Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01558


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Full Text
ANNOXXX. N. 113.
Por 3 mezes adiantados 4,000
Por 3 mezes vencidos 4,500.
QUARTA FEIRA 17 DE MA10 DE 1*54.

Por Anuo adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
ENCARftMHp5 DA subscripcao'.
Recife, oprbfjB o M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, oSr. loso' mira Martins; Baha, o Sr. F.
Duprad ; Macei, oSr. .loaquim Bernardo de Mon-
dones ; Parahtba, o Sr. Jos Rodrigues da Cosa; Na-
CAMBIOS.
5re Londres 27 3/4, 28 e 28 1/8 d. por 19
t Paris, 340 a 345 rs. por 1 f.
Lisboa, 95 por cento.
Rio de Janeiro, 11/2 a 2 porO/o de rebate,
fcpum lgrco Pereira; Aracaty, o Sr. Attoes do banco 10 O/o de premio.
nfr ^t
Antonio de Lemos BraRa ; Cear, o Sr. Victoria
AugustoBorges; Maranho, o Sr. Joaquim Marques
RodriguasaAtfi, o Sr. Justino Jos Ramos.
da companhia de Beberibe ao par.
I da companhia de seguros ao par.
Discomo de lctiras 12 0/0
METAES.
Ouro. Oncas hespanholas. 289500 a 299000
169000
Moedas de 69400 velhas.
de 69400 novas.
de 49000. .
Piala. Patacdes brasileiros .
Peso columnarios. .
1G9000
99000
19930
19930 P
mexicanos.......19800
PARTIDAS IKS OORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhins nos dias 1 e 15.
glBla Bella, Boa-Vista, Ei e|Qricurya 13 e 28.
wianna e Parabiba, segrodaJISextas feiras.
Victoria, e Natal, nas-quhi
PREAMAR UEWF,.
Primeira?s 8. boras e 30 niatos da manhaa.
Segunda s 8 horas e i ninutos da tarde.
AUDIENCIAS. .
Tribunal do Commercio, segundas e qitintasfeiras.
Relajo, torgas feiras e sabbados.
Fazenda, torgas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara do civel, segundase sextas ao meii
2.* vara do civel, quarlas e sabbados ao meio
OITicio
mumen
sembl*
celebrailo
Iramcnto di
dito arrenii
pfero do
obler el
se Ihe
e se veja o arreroataiite "o
Com-
u a as-
e contra lo
a o einpo-
ir a* soliri'-
a obra pelo
|e que pn-s.i
i quieta fallar
igado a empretear pedia
evtrahida do* dous pontos indicados. ser-lhc-ha esh
levada em cunta pelo prega-d osando dUBinieiilo.
Olliciou-se ao capitao do porto, para forneeer ao
mencionado arrenwtale a pedra de lastro que for
possivel obter-sc.
Dilo Ao provedor d saude, recommendando
que fai.a mudar para 6 quarlel, que Ihe for indicado
pelo iuspectajulo arsenal de marioha, a repartirao
de saudo e-pW do porto desta cidade; visto ser
necesserto coae Mir-sc casa em que actualmente
se acha o rail pfflada repartirn. Fizeram-se as
neressarias communicacOes a respeilo.
Portara agenle da companhia das barcas
de vapoayfera mandar dar passagem para a corle,
por cooU do Bovcruo, no vapor que se esperado
norte, ao tares do <.. batalhao de infantaria, Joo
Manoel Petra d Bitancourl, e o soldado Manoel
Goncalve Pereira Lima Jnior, pcrtcnccnle ao .*>.
regiment de cavallara, e para a esquadra Manoel Candido, e aos soldados Joao Jos
Machado e Domingos Pereira de Castro, perlif-
cenles u companhia de invlidos. Communicou-se
ao coronel commandante das armas.
Dita Coucedendo a Joaquim Ribciro de Agoiar
Montarroyos, arrematante da obra da casa da bar-
rena da ponte dos Carvlhos, um mez de prorogacao
para a coucluso d'aquella obra. Fizeram-se as
necessarias commuuicaooes. _.
13
Ofticio.Ao commandante das
dar por em liberdade o remita Li
Frailas, visto ler aposentado isem
Dito.Aorricsmo, inleirando-o
as conveniente ordena, nao s" para ser transportado
para a Baha, no vapor que se espera do norte, o
soldado reformado Messias de Castro Lemos, mas
lambem para que se lhe pa$se guia de ^occorriraen-
irdens d#qu
lomraendjjndejTBfc mande
ercllo, visto1 lePaprcsen-
Archanjo da Cunda, que
arca de liaranhuns adia-
rlo .o balalhao de infanLv
ao juiz de dircito.da comarca
as, para man-
A11 Ionio de
ver expedido
to.Expediravfcae
Dito. Ai
dar baixa do ervii
- 4 lado isencao le
ten Ju sido reeru1
/ se actualmente
' ria.Cornmuuto_
de Santo ^^B
Dito. Ao mesmo, declarando hver expedido as
couveuientei* dens nao su pm- que seja transpor-
tado para a corte no vapor qUMte espere do norte, o
alteres Jos Cosme DamwtX tambem para que
se lhe passo gola de socconSnerilo. Expedirm-se
aa ordeus de que se traa.
Illm.Sr. Accusorecebido o ofrWo datado correnle em queX. S. sollicitando lhe declare, si o
cnsul interino. M. britnica interviera olliri-
almenle por occ 1 dos acoulccimento que aqu
Irverain lugar em 30 de dezembro ultimo, coni a
I chegada de colonos portuguezes no patacho .Irro-
gante; e si em consequenc a Be tal inlerveuro ac-
ceder esta presidencia s retlimaces feitas por al-
guna portuRuezcs ap mcsinoteniul, nao se podendo
entretanto executar as providencias rom elle combi-
nadas, por ji ler o navio seguido viaaeni por ordem
rter-Y. -ifrm icW|T68Ttt A^-t'ltiJlinhp-qBt O Tlwi*
ciouido cnsul iugleiinada inas fez do que dirigir-
me urna caria particular, na qual recoulicceiuto nao
poder intervir otticialmeule n'aquella pendencia,
chamava apenas a uiinha alinelo sobre a repr"
'seulacaoque lhe fizeram^Iguns tuudilos purl
zesreqnisilaudo sua interferencia. Mandei
diatamenle ouvir sobre o objecto da cpresenL^.
o inspector do arsenal de marinlia^ nt nmendando-
Ihe entreunte jlteprocuraste otear a parlida do
Ealacho al q^^Bull>ei como sem parda de lempo comnarecesse peaSB-
meuta ao In^^^^HFzendo-mequaquando receben
a miuha ordem j o navio eslava mu Jora.do al-
cance das batiras, junguci nada mais ever pralicar
seno communicar camararia e verbalmeole esla
oceurrencia ao vire-consul de S. M- britnica, que
se den por salisfeilo, lermiundo assim a parle que
elle havii lomado em tal negocio.
Aproveito aoccasiio para reiterar V. S. os meus
proles! na e considerarlo.Dos guarde a
V. S. Pl io do governo de Peruambuco 13 de
maio d 185i. Ao cnsul porluguez.
Dito. Ao inspector da thesouraria de fazenda,
# rnmmunicando haver o bacharcl Jos Quiulino de
Castro Mo, juiz municipal do termo de Olinda,
participado que reassumira oexercioio do seo c.rgo.
Igufi ommunicacao se fez ao conscllieiro presi-
denUj,dSBvlo.
I B^^^^KfBesmo, transmillindo para os couve-
. niena latees, copia da acia do con-elhu administra-
tivo, datada de t do correnle.
Dilo; mandante da eslacao naval, dizetido
que pod fater seauir ao seo destino no dia, por S.
S. indicado, o briguo de aucrra Cemente.
Ditdi-Ao juiz relator da jonta de justica, Irans-
millindo nafa serem relatados em sesso da jimia de
juslija, os processos verbaes dos soldados, Manoel
lelizde Almeida e Antonio (lomes de Lacerda, am-
' bosdo dcimo balalhao de infaularia.I'arlicipou-
MgA4onniandanledas armas.
\loJnHlnpeclor da thesouraria provincial, in-
leirando-o de haver-aulorisado ao director das obras
publicas, mandar comprar para as obras d. casa de
detenijao cinco barricas de cemento \i$ rs. cada
urna, 100 cargasa> areia de fingir, a 320 rs., c seis-
rentas paca ardas para andaimes, i 80 rs.
Oflicfou-se ne* lido ao mencionado director.
DitoAo commandante superior da guarda na-
cional do municipio-do Recife, recomendando a ex-
pedi$ao de soas ordens, para que sejam dispensados
doservico ariivo d* mesma suarda nacional, os em-
preados da Ihesouraria de fazenda, mencionados na
retacSo 'que remelle.
KelacAo qaae refere o nflicio a cima.
lo. Antonio l.uiz dosjlaiaral e Silva.
I. cscriptl f, Jos Innocencio Pwejrd da
Cosa.
Dilo, l'mhelino Guedes de Mello.
i>' Joao Gregorio dos Santos.
3. dilo, Cosme das Trevas Teixeira.
n JaniiarioConslaueioMonleirnde Aiulra le.
4. dilo, Francisco do Salles de Andrade Luna.
" n Antonio Joaquim de Olivcira liaducn J-
nior.
Pralicante, Mauricio Tlwodoro de Souza.
Omcial, Mauoel Jos Pinto.
Luiz Francisco Sampaio c Silva.
Amanuense, Joaquim Tticodoro Simoes.
o Th.imaz da Carvalho Vaes de Andrade. .
. Carlos Joao de Souza Correa.
Communicou-se ao inspector da supradita the-
sunraria. ,
portarlaO presidente da provincia, altendendo
% ao que lhe requeren o paisano Manuel Pedro da Silva
resolve que sejelle adpiillido ao serviro do exer-
.ipiirtlardcs cicei'.s.
Appcllantes a parda Rosa e sua lilha Umbelina ; ap-
pellados (tenanlo Gomes da Silva e oulros.Re-
'formou-se a seulenca appellada c inslaurou-se a
de fls. 9i que havia sido por ella reformada.
Appellanles Kalkman & Irmos.; appelludo Jos An-
tonio de Mallos e Abreu, leslamenteiro e herdiro
, do finado Joao Antonio Soares e Abreu.Conlir-
mou-se a seulenca.
AppeJ^ole Antonio de Aguiar Parias ; appellado
Joaquim Maria da l,uz.l'oram desprexados os
Appenanle Gnni;alo Francisco Xavier Cnvalcanli
Uchoa ; apellados' os herdeiros de Paulo J
Pereira SimOes.Julgaram-se provados us arli
de liahililacAoc os habilitandos por habilitados.'
Diligencia'. .
Appellaroes civeis.
Appcllanle Jos Feliciano l'orlella ; apnelladoo ba-
charel Joaquim Farreira Chaves.Com vista ao
Dr. curador gqpl dos orphaos e SsemhSrgador
procurador daxoroa, soberana c faienda nacional.
Appellanle o juizo ; appellado Francisco Pereira da
Silva Santos.'Coiq|vi)la tan curador eral e de-
sembargador procurador da coroa, soberana e fa-
zenda nacional, j
Appellanle Estevao ^avalcuili de Albuqoerque ;
appellado%aliro Pereira.ahia.Com vista ao Dr.
curador geral dos orphaos. i<
AppeJlanbbjp Bernardino de Vasroncellos; ap-
pellado o juico dos feitos.Com vista ao desem-
bargadoj; prwurador da coroa, soherauia e fazenda
nacional
Appellanle o padre Sebasliao Jos de Moraes Bello;
appellados Manoel de Oliveira do Prado e oulros.
Com visla ao curador seral dos orphaos.
Appellanle Antonio Joaquim Rodrigues ; appella-
do Tlieodor Francisco de Paula.Vai pagar o
imposto d4 dous por cenlo.
Appellanle atonio Teixeira ; appellado Filippe
antiago vos Santos.Para uova distribukao.
DetignafBet.
Appellaqcs crimes.
ppellanle o juizo de direilo ; appellado Jos Qui-
nno de Torres.
Appellanle n junco de direilo ; appellada Mara, es-,
crava de Narciso Pereira de Castro.
AppellacOes civeis.
Appetlanteojuizo dos feitos da fazenda ; appella-
do Jos Jeronymo Monteiro, como procurador de
Coleserworlh Powell.
Appellanle o juizo dos feilos; appellado Joao Anto-
nio de Moura. J|
feitos ; appellado Jos Ro-
Instiluiges
tem :
polticas, inslilu(0es religiosas, ludo 1 nova imperalriz, enlao gravita dsele mezes. Hou-
sua orisem no movimenlo que agitou as so- Lnayu esperiira encontrar enPutch bom acolhimeu-
cie
soni
aonaes do Hindous
ir a maor parte d
glezes nao consegue:
as recordacOes do
a poltica de conciliara
gifies inaugurada
Appellanle o jui
berlo de Moraes,
Appcllante o E
de Alhuquerq
reir e butftis.
ies^ilva.
ncisco de Paula Cvalcanti
ados Antonio Pires Fer-
*
ao Sr. desem-
appellacao em
SiUeir ; appella-
reira Monteiro ao
te appellaoao em
ItevitSet.
, ( Appcllacoes crimes,
Pussou do Sr. desembargador Ley> o Sr. de-
sembargador Souza.a.secuinle appellaoao fni que
sao": *
Ap|iellanle Joaquim Jos de Sanl'.flUa ;pppellada
a juslica.
Passou do Sr. desembargador Souza ao Sr. de-
sembargador Kebelio a seguinte appellarao em que
sao :
Appellanle Padro Ferreira do Almeida ; appellada
a juslica.
Passou do Sr. desembargador
bargador Pcreirjfclouteiro 3
quosao:
Appellanle Antonio Francisco
do Luiz Antonio Pereira
Passou do Sr. desembarg
Sr. desembargador Val
que sao :
Appellanle o iuiro : anrx.|ll< P...l^T^,..-;,,l,
VSssou ilrr J3C. MtSfSha^Sivr"Valle ao>r. de-
sembargsdor Santiaco a seguinte appellarao em
que ~"
Ihslica ; appellado Flix Dias Chaves.
mbargador Santiaico ao Sr. de-
a seguinle appellarao em que
appellado Jos Correa da Cosa.
ppellae es civeis.
m do'jjr. desembargador Villares ao- Sr.
desembargador Tsasfcs as segu>ie9U,appellaci>es em
Appellanle Joaquim Antonio dos Santos Andrade;
appellado, Joab Carioso de Mosquita. ,
Appeliantes Mauoel Rodrigues Campello e sua mu-
lher -, appellados Joao dos Santos Fcrnandes e sua
mulhcr.
Passaram do Sr. desembargador Souza ao Sr. de-
sembargador Rcbello as seguintes anpellaces em
que sao: '
Appellanle Jo Pedre Velloso da Silveira ; appel-
lado Antonio Jos Pires.
Appellanle D. Auna Joaquina de Almeida ; appel-
lados D. Thereza Maria de Almeida e oulros.
Appellanle Galdino Joao Jacinlho da Cunha ; ap-
pelladd Antonio Jos de Souza Campos.
Appellanles os herdeiros de Antonio Jos Guimaraes;
appellado Joao Floripes Dias Brrelo.
Appellanle Antonio Luiz Gonralves Ferreira; ap-
pellado, Francisco do llego Barros de Lacerda,
Appellanle Jos Machado de Comea; appellados,
Jos Romn de Mallos e sua mulhcr.
Appellanle Antonio Lopes de Queroz ; appellado,
Manoel Dulra de Souza.
Passaram do Sr. desembargador Rcbello ao Se.
desembargador Luna Freir as seguintes appellaces
em.qlie sao :
Appellanle Antonio de Albuquerque Gondra; ap-
pellado Antonio Francisco de Oliveira.
Appellanle o juizo; appellado Francisco de Souza
llar boza.
Passaram do Sr. desembargador Luna Freir ao
Sr. desembargador Telles as seguintes appellaces
em que sao :
Appellanles Jo3o Kolino Ferreira esua mulher ; ap-
pellado Antonio de Paula do Monte.
Appellanie Carlos Luiz Lieulier ; appellada a fa-
zeuda.
Appellanles Francisco Antonio de Figueiredo e soa
mulher ; appellados Joaquim Piolieiro J acorn e
sua mulher.
Passou doSr. desembargador Telles ao Sr. desem-
bargador Pereira Monteiro a seguinte appelljcao em
que sao : Jm .
Appellanles Joaquim Connives Bastos e oulros; ap-
Eellado, Jos Pereira de Goes.
assou do Sr. desembargador Pereira Monteiro ao
Sr. desembargador Valle a seguinte appellarao em
que sao :
Appellanle Antonio da Silva Gusmio ; appej
a fazenda e Francisco Carneiroda Silva e o
Passou do Sr: desembargador Valle ao Sr. del
bargador Santiago a seguinle appellarao ejn que
s3o_' JT-
ApPlIanle Autonio Jos Gomes Arantes ; appella-
do o juizo.
Passaram do Sr. desembargador Santiago aa^r.
desembargador Villares as .eguinles appellaces em
que sao :
Appellanle Francisco Antouio de Carvalho Siqueira ;
appellado, Joaquim Duarte Piulo e Silva.
Appellanles Johnslon Paler ti Comuanhia -, appel-
lado Antonio Fabiao de Mendonca.
Passou do Sr. desembargador Valle ao.Sr. desem-
bargador Santiago a seguinle appellarao m que
sao:
elladas
otjHn.
lea-
reira e oulros ; appellado Manoel Claudio de
Quciroz.
Levaulou-sc a sessao as 2 horas da tarde.
EXTERIOR.
ello, como voluntario, por lempo de seis annos, con- Appellanles os herdeiros de Ignacio Joaquim Fer-
iados do ilia em que se verificar 0 seu alislamenlo,
" visto ler sido julgado apto para essefim, eminspec-
cao desaude, abonando-se-llie alcmdosvencimenlos
que por lei II Hhnpetircm, o premio de Irescntos
mil., que lliBjrao pagos nos termos do regula-
menlo de 14,de dezembro de 1802.Fizeram-se as
necessarias aoiBmumcaces.
DitaReformando no' mrsmo pn-lo, o capilAodo
extinelo 5. balalhao da guarda nacional do inuni-
ripio do Recife, Honorato josdo Oliveira Figuei-
redo.Communicou-se ao respectivo commandante
superior.
TRIBUNAL DA RELACAO .
SESSAO DE 13 DE MIO DE 185.
Presidencia do lixm. Sr. coniclliciro Azeceio.
As 10 horas da manhaa achando-se presentes os
Srs. desembargadores Villares, Bastos, Leao, Souza,
Rebello, Luna Freir, Telles, Pereira Monleiru,
Valle e Santiago, o Sr. presidente declara aberla a
sessao na forma da lei.
Comparecen o juiz do feitos da fazenda Alvaro
Barbalho ehoa CavaManli para o julgamento do
Juiz de direilo de Naaielh Joaquim Manoel Vicira
de Mello.
J*J|Bmenios.
Proccwo de responsabilidade de Joaquim Manoel
Vieira de Mello, juiz de direilo de Nazarelh.Juizes
sorteado* os senliores desembargadores Leao, RP],el-
lo, Telles, Percirrilonleiro e Santiago.Foi absol-
vidooro. WT -
Revista rivel lo Rio/.de Janeiro.
KeeorrenlF Francisco Jos .Searas ; recorrido Jos
Pereira Lureiru.Julgou-se a favor do recorren-
te, e o recorrido com direilo ao pedido no libello.
A socledade a o governo do Bindouslan nos
MctUos XVI a XIX.
I. B
A VIDA 1)*AJ5BAR E AS RACAS DO HINDOUS-
TAN.
I. Ajn Akbery pu os Institutos do imperador Ak-
ber, traduzidos do original persa, por Francisco
Gladwin; 2 vol. in-8.0, Londres 1800. I. A
historia da India, pelo honrado Mounlstuart El-
phinstone; 2. vol. in-&o landres 18*1.III. A
historia da India ingleza* .^.or James Mili, com
olas e coiiliiinacan, por H. II. Wilson 9 vol.
in-8., Londres ISil.-18i9.-IV. Dos Aborigioes
da India, por B. H. Iiodgson, no jornal da o-
ciedade Asitica de Bengala, 189. V. Algumas
conjecluras acerca dos progtessos dos conquistado-
res braminicos da India, por H. Torrens, no jor-
nal da sociedade Asialica de "Bengala, 1850.VI.
Documentos parlamentares cerca da India, 1851
1853, ele.
1.O IHNDOIISTAN DESDE A CONQUISTA DE
BABAR ATE A MORTE D'AKBAR.
A historiado Uindoustanato secuto XVI Ilumi-
na com u\a luz a siluarao actual desle grande paiz.
p GU10 de Habar, nao
a realisarfui de
como o pai em
is fraco de coacte
:no,sabendo muitomen
suaSlaVcole
indouas uessa poca, e cuja gloriosa per-
foi o imperador Akbar. Interrogar os
serillo 3J.VI, he reprodu-
s que boje anda os ln-
senao inspirando-se
Akbar, .continuando
enlrc asra;as e as reli-
le grande homem.
Desde o secuto XI da nossa era, o dominio mais
menos absoluto de grande parle do Uindoustan
bavia passado, de urna dyuasa de conquistadores a
outra. at Habar, quinto descendente de Teimour,
que, ao invadir esle desgracado paiz pela quinta vez
cui 1525, daslronisou aytyuaslU palhane ou afghauc
na pessoa^flo sullo Ibrhim, desfez em 1527 a
confederado hindoua cojo chefe era rija Sanga,
e afinalflseguio fazer-se reconhecer soberano da
r parte da India central. O proprio Babar,
s admiraveis memorias, observa que a ludia
do conquistad*duas vezes antes dell por
prinerpes mussulmanos, os Ghaznectie e os t^tdn'-
de, masem pocas em quealndia se achavadividida
em grande numero de pequeos estados e com cx-
ercitos consideraveis, ao passo que linha apenas
quinze mil homem quaodo elle invadi o Uindous-
tan pela primeira vez, e doze mil somente quindo
elle gaahou a balalha decisiva de Panipol, em 1525.
Jacllecrasenlior de Paudjab, e ha vinle c dous
annos de Kaboul; eslendia-so a sua auloridade em
o norle at Balkh, qoando morreu na idade de
quarenlao novo annos, em 1530, deixando o throrfo
ao seu filho mais velho, Houmayoun.
Babar, homem de grande coracffo, com propor-
cs heroicas, poeta e guerreirq, tao generoso como
valenle, tao hbil como emptehendedor, comludo
nao foi se nao o mais admiravcl dos avenlurciros.
Tinha conquisUdo o Hiodouslan, mas o lempo e o
genio lhe Jiaviam fallado para consolidar o seu do-
minio. Por outro lado, poslo que mais esclarecido
o mais humando que os primeiros conquistadores
mossulmanos;fiao possuia esse espirito de tolerancia
religiosa sem .0 queum dominio estrangeiro se nao
poda aceitar de urna maueira duradoura. Assim,
na. apreciacao dos actos doW
homem, releva cuidadosallliBte levar em conta o
gremio em que se desenvolva esta intelligencia su-
perior;:releva allender aos coslumes, aos usos, aos
preconceilos das duas rajas, cujo embale abalava o
mundo asitico; releva imaginar a India como des-
organsada, nao s pela conquista, mas pelas lulas
sangrentas c continuas dos dcapidenles dos pri-
meiros invasores, Toarla, Moghols, Afghans.
No meio destns convubaea incessantes, dous syste-
mas socaes se acbavij|Jfodfc os dias em prcseiica :
(Uias grandesyrenc^KRHlIn sem cessar, urna para
se susteuUr, a outraf aa se impor pela violencia.
A obra-prima de um bom. governo em semelhanje
paiz tora manifcslamenle retiir, e consolidar sdb
ama admiuitlracao prudente, firme e benvola,^
tes dous elementos em apparencia anlipathicos, de
ItlanxiriLoiia IV.-----------..... --- imuoCBTrw
cial que offerecesse prohabelidades de durajao.
Provavelmente Babar nunca cuidou nisto ; via antes
que ludo, no Iriumpho das suas armas, o triumpho
do islamismqw JJoumayoi
linha torcas pira emprehl
audaciosa concepcao; vale
campo de balalha, porm
menosbam, poreinmais bi
ulgar os homenW as cousas, deiiou
desenvolver-se os germeus de dissoluro qn!
imperio encerrava ndseio. Desde a" sua asi
Honinayouii leve de lutar contra a ambijao dos m
irmaos Kamrao, Hiudal e Mirza Askary, contra a
rivaldade insidiosa de Bahadour Shah, sullao de
Goudjrat (GavnaleJ, ejanlra a rebelliao dos chefes
afghans que Babar lia53submcllido. Entre estes
nllimos se revelpu o seu mais formidavel inimgo,
Sherekan (depois SreTB-Shah), graude homem de
guerra e grande polilico, lao pergoso em qualidade
de negociadgfcomo cm qualidade de general, sem-
pre prompuW violar as suas promessas duraple a
paz, sempre hbil cm aproveilar-se das .nenores
faltas do seu antagonista duraole a guerra. Hou-
mayoun conseguio tirar urna vinganja estupenda
de Bahadour-Shah; mas o. seu imprudente desprezo
da m f e dos recursos de Shere-Khan, recursos
que sempre iam augmentando, nao tardou em lhe
cu star caro. Abandonado pelos irmaos ou mal ser-
vido por ellos nesta lula desigual, foi pbrigado a dar
balalha por duas vezes a SIiere-Kli3t%em circums-
tancias desfavoraveis, e foi batido.
Esscapando milagrosamente a estes dous desbaratos
desastrosos (1) so vio,obrigado a abandonar o Hin-
dousian c procurar um asylo, primeirameiRe no Pan-
djab, depois no Sindh, onde esperava achar occasio
ou de associar a sua causa alguns dos pequeos prin-
cipes ojos territorios cercaui o baiio Indo, ouapos-
sar-save alguns pontos cuja importancia estratgica
ou s recursos em vveres e em meios de transporte
lhe poderiam ministrar um base de operarnos. An-
dou errante durante dezoito mezes tiestas regioes, ora
negociando ora sitiando alguma aWeia fortificada, ou
elle proprio sitiado no seu acampamento, oracm fim
sustentando urna guerra de partidarios raras vezes a-
judado pelos irmaos, as mais das vezes mal servido
pu trahido pr olles, e entretanto sempre prompto a
Bies perdoar. Estascoultnuasagilaces lhe lornavam
ai'da mais preciosos os raros inlervallos em que lhe
era permiltido descanrar das omorcs dos campos,
das intrigas polticas e dos sustos da ambicao, na
distracOesda Vida privada e na intimidada da fami-
lia. Durante a sua residencia em Pal, na provincia
de Seweslan, a vinle milbas do Indo, localidade d#
alguma importancia naquella poca o que elle tinha
feilo oceupar por seu inulto Hinda, Dildar-Began,
mai desle joven principe, deu um baile ao impera-
dor nosseusaposentos particulares. Ah seacbavam
reunidas- todas as damas da corte exilada, e entre
ellas Hamyd fou Munida) Banou 12), lilha de um
Sayed (descendente do prophela) que havia educa-
do o principe Hiudal: se achava apenas na idade de
quator/.t: anuos, lloumayou ficou de tal sorte apai-
xonado pela belleza desla moca e caplivado pelo en-
caulo das suas mauciras, que lomou immediatamen-
'e a resniurao do cazar-se com eUa a, despeito da vi-
va opposijao do principe llindal, que, mais moco
onze annos do que o imperador 'enlao na idade do
Irinta e tres anuos), e provavelmeul tambem apai-
xonado da bella llamjda. nao pode occullar a sua
cxlrema mortificacao. Tinha para mim, disse elle
a lloumayou, que vossa magcslade viera i miuha
casa para honrar-me ensopara enaniorar-se de urna
moca. Se vossa magestade Ozer esle casamento ridi-
culo, eu o abandono. Houmayoun, offendido peto
enmportamento doirmao, relirou-scparahordoda bar-
cara imperial onde Dildan-Begam o seguio depois de
'er dirigido severa qiu'ixa scu filho,cdalii ella Irouxc
o imperadorparasua casa. Urna reconciliarlo ao menos
apparenlc leve lugar enlreosdousirm3os,e sobos aus-
picios da llegam, o casamenlo*da sultana Ilamyda
foi celebrado no dia seguinle.
1 Iuuinayoun,depois de ler naufragado as negocia-
rftes qde encelara com Shah-lloussein, principe de
Sindh, vio-se logo araeacado de um ataque que de
alguns dosseupriacipacsolliciaes loruavase mais for-
midavel. Reliroii-se para Oulch, cidade situada
junto do continente de Tcheuab e de Salledje, em
una frtil planicie, que elle havia alravessado,
viudo de i'.indjab. Ahi chegou depois de tongae
dolorosa viaxeiu cujas (digas foram parlilliadas pela
s; mas, depois drama pausa de afguusdias
e Tire yagas esperanzas di um acolhimento mais
hospitaeiro nos estados doradja Maldeo ( de Mar-
war':, deridi-sc a inlernar-se no descro quo sepa-
ra o paiz dos Daoudpouttnudc Marwar.
Aqui comecam as rudes irvac.oes desla tropa de
/ugilivos rcuuidos pelo destnomtorno de urna mo-
ja de quinze annos,- que eaftafBve devia dar i luz o
grande Akbar. l.'ma paaagem das memorias de
Djouher baslar para dar naa idea do que solTi eiam
neslc mar Je urea ardcnle. ,. No da seguin-
le nos pozemos em carakitWao^mcio dia c andamos
vinle sele aloras sem enconfaooos igjn. Durapte
esle caminhar desastroso, njoflas* 'pessuas n
niespn
l'liorrivelmenti
1 da dia, quav
la um bosque lo
gato crrente e
u-se do cavallo, e,
Ho, dejUgracasao
I beucficio, depois
F.PIIEMERIDES.
Maio 5 Quarto crescente as 7 horas, 11 mi-
nutos e 48 segundos da manhaa.
12 La cheia a 1 hora, 18 minutos e 48
segundos da tarde.
19 Quartft? minguante as 4 horas, 14
minafes eStV8 segundos da manhaa.
26 La nova as 6 horas, 28 minutos e
48 segundos da tarde.
DIAS DA SEMANA.
Ib Segunda. S.'Izidrolavrador ; S. Dyrapua.
16 Terca. S. Joao Nepomuceno conego m..
17 Quaria. S. Pascoal Baylo f. ; S. Possidonio.
18 Quinta. S. Venancio m. ; S. Fclix deC.
19 Sexta. S. Pedro Celestino p. ; S. Ivo f. .
20 Sabbado. S. Bernardino de Sena f.
21 Domingo 5." depois de Pascua; Ss. Mancos,
Theopompo e Valente bb.; S. Hospicio,
morri-ram, e
nao restava
fim, com o (gv#
onde euconrKm
um tancjB..
proslramo-se
Omnipotenle por esle i
ordenou que se enrlirs-em innicdialanienle todos os
tnacliaks ( odres ), que fosem conduzidos sobre ca-
vallos c enviados ao euconro dos infelizes que fica-
ram airas. Aproxmanlo-se da capital de Mal-
deo, lloumayou expedo um firman pelo qual
chamava o principe radjpcut para o p de si. O ra-
dja nilo fez caso do chaado, e se moslrmj muito
menos dsposto a socorrero imperador na sua cslrei-
leza do que a enlrega-ao os cus uimigps. Hou-
mayoun se resigWu a aliivessar de novo o descro,
c, romo ultimo recurso, se resolveu a ir proeunrr
um refugio em Amarcote, residencia de um peque-
o principe redjpoul, siluida no oeste de Djodpour.
A marcha dfynfeliz caravina anda foLmais doloro-
sa desta vfc, assignalada e mais perifos e fadigas.
Chegada algumas legoas ce Amrcate, a columna de
marcha se achava rcduzidi.ii um pequeo numero de
homens e de auimaes, e adesmoralisaro era tal en-
tre os oliciacs da comitiva do imperador, que qm
delles, vendo o cyallo que montava completamente
cansado, insisltoftara que a joven imperalriz lhe
Veslituisse aquflloVque elle lie tinha emprestado,
rano e do carcter do( Houmayoun fez sentara imperalriz sobre o seu pro-
prio cavallo o conlinuou a viagem a p, depois so-
bre um camello de carga, al que outro dos seus
odiciaes lhe veio oflerccer a sua tavalgadnra. Depois
de algumas horas, o imperador fazia a sua entrada
em Amarcote, seguido dselo cavallciros somcnL
c cnconlrava a filial naquelles muros Jiospilalei
urna tregoa momentnea aos nales soffridos por
e pelos seus.
