Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01560


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Full Text
ANNOXXX. N. 115
SEXTA FEIRA 19 DE MAIO DE 1854.
Por 3 motes ndiantados 4,000
Por 3 mezes vencidos 4,500.
Por Anno adiantado 15,000.
*f franco i
e,
ENCARREGADOS DA SUBSCR1PCAO'.
Recife, o proprielario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, oSr. Joio Pereira Mrns; Bahia, o Sr. F.
Duprad ; Macei, oSr. Joaquim Bernardo de Men-
douca; Parahiba, o Sr. Gervazio. Vctor da Nalivi-
dade; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira{Araca-
ty, oSr. Antonio de Lemos Braga ; Cear, o Sr. Vi-
ctoriano AugustoBorges; Maranhao, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 27 3/4, 28 e 28 1/8 d. por 19
Pars, 340 a 345 rs. por 1 f.
"Lisboa, 95 por cento.
Rio de Janeiro, 1 1/2 a 2 porO/o de rebate.
Accoes do banco 10 O/o de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de ietlras 12 0/0
METAES.
Ouro. Oncas hespanholas. 288500 a 29*000
Moedas de 69400 velhas. 169000
de 69400 novas. 169000
de 49000...... 99000
Prata. Pataces brasileiros.....19930
Peso columnarios...... 19930
mexicanos.......19800
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda, todos os das.
Caruar, Bonito e Garanhuns nosdias 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Exo e Oricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas feiras.
Victoria, e Natal, as quintas feiras.
, PREAHAR DB BOJE.
Prmeira as 10 horas e 6 minutos da manhaa.
Segunda s 10 horas e 30 minutos da Urde.
PARTE 0
HL.
so aPfcaio.
CtnSTEHIO DO
. DktMo a. 1M7 de 28 d* abril de 1854
Da hopos e$lalulos s escola de medicina.
Usando da autorisaco concedida pelo decreto n.
114 de 19 de setembro de 1853 : Hei por bem que
as Molas de medicina do imperio se observen os
talud que com este baixam assignados por Luiz
Pedreira do cont Ferrai, do meu conselho, minis-
tre e secretario d'eslado do negocios do imperio,
que assim o tenha entendido, e o laca executar.
Palacio do Rio de Janeiro, em 28 de abril de
1854, trigcsim terceiro da independencia e do im-
parto. Con a rubrica de sua magestade o impe-
rador.Lu'; Pedreira do Couto Ferraz.
Estatutos para tu faculdades de medicina a que se
refere o decreto desla data.
TITULO I.
De sua organisarao.
CAPITILO I.
Da iiuttituirSo das fatuidades.
Art. 1. A* actuaes escolas ou faculdades Je me-
dicina continuarlo a deuomiuar-sc faculdades de
medicina deaignando-se cada urna pelo nome da
cidade en que tem assenlo.
Art. 2. Cada faculdadc ser regida por um direc-
tor, e por urna junta composta de todo os lentes, a
anal se ielilularu Congregacao dos lentes.
CAPITULO II.
Dos cursos da faculdade.
SECCAO" I.
'Docurso da medicina.
.Art. 3. O curso de medicina sera de seis anuos,
sendo as materias do cosino distribuidas pelas se-
guate* cadeiras.
1. anno.
1. Cadeira Physica em geral, e particularmente
etnsuas applicacdes i medicina.
2. Cadeira Chimica e mineraloga.
3. Cadeira Anatoma descriptiva ( demooslra-
coes anatmicas).
2. anno.
1. Cadeira Botnica e xoologia.
2. Cadeira Chimica orgadica.
3. Cadeira Pliyiiologia.
#. Cadeira Repeticao da anatoma descriptiva,
sendo es alronos obligados dissec-
eoes anatmicas.
, 3; anno.
1. Cadeira Continuarao de physiologia.
2. Cadeira Anatoma geral e patolgica.
I 1
3. GaeMra Pathologia geral.
.*. Cadeira Clnica externa.
4. anno.
1. Cadeira Phalologia exlerna.
4 Cadeira--. Phstologia interna.
3. Cadeira Partos, molestias de mulheres pejadas
e de'recem-nascidos.
?. Cadeira Clnica.
5. anuo.
1. Cadeira Continuarao de pathologia interna.
. 2. Cadeira Anatoma topographica, medicina
operatoria e a ppareltios.
3. Cadeira Materia medica e therapeulica.
4. Cadeira Chimica interna.
6. anno.
1. Cadeira Hygiene e historia de medicina.
2. Cadeira Medicina legal.
3. Cadeira Pharmacia (com frequenca da oflkina
pharmaeetica, doas vezes por sema-
na, com os alumnos deste curso;.
4. Cadeira'Clnica interna.
Art. 4. Cada urna destas cadeiras, cujas materias
no Forera repetidas ou continuadas, ser regida por
m lente.
A de anatoma descriptiva ser commum aos alum-
nos do 1. e do 2. anno.
A de physrologia aos do 2. e do 3. anno.
A de pathologia interna aos do 4. e do .">. anno.
A de dioica externa aos do 3. e do, 4. anno.
A de clnica interna aos do 5. e do 6. anno.
As faeuldadet poderao propor ao governo as mo-
dicaeSes !ac na presente distribuirlo das cadeiras
parecerem mais convenientes ao cusino; eo governo
reearver como entender mais acertado. ,
Art. 5. As materias do curso medico serao divi-
didas em tres seccoes ; a saber :
Das sciencias accesorias.
Das sciencias cirurgicas,
Das sciencias medicas.
A 1. Scelo comprehender :
A cadeira de physica ;
As de chimica e mineraloga ;
A de botnica e zoologa ;
A de medicine legal;
A de pharmacia. ,
A 2. Ascadeirasde anatoma descriptiva e geral;
A de pathologia externa ;
A de anatoma topographica ; medicina
operatoria e aparelhoa;
A de partos, molestias de mulheres peja-
das "e de recem-nascidos ; .
A de dioica externa. .
A cadeira de physiolugia ;
A de pathologia geral;
A de pathologia interna ;
A de materia medica e therapeulica ;
A de hygieuee historiada medicina ;
A de clnica interna
Art. 6. Alm dos respectivos lentes cada seceso
""servar. numero de dous substitutos.
Tert mais o numero de oppositores que o governo
definitivamente determinar sobre proposta das con-
gregajOe*.
Fica o governo autorisado para supprimir os luga-
res de substitutos, proporcao que forem vagando,
e ovando houver opposilores habilitados e em nu-
mero suficiente, precedendo semprc audiencia, ou
proposta da toogreeo.
SECCAO' II. ,
' Do curto pharmaceuUco e obstelricio.
Art. 7. Conlinuaro incorporados s flculdades
de medicina os cursos phrmaceulico e obsle-
trieio.
O prtmeiro sera de' tres anuos e o segundo de
deas ; distribnindo-se as materias daquelle pelas ca-
deiras do cono medico na forma seguinte :
1. annoK
1. Cadeira Phy.ie.
2. Cadeira Chimica e mineraloga.
2. anuo.
1. Cadeira Botnica.
^ 15 "~ R,epeUoa 2. cadeira dol. anno.
3. (jadeira Chimica orgnica.
3. anno. '
1. Cadeira Repelido da 1. cadeira do 2. anno.
2. Cadeira Materia medica.
3. Cadeira Pharmacia.
Alm da frequenca das aulas referidas, os alum-
no* deste cnrsd pratcarao diariamente dede 0 ,pr
meiro anno em urna ofQicina pliarmaceuliea, que o
governo, logo que forpossivel, eslabelecer, com au-
tlioris*cao do corpo legislativo, no edificio de cada
faculdade.
Emqoanlose nao crear esta oficina, apralicn lera
legar na que lor designada pela congregacao, dndo-
se ao -direelor da metma officina urna gratificac,ao
aanoal uta, ou proporcionada ao numero dos alum-
nos, conforme o governo determinar.
Art. 8. O corso obslelrip consistir na frequen-
ca, em ambos vs annos, da "adeira de parios do 4.
anno medico'.; e mais na da respectiva clnica da
santa casa da Misercordiaa, fazendo-se os exercicios
em enfermara especial; ou, sempre debaixo da di-
; eccao do respectivo lente, em orna-casa de malerni-
dade que o governo crear,quandofor possivel, sobre
proposta da congregarlo, e depois de aprovada pelo
corpo legislativo a despeza neceasaria.
CAPITULO III. ,
Dos gabinetes e outros estabelecimentos especiis.
Art, 9. Alm das enfermaras proprias para o en-
ano da clnica, serio fondados em cada faculdade:
Uro laboratorio chiroico.
Um borlo botnico.
Um gabinete de physica.
Um de historia natural.
Um de anatoma.
- Um de materia medica.
Um arsenal cirurgico.
Urna oficina pliarmaceuliea.
Eosamphitheatrosprecisos para as licuse demons-
tros das materias que exigirem.
Todos os gabinetes, amphithealros eqoaesquer es-
tabelecimentos desla uaturexa ficaro debaixo da-
immedala direcrao dos lentes, que ensinarem
materias, para as quae* forem creados.
O governo instituir escolas pralias, como e
quando julgar conveniente, sobre pjpposla das con-
gregaOes, precedendo porem senip*aulorisacflo do
corpo legislativo.
Arl. 10. Na falta dehospilaes por conta do estado
os directores das faculdades, de cooformidade com as
inslrucQoes que receberem dogoverno, se entenderlo
com us provedores das ssutas casas de Misericordia,
afiq de que estes ponham disposicao das mesmas
faculdades as enfermaras necessarias, e salas pro-
prias lano para as disseccOes e autopsia, como para
os actos acadmicos, que (enham de ser pralicados
cm taes estabelecimentos.
Arl. II. A's congregacOes incumbe providenciar
no que for ftncernente ao material das enfermaras
que o governo crear, ao Iratamenlo dos doentes, eao
sen ico quedeve ser feitpelos alumnos c porquaes-
qoer outros emprecados, afim de que os exercicios
acadmicos poseam ser cabalmente desempenhados.
Os directores'farSo executar as providencias indi-
cadas pelas congregaefies, e solicitarao dos provedo-
res as que dependerem destes, na hypotese do ar-
tigo 10.
Arl. 12. As congregarles formarSo e submette-
rao aprovarao do governo inslrueres especiaes
para o rgimen administrado dos hospilaes, gabi-
netes, e mais estabelecimentos cima declarados.
capitulo *y.
Das commissdes e investiga-Bes em beneficio da sci-
encia, e do ensitio da medicina.
Art/ 13. De tres em tres anunos cada ama das
congregarles deveri propor ao governo um lente, ou
opposilor para ser encarregado de fazer invesliga-
coes scienlifieas e observa^des medico-topographicas
uo Brasil, ou para esludar nos paires estrangeiros
os melhores metliodos de cnsno, e examinar os esta-
belecimenkn, c instituirlo mcicas das Oaccs mais
adianladas a este respeilo.
Art. 14. A respectiva congregacao dar por es-
rriplo ao nomeado instrucees adequadas para o bom
desempenho da incumbencia, deiisnando a poca e
duracao das vagens e os lugares que dever visilar,
e impomlo-lhe* obrigacao deremelter para os gabi-
netes da faculdade ludo quanto for de presumo no-
tavel.
Arl. 15. As faculdades Iransmittiriln, urna a oulra,
as inslruccses que expedirem, na forma cima pres-
cripta, e as copias dos relatorios que receberem dos
mdicos em commisiao, dividindo entre si os objec-
tos uteis que-adquirirem, semprc que dos meamos
houver duplcala.
Arl. 16. Os directores se corresponderdo com os
nomeados acerca de todos os descohrimentos e me-
lhoramentos importantes para a sciencia'.-
Os nomeados por sua parte prestar-*e-ho
compra e remessa dos objectos, que Ibes forem en-
commeodados para uso das faculdades, asquaes para
este fin Ibes ministrarao os meios necessarios.
Art. 17. As proposlas de que traa o art. 1.1 nao
terao lugar, sem preceder a aulprisacao do corpo le-
gislativo para a despesa indispencavel.
Aquautia necessaria para este fin ser solicitada
pelo governo, depois de ou vida a congregacao.
Art. 18. Osdrcctores#decada faculdade velarlo
no cumprmento das inslrucces que forem dadas
aos eocarregados das invesligaccs ou observarOes i
que se refere o artigo 13, levando presenta da con-
gregacao e do governo, lauto o que occ'orrerdurante
a commsio, cpmo o resultado final desta.
O governo, ouvidaa congregarlo, cassir a no-
mea{3o daquelle dos ditos eocarregados que nao
cumprir suas obrigacOes, e o mandar* recolber ao
paia dentro do prazo que lhe marcar, lindo o qual
ceisarao os supprimeutos, que lhe houver concedido.
Art. 19. Alm doquedispceo artigo antecedente,
se o agente diplomtico do Brasil junto nacao, em
que se adiar qualquer dos nomeados, reconhecer
que este nao preenche os seus deveres, inmediata-
mente o participar ao ministro e secretario de es-
tado dos negocios do imperio, para que possa ter
lugar o procedimenlo referido na ultima parle do
citado artigo.
CAPITULO V.
Dashabilitacoesos facultativos autorisados com
diplomas de academias ou unitertidades estran-
geiras.
Art.. 20. Os doulores ou hachareis em medicina,
ou cirurgia, que se acbarem autorisados para curar
em virtode de diplomas de academias ou universida-
des cslrangeras, devoran, se quizerem exercer asna
arte no imperio, habililar-se previamente por meio
de exame de suficiencia peranle qualquer das fa-
culdades.
Para sercm admitlidos a estes exames, serio obr-
gados a a presen lar :
1. Seus diplomas'ou ttulos originaes, e na
falta absoluta delles provada peranle a congregacao,
documentos aulhenlicos, que o subsliluam, sendo
necessaria nestecso previa autorisaco do governo.
2. Justificacao de idenlidadc de pessoa.
:!." Documentos que abonem sua moralidade.
Os ttulos, documentos, e quaesquer papis, que
exhibircm, deverao eslar reconhecidos pelas autori-
dades brasileiras residentes no paiz em que tiverem
sido passados.
A falla desle reconhecimento poder ser sopprida
em circunstancias extraordinarias, por informacoes
oficiaes dos agentes diplomticos ,ou consulares da
nacao a que pertencerem, residentes no Brazil.
Arl. 21. Reconhecid* a autenticidade do titulo, e
verificada a denudado da pessoa pelo direelor da fa-
culdade, o secretario dar ao pretendenle guia para
o pagamento da respectiva laxa ; salisfeila a qual
se marcar da para o exame.
Art. 22. Os que prelenderem obler o grao de
doutor por qualquer das doas faculdades, possuindo
j o di'0 l?ra0 ou't'e bacharel em medicina por algu-
na academia ou uoiversidade cslrangeira, serao
obrigados a fazer os actos e os exaraes que forem de-
clarados no regujamenlo a que se refere o arl. 29,
dispensandcse-lhes cm todo o caso a frequenca
das gulas.
Os que prelenderem unicamenle autorisaco para
exercer a medicina no imperio, serao examinados
em clnica interna e eilerna, e suslentarao Dieses,
IMKleiKio ser, durante a defeca, dellas, .interrogados, encontr no parecer da inesma cougregarao.
sobre quaiciiier ponto de cirurgiii, bu de medicina
pratica.
Se a .faculdade julgar conveniente poder subs-
tituir, coto approvacao do governo, a sustenlaclo de
theses por outro genero de pravas, que a experien-
cia aconselhar.
Jiesla hypothese o novo systema s ser executa-
do nos casos futuros, e nella nao se comprehedem os
que estiverem pendentes na occasio' em que se fizer
a alterado. v
Arl. 23. Os cirurgics, boticarios e parleras, pas-
sarao igualmente por dous exames, theorico e
pratico.
O. 1. Versar :
Para os cirurgioes, sobre a anatoma descriptiva e
lopograpbia, pathologia externa, partos, operacOes e
apparelhos.
Para os boticarios, sobre chimica, botnica, ma-
teria mdica e pharmacia.
. Para as parleras, sobre partos.
No 2. se observarao as mesmas regras adoptadas
para os alumnos da faculdade, tendo us cirurgioes
sua disposicao dous doentes para o exame de clnica,
seudo alem disto obrigados a praticar as operacOes
que Ibes forem determinadas, e pudendo ser inter-
rogados sobre as quesloes de clnica e de patholo-
gia interna que tiverem rclajao com objeclo deste
exame.
Art. 24. Os exames serao feilos sob a presidencia
do director,, peranle dous lentes calhedratcos e
um substituto ou opposilor, menos quando se tra-
tar da su'stentacao de theses, em que terao lagar pe-
nte tres calhedratcos, e dous substituios ou oppo-
silores.
A designacao dos examinadores ser feila pela
congregacao, preferiudc^se sempre os professores
das materias das respectivas seccoes.
Art. 25. Os individuos comprehendidos nos arts.
antecedentes, excepcao das parleras, pagarSo as
taxssque forem determinadas por decreto sobre pro-
posta das congregares. '
Art. 26. Para o exame dos dentistas e dos sangra-
dores, que se quizerem habilitar afim de exerecrem
a sua profissao, as congregacOes farao um regimen-
t especial, que sojeitaro approvacao do go-
vernp.
Estes exames serao feitqs sem dependencia de pa-
gamento de laxa.
Art. 27. Alem das laxas a que se re/ere o artigo
25, os examinandos deverao depositar, antes dos exa-
mes, na secretaria da faculdade, as propinas marca-
das no decreto a que. alinde este artigo.
Art. 28. Os que forem reproyados perderSo as
quantias que tiverem pago.
Alem disso.s podero ser admitlidos a novo exa-
me depois de decorrido o prazo que for designado
pelos examinadores no termo da reprovaco.
Art. 29. Aos candidatos ao grao de doutor que fo-
rem approvados i |assar4 cana, cerno aos alumnos
da faculdade. y
Para os outros sera suficiente que se apostille, as
Carlas ou diplomas por efles apresentados, a respec-
tiva declarajao segundo a- fmulas marcadas no re-
inilamenln especial Has facnlrtades.
Qoer a carta, quer a apostilla, serao registradas uo
livro competente.
Ambas ticam sujeitas ao pagamento dos mesmos
direitos a que estao obrigados os filhos das faculda-
des pelas cartas que Ihes sao passadas.
Art. 30. Tanto no coso de approvacao, como no
de reprovacio, o director da faculdade participar
immediatamente ao da oulra o occorrido, para seu
conhecimenlo, e observancia do disposto na segunda
parte do artigo 28.
Arl. 31. Os lentes efectivos ou jubilados de uni-
versidade, faculdades, ou escolas de medicina reco-
nheeidas pelos respectivos governos, poderao exer-
cer suas profis90cs, independente de exames, com
tanto que justifiquen! peraute urna das faculdades
do imperio aquella circumstanca por meio de cer-
lidoes dos agentes diplomticos, e na falta destes,
dos cnsules brasileiros do pair em que liverem lee-
cionado.
Art. 32. Admitlida pela congregacao a jusliflcacao
do artigo antecedente qoe ser acompanhada da de
identidade de pessoa, o director far passar nm titu-
lo em que declare o reconhecimento da mesma con-
gregacao, e a licenca que he concedida ao preten-
denle para exercer a medicina o imperio, segundo
a formula marcada no regulamanto a que se refere
o artigo 29,
CAPITULO VI.
Do pessoal da faculdadc.
. SECCAO 1..
Do director.
Art. 33. O director da faculdade ser, pessoa gra-
duada em medicina, e nomeado por decreto.
Nos seus impedimentos ou em sua falla servir
quem o governo designar dentre os doulores em me-
dicina, e provisoriamente o lente mais antigo que
esliver em exercicio.
Arl. 34. O direelor be o presidente da congrega-
cao : regula e determina, de conformidade com os
estatutos e ordene de governo, ludo quanto perten-
ce a faculdade, e nao esliver eocarregado especial-
mente congregacao.
Art. 35. evem-lhe ser dirigidos todos os requeri-
mentos e represenlacao, cujas decisOes lhe perlen-
cam; e por seu intermedio levadas ao conhecimen-
lo da congregacao as que versaren) sobre objectos da
competencia dcsta.
Art. 36. Incumbe ao director, alem de outras al-
lribui(des declaradas uestes estatutos:
1. Convocar a congregacao dos lentes, nao s nos
casos expressamente determinados, como naquelles
em que, ou por deliberado sua, ou arequisicao de
qualqner lente feila por escripto e com declarado
do objeclo da convocaran, o mesmo direelor o julga
necessario, marcando a liora da reuniao do forma
qoe evite, sempre qoe for possivel, a inlerrupcao
das aulas, dos exames ou de quaesquer actos da fa-
culdade.
2. Transferir em circumstancias graves, para ou-
lra oecasao a reuniao da congregacao ja convocada,
ainda mesmo nos casos em que ella deve verificar-se
em pocas certas ; o suspender a sessao, quando se
terne indispeusavel esta medida, dando em qualquer
dos casos immediatamente parte ao governo dos mo-
tivos do seu procedimenlo.
3. Dirigir as sessoes da congregacao, observando as
regras da seccao 2. desle capitulo eo mais que for
adoptado em regulamentos.
4. NomearcoramissOes quando o objeclo dellas for
de simples solemnidade, ou pelos estatutos nao este-
ja expressamente determinado que a nomeacao per-
tence a ajongregacan.
5. Assignar com os lentes presentes as acias das
sessOes da congregacao ; assignar tambem a corres-
pondencia oficial, assim como lodosos termoslavra-
dosem nome ou por delberacao da congregacao, ou
em virlude destes estatutos, ou por ordem do go-
verno.
6. Executar e fazer executar as decisoes da con-
gregacao, podendo porem suspender sua execucao,
se forem illegae* ou injustas, dando parle inmedia-
tamente ao governo, a quem compete nesle caso a
decisao definitiva.
7. Orgaoisar o ornamento animal, e rubricar os
pedidos mensaes das despezas da faculdade, consul-
tando a congregacao quanto s. extraordinarias que
convenlia fazer-se ; e levando ao conhecimenlo do
governo, para o resolver qualquer embarazo que
3=
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e qtiintesfeiras.
Relacao, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, torgas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1 .* vara do civel, segundas e sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quarias e sabbados ao meio dia.
KPIIEMERLDES.
Hato 5 Quarto crescente as 7 horas, 11 mi-
nutos-e 48 segundos da manhaa. ,
- > 12 La cheia a 1 hora, 18 minutos e 48
segundos da tarde.
19 Quarto minguante as 4 horas, 14
minntose 48 segundos da manhaa.
26 La nova as 6 horas, 28 minutos e
48 segundos da tarde.
DAS DA SEMANA.
15 Segunda. S. Izidro lavrador ; S. Dympaa.
16 Terca. S. Joo Nepomuceno conego m.
17 Quaata. S. Pascoal Baylao f. ; S. Possidonio.
18 Quinta. S. Venancio m. ; S. Fclix deC.
19 Sexla..S. Pedro Celestino p. ; S. Ivo f.
20 Sabbado. S. Bernardino de Sena f.
21 Domingo 5." depois de Pascoa; Ss. Mancos,
Theopoinpo a Vlenle bb.; S. Hospicio.
8. Ordenar de conformidade com as leis e ordens
dogoverno a realisaeaodas despezaque leuharusi-
do autorisadas ; inspeccionando e fiscalisaudo o cm-
prego das quantias para ellas decretadas.
9. Nomear em caso sirgedle os empregados subal-
ternos que o servico reclamar, e arbitrar-Ibes grali-
ficacoes, (cando porem a nomeacao dependente de
final approvacao do governo.
10. Determinar e regular o servijo da secretaria e
da bibliotlieca, e providenciar sobre ludo quanto for,
necessario para as sessOes da congregacao, celebra-
cao dos actos, e servico das aulas.
11. Visitaras aulas e assistir, (odas as. vezes que
lhe for possivel, aos actos a exercicios escolares-de
qualquer naluresa que sejam.
12. Velar na observancia destes estatutos; propor
ao governo tudo quanto for conducente ao aperfei-
{oainenlo do eosin'o, e ao rgimen da faculdade, nao
s*a parte adminislratva, que lhe he pertencente,
como ainda na parte scientlfica; devendo oeste ul-
timo caso ouvir previamente a congregarlo.
13 Exercer a polica uo> recinto do edificio da fa-
culdade, procedendo do modo proscripto nestes es-
tatutos contra os que perturbaren! a ordem.
14. Emprearla maior vigilancia na manutencao
dos bons eos turnes.
15. Inspeccionar por si, e por mero, de commis-
sdes nomeadas de entre os lentes ou oppositores, o
estado dos gabinetes e estabelecimentos scienlicos
da faculdade, observando se estam orgaoisados e
conservados de maneira qao possao preencher os fins
de sua crea^ao.
16. Providenciar sobre os meios de aperfei$oa-
mento de taes estabelecimentos, solicitando do go-
verno ou propondo congregacao os que nao depen-
derem delle.
17. Suspender por um aoito das com privaeao
dos vencimenlos os empregados de que trata o art.
183, quando procederem ra, ou forem desleixados
no cumprimeuto de seus deveres; dando parle ao
governo dos motivos da sospencao.
Art. 37. O director a|fi das partes mensaes e u-
forinasOes que dever dar vfoveruo das oceurren-
cias mais importantes, remetiera no fusile cada au-
no lectivo um relaloriolcircumstauciado sobre os tra-
balhos do auno, com auaiicia do aproveilamenlo
de cada um dos alumjflb da regularidade de seq
procedimenlo; assim colar sobre o desempenho e
pontuatidade' do servico dos lentes, e de todos os
fuucciouarios da faculdade.
Art 38. Os actos do direelor ficam debaixo da im-
mediala inspeccao do ministro e secretario de estado
dos negocios do imperio.
O presidente da provincia da Bahia, poder, nao
obstante exigir do respectivo direelor explicacGes
acerca dos seos actos e iolbrmacdes sobre quasquer
occorrencias da faculdade, al existente, afim de as
levar com suas obsorvacOcs ao conhecimenlo do go-
verno.
SECCAO II.
Da congregacao dos lentes.
Art. 40. A congregacao comp5e-se de lodos os
leales, cathedralicos ou sub.-tilulos e dos opposilo-
res em exercicio de alguma cadeira.
Estes ltimos porem nao tomam parte em suas de-
liheraces. quando se tratar do provimento das ca-
deiras e das substilui^es.
A congregarlo nao pode exercer suas funceos,
sem que se rena mais de melado dos lentes cima
ditos, que estiverem em servico effectivo do magis-
terio.
Art. 41. Alm das sessSes nos das determinados
por.estes estellos, haver pelo menos urna confe-
rencia mensal em dia que o director designar.
'Art. 42. No regulamento 'de que trata o arl. 29,
se estabelecer a forma, duracao e solemnidades des-
las sessoes.
Arl. -i3. As deliberaedes da congregarlo serao lo-
madas por materia absoluta dos membros presentes,
e em votacao nomial, salvo quaodu se tratar de ques-
toes de interesses pessoal cm que se votar sempre
por escrutinio secrete.
O director votar tambem, aiuda que nao seja
tente, e em caso de empate ter o vote de quali-
dade,
Arl. 44. Resolvendo a congregacao que fiqae em
segrdo alguma de suas decisOes, lavrar-se-lia dola
urna acta especial que ser fechada, lacrada1 e sella-
da cora o sello da faculdade. Sobre a capa o secre-
tario hincar a declarado assignada por elle e pelo
director1, de que o objecte he secreto, e notar o dia
em que assim se deliberoa.
Esta acta (cara debaixo da responsabilidad o do
mesmo secretario.
Arl. 45. Anles porem de se fechar a acta, de que
trata o art. antecedente, se extrahir urna copia para
ser inmediatamente levada ao conhecimenlo do go-
verno imperial, que poder ordeoar a sua publicida-
de por intermedio da congregacao.
A mesma congregacao poder igulmente,' quando
lhe parecer opportuno, resolver semelhante publci-
dade, precedendo sempre aotorisacaa do governo,
o era casos urgentes do presidente da provincia,
quanto da Bahia.
Arl. 46. Compele congregarlo, alm das oulras
altrbuijoes que por esles estatutos lhe sao conferi-
das :
1. Exercer a'inspeccao scienlifica da faculdade' no
tocante ao systema e ao methodo do ensino, aos li-
vros e compendios seguidos as aulas, propondu
quasquer-reformas ou alterarles que forem acouse-
1 liadas pela experiencia ou pelo progresso dos esta-
dos da mesma faculdade.
2. Empregar a maior vigilancia afim de evitar
que se introduzao pralicas abusivas na disciplina es-1
dolar, e no rgimen da faculdade ; tendo o maior
escrpulo na mauulciirau dos bons costumes, e dau-
do ao director lodo o auxilio no desempenho de su-
as funecoes.
3. Oflerecer considerarlo do governo os regula-
inenies especiaes, que entender convenientes,, para
os difieren tes ramos do servido da faculdade, e' bem
assim as medidas policiaes, que julgar ventajosas
saude publica, e ao exercicio regular e legal da me-
dicina, representando contra qualqner abuso que a
ale respeilo se liraticar.
SECCAO III.
Dos lentes cathedralicos, e substitutos, a dos oppo-
sitores.
Art. 47. As cadeiras. da faculdade serao regidas
pelos lentes cathedralicos, para ellas i lomeados, os
quaes tomaran alem diste parte nos actos para que
l'orcm designadas.
Arl. 48. Emquanlo existir a classe i los substitu-
ios, serao estes preferidos para substitu rem os lentes
cathedralicos das secces a que perteuc erem.
Os opposilores servirao como preparadores debai-
xo da direcrao dos lentes cathedralicos ou substitu-
ios em exercicio.
Na falla dos substituios o director d esignar os op-
posilores quedevam exercer suas fur .cenes, podendo
em caso de necessldade determinar,-* pie os de urna
seccao sirvam provisoriamente em o lra.
Esta disposicao he applicavel aos substitutos,
quando tiverem de supprir a falta do s cathedralicos.
Todos ejlcs concorrem e lomam p arte nos actos da
faculdade na conformidade destes ei ilatutos. '
Art, 49. A autigoidade dos lenl es acluaes ser
contada, como al agora, nos classe: s a que perlen-
cem. 1
Para os-que de novo forem nomeados regular a
dala da posse, e, havendo mais di urna no mesmo
dia, a datado diploma.
liiii igualdade desla dala, previ decora a anligui-
dade as funecoes publicas que al all houverem
exercido. ,
Na falla desta, a do grao de duulor, e em ultimo
caso a idade.
Arl. 50. Nos aclos acadmicos terao precedencia
os lentes cathedraticos aos substituios; e entre uos
e outros os mais antigos.
Aos substituios seguir-se-hao os opposilores tam-
bem por ordem de anliguidade.
Art. 51. O lente que contar 25 annos de servido
effectivo poder ser jubilado com ordeuado por in-
teiro.
Aquello que anles deste prazo fu-ar impossibilitado
de continuar uo magisterio poder requerer a sua
jubilacao com o ordenado proporcional ao lempo que
livor efectivamente saj(vido, nao podendo todava
gozar deste favor ints de haver ensin ado por dez
annos.
Art. 32.*#ara o lempo de effectjyo servio, serio
abonadas: *
I.^As faltas que forem dadas por servico publico
em oulros empregos ou commisses, com tante que
dentro dos 25 annos nao comprehendam um espaco
de lempo maior de 5.
