Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01562


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Full Text
V
ANNO XXX. N. 117.
SEGUNDA FEIRA 22 DE MAIO DE 1854.
Por 3 mezes adiantados 4,000
Por S mezes vencidos 4,500.
r
Por Auno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor-
ENCARREGADOS DA SITBSCRIPC.AO'.
Recifo, o proprielario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, oSr*. Joo Peraira Martins; Bahia, o Sr. F.
Ouprad ; Macei, oSr. Joaqun Bernardo de Mon-
donga ; Parahiba, o Sr. Gervazio Vctor da Nativi-
dade; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira ;Araca-
. ty, oSr. Antonio deLemosBraga ; Cear, o Sr. Vi-
ctoriano AugustoBorges; Maranhao, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 27 3/4, 28 e 28 1/8 d. por W
Pars, 340 a 345 rs. por i f.
Lisboa, 95 por cento.
Rio de Janeiro, 11/2 a 2 porO/o de rebate.
Arenes do banco 10 O o de premio.
da companhia de Beberibe ao par, '
da companbia de seguros ao par.
Disconto de letlras 12 0/0
Ouro.
Prata.
METAES.
Oncas hespanholas. 285500 a 29*000
Moedas de 6400 velhas. 16000
de 69400 novas. 165000
de 49000. ..... 99000
Patacoes brasileiros..... 19930
Peso eolumnarios......19930
mexicanos.......19800
PARTIDAS DOS CdRREIOS.
Olinda, todos os dias..
Caruar, Bonito e Garanhuns nosdiss 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Visto, Ex e Oricry, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e senas feira.
Victoria, e Natal, as quintos feiras.
PREAHAR DE IIOJE.
Primeira 0 e 30 minutos da tarde.
Segunda 0 e 54 minutos da wanhi.
Al'DIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e qnntosfeiras.
Relacao, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas. '
Juizo de Orphos, segundas e quintas s 10 horas.
1 -* vara do civel, segundas e sextas ao meio da.
2." vara do civel, quartos e sabbados ao meio da.
F.N1EMERIDES.
Maio 5 Quarto crescente as f horas, 11 mi-
nutos e 48 segundos da manhaa.
12 La cheia a 1 hora, 18 minutos e 48
segundos da Urde.
19 Quarto minguante as 4 horas, 14
minutos e 48 segundos da manhaa.
26 La "nova as 6 horas, 28 minutos e
48 segundos da tarde.
DAS da semana.
22 Segunda. S. Rita de Cassia viu.; S. Quitea.
23 Terca. S. Bazilio Are. ; S. Deciderio b. m.
24 Quarto. S. Vicente de Ledns ; S. Manaham.
25 Quinta. >8u5< Assencao do Sr. ; S.' Gregorio.
26 Sexto. S. FilippeNeri ; S. Eleuterio p.m.
27 Sabbado. S. Joao p. m. ; S. Ranulfo m.
28 Domingo (Vago) Ss. sendor Podio, e Justo bb.
S. Priamo m.
i
PARTE OFFICIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
LE n. *.'
Jos Benlo da Cunlia e Figueiredo, presidenteda
provincia de Pernambuco. Faro saber a lodos os
seos habitantes, que a assembla legislativa provin-
cial decretou, e cu sanecionei a lei seguinte:
Art. 1. Fica o presidente da provincia aulnrisado
;i dispender pela renda do evcicicjo de 1851 i 1853,
cofn o pagamento da divida dos exercicios lindos,
comanle da relacao, que a esta lei acompanha, ia-
clusive quarnla e oito mil res dvidos Manoel
Joaquim do Reg e Alhuquerqne. pelo nluguel da
rasa que serve de qoarlel aguarda, da barreira do
Giqui, pertencenfe ao exercicio prximo Ando, a
quantia de res nove conlos vinte e um mil nnve-
eentos e desoilo.
Art. 2. A cotila desto despeza ser dada com a
das despeas do mencionado exercicio.
Art. 3. Ficara revogadas as disposees em con-
trario.
Mando, porlanlo, todas as autoridades, quem
o conhccimeulo execujao da referida le pertencer.
que a enmpram c facam cumprir lao inteiramenlc
romo n'ella se contm. O secretario interino da
provincia a faca imprimir, publicar ecorrer, (".ida-
de do Recife de Pernambuco, aos 12 de maio de
1854, trgesimo-terceiro da independepcia do impe-
rio.
I.. S. Jos tlntloda Cunha e. Figueiredo.
Carta de lei, pela qual V. Exc. manda executar o
decreto da assembla legislativa provincial, que sauc-
ciooou, autorizando o presidente da provincia
dispender pela-renda do exercicio de 185 1855,
com o pasamento da divida dos exercicios lindos, a
quantia de nove conlos viole e um mil novecentos
e dezoilo rijs, e determinando que a conla dcsta
despeza seja dada com a das desperas do mencionado
exercicio.
Para V.
a fez.
Sellada e publicada nesla secretaria do governo
da proviucia de Pernambuco, aos 12 de maio de
1854. Joai/uim Pires Machaio Portella, ofli-
cial maior servindo de secretario da provincia.
Registrada II... do livro terceiro de leis provin-
ciaes.
Secretaria do governo de Pernambuco, 12 de maio
de 1854.Joiio Domingae* da Silca.
i divida passiva provincial dos exercicios de 1849 a' 1853,
nidada ate' o ultimo de marco de 1854.
IBS E CLASSES.
semblen provincial e
eretarln da Governo
1 Joo Vallenlim Villela.
Inslrncrao' pahllcn.
1 Dimazo Antonio de Alcntara.
Jaa de Moyra Florencio.
) Joaquina Delfina de Mello
4 Padre Manoel Tiloma? da Sil
5 Joaquim Antonio de Castro Nones.
6 Manoel Francisco de Souza Pexe
7 Rila Olynpia d'Albuqucrque. v
8 Jos Ppinfn iIq Silo.
9
10 mure vicenie ferrara Us Siqueira
. Varejao..............
Conselhern Antonio Peregrino Ma-
cfel Monteiro........
2 Severinn Alexandro Vilaritn
Claudiuo dos Sautos Lopes Caslelto
Braneo ..............
loanna Justina de Siqueira Varejao.
Rila 01} tupia d'AIbuquerque .
,16 Francisco Scbra d'Andrade Lima.
17 Jos Candido da Silva Brasa.
18 Mari* Cpiho da Silva. .
18 Ivo Pinto de Miranda. .
2 los Joaquim Xavier Sobreira *
SI Bacharel Vicente Pofcra do lteao.
Alexaodre Jos Doradlas.....
3 Mara- Isabel Lins........
rlinbnda Silva Costa Jnior.
99 Porfiro Moreira Alves.......
26 Mircolino Antonio .Xavier .
27 Antonio dos Sautos niIcao^Y, .
28 Victoriano Jos d'AumpritoL,. .
Scnhorinba Maria de Oliveira Mello.
31) Eduardo Jos de Sanl'Anna.
Obras publicas
1 Companhia de Beberibe. .
2 ManoelFerreira dosSantosPimenle!.
Se*arnnrn Publica.
1 Manoel Antonio Marlins Pereira.
2Corpode Polica..........
Secarr de benlflccDela.
t Simeto da Silva Braga .
il da Costa Gomes.....
'ereira da Silva......
legado do termo da victoria
I8i9l80
*
Pereira Borges Ju-
Mmioel Jos
niof.....
fi Jos Carreiro da Silva. .
7 Arsenal de marinba.....
Manoel Esleves dTAbrcii.
9 Joao Vieira da Cunha.
10
9
Francisco Jos da Silva
Caito publico.
Padre Jos Ignacio Pereira do Lago.
" Joaquim Belizario Lins de Mello.
Placido Antonio da Silva Santos.
Francisco G-uedes Ferreira de
Brito...............
n Antonio Thomaz d'Aquiuo. .
Francisco d'Assis Souza Ramos.
Manoel Vicente d'Araujo.....
Manoel Correia de Figueiredo .
branca. Arrecadarao' e
flscallsarao' da rendas.
Manoel dos Santos I.eal......
Joaquim Canuto de Figueiredo .
Dr. Alvaro Barballio Uclia Caval-
canle...............
Cypriano Fnlon Guedes Alconfo-
rado...............
i Mariano d'AIbuquerque. .
Pedro Jos Cardozo........
Manoel do- Sanios Leal. ..... ;
Albino de Jess Ban'deira, e oalro
Aposentado* < jubilados.
Uerdeiros de Antonio Bonifacio Tor-
res..........' ,
Eventnites.
Jovino Eduardo Pinna.
i loSo Marinho Faleaod'Albuquerque!
i Jovino Eduardo Pinna.......
Jogo Marinho Falco de Albuquer-
qne.................
u Perpetua Dantas Senhoriiilia.
-Au
183051831
:*:
Para V. Exc. ver.Francisco Ignacio de Torres
Bandeira a fez.
Sellada e publicada n'esta secretaria do governo
da provincia de Pernambuco aos 1.1 de maio de
1854. loaquim Pires Machaio Portella, olFicial
maior servindo de secretario.
Registrada agfl... do livro ter,cciro de leis provin-
ciaes.
Secretaria do governo de Pernambuco, 13 de maio
de 1851.JoaoJ)omingues da Silca.
LEI N. 3*1.
Jos Bcnto da Cunda c Figueiredo, presidente da
provincia de Pernambuco. Faco saber a todos os
seus habitantes que a assembla legislativa provincial
decretou e eu sanecionei a re-olucjo seguinte.
i Art. nico. Ficampprovados os compromisos
E\c. ver.Joao Dominques da Siirar, ... c T- c ,. .
" das irmandatles do SanUssimo Sacramento de S. Jo-
s do Rio Formoso; e de S. Jos da Agona, creca
no convenio do Carmo do Recife ; e revogadas' as
di-posicoes em contrario.
Mando por lano i ludas as autoridades quem o
conliccimetilo e exccucSo da referida resolnrao per-
Icncer, que a enmpram e faca ni cumprir Uo inleira-
meute como n'ella se contem. O secrelario interi-
no da provincia a faca imprimir, publicar e correr.
Cidade do Recife de Pernambuco aos 12 de maio de
1851, trigsimo terccirorMa independencia e do im-
perio.
L. S. Jos Benlo da Cunha e Figueiredo.
Carla de lei, pela qual V. Ex. manda execulr
resolojao da assembla legislativa provincial, que
sanecionou, approvaudo os comproroissos das irman J
dades do Sanlissimo Sacramento de S. Jos do Rio
Formoso, e de S. Jos da Agona erecta no conven-
io do Carmo do Recife.
Para V. Exc. ver. Francisco Ignacio de Tor-
res Bandeira a fez.
Sellada e publicada nesla secretario da proyocia
de Pernambuco, aos 12 de maio de 18j. Joaquim
Pires Machado Portella, olficial maior servindo
de secretario.
Registrada a IL.. do livro 3." das leis
ciaes.
Secretaria do governo de Pernambuco, 12
de 1854. Joao Domingues da Silca.
km
i^SJSTQDS IF25J,&3r(3IBH;EEo
I8.ll852
1005000
403000
959000
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I852a1853
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CUSSES.
12S20
155520
169080
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75680
509000
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(i9:M)0
505000
969000
283800
455600
315000
889333
245444
30900!)
235000
1-'19444
78160
69520
3800
22760
45290
95330
25960
1129500
2O9000
:t969
185830
7550
11-5310
1129501
I49O8O
. 495HO
1509000
425220
IHX175280
1:.59255.30
2:6025160
975410
2269240
2139680
1923800
759527
975440
9OO9OOO
79420
3-5824
253O00
99170
' 255000
73777
315944
239137
169666
405137
119870
1649794
1098864
829397
829397
629901
,623904
549OOO
855000
TOTAL.
1:1395500
provin-
l:8ilV>0
2:6383760
1:9119947

26231.50
6479207
749444
7:3799118
4559300
8:97:15918
1JEI N. 340.
1I0 da Cunha e Figueiredo, presidente da
de Pernambuco. Faco saber Y. lodos os
s habitantes que a assembla legislativa provin-
cial deerelou, e eu sauceionoi a resolmao
segum-
I
orenS!' ;'U a^embla M'slaliva provincial de Pertumiliii'ro, 6 de maio de 1834. O olicial
awr nit/ino Jos Correia de .ilmeida. Conforme Antonio Lrle'de l'inlrn._________
encer, quea cumpram e facam cumprir 13o intei-
ramenlc como nella se contm. O secrelario inte-
rino da provincia a faca imprimir, publicar e cor-
rer. Cidade do Recife de Pernambuco aos 13 de
maio de 1854, trigcsimo-lerceiro da independencia
e do imperio.
L. 9. Jos Benlo da Cunha e Figueiredo.
Carta de lei pela qual V. Exc. manda executar a
resolocao da assembla legislativa provincial, que
saiicciun!, autorisando o presidente da provincia a
jubilar o professor de primeiras letlras da povoaro
de Beberibe, Alcxandre Jos Dornellas, na forma
das le provinciacs nmeros 43 de JO de junho de
1837, c 76, de 30 de abril de 1839.
Arl. nico. Fica o presidente da provincia auto-
rindo a jubilar o professor de primeira* feras da
povoacjm d Beberibe, Alexandre Jos Dornellas, na
forma das leis provinciaes nmeros 43 le 10 de ju-
nho d 1837, e 76 de 30 de abril de 1839 ; revoga-
das as disposiees em contra rio.
Mando portanto, a todas as autoridades a quem o
ouhetimento c esecucao da referida resolurau per-
FOLHETIM.
1 1
NEMORSDEIH RE. (*)
,'. "a0DCKtl"ll>m. 1 po" atcont.
SEGUNDA PARTE. *
VI.
Massacb.
f Continuarao )
Massach tinha cliegado ao paroxismo do furor
eus ollios eslavam cheios de sangue. Seguindo con!
a vista a evolucJo.qUe o condq de BcrgaUssc acalia-
va de fazer no meio do quarlo, c aproveiando o
momeiilo inais avoravel, Ianrou-se sobre este coto
todna feroz, ligeiresa de um panlhcra, cderrilioa-o
Urpois que licou senhor delle, po/.-lhp rtidememJ
o p sobre o peito, lenmlnu 8 maca e fe-la voltear
duas ou Ires vezes em lorno da caliera.
. Nfio era maiso memo liomein I O peilo loncava-
llie, dos labios sahiam-lhc palavras iuiulelligivcK
como grilos. os denles ranoiam-lhe, e una espuma
ciwapt'tii'iilaila mullat.1 lile os\ calilos il.i bocea. Es-
{) Vide DiarO n.'lili
Expediente do dU 17 de malo de 1854.
OllicoAo coronel commandanlc das armas,
Iransmittindo por copia o aviso de 12 de ablril ulti-
mo, no qual o Exm. Sr. ministro da guerra manda
rccolher llesourariade fazenda o saldo de 2:106/301,
que, segundo o relatorio do doutor Manuel do Reg
Macdo, devem existir nos cofres do hospital regi-
meulal desl'a provincia.Igual copia remetleu-se ao
'inspector da mencionada thesoyraria. -
DitoAo mestno, enviando copia do aviso da re-
partidlo da guerra de 27 de abril ultimo, 110 qual se
declara que se mandou passar o al Teres do 2. bala-
|hao de infantaria, Joao Anloniode Olivqira Valpor-
lo, para o primeiro da mesma arma.Commuuicou-
so 1 Ihesouraria de fazenda.
DitoA mesuio, para enviar eotn brevidade,
fim de ser Iransmiltda ao Exm. presidente do Espi-
rito Sanie, que a reqnisila, a f do oflicio do alferes
Jos Procopio Tavares, que servio 'no 4. batalhao
de arlilharia a p na qualidade de cadete.
Dilo^Ao mesmu, inteirando-o de hver concedi-
do mais registrada a licenca de 30 dias que pediu o
toldado Manoel Gon;alves Pereira Lima, para pro-
mover sna juslilicacao de cadete da l.'classe.
- Dito Ao inspector da Ihesouraria de fazenda,
ransmiltindo por copia o oflicio em que o Exm. pre-
sidente da Bahia participou que expedir ordem efm
7 de abril ultimo, para cessar o pagamento da qnan
'ia de 409000 rs. mensaes, que o capitn do 9. ba-
talhao de infantaria Jos Antonio de Oliveira Bol-
|lio, consignara de seu sold n'aquella provincia.
Igual roinmunicarao se fez ao commandante das
armas.
,. DitoAo mesino, enviando para os lins conveni-
ente a guia de socorrimenlos, passada pela Ihesou-
raria de fazenda do Rio Grande do Sul, ao capilao
do 2." batalhao de infantaria Francisco ManoelCo-
llio dos Sanios.
DitoAo mesmo, recommendndo que d as pro-
videncias n'eressarias para ser enviada com brevidade
i secretaria da presidencia, n.a s urna certidao dos
assentamcnlosdo soldado Antonio Domingos Correa, o
qdal fez parle oulr'ora do extinelo 8." batalhao de ca-
tadores, mas tambem o ronselho de disciplina que
qtialilicnu a desercao daquelle soldado.
DitoAo director das obras publicas, recommen-
ilando que faja constar ao proprielario do engenho
Morenos, Anfcnio de Sousa Lean, que elle deve
quanto antes recolhcr ao cofre da Ihesouraria provin-
cial, para o que Picara expedidas as convenientes or-
dens, a quantia de 809000 rs., em que fqi avalida
a casa que lhe foi entregue situada no lagar deno-
minado Hichain, naeslrada da Victoria, a qual ser-
via de morada aos empregados da conservadlo da-
quella estrada, c declarando que approva a deli-
beraran que Smc. tomou, de mandar inutilizar al-
guna objectos que all de achavam em mo estado,
fazendo condnzr para o armazem da casa de deten-
cao os que ainda podem prestar servico.Olliciou-
se nesle sendido i mencionada Ihesouraria.
DitoAo mesmo, concedentlo a autorisaco que
Smc. pedio para despender a quantia de 8O9OOO rs,
pouco mais oa menos, com os reparos de que preci-,
sam as pontesnhas do Timbi eCaiar, na estrada do
l'o d'Alho. Communicoa-se ao inspector da Ihe-
souraria provincial.
DiloAo inspectoT da Ihesouraria provincial, re-
commendndo que mande pagar ao arrematante da
ponte da Magdalena a importancia da lerceira pres-
lacao a que elle lem direito, visto constar de infor-
macaodo director das obras publicas que aquella
obra est no caso de ser provisoriamente recebida.
Communicou-se ao supradito director.
DitoAo Ao mesmo, para que vista do compe-
tente certificado, mande Smc. pagar ao arrematante
do 5. lanco da ramificarao da estrada do sul, para
a villa do Cabo a importancia da primeira prcstacjlo
i que elle lem direito por ter feilo um terjo das
obras do slu contrato.Communicou-se ao director
das obras publicas. ,
DitoAo mesmo, para mandar,pr novamenle em
prac.a a obra do acude projecladu na villa Bella,
lava tcrrivel de ver-se, o conde de Bergalasse leve
realmente mctlo.
Pareca que a lembranca do passado liuha-lhe vol-
u r*Pon",,amenle, o quarto em que se achava li-
nha ric-app.ircdilo para Massacb, elle nao eslava
mais em Franca, nao era mais o conde de Bergalas-
se que India debaixo dos ps... Um genio iuvisivel
havia-o transportado para o meio das fiorestas da
America, era pela sua liberdade que combata, en-
loavam em roda le, era nm inimigo que acabava de derribar !
Massach encarou um momento o conde, oqnal
eslava mais mnrto do que vivo, ,c pedia soccorro
pronunciando urna invocarlo ao lieos dos combates
e deixou cahir a maca.
Mas o Dos dos rombales velara provavelmenle
sobre Bergalasse; pois no momento em que Mas-
sach ia fcri-lo, o duque abri precipitadamente a
porla e releve o golpe. \ .
O selvagem vollou-se daudo un grito de colera.
Meu amo exelamou elloespanlado, reconhe-
cendo o duque de Naundorlf.
Esquecevte de minhas recommendacoes, ds-
se o duque coin um lom severo.
Mas esto-Jirmicm he meu inimigo !...
K11 nao le ordene qne o malasscs.
Elle offendeu-me.
.""-Ile'o'filhoTT1' ,|'1"r Pe''1"'' "l'"'"e V'e 'a|-
Masach
nao respomleu, deixou cahir a ma^a so-
angmenlando-se 15 por cento, Mj respectivo orea-
mente, e mandando-se aflixar etlihes n'aquella villa,
conforme indica o director das obras publicas em
sua nformacao dada sobre o requerimenlo do coro-
nel Manoel Pereira da Silva.-Communicou-se ao
referid director.
OiloAo mesmo, para mandar pagar ao arrem-
tenle da punte sobre o rio Piraparna a importancia
da terceira prcslacao do seu contrato, vjsto acliar-sc
aquella obra concluida provisoriamente' segundo de-
claran o director das obras publicas.(Inmmunicou-
se a este. j *
DitoAo agente da companhia brasileira, inteirando-o de liaverirpedido as conve-
nientes ordens capitana do porte, ao administra-,
dor do corrcio e s dentis repartieres ni sentido de
praticar-se a respeito dos vapores d'aqqella compa-
nhia, o mesmo que se observa cora os da real com-
panhia britnica e sol americana, conforme Smc.
solictou.Expediram-se as ordens de que se trata.
DitoAo curador geral dos urphaos, di/.endo que
por ora nao pode ser admillida uo collegio das or-
phas a menor Eliza da Rocha, por j se adiar ex-
cedido o numero designado no arl. 4 capitulo 2.
dos respectivos estatutos.
PortaraAo director do arsenal de guerra, para
fazer apromplar com brevidade afJm de serem re-
medidos para o 8" batalhao de infantaria os arligos
de Tardamente e ulenclios mencionados nos pedidos
que remelle sob ns. 1 e 2.Parllcipou-se ao Exm.
presidente das Alagoas.
' DitaAo mesmo, recommendndo que mande
apromplar com lwevidade afim de serem enviados
para a capital da provincia das Alagoas os arligos de
Tardamente para reWutas de qua Irala a rtjjacao que
rcmette.Inteirou-se ao Exm, presidenNnfaquella
provincia.
DilaAo mesmo, para mandar entregar ao chefe
de polica, afim de serem enviadas ao subdelegado
da fregueziada Varzea 20 granadetras das que leem
sido recolhidas por parle da polica.Communicou-
se ao referido chefe. ^
DitaAo mesmo, para que faca apromplar rom
brevidade afim de serem enviadas para, o hospital
regimental das Alagoas, em eumprimento do aviso
que remelle por copia, os objectos mencionados na
relacao que tambem remelle por copia.Parlcpou-
se ao Exm. presidente das Alagoas.
DilaReformando nos mesmos poslos os caplaes
Antonio Alves Barbosa e Francisco de Souza Reg
Monteiro, bem como os lenles Jos Marlins Pi-
nhcro eGregorio A11 lunes de Oliveira, este do ex-
tinelo 4 batalhao e aquellos do 1 lambem exlinclo
da guarda nacional do municipio do Recife.Com-
municou-so ao respectivo commandante superior.
DilaO presidente da provincia alleodendo ao
que lhe requereu o paisano Joao Bptista do Ama-
ral'e Mello Jnior, resolve qne seja elle admitalo ao
servido do exercito, como voluntarte, por lempo de
.6 annos conlados do da em que e realisar o seu alis-
lamenlo visto ter sido julgado apto para esso fim em
iiisperc de sauda. lutinando-s^-ih ,i|em dos \enc-
menlos que por lei Ihecompetrem.o premio de 300
mil ris, que lhe sero pagos nos termos do regula-
mente de 14 de dozembro de 1832.Igual acerca do
paisano JosThomaz do Amaral eMello e fizeram-se
as necessarias eommiinicaces.
- 18 -
OflicioA Exm. presidente das Alagoas, rogan-
do a exped;o das convenientes ordens, para que se
nao ponlia impedimento algum ao corle econduocao
de 120 paos de 12 polegadas em quadro, que Jos
Higino de Miranda, contraten com o director da re -
par licao das obras publicas, forneccr para es Icios da
ponte provisoria do Recife, os quaes devem ser cor-
lados nas mallas d'aqueila^ovincia. Communi-
cou-se ao referido director.
Dilo Ao. Exm. marechal commandante das ar-
mas, dizeudo ficar scienle de liavcr S. Exc, por ter
melhorado de sadc, entrado 00 exercicio do seu
emprego. Communicou-se Ihesouraria de fa-
Santos Cecilio, visto estar satisfela a exigencia da
secr,ao da conladoria d'aquella Ihesouraria.
DiloAo presidente do canselho administrativo,
inteirando-o de haver ofliciado ao marechal com-:
mandante das armas, para mandar o boticario do hos-
pital regimental receber os medicamentos de que tra-
ta S. S.Fez-se o oflicio cima mencionado.
DiloAo inspector do arsenal de marnha, auto-
rsandoo viste de sua informacao a entregar ao
capilo do briguc francez Jume Arlhur, o pao cur-
vo de que elle precisa para reparos do mesmo bri-
gue.v'uma vez que elle moslre haver recolhdo Ihe-
souraria de fazenda a quantia queso dispendeu com
a acquisirao do dito pao.Ofliciou-se neste sentido
ti mesma Ihesouraria.
DiloAu directorshs obras publicas, declarando,
,era vsla de sua informacao dada'sobre o reque-
"rimenlo de Antonio Victoriano Pacheco, arrematan-
te de 4. lanco da ramificado da estrada do sul pa-
ra a villa do Cabo, que convm em qne seja elevado
a 23 mezes, o prazo marcado para a execucao de te-
das as obras do dilo lauro, inclusive a ponte de pe-
dra que ltimamente se mandou fazer em subslitni-
53o da de ferro;Communicou-se Ihesouraria pro-
vincial.
DitoAo commandante superior da guarda nacio-
nal do municipio do Recife, para mandar dispensar
do servido activo da mesma guarda nacional, em-
quanlo estiver empregado no arsenal de marinha, o
suarda do 1." batalhao de infantera Manoel Juven-
cio de. Saboia.Communicou-se ao inspector da-
quelle arsenal.
DitoAo mesmo,rcrnmmendando a expedrao de
suas ordens, afim de serem dispensados do servico
activo da guarda nacional a Joaquim Francisco de
Paula Jgnacio Barrozo do Espirite Sanio e Domin-
gos NtRes Ferreira,cmquanlo estiverem servindo na
qualidade de inspectores de quarleiradMmmuni-
cou-se ao chefe'de polica.
PorteraConcedendo ao arremtente do 2." ten-
t da ramificac.ao da estrada do sul para a villa do
Cabo, Antonio Camero Leso, mais 45 dias depro-
rogac.au para.a coocluso das obras do seu contrato.
Fizeram-se as necessarias eommiinicaces.
COMMANDO DAS ARMAS.
Qnartal eeneral do commando dai armas da
bre o assoalho, e ajoclhou-sc dianle do amo, di/.en-
do-lhe com voz commovida :
-s- O grande chefe perdoc a Mussach; mas esse
lioniciii nao terne jamis a apparecer dianle de
mim !...
O duque de Naundorlf vollou-sc entao para Ber-
galasse, o qual tinha-se levantado, lancou-lhc um
olhar cheio de indifrercnija e desprezo, e designan-
do-lh com o dedo o selvagem que dirgia-sc paci-
ficamente para o leito, sobre o qual depoz a maca,
disse-lbe :
O senhor lem ouvido, nao se'r prudente in-
fringir oulra vez as ordens que don. Aronselho-
llie que n.1o lome a vir, e desejoque esla I i rao lhe
seja prove (osa. Adeos, senhor, sem dvida' he a
ultima vez que nos vemos, seja mais recalado de
ora em dianle, pois nao eslarei sempre aqu para
defende-lo coutra a legitima colera de pessoas ho-
nestes.
Bergalasse era incorrigvel, e como eslivessem j
dissipados todos os seus temores, tornou-se fanfarrao
como d'anles. Iiiclinaudo-sc dianle do duque com
ar de zombaria, apanhou o chapeo que lhe cahira
na lula, e ganhanilo lentamente a porla, disse-lhe :
Pois bem, senhor duque, qoeria salva-lo, e son
repellido ; seja feila a vonlade de Dos, e lambem a
sua. Amanhaa ti noile o senhor sentir (alvez nao
ler-me ouvido.
i)ae que 1 -o senhor di/er pergunlou o duque
inquieto.
Al amanhaa noile, senhor. w
Passou do Sr. desembargador Pereira Monteiro ao
Sr. desembargador Valle a seguinte appellacao em
que sflo:
Appellanle Antonio Francisco da Silveira ; appella-
do, Luiz Antonio Pereira.
AppellacOes civeis.
Passaram do Sr. desentlfirsador Villares ao Sr.
desembargador Bastes as seguintcs appellatoes em
que sao :
Appellante Jos Jacome db Araujo; appellada Um-
belna Candida de Mello. v
Appcllanlc* Jos Estevcs de B'irres Lobo c sua mu-
llier ; appellado Joaquim Jos de Miranda.
Appellante o juizo ; appellados Joao Jos do Reg e
oulrns.
Appellanle francisco Antonio de Carvallo Siqueira;
appellado Joaquim Duarle Pinte c Silva.
Passou do Sr. desembargador Soum <$ Sr. de-
sembargador Rcbello a seguin.te appellacfe em- qne
sao :
Appellante Bernardo Duarle Brandao ; appellado
Esteva Cavalcauti de Albuquerque.
Passaram do Sr. desembargador Luna Freir ao
Sr. desembargador Telles ja seguinles' appellaces
em que sao :
Appellanle* Manoel Pires Ferreira eo'ulros ; appel-
lado Jos Caelano de Barros.
Appellantes Manoel Pires Ferreira e onlros; ap-
pellado Urbano Pereira da Silva.
Appellante o juizo ; appellado Francisco de Souza
Barbota.
Appellante Antonio de Albuquerque Goodra ; ap-
pellados Antonio Francisco de Oliveira e sua rou-
Ihcr.
Appellante Luiza Maria de Jess; appellados Ignr
co de Souza Carnero esua mulher.
Passaram do Sr. desembargador Rebello ao 9r.
desembargador Luna. Freir as seguinles appellaces
cmque sao :
Appellanle l'ialdino Joao Jaciullio da Cunha ; ap-
pellado Aalnnio Jos de- Souza Campos.
Appellante o juizo; appellado J[os da Silva Neves.
Appellantes Antonio Ferreira e oulroi ; appellado
Filippe Santiago dos Santos.
Passaram do Sr. desembargador Santiago no Sr.
desembargador Villares as4seguintes appellaces em
que sao :
Appellante Jos Rodrigues do Passo; appellado Joao
Cantoso Ayres.
Appellante o juizo ; appellado Joao Antonio de
Honra.
Passaram do Sr. desembargador Valle ao Sr. do-
semhargador Santiago as seguinles appellaces em
qUe silo:
Appellantes Joao Alonso Goncalves e sua mulher ;
appellada 'Anua Dornellas Bitencourl.
Appellante Joaquim Jos Correa ; appellado Fran-
cisco Borges Teixeira Cavalcauti.
zenda.
DiloA o mesmo, Iransmittindo por copia nao s
o aviso circular do 27 de abril ultimo, mas tambem
as Iresrelacoes publicadas no Jornal do Commercio
11. 110, que se refere o mesmo aviso, das quaes
coustam osnomes dos ollicaes e pescas de prel, que
por decreto de 31 de marco desle anno, foram pro-
movidos para differeules corpos do exercito, e dos
que por diversos motivos nao foram contemplados
em semelhanle promoeao.Neste sentido oflicou-se
Ihesouraria de fazenda. a
, DilpAo mesmo, interando-o de haver autorsa-
do o inspector da Ihesouraria de fazeuda, a mandar
indemnisar o 2. batalhao de infantaria da quantia
de 28-9000 rs., no caso de estarem nos termos legaes
as relacOes que S. Exc. remcltcu.
DiloAo mesmo, para mandar extrahir do livro
meslre do 5." hatallio de infajjjra (se por ventura
existir tiesta provincia', umaprlidao do que cons-
tar dos assenlamentos de praea do alferes Vicente
Ferreira de Lima, alim de s^r enviada .i secrelario
do consellio supremo militar, tomo se exige na por-
tara que remelle por copia.
