Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01559


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Full Text
^ AJINO XXX. N. 114.
Por 3 mezes adiantados 4,000
Por 3 mezes vencidos 4,500.
QUINTA FEIRA 18 DE MAIO DE 1854.
Por Auno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
ENCARREGADOSJJA SUBSCRIPTO1.
Rccife, o proprielario M. F. de Faria; Rio do Ja-
neiro, oSr. Joao PcreiraMartins; Baha, o Sr. F.
Duprad ; Macei, oSr. Joaquim Bernardo de Mon-
donga ; Paralfiba, o Sr. Gervnzio Vctor da Nativi-
dade; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Poreira; Araca-
ty, oSr. Antonio dolemos Braga ; Cear, o Sr. Vi-
ctoriano AugustoBorges; Maranhao, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
^W ..V.UKIOS.
Sobre Londres 27 3/4, 28 e 28 1/8 d. por 19
Paris, 340 a 345 rs. por 1 f.
Lisboa, 95 porcento.
Rio de Janeiro, 11/2 a 2 porO/o de rebate.
Aceces do banco 10 O/o de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de leltras 12 0/0 ,
METAES.
Ouro. Oncas hespanholas. 289500 ;
Moedas de 69400 velhas. .".
, de 69400 novs. .
de 49000......
Prata. Pataces brasileiros.....
Peso columnarios. .
299000
169000
169000
9000
19930
155930
mexicanos ....... 19800
PARTIDAS DOS CORBEIOS.
Olinda, todos os das.
Caruar, Bonito c Garanhuns nosdias 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, E. Goianna e Parahiba, seguidas e sextos feiras.
Victoria, e Natal, as quintas feiras.
PREAMAR DE nOJF..
Primeira as 9 horas e 18 minutos da manhaa.
Segunda s 9 horas e 42 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e qiiintasfciras.
Relacao, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo-de Orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1-* vara do civel, segundase sextas ao meio da.
2.* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
EPnEMERIDES.
Maio 5 Quarto 'crescente as i horas, 11 mi-
nutos e 48 segundos da manhaa.
12 La cheia a 1 hora, 1S minutos e 48
segundos da. tarde.
19 Quarto minguante as 4 horas, 14
minntos e 48 segundos da manhaa.
> 26 La nova as 6 horas, 28 minutos e
48 segundos da tarde.
DAS DA SEMANA.
15 Segunda. S. zidro lavrador ; S. Dympua.
16 Terca. S. Joao Nepomuceno conego m.
17 Quarta. S. Pascoal Baylo f. ; S. Possidonio.
18 Quinta. S. Venancio m. ; S. Fcli* deC.
19 Sexta. S. Pedro Celestino p. ; S. Ivp f.
20 Sbbado. S. Bernardino de Sena f.
21 Domingo 5." depois de Pascoa; Ss, Mancos,
Theopompo e Valenle bb.; S. Hospicio.
;
t

m
PARTE OFFICIAL.
----------------------------------------------------
ministerio SO IMPERIO. ,
Decreto 1S78 e 12 de abril de 1854.
Crea a reparlieao especial das trras publicas- na
prorineia do Maranho.
Hei por.bcm decretar o sogSinIc :
Art. l.'fM creada ua provincia do Maranhn a
reparlico especial das (erras pulilicas, de que trata
o art. 6. do regulamento n. 1318 de 30 de Janeiro
ultimo.
Art. 2. A reparlieSo ser caasposla de utn dele-
gado do director coral das Ierras publicas; un lis-
cal que ser.i o da Ihesouraria da Calenda geral da re-
ferida provincia ; om ofliri.il de sccrelaria; ura
amanuense e uin porlero archivista.
Art. 3. Estes empregados vencern annualmcntc,
o delegado om tonto e seseenlos mil ris ; o fiscal
trezenios mil ris; o ofllcial um conlo e duzentos
mil ris; o amanuense seiscenlus mil ris; o porlero
archivista oilocenlos mil ris.
Arf. 4. O ministro e sf crctario de cstadu dos ne-
gocios do imperio expedir as nslrucces necesa-
rias, afim de que a repartido ora creada comer
desde logo a funeconar.
I.uiz Pedreira CoCoutoFerraz, do meu conselho.
ministro e secretario de estado dos negocios do im-
perio, assim o tenha entendido e faca exondar. Pa-
ludo dn Ri de Janeiro, em vinle c dous de abril de
mil oilocenlos c cincoenta e qualro, trigsimo ler-
ceiro da independencia e do imperio.Com a rubri-
ca de sua niageslade o imperador.Lui: Pedreira
do Cotilo Ferro;.
MINISTERIO DA JUSTKJA.
Decreta n. *%82 de 36 de abril de 1854.
Crea no termo da l'ietoria, da provincia da llahia,
o lugar de juiz municipal, que aetumular as
functetde juiz de orphaos ; e marca o respec-
tivo ordenado.
Havef no termo da Victoria, da provincia da Ba-
bia, umjuiz municipal o, de orphaos, que vencer
o ordenado aiinual descenlos mil ris.
.Jos Thomaz KabiNMk Araujo, do meu conselho,
ministro e secretario captado dos negocios dajusli-
ca, assim o lenlia eiitendwoc faca executar. Pala-
chulo Rio de Janeiro, cm vinte seis de abril de mil
mos e 'cincoenta e quatro, trigsimo tereciro
^dependencia e do imperio.Com a rubrica de
sua Magesladc o Imperador.Jos Thomaz Sabu-
oie Araujo.
Decreto n. 1384 de 23 de abril de 1854.
Retine v termo de Cananea aos de guape e.Xiri-
rica na irocincia de S. Paulo.
Fica rcooido o termo de Cananea aos de Iguape e
Xiririra na provincia de S. Paulo.
Jos Tliomaz Nabuco do Araujo, do meu conselho
ministro e secretario de estado dos negocios da jus-
lica, asslmo tcohaenlendido e faca executar. Pala-
cio do Rio de Janeiro,em vinle e seis de abril de mil
oilocenlos cincoenta e qualro, trigsimo lerceiro da
foJependeoria c do aTpavio. Omieejrtibrica lo iui
Magostado o Imperador.Jos Thomaz Sabuco de
Araujo.'
BmUlBTEBIO DA FAZENDA.
Decreto m. 1385 de 26 de abril de 1854Al-
tera diversas dlsposlco'es do* recnlamemtoi
flicaes, e da' ostras providencias eoncernen-
tes aoi asesases.
i
Altendendo ao disposlo nos arts. 29 da lei n. 369
de 18 de setemBr de 184.1, c 46 da lei n. 514 de 28
' de outubro de 1848 ; hei por bem decretar o se-
grate :
Art. 1: A .multa de que trata o art. 135 do regula-
menUgne22 de junlio.de 1836 ser detona 1009, a
arbitrio do inspector da alfandega, segundo a gravi-
dade do caso.; e poderser remedida qnando liouver
motivo justo.
Arl. 2. Nao obstante a disposcSo do decrelo n.
203 de 22 de julho de 1842, ser permitlido ao capi-
l* emharcacao, oo acto da sua entrada na al-
ega, fazer quaesquer declararOes relativas a
acrescimo on diminuirn no manifest, para serein
apreciadas pelo inspector, c allendidas ou nao, se-
gundo as circumslancias do caso ; c nao o sendo Pi-
car o eapiao sujeilo multo de 105 a 1003 por vo-
lume, a arbitrio do inspeclor, ou a de 10 a 50 ', do
valor, se os objeclos vierem a granel.
Arl. 3. Verilkada a hypothcsc do 9. do artigo
do mencionado regulamento, a mullaque ao ca-
deveser imposta ser de IOS a 1009 por volu-
me, a arbitrio do inspector da alfandega, segundo o
valor presumido das mercadorias ; e sendo las das
que roslumam vir a granel, a de 1(1 a 50 do valor
eslimado dellas.
Arl. t. Em caso de.acrescimo de volumes de mer-
cadorias nao comprehendidas no manifest, verifica-
do depois da descarga para a alfandegana forma or-
dinaria, lera lugar a molla de IOS a 1000. Seo acres-
cimo se verificar em mercadorias importadas a granel
e nao sujeilas a qoebras, como ferro, ferragens
grossas, tabeado c oufras semelhanlcs, a mulla sera
de 10 a 50 % do valor das mercadorias nao manifes-
tadas. Ua importancia dequalquer deslas multas per-
teoccra melada ao empregado quo houvcr verificado
a differenra, c a oulra melade i fazenda nacional.
Se porm for verificado em busca, ou por denuncia,
oa na visita, estando as mercadorias acondicionadas
com dolo em falsos da embarcaran, ou tora do porto
em lugar escullo, ou suspeilo de facilitar o extravio,
serlo apnrehendidas as mercadorias e multado o ca-
pilao era 50 % do valor deltas ; fieaffio assim altera-
do o tligo 1 do referido rcgulaiBcnlo de22 de ju-
nho ne 183(1, ^
Art. 5. No caso da differenra de volumes ser pa-
ra menos dos constantes do manifest, provando o
apilan, ajuito do inspector da alfandega. que o vo-
lumeou voiumes nao foram embarcados, nao ineor-
i era lias penas do artigo 1 ><> do citado regulamen-
to ; e nao o provando- pagar direilos cm dobro dan
mercadorias conlidasnos volumes nao descarregados,
arbitrado o sou valor segundo as declaracoes do ma-
nifest, e pelas qualidadessuperiores, ou porongos
volumes idnticos do mesmo manifest, quando as
declaracoes relativas aos nao dcscarregados forcm
incompletas. E ueste caso pertencer igualmente
melado da molla ao empregado que tiver verificado
a dillerenca. ^
Arl. 6. Nos gneros importados a granel, sujeitos
a acrescimo ou"Himinuirao, como carne secca, car-
v3o. sal e semelliantes,' s lera logar a mulla quando
a dilTercnca verificada for por maisde 10 V Se a
diflerenca porm fr para menos, ainAfeesccilenle a
10 51, nao leri lusar a multa, comanlo que os direi-
los se tcnliam cobrado da quantidade manifestada.
Arl. 7. Nos gneros soluveis, como o gelo, sal c
semelhanlcs, pndera o inspector da alfandega, a re-
qnerimento do capilao no acto da sua entrada na al-
fandega, e mediante o exame e lolarao do carrega-
mento por peritos de sua escolha, conceder um aba-
limeuto al 75 ', no gelo, e 25 % no sal, e oulros de
igual nalure/a.
Art. 8. O capillo da embarcaran que nao trou-
xer osen manifest ou certificados revestidos das for-
malidades especificadas no capitulo 8. do regulamen-
to de 22 de j un do de 1836, pagar a mulla de 50$ a
2005, a arbitrio do inspector,, segundo a qualidade da
falta c importancia do carregamenlo. Se por fado
proprio a voluntario rilregar aborta a via do mani-
fest que receber fechada, e esta se achar viciada, fi-
ca ra i ocurso na multado 1009 a 1:000$, a. arbitrio
do inspeclor. Se s apresentar urna via do manifes-
t pagar a molla de 109 a 50$, segundo a impor-
tancia do carregamenlo, e cm qualquersdos casos in-
dicados nao sera a embarcado admilllda a descarre-
garscm haver sallsfcito 00 depositado a mulla.
Arl. 9. Se ao manifest fallar alguma formalida-
de mo essencial, podero inspector, com a Henean ao
carregamenlo da embarcaran, ea quaesquer circuns-
tancias em favorito capilao, rclcva-lo da mofl do
artigo anteceder.
Sao formalidades essonciaes :
1." Seren ambas as vias do manifest feilase as-
signadas no parlo da procedencia.
2. Contcrcm alguma autbenlicidadc das admitli-
das, segundo o porlo da procedencia.
3^ Acharcm-fc escripias em devida forma seni
raMlraToti emendas.
Arl. 10. A embarcarlo que nao Irouxer manifes-
t, vindo com destino ao porto da entrada, ser ad-
mitlida a descarga completa e carga, pagando a mul-
ta de 29 a 49 por tonelada de sua arqueaco ou 5 %
de dircitos addioionacs da carga, -a arbitrio do ins-
pector.
Art. 11. Nos portos em que o. houvcr agente
consular brasilciro, os manifest, ebem assimquaes-
quer documentos conccrncntes carga ou descarga
de mercadorias, podero ser aullienticados pela al-
fandega ou estaro fiscal do porlo ; devendo laes do-
cumentos ser reconhecidos pelo consulado .respecti-
vo, se o houvcr no da entrada da emharcacao ; e fi-
caudu por esla forma ampliado o artigo 151 do re-
gulamento siipracilado.
Arl. 12. Os navios de guerra o transportes, qner
nacionacs qoer eslrangeiros, quelrouxerem cargada
praca, dcvcrAo manifcsla-la alfandega do mesmo
modo que asembarcarSes mercantes ; e cmquanloa
nao cnlrcgarem dita eslaco fiscal, oslaran sujei-
tos aos mesmos exames c liscalisaees que as do com-
mercio, pelo que diz respeito mencionada carga.
Ar. 13. Ficam isenlas. da multa do art. 245 do
regulamento de 22 de junho de 4836 :
1. As emharcaroesarribadas por forra maior, que
para dspezas no porlo dispozercm de parle da
carga.
2.o As que pelo mesmo motivo entradas, sendo
eoiidcmuadas por inna\egaveis, vemlerem em has-
la publica parle ou todo o carregamenlo por ava-
ria, reaonhecida pela alfandega.
3. As que enlrarcm para refrescar, sc.s dispoze-
rcm da carga su luciente para fazer face s dspezas
do porlo.
4. As procedentes de portos pouco frcquenlados,
cm que nao houvcr alfandega, eslaco fiscal, ou nu-
tro qualquer meio de autenticar os manifeslos.
Todas estas circumslancias deverao ser provadas
peranle a alfandega do porlo da entrada.
Arl. 14. As embarcacoes que enlrarcm para es-
prcilar mercado, c quizercm dispor de parte ou d
todo o sen carregamenlo, pode-lo-liao fazer sejeilan-

OLHETIM.
EUM RE. (*)
rao umb lEFonus, e sao zaccme.
SEGUNDA PARTE.
VI.
A chave.
( Conlinuaco ;
Liscllc obwrvava a ama com urna sorpreza que
crescia de instante em instante ; l.ais l'mha-lhe dado
parle da ordem qte rccelira de Fouch, e a criada
perguulava a si' mtsma.porque a ama pareca hesitar
lauto em satisfazer a um homcm, cujas revelarocs
pndiain compromede-la.
Usctlcquc.nunca tinha sabido juslamente o que
era o amor, nao compreljcndia nada na altitudc de
l.ais, chesou-sc a ella com a affeicao do urna mai
sua (tilia, t julgou dever dislrahi-la travando a con-
vcrsai.io.
A senlira esla afflicla esla noilc ".' dsse ella
metiendo urna nova acha no fogo.
Sim, Msettc, cespondeu'Laisaperlando a ca-
bera com a mo ardite.
-r A senhbra liaroncza deseja alguma cousa '.'
Nada.
"O passeio lhc ter eilo mal.
Crs isso 7
A senhora liavia de cucoolsar ahi o joven du-
que de PiaundorfT.
Vi-o.
E fallou-lhe 1
. Sim.
Ea' conversacao rccordoU-||,c lalvez lem-
brancas...
Com cffeito. *
E isso commoveu-a.
Fallamos de Millau.-
Essas Icmhrancas agrtaram-na, nao lie *
Nao.
Todava,' a senhora baroneza nao est como de
ordinario, disse I.isette, a scnliora padece...
He verdade !
Entilo foi Mr. Fouch...
Creio quesim.
Essa chaxc scmduvida.
Oh 1 im, essa chave! essa chave, disse Lais
tomando-fe pensativa.
a verdade cusla-ine .1 cumprehender a se-
nhora baroneza, pois isso nao pareee-nie too iliflicil
f; V Me >iari'o n. 112,
de oblcr-se, c aposto que o visconde ter graude
prazer de dar-Ih'a.
Siiq, grande prazer I
Duvida '.
E se Fouch nao pedio-m'a scnSo para per-
d-lo, loruou l.ais com impctuosidailc, ese essvcha-
ve deve ser ir para comprometlc-lo, se piles que-
rcmmala-lo, l.isellc, cu morrerei, ouves ?
Morrer! por 11 m namorado, exclamou a cria-
da pondo as mos, ah he a primeira vez que ou-
50-a filiar assim !
Essa exclamaran foi pronunciada com urna inge-
nuidade lao perfeila, que a baroneza nao pdedei-
xar de sorrir.
Sim, prosegoio ella depois com urna amarga
tristeza; sim. he a primeira >ez, l.iselle, leus razan,
he a piimeira vez que meu coracao bate, he a pri-
meira vez que amo! mas ao menos nao quero per-
der esse amor coino os nutro.-, e hei de salva-lo, se
Dos nao condcmuou-mc a morrer !
' Mas a que partido a senhora pretende resol-
ver-so "! perguntou I.i-elle admirada dessa lin-
guagem.
Nao sci, responden Lais.
O visconde ha de vir brevemente.
, Sim.
Amanhaa essa chave oslar cm seu poder.
e eu soubesse...
O que-.*
<> designio de Fouch.
- l-onressando luj0 ao viscollde talvcz...
u!.*.L" 1,nle"nipeu 1-ais.
Balcram disse a joven viuva.
V011 abrir, resnondeu I.isette.
He voss, visconde T
Son cu, responden Chadeuil.
Pois se-ja bem vindo, e l.iselln pois lenl. de/allar-lbe em ne^octo^1108 ^
_ I.isette saino, e o visconde aproximo'u-se da
joven vmva, c bcijou-lhe respeitosamejile a mo
Cousa eslreiiha o rubor que corara as faces
ile Lais, desapparcrcra quasi immcdiatomentc. Di-
ante dn visconde ella nao pareca mais experimen-
tar iienhuma emocao, seu semblante eslava sereno
ler-se-hia ditoque pozera urna mascara.
Quanlo a Chadeuil, elle nao tinha as mesmas ra-
Jlcs para orcultoro que passava-se em sen coracao,
e sna emocao re> etava-se-lhe no semblante. Sen-
laiuln-se junto da baroneza, litando nella umolhar,
no qual brilhaxa Indo o seu amor, disse com voz
lenta :
A senhora disse-me que (inlia de falar-ne em
Palacio do Rio do Janeiro, em 2B de abril de 1854,
trigsimo lerceiro d.i independencia o do imperio.
Com a rubrica de Sua Mageslase o Imperador.
Visconde de Paran.
Espediente de 28 de mareo de 1854.
Ao presidente da provincia-das Alaga, que
lefoi presente a S, M. oTmperador o officiodo juizdc
dircilo da comarca do Penedo, mquella provincia, no
qual participando haver recbidjo decreto n. 834dc
2 de oulubro de 1851, em lempo que lite nao dea
lugar para fazer correico em lodosos termos de sua
comarca, remelle, em cumprinienlo do artigo 49
2. do citado decreto ; as relaces de capellas, cou-
frarias, ordens lerceiras, c respectivos documentos,
para que se delibere quaes- as gaeS.rsIgo no caso de
ser encorporadas cora segundo o alvar de 14ic
Janeiro de 1807'; e se o lieos que eslao possi
sem HccnradeTem ser tomados para .a fizend
cional: c.o mesmo augusto senhor manda declarar a
S.Exc. afim do que fac'constar ao referido ju izo
seguate :
Pelas mencionadas relaccs se reconhecc >quc lo-
ma elle a palavraCapellaem um sentle lato, e
nao no da ordenaran I. 1. til. G2) 53, a que por cor-
to se refere a mesma ord. til. 62 50 cuja doulrina
foi compilada no regulamento das correices annexo
ao citado decreto de 2 de oulubro de 1831, artigo
59 2.
Da doulrina ahi esUbclecida se deduz que he pro-
piamentecapellao vinculo que, lendo-certo pre-
mio para o administrador, lodo o mais rendimento
he para o encargo po, nao se jnlgaiido porm de ca-
pella os bens que se acham sujeitos a algunyncar-
go pi. Xi'
Quanlo aos primeiros cnmpr6 que por meio de
exame nos respectivos ttulos so verifique cm correi-
co: 1. se foram instituidos com competente licen-
ado governo, na forma da lei de 9 de setemhro de
1769,. 17 e 18, ouse estao possuidos sem titulo
para proceder-sena forma do decrelo de 17 de julho
de 1679 ; 2., se existe legitimo administrador na
forma da in-tuicao. ouse sao Ilegtimos e dol vos
para proceder-se a sua e/icorporacaq, aos proprios na-
cionacs na forma do alvar de 14 de Janeiro de 1807;
3., se sen rendimento he insignificante para screm
abolidas de conformidade com o qne determina o
alvar de 9 de setembro de 1769, 21 e seguinles, e
decrelo de 10 de novembro de 1798 ; 4., se os en-
cargos sao cumpridos para proceder-so segundo os
a!vars de 15 de marco de 1614, 22 de outubro de
1642, 13dc Janeiro de 1615, 5fie setembro de 1786^
9 do marf;o de -1787, 26 de Janeiro de 1788,' elei de 6 de novembro de 1827. E no aso de acha-.
rem-se vagos, ou por falto de legitimo administra-
dor, ou extinccjto de succenao, ou por commisso,
procedor-se-ha sua encorpuracao aos proprios na-
conaes, na forma da lei ije 28 de selembrode 1629,
decrelo de 17d*>4ulho de 1679, al varas de 23 de
maio de-ITTj,*? do dezembro de-1791, e 14 de Ja-
neiro d 1807; o como declarado fot .gelo regula-
mento n. 834 010*2 deoutuhro de 1851. -
E pelo que respeito aos Segundos (bem confcalgum
n.or,. |.i>' alni do quo loca j Hcfnra.(-. > encar-
go, etc., deve-se examinar cm retacad aos'interesses
da fazenda nacional, se consisten! cm -bensde raiz,
qu emoutros quaesquer a estes equivalentes nror-
Sde direilo; e se tem as corporacaes de mao.mor-
(cenca expressa para os possuir ; ou gfczam do
indulto concedido peto alvar de 16 de setembro de
1817, ou se acham coraprehendidos no prazo cMord.
liv. 2., til. 18, 1. e na hypothese do alvar de 16
de setembro de 1817 rse os direilos respectivos foram
do-sc mullas d 1 a 25 por tonelada de sua ar-
quearlo, a arbitrio lo inspector, nao Irazendo ma-
nifest, ou Irazendo-o sem as formalidades exigidas.
Arl. 15. O prazo de que trata a primeira parte
do art. 243 do referido regulamento, para serem pe-
la parte ultimados os despachos, fica ampliado ale
20 dias, nao sendo por impedimentos da atfaudega,
cm cojo caso nunca ter lug^r a mulla ; sendo ap-
plicavel a todas as mercadorias em geral a disposicao
do mesmo artigo relativa as despachadas nos pateos e
lelheiros. E para que tenha lugar a mulla decreta-
da de 1 J %, deverao os reiteres devolver ao escri-
\."n> da alfandega as notas para despacho, nos termos
indicados, alim de serem passadas ao cscripturario
do livrojncslrc para as convenientes verbas.
ArUj;l6. As dlfferencasdquantidacle de mercado-
rias, verificadas para mais na conferencia da sabida
ficam so jeitos ao pagamento em dobro dos direitos
que deixaram de ser-cobrados ; pcrlencendo ao con-
ferente a demasa de direilos ; salvo se a difierenca
verificada estiver conprchendida em algn'ra dos ca-
sos previstos nos arts. 203 e 204 do regulamento de
22 de junho de 1836, em ronformidede dos quaes
se dever euUo proceder.
Art. 17. Se a dilTereuca for para menos, s ter
lugar a imposciio da mu la, quando so derem cir-
cumslancias que revelem fraude ou suhlraccao das
mercadorias para rehaver-se os direilos pagos ; os
quaes em caso algum scrilo reslituidos foro dos men-
cionados no art. 212 do referido regulamento.
Arl. 18. Quando a differenca for na qualidade da
mercadoria; intervindo arbitros na lorma do regu-
lamento de 17 'de novembro de 1844, se a deciso
for, contra a parte, pagar esla mais metade dos di-
reilos da dillerenca de qualidade, para o conferenle.
Arl. 19. A avaria por successos de mar, at a en-
trada da mercadoria na alfandega 011 armazem al-
fandegadn, para ser altendida, dever ser recla-
mada :
1." Pelo capilao ou consignatario do navio no ac-
to da descarga dojvolume. ou dentro de 24 horas de-
pois, quando hoajVcr indicios externos.
2." "elo dono ou consignatario do voluma* em
qualquer lempo, nao havendo indicios-externos de
avaria no volume, e nao se podendo presumir que
ella seja anterior ao cmbarquMo mesmo volume.
Arl. 20v as mercaderas que pagam direilos na
razio do seu peso ser sempre permitlido ao despa-
chante e ao feitor verificar o peso liquido, na forma
do art. 6 do regulamento n. 63.4 de 28 de agosto de
1819, quando algum entender ser lesiva tara mar-
cada.na tabella annexa ao dito regulamento, e a
mercadoria nao for das sujeitos ao onus do pagamen-
to dos dircitos pelo peso bruto.
Art. 21. As drogas nao especificadas na tabella
mencionada fio artigo antecedente; scrab compre-
hendidas na regra geral para se havercm os direitos
pel peso liquido com os abalimentos respectivos,
segundo a qualidade deseus nvoltorios.
Arl. 22. Podero ser despachados com caucan dos
.-.ptenles direilos de consumo, pagando 1 ;' % de
expediente: l.', os objectos pertenccnles a compa-
nhios lyriee*, lantes, quo se dcstinarem a dar rcprescntocOes pu-
blicas; 2., ascollecces scicnlificas de historia na-
tural, numismtica e de auliguidade ; os labotato-
rios chimicos ou oulros apparclhos; as estatuase bus-
tos de qualquer materia que forem desuados ex-
psito ou represntatelo puhjjca. Os direitos cau-
cionados serao cobrados, se dentro do prazo conce-
dido pelo inspector da alfandega, que poder ser p or
elle razoavelmentc prorogado, nao forem os ob-
jeclos assim despachados reexportados inlegralmen- Pagos ; e do contrario proceder-se na forma de di-
to) ou nao for provado o seu desaparecimento con-
sumo, pelo" uso ou bito, segundo a nalureza do ob-
jecto.
Arl. 23, Ficam supprimidas as carias de guia das
mercadorias eslrangeira navegadas por cabotegem,
e lendo pago ja os direitos de consumo em alguma
alfandega do imperio, e bem assim os despachos de
gneros de produccao o manufactura nacional, anne-
xos aos manifeslos de ombarcatjoes de cabolagem, Pi-
cando laes documentos archivados na mesa do con-
sulado do porlo do embarque dos gneros, e a cargo
das mesmas mesas a descrimnarao o cspecificaeao
das mercadorias, vista dos despachos presentes, e
na forma do artigo 1." do regulamento n. 710 de 16
de oulubro de 1850.
Qualquer volume de mercadorias eslrangeiros,
quando nao estiver comprchendido no manifest or-,
ganisado pela mesa, licar sujeito ao pagamento de
direitos de consumo, como se directamente fosse im-
portado do paiz estrangero.
Art. 24. Fica dispensada a (laura em caucan dos
direitos de exprtatelo que, em virtude da ordem do
Ihesouro nacional de 25 de novembro de 1842, pres-
(am os capita.es de embarcacoes nacionaes de cabula
gem na eonducrao dos gneros de producn nacio-
nal de uns para oulros portos dos imperio
ArL 25. Ficam revogadas as disposees em con-
trario.
O visconde de Paran, consclheiro de estado, se-
nador do imperio, presidente do conselho de minis-
tros, ministro 'e secretario de estado dos negocios da
nal, assimto presidente do tribunal do Ihesouro na-
cional, assim o tenha entendido c faca executar.
cousas gravea! eis de cerlo ura comeco singular, e o
qual eslava longe de esperar.
E porque 1
Porque esperava...
Anda vaidade !... disse Lais com um sorriso
encantador.
Oh perdoe-me I tornou o visconde em lom
respeloso e submisso.
Eis-ahi como' sao os homens, proseguio a ba-
roneza; os mais fros na apparencia, os mais recala-
dos siode ordinario os maispromptos a se illudirem.
A feliciilade he lao rara, disse Chadeuil. que
apressamo-nos a cslcnder-lhe a man, quando ella
apparecc-nos por acaso.
E ella apparereu-lhc ?
Assim ojulgue.
O senhor podia ter-se engaado.'
Como ?
Eia, visconde, fallemos com o cratelo as
naos, e nao nos occullemos nada fie nossos pensa-
menlos recprocos. Voss he o mais perfeito gentil-
homcm que Icnho cncoulrado, e ccrtomenle nao
quereria enganar-mc.
Eu 1
Eu bem o sabia.
Mas quem pode faz-lo suppf ?
Muilas pessoas... e mudas colisas.
Nomce as pessoas.
Oh visconde, nao nos pouhamos lao depressa
de espada na mito; aqui nao trata-se de duelo. Ira -
ta-se tle urna conversaeso, cujo resultado inevdavcl
ha de ser fazer-mc conhcccr ccrlos mysterios de sua
existencia.
De que myslerio quer a senhora fallar 1 per-
guntou o visconde.
Ha muilos !...
Porm diga.
Voss Tai saber ludo.
A baroneza brnrava rtbssc momento com urna
traixinha de perfumes que tinha ua mito. Ella pro-
seguio sem levantar os olhos :
E primeiramcnlc ouvi dizer, e na vcnladenSo
sci sedevo refcrir-lho semclhaules cousas, ouvi di-
zer que voss amava-me !...
Creio que a senhora adevinhou-o, respondeu
Irislcmenle o visconde.
Meu Dos conlinuou Lais, confesso que na
uiiillidan do adoradores queme rodea, lenho muilas
vezes visto com prazer seu semblante; sim, tenlio-o
distinguido entre lodos esses gentishomens que la -
ziam-me urna corle assdua, c nao me occultaiei pa-
ra dizcr-lhc que s vezes as horas que passo na so-
lidaov sua lcmbrant;a lem-mescguido, e leudo pen-
sado em voss !
He possivel exdajuou Chadeuil exultando de
alegra.
E porque uan Voss era o ubico que pare-
ca le-me urna aiieiniu real, uma amisa relo, ou.dasleis da amortsarao. E porque estas
diflerenteshypolhesess podem ser verificadasapor
meio de um exame profundo sobre diversos pontos, e
em presenca de documentos, hcscmelhanleatlrbui-
jao especial dos juizes a cargo de quem eslo os ne-
gocios da provedoria, ou dos juizes de direilo cm cor-
rec,3o. Acerca dos hens de raiz nao cncapellados,
possuidos sem licenca, ou dispensa das lcis da amor-
lisaeao, achando-se em vigoro estabelecido pela ord.
liv. 2., til. 18, com a excepcao do alvar de 16 de
setembro de 1817, nenhuma duvida pode haver sobre
a exacto applicajao das penas impostas pelas leis res-
pectivas.
E pelo que toca venda dos terrenos, a que allu-
de o juz de direilo em seu offico, sema previa 1-
cenra dogoyerno, na forma da lei do9de dezembro
de 1830 e decreto de 28 de novembro de 1849, con-
ven) declarar que he nulla ; porquanlo qualquer lei
da assemb|a provincial que autorisasse, por incom-
petente, nao a pdc fundamentar ; sendo misler que
se dirija a ordem do governo imperial conforme o
mencionado decreto de 1849 para a regular: cum-
prindo que no entretanto se proceda judicialmente
nos termos de sua re vindica rao.
Para que pois na conformidade do que fica expos-
lo, procoda o referido juz de direilo, remctlcm-sc
S. Exc. para Ih'as devolver, as relajos e documen-
tos queacompanharam o seu respectivo oflicio.
GOVERNO SA PROVINCIA-
Expediente do da 15 da aaalo de 1854.
Odelo Ao, coronel commandante das armas,
communicando que, segundo consto de aviso da re-
partic.lo da guerra, de 15 de abril ultimo, conce-
deu-se passagem para o 11. balalhao de infantera
ao alferes da companhia fixa da provincia do Espi-
rito Santo, Joaquim Cavalcanl de Albuquerquc
Mello, que se acha nesla provincia, o qual dever
pagar quanlo antes, visto da nota que remelle
por copia, a importancia dos emolumentos corres-
pondentes scmelhante passagem.Officiou-se ues-
te sentido ao inspeclor da Ihcsnuraria de fazeuda.
Dito Ao mesmo, remetiendo copia do aviso da
roparlicao da guerra de 27 tle marjo ultimo, da
qual consta baYer se concedido passagem para urna
das companhias de cavallaria do corpo de guarni-
rn fixa da provincia da Babia a Francisco Antonio
de Carvalhal, 1 cadete do 1 balalhao de infantera
Dilo Ao inspeclor da Ihesouraria de fazeuda,
para mandar abonar ao alteres do 7o balalhao de
iqfantaria,' Jos Cosme Damio, o sido corres-
pondente ao inez corrente, visto 1er elle de seguir
para a corte.Communicou-sc ao commandante das
armas.
