Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01557


This item is only available as the following downloads:


Full Text

ANNO XXX. N. 112.

TERCA FEIRA 16 DE MMO DE 1854.
.
i
%
L
r
Vi
t
fe
*,
l
V
1
i
I ,
I
(
I
*
11

Por t mezes adiantados 4,000
Por 3 mezes vencidos 4,500.
Por Anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
HWMI
ENCARBBGADOS A. SCBSCRIPCAO*.
Recife, o proprietario M. E. de Faria; Rio de Ja-
neiro, oSr. Joo Peraira MajSins; Baha, o Sr. F.
Duprad ; Macei, oSr. Joaquim Bernardo de Mon-
dones. ; Parahiba, o Sr. Jos Rodrigue ajCosia; Na-
lal, oSr. JoOTiiraIgMcioPereir;Aracaty, o Sr.
Antonio de flMttos Braga ; Cear,o Sr. Victoriano
Augusto Borges; Marario, o Sr. Joqiiim Marques
Rodrigues; Para, o Sr. Justino Josilinx.'-.
CAMBIOS. .
Sobre Londres 27 3/4, 28 e 28 1/8 d. por **
Paris, 340 a 345 rs., por 1 f.
Lisboa, 95 por cento.
Rio de Janeiro, 1 i/2 a 2 porO/o de rebate.
Aogoes do banco 10. O/o de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras 12 0/0
METAES.
Ouro. Oncas hespanholas. 289500 a 29*000
Moedas de 69400 velhas. 16000
Je 69400 novas. 169000
de 49000...... 99000
Prata. Patacoes brasileiros.....19930
Peso columnarios. ..... 19930
mexicanos ....... 19800
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda, todos os das.
Cariiar, Bonito e Garanhuns nosdias 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e Oricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas feiras.
Victoria, e Natal, as quintas foiras.
PRFUMAR DE HOJE.
Primeira s 7 horas e 42 minutos da manhaa.
Segunda as 8 horas e 6 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e qninlasfeiras.
Relaco, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphaos, segundas quintas s 10 horas.
1.a vara do civel, segundas e sextas ao meio dia.
2.* vara dq civel, quartas e sabbados ao meio dia.
F.PIIEMERIDES.
Maio 5 Quarto crescente as 7 horas, 11 mi-
nutos e 48 segundos da manhaa.
12 La cheia a 1 hora, 18 minutos e 48
segundos da tarde.
19 Quarto minguante as 4 horas, 14
minmose 48 segundos da manhaa.
26 La nova as 6 horas, 28 minutos e
48 segundos da tarde.
DAS da semana.
15 Segunda. S. Izi'dro lavrador ; S., Dympua,
16 Terca. S.< Joo Neporauceno conego m.
17 Quarla. S. Pascoal Baylo f. ; S. Possidonio.
18 Quinta. S. Venancio m. ; S. Fclx deC.
19 Sexta. S. Pedro Celestino p. ; St Ivo f.
20 Sabbado. S. Bernardino de Sena f.
21 Domingo 5." depois de Pascoa; Ss. Mancos,
Theopompo e Valente bb.; S. Hospicio.
ao
Expedieate do la 12 de auto de 1854.
Offlcio Ao juii relator .da junta de juslca,
Iransmittindo para ser relatado autRo da mesma
junta, o processo verbal do so^Hb do nono bala-
lhao de infanlartj, Manoel RodWtues da Silva.
Commuoicoa-se io coronel coromaudante das ar-
mas.
DitoAo cliefe do polica, autorisando-o a man-
dar pagar ai despeas que se tizerem*com a con-
dcelo do armamento apprehcndido pelas anloi i -
dades policiaes, remetiendo a conla da imporl.m-
cia de semethanles, despezas paAtfiffandeinMhda
pelo cofre da thesouraria proviuejlatjl
Dito Ao l amo, iatoteanjo-qjp Saver Irans-
raitlido thesouraria provincial para ser paganb-
lando nos termos, legaes, a conta que 5ntc. rejnet-
lea das despozas -IMtas coro o susleafo^'doa
pobres do Bonito.
Dito Ao Inspector da thesouraria provincial,
Iransmittindo para o lira conveniente a relaco no-
rainal dosSrs. depulados que comparecern! na ses-
30 daprorogasio da asserabla legislativa provin-
cial, desde o 1." al 11 do correte.
Dito* Ao messo, inteirando-o de haver sido
nomeado pela assembla legislativa provincial, o
Sr. Dr. depulado Manoel Joaquim Carneiro da Cu-
nta, para recebera quota destinada para as despezas
da casa c expediente da secretaria.
Dito Ao mesmu, para mandar por novamenle
em prsca a obra dos concertos da cadeia da villa
do Garanhus, augmentando-se 10 por cento uo
respectivo orcamenlo, conforme indica o director
das obras publicas em sna informado dada acerca
do reqaerimento de Simplicio Jos de Mello.-^
Ceramunicou-se ao referido director.
Dito 'Ao juiz municipal do termo de Nazareth,
inteirando-o d haver, em vista de sua informacSo,
mandado passar Ululo a Jos^S Mara Brayner de
Soasa .Raogel para, na formado decreto de 16 de
dezembro do anno prximopassaamaenir tempora-
riamente o officto de segundo qBHfM9 judicial
e sotas, e escrvo do crime
rao. visto assim o haver pedido
toario vitalicio, Joo Jos de So
le 1er-
o serven-
ngel. Fi-
zeram-se a* necessarias communicajfies a respeilo.
EXTERIOR.
A noticia bstanle imprevista da passagem do
Danubio pelos Rateos, produzio urna certa impres-
s3o que as garatas inglesas, allemaas o fraecezas se
traduz por diversas conjecluras acerca do lim e do
alcance desle feito, nao sendo esta noticia inais hoje
dutidosa pira ninguem. Ha quatro dias a demos
em nosso numero de 28 de marco,* despachos
sabsequentes vierara coafirma-la. Eis-aqe! como o
fado leve lugar: a 22 de marco, ao romper da
dia. comecou a passagem no haixo Danubio e can-1
tinoou at ao por do sol, circumstancia que deu lu-
sistencia c avancou para o interior do paiz duas ho-
ras de marcha.
Estando construida a ponte de Galatz, 26 bala-
IhOes a passaram com cavallaria e artilharia. O ge-
neral Oustchakoff leve de vencer neste ponto nma
resistencia pertinaz, leudo de atravessar o rio de-
fronte de Toullslia, em sua inaior largura debai-
xo de um fogo vivo. O reductos levantados pelos
Turcos na margeni direita foram tomadas de assallo.
Os Russos apoderaram-se de onze canhes e fizeram
130 prisioneiros, entre o quaes conla-se se acham
nm coronel e muitos ofiiciaes. Os Turcos tiveram
muitos morios e feridos. Do ladp dos Russos ha co-
mo clles confessam, 300 morios o feridos. Final-
mente os Rrnssos eslnbclcrcram ponlcs permanentes
perto de Braisla, Galatz e Tqnltseha.
A columril^pe linha partido de Braila, inves-
ta Malschine; a divsao do general Outschokoff
vindo do Israail ou antes de Salunar, oceupava
pequea cidade de Toultclia, exceptuando-se o for-
te, e o general Aurep vindo de GalatzjRbmava di-
ante de Isatcha urna posicao intermediaria. Assim
as tres fortalezas turcas do baixo Danubio se achava
de boje em diante sitiadas. As tropas oltomanas
eram cm um pequeo numero nesta linha para op-
porcm unSresistcncia maior a forras muilo supe-
riores. Ellasretiraram-sc paraBala-Degh, pequeo for-
te situado a dez leguas ao Sul, cm um paiz mon-
tuoso, junto do lago Rassim. Taes sao os factos co-
ndecidos at hoje, e qne sao ti dos feralmente como
verdadeiros en substancia.
Pela nossa parte dizemos como deve ser interpre-
tada a operrnoslo cxcrcilo rnsso e que alcance pode
Icr. Em primeiro lugar se faz necesario al-
guns esclarecimentos topographicos, e poucas pala-
vras seiflo sufllcientes aos leilores, e que lancam vo-
lunlaria.nenie um volver d'olhos sobre a caria. O
paiz, em que os Russos acabara de penetrar, he cha-
mado pelos Turcos STartaria-Dolronslcha ; elle est
cncravadoentre o Mar-.Negro v o grande ngulo,
que forma o Danubio principiando de Rassora. To-
do o paiz, excepto as aproximacOes de Baba-Dogh,
ha um paiz plano, apaulado, cortado por lagos e
charcos; seus caminhos sao eslreitss calcadas cons-
truidas atravez dos pantanos e muilo mal conserva-
das. As ultimas n^kiaZ)a rcgiSo do Danubio di-
ten que alli se esl "rmTpleno degelo; parece pois
impossivel que o exercilo rnsso v niais adiante da-
qui at o mez de maio, e nos admiramos deque Ihe
leiialmi atlribuido a inlenco de irem fa/.er inmedia-
tamente o cerco de Varna, afim de previnirem a
rhegada das forras anglcfrancezas.