DiloAo mesmo, evmmunieando haver o Exm.
presidente das Alagastaarlicipado, que veio para
esta provincia o l. catHk'do 8. batalhao de inftin-
laria. Rufino Wollaire Carpeba, afim de receber os
semestres e mais objectos de Tardamente que lem de
ser remedidos pelo arsenal de guerra para o mesmo
balalhao. *"
DiloAo mesmo, transmitanlo por copia o avio
da repartido da guerra de J8 de mar;o ultimo, com
o qual fui devolvido o requerimenlo do ansperada
da companhia de.artifices, Anastacio Joaquim Das,
pedindo bafea do servico, por haver coflipletado o
lempo marrado por lei.
DitoAo inspector da Ihesouraria de fazenda,
paraazer pagar ao barcacero Francisco Antonio
de Castro, a quantia de IO9OOO rs., por que ajustn
com o delegado do termo de Goianna a conduccao
cinsua barraca, de cincoenlagrauadeiras perencen-
tcs aoestado, as quaes vo ser recolhidas ao arsenal
de guerra.Ofliciou-se ueste senlido ao mencionado
director.
DiloA o mesmo, devolvendo o requerimenlo
que se refere o seu oflicio n. 336, e bem assim o
titulo de divida de que pede pagamento Miguel dos
Pernambuco na cidade do Recife, em 20 de
malo de 1854.
ORDEMDODIAN. 90.
, O marechal de campo commandante das armas,
em additamenlo i ordem do da n. 89, hontem pu-
blicada, determina que 09 Sr-. officiaes dos corpos
em guarnico nesla provincia, promovidos para os-
tros aqui nao existenles, quem excluidos do esta-
do eflclivo, e considerados addidos, at que se of-
fereca oppoitunidadedc transporte paraos seus des-
tinos : c que os Srs. alferes, cadetes, o sargentos pro-
movidos a lenles e alferes fiquera perten
aostteorpos em queservirfci na mesma qualidade
effectivos, onde addidos.
AssignadoJote Fcrnandes dos Santos Pereira.
ConformeCandido /.ca Ferreira, ajodaulo de
ordens encarroado do delalhe.
TRIBUNAL DA RELACAO .
SESSAO DE 20 DE" MAIO DE 1854.
Iitaentiado Exm. Sr. conselheiro Actedo.
As 10 horas da manhaa achando-se presentes os
Srs. desembarcadoros Villares, Bastos, Leao, Souza,
Rebelfo, Luna Freir. Telles, Pereira Monteiro,
Valle e Santiago, o Sr. presidente declara'.aberta a
sesso na forma da lei.
EXPEDIENTE. 1
Foi lido um oflicio da presidencia da provincia em
que communica 1er entrado em exercicio do lugar
de juiz municipal da primeira vara," como primeiro
substituto, eem.data de 16 do correntc, o hachare!
Theodorq Machado Freir Pereira da Silva Jnior.
Foi acensada a recepto.
Julgamentof. '
Aggravos de pelicao.
Aggravante Manoel Antonio de Jess como adminis-
trador da massa do finado Joaquim Antonio Fer-
reira Vasroncellos ; aggravado Manoel Ignacio de
A villa.Deu-se proyimenlo ao aggravo.
Aggravante Antonio Marinho P.ies Brrelo ; aggra-
vado Anloniode AlcmaoCisnero.Negou-se pro-
vimento ao aggravo.
Appellaces primes.
Appellanle n Dr. promotor; appellado Flix Dias
Chaves.-i-Con firmou-se a se ni enea.
Appellante o juizo ; appellado Paulo Tourinho.
Jolgou'-se nullo e val a novo jury.
Appellanle Pedro Ferreira de Almeda ; appellada
a juslica.Mandou-so vir o traslado, vollando o
original.
Appellanle Joaquim Jos de Sanl'Anna ; appellada
a juslica.Julgou-se procedente a appellacao para
novo jury.
Appellaeoes civeis.
Appellanle Manoel Joaquim Ramos e Silva ; appel-
. lados a viuva e herdeiros de Agostinho Henriques
da Silva.Julgou-se por senlenra a desistencia.
Appellantes Antonio Pereira e sua mulher; appel-
lados os herdeiros do finado Domingos Rodrigues
do Passo.Confirmou-se a sentcnca.
Appellante Jo3o Baptsta de Oliveira (iuimaraes;
appellado o juizo da fazenda.Confirmou-se a
senlenra.
Appellanle o juizo; appellado Joao Antonio de Mou-
ra.Desprezaram-sc os embargos.
Diligencias.
Appellanle Vicente Jos de Brito; appellado o jni-
zo.Mandou-se com viste ao.Dr. procurador da
coroa, soberana e fazenda nacional.
1 Designacoes.
. Appellac.es civeis. '
Appellanle o jdUo da. fazenda ; appellado Joao An-
loniode Moura.
Appellante Joao Cavalranli do Albuquerque Mello ;
appellado Francisco Marques da Fonseca
Appellante Domingos Jos Marques ; appellado Ma-
noel Jos Soares de Avcllar..
Appellantes Francisco Antonio de Figueiredoe sua
mulher; appellados Joaquim Pn'.iiro Jacome e
sua mulher.
fecisBet.
Appellaces crimes.
Passaram do Sr. desembargador Bastes ao Sr. de-
sembargador Leao as seguiules appellaces em que
sao :
Appellanle Alfonso Jos de AUAiquerque ; appella-
. ila a juslica.
Appellanle Pedro AIem ; appellada a juslica.
Appellante Leocadio Cabral Raposo da Cmara ; ap-
pellado o juizo.
Passaram do Sr. desembargador Santiago ao Sr.
desembargador Villares as seguintcs appellaces em
que sao:
Appellante o juizo ; appellado Jos Manoel da Ro-
cha.
Appellanle o juizo; appellado Fclix Alves dcA-
raujo.
intermedio de nosso veneravel irmao funoceucio, ar-
cebispo de Sidon, enviado em qualidade de nuncio
extraordinario ao soberano imperadar dos Turcos,
para exprimir a esse princip nossos snliroeotos de
amizade, e levar-lhe ao. mesBO lempo nossas sauda-
efies, tivemAs o cuidado de recommendar ardenle-
mente ao poderoso imperador ottomano os armenios
e todas as outras nac^cs orieilaes catholicas, que s
acham em seo imperio. Tende inteiramenle 00co-
rnciloo procurar o maior bem de vos? nacao, encar-
'r*gamos nosso dilo irmao de fazer as indagaces mais
escrupulosa!! sobre o estado, em qne ella se achava, e
de nos fazer conlrecer o resultado dessas investiga-
ees, afim de que, depois de termos maduramente
todas as cousas, nos fosse possivel temar rewlu;es
as mais proprias, para conseguir o bem espiritual de.
vosja oaejo. Depois que.nosso irmao, cumprindo a
missao, de que esteva encarregado, dos dea todas as
iuformaess que tinhobtido com tanto cuidado,
approvamps diversos decretos emanados de nossos
veneraveis irmos, os cardeaesda Santa Igreja cali
lica romana, da congregacao da Propaganda, enl
oulros, aquella que reprovaa sociedade chamada (
Nacional, da qual se previa com raza o, deviam sahir
em grandissimo numero resultados funestes. Depois
publicamos o breve apostlico, pelo qual potemos
emexecco o que tinha resolvido.nosso predecessor
Po VIII, e creamos cinco novos bispados do rite ar- ;
menio, entre s quaes foi divioida urna grande parte
da antiga e vasta diocesede CduslanUuopla.
a Por meio de tantos desvellos paternaes espera-
vamos trazer a m estado florescente e proprio a no-
va provincia ecclesiaslca armenia, quando sousbemos
com a mais protunda dor, que.fouestos germens de
discordia, toncados j desde milito tempo pelo ini-
migo no seio de vossa nai;3o, aOginentava cada da, c
que nao fallava gente que, para fomentar essa .dis-
cordia, tomavam como pretexte essas mesmas medi-
das tomadas pela Sania S Apostlica para assegarar
vosso maior bem. Essa dissenco para sempre de-
ploravel, lomou ainda maiores descuvolvimenlos,'
quando cada um dosdous partidos comegaram a dis-
cutir manifest e publicamente as quesloes religiosa*' -
meio dejescriplos derramados entre o povo. Es-
scrplos, redgidos em-termos apaixonados e vio-
lentos, c conlendo proposic,6es inteiramenle contra-
rias a caridade chrsiaa, eram directamente- contra-
Appcllanie Antonio da Silva Gusmao ; appellados tiasconservacao deuma mutua concordia; elte fo-
a fazenda provincial e outros.
Passou do Sr. desembargador Telli ao Se. de-
sembargador1 Pereira Monteiro a segainle appella-
cao em que s5o :
Appellante Antonio da Cunha Soares GuiraarSes;
appellado o solicitador do residuos.
Passou do Sr. desembargador Pereira Monteiro ao
Sr. desapbargadur Valle a seguinte appellacao em
que ?5o:
Appellante Jos Dias da Silva ; appellado Joaquim
da Silva Mnurao.
Levantou-se a sessao as 2 horas da tarde.
EXTERIOR.
ITALIA.
O Santo Padre acalwde dirigir a ineyelica segua-
le ao arcebispo primaz, aos bispos clrigos, monge*
e a todos os liis da nacao armenia calholica da pro-
vincia de Constentinopla.
O Papa Pi IX.
Veneraveis irmos e Glhos bem amados, sade e
bcocao aposlolica.
a Todos vs sabis que affeico paternal os pont-
fices Tmanos sempre tiveram, desde us lempos mais
remolos, pela nco armenia, digna por tantos lito-
tes, e com que cuidado e soliclude ellos lem procu-
rado Irazer a nacao armenia para unidade calholi-
ca. .Vos nao ignoraes lao pouco que fruclo nossos
predecessores recolheram de lio incessantes estor-
bos, nem qual foi seu jubilo, quando liveram a feli,
cidade de ver que um grande numero de armenios
qne tinham voltado a proGssao da unidade calholi-
ca, permanecan) nella firmes e inabalaves. Sabis
com que virtude admiravcl e com que gloria para
seunonie os-catholicos armenios em lempos desdilo-
sos e al com per'igo de vida, lem sollrido corajosa-
mente toda sortede mates, para defenderem e pro-
fessarem a unidade e a l calholica, cojo amor e ze-
lp itillainiiiavain seus coraees, e sabis com que pre-
severanra esta S aposlolica Ihestem coustentemente
dado todos os soccorros, com os quaes era possivel
prover destaou daquella mancira, tedas as suas ne-
cessidades' e particularmente suaa necesidades espiri-
tuaes. A jerarchia episcopal dos pastores, reslabcle-
cida ha rauilo tempo, nao podendo ser mantda se-
no nos paizes os mais apartados do thealro da perse-
guicao, em sua soliclude pelo bem espiritual dos ar-
menios residentes em Constentinopla e nas provin-
cias visinhas, onde os bispos nao podiam residir, es>
ta.Santa S nao jolgou que lhe fosse permittido des-
prezar cousa alguma qne podesse assegurar-lhes a
salvncao. He poristo que applicou-se de um modo
iacansavel em fazer d um lado padres para a vossa
naco, fazendo servir para este fim nosso collegio ro-
mano, e de outro lado em excitar na alma dos jovens
discpulos, principalmente daquelles, que dirigiam
congregares religiosa*, o desejo de trabalhar ardeo-
lemonte, no bem espiritual de vossa nacao.
n Haveis de eslar lembrados, veneraveis irmos e
fillios bem amados, como esta S apostlica, logo que
as circiimstancias o permittiram estabelecer em
Conslanlinopla um pastor armenio revestido da dig-
nidade episcopal, ecumo depois os armenios ca(holl-
eos leudo, gracas ;'i clemencia do soberano imperador
dos Turcos, adquirido a liberdade, que pela uniao das
almas, devia fazer florescer a reliciao e dar-lhe um
novo vigor, urna S arcliiepiscopal e primaz foi eri -
gida para elles naqucUa mesma cidade, afim de qu
elles (ivessem seu arcebispo proprio.
o Tudo isto provam as letlras apostlicas de nosso
predecesso Pi VIII.. Todos conhecem igualmente
os cuidados infalgaveis e inteiramenle particulares
de nosso predecessor immediato Gregorio XVI, de
saudosa memoria, para reconstituir esta insigne dio-
cese e procurar cada vez mais o bem e a prosperida-
de dos armenios catholicos. Por nossa parle, quando
por urnadisposicao incomprchciisivel de,Deos, tomos
elevados a esla sublime cadeira do principe dos aps-
telos, abracando pelo pensamento e pete curasao o
mundo catholico todo inleirq, dirigimos rom telo e
amor os esteraos de nossa soliclude paternal para
essa-nobre porcao da nacao armenia calholica. Por
Bergalasse saudou oulra vez, abri a porla com
um aeslo de melodrama, e sahio. Todava 110 mo-
mento cm que ia passar o lumiar encontrn um es-
Iranho que chegava correndo. '
Bergalasse! disseorccem-cliegado estupefacto:
-i- Dimilri! exelamou o conde com um sorriso
singular.
Depois erguendo levemente os hombros, encarou
um momelo duque, o qatflrra como interdic-
to ao nome que acabava de onvir, e disse rclran-
dcuse :
Oh queramos somonte desterra-Io, eis-ahi al-
guns que serao mais expedilos... mata-lo-hao !
Entrelanlu Dimilri lendo entrado no quarto, lia
via-se precipitado para o duque.
'Dimilri 1 Dimilri exelamou este dirigindo-
sc a elle c tomando-lhe as mSos, lu anu, e Georsclc
que he feilo della ? *
Este em Pars.
E podere v-la ?...
Amanhaa 11 noile. .
A que lloras ?
As dez.
Aonde "
_^-jNa rua'CullureSaiOCallierincn.'' 20.
Ilem hem 1 '
1'ois ate ainanhaa diste Dimilri.
.Volter... j !...
-J- lieorgele assim oideuou-me.
Mas para que esse mysterio?
Ella lhe explicar amanhaa.
; Pois bem lornou o duque, dize a Georgele
que me adiaste !... c que ssrei exacto... Va at
amanhaa !
Dimilri nao esperou mais, rctirou-sc rpidamente
romo tinha viudo, e deixou o duque contente, e cui-
dando j no prazer.do dii seguinte :
VII.
Os> cnrileii'iiiliosi de Rcrgnlnssstc.
Dous homens de ar suspeilo conversavam senta-
dos na sala baixa de urna ra eslreita e sombra da
Cit, dianle de una garrafa de agurdente c de
dous copos ebeios.
O tempo eslava chuvoso c fri... Um vento forte
abalava assobiando os calaventes das jancllas, de
quando cm quando um dos dous homens volteva os>
olbos para 11 m rclogo enfumacado pendente da pa-
rede, e examiuava as horas.
Nove horas acabavam de dar, a ra eslava descr-
a, c apenas ouvia-se com longos iulervallos o passo
pesado cavinhado de alguns passageiros.
Os dous homens ciicaravam-sc, c um lcjles disse
apuntando para o relogio :
Entao, Smonneau, he j lempo ou ainda he
cedo !
Temos ainda mais do um quarlo de hora, res-
piiudeu aquelle a quem era dirigida a |>ergiiiila.
A' la aune, Jacquelard...
A la, meu velho.
Simoniieau e Jacquelard pe-garai do- ropos, fbe-
lieram-nos de 11 m trago.
ram publicados sem participaojio destr Apostlica
e contra a sua vonlade, como depois foi declarado
por nossa ordem pelas ledras retiradas de nossa con-
grego da Propaganda.'
' Todos Vs sabis, qne escndalos lem. sido as suas
consequencias, com grande prejuizo para vossa na-
cao, e com que soliclude nos demos presta em em-
pregar'lodos os nossos cuidados para por fim a essas
discussoes e a essas contcstac.oes, e para extirpar os
seus germens at a raz. Fui urna grande consolarlo
para nos vermos nossos primearos esforcos consegul-
rem o fim desejado. Antonio, vosso arcebispo de
Constentinopla, e Julao, arcebispo de Petra inpar-
libus infidelium, nosso vigario apostlico para os
fiis do rite latino vieramltr comnoseo, veneraveis
irmos; depois de haverem eiposto ludo, elles te a-
cliaram plenamente de accordo, e com a nossa ap-
provacao, publica ram o que tinham resolvido em
commum, E oxal que para consolacao de nosso co-
rajao paternal, todas as ordens de vossa nacao tives-
sem com igual fervor auxiliado nossos desejos, na-
quellas cousas que nossa congregacao da Propagan-
da tem lido o cuidado de recommendar e insinuar"!
Approuvesse a Dos que todos tivcssem receido com
confianza as ordem e os conselbos, que linhinos da-
do unicameute para vosso bem! Nao leriamosde de-
plorar agora os preuizos e males to grandes que vos
tem accommettidn, e enchim nossa alma de dor, e
dos quaes as vossas dssenei5es to a cauta princi-
pal.
a Vendo qne estas conlesta$8es e discordias nao
tinham fim, ordemnamos que nossa congregacjto da
Propaganda procurasse com o maior cuidado e
promplrdao possivel, nm conhecimnto profunda das
questes, quer antigs, quer recentes, que agitam a
nacao armepia, e as examinasseeestudassecom loda
a attengao e loda.a prudencia, que a distinguem, em
rounioes suCccssvas de voseos venaraveis irmos os
eardeacs da Santa Igreja romana, os ques fazem parle
della. Cheio di soliclude por esse negocio, nos
mesmds presidimos urna dessas repnioes, e depois de
termos onvido o parecer destes mesmos cardeaes, ex-
pressamos nossa resuluco sobre os pontos principaes
das sobredilas quesloes, sem deixarmos de invocar,
dorante todo esse tempo, por meio de preces osskruas
e fervorosas, o Dos rico de mizerienrdia, afim de que
os soccorros de sua graca omnipotente trnasete efli-
caz, o que nos raziamos nicamente para o bem de
vossas almas. Desojando sement assegurar vossa fe-
licidade e tranqoillidade, procuramos ludo que po-
da fazer-nos esperar um fim ta salutar.' Sabendo
que os males de vossa na^ao se lem augmentado so-
bretodo por causa da publicado dos escriplos cima
j mencionados, e de sua propagarlo entre opovo,or-
denamosque depoisde om exame especial.osprinci-
paes desses escriplos fossem prohibidos econdemnados,
ealm diste reprovamoi bastantemente lodos os ou-
lros que se referem a este negocio, c que tem sido pu-
blicado antes oa depois daquelle?, de que acabamos
de fallar, qualqucr que seja a lingua, em que sao re-
dgidos, armenio, armenio vulgar, italiano, francez.
on qualqner oulra. Todas estas publcales sao pro-
prias smenle para inspirar um odio reciproco, con-
trario inteiramenle caridade clirislaa. Temosalns
disto empregado todo o nosso cuidado em que a edu-
caro religiosa no seminrinde Coustantiuopla,trne-
se cada dia melhor, e urna ordem mais perfeita teja
cada vez mais observada nas casas religiosas. Temos
ordenado tambem, que nossa congregarlo da Propa-
ganda publique um decreto proprio para conseguir
esse fim, e recommendamos que elle seja escapulosa-
mente observado em todas as suas partes.
Para terminar toda controversia e loda a sus-
peita acerca da doulrina dos monges mechitaristas
residentes em Ventfa,.queremos que saibais que es-
tes monges nos enviaram, revestidos das asigna-
turas exigidas, urna ampia profissao e declaraqao
da doulrina e da f calholica, que 'foi para dos a
fojite de urna grande consolacao, e encheu rape-
rabundamente. nossos desejos. Elles nao t fazem
de lodo o corarao e com palavras precisas profis-
Domis, lornbu Smonneau depois de nm mo-
mento de silencio, a na Cultura nao he em Peckio,
em um salto estermosla. /
Tens ratas.
AIem disso convm regular bem o negocio an-
tes de irmos para os lugares.
Bqa idea '.
Dize-me... lens ossignaes do pequeo '.'
Nao, respondeu Jacquelard.
Nem eu ; como estemos nos !...
Oh pausaremos bem sem isso...
: E se nos cnaanarmslS|
Lemhra-me do que disse-nos aquelle velho za-
rollio : m mancebo de Iriuta a nula e cinco an-
uos, bigodes prelos, cinco ps c duas polegadas de
altura, um tanto grosseico... c que inculca-se por
duque:
Duque de que ?
Nao sei. Havemos de pergunlar-Ihe.
Sim, isso he fcil...
A' la saude, Simoniieau.
- A' la Jacquelard.
Os dous homens encheram de novo os copos e
lieherain-nos corno da primeira vez, de un Irago.
Seus olhos comecavam a arreglar-se, sua lingua a
engrorar-se; todava elles naocslavam ainda com-
pletamente embriasados.
Meu amigo, lornou Jacquelard pouco dedois
com um lom protector, este negocio parecf-nie per-
feilaiiienle hora.
Porque ?
Ha isto c aquillo !... Tcnho como urna idea de ',
queovelho zarolho que fez-nos proposires lie agen-
te da polica.
Crsisso"? .
Tenhd bonsollios...
Mas eniao nao devenios ir l.
Convcm saber porque.:.
Se be iima pesa que qugrem pregar-nos.
i.hta-i sempre...
Todava.
E as quinhentas moedas que elle nos deu ?
Quanto es lulo, para um hornera que tem liiteralura,
meu pobre Smonneau tens anda o espirito muilo
ingenuo, como devido.respeito...
Pois explica-te!... lornouSmonDeau com um
senlimento de impaciencia e de inquetasao.
Jacquelard piscou os olhos, cstendeu-se sobre a
mesa cpmo para aproximar-sc de seu interlocutor,
poz a mao aberta sobre os beic/, e disse pouco
depois:
O mundo, meu r-co, este cheio de mysterios
desde a adega al aocelleiro. Quem temo espirito '
observador, aprove"-se delle, convm smente sa-
ber emprcga-lo... omprehendet?
Nao!
__ PoU lano peior! a cousa he alias clara como
o dia, quando digo-te que confiero o velho Cyclope,
imbcil.
Que prova ssot
Prova que o cutjlieco.
s.iUI


sSo de receberem todas as orden e lodos os de-
cretos emaaads e pof enamar dos ponlificc* roma-
D'*R'0 PE PERMMIBCO, SEGUNDA FElRft 22 DE MAIO DE 1854.
Q
noi e das sagradas congregarse, especialmente a-
quelles que prohiben) communlcar com os schisma-
'icot nas coasas sagradas, comoaiuda mais declarara
clara e abcrtamcnle: Qae urna parle de sua na-
tao, de que o seu Instituto tem principal e unica-
. mentecm visla obem e gloria, se acha infelix-
menle separado da commanhao calholica, apostli-
ca romana. He por isto qoe ellos declararan) :
abracar o'ler por seus, irmaos todos aquellos que a
santa igreja romana apostlica reconhecesse por sens
litaos, e.condemnando o erro dos armenios schisma-
ticos, confersar que estes estao fora da verdadeira
. igreja de Jeaps Christo, e que lies esiao resolvidns
anaodeixaremjntaisdesupplicar, pregar e procu-
rar com uus actos, seas escriptos e soas palavras tr*-
zer aquellas oveihas desgarradas ao s e nico aprisco
de Jess Christo, do qual o nico soberano pastor, o
nico chefe, o nico ceutao he o pontice romano,
successor de Pedro, principe dos apostlos. -
Alm ditlo (nha'mos feilo saber que outras me-
ddas convenientes foram tomadas, afim de faier aca-
bar todo o temor sobre os collegios, nos quaes estes
" raongei educam a roocidade armenia. Finalmente
para que a obra principal comecada por nossos pre-
decessores e terminada por nos, possa propcrar,
Brajas jerarchia ordinaria dos bispos, eslabetecida
entre vs neste fim, e para que a eleicao do arcebis-
po primaz ou dos sagrados bispos seos suflraaaneos,
*e posea fazer da maneira conveniente, ordemnamos
que nossa eongregajao da Propaganda tomasse as
medidas necessarias,e as communicatsem a esse arce-
bispo e a seus bispos saflraganeos.
t Todas estas cousasd^monslramsumcienlementc,
venerareis irmaos e filhos bem amados, qual he nossa
solicitado pelo vosso bem espiritual, e com que ar-
dor da caridade paterna amamos no Senhor vossa
naci armenia. Agora vos dirigimos a presente
encyclica dirigindo-nos a todos vos com affei-
to, exbertaado-vos, dverlino-vos, auppticando-
vos, alim de que, como os eseolhidos de Dos, vos
revista de bondade, de humildadc, modestia, de
paciencia, e que unidos uus aos oulros pelo tajo es-
trello da concordia e da caridade, deis inteirameiite
fim s inimizades, as eontestaedes, as qaestes, aos
odios, sdissensOes, para gaardar em todas as cousas
a paz e santidade, e marchar com um s corasao e
urna so alma nos eaminbos da perfeicao, conservan-
du com a maior solicilude esta anidado da, espirito
. que tanto nos louvou e nos recommendou com tanta
instancia Nosso Senhor Jess Christo. Confiamos que
vossa piedade filial para comnosco e por esta santa
S, lar que vos mostris doceis s nossas admoesta-
ea, s nossas exhortatoes, aos nossos desejos e as
nossas supplicas, tanto mais quanto instruidos por
um triste experiencia, reconheceis agora que cala-
midades tem causado a divisgo dos espiritos vossa
^ Ilustre Bacjlo, que lefia sido sempre feliz e prospe-
ra, se, fieando todos vos anidse amando-vos reci-
procamente, honvesseis ledos vos marchado no amor
de Dos.
a Recordai, pois, em voaso espirito os malos que
vos tem ferido em consecuencia de vossas discordias;
medilai seriamente nesla parbola : a- Toda a cidade
ou casa dividida contra si mesmo, cahir em rui-
nas a tenue sempre presente esta 'advertencia do-
apostlo : b Se vos despedanles e vos devorardes
uns aos oulros, tende por certo que vos destruiris
ns petos outros. De hojeem diante nada vusseja
nuis precioso, nada vos merece mais alinelo, que
conservar entre vos com um cuidado e um zelo'tado
particular a nno christSa das almas, a conservarse
da paz e fio todas as coosas que a fazem segora.
Lembrai-vos com que paternal solicilude nos pre-
deeessor Po VIII vo-lo recommendava na bulla a'*)
posloliea, pela qual elle inslilulo vossa sede archier
piscnpal e primaz, e lerminava neslas palavras de
m de nossos predecessores, Sao Leao-o-Grande :
He a harmona de todas as partes do corpo, que
faz dellas um s todo, cheio de saude e de belleza,'e
esta harmona nao pode existir senSo pelo accordo
d lodos aqaelles qne a compoe, e mui principalmen-
te pela aullo dos padres. Conselhos nalulares quo
vos foram dados oalra vez por nos precedessor Gre-
gorio XVI, cujo zeta nada despresou para excitar
em vos o desejo de conservar ama mutua concordia
e a unio das almas.
Agora vos dirigimos em particular, vencraveis
irmaos, bispos dessa provincia de ConsU'ntinqpla, e
vos pedimos ardentemenle ao Senhor, quote-
jaes unidos em Indo, que redobreis de zelo, que por
meio de vossas obras e de vossas palavras e de vos-
sos cumplo,- nao deiveis jamis de exhortaros fiis
entregues aos vossos cuidados, que acendais em scus
corafoes o amor da concordia, da caridade-, repri-
mlndo'e deslruindo ludo que possa ser um motivo de
desuniao. Procurando na uniao das almas, das von-
ldesedasopinies, cumprir escrupulosamente lo-
dosos deveres Uo graves de vosso ministerio episco-
pal, r apaseentai o rebanho de Dos, que vos he
cooflado, cuidando de suas necauidades. nao pelo
cora{io, mas espontneamente conforme Dos... uSo
como.dominando sobre o clero, mas sendo por vossa
recudi, e-modelo do rebanho. E, pois, nao pou-
peis nenhum cuidado, nenhum conselho, nenhuma
fadiga panqu em vossas dioceses'se conserve intei-
ro e nao corrompido o deposito de nossa f divina,
para que o elero ahi seja saniamente educado segun-
do a"melhor disciplina, formado com sollicituoc todas as virtudes' e no espirilo ecclesiasticq, e ins-
truido sobre ludo as sciencias sacras, de modo que
estejam longedo perigode erro, afim de que os fiis
nutridos cada dia mais da doutrina da religiao ca-
Ihoh'ca e de sea sanies preceUos, sejam fortificados
pelo dom das graeas, evitem o mal, pratiquem o bem,
ereseam na sciencia de Dos, caminhem sempre com
mais ardor nos caminhos do Senhor, sigam a eslrada,
queconduz a vida, e para qoe a pureza dos eoslo-
mes, a ioleireza da vida, a virlude, a religiao e a
piedade augmenten cada dia, floreseam o reinem
em todas as almas.
A exemplo do principe dos pastores, que era
brando, humilde de corarlo, e nos deixou seus exem-
plo,'. para que o imilasscmos, proenrai sobretodo,
vencraveis irmaos, obrar com am espirilo de dotara,
e de mansidao para com os infelizes desvairados, afim
de osrecondoiir para orelo caminho da juslica e
daverdade. Segundo o preeeitodo apostlo, corrigi,
supplicai, censura! com itondade, paciencia e doutri-
na, i porque para corrigir, a benevolencia tem
mulas vezes mais efllcacia que a severidade, aex-
horlacao mais que a ameaca.-a caridade mais que a
aatoridade. Se algumas vezes fordes obrigado a em-
prear a severidade, depoisque os remedios mais
brandes nao tiverem nenhum resultado, e a gravida-
dedomal exigir oulros mais poderosos, puni os de-
Imquentes, conforme ordenam os sagrados caones,
unindo i severidade a misecordia, i mansidao o zelo,
adosnraorigor, como convm soberanamenlc aos
pastores da igreja,.os quacs devem moslrar-se aquel-
es qae lhe estao sujeilos como pais pela firmeza e
mais pela ternura.
Nossas palavras se drigem lambem a vos, filhos
bem araados.de todas as ordens do clero secular e
regalar, qoe dedicados ao *agr*do ministerio, tendes
escoltado o Senhor para vossa partilha. Doceis e obe-
dientes como deveis aos vossos bispos, nao esqucen-
do jomis a digoidadede vossa vocatao, e pela gravi-
dade de vossos costamos e pela santidade de vosssa
vida, esforcai-vos em inspirarlo povoum grande
respeilo pela vossa ordem, e em procurar cada vez
ma o augmento da edificacao ceclesiaslica. Evitan-
do com o maior coidado as cbusas, que sao prohibi-
das sos clrigos, e que do nenhum modo Ihes ron-
vm, sede vigilantes cm nao fazerdes coasa que pos-
sa ser para os putres urna pedra de escndalo, e ap-
plic.ii-vos em ser modelos para lodos em vossas pa-
lavras, em vossas conversacoes por meio de urna ver-
dadeira caridade, pela f e pela caslid.nle.
Quando a necessidade ou os deveres do santo mi-
nisterio vos condnzirem casa dos seculares, todas
as vossas aeces moslrema dignidadee a grandeza do
carcter ecclesiaslico. Ornados de todas as virtudes,'
exhallai por toda a parto o grato perfume de Jess
Christo. E v, religiosos, tende sempre dianle dos
olhos o decreto de 20 de agosto do anno passado,
procuraipbserva-lo com cuidado integralmente. .
Ecclesiaslicos de um e outro clero, nao deixeis
jamis de orar assiduamenle ao Senhor, para que elle
derramo sobre vos esobre o povo christao a abun-
dancia dos dousdesua srara celeste. Nao deixeis
leo pouco de applcar-vos ardentemenle ao esludo,
sobre ludo ao esludo das divinas escripluras e das
sciencias sagradas, para que possacs responder aos
que oavem de vossa bocea o conhecimento da lei, e
instruirnos preceitos divinos aquellos qne eslao na
ignorancia ou no erro. Preoccapados, nao de vossos
proprios interesses, mas dos interesses de Jesus-
Chrislo, procurai, bem.amados filhos, cumprir piado-
sa e santamente todos os deveres de vosso sagrado
ministerio, e cmpregii lodos os vossos cuidados, de-
baixo da dirccrlo de vosso proprio hispo, em procu-
rar a salvarlo eterna dos fiei, cm promover cada
vez mais nossa sanlissima reliaiao e sua doutrina,
cm extirpar os germeus da discordia e inspirar a lo-
dos o amor da concordia christaa e da paz. .