A nobre mulhcr que linha partilhado os perigs,
as fadigas e as privac,5es e tola a especie que o seu
real esposo acabava de afrontar, se achava.enlao
n'um estado d%gravidcz mu adiantado. O impe-
rador,- confu aos cuidados da familia de rana
l'ars*% c^L^Hni acampanha segundo os conse-
lhos e com ^iccorro deste chefe, que punha sua
disposicfio um corpode seis a sete mil'homensdas su-
na) 01111 eslava acampado com o su pequeo c\er-
cilo a vinle quatro milbas de Amarcote, prompto o
se laucar, segundo as circumstancias.'sobre Taita ou
bie Kandahar, quando soube do feliz successo da
ratrz Mariain Maknj e do nascimento de
filho. Denais de se ler proslrada e dado gracas
Providencia, clBe lhe enviava semelhanle cpnsola-
Eo no meio dos perigos, Houmayoun rcccbcu os
parabens dos chefes que Ibe ficaram fiis, e quoren-
do, segundo o uso, dr-lhes alguns presentes ua-
quella veneravel occasio, vio que lhe nao restava
nada de que podesse dispor sem comprometter ppe-
os ltimos recursosse nao um saquinho de almis-
ear que rompeu em varios pedaros. Dislribuio-os
cora os seus amigos, dizendo: Eis ludo o que
posso vos offerecer na occasio do nascimeulo do
meu filho. Espero todava que a sua fama encher
um dia o mundo, como o perfume deste almiscar se
espalha boje ero torno de mis. *
Foi nestas circumslancias que Bheram-Kban,
gurreiro consumado, conselheiro integro lano
qoanto hbil, escapo ao desasir de Nenaodjc, con-
seguio
presidiado a povos tao differenlcs em coslumes,
ligio, linguagcm, separados por dous coolinenles e
pela immensidade dos mares, sem que soubcssem, se
achavam ligados por um lacp mysteriosqjjos desli-
nos do mesmo imperio. Elizabeth, ao asgjgnar, a 31
de dezembro de 1600, cinco annos antes damorte
de Akbar, a carta da companhia das ludias orlen-
(aes, entregava a heranra desse legislador couquis-
tador,eos deslinos dc^ein niilliges de homensao ge-
nio da Graa-Bretanha. liscrverhos alem disso que
ao grande movimenlo iotclleclual e scienlifico que
ciimerava na Europa com Copernic, Kepler^N
pier, Bacon, Descartes, corresponde na Indi
gelica, como mais adianle provaremos, um movi- sea por I
ment anlogo,' una verdadeira rciiasceiiC4i, devidos
ao poder nicialivo do fundador do imperio moghol.
A duvida religiosa,philosophita e poltica caracleri-
sou esta poca 110 Uindoustan assim como 110 occi-
dente europeu. As arles e as leUiaflrtW&am a sua
parte nesla dupla regenerarao. A,Chiua enlra ua
mesma upca^.uesla phase de IranaR^ao que far.i
passar pailas oaos dos principes manltjhous o se-
plro daquelle 'immenso imperio. O Japo se abre
peja primeira ve/ aos Europeos, c o chri-tiansuio>
sob a predica de S. Francisco Xavier, vai all fazer
conquistas que nao poder conservar. U mundo
inteiro c.imiiiha para novos destinos.
Houmayoun rednzdo, pela revolla dos scuf ir-
maos e por urna serie nao inlcrrompida de revezes,
a procurar um refugio momentneo na Persia, ah
foi honrosamente acollado pelo shah Tahmas 1,li-
que lhe deu os meios de tornar a entrar no Afghnis-
tan i frente de um exercilo. Nao tardou a apode-
rar-se de Kaboul, onde leve a fortuna de encontrar
seu filho Akbar, apeuasna idade de tres annos, c
cabido, dezoito mezes antes, no poder de seu lio
Kamraii. No correr da lula cncarniepda que enlio
se Iravava entre' Os dous i maos, Kaboul foi tomada
duas vezes por Kamrau, o duas vezes o joven Akbar
foi anda seu prisioneiro (15i6 e 1550 ). O que se
passava 110 Hindonstan entretanto que osdesecu-
aBBtesdeTcimour pareciam querer exhaurir em urna
linl fratricida o sangue que elle Ihes havia irans-
millido '.' p s. k
Desde o momento em que Houmayson fora re-
pellido para o oeste do Uindoustan sem dinheiro,
sem tropas, sem allianras, deixarade ser um objecto
de appreheusao seria para Shere-Shah, ade Iratou
somente de firmarle sobre Ihrono cmTJVse ha-
11 lado. Conseguio isto. ajiezar das guerras
em que elle se achou empenhado, nao s
seu talento militar e sua duplcdade
da daura-lhe immeusa vantagem sobre
que Icnlavain resislir-lhe, mas porque era
dotado em alto grao das qualidades que fazem o
grande homem, de estado e o prudente administra-
do seu joven imperador, enviou os seus vle-
nos ao encontr dp radja, sob as ordens de Khan-
Zaman, nomeado Sarrlaihkar (capitao-general
nesla occasio. Esle n3o hesilou dar batalha com
forras mui inferiores nessas mrsmas planicies de
Panipat cm que Babar, Irinla anuos anles, havia
conquistado a coroa imperial. Os Afghans foram
iulciramontc derrotados (5 de novembro de. 1556) a-
pezar dos csforQos desesperados do seu intrpido ge-
neral, que, ferido no olho por urna flecha, arranca-
va o olho com a Hecha, e anda dispulava a victoria,
amoii foi feUp prisioneiro, condnzido a leo de
- Akbar p^jjjlflptado cm sua presenra e mao grado
Khan, que receiava a clemeuehl do
joven imperaJor. A morle de llemou, a do princi-
pe Adili, inorlo pouco lempo depois em Bengala, c
um nova desbarato soffrido por Sicandar-Shah, que
Akbar coastrauseu a renunciar por capilulacao a
qualquer'prelcnco ao throur/ du H^idostan, poze-
ram fim i guerra (1) Na primeira destas duas bataltos. o impera-
dor, a poni de ser feilo pr9one(fe1aura a ca-
vallo ao Ganges'; mas, anles que tWhValcancado a
margem opposla,o pobre animal.exhausto pelas fadi-
gas do combate, incruulha, e o imperador se afToga-
ria com elle, se nao houvesse sido soccorrido por um
carregador d'agua que tambem ia ajravessando o rio
sobre o seu machnk odre ) ebeio d'ar, e que nelle
deu lugar ao principe fugitivo. Houmayoun, no
primeiro transporte do seu rcconhecimento,promet-
li'u ao carregador d'agua, seu salvador, que o faria
sentar, durante duas horas, ihrono,em Agr, que elle
poderia, durante estas duas horas, pedir ludo quanle
llie aprouvesse, e que os seos desojos seriam inme-
diatamente executados. Q fiel Djouher, o cscudeiro
e o'historiador de Houmayoun, assevera na6 suas
memorias que o carregador d'agua se apresenlou uos
pacos reaes assim que soube que o imperador havia
cliegadn a salvamaKL em Agr, e que o Imperador
cumprio a palavra. *Fra curioso saber o que o po-
bre homem pedio durante a sua entronisarao de duas
horas, mas Djouher nada diz a esta respeito. Na
derrota de Kauaodje, o cavallo do imperador fora fe-
rido ; Houmayoun, obrieadoa fugir epor de'naa/o.
se podesse, o Ganges enlre si eoseu immiso, mon-
tn sobre um elephante que eocoutrou ribanceira
do rio, mas cujo conductor pareca mais disposto a
Irahir o principe do que a servi-lo. Houmayoun
descarregou no mahavat urna cuidada que o precipi-
-tou n'acua. Um eunuco devotado, que se achava
por Iraz do imperador, substituto a maliaval soHte
'"fescocp do animal e ogoiou alrVezdo rio; mas
quando chegaram margem opposla, ella era tito
escarpada, que o imperador nao leria podido galsa-
la, se um acaso providencial nao ronduzisse quelle
ponto alguns soldados do seu partido, que, emen-
dando os turbantes uns nos oulros fizeram nina facha
romprida por meio da qual couseguiram issa-los3o
e-salvxi sobre a ribauceirac
(2) Nome proprio que se decompe da maneira
seguinte: flamea (glorioso) Banou ( senhora nobre.)
(Coninuar-se-ha).
a
Dina vez collocados, forra ou por vontade,
"huloridade, os povos se julgavam hbil-
mente, al certo poni, palernalmenle goveroa-
dos; mas esle bem relativo nao tinha outro elemen-
to de duracao ssno arvhlA de am homem, e o usur-
pador morreu cinco annos depois da expulsan do
filho e successor do Shere-Shah, conlinuou de um
modo imperfeito o pai durante um reinado de nove
anuos. Por occasio da sua morte, que leve lugar
em 1553, a confusio c a anarclua desolaram de no-
vo o Uindoustan; as ambicocs' rivaes dispularam
entre si o sanguc e os suores dos povos opprimidos,
e o imperador Houmayoun pode entrever do seu
longinquo exilio que, deste chaos politicn, saldra a
restaurado da sua raca. Releva fazer-lhe esta jus-
ticia, que no meio dos mais rudes incommodo's, du-
rante quinze annos de espectaliva, de perigos e de
lulas, nunca desesMrou do futuro.
Depois da submissao ou da morte dos irmaos c li-
vre desde cntao para dirigir todas as suas forras con-
tra os prncipes Afghans, Houmayoun vollou das
fronleiras de Paudjab para Kaboul, e o anno de
1554 se passou em preparativos para a' invasao do
Uindoustan. No mez de Janeiro de 1555, o impera-
dor se pdz a caminho com.o seu fiel geueralissimo,
Behram-Khan^./rciile de quinze mil homens de
cavaUaria. rtum mui pequeo exercilo para
urna lao grande empreza ;4uas quinze mil homens
de boas'lropas valiam mais. entre as maos do filho
praticou la
l>ely. c
cJuPTdc
a final ton
rcunir-se com Houmayoun, que o acolliM| de
a mais viva alegra, deu-llie mais da que nun- de Babar do que as mullidles indisciplinadas que o
imperador afghan ia oppor-lhe. Quando elle alra-
vessava o Indo para entrar no Pandjab, vio-se a loa
nova, o que foi considerado como um presagio dos
mais favoraveis. Depois do algumas marchas, ao
por da la, Houmayoun chamou o filho, o fez sentar
defronle delle, leu em altas vozes varios versculos do
Koran, e no lim dejada versculo, bafejou o rosto
de Akbar, peusantio dest'artqjcollocar o jovon prin-
cipe sob a prolecrao inimedraia de Dos e do seu
prophela. Akbar nao tardou a justificar a confianca
supersticraa do pai; com efleilo, se devemos dar
crdito a varios historiadores do tempo, na balalha
de Sirhind, quafoi palejada no meado de 1555 e em
que os Afghans foram inleiramente desbaratados
apesar da immensa superioridade do numero, este
hroe adolescente (eslava na dade de Irezo nonos;
praticou taes prodigios, que os Moghols, auimados
exemplo, pareceram segundo a expressao
:er esquecido que eram moraos Uou-
frente do seu exercilo victorioso, avaii-
demora sobre o. corarao do Uindoustan, e
tornou a entrar na sna capital de Dehly de-
pois de dezeseis annos de exilio. Nao gozou por mui-
to lempo desle Iriumpho, comprado por tao longos
e tao crucis icommodos: pouco menos de seis me-
zes depois da sua volta, deu urna queda qual sobre-
viven sement tres dias. Anda naV linha completa
do quarenta enove annos de idade: deixava um
Ihrono a um fiflKnas este filho era Akbar.
Akdar, enviado para o Pandjab pouco depois da
batalla de Sirhind com o seu governador, Bchram-
Khau, para combaler os Afghans, que se coltocaram
sob as ordens do principe Sicndar-Sour, ahi rece-
ben a noticiada morte deseu pai. Tomou posse do
Ihrono em Kallanour a 14 de fevereiro de 1556.
Eslava cntao na idade de Irezc annos e quatro me-
zes. Como seu av6 Babar, culrava, anda adoles-
cente, na vida poltica, no meio das agilaces de
urna poca forll em desordens c excessos de todo o
genero, e n'um momento emque o grande numero
de ambicocs em presenra ja nao pcrmillam reco-
nhecer outro direilo senio a forra. Dos (res, ou pa-
ra melhor dizer, dos quatro ou cinco prelcudentcs
que dispularam enlre si a successao de Shcr-Shah
ou d seu filho Selim ; nimio em 1553 '. si'i resla\a
Sicandflr-Sour c Mohammad-Adil-Shah, mais co-
nhecido sob o npnjc de Adili. Esto ultimo princi-
pe, incapaz por si proprio, tinha abandonado o exer-
cicio do poder supremo ao seu ministro llemou,
llindou do baixa extirpe e de um exterior um pouco
favoravel, mas dotado das qualidades que fazem os
homens de estado e os grandes generaes. Behram-
khan, que a forra das circumslancias e o seu genio
collocavam em urna siluarao anloga acerca de.-Vkba
anda menino, eucontrava cm llemou um rival dig-
no de si. A sorte do Hindoustau dependa d'ora
cm vanlc da conclusao da lula entro estes dous ho
mens. Agr c Dehly cahrum em poder do llemou,
que se fuera dar o titulo de radja-vikramaditya, c
sonhava talvcz com a restauraran, em sua
do Ihrono hndou de Dehly, Preparra-sc para
marchar sobre Labore, onde esperara em breve,
manar o imperio nascente de Akbar-e descarregar o
nlinun golpe uas prcleurOes obstuadas de Sicandar-
Shah, quando Beluam-Klian, desprezaudo os tmi-
dos conselhos dos oulros cheles c confiando ua tor-
ca sua confianca, e nomeou ato do principe im-
perial.
Akbar ( Djallal-oud-din Mohamad ). nasteu a 14
de outubrp de 154.Cumpre que nos demoremos um
instante liante desta dala. Examinando alien lamen-
to a marcha do espirito humano naquella poca, Pi-
camos admirados do concurso das tendencias pro-
gressvas que de um a outro extremo do mundo ci-
vilisado, pareciam arrestar os povos a modficaccs
mais 011 menos profundas da sua orgaiiisacao. Nes-
le facto se observam os symplom'as de urna transi-
rn critica indicada sobre todos os pontos por urna
lula, j comerada ou imminenlc, enlre principes i-
nmigos. Pode-se prever quo esta lula abracar nao
s as credas religiosas, mas as theorias polticas, o
desenvolvimento industrial, o movimenlo scienlifi-
co, que aneciar at os usos e coslumes das uarOes
mais fanticamente devoladas ao tat quo. No mo-
mento em que a estrella de Akbar se Icvantava no
Orieute, a de Carlos-)uiulo empallidecia no Oc-
cidei|. A Fraura ia vingar-se em Cerisules da
humillar, ge s jireparava a oceupar so-
bre apee Ptkelevada.calhegoria n que den
viamcom migue IV a Sully, estos amigos
lrica e mojd/z de Raholais,
ilgaridade da forma a indepen-
dencia udacia do pensarnenlo, inunolava o pas-
sado aos inaljjictos novadores da multidao. A S05
ciedade occTdfctal entreva manifesta irrcvocavcl-
menle na phase revolucionaria que caracterisa mais
especialmente a poca moderna. Rcis, fidalgos, sa-
cerdotes, os proprios papas, parlicipawm inslincla-
mente destas tendencias. Hcnrique VIII se separa-
va de Roma com estrepito, mas Carlos-Quinto e
Francisco I, so emancipavam de facto romo elle.
Os res catliolcos, sem se arrogaren abertamcule
urna vaa supremaca espiritual, eram para os seus
cleros respectivos senliores nao menos absolutos, uao
menos iiidcpcndcules do poder papal de que os prin-
cipes protestantes. Por toda a parte, cm urna pa-
lavra, o pode? espiritual se subordinavafao poder
temporal; mas, soll'rendo esta huiniliarao nadessaria
se esforcava para salvar sua
urna liga intima com a mon;
este novo modo de aeran,
deslruirao de que j sevia
1541, a companhia de Jess,
celebre comecava com Akbar,
le por meio de
para organisar
Ocia implcita
o, fundava.cm
esta insliluir.lo
devia, na ultima
nfelade do XVI secuto, tentar por diversas vezes
conquistar f calholica esta alta intelligencia. So-
bre oulros respeilos, ospqptos de contacto que indi-
camos nao sao menos significativos. Na exlrcinida-
de do occideulc europeu, nove anuos somente antes
que Akbar vesse luz, nasca Elzabelh (1533) jun-
to do um Ihrono que sm devia oceupar com lana
gloriare no qual elk ientou-sc quasi ao mesmo
lempo que Akbar suba o de Delhy. Do reinado
desla princeza varonil ia datar a grandeza marilinia
da Inglaterra o o novo descnvolviincuto das empre-
zas commerciaes,que tem tao poderosamente comH*
huido para mudar a face do mundo. O reinado de
Akbar la crear a uudade poltica de Hindoustau, e
pedir raca hindoua, pela primeira vj, o seu con-
curso para o desenvolvimenlo de um civilsacao
progrejjiva. Emliiu, por urna coincidencia que nos
parece maravilhosa, estas duas grandes existencias,
Entre os numerosas projectos de lei que o gover-
no do Picmoulc apresenlou as cmaras depois da
abertura de sua missao, linhamos notado o que tinha,
por Gm modificar cdigo penal. A discussao desr
le projecto leve lngar ra dLra dos depu lados nos
primeiros dias do mez de marro ; e esteve singu-
larmente aninfnda, c com quanto telo fosse duvidosa
naquella cmara a adorufno da prQftf*^ ** ntanistros.
se os limitas das conveniencias parlamentares. Um
itos oradores mais eminentes da dreta, o Sr. Costa
de Beauregard foi o objecto de utn appclto ordem,
cuja severidade fui modificada pelas expresses, que
o presidente da cmara empregou : Pero ao ora-
dor que modere suas expressfies. Como he fcil de
prever, o projecto foi vivamente atacado na parte
relativa aos privilegios, e a auluridade dos memhros
do clero, porque a queslao religiosa se representa
constantemente, c he ella na verdade que^constilue
a grande difflculdade do governo interno do Pie-
monte.
OPiemonle he um paiz'cminenteraente catholico. O
clero rico c poderoso lem conservado sobre as massas,
c pri 1 ir i plmenle sobre as popularles dos campos
urna influencia, que nenhuma outra poderia equili-
brar. O mesmo nao acontece as grandes cidades ;
nellas a influencia do clero est Ionge de ser domi-
nante, porque o espirito municipal, mais indepen-
dpnte e mais liberal, se tem libertado delta ; muitas
das provincias, que compe boje o reino do Piemon-
te, fizeram parle oulr'ora do imperio francez, e at,
- 1814 loram regidas pola ledslarao franceza, cuja re-
cordacao%se lem conservado nellas. Nao he pois pa-
ra admirar, se a volta aos principios daquella legis-
larlo he 'desejada, e se os esforcos, que o governo
faz, neslc sentido, sao apoiados por urna opiniao nu-
merosa. He o que surcedeu quando o ministerio
propoz a modificacao do cdigo penal. O projecto
do governo foi aceito logo, eiccptuando-se algumas
emendas sem importancia, por urna cominissao qne
a cmara dos deputados tinha encarregado -de um
exame previo. 0| projecto he com posto ao lodo de
doze artigse quatro delles nflingemera cortos casos
penas severas contra os ministros do culto. Eis-aqui
os artigos que a cmara dos deputados approvou nos
termos em que foram a presen lados pela com missao.
a Art. 2. do projecto. Os ministros do culto que,
ntj exercicio de seugninslerio. pronuuciarem em
asscmbla publica um discurso contando urna cen-
sura das ins'lluicpese lesd Sfado, serao punidos
com prisao de 3 mezes a dous annos.
o Esta peua ser de prso por saja mezes a (res
anuos, se a censura for feta po^yno de escriptos,
instruccoes ou por oulros docamenfos de urna for-
ma qualquer, lidos em i-seuinto^publiea 011 publi-
cados de ou Ira sorte. ^^P
Em lodos os casos de que se trata no presente
artigo, poder-se-ha ajuutar pena de prisao, urna
multa que poder elevar-se a 2,000 libras:
a Art. 3. Se o discurso ou escripia mencionado
no artigo precedente contiver urna provocarao des-
obediencia s iris do estado ou a oulros actos da au-
loridade publica ; a pena ser de prisao por tres
infringe, s8o de um eulromodo severas. Em Fran-
ca, um ministro^ swtojpue tivesse provocado d-
rcclamenle a desoliedienda s lcis,seria criminoso da
pena de banimenlo ou dedeportacao, anda quando,
a provocaco nao fose seguida de sedico ou revol-
la; ao passo que no Piemoute o mximo da pena ues-
te caso, nao excedera a prisao e a mulla. A vanta-
gem estara pois dolado da lei piernn taza, mais in-
dulgente que a nossa; he o reatado do progresso
das luses e dos coslumes pblicos, que exercem so-
bre a legislado criminal a mais feliz e a mais ulu-
lar influencia. O cdigo penal francez- regeu por
quatro annos a Saboia, as provincias de Turim, de
tienovan dcNice, sem que o espirito religioso das
populares calholicas destas provincias se tivesse al-
terado o menos possivel, e em Franca nao se tem
observado que a tbrdade dos culto*,tenha soffrido
com a tonga experiencia, que j lemos feito de nos-
sa legislado. A Fradc'a calholica nao he menos
calholica, porque os ministros'dos cultos sao obliga-
dos a respailar as leis e 4 auloridade publica, e esses '
ministros por se tercm submetldo s leis, nao tem
soffrido nem no exercicio regular de soa auloridade
uem em sua considerado e legitima influencia. .
Porque razo pois nao acontecera o mesmo no Pie-
moute ? Porque a separaeso da auloridade civil e
da auloridade religiosa e sua completa independen-
cia nao produziriam.no interesse mesmo dareligiao,
os bous eflertos, que ella lem produzido eulre nos e
que todos os dias se desenvolvem e se mauifestam'.'
Dissemos que a discussao foi viva e animada ua
cmara dos deputados. O lado direilo defendeu com
energa a causa do clero catholico, e he debaixo des-
te popto de visla, que elle atacou o projecto. O
lado esquerdo alacou-o lambem, masnor te-lo acha- -
do demasiado restricto, e bastante severo, e de am-
bos os lados se appellou para a corle de Boma, estes
para representarem que a appjpvacao do projecto des-
contentar aquella corte, sljftlles tem entretanto o
maior interesse em satistpKr, e aquclles para se
qucxarem das alteurocs excessivas^jue anda se tem
pelo governo do soberano pontfice.
a Vossa lei be urna cousessSo feila s ms doulri- .
as, disse oSr. Costa de Beauregard ; he urna con-
cessao que fazem os ministros fim de augmentar
sea poder e elevar sua infiaencia, poder e influencia
que pesam j sobre o Piemonle de um modo desas-
troso. Supponhamos o que he verosmil, que a lei
do casamento civil he adoptada ; um padre que
nao repara, que em sua consciencia bao pode sepa-
rar o sacramento religioso da instituirn civil doi ca-
samento, rcvolta-se contra e>la lei, c portar censu-
rado urna di5pusic3o da auloridade civil ser preso c
Mas poda elle ter realmejdjKu outra lngua-
gem ? S* que os minisIrosTH Wk~ os sufragios
da motestante inglalejnfc bWI Bm laaioria
da nacao v pesia codpK umanfSPucantc des-
honra, que vos csligmarlsa a fronte. Ministros im-
prudentes, prosegu urna popularidade vS e chime-
nea, e para oble-la, nao receiais provocar um schis-
ma no meio de nossas populares assustadas l e em
pafafMM" Onl ft'*ffianfta
aMos ao menos e de urna multa de 2,000 libras pe-
lo menos.
Sea provocarao for seguida de sedicao ou de re-
volla, o autor da provocarao ser considerado e pu-
nido como cmplice.
a Art. 4. Toda infracc,ao s leis, que estao cm vi-
gor, sobre a necessidade do cppsentimenlo do go-
verno para a publicarlo ou' cxftucao das medidas
relativas aos cultos ser punida segundo o caso, por
urna prisao, que poder elevar-se al seis mezes, e
urna multa, que Vode elevar-se a 500 libras.
dos delirios previstos nos dous artigos precedentes,
quer reclamando que nao se criminou o irapresso do
discurso ou do eseripto, quer allegando a ordem de
seu superior, o qual estoja no estado ou no estran-
geiro.
He sufficiente ler estas disposirOes do projecto da
lei para comprehender-so as resistencias, que levo
de encontrar em.cerlos partidos. Demais estas re-.
ssteucias demasiado ualuraes, eram porventura bem
legitimas? Ha mais de quarenta anuos que a lei
penal enlre nos pune estes actos, que o governo-pie-
montoz quer punir. Nosso cdigo penal, publicado
em 1810, contera urna serie de dispbsicoes, que sao
destinadas a reprimir a conduela dos ministros dos
cultos, quando, no exercicio de seu ministerio, tra-
zem perturbaces ordem publica por meio de cri-
Mcas ou de censuras, ou por p/ovocarOes dirigidas
coulra a auloridade publica, quer em escriptos,
quer em discursos pastorees proferidos publicamen-
te. E se compara 1mos a lei franceza com o projec-
to piemonlez, recoiihece-se fcilmente, que he nossa
lei, que o iuspirou.
Porm nossa lei vai mais Ionge ; elle pre\ e pu-
ne artos, que o projecto nao crimina, e as penas que
eganaeuva 'oj
successo vos'he necessario Meus migo* polticos,
vos e eu lemos jurado ser fiis ao re, manler o pac-
to fundamental, e ninguem .entre nos ser perjuro;
porm nao vos esquecais que se somos realistas cons-
U(jiconaes,somos tambem, c antas de ludo.conscrva-
dores calholicos. i>
O Sr. Brofferio bradou do seu lado:
a Ministros, nao tenhais a cabera altiva para com
Roma ; affectai vossa grandeza pera o le o paiz o
Ha exagerarles de um e outra. lado ; a verdade
como sempre se achava entre estas duas opinioes ex-
tremas. He isto oque fazia a forca do ministerio e
recommondava um projecto de lei.
Declaro, diz o ministro da grata, da Justina e
dos cultos, (o Sr. Balbuc) que o projecto au he de
tal natureza, que embarace as negociajc.es com
corte de Roma. Se a curia romana tivesse de fazer
queixas contra as leis que protegem a ordem inter-
na'do paiz, coao a que discutimos nesle momento <
e como muitas outras, que discutiremos depois, de-
venamos concluir dahi, que aquella corte est deci-
dida a romper toda a especie de negociaroes com o
governo do Piemoote, o que nao he. Quando se'
trata do exercicio dos dircilos inherentes aulorida-
de civil, emanacAo do poder temporal, nao* quere-
remos que um governo estrangeiro, qualquer que
seja, de Londres, de Roma.jle qualquer outra par-
te, pretenda intervir cm fessos-negocios.
E o presidente do conselho dos ministros o Sr; de
Cavour, respondendo mais directamente ao Sr. Cos-
ta de Beauregard, completou Uestes termos as deca-
raides de sen coUega:
a O Sr. de Rauregard, que he um homem intr-
pido, aceita* a solidariedade das opinioes da impren-
sa a mais exaltada da Saboia, e deste modo se faz
de alguma sorte responsavcl dos artigos Corrier des '
Alptt e du Mont Blanc. PorlaaMpelle no.deve
admirar-se da vivacidade da noslliuguagem. As
gazelas, de que elle se coustituio defensor, nao dei-
xam com effeilo de rcproduzir artigos mentirosos
e calumniadores contra o governo do rei e contra a
maioria parlamentar.
Ohonradodeputadoprestou juramento de fideli-
dade ao rei e i constituicao ; temos f em sua pala-
vra ; mas se pensa que por ser catholico, he neces-
sario curvar-Se dianle da supremaca da igreja, de-
vemos declarar-lhe, que repudiamos esta doutrina.
Entendemos que se pode e se dte ser catholico,
maniendo o estad* na independencia da igreja, e es-
tamos convencidos qu nada temos feilo, que seja
qpnlrario aos principios do catholicismo. Queremos
com essa lei que temos proposlo, alargar o principio
de liberdade, reformando cortos abusos commettidos
por ministros pouco dignos do altar ; uessa parla
eremos bem servir os interesses da religiSo. Dedica-
dos como sempre causa da liberdade constitucional
e do progresso, nao deixaremos de lulajr por essa
causa, em qtiantottiverraos por nos a confianca da
coroa e o apoto do parlamento.
A discussao tinha tomado o carcter de urna ver-
dadeira lula. O' apoto da cmara dos deputados n?o
faKou aos ministres ; seu projecto foi adoptado na
sessao de Ude marr, por urna maioria de 93 votos
contra 33.
A discussao deque acabamos de fallar, nossugge-
rio algumas reflexoes, que queremos consignar aqui:
O Sr. Costa de Beauregard declaroucom urati'iince-
ridade, que uao J*e contestada por ninguem, que
seus amigos eelle sao ao mesmo tempo realistas
conslitucioules e conservadores calholicos ; mas
como este orador pode conciliar esta declaracio com
o direilo que quer reserw para os ministros do cul-
to caUiolico.de censurarem pblicamente as leis do
estadp tima lei, em quanto he lei, deve ser obede-
ciaase naoho possiveladmitlir-se que cada um possa
julga-la soberanamente em sua consciencia e acou-
selhar publica e officialmenle, que se naosaubmella
a ella. A insurreic,ao contra a lei naohejanaisper-
mittida.. Se por ventura se reservasse para os mi-:
nislros de um culto, o direilo de proiiunciarem a
censura publica de urna lei do alio do pulpito ou
em um escriplo pastoral, introdazir-se-hiaaanarchia
na lei e na adminislracao pub^fe. ls, na ^e nem
de um conservador, nem de n n realista constituci-
onal, e estamos sorprenda de que o Sr. de Be- .
uuregard nao tivesse visto esla fatal consecuencia de
sua doutrina.
O mesmo orador lembrou o juraraenlu de ldeli-
dade, que seus adieos'e elle pieslaram igualineule


<3


I
DIARIO OE PERMMBUCO, QUAlT FElRft II DE MAIO DE 1854.
.-'
aorei e ao paci constitucional, e declarou que "do]
seu partido a nao se conhecia o perjurio He
venfade que o espirito constitucional lem faite gran-
des progresan, e tm conquistado adherenles al as
Ijleiras daqueltes, que se linliam mostrado ao princi-
pio seos maia constantes adversarios, poderiamos
dizer. seus mais implacaveis inimigos. Vemos cora t
salisfagao este melhoramento nos tenlimentos e dis-
posigoes dos partidos polticos, e concluimos dahi,
que o governo parlamentar se funda no Pieroonle e
penetra en todas as classes, precisamente porque
elle rcjpoflle s necessidades de seguranza e de con-
lianga que os poros de sui -vez experimentara actu-
almente;
Diasemo que a quesillo, agitada no seio da cma-
ra dos deputados, domina a situado do governo e a
dos partidos polticos ; acrescenlamos que ella se
reproduzir inralivelmente em todas as occasqes e
debaixo de todas as formas, at qu tenha recebido
uraasolugo definitiva. O governo e as cmaras pois
se deem pressa em se esembaragarem desla grave
difflculdade, que pesa sobre os negocios pblicos,
de que de um momento para oulro poderiam vira
ser a causa da o pretesto das mnls graves desordens.
Cremos bastantemente que o schisma, com que se
lem ameagado ao Sr. de Cavour, nao aparecer,
porem nao convida que os oradores podessem mes-
mo evoear-ihe ameaga. Compre ao governo eoi-
dar disto, pertence-lhe propor mamaras as medidas,
quesaUffizerem completamente todos os intresses,
contentando todas as conscieneias. Pode ser que a
intervengan da crte de Roma seja neeessaria ; deve
ser isto o objecto das negociagies, cuja continuara o
se lem annunciado, e que poderSo tr feliz resollado
se forem conduzidascom moderagao e com o desejo
sincero de encontraremrse no terreno das concesses
reciprocas. A crtetJI Roma; em mais de urna ocea-
sio, so conduzio com urna sabedoria e urna habili-
dade. que nao ertto indignas de seu anligo renome.
Pi IX nao ten gosto por quesles e contestagoes,
e pode-se crer, que elle nao se deixar amatar pe-
las pretencoea insensatas dos partidos, dos quaes elle
couhece melhor que ninguem, as temerarias exage-
ragoes. Estes partidos existem no Piemonte ; qnem
dnvida* Etlcs eem talvez representantes as cama-
ras e ergios certamenle na imprensa.
He a estes que o Sr. de Cavour fez allusSo em sua
resposta ao Sr. de Beauregard. O priraeiro minis-
tro do re Vctor EmmanueT lhes fez, como nos pa-
rece, milita honra designando-os assim do alto da
tribuna. Que Jhe importam as injurias e calumnias
de alguns escritores cegos por suas paixSes 1 He
una das necessidades dos governos livres viverem
no meio doi erros da imprensa e resislirem ao* seus
altaques ; aquelles que se nao perturbam nem se
movem com elles, sao os nicos que merecem ser
chamados homens de estado. Em summa, esla df-
ficuldade nao he maior que outras rauitas que
acoropanham os goveruos,.que s devein contar com-
sigo. Ha hoje por toda a- parte peridicos revolucio-
narios e gazetas que, sob o preteato de defenderem
as antigs insliluigoes, provocam constantemente o
perturbarlo da sociedade civil; o Piemonte nap dei-
*a de os ter, he um mal este que s pode adiar
remedio em urna represso efucaz. A legislarao
porvenlura tem provjbJsto suflicientementc 1 Te-
mos duvidado e duvidHh anda, m da sem du-
vida esta questlo ser roa em ordem do dia ; eo-
tretauto a imprenta, exaltada prosegue sua larefa ;
defende violentamente o que ella chama privilegi-
os do clero eatholico; defeodo-os quasi sempre com
injurias, violencias e provocges. He uro inconve-
niente sem duvida, he at um perigo ; porque ella
compromelle deste modo o direitos legtimos, que,
no interesse de sua defeza, as gazetas provocadas e
insultadas, moderada* ou revolucionarias, debatem
constantemente. O clero eatholico nada ganlia com
estas especies de discossoes,e a causa da religiao ahi
perde tambem sea prestigio, porque muitas vezes
ha prazer em confundir seus Intresses sagrados
com os interesse tmpora do clero.