Dito Ao mesmo, transmitanlo o aviso de lel-
tra na importancia de 600J) rs.. sacada peto Ihesou-
raria de rendas provinciaes dollio Grande do Nor-
te e a favor de Amorim Irmaos. Parlcipou-sc ao
Exm. presidente daquclla provincia,
Dilo Ao insT)crtr*!r6 arsenal de marinha, en-
viantlb por copia o aviso circular n. 24 de 6 de
abril ultimo, na qual o Exm. ministro da marinha
nao sii communica que na mesma dato se revogra
o aviso expedido em 5 de outubro de 1844 ao ge-
rente da companhia brasileira,de paquetes de. vapor,
declarando que nao se pagariam as passagens que"
nos mesmos se derem s pessoas pertencentes re-
partico da marinha, sem que prececles.se ordem da-
quella reparlico, mas lambem recommenda que
nao se mande dar passagem cm ditos paquetes a
empregados da mencionada repnrlirao, seuo quan-
do for urgente a sua partida e nao nouvcr navio
ou transporto de guerra em que possam segnir para
o seu deslino, declarando ao mesmo lempo quaes
os empregados a quem em spmediante caso se de-
ven conceder laes passagens. Igual ao comman-
dante da eslaco navata
DitoAo mesmo, transmiltindo, por copia, o aviso
de 29 de marco ultimo, em que o Exm. Sr. ministro
da marinha referindo-se ao ofilcio n. 318 do encar-
regado do quartel general da marinha, e ao que en-
derecra ao mesmo eocarregado o commandante da
cstaco naval nesla provincia, cerca dos embararos
com que lotera por necasiao de nvcnlariar-sc os ob-
5I0S da fazenda nacional existentes no brjguc
ense, por nSo querer a conladoria d'esta provin-
cia prestar para este servitjo" um dos respectivos em-
pregados, determina que em casos idnticos se ob-
serve o disposto no aviso n. 132 de 9 de dezembro tle
185, devendo aquella nspeccao quando all nao ba-
ja empregado dsponvel paca scmelhante servico.
requintar a conladoria algum dos seus, e se lambem
esla os nao tiver, nomcar de accordo com o comman-
dante da esto gao qualquer escrivilo de oulro navio,
que por ventura esleja no porlo. Officiou-se nesle
sentido ao contador de marinha cao commandante
da cslacto oaval.
DitoAo inspector da Ihesouraria provincial, di-
zendo Dcar inleirado de haver Smc. reassumido no
dia 12 do corrente, o excrccio de scuemprego..'
PortaraAo agente da companhia das barcas de
vapor, para mandar dar urna passagem de estado,
para o Cear, no vapor que passar para o norte, a
Jos Po Machado.
Dte0 presidente da provincia, em virtude do
parecel da commissSo de rendas e orr.am.cnlo da as-
sembla legislativa provincial de 1 do corrente, re-
solve nomar o Dr. Nuno Ayquo de Alvellos Aynes
de Brilo Inglez, Joaquim Pedro Brrelo "de Mello
Reg e Francisco do Reg Barros Brrelo para, na
forma do mesmo parecer, examinarem as contes da
cmara municipal do Olinda, em visto do seu archi-
vo, e com relajaoaosdocumentos com que Jos de
Mello Cesar de Andrade inslruio sua peicao dirigi-
da a masma assembla.Fizeram-se respeito as
necessarias commuuicari.es.
10
OfficoAo coronel commandante das armas, d-
zendo que pela leitnra do aviso que remelle por co-
pia da reparlico da guerra,licar S. S.scientc d que
s expedio ordem para que o Exm. presidente da
Balua, Taca seguir para a Parahiba afim de servir
all como adido ao respectalivo meio balalhao pro-
visorio, o alferes do 10" balalhao de intentara Anto-
nio Alexandrno de Mello. Igual commnnica-
cao se fez ao inspector da Ihesouraria de fazenda.
Dito-Ao chefe de polica, inlcirando-o de haver
iraiismidilio a Ihesouraria provincial para serem pa-
gas, estando nos (termos lgaos as" conlas que
Smc. remeltcu dasdespezas feilas pelo delegado do
tormo de Flores, com o sustento tos presos pobres
da respectiva cadeia,nos mezes de fevercro e marco
dcste anno.
Dito Ao inspector d,a Ihesouraria provincial,
communicando que a assembla legislativa desla
provincia, caja presenca foram levados os reque-
rimentos de Jos Francisco dos Santos c Feliciano
Pereirade I.yra, ex-soldados do corpo de polica pe-
diadAJffjuiortencia do fardamenlp j vencido, re-
sulveuaji fn-sem esles, bem como lodos quanlos se
acliaasciaV era iguacs circumslancias, indemuisados
raras vezes a gente eugana-se nessas sensacoes, c
tciiho-llic sitio recoiihccda', seno pelo seu amor,
ao qual nao quera corresponder, ao menos pela
sympalhia que voss teslemunhav-me.
Oh ftais Lais! disse CliadeuiJ, voss faz-rae
mudo feliz.
E sem cuidar precisamente 110 que fazia, apodo-
rou-se do mn das maos da joven viuva, c beijou-a
com transporte.
Lais ohservou-o sumado, c vendo-o, lao contente
nao leve a fprca de relirar-lhe a mao.
Chadeuil amava a joven viuva cora urna paixao
ardente como um homcm probo, leal, e sincero que
ama aos trinta c cinco anuos pela primeira vez !
Para elle Lais era ainda essa deliciosa crealura que
conheccra em Mittau, eem cuja honra trocara bu ni
numero de cuidadas. Era a miilher que elle encon-
trara na Ierra do desterro, que offcrecera um alvo
sua vida ociosa, c a qual admirara .com o ingenuo
ardor de um coracao de vinte annos !
Era aintla a mesma termosura, a mesma pureza,
a mesma candara. Osdcz annos que tinham pasan-
do nao haviam-na mudado a seus olhos, elle loma-
ra a encontrar-lhe nos labios esse sorriso radioso
que illuminava-lhc oulr'ora too vivamente o rosto,
e continuara a ama-la.
Chadeuil iguorava a vida da bamnez, ignorava-
lhe o coracao : amava-a Tinha fcilo o sonbo tle li-
ra-la desse meio em que a joven viuva esquecia-sc,
de'fugir com ella para longe do bulico mentiroso
d capital, e de vollar, embora fosse um dia, embo-
ra fosse urna hora, a esse oasis de Mittau, onde tlei-
xra as lembranras mais svmpalhicaS de seu coracao.
Que mais diremos ? Chadeuil lornra-se rapzi-
uho candido, simples, pdico para amar essa formo-
sa raparigiiiuha, cuja imagem appareca-lbe riso-
nha, quando elle evocava seu passado. Lais e Naun-
dorll'! elle una estes dous enles em um s e mes-
mo pensamento, c lancva sobre clles quaplo seu
coracao contiuba de amisade e de amor 1
Assim a esperanza de ser amado, como souhra
ser, loriiava-o quasi louco lelle esquecia-se de ludo
o que liavia snllrirlb, quantasvezes tinha calumniado
a vida acidara que Ihe darim, esquecemlo-se de
ludo para lembrar-se s de urna cousa, o amor de
Lais.
Ah pertloe-me tlisse elle joven viuva de-
pois do passado o transporte de louca alegra, per-
tloe-me ; mas suas palavras sorpreuderam-mc, esla-
va too pouco habituado felicidade que esqueci-me
de mini mesmo.
Perdoar-lhe, disse Lais retirando, lalvez com
pozar, a mao que o viscoude relinda entre as suas,
eu o quizera ; mas nao me atrevo.
Porque eotoo
Porque ha raudos mysterios que me atsuslam.
Myslerios !...
E ua verdade, se voss nao os explicar de uiua

pela caxa de fardamcnlo d'aquellc corpo na forma
do arl. 36 do regulamento de 2 de dezembro de
1853.Igual ao commandanle do mencionado cor-
po.
DitoAo director das obras publicas, conceden-
do a autorisacao que pedio para lavrar o termo de
reri'hi inciiln definitivo dos colicortos da cada da villa
de Caruar,cerlo deque acaba de olTiciaraoinspeclor
da ihcsnuraria provincial para mandar pagar ao arre-
mtente d'aquella obra a importancia da 2." presta-
co, a que ello tem direilo. Fez-sc o oflicio de
que se trate.
DiloAo mesmo, duendo ficar inleirado de ha-
ver Smc. despendido a quautia do 9*840rs. cornos
concerlos que mandou fazer na coberta do llieatro
de Santo Isabel,odeclarandn que apprnva essa tles-
peza. fluinnaunicou-se a Ihesouraria provincial.
D-tcAo mesmo, remetiendo cofia da luformaco
que deu o inspeclor da IhesTiuraria-^rovincial, cer-
ca do oflicio em que Smc. se quixa da demora que
lem havido na entrega dasquantias pedidas para as
obras, por adminislraco cargo d'aquella reparli-
co no presente mez, e declarando que nesla data
oflicia ao mencionado inspeclor, para mandar eutre-
gar as quanlias, que sendo indicadas no pedido, nao
versar duvida sata;ellas. Ofllciou-se nesle senldo
ao referido inspector.
DiloAo procurador fiscal da Ihesouraria provin-
cial, dizendo que, com a cqpia que remelle do pare-
cer do procurador da corda, soberana, e fazenda
nacional, responde ao offico em que Smc. procura
saber quem deve pagar as cusas contadas no pro-
cessp de execuc.io das multas impostes aos contrato-
dores das carnes verdes. .
DiloAojuiz de paz do 1. dislrcto da/reguezia
de San-Lourenro tle Tijucupapo, necusando recebi-
da a copia que Smc. remclteu, da lisia geral dos ci-
dadaos qnalificadns votantes naquella fregucEia.
DitoA adminislrarau do patrimonio dos orphaos,
recomine.udando a expedirn das convenientes or-
dens, afim de que sejara receidas no respeclivd col-
legto, as expostes constantes da rclaco que remelle
por copia.
Relacao que se .refere o officio cima.
Mara Luiza de Santa-Auna. ,
Mara Francisca da Silva.
Maria da Paz de Miranda.
Commnnicou-se a adminslrarao dos cstobe|ect-
mentos de caridade.
PortaraNomcandn.de conformidade com a pro-
poste apresenlada por patte do commandante supe-
rior da guarda nacional desle municipio, aodontor
Manuel Duarle de Faria, cirurgiao mr.do 1. bata-I
Ihao.da referida guarda nacional, Oramunicou-se
ao mencionado commandanle superior.
COMMANDO DAS ARMAS.
Qaartel general do commando das armas de
Fernambuco na cidade do Recite, em 17 de'
malo de 1854.
ORDEM DO DIA N. 87.
O ir.arcch.il de campo commandante das armas"
desta provincia, tendo melligrado de saude, reassu-
me nesla data as Tin Croes de seu emprego,- e agra-
dece ao Sr. coronel Manoel Mtiuiz Tavares a ma-
neira digna porque as desempenlioal interinamente.
AssignadiiJos Fernandes dos Santos Pereira.
ConformeCandido Leal Ferreira, aju.Jaute de
ordens cncarregado do dclalhe.
maiieira salisfactora, nao sei o quo devere pensar.
De mim'!
De voss, visconde.
Falle falle !
Porm voss nao me interromper* mais, disse
a joven viuva com finura e esteudeiidc-lhe graciosa-
mente a mao.
Oh assim o juro assim o juro! tornou Cha-
deuil hcijaiido-llie novamcute a mao.
O visconde nao caba era si tle alegra, nao- liavia
vivido al cnlAo, sua vida comerava nesse momen-
to venturoso ; toda a sua physionomia radiava !
nenhuma amargura pertiirhava-ilio a.alegra, c pos-
to que houvesse as palavras to Lais certas reticen-
cias qac nao eomprehendia, ahaudouava-so lodo
felicidade tle ser amado. .
Lais observava-o c vendo-o, ISo embriagado as-
suslava-se s vezes da iramensidade dessa felicidade.
Pensava cntao cm Fouch,*e rcfleclia com um
amargo desespero, que urna s palavra desse homem
poda destruir para sempre a frgil baso cm que rc-
pousava toda a especiara de seu futuro.
Todava Lais nao tinha-se esquecido tle nenhuma
porjao tle sen papel, e nada rcvclou-llic 116 sem-
blante as emorties que agilavani-lhe o espirito c o
corarlo As-im ella tornou com a mesma tranquil-
lidatle, e com o mesmo gracioso desembararo :
Sem duvida, visconde, voss nao esqueceu-se
da residencia tle Aullan.
Mitlau ser teda a minha vida, minha tem-
hranra mais chara, respondeu o visconde de Cl-
deuil.
Rccorda-se de todas as pessoas que ahi cuuhc-
ecu 1
De todas !
E tornar a ve-las com prazer ?
-r- Certamenle.
Pois bem explique-mc porque este amanha
acolhcu com lauta fneza um homem que liuha-lhc
iuspirado a mais viva amisade ".'
De quem Do duque...
NaundorCr ?
Precisamente.
Q.vucondeternou-so serio, o desviou os olhos de
Lais.
Nao responde ?... insisti a mota.
Nao posso... responden Chadeuil com esforro.
Entilo he um mystero '!
__ Ao menos he umsegretlo...
E hesita confiar-m'o 1...
Elle nao me perlence...
Todava sou mudo curiosa, e advirlo-o disso !
tornou a joven vova sorriodo.
Fare |ior ser discreto... respoudeu o 1 isconde
com a mesma grave impassibilidatto.
Lais repiiiuio utu mo>imeuto de impacientia ;
INTERIOR.
S. PAULO.
38 de abril da 1854.
Abaixo.a atmosphera dos odios, das rixas e dea-
vencas,do terror e da ameara; lugar calmara, ao
somno dos elemenlos: j nao tenhu de noticiar-Jhe os
rigores do dos Marle, nem o eslrondo do ccete, nem
o tinido das entiladas.
A nossa questao do Oliente cabio na etemidade:
a pacifica populacao de S. Paulo j nao so inquieto
comas travessuras dos dous exercitos inimgos ; guar-
nou-se o ccele e a espada, a. rena eo punhal. Apos
o combate da ra da Forca recolhcram-se os belige-
rantes s suas tendas, dando treguas aos desvarios da
guerra.
Tudo isto quer dzer que acabou-sc a controversia
entre o livro c a espada, entre as armas e as ledras,
entre os acadmicos e cadetes, reforrados pelos sol-
dados rasos do corpo fixd, que, provocados pelos ra-
los, conccnlram a vinganca nos adeptos da sciencia,
quo agarrados ao direilo coslumeiro da plateia de
nosso thealro arvoraram o pendao guerreiro dando
Ihema a conversaco geral dos Paulistanos.
O encont.-o i\os Jiussos e Turcos na ra da Forca
fez o ultimo acto da tragedia. J foram seus lances
referidos em seu Jornal: torna-se ocioso repisa-lo.
Devo dizer-lhe o que mais correu.
A soldadesca de feilo sahio fora das portos da mo-
derasao, desenvolveodo a furia do leao contra os es-
ludanles. Chegando a Jiolicia da pendencia ao quar-
tel, urna fila de homcm soldados, trajandn paisa-
na, foi reforrar a palrulha que queslionava com o
grupo escolstico, e armados de ccete entraram cm
pcleja.
IstoWic corrente, e tan vcrtladeiro como escandalo-
sa a sua inlcrvencdo sob caractot particular. Nao
cito o nome dos esludantea entrados ero combate cora
medo de que o estudanto G, por motivos que ignoro,
me itesande alguma cotonada pelo costme de citar
nomes, como se o norac de S. S. fosse invioUvel e
sagrado, que nao pudesse ser trazido i discussSo pe-
lo correspondenlequequer ser minucioso para slis-
fazer os leitores do Jornal doCommercio.
Viudo porm ao caso, aps te ultimo conflicto,
aps os meelings de um e outro lado, restabeleceu-sa
a ordem. Hoje j seno falla em cabegas quebradas,
entiladas, coronhadas e oulras fructas do lempo.
O presidente da provincia ordennu que os cadetes.
passassem de enlao cm diante as suas noitesnoquar-
tel, nao permitliodo qne passeassem ao retento, e re-
putando o sereno prejudicial saude da militanca ;
foi urna medida hygienioa que approveilou. Os es-
latulosda academia ordenaram que as aulas se rea-
brissem no dia de Nolsa Senhora dosPrazres, con-
vidando o mundo escolstico queima das pestaas:
foi igualmente urna medida saudavel que tronxe^
prazeres gente que nao gosla do cheiro da plvo-
ra, nem da eloquencia das armas.
Assim urna abertura e urna techadora fizeram vol-
lar o estatlo de paz. O'fecho do quartel fez que a
cadetada refreasse o ardor marcial, e o odio da eme'
Jjfno ; a abertura da academia" attrahio os fiihos de
Minerva conlemplasao dos mysterios scentificos,
sob as ordens do sino franciscano. Tranquillsera-se
pois os nimos dos infortunados octogenarios dahi;
cahio o panno da tragedia, todos entraram na linha
da motteraco, e na decasiao cm que eserevnj nin- ,
guem se recorda desses fracasssos sen3o como urna
paluscada mais formalisada, que podia castor cara,
mas que nao custou seno uns arranhoes o cousa que
o valha.
Bem dsse eu que o negocio lalvez se convertesse
em duelo no lerceiro andar. Os esludantos foram
em commisso ao Sr. Josino pedir providencias e
prolecrao saa seguranra amoscada; os cadetes r-
correram lambem em commisso pediitdo a do Sr.
Camama. Esles estao de peior partido, pois qoesao
obrigados a pernoilar no quartel e abandonar os Deo-
ses Penates, por causa das imprudencias que de um
e outro lado partiram. Consto-me que vo dirigir
urna represenlacao ao governo pedndo que sejam
punidos aquelles que merecerem, para que a classe
inteira n,lo solTra pela individualidade.
Nesle p se acham as cousas, nao havendo receio
de urna nova perturbasao. Se o contraro Ihe disse-
rem, pode por minha conto e risco assegurar que So
devaneios.
Cabe aqui fazer urna rectificarao: a verdade o pe-
de. O esludantea qne me refer em carta anterior
he o Sr. Jardim, do i" anno, e nao dol6, como por
fcil engao escrevi. O ldanle lielulio sahio
espora contra nossa correspondencia que cilo'u' seu
ome intervindo no conflicto doiheatro. Em corres-
pondencia do Tpiranga azeda-se cora o Dr. P. T., e
Ihe pede explicaroes. Querendo poupar tz Irabalho
a este doutor eu me encarrego da explicasSo: mi-
me com pachorra para sto. Nao se disse que o Sr.
lclulio he o chefe dos desvarios theatraes: affirmou-
se e afllrma-se que leve no conflicto e tomou acti-
va- parle; pelos escndalos da platea, mas por figurar ness
combates; nao tos referimos a esses escndalos que
tronxemos como incidente; referimo-nos ao ponto
cardial, o conflicto. Entender o conlrario he esque-
cer a iulerprelasao que 13o biillianlemenle se est
explicando na cadeiTa de pralica.
Foi pois ocioso o rasgo de S- 8.; nnguem contes-
ta1 sua sisudez. Terminare! dizendo' que se Correa
Tclles lesse sua correspondencia na occasiSo em que
escreveu a Iheoria da interprelacao! previnia por
cerlo o caso, e muilo feliz seria o Sr. G. se elle nao
a dominasse urna quixolada. E Vmc. releve las
futilidad antes que pasie a outro ponto.
A assembla provincial approvou em segunda
discussSo um artigo do projeclo do .ornamento que
manda pagar adianladamente ao Sr. Martin de Es-
tadehs, emprezario da ponte do Casqueiro no aterra-
do do Cubaio, a quahtia de 15:0009 solicitada por
este emprezario para ir Europa buscar os necessa-
rios ferros destinados i conclasao dar obra. Alguns,
que nao lem a boa f de que me desvanero, noto-
rara logo que scmelhante concessao devia 1er sido
acompanhada de urna co.udicao essencial para toes
favores. Consta porm que na toneira discolsao
apparecer urna emenda ou cousa que o valha, ad-
diccionando a circumslancia esquecida para que nao
seja considerado te acto da assembla como um
presente.
O depntodo provincial Jos Vicente de Azeve-
do continua a ser acontado pelo Ypiranga, que se
conslituio o sea pelourinho. Este honrado covallei-
ro lem graves culpas a expiar no car lorio da oppo-
sicao de Lorena, porque, quando delegado de poji-
cia ((aquella villa, teve o arrojo de perseguir os sica-
rios que infestam esse municipio, grande parte dos
quaes sao protegidos por algumas das intituladas in-
fluencias daque.'le lagar. Nao admira que em Lo-
rena, onde a civ.'isaco lem pouco profundado, se
pretenda por esto Jacto o Sr. Jos Vicente como um
Verres: oque porem apresentar nos prete sobre-
modo eslranhavel he .que o Tpiranga, redigido alias
por mocos Ilustrados, se prale a todas as veninas
que apraz aos detractores do Sr. Jos Vicente lanrar
sobre sua reputaran. A ,nresenca pdrm desle digno
era menos o segredo que a coufianca da Chadeuil
que elle desejava possuir, e esse recate inspirava-lhe
urna especie de vaga inquietaran.
Sim, disse ella depois de um breve silencio,
ser coran o senhor quizer ; mas ha de pcrmiltir-
mc que admire-me...
De minha discrisao t
Sem duvida. Nao prava ella a pouca coufian-
ca que voss tem cm mim ?
Pode voss pensar uisso ?
E que outra idea me vra cntao ?
Ah desengane-sc, l.ais, dcseiiaanc-sc, prose-
guio o visconde. ,Pcca-mo todos os segredos que me
pcrlencem, peca-me o sanguc, a vida, que previni-
rcimmoseus desejos ; mas reluca ;o que voss
pede agora he lalvez minha deshonra, e me permit-
liria acaso ama-la ainda, so eu me tornasse por esse
perjurio indigno de voss ?
Uiis nao responden ; pois eslava vivamente com-
movda, chegava ultima parte de seu papel, c era
sem ronIraderan a mais dflicil. O viscoude julgan-
flo que a tinha efleudido por sa recusa, proseguio
calorosamente com urna voz que o amor e o respeito
faziam tremer
Ah nao insista, peco-lhe de joelhos, nao cn-
trislcca esla hora bemdito cm que perraillio-me
ama-la, impondo-me um sacrificio que rae custoria
demasiadamente. Esse segredo, como j dssc-lhe,
nao me perlence ; he a"fortuna, a finura e lalvez a
vitla do duque de Nauodorff, conlcnte-se boje ao
menos com a asseverarao que dou-lhe, c deixe-me
consagrar esles instantes que digna-sc de conceder-
me a bemdizcr sua bondade e a dizer-lhe meu amor!
Lais rendeu-sc s urgentes sollicitaroes do aman-
te, e,dcixou-se ganhar pelos rogos que elle fa-
:r-lhe.
F'orcoso hequercr-sc o que voss quer, disse
ella emfim e sem que sua voz conservasse a menor
amargura, c cerlameule desejra cr-lo; mas por
lesgrara esse segredo nao he o nico que voss oc-
culla-me, e a ultima reprehensao que lenho de fa-
zer-lhe he lalvez ainda mais grave, c prava mais
sua'dcsconfiartca...
O que he cnto'! disse Chadeuil admirado.
Ah conheco sua existencia, o lenho sabido
de muilas cousas que Ihe respeilam. .
Mas que cousas sao essas ?
Quero crer qu voss ama-rae, pois o diz; mas
entilo parecc-mc muilo extraordinario que um gen-
lilhomem que s tem um amor no-coracao, rodee-se
tic myslerios e alugue, como voss faz, no bairro de
Saint Honor um pequeo hotel, no qual a nenhum
profano be permillido entrar.
Como 1 voss sabe disso ?
Sei ludo.
-Mas quem pode dizer-lhe 1
Que importa He verdade isso! perguntou
Lais.
Sem duvida, respondi'u Chadeuil.
E assevera lambem quo lie isso de sua parte
urna phautasia innocente, unJc o amor nSo toma
parte alguma ?
Se cu lite dissesse, voss l'So acreditara.
-1- Pode lar previamente pi disuadido disso.
Entao que devo dizer-lhe 1
A verdad !
Pois bem a verdade he que o duque desejou
esse hotel, que hahila-o em meu nome, e que eu s
oceupo ahi um aposento muilo rwiricto, onde Vou
raras vezes. ,
Mas emfim vai l algumas vezes, dase Lais.
Para que me oceultara 1 respondeu o vis-
conde.
E aposto que voss jurara que tudo isso he
muilo innocente.
Em que poderte en julgar-cnc culpado !
Aos olhos do mundo, nao; nas aos mcus...
Ah 1 pois suhmetta-mc a pravas, v visdar'
esse hotel sozinha ou acompanhad a por mim, se
vdss nao vollar salisteto, renunci arci felicidade-
que lenho s veaes esperado.
Lais pareceu reflecljr alguns instantes, olhoudes-
trabdameule para a labareda que suba crepitando
do fundo do fogao, e folgou com a caixinha que
linha na m3o. Alguns segundos depois ergueu para
o visconde os bellos olhos, nosquac^s brilhava cer-
tamenle mais amor do que ella quera mostear, c
disse com voz trmula :
Mr. de Chadeuil n3o sermuil'o presumido.
n,lo he ...
Eu exclamou o visconde.
O seuhor respeitar a curiosidade de urna mu-
Iher, e nao a calumniar.
Que quer dizer'.'
Vem-me um desejo tranho. '
Falle !
Amanha a noile o senhor eslar e m seu pe-
queo hotel do bairro de Saint Honsr ...
"" r? j sc.nhora haroneza me permit ir... excla-
""^ Permmo-,h'rleSaelll0'lqUeCCr de "' '*"*'
Estarei 1 estarc.'.
As dez horas pois !
As dez horas.
Somente, como a mnlher que ir visil -l de-
seja nao ser vista de nnguem senao de vosst I, deve
ler urna chave particular de seu quarto.
Com effeilo.
Quer confiar-m'a at amanha i uoite ?
. Oh Lais Lais disse Chadeuil ajoel 'hando
danle da baroneza, e escondeudo o rosto em i seus
joelhos.
(Cofii(ar-.tf-At t.)



DIARIO DE PERMMBUCO, QUINTA FEIRA 18 DE MAIO DE 1854.
representante Da capital, sua tina educado, e sobre-
tuilo seu sisudo comporUmeoto na assembla, (ero
grangeado as sympalhias de lodo os homens sensa-
to..' y
O Taubaleanos e PinJamonhangabenses aca-
ban) de passar por terriveis aperturas. Ue o caso.
Na quarta-feira de Trevas ana escravo do Rvd. vi-
gario de Taubat, Joaquim l'creira de Barros, ins-
pirado por bom aojo, declarou qne ama lerrivel in-
surreijao se Iramava entra todos os escravo das ci-
dades de Taubat e Pindamonhangaba, que nesle
projeclo seriam auxiliados pelos da faxendai.vizi-
nhas, e que o dia aprazado para a matanra era a se-
gooda-feira de Pascoa, etn que se reunem os prelos
para a tetlividade de San Benedicto, que all coslu-
roam fazer.
O rosto apoderoa-se inmediatamente da popnla-
30, e as autoridades comejaram a syndicar do facto,
interrogando tongamente o denunciante e outros.
Em faita de forja militar o povo apresentuu-se ar-
mado, e om grupo, cuja frente se achava o cidadao
Joaquim Francisco de Moura, dirigio-se immedia-
tamenle Taxenda de Gregorio Ribeiro da Silva, on-
de, por denuncia do escravo do vigario Barros, se
chavara o principis cabejas deste nefando pro-
jeclo.
Ao presentirem o grupo que se approximava, o
principal cabeja fugio para o malo e conseguio Cva
dir-se. ^ No entretanto, nesse e em outros lugares se
eflectua'rara muilas priset, encontrando-se grande
porjSo de armamento e grande numero de flexis en-
venenadas.
Aborlou assim o liorrivel plano pela denuncia do
bom escravo. Menjao honrosa exige a causa publi-
ca que e faja dos cidadao Joaquim Francisco de
Moura, Geraldu GomesNogueira, Dr. Escobar, pro-
motor da comarca, Mariano Jos de Ollveira e Cos-
ta, Gregorio Uibeiro da Silva, Ribeiro de Carvalho,
Netio Chagas, Costa outros, pela energa e cora-
gem desenvolvidas pela reunan da gente armada, e
pela realisajao da diligencia'.
Corre j urna subscripto em favor do denuncian-
te eom o fim de liberta-lo. A generosa acjo prali-
cada na corte em favor do Simao achou imitadores
em Taubat. O preto Simo lie uro here, porque
expoz sua vida para sal vacan de ou (ras; mas o es-
cravo do vigario Barros nao o he menos, porque aea-
h de salvar da devastarlo e da morle duas cidades
interas, renunciando o premio que lhe tocara na
dislribuirao do saque.
Em urna das noites do mer. que corre foi ar-
rombada e roubaila a casa de negocio do raajor Ma-
nuel Antonio Billancourt. Nessa mesma noile ou-
traa tres casas soffreram o mesmo evento. A opjf
niao apresenta-se aceorde na supposijao de que o
faci he pralicado pelos proprios pedestres incumbi-
dos da ronda da cidade.
Nao sei se dev acornpanhar esta crela; mas o
que posso assegurar he, que urna companhia em gran-
de parl formada de ca fgales e borrachos, sem dis-
ciplina, sen estimulo, jamis peder afferecer ga-
ranta h segoranra publica. Me parece que nio he
extravagante a opiniao daquelles que entendem que
o dinheiro app'.icado a esta sucia de malanirins po
dia ser mais bem applicado : antes se dcslinasse ao
seminario do Sr. bispo.
A ataembla provincial acaba de consignar a
quanlia de 28:000), paga em tres preslajeet an-
nuaes, para a coustrnejao de um novo Iheatro nesta
, capital, na forma das condijes propostas pelo cida-
dao A. B. Quartim, que se comprometle a contri-
boir enm outra igual para o mesmo Om.
- Este acto da assembla moveu a approvacSo pu-
blica, pois que demonstra o animo em que est de
promover todos os" melhorameulos, coadjavando, co-
mo cumpre, o espirito de empresa que agora vem
raiaodo na provincia.
No orjamenlo vigente se havia decretado a
quantia de 4:0009 para ser applicada ao Seminario
do Sr. bispo. Na presente reuniao revogou-se esse
desperdicio.
Parece que* a assembla, attendendo i grossa
quaotias que o prelado lem recolliido e-recollicr se
a.viagem epidmica continuar, se lembrou de pou-
par esse pleonasmo. Em verdade, era urna prodi-
galidade derreter-se essa quanlia no celebrado se-'
minaro; melhor seria que ella fosse repartida pelos
pobres, que continuara a experimentar fume com o
encerramenlo da caixa pia, pois o meu amigo aioda
nao cuidnu de revogar o peccado commettido. Quem
sebe se nem o Sr. Dr. vigario geral cuidou de 1 lio
abrir os olhoj? Syndicarei de tudo islo para commu-
car-lhe.
Existe na capital um predio nacional nova-
mente reedificado, destinado as sestees do cabido, e
como que sb a posta do Sr. bispo. A assembla
teve a feliz lembranoa de dar-llie destino mais fruc-
tiferu, ordenando que a thesouraria provincial para
la e transportasse-
Todava, apezar de ser a lembranja pplaudida
pelo facto de reivindicar o uso da casa, destinada a
ninharias que nos sabemos,a providencia nao foi com-
pleta ; ,o novo destino ainda nao be conveniente.
He urna verdadeira extravagancia collocar-e a the-
souraria provincial, distante da geral, nao sendo se-
paradas as repartieres por le que as dislioguisse
lies dese inspector especial.
Como ha de a Sr. Dr. Hippolylo inspeccionar as
duas reparlijes, collocando-se urna distante da ou-
tra Ser curial andar o inspector de Herodes a Pi-
lalo, despachando ora aqu, ora all? Nao soOrer
o servijo publico eom a ambulancia oecessaria do
ebefe das duas repartijoes ?
Sao extravagancias que aqu se farem, s porque
unUevaafeliftlembranja que se reputa um grande
achado! sao ueslas lembranjas que aqui se chamam
em gyria anaifalta:
Den-se Iranlem um episodio azedissimo na as-
sembla provincial, que causn assombro as gale-
ras. Orava o Sr. comraendador Telles, quando o Dr.
J. M. da Fonseca deu um aparte que trouxe a dis-
cordia.
Esto aparte, meditcm, vai trazer hera serias con-
seajueucias.
Por agora declioo de desdobrar a questao com re-
ceto de, mat informado,desviar-me da verdade. Ob-
servare! o resto para orenla-lo.
Algunsdeputados jase acbam de partida para
essa, de modo que a nossa assembla provincial pau-
latinamente vai ficando desertan
Achara-te na"capital somante o/j deputados Hippo-
lylo, couselheiros Carneiru. de Campos e Lima.