Nao se deve censurar aos Turcos o nao terem lo-
mado aulecipadamenle medidas para obslarem esla
passagem com "as forjas necessarias. Ellcs u3o jiodi-
am arriscar um grande corno de tropas uo baixo
Danubio para guardar a linha de MatscbiucemToul-
tsraa, porquaieste corpo,teria sido de nota e tomado
de revez por Ioum russas, quepleriam passado o
nubio, em J^recvMem Doiam, ou em qualq
Moaosul iloMalsrhinc. As Irespequ
H^Kaod
rameute ndvo, com oqual ellesnao contavam.c que
froMfc seus planos de conquista e os obliga a coneen-
trarera-e de hoje era diante, cm lugar de so extende-
rem. A principio lisongeavam-se de conlinuarem a
campanha do general Diebitsh em 1829, ao longo
do Mar Negro e pelo caminlio directo de Andrinopla.
A entrada das esquadras combinadas naquelle mar
obrgou-os a renunciarem aquel le plano. Ento ima-
ginaram outro: foi accommetter a Turqnia pelo lado
opposto, pela pequea Valachia, passaudo o Danubio
em Widdin, do qual se faria o cerco, para marchar
dalii sobre Sophia, insurgir a Servia de passagem,
depnis rodeando o grande Bal kan e Schemala pelo
desliladeiro da porla Trajaoo, marchar sobre Andri-
nopla por I'hippoli no valle da Maritza. Os Turcos
tiveram a sagacidade de adevinliarem esla sabia conl-
binajao estratgica; maI!ogram-ua e cobriram a
Servia oceupando c fortificando Kalafat, pequea
cidade defronte de Widdin, na margena valacha do
Danubio. Numerosos combates tiveram lugar nesle
ponto, onde os Tarcos se portaram valen teniente,
sobre ludo no combate de Ctate, e o inimigo fez
numerosos esforcos para os desalojar de Kalafat. A-
inda ha pouco o general em chefe ortschaknlT con-
dola para alli 40,000 homens, fazendo sliber o pro-
jecto de apoderar-se desle ponto a todo o cusi. Que
resullon desUgrandedemonstrado? Nadaabsolu-
lamenle. Presenlenieule conlcntam-se cm observar
Kalafat, e as tropas russas leni lodo o cnidado de se
forlificarem as aldeias prximas, como Ctale e
Biana.
Esta renuncia parecera presagiar urna prxima
evacoarfio da pequea Valachia, e nma primeira
concentrarlo das forras russas em linchares!. Se
considerar-sc com effeilo que de Kalafat a Galatz ha
urna distancia de rento e cincoenla legoas i'vinle e
cinco dias de marcha) ver-se-ha que o exerdto rus-
so nao poderia sem perigo conservar-se anda por mui-
lo lempyslcndido em urna linha, desprovida de
pr.iras fortes, o que nao ofierecc apoio senao em
Fokschani e no Seret, na entrada da Moldavia e em
cincoenla legoas quem de Bucharesl. A attitude
que loma a Austria pesa excesivamente sobre os
planos ulteriores da Russia; mas a previsio de urna
operarao uflensiva dos alli ados as boceas do Danu-
bio he que hade obrigar specialmeule o exercilo
russb a aproximar-so da feessarabia, a fortificar-se
no Seret, no Prulli e as boceas do Danubio, e he
debaixo desle ponto de vista que encaramos a passa-
gem recentemente elTectuada no Malschine como
operaran detlen-iva, que nao lera largas consequen-
ias. (Journal des Debatt).
ment no lugar do Baixo Gequitinhonha denomina-1 raar-se pelos freles pagos aos differentes navios do
5
INTERIOR.
eviam porlanto ser consideradas, sel
Hutinellas perdidas, destinadas a vigiar o ini-
arjlar-e i"ito. anranflO-ora ejecutad* uofcjjajggji, enlr-iquecr sum marrlia, inporado-lho a
forjas connderaveis. AsT^etas ile Vienna fallam obrigacao de fazer treaUios. A defeza da Dobson-
de 40 mil homens, comprehendendo 41 batalltoes de
infautaria, 4 regimenlos de cavaUvia, sendo.um de
Coasaeos, e 140 pojas do artilhaSLr Estes algaris-
raos sobre li|do parecem exagerados.
O baixo Danubio he defleodido ou anles observa-
do na margem esquerda ( margem turca ) por tres
pequeas fortalezas : Malschine, defrorMe de Braila,
Toullscha, defronlc de Ismal, e Isalcha situada en-
tre as duas primeiras. Os Russos passaram em tres
pontos o mesmo lempo, por meio de quatro ponles
fetas sobre barcas amarradas. A passagem linha
lugar paftiudo de Braila na Valachia, de Galatz na
Moldavia e Ismal na Bessarabia. O general Lu-
ders, cpmmandanlc do 5 corpo, he que execulava a
operacto. debaxSfe directo do general em chefe
principe Gortscliakofl" e do general Schilders, chefe
do estado maior. Alm das duas divises da seu
cito, elle tinlia comsigo adivisao Ouls-
al perlcnce ao terceiro corpo comlnan-
dadoj, la* general Oslen-Sacken.
As4Jioras da manhaa as baleras russas assesta
das aqnera de Braila, as ilhas do Danubio, linham
aberloom fogo violento.contra os cutrincheramen-
1os turcos alm e aquem de Malchine, e a condona-
da linha dorado todo o da. A' 23 s 7 horas da
manhaa os Russos continuaran) o fogo, porm os Tur-
cos nao respopdiam com muilo vigor. EntAo seis
balalhSes russos com quatro peras passaram o rio em
14 barcos grandes, protegidos pela esquadriha do
Danubio para desembarcaren) a baixo de Malchine,
onde tomaran) posicao, eoquantb o corpo de enge-
ubeiros eslava occopado em laucar urna paute sobre
o Danubio.

Os Turcos dirigiram principalmente seu fogo, que
durbu at a noile, contra o vapor Pruth, con Ira a pon-
te que se .construa, contra os barcos que nella se
empregavam, porm, sem grande resultado. Pela
noile clles evacuaram seus enlrincheiramcnlos onde
deixarara 20 morios. Os Russos confessam urna
perda de 20 morios e 30 feridos, entre os quaes se
conla general de engenheiros Dabroski que per-
dea ama perna.- A construcca da ponto* de Mals-
chine linha sido dirigida pelo general Sakilders, e
a passagem do rio pelo general Kolzebuc.
Enquantose execulava esta passagem, o general
Luden com 6 batalhos atravessava o rio junio de
Galatz o general Oulschakoff com 13 balalhes
junto de Ismal. O general I.udcrs nao sfireu re-
FOLHETIM.
raORSJEll^REI. (*)'
roo uBoon be foddras, e pedro uccoax,
*** i. .
SEGUNDA PARTE.
OcoaidedcWfergalafcaetoriia a npparceep
( Conlinuariio )
__Eia. lornou o cx-ministro depois de um instan-
te, eu le havia encarregado de urna roissao, ilizc-me
primeiramente como a desempcnhasle. O duque
eslava honleui a noile em Chantelly ; que fez elle
aliil
O duque, responden Bcrgalasse, he anda o
mesmo hornera, e n3o ser jamis muilo perigoso
para Loiz XVIII.
p he de nosso interesse que assim seja
julgado. Sondaste o terreno, sabes a i|iie raaos cou-
liou os papis que provam a ulhenlicidade de seu
nascimento, c e-tabelercm seus direilos ao throno ?
Nada sei debeni positivo a esse respeito, dis-
so Beraalasse, Ihsliavemos desabe-lo brevemente.
E como ?
O dnque eslava em Mitlau ligado por una es-
trella amisade com o vsconde de Chadeuil, c tenho
teparado que o duque o vsconde veem-sc e sau-
dam-sc com muir frieza. Nisso ha algum myslcrio.
Tens razao, he preciso descubr-lo.