2. As faltas por molestia justificadas pelo modo
declarado n'esles estatutos, nao excedendo de 20 em
cada anno, ou de 60 em um triennio, salvo se a mo-
lestia for adquirida uo servico publico.
3. As qne procederem de suspencao judicial ou
acadmica, quando a final o lente suspenso seja de-
clarado innocente. *
4..0*tempo emproaado as commisses de que
trata o artigo 13, salvo se anles de lindo o praso mar-
cado para o desempenho dcllas-or cassada a nome-
acao uos casos dos arligos 18 e 19.
Art. 53. O lente que se jubilar aos 30 annos, leu-
do servido pelo menos 25 effectivamente segundo as
disposicOesdo artigo 52a|er, alm do ordenado, me-
huki.-.___i- _?*.*n.*a
tade da respectiva gratificarlo.
Arl. 54. O lente queobtiver permissao dogoverno
para continuar a lecclonar, depois de. haver coni-
pfftado 25 aunos de effectivo exercicio, ter umac-
cressmo de gralificaja de 4008 em quanto for pelo
mesmo governo conservado no magisterio.
Art. 55. Aproveitar ao lente para sua jubilacao o
lempo de exercicio na regencia de qualquer cadeira
como opposilor.
Sendo este exerciioc inlerpollado, contar-se-ha na
razio de 'unfmez por vinle licOes ou das de
exame.
Arl. 56. Aos lentes cathedralicos e substituios ac-
tuaes se respeitar o direito adquirido pelas leis an-
teriores de jubilacao aos 20 anuos; mas, nesle caso,
terao someute direito, ao ordenado, que ora per-
cebe m.
O lempo de exercicio' at o fin da presente 'legis-
latura Ihes ser contado como al aora, tanto para
os que se jubilaren! nesse inlervall, como para os
qoe se quizerem depois jubilar.
Do dte praso em diante ficam sujeilos s regras
estabelecidas nos artgos*anleriores.
- CAPITULO VII.
Do provimento das cadeiras, das substiluices, edos
opposilores.
SECCAO' I..
/legras geraes dos provimenlas.
Art. 57. Vagando qualquer lugar de lenle calhe-
dratico, ser nomeado por decrete para prehcuche-lo
o subtiluto mais antigo da seccao da faculdade, em
que a vaga se der.
Arl. 58. He permillida a troca das cadeiras entre
os lentes cathedraticos, mediante requerimenlo des-
tes, informado pela congregacao, que indicar as
vanlagens, ou inconvenientes da permutarlo.
A esta iuformarAo, o direelor addicionar, em of-
ficiu separado, s reffeiOes que lhe parecerem op-
portunas.
Ao governo imperial compete a autorisaco da
troca das cadeiras.
Arl. 59. A^isposicao do artigo antecedente se ob-
servara tambem quando,'achando-se vaga alguma
cadeira qualquer dos lentes calhedralicos pretenda
ser para ella transferido, comanlo que o requeira
logo que se der a vaga.
Poder veriflcar-se igualmente, independente de
requerimenlo dos inleressados, ou representando
congregacao em favor da conveniencia da troca, e
julgando-a o govorno vaulajosa ao ensino: ou por
delberacao do mesmo governo, ouvida a congre-
gacao,
Arl. 60. As disposiedes dos artigoS anteriores sao
applicaveis aos lugares de substitutos tanto no to-
cante a troca, como remocao de que tracta o arl.
59, as quaes, observadas as regras estabelecidas para
os cathedralicos, poderao dar-se de urnas para oulras
seccoes
Arl. 61. Os lugares de substitutos, em quanto esta
classe existir, serao conferidos tambem por decrete,
devendo sempre recabir a numeacao em nm dos op-
posilores, proposlos pela congregacao da respectiva
facnldade.
Art. 62. A proposla comprehender tres nomes
dos oppositores de qualquer das seccoes, que mais
se tiverem distinguido em concurso.
O concurso ter lugar spmenteenlre os oppositores,
que para elle se inscreveroi no praso de 3 0 das,
que ser annunciado pelo direelor da faculdade,
quando o numero destes execeder de 5. Em quan-
to n3o houver pelo menos 6 opposilores poderao
concorrer com elles os doulores em medeciua que
liverem habilita^Oes do artigo 66 e se inscreyerem
no praso cima designado.
Art 63. Seguir-se-hao nesle concurso e na res-
pectiva proposla as regras estabelecidas as segra-
les seccoes deste capitulo.
Arl. 64 D'eulre os proposlos escolher o gover-
no o leule para o preenchmenlo da vaga de substi-
tuto, atlendendo nflo.s ptidao dos mesmos para o
magisterio, como tambem no seu procedimenlo mo-
ral e civil.
Se o governo entender que nao foram observadas
as formalidades proscriptas, reenviar a proposta
afim de que se fa$a oulra em regra, ou mandar
proceder a novo concurso,' se a falta de taes forma-
lidades tiver occorrido em alguns de seus artes, na
conformidade do artigo 74.
Arl. 65. O numero dos opposilores ser proviso-
riamente de 5 para cada seccao,
SECCA'O II.
Das habilitaedes para o concurso.
Arl. 66. A nomeacao dos opposilores sera em vir-
lude de concurso.
Os candidatos deverao ser cidadaos brasileiros,
estar no gozo de seus direitos civis e polticos, c ler
o grao de doutor cm raedecina por qualquer das fa-*
cuidados do imperio.
Para provarem estas condisdes, deverao apresenlar
aojecretario da faculdade, no momento da inscrip-
to, seus diplomas ou publicas formas dcsles, justi-
ficando impossibilidade da exhibirlo dos originaes ;
cerlidao de baptisroo, e folha corrida dos lugares de
seus domicilios.
Se no exame dos documentos se suscitar duvida
acerca de algum, a congregado, segundo a naloreza
dessa duvida, poder ouvir o candidato que o tiver
apreseotado, para o que adiara, te for necessario, a
decisao por 3 dias.
Arl. 67, Do juizo da congregacao a respeilo das
habililacoi's, poder recorrer para o gorveruo qual-
quer dos candidatos que se julgar prejudirado, assim
quanlo ao que for decidido a sen respeilo, romo
acerca dos oulros concurrentes.
Art. 68 O modo de fazer-se a inKipca.o para o
concurso, as formalidades que a devera acoinpanhar,
bem como os prazos para o mesmo, e o processo das
liahililacoes, serao designados em regulamento es-
pecial.
SECCA'O ni..
Das proras e da totacao
Arl. 69. Os aclos do'concurso cousislirao : 1.,
em defe;a de theses; 2., em prelecclo oral ; 3.a,
em eomposicao escripia ; 4., em prova pratica,
As theses constaran de um numeru certa de pro-
posicOes, devendo a congregacao designar com ante-
cedencia pontos que comprehendam todas as* mate-
rias do curso medico, de enlre as quaes o candidato
far a sua esculla.
Sobre urna destas proposicOes o candidato compo-
ra urna, dissertacao, devendo esta sempre versar
sobre u objeclo da seccao em que se deu a raga.
A 2.a e 3.* prova recahiro sobre pontos pre-
viamente dados pela mesma congregacao e tirados
surte.
Art. 70. Reconhecidos.os candidatos, o director
marcar* da pira recebroento das theses, nao po-
dendo porm verificar-se isto antes da decisfjp de
qualquer dos recursos, de que trata o art. 67.
A defeza das theses ter lugar no dia que for de-
signado pela congregacao, e nesse acto se argumeu-
tarao reciprocamente os concurre ules. '
No caso de ser um s o candidato, argumentara
7 lentes, por ordem de sua anliguidade.
Art. 71. As regrasconcernentes fdrmacao eao
numero dos pontos, ao das proposicOes sobre as the-
ses, sos prazos que devem mediar enlre as provas,
maneira de proceder-se volacao e s solemni-
dades do ronenrso, serao marcadas no regulamento
a que se refere o art. 68,
SECCA'O IV.
Da proposta para o provimento dos lugares
, de oppositores.
Art. 72. A congregacao apreseular ao governo os
mais votados d'eulre os concurrentes al o numero
de tres, se tantos ou mais se houverem apresenta-
do.
Art. 73. A proposta da congregarlo ser acompa-
nhada de copias das actas do processo do concurso,
das provas escripias, e de ama iuformaso particular
do director sobre todas as circumstancias qoe occor-
reram, com especial mencao da maneira por qoe se
houveram os concurrentes dorante as provas de sua
reputacao Iliteraria, de quaesquer ttulos de habilita-
'cOe* scienlifieas que possuam, e doservieo* qne le-
uham prestado.
Arl. 74. Dentre os proposlos escolher o governo
o opposilor para o preenchmenlo da vaga de que s
tratar.
Se todava entender, depois de ouvida a seccao dos
negocios do imperio do conseibo d'estado, que o con-
curso deve ser annullado por se haverem uelle pre-
terido form
por decrctt
mandara pi
Arl.
sessenciaes, assim o far declarar
do os motivos dessa decisao, e
a novo concurso.
ausencia de candiadalos em qualquer
gario dever, findo o prazo para
elle marcad, espaca-lo por oulro tanto lempo, e se,
terminado tdj& nioguem se apresenlar, o governo
poder fszer directamente a nomeacao deolre os dou-
lores em medecina que liverem pelo menos 6 annos
de clnica.
SECCAO' V.
Regras geraes para os concursos, e provimento das
substiluices.
Art. 76. Se nao for possivel para os aclos do con-
curso reunir congregacao, por falta de numero de
lentes, o director o far constar ao governo, e em
caso de urgencia, se o faci se der na faculdade d
Baha, ao presidente da provincia, fim de ser au-
torUado para chamar os lentes jubilados que pode-,
rem comparecer.
Na falta dos jubilados o governo ou o presidente
designar substitutos que sejam doulores em medi-
cina, com a habilitaran do art. 75.
Art. T. Se algum concurrente for accommetlido
de molestia, que o inhiba ou de tirar os pontos, on
de passar pelas provas depois delles tirados, poder
justificar o impedimento peranle a congregacao
qual se o julgar legitimo espartara o acto aloito das,
no caso de haver mais de um concurrente, ou por
maior espaco, se for s um o candidato.
Se o concurrente j tiver tirado o ponto dar-se-ba
uutro.
Art. 78. O coicurso ser annunciado por edital
que se publicar por diversas vezes nasfolhas da-cr-
ta e da capital da provincia da Babia.
O prazo para asinscripcoes, que dever ser decla-
rado pelo director no mesmo edital, regular* entre
3 a 6 mezes contados do dia em que se leve conhe-
cimenlo da vaga.
Arl. 79. No caso de haver mais de urna vaga, o
prazo da inscrlpcao do concurso para a 2.", ou para
as oulras que se houverem dado, comecar a cor-
rer do diado eocerramentodo primeiro, e assim por
diante, de sorte que haja um concurso especial para
cada vaga.
TITULO II.
Do rgimen das facnldades.
CAPITULO I.
- Do lejnpi) dos trabalhos.
Art. 80. Os trabalhos das faculdades principiaran
pelos exames preparatorios no dia 3 de fevereiro e
termiuarao no dia que a congregacao designar, de-
pois de concluidos os aclos do anno.
Art. 81. Foradoprazoque decorre do encerramen-
lo da faculdade al o da de sua abertura no anno se-
guinte, couforme o artigo antecedente, serao semen-
t feriados os dias de enlrudo at quarta-feira de
Ciuza: os da semana santa e da Pascboa; e os dias de
testa ou de luto nacional.
CAPITULO II.
Das habilitar-Oes para as matriculas.
Arl. 82. Os alumnos que se quizerem matricular
em qualquer das faculdades deverao habililar-se
com os seguinles exames:
Para o curso medico : latim, franco?, inglez,
historia e geographia, philosopbia racional e moral,
arilhmetica, geometra e algebra at equares do 1
grao.
Para o curso phrmaceulico: trancez, arilhme-
lica c geometra.
Para o curso obstelricio: leltura e escripia, as
quatro operacOes da arilhmetica e francez.
As pessoas do sexo feminiuo que frequentarem
este curso deverao ler pelo menos 21 annos de ida-
de, c apresenlar, sendo solteiras, licenca de seus
paes ou de quem suas vezes fizer, e, sendo casadas,
o consentimenlo de seus maridos.
Art. 83. Os exaraes preparatorios serio feilos pe-
ranle professores pblicos designados pelo governo
na crte, e pelo presidente da provincia na capital
da Bahia.
Os professores nomeados nSo poderao escusar-se
sem motivo legitimo julgado tal pelo governo, sob
as penas dos arts. do regulamento da ins'Iruccao pri-
maria e secundaria do municipio da corte.
Arl. 84. Terao lagar sob a presidencia de direc-
tor ou de um lenle por elle nomeado.
Serao feitos por escripto com as formalidades o
pelo modo que se marcar no regulamento a que se
refere o artigo 29.
Arl. 85. O'esludanle que for reprovado em qual-
quer dos exaraes, nao ser a elle novamente admil-
lidu cm nenliuma das faculdades, sera que haja de-
corrido o prazo de tres mezes.
Arl. 86. Sao isenlos dos exames de preparatorios
os que apreseutarem diploma de bacbarel em Ietlras
do collegio de Pedro II; ou Ututo de approvacao
nos concursos annuaes da capital do imperio; na
conformidade do artigo 112 do regulamento da ins-
truccao primaria e secundaria do municipio da cor-
le ; ou cerlidao tambem de approvacao Jos ditos
exames em qualquer das facnldades de fflidieina.
Fra destes casos nenhama prova dispensar os
exames.
CAPITULO ni.
Das matriculas.
Art. 87; As matriculas para as aulas das facul-'
dades comecarao no 1.a de marco e se fecharo a
15. excepto para as do1. anno, que poderao con-
tinuar at o fim desse mez.
Encerrad* as matrctH, nenlnim estudante, se-
ja qual for o motivo que allegar, ser admittido a
mtricular-se.
Art. 88. Para a matricula m primeiro anno de-
ver provar-se em requerimenlo ao director :
l.o.A habilitacao na forma dp capitulo antece-
dente ;
2." Idade maior de 16 annos;
3.a Pagamento da laxa respectiva.
Art. 89. Para a matricula nos annos segurles
dever apresentar-se :
l. Cerlidao de approvacao' do anno anterior;
2. Conhecimenlo'de se haver pago a laxa.
Art. 90. Os exames feilos em ama facnldade se-
rao validos na oulra ama vez qne sejam provados
com eertidOes regulares, aathenticadas pelo respec-
tivo director, que offlciar ao da oalra faculdade,
publica ou reservadamente, conunuoicando-th o
que lhe parecer conveniente acerca do procedimen-
lo anterior do csludanle, e das notas que houvetei
seu respeilo.
Art. 91. A matricula se poder fazer por procura-
dor, achando-se o estudanle no lugar da sede da fa-
culdade e nao podendo comparecer por gravemente
enfermo.
Estas duas circumstancias sero justificadas em re-
querimenlo ao direelor.
Art. 92. Ao direelor compete ordenar qne o se-
cretario faca as matriculas dos estodantes, cajea re-
querimentos estiverem conformes s dispeaige* ante-
cedentes.
Xudoo que diz respeilo forma das ditas roa trca-
las, s precedencias dos esludahtes na* aed
lude dellas, respectiva escripluraco e 4*
5--.es do secretario nesle ponto, ser iiiiic no re-
gulamento especial, que as faculdades tem de sojei-
tar i approvacao do governo.
Art. 93. a laxa de matricula a qne actualmente,
estao sujeilos os esludaoles ser dividida em duas
prestacites, sendo a prhneica paga no principio e a
segooda no fim do anno lectivo.
. Arl. 94. O pagamento da ultima prestarlo prece-
der segunda matricula, a qual ter, lugar desde 15
al 30 de oulobro. *
Para este fim bastar que o estudanle aprsente ao
secretario conhecimenlo de haver saUafeito a laxa.
A falta desta segunda matricula inhibir o estu-
danle de ser admittido a fazer acto.
Art. 95. Ue nulla toda a matricula efleetuada
com documente falso, e sao millos lodos os actos que
a ella se seguirem, fu.ando perdidas as quantias- das
laxas pagas, alm das oulras penas em que acorrer o
falsificador.
CAPITULO rv.
Dos exercicios escolares.
Arl. 96. As aulas das faculdades serao abortas
no dia 15 demarco e encerradas no dia 30 de on-
lubro.
Art. 97. No primeiro dia til de marco a con-
gregacao se reunir para distribuir as horas das au-
las, verificar a preseoca dos lentes e designar o* subs-
titutos, e na falta destes, os oppositores que de-
vem reger as cadeiras, cojos lentes se acharan im-
pedidos.
O direelor tara publicar por edital e pela im-
prensa o resultado dessa conferencia da congre-
gasfo. ,
Quando a vaga ou impedimento occorrer no -de-
curso do anno. as subsliluiroes terao lagar por ordem
do director.
Art. 98. Ostentes de cada anno lacciooaro as
respectivas cadeiras em dias alternados, por espaco
de urna hora,, podendo sempre qoe o julgarem con-
veniente ouvir os estudantes sobre a lieSo da' ves-
pera.
Excepluaoe desta disposicao slenles das cadei-
ras de clnica interna e externa, qoe darao aula todos
os dias.
Art. 99. Haver sabbatioa em cada aula quando o
respectivo lenle designar, comanlo porm que haja
ao menos urna por mez.
Para esta sabbatioa o lente poder marcar de ves-
pera algum ponto especial, que tenha relacao com as
materias dadas, e nomear argaentes e deflendentes,
quando nSo prefira argir directamente os estu-
dantes.
O nao comparecimento de nm estudanle a estes
exercicios, ou a escusa de temar parte nelles sem
motivo legitimo, ser objeclo de urna nota especial
que o lente apresenlar a seus collegas nos exames do
fim do anno, alm da penado art. 149.
Art. 100. As horas das aulas marcadas na con-
gregacao do primeiro dia ulil do mez de marro pode-
rao ser por ella alteradas dorante o anno, se assim o
exigirem as conveniencias do ensino.
Art. 101. O lente de anatoma far preparar os es-
queletos precisos para o gabinete, assim como as pe-
cas anatoma* de difOcil desseecao, e as palhologlcas
mais impoafites.
A esta aq|ka obrigacao Bcam igualmente sujeilos
os lentes de clnica.
Art. 102. Estes lentes organisarSo em qnadros
mensaes taboas meteorolgicas, preparadas por pev
soas para este fim designadas, farao tambem a esta-
tistica de sua clnica anona!, com especial menco
dos melhodose agentes therapeuticos por elles em-
pregidos.
Esles Irabalhos serao publicados pela imprensa,
sempre que fdr possivel, e depositados na bibliotheca
da faculdade.
Art. 103. O lente de botnica far derborisacoas
em dias designados antecedentemente, acompanhado
dos estudantes de sua aula; fazendo recolher ao
herbario da faculdade todas*as plantas importantes
materia medica brasileira, com os esclarecimenlos
qoe julgar necessarios.
Este herbario ser conservado em boa guarda no
gabinete de materia medica. v
Art. 104. Todos os lentes e particularmente os de
medicina legal, materia medica, e hygiene, farSo, em
suas licOes, applicaso especial ao Brasil das doatri-
nas que ensinarem. .
O de materia medica dever, alm disto, apresen-
lar os medicamentos indgenas qoe possam supprir os
exticos, ou ser-lhes com razau preferidos. '
Art. 105. Os oppositores das seccoes medica e ci-
rurgica serao obligadas, pela maneira porque forem
destinados pelo director, a assistir s visitas dos res-
pecsivos lentes de clnica ; e noite sarao eocarrega-
dos, nos casos mais importantes, de repetir as mes- _
roas visitas em companhia dos alumnos, a quem para
este fim prevenirlo os dito* lentes.
PrepararSo e demonslrarao igualmente as pecas
palhologicas em ambas as clnicas.
Art. 106. O opposilor eocarregado da clnica ex-
terna xercitar um dia por semana os alumnos na
applicacao de apparelhos em um manequira,. ou em
um cadver.
Oulros da mesma seccao servirao de preparadores
da aula ile anatoma eda de operacOes.
Art. 107. Os oppositores da seceso das sciencias


I
DIARIO DE PERMMBUCO, SEXTA FEIRA 19 DE (MI DE 1854.
'
acceisorias, ser tambero empregados allernada-
meole como preparadores das respeclivas aulas.
Art; 108. Terao direito a premios os lentes ou
qaesquer pessoas, que compuzerem compendios ou
obras para aso das aulas, e os que melhor Iraduzi-
rem os publicados em lingua estrangeira, depois de
terem sido ouvidas'sobre elles as congregacOes, e de
trem approvado pelo goveruo.
CAPITULO V.
Dos exames.
Art. 109. A congregajio reunir-se-ha no dia 3
de novembro ou no anterior se aquello fr feriados
afim nao s de jalgar as habiltateos dos eslndante,
para sercm admiltidos a eximes, como tambem de
designar os lentes, qne devam servir de examina-
dores.
Para os impedimentos que occorrcrcm no decurso
dos exames, o director determinar a substituirlo.
Os lentes qne liverem regido cadeiras dura'ule o
anno deverSo ser de preferencia designados para
examinadores dos respectivos esludantes.
Em falla de lentes assim cathedraticos como subs-
tilulos, dever a congregado nomear para os exmes
os oppositores que forem necessarios.
Art. 110. Julgar-se-ha habilitado o esladanle que
nao tiver perdido o anno por exeesso de faltas, e que
houver pago a tata da 2. matrcula.
Art. 111. Os exames serao vagos ou por pontos.
A congregado designar as materias em que elles
devam ser feitos por urna ou por ontra maneira,
Art. 112. Para nns e ontros as congregarles pro-
porgo ao governo, no regula/nenio a que se refere o
art. 29, ayegras que devam ser seguidas nos mes-
mos e nss respeclivM vptacOes.
Art. 113. Nesse trab'alho terao ellas muito em vis-
ta a maneira porque devem ser feitos os exames pra-
ticos de qualquer dos cursos das faculdades.
Art. 114. Aapprovacao plena nos exames do cur-
so obsltlrieio d direito s pessoas assim habilitadas
para obtena um Ululo da acaldada, com o quai de-
pois de registrado ua junta de Hygiene Publica, po-
dero exercer a sua arte.
Art. 115. Sempre que um estudanle deixar de fa-
ler acto o director o commuoicar congregaco na
primeira sessao.
No caso de traosfereoda do acto, serao examina-
dores os roesmos lentes que o seriam se elle fosse
feito na poca competente, excepto se se acharan im-
pedidos ou ausentes.
Art. 116. Os estudantes.matriculados era nma ta-
cnldade nao podero faxer perante a oulra os exa-J
mes das raateras.que naquella aprenderam dorante o
anno.
Art. 117: Ser permitlido aos esludantes appro-
vados nmpliciter roatricular-se da novo no mesmo
anno.
Neste caso prevalecer a nota do 2 exame, quer
seja de approvado, quer de reprovacao.
Esta disposicao nao pdera ter lugar depois de en-
cerradas as matriculas.
Art. 118. O estodaote reprovado dnas vezes nn
mesmo anno nao poder maisser admlllido i matri-
cula as faculdades de medicina.
CAPITULO VI.
Da defesa das theses.
Art. 119. As Iheses cuja defeza he necessaria para
que o.asludanle possa obler o grao de doutor. con-.
sislirSo em propusieses concernantes a Ires questes,
seodo cada urna relativa a cada seceso do curso me-
dico.
Art. 120. No principio do anno lectivo os lentes
em exercicio enviarSo ao director dtz queslOcs so-
bre as materias de soas cadeiras.
Estas queslSes, depois approvadas pela congrega-
cao, a lanzadas na acta da sessao em qne forem
adoptadas, serao pelo secretario numeradas e escrip-
ias em livro proprio para cada seceso.
D'entre as ditas queslOes escolher o doctorando
as de que trato o artigo antecedente.
Art. 121. Alm disto, o doutorando apresentar*
sempre em sua these seil aphorsmos de Hyppocra-
les, e se-oeeupar em urna dissertaco de qualquer
quesISo medica ou cirurgica que lheapronver, com-
tinto que verse sobre um ponto por elle escolludo
d'entre ns que tiverem sido approvados na confor-
midade do art. 420,
Arl. *32. As theses e a dissertacjto seraq formula-
das pelo doutorando a lempo de terem approvadas
por ama commissao revisora, composta de opposito-
res nomeados pela congregaco.
Depoi dessa approvarSo, serBo mpressas casta
da mesmo doutorando e distribuidas por todos os
lentes e oppositores.
Art. 123. A congregaco designar, pelo menos
com antecedencia de 8 dias, tres cathedraticos, c
dous substitutos ou oppositores, que deven) argu-
mentar sobre estas Ineses.
Ser presidente do acto" o lente mais auligo den-
tro s designados.
Todos lorio voto, e o presidente argumentar, so-
bre a dissertaco.
Art. 124. A approvarso simples Dio impedir a
collicSo do grao.
Fiea todava oeste caso salva ao doutorando a fa-
caldade de apresen lar novas theses, acerca das quaes
seobservarao as mesmas formalidades prescriplas
nesles estatutos.
Art. 125. Oque for reprovado, smenle poder
admiltido a novo acto iim anno depois, podendo a
congregacSo, so o julgir necessario, indicar-He as
materias, que devera esludir especialmente.
fioste caso ser obrigado a frequenlar is respecti-
vas aulas, o que. far por simples despacho do direc-
tor, e sem preeeder matricula ;(cando porem su-
jeito a ponto.
Art. 126. Cida examinador argumentar por es-
paco de 20 minutos, comecando-se pelos mais mo-
dernos escodo o ultimo a argir o presidente do
acto.
Art. 127. Terminado o acto, votarfto os examina-
dores por escrutinio secreto, estando presente o se-
cretario para lavrar o termo.
capitulo vn.
Da collacao do grao de,doutor.
Arl. 128. Defendidas as Ineses, o director marea-
r dia para orecebimento do grao de doutor.
Este dia ser publicado por editas, convidando-se
para o acto todos os lentes, opposi lores e doulores,
que constar existir no lugar. O convite poder 1er
logar por meio da imprensa.
Art. 129. As solemnidades que devem acompa-
nhar a collacao deste grao constarSo de formulario
i especial, que ser expedido pelo governo ouvida a
congregarlo.
capitulo vra.
Da disciplina acadmica,
'SEGCAOM.
Da residencia ios hules
Art. 130. Em caso algum os lentes perrebcrSo as
gratificacoes, que lhes sao, ou forem'concedidas,
sem o exercicio da respectiva cadeira. Ct
Terao, porem, direito aos ordenados, quando fal-
laren) por motivo justificado de molestia, nao lhes
sendo abonadas sem essa circnmslaucia mais do que
duas faltas em um mez.
As licencas que pedirem s lhes poderao ser con-
cedidas com ordenado por intefro at seis mezes c
por causa de enfermidade.
Fora dessas hypotheses cessaroos vencimentos,
qualquer que seja o motivo da falta.
As gralificacSes pertencerSo em Jodo o caso aos
que os subslituircm.
Art. 131. As Tallas dos lentes durante o lempo lec-
tivo so podero ser justificadas al o terceirodia de-
Pois di primeira.#
A juslificacao ser repelida ou no fim das faltas,
ou, continuando ellas, quando tiverem de receber
seus vencimentos.
Art. 132. As que nao forem justificadas, alm de
duis em um mez, importam a perda dos vencimen-
tos correspondentes.
Art. 133. As faltas des lentes os sesses das con-
gregacces, a qoaesquer adose funcctJes da facolda-
de, e que .ao obrgados, sera contadas como as que
derem as aulas. '
ArL 134. Na secretaria da facoldado haver um
livro em que o secretorio taotar odia de serviro,
de licSes, ou de eaames, no qual notar as fallas dos
lentes, e os nomes dos que comparecem.
Arl. 135. O mesmo secrelario i vista desle livro,
e das notas que haja lomado sobre qaesquer actos
faeedemicos, organsara alistadas fallas dadas du-
rante o mez, e aprsenla* ao director no' primriro
dia do mez seguinle.
O dreiclor abonar as que liverem emseu favor
rundieres justificativas.
Art. 186. A decisao do director, sendo desfavora-
vel, ser inmediatamente communicada pelo se-
crelirio ao interessado.e cstedentro da tres dias apre-
senlar, querendo, a sua reclamaeo ao mesmo di-
rector, que a poder* allnder, reformando a de-
ArL 137. Se porem nao for reformada, ser ad-
miltido dentro de 3 dias recurso suspensivo paca a
congregado do mez, e desla no efieilo devolutivo
para o ministro e secretario de estado dos negocios
do imperio, no. prazo de outros 3 dias, contados da
data do dia enteque tiver lugar a sessao.
Art. 138. Se nao se apresentar reclamarlo, ou
nSo#sc interpozer recurso, segundo as bypolhese dos
artigos antecedentes, o director mandar tancar as
fallas em livro especial para seren (razidas oppor-
tunameuse ao conhecimcnlo do governo.
Art. 139. .Os lentes calhedraticos, ou substitutos
que deixarem de comparecer, para exercer as res-
pectivas funeces, por espejo de tres mezes, sem
que alleguem perante o director motivo que justi-
fique a ausencia, incorrerao as penas do artigo 157
do cdigo criminal.
Se a auserfeia exceder de seis mezes, repular-se-
lia terem renuuciado ao magisterio, e os seus laga-
res serao julgados vigos pelo governo, ouvidas a
congregado e a seccao dos negocios do imperio do
conselho de estado.
Arl. 140. O lente nomeado, que dentro de seis
mezes nao comparecer para lomar posse, sem com-
municar ao director a razao justificativa da demora,
perder a cadeira para aqual foi nomeado,sendo-lhe
a pena imposta pelo governo imperial, depois de ou-
vida a respectiva sessao do conselho de estado.
Art. 141. Expirando o prazo, na primeira hypo-
these do artigo 139, o director convocar a congre-
gaco, a qual tomando conhecimento do facto, e de
todas as snascircumslancias, decidir se lem lugar
ou nao o processo; expondo minuciosamente os fun-
damentos da decisao qne tomar.
Se for afflrmaliva, o director a remeler por co-
pia, extrahida da acta, com todos os documentos
que Ihe forem concernenlcs, ao promotor publico
respeclivo para intentar a accusacSo judicial por cri-
meue responsabilidade ; e dar parte ao governo
assim do que resolveu a congregaco, como da mar-
cha e resaltado do processo, quando esle tiver
lugar. v
Na seguuda hypolhese do cilado artigo 139, o di-
rector dar parte ao governo do occorrido, afim de
proceder-sc na conformidade do mesmo artigo.
Art. 142. Na hypolhese do art. 140 verificada a
demora da posse, e decidida pela congregaco a
procedencia o improcedencia da juslificacao, sc;
tiver bvido, o director participar ao governo o
qde occorrer, para sua final decisao.
Art, 143. Os lentes so appresenlarao as respecti-
vas atlas e actos acadmicos, logo que der a hora
marcada, e serao sempre os primeiros em dar o
etemplo de pontualidade, cortezia e urbanidade.
abstendo-se absolntamenle de propagar donlrinas
subversivas ouperigosas.
Art. 144. Aqnelles que se deslisarem desles pre-
ceilos, serao advertidos camarariaraenle pela con-
gregado, a quem o director he obrigado a commu-
nicar o fado repreheosivel.
