Ihe seja feila. '
Appareceu sobre o pequeo tablado a nleressan-
le menina, que pelo semblante mostra ser maior de
20 r tantos annos.
I r elle rertaincnlc nao se pode avaliar com sc-
guranra sua iriaric, por que riove estar muito con-
irahida pelos habituaes esforcos para crcscercom os
mal adaptados instrumentos, de que se serve, gran-
des dilUculdades. He bastante iulercssaulc, embo-
ra o senlimeulo de repulsao, que primeira vista
causa a falta dos dous lo importantes membros, do
corpo, que dio graca a seu movimenlo, e como que
Ihe servem do equilibrio. Em seu rosto nola-se a
calma resizuacao, e habitual paciencia, que fazem
desapparecer os vivos lampejos da intclligencia.
"uem a olhar ittenlamenle supporu descobrir oella
primeirns traeos de idiotismo, entretanto que as
difficulriades por ella vencidas revelam una iulclli-
sencia aguda, um espirito forte o tenaz. He de
pequea altura, e seu corpo acha-se muilo cons-
IrangiriQ o defeituoso petas pnsirOes obrigadas, que
loma para servir-se de seus bracos conquistados
natureza.
As pernas tem bem pronunciada curvatura, visi-
vel, atiesar de seus vestidos, e afe nareceu-nie que
coxeava de ama dcllas, Moslrou nao soOrer menor
conslraugimento |ior estar exposta a curiosidade de
um publico desconhecidn. Suas acues parecem
muilo Datarles, apezar de coustramtimenlo que nos
causam aquellas* que julgamos difiieeis e contrarias
natureza ; e nenhum de seus movimentos pode ser
censurado pela mais severa honeslidadc. He tal o
seu cuidado c destreza, que, apezar de achar-se em
posico elevada, e quas as bordas do tablado, ni-
camente Ihe appareciam os ps at os tornozellos.
Principiou descalcando os spatos e raeias, assen-
lada em urna cadeira, com urna destreza, que hon-
rara s niel llores lilao-.
Tomou um 'estojo de costura, abrio-o, e tirou com
loda a delicadeza poca por peca, fazeoda, moldes.
lliesouia. Com a mesma deslreza de urna anliga
coslureira dobrou a fazenda. coliocou o molde com
loda a economa, pregou-o com allinetes, tomou a
thesoura e corlou todas as pecas do corpo de um ves-
tido.
Tudosso ella evceulava cornial desembarace, que
mais de uma mos iicaram envergonhadas. Tirn
do mesmo estojo agulha, liuha, dedal, e um lenco.
Emfioua agulha, e coseu no lenco por bastante tcm-
rfza.
Liverpool, cora a carga que j Ihe aununciei, a barca
uisleza haeward Ilouslead.
Despacharam-se mais esla semana os segoinles na-
vios inglezes com gneros desla:
, E!"-!para Ca1ua'' barca "o. manifestan-
do J.oO saceos ae assucar mascavado Desando
17,500 arrobas.' kv
Em' 13, o hrigue Fairij, para Liverpool, com a
cirga de l,080saccot de astacar matcavado, e524 sac-
cas de algodao.
U Eslet ca/regamenlos, seguudo mo informan!, ob-
liveram neasa prara, o assucar 19800, e 28000 rs. por
arroba, e o algodao 69200 r. tudo posto abordo.
A venda do algodao por Fairy, e assucar por filt-
ra, foi efectuada em principios de Janeiro do cor-
rente anno.
I'icam nesle porto carreaando assucar e algodao,
os navios inglezes, Spirit ofthe Times,Anua Sarah,
e Margare! Rtdley.
A arruinada barca Countts of Zelland, seguid
cm 13 do corrate para a barra, lim de esperar raon-
ro, e, assim que ella pparecer, aprovelar-se della,
fazendo sua viagem oara essa. Heos a leve a salva-
mento, e a fade bem, que a alguns de c nao desam-
parou.
Fiquei sorprendido de ler no teu Dittrio de 9 do
correnle, a missiva dirigida pelo seu novo corres-
pondente nesta drade datada de 5,o qualse intitula
leigo do convenio de Santo .Antonio, cm que diz que
o negocio de assucar nesta he segredo de abetha, e
qualquer cousa que se diga he urna denuncia que
se da, e parecendo-me semelhanle asserco urna in-
juria ou invectiva adrede laucada ao nosso commer-
cio, com o intento de arredar delle a sua boa f, e
cooceito deque goza, mormenle teurio-llie eu minis-
trado em muilas das miohas alrazada missivo, et-
clarecimcntos sobre esse negocio, de tal fdrraa qoe
nao s lenho patenteado os proco* por quanlo esse
genero aqui ,. comprado, mas tambem aquelles das
vendas teilas nessa praca, loito que chegam a meu
conhecimenlo, como anda boje fac" ; julgo do mea
dever, portanlo, vista do que Ihe tenho dito, repel-
lir por inexacta e menos pensada aquella proposirao,
e rogar ao mesmo correspondente, so leigo nesta ma-
teria, que so informe melhor das transaecos do mer-
cado como ea pralico, fira de. para outra occasio,
nao escorregar, demonstrando visivelmsnte a sua
crassa ignorancia a respeito.
Se o Sr. corrcsoandenb3 nao poder per ti mesmo
obler esses esclaJEeimeA*, recorra ao mea cicerone
Barrozo, assim como rlm recorrido ao mea amigo
Merele ; chame o gebo com todo o carinho.que elle
he um tanto arito, offereca-llic meia carrafa de boa
cerveja que cosluma lomar, igualmcnlo uns prelu-
dios de llanta, pois elle he riouris por msica, ou
mesmo d-se ao incommorin .de indagar tambem de
pessoas do commercio, o que pode bem fazer, princi-
palmente com a csperleza e finara com que odotou a
madre natura, c ver que se cnsanou t'n lotum no
que disse, e conhecer cuino cabalmente que pode a-
vancar quanlo quizer, a respeito do commercio
desla, sem denunciar actos que o desabone.
Segundo me contou o Barrozo, concluio-se na al-
fandega a conferencia de volumes que Ihe annun-
ciei na minha anterior ; porm ainda nao se verifi-
cou a falla ou acrescmo que dizem haver para a re-
cepcao da suspirada mulla pelos reclamantes,que me
parece iicaram mamados, c afinal de contas recla-
mados, que isso ser o peior, se nao se metler de per-
meio algum anjo da guarda que inlerponha o sea
\ alimento em favor dos sobreditos.
Sade e patacas Ihe desejo, ele.
------**-------
Forcados porlanlo a replicar pela conrideracao'
cima expendida, de novo atseveramo* qoe tomos
minuciosamente exactos na narrarao do fatto em
queslo; e lurlando-not por ora ao Irabalho desa-
gradavel de adddsir mait provas em prol das nossas
asser'cOes, limitamo-uos a dectarar ao publico, que
oYimos quasi tudo quanlo* avaocamcu da propria
bocea de um dos lentes que intervieram na desor-
dcui para applaca-la; e esse lente he oSr. Dr. Pe-
dro Aulran da Malta e Albuquerque, para cujo
lestemunho appellamot, como a prova mait summa-
na e valiosa que podemos apresentar.
Em presenca de varias pessoas do consideraego
nos referi o Sr. Dr. Aulran aquello deploravel suc-
cesso, e anda honlem oo* repeli S. S. pela segun-
da vez qae, lano ello como ten collega o Sr. Dr.
Lourenco Trigo de Loureiro sahidod'aula do quin-
to anno, nada poderam consejo* entre os seus bons
discipnlos amotinados, sendo o meimo Sr. Di. Au-'
irn tirado da grande roda onde/fcreteoptto. por
alguns eslodanles prudentes, para nao sor tambem
physicmente maltratado. Como esle he o ponto ca-
pital, entendemos dever libero explcitos sobre'
Podaramos da mesma sorte reproduzir as palavras
que dcsafiaram o espirito de bairrUmo, e provar que,
ou por murro* ou por bofetn; (a dBereoca he pe-
quea) principiou a conlenda, e algumas cara* nhi-
ram contusas; mas nao queremos de modo algum,
estirando o caso, prejudicar a orto do corpo acad-
mico, a quem por espirito de jusliea tmenle, nao
faremos respontavel pelos aclos de inslenle! refrac-
tarios, qae alardeara fazem timbra de tua m oda-
cacao. O nosso empenho he esligmatisar o proce-
dimenlo de cerlos pimpoes, motores de todas asdes-
Kdens que na academia apparecem -, e laes sao esses
senhores, que ainda agora acabamos de ser inforroa-
Ipoda priso de um estudante, o qnal sendo aggre-
dnto por um delles no dia 21, puxou por om esto-
que e com esteo inveslio....
Recebemos honlem noito pelo vapor inglez
Great ifeslernioraaeido Rio de Janeiro, que al-
caneara a 16 rio correte, e da Babia a 20.
Por falta da lempo e espaco s podemos inserir no
presente numero a carta do nosso correspondente da
corte, assim como alguns despachos que ltimamente
liveram lagar.
No seguinle numero transcreveremos as noticias
de Buenot Ayres e Montevideo, e o mais que encer-
ram os jornaes de inleresse.
Da Baha nada 'temosa mencionar.
G01HUIC4D0.
Aule-hontem tive occasio de admirar mais um as-
'umbroso etirito da enrgica vontade do homem, a-
.ampanbada denjiacienle constancia; o qnal a popu-
laco desfa capital moslrou mal apreciar, co neo i ren-
do em diminuto numero para ve-lo.
A joven D, Mara da Gloria, a qnem a natureza
po, e com bastante ligei
Admire! a agudez de soa^isla, porque assentada
em urna cadeira ordinaria, com os ps em sua posi-
co quasi natural solire'o paiimeulo, e rom nma
pequea curvatura da espinba.Wsal. pule conse-
guir com ii auxilio ileluz, norquejS era bastante es-
curo, enfiar por mais dcima vez a agulha. servico
Sua cu nao faro, salvqwHod'aquellas por cujofu-
o pode passar um rameJV.
Tomou um fuso. e umfl,e(ri-'a de algodao, e bou
com lodo o desemliarc.o,15*"endo correr o fuso como
quaesquer dedos coslom>iros desse ingrato serviro.
dadoem casliHo nossa primeira m&. Desprendeu
o fio, e enroloii-o no fuso, a proporcao que licava
promplo.
Collocou-se um prato em urna cadeira mais baixa,
e ella firmando os calcanhares sobre o assenlo, to-
mou um garfo, e comea desembaradamentc pedacos
dgoiabada, abaixanrioa cabera, ccurvando o corpo
para loma-Ios do garfo.
Descascou e corlou n'um prato urna laranja com
bastante limpeza ; e finalmente penteou. reparlindo
os cabellos, entrancando, pregando grampas ele, a
urna joven nteressanle, com a mesma facilidades
bom gosto do Dcsmerais.-
Ao concluir esse Irabalho recebeu palmas e bra-
vos dos espectadores admirados.'
Ha poneos dias Icndo estaitoeii com alguns m-
dicos, disse que o homem neda rara dus'quadro-
nianos. Kevollaram-sc, e qnjzenm provar-me, que
(al n3o ha. Apresenlaran*-m%um p hnmano com
torios os seus dedos unidos pelos ligamentos naturaes
e por signal que anda cheirava mal, e urna mao no
mesmo estado, para niostrar-mo a differenca de
suas partes, e que a collo-arao e felio de seus ossos
indicain mislcrs muito differenlcs.
(Juizera que elles vissem a inleressanle D. Mari
da Gloria traballinr; para cnlo marcarem a real dif-
ferenca de nm p a urna destra mao. Veriam mo-
vimenlo particular, e rieletminado em cada om los
dedos, a curvatura do pao pegar, e que elle, em
exercicio como mo, perde al a apparencia daquel-
le membro. Veriam que he possivel dar-lhe movi-
mentos calculados, determinados, e contrarios, qae
cada um de seos membros obedece primariamente
vonlade que o dirige, e que se presta a obrar por si.
ou em concurso com os oulros, segando he mister.
E eulSo talvez reconhecessem, que a analyse naquel-
le importante membro, lolhido e inuliiisadn pela
educarn, nao pode determinar as importantes fui-
eses, a que elle se prestar. A mor parte dos ho-
mens lem a mao esquerda intil, porque entendo
rain que ella he menos uobre du que sua compa-
nheira, e al a estpida civilidade, essa tyramna do
homem soriavel, (omou o alto recreio de conriemnar
cerlos excrcicios sens. A educaran aleija o homem,
e quando um incommodo na mao direita o priva
de sea exercicio, v-se elle em difliceis enbaracos,
porque o ohrigaram a desprezar o substituto.qne
a prvida natureza Ihe dea. .
'Eu creio qae a' natureza dando as m3os ao ho-
mem, quiz qae elle as empregasse em obras mais
delicadas, naqnellas em que Ihe he mister o concur-
so da vsla : mas tambem quiz dar-lhe oulros ins-
trumentos para execular aquelles serviros em que
nao he mister o auxilio mui directo dos olhos. Os ps
leem oulros misteres, que nao somentc o de condu-
cir o corpo. Eslou firme nesta conviccao, e agora
mais Mu que nunca. O macaco nao se serve dos
ps para tudo, entretanto que auxiliando-se .del-
les abrevia muito seus trabalhos, e os executa com
bstanle facilidade.
Farei ponto aqui. D saudosas lemhranra* aos
amigos, asseverando-lhes que pouco, ou nada, te-
nho podidoesquecer suas amaveis eompanliias.
Ainria nao Uve occasio de apreciar asExm. flu-
minenses, porque de die, excepto aos domingos, sao
nvisivris, e de noile tenho medo dos atoleiros.
Adeos ale vi.-ta.
Farabiba 15 da malo de 1854.,
He com bastante sem vontade que Ihe escrevo es-
ta, pois tenho andarlo alm dos meus achaques, zan-
gado com esla vida ; ollie qae he porque desejo me-
lhor estar nesle mundo,o nao por desejar ir para o ou-
lro, para ser de l seu correspondente,lal nao desejo, e
se tinha. cm vistas isto, procure oulro que o sali-faca.
lini.de precncheresla lacinia de sen Diarlo mons-
Iro, que de fado s Ihe falla correspondentes do ou-
lro mundo.
Por aqu a ordem do da tem tratado dos autores
dos seus correspondentes, noque tenho snlfrido bs-
tanles injusliras; porque no principio apparece um
novo cu, depois conhece-se que nao sou eu, e sim o
leigo de S. Francisco, e quando apparece a minha
missiva ilo 1. de maio, nao querem que seja minha,
c principiam a dar-lhe dilTerenles donos, 6 que me
lem zangado bastan te. porque he al aonde pode che-
gar a Irijattica, o nesarem que eu nao sou ea mesmo,
e cnlo van buscar quanlo pobre diabo ha por ah,
para Ibealtribuirem a minha correspondencia, at o
lliidnlioi iouies n.lo escapou, elle que deve estar alra-
palliado com o Argos c com o seu intitulado patri-
cio.
Os intrigantes proenrando-me fazer a guerra, boa-
cam-me desacreditar com minhas palricias, dizen-
do que nao as elogiei, porm, enganam-se, porque
ellas bem sabem quanlo as prezo, c sabem que a
lerccira penlcada a Esluard, he minha patricia, o
tamliem sabem que eu nao as descrevi, porque el-
las nao gosliiui de ser aponladas, o seus pas muilo
menos.
A assembla provincial contina os seus trabalhos
com morosidade, por isso nada apparece.
O presidente da provincia contina activo com as
obras j existentes, c vejo o principio dos alicorees
para um edificio ao lado do quartel de linlv, e diz-
ie o lenlo da Secretaria, que era para augmentar o
quartel ; riiz-mc o mesmo lenlo, que S. Exc. esl' a
promover una subscricao para a conslruccao de um
ediliriri para hospital de caridade ; se S. Exc. alean-
car isto, faz um servico humanidade, e eu desde j
Ihe agrarioeo suas boas nleiir/es.
i Neuhuma alteraran apresenlou a nosso mercado de
gneros depoisda minha ultima missiva.
As entradas continuam escassas, e os precos ante-
riormente colados, juesislem nomnaet.
Deiparhou definiliviyuenle em 8 do correnle para.
Baaanaira* 5 de abril de 1854.
A apparirao de minha ultima missiva ha causado
tal estrondo, qae hei lido miohas clicas e rapado
bem boas horas de medo vclho; maso que fazer '.' ja
agora convm nao recuar, e encarar corajosamente
a borrasca com todo o seu enforecimento, at ver se
Ihe succede um horsonle mait puro e menos carran-
cudo, e que desl'arle d-nie esperauras de urna na-
veaaco placida e livre de perigos.Amen.
Esla quinzena tem alravessado bem exhausta de
aconlecimenlos, o que por certo nao deixa de ser-
me satisfalorio, se, bem qua soffram com isto meus
nteresses; e apenan lenho a referir-lhe o choque
porque acaba de passar a supplencia rip juiz munici-
pal; dizem-me que para osle lim varias personagens
agglomeraram-se secrelamenle em palacio, c aps
huras de renhida argumentarn, den o resollado se-
guinle. Foi habitar o quarlo andar o lenle coro-
nel Leonardo que entao era primeiro, e cm sei* lugar
collocaram o major Ncves, vulgarmente conhecido
por ..... que entao oceupava o .segundo andar,
e segundo affirma^p nosso MoellaaBUnou a contra-
dansauma aecusafao forte,festa aaE Hprimeirosup-
plente, o qusl naocessa riu proracWBseus desafei-
{oados, periinrio-lhes' que prescrulando com lealdade
lodos os segredos d sua vida publica e particular
durante o espaco de 33 annos que aqui-idaide, apre-
sentem um facto se quer quolfusque suaiionrae re-
putacao: quanlo porem ao seu successor nada direi,
porque temoso echo PernambUcano com o seu Argos
Bananeirense.-
A polica acha-se enferma co medico assistente
d pouco pela sua sand* : so com tudo alguuia apo-
plexia corlar-lhe o fioifltexistencia, ser pena nao
rieixarasen teslameiitewi os cocos e quantl.ou na
falta algum palhaco, anda mesmo descendente do
celebre Jos Fidelis. Muila gente ja sauda aos pre-
dilectos, a quem allribuem heranca ; mas eu se a
enferma nao se lembrar do Jos venlinfia ou o amigo
Joao, negar-lhe-hei um padre nosso, yerificada a
aorta.
Supponho que desla vez perdemos, a 'communicaa
cao com a capital, deixaremos de ler seu Diario^
ticaremos reduzidos condjgao dos sclvagcns :
chuvas com suas cnchnrradas lem arruinado em de-
masa os caminhos, cujas escavanes perigosissimas
nao permillem mais transito, no entretanto qae pro-
videncia alguma apparece. Nao seria por ventura
melhor que nossos zangos polticos em paga ao me-
nos do muito qne Ihes dan pobre povo,curasse destes
melhoramentos, e que frtil e productiva como he
Bananeiras, ornassem com ama estrada, que della
parlindo locasse na Independencia, c dahi se diri-
giste em linha recia al Mamanguape t porque?
mais exigente e pedite em lempos de eleico do que
este bando de insaciaveis nao he possivel haver, e
passadas ellas,esqucccm-se|dos protestos que as suas
cartas jmpressas fazem, e o venha nos, he o alvo a
que lodos arremecam a bausa. Hoje felizmente, na
sabia administrarlo do Exm. Sr. Bandeira, espera-
mos ver desapparecer, ante medidas justicosas, o
inimigo de nosso progresso e adiantamcto,as raios es-
tradas,
Dou-lhe parle, meo charo, que a illustritsima
accordou e tomos mimoseados com urna sessao lumi-
nosa, onde orando urna das entidades, terminou pe-
dindo ao presidente, que se iembrasss dos homens
sem nariz, os quaes deviam ser posto* pelo sytlema
homeopalha, e como melhor aconselhasse o autor do
tratado que lem por epigraphe a soberba ....
Continuam de treguas os,hacamartcs e punhaes, pois
creio que ser devirio ferrugem proveniente do in-
vern. As chuvas tem sirio prodigas.c a nova colhei-
ta cada vez mais reanima aos causado* lavradores,
e Ihes prometle largas recompensas. A influencia na
planta do Mi he extraordinaria, e seu primeiro
plautador haferrado bons coutos de ris com ven-
da da planta.
Os gneros alimenticios vao desceodo rpidamen-
te da altura em que se achavam grinfpados, e a car-
ne ja a manducamos pelo.preco de 18800 res. Aqui
fico, e contino a dcsejar-lhc ludo qnanlo he bom; v.
g. um palhacrJcomo o nosso, diuhero, saude e pa-
ciencia para supportar a esle seu criado.