O projeclo de 164sabr a reforma do cdigo pe-
nal adoptado pala caara dos depdtados, foi levado
ao senado, e j. se*-su as commisses'a prava de
urna dscussjte preparatoria.fKomcou-se urna com-
missSo, cuja maioria he, segundo se diz, pouco fa
voravcl a proposta do governo. Tambem se um novo conflicto' esta a ponto de rebentar por
aquella oreasiao entre as duas cmaras. Esperamos
Je urna.6 deoulr* parte te far ludo que fr
"' telWetl\fV^lfif.ntln"TllW,o
caso, estamos convencidos de que a questao ser da
parte da asserabla o objecto de um exame aliento
e de urna deliberaca caima e reflecllda.
Depois da volagao da cmara dos deputados, o
governo entendeu que devia lomar eoulra os admi-
nistradores dos seminarios de Turim urna medida
enrgica, a qual deve lula om novo elemento. Re-
servaroo-ues explicar-nos prximamente sobre esse
grave incidente. .
(Journaldts Debat).
Tenho procurado conservar relages de amizade
c boa iutelli&encia com lodas' asuolaucias estrangei-
ras. A paz. que da vida ao commercio c indus-
tria, he urna das primeiras necessidades dos povos.
Siuloterde annunciar-vos qUo o ministro do peluda pela correle taes sao os chamados teauei-
mili nua ea qnh.v. ..uJi.l. __i~ .. .....i........ J 3.
zas. Taes sao as pedras soladas ou peqnenos esco-
Ihos que, collocados no meio de um canal torrentoso,
muilas vezes, zombando da pericia doscanoeiros, re-
cebem e fazem em pedamos a canoa que desee im-
ikasil que se achava acreditado junto ao governo da
repnblica do Paraguay leve de retirar-a por lhe
haverem sido enviados os seus passaporles. Espero
porem que esta oceurrencia terminara de nm modo
honroso, sem que se allerem as relagOes de paz entre
as duas narres.
* ArepublieafHeiilnl do Uruguay passou por nova
crise era dias de setmbro do anuo lindo.
Reconheci o governo paovisorio que nessa occa-
siao e estabelereu, depois que o paiz adherio mu-
danza que se havia effectuado.
Desojando ver pacificada e slidamente organ-
sada esta repblica, com a qual o imperio mantera*
tao eslreitas e multiplicadas relaces, acced s ins-
tantes reclamagfies dirigidas ao raeu governo. pres-
lando um subsidio pecuniario, e a Torga de Ierra que
foi requintada.
Estes auxilios tem por nico objecto facilitar
os metas de firmar a paz e a independencia daquel-
le Estado. Tt
narao Ccrlo do vosso franco e leal concurso, pn
segoiie sem descanso na larefa que me tenho pt
posto de elevar a nos-a patria ao mais alto grao
prosperidade. He esta a mssio que a Providencia
incumbe aquelles a qnem est confiado o governo
das nages, e para dcsempcnha-la, nao haVer sa-
erficios que eu Bao esteja disposto a fazer.
a Est aberta a sesso.
Terminado este arlo reliram-se SS. MM. II. com
o mesmoceremonial com que haviam sido recebidos
e immediatameiite o Sr. presidente levanta a sessa.
30 da abril.
Por decreto de JO de abril ultimo foi nomeado o
juiz de dircito Antonio Joaquim Moaleiro d San*
patinara chefe de polica da provij|U.de Mato-
Urasab.
. Por decreto de 25 do mesmo n*
dos:
Tenentc-coronel commandante do batalhao h. 76
de iofantaria da guarda nacional da provincia da
Babia, l-'elisborlo Jos Pinbeiro.
Tenentc-coronel commandante do batalhao n. 77
dito dito, Maooel Unriques liomes Reg.
Pbr decrAoBe 28 do mesmo roez: .
Foi perdnada a Antonio Coelho Anto de Vascon-
cellos a pena de quatro mezes de prisao e mulla, que
lhe foi imposta por sentenga do juiz de direilo inte-
rino da comarca de Cabo Fro, da provincia do Rio
de Janeiro.
Foram reformados nos mesraos poslos :
O coronel da exliocta 2.a legiao da guarda nacio-
nal da capital da provincia da Baha, l.uiz Manocl
de Oliveira Mcndes.
O tenenle-coronel do extinto 3. batalhao de in-
fanlaria da guarda nacional do municipio de Santo
Amaro, da mesma provincia, Francisco Pereira
Sudr. i*
. O major do extinto 3. batanao de infantaria da
guarda nacional da capital da dita provincia, Fran-
cisco Balduioo Ferreira.
Q major do extinto batalhao de infantaria da
guarda nacional do municipio de Mamanguape, da
provincia da Paraliiba, Jos Gomes da Silveira.
vapor Black IVarrior, deudo na llavauu pelas au-
toridades da alfandega e abandonado depois pelo ca-
pitao, ainda nao eslava resolvida. O governo de
Washington mandara, proceder a averiguarte*.
Tinlia havido tres explosOes em vapores fluvaes,
que cuitara a vida a eento e cincoenta passageros.
O numero dos feridos foiTonsideravelmenle maior.
O Sr. Sergio Teixeira de Macedo, ministro pleni-
potenciario do Brasil em Inglaterra, foi nomeado
GrSo-Cruz honorario da ordem da Rosa.
IHTERIOR.
RIO SE JANEIRO,
ihlaa (ral larisUUva.
Fomos obsequiados com toldas dos Estados-Uni-
dos at 21 do mez passado. Nada de interesse ti-
iiua occorrido na Dniao Americana. A questae a1 nhonha destara para o canal, 4rado no grande
ro* quo offerecem oulros cannes, quando o rio se
acha no mnimo de suas aguas, os quaes consislem
em bancos de pedras irregulares, em geral ponfagu-
'das fixas ou solas,que deixam vasar a agua por inu-
meraveis intersticios do nodo que obrigam os cano-
eiros a descirregarem as canoas, afim de as
pudercm arrastar. Quebrar estes escullios, re-
mover e quebrar as pedras dos sequeiros, de
sorle a permlllirem a passagem das canoas
sem descarrego, foi o objecto de meu especial
cuidado, logo quo em agosto e selembro a secca do
rio deu lugar. O commandante do destacamento
da Cachoeira.a quem dei nstrucees para este Iraba-
Iho, da-me conla circumstanciada do que nelle adi-
antou em oflicio de 31 de oulubro que aqu junio
por copia, e assim cabe acrescenlar a V. Ex. que com
isto se conseguio melhoramento notaval na navegacao
entre a Cachoeirinha e o Salto, e quf lenho espe-
ranza de ver breve removidas as principaes causas
deoerdas de canoas no Baixo Uequitiohonha, sendo
incootestavel a reducgflo deltas depois da polica all
novaraento eslabelecida.
DexobttruccXo do canal Poass.
Este servco, que o anno passado anuunciei a V.
Ex., estar concluido nos seus dous lergos, acha-se
hoje terminado inteiramonte, tendo sido percorrido
o canal emstia tolalidade, visto que a secca desle
anno, mafor que a do anterior, poz a descoberlo
Ironcos e oatros fragmentos de arvores, cuja remu-
ro ngo iMirlf sido julgada neeessaria. Despendeu-
se o anno passado com jornalciros 1:6929500, e este
anno, em que o trabalbo foi ao menos igual, pela
circo instancia dee ter de percorrer o que ja eslava
feito, a despeza nao excedeu de 26G3000 graras a
aptidtoque v3o dcsenvolVeudo os africanos Ivjcs,
para'tdo o servco e ao zelo e aclividade do admi-
nistrador, ajudado de alguns particulares, que con-
conrreram com dias Acha-se pois desobstruido o canal Poass, a maior
parte das difiiculdadcs de communieagao lluvial en-
tre os rios Pardo e Gequitinhonha esl vencida ; mas
torga he nao dissimular que esta communicagilo nao
ser jamis tao franca, como devo exiger o commer-
cio de Geqnitinhdhha com o porto de Cauavieiras,
onde segundo o plano da companhia TeiXiso, tem
de entrar os vapores da nossa navegagSo costeira i
vapor.
Sendo este canal exlreirilmeale tortuoso, e percor-
rendo urna malta virgem espessa na extengao de
quatro leguas vSo suas aguas continuamente sola-
pando direita e esquerda, as raizes de immensas
arvotes que sa despenham para dentro delle e a ca-
da posso interrompem a sur, navegago, especialmen-
te no lempo das endientes, de sorte que necessita de
um continuado cntrelenineulo a que se nao prestam
os moradores.
Alm disso a parle inferior do rio daSalsn, que he
o complementode sua navegago, est dependente
de nm servfgo de desobslrucgao, semelhaute, posto
quo em menor escala, ao que se fez no canal. Es-
tes inconvenientes sao fcilmente remediaveis, co-
mo be claro, e creiov mesmo que, derrubando-se na
largura de 20 bragas urna e onlra margem do canal
(icaria quasi inlciramenle dispensada a necessidade
de.um enlretenimento especial. Outro porem exisi
de maior monta, que apparece nos aiinos em qu
secca se faz mais sentir. As a(wasque o Gequiti-
leilo velncidade maior do que aquella de que psssam
a ser animadas ao entrarem para o riacho pela sua
esle lera, e inumeraveis vollasquedi, fazem na sua
embocadura um deposito de areias tal que, logo que
o rio desee a certo grao, na torga da secca, impede a
sua entrada, ea navegago fica totalmente nterin!
pida. Este anno durante quasi todo o mej J
tembro, fieou ioteiramenle corlada esla Col
cago
duzisse da.Caeheirinha ai Calho, abstraegio feila
da necessidade de faze-la aompanhar o rio.
As mesmasdifllcnldades parle inferior que obri-
gam vir a estrada sabir 3 Iguas ao sul de Belmoole,
offerecem alguma compenagao, e he que ella altra-
vessa, nesla parle, tongas .ampinas, em vez de mal-
tas virgen* sem pasto algm, e yem sabir em outro
campo igualmente grandes mais quesufBcieote para
nelle refazer-se urna fortboiada, e esperar compra-
dores tanto de Belmente orno de Santa-Cruz e por-
to Seguro, diipcnsando-se assim, por muitos annos
as despezas de ramificares especiaes para estes lti-
mos pontos.
Dividir! i estrada latral do cguilinlmnlia em
cinco scccBes para meher fazer ver V. Exc,
o servigo quo india se h. feito. Sao : i." a porgo
que se afasia da margem direita do rio no lugar
denominado liba do Uiaves, e vem sahir nos
campos de Mugiquissaba oin 13 leguas ; 2.a a que
acompanha a mesma mar,emal Cachoeirinha, na
exlensao de 7 leguas ; 3.a i que desle porto segu 10
leguas al o porto de baido Salto, limite desta pro-
vincia ; 4.* que liga esteporlo com o de cima e po-
licio duas ou tres vezes mais caro! He para o Sr.
Fulano, cusa dous; he para o governo, cusa quatro!
E nem vejo meio a oppor-se a este arbitrio, porquan-
lo as commissoes em geral pareccm se conformar
com esle modo de entender, e quando nao, sao om-
postas de. individuos que tem suas oceupages, e nao
estao para sa consumir em em procurar prego, mais
razoaveis, em um mercado onde, em geral mSo ha o
menor empenho em vender e urna admhtWracao
especial fcilmente encontrara urna liga, que a obri-
gar a pagar o que lhe pedirem sob pena daada fa-
zer, pois infelizmente nao lia por all-, necessidades
que insliguem o homem a trabalhar, senao em troca
de ganlios exorbitantes. Taes sao os embaragos com
que se tem achado a bracos os poucos servigos que
estao em andamento, todos a cargo de commifjfies es-
peciaes.
Matriz e casa da cmara da villa de Porto Seguro.
Estes edificios pblicos da villa de Porto Seguro,
especialmente o ultimo, como qussi todos da comar-
ca, estavam entregues ao estrago do lempo e da ve-
getarlo. O goveruo ordenoa-me que nelles fizesse
os reparos essenciaes em relagfio s mais despezas que
voagao, e serve de vjiradoiro navegago, com mer *e tivessem de fazer na comarca, aproveitando para
nos de urna milha de conprimentn ; 5.a jialment* cea |)(
ife
, no d
rtrn. PoVv
tem

i quedo Sallo vai aoCalio, acompanhando sempre
a mesma margem do rio la exleusao de 60 leguas.
A prmeira secgo foi iberia esle auno e est ain-
da em picada depeudenb de alguns melhoramentos
que se vao emprehendeiagora, mas j pode dar p,
so aos boiaderos, Despmdeu-sc neste sexvi
jornaleiros, alm do mailmento, 3008 "*
A segunda secgao j istia em picada (ransitavel,
mas em pessimo estado nella nao liotrVe lempo de
se trabalhar esle auno, ptssando a necessidade de seu
melhoramento a ser mis urgente, depois que se a-
brioa picada da primein secgao.
Na lerceira secgo en que j existia urna antiga
picada quasi em abatido, apezar de sua necessida-
de, visto ser a communiagao terrea de dous pontos
mais importantes do contnercfo do Geqwinhonha.
Cachoeirinha e Salto, faeram-se os melhoramentos
que o lempo eos meios Termilliram. Pode-se boje
r commodamemeRCac'ioeiriuha ao Salto cava!lo
e mamo rom animis urregjdos. Nao lem porm
ludo quanto ella precisa, )or quanlo ainda ha ladei-
ras qve se deven melhor r, travessa corregos que
necessitam de pontos na iempe> a>|f enchentes.
A quarta secgao ouivatdotirB*d*SaIto,*m quap-
lo nao excada a ettenci* deSOObfagas, he indubi-
lavelmento a ma*** ilUprlanle, por quanlo all se
reunemasnecessidades, t.nto dos viajantes por Ierra,
como de todo o commerc do Geqailinhonha. Nao
se cuida pois simplesmene em fazer caminho para
boiaderos lropeiros.trat.-se de urna verdadeira es-
trada para o transporte de todos os ohjeclos do com-
mercio do rio, e al das poprias candas carregadas,
se for possivel. Exislia m caminlio frequentado
pelas tropas empregadas 10 transporte dos diversos
carregamenlos do porto vice-vrsa, mas nao n* era o mais curio, senao
lambam era sageilo a laieiras. Tracei-o este anno
porontr parte, por onde se pode conseguir nao s
encurla-lo romo diminuir' numero de suas ladeiras;
porm est ainda mulo bnge de posante lodos os
melhoramentos da que crece em relagao sua im-
porUnca. Noste servigo, e no da secgao precedente
despenderam-se, alm do mantimenlo, 2709500 rs.,
comjornaes de trabalhadires, e nao hoove auxilio
dos africanos.
A quinta secgo lie toda exclusiwpente do territo-
rio mineiro, e pertcncj ao dominWda anarcha.que
ainda est flagelando o commercio^lo"Gequitinhonha f
mas he ella tao importante, que nao duvidei lomar
sobre mim a responsabilidade das despezas de sen
melhoramento, procurando quem quizesse empre-
hendero servigo pormpreiladaquanlo porgo nao
povoada eDtre o Salto e S.Miguel, visto que, quanto
outra parte,, eu, por meio das autoridades lcaos
ia convidado os moradores a limparem e melbora-
:m a exlensao comprehendida as suas fazendas.
Rio achei quem quiesse tomar a empreza, e nem
pou
7 DE MAIO DE 1854.
Prndemete do Sr. Candido Jote de
Araujo Vianna.
A meto dia, reuuidos os Srs. deputados e senado-
res na tala das sesses do senado, sao cleitos para a
depulagao que deve recebar a S. M. o Imperador os
Srs.deputados Belisario, Lulz Carlos, Dutra Rocha,
Belfort, Mugalhies Castro, D. Francisco,. Brusqoe,
Nebias,\'iriato, Ferraz,conego I.eal,Machado,Gou-
va, Travasso, Livramento, Fernanda* Vieira, vis-
conde de Baependy, conego Silva, taixeira e Sonsa,
Henriques, Mendes de ^meida, Silva GumarSes,
Barbosa da Cunlu.e Tilra.e os Srs. senadores, mar-,
quez de Casias, Oliveira CouUnho. Danlas, Araujo
Rineiro, Souza e Mello, Muniz, Rodrigues Torres,
Jobim, viscondede Abran les, Verguero, Cunha Vas-
consellos, ejiveiros ; e para a depulagao que tem
dveceber- S. M. a Imperatriz os Srs.-deputados,
Mondonga, Aprigio Goimaraes, Fausto, e Sera,
e os Srs. senadores, marquez de Valenga o D. Ma-
uoel.
A Orna hora a larde, annanciand-se a chegada
deSS. MM; II., saliem as deputagoes a espera-Ios
porta do edificio. Entrando S. M. o Imperador na
sata he ahi recebido pelos Srs. presidentes e secre-
tarios, os quaesunindo-se depulagao"aeompunlum
o mesmo augusto senhor at o throno, no qual to-
ma asento. S. M. manda seolarem-se os Srs. de-
putados e senadores, e pronuncia a seguinle
FALLA.
a Auguttot e dignissimos Srs. representantes da
naeHo.
a He com a mais viva salisfagao que vos vejo reu-
nidos em redor do meu lliropo ; e como sempre
cont com o auxilio de vosso patriotismo c de vossas
laxes no empeobo de promover o bem e a prosperi-
dade do Brasil.
Cougralulo-me com voseo pela paz e tranquilli-
dade com que a Providencia nos. tem beneficiado.
A siluagao do paiz ufferece-vos fav oravel ensejo pa-
ra melhorardes os dfferentes ramos da publica ad-
miuistragao.
O estado das nossas finaugas continu'a a ser es-
perangoso, bem que o prgresso da renda possa ser
interrompido pelos aconlecimentos que na presente
conjuactura aineagam a paz da Europa.
a Aadrainistracaoda josliga exige algumas refor-
mas* que remedem os defeitos que a experiencia
tem indicado na legislarao do processo criminal e
eommercial, bem como no systeraa hypoleeario. Es-
las retomas devem ter por fira garantir mais efilcaz-
meflfi seguranga publica e individual, assim co-
mo os intresses da propriedade e! commercio.
A necessidade de attrahir urna eanigrarao mori-
gerada e industriosa torna-se cada vez mais urgente,
e espeto qne auxiliareis o meu governo com os re-
eorsBs necessarios para qua a le das trras prodn
ia todos os seos importantes resaltados.
Orneo governo continu'a a exercerna r^reseflo
do trafico a mais activa e enrgica vigilancia, em-
pregandu os meios de qne pode dispor para extin-
guir estaabominavel commercio ; e os seas Ctor-
Cos lem ido al agora coreados de feliz resul-
imendo-vos o projeclo de lei, iniciado
dias da sessSo passada, que tem por fim
tornar mais efficaz esta represso.
tMcar-vos-liao nos seus rela-
tnos as mcdul^^Btalgain indispensavis para
melhorar a ortaoisaga^fe exercito e da armada, as-
sim como as que reclamam o bem destes lees defen-
sores do estado, o a seguranga 3o futnro de suas fa-
milias. .
,0 Si". Francisco Alves de Brilo, thesonreiro da
siibslituigao de notas da caixa da amortsagao foi
aposentado. Para snbgitui-lo foi nomeado o ,Sr.
Jos Leile T'ercira.flHbos. *
-*m-ri0.- .
Por decretos do 1 do correte foram nomendos :
de Almeida Sobrao.
dem, idem dos tormos reunidos de Caxiase San-
Jos, da provnciafR Maranhao, o bacharel Tliom
Fernandes de Castro Madeira. .
Teve merc da serventa vitalicia do offleio de es-
criv3o do juizo dos feitos-jajazenda do municipio da
cortee provincia do Riodajaueiro, Silveste dos Reis
Nones.
Por decretos de 3 do mesmo mez foram Hornea-
dos :
Major-ajudanle d'nrdens do commando superior
da guarda nacional dos municipios do Espirito Santo,
Victoria e Serra, da provincia do Espirito Santo, Ur-
bano Rodrigues Sonto*.
Tenenle-coronel commandante do batalhao de in-
fantaria da guarda nacional do municipio da ("apella,
da provincia de Sergipe,o'major Joao Gongalves Dias
Coelho e Mello.
Commandante superior da guarda nacional dos mu-
nicipios do Brejo Cimbres, da provincia de Per-
nambuco, Francisco Alves Cavalcanti Camboim.
Chefe do estado-maior da mesma guarda nacional,
Joao Leile de Torres Galindo.
Tenenle-coronel commandante do corpo e caval-
lariado municipio do Brejo, FranciscoBeringuel Ce-
sar de Andrade.
Tenenles-coroneis commandanles dos 2 batalhOes
de infantaria do mesmo municipio, Caetano de Oli-
veira Mello e Manoel Claudio Bezerra de Menezes.
Major commandante ~a secgao do batalhao da rer
serva do mesmo municipio, Joao do Reg Maciel.
Tenenles-coroneis commandanles dos 2 batalhOes
de Cimbres, Joaquim de Almeida Catanho e Antonio
de Siqueira Barbosa.
Major commandante da secgo do batalhao da
reserva do mesmo municipio, Joaquim Severiano
Leile.
Major do batalhao de arlilharia da guarda nacional
da capital da provincia do Par, o tenante reformado
do exercil'Severino Eusebio Cordero.
Major do 2 batalhao de infantaria da guarda na-
cional do municipio do Porto ile Mor, da mesma pro-
vincia, o alferaa-reformado do exercito Antonio de
Moraes Pimeotmlf
Cirurgaormftaaf(|rda nacional do municipio de
Heprovavel que esle inconveniente minore rn m.s fui informado do que se levou a efteito na par-
uco com o servigo da desobslrucgao que se con- te povoada. '
Cont com providencias do Exm. presidente de
Pitangui, da prod. |a de Minas Geraes, o Dr. Fran-
cisco Cordeiro dwampos Valladares.
Foi reformado no mesmo posto o teueule-coroncl
do extinelo balalliao de infantaria da cuanta nacio-
nal do municipio da villa de Braganga, da provincia
de S. Paulo, Francisco Xavier Ferreira da Cunha.
Por decretos de 5 do mesmo mez foram nomea-
dos :
Commandante superior da guarda nacional dos
municipios do Espirito Santo; Victoria e Serra, oay-
ronel da extincta ." Tinha Jo= Francisco de Andra-
de e Almeida Monjardim.
Chefe do estado-maior do commando superior da
guarde nacional do municipio da Porifieago de
Campos do Irar, da prouincia da Babia, Jos Cu-
perlino Si mees.
Tenenle-coronel commandante do i balalhao da
guarda nacional do mesmo manicipio, Pedro Alvares
Campos.
Tenenle-oronel commandante do balalhao da re-
serva da guarda nacional do manicipio da Cachncira'j
da mesma provincia, Ignacio Rodrigues d'Ulra.
Foi concedida a demlssao que pedio Jos Joaquim
de Magalhes Fontoura do posto de tenenle-coronel
chefe do estado-maior da guarda nacional da capi-
tal, S. Jos e S. Miguel, da provincia de Sania Ca-
tharina. ( Jornal do Commercio.)
'-IMOISI ------
baha.
Commsoet dos riot Pardo e Gequitinhonha.
Relalorio do major de engenhelros Innocencio Vel-
tozo Pederneiras, em Janeiro-de 1854.
(Continuarao do n. 112).
Melhoramento da naregacao do Gequitinhonha.
Desobslrucgao de canses no leilo do rio das Pedras.
A parte eacboeirosa do rio Gequilinhonhs, com
quanto ja muite navegavel, aprsente com ludo obs-
tculos que a rlente pode vencer serao emprego de
capitaes inuito superiores immediata utilidade que
os seus melhoramentos paderiaui oflerecer, em vista
da actual importancia do commercio do lugar. Ha
porem, como ja tive occasao de dtzat, militares de
pequeos embaragos e causas de perlgos-que se po-
dem minorar e mesmo remover sem grandes despe-
cluio este anno, visto que assim cessoQiima das cau-
sas do relardamento de sua correnle ; mas he inne-
gavel que esta navegago sempre por cana Bsttrei-
los, e tortuosos conservar mais franca a eounnnni-
eagao da Cachoeirinha e de losto o. "Gequitinlionha
com o porto de Belmo n le, rio que com o de Cauavi-
eiras. mormente se comiderarmos a questao em re-
pois bem difTerenle lie, poilerem os vapores da com-
panhia de navegago exterior baldear os carrega-
menlos para os vapores interiores directamente, da
dependencia em que ticam no porto de Cauavieiras,
de transpone em canoas na distancia de 10 12 le-
goas de-navegago pouco'commoda. Assim conv-
ria melhor companhia Pedroso, a ao commercio
em geral, que os vapores enlrassem em Belmonle
em vez de Canavseiras, ao menos as occasioes' em
que aquella barra oflerece fundo suflidente, como
acontece em algumas pocas do anno.
Acredila-se que a abertura detem canal entre Ca-
nsvieirase Belmonle, ao longo da costa, remediara
todos os inconvenientes. Com efteito dado es-
te canal navegavel, ainda1 que seja s *por canoas, fi-
cando a distancia entre as duas povoagSes reduzida
aqualro horas de viagc'm, pouca differenga faria aos
vapores, e mais navios do commercio de Gequitinho-
nba.enlrarem em um ou outro porto,e as duas povoa-
goes coin isto ganhariam consideravelj||enle ; porem
com quanto eu me anime a emprebaiider eslelraba-
Ibo, com esperanga de-successo em breve lempo,
ajudado da companhia! de africanos trah afiladores
todava lal he a alternativa de iuvasao e recuo do*
mar sobre a costa, que ffeando o canal pouco distan-
te delle, receto bastante pela sua conservagao. A
distancia entre os dous pontos he 11 minutos, mas
ha de urna e oulra parte bracos de rios, de mar que
reduzem o canal que se haja de fazer a pouco mais
de ama legua, e creio poder aseegorar V. Ex. que
a despeza nao chegar a vinlofl dias de servigo de
um lioniem, e que osliabilantesdnma e outra po-
voagao em grande nffltero se oercem para ajodar
o governonesta empreza.
Canal do porto do Mato, m,
O anno passado informei a V. E% qoe nao eslava
longe a conclusao do canal do porta do Malo ; cbe-
me agora a salisfagao de aonunciar que, desde o l-
timo de agosto, perlencem ao dominio da navegago
dos rios Pardo e Gequitinhonha as barras de Poxim
e Commandaluba com a abertura deste
seu comprimento he de 160 bracas, send
areia e 60 no mangue. He ainda aos afri
zelo do administrador e ao concurso de al
licularcs mais interessados, que devo o nao
pendido mais de 714|1500, afora o mantimenlo con-
sumido, e as despezas de instrumentse utensilios.
Entre ao uso publico este canal, a inconsideragao
dos sens primeiros navegadores, permillindo que el-
les apoiassem seus remos contra as paredes de areia
e as desmoronassem, leve de ficar em pouco lempo
obstruido a ponto de nao dar paaaagcm seno as
grandes mares. Por fim liouvoKem se lem-
brasse do ir dentro delle encalharuma balsa de ma-
deira I Taes abasos me tem impedido de faze-lo
desobstruir emquanlo nao enraiza a grama que se
plantn as suas bordas e paredes.
Mina a este respeito, e se estas
alimento muilas esperangas de co-
rnos Irabalhos, iuleiramente mel
da do Geqailinhonha, de modo
do, em selembro futuro, possam
mente at cosa, sem dependencia
,iil2_l''*' "
faltarem,
ga-
commoda-
transito in-
Estradas laleraes.
Estrada lateral do Gequilinlionha.
A idea do urna estrada que acompanhe as suas
margeos he inseparavel de um rio navegavel : he
como um supplemento indispensavel sua navega-
gao. O menor accidente no rio pode obrigar o na-
vegante a recorrer a ella para supprir-se na morada
mais prxima de qualquer necessidade urgente ; oo-
tras veres ama grande endiente interrumpe a nave-
gago, mas pnr meio da estrada esta inlerrunejarao
atcela as mais rclagOes que delta nao dpei|ftft,ej-
sencalmeutc : emfimno Gequitinhonha um doijiria-
epacs gneros de retorno para o seu commercio de
imporlagao he o gado, que por modo nenhum dis-
pensa urna estrada. Alm disto os habitantes das
margens do ro sao mais felizes quando, alm do
grifo, podem dispor do caminho parado, de mais
promplo uso, visto que nao depende de candas,
nerr! de remadores.
Debaixo deste poni de vista, o Irago de ama es-
trada lateral deve quanto ser possa companhar
urna dasjnargens do rio. Ainda a esta condiegao se
presta a nalnreza do curso do Geqoitiuhonha do mo-
do mais favoravel. Vcrdade beque as proximida-
des de sua foz ha voltas que urna estrada geral nao
que vai de pouco cima do Salto a Porto Seguro.
Estrada do Rio Pardo.
Como Y. Exc. v a estrada de Gequitinhonha be
urna necessidade urgente reclamada por um
mercio j eslabeleeido e crescenle, cujo prog
sua falla pdeatolher.
Naa posso dizer outro Unto da qne empreliendi
mos ijt irecgao geral do Rio Pardo navegavel.
loes extremamente pobres, denlium commercio peli
rio, que por sua parle he de navegago pouco fran-
ca, nada vejo all que possa reclamar urna estrada
lajonl, a nao ser a mesma razo que me induzio a
ir a idea de um destacamento-colonia, em seu
o mais central. Urna estrada no Rio Pardo, lon-
go lempo servir nicamente para uso do destaca-
mento e das aldeias que all se vo estabelecer, e tai-
vez para guiar um ou oulro especulador de Jacaran-
da, quando o terror do gento se dissipar. Com ludo
he um passo til para o teluro dcseovolvimenlo des-
la porgo interessante do territorio da provincia, o
qual senao pode destacar da creagao do destacamento e
das aldeias. Satisfazendo pois as necessidades do Ge-
uilinlionhaconvinhaao mesmo lempo pensar as
ilidades dk Rio Pardo, para o eslabelecmeuto das
quaes, alm disso, ea linha recebido ordeos expressas
de V. Exc.
O Rio Pardo lie bastante sinuoso, como ja Uve oc-
casao de mostrar ao governo, nao he possivel que
urna estrada acompanhe as suas margens, muitas ve-
zes sem prejuizo enorme de oulra das condigOes es-
senciaes do seu conveniente trago, qoe he o torna-la,
quanto ser possa, tao tonga como a distancia entre os
doui ponlos que ella deve commonicar. Procurei
conciliar estas duas condiges, fazendo com que a es-
trada, acompanhando a margem direita do rio na
distancia em que isto he possivel s a tocasse em pon-
los que nodistassera mais de nm dia de viagem, as
porgfes em qoe o rio mais se afasia da direegao ge-
ral, e ordenei o eslabelecimenlo de rogados oestes
pontos. ,
Em julbo subi a expedigao encarregada de conti-
nuar os Irabalhos encelados o anno anterior, a qual
por mulo pouco nao conseguio chegar ao Sallo, sendo
obrigada a vollar em agosto, por falta deuaotiroen-
(o e necessidade de reformar a ferrameiita. Tornou
a subir no mesmo mea,' *<<^^H
Salto, onde linha ordem do abrir ^^HfOga-
dos, sendo como cima fica di isdo ao
eslabelecinjentodoquartei, eotn
aldeia de Bolecudos, e voltou em
da pela endiente, trazendo quatro caneas- das que
maiidci fazer, e deixando prompto smente um dos
rogados, em consequencia de haver shfb' sempre in-
quietada peta gentilidade.
Comquantose nao devam escurecer av diflicnlda-
des inherentes ao servigo do Ro Pardo, onde todo
esta segundo a nalureza, e s habilam meia duzia de
hordas, selvagens, nao posso todavia contentar-me
com .as eiplicag'oesque me foram dadas pelo director
da expedigao para justificar o pouco resultado que se
alcaneou all do lempo consumido, e despezas taitas,
que audaram em 963S500, s de tornaes de trabaja-
dores em ambas as expedirles. Tive occasio de sen-
tir aqu,mais que em oulra qualquer porgo dos Ira-
balhos .late anno, a falla de gente para empregar
com aahliiiitages oecessarias para bem dirigir Ira-
balhos de um
11 aleteos; ou
Gscalisagao do
rm, a nomeagai
nario capuchioh
dos indigeuas da
um pouco considravd de jor-
ante, que me segunde na
servigo. Felizmente, po-
Frei l.uiz de Grava, missio-
a se encarregar da cathequesi
lie rio, me parece urna impor-
tante acquisigao para remediar este inconveniente
por aquelle lado, e nislo apoio todas as minhas espe-
rangas da melhor soeceiso as operagOes do anno
que en Ira.
Obrat proticiaei.
Comarca de Porto Seguro.