Art. 145. Se nao for bastante esla advertencia, o
director, ouvindo a congregaco o communicar ao
governo, propondo quo sejam applicadas as penas
de suspeosao de tres mezes a um anno com privago
de vencimentos, e se observar p que a tal respeito
for pelo mesmo governo determinado em resolucSo
de consulta de seceso dos negocios do imperio do
conseibo de estado.
SECCAO II.
Da frequencia dos estudanlet e da polica acad-
mica d seu respeito.
Art. 146. As fallas dos esludantes serao todos os
dias notadas por um bedel cm urna cadernela, que
no flm de cada lijao ser examinada, corrigida c
rubricada pelo respectivo lente na pagina do dia.
Art. 147. Ou aren la fallas embera abonadas, e 10
oSo justificada?, faiem perder o anno.
Sele fallas nao abonadas fazem prelerii o esla-
danle da ordem *n que seu nome estiver collocado
para o arto, queso poder ter lugar depois de ter-
minados todos os do co-so.
Art. 148. Os esludantes, quando derem fallas,
deverao justifica-las no primeiro dia em quo com-
parecercm, ou ao mais tardar no dia seguinle.
A juslificacao ser dada ao respectivo lente, que
fica aiuorisado para abona-las, se achar fundadas as
razoes, o os documentos ^presentados.
Art. 149. Incorre em falla, canal nao tivesse
vindo a aula, estudanle que couiparecer depois do
l.- qaarld.de hora, o que sahir da aula sem licenca
do lente, e o quo declarar que nao preparo* OM es-
tudou a licao.
Incorre em quatro faltas o estudanle que faltar
em dia de sabbalina sem motivo justificado, eo qoc
nesse dia retirar-se da aula antes de come^ados os
exercicios ou depois delles, antes de chegar a sua vez
de fallar, e cm duas o que se apresentar depois de
principiarem os ditos exercicios, podendo anda ser
para elles chamado pelo lente.
Art. 150. Os esludantes .deverao proceder com
lodaa seriedade, assim durante as lines, como cele-
brando-sc qualquer acto acadmico.
Em geral dentro ou fra do edificio deverSo mau-
lar as leis da civilidade j entre si, j para com os
lenles,-j"para com os empregados da faculdade.
Art. 151. O estudanle que perturbar o silencio,
causar desordem dentro da aula, ou nella proceder
mil, ser reprehendido pelo lente.
Se nao se contiver, o lente o far immedia lamente
sahir da sala, ordenando ao bedel que lliemarque
urna falla e tome nota do fado ni sua cadernela para
ser levado ao conhecimento do director.
Se os estudanle recusar sahir, ou se usar de pala-
yras desrespeilosas, o lenle far tomar por termo
isso mesmo pelo bedel, c dar logo parle do occor-
rido ao director.
Se o lenle vir que a ordem nao pode ser reslabele-
cida, suspender a li^ao ou sabbalina, mandando
pelo bedel lomar os nomes dos a'utqres da desordem
para o fim cima indicado.
Art. 152. O director assim que liver noticia do
fado, as duas ultimas hypotheses do arligo ante-
cedente, far vir sua presenja o culpado ou culpa-
dos, e depois de 1er publicamente a parle dada .pelo
lente, o o termo lavrado pelo bedel, impr a pena
de prisSo correccional de 1 a 8 dias.
A prisSo correccional s lera lugar, dentro doedi-
Dcio da faculdade, em lugar convenientemente pre-
parado, e d'onde nos dias lectivos sabir o delin-'
quente para assistir as lices, ou para ir fazer acto,
se este liver lugar em occasio em que o estudanle
anda nao tenba preenchido os dias.de prisSo.
Arl. 153. Se a desordem for denlro do edificio
porem fora da aula, qualquer lenle ou empregado
que prsenle se adiar,procurar conler os autores em
seus deverea.
No caso de nao serem allendidas as admoesla-
cOes, ousco successo for de nalureza grave, o lente
ou empregado que o presenciar dever immediala-
mente commuaicar o fado ao diredor.
ArL 154. O director, logo que receber a partici-
pado, ou ex-officio, quando por oulros meios liver
uolicia do dito fado, lomar del*e conhecimeulo,
fazendo comparecer perante si o estudanle ou eslu-
dantes quo o praticaram. '
O comparecimenlo lera lugar na secretaria.
Art. 155. Se depois das ndagaces a que proce-
der, q director achar que o estudanle merece roaior
correcro do que urna simples advertencia cm parti-
cular, o reprehender publicamente.
Art. 156. A reprehendo ser nesle caso dada na
secretaria, ora prescuca de dous lentes, e dos empre-
gados', e do quatro ou seis esludantes pelo menos,
ou na aula a que o estudanle pcrlencer, presentes o
lente, e os outros esludantes da mesma, que se con-
servarao nos respectivos lugares.
A todos estes actos assislir o secretario, e de lo-
dos elles, bem como dos casos referidos no art. 15
lavrar i um termo, que ser presente na 1.a sessao da
congregarlo, c transcripto as informae,es dadas ao
goveruo sobre o procedimenlo dos esludantes.
Arl. 157. Se a perlurbacjiedo silencio, a falla de
respeito, ou a desordem for pralicada cm aclo de
exame ou em qualquer aclo publico da faculdade,
ao lenle que o presidir competir proceder pela ma-
neira declarada no citado art. 151.
Art. 158. Seofaclode que se trata no arligo an-
tecedente e na segunda parte do art. 153 for prati-
cado por estudanle do ultimo anno, que j tenha
feilo aclo, o leule ou direclor dever levar ludo ao
conhecimcnlo da congregaran, a qual poder substi-
tuir a pena de prisSo pela do esparrmenlo da poca
para a defeza das theses, pela de retcneso do diplo-
ma, ou demora na collacao do grao al dous mezes.
Se o estudanle niio for da aula cm que pralicar a
desordem, o lente, procedendo como se determina
no art. 151 dar parle de tudo ao director, que em
isio.
lugar da pena de urna falla impor a de rcprehensSo
publica en de un dia de prisao, obrando em ludo o
mais, como as nutras bypolheses do cilado artigo.
Art; 159. Se o director entender qae qualquer dos
ldelictos declarados nos arligos 151 e 153 merece,
pelas circumstancias que o acompanharam, mais se-
vera puryo do que a do art. 152, mandar lavrar
lermo do ludo pelo secretario, com as razoes que o
estudanle allegar a seu favor, o com os dcpoimenlos
das leslcmunhis que souberem do fado, e o apre-
sentar congregacSo. Esla, depois de empregar os
meios necessarios para se conhecer a verdade, con-
demiiara o delinquenlc a prisaoatquircnla dias.e
perda do anno, quando nao haja pena miior impos-
ta por estes estatutos.
Art. 160. Se os esludantes combinarem entro si
para nSo irem aula, fazendo o qne vulgarmente se
chamaparedea cada um dos que nao justificaren)
a ausencia ser impost a pena de 5 fallas, e os cabe-
tas serao punidos com a perda do anno.
Arl. 161. Oo esludantes, que arrancaren) edilal
denlro do edificio da faculdade, ou pralicarem aclo
de injuria, denlro ou fora do mesmo edificio, por
palavras, por escripto, ou por qualquer oulro modo
contra o director, ou conlra os lentes, serao punidos
com as penas de prisao de um at tres mezes, ou
com a de perda de um al dous annos, conformo a
gravidade do caso.
Arl. 162. Se pralicarem denlro do edificio da fa-
culdade aclos offensivos da moral publica e da reli-
giao do eslado, ou se cm qualquer lagar ou por
qualquer modo que seja, dirigirem amcajas, len->
larem aggres3o, ou vas de fado conlra as pessoas
indicadas no arligo antecedente, serao punidos com
o dobro das penas all declaradas.
Se eneclnarcm as ameacas, ou realisarem as ten-
tativas, serao punidos com a exeluso dosesludosem
qualquer das faculdades.
As penas desle artigo e do antecedente nio ex-
cluem aquellas em que iucorreremos dellqoenles se-
guudo a legislaeao geral.
Arl. 163. Se os deudos dos artigos antecedentes
forem praticados por estudanle do ultimo anno sero
punidos com a snspensao do aclo, com a demora da
collacao do grao, ou com a relencao sio' diploma, se
aquello j tiver sido feilo, pelo, lempo corresponden-
te ao das penas marcadas nos meamos artigos.
Art. 164. As penas de prisao correcional por mais
de 8 dias, de retenrao dos diploraas, de suspanso
do aclo, de perda do anno e ue exclusSo, serao im-
postas pela congregajao, da qual se admiltir nos
qualro ullimoscaso recursos para o governo, sendo
interposto denlro de 8 dfas contados da inUmaco.
O recurso lera tambem lugar quando a pe#J de
prisao for por mais de dous mezes.
O recurso ser suspensivo nos casos de perda do
anno ou de exeluso.
O governo imperial, a quem serao presentes lodos
os papis que formaren) o processo, resolver por
decreto confirmando, revogando, ou modificando a
decisao da congregacSo, depois de ouvida a'seccao
respedvado Conselho de estado.
. Arl. 163. O estudanle que chamado pelo direc-
tor nos casas dos arls. 152 o 154 nao comparecer,ser
coagido a vir sua presenca debajao-de prisflo, de-
pois de lavrado o lermo da desobediencia pelo em-
pregado que o for chamar, requsitndo o mesmo
direclor aquelle auxilio da autoridade policial; o fa-
xendo-o processar em seguida, como desobediente,
pelo foro commum.
Ncste caso, qualquer acto .de resistencia "autori-
dade policial importar aaperda tro anno, e, se a re-
sislcncii for seguida de offensas physicas, a expul-
sada faculdade, alem das penas'em que liver incor-
rido pela legislacao geral.
Art 166. Todos os mezes o bedel de cada aula
apresenlar ao secrelario a listas das faltas commel-
lidas pelos csludaules durante o mez anterior ; o se-
cretario formir urna Jisla de todos, com declaraco
dos dias em que foram dadas, e a transmillir a con-
gregaco mensal.
Art. 167. Nesla serao combinadaaoom as lisias
dos bedeis as olas dos lenles.quc declarado as fal-
las que houverem abonado.
Sendo tudo considerado pela congregaco, esta as
jolgar, podendo ser recebidas as justficac,dcs, que
atesse momento o estudanle exhibir.
Art. 168. Terminado o julgamento da congrega-
do, o- secretario organisar.f a ftsla das faltas com-
mcllidas durante o mez, acresccnUndo as dus mezes
anteriores ; c fazendo-a acompanhar das notas cor-
respondentes a publicar por edilal, e pela im-
prensa.
Art. 169. O julgamento das fallas nao ter lugar
se nSo depois que o estudanlo comparecer : as que
forem dadas antes dessa poca, serao lancadas na lis-
la com a observacao de conlinuacao da ausencia. Se
o estudanle perder o anno far-se-ha esta obsrvacao
no mez em que islo" se verificar, nao sendo mais ins-
criplo na.lisia.
Art. 170. Os cstodantcs, quando as fallas proce-
derem do nao comparecimento s aulas, poderao re-
clamar, assim conlra a nota que lhes for laucada pelo
lenle, como conlra a decisao da congregaco.
As reclamaces deverao ser apresentdas, dentro
de 3 dias contados, ou da nota do lenle, ou da publi-
cacao da lista, ao mesmo lente, ou ao director para
serem presentes congregaco. No caso de conti-
nuaran as faltas, os 3 dias sergo contados do em que
co'mparecerem.
Arl. 171. As reclamaces, de que se falla no arti-
go anlecedenle, nao serapadmittida, senao em 2 ca-
sos : l.o se o estudanle negaras faltas : 2." se o jul-
gamento das faltas for dado na sua ausencia, conlra
o disposlo no arl. 169.
Art. 172. Os lentes exercerSo a polica dentro das
respeclivas aulas, e nos aclos acadmicos a que pre-
sidirem. Deverao auxiliar ao director na manuten-
cao da ordem e do respeito denlro do edificio da fa-
culdade.
Art. 173. A congregaco far c/iegar ao conheci-
mento do governo todas as informacees que poder
ministrar sobre o aprovcilamenlo e procedimenlo
moral e civil dos csludaules que liverem concluido
o corso acadmico.
Art. 174. A policia que deve ser observada den-
tro do edilido da faculdade, lauto pelos lentes, em-
pregides, e esludantes, como por pessoas eslranhas
ao corpo acadmico, sera objedo do rcgulamcnto
especial que o governo organisar, ouvidas as facul.
dades.
TITULO ni.
Dos empregados das faculdades.
CAPILULO NICO.
Do bibliothecario, e do secrelario e mais empre-
gados.
Arl. 175. Em cada faculdade haver urna biblio-
llieca destinada especialmente para o uso dos leutes
e dos alumnos, mas que ser franqueada a todas as
pessoas qde all se apresntrem decentemente ves-
tidas.
Ser formada, com preferencia,'de livros proprios
das sciencias que se ensinarem na. faculdade.
Art. 176. A bibliolheca estar a cargo de um
fanecionario com o Ululo de bibliothecario, o qual
ter um ajudante.
Art. 177. O ajudante ser encarregado da escrip-
turado da bibliolheca e do Irabalhointerno da mes-
ma, que pelo bibliothecario lhe for assignado ; e
quando este nao se ache presente, o substituir con-
forhiarido-se sempre com as inslrucjoes que delle re-
ceber. -
Arl. 178. Nos impedimentos do bibliolhccario, o
ajudante perceber a graficacao dcste, e se pausar
de 30 dias, ouseainda antes de se completar esle
prazo, for de nalureza tal, que indique prolongar-se
por mais lempo, o director designar um dos empre-
gadps da faculdade para fazer as vezes do aju-
dante.
Arl. 179. Cada faculdade lera um secretario, o
qual alm de oulras fancc,es que lhe incumbem por
estes estatutos, ser encarregado do servico inter-
no da secretario, e da correspondencia do direc-
lor.
Arl. 180. Para auxiliar o secretario no desempe-
nho de seus deveres, haver um official, que far o
servico que lhe fr por ello 'encarregado, podendo
director tambem dcsignur-lhe o Irabalho que enten-
der conveniente.
Este ofiicialsubstiluir a osecrelarioem seus impe-
dimentos o falas.
Arl. 181. O secretorio deve ser Dr. em medi-
cina.
Para o lugar de ofiiehl proferir em igualdadede
circumstancias, o que tiver estudos proprios da fa-
culdade.
O secretario c ollkial, bem como o bibliolhcca-
rio e seu ajudante sero nomeados por decreto im-
perial.
Arl. 182. Na secretoria sero cobrados os emolu-
mentos constantes de urna tabella que ser anne-
xa, proposla pc!a congregaco e approvada pelo go-
verno.
Taes emolumentos sero recolhdos ao (hesouroou
thesouraria respectiva, e formarao parte da renda
publica.
Art. 183. Cada faculdade ter um porlero, dous
bedeis, e os continaos qne forem necessarios para o
servico das aulas e dos actos da mesma faculdade.
O "amero destes continuos ser proposto pela con-
gregaco ao governo quo o marcar por decreto,
e urna vez filado nao poder ser alterado senao por
le.
Art. 184. o regalamento a que se refere o art. 29
marcara o servico interno da secretaria e da biblio-
lheca, as obrigac,oes dos empregados das faculdades,
e os distinctivos de que devem usar.
Art. 185". As aposentadoras dos mencionados em-
pregados serao reguladas pelo capitulo 3. titulo
4. do decreto n. 736 do 20 de novembro de 1850.
Seus vencimentos consumo da tabella annexa a es-
tes estatutos.
TITULO IV.
Capitulo nico.
Disposires geraes.
Arl. 186. Os ordenados e gratificares do director,
e dos lentes sSo os que constan) da tabella annexa a
estes estatuios sol u. 2, cuja execuco na parle em
quo excedem os vencimentos j aulorisados pela lei n.
714 de 19 deselembro de 1853 depender da appro-
vacaodo corpo legislativo.
Arl. 187. O-juramento dos graos acadmicos, do
director, dos lentes e mais empregados ser o que cons-
t do formulario das faculdades.
As cartas de doutor, de boticario c de parleiras,
serao passadas segundos modelos jautos ao mesmo
formulario..
Art. 188. Os lentes cathedralicos qne tiverem ser-
vido por 25 anuos e continuaran no exercicio de
anas func{oes a aprasimenlo do governo tero, alm
das van lagcns da tabella cima citada, o titulo de con.
selho.
O director que servir com zelo por esparo de 3 an-
nos lera direito ao mesmo titulo.
Arl. 189. Haver na faculdade um sello grande,
que servir jiara os" diplomas acadmicos, e smen-
te poder ser empregado pelo direclor ; e outro pe-
queo para os. papcs que forem expedidos pela secre-
taria.
A forma dos sellos continuar a ser a mesma actual-
mente existente as faculdades.
Arl. 190. A borla e*fila das cartas para o sello
pendente terao a mesma forma e cor at agora se-
guida.
O capcllo ser da cor da aculdade, com o feilio
que fr adoptado no formulario a que se refere o ar-
tigo 187.
O annel de doutor ser de pedra da cor da facul-
dade, cravada sobre aro de ouro.-
As cartas sero lavradas em pergaminho, impres-
sas e preparadas expensas daqnellcs a quem perlen-
cerem, devendo seguir-se cm tudo o mesmo modelo
para ambas as faculdades.
Arl. 191. Os lentes directores dos gabinetes c esla-
belecimentos de qae trata o arl. 9j deverao remetter
ao director da faculdade os ornamentos annual e men-
sal das respectivas despezas ; o primeiro em poca
marcada pelo mesmo director, para em lempo poder
ser incluido no ornamento geral, e o segundo al o
dia 20 de cada mez, pira ser comtemplado na folha
do mez seguinle.
Art. 192. Osmesmos lentes directores faro os pe-
didos das drogas, ingredientes e mais objeclos neces-
sarios para os exercicios pralicos das aulas, e para o
servico dos gabjnetes, ao que satisfar o direclor da
faculdade. j
Todos os seis mezes, na-pretenga deste, insliluirao
exame do estado dos mesmqs objectos : do que se la-
vrar termo escripto pelo jeejelario da faculdade; fa-
zendo-se menSSo nelle dos que esliverem ainda em
eslado de servir, e dos qufWacharcm j alterados,
'qde deverao ser consumidos.
Art. 193. O governo fica autorisado para con Ira-
lar, por lempo determinado, algum nacional ou es-
Irangeiro de reabnhecida habilllacao para entinar al-
gumas das materias do corso medico ; podendo tam-
bem prover pela primeira vez as cadeiras creadas e as
que vagarem denlro do prazo de um anno nomeando
livremente os lentes.
Esta ullimdisposico n5o prejudica o direito dos
actuaes substituios, quanlo s vagas qacse.derem as
suas secrOes.
Art. 194. Os lentes qae regerera as cadeiras, a que
esiaoannexos gabinetes e estabelecimeutos auxilia-
res, proponte ao direclor, e esle ao governo o numero
de empregados necessarios para os respectivos exer-
cicios e funecoes, e os vencimentos que devam perce-
ber. Esle urna- vez fixados nao poderao ser altera-
dos seno por lei. ,
Arl. 195. Na hypolhese da suppressao da dassede
substitutos guardar-se-ha no provimentodas cadeiras
de lentes, o processo eslabelecido nesles estatutos para
o provimento dos lugares de substitutos.
ArL 196. Os oppositores alm dos cursos escola-
res, para os quaes pndem ser chamados, sao os ni-
cos que poderao ensinar em cursos particulares no
edificio da faculdade, urna vez que tenham estes lu-
gar em oras diflerenls das designadas para as aulas
dos cursos: procedendo em todo caso autorisacSo do
direclor.
Esteensino, quando bem desempenhado, habilita-
r o oppositor para os melhoramentos e accessos na
faculdade.
Arl. 197. Na sessao de ncerramenlo a congrega-
cao encarregar a um dos seas membros de apresen-
lar, na primeira,sessao do anno seguinle, urna memo-
ria histrica, em que se relatera os acontecimenlos
nolaveis do anno lindo.
Nessa memoria ser especificado o grao de desen-
volvimento a que fr levada, uesse mesmo periodo, a
exposico das donlrinas, tanto os corsos pblicos
como nos particulares.
Lido o Irabalho e approvado, ser recolhido bi-
bliolheca para servir dechronica da faculdade.
Art. 198. l'ublicar-sc-ha um atmauak eontendo
os estatutos, regulamenloe instrucees das faculda-
des de medicina, o seu eslado pessoal e disciplinar,
e os nomes por extenso das pessoas existentes, qae
ohtiveram diplomas pelas academias medico-cirnrgi-
cas desde a promulgado da lei de 9 de setembro de
1826 ; dos que os obtiveram da escola desde sua ins-
ta Ilapso, e finalmente de lodos aqoelles que, tendo
diplomas das escolas estrangeiras, liverem sido appro-
vados pela faculdade para exercer a sua prufisso no
Brasil.
Arl. 199. Todos oa annos se addicionar um sup-
premenlo eontendo os nomes dos que tiverem obtido
novos ttulos, e quando haja necessidade de reimpri-
mir- oalmanak, serao eslessupplemenloj fundidos
nelle com eliminaro das pessoas que liverem falle-
cido.
Es,les almanaks, publicados na corle, serJo dividi-
dos entre as duas faculdades, na proporcao dos
alumnos, afim de dar-se um exemplar' cada um dos
que tiverem obtido o grao de dodlor; remetindo-
se ao governo os exemplares quo forem necessarios
para so dislribnirem pelas cmaras e pelas autori-
dades encarregadas do velar sobre o exercicio da me-
dicina.
Arl. 200. Os presentes estatutos serao desde j
postos em execuco, at definitiva approvaco do
poder legislativo, na conformidade do artigo do de-
creto.
Art. 201. Logo que forem publicados, o governo
ordenar s congregaces que proponham as intlruc-
ces que foram convenientes para a execuco e des-
envolvmenlo dos mesmos estatutos, afim de expedir
os rcgulamcntos necessarios, cujas disposi;es serao
commnns, tanto quanlo fr possivel a ambas as facul-
dades.
Arl.' 202. O governo fica autorisado, para, quando
jalgar conveniente, eslabelecer premios que serao
distribuidos no fim de cadi anno lectivo por um
cerlo numero de esludantes,que mais se distinguirero
nos diversos annos da faculdade, regulando o pro-
cesso da dislribuicao a maneira de serem confe-
ridos.
Arl. 2j)3. Nao se passar segunda caria das referi-
das no arl. 187 sen3o nos casos do perda justificada e
com a competente resalva toncada pelo secretorio c
assignada pelo director.
Art. 20i. lMca- revogadas as disposices em con-
trario.
Palacio do Rio de Janeiro em 28 de abril de 1854.
Luiz Pedreira do Couto Ferro:.
COMJMANDO DAS ARMAS.
Qnarttl general,do commudo das arma ale
Pernambuce ua eidada do Recite, em 18 de
malo da 185t>.
ORDE1MDO DIA N. 88.
O marechal d' campo cnmmandanle das armas
faz publico pan tconhecimento da guarniese c fins
convenientes, qua o.govcrno de S. H. o Imperador
houve por bem, per aviso do ministerio dos negocios
da guerra, de 2$ de abril prximo (indo, mandar
passarpara ol balalho de infantaria, o Sr. alto-
res do segundo da mesma arma, JoSo Antonio de
de Oliveira Valpoxio: o que lhe foi communicado
em ofilcio da presidencia desla provincia, datado de
honlem.
O mesmo marechal de campo declara, cm exe-
cuco do artig" 17 do rcgulamento que baixou com
o decreto n. 1069 da* 1 i de dezembro de 1852, que
nesla dato, precedehdo inspec;o de saudc, centra-
hio novo engajamento o tambor da primeira com-
panhia do quarlo batalhao de artilharia a p, Pedro
Francisco Xavier, que finalisou o lempo a que es-
lava obrigado a servir na qualidade de recrulado,
Fica este tambor obrigado a servir por lempo de
seis annos, percebendo alem dos vencimentos que
por lei lhe competir, o premio de 4008 rs. pagos em
partes iguaes nos primeiros dez mezes de praca,
e concluido' o engajamento, urna data de trras de
22,500 bracas quadradas nos termos do art. 2 da
leli n. 648 de 18 de agosto do referido anno de
1852.
No caso de desergo incorre no perdimenlo das
vantagens do premio, e daqaellas a que lem direi-
to pelo arl. 4 da citada lei ; ser considerado como
recrulado, e se lhe descontar no lempo do enga-
jamento, o de prisao em vir lude de sen tenca, aver-
bando-se esle descont, e a perda das vantagens no
respectivo titulo, como he determinado no arl. 7
do sapradilo regulamento.
Assignado-^/ose Fernandes dos Santos Pereira.
Conforme Candido Leal Ferreira, ajudante de
ordens encarregado do delalhe.
TRIBUNAL DA RELACAO .
SESSAO DE 13 DE MAIO DE 1851.
rtesidenciado Exm. Sr. conselheiro Azeeedo.
As 10 horas da manha achando-se presentes os
Srs. desembargadores Villares, Leao, Souzi, Rebel-
lo. Luna Freire Telles, Pereira"Monteiro, Valle a
Santiago, faltando com causa o Sr. desembargador
Bastos, o Sr. presidente declara aberla a sessao na
forma da lei.
EXPEDIENTE.
Leu-sc em mesa um ofncio da presidencia, com-
mrrnicando que o juiz municipal de Olinda Jos
Quintino de Castro LeSo Dha reassumido o exerci-
cio do sen cargo em 12 do corrente.Foi acensada a
recepcao. ,
dem, communicando qae traba* mandado passar
titulo para servir o ofncio de segundo tabellio de
notas e escrivao do crime e civel de Nazareth a Jos
Maria Brayner de Souza Rangel para servir tempo-
rariamente durante o impedimento do proprieta-
rio.Foi acensado a reeebimenlo.
Julgamentos.
Appellanle ojuizo ; appellado Jos Quirino Torres.
Julgaram-se procedentes as razoes do juiz de di-
reito. Vai a^novo jury.
Appellanle o joizo; appellada Maria, escrava de
Narciso Pereira de Castro.Nao tomou-se con be-
cimento da appellacSo civel.
Appellanle o juizo; appellado Joo Correa da Cos-
ta. Mandaran) a novo jary.
AppeUaeoes ticis.
Appellanles e ippelladoso juizo dos feitos e Jos Rc-
berlo de Moraes e Silva.Foi confirmada a sen-
tonta.
Appellanle ojuizo dos feilos da fazenda ; appella-
do Jos Jeronymo Monleiro, procurador de Co-
toworl Powcll. Confirmon-s a sentenra. -
Appellanle o Exm. senador Barao de Saassuna ; ap-
pellados Antonio Pires Ferreira e outros.Man-
dou-se que se cumprisse o accordam que manda
fazer a vesloria.
Aggravo de instrumento.
Aggravante Gabriel Antonjo ; aggravado o juiz mu-
nicipal do Cabo.Negu-se provimento.
'', DetignacSes.
Appellaeao crime.
Appellanle o juizo ; appellado Joao Correa da Costa.
AppeUaeoes ciceis.
Appellanles Antonio Pereira e sua mulher ; appel-
lados Domingos Rodrigues do Passo.hoje, seus her-
deiros.
Appellanle Joao Baptisla de Oliveira ; appellado
juizo.
f/eisoes.
AppeUaeoes erimes.
Passou do Sr. desembargador Rebelln ao Sr. de-
sembargador Luna Freir a seguinle appellaeao em
que to:
Appellanle Pedro Ferreira de Almeida ; appellada
a jusliga.
Passou do Sr. desembargador Souza ao Sr. de-
sembargador Rehollo a seguinle appellaeao em que
sao :
tal usjeilinho ? Tanlo mais qae, neohum roldado
se raoveu, e nem 15o pooco os ofilciaes de jailica.
Portante, no he bom dizer-lheoquc nao se passou!
A cidade em peso que o diga, salvo os apaixonados.
Nada se faz sem p : invenlou-se um desacato fei.
to cmara, com o fim de haver urna accommoda-
c3o para fazer vollar, e gozar das eus direilns o des-
terrado : (islohe oque me alurmaram) nao sei porem
quem foi o autor de 13o boa lembranca ; estou vendo
que se as coasas se apuraren) muito, tomosnovidade.
Dei-lhe conla deste fado, mas esqueceu-me dizer o
nome do hroe, com quem se commetleu tamaita
arbilrariedade, he seu conhecido de vista. O seu no-
me ? prepare-se para oovir, he nome grande, chega
a altura de um.... cbama-se..i. chama-te...: tenha
padencia, modere a sua curiosidade, nSo digo-lhe o
seu nome se nao quando for esla praca, e islo no
seu ouvido somentc, salvo se me tirar deste Iraba-
lho alguma peripecia desagradavel: sou um inimigo
generoso, nao gosto de humilhar ninguem ; digo
inimigo, nao porque eu o seja de ninguem, mas por
que me lomam por tal.
Ha dias, appareceu nesla cidade um engenheiro,
que veio por parte da commissao das obra publicas
examinar a matriz, a cadeia etc. He de auppor que
este Sr. d exactas informales do triste eslado da
matriz, que se acha bastante arruinada, falUndo-lbe
corredores, consistorio, torre, devendo-se allnder
com mais attencao ao estado de grande ruina, em
que se acha a coberta da capella-mr. Ouvi dizer
que o Sr. engenheiro noten sobre ludo o mo estado
da coberta do cemilerio ; na verdade achei qae li-
uha razao, porque as madeiras estao ahi arruinadas,
necessilando de grandes reparos. Nao quero com
islo culpar o encarregado desla empreza o Sr. A. de
Holanda ; a este digno administrador devemos parte
dos beneficios* desla matriz,, fazendo apparecer al-
gum aceio, onde s havia nojenta immundicia, pre-
sentemente pelas diligendas 4o Bvm. vigario, vai
em augmento este, aceio, especialmente as cousas
perlencentes ao culto. Quanto cadeia, nao sei se
ella precisa no estado em que est do reparos mate-
riaes, porm afiirmo-lhe que he urna das peiores que
tenho visto, o seu local he pessimo, a sua pequenhez
he mais um padecimenlo para o infelizes que nella
habilam, duas pequeas salas que lem, servem para
se dar audiencia, para jurados e sala livre ; vista
do que, julgo que se Jevc tomar em grande consi-
deraeso a melhora deste edificio.
Falla-se por aqu, que vSo escrever conlra mim ;
de duas correspondencias* sei eu, que eslao para sa-
hir ; urna por qne dei elogios nao sei quem, que
nao os mereca ; veremos se quem a cscreve merce-
os ; a oulra nSo sei por que motivo, sei dizer porm,
que he jocosa e cheia de sal, para me toncaren) ar-
gueiro nos olham afim de nao escrever mais ; ainda
bem que as massadas decgossSo as peiores.
Foram presos 3 ladrOes de cavallos, e houveranr
outros prisos, porem ainda nao pude saber a causa de
suas prises.
Desde, o primeiro deste mez, s chovas pararam
inteiramente, subsliluindo-as um sol ardenlissimo
at o da 15, e hoje felizmente temos tido copiosa
chuva.
As lagartas lera apparecido em alguhs lugares da-
qui, em ISo grande e espantoso numaro, que tem
destruido absolutamente toda a especie de lavoura
ficando assim malogrados os penosos qjabalhos dos
pobres agricultores. .