Temos lido o prazer de asstiir ao espectculo do
dia 17do correnle, no Ihealro d* Santa-Isabel, que
deu em seu beneficio a hbil cantora Margarida De-
perine, e podemos asseverar, que desta vez, liquemos
mais convencidos, ser a mesma senhora urna excel-
lenle cantora, quer pelo seu melhodo de cantar,quer
pela robustez de sua voz, mui sonora e cheta de sua-
vidade.
Segao-se depois da ouvertora um agradecimenlo
ao publico Pernambacaoo, posto em msica pelo
hbil director da orclreslra o Sr. Theodoro Oretles,
e loib o bello, drama em treraclos, O NOVI^O, qoe
realmente foi b**a desempeahado pela companhia.
Em seguida a reTviclo cantora execulou nos inter-
val los tres aria, a 1. ria Semirames de Rost ni, a
2.' dos Puritanos-de Bellioi, ea 3." a de Gemma de
Vergi de Donizzettil preenchendo em todas ellas o
desejo dos espectadores ; seguio-s finalmente a farra
mui engrasada, QUEM CA*A, QUER CASA,e-de-
pois desla um- aria em lingua porlugueza, escripia
cxpressamenle para a beneficiada, oflerecida aos ilr
lustre* Srs^cademicos de Olinda, que foi repelida
enlre gera*e eslrondososapplausos, o que reitaten-
tjjez-uos conhecer ser compotta por um *M|jt vjmr1': e julgamdt nao offeuder o melindre do seu
compositor, se declaradnos ao rspeitavel publico do
Perhambuco, ser o Sr. Jos Facthinette ; lemos ob-
servado na sua prodaccao a novidade e suavidade
do cania- suas imilacfies para com os inslramenlos
mais dentados, a exaclirio das phrases masicats, do
rilhmo e das diversidades do compasso, a verdarieira
exlensilo da voz da cantora, e finalmente tudo o qoe
constilue om bom compositor de mosiea Ihealral..
He pena que o mesmo artista, segundo ai ipfor-
maces que lemos, esteja relindo ha muilo lempo
da arena de escre^er era Pernambuco. o recolhido
smente no silencio do seu gabite ; e sentimos ae
M.' Deperrini, depois de maltas felicilarOes, qoe re-
cebeu de lodas as senhoras,que brilluram na nchen-
le do seu beneficio, nos deixe 13o breve cheios de
saudade pela sua elegante voz, que ficar para sem-
pre fazendo echo em nossos ouvidos; porm, como
nada ha nesle mundo que perdure, Ihe desejamos
urna prosper viagem. Ot diletantes.
DIARIO DE PERMBICO.
Tendo j publicado nesle Diario a sessao da a-
berlura da assembla geral, vamos agora inteirar os
leitores do qne se passou as sesses preparatorias,
tanto do senado como da cmara dos depntados.
No senado nenhum incidente appareceu qae desse
lugar discussao. Em lodas as sesses o presidenta
declarava que nada havia que tratar, e os senado-
res reunidos retiravam-se logo ; foi smente 6 de
maio que foram lidos alli os officios da cmara dos
depulados, participando existir nclla numero sulli-
cieote de membros para poder deliberar, e do minis-
tro do imperio commuuicaudo que S.M. o Impe-
rador, receberia ness mesmo dia pelas 5 horas da
larde, no paro de S. Chri-tovao, a depulacao que
linha de saber o dia, hora c lugar d abertura da
presente sessao da assembla.
Na cmara dos depulados, d'entre as 11 sesses
preparatorias celebradas de 25 de abril 7 de maio,
apenas em duas, as de 2 e 3 de maio, appareceram
incidentes que dessem lugar discussao; em lodas as
oatras nao se tralou mais que da verifietcao dos po-
deres de seas membros.
Por nao serem mnilo extensas* nao resumimos es-
tas sesses, as quaes os leitores ach arao integral-
mente transcriptas cm oulro lugar dosta folha.
Constando-nos que pela impre nsa procurara al-
gneni cenleslar o trecho do nosso relrospecto de se-
gunria-feira 15 do correnle, relativo desordem ha-
vida enlre os acadmicos de Olinda no dia 8, julga-
mos a principio nao dever dar alinelo ao dilo desse
alsucm, que lo mpudenlcmonO: se apresenlara
altenuanrio um tacto da mais completa noloriedade.
Entretanto, para que nem de leve sollra o iosso
crdito de escriplor amante da verdade, resolvemos
nao deixar passar inclume* as conlradictas que nos
foram oppostas, embora nos pareen anda o escripto
a que nos referimos, inteiramenlc dislituido de cre-
dibilidaric.
Dissumos que o estudante du segundo annodera
um bolelo no seu desafecto do primeiro, e quedes-
la iggresso se originara o disturbio; qne desen-
volveu-se o espirito de classe e tambem o de bairris-
mo por occasio de cerlas palavras ; qoe final-
mente foi tal a fqria e o delirio dos desordeiros, que
apparccendn dous lentes para acalmar a lempestade;
foram os mesmos obrigads'a relirar-se, porque ne-
nhama aliento Ihes deram. Sobre estes tres ponlos
recahio a contestarn, isto he, disse-se que nao hou-
ve bofetao, mas smente murros; que nao appa-
recea espirito de bairrismo; eque cessou a desor-
dem logo que os dojis lentes se apresenlaram, pelo
respeito que Ihes lie decido!
n\M0 A PENDO.
-------------------------------,.
Sr. cnsul AchoAna preso desde o dia
(res de janeir* por lar dado contra mim
trao Mauoel Marlins de Carvalho, morador
na ra da Guia, urna debuncia em qae me aecusa
injustamente de crirae de estelionato como sabio no
Diario. Quando foi-preso eu disse ao.caixeirode
V. S. o motivo de minha prisao, que era iior nao
ter querido assignar urna represcutacao cintra V.
S.', e como me recosatse a ato por nao saber o que
daqui poderia resultar, puis qua sou pobre e le-
nho familia, julguei prudente nao dar a miaba as-
signatura para esses negocios. Por este motivo meu
patrao, que rae linha pedido muilo para assignar se
zangou comigo, e na-noile do dia seis de Janei-
ro livemos um grande baralho que rssullou bri-
garmos, c por essa razao sahi da casa delle na mes-
ma noile. Passados porm alguns dias fui sua
casi para cobrar o mea ordenado, e fallando eom
elle me disse que eu era quem Ihe devia ris-du-
zentot e dous mil oilo ceutos a vinle, dizendo-me
juntamente com a mulher muilo* nomes baixos.
Depois de urna grande apnracao que tivemot, eu
Ihe respond que procurara o meu direto ; assim
fiz. indo-iue a.conselhar com o* advogadus I)r. Jo-
s dos Anjos, e Jos Narcizo Camello, e pelos con-
seibos dessas pessoas resolv levar as coasas por boas
maneiras, porque nao tinha dinheiro para susten-
tar quesles. Nesta' ntencao eslava quando ao dia
vate e tres de Janeiro fui preso pela urna hora da
larde na ra da Praia, por om mandado de captura
a requerimento do meu patrao. Eu j sabia por al-
guns meus camardas que era preso, mis na po-
dia acreditar que fosse por esse motivo, depois que
fui preso, lenho sido defendido pelo Sr. Dr. Joa-
quim Elvira de Moraes Carvalho, e como estoja pre-
so c processado vou recorrer a V. S. para me li-
vrar, porque lado slo he ama perseguicao de meu
palro, que tendo alguma cousa se quer vingar de
mim que sou casado e pobre. O que digo a V. S.
se pode informar dos advocados e mais pessoas que
me couhecem nesta Ierra, porque tudo quinto digo
he verdade. Espero pois que V. S. nSo se esquecc-
r de mira roandaudo-me livrar desla perseguicao.
Cadeia do Recife sete de marro de mil oiloceulos
cincoenta e quatro.Illm. Sr. Dr. cnsul de Por-
tugal em Pernambuco.Sou de V. S. muilo res-
peloso venerador, criado e obrigadoFeliciano Ber-
nardino da SHca. (Eslava reconhecido .
\GRICILT1JR\.


Primeiro rotatorio.
.,11a mais de Ires sceulos, que principiou-se no re-
concavo da Babia a lavrar a cauna, e fabricar-se o
assucar, e de entao para c tem crescdo o numero
dos engenhos a ponto quo hoje, conforme as, melhu-
res informacOes, qae se poderam obler, orcam mais
ou menos em 1,200 de lodas as qualidades n'esta
proviucia, 70,000 escravos, na maior parte impor-
tados d Costa d'frica, se empregam Vesje ervi-
^o, e durante urna tonga serie d annos tem produ-
zido de 51) a 80,000 caixas de assacar, reconhecido
geralmcnte na Europa como proprio para as refina-
rias, sendo de Uo baixa qaalidade, que precisi pas-
sar por novos processot anles de entrar no consumo
dos diuerontes paiacs, para ondo se exporta. As,
primeiras descripcow que temos dos processos pra-
ticados- u'este ramo de industria datam de 1720, e
he provavel, que remonlem a poca muito anterior;
e como uao Um sido alteradas, he evidente, -que o
svslenia de cullivar a caima, importado d'Africa.lem
passado cnlse nos, com lodas as imporfeiedes e dofei-
los primitivos, de pas e flUios, como um legado fu-
nesto:^ mesmo melhodo de plantar a cauna c de
moe-la; a mesma forma de lirajiaro caldo, o mes-
mo emprego de laxas e a mesma maneira de baler e
de purgar. Assim, se ha boje alguma difierenra,
he que os lerreuosanligamenle frescose productivos
estao ja cansados, pois' a substituirn do vapor por
ravallos'e moendas horisontacs, a applicacao do cla-
rificador separado, e algamas pequeas modificarOe*"
mecnicas, facililam e acceleram os (rabalbos,
mas deixam subsistir os dous males essenciaespou-
ca quantidade o m qualidade do assucar. D'esta
forma a Bahia, encostada sua velha refina, des-
cuca e fica estacionaria, ou anles retrograda com-
parativamente aos oulros paizes, productoret do as-
sucar, que vao em continuo progresso.
Se pois nao queremos perder aletrmenle po-

i
rf*

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DIARIO OE PERNMBUCO, TRCI FEIRI 23 DE MAIO DE 1854.
I

sicjo, que uo suprmanlo dos mercados da Europa
ha 2 secuto occupamos, lie lempo de entrar no im-
pulso geral, que em (oda parle se d a este ramo,
onde procura-se o methoramenlo dos melhodos c
systemas com espantosa energa, actlvidade e cons-
tancia.
Cumpre-nos abandonar quanto antes o modo em-
prico de tratar os terrenos, gastando conslantemen-
' te consumindo os eremcntosdc fertilidade sein o
mais pequeuo estorbo para restaura-los: nao basta
urna oii duase meia tarafes por enxada, e he dimi-
nuto o producto de 40 ou 70 arrobas por tarefa.
Em nma palay ra,miando de trra, moendas, cal-
das, methodo de purgar, ludo precisa reforma, nao
aendo de admirar, que, a vista do eipustn, o produc-
' to dos melhorcs engenhos da provincia, apenas d
para o costtio e para a depreciarlo animal de escra-
vatura, e terrenos cultivados. Estas reformas sao
Unto mais urgentes, quanto he certo que os bracos
escravos lendem a diminuir na Babia; por que, se
ni liba de Cuba, por exemplo, rujas circurostau-
cias a respeilo de escravos sao idnticas as nossas,
observarles fetaaWe 1841 a 1846 mostram un de-
crecimeuto annual de jH' %a saber.em 1841 quando
cessou a importacao exisliudo na Ilha 436,000 es-
cravos, e em 1846, quando reappareceu, contaudo-se
apenas 323,000 em exportarao, ou alguma outra
causa extraordinaria a que se altribua esta difforen-
C de 5X H. devida rnenle aos bitos sobre os
mtKimealos; a Babia, que de mais, tem de susten-
tar a competencia e rivalidade com outras provin-
cia* do Imperio as mas dadas a ramos mais lucrosos
como a cultura do caf, podem comprar os escravos
por alto prora, parece ameacada de maior perda do
que Cuba, e calculndole em 23)4 o numerados
escravos exportados para so venderem n'outras par-
les, v-se, que a lavoura da canna d'csta provincia
pelo menos perde 8 % annualmente de bracos escra-
vos, entrando aqelles que n'ella poderiam ser em-
pregados, se mais aperfeicoada e usando de melbo-
res systemas, se'chasse habilitada a disputar a com-
pra aos lavradores 9o caf, e assiin neutralisasse a
exportado.
Alem disto, se a morte dos escravas adultos deixa
um vazio na forra eftocliva dos engenhos, e se os que
nascem s no fim de 12 a 14 annos, depois de se ter
.gasto com aerearlo metade pelo menos de sen valor,
romceam a dar serviros, creio que faro um calculo
bastante seguro e bascado allirmanilu que a conli-
nuarem as cousas no mesmo estado em que presen-
temente se achara, e sem entrar em tinha de conta
a prodcelo extraordinaria do urnas safras, como a
pastada, contrabalanradas pela exiguidadede outras,
como a actual, no fin dos 8 primeiros anuos a pro-
dcelo do assucar nesla provincia, estar reduzida
metade do que he hoje, e no fim de 12 annos, isto
he, em 1866 talvez a-.S : He pois pessimoo presen
te, e ainda mais assustador 0 futuro da lavoura do
assucar da Babia.
Estes males, agravados pela repentina, se-
nto prematura repressao do trafico, 'e amearandode
serie* compromeltimcnlos a fortuna publica e par-
ticular da provincia, nao podianvacapar ao zelo e
perspicacia do antecessor de J Nn. que para logo
. entrn as uecessarias investigW'oes, a fim de conhe-
cer com possivel exaclidao, o lado de hossa la-
voura relativamente aos outros paizes, productores
do mesmo genero,, e nossos rivaes nos mercados
europeus, e em resnlado colheu a bem fundada
' supposico, ou antes realidade, de que pelos syste-
mas modernos, da raesnia porcao de terreno, e com
o mesmo numero de bracos se lira deliro e at o
quadruplo da quautidade de assucar igual, mundo
nao supperior ao nosso; pois de" 100 awobas
de raimas os lavradores de Cuba e das Antilbas rea-
lisam na Europa 7', a 8 arrobas dfc assucar.'quando
entre nos, ainda os propietarios dos melbores, e
maja bem dirigidos engenhos da provincia apenas
liram 3 arrobas.
Bn .mesmo observei sendo.encarre&ado pelo an-
tecessor de V. Ex. de escudar esta materia, que 100
arrobas de caimas dao em nossos era nossss melbo-
res engenhos 100 caadas de .caldo; nos inferiores
Irahalhando com rapidez, 64 a 75, devendo-se porcm
calcular ainda n'aquclles engenhos durante urna sa-
- fra nteira, 90 caadas: qoe cada loo caada ns
mesmos engenhos melbores produz 4 arrobas e 12
libras, quautidade que na safra inteira desee igual-
mente a 4 arrobas por 100 ranadas Je raido, ou 3
arrobas e 19 libras por 100 arrobas de oanna, sugei-
las es quebras dos transportes, trapiches, c passagem
para a Europa, que absorvem pelo menos a fract;ao
de'19 libras, ficando quando muilo a favor dos IjO*-
sos memores lavradores como ja disse, a diminuta
quanlia de 3 arrobas. O producto da ranfla nos
terrenos do reconcavo lie geralmenlerdo 1,200 a
1,500 arabas por tarefa de canna prnpria para moer,
se' ha exemplos raros e isolados de terrenos noves
que do 4,000 arrobas de ptima ranna, em com-
pensarSo engenhos ha, que nao liram regularmente
mais de 750 arrobas. .
De 100 escravos costumam empregar-se no traba-
dlo do camp 55; os mais comprehendendo meni-
nos velhos, doeules etc., ou prestara serviros puco
valiosos, ou sao iiteirameiile imitis. Cada enxada
trata regularmente 1 tarefa de reg o 1 a 1 ', de
sca,e o producto de cada enxada bem administrada
he .de 2 a 3caixas, isto he, de 90 a 133 arrobas, con-
viudo porm notar que raras Vezes se realisam mais
d'e 120.
Sendo pois claro e manifest o atraso da nossa la-
voura tle canoa, be de urgente necessidade a intro-
dcelo de melhodos e systemas, que desconhecemos
e a que os outros paizes flevem n'esta parle sua
superioridad* sobre nos, o antecessor de V. Ex. in-
cansavel em promover os melhoraraenlosda provin-
cia, eonvidou a diversos sendores de engenhos dos
principaes pela sua inlelligencia e fortuna, com o
intuito de compor nma coramissao, e que visitasse
os Estados Unidos, Cuba, etc., e vollasse habilitada
para applicarem em seus respectivos engenhos, c
transroitliiem r seus collegas os nielhoramenlos, que
la notassem. As boas iiilenroes, purera, do presi-
dente da Babia frustaram-se, al quc,.sabendo que
en principios de 1852 eu pretenda ir Inglaterra,
e ao* Estados Unidos exclusvameiile aos negocios
particulares edos'eslabeiecmenlos, em que eslou
. interessado inslou coraigo, para que me encarreaas -
a* da coramissao. /
Eu bem previ todas as fadigas e desgostos, qne
me esparvara, pois tinha em minha volla de em d-
tir ideks contrarias a inveterados prcc'onceilo s ;
tmha de dar conta a inuilas pessoas, que n'es sas
occasioes se aryoram em juizes, s vezes sen co-
nliecimento da materia; tinha de dispor de dijahei-
ros publicas, arriscando-mc a carrozal- com algum*
labo ; nao sei baslate a lingua porluguez a para
me expressar com clareza ; nem a agricul tura he
o ramo especial de ineus esludos.
Apeiar de ludo isto, nao pude resistir ao desejo
de ser til minha palfla adoptiva, c de codjuvar
as sobres Intenses da presidencia: acei'lei a com-
missao e parli.
Na. Europa, nos Eslados-Unidos, nns Aolilbas, e
em Cuba, nao poupei-me a incommodo aiaam, e
enlrei em tedas as pesqnizas e iudar;ac,Ges para co-
nhecer. a verdadeira origem do ad'.antatnento. e
prosperidade da lavoura u'aquellas partes, e assim,
confrontando e comparando, descubri que falla
nossa, que motiva o seu atraso e desalent. E co-
mo eu ja tinha algum conhecimento da lavoura da
canna d'esta provincia, miulias observaciies con-
vergiram principalmenle para os seguinlet pontos,
ou antes suas mais palpitantes necessidades : restau-
rar os terrenos cansados: conservar os rerleis no
mesmo estado de fecundidade; mrdhor syistema de
plantar c tratar a canna; machinas e moendas
mais perfeitas, c melhorcs aparelbos para -o fabrico
do assucar. ,
Hoje,, pois, em curaprimento de min'aa commis-
so, venlio dar cunta a V. Ex. de moi i Iraballio, o
que farci em poucas palavras, reserv; uido-mc para
neutra oecasiflo entrar nos desenvol vi metilos que
exige esla importante materia.
O reino vegetal, da. mesma orle q rae o animal,
necetsita de alimento .proprio, eem qi lantidade suf-
lii'ieute. Por isso um lavrador, que | irelcnde plan-
tar e Iralar um taboleiro de caimas, fcve primeiro
saber se o terreno contem os elemen' u>s de que esta
pnula se nutre, e no estado de abu ndancia que a
possam alimentar, para dar urna n ifra correspon-
dente aos penosos Irabalhos, que ex ige a sua cultu-
ra. Os elementos de todas as pan! as sao divididos
em orgnicos e inorgnicos.. Os orgnicos sao a
parle da plaa combuslivcl qoe ja gozon a vida ve-
. gelal ou animal, e que lem a facul iade de fermen-
* lar e putrificar: os inorgnicos sao > incombustiveis,
e formao os cinzas das plantas < jueimadas, quasi
idnticos em qualidade com os eli menlos des terre-
nos, mas variando as proporcoes conforme a nalu-
rtza da planta*. *
Os elementos orgnicos coosliluem 99 1|2 por0|0
do peso da canna ; sendo 1|2 por OpO de cinzas ou
elementes inorgnicos. As materias orgnicas da
canna consisten! em carvao, oxigenio, c hydrogc-
nio em proporcoes proprias a formaren agua; as
inorgnicas conslam principalmente de silicia, po-
tassa, cal, magnezia, soda, o os cidos phosbhorco,
sulfrico, c muriatico. Os terrenos ao formados
d'eslas materias, e tanibem almina, e algumas ou-
tras de jinuea importancia. Por muilo insignifi-
cante que seja a parte das materias inorgnicas, quo
se encontrara na canna, todava sem que ellas sejam
presentes em estado soluvel, nao he possivel que
se desenvolvamsuas raizes, tronco c foihas.