Consta-nos que o conselheiro Carueiro de Campos
prepara-te para a partida, aguardando uuicamente
o eacerramcnlo da primeira. discussio das proposlas
relativas' s estradas de car ro, que hoje li o taman-
du qne preocupa a alten ja"o publica.
Anda tinha panno -para mangas, mas voou o
lempo.
Rehiervo para o pror.imo correio, promeltendo-lhe
que redobrarei de ssidudade, visto como os fados
me lem dito que alguma utilidade tem sobrevlndo
'.le minhas commu nica roes.
Em coiisequencia pcjo-lhe lambem, que se arme,
de nuis'pacieucia para estar o seu Jornal em dia
rom todos o negocio da capital edo interior, fican-
do Vmc. certo da que a tarefa he ardua; alguna fi-
iwrios desla se arrepelam contra mim quaodo nao
escrevo segundo sea talante.
At logo. (Carta particular.)
\
i
1

PROVINCIA DO PARAN'.
Coritiba 10 de abril de 185i-.
J l vai feliamenle passada a quadra eleitoral.
He conhecido o resultado de todos os collegios da
provincia que elegeram o deputado assembla ge-
ni eos 30 membros da assembla legislativa provin-
cial ; e dos collegios que elegeram o senador.s falla
saber-se o que tez o de Guarapuava, o qual, contan-
do apena 7 eleilores, tem todava de decidir na pri-
roazia entre o barao de Antonina e Manoel tinacal-
va de Morae Rosoira, que sao os mais votado da
lisia triplico.
Grecas as ideas de conciliajo que felizmente vao
roelhorando e prodnzndo salutares fructos, a eleijSo
em leda a parle fez-se com o maior socego e regula-
ridade ; e as diversa parcialidades, que desgrajada-
mente nos dividen), desta vez se nao chegram a um
perfeilo aecordo, o resultado ao menos convencer
que de nada tem valido a cabalas qne hao tenlado
ergoer etguns espirito inquietos e pequeos conlra
a forja da opiniao publica, que abrasa com prazer
cae plano rralernisador despartidos, que leude a fe-
char a era de suas odiosa lulas.
O tlr. Antonio Candido Ferreira de Abren, como
se presum, foi o mais volado do tres candidatos
que se propoieram i depulajao geral; poi obteve
68votos,aapaoqueoDr. Jesuioo Marcondes de
Oliveira eSaobteve 37, e o Dr. Antonio Francisco
de Azevedo apenas 22;
Ojiante assembla provincial, um nico candida-
to do que enlrram na chapa combinada entre os

partidos collgadus dexiou de ser elello, e islo por
motivo: particulares que, por nada virem ao caso,
dexiirei de mencionar. Infelizmente o neme ex-
cluido foi o do digno vigario doParanagu, padre A-
gostioho Machado Lima, entrando em seu lugar o
commendador Manoel Francisco Correa Jnior. As.
sito, a lisia dos deputados ficou organisada desla ma-
ncira :
Os Srs. : Votos.
1 Dr. Jos Malhias Gonjalves Guirnaraes 112
2 Manoel Leocadio do Oliveira. lio
3 Antonio Jos de Faria. 107
4 Dr. Francisco Jos Correa. 106
5 Joaquim Jos Pinto Bandeira. 104
6 Manoel Ignacio do Cauto e Silva. 104
7 Manoel Gonjalves de Moraes Roseira. 98
8 Manoel de Oliveira Franco. 98
9 Francisco de Paula Ferreira Ribas. 97
10 Dr. Jesuino Marcondes de Oliveira e S. 95
11 Modesto Goncalves Cordeiro. 91
12 Dr. Jos Lourenjo de S Ribas. 90
13 Manoel Goncalves Marques. 88
14 Manoel Antonio Guimanles. 85
15 Jos Joaquim Marques de Souza. 83
16 Antonio de S Carilargo. 89
17 Manoel Antonio Ferreira. 78
18 David dos Santos Pacheco. 71
19 Fernando Antonio de Miranda. 69
20 Manoel Francisco Correa Jnior. 69
E os supplentes mais volados sao :
Dr. Joaquim Ignacio Slveira da Molla.
Manoel Jos da Cunda Bifaucourl.
Dr. l.aurindo Abellardo de Brilo.
Padre Jos Antonio de Camargoe. Araujo.
Ricardo Goncalves Cordeiro.
Jos Das Barbosa.
Americo Goncalves de Moraes.
Padre Agoslinho Machado Lima.
Dr. Jos Francisco Correa.
A lisia triplica para um senador, abstrahindo a vo-
lado de coilegio de Guarapuava, que ainda nao he
conhecida, acha-se organisada desla forma:
Exm. barode Antonina com 112 volos.
c 2cm separado.
Manoel Goncalves de Moraes Roseira 108
Manoel Goncalves Cordeiro 98 n
Foi marcado o dia 15 de maio para a reuniao da
assembla provincial, eeslava-moj preparando para
Ver Irabalhar a primeira assembla da provincia do
Paran, quando ovi dizer que o soverno provincial
eslava disposto aadia-la para mais tarde, nao smen-
te para ler mais lempo de melhor conhecer as neces-
sidades da provincia confiada a seus cuidados, como
principalmente porque est vendo todos os dios os
deputados provinciaes irem-se ausentando para a
grande feira de Sorocaba, fim de vender as suas tro-
pas.
No dia 1." do crreme sabio aqui a luz um jornal
official, de pequeo formato, impressoem urna typo-
graphia qne dessn corle trouxera Candido Martios
Lopes, que nlrt traballiava em Nitlierohy. .
O jornal lie paramente official. Segundo o seu
prembulo nao dever envolver-se absolutamente em
qucsloes polticas de qualquer natureza que sejam.
O seu titulo he urna dala preciosa para os Paranaen-
ses, pois lhes Iraz sempre lembranca. a poca da sna
emanciparlo, o dia 19 de dezembro de 1853, em que
foi inslalladaa provincia do Paran. Sobre a senda
qne promette seguir o jornal acho melhor Iranstre-
veras suas nroprias palavras :
O Dezenoce de Dezembro, diz elle, nao hesita
pois, um momento na vereda quedeve Irilhar: o pa-
triotismo, lano como seu proprio interesase, Iraca-
heem alio bradoo programma queem sua carreira,
longa ou breve, prospera ou nao afortunada, cumpre-
Ihe desenipenhar.
o Este proaramma lie informar o'publico do pro-
cedimenlo do governo, e das diversas autoridades
della, mediante a publiccao de seus actos ojlciaes,
apoolar e discutir com a devida circumspccrao as
medidas que- mais cooseolaneas forem ao engran-
decimento da provincia, aceitando nesse sentido, pa-
ra dar luz da imprensa, escriplos*e informa j:es de
qaem quer que esteja no caso de Ih'os ministrar, os-
tendo-se completamente de qucstc* polticas.
o Abitendo-te completamente de gueeloes polili-
cW, diz-se alto eborasom, e acresctnlji-se : tem ja-
mis esposar os tnttresses e desabafos de um ou de
oulro partido na provincia, a
Assim se exprime o Dezenote de Dezembro. Em
minha opiniao acho o programma excelleole, e fajo
velos para que se nao desvie da senda qne to acerta-
damente trajou para sua carreira, como tenho todas
asracoes para suppor. ,
O Sr. Augusto Frederico Colin, que por favorecer
a nascente empreza, qoiz prestar-lhe o apolo ao seu
alcance, as cartas que dirigi a diversas pessoas, de
que tenho ama vista, convidando-as para presta-
ren) asma assignatarae prolecjaoaojornal, confirma
estas, mesma ideas.
Algnem do lado liberal qaiz levantar igualmente o
seu joi nalzinho. Fallou-se nesse sentido ao pronrie-
tario da typogrnpbia, mas este regeilou taes propos-
las. Qualquer que seja o motivo deste passo do pro-
prietario da lypographia, acho-o louvavel. Um jor-
nal paramente poltico nesta occasio em que se tra-
ta de conciliar os nimos; serenar as paixde,e fazer
esquecer os anligo odios, seria um flagello peior do
que a febre amarella, do que o lypho, ou do que o
cholera-morbus. A malqurenja, as discordias e os
resenlimentos antigos assaubavam-se como ora en*
xame de abelhas, que mfo imprudente fosse pertur-
bar na sua pacifica colma; e quem sabe at onde nos
levara semelhanle imprudencia t
Ljmcaso de febre amarella, appafecido na ci-
dade de Paianaga, poz em alarma toda aquella po-
pularlo, que ja antevio as funestas conseqnenciasde
que foi victima com a ultima visita que lhe fez este
borrivel flagello. Felizmente, porm, nao se dea
mais caso algum, pelo que son levado a crerqueo
medico o qualilirou mal, confundindo-o (alvez com
as febres intermitientes proprias da eslajao.
L'ma Irisleoccurrencia leve ltimamente lugar
"o Pqrlo-de-cima, pequea povoajilo a poucas le-
guas da villa de Morreles.
No dia22 de mar jo ama rez fra encontrada
morta as immediajoes daJpovoacAo ; suppoz-se que
l>or eflelo de mordedura de cobra. O dono, haven-
do-llic mandado llrar o conro, dei\ou a carue no cam-
po, que algans pobres da vizlnhanja, deseonhecendo
o mal, aproveitram. Deste infelize algaas lem
morride, sendo j em numero de 5 as victimas daquel-
la generosi dade, sol rendo os que reslam liorriveis
dores no estomago e na cabe ja.
Em um logar 13o afasia) e baldo dos recursos da
medicina, un caso destes lie bastantemente assusta-
dor. Quem sabe ainda qua nas pessoas terao de suc-
cumbir por um tal motivo I
O joiz municipal supplente da villa do Princi-
pe, acaba de fazer um grande servijo i humanidade,
justija c religiao, consegundo fazer prender a 2
malhcres que brbaramente assassinram a golpes
de machado a um pobre velho, por nonio Joao Do-
mingues, marido de urna e pai de outra.
Esto horroroso assassinato teve lugar, em dia de
marjo, no municipio do Castro. As malheres cha-
mam-se Mara da Conceiriio o Rila Mara. Depois
de perpetrado o crime enterraram o cadver da vc-
tima em frente da casa onde representaran! esta es-
pantosa tragedia ; e fugiam em dircejao do Sul
quando foram apandadas pela polica de Prin-
cipe.
Acham-se hojen& cadeia de Castro, eprosegae-so
no competente proeesso.
No primeiro semestre do anuo financeir de
1853 a 1854, enlrram no porto de Parana-
go :
Procedentes do Estado Oriental, 8 embarca res na-
cionaes e 6 cstrangeiras.
Do Estado Argentino, 5nacionaes.
Do Rio de Janeiro, 5 estrangeiras.
De Santa Catiiarina, 2 eslrahgeiras.
Esahiram: ,
Para o Estado Oriental, 1 nacional e 2 eslran-
geiras.
Para o Estado Argentino, 14 nacionies, e 5 eslran-
geiras.
Para o Chili, 1 nacional 7 estrangeiras.
Para a Australia, 1 eslrangera. ,
Para o Cabo da Boa-Esperan ja ama eslran-
gera.
Na navegajo de cabolagem o movimenlo foi o se-
guinte :
Entraram do Rio de Janeiro 26 embarcajoes.
I le Santa Catiiarina,,11.
Do Rio Grandedo Sul, 1.
Dos portos do interior,-12.
Esahiram para o Riu de Janeiro,24.
Para Santa Calharina, 29
E para os portos du interior 12.
A mesa do ronsuUdo de Paran, cobron de di-
reitos da laxa de 5 por cento sobre generas para fora
do imperio no dito semestre
26:1519528
A saber :
Estado Oriental
Estado Argentino
Chili
Australia
Consumo dos navios eslraogeiros
3:173270
12:3-268007
9:3698763
1:2198855
358633
(dem.)
(Jornal do Commercio.)
ai
mete; dirigi-meao cubculo do thetourciro e disse-1 dei-me por salisfeito com as suas explicajoes, dei-
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
FERNAMBUCO.
' ALAGOAS.
Waeeio' 13 de maio de IsW.
.Vocks ab integro nascitur ordo Nao se espan-
te, Sr. correspondente, com este meu introito laia
de sermao ; nao lenlia medo que nSo vou raassa-lo
com alguma predica, homila ou cousa equivalente;
he que, como Vmc. sabe, tenho a decidida queda
para o latim, e lorio o dircilo o vou encaixan-
do onde posso : ora vista das peripecias, tapidas
evolujes e novos quadros que se vao velozmente
succedendo, das novas personagens que entraram,
on tem de entrar em scena, e dos que se recolheram
aos bastidores canjados ou esfairados en faisant pla-
ca aux nouvcaux acteurs, nao pude resistir ao de-
sejo de impingir aqucllc trechinho.
Principarei pela primeira autoridade da provincia.
Ja Vmc. est inteirado, pelo que expend em minha
ultima carta, que a cadeira presidencial est inui
dignamente oceupada pelo Dr. Roberto Calheiros de
Mello, na qualidade de primeiro vico-presidente,
por cuja nomeajao, segundo lhe disse, bateram as
palmas Gregos e Troianos ; e para corroborar esta
minha asserjao, traiiscrcvo-lhe o seguinle tpico do
sempre lemhrado Sr. do Phllangelho que assim -se
exprime tal respeito : o Com a sabida de S.
Exc. passou a lomar as rodeas do governo da pro-
vincia o Exm. Sr. Dr. Roberto Calheiros de Mello,
primeiro vice-presidento della. As ptimas quali-
dades cvicas c moraes de quo he dotado este dis-
linclo alagoaoo, sua illustrajao e polidas manciras
dao lisoujcira esperanja de que ser bem supprida a
ausencia do Sr. Saraiva n coleje-o com este oulro
do Tempo : nos o saudamos ,-ccom a expres-
s3o de profaodo respeiio e alia considerajao deseja-
mos que esle nosso illaslrado e importante compro-
vinciano seja feliz em seu goveroo. E aqui vai a
expressao da verdade, imparcialidade e justija, por
outra, vai a expressao de adversarios polticos ren-
dendo homenagem ao mcrlhj'do Bxm. Sr." Dr. Ro-
berto Calheiros de Mello diga-me agora se nao ti-
nha cu razao quando avnncci aquella ousada pro-
posijo 1 Porem dexando o Sr. do Philangelho c
o Tempo que nao sao autores de mulo boa ola ;
pois q ue o primeiro cos^uma qaasi sempre fallar en-
capotado, e o segundo apaixonado, e exhorto-o a que
d crdito a este seu amigo que falla sem rebujo e
livre de paixoes : o Sr. Roberto estreou a sua admi-
nislrajao soh o< melhoros auspicios ; homem geral-
mente bem-qnisto na provincia, ninguem pareca
mais azado -que elle para prccnclier satisfactoria-
mente o lugar da primeira autoridade na actual
quadra.
Passando agora polcia, drr-lhe-hei Uimbem que
alli huuvc urna subslluijno : o Sr. Dr. Frcilas Hen-
riques zurzido ( nao sei se justa ou injuslamento)
pelo Tempo, desampamu slB'posto quando menos
se esperava, reliraodo-se para essa provincia com 2
mezes de licenja, e dexando ( segundo, me contou
o Mello) a presidencia em apuros respeito da cha-
mada de um juiz de dircilo que interinamente to-
masse conla da polica, em quanto nao se aprsenla
o Dr. Neiva. Apparcccu aqui de improviso o Dr.
Casado, juiz d dircilo de Alagoas, revestido.da au-
toridade de chefe de polcia ; o Dr. Casado he um
saquaremadeanliga dala, e lieo primeiro supplente
dos deputados assembla geral por esta provincia ;
presume-se que ir tomar assenlo em lugar doDr.
Cassansao do Sinimb que est administrando a pro-
vincia do Rio Grande do Sul.
Na secretaria do governo honve urna bella con tra-
dansa dos empregados, occasionada pela aposenta-
doria do official maior Jos Alcxandre Passos; deve
Vmc. presumir, que o nosso Pipelct, nao oi esqoe-
cdo e esli mili ancho. Na thesouraria provincial
houvc a tiposcnladoria do inspector Lisboa, empre-
ado idoso e honrado, que bom nrecisava descansar;
os meninos do Trem dizcm, que a pessoa- designada
para chefe desta. reparlijao, he o Dr. Mendonja
Uxa.eo Tempo faz-lhe os merecidos encomios, em
que oacompanliamos. J chegon o escrivao recem-
nomcado para' a alfandega, e disse-mo o Ignacio
Mclro,que heellehomem trabalhador, e que lem feilo
andar tudo n'uma dobadoura. Deixo de fazer es-
pecial menrao do director c vice-director Horneados
para o eetabelecimento de educandos rtific'es, das
previsOes que se fazem cerca das futuras nomea-
jes do director do consclho d'obras publicas, e dos
ofiiciaes da forja policial, que passou a ler duas com-
panhas, sob o commando de um major ele. etc. etc.
J v Vmc. que cu tinha carradas de razao para prin-
cipiar a minha missiva por aquello modo esdruchu-
lo ; c inteirado agora das substitujes, conlradan-
sas, anosenladorias, nomeajes novas e futuras ;
passemosa algama cousa de mais substancial. '
Por/allar-lhe em substancial, crcio que devocome-
ear pelo baile dado pelos Conslituintes no dia 30 do
defunclo abril. Vi-me forjado a enfronhar-me< na
minina casaca ilc ver a Dos, para nao perder a fauc-
jSo, e ler que conlar-lhe; pois asseguraram-me,
que o Exm.o Sr. vice-presidente tinha sido convida-
do c pretenda ir: com efleito, o pagode esteve bom:
o motivo da festanja era, como diz o Tempo nma
chavena de cha, em obsequio Exm.* Sr. D. Joa-
quina Adelaide Mavignier mulo digna fijha do l-
enle coronel Mavignier o soire, folganjaou
baile, foi bstanle cooeorrido, e ouvi ao nosso reve-
rendo vigario dizer, que se achava mulo satisfeitb
por ver alli reunidas pessoas de Imhas as cores po-
lticas; pois fique Vmc. sabendo, que foram convi-
dados muitos governislns: contei para mais de 30
senhoras;quaulo a marmanjos, nao linham coala
nem fim, achavam-se al abolelados nos corredores:
disse-lhe, que entre as-causa* substancaos devia me-
recer o primeiro lugar o baile do da 30, porque nao
sei que iiaja cousa mais substancial, que o artigo
papanca, representado alli por 8 bandejas bem abar-
rotadas de docinhns e bolnhios : creia que nao
dcixei o meu quinhAo ao vigario, empansinai-me
grande, e o resultado foi vir para a casa as 2 horas
da madrugada, com ama furiosa indiges(So,(quellie
nao descrevo por estar persuadido que poaco iate-
resse lhe lia de causar).
Contaram-me que lem havido duas conferencias
ou rennieavenlrc governistas e Constilunles, para
Iralar-se respeito de um baile, que se pretende
dar ao Sr. Dr. Roberto ; suscitou-sc porem urna
questao grave; nempe, os governislas querem que se
declare, que um dos motivos do baile he a acertada
'escolha feila pelo Sr. Dr. Saraiva, e os Conslituintes
nao desejam semelhanle declarajAo.Amados Cons-
lituintes, desla vez cahisles no tajo Por maiores
esforjos que fajis, creio que nao podereis ahir
deste innocente bicrneo: ou confessai (como J len-
des feilo ) que o Sr. Dr. Roberto he urna pessoa il-
Iuslrada, cujo oume he respeitado e acatado peloho-
mens honestes e justos de todos os partidos, e eniao
implcitamente, e a vosso pesar, iouvais a escolha do
Sr. Saraiva, ou desdizei-vas depressa cerca das ex-
imias qualidades por todos reconhecidas nesse Ilus-
tre alagoano ; para poder censurar neste ponto ao
Sr. Saraiva, porque, meas queridos patricios, vos
muito bem sabis, que ninguem se faz a si mesmo
vice-presidento, nem esses fuilccionarios cahem do
eco por descuido; alguem os lembra, e ogovemoim-
pcrial leova-se lal respeito aos seus delegados. Di-
lectos patricio*, Icnharh paciencia, desla vez he for-
jo coufessarqueo Sr. Saraiva eve muilo lino, de-
monstrou que era um administrador muito Ilustra-
do c perspicaz.
"Um juiz do mallo, enjo nom nada vem ao caso,
inciimhio-me de receber na thesouraria de fazenda,
seus ordenados de alcuns mezes j vencidos; deven-
do-lhe cu alsumas nlirigaroes, nao pude csciisar-me
aquella incumbencia, apezar de estar sricnlc das
di01culdad.es com qac ia lular, pois j me linham
contado que o Ihesoureiro'dnqiiella reparlijao goar-
dava os magros cobres como o DragSo do jardini das
Hespcrides os pomos de ouro, e haviam-me al pre-
venido que para arrancar-llie algum dinheiro era
necessario usar de arlimanhas c estratagemas; mu-
nime pois de pachorra e dirigi-me tlicsoiiraria ge-
ral: goslei de veros empregadosdaquella reparlijao
tralialbando silenciosos i,ou pelo menosfiugiudo que
o faziam); informaram-mc que o chefe ora bastante
r.eloso e fiscalisador, e que depois de sna enlrada he
qut a eslajSo marchava. assim lau licm e regular-
me mu maciamenle (como me linham ensillado)
Sr. Ihesoureiru, nao me faria tt, S. o favor de pagar
urna quantia mui diminuta?Deu o thetoureirodous
fundos, e respondeu-mc Siulo bastante nao poder
satifaze-lo, Vmc. veio muito tarde, agora mesmo a-
cabo de pagar urna enorme quantia, e nao ha mais
na caixa nem um real.Ora por quera he, Sr. the-
soureiro, veja que he urna quantia mui diminuta.
Deu meia duzia do bufos, e foi buscar dinheiro; vi
que o homem tratia chelpa grossa, e apresenlei-lhe
a minha couta qne monlava a uns 200 e lanos mil
reis. Misericordia! Virgem mai de Dos! cicla-
mou elle dando um sallo espavorido, islo he nma
Iraijao que o Sr. me fez; como he que o Sr. me dis-
se que era urna quantia mui diminuta, e apresenla-
mc agora essa exorbitante conla?Hoque eu pensc
Sr. thesoureiro, que 2008000 reis nao era grande
snmma; mas em Um tenha paciencia, despache-mc
queestou cora um portador era casa para levar esse
dinheiro. Arrepellando-sc, resmungando, c fun-
gaudo foi o thesoureiro contando e recontando o di-
nheiro ; c logo que o recebi, fui-me escafedendo an-
tes que elle se arrepeudesse.Lanje os ollios tam-
ben) para aquello cubculo, Sr. inspector I V. S.,que
tem coarclado tantos abusos, nao consinta que o seu
thesoureiro estoja dando como por csrala dinheiro
que nao he seu, e que muilas vezes he ganho com
bastante Ira bal lio e copioso suqr!!!
Os dignsimos membros da assembla provincial
para recuperaren) o tempo perdido, traballiararava-
Icntemenle nestes 8 ltimos das; e no dia 6 docor-
rente levaran) a sanejaonosderradeirosactos legisla-
tivos, e encerrando eus Iraballios, por esle anao, no I
dia 8. Para me despedir d'alguns, com quem nu-
tro relajees de amisale,- fui em um dos ltimos dias
de sessao ao palacete: escusado seria dizer-lhe, que
bem como o Antonio dou-me com o Luiz, ex-tenen-
to Araujo, e com osbons deputados das Alagoas;
pois sigo aquelle antieo sjslema:Os amigos de nos-
sos amigos sao lambem nossos amigospor isso pro-
cure) logo o ex-tcuenle, e rom sen adjutorio fui-me
collocar )ias galeras; pergunte-lbe qual era a mais
importante questao do dia, respoodea-me sorrindo-
se velhacamente, qae era a decantada questaoPilar
sabia eu que um dos mais interessados nella era o
Dr. Rapozo, e por isso fui procurar um lugar porto
delle; pareceu-me que j de anle-mao caolava o
Dr. o epinicio, pois pavoneava-se as galeras, e fal-
Iava em voz um pouco alia: dahi poucolevantou-se
o Romeiro com um'papel na mao; bem sabia eu
que este, o Dr. Ucha, o Paula Misquitae todos os
amigos dos maus dignos communicipes nao eslavam
muito dspostos a votar pela tal repentina elevaran
da novissima freguezia do Pilar a villa, por isso
preslei attenjao ao Romei ro quando tomou a pala-
vra: pcrmilta-me Sr. correspondente que eu diga
duas palavras a respeito deste meu patricio. O Ro-
meiro com quanlo o3o lenlia estudos regulares, he
homem de nilra penetrajao, perspicacia eintelli-
cencaf e he (como aqu dizemos > mitrado em estra-
tagemas cleitoraes, materia qne pode dar liejao de
cadeira a mais de um menido lellrado, e que se pre-
suma de alilado: alem disso-sabe elle perfeitamente
como se langem os pozinhos na assembla; pois
faz parte dos deputados vitalicios, e j tem os estu-
dos necessaros para *tomar capello no difllcil curso
dos debates parlamentares: como lhe hia dizendo,
levantou-se o Romeiro e principou pediodo descul-
pa aos Ilustres apliegas pela, sua poai-a pratica, ou
antes ignorancj da difilcullosa arte de ler fseguu-
doelle dizia) e comejou qaasi solelrando a extensa
represenlajao feila pelos habitantes da povoajao do
Pilar, interronpendo-se cada orajau para pedir
novas desculpas ou para repisar a anterior; e fazer
suas rcllexftes e ontras quejandas: faja Vmc. idea
como nao estara o nosso amigo Rapozo. Vocife-
rava, resmungava e prolcstava conlra aquella eslu-
dada dilajao. Depois qae o Romeiro terminou a
gaguejada c mil vezes repelida represenlajao disse
que condeca todos os habitantes do Pilar, e que
parecendo-lhc alli haverem asignaturas de pessoas
desconhecidas ia le-las, e passou a soletrar aquella
cufiada de nomes, culremciando-os com as compe-
tentes reflexoes cerca de cada individuo: oiliei
para o Rapozo em quanto o Romeiro estava-se lem-
brando du seu tempe de menino d'escnla, e vi qne
tinha chegado ao paroxismo da raiva, c nao poden-
do mais conter-se bradou cji das galeras:Lea lam-
bem agora i recoiibecirnenlo das aioalnra!
Era isso mesmo que o Romeiro pareca desojar, pois
logo largando a representa jao, reclamou contra aquel-
laviblai.aodossacro'sanlosdireilos do depulado.epe-
dio a execajao de artigo 254 do regiment da casa,
lembrando lambem a pun rao do artigo 105 do codi-
llo: vendo eu que o necocio ia-se tornando feio, c
lemendu que de cnvolla com o Rapozo lambem rae
quizessemlraocaTiar na matriz do Schrambach, como
violador do tal artigo 254, fai-me esgueirando.
O Bahia ja anda menos carrancudo e o Porto est
qaasi bom ; segundo o meu Ihermomelro'he sing-
nla certo que grassam por alii algnmas boas moles-
tias; indagando, soube que eram cmaras de saugue
e rlieumalismo. Em o mez de maio costumam aqui
as chavas a fazer urna parada, a que nossos bous
malulos chamam o vera/tico de maio: coma falla
de chavas voltarain os calores, e agora mesmoestou
lhe escrevendo alagado em mor.
lhe as boas larde e vim para a casa scihismando
O Sr. do Pliilangellio.....porm, agora me
lembra que entre os graves defeitos que com toda a
razio me imputan), avulta o de ser muito proliio,-)
demasiadamente minucioso, e sobreraanera mas-
santo ; por isso fajo aqui ponto. Bem sei que todos
se dao ao demo para saber qual o motivo ou com
que fim escrevioho estas semsaborias; rio-me das
supposjcs e conjecturas, e irei prosegundo em
meu camnho em quanlo Vmc. quzer agucnlar as
minhas massadas; sou o primeiro a recoohecer que
sou deseuxabido no escrever; e creio que tcnlio
muito em vista o Soscete ipssum para lor pre-
sumpjao de bom e inleressanle chronisla. falle.
PERY\m:C0.
Em urna tarde destai sahi a dar um gyro higi-
nico, e dirigi-me para o largo da matriz, ( passcio
que Vmc. -hade ter notado que era o predilectodo
meu bom Antonio) por fortuna eucootrei o major
Pinheiro, que anda'va fazendoo mesmo: olhei para
a matriz e fiquei estaperaclo vendo acabadas as tor-
res daquellemagestado templo. Diga-me, Sr. ma-
jor, como he que aquellas torres se ergaeram como
por artes de berliguis berloqties ? Perguutei ao
Pinheiro, que eu sabia ser mui versado em tudo
quanlo he concerneute a gente ecclesiastica e a gro-
jas ) nao medir Vmc. qae prodigio he esle? O
Pinheiro que he engrajado e muigaialo pz-ea olhar-
me fixamente por baixo dqs oculos c com o nariz
arrebilado, e respondeu-mc:Parece que vosse an-
da pelo mundo da loa; lodo este milagre lie feito
pelo Cutrim e pelo Santa Engracia, e vou jpor-
lhe tudo em pratos limpos reveslo-se de cerlo
ar de gravidade cmica o assim principou : Ain-^
da no anno de 1849 alli onde V. esto vendo aquelle
collossal templo, istia apenas ama capellinha velha
e arruinada, que pertencia a um anligo engenho, e
a onde V. v elevar-sc aquelle portentoso palacete
13o gahado pelo Sr. doflagcllo haviam uns msera-
veis cazebres, em um dos quacs joguei muitas vezes
oslo com o Yieira Peixolo; deixemos porem o pa-
lacio c vames ao templo. Existan) entao na pro-
vincia um bom capuchinho que se chamava Fr. Eu-
sobin, missinnandn na Atalaia ; governava nessa e-
poca a provincta, o couselheivo Jos Benlo, cujo
norae ser immorredouro as Alagoas, e vendo elle
que era para a capital urna vergonha que lhe scr-
visse de matriz urna capellinha de engenho em rui-
nas, chamou o bom missionario para diligenciar a
construirn daquelle edificio, do qual apenas exis-
liam os alieerces; como perm a raorte parece que
lambem nao se desagrada dos bons, c de preferen-
cia os escolhe, foi o pobre missionario urna das pri-
meiras victimas immoladasao insaciavel furor 'que
desenvolveu ella nesla provincia'em 1850, por occa-
ASSEMBLEA LEGISLATIVA
PROVINCIAL.
Discurso do Sr. Deputado Silvmo, pronunciado na
tessao da assemblca provincial de 6 de maio.
O Sr. Silcino :Seiihore,com quanto eu reconhe-
ja a impacencyi da casa, com quanlo eu veja o de-
sejo que ella moslra a que esle negocio passe j, pela
maneira porque hoje regeilou in limine urna emenda
ofierecida por mim e por um meu nobre collega, to-
dava vejo-me forjado a apresenlar algumas nova
consideraj5es robre a questao. Hemonlando-rae um
pouco ao que se passou hontem, aou obrigado a to-
car de novo em ama considerajao aprescutada pelo
Sr. Dr. Baptisla.
Para, cumbater-me o Sr. Dr, Baptista, depois de
um bem delineado e mesmo bi i Iba nte discurso, ac -
bou dizendo, que se acaso nao pozermoade parte, nao
sacrificar mos os proprios interesses em favor da causa
publica, que emfim senao houver patriotismo da
nossa parte ludo morrer.
Scnbores, eu quero que o appello para o patriotis-
mo ae reserve para occasioes mais proprias e nao que.
elle seja em todas as occasioes Irazido como cavallo
de balalha para fazer passar ama medida desta ordem.
Eu j disse meus seohores, qac a medida apresen-
tada oo projeclo, isto he, a conlribuijo, ou antes a
exlorjo dos 15 ; sobre o readimento das casas...
(Sao apoiados, reclamacoes.)
O Sr. A. de Oliveira Apoiado.