Bem desejara cu dar ntete a V. Exc. de traba-
bos que indicassem algqaflpgresso no niatejtel des-
la comarca, independenttfao que lhe toca JPparti-
lha dos beneScios da navegago do Gequiliohonha ;
mas iaes sao os embaragos inherentes ao atrazo das
pode acompanhar, e nao s Uto como o alagado d? Joealidades ,que esmorecero as boas disposigoes do em-
suas margens servira de grande embarago; mas as
771egoas restantes;'sao tao pouco sensives'as suas
voltas, qne em nada prejudicam o Iigo de eslrada
sngeila qualquer de suas margens. Nao sei mesmo
se nao posso aisegarar que oulra nao devia jamis
ser adireceo aadpplar-separa urna estrada qoe con-
commijsoes que havia nomeado. Em consequencia
lratou-se de reparar a sacrista da igreja, que o res-
pectivo vigario rcclaniou comoprimeira jiecessidadc,
c o mais dinheiro disponvel, foi empregado no repa-
ro da casa da cmara e cadeia, que se estaara arrui-
nando consideravelmente. Com elTeito alro-do con-
cert da sacrista da matriz, acham-se hoJffeTorma-
dos lodo o cohriment, e todas as pegas deterioradas
do segundo pavimento deJBdificio, tendo-se des-
pendido com o servigo^fi Riclusive o da igreja) e
com alguns maleriaesffll Kpara conlinuagao da
obra. 0009430 rs., como se ve das conlas apresenta-
das pelas respectivas comrfflSoes.
c7ojo da cmara e cadeiade Santa Cruz.
A casa ltimamente comprada pele governo
provincia, para servir de prisao e casa de cmara e de
jurados; da villa de Santa Cru* precis^va, alm de
alguns pequeos reparos'no cobrimenlo, as raodifJca-
g6e prnprias para o fim a qoe era desuada. Foi
necessario fazer devises no pavimento torreo para
prises fortes para homens e para mulheres, e eom-
modos para carcereiro e guarda. Tudo se conseguio
com a despeza de cerca 'de (OO9OOO rs., inclusive^
cusi das grades de ferro que servem de porlaflB
prises fortes, o qual montn-a 2399760 rs., fkanm
em deposito ans 300 alqaeires de cal que sonraram
deate servigo, e que breve terao onlra applicagao.
Estrada tieinal de Santa Crux a Porto Seguro.
Emprehendi lambem melhorar a communieagao
entre as villas de Santa Cruz e Porto Segure, at ago-
ra sugeitaaos embaragos da.mar cheia e s sinuosi-
dades da praia ; igual tentativo liz a respeito da por-
go do caminho entre a resma villa e a de Belmon-
le. Na primeira conseguio-se alguma cousa, pois,
bem que nao estejam ainda feitai algumas pequeas
pWcs de que precisa, pode-se ir de Porto Seguro a
Santa Cruz evice-versa, independentemenle de mar
vasia ; porm nada se adianlou no oulro sentido,
por falla de trabalbadores que se qoizesscm prestar a
servigo regular, outra difflculdade com qneseveem
constantemente a bragos as obras publicas.
Casa da 'cmara e cadeia de fielmente.
O edificio destinado na villa de Belmonle a servir
de priso e casa de cmara e de jurados, comegado ha
mais de tres annos, approxima-se ayua conclusao.
Gragas tos bons desejos, da conimiasito respectiva,
Irabalhou-se nelle este anno com mais aclividade, e
ouso contar que a villa de Belmonle desde um dos
primeiros mezes do anjsfile 1854 nao continuar a
sentir a falta de umflK para scss3o de sua cmara
municipal e dos seas jurados, assim como de prisoes
fortes para os criminosos do seu municipio. Tem-se
gaste nesla obra depois que passou minha direegao
8459360 rs., al principios de dezembro,passado.
He digno da allengao do governo o estado de ruina
em que se adiamos malrizes desla villa e de Cana-
vieiras : qualquer deltas est n caso de oecessilar
urna complete reconstrnego. Eu nada emprehendi
em seu favor, por isso oefe despezas necessarias a
urna reconslrucgo, nff pafteeram bastante fortes,
para precisarem de ama aulorSiigao especial de V.
Exc. Com tudo alguns lijlos ja fabricados pelos Afri-
, eslo reservados para esta consIroccSo, se V.
a ordenar, e j providenciei sobre a viuda para
Belmonle da cal que se acha em deposito em Sania
compahlud ifcA/i'icnus cjvres iravamauora, c/n-
pregados na Gequitinhonha.
Nao darei termo ao que de mais notavrl lenho a
informar a V. Exc, semfallar nos Africanos livres,
ue seacham empregadas na GequiliBhonha, debai-
da minha direegao. Estao alli hoje 27 pretos,
es meninos de 14 a lAknnos e 28 pretas. Nasce-
!le anno um mennfce duas meninas, das quaes
'alleami urna com dous mezes mais ou menos de
idade.
^Hps pda maior parte, estes Africanos foram
dBngum embarago ao principio, em vez de ajuda ;
por isso nem elles podlaro estar salisfeitns, nem eu.
Irabalhos inteiramente eslranhos para elles, urna
disciplina um pouco severa, alimentos sem aquella
variedade a que estavainJkbituados nesla cidade,
ludo cuncorria para os oTeaftstar; por oulra parte,
servigo mal feilo, ferimentos. a cada passo com os
proprios instrumentos do Irabalhu, eslrepadnras re-
pelidas logo que eutravam no mallo, molestias in-
herentes qualidade da gente, eranqnjitras tantas
causas de desgostos para mim. lima pouca da per-
sverang.i ludo vencen, e hoje tenho na companhia
de Africanos livres trabalbadores, sem necessidade
do menor rigor de descjplina, o mais poderoso meio
de que disponte) para quasi todo o servigo.
Oulro tanto nao posso ainda dizer das Africanas
que levei ltimamente. Reduzidas em geral a bes-
tas de carga no emprego que linliam nesla cidade,
outra qualquer oceupagao era para ellas urna novi-
dade que Ibes desagradava; e nem ao menos couhe-
ciam os nomos com que tinhamsido baplsadas! Ain-
da aqui foi necessario paciencia e perseveranga. J
vao-se habituando a oulros servigos, e hoje a sua pro-
pria roupl e dos pretos he confeccionada por ellas.
As difliculilades em que me eollocou este anno,
a caresta de manlimenlos que tanto se fez sentir
em quasi lodos'os ponlos da provincia, a necessidade
de haver um emprego regular e ventajoso, alm da
tratara para as negras que indubitavelmente'nao
sao proprias para Irabalhos de estradas, finalmente a
conveniencia de reduzir o consideravel consumo que
se faz de carne, substitiiindo-o pelo de legumes, que
cites mulo apreciara, sSo razos que me decidram a
empregar parle dos Africanos era preparar rogados
para planlages durante a estagao mora das estradas.
Com efieilo, segundo o que se linha adianlado anles
d minha auzencia c as disposigoes taitas, cont que
se a estago nao for contraria terei bastante feijao,
arroz e os mais legumes proprios para alimenta-los
Sem grande dependencia da carne, e islo alm da
mandioca pelos mesmos Africanos plantada junto do
quartel de San Francisco edas vizinhangas de Cana-
1 vieiras.a qual montar a 20,000 covn, e j esta qua-
si em estado de ser desmanchada.
Alm desta ptanlagao perlaocente ao servigo, ao-
tonsei cada um dos Africanos a fazer sua plsnlagio
particular e concedi-lhes um dos dias uleis da sema-
na para, ella.
. Eis como pude resumir aconta que me caba dar
a V. Exe. dos Irabalhos, que me ocenparam nos rios
Pardo e Gequitinhxinha durante anno que expirou,
reslando-me o desejo de accrescenlar dcsenvolvi-
menlos, qur vrrbaes, qur por escripto, sobre qual-
quer dos detalhes que lhe possam merecer maior at-
tngao. Se fiz tanto quanto poda, nao sei; mas lie
certissimo que os mcus desejos e empeohos passa-
ram sempre alm do que permiltiram as difficulda-
descom que lutei, sendo mais notaveis aquellas que
vem da falla de gente com a aptldo neeessaria para
dirigir convenientemente os servigos parciaes, e aju-
dar-me a iuspecciona-los, pois V. Exc. concebe que
por maior aclividade que se possa ler.po mais forte
que seja a constituidlo de um homem, nao lhe he
possivel durante os sele mezes, em que se pode
aproveitar .anuo, para a maior parle dos Irabalhos,
percorrer e scalisar com vanlagem, servigos que se
disscrminam pela distancia de 90 leguas de Gequiti-
nhonha, 40 no rio Pardo e 15 na costa, lugares todos
onde as commodidades da vida sao extremamente es-
cassas.
anno don por ultimada esta especie de trabalho, con-
-lentando-me com o lar mclhorado parle dos canaes,
como sejam: um no Descarrego, ao lado do sol, um
ahaixo da Raz do Pao, um Ruizdo Pao, om en-
trada do Boquete, um ao Torcirollo do Morimbondo,
nm aos Trbateos Pequeos, que tendo nm descar-
rego, acha-se hoje sem' elle, e um ao Afuodador no
lugar denominado Trbateos Grandes. Esle ultimo
eomprchende cerca de #0 bragas, e, sendo cheio de
embaraces em loda a sua extengao, acha-se muite
melhorado. Igualmente mclhorei os canaes de cor-
rida, fazendo rebentar as pedras mais damnosas, co-
mo fossem as tees pedras do Rebojo, a doTorcicollo
as Palmairas, e finalmente a do .Marab e sua com-
panheira acham-se hoje abatidas ponto de nao uf-
fenderem nos navegadores, senao em lempo de secca
mais rigorosa do que a desle anno. Alm deslas
quebrar algumas mesmo no porto desta povoai
afim de melhor facilitar ^transito das pequea: _
nas (at eniao quasi privada no lempo das aguas)
indispensavel aos moradores do lugar e circnmvizi-
nhangas.;
Dos guarde a V. S. Quarlel de San Francisco no
Baixo Gequitinhonha 31 de oulubro de 1853.II
Sr. major I. V. Pederneiras, encarregado da pol'
e navegago dos rios Pardos e Gequitinhonha.Joa?
quim Francisco de Lemos Pit, sargento comman-j
dante.
Parahlba 15 da auto da X85<.
Ha pouco que lheescrcvi,dando-lhe parte de mim:
agora lhe cscrevo, dardo parle dos oulros. Pergmi-
lar-me-ha alguem o que tenho eu com a vida allieia?
Mea amigo, respondere eu, hoje he pralica ver-se
mais promptamentc o argueiro no-odo do visinho,
do que a Iranca no proprio, e ea como sou do lem-
po, e tambem nao me importo que ponho as mi-
nhas mazellas no ulho da ra, por isso vou mecher
com os oulros, erauora remecham ao depdjwpin-
migo. '2
Principiemos logo por gente grauda. J est func-
jnandoa nossa asserabla provincial e j se eslo
isando alguns arranjos com a creagao de tres co-
marcas, que pedio S. Exc, assim como me disse o
meu Pedro, que oi^vio estar-se fallando na reslau-
ragao d nm emprego ha pouey Hnimido, para
arranjar um pobre filho de EvajUBamaendo outr'r
ora empregado, nao sei onde; esti aqur agora dis-
posigao da fortuna. -9
Dos queira que esle anno nao seja tao escanda-
losa como foi o anuo passado a nossa issembla pro-
vincial, que Dos baja : peccai-sc por excesso, pec-
cou-se por delTeito : quero dizer : nao se compareca
ao cumprimento de sens de vafes ; e dava-se parto
de doenle (quando se dava) la-se Iralar de oulro
modo de vida, correnmay ja se sabe, os cumquibus
como depnlados.M *
Oh! j sabe '! Aqui me cliega agora o meo Pedro
da ra, dizendo-me que j ouvira JMtafTpa qui-
tanda, que um dos deputados veteos^quereio dizer
que tambem servio na legislatura passadaf dera par-
te de doentc, e...guarde Dos i Vmc, equando for
l para 4 ou 5 de julbo, apresenlar-se-ha o grande
general, fu illo lempore, para rec'cher os dozentos e
quarenta bago... que lhe fagam milito bom provei-
lo 1 O anno passado fez oolro lantojte mais alguem
com elle : e tem razao. nao ha quemllys tome con-
las, nao sao respnnsaveis, o dinheiro da fazenda he
nosso... quando. aquellos que sao respohsaveis, e
declarai-se para a fazenda responsaveis, da-se-j
dous conlos, gastam nove e ninguem lhes pergt
quautos anuos tem ; quanto mais quem pela l
irresponsavel.
Como lhe eslou tratando da assembla,quero con-
tar-lhe um casopralicado em'publico, e raso por
um de seus membros; o caso affecla a moral religio-
sa, e quem o praliccu nao s he deputade, como he
um dos espteos, um dos exmplares, que a relgio
nos aprsenla para nos servir nos secuta'es.de nor-
ma, de guia, e de meslrc de nossa conducta, entendi-
0 caso, como o ca-
icranieulo em for-
idre enconlrou-se
que o conduzia ;
elba\aa>,esse sa-
ava* aa'Snenos de
lezia tirando o seu chapeo: indigua-
tor (quem conduzia o SS.) de
Oulro lano nao direi dos Vct/o, aos quaes cabe
lanto esse nomo ramo a mim o de Narciso
O Iheatro esta, em obras, e promelle vir a ficar bom,
pelo que os .feriante, esparam, muito breve, rociar
os ouvidos com os harmonieaos ,0D, de urna com-
panhia lyrica, que nao cuate ma de vinle contos
de res.
Fui a Victoria, e apreciei orna linda porgo de
chcaras de muito bom goslo, que me diaseraui per-
lencerem eatrsngeros. Nellas mora o corpo con-
sular.
Fago jusliea i Bahi, nao he lmente o paiz das
quarlinbas e charutos, he tambem do bom gosto.
Aassembia provincial oceupava-se de um celebre
tamandu de-estrada de ferro, e ouvi alguns discur-
sos da opposigo, contra o projeclo que sa discuta,
que nao hottravam moho seo autores. Senao eram
lteos do capricho, eram da falte de conhecimenlos
dos mais comesinhos principios econmicos.
Deixei no dia 29 s 4 horas da larde a Baha, com
lantes desejos de v-la com mais. vagar, e lornei a
ahir no meu lorpor. l.evel urna boa sova de em-
chaes dada pelos senhores aftfUteL e felizmente
dia 4 do corrento avislei o imam ario gigante dor-
metite, que se deilou na entrad la barra da capi-
tal do imperio brasileiro. Se e^rglgaote nfo se oc-
culla aps que llfc cahein em desagrado, s existe na
viva imaginagao dos que o veem. Por mais que abr
osolhos nicamente divisel upa mageslosa cordilhei-
. Darei como existente, j que assim o qaerem,
se deilado atalaja do imperio de Santa Cruz, esse
gigante que dorme o somno dos scalos; e rogo a
Dos que um dia se levante, nao elle, osa* o paizqae
ligia.
Avislei o afamado pao de asincaqB mal vate a
HbBfuda que lem adquirido. He um crescido um-
bige*De pedra um pouco inclinado. longes do
pao de assucar quando avel
Mal chegava, tomos visili
de, porque corra o daseny
relia na Babia, noi
pondo nMI^
cados. "'
Salt^^H
ronx emquanti
mim, mxime!
embo
afsa&Jana o
o!hi-ae ao Pha-
Imenlo eortesao, para
n que serla triste para
foliculario deu os
t auimaes vaen-
pi -paiz. porque
berta de um
o sei, mas
^^^me acha de-
frOerra britnico.
do pois esta que he sacerdote 5
so foi: Saha da malHz o SS.
ma de Viatico, e esse deputa
hombro hombro cora v sa
e ao ponto qoe lodos pela r
cerdote depu lado nenham sij
urna simples
do o
e satisfeiloj
cho-me sol
(de laflM
de om o__
que fez 2a"o sei qe foscas ao navio sob o commando do
tal principe pelas quaes esle, depois de comegar sua re-
tirada, teve de vollar ao porto', e ser vendido em lei-
lao, licando S. Alteza em trra, e moi visnho, al
que encontr commodo transporte, o que eu lhe de
sejo sem encontr inglez.
ileix
lunidade de passar, e Uve de
mente, porque estava-se recr'al
vincias para deputados, visto
ou falta de commodosde IransporteTo ql I mais
natural, fez-demorar nos patrios lar^^^H repricla-
rios, e nao havia numero legal para abe radas c-
maras. Miranilis dicto? Ditaam iJ^^^Hsa nunca
vista '. Exclamavam oulros. A patria est em peri-
go, asseveravam estes: he iinHopposieao moda, af-
firmavam aquellos. U mo cestume de pagar-se o
subsidio de lodo o mez aos morosos causa isso, psal-
miavam os foliculsiios da capital do imperio, que
teem o goslinho ante caridoso de ridicularlsar os
deputados provincianos, que encontram 110 misera-
vel subsidio um polozi; e aenhuma d'essas caberas
creadorasconcebeu o pensatpenloFalla de commo-
dos de transporte, e absoluta ausencia d'este.Mu-
danga da marcha dos paquetes.Ainda nao ehega-
ram os dHsol e norte.Os deputados nao sao prole-
tarios, ojer isso nao podem estar tea de suas casas
por muito lemun.ie nem vir. com tecedencia ap-
proveilaodo oKrimeiros paqveles da anno. Tem
necessidade dfipdvar deseos interesaMtasaoaespara
prdverem-se d# meios auxiliares ao sabsidio, afim
de qoe este possa resistir hospitalidade da corte.
E eu a tomar a defeza de qnem me nao recom-
mendou o sermao! Defenda-se cada nm como poder.
lado aaitee
resjdaX.qi
- sa.-.cl:
sialslavi
mfo I mperi
o em barr
pregado desejoso de distribuir os dinheiros pblicos a
seu cargo, com a neeessaria economa. Uttt particu-
lar emprchende edificar urna casa, ella lhe cnsla urna
despeza razoavel em relagoaos pregos dos materiaes
e mo de obra, segundo a sua maior ou menor abun-
dancia no mercado ; ao governo custa nm igual edi-
Dos guarde a V. Exc. Baha 90 de Janeiro de
18j4. Illm. eExm. Sr. Dr. Joao Mauricio Wao-
derley, presidente da proviacia. innocencio Vel-
loso Pederneiras, major do corpo de eugenheiros en-
carregado da polica e navegago dos rios Pardo e
Gequiliuhunha.
Illm. Sr. Sao chegados os tres mezes das aguas,
as quaes desde os ul limos dias de selembro me impe-
dem de fazer servigo capaz relativamente remogio
e quebrameolo de padras; por cooequencia este
liante, o adverlio do sea dever-
como faria, um sen semelliante
L e logo se"eohno, seguindo seu'car
gando talvez contra o coadjuto?
tempera vetea ; que tal, meu amigo ;
Que bello legislador para materias religiosas Qne
bello exemplar l Qne excellenle meslre Posso
afirmar-lhe que.apesar de ser mogo, nao seguirei seu
exemplo : live difireme educago.
Tivemos no dia 7 procis-ao, do Glorioso S. Jos;
csteve boa, o dHaL claro, grand^cancurrencia de
pnvo &c. masVAtnos um arremn) do que Vmc.
ah se queixa a respeito dos carros nesses e em oa-
tros dias: digo arremedo ; porqoe nao foi de carros
e sim de um adonfftam tal Tolonio, sequnho de
eorpo, e de urna altara immensa, com pernas de
aranha, oscarianchajac'utii seudeiro, cnlrou pe-
las alas da .procissao, om o vrtice do corpo co-
berlo pareceudo-lhe estar todo guapo ; mas ia lo-
00 uesrraciaTi^-ar-eaeimnaioB-je ammim iot hhiu ii<
que se encontrn com a excellenle charolla, em que
vinhaoSanto, quando entaone deatobrio, ataedan-
do-se nm pouco para outra ra
palito para seguir, como logo
go, como vai isto por aqui
Quasi lodos os nosses mogos,
inslrucgo, ou os que tem algn
dispensados de (oda-a devogao.ue iq
actos religiosos, de loda a decenciafl Ele nes-
ses actos; e aonda iremos parar^^rvrTwteia ?
Deixarei o mais pem logo ; pois j estou um pouco
enfadado. Dcsejo-lhe tudo quanto he bom, porque
sou sjncero. (Carta particular.)
mt*,.m
COKBESPOiqMkCIA DO DIARIO DE
PaaaaaaUHBUCO.
Rio 7 da malo ala 1884.
^mice / Salutem plurimam inlerest te valere.
Com esle corago saturado de saudades, pego na pen-
na para dar-lhe noticias desle meo todo, corpreo e
espiritual, e solicitar suas. J \, que sei cumprir
minha palavra, 'e que o ser corte'o me nao faz es-
quecer os amigos vteos. Se assim como eslou na
corle, Dos me ajudasse a ablxar urna pasta (o qoe
nao seria novidade, visto qne esloa no no em que se
pescara ) nem por isso me esqueceria dos camaradas,
e nem deixaria de escrever-lhes urna epstola, anda
que fosse com honras de circular reservada. a
Feitas as honras minha memoria e modesta grali-
d3o, passemos ao que inleressa.
l.erabrado estar, se lhe nao traquea a reminiscen-
cia, do dia 25 do passado, em que lhe dei n saudoso
abrago de despedida para cumprir a sina, qne me cha-
ma va a esla corte ; e tambem deve lembrar-se de mi-
nha cara de tristeza c minhas lagrimas, que nao sei
bem por quem corriam quatro a quatro, como arrota
em tempo de invern. Principia d'ahl a historia.
Embarquei-me no fumegante Imperattiz, e nao en-
Ireguei as velas ao vento, mas sim minha iudividua-
lidade ao deslino.
A's primeiras voltas das potentes rodas senli nao
sei o que, qne me fez arrepender de minha curiaai-
dade. Senao foram saudades, foi enjn, nao potico
como o de Lord Hiron, mas prosaico quanlo o pode
ser orna revolugao no physico e moral, que proslra,
mortifica, entorpece e faz morrer sera fim.
Nesse estado intermediario entre a vida e-a morle,
nessa pMvaoga do purgatorio, eslive, dentro de um
escaninhn de cheiro singular pelas impregnagOes de
difiranles drogas, que voavam entre o acre fumode
carvo de pedra, nao sai qaanto lempo. Por mais de
urna vez suppuz ler acomjmhado Orpheu i slygia.
Quando lornei ao uso de minhas (acuidades, ainda
um pouco atordoado, vi que o frgil barco era am fac
simile da arca de nosso av Noe. Alli vi, da familia
dos h> pedes, desde otaguim al o frade ; da dos fal-
lantes desde o periquito al o senador; da dos racio-
sMfJ desde o esasitado al o poeta. Vi reprc-
seafaTnles da inqualificavel variedade de cores desde
o negro azeviche at o mulatodabto. Nada all tal.
Iava,-.gjcepto espago e commodo para alguns. Se
cahimoTnas unhas de algum dos phllanlropos prolec-
tojsy dos freguezes do opio, certamenle que a esla
Ii0aes1aria eu de conhecimenlo feito com algum
lord, senao tomando fresco no fais da verga.
Convenci-me pticamente que nada he melhor
para ecooomisar espago do que urna boa arrumagao,
e que nao ha melhor arromagao possivel do que a de
bordo. .
Quando vi asamavel e variada companhia em que
eslava, quando ennheci quantos desejos, j poros, ja
egostas, e viciados pelaavareza, se inleressavam pela
nossa feliz viagem, quando reparei mi crescido nu-
mero de innocentes criangas, que contigo estavam.
confiadas merc das vagas, descancei de pensar em
mim ; porm nao pude pensar em mais nada. O en-
joo he essencialmcnle egosta, se antes de mim nin-
guem o disse, digo-lhe cu. Faitea qualqner delle
allectedo, em pai, mai, lilhos, amigos, talle-toe mes-
mo, se quizer, no charo objecto de seu mais extremoso
amor.se a corda sensivel dr seu corago vibrar,, se
elle n^o mostrar desejos de ficar em paz, eu perco os
primeiros vinle onlos que tirar na lotera. D'aqui
pode coocluir, que emquanlo me achei naquellc mu-
sen flucloanle me nao recordei dos amigos, e nem
ainda daquelles que mais o sao, o que, em vcrdade,
nao he para elles muito lisongeiro.
Os venios e correutes nao estavam ih muite bom
humor, mas o tal senhor vapor, quando he in quan-
titate lula em torga com os prqprios elementos, e faz-
lhes mais de ama pirraga, quando tambem a nao pre-
ga aos imprudentes que confian) sua vida ao lal Sr.
Golias d"agua fervente.
Andamos ora com cliuva, ora com sol, ora em
mar pacifico e brunhido, tira em ondas crespas e ar-
rebatadas, que faziam de nos peteca, dahi al Mace,
e desle al a Baha, onde chegamos no dia 28 s 10
horas da raanha sem a maior novidade.
Achei linda e potica a entrada da Babia. A ci-
dade forma om efteito maravilhoso, embora vista do
porto aprsenle suas calvas, as quaes v-se verdejar
a vegelagao natural, em desabono do bom gosto dos
Bldanos, qoe poiliam diafargar esses defeitos de sua
capital com os bellos e interessante* chinos dos jar-
dins, Sallei, e conhec ser verdadeiro orifo de que
ella he o paiz das cadeiras e ladeiras, e nao assim
das baleas e mora feias, porque nao vi urna s balfa
e nem urna s mog.-ir.que fosse feia. K\ Tayas bi-
bianas tem um nao sei que de amovis, que rcpellem
a idea de feiablade. Assim o juten pelas qne vi, he
verdde que foram poucas.
depula-
economi-
ilr numero
idnabara do
quaes veio a
necessario.
tre nos tal
bem huma-
Apezar qaoriren
dos, comtaflHllho'i
sar alguaw upplentes, nioj
legal at o dia 6, em que 1-
sul conduzfndo tres depu
sobrar um do nomero esa1
Dizem que he a segnuda
acontece; entretanto que he> 1
mente possivel.
Logo que pude, sem receto, aabjfl *oa fui ca-
deia vetea, e acheta^goucada, e vattMa de novo, e
com as ridiculas preflhaes de velha garrida, que
quer disputar arca MH*o tempo so conservagao,
e substituir por adoiTaWfcmprestados, o que lhe vai
tallando nos doos natraes.
Esti tambem mobiliada cora algum gosto; mas
conservarm, substituiodo ludao mais, as velhuscas
cadeiras dos dignissimos em atteogao sua antigni-
dade, ou porque enlendem que a sciencia lem de
passar d'ellspor inciitMcao aos aetnaesceladores dos
patrios inleresses. A n5 ser esaa razo toda justa,
a lal conservagao seria inqualificavel.
As nas da nossa grande capital siao de pessimo
cairamente, e lendo-mesido necessario. para enten-
der-rae com unvbarao, sahira carro.tiqueicom os in-
testinos em pior estado do n ato lmperoiHs_ na
passagem dos affroths. Por mais de urna vez quasi
naufrago. Em allengao s minhas coslellas, lenho
resolvido andar nicamente a pe, em quanto a lama
- consentir. A salubridade pablica vai ptima, e dizeta os me-
cos, que tem havido epidemia de saude.
He edmir^vel ene teatro ueste cisterna, onde o
ar n'o poday insular livremeatc, com to abundan-
tes Tocos da33Teeatae em urna atmosphera lio h-
mida. 11A0 existe ef atona actualmente. Nao teuho
seaatido fro a neitraffcr, e 6m estou se continuar
aso era quanto por aqu me demorar.
Quasi meia cidade est Iluminada gz, eo res-
tante esperas>6-to em brevejpaz um bello efleito
lal illuimnago, e osantigoslampeoes ainda invejo-
sos, pendem de seos ganchos como am anachrouis-
mo. He singular que a illuminagao tenha lugar an-
da as noites de loar. Disse em minha presenca ama
espirituosa, araavel, e interessante meninaTqne ogaz
linha lirado a pocsia s bellas noites de har. Certa-
menle ella lem razo ; maso progresatfawimoqoer.
O gaz e o vapor vo invadindo todo. Em vez de
poesa leremos gaz, e taremos obraj^-vapor. Que
bello!!! Animado pelo gaz, dase, decorrecei vapor,
acrever-lhe-hei vapor illuminado palo gaz. Todos
estaremos gaz e viveremos vapor, oo vice-versa,
corao bem lite aprouver.
No dia 1 do correnle, foi inaugurada a virada de
ferro de A/aud, que so direje Petropultt, na quai,
como diz o Jornal do Commereio, lem 'ea. coches,
que Vulcano, subjugado pela sciencia, impelle de
rorier com rapidez, que devora 1 1 MiaitfjQuinJ 1
pensara o cocho Vulcano, que a lili ilTilaaiil|jiiaj.ii I.
o o corara da manqueira, lhe dara ligeirez, e o
incumbira do enfadonho e prosaico mister 1 subs-
lituir as quadrupedes parlhas de alentado* jmen-
los! O certo lie que o disforme filho de Jove, alm do
pootap paterno, das infidelidadas de sua chara nie-
lade, leve de soflrer mais essa.
Temos poia primeira linha de carainhos.deferro
no imperio, e os amantes podem, q uaoe-HiM apron>--
ver, disputando era ligeireza aT passaros.aoebcar
as coslellas vapor ;oque lhes faga bom proveito.
S. M., naquelle dia, agraciou conl o titulo da ba-
rao deMaaa, ao Sr. Irino, maior, ou prmeiroin-
fiuenle daquella empreza. Hojjll festanga, e con-
eorreu mulo povo. mas na van houveram seus
desaguisados, felizmente mais assusladores do que
fuueslos. Na volla, que foi lumulluos, jwrque lo-
dos quera m ser os primeiros cm regressar, o vapor
Guarany balea, e encalhou na* pedras das Fei-
liceiras. Mais de urna viuha i bordo, mas atacadas
do nervoso, nao poderam usar de seu mgico poder
nem ainda para animar os cavalleiros, alguns dos
quaes, despindojs casacas para ficarem menos gra-
vitantes, .as gu**daram em urna falla d'asua, snp-
pondo-a regnra guarda roupa. .
O Exm. vijeonde de Monie-Alegre/cahio no paiol
do carvo, que ia aberto, e perdeu os sentidos. Foi
inmediatamente sangrado, e acha-se livre de perigo,
sendo pouco contuso por urna felicidade inaudita, e
da qna! he digno por lodos os respeilos.
O vapor San-Domm/ot, tambera no regrano, -
encalhou as pedras da Una d'tgua, roa* o pilte Ra-
mos pode cooler a ordem e subordinacao. Ambos
os vapores ficaram com avaria. Ou os pillos perde-
ram o norte, animados por'Baccho. qaeqoiz man-
gar do seu collega Vulcano, u os vapores aqualicos
ficaram desaponlados vista dos corapaaheiros ter-
restres. Hoje lodo riem-se do pnico, mas o certo
he que bstanles avarias podiam lerapparecido.
No dia 22 do passado, principiaram a correr na
poniedo aterrado, Praia Formoss, e Sacco do Alfa-
res, 2a bicas Tagua-polavel, Por alli ralla (Tagua
nao se morrer a sede.
A polica descobrio os ladrees, que, ha lempo* rotv-
baram asjoias de ura min-slro inglez. Ma val lar-
de do que nunca ; e os piratas acabaram de conven-
cer-se de que com inglez nlo se brinca.
Chegou de Guernesg, a primeira poroto da en-
comendad epar.dldo bpedes para o calgamentoda
roa Direita. Veremos como car ella com esse no-
fp syslenia.
Consla por ledra redonda, qne. como talvez sai-
ha, nunca mente, ler checado a S. M. Rassa a vez
ile fazer temer Franga c Inglalena pelo resalta-
do da guerra em qoe se empenharam. Se assim he
quem pagar o palo ser a Sublime Porta, pois seus
generosos protectores reconsiderando a questao sem
duvin, enlenderam ser melhor deixar-lhc o ajaste
de conlas. Eis o que ha, ou que dizem haver.
Houve um lal Fortier, francez, e como talem-
prehemledor, que em seas momentos de vacancia,
concebeu-a idea de inventar um meio fcil, abre-
viado e econmico urna especio da vapor para des-
truir a homanidade. lalvez para dixar a algum ou-
lro patricio a gloria de inventar om oulro meio fi-
cil, abreviado e econmico de reproduzi-Ja. Depois
de mulo para Tusar', o deraoaw da deslruigo, o mes-
mo que ajudou o frade a descohrir a plvora, ins-
pirou-lhe urna cpmposigao que prodoz um fogo qo
arde e deslroe debaixo d'agua, e mala com o fumo
a qualquer vvenle que fica'a certa dislanria. Con-
tente com a sua descoberla philar.tropica foi oflere-
cer sea invento ao governo francez, mas este res-
ponden que sobrados meios de deslruigo da huma-
nidade haviam para procurar-semais um. Fosse ou
n8 fosse esse motivo da racojlLo grande caso ba
que Fortier perdeu o premio dWptimo invento.