Para restaurar os terrenos caneados, ou deterio-
rados, alim de rebabilita-los a darcra colhelas ricas,
como no seu estado primitivo, precisase de suppri-
meulo de estrumes orgnicos, que cheguem a 5 por
0)0 de lodo peso do terreno, at um palmo de pro-
fundidade, esefralo dobro, mlbor ser; pre-
csa-se da dissolujap dos estrumes mincracs, elemen-
tos dus terrenos e das plantas, torneados em estado
soluvel para a canna podc-los assimilhar. Se ter-
reno por si lem 1, 2. ou 3 por 0)0 de materia org-
nica, que anda resta, suppra-se o que falla al 5
por 0|0 ou mais. O peso de cada palmo cubico de
terreno regula urna arroba, e em urna tarefa ha.
90,000 palmos da superficie, com um palmo de pro-
fundidade. Se faltara 3 por 0(0 para preencher a
quautidade exigida de extrume, enlao appliquem-
sc 2,700 arrobas d'elle, ou 45 carros de 60 arrobas
por tarefa. Usando-se do cstrnme verde, isto he,
de plantas enterradas u'este estado, como o feijao,
o milho, ou quajquer oulra, cujo principal nutri-
mento v cuba da atmospfiera, enterradas pelo arado
em duas safras seguidas no mesmo anuo, entb sao
bastantes 30 carros de estrume por tarefa para res-
tituir ajjerlilidade original, com pouca diflerenfa,
pois cada safra de estrume verde vale 8 carros de
estrume composto-por trela. '
Quanto aos estrumes miueracs, c\slem quasi
sempre em abundancia tas elementas dos terrenos,
mas precisara de algum agente, que s dissolva.
O cido carbnico do' atmosphera, tanto como o
da decomposieao da materia vegetal no slo, he um
agente forte para os dissolver, e a ammouia da al-
mosphera tambera ajudaos estrumes orgnicos espe-
cialmente quando, redusindo-se ao estado soluvel,
entrara a fermentar, e a pulrificar-se, dissolvim
rapideraente os minoraos.
Com este Iralamento o terreno recupera sua an-
liga fertilidade, c se houver alguma differenca para
menos, ser inleirada pela coutinuarao dos eslruraes,
vindo a final o solo a produzir excedentes safras, se
o estado physico do terreno e sua propriedade de
absorver agua, garanlirem o supprnncnto desle im-
portante elemento das plantas.
Este estado physico he muilo melliorado pelo bom
supprimenlo de estrumes orgnicos, que augmen-
tan) bastante a capacidade do terreno para absorver
e relcr a agua da atmosphera. As Ierras novas} os
lavradores saliera que supporlam mcllior o rigor
dasseccas, do que as cansadas, o que he devido
abundancia da materia vegetal, que se encontra
n'aqaella e falta tiestas, podendo por isso as prir
meiras receber da atmosphera a agua indespensavel
para o des<-nvolvimenlo da planta, entretanto que
as segundas duras, e compactas falla de materia
vegetal, resenlem-se logo dos efleitos perniciosos de
de um sol Intenso e aturado. Se para reanimar os
terrenos enflaquecidos se tivesse de repetir o mesmo
trabalhodeestruma-losde 3 em 3 annos, ou ainda
tle 5 era seria dillicil.; porem ..inexperiencia na
l.uiziana e as Antilbas. e ao menos um exemplo
no Brasil le m demonstrado, que, "urna vez pcrfeila-
raente beiMkdos os lerrcnoa^le massaps, ou sa-
bios, o jH f enterramento annual dos olhos e
palbas da na he bastante para conserva-Ios em
seu estado normal, mudando-so de 3 em 3 annos os
fego* ptjra cima da palha apodrecida, e tambem
pode-so de 4 em 4 anuos dar um anno "de folga cum
orna ou duas safras de estrume verde, enterrado pe-
lo aratlo.
O corlo he que urna vez ferlilisado o terreno, o
lavrador pode com raaMp pouco Iribalho enlre-
te-lo em estado de dar sm-as boas e regulares^ Que
he fcil ajuntar-se o estrume neeessario, se eonhe-
cc pelo fado de que cada boi ou cavallo recomido
em estrbarias, d excrementos solidos o lquidos,
em nm. anno, bastantes para 30 carros de estrume
composto, o qual tem a mesma forra e vigor do pro-
prio estrume do gado. Havendo estribaras e car-
ros apropriados, foiecs e outros instrumentos, sao
bastan para tratar de 100 bois, 5 pessoas distri-
buidas em regra, urna para cortar o capim, oulra
para ajunlar, duas para audarem com o carro e
nma li uatmrnie para pensar o gado, reformar o ca-
pim, (lC.
O carro basla dar 10 caminltos por da, xondu-
zindo i.e cada vez 60 arrobas. Assim poupam-se os
terrenos hoje ocrupados com as paslagens, o gado
est se mpre mo e proraplo para o trabalho, e
ajiintatn-se em abundancia os excrementos solidos
e liquiJos para fazer o .estrume composto, base de
loda-a lavoura, principalmente, para restaurar os
terrenos deteriorados.
Para formarlo .do estrume enmposto, o primei-
ro passo he haver a cal. Ora para cada 30 carros
d e estrume composlo de 60 arrobas, precisa-se 1
moto de cal, e, em propongo para 1,000 carros
so necessarios 34 motas ; ajunt.im-se depois cal
f> alqueires de sal por cada moto, mexc-se repeti-
tlas vezes durante :> mezes, em lugar rccolhido e
iieparado. Vam-se em separado amonloaudo Ierra,
vegetacs, lama de mangue, p de serra, bervas per-
niciosas, palbas de todas as qualidades, cabecciras,
bailas c regos de Ierra vegetal, cavacos de carpina,
lenba podre, foihas e Ierras vegelaes dos mallos,
ou baixas, arbustos, olhos de cann4f bagaco, raizes,
galbos, plantas aqualcat, cascas de arvores, bervas
que se capinam nos labolciros, carvao de lenha, e
todas as especies delibras lenhosas, ele. etc., al
obler-se urna carnada de 2 a 2 palmos de altura,
conforme a sua solidez,, cora a conveniente largu-
ra, e em cima espalha-se 1 a 1 '.' polegada de mis-
tura de cal e sal conformo a experiencia melhor
determinar, e assim alternadamente, ate formar um
bom monte. '
Passa-se depois-a segundo monte, procedendo com
a mesma div-ao de carnadas, de 2* 2 X paimos
alteradas com a mistura de cal e sal, e assim por
diante, conforme a forra de bracos e bois, com que
se trabalha, sendo de grande importancia, que nun-
ca se deixe de aproveilar toda a materia ou solo ve-
getal, que fr possivel. Esta prepararan de estru-
me pode fazer-se em qualquer lugar mais commo-
do, junto ao rjo, aos engenhos ou s estribaras, e
at exposto ao lempo, com tanto que na estarn
secca baja,o cuidado de conserva-lo moldado com
a precisa humidade.
Passado um mez deve vrar-se, revolyer-se, inj-
par ludo com ps, principiando de urna extremida-
de a oulra: deixaudo-se descansar mais um mez,
geralmentc se acha o deposito pulverulento, sem
liga, e em estado de passar ao importante processo
de azotar.
Cumpre observar que o emprego da cal e do
sal, em ponto grande, parece alguma consa oneroso'
dispendioso, porm em nussas Ierras compactas
como de massaps ou salces a cal he um grande in-
grediente quasi jndispensavl, para fazer mais leve
e pulverulento o terreno, e be um elemento mine-
ral ndispensavel na proporsao de 1 5e, e o sal
(muralo de soda) tambem fornece 2 elementos im-
portantes para a formacao da canna. Assim em 2
mezes pela virtude desta se consegne a decomposi-
eao e pulverisarao da materia vegetal, que, dqixada
aico lenla do lempo, consumira de 1 ) a 3
trar lentamente, e correr para o poco, se derramara
de novo, como se'disse, sobre ella.
A quautidade d'agua pJe calcular-se por cada
200 palmos cbicos de cslrume 1 caada d'agua fil-
trada no pojo por dia. Assim por exemplo, se a
eslrumeir liver 200 palmos de cumprimcnlo, 30 de
largura, o 8 do altura, deve derramar-se em toda
ella agua bastante para filtrar e passar ao poco 240
canadss em 24 horas. Em poucos das declara-se
a fcrmeiitacao (pie contina al que o cslrume ani-
mal se lenha dccompnslo, e seus'gazes absorvido pe-
lo vegetal (resultando taraanlia utilidade, quo se
pode dizer.que cada carro deste composto equivale,
para vigorar a vegetarn da canna a um carro de es-
trume das estribaras). Completa a eslrumeir, vol-
ye-se e revolve-sc 15 das, e depois dexa-se passar
igual esparo de lempo.
Espalha-se tambem este cslrume vegetal em ca-
rnadas de 6 i 8*polegadas, pelas estribaras, chquei-
ros, privadas, junio s cousinbas e em todos os lu-
gares, onde ha mos cheiros, para absorver o lqui-
dos, as ournas e tud, quanto conlm partculas de
malerias oleosas, de sabio, de lixo, da limpeza das
casas e dos engenhos, inclusive a cachaca dos clarifi-
cadores e os restos dos alambiques. Este eslrumc
assiin tratado volta todas as semanas para a eslru-
meir geral o he substituido as estribaras per
igual carnada de cslrume vcgelal fresco, que seguir
o mesmo turno, e assim por diante. Cumpre notar
que para azotar o estrume vegetal, a urina de um
animal vale mais do que os escremenlos solidos, se
for absorvida logo, antes que se dissipe a sua forja
na atmosphera. Um boi deve dar bastante excre-
mento solido c lquido, sendo bem aproveilado, pa-
ra azotar 30 carros de eslrume vegetal, ou um en-
genho de 100 bois pode dar 5,000 carros de 60 arro-
bas de eslrumc por anno, comanlo que lenha os re-
cursos, que alias poucas vezes fallara, para ajunlar o
estrume vegetal preciso.
Toucos engenhos ha de 50 ornadas, que recolhen-
do a seagado, nao possam realisar pelo monos 3,000
carros de 60 arrobas de eslrume por auno,-quauti-
dade sufflcieni,' se for precedida de duas safras de
feijao de corda, milho, ou oulro qualqucr estrume
verde, para por 100 tarefas de trra em estado de
duplicar, ou as vezes mesmo triplicar a safra ordi-
naria, oque quasi compensa o trabalho extraordina-
rio do primeiro supprimenlo dos elementos 'indis-
pensaveis, alm de poupar para o futuro melade do
trabalho, para cultivar urna quautidade determinada
de cannas.
Preparada dcsla forma urna grande reserva de ma-
teria vcgelal decomposta deve proceder-se for-
marlo de oulra eslrumeir da maneira seguinle:
Estar acoberlada do lempo, e se for calcada e
inclinada dos lados para o centro, melhor ter um
declive em todo Q comprimento para que o liquido,
que so filtrar, possa correr, e depositar-se em um
poco de 3 6 pipas, preparado com bomba e bica
ou canno de panno grosso, em ordem poder-se, to-
dos os das reverter o conlcdo do poco para a eslru-
meir, dislribuindu-se sobre ella.
Preparado por esle modo o lugar, espalha-se urna
;camada regular de eslrume vegetal" com 3 palmos
pouco mais oa menos de altura, o em cima urna
Mtmada de-K palmo de excrementos anmaes de
qualquer qualidade; depoiscobre-se com3 palmos
mais de eslrormy vegelal de um ponto a ou tro, c con-
tinuara a revesar-se as carnadas dos 2 eslruraes ve-
getal e animal at chegar a urna altura conveniente,
cobriiitlo-se ludo como eslrume vegelal. Conservar-
e-ha sempre humilla a eslrumeir, e a agua que fll-
Repto que, supprdos os elementos orgaBKos
(carbono) com duas safras de estrume verde, e ajun-
lando-se-lhes30 carros por tarefa de estrume com-
posto, sendo convenientemente revolvido e pulveri-
sadoo terreno, pode contar-se que a safra s'erdo-
brada (pelo menos) em Ierras cansadas ou fallas dos
necessarios elementos para o descnvolvimento da
canna, ou pode augmenlar-se a safra com mil arro-
bas por auno de canna capaz de produzir 60 a
80 arrobas de assucar, e se for enterrada a folh
cada anno, e urna vez por outra revesar-se com urna
safra de eslrume verde, e levar-se para as socas o
supprimenlo anuuaI ita 'eslrume composlo,conservara
sempre a mesma fertilidade.
Notc-se que eu nao recommendo applicaeao de es-
trumes raincraes, excepcao da cal e do sal que
entram no estrume composlo ; porque entendo que
sendo adubado o terreno com a competente quanti-
dade de estrume activo azotado, este, pela sua acrao,
enrgica em promover a solucao das malerias inertes
encontradas na trra, achara os estrumes raineraes
precisos para a vegetacao; alm de que tanto no es-
trume vegetal como no animal das estribaras, ha
urna tal ou qual poroso dos cidos phosforico e sul-
phurico, lano, quanto de potassa, e dos mais ele-
mentas minoraos precisos vida das plantas. Julgo
porm til unir ao estrume composlo 5 a 8 alquei-
res de Ossos muidos, e oulro lano de gesso de Pars,
(sulphalo de cal) por cada tarefa de Ierra, c que as
cinzas do bagaco e da lenha sejam unidas em parles
iguacs mistara''do cal eal, e applcadas aos pes
das envelas das cannas na raz.lo de um pequeo pu-
nhado para cado 8 canaas.
Assim entre os eslrumes mineraes soluveis, des-
eiilranliados e trazidos sopoilicie pelas raizes dos
estrumes verdes ; entre os <;e se adiara no eslrume
composto, e as cinzas dos bagacos levadas ao tabo-
leiro, alm da cal, soda, e acido muriatico, siippri-
ilos pela cal e sal'reunidos, devem acbar-se lodos os
elementos necessarios ao dcsenvolvimenlo da canna.
Ha exemplos no reconcavo da Babia de labolciros,
que lem dado safras consecutivas durante 60 a 70
annos, sendo apenas replantadas as faltas, e sem es-
trume, on oulro qualqner tamanho mais do que a
impreza, cuja prduccao lem, porm, decreseido
gradualmente de 50 60 paes por tarefa, ao ponto
de hoje darcra nicamente de 10 15. Esles terre-
nos tratados peto methodo referido, be, fra de da-
vida, que recuperariam um reudimento vantajoso e
suaanliga ferliatwfr. quando boje apenas tlrm para
o costera, e se Wadoplar o sNslenia que vou expli-
car, de enterrar t paflia, ele, podem conservar o
mesmo estado de fertilidade pelo lempo que se,
quzier.
Os terrenos da Pojuca, Malla de S. Joao, e outros
ainda pouco Irabalhados, dao productos prodigiosos ;'
mas, continuando o syslema geral de tirar safras con-
secutivas, queimar a palha, ele.,lulo resta duvida al-
guma que em poucos annos, conforme a abundan-
cia dos elementas das plantas que cortara, tiraran
rcduzidos a mesma eslerilidade dos terrenos beira
mar, poiorando as safras constantemente visto nao
se restituirem os elementos que com sigo levam as
cannas decadaiuoagem. Suppoudo que os terrenos,
eu pelo syslema cima indicado, ou por sua fertili-
dade natural produzemeaunas como as Ierras novas,
o lavrador providente deve tratar de conserva-Ios
qo mesmo estado (para nao trabalhar com pouco
proveito, como boje commummente acontece) c para
este fim he ndispensavel que se restiluam Ierra os
elementos mineraes e carbnicos, que levam com
sigo as cannas qoe se liram.
Aanna como j se disse, contem de carbono 9 !*'
por cnto de seu peso, j^de elementos mineraes, e
90 qer d'agua, quer de hidrogenio e oxigenio as
proporsoes relativas agua, esla he suprida pelas
cliuvas, e pela absorprao da amosphera ; os mineraes
se tiram dos elementos dos terrenos, restando sup-
ptir de carbono nma quaotidade equivalente que
se tira na canna de moer, a qual contem 2(3 parles
do peso da canna com sua folhagem, olhos, ele, islo
he, se a canna propriamcnl dita, chegar a 2,000"
arrobas, ficarao no campo 1,000 arrobas do olhos,
foihas, e raizes. Ora, queimando-se esles restos, co-
mo he pratca, o carbono rene-se i atmosphera na
forma de acido carbnico: deixando-se apodrecer na
superficie do terreno; segue-se o mesmo resultado,
bem que mais lentamente; mas se forem enterrados
logo depois do corle, em quanto o sueco conserva
toda a sua torca e humidade, enlao apodrecem com
rapidez,'e lodo o acido carbnico tica absorvido pe-
la Ierra, e-guardado para as exigencias da planta.
Porm 3,000 arrobas de canna e palha contem 285
arrobas de carbnico ; 3)4 d'esta quautidade de car-
bonico, isto he, 214 arrobas, sao liradas da atmos-
phera pela assrailarat) ou absorprao ; logo a palha
supre as 71 arrobas para inteirar o carbono de que
a canna necessila, e lien um excesso de outras 24 ar-
robas, que vo augmentar a fertilidade geral, de-
moL slrando-se assim que a palha sendo enterrada
fornece o carbono preciso, c anda deixa urna sobra
em proveito do solo ; as cinzas empregadas no ter-
reno, e mais a'segregarad dos oh'nclitos da Ierra
forniicem os mincracs; as chuvas c a absorprao da
humidade da atmosphera dao a agua, hydrogcnio e
bxigi'meo, segue-se pois que estando o terreno carre-
gado com 5 por cento para mais de materia orgnica
coa e-itado azotado ou capaz de ser soluvel e assimi-
I liado pela raima, n simples en tarramenta da palha
h e bstanle para supprr os elementos, que a plaa
e xge para a conlnuarao perpetua da mesma fcrli-
li dado.
rorcm, recoiiliei'c-sc que planlando-se no mesmo
1 erreno, e regns por umitas annos, arala que sejam
.uppridos com todos os elementos da planta, com
l-udo Picara a final mais ou menos lnguidos e mir-
les, e ng dao o desenvolvimento, que a caima deve
ler. Por isso he bom applcar s socas alguma por-
rao de eslrume composlo, ou replantar a canna de
3 em 3 annos, alternando os regos para se plantar
sobre o estrume enterrado, ou no fim de 3 a 1 annos
liram-se safras de feijao e milho,cujo fruclo pode-se
aprovetar, mas semejando sempre urna safra para o
estrume verde.
He recommendado por muitos lavradores inlelli-
gentes as Anlilhas que seno queime o bagado, e
que logo qoe se exlrac o sueco, volle aos regos.e uni-
do a palha, se enterre ludo.
Nao ha uovida que esta pratca seria bfia para re-
suscitar gradualmente os terrenos cansados, ou que
j riin-iirairara o--, elementas de fertilidade; porm
Iraz comsigo a necessidade, para fabricar o assucar,
to emprego da lenha ou de oulro combustivel, que
no llloral do reconcavo cuslaria 159000 rs., ou mais
por cada 100 arrobas de assucar. Comprehendo a
conveniencia de supprr o carbono por meto do ba-
gaco enterrado; mas isto se consegue igualmente
pelo eslrume composlo, que lem o mesmo valor pa-
ra o (erreno, c cusa a metade ou 2|3 menos que a
lenha, a qual, de mais, nao he combuslivcl 18o rpi-
do e efiicaz como o bagaje.
Ainda n'aquelles engeobas que com facilidade po-
rtera subsliluir a lenba, e dm difliculdade obler a
matara vegetal para fazer o-estrume composlo, eu
recoramendaria de preftreJBia que o bagaro fosse
logo levado ao monta dexetlrume vegelal para tle-
compor-se, e depois de ser azotado, applicar-se s
socas em lempo opporluno. Cda yez me confirmo
mais oa idea, que emitli sobre a sufliciencia das fo-
ihas, olhos, raizes, etc., para conservar o terreno,
urna vez supprido convenienlemenle dos elementos
necessarios, n mesmo estado de fertilidade, sem dc-
cadir; e vem era abono de minha opniao tanto a
praMeada l.uiziana, Anlilhas, e alguns exemplos
de Cuba, como bem perlo de nos cm Itagoa'ii, no
Kio de Janeiro, onde o Sr. Roberto Coats segu o
syslema de enterrar a palha, e anda que lenha um
excesso de bagaro e eslrume nao usa d'elles, porque
basta-lhe a palha enterrada; e mudar os regos de 3
cm 3 annos, para tirar safras espantosa?, chegando
as covelas, em que se haviara plantado nicamente
3 gomos de sement, a dar s vezes cada urna 3 a 4
arrobas de canna l Este lavrador faz os regos dis-
tantes um do oulro 8 palmos, e as covelas 4, para dar
lugar ao arado trabalhar, lano no cumplimento co-
mo a Iravez dos regos: nao usa de enxada, nem se
acha herva alguma no laboleiro. Com .40 larefas de
Ierra (em canna, annualmente, para 8,000 arrobas
de assucar, e mais se Ihe desse esla applicacao.