O Sr. Stlvino: Repito a extprjo de 15 $ sobre
o rendiraenlo das propriedades urbanas, nao est le-
gitimada como se disse aqui, e he por isso qae eu
doa a essa imposijo o nome de extorjao ; porque se
houvessera mulivos poderosos, que autorisassem essa
medida, eu seria o primeiro a confessar que era am
direilo da assembla. Mas senhores, estaremos nos
nesse caso ? pederemos considerar-nos nesse ultimo
Iranc de necessidade em que senao lancarmos mao
daquelle meio, devamos todo morrer ? de certo qae
nao. Portanlo esse appello ao patriotismo nSo tem
muilo cabimento, mesmo porque nao he nesla occa-
iio qne se deve aquilatar a tempera do carcter dos
cidadaos, que se pode avaliar as sua virtudes cvicas:
deixemos isto para as graodes circuraslancias. Se-
nhores, para consliluirem a questao nesse pduto di-
zem os pobres dcpuUdos, a epidemiada febre ama-
rella reina entre nos, he preciso tomar ama medida
para obviar a esse mal, e a medida salvadora he o
caljaraenlo das ras! Mas na capital do imperio,
ondeo syslcma decaljamenlo tem chegdoa am
grande aperfeijnamenlo, com as forjs do cofre ge-
ral, ande senao pode deixar de confessar, que as roas
sao limpas, por isso mesmo que se trata muilo dellas,
nem por isso senhores, deixa a febre amarella de
grassare com mais intensidade do qae naqaellcs poo-
los, oade nao ha esse melhoramento. O mesmo
acontece na Baha, onde se procedeu a um trabalho
muito minucioso e mesmo'elegante nesse genero de
conslrucjao, ah e na corle onde foi qae a epidemia
mais perseguio a populado, ao depois disse, que
ha charcos de imuudicie as ras da nossa capital, e
por isso deve-sc fazer o caljamento. Nos sabemos
qae o terreno sobre que assenta a nossa cidade he um
lerrenp arenoso, e por isso absorve todas os miasmas
e previne as exalajdes miphilicas qae possam ha-
ver; he natural ao terreno a absorjao dos miasmas,
e assim como he qae te vem trazer o castu belli para
urna questao desla natureza, que como eu mostrei nao
el mai do que eircumscripla a essa ordem muito
natural de coasas ?..
Um Sr. Deputado: Que he urna das condijes
da s.-iluliriilade o calcameolo, isso hevxacln.
O Sr. Silcino :Eu confesso que he ama medida
conveniente essa, porque assim prevalamos que pro-
gredimos a carreira do desenvolvimento material;
eu confesso qae era muito para desejar, que essa obra
com toda a promplidao se fizesse, porque he om ele-
mento de forrooseamento para a nossa cidade, mas
sto nao basta e al he certo, que a nossa cidade pela
,ua posijao topographca senao presta a conservar
esses charcos.
O Sr. Baptista :He preciso nao frequentar as
ras da nossa cidade.
O Sr. Silcino: Pelo contrario meus senhores,
eu vejo que onde se tem procedido ao caljamento,
como seja ua ra estreila do Rosario, onde o calja-
mento de certo nao he mo, he um dos lugares mais
mundos, porque as pedras,impedem que a bumidade
seja absorvida....
Um Sr. Deputado : Porque nao lem cauo de
esgolo.
O Sr. Silcino : Eu supponhp ter j mostrado,
que por isso que o terreno he arenoso, ha alisorp-
jao e nao poder conservar-se, por muito lempo esses
charcos de in/eccao ; eu ja mostrei isto, e o nobre
deputado sabe perfeitamente, visto qne he entendido
na materia, que nma vez qae ha absorpjao os mias-
mas se deslroem pela natureza do solo.
Foi sobre esto ponto que o nobre depuatado mais
particularmente se demorou,.e julgo ler-lhe respon-
; O Sr. Baptista em um grande aparto explica o
seu pensamento. )
O Sr. Silcino : Couseguiolemenle impossibi-
lidade de legislar de maneira que nossa satisfazer
todos com igualdade e.justija ? Pois eu pens de rao-
do muito diverso...
O Sr. Baptista : Pode ser qae esteja era erro.
O Sr. Stlvino : Cooliecendo cu a disposijo da
casa, ou autos sabendo de antemao a resolurao que
ella tem a tomar, era de certo para admirar, ma
como sinto que me corre odever de dizer alguma
cousa, de pugnar pelos interesses da provincia, dese-
java ao menos que fosse adoptada nma emenda no
sentido de sentar os pequeos proprielarios, que mo-
ran) em suas casas...
UmSr. Deputado : Nio "he a esse qne faz mal
o projeclo.
O Sr. Silcino: O meu pensamento nao he ad-
vogaruma causa particular, mas nicamente fazer o
mais que he possivel em favor dessa classe da socie-
dad e que nos deve merecer toda a considerajao.
dido.
Agora dirc ainda duas palavras sobre a emenda
do Sr. Mello Reg. Se cu cpnlestei o direilo da as-
semblca, deimporesse onas robre as propriedades
urbanas, seria incoerente so deixasse de impugnar
essa outra medida proposta pela emenda : se eu j
conlestei o direilo deasa imposijao de 15 por cento,
como nao contestaroi esse excesso de imposijao, essa
obrgarao imposta aos particulares, de fazerera caes?
Se cu acho que si o caljamento das ras j he urna
imposijao onerosa, coraohei de consentir mais nessa
factura decaes ? .
O Sr. Mello llego : J eslao sujeitos, nao he
cousa nova.
O Sr. Silcino : Eu explicarei esle ponto,
visto que o nobre deputado m'o lembra, porque ou
esludeimais nu menos a queslo, e posso dizer al-
gumacovjsa a respeito. Dos terrenos de%narinha, al-
gaas eslao sajeitos obrigajao de o proprielario fa-
zer caes....
O Sr. Mello llego: Todos.
O Sr. Silcino : Eu contesto a asserjao do no-
bre deputado, 6 nobre deputado consinla que eu
faca a distinejao. Eu disse que existen) terrenos de
marinua, qac foram concedidos com a coodijao
de os seus proprietarios conslruirem o caes, mas al-
gnns ha, que nao pertencendo propriamente fazen-
da geral* mas a particulares, esses j os lecm ven-
dido sem essa condijao; conseguiutemeule j se v
que s deve de incumbir factura de caes aqaelles
quem se impoz essa condijio, na occasio
si3o da febre amarella, que lanas vidas importan- de compraren) esses terrenos ; mas querer collocar
ICS CefOU &mii fa9 n )>nlw>n. nm:i n,nm mM. ni mPSma imhSi, .......II.... .--------------------
COMARCA DE PAJEL
Villa-Bella X. d> m.io de 1854.
Ainda desla vez poueq adiantam as noticias que
tem chegado.ao meu conhecimento, de sorte que so
pelo receto de perder o habito, e lornar-me pre-
guijoso, irei expor-lhe o pouco qae, a'muilo cusi,
pode colher depois da ultima que lhe escrevi.
Primeramente dir-lhe-hei qae muito se tem por
aqu Irabalhado por saber quem seja o noticiador
desla comarca, tanto para o seu Diario, como pa-
ra a Unio, eujos arligos tenho tambera ltima-
mente lido, e $3o de grande inleresse por ser o sea
autor minuciosa e verdico, He o Dr. jai de di-
reilo, dizem uns, he o Dr. promotor, dizem ou-
tros, lie o Dr. Liav, dizem muitos, he finalmente
Pedro, Paulo, etc., etc. He verdade que ainda
nao fallaram no meu nome, e he qoasi impossivel
mesmo qae o fajara, segundo o qae Vmc. sabe...
nao obstante tenho lido minhas clicas, e nao sei
em que se fandam esses curiosos esmeril fiadores da
vida alheia. Se o noticiador racnlitse, se invenlasse
Tactos, ou os adultcrassc era prejuizo das pessoas que
elle figuran), nao sera mo averiguar quera era,
o calumniador, mas nao fazendo isso, antes guar-
dando certas conveniencias, e mesmo alguma re-
serva na narra jo dos acontecimenlos, de modo que
a niogaem oflenda, nio posso descobriro motivo de
to indiscreta curiosidade. Nio creifc, porm, que eu
desanime na empreza de por a provincia e o paiz
apar do qae se passa c pelo sertao do Paieu. Nao.
Esta iodagajes farSo doer as canellas, fie verdade,'
a quem nao quereria ser descoberto, mas de ne-
nhum modo atemorisam a quem tem conseieocia
de s ter dikj verdade, que nao devra estar oc-
calU. w
Entrando no factos, comejarei por urna patrulha
da guarda nacional que, commandada por om sar-
gento de nome Manoel Coeiho, escollou ha pouco
para essa capital alguns recrolas enviados desta
villa. Esta patrulha, ou antes esle sargento, com-
raetteu na estrada algans excessos criminosos, qae
por modo algum devem ficar impunes, matando
gado e criajOes alheias a tiros sem licenja dos do-
nos, todas a vezes que linham necessidade de car-
ne, e fnrtando-se a paga-Ios aos que se apresenta-
vam cobrando, com o frivolo pretexto de andar em
servijo publico, c ler ordem de autoridade supe-
rior; quando he sabido que este sargento, antes
da partida desta villa, recebea dinheiro sutliceule
para sustento de loda a patrulha e dos recrolas.
Chamo a altenjo do governo da provincia, e das
competentes autoridades robre um facto, ou me-
lbor ama aerie de fados, que ficando impanes mui-
to concorreriam para desmoralisar a forja publica,
que em todo o tempo e logar deve ser urna garan-
ta de ordem, e nunca urna horda de salteadores,
como figurn a referida'patralha em loda esto dili-
gencia, tanto na ida, como na volta. Haja vista a
mesma patrulha, ou algans dos mais honestos qu a
compunham.
No dia 27 do mez lindo entraram nesta villa '
individuos capturados no Riacho 4o Navio pelo be-
nemrito altores Capislrano: algans dos presos ja
se acbam competentemente processados por de-
nuncia contra elles dada por crime do fur-
to de gados, que, como em oulra occasio lhe
disse, he o fraco daquella boa gente. Escapea, co-
mo por um prodigio de felicidade, o chefe desses
ladrcs, conhecido porCurio, o qual reane
audacia e intrepidez de am D. Rapbael a"astucia e
hypocrisia de um Ambrosio La mella: achando-se
em casa de um irmo, que era inspector de quar-
teirao, esle, senlindo a approximajSo da forja, de-
ra-lhe aviso, e fra cansa de evadir-se aioda desla
vez o mais nomeado e perigoso raloneiro de loda
a comarca de Paje, c quien da provincia.
De Tacara t apenas consta ter sido ferido com
um tiro dado de emboscada na seria Negra o cri-
minoso de morle, Francisco Gome, alli morador ;
e supposto nao se tenha ainda descoberto .o autor
do delicio, lia com ludo suspeilas de ter sido esse
tiro dado por gente da mesma laia do ofieodido c
seus socios no crime.
No dovo termo de Ingazeira estou informado por
via segura, que alguns empregados se eslao dando
a perros por causa de alguns correos, qae, em lu-
gar' Ae passarero por.aquella villa, lergam-sc por
cairas estradas, dexando a correspondencia offi-
cial em poder de particulares para a conduzir vil-
la, resultando nao s excessiva demora uo recehi-
mcnlo della, como mesmo extravio e abertura de
vario officio, como acontecca ha pouco com dous
oflicios do juiz municipal supplente, que lhe
chegram s roaos nesse estado. Ora, este fclo,
qae he exaclissimo, he digno com efleito da atten-
jao dos empregados a qaem incumbe por cobro em
taes abusos.
CobcIuo por nao occorrer-me mais nada que va-
lha a pena.
(Aqui fez o Pinheiro urna pausa, mai
ancho, e como que admirado de sua propria elo-
quencia). A' instancias do mesmo conselheiro Jos
Benlo ( conlinuou elle) veio oulro missionario, Fr.
11 em qne, que encarregado da obra fez progredir os
trabalhos do sen digno antecessor: dotado de urna
actividade maravilhosa foi esle religioso incansavel
em grangear esmolas, cujo producto foi applicado
obra. Em urna das.occasies que regressou da cor-
te o Sr. conselheiro Jos Benlo, onde tinha ido co-
mo deputado assembla geral, Irouxe comsigo ou-
lro missionario, Fr. Luiz de Grava que lambem
presin bons servijo; alm disso empenhou o con-
selheiro lodo o seu valimenlo e amisades afim de
que correasen) logo as loteras que linham sido con-
cedidas matriz, com estes auxilios deu a obra um
passo gigantesco; porem no anno pausado retirou-se
o Sr. Jos Benlo para Pcruambucu, morreo Fr.
Hcnrique, e Fr. Luiz foi-sc embora, c ficou a obra
qaasi em abandono; eis porm que se aprsala am
fiado nosso, Fr. Jos de Santa Engracia, amado de
nao menor fervor religioso que os mi-si una ros, eesse
homem, coadjavado pelo preslimoso c prestante Cu-
trim flzeram por si s mais do que os anterioras ad-
minisladores, ou ertrarregados da obra, como Vmc.
est vendo; realmcute admira com que, presteza se
concluirn) os mais diffircis trabalhos; e eu mesmo
muilas vezes disse que desejava viver s al quando
visse concluida aquella obra ; do que ja estou mais
que arrependido. Assim fallou o Pinheiro,- como
Vmc.' acaba de ver lie elle um ptimo chronisla ;
v
COMUNICADO.
na mesma posijo, aqucllcs que compraran) terrenos
som condijao iicqhuma, he realmente ir fazer nm
grande mal, conseguintemente lie inegavela falla d
justija, qae assisle emenda do nobre deputado .
acho que a emenda por nm lado nao pode ser aten-
dida, porque nao diz nada de novo, e por outro lado
nao pode ser atendida por que diz do mais ; nao diz
nada em relajao aos individuos qne eslao obligados
a fazer caes, c diz de mais quanto aos outros, porque
seja prove a incompetencia, a iujustija do imposto
de 155,, por certo, he ainda maior injuslie essa no-
va imposijao.
Por estos observajes cu. julgo ler cumprdo o de-
ver que meimpunba o assenlo nesta casa de advogar
a causa publica, ou antes a causa da nossa provitf-
cia.
Mas, senhores, eu vejo-me na necessidade de dizer
anda duas palavras relativamente a ama observajo,
que fez o Sr. Dr. Baplisla, quando me combate'u.
Eu disse que o projeclo nao s ia ferir aos interesses
dos grandes proprietarios, como lambem ia ferir os
'nlercsjes dos pequeos proprielarios, aquelle que
moravam em suas casas. O Sr. Dr. Baptisla qaren-
do combater essa minha opiniao disse, quo o legisla-
dor nao podia descer a essas minuciosidades, nao po-
da saber se a esle ou a aquelle ia ferir de mais perlo
esse oiius...
O Sr.. Baptista: Foi de oulra forma que ex-
pressei o meu pensamento.
O Si. Silcino: Pois entilo desejo que o nobre
deputado meimo em aparte me explique a sua id-a-
O abaixo assignado membro do conselho admi-
nistrativo de compras do arsenal de guerra desta
provincia, nao pode ser imlillereuli- a questao dos
pannos havida em onlubro do anno passado, com os
negociantes os Srs. J. P. de L. Jnior, e Adoor &*
Companhia, e sente-se na obrigajao de expor ao pu*
blico, tal qual se passou essa questao, qac nao sabe
porque est sendo agora discutida pela Imprenta
A correspondencia firmada pelo Moralistain-
serta no numero 207 do 1. de abril no peridico
Tempo publicado em Macci, capital da pro-
vincia das Alagoas; e aqui vem transcripta no
Echo Pcrnambucano nmero 35, de 5 do mw.
que corre, assiguada pelo Pericles, adulteran)
alguns dos factos, aquelle com o fim de deprimir a
primeira autoridade desla provincia, e este a mato-
ra do conselho administrativo, se.n duvida por Dao
teroin pleno conhecimento do que se passou. Sendo
o intento do abaixo assignado restabelecer os fac-
tos, passa a aze-lo sem exibjao de documentos;
por que para o davidosos ahi est o livro de regis-
tro das actas do conselho que podem consultar, ea
correspondencia otlicinl que j sabio na Impresta no
diario de 13 do correte.
O conselho annuuciaodo a compra de 2225 cova-
dosde panno azul para fardamentoda iropa, recebeu
alm de outras proposlas, as dos negociantes J. P.
de L. Jnior, e Adour i Companhia, e entendendo
que os pannos, apreseutados por osle ultimo eram
de melhor qualidade, e mais baratos, visto que ven-
da por 2$I82 cada covado, e aquelle por 2S250,sc-
gundo a reduejao, decidi que se comprasse os pan-
nos de Adour & Companhia, e dclerrainou o reco-
lhiraenlo d'elles ao arsenal de guerra.
Nao salisfeito o Sr. I,mo Jnior com essa decisao
do conselho, no dia i inmediato dirigio-se ao mesmo,
que nao eslava reunido, e fez algumas pergunlas
ao respectivo presdeme, e posto que cxclarecido
por esle, e pelo merabro secretario, qae eslava pre-
sente, de ludo quanlo se passara, e da imparciali-
dade com que se houve o conselho, ainda assim an-
(olhando os seus interesses que considerou prejud-
cados, disse que levara ao cpnhecimeulo da presi-
dencia suas reclamajcs, e de feilo dirgio-lhc um
requerimento, que foi remedido ao conselho para
que informasse, o sobreslivesse ua compra dos pan-
nos at ulterior deliberajao da mesma presidencia.
O conselho como lhe cumpria preslou a informa-
cao exigida, e suspenden o recolhimepto dos pau-
nos.
Vista a informajSo do commercio, julgou a pre-
sidencia conveniente ouvir ao nspclor da thesoura-
ria da fazenda, que foi de opiniao queos panuos fos-
sem examinados por 2 conrerentes dalfandega, como
peritos, fim de darem o seu parecer a respeito da
qualidade ; conforraando-se a presidencia com o ar-
bitrio lembrado pelo inspector, rcsolyeu, que por
intermedio do mesmo senoneassem osunos coufe-
renlee examinadores. Saneado o conselho desta re-
soluto, accordou, por iudjcajao d abaixo assigna-
do, que ao coufereiiles seteva negar o nomes dos
uegocianlesaquem pertenciam o.panno, em quan-
lo nao eslabelcessem a preferencia ; eaatim tendo
comparecido em dia determinado o conferentes
Srs. Manoel Epliigenio da Silva e Pedro G. Rali c
Silva, uomeadus livremeute pelo inspector (Tal-
fandega ; a commissao em virtude das orden qe
recebera franqueou-llies o pannos, qne foram por
elle vistos c bem examinados, o primeiro dos con-
ferentes exigi a presenja dos dous negociantes, e
nao lhe sendo salisfeito, por julgar a commissao des-
necessario, passou a pedir que se lhe dissessem quaes
os pannos do negociante J. P. de Lemos Jnior, e
foi-lhe recusada aeraelhante deelarajao (em harmo-
na lo que anteriormente se havia rerolvido) em
queprimeiro eslabelcessem a preferenciaemreltjao
n qualidade, visto que esta nada tinha ceno "no-
mes dos negociantes dono dos panno ; e con am-
bos os conferentes insistiesen) na deciatajao dos no-
mes, e o conselho persistlsse era nega-la, dhwefam que
e retira vam, e assim o fizeram.
O couselho levou ao coahecimento da presidencia
o procedimento dos conferentes, e esla qierendo pro-
ceder nesle negocio com madureza e rerlidio, e
vendo que o passo que acabavam de daros confe-
rentes revelava senao imprudencia, pelo menos r-
regularidade, deliberou a assistir peaaoalmente a
conferencia dos pannos, e quando menos se espera-
va sc'apresentou no arsenal de guerra as 11 horas
do dia 27 deeulubro, mandou chamar o membros
do conselho, e o inspector da thesouraria da fazen-
da, e estando esles j-reunidos ordenou ao seu aju-
daule d'ordens qae fosse dizer ao inspector d'alfan-
dega, que lhe mandaste alli dous eonferenleaquc
nao fossem os que j haviam servido, o que promp-
tamenlc foi executado.
Presentes os ovos conferentes Santos e Pinito
Borge, uomeado (Un inspector d'alfandega, e es-
tando reunido o conseibo sob a presidencia da pri-
meira autoridade da provincia, ordenou esta aos
conferentes que cxamiuassem os pannos e declaras-
sem qual dclles era o de melhor qualidade, desap-
provaudo assim o procedimento dos primeiros con-
ferentes, que podiam e deviam conhecer dabouda-
de dos pannos, estabelecer a preferencia sem se
importaren) com os dono, visto qae a questao era
de cousa e nao de pessoa.
Feilos os exames pelos novo conferentes, decla-
raran) qae o panno n 5893 apresenlava robre 'o de
n7511 urna melhoria quasi imperceptivel e que o
da pessa numero 4357 era inferior aos dous, e ti nal-
mente o conferente Pinito Borges declarou "que o
de numero 7511 robre ser mais largo urna polegfda
era de cor mais segura. Depois de manifestada por
esta forma a opiniao dos conferentes, mandou oSr.
presidente da provincia alli mesmo haver da nulos
dos primeiros conferentes as proposta, qne sendo
immediatamenle apresenladas c paasou-se em ato
conlinaadoaoexamedasproposta<, e vio-seqneo pan-
no da peja 5893 pertencia ao Sr. Lemos Jnior, eos
deuumeros75U, e 4357 ao Sr. Adjrur & C. Con-
cluido o exame mandn a presidencia lavrar termo
do orcorrid o do qual se lhe enviou urna copia, e le-
vantou-se a sessao.
Com esla acta e com os outros papis respectivos
mandou ainda o Sr. presidente da provincia, ouvir o
inspector da thesouraria, que se pronunciou pela pre-
ferencia do panno do Sr. J: P. de Lemos.
A 7 di noverabro a presidencia ofliSon aocou-
scliio resolvendo definitivamente a questao en favor
doSr. Lemos Juuiurfuadado-se em que os pannos
deste edo Sr. Adour eram qoasi iguaes am qualida-
de, compensadas as pequeas diflerenja quese nota-
ran) enlre uns e outros, e que ardo Sr. Lemos
Jnior eram mais vanlajosos fazenda por vende-los
a 25100, segando a sua ultima propeata, declarando
nesse mesmo offlcio que o conselho na compra'dos
pannos havia funecionado regularmente, e com razao
dera a praferencia a Adour.
Depois de resol vida pela forma indicada a compra
dos pannos, o negociante Adour apreaentou ao con-
selho um requerimento oflerecendo os, pimos por
2$, e o conselho despachen, que presidencia se di-
rigiste.
. Consta-me porm que tornando o Sr. presidente a
ouvir ao Inspector da thesouraria acerca deste lti-
mo requerimento de Adour, fora de parecer que j
uao tinha lagar mus reclamaroes, e assim se termi-
uou a questao. Eu-aqui resumidamente, e com
verdadro que se passou, e pode ser verificado pelas
acias, e cvrrcspondeucia havida.
Do exposto se deprehende qu a materia do con-
selho cm.suas deliberajoes fez o sen dever, porque
tomou-as conformemente a le, tendo em vista os
interesses da fazenda sem importar-se com as indi-
vidualidades, se decidio-se por Adour, assim o fez
por entender que devia ser o preferido em quanto o
seu prejoera o menor.
O conseibo assim deliberando, ignorava que Villa-
rouco livesse parle na venda dos pannos de Adour,
porque o so/i nome nao figurava as proposla, c
nesle caso compela ao conselho petquizar st Villa-
ronco ou onlro individuo se hoavesse associado com
Adour para a venda dos pannos t Seria mesmo
criminosa qualquer associajao ueste seotido ? O res-
peitavel publico que decida.
OSr. Moroliata esligmalisando o procedi-
mento da presidencia considerou o conselho ronera-
no em suas decisoes, segundo o seu regulamenlo ;
mas, o artigo 28 desse mesmo regulamenlo se oppOe
a semelhanle inteligencia, visto qne confere pre-
sidencia a tlribuijao de conhecer da reclamareis
que lhe forem feilas no sentido contrario a delibe-
rarnos do conselho, para as decidir como julgar de
justija ; e em presenja desse artigo ha evidente que
a presidencia eslava no seu direilo, quando tomou
cenliecimentoda reelamajao de Lemos Juuior.e nes-
ta questao te mostrou imparcial e desejosa de ad-
ministrar justija a quem a livesse, porque empregou
os metes qae enlendea mais conducentes a este
fim.
He inexacta a asserjao do Sr. Moralista em.atlri-
buir i presidencia o procedimeuto do primeiros
conferenles ; pois que este nem foram (torneados
por S. Exc. e nem fizeram declararan alguma de
terem recebido ordem para exigir o nomes dos
negociantes.antes e de preferencia a ana opioiia so-
bre a qualidade dos pannos.
He incxaelo que Os segundo conferfntes tostecn
nominalmente chamados pela presidencia, porque
a nomeajao delles parti do inspector da alfandega,
sobre indicajao do da lliesourari da fazenda.
He inexacto que a presidencia, concluida a sessao
levaste com sigo todos^os papis.
Finalmente da data do rccolhimenlo dos pannos
ao em que a presidencia mandn sobrestar dislou
2 a 3 diase conlinuou a estar no arsenal por mais
dias.sem com tudo estar recebido com todas,as for-
malidades que o regulamenlo-prescreve, qnmd s
recebeu ordem da presidencia mandando suspender
a compra at ulterior'deliberajao. E nem defacto
do recolhimento uo entender do abaixo assignado
era razao sulllcienlc para que a presidencia nao po-
desse eulrar ha indagajao desse negocio, ama vez
que houve reelamajao da decisao do consetho a
entender o regulamenlo como qW o Sr. Moralista
a disposijo do artigo 28 se ternaria iltosori, porque
logo que o conselho no exame. das propotla d pre-
ferencia a alguem, aulorisa o rccolhimenlo dos g-
neros, ehe somonte depois dessa prererenei, que
pode ter lugar as reclamacoes dos proponenles quo
se julgarera prejudicados.
O abaixo assignado na qualidade de membro do
conselho, tem consriencia de que proceden-sc se-
gundo a le, o zelou os intereses badooaes ; esto
persuadido pela mejma razao fue os demais mem-
bros da materia lambem assim procedern. Pode
estar em erro, porque esla he a partilha da huma-
nidade. O respeitayel publico a cajo conhecimento
ilhislrado submetto" estas retloxOes decidir de que
lado o sto a razao.
Recite 1-1 do maio de 1854. Aulonio Comes
Leal.
TTEHATIRA.
As legendas bblicas dos Mussulmanos.
(Conclasao.)
Salomlo ordenou-lbes que rcuoitsem diante delle
am par da lodos os aoimaes, e logo com a rapidez
do relmpago, seu voto foi salisfeito : moslrarnm-se
todos os seres da cneajao desde o monstruoso de-
pilante at o menor verme. Satomao examina, com
real benevolencia, as suas legieOs de vaisallos, inter-
roga com bondade uus e oulro, e ouve sua quei-
xas. Legislador dos homens, lorna-se tambera, pe-
las luzes que Dos concedeu-lhe, o legislador dos

i
I
.


animan*, Discorrendo coro elle, raconhece que em
suas diversa tribus o lempo e as paixOtt propaga-
rain funesto hbitos, como lias tribus de Israel, e as
condemoi por riso; refonhece igualmente que o seu
goveroo, como o das tajaes, muitas vezes abusa de
sea poder, e o reforma.
O que especialmente o lisongeou mais, foi conver-
sar com as aves; elle comprehendla toda as varie-
dades de sua melodiosa lioguagem, e esses msicos
alados do bom Dtos deiiaram-no absorto pelas sabias
mximas que uos apos o oulros rompraziam-se em
reciUr-lhe: < Para multo seres, dizia a raelauco-
ica pomba, melhor ton po existir. Saber con-
lenlar-se com a orle, dira o rouxinol, he a melhor
da lodas as ventaras, Depois sospirava a pomba !
Aquelle que nlo tem piedade dos outros, nao po-
de encontrada qoando carecer dalla tea cajhandra
dixia; fazei o bem, que seris recompensadoTu e a
aguia. Por mais longa que seja a vida, a morle
acaba com ella e o misantrpico corvo Qcanlo
mais longe eslou dos homens, melhor vivo ual-
meute dixia o gallo matinal: oPensai em vosso crea-
dor, frivolos mortaes!
No meio des'ta myriada de cantores alados, Salo-
meo eicolheo dous para seus compaoheiros; a poupa
porque linlta pronunciado umi tenleuc,a de clarida-
de, e o gallo, porque com a sua vista luminosa po-
da penetrar as profndelas da trra como em um
erysUl transparente, indicar os lugares, onde fonles
de agua viva estao occullas debaixo da areia. a Elle
senta tambem urna affie,ao particular pelo pombo,
e ordenou-lhe qae se eslabelecesse nos muros.do tem-
plo que ia edificar. lguns annos depois, bavia tan-
ta quanldade de pombos, que.com as- azas abertas
formavam um veo sobre a cabeca das innmeras co-J
portes de peregrino* que, nos dias das grandes feslas
vinbam a Jerusalem.
Quando o privilegiado do Senhor achou-e s, vio
apparecer outro anjo que devia por si s dar-lhc,
em am momento, o poder qu naje nao podemos
obtenenio por longo trbalos* pelos capilacs ingle-
es, por mlhares de bilhetes negociados na bolsa,
Eu sou, lite disse es (e anjo, o represntame de Dos
na Ierra e as ondas; agora devo- obedecer-te, e pos-
so setquizeres, levantar o valles, abaler as monla-
nhas, deasecar os pantanos e cavar os ros. Esse
genio poderoso nao rallava anda em canae*, nem em
vaminhos de ferro, mas he claro que mnito lempo
antes do netso orgolhoso seculo dezeoove, elle preen-
chia mnito hbilmente a obra do nivellamenlo de
nossos engenheiros.
Apresenlou-se cnlao outro anjo, que enlregou a
Salomo um diamante, no qual eslava gravada esta
sentenra: S Dos he Dos, e Mahomct he seu pro-
pheta. o Pela virtnde desta pedra, lhe dsse elle,
regers o mundo dos espirilos dos Djinns,muito man
consideravel que o dos bomenseo dosanimaes, Urna
parte desses espirilos, accrescentou o anjo, reconhe-
ce o verdadeiro Dos; outra mergulhada nos errosda
idolatra, adoraofogo, osolou os astros.. Os pri-
rneiros adejam incesantemente ao redor do liomem
religioso para protege-lo ; os oulros pelo contrario,
proenram perpetuamente a occasiao de serem-lhe
prejudiciaes ou de impelli-lo ao mal.
Salomo, que* pretenda conhecer todas as popu-
laedes de sea mgico imperio, quiz ver os Djin'ns, e
para logo desdobrou-se a seus olhes urna immensa
legiao de seres 13o disformes, e exquisitos que ape-
nas pode elle crer no que via. Uns Iraxiam azas de
aguia,.e corcunda de camello, oulros cornos de ga-
nella em corpo e pavao, lodos em fim apresentavam
em snas diversas individualidades, ou o mais extra-
vagante complexo de diferentes formas,, ou urna
monstruosa anomala. .Para sujeilar completamente
sua autoridade essestibditos extraordinarios, Sa-
lomao applicou ao pescoco de cada um o maravlho-
sb annel que tnha mandado fjzer com os talismaas
que os aojos lhe haviam entregue, Pelo poder ir-
resktivel desse annel, subjugou a raja rnleira dos
Djinns, a excepto deSacker, o mais forle e o mais
astucioso delles, oqual s mais tarde conseguio avas-
sallar^apanhando-o de sorpreza, e enibriagando-o.
1 Elle obrigou os Djinns a conslruirerodtversos edi-
ficios, ntreosquaes uro que levanlou segundo o
modelo dq sanio templo mahometano da Mecca. Em-
pregouas mulheres dos Djinns em fiar laa e sedas
em lecer slofos que distribua pelos pobres; ella,
deviam alm disso, amassar o pao do cada dia, e co-
zinbar30 mil bois, oulros tantos carneiros, urna
graudc quantidade de passaros e de peixes. Esses
alimentos eram seguramente servidos em mesas que
oceupavam muitas leguas de oxlensan. as mesa
dtrferro sentavam-se os Djinus; as'de roadeiraos
pobres de Jerusalem ; as do prala os chefesdo exer-
cilo e os altos funecionarios ; aas de onco os homens
dislinclos pela sua piedade e sabedoria, os qoaes
eram servidos pelo proprio Salpmao.
Sem embargo dos favores com que o encina Dos,
Salomao nao deixava de ser filho de Adao, islo he,
urna crearlo civada do peccado original, um homem
fragiL Emseu excessode grandeza e de forlnna,
era difcil que se nao deixaste arraslar pelo erro do
orgulho, e foi o que acontecen-lhe.
Urna vez observando os alegres convivas deseas
feslios, exclamou am um momento de_ ceguera, que
.quera que Deoalbe permitlisse susfentar em um dia
lodos os animaes da trra.
Faxes um voto rapossivel,respondeu-lhc Dos,
com indulgencia', mas quero que lentes realisa-lo, e
permiti que coraeces amanhaa pelos animaes agua-
Jicos.
Salomio ordenen ao Djinns qae carregassem de
RtJjara mirtos eem mil camelos e cem rif 1 machos ;
e dicigindo-se i borda do mar exclamou em altas vo-
zes... Vos que habitis as profndalas das ondas,
vinde a mim, que quero farlar-vos a fome. E lo-
go appareceram superficie das aguas cardumes de
peixes, ans quaes laocaram-se saceos de graos, al
que neassem fartos ; de repente appareceu orna ba-
lis grossa, como urna montanha.