Toda a sabedoria vem de Deo; aquellos pois
que possuem a sciencia nao so deixem desvanecer-se
peto orgalho, mas rendetido humildes actes de gra-
tas ao Dos clemenlissimo, autor de lodo o bem, fa-
<;am servir sua doutrina na sua propria etlifiraoao c
na do prximo, considerando seriamente, que Dos
resisto aos soberb'os e d a rara aos hmildes, e
aquellos que receberem maiores dons, serao lambem
julgados .com' mais. severidade. Nusso predecessor,
S. (IregoTio-o-tirande faz obzervar com muita sabe-
duria que o qunlo maiores silo os dons, maior he
obrigarSo de dar conla delle ;,que o homem deve-
se mostrar tanto mais humilde c solicito em servir a
Dos no exercicio das func(es, que lhe sao confia-
das, quanto mais grave o maior for a obrigarao de
dar contas a Dos, a Nenhum de vos d lugar para se
crer, que inveje os ou4ros ecclesiaslicos, especial-
mente aos de sua ordnt, os dons que podera produ-
zir o bem espiritual do prximo e da nacao calholi-
ca armenia.
Agora nos voltaromos para lodos vos, bem ama-
dos filhos em Jess Christo, que habitaes a provincia
ecclesiaslica de Conslanlioopla, qualquer que seja
vossa ordem, vossa idade, vosso sexo, vossa'condicao.
fis vos amamos no Senhor com um amor todo pa-
ternal, c he por isto que vos advertimos c vos ped?
mo, que deis fim a todas as irrilases, a todas as
dissences; a paz o a concordia reine entrevs, aju-
dando-vos uns aos outros com toda a caridade.
o Procurai encarecidamente ser cada dia mais fir-
mes na profisso da religiao calholica, unidos forte
e constantemente de todo tfeoracao a nos ei ca dei-
ra de bemaventurado principe dos apostlos,praca-
ndo aciduamenle a caridade para com Deus e para
com o prximo, cumprindo religiosamente todos os
raandamentos de Dos e da igreja, e fazendo todas as
consas s para gloria de Nossb Senhor Jess Christo.
Sede subemissos e obdentcs aos vossos bispos, que o
Espirito Santo collocou no governu da igreja de
Dcos; o cuidado de vossa salvacao llies foi confiada
e elles deverao am dia dar urna conla muito severa
ao principe eterno dos pastores. He por isto qae
elles devem consagrar suasvigilias,seuscuidados,seus
trabalhosem guiar-vos no caminho da salvacao.e pela
verdadeira doutrina fortificaros fraros,reanimar os in-
constantes, reconduzir os desvairados, e distribuir a
.patarra de vida, o alimento da eternidade. Ouvi
pois com dolara sua voz e su aatoridade ; nenhum
de vos resista ao sea proprio bispo, nenhum em-
prehenda seja como tor, dar-lhe a lei, sobretodo as
consas, que pertecem ao ministerio episcopal e i saa
aatoridade. _*
E vs que, nesla nacao armenia calholica, oceu-
paes entre osc-utros, urna posisao dislincta pela vos-
sa condicao, encargos, aulnridade, ouvi lambem uos-
sas palavras. Ao esplendor da posirlo e da* digni-
dades ajuntai o brilh da Virtude ; nada pode ser
mais ulil o mais feliz para a vossa Ilustre narao.
porque he por vs, que o povo christao se modela; el-
le segu vossos exemplos. Pedimos-vos com instan-
cia que sejais cada dia mais ardentes no amor da reli-
giao, que empregueis vosso zelo na conservado da
concordia, c que nao s,nao facaes cousa alguma con-
tra a igreja e contra vossos pastores, assim como cos-
lumam fazer aquellos que se separam da uoidade
calholica, senao lambem que os coadjoveis com os
vossos conselhos, vossas solicitudes, afim de que- a
igreja calholica augmente, prospere entre vos, e se-
jaes animados dos senlimentos de respeilo, de dedi-
carlo, e de docilidade que devem auloridade de
Pedro e de scus successores os punlifices romanos,
divinamente euca) regados de apascenr, isto he, de
regere governar a igreja universal, ou a.autoridadc
sagrada e veneravel dos bispos sobre seu proprio re-
banho, sabendq que nenhuma dellas podo de modo
algum estar debaixo da dependencia e sojeico de
nenhum poder civil, qualquer que ella seja.
Considerai que gloria podis adqoerir, qae pre-
mio pode assegurar-vos junto de Dos, que recom-
pensa lado bem, se cunformando-vos com as nos-
sas advertlncias, desejo e exortaces, vos empre-
gardes com lodo o vossos poder, em procurar a uli-
lidade e a prosperidad? de vossa sanlissima religiao.
Antes de terminar esta bulla, julgamos con-
veniente, vencraveis irmlos e filhos bem amados,
para dissipar toda duvida e toda amhguidade, lo-
car cm um poni, sobre o qual a extrema diversjda-
de dos senlimentos lem laucado confuslo, c que
nlo he ama das menores causas de vossas dissences.
Merecen) certamenle muilos louvores aquelles que
desejam a volla da parle da Armenia aind sepul-
tada no schisma, para a unidade calholica. Esle
desejo ha conforme aos votos ardentes da Saula
mli Igreja, que nao deixa um s momento de ro-
gar a Dcos, para que elle traga para o seu seto lo-
dos os filhos dessidentes; elle' he conforme com os
esforos incessanles e com o zelo desla Sania S,
que tanto lem Irabalhado e Irabalha ainda com lau-
to ardor e perseveraba neste fim. E nos mesmo,
como sabis, desde o cometo* de nosso pontificado,
aproveilando a orcasiae que nos oflerecia a viagrro
de nosso nuncio, enviado ao Ilustre imperador dos
torco, dirigimos um bulla aos Orientan, para
persuadidos com amor a vollarem para a" profisslo
da unidade calholica. E oxal qoe a vossa nacao
toda, cedendo ao impulso da grasa celeste, c ab-
jurando seus erros, vollc cm um espirilo de uniao
e do docilidade para o nico aprisco de Christo, fo-
ra do qual se acha todo aquelle que nao est unido
a esla Santa S de Pedro, donde decorrem para to-
dos os direitos da communhao' vcueravel, qual
he de vida toda obediencia toda a honra, e-a quem,
cm virlude da prerogaliva, qhe d o soberano che-'
fe, he necessario que estoja unida toda a Igreja,
sto he, lodos os fiis derramados sobre a Ierra. Fu-
ra para nos urna consol a cao ineUavel, para a Igreja
universal um plazcr immenso a volla da vossa na-
Sto toda unidade calholica. E isto deve fazer-vos
romprehonder, veneraveis irmaos e filhos bem ama-
dos, que nao s reprovamos a conduela daquclles
qae empregam maneiras speras e acerbas para com
os schismaticos de vossa nacao, e nao lem para elles
as attencoes convenientes, senao anda que deve-
nios reprovar altamente c sem' reserva outras pes-
soas'que, em vez de amor e de benevolencia, s
Justamente ; quB ma, > f
~ "e ">* ? que o leuho visto de uniforme.
Elle deve ser feio.
"brfodas as pessoas que vestem o uniforme nid*j
E eres so ? %
iT.^r? oqneCTeio- mcu migo ; mas certamen-
duque I m gover" 9"e 1uer desfazer-sc do
Salvo se o uniforme joga por partidas dobradas.
Isao he possivel.
Mas emfim que nos importa isso ? lornou Si-
pTderT' g<*** K* "e ^r toWlTi. te
Oh!
A' toa saade Jacqnelard.
A' (na saade.
Jacqoelard era am homem de estatura gigantes-
ca, seeco, magro, e de rosto anguloso. Podin ter
cincoenU annos. Haviam uns viole annos aue elle
cxercia u ofhcio. H
Simonneau, pelo contrario, era'baixo, srosso re-
dondo e bem nutrido, tinha olhos pequeos ln- do
rosto, e trinta annos apenas.
Hara dez annos que esees do.is homens viviam
junios. Se Jacquelard tinha menos experiencia
que seu companheiro, linha certamenle menos in-
telligeneia, e actividwfe. Simonnean nao hara le-
vado muilo lempo em aprender o officio, fallava de
ordinario maijo pouco, e Irabalhava com extrema
aostram anlpalhia e severidade, mesmo aquelles
que lem dcixado o schisma para cntrar.no seio da
unidade calholica.
Ko podemos J,lo pouco tolerar que uns debai-
xo* do pretexto de promover esta unidade, nao quei-
ram fazer dislinccao alguma entra os erros dos schis-
maticos ; que nao lendo cm nm-ideracao o cuida-
do, que a Sania S lem tomado cm lodos os lempos
para manler os ritos antigos e santos da Igreja
oriental, pretendem impor a reforma minuciosa de
ludo que actualmente se pratira entre os cchsma-
ticos, a fazer abolir cortos usos legtimamente in-
(rodn/.idos em nossa natao calholica, para manifes-
tar de um modo mais pessoal a energa, com que
ella repelle a heresia c o schisma e se conserva in-
ahalareis na unidade calholica.
-Estes mesmos homens' desejariam ainda abolir
corlas pralicas e certas regras ecclesiaslicos, que tf-
verem de ser reunidas i doutrina dos antigos ca-
ones, lendo a experiencia demonstrado a sua ne-
cessidade. E elles esquecem que a Igreja calholica
difieren) inleiramenlo do schisma e da heresia, que
sao cousas moras. A igreja he viva, seu vigor nlo
se perde; cheia dos thesouros das riqueza celestes,
senhora da verdade, fanal de salvarlo, ella he mai
c pupilla das obras santas e das insliluieoes admi-
raveis, que mantem e propagan) a religiao, a pie-
dade, a benevolencia, todas as virtudes, e pela
quaes ella prove de um modo maravilhoso o bem
commum, a boa ordem, a prosperidade e a con-
cordia universal. Nao podis ignorar, que he con-
tra as suggestoes de homens oceupados em derramar
laes opiuioes, que nosso predecessor Gregorio XVI
dirigi o breve apostlico, de 3 de fevreiro de 18:12,
Inler graciirimas; mas o que he qstranho c feilo
para excitar o espanto, he que esles mesmos ho-
mens, que lio pertinazmente querem observar os
ritos, nao lem nenhum escrpulo em aparlarem-se
cm outros arligos dos caones desla mcsina igreja
urienlal. jat
Depois de ludo, qoanto nosso infatigavel atnor
pela vossa calholica nacao armenia nos obrigou, ve-
neraveis irmaos e filhos bem amados, a fazer-vos
conheeer e a declarar-vos' por esla bulla, afim de
dissipar*(oda a especie de dovifla e de incertezas
esperamos que, prolegcndo Dos o vivo ardor d
nossos desejos, veremos renasccr e reinar nutra vez
enlre vs essa concordia e essa paz, que podem, el-
las ss, trazer a prosperidade para a vossa nacao.
E para que possaes encontrar essa Iranquillidade
lao desejavcl e 13o saludar, aporraos por esla bul-
la am silencio perpetuo e absoluto sobre as quesles
e controversias -pascadas, prohibindo severamente
loda reclamarlo, toda discussao que possa pertur-
bar a paz enlre os fiis da Armenia, e por conse-
gninte loda a qualificajao de heresia e de schisma,
de que se pedera servir-se para com aqaelles, que
esto com a nossa S apostlica e gozam de na be-
nevolencia. Se alguem chegar a transgredir nos-
ss ordens nesle ponto (o que jamis acontecer,
como esperamos ), se levantar novas suspeitas, pro-
ceder-se-ha inmediatamente a nm inquerito regu-
lar, e os fados serao expostos i vossa S apostlica,
enviando-se os documentos convenientes conforme
os caones. E como depois de todos estes**avisos
c declarflBk os perturbadores se tornaran) de bo-
je em dame) muilo criminosos, seja qual for a con-
dsao a que perleurao, elles nlo poderlo lisongear-
se .le escapar de nenhum modo e debaixo de qual-
quer pretexto justa severidade com que se proce-
der conlra elles. Mas as numerosas provas de pie-
dade filial, de respeilo e de amor, que temos re-
cebid# muitas vezes. da parle de diversas classes de
vossa' nacao armenia calholica, para comvosco ou
hbilidade. Ha dez annos que exercia esse infa-
me oflicio, s linha sido apaninlo urna vez pela jus-
lica, c nao linha passado mais de um anno as maos
della.
A desgrasa os havia nnido. Um dia elles linliam-
se encontrado por acaso na barra no jury ; Simon-
neau era acensada de ter furlado, Jacauclard de tor
assassi nado.
Ambos foram condemnadns a trabalhos toreados,
e haviam de tornar a ciiconlrar-se na clcela.
A clcela lio certamenle urna das chagas de nos-
sa sociodade civilisadaH! Estamos longo de querer
absolver o crime seja qual for a circunstancia em
re elle so aprsente, seja qanl for a forma debaixo
qual se prodaza mas a calceta he urna escola
fatal, onde os criminosos recebem loda a hora do"
dia e lia um curso completo de immoralidade, e he raro
que um homem nao saiha de la peiordo que enlrou
. Simonneau e Jacquelard fugiram da calceta doas
das depois, e chegaram a Pars, onde por um cy-
nismo audaz hav iam ajustado reunir-se. Depois ha-
viam escapado a lodas as pesquizas da polica, o es-
peraram escapar ainda muito lempo, grasas s'per-
turnaroes causadas iucessaulemenle na capital' pelas
preeccirpaeSes polticas,
Entretanto o pontero do relogio linha caminha-
uo, e j era lempo de ir para o posto que Ibes fora
marcado na ra Culture,Sante Catherine. Nove
horas e meia acabayam de dar. Jacqoelard e S-
ransa de quehavemos dereceber dessa nasao
dantos motivos de consolasao e de jubilo.
cer \ clemencia do Pai das mizericordias hunlildes
e fervorosas supplicas, para que, venerareis irmaos
c bem amados filhos,-elle se,digne cncher-vos de
prosperidade, para que esla paz que' excede lodo
sentimenlo, proleja vossas inlelligencas e vossos co-
races, e para que a grasa de Dos e'a communi-
cagao do Espirito Sanio soja com vos todos. .
Como penhor dos bens quo vos desejamos, e da
a ardente caridade para comvosco, damos a lo-
vs, veneraveis rnij e tilhos bem amados,
nossa bcncilo apostlica em toda a eflusao de nosso
eovacGo,
a Dado em Roma a 2 de fevreiro de 1854, oila-
vo anno de nosso pontificado. Pi P. P. IX. o
(Journal des Dbale;)
A sociedad* e o fovarao do Hlndoustaa no*
% secutos XVI XIX.
(Continuado do numero 113.,
n.
Desde-aquelle lempo, a feslaurasao da casa de
Teinnour pode ser considerada como consnmmada.
Bebram-KaiP, qoe o seu talento militar, a sua
alta inlclligencia eal a severidade desptica do seu
carcter linham tornado o instrumento providencial
des!* restauracao, conservnu durante tres ou quiltro
annos a influencia Ilimitada que havia adquerido
sofire o espirito do seu pupillo, mas acabou por abu-
sar disto, e as suas prctensoes exorbitantes aliena-
ram-lhe o affeclo do imperador, assim como subleva-
ran) a indiguasao geni, Akbar lomou repenlina-
mente a resolusao de se emancipar de lima tulella
imperiosa, se apresentando inopinadamente em
ehly, fez publicar um edicto que ordenara a todos
os ofticiaes do guverno qne ohedccesscm somente s
ordens cmanadastda sua auloridade (1.560). Dhram-
Kaiii depois de baver cm balde tentado ganhar no-
vamente a conlianca de seu amo, arvorou o estan-
darte da rerolla, foi balido pelojoren imperador,
conduzido ante elle, implorou e obleve o perdao do
seu delirio, eom a aulorisarao de emprehender,
cusa do seu Indulgente soberano, a romaria da Mec-
ca, e no momento de se embarcar, perecen pelo pu"
nljaljlc um assassino. A firmeza, o discerumcnlo
precce, a forsa devorflade eo talento mililar desen-
volvido por Akbar neslas circunstancias difficeis o
(ornaran) digno do lugar supremo: a sua generosi-
dade para com um rebelde, cujos antigos servisos
elle nunca quiz esquecer, grangeou-lhe os coracoes.
O novo reinado se levaiilou sobre o Hindoustan com
todo o explendor de nm dia radiante.
Akbar o|o tinha dezoito annos quando empre-
hendeu goAernar s c fazer face s diflicoldades de
todo o genero, que encontrara o eslabelecimcnto do
impertomoghnl. He Ornadas anomalas mais sin-
gulares da historia.esta designaslo applicada ao Hin-
doustan eaos paizes visiiihos conquistados pelos Ba-
brides. A invasq da India pelos MobIioIs, sob
Tchingulz-Kan, deixara vestigios IOT profundos na
memoria dos povos, que, desde esla epora, o epi-
Iheto de Moghol foi applicado pelos Indios a Iodos
os mussulmanosdo norte, excepto os Afghaos, Habar,
av de Akbar, era de origem turca, mas descenda
de Tchinguiz-Kah pelas mulheres. Posto que de-
Icstasse e desprezasse os Moghols, o imperio con-
quistado por elle, perdido c reconquistado por seu
filho, definitivamente cstahelecido e augmentado
insubordinacao c intentos ambiciosos que se mani-
feslavam com Unte insolencia, perqu linham rca-
lisado com grande felicidade amissao que Ihe con-
fiava o seu "joven soberano. SuOocou estes paalen-
Soes nasceutes ora pela sua nica presenta e pela
auloridade do seu comportamenlo, ora pela torta
das suas armas, e quando tentativas de rebelliao lo-
marain um carcter mais serio, um desenvoivimenlo
mais ameasador, moslrou-se lio promplo e t3o hbil
em comhale-los. Uto inlrepido e uto impetuoso na
actao, lao clemente depois da victoria, que qualquer
oppotjicao desla naluaeza cssou.dc se produzir ao
cabo de alguns annos. Na idade de vinle e cinco
annos, era senhor nos seus estados, c Iratou de es-
tender o seu dominio no exterior.
De 1561 1368, Akar havia reconqoisiado Mal-
wa, expellido os Afghans d'Aoudh, roduzido urna
parle de Marwar, castigado oh reduzido obedien-
cia os generan refractarios. A sua alinelo se ap-
plicou logo sobre Radjpoulana, cuja importancia
poltica e os recursos militares eram apreciados pela
sua alta inlelligencia. Bahara Mal, radja d'Ambcr
flioje Djeypourj, era j devotedo aos seos interesses
e lhe havia dado a sua filha cm casamento. Este
radja e o seu filho Bhagwan-Dass figuravam entre
os principaes generaes do exercito imperial. Akbar
lesolveu cullocar igualmente na sua dependencia o
poderoso principe de Mewar. A proteccao conce-
dida por esle chefe' ao antigo governador de Malwar
Ba/.-Bahadnur, e aoulra revolla miuistrou um pre-
texto plausivef ao ataque projectado. Os successos
verdadeiramente heroicos desla guerra, narrada cir-
cumstancadamente no Akbar^Xamch, de Abou'l-
Fazl, em Ferishta e nos Anua* de Rajase han, de
Tod, pozeram em relevo os (ratos dislinclos do nobre
carcter radjsKpuul. Homens, mulheres, adoles-
centes, combjtecam com o mesmo ardor em favor
da causa nacional, e quando se tornou evidente qoe
mantga capiuj de Mcwar eslava para cahir ero po-
der do Akbar, c fatal-sacrficio de djouhar foi reaol-
vido no'momento previsto do assallo. Os goerrei-
ros vesliram a tnica amarell, symholo da sua re-
solucao suprema de morrer pela patria ; as portas da
cidade se abriram diaolc dos inlrepidos defensores,
e quasi lodos b fizeram assassinar as lucirs mo-
ghols, depois dos prodigios de valor, ao passo que as
suas mulheres e os seos filhos, entregues s chara-
mas, escapavam desla arto aos insultos e i infamia
do estrangeiro. I.embramo-nos que vimos, ha cou*
za de dez annos, entre um' povo na exlremidade da
Asia, renovar-se estassetnas de deslruic.lo voluntaria
sob o imperio das mesillas preoecupaces fataes.
Quando os Ingleze, na ultima campanha da China,
se apossaram do Tchinkyang-fou, pracn forie que
defenda as avenidas de Nanking, grande parte da
guarnicao tartera, depois de >iv, mas iuutl resis-
tencia, recorreu ao suicidio para nao cahir as m3os
dos Europeos. O general em chefe trtaro se dei-
xou queimar vivo no seu propria palacio. Mojlie-
res,'meninosRvelhos, corlaiifj|fcrgaBla a s pro-
prios, se al&garam nos aqoedo|K, oo pereceram
pelas chamaras, coadjuvando-se feiprocamente nes-
la obra\ desespero. Tchinkynng foi saoueada
pelas tropas inglczas, e o espectculo que apresen-
lavam as ras desla cidade durante as primeiras ho-
ras da oceupasao eslrangeira, desafiara qualquer
descripsao.Taes linham sido a tomada e o saque
de Tchitore.
i saqu
Irritado pojurna resistencia obstinada, impellido
por seu ardor bellicoso e pela exaltasp feroz das
suas tropas; Akbar leve a cobarda de ordenar ou de
permillir p saque desla infeliz capitel(marco de
para com .esta Santa S apostlica, nos dao a espe- .1568'" He uma mancll la >da illuslrada por
abun- *an,9 Proezl"> e nao he a nica; mas Akbar, educa-
por seu neto, se rhamou, em despeito de Habar e
dos seus descendentes, o imperio moghol.
Akbar tinha a fazer reconbecer e respeitar a sua
aatoridade pelos ch'efcs n)iiilares, companheiros de
armas de seu pai e do seu lulor, recobrar a maior
parle dos dominios da corea, estabelccer nos seus
estados ama administraran regular, cojos elementos
tioham dcsapparecido no meio do tantas revolus&es.
A energa e acliridade de Akbar augmentaran! com
as exigencia desla silnatao. Os generaes que elle
cmpreEou primeramente, mostraram um espirito de
do nos precouccitos da religiao mussolmaba
costumes dos conquistadores seus antepassados, pu-
nha enlao a gloria mililar c a carneficina dos infiis
cima dos Iriumphos pacficos da inlelligencia. Ain-
da nao havia aprendido que he da honra cito interesse
de um soberano respeitar o infortunio de um povo
vencido, e poopar o sentimento da sua nacionaiida-
de. Comprehendeu isto um poaco mais tarde, e se
esTorcou por cicatrizar as profundas feridas infli-
gidas por su ambicao na flor das racas hiu-
duas.
Akbar quiz eternisar a memoria da tomada de
Tchitore e da heroica resistencia dos seus habitan-
tes. Mandn erigir duas estatuas a memoria dos
joven principes, par nobile fratruum, que perece-
ram frente dos vatontes Radjponts'nesta occasiao.
Pode-se jalgar da impressao que a yisla destes mo-
numentos deria produzir do lempo de Akbar pela
passagem seguinle de uma caria de Bernier, escrip-
ia sobre os lugares um secuto depois do cerco e d
tomada de Tchitore : a Nada encontr nolavel na
entrada ( da fortaleza de Agr ), senao dous grandes
elephantes de pedra que estao dos dous lados de
uma das portas. Sobre uma esl a estatua de Je-
mel ( Djeimall), este famoso radja de Chitar ; sobre
a oulra, a de Polla, seu irmao. Sao dons bravos
que, com a sua mai ainda mais valenle do qne elles,
deram lanos incommodos a Akbar, e que, uos cer-
cos das cidade qoe sustentaran! conlra elle, deram
provas to extraordinarias da sua generosidade, que
a final preferiram morrer nas avenidas com a mai
a se lubmelter; e foi por causa desla generosidade
extraordinaria que os seos proprios inimigos os re-
putaran) digno, de atiese Ihes erigissem estas esta-
tuas. E>les dous graWes elephanles com esles dous
bravos que esl jo em cima,imprimem aMirimeira vis-
ta, ao enlrar-sc nela fortaleza, niio sei que grande
e nao sci que respeitoso terror.-
Entretanto a tomada de Tchitore e a das fortale-
zas de Komalnr de Goganda, nove annos depois,
n3o foram sufllcicnles para reduzir o Mewar obe-
diencia. Os esfortos heroicos, o tlenlo e a perse-
verancado rana I'artab ( filho c successor de Oude-
Sing, expellido de Tchitore por Akbar) sustentaran)
durante lomys annos a independencia desle estado,
c s foi debaixo do reinado de Djahan-Guir, depois
de uma lula honrosa e com condices qae garant-
an) ao principe de Mewar prerogativas excepcionaes
ntreos tributarios do imperio, que o herdeiro do
nbre Parlab e do seu digno filho Oumra-Sing foi
autorisado por este ultimo a se reennhecer, vassall
do imperador. O proprio Oumra-Sing abdcou pa-
rjnao humilhar na sua pessoa a altiva independen-
cia da sua raca. Fo^lurante a sua Iota prolonga-
da com o vencedor de Tcchitorc que Parlah fundou
a nova capital de Henar, Oudeypour, oceupada
ainda boje pelos seusidesceodenles. A casa real do
Mewlr foi a nica de lodasis familias suzeranas de
Radjpoulana que nunca consenlio em se aliar por
casamento com os descendentes de Tcmour ; recu-
sou-se a qualquer allianca dcsta natureza com-os
oulros radjas, consideramlo-os como manchados pela
mistura do seu sajue com o de uma rata eslran-
geira. Akbar, longe de se dexar influenciar por
scmelhantes precouceitos, pelo contraro aiiimou,
no interesse da sua poltica, esta fusao intima das
familias rcaes, destinadas cm appareucia a viver e-
lernamente separadas pela differenta das religies.
Tere duas imperatrizes radjpoulnia, uma da casa
de Djeypour, a oulra da casa de .y.irw.Tr. c o seu
filho mais velbo Sclim ( depois Djahan-Guir) casou-
se igualmentc.com duas princezas das familias rei-
nantes de Djeypour e Djodpoor.. O historiador de
Akbare o seu ministro favorito, Aboul-Fazl. allu-
dindo a estas alliantas polticas, se exprime da ma-
neira seguinle : ,A polygama tem em geral gran-
des inconvenientes ; mas sua mageslade, na sua pru-
dencia c perseveranra infinita, encohtrou o meto de
faze-la servir aobcm do estado, porque, contrahindo
casamentes com as filhasdos principes do Hindous-
mouneau beberam um-ultimo copo de agurdenle,
chamaram o eslalajadeiro, pagaram-lhe rada um
sua parto em bella e l>oa moda, o sahiram.
A chuva cahia fina e miuda, e o vento conlinua-
ra a soprar torio e fri. Jacquelard melteu as maos
uas algiueiras, e den um murro cm seu chapeo cin-
zento, o qual^ enlcrrou-sc-Ilie al aos olhos.
Quepessimo lempo resmungou elle, esl es-
curo como na casa do Dabo.
Oh! responden phlosophicamciite Simonneau,
ha iiiu)to lempo que cu nao linha tomado um
bando.
Esse gracejo fez rir Jacquelard, o qual disse :
djEis ahi como es, islo he para ti o mesmo que
virar um copo de aguardante.
. Acaso tens medo ?
I eolio um principio de emocao.
Ah velhaco!
Jacquelard craueu os li'oir.bros como se essa cen-
sura lhe fosse indiflercule, e disse com bondade.
Isso he muilo,para mim Quando estou ah,
eslou ; pnrom o que nftiis me custa tic chegar l.
Os dous homcus caminhavam diflicilmenle, a cal-
cada eslava lodosa, e cstorrcEadira. e as ras que
atraressaram cram estreilas e sombra.
Emfim chegaram n sua Cullure Sainlc Calherine.
e procuraram a claridade duviilosa dos reverberos
o numero 20 que Ihes linha sido indicado.
Emquanto e orienlavam, pawou por junio delles
um homem qoe liulia trinta a trinta e cinco annos,
tan e de oulros paizes, previne as nsurreices no
interior o forma poderosas allianras. .
A grandeza do carcter de Akbar, a sabedoria do
seu guverno, a sua generosidade e a sua bondade
naturacs, o tacto admiravcl que squhc por no ex-
ercicio do dominio qoe impozera aos seus noros tri-
butarios, os conrerleram, por muilo lempo antes do
fim do seu reinado, em alliados fiis e devotados.
Eocontra-se a'prova disto na famosa carta dirigida
a Aurengzebe por um dos principes radjpouls a res-
peilo de djezia, capitata odiosa abolida peto gran-
de Akbar no cometo do seu reinado, e qae a beti-
co de Aurengzebe quera impor de novo a lodos os
Hindous. Encontro-se a passagem seguinle, que
honra ao mesmo lempo o espirito de independencia
que a dilou e a memoria de Akbar: a O vosso
real nntepassado, Mohammad Djallal-oud-din-Akbar
cajo Ihrono he agora no co, eondnzio os neg?ios
desta imperio, durante mais de cincoenla annos,
com firmeza, seguranca ejuslisa. Velando sobre
a Iranquillidade e a felicidade de todas as classes dos
seus subdito, ou fossem sectario de Jess ou de
Moiss, de David ou de Mohammed, ou fossem da
crenta brahmanica, ou da que uega a eternidade da
materia, ou da que attribue a existencia do mundo
ao accaso, lodos gozaran) no mesmo grao da sua pro-
toccao, e do seu faror, e dahi resullou que estes po-,
vos, no,seu reconhecimento por esla protocolo pater-
nal, lhe decretaran) o (lulo de tutor.da humanida-
de (djaggat gourou. )
Para se fazer uma dea exacta das vanlagens qte
Akbar alirou desla poltica benvola a respeilo nao
s dos Radjpouls, mas dos Hindous em geral, bas-
tar observar que no commando dos seus exercito,
no governo das suas provincias, naadmoistracito
das suas financas, empregou constantemente Hin-
dous concurrentemente com mussulmanos, que se
mostraram dignos da sua confiadtja. Mann-Sing
(d'Ambcr), sobrinho e successor de Bahgwn-Dass;
foi o mais brilhanle e o mais hbil dos lugar-te-
nenles do imperador, do quem era cunhado em vir-
lude da Mansa j mencionada. Akbar devcu-lhe
melado dos scus Iriumphos. Com os seus ficis e in-
vencivois Radjpouls, Man-Slfe levou o terror das
armas imperiaes das montanhas de Kaboul at o
oeste do golfo de Bengala. Por elle, Orissa foi sub-
jugado, Assam reduzido a cathegeria dos estados tri-
butarios, Caboul manlido na obediencia. Foi suc-
cessivamente governador de Bengala e de Bahar,
do Bakkhan e de Kaboul. Radja Tadir-Mall, ao
mesmo lempo chefe militar da mais alta calhegoria
ministro e financeiro, introdazio, sob a dirccco do
imperador, o syslcma de imposto territorial qoe an-
da boje tem o nome desle liomem de estado, e cu-
jas particularidades o Ayin-kbary nos transmillio.
Varios oulros chefes hindous cooperaran) para o cn-
grandecimento do imperio u para o eslabelecimcn-
to das nstituicesque lhe deviam assegurar a dura-
tfo,
Desde a submissao do nindouslan central e da con-
quista de Gondjrai ( em 1552, ) o imperador pode
applicar a al te ocio aos estados do sudoste que ain-
da recusavam reconhecer-lhe a auloridade, e dirigi
as suas tortas para este lado. Uma vez senhor de
Bengala, occupou-e de consolidar o seu poder em
o norte. A conquiste de Kachenyr, a de Sindh.a com-
pleta-submisaio do Afganistn- o detiveram ahi at
1598. Foi nesla poca qoe elle comecoo a por em
execusao o plano que concebera para collocar tor-
ta ou por vontade sob a sua dependencia os esta-
dos de Dakkhan, cuja visiuhansa e comlirao polti-
ca copproiiicttiam a seguranta das suas fronteiras
ao su. Como os soberanos mahometanos destes es-
tados houvessem regcilado s propostasqoe elle Ihes
manora fazer ( desde 1590) para detarmina-los a
reconbecer a sua suzerania, resolveu marchar con-
Iraa elles cm pessoa, e deixando Padjlb no fim
do anno de 1598, depois de quiuze annos de
residencia nas regioes do norte e do nordeste, reu-
ni grande exercito jonlo de Agr e invadi llnkkan
em 1599. Era 1601, tinbaelle acabado de snbmet-
ler os seus perigosos visinhos, na sua volla a r'est-
tehpour, era 1602 tomou por proclamacAo o titulo
de imperador de Dakkan. Foi este o apogea da
sua gloria poltica e militar.