Porque mcios '
O vsconde de Chadeuil he moco, disse Fou-
cli, obtem numerosos successos, tem (irolecces po-
derosas,-deve ler inimigos.
Conheco-lhe apenas alguns insignificantes.
Amigos chocalmjiros.
Nao o trahiriam.
Ento una amante...
. He melhor isso.
Ponch refleclio, 6 depois pergunlou repentina-
mente.
No ama elle a baroneza de Chevreuse ?
sim o dizem... respondeuJUergalaase.
'Ea baroneza?...
Deimnla...
() Videz7ferion.lll.
tscha qst mais alraz; est no kalium Trajani, em
Karabournou. na linha que fecha o paiz em sua par-
te a mais eslreila, de Tchcrnavoda no Danubio o
Kustcndje ao MarjjeB.ro. Alli existo ainda um
fosso cavado pelo imperador Trajano para impedir
aos wrbaros a entrada do Mcesia, hoje Bulgaria. Es-
ta linha he completa pelo laso extenso, que commu-
nic|fpm o Danubio. Ella foi ltimamente fortifi-
cadRom cuidado, e os Tarcos conservara alii nm
corpo de 25 a 30,000 homens, que formara a extre-
ma direita de seu exercilo na grande linha do Da-
nubio, desde Widdin e Kalafat al o mar.
J que os Russos nao podem ler o projecto de irem
fazer o cerco da Varna, praca que seria alm disto
vigorosamente soccorrida por mar, j que a linha do
baluarte d Trajano est em estado de resislir-lhes
por muilo lempo, e j que Onalmenle justado pan-
tanoso do solo nesta estacao os impede*de mano-
brar com vantagem, qual deve ser pois a significacao
dest grande passagem do Danubio ? Ora, esta opera-
Caojw nosso ver, oulra cousa nao he seu3o urna ope-
racao^tefensiva. Elles naopensam em ir mais adi-
anto ; querem apmlerar-sc das duas margeos do
Danubio, e por conseguinle das duas fortalezas tur-
cas, recelando que urna csqoadrilba anglo-franco-
za, destacada da gnnVre esqnajra, veuha dominar
o curso do rio at Galatz e levar um corpo de des-
embarque m Moldavia ou Bessarabia, na retaguar-
da do exercilo rnsso, emquanto o exercilo oltomi-
no lomasse ao mesmo lempo a oflensiva na Vala-
chia.
Os Russos obslruiram"a foz de S. Jorge; fecharam
a de Soutin, que he a principal barra do Danubio,
com urna estacada e urna cadeia. Ellcs esiao alm
disto protegidos hoje por esta circumstancia, de que
as aguas dos grandes rios sao muilo baixas no in-
vern ; mas o derret ment das neves as monla-
nhas da Suabia, do Tyrol e dos Krapokes, os nume-
rosos allluenlcs do Danubio, augmentados de repeu-,
te produziram no immenso rio cheias extraordinarias
0 impulso irresislivel impresso era urna massa
enurmede agua destruir vSos obstculos. Na po-
ca das enrhenles pode-se navegar no. Danubio' com
grandes navios de guerra a vapor. lie nesta terri-
vel previsao que os Russos trabalham'actualmente
cm se fortificar as duas margen do Danubio, c
he para esse lim que invadirn) a margem turca.
Demais a guerra loma para elles um aspecto iolei-
-r Mas ella ama-o ?
Croio que sim.
Lais he sagaz ; mas comtudo foi ama vez m
sua vida assaz imprudente para confiar-me cortos
segredos, cora os quaes eu poderia pcrdc-la, se qui-
zesse.
Mas o senhor nao o quer disse Bcrgalasse.'
Fouch sorrio, ergucu os hombros e lornou mali-
ciosamente :
Imbcil 1 acaso perde a gente aquelles de
quem necessita ? Nao Mas coovin intimida-la, e
tirar partido da posicao em que se acha ; se ella
ama o visconde, assuslar-se-ha, e nosso negocio ir
bro.
Houve um silencio. Fouch apertava a fronte com
a mao agitada, e Bergalasse esperava que Ihe apron-
vesse continuar a conversacao. Emfim o ex-minlslro
Ievanlou a caliera, e disse com nova' viveza:
Berpalass.e deves ir ler com NaundorlT, cncar-
regp-rae de l.ais, a mim a viuva, a ti o orphao !
Uize-llie o que quizeres, porm conserva-o cm um
receio salular a respeilo de Chadeuil, infondc-lhe
certa desconfianca a respeilo da baroneza, prepara
berr leu Uwma, e deixa-o crer mesmo, se qiiiicres
que Oeorgclo tem um interesse poderoso cm tinte-
lo e que esta ganl.a pelos seus inimigos.
Porsnade-o do sua importancia para que elle
crea-se tcmivel, e se termos bem succedidos em
nossa empceza, convenceremos fcilmente o rei da
impotencia de Decazes,e tornaremos a entrar no mi-
nisterio : entendes?
Pcrfcilamcnte.
Entao al amanha, disse Fouch. NSo pro-
louguamos mais esto conversacao que poderiam pro-
curar a causa de nossa ausencia c acl.a-la. Convcm
qiicignorem indo 1
Al amanha 1 responden Bergalasse.
Amanha rumoraremos nossas operarocs tor-.
nou Fouch. Vou desde j fallara l.ais. '
E eu esla noile re ler com o duque.
louch voltou para onde eslava ocavallo, mon-
ten' ligeramenle, e parlio depois de ler feito um ul-
timo gesro de despedida a Bergalasse. Este dirigi-
se lamhem para onde eslava o cavallo, 11688100-0 da
arvore, em- que o Multa prendido, mqntou, e um
instante-depois vollava pela estrada d castello de
Parny canlarolamlo.
Bel ualasse eslava salisfeilo do resultado de sua
conversacao rom o ministro da polica, essa intriga
BAHA.
CommissOet tos rios Pardoe Gequitinhonha.
.atorio do major de eng- nheiros Innocencio Vel-
lo/o Pedernciras, em Janeiro de 1854.
llm: e Exm. Sr. He c bogada a poca em que
deyo apresenlar a V. Exc. iioia noticia esseneial da
la que tem seguido os I rabalhos a mea cargo,
o correr 4.> auno qua auUrn. Otmmpm me
do obras geraes, isto he de lodos aquelles (rabalhos
quetendam immediamente a melhorar as communi-
caees entr esta provincia e a dcMinas Geraes por
mco dos rins Pardo e Gequitinhonha, para os qoaes
concorrem os cofres geraes, .b de obras provinciaes,
isto he, aquellas que dizem' respeilo aos raelhora-
roenlos materiaes da comarca que percorrenvas ul-
timas purces desles rios, cujas despezas esto a cargo
do thesouro provincial.
O policiamente dos rios, o .melhoramenlo de-sua
>iavegasSo e a abertura de estradas laleraes para
servirem como supplemento mesma navegaco,
foram trabalhos especiaes a quie me appliquei, quan-
te a primeira parte de minha commissSo ; ocenpan
dc-me, quanlo a segunda, no melhoramenlo de al-
guns edificios pblicos da com; irca e em abril com-
municacoesvicinjei, segundo i maior urgencia com-
parada com a exiguidade do s mcios de que dis-
puz.
Passarei-a considerar cada ui'n desles Irabalhos em
particular, fim de melhor fazer vera V. Exc. oque
nellcs se adianlou.
Obras ger ais.
Policiamente dos rios Pardo eGeqijtinhonha.
Por acto da presidencia de 17 de."*ovcmbro de
1851, foi creado um destacamep tono Rio Pardo cora
o competente regramenlo, e cnJELlemaio de 1852
o governo, encarregando-me de-BHar esla creajao,
antorisou-me a fundar outro seMpriante no Gequi-
tinhonha, que seria da mesmu fcTma regido, quaoto
permillisse a diversidade de cin :umstancias.
Sendo mais urgentes as nece ssidadesdo Gequiti-
nhonha, j como rio de ordem si iperior, maito na-
vegavel e navegado, tendo por principal embaraco
ao desenvoh ment do seo comm crcio a falla de po-
lica, j como aquello que mais p rompa e directa-
mente favorece aos empenhos do ;overoo em estabe-
lecer franca communicaco entre as duas provincias
regadas por elle ; nao hesilei, c< imo V. Exc. sabe,
applicar mais assiduamenle para a qnelle lado a mi-
nha altenciio e os recursos de que dispunha.