O terreno que originariamente era ferlilssimo,
tendo em excesso todos os elementos necessarios pelo
syslema de enterrar a palha, e mudar os regos, na_
da ha perdido de sua fcrlildade"prmiliva ; eo Sr.
Coats he da mesma opniao, que urna vez beneficiado
otaboleio de boas Ierras para urna safra de prime-
ra ordem, depois empregando-se as cinzas, enter-
rando as palhas, e mudando os regos, ou do 4 em, 4
annos, ou revesando com urna safra de eslrume ver-
de, nao ha duvida que os terrenos produzco) as mes.
mas safras continuadamente.
At agora tenho fallado s' do quo he neeessario
para foruecer canna os elementos vegelaes, ani-
maes mineraes ; mas importa tambera saber como
se lhe daro a agoa,e-a atmosfera, de que igualmen-
te-precisa.
A agua geralmentc he supprimida pelas chuvas
regulares do invern, o Irovoadas do yerao, o que be
bastante quando as estaedes correrem bem, c com
regularidade ; mas infelizmente no veio sao fre-
quentes as alternalivns de chuvas violentas, que nao
d,to tem[io para o terreno embebe-las, e de seceas
que prjvam a canna da humidade necessaria, para a
solucao de seus elemento!, e lhe nao dao a agua que
entra em sna composicilo e na'do caldo. \"esle sup-
primenlo da humidade influe muilo o estado physi-
co do terreno, que oflerece .difiranles propredades
de absorver a humidade atmosfrica. A areia pu-
ra ;'sica,i se esl inteiramente separada de ou-
tras materias, exposla atmofera, pode absorver
llOOO d seu peso, d'agua em 12 horas de sol: o ter-
reno que lem 10 a 15 por cento de alumina o 5 por
cento de materia orgnica, absorver 1|40 parle de
seu peso no mesmo lempo: mas a (acaldada de ab-
sorver e reler a agua, he muilo augmentada pelo
creseimentoda materia orgnica cm qualquer solo.
A qoaulidade d'agna, que existe na atmosphera
vara com a temperatura: quanlo uiais calor mais
humidade. Na temperatura de 12." R. tem 1)110
parle do seu volurae de humidade; porm aos 30.
1|14 parle. Asmudancasda temperatura de noilc
e de dia, fazem o vapor condensar-se, e os terrenos
mais absorveotes, sto he, mais beneficiados com
malerias vegelaes decomposlas, absorvem mais hu-
midade e esto mais seguros contra as seceas.
Os terrenos de massaps tambem absorvem re-
tem bem a humidade, quando sao novos e carrega-
tlos de materia vegelal; os salOes fazem o mesmo ;
porm os sales ricos de elementos orgnicos, sup-
porlam melhor a secca do' que "os massaps que eslao
cm petares circunstancias. As baixas- de urna fa-
zenda que contem muita malcra vegetal devem sua
resistencia s seceas, mais materia vegetal e con-
segunlemenle torcaabsorvcnle, do que ao local
ou a 'humidade do terreno. Para prava, abram-se
vallas de 6 a 8 palmos de fundo suflicentes para re-
tirar toda a agua, e este terreno abundante 'de ma-
teria vegetal, ainda assim deseccado, zumbar mais
dos rais do sol, pela sua faculdade de tirar da at-
mosphera o neeessario para alimentar a planta, c
produzir mais do que os oulros terrenos. A eva-
porado dp dia he compensada pela condensarlo, or-
valho, ou sereno da noilc : se o terreno he de mui-
ta areia e pouca materia orgnica, ento evaporan-
do rpidamente, c absorvendo de vagar, ha de ex-
perimentar log falta d'agua para supprr a canoa :
mas se forem Ierras frles de massaps ou saloes gor-
dos e carregados de materia orgnica, n3o soOrerao
pelas seceas, porque, ao inverso das trras arrenlas
c fracas, absorvem rapidameole, e evaporam muilo
de vagar, de maneira que urna cousa compensa oo-
Ira e quanto mais intensa he a secca, e maior eva-
poraran exige, mais cresce n'aquelles terrenos a fa-
culdade de absorver.
O lia ha I lio do arado em Ierras fortes lambem aug-
menta esla propriedade de absorver, segregando-a,
e' facilitando a entrada d'agua para supprr as rai-
(GoBftnu'.)
Gcnebra.............. 480
...............botija 9220
Licor...............caada &180
...............garrafa $220
Arroz pilado duas arrobas, um alqueire 400
,em casca........"... 13600
Azete de mamona.........caada 9800
b d mendoim c de coco. 19120
de pcixc.........' 19280
Cacan................. 59000
Aves arars.............urna 109000
papagaios...........um 3g000
Bolachas................. (i
Bseoilos............... n
Caf bom..............
reslolbo.............
ii com casca.............
muido.............. d
Carne secca.............
cento


.
. a
Cocos com casca.....
Charutos bons. ._.....,
ordinarios. ,
regala primor ,
Cera de carnauba ....*
ii em velas........
Cobre novo mo d'obra. ,
Couros de boi salgados.. .
espixados......
verdes .............
de onca ,...........
de cabra cortidos......
Doce de calda.............
goiaba............
secco ..............
jalea...............
Estopa nacional........... (g>
eslrangeira, mo d'obra. "
Espanadorcs grandes..........um
o pequeos..........
Farinba de mandioca.......alqueire
a b milho.......... (g)
b B aramia.......... b
Pe'jo...............alqueire
Fumo bom........; @
ordinario...........
cm folba bom......... b
b n ordinario...... o
B 8 reslolbo........o
Inecacuanha............ b
l.oinma......;.......alqueire
Gengbre...............^
Lenha de achas grandes........ceuto
b b pequeas........b
b toros............ .'
Pranchasde amarcllo de2 costados. .
b b touro..........
Costado de amarello de 35 a 40 p- de
ce 2 Xa 3 del.......
b de dito usuaes........
Costadinlio de dito......... .
Suallii) de dito............
Forro de dito.............
Costado de louro...........
CostadinbD de dito..........
Soalho de dito............
Forro de dito.............
b cedro............
Toros de tatajuba.
4jj'i0
69400
59500
39500
3-9600
69400
39800
29560
19200
9600
29200
69WO
89000
reo
9180
9190
9090
159000
9190
9280
9200
9400
9320
19280
I9OOO
29000
19000
298OO
29000
aooo
.59000
69000
39000
89000
49000
39000
329000
29OOO
19500
I96OO
9600
99OOO
urna I29OOO
B 79OOO
1851, e sob as clausulas especiaes abajxo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arrematado
comparecam na sala tas scsses da mesma junta no
da cima declarado, pelo meto dia, compelen l-
menle habilitadas.
E para constar se mandou affixar o presente, e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco, 1 de uiiiio de 1854. O secretario, Antonio
Ferreira dAnnunciacao.
Clausulas especiis para arrematabas.
1. Os reparos de quo precisa a ponte dos Carva-
lhosserao feitos de conformidade com o orcamenlo
approvado pela directora em couselho e apresedla-
do a approvarao do Exm. Sr.4presidente, na im-
portancia de 1:5409000.
2. O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de um mez, e ai coucluir no de 3 mezes ambos
contados na forma do arl. 31 da lei provincial
n. 286.
3. O pagamento da importancia da arremataran
realsar-sc-ha em duas prestarles iguaea; a primei-
ra quando se adiar feila a metade do servico, e a
oulra depois de concluidas e recebidas as obras.
4. O arrematante nao poder debaixo de preteilo
algum, deixar.de dar transito aos anmaes e-aos
carros.
5. Nao haver prazo de respons'ablidadc.
6. Para ludo o que nao se adiar determinado as
presentes clausulas nem no orcamenlo,"seguir-se-ha
o que dispoe a respeilo a lei provincial n. 286.
Conforme.O secretario, Antonio Ferreira da An-
nunciaco.
O Illin. Sr. nspeclordn Ibcsouraria provincial,
em virlude da resolurao da junta da fazenda, man-
da fazer publico, que em cumprimenlo da lei, peran-
le a mesma jimia, se bao de arrematar em hasta pu-
blica a quera mais der nos dias 22, 23 e 24 de mato
correute os impostas seguinles.:
2950O rs. por cabera de gado vaccom que for eon-
suramido nos municipios abaixo declarado*.
2O9OOO
109000
89OOO
69000
39500
69OOO
59200
39200
29200
39000
19200
19280
19600
9960
Em obras rodas desicupra para carros. i>ar 409000
Varas de
B B
B
parreira. .
aguilhadas
quiris.
B
B
B
quintal
duria
11
B eixos B B
Melaco.........'.......ranada
Milho............... alqueire
Petlra de amolar............urna
b b filtrar............
b reboles...........
Ponas de boi... .............cento
Piassaba............... niolho
Sola ou vaqueta............flHMt
Sebo em rama ............wM
Pelles de carnciro .'........urna'
Salsa parrlha.............@
Tapioca................
Unhas de boi.............ccnlo
Salido......... ".......<
Esleirs de perperi..........ma
Vinagre pipa........'.....
Caberas de cachimbo de barro. .. mUheiro
MMW
169000
3200
19600
640
69000
9800
49000
9320
29IOO
59500
190
209000
29500^
9210t
9090
3160
309000
59000
B
Accoes.

o
B
B
UIO DE JANEIRO 15 DE MAIO, AS 5 HORAS
DA TARDE.
Colares officiaes.
Cambio. Londres: 27 X 60 dias, 27 ^ 60 e 90
dias.
Pars : 360 90 dias. A f
Banco do Brasil: 77, 80% 8%. 83.
859,909, e 1009 de premio.
Bauco V'elho : 1409 tle premio. "-
BancojRural: 678,689,709 e 75 de premio.
Mucury : 80 de premio.
Uno e Industria: 209 de premio.
Oneas liespanholas: 309000.
Em cambio sobre Londres liouvetraosiccOcs limi-
tadas as rotarnos. /ja
Em caf nada se fez que mereca meocAo.
No mercado tic arrcs houvc bstanle atiimarta
As do Banco do Brasil, que Rearara a 809000, sb-
ram a 85, 909, e IOO9OOO de premio. Das do Ban-
co velko houve vendas a 1409 e 142ft000 do premio.
As do Banco Rural venderam-se de manltaa a 629'
esubiram gradualmente a 759000,prer,o a que sel'n
zeram as ultimas operarles. Do Mucury houve
vendas a 809, e da companhia Uno e Industria a
159,18, c209, de premio, tentto ficado ltimamen-
te aquellas a 709 eeslas a 109 de premio.
(Jornal do Commercio.)
Recito, avaliado animalmente por 56:0159000
Olinda, avaliadoanuualmenle por 2:2469000
Iguarassii,avahado annualmente por. 1:7209000
Goianna.avalddo annualincnlelpor. 6:5219000
Na/.arclh, avaliadoanuualmenle por. 4:1309000
Cabo, nvaliado annualmente por 1:51
Santo, Anto avallado annualmente por. 6:011
Scrinhaem, avaliado annualmente por 5619000
Rio Formse, e Agua, Prela avaliado an-
nualmente por........ 2:5219090
Pao d'Alho, avaliado animalmente por. 4:0019000
E nos municipios seguinles nos quaes s pagam
aquellos que talham carne para negocio, e os cria-
dores o dizimo:
l.imoero,'avaliado!anmialmente por. 3:5219000
Bonito e Garuar,avaliado animalmente
por............2:5179000
Brejo, avaliado annualmente por. 2:207000
Cimbres, avaliado annualmente por. 1:4719000
Garanhuns, avaliado annualmente por. 2:9899000
Flores e floresta,avahado annualmente .
por. f...........4:0049000
Boa-Visla e Ex. 4:0709000
Nos 5 ltimos municipios, islo he, Brejo, Cimbres,
Garanhuns, Flores e Floresta, Boa-Vista, e Ex sao
arrematados 'conjuntamente os impostos a carao dos
colleclores e 20 por cento do consumo de agurdente,
na forma da lei n. 286 de 28 de junho de 1850.
20 por ccnlo sobre a aguntente que for consu-
mida nos seguinles municipios:
Ohmio,avahado annualmente por. 8109000
Iguarass, avaliado annualmente por. 849000
Goianna, avaliado -annualmente por. 649000
Pao d'Alho, avaliado annualmente por. 769000
Nazarelh, avaliadoanuualmenle por. 639000
Santo Aniao,avaliado annualmente por. 2029000
Bonito e Garuar,avaliado annualmente '
por........... 338000
Cabo, avaliado annualmente por. 419000
Rio Formtiso e Agua Prela, avaliado an-
nualmente por...... '. 419000
Scrinhaem, avaliado annualmente por. 269OOO
Limoeiro,avaliado annualmente por. 909000
Estas arrematarles seo feilas por lempo de 3 an
nosa contardo ldcjulho dororrenleanno a 30 de ju-
nho de 1857, e sob as mesnias coudces das ante-
riores. .
Vai igualmente a prara para ser arrematado con
jumamente com o.imposto do gado vaceum, o diri-
mo do gado cavallar nos municipiosabaiid declara-
dos por lempo de um auno, a contar do 1. de julho
de 1856 a.30 de junho de 1857.
Bonita, avaliado por. ...... 139000
Garanhuns, avaliado por. .... 769000
Cimbres,avaliado por....... 1009000
Flores e Floresta........ 3261000
Boa-Vista e Ex, por...... 1999000
E por lempo de 4 annos, a contar do l.o de. juldo
de 1853 a 30 de junho de 1857, nos municipios se-
guinles :
Limoeiro avaliado por anno em. 589000
Brejo avaliado por anno cm. 509000
As pessoas que se pttcozerem a,esta arrematado
comparecam na sala djBesses da mesma junta nos
dias cima indicados peW meio dia^ompcteiitcracu-
te habilitadas.
E para constar se mandou affixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 2 de maio de 1854.0|iecretarto,
Antonio Ferreira d'AnnunciarSo.
COMMERCIO.
PRAGA DO RECIFE 22 DE MAIO AS
HORAS DA TARDE.
Cola cues officiaes.
Cambio sobre Londres a 263i4 d. 60 div.
ALFANDEOA.
Rcndimcnto do dia la 20 .-VI 73:4439212
dem do da 22.......'. 13:7959396
MOVIMENTO DO PORTO.
-Vii-ios /ntidos no dia 21. '
AmslerdamEscuna hollandeza Vollux, capitn
Jan Molcnaar. carga assucar. jjgi
Rio de JaneiroBrigue escuna brasilciro V. Pedro
II, rapilo Felcissimo Correa dos Quadros, carca
varios gneros. Passageiro, Antonio Jos Ferrei-
ra liuimnrae-.
MarsclhaBrigue trances Clement, capitao Can.ct,
carga assucar.
Ilarrellona pela ParahibaBrigue hespanbol Coper
nico, capilo Francisco Planas, em lastro.
demPolacahespanhola Manequita, capitao Nar-
ciso P. Dural, carga alsodao.
Ass e Ro de JaneiroBrigue brasilciro Dous A-
migos, commanrtanle oprimeiro-teuenlo Jos An-
tonio de Garvalho, em lastro,
A'orios entrados no dia 22.
Rio de Janeiro10 dias,' barca hespanhola Celesti-
na.de 254 toneladas, capitao Juan Sensat, equi-
pa geni 14, em lastro ; a Viuva Amnrim & Filho.
dem e Babia7 dias, vapor inglez Great IVeslern,
commandanlc T. A. Bevis. Pasaageiros para esla
provincia, Frederco Wicclu Quiest, Henry F.
Hitcb, Manoel Francisco Goncalves.
.Vario sonido no mesmo dia. >
AraralyHiale brasilciro Capibaribe, meslre Anlo-
Tiio Jos Vianna, carga varios gneros. Passagci-
ros, Joaquim Francisco de Araujo Candeia, Jos
Soares Barboza, Joaquim Monteiro da Silva, Joa-
quim Fernandcs Bastos e 1 criado, Antonio' de
Si Brrelo, Carduo Ferreira Lima, Joao Leitc
do Reg Sampaio.
187:2389608
Descarregam hoje 23 de maio.
Barca inglezaMirandabacalho.
Barca ingleza*Midasdem. *
Imrortacao'.
Barca ingiera .l/i/dpyinda de Terra Nova, cou-
rignada a Me. Calmont & Companhia, manifeslou o
seguinle:2,245 barricas bacalho; aos mesmos
consignatarios.
CONSULADO GERAL.
Rendmento do dia 1 a 20.....31:8489317
Idemdoda22....... 3:1759593
35:0239940
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rentlimenlo do dia 1 a 20.....4:74-49831
Idemdo,dia22.........2289981
4:9739812
EDITAES.
Exportacao'.
_Ro Grande do Sul, patacho brasilciro Regulo, de
173 toneladas, condiizio o seguinle :1,100 barricas
com 7,860 arrobas e 16 libras de assucar, 4,000 co-
cos, 50 latas e 50 barrilinhos com 600 libras de doce
de calda. '
Canal, patacho sueco Julia, tic -2 i ti toneladas, con-
duzio o seguinle:3,500 naceos com 17,500 arrobas
de assucar.
Portos do norte do Imperio, brigue hespanhol fn-
rcnciblc, tle 219 toneladas, rondu/.io o seguinle:
90 toneladas de lastro de pedra.
Bresl, brigne francez June Arlhur, de 213 tone-
ladas, combino o seguinle: 3,400 saceos com
17.000 arrohas de assucar.
Canal, brigue hamburgdez Hobert, de 213 tonela-
das, rontluzio o seguinle :3,250 saceos com 16,250
arrobas de assucar.
KEGEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS GB*
RAES DE PERNAMBUCO.
Rentlimenlo do dia 22.....* 2:08691
CONSULADO PROVINCIAL.
Kcndi eniti do dia 1 a 20.
dem do da 22 ... .
:U-343t785
2:7629572
37:1069357
PAUTA
dos preros correntes do assucar, algodao', e mais
gneros do paiz,' que se despaeltam na mesa do
consulado de Pernambuco, na semana de 22
a 27 de maio de 1854.
Assucarcmraixasbranco 1. qualidade @ 29700
d d 2.a 293OO
b mase........ 19900
i) bar. esac. branro....... 29900
mascavado..... j> 29OOO
refinado........... 39200
Algodao cm pluma de 1. qualidade 69000
d j> 2.a b 59600
b 3." B 59200
b em cardeo.......... b 19500
Espirito de agurdenle.......caada 9700
Agoordente cachaca.........b 9400
b de ranna....... b 9500
resillada........ 400
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
thesouraria provincial, em cumprimenlo da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia rio 1* do cor-
reiite, manda fazer publico, que nos das 6, 7 8 de
junho prximo vindouro, perante a jimia da fazen-
da. da mesma thesouraria, se ha de arrematar a
quem por menos fizer, os reparos a fazer-se na ca-
sa destinada para cadeia na villa doOuricury, ava-
llados em 2:7509000 rs.,
A arrciiiatarao ser feita na (orma dos arls. 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrematacao
comparecam na sala das scssOes da mesma junta,
no dia cima declarado, pelo meto dia, competente-
mente hab li latas.,
E para constar se mandou affixar o presento c
publicar pelo Diario:
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 2 de maio' de 1854.O secretario, Antonio
Ferreifa da AnnunciacBo.
Clausulas especiaes para a arrematacao.
i. Todas as obras sero feilas tle conformidade
com o orcamenlo e planta nesta dala apresenlados a
approvarao do Exm. presidente da provincia, na
imporlaneia de 2:7509000 rs.
2. As obras sero principiadas no prazo de dous
mezes, e concluidas no de oito mezes, ambos conta-
dos de conformidade cornos arligos 31 c 32 da lei
provincial n. 286 de 17 de maio de 1851.
3. O pagamento da imporlaneia dcsias obras ser
faito cm urna s prestarlo quando ^llas eslive-
rcm concluidas, que sero logo recebidas definitiva-
mente.