Enlao reioava Akbar sobre uma extensan de paiz
limitada ao norte pelo Hiroalaya e o Hindon-Kosh,
a leste pelo baixo Himalaya e o Brahmapoutr a,ao
oeste pelos montes Soleyman e o mar, ao su I em fim
pelo Godavery e o golpho de Bengala.Os principaes
dimetros desle immenso quadrilatero nao linham
menos de Irezenlos c setenta e cinco teguas de norte
aosul, e de quinhentas leguas de leste aoeste. Au-
rengzebe esleudeu o dominio moghol sobre uma
parte do Dakkan que havia conservado a sua inde-
pendencia dcste o lempo de Akbar, o sobre alguns
outros paizes ao leste do Hindoustan ; irlas a into-
leranria religiosa desle soberano, o seu egosmo, qae
lhe alienara os coratOes, e a falla da etevaco do
seu carcter, que lhe agorentava as ideas polticas,,
nao lhe permitirn), apezar do sea grande talento,
da saa perseveranca, dos scus immensos recorsos e
da duracao do seu reinado, continuar, como havia
feilo seu pai, a oln-ade Akbar, e manter as retaces
formadas por esto grande principe com os chefes
hindous nas coudice* necesarias consolidacao do
imperio. Assim o throi.o imperial eslava menos fir-
me na occasiao da morte de Aurengzebe do" que na
asecntao de Djahan-Guir. Os mussulmanos da India
fingem considerar Alamguir (Aurengzebe)como omai
or dos imperadores moghols, o sabio e chisloso Jac-
quemool he da opiuiao delles ; mas Akbar e o seu
nato ShahDjhaiv foram os nicos imperadores da rata
de Teiroour verdadeiramente populares, e podemos
dizcralToulamenlc que Akbar valia mais que Au-
rengzebe, como homem e como monarcha. O seu
reinado e as suas couquislas lem um carcter de
grandeza que se nao enconlra, antes delle, so nao
ua vida de Alcxandre ou de Trajauo, depois delle
somente nas proezas de Napolcao; e nao he somente
a grandeza da scena, a variedade dramtica dos in-
cidentes, que dpo historia um interesse superior
ao do romance: he a vontade que pridio sobre es-
te vasto Ibeatro, por assim dizer, aos aconleeimentos,
em vez de sedeixar dominar por elles, he a reali-
sarilo de nm grande pensameuto ao cabo de meio
secuto de generosos estorcos ; he a crcacao de um
imperio cm que, apezar da diversdade das ratas e
das religics, lanos milhoes de homens se arranja-
ram pela primeira vez voz de um s para consti-
tuir a unidade poltica e social que o seu genio so-
nhra. Hen'uma patarra a conviccao irresistivel de
nma immensadifculdadc vencida,que nos enche de
admiracao e nos revela toda a superioridade da in-
lelligencia que diriga c fazia rircr de uma vida
commum todos os povos do Hindoustan no cometo
do secuto XVII. V
As difliriiHndusci'oniplcarnes inherentes a qual-
quer lim de reinado (sobre tudo em um imperio lao
recento c lao vasto como o que fundar Akbar) oc-
cuparam e entristecern) os ullimos annos desle
grande principe. Foi, por ou(ro lado, como homem,
cruelmente atacado nas suas mais charas aiVcice*.
Tivera tres filhos : os doas mais motos sulto Mou-
rad esullao Danial, morreram antes da idade de
trinta annos, ambos victimas da inlemperanca. O
filho mais velho, sultao Sclim Shikh, mosteara
cedo mui fclizcs disposie,Oes e ama capacidade sope-
rior dos irmaos ; mas, cedendo como elles a uma
paivio excessva pelo vinho e pelo opio, o eu carc-
ter se resentir de-las iguobeis orgias: (ornra-se
irrtarcl e cruel, e os scus excessos alrahiram mais
de uma vez sobre ello as censuras do pai., Um par-
tido ronsideravel, cuja frente se achara Abou'I-
f a/1, censurara ahcrtamenlc o seu comportameu-
lo econleslava a toilimidade moral dos sen drci-
bigodes prelos, e cinco ps e duas pqllegadas pouco
mais ou menos de altura.
Simonneau o Jacquelard blbaram um para o ou-
Iro na sombra.
Vislc-o 1 disse o primeiro em voz rpida e
baixa.
Que asueira !,..
He elle 1...
Creio qae sm...
Enlao sigam'orlo,
Ambos foram logo apo homem que passra,
e so pararam na casa n. 20.
Era clie disse Simonneau vendo-o dcsappa-
recer.
Parece-me que sim I respondeu Jacqoelard.
Oh tomos alguma sorle, tornou Simonneau.
^A porta he ass larga para dous, cia, ao nosso posto,
e esperemos !
Tcremos talrez de esperar maito !.,.
Pudcrcmos dormir um soiniio !
A calila nao convida.
Al.l quer um rolclnlo de pennas ?
Simonneau e Jacquelard deilaram-sc aira. o/, da
porta da casa n. 20, e sem mais cuidado nem inqui-
tatelo e Meam-se a esperar. ---------"^
Um quarto de hora passou-se assim, durante o
qual a na permanecen deserta e silenciosa, e 09
dous companheiros fizeram os eforeos mais fcuva-
veis para gozarera um instante de repouso.
-ro iimue um quano de hora um homem appM- e proseguio com a mesma vo de zombaria
recen na exlremidade da na, o qual caminhava a
passo lenta,'e pareca examinar como Jacquelard e
Simonneau o uumero de cada casa.
Quando chesou altura do n. 20, parou.
Os dous assassinos o l'iiham perfcilamento obser-
vado mas n.lo se linham movido. Somente Jacque-
lard tacara com o cotovclo cm Simonneau, c mur-
murara com voz nperceptivel :
Estamos (rbidos.
Cala-lo !
Observ am-nos.
Elle rem s, e somos dous.
He justo.
Conheces-o *
Nao!'
Enlao haremos de rir.
. ntrelanlo o rerem-chegado depois de 1er exami-
nado com escrupulosa altencao a casa n. 20 desde o
rnme al i base, approximou-se da porta, e abai-
xou-sc para rr melhor. Terminado esse exame^
sorro e.empurrou Jacquelard com o p, dizeudo-
Ihe com voz feroz:
Eia ea meo cordcrihps, he mo para a
saude dormir ao relente cm um lempo scuiclhan-
le... I.erantem-se, filhos, e conversemos..; Os doas
assassinos lerautaram-se romo um s homem a esse
convite directo ; mas na mao de cada um hrilhara
a lamina de nm punhal.'
Seu interlocutor den uma gargalhada insaltoosa,
(os a successSo de Akbar. Sclim resolveu a perd
do rirtuoso Abou'l-Fazl, que considerara cerno o
seu mais formidavel inhnigo c i cuja influencia fin-
gia attriboir a repugnancia qae o imperador tesle-
munhava desde tongo" lempo religiao mussulma-
na. Esle ullimo motivo, nos diz elle proprio nas
suas memorias, o determnnu a mandar assassinar o
digno ministro, o amigo de corarlo do sea Ilustre
pai. Abou'l-Fazl, encarregado de um commando
importante no Daltah, recebera ordem para aprrsen-
lar-se a toda a pressa na corte, onde o imperador pre-
tenda conferir com elle sobre as difficeis circums-
lancias creadas em grande parte peto comportamen-
lo desleal de Selim. Esl miscravel concebeo en-
lao o plano que devia assegurar a sua vingaoca, c
encantrou um cmplice para executa-lo. Um radja
de Boondal-Kand, o infame Narsing-Do, espern
Abou'l-Fazl na sua passagem, caminho de Agr,
pouco distante de Gonaliar, onde este* grande ho-
mem, atacado inopinadamente por tortas superiores,
perecen com a sua fraca escolta depois de heroica
resistencia. A sua caneca foi enriada a Selim. Ak-
bar, ao saber da morte e Abou'l-Fazl, deu lirre
espancao sua doV : passou dous dias e dnas noiles
a chorar, sem querer tomar nntrisao alguma. En-
viou nma escolla a perseguir Narsing-Do, com or-
dem para prendera sua familia e devastar-lhe o paiz,
medida cuja violencia, lao estranha ao en carcter
e aos seus costme, provava exoberantemenle o sea
desespero e a sua indignarlo. Os historiadores da-
quella poca nao nos dizem qual foi o resallado das
ordens dadas por Akbar nesla circumstancia, mas
parece certa que elle ignorou a parle que seu filho
tivera no assassinato do seu fiel Abou'1-Falz. Mais
desejosodo qoe nunca de reanimar na alma desle
ingrato mancebo os senlimentos que couvinham' fe-
licidade dasoa familia, sua dignidade. sua honra
e Iranquillidade do imperio, nada desprezo para
determina-lo a se confiar sem reserva indulgencia
e a ternura paternal. Selima-Soltana-Began, qoe
adoptara Selim- depois da rr.orle de sua mai, foi en-
viada para o p delle cm Allahahad, e esta miiSao
conciliadora foi coroada de um pleno triumpho.
Recebdo em grata por seu pai, declarado herdei-
ro do poder supremo,. Selim achon em breve meios
de Iludir a promessa que fizera o imperador de
marchar conlra o rana de Mewar e reduzi-lo obe-
diencia : pretenden que os recursos postas saa dis-
postSo para esta xpedifao eram insaflicientes, e
pedio a aulorisaco para voltar para sua vice reale-
za do Allahabad, donde se obrigava a emprehender
a campanha projectada i sua propria cusa. Akbar
consentio ; mas instruido, pouco lempo depois, que
o.filho tornara a chir nas suas desorden costoma-
das, conrencido de que s a sua presenta poda re-
conduzir o principe ao sentimento dos seus deveres,
resolve#ir em pessoa Allahabad. Por tanto, em-
barcou-se em Djamna (em 1603), e se reuni sua
cquipagem.que expedir adiante'a algnmas marchas
do Agr. Ahi receben a noticia de que sua mai
Manam-Makany, cahira perigosamente doente, e
que nao havia experanca de restabelecimenlo. Deu-
se pressa em voltar, mas a veneravel imperalriz j
tinha perdido o uo da palavra, quando o imperador
chegou para pedir-Ihe sua bensao. Ella expirou
cinco dias depois, na idade de setenta e sete an-
nos.
Este novo infortunio abaloo a resisnacao de Ak-
bar aos decretos da Providencia. A morte doirin-
cipe Danial, succedida nos fins de 160t ou no co-
meco de 1605, acabou de despedacar eja grande
alma sempre rida de afleicao. A amsadeque elle
votara a Selim apezar das soas faltas'era o anteo
ponto de apoto que lhe restava na saa dor. Selim,
ao saber da morte da av, apressra sua volla Agr
onde foi recebdo por Akbar com os bjk abertos,
cm presentan toda a corle; mas umWtjz no in-
terior do palacio, a recordacao das numerosas of-
fensas de Selim nao encontrn maisem Akbar senao
um pai e um soberano injaslamenlo irritados. O
imperador ordenou-lhe os preceitos mais rigorosos,
prescreyeii-lhe qae se abstivetse nleirameoledc be-
bidas' espirituosas e de opio, e poz o seu perdao de-
pendente desta condioao. Selim obedeccu cm todos
os signaes de um arrependitjenlo sincero, e ao cabo
de alguns dias Akbar resliluo-lhe u liberdade, e
tratou-o com mais ternura do que nunca. Entre-
tanto o golpe eslava desfechado, a conslilnico do
imperador nao pode resistir a estes embales reitera-
dos. Foi desfaleccndn depois desla poca, nao en-
contrando apenas em raros intervallos a sua energa
e actividade habiluaes. Em lira, a 13 de agosto de
1605, Akbar foi atacado de nma febre violenta que
o poz de cama. Depois de ter lutado por espaso de
doas mezes com aenfermidade, expirou a 13 de ou-
tubro, na idade de sessenla e (resanuos. As intrigas
que se haviam tecido desde muito lempo, na espe-
ranra de determina-toa designarKliousrohcomo seu
successor em detrimento do pai desle joven principe,
se agitaram anda "em lomo do leilo de morte do im-
perador. Todava se malograran) ante o respeilo
que inspirava al ullimo momento a su vontade.
O missionariof portaguezes, que se'achavam entio
na corle, nos IraiKmittiram uma narrarao inters-
sanie das principaes circumslancias que se .prenden)
a este grande aconlecimenlo, e como esta narrasSo
he conforme, no seu complexo, ao testemunho dos
historiadores indgenas e poaco conhecida, convero
reprodazirlhe aqu a sufjstenci.
a Este grande e poderoso monarcha, diz o padre Du
Jarrie, morreu a 27 de outubro do anno de 1605, tal
como elle vivera, porque como ninguem tinha
sabido qae lei elle linha seguido durante a vida,
lambem n3o se soube na sua morte em que crenoa
morria. Os padres foram advertidos da sua molestia
e foram visila-lo n'um sabbado, com a intentao dje
dizer-lhe o que haviam resolvido ha muilo lempo,
para determina-lo ler um lim christao, masencon-
(ram-no no meigfes scuscapilaes, com o espirito 13o
desembaracado Mo pouco enfermo na apparencia,
que nao julgaramcbnvenienle fallar-lhe do fimdesla
vida edo caminho para vida eterna, de modo que
voltaram persuadidos de que se havia exagerado,
grandemente o perigo que elle poda corree, orno
acontece de ordinario quando nm re cahe doente.
Mas na segunda feira seguinle, espalhou-se o boato
por toda a parle, de que elrei eslava para morrer, e
que o veneno que lhe hariam dadocomYara a obrar.
Os padres, a o saber cm deslas noticias se dirigiram ao
paco ; mas uo encontraran) alguem que se quizesse
encarregar de annunciar a sua chegada nem mesmo
de fallar delles ao imperador, porque os negocios j
se ashavam mais entre as roaos dos lid algos do que
do proprio imperador, o que permiltio, que nao po-
dessem obler accesso ao p do augusto enfermo.
Neste mesmo lempo o principe Selim nao ousava ap-
parecer ante o pai. Uns diziam que era porque o
imperador, suspeilando que Selim o mandara enve-
nenar, se recusava a ve-lo ; oulros pretendan) que
o principe nao quera entrar no forte de Agr, onde
Akbar ento se achara, recelando,que alguns dos
omrahs, seus inimigos, nao se apoderassem da. sua
pessoa para prra-lo da cora e da-la a seu filho, que
o imperador estimara particularmente. O qoe pa-
rece certo, he'que o partido hostil a Selm), nao se
julgou bastante forte para negar-lhe o Ihrono, e que
um dos principaes omrahs foi enriado para promet-
lor-lhe apoiar as suaspretenres, com lano qoe se
elle obrigasse solemnemcnleaconscrrara Ie deMa-
honicl, e nao fazer mal algum, nem desprezar seu
filho nem aquellos que pretenderam eterasfti ao im-
perio. Selim, (endo acedado estas coiidices, foi
ler com o pai agonisante. Akbar j estara sem falla
ihas ainda tere bastante torta e presenta de espirito
para indicar qoe se collocassc sobre a cabeca de seu
fllho, o turnante imperial, mandando tirar a espa-
da, que eslava dependurada i cabeceira da rama,
ordenon por lignaesao fllho, que a cihgisse em pre-
senca dos omra/ts. Terminado cale acto, o principe
proslou-se anta o imperador, qoe lhe fez signal tom
a mao que poda retirar-se, o que Selim ejecutan,
relirando-H para o seu aposento, acompanhado de
grandes accIaraac.os. Entretanto, Akbar flcou all,
agonisanle, cercado dos seui servo mais liis, que
"esforraram para lembar-lbe qne devia' recomen-
dar suai almaaMatiomel, no qae elle consenlio de
maneira alguma: apenas percebeu-se que fazia al-
gumas tezes o que pndlv para pronunciar o nome
de Dos.... Seu filho e successor se acbam presente
quando elle expirou. O corpo foi levad* em oro es-
quife, uos hombro do novo imperador e, de seus fi-
lhos, al tora das portas do forte, para o que se bo-
tan abaixo uro lanco da muralla respectiva, segundo
o costume. >
Desde o torta de Agr al SikSadra, lugar desig-
nado peto proprio Akbar para sua sepultura, o e*-
quife toicarregado pelos filhos de Selim e pelas
grandesdoimpertoalternadamenle. Oilo dias depois,
22 de outubro, ao nascer do sol, Selim tomou so-
lemnemente posse do imperio, sob os litlos de
Abmil ozaffer Nour-oud-dine Molnmmed Dja-
han-Guir ( pai da victoria, luz da religiao, Moham-
med, conquistador do mundo). Bste conquistador
do mundo se deixou governar despticamente por
uma roulher, e solfreu a le de um dos seus generaes.
Eulretanlo o impulso poderoso dado pelo genio de
A]r >niveii a este grande homem, e ainda pode
aflPar a um futuro .glorioso, rainha, ministros e
generaes. As brilhaoles qualidades do fundador do
imperio moghol deviam revirer em parte era Shah
Djahin, fllho e successor de Djhan-Guir. O qoe
importa ao nosso airo aclual, he mostrar como Ak-
bar conheceu e praticou a grande arte de, governar,
como lambem,na ultima hora o.Inglezes, berdeiros
do dominio fundado por Akbar, procuraram pro-
Uar-se do exemplo que elle Ihes deu, e al que
ponto hio triumphdo. Esla comparas^ de dous
poderes de origem lao dlflereute, excrceudo-se sobre
semelhante aggtomeracao de poros, a mais de dous
scalos de intervallo, deve ser frtil cm lisoes.
II.
AS RACAS DO HINDOUSTAN ANTES DO-REI-
NADO DE AKBAR.
Se he verdade qoe, al os nosso dias, qualquer
grande mudanea no mondo poltico se resume mais
ou menos e se encara em um homem, he isto sobre-
ludo verdade qoanto ao Oriente. Ao mesmo lempo
que o pensamento colleclivo da Jinmanidade l se
mostea maisdjspsto do qae he na Europa a re-
cebera infloencia da imaginasao'e o jugo eommodo
los coslames herelaros, inclina-se ante o dogma da
faahdade. Resulta daiii qoe a mor parte dos Ori-
enlaes, ao passo' que admiltem a necessidade da eon-
ceolraco do poder em uma s mao, se inquietan)
pouco com a mao qae o eierce. Neste drama do
despotismo emquese representara algara vezes os
seu destinos, se interessam mais pelo papel do que
pelo ador ; era oulros termos, elles r'espeilam menos
o soberano do qae o Ihrono sobre qae ata assentado.
Quer om prncipe ahi seja chamado pelo seu na^i-
roento, quer seja levado pela rerotacSo ou peta con-
quista, por pouco qoe se mostr dign do commado,
os pc\ps obedecen! sem hesitar. Se prudencia ou
habeh'dade do comportaniento, a Proriuencia per-
miltio que juntem a mararilhosa iniciatira do genio,
ellearrasta comigoem novas estradas" as rajas que'
coqftt sua voz.
Qg^Hro dos povos, sobreludo na Asia, esta sois
ligaio como, fatalmente i sorle de certos chefes emi-
nentes, que lem merecido aoaadministracito oo o
sea reconhecimento. Os olhos se craram com certa
cunosidade mesclada do respeilo sobre estes homens
que lem caminhado frente do seu seclo, e a histo-'
ria Ihes pede conla da missao que Ihes ha sido aisig-
nada nesle mando. Todava, ningnem os conhece
cabalmente se nao com a conditao de examinar com
cuidado o gremio em qoe viveram. Ora, ao lado
das caosas exteriores imprevistas, dos accidentes es-
Iranhos, ou da indiuerencafoiitica que occasionaia
e sanecionam, por assim dizer, as revolusBes no O-
rienle, um exame atiento nos mostea, assim como na
Europa, a acrao continua desle espirito de liberdade
e de progresjo, deste^adinicavel inslinelo de cooser-
vatap, que gaiam jeSasono meio das soas prova-
tOes : Somente esfe pheoomeno, nvariavel no fun-
do, loma apparoncias mu diversas, segundo o carao
tor das ratas c dos seus costumes, segando as inflo-
encias exercidas pelo clima pelas circumslancias lo-
caes. Jor oolro lado cumpre julgar os governos
asiaiieos sob outro aspecto differenle daquelle em qoe
nos collocam as tendencias maoifeslas do Occidente,
parj discutir mais seriamente de dia em dia o prin- .
cip* de auloridade. Nos engaaramos se consi-
dersemos a submissao dos Orieniaes ao poder como
ama Ibmissao cega, excluindo qualquer tenUmeoto
de dgnliUde e qualquer reivindcacao das liberda-
des naciobaes. Os Hindous em particular, que nos
lem siao^epresentados como votados depois de um
lempo inmemorial vida contemplativa, cscraro
das suas tradices supersticiosas e espectadores quasis
impassiveis do movimnlo dos oatros povos, esto
tongo de jujtflcer a reputacao de indolencia e de
servilismo que se Ihes tem feilo. Os grandes acon-
tecmentos qne se realisaram no Hindoustan ten o
conho de ama acionaldade vjvaz, pouco disposta
semduvdaaestenderasua inllnenea no exterior
pela conquista, soffrenrio com resigoaso a iuvaso
eslrangeira, quando esla triuniphava, depois de uma
lula homicida, a se apossar do governo, mas ctosa
da suas liberdades municipaes e conservando os seos
costumes antigos e as suas pralicas religiosas com
uma firmeza e uma perseveranra inahalav eis.
Enlre os conquistadores que tem invadido o Hin-
doustan com a intentao de la fundar um dominio
dorador, somente dous tem plenamente comprehen-
dido com que condites a conquista deviasaiisfazer
para se fazer aceitar dos povos que ella havia sub-
meliido: Alexandre e Akbar. Um s, Akbar, eon-
seguo fundar um grande imperio que Iransmitto
aos seus descendentes, e quando este imperio cojo
peso as suas maos fracas j nao podiam sustentar se
desmoronoo, abalando a Asa inleira, a Inglaterra
recolhen as reliqoias, que a Franca, j ocenpada da
sua grande revotucao,'s lhe pode dispnlar-om ins-
tante. A Inglaterra hoje x estorra para reconstru-
ir o edificio imperial sobre bases possantes; cavan-
do o soto poli I ico. ella encentra as bases qae o ge- .
no de Akbar baria toncado, c reconhece depois de
dous seclos de hesilacao, qoe sao as nicas sobre
que se possa assentar um dominio estrangeiro. Es-
tes dous fados, igualmente notareis, tem chamado,
a nossa atlentao depois de muito lempo, a a nossa
trela, depois de haver tratado os principaes acon-
lecimenlos da vida de Akbar, dere ser apanhar os
aunis da cadeia que une o Hindoustan do secuta
XVI, o Hindoustan de Akbar, ao imperio hindo-
britanco do secuto XIX.
O nosso ponto de partida ser o estado do gremio
em que so realisaram os grandes saccessoalt qoa
presidio a inlelligencia de um homem no secuto XVT
a confrontacSocomo resultado estabelecer, que oins-
tincto governamental dos Ingleses ha sido menos fa-
rorarel aos interesses dos povos da India do qae o
genio do principe asitico qae se sentara' sobre o
Ihrono de Dehly ? Nao poderiamos affirmar isto;
mas o qae esperamos estabelecer pelos factos, he que
o esludo do paiz c das raras baria sido para Akbar,
assim como he hoje para os loalezes, o elemento
mais importante do poder, o meio mais segur ""
Qoe meusamguinhos, querem brigar? Por
toilos os condes de liergnlasse, meus antepassados
nao pnsso deixar que se firam, e vuu j po-los de
accordo.
Bergalassc lirou entilo do cinto' uma pistola, e
aponiaiido-a para Jacquelard, disse: .
Eis-aqui primciramenle um instrumento qiie
igualara a partida, se por acaso lenlarem trava-la;
em segundo lugar nao levo deixa-los ignorar que as
duas extremidades da ra estao guardadas por gen-
te minha, c que rosses nao tem nenhum meio de
rugir m ea nao for servido consentir niss/i.
Fallando assim, Bcrgalasse tirou da algibeira um
assoym e lerou-o aos labios. Um signal secco e
agudo parti, e dous segundos depois dous assovios
respouderam das extremidades oppostas da ra.
^mos rbidos !... disse Jacquelard ao ou-
vulo de Simonneau.
Ah ha alguma cousa, respondeu este.
Ha Brcsl ou Toulon.
Oh 1 elle quer conversar... conrem ver.
Pois. conversa, se queres... mai o negocio he
mao.
Entretanto Bcrgalasse tinha dado aos seas inter-
locutores o lempo de refleclir : quando rio que vol-
lavam para seu lado, chegou-se a elles e disse-lhes
com irona :
Entao, que pensara, meus cordeirinhos '?
Esta bem representado, respondeu Simonneau;
mas conven) ver o lim,
O fim ser como ros1 quizerem : se quizerem
brigar, mostraremos os denles, se torera prudentes
poderemos coucordar.
Pois rejamos. '
Vosse foram postos aqu par matar e deque,
nao he assim t
Talrez...
O negocio fo-llies ptoposto por um vclhiiho
resgo.
Jacqoelard pretende que elle he zarolho.
S Vesgo oa zarolho, isso lio nao importa; mas o
que digo he verdade, nao he ?
_ ne verdade.
_ E vosss querem ganhar seu dinhcro cm cons-
ciencia 1
A fenle faz seu oflicio o melhor que pode.
Pois bem! leuho outro negocio que propor-
Ihcs.
Nunca recusaremos Irabalhart
Assim he que he saber fallar, goslo disso... Es
nm nipaz de espirilo, Simonneau, e prometi a
ambos nao dizer que sao fugitivos da calceta. Ve-
nham comigo.
Simonneau e Jacquelard fizeram urna careta gro-
tesca a estas ullimas palavras ; mas estaram nas*
maos de liergalasse, e nao liuham nenhum meio de
escapnr-llie. F.lles o seauirain pois a alguma dis-
tancia da casa o. 20.
(Continnar-st-hih

S


\
DIARIO DE PERNMBUCO, SEGUNDA FEIRA 22 DE MAIO DE 1854.
3
\


hcm governar essasregifles desuadas a rccebcro jhuo
da eivilisajo occidental. As ohras que tem sen ido
de bise m nossas indagajes merecen) mais' parti-
cnlarmeole ser consallada* sob esta rolaran ; apre-
senlam ara complexo de preceilos que se podem
considerar come os verdadeiros dados do problema,
cuja exactidao temos podido verificar sobre olhe-
atro dos fados realisados. *
Foi somente nestes ullimos lempos que se com-
prehendeu na Europa importancia das iuvesliga-
joes UiBOBraphicas aplicadas poltica1. Os Ingle-
es, os Alemaes, os Hollndoles, os Francezes carai-
nharam tora ardor nesla, nova carreira. Os Ingle-
, es sobre ludo, ajos quaes o concorso das circums-
Uncias mais maravilhosas enlregou a sorle dcsla
immensa aglomorajao de povos que compoe o Hin-
douslan, leem sentido a necessidade de estudar a or-
ganitajao phisiea, o carcter, os costumes, as tra-
dicoe, as lioguas, os monumentos das raras diversas
cajo respeilo e subraissao sao indispensaveis a ma-
noteado do sen dominio. Releva reconliecer que
os orientalistas inglczes tem nobremenle defendido,
desde WiUiara Jones, a divisa d sua adopjo: lix
Oritnte lux; mas o reinado de Akbar Ibes bavia
legado o primeiro exemplo destas investigarles phi-
losophicas na obra immortal de AIiol-Fazl, o Ayn-
Akbary, que resum rom urna superioridade in-
eontestavel os cenhecimenlos historeos e estatislicos
daquelle secuto no Oriente, ao passo que expiraba
um systema de gnveroo cujas bases prinripaes tarara
adoptadas pela Inglaterra, no secuto XIX, para a
administraran das suas immensas possessoes ao leste
do cabo da Boa Esperanza.
A delerminajao precisa dos.elementos de que se
compunha a popularan do Hindoustan no tempo das
primeiras inv asos dos mahomclanos c a dos ele-
nieutos addieionles introduzidos pela conquista ou
por outros meio nao deve aproveitar snmcnle aos
Inglezes; prende-se 5 solujilo do problema geral
da dispersan e la sobdivsao das rajas primitivas,
tyrohlema que interessa a toda a humauidade, Foi
para eate alvo duplo que a sciencia abri para si no-
vas estradas, investigando d'ora cm vante na histo-
ria do* reis e das dynaMias muito menos o encade-
amento dos fados biographicos do que a determi-
nar,* das causas que occasionaram o progresso ou
a decadencia das raras. A origcm destas raras di-
versas, a marcha das prmeipaes de entre ellas a-
travez do globosas suas divergencias de um mesmo
ponto de partida, os seus reconlros, as suas latas,
as suas aUiaujas, a sua fusilo mais ou menos inti-
ma em certas circumslaucias, taes san os pontos de
investigarn, de analyse de discussao que se apre-
senlam nova escola.histrica.Quando alguem
tem tido occasiao de observar com os. seqs proprio
olhos os caracteres que apresentam agglomerajocs
humanan c estudar-Hies os promenores, em breve
se lera convencido da que nao-se trata de queslao
ethenograplca verdaderamente solada.. O esludo
da mais humilde raja interessa a historia de alguma
crande familia humana, e por consequeucia histo-
ria da hontanidade. Assim o estado das rajas hy-
malayas nos faz remontar i historia destas burdas
guerreiras que plantaran os seus estandartes sobre
os muros de Pekn, de Dehj, de Vienna e de Mns-
cow; assim sonos levados a coraprelicnder na gran-
de familia mongoliana ou louraniana ( um dos ra-
mos do grande tronco seythico) nao so os nmadas
. da alta Asia, Turcos, Mongols e Tangoos, mas tam-
liem (com grande grao de probabelidade, se nao com
inlera certeza) osThibetainos, os Chigeies, os In-
do-Chinezes c os Tamoulianos ou aborignes do 1
daaslan.
As prov as de toda a especie que tem servido para
demonstrar a nuidade da familia iranirnne, e aqu
asdifliculdades, as conlradijes apparenles sao mili-
to menores do que as que pareciam rcpellir o fado
hoje admitidlo, que os Persas, os llindou. os Al-
lcmOes, os Rossos, os Inglezes, os Irlandezes, san
membros da mesma familia, islo he, da familia ira-
nieitne. Os primeiros investigadores insistiram
muito sobre as difieren jas radicaes dos tres ramos
primitivos do tronco scylbico, laugouso. mongolo e
turro; mas as inveslgaj&t modernas tendem a
roncilii-los. As relajos de lingua anda san mui
rontestayeis, mas as seraelhancas phisicas sao mani-
feslas, e he de observar que este complexo de tra-
eos caractersticos se enconlram entre iodos os abo-
rgena da India, de surte qde pode reconhecer
um lypo quat scithico em lodas as'opulajocs la-
moulianianoas, desde o Caeery e o l'aijgarou no
sal at Cot e na Bhagarati do norte, physio-
uomia decididamente opposta s feijGes caucasianas
dos Ariens da India ou Hindous. Pode-se pois
considerar como eerto, que os aborgenes da India
sao todos viudos do norte e do tronco sey thico ; mas
como desde a mais remola antgnidade as passagens
conhecidas desde Altock sobre o Indo e o valle de
Kachemyr at o chrso inferior de Brahmanpouttra
tem sido frecuentadas, he somente com o soccorro
das mais ampias e minuciosas invesligajoes que se
.poder determinar se os aborgenes da India devem
a soa physionomia scylhica aos Tangus, aos Mon-
gols ou aos Turcos. Ser mister indasar alm disso
a que pocas, porque poni* a emigrajo le\e lagar.
E o*que dizemos dos Tamoulianos, cumpre repi-
li-lo acerca das rajas thibeUina e chinis. A' qual
tres grandes ramos bem condecidos da arvore sey-
ic* convir referir a sua origem ? Quando re Bre-
que se cnnlam ao menos cem passagens no
iya e nos seus prolongamcnlos desde Guil gail
entre Koudus e o pequeo Tibel) at Tehiltagoog
sobre a baha de Bengala, e que se deviam pangar
muitos seculos antes que alguma legenda ouehro-
nica nos podesse ajudar a formar urna conjectura so-
bre a poca das primeiras passagens; quando pen-
samos na compliciico da mistura das racis pritna-
iranienna e lonranniena, e das anas derivadas
Hindoustan, comprehende-se a variedade c diffi-
culade dos problemas que se apresentam s inves-
ligajoes ethoographicas, quando lomamos por ponto
departida essa massa gigantesca do Himalay.a de
que te irradiam lanos povos, e que he lalvez o ber-
oo da especie humana.