A feira de 29 do pissado abril, foi aoundanlisii'
ua. a farinha esleve de 200 400 rs. a cuia; o mi-
lho 160 rs. o maior preco, o feijSo de 320 440 rs,
A de 6 do correle, talvez era cousequencia das
lagartas, esleve pouco abundante, e os gneros de
necessidade esliveram caros.
A carne verde tem se retalhado de 10 IG pa-
tacas.
Aceite saudades de frei BolSo.
Deseja-lhe saode, e dioheiro o yicloriense.
( Caria particular.)
COMARCA DE GAR.WHOS.
10 da malo da 1854.
O cultivo do tabaco nesla comarca. Tendo feilo
mencao em ama das minhas anteriores cartas de al-
guna productos da pequea cultura desla parte da
nossa provincia, deixei de tratar do cultivo do ta-
baco.
He sabido que a arte em nada tem contribuido
para a bondade e crescimento desla planta ueste ser-
bio : quer agricultores, criadores, religiosos ou po-
lticos, os meas, patricios sao em geral acrrimos
rolineiros ; toda innovacao se lhes figura um at-
Appellanto Joaquim Jos de Sanl'Anna ; appellado tentado,e quaudo menos cousa sem utilidade ou sig-
o JUIZO
Passou do Sr. desembargador Valle ao Sr. de-
sembargador Santiago a seguinle appellaeao em
que sao:
Appellantc o juizo; appellado Paulo Tourinho.
AppeUaeoes civeis,
Passou do Sr. desembargador Rebellot ao Sr. de-
sembargador Luna Freir a seguinle appellaeao em
que sao :
Appellanle Jos Pedro Velloso da Silveira; appella-
do Antonio Jos Pires.
Passaram do Sr. desembargador Telles ao Sr de-
sembargador Pereira Monleiro as seguinles appelta-
roes em que sao :
Appellanle o juizo ; appellado Carlos Luiz Lieu-
licr.
Appellanle Joao Rufino Ferreira; appellados Anto-
nio Paulo do Motile e sua mulher.
Passou do Sr. desembargador Luna Freir ao Sr.
desembargador Telles a seguinle appellaeao em
que sao :
Appellanle Antonio da Cunha Soares Guimaraes;
appellado o solicitador dos residuos.
Passou do Sr1. desembargador Pereira Monleiro ao
Sr. desembargador Vallo a seguinle appellaeao em
que sao :
Appellinte Jos Alonso Gongalves J appellada Anna
Dornellas Bitancourt.
Passaram d Sr. desembargador Valle ao Sr. de-
sembargador Santiago as seguinles appcllacoes em
que sao:
Appellanle Jos Rodrigues do Passo ; appellado
Joao Cardoso Av res.
Appellanle Antonio Lopes de Oueiroz ; appellado
Joao Francisco de Sampaio.
Levanlou-se a sessao as 2 horas da larde.
---------------------------------------------------------------------------------:--------------------------------------------------------------- __________________________________________
PERMMBIJCO.
COMARCA DE SANTO ANTAO'.
Victoria 16 da malo da 1854.
Nao lhe escrevi semana passada, como Vmc.
muito bem est cerlo; mas seria por falta de noticias,
por oceupacao, ou negligencia? Quem sabe porque
seria ?' 0,caso he, que nem por deixar de escrever-
Ihe urna semana, levo ao seu conhecimento muilas
novidades ; parece que nao devia assim acontecer,
porque sendo esto a Ierra dos acontecimenlos, como
muitas vezes tenho dito, u passando-se alguns dias
sem lhe dar noticias delta, dos seus habitantes, e des-
te seu criado, pela ordem natural das coasas devia-
lhe escrever agora alguma grande declamacao cm
eslylo caseiro. Ora veja Vmc. como sao as cousas ;
na minha ultima missiva, principiei por lamentar a
falta de noticias, cntrelaulo pozem grandes apuros
a sua iwciencia, lhe fasendo 1er urna estirada carta,
que poderia ser muito maior, visto que a bombara
(decerto sugeilo) que nao me acerton, sendo para
fazer dcsacorocear oulro,{que nao tivesse a minha in-
trepidez, devia ser retribuida com urna mais lerri-
vcl, e formidavcl canhonada, do que aquella que as-
scslei conlra o tal hornera ; sua bondade porm,
decencia que se deve guardar as correspondencias,
tudo vencen omeuanimo.
Vamos ao queia dizcndo,comecei a minha carta la-
mentando nao ter noticias para lhe transmitlir; ago-
ra porem que tenho grandej novidade, disse que
pouco lhe escieveria. Entenda l isso : mas o caso
he fcil de resolver. Ha facto, que por si sopesme
ceios. Escole com alinelo : Por deuuncia man-
dou o activo c enrgico subdelegado Jos Jernimo
Fernandes Coelho, prender con todas as formali-
dades legaes um individuo. Portaram-se os officiaes
de juslica porto do quarlel, para que juntamente
com os soldados, que lhe fossem foruecidos pelo ac-
tual cominandantc d'i destacamento, fizessem a di-
ligemia. Capcaram o tal iuilividuo, como que nao
queriam nada. Mas o que aconteceu ? O esperto
sageilinho ehegou soleira da casa, onde eslava, e
fezalgumas pcrgunlas trios, e depois sahindo
para ilcfronl^, deu palavras a um tal Sr. dqui, e de
reponteevadio-se com rapidez, coando por algumas
casas e quintaos, e poz-se fresca, inventaran) logo
por aqui, qne a casa da cama ra (ola sido cercada e
insultada.
Ora,fcemuito levantar,hen)oilolevantar,poisqnem
nao v, qae so a casa da cmara e outras, eslivessem
em sitio, nao se evadirla) cora tanta facilidade o
<
nificacao alguma ; elles segoem a-trilha, que segui-
rn) os seu avsha meio secuto, e faztm aquillo que
veera fazer o mais prximo vizinho : sao finalmen-
te una fanticos na imitacSo. Verdade seja que al-
guma razo nelles descubro nesse proceder, pois que
em geral as itfoovaces e eerto aperfeicoamenlos,
que se diz progesso, a que todava nao presidirn) o
necessario estudo das" cousas e pessoas, e consuma-
da prudencia, dSo pessimosresultados,, e serao sem-
pre mal recebidos, quando nSo pelo absurda, mas
pela inopportunidade delles ; nao fallara exemplos..
Ora o serlanejo, homem da nalureza, insciente ou
maitas vezas perplexo sobre as verdadeiras notos
do justo, commommenle hospede na scienca do eco-
nomista, de mais a mais desconfiado, sceptico, vai
repellindo a priori ludo quanto lhe cheira a novida-
de, e aceitando somente aquellas modificates qoe
o lempo aconselha: em tudo sao os serlanejos assim.
Mas prosigamos: na cultura do (abaco, assim como
em todas as produccOes da trra, o solo e o clima
exercem grande influencia ; e he exclusivamente,
em falta de urna industria aperfeicoado, a'esses
dous poderosos agentes, que o fumo de Garanhuns
deve a sua decidida aceitado no mercado da provin-
cia e fora delta. A especie aqui cultivada, que me
parece ser a nicociana rustica, cresce de cinco a
seis palmos, tem as foi has largas e era forma de lan-
ceta, de um verde escuro que vai degenerando em
verde claro, quando tocira malurMade, e depois
de seccas sao de urna bella cor loura. He demais
mni forte, e nao sei se ser por esta qualidade que
lenho ouvido dizer que nSo he o melhor para o fa-
brico de charutos, seno misturado com o fumo da
Baha.
Depois de escomidas as folhas que estao maduras,
sao estas dependuradasem varas segaras s paredes
das casas por estacas ou pregos, e assim ficam expos-
tas ao ar e ao calor do sol ate seccarcm inteiramente.
Fazemos o fumo de rolo ou de corda, que he a
forma porque geralmenle he-elle aqui conservado e
exposlo ao consumo, megulliando em agua as fo-
lhas seccas, e depois cnlrantando-ft e lorcendo-as :
fei las as cordas sao enroladas em um pao, e por 40
dias i'ira-se o fumo, assim curlindo-se de um rolo
para oulro al firar de todo corlido, Com certo cheiro
agradavel, e de cor preta. Assim, entre nos se pre-
para o tabaco, e quanto mais antigo he elle, melhor
e mais procurado por sua excedente qualidade,
principalmente pelos amadores da pitada do caco,
depois de torrado ao lume e rcdnzido a p.
O rap lem por aqui pouea extraccao ; acham-no
hmido, e to habituados eslo os meas conterr-
neos ao uso do forrado, qne lenho visto alguns cx-
porera o rape ao sol, e depois de bem pulvarisado,
guardarem-no em o indispensavcl binga, para delle
usarem : sao gostos! Alguns moradores da villa de
Garanhuns, os do lugar da Palmeira e geralmenle os
das maltas, os habitantes da ribeira do Flamengo,
os do valle do Munda cultivara o tabaco, e neste
misler se oceupam de tonga dala: ahi o vSo procu-
rar-jquelles qne o remellen) para essa capital* para
outros centros do consumo, onde oblem bom prero.
Pactos dicersos.Consla-nns que a polica de Aguas
Bellas tem procurado capturar Aojante Tenorio
d'Albuquerqoe, fillio do finado,capiiao-mr Luiz
Tenorio. Essa eivada vergonlea de 13o virosa ar-
vore achava-se ltimamente nao* sabemos e"m que
ponte da referida freguezia, tendo a seu servico,
alm de oulros fackiorosos, um indgena pertcncen-
te a aldeia do Pancma, criminoso como seu amo :
conta-se eniao que, avisado em lempo esse ultimo
pelo seu maioral o indio Patricio, o fidalgo e o car-
nyj, seuepotola.poseram-seem fuga, deixando a
polica cm grande pasmatorio ; v agora procura-Ios
ao reino da la; e fique certa de que qoem fiar-se
era caboclos, est perddo.Mas em corapensaco uao
fallam prisoes em lodo este termo, prises em mas-
sa, nico recurso que a policia dcscobrio para intei-
rar-se de quaes sejam os criminosos, quaes aqnelles
que o nao sao, como acontece actualmente cm Pa-
paac.a, onde se acha o delagado, que tem sido in-
cansavel oa perseguirSo dos criminosos, ainda que
infeliz em algumas importantes dligencias.Nesto ol-
ios districto prendeu ltimamente cerca de trinta
individuos, segundo nos informan); mas tem-nos
soltado quasi todos por nao serem criminlos ; e a
qoe improbo trabatho nao se d a policia com serae-
lnante sysleroa; ha de estafar um ehrlstao em poucos
das Entretanto, por melhor vontade que tenha o
delegado, ainda nSo pode preoder os autores do es-
candaloso assasanalo de Juaquim Barbosa, pratica-
do a dous passos da villa ; os assassinos do juiz mu-
nicipal Jos Batlio, que se acham pouco distantes
do lagar .le sua residencias, seodo que dentre os
implicados nessa deploravel occorrencia, sementse
acham presos o dous escravos ejecutores do alteo,
todo, por lerem sido entregues juslica pela infeliz
familia do assassinado. Mas nao ha lidio desespe-
rar ainda dos grandes aforeos da polica, e bem po-
de ser que esses miseraveis que a seo salvo anda
zombam das leis, e riem-se de soas victimas, sejam
entregues vindicta publica: conserve- dos Dos ao
meos essa esperanca. Faga o delegado a melhor es-
colha possivel do pessoal para os logares de iospec-
loresdaquarleiro ; nao tora nomearaej como as.
de Joo Ferreira da Esperanco, homem de perigosos
precedentes, velhaco notorio, indigoo de qualquer
confiaoca ; de um (al Aotonio Vital, relacionado com
os criminosos seas prenles, acoutador de Pedro Ma-
noel, da Alalaa ; de otu Fgoeiredo, inspeclor de
Papacara, ebrio* assassino, violento ; v ao Buique,
toque na arvore sagrada e faca-lhe a devida poda,
que ter boos agentes sua disposicSo,e nos policia
nleira," sem que seja necessario andar ostofando-se
em marchas inuleis por esae mundo de mea Dos:
o delegado tem moites desejos de polieiar esle ter-
mo, tem feito alguma cousa, porm muito man lhe
resta a fazer, muilas lagrimas a fazer parar ; porr
quanlo a ponicao dos offensores he urna consolacao
para os olendidos, lem de ser um Imperioso de-
ver da autoridade e poder publico : esperemos.
A Cadeia. Um immundo pardieiro'com visos
de subterrneo, onde se acham amontoados, como
agora acontece, cerca de 60 presos, sem luz, se-
ar, sem espato, quasi asphyxiados ; nns morrea-
do miogoa, outros perlo dsso, minados de he-
diondas enfermidades; confundidas as condic/ies.
as idades, os erimes, eis a prisao de Garanhuns! A
nao serem os cera olhos do velbo Alfonso, essa. ca-
ricatura do Argos da fbula, a nata em fim dos car-
cereiros ; a nao ser a guarda do destacamento, cu-
jo commandante e altores Jos Mara do Nascimen-
lo, he assas cuidadoso, posso assegurar a Vmc. que
nao seria possivel conservar aqui um s preso. V-
se em lal prisao o grande scelerslo em immediato
contacto com o-homem ainda oo pervertido, a
qoem muilas vezes um leve crime, quando nao he
a simples presumpcSo de ser delioquenle, arrastra
a essa verdadeira escola do crime, doode tem de
sahir inteiramente perdido para a sociedade, caja
minan he somentc corrigi-lo pela appiica'cS da pe-
na, qoe nao corromper-lhe a ndole por ventura
nao ma ou consomir-lhe correccional roen le
a existencia em crois soflrimeotos : aquelle qoo
coola algoraa legitima mmonidade qne o sania
prisao infamante, aqoellootros que crearam-se e
mantera certa posicao social cima da do proletario,
da do velhaco, da do devesso, do a*assino, se he
que se pode dizer que essa escorla social occop al-
guraa posicao definivel, esses sao em Garaajrans
promiscuamente meltidos em prisao, islo he, nessa
possilga, a que se d impropriamente aquella deoo-
minacao. Mizeria e vergonhaj eondemnavel in-
curia Pergootar-oos-hao, qae devemos esperar
dessas nossas dedaroaces :tozer sentir ^necessi-
dade urgente qae temos de ame prisao publica oes-
te municipio.
O crrelo est a partir; em oolra prosegoiremos.
Ficamos a espera do Dr. Jos Bandeira de Mello,
removido para juiz de direito desla comarca, da
do Principe Imperial, no Pianhy. Vale.
{dem.)
CMARA MUNICIPAL.
SESSAO EXTRAORDINARIA D O.DE MAl
DE 1854.
'Presidencia do Sr. Barao de Capibaribe.
Presentes os Srs. Reg, Mmele, Barata, Garoci-
ro, Fonseca Jnior e Joaquim Canato de Figueire-
do, que presin o juramento do eslyllo, e tomou as-
sento, abrio-se a sessao e foi lida e approvada a acta
d'anlecedente.
Foi lido o seguinle
EXPEDIENTE.
v .
Um ofilcio do Exm. presidente da provincia, re-
metiendo copia da iuformarSo dada pelo fiscal do
contrato das carnes verdes, em resposla queixa
contra elle feito pelo fiscal da freguezia de S. Jos.
Intoirada.
Oulro do mesmo, mandando que, de conformida-
de com adeliberacao da assembla legislativa pro- -
vincial.eipcdisscu cmara diplomas a tres supplen-
tes, que sabstiluissem a tres depulados que seguiram -
para a corte a tomar assenlo na assembla geral le-
gislativa. Inteirada, por assim se ter feito logo que
so receben a ordem.
Outro do mesmo, dizendo ter expedido as conve-
nientes, ordens para serem dispensados do serviro
activo da guarda nacional os guardas do pnmeiro
batalhaode infantaria, Jos de Mello Trindade, e
Jos Francisco Monleiro. Inteirada.
Outro do director das obras publicas, vindo da
presidencia para ser informado, participando qoe,
no aterro da Imberibeira.se estova conslruiodo urna
pequea casa de madeira e barro, junio a oulra se-
melhanle qoe ahi existi, denominada a Casiuha das
Almas a qual coustruceao segundo oque lhe eom-
municou oajudantedengenheiros Beroardioo Nones
de Oliveira, por estar cinco palmos em cima do ltito
da estrada, e o resto no talude, fora por elle ajudan-
te embargada; Maudoo-se que ioforroasse a res-
peito o fiscal respectivo, obstando logo na contina-
cao da obra, e procedendo na forma das postaras
contra o infractor.
Oulro do Exm. Sr. conselheiro presidente di pro-
vincia, communicando para inlclligenria'e governo
da cmara, nao lhe ser possivel, agora no principio
da sessao, ir tomar assento na cmara temporaria
como deputodo sapplenlc. Inteirada, c qae se ex-
pedase diploma a quem competsse.
Outro do procudor, remetiendo o mappa das pes-
soas que morreram de febre amarilla, no mea de
abril ultimo, sezundo o que declararan) os encarre-
gados de tirar as guias. Que fosse remdlido com-
missao de hygieiic publica.
Outro do engenheiro corleador, participando ter
mandado fazer oscoucerlos de que mais precisava^ a
pontesinha do Rosarinho, dispendendo com elles a
quantia de 129 rs., em quanto os havia oreado,
pedindo o pagamento da mesma quaotia. Mao-
doo-se pagar.
Oulro do mesmo, dizendo ter examinado as es-
tradas da freguezia do Poco,' e nao as adiado em
muilo mo estado, careceudo ellas de alguns re-
paros e conservaran, durante a forca do invern, de
esgolamenlo de charcos, diCBceis de escotar por meio
de vallas, e dorocameolode arbustosque racilmeo-
te medram. Addiado. *
Oulro do administrador do cemilerio, remoliendo
a quaolia le 35 rs., dfferenra que pagou a Irman-
dade de N. S. do Terco, para se podar sepultar em
urna das respectivas catacumbas, o cadver do sea
rmSo Manoel Antonio da Silva, a que se refere a
guia n. 6956, que fora tirada para sepultura reser-
vada. Que se remetlesse o dioheiro ao procurador
para o fim convenien le.
Oolro do mesmo, informando acerca da peu de
Fr. Joio da Assuiupco Moura, que o cadver do
padre Jos Francisco de Moura tora com enano se-
pultado em ama das catacumbas da Irmandade de
S. Pedro, de que era o fallecido irmao, e nao na da
municipalidde, que se havia comprado. DeffMo-
se ao peticionario, mandando-sc rostitaMhe o ex-
cedente da quantia de 79 risi
Otro do capiulo secretario do conselho da-qdali-
licarSo da guarda nacional, 1ae re vai instaUarna
freguezia de S. Jos, requisiUndo do presidente des-
la cmara nos termos do arligo 12 do decreto n. 122
de 25 de oulubro de 1850, copia daqoalificacao ul-
tima dos votantes da mesma fregoeria.' Mandou-
se extrahiracopia.
Oulro do fiscal de SI. Antonio, informando fave-
ravclmcntc a petirSo de Moreira & Dutra, que reT
quererampara senseuta d imposto municipal a sua
oflicina de onrives, na roa do Cabug nomeroo, por
nao havercm ahi manufacturas expostas venda, c
sim na toja numero 7, oa mesma roa Maodeu-se
dar baixa na collecta.
Oulro do mesmo, informando era senlido pouco
favoravcl a petito de Antonio Manoel de Campos,
capataz oa escadinhado caes do Ramos, que reque-
ren para armar om toldo na ra do caes do Ramos,
e fincar om poste com o pavilhao nacional. Ne-
g n-se liceoca.
Outro (2 ) de Francisco Lucas Ferreira & C"
conlratadores do servico dos carros fnebres, defen-
dendo-se com documentos docontando as repre-
sentoces conlra elles feilas pelo administrador do
cemilerio publico, sobre os fados de baverem man-
dado deixar em frente do" porto daqaelle estabete-
cimenlo em o dia 14 de abril ultim, done cadave-
4,


DIARIO DE PERNAMBUCO SEXTA FElRA 19 DE MAIO D 1854.
t

res, que p mesmo administrador nao quiz receber ;
e de fornecerem para os eolerros dos cadveres pessoas pobres, caixoes de madeira muito fina, mal
pregados, bu amarrados rom cordas, e d'um sta-
minho Inteirada.
Ontro- do fiscal de S. Jos, romellendo o mappa
do gado morto para consumo na emana do 1" a 7
do correnle (539 raes), inclusive 46 pelos parlicn-
lares. Que se archivasse.-
Oulro do fiscal dos Ahogados, remetiendo a nota
do numero das retes que se roataram para consa-
mo daquella freguezia nos mexes de marro c abril
ltimos, alm das que Ibrnecom os con tratadores
29 rezcs. Que se archivas**.
Oulro do fiscal da Vanea, dizciulo ler-sc morlo
para consumo da mesma freguezia durante o mez
de abril ultimo, 4j rezos. Inteirada.
Oatr do mesmo, expondo a necessidade de ser
melhorada a estrada denominada Corredor da
Vanea Que se respondesse nao haver dinbeiro
disponivel para essa despeza.
Otro ao fiscal do Poco, dizendo ter deixado de
camprir o disposlo no arl. 26 lit. 7 das posturas,
por nao estarem as estradas da freguezia devida-
mento alinhadas. Que se respondesse, que uao es-
tando promplas as estradas, desnecessaria se torna
a plantario de arvores licitas.
Foi approvado um parecer da commissao de posta-
ras, dando por conferidas, e no caso de seren ap-
provadas as contas da receita o despeza municipal,
pertencenles aos mezes de dezembro de 1853, Janei-
ro, fevereiro, e marro do correnle ann'o.
Leu-teefkou adiado o parecer dado pela com-
misslo encarregada de examinar a obra d'um caes,
que Justino Pereira de Faria principiou a construir
era terreno de sua propriedade no lugar denomina-
do Passagem de S. Anna, al que o engenheiro
cordeador orce a despeza em que poder importar
a constroegao d'uma bomba, que-a commissao acon-
selha que se faca alli em substituido serventa
publica, que se inutilisou rom o dilo raes, como iric-
llior mcio de conciliar o in(eresse publico com o par-
ticular, visto que para semelhanle construcoao pro-
metteram commissao de contribuir o dito Justino
e Francisco Rodrigues da Cruz.
A cmara aceitn o oflerecimenlo, que llie fez
Augusto Genuino de Figneiredo, de se prestar a fa-
wr gratuitamente alguns trabalhos de escripia, no
impedimento dos empreados da secretaria da mes-
au cmara.
A requfrimento do.Sr. Gameiro, foi nomeado
, llanoel Mduteiro da Cmara, fiscal suppleule da
freguezia de Muribeca.
Trilando-se dos papis, que eslavam adiados, de
Joaqnim Ignacio de Carvallio Mendonga, resolven
a cmara, a requerirnenlo do Sr. Barata, que o en-
peobeiro cordeador, examinando o terreno em Fo-
rado Portas, cuja posse disputa o dito Carvalho, e
levantando a planta respectiva, declarasse se a par-
to Talle tuto edificada se faz precisa para ama praca
publica.
O Sr. veriador Barata mandn ; mesaos segu n-
tes reqaerimentos ; que foram approvadus.
Sendo expresso no arl. 16 da lei n. 602 de 19 de
selembro de 1830, e 5 (segunda parle) do arl. 21
do decreto o. 72-2-de > de oulubro do dito anno,
que o official da guarda nacional nao pode exercer
simultneamente as funegoes do seu posto com as de
juiz de paz, sendo que nos citados arls. nao se d
exeepgao algumi respeilo do official da guarda na-
ciooal da reserva, mesmo porque em muitos casos
esla pode ser reqnisilada pelo juiz de paz, e pare-
cendo-me que o actual da freguezia de Santo Anto-
nia, que he lente coronel commandanle d'um
balalhio de reserva, nao pode continuar na aecu-
mulagao dessas funegoes, nos termos da citada lei e
' decreto ; reqaeiro qoe a cmara, para poupar grva-
me* aoservioo publico, consulte tal respeilo ao
Exm. Sr. presidente, afim de que possa' tomar a
medida conveniente. Recite 10 de maio de 1834.
O vareador, Barata WAlmeida.
Pareeendo-me manifestamenle incompalivel o
exercico de, juiz de paz com o de tabelliio publico
do judicial e notas, e cumprindo esta cmara pro-
videnciar respeilo, num de que nao seja prejudi-
cado o servigo publico, e menos qu apparegam nos
procesaos motivos de nullidade, com grave damno
da* partes que pleiteara em juizo : requeiro que a
cmara Consulte ao Bxm. Sr. presidente, para re-
A solver relativamente ao cidadao Francisco Baplista
U'Almeida, que est exercenUo cumulativamente di-
ta* funegoes. Recife 10 de maio de-1854. O
vareador, Barata e7 Aimeida.
Despacharam-se as peliges de Antonio Pinto
Soares, de Andr Alves d,a Fonseca, de Antonio Jo-
s Gomes do Comi, de Antonio Manoel d* Cam-
pos, da Bernardo Jos da Cosa Valenle, de Domin-
go* Barbosa Rodrigues, de Francisco Jos Rodri-
gues, do coronel Francisco Cazado Lima, de Jose-
pha Mara da Conceigao, de Ignacio Joaquim Lo-
pe, de Fr. Jlo da AssumpcSo Monra, de Joao
Carneiro Machado Ros, de Jos Francisco Pereira
da Silva, de Manea! Jos Tetxeira d'Andrade, de
Moreira & Dulra, de Rila Francisca da Cosa ; e
levantou-se a sessao.
Eu Manoel Ferreira Accioli a eserevi no impedi-
menlo do secretario. Borlo ie Capibaribe, presi-
detevVianna. Mamede. Gameiro.Reg.
Fipmredo. Marques de Amorim. *
BJSPARTigAO DA POLICA.
. Parte do dia 18 de maio de 1834. *
Illa*, e Bxm. Sr.Participo a V. Exc. quedas
parto* hnje reeebidas nesla rep-arligao, consta lerem
sido presos: i nrdem do subdelegado da freguezia
de S. Fr. Pedro Goncalvea, Jos Custodio Alves,
por furto; i ordsm do subdelegado da freguezia de
Santo Antonio, o pardo Manoel dos Prazeres, para
reerata de marinha; 'parda Vicente Ferreira de
Paala, e o crioulo Manoel Loareuco, ambos por
briga; e i ordem do subdelegado da freguezia de
S. Jos, Francisco Jos Bibeiro, sem declararan
do motivo, e o menor liaias Jos dos Santos para
avcrigaacOm policiaes.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Peraambuco 18 de maio de 1854.Illm. e Exm.
Sr. eewalheiro Jos Berilo da Cunha c Figueiredo,
presidente da provincia ,Luiz Cario de Paita
Txtirtt, chefe de polica interino 'da mesma.
Um despacho Ihelegraphico datado de Paris, diz o
aglales
O imperador, acompanhado do duque de Cam-
bridge, passou revista hoje, no campo de Marte, ao
exercito, de Paris, coja forja effecliva monlava a
23,000 linmens.
Os 3 ^colaram-so a 63 f., 4 ,a89 f., c 20 c.
CORRESPONDENCIA.
Senhores redacoret.Esl concluida a grande
obra do caes d'Apollo, que oflerece sem duvida urna
formidvel commodidade ao commercio, pela sua
grande extengan e profundidade do rio, para em^
barques e desembarques dos gneros do paiz, o que
sem nenhuma duvida he devido em graude parle
aos esforgos do Exm. conselheiro presidente desla
provincia, a quem o commercio em geral Ihe deve
tributar os seus respeilos por este grande beneficio;
porm se por este lado temos motivos para regosi-
jar-nos, urna oulra circunstancia se nos offerece que
nos aperla o corarn ao vermos como se e-la iuolili-
sando esta grande obra, com um despejo publico
diariamente, a ponto de que em poneos dias ficar
toda aquella linha de caes inutilisada, e perdido por
ennsequencia todo o capital que alli se consumi sem
nenhuma utilidade publica, e em damno do com-
mercio em geral.
Se Vnics. julgarem qae estas nos-as reflexOes me-
recen a honra de ser publicadas, rogamos-Ibes
de assim o fazer, juntando-lhes Vmcs. aquellas con-
sideragOes que em sua sabedoria acharem acertadas.
Com a publicarlo destas linhas milito obrigado lhes
ficar o seu constan te leilor e assgnante.
O negociante.
PUBLICARES A PEDIDO.
DIARIO m PERYVMBICO.
Pete navio ingle* Valparaso entrado hoje, rec-
beme* gaietas de Inglaterra que alcangam a 13 de
abril, asquaes pouca consa acrescentam s noticias
que no trnoxe o vapor do 1 do correte.
Entre a Austria' e a Prusiia se havia concluido
ama allianc* olteniiva e defensiva, e immediata-
mente lora remettlda Vienna para ser ratifi-
cada.
A proposU ministerial para um em presumo passou
em Berlim por unta immensa maioria. Por occasio
da diseunfio se pronunciaran) muitos discursos in-
tereasanles.
A 6 de abril o al mirante Napier desembarcon e vi-
sitou o ministro da marinha em Copenhagem.
Todo o raioisla rio dinamirqoez se havia deroil-
IM*.
O corresponder ile do Times em Paris diz o sc-
|mle:
O principe Napoleao, acompanhado de Vcly
Pasta, ministi o otlomsno, que o seguir al o lu-
nar do embarqf le. parti asta manhla para o Orien-
te neto eaminh o de ferro de Lyoo.
a Elrei Jera aymo, o general'Magne, o ministerio
pwlsttu do Saine e da polica eslavam pre-
lllni. e Exm. Sr. Um faci occorrido nesla ci-
dade no da 12 do correte, pelas 3 horas da tarde,
obriga a esta cmara dirigir i V. Ex.' esla repre-
sentegao, afim de fazer conheccr a V. Ex. a arhi-
Irariedade commetlida pelo subdelegado Jos Jer-
nimo Fernandos Goelho, que por om acto de soa
vontade, a despeito de todas as considerarnos, ac-'
bertando-sc com o cargo que oceupa, oflendeu o
pundonor de urna corporacao, que to importantes
allribuigoes exerce em urna comarca, privando-a
do gozo de seus direlos ero urna sessao, de tal ina-
neira que ficaram os actos dessa sessao invlidos,
pela falla de assignatura de um de seus membros.
Ness dia funecionava esla cmara com cinco de
seus membros, quaodo observou-se que pela frente
da casa de suas sesses se achavam postados o sar-
gento do destacamento desla cidade, alguns solda-
dos e um official de jusliga, e na reclaguarda da
mesma casa dous soldados, o que ludo indicara que
havia um fim simslro de prender-se alguns dos ve-
i-eadores prsenles; e conhecen-se logo que era pa-
ra eflecluar-se a prisao do vereader Joao Florentino
de Ges Cavalcanli, o qual em occnUo que se la-
ara o termo do juramento, que linha prestado o
juiz de paz, major Candido Jos Lopes de Mirand a,
por seu procurador Antonio Zeferino Rodrigues de
Souzh, leudo sahido fura da casa para verificar, se
de Tacto aquella ordem de prisao era'contra elle,
teve de ver o referido sargento, e soldados dirigi-
rem-se a elle com.. o fim de prcnde-lo, privando-o
assim de voltar para continuar nos traballios da c-
mara ; aps isso vio-se o proprio subdelegado
frente dos soldados cercando urnas casas que ficam
em frente i da cmara.