Salomas mandn que lancassem-lhe cargas sobre
cargas de frtelos e trigo ; o monstruoso animal abra
strapre e seraprc a bocea insaciavel. Quando nao
reslava mais eousa al'guraa dasprovises accu motad as
pelo soberbo soberano de Jerusalem, a baleia excla-
mou :a Dai-meque comer, pois nunca live lana
tome, n Ah disse Salomo aturdido, lianas ondas
muitas seres da toa especie ? a Ha 700 mil, respon
, den o espantoso cetceo, e o menor delles tero tal di-
mensaoque t dcsapparecerias em suas entranhas
ceso um grao de areia no deserto,
Ao ointir estas palavras, Salomao lanrpu-se de rojo
sobre a tetra, e chorando pedio a Dos que> Hie'per-
doasse a prese ni pe ao.
Salomo cuja setnela esa difficil de sorprcliemler,
devia ver anda mais de ama eousa assombrtisi ; de-
via encontrar nmdia, em certo valle, um immenso
cardnmtde formigas do tamaoho de lobos, diz a le-
genda, recebendo da rainha dellas uleis omelhos
Em outro dladevia acliar-se no meio de anua muid,
dio de macacos, que lnham construido Iwbitaces.
comoos tramen, e viviam, como estes. Ialerrogan-
do-os,soube que descendiam de nma Iribuile Israel,
e que linham tomado a forma, em qoe estavam por
terem profanado sanio dia do sabbado, Salomao
compadeceu-se delles, e deu-lhes um diplo ma, pelo
qualJhe conceda perpetuamente, para ellrs c todos
os seus vindouros, a posse do valle em qae se linham
refugiado. Acrescentam os Turcos que nos primei-
ros lempos do islamismos lendo as irnp, do califa
Ornar penetrado ueste valle, qoizeram apderar-se
delle ; a tribu dos macacos despacbou para o sea
commandante tres andaos que apreentaram-r he o es-
cripta de Salomo. Esse escripfo foi enviad a li-
mar, o qual mandando Iraduzi-lo por um Israelita,
ordenon is suas tropas, qae se retirassem.
Com o fim de ver a maior parle das obras de Dos,
e inslruir-se, Salomao enlrou a viajar, n.ocoino nos
outros em carros pesados e fortes balis, pior causa da
lama de macadam, era per causa, das valias te aipes-
luosas; nao era desle modo qCeaJiabil' Salomao per-
corria o espaco.
(iracas ao sea poder universal, elle Jinvenlou um
modo de locomotiva em comparado do anales mais
isgnificoswajonidecaminhosde ferio,eos mais
rico, palanqun, do, governadores da India nao pas-
iam de miseravei, vehculo,. Elle mandou tecer
pelo. Djinns um (apele de da de qw.tro leguas de
comprimenlo ; no meio des tap8i. eslava.0 a
ITZI 7 !0 atlram-* bilocadas cadei-
rasdeouro.deprau.edemadeira ^raa mlli-
comtPO* ereme8d!,Be*' <""clla ""i"
omsgo, um pooco mais longe, tlnhsm os I110VCJ8
t as provisoe necesarias. Qnodo IndeeMava pre-
parado, Salomao assenlava-se no thrtw,, ordenava
depo aos ventos quesoprassem, e para logo os ven-
ios ieranUvam brandamenle o tapete, ^ o levarim
cora raptdo vopara o lugar qae Ibes 'indicado
Emcerla altura cima da caravana aeria, pair.va
urna nurem de-aves que, com araz,
DIARIO DE PERNAMBUCO (JuiNTA FElRA 18 DE MAIO DE 1854.
liio de DaviAfoi a Medina e a Mecc para prostrar-
se sobre o solo consagrado pelo islamismo, e anuun-
ciar aquellos qae o rodeavam, a futura appariro de
Manme!.
Quando vollava a Jerusalem, por umraio de sol
qae penetrava alravez de seu flutuante pavilhao,
descobrio que fallava um passaro em sen porto. Per-
gunlou aguia qual o nome do delioquente, e a
aguia, depois de ter felo, como um dispensciro, a
chamada nominal de todas asavesdosuacompanhla,
annoncia-lhe a desercao da poupa. Pouco lempo
depois, apparece a poupa toda trmula, e inclinando
a cabeca dinle de Salomao :
Fallei ao meu dever, disso ella, pelo que me-
recera ser castigada; mas quando soubeces porque
apartei-me de ti, has de perdoar-me.
Falla, disse Salamao ao passaro voluvel ,
a quem nao quera condemnar senl ouvir.
0 Pois bem 1 encontr! em Mecca um poupa
de meu conhecimenlo, qae fez-me tal pintura das
maravilhas do reino deSaba, que nao pude resistir
ao desojo de visitar esle paiz ; vi ajli cousas que de-
veria conquistar, e vi a sua rainha Balkis, a mulher
mais bella do universo.
Salteado pelo cont do passaro viajante, Salomao
screveu a Balkis urna carta, convidado-a para que
se converlesse i verdadeira f. Entregue esta carta
S poupa, ordenou-lhe que a levasse a toda a pres-
sa, e viesse conlar-lhe oeffeilo que produzira.
Depois de ter lido a missiva do grande re, reuni
Balkis lodos os seos vizires para qovir o seu parecer,
os quaes dikseram-lhe que como ningoem a iguala-
ya em sabedoria, nao podiam em lao grave circums-
tancia dar-lhe am conselho.
,a Pois bem exdamon Balkis, procurarci son-
dar o animo daquelle que toma o titulo de propheta,
enyar-lhe-hei os mais magnficos prsenles ; se elle
deixar oluscar-scpeloseu esplendor.provur com isso
que nao he superior aos oulros homens. Propor-
lhe-hci alguns problemas difficeis; se elle nao poder
resnlve-los, couhecerei cntao qne nao be mais que
um falso propheta.
Balkis expedio suasordens, e seus mbaixadores
parliram para Jerusalem.
Elles deviam oflereccr a Salomao mil (apeles leci-
dos de ourq ede prata, urna coroa de parolas finas,
um carregamenlo de mbar, de musgos, de aloes, e
oulros preciosos productos da Arabia Wridional.
Traziam alm disso nm cofre que encerrava urna pe-
dra nao penetrada, um diamante airavessado por nm
buraco tortuoso e um copo de chryslal. Balkis pe-
dia a Salomao qae furasse a perola, fizesse passar um
Go pela sinuosa abertura do diamante, e enchesse o
copo de agaa que nao viesse do cea nem da Ierra.
Saloman, prevenido dessas disposices pela poup,
mandou tecer pelos Djinns os mais.jnaravilliosos ta-
petes que nunca existirn), um tajA que se desdo-
brava sobre o esparo de nove parasangss. Mandou
levantar a ste nma muralha de ouro, e a neslc ou-
tra muralha de prala. A' vista de tal esplendor, nao
tiveram os embajadores a ousadia de ufierecer ao
rei os seus presentes, ousando apenas enlregar-lhe o
cofre. ,
a Sei oque encerra este cofre, disse Salomao ;
sei tambem o que avossa rainha pergunla-me como
prova do meu saber, e vou salisfazer vossas vonta-
des..
Para logo mandou penetrar a perolacnm cerlo po,
cujo segredo fora-lhe revelado por nm dos 'Djinns ;
ordenou a um escravo que deitasse a galope um de
seus cavallos mais fogosos, e qne com o suor que lhe
correase dos flancos, com esta agua que nao era do
co nem da Ierra, /ichesse o cop de chrislal. O
maisdiflicilera pnssarum fio alravez das sinuosida-
des do diamante. Elle o conseguio todava por meio
de um verme que insinuou-se na abertura da pedra
preciosa, seguio-lhe todos os desvos, arraslando com-
sigo urna agulhada de seda. Em recompensa desle
servieo Salomao deu-lhe a comer folhas de amo-
rera.
Vollaia Balkis, disso enlao o re aos embai-
xadores do paizde Saba; levai os presente, que de-
Vieis apresenlar-me e que nao tenho empeuho atgum
em receber ; conlai avossa rainha o que vistes, ede-
clarai-Ihc que tipSo renunciar ao cullo de seas do-
los, se "nao snbmeller-se a meit poder, cntrarei em
seus estados frente de um exereilo, a que nenham
outro 'podern resistir.
Depois de oavir as palavras de seas enviados. Bal-
kis poz-se a oaminho pa/a ir perante SalomSo abju-
rar sua idolatra, e reconhecer a supremaca do
grande rei de Israel. Ella razia a sua marcha, nao
como ama pobre vassalla, que v.ii'liumildemenlc in-
clinar-se diante de seu suzerano, porm com o mais
magestoso apparato, com doze mil genernes, cada
um dos quaes commandava muilos milhares de ho-
rneas.
Salomao^ que tinha onvido loavar com tanto en-
Ihasiasmo a belleza desta joven rainha, a esperava
com impaciencia. Todava o sonho que o preoecn-
do Israfil fizer ,oar a trombela segunda vez, devo
matar a Miguel e a Gabriel, para depois morrer
tambera a vista do Senhor-; Deo, lcar enlao s no
espado da creaao e exclamar : a A qnem perlence
o mundo i E nem um s ser ha de responder-the.
Quarenla annos slepois, Israfil resusclar. Tercei-
ra vez tocar a trombela, eos morios disperlarau.
o Qnem d'enlre os morios surgir primeiro,
perguuta Salomao
Mahomel o propheU. Para elle, Israfil, Ga-
briel o os outros anjos, rao Medina,' e exclama-
rlo: Volta a animar leu corpo sem mancha,
J" que s a mais bella, a mais pura das almas.
Enlao ello sahir do tmulo. Gabriel lhe apresen-
lar o Borak callado, o lhe entregar um estandar-
te, urna coroa qne o proprio lhe envia do paraizo :
n Vem, dir-lhe-ha Gabriel, vem feliz cleilo do
Senhor ; ja o edn est ornado de llores para recc-
ber-le, c as houris esperam-le. Depois os oulros
homens acordarao, c serao levados a Palestina para
assistirem ao juizo" final. Ser um dia lerrivel,
no qual nngnem pensar senao em s: Deosl
exclamar Adao, salva-me, salva-me! nao me im-
porta Eva, nem Abel. Bescrva-mc do infer-
no, dir No, e faze de meus filhos oque leaprou-
ver. Abraho dir : Nao te invoco, nem por
Ismael, nem por Isaac, invoco-te somenle por
mim, Dos omnipotente. O proprio Moiss,
nesta hora suprema, esquecera seu irmao Arao. e
Chrislo sua roii. S Mahomel orar por todo o
seu povo. Enlao os homens serao conduzidos
ponte Srat coraposla de sele arcos, cada um dos
qaaes nao pode ser transposlo senao durante Ires
mil anuos de Iransto. Esta ponte he delgada, co-
mo Um cabello, aliada .como urna espada. Somente
aquelles que poderem atravessa-la em lodo o sen
comprimenlo chegarao ao paraize ; os infieis cahi-
rao no infernn, logo no primeiro arco. No segundo
eahirao aquelle, que lem violado a, leis da oracao.
No terceiro aquelles que nao quizeram fazer esmo-
las. No quarto os que nao observaram o jejum do
Ilamadan. No quinto os que nao pralicaram a ce-
remonia da peregrinarlo. No sexto o, que nao 11-
zeram lodo o bem que podiam fazer. O stimo os
que nao sedesviaram do mal. Dize-me, perguntn
Salomo, quando lera lagar a resurreirfio ?
S Dos o sabe, mas antes que seja procla-
mada tornar a apparecer o Chrislo, que uascer
de urna vrgem pura pelo sopro de Gabriel; pre-
gar a verdadeira f. Depoisapparecer Mahomel,,
ultimo dos prophetas.
. O aojo, lendo acabado de re re, prepara-se para roubnr-lhe o sopro vital.
-7 Nao poderstu, disse Salonwo,prolongar-me
a existencia, at que o templo que eslou constru ndo
fique acabado? Ixigoque eu deixar de existir, os
Djinns deixarao de Irubalhar.
Nao, responde o anjo, tua ultima hora he che-
gada.
o Pois bem 1 nao poders fazer ao menos com
que a minha morto permanera algum lempo igno-
rada?
Consinlo nislo,
Salomao enlra enlao em urna sala,
cujas paredes eram de cry'stal, apoia-se sobre um
bastaoefazasuaorajo. Oanjo.fere-o nessa posi-
cao. Os Djinns, vendo-o a cada hora, como seestiJ
vera anda vivo, proseguem em sua larefa, c o lem
po achava-sej completo, quando o basiao ruido
pelos vermes, quebrou-se, e o corpo de Salomao pri-
vado de seu apoio, cabio no chao.
Os Djinns.rurosos por serem assimcnganados.lan-
caram aos ps do throno do rei urna grande quanti-
dade de livros de magia, fim de que aquelles que
os aehassem, espalhassem o boato de que o prophe-
ta se applcara a pratcas sacrilegas de feilica-
ria.
Aqu termina a collecco de M. Weil, a qual es-
parzo nma luz singular sobre as crencas dos Musul-
manos. Se aos olhos dos leitores severos, as ficres
ap'plicadas pelos Turcos ao tedio sagrado da Biblia,
parecem como urna culpada profanai;ao,he cerlo tam-
bem que por essas inesmas narraees, os discpulos
do ultimo propheta renderara em dfierenles parles
urna solemne horor.-iagem ao dogma condemnado
pelo almocreve da Mecca, ao chrislianismo, o qual
com furor lem combalido dorante tantos scalos,
(rteuue Conlemvoraint.)
COMMERCIO.
PRACA DO RECIFE 17 DE MAIO AS 3
IlOUAS IA TARDE.
Cotacoes oliciaes.
Cambio sobre Londres a27d. 60 d|v.
Dilo sobre Parsa 365 rs. por franco.
ALFANDEGA.
Rendimenlo iluda la 16.....122:6148311
dem do da 17........10:792408
133:4065395
pava era perturbado por um singulaf evento. Os Brigue brasileirofi/eiragneros do paix.
mos (porque tambem havia raaos homens nesse lem- Sumaca brasileirallorlenciadem.
Dttearregam hojt 18d maio.-
Galera ingieza.Sioord Fishmercadorias.
po) linham-Ihe dito que Balkis tinha urna grande
deflormidade; qne seu corpo encantador acabavaem
ps de qaadrupede. Compre confessar,que este de-
feilo era urna falla triste de reconhecer eni urna ima-
gem ideal; como porm, cerlficar-se disso ? Eis ah
o que embararava o potico soberano de Jerusalem.
Como homcm delicado, nao podia positivamente di-
zer a Balkis: Moslrai-meos vossos ps mas se
elle os mo vsse, havia de alormentar-lhe o espirito
urna inquietaco deploravel. Beflelindo incessan-
(mente sobre esse ponto, chegoo a descobrir um
meio de saber da verdade, sem oOender a rainha de
Saba. Mandou collocar na sala, em que quera re-
cebe-la, nm chyslal transparente sob qae corra ama
agua lmpida, em que nadavam peixes. Teve esla
tngenhosa invencao o resultado que elle esperava.
Balkis, ao por o p sobre o cryslal, julgaodo que ti-
nha de passar am lago, levanlou graciosamente o
vestido, e o re, que a observava com vista inquieta,
descobrio debaixo das rugas desse vestido os mais
pequeninos e lindos pes do mundo.
Elle laneou-se com transporte de alegra ao en-
contr da bella rabe, estendeu-lhe a mao para
levanta-la quando ella ia ajoelhaose-llie aos ps,
e alguns dias depois a despolva. Feliz delle se
permanecesse fiel a seus nobres lacos Mas o sa-
bio Salomao qae tinha ja cabido cm falta por or-
gulho, foi ainda colhido no mesmo defeito por um
pensamenlo de amor. Apaixonou-se pela filha de
um rei pagao que tinha vencido. No palacio em
qae nao devia seguir-se senao o callo do verdsdei-
ro Dos, inlroduzio essa prnceza os dolos que
adorava. Anda que o rei nenhuma parte tomas-
se nessa idolatria, foi com'ludo ponido pela pro-
fanarlo commettida em sna propria habitaran. Um
Djinn roubou-lhe o annel, lomou a sua figura,
seus vestidos, seu sceptro, installou-se no Ihrono, e
SalomSo despojado de sua aureola de propheta, e
de seu poder desconhecido de seos ministros, ul-
trajado pelos proprios fmulos, foi banido de seo
palacio, e durante quarenta dias vagn no deserto,
entregue aos mais vivos soffrimentos. O Senhor,
que o castigara lao severamente, alinal compade-
ceu-se delle, e o levou para sua habitculo; res-
lituio-lhe o supremo poder, c Salomao, esclarecido
por seus erros, contnooa o seu glorioso reinado,
fiel sua raissao de propheta, c aos seus deveres
de soberano.
Ia governando assim o seu imperio havia jn mu-
tos annos, quando um dia appareceu-lhe o anjo da
morle. Salomo pergunloa-llie como eslava marca-
do o termo da vida para os dfierenles homens.
Qaasl que me nJo he permillido, responden
o espirito celeste, demorar-me na obra que devo
fazer continuamente; nao posso porem recusar-te
urna explicado, a f, que i o eleilo de Dos. Sa-
be pois que eu nao sou mais que o mensageiro de
oulro anjo, cuja cabeca eleva-se cima do selimo
ceo urna extenso de dez mil annos de viagem, e
cajos ps prolongam-se dislancia de quinhentos
annos na enlranhas da Ierra. Este anjo he (ao for-
te, que se Dos o permitlisse, poderia com nma s
man voltar o globo. He elle quem me designa o
lugar, cm que devo colher urna alma. Elle lem os
olhos conslantemanle lixos sobre a arvore da hu-
mauidade, sobre o Sedrat Almuolaha. Quando
asee nm homem, apona nc(a arvore urna nova
folha com seu nome, c quando sa a sua ultima ho-
ra desecca-se esla folha.
a E porque modo recolhes a almas, rcpli-
cou-llie Salomao 7
<( Na morle de nm justo, responde o anjo, acotn-,
panha-me Gabriel, envolvemos sua alma em um
estofo de seda, e a entregamos a ama ave que a
guarda no paraizo at o dia do juzo final. As al-
ias dos peccadores, mellemo-las em umgrosscro
lecido untado de alcalrao, e as laucamos porta
do inferno, onde vagam mizeravclmente al a re-
surreicao.
a Os anjos devem tambem morrer, pergun-'
Importacao'.
Vapor Jotcphina, vindo dos portos do su!, mani-
festou o sepilite:
1 caixa ; a J. Keller & Compauhia.
2 barris; a Domingos F. Maia.
1 parole ; a Domingos Mouteiro Peixoto.
1 oaixo; a F. Maestrale,'
1 dito ; a J. Falque. <
2 latas e 1 caixote; a Domingos Alves Matheus.
2 r.ai\otes ; a Wlliam.
1 dito ; a Leconle Feron.
1 pacnle,; a Joo Francisco de Araojo Lima.
1 caixote; a Fortunato C. Menezes.
8 fardos ; a T. M. Vinassa.
t encapado; a Joaquim Francisco Miranda.
1 embrulho ; a Calmont & Compauhia.
1 dito ; a Manoel Ignacio de Oliveira.
1 dito; a .M. Chardon. .
1 caixa ; a JoSo Belixario da Silva Siqueira.
CONSULADO GERAL.
Rendimenlo do dia 1 a 16.....25:6718647
dem do dia 17........1:8098884
27:481*531
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a 16.....4:0298690
dem do dia 17'.........2898150
4:3188840
abertas, for-
matamum pavilhao esplendido^sobre a cabeCa do t.B.,h; Cornac ?
S.r^eKus^na.Ueljo.. *, ,*m aaon,| a Todo5 M ti0s deTem raorrer.
Quan
Exportacao'.
Rio de Janeiro, brigne escuna nacional I). Pedro
II. couduzio o seguinte: 551 saceos com 2,755 ar-
robas de assucar, 55 pipas agurdenle, 14 saccas ce-
ra de carnauba. 7,000 cocos secco, 250 barricas ba-
calho, 15 barris agurdenle de Franca, 150 ditos
vinho, 30 ditos piche e alcalrao, 2caixoes chapeos de
pallia de Italia, 6 cunhetes fumo.
Parahiba do Norte, lancha nacional N. S. da Pen-
na, de 27 toneladas, conduzio o seguinte :1,050al-
queires de farinba de mandioca a granel.
KECEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Uendimcnto do dia 17......6l2s900
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dial a 16......26:8368695
dem do dia 17........1:6188740
28:4558435
MOVIMENTO DO PORTO.
Naci entrado no dia 17.
Barcellona eTarracona13 dia. e do ultimo porto
35, queche hespanliol Novo Tigre, de 115 tonela-
das, capitn Gabriel Pa, equipagem 10, carga v-
^nho emais gneros; a Aranaga e Bryan & Coro-
panhia. Seguio para o Rio de Janeiro.
Nado' sahidos no memo dia.
Par e portos intermediosVapor brasileiro Jote-
phtna, commandante o lenle Ponte Ribeiro.
Passageros que leva desta provincia, Dr. Antonio
Flippe de Albuquerque Maranhao e 1 escravo,
f Jos Pi Machado, Dominaos Alves Xavier Brasa,
Fr. Constantino dn Santa Mara dos Anjos, Ale-
xandre Wagner. Antonio Goocalves da Silva, An-
tonio Jos Armando, Antonio Perera Mano, Joao
de Dos e Souza, Fernando. Regor de Vasconcel-
los, Joao Candido de Moraes.
New-BedfordGalera americana America, com a
mesma carga que trouxe. Suspendcu do lamei-
rao.
EDITAES.
O Illm. Sr. contador, servndo de inspector da
Ihesouran provincial, emcumprjmentodaordem do
Exm. Sr. presidente da provincia, manda fazer pu-
blico que no da 18 de maio prximo vindnuro, vai
novamenle a praca para ser arrematada a quem por
menos fizer a obra dos concertos do quartel da villa
do Cabo, avaliada em 5508000 ris.
A arrematado ser feita na forma dos artigas 24
27 da le provincial n. 28U de 17 de maio de 1851,
sob as Clausulas especiaos abaixo copiadas.
As pessoas que se. propozerem a esta arrematarn,
compareram na sala da sessSes da mesma junta no
dia cima declarado pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas.'
E para constarse mandn aflixar a prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretara da Ihesouraria provincial de Pcrnam-
buco 19 de abril de 1854. 0 secretario, Antonio
Ferreira d'Annunciacao.
Clausula-' etpeciaes para a arrematacio.
1. As obras serao feilas de couformidade coma
planta e orcamenlo apprnvados pela directora em
conselho, e presenlados a approvaco do Exm Sr.
presidente importando em 5508000 rs.
2. O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de um mez, o as concluir no de Ires mezes, am-
bos contados na forma do art. 31 da le provin-
cial n. 286.
3. A importancia do arremataciSo ser paga em
Ires prestarnos iguaes; a primeira depois de feila a
melado das obras; asegunda depois da entrega pro-
visoria ; e a terecira depois do recebmento defini-
tivo, que verificar-sc-ha tres mezes depois da en-
trega provisoria.
4. Para lado o qne nao estiver disposlo as pre-
sentes clausulas nem no orcamenlo segnir-se-ha o
que determina a le provincial n. 286.*.Conforme.
O secretario, Antonio Ferreira da Annunciacio.
O Illm. Sr. contador servindo de inspectorda
Ihesouraria provincial, em cumprimenlo da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia, manda fazer
publico, que no dia 18 de maio prximo vindnuro,
vai novamenle a praca para ser arrematada a qnem
por menos fizr, a obra da cadeia do Rio Formoso,
avaliada em 33:0008000 rs.
A arremalaco ser feita na forma dos arls. 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerero'a esta arremalaco
compareram na sala das sessoes da mesma junta no
dia cima declarado pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 15 de abril de 1854.O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciacao.
Clausulas especiaei para a arremalaco.
1.a As obras serao feilas de couformidade como
ortamenfo e planta nesta dala approvados pela di-
rectora cm conselho e presenlados a appprovacao
do Exrfl. Sr. presidente da provincia na importancia
de 33:0008000 rs.
2." O arrematante ser obrigadn a dar principio
as obras no prazo de dous mezes c conclu-tas no de
vinle meze, contados de conformdade com a dispo-
sic.aodoart.31 da lei n. 286.
3. Para execurao das obras o arrematante dever
ler um meslre pedreiro, e oulro carpina da confian-
za do engenheiro. .
4. O pagamento da importancia d'arrcmalaran
ser frito cm seis prestace, da*formaseguinte: a 1."
da quantia de um dcimo do valor da arremalaco
quando eslverem feila, lodas a paredes al o nivel
do pavimento terreo, e juntamente o cano deesgolo;
a 2. da quanlia de dous decimos quando eslverem
feilas lodas as paredes exteriores e interiores alea
altura de receber o Iravejamenlo do primeiro an-
dar, e assentadas todas as grades de ferro das janel-
las; a 3.a da quantia de dous decimos quando esti-
ver assentado toda o Iravejamenlo do primeiro an-
dar, feilas todas as paredes al a altura da cubera,
e embueadas as cornijas; a 4-l tambem de dous de-
cimos quando esliver prompla toda coberta, assen-
tado o Iravejamenlo do forro do primeiro andar, re-
bocado e guarnecido lodo o exterior do edificio; a
5.a tambem de dous decimos qaaudo eslverem con-
cluidas lodas as obras e recebidas provisoriamente ;
a 6.a finalmente de um dcimo quando fur a obra
rece-billa definitivamente o que lera lugar um anrio
depois do recebimento provisorio.
5.a Para ludo o mais que nao esliver determinado
as presentes clausulas, c nem no orcamenlo seguir-
se-ha o que dispOc a respeilo a lei proviucial n.
286.Conforme. O secretario, Antonio Ferreira
da Annunciac.
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, em cumplimento da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia do 1' do cor-
renle, manda fazer publico, que nos dias 6, 7 8 de
jun'ho prximo vindouro, perante a junia da fazeu-
da da mesma Ihesouraria, so ha de arrematar a
quem por menos fizer, os reparos1 a fazer-se na ca-
sa destinada para cadeia na villa doOuricury, a va-
llados cm 2:750$000 rs.
A arremalaco ser taita na (orma dos arls. 24 e
27 (la lei provincial n. 286 do 17 de malo de 1851,
e sob as clausulas especaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arre mata rao
compareram ua sala das sessoes Ala mesma junta,
no dia cima declarado, pelo meio da, competente-
mente habilitadas. .,
E para constar se mandou aflixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial do Pernam-
boco 2 de maio de 1854.O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arrematacao.
1. Todas as obras serao feilas da couformidade
com o or-amento e plaa nesta dala presenlados a
approvaco do Exm. presidente da provincia, na
importancia de 2:7508000rs.
2. As obras sero principiadas no prazo de dous
mezes, e concluidas no de oito mezes, ambos conta-
dos de conformdade com os rticos 31 e 32 da lei
provincial n. 236 de 17 de maio de 1851.
3. O pagamento da importancia deslas obra ser
felo ero urna s prestacao quando ellas esliver
rem concluidas, que serao logo recebidas defin ti va-
lenle.
4. Para ludo o mais qae nao"estivcr determinado
as presentes clausula, seguir-sc-ha o disposlo na re-
ferida lei ii. 86.Conforma__o serreuirin. Anto-
nio Ferreira da Annunciacao.
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, cm virtnde da resolueno
da junta da fazenda, manda'fazer publico que
em cumprimenlo da lei, se ha de arrematar pean-
le a mesma junta no -dia 1 de junho prximo vin-
douro a renda do sitio do Jardim Botnico da cida-
de de Olinda, avaliada ero 1518000 rs.
A arremalaco ser feita por lempo de 3 annos,
a contar do 1 de julho de 18o4, o fim de junho de
1858.
As pessoas que se propozerem a esla arremalaco
compareram na sala'das sessoes da mesma junta no
da cima indicado, pelo meio dia, competenle-
mcnle habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o prsenle e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco l de maio de 1854. O secretario. Anto-
nio Ferreira da Annunciac.
O Illm. Sr. inspectorda Ihesouraria provincial
era cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia de 12 do correle, manda fazer publi-
co que, no dia 14 de junho prximo vindouro,vai no-
vamenle praca para ser arrematado a quem porme-
nos fizer a obra dos concertos da cadeia da villa de
Garanbuns, avaliada em 2:4748208 rs.
A arrematacao ser feila na forma dos arls. 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem esla arremalaco
rompareram na sala das sessoes da mesiria junta no
dia acuna declarado, pelo meio dia, compeleulemele
habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
1 Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernara-
buco 16 de maio de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arremalaco.
1.a O, concerlos da cadeia da villa de Ga'ranhuns
far-se-ho de conformidadecom o orcamenlo appro-
vado pela directora em conselho, e apresenlado a
approvajao do Exm. presidente da provincia na im-
portancia ile 2:4748208 rs.
2.a O arrematante dar principio s obra no pra-
zo de 2 mezes e dever concluir no de 6 mezes, am-
bos contados na forma do art. 31 da lei n. 286.
3.a O arrematante seguir nos seus Irabalhos ludo
o que lhe for determinado pelo respectivo engenhei-
ro, nao s para boa execucao das obras como em or-
dem de nao innulilzar ao mesuro lempo para o ser-
vico publico todas as partes do edificio.
4.a O pagamento da importancia da arrematacao
lera lugar em tres prestac,es iguaes: a primeira. de-
pois de feila a melada da obra ; a segunda, depois
da entrega provisoria^e a terceira, na entrega defi-
nitiva.
5. O prazo de responsabilidad ser de 6 mezes.
6.a Para rhdo o que nao se acha determinado as
prsenles clausulas nem no orcamenlo, seguir-se-ba
o que dispoe respeilo a lei provincial o. 286.
Conforme.O secretario,
Antonio Ferreira aAnminciaeao.
O Dr. Custodio Manoel d i Silva Guimares, juiz de
drelo da primeira vara do rommereo nesla c-
dade do Recife de Pernambuco, par Si M. I. e C.
que Dos guarde ele.
Faro saber aos que o presente edilal virem, que
rerfiierimenlo de Antonio Jos de Azevedo, cslabcle-
cido com luja de nuudeza na ra do Queiraado n.
49, se acha por esle juizo aberlaa sua fallencia pela
sentenra do Iheor seguinte. A' vista da exposico
constante da peticao folhas 2, declaro aberla a fal-
lencia do commerrianle Antonio Jos de Azevedo,
estabelecido com loja de mudezas na ra do Que-
mado, filando o termo legal da existencia de na fal-
lencia a contar do da 11 do corrente. Ordeno que se
pnnham sellos em todos o seus livros, e papis do
fallido, c uomeio para curador fiscal o negociante
Vctor Lasne. que preslara o juramento na formada
le, expedindo-se desde jparlicipacoes ao respectivo
juiz de paz.acompanhandocopia aullienlica desta sen-
lenca, fim de proceder a pbsirao dos sellos e cus-
a.
Recife 15 de maio de 1854.Custodio Manoel da
Silva Guimares,
Em cumprimelo do que,todos nscredores presen-
tes do referido fallido comparecerao em casa de mi-
nha residencia na ra da Concordia n. sobrado de
um andar, no bairro de Sanio Antonio do lierife, no
dia 18 do corrente mez, pelas 10 horas da raanha,
alim de procederem a noracarao de depositario, ou
depositarios que nao de receber, e administrar pro-
visoriamente, e casa fallida.
E para que ebeguo a nocia de todos raandei pas-
sar o presente, que ser publicado pela imprensa,
e afiliados nos luzares designados no artigo 129 do
reai>meiito n.738 de 25 de'novembro de 1850.
DWo c passado nesla cidadedo Recife.de Pernam-
buco 16 de maio de 1851Pedro Tertuliano da Cu-
nta, escrivilo o subscrevi.
Custodio Manpel da Suca Gttimarilet.
cassarolas pequeas de ferro eslanhadas 2; facas de
mesa 12; garfos de dita 12; chinelas rasas, pares
6; comadre 1.
Quem quizer vender esles objeclos aprsente as
suas proposlas em caria fechada na secretaria do
conselho, s 10 horas do dia 19 do correnl mez.
Secretaria do conselho administrativo 'para forne-
cimenlo do arsenal de guerra, 12 de maio de 1854.