4. Para ludo o mais que nao esliver determinado
as presentes clausulas, seguir-sc-ha o dsposto na re-
ferida le n. 286.Conforme.O secretario, Anto-
nio Ferreira da AnnunciacBo.
O Illm. Sr. contador servindo tle inspector da
thesouraria provincial, cm virlude da resolurao
da junta da fazenda, manda fazer publico que
em cumprimcnlo da le, se ha rio arrematar peran-
lo a mesma junta no dial de junho prximo vin-
douro a renda to sitio do Jarriim Botnico da ritla-
de de Olinda, avahada cm 1519000 rs.
A arremalarao ser feita por lempo de 3 annos,
a contar do 1 de julho de 1851, ao fim de junho de
1858.
As pessoas que se propozerem a esla arrematacao
comparecam na sala das scsscs da mesma junta no
dia cima indicado, pelo meio da, coinpclcnte-
mente habilitadas.
E para constar se mandou afllxar o presente c
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 1 de maio d 1854. O secretario. Anto-
nio Ferreira da Annunciafao.
O Illm. Sr. contador servindo de inspector
da thesourariaprovincial, em cumprimcnlo daordem
do Enm. Sr. presidente da provincia de 27 de abril
prximo passado, manda fazer publico, que no dias
16,17 c 18 do corrento, pcranle a junta da fazenda
da mesma thesouraria, se ha de arrematar a quem
por m'cnos fizer, os reparos da ponte dos Carvalhos,
avahados em 1:5409000 rs.
A arremalarao ser feila na forma dos arligos
24 e 27 daTei provincial 11. 286, de 17 de maio de
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial
em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidenta
da provincia de 12 do corrate, manda fazer "publi-
c que, no da 11 do junho prximo vindouro, vai no-
vainente praca paras** arrematado a quem por me-
nos lizer a obra dos concerls da cadeia da villa de
Garanhuns, avahada em 2:4749208 rs.
A arrematacao ser feita na forma dos arls. 24 e
27 da lei provincial ti. 286 de 17 de maio de 1851,
c sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se, propozerem esla arremalarao
compareram na sala das scsses da mesma junta no
dia cima declarado, pelo meio dia, compelentemele
habilitadas.
E para constar se mandou affixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 16 de maio de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira d'AnnunciarSo.
Clausulas especiaes para a arrematacao.
1.' Os runrerlos da cadeia da villa de Garanhuns
fai-so-hau dc.conformidadecom o orcament appro-
vado pela directora em conselho, e apresentado a
approvacao do Exm. presidente da provincia na .im-
portancia de 2:4719208 rsv
2.a O arrematante dar principio s obras no pra-
zo de 2 mezes e devor concluir no de 6 mezes, am-;
bes contados na forma do art. 31 da lei n. 286.
3.a O arrematante seguir nos seus Irabalhos ludo
o que lhe for delerminado pelo respectivo engenhei-
ro, nao s para boa execurao das obras como em or-
dem de nao innulilizar ao mesmo lempo para o ser-
vico publico todas as partes do edificio.
4.a O pagamento da importancia da arremalarao
ter lugar em tres prcslaroes cunes : a primeirn, de-
pois tU feila a melade da obra; a segunda, depois
ta cnlrega provisoria, e a terceira, na entrega defi-
nitiva.
5.a O prazo de responsabilidade ser de 6 mezes.
6.a Para tudo o que nao se acha determinado as
prsenles clausulas nem no orramentov seguir-se-ha
o que dispc a respeilo a'lei provincial n. 286.
Conforme.O secretario,
Antonio Ferreira o7Annunciacao.
Carta de edictosi
O Dr. Francisco de Assis Oliveira Maciel, juiz muni-
cipal da segunda vara do civcl e do commercio,
nesla cidade do Recito de Pernambuco por S- M.
I. e C, que Dos guarde ele.
Faro saber aos que a presente carta tle editas viren]
ou dclla noticia tiverem em como Joo Vignes, me
fez a petirao rio Iheor seguinle :
Diz Joao Vignes que quer fazer citar a D. Joanna
Mara. Ruillaud Beranger, Francco'Manoel Beren,-
ger, Lourenro Puge, como administrador de sua
mullier, D. Candida Baisso Narczo Berauger, Adol-
fo Bernardo Beranger, I). Ernestina Viclorina dos
Sanios Befauger, e Julao Antonio Fortunato Beran-
ger, viuva e filhos de Julao Beranger, para na pri-
raeira audiencia deste jnizo fallarem aos termos de
urna aceito ordinaria em a qual lhe pede a quanlia
de 3:3409000 rs., juros da importancia de 2 lettras
mercantes j vencidas e protestadas, aceitas pelo roa-
des, 2dilasdetlto hollanda, Idila de ditomala-bor-
rao, 4,000 penoas de secretaria, 2 grasas de lapis,
400 massos de obreias, 2 espanadores e mais diversos
objectos muds etc. etc.: as pessoas que tiverem di-
tos gneros e se quizercm enearregar de fazer esle *
fornecimenlo, comparecam na mesma reparticSo nos
dias uteis, das 9 horas da mauhaa as 3 da larde, mu-
nidos das competentes amostras e seus preros. Mesa
du consulado de Pernambuco 19 de maio de 1854.
cscrivao, Jacome Gerardo Mario Lumachi de
Mello.
"COMPANHIA DE BEBERIBE.
O Sr. director pela terceira vez convoca
os senhores accionistas para se reunirem
em assembla geral no dia terca-feira, 25
docorrente, ao meio dia, afiin de se pro-
ceder a eleico da nova administrarao, e
deliberar sobre o pagamento do 12.' di- .
videndo, visto ter a administrarao' actual
terminado o anno de sua gerencia. Es-
criptorio da companhia de Beberibe 19 de
maio de 1854.-t-jO secretario interino,
Luiz da Costa Po.rtocarrero.
Consulado de Portugal.
Nao podendo ter lugar, por cansa da chava, a ar-
rematacao anonnciada para o dia 20 do crrante, do
resto doajiens do finado porluguez Joao Rodrigues .
Neves, que consiste em urna alvarenga em cons-
IruccSo, e urna porcao de cobre; em vergalhoes, Ti-
ca transferida para o dia 25 do correte, ao meio
da, na porte deste consulado.
Cumulado de Portugal em Pernambuco aos 22 de
maio delSH.Joaquim Baptisla Moreia, cnsul.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo,- em virtude de anlori-
saro do Exm. Sr. presidente da provincia, tem de %
comprar 01 objectos seguinles:
Para o hospital regmenlal das Alagas e Cear.
Assucareiros rio louca 6, bules de dita 6, colches
brim bramo liso para camisolas, fronhas e len-
, vara 330, chicaras e pires, casaes 28, colheres
metal para cha 12, ditas de dito para opa 68,
caslicaes de lalao 2, chitas paracoberlw, covados 70,
cannivete para peonas 1. espanador 4, fogareiro de
ferro 1, ourines de lonra 5, pra los de dita 12, tige-
las de dita 8, trav issero's 10, maulegueiras de tonca
3, comadre 1.
' 2 batalhao de iofanlaria.
Pelles de CRrneiro 100.
1* batalhao de infaotaria da guarda nacional.
Pfanos 2.
' Armazens do arsenal.
Taboas de pinito, duzias 10, livros'em brancode.
100 foihas 8, ditas ditos de 150 foihas 8.
' 9 bailhAo de infanlaria de linha.
Caldeira de ferro balido para 100 pracas i.
Companhia decavallaria.
Coturnos, pares 46.
Arsenal de guerra.
Costados de pao d'ole i, taboas de assoalbo de
loara 12..
(Juera quizer vender laes objectos, aprsenle as
suas pruposlas em carta fechada, na secretaria do
conselho s 10*noras do.dia 27 do crranle mer.
Secretaria do conselho administrativo, para for-
necinienlo do arsenal de guerra, 20 de maio de 1854.
Jos de Brillo Inglts, coronel presidente.Ber-
nardo Vertir do Corma Jnior, vogal e secre-
tario.
?
AVISOS MARTIMOS
------------------.--------------------------------------- I
Para o Rio de Janeiro, o brigue na-
cional Elvira segu com brevidade .por
ter parte do seu carregamento prompto :
para 9 resto da carga, passageiros e escra-
vos a f rete, trata-se com os consignatarios
do mesmo Machado & Pinheiro, ama-
do Vigarion. 19, segundo andar* .
PA$A A BAHA
segu brevemente o veleiro hiate For-
tuna, capitao Pedro ValetteFilho: para
carga trata-se com os consignatarios A.
de Almeida Gomes n. 16, segundo andar. <
Para o Rio de Janeiro, vai sahir com
a maior brevidade possivel,o pataxoNacio-
nal Vajente ; quem no mesmo quizer car-
bregar, embarcar escravos aflfete.ou ir de
passagem para o que oferece bons come-'
dos, dirija-se ap capitao do mesmo pataxo
Francisco Nicola'o de Araujo na pra<;a do
commercio, ou no escriptorio de.Novaes
&. C. na ra do Trapiche, n. oi, 1.-andar.
Rio Grande do Sul.
Seguir em poucos dias para o Ro-Grande do
Sul o patacho nacional Reguo, o qual lem espacos
commodos para passageiros; trata-se na roadaCa-
rido e pai dos supplicados. e que como herderos do
tillo Beranger esto obrigados a pagar, Picando logo
citados para todos os termos de areno atea final
senlenca sob pena de revelia. E porque seachaau-.cn-
tc em lugar ignorado o herdeiro Julao Antonio
Fortunato Rcranger; requer o sopplicante a V. S. o
admita justificar a ausencia sendo quanlo bastee
ulgada por senlenca se digne mandarpassarcarlaedi-
tal por 30 das, alim de por ella ser o ausente citado
e d.ir-se-lhe curador na forma determinada no art.
154 do decreto n. 737 de 25 de novembro de 1850.
Pede a V. S. Illm. Sr. Dr. juiz da segunda vara do
commercio lhe defira como requer.E. R. M.O
advogado, Almeida.
"D. C. e lome-se a justificaran para o fim re-
querido.
Recito 6 de marco de 1854.Cosa MenezesA.
CunhaOliveira.
E mais sean continua cm dita petirao, despacho
deslribuieao por o qual o supplicaule proriuzio suas
feslemunnas estibindo a conclusao leve a scnleura
do tbcor seguinle:
A visla da inquiricao de fls. i a 5, ulga provado
que Julao Antonio Fortunato Berauger, e sente em lugar absolutamente nao sabido pelo que
mando se passe cdital com o prazo de 30 das para
sua claco e cusas.
Recito 3 de maio de 1851Jos Itaymundo da
Cosa Mtnezes.
Em cumprimenlo da qual hei por citado o su-
pradilo para se proceder \ aceito que o suppliranle
y\ propur constante de sua ptirao suppra, alim de
romparerer por si, ou seu procurador que lera lu-
gar o vencido depois de lindo dito prazo, sob pena
de correr a revela al final senteuca, c sua exeu-
Qao; pelo que toda e qualquer pessoa preseute ami-
go, ou condecido do supplicado podera fazer scienle
do que fica exposto e o porleiro respectivo publicar
e fixar o preseqte nos lugares do costume, e publi-
cado pelo Diario de Pernambuco.
Dudo e passado nesla cidade rio Recito de maio
d 1854.Pedro Tertuliano da Cunha, cscrivao o
subscrevi. Francisco de Assis Oliveira Maciel.
DECLARACO'ES.
deia do Recife n. II, ou com o eapiaoa bordo.
Para o Rio de Janeiro d*ter seguir por esles
dias o patacho Galante Mara ; ainda pode receber
alguma carga miuda, passageiros e escravos a frete ;
a tratar na roa da Cadeia do Recife, toja n. 30.
Para a Baha segu em poucos dias a velleira
sumaca liorlencia, para carga trata-se com te.u con-
signatario Dominaos Alves Matheos, na ra da Cruz
do Recife n. 54 primeiro andar. '
Companhia brasileira de paquetes de
vapor.
O vapor brasileira S.
Salvado*, comman-
danle o primeiro fo-
lenle Santa Barbora,
espera-se dos portos do
norte em 25 do correle, e seguir" para os do sul
no dia seguinle ao da sua chegada: agencia ra do
Trapiche nv40, segundo andar.
LEJXO'ES.
O agente Oliveira far leilab por ordem doSr.
cnsul de Franca, e em presenra do seu chanceller,
do expolio e mais arligos do eslabelecimento do fina-
do subdito francez Declamar, consistndoempecas de
raobilia, roupa, dous rclogios, sendo um de prtae
oulro de ouro, um lnguado de prala.muilas ferragens
har fabrico e comerlos de carros, como sejam: mar-
lellos, bigornas,-forja e fotos em bom estado, II
compassos, e militas outras novas para dito c de carpinleirn, rodas para carros completas,
(ras em acabsmenlo, e algum carvao para ferrara,
etc. : lerca-feira, 23 docorrente, as 10 horas da ma-
nha, na ra do Aragao n. 17, oie se comecar o
leilao com osobjeclos uclla existentes, continuando-
se o mesmo com os restantes arlig&oo teUteiro, silo
no lugar de Campo Verde.
GRANDE LEILAO SEM LIMITE.
Terca feira 23 d crreme, s 10 horas da ma-
nltaa no armazem da'ra do Collegio n. -14, haver
um. grande leilao de obras de roarceneria novas e
usadas de difiranles qualidades, urna grande, por-
cao de chapeos finos de fellro sortidos, ditos doChi-
l muilo finos, varios apparelhot nasos de looc, e
de porcelana, para almoco e jantar, vidros para ser-
v ico de mesa, relogiosde ouro e prata para algibeira,
ditos de outras qualidades, candieros franeczes, in-
glezes de modelos novos, lanlernas, candelabros,
serpentinas, caslicaes etc., ricas capras de chara? pa-
ra costura, ditas de momio, ditas pequeas de jaspe,
em quautidade, estampas finas coloridas, e em tamo,
ditas em quadros com ricas moldaras, urna grande
porcAo de miudezas difiranles, sapatos e borzeguins
franeczes de varios tamaitos, vinho engarrafado su-
perior de cidra e macaas, e de outras qualidades, bis-
coilos. e bolachinhas finas francezas em latas etc., e
urna armaran envidracada para toja : alm desles
objectos haverao oulros muilos que estarao patentes
no mesmo armazem.
0 AGENTE BORJ A 6ERALDES
far o leilao dos objectos icima mencionados, po sea
armazem, batendo o maVtello sem recusa de qual-
qucr preeo que fr ofierecdo no acto do leilao.
Terca feira 23 do crrante, s 10X horas da
manha o Aeenle Victor, far lelio no seu arma-
zem ra da Cruz n. 25, de graude sortimento de
obras de marcenera,' consislindo em mesas redondas,
de amarello, consolos, sotas, marquezas, eadeiras de
balanco, de braco de Jacaranda, o de anarelto.osuaes
de Jacaranda e de amarello, guarda louca, aparado-
ras, carteras, commodas, mesas para jantar, lavato-
rios, toucadores do Jacaranda, e de amarello, berros
de Jacaranda e de amarello, um rico violao de Jaca-
randa com caixa,. dous arados, dous relogios novos
patente suisso, quadros obm estampas coloridas e fu-
mo, vinho branco do Porto engarrafado de superior
qualidade, urna porcao tic sabouetes, 29 chapos
hrancoi de castor, 11 prelcs de merino, 6 de dilo
confinla, urna porrjtude doce embrrate latas de
dill'ercnles qualidades,-urna rica toatliade labvriulho
rom bico em roda, grande porcao deespelhos de dif-
fe entes tamanhos : e oulros muitos objectos que es-
tarao patentes no dia do leilao.
Leilao de um pequeuo sitio.
Sexta feira 26 do crranle, ao meio dia em ponto,
no armazem de M. Carneiro, na roa do Trapiche u.
38, o agento J. Galis, far leilao de um pequeuo si-
lio na Capunga Nova, tendo dnas frentes, sendo ama
para a estrada da Capunga Nova, e oulra para o nec-
eo do Jacobina ; com 50 palmos de frente, e 400 de
fqndo, ch8o proprio, com algumas fruleiras, casa,
cacimba com boa agua de beber, cerca de 5.000 li-
jlos de alvenaria grossa, el., ele. A salubridade do
lagar, com a vanlajosa localidade da siluacio, sgo
partes bem inlcressantes para animar aos pretenden-
es que desejarem a acquisicio de am pequeo silto,
em um dos mais risonhos eagradaveis arrebaldesda
cidade.
Pela administracio da mesa do consulado pre-
cisa-se comprar para o expediento da mesma, para o
anuo financeiro de 1854 1855 os seguinles objectos,
a aber:60 re*mas de papel de diverjas qnalida-
AVISOS DIVERSOS.
_ Prerisa-se de um torneiro : na aadaria da ra
do l'.olovflo 11, 29,
1



Mh
DIARIO DE PERNAMBUCO TERQA FElR 23 DE MAIO DE 1854.

ANTIUUIDADE E SUI'ERIORIDADE
DA
SALSA PARRILHA DE BRISTOL
t sobre
k salsa parrilha de sands.
Attencao'
A SALSA PARRILHA DE BRISTOL dala dos
de 1832, e lem conslanlemente mantido a sua re-
putacio scm ueccssidade de recorrer a pomposos
imiuiiciiis, de que as preparacoes de mrito .poden)
dispensar-sc. O succcsso do Dr. BRISTOL lem
provocado infinitas invcjas, e, entre outras, as dos
Srs. A. B. O. Sands, ds ew-York, preparadore-
e propietarios da salsa parrilha condecida pelo no
me de Sands.
Estes senhores solirilaram a agencia de Salsa par-
rillia de Brislnl, ccomo nao 6 podessem obter,fa-
bricaram urna imitario de Brislol.
Eis-aqni a carta que os Srs. A. R. D.' Sands es-
creveram ao Dr. Bristol no da 20 de abril de 1812,
e que se aclia em nosso poder:
Sr. Dr. C. C. Bristol.
Bfalo, c.
Nosso apfeciavel senhor.
Em todo o auno passado temos vendido quanti-
dades consideraveis do extracto de Salsa parrilha de
V me., e pelo que ouvimos dizer de suas virtudes
quelles que a lem usado, julgamos que a venda da
dita medicina se augmentar muiliuimo. Se Vmc.
quizer fazer um conteni comuosco, eremos que
nos resultara niuita vantaecm, tanto a no como a
Vmc. Temos muilo jirazer que Vmc. nos responda
sobre este, assumplo, e se Vmc. vier a esta cidade
daqui a um mez, ou cousa smelhante, teriamos
muito prazer em o ver em nossa botica, ra de Ful-
lon, n.79.
Ficam s ordens de Vmc.seus seguros.'hervidores.
(Assignados) A. R." D. SaNDS.
CONCLTJSAO'.
l.cA antiguidade da salsa parrilha de Bristol he
claramente provada, pois que ella data desde 1832,
cque a de Sands appareceu em 1812, poca 'lia
qual este droguista nao pode obter a agencia do Sr.
Bristol.
2. A superioridde da salsa parrilha de Brii__
he incontestavel; pois que nao obstante a concur-
rencia da de Sands, e de urna porcao de outras pre-
. paracoes, ella lem mantido a sua reputaco em qua-
si toda a Ahierica.
As numerosas experiencias feilas cora o uso da
salsa parrilha em lodas as entarmidades originadas
pela impureza do sanguc, e o bom xito obtido ues-
la corte pelo Illm. Sr. Dr. Sigaud, presidente da-
academia imperial de medicina, pelo Ilustrado Sr.
Dr. Antonio Jos Penlo em sua clnica, e em* sua
afamada casa de saude na Gamboa, pelo Ilim. Sr.
.Dr. Saturnino de Oliveira, medico do exercito, c
por varios outros mdicos, permiltem hoje de pro-
clamar altamente as virtudes eflirazes da salsa para
rilha de Bristol vende-se a 58000 q vidro.
II deposito desta salsa mudou-s para a botic-
frauceza da ra da Cruz, em frente ao chafariz.
O Sr. alferes Jos Cosme Damio
(|tieira por obsequio comparecer na ra
Nova n.. 42, antes de se retirar para a
corte.
v Joao i'eruaiides Custeira declara que por haver
mitro de igual nome, muda a la firma para Joao
Ecrnandcs Lopes.
/ Sendo os eslabcfccimcnlos de caridade iiislilu-
dos em beneficio quasi que dejtodos, c devendo cada
um promover o cngrandeciinento deltas; a adminis-
Iracao dos estabelecimentos sendo a primeira encar-
regada de velar sobre a economa; roca aos mora-
dores da vizuhauca do hospital Pedro 11 para que
lancem suas vistas alim de nlo se furtarem materiaes
da mesma obra, como gcralmenle se propala Je to-
das as obras, appreheudcudo nito s os materiaes que
forcm furtados, como mesmo aos que os furtarem.