Este fado, Exm. Sr., encerra cm si o germen
de una persegnico, e revela da parle de seu au-
tor a niiior perversidade de espirito : por quanto,
abusando da antoridade que lhe he confiada para
manler a ordem e o soego publico, procura lomar
vingancas pessoaes de um modo lao estrondoso, que
grande celeama levanlou por esla cidade. Esta
cmara, Exm. Sr., pugnando pelos seus direilos,
que sao lambem os de loda municipalidade, jamis
se atrevera a narrar factos, qae realmente nao li-
vessem acontecido; e se ajuiza o procedimenlo do
subdelegado, como atroz, nao he pelo faci de ter-
se querido prender a um do seus membros, e que
em satisfarn a este qaeira fazer esla represenla-
cao. A cmara, Exm. Sr., julga-se ofiendda em
seu pundonor, e pede V. Ex. om remedio, que
faca cessar as 'arbitrariedades de um empregado,
que nao zelada dignidade, que he inherente ao cargo
de subdelegado. V. Ex., primeira auloridade da
provincia, reflexione as razoes que esla cmara
aprsenla, e forme um juizo iraparcial para acudir
de prompto com as providencias necesarias, que
em sua gahedoria e iltustragio julgar convenientes.
Nao he espirito de parcialidade. porm sim o
senlimento de um nobre orgulho, que impelle a es-
la cmara a expender as seguiptes observarles.
Consta que a ordem de prisao contra o vercador
Joao Florcnlirio de Ges Cavalcanli fura passida em
virludo de ama denuncia'por crime inaffiangavel
contra o mesmo. Ora, para esse subdelegado obaar
com todo o espirito de juslira, e a maior imparcia-
lidade, jamis deveria aceitar essa quexa ; e sim
passa-la ao delegado ou a oulra auloridade ; visto
como o denunciado era seu prenle, e alm disso,
reina inimisade entre um e oulro, por onde esse
subdelegado poderia julgar despido de loda parcia-
lidade. Dentis, o modo de execucjto da sua ordem
obstou a esta cmara de funecionar, como devin,
tanto que a acta apenas foi assignada por quatro
vereadores, ficando sem validade os seus artos. E
se esse vereador tratou de livrar-se da prisao, nao
foi de certo porque sua consciencia o aecusasse de
crimes. que por ventura tivesse commellido ; pois
a nipgoem he eslranho o seu proceder nesla cidade,
com (oda a liberdade de um cidadao, que sabe pre-
sar os seus direilos ; porem sim por temer a sanlia
de seus inmigos e dessa subdelegado, que, com de-
nuncias forjadas em negros autros, o queriam mas-
sacrar em urna prisao injusta por longo lempo.
Nao pode esta cmara por mais lempo ser impassi-
vel aos clamores da populago desta cidade, que
em seu desespero langa grilos de indignaeao coatra
esse subdelegado, que, ceg em sua obstinaran, e
de coragSo cerrado aos seollmnlos de humanidade,
vai por dianle em sen proposito embora lenha de
augmentar a afflicgao ao afflirto.
Dos guarde a V. Ex. mnilos annos.Pago da c-
mara municipal da cidade da Vicloria em sessao ex-
traordinaria de 15 de maio de 1854.Illm. e Exm.
Sr. conselheiro Dr.Jos Benlo da Cnnha e Figneire-
do, presidente desta provincia. Antonio de HoX-
landa Catalcanti de Andrade, presidente fron-
ceo Paulino Gomen de Mello Antonio Joao de
lima Joaquim Pedro do Reg Brrelo -r Ma-
noel de Brito Salgueiro Paulino Teixeira. de
Carvalho.
do continente, pelo eelebre litleralo que he urna de
soas ulorasi E pois sentimos anciedade de dar pu-
blicidade a essa caria. Para quo porm nos habili-
lassemos a faze-lo, tivemos de vencer os embaracos
que nos oppoz a modestia de nquo amigo, qoe m
sua timidez se arreceiava de o jdfgarem pretencioso
de ostentar e alardear o alto conceito em que sao li-
ilos seus talentos c scnlimenlos.
Cederam porm as suscepllidades de sua alma aos
inleresses da causa publica, e da humanidade. A
caria do Sr. Castilho nao poda ficar sem punlicidade
sem que cssos grandiosos inleresses fosjem sotoposlos
s considerarnos pessoaes da modeslia.
_Nossos lei tures a vero por tanto baixo, e a le-
rao sem duvida com o mesmo fervor com que o fi-
zemos. Deixemo-lhes pois que a apreciem, o que
faram votos pela realisar.lo das ideas nella cuntidas.
E nos cearenses, nos ensoberbceamos dequeum nos-
so conterrneo fosse o primeiro a propagar Uo alto
da tribuna brasileira ideas lii luminosas, c que j,i
germinadas no espirito publico, cerlo produzirao em
breve para nos seus benficos fructos.
Illm. e Exm. Sr. Dr. Domingos Jos Nogueira
Jaguaribe.C ouvi com a maior satisfarn o mais
que patritico, humanitario discurso de V. Exc. na
camera electiva do Imperio do Brasil, na sessao do
21 de jullio desle anno.
Permilla-me V. Exc. agradecer-lhe, nao como
aulor lisonjeado com a approvagift de grande liomem,
mas como philantropoque muito mais que prozador
c poeta me preso de ser, o emprego que V. Exc. faz
da sua lgica lao eloqacnte, em prol dos desampa-
rados da fortuna.
' Para os homens, dignos de tal nome, e que to
raros sao por ora, o genero humano he urna s lia. As separages gengraphicas, as diflerengas de
idiomas, de crengas, de costumes, e de cores, nada
Ibes influem na ancia com que aspiram mxima
felicitaran universal; mas entre Portugal e Brasil es-
la correspondencia elctrica de mutuo amor lem
grandes razoes para ser anda mais enrgica.
Assim como V. Exc*ama ao nobre duque de Sal-
danha, porque diligencia a iiistrncgao do exercito
purtuguez, assim nao posso eu deixar de querer, do
fundo d'alma, a V. Exc, qne lao briosamente pug-
na pela de todo o novo d'essc vasto imperio. Islo
poslo, conversarei j com V, Exc. como irmao com
rmo, sobre o sommo negocio do mundo moderno :
a cultura do povo. O raethodo, que cu live a for-
luna de inventar, (cm dado as suas provas numero-
sas, repetidas, constantes, e di-lo-lici, porque he no-
torio, expleodidissimas. Por ellas se lhe lem reco-
uhecido as seguintesaranlagens : economa de lem-
po, e conseguintemenlc de despezas; total suppres-
sSo de tedio eaborrimento para quem rusina, e pa-
ra quem aprende, substituirlo de soavidade o amor
nn.iuo ans rigores, e mutuos odios dos eusinos velbos
Declaro que tendo assignado a representaran que
n'esla cidade lzeram diversos portuguezes contra
cnsul e vice-ennsul de Portugal, em Janeiro prxi-
mo passado. o fiz por mera condescendencia,e smen-
le por annuir ao pedido de um meu companheiro de
parlara, visto que nenhum conhecimenlo linha nem
lenho dos factos allegados na mesma representaran
contra o dito cnsul e'vice-consul. E por ser ver-
dade fago esla declaragao sem conslrangimentd
atgnm.
Recife 13 de maio de 1854.Custodio de S
Barbosa.Como teslemiinhas Joao Antonio da Su-
ca Mallo.Jos Izidoro Pereira dos feit.
Recouhegn verdadeiras as firmas das Icslemunhas
da declaragao retro: dou f.
Cidade do Recife 16 de maio de 1854.Em tesle-
munlio de verdade.Signal publico.O labeliao pu-
blico interino, Luiz da Costa Porlocarreiro.
Segundo, as noticias de Barcelona, os operarios
daquella eidai-ie linham reassumidoassuas oceupa-
Ctas, ea tranq ailUdade eslava restibelecida.
Itocabemos por ie Xriesle, diz o Times, o se-
guiata descae! io tolegriohico do nosso corresponden-
to aaa Ceastan noptt, udo de 3 de abril:
Chegouo general Canrobert com 1,W0 homens
de tropas frao cezas.
.r" J**" 'Grtg e,,i0 P"11 relirar-*e dentro de
15 dia*. eeont ar de 30 de margo.
eawl dras alliadas, excepU)<> Charlemagne
aaUoomKava rna.
U-t no n* ssmo jornal de 13 o segninle:
eta di i revoeagao do ministro grego', e da cx-
pnMo de Cor slantinopla de lodos enwbdiu gregos
ajue nao aon airam em se collocar nob a proiecgao
exclasivi da Pwu, he confirmada pe lo nos, corr
paatdenle em Vieona.
A exputok aos Gregos foi determinada pela Por-
em oppot igao ao eenselho dos ministros eslran-
'bemos de Vienna qae o principe Pas-
I en* non em fiacharest a 5.'
Caumaved i, ama fortaleza no DoliruaVhe, linha
ata evcuiJ aje*! Trt|
Carta do Sr. Antonio Feliciano de Castilho
ao Sr. Dr. Domingo Jos Nacnelra Jagua-
ribe.
Lemos a caria que dirigi o Sr. Castilho ao nosso
particular amigo, o Sr. Jaguaribe, em liomenagem
aos scnlimenlos philanlropicos qu o suggeriram na
discussao que agilou-se na sessao da cmara tempo-
raria sobre o ensino lillerario das rla-scs pobres, e
do ejercito,discussao em que o Sr. Jaquaribe sus-
tentou com lodos os recursos de um talento, anda
na-cente lie verdade, mas j bem vigoroso e conhe-
cido, a necessidade c vantagem que ha de ensinar
a 1er nossossoldados, e facilitar esses conliecimeutos
s oulras ciaste* desfavorecidas da forluna, adoptnn-
do-se nesle intuito o tratado de mnemnica de in-
vengan do celebre lillerato porluguez, a quem a pro-
videncia parece ler negado os orgaosda vista para bem
assegurar-sc de que elle faria do seu immenso talen-
to urna grandiosa oblagao causa das letlras e da
humanidade, votando-lhes todas as suas ideas e pen-
samenlos.
De invella com as homenagen? que enlendeu o Sr.
Castilho dever render aos afanosos esforgos de nosso
amigo nessa discussao, o philanlropico litleralo ex-
pende ahi algunas das luminosas deas que lhe bor-
lulham no vasto espirito, sobre a necessidade e uli-
fflaile da adopcao dessa medida.de que se constiluio
campciio o Sr. Jaguaribe, e simultneamente sobre
as incalculaveis vantagens de popularisar a leilura
dos bons livros.
Vistas lao humanitarias, de lano alcance moral e
social, n8o deviam ficar sem o echoainda que fraco
de nosso jornal. O tributo que atravez dos mares
fora enviado ao mcrecimenlo de nosso amigo por
um liomem, cojo nome ensoberbece a j lio soberba
Europa, nao devia patsar desapercibido.
Como liomem de vemos nosso concurso i propaga-
gao das ideas atis humanidade. Como brasileiro,
e cearense, devemos ufaoar-aoa da consideracio em
que um brasileiro, nm, rerense he lido po ventran-
i
....... -
o por conseguate um comego de eijucagao social,
aflertunsa e ebristaa, l onde se estreava a vida pelas
humilhagoes dos castigos servs, pelas mal-querengas
e pela aversao, depois irremediavel, aos deveres e ao
Irabalho; goslo aos livros e aos esludos, cousa al
aqui lao rara, porque o livro- reenrdava sempre o
carrero, eos suplieras da escola, do que resultara
ama indisposigao, a que sos entendimentos supe-
riores se eximiam, ou que s o inleresse de grandes
esludos posteriores dssipava ; leilura limpa, corren-
le, e animada pelos lons da pontuagao, como nunca
jamis se havia Irazido das aulas publicas ; notavel
correegao no proferir todos os elementos da palavra
e por lano extirpago das gaguezes que pelo enm-
mum nao resollam de vicio algum orgnico, mas s nnica e exclusivamente da incuria dos educadores e
do vicioso dos primeiros ensinos : restaurarlo de nm
espantoso numero de vocabulosque o vulgo Iraz he-
reditariamente adulterados,e"que s pelo muito ana-
ltico do nom metliodo porluguez se podem corrigir
e com infallivel certeza se corrigem. Finalmente o
inapreciavel bem de habituar com cedo o espirito
operagOes, ao mesmo lempo lgicas e mnemnicas,
quando pelos aatimelhodos dos nossos pas no ensi-
no das primeiras letlras, a memoria em nada era
ajudada, e a raz>o atormentada cada momento pela
forgarem a tirar de principios extravaganlas couse-
quencias absurdas.
De lodas estas consideragSes,verdadeiras e demons-
Iraveis at evidencia, resulta para V. Exc. e para
mim. como para lodos os homens de bem, a obrigfe-
gode consciencia, a necessidade imprelerivel de
nos esforgarmos para que o melhodo novo oceupe
universalmcnle o lugar que lhe he devido, e que o
rnini ensino Ih disputa, e lhe ha de disputar a pal-
mo, e palmo. He isso o que eu em Portugal le-
nho feilo rusta de sacrificios de toda a especie, a
principiosozinho, depois coadjuvadopor particula-
res, logo por associages, atinal pelo parlamento e
pelo Bovcruo, e he islo mesmo o que eu vejo com
jubilo se emprehende no Brasil.
Meu charo seohor ouvi com mnila magoa que al-
cumas pessnas do Rio de Janeiro, levadas dos seus
bons desejos, mas tem jmais haverem presenciado a
pralica do novo ensino, cm prebenden m abrir cursos
de leilura repentina, e, nao obtendo resultados plau-
sives das suas prelecges, renunciaram o melhodo
como ineficaz, e nessa conla Geera elle lido geralmen-
le enlre os directores de collegfos e preceptores dessa
cidade Foi um grave erro, cerro, como V.Exc. sa-
be, occasiouador de muitos males. O remedio hoje
seria mandar-se vir daqui alguem, devidamente ins-
truido nesles processos novos, o qae j nSo seria difil-
cil de encontrar ; e sol a sua direcrao crear-se eulao
ahi um alfobre e vveiro de professores mi -regenera-
dos, ou inleirami'iile novas. Desde logo, haveria in-
da a facilidade de se crearen) para lodo o exercito as
escolas regimentaes, e ootras populares nocturnas
para ps operarios, urna para cada grande fabrica in-
dustrial ou agrcola, urna para cada navio de estado,
e al para as embarcagOcs mercantes de cerlo lote,
para bospilaes, sobre ludo para os dos alienados, para
as prisoes, ele., ele, ele Em poucos anuos a popu-
larlo desse immenso territorio sem exceptuar os pro-
prios escravos, saberia ler ; islo lie, leria aberta a
porta de (oda a possvel felicidade relativa.-
Como porm o ler nao hesenao um meio, e o fim a
que por elle se aspira he a variada inslrucgo das
cousas necesarias para a boa sorle do individuo, da
familia, do estado e di humanidade, conviria que
desde j e ao mesmo lempo que polas escolas prima-
rias ero loda a parte se preparassein os ledores de lo-
das as cores, idades, condiges e sexos, e se providen-
ciasse com que satisfazercm immediatamenle essas
novas precisos do espirilo.
Que approveitar que o povo aprenda a ler, brin-
cando e de repente, se depois carecer de livros, ou s
os tiver futeis e talvez damnosos ou se, havendo os
bons, o prego delles exceder as postes da plebe t -Urge
porlanlo, e he negocio de estado e salvaran, ou eu me
engao muito, que os legisladores e o governo provo-
quen], por urna boa lei de premios, os autores, a rom -
posirao, imitaran, ou traduego de livrinhos accom-
modadosa lodas as verdadeiras necessidades sociaes,
e, por oulra lei da publicaran, proporcinem o pode-
rem estes opsculos vender-se por pregos i olimos como
em Allemanha ; o at pela gente extremamente po-
bre, difiundir-se cnlitillamente ; assim haveria as
inaus de lodos o calhecismo ehristo, a Biblia resu-
mida, a moral, a civilidade, a jurisprudencia usual, a
economa domestica, a hygiene, a medicina ; e assim
o tratado das supersligdes e preconceilos, os elemen-
tos da physica, es da historia natural, os da chymica,
o manual de cada unu das principis culturas, u de
cada industria fabril, o de cada arte liberal, o vade-
mcum do soldado, o do mariuhero, o do commer-
rianle,etc, ele.,,ele. todos estes livros, bem feitos,
bem exactos, bem claros, bem sobrios, bem ornados
de Ilustrarnos, eein linguagem bem verncula, cons-
tituiran) um Ihesouro immenso de que a nagao co-
Iheria, sem o exhaurir, anles augmentando-o cada
vez mais, forgas, venturas, consideragOes, respeilo e
invejas de lodo o mundo.
Esla leuiliriinga, que eu lenho o arrojo, talvez ex-
cessivo, de submeter ao alio juizo de V. Exc. j> ha
mais de um anno que eu a havia aqui apresenlado,
n'um' manifest publicado peloCentro promotor
dos melhoramenlos das classes laboriosas,e posso
dizer que lodos os eulendimentos de maior alcance a
receberam com muilo favor.
Na Prefacgao ao meu livroHttreias potica mu-
sicaes para o anno de 53,opsculo de qne leuho a
honra de offerecer um cxemplar a V. Exc, repet s
cmaras legislativas e ao governo este mesmo alvilrc
que (enho por eminentemente salvador : n'nutros es-
criptos impressos em jornaes e em lodas as minlias
conversares particulares com quanlas pessoas sp me
figuram poderosas ou influentes, nao lenho cessado
de insistir por esla minlia carissma utopia. Enlre-
lanlo, ou porque aiuda nao chesasse a estacan que
infallivelmente ha de vir para certas ideas germina-
ren), ou porque a complicarn de negocios polticos
nao lenha anda dado margen) a pensamenlos desla
ordem, o cerlo he que 13o boa e fcil cousa se acha
ainds por tentar. V. Exc, que he deputado de urna
grande nagao, onde as necessidades sao mmensas e
mmensos os recursos, V. Exc cuja voz fazendo-se
ouvire amar a duas mil leguas, nao pode deixar de
ser influenlissima para os destinos da sua Ierra, V,
Exc, representante de um paiz cujo chefe nao lem
riyal em inlelligencia e bons desejos, e a quem a his-
toria reserva um dos seus primeiros e mais explen-
didos lugares, pode, se eslas ideas sao as suas, for-
cejar em favor deltas e verosmilmente comeauir que
tornadas fados dentro em ponen levanten) esse gran-
de imperio a cxemplar e modelo para lodos os paizes.
Desejo-o pelo Brasil; desejo-o al por Portugal, que
sean pode dar o cxcmplo saber por ventura ao me-
nos imita-lo.
Pego perdao a V. Exc. de lao longa, e nao sei se
descabida correspondencia, e apprnveilo a occasio
para me assicnar de V. Exc. admirador, ese V. Exc.
o porin i lie collaboradorafiectuoso e agradecido servo.
Antonio Feliciano de Castilho.
Lisboa 13 de selembro de 1853.
.( Pedro l. )
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que nos nao engaamos affirmando qne, nao obstan-
te as virtuosas apparencias em que anda envolvido,
o sensualismo he boje mais viv'j, do qne nunca. El-
le veslio nm esplendido disfarce, alavioo-se com o
decoro opulento da plirase, negara eterna, com que
cosluma-sc embar os incautos', mudou de lingua-
gem, a qual por sua clareza? Irahia-lhe fcilmente o
imptate da doulrina; na gyria que falla, langou
com mao profusa as vivas cores do um lyrismo exal-
tado, levando a audacia at ao poni de roubar ao
mysticismo chrislao os termos os mais sagrados; ez-
sequasi religioso e nebulosamente sublime; envol-
veu-se na magestade das grandes formulas preten-
ciosamente obscuras; podendo-se acrescenlnr final-
mente que chegou a engaar algumas almas genero-
sas, modificando muito perfuncioriamentc a sua pa-
lavra de ordem. Para o dianle veremos que a me-
lamorphoso estsmente na palavra, e nao na cousa.
He todava iucoattesiavel que o principio da escola
p?reccu elevar-sa gencrfilisando-se, e que mais de
urna honesta inlelligencia foi sinceramente viclima
desta hbil lctica. Nao he j O individuo, que he
adorado, he a especie que he deificada* O culto do
prazer tornou-se a religio da Humanidade. da Jda,
do Progresso. Gragas a essa feliz transformarnos
vemos prosperar ao redor de nos, nos livros e as
gazclas, urna nova escola de*p*'>sadores, ou antes
urna seita, e se develemos avahar a vilalidadede
urna donlrina pelo estrepito que ella faz no mundo,
deveriamos augurar hem dos deslinos do novo culto.
Nunca jamis um aliar nao foi cercado de homena-
gens lao magestosas, nem dianle de um idnlo foram
sacrificados lanos holocaustos. He" verdade que to-
dos esses sacrificios (eem pouco valor: al o presen-
te os novos prophelas nao immolaram mais do qae
p 11 rases.
Cumpre advertir que quando dissemns: os no-
tos prophelas, nao usamos de urna figura banal. Os
theoricos do dogma humanitario sao menos philoso-
plius, e que Iluminados ellos forman) urna legiao de
Moyss apoenphos, que levantid-se no meio do se-
cuta.
Ora he um Trio declamador que declara aberta a
successao do christianisrao, e qoe impassivel como
um official ministerial, lavra solemnemente o acto
mnrluario das vellias supersligdes- Ora, he o ma-
Ibematicu da uova theodicea que demonstra por A+
11 a decadencia de JesusChrislo. Outras vezes he um
energmeno que, sobre a campa da religio defun-
la, pronuncia em um estylo frentico a oraran fne-
bre do passado, o apocalypse do fularoj Emphasc
glacial ou tenebroso delirio, que'impnrta isso* O
fim he o mesmo; visto qae ao remado do Chrslo
deye substituir o reinado da Idea, nao como urna
doulrina phylosophica sujeita critica; mas como
urna formula religiosa, a cujo imperio a pobre es-
pecie humana deve curvar o eolio, a despeito mesmo
de sua vontade. Pelo que apregoam, repilo, nao os
jalzareis homens, porque estes podem errar; mas
os considerareis orgaos predestinados de urna reve-
lar;"io indita, e para fallar em sua linguagem auda-
cioasmenle plagiara de ifma lingua consagrada,
Dos humanou-sc nelles. Ambiges candidamente
sublimes! Nada era feilo at hoje, o mundo gyrava
em Ircvas, a superslirSo eslendia o seu manto sobre
o hornero; a trra desandava para o cabos a passos
de giganle. Apparece enlao mn livro modeslo no
aspecto, no titulo e na pretengao. Quem o acredi-
tarla ? Essa brochara he o bergo de nm mundo; o
futuro em germen fermenta nella, resumido em al-
gumas folhas. Gloria aos novos prophelas 1 A hu-
manidade respira : o mundo a morrer, a Idea o
salvou.
Nao conhecemos nada mais pomposamente falso,
mais grandioso nafatuidade, do que esla palavra, a
Idea lomada em um sentido absoluto, sem urna pa-
lavra que a' explique ou precise-llie o sentido. Os
prosadores lyricos lazcm Brande uso dessa palavra
sonora e vaga. Nao lenleis dcfini-la, candidos neo-
philos; loda a delinigao correria o perigo de ser
urna profanarao. visto que nella ha.ma certa espe-
cie de dolo cirname ule myslerioso e sagrado peta
seu proprio myslerio. Nos porm quo pouco nos
preocupamos com sacrilegio, ousamos romper aau-
vem e dissipar essas piedogas travas industriosamen-
te acumuladas para ore ollar sombra do dolo a au-
sencia da d i vi miado. A Idea ha de salvar o mundo!
Tenhamosf na Ida\ dizei-me porm em qual ((el-
las? na de Considerant, na de Louis Blanc, ou na de
l'icrro l.eroux'i Que dira neste c
SflEMMS E ARTES.
ESTUDOS MORAES SOBRE O SECULOXIX.
Idolatra humanitaria.
a Muitos (razem.o Ihyrso;
a poucos sao inspirados pelo Dos
a que o agita.
(yerto orphico.)
.0 famoso segredo de lodos que ao ultimo secuta
patenleou o livro mediocre e pretencioso de Hel-
vecio, era, como todos sabem, a regra benvola do
prazer, substituida aos principios do espirilualmo
christao, do dever e do sacrificio. Para honra de
nossa poca cumpre confessar que a moral renovada
de Epicuro he geralmenle repudiada, pelo menos
em -na expressao franca e sola. Sobre esse ponto
somos mais escrupulosos que Helvecio. Nenhum
publicista de certa ordem ousaria subscrever a tbeo-
ria desacreditada do egosmo individual. Se nao ha
progresso na consciencia publica e na pralica, ao
menos o ha no pudor publico. Cremos, porm,
. caso Cabe! ? visto
queoutrose em grande humero lem direilos iguaes
a paternidade da nova deosa, e que, quando se trata
em materia de dea, nao he prddente aviso deixar
de metter em linha de conla a Girardin, que faz pro-
posito de crear urna por dia, Augusto Comle, Midi-
le!. Qunel, Pelletan e lambem J'roudlion, cuja idea
soberana consiste em nao admittir nenhuma4 Pare-
ce obvio que a palavra Idea he escollada h-
bilmente para reunir lodos os homens, visto que el-
la nao diz absolutamente nada. A di vi miado torna-
se mais poderosa sendo anonyma, o dogma mais sa-
grado sendo myslerioso. A f, deixando de impor-
sc, rene maior numero deadeplos, com o qae mui-
to se ganha, vista que assim loaos estarn de acord,
al que um dia possaro enlender-sc. O que porm
ha de constante; de uniforme em todos esses hiero-
pliantes da Idea, he o odio contra a reUgiao e contra
ochrisliansmo, entendido no sentido ordinario, no
sentido de Descartes e d Bossuet; he a pretengao
declarada de collocar sobre o altar o novo Dos, e
uniros s\stouiis narazo do homem. O vetho chris-
;tonismo j leve seu reinado: til ca seu lempo, elle
deve ceder o thealro do mundo a doutrinas mais
completas. O ulico esplritualismo de Pialo e de
Descartes; esse morra de Inanigao no meio de nm
secuta indiiTerentc. Os novos lempos tero oulras
necessidades, oulras exigencias reclaman) um ideal
de scieucia que ser um culto, um ideal de culto que
ser urna scieoeia: carecerao de sacerdotes qne se-
jam pbilosophok, de philosophos que sejam sacer-
dotes. Tal he, como dizem, a formula do absoluto.
He islo o que ouvimos e lemos lodos os dias. Esla
doulrina corre as pragas, conquistando lodosos dias
urna popularidade mais assombrosa. A critica de
Slrauss atlingio o seu alvo, e os seu resultados lem
marchado acceleradamenle dos dous lados do Itheno.
Tambero nos lemos lido nossos Bauer, nossos Feuer-
bachs, nossos Stimers. Urna vez langado nesla via,
onde ha de ir parar o espirito?; Que caminho nao
lem elle j percorrido? Desde que foi bem averigua-
do que a existencia individual de Jess Quisto era
nm mylho; desde qae aerudig.no dealm-Rheno
descubri nelle dous pcrsonagensdisliuclos, um real
e nutro legendario, o Galilen Ichoua e o Christo
evanglico, obra phantaslica di imaginaran dos pn-
vos; desde qae ella propagou que a religio ebris-
taa nao passava de urna supersligo caduca, quando
nao fosse nm fanatismo homicida; que o dogma su-
blime de que sabio o mundo moderno era um acn-,
lecimenlo natural na historia das Ideas; que era
lempo j de qae elle cedesse o sen lugar para irrea-
nir-se ao fnebre cortejo das vclbas mylhologiasc
dos eolios j gastos, to grandes lgicos seulirain-se
rigorosamente obrigados a levar at s ultimas ex-
tremidades as prlmissas que ousadamente linham
eslabelecido. Eiles proclamaran) em voz alta a de-
cadencia da igreja, assim como fazem as subleva-
rles sem xito que proclaman) na* pragas publicas a
decadencia dos aovernos, sem indagar se riles vi-,
vem anda. O lugar he bom de lomar, eest poslo
aos tangos das imaginagfies. Para elle nao fallaran)
candidatos, e cada (erreno vio surgir um revelador.
Toda a difliruldaile esl em conciliar lodos esses pa-
pase anli-papas das igrejas do futuro. Por nossa
felicidade nao m>3'pertence esse cuidado.
Cumpre comlndo nao exagerar: nao ha alguma
idea commum? no fundo de lodas essas doulrina* in-
coherentes e militas vezes lioslis. Sera impossivel
reduzir a um s principio fundamental essas infini-
tas dessidencias, Irazer unidade de um callo todas
esss heresias? As formulas, os orculos, os ritos
variam ; as invocarse* lyricas r.-izem-se por muitos
modos iliffercnles ; urnas ao modO-iVolopluoso da
.loma ; oulras do modo austero dos Dorios; he cer-
ta porm que em todas as liturgias das religios no-
vas urna palavra vem constantemente repelida: a
humanidade. Os mais sinceros enlre os novos pro-
phelas Irazem palente essa palavra na bandeira de
sua pequea igreja; os oulros, menosousados, bal-
bnciam anda o nome de Dos: mas quero nao co-
nhecc tazo o homem extravagantemente emburado
na m3geslade desse graude nome ? Nao hesitemos em
dize-lo : lodos esses novos proplietas*,'- debaixo de
formas diversas, nao fazem mais do que proclamar
a divindado do homem. Islo nao he o panlheismo
metaphysico, o panlheismo de Spinosa, Qor exem-
plo, que affirroava cm nome de um principio abs-
tracto, a coexistencia necessaria do homem c de
l)oo, do modo e da substancia. He a religio do
humanismo, vago syslema cm que he claro o segnin-
le, que a substancia divina h^ nada tora do homem;
que o homem he Dos, verdaderamente Dos, n'al-
ma e no seu corpo, na carne e no pensamenlo.