Assim, he, que hoje apenas ter dio no Rio Pardo
preparado o lugar para a fundacao do seu quartel, e
a picada que conduz da villa de C '.anavieiras a esse
poni ; podendo alias assegorar a V. Exc,, como ve-
r das difflculdades com que lulei, que as diligencias
que eslavam ao meu alcance sem p rejuiz da purrilo
mais imporlanle do serviro ao n leu cargo, foram
empreadas para n alcance de mell lor resoltado.
Desde agoste de 1852 est fund ado um destaca-
re acabava de Iravar encantava-o, era ama occu- explicar-nos sera embaraso. Quer V
pacao ao menos para qoinze dias, eo hbil agente
entrevia j a possibilidade da voira. de Fouch ao
poder.
Uuando chegou a Chanlilly, tic iha abandonado
Mr. de Parny e todos os poetas d o Imperio e da
Restaurarlo, c hincn floresta qu e ia dcixar urna
despedida solemne.
Entretanto Fouch nao linha pc:,-dido o lempo, e
havia chegado ao castello no mom 'nto. mesmo em
que a cacada voltava no meio dos Hoques eslrondo-
sos das (rmbelas.. Elle vio logo o ;'.;rupo que rode-
ava a baroneza de Chevreuse, dirig o-se para a car-
ruagem, edisse-lhe com sua sem cere iionia habitual.
Baroneza, permute-me que di ;;a-lhe algumas
palavras'.'
O qne ha eniao, senhor ? pergu ntou Lais com
certa inquietar'ao vaga.
Umsegredo, responden Fouch 1'
Que o senhor quer confiar-me T
A' senhora haronr/.a smente.
O senhor desperta-me a curiosiclai le.
S da senhora depende que ella s cja immedi-
alamente salisteita.
Pois vejamos.
O grupo de adoradores que rodcava ; l carrnagem
tinha-se dispersado. Fouch aproxim o i-se-mais de
Lais, a qual esculava-o vidamente, (lisse-Ihe ao
ouvido em voz baixa :
Baroneza, venho pcdir-lhe um fivoT,
A mim, senhor'? perguntou a ba ro eza.
-i-',A. 8fn'lora mesmo. Conhece o v.iscondc de
Uiadcuil ?...
Elle he meu amigo.;.
Elle sena mais do qne isso, so .a acnhora o
quizessc ; sei quo isso esta cm suas m3c i." *.
Senhor!...
Perdoe-me, baroneza, entre nos tai !s palavras
ajo semeonseqnencia. O vsconde de Ch ad euilama-a
corno um louco, e nao pode recusar-lln i nada, por
que deseja ohler Indo...
Mas nao comprehendo o lim des 3S injurias,
disse Lais cmpallidecendo ; foi para i presentar
melhor esse papel que o senhor afasU ni primeira-
mente de.mim a gente que mdea-me de ordinario 1
Fouch Sorrio com chsdom, c respoud eu :
Oh baroneza, a senhora nao pe usa isso que
diz ; desped sua carie com a iinica utei i ic3o de nao
feze-la corar dianledella,.e ulim de qi ne" possamos
ir na
lw-
do CachoeirinUa, onde tem principio o rio de Ca-
choeiras, e pofteonsequencia onde a navegarao lo-
ma novo carcter, sondo oulros os canoeros e mesmo
entras as canoas. Esla circumstancia, occasionando
urna parada forjada ao*eb|sp da navegaco, justifica
plenamente a escotha desle ponto para o' centro da
polica na parle pertencente a esta provincia. Foram
dadas ao commaodanto as instrudjoes que me pare-
cern) convenientes para melhor se restabeleccr e
conservar a ordem necess%ria ao commercio e nave-
gaco de ro. Eslas insIrawOes abrangenudas sobre
o policiamente de todo o rio, e soffrerah) pequeas
mortifirac'es que a experiencia foi, acdnsclhando,
principalmente no que diz respeilo a polica do Bai-
xo Gequitinhonha. -'
Granas a boa ndole em geral dos habitantes do
Gequitinhonha e energa do Vital commandantc
d'aquelle destacamento, a ordem e seguranza se
acham completamente restauradas na parte pert-
centeao territorio il'esta provincia; e a povoacao da
Cachoernha, oulr'ora foco dos aaiores crimes com-
mettidos no Baixo Gequiliohonka, lis boje o centro
da ordem e seguranza individual que alli anima o
commercio e navegac,3o, de tal sorte que, desde a
fundacao do destacamento um s crime notavel se
nao ha perpetrado n'aquelle dstricto; e dos crimi-
nosos que por alli existan) acuitados, una foram cap-
turados e remedidos para esta capital, e os mais
procuraran) abrigo- em mitras partes.da provincia vi-
zinha, brando alguns ainda as margeos da parte
superior do rio, onde infelizmente coritinua a nave-
gaao aflrontada pela anarchia, a despeilo da boa
vontade das autoridades locaes, inolilisada pela fal-
te de f^a para reprim-la.
No centro da povoasao db Sallo, em dias do ulli-
mo setembro, um individuo, ainda com o clajo do
dia, disparou um tiro contra nma mulher por man
dado do seu marido, e relirou-se ro cima sem- que
nada perturbasse a sua marcha o do seu cmplice.
Este mesmo individuo reunio-se a um dos facinoro-
sos d'aquollas regies, desertor conheeido do exerci-
lo, armaram-se poneos dias depoij, foram ao Calhao,
povoacao importante e centro do commercio da co-
marca, ameacarah), insultaran) a quem quizeram, e
reliraram-se quando bem Ihes pareceu, sem que au-
loridade alguimj ousasse conlraria-los I Factos se-
melbantes, ainda quo de menor importancia, se re-
pelen) frequentemente em todo o Alto Gequitinho-
nha, podendo-se talvez considerar como nica ex-
ceftao a povoacao do Sallo, onde, aem da vizinhan-
ca do destacamento d Cahoeirinha, a bem conhe-
cid energa e aclividade do subdelegado, o Sr. Fe-
lico Celestino da Molla, por alguma forma lem sup-
prido a falla de forja. Com ludo he 13o importante
aquelle ponto, tanto pode a anarchia alli influir
perturbajao da ordem, que temos alcansado no
xo Geguilinbonba, que me nao pude eximir de or-
denar o destacamento de quatro pracas das do quar-
tel de fi. Fr%pcisco elTcctivaraente s ordena d'quel-
le subdelegado, com quanlo seja territorio raineiro;
esperando nsto merecer a approvacao de V. Exc.
Esle.'eslado de abandono da seguranra individual
no Alto Oequltlnhonbaevidcnlemente (orna Impro-
ficuos lodos os esforcos c sacrificio que se empre-
gam da parte desle governo para o melhoramenlo
das relacOes conimerciaes entre as duas provincias,
e comprime no seu nascedouro o peqneoo incre-
mento que o mesmo commercio romecon a lomar no
correr do anno que acabou, aoimado pelos empenhos
que raanifesteu.0 governo de melhorar a navegarao
do rio.
Com effeilo de que serve ao interesse reciproco
das duMfprovincias navegar e commerciar livre-
mente sTrBre Irinla leguas, quando as oulras sessen-
la, que fazem o complemento da navegarao inter-
proviocial, continan- assombradas por frequenles
desacatos perpetrados contra a seguranza de pessoas
o de bans t Este grave inconveniente mereceu a al-
tencao do governo geral que, por meio da presiden-
cia de Minas, antorisou-me a excrcer sobre a parle
do rio pertencente aquella provincia as mesmas fa-
culdades de qne fui investido relativamente ao ter-
ritorio bahiano, destinando fundos para as despezas
necessarias. O. Exm. presidente da provincia en-
vinu-me copia do aviso do ministerio a este res-
peilo, e ordenou-me que creasse os destacamentos
precisos a semelhanca do que se havia feitu no ter-
ritorio desta provincia; porm nada providenciando
S Exc. acerca dos-dinheiros necessarios execuco
desla ordem, eoaome sendo permiltido para isso
tancar mao da qlanlia queme havia sido entregue
por V. Exc. para as despezas do servicp da parle in-
ferior do rio, ache-me lo embaracado como antes
derecebero officio de S. Exc, e isto mesmo Ihe fu
ver em minha resposta; ficaudo eu desde entao al
o presente privado de prdens e commnnicacoes da-
quella presideneia) circumstancia que nao posso
deixar de atlrbuir a desvio ou rctardamento de cor-
respondencia, visto a tenga distancia que nos separa.
Apezar de todas as difflculdades que ainda embara
.cam o commercio do Gequitinhonha, como V. Exc.
acaba de ver, nao he de modo algum duvidoso o ca-
rcter de progresso que elle apresentou este anno.