D-se 2003000 a juros con penborcs de ouro:
na ra estrella do Rosario n. T.
Attencao.
j$ Jos l'onealves Braga, faz scienle a lodos os
js seus freguezes e mas pessoasque do seu pres-
t timo se quizerem ulilisr, que mudou o seu
jg eslabclecimenlb de barbeiro para o primeiro
w andar, acude sempre o encontrarlo prompto
3 para os servir, assim como tambem oflerece
g* muit boas bichas de Hamburgo, mais baratas
R* do que em outra qualquer parle : na ra da
fg Cruz primeiro andar n. 48.-defronle da mes- P
ma loja.
g HOMEOPATHIA.
^ Comarca do Cabo.
Manoel de Siqueira Cavalcanti mudou-se
* para o engenho Martapagipe. Contina a dar
W consultas lodos os dias, e a tratar os pobres
(fe gratuitamente.
a
Carros e cokiies de mola.
O abaixo assignado, segeiro, "fe morador a ra
dos Pires, casa de porta larga, offerece-se para pin-
tar, cobrir e forrar carros, enm lo sivel, epara fazer lodo uqualquer conserlo que rfelles
seja preciso ; assim como encarrega-se de vender car-
ros ou cabriolis ; na mesma casa acham-se vende
colxoes de molas tanto grandes como pequeos, por
precos coromodos, e alianca-se por um annoporqual-
quer concert que nelies seja preciso : tambera
guarda-s carros mediante urna paga mensal.
Laboucier.
GALERA de retratos a
OLEO E DAGERREOTYPO.
Cinciualn Mavignier, .retratista e pensionista de S.
M. o Imperador,' tendo feito ludo quanto est ao
seu alcance para desempenhar as obngees de seu
ministerio, annuncio portanto ao respeitavcl publi-
co desla capital, qoe contina a'traballiar no seues-
tHbelcciment a contento das pessoas que o honra-
rem. O annuucianle prope-se a fazer os retratos
de pessoas fallecidas, indo com a machina at i ca-
sa de quem quizer possuir a verdadeira seroelhanca
do objeclo finado: pode ser procurado todos os dias
no seu estabeleairoenlo, alerrojda Boa-Vista n. 82~,
primeiro e segundo andares.
ATTENCAO'.
Traspassa-seeaiugueldo orna casa nasCinco Ponas
n.8dealnguelde6000M.,aquemcomr)raraarm-
rao que existe na dita casa que com ella se far lodo
o uegocio ; esta casa offerece muitas vautaeens a
um rapaz que queira principiar, nao s por ser seu
a taauel muilo barato, como por ser em um dos me-
Ihores locaes desla na; he muilo propria para
taberna, refinado pu deposito de fabrica' de charu-
tos etc., ele.,: quero a pretender dirja-se i fabrica
de chapeos da ra ova n. .>2, a entenilcr-se com
Boavenlura Joso de Castro Azevedo.
O mnibus l'ernambucana conti-
nua a sahir para Apipucos lodos
os domingos e dias sautos is 7 ho-
ra^ da rianliaa, e regressa dalli s 7 horas da imi-
te ; e para maior commodidade do publico, de hoje
em dianle os bilhetes de entrada se vendem no de-
posito da ra Nova n. 57, cujo estabeleclmento'est
aberto at s 8 horas da jioile.
No collegio Santo Aflouso, precisa-se alugar
um cozinhero forro, ou.esiTavo.
Achou-se um escripto de askentaraento de obras
de ouro : quem for seu dono, dirija-se ra eslrei-
la do Rosario n.4t, aonde dando os signaes certas,
lhe ser entregue.
O abaixo assignado, faz scienle ao publico, e
principalmente aos, cus devedores, tanto da praca,
como os de rra, que lem desta dala em diante, en-
carregadoao Sr. Jos Xavier Faustino Ramos J-
nior, para agenciar todas as cobranzas de sua casa, e
mesmo autorizado a passar recibo a toda e qual-
quer quintia que receber.
Fir miao Jos Rodrigues Ferreira.
Srs. Redactores.Eslava com um terrivel ataque
Pernambucano de 23 do correnle, e s isso pode dis-
pertar um pouco roinha attenro. Santo remedio
para o Spleen'.... medida que lia, liia-se restabe-
lecendo meu bom humor, cheguei mesmo a urna
completa hilariedade :.rimes.....rmos.... rimos....
e rimos.... be por issa que nao posso deixar de agra-
decer ao boro Pericles, a sua estirada corresponden-
cia, com visos de homila. nico fim que lenho em
vista," pois que liavendo dito, que nao responda a
mais nada, tico, no parabotam hanc cunds diebus,
que segundo a Jcnuiia tradcelo d'um esperlalliaco
formigo, quet dizer paremos aqui com todos os
diabos. Cora esta'pbblicaco, Srs. Redactores, mais
obrigado ficar o *eu constante assignanle e amigo,
MRffias de Azevedo ftltarouco.
Precisa-se contratar por empreita-
da, a comtruccao de urna coberta de te-
llia, sobre pilares detijol bu columnas de
ferro, emum terreno murado., na ra de
Santa Rita prximo a* Ribeira, pertencen-
te a' companbia brasileira de paquetes de
vaper: quem. estiver as circumstancias
de fazer este contrato coin as necessarias
garantas, queira apresentar sua proposta
com toda a brevidade ao agente da dita
companbia: na ra do Trapiche n. 4-0.se-
gundo andar, aonde tambem se dar'
qualquer esclarecimento.
Precisa-se alugar um prelo vefo, que sirva
para lomar sentido de um silfo e fazer pequeas
planlacocs : na ra do Padre Floriano n.27.
Quem ncsla provincia comprou um escravo de
nome Sevcrino, crioulo, de idade de 40 a 50 anuos,
natural do Brejo provincia do Maranhao, cujo escra-
vo consta ler logo dcsapparecido do poder do com-
prador, isto a mais de 5 annos : queira annunciar o
seu nome e morada que se lhe dar noticia do dilo
escravo.
Antonio Moreira Rcis, lem juslo comprar a
sa terrea sita na ra dos Pescadores n. 3, perlen-
cente senhora Mara Eugenia de Jess, viuva do
finado Vicente Canteo: se alguem tiver a opporal-
gum embarace dita compra, liaja do o fazer no
puazo de seis das; e cntender-se com o annuucianle
uo paleo do Terco n. 13..
z D-sc 6003000 a juros, sobre penhores ou fir-
ma a contento: nesta (ypographia se dir.
No aterro-da Boa-Vista n. 4, terceiro andar,
deseja-se saber se nesla cidade existe o Sr. Joao
Antonio Pacheco Bastos.
'Antonio Jos de Azevedo Marques, subdito
brasileiro, retira-se para o Rio de Janeiro.
Oflerece-se urna ama para o servico interno de
casa de pouca familia, oude homem soltciro : na ra
da Assumpcao n. 24.
Os Srs. I.uiz de Franca. Rodrigues^ morador em
Caclians. e Mauoel Jos dos Santos, que lem venda
era S. Lourenco, tenliam a boudade de apparecer na
.ra Nova u.65 a negocio quenao isnornm.
Precisa-se anda de umeaixeiro que tenha bas-
tante pratica de taberna, que seja fiel e diligente, e
d fiador de sua conducta, nao se duvida dar bom or-
denado : na ra do Cordoniz n. ... no Forte do
Mallo.
Oflerecc-se para raxeirode taberna ou de oulro
qualquer estabclecimenlo, um mora portuguez que
lem bastante pratica deste negocio : quem do seu
presumo se quizer ulili-ar. derija-se ra da Ca-
dcia Sanio Antonio n. 16.
Arrenda-sc o engenho Camacho, na freguezia
deMarangoapc, duas leguas e inea distante desta
cidade.com Ierras de boa produccao, com capacida-
de para safrejar de 1,500a 2,000 p'aes: os pretenden-
tas padem tratar no engenho Paulisla, com o pro-
prielaro do mesmo engenho.
Quem liver para vender urna prela oo mulata
quesaiba engommar, coser e cozinhar, dirija-se
ra larga do Rosario, casa n. 28, segundo andar, por
cima da loja de loura, que se pagar bem.
O Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho mu-
dnu-se para o palacete da ra de S. Francisco
$( (mundo novo) n. 68 A.
@vs> @@@@@@@@
Precisa-se alugar um silio que tenha arvore-
dos, osa com commodos para urna familia fazer
inorada, estribara etc., da estrada do Mondego at a
Ponte de Ucha: -a fallar com o cnsul Americano na
ra do Trapiche n. 4, ou annuucie.
Todas aquellas pessoas que lenham direito a
redamar qualquer objeclo que dessem a concertar ao
fallecido l.amare, no seo estabelecimcnlo de fabrica
de carros, sita na ra do Arago n. 17, com depen-
dencia no lelbeiro do Campo Verde ; queiram lera
bondade de reclamar e recebe-las al sabbado 20 do
correnle, visto que os remanescentes serao vendidos
em leilao na terca Jeira immediata, 23 lambem do
correnle, por urdem do SdBonsul da Franga, d'a
qual naeJo era subdita dilo fallecido.
Losna romana, de Solline.
A tintura de losna romana, Solline, he um
dos cxcellentas remedios tnicos conheeidos, e
| que maior numero de vezes ten produzido Jj
; melhores efleitos as molestias que se lem
; julgado appliear. Cura com admiravel promp-
' lidio s dores nervosos do estomago, accelera
i a digeslao as pessoas que' tem tarda, faz &
i desapparecer os margos de bocea, e os gazes g
que se accnmulam no estomago, edesenvolve 38
; o appelite ; cura igualmente as desenterias X
; ebronioas, as flaluosidades, e he um podero- jS
i so remedio para as criaucasque soffrem de li- 9
; tnleria, ou rlijecees alvinas liquidas, e mui- 3
! las vezesrepetidas, as quaes se acbam os ali- S
l mentas maldegeridos. Assenhoras quepade- >*
cem de chlorose ou paluda cor. achara na g
; liulurade losua romana, um remedio efGcaz, S
o qual sendo usado por algum lempo as (or- Jg
na coradas. Tem sido de grande vantagem no S
tralamento da leurorrhca ou flores bran- S
i cas, e juntamente no fluxo sanguneo prove-
[ niente de atonio do ulero. Seu uso he mui Sj
; simples: as pessoas adultas devem lomar duas a
; rollierinhas de inanhaa em jejum, c duas
! noile quando se quizerem agasalhar, dissol- S
j vjdas em pequea quanlidade d'agoa mana. 8
: As crianzas tomarao urna colherinha de ma- *;
E nhaa e ouira noile. Vende-se nicamente 3;
i na botica de Joaquim d'AImeda Pinto, na j$
' ra dos Qnarleis n. 12. x
e @e< .- a@@
m O Dr. Joao Honorio Bezerra de Mcuezcs, ^
@ formado em medicina pela faculdade da Ba- 2
ftC hia, oflerece seus prestimos ao rcspetavel pu-
r blico desla capital, podendo ser procurado a
qualquer'hora em sua casa ra Nova n. 19, $$
@ scsuudo an gratuitamente aos pobres. *
Prccisa-sc de urna ama que compre, cosinhc e
engomme, para una caia que sua familia consiste
no dono da mesma e sua senhora : a tratar na ra
Nova n. 27.
V)elor Lasae, tendo de fazer'nma vazero i
Europa, deix.i por seus procuradores : em primeiro
lugar ao Sr. Jos Joaquim de Oliveira Goni;alves, em
segundo ao Sr. Manoel Francisco de Souza Santos, e
em terceiro 'ao Sr. Joflo Soum, com poderes bas-
tantes para o substituir na gerencia ite sua casa.
IRMANDADE DES. PEDRO.
O Sr. Miguel Archanjo Fernandos Vianna, solici-
tador da irmandade de S. Pedro, acha-se competen-
temente autorisailo para receber os foros da mesma
irmandade a respeito daqoelles foreiros que se acham
bastante atrasados, e chama-Ios a juizo, caso nao
paguem proraujtamente. Recita 17 de maio de 1854.
O escrvao pressidente,
# Padre /oo Jos da Cosa Ribeiro.
Precisa-se alugar urna ama forra ou capt\ a, de
portas a dentro : na praja da Independencia n. 36
e 38.
Alagam-se c,vendcm-se superiores bichas de
Hamburgo chegadas pelo ultimo vapor da Europa :
na ra eslreila do Rosario n. 2, loja de barbeiro.
Precisa-se de urna ama que saiba cosinhar, cn-
gommar, e fazer lodo o mais servico interno de urna
casa: na ra Nova n. 52, segundo" andar.
ao rauco.
No armazem de fazendas bara-
ta, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, finas e grossas, por
precos mais bixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
coes, como a retalho, aflianrando-
se aos compradores um s'preqo
para todos : este estabelecimento
ahrio-se de combinaco com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, allmas c sis-
sas.para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto offerecendo elle maiores van-
lagens do que outro qualquer ; o
proprietano deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venbam (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Roliin.
Casa da afei-icao, na ra das Aguas-
Verdes n. 25.
O aferidor participa, que a revisao leve principio
no da 1 de abril correnle, a linalisar-se no dia 30
de junho prximo futuro: segundo o disposto no
art. 14 do regiment municipal.
Na ra de S. Bom Jess das Crioulas n. 16,
lava-se e engomma-se com aceio e perfecilo.
Quem precisar de urna ama para ngommar,
cosinhar e fazer todo o mais seivico interno de nma
casa: dirija-se a ra dasCruzeS n. II, loja.
Precisa-se alugar urna ama forra ou captiva,
para urna casa eslrangeira de pouca familia, para
tratar de meninas,a fazer mais algum servico se for
preciso : na ra da Senzalla Velha n. 60 primeiro
andar, ou na Capunga silio do Sr. Hr i lo.
Paulo Gaignou, dentista,
pode ser procurado a qualquer hora em sua casa'
na roa larga do Rosario n. 36, segundo andar.
O Dr. Thomassm, medico fraucez, di con- @
sullas lodos os dias uteis, das 9 horas da ma- ft
nhaa al o meio'dia. em sua casa ra da Ca-
dcia de Santo Antonio n. 7. I &*
g3t>BS@a@-@3@@i>@
Attenciio.,'
Precisa-se de um capelln para a povoa;ao de Ca-
poeras, sendo bem moralisado e instruido: quem
pretender dirija-se ra Direta n. 76, que se dir
quem est aulorisado para tratar, e declarar as vau-
tageusda capelania.
J. Jane dentista,
contina rezidir na roa Nova, primeiro andar n. 19.
Precisa-se de urna pessoa cafaz que queira
propr-so a cnsinar uns meninos em um engenho
distante desta praca 12 leguas; d-se bom ordena-
do : a tratar na ra da Cruz n. 34, primeiro andar.
O dono da loja de charutos da ra larga do Ro-
sario n. 32, pede encarecidamente s pessoas que
jstlo a dever conta de charutos em sua loja, e no
deposito que leve na ra eslreila do Rosario, hajam
de vir salisfazer seus dbitos que o lempo he bas-
tante, e nao deseja que 'os seus freguezes lenham
que dizer: assim como lem para vender ricas cha-
ruleiras a 2g500 e 3800: na mesma fem para se
veuder a arniacio que foi do deposito de charutos
da ra eslreila do Rosario com todos os pcrlences
para o mesmo negoc i ou outro qualquer, e ser taita
de maneira que muda-se para qualquer parle.
Precsa-se de urna prela cscrava, que cozinhc e
faca^ mais servico de urna casa de. pequea familia,
naga-^em : a Iralar na ra da Cadcta do Recita
HOMEOPATHIA.
O Dr. Casanova, medico francez. d con-
sultas todos os dias no seu consultorio
Z RIJADASTUJZESN.28.
t ^ niesmo consultorio acha-se venda
e sortimento de carleiras de l<
los por precos comraodissimos
CINCO MIL RfilS.
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graude sortimento de carleiras de lodos os (E)
tamaohos por precos commodissimos. m
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Pathogenesia dos medicamentos vg)
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Tratado das molestias veucrias
para se tratar a Si mesmo.
isooo
PULICACAO DO MST1TIT0 H0MCE0PATH1G0. DO BBASIL.
THESOURO HOMCEQPATHICO
ou .
VADEMCUM DO HOKEOPATHA.
MeUiodo conciso, claro, e seguto de curar homcopathicamcnte todas
especie humana, e particularmente as molcsliasquc reinam no Brasil. q M"^m a
PELO
DR. SABINO OLEGARIO LUDGERO PINHO.
-^uo~tTT'" '*T' '^ ?P",10S df, naVw*' **" c'c- elc- Hue por si mesraos quizerem co-
iiliecer os prodigiosos pffeitos da homa-opalhia. H ,!^
.Dous volumes em brochura, por. Encadernados ....... \ 'fflg
Frandsco%TnI" Novo) n.a68 A^ mandar rCCebCr ^ ^'^es em do ""^'^ <** S.
BOTICA CENTRAL HOMCOPATHICA.
boa alSPC<,Dr-*er fe,i' a cara das moleslias, sem que possua medicamentos verdadeiros, oude
em Kofbenifi',,,. SS0'e ?m ProPaeador da h<>mopa11.i:. no norte, c immedialamenle interessado
natamStata^r^S!!^^temoan^doTftWLJK wofcZr h C 0,\ 0d0,\0S ""^'""nen'os, sendo incumbi.lo desse Irahalho o habi
refS^ote?ePpo!!ade^arF: P" PrW Ram5' ,0 'Cm CIeCU'ad; ""> 'du
MmdVipator'^^^ lodos que os tem experimentado; elles nao preci-
mm resultados da5ilo; ba8la 3aberse a funte dunde sahiram nara sc S luvidar de -
L"^ndardos uodTHESn?uvaS^lr4la alla e baiw laW-M cm Rlo,,ul8 m-
ad t2vidro!d?KP'U<^Al.OEOl>ATlnC0' acompauhada da obra, c de uma
i-, 5 ^ i-,aro8U0 "Huras mdispensavei .
,' a de m rTrtocifn med-0m,,"nhada da e dc 8 V1' de ''"""8
^SSltti^StiEZ e"dad- especialmente na obra, e
Dita de 48 ditos ditos. .."'*...... *
Kto ri? 'S a1-!0* M0"n,,ad1a ** vlnwde Unraa'. '. '. '. '. '.
Dita de Mi ditos, e 3 vidros de tinturas
Dita de 21 ditos ditos............
^.i^qj3r"T:"^i?^rta": : : :
pequeos -....
(ida >idro de tintura.
de
bil pharmareutico
o zeta, Icahla-
seus opli-
IOM000
90S000
603000
SOflOOO
408000
35SII00
305000
208000
' 19000
50
Avtam-,qUae4q~Uer eroiumendas de medicamento; c,' a'niaioi pro'mplidVe'por prec.^ommo-
ili-iloos.
ttV&ySSUf? pe,,,r- *'{- ^ *>, **
~ ^-*. i
yuem precisar de um pequeo com pratica de
taberna : (rale 118 ra da Cadeia do Recita n. 23.
a-se 7008000 rs. a juros rom penhores de onro
e prata, ou com firmas a contento: na ra do Col-
legio n. 19.
Ausentaram-se do Recito as 4 ;, horas da ma-
drugada de hontem, tres escravos sendo o proto Jo-
so, estatura alta, idade mais de 30 annos, com talla
do olho esqujelo ; Jorgv cor fula, alio, de boa fi-
gura, idade anuos, ponen mais ou menos, com
um pequeo talhuem mudos cantos da bocea; l.uiz
amulatado, de boa estalqatl, de i'"> a30 annos, meio
aparvalhado, todos cri
ram uma pequena tro
um, ha alguns dados
oulro lleiiedilu, escra
e de lerem seguido a 1
dos a um comboyo qu-
pede-se pelo presente
lilltos.do serian: leva-
roupa de seu uso caita
em cumpanhia de um
'. teneiite-coronel Leal,
Je Pao d'Alho agsrega-
B para alcm de Paje:
interessar possa, a cap-
,-----.... ,.*.,.. l..llnm.dlj.,6Uii,l..ul..1| possa, a *ai-
tura dos mcsinos' trazeM-Os a ra de Apollo n. 12
armazem de Antonio Marques de Ainorm, que ge-
nerosamente recompensara.
O abaixo assignado,CKrivo da irmandade do Sr.