Que ndmiravel nvengao nao he essa subslnigilo
do homem ao Christo evanglico que engenhoso
romance nao he essa christologia huinauilaria que di-
verle hoje lanos pretendidos philosophos e pensado-
res d'aqueiu o d'alem Rheno! O Christo em quem
devemoscrer, aquello que dvemos adorar nao he
mais esse individuo, esse hornero Don, -esse Jess que
tem urna dala nos aunaos do mundo, que nasceu e
morreo em urna poca determinada; mas um Chris-
loideal, um Dos rolleclivo, que nAo he oulra cousa
que a idea abstracta das|gerag;es; he a especie eter-
namente progressiva, cada passo da qual he'uma vic-
toria sobre a nalureza, cada pensamenlo urna deseo-
berta, cada evulueao um milagre mil vezes mais as-
sombroso do que todos os milasres reunidos do lilbo
obscuro de um carpinteirode Bethleem ; essa he que
he o verdadeirn Dos, o Dos da consciencia. e o da
lazao. Nao procuris, porlanlo, alm do horisontc
de nossos sentidos, nao sei que mentirosa divindade
que envolve o seu nada em myslerios, e que ao cabo
de ludo, nao heoulra cousa mais que o dbil phan-
tnsma da humanidade reflcctido as nuvens. Descei
torra, nico thealro em que se cumpre o drama
eterno, Ierra, esse bergo do homem. em que ger-
mina u infinito ; he nella, e smenle aella que en-
contrareis o Christo ideal, o verdadeiro filho do ho-
mem, porque he o humen) quem verdaderamente
ueste mundo crea Dos. Eis ahi como lallain os
nossos Evhemeros modernos; Evhemero, porem,
nunca imaginou, em nome de nm allieismo inconse-
qucnle, usurpar o throno do Olympo vago pela que-
da de Jpiter. Os novos prophelas sao mais ousados,
expulsan) a Dos para i nsialKr em lugar delta o lio-
mem. Ser isso possivel ? ser um sonho, urna irri-
so 1 o eu divinisado, o homem lomado Dos Es-
lava reservado a nosso secuta observar essa hufionc-
ria sacrilega I Sem embargo disso, nao ha equivoco
possivel, para quem sabe escrever e Jer. Porvento-
ra julgaiu ci)anr-nos com esta grande palavra, a
humanidade f esta palavra ou nao lem sentido, ou
reprsenla o complexo dos homens, a somma dos se-
res humanos nao powiven, mas reaes. actualmente
existanles no mu mo do lempo e do aiparn. He evi-
dente, qoe quando os homens chegam a adorar essa
estranha divindade, nao adoram a humanidade aiini-
quilada do passado: que bello objecto de um culto
nao he a poeira dos tmulos I clles nao adorara lam-
bem a humanidade problemtica do futuro ; que
digno objecto de urna religio nao sao o* eres que
anda nao existem, e que urna ronviilso do globo
pode rom lem uar a nao existir nunca O homem nao
pode razoavelmente procurar osea dos nesses mi-
Ihoe* de a lomos quo leem existido, nem nos que po-
dem um dia existir, mas que poiem nao entrar jamis
no organismo humano. As geragSes passadas sao
dcoses impnssivcis, assim como o sao as geragoes fil-
iaras : que resta, pois, aos devotos da humanidade ?
O lempo presente, a goragao actual: Indo encerra-
se nislo. Fagamos, porm, igualmente a resenha
desta theodicea. e marquemos-lhe os exactos limites:
nesse vasta Pantheon humanitario, admillireisos sel-
vagens-embrutecidos, os povos que habilam as gela-
das praias da America do norte ? admillireis ossimi-
selvagens, os povos que vivem sob o rgimen das di-
losas tais de l.oluco, oa as geragoes petrificadas da
China ? Ileclaro, que nao admillireis os povos civi-
lisadns que repudiara vossos dogmas: he claro, que
ninguem pode ser Dos, sem que osaiba ; ese pro-
testamos que nao somos deoses, cumpre que acredi-
tis em nossa palavra. O que resla no fundo do ra-
dinho humanitario, ondeelabora-se.Dos ? Os prb-
plietase seus amigos. Eis ahi, finalmente, o ultimo
fondo dessa pomposa theodicea. Proclama-se a irri-
soria apnlbcose da humanidade, porque ninguem ou-
sa proclamar a sua. Mas, paciencia I Prumetlemos
voltar ao assomplo !
A religio do humanismo, hoslil f chr ista.-i que
procura anniquilar, ha porventura mais clemente a
respeilo dos dogmas mais firmes do esplritualismo
philosophico f He o que alguem poderia acreditar
por um monten lo.Os novos prophetas fallam em nome
do homem, em nome de seu futuro, de sua natureza
inlelligenle, livre, immorlal, dos direilos que decor-
rem delta, de sua dignidade, e de mais o que ? Til-
do isso,porm,nao passa de Spparencias^-Sunt verba
et voces. Observa alternamente o fundodas cousas,
e veris bem de pressa dissiparem-se esses phanlas-
mas de doutrinas e todas as illusoes desses Irocadi-
Ilos de palavrasl esse esplritualismo declamatorio
nao he oulra cousa mais que a senha de urna sophis-
lica inconsequsnte ou de um materialismo inaudito.
Nao nos deixemos engaar por essas falsas apparen-
cias, e obriguemos esses vagos syslcmas a dar-nos a
saa ii 11 i i ii i palavra, o sen segredo mal dissimulado
debaixo do prestigio da phrasc. Veremos claramen-
te que os novos dogmas, hoslis aos dogmas revelados
pelo proprio faelo de sua^rigora. esto em flagrante
e perpetua insurrecao caVtrai as ideasasmais elemen-
tares, que, desde Plnlo al hoje, lera sido como o
cdigo do esplritualismo.
Acreditar em um Dos livre o pessoal, Creador e
Providencia, dislinclo do mundo e da humanidade ;
acreditar na existencia da alma inlelligenle e livre,
encerrada, dorante alguns dias de prova, nesse orga-
nismo, que ella pode purificar a seu bel prazer, a-
brindo urna porta para o lado do eco, ou deshonrar
pelo commercio com a materia ; affirmar com f ab-
soluta a superioridade do principio racional sobre a
sensagao, collocar debaixo da guarda da inflexivcl
jusiica a liberdade moral, fonte e principio de todos
as outras, o livre arbitrio responsavel peto mal com-
mellido, sem desculpa c dispon-as possiveis ; dar
moral o seu verdadeiro nome, a prova ; lixar-lhe o
verdadeiro fim, a cmancipsgao gradual da alma des-
prendendo-se dos lagos do corpo, e preparando a ho-
ra da morte pela ausleridade da vida-; reconhecer fi-
nalmente a lei do progresso, sem separar jamis o
progresso da humanidade as vias do bem-eslar ma-
terial da idea moral.que he a nnica que o consagra e
justifica; tal he, em nossa opiniao o nebro program-
ma das verdades espiritualistas, laes sao os grandes
principios de qu nunca desviou-se a philosophia da
alma e de Dos, de Pialo o de Descartes. Eis-ahi o
esplritualismo lal como he entendido no mundo, as
escolas, e nos livros. Dizei-me, porm, sera este o
esplritualismo dos novos dogmas ?
Nao queremos, nem podemos fazer neste escriplo
mais qne um esbogo rpido e, muilo eral ; nao he
um^relrato, que tragamos. Mas, fallando coro boa
f, o que achantes nos livros dos adoradores da
Idea ? Nao hexertamenle Dos que Ihcs falla, mas
a cousa. Alguem poderia nao cre-lo por algum mo-
mento: mas logo na secunda pagina havia de encon-
trar o sea erro. O que he que se chama Dos no neo-
logismo dessa escola que continuamente derrama nm
lyrismo extravagante na vida do pensamfiulo ? Nos
j o demonstramos : ou essa palavra nada significa,
sendo por isso um desses termos esplendidos e sono-
ros qae entumecen) a phrase sem engrandecer o sen-
tido, oa esse Dos phanlastico resolve-se na idea da
humanidade. Nao nos deixemos, pois, engaar pe-
lo atractivo de um nome, nao ha na escola oulro Dos
que o homem ; alravez das phrases variadas do fi-
nito he que desenvolve-se o infinita. A eivilisncao
n.ln he oulra cousa mais que a evolugao gradual, e
como a ascengo successiva do homem Divin-
dade.
Eis-ahi (oda a theodicea dos nossos Hegelianos de
Paris. Afora isso, podis pedir ludo a suas capricho-
sas Iheorias, salvo a idea desse Dos pessoal. creador
t livro, lal como no-lorevelara os desejos infinitos de
nosso coragao, e lal como o adora nossa razan.
E que fazem esses pensadores do homem, desse
triste dos improvisado em ama hora de delirio, des-
se pobre idolo proclamado nao sei em que orga fu-
riosa dos'senldos, eem que verligemda razao ? Se-
ra por ventura s suas nobres facilidades, ao princi-
pio que nelle pensa, sent e quer, ser finalmente
sua alma, qne se dirigen) as homenagens eo cul-
to desses eslranhos reveladores ? He verdade que es-
tamos bem looge de adorar, a razo ; porm so po-
dessemos crer que o homem he um dos, ao menos
parecera verosmil que a sua parte divina fosse o
pensamenlo, qu* sua atma fosse quem parlicipasse
desse magnifico privilegio do infinito, que oorgauis-
mo inlelligenle, a matara cheia de perturbarlo e
corrupgao cedessem o lagar ao espirilo vivo. Elle po-
rm nao he nada disso. Nessas religoes eslrava-
gantes, o homem he adorado lauta no corpo como no
espirito, a materia he lio diyinisada como a alma.
Os novos prophetas o dizem cm bem alias vozes : he
lempo de fazer cessar o longo divorcio da alma e dos
sentidos; he. lempo de reliabilar a carne, indigna-
mente sacrificada pelo chrisliansmo a cegas supers-
ligcs, a um ascetismo estravaeanle, a morlificages
insensatas. O christianismo langou o anathema so-
bre o homem carnal, amaldigoou a materia. M no-
va religio, mais larga e mais liberal, porque he
mais verdadeira, releva o corpo desse longo anathe-
ma o o insliiiic no saucluario com toda a pompa do
Iriumpbo. Vivec, he a lei, exclamam os Messias
modernos ; desenvolver a sensagao, he urna obra tao
santa como enriquecer o pensamenlo. Aspirar a vi-
da por todas os poros, ero lodos os sentidos, eis a
verdadeira salvarlo. O genio que inventaste uma vo-
luplnosidadede mais, seria a honrajda humanidade,
assim como o foi Newton descobrindo mundos nos
esporos. Que vero pois fazer no meio dos homens,
a quem Irazem engaados, os moralistas severos, os
pregadores enfadunhos, os exemplos lgubres ? O que
querem dizer-nos, quando fallam em emancipar a
alma dos lagos do corpo libertando-a dalyrannia das
paxOes ? Que sgnificago lem essa moral de sacris-
ta, boa para as velhas beatas, para os hypocrilas e
imbeceis ? Aqaelles que immotam unta s paixao
corainellem contra a alma um attentado, um suici-
dio. Tambem a paixao lem direilo de viver e da rei-
nar ; a sua soberana deve exercer-se como a da ra-
zao, c a do direilo da nalureza : exerga-se ella por
lano em loda a liberdade e nao v oll'erecer-se em
holocauto insensato aos velhos dolos da supersligo
e do medo.
Assim costumam fallar e praticar. Como he sabido
l'lalao descreveu essa lula elerna da alma e do cor-
po debaixo do symbolo magnifico 'do corsel branco,
e do corsel negro : um dcil ao freio e voz, o ou-
lro indcil, arrebatado, furioso. Mas o conductor do
carro sustenlava as redeas com mao firme, e o cor-
sel negro vencido e domado, reconhecia afinal o
seu amo. Neste caso, quem ser o amo e quero ha
de regular a lula ardentet Emuomede que prin-
cipio o far ? Na bella allegoria de l'lalao, vemos
dislinctamenle uma mao firme, que sustenta as re-
deas, uma vista prudente, uma forra resoluta e tri-
umplianle, que he a razan. Arranrai-lhe pois o
freio e as redeas ; proclamar a igualdade dos dous
corseis, e vecis com que dilirante carreira ha de ar-
rastar-nns o corsel negro, em que abysmns profun-
dos hade precipitar o vossocarro espodagade. Tirai
a carne o sea freio, paixao a sua reara viva, a sua
lei, e veris a que desgraga estes excessos lia de
conduzir-vos esse furioso delirio de vossos sentidos
desenfreados. Ja nao vimos a amostra disso nesse ne-
gro corsel ? J nao conhecemos o que cm alguma
parle de suas obras, Bossuet appellida os seus las-
civos relinchos ? Sera esto pr ventura o reinadodo
homem ? Nao podemos honra-lo senao divinisando
o que devia humilha-lo, o seu corpo ?
Pois he para esto ponto que convergem lodos os
reveladores. A maior parle deltas previram esta
bello resultado, e glorificam-se dehave-lo prevista ;
vangloriaro-se de ler emancipado da csrrnvidao o ho-
mem camal, depois de lanos scalos de oppressao ;
o chrisliansmo linha emancipado a alma ; os chris-
los modernos emauciparam o corpo. Erna nova era
datara de seu nome, a era do carne licr'e, e da mu-
Iher Une. islo he, da carne, senhora soberana e da
mulher eojregue a todos os arra-tamonlos da con-
cupiscencia. Nao foi um dos grandes pensadores da
escota quem formulou nesla phrase celebre um de
seus charos dogmas.
-O culto syslem.itico da mulher he precur-
sor necessario da religio da humanidade? Ago-
ra, pergunlo, o que he esse cqllo syslemalico da mu-
lher senao a volupluosidade erguida categora de
religio ? Compre advertir, que ninguemtoode ne-
gar a soberana moral da razao, a supremaca neces-
saria da alma, sem reconhecer implcitamente a su-
premaca da materia. Nao sonheis uma igualdade
chimenea de direilos entro o principio iutelligcnte e
o ceg organismo.
A materia nao pode existir no homem senao de-
baixo d duas condiges : regulada ou desptica.
Ella obedece ou mamla Se nao laxis delta a vossa
eserava, se lhe nao abalis a cabega, ella ha de do-
mar-vos c submeller-vos a seus caprichos .i\ illa-
dore- ; o primeiro que ou-ou desprender o corpo
dos lagos salutares da moral, o primeiro que atre-
veu-se a emancipara brutalidade dos instlelos, a
libertar a sensagao que estremeca, esse, quer o sai-
ha, quer nao, quebrou com um s golpe a mota da
alma racional, e abaudonou a lodas as phanla-ias
das paixet impuras o thealro deshonrado da consci-
encia. Mas desthronisar a razao, o pensamenlo, nao
he desradar o homem '.' Nao he, cm lugar de apro-
xima-hi do divino e ideal, faze-lo entrar no nivel da
animalidade ? No homem assim devastado, neme
vacuo, ou antes nesse nada em que nao ouvis mais
que a vi/ tumultuosa dos sentidos, onde he que po.
dereis encontrar os ttulos da nnhreza, da graudeza
do homem, o principio de sua dignidade, a activi-
dade, energia de-sua liberdade?
A. liberdade a nova escola a .invoca. He um
nome querella inscrevo com lodo o fausto em sua
bandeira, e nSo seremos nos cerlamente os que bao
de allistar-se as fileirat dos insultadores desse no-
me sagrado. Convinha porm iuvoca-lo oppurluna-
roente, e saber comprenender-Ihe o verdadeiro al-
cance. A liberdade civil, poltica, social, nao he ou-
lra cousa mais qul a expressao, a manifestagao nos
fados da liberdade moral, do'livre arbitrio.
Ora, o.perigo do livre arbitrio, e saa honra ao
mesmo lempo, he o estar sujeito nao a uma respon-
sabilidade vaga e Ilusoria, doce engao dessas dou-
trinas que ahusam das palavras, e que por un com-
moilo arranjo, de boa vonlade fazem cahir sobre a
especie, a responsabilidade de lodos os crimes. re-
servando para o homem a liberdade de todas as pai-
xOcs, mas a uma responsabilidade effecliva, sincera,
cujos termos extremos sao a pena e a recompensa, c
responsabilidade que conslitue o verdadeiro direilo
da pessoa. o verdadeiro titulo da moralidade. He o
livre arbitrio que em nossa opiniao he a tanto e a
garanlia de lodas as formas de liberdade Essas diver-
sas formas, quaesqner que sejam alias na ordem
civil, na ordem das ideas religiosas, ou dos fac-
tos polticos,n,To sao oulra cousa, que uma cmanaco,
uma ennsequencia, um efleilo.
Ser pois pelo modo porque os prophetas moder-
nos comprehendem e delinem o livre arbitrio, e o
carcter essencial desle, que he a responsabilidade,
que ha vemos de julgar da sincerldade de seu libera-
lismo philosophico, poltico, ou religioso.
Ora, o que he a liberdade moral e a responsabili-
dade para todos esses hilosophos e historiadores ?
Umapalavra. Quem nao conhece a sna|philosophia da
historia, esse optimismo banal, que lado desculpa,
al mesmo o crime, um nome de alguns principios
equivoco*, etsa philosophia, cuja Iheoria, obsequio-
sa rnmo uma corlesa, lem afiagos e carinlos para
dispensar a todo* os Ilustres scclerados, que lem dei-
xado seu trago e sen nome na historia ?
assim deve ser : nao he a humanidade em suas
pitases variadas a'prnpria evolugao de ao* nos fac-
tos .' Dos se forma continuamente ha consciencia
vaga e abstracta das geragoes. A especie humana tor-
na-so desde enlao uma sorte de enlidade, um ser da
razao, um ideal, cujo nome sendo invocado opportu-
naniente serve de'excusa a lodos os crimes. Ero face
desla moralidade superior, que resulta 'do progresso
da especie, o que vMein as pequeninas considerages
de moralidade individual, as theorias bnurguezas
sobre o direilo e o dever, sobre as ideas estreilas,
sobre os mesquinhos prejuizos, e lerroret pueris das
consciencia* '.' Um grande crime que fizesse hu-
manidade dar itm grande passo, nao seria mais til,
e por isso mais moral que lodas essas pequeas vir-
tudes, que entimida o sangue, esse orvalho creador
das ideas, esse resgale doloroso, mas necessario do
futuro ? Desle modo he que, em um momento de
vertigem da razo, chega-se a honrar a humanidade
com um callo insensato, a adora-la cegamenle, e
langar a seus ps os individuos sacrificados a espe-
cie, os principios subalternos da moral individual
immolados ao grande principio do progresso ; he
desle modo igualmente que vemos renovado por ou-
lros fanticos o prodigio do fanatismo indiano,
que impelle os seus infelizes sectarios a langa-
rem-se com suas familias debaixo das /odas do
carro, sobre o qual passeia em Iriumpbo o seu
indnlo eusanguentado. Disse mal; compre nao
calumniar a ninguem, nem mesmo a um fakir:
os adoradores do idolo indiano langam-se, por vonla-
de propria debaixo das rodas do*carro, no que dif-
ferem dos sectarios da Idea, que impeliera os oulros
para que sejam esmagados : el les contentnm-sc com
fazer a Iheoria desses sanerenlos holocaustos ; papel
muito mais fcil, e que nao exige mais que espirilo.
( Continuar-se-ha.)
le* do referido fallido comparecerao em cata de mi-
nha residencia na rna da Concordia n. sobrado de
um andar, no bairro de Santo Antonio do Recife, no
dia 18 do correnle mez, pelas 10 horas da raanhia,
afim de proederem a nomeacllo de depositario, oa
depositarios que hao de receber, e administrar pro-
visoriamente, e casa fallida.
E para que chage a noticia de lodos mandei pas-
tar o presente, qae ser publicado pela' imprenta,
e afiliados nos lugares designado* no artiga 129 do
reculamente n. 738 de 25 de novmbro de 1850.
Dado e pastado netta cidade do Recife dePernaro-
buco 16 de maio de 1854Pedro Tertuliano da Cn-
nha, eserhao o subscrevi.
Custodio Manoel da Silva Guimaraet.
DECLARACO ES.
Bitpado de Pernambuco.
S. Eic. Rvma. despacha no palacio da Sledade,
as (erras-feiras, quintas e sabbadot; e nos miamos
dias d audiencia desde as 10 horas al ao mel dia.
Padre Francisco Jote Tacares da Gema.
CORREIO GERAL.
Cartas seguras existentes na adminislragao do cor-
rcio para os senhoret:
D. Anna Joaquina deS. Jos (2), Antonio Joaquim
Correia de Araujo, D. Candida Maria do Nascimen-
lo, Dr. Francisco Elias do Reg Dantas, alferea Fran-
cisco Jos Joaquim de Barros, D. Joaquina. Maria
da CanceicSo Vieira, Jo3o Francisco Anaslacio, Dr.
Joao Francisco Paes Earrelo, padre Manoel (vigario
de S. Loureoco da Malta), alteres Manoel da Con-
ceigao Pereira Castro, Manoel Rodrigues de Albu-
querqxie.
Consulado de Portugal.
No sabbado 20 do crranle, ao meio dia. lera lugar
com as formalidades, da lei, na porta desle contu-
lado ra do Trapiche n. 6, a arrematalo do resto
dos bens do finado subdito porluguez Joao Rodri-,
gues das Neves, consistindo em umaalvarenga anda
em conslrucgao, que se acha no Forte do Maltot,
no estalleira do Pinto, e em ama porfo da cobre
em vergalhOes, depositado no mesmo consulado.
Consulado de Portugal ero Pernambuco 17 de maio
de 185i.Joaquim Daptitta Moreira, cnsul.
COMMERCIO.
. PRACA DO RECIFE 18 DE MAIO AS 3
HORAS DA TARDE.
Colages olliciaes.
Cambio sobre Londres a 27 d. 60 d|V.
Dito sobre ditoa 26 l|2 d. 60 d|v a prazo.
Descont de letlras de 3 mezas10% ao anno.
ALFANDEGA.
Rendimcnlo do dia la 17 .'133:4068395
dem do dia 18 ....... 9:490576
^tfRODE*^
142:8968971
Descarregam hoje 19 de maio.
Barca ingjezaMirandababalho.
Barca inglezaAf/dosdem.
Sumaca brasileiraHorUnciadiversos gneros.
Importacao'.
Brigue inglez Miranda, vindo de Terra Nova,
consignado a Jame* Crablrcc & Companbia, mani-
feslou o seguinte:
2,7O barricas bacalho ; aos mesmos consigna-
tarios, r
CONSULADO GERAL.
Rendimenlo do dia 1 a 17.....27:4818531
dem do dia 18....... 3:093>145
30:5748676
1MVERSAS PKOVIffeAS.-
Rendimenlo do dia 1 a 17.....4:38840
dem do dia 18.........2828728
4:6018568
SABBADO 20 DE IOE 1854.
RECITA A WAVOR BE
L. C. Amodo.
Logo que os profesaores da orchestra derem prin-
cipio com uma brilhante symphooia, subir scepa
o novo e magnifico drama em 5 actos..
A ESCRAYA ANDREA.
1 DENOM1NACO DOS ACTOS.
1. O insulto do marioheiro ao commandanle.
2. A eserava Andrea.
3. A orgia na vespera do combato.
4. O duello com machados.
5. O combale navalExplosao do brigue Pirata.
A morlalha do capitao Rennnd.
A explosao do brigue Pirata ser taita avisto do
espectador, para o que nao se poapa as despeza*.
Personagens. Actores.
0 conde lienaud commandanle
da fragata). ,.
Antonio (marinheiro) .
Lamberlo (contra meslre). .
Piole flaberneiro) ......
1. marinheiro. ......
2. marinheiro. ..:...
3. marioheiro. ......
Andrea, eserava......
Um menino.......
Ofilciaes de marinha, raariuheiros e povo.
A scena passa-se em Gaudelupe, as Anlilhas.
Dar lira o espectculo com a nova comedia era
1 acto.
A MOLEIBA DE MARLY.
Personagem.
Mrquez .....
Guilherrae.....
Jorge ......
Marqucza.....
Moleira de Marly .
Em consequeneia da
Os Srs. Bezcrra.
Amodo.
Mende*.
ii Pinto.
Santo Rpsa.
a Pereira.
n Roteado.
Sra. D. Gabriella.
N. N.
' Adere.
... Srs. Costa.
... a Monleiro. ,
. -. Rozendo.
. Sra. D. Amalia.
. o D. Gabriella-
graveeafermidade dasenho.
Exportacao-.
Barcellona, polaca hespanhola Moniquila, de
244 toneladas, conduzio o seguinta:750 saccas coro
4,125 arrobas e 17 libras de algodao, 25 couros sec-
eos.
Colinguiba, hiato nacional Flor do Brasil, de 31
toneladas, conduzio o seguinlc :70 voluntes gene-
ros estraogeiros, 200 arrobas de carne do-Kio Gran-
de, 5 voluntes gneros nacionaes.
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 18 6968700
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia 1 a 17......28-455|435
dem do dia 18........2:4438192
30:8988627
MOVIMENTO DO PORTO.
Savias entrados no dia 18.
Terra Nova^30 dias, barca ingleza Midas, de 249
toneladas, capilio William S. Anderson, equipa-
gem 15, crga bacalho ; a Me. Calmont S Com-
' panliia.
Liverpool29 dias, barca ingleza l'alparaizo, de
317 toneladas, capitao Joseph Joughin, equipa-
gem 15, cama fazendas e mais gneros; a Russell
Mellors & Companbia.
Savias sahido no mesmo dia,
ParnhibaLancha brasileira .V. 5:da Peana, mes-
lre Ronnvato Jos Pereira carga familia de
mandioca. I'assageiros, Francisco Justino Valen-
tn), Krane co Segismundo da Trindade.
AstBrigue brasileiro Bom Jetus, capitao Jos
Ferreira Pinto, em lastro.
EDITAES.
O Illm. Sr-. inspector da Ihesouraria provincial
ero comprimen! o da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia de 12 do correnle, manda fazer publi-
co que, no dia lJ.de junho prximo vindouro,va n-
vame nle praca pa ra ser arrematado a quem por me-
nos fizer a obra dos concerlos da cadeia da villa de
Garantaos, avaliada em 2:4749208 rs.
A arrematagao ser feila na forma dos arls. 24 e
27 da lei provincial n. 26 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especia.:* abnixo copiadas.
"As pessoas que se propezorem esla arremataran
comparegam na sala das sesses da mesma junta no
dia cima declarado, pelo r.ieio dia, com pelen temte
habilitadas.
E para constar se mludou aflixar o presento e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 16 de maio de 1854. O secrolario,
Aittonio Ferfeira d"Annuncia^lo.
Clausulas especiaes para a arrematacao.
1." Os roncertns-da cadeia da villa de Garanhuns
far-se-ho de couformidade com o orgamenlo appro-
vado pela directora em conselho, apresenlado a
approvago do Exm. presidente d. i provincia na im-
portancia de 2:4748208 rs.
2.a O arrematante dar principio s obras no pra-
zo de 2 mezes e dever concluir nd de 6 mezes, atn-
rbos contados na forma do arl, 31 da lei n. 286.
3. O arrematantesesuir nos seus Irabalho* ludo
o que lhe for determinado pelo respectivo engenhei-
ro, nao s para boa execugo das obr.is como em or-
dem de nao innutilizar ao mesmo lempo para o scr-
vigo pfjblico lodas as partes do edificio.
4.' O pasamento da importancia da arrematacao
lera lugar em Ires prestaroei uuaes : a primeira, de-
pois de fela a metade da obra ; a segunda, depois
da entrega provisoria, e a tere tira, na entrega defi-
nitiva.
5.' O prazo de responsabiidiade ser de 6 mezes.
6." Para ludo oque nao se iicha determinado as
presentes clausulas nem no orrainenlo, seguir-e-lia
o que dspoe a respeilo a lei piroviucial n. 286.
Conforme.O secretario,
Antonio Ferreira a"Anunciacao.
O Dr. Custodio Manoel di Silva Guimares, juiz de
direilo da primeira vara do coramereio nesla ci-
dade do Recife de Pernambuco, par 8. M I e C
que Dos guarde etc.
l'ago saber aos que o presente edilal vrem, que a
requcrimenlo de Antonio Jos de Azevedo, eslabele-
cido com toja de mfudezas na ra do Queimado n.
4J, se acha por este juizo aberta a sua fallencia pela
seiitenga do Iheor ieguinte. A' isU da exposigo
coiistavileda pejigao folhas 2, declaro aberta a fal-
lencia do commercianle Antonio Jos de Azevedo,
eslabelecido com toja de miudezas na roa do Quei-
mado, Rxando o termo legal da existencia de saa fal-
lencia a contar do dia 11 do corren le. Ordeno que se
ponhara sellos em todos os seu* livros, papis do
fallido, enomeio para curador fiscal o negociante
Vctor Laisne, que prestara o juramento na formada
lei, expedindo-se desde j participar, oes ao respectivo
juiz de paz,acompanhandocopia aull lentica dt(a sen-
lenca, alim de proceder a posigao dos sello* e cus-
tas.
Recita 15 de maio de 1854.Cusi'ndio Manoel da
Silva Guimaraes.
Em cumprintMito do que, (mos os 'ffedorn preven.
ra D.Orsal, a senhora I). Gabriella preston-se de
boamente a fazer o papel'da moleira de Marly.
Eis o espectculo que o actor Amodo onTtrece ao
publico desta cidade asseguraodo-lhe uma bella es-
rolba. como em todos os seus espectculos, e espe-
rando do'mesmb toda a proiecgao.
Os bilhetes acham-se disposirSo do publico na
ra Bella n. 28, e no dia do espectculo no bilhe-
Iheiro do thealro.
Principala s horas do costme.
AVISOS MARTIMOS.
Para o Rio de Janeiro, o brigne na-,
cional Elvira segu com brevidade por
ter parte do seu carregamento prompto :
para o resto da carga, passageiros e escra-
vos a frete, trata-se com os consignatarios
do mesmo Machado & Pinheiro, na rna
do Vigarion. 19, segundo andar.
Vende-se o hiate nacional Fortu-
na, de lote de 61 toneladas brasileiras,
apparelhado e prompto de tudo, paTa a
navega^ao costeira; he navio novo, e de
boa e fortisssim construccao de ma-
deiras do imperio; acha-e undeado em
frente do trapiche do algodao, onde pode
ser examinado, e para o ajuste trata-se
com os consignatarios Antonio de Almei-
da Gomes & C : na ra do Trapiche Novo
n. 16, segundo andar.
Para o Rio de Janeiro segu em
poucos dias o patacho nacional Bom
Fim ; ja' tem a maior parte da carga
prpmpta : para o restante e escravos a
Frete, trata-se com o consignatario Jos
Baptista da Fonseca Jnior, na ra do
Vigarion.4, primeiro andar.
Real companhi de paquetes inglezes a
* vapor.
No dia 22 desle mes
espera-se do sulo vapor-
Greaf IPettern, o qaal
depois da demora do eos-
tome seguir para a Eu-
ropa; para passageiros Irala-se com os agentes Adam-
son Howie C. na rna do Trapiche Novon. 42.
Para o Rio de Janeiro, vai sahir com
a maior brevidade possiveUo pataxoNacio-
nal Valente ;, quem no mesmo quizer car-
regar, embarcar escravos afrete ou ir de
passagem para o que offerece bons como-
dos, tiirija-se ao capitao do mesmo pataxo
Francisco Nicola'o de Araujo na prar^a do
commercio, ou no escriptorio de Novaes
&. C. na ra do Trapiche n. 34,1. -andar.
Para o Rio de Janeiro sahe por este* 8 diasjo
brigue a Feliz Destino* por ter parte do carregamen-
to prompto ; para o restada carga e passageiros, Ira-
la-se rom o Sr. Manoel Goiiralves da-Silva, oa com
o capitao a bordo.
Para a Babia segu em pouco* dias, a velleira
sumaca Hortencia, para carga trata-se com sen eon-
signalario Domingos Alves Halheos na ra da Cruz
do Recife n. 54, primeiro andar.
Rio Grande do Sul.
Seguir em poucos dias para o Rio-Grapde do
Salo patacho nacional Reguo, o qual tem espacoe
com modos para passageiros: trata-sena roa da Ca-
deia do Recife n. 13, ou com o capitao a bordo.
Para o Ro de Janeiro dever seguir por estos
dias o patacho datante Maria ; anda pode receber
alguma carga miuda, passageiros e escravos a frete ;
a tratar na ra da Cadeia do Recife, taja n. 30.
LEILOES.