Jos' de Brito Ingles, coronel presidente.Ber-
nardo Pereira do Carmo Jnior, vogal c secre-
tario.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, em cnmprimenlo do
artigo 22 do regulamento de Hdedezembrode 1852,
faz publico que foram aceitabas proposlas de Amo-
nio Pereira de Oliveira Ramos, Jo3o Pinto de Lemos
Jnnior, Adamson llowie & Compauhia, Joao Fran-
cisco de Araujo Lima, Timm Monscn & Vinassa, Luiz
Borges de Cerqueira, Francisco Maciel de Souza,
Sonza & Irmao, Flix das Meros Muniz e Joaquim
Antonio do Sanios Andradc, para fornecerem : o
1. 123 bonetes para o segundo balalhao de infama-
ra com o_n. 2 de racial a 18S40, 61 chourcas de laa
branca a 500 rs., 1 bandeira imperial de seda por
988000,1 porte de velludo verde orlado de galio lar-
go de ouro por 488000, 1 hastea com esphera dou ra-
da pur 138000, 1 capa de oleado por 28000,1 dila de
brim por 610, 123 grvalas' de sola de lustre a 360 ;
o 2. 369 covados de panno azul para sobrecasacas
a 28050 ; o3. 2l6varaa.de panno azul para calcas a
2020, 543 ditas de hollanda de forro a 95 rs., 865
varas de brim branco liso a 360,60 covados de panno
prelo para polainas a 28100 ; o 4. 62 chourcas de
13a branca a 500 rs.; o 5. 558 varas de algodaozi-
nho para camisas a 169 rs. ; o 6. 223 esleirs de pa-
lha de carnauba a 180 ; o 7. 712 pares de sapalos
desoa e vira felos ua Ierra a49500 ; o 8. 10 gro-
sas de boles branco de osso a 295 rs.,' 16 ditas de
ditos prclos a 295 rs., 30 resmas de papel almaco
perlina a 38200, 800 pennas de ganco a 790 o cenlo;
o 9. 100 meiosde sola curtida" e cscolhda a 2}fi00;
o 10. 10 resmas d papel de peso a 38500 ; e avisa
ao, ditos vendedores que devem recolher os referi-
dos objeclos ao arsenal de guerra no da 20 do cor-
rele mez. Secretaria do conselho administrativo
para fornecimenln do arsenal de auerra 16 de maio
de 1854.Bernardo Pereira do Carmo Jnior, vo-
gal e secretario.
. O IIIm,,Sr. rapitao do porto manila fazer pu-
blico, que em 10 do corrente foi apprehendda urna
canoa de earreira, encontrada em servco no trafico
dos rios navegaveis desla ridade, sem n" competente
licenca na forma ordenada no nrlgo 76 do regula-
mento das capitanas; em consequencia do que
acha-seena deposito no arsenal de marinha para ser
reclamada, provando a propriedade, por quem com-
petir, no prazo de 30 dias. Capitana do porto de
Pernambuco 17 de maio de 1854.O secretario,
Atexandre Rodrigues dos Anjos.
Tribunal do Commercio.
Pola secretaria do tribunal do commercip da pro-
vincia de Pernambuco, so faz publico que ltima-
mente) foi matriculado na qualidade de commerci-
anlo do grosso trato, oSr. Mairoel Antonio Torres
Portugal, cidadao Porlaguez, domiciliado na pro-
vincia doCear.Secretaria 16 de roaiu de 1854.
No impedimotUo do secretario, yoo Ignacio de
Medeiros Reg.
Consulado de Portugal.
No sabbado 20 do corrente, lera lugar com as for-
malidades da lei, na porta desle consulado ra do
Trapiche n. 6, a arremalaco do resto dos bens do
finado subdito portuguez Jo8o Rodrigues das Ncves,
consist ndo em urna alvareaga ainda ero conslruc-
{3o, que se acha no Forte do Mallos, no cstallero
do Pinto, e em una porgan de cobro em vergalhes,
depositado no mesmo consulado.Consulado de Por-
lucal em Pernambuco 17 de maio de 1854..__Joa-
quim Baptista tforeir, cnsul.
^t*l5
S2
VA
sumaca norteada, para carga Irala-se com seu con-
signatario Domingos Alves Malhcos na ra da- Cruz
do Recife n. 54, primeiro andar.
Kio Grande do Sul.
Seguir em poneos dias para o Ri-Grande do
Sul o patacho nacional Regulo, o qual tero espatos
rom modos para passagoiro : trala-se na roa da Ca-
deia do Rccif n. U,ou com o capiUoa bordo.
LEILOES
Quinta-feira 18 do corrente ao meio da em
ponto no n.iruazem de M. Carneirp, na ra do Tra-
piche n. 38, o agente J. Gatis far le.lo de um ex-
cellenle carro de 4 rodas e om cabriolel com coberla
e arreios cm muilo bom estado e 2 cavallos para ca-
briolel; assim como tambem irao a leilo todos o, li-^
vros que pertenceram ao finado Dr. Jos Francisco
de Paiva.
AVISOS DIVERSOS.
SABBADO 20 DE MAIO DE ,81,4.
RECITA A FAVOR DE
L. C. Amodo.
Logo qne os professores da orcheslra derem prin-
cipio com urna brilhante sjmphouia, subir a siena
o novb e roaguilico drama em 5 actos. .
A ESCRAVA ANDREA.
t DENOM1NACAO DOS ACTOS.
1. O insulto do raarinheiro ao commandante.
2. A escrava Andrea.
' 3. A orga na vespera do combale.
4. O dnello com machados.
5. O combale navalExplosilo do brigue Pirata.
A mortalha do capitn Renaud.
A exploso do brigue Pirata 'ser .feila avila do
espectador, para o que no se poup as despezas.
Personagens. Actores.
0 coode Renaud (commandante
da fragata),......
Antonio (raarinheiro) ....
Lamberlo (contra meslre). .
Plok 'laberneiro) .....
1. marinheiro. .
2. marinhero. ......
3. marinhero.......
Andrea, escrava. .....
Um menino.......
Oll'u-iaes de marinha. mar i nbeiros e povo.
A scena passa-se em Gaudelupe, as Antilhas.
Dar fim o espectculo com a nova comedia em
1 aclo.
. 4 MOLEIRA DE MARA.
Personagens. Actores. #
Mrquez '.....Srs. Cosa.
Guilherrae........ a Monteirn,
Jorge.........a Rozendo.
Marqucza........ Sra. D. Amalia.
Moleira de Marly..... I). Gabriella.
Em consequencia da grave enferniidade da sende-
ra D. Orsal, a senhora D. Gabriella preslou-se de
finamente a fazer o papel da moleira de Marly.
Eis o espectculo que o actor Amodo ofierece ao
publico desta cidade assegurndo-lhe urna bella es-
collo, como em lodos os seus espectculos, e espe-
rando do mesmo loda a prnlcccnn.
Os bilhetes acham-se a disposicao do publico na
ruaRellan.28, e no dia do espectculo no bilbe-
theiro do Ihcatro,
Principias s horas do costme.
Os martyres Pernambucanos.
Sahio i luz esla excellcutc obra escripia pelo fal-
lecido padre da Madre de Dos, Joaquim Dias Mar-
tina, a qual trata especialmente de todos os Per-
nambucanos que figuraran! iris rcvoluroes de 1710,
e 1817, cujos nonios sao os seguinles-: Aflbuso de Al-
buquerque Maranhao, Alfonso de Albuquerque e
Mello, Aflonso de Albuquerque e Mello, Affonso de
Noronha Forles, Agostnho Pinto de Queiroz, Alber-
to Pyilo, Atexandre Francisco de Seixis Machado,
Alexandre Melello de Souza Fortes, Atexandre Ray-
iniindo Bezerra, Alvaro Barbalho Feio, Alvar Mar-
reiros, Amaro Francisco de Moura, Amaro Gomes
da SilVa Couliuho, Amaro Lopes, Amaro Soares de
Avcllar, Americo Jos do Nascimento, Andr de
Abril de Souza, Andr Acciol de Vasconcello, An-
dr d'Albuquerque Maranhao, Andr d'Albuquerque
Maranhao, Andr Cnvalcanli, Andr Dias de Fignei-
redo, Andr Dias de Fiaiieircdo,AndrcMarlins,Andr
da Rocha Falcao, Andr Vieira de Mello, Angelo de
Barros Falcao, Aniceto Pereira, Antonio .de Abreu,
Antonio d'Albuquerque e Azevedo,Antonio d'Albu-
querque Coelhu Maranlio,Antonio Alves da Cunta,
Antonio d'Aranjo Pessoa, Antonio Barbosa, Antonio
Bezerra,Antonio BezerraCavalcanti, Antonio Borges
L cboa,Antonio Caelano da Costa Mouteiro, Antonio
Ca mi riba de Amorim, Antonio CarlosCoelho da Silva,
Antonio Carlos Ribeiro de Andrade, Antonio Carnci-
ro, Antonio de Castro Delgado, Antonio Cavalcanti,
Antonio Cavalcanti Bezerra, Antonio da Costa, An-
tonio da Cosa, Antonio da Cosa Leilan,Antonio da
Cunta, Antonio Dantas Correa, Antonio Flix Ve-
Iho Cardozo, Antonio Ferreira Cavalcanti, Antonio
Ferreira de Souza, Antonio Francisco de Macedo
Braga. Antonio Francisco Carneiro Monteare, An-
tonio Garro, Antonio de Holanda Cavalcanti, Anto-
nio Germano Cavalcanli de Albuquerque, Antonio
Gomes Correa Barboza, Antonio Gomes Correa,
Antonio Concalves da Cruz Cabug, Antonio Hen-
riques de Almeida, Antonio Heariqaes Rabcllo,An-
tonio Jacorae Bezerra, Antonio Joaquim, Antonio
Joaquim de Mello. Antonio joaquim de Souza Ban-
deira, Antonio Jorge Guerra, Antonio Jos Caval-
canti Lin, Antonio Jos de Gusmao, Antonio Jos
Nobre, Antonio Jos da Silva Coelho, Antonio Jos
Victoriano Borges de Almeida, Antonio Jos Vic-
toriano Borges da Fonseea, Antonio de Lima Barbo-
za, Anlonio Lopes, 'Antonio Luiz, Antonio Manoel
Sodr, Anlonio do Monte de Oliveira, Antonio Mo-
reira de Carvalho, Antonio d Holanda Cavalcanli,
Anlonio de Oliveira, Antonio do Oliveira Mineiro,
Anlonio Pereira Albuquerque, Anlonio Quntiliano
do Reg, Antonio Rabello, Antonio Ka bello da Silva,
Antonio Ribeiro de Lcenla, Antonio da Rocha Be-
zcrrn,Antonio da Rocha Bezerra,Antonio Rodrigues,
Antonio Rodriguesde Medeiros, Antonio Rodrigues
de Mello, Anlonio Rogerio Freir, Anlonio Rogerio
Freir. Antonio de S de Albuquerque, Antonio
dos Sanios, Antonio Severiuo de Almeida, An-
lonio da Silva Maranhao, Antoni'da Silva Pereira,
Antonio de Soulomaior, Antonio Tavures, Antonio
Tristao de Serpa Brandan. Antonio Vieira' de Lima,
Appolinario Moreira de Vasconcellos, Augusto Xa-
vier de Carvalho.
Barbara Perera de Alenrar. Bartholomoo Alves
dn Quintal, Basilio Qoaresma 'rorrean, Bento Ban-
deira de Melle, Bento Bezerra de Menezes. Benlo
Correa de Lima, Benlo Cotreia de Oliveira, Benlo
Gomes de Andrade, Benlo de Lemos, Bernardo de
Alleimlo Mendonra, Bernardo da Cosa, Bernardo
Luiz Ferreira Portugal, Bernardo Vieira de Mello,
Bruno Anlonio de Serpa Brandan.
Caelano Pinto de Miranda Montenegro, Camillo
Jos Moreira Gomes, Candido Gomesde Figueiredo,
Carlos Ferreira, Carlos Jos dos Santos, Carlos Le-
tao Cavalcanli de Albuquerque, Carlos Tcixcira de
Azevedo, CliristovSodo Meiulonra Arraes. Cbrislo-
vao de Holanda Cavalcanti,Cluistovao doPilar.Chris-
tovao da Rocha Vandcrley, Clemente Estcvo de Li-
ma, Cosme de Azevedo, Cosme Bezerra, Cosme Be-'
zerra Cavalcanli, Cosme Bezerra Cavalcanti, Cosme
Bezerra Mouteiro, Cosme Bezerra Monteiro, Cos-
me Jos Guedes, Cosme Jos da Conccijao, Custo-
dio Vas de Carvalho.
Damin Alves, David de Albuquerque,David Tar-
DECLARACOES.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho adminislralivo em virlude da aulori-
saso do Exm.Sr. presidente da provincia, lem de
comprar os objeclos seguinles :
Para o hospital regimeulal do meio balalhao do
' Cear.
lolheres de sopa 18; chicaras e pires, casacs 16;
Os Srs. Bezerra.
Amodo.
i) Mendos.
n Pinto.
o Santa Rosa.
, Pereira.
o Rozendo.
Sra. D. Gabriella.
N. N.
AVISOS MARTIMOS.
Para Lisboa c Porto segu viagem com umita
brevidade, o bergnntim portuguez Amalia l, cap-
13o Joao Anlonio da Silva Mai.io : qaem no mesmo
quizea carregar ou ir de passagem dirija-sc ao mes-
mo capitn, ou a seo consignatario Manoel Joaquim
Ramos c Silva.
Para o Rio de Janeiro, o brigue na-
cional Elvira segu com brevidade por
ter parte do seu carregamento prompto :
para o resto da carga, passageiros e escra-
vos a fret, trata-se com os consignatarios
do mesmo Machado & Pinheiro, na ra
do Vigarion. 19, segundo andar.
Vende-se o liiate nacional Fortu-
na, de lote de 61 toneladas brasileiras,
apparelhado e prompto de tudo, para a
navegarao.cosd'ira; he navio novo, e d
boa e fortisssima construceao de m-
deiras do imperio ; acha-se lundeado em
frente do trapiche do algodao, onde pode
ser examinado, e para o ajuste trata-se
com os consignatarios Antonio de Almei-
da (lomes & C : na ra do Trapiche Novo
n. 10, segundo andar.
Para o Rio de Janeiro segu em
poneos dias o patacho nacional Bom
Fim n ; ja' tem a maior parte da carga
firompta : para o restante e escravos a
rete, trata-se com o consignatario Jos
Baptista da Fonseea Jnior, na rus' do
Vigarion. 4, primeiro andar.
Real companhia de paquetes iqglezes a
vapor.
No dia 22 desle mez
espera-se do guio, vapor
Great Western, o qual
depois da demora do ros-
lme seguir para a Eu-
ropa? para passageiros trata-se com os agentes Adam-
son llowie C. na ra do Trapiche Novo n. 42.
Para o Rio de Janeiro, vai sahir com
a maior brevidade possivel.o pataxo Nacio-
nal Valente ; quem no mesmo quizer car-
regar, embarcar escravos airle ou ir de
passagem para o que ofierece bons cmo-
dos, dirija-se ao capitao do mesmo pataxo
Francisco Nicola'o de Araujo na praca do
comrr.ercio, ou no escriptorio de Novaes
&. C. na ra doTrapicheii. ~>, 1. andar.
Para o Rio de Janeiro sahe por estes 8 dias>
brigue Feliz Destino por ler parle do carregamen-
lo prnmplo; para o resto da carga e passageros, Ira-
la-se com o Sr. Manoel onralve la Silva, oa com
o capitn a bordo.
Para i Balda segu era poucos dias, a vclleira
eos Jos Martina, Domingos Jo- Muniz, Domingos
Theolonio Jorge, Duarle de Albuquerque da Silva,
Duai le Tavares do Reg,
Eslevo Jos Carneiro daCunha, Estevo Jos da
Silva, Eslevao Soares de Arairto. Bslev.lo Vicente.
Faustino Fizneira, Feliciano Jos Doradlas, Fe-
liciano de Mello da Silva, Filipne Alejandre da Sil-
va, Filippe Bandeira, Filippe Bandeira de Mello,
Filippe Bandeira de Mello Moura.FilippeCavalcanti
Filippe Fragoso, Filippe l-opes Nelto Sauliago, Fi-
lippe Mena Callado da Fonseea, Filippe Neri de
Barcellos, Filippe Neri Ferreira, Filippe Paes Br-
relo, Filippe da Silva Moraes, Flix Carneiro, F-
lix Francisco de Brito, Flix de Valois, Fernando
do Sobral, Fernao Bezerra Monteiro, Francisco
d'Abreu Lima, Francisco Alves Bezerra, Francisco
Alves Ponles, Francisco de Santa Anna Brito Pes-
soa, Francisco do Espirito Sanio Lanoa, Francisco
Antonio Correa de S, Francisco Antonio Rapozo,
Francisco Anlonio da Costa Barboza, Francisco An-
tonio da Silva Cousseiro, Francisco Anlonio de S
Brrelo, Francisco d'Arruda da Cmara, Francisco
Berenger de Andrade, Francisco Bernardes, Fran-
cisco Bemardes Cavalcanli, Francisco Borges, Fran-
cisco de Carvalho Paes de Andrade, Francisco Cae-
lano de Vasconcellos, Francisco Cardozo de Mallos,
Francisco Carlos de Rezende, Francisco Carneiro do
Rosario,Francisco Cavalcanti de Albuquerque,Fran-
cisco Cavalcanli de Albuquerque, Francisco da Cos-
a Barboza, Francisco da Cosa de Medeiros, Fran-
cisco da Cunha Pedra Palacio, Francisco Dias de
Oliveira, Francisco Doradlas Pessoa, Francisco Fer-
namles Aojo, Francisco Gil Ribeiro, Francisco Joo
de Azevedo, Francisco Joaquim Pereira de Carva-
lho, Francisco Jos Alves, Francisco Jos d'Avila
Bilancourt, Francisco Jos Correa, Francisco Jos
Correa de Quciroga, Francisco Jos Martin*, Fran-
cisco Jos de Mello,Francisco Jos da Silveira,Fran-
cisco Leao de Menezes,Francisco Lobo Bolelhn,
Francisco Manoel de Barros, Francisco Marcal da
Costa, Francisco de S. Marianna, Francisco de Mel-
lo Muniz, Francisco de Mello da Silva, Francisco
Muniz Tavares, Francisco Xavier de Moraes Caval-
canli Lins, Francisco Nunes de Freitas, Francisco
Paes Brrelo, Francisco de Paula Albuquerque Ma-
ranhao, Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquer-
que, Francisco de Paula Cavalcanli de Albuquerque.
Francisco de Paula Guedes, Francisco de S. Pedro,
Francisco Pereira Arnau, Francisco Pereira da Maia
Guimares, Francisco da Rocha Paes Brrelo, Fran-
cisco Romn, Francisco de Salles do Valle, 'Fran-
cisco de Salles Coelho da Silva. Francisco Soares
Ca alia, Francisco de Souza Reg Fakao.Frncisco Xa-
vier de Albuquerque,Francisco Xavierde Moraes Ca-
valcanli, Francisco de Moraes Cavalcanti,Francisco
Xavier Garca, Francisco Xavier Monteiro da Fran-
ca, Francisco Xavier Pereira de Brito.
Geraldo lienrique de Mira, Gervasio Pires Fer-
reira, Gonealo Borges d'Andrade Andris, Gonzalo
Ferreira, Gonealo Marques, Gregorio Pereira Caldas.
. lienrique Jos de Almeida, lienrique Luiz Be-
zerra. *
Ignacio de Almeida Fortuna, Ignacio Alves Mon-
teiro, Ignacio Antonio da Trindade, Ignacio Caval-
canti de Albuquerque, I naci Cavalcanti de Albu-
querque Lins, Ignacio Correa de Novaes, Ignacio
Francisco da Fonceca Galvao, Ignacio Francisco de
Oliveira Babia, Ignacio Joaquim Corroa, Ignacio
Joaquim Correa Gomes, Ignacio Jos de Freita, Ig-
nacio Jos de Freila, Ignacio Leopoldo d'Albuquer-
que Maranhao, Ignacio Leopoldod AlhaquerqueMa-
ranhao, Ignacio Tavares Benevides, Iguaria Vieira.
. Jacinlho do F'relas Acciol, Jacinlno Luiz de
Mello, Jernimo d'Abreu Lima, Jernimo Cesar de
Mello, Jernimo Jacinlho, Jernimo Ignacio Leopol-
do Albuquerque Maranhao, Jernimo Tavares Vlel-
la. Joao Agoslinho, Joao de Abreu Lemos, Joo de
Albuquerque Maranhao, Joao "de Albuquerque Ma-
ranhao. Joao de Albuquerque Maranhao, Joo Ale-
xandrino, Joao Alves de Carvalho, Joao Alves Das
Vuelta.JoAo Alves Guerra .Juan Alves de Sousa, Joao
Anlonio de Albuquerque Maranhao, Joao Anlonio
da Costa Prlo, Joo Anlonio Rodrigae, de Carva-
lho, Joo Baplista Avondano. Joao Baptisla Acciol,
Joao Baptisla da Fonseea, Joo Baplista Reg, Joao
Barbosa Cordiro, JoSo Baplista de Carvalho, Joao
de Barros Reg, Joao Cavalcanti de Albuquerque,
Joao Cavalcanli de Albuquerque, Joau da Conceico
Loureiro, Joao da Costa, Joao da Costa Bezerra, JoSo
Damasceno Xavier Carneiro, Joao Damasceno Xavi-
er, Joo de Dos Pires Ferreira. Joao Filippe, Joao
Filippe de Sousa Rolim, Joao Fernandes, Joo Fer-
nandos Vieira, Joo Ferreira Lopes, Joao Francisco
da Araujo. Joao Francisco do Nascimento, Joao Go-
me, Joao Gomes de Lima, Joao Goncalves Bezerra,
Joao .lose, Joao Luiz Corren, Joao Luiz Correia.Joo
Luiz Freir, Jo3o Marc '(jorres, Joo de Medeiros
loriado. Joan Nepomuceno, Joao Nepomueenod'AI-
buqueque Maranhao, Joao Nepomuceno Carneiro da
Cunha, Joao Ncpemucono da Cunha, Joao Nepomu-
ceno de Albuquerque, Jo3o Nones Tinoco, JoJo Pita,
Porlo Carncineiro. Joao do Reg Dantas Mouteiro,
Joao de Sonsa Reg Felcao, Joao Ribeiro da
Molla Nunes, Joao Ribeiro Pessoa de Lcenla,
JoAo Ribeiro Pessoa de I.acerda, Joao Ribeiro Pes-
soa, Joan Ribeiro Pessoa dcMello Montenegro, Joao
Ribeiro de Sequcira c Aragao, Joao Sarava de Moa-
r, Jo8o Soares Cavalcanli, Joao de Soulomaior. JoSo
Tavares da Fonceca, Joao Venancio de Castro Mara-
nhao, Joao Vicente, Jlo Vicente Coelho, Joaquim
do Amor Divino Rabello, Joaquim de Santa-Anna,
Joaquim Jos de Santa-Anna, Joaquim Cyprian
Gomes dos Santos,Joaquim Domingues de Sousa Ban-
deira, Joaquim Francisco de Gouveia Torres. Joaquim
Gomes de Amorim, Joaquim Jernimo e Serpa
Joaquim Ignacio Je Barros Lima, Joaquim Jos
Luis, J. Jote de S. Anna de Medina Sidonea Hen-
rlqties, Joaquim Jos Pessoa, Joaquim Jos do Re-
g Barros,Joaquira Manoei Carneiro da Cunha, Joa-
quim Marcelino Machado,' Joaquim Martina Ribei-
ro.Joaquim Monteiro da Franca, Joaquim Nunes No-
gueira, Joaquim Pedro de Souza Magalhaes, Joa-
quim Pires Ferreira. Joaquim Ramos de Almeida,
Joaquim Rodrigues Froes, Joaquim da Silva Ribei-
ro, Jorge Camillo Valcacer, Jorge Cavalcanli, Jos
Alexandre Ferreira, Jos Alves Lima, Jos Andr,
Jos Antonio da Costa, Jos Antonio Pinheiro de
Carvalho, Jos Anlonio Saraiva, Jos Antoniode
Sousa Frcs, Jos Apolioario Fara, Jos de Barros
Cavalcanti, Jos de Barros Falcflo. Jos de Barros
Lima,Jos Fernandes Lima, Jos Caelano de Medei-
ros, Jos Caelano de Moraes, Jos Camello Pessoa de
Mello, Jos Carlos de Saldanha, Jos Carlos Marink
da Silva Ferrao, Jos Carneiro Carvalho da Cunha
Beringuel, Jos Carneiro Pessoa, Jos da Costa Or-
ne, Jos da Cruz Ferreira, Jes da Cruz Gouveia,
Jos da Cunha Moreira, Jos Camello Pessoa, Joa
Cyprian dos Sanios, Jos Filippe d'AlbmToerque
Maranhao, Jos. Filippe de Gosmao, Jos Flix Co-
linguiba, Jos Fernandes Portugal, Jos Fernandes
da Silva, Jos Ferreira d'Almeida Henriques, Jos
Ferreira de Almeida, Jos Ferreira Nobre, Jos Fer-
reira de Souza, Jos Francisco Acciol, Jos Fran-
cisco de Arroda, Jos Francisco de Almeida Mello,
Jos Francisco do Desterro, Jos Francisco Ferreira,
J. Francisco de Paula Cavalcanli de Albuquerque,
Jos Francisco da Silva. Jos Francisco Vieira de
Barros, Jos Cosme Chacn, Jos Gomes de Medei- '
ros, Jos Goncalves Ourique, Jos Jernimo de "Li-
ma, Jos Jernimo Salgado, Jos Ignacio de Albu-
querque Maranhao, Jos Ignacio de Aroucbe, Jos
Ignacio de Brilo, Jos Ignacio do Carmo, Jos Igna-
cio Marinho, Jos IgnacioRibeirode Abreue Lima,
Jos Joaquim de Aragao, Jos Joaquim da Alencas-
Iro, Jos Martiniano.de Alencar, Jos Lourenco de
Barros.Jus Lnurencp da Silva, Joa Locas de Sousa
Rangel, Jos Luiz Correia, Jos Luiz de Mendonca,
Jos Manoel de Oliveira, Jos Manoel da Pai8o, J.
Mara Ildefonso Jacome da Veiga Pessoa, Jos Ma-
ra de Mello, Jos Mara do Sacramento Brayner,
Jos Mara de Vasconcellos Bourbon, Jos Mara
Xavier de Carvalho, Jos Mariano de Albuquerque
Cavalcanli, Jos Mauricio 'Warderley, Jos do O'
Barbosa, Jos de Olanda Albuquerque Maranhao,
Jos Peregrino Xavierde Carvalho, Jos Peres Cam-
pello. Jos Peres Campello, Jos Porfirio de Freitas,
Jos Ramos dos Prazercs, Jos Ramos dos Prazeres,
Jos de S Cavalcanli, Jos da Silva Mouteiro, Jos
Tavares de Olanda, Jos Thomaz, Jos Valentn)'Fer-
reira, Jos Victorino Maciel, Jos Vital da Silva,
Jes Xavier de Meodonca.
Leandro Bezerra Cavalcanli, Leonardo Francisco,
Leandro Francisco de Bessa. Leao Falcao Eca, Le-
andro Bezerra Cavalcanli, Leonardo Pinto, Leonel
Pereira de Alencar, f.oureoqo Cavalcanli Ucha,
Lourenco Mendes de Andrade, Looreoco da Silva,
Luiz d'Albuquerque Maranhao, Luiz Antonio dos
Guimares Peixoto, Luiz Barbalho de Vasconcellos,
Luiz Bezerra, Luiz CarlosCoelho da Silva, Luiz For-
les de Biislamaute, ..Francisco de Paula Cavalcan-
>l de Albuquerque, Luiz Gomes Pedroza, fcuiz Ig-
nacio (KAbreu Lima, Luiz Jos d'Albuquerque Ca-
valcanti Lin,, Luiz Jos Correia de S, Luiz Jos
da EvpeetacSo, Loiz Lobo de Albertim, Luiz Ma-
noel d'Albuquerque Maranhao, Luiz Pedro Cesar da
Mello, Luiz Pinheiro Tcixcira, Luiz dtValenruela
Ortiz, Luiz Vidal.
Manoel Alve,de CaryalIio.Manoei Alvea da Coala,
Manoel Bezerra, Manoel Anselmo, Manoel Antonio
Calhciros, Manoel Antonio Moreira, Manoel Anto-
nio Calheros do Sonto, Manoel de Araujo, Manoel
Atliaoasio da Silva Cucharra, Manoel d'Azevedo*
Nascimento, Manoel Barbalho Feio, Manoel Caela-
no de Almeida, |Manoel Carneiro Cacalcanti, Ma-
noel de Carvalho Paes de Andrade. Manoel de San-
ta Cathaiina, Manoel Cavalcanli Bezerra, Manoel
Cavalcanli de Ljcerria,Manoel Clemente Cavalcanti,
Manoel Coelho Serrao, Manoel Correia de Araojo,
Manoel Correia Maciel, Manoel da Costa, Manoel da
Cunha, Manoel Domingues de Andrade, Manoel
Elias da Costa, Manoel Ferreira Lima, Manoel Fer-
reira de Souza, Manoel Florenlino Carneiro, Ma-
noel Florentino Carneiro da Cunha, Manoel da Fon-
seca, Manoel de Jess Puxim, Manoel Galvao, Ma-
noel Garca de Monra, Manoel Geranio Monteiro,
Manoel Goncalves FQiites,\ Manoel Januario Caval-
canti, Manoel Ignacio Perera de Lago, Manoel Joa-
quim Ferreira, Manoel Joaquim de Oliveira, Ma-
noel Joaquim Palacio, Manoel Joaquim Sette, Ma-
noel Jos de Assumpso, Manoel Jos Martn,, Ma-
noel Jos Perera Caldas, Manoel Jos, de Serpa,
Manoel Jos da Silva, Manoel Jos da Silva, Manoel
Lobo de Miranda,Manoel de. I.ocio e Seilb*, Maitoel
Lopes, Manoel Lopes Ferreira, Manoel Lucas Evan-
gelista, Maimel Luiz de Albuquerque Maranhao,
Manoel Luiz das Chagas, Manoel Luiz da-Veiga,
Manoel Mara Carneiro, Manoel Malhias da Santos,
Manoel de Mello de Araujo, Manoel de Mello Be-
zerra, Manoel da MoUade Araujo, Manod de Mou-
ra, Manoel do Nascimeuto Costa Monteiro, Manoel
da NatividadeVctor, Manoel Nunes,Manoel Perei-
ra, Manoel do Reg, Manoel Rodrigues de Meodon-
ca, Manoel Rodrigues Nelto, Manoel Simplicio, Ma-
noel da Silva,"Manoel de Souza, Manoel de Sonza
Texeira.Marco, de Bilancourt, Mara Galvao, Ma-
ra Galvao, Mariano Gomes da Silva, Martinhode
BulhSes, Martinho da Cunha Porto, Martinbo d
Souza Bandeira, Malhias de Andrade, Malhias Car-
neiro l.eflc, Malhias Coelho Barbosa, Malhias Jos
Pacheco, Mathias Jos da Silva, Malhias Vital de
Negreiros, Melchior do O' Barbosa, Melchor Pinto,
Miguel Carlos da Silva Saldanha, Mignel Ferreira,
Miguel Ferreira de Azevedo, Miguel Ferreira Ra-
bello, Miguel de Godoes, Miguel Jnaqnim d'Almei-
da Castro, Miguel Joaquim Cezar, Miguel Justo, Mi-
guel Lopes, Mignel Pessoa de Araojo, Migael Vel-
loza da Silveira Nobrega.
Nicolao Paes Sarment, Nicolao Paes Sarment.
Paschoal de Freitas Gomes, Patricio Joa de Al-
meida, Pedro Antonio da Silveira Vellozo, Pedro
Correia Brrelo, Pedro Ferreira Brandao, Pedro
Francisco Alves, Pedro Ivo Jos Vellozo da Silvei-
ra, Pedro Leile da S'rrva.Pedr Luiz Henriqees, Pe-
dro Marinho Falcao, Pedro Ribeiro da Silva, Pedro
Rodrigues. Pedro da Silva Pedroso, Pedro de Souza
Tenorio, Pedro Velho Barrete, Prudente Pessoa da
Veiga.
Rajmundo Pereira Magalhaes, Ricardo Urche!,
Rodrigo de Barros Pimental.
Sebastiao Carvalho de Andrade, Sebaslio Dias de
Abreu, Sebastiao Jos da Cruz, Sebastiao da Rocha
Dumnamak, Silverio da Costa Cirn, Silvestre Jos
da Cosa Ferraz, SimSo Mendes, Simao Pereira Bar-
bosa.
Tbomaz Anlonio Nunes, Thomaz Ferreira Villa-
nova, Thomaz Lins Calda', Thomaz Pereira da Sil-
Va e Mello, Thrisiao Pereira GoncalvB de Alencar.
.Urbano da Silva.
Venancio Henriques de Rezende, Wenceslao Mi-
guel Soares. Verissimo Machado Freir, Vicente Pe-
reira de Albuquerqne Mello Pitia, Vicente Ferrei-
ra Gomes, Vicente Ferreira dos Guimares Peixoto,
Vicente Ferreira de Seqneira, Vicente Ferreira de
Siqueira, Viente Francisco de Mello,' Vicenta de
Souza Cousseiro, Virginio Rodrigues Campello.
OsSenhoresassignanles queiram mandar receber
sen, exemplares, e os qu quiserem comprar.a acha-
rau no paleo do Colegio, loja de encadernaco, pelo
prero de 6*000 cada obra.
Ama de leite.
Prerisa-se de urna ama de leite, forra ou captiva,
pan acabar de criar urna crianca de 7 mezes : na ra
da Cadeia, do Recite n. 23, paga-se bem.
Preciea-sc de urna preta escrava, que cozinhe e
faca o mais servieo de urna casa de pequea familia,
paaa-scbem:a tratar na ra da Cadeia do Recife
n. 23. e
Precisa-se alojar urna escrava para todo servi-
eo ile urna casa de pouca Familia ; amado Vgario
n. 19.