Sem duvida para vingar-se do governo, que 15o
mal animava urna innocente industria, passoo em
-egredo a nm lal PKampion, cosmopolita, mbora


DIARIO DE PERNAMBUCO QUARJJk FElRA 17 D MAIO Dt 1854.
francs de na&flo, que ofTefeeea novamente o go-
vemo a deseobert, e obteve igual recu. Nao se
penaos man em tal, apena soube-se que Cham-
pion: .uva na Ruaai, onde tinha tolo forln. Na
hatalha naval de Sinop us Turco ficaram horrori-
sados dos meios de deslroicao de sen navios, e ehe-
garam a suppor que os Russos linham o fogo grego,
Ignraa feiliraria, e communicaram ieu pensa-
"Itl? ,0B Proleclor8' 1ne riram muilo de sua sim-
c,de, e o auppuzeram opiados ua occasiao da
helalha. Com tudo mandaram a Sinop engeohei-
ru,a esle vendo os destroc de algans dos navios
concluirn), que os Russos linhai asado de um
meio nao cnmmum, e couhecido. Foram dilos des-
troces mandados Franja, e la urna commissao de
entendidos concordou com a opiniao dos engenhei-
ro. Entao, eaenlao, lembrsrarnsede Portier, e
Champion, aaseveraramque.se a Russiatem ojlal se-
5redo zombara dos esforc das esquadras combina-
as do restante do- mundo. Tratam de ver se, pelos
relatnos daqueiles possuidores do segredo ua occa-,
ato de ouerec-lo ao governo, podem descobrir
ingredientes da inta-nal coniposicao, c se neiilra-
lisam a accio die*nes balat asphixiantcs, ou se se
approveilam do uiMo finca pe da Russia.
Sebe exacto quinto 6ea referido, que Iqgracflo
pregn o Nicolao na* duas potencia maritujias! I
Coate sahro ellas do passo embaracado em que se
achias i Veremos.
TO palestra, msica, c leitura, temos
raraattcoe lyrico soflrivelm,enle pessimo,*
t( fama; temos cmaras, (emos gaz, e vapor,
oue en divertirei bastante. He boje
as II hora, i diadises3o imperial, est por tanto
salva a patria. r
N^?- P0?? m*ls eslenso- I-embran^as aos ami-
ga*: diga-lnes que Qco saudosissimo porver-me entre
lies.
POLICA.
maio Oe 1854. -
lllm. eEim.Sr.Participo a V. Exc. que das
parles hoje receidas nesla raftarlicao, consta lerem
sido preses: nrdem do subdelegadoda^egueza
de S. Antonia, o preto Antonio, escravo df Bernar-
do Tolanliuo Manco, sem declaracao do moflvo; er.
dm do subdelegado da freguexia da BoaA'ista, os
escravo Pedro, a Thereza, ambos tambero sern de-
clnelo do motivo; e a ordem de subdelegado da
freguexia do Pojo da Panella, Tliumaz da Coala, por
baver espaneado a parda alaria de tal.
Deoa guarde a V. Exe. SecreUria da polica de
Pernambuco 16 de maio da 1854.Illm. e Exm.
Sr. oantelheiro Jos Bento da Cuoha e Figueiredo.
rraallaate da provincia.rMiz enr/os de Paita
Teixeirm, chele de polica da provincia.
me*ai-
trato das carnes verdes.
Brltxio a ptitoai que mataram rezet, mediante
* mulla i tQJOOO r$. por cabera, na conformi-
dade do art. 9do controlo da carnes verdes, e
resolucio da presidencia de 21 de dezembro do
antto prximo pastado, sendo ditas multas dos
dios 8 a 14 do mez de maio corrente.
No dia 2 do corrente tomn eonta da presidencia
daquella provincia o Sr. baro do Rio Bonito, na
qualidade de vico-presidente.
Lem-se no Jornal do Commercio de 2 e 9 as se-
guintcs noticias :
NAVIO ABANDONADO. O captao do hiate
norte-americano Heien refere que no dia 2* de mar-
co encontrara, em lal. 30 norte, e lonc. 53, 35'
aI m, igu,? dVna n"'10 Gmma ir. Richardson,
de Brockswell, cheio d'agua, em lerae, mastro
grande partido pola enra e o do Iraquete logo1
aoaixo do cesto de gavia, com urna das ancoras
proa, e a oulra pendnrada pela amarra, a qual es-
lava presa a roda do mastro de Iraquete. Nao exis-
ta no convez scoSo a meia laranja re, e nao hav
pessoa alguma a bordo. Como ventasse muilo fres-
co nao ro possivel ao capitn do Helen ir a bordo.
a DESASTRE MARTIMO. O capitn do hia-
te americano Kent refere que, estando no da 26 de
abril em tal. 21 35' sul, long. 38 e 20' oesle. en-
nlrara urna lancha com um casco com agua de
Ihn para o ar, e que virando-a vio o nome de
le Liverpool; ao mesmo lempo cperlodesse
boiavam diversos pertences do navio, cascos
com agua, colchoes e mobilia da cmara ; ludo islo
da a entender que algum sinislro aconteceu galera
ingleza Bella, sahida deste porto no dia 20 do mez
passado.
Em seu numero de 5, publica o Correio Mercan-
til s seguinte:
i O suarda da alfandega, o Sr. Joao Carlos A o-
gnsto ISabcr, que se achava destacado na escuna
Argos, fez nontem appreheiisSo de um grande con-
trabando^ constando de 12 caxas com 60 pecas de
velludo, com 21 peSas de damasco de seda, 4 com
1UU rtiizias desapatos envernsados para senhora, 14
caixoes com l,7o0 duzlas de penles de marfim, 7 sac-
eos com 281 pares de sapatos de verniz abotinados
para hornera, 2 ditos com cartas de jegar, em parte
avanadas, por se acharan debaixo de urna rede de
pescar. Todos estes objectos vnham da barra em
um uangola tripolada por nove escravos e um pa-
Irao. Este, depois de tentar resistir ao escaler da
ronda, lancouse ao mar. A apprehensao fo feita
t>ertodftravil.
SejMjip refere o Correio de Quipos cahira, em a
noiUMMI do nassado, naquella cidade. tanta chuva,
queWsou odesabamenlo de algtjls muros de quin-

pai,
nio.
Nao ha lobos nesle paiz, diz o desgracado
procurando anda duvidar de seu inlortu-
MAMft DE PEM4MBUC0.
Panucado pela primeira vez em 1825, acha-se o
Ditrio i Pernambuco no trigsimo anno de sua
vida, e bem que dorante eaaa long e laboriosa car-
reira lenha sido brigada a inmenso* sacrificios nao
rnenle para poder alisfazer as necessidades e mes-
mo as fantasas de*eos inusitado leitores, lenao
tambem para correspondax dignidade da- pravineja
aja* o vio nnscer, a da qual tomou o nome que teta,
d-ae todava por l pago de tudo, visto a eslima e
eoaaideraco que empr llie tcm sido tributadas.
Pernambuco he sem conlradicclo a provincia que
nuis brilhanle figura faz na historia do Brasil, o
Diario ate Ptrnambuco poia, cheio de um nobre or-
gnlha pala nome qne o distingue, desejra poder
neeaperf priaaeiro lagar na imprensa peridica do
paix, ama como tenha conseierfcia de que esla ambi-
5*0 lh nao he pcrmiltida, invidar ao manos lodos
o ata eaforco para que nao haja nella quem Ihe
aja opennr. jftfc
Finaenrste proposito, vai elle encelar orna tarefa
da samma imporUncia, a publicacao dos trabilho
da daat (amaras legislativas do imperio.
Pata I m paiz que, como o oosso, rege-sc pelo sys-
'aaaiB|i eaanlalivn, he indispeosavel que os cM-
dojteah eoohecimenlo da maneira pela qual os
reapaethroi Rrtaenlanles desempenham o'seu mn-
date, poja t deite modo ficarao habilitados para ne-
gar-lhea, ou conceder-Ibes oulra vez os seus snflVa-
giaa ; todava coma entra no s lem laso applicaco
aaa aaaujbiuida cmara dos depulados, pois que pela
Oaaafl icio a lagar de cenador he vita"Jcio, resulla
aa al i ha para a nacao tanta uecesaldade de co-
aaaajr ja^atabalhoa deales quanta ha de conheeer o
iaao asim, julgamos conveniente seguir
l aaethodo diatventes na publicado do traba-
Iho aaa dan cmara.
RaUtivanaata a leado, como naoesl sojeito a
reajejaj f aasim dizer, representa mais o impe-
'* provincas.daremos apenas em, substancia
*** te ah foram proferidos, exceptuando
llavia aaaaaV que, oa pela importancia do assump-
*<>* paco, oa pela sua axceilepcia, se lor-
aareaa mrnaaai idaveis, pois estas seafio* publicados
latear miente.
Ratativameale acamara dos depulados, parece ;i
IwIbiijia vWa que deveriamo publicar por extenso
teda* o discurto que nella fossem proferidos, mas
atteadendo a que o maor numero do leitores do
Disrioie Pernambuco residem nesta provincia e as
jna lhe ficam ao norte, julgamos sufllcienle dar so-
meate por extenso os discursos que forem proferidos
peta dapntados a eV.st pertncente para qne seja
aaua conhecida a conducta dos mesmo* nn parla-
u%smt NKioaal, seguindo a respeito do* discursos
paatablo peles depulados pertencentes s provincias
ao mi de Pernambuco, o mesmo methodo que cima
dmemo, aeguiriamo* relativamente aos discursos
praaarido no taado, iito he, daremos por extenso
eaeale aquella que, ou pela importancia do as-
aaapta de que trataran, ou pela sua excellencia se
araaram reeommendaveis, os oulros serio dados
em tabtUncia, entretanto faremos o que pdennos
ara raarodazir o pensamento de seus autores.
Pelo vapor Jouphina, entrado hontem a tarde dos
porto d sul, recebemos jornaes do Rio de Janeiro,
aaai akaacam a 8 do corrdnte, da Baha e Macei
a 13.
Aoejne na eoaimunica o noaae correspondente da
a, ee sua carta inserta emoutro lugar, cabe-nos
acrewentar o saguinle:
on-* no dia 7 a abertura da assembla geral.
ror decreto de 28 de abril prximo pasando, man-
imperial pftr em execucilo os novos
Ututos das escola de medicina do imperio.
trn,y* d1e,28oo,"'f'do mez, foi publicado ou-
^o alterando diversa, dhpoaicaea dos regu-
. e dando oulra, providencias con-
trDtoicc *Mft mestnos.
r J!S3!.?.m.?d^: .de!e8J raapuWiea, na provincia do MaianU. Dr. Joao
Pedro Din Viaira; inipajtor geral da, medieom,
na mesma provlacia, o capaun de engenheirns Jn
venci Manoel Cabra! de Menezes.Bngenhclros Ju-
No da 2 de corrente reunio-se na corte o con>p
Iho director d instruccao publica, sob a presidencia
la Sr. conselheiro de estado Rodrigues Torres
achaodo-ta pretentes os senhores doutores Octaviano
a Roeha, e o capillo de mane guerra Souza Correia
raitor do eollegio de^edft fi.
Para inspector da Instruccao primaria di provin-
cia da Rio de Janeiro foi nomeado o Sr. Dr. l.ud-
gero da Rocha Ferreira Lapa, biMiolecario da escola
demfdjcini.
o Ah 1 Vmc. ere que nao us lia, diz nm dos colpa-
dos, pois nos lhe Iraremos o proprio que despedacou
nos so charo Joseph. t
Cemaueito elle Irazem-Iqe om lobo enorme, mas
pela jnilica de Dos, o animal feroz dolado da palavra,
diz: c Wiho de Isaac, nao creas nos juramentos
desses criminosos impostores. Sou lobo de um paiz
longinquo, lia militas semanas andoem busca deum
de meus filhos ; como, pois, eu que iou animal e
que experimento esla terna angustia, tera podido
roubar o Dlho de um pruphela de Dos 1
Pendo Joseph vivido algum lempo na casa de Pn-
liphar, torna-se amaroso de Zuleika, mulher de seu
amo, bem como Zuleika (orna-se amoroso delle, e
quando ella.o convida a sentar-se junio de si dianle
de urna mesa coberla do vi olios ni ais exquisitos e dos
feudos mais saborosos, elle querendo lancar-se-lhe
nos bracos, levanla-se, canjinha, vai ceder ao elevo,
quando repentinamente er ver no limiar da porta
seu velho pai, o qual lhe grita : Joseph, se com-
metteres semelhaate falla, leu nome ser riscado do
livro dos prodhetas. Esta voz o faz voltar ao sen-
timento da virtude ; elle resiste is ternas aupplicas
de Zuleika e foge.
Putphar recusa crer na nirraco que a mulher
imaginara, no furor de sua decepcao, para perder
aquello de quem acabava de solicitar um olhar af-
fecluoso^-Elle conserva o innocente Joseph em seu
servio. A< visinlias, as amigas de Zuleika, nao me-
nos incrdulas que seu marido, entram a contar de
modo pouco cardoso e*ei aventura domestica. Para
vingar-se de sua maledieajacia, Zuleika as convida a
ceiarem em sua casa.vaNls ellas ahi vio com as
m'ai* perfeitasdcmonslrae|ies de eslima e de afleic^o,
e todas igualmente bem resolutas a procuraren) com
laesoo estrago de militas planlai-ocs. Nessa mesmaaP'aa'l0nessa reuniao algunssignaesmais para ajun-
:.n:Sz:?*l ss*^: s.'.n.s!^^ w 8 *.; ">. es qUe n mo
no lugar dos Coqueiros, o qual malou urna senhora,
mi do adminitlrador da fazenda da Boa Vista, ama
negrinha, c ileuou bastantemente maltratadas mais
tres pessoas. *
L-*e no Correio da lictora de 15 do paitado :
o Ha da, queejuasi toda a populaclo deslacid-
de queixa-e de cmaras de sangue, e algumas pes-
soas das aedidas ja leem anecumbido : ou seja de-
vida sua morle ao me tratamento que recebem,
ou ante* em muilo* caos, ao nenhum de que
usiio.
O mal se tem augmentada e mesmo aggravado,
e dianameMe se diz que pervbjta pessoas das ac-
cometlidas de semelhanle |iadeeniento.
" B'unY|Qiibemos nos, qne faller'eu min-
gua: san mafceo. sem remedios, e mesmo sem
dieta, elm perecen victima de sua indigencia, antea
do que da ihoMklia.
He preciso alguma providencia para sanar-se
semelhanle mal, que cada dia vai ceifando umi, e
duas vidas, o
, na cdrte.^alcancavam ii
Grande i 29, e as de Par-
_As datas de Mantevideo, na corte,'
15 do passado ; as do Rio-Grai
to-Alegre27.
Segundo urna carta particular, a qae sa refere o
l do Commercio, cheiara a Montevideo, pro-
te de Buenos-A) res. um vapor de guerra fran-
referiam os seos ofliciaes que naquella capi-
ava o povo amotinado.
Do Rio Grande e Porlo-Alegre nada ha de iole-
resse.
Em lugar competente encontrarlo os leitores al-
gn despachos que tiveram lugar pelo ministerio da
juslica.
Na Baha ainda funccioqava a assembla legis-
laliva provincial.
No dia 11 do corrente, reuniram-se no palacio da
presidencia os cnsules da Inglaterra, Estados-Uni-
' prlu8a1'Sardnha e Aulria, juntamente com
a comniiuao de hyalma.o. director do hospital de
MoiiserraJ. e os UsaSBnchcr e Fairbanks, convo-
caao.s1,odBpelo piWalnle, afim de assentarem as
medidas iflUIs convenientes ao minoramento do mal
resullanlede serem tratadas a bordo a, pesjpa ata-
cadas da febre amarella ; e depois de alguma discus-
tao,resolveu-se :
1. Qae cotavinha recommendar a majpr preste-
za na descargas dos navios.
2. Que se nomeassem mdicos ^e vTsitasscm
diariamente os navios, e prestassem soccorrospromp-
tos aos doentes, e Czessem com que fessem remelti-
dos ao hospital.
3. Que se augmentaste este, para que podesso
receber maor numero de doentes.
contra o dito hdWlal,se nomeassa um commissao de
cnsules, que o fUlassem, e representassem ao pre-
sideule o que julgassem mais conveniente ele.
lender-se com o resto do corpo consolar a respeito
das providencias tomadas. .-.
Desde 10 do corrente cahiam naquella cidade
abundantes cliuvas, causando estragos considera-
vds. laes como o desabamento de casa e muros.
Le-^e no Jornal da Baha d8 elido crrenle.
n Rodomiugo passado, um mbi;o que vivia no
seio detaua familia, e que, ao que parece, nao tinha
ara querer abandonar-se a morle, oslando
a o fumar om charuto, vollou-se re-
l, para dentro, foi urna pislola que
*T no chao com r. liocca ua directo do
peilo, ejo%(ndooip no gatillio disparou a arma
fatal, cahindo inmediatamente morto cm seu pro-
prio sango. .
' O tiro linha acertado!
Ha qaem altribua este suicidio a urna paixao amo-
ro*. i)
mitos que deitara antes de expirar a esposa do Sr.
Joao Antonio Rodrigues Viamia, onsta-nos que se
encontraran!, c exlrahifam mesmo partculas arse-
niosas, que sem duvida causaram essa mortc pre-
matura.
Ouvimos dizer mais, que se vai exhumar o cada-
ver da fallecida para o Gm de fazer-se nelle autop-
sia ; assim como que o vaso que lhe Irouxera da
botica um simples medicamento, que ella beber
pouco antes de raorrer, nao apresentava signaes de
ler lido em si tao perniciosa droga.
a A' scrcomeReitoverdadeoenvenenamcnlosnp-
posto, ou por incuria do boticario, ou por malva-
dez de quem quer que seja, fazemos volos para que
a polica di as melhoresprovidencias, e assim o es-
peramos, do. modo que, punidos legalmenle os ver-
daderos cufiados, appareca mais um exemplo de
que a humanidade nunca v de sangue fri en3o
sempre horrorisada, faclns improprios at do cani-
balismo.
A companhi Benfica abasteca o mercado da ca-
pital com carne a 100 r. por libra.
Em Alagoas, encerrou a assembla provincial
a sua sessao do corrente anuo, no dia 8 do corrente,
tendo elevado as diarias dos seus membros a 68 ".,
para a fulur legislatura.
Achav-se na administra cao da provincia o 1. vi-
ce presldeote, Dr. Roberto Calheiro* de MeUo, por
hver partido para a efirte 0 Sr. Dr. Saraiva.
O jniz de direito da comarca de Alagoas, Dr. Ma-
theusCasado, exercia interinamente o cargo de che-
fo de polica da provincia.
PEBLIGAC.10 A PEDIDO.
Quadras cantadas por A/. Deperine no dia de seu
beneficio, 17 de maio de 1854, escripias expressa-
menle para ella, postas em msica pelo direc-
tor da orchestra o 6'r. T%eodoro Orates e offere-
cidas pela beneficiada ao filustre publco'Pirnam-
bucano.
Os bros pernambnetnos
Devemos sempre enloar,
Que seus nomes sao facanhat,
Que bodaos Evos celebrar.
Vosso trato tao amavel
Vossas maneiras benignas
No meu peilo estao gravados
Com lettras ureas divinas.
Os favores que vos devo
Jamis sera esquecidos,
Que s pdem deslembra-los
Negros peitot fementidos.
Bello torran brasleiro
Terra classica de hroes,
Co de ail, puro e sublime,
Onde fulguram mil ses.
Amaveis Pernambucanas
B v os nobre mocidade
Que sois o mais bello ornato
Da nossa sociedade;
Aceilai meu pobre canto
' Despido d'arte e primores
Mas qu'exprime a gratidao
Que rendo a vosso favores.
L. F. da l'eiga.
JLITTERATURA.
As legendas bblicas dos Mussulmanos.
(Conlinua^ao.)
Na bisloria de Joseph, a qual inleressa'va-lhe me-
nos que a de Abraho,os Mussulmanos permanece-
ram mais perla do texto da Biblia, todava sua pbau-
laslica imaginacao nao lhe* permitlio conlarem essa
liobre e terna historia com a augusta simplicidade da
Escriptura Santa; elles ajunlaram-lhe muitas parti-
cularidades, algumas asss singlas, oulras asss af-
fecluosas. Assim quando Joseph conta ao pai o so-
nlio eslranho que ti vera, Jacob fica depois desse con-
t de tal sor le absorto em sua reflexoes, que nao ou-
ve a vo de um mendigo que lhe pede esmola, e
deixa^o retirar-se tem nada, dar-lhe. Por este es-
quecimento do pobre foi elle condemuado a seu*
amargos soflmenlos.
Quando o* oulrosseus filhos, depois de lercm ven-
dido o irraao, vem conlar-lhe que-Joseph fra devo-
rado por um lobo :
mento-em queeslavam oceupadas a descascar laranjas
com facas amoladas, Joseph por ordem de Zuleika.
apresenta-se-lhesaosolhns e ellasficam taomaravilha-
dns de^ua belleza qu cortam as maos, e nao dao
d5^(5n*l^oagdo o sangue inunda a meta O.,
pois, exclama Kileika trinmphanle da estuperaccao
das mesmas, agogjj exprobrar-me-heis anda o meu
amor? Sim, eu vo-lo declaro, amo este liomeni cuja
apparic^o vos deslpmbra, amo-o e elle mo fo-
ge ; mas se elle nao se enternecer de meus volos, o
farei lancar em urna masmorra. o
E com efleto, Puliphar, cedendo s instancias da
mulher, manda metter o virtuoso Joseph em om
calabouco.
A aventura de Zuleika termina-se por ama peri-
pecia que nao seria deslocada em um de nossos ro-
mances-modernos. Joseph foi elevado pelo favor do
rei do Egypto a um alio grao de poder. Um dia in-
do visitar os celleiros que fazia preparar para os an-
nos de secca, euconlra na ra urna mulher cujos ves-
tido, cuja attilude humilde, eujo rosto paludo an-
nunciam um profundo estado de miseria. Coinmo-
vido de seos soflrimehtos, elle da-lhe um punhado
demoedas do ouro e essa mulher diz-lhe: Eu nao
merejo vossa compaixao, u3o eou digna de vossos
beneficios, o Elle para, considera-a de mais perlo,
era a mulher que linha exercido tao grande influen-
cia sobre seu deslino, ser Znleik, mas Uto paluda-,
lao magra, taofraca que com diluculdade podera
reconhecer neaM estragos da dor a brilhanle e levia-
na esposa de PdWpbar. Por piedadet e sem duvida
tambem pelo senlimnlo de interesse que lodo o bo-
mem deve mulher quegtamou Joseph a faz
couduzir para a casa de umajWenta do re' e~ toma
cuidado della como de urna irmaa. Pouco a pouco
nesta nova atmosphera, ella revive como urna plan-
la qae delinhava na sombra, e i qual se restitoe o
sol e o nrvalho, e recobra sea brilho, sua belleza.
Ella he viuva, depois da morle de Puliphar, fora ex-
pulsa de sua casa, abandonada sem soccorro. Jo-
seph pode bem entao dizer sem reiorsos quanlo
amou, e sen corajao generoso acha Um encanto de
mais em ama-la em seu* infortunios pelo que, casa
com ella. id
potente que nao me esqnere em sua solidao, ao Se-
nhor que me prove de alimento.
Esla, vendo diss Dos eniao a Moiss, se eu
lomo cuidado do insecto occullo em um rochedo qne
esU a borda do mar, como poderia abandonar leus
(ilhos ?
Moiss resignoa-sc enlSo a morrer, eosqualro
anjos Gabriel, Miguel, JosapliH e Azarail cavaram-
Jhe a sepultura em lim lugar ainda desconhecido
dos homens.
Depois da morle de Josu, o qual succedeu a
Moiss no governo da naco, os Israelitas, a quem
a firmeza do valoroso general mantinha anda no
dever, abandonaram-se da novo s suas ms inclina-
coes. O Senhor para puni-los de sua iofidelidade,
sascloa contra elles o gigante Djabat (Golialh),
que os balen em muitos eucontros, e tomou-lhes a
Arca-Sania.
Reuniram-se os canecas do povo pera deliberar
sobre sua triste situarao e sobre os meios de reme-
dia-la. Appareceu-lhes enlo um santo homem,
Ischmaril Ibn Bal ( Samuel) que lhes disae.
n Enviou-me lieos a vos, para prometter-vos
o seu auxilio, se vos submellcrdes s strtls lea, ou
para, no caco contrario, declarar-vos qae seris to-
talmente Vencidos e esmagados.
Qae devemos fazer ? exclamaram os an-
ciios aturdidos.
n-Deveis, responden-lhes Samuel, renunciar
oculto dos dolos, confcssar o verdadeiro Dos,
honrar vossos pais, tratac voas mulheres com
brandara, soccorrer as vinvat cm sua dor, ot po-
bres em toas mizeras, e render homenagem aos
prophelas. *
Os Israelitas oaviram essa* palavras, e Samuel
fez-Ibes um curso de historia religiosa ao modo dos
mussulmanos.
a Em primeiro lugar, disse elle, deveis vene-
rar a Abrahao, por quem fez o Senhor grandes mi-
lagres, depois a Ismael e Moiss, depoi$ aos pro-
phelas, que vieram depois de nos, a Jess, filbo
de Maria e a Mabomel.
Quem he Jess ? perguularam os .ouvintes de
Samuel.
Ho aqoelle qua na trra foi anuanca
mo o verbo de.Deo. Elle ha de nascer
virgem ; anlcs de nascer proclmala a in
de sua mai e o podar do Creadqr, depois curar os
enfermos, os paraiyticos, resuscitari os morios, e
de um pouco de Ierra faro p passa/os e oulros ani-
maes. Os homens impos de sea. lempo querero
mata-lo, mas bao de enganar-se, porque ara aeu lu-
gar matarao um ser vulgar, e elle levanlar-se-h
radioso para oceo.
E quem he Mabomel, per'gonlou um dos He-
breos. Nao me lembra ler ouvido pronunciar esse
nome entre o povo de Israel.
Mabomel, disse Samuel, nao pertence i ra-
ta dos Ismaelitas. Elle deseende de Ismael. He o
ultimo, d maior dos prophelas, e no dia da resor-
reico, Moiss e Cbristo bao de iuclinar-se em -sua
presenca ; seu nome significar: Glorioso, teas
milagros serio tilo numerosos que nSo poderlo ter
contados em urna vida humana inteira. Far-vos-
hei conheeer somenle o que ha de acontccer-lbe em
nma s noia,'
Nessa noile terrivel, cm que ningaem ouvir
cantar os gallos, oem ladrar os caes, ser Ma-
homet acordado por Gabriel, que muitas veres tem
dcscido Ierra debaixo de urna forma humana, mas
que dessa vez, moslrar-se-ha com saja figura de
anjo, com suas sgfbeentas azas deslumbradoras, se-
nciad^ay-
nnoceacia
Somos,eresponderara elles, os anjos dos oilo
ventos da trra; Dos, noo e leo creador, enven-
nos a ti para render-te homenagem e tubmeller-no*^
a* luas ordens. Podes chamar-nos, quando quizere,
e Hgundo te approuver, faremos rugir a tempestada
od uspirar ama brisa fagueini
Um dos anjo entregou entao a SalqmSo urna pe-
dra preciosa ni qaal eslava gravada esta in*cripc3o :
Dos he a forja e a erandeza ; depois lhe disse:
o Quando precisares de nossos ervicos, tanja
esla pedra ao ar, e ver-nos-has apparecer. d
Foram^e estes oilo aojos, e succderam-lhe* on-
Iro* qualro, um dos quaes linha forma de um ba-
lda, outro a de urna agni*, o terceiro a de um leo,
e o quarlo a de urna serpenle.
a Governamos, disseram elle, todos os ani-
maes do mar, da Ierra, e dos ares; e por vonlade de
Dos obedeceremos a ten chamado, seremos submis-
sos a leus detejos. '
O anjo que linha a forma de acaia entregnu ao
grande rei urna pedra, na qual eslavam' gravadas ci-
ta palavras: Todas as crealuras celebran) o^erihar
e lhe disse: Para fazer-uos comparecer, bastar
qne ponhas esta pedra sobre a rabera, s
(Continuar-se-ha\
COMMERCIO.
PRACA DO RBCIFE 16 DE MAIO AS 3 "
HORAS DA TARDE.
Hoje nao houveran cotajnes.
ALFANDEGA.
Rendimento do dia la 15.....119:7589876
dem do di* 16........2:855i35
122:614)311
Deiearregam hoje 17dt maio.
Galera inglezaSword Fishmeccadorias.
Brigue brasleiroVfoirapipase, barricas vasias.
Importarjiao'.
Lancha S. S. da Penna, vinda de Alcobaca, con-
signada a Amorim Irmaos, manifeslot o seguinte :
1,050 alqueres de farinh ; aos mesmos.
Hiate Incencivel Catharinense, viudo de S. Ma-
tbeus, consignado a Jos Manoel Mariins, manifes-
tou o seguinte :
1,020 alqueires de farinha ;. o mesmo.
Lancha nacional Hortencia. vinda da Babia, con-
signada a-Domingos Alve Malhens, manifestou o
seguinle :
2 caixotinhos louca e vidros de cheiro, 2 coslarei-
ras, 1 vidro de loilete, 1 grinalda, 1 guarda-joias, 3
frascos para cljeiro, 1 caixa appareho de louja, 1
baca rom jarro de porcelana, 1 camajeom colxao,
1 suarda-vestidos, 1 toucador. 1 lavatorio, 1 bid, 1
barrica diversos objectos, 2 caixas charuto*; ao Dr.
A. Agripino Xavier de Brto.
22 fardos fumo cm foi ha, 2,077 caixinhas, 959 cai-
xas, 11 barricas e 1 caixolnho charuto*, 195 fardos
algnda, 2,800 quartinhas, 3 barricas com dilas,
1,000 achas de lenha, 10 moringues. 20 saceos lio de
algodan, 300 molhoi de piassaba, 8 lf2 duzias de to-
ros de Jacaranda, 1 caixao chapeos, 11 fardos taba-
co : a ordem.~
64 caixas velas de espermaceti-. ; a a Joao da Silva
Regadas.
1 barrica com 1 lalha de birro ; a Domingos' Al-
ves Malheus.
CONSULADO GERAL.
Rendimento do dia 1 a 15'. 23:5178071
dem do dia 16.........2:l54ft576
25:671*647
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dia 1 a 15.....3:6769257
dem do dia 16...... 3539433
4:0299690
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS
RAES DE PERNAMBUCO.
GE-
Rendimentndo dia 1 a 15.
dem do dia 16 ... ,
piadas urnas dtsailras por urna distancia que nao fcendimenlo d dia 16 .
peder ser vencida por um veloz corsel n'umes-
[laco de quinhcnlos annos. Gabriel ha de couduzir
Mahomet em pleno campo, e ihe ha de apresenlar
o maravilhoso ravallo Borpk, o mesmo cavallo de
qoe aervia-se para ir da Syria a Mecca. Esle ca-
ivallo tcm ps de dromedario, azas de agnia, corpo
de diamante, cabera de donzella. Sobre sua fron
le-se esta inscripcao, S Dos he que he De
e Mahomet he seu prophela.
o Sobre este cavallo ir o prophela primeiro ao
Sinai, depois a Belhlem.ddgais a Jerusalein para ahi
fazer suas aupplicas. D'am7 por nma esrada de ru-
CONSULADO PROVINCIAL.
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24-982S3.)9
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26:8369695
rpo sA aai
njj
Bfcnos-
MOVIMENTO DO PORTO.
!*---------------------------------------------------------.
Na grande e solemne historia de Moiss, oschro- bins, de esmeraldas e de flores, subir at ao
oistas mahometanos onfeilaram grande numero de
arabescos, e agorentaram por ficefiej puers a su!
me raagestade do legislador dos Hebreos.
O pai de Moiss, dizem elles, era filho de um dos
vizire* de Phara, e quando esse vizir mnrreu,Arao,
que era tambem seu filho, succedou-Ihe no empre-
go. Ante do nascimenlo de Mqiss, o rei pagaodo
Egjpto, atormentado como Nerarod por um sonho
de mo agooro, tinha ordenado que se malassem to-
dos os recem-aascidos da ra*ca israelita, devendo-se
para mais seguraura lanzar no Nilo todas os mulhe-
res, que eslivessem grvidas. A senlcnca sauguna-3
reo.oudc ser iniciado em todas os mysteriojd
lo e da goverao do mundo. Contemplar osfelizes
habilantes do panizo, e prolongar seus>olhare* as
profundezas dofnferno. O abysrao eterno rooslrar-
Ihe-ba toda as suas legies de percadores e os di-
versos gneros de tormentos que Ibes sao inflicidos.
Aquellos que nao liverem piedade dos pobres se-
r.io condemnados a esgravalar, como beslas se.lva-
gens, um solo rido em que debalde procorarAo
lento. Os que forem reos da usura vero de mi-
em minuto inchar-se-lhe o corpo de modo as-
roso. Os qae amaldicoarcn c calumnUrem
na foi executada. Sele miflrianras loram moras,IpTo logo a lingua e os labios mordidos porjflpazcs
e seto mil mulhereamfogadas. Jobabed', esposa d
Amias, foi a nica que escapou a esla terriver*exe-
cucao. Na noile em que ella dea *luz a
foram derribados os dolos do* templo* egypei
Phara leve um sonho mais terrivel qae o primeiro.