IIjk|,
i nar:i
K
As qneslOes que agita o esludo comparado das ra-
ras primarias interessam nao s ao philosopho e ao
moralista, mais lirobem e no mas alto grao ao ho-
rnero de.estado, porque acontece a nm governo que
se engaa sobre o carcter das popularse* que rc-
-ge, e mesmo que a nm pai qnc tem julgado mal a
constituido e as disposijoes, as qualidsdes e os de-
feilos dos seus filhos. ,0 autor de um curioso eslu-
do sobre os Aborignes da india, Hodgson, cita um
exemplo notavel e mui recente do perigo daslheo-
rias'governamenlaes, quando ellas repousam sobre
dados inexactos. "O honrado M. Elliot, secretario
geral do governo supremo das Indias inglczas, fal-
lando do aperfeijoamento dos Hidous qnanlo
ectucac^loi sustentava formalmente a imvossibilida-
de de. lazer homens vigorosos e bons enfadaos, em
eontequeneia da inferioridade relaliea da rafa que
perleneia, est indubitavelmentc provado que a
rara hiniua e-aquella que pertence o proprio JU.
BlUot sao urna s e mesina raca. Nao be esle toda-
va senao um dos fados caplaes ndqueridos sci-
encia ethnograpbica, e os resultados j obtidos por
este mslhodo de invest?acao paciente e escrapnlosa
que se apoia sobre o esludo das linguas, dos monu-
mentos e dos costumes, e sobre os caracteres nhsi-
eos, tendera de om modo claro a mudar as ideas rc-
cebidas sobm diversas grandes quesISes histricas.
Assim, pardtze-lo de passagem, Bunsen, as suas
sabias investigarse* sobre o Egy po, declara em pro-
prios termes que o conhecimento de liens.assim
como o conhecimento da lingnagem, entre os Egyp-
eios, tem as ilas raizes na anlign Asia e no anigo
lerrilorio armenio-caucasiano, e acresccnla que
ato ierra, parte do Aranz das primeiras eras, he
ligada ao reino primitivo de Babel ; que os hicro-
glyphos do Egypto nao sao, na hialoria do mundo,
nraa parlicularidadc anda existente dos velhos lem-
pos da bumanidade aramita-arineniann, precisamen-
te como a Islandia moslra, aind existente, Nor-
wega do seculo VIII. As descobertas mais recen-
tes feitas s margenado Tigre, nessas carnadas gi-
ganlescas de ruinas exhumadas pelos Bollas, os Lay-
ards, os Rawlinsou, parecem confirmar estas auda-
ciosas conceptoes e atar os ramos hindou e egypcio
a um mesmo (ronco sepultado, por assim dizer, sob
a poeira dos seculos, mas que a critica monumental
em breve esclarecer com nova luz : Torrens em
urna memoria acerca da rara brahmanica, se moslra
xlisriosto (assim como, antes defle, Vans Kenjedy! a
acreditar que ser possorel, com efTeilo, remonlar-se
origem antiga, e provar origem babyloniana do
santcrH e da my Ihologia hindona. InscrpcSes encon-
trada* sobreigeas, sobre ljokw, sobre vasos tirados
destas maravilhosasruinat, tero apresenlado caracle-
rwq.uesc assemclham aos dos Lal,e qne, decifrados
pela primeira vez pela sagaf idadeadmira vel de James
Prinrep, parecem urna forma antiga do Sewanaagri:
(iuiado por sstes indicios o pelas tiadiees e se apoi-
ando sobre as invesligacOesde Bunsen, Torrens lenlou
mostrar como se podia explicar, por um lado, as
analogas ou antes as identidades nolaveis, por ou-
Iru as dilTereneas extraordinarias que apresentam os
Egypcio e os Hindous ; de que nalureza lem sido
as relaees quo sao indi jadas enlre esas duas gran-
tlea familias, originariamente partidas do mesmo
ponto ; que pocas convera referi-las; que estra-
das estas familias lem seguido para chegar, urna
no Egypto, d'ondc ella se irradiou, por assim dzer,
sobre lodo o mundo pela guerra, pelo commercio e
pelas arles; a outra na ludia gangetica, onde a es-
peravam oulros deslinos sob a influencia de um cli-
ma indOcrenle e de urna nalureza mais puelca. El-
le reconbecia neste ramo da emigiaro primitiva a
rara brahmanica, iuvadindo o Hindoustan pelo no-
roeste, depois de Jer feito, cm Bamian, urna pausa
indicada pelos monumentos, e atravessandn o Indu
para sceslabelecer primeiramenle na regao compre-
hendida entre o Hymalaya e os montes Vindhya,
depois orrupaiido successivaineutc lodo o paiz. El-
la nao havia encontrado a sua sciencia c a sua plii
losophia na India ; tinha ao megos trazido o germen
deslas causas, das reames trans-sindhtennas, etc. Ta-
es sao as proposiees principa es que, na opnian de
Torrens, decorrem necessaramenlc dos ,fados ar-
cheolugicos boje cuuhccidos.
Considerando ainda de mais pe ln no que loca
historia do Hindoustan, Hodgson, as memorias com
que elle enriqueceu, cerno Torrens, o Jornal da
Sociedade asitica de Bengala, faz observar que
a populacito idolatra da India se divide cm duas
grandes classes : os Arianas ou emigrantes, e os
Tamoultenos ou aborigines, c que a unidade da fa-
milia arienna, desde o paiz de Galles, do extremo
occidente da Europa, at o paiz de Assam, extre-
mo orienle da India inglcza, lia sido demonstrada
pelas inveslgacSes lingisticas. ])i>ersos destaca-
mentos dcsla grande familia se cstaticleccram em
todos os climas comprehcydidos entre o equador e
o circulo rctico. Distinguir a adopeo deslas diver-
sas rajas pelo estudo crtico das lioguas, apezar das
alleraces produzidas pela marcha variada da ci-
vilisarSes apezar das alleraces nao menos nolaveis
que resultam iiievitavelmcnle da influencia dos cli-
mas sobre a conslilaicao physira, lal era a .larefa
herclea que se procurava realsar. Quanlo rara
tamoulienna, circamscripla na India, pareca of-
ferecer um assumplo de estudo menos inleressantc
e menos til. Este estudo abraca todava algumas
quesles da mais alta importancia. A maior parle
dos Tamoulienos sao hoje subditos britnicos : con-
tam-os aos milhocs. Esleudem-se desde o Cabo Ca-
morim. ao sul, al a resio das neves eternas ; em
cada zona monlanhosa do vasto continente da In-
dia exislcm centenas de milhes destas creatunas
humanas que, ha tres mil aunes, segundo Hod-
gson, ah vivera em um oslado pouco differcnlc
daquelle era que se achavam os Allemes no lem-
po de Tcito. Parecem, sob qualquer aspecto do
scu habitat espordico em qne sejam observados.
tambera superiores aos Hindous orienos pela sna
isencn de todos os preconceitoS enraizados que
Ibes sao inferiores em educarlo e em saber. Por
isso, diz Hodgson, todo aquello qnc esludar seria-
mente os progressos da sociedade, que se pretender
remontar aos elementos dos deslinos humanos, em
vez de meditar laboriosamente sobre o passado,
ou antes sobre o que nao he senao nm pcrfeilo cs-
boro disto, deve tracar um retrato fiel do quo tem
diante dos olhos. Os Iraballws dobomcm de eslu-
do e de seiencia aproveilam aqu, repelimo-Io, ao
homem de estado, porque os filhos deslas rajas pri-
mitivas fram os antigos possuidores' do solo, os
primeiros rflltuMakirps das partes mais ricas, mais
.iberias, mais ffl*)ls do Hindoustan ; foram expul-
sos violentamente pela usurpacao da raja brahma-
nica. Um dos grandes objeclos desla indagajao be
determinar quando e em que circunstancial a dis-
persan destes primeiros proprictarjos do solo leve
lugar, c recompor, com o soccorro rio- dialeclns cui-
dadosamente comparados, dos caracteres pbysros
nao menos cuidadosamente confrontados, das eren-
Cas c dos costumes analysados na mesma inlencan,
reconstruir, dizemos nsjha unidade da raja ta-
moulienna. He de observar qne estas rajas abori-
gines vivem todas as regies sngeilas ao matara
e ah prosperan/. Quanlo a qualquer ontra raja
europea ou nativa, o clima deslas resines he mor-
tal. Hodgson v neste fado a prova de que os Ta-
moulienos oceupam as localidades lia militares de anuos.
Q.aaesquer gue sejam, sob o aspecto elhnographico
o philosophiro, os resultados tiesta nova ordera de
investiga jos, bastar ao nosso alvo actual estabelc-
cer que as rajas aborgenes da India, repelldas pela
iuvasao das rajas himalayennas, ou cauca sienas para
as monlanhasou para as unoslas do. interior, l se
conservaram durante lodoo lempo, sempre tem estado
imperfeitamente submettdas, c os governos que se
h succedido no Hindoustan deveram te-las tomado
em eonsideraco. Eutrclanlo as causas perturbado-
ras c ao mesmo lempo os elementos de urna vida
nova deviam vir do exterior, c foi ainda pelo nor-
deste, e desde a conver&go da Asa central ao maho-
metismo, que esle impulso poderoso chegou ao Hin-
doustan.
Na poca das primeiras conquistas dos rabes e
da annexajao da Persia ao seu imperio, as monla-
nhas de Mkran erara habitadas' pelos Belqolchis;
cadeia dos montes Soleiman e a de Ghr eslavam
na dependencia dos Afghans; as planicies entre as
monlanhas e o Indu eram dteupadas pelos Indianos.
A prmeira iuvasao destas recies remonta ao anuo
44 da hegira,,664 da nossa era ; outras expedijcs
tiveram lugar no correr dos lempos, coro vicissilu-
des diversas, mas os Afghans, posto que cedo con-
vertidos ao mahometismo, n-n foranhtabmclUdos se
nao oo lempo do sultn Mahmoud ;^kvia nao se
deve considerar esta submissao senao como parcial.
Denominados Afghans pelos i'er.-a, se designan) a
si proprios pelo nome de I'oushianch ou oushtarc-
uh ( fallando o poushtou), de que os hindoortane-
zesfizeram a palavra pal/tan, soba qual os Afghans,
sao condecidos desde varios seculos no Hindoustan.
lisia raja mais nolavel pelo vigor da constiluijao
physira do que pela intelligencia, todava lem dado
soberanos a Persia, a Balkd, a Dchly.
Nao se sabe nada das primeiras" rrenjas religiosas
dos Afghans ; mas a sua visinhanja de Bi11k.li e as
suas antigs rclajes com a Persia devem dar lugar
a presumir-se que eram adoradores do fogo. Ellos
lindara invadido o territorio do Hindoustan,. da
banda de Painljab, desde o anuo63 da deara ; mas
cm consequeucia de um ajuste com o radja de La-
bore, renunciaran) as su..s emprezas nesla direrjau,
e limitaram as suas excursSes duranle rauilo lempo
ao valle do baixo Indu. Entretanto os rabes, ao
mesmo -lempo que diriglam urna primeira expedi-
jocontra Kaboul, liniarn penetrado al Moultan,
donde Irouxcram muitos prsioneiroi. lina expe-
djao mais importan1!;, e que leve resultados m,ais
duradnuros, os torno u senhores de Siodh em 711,
depois do que Moulhin rabio-Ibes as maos. Tra-
lavam provavelmcnte de esteuder as snas conquis-
tas aocntro do Hindouslan ; mas enconlraram na
organisajao, ao mesmo tempo militar e religiosa do
povo hindou obslacul os mais graves do qne os que
Ibes poilcra oppor a P ersia, onde a rcligiau e o go-
verno nao se preslavam apoio algntn. Os sacerdo-
tes adoradores do fogo- nao lindara influencia so
o povo, e eram lo. menosprezados pelas turl
quanlo os ministros do> callo brahminico eram res-
peilados por todas as clames e inminentemente a-
fejoados ao governo lo sea paiz. Assim os mussul-
manos, depois de urna oceupaco de menos de qua-
rcnla anuos, foram xpcllidos das provincias que
haviam ronquslado sobre o bailo Indu pela tribu
railjpoul de Soumcra, e os Hindous ah se conserva-
ram durante pertoafle cinco .seculos a comejar desla
poca.
As emprezas dos rabes sobi-c oulro poni liveram
consecuencias de ontra importancia. Cincoenla e
cinco annosdepois da conquista da Persia, ellos atra-
vessarampela primeira vez o Oxus, e penetraran)
no paiz que a historia destgnou sob o nome de Tran-
soxiane, e que elles denomi naram .Maicor oul
Nahr (lilteralmenle: alem do ri >). Primeiramenle
ocenparam Hissar, defronte de Balkh ; sois annos
depois. eram senhores de Sama rkand, do Bokhara
e do reino de Kharizm (hoje Kli iva ). Em lm, ao
cabo de oilo annos e depois de u oa lula muilas've-
zes indecisa cm os Turcos, oslen leram as suas con-
quistas sobre o reino de Frrghai la ( hoje o Kokan }
punham das tres grandes najSes oa familia que ja
mencionamos : Turcoi Mongols e Tangous ; mas
be lalvez mposivel determinar de urna maneira
precisa com qual deslas rajas lnlaram os rabes.
Hoje os Mantchous (ou Tangous) eslo no leste ;
os Mongols ou Manihots no centro, os Turcos
no Orienle; mas a posijao relativa das du-
as ultimas lem variado nos lempos histricos, c
nao podemos dizer o qne foi na anliguidade. To-
das oslas najoes se aproximavam pela maior parle
dos seus caracteres physicos, pelo scu amor da inde-
pendencia e da vida nemada, polas snas inslilujOes
parciacs, pelo cullo que professavara para com os
grandes poderes da nalureza, e pela sua adorajaodo
sol,, dos asiros, do fogo.
Formadas em grandes monarchas c com ludo in-
i'cssauteniente cm roovimenlo nos seus inmensos
territorios, estas bordas nmadas eram divididas em
tribus que disputavam a preeminencia enlrc si. Tal
deslas tribus est acampada boje as margeus do
Volga, que a historia enconlra pouco lempo depois
sob a muralha da China; lal oulra que ainda ha
pouco apenas oceupava um valle nos montes Altai
se augmentou, em alauns annos, de tal sorle que
toda a Tartaria se lomou demasiado pequea para
ella! O que se pode afllrmar, he que os Ousbegs,
que possaem cm nossos dias a Transoxiane, os Tur-
koraanos das margens do Oxus e da Asa-Menor, a
tribus errantes do norte da Persia e os Ollomanos
ou Turcos de Constanlinopla, sao lodos de origem
tourka. O qnc be nao menos cerlo, be que a Irib
de que Tchinadi/.-kan era o chefe immedialo era
moqhola, assim como a maior parle do seu xxercilo.
Em fim o excrcilo de invasao de Tcimourleng (Ta-
mcrlan) se compunha qoasi lodo de Tourkos. He
mui provavel que gh poca da invasao rabe, o
complexo da popula rao da Transoxiane perleneia a
esta" ultima raja.
Bem que convertidos ao islamismo, deque tam-
bera so (ornaram os mais /.olosos propagadores, esles
povos supporlavan com impaciencia ojuRo eslran-
geiro : a rcvollas tomar.im um carcter de obstina-
Cao de aspereza que accelerou a queda do imperio
rabe. Menos de rneio seculo depois da morle de
Haroiim-at-Rashid, o Khorasan e a Transoxiane l-
nbam cessado, para sempre, de.reconhecer aaulori-
dade do director dos renlos. Os rabes nao figu-
ran) d'ora em vanle neslas regses senao como colo-
nos ou ayenlureiros, e nao sao encontrados na India
gangetica ou no llakkan senao como navegantes,
commcrciando nasncoslas, como morcadores, on cnlilo
como soldados mercenarios ao servijo dos principes
do paiz.
e a lem do Sirr (laxarles dos a nligos), at ao
do Imaus. O mahometismo se p ropagava pela es,
pada e pelos esforcos de urna pret lica ardenle, ate o
centre da Asia. A Transoxiane e ra oceupada nessa
poca, por urna parle dos povos qi je designamos.na
Europa sou 0 oorae eeral de Tarlar es, e que se coro-
. Desde o anuo 860 da nossa era, eslas agglomera-
Jes de tribns pasloris e guerreiras que se agitam
enlre olxarctcs eo Indu, aperar da formidavel bar-
retra do Caucaso indiano, passam sab o dominio suc-
cessivo de chefes perlencenles srajas prineipaesque
acabam de ser assgnaladas. Durante alguns seculos,
o Afghanistan he o grande caminho e o ponto de
encontr hostil das na jes que o fluxo c o relimo
destas rajas lurbulenlas forma, deslrue, modifica in-
cessan temen te. Desde Hrodoto al os nossos dfa .
a historia escuta o rumorejar lougnquo desla ebuli-
jao dos povos asiticos, e recolhe a narra jSo eslranha
dos seus embates reiterados; mas se excepluarmos a
roaravilhosa expedijao de Alexandre, poca alauma
histrica no extremo Orienle, nao he tao rica em
aconlecimentos capazos de influir sobre os deslinos
da especie humana como a que corneja em Maho-
met e se lermina com a vida de Akbar. Observa-1
remos que o lugar em que se desenrola a exposijao
desle drama immensn, que durou dez seclos, he o
mesmo que as proosas de Alexandre linham immor-
lalisado. Desle ponto critico (cuja importancia j
assigualamos) Alexandre sonhava ha Irinla annos, c
com os sen* poneos milhares de velhos soldados, a
conquista que operaran) em cinco scalos as gera-
Jes invasoras que os Tourks, os Afgh?ns, os Mogbo-
ls, enviaran) alternadamente au Hindouslan He
um grande espectculo sem duvida e mui digno de
ser estudado e meditado,-o que apresentam os cul-
tos, as alliancas, as Tusos parejees, as Iransforma-
jSes graduaes de lano* povos e a marcha da buma-
nidade, resultante mysteriosa deslas forjas que con-
veraem sem osndereni para um alvo providencial.
As alleraces solli das por cada ira desles povos as
diflerentes phases de sna Tid gaerreira e poltica.
allerajoes qne* Ihes lem atacado mais ou menos pro-
fundamente nao s os costumes o as crenjas, ma*
at os caracteres physicos, bao sido em parlo averi-
guadas pelos historiadores mahometanos, e sao hoje
Um dos assumplo* mais inleressanles das investiga
jes da cthnugraphia philosophica. As tribus tal-
laras que se misturaran) com os povos mais occi-
denlaes, tem perdido o rude aspecto e a physiono-
mia repllenlo dos seus avs. A populajo'das e-
dades lem mudado mais ilo qne a dos campos. Os
primeiros roussulmanos que se eslabelccerem no
Hindouslanlcram homens atleticos.'comlez animada,
vestidos do uma tnica curia de panno grosso, e cal-
cados de botas brossa*. No tempo de Akbar, j eram
de um porlc mais esbelto, de tez mnilo mais arroxa-
da, iisavam compridas tnicas brancas, da mais lina
cambraia, snalos bordados, e as pernas nuas. No
lempo de Aurengzcbe, as dlTeranjas entre os mus-
sulmanos do Hindoustan e os do oulro lado do Inda
eram lacs sob todas as relajes, qoe o proprio Au-
rengzebe nao falla dos Persas, oolr'ora o modello por
excellencia aos olhos dos Hindoustariezes quanlo aos
coslumes, usse theor vida, se nao como'um povo de
barbaros.
A eslas rajas conven) acresccnlar es elementos
secundarios ministrados pela Europa e pela Asia
popula jan do Hindoustan desde o lempo em que Ba-
bar se preparava para roubar dy nastia palana o
sceptro desle imperio. Alem dos mahometanos, Ires
oulrasespecies de religionarios tinham cnconlrado a-
zilo na India do sul, e ahi liaviam formado eslabc-
lecimenlos desde os lempos mais remotos: sao os
Gubres, os Judeus e os Chrislos conbecidos sob a
denominajao de rbrslaos de S. Tbome, chrisiaos
svriaeos ou souryams. A historia desles nltimos
remonta mui certamente aos primeiros seculos da
nossa era, e oflerece promenores de alio ulerease;
viv'eram"na costa de Coromandel e na de Malabar,
protegidos era geral -polos principes hindous, per-
seguidos algumas vezes pelo brahmanes, e mais lar-
de pelos Porluauezes, que os" considerava com schis-
malcos nestorianos e os tralavam como taes, mas
ignorados dos primeiros soberanos mahometanos da
ludia. Os Jndeos que vieram procurar refugio nes-
la parle do Oriente obtiveram, pelos fins do seculo
V, a aulorisajao do rei hindou de Kranganor (Ma-
labar! para se cstabclererem sob a sua prolecjno
elles, suas muflieres e seus levilas, com garanlia da
sua propria jurisdijo patriarcal e privilegios para
os seus chefes. Em diversas poca*, subminislraram
hons soldados ao* exordios indianos, c ainda boje os
Judeos, enviam excellenles rccrulas ao exercilo da
presidencia de Bombay. Quando aos Gubrs, cu-
ntiendo desde muilo lempo mais particularmente
son" o nome de parsisj perseguidos pela espada dos
Aribes como adoradores do fogo c seclarios de Zer-
dhusl (Zoroaslro./tinham procurado a suasnlvajan,
pelos anuos de 6il,em parte na Persia oriental, "df-
ficilmente accessivel, no Kerinan.c cm Herat, em
parte cm Ormnus (Ormus, llarmozia,) sobreogol-
pho prsico; masa vinganjado Tcimoiir, que linda
doi ilado o odio dos Arabos contra os guhrcs os ala-
cou em toda as parugens onde ellos se refugiaram e
os perseguid al alem do Inda, Os de Ormus s po-
deram residir l qunze anuos, mas linham apren-
dido ueste grande imperio do commercio do Oriente
a arle de construir dirigir os navios, c transpor-
taran! esta nobre industria para Diu, no Gondjrat.e
dahi para Urdwara, na costa de Bombay, onde re-
sidram durante centenas de anuos. Mais lrdese
estenderam aCamhay, Soural e Bombay,onde boje
prosperara em o numero de mai* de cento cincoen-
la mil familia*, sobre ludo como constructores c ne-
gociantes. Anquelil, o immortal analysla do Zea*
dacesla, Irajou-nos um quadro de mestre dos cos-
tumes e das opinics dos parsis moderuos. Posto
que leudara lomado muilo ao asilo que os salvou
das persoguijes dos mahometanos, rom ludo con-
servaram a sua anlign relgio, e I idnara, mulo o'
fogo sagrado cierno, trazido de Fars, se conserva
religiosamente, he sempre a resdenria dos prinei-
paes ministros do seu cullo. Por elles, o Zende e e
pehtei so tornaran) arcessives sciencia nos seus
sentidos, na sua lillcratura, e os livos salvos |ior
meip das relajes secretas manlidas por estes cora-
josos exilados com a sua mai palria forman),- desde
Anquelil, um dos assumplo* mais inleressanles e
mais imporlanlcs das investigajes dos nossos orien-
talistas.
Ao ladodos Jodeos.dos chrislaos, dos mahometanos
edos parsis, os Chinczcs,'os Malczes, os Armenios
e os Abyssinios se eslabelececam tambera sobre difle-
rentes pontos das costas, mas antes em colonias
cphemeras ou cm ramficajes soladas.
O* .Male/os se misliiram com virios poyos da ros-
ta de Caromandcl, os Chinczcs ahi se mostravam ou
se eslabeleciam Icmporariamenlo, como sobre ou-
lros pontos do extremo Orienle, para as necessidades
do seu commercio ou da sua indoslria ; eslabele-
ccram-se em China-Palnam (Madras). Os. Ar-
menios penetraram no DakkJian, como commerri-
anle*, em consequencia das suas antigs relajees
com os Judeos o os chrislaos syriacos. Os Abys-
sinios, vindos primcirameule com os rabes, ou co-
mo escravos, ou ao sold delles, se inlroiluziram
as cortes dos sultos mahometanos sobre o Indu e
o Ganges, c ahi gozaram de um favor que os elevou
algumas vezes s mais alias dignidaln", mas foi so-
bretodo no Dakkan que as dynaslias guerreiras ma-
hometanas, procurando augmentar os seus recursos
mililarcs pelo arrobnenlo de tropas -eslrangeiras,
cnipregaram esles avenlureiros abyssinanos. O
conquistadores.trtaros inlroduziramnos tambera na
India e delles fizeram seus guardas de honra.. Os
Abyssinios ahi se loniaram formidaves pela sua va-
lenta, se allaram a muflieres indianas, formaran)
um povo melis, diflerenle pela cor e o carcter dos
rabes c dos' llindou, de quem se fizeram igual-
mente detestar. Alguns de entre elles se tornaran)
chefes militares, governadores de provincias e al
chefes de pequeas dynaslias independentes, com os
ttulos de sidy, (senhor) em arado, e de naicab.
Em lim ao mesmo lempo que o siillio Babar, pe-
las suas primeiras proezas as fronteiras de noroes-
te de Pandjab, se preparava para conquisla do Hin-
doustan central, novas melamorphoses, iuesperadas,
se annunciavam sobre a raargem meridional da cos-
a de MalabA pela c'hegada dosTfortuguezcs. As-
sim os destinos do povo hindou se deviam mollificar
ao mesmo tempo pela aejao das rajas da Asia sep-
tentrional e da Europa occidental. O primeiro'de-
scraharque de Vasco da Gama Uvera lugan^ 20 de
maio de 1498. Em 1510, Albuquerque lomu a ci-
dad forte de Goa e delta fez a capital da vicc-rea-
lesa da corea porlugueza na India. AqoLos Por-
tuguezes se mislurara.m com a populajo indgena e
tomarara|a.seu sold Malabares,|Cauarw oularslrib.us
do Dakkban; aqu, como elemento do sengoveroo co-
Inniar. inlroduzirain a inquisican, este espantalho
do calbolicismo, que, segundo a oxpressao de Schle-
gel. semelhaute a um espectro negro, acompanha
ivariavelmenle as duas najoes da pennsula pyrcnea
cm lodas as parles do mondo. He desle ponto no-
lavel e sob a influencia desle tribunal terrvcl, in-
terprete supremo naquella poca da rcligao do Chris-
to, que deviam partir os missionarios je/uilas, en-
carregados, por Irez vezes diflerentes, de Icnlar a
converjao do grande Akbar.
Tal era sob o aspeclo elhnographico, o estado do
Hindoustan no momento em que este paiz ia per-
tenec" ao sceptro*>dos Babcrides. A.-D.-de Jan-
tigny. (Iletue des Deu.% Mondes).
blca, sendo para sentir que estes senao nnmerassem
mais uma vez, para vigorar a memoria dos contem-
porneos, que de corlo nao sBo
....Como do Gange os moradores,
Que do cheiro se mantcm das finas flores.
E pois n3o ser reparavel, quo por nosso turno e
rbegada a nossa vez, sandemos a partida do nao me-
nos apraciavel e diilinelo pernambucann, o Sr. de-
pulado jwral e provincial Augusto Fredcrico de Oli-
vera, cojo nome nos actos legislativo* do imperio,
cuja pessna as lides eleitoracs e da imprensa da sua
provincia, e cujo corajo enlre seus amigos, j nao
precisara de um Cicern! para os apuntar a poste-
ridade. O qne elle tem dito em prol dos melhora-
menlos do scu paiz, as doulrinas que lem sustentado
na tribuna tem sido bem explcitase congruenles : se
(levemos sessao ha pouco encerrada da assembla
provincial, alguns melhorjimenlos, nelles encontra-
reis o voto fiel do Sr. Aoguslo Frederco de Olveira :
se na elucidajao de principios solido*, procuraos a
sanejao da propriedadeleareis la mesma sorteo seu nome
assoriado s illusIrajSes da provincia e alumno dos
melhores autores da sciencia econmica; eo quemis
he, ahi veris a conviejo do representante do povo,
e nao as vistas do egosmo individual.Finalmente,
se conlaes como o Irabalho mai nll da sessao de 54
e quem sabe senao he o nico I !a anlorisajo para
o empregn de dos mil contos em aejoes da estrada
de ferro, ahi esl o vol lodo inleiro, a snlicilajaoo
erapendo do Sr. A. de Oliveira. Honra Ihc seja
relia.
Bem que em nossa (erra a record aran do merilo se-
ja muflas vezes laxada de bajulajo, porque ningacm
quer ver quem lhc faja sombra, ou por outra, nin-
guem quer ver o anteposto da sua pdilaucia, por
merc da Providencia os fados, a mo grado dos taes
nivelladores, vemsempreconfundi-los. Quera livor
lido todos o* ladridos contra a pessoa do Sr. A. de
Oliveira, soltados por seos gratuitos inimigos, e o v,
au distante, depulado geral e provincial reeleilo ; e
o vi"; estimado por lodos que o conhecem ; e o v pro-
curado por muitos e muilos que o nao conhecem,
conclue precisamente, que o despert e a calumnia o
investe, eo cenceito publico o cerca.
Ou islo he assim, ou todos nos estamos loucos!
Seguio o Sr. Augusto Frederco de Oliveira para a
corle, no vapor Imperador: e dizer que todo Pernam-
buco.vc nelle um voto precisamente seu nos neao-
cios legislflivos ; uinecho, que senao calla no recin-
to parlamentar, para ir choromingar as anle-cama-
ras dos ministros, he dizer nina cousa velha e sabida
em Pernambco.Que pois csse pernambucno che-
gne ao seu destino, desempenhe a sua p-issao, e rolle
laureado para o gremio dos seus amigos, para o lade
de seu respeilavel pai, aguarda-o sem lisonja.
Recife 17 de maio de 1854.
Vm seu amigo.
Passe em termo. Secretaria da polica de Per-1 Agurdente A queapparecenoinercadohe lo-
namburo 20 de maio de 1854.P. Teixeira.
Antonio do Carmo do Patrocinio, ajudinte do car-
cereiro em exercicio do roesmo em virlnde da
le &c. \
Certifico qoe o supplicanle de\ qne trata a pelijo
foi recolhido a esta cadeia no din" 3 de maio.do cor-
rente anuo, ordem do 3r. Dr. delegado desle ter-
mo, requisijo do seu cnsul : e foi solt no dia
11 de maio do mesmo nno, he o que consta acerca
do que Irala a pelijAo.Cadeia do Recife 20 de
maio de 1851.Antonio do Carmo do Patrocinio.
PUBLICAfiOES A PEDIDO,
RECIFE 20
AS 6 HO
PERMMBdCO.
C0HBESP0?DraA.
SONETO.
Ofiereddo a' Illm. Sr. S. Marrarida Depe-
rlnt, poroccaalao' do son beneficio.
Se appareces, qual anjo de candura,
Sobre o palco ; oa qual fada, qual vizo
Se desprende* a voz, celeste, e pura
Infundes n'alma doce sensajo...
Entre as flores, a briza que-murmura,
O saudoso, Irile canto, do Aleiao ;
Nem cero d'anjo, li de Deosn'altura,
Nos sensibilisain mais, o corajAo.
Esles versos dignai-vos rereber,
Naoo da lyra de cantor insigne.
Mas de quem pzesa a honra, e o saber !.
Despreza o zoilo vil, que le deprime,
Porque lodos diro ; e com prazer
Nao mulher. sanjo, oh! Deponne 1.
Recife de marco de 1854.
Declaro que tendo as.ignado a rcpresenlajao que
n'esta cidade fizeram diversos portugnezes contra o
cnsul e vice-consul de Portugal, em Janeiro prxi-
mo pjs-ado. o liz por mera condescendencia,e somen-
te por annur ao pedido de Jos Martn Ferreira
Coutinho, caixeiro de Vicente Ferreira da Costa,
porque nem tinha nemlenho sciencia das accusaeSes
feilas na mesma rcpresenlajao contra o dito cnsul e
vice-consul sendo ludo islo verdade fajo esta decla-
rajAo mui livre e espontneamente.
Recife 12 do maio de 1854.Mnoet Ferreira
da Silca.Como testemunhas, Joaqxnm Marques
da SilcaAntonio Tiburcio da Costa Monteiro.
Reconbejo verdadeiras as firmas das teslemu-
nhas da declara jan rclro: dou f.
Ciliado do Recife 16 de maio de 1854.Em teste-
munlio de verdade.Signal publico. O tabeliao
publico interino, Lu: da Cost^gortocarreiro.
eo vendida, de sorle que torna-se
diflicolloso comprar porjao mesmo
de 80 a 90r. per pipa.
Coaros------------ Ainda sao procurados de 180 a 185
r.. a libra.
Bacalho--------- Chegaramdonscarregamenlos.dos
quaes um est em ser, e o oulro foi
vendido rerca de lOMO rs. por
barrica. Kdalhou-sede 104O0 a
119500 rs., e ficaram em ser 10,500.
Carne secca- >'endea-se de 3J)800 a 4000 por
arroba, e exislem era ser 32,000 ar-
robas.'
Farinh* de Irigo- Vendea-se a 25. rs. por barrica da
de'RIchmond, a 23 rs. a de Balli-
more, de 25 a 26 rs. a de Phila-
dclpha, a 26 rs. a Fontaine, ede
23 a 25 rs. a de Trieste SSSF.