Bom Jess das Dores cn.S. (ioncalo, parlcipa ao
respelavel publico, que, mesa regedora lem de-
tariniuadn fazer a festa do mesmo senhor no dia II
do mez prximo futuro da maneira seguinte : a
baudeira sera erguida depoirquc'percorrer as prin-
cipaes ras do bairro da Boa-Visla, acempanhada de
um grande numero de meninas, .rarregada por figu-
ras, precedendo vespora, e no da da festa s 5 ho-
rjs da larde llavera um balSo no paleo da igreja, ul-
timando o festejo coma" Te-Deum e illuniinarao
romantesra na frente dt'jesma reja, o qucliido
se tara enm o esplendor Amparado com as csmolas
adqueridas; confiando pois nos devotas, espera a me-
sa regedora leda a coadjovaco para o hrilhantismo
da mesma festa; assim tomo convida aos iimaos e
devotos ;i comparecerem?nesses dias, afim de aconi-
panharcm a bandeira, eissistircm aos mais actos.
Pedro Paulo dos tiantos.
COMPRAS.
Compram-se Diarios a .19200 rs- a arroba: na
ra larga do Rosario ns. 8,15, 17 juulo ao quarlel.
Compra-se um Alias de (ioujon que estoja em
bom estado : na ra do Qucintado loja u. 20.
Compra-se uma lilcira que esteja cm bom es-
tado : quem.a liver e quizer veuder, dirija-se ao pa-
leo de S. Pedro, sobrado 11. 3.
Compra-se prata brasileira e despa-
lillla : na ra da Cadeia do Recife n.
2i, loja de cambio.
Compra-se loura de barro fabricada no paiz, co-
mo seja:poles, jerras, quartinhas, fogareiros de
diversos lainaiihos, pratos e outros objectos perlen-
centesa estas manufacturas: Irata-se na ra da Scn-
zala Velha* terceiro andar da casa 11.112 : assim co-
mo tonca ve qualquer qualidade, nao obstante te-
nliam uso.
Compram-se ellectivamente cobre,
latao e bronze vellio : na fundicao de fer-
ro da ruado Brum n. 6, 8 e 10, passau-
do o chafariz,
Compra-sc um Epitome Seraphico: na ra lar-
ga do Rosario n. 50.
Compra-s* uma par^a ou prea de meia idade,
que saiba cozinhar, e epgommar com perfeicao, e
tenha. boa conducta : na praca da Independencia
loja n. 3.
Compra-se tima iraagem de S. Antonio de 9 a
10 polegadasde altura, do madeira ou pedia, e que
seja muilo pe -taita enf escultura: quem liver an-
nuucie para ser procurado.
JNa ra do Trapiche n, o primeiro
andar, precisa-se comprar un preto bom
cozinheiro, assim como um moleque de
12 a 18 annos, e agradando paga-se
bem. s .
-rtompra-se prata brasileira e hespanhola, a laaiO
rs. o palacio : na ra da Cadeia do Recita n. 54.
VENDAS
FAR1NHA DE MANDIOCA.
Na ra do Apollo n. 19, vende-se saceos
comfarinha de mandioca, po-precora-
zoavel.
Vende-se lelria muilo nova, e fina, a 160 rs.
a libra : na ra eslreila do Rosario, vebda que bo-
la para o Carino, n. 47.
Anda restamqualro escravos dos oilo,. cuja
venda lem sido anuunciada : sao elles serlanejos, sa-
dios e robusto, scm vicios nem achaques', e veudem-
se por preco baralissimo : as Cioco-Poutas, casa de
rancho do Xixi. .-''.'.
REMEDIO INCOMPARAVEL.
Njp^H da Aurora, em casa de Joao
Pinto dtrLemos. Jnior, se precisa de uma
ama de leite, forra ou captiva, mas que
seja sadi.
Precisa-se de uma ama para casa de pouca fa-
milia, que saiba cozinhar, ngommar e fazer o mais
servico de casa, mas que seja de meia idade e de boa
conducta: na ra das Crnzesn.20,'
A pessoa que se julgar com direito a um ca-
vallo magro, de cor ruca, que foi aprehendido ha 3
mezes, pela subdelegacia da freguezia da Boa--Visla
queira comparecer para lhe ser entregue dando os
signaes.
Precisa-se de um rapaz de 16 a 18 annos, que
tenha alguma pralica de taberna, preferindo-se
destes ltimamente cltegados: a tratar na ra da
Concordia n. 4.
Precisa-se alugar uma cscrava que seja fiel,
que saiba ngommar c fazer o mais servico de uma
casa una ra ireitan. 131, por cima da botica do
Torres.
No aterro da Boa-Vista, toja n. 58, se dir
quem vende um rico aderece para senhora,.c varias
peca-, ludo de ouro de tai.
Aluga-se um roulalinho de idade 16 annos,
que sabe cozinhar o diario de uma casa e comprar na
roa, e-he fiel: quem oquizer procure na fu do Se-
bo, casa ao pe do lampeao n. 31, das 9 horas do dia
al as (i da tarde, que achara com quem tratar.
Na Csit da ra da Senzala' Velha n. 112, ter-
ceiro andar, precisa-se de urna mlher de idade para
estar em um silio e cozinhar para si c alguns prelos;
d-se-lhe a casa, suslcuto e algum dinheiro, do que
se far ajuste vista.
Precisa-se de uma ama para o servico interno
c externo de uma casa de homem solteiro ; quem
pretender, dirija-se praca da Independencia 11. .'l,
que se dir quem precisa.
Itoubaram do domingo para segunda-feira, 22
do correnle, do armazem do abaixo assignado, na 1 ua
da Prata n. 13, 1508000 era dinheiro, 2 liuos, sendo
um de recibos e oulro de entradas o sabidas, e algu*
mas cartas de freguezes pedindo carne, suppoe-se
ser j pela madrugada : roga-se portanto poli-
ca, que tome o dilo roubo em considerac,ao, e
sendo que alguem saiba dos ditas livros leve-os ao
abaixo assigDado, que lera alguma recompensa.
Jos Francisco de Mattos.
Desappareceu das 4 para 5 horas da maiihaa,
do silio do abaixo assignado, um qnarlo caslanho,
de cangalha, com os signaes scguinlcs: cauda e cri-
nas grandes, ump branco, magro ecom taridas as
costas : quem o achar ou encontrar, Icvc-o ao men-
cionado silio, que lem portao para a roa de Do-
mingos Pires, na Boa-Vista, 11. 28, que ser recom-
pensado. Manoel Joaquim Carneiro Leal.
Aluga-se um prelo para padaria, Irabalhador
de masseira : na ruado Collegio, loja n. 13, acharo
com quem tratar. ,
Aluga-se uma boa sala com uma boa alcova c
um quarlo de um sobrado de um andar, na ra do
Queimado : a Iralar na mesma ra n. 2t.
DesappVeceu no dia 19 do correirlo mez, a es-
clava Benedicta, de nacao Cosa, baixa c grossa, bo-
nita de car/i, nariz pequeo, olhos^raudes, bocea
dobrada, barba Tachada, denles .iberios, rosto com
marca da nasSo, imitando azas de moreeyo, ps pe-
queos.-andar abrindo para fra, com vestido de
zuarte desbotado e panno da Costa : roga-se a quera
a apprehendcr, leve-a em S. Jos do Mauguiiho a
Joaquim Jos de Carvalho Siquoira Varejao, que se-
ra recompensado. '
O abaixo assignado, haveudn enlrcguc em se-
tembro do anuo prximo passado aojjr. Francisco
Antonio de Souza Azevedo, una lellra de 2978I0O
rs. aceita peloSr. Francisco Filcllis Barroso, da pro-
vincia do Ceara, vencida em 28 de junho do mesmo
anno, afim de o mesmo Sr. Azevedo promover co-
branca della, acoiitecc, que leudo depos mandado
suslar cssa ordem por carta de 3 de oovembro, e pe-
dindo ao dito Azevedo a remessa da leltra, nenhu-
raa resposla leve, e fazcudu novaracnle cs'sc pedi.lo
lhe foi respondido pelo dito Azevedo que ja havia
remcllido pelo vapor Impcratriz dita.lellra c mais
uma ordem de "8000 que este era devedor, liido-cm
cima carta escripia em 9 de novembro ; e como al
presente nao tenha o abaixo assignado recetado di-
la leltra, vem pelo presente rogar ao aceitante que
nao pague a mencionada lellra a pessoa alguma, vis-
ta que a nin-ucm a deu em pagamento, uno obstan-
te achar-se a mesma leltra com o endoeo co anniin-
cianlc.Seraphim Aires da Rocha Bastos.
DINHEIRO A PREMIO.
Coniinua-se a dar pequeas quanlias apremio, de
>30O0 al 5090OO ou mais, smenle sobre penhores
de ouro e prata : na rita do Hospicio 11. 17, 011 na
ra do geimado, loja de ourives n. 26, das 9 ale ao
meio dia. *
UKGCENT0 HOLLOWAY.
Miniares de individuos de todas as naces podeni
tostoinunharas virtudes deste remedio incomparavcl,
que e provar, em caso necessario, que, pelo uso
dellefizeram, lem seucorpoemcmbrosinlelramente
saos, depos de haver empregado intilmente outros
Ira I a 111 en los. Cada pessoa poder-se-haconvencer desas
curasmaravilhosas pelaleitura dos peridicos que lli'as
relatain todos os das ha mu i los anuos; e, a maior
parte deltas sao Uto sorprendentes que admirara os
mdicos majs celebres! Quautas pessoas recobraram
com este soberano remedio o uso de seus bracos e
pernos, depois de ler permanecido longo lempo nos
hospitaes,ondedeviam sollrera amputarlo! Deltas
ha muitas que liavendo deixado csses osylos de pa-
decimento, para se nao submetlercm a cssa operacao
dolorosa, foram curadas completamente, mediante
o uso desse precioso remedio. Ataumas das tes pes-
soas, na efusao de seo recouhecimento, declararam
estes resultados benficos dianle do lord corregedor,
c outros magistrados, afim de mais autenticaren!
sua afiirmativa.
Nnguem desesperara do estado de sua sude se
tvesse bastante confianca para cnsaiar este remedio
conslanlemente, seguindo algum lempo o tralamen-
to que nceessitasse a nalureza do mal, cujo resulta-
re seria provar incouleslavelmenle: Ouc ludo cura!
O ungento he utll mais particularmente nos
seguinles casos:
da matriz.
Lepra.
Males das peruas.
. -r- dos peilos.
de olhos.
Mordeduras de replis.
Picaduras de mosquitos.
Pulnies.
meio
Senza
No atorro da Boa-Vista n. 80, vende-se gom-
ma de ngommar a 2&560 a arroba, e em libras a 100
rs., feijao fradinha a 320 a cuia, brancoe cuiuluba, a
200 rs., cha prelo de 3embrulhos uma libra a 18920,
e cada embrulho a 640 rs., ervilhas a 200 rs. a libra,
familia de tapioca a 120 rs. a libra.
, Quem quizer comprar uma cama de anjico em
-:-> uso, porm em bem estado, dirija-se i ra da
alla Velha n. 70.
Na loja n. 2G, quina do becco Lar-
go, na roa da Cadeia do Recife, ainda
tem a' venda suecas com muito bom mi-
H10. tanto para animaes como para plan-
tar.
Vendem-se 4 molccotes de bonitas figuras, sen-
do 2 pedreiros, 1 escravo de meia idade, proprio pa-
ra um silio. por ler muilo boa conducta, e varias
escravas mocas, entre ellas algumas com habilida-
des : na ra Direila n. 3.
FAZENDASBARATAS,
Na nova loja de3 portas da ra do Unamente ao
p do armazem de louca 11.8, vendem-se corles de
chita franceza a 13800, cortes de cassa de cores fixas
a 25000, chitas francezas muito finas a 200. 280 e
320, riscados franrezes de cores fixas e de largura
quasi de vara a 240, 280 c 320, e um grande sorti-
mento de chitas linas e cores fixas, imitando cassa a
200 rs. o covado, e outras muitas fazendas por me-
nos preco do que em outra qualquer parle.
NEGOCIO VANTAJOSO PARA PRINCI-
PIANTE QUE TEM POLCO DINHEIRO.
Vende-se a contento, com alguma parle a crdito
com boas firmas, ou com qualquer objeclo de valor,
uma das melhores loja de calcados toda envidrara-
ca, muito afreguezada, e com surragem de muros,
ha muitos annos conliecida pelo centro desta cidade,
sita no meio da ra do l.iw'amciiln,intitulada Estrel-
la 19 : s na surirecm de couros lem de lucro dia-
riamente 1 rs., fura as vendas do calcado, e pre-
paras para ofticiua de sapatairo, e ludo mais que
queiram pdr venda : na mesma loja lem commodo
iudepeudeule para familia, com coziuha, bom quin-
tal cercado ile algrete para plantar flores, boa
caeimba, e ao p um grande tanque para banbo ; nay
frente da loja uma rotula de veneziana pavs-tertefo1"^
nos domingos e dias sanios, e gozar lodas as pro-
cissOcs da quaresma ; lem entrada, e sabida que-
rendo portara da loja, com ludo isto paga mensa-
mente 105 rs. E querendo o sobrado de um andar
que tica por cima da mesma, ceder-se-ha ao com-
prador da loja, ludo commodamentoe desembarara-
do que nada deve a praca. O dono desfae-se por'se
achar doenlc, e tem de relirar-se a tratar de sua
saude : quem pretender dirija-se mesma, que acha-
ra quem faca lodo negocio,
a attencao aos. precos do novo sorti-
mento de f;:zendas baratas, na ra do
respo lado do norte loja n. 1-V, de
Dias & Lemos.
Vende-se alpaca prela, tazenda de duas largoras
pelo baralissimo preco de 400 rs. cada covadej, dita
muilo mais fina com luslre a 680 rs. o covado, sarja
de lila preto de superior qualidade por ser muito eu-
corpada a 520 rs. o covado, chitas escuras de bous
pannos e cores fixas a 160 rs; o covado, ditas sarago-
canas escoras c outras mais cores com novos dese-
tihos a 180 rs. o covado, as verdadeiras bretanhas
de rolo muito encorpadas a ljj800 rs. a peca, peci-
nhas debretanha de -linho fazciuia muito fiua a
393OO rs. cada uma, corles de meia casemira escura
dequadrose lstras a I90OO rs. o corte, dUos de
brim decpiadrinhos miudos tazenda de bom goslo a
19140 rs. cada corle, riscadinho de linho e I istias
miudnhas a 200 rs. o covado, os verdadeiros cober-
toresde igodo branco da fbrica de Todos os San-
da Babia a 560, e grandes.a 640 rs. cada um: as-
sim cumn mais outras, fazendas por menos preco do
que em outra qualquer parle, sendo a dinheiro
vista.
Alporcas.
LCambras.
Callos.
Canceres.
Corladuras.
Dores de cabera.
das cosas.
dos membros.
Entarmidades da culis' em Queimadelas.
geral. Sarna.
Entarmidades do anus. Supuramos ptridas.
Erupcdes escorbticas. Tnha, em qualquer parle
Fstulas 110 abdomen. que seja.
Frialdadeou falla de ca- Tremor de ervos.
lor as extremidades. Ulceras la bocea.
r do ligado.
#fc- das arliculacoes.
Vetas torcidas, ou nodadas
nas pernas.
Vendem-se 4 escravo, 1 mulato de 90 annos,
1 moleque de 17 auuos, 1 prela Uvadeira e en|
madeira, 1 prelo de 40 annos e 30 travs de pao
co : na ra larga do Rosario n. 25.
'PLr Vende*.,uP*>r tinxhseabscin-
lodar- thy na rua da Cruz n. 26, primeiro
Vade-mecum dos homeopathas ou
'o Dr. Hering traduzido em por-
tuguez.
Acha-se a venda esta importanlissima 0-
bra do Dr. Herins no consultorio homceo-
palltiro do Dr. Lobo Moscoso ma do Colle-
gio n. 25, Io andar.
650
Vendem-se na'rua da Mangueira n. 5,
650 ti jlos de mafmore ^ baratos e em bom
estado.
W POTASSA BRASILEIRA.
t Vende-se superior potassa, fa-.-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons elfeitos ja' experimen-
tados : na rua da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
andar.
Arados americanos.
Vendem-se arados americanos chegados al- 6)
limameute dos Eslados-liidos, pelo barato
preco de 409OOO rs. cada um : na rua do Tra- tt
piche n. 8. A
m
k
Vendem-se relo'gios de ouro e prata, mais
barato de que em qualquer oulra parte :
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Chapeos pretos francezes
a arijo, os melhores e de forma mais elegante que
tem vindo, e outfos de diversas qualidades por me-
nos preejo qoe em oulrajiarle : na rua da Cadeia do
Recita, u. 17.
Hepo.ito da fabrica de Todo* 01 Sactoi na Babia.
Vende-se, em eamf \ Qf% Bieber & C, na rua
da Cruz n. 4, algaHaa trancado d'aqnell fabrica,
milo proprio para saodosdassucar e roupa de es-
cravos, por precio commodo.
Na rua do Vicario n. 19, primeiro andar, h a
para vender, chegado de Lisboa presentemente pela
barca Olimpia, o seguinte: saccas de taretlo muilo
nove, cera em grume e em velas com bom sorti-
mento do superior qualidade, mercurio doce e cal
de Lisboa em pedra, nuvissima.
Vendem-se era casa de Me. Calmont cS Com-
panhia, na praja do Corpo Santn. 11, o seguinte:
vinho de Marseillcem cajxas de 3 6 duzias, linhas
em nnvellos ecarreteis, bren em barricas muito
grandes, ato de milao sortido, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e melas mendas para engeiibo, ma-
chinas de vapor, e taixas.de ferro batido
e.coado, de todos os tamaubos,
dito.
para
Friciras.
(iengivas escaldadas.
Inchaccs.
lulianunacao do ligado.
da besiga.
Vende-sc este ungento no estabelecimento geral
de Londres, 2i4, Slrand, c na loja do toctos os boli-
cartos, droguistas e outras pessoas ehcarregadas de
sua venda cm toda a America do Sul, llavana e
llespanha.
As hcelas veiirtam-se a 330, 800 e 1*300 rs. Ca-
da bocelinha conlcn uma instrucrao em porluguez
para explicar o modo de fazer uso deste ungento.
O deposito geral he em casa do Sr. Soum, phar.
maecutico, na rua da Cruz, n. 22, cm Pernambuco-
Vende-sc uma prela do nacao Angico, de40
anuos de idade, pouco mais ou menos, scm vicios
nem achaques, sendo ptima para servico de enxa-
da e mesmo domestico, por razoavel preco. Na mes-
ma casa precisa-se alugir una preta captiva para
servico : na rua dos Uuararapes n. 34, em Fra de
Portas.
Vende-se urna no-ra ele nacao, parida baduus
mezes, com oulra lilha mulalinha de4 para 5 anno,
uma escrava, criool, de 20 anuos, do mallo, boa fi-
gura, uma dita cozinbcira, de nacao, um negro de
nacao, de 30 annos por 4009000, uma escrava cozi-
nbcira e quilandeira, ecle boa figura: na rua da Sen-
zala Velha n. 70, segundo ou terceiro andar, se dir
quem vende.
Vende-sc um ptimo mualo para pagem : a
fallar 10111 Manoel Antonio Ribeiro, uo Forte do
Mallos.
Vendem-se as casas tarreas n. 72 da rua de San-
ta Itita, e 11. 67 da do Jardim ou Copiares : na rua
Direila 11. 40, seeundo andar. '
FAKINHA DE MANDIOCA.
Vendem-se saccas com superior fari-
nlta da trra, por preco commodo : na
loja n. 26 da rua da Cadeia, esquina do
becco Largo.
Vende-sena taberna Jalma dos Acouguinhos
n. 20, os seguiritesjgeneros: pralos e lgellas a duzia
960, orinoes e hacias piulados, cada uni500 rs. ; ba-
cas e orinoes brancos-, 320 ; bules pintados, 560 ;
assucareirhs e manlesueirns, 400 rs.; chicaras e pi-
res pintados, a duzia I9I1O ; ditas c ditos brancas,
1^000 rs. ; ludo isto se vende a dinheiro i vista, as
porroes que c onvier ao comprador.
Vende-se muitos bonsqueijos doserlao os mais
frescaes possivcl, tanto nteiros como em libras
por commodo preco : na rua Augusta, taberna de
V ictorino Jos Correia de S.
PARA CREANCAS.