Nao possqo, nem lia' documento algum qne nos
permita comparacao domovimeatocommerciald'es-
le anno com o de alguns anuos anteriores, de onde
se possa colligir precisamente quanlo elle augmen-
ten ; porm ao juizo das pessoas mais competentes
do lugar este augmente foi consideravel, principal-
mente aimporlacad de gneros desla praca, que nao
tendo chegado jamis vlnte contos de rs., manten
este anne prximamente i 150, se-hc possivel esti.
porte de Belmente, e pelos conliecimentos apresen-
lados mesa derendas daquellavilla. O mappa jun-
io, organisado segundo documentos do registro do
quartel de S. Francisco, dar V. Exc. orna idea
muilo approximad* da importarlo do anno de 1853,
e nos servir para termo de compzracSo de ora em
diante. Por elle V. Exc. ver,que se apresentaram
ao registro do quartel 631 candas carregadas de sal
wlros objectos, e que a iroporlac3o daquella subi
20,985 alqucires.
Pode-se por aqu julgar dos beneficios que indubi-
tavelmente trar ao commercio entre as duas provin-
cias a navegarn costeira a vapor, porque tanto an-
ciam os negociantes mneteos, une pela experiencia
desle anno se convcuccram da conveniencia de se for-
necerem nesta*praca dos objectos do seu mercado.
Estes beneficios duplicarlo, se V. Exc. se resolver, a
promover a orgauisaciio e estabelecimento de urna
oulra companhia de vapores que se encarregue da na-
vegado iuterior at a Cachoeirinha. Vapores, que
nao demandem mais de quatro palmosd'aga, se por
urna daquellas seccas de que ha muitos annos nao se
vcxempln, deixaram de navegar francamente no rio
de aren do Baixo Gequitinhonha; entretanto sao vin
le teguas de urna navegaco demorada que oceupa
centenares de canoas e canoeros, e qu s ao com-
mercio do sal cusa,cerca de onze contos de ris an-
nnaes. Quando o governo nao podesse soccorrer a
companhia de modo a diminuir ao commercio esta
despeza, estou certo que este se contentara com as
vantagens de poder transportar para a Cachoeirinha
em 6 ou 8 horas seus gneros bem acondicionados,
em lugar de 5 a 8 dias de viagem sem o menor rom-
modo para passageiros, nem meios de abrigar conve-
nientemente asna carta contra o lempo e humidades
inherentes ao generS ac navegaco.
Se a experiencia nos vai mostrando os benficos1
elidios do destacamento do Baixo Geqoitinhooha,
quanlo ao policiamente de sua navegarao e commer-
cio; peza-me, mas levo declarar que ella me lem in-
teiramente desanimado, quanto a possibilidade de
realisar a idea que o Ilustre antecessor de V. Exc.
associon a creacao dos destacamentos dos rios Pardo
e Gequitinhonha. O Exm. Sr. conselheiro Francis-
co Goncalvcs Marlins leve em vistas, ao passo qne
fundava nm destacamento no rio Pardo e outro no
Geqnilinhonha para proteger o commercio e navega-
cao daquelles rios, hincar lamhem os fundamentas
de oulras tantas povoaces agrcolas que servissem
de ncleos aodesenvolvmento teluro daquellas re-
giSes; emeonsequenm ordenou-me que organisas-
se destacamentos agricultores, composlos de familias
qn se dessem lavoura. Nesle erapenho, alm de
procurar individuos com familias para formar o des-
tacamento do Baixo Gequitinhonha, tenho fran-
queado s pracas as maiores vantagens que me tem
sido possivel dentro das -minhits instrucroes, ja ga-
ranlindo-lbes o sustento o urna diaria de 500 rs., j
comprando para ellas as Ierras meHior situadas em
relaco ao commercio e agricultura especial do lu-
gar, j alagando jornleteos para ajuda-los em seus
rotados, etc.; mas tal he a repugnancia que lem a
gente d'alli aoservico regulaajfr.menor sujeirjo.que
tedas estas vaolagens sao desprezadas, e nao ha pra-
ta que se nao empenhe fortemenie pela sua escusa,
cumprndo-me aqu ascrescentar qne rarissimos in-
dividuos fazem parte daquelle destacamento,que n3o
tenham sido constrangidos pelo recete do recrula-
menlo para tropa de linha, e os poucs voluntarios
que alli se notanrltdoptaram aquelle partido como
meio de se verem menos vezados pelos seds cred ores.
Alm diste o policiamente do Gequitinhonha, multi-
plicando as suas exigencias medida que progrido
seu commercio e navegaran, muilo pouco lempo po-
de deixar aos destacamentos agricultores para se oc-
cuparem de sua lavoura, ficando assim o seico in-
completo de nm e outro lado.
Conviria talvez separar a dea de colonisacao de
pessoal encarregado da polica do rio, e dar-lhe urna
nova organisacSo que abrangesse o servco do toda a
sua porcao navegavel. afim de se |alcancar maior
uniformidade e harmona no mesmo servicp. Urna
companhia avulsa de 60 pracas poderia destacar pa-
ra todas as pevoaces, inclusive a do Calhao, e o po-
liciamente da navegaco do Gequitinhonha pouco
deixaria a desejar por falla de terca.
Nao entendo do mesmo modo acerca do destaca-
mento do Rio Pardo, com quanlo tenbamos de te-
lar com as mesmas difflcoldades relativamente re-
pugnancia da nossa gente a urna vida sujeila ede
Irabalho. No Re Pardo a navegaco nao he tao
franca, o commercio he nullo e diminuta a popula-
cao, sendo, por assim dzer, so habitadas as extre-
midades de sua porcao navegavel. Entretanto, he
parle immensa do territorio mais frtil da provin-
cia, que aHi est abandonada gentilidad e, sem a
menor cultura ou especulacao que aproveiie os seus
productos naturaes, ao passo que os moradores de
cima, dados lavoura, cnltivam um terreno em ge-
ral de pouca fertilidade e sojeilo. a frequenles sec-
cas, n.lo ousando descer em busca de melhorcs si-
tuaees pelo recete dos selvagens, contra cojos ov-
cessos nao vem recursos. He pois muilo bem ca-
bida a idea de um destacamento-colonia, situado
no centro desla distancia, com o triplo lira de iu-
dusjj os habitantes das extremidades a gozarem de
suasvantageiis, proteger o servicp da catechese al
o presente alli improficao, e animar o commercio
da costa com os serles do Alto Rio Pardo.
Com estas vistas foi que, depoi de concluida a
picada at o Sallo, 18 leguas cima de Canaveiras,
orgaaisei urna nova expedico era agoste, encarre-
gada de abrir alli dous grandes rogados, nao muilo
distantes um do oulro, destinados a fundacao do
qnarlel e rocas para o destacamento e para urna al-
dea de Bolecudos, para onde deveria descer um
dos missionarios que se acham na parle superior do
rio. Esla expedico apenas coucluio um dos rota-
dos em escalla muilo inferior a qne se pretenda,
dando por causaes desle pouco servicp a necessidade
de oecupar parle da gente em guardar os trabaja-
dores contra as citadas do genlio que dava demons-
trarnos de querer hoslilisa-la, e a endiente do rio
que este anno precedsu de um mez poca do
coslume. Continua.)
(Jornal da Baha.)
CORRESPONDENCIAS DIARIO DE
VERNAMBOCO.
FIAUHY
Therezlna 10 da abril 4a 1854.
SUMMABIO.
Um novo campcao na arana jornalistica. Esta-
tistica da popnlacao d'esta provincia por comarcas
etc.Estalislica da mortalidade d'esta capital des-
de a poca da transferencia da sede do governo at
hoje.Factos diversos.
N3o sabemos como ainda temos animo.de aparar a
penna para escrever-the; a nossa posicao hoje be
bastante embaracosa : estamos collocado.n'aquella
critica posicao em que se vio o soldado, quem o
capitao ordenava-*-p direHo firme, esquerdo nao
te mote, marche.... Creia que Ihe fallamos com
toda a ingenuidade- Quer saber cm que se fundara
nossos recetes?Pois bem. Nossas corresponden-
cias, depois de impressas ah, bao" de vir paraca,
correr.io por todas as mos, sorao Hilas em Oeiros, e
entes__ento o que".' Dos nos acuda, leremos
desmantelada toda a igrojinha.... Mas coraj'.'