Antonio Augusto dos Sanios Porlo, comproa
por conla do Sr. Jos Pedro de Alcntara, meio bi-
1 he te da lotera nova do Estado Sanitario n. 1718.
COMPANHIA DE BEBERIBE.
Nao se tendo reunido numero suflicierite
de genitores accionistas da companhia de
Beber i be para a assemble'a geraf convoca-
da para o dia 16 da corrente, o Sr. direc-
tor de novo a convoca para o dia 19, afim
de que se proceda a eleico da administra-
cao, e se determine o 12.- dividendo, na
forma dos estatutos. Escriptorio da Com-
panhia deBeberibe 17 de maio de 1854.
O secretario interino,
Luiz d Costa Portocrreiro,.
Guilliorme da Costa Correa Leite
declara a quem convier, que deixa porseu
bastante procurador nesta'cidade -turante
a sm curta ausencia, ao Sr. Antonio Jos
Rodrigues; de Souza Jnior.
Precisa-se de urna ama para o servieo interno
e externo de urna casa de pouca familia ; na ra dos
Guararapcs em Fra do Porlas o. 3*.
A mesa recedora da irraandade do Divino Es-
pirito Sanio, erecta na igreja de N. S. da Conceico
dos Militares, convida a lodos os innAos para que se
dignem comparecer no consistorio da mesma irman-
dade, no domingo 21 Jo corrente, pelas 8 horas ca
mantisa, para assistirem a missa votiva do Espirita
Santo, e depois proceder-se a eleic.30 da nova mesa
que tem de funecionar de 1854 a 1855.
Lava-se e engomma-se com muita pereieao e
preco commodo; na ra da Conceico da Boa-Visla
n, 46.
^ZJ*"1? 8?.r,)a-lo"'as de pao amareUp, muito ele-
ganles e do ultimo goslo, acabados por nm marciuei-
roestrangc.ro que chegou ha pouco tempo de Alle-
manha, estao para serem vendidos na ra do Ara-
gao n. 10, sonde as pessoas que estSo inclinadas de
ve-las queiram dirigir-se.
lodas aquellas pessoas que lenham drelo a
reclamar qualquer objecto que dessem a concertar ao
tallecido [.amare, no sea eslabeleeimento de fabrica
de carros, sila na ra do Aragao n. 17, com depen-
dencia no lelheiro do Campo Verde ; qaeiram ler a
bondade de reclamar e recebe-las al sabbado 20 'do
corrente, visto qae os rernanescentes serao vendidos
em leilao na lerca-feira imrnediala, 23 tambem do
corrente, por ordem do Sr. cnsul da Franja, da
qual naro era subdito dilo fallecido.
Quem tver para vender urna preta oo mulata
quesaiba engommar, coser e coznliar, dirija-sc
ra larga do Rosario, cisa n. 28, segundo andar, por
cima da loja de louca, que.se pagar bem.



DIARIO OE PERMMBUCO, QUINTA FEIRA 18 DE MAIO DE 1854.
HOMEOPATHIA. i
0 Dr. Casanova, medico Irancez, d con- j
sullas lodosos dias no scu consultorio
Rl\DASfRlZESiU8. |
No mesmo-eonsultorio acka-se i venda um
grande sortimento de cadeiras de lodos os I
lmannos por precos romuiodssimos. .
COICO MIL RES.
1 rarleira com 24 tubos a esculla. ,
i tubo grande de globulosavuls." 500
1 dito mediano. kki |
1 .lito pequeo ...... 300 ,
onc.adelinturaaescolha 1S000 '
Elementos de-homeopalhia 2 voluntes 2. i
ediccSo.......... 5JJ000
Pathogenesia dos medicamentos
brasileirosl volunte...... 23000
Tratado das molestias venenas
para se tralar a si mesmo. 1J>000
1
1
1
1
6
10
20
20:000$
10:000$
4:000$
2:000?
1:000$
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Resumo'da cvtracao dos premios da 16.
lotera concedida para indemnisacaodo
thesouro publico da prestcSo mensal
cpm que auxilia a Joao Caetano dos
Sanios, extrahida em 2 de maio de
1854.
N. 2780. .......
4134. .......
2838........
>. 1567........
.. 1599, 2284 2569
3355,5516", 5665
>< 28, 195 2059
2144 ,2655 3074 "
3155, 5422 4415 ,
5860. .,,,.,...'. 400$
35, 62 370, 654,
969, 978, 1663,
1858, 3274, 2418 ,
2471 2978 3265 ,
3542 ,. 5728 4050
4298 4441 5557 ,
5645......... 200$
60 48, 155, 225, 514,
580, 555, 869, 1060, '
1240 1558 1416 .
1450, 1448, 1581 ,
1648,
1915,
2534 ,
2575 ,
2818,
2936 ,
3185,
5587,
5929 ,
4414,
4485 ,
4657,
* 1606,
1805,
2221 ,
2559,
2710,
2896 ,
. 5000,
3288 ,
3612,
4122 ,
4475 ,
4605 ,
4846 ,
5011 ,
5458,
5967.
100 de. .
1800 d. .
1790 ,
2076 ,
2546 ,
2661 ,
2895 ,
2959 ,
5228 ,
5561 ,
4041 ,
4464 ,
4549 ,
4842,
4905, -5002
5102, 5196
5501 5771
100$
40$
20$
2000 premios.
Foram vendidos nestn provincia os dous
<| (tartos da sortc de 20:000$, os possu i do-
res podem vir receber os premios n le-
jas em que foram comprados.
Acham-se a'venda osbilhetes da lote-
ra nona o Estado Sanitario, cuja lista
vem segunda-feira pelo vapor ingle/..
, Explcndida gallera- de retratos pelo
sistema chrystalotypo. .
O abaixo assignado, acaba de
receber dos Eslados-Unidos' o
mnis rico sorlimento de objee-
tos para enllocar retratos que
teem apparecido no Brasil. O
respeitavel publico he convida-
do pois a visitar seu impor-
tante estabelecimento ao depois
da chegda do vapor do norle,
(qoe so enlo lie que podeni despachar estes objec-
.los) nao s para examinaras magnificas caixinhas de
primoroso traballio, e bem assim bdlissimos quadros
dourados e de moyno, como para observar um euge-
nlioso instrumento no qual se >C o retrato de mi-
niatura n'nm lamanho natural, e onde o observador
poder.i gozar das mnimas particularidades das fei-
roes qoe examinar. O artista, em dous mezes que
aqu se aclia tero tirado 600 c tantos retratos, por is-
so escolado ser elogiar os retratos pelo sydema
chrystalotypo e dizer que alm de se nao oxidarem
como os de dagoerreotypo sao tirados com mu lo
roais rapidez eem qaalquer cstaco, e que suas co-
re* aalaries e vivas demasiadamente exlasiam avista
do espectador; aioda existen) algumas caixinhas,
qoadros, medallias, alfnelese aneis, por isso os pre-
tenden tes queiram dignar-se procurar oannuncianle
lodos os dias no aterro da Boa-Vista n. terceiro
andar. Joaquim Jos Pacheco.
9t O Dr. Sabino Olegario Ludgero l'inho mu- _
9 dou-se para o palacete da ra de S. Francisco
~ (mando novo) o. 68 A.
AVISO JURDICO.
A segunda cao dos primeiros elementos pral-
cos do loro civil, mais bem corrigido, acrescenlada,
nao so a respeilo do qoe altern a lci da reforma,
como acerca dos despachos, inlerloculorias e definiti-
vas dos julgadores, obra asss inleressante aos prin-
cipiantes era pratica, que llies servir de fio conduc-
tor: na praca da Independencia ns. 6 e 8.
HOMEOIUHIA.
Comarca do-Cabo.
Manoel de Siqaeira Cavalcanti, mudu-se
W para o engenho Marlapagipe. Contina a dar
2 consultas todos os dias, e a tralar os pobres
~* gratuitamente:
ATTENQA'O.
Os propriclarios do Correin Mercantil, sibre-
mineira sorprendidos com oettLNQUALIFICA-
VEO-3prtcediruenlo do Sr. primeiro lenle do
imperial carpo de engenhejrosEj-MANOEL DA
SILVA PEREIBA3, cerno acaba de dar disso
exhuberanles pro as, pelo aboso da lealdadc e boa
f que Ihe haviam depositado, aceitando .diflerea-
tes escriplos seus, e razendo-os publicar em seu pe-
ridico, sem henhuma oolra garanta se nao a de
soajty PAI.AVRA 3; aoontece porm agora,
que sendo chamados responsabilidade esses es-
criplos, e havendo ncessidade de serem elles ga-
rantidos com sua assigaatura o responsahilidade le-
gal, nao sc7-COVARDEes e vilmente se nega-
r o mesmo senhor a assigna-los, como fngira de
comparecer emjuizo para lomar sobre afa paterni-
dade de seus escriplos; pelo que se virant os an-
nunciantes na indeclinavel precisao de apresenta-
rem lodos quanlos authographos existiam em seu
poder de letra desse homen:rirlN(iBATO.3, pa-
ra provarem ao menos a responsabilidadet2?-MO-
BALj^SS de quem os escreveu, e para mais fazc-lo
conhecido de lodos os homens honestos e honrados.
O publico pois, que o julge, emquanlo os annun-
cianles aguardan) o resultado do processo.Babia
lude raaio de 1834M. F. Leite e C.
_Offerece-se urna ama para casa de homem sol-
leiro, para cosinhar, lavar, eengommar. a tratar na
ra do Aragao n. 19.
.. Pdeu-se um litulo de residencia da na do
Collegio n do Oueimado, perlencente a Joaquim de
Almeida e Aibuquerqueque o tinha dado ao solici-
tador de seu passaporte : qucut.o livor adiado fani
especial favor de o mandar botar na botica n 6 da
ra do Collcgio. -
Perdeu-se urna ordem da quanlla de 53*100 rs
sacada por Francisco An Ionio Pereira uimaiUcsso-
ire o Sr. Lourenro Luiz das Neves, a favor de An-
tonio Joaquim Percira, com o recibo passado na
",, v*: r<,"'VJ'e a quem' achou de enlrega-la na
w.hTV1' pdr1e ,lc "ada poreslar pre-
Ie^d*o'noeVeSPara I" ao seu
aTa^nnm^L" dia 12 do "renle, urna es-
no\ comT.i"5,",a' dc ,?asSo' de idade 20a 2
.,?^.Algn'es .: levou vestido de
MADAMA THEAR
Modista frajiceza, ruaNovan.32.
Avisa ao respeitavel publico e a lodos os seus fre-
guezes, que na sua loja de modas existe um gran-
de sorlimento de objectos da'ultima moda, assim
como seja.-n ricos toucados, turbantes e quafieres pa-
ra bailes soires, ricos vestidos de setim brnco
maco com hahados lodos bordados, para noivas; di-
tos de fil de liuho, rnmeiras. e chales, lencos, ludo
de relroz o bordados matiz, um grande sorlimento
de litas p>ra enfeitar vestidos dc todas as qualidades,
ricas lilas de velludo para cinteiros e toucados, muilo
modernos chapeos de seda de todas as cores para se-
nhora, ricas camisinhas de fil de linho, ditas de cam-
braiacomynanguilos parasenbora, dilas para meni-
nos; ricos lequesde madreperola, chapeos de palha
%nfeilados para meninos, ditos de palha e de seda
redondos para meninas, lindos leos do ponto inglez
muilo proprios para lencos, cabecees de fil de linho
para seoliora, botdes para palitos -de meninos, man-
as pretas do#eda, dilas de gasia e blonde, brancas,
para noivas. cnpcllas c ramos de flores para noivas,
chapeos do palha da Italia para senhoras,ditos de di-
na aberlos.esparlilhos de todas as qualidades, e mul-
las oulras l'a/.fiidas de goslo.
Jos Baplisla da Fonseca Jnior avisa a quem
couvier, que a escuna brasileira, actualmente pata-
cho, Oalanle Mara-, dc que sao proprielarios Sil-
va & Orillo, lhe esi especiaImenlc hvpolhecada pela
quanliade4:2.")0EO00por escrptora avrada as no-
las do tabelliao Coelho, e devidaraenle registrada,
cuja hypolheca se ha de vencer em 18 de Janeiro de
1855.
Losna romana, de Solline.
g A linlura de losna romana, Solline, he um
S| dos exeellenles remedios tnicos conheeidos, e
gg que maior numero de vezes tem produzido
3g melhorcs efleitos as molestias que se tem
julgadonpplicar. Cura com admiravelpromp-
tidao asdres nervosos do estomago, aecelera
* digeslo as pessoas que i tem lardia, faz
desappareccr os margos de bocea, e os gazes
.qoe se accumulam uo estomago, edesenvolve !
o appelitc ; cura' igualmente as desenterias
entunicas, as flaluosidades, c he um podero-
so remedio para as criaucasque sollrem de li-
enlera, ou dijecces alvinas liquidas, e mui- :
tas vezes repelidas, as quaes seacham os ali- !
roen tos maldegeridos. As senhoras qoe pade- :
cem de chlorcse ou paluda cor. acharo na
Untura de loua romana, um remedio cfficaz, i
o qual sendo usado por algam lempo as tor-
na coradas. Tem sido de grande vanlagem no i
Iratamenlo da leurof rhea. ou flores bran- ;
jgt cas, e junlamento no flqxo sanguneo prove-
x nienle do atonio do tero. Sen uso he mui !
------------------------------------------ w.... ...->, ni. III Ul
simples: as pessoas adultas devem tomar duas
colhernhas do manhaa em jejum, e duas
noile quando se qaizerem agasalhar, dissol-
vidas em pequea quanlidade d'agoa mama.
As crianzas lomarilu urna colherinha de ma-
nhaa e outra noite. Vende-se nicamente
na botica de Joaquim d'Almeida Pinto, na
ra dos Quarles n. 12.
Aluga-se nmsitiona Passagem da Magdalena,
a margem do rio Capibafibe, com urna excellenteca-
sa acabada de novo, contando urna sala de 30 palmos
em quadro para visitas, urna dila com 40 sobre 20
para janlar., urna dila com 30 sobre 20 para recreio,
todas eslocadas, c urna de 30sobre 20 lelha va para
dormidas, 3 quarlos, urna Iwa cozinha, copiar co-
berto, e estucado, coxheira, estribara para-4 caval-
los, solam para criados e escravos : i tralar na ra
nova n. 27, com Joaquim Antonio dos Santos An-
drade,
Precisa-se de um sitio icom boa ca-
sa de vi venda, commodos para escravos,
estribara para tres cavallos, e baixa pa-
ra capim, em qualquer um dos seguintes,
lugares : Apipncos, Monteiro Poro, San-
to Anna, Ponte de cha, e Manguinllo;
com preferencia nos Apipucqs, Menteiro
e Poco, ainda mesmo sem baixa para ca-
pim : quem tiver e ra habitarp de urna familia, quepromet-
te zelar e tratar como se fosse o proprio
dono, annncie por este Diario, ou
avise nesta tipographia, ou finalmente
dirija-sea ra Formosa n. 2, onde adiara'
com quem tratar.
O Dr. Joao Honorio Bezerra de Mcnezcs, 9
formado em medicina pela faculdade da Ba- 1$
9S> hia, oOcrece seus prestimos ao respeitavel pu- 03
** blico desta capital, pudendo ser procurado a jj
qualquer hora em sua casa ra Nova n. 19, g$
segundo andar: o mesmo se presta a curar A
gratuitamente aos pobres. Sft
3# :ae@<
crava
an
encarnada ja usado, camisa dealgodo"; he
tem em ambas orelhas
"ente d raramcnlo das 1
lnas, foi escrava doSr Vidal ...i^ff
itA*A~.____".,-* SiaV Porlanto roga-sc us
Iitix ,ii, n,.' "=""'i imisa ae algo.
cridas ~Zr<3rmbM ore,ha lascarnos
T *. l'"",e.ne'?_faramcnlo das mesmas orc-
auloridades e capiUe de Vamn.rr..';'"" ,""""5U u
assim como roga-se e pede-se a m ~,.ii
aonde consbt ella es.ar occulu.^eTma". K!
**. do conirario se^roeurartt mdo
-Precsa-se alugax um sitio ue tenha arvore-
dos.casa com commodos para urna familia fa/er
morada estribara etc., da estrada do Mon, eco S I
Ponte de Uchoa: a fallar com o cnsul AincruWnS
ra do Trapiche n. 4, ou annncie. Amcncano na
Pianos.
. Os amadores da msica acham continuadamente
em easa;de Brunu Praeger &Companhia, ra da Cruz
n. 10, um grande sorlimento de pianos fortes e fortes
pianos.de dinerenles modellos, boa couslruccao e bel-
las tozej, que vendem por mdicos precos; ssm co-
mo (oda a qualidade de ioiiramentos para msica.
ROIBO.
No dia 14 do corren lo mez, foi mu hado o es-
critorio do largo do Collcgio n. G, donde liraram
urna casaca de panno fino preto nova: quem dclla
der noticia ser generosamente recompensado no mes-
mo escriptoru. >
O encarregado do rcconheciuMnlo e medical
dos terrenos de marnhn, convida aos Srs. Manoel
Luiz Goncalves, Raymundo Nonato da Silveira Sou-
to, Antonio Ferrcira Braga, e os herdeiros do falleci-
do Joao Mara Scve, para com parecer m na casa de
saa residencia ra Dimita n. 78; afim de. se Ibes
marcar o dia em que leem de serem medidos os ter-
renos de mantilla, que lhes foram concedidos.
Cincnato Mavignier, rclratista e pensionista de
S. M. o Imperador, avisa ao respeitavel publico
desla cidade que vai dar principio a seus Irtbalhos
artsticos, lendo para esse fin apromplado um esta-
belecimento que, sem duvida agradar ao publico:
os retratos sero a oleo, em miniatura e a creyn; as-
sim como tambem Irabalhar pela machina de-de-
guerreolypo a contentar de qualquer mancira as
pessoas que honrarcm o seu estabelecimento: na
mesma casa dar lices de desenlio no alerro da Boa
Vista n. 82, primeiro c segundo andar.
A pessoa que por encanuto lirou urna caria do
correin vinda do Para, para Francisco Jos Alves
(iuimaraas, queira ter a hondada de enlrega-la na
ra do Queinradu ya de miudezas n. 33.
Na Iravessa da Madre dc lieos armazem n.21,
deseja-se fallar com os Srs. abaixo mencionados, a
negocio dc seu particular inleresse: Caelano el-
phino Monteiro de Carvalho, Joaquim Jos Pimen-
lel, Joao Elias de Azevedo, Antonio Francisco Do-
miugues.
1 Arrenda-se o engenho Frescondin, na rbeira
dc Una, moenle ecorrculc, com 22escravos, 24 bois,
e26 bestas, com meenria orisunlat, assenlamento se-
parado para relame, e safra creada : quem o pre-
tender, dirija-se a seu proprietario Filiciano Joa-
quim dos Sanios, ra do Hospicio n. 21.
Um moco com alguns conhecimenlos d fran-
cez, arthmelica e geometra, oucrece-sc para qual-
quer IrabalhucnmiiirTcat, lano em casa como na
roa, por diminuta paga, aprescnlando a mellior agi-
lidade que he possivei.: quem o precisar, dirija-se
ra do Qucimado, sobrado n. 31, com entrada pelo
palep do Collegio.
O abaixo assignado declara que venden o b-
lhar que se acha enllocado na ra do Trapiche n. 14,
ao Sr. Manoel Antonio Teixeira.
Paulino Ferrtira Sum.
C. Slarr faz urna breve viagem para fra do
Imperio.
Manoel Esteves de Abrcu deixou de ser procu-
rador da Santa Casa da Misericordia da cidade de
Oliuda, desde o dia 14 do correle, sem que. nada fi-
casse a devera mesma Sarita Casa, o no cas contra-
rio ella publique.
O Sr. que fez o favor de tirar do
crrelo as cartas e os jqrnaes vindos ilo
norte pelo vapor Imperador para o
abaixo assignado, queira as mandar en-
tregar na ra Jarga do Rosario n. 5G-,
quarto andar, e desde ja' receba o agra-
decimento pelo seu trabalho.
G. A. Soto.
Quem precisar de um fornero para padaria, do
que tem bastante pralica : dirija-sea ra do Cabu-
ga n. 2 C, a trata r com o mesmo.
No alerro da Boa-Vista loja n. 58, se dir quem
quef comprar um fileiro envidracado para vender
fazendas.
Aluga-se urna boa salla com um boa alcova o
um quarto de um andar na ra do Qucimado : a
tralar na mesma ra n. 21.
Alugam-se e vendem-se superiores bichas de
Hamburgo chegadas pelo ultimo vapor da F.ttropa :
na ra eslreila do Rosario n. 2, loja dc barbeiro.
Homceopathia.
CLNICA ESPECIAL DAS MO-
LESTIAS NEU VOSAS.
! Hvsteria,,epilepsia ou gota co-
ral, rheumatismo, gota, paraly-
*ia, defeitos da falla, do ouvido e
1 dos ollios, melancola, ceplialalgia
ou dores de cabera, cnChaqueca,
dores e tudo mais que o povo co-
nhece pelo nome genrico de ner-
voso.
As molestias nervosas requerem militas ve-
zes, alcm dos medicamentos, o emprego de
oulros meios, que desperlem ou abatain a
sensihilidade. Estes meios possiirf en ago-
ra, e os ponho a disposi<;ao ilo publico.
! Consullas lodos os dias (de graca para os
Pobres), desde as 9 horas da manha. al
as duas da larde, ra de S. Francisco (Mnu-
do-Novo, n.68 A.Dr. Sabino Olegario
iMdgero Pinho.
Na roa da Aurora em casa de Joao Pinlo de
Lemos Jnior, preiisa-se de urna ama de leite forra
ou captiva, mas queseja sadia.
Carros c colxoes de mola.
O aballo assignado, segeiro, -e morador na ra
dos Pires, casa deporta larga, oflorece-sc para pin-
tar, eobrr e forrar carros, com toda a perfeicao pos-
sivei, e para fazer lodo cqualquer conserlo que nelles
seja preciso ; assimeomoencarrega-so de vender cur-
ros un cabriolis; na mesma casa acham-se venda
colxOes de molas lano grandes como pequeos, por
precos commodos, o alianea-se por um annoporqual-
qoer concert que nelles seja preciso : tambem
guarda-so carros medanle urna paga mensal.
Labouter.
J. Chanten, badiarel em bellas letlras, dotilor
em direilo formado na unversidade de Pars, ensi-
na em sua casa, ra dag Flores n. 37, primeiro an-
dar, a lr o escrever, Iraduzir e rallar correla
mente .1 lingoa Tranccza, e tambem dar lcoes par-
ticiHares em casa de familia.
Ansentou-se da casa dc seu senhor, o mnlalo
dc nome Jos Dcngozo, sapaleiro, e trabalhava na
fabrica de calcados na Soledade, de altura regular,
cabellos estirados, barba cerrada e bigode, anda di-
zendo que he forro, presume-se que elle ando nos
suburbios da cidade, ou 'tenha ido para a Parahihaj:
roga-se as autoridades e capilaes dc campo, tanlo
desle como daquelle lugar a captura do referido
mualo, que sendo cnlregue na ra do Collegio n.
lo, sera paga qualquer despeza.
Na noile dc 15 para 16 do crrenle, runo um
escravo do abaixo assinnado, pardo claro, cabellos
lourose crespos, pouca barba, escamado rio rosto,
puxada pernadireita por nao poder anda as bem o calcanhar por um tumor qne prximamente
leve: roga-se as autoridades polciaes ou a quem
delle souher. hajade o apprehende^lo c conduz-lo a
roa, no Hospicio onde mura o abaixo assignado, que
sera bem recompensado. Jo* Maa Ildefonso
/acorn da Veiga Pessoa.
Dcsapparcceu do engenho (empapo,- comarca
de Santo Ando no dia 12 do correte mez de maio,
um prclo do nome Zacaras com os signaes seguin-
tes: eslatura regular, cor algum lano meia rula, ps
meios apalhelados, naopizadireito, falla bem, repre-
seula ter 25 annos, nao tem barba, ese tem mal se
percebe de Ion ge; eslo escravo foi comprado ao Sr.
Anfonio Ricardo do Reg nesla praca : quem o pe-
gar leve-o no dito engenho cima dito ao Sr. Jos
do Reg Dantas Coulinho que ser generosamente
gratificado. O dito escravo lem em urna perna sica-
Irizes de chagas feichadashpouco lempo.
Lava-se o engomma-se com perfeicao c promp-
tidao por preco muilo commodu : na ra da Concei-
cao n, 44.
--Precsa-se alugar urna escrava de meia idade
para vendasen) de ra: na rna da'Conceicao n. 44.
Precisa-se de urna ama que saiba cosinhar, en-
gommar, e fazer lodo o mais serviro interno de urna
casa: na roa Nova n. 52, segundo andar.
No dia 11 para 12 do correnlo mez dcsappare-
ecu da estrada de Agua-Fra um cavallo ruco com
urna bexiga ferida baslante grande e magro, das ore-
Ihas acabaadas, e lem um caroco no pescoco jqnlo a
cabera, e he capado : quem delle souher, queira d-
rgir-seao sitio do tcnente-coronel Uemetcrio Jos
Velloso da Silveira, na estrada cima dila, quesera
generosamente recompensado.
A pessoa que por eneano Irocou um chape-
novo por oulro, na ra do Queimado n. 14, primei-
ro andar, em a noite de domingo, queira ir destro-
cado na ra do Crespo n. 16.
Precisa-se de um caixeiro que saiba 1er e es-
crever, na taberna de Nicolao Machado Freir, no
Monteiro: a pessoa que sliver habilitada annncie
ou dirija-se ao Monteiro.
Tcndo o Sr. Jos Mara de Vasconcellos Bour-
bom vendido alguns escravos do cncenlio Aralangi. e
constando mais que pretende vender os escravos Vi-
riano e Theolonio perlencenles ao casal desle enge-
nho, o abaixo assignado protesta desde j contra o
procedmeolo do dito senhor, visto como estes escra-
vos se acham compreheudidos na hypolheca, que
existe sobre este engenho, e o mesmo senhor nao ig-
nora ; e para conservar salvo cm lodo o lempo o seu
direilo de credor hypolhccario que he dos hens desle
en sen lio, o abaixo assignado previne em lempo para
que iiinguem remrale vcoda com laesescravos, nem
com oulros quaesquer hens perlencenles a est en-
genho.Jos Antonio Pinlo.
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, rna do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, linas e grossas, por
precos mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
cOes, como a retalho, amanendo-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
abri-se de combinacao* com a
maior parte das casas commerciaes
inglesas, francezas, allemiias esuis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que sttem vendido, epor
isto offerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietario deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem aos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Sanios SiRolim.
Aluga-se o sitio denominado do Cordeiro, com
casa de viveirda, em Sant'Anna, perlencente ao ca-
sal do finado commendador Antonio da Silva : os
pretendenlesdirijam-serua do Vigario, casa n. 7.
Casa da aferico, na rita dasAguas-
Verdes ii.. 25.
O aferidor participa, que a revisan leve principio
no da 1 de abril correnle, a finalisar-se no dia 30
de junho prximo futuro: segundo-o dispsslo no
art. 14 do regiment municipal.
i ma esla para se alugar a oasa de Jos Car-
nero da Cunha, com grande solo, una alcova, Ires
quarlos, um dilo para prelos, quintal sodrivel, e ca-
cimba com boa agoa; a ultima da ra dos Prazeres
do bairro da Boa-Vista.
Na ra do Vigario, casa n. 7, ha para alugar
um escravo oplimo cozinheiro, proprio para qual-
quer casa estrangeira. ou para os vapores da com-
panhia. >
O abaixo assignado oflereceo seus sen icos por
limitados precos para dar balancjos e fazer algumas
escriplurac,es por casas particulares, copiar escrip-
ias, anda sendo serviro de um dia ou horas, e pede
aos senhores que o quizerem empregar de que scrio
Icmbrem da pequea posiro que commercialmenlc
oceupou nesla praca, e sim da que actualmente oc-
cupa ; estas lembrancas lem feito com qoo por yezes
nao tenha sido empregado, o que nao pequeo mal
Ihe lem feilo: procurem na ra da Sen/ala Vcllia
n. y2, terceiro andar.
Firmino Jos Flix da Rosa.
Firmiano Jos Rodrigue* Ferreira,
tendo de ir ao Rio de Janeiro ate ins do
corrente auno, e desejando liquidar todas
as suas transaccoes com a praca, roga aos
seus devedores tratem quanto antes de re-
alisarem seus dbitos sem que sejam a isso
forrados.
Aluga-se urna sala c una alcova no primeiro
andar de um sobradinho na ra de Apollo, bom pa-
ra algum escriplorio ou para qualquer oceupacao ;
quem o prelender,drija-se ao terceiro andar do bceo
Largo n. 1.
Precisa-so alugar urna ama forra ou captiva,
para urna casa estrangeira de pouca familia, para
tratar de meninas a fazer mais alsum servico se for
preciso : na ra da Scnzalla Velha n. 60 primeiro
andar, ou na Capunga sitio do Sr.Brilo.
Paulo Gaignou, dentista,
pode ser procurado a qualquer hora em sua casa
na ra larga do Rosario n. 36, segundo andar.
Avisa-se a quem interossar, que anda esl|por
se pagar o funeral de certo grande, que montn em
3003000, e que em quanto nao pagar mo s saliir.i
este, como tambem se dir claramente de quem foi,
visto que lendo-se esgolado todos os meios do bran-
dura econdescendencia, a nadase moveram; he jus-
to, porlanto, que ao menos o publico saiba que foi
dilo funeral a cusa doPaciente.
O Dr. 1 lioinassin, medico francez, d> con-
S> sullas'lodos os dias uteis, das U horas da ma- @
$ ulula at o meio dia, em sua casa ra da Ca- ('C
deia de Sanio Antonio n.7.
w
COMPRAS.
' Attencao.
Prccisa-se dc um capelln para a povoar,3o de Ca-
pociras, sendo hem moralisado e instruido : quem
pretender-dirija-se ti ra Direita n. 7ti, que se dir
quem est autnrisado para tratar, e declarar as v an-
ta seus 1 l,i cpela na.
J. Jane dentista,
contina rezidir na ra Nova, primeiro andar n.19.
Offerce-se um rapaz para caixeiro dc qualquer
casa dc necocio de atacados, tanto de fazendas como
dc molhados no trapiche, o qual dar iiiformacocs dc
sua conducta ; quem pretender annncie para ser
procurado.
Aluga-se uot sobrado de um andar
com cinco quartos, estribara, crasa para
escravos, sita na ra do Bemuca, logo de-
pois da ponte grande: quem o preten-
der dirija-se a ra do Rangel n. ")(i.
Qoem precisar dc um pequeno, com pralica de
venda, (rale ni ruadaCadeia do Recifen.-1!.
Compra-se urna parda ou tirela dc meia idade,
que saiba rozinhar, engommar com perfeicao, e te-
nha boa conducta : na praca da Independencia n.3.
Compra-se prata brasileira e bespa-
11 hola : na ra da Cadcia do Rccife n.
24, loja d cambio.
Compra-se qm cachorrinho dc fila : na ra da
Cadeia do Rccife n. 5, ou annncie.
Compra-sc um Epitome Scraphico: na ra lar-
ga do Rosario 11. 50.
Compr-se mm escrava recotna, parda 00
rrioula, que cosae engorr.mc, paga-sc bem ; no ra
Nova u.34.
Compra-se um jogo tic diccionarios inslezes c
porluguezcs em ponto grande por Viera: quem li-
vor dirija-se a ra da Cruz n. 6.
Compra-se urna escrava que nao excoda de 16 a
20 annos de idade, e lenha bom rorpo para er.goin-
mado: na ra Imperial n. 167.
Comprarse urna cabra (bicho) com cria, e que
d bastante leile : na ra do Trapiche n. 3.
VENDAS
Vende-se urna escrava de idade 22 annos pou-
cn mais ou menos, crioula, com algumas habilida-
des, ao comprador se far ver: na ru larga do Ro-
sario n. 44.
TROCA SE POR DINHE1R0 A VISTA.
Na rna do Crespo n. 15.
Chitas franeczas finas a 280, 260, 240 rs. o
covado, cassa Tranceza a 720, 360 rs. a vara,
chitas inglezas entre fiuas, cores fixas 20,
200, 180 rs. o covado, riscados franrezes a
240, 220 rs. o covado, hrins tizos de linho
de diversos padrocsa 280-rs. o covado, dito
trancado do alsotlao a 320 rs. a vara, mcias
cruas a 2?O00, "2'00 rs. o maco, chapos de
sol de panno e cabo de ferro a 25000 rs. ca-
semiras franeczas escuras de padrees mo-
dernos a 450IJO, 4J00 c 38000 rs. o corle,
dilas meias casemiras a 2?B00 rs. o corle,
selm niac a 29800 e 35000 rs. o covado.
casemiras prelas a- 25000, 25400 e 35000 rs.
o covado ;.e oulras militas fazendas.