O agenta Oliveira far Icilio por ordem do Sr.
cnsul de Franca, eem presenga do seu chancellar,
do expolio c mais artigos do eslabetacimento do Asa-
do subdito francez Declamar, consistindo empegas da
niobilia, roupa, dous retogios, sendo um de pratao
oulro deouro, nm linguado de prata,mullas ferrageos
para fabrico e concerlos de carros, como sejam: mar-
tcllos, bigornas, forja e tales em bom estado, fieiras,
compassos, c militas oulras novas para dilo officio;
e de carpioteiro, rodas para- carros completas, e ou-
lras em acabamenlo, e algom carvao para ferrarla,
etc. : terga-feira, 23 do correnle, as 10 horas da ma-
uhSa, na ra do Aragao n. 17, onde se comegar o
lei lao com os objectos nella cusientes, conlinuando-
se o mesmo com o* rstenles artigos no lelheiro, silo
no lugar de Campo Verde.
AVISOS DIVERSOS.
Na livraria n. 6 e 8 da paga da Independencia,
existo uma carta para o Sr. major Jos Cirios Tei-
xeira, e como se ignora quem seja procurador, nem
onde se deta remelter, ingi-se-llie quetra .in-
nunciar.
_>:-----------
~_


DIARIO OE PERNAWBUCO, SEXTA FEIRA 19 DE MAIO DE 1854.
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riBLICAAO DO INST1TITO H0MIE0PAT1I1CO DO BRASIL.
THESOURO HOMCEOPATHICO
O'
VADE-MECM DO HOKEOPATHA.
1005000
905000
609000
509000
409000
359000
3ftpOO
209000
19000
- 9500
29000
maior promptidao, e por presos commo-
*
por.
29000

t, Quem liver para vender una prela oo muala
que saiba engoinmar, coser e cozuhar, dirjanse .1
ra Un ga do Kosario, casa n. 28, segundo andar, por
cima da loja de louca, que se pagar bem.
O Dr. Sabino Olegario Lndgero Pinito mu- _
!du-se para o palacete da ra de S. Francisco dj$
i (inundo novo) n. 68 A. 0
-^-Offerece-sc una ama para casa de hoiuem 10I-
teiro, para cosiuliar, lavar cengommar. a tratar na
ra do Aragio n. 19.
Precisa-se alocar um silio que lenlia arvore-
dos, casa com commodos para urna familia fazer
morada, estribara etc., da estrada do Houdego al a
Ponte de ycha: a fallar com o cnsul Americano Da
ra do Trapiche n. 4, ou anuuucie.
Qaem precisar de um pequeo, com pralicade
venda, trate di roa da Cadeia doRecife n.23.
Melhoilo conciso, claro, o seguro de curar homrcopalhicamente (odas as molestias, que aUligem a
epecie humaua, c particularmente as molestias que reinam no Brasil. *
PELO
DR. SABINO OLEGARIO LUDGERO PINHO.
Acaba desalar luz esta obra utilissima aos mdicos, que quizerem experimentar ou exercer a
verdadeira medicina, e muilo mais aiudaaos pais de familia, quer das cidades, quer do campo, cheles
de estabclecimeotos, sacerdotes, capitaes de navios, viajantes, etc., etc., que por si mesmos quizerem co-
nhecer os prodigiosos eneitos da homceopathia.
Dnirj vnlumescDi brocliura, poi. 10*000(1
Kncadernados....... rlaooo
1 Srs. signantes lerao a boudade de maodar recebr seus ejemplares em casa do autor, ra de S.
Francisco (Mando Novo) n. 68 A.
BOTICA CENTRAL HOMCEOPATHICA
Ninguera poder, ser reliz na cora das molestias, sem que possua medicamenos verdadeiros, ou de
noa qualidade. Por sso, e como propagador da homecopathia no norte, o immediatamente inleressado
em seus benelicos successos, leni o autor do THESOURO HOMOEOPATHICO mandado preparar, sob
sua tmmediala mspecoflo, lodosos medicamentos, seudo incumbido desse trabalho o hbil pharmaceulico
r proreaaor em horueeopalhia, Dr. F. de P. Pires Ramos, que o tem exceulado com todo o zelo, lealda-
de a dedicarlo que se pode desejitr.
efllcacia destes medicamentos he attcslada por todos que os lem experimentado; elles nao preci-
sam omaior recommendacau; basla saber-se a foute donde sahiram para se nao duvidar de seus pti-
mos resultados.
lisa* carteira de 130 medicamentos da alia baixa deluicao cm glbulos recom-
mendados no THESOURO HOMOEOPATHICO, aconjpuhada da obra, e de urna
cana de 12 vid ros de tinturas indispensaveis........
DiU de % medicamentos acornnanhada da obra e de 8 vidros de tinturas ."
Uitt de 60 principaes medicamentos recommeudados especialmente ua obra, e com
orna cana de 6 vidros de tintaras ....
.Dila de 48 ditos dito........'..'.'.'.
Jila de 36 ditos acoropanhada de vidros de unturas. '. '. i>- '.
Una de :K) ditos, e 3 vidros de tinturas.....
Hita de 21 ditos ditos........'.-.-."
1HU de 24 tubos pequeos com a obra e 2 vidros de tinturas."
Tubos avultos grandes.......
pequeos.. ..'.'.'.'.'
Cada vidro de untura.
Aviam-se quaesquer encoifimendas de medicamentos com
' disantos.
'ende-*e o (raUdo de FEBRE AMARELLA pelo Dr. L. de" C. Carreira,
. Francisco (Mundo Novo) n. 68A.
COMPANHIA tE BEBER1BE.
Nao se tendo reunido numero sufliciente
de senhores accionistas da companhia de
Beberibe para a assembla gera convoca-
da paca o diaf 6 do correrite, oSr. direc-
tor de novo a convoca para o dia f9, ahm
de que seproceda a eleicao da administra-^
cao, ese determine o 12.- dividendo, nav
lrmavdflsestatiitos. Escriptorio da Cem-
panhia deBeJMjpbel7de maiode 185i.
w secretario interino,
Luiz da Costa Portocarreiro,
Ama deleite.
Precisa-se de ama ama de leite, forra ou captiva,
par acabar de criar urna crianca de 7 mezes: na ra
da Cadeia de Recife n. 23, paga-se bem. l
Precisa-se de umt prela escrava, que cozinhe e
raoa o mais servico de urna casa de pequea familia,
paga-se bem: a tratar ua ra da Cadeia do Recife
n.23.
Precisa-seafugar urna escrava para lodo servi-
r de urna casa de pouca familia ; na ruado Vigario
Antonio Augusto dos Sanios Porto, comprou
por conla do Sr. Jos Pedro de Alcntara, meio bi-
lhele da lotera nova do Estado Sanitario n. 1718.
E.vplendida galleria de retratos pelo
systema chrystalotypo.
O abaixo assgnado, acaba de
receber dos Estados-Unidos o
mais rico sortimento de objec-
los para collocar retratos que
teem apparecido no Brasil. O
respeUavel publico he convida-
do pois a visitar o seu impor-
tante eslabelecimcnto ao depnis
da chegada do vapor do norte,
(que s enlata he que poder despachar estes objec-
los) uo so para examinaras matraiticas caixinhas de
primoroso trabalho, e bem assim bellissimos quadros
dourados e de mogno, como para observar um enge-
uhoso instrumento no qual v o retrato de mi-
niatura n'um lamanho natural, o onde o observador
poder gozar das mnimas particularidades das fei-
Ces que examinar. O artista, em dous mezes que
aqu se ada tem tirado 600e tantos retratos, por is-
so escusado sera elogiar os retratos pelo syslema
chryslalotypo e dizer que alm de se nao oxidarem
como os de dagaerreoljpo' sao lirados com muilo
mais rapidez e em qualquer eslacao, e que suns co-
res naturales e vivas demasiadamente extasiam avista
"do espectador; ainda existen) algumas caixinhas,
quadros, rocdalhns, aHHieteso aneis, por 1930 os pre-
lendentes queiram dignar-se procurar o annunciante
lodos os das no aterro da Boa-Vista o. 4, lerceiro
andar. Joaquim Jos Pacheco.
Theatro.
Margarida Deperini anmmamente agradece s pes-
soas qae llie fizeram a honra de aceitar bilheles do
en beneficio, e tendo-se de retirar brevemente, nao
tendo lempo de mandar receber llies pede o favor de
mandar-lite satisfazer no hotel Francisco, do que lhe
ficar obrigada.
Foi apprehendida no Om de abril, 1 canoa pe-
quena de 16 palmos de comprido, pouco maia ou me-
aos; quem se julgar com direito a ella, dirija-se em
Fora de Portas ra do Pillar o, 145.
Engomma-se roupa tanto de homem como de
senhora, calcas, camisas e jaquelas a 80 rs., Indo com
perfeico: no neceo do Rosario o. 2.
O fugueiteiro da Victoria pede ao respeilavel
publico que suspenda o seujuizoa respe j lo de um
commooicado Viclorense, publicado 00 Diario n.
(04, at que aprsente o contrario do que lbe im-
puta.
Precisa-se de urna ama que saiba eozinhar, e
fazer todo mais servico de urna casa : no largo do
Terco n. 27, segundo andar.
Precisa-se alugar um prtto que seja fiel, para
vender fazendas: no aterro-da Boa-Visla n. 58, loja.
Desappareeeu de casa do seu senhor, urna ca-
bra de nomo Manoella, j de idade, alta, magra, bas-
tante feia, tem os olhos vesgos. lhe chaman) na ra
i Mi da La; quem a pegar leve a seo senhor, na
ra Nova no primeiro andar do sobrado n. 26.
A abaixo assignada lendo de se retirar para o
Rio de Janeiro, e isto com brevidade e como nao le-
nha ultimado a cobranca do seu beneficio, roga en-
carecidamente a todas as pessoas que Iho fizeram o
favor de aceitar bilheles, queiram mandar' as suas
exportlas roa Bella n. 24, e aproveila o encejo pa
ra agradecer aos habitantes desla provincia as ma-
neiras afaveis e hospitaleirai com que a Iractaram
durante a sua estada aqui.loza Cardelle.
Dit-se 2OO9OOO rs. a juros com penhor de ouro:
ra eslreila do Rosario n. 7.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
' Acham-se a' venda o$ bilhetes da lote-
ra nona do Estado Sanitario; a liste se
espora segunda-feira pelo vapor inglez :
o premios serio pagos logo que se (izer a
distribuicao das listas.
O abaixo tssignado, morador na cidade da Vic-
toria, avisa a varios habitantes da cidade do Recife
e sen suburbios, que no prazo de 30 dias niandem
pucar que devem ao abaixo assignadn, e podero
entregar nesla prara ao Sr. Francisco Xavier Mar-
tins Bastos, na rna do Encantamento, armazem de
molliados n. 11, nosdemais lugares pagarao ao abai-
xo asngnado, sendo no lugar de sua residencia, do
contrario publicar os nomes daquellcs que o deixa-
rem de satisfazer, e estes serio conliecidos como ca.-
loteiros ; e o mesmo aviso faz aos habitantes da
ridade da Victoria e da comarca do l.imoeiro, Cabo,
Nazareth, Raposa, Grvala, Mupam. Cidade da
Victoria 16 de maio de 1854.
Manoel Jote Pereira Barga Junioi.
Offerece-se um mojo solteiro para padaria, que
entende de todas as qualidadeu de massas : quero do
seo presumo se quizer ulilisar, dirija-se ra do Vi-
gario a. 8, que se lhe dir quem lie.
HECHANISMO PARA ENGE-
NHO.
NA FHDICAO DE FERRO DO EM.HMIEIRI
DAVID >V. B0W1AN, KA RIJA DO BRUM,
l'ASSAKD'OO GHAFAB1Z,
ha sempre'um grande sorlimenlo dos siguiles ob-
jeclos de mechanismos proprios para engeuhos, a sa-
ber : mocadas e meias moendas da mais moderna
construccao ; laixas de ferro tundido a balido, de
superior qualidade, e de lodos os tamaitos; rodas
dentadas para agua ou animaes, de todas as propor-
es; crivos e boceas de fornalha e registros de boei-
ro, aguilhOes.bronzes parafusos e cavilhes, moinhos
do mandioca, etc. ele.
A HESMA FIMIlliO
se excculnni tudas as encommendas com a superiori-
dadej conhecida, e com a devida presteza e commo-
didade em pre^o.
COMPRAS.
Ccimpra-se prata brasileira e liespa-
11 hola : na ra da Cadeia do Recife n-
21-, loja de cambio.
Compra-ge um cachorrinho de fila : na fu da
Cadeia do Recife n. 5, ou annuncie.
Compra-se um Epitome Seraphico: na ra lar-
ga do Rosario n. 50.
Compra-se um jogn de 'accionarios inglezes e
portuguezes em poni grande por Vieira: quem li-
ver dirija-se a roa da Cruz n. 66.
Compra-se urna escrava que nao exreda de 16 a
20 anuos de idde, e tenha bom corpo para er.gom-
mado : na ra Imperialn. 167.
VENDAS
Dous gfarda-louras de poamarelln, muilo ele-
gantes e do ultimo goslo, acabados por um marcinei-
ro eslrangeiro que chegou ha pouco lempo de Alle-
manlia, esiao para serem vendidos na ra do Ara-
gao n. 10, aonde as pessoas que eslo inclinadas de
ve-las queiram dirigir-se.
Todas aqullas pessoas que lenliam direito a
reclamar qoalquer objeclo que dessem a concertar ao
fallecido Lamare, no seu eslabclecimenlo de fabrica
de carros, sita na ra do Aragio n. 17, com depen-
dencia no lelheiro do Campo Verde ; queiram (er a
boudade de reclamar e recebe-las al sabbado 20 do
corrate, visto que os remanesceates serfio vendidos
em leilao na lerra-feira immediata, 23 tambera do
crreme, por uniera do Sr. cnsul da Fran;a, da
qual uaco era subdito dilo fallecido.
MADAMA THEAR"
Modista franceza, ra Nova n. 52.
Avisa ao respeilavel publico e a todos os seas fre-
guezes, que ua sua loja de modas existe um gran-
de sortimenlo de objecloa da ultima, moda, aasim
como sejam ricos (mirados, turbantes e quafieres pa-
ra bailes soirs, ricos vestidos de setim branco
macii com La liados lodos bordados, para noivas; di-
tos de fil de linbo, romeirs, e chales, lencos, ludo
de litas para en fritar vestidos de todas as quididades,
ricas fitas de velludo para cinteiros c luucados, muito
modernos chapeos de seda de todas as cores para se-
nhora, ricas camisinhas de fil de linho, ditas de cain-
braia com manguitos para seobora, ditas para meni-
nos; ricos lequesde madreperola* chapeos de palha
eufeitados para meninos, ditos d palha e de seda
redondos para meninas, lindos bicos de poni inglez
muilo proprios para lencos, ca bures de fildeiioho
para senhora, botOes para palitos de meninos, man-
tas preUs de seda, ditas de gasia e blonde, brancas,
para noivas. ca pellas e ramos de flores para noivas,
chapos de patria da llalia para sunlioras,ditos de di-
na aberlos.esparlilhos de todas as qualidade?, e mui-
tas oulras fazendas de goslo.
Jos Baptista da Fonseca Jnior avisa a qaem
convier, que a escuna brasileira, actualmente pata-
cho, Caanle Mara, de que sao proprietarios Sil-
va & Grillo, lhe esl especialmente nypothecada pela
quanlia de 4:250JJOOO por escriplura avrada as no-
tas do tabelliao Coelho, e devldamente registrada,
caja hypolhca se ha de vencer em 18 de Janeiro d
1855.
C. STAJRR&C.
respeilosamenle aiinunciam que no sea extenso es
labelecimeiito em Sanio Amaro, continua a fabricar
com a maior perfeiro e promplido,toda a qualidade
de roachinismo para o uso da agricultura, navega-
cao e manufaclura, e que para maior commodo de
seus numerosos freguezes e do publico em geral, tem
aberto em um dos grandes armazens do Sr. Mesqui-
ta ua ra do Brum, alraz do arsenal de mar i n ha.
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dito seu eslabelecimcnto.
Alli acharao os compradores um completo sorti-
menlo de moendas de canna, com todos os melho-
ramenlos(alguns dellcs novos eoriginaes) de que a
experieuciade muitos annos lem mostrado a neces-
sidade. Machinas de vapor de baixae alta presso,
laixas de todo lamanho, tanlajklidas como fuudidas,
carros de mo e ditos para crmduzir formas de assu-
car, machinas para moer mandioca, prensas para di-
to, fornos de ferro balido para farinha, arados de
ferro da mais approvade construeco, fundos para
alambiques, crivos e porlas para fornalkas, e urna
infinidade -de_ obras de ferro, que seria enfadouho
enumerar. No mesmo deposito existe urna pessoa
inlelligente e habilitada para receber todas as en-
commendas, etc., ele, que os annuncianles, contan-
do com a capacidade de suas o (Tirinas e macbinismu,
e pericia de seus ofliciaes, se compromeltem a fazer
cxecular, com a maior presteza, perfeiro, e exacta
conformidade com os modelos ou desenhos, e inslrnc-
Ses que lhe forem romeadas.
Ausentou-se da casa de seu senhor, o mulato
de nome Jos Dengozo, sapateiro, e trabalhava na
fabrica de calcados na Soledade, de altura regular,
cabellos estirados, barba cerrada e bigodc, anda di-
zendo que he forro, presume-se que elle ande nos
suburbios da cidade, oulenha ido para a Paralaba :
roga-se as autoridades e capitaes de campo, lano
desle como daquelle lugar a captura do referido
mtalo, que sendo entregue na ra do Collegio n,
15, ser paga qualquer despeza.
Nanuite de (.", para 16 do crrenle, fugio um
escravo do abaixo assigoado, pardo claro, cabellos
louros e crespos, pouca barba, escamado do rosto,
puxa da perua direila por nao poder ainda as-cnlar
bem o calranhar por um tumor que prximamente
leve: roga-se as*autoridades policiaes ou a quem
delle soiiher, hajade o apprehende-lo e conduii-lo a
roa do Hospicio onde mura o abaixo assignado,' qne
ser bem recompensado. Jos MaMa Ildefonso
/acorn da Veiga Pessoa.
Dcsapparecen do engenho Genipapo, comarca
de Santo AolSo no dia 12 do correte mez de maio,
um prelo do nome Zacaras com os signaes segua-
les: estatura regular, cor aigum tanto meia fula, ps
meios apallielados, uopiza direito, falla bem, repr-
senla ter 25 anuos, nao tem barba, e se tem mal se
percebe de longe; esle escravo foi comprado ao Sr.
Anfonio Ricardo do Reg nesla praca": quem o pe-
gar leve-o no dilo engenho cima 'dito ao Sr. Jos
do Reg Dantas Continuo que ser generosamente
gratificado. O dito escravo lem em una peina sica-
Irizes de chagas feichadas ha pouco (empo.
Lava-se e engomma-se com perfeiro e prorap-
(idao por prero muilo commodo: na ra da Concei-
r,3on.44.
Precisa-se alugar ama escrava de meia idade
para vendagem de ra: na roadla ConceicSu n. 44.
Precisa-se de urna ama que saiba cosinhar, cn-
gommar, c fazer lodo o mais servico interno de urna
casa : na ra Nova n. 52, segundo andar:
Vende-se ama escrava de idade 22 annos pou-
co mais ou iqenos, crioula, com algumas habilida-
des, ao comprador se far ver: na ra larga do Ro-
sa rio n. 44.
SE POR DINHEIRO A VISTA.
Na na do Crespo n. 15.
Chitas francezas finas a 280, 260, 240 rs. o
; covado, cassa franceza a 720, 360 rs. a vara,
chitas inglezas entre linas, cores lizas 220,
200, 180 rs. o covado, riscados fraocezes a
240, 220 rs. o covado, brins lizos de linho
de diversos padres a 280 rs. o covado, dito
trancado de aladdao a 320 rs. a vara, meias i
cruas a 28000,25.500 rs. o majo, chapus de
sol de panno e cabo de ferro a 29000 rs. ca- '
semiras francezas escuras de padres mo-
deraos a 4SO0O, 4500 e 59000 r*. o corte,
dilas meias casemiras a 29800 rs. o corle,
setim maco a 2*800 e 39000 rs. o covado.
casemiras pretas a 29000, 29100 e 39000 rs.
orovado; e oulras muilas fazendas.
Vende-se por preco commodo urna casa de taipa
nova em Ierras proprias, bem construida, e colloca-
da em urna quina, podendo quem a comprar edificar
ontra casa para negocio oo mesmo terrena ptaaitm
propores para issn, e tambem ser em bom local;
na Capunga ova, ra que vai sahir em S. Jos do
Mangainho: os prclcudenles dirijam-se mesma
Eira vercm e contratar, ou nos Qualro Cantos da
or-Visla n. 1.
Vendem-e corles de cassa de cores a 19440 rs.:
assim como riscadiohos finos a 200 rs. o covado:
na i ua do Crespo n. 19.
Vende-se azeite de nabo clarificado,
proprio para candieiros de mola por er
muito lino, a l$800rs. a medida: no ar-
mazem de C. J. Astley& C., ruadoTra-
piebe n. o.
Na botica da ra larga do Rosario
n. 56, de Rartholomeu F. de Souza, ven-
dem-se pilulas vegetaes verdadeira, arro-
b i'aifecteur verdadeiro, salsa de Sands
verdadeira, vermfugo inglez (emvidro)
verdadeiro,vidros de bocea larga com n>
llia de 1 ate 12 libras. O annunciante aF-
ianca a queminteressarpossa a veracida-
de dos medicamentos cima, vendidos em
sua botica.
&8B8Sg8a@E3888S
Losna romana, de Sotline.
A tintura delosna romana, Solline,he um 3E
dos excedentes remedios tnicos conheeidos, e SE
que maior numero de vezes lem produzido S
j( melhores effeitos as molestias que se lem 3fi
julgado applicar. Cura com admiravelpromp- jc
x tidSo s dores nervosos do estomago, accelera Sr
9 digeslio as pessoas que tem tarda, faz S
|g desapparecer os margos de bocea, e os gazes g*
j* que se accomulam no estomago, edesenvolve )K
S appelile ; cura igualmente as desenterias X
Se chronicas, as flaluosidades, e he um podero-
fo remedio para as criaucasqoe soflrem de li-
enteria, ou dijecroes alvinas liquidas, e mui-
K las vezes repelidas, uas quaes se achara os ali-
ot montos mal deferidos. Assenhoras quepade-
S cem de chlorose ou paluda cor. acharao na
5 tintura de losna romana, um remedio eflicaz,
g o qual sendo usado por algum lempo as lor-
3gt na coradas. Tem sido de grande vantagem no
K Iralamenlo da leurorrhea ou flores bran-
t cas, e juntamente no fluxo sanguneo prove-
JJJ niente de atonio do ulero. Seu uso he mui
g simples: as pessoas adultas devem Homar duas
Mrollieriuhas de inaiihna em jejuin, e duas
noile quando se qoizerem agasaliliar, dissol-
^_ vidas em pequea quanlidade d'a:oa mana.
* As enancas loma rao urna colherinha de ma-
nhaa e ou(ra noile. Vcnde-se vnicamente
na botica de Joaquim d'Alraeida Piolo, na
ra dos Quarleis n. 12.
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, rna do Collegio t. 2,
vende-se um completo sorti ment
de fazendas, finas e grossas, por
precos mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
coes, como a retalbo, amanendo-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelec'imento
ahrio-se de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto offerecendo elle ma i ores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietano des te importante es-
tbelecimento convida todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
I- seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
Homceopathia.
CLNICA ESPECIAL DAS MO-
LESTIAS NERVOSAS.
Hysteria, epilepsia ou gota co-
ral, rheumatismo, gota, pai'aly-
ia, defeitos da falla, do ouvido e
dos olhos, melancola, ceplialalgia
ou dores de cabeca, enenaqueca,
dores e tudo mais que o pvo co-
nbece pelo nome genrico de ner-
voso.
As molestias nervosas requerem muilas ve-
*es. alm dos medicamenos, o emprego de
r!C-,meiu"' que aePertem ou abalam a
sensibitidade. Estes meios possuo eu ago-
ra, e os ponho a disposi^ao do publico.
tSSdT." 9 '"""as da m''nM',' al
r, "e S. Francisco (Mnn-
do-Novo, n.6R A.-/)r. Sabino "A
iMigero Pinho.
Olegario
-Dcsappareceu no dia 12 do ce
crav. de nome Justina, de naca, Te7dade 20 a 22
anuos com os gnaes seguinte,: levou vestido de
cassa encarnada ja usado, camisa de algodao: he
baixa do corpo, lem em ambas relha. um wnw
crescidu, proveniente de faramento das mesmas ore-
lls.rocrava do Sr. Vidal: perianto rTal Ts
aulondade e capitaes de campo que a peguwn e 1
vero-a a ra dauCruzes n.20 que scrao recompensados
nuin como rga-se e pede-se a urna certa pessoa
aonde consta ella eslar occulla, que a mande entre-
gar a seu senhor. do contrario se procurar os meios

Aluga-se om sitio na Passagem da Magdalena,
margem do rio Capibaribe, com ama excedente ca-
sa acabada de novo, conlendo ama sa la de 30 palmos
era quadro para visitas, urna dila ruin 40 sobre 20
para janlar, urna dita com 30 sobro 20 para recreio,
(odas estocadas, e urna de 30sobre'. (elha vaa para
dormidas, 3 quarlos, urna boa cozioha, copiar co-
berto, e estucado, coxheira, estribara para 4 caval-
los, solam para criados e esoravos : tratar na ra
nova n.27,com Joaquim Antonio dos Santos An-
drade,
Precisa-se de um sitio com boa ca?
sadevivenda, commodos para escravos,
estribara para tres cavallos, e bai\a pa-
ra capim, em qualquer'um dos seguintes
lugares : Apipucoa, Monteiro.Poco, San-
ta Anna, Ponte de: Uchav e Manguinho;
com preferencia nos Apipucos, Menteiro
e P090, ainda m-esrao sem baixa para ca-
pim : quem tivr;r e quizer arrendar pa-
ra habitacao de urna familia, quepromet-
te zelar e tratar como se fosse o proprio.
dono, annuncie por este ic Diario, ou
avise nesta tipograpbia, ou finalmente
dirija-8ea ra Formosa n. 2, onde achara'
com quem tratar.
<9u> O Dr. Joao Honorio Bezerra do Menezls, f
@ formado em medicina pela faruldadc da Ba- @
ffi hia, oflereco seus prestimos ao respeilavel pu- {:;
|$ blico desta capital, pudendo ser procurado a
qualquer hora em sua casa ra Nova n. 19,
9 segundo andar: o mesmo se presta a curar g
gratuilamenle aos pobres. @
#9@@9 i @: @@@@
Na Iravessa da aladre de leos armazem n. 21,
deseja-se fallar com os Srs. abaixo mencionados, a
negocio de seu particular iuteresse: Caelaoo Del-
phinoMoiileirtfdeCarvfllho, Joaquim Jos Pimeu-
lel, Joao Elias de Az-evedo, Antonio Francisco Do-
mingaes.
A mesa regedoia da irmandade do Divino Es-
pirito Santo, erecta na igreja de N. S. da Conceico
dos Mtlilares, convid a a todos os irmaos para que'se
dignem comparecer no consistorio da mesma irman-
dade, no domingo 2 i do correle, pelas 8 horas da
manha, para assisli rem a missa voliva do Espirilo
Sanio, e depois prui:eder-se a eleirao da nova mesa
que lem de funeciouar de 1854 a 1853.
Lava-se eent;omma-se com maila perfeicaoe
prero commodo; n.a ra da Conceico da Boa-Vista
n. 46.
Guilherrne da Costa Correa Leite
declara a quem convier, que dei\a por seu
bastante procurador nesta cidade durante
a sua cuita au sencia, ao Sr. Antonio Jos
Rodrigues de Souza Junjor.
Precisa-se d e urna ama para o servico inlerro
e exlerno de urna casa de pouca familia ; na ra dos
Ouararapes em F ora de Porlas o. 34.
Aluga-se o siiio denominado do Cordeiro, com
casa de vivenda, em Sanl'Anna, perlencen(e ao ca-
sal do finado commendador Antonio da Silva : os
preteuden(es dirijam-se ra do Vigario, casa n. 7.
Casa da afericao, na ra das Aguas-
Verdes n. 25.
O aferidor participa, qoea revisao teve priocipio
no dia 1 de abril correnle, a finalisar-se no dia 30
de junho prximo futuro: segundo o dispost no
art. 14 do regimento municipal.
Ainda esla para se. alugar a casa de Jos Car-
neiro da Cunha, com grande solo, urna alcova, tres
quarlos, ura dito para pretns, quintal soflrivel e ca-
cimba com boa agua ; a ultima da ra dos Prazeres
do bairro da Boa-Vista.
Na ra do Vigario, casa n. 7, lia para alugar
um escravo ptimo cozinlieiro, proprio para qual-
quer. casa eslrangeira. ou para os vapores da com-
panhia.
Precisa-se alugar orna ama forra ou captiva,
para urna casa eslrangeira de pouca familia, para
(ralar de meninas a fazer mais algum servico se for
preciso : na ra da Senzalla Vellia n. 60 primeiro
andar, ou na Capunga silio do Sr. Brito.
Paulo Gaignou, dentista,
pode ser procurado a qualquer hora emsua casa
na ra larga do Rosario n. 36, segundo andar.
O Dr. Thomassin, medico fracez.'dicon-'
sullas lodos os dias uleis, das 9 horas da ma-
nha al o meio dia. em sua casa ra da Ca-
deia de Santo Antonio n; 7.
Attencao.
Precisa-se de um capelln para a povoacao de Ca-
poeiras, sendo bem moralisado e instruido : quem
preleuder dirija-se ra Direila n. 76, que se dir
quem esl aulorisado para tratar, e declarar as van-
tageus da capelania.
J. Jane dentista,
contina rezidir na rna Nova, primeiro ailar n. 19.
Ofierece-se im rapaz para caixeiro de qualquer
casa de negocio de alacados, tanto de fazeudas como
de moldados no trapiche, o qual dar nformacoes de
sua conducta ; quem pretender annuncie para ser
procurado.
Aluga-se um sobrado de um andar
com cinco quartos, estribara, ecasa para
escravos, sita na ra do Bemlica, logo de-
pois da ponte grande: quem o preten-
der dirija-se a ra d Bangel n. 5C.
Arrenda-se o engenho Frescondin, na ribeira
de Una, njoente e correnle, com 22 escravos, 2i bois,
e26 bcslas, com meeuda orisonlal, asseutamciilo se-
parado para relame, c safra creada : quem o pre-
tender, dirija-se a seo propriclario Filiciano Joa-
quim dos Sanios, ra do Hospicio n. 21.
No alerro da Boa-Visla loja n. 58, se dir quem
quer comprar um liteiro envidrarado. para vender
fazendas.
Aluga-se urna boa salla com um boa alcnvaje
um quarlo de um andar na ra do Queimado : a
tratar na mesma ra n. 21.
Alugam-se e vendem-se superiores bichas de
Hamburgo cliegadas pelo ultimo vapor da Europa!
na na eslreila do Kosario n. 2, loja de barbeiro.
Na roa da Aurora em casa de Joao Pinto de
Lemos Jnior, precisa-se de urna urna de Icile forra
ou captiva, mas que seja sadia.