Nao,he brincadeira, a cousa nao est'para histori-
as.... tememos seriamente, nao por nos, que, merco
de Dos, somos ainda iuvulneraveis, mas por amor
de nossa av torta, de quera temos de ouvir histe-
rias, c mais cousas o teosas. Pedimos-lhe, que nos
atados de comer o pao qne o demo amassuu ; isto
pela razao de Ihe termos contado certas cousinhas
que dizem respeito ...... confssamo-lhe que
agora be que reconhecemos nossa leviandade, ou '
melhor nossa nimia franqueza.... e, pois, he justoqne
soflramos algumas frroadas, e qne nos tosquiem a
pelle Mas afinal de contal quem s3o as vespas, que
tememos tanto ? Jess nos acuda.' S3o os redactores
do Oeireme! Os redacloreT? Poi8 o que! E o que
significa o Oeireme ? Pois nao sabe He' um jor-
nal.
. Estamos pois com essa praga jornalistica na trra
que noaso naseer, e vem ella luz do dia, fiscaa
do e rennindo, e cora todo o aparato bellico, qne
lho descrevemos. E agora, dir Vmc. qae nao de-
vemos temer muitos aguceteos Certaraento qua
nao; jiorm, como o propheta rei, nos anchemos 8e
resignacao, e pedimos Deua que nos livre de
nossos adversario,^. e qne nos"Prdoe nossos pecca-
dos: Eripe me delnimici* met, Deu* sneau. Com
essa boa disposicao de espirito, e Com a quasi cer-
teza de que nao atinarlo com o anonymo com que
nos acoberlamos nos tranquillftamos um.pouco.....
Quando atnem comnosco, soffreremos com resigna-
cao; porque nascemos para soffrer: por ora a trovoa-
da vem looge, e talvez que possamos escapar do
raio.
recommende em suas oraches, porque estamos ame- | populoso.
Ha lempos que existe em nosso poder a copia de
um mappa estatistico da popnlacao d'esta provincia,
cuja exactidao nao Ihe podemos afiantar, porque
nao sabemos sob que dados foi elle confeccionado.
O que Ihe podemos dizer he, que esse Irabalho corre
pelas estates publicas, e he de data muto recente
e, pois, nao julgamos desacertado dar-lLc publcidade,
inlercalaudo-o niesla correspondencia. Entre nos
mo podem anda existir trabalhos d'essa ordem
perfeitos; porque lodos s3o feilos por estimativa, o
nunca assentam sobre dados certos, e sim sobre pro-
babilidades caprichosas. O mappa quo abaiio as-
rtelos nao pecca por exagerado; porque o Piauhy
possue umaexlensSo de qo/isi 300 leguas, e be muilo
m
Falle, disse Lais com urna especie de cslre-
mecimenlo.
A senhora'conhece o visconde de Chadeuil e
ovisconde nao pode recusar-lhe nada. Pois bem, de-
sojo que amanha possacutregar-meachavedo mys-
terioso aposento que elle oceupa no bairro de Sait-
llonoi.
Qne diz 1 lornou a moca, o senhor quer...
Oh quero... isto he, necessito dessa chavmos-
se me he dedicada, e espero que... ,
Engana-se, senhor.
Como ?
Nao farei oque deseja.
Deveras 1
Demais ignoro para que lim pede-me essa cha-
ve, e nao posso....
Como quizer, baroneza, como quizer, lornou
Fouch com negligencia ; minha inteneao nao he
usar de violencia para com urna mulher.*Hci de fal-
lar directamente ao visconde.
Que quer dizer ?
Tenho ainda em meu poder certas carias, que
foram-me enviadas ha quasi um auno para seren
cnlregucs ao rei Luiz XVIII, e hci de fazer uso
deltas.
Senhor!.....
Qua lera a senhora com isso I
Oh I essas cartas sao minha vergonha !
Cr isso J
-- O senhor nao o far !
Oh! que lem a sennora a temer ? O visconde
de Chadeuil saben que urna mulher mora, linda e
espirituosa apenas enviuvou, concebeu o projcclo de
divertir solidao de um rei relihalario...
Que ha nisso de mui escandaloso ?No faziam to-
das as fidalgas oulro tanto durante o antigo rgi-
men ?.... *
I.ais nao achou urna palavra para responder.
Ella linha empalidecido ainda mais, seu olhar es-
lava filo no chao com extraordinaria firmeza, um
terror singular cnchia-lhe o coracao e perlurbava-
lhc a razao.
. -O senhor abusa cruelmente de sua posicao pa-
ra comgo, disse ella emfim ; essa arcan lio urna in-
famia insigne... mas comprehendo que cslou sua
merc, e amanha enlregar-lhc-hei essa chave.
Pois bem! exclamou Fouch com um impulso
alegre-isso heque he fallar. Heais creia, barone-
za, que nao ha nesle negocio ueiihum perigo serio
paraAi yiscoude ; importa smenle que elle ignore

MAPPA <-*tnti*tieo das* coinarras. villas c frcjraezlas da provincia do Patiuhj com
declarara' da populacao'por fregu/la, com dlstlnccao' dos habitante
livrest. esjeravo. e csiranselro*.__________
COMARCAS.
S. Goncalo.
Oeiras.
CIDADESE VILLAS.
S. Gpncalo
Thcrziua .
Jcru incuba.
Cidade de Oeiras .
Jaicozo.........
S. Ka> mundo Nonato.
Valonea........
ParnalMa.
_______J__.
Cidade da Parnabiba .
Peracuruca. .
Principe imperial.
Principe imperial
Marvao.....
sempre a"quo maus ter passado essa chave mysfe-
tiosa. Al amaofcaa, baroneza.
At araanhaa respondeu Lais mais morta do
que viva,
V.
A chave.
A noile linlw cabido, eram dez horas, lodos havi-
am deixado os saines do principe retiraudo-se cada
um aos aposentes particulares que Ihe erara mar-
cados.
A baroneza de Chevreuse nao linha sabido do
seu, linha convidado nossa mesma manhaa Chadeuil
para urna entrevista, e esperava-o em companhia
de I.iseite sua camarista. -
I.selle servia a Lais ha mnito lempo, e tinha-sc
affeirpado verdadeiramente a sua joven ama. Nao
era mais a criada viva e cavillosa que vimos atra-
vessar os acontecimeutos de que Mitlau foi Ihealro ;,
I.selle linha Iriula annos, urna certa amplidao ha-
via-so manifestado om toda a sun pessoa, ella linha
amado alguns criados, alguns pagens, e al alguns
ldalgos, e perder insensivclmcnle a viveza e a gra-
ta temando corpo.
Lais eslava habituada a esse semblante, sabia que
Lisscte a qual possuia todos os seus segredos. cra-
lhe sinceramente dedicada, c linha conservado-a Por
ora a joven viuva eslava indolentemente deitada
em um sof junio de urna alta chamin, na qual
crcpilavam algumas achs de faia.
Urna alampada do alabastro lancava no qu'arlo
una luz branda ,e vaporosa,e s o relogio perlurba-
va ojUeucio.
Lafcslava pallida, e pareca muilo commovda I
As palavras de Fouch linham-na aterrado, ella va-
se n merc desse homem,e Iremia cuidando que elle
podia perde-la a.os ollios do visconde. Foucho ti-
iiha-lhe asseverado que nenhum perigo aineacava
Chadeuil ; porem devia ella fiar-so as palavras do'
cx-mnislro ? Quantos amigos nao linha elle enga-
ado, ipiantas victimas n3o havia entregado poden-
do salva-las! >
A baroneza eslava sujeila a urna profunda pcrple-
xidade, e perguutav a si mesma que partido devia
tomar.
Lais havia mudado desde alguns mezes. Emqtian-
lo vivera no meio dos altraclivos da corle, abando-
nra-se loda embriaguez que experinienlava. Ser
admirada, no ouvir a seu lado senio louvores, be-:
ber da lata encaulada do prazer sem jamis esgola-
la, usar de todas as delicias, tal fura sua Vida. Ella
Campo- maior.
Parnagu.
"I
FREGUEZIAS.
S. Contato .
N. S. do Amparo.
Santo Antonio. .
N. S. da Victoria".
Picos....... *
N. S. das Merc*.
Bom-Jesus.....
N. S. do O'. .
N. S. da Grata .
N. S. do Carino.
Matines .....
Campo-maior
Barras....
Parnagu.
1. de fevereiro de 185*.
Bom Jezus do Bomfim.
N. S. do Desterro. .
Sanl<> A ulonio .
N. S. da Coiireicao.
W. S. do Livramenlo.
Bom Jess da Gurguia.