, Relalharam-sealgunssaccoa.de Val-
paraizo a 23 r. por 6 arrobas. Pi-
cando em ser 3,7000 barrica* e 200
saceos. #-<^
- Os particulares descontaran) a 9 %,
e o banco de 9 a 12 % ao anne.
FreleV- -' EITecluou-se para o Canal a 40, e
^ para Trieste a 45 pelo assucar ; e
a 1|2 d. por libra de algodiofara
^ Liverpool.
Ficaram no porto 67 embarcajoes, a saber: 1 ame-
ricana, 40 brasileiras, f dinamarquesa, 3 francezas,
8 hespanholas, 1 hambargueza, 1 holbndeza, 10 io-
glezas, I porlugueza e 1 eca.
MOVTMENTO DO PORTO.
uto -
A'aefo entrado no dia 20.
Liverpool58 dias, barca ingleza Beatrice, de 278
toneladas, capitao Sidney Siocks, equipagem.1,
carga fazendas e mais geperos; a, Deane Youle Ci t
Companhia.
A'ocfo sahido no mesmo dia.
MarselhaPolaca ranceza Marta, captao Petel-
paim Luiz Barlholomei, carga ajuncar.
MAlODE184.
DA TARDE. /
RETROSPECTO SEMANA^
Depois de havermos concluido a nossa revsla pas-
sada, e quando nos nao era possivcl acrescenlap-lhe
cousa alguma, chegou ao nosso condec ment o horri-
vel alleulado qoe passamos a referir, perpetrado a
poura distanda desla cidade.
Francisco Romn Alves da Fonseca, administrador
de uma olaria nos Remedios, freguezia do foga-
dos, linda ao seo servijo um prcto crioulo, de nome
Bernardo, cria de sua casa, mas j entao forro, o
qual formn o prnjeclo de assassina-lo. Avisado por
uma amadossinislros inlenlos de Bernardo, que a-
sojando uma velha bayoneta cm presen ja daqueTIa
mulher francamente Ih'os declarara, Francisco Ro-
mo despresou o aviso, sem duvida por nao descubrir
motivo siillicionle para semelhaute prnceilimcnlo da
parle de Bernardo : a sua negligencia e a sua Ilu-
sa o foram-lhe falaes. Ao entrar em casa pela nove
hora da noile de 13 do rorrete, e na occasiao em
que procurava abrir um quarlo, sahio-lhe Bernardo
da emboscada cm que eslava, c atirou-lhea primei-
ra estocada sobre-a* nadegas ; virando-se entao para
ver quem assim as escoras o aggrdia, recoden o in-
feliz a segunda eslocada sobre o umbigo,* della ca-
bio i inmediatamente mnrlo ; mas como o feroz ins-
tincto do sicario ainda nao eslava salisfeilo, lalvez
pela incerteza do resultado oblido, continuou Ber-
nardo a crivar com a bayoneta a sua victima, al que,
acudindovanas pessoa* aos gritos daama.ollimmen-
le prsenle clastrophe, Iratoo de esconder-se em
um qinrto da casa, ondefechou-se por dentro. Des-
coberlo asylo do assassno, e concorrendo enlao a
polica do lugar, assim como um irmao da victima,
fgi o quarlo forjado, e preso o assassinp, depois de
alauma resistencia, durante a qual rcrebeu uma cu-
tilada na cabeja. A polica proceden ao competente
auto de vesloria para a instauraran do processo.
Em Iguarass, segando nos communicou o nosso
correspondente era sua" carta j publicada, estando
Luiz de Franja, no dia 12 do crranle, no lugar de
Querer, dormindo no terreiro de sna casa com um
hospedo de nome Jos Francisco, achando-*e oulro
irmAo desle, deitado em uma rede na salinha conli-
gua, foram lodos assaltados por tres assassno*, qne
disparando Ircs tiros sobre os pobres homens, deixa-
ram aos dous irmaos morios e a Lniz de Franja gra-
vemente ferido, evadindo-se os saeleralos depois de
pratcado 13o enorme allentado. As autoridades da
villa dligenciavam com aclividadea captura dosde-
linquenles, mas al a dala daquella caria (16) nada
liaviam conseguido, ignorando-se ainda*quaes fossem
os assassinos.
No dia 14 chegou dos porlosdo norleo vapor Im-
perador, lendn deixado lodas as provincias desse lado
no seu costurando socego. Smenle n cidade da Barra
do Rio Negro, capilal do Amazonas, havia passado
por um ligeiro estremecimenlo, llflio de nm' lerror
pannico, de que ja inleirmos os leilnrs. 6 invern,
apezar de algumas intermitencias em certas localida-
des, continuava em geral propicio as provincias que,
como o Ccar e Rio Grande do Norte, acham-se sn-
geilas au flagello da secca.
No da 16 enlrou dfkol o vapor Josephina, Irazen-
do-nos a noticia da abertura da assembla geral no
din 7 do crrenle, nAo lendo podido realisar-se no da
3, marcado pela conslituijAo, pela falla de membros
bstanles para poder ter lugar aquella solemnidade.
Foi inaugurado na corte o pequeo caminho de ferro,
ou eslrada deMau, qie d'alli conduz Pelropolis :
a concurrencia de espectadores foi numerosa; e ao
regressarem elles da fesla, escaparam alguni de ser
victimas dos desastres porque passaram os vapores de
transporto. Por uma carta escripia de Montevideo,
.constara que a popnlajo de Rueos-A>res eslava de
novo sublevada.
Tambem tivemos nolirias da Encipa, por inter-
medio ila barca ingleza t'alparaizo, entrada no dia
18. o procedente de Liverpool, com 29 das de va-
gem ; mas quanlo queslo do Orienle nada adan-
loo ella que mereja aqu especial inensAn. .
No dia 14 leve logar a abertura da sessao do ju-
ry desta cidade, que segando nos consta ser im-
portante pelo julgamcnlo dos implicados no assas-
sinato de F. A. Fidi.
Por noticias receida:; do interior da provincia,
tambem soubemos que no dio 1. do correnle abri-
se a primeira sessao do jury no termo do Brejo, a
qual encerrou-se logo no dia 5, tendosido julgados
10 processos, 4 de cinco reos presos, e 6 de sele au-
sentes. Dos presos, foram doos condemnados a ga-
los perpetuas, e tres absolvidos, havendo dua ap-
pcllajocs ox-oflicio. Dos ausentes foi um condem-
nado a um anuo de priso si-.nples e multa corres-
pondente melado do tempo, c seis absolvidos.
leudo o juiz de dircito appeilado igaalmenle de tres
de*sas decises.
Foram presos, na povoacao de Correnle, por or-
dem do capitao o delegado, Carlos de Moracs Ca-
msao, Jos Lopes Lima, denunciado em crirao de
morlc, e na povnajAo da Volla, Pedro Be-cerra,
tambem por crime de morle, feila em uma mulher
ne ilstriclodcQaipnn'.
As chovas foram constantes em toda a semana
frada, e o veranico de maio lev a mais ampia com-
pensajao; a farinha porm aipda nao abaten o
eolio.
Entraran) 27 "mbarcaces e sahiram 16.
Rendeu aalfandega 57:38536.58 rs.
Fallecern) J| e14 prvulos; livrei; 1 homens e2 muflieres, es-
cravos. / .
Ha o
ernarnh
10MMLMCAIH).
iouco presenciamos as sandtijcs da imprensa
pernahibiirana por occasiflo da partida de alguns sc-
nboresi depulados ppr esta provincia, a bordo do vapor
Menim para lomaren) as*enln na represenlajao na-
oiiuifffl: eniaoalgumas l'elirlaje* foram expendidas
pelp relevante? servijos ile*es senhores .. causa pu-
Itenhores redactores.Apparecendo era sen mag-
nifico Diario n. 116 de sabbaito 20 do correte rae/.,
a pedido de alguem.... uma dcclarajao assignada
por Sebastian, liofelho de Sampaio Arruda, alucinan-
do o referido Arroda, que ludo quanlo-disse haver-
sc passado no' patacho Arrogante (onde veo como
pa-s.igero fui a pedido de varias pessoas residentes
nesla cidade, as quaes para conseguirem delle o
quanlo disse Ido franquearan) quanlo elle quiz, e
depois de servidos o nl> indomi .un, sendo por fim
soccorrldopeto Illm. Sr.Joaquim Baptista'Morei-
ra, cnsul de Portugal nesla cidade, o qaal o fez
transportar para a sua palria, etc., ele, e nao de-
vendo uma calumnia lal passar sem um solemne
desmentido para vergonha de quem obrgou a este
pateta a assim declarar para seu* ignobeis fins; a-
presso-me a pedir-Ibes a publcajAo do documento
por esse declarante oerecido a alguem para fazer
imprimir, o qoal foi abafado por nao ser neopsario
mais prova do occorrido no patacho, na a&jkira
dos fado* j entao no dominio de toda csla^mde.
Mais Ibes rogo qoeiram publicar que SebasliAo Bole-
Ibodc Sampaio Arruda, que fez a dcclarajao a que
me reliro, foi preso as cadeias desla cidade por or-
dem ilo delegado e a pedido do cnsul Joaquina Bap-
tista Moreirn no dia 3 do correnle maio e sollo no
dia 11 do mesmo mez, sendo muito para notar, ver-
se neste mesmo dia feta a declarajao qoe se aeda
no seu Diario o- 116.
Pelo obsequio da poblicajAo do documento, muito
olitigado lhe Picar Vm portuguez.
Viudo ao meu conhecimento que desla provincia
vai brevemente partir nina coramissAo com o fim de
levar presenja do governo portuguez a maneira
oflensiva porque sao conduzdos para esle imperio
os filhos tanto de Portugal como da* ilhas adjacentes,
sendo brbaramente vendidos como escravos ; he do
meu rigoroso dever como Portuguez ; e testcmunha
occalar expor a verdade do 'que me ha succedido.
Tendo saludo da ilha de San Miguel no patacho de-
nominado Arrogante de que he capitao JoAo dos
Sanios, piloto Jos Viegas e sobre carga JoSo Igna-
cio Peixoto, esle daquella illm, e os mais ofliciaes do
Algarve, alim de seguir vjagem para o Rio de Ja-
neiro onde era meu deslino, e nao podendo conti-
nuar a mesma pelo desmarcado numero de pas-a-
geiros. qoe a bordo do dito iavio foram conduzdos
subiodo o numero a mais de 400, contando-se nes-
te c'em do sexo femimiio, em om navio de pouco
mais de du/enlas toneladas, forjoso me foi nao po-
der continuar minha viagem, ficaudo nesla provin-
cia ; pois que logo no quarlo dia da saluda do navio
' de San Miguel fui atacado de uma pequea aliena-
cao mental; melhoraodo dias depois, nao suecum-
biodo felizmente, o que j inlo succedeu a Ires in-
felizcs passageiro, dos quaes um se Ianjou ao mar
nao se pretendendo sal va-lo e dous que no purao ova-
laran! o ultimo suspiro envolvidos em immundjce ;
porquanto nunca aqaelle navio duraote a viagem
li um s dia baldeado; nao he possiveldescrever a
maneira como vinliam aflojados aquelles centenares
de iufelizes, nAo se ouvindo senao crois gemidos,
que penetravam al ao intimo d'alraa, *y)s pedindo
misericordia, outros o fim de seus dias por se recor-
daren da maneira porque foram Iludidos pelos tra-
ficantes e negociadores de carne humana, que sem o
menor pejo, vo maliciosamente aluciar esles iufeli-
zes, pintando-lhos grandes fortunas; fazendo com
que muitas vezes um filho nico de um oclagenario
pai, que Un? esl serviodo do amparo o abandone, o
marido mulher estremosa, .rodeada de inmensos
filhos, (cando entregues i indigencia! E nao have-
r por ventura quera possa punir com lodo o rigor
das leis, lano quem conduz estes centenares de des-
granados como quera negocia com elles. mandondo-
os vender como escravos pelos por los do imperio
hrasileiro ? Com vozes bem altas tem j a imprensa
declamado ama tralicanca bem horrorosa e nao se-
r possivel era orna najao que se diz civlisada aca-
bar com a condojo dos colonos por tal forma 1 Re-
pilo, como lo-leniunba ocular e passageiro daquelle
navio que nao dexarei de relatar romo portuguez, o
quanlo presenciei a bordo: nAo houve separaran de
sexo, e nem era possivel com um lAo grande numero
de passageiro, o que dava causa a inmoralidades e
a oflender-se a reliaiAo, dando o exemplo os proprioi
ofliciaes, pela maneira mais.oflensiva: tres dias de-
pois do suppra dito navio suspender ferro do anco-
raduuro de SanMguel, he que pude nnalysar a mul-
lido de poyo existente a seu bordo, e que sera a m-
nima duvida mnrreriam muitos passageiros; mas
quiz a Providencia que s raorressem os Ires men-
cionados, todava se nAo fosse (ao curia a viagem
mui maior numero sucumbira.
Para mais de 200 foram conduzdos sem passapor-
tes, e alguns, segundo me constnu, foram dos que
linham viudo despedirem-se de seus prenles e ami-
gos. Qncrndo finalmente o capitao laucar nesla
provincia alauns colomnos que se desllnavam a este
porto e vender oulros logo que lhe oflcrccessem
.hora prejo, com especialidade pelas joven* colomnas,
den fundo no Lameirao, e foi enlao nesle ensejo que
felizmente por lhc ter j salisfeilo minda passagem
lhe roguci me deixasse vir a' Ierra, e logo que islo
podo eflectuar resolv nao embarcar mais era lal na-
vio para oude destinara, vsla da desordem que
continuamente havia a bordo e do ar corrupto que
all existia eminente a ha ver nina peste: desembarca-
do nesla provincia observei no animo de todos os
bou* Porluguezes aqwi residentes em ama tal manei-
ra de condu/.ir colranos, qiiein lispensaveiniento de-
veria iniervr o Sr. cnsul pnrluguez, nao s por ser
um acto de humanidade, como para romprmentn de
seus deveres, c alguns destes pedirn providencias a
S. S., e eu na sua presenra lhe deelarei a verdade
de ludo quanlo linlxa presenciado; providencian
mandando-medeler no arsenal de marinha at que
o narlo se fizesse de celia para o porto de seu des-
liiw, a lim do ir vender aquelles infelizes,.(isto he os
que podessem resistir anda a viagem e aos maos
tralamenlosdos ofliciaes.)
Emquaulo as diligencias dos dignos Portugnezes
aqui residentes, alim de_ mandar entrar o navio c
proceder contra o capitn,' conformo a le, foi-ldc
respondido que inmediatamente ia para bordo dar
providencias, mas be notorio que a procidencia que
S. S. tomou, foi a de mandar largar o aacio a toda
preca l
Se em toda a parle livessemos representantes da
nossa infeliz najo que cumprissem por (al forma
com os seus devores, enlao a meu ver poderiamos
contar ainda mais desgrajados : concilio acabando de
relatar o rnais que presenciei a bordo; alm de to-
llos o iucommodosque soffri, o que mais me contris-
tara fra ver laucar ao mar pcito de 100 calxas da-
quellcs infelizes, conlendo algumas roupa* c dill'e-
renles objeclos. e quando alauns daquelles pugna-
vain e rogavam que houvesse piedade, orara entao
ameajados com ferrse amarrados no purao.'... Son-
do a tripularan do navio entre ofliciaes 15 pessoas,
descaradamente aprcsenlou na matricula 44, collo-
rando-ns' em dilTerenles empregos como por exem-
plo. ajudantc ilo rrurgiao.um boticario oupbarma-
ceulico, um ajudantc dispenseiro. dous pralicanles
de pharmacia, etc., ele.,, ludo para prehencher parle
do numero dos quo vnbam sem passaporle, e dos que
morreram, pedndo-mo o capitao, caso fosse per-
giifftadodissssse ser segundo pillo daquelle navio,
mudando o meu verdadeiro nome para Manocl Bo-
lelho, que foi um leste nome/jne falleceu, natural
da Ilha de San Miguel do lugar de Rasto de CAo,
freguezia de Nossa Senbora do Livrameuto.
Muitas mais particularidades occorreram, porm
n3o !Ao dicoas de mencionar-so.
Peruambuco 10 de Janeiro de 1854.
SehasliSo Botelho de Sampaio Arruda.
Diz Jos Francisco de S que abem de seudirei-
(o precisa que o carrerciro da cadeia desla cidade
lhe passe por cerlidao o dia, mez e anuo cm que
foi preso SebasliAu Botelho de Sampaio Arruda, as-
sim como odia em qoe foi sollo, ordem- de quem
foi a prisao e a pedido de quem :
Pede a V. S Illm. Sr Dr. chefe de polica as-
sim o mande, E. H. M.
Recr20demiade18V,.
DE<
Oabaixo assignado contina na publicaran das es-
criturase outros (ilulos que foram celebrados no
cartsrio em que se ada exercendo as fonejoes d*
labelliao, afim de que chegue ao conhecimento das
pessoas a quera scraelhanlcs ttulos possap) inle-
ressar.
Escriplura de venda d'uma sorle de Ierras, cem
parte quitaran de Camaraabe, que faz o capilAo-mr
Loure.njo Cavalcauli Cchoa, sua mulher I). Joanna
Pessoa o sua mae I). .Mariaunh Uchoa, i Gaspar Ta-
vares Drumond, a qual sortc de Ierras parle com as
do coronel Manod Carnciro da Cunda, com as que
foram do coronel Francisco de Seixas Cusidlo Ara-
en, rom as de Auloniu Nunes de Souza, e oulra* sor-
te de (erra* chamada Mojambiqne do capitao
Thcodorio I.eito, sitio que pertenceu Gregorio
Cardos de Va.sconcellos : 1715 a 1716.
dem, d'uma sorl de (erras, com uma legua de
compido c meia de largura, no lugar da tilinga,
freguezia do Cabo, que fez a viuva D. Bealriz Vi-
eira de Lira, Pedro de Moura Pereira1666ar-
rema tajan em praoa publicrtelo lente Jos Al-
vares d Castro do engenho lnga1754demar-
cacao e mappas topographicos relativos ao mesmo
engenho1787. *
dem; de venda, quilajao c paga, que fazem An-
tonio Mauoel de Para e sua mulher D. Mara da
Eocarnajao d'um pedajo de trras no lugar rl'Alagoa
doPachecoi Jos Adrio da Cruz:. traa de li-
mites 1761.
dem, de 200 brajas de. Ierra. n'Alagoa Grande,
freguezia de Nossa Senbora da Luz, que faz Manoel
Mendos Fioza, e seos sobrinhos Jos Romualdo Ba-
racho. e Manocl Rodrigues Baracho, a Luiz Franco
Ferreira, as quaes confiram com trras dos herdei-
ros de Jo* Tavares1761.
dem, d'umasorte de terras^-Pojo Fundono la-
gar das Corcuranas debaixo, freguezia de Muribeca,
gue fazem JoAo Nunes pe Hollines e sua mulher 1).
Untos dos Santos, a Antonio Pereira dSilva, que
tem por limites o engenho S. Barlholomeu, estrada
aeral do Cabo, Ierras de Mauoel da Rocha, e lagoa
chamadaOlho d'Agua1761.
dem, d'um sitio de trras, que faz Pedro Jos de
Azevedo a Jos Antonio da Silva Braga, no lagar de
Bebiribe : Irata da confrootajfies 1769 a 1770. .
dem, d'uma propriedade de Ierras, que, fazo ca-
pitao Agoslinho de Braga Canral. como teslamentei-
ro do flnado jato de Brto Pereira, a D. Leonor Go-
mes Marciana, o Capibaribe, freguezia de N. Se-
nbora da Laz: trata de lmites1769 a 1770.
dem, d'uma sorte de trras, na riheira do Capi-
baribe, freguezia de N. Senbora da Luz, que fazem
Jos Gomes da Silva e sua mulher D. Jozcfa Gomes
("ilgucira, a Cosme de Brilo da Silva, aqual divide
rom Ierras d'elle comprador e do aapilAo Andr de
Brilo Pereira1769 a 1770. <- ,
dem, d'uma sorte da Ierras, que.faz Antonio jet
Sooza Moreno, a seu neto Luiz da Cosa d'Oliveira
uo lugar do Tabenaa riheira do Capibaribe, a
qual confina com trras do capitao Jos Camello Pes-
soa, Francisco Ribeiro, o Lagoa Crande 1769 a
1770. ,
dem. Mero, sita no lugar daBalerariheira" do
Capibaribe. qae trata delimite, feila por Antonio
Cabral da Silva e sua mulher D. Anna Barboza, a
Paulo Travasso de Arroda1769 a 1770.
dem, dem, no lugar do Cambado riheira do
Capibaribe, que Irataade confronlajes feila por Ma-
ooel Gomes Marciano, e soa mulher D. Joanna Ma-
ra de Je/us a Antonio Gomes Brrelo1769 a 1770.
Papel de venda d'uma propriedade de trras, com
suas confronlaces, laujado em nota, a requer-
mono do padre Andr de Moura Calheiros, que hou-
ve de Antonio dos Santos Ribeiro e sua mulher D.
Anua Maria do Carmo1769 a 1770.
Escriptora de doacao, que faz D. rsula d'Olivei-
ra, a seu alilhado Venancio de Brilo, 'com asisten-
cia do seu curador Manoel Pinlieir da Fonluura,
d'uma porjao de Ierras no Capibaribe lugar do
Pao d'Altio :Irata de limites1769 a 1770.
dem, de veuda d'uma propriedade de trra,
com casas de vvenda, c mais casas em qne morara
as recolhidas, silas na ra da Gloria, que faz o padre
Antonio da C.mha Pereira, ao mestre de campo
Joode Oliveira Gouvim, o doajao qae este fez da
mesma propriedade e casas para lodo o sempre re-
gente e mais recolhidas do recolhiraento de 9. Se-
nbora da Glora1769 a 1770.
dem, du engenho Ulinga.de Cima, site na fre-
guezia do Cabo, que.faz Joo Jacinlho Borges Diniz
e sua mulher ao capitao Jos da Silva Guimarie, o
qaal tem por limites os engenhos Mulinole, Bura-
hem. Pantorra. Para, Maranbao, Arendepe &c.
1821 a 1822.Francisco Baptista de Almeida.
Pela administrajao da mesa dbVonsulado pre-
cisa-se comprar para o expediente da ffcesma.para o
anno financeiro da 1854 a 1855 os seguidles objeclos,
a saber :60 resmas de- papel de djverfts qualida-
des, 2 ditas de dito hollanda, 1 dita de diloNraata-bor-
rao, 4,000 pennas de secretara, 2 grotas Mt lapis,
400 massos d obreias, 2 espanadores e mais elirersos
objeclos miudos etc. ele.". as pessoas que tivertm di-
tos gneros e se quizerem cncarregar da fazer este
fomecimenlo, comparejam na mesma reparticao pos >
dias uteis, das9 horas da maiihaa as 3 da larde, mu-
nidos das compelcnles amostras e seus prejos. Mesa
do consulado de Pernambco 19 de maio de 1854.
O escrivao, Jacome, Gerardo Mara Lxtmachi de
Mello.
COMPANHIA. DE BEBERIBE.
O Sr. director pela terceira vez convoca
s senhores accionistas para se reunirm
em assembla geral no dia rerca-feira, 2ri
do corrente, ao meio dia, afim de se pro-
ceder a elcicSo da nova administracao, e
deliberar sobre o pagamento do 12.* di-
videndo, visto ter a administracao' actual
terminado o anno de sua gerencia. Es-
criptori da companhia de Bebetibe 19 de
maio de 1854.Osecreterio interino,
> Luiz da Costa Portocarreiro.
Consulado de Portugal.
Nao podendo ter logar, por causa da chava, a ar-
remalajao aunnnrada para o dia 20 do carrente, do
resto dos bens do finado portuguez JoAo Rodrigar
Neves,. qae consiste em uma alvareoga em cons-
IrucjSo, e ama porjao de cobre* em vergalhoes, fi-,
ra transferida para o dia 25 do corrale, ao meio
dia, na porte desle consulado.
Consulado de Portugal em Pernambco aos 32 d*
maio de 1854.Joaquim Baptista MqreUa, cnsul.
Z> Consclho administrativo. '
O conselhb.admnislralivo, em virlude de aatoH-
sajao do Ezm. S/. presidente da provincia, tem de) .
comprar o objeclos seauintes:
Para o hospital reaimenlal das AlagaseCear.
Assucareros de louja 6, bules de dita 6, colchoes
20, brim bramo liso para camisolas, frondas e len-
jes, varas 330, chicaras e pire, casaes 28, colheres
de metal para eh 12, ditas de dilo para sopa 68.
castijaes d lalAo 2, chitas para roberas, covados 70,
canniveie para pennas 1, espanador 1, fogareiro da
forro 1, ourines de lonja 5, pralos de dita 12, lig-
las de dita 8, travisseiros 10, jnantegueiras de lonja
3, comadre 1.
2 batalhaodeinfantaTia.
Pelles de carneiro 100.
1* halalhao de infanlaria da guarda nacional.
Pfanos 2.
1 Armazens do arsenal.
Taboasde pinbo, duzias 10. livros m brancoder
100 folhas 8, ditos ditos de 150 folhas 8.
9o balalhAo de infanlaria de linda.
Caldeira de ferro balido para 100 prajas 1.
Companhia de cavallaria. *
Coturnos, pares 46.
Arsenal de guerra.
Collados de pao d'oleo 2, laboas de assoalbo de
ilouro 12.
Quem quizer vender taes onjectos, aprsente as
suas propostas em carta fechada, na secretaria do
conselho s 10 lloras do dia 27 do correnle mez.
Secretaria do conselho administrativo, para for-
neciraento do arsenal de guerra, 20 de maio de 1854.
Jote de Brillo Ingle:, coronel presidente.Ber-
nardo Pereira do Cirmo Jnior, vogal e secre-
tario. "
COMMERCIO.
PKACA DO RECIFE 20 DE MAIO AS 3
DORAS DA TARDE.
CotajCcs ofliciaes. .
Cambio sobre Londres a 26 i d. 66 d|v a dioheiro.
Dilo dilo por leltras de fraa 27 d.60 d|v.
Descont do leltras de 4 inezes9', ao auno.
ALFANDEGA.
Rendiracnto dodiala 19.....157:5289313
dem do dia 0 .......15:91 i-;8!l!)
173:4435212
Descarregam hoje 22 de maio.
Barca inglezaMirandababalho.
Barca iiulezaMidasdem.
CONSULADO-GERAL.
Rendmenlo dodia 1 a 19.....31:7029753
dem do dia20 ...*..... 1453.594
31:8483347
DIVERSAS" PROVINCIAS.
Rcndimenlo do dia 1 a 19 ... .4:7433706
dem do dia 20. .' I$I25
4:7443831
Exportacao".
Marselha, polaca franceza Clemente, de 222 tone-
ladas, conduzio o seguinle : 2,874 saceos com
14.370 arrobas de asucar^
Barcellona, polaca hcspanhola Ardilla, de 155 la-
udadas, conduzio o se&uintc :513 sacras com 2.886
arrobas e 6 libras de algedo, 30 couros seceos com
15 arrobas.
Ararat). Rale nacional Capibaribe, de 39 lone-
ladas, conduzio oseaunte:166 volumes gneros
eslianaeros, 133 ditos ditos naconao*.
HECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBCO.
Rendmenlo do dia 20......34I&320
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendiinenlododial a!9......32:6773086
Idcihdodia20........1:6663699
34:3431785
PARCA DO RECIFE 20 DE MAIO DE 185*, AS
3 HORAS DA TARDE. -
Recista semanal.
Cambios- A baixa do descont, tem feito bai-
lar o cambial) saccando-se sobre
Londres a 27,26 3|4 e 26 1|2, fe-
chando-se hoje a praja a 27 d. para
as leltras samadas pin outras pra-
jas, e a 26 lt2 para o* saques des-
la ; c sobre Paris de 360 a 365 rs.
por f.
Algodao ----- Vendeu-se de 53800 a 63000 por
arroba de primeira sorle, o que su-
pomosdfjtlugar entraren) smenle
175 saccflL>
Assucar----------A entrada foi pequea, e aqonli-
dade superior foi procurada para
os porlosdo sul do imperio. A nao
ser o consumo que lem havido para
as referidas parle, he prevavel
livesse baixado, pois as noticias re-
eebidas at Europa a 18 do corren-
le ainda wo desfavorave.
AVISOS MARTIMOS.
Para o Rio de Janeiro, o brigue na-
cional Elvira segu com brevidade por
ter parte do seu carregamento prompto :
para.o resto da carga, passageiros e escra-
vos a rte, trata-se com os consignatarios
do mesmo Machado & Pinheiro, na ra
do Vigarion. 19, segundo andar.
PARA A BAHA.
segu brevemente o veleiro hiate For- '
tuna, capitao Pedro Valette Filjjo: para
carga trata-se com os consignatarios A-
de Almeida Gomes & C, ra do Trapiche
n. 16, segundo andar.
Para o Rio de Janeiro segu em
poneos dias o patacho nacional, Bom
Fim ; ja' tem a maior parte da carga
prompta : para o restante e escravos a
frete, trata-se-com o consignatario Jos
Baptista da Fonseca Jnior, na ra do
VigarioT4, primeiro andar.
Real companhia de paquetes inglezes a
vapor. ,
No dia 22 deste mes
espera-se do sulo vapor-
GrcaC tVcstern, o qual
depois da demora do cos-
tume seguir para a Eu-
ropa; para passageiros'lrata-se com os agentes Adam-
son Ilowc C. na ra do Trapiche Novo n. 42.
Para o Rio de Janeiro, vai sabir com
a maior brevidade possivel.o pataxoNacio-
nal Valente ; quem no mesmo quizer car-
regar, embarcar escravos afrete ou ir de
passagem para o que. oflerece bons cmo-
dos, dirija-se ao capitao do mesmo pataxo
Francisco Nieola'o de Araujo na praca do
commercio, ou no escriptorio c'e Novaes
4. C. na ra do Trapichen, i, 1. andar.
Rio Grande do Sul.
Seguir em poneos dias para o Rio-Grande do
Sul o 'patacho nacional Regulo, o qual lem espajos
commodos para passageiros ; Irata-se na roa da Ca-
deia do Recife n. H, ou com o capitao a bordo.
Para o Rio de Janeiro devera seguir por esles
dias o patacho aGalanlc Maria ; ainda pode receber
alguma carga miada, passageiros e escravos a frete ;
a tratar na ra da Cadeia do Recito, loja n. 30.
Companhia' hrasileira de paquetes de
vapor.
O vapor hrasileiro S.
Salcadt, coraman-
daiite o primeiro l-
ente Santa Barbera,
espera-se dos portes do
norlc em 25 do correte, e sesnra para os do sul
no dia seguinle ao da sua chesada : agencia roa do
Trapiche o. 40, secundo andar.
LEJXO'ES7~
O agente Oliveira far leilio por ordem da Sr.
consulte Franja, e em presenja do sea chancellen
do expolio e mais arligos do cstabelecimenlo do fina-
do subdito francez Declamar, consistindoempacas de
mohilia, roupa, dous relogios, sendo um de pratae
oulro de ouro, om linguado de prala,muitas ferragens
para fabrico e coneerlos de-carros, como sejam :jnar-
lellos, bigomas, forja e foles em bom estado, fieiras,
compassos, e muitas outras novas para dilo omcio;
ede carpintero', rodas para carros completas, e ou-
tras em acabamento, e algum carvao para ferrara,
etc. : terja-feira, 23-do rorrele, as 10 horasda ma-
nhaa, na ra do Aragao n. 17, onde se comecara o
lcilao com os objeclos nella e^islenles, conlinnando-
se o mesmo com os restantes artigos no lelheirp, silo
no logar de Campo Verde.
GRANDE LEILAO SEH LIMITE.
Terj reir 23 do corrente. as 10 horasda ma-
ntilla noarmazem da na do Collegio n. 14, harem
ara raudo leilao de obra le marcenena novas e
usadas de differol qnalidade, wn granda po.