Fizeram-se novas pesquzas. Os toldado* entraran
em casa de Johabed, que apenas leve lempo de es-
conder o filho cm um [paso, no qual os soldados lau-
caran) fego. Mas apenareSes sahiram o menino ex-
elamon. Anima-te, chara mai, Dos preservou-me
do poder das charomas. Porm Johabed que temia
onlra investigado, resolveu confiar ao Nilo o pobre
ser proscripto, encerrou-o em urna boceta, e diri-
gindo-se mysteriosamenle para o rio, foi presa por um
soldado que quiz levantar a lampa da mesma. No
mesmo instante abrio-se a Ierra, o soldado foi sub-
mergido al o queixo, e nma voz lhe disse: Deixa
passar em paz esla mulher, seno morres.
Johabed seguio seu caminho, e Moiss, salvo por
urna da filha de Phara, foi conduzido ao -palacio
do rei. Desde a idade de 5 annos, brincava o me-
nino com o sceptro daquelle, cojo poder devia anni-
quiiar, ca'.cava aos ps a sua cora, al que um di
pre,cpitou-o do Ihrouo.
Todava, depois de haver morto nm Egypcio qne
maltratava um Hebreo, relirou-so para o paiz dos
Madianitas, vollando do Egypto na idade de 40 an-
nos, confundi com seos milagres os 70 mil mgicos
dePtafo.
Depois de ler libertado sen povo da escravidao,
foi chamado a receber as lea de Dos, e a legenda
turca dit, que o anjo Gabriel o elevara a tao grande
al tura,que elle distingui omovimenlodo kalam (da
penna) com qae os secretarios da chancellara celes-
te escreviam os dez mandamenlosde Dos. Na con-
fianza qae inspirava-lhe semelhanle grac,a do Crea-
dor, pedio que a sua nacao fosse a primeira doman-
do. Dos porm respondcu-lhe:
J conced esla supremaca aos discpulos de
Mahomet, elles he que um dia ho de ser os senho-
res do universo.
Emquanto os Israelitas marchavam para|a coi*
quista da trra prometlida, Moiss, arraslado pesa
desejo de contemplar debaixo de seus diversos aspec-
tos as obras do Senhor, cntrou a viajar, noque levon
30 annos, indo de este a oeste, de snl a norle.
Quando ao cabo de todas essas pcregrinacOes, vollou
sua tribu, em vez d ser. acolhido, como tinha di-
rdto de esperar, como um prophela amado de Dos,
como o primeiro dos legisladores, e o primeiro dos
sabios, vio sua aureola de prophela, sua gloria de
viajante apagad pelo ouro de um banqaeiro. Em
sua ausencia, levanlou-sc um homem no meio dos
IsraelUas, o qual nunca jamis Uvera o menor deso-
jo de aproximar-se das chammas do Sinai, nem de
admirar as maravilhas da creacao, mas que soubera
empregar seus dias cm especular com a bolsa desses
povos errantes, era fazer engenhoso calculo* de agi-
otasen). Esse hornera era tao rico que precisara pe-
lo menos 40 animaes do carga para conduzir smen-
te as chave de suas carleiras e de seas cofres. Em
seu fausto de Nababo, desprezou profundamente o
pobre Moiss que voltava a p de suas pcregrinacOes.
Em seu orgulho de financciro, nao pode admiltir a
autoridade do>-velho legislador ; procura deaconcei-
lua-lo na opiniao daqueiles, que ainda lhe guarda-
vam om senlimnlo de respeito e reconhecimento ;
instaura-llie um processo vergonhoso, e levanta con-
tra elle falsas lestemunhas. Mas em face do tribu-
nal, estas lestemunhas subjugadas pelo grito da eons-
ciencia, proclaman) a verdade. Moissdnmna de to-
da a eminencia de sua superioridade o seu indigno
adversario. O povo o reconhece por seu chefe, bre-
se a Ierra, e o imprudente banqaeiro foi eugulido
com todas as suas riquezas.
Na idade de 180 annos, foi Moiss advertido de
que em breve bavia de morrer. Chorando pergun-
ta cllea Dos o que vria a ser de sua mulher e de
seus lilhos, quando n3o eslivesse mais com elles, afim
de nrolege rochedo da borda do mar, e fere-o com a vara.
Fendeu Moiss o rochedo, e sahio delle um verme
qne exdamon lr vhm : Gloria ao Sanhar omni-
dc fogo.
Enlre o inferno e o paraizo est Abrahao, o
pai dos crentes, que sorri todas as vezas qae v
abrir as portas do coo, e chora quando urna vjcli-
ma he entregue ao inferno.
a Nessa mesma oote Mahomet admirar tam'
urna cohorte de anjos, cada um dos quaes tem se-
tenta mil caberas, cada cabeca setenta mil caras,
cada cara setenla mil boceas, cada bocea -setenta mil
lingual que celebran) em setenta mil idioma defe-
rentes os loovore do Creador. O prophela ver
tambem os anjos que regem os elementos, e o an-
jo da morle que continuamente apaga curtos nomes
do Hvro da vida, e o anjo que sustenta em sua* es-
paduas o throno de Dos, e traz a trombela com que
ha de dispertar os morto no dia do j-uzo final. Ao.
redor do throno de Dos est nm ocano de luz"
1,1o immenso, que o globo inleiro s apparece all
como nm annel.
Nao posso dizer, acreaeenla S'-amuel, ludo
que Mahomet lem de ver inda e m sua celeste
viagem. Sei rnente que depois de t er-se aproxi-
mado do eterno esplendor de Daos, dei scer i santa
trra de Mecca.
Depois de' lerem ouvido esta narrajao, os
Israelitas exclamaram : Cremos em Deo e em seus
propliela*. Ora por nos, e livra-nos de < olialh.
Samuel depois de ter jejuado e oradt >, deu aos
Hebreos para defeode-Ios o re Sal, depo s a David
que, para malar a Golialh, toma Ir \ >edras, as
quaes dlrjgem-lhe a palavra pelo caminho, e ollere-
cem-lhe soccorro. Urna deasas pedras foi a que o
patriarcha Abrahao sacudir um dia n, ibeca de
Ibiis; oulra a que Jacob Uvera na mao em sua lula
contra o anjo; a te reo ira a que Gabrid arra ncara do
solo para fazer rcbenlar no deserto um; i fonte de
agua pura para Ismael.
David ha tambem om homem amado d o Senhor, o
qual revelon-lheselenta psalraos e deu-lh e urna voz
ioimilave; aaM k qoe por sua meloda tillrahe a si
todas as aves, ui afoz que retada como o raioe tos-
pira como i
a) elle invocou, deu-ll ie tambem
!rqaa||lo p^ioso para orieuta-io na. i causas
dilticeis. I Sarama haste de ferro, em que eslava
uspnsa luna campainha. David mandava c ollopar
deum lado oqueixoso c do antro acrusa do, *
aquello dos dous que fazia sar a campainha, t o lo-
car nessa haste, era o innocente. Para o imp wlor
para o culpado, ella permaneca muda. Qne meio
agradav el de decidir urna qnesto litigiosa Nao
pdennos no acha-lo! Elle substituira mu bea'i os
cdigos e seus commenlarios, mas quere-lo-hiimt os
procaradores e advogados?
Das graves historias da Biblia, que os Mussulm li-
nos especialmente desenvdveram com mai amo r,
a que era para elles como um estofo, no qual levt <-
dos pela sua paixao pela gloria de Mahomet, e arra -
lados pelo seu genio oriental, comprariara-se ueaira -
Natos entrados no dia 16.
nos-Ayres por Montevideo25 dia*,' e do ulti-
mo porto 20, brigue hespanhol Fomento, de 133
toneladas, capitn Izidoro Marislany, equipagem
12, era lastro ; a ordem. ,
Terra Nova30 das, barca ingleza Miranda, de
eiadas, rapit "William Williams, equipa-
carga bicalho; a Jame Crabtree &
Ja.
BueilWBE|l|e9, tendo arribado a Montevideo28
dias, e do ultimo porto 22, brigue hespanhol In-
vencible, de 219 toneladas, captao Francisco M--
ristannv, equipagem 13, em lastro; a Viava Amo-
rim & Filbo.
Rio de Janeiro e porlos intermedios7 dias e 21) ho-
ra, vapor brasleiro Josephina; commandaule o
lenle Ponte Ribeiro. Passageiros, Pedro Ca-
millo Pessoa, alteres Augusto Carlos de Siqueira
Chavos, Geminiano Gomes de Castro, sua irmaa e
1 filha menor, Dr. Antonio Agripino Xavier de
Brilo, sua senhora, sogra, 1 criada e 6 escravos,
Anlouio Jos Armando, Pialo Augusto Hebruud,
G. N. Reyned. vice-consul d'AusIria Joao Hen-
rique Kenter, Francisco Leile Bitancourl Sampan
e 1 criado, Tibarcjo Valeriano da Rocha Lima 1
escravo, i. cadete Rufino Voltaire Carapeb'a,
Francisco Ferreira, Manoel.Jos de Lima, reve-
rendo padro Jacinlho Candido de Mondonga a
Bento Joaqun) de Medciros. Seguem para o
norte, Joao Jos do Monte c 1 escravo, alfcres da
guarda municipal D. Antonio de S. da Silva,
Guilhermc, Hungugukler, ex-cabn Raymuudo
. Francisco Coclho, Joaquim Vicente Malheral, Dr.
Joaqaim Jos de Araujo e I escravo, Jos Pedro
Paraguass, sua senhora e cimbado Sebaslio Jos
Moreira. 1 ex-praga do exercilo e29 recrutas. Fi-
cou mais em Pernambuco 2 praca do exercilo, 1
cx-praca dito, e 1 ex-dita de marinha.
Sania Helena16 das, escuna ingleza .igM ofthe
Haram, de .167 toneladas, rapitao J. W. Rofe,
equipagem 7,vem lastro ; a Adamson Howie &
Companhi.
Mar Pacifico, tendo sabido de-Nevt-Bcdford b 35
mezesGalera americana America, de 418 tone-
ladas, captao L. Fisher, equipagem 29, carga
azeile de peixe ; ao captao. Veio refrescar e se-
gu para New-Bedford.
Navios sahidosmo mesmo dia.
MaceiBrigue brasleiro Amorim, com a mesma
carga que tronxe. Suspenden do lameiro.
Rio de Janeiro com escala pela BabiaBrigue bra-
sleiro Feliz Destino, com a mesma carga qae
trnuxe. Suspenden do lameiro.
Rio_de JaneiroGaleota hollandeza Maracaibo,
com a mesma cana que tronxe. Suspcndeu do
lameiro.
ler um mealre pedreiro, e oulro carpina da eojiflan-
ca do engenheiro.
4." O pagamento da importancia d'arremalaco
*er feilo em seis presiacoes da forma seguinle: a !.
da qnantia de um dcimo do valor da arremalagao
quando esliverem feitas todas as paredes al o nivel
do pavimento terreo, e juntamente o cano de esgoto;
a 2.a da quanlia de dous decimos quando esliverem
feilas todas as paredes exteriores e interiores at a
allura de receber o travejamento do primeiro an-
dar, e assentadas todas as grades de ferro dss janel-
las; a 3.* da quanlia de dons decimos quando esli-
ver assenlado toda o travejamento do primeiro an-
dar, feitas todas as paredes atea altura da coberla,
e embucadas as cornijas; a 4. tambem de dous de-
cimos quando esliver prmpla toda a coberla, assen-
lado o travejamento do forro do primeiro andar, re-
bocado e guarnecido todo o exterior do edificio; a
5. tambem de dous decimos quaudo esliverem con-
cluidas ludas as obras e reeebidas provisoriamente ;
a 6." finalmente de um dcimo quando for a obra
recebida definitivamente o que lera lugar um anno
depois do recebimento provisorio.
5. Para lado o mais que nao esliver determinado
as presentes clausulas, e nem no orcamento seguir-
se-ha o que dispon a respeito a le provincial n.
286.Conforme. O secretario, Antonio Ferreira
fia Annunciarao.
O Illm. Sr. contador servindo de inspector
da tliesouramprovhjcial, cm rumprimentodaordem
do Enm. Sr. presidente da proviocia de 27 de abril
prximo passado, manda fazer publico, que no dia
16, 17 e 18 do corrente, perante a junta da fazenda
da mesma Ihesouraria, e ha de arrematar a quem
por menos fizer, os reparos da ponte dos Carvalhos,
avahado* em 1:5409000 rs.
A arrematacao ser feita na forma dos arligos
24 e 27 da lei" provincial n. 286, de 17 de maio de
1851, e sobas clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoa9 que se propozerem a esla arrematacao
eomparecam na saladas sessOes da mesma junta no
dia cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou afiliar o presente, e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco, 1 de maio de 1854. ^'0 secrelao, Antonio
Ferreira d'Annunciaco.
Clausulas especiaes para arremataras.
1. Os reparos de que precisa a ponte dqs Carva-
lhos serao feito de conformdade cora o orcamenlo
approvado pela directora en) conselho e apresenta-
do a approvarao do Exm. Sr. presidente, na im-
portancia de 1:5409000.
2. (rarrejfcatante dar principio a* obras no pra-
zo de um mez, e as concluir no da 3 mezes ambos
contados na forma do art./MJB lei provincial
n. 286.
3. O pagamento'da importancia da arremalnrao
realisar-sc-ha em duas preslarfies gusas: a primei-
ra quando se adiar feila a metade daf servico, e a
oulra depois de concluidas e reeebidas as obras.
4. O arrematante nao peder debaixo de pretexto
algn, dcixar de dar transito aos animaes e aos
carros.
5. Nao haver prazo de responsahilidade.
6. Para tudo o que nao se adiar determinado as
presentes clausulas nem no orcamenlo, eguir-se-ba
oque dispOc a respeito a lei provincial n. 286.
Conforme.O secretario, Antonio Ferreira da An-
nunciacao.
O Illm. Sr. contador -servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, em virtude da resolucao
da junta da fazenda, manda fazer publico que
em cumprimenlo da lei, se hn de arrematar peran-
te a mesma junta no dialdejunho prximo vtn
douro a renda do sitio do Jardim Botnico da cida-
de de Olinda, avaliaa em 1519000 rs.
A arremata;ao ser feita por lempo de 3 annos,
a expiar do 1 de julho de 18o4, ao fim de junho de
1858,
As pessoas que se propozerem a esla arrematacao
eomparecam ua sala das sessocs da mesma junta no
dia cima indicado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandn afflxar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
bnco l de maio de 1854. O secretario. Anto-
nio Ferreira da Annunciacao.
O Illm. Sr! nspeclorda Ihesouraria provincial,
em virlude da resolucao da junta da fazenda, man-
da fazr publico, que em cumprimenlo da lei, paran-
te a mesma junta, se hao de arrematar em hasta pu-
blica a quem mais der nos dias 22, 23 e 24 de maio
correle os impostos seguinte :
29500 rs. por cabeca deajad o vaecnm qne for ron -
summido nos municipios abaixo declarado.
os 10 horas da manhaa lera lugar a reuniao (Jo"cn-
senlo deqnaliOcaso da guarda nacional da freguexia
da Boa-Villa no cniislorio da igreja Matriz da mes-,
ma freguezia ; o qne para constir as parles inleres-
sadas mandei fazer o presente, sendo affixadoloos
diversos ditriclo da parochia, e publicado pela im-
prensa : ludo q> conformidade com o diipost* no
art. 8." da initrucc6e* mandada* obier*" pelo de-
creto n. 722 de 25 de outnbro de 1850, e 2.- parte do
art. 9.- do decreto n. 1130 de 12 de marco de 1852.
Bonito 13 da maio de 1854Francisco ie Paula
Goncalces da Silva.
Clandino Benicio Machado, cavalWro d*M >Ut or-
dem da Rosa, captao commandanta i iruw, do
1. halalblo de fuzileiros da guarda B*gP*'l B
municipio do Recife, e presidente do coa*
qualifieacao da guarda nacional oa firegnew de
Santo Antonio etc. ',
Faz saber a quemcotivier, que na tereeira ooastn-
ga do corrente mez. s 10 hora da mantiaa. lera lo-
gar a reania do conselho de qualifieacao da guarda
nacional da freguezia de (Santo Antonio no eotits-
lorio da igreja matriz da metma freguezia, deeon-
formidade com a lei n. 602 de 19 de etambro de
1850, e decreto n. 722 de 25 de outubro daqnelle an-
no, e 1130 de 12 de marco de 1853.
Quarlel do commando ioleri.no de 1. batilhlo da
guarda nacional, aos 13 de maio de 1854. Eu Fran-
cisco Ignacio de Torres Bindeira, altere eerelario
do batalhao o escrevi.
Claudino Benicio Machad-o
DECLARACOES..
,IO GERAI..
A* mala que deve
conduzir o vapor Jo-
sephina para o porto
do norte, principiam-
se a fechar hoje a 1
hora da tarde, e depoii desia hora reeebem-se cor-
respondencias com o porte duplo.
Carla seguras vinda* do snl para o tenhore*:
Agostinho da Silva Vianna. Antonio Joaquim
Correa de Ataujo. Antonio Joaquim Faria Macha-
do. Antonio, Lope* PereiraVello, Candida 'Mara
Nascimenlo, Caelano Cyriaco. Costal Moreira (2)
Castimiro Pereira de Castro, Francisco Jos Joaquim
B., Jlo Francisco Anastacio, Joio Braneisco raes
Brrelo, JoSo Thoraaz Campo Qaareama, Luir Cir-
ial ho Pacs de Aodrade, Manoel Filippe Fonseca,
Manoel Rodrigues de Albuqoerque, Octiviano Soa-
za Franca, Rutina Cardella, desembargador Firmi-
no Pereira Monteiro.
CONSEIJOrADMINISTBffIVO.
O conselho administrativo em virlude da antori-
sacao do Exm. Sr. presidente da.provincia, tem de
comprar os objectos seguinte :
Para o hospital regimenlal do mdo balalbao do
Cear.
Colheres da sopa 18; chicaras e pires, casae* 16;
cassarolas' pequea* de ferro eslanhadas 2; faca de
mesa 12; garfea de dita 12; chioelis rasa, pares
6; comadre 1.
Quem qnizer vender enes objectos aprsenle as
tuas propostas em carta fechada na secretaria do
conselho, s 10 horas do dia 19 do corrente mes.
Secretaria do cdnsdhe administrativo para forne-
cimenlo do arsenal de guerra, 12 de maio de 1854.
Jos' de Brito Inglez, coronel presidenta.Ber-
nardo Pereira do Carmo Jnior, vogal a secre-
tario.
. De ordem do Exm. Sr. dirdor geral da initroe-
r.ao publica, taco saber a quem conviar, que esta em
concurso a cadeira de instruccao elementar do pri-
meiro grao de Alagna de Baixo ; com o prazo de 60
dias contado* da dala desle. Directora geral 4 de
maio de 1854.O'amanuense archivista,
Candido Eustaquio Cesar de Mello.
Oscredores dos finados subdito Portugnezes
Francisco Jos Silva Araujo, Francisco de Sonsa,
Faria, Joao Rodrigues NaMPe Domingos Jos de
liveira, que nao apresenapem ainda seu* titulas
de crdito devidimente processido para serera' pa-
go, comeo tem sido o que os tem-exhibido rego-
lamenle, qneiram manda-tos a esle consulado afim
de serem.competentemente iudemnisados palas tar-
cas dos bens arrecados.
Igual pedido se faz ao* eredores dos subdito Por-
tuguexeaauzente Joao Antonio d'Aranjo e falleci-
do Fernando Antonio Fidi, para depoia de rece-'
nhecida importancia de lodos os crditos e poder
proceder opportunamenle ao pagamento qu lhes
fr devido.
Consulado de Portugal em Pernambuco aos 13 de
maio de 1854. Joaquim Baptista Moreira, cosan 1.
em dfW. i
a rhris.'.fi
pela mesi na
pa nm va ito
o famoso a B-
mo o mais pn v-
Cr os mais encantadores bordados,
alguma historia de Salomao^ A
deixou-se alias arraslar por
phantasia. O nome de Salo
lugar em nossos livros da meia
nel do poderoso Rei foi procurado"
cioso dos- lalismaas. O poema turco, pois, he ni B
verdadeiro poema, essa legenda em prosa, represen -
la-nos Indas as maravilhosas fatuidades attribuida: i
ao filho de David pelos nosses antigos chronislas, ac-
crescenlando a tudo isso a imagem mahometana.
Na mesma noile, diz a legenda, cm que naseen Sar
lomao, o anjo Gabriel excJamou: Nasceu um me-
nino a quem Iblise todos aWemonios serao submis-
sos. o Ap desde a irifancTn*D SalomSo dolado de
lal sabedoria, qoe aos Irinla annos esclareca seu
pai sobre questOes as mais diftlceis, chegando um
dia a confundir lodos os doutores de lei e sabios do
paiz, pe exlensao de sua sciencia e pela juslcza de
seu raciocinio.
Depois de ler cumprido os ltimos deveres para
cora seu pai, appareccram-lhe oito aojos, que tra-
ziaro ni innumeraveis de odas as sorle de formas
e cotes, e qae inclinarara-se Ires vezes dianle delle.
A>*m sois? pereunlon-lhei Salnmo.
EDITAES.
O Illm. Sr. contador, servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, em cumprimenlo da ordem do
Exm. Sr. presidente da provincia, manda fazer pu-
blico que no dia 18 de maio prximo vindouro, vai
noramenle a praca para ser arrematada a quem por
menos fizer a obra dos concerlos do quartel da villa
do Cabo, avahada em 5509000 ri.
" lalacoser feila na forma do* arligos 24 e
ovincial n. 286 de 17 de maio de 1851, e
tulas especiaes abaixo copiada.
_ as que se propozerem a esla arrematarlo
eomparecam na sala das sessoes da mesma junta no
dia cima declarado pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas. ,
_E para constarse mandou afxar o presente e pu-
blicar pelo Diario. '
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 19 de abril de 1854. O secretario, Antonio
Ferreira d1Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arrematacao.
1. A*obrass*M> feilas de conformidade coma
planta e orramno apprnvados pela directora em
conselho, e apresentados a approvaco do Exm Sr.
presidente importando em .ViOctKX) rs.
2. O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de um mez, e as concluir no de tres mezes, am-
bos contados na forma do art. 31 da lei provin-
cial (T. 286.
3. A importancia do arrematacao ser paga em
tres preslaces iguacs; a primeira depois de feita a
metade das obras; a segunda depois da entrega pro-
visoria; e a tereeira depois do recebimento defini-
tivo, que verificar-se-ha tres mezes depois da en-
trega provisoria.
4. Para lodo o que nao esliver disposlo as pre-
sentes clausulas nem no orcamento seguir-se-ha o
que determina a lei provincial n. 286.Conforme.
O secretario, Antonio Ferreira da Annunciacao.
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, em cumprimenlo da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia, manda fazer
publico, que uo dia 18 de maio prximo vindouro,
vai novainente a praca l''ira ser arrematada a quem
por menos fizer, a obra da cdea do Rio Formoso,
avaliada em 33:0009000 rs.
A arrematacao ser feita na forma dos arls. 24 e
27 da lei provincial o. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
' As pessoas que se propo/erein a esta arrematacao
eomparecam na sala das sess5e da mesma jonla no
dia cima declarado pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas.
E para constar se mandou afflxar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
huco 15 de abril de 1854.O secrelario,
Antonio Ferreira da Anriunciarao.
Clausulas especiaes para a arrematacao.
1. As obras serao feilas de conformidade como
orcameulo e plaa nesla dala approvados pela di-
rectora em conseibo e apresentados a appprovacao
i lo Exm. Sr. presidente da provincia na importancia
( le 33:0009000 rs.
2. O arrematante ser obrigado a dar principio
a s obra* no prazo de dou* mezes e conclui-la no de
v inlc mezes, contados de conformidade com adispo-
si cao do ar. 31 da lei n. 286.
;i.' Para ecucao da obrat o arrematante drw
Recife, avaliado animalmente por
Olinda, avaliado annualmenle por
Iguarass,avallado annualmentepor. .
Goianna.avaliado-annualmcnlejpor '.
Naziretb, avaliado annualmenle por. .
Cabo, avahado animalmente por .
Sanio, Aulo avahado animalmente por.
Serinbaem, avaliado annualmenle por .
Rio Formoso e Agua, Prela avaliado an-
nualmenle por........
Pan d'Albo, avahado annualmeale por.
E nos municipios seguinle* nos quaes s pagara
aquelles que talham carne para negocio, e o cria-
dores o diziroo:
Liiuoeiro, avaliado'.annualmenle por. -.-
Bonito c Caruar,avaliado annualmenle
por.
56:0159000
2:2469000
1:7209000
(1:0219000
4:4309000
1:5159000
6KH19000
5619000 L
2:5219000
4:0019000
3:5219000
Brcjo, avahado annualmenle peanate
Cimbres, avaliado annualmenle por. .
Garanhons, avaliado annualmenle por.
Flore e Floresta,avaliado auoualmenle
......
2:5179000
2:2079000
1:4719000
2^899000
por......., 4:0049000
Boa-Vista e Ex. V.; .... 4:0705000
Nos 5 ltimos municipio, isto he, Brejo, Cimbres,
Garanhuns, Flores e Floresta, Boa-Vista, e Ex sao
arrematados conjuntamente os impostos a careo dos
colleclores e 20 por cenlo do consumodeagaardenle,
na forma da lei n. 286 de 28 de junho de 1850.
20 por cenlo sobre a agurdente que for consu-
mida nos seguinte municipios:
Olinda,avahado annualmenle por. 8109000
Iguarass, avahado annualmenle por. 849000
Goianna. avahado annualmenle por. 649000
Pao d'Alho, avaliado annualmenle por. 769000
Nazarelh, avaliado annualmenle por. 639000
Sanio Antao,avaliado annualmenle por. 2029000
Bonito e Caruar,avahado annualmenle
por............ 339000
Cabo, avallado annualmenle por. 449000
Rio Formoso o Agua Prela, avahado an-
nualmenle por........ 419OOO
Serinhaem, avahado annualmenle por. 269OOO
Limoeiro,avaliado annualmenle por. 9O9000
Estas arremalacdes serlo feila por lempo de 3 an-
uos a con lar do t" de julho do crrente anno a 30 de ju-
nho'de 1857,% sob as mesmas condiefies das ante-
riores.
Vai igualmente a praca para ser arrematado con-
juntamente com o imposto do gado vaceum, o dizi-
mo do gado cavallar nos municipios abaixo declara-
dos por lempo de umanno, atontar do 1. de julho
de 1856 a 30 de junho de 11167.
Bonito, avaliado por. 1399000
Garanhuns, avahado por..... 769000
Cimbres,avaliado por. ....... lOOgOOO
Flores e Floresta......... 3269000'
Boa-Vista e Ex, por....... 1999000
E por lempo de 4 annos, a contar do 1. de julho
de 1853 a 30 de junho de 1857, nos municipios se-
guinte:
Limoeiro avahado por anno em. 58&0O0
Brejo avaliado por anno em. 509000
As pessoas que se Jjropozecem a esla arrematacao
eomparecam na sala das sessoes da mesma junta no*
dias cima indicados pelo meio dia,compelentemen-
le habilitadas.
E para constar se mandn afflxar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria prov*cjll de Pernam-
buco 2 de maio de 1854.O''
-nfonro FeMt, tWAnunciarao.
Pela inspeccao da alfandegHpfaz publico, que
no dia 17 do corrente depois do meiu-dia, no lugar
do coslume, se ha de arrematar em hasta publica,
livre de direilos 10 arrematante, a seguinle merca-
doria vinda de Litboa.no brigue Tarujo III, aban-
donada aos direilos pelos seus consignatarios Macha-
do & Pnheiro: 8 barricas com caslanbas pilada* com
o peso de 27 arrobas e 10 libras, no valor, segundo
a tarifa, de 29100 cada nma arroba, total 26986.').
Alfandega de Pernambuco 12 de maio de 1854;
O inspector, Bento Jos t'cntandes Barros.
O iVr. Custodio Manoel da Silva Guimaraes, juz de
dreilo da primeira vara do commereio nesla ci-
dade do Recife de Pernambuco, par S. M. I. e C.
que Dos guarde etc.
Fajo saber aos que o prsenle edilal virem, qne a
requerimeulo de Antonio Jos de Azevedo, estabele-
cido com luja de miudezas na ra do Queimado o.
49, se acha por este joizo a berta a ua fulleara pela
senlenca do Iheor seguinte. A' vista- da exposico
constante da pelicau folhas 2, declaro abarla a fal-
lencia do comnierciante Antonio Jos de Azevedo,
estabelecdo com loja de miudezas ua roa do Quei-
mado, filando u termo legal da existencia deso fal-
encia a contar do dia 11 do corren le. Ordeno que se
ponham sellos em todos os seus livros, c papis do
fallido, c nomeo para curador fiscal u ncgociaulo
Vctor Laisne, que prestara o juramento na forma da
le, expedindo-se desde j participaedes ao respectivo
juiz de paz.acompanhandocopia autbenlica desta sen-
tenca, afim de proceder a posicao dos sellos e cus-
las.'
Recife 15 do maio de 1854.Custodio Manoel da
Silva Guimaraes.
Em cumplimento do que,lodos os eredores presen-
tes do referido fallido comparecerao em casa de mi-
nh residencia na mi dn Concordia n. sobrado de
um andar, 110 bairro de Santo Antonio do Recife, no
dia 18 do corrente mez, pelas 10 horas da manhaa,
afim de procederem a nomcarao de depositario, ou
depositarios que hao de receber, e administrar pro-
visoriamente, e casa fallida.
E para que chegue a noticia de todos mandei pas-
sar o presente, aine ser publicado pela imprensa,
e afiliados nos lugares designados no artigo 129 do
regul#mento n.738 de 25 de novembro de 1850.
Dado e passado nesta cidade do Recife de Pernam-
buco 16 de maio de 1854Pedro Tertuliano da Cu-
nta, escrivao o subscrevi.
Custodio Manoel da Silva Guimaraes.
O capilito Francisco ds Paula Goncalvc da Silva
coiiimaiidantc interino do 3.- batalhao da guarda
nacional do municipio do Recife e presidente do
conselho de qualifieacao &c.
Faco sjber que na 3/ dommsa do crrante mez
Qi;.tnTA-FEIK.l 17 BE MAM DE 1854.
GRANDE E VARIADO ESPECTCULO EM
< FAVOR DA CANTORA ITALIANA.
- Margarida Deperini.
Depois de urna escolhida symphonia M. Beperi-
ni cantar un* verso* em lingua nacional, posto* em -
msica pelo professor o Illm. Sr. Theodoro Orestes,
os quaes M- Deperini ofiereee o Alastre povo Per-
nambacano. ,
Em seguida ir scena pela primeira vez, neste
theatro o muilo engrasado drama em 3 actos o
0 1N0VIC0.
original do Ilustre escripter brasleiro J. C. Mar-'
tim; autor do Irmao das Almas, Judas em sabbado
de alleloia, etc., etc.
Fazem parte da comedia as artistas, Sra. D. Ga-
hriella, D. Amalia, D. Orsat, e os Sr*. Monleiro,
Costa, Mendes, Pereira e Santa Rosa.
, Nos iutervallos M. Deperini cantar pela primei-
ra vez neste theatro vestida a carcter as seguinle
pecas:
' Depois do primeiro acto a grande cavatina da ope-
ra Semiramides.
BEL RAGIO LOSINGHIECRO
do maelro Mercadanti.
Depois do segundo cantar a bella aria da ojvera
os Puritanos,
GUI LA VOCE SJA SOAVE,
do maestro Belini.
Depois do terceiro cantara a grande cavatina da
opera
GEMMA DE VEBGY UNA VOCE
ALCOR D'piTORNO.
do maestro Donizelti.
Represntar-se-ha a muilo applandida farra
QUEM CASA QUER CASA.
A beneficiada finalisar o espectculo cantrida
urna modinha em lingua nacional, escripia expres-
samente para ella; posta em msica pelo professor
Joseph FachinetU; a qual a mesma aaTerece e dedi-
ca aos illuslrissimns senhores acadmicos de Olinda.
Esle he o diverlimcnto que pela ultima vez M.
Deperini (em a Mnra de oQerecer ao Ilustra pu-
blico desta capital, e lhe pede indulgencia e protec-
C3o; pede tambem disculpa as pessoas que lhe fize-
ram o obsequiaWe aceitar bilhete, de pao ter podi-
do lovar a peca j anuunciadn ; mas o publico co-
nbecer que nao foi sua culpa, e cajo producto
desta recita be a nica recompensa do seu trabalho.
As poesas de ambos os versos seo distribuidas
na nolte do espectculo no theatro.
Os bilhete* acham-sc dispqsico do publico no
hotel Francisco, onde reside M. Deperiai, e na noi-
le do espectculo no theatro. ,
AVISOS martimos.
Para Lisboa e Bario segu viagem com muita
brevidade, o bergantn) portuguez Amalia I, cap-
tao Joio Antonio da Silva Malao : quem no mesmo
quizea cairegar ou ir de.passagem diriji-se ao mes-
mo capitn, oo a seu consignatario Manoel Joaquim
Ramos e Silva.
Para o Rio de Janeiro, o brigue na-
cional Elvira segu com brevidade por
ter parte do eu carregameato prompto :
para o resto da carga passageiros e escra-
vos a rete, trata-se com'os consignatarios
do mesmo Machado A Pinheiro, na ra
do Yigario n. 19^egundo andar.