Vcndc-se superiores camisas de meia para crean-
cas de seis mezes al dous annos peto buratissimo
preco de 500 e 800 rs. cada uma ; estas camisas s
as ha na rua do Queimado loja de iniudezas da boa
fama 11. 3.1, e por lerem sido limito approvadas pe-
los senhores mediros para evitar as deflutoes, cciis-
liparoes oulras nimias raolmttal que soffreju as
crmicas no lempo de invern, restam ponas por
se vender : a ellas antes queso acabem.
Navalhas a contento e tesouras.
Na roa da Cadeia do Recita n. 48, primeiro an-
dar, escriptorio de Augoslo C. de Abreu, conliuu-
am-se a vender a 83000 rs. o par (preco ftxo) as j
bem conhectdas e afamadas .navalhas de barba taitas
pelo hbil fabricante que tai premiado na exposicao
de Londres, as quaes alm de durarem extraordina-
riamente nao se scutem 110 rosto na acc.ao de cortar ;
vendem-se rom a condicao de, nao agradando, pode-
rem os compradores devolve-las al 15 dias depois da
compra, resliliiindo-se o importe: na mesma casa
lia ricas tesouriuhas para uuhas taitas pelo mesmo
fabricante.
OITIMO VINHO DE COLLARES,
em barris de 7 em pipa : no escriptorio de Augusto
C. de Abreu, na rua da Cadeia do Recife n. 48, pri-
meiro andar.
Rua do Collegio n. 12.
Francisco Jos Leite, receben pelo ultimo navio
de Liverpool, superiores queijos londrinos, presun-
tos itiglezes para fiambre, bola chindas soda, hiscoi-
tiulius omito finos em latas de diflrentcs tamaitos
e conservas sortidas em frascos: ludo sc vende por
preco- commodo.
Vendem-se 8 escravos de differentes sexos e ida-
des, havendo enlre elles alguns de ptimas qualida-
des e muito mocos: na roa de S. Rita 11. 63.
Vendem-se latas com lampreias de escabeche:
na rua da Cruz n. 46.
Vende-se uma bonita negra, crioula, de idade
25 annos, lava, cose e coziuha muilo bem : na rua
da Praia n.'14scdir.
Vendem-so chapeos de sol de seda de cor, lti-
mamente chegados de Paris, proprios para hornero,
por prego de 69OOO : na loja de 4 portas n. 3 ao lado
do arco de Sanio Antonio.
Vende-se uma vacca parida muito
boa leiteira, por'preco commodo : quem
a.pretender, dirija-se a rua do Crespo n.
16, qu se dir' quem vende.
Vende-se uma mesa redonda de sandal e um
palanquim da Babia : no paleo do Carino, casa do
Sr. Gabriel Antonio.
Vendem-se por barata preco as seguinles obras,
denlre ellas algumas novas e outras em bom estado
Chauveao, direito criminal francez, em 6 volumes,
Rossi, economa poltica, em 2 volumes, Vatlcl, di-
reito das cenes, em 2 volumes, Serrigni, direito pu-
blico francez, cm 2 voluuics, Itlanqui, economa in-
dustrial, em 3 volumes, Blackstone, direito inglez,
cm 6 volumes,. lloeckh, economa politioa dos Alhe-
nienses, em 2 volumes,' Pardessus. direito commer-
cial, cm 5 volumes, Bavoux, mullidos, em 2 volu-
mes, Sismondi, scencias sociaes, 1 volunte, as obras
completas de Vctor Cousin, em 3 grandes volumes,
Ahrens. direito natural, 1 vohinie, Eschluch, intro-
ducn ao esludo do direilo, 1 volunte, Vicente Fer-
rer, elementos do direito natural, 1 volume, novos
elementos de economia poltica por Sr. Dr. Pedro
Aittrau, Gnlovene, espirito de economa poltica, 1
volume, historia da revoluco franceza de 1848 por
Lamartine vertida em portuguez, 4 volumen, a bi-
blia remiendo o novoe vcllto.testamento, Contevdi-
reito criminal, Gold'smith's, historia de Inglaterra :
na rua do Crespo, toja de fazendas u. 15.
Vende-se rap igual ao de Lisboa, a 2S rs., e
quem lomar nao deixar do pretor -lo a oulra qual-
quer pilada, tanto pela boa qualidade, como pela
constancia de nao haver falta aos -consumidores : na
ruada Senzala Velha n. 70, segundo ou terceiro
andar.
CARRO E CABRIOLET.
Vende-se um carro de 4 rodas e de 4 assenlos, e
um cabriole!, ambos em pouco uso, e uma boa pa-
relha d cavallos, ludo por commodo preco: na rua
Nova, cocheira de Adolpho.
Pechinchas para a chuva.
Superiores lamancos lindos do Porto para ho-
mem e senhora, c queijo do sertao do mclhor pos-
svel, ludo por barato preco: nos Qualro Cantos da
Boa-Vista taberna n. 1.
Pechincha de chapeos de seda a *000, c
. 2$500rs.
Na rua do Queimado toja n. 17, vondem-se cha-
peos de sol de seda pelo diminuto preco de 6000
rs., proprios para a presente estaco : corles de case-
mira a 29500 rs. e oulra6 fazendas por barato* preco
para liquidadlo de cernas.
Vende-se um cxcellenle' terreno, proprio para
edifcame.-, nos Afogados, defronle da igreja de .
S_. da Paz, por prejo commodo : no aterro da Boa-
Vista 11. 42, segundo andar..
Com pequeo toque de avaria.
Mandapolao c algodanznho muilo barato : na rua
do Crespo, loja da esquina que volta para a cadeia.
@@@ @
Superior farinha de mandioca
Vende-se farinha de Santa Catharina muito @
*" nova, e de superior qnalidade, por preco @
commodo, a bordo da escuna Zclosa ; para
@ porees, Irala-se no escriptorio da rua da Cruz
i> 11. 40, primeiro andar. &r)
@ @@@@S@@@ @c
Vendem-se espingardas francezas
de dous cannos iingindo tron.xado, mui-
to bonitas, e por preco buratissimo
rua da Cruz n. 26, primeiro andar.
Vendem-se latas com 5, 6 e 12 li-
bras de ameixas francezas de superior
qualidade : na rua da Cruz n. 26, primei-
ro andar.
RAP ROLAO' FRANCEZ.
Vende-se em casa do Sci C. Bour-
gard, rua da Cadeia do Jlecife, e na loja4
do Sr. Jos Dias da Silva (JardeaI, rua
larga do Rosario.
Mil 110 novo.
Vendem-se saccas com milito novo, pelo barato
preco de IRjtKH) rs. cada urna : na rua do l'assco Pu-
blico 11.17.
Malas para v'utgem. '
Grande .sorliinenlo de lodas as qualidades por pre-
co razoavel: nt\ rua do Collegio 11. 4.
AOS SENHORES DE ENGEXHO.
O arcano da invenqao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado nas co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoran lento do
assucar, acha-se a venda, em labis e 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no Idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz, n. 4.
SANDS.
v. t SALSA PABRILUA.
V cenle Jos de Rrilo, nico agenltaJiMn Pernam-
buco de B. J. D. Sands, chimco amfl^HM, taz pu-
blico que lem chegado a esta praca unSPnnde por-
cao de. frascos de salsa parrilha de Sands, que sao
verdaderamente falsificados, e preparado no Rio
de Janeiro, pelo que se devem acaulelar t consu-
midores do lao precioso talismn, de cahi'r neste
engao, lomando as funestas consequenci as que
sempre cosbnmam trazer os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela mao daquelles, que ant epoem
seus interesses aos males e estragos da human idade.
Portante pede, para que o publico se possa livrar
desta fraude e dislngua a jrdadeira salsa pa irrilha
de Sands da falsificada c reeentemenle aqui 1 llega-
da ; o annuucianle faz ver que a verdadeira s e ven-
de nicamente em sua botica, na rua da Con. reicao
do Recife n. 61 ; e, alm do receiluaro que acom-
panha cada frasco, tem embaixo da primeira pagina
seu nome impresso, e se achara sua firma ein ma-
nuscrplo sobre "'o invollorio impresso do mesmo
Braco*.

na
Na rua do Vigario n. 19, ptimei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, icomo
sejam, quadnilhas, valsas, 'redowas, scho-
tickes, modinhas tudo modernissi mo ,
chegado do Rio de Janeiro.
FARINHA DE TRIGO.
Vnde-se no armazem de Tasso Irmaos, farit iha de
trigo de todas as qualidades, que exislem ni >mer-
cado.
Muit attenciio.
Cassas de qoadros muito largas com 12 ja rdas a
25ITO a peja, corles de ganga atnarella de qjadros
muHo lindos a 15500, corles do vestido de cambraia
de ciir com 6 1t,2 varas, muito larga, a 28801, ditas
com 81 r varas a 35000 rs., corles de meia c asenoira
para calca a 38000 rs., e outras muitas fatecidaspor
prec,o commodo : na rua do Crespo, taja da esquina
que volta para a Cadeia.
Agencia de Edwia BKaw.
Na rnade Apollon. 6, armazem de Me. Calmen
& Companhia, acha-se constantemente bons surt -
menlos de laxas de ferro cnado ebalido, tanto ra-
sa como fundas, moendas ineliras lodas de ferro pa -
ra animaes, agoa, etc., ditas para a rmar em madei-
ra de todos os tamaitos e modelos os mais modernos,
machina horisontal para vapor com forja de
4 cavallos, ceos, passadeiras de ferro eslanhadu
para casa de purgar, por menos preco que os de co-
bre, esco ve\ para navios, ferro da Suecia, e fo-
lhas de (landres ; tudo por barato pre^o.
Na rua da Cadeia do Recife n. 60, arma*
zem deHenrique Gbson,
Vende-se chocolate de Paris. o me-
lhor qUe tem apparecido ate' hoje neste
mercado, por preco commodo : na rua
da Cruz n. 26, primeiro andar.
Vende-se setim preto lavrado, de muilo bom
costo, para vestidos, a 28800 o covado: na rua do
Crespo, toja da esquina que volta para a cadeia.
T Vende-se um escolenle carrinlto de 4 roda
mu bem construido, embom estado; esta eiposlo na
rua do Aragao, casa do Sr. Nesme n. 6, onde podem
os pretendentes examina-lo, e tratar do ajuste com
o mesmo senhor cima, ou na rua da Cruz no Recita
o. i, armazem.
Na roa do Vigario n. 19 primeiro andar, lem pa-
ra vender-se chapeos de castor brancopor commodo
preco,
SEMENTES NOVAS.
Vendem-so no armazem de Antonio
Francisco Martins, na rua da Cruz n. 62,
as melhores semntes recentemente chega-
das de Lisboa na barca portugueza Mar-
ga rida, como sejam: couve truncha da,
monvarda, sabora, feijao carrapato de
duas qualidades, ervillia torta e direita,
coentro, salsa, nabos e rabonetes de, todas
as qualidades.
Acha-se a venda, ou a ser dado da
emprazamento por" tempo de 12 anuos,
para se levantar um engenho,' conforme -
as condicoes adoptadas petcVinteresado*,
uma porcao de terreno, que se separou '*
do engenho Aldeia, da freguezia do Rio
Formoso, e forma hoje por si s urna
propriedade distincta, com. a denomina-
cao de Palmeira tendo meia legua
de fundo ou mais, e 650 bracas de fren-"
tf, pouco mais ou menos, e confrontan-
do com os engenhos Sipo, Cabeca de Por-
co, Paraizo e Floresta, sitos a mesma
freguezia. Assegura-se, que dita proprie-
dade Palmeira ofFerecida ao neg
co indicado, alm de nao ter sido culti-
vada em tempo algum, em razao de kai
muito distante do engenho deque se des-
membrou, e conter em grande e im-
portantissima mata-virgem, he de mais
a mais de muito boa jualidade, e tem
todas as proporcoes para se tornar "um
excediente* engenho: a quem conyier,"se
dir' nesta j^ographia, onde deve di-
AVIWWTERESSANTE.
No becco Largo, esquina que volta para a roa da
Senjala \elba, taja n. i, existo nfh grande e variado
sortimento de tonca vidrada para coziuha, e depsi-
tos para azeile doce e lodas as qualidades de oleosos;
assim como grandes talhas para agua, pingadeiras que
pode acar, frigir ou cozinhar uma grande cvala ou
oulro qualquer peixe inteiro, acadeiras que pode de
uma s vez receber dous leilcs ou outros objectos
grandes, cacarolae alguidares para balarpo-de-l,
ioIoi, para tudo que se quizer appliear, esta tonga
esla TMrada e manufacturada com todo aceio e lim-
peza, he taita em Portugal, e de sementante qualida-
de nao pode vir .ao mercado em consecuencia dos
Srandes direitqs : por isso qoe as senhores que qui-
zerem aproveilar-se desta bcrasiao lenham a bonda-
de all dirigir-se ; uota-se que alm da lonra indi-
cada existe de mais qualidades e variados tamaitos :
os precos sao razoaveis e nao desagradaras os pre-
tendentes.
No deposito de bichas hamburguesas,
vende-se atacado e a retalho, e alugam-se as melho-
res e mais fresquinhat bichas de Hamburgo por pre-
co commodo: na rua eslreila do Rosario ns. 11
el3.
PALITO'S DE ALPACA FRANCEZES.
Grande sortimento de palitos de alpaca e de brim
na ruadlo Collegio n. 4, cna rua da Cadeia do Reci-
ta itv 17 ; veiujem-se por preso moito commodo.
JVioinhos de vento
"ombombasderenuxopara regar herase baixat
de capim. na fundicao de 1). W. Bowmatt : na roa
ns. 6, 8el0.
;
vendem-se relogios de ouro de saboneta, de patente I ^Vu"^^^"^^''.1^"' am ?.ccr,?cimo ^em"
inglez, da' melhor qoalidade, e fabricados m Lon-
dres, por preco commodo.
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e avaiade de zinco, superior quali-
dade, por precos commodos: na rua do
Trapiche Novo n 16.
Na rua da Cadeia Velha n. 52, em casa de
Deane Youle & Companhia,
vende-se um carro americano de 4 rodas ; pode ser
visto na cocheira de Poirricr, no aterro da Boa-Vista.
Vende-se um completa sortimento de fazendas
pretas, como : pauno fino preto a 39000, 48000 ,
-3000 e 65OOO, dilo azul 3000, -JOOO e 55000, ca-
semira prela a 28500, setim prermuilo superior ,
."18000 c 48O0O o covado, sarja preta hespanhola 2?) e
25500 rs., setim lavrado proprio para vestidos de se-
nhora a 28600, muitas mais fazendas de muitas qua-
lidades, por preso commodo : a rua do Crespo taja
n. 6.
Velas de carnauba.
Na rua da Cruz n.45, segundo andar, vendem-se
velas de carnauba, puras e com postas, taitas uo Ara-
caly, por menos preso do que em outra' qualquer
parle.
Vendem-se cobertores brancos de otaodao gran-
-d.es, a 19140; ditos de salpico tambem grandes.a
18280, ditos de salpico de tapeta, a I5SOO; na rua do
Crespo toja n. 6.
Tabeas, para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W."
Bowmann, na rua do Brum, pascan-
do o chafariz ,- continua haver um
completo sortimento de txas de ferro
fundido e batido de o a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao'
embarcam-se o carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vendem-se cobertores de algodo grandes a 610
rs. e pequeos a 560 rs.: na roa do Crespo nume-
ro 12.
O Deposito de vinho de cham-
($) pague Chateau-Ay, primeiraqua-
0 1 idade, de propriedade do condi
(g) 5 Mareuil, rua da Cruz do Re-
jr cife n. 20: este vinho, o mellior
w de toda a champagne vende-
^ se a 06SOOO rs. cada caixa, acha-
se nicamente em casa de L. Le-
P comte Feron & Companlta. N. B.
9 As caixas sao marcadas n fogo
($) Conde de Mareuil e os rot
(A das carrafas sao azues.
9MM80 &*W
An Ionio, moleque, alto bem parecido, cor
avermell lada, nasSo congo, rosto comprido e barba-
do no qc ejxo, pescse grosso, ps bem feitos, tendo
o dedo, i ndex da mito direita ileijado de um lalho, e
por isso o Iraz sempre fechado, com todos os denles,
bem lad ino, oflicial de pedreiro pescador, levou
roupa d e algodo, e uma palhoca para resguar-
d-se d. j chuva; ha toda a proiiabilidadede ter sido
seduzido pbr algoem; desappar'" a 12 de maio
correnle pelas 8 horas da nwnhila, leudo obltdo li-
cenoa pa ra levar para S. Antonio uma bandeijacom
roupa : r oga-sc portanto a lodas as autoridades e ca-
pilacs de campo, hjam de u apprehender e leva-lo
a Antonio Alves Burboza na rua de Apollo 11. M,
ou cm For de Portas na rua dos Guararapes, onde
sepagarao todas asdespezas.
__ j^-0 jj 9 do mez de outubrn do anuo prximo
oissado fugic d0 eugenho Limociro, sito na fregue-
zia de Agua- Prela. um escravo de nome Seraphim,
crioulo' de ic I*"'8' ,30 annos, pouco mais ou menos,
iierlcnc'ente s osorphos iillios do finado major Mar-
ciano Cune*11 ves oa Rocha, com os signaes seguin-
les : estatura regular, bem feito do corpo, bem prelo
e barbado, co m todos os denles, e sem oulro algum
leieiio: quei, n delta tiver noticia ou o apprehender,
dirija-se ao ci igenbn S. Braz, no municipio de Seri-
iiliaem, que si ir sufllcieittemenle recompensado. -
Fugio ni 1 dia 25 do crrente o escravo crioulo
de nome Vicei; de com os signaes seguinres, repre-
senta ler 30 ai mos.bem preto, olhos grandes, cam-
bado das perna s, he muilo prosista : levou vestido
camisa de meia j rola, calca de riscadinho ja suja
porm he de su ppor que modasse de trage, este es-
cravo he propri edade do Sr. Paulo de Amorim Sal-
gado, senhor do engenho Cocal da freguezia de Una,
quem o pegar o u iler noticia na rua do Rosario lar-
ga 11. 21 ou nod I engenho que ser bem recoin-
penssadu.
Per, T|f >. cUHJ", Faria.UM.

1
I
O DO PORTO MUITO FINO-
endtvse superior vinho do Porto, em
barris de 4., 5. e 8.: no armazem da rua
do Azeite de Peixe n. 14, ou a tratar no
escriptorio de Novaes & Companhia, na
rua do Trapichen. 54. t
Padaria.
Vende-se nma padaria muilo afreguezada: 1 Iralar
coro Tasso & Irmaos.
Aos senhores de engenho.
Cobertores escoros de algodflo a 800 rs., ditos mui-
to grandes e encorpados a 1&100 : na rua do Crespo,
loja da esquina que volta. para a Cadeia.
Devoto Cluistao.
Sabio a luz a 2. edicto do livrinh denominado-
Devoto Chrisiao.mais correcto e acrescentado: vende-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da In-
dependencia a -640 rs. cada exemplar. '
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de^m s panno, muito grandes e
de bom goslo : vendem-se na rua do Crespo, loja da
esquina que volta para a cadeia.
NO CONSULTORIO HOMEOPATBICO
DR. P. A. LOBO M0SC0Z0.
Vende-se a melhor de todas as obras de medicina
nomopalliica CS- O NOVO MANUAL 00" 1>R.
JAHR _a traduzido em porluguez pelo Dr. P.
portantes explicacoes sobre a applicaco das desea, a
dieta, ele, ele. pelo traductor : quatro volumes en-
cadernados em dous 209000
Diccionario dos termos de medicina, cirurfria, ana-
i'omia, pharmacia, etc. peto Dr. Moscozo: cncader-
cado 4900o
Uma carteira de-2i medicamentos conf dous fras-
ee l),;la de 36........* 45*000
Di la, de 48.........505000
1.1 na de GOluboscom 6 frascos de linduras. 608000
Dil a de 144 com 6 ditos......OOJOOO
,'ada carteira he acompanhada de um exemplar
das .duas obras cima mencionadas.
Cart iras de 24 lubos pequeos para algi-
' bei ra........... gMOO
Ditas, le 48 ditos......... 16J000
Tobos avulsos de glbulos..... l|000
Frascos de meiaonra detinctura 28000
Ha ti inibeni para vender grande quanljdade de
tubos de cryslal muito fino, vasios e de diversos ta-
maitos.
Asupe ioridade desles medicamentos est hoje por
lodos re conliecida, e por isso dispensa elogios.
N. B. Os senhores que assignaram ou compraran! a
obra t|o JAI IR, antes de publicado o 4- volme, po-
dem ma miar receber este, que ser entregue' sem
augmeu to de .preco.
* ISSGAAVOS FUGEDOsT~
..,tmf-iwr.imm..


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