Somma
Quando o Oetreme cm um primeiro nnmeroclas-
sifirou de estril, desconversavel, e insalubre a lo-
calidade m que esta assenlada a Therezina, tomos
despertados pela enriosidade de saber da eslalistica
de sua mortalidade, desde a dala da transferencia da
capital at o presente.
Estamos lembrados de que o Dr. Audrciny nos
dzia sempre, que esta Ierra nao era propria para
mdicos; mas nao nos sendo isto bastante, para con-
tstennos os contemporneos do Oeirense, procuramos
urna demonstrarlo malhemalica.
De setembro de 1852 al o lim do passado mez
de marco for3o sepultados, ou na matriz velha do
Pul y, ou no cemiterio publico desta cidade, 46 cada-
veres, saber de mulheres 10, de homens 15, de
crian cas-21.
Agora, perguntamos nos, urna cidade que leve era
seu cometo quasi 2:000 almas, e que hoje possue
8:000 pouco mais ou menos, pode ser acaso clarifi-
cada de insalubre, mostrando Uo resumida eslalis-
tica morluaria ?
Dpvemos notar mais, que nesta eslalislira vao
lamhem contemplados os individuos, qae faleceram
na povoacao da Barra do Pul), e.da que nos fica
frooteira do lado do.Marahhao.
Sempre ouvi dizer, que o peior ceg he aquelle,
que nao qner ver. Seos redactores do Oeinnse du-
vidarem de nossa eslalistica, podem recorrer, como
nos recorremos, ao livro. de bitos desta freguezia,
ou podem encarregar desta missao aos seus sotlicitos
servidores, pois os lem bem dedicados nesta capital.
Chegou hontem noHe nesta cidade o Dr. Freir
de Carvalho, juiz de direito de Campo Maior. Cro-
mos que S. S. nao seguir j para sua comarca, e
que ficar na polica at que chegue o Dr. Selle, que
poder estar por aqu ate fius de maio futuro.
Foi marcado o dia de para a cleirao d'e cma-
ra da nova villa Uniao, oulr'ora Estanhado, que
urna le provincial do anno prximo passado elevou
aquella calhegoria, nao sabemos com que funda-
menta, f
A secca continua a flagelar o municipio do Princi-
pe Imperial.Desde o dia 4 do passado, que alli pa-
raran! as chuvas. Alguns oulros municipios v3o
soQrendo falla de mantienen los: em alguns a- fari-
frenesi a
usa'va -
enlrcgava-se [com. nma especie de louco fri
essa existencia toda exterior, que nao causava-lbe
nenhuma fadiga moral, e conservas a-lhe o espirito
c a vadade sempre alerta.
Lais nao indagava a que sentimento obedeca,
nem se Ihe restara alguma lembranca feliz dessa
vida turbulenta e oceupada que passava : era urna
especie de esquecmenlo, ella carainhav sem olhar
para alraz destelhando os dias de prazer cm prazer,
e nao senlia nunca a necessidade imperiosa de trao-
quillidade e de paz.
Que diremos dessa mulher extraordinaria !
A alegra que radiava-lhe'a toda a hora na fron-
te, c que coroava-a de um diadema'divino bas-
ta para justifica-la e absolve-la? A educaran que
ella linha receido,que a laneava cedo fora das vas
sociaes pode ser urna desculpa '? Nao nos pronun-
ciaremos sobre osle ponto. Porem no meio dessas
excilates e dessas desordens Lais linha milagrosa-
mente conservado a ingenuidade nativa, qne Dos
deposita no fundo do coracao de loda a mota.
Todava um da as disposepes de Lais mudaran)
repentinamente, de risouha que era, ella tornou-se
logo seria, frequentou menos as sociedades, e passou
mais lempo em casa. Ella nao leve a coragem de
despedir a phalange fiel de adoradores qne a segua
a loda a parte : mas cntregou-se menos, guardou no
coracao os ricos thesouros de espirito e de amabili-
dade que luha em si, e nao confiou-os senao a um
pequeo circulo muilo restricto, c composto somon-
te de amigos escoltados.
Como a sociedade nao adrailte fcilmente a stoce-
ridade de scmelhanles conversOes, ella foi durante
muitos dias o ponte de mira de todos os salces da
capital, e a nova vida, qne cscolhcra, foi censurada
com majs acrimonia da que a que passra al en-
tan.
Assim he o mundo! Affrontai as leis que o re-
gem, rompei os lacps quo prenden) naturalmente
lodo o ente a sociedade, ponde-vos cm conlradicao
manitesta com todas as regras da moral recebida, so
fordes audazes, e vos adornantes com vossa vergo-
nha como com urna cora, o mundo se incliuar
diaiile de vos, e vos adorar |
Lais em nada linha.cuidado,-Jiois sempre lizera
pouco caso dos juizos do mundo : a rica, mota, e
bella, bem sabia que nao seria abandonada... e linha
razao.
Nenhum dos gentishomens que a irequentavam
nha tem subido preeps eicessivos;n'esta capital,
por exemplo, chegou a vender-se a quarla por 59760
reis, porm isto po poneos dias; por qae tem che-
gado balsas de farinha do municipio de S. Gonzalo e
de oulras partes, que lem abastecido o mercado, e
feito diminuir consideravelmento o preep d'esta ge-
nero. Para conter-se aqu oalatravessadores e tra-
ficantes, foi necessario que a polica inlerviesse, e
procedesse. com alguma energa, nao coiiscntindo
vender por atacado.
Como consequncia da mudanea da capital para
a margem do Parnahiba, acaba de eslabelecer-se na
cidade d'esle nome duas casas commerciaes de gros"
so tracto; urna Ingleza, e outra Portugueza. A pri-
meira gyra sobre a firma de Jos Ferretea de, C. e
a segunda deXastro Caldas & Coelho.
Por virlude das difiiculdadcs, que se encontrara na
entrada das barras do nosso rio, engajatara essas ca-
zas commerciaes um pratico experimentado na sua
navegatao. A barra do Parnabiba, -como j Uie
dissemos em oulra occasiao, be un dos maiores en-
traves de nossa navegatao. O governo geral, tendo
conhecimeoto d'esso embanco j havia ordenado a
crearao de nm lugar de pratico, porem nao sabemos
se essa ordem fez-se eflectiva.
Nao tomos d'esta vez o dissabor de enumerar
grandes a I ten lados; pelo contrario Ihe vamos noticiar
a captura de importantes criminosos.
No termo de Peracuruca foram capturados Jo-
3o Joaqoim de Sampaio, e Henrique Borges de
Araujo, pelos crimes de introduzirem na circu-
larao moeda papel falsa, e venderem ouro e prata
falta. Estes individuos vieran) do Cear para
comprar cavallos nesta provincia, e sao agentes de
um tal Mauoel Flix Baptista, do qual foi encon-
trada urna carta, dizend remelter boas sedulas fal-
sas Com effeilo foram encontradas em poder de
taes individuos 10 sedulas falsas de 58000 rs. Ma-
noel Flix Baptista se acha de presente no Sobral,
no lugar denominado Jaibara, espera de seus a-
geules, por quem tem bem que esperar, se he que*
nao tem do Ihes vir fazer companhia. Foi instau-
rado o conveniente processo de estelionato, e moeda
falsa. A passagem da moeda falsa he um bom ne-
gocio para aquellos, quem i D. polica nao chega
hablqalmenle, aparlou-se della, o concert de .lou-
vores, que nao cessra de resoar-lhe aos ouvidos,
nao calou-se, e seus saines foram sempre os mais fre-
quentados de todo Pars.
Mas que causa mysleriosa linha mudado repenti-
namente as disposepes- de Lais, a que sentimento
tinha ella obedecido relirando-se por assim dizer da
vida, e que devia-se- pensar dessa conduela extra-
ordinaria t .;--<
A resposta ser lo simples quanlo o senilmente
que dictara a Lis essa determinarao. Um dia Lais
encontrara o visconde de Chadeuil, o o amara 1
Isso passra-se tao simplesmente como o dizemos ;
mis quando lornou a v-lo foi oulra consa.
.Havia cmsua attitude tanto recato de bom gosto,
cm sua fronte tanta serenidade altiva, em sea olhar
tanto amor mas coudo, toda "a sua pessoa raspirava
a tal ponto a franqueza, a boiulade, e a dedicatio
que'Lais parou sorpreza, admirada, aterrada mesmo
nessa ladeira que a levava tao rpidamente jara o
abismo.
Isso foi para ella como nma revelarlo da honra,
da lealdade, do amor cavalleiroso e verdadero. Ella
leve medo!