Vende-se por proco commodu urna casa de laipa
nova em Ierras proprias, lieiti construida, c colloca-
da em urna quina, pudendo quem a comprar edificar
ontra cusa para negocio no mesmo terreno que (em
proporcoes para isso, e (ambem ser em bom local;
na Cnpunna nova, ra que vai sabir em S. Jos do
Manguinho : os prelcndentes dirijam-se mesma
para verem e contratar, ou nos Qualro Cantos da
Bor-Vista n. 1. '
-^Vendem-se cortes de-cassa dc cores a 18440 rs.:
assim como riscadnhos finos a 200 rs. o covado:
na ra do Crespo 11.19.
_Vende-se um caixo grande de louro, um bal-
cao, nm muinho de moercaf proprio para padaria
ou relnatau: na ra Direita n. 84, lambem sefax
negocio com o deposito no mesmo 11..
A 2$700 rs.
Vendem-se sacras com superior milho, para fei-
char conlas: no terceiro andar do neceo Largo
n. 1.
Vende-se um cavallo russo rardilo, grande e
gordo, muilo bom andador, e com urna muda por
fazer: na praca da Independencia n. 26.
SYSTEMA, MEDICO J)E HOLLOWAY
PIULAS IWIJO.YAY.
Este inestimavel esperiWo} composto inleiramcn-
le de hervas medicinaos, nao conlm mercurio, nem
outra alguma substancia deleelerca. Benigno mais
tenra infancia, e compleicau mais delicada, he
igualmente prompto e seguro para desarraigar o
mal na compleicao mais robusta; he inleramentc
innocente em suas operarles e effeilos; pois busca e
remove as doencas dc qualquer especio e grao, por
mais anligas o lenazes que sejam.
Entre milliares de pessoas curadas com este reme-
dio, muitas queja eslavam s portas da morlc, per-
severando em sen uso, ronseguram recobrar a sali-
do e forras, depois de haver tentado intilmente,
lodos os oulros remedios.
As mais alllictas nao devem cnlregar-se deses-
peradlo : facam um competente ensaio dos efilcazes
effeilos dcsta assombrosa medicina, e prestes recn-
perarflo o beneficio da sade.
Nao se perca lempo em lomar esse remedio para
qualquer tas secuinles enferniidades:
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Arcias (mal d').
Asthma.
Clicas.
Convulscs.
Debilidade ou cxlenua-
So.
Debilidade ou falla de
forras para qualquer
cousa.
Desinleria.
Dor de garganta.
nos rius.
Dure/.a 110 venlre.
Enferniidades no ligado. '
venreas. .
Enxaqueca.
Herjsipela.
Febres biliosas.
(i intermitientes.
de loda especie.
Gola.
llcmorrhoidas..
Kvtlropisia.
Ictericia.
IndigeslOes.
Inllaminacoes.
Irregularidades da mens-
Iruacao.
Lombrigas de loda espe-
cie.
Mal-de-pcdra.
Manchas ua cutis.
Obstruccao de venlre.
Phthisica on consumptao
pulmonar.
Iteiciicao d'ourna.
Rlicuroalisnio.
Svmplomas segundarios.
Temores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
Vendem-se estas piiulas no estabelecimento geral
de Londres, u. 244, Slrand, e na loja de todos os
boticarios, droguistas c oulras pessoas encarregadas
de sua veuda em toda a America do Sul, Havana e
Hespanha.
Vctideni-se as bocclinhasa 800. Cada urna del-
las conlm una insIruccAo em porluguez para \-,
plirar o modo de se usar tiestas piiulas.
O deposito geral he em casa do Sr. Soum, pliarma-
ceutico, na ra da Cruz n. 22, cm Pernambuco.
Vende-se 12 burros muilo gordos e novos, af-
feitos a todos os serv icos dc engenho, lauto de roda,
como de carga, sendo alcm disto acoslumados ao
Easto: no primeiro indar do sobrado do Sr. Jos
ligyno de Miranda,caes do Ramos.
Pechincba de cbapos de seda a C$000, e
2$500 rs.
Na ra do Qucimado loja n. 17, vendem-se cha-
pos de sol de seda pelo diminuto preco de 65000
rs., proprios para a presente cstac,ao: corles de case-
mira a 28300 rs. eoutras fazelidas por barato preco
para liqudatelo de cnnlas.
Vende-se urna molata com muitas habilidades,
de ptima figura, e por prc,o commodo: na ra do
Hospicio rt. 9, se dir quem vende.
No segundo silio depois do da capella de JoSo
de Barros, ha um excollcnle uovilho para se vender:
a tratar no mesmo silio.
Vende-se um cxcellcnlc terreno, proprio para
edificaees, nos Afosados, defronte da igreja de N.
S. da Paz, por preco commodo: no aterro da Boa-
Vista n. 42, segundo andar.
Vende-se urna pedra de moer Untas, por prejo
commodo : na ra Direita, taberna u. 27.
Vendem-se 12 travs de boa qualidade, assim
como 10 mos travesas ta mesma qualidade ; no
alerro da Bo-\"islau.'14. 1
Vendem-se doces seceos de jaca c de 00tras
qualidades, inulo.buns, e lambem se fazem bolinhos
e bandejas enfeiladas com galautaras, por commodo
preco, lambem se fazem bolos dc diversas qualidades,
pilo-de-l, arroz de leile e jaleas de substancia, com
grande perfeicao: na rna Direita, sobrado de um
audar 11. 33, ao p da botica.
Vendem-se os alicercesda ra Imperial n. 109:
na mesma ra n. 163.
CARRO E CABBIOLET.
Vende-se um carro de 4 rodas e de 4 assenles, e
um cabriole!, ambos em pouca uso, e una boa pa-
relha de cavallos, ludo por cummodo preco: na ra
Nova, cocheira de Adoipho.
Vende-se superior doce do goaba, cm caxocs
de 4 libras, a 88000 a arroba ; na ra Direita, taber-
na 11. 106.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Aos 20:000,s000.
Na casa feliz dos quatru cantos da ra do Queima-
do n. 20, otan venda os afortunados bilhctcs c
meios em cautelas, quarlos, tdlavos e vigsimos do
acreditadocaulelista Varia & Companhia du Bio de
Janeiro,' da nona lotera do Estado Sanitario, que
corren no da 11, e deve chegar a lista no vapor in-
glez no dia 20 a 22.
Na ra Direita n. 27, vende-sn manteiga ingle-
za muilo boa a 480 rs., dila a 600, 610 e720rs.,
bolacbiiilia inglza muito boa a 280 rs.. sevada mili-
to novan 120 rs., assucar refinado a 130, 120 e. 100
rs. a libra: c muitos outro gneros por barato
preco.
Vende-se um cabriqlel novo prompto de pintu-
ra, adverlindo-se que a capa he de tirar e botar: po-
de ser visto na ra do Aragao 11. 6.
Vende-se a armaran da venda da ra do Forte
n. 2 com todos os seus pcrleuces: a (rular na ra do
Terco n. 21.
. Pechindias para a chuva.
Superiores (amneos vindos tlu Porto para ho-
mem e scnliora, e queijo do sertgo do melhor pos,-
sivel, tudo por barato preco: nos Qualro Cantos da
Boa-Vista taberna n. 1.
Veude-se urna burra mansa, nova e bastante
sorda, cnsnada para carro ou cabriolel e ptima de
carga por prejo eoinmplo : quem a pretender diri-
ja-se cocheira da ra da Flurcnlina.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fiintlirtio de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de caimas ludas de ierro, de um
rnodello e construocao muilo superior
\
l
Vende-se um novo e houilo cabriolel: na ra
das Larangeiras n. 18.
Urna pessoa que se relira para fra desla praca,
faz venda de urna mobilia de angico conleudo varias
pejas ludo em muito bom estado; assim como ou-
lros muitos objeclotttudo por iprejo commodo: no
paleo do S. Pedro sobrado 11. 3.
Vende-se ou Iroca-se por uuia negra que saiba
lavar e engommar, nma negrinha de 10 a 11 anuos
de idade : na ra dc S. Rila n. 18.
Vende-se na ra da Madre de Dos
n. 54, saccas com farinlia de mandioca
por prero commodo.
Com pequeno toque.de avaria>
Man'dapolao eaH.'odaozinho muito barato : na ra
do Crespo, luja da esquina que volti para a cadeia.
No armazem tic Timm Mousen Vinn?ssa largo
do Coi po Santo n. 13, vendem-se vaquetas de lus-
tro para carro, charutos de Havana venladeiios cm
caixas dc 100 c 200 ; 1 piano forte ItorisonWl da me-
lhor couslruccao vindu a esle mercado.
Vendem-se 9 escravos sendo 2 molecoles bons
ofliciaesde pedreiros de idade 18 a 20 annos, urna
muala de bonita figura que engomma cose e cosi-
nha, 4 escravas do lodo servico, 1 dilo de meia ida-
de, e um negro de bonila figura proprio para lodo o
servico: na ra Direita n. 3.
Vende-sc urna taberna com poneos fundos: na
ra do Rangel, a tratar coraTasso Irmaos.
2 @@ @
Superior farinlia de mandioca
|j Vende-se farinha de Sania Calharina muilo
** nova, e dc superior qnalidade. por pre^o
commodo, a bordo ta escuna oZelosa ; para
porees, Irata-se no escriplorio da ra da Cruz
" n. io, primeiro andar. $$
!l
US
Na ra do Pires,
casa dc porta larga, lem para vender-se um cabrio-
le! com robera suposta, novo e de bom gosto.
Relogios d patente inglczes;
vendem-se por preco commodo, em casa de. Barroca
& Castro, ra da Cadeia do Recite n. 40.
Vendem-se espingardas francezas
de dous cannos lingindo transado, mui-
to bonitas, c por preco baratissimo : na
rita da Cruz n. 2G, primeiro andar.
Vende-se a taberna da rita dc Sanio Amaro 11.
28, com fundos a vouladc do comprador, 011 s a ar-
macao.pi.ir preco commodo ; a Iralar na mesma.
Vende-se superior kirechs e abscin-
the : na-ra da Cruz n. 26, primeiro
andar.
@@@S@:ti
, Arados americanos. w
Vcndcm-se arados americanos chegados ul-
limameule tos Estados-Unidos, pelo barato
preco de ifljOOO rs. cada um : na ruadoTra-
piche n. 8. f$
@ss@ @
' Vendem-se latas com 5, 6 e 12 li-
bras de ameixas francezas de superior
qualidade: na ra da Cruz n. 26, primei-
ro andar.
Vcndcm-se os segninles escravos: urna negra
boa cozinheira, coslureira e engommadeira, outra di-
ta cozinheira, e ambas proprias para qualquer ser-
vido de casa, dous negros proprios para copciros, c
qualro ditos para o> servico do casa e de campo : a
Iralar aa ra do Vigario u. 7.
Vende-te muilo barato um grande e fornido
portao.de ferro, feilo ero Inglaterra : os pretenden-
tes podem ve-lo no sitio em Sant'Anna, que foi do
finado commendador Antonio da Silva, junio a casa
da beira do rio : a tratar na ra do Vigario n. 7.
i los
JL
francezes de panno e de alpaca, e
bombazim preto e de cores, os de
Eanno a 16$000 cada um, c os de
ombazim e alpaca a 10$000 : na
ra do Crespo, loja amarella n. 4,
dc.Antonio Francisco Pereira.
RAP RODAO' FRANCEZ.
Vende-se em casa do Sr" C. Bour-
gard.rua da Cadeia do Recife, e na loja
do Sr. Jos Dus da Silva Cardcal, ra
larga do Rosario.
Milho novo.
Vendcm-sc saccas com milho novo, pelo barat
preo de 3JJOU0 rs. cada urna: na ra do Passeio Pu-
blico n. 17.
Do Chili finos.
Vendem-se superiores chapeos do Chili. de abas
grandes e pequeas, supcrioreschaposdelhilia.para
homens, senhoras e meninos, com enfeiles e sem el-
les, variado sortimento de trancas e franjas prelas e
de cores, para enfeiles de bonetes e guarnic,de* Me
manteletes, a presos commodos: na praca da Inde-
pendencia loja e fabrica de chpeos de joaquim de
Oliveira Maia. ns. 24 a 30.
Oleados pintados.
Vendero-sc oleados pintados, de ricos padres e'di-
versas larguras proprios para cobrir piannos, com-
modas, mesas, e bancas, e a precos muito commo-
dos : na praca da Independencia loja e fabrica de
chapeos de Joaquim de Oliveire Maia, ns. 25 a 30.
Feltro superior.
O mais completo c variado sortimento de chapeos
de fellro de todas as cores e qualidades, para ho-
mens, senhoras e meninos, a precos muilo commo-
dos : na praca da Independencia loja e fabrica de
chapeos dc Joaquim de Oliveira Maia, ns. 24 a 30.
iDe castor a 12j000 rs.
Vcndcm-se chapeos de castor
brnncn inglez, da melhor for-
ma e qualidade, a venda no _
mermado'a 12S000 rs., ditos dc dilo prelos a 9JO00
rs., bem como variado sorlimento de chapeos do se-
da francezes de exeellenles formase superfina quali-
dade a 6, 7 e 8S000 rs. cada um : na praca da In-
dependencia loja e fabrica de chapeos de Joaquim
de Oliveira Maia, ns. 24 a 30.
. Vende-se um escravo tle 35 annos, bom para
Irabalhar em algum silio, por ter disso pratica, c
tambem sabe tralar tle cavallo : he muito tadio, c
nao tem o vicio de Se embriagar, c nem de fugir ;
quem o pretender, dirija-se a "ra Direita, casa jun-
to i padaria, n. 67. Vende-se por preco cucul la, e
o motivo da venda se dir ao comprador.
Grande e variado sortimento de fazendas
baratas, na ra do Crespo n. i i, loja
de Dias & Lemos.
Chilas saragdranas escuras muito fixas e muilo
recommendaveis por sua boa qnalidade, padres
anda nao apparecidos, a 160 e 180 rs. o covado :
sarja dc laa de duas larguras muito cncorpada, a
640 rs. o>covado; riscadinhos de linho muito finos,
a 610 rs. o covado-, algodao trancado escuro, panno
couro, a 180 rs. o covado: ganga amarella muilo
superior, a 360 rs. o .covado ; brim trancado de al-
godao muito encorpado a 800 rs. o corte: coberto-
res dc algodao grandes, a 640 rs.; pequeos 600 rs.
cada um ; pecas de cambraia muito finas com 8 4
varas, a 43000 rs. e a 560 a vara ; camisas do meia
muilo elsticas, a l)j200 rs. cada urna ; alpaca pre-
la de duas largurasa 400 rs. o covado; damasco de
15a de tod8s as cores muilo superior, a 800 rs. o
covado ; c oulras muitas fazendas mais baratas do
que em outra qualquer parle, dao-sc amostras das
chilas com penhores.
TTENgAO'.
Na rna Direita 11. 19, ha para vender-se os se-
cuintcs gneros:
Bolaehinha ingleza muito nova,
Dila tic aramia, franceza
Farinlia de tapioca muilo alva.
Dila de aramia.
Ainendoas descascadas.
Caslanhas do Porlo.
Esperniacete americano.
Cha superior.
Dilo brasileo.
Alclria-uova.
MararrSo.
Talherim.
I.inguicas, superior qualidade.
i'aios e salpices do Porto.
Toucinho de Lisboa.
Queijos muilo novos.
Cevada nova.
Vinho dc Lisba, garrafa.
Dilo engarrafado do Porlo (sem casco)
Manlcigir ingleza muilo boa.
Todos esses gneros se responde pela qualidade.
Malas para viagem.
Grande sorlimento de todas as qualidades por pre-
co razoavcl.: na ra do Collcgio n. 4.
280
480
140
200
320
120
900
29240 i)
I9OOO
280
280
280
440 *
480
400
15700 "
120
400
480
500 B
Vendemrse 4 escravo, 1 mualo -de 20#nnos,
1 molequc de 17 annos, 1 prela lavadeira e engom-
madeira, 1 prelo dc 40 annos c 30 travs de pao dar-
co : na rna larga do Rosario n. 25.
Vade-mccum dos bomeopatlias ou
o l)r. Heringtraduzidoem pr-
tuguez.
Acha-sc a venda esla imporlanlissima 0-
bra do Dr. licring no consultorio homteo-
palluco to Dr. Loira Moscoso rna do Colle-
gio 11. 2."i, 1" andar.
650
Vendem-se na.rua da Mangueira 11. 5,
650 lijlos de marmore ; baratos eem bomj
estado.
Vendem-se tinas cabras bicho com crias, o duas
ov,dlias; na ma do Culovello n. 109.
Na ra do Queimado n. 35, sedinfrqnem vende
um conlo de ouro de lci sem fcilio,. muito proprio
para rclogio.
Vende-se cbocolate de Paris, o me-
lhor que tem apparecido at boje nste
mercado, por preco commodo : na ra
da Cruz n- 26, primeiro andar.
Vende-se setim prelo lavrado, de moito bom
goslo, para vestidos, a 298OO o covado : na ra do
Crespo, loja da esquina que olla para a,cadeia.
Vende-se um cxrcllcnle carrinho de 4 rodas
mui bem construido, embom estado; esla exposto na
ra do Aragao, casa do Sr. Nesme n. 6, onde podem
os pretndeme xamina-lo, c tralar do ajuste com
o mesmo senhor cima, oa na ra da Cruz no Recife
n. 27, armazem. ,
Na rna do Vigario 11.19 primeiro andar, lem pa-
ra vender-se chapeos de castor braucopor commodo
prec,o,
POTASSA BRASILEIRA.
Vcndd-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, cli-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons effeitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte JFeron &
Companhia.
^Ijk Vendem-se relogios de onro errata, mais
JRljL barato tle que em qualquer outra parle :
*-----" na praca da Independencia n. 18 e 20.
Chapeos preto s francez os
a carijtV, osmelhores e'de forma mais elegante que
lem viudo, e oulros de diversas qualidades por me-
nos pre?o que em oulra parte : na ra da Cadeia do
Recife, n. 17.
Deposito da fabrica de Todo oa Santo na Sabia
Vonde-sccmcasadeN. O. Bieber iC, na ra
da Cruz n.- 4, algodao (raneado.d'aquella fabrica,
muilo proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos por prct;o commodo.
Na ma do Vigario n. 19, primeiro andar, h a
para vender, chegado de Lisboa presntenteme pela
barca Olimpia, o seguinte: saccas de farello muilo
novo, cera em grume e em velas com bom sorti-
mento dc superior qualidade, mercurio doce e cal
'i Lisboa em pedra, novissima.
Vendcm-seem casa de Me. Calmont & Com-
panhia, na praca do Corpo Santn.11, o segninte:
vinho dc Marseilleem caitas de 3 a 6 dnzias, 1 i 11 lias
em novellus ecarreleis, breu cm barricas muilo
grandes, aro de milab sortido, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um conlpieto sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor,' e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
0 arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melboramentb do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com.o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia,-na ra da
Cruz, n. 4.
mm.
SALSA PARRILUA.
Viccnle Jos de Brilo, nico agente em Pernam-
buco dc B. J. D. Sands, chimico americano, faz pu-
blico que lem chegado a esla praca urna grande por-
cao de frascos de salsa pardilla' de Sands, que sao
vcrdadciramenlc- falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro,'pelo que se.devem cautelar os consu-
midores do tao precioso talismn, de cahir nesle
ensao, lomando as funestas consequencias que
sempre coslumam Irazcr os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela mao daquellcs, que antepoem
seus interesses aos males e eslragos ta humanidade.
l'orlanto pede, para que o publico se possa Hvrar
desla fraude e dislingua a verdadeira salsa pardilla
tle Sands da falsificada e recentemente aqu chega-
tla ; o aununciaiile faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em sua botica, na ra da Concpcao
do Recife n. 61 ; e, alcm do rccciluario que acom-
panha cada frasco, lem cmbaixo da primeira pagina
scu nome impresso, e se achara sua firma cm ina-
nuscripto sobre o invollorio impresso do mesmo
Traeos.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para, piano, violao c flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ',
chegado do Rio de Janeiro. .
VaBINHA DE TRIGO.
Vende-se no armazem de Tasso Irmaos, farinlia de
trigo de todas as qualidades, que exislera no mer-
cado.
Muita attencao.
Cassas de quadros muilo largas com 12 jardas a
2^100 a peca, corles de sanga amarella de quadros
muilo lindos a IJjfJO, curtes do vestido de cambraia
de cor com 6 1]2 varas, muito larga, a 29800, ditos
com 81|2 varas a 3)000 rs., corles de meia casemira
para-calca a 3tK>00 rs., e outras muitas fazendas por
preco commodo : na ra do Crespo, loja da esquina
que volla para a Cadeia.
Acetela da Edwla Maw.
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me, Calaron
& Companhia, acha-se constantemente bons sorti-
menlos dc taixas de ferro coado e batido, lano ra-
sa como fundas, moendas ineliras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., dilas para a rmar em madet-
ra de Iodos os tamaitos enldelos os mais moderno!,
machina horisontal para vapor com forja de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro eslanhatlo
Eara casa de purgar, por menos preto qne os de "co-
re, esco vens para navios, ferro da Succia, e fo-
Ihas de (landres ; tudo por barato prcc,o.
Na ra da Cadeia do Recife n. 00, armai
zem deHenrique Gibson,
yendera-se relogios de ouro de saboncle, -de patente
inglez, da menor qualidade, e fabricados em Lon-
dres, por preco'commodo.
Vendem-se pregos americanos, cm
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade dezinco, superior quali-
dade, por precos commodos : na ra do'
Trapiche Novo n. 10.
Na ra da Cadeia Velha n. 52, em casa de
Deane Youle & Companhia,
vende-s om carro americano de 4 rodas ; pode ser
visto na cocheira de Poirrier, 110 alerro da Roa-Vista.
Vende-se um completo sorlimento de fazendas
prelas, como : panno fino prelo a 39000, 4SO00 ,
.-3000 e 6SO00, dilo azul 3000, 49000 e ."igOOO, ca-
semira prela a 28500, selim prclo muito superior ,
3yiOO e 4J000 o covado, sarja prela hespanhola 28 o
28500 rs., selim lavrado proprio para vestidos de se-
nhora a 28600, muitas mais fazendas de muitas qua-
lidades, por prejo commodo : na ra do Crespo loja
0.6.
Velas de carnauba.
Na ra da Cruz n. 15, segundo andar, vendem-se
velas de carnauba, puras e compostas, feilas no Ara-
caly, por menos pree,o do que cm outra qualquer
parle. '
Vendem-se cobertores brancos de algodao gran-
des, a 19440 ; ditos de salpico lambem grandes, a
l280, ditos de salpico de tapete, a 19W0 na ra do
Crespo loja 11. 6.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro d D. W*.
Bowmann, na'ra do Brum, passn-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido dc 5a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vendem-se cobertores de algodao grandes a 610
rs. c pequeos a 560 rs. : na ra do Crespo nume-
ro 12.
O Deposito de vinho de cham-
^'"pngne Chateau-Ay, primeira qua-
ff lidade, de propriedade do condi
1 de Mareuil, ra da Cruz do Re-
" cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a champagne vende-
^ sea 56$000 rs. cada caixa, acha-
jj. se nicamente em casa de I~ Le-
1 comte Feron & Companhia. N. B.
tP As caixas sao marcadas a fogo
435 Conde de Mareuil e os rtulos
das garrafas 8o azues
des
ra
BOM E BARATO.
Fcijao mnlatinho a240 r. acoia, e em medidas
maiores se dara mais commodo, e duas caixas gran-
rr"?,dV!h0!el,I,,,K vende barato: na
da Senzalla Velha taberna n. 15.
SEMETES NOVAS.
Vendem-so no armazem de Antonio
Francisco Martins, na ra da Cruz n. 62,
as mel hore ementes recentemente chega-
das de Lisboa na barca portugueza Mar-
garida, como sejam: couve trunchada,
monvarda, saboia,. feijao carra pato de
duas qualidades, ervilha torta e direita,
coentro, salsa, nabos e rabonetes de todas
as qualidades. '
^|cha-se a venda, 011 a ser dado da
empRzament por tempo de 12 annos,
para se levantar um engenho, conforme
as condic/ies adoptadas pelos intressados,
urna porcao de terreno, que se separou
do engenho Aldeia, da freguezia do Rio
Formoso, e forma boje por si s urna
propriedade distincta, com a denomina-
cao de Palmeira tendo mia legua
de fundo ou mais, e 650 bracas de fren-
te, pouco mais ou menos, e confrontan-
do com os engenhos Sipo, Cabera de Poi-
co, Paraizo e Floresta, sitos a mesma
freguezia. Asiegura-se, que dita proprie-
dade Palmeira oiFerecida ao neg
ci indicado, ale'm de nao ter sido culti-
vada em tempo algum, em razao de icar
muito distante do engenho de qu se de*-
membrou, e conter em si grande e im-
portantissima mata-virgem, he de mais
a mais de muito boa qualidade, e tem
todas as proporefies para se tornar um
excellente engenho: a quem eonvier, se
dir' nesta typographia, onde deie di-
rigir-se.
AVISO 1NTEBESSANTE.
No licceo Largo, esquina que volla para a ra da
Senzala Velba, loja n. 4, existe um grande e variado
sorlimento de loara vidrada para cozinha, e depsi-
tos para azeite doce e todas as qualidades de oleosos;
assim comourandes talhaspara-agua, pingadeiras qoe
pode arar, frigir ou cozinhr urna grande cvala ou
oulro qualquer peixe ioleiro, acadeiras que pode de
urna so vez receber dona leiloes ou oatros objecies
grandes, cacarolas e algaidares'para baler pSo-de-l,
bolos e para ludo que se quizer appliear, esla louca
esla vidrada e manufacturada com todo aceio ellm-
peza. be feila em Portugal, e de semelhante qnalida-
de nao pode vir ao mercado em conseqaencia dos
randes direitos : por isso que os senhores qoe qui-
zerem aproveitar-se desla occasiao lenham a bouda-
de all dingir-se ; noU-se que alm da loara indi-
cada exisle de mais qualidades e variados lmannos:
os precos sao razoaveis e nao desagradaro os pre-
lendentes.
Vende-se um negro bom canoeiro c hon cala-
dor ; qncm qaizer procure na ra larga do Batano,
taberna n. 25.
No deposito de bichas liamburguezas,
vende-se atacado e a retalho, c alugam-se.as-memo-
res e-mais fresqninhas bichas de Ilamburgo por pre-
co commodo: na roa eslreila do Rosario ns. 11
PALIT'S DE ALPACA FBANCEZES.
drantlc sorlimento de palitos da alpaca e de brim
na ruado Collegio n. 4, e na ra da Cadera do Keci-
e n. 17 ; vendem-se por preco mnito cemmodo.'
Moinhos de vento
'ombombasderepnxopara regar borlas e baixa
decapim.nafDndicaudeD.W. Bowman : na'ru>
doBrurons. 6, 8el0.
VINHO DO PORTO MUITO FINO. -
Vende-se superior vinho do Porto, em
barris de 4., 5. e 8.: no armazem da ra
do Azeite de Peixe n. 14, ou a tratar no
escriptorio de Novae> & Companhia, na
ra do Trapichen. 54.
Padaria.
Vende-se urna padaria muito areguezada: a tratar
com Tasso & Irmaos.
Aos senhores de engenho.
Cobertores escores de algodo aOO rs., ditos mui-
to grandes e encorpado a 18400 : na roa do Crespo,
loja da esquina qoe volla para a Cadeia.
Dev.oto Christiio-
Sahio a luz a. 2." edicao do livrinho denominado
llevlo Chrislao,mais correcto eacrescentado: vnde-
se anicamenle na livraria n. 6e 8 da praca di In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes acolchoadas,
brancas edecores de um panno, muilo grandes e
de bom goslo : vendem-se na ra do Crespo, loja da
esquina que volla para a cadeia.
M CONSULTORIO H0ME0PATH1CO
do
DR. P. A. LOBO M0SC0ZO.
Vende-se a melhor- de todas as obra*' de medicina
Tiomeopalhicajs?- O NOVO MANUAL DO DR.
JAHR _St traduzido em portuguez pelo Dr. P.
A.LoboMoscozo, conlendo un accrescimo de ijn-
porlanles explicacoes sobre a applieacao dsadocesfa
dieta, ele, etc. pelo traductor : qualro,'jtjltnmesea-
catlernados em dous M|M0
Diccionario dos termos de medicina, cirurcia. ana-
toma, pharmada, etc. pelo Dr. Moscozo: encder-
nado igQTjQ
Urna carteira de 2i medieamenloa com dous fras-
cos de linabiras indispensaveis 4QM00
Dila de TO.......... 45J00O
Dila, te 48.........5O900O
lima de 60tuboscora 6 frascos dc linduras. 609000
Dita dc 144 com 6 ditos......100*000
Cada carteira he acompaohada de um exemplar
das duas obras cima mencionadas.
Carleiras de 24 lubus pequeos para algi-
beira .-.......... 8JOO0
Ditas de 48 ditos......... 169000
Tubos avulsos de glbulos..... 19000
Frascos de meia onca de lindura 29000
Ha (ambem para vender grande quanlidade de
Inbos de crystal muilo fino, vasio e dc diversos l-
mannos.
A superioridade desles medicamentos est hoja por
lodos reconhecida, e por isso dispensa elogios.
N. B. Os senhores que assignaram oucomprarama
ohra do JA1IK, antes de publicado o 4" volunte, p-
dem mandar receber esle, que ser entregue sera
augmento de prero.
Attenqao.
Na roa do Passeio n. 13, vende-se meias casemi-
ras tle cor, pelo barato preco dc 400 rs, o covado,
brinsde quadros de bom goslo 320 rs. o covado,
chales de la e seda por 29OOO rs., e outras muitas
fazendas por precos commodos.
Na loja de fazendas esquina do bceo Ltiro- n.
26, cut armazem de Jos Joaquim Pereira de Mel-
lo nu caes da alfandega rna de Joao tle Barros, em o
armazem de Francisco uedes da Araujo, exislera
ainda s iccas com superior milho; assim como nes-
le lamb em tem barris com 8 libras de rhouriros de
Lisboa 1 iroprias para casas particulares; a qualida-
de hesiprior por lerem sido all fabricados por
tuna fan lilia particular.
i ESCRAVOS FGIDOS.
Anl onio, moleqne, alto, bem pareado, cur
a\crine!hado, nafao congo, roslo compridue barba-
do no qti eixo, pescoco grosso, -pos bem feilos, tendo
o dedo index da mo direita alcijado de um taino, e
por isso o Iraz sempre fechado, com todos os denles,
bem ladino, official de pedreiro e pescador, levon
roupa de algodao, e ama palhoca para resguar-
dar-se rta. chuva; ha loda a probabilidade tle.ler sitio
setluzid.o poralgucm; desappareccu a 12 de maio
correnle pelas8 horas da manhaa, tendo obtido li-
cenca para levar para S. Antonio urna bandeij com
roup.-t: roga-se porlanto a lodas as autoridades e ca-
pitao'i tle campo, hajam a Antonio Al Vea Barboza na ruado Apollo n. 30,
ou em Fra de Podas na rna dos uararapes, onde
se p; (garito ludas as despeza.
5OJU0O.
Desappareccu no dia 30 df?ril praximo passado
o prelo, crioulo, de nome AmaTb, que reprsenla 30
anuos de irlade ; levon camisa de algodao azul e cai-
ra de algodao brar-..,. he groso do corpo al 09 ps,
c quando anda J estalos lias juntas : quem o pegar
leve-o a rua'de Apollo 11. 26, ou ra da Cruz n. 2.
No dia- 12 do corrente desappareccu do silio
do dlderdro junto aodo Sr. Dr. A laborado, um
molalo tlenome Luiz com os signaes segninles; bai-
xn, cabritos carapinhados. pouca btrba, mal encara-
do, olliosser.'iprc baixos, os ps apalhelados e vira-
dos pira Tora, anda um lauto miudo'.a idade que re-
presenta ter lie pooco mais ou menos 35 annos;levou
dianode palha velho, camisa tle riscado azul, -calca
ja .tlli.i azul : quem o pegar pode Icva-lo na ma
do Collegio 11. 23 primeiro andar, ou 110 referido si-
tio do Caldereiro-, que ser recompesado.
Fugio no dia 25 do corrente o escravo crioulo
<1e nome-Vicente com os signaes segninles, repr-
senla ler 30 annos,bem prelo, olhos grandes, cam-
bado das pernas, he muilo prosista : levou veslido
camisa de meia j rola, caifa de riscadinho j. suja
porm he de suppor que mudaase de trage, este es-
cravo he propriedade do Sr. Paulo de Amnrirn Sal-
gado, senhor do engenho Cocal da freguezia de Una,
quem o pegar ou der utira na ra to Kosario lar-
ga n. 2i oa no dito engenho que ser bem recotu-
penssado.
~Fat. Ti.'** M.r. 4TmrtA.UUt.
:.
I

/


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