NEGOCIO VANTAJOSO PARA PRINCI-
PIANTE QUE TEM POUCO DINHEIRO.
Vende-se a. contento, com algSma parte a crdito
com boas firmas, ou com qualquer objeclo de valor,
urna das melhores loja de calcados toda envidraca-
da, muito afreguezaua, e com surragem de couros,
ha muilos annos conhecida pelo centro desta cidade,
sila.no'meio da ra do l.ivramenlo,intitulada Eslrei-
la 19 : s na surragem de couros (em de lucro dia-
riamente 19 rs., fura as vendas do calcado, e pre-
pares para offlciiia de sapateiro, e ludo mais que
queiram por a venda : na mesma loja tem commodo
independeute para familia, com cozioha, bom quin-
tal cercado de alatele para plantar flores, boa
caeimba, e ao p um grande tanque para banho ; na
frente da loja ama rotula de veoeziana para recreio
nos domingos e dias.sanios, e gozar todas as pro-
ciss/ies da quaresma ; tem entrada, e sabida que-
rendo por (ora da loja, com ludo islo paga mensal-
menle 109 rs. E querendo o sobrado de um andar
que lira por cima da mesma, ceder-se-ha ao com-
prador da loja, tudo commodamenlee desembarara-
do que nada deve a prac,a. O dono desfaz-sepor'se
adiar doeule, e (em de relirar-se a Iralar de sua
saude : ra quem laca (odo negocio,
Vende-se urna porrao de charutos da Baha,
finos : na ra da Cruz, armazem n. 49.
I Vendem-se cortes de calcas de casemira esca-
ros, proprios para usar na estacao actual, pelo bara-
to preco de 43000 : ua loja de 4- porlas n. 3, ao lado
do arco de Sanio Antouio.
Vende-se rap igual ao de Lisboa, a 29 rs., e
qaem o lomar nao deixara depreferMo aoalra qual-
quer pilada, lano pela boa qualidade, como pela
constancia de nao haver falta aos consumidores : na
ruada Senzala Velha n. 70, segundo ou lerceiro
andar. ,
Vende-se panno de linho com 11 palmos de
largura, proprio para lences de cama.de casado, ao
barato preco de -.49200 rs. a vara : na ra do Crespo
loja de 4 porlas n. 3, ao lado do arco de Santo An-
tonio.
Vende-se 100 milheiros de lijlos de alveoaria
grossa, da melhor qualidade que ha, por 1:6009. rs.,
bolados os lijlos em qualquer porto da obra : quem
quizer annuncie, ou dirija-se a ra da Praia n. 43,
seguodo audar.
Vendem-se superiores pescadas, viudas do Por-
to, por prero commadu : na ra do Vigario u. 20.,
Toda attencao aos precos do novo sorti-
mento de fazendas baratas, na ra do
Crespo lado do norte loja n. 14, de
Dias & Lemos.
Vende-se alpaca prela, fazenda de duas larguras
pelo baralssimo prcr,o de 400 rs. cada covado, dita
muilo mais lina com lustre- a 680 rs. o covado, sarja
de laa prela de superior qualidade por ser muilo eu-
corpada a 520 rs. o covado, chitas escuras de bous
pannos e cores fixas a 160 rs. o covado, ditas sarago-
rauas escuras e oulras mais cores com uovos dese-
nhos a 180 rs. o covado, as verdadeiras brelanhas
de rolo muilo encorpadas a I98OO rs. a peta, peci-
uhas de bretanha de linho fazenda multo lina a
39300 rs. cada urna, cortes de meia casemira escura
de quadros e listras a I90OO rs. o corle, ditos de
brim de quadrinhos miudos fazenda de bom goslo a
18140 rs. cada corle, riscadiuho de linho e listras
miudinhas a 200 rs. o covado, os verdadeiros cober-
toresde lgodo branco da fabrica de Todos os San-
da Babia a 560, e grandes a (40 rs. cada um : as-
sim como mais oulras fazendas por menos prero do
queem outra qualquer parle, sendo a dioheiro
vista.
Vendem-se as obras segointes: doas Dianas, 5
v., Mysterios de Pan, 10 v., Judco Errante, 5v.,
Memoires dautre Umbe, 7 v., La Keinc Uorience, 4
v., Tasso, JerusaWm, 1 v., Amor desgranado, 1 v.,
O Iris, por Castilho, 3 v., Lavater pliysionumie, 1
v., Warden Consuls, 1 v., burro de Horacio, 1 v.,
Conversacao fuwceza. 1 v., Araujo Barros, poesas,
2 v.: no becMUu Congregado, loja de eucader-
nador.
Vcndc-9
lor Komao, confnas competentes conchas e correa-
les de ferro, proprio para qualquer armazem de as-
sucarou couros, dous4jfcibunos de cedro, duas ca-
noas c Ires paos de loor!, proprios para vergas de
navios, de 60 palmos de comprido; os preteudeutes
dirijam-se a Antonio Leal de Barros, na ra do Vi-
gario n, 17.
Vende-se urna (aberna com poucos fundos, pro-
pria para rapaz principiante por ter sido aberla de
novo, e ser em muilo boa ra : "S" tratar na ra do
Queimado n. 47.
Vende-se um escravo de Angola, de bonita fi-
gura : na ra do Vigario n. 3, taberna.
. TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
ra do Brum:logo naentrada, e defron-
te do Arsenal de Marinlia lia' sempre
um grande sortimento d taichas tanto-
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logare*
existem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. Os
presos sao' os mais commodos.
Vende-se o engenho Limeiri nlia, siluado a mar
gem doTracunhaem, com 600 brabas de testada e
urna legua de fundo, com as obras mais precisas, to-
das novas, e ptima moenda, cora bons partidos que
cora 2 carros e 4 quarlos podem moer al 2,000 p.les
o que he de grande vanlagem para um principiante.
He de ptimo assacar e de boa produccao, tanto de
canna como de legumes : vende-se com algum di-
nheiro vista, e o mais a pagamento conforme se
poder convencionar : os preteudeutes dirijam-se ao
engenho Tamalape de Flores.
PTIMO VINHO DE COLLABES,
em barris de 7 em pipa : no escriptorio de Augusto
C. de Abren, na ra da Cadeia do Becife n. 48, pri-
meiro andar.
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
ton & C, na ra de Senzalla Nova n. 42. J
Vinho do Porto superior engarrafado.
Sellins inglezes. |
Relogios de ouro patente inglez.
Chicotes de car^p.
Farello em saccas de arrobas.
Fornos d rinha.
Candelabros e candieiros bromeados.
Despeuceira de ferro galvanisado.
Ferro galvanisado em folha para fierro
Cobre de forro.
Vendem-se doces seceos de jaca e de outras
qualidades, mnilo bous, e tambem se fazem bolinhos
e bandejas enfeitadas com galaolarias, por commodo
prero, tambem se fazem bolos de diversas qualidades,
pao-de-l, arroz de leite e jaleas de substancia, com
grande perfeiro -. na ra Direila, sobrado de um
audar n. 33, ao p da botica.
Vendem-se aualicerces da ra Imperial n. 109:
na mesma ra n. 165.
CABBOECABBIOLET.
Vende-se um carro de 4 rodas e de 4 assenlos, e
nm cabriole!, ambos em pouco aso, e ama boa pa-
relha de cavallos, (udo por commodo preco : na ra
Nova, cocheira de Adolpho.
Vende-se superior doce do goiaba, em caixOes
de 4 libras, a 89000 a arroba ; na ra Direila, taber-
na n. 106.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Aos 20:000,^000.
Na casa feliz dos qualro cantos da ra do Queima-
do n. 20, ciao venda os afortunados bilheles e
meios em cautelas, quarlos, oitavos e-, vigsimos do
acreditado ratilelisla Caria & Companhia do Rio de
Janeiro, da nona.lotera do Estado Sanitario, que
correu no dia 11, e deve chegar a lisia no vapor in-
glez no dia 20 a 22.*
Na ra Direila n. 27, vende-se manleiga ingle
za muito boa a 480 rs., dita a 600, dO" e 720 rs..
bolachiuha ingleza muilo boa a 280 rs.. sevada mui-
lo nova a 120 rs., assacar refinado a 130, 120 e 100
rs. a libra: e muilos outros gneros por barato
prero.
Vende-se um cabriolel novo promplo de pintu-
ra, adverlindo-se que a capa he de tirar e botar: po-
de ser visto na roa do Aragao n. 6.
Pecbinchas para a ebuva.
Superiores (amneos vindos do Por(o para ho-
mem e senhora, e queijo do seriao do melhor pos-
sivcl, (udo por barato preco : nos Qualro Cautos da
Boa-Vista (aberna n. 1.
Vende-se urna burra mansa, nova e bstanle
gorda, ensinada para carro ou cabriolel e ptima de
carga por preso commodo: quem a pretender diri-
ja-se cocheira da ra da Florentina.
Vende-se um novo e hooilo cabriolel: na roa
das Larangeiras n. 18.
Urna pessoa que sa retira para fra desla prara,
faz veoda de urna mobilia de angico conteudo varias
pe^as tudo em muito bom estado; assim como ou-
(ros mudos objeclos (udo por preco commodo: no
palco de S. Pedro sobrado n. 3.
_Vende-w-om caixao grande de lonro, um bal-
co, nm muinhp de moer caf proprio para padaria
ou refinacAo: na ra Direila n. 84, tambem se faz
negocio com o deposito no mesmo n.
Vende-se um cavado russo cardao, grande e
gordo, muilo bom andador, e com urna muda por
fazer : na pfa;a da Independencia n. 26.
Pechincha de chapeos de seda a o$000, e
2S500 rs.
Na ra do Queimado loja n. 17, vendem-se cha-
pos de sol de seda pelo diminuto preco de 69000
rs., proprios para a presente estac,o: corles de case-
mira a 29500 rs.e oulras fazendas por barato preco
para liquidarlo de coalas.
i Vende-se urna molata com muilas habilidades,
de ptima figura, e por prjo commodo: na ra do
Hospicio n. 9, se dir quem vende.
Vende-se um cxceUente terreno, proprio para
edificaciies. nos Afogadus, defronte da igreja de .
S. da Paz, por preso commodo: no alerro da Boa-
Visla n. 42, segundo andar.
Vende-se urna pedra de moer linlas, poc preco
commodo : na ra Direila, laberna n. 27.
Com pequeo toque de avaria.
Mandapolao e algodaozinho muilo barato : na ra
do Crespo, loja da esquina que volta para a cadeia.
No armazem de Tirara Mousen k Vinnassa largo
do Corpo Santo n. 13, vendem-se vaquetas de lus-
tro-para carro, charutos de llavana verdadeiios em
caixas de 100e 200 ; 1 piano forte horisonlal da me-
lhor conslrucrn*vindo a esle mercado.
Vendem-se 9 escravos sendo 2 molecoles bons
ofliciaes de pedreiros de idade 18 a 20 annos, urna
muala de bonita figura que engomma cose e cosi-
nha, 4 escravas do lodo servico, 1 dilo de meia ida-
de, e um negro de bonita figura proprio par lodo o
servico: na ra Direila n. 3.
Vende-se urna (aberna com poneos fundos: na
ra do Bangel, alcafar com Tasso Irmaos.
Vendem-se 12 travs de boa qualidade, assim
como 10 maos Irnvcssas da mesma qualidade ; no
Ierro da Boa-Vista n. 14.
Vende-se chocolate de Pars, o me-
lhor que tem apparecido at boje neste
mercado, por preco commodo : na ra
da Cruz n. 2C, primeiro andar.
__Vende-te telim prelo lavrado, de muilo bom
goslo, para vestidos, a 29800 o covado : na ra do
Crespo, loja da esquina que volla para a cadeia.
Vende-se om excedente carrinho de 4 rodas
mui bem construido, era bom estado; est exposto na
roa do Aragao, casa do Sr. Nesme n. 6, onde podem
s prelendentes examina-lo, e Iralar do ajuste-com
o mesmo senhor cima, ou na rna da Cruz no Becife
n. 27, armazem.
Na ra do Vigario n. 19 primeiro andar, lem pa-
ra vender-se chapeos de castor brancopor commodo
preso
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons effeitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Fe ron &
Companhia.
&
Superior farinha de mandioca
Vcnde-se farinha de Santa Catharina muilo &
nova, e de superior qnalidaite. por preco St
commodo, a bordo da escuna o/.elosa ; para <
porroes, Irata-se no escriptorio da ra da Cruz $
n. 40, primeiro andar.
Na ra do Pires,
casa de perla larga, tem para vender-se um cabrio-
lel cora cubera suposla, novo e de bom goslo.
llelogios de patente inglezes;
vendem-se por preso commodo, em casa de Barroca
& Castro, ra da Cada do Recife n. 40.
Vendem-se espingardas francezas
de do's cannos ingindo transado, mui-
to bonitas, e por preco baratissimo : na
ra da Cruz n. 26, primeiro andar.
Vende-se a (aberna da ra de Santo Amaro n.
28, com fondos a vonlade do comprador, ou s a ar-
maro,por preco commodo; a tratar na mesma.
Vende-se superior kirechs e abscin-
the : na ra da Cruz n. 26, primeiro
andar.
Arados americanos.
W Vendem-se arados americanos chegados ul- 3P
limameute dos Estados-Unidos, pelo barato
preso de 405000 rs. cada um : na ruadoTra- #
$ piche n. 8. (B
Vendem-se relogios de ouro e prata, mais
barato de que em qualquer outra parte :
na praca da Independencia n. 18 20.
Chapeos pretos francezes
a carij, os melhores e de forma mais elegante que
(em vindo, e outros de diversas qualidades por me-
nos preso que em outra parte : na ra da Cadeia do
Recife, n. 17.
iDepento da fabrica de Todos os lfanti na aXaha,
Vende-se, em casa de N. O. Bieber & C, na ra
da Cruz n. 4, algodaS trancado d'aquella fabrica,
muito proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por preso commodo.
Na ra do Vigario o. 19, primeiro andar, h a
para vender, chegado de Lisboa presentemente pela
barca Olimpia, o seguinte: saccas de farello muito
novo, cera em grume e em velas com bom sorti-
menlo de superior qualidade, mercurio doce e cal
de Lisboa em pedra, novissima.
Vendem-se em casa de Me. Calmont & Com-
panhia, na praeja do Corpo Santo n. 11, o seguinte:
vinho de Marseilleem caixas de 3 a 6 duzias, linhas
em novellos ecarreleis, bren em barricas muilo
grandes, aro de nlao sorlido, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, .de todos os tamaiihos, para
dito.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado jias co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo .no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz, n. 4.
SANDS.
SALSA PARRIIHA.
Vicente Jos de Brilo, unicor- agente em Pernam-
buco de B. J. D. Sands, chimico americano, faz pu-
blico que tem chegado a esla prac,a urna grande por-
So de frascos de salsa parrilha de Sands, que sSo
verdaderamente falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devem acaulelar os consu-
midores do tao precioso talismn, de cahir ueste
engao, tomando as funestas eonsequencias que
sempre costumam tra/.cr os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela mSo daquelles, que anlepoem
seus inleresses aos males e estragos da bumanidade.
Portanto pede, para que o publico se possa livrar
desla fraude e dislingua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recenlemenle aqui chega-
da ; o annunciante faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em sua botica, na roa da ConceisSo
do Recife n. 61 ; e,- alm do receiluario que acom-
pauha cada frasco, lera embaixo da primetra pagina
seu nome impressu, e se achara ana firma em ma-
nuscriplo sobre o invollorio impresso do mesmo
traeos.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, v'iolao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho;
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
FARINHA DE TRIGO.
Vende-se no armazem de Tasso Irmaos, farinha de
trigo de todas as-qualidades, que existem no mer-
cado,
Muita attencao.
Cassas de quadros muito largas com 12 jardas a
22400 a peca, corles de ganga amarella de quadros
muito lindos a 19500, cortes de vestido de cambraia
de cor com 6 1|2 varas, muito larga, a 29600, dilos
cora 8 lp2 varas a 39000 rs., corles de meia casemira "cadernados em dous
Vende-se a armario da venda da rna* do Forte
n. 2 com todo* os seus pertences: a tratar na ra do
Terco n. 21.
BOM E BARATO.
Feijo mulalinho a 240 rs. a coia, e em medidas
maiores se dar mais commodo, e duas eaixas gran-
des que faram de ardiles que se vende barato: na
ra da Senzalla Velha laberna.n. 15.
SEMENTES NOVAS-
Vendem-so no armazem de Antonio
Francisco Martin, na ra da Cruz n. 62,
as melhores sement recentemente chega-
dasde Lisboa na barca portugueza Mar-
garida, como sejam: couve truncbada,
monvarda, saboia, feijo carrapato de
duas qualidades, ervilha torta e direita,
coentro, salsa, nabos e rabonete de toda
as qualidades.
Acha-se a venda, ou a er dado da
emprazament por tempo de 12 annos,
para se levantar um engenho, conforme
as condicOes adoptadas pelos interessados,
urna porcao de terreno, que se separou
do engenho Aldeia, da freguezia do Rio
Formoso, e forma hoje por si s urna
propriedade distincta, com a denomina-
cao de Palmeira tendo meia legua
de fundo ou mais, e 650 bracas de tren-
te, pouco-mais ou menos, e confrontan-
do com os engenhos Sipo, Cabeca de Poi-
co, Paraizo e Floresta, sitos na mesma
freguezia. Assegura-se, que dita proprie- t
dade Palmeira ofFerecida ao neg
ci indicado, alm de nao ter sido culti-
vada em tempo algum, em razo de ficar
muito distante-do engenho de que se des-
membrou, e conter em si grande e n-
portantissima mata-virgem, he de mais
a mais de muito boa qualidade, e tem
todas as proporcoes para se tornar um
excellente engenho: a quem convier, se
dir' nesta typographia, onde deve di-
rigir-se.
AVISO INTERESSANTE. >
No becco Largo, esquiua que volla para a ra da
Senzala Velba, loja n. 4, existe om grande e variado
sortimenlo de louca vidrada par cozinha, e depsi-
tos para azeite doce e todas as qualidades de oleosos;
assim como grandes talhas para agua, pingadeiras que
pode acar, frgir ou eozinhar urna grande cvala ou
outro qualquer peixe ioteiro,aradeirasque pode de
urna s vez receber dous leilfiea ou outros objeclos
grandes, cacarolas'e alguidarrs para bater pSo-de-lu,
bolos e para ludo que se quizer applicar, esta lousa
esl vidrada e manufacturada com todo aceio e lim-
peza, be feila em Portugal, e de semelhtnte qualida-
de no pode vir ao mercado en, consequencia dos
Brandes direitos : por isso que os senhores qne qui-
zerem aproveilar-se desla oeeasiao tenham a bonda-
de alli dirigir-se ; nota-se que alm di louca indi-
cada existe de mais qualidades e variados lmannos :
os presos sao razoaveis e nao desagradarSo os pre-
tendentes.
No deposito de bichas han?Jorguezas,
vende-se atacado e a retalho, e alugam-se.as memo-
res e mais fresquinhas bichas de Hamburgo por pre-
co commodo: na ra eslreila dp' Rosario ni. 11
el3.
PALITO'S DE ALPACA FRANCEZES.
Grande sortimenlo de palitos de alpaca e de brim
na ra do Collegio n. 4, e na ra da Cadeia do Reci-
fe n. 17 ; vendem-se por preso muilo commodo.
Moinhos de vento
eombombasderepuxopara regar horlas e baixa
dee*pira, na fundicao de D. W. Bowman : na ra
do Brum ns. 6,8 e 10.
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto, em
barris de4., 5. e 8.: no armazem da ra
do Azeite de Peixe n. 14, ou a tratar no
escriptorio^de Novaes fc Companhia, na
ra do Trapichen. 34.
Padaria.
Vende-se orna padaria muitoafreguezada: s tratar
com Tasso & I r ma os.
Aos senhores de engenho.
Cobertores escaros de algodao a 800 rs., dilos mui-
lo grandes e encorpados a 19400 na ra do Crespo,
toja da esquina que volla para a Cadeia.
Devoto Chiistao.
Sahio a luz a 2. edielo do livrinho denominado
Devoto Clirist3o,mais correcto e acreseentado: vende-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da prasa da In-
dependencia a 640 rs. cada eiemplar.
* Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s panno, muilo granaes e
de bom goslo : vendem-se na rna do Crespo, leja da
esquina que volla para a cadeia.
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A. Lobo Moscozo, conlendo ura accrescmo de im-
portantes explicacdes sobre a applicaso das dses, a
dieta, etc., etc. pelo traductor : qualro volnmesen-
Vendem-se latas com 5, 6 e 12 li-
bras de ameixas francezas de superior
qualidade: na ruada Cruz n. 26, primei-
ro andar.
Vendem-se os segointes escravos: urna negra
boa cozinheira, costureira e engommadeira, oulra di-
ta cozinheira, e ambas proprias para qualquer ser-
viso de casa, dous negros proprios para copeiros, e
qualro dilos para o serviro de casa e de campo : a
Iralar aa ra do Vigario n. 7.
Vende-se muilo barato um grande e fornido
porlao de ferro, feito em Inglaterra : os pretenden-
tes podem ve-lo no sitio em Sunl'Anna, que foi do
finado commendador Antonio da Silva, junto a casa
da boira do rio : a tratar na roa do Vigario n. 7.
RAP ROLAO' FRANCEZ.
Vende-se em casa do Sr. C. Bour-
gard, ra da Cadeia do Recife, e na loja
do Sr. Jos Dias da Silva Candeal, ra
larga do Rosario.
Milho novo.
Vendem-se saccas com milho novo, pelo barato
preso de 38000 rs. cada urna: na roa do l'asseio Pu-
ura braso de balanra graude do au- lilico n. 17.
Do Chili finos.
Vendem-se superiores chapeos do Chili, de abas
grandes epequeas, superioreschaposdeltulia.para
nomens, senhoras e meninos, com enfeites e sem el-
les, variado sortimenlo de transas e franjas pretas e
de cores, para cufeites de bonetes e guarid roes de
manteletes, a presos commodos: na prasa da Inde-
pendencia loja e fabrica de chapeos de Joaquim de
Oliveira Maia, ns. 24 a 30.
Oleados pintados.
Vendem-se oleados pjulados, de ricos padres e'di-
versas largoras proprios para cobrir pinnos, enm-
modas, mesas, e bancas, e a preces muilo commo-
dos : na praca da Independencia loja c fabrica de
chapeos de Joaquim de Oliveire Maia, ns. 24 a 30.
Feltro superior.
O mais completo e variado sortimenlo de chapeos
de le I ro de todas as cores e qualidades, para lio -
raens, senhoras e meninos, a presos muito commo-
dos : na praca da Independencia loja e fabrica de
chapeos de Joaquim de Oliveira Maia, ns. 24 a 30.
De castor a 12 Vendem-se chapeos de castor
branco inglez, da melhor for-
ma c qualidade, a venda no -JHa?W
mermado a 129000 rs., dilos de dito pretos a 98000
rs., bem como variado sortimento de chapeos de se-
da francezes de excedentes formase superfina quali-
dade a 6,'7 e 8-000 rs. cada um : na prasa da In-
dependencia loja e fabrica de chapos de Joaquim
de Oliveira Maia, ns. 24 a 30.
Malas para viagem.
Grande sortimenlo de lodas as qualidades por pre-
co razoavcl: na ra do Collegio n. 4.
Vendem-se 4 escravos, 1 mulato de 20 annos,
1 moleque de 17 annos, 1 prela lavadeira e engom-
madeira, 1 prelo de 40 annos e 30 travs de pao dar-
co : ua ra larga do Rosario n. 25.
para cajea a 38000 rs., e outras muitos fazendas por
preso commodo : na ra do Crespo, loja da esquina
que volla para a Cadeia.
Afeada de CiWf Maw.
Na rna de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon
& Companhia, acha-se constantemente bons sorli-
mentos de taixas de ferro coado e batido, tanto ra-
sa como fundas, moendas inetiras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., ditas para armar em madei-
ra de todos os tamanhos e modelos os mais modernos,
machina horisontal para vapor com forea de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro estanhado
ara casa de purgar, por menos preco que os de co-
re, esco vens para navios, ferro da- Suecia, e fp-
1 lias de flandres ; tudo por barato preco.
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, armas
zem deHenrique Gibson,
vendem-se relogios de ouro de sabonele, d> patente
inglez, da melhor qualidade, e fabricados em Lon-
dres, por preso commodo.
Vendem-se prego.americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade dezinco, superior quali-
dade, por precos commodos : na ra do
Trapiche Novo n. 16.
Na ra da Cadeia Velha ni 52, em casa de
Deane Youle & Companhia,
vende-se um carro americano de 4 rodas ; pode ser
visto na cocheira de Poirrier, no alerro da Boa-Vista.
Vende-se um completo sortimenlo de fazendas
pretas, como : panno fino prelo a 38000, tjJOOO ,
58000 e 68000, dilo azul 38000, 48000 e 58000, ca-
semira prela a 28500, setim preto muito superior ,
38000 e 48000 o covado, sarja prela hespanhola 28 e
28500 rs., setim lavrado proprio para vestidos de se-
nhora a 28600, muilas mais fazendas de muilas qua-
lidades, por preso commodo : na ra do Crespo loja
n. 6. '
Velas de carnauba.
Na ra da Crol n. 15, segundo andar, vendem-se
velas de carnauba, paras e compostas, filas no Ara-
caty, por menos preso do que em oulra qnalqoei
parte.
, Vendem-se cobertores brancos de algodo gran-
des, a 18440; ditos de salpico tambem grandes, a
18280, dilos de salpico de tpele, a 18400: na ra do
Crespo loja n. 6.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W
Bowmann, na ra do Brum, pastan-
do o chafariz continua haver 1m
completo sortimento de taixas.de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vendem-se cobertores de algodao grandes a 640
rs. e pequeos a 560 rs. : na ra do Crespo nume-
209000
Vade-mecum dos homeopathas ou
^ or. leringtraduzidoem por- jfc
tuguez.
Acha-se a venda esla imporlanlissima o-
fBk lira do Dr. llcring no consultorio bnmoeo- 6A
i pathico do Dr. Lobo Moscoso rna do Colle-22
V7 pi u. 25, 1 andar. v?
&SSSSSS SS@@9
650
Vendem-se na ra da Mangueira n. 5,
650 lijlos {Je marrnorc ; baratos eem bom
estado.
Vendem-se dnas cabras (bicho) com crias, e duas
ovelhas; na ra do Cotovello u. 109.

Deposito de vinho dd cham-
pagne Chateau-Ay, rJrimeira qua-
hdade, de propriedade do condH
de Mareuil, rita da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a champagne vnde-
se a 56^000 rs. cada caixa, acha-
se nicamente em casa de L. Le-
comte Feron St Companhia. N. B.
As caixas sao marcadas a fogo
Conde deMarcuil e os rtulos
das garrafas sao azues.
Diccionario dos termos de medicina, cirurgia, ana-
toma, pharmacia, ele. pelo Dr. Moscozo: encader-
nado 4900o
Urna carteira de 2i medicamenos com dqus fras-
cos de linduras indispensaveis
Dila de 36..........
Dita, H 48.........
Urna de 60luboscnm 6 frascos detractaras. 60|000
Dita de 144 com 6 ditos ...... 1008000
Cada carteira he acompaohada de um exemplar
das dnas obras cima mencionadas.
Carleiras de 24 tubos pequeos, para algi-
beira.....'...... 8|Q0O
Dilas de 48 dilos..........168000
Tubos avulsos de glbulos..... 1)000
Frascos de meiaoosa de lindura 2J00O.
Ha tambem para vender grande quanlidade de
lobos de crystal muito fino, vasios e de diversos ta-
manhos.
A superioridade destes medicamentos est boje por
lodos reconhecida, e por isso dispensa elogios.
N. B. Os senhores que assignaram on compraran)
obra do JAHR, antes de publicado o 4* volme, po-
dem mandar receber este, que ser entregue sem
augmento de preso.
Attencao.
Na rna do Passeio n. 13, vende-se meias casemi-
ras de cor, pelo barato prec/o de 400 rs. o optado,
brins de quadros de bom gosto 320 rs. o covado,
chales de laa e seda por 28000 rs., e oulras muilas
fazendas por presos commodos.
Na loja de fazendas esquina do becco Largo n.
26, e no armazem de Jos Joaquim Pereira de Mel-
lo no eaes da alfandega ra de Joao de Barros, em o
armazem de Francisco Guedes da Araujo, existem
ainda saccas com superior milho; assim como oes-
te lambem lem barris com 8 libras de chouricos de
Lisboa proprias para casas particulares; a qualida-
de he superior por terem sido alli fabricados por
urna familia particular..
ESCRAVOS FVJGIDOS]
1 .
Antonio, moleque, alto, .bem parecido, cor
avermelhado, nasao congo, rosto comprido e barba-
do no queixo, pescoco grosso, ps bem' feitos, tendo
o dedo ndex da mao direita aleijudo de um ta|ho, e
Car isso o Iraz empre fechado, co m todos os denles,
em ladiuo, oflicial de pedreiro a pescador, levou
roupa de algodao, e urna palhoca para resguar-
dar-se da chuva; ba toda a probab.ilidade de.ter sido
seduzido por alguera; desappareeeu a 12 de maio
correnle pelas8 horas da manhaa, ttndo oblido li-
censa para levar para S. Antonio uma bandeija com
roupa : roga-se.portanto a lodas a sutondadese ca-
pilSesdecampo, hejam de oapprehendere leva-lo
a AnloutoXIves Barboza na ra do Apollo B. 30,
ou em Fra de Porlas na ra dos Guaranpes, onde
se pagarao todas as despezai.
OJIOOO.
Dcsappareceu no dia 30 de abril prximo pasudo
o preto, crioulo, de nome Amaro, que reprsenla, 30
auuos de idade ; levou camisa de algodao azul e cal-
S* de algodao branco, h grosso do corpo al os ps,
e qoando anda d estalos has juntas : quem o pegar
leve-o roa de Apollo u. 26, ou ra da Cruz n. 2.
__fio dia 12 do correnle desappareeeu do sitio
do Caldereiro junto ao do Sr. Dr. Alcoforado, nm
mulato de nome Luiz com os signaes seguales; bai-
xo, cabellos carapinhados, pouca barba, mal encara-
do, olhos sempre balsos, os ps apalhetados e vira-
dos para tora, anda um lano miudo.t idade que re-
presenta ter he pooco mais ou menos 35 annos;levou
chapeo de palha velho, camisa de riscado azul, calca
ja velha azul: quem o pegar pode leva-lo na rna
do Collegio n. 23 primeiro andar, ou no referido si-
lio do Caldereiro, que ser recompesado.
Fugio no dia 25 do correte b escravo crioulo
de nome Vicente com os signaes seguintes, repre-
senta ler 30 annos.bem prelo, olhos grandes, cam-
bado das pernas, be muilo prosista : levou vestido
camisa de meia j rola, cal(a de riscadiuho j suja
porm he de suppor que mudasse de Irage, este es-
cravo lie propriedade do Sr. Paulo de Amorim Sal-
gado, senhor do engenho Cocal da freguezia de Una,
qaem o pegar ou der nolicia ua ra do Kosario lar-
va o. 2i ou no dito engenho que ser bem recom-
peussado.
Pan. TW.
r.ria.-UM.


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