r

Z

1


DIARIO DE PERNAMBUCO SEGUNDA FElRft 22 OE MAIO DE 1854.
k
jao de chapeos finos de fellro sorlidos, di lo do Chi-
li muilo linos, varios apparclhos hoyos de lonja, e
de porcelana', para alirrojo e janlar, vidros para wr-
vijo de mesa, relogios de ouro c praU para algibeirn,
ditos de onlras qnalidades, candieiros francezes, in-
glezas de modelos novos, lanlernas, candelabros,
serpentinas, caslijaes ele, ricas caixas de charSo pa-
ra costura,' ditas de momio, ditas pequeas de jaspe,
em quanlidade, eslampas linas coloridas, e em fumo,
dita em quadros com ricas molduras, tima grande
porjao de miudezas diuerentos, sapalos e borzeguins
francezes de varios tamaitos, vinho engarrafadosO-
perior de cidra c mamilas, e dc.ootras qualidades, bis-
coilos, e bolachinhas finas francezas em latas etc., e
urna arroajao envidra jada paca loja : alm destes
objectos Itaverao outros muitos que estarao patentes
no mesmo arroazejn.
0 AGESTE BORJA GERALDES
tara o leitflo dos objectos cima menrionados.no ser'
armazem, hatendo o marlelio sem recusa d* qu -
quer prejo que f6fv4Jerecdu no acto do leilito. V -.
Terco feira 2;) do crreme, as 10.J hor?' da
manhaa o Agente Vctor, faro leilo no seu / ma-
zem ra da Cruz n. 25, de grande, sorlim lo de,
obras de marceneria, consistindo em mesas/ dundas
de amarello, consolos, sofs, marquezas, V iras de
balan;, d*brajo de Jacaranda, e de atiarr io,usuaes
de Jacaranda e de amarello, guarda louo*, aparado-
ras, carleiras, commodas, mesas para jarntar, lavato-
rios, toticadnres de Jacaranda, eale an/arello, berros
de jacarando e de amarello, um ricq/violSo de Jaca-
randa com cana, dous arado', doyti relogios hoyos
patente suisso, quadros com cslarslpas coloridas e fu-
mo, vinho branco do Porta euga/rafado de superior
qualidnde, uma Borjao de saruimetes, 29 chapeos
brancos de castor, 11 pretcs /c merino, 6 de dito
com mola, urna porc.au de droce em barris e latas de
ili Aeren les qualidades, um" rica toalhade rahyrinlho
com bico em roda, grande porjo deespelhos de dif-
ferenlcs tamanhos: e oaitros muitos objectos que es-
tarao patentes no dia do Heililo.
Qucm tiver para vcir-der uma prcla ou mulata
quesaiba engommar, coser e cozinhar, dirija-ge
ra largado Kosario, ca'- cima da loja de louja, le se pagar bem.
0_Dr. Sabino Olegario I,misero Pinho mu- ^
$t dou-se para o, palacete da ra de S. Francisco Jff
& (mundo novo) o, 68 A. m
t$K> we
Precisavse alugar un sitio que tenhn arvore-
dos, casa 6m commodos para uma familia fazer
morada, c/lriharia eto., da estrada do Mndego at a
Ponte deAclia: a fallar com o cnsul Americano na
ra di"rrapiclie n. 4, ou anmuicie.
/Todas aquellas pessoas que lenham dircilo a
reclamar qualquer objeclo que dcsscui a concertar ao
tabeado Lamare, no seo eslabelecimenlo de fabrica
d* carros, sila na ra do Aragao n. 17, com depen-
dencia no telheiro do Campo Verde ; queiram lera
boudade de reclamar e recebe-las at sabbado 20 do
corrente, visto qoe os remauescenles serao vendidos
em leilao na lerja-feira immediata, 23 lamhem do
correnle, por ordem do Sr. cnsul da Franja, da
qual uajao era sabdito dilo fallecido.
Jos Baplisla da Fonseca Jnior avisa a quem
convier, que a escuna brasileira, actualmente pata-
cho, Galante Mara, de que sao proprielarios Sil-
va S Grillo, lhe est especialmente hypothecada pela
quantia de 4:250000 por escriptura avrada as no-
tas do tahelliao. Cocino, e devldamente registrada,
cuja hypotheca se ha de vencer cm 18 de Janeiro de
1855.
os:
oUi
LOtERl/"DO RIO DE JANEIR
HojedeV chegardo sul o vapor.i
conductor das listas da lotera nona' _,
Estado Sanitario : os premios serao pagos
logo que se fizer a distribu i cao das listas.
Antonio, moleqne, alio bem parecido, cor
avermelliada, najao congo, rosto comprido e barba-
do no/queizo, pescojo grosso, ps bem fcilos, tendo
o domo index da mao direila aleijadn de um talho. e
po/ isso o traz sempre fechado, com todos os denles,
h*m ladino, oflicial de pedreiro e pescador, levou
/fonpa de algodao, e uma palhoja para resguar-
dr-se da ehuva; ha toda a probabilidadede ler sido
' seduiido por alguem; desappareceu a 12 d maio
correnle pelas 8 horas da manhaa, tendo obtido 1-
cenja para levar para S. Antonio ama bandeja com'
roupa: roga-se portanto a todas as autoridades eca-
pitSes de campo, hajam do o appreheuder c leva-lo
a Antonio Alves Barboza na ra de Apollo o. 30,
ou em Fra de Portas na ra dos Guararapes, onde
se pagarao todas as despezas.
Antonio Moreira Res, lem justo comprar a
rasa terrea tita na ra dos Pescadores n. 3, perten-
cente senhora Maria Eugenia "do Jess, viuva do
finado Vicente Canteo: se alguen liyer a oppor al-
tim erabarajo dita compra, haja de o fazer no
prazo de seis dias, e entender-se como annunciante
uo pateo do Terco n. 13.
' D-se GOOjOOO a juros, sobre penhores ou fir-
ma a contento: nesta lypographia se dir.
No dia 9 do mez de outubrn do anno prximo
pissado fugio do engenho Limoeiro, sito na fregue-
zia de Agua-Prela. um escravo de nnme Seraphm,
crioulo. He idade 30 alios, pouco mais ou menos,
, prlencento'aosorphaos filhos do finado major Mar-
ciano Gonralves da Rocha, com os signaes segnin-
tes : estatura regular, bem feilo do corpo, bem preto
e barbado, com todito os denles, e sem oulro-algum
detallo : qucm delle tiver noticia ou o appreheuder,
dirija-se ao engenho S. Braz, no municipio de Seri-
nhacnt, que ser sufficienlemenle recompensado.
O Ur. Francisco de Paula Raplista, retirndo-
se para o Rio de Janeiro lomar assento na cma-
ra temporaria como deputado por esta provincia, nao
. pod, pela rapidez da sua partida, (despedir-se"pes-
soalmente de todos os seus amigos e tlaquellas pes-
soas a qaem he grato, e por isso fazendo-o pela ini-
prensa pede-Ibes desculpa de uma falta nao filha de
eus desejos, e onerece-lh uaquelle lugar o seu di-
minuto presumo.
No aterro da Boa-Vista n. 4, terceiro andar,
deseja-se saber se nesla cidade existe o Sr. Joao
Antonio Pacheco Bastos.
GABINETE PORTIGIFZ DE LEITIRA.
A directora agradece as olleras que i-
zcram a' bibliotlieca os seguintes senho-
res : Antonio Goncalves de Oliveira
Obras deRocage, 5 volumes : Jeronvmo
, Pinto de Souza Revue Pittqresque, 7
volumes, bistoire pittoresque des reli-
gioiis, doctrines, ce'remonie et coutumes
, religieuses de tous les peuples du monde,
anciens et. modernes, 2 volumes.
Reci'e 20 de maio de 1854.;Joaquim
Raptista Moreira, director,Jao Ouirino
de Aguilar, primiro secreatrio.
Antouio Jos de Azevedo Marques, subdito
brasileiro, retira-se para o Rio de Janeiro.
OAerece-e uma ama para o servijo interno de
casa depouca familia, ou dchomem solteiro: na ra
da Asaumpcio n. 24.
Os Srs. Luii de Franca Rodrigues, morador em
Cacbaugn, e Manoel Jos dos Santos, que lem venda
em S. Lourenco, lenham a bondade de apparecer na
na Nova n. 65 a negocio que nao ignorara.
Precisa-se simia de umcalxeiro que lenha bas-
tante pralica de taberna, que soja fiel e diligente, e
d fiador de sua conduela, nao se tmida dar bom or-
denado : na ra do Cordoniz n. .. no Forte do
Mallo.
Offerece-se para caxeiro de taberna ou de oulro
qualquer eslabelecimenlo, um mojo porluguet* que
lem bstanle pralica deste negocio : quem do seu
presumo se quizer utilisar, derija-sc *rua da Ca-
dera Santo Antonio n. 16.
Arrenda-se o engenho Camacho, na freguezia
deMaranguape, duas leguas e mcia distante desta
cidade, com Ierra) de boa produeco, ecom capacida-
tes podem tratar no engenho Caulista, com o pro-
prietario do mesmo engenho.
-r-Srs. redaclorss.Atlendiujel videlel! Correndo
um boato de que gemi no prelo um peridico, que
apparecendoluzteria de regenerar alilteralura bra-
sileira ficamos como dizia o immortal Virgiliocon-
ticuero omnes ntenlique ore tenebantjulgando
que a cara condiria com aearcla. Eis que com bs-
tanle pezar nosso vimos um segundomons partu-
riens el nasectur rediculusmnsporque apparecen-
do o lal peridico que lem por titulo a Eslra vimos
(lalvez devido a osa fraca eomprehenjao) nao esa
grande pera de ntleratura ; mas sira orna babel de
asneiras e cMusao ; e como ilesejamq que estas
pedras preciosas sejam polidas cliainamos a attenjao
dos lilteralos para que com stias' esclarecidas luies
suppram os nossos desejos. A inlroducjfio nada nos
orienta, e apenas o que podemos collter della he
que o lal peridico vem buscar fortuna, o que nao
hecompativel com o que ella diz em outros lugares.
Qnanto aos outros artigos oque se observa na inlro-
duejao o mesmo se encoulra nelles. No entrelanlo
nao podemos dehar de fazer especial menean de um
artigo que lem por ti luloa minha estrellapois
nella vimos ser um parlo de uma imagimjao escal-
dada, e senlindo no conhecer pessoalmente seu im-
morlal autor, aproveKamos este meo para lhe acon-
selbar que quando liver de fazer algomas das soas
' hayronicas produejcs tome bandos de agua fra afim
de minorar sen enlhusiasmo. Eis. Srs. redactores, o
. que por ora direi, pois nao ambiciono passar por zoi-
lo, nem Uto pouco empecer a marcha progressiva da
sriencia.O amante da* ietlras.
Losna romana, de Solline.
>' A tintura de losna romana, Solline, he um'S
JS dos excellcnles remedios tnicos conheeidos, e Sj
J que maior numero de vezes tem produzido >S
jg melhores efiilos as molestias que se tem x
X julgado applicar. Cnracomadmiravelpromp- -x
& tidan as doces nervosos do estomago, acedera *
S a digeslo as pessoas que tem tarda, faz 5
^ desapparecer os margos de bocea, e os gazes $
S que se accumulam no estomago, edesenvolve '&
SS o appelilc ; cura igtialmenle as desenterias S
3K chronicas, as flaluosidades, e he um podero- S
jg so remedio para n crian cas que soffrem de li- Jg
Jg enletia, ou dijecres alvinas liquidas, e mui- >$
k tas vezesrepetidas, tas quaes se acham os ali- x
oc mentos maldegeridos. Assedhoras quepade- -
g **P de chlorose ou paluda cor, acharan na 8
*~ tintura de losua romana, um remedio cfficaz, s
^ o qual sendo usado por algum lempo as tor- S
Jk na coradas. Tem sido de grande vantagem no M
K' tratamenlo da leurorrhea ou (lores hran- -K
cas, e juntamente no fluxo sanguneo prove- j
Jg nienle de alonio do tero. Seu uso he mui ;
g simples: as pessoas adultas devem tomar duas S
fjg collierinhas daflanaiiliAa em jejum, c S
noile qiiancUPrquizerem agasalhar, dissol- 5
*-vidas em pequea quanlidade ri'agoa marna. s
Si As criaujas tomartto uma colherinha de ma- 5(
X nhaa eonlra noile. Vcnde-se nicamente' 3t
JS na botica de Joaquim d'Almeida Pinto, na S
~ ra dos Quarleis n.o 12. "" x
@ :
38 O Dr. Joau Honorio Bezerra de Menezes,
formado em medicina pela faculdade da Ba- @
hia, offerece seus prestimos ao respeitavel pu- ?;
blico desla capital, podendo ser procurado a @
qualquer hora em sua casa ra Nova n. 19, @
& segundo andar: o mesmo se presta a curar a
~ gratuitamente aos pobres.
Carros e ColxiJes de mola.
O abaixo assignado, segeiro, e morador na ra
dos Pires, casa de porta larga, offerece-se para pin-
tar, cobrir e forrar carros, com toda a perfeijao pos-
si vel, para fazer lodo equalquer conserto que nelles
seja preciso ; assimeomoencarrega-se de vender car-
ros ou cabriolis; na mesma casa acham-se venda
icolxOes de molas tanto grandes como pequeos, por
prejos eommnilos, e afianja-se por tlm anno por qual-
quer concedo que nelles seja preciso : (ambem
guarda-se carros mediante urna paga mensa!:
Laboucier.
J. Chardon, hacharel cm lidias leltras, doulor
em direlo formado na universidade tle Paris, ensi-
na em sua casa, roa das Flores n. 37, primiro an-
dar, a lr o escrever, tradtizir e fallar correcta
nienle a liiioa fraucc/.a, e tambem dar lijocs par-
ticulares em rasa de familiat
Homoeopathia.
CLNICA especial DAS MO- (A
.LESTIAS NERVOSAS. S?
Hysteria, epilepsia ou gota co- 5
ral, rlieumatism, gota, paraly-
sia, defeitos d-'&la, do ouvido e
dosolhos, melancola, ceplialalgia ^
ou dores de cabera, encliaqueca, ^
dores e tudo mais que o novo co- (A
nliec pelo nome generictPae ner> u
voso. '*' S
As molestias nervosas requerem militas ve- *v
zes, alm dos medicamentos, o emprego de" (A
ulros meios, qoe despertem ou abatam a /k
sensibilidade. Estes meios.possuo eu ago- x^
ra, e os ponho a disposijao do publico. i
Cnsul las lodos os mas (de graja para os ,Z
pobres), desd s 9 horas da manhaa, al l#7
as duas da larde, ra de S. Francisco (Mnn- (A
do-Novo, n. 68 A.Dr. Sabino Olegario 5
Ludgero Pinho.
Precisa-sede urna ama que salba cosinhar, en-
gomtnar, e fazer todo o mais servijo interno de ama
casa': na ra Nova n. 52, segundo ailar.
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, rna do Gollegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
d fazendas, finas e grossas, por
precos mais bixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por
qdes, como a retalbo, affianrando-
se aos compradores um so preco
para todos : este estabelecimento
ahric-se de combinarao com a
maior parte das casas conimerciaes
inglezas", francezas, allemaas e suis-
*as, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto oferecendo elle maiores vah-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietano deste importante es-
tabelecimento convida a'todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
AntonioLuiz dos Santos & Rolim.
Casa da afericao, na ra das Aguas-
Verdes n.- 25.
O aferidor participa, qoe a revisao leve principio
no dia 1" de abril correnle, a inalisar-se no dia 30
de junho prximo futuro: segundo o disposto no
arl. li dosegimento municipal.
Na ra de S. Bom Jess das Crioalp n. 16,
lava-se e engomma-se com accio e perfeijlb.
Qoem precisar de urna ama para engommar,
cosinhar'e fazer todo o mais seivico, interno de nma
casa: dirija-se a ra dasCruzes n. 11, loja^
Precisa-se alusar uma ama forra ou captiva,
para uma casa estrangeira de pouca familia, para
tratar de meninas a fazer mais algum servij se for
preciso : na roa da Senzalla Velha n. 60 primiro
andar, ou na Capunga.silio do Sr.Brito.
Paulo Gaignou, dentista,
pode ser procurado a qualquer hora em sua casa
oa/ua larga do Rosario n. 36, segundo andar.
.-f8@@@
9 U lir. lhomasstn, medico francez, dron-
aullas todos os dias oler, das 9 horas da ma- W
nh,1a al o mein dia, em sna casa roa da Ca- @
deia de Sanio Antonio n. 7. < <*
Attencao.
Prccisa-se Je um capello' para a povoajao de Ca-
poeiras, sendo bem moralisado e inslruido :,quem
pretender dirija-s ra Direila n. 76, que se dir
quem est aulorisado para tratar, e declarar as van-
tagensda rapelania.
J. Jane dentista,
contina rezidir a rnaNova, primiro andar n. 19.
AVISO AO PUBLICO.
Francisco Cavalraoti de Albuquerqne faz poblico,
qne ninguem faca negocio ou trausaejao alguma
com seu sogro Jos Joaquim Barboza morador na
villa da Escuda relativamente s escravas Thereza e
seus filhos Merenciana, I.uila, Maria e Jos que
tendo os avs da molher do annunciante feilo doa-
jao de dita escrava a suas Ires netas, e sendo dilo
sen sogro citado pelo joizo municipal da cidade da
Victoria como administradordesuasduasfilhassollei-
ras para apresenlar as crias da dita escrava a seren
partilhadas entre duas filhas do mesmo seu sogro, e
a mulher do annunciante, negara-se a isto ausen-
tando-se com lodos os esclavos mencionadas para fra
da comarca, e foi encontrado na direejao lo Cabo
aobde tem certas corrclajoes. Isto posto, avisa-se pa-
ra nao liaver ignorancia em qualquer Iransacjao que
se faja, eque protesta o annunciante have-los cm
qualquer parte que saiba que clles eslejam.
Precisa-se de uma ama que compre, cosinlie e
engumme, para uma casa que sua familia cousisle
no dono da mesma c sua senhora : a tratar na ra
Nova n. 27.
! Wclor Lasne, tendo d e fazer nma viagem
Europa, deixa por seus procuradores : em primiro
lugar ao Sr. Jos Joaquim de Oliveira (ion jal ves, em
segundo ao Sr. Manoel Francisco de Souza Sanios, e
em terceiro ao Sr. JoSo Soum, com poderes bas-
tantes para o substituir na gerencia de"sua casa.
IRMANAE DES. PEDRO.
O Sr. Miguel Arcbanjo Fernade Vianna, solici-
tador da innaiidade de S. Pedro, acha-se competen-
temente aulorisado para receber os foros da mesma
irmandade a respeilo daquelles foreiros que se acham
bailante atrasados, e chama-Ios a juizo, caso nao
pagucm promptamenle. Rccifc 17 de maio de 1854.
O escrivao pressidcnle,.
Padre ^pito Jote da Costa Ribeiro.
Precisa-se alugar urna ama forra ou .captiva, de
portas a dentro : na praja da Independencia n. 36
o oo.
Arrendarse o engcuho Frescoodin, na ribeira
de Uua, moente e correnle, com 22esclavos, 24 bois,
e26 bcslas, com nteenda orisontal, assenlamenlo se-
parado para relame, *e safra creada : quem o.pre-
tender, dirija-se a seu propietario Filiciano Joa-
quim dos Sanios, ra do Hospicio n. 21.
Alugam-se c vendlm-se superiores bichas de
Hamburgo cliegadas pelo ultimo vapor da Europa :
na ruacslreila do Rosario n. 2, loja de barbeiro.
PIBLICAA0 DO NSTITUO H0M(0i\TICON DO BRASIL.
THESOURO HOMOEOPATHICO
OU
VADE-MECM DO H0KE0P4TH4.
Methodo conciso, claro, e seguro de cnrar.'homoeopathicamente todas as molestias, qne auigcm a
especie humana, e particularmente as molestias que reinam no Brasil.
PELO
DR. SABINO OLEGARIO LUDGERO PINHO.
Acaba de sahir ii luz esta obra "ulilissima aos mdicos, que quizercm experimentar ou exercer a
verdadeira medicina, e muilo mais anda aos pais de tamilia, quer das cidades, quer do campo, chefes
de eslabelecmentos, sacerdotes, capilaes de navios, viajantes, ele, etc., que por si inesntos rtuizerem co-
nltecer os. prodigiosos efleitos fia homueopalliia.' '
Dous voltimesem brochura,' por. ......... lo^tKXM)
iisooo
Encadernados
sam
mos

01 Srs. assignanles lerHo a bondade de mandar receber seus ejemplares em casa do aulor, ra de S
Francisco (Mundo Novo) o. 68 A. ,
BOTICA CENTRAL HOMCCOPATHICA.
Ninguem poder ser feliz na cura das moleslias, sem que possua medicamentos verdadeiros, ou de
uatldade. Por isso, e como propagador da homa-opathia no norte, c immediatamenle inlcressado
M^mS^,^Successus',e,uuaulor,loT,IESLK ,I0M0EPATU,C0 mandado preparar, sob
lata inspecjao, lodo* os medicamentos, sendo incumbido desse Irabalho o hbil pharmaceulico
n homuopathia, Dr. F. de P.' Pires Ramos, que o tem escculado com lodo o zelo, leala-
* m '0<,ne "* poilc des,'Jar-
tUcacia dies medicamentos he atteslada por todos que os lem experimentado; elles nao preci-
ummendajao; basta saber-sc a fonte donde sahiram para se nao duvidjr de seus opti-
^i?w nodTilf)cm?.'!vamenl09 ,,a alla e 'w'" neluicSo cm glbulos recom-
l,,fdi i .M?5 i VK0 HOMOEOPATlllCO,acompa..haddaobra,e de uma
,"'" U I""* ,,e ""I"" indispensaveis '......
! t m n^ZZ J?omP"l'aua-<|a obra e de 8 vidros de Unturas .
^UrrSTndrrt^rri?reCUmme"da,l0S ia.men.e na obra, e com
Dita de 48 ditos ditos. .......
Dita de 36 ditos acompanhada de 4 vidros de Unturas' '
Dita de 30 ditos, e 3 vidros de tinturas "uluras-
Dita de 24 ditos ditos...........
Dita de 24 Jubos pequeos com a obra e 2 vidros de tinturas* '
Tubos avulsos grandes...... '.
pequeos ..'..* '.-'"
I j.la viJro de Untura. .'.'"'."
tir-rJy*" 'em**Xuit-""""camenloscm a'maioi promplidao, e por prerbs rommo-
1008000
905000
608000
.VS000
108000
358000
30.^ KK)
208000
18000
8,500
28000
H0ME0PATOIA.
Comarca do Cabo. 9
.Janoel de Siqueira Cavalcanti mudou-se 2
para o engenho Marlapagipe. Conlina a dar
consultas lodos os dias, e a Iralar os pobres
gratuitamente.* @
Precisa-se de uma pessoa capaz que queira
propr-se a eosinar Jtns meninos em om engenho
distante desta praea 12 leguas; d-se bom ordena-
do : a tratar na ra da Cruz n. 34, primiro andar.
-^-O dono da loja de charutos da ra larga do So-
sarta n. 32, pede encarecidamente s pessoas que
eslao a dever conla de charutos em sua loja, e no
deposito que leve na ra eslreila do Rosario, hajam
de vir salisfazer seos dbitos que o lempo he bas-
tante, pao deseja qne os seus freguezes lenham
que dizer : anini como lem para vender ricas cha-
't.ts a 28500 e 35000: na mesma lem para se
ir arniacao que foi do deposito de charutos
p_j eslreila do Rosario com todos os pertenres
para o mesmo negocio ou oulro qualquer, e ser fcita
de mancira que muda-se para qualquer parle.
Os hetdciros do finido Francisco de Baula Ni-
gramonuSnligo senhor do engenho Ginipapo, la-
zem.SBstr* qnem convier, afim de que em lempo
alsum se nao prevalejam da ignorancia, que elles
tratam de fazer rescintUr a escriptura de" aeeommo-
dajaoeamigavel composicao, que roagidm, lizeram
com D. Maria Marroquina de Jess Nazareno e seus
filhos, herdeiros do fallecido Antonio Francisco do
.liego Barros; e assim aquellos que a estes compra-
re m partes do dito engenho Ginipapo licam tijeilos
a ve-las reivindicar cm lempo opportuno. Recita 18
de maio de 1854.Como procurador,
Paulo Tolentino Bastof Sigramoute.
O abaixokssignado, morador na cidade dTVic-
lona,avisa a varios habitantes da cidade do Recita
e seas suburbios, que no prazo de 30 dias mandem
pagar o que devem ao abaixo assignado, e podero
entregar nesla praja ao Sr. Francisco Xavier Mar-
tn Bastos, na ra do Encantamento, armazem de
molhados n. 11, nos demais lugares pagarao ao abai-
xo asaigna, sendo no lugar de sua residencia, do
contrario publicar os nomes daquelles que o deisa-
rem de salisfazer, e estes serao conheeidos como ca-
loleiros ; e o rqesmo aviso taz aos habitantes da
cidade da Victoria e da comarca do Limoeiro, Cabo,
Nazarelh, Raposa, Grvala, Mupam. Cidade do
V tetona 16 de maio de 1854.
Manoel Jos Pereira Borgtt Junioi.
Desappareceu de casa de seu senhor, ama ca-
bra de nome Manoella, j de dade, alia* magra, bs-
tanle rea, tem,os olhos vesgo?. lhe chamam na ra
a Mai da La; quem a pegar leve a seu .senhor, na
ra Nova no primiro andar do sobrado n. 26.
Da-se 2008000 rs. a juros com penhor dc-ouro:
na ra eslreila do Rosario n. 7.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acham-se a'Venda os billietes da lote-
ia nona do Estado Sanitario; a lista se
.espera segunda-feira pelo vapor inglez :
os premios serao pagos logo que se fizer a
distribuicao das listas.
Foi apprehendida no Om de abril, 1 canoa pe-
quena de 16 palmos de comprido. pouco mais ou me-
nos-, quem se julgar com flireilo a ella, dirija-se em
Fora de Portas ra do Pi llar n, 145.
Engomma-se roupa lano de homem como de
senhora, caljas, camisas e jaquetas a 80rs., ludo com
perletjao: no beccodo Rosario n. 2.
Precisa-se de uma ama que saiba cozinhar,
fazer lodo mais servijo de uma casa : no largo <
Terco n. 27, segundo andar.
Precisa-se alugar um prclo que seja fiel, p.m
vender fazendas: no aterro da Boa-Vista n. 58, loj
Explendida gallera de retratos pelo
svstema clirystalotypo.
O abaixo assignado, acaba -
receber dos Estados-Unidos
mais rico sortimento de o
tos para enllocar retratos .
leem appareriilo no Brasil.
respeitavel publico he convi
do pois a visitar o seu imp.
tanta estabelecimento ao depc
da chegada do vapor do norl
(que s enlo lie que poder despachar estes obj
tos) nao s para examinar as maaiificas caixinhas
primoroso Irabalho, e bem assim bellissimos quad
dourados e de mogno, como para observar um e~
nhoso instrumento no qual se v o retrato de i
niatura n'um lamanho natural, e onde o observa
poder gozar das mnimas particularidades das
jtes que examinar. O artista, em dous mezes
aqu se acha tem (irado 600 e tantos retratos, po
so escusado ser elogiar os relratos pelo sv?t
chryslalolypo e dizer que alm de se nao oxida
como os de daguerreotypo sao lirados com mi
mais rapidez eem qualquer eslajao, e que suas
res nalures e vivas demasiadamente exlasiam v
do espectador; anda existem algumas cnixinl
quadros, medalhas, alfinelese aneis, por isso os p
lenilenlcs queiram dignar-se procurar nannuncia
lodos oa dias no alerro da Boa-Vista n. 4, terceiro
andar.Joaquim Jos Pacheco.
Precisa-se de uma prela escrava, que rozin
faja o mais servijo de uma casa tic pequea fain
naga-se bem : a tratar na ma da Cadcia do Recita
p. 23.
Nalivrarian. 6c 8da paja da Independencia
existe uma caria para o Sr. major Jos Carlos
xeira, e como se ignora quem seja procurador,
oude se deva remelter, roga-se-lhe queira
nunciar,'
~ Na rua'da Aurora, em casa de
Pinto de Lemos Jnior, se precisa de
ama de leite, forra ou captiva, mas
seja sadia.
Precisa-se de uma ama para casa de poura'fa-
milia, que saiba cozinhar, engommar e fazer o mais
servijo de casa, mas que seja de meia idade e de boa
conduela : na ra das Crnzes u. 20.
A pessoa que se julgar com direilo a um
vallo magro, de cor ruja'que foi aprehendido
niczos, pela subdelegada da freguezia da Boa-
queira comparecer para lhe ser entregue dando
signaes.
Precisa-se de um rapaz de 16 a 18 annos,
tenha algoma pralica de taberna, prefern.
ileslis ltimamente chegados: a Iratar na na
Concordia n. 4.'
Precisa-se alugar uma escrava que seja fiel, e
que saiba engommar c fazer o mais servir de tuna
casa: na ra Direila n. 131, por cima da* botica do
Torres.
objec-
qoe
O
ila-
npor-
ec-
de
Iros
i enge-
mi-
dor
fei-
que
is-
dema
rem
ilo
co-
sta
nu
nvis
lias,
i pre-
mie
he e
lia.
Tei-
ncm
au-
! Joao
:uma
ne
ca
ha 3
isla
os
que
lo-se
la
No alerro da Boa-Vista, loja n. 58, se dir
quem vende um rico aderejo para senhora, e varias
pejas, ludo de ouro de lei.
Aluga-se um mulatinho de dade 16 annos,
que sabe cozinhar o diario de uma casa comprar na
ra, e he fiel: quem oquizer procure na ra do Se-
bo, casa ao p do lampeo n. 31, das 9 horas do dia
ale as 6 da lard, que achara com qucm tratar.
Na casa da ra da Senzala Velha n. 112, ter-
ceiro andar, precisa-se de uma mulher de idade para
estar em nrh sitio e cozinhar para si o alguns prelos:
aa-se-lhe a casa, sustento c algum dinheiro, do que
se tara ajuste vista. ^
COMPRAS.
Compram-se Diarios a 300 rs- a arroba: na
roa larga do Rosario ns. 8, 15. 17 junto ao quarlel.
comprarse um Alias de Goujon que estoja em
bom eslado : na ra.do Queimado loja n. SMS.
Compra-se nma lileira que estoja em bom es-
tado : quem a tiver e quizer vender, dirija-se ao pa-
lco de S. Pedro, sobrado n. 3.
Compra-se prata brasileira e bespa-
nhola : na ra da Cadeia do Recife n.
24, loja de cambio.
Compra-se louja de barro fabricada no paz, co-
mo seja:potes, jerras, quarlinhas, fogarciros de
diversos tamanhos, pralos e outros objectos pcrlen-
Siv w'sta" manufacturas: Irata-se na ra da Sen-
zala \elha, terceiro andar da casa n. 112 : assim co-
mo louja de.qualquer qualidade, no obstanle le-
nham uso.-
Gompram-se eflectivamente cobre,
latao e brohzevelho : na fundicao de fer-
ro da ruado Brum n. 6, 8 e 10, passan-
do ocliaf'aiiz. *
Compra-se um Epitome Seraphico: na ra lar-
ga do Rosario n. 50.
VENDAS
a a (5$000, e
No aterro da Boa-Vista n. 80, vcnde-se gom-
ma de engommar a 28560 a arroba, e em libras a 100
rs., feijao fradinho a 320a cnia, brancoe gurulnba, a
200 m.,cii prelo de 3embrulhos urna libra a 18920,
e cada cnrtrtiUho a 640 rs., ervilhas a 200 rs. a libra,
lamilla de tapioca a 120 rs. a libra. %
Quem quizer comprar urna cama de anjico em
ineio uso, purera em bom eslado, dirija-se ra da
Senzalla Velha n. 70.
Na loja n. 26, quina do becco Lar-
go, na ra da Cadeia do Recie, anda
tem a' venda saccas com muito bom m-
Ilto. tanto para animaes como para plan-
tar.
Vcndem-se 4 molccoles de bonitas figuras,
do 2 pedreiros, 1 escravo de meia idade, proprio .
ra um silio. por ler muito boa conducta, e varias
escravas mojas, entre ellas algumas com habilida-
des : na ra Direita n. 3.
FAZENDAS BRAtAS,
Na nova loja de3 portas da ra do I.ivi menlo ao
p do armazem de louja n. 8, vendem-se corles de
chita franceza a 18800, corles de cassa de cores fixas
a 28000, chitas francezas muito finas a 200. 280 e
320, riscados Trance-es de cores fixas c de largura
qusi de vara a 240, 280 c 32lL e um grande sorti-
mento de chitas finas e cores fixas, imitando cassa a
200 rs. o covado, e oulras mnitas fazendas por me-
nos prejo do que em outra qualquer parte.
NEGOCIO VANTAJOSO ,PARA PRINCI-
PIANTE QUE TEM POUCO DINHEIRO.