Para o Rio de Janeiro, o brigue3
Cuaa nacional d/ Pedso II sahira r_
18 do corrente ; os escravos deverao L
para bordo na vespenT daquelle dia^ Agos
conhecimentos em casa do consignatario
J. R.'da Fonseca Jnior, ru do Vigario
n. 4, primeiroEandar.
Vende-se o hiate nacional u Fortu-
na, de lote de 61 toneladas biasileiras,
apparellindo e. prompto de tudo, para a
navegado costeira; he navio novo, e de
boa e l'ortissima construccao de ma-
deiras do imperio; acha-se undeado em
trente do trapiche doalgodao, onde pode
ser examinado, e para o ajuste trata-se
com os consignatarios Antonio de Almei-
da Gomes & C : na ra do Trapiche Ne>vo
n. 16, segundo andar.
Para o Rio de Janeiro segu em
poucos dias o patacho cional Bom
Fim ; ja' tem a maior parte da carga
prompta : para o restante e escravos a
Fete, trata-se com o consignatario Jos
Baptista da Fonseca Jnior, na ra do
Vigarion.*, primeiro andar.


DIARIO DE PERMMBUCQ, QUARTA FEIRA 17 DE MAIO DE 1854.
Keal companhia de paquete inglezes a
vapor.
i No dia 22 desle mez
Pespera-se do su 16 vapor
freat H'estern, o qual
depois Ja demora do cos-
lume seguir para a Eu-
ropa; para- passageiroslrals-se coro o agentes Adaru-
son Howie C. ua na do Trapiche Novo n. 42.
^ara o Rio de Janeiro, vai sahir com
a maior brevidade poaivel.o pataxoNacio-
nal Valente ; quem no rnesmo quizer car-
regar, embarcar escravos afrete ou ir de
passagem para o cjne offerece bons como-
do, dirija-se ao capitao.do mesmo pataxo
Francisco Nicola'o de Araujo na* praca do
commercio, ou no escriptorio de Nova es
4. C. na ra do Trapichen. 54, i.-andar.
Para o Rio de Janeiro salie por eslcs 8 iliasjo
brigue aFeliz Destino por ler parte do carregaraen-
lo prompto; para o resto da carga e passageiros, tra-
ta- com o Sr. Manoel Gouralvcs da Silva, ou com
o capitflo abordo.
Pira a Baha segu em poneos das, a velleira
sumaca llortencia, para carga Irata-se com seu eon-
signatario Domingos Alvos Mafheos na ra da Cruz
do Recite n. 54, primeiro andar.
__________________________^_
LEILOES
Quinla-feira 18 do correte ao meto dia em
ponto no ajmazem de M. Carneiro, na ra do Tra-
piche n. 38, o agente J. (jatis farj leilflo de um ex-
cellente cirro de4 rodas c um cabriulet com cobcrla
e arreios em muito bom estado e 2 cavallos para ca-
briole!; assim como tambera rao a leilio lodos oa li-
vros que perlenceram ao finado l)r. Jos Francisco
' de Paiva.
LEILAO-ffiM LIMITE.
O agente Borja Geraldes, quarta-feira 17 do
correte as 10 horas, da mauhita no seu armazem na
roa do Colleg no 14, fara leilo de urna encllenle
mobilia de Jacaranda com pedra com um riquissimo
trem perteucente a mesma, urna dita simples, so-
tas, consollos, cadeira9 de Jacaranda, ditos de amarel-
lo, commodas de diversos tamaitos, secretarias, toi-
lettes de Jacaranda, marquesas, apparadores lava-
torios e outras mullas obras de marceoeria, piannos,
violoes, flautas, coslureiras de cbarao, ditas de ama-
relio e de mogiio, relogios de oaro, e prala para al-
gibeira, para parede e para cima de meza ; diversas
obras de ouro e prata, eandiriros franeezes, ditos
inglezes de novo? modelos, candelabros, serpentinas,
lanternas, mangas de vidro, caslicaes de varias qoa-
lidades &c. &c. carnizas brancas brancas de peiln
colarinho e punhos de esgoiao para homem, ditas de
cores, chapeos pretos franeezes de uiassa para ho-
mem em quantidade, dito?do chyly "rnuito finos, bo-
netes de oleado, perfumaras finas, vazos e calungas
de porcelana para enfcite de salla, loucas e vidros
_ difterenles para meza, urna grande-porriio de vinhos
engarrafado de cidra e ootros de superior qualidade,
. grande quantidade de pedras mannores de diversos
tamanhos para mezas redondas, consollos &c. e ou-
tras muitas cousas que eslarao patentes no dito ar-
jnazem.
AVISOS DIVERSOS.
UMA DESPEDIDA.
O abaixo assignado, lendo de partir para o Rio de
Janeiro a cumprir o mandato de que. o investiram
os seas dignos comprovincianos, e nao podendo des-
pedir-se pessoalmente de todas as pessoas que o
honram com sua amfeade, muilo especialmente da-
quelles bons amigos, que durante a sua longa en-
fermidade. Ihe deram sobejas pravas de condolen-
cia, prevalece-se da imprensa para fszer aquillo
que o seu profundo abalimenlo anda Ihe nao per-
milleabracar os seos amigos, e offerecer-lhes no
Rio de Janeiro os seas diminutos prestimos, em-
quanto nSo-regressar ao sein de sua querida patria.
Joaquim Pililo de Campos.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Resumo da.extraro dos premios da 16.
lotera concedida para indemnisacaodo
thesouro publico da prestarao mensal
com que auxilia a Joao Caetano dos
Santos, extrahida em 2 de maio de
185*.
N- 2780.-........ 20:000$
' 4134. .......10:000,$
i
1
1
1
ff
10
20
2838... .'.....4:000$
1567*......
2284
3516
195
2655
3422
256)
5665
2059
5074
4415
60
1599.,
3355
28-,
214*4,
5155 ,
5860. .
33, 621
969,
1858
2471
5342,
4298,
5645.........
48, 135, 225, 314,
380, 555, 869, 1060,
MADAMA T1IEAR
Modista Iranceza, ra Nova n. 32.
Avisa ao respeilavcl publico e a todos os seus fre-
guezet, que na sua loja de modas existe um gran-
de sorlimenlo do objectos da ultima moda, assim
como seja.D ricos toucados, turbantes e quafieres pa-
ra bailes soirs, ricos vestidos de selim branco
maco com babados todos bordados, para uoivas; di-
tos de lil do linho, rnmeiras, e chales, lencos, ludo
de relroz e bordados.! matiz, um grande sortimento
de litas para enfeitar vestidos de todas as qualidades,
ricas'filas do velludo para cinteirus e toucados, muilo
modernos chapeos de seda de todas as cores para se-
nhora, ricas camisinhas de fil de linho, ditas de cam-
braia com manguitos para senbora, ditas para meni-
nos; ricos lequesdc madreperola, chapeos de palha
enfeilados para meninos, ditos de palha e de seda
redondos para meninas, lindos bicosde [Ionio inglez
muito proprios para lencos, cabeces de fil de linho
para senhora, boloes para palitos de meninos, man-
tas pretas do seda, ditas de sasia e blonde, brancas,
para noivas.capellas e ramos de flores para noivas,
chapos de palha da Italia para senhoras,dilos de di-
na abertos.espartilhos de todas as qualidades, e mui-
tas outras fazendas de goslo.
Jos Baptisla da Fonseca Jnior avisa a quem
convier, que a escuna brasilei, actualmente pata-
cho, (jalante Mara, de que sao proprielarios Sil-
va & Grillo, Ihe esta especalme,te h\ polhecada pela
quantia de 4:r>0*000 por escTpnralavrada as no-
tas do labelliao Coelho, e devidaraente registrada,
cajaliypolliecaseha de vencer em 18 de jaueiro de
1855.
Aloga-se urna boa casa terrea commuilos rom-
modos para graude familia, com sotao e pintada de
novo, sita no roa doareal em Fra de Portas, da
parle da roar grande: quem a pretender, dirja-se
ra do Encantamento n. 3, primeiro andar.
Na ra Nova u. 27 se dir quem compra urna
casa terrea na Camboa do Carron.
&
SS2S92
Os credores de Jos Das da Silva 3o convida-
dos para urna reunio no dia quarta-feira 17 do cor-
enle, ao ineio dia em ponto, na ra da Cadeia do
Recife n. 4.
Joaquim de AlmeiJa e Alhuquerque, retira-
se para o Rio de Janeiro.
No dia 11 para 12 do crrenle mez dcsappare-
ecu da estrada de Agua-Fra um cavado ruco com
orna beiiga ferida bastante grande e magro, das ore-
Ihas acabaadas, e lem um caroso no Descoco junto a
cabera, e he capado : quem delle souber, queira d-
rgir-sc ao sitio do lenenle-coronel Hemelcrio Jos
Velloso da Silvera, na estrada cima dita,* que ser
generosamente recompensado.
A pessoa que por engao Irocou um chap-
novo poroulro, na ra do Queimado n. 14, primei-
ro andar, em a noile de domingo, queira ir dcslro-
caMo na ra do Crespo n. 16.
Precsale de nm caixero que saiba ler e es-
rrever, na taberna de Nicolao Machado Freir, no
Monleiro : a pessoa que stver habilitada annuucie
ou dinja-se ao Monleiro.
Temi o Sr. Jos Mara de Vasconcellos Bour-
bom vendido algunsescravos doengenho Aratang, e
constando mais que pretende vender os escravos Vi-
riano e Theolonio per trcenles ao casal desle enge-
nho, o abaixo assignado protesta desde j contra o
procedimeolo do dilo senhor, visto como estes escra-
vos se acham comprehendidos na hypothcca, que
crisle sobre este engenho. e o mesmo senlior nao ig-
nora ; e para conservar salvo em lodo o lempo o seu
direilo de credor hypolhecario que he dos bens desle
engcnlio, o abaixo assignado previno em lempo para
que ninguem contrate venda com taes escravos, nem
com oulros quaesquer bens perleucenles a eslo en-
genho.Jos Antonio Pinto.
OITcrece-se om moco cslranseiro de naco para
criado de urna casa o qual sabe bem cozinhar, quem
delle precisar dirja-se ao atierro da Boa-Vista n. 66.
------- ---------- -^^ I I I "^^FWM Wr*BJj*J
Losna romana, de Solline.
A tintura delosna romana, Solline,he um
dos excellenles remedios Inicos conheeidos, e
que maior numero de vezes lem produzido
melhores* effeilos uas molestias que se lem
julgado applicar. Cura com admiravelpromp-
tidao s dures nervosos do estomago, accelera 55
" digeslo as pessoas que tem Urda, faz ?g
desappsrecer os margos de bocea, os gazes g|
que se accumulam no estomago, edesenvolve Xt
o appetite ; cura igualmente as desenterias Jft
chronicas, as Untuosidades, e he um podsjro- J^J
so remedio para ascriaucasque suirrni dli-
enleria, ou di|ec(6es alvinas liquidas, e rrui- 5K
las vezesrepetkla, nas quaes se acham os ali- Igj
mentos mal deferidos. Assenhorasqucpade- S
cem de chlorose ou paluda cor. acharao na S
tinturadlesna romana, um remedio efiicaz, **
o qual sendo usado por algum lempo as tor- S
na coradas, Tem sido de grande vanlagem no m
Iralamento da leucorrhea ou flores brau- j&
cas, e juntamente no fluxo sanguneo prove- $
jg nienle do alonio do ulero. Seu uso he mui
g simples: as pessoas adultas devm tomar duas
xg colheriuhas de uiauhaa em jejuro, e duas [
W uoile qnando se quizerem agasalhar, dissol- S,
vidas em pequea quantidade d'agoa marua. S
g As crjanras lomarAo ma colhsrinha de ma- S;
M nha e oulra noile. Vcnde-se nicamente &
M na bolica de Joaquim d'AImeida Piulo, na H
X r"a dos Quarleis n. 12.
376, 654,
978,1665,
2274, 2418 ,
2978 3263 ,
3728, 4030 ,
4441 5557 ,
2:000$
n
ii000$
40
200$
100 de
1800 de.
1240
1430 ,
160,
18"05,
2221 ,
2559,
2710,
2896 ,
3000 ,
3288,
3612 ,
.4122 ,
4475 ,
4605,
4846 ,
5011 ,
5458,
5967.
1558
1448,
1648,
1915,
2354,
2575,
2818,
2936 ,
5185 ,
5587 ,
3929 ,
4414,
4485 ,
4637,,
,4905,
^5102,
5501 ,
1416
1581 ,
1790,
2076
2346
2661 ,
289.
2959
5228
5561
4041
4464
4549
4842
5002
5196
5771
Aluga-sc um sitio ua Passagem ilaMagdalena,
margem do rio Capibaribe, com urna exccllenlc ca-
sa acabada de novo, con lendo Ma sala de 30 palmos
em quadro para visitas, urna dita com 40 sobre 20
para janlar, urna dila com 30 sobre 20 para recrejo,
todas estucadas, e urna de 30sobre 20 lelha vaa para
dormidas, 3 qartos, urna boa cozinha, copiar co-
bcrlo, e estucado, coxhejra, estribara para 4 caval-
los, solam para criados e escravos : i tratar na ra
nova n. 27, com Joaquim Antonio dos Sautos An-
drade,
Desappareccram do Manguinho, as 10 horas da
manhaa do dia 12 do andante, trez cavallos, que pas-
lavam amarrados no sitio do Sr Lz Jos da Costa
Amorim ; o felor do mesmo sitio fez-me o favor
cortar-lhes as cordas e manda-Ios enchotar, para on-
de s elle o pode saber ;oque he verdade hoque
nieia horadepois tivesciencradisto, e exped pessoas
a pos dos ditos cavallos, e nao s nao tem sido possl-
vel serem achados, como at nem a menor noticia .
re um quartao alasao, eraode, est carnudo, tem as
dinas e cauda muito cutas por ter sido simpado
poucos das ; um potro, melado, com a primeira mu-
da, gordo, e igualmente rmpado ; um quartao tam-
bera melado, raagrerflo, de cauda e dina grandes : se
por ventura alguem deltes souber, ser gratificado,
levando-os ou indicando o lugar on.lese achem,
seu dono.Jos de Mello Albuquerque Monte-
Negro.
Precsa-se de um sitio icom boa ca-
sa de vivenda, commodos para escravos,
estribaria pata tres cavallos, e baixa pa-
ra capim, emqualquer um dos seguintes
lugares : Apipuco3, Monteiro Poco, San-
ta Amia, Ponte de Ucha, e Manguinho;
com preferencia nos Apipucos, Menteiro
e Poc^o, ainda mesmo sem baixa para ca-
pim : queun|ivei' e quizer arrendar pa-
ra habitacao de urna familia, quepromet-
te zelar e tratar como se fosse o proprio
dono, annuucie por este Diario, ou
avise nesta tipograpliia, ou finalmente
dirija-sea ra Formosa n. 2, onde achara'
com quem tratar.
40 PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra dt> Collegio n. 2,
yende-se um completo sortimento
de fazendas, finas e grossas, por
precos mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
coes, como a retalho, amanendo-
se aos compradores um s prero
para todos : este estabelecimenlo
ahrio-se de combinacao com a
niaior parte das casas commerciaet
inglezas,francezas, allemaasesuis-
sas, para vender fazendas mais em
con ta do que se tem vendido, e por
isto offerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; p.
proprietano deste importante es-
"tabelecimento convida a'todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, d
Antonio Luiz dos Santos & Rol ni.
VENDAS
Aluga-se o sitio denominado do Cordeiro, com
casa de vivenda, em Saot'Anna, perlencenle ao ca-
sal do finado cornmendador Antonio da Silva : os
pretenden les dirijam-se ra do Vigario, casa n. 7.
Casa da afericao, na ra das Aguas-
Verdes n. 25. ,'
O aferidor participa, qne a revisao leve principio
un dia 1 de abril crrenle, a linalisar-se no dia 30
Ik^Z&SJSSiS^ di>posl "^ Y>^< -<
Um reconhecimento.
Nao caba em as minhss fiaras expresses, render
as grarasque tenho recebidn, ds illuslre ceareose,
o Sr. Francisco Ricardo ilrabo Sussuarana e os
mais senhores amigos seos o a mesma provincia! e
juntamente tlguns briosos Pcrnambucanos: Dos
vello sobre vos senhores.De um def Ierrado queje-
conhece os benefieio.
Lava-se e engomma-se com perfec,ao e promp-
tidap por prero muilu commodo: na ra da Concei-
;aon.44. *
Precsa-se alugar urna cscrava de meia idade
para vendagem de ra: na ra da Cnureiran n. 44.
Precisa-sede urna ama que saiba cosinhar, en-
gommar, e fazer todo o mais servido interno de urna
casa: na ra Nova n. 52, segundo andar.
-i-Desappareceu do engenho Genipapo, comarca
de Sanio AulSo no dia 12 do rorrele mez de maio,
um preto do mime Zacaras cora os signaes seguin-
tes: estatura regular, cor algum tanlo meia fula, pes
meios apalhetados, nao pina direilo, falla bem, repre-;
senta ler 25 anuos, nao tem barba, e se lem mal se
percebe de longe; este escravo foi comprado ao Sr.
Antonio Ricardo do Reg ucsla praca : quem o pe-
gar leve-o no dilo engenho cima dilo ao Sr. Jos
do Reg Danlas Oulinho que ser generosamente
srat i lirado, o dito escravo lem em ama perna sica-
Irizcs de ehagas feichadas ha pouco lempo.
Na noile de 15 para 16 do correnle, fugio um
escravo do abaixo assignado, pardo claro, cabellos
louros e crespos, pouca barba, escamado do rosto,
puxa da perna direila por nao poder anda assentar
bem o calcanhar por um tumor que prximamente
leve: roga-se as autoridades policaes ou a quem
delle souber. hajade o apprehende-lo e conduz-lo a
roa do Hospicio onde mora o abaixo assignado, que
ser bem recompensado. Jos Mara, Ildefonso
lame da Verga Pessoa.
Ausenlou-sc da casa de seu senhor, o mualo
de mime Jos Dengozo, sapaleiro, e trabalhava na
fabrica de calcados na Soledade, de allura regular,
cabellos estirados, barba cerrada e bgode, anda d-
zendo que he forr, presume-se que elle ande nos
suburbios da cidade, ou tenha ido para a Parahiba|:
roga-se as autoridades e capiaes de campo, tanlo
leste como daquelle lugar a captura do referido
mualo, que sendo entregue na ra do Collegio n.
15, ser paga qualquer despeza.
ra meninas de 2 a 4 anuos a 29500, ditos de ca'ssa
seda a 13, ditos de chla de barra a S8400 c 3, di-
tos de camhraia aberla branca c de cores a i.>: na
,rua Nova loja n. 1( de Jos Luiz Pereira & l'illio.
COMPRAS.
<*
Gompram-se palacios brasileiros e hespanhoes: Vendcm-se laas
na ruada Cadeia do Recife n. .Vi. loja de fazendas.
-jr Compra-se urna pardaou preta de meia idade,
quMnaiba cozinhar, engomniar com perfeirao, e Ic-
nliapba conducta : na praja da Independencia n.3.
Compra-se prata brasileira e hespa-
nlila : na ra da Cadi do Recife n.
24, loja. de cambio* *
Caipratn-s'escrafos de ambos os sexos, e pa-
gam-se Bem ; assim como recebem-se para vender
em commis-o : na ra Direila u. 3.
Compra-sc urna cscrava recolhida, parda ou
crioula, que cosa e engoa.me, paga-se bem ; na rna
Nova u. 34.
Compra-se um jgo de diccionarios inglezes e
portuguezes em poni grande por Vieira: quem ti-
ver dirja-se a ra da Cruz n. 66. .
Compra-se urna cscrava que nao exceda de ICa
20 aonos de idade, e lenlia bom corpo para engom-
mado : na roa Imperial n. 167.
Compra-se urna cabra (bicho) com cria, e que
de bastante leile : na ra do Trapiche n. 3. '
Compram-se ps de laraugeira enxertada ou
por enxcrtar, e urna quantidade de limoeiros para
fazer urna cerca: na ra do Pilar n. 55.
Vndem-se espingardas francezas
de dous cannos fingindo tronxado, mui-
to bonita^ e por preeo baratissimo : na
ra da Cruz n. 26, priineirib andar.
OS O Dr. Joao Honorio Bezerra de Menezes, $
formado em medicina pela faculdade da Ba- jj hia, oQerece seus prestimos ao rcspeilavel pu- ;
@ blico desta capital, podendo ser procurado a ^
@ qualquer hora em sua casa ra Nova n. 19, gfj
26 seguudo andar: o mesmo se presta a curar $t(
graluitamenle aos pobres.
ios
* 4000 premios.
Foram vendidos nesta provincia os dous
qu'artos dajorte de 20:000,^, os possuido-
res podem vir receber os premios nas lo-
jas emque foram compcadbs.
Acham-sea' venda os bimetes da lote-
ra nona do Estado Sanitario, cuja lista
vem segunda-feira ^>elo vapor ingez.
Esplendida gallera de retratos pelo
systema clirystalotypo.
O abaixo assignado, acaba de
receber dos Estados-Unidos o
mais rico sortimento de objec-
tos para collocar retratos qne
teem apparecido no Brasil. O
respeilavel publico he convida-
do pois a visitar o seu impor-
tante estabelecimenlo ao depois
da chegada do vapor do norle,
(que s enlo lie qne poder despachar estes objec-
tos) nio s para examinar as maznificas caixiohas de
primoroso Irabalho, e bem assim bellissimos quadros
dourados e demogno, como para observar um enge-
nhoso instrumento no qual se v o retrato de mi-
niatura n'um tamanho natural, c onde o observador
poder gozar das mnimas particularidades das fe-
ffies que examinar. O artista, em dous mezes que
aqui se aeha lera lirado 600 e lanos retratos, por is-
to eseusado ser elogia? os retratos pelo systema
chryslalolypo e dizer que alrn de se nao oxidaren)
como os de daguerrcolypo sao lirados com muilo
mais rapidez eem qualquer estaran, e que suas co-
res ualures e vivas demasiadamente exlasiam ivisla
do espectador; ainda exslem algumas caxinhas,
qoadros, medalhas, al finles e aneis, por sso os pre-
tendenlcs queirarrf dignar-se procurar o anriuneianle
lodos os das no aterro da Boa-Vista n. 4, 'terceiro
andar.Joaquim Jos Paclieco.
Ora, senhores, cansa pasmo vero Sr. Jos Bap-
lista da Fonseca Jnior, tratar de boa f e ponlua-
lidade, como consa que o Sr. Jos Baptisla seja
pessoa que comprehenda a exIcuo dcslas palavras :
cmilm o Sr. Baptisla recua, portruanto diz que pelo
prlo nao me responder jamis; agradero muito
essa resolu;ao do Sr. Baptisla, porque me poupa o
dissabor de ser forrado a repellir perante o publico
prevaiacendo-me de suas fraquezas. O abaixo assig-
nado poderia com duas palavras destruir o, quanlo
o hr. Baptisla diz sobre as cilacesda entrega do
resto do carregamento do sal.condicJJes da hypolhe-
" cleltradeOOSOOOrs. etc.. eU.rporm como o
&r. Haplisu appella pra os Iribuuaes competentes
o abaixo assignado msso muito confia, c pode mui-
to bem ser que o Sr. Baptisla nao se sa 13o bem
quantojulga: no enlamo que assevera ao publro
qae ero lodos esses negocios nao ha se nao inaldade
da parle desse senhor. O abaixo assignado muilo
se admira que o Sr. Baptisla lauto almeje ver-se li-
vre delle, quando fqj quem mesmo se oflereceu para
esse negocio, e nao ha muilo ; lera o abaixo assigna-
do mudado de conducta ? nao, senhores, oSr. Bap-
tista teme a reprezalia do facto vil que elle pralcou,
porem o abaixo assignado resnonde-lhe que repugna
infamias eso teme o pralica-fcifa--yoo Antonio'da
Stlca Grillo.
"a roa da Aurora em casa de Joao Pinto de
l.emos Jnior, precsa-se de urna ama de leile forra
ou captiva, mas quesej sadia.
ROL'BO.
No dia 14 do correnle mez, foi roubadoio es-
criptorio do largo do Collegio n. 6, donde liraram
urna casaca de panno fino preto nova: quem dclla
der noliciasr-ra generosamente recompensado no mes-
mo escriptorio.
O eucarregado do reconhecimento e medical
dos terrenos de marnha, convida aos Sis. Manoel
l.uiz Gouralves, llayniundo Nouato da Silvera Sou-
to, Antonio Ferreira Braga,%os herdeiros do falleci-
do Joao Hara Scve, para comparecerem na casa de
sua residencia ra Direila o. 78; afim de se lhes
marcar o dia em que teem de serem medidos os ter-
renos de marinha, que lhes foram concedidos.
Citicinato.Mavigriier, retratista e pensionista de
S. M. o Imperador^svisa ao respeilavel publico
desla cidade que vai%r principio a seus trabalhos
artisticos, lendo para esse firo apromplado um esta-
belecimenlo que sem duvida agradar ao publico :
os retratos serao a oleo, era miniatura e a creyn; as-
sim como tambera irahalhar.i pela machina do de-
guerreotypo a contentar de qualquer maneira as
pessoas que honrarem o seu estabelecimenlo: na
mesma casa dar lirfles de desenlio no aterro da Boa
Vista n. 82, primeiro e segundo andar.
A pessoa que por engamnn lirou urna caria do
correo vinda du Para, paraFrancisco Jos Alves
Gumaras, queira ter a hofaade de entrega-la ua
ra do Queimado loja de miudezas u. 33.
Na Iravessa da Madre de Dos armazem n. 21,
deseja-se faUat.com os Srs. abaixo mencionados.la
negocio de seujparticular inleresse: Caetano Del-
pliino Monteirojle Carvalho, Joaquim Jos, Pimen-
Icl, Joao BBajdajiKevedo, Antonio Francisco Do-
mingues. ? pP
Arrenda-A o engenho Frescondin, na ribeira
de Una, moenfeecorrenle, com 22escravos, 24 bois,
e 2G beslas, com meenda orisunlal, assenlamcuto se-
parado para relame, e safra creada : quem o pre-
tender, dirja-se a seu proprietario Filiciano Joa-
quim dos Santos, ra do Hospicio n. 21.
Um moro com alguns conhecimentos de fran-
cez.'aiitbmetica e geometra, oll'erece-se para qual-
quer Irabalho commcrcial, tanto em casa como na
ra, por diminuta paga, apresentando a melhor asi-
lidade que he possjvel : quem o precisar, dirija-se
ra do Queimado, sobrado u. 31, com entradapelo
paleo do Collegio.
O abaixo assignado declara que vendeu o bi-
Iharque se acha collocado na ra do Trapiche n. 14,
lo Sr. Manuel Antonio 'fcixeira.
Paulino Ferreira tunes. .
C. Starr faz urna breve viagem para fra do
Imperio.
'Manoel Esleves de Abren deixou de ser procu-
rador da Sania Casa da Misericordia da cidade de
Oliuda, desde o da 14 do correnle, sem que nada Pi-
casso a dever a mesma Santa Casa, e no caso contra-
ro ella publique.
O Sr. que fez o favor de tirar do
correio as cartas e os jornaes vindos uo
norte pelo vapor Imperador para o
abaixo assignado, queira as mandar en-
tregar na ra larga do Rosario n. 56,
quarto andar, e desde ja' receba o agra-
decimento pelo seu trabalho.
G. A. Soutb.,
Jos da Silva Mnreira retira-se para Portu-
gal a tratar de sua saude. pofisso julga nada dever;
porm se houver quera se julgue seu credor, tenha a
nondade de aprcsenlar seu titulo de debito no prazo
d,e 15 dias depois desta publicado, no caes do Ra-
mos ; o mesmo Sr. agradece a lodas as pessoas com
quem tem lido negocio, o bom conreilo que delle
lem felto : o mesmo Sr. roga a todas as pessoas que
lem penhores em seu poder, que os, veiihaui reniir
dentro do prazo cima dilo.
Quem precisar de um forncro para padaria. do
que tem bastante pratica : dirija-se a ra do Cahu-
g n. 2 C, a tratar com o mesmo.
Aloga-se urna prela que sabe engommar, cosi-
nhar, e fazer lodo o mais servida de urna casa: na
roa do Sol n. 1.
No alerro da Boa-Vista loja n.58, se dir quem
qur comprar um fteiro envidrarado para vender
fazendas.
Aluga-se urna boa salla com um boa alcova e
um quarlu de um andar na ra do Queimado : a
Iralar na mesma. ra n. 21.
Anda esla para se alugar a casa de Jos Car-
neiro da Cunha, com grande solao, lima alcova, Ires
quarlos, um dilo para pretos, quintal sollrivcl e ca-
cimba com boa agua; a ultima du ra dos Prazeres
do bairro da Boa-Vista.
Na ra do Vigario, casa n. 7, ha para aluga.
um escravo ptimo cozinheiro, proprio para qr"
qur casa eslrangeira. ou para os vapores da
panhia.
O abaixo assignado offerece os seus servijos por
limitados preces para dar balanros e fazer algumas
escrfpturacdes por casas particulares, copiar escrip-
ias, anda sendo serviro de um dia ou horas, e. pede
aos senhores que o quizerem cmpregaV de que souao
lembrem da pequea posiro que commeroiamenle
oceupou nesta praca, e sim da que actualmente oc-
cupa ; eslas lembranras lem feilo com que por vezes
nao lenha sido empregado, o que nao peqoeno mal
Ihe tem feito : procurem ua ra da Seuzala Velha
n. 112, terceiro andar. *
Firmino Jos Flix da Rosa.
Firmiano Jos Rodrigues Ferreira,
tendo de ir ao Rio de Janeiro at fins do
correnteanno, e desojando liquidar todas
as suas transaccoes com a praoa, rga aos
seus devedores tratem rinanto antes de re-
alisarem seus dbitos sem que sejam a isso
forrados.
Aluga-se urna sala e urna alcova no primeiro
andar de um sobradinho na ra de Apollo, bom pa-
ra algnm escriptorio ou para qualquer oceupago;
quem o pretender,dirija-se ao terceiro audar do becco
Largo ih 1.
Precsa-se alugar orna ama forra ou captiva,
para urna casa eslrangeira de pouca familia, para
tratar de meninas a fazer mais algum erviro se for
preciso : na ra da Senzalla Velha n. 60 primeiro
andar, ou na Capunga sitio do Sr. Brito. '
Paulo Gaignou, dentista,
pode ser procurado a qualquer hora em sua casa
ni ra larga do Rosario n. 36, segundo andar.
Avisa-sea quem interessar, que ainda esl|por
se pagar o funeral de certo grande, que montou em
3000000, e qne em quanlo nao pagar nao s sahir
este, como tambem se dir claramente de quem foi,
vislo que tendo-sc esgolado lodos os meios de bran-
dara econdescendencia, a nadase moverm; lie jus-
to, portanto, que ao menos o publico saiba que foi
dito funeral a cusa doPaciente.
Vende-se superior kirechs e abscin-
tlie : na ra da Cruz n. 26, primeiro
andar.
Arados americanos.
Vendem-se arados americanos chegados ni-
limaineiite dos Estados-Unidos, pelo barato
prero de 405000 rs. cada um : ua ruadbTra-
piche n. 8.
*S @SS@@ 9
Pannos linos, casemiras e_alpttlca.
Vende-se panno fino preto a 2J800, 4JK 48500,5,
68 e 78 o covado, dito verde escuro, proprio para
pililos a 48 o covado, dilo azul, para fardas da guar-
da nacional a 3# e 4.3 o covado, casemiras de cores a
'iCOO e 5 o corle, dU prela a 7, 8, 9, 10 e 12 o
corle, alpaca prela a 640, 720, 800, 1 18200 o co-
vado, dila de cores a 800 rs, o covado: ua ra No-
va loja n. 16, de Jos Luiz Pereira & Filho.
Chapeos e capotinhos.
-Vendem-se chapeos de seda e blond para senho-
ras a 12e 148, capolinhos de seda prela e de cores a
128, ditos cora collcte a 158 : na ra Nova loja n.
16 de Jos Luiz Pereira & Filho.
Romeiras e visitass
Vendem-se bonitas romeiras decaiabraia bordada
a 38, visitas de lil e cambraia bordloa muilo bem
enfeiUdas a 78 : na ra Nova loja n. 16 de Jos
Luiz Pereira & Filho.
Vestidos baratos.
Vendem-se cassas francezas da bonitos desenhos e
cores lixas a 360 rs. a vara, curtes de dilate barrra
e babados, com 11 ^ varas a 55, vestidavde cam-
braia com barra de cor a 3a, ditos de 1 a babados,
' *"\ 48500, e58, ditos de riscados com capolinho pa
*t Palitps rrancezes.
Vendcm-se palils franeezes de brm de linho e
bretanha a 38 e 48, ditos de alpaca prela e de cores
ultima moda e bem acabados : na ra Nova loja
fazendas n. 16 de Jos Luiz Pereira & Filho.
de quadros e lislras pa-
ra vestidos, fhzenda nova e de goslo a 800 rs. o co
vado.- na ra Nova n. 16 de Jos l.ui* Vertir A
Filho. *,- '
Vendem-se latas com 5, 6 e 12 li-
bras de ameixaifc francezSP de superior
qualidade: na ra da Cruz n. 26, pri
ro andar.