Vende-se a contento, com alguma parle a crdito
com boas firmas, ou com qualquer objeclo de valor,
uma das melhores loja de calcados toda envidrajt-
da, muilo afreguezada, e com surragem de couros,
ha muitos annos conhecida pelo centro desta cidade,
sita no meio da ra do Li\ ramelo,intitulada Estrel-
la 19 : s na surragem de couros tem de lucro dia-
riamente 18 rs., fura as vendas do calcado, e pre-
paras para ofllcina de sapateiro, e ludo mais que
queiram por a'venda : na mesma' taj tem commodo
iudependente para familia, com cozinha, bom quin-
tal cercado de algrele para plantar flores, boa
caeimba, e ao p um grande tanque para banho ; na
frente da loja uma rotula de veneziana para recreio
nos domingos e dias sanios, e' gozar todas as pro-
cissds da qtiaresma ; tem entrada, e sahida que-
rendo por tova da loja, com tudo isto paga mental-
mente 108 E querendn o sobrado de um andar
que tica por cima da mesma, ceder-se-ha ao rnm-
prador da loja, ludo commod amen le e desem baraja-
do que nada deve a praja. O dono desfaz-sc por'se
adiar doente, e lem de relirar-se a tratar de sua
saude : quem pretender dirija-se mesma, qne acha-
ra quem faja todo negocio,
Toda at^jnrto aos precos do novo sorti-
mento de fazendas, baratas, na ra do
Crespo lado do norte loja n. 14, de
Dias Vendc-sic alpaca prela, tazenda de duas larguras
pelo baralissimn prejo de 400 rs. cada covado, dita
muito mais fina com lustre a 680 rt.'o covado, sarja
de laa preta de superior qualidade por ser muilo eu-
corpada a 520 rs. o covado, chitas escuras de bous
pannos e cores fixas a 160 rs. o covado, ditas sarago-
janas escuras e oulras mais cores com uovos dese-
nhos a 180 rs. o covado, as verdadeiras brelanhas
de rolo muilo encorpadas a 18800 rs. a peca, peci-
uhas de bretanha de linho fazenda muilo fina a
38300 rs. cada uma, corles de meia casemira escura
de quadros e lislras a 18500 rs. o'corle, ditos de
liriin dequadrinhosmiudos tazenda de bom goslo a
18440 rs. cada corto, riscadinlio de linho e lislras
miudinhas 200 rs. o covado, os verdadeiros cobcr-
loresde ilgodo branco da fabrica de Todos os San-
da Rahia a 560, e grandes a 640 r.' cada um: as-
sim como mais oulras fazendas por menos prejo do
que em outra qualquer parta, sendo a dinheiro
vista.
Navalhas a contento e tesouras.
Na ra da Gadeia do Recife n. 48, primiro an-
dar, escriplorio de Augusto C. de Abreu, continu-
am-se a vender a 88000 rs. o par (prejo ilxo) asj
bem conhecidas e*tamadas navalhas de barba taitas
pelo hbil fabricante que foi premiado na exposijao
tle Londres, as quaes alm de durarem extraordina-
riamente nao se sen lem no roslo na aejao de cortar ;
vendem-se cqm a condijao de, nao agradatdo, pode-
rem os compradores dcvolve-las al 15 dias depois da
compra, restitnindo-sc o importe : na mesma casa
lia ricas tesonrinhas para tinhas taitas pelo mesmo
fabricante.
PTIMO VINHO DE COLLARES,
em 1 larris de 7 em pipa : no escriplorio de Augusto
C. de Abreu, na ru da Cadeia do Recife n. 48, pri-
miro'andar.
"Rfa do Collegio n. 12.
Francisco Jos Leite, recebeu pelo ultimo navio
de Liverpool, superiores queijos londriiios, presun-
tos iiiglezepara fiambre, bolachinhas soda, biscoi-
linhos multo finos em latas de ilifferenles tamanhos
e conservas sortidas em frascos: tudo se vende por
prejo commodo.
Vendem-se 8 escravos de difterenlcs sexos e ida-
des, liavendo entre elles alguns de ptimas qualida-
des e muito mojos: na ra de S. Rila n. 63. -
Vcndem-sc Igas com lampreias de escabeche:
na ra da Cruz nT46.
. Vende-se uma bonrti negra, crioula, de dade
25 annos, lava, cose e cozinha muilo bem : na rna
da Praia n. 14se dir.
Vendem-se chapeos Oc sol de soda de cor, lti-
mamente chegados de Paris, proprios para homem,
por prejo de 68000 : na loja do 4 portas n. 3 ao lado
do arco de Santo Antonio.
Vende-se urna vacca parida muito
boa leiteira^jxH' preco commodo : quem
a pretender, dirija-se a rita do Crespo n.
l, que se dir' quem vende.
Vende-so nma mesa redonda tle saudal -e um
palanquim da Babia : no paleo do Carino, casa do
Sr. Gabriel Antonio.
Vendem-se superiores pescadas, rindas do Tor-
io, por prejo commodo : na ma do Vinario n.'SO.
Vcndem-se por barato prejo as seguintcs obras,
denlre ellas algumas novas e ouiras em bom eslado :
Chauvrau, dircilo criminal francez, cm 6 volumes,
Rossi, economa poltica, em 2 volumes, Vallel, di-
reilo das gentes, em 2 volumes, Serrigni, direilo pu-
blico france/, em 2 volumes, Blanqui, economia in-
dustrial, em 3 volumes, Blackslone,- direilo inglcz,
em 6 volumes, Rocckh, econonjia politea dos Athe-
nienses, em 2 volumes, Pardessus, direilo commer-
cial, eni 5 volumes, Bavoux, conflictos, em 2 volu-
mes, Sismondi, sciencas sociaes, 1 volume, as obras
completas de Vctor Cotisin, em 3 grandes volumes,
Alircns. direilo natural. 1 volunte, Eschlach, intro-
ducn ao esludo do direilo, 1 volume, Vicente Fer-
r!, elementos do direito natural, 1 volume, novos
elementos de economia poltica por Sr. Dr. Pedro
Aulran, Golovene, espirito de economia poltica, 1
volume, historia da revolujao franceza de 1848 por
Lamartine vertida em porltiguez, 4 volumes, a bi-
blia contando o novo e velho testamento. Cont, di-
reito criminal, Gold'smilh'a, historia de Inglaterra :
na ra do Crespo, loja de fazendas n. 15.
MECHAHISluO PARA EHGE-
Vende-se rap igual ao de Lisboa, a 28 rs., e
quem o lomar nao deixar de prefefi-lo aoulra qual-
quer pilada, lano pela boa qualidade, como pela
constancia de nao haver falta aos consumidores : na
ruada Senzala Velha n. 70, segundo ou terceiro
andar.
Vendem-se as obras sczuinlesi.dnas Dianas, 5
v., Mjslcrios de Paris, 10 v., Judeo Errante, 3 v.,
Memojres d'ntrc lemb, 7 v.. La Reine Hortence, 4
v., Tasso, Jerusalm, 1 v., Amor dcsgrnjado, 1 v.,
O Iris, por Caslilho, 3 v., Lavaler pliysionomie. i
v., Warden Cnnsuls, 1 v., burro de Horacio, 1 v.,
Conversajao franceza. 1 v., Araujo Barros, poesias,
2 v.: no becco da Congrega jao, loja de encader-
nador.
Vende-sc imbraj" debalanja grande do au-
tor Romn, com suas compalenles conchas e corren-
tes de ferro, proprio para qualquer armazem de as-
sucarou couros, dous embonos de cedro, duas ca-
noas e tres paos de louro, proprios para vergas de
navios, de 60 palmos de comprido ; os pretendenles
dirijam-se a Antonio Leal de Barros, na ra do Vi-
gario n, 17.
Vende-se uma taberna com poucos fundos, pro-
pria para rapaz principiante por ter sido aberla tle
novo, e ser em muilo boa ra : a tratar na ra do
Queimado n. 47.
. CARRO E GABRIOLET. |
Vende-sc um carro de 4 rodas e de 4 assenlns, e
um cabriolee ambos em pouco uso, e uma boa pa-
rtira de ras alio-, ludo por commodo prejo: na ra
Nova, cocheira de Adolpho.
Vende-sc superior doce de sotaba, em caixOes
de 4 libras, a 88000 a arroba ; na ra Direita, taber-
na n. 106.
Pecliinclias para a chuva. '
Superiores tamancos vindos do Porto para ho-
njcm c senhora, e queijo do sertao do melhor pos-
sivel, tudo por barato preje: -nos Ijualro Cantos da
Boa-Vista taberna n.l.
Pechincba de chapeos,
2A500 rsT
Na ra do Queimado loja n. 17, vendem-se cha-
peos de sol de seda pelo diminuto prejo de 68000
rs., proprios para a prsenle estajo : corles de case-
mira a 28500 rs. eoutras fazendas por barato prejo
para liquidajao de conlas.
Vende-se um excellente terreno, proprio para
edificarnos, nos A losados, tlefronte da igreja de N.
S. da Paz, por prejo commodo : no aterro da Boa-
Vista n. 42, segundo andar.
Vende-se uma pedra de moer tintas, por prejo
commodo : na roa Direila, taberna n. 27.
Com pequeo toque de a\aria.
Mandapolau c algodaozinho muito barata : na ra
du Crespo, loja da esquina que volta para a cadeia.
lo armazem de Timm Mouscn & Vinnassa largo
do Corpo Santo n. 13, vendem-se vaquetas de lus-
tro para carro, charutos de llavana verdadeiios em
ixas de 100 c 200 ; .1 piano forte horisonUl da me-
lhor construejao vindo a este mercado.
Vcnde-se uma taberna com poneos fundos: na
ra do Rangel, a tratar comTasso Irmaos.
a$@ @@@@ _@@@
9 Superior farinlia de mandioca
Venae-se farinha de Santa Calhariua moilo
nova, e de superior qualidade, por prejo
\S> commodo, a bordo da escuna Zelosa ; para
@ porjc, Irala-se no escriplorio da ra da Cruz 0
n. 40, primiro andar. ^p
^ afe-@@ @@@
Vendem-se espingardas francezas
de dous catinos lingfindo tronxado, mui-
to bonitas, e por preco baratissimo :. na
ra da Cruz n. 26, primiro andar.
' Vendem-se latas com 5, 6 e 12 li-
bras de ameixas francezas de superior
qualidade: na ra da Cruz n. 26, primi-
ro andar.
RAP ROLAO' FRANCEZ. .
Vende-se em casa do Sr. C. Rour-
gard, ra da Cadeia do Recife, e na loja
do Sr. Jos Dias da Silva Cardeal, ra
larga do Rosario.
Milho^novo.
Vendem-se saccas com millio novo, pelo barato
prejo de. 38000 rs. cada umaTna roa do Passeio Pu-
blico n. 17.
DoChili finos.
Vcndem-se superiores chapeos do Chilr, de abas
9
ores cha pos del lal ia, para
comenfciles c sem el-
lanjas e franjas pretas e
bonelcs e guarnijes de
iodos': na praja da Inde-
pos de- Jbaqnim de
JL
JL
Vendem-se 4 escravos, 1 mulato de 20 annos,
1 moleque do 1/ annos, 1 prela tavadeira e engom-
madeira, 1 prelo de 40 anno e 30 travs de pao dar-
co : na rna larga do Rosario n. 25.
Vade-mecum dos bomeopathas ou
o Dr.Heringtraduzidoem por- '
tuguez.
Acha-se a venda esta imporlanlissima li-
bra do Dr. Herios. 110 consultorio homreo-
pathro do Dr. Lobo Moscoso rna to Colle-
cip n. 25, 1 andar.
650
Vendem-se na ra da Mangueira n. 5,
650 tijolos de marmore ; baratos e em bom
estado.
POTASSA RRASILEIRA.
Vende^-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada rece n temen te, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons elleitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron ti
Companhia.
!^T
Vendem-se relogios de ouro e prata, mais
barato de que em qualquer outra parte :
na praja da Independencia n. 18 e 20.
Chapeos pretos francezes
a carij, os melhores c de forma mais elegante que
tem vindo, e outros de diversas qualidades por me-
nos prejo que em outra parle : na ra da Cadeia do
Recita, n. 17.
Bepoaito da fabrica da Todos o Santo* na Baha.
Vende-se, eiricasa dst>'. O. Biebcc &C, na ra
da Cruz n. 4, algodao'franjado d'aquella fabrica,
muilo proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por prejo comnmdo.
Na ra do Vigario n. 19, primiro andar, h a
para vender, chegado de Lisboa presentemente pela
barca Olimpia, o seguinte: saccas de tarelto muilo
novo, cera em grume e em velas com bom sorti-
mento de superior qualidade, mercurio doce e cal
de Lisboa em pedra, novissima.
Vendem-se era casa de Me. Calmont & Com-
panhia, na praja do Corpo Santn. 11, o seguinte:
vinho de Marseilleem caixas de 3 a 6 dnzias, 1 inhas
em novellos ecarreteis, bren em barricas muito
grandes, ajo de milao sorlido, ferro inglcz.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Roa da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento contina a lia-
ve* um completo sortimento de moen-
das e metas moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vende-se superior kirechs ealc/h-
the : na ra da Cruz n. 26
idar.
primiro
o iParica
ac nma 2
NHO.
IVA FIXDICAO DE FERRO DO EiNGEMlEIRO
DAVID W. B0VHA\, NA R(A DO BRU,
PASS.ID0 0 CIIAFARIZ,
ha sempre um grande sorlimclto don. seguintcs ob-
jectos de mechanismns .proprios. para c.'iaeiihos, a sa-
ber : moendas e ineias moendas da niais moderna
construcco ; taixas de ferro fundido > balitfu, de
superior qualidade, e de lodos os tamaito: rodas
dentadas para agua ou animaes. de todas a?,propor-
jes ; crivos e boceas de fornalha e renislros f.lc boei-
ro, agulhoes.hronzes parafusos c cavilhOes, n'ininlios
du 111,111.linca, ele. ele.
A MESMA El MW
se exerulam todas as encoinmendas com a superiori-
tladejii conhecida, e com a devida presteza e coinVnio-
didade em piejo. \
grandes e pequeas, su
homens, senliras e in
les, variado sortimenti
de cores, para enfeite*
.manleleles, a prejosl
pendencia loja c tabrl ^
Olieira Maia, ns. 24 a 30.
Oleados pintados.
Vendem-se oleados pintados, de ricos padrocs e di-
versas larguras proprios para cobrir piannos, com-
modas, mesas, e bancas, o a precos muito commo-
dos : na praja da Independencia loja e fabrica de
chapeos de Joaquim de Oliveirc Maia, ns. 24 a 30.
Feltro superior.
O ralis completo e variado sortimento- de chapeos
de fellro de todas as cores e qualidades, para ho -
raens, senhoras e meninos, a precos muilo commo-
dos : na praja da Independencia loja e fabrica de
chapeos de.Joaquim de Oliveira Maia, ns. 24 a 30.
De castor a 12t)00 rs.
Vendero-se chapeos de castor
branco-inglez, da melhor for-
ma e qualidade, a venda no
mermado a 128000 rs., ditos de dito pretos a 98000
rs., bem como variado sortimento de chapeos de se-
da francezes de excedentes formase superfina quali-
dade a li, 7 e 8#00 rs. cada um : na praja da In-
dependencia loja e fabrica de chapeos de Joaquim
de Oliveira Maia, ns. 24 a 30.
Malas para viagem.
lirande sortimento de todas as qualidades por pre-
jo razoave!: na ra do Collegio n. 4.
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
ton & C, na ra de Senzalla Nova n. 42.
Vinho do Porto superior engarrafado.
Sellins inglezes.
Relogios de ouro patente inglez.
Chicotes de carro.
Farello em saccas de arrollas.
Fornosde farinha.
Candelabros e candieiros bromeados.
Despenceira de ferro galvanisado.
Ferro galvanisado em folha para forro-
Cobre de forro.
Na botica da rita larga do Rosario-
n. 5G, de Bartliolometi F. de Souza, ven-
dem-se pilulas vegetaes verdadeira, arro-
be l'aiFecteur verdadeiro, salsa de Sands
verdadeira, vermifugo nglez (emvidro)
verdadeiro.vidros de bocea larga com ro-
llia de 1 ate 12 libras. O annunciante af-
lianca a fjueminteressarppssa a veracda-
de dos medicamentos cima, vendidos em
sua botica.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para Vender
moendas de cannas todas de ferro, de um
rnodello e construcco muito superdres
Vende-se azeite de nabo clarificado,
proprio para candieiros de mola por ser
muito fino, a 1$800 rs. a medida: no "ar-
mazem de C. J.iAstley& C,ra do Tra-
piche n. 3.
Pianos. ,
Os amadores da msica acham continuadamente
em casa de Brunu Praeger & Companhia. rna da Cruz
n. 10, um sraiule sortimento de pianos fortes e fortes
pianos.de difterenlcs modellos, boa construejao e bel^j
las vozes, que vendem por mdicos precos; assim coflk
mo toda a qualidade de instrumentos para msica.
ROB LAFFECTEUR.
O nico autorado por decisao do conselho re
e decreto imperial. :
Os mdicos dos hospilaes recomuiendam o arrobo
LalTecleuv, conlo sendo o nico aulorisado pelo go-
verno e pela Rcat Sociedadc de Medicina. ste me-
dicamento d'um gosto agradavel, e fcil a lomar
em secreto, est em uso na marinha real desde mais
de 60 anuos; cura radicalmente em pouco lempo,
com pouca despeza, sem mercurio, ns aflecjOes. da
pclle, impingeos, as cousequencias das sarnas, ul-
ceras, e os accidentas dos parios, da idade critica e
da acrimonia hereditaria dos humores; convrn aos
catharros, da bexiga, as conlracjes, e fraqueza
dos orgaos, precetiida do abuso das ingccjdes ou de
sondas. Como anli-sjphilitico, o arrobe cura em
pouct lempo os fluxos recentes ou rebeldes, que vol-
vem inccssanles sem cOnsequencia do emprego da co-
paiba, da. cubeba, ou das injeejues que represen-
Jamo virus sem neulralisa-lo. O arrobe Laltaclcuv
he especialmente recommeiulado contra as tlocncas
inveteradas ou rebeldes ao mercurio c 10 iodureto
de potasio, \cnde-sc em Lisboa, na botica de Bar-
ral, e de Antonio Feliciano Alves de Azevedo pra-
ja de D. Pedro n. 88, onde acaba de chegar uma
grande porcao de garrafas grandes e pequeas, viu-
das directamente de Pars, de casa do Sr. Bovveau
Lafl'ecleuv 12, ru Richev & Paris. Os formularios
dam-se sralis em casa to agente Silva, na praja de
I). Pedro 11. 82. No Porto, em casi de Joaquim
Araujo; na Babia, Lima & Irmaos; em Pernam-
buro, Soum; Kio .le Janeiro, Rocha & l'ilhos, e
Moreira, loja de drogas; Villa-Nova. Joao Pereira
de Magales Leite; Rio-tlrande, Francisco de Pan-
la Cnutu & C.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregade as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhor a ment do
assucar, acha-se (a venda, em la tas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portugus, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz, 'n. 4.
SANDS.
SALSA PAIRE
Vicente Jos de Briio, nico Bera Pcrnam-
buco de I!. J. D. Sands, chimico 1 Bicano, faz pu-
blico que lem chegado a esta praja nma grande por-
cjio tle frascos de salsa parrilha de Sands, que sao
verdaderamente falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro, peto que se devem acaulelar os consu-
midores de lao precioso talismn, de cahir neste
engao, tomando as funestas conseqvencias que
sempre coslumam trazer os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela mito daquelles, que antepoeih
seos interesses aos males e estragos da humanidade.
Portanto pede, para ojh o publico se posea livrar
desla fraude e distingo!* verdadeira salsa parrilha
de Sands d falsificada recentemenle aqu chega-
da ; o annunciante faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em sua botica, na roa da Conceijo
do Recita 11. 61 ; e, alm do receituario que acom-'
panha cada frasco, lem embaixo da.primeira pagina
seu nome impresso, e se achara sua firma emau-
nuscripto sobre o nvollorio impresso do mesmo
fracos.
Na ru do Vigario n. 19, primi-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
cliegado do Rio de Janeiro.
FARINHA DE TRIGO.
Vende-se no armazem de Tasso Irmaos, farinha de
Irigo de todas as qualidades,* qne existem no mer-
cado. *
Milita attencao.
Cassas de quadros muito largas com 12 jardas a
2*>i00 a peja, corles de ganga amarella tle quadros
muilo lindos a 19500, cortas de vestido de cambraia
de edr com 6 1]2 varas, muilo larga, a 29800, dilos
com 81|2 varas a 39OOO rs., corles de meia caserhira
para calja a 39OOO rs., e oulras muilas fazendas por
prejo commodo : na ra do Crespo, loja da esquina
que volla para a Cadeia.
Agencia de Edwln M>w.
Na roa de A pollo n. 6, armazem de Me. Calmon
& Companhia, acha-se constantemente bons sorti-
mentns de taixas de ferro coado e batido, lano ra-
sa como fundas, moendas inetiras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, ele, ditas para armar em madei-
ra de lodos os tamanhos e modelos* os mais modernos,
machina horisonlal para vapor cora forja de
4 cavados, cocos, passadeiras de- ferro estanhadu
Eara casa dlkrgar, por menos prejo que us de co-
re, esco vfcr para navios, ferro da Suecia, e fo-
1 has de (landres ; tudo por barato prejo.
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, arma-
em de H enrique G ibso n, .
vcndem-sc relogios de ouro de saboneta, de patente
inglez, da melhor qualidade, e fabricados em Lon-
dres, por prejo commodo.
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade dezinco, superior quali-
dade, por precos commodos: na rita do
Trapiche Novo n. 16.
Na ra da Cadeia Velha n. 52, em casa de
Deane Youle & Companhia,
vende-se nm carro americano de 4 rodas ; pode ser
visto na cocheira de Poirrier, no alerro da Boa-Vista.
Vende-se nm completo sortimento de fazendas
pretas, como : panno lino prelo a. 39000, 49000 ,
39000 e 69OOO, dilo azol 39000, 49OOO e 59000, ca-
semira preta a 2900. selirn prelo muilo superior ,
%000 e 4JO00 o covado, sarja preta hespanhola 29 e
29500 rs., selim lavrado proprio para vestidos de se-
nhora a 29600, muitas mais fazendas de muilas qua-
lidades, por prejo commodo : na ra do Crespo loja
0.6.
Velas de carnauba.
Na ra da Cruz n. 15, seg indo andar, vendem-se
vetas de carnauba, puras e com postas, taitas no Ara-
caly, por menos prejo do qiae em oulra qualquer
parte.
Vendem-se cobertores b raucos de algodao gran-
des, a I944O ; ditos de salp ico tambem grandes, a
19280, dilos de salpico de tap ete, a 19400: na ra do
Crespo loja n. 6.
Taixas para engennos.
Na fundicao' de ferro de D. VP.
Bowmann, n ra < :1o Brum, passan-
do o chafai'iz con tinua haver um
completo sortimento le taixas de ferro
fundido e batido de -5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vendem-sacoliertorcs rs. e pequeos a 5rX) rs. : n;. ra do Crespo nume-
ro 12.
Arados americanos.
W Vendem-se arados americanos chegados ul- 9
9 limarneule dos Estados-Unidos, pelo barato 9
prejo de"409000 rs. cada um : na ruadoTra- %
piche n. 8. A
&&S9999W99999999
Veride-se chocolate de Parisj o me-
llior que tem apparecido af boje neste
mercado, por preco commodo : 'na ra
da Cruz n. 26, primiro ax||-r.
Vende-se setim prelo lavrado, de moilo bom
gosto, para vestidos, a 29800 o covado : na ra do
Crespo, loja da esquina que volta para a cadeia.
Vende-se om excellenle carrinho de 4 rodas
mu bem cdnilruido, embom estado: est exposto na
ra do Aragao, casa do Sr. Nesme n. 6, onde podem
os pretendenles examina-lo, e tratar do aintie
o mesmo senhor cima, on na ra da Cruz no Recita
o. 27, armazem.
Na roa do Vigario n. 19 primiro andar, leni pa-
ra vender-e chapeos de castor bfancopor commodo
prejo,
ROM E BARATO.
Feijao mulatinho a 240 r. a coi, e em medidas
maiores se dar mais commodo, e duas caixas gran-
des que taram de archoles que se venda barato: na
ra da Senzalla Velha taberna n. 15.
SEMENTES NOVAS.
Vendem-so no armazem de Antonio
Francisco Martins, na ra da Cruz n. 62,
as melhores ementes recentemente chega- <
das de Lisboa na barca portuguesa Mar-
Lgarida, como sejam: epuve trunchada,
monvarda, saboia, feijo ca'rrapato de
las qualidades, ervilha torta e direita,
coentroj salsa, nabos e rabonetes de todas
as qualidades.
Acha-se a venda, ou "a ser dado cRr
emprazamento por tt;mpo tle 12 annos,
para se levantar un engenho, conforme
as condicoes adoptadas pelos nteressados,-;
uma porcao de terreno, que se separou
do engenho Aldeia, da freguezia do Rio
Formoso, e forma hoje por si s urna
propriedade dstincta, com a denomna-
caode Palmeira tendo meia legua
de fundo ou mais, e 650 bracas de fren-
te, pouco mais on menos, e confrontan-
do com os engenhoiPp, Cabera de Por-
co, Paraizo e Floresta, sitos a mesma
freguezia. Assegura-se, que dita prppre-
dade Palmeira otferecida ao neg
ci indicado, alm de nao ter sido culti-
vada em tempo algum, em razao de icar
muito distante do engenho de que se des- '
membrou, e cnter em si grande e im-
portantissima mata-virgem, he. de mais
a mais de muito boa qualidade, e tem
todas as proporefles para se tornar um
excellente engenho: a quem convier, se
dir'-nesta typographia, onde deve di-
rigir-se.
AVISO INTEBESSANTE. '
Jo becco Largo, esquina que volta para a ra da
Senzala Vdba, loja n. 4, existe nm grande e variado
. orlimenUB looja vidrada para cozinha,.e deposi-
4 J^>ara azeite doce e todas as qualidades de oleosos ;
hn comoerandeslalhasparaagoa, pingadeirasqoe
1 j'We ajar, frigir ou cozinhar uma grande cvala' 00
outro qualquer peiie inteiro, acadeiras qne pode de
uma so vez receber dou leiloeai ou ootros objectos
grandes, cajarolas e algoidares para baler pao-de-ln,
bolos para ludo que se quizer applicar, esta louja
esla vidrada e manufacturada com todo aceio'e liro-
peza, he taita em Portugal, e de semelhantefluolida-
tle nao pode vir ao mercado em consequencia dos
nrandes direilos : por isso.qoe os senhores que qui-
zercm aproveiUr^edeslaoccasio lenham a bonda-
de all dirigir-se ; nota-se que alm da looca, indi-
cada existe de mais qualidade e variados tamanhos:
os prejos sao razoaveis e nao desaeradarilo os pre-
tendenles.
'No deposito de bichas harcburgitezas,
vcnde-se atacado e a relalho, e ulugam-se.a melho-
res e mais fresquinhas bichas de Hamburgo por pre-
jo commodo: oa roa eslreila do Bosario ns. 1
-r P|P^,Lr'ACA FRANCEZES.
e' le paliliis de alpaca e de brim
n ra do Collegio 4, e na ra da Cadeia do Kec-
le 11. 17 ; vendem-st por prejo muito commodo.
Moinhos de vento
'omhombasdcrepuxopara regar horlase baixa
decapim.nafundijaddeD. W. Bowman : na roa
do Brum us. 6,8 e 10.
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto em
barrisde4.,5. e.: no armazem da ra
do Azeite de Peixe n. 14, ou a tratar no
escriptorio de Novaes & Companliia, na
ra do.Trapichen. 54.
Padaria.
Vende-se nma padaria muilo afregoezada :j tratar
com Tasso & Irmaos.
Aos senhores de engenho.
Cobertores escores de aleodaoa,800 rs., dilos mui-
to grandes* encornados a 19100 i na roa do Crespo,
loja da esquina quo volta para a Cadeia.
Devoto Chiistao.
Sabio a luz a 2. edijo do Jivrinho denominado
Dvoto ChrisUto.mais correcto e acrescenUido: vende-
se nicamente ua livraria n. 6 e 8 da praja oa In-
dependencia a 640 rs. cada ejemplar.
Redes acolchoadas,
brancas ede cores de um s panno, moito grandes e
de bom goslo : vendem-se na ra do Crespo, leja da
esquina que volla para a cadeia. .
m CONSULTORIO PIEOPATHICO
DR. P.A.LOBO M0SC0Z0.
Vende-se a melhor de (odas as obras de medicina
nomopalhica sai- O NOVO MANUAL DO DR.
JAIIU ^a Iratliizido em porluguez pelo Dr. P.
A. Lobo Moscozo, conlendo nm accrescimo de im-
portantes expticajoes sobre a anplicajo das dses, a
dieta, etc., ele- pelo traductor : qualro volume:
i-ademados em dous
Diccionario dos termos de medicina, cirurgia, ana-
toma, pharmacta, ele. pelo Dr. Moscozo: encaden-
nado 49000
lima carleira de 24 medicamentos com dou fras-
cos de linduras indispensSves
Dila de 36..........45J000
Bita, de 48 .. ......509000
L'ma de oOluboscom 6 frascos delinclnras. 6O9OIK)
Dila tle 144 com 6 dilos......100S000
Cada carleira he acompanhada de um exemplar
das duas obras cima mencionadas.
Carleiras de 24 tubos pequeos paraalgi- '
.beira..........' 99090
Ditas de 48 dilos..........' ffijOOO
Tubos avulsos de glbulos ... 19OOO
Frascos de meia on ja de lindura 29OW
Ha tambem para veo'der grande quanlidade de
lubos de cristal muilo uno, vasios e-de diversos ta-
manhos;
A superioridade destes medicamentos esta heje por
todos reconhecida, e por isw dispensa elogios.
N. B. Os senhores que assgnaram ou compraran) a
obra do JAHK, antes de publicado o 4* volume, po-
dem mandar receber este, que ser entrego tem
augmento de prejo.
Attenoa. ,
Na ra do Passeio n. 13,. vende-sc meias casesii-
ras de cor, pelo barato prejo de 400 rs. o covado,
lirins de quadros de bom gosto 320 rs. o covitdc
chales de.15a c seda por 2J000 rs., eoutras ai
fazendas por prejos commodos.
Na loja de fazendas esquina do becco l.arj
Ti, e no armazem de Jos Joaquim Pereira de Mel-
lo 110 caes da altandega ra tle Joo de Barros, ero o
armazem de Francisco uedes da Araujo, exilela
anda saccas com superior milho ; assim romo nes-
le liimbcm lem barris com 8 libras de rhouricos de
Lisboa proprias para casas particulares; a qualida-
de he superior por lerem sido all 'fabricados por'
una familia particular.
) Deposito, de vinho de cham- @
k pagne Cha .teau-Ay, primeira qua- Qk
I lidade, de 1 propriedade do condi 0
I de Mareu'il, ra da Cruz do Re- S
cife n. 20 : este vinho, o melhor .
I de toda' 11 champagne vende- Gt
I se a 36s0 DO rs. cada caixa, acha- ^
. se unican lente em casa de L. Le-
f cotnteFe ron df*Companhia. N. B.
f As caixas sao marcadas a fogo
I Conde ti eMaraiil e os rtulos
k das garr alas sao a/.ucs.
ESCRAVOS FGIDOS.
509000.
Desappareceu no dia 30 de abril prximo passado
o prelo. crioulo, de nome Amaro, que representa 30
anuos de idade ; leVou camisa de algodao azule cal-
ja de algodao branco, he grovo do corpo at os ps,
c piando anda d slalos nas juntas : quem o pegar.
leve-o ru de Apollo n. 26, ou ra da Crnz n. 2.
Fugio no dia 25 do correnle o escravo crioulo
de nome Vicente com os signaes seguales, repre-
senta ter 30 annos,bem prelo, olhos grandes, cam-
badotlas peritas, he muilo prosista : lvou veslido
camisa de meia j rola, cat^a do riseadinho j soja
porm he di suppor que mutlasse de Irage, este es-
cravo he propriedade to Sr. Paulo de Amorim Sal-
Riiilo, senhor do engenho Cocal da fretiuezia de Uua,
quem o |iegar ou der noticia na ra do Kosario lar-
ga n.24 ou no dilo engenho'que ser, heni rwoin-
penssado.
Fon,- Tn. otoH. r. la rria.UM-


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