Vendem-se saccas com cevada nova:
no caes da Alfandega, armazem de Anto-
nio Annes. *
Vendem-se os seguintes escravos: urna negra
boa cozinheira, costureira eengommadeira, oulra di-
la coziuheira, e ambas propras para qualquer ser-
viro de casa, dous negros proprios para copciros, e
qualro dilos para o serviro de casa e de campo : a
tratar aa ra do Vigario n. 7.
Vende-se muito barato um grande e fornido
portao de ferro, feilo em Inglaterra : os pretenden-
es podem ve-lo uo silio em Sant'Anna, qne foi do
finado cornmendador Antonio da Silva, junto a casa
da beira do rio : a tratar na ra do Vigario n. 7.
388B8SSBK-388a
O Dr. Thomassin, medico francez, d con-
sullas lodos os dias ulcs, das 9 horas da ma- H
ulula al o roeo dia, em sua casa ra da Ca-
deia de Sanio Antonio >. 7. @
geomelria ap-
provados para o uso das aulas de segundo grao,
acham-se a venda na ofcina o cnVadcrnacto do pa-
leo do Collegio: lodos os compendios levara urna as-
sgnatura do antor, em m'auuscripto,feita na primei
a folha vcrlicularmente.
Vende-se a taberna da.ra de Santo Amaro n.
28, com fundos a vonladc do comprador, ou s a ar-
"ajao.por preeo commodo; a Iralar na mesma.
_a>$@;_ .
Superior farinha de. mandioca
Vende-se farinha de Sania Calharina muilo
9 nova, e de superior^qnalidade, por preeo
commodo, a bordo dafCscuna Zelosa ; para
porcoes, Irata-se no escriptorio da ra da Cruz
n. 40, primeiro audar. gg
c a@^ e@@
Na ra das Cruzes n. 22, vemtece urna mula-
ta de 23 annos, bonita figura, cngormnadeiS, cozi-
nheira, cose chao e lava de sabao,- oira criOi)la de
bonita figura coro as mrsmas habilidades, eoutra di-
la que engomma, cozinha, cose chao e lava, um mu-
laiinho de 13 anuos, e um crioulo de elegante figura
de 30 annos.
Na ra do Pires,
casa de porta larga, lera para vender-se um cabrio-
le com coberla suposla, novo c de bom gusto.
No alerro da Boa-Vista n.80, vende-se
tinto a320a garrafa, e branco a 400 rs., am
cha preto em Ires vmbrulhos cada
libra, feijao mulaliuho a 520 a cuia, bra
gruguluba a200 rs., gomma para engdm-
28560 a arroba, e 100 rs. a libra.
Sor vete.
Nas segundas e quinlas-feiras haver na loja do
Bou/gard sorvele de-crenie ao meio oia.
Relogios de patente inglezes;
vendem-se por pre^o commodo, em casa de Barroca
& Castro, ra da Cadeia do Recife n. 40.
Com pequeo toque d a varia.
Maudapolao e ak'odgozinlio muilo barato : na rna
do Crespo, loja da esquina que volt* para a cadeia. -
No armazem de Tirara Mousen & Vnnassa largo
do Corpo Santo n. 13, vendem-sc vaquetas de lus-
tro para ca rro, charutos de llavana verdadeiios em
caixas de 100 e200 ; 1 piano forte liorisoulil da me-
lhor cooslruc cao vindo a esle mercado. -
Vendem-se 9 escravos sendo 2 molecoles bons
officiaesde peclreiros de idade 18 a 20 annos, urna
muala de bonita figura que engomma cose e cosi-
nha, 4 escravas do todo servido, 1 dilo de meia ida-
de, e um negro du bonita figura proprio para todo o
serv jo: ua rna Direila n. 3.
Vende-ie ma taberna com poneos fundos': na
ra do Rangcl, a tratar comTasso IrroSos.
Chegaram .ltimamente palitos
franeezes de panno e de alpaca,
bombazim preto e de cores, os de
panno a 16$000 cada um, e os de
bombazim e alpaca a 10000 : na
I' ra do Crespo, loja amajWla n. 4,
de Antonio Francisco Pereira.
Vendem-se duas ptimas canoas, sendo urna
para familia, e oulra devearreira: na roa Nova lo-
ja n. 4.
yende-se chocolate de Pars, o me-
lhor que tem apparecido at boje neste
mercado, por prero commodo : na ra
da Cruz n. 20, primeiro andar.
Venderse setim patio lavrado, de muilo bom
goslo, para vestidos, a 28800 p covado : na ra do
Crespo, loja da esquina que volla para a cadeia.
Vende-se om e\ re lente carrnho de 4 rodas
mui bem construido, era bom estado; esl ex posto na
roa do Aragao, casa do Sr. Nesme n. 6, onde podem
os pretendenles examiua-lo, e tratar do ajuste com
o mesmo senhor cima, on na rui da Cruz no Recife
n. 27, armazem.
Na rna do Vigario n. 19 primeiro andar, lem pa-
BOM E BARATO.'
Fe.jao mulatinho a 240 rs. a ceda, e em medidas
maiores se dar mais commodo, daas calzas gran-
des que foram de archotes que se ,ende barato: na
rna da Senzalla Velha taberna n. 15.
SEMENTES NOVAS.
Vendem-so no armazem de Antonio
Francisco.Martinsl na ra da Cruz n. 62
as melhores sementes recentemente cltega-
dasde Lisboa na barca jiortugueza Mar-
garida, como sejam: couve truncbada,
monvarda, saboia, feijao carrapato de
duas qualidades, ervilha torta e direita,
coentro, salsa, nabos e rabonetes de toda
as-qualidades.

preso.
i*
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen- ,
da-se aos senhores de engenho os
seus bons eileitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
IrJa
Vendem-se relogios de ouro e prala", mais
barato de que em qualquer outra parle :
u praca da independencia n. 18 e 20.
Chapeos pretos franeezes
a carij, os melhores e de forma mais elegante que
lem vindo, e oulros de diversas qualidades p*r me-
nos preeo que enwnlra parte : ua ma da Qadaia do
Recife, n. 17. JF
h ditos de pando lino a lj}, 16 e 18, ludo ^JsrmXo da tabrS
ja de Ve
RAP ROMCV FRANCEZ.
Vende-se em*Tasa do Sr. C. Bour-
gard, ra da Cadeia do Recife, e na loja
do Sr. Jos Dias da Silva Cardeal, ra
larga do Rosario.
Milho novo.
Vendem-se saccas rom milho novo, pelo barato
prejo de 38000 rs. cada urna: na roa do Passeo Pu-
blico n.17.
Do Chili finos.
Vendera-se superiores chapeos do Chili, de abas
grandese pequeas, superioreschaposdellalia.para
homens, senhoras e meninos, com enfeiles e sem el-
les, variado sorlimenlo de trancas e franjas pretas e
ltocores, para enfeiles de bonetes e guarnirnos de
manteletes, a precos commodos: na praca da Inde-
pendencia loja e fabrica de chapeos de Joaquim de
Oliveira Maia. ns. 24 a 30.
Vende-se por preeo commodo a
interessante obra prximamente chegada
de Pars intituladaDiccionario deConver-
sacao,e de Leituraem 68 volumes, ul-
Itima edicrao: quem a pretender dirija-se
a livraria n. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia. ,
Oleados pintados.
Vapdem-se oleados pintados.'ne ricos padrocs e di-
versas larguras proprios para cobrr piannos, cm-
odas, mesas, e bancas, e a precos muito commo-
do Todos ot Santos na Babia.
de-se,emcasadeN. O. Bieber &C, na ra
da Cruz n. 4, algoda trancado d'aquella fabrica,
muito proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por prero commodo.
Na ra do Vigario n. 19, primero andar, h a
para vender, chegado de Lisboa presentemente pela
barca Olimpia, osegninte: saccas de farello muito
novo, cera em grume e em velas com bom sorli-
menlo de superior qualidade, mercurio doce e cal
de Lisboa em peJra, novissma.
Vendcm-se em casa de Me. Calmonl t Com-
panhia, oa praca do Corpo Santn. 11, o seguinlc:
vinho deMarseilleeuVixas de 3 a 6 dnzias. lindas
em oovellos e cariareis, breu em barricas muilo
grandes, ajo.de milab sortido, ferro inglez.
AGENCIA #f %
Da Fundicao' Loif-Moo*. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um cdBipleto -sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de3;ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.' fe
AOS SENHOKES DE ENGENHO."
O arcano da nvencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado nas co-
lonias inglezas e boliandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o metliodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. .0. Bieber & Compajiia, na ra da
Cruz, n. 4. ^
mm *
SALSA PARRILHA.
de Brito, nico agente em Peram-
... 1). Sands, chimico americano, faz pu-
renfc||ie'gado a esta praca urna grande por-
iseosTle salsa parrilha de Sands, qne sao
verdadeiramenle falsificados, e preparados uo Rio
de Janeiro, pelo que se devem acaulelar os consu-
midores de Uo precioso talismn, de cahir neste
engao, tomando as funestas consecuencias que
sempre coslumam tra/.er os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela mao daquelles, que aulepoem
seus interesses aos males e eslragqfckda buinandade.
Porlaulo pede, para qbe o publieSso possa livrar
desla fraude e dislingua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recentemente aqni chega-
da ; o aniiunciaute faz ver que a verdadeira Se ven-
de nicamente em sua bolica, na ra da Conceiciio
do Recife o. 61 ;"e, alm do receiluario que acom-
panha cada frasco, lem embaixo da primeira pagina
su nome impressu, e se achara sua firma em ma-
nuscripto sobre o invultorio impresso do mesmo
fracos. *
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e Haata, como
sejam, quadrilhas, valsas, rtjdo^fa?. schc-
tickes, modinhas, tudo inodernissimo
chegado dodr% de Janeiro.
ARTNHA DE TRICO.
Vende-se no armazem de Tasso Irmos, farinha de
"J,?,Qder'SeChap60SdeCaSlUr briaucoPr ,omra^ Acha-se a venda, ou-a ser dado da
etnprazamento por tempo.de 12 annos,
para se levantar um ehjjfiho, conforme
as copdicoes adoptadas pefos intcresados,
urna porcao de terreno, que se separou
do engenlio Aldeia, da regiiezia do Rio
i Formoso, e forma hoje por si s urna
propriedade distincta, com a denomina-
cao de Palmeira tendo ipaeia legua
de fundo ou mais, e 650 bracas de lren-
0, pouco mais ou menos, e confrontan-
do com os engenhos Sipo, CabttaL.de Poi-
co, Paraizo e FloregU, sites1 i mesma
'reguezia. Assegura-se, que dita prpprie-
dade Palmeira offiamti'/*o~ nego-
cio indicado, ale'm de nao ter sido culti- -
vada em tempo algum, em razSo de ficar
muito distante do^engenho de que se des-
membrou, e conjg em si. grande e' im-
portantssima mta-virgem, he de mais
a maiaSjtie muito boa. qualidade, e tem
todas as proporcoes para se tornar um.
excellente engrio: a quem-convie-, se
dira^afesta type^aphia, onde deve d-
ngir-se.
AVISO INTEBESSANTE.
No berro Largo, esquina que volla para a.ruada
senzala \ elba, loja n. 4, existe nm grande a variado
Kriimenlode louca vidrada para cozinha, deposi-
i paraozeite doce e todas as qualidades da oleosos;
assim comosrandes lall.as para agu, pinsaderas qne
pode acar. frigir ou cozinhar utea gr*nde cvala Ou
oiilro qualquer pexe intero, acadairas qve pode de
urna so vez receber dous leiloes ou oulros objeclos
grandes, cacardlas e alguidares para bater pto-de-lo,
bolos e para ludo que se quizer applicar, eala tonca
esta vidrada e manufacturada com lodo aceio e lim-
peza, be feiU em Portugal, e de semdhanle qualida-
de nao pode vir ao mercado m consequencia dos
Brandes direitos : por isso qae os ssnhores que qui-
zerem eproveilar-se desoccasiao tenham a bonda-
de all dirig.r-se ; noU-se que alm da louca indi-
cada^xiste de mais qualidades e variados lamanlios:
os precos sao razoaveis e nao desagradarao os nre-
lendentes. ^
Vende-se um negra bom canoeiro e bom caia-
dor ; quero quizer procure na ra larga do Bosario,
taberna n. 23.
Nf^deposito de bichas hamburguesas,
vendeJPalacado e a retalho. e atagam-se.as melho-
res e mais fresqninhas bichas de JUmburgo par pre-
eo commodo: aa ra estrella do Bosario ns. 11
e 13.' <% *
PALITOS DE ALPACA FBANCE?ES.
Grande sorlimenlo de palitos de alpaca e de brm
na rna do Collegio n. 4, e na ra da Cadeia do Bcci-
re n. 17 ; vendem-se por preeo muito commodo.
Monhos d vento
'om bombasde repuxo pa
decapim.ua fundirs '
do Brum ns. 6, Se 10.
VINHO DO POBTO MULTO EINO.
Vende-se superior vinho do Porto, em
barrisdei., 5. e 8. : no m da ra
do Azeite de P
escriptorio de
ra do Trapi
gar horlas e baixa
. Bowman : na ra
^rf^.i^nf.SS JfS. Cn.f3^? *> de 'd "-. Le uomer-
JL
JL
Atteneo.
Prccisa-se de um eapcllai* para a povoa^ao de Ca-
poeiras, sendo bem moralisado'e instruido: quem.
pretender dirija-se ra Direila n. 76, que se dir
quem est aulorisado para traUr, e declarar as vau-
tagensda capelania.
J. Jane dentista,
contina rezdir na ra Nova, primeiro andar n.19.
Offerecc-se um rapaz para caixero de qualquer
casa de negocio de atacados, tanlo de fazendas como
de molhados no trapiche, o qual dar iuformacoes de
sua conduela ; quem pretender annuucie para ser
Aluga-se um sobrado de ufl ndar
com cinco ouartos, estribaria, eoKafpara
escravos, sita na ra do Bemica, logode-
psis da ponte grande: quem o preten-
der dirija-se a ra do Bangel n. 56."
O cautelista da casa da fama no
aterro da Boa-Vista n- 48, vendeu o meio
bUheten. 3626 com o premio de 5:000$
rs. divididos em quartose.vicsimos, da
lotera de N. S. do Livramento: e avisa
a quem os possuir que "Venham receber
na mesma casa cima.
Antonio da Silva Guimaraes.
Joaquim Antonio de Santiago Lessa, modou a
sua residencia da ra Augusta para a ra Direila
freguezi de S. Antonio confronte a bolica do Sr.
Paranhos, primcirA andar do sobrado n.91, que faz
quina para o becco do Serigado.
Precsa-se de um cacheiroque tenha bastante pra-
lica de taberna, seja fiel e diliaente, e d fiador a sua
conducta, nao se duvida dar bom ordenado : ua ra
de Cordoniz n. 1, no forte do Mallo.
O procurador fiscal e dos fcilos da fazenda na-
cional, o bacharel Fernando Alfonso de Mello, mo-
dousua residencia para a ra da Praia era segui-
menlo do caes do Bamos, segundo andar do sobrado
de Jos liygino de Miranda.
Alugam-se e vendcm-se superiores bichas de
Haraburgo chegadas pelo ultimo vapor da Europa :
na ra eslreiU do Hosario n. 2, loja de barbeiro:
Os abaixo assignados, consignatarios da barca
franceza Florian, recoiihccidos pelos servcos que
foram prestados em socrorro do referido navio jg,
noile de 9 para 10 do correnle .inez, quando pejgr-
no recife dentro do mosqueiro, vem por meio da,
publicidade Icslemunhar seu vivo agradecmenlo a >
Illin. Sr. capiUo do porto e inspector de marinh.'i.,
pela presteza com que o ir.andou succorrer. Agr;i-
derem igualmente ao Illm. Sr. ajudante do guard n
mor, Luiz Gomes Ferreira, que na dila ocrasiao s e
arhava a bordo, o auxilio que Ihe preslou com a ar -
celerada parliciparao que deu do seu perigo.J. h '.
Adour&C. '
O abaixo assignado, adverlc a dous moros ca i-
xeiros da ra Nova, que j lera esgolado a prudenr m
de ouvi-los, c que nao pode mais tolerar os seus d e-
boches e indirectas: por isso roga-lhes que a bem i la
honestidades delicadeza, o" poupem de algum d ja
lhes dar merecida resposla..V. /(. J.
Quem precisar de urna ama secca |>ora casa
homem sollelro : dirija-se a Boa-Vista n. :IX.
No alerro da Boa-Vislan. 1 terceiro andar,
seja-se saber se oesla cidade existe o Sr. Joao .
louiu Pacheco Bastos.
de
3e-
in-
TKOC/i-SE POR D1M1EIR0 A VISTA.
ira. ra do Crespo n. 15.
Chilas francezas finas a 80, 260, 240 rs. o
covado, cassa franceza a 720, 360 rs. a vara,
chilas inglezas entre Cuas, cores lxa 220,
200, l'SO rs. o covado, riscados franeezes a
240, :: .20 rs. o covado, lirins lizos de linho
de di versos padroes a 280 rs. o covado, dito
Iranc ado crua; a 28000, 29300 rs. o maco, chapus de
sol d e panno e cabo de ferro a t/OOO rs. ca-
sem ras francezas escuras de padroes mo-
dernos a 43000, 400 e 53000 rs. o corle,
"dilar-i meias casemiras a 28800 rs. o corte,
setim jnaco a 23800 c :O00 rs. o covado.
case n i!ras pretas a' 28000, 23100 e 38000 rs.
o covado; outras muitas faiendas.
. _9Sat3&&2i
Vend ,c-se ou Iroca-se por uiua nfes
lavar e c ngommar, urna iiegrtiria de
de idade : naraade'S. Rila n. 18.
Vt:ude*se na rna da Madre de Dos
n. r>V., accis' coui farirjJiadejnandioea
por pracoronmodo.
N i ra do Queimado n. 35, se clir'i quera vende
um rovilfro deouro de lesein feilio, muilo proprio
para r elogio. '
> ende-se una cscrava de idade 22 annos pen-
co id; ns ou meaos, crioula, com algumas habilida-
des, ao comprador se far ver: ua ra larga do Ko-
saric i n. 44.
-Urna pessoa que se relira para fra desta praca,
faz venda de nina mobilia de angco couleudo vahas
pee as ludo em muito bom estado; assim como ou-
tro s umitas objeclos ludo por proco commodo: no
pa leo de S. Pedro sobrado u. 3.
Vende-se por preeo commodo urna casa de laipa
ni iva em Ierras propras, bem construida, e colloca-
d a em urna quina, podendo quem a comprar edificar
0 nlra casa para negocio no mesmo terreno que lem
f >ropori;es para isso, e tambem ser em bom local;
i ia Capunga nova, ra que vai sahir em S. Jos do
1 ilanguinho: os pretendentes dirijam-sc n mesma
patfvercm e contratar, ou nos Qualro Cantos da
Bor-Vista u,l.
Vende-SJUum novo c liouito cabriole! : na ra
('as l.arangeira n, 18.
Vendein^o corles de cassa de cores n 18110 rs.:
. issim como risewHnhos linos a 200 rs. o covado:
na ma do Crespo u. 19.
Vcndo-se om raixo grande de huiro, um bal-
co, um moinho do moer rafe proprio para padaria
ou relinarao: na ra Direila n. 84, tambem se faz
negocio com o deposito no mesmo u.
A 25iOO rs-
Vendm-s saccas com superior milho, para fe-
char cuntas: no terceiro andar do becco Largo
n. 1.
Venderse um cavallo russo cardao, grande e
gordo, muito bom andador, e com urna muda por
fazer : na praca da I (pendencia n. 26.
Navallias a contento e tesn
Na ra da Cadeia do liedle u. 48, primeiro an-
dar, escriptorio de uguslo C. de Abrcu, conliuu-
am-sc a Vender a 83000 rs. o par (preso fixoj as j
bem condecidas e afamadas navalhas de barba feitas
pelo hbil fabricante que fui premiado na.exposrao
de Londres, as quaes alm de durarem 'extraordina-
riamente nao se seuteni no rosto na aceflo de corlar ;
vendem-se cora a condirao de, nao agradando, pode-
icio os riiiuprudores devolve-lasal 15 dias depois da
compra, resliluindose o imporle : na mesma casa
ha ricas lesouriuhas para unlias feitas pelo mesmo
laricanle.
chapeos de Joaquim de Oliveire Maia, ns. 21 a 30.
Feltro superior.
O mais completo c variado sorlimenlo de chapeos
de feltro de todas as cores e qualidades, para ho-
mens, senhoras e meninos, preros muilo commo-
dos : na praca da Independencia loja e fabrica de
chapeos de Joaquim de Oliveira Maia, ns. 24 a 30.
De castor a 12^000 rs.
Vendem-se chapeos de castor
branco inglez, da melhor for-
ma e qualidade. a venda no
mermado a 123000 rs., ditos de dilo pretos a 98000
rs., bem como variado sortimento de chapos de se-
da franeezes de excellenles formase superfina quali-
dade a 6, 7 e 83O00 rs. cada um : na praca da In-
dependencia loja e fabrica de chapos de Joaquim
de Oliveira Maia, ns. 2i a 30.
Veude-sc nm escravo de 35 annos, bom para
trahalh.ir ero algum silio, por ler disso pratica, e
tambera sabe tratar de cavallo : he muilo sadio, e
nao tem o vicio de se embriagar, e nem de fugir ;
quem o pretender, dirija-se a ra Direila, casa jun-
io padaria, n. 67. Vende-se por prer.o enconta, e
0 motivo da venda se dir ao comprador. .
Grande e variado sortimento de fazendas
baratas, na ra do Crespo n- 14, loja
de Dias & Lemds.
Chitas saragor.anas escuras mnito fixas-Q muilo
recommertdaveis por sua boa qualidadecfDadroes
anda nao apparecidos, a 160 e 180 rs. o covado ;
sarja de hia de duas larguras muilo cncorpadi, a
610 rs. o covado; riscadiuhos de linho muilo finos,
a CIO rs. o covado; algodo trancado escuro, panno
couro, a 180 rs. o covado : ganga amarella muito
superior, a 360 rs. o covado; brm trancado de al-
godao muilo eucorpadu a 800 rs. o corte: coberto-
res de algodo grandes, a 640 rs.; pequeos 600 rs.
cada um; pecas de cambraia muilo linas com 8 %
varas, a 48000 rs. e a 560 a vara ; camisas de meia
muito elsticas, a I32OO rs. cada orna ; alpaca pre-
ta de duas larguras a 400 rs. o covado; damasco de
la de lodas as cores muilo superior, a 800 rs. o
covado ; e oulras muitas fazendas mais baratas do
queem outra qualquer parte, dao-se amostras das
dulas coiA penhores.
ATTENCAO'.
Na ra Direila n. 19, ha para vender-se os se-
guintes gneros:
Kolachinha iugleza muilo nova.
Dila de aramia, franceza
Farinha de tapioca muilu alva.
Dila de aramia.
Amendoas descascadas.
Castanhas do Porlo.
EspermacPte americano.
Cha superior.
Dilo brasilciro.
Alelria nova. *
MararrSo.
Talberira.
I.inguiras, superior qualidade.
Faios e salpicos do Porlo.
Toiirinlio do Lisboa.
Quejos muilo novo.
Cevada nova.
Vinho de Lisboa, garrafa..
Dilo engarrafado do Porlo (sem casco)
Manteiga ingleza muilo boa.
Todos csses gneros se responde pela qualidade.
Malas para viagem.
Grande sorlimenlo de lodas as qualidades por pre-
eo razoavel: na ra do Collegio 11. 4. I
Vendem-se 4 escravos, 1 mualo' de 20 annos,
1 moleque de 17 annos, 1 prela Uvadeira e engom-
madeira, 1 prelo de 40 annos e 30 travs de pao liar-
en : ua ra larga do Rosario n. 25.
280
480
.140
200
320
120
900
282O
18500
280
280
280
440
480
400
I3700
120
400
480 o
500
cado.
Muita atteneo.
Cassas de quadros muilo largas com 12 jardas a
23*00 a pesa, corles de ganga amarella de quadros
muilo lindos a 18500, corles de vestido de cambraia
de cor com 6 1)2 varas, muito larga, a 28800, ditos
com81|2 varas a 3s000rs., cortes de meia casemira
para calca a 38000 rs.,' e oulras muitas fazendas por
prec.0 commodo : na ma do Crespo, loja da esquina
que volla para a Cadeia.
Asenclad Edwln Maw.
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon
& Companhia, acha-se constantemente bons sorti-
mentos de taixas de ferro xoado ebatido, lano ra-
sa como fundas, moendas inclras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., ditas para armar em madei-
ra de todos os tamauhos e modelos os mais modernos,
machina horisontal para vapor, com forca de
4 cavallos,, cocos, passadeiras de ferro eslanhado
Cara casa de purgar, por menos preso que os de co-
re, esco vens para navios, ferro da Suecia, e fo-
I has d (landres ; ludo por barato preso.
Na ra da Cadeia do Becife n. 60, arma-
zem deHenrique Gibson,
vendem-se relogios de ouro de sabonete, de palenle
inslez/ da melhor qualidade, e fabricados em Lon-
dres, por pre(o commodo. s
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, ,e alvaiade dezinco, superior quali-
dade, por precos commodos: na ra do
Trapiche Novo n. 16.
Na ra da Cadeiaftjelha n. 52, em casa de
Deane Youle & Companhia,
vende-se nm carro americano de 4 rodas ; pode ser
vislo na cocheira de Poirrier, no alerro da Boa-Vista.
Vende-se um completo sorlimenlo de fazendas
prelas, como : panno fino prelo a 38000, 4*000 ,
58000 o 68000, dilo azol 38000, 48000 e 58000, ca-
semira prela a 28500, selim prelo muilo superior ,
33OOO e 48000 o covado, sarja prela hespanhola 28 e,
25500 rs., selim lavrado proprio para vestidos de se-
nhora a 236OO, muilas mais fazendas de muitas qua-
lidades, por prejo commodo : na ra do Crespo loja
n.6.
Velas de carnauba.
Na ra da Cruz n. 15, seguudo andar, vendem-se
velas de carnauba, puras e composlas, feitas no Ara-
caty, por menos preso do que era oulra qualquer
parle.
Vendem-se cobertores brancos de algodao gran-
des, a 18*40 ; ditos de salpico tambom grandes, a
13280, dilos de salpico de tapete, a 13*00: na ra do
Crespo toja n. 6.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver "uta
completo sortimento de taixas de mto
fundido e batido de 5 a S palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preeo commodo e com promptidao' :
embarcam-8e o carregan||e m carro
sem despeza ao comprador.
Vendem-se cobertores de algodao grandes a 640
rs. e pequeos a 560 rs.: na ra do Crespo nume-
ro 12.
Vade-meeum dos homeopathas ou
o Dr. Heringtraduzidoem por-
tuguez.
Acha-se a venda esla imporlantissima o-
bra do Dr. Ilering no consultorio Iionueo-
palbiro do Dr. Lobo Moscoso rna do Colle-
gio n. 25, 1o andar.
0
650
Vendem-se a ra da Mar.gueira 11. 5,
650 fijlos de marmore ; baratos e em bom
estado.
Vendem-sc duas cabras {bicho)rom cii.is.eduas
ovelha ; na rna du Cotovellu 11. 109.
.09
Deposito de vinho de cham- 1$
pagne Chateau-Ay, primeira qua- A
lidade, de propriedade do condi &
de Mareuil, ra da Crus do Be- &
cfe n. 20: este vinho, o melhor ^
de toda a champagne vende- W
se a GSOOO rs. cada caixa, acha- jj
se nicamente em casa de L. Le-
, comte Feron & Companhia. N. B.
As caixas sao mareadas a fogo
Conde de Mareuil e os rtulos
das garrafas sao azues. ^
n. 14, ou a tratar no
es & Coinpanbia, na
r.i.
Padaria.'
Vende-se nma padaria muilo afreguezada: a tratar
com Tasso IrmaoS.
' Aos senhores de engenbo.
Cobertores escures de algodao a 800 rs., dilos mui-
lo grandes e encorpados a 18*00 : na ra do Crespo,,
loja da esquina que volla para a Cadeia.
Devoto Christao.
Salu'o a luakfMfidbediplo do llvrinho denomimdo
Devoto Clirist5o,mais correcto e acrescentado: vende-
se nicamente na livraria n. 6e 8 da prasa da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de ums panno, muilo grandes e
de bom goslo : vendem-se oa ra do Crespo, loja da
esquiua que volla para a cadei
NO C0kSl]LT0BIJoH0ME0PATHIC0
DR. P. A. LOBf MOSCOZO.
Vende-se a meUior de todas as obras de mediana
nomopalhica t^- O NOVO MANUAL DO DB.
JAHR .st traduzido em portuguez pelo Dr. 1'.
A. Lobo Moscozo, coulendo un accrescimo de im-
porlanles explicases sobre a applica;o das dses, a
diela, ele, ele. pelolraduclor : qualro volumescn-
cadernqdos em doos 20&000
Diccionario dos termos de medicina, cirnrgia, ana-
toma, pharmacia, etc. pelo Dr. Mosczo: encader-
nado 4^00,)
Dma carleira de2i medicamentos com doos fras-
cos de linduras indispensveis 408080
Dita de 36..........458000
Dila, de. 48.......... 5O9O0O
(Ima de 60 tubos com 6 frascos de linduras. 608000
Dila de 144 com 6 dilos......1008000
Cada carteira he acompanhada de um exemplar
das duas obras cima mencionadas.' ':,
Carteiras de 24 lubos pequeos para algi-
hcira........... 88000
Di (as de 48 dilos.........168000
Tubos avutsos do glbulos..... lyooo
Frascos de meia onc,a de lindura 28000
lia tambem para vender grande quantidade de
tubos de ctyslal muilo fino, vasios e de diversos ta-
manhos.
A superlbridade desles medicamentos est hoje por
lodos reconhecida, e por isso dispensa elogios,
N. B. Os senhores queassignaram 011 compraran) a
Jbra do JAHR, antes de publicado o 4" volme, p-
em mandar receber este, quo ser entregue sem
augmento de preso.
Attencao.
Na ra do Passeio n. 13, vende-iw meias casemi-
ras de cor, pelo barato preso de 400 rs. o covado,
brins de quadros de bom goslo 320 rs. o covado,
chales de la e seda por 28000 rs:, outras muilas
fazend/is por presos commodos. \
Na loja de fazendas esquina do becco Largo n.
26, e iie armazem de Jos Joaquim Pereira de Mel-
lo 110 caes da alfandega ra de Joao de Barros, em o
armazem de Francisco Guedes da Araujo, exislem
ainda saccas com superior milho; assim como nes-
te tambem tem barris com 8 libras de rhourirosde
Lisboa propras para casas particulares; a qualida-
de he superior por lerera sido all fabricados por
urna familia particular.
ESCRAVOS FGIDOS^
Aulonio, moleque, alio, bem parecido, 'cor
avermelhado, nasao congo, rosto compridu e barba-
do no queixo, pescoso grosso, ps bem feilos, lendo
o dedo ndex da mao direila aleijado de um U|ho, e
por isso o Iraz sempre fechado, com lodos os deules,
bem ladino, official de pedreiro e pescador, fevou
roupa da algodao, e utoa palhos-a para resgnar-
dar-se da chuva; ha toda a probabilidade seduzido por alguem ; desappareceu a 12 de maio
correnle pelas 8 horas da uiauha, tendo obtido li-
cenra para levar para S. Antonio ma bandeija cora
roupa: roga-se porlanlo a todas as autoridades e ca-
piaes de campo, hajam de o apprehender e' leva-lo
a Antonio Alves Barboza na ra do Apollo t. 30,
ou em Fra de Portas na ru dos Uuararapet, onde
se paliarlo todas as despezas.
508000.
Desappareceu no dia, 30 de abril prximo passado
o preto, crioulo, de nume Amaro, que representa.30
anuos de idade ; levou camisa de algodao azul e cai-
ra de algodao branco, he grosso do cr>o at os ps,
c quando anda d eslalos lias juntas : quem o pegar
leve-o i ra de Apoll n. 26, ou rna da Cruz n. 2.
No da 12 do correnle- desappareceu do sitio
doCaldcreirojuntoaodo Sr. Dr. Alcoforado, um
mtalo de nome Luiz com os signaes segoinles; ba-
xo, cabellos carapnhados, pouca barba, mal encara-
do, olhos sempre baitos, os psapalhelados e vira-
dos para lora, anda um lano miudo.a idade qne re-
presenta ler hefiouco mais ou menos 35 annosjlevou
chapeo de palha velho, camisa de riscado azul, calja
ja velha azul : quem o pegar pode leva-lo na ra
do Collegio n.23 primeiro andar, ou no referido si-
lio do Caldereiro, que ser recorapesado.
Fugio no dia 254do corrente o escravo crioulo
de nome Vicente com os signaes seguintes, repre-
senta ler. 30 annos.bem preto, olhos grandes, cam-
bado das* pernas, he muilo prosista : levon vestido
camisa de meia j rola, mica de riscadinho j suja
porm he de suppor que mudasse de Irage, esle es-
cravo he propriedade do Sr. Paulo de Amorim Sal-
gado, senhor do engenftoaCcjl da freguezi de I'na.
quem o pegar ou der nuliriala ra do Rosario lar-
ga 11.21 ou uodilo engenho que ser bem recoin-
peussado.
Fat.- Tf. .ML r. rart.-*-


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