Era urna cousa tao nova Jamis emocao-seme-
lhanle locara-lhe o corceo, e pelo entremecimenlo
que apoderou-se de si, Lais comprehendeu com qne
profundidade esse sentimento a penetrara, leve
medo! Pois disse com sigo, qae era immensa a
dislalicia que a separnva agora do'viscoudc, e que
seu passado se erguira eternamente entre elles para
separa-los para sempre.' E lodavia com que subli-
me coragem ella enlrou o ama-lo! Como quebrou
sem lamnla-los todos os falsos dolos que sua raoci-
dade adorara, como purificon seu coracao para nao
conservar iresse templo profanado senao a imagen de
Chadeuil pura c risouha 1
Ella rompeu com certa orgulho os tacos que pren-
diam-na anda ao passado criminoso, e quando jul-
gou-se emT) tornada digna da sympalha do viscon-
de, deixou-se amar! '
CumprehendeMbciimenlc agora que terror ha-_
viam-lhe iufurfll |K palavras de itooch, epor
que ella corava c'empaltalccia yiule vetes em um
minuto.
Desobedeffifex-min*lro eraperder loda a espe-
ranca de ser'amada por Chadeuil, obedecer-lhe era _
talvez perder este. .'.
(Contianar-ie-fta.)


. ;

DIARIO DE PERMMBUCO, TERCA FEIM 16 DE MAIO DE 1854.

I


a por os jauto; porem para aquella que llio cahem
as garras, nao pod hayerlraflcancia mais preca-
ria.....
No termo de Marvao, no lugar denominado
- Boqueiro Coi assassnado no dia 5 do pastado
com un> Uro, o escravo Dclfiuo, do capilao Manoel
Domngues Goncalves Pedreira. O assassino eva-
dio-se e veio refugiar-se na fazenda Campo-Grande
de 1). Desideria,.|i,aaai. Os fillius desla infeliz
ffl^h)r Nicolao tWe de Meuezes, de que se tra-
ta, Bruno Telles d Meoeics e mais outrp de cujo
nome agora nao me posso recordar sAo lodos cri-
nimosos ritkU proviucia, e se acham refugiados
termo d kias, na faienda de que filiamos .
. ~", Tfi0 d9 s- Goncallo, pelas 8 horas da noi-
le dodia lOo prximo passado, Antonio Jos Faus-
tino disporou um tiro em Mauocl Antonio Pedroso,
que apandando o lado esquqrdo do rosto o deixou
cm lastimoso estado. Este sicario evadio-se. .
Foi preso em Peracuruca Jos Fortunato dos
Santo por antonomasia Carimbo autor [.lo 3
mortes no termo das Barras, para onde foi remetli-
do e em cuja cadeia deve hoje estar \?ecolhido.
Na minha ultima correspondencia dei-lhe no-
ticia da pristo de um dos soldados, que em 15 de
abril de 1845, assassiuaram brbaramente, em urna
das mas tniis publicas da cidade de Oeiras, o viga-
rio de Parnagu, Manoel Quinlioo de Brilo. Devo
fazer acerca desta noticia urna reetificajao. A pri-
z8o deste assassino foi efectuada no termo de Jaicoz
por diligencias do respectivo delegado de polica :
rhama-sc Antonio Valerio, e se acha j recolliido
as cadeia -de Oeiras.
Por diligencias do delegado de Oeiras foi pre-
sa Demetria Hara do Rosario, pronunciada cm
Valenea, como complicaauas mortes, ha lempos fci-
las, em Vrenle Alves de Barros, e Antonia de tal,
irmaa da r
Como Vrac. hade goslar de saber frequentc-
meute do progreaso d'esla capital, pelo lado de sua
diflcac&o, lh< diremos par agora, que no *> pr-
ximo passado se principiaram edificar i luisas,
se den andamento 41. Por motivos, que nao pro-
curamos saber, deixaram de ter o esperado anda-
mento 51 casas que se haviam principiado ha tem-
pes. Conseguinlemente hoje n'esta cidade exstem
103 casasem constrnecao.
Se ao desenvotvimenlo da edificarlo se conlciiasse
o bom goslo, era a Tberezioa urna linda cidade; po-
rem infelizmente os edificadores em geral s que-
rem levantar paredes, sem attender mais ootras
conveniencias. Nao queremos dizer que a There-
tina nao, possuc casis bem edificadas, porem sim,
que o maior numeso se recente do mo goslo de
eus proprietarios.
AdeosEsgolou-sea verba novidades.
Desejo-lhe omita saude, urna boa dose de venturas,
c ludo qoanto apattece etc.
Paraklba 8 da malo X.
Um dia havia de chagar aminha vez, quero dizer,
tambera um dia havia eu de escraver para o publico.
Muilo lempo ha, que eu nutro esses desejos ; mas
pareceudo-me qoe era isso mais inveja, do que dse-
lo, n5o quera satiifazer nm vicio, qne achn Uto feio,
porem agora que me convenc, que n8o era o lal
bicho falo, qna me corroa caosando-me a tal comi-
chao, detarminei-ma ; assim Vmc concorde em por
em lettra redonda, o qna eu he diaser em Ietlra
comprida, islo be,em manuscripto.
Quero, sempre dizr-lhe. as razoes que me deter-
minaram, e por fim dizer-llie tambam o meu nome,
porque nao gosto de incgnitos. Olhe, era um dia
deste* passados, que chovia muilo, e que eu deitado
no meu sof, dizia com osmeus bolOes: lenholido
neste Dirio de Pernambuco correspondencias de
quasi todo o mundo civilisado; Je urna de nossas
villas logo Irez, e desla capital ama, e essa'de um
velho, eslropiado, pouco curioso, algum tanto pre-
gaicoso, (a idade he para teso) atacado de defflu-

cousas no olvido,
ciclos que devia
que devia civH-
civis, que devia
de cu que sou mo-
tees, etc. etc., a que deixa
que devia tratar; tanjas aci
publicar, tantas acedes do gi
mente censurar: jcoslnmes
moralisar, ele. elj*e por
to, eque ando saracoteando estas ruasdaas cmais
vetes por dia, a qoe" vejo a eservo lana cousinha
boa, que o vellio correspondente nao sabe, ficar que-
do, mudo, e sem aceaoT
. Nada, nada, devo dizer alguma consa, devo ajudar
ao velho ; dito e feito : e principio a escrever trillo
qoanto souber, a todo quanlo me disserem ; da cer-
teza dquc, o que for meu ira tal qual; o que for
sugerido tambern ir assim, a berasc conhecer pelas
expresses, disteram-me, dizetn, etc. Quem nao gos-
lar que coma menos, quem livar vergonha-que lape
oc olhos (como as mulheres) com as maos, tendo os
dedos abertos. Enleado que poucas cuosas me liao
de escapar, nao s porqu eu mesmo ludo pesquisa-
re, como porque o meu Pedro (um rapat qoe teoho
comigo) as hora vaga, corre, percorre, salta e re-
salta quanlo canliohoha : he rapaz travesso! equau-
d acrecolhe ludo me commuuica.
Nao quero acertar, ouassignarcompromisso, de es-
crever-lhe todas assemanas,ou por todo os vapores,
nao, mas sempre quero quesaiba, que recebar urna
rartinha, assignada pele meu pando, logo que liver
materia, e igualmente fique cerlo, que nao gosto
muito da escrever, e por laso gaslarei pouco papel
de cada vez.
Da passagem quero j dizer-lha, qoe se installon a
nossa assembla provincial, no dia 5 do crranle
maio, devendo ser no dia 3 ; em razao de nao con-
corrercm, como deviam os mimosos da provincia':
elle mesmos dio o exemplo de falla de cumpri-
mento de deveres, aao depois censuran) qoanto cm-
pregado ha: ora pnis senhores mimosos lento, e
muil lano, qnaado nao......
S. Exc. fez um excellentissirao discurso, e lo
comprido, como urna hora de espera ; porm que
nada deixou desejar ; all appareceram ligados e de
maos dadas a (ciencia, o tino,e a eloquencia : o mais
ficar* para logo : o que for ha de soar, co quesear
I i ir. '
Devo j concluir, para enmprir o que cima dlsse,
e someutefalla dizer-lhe quera sou : la vai: sou um
moco branco, filho legitimo de pas Brasileiros, mo-
ro em urna casa, onde nasci, fui baptisado por meu
padrinho, ion clirisiao pela medida vclba, e me
rhamam. Sincero.
mea*' n
PARAH1BA.
late aalt da 1864.
Maldito vapor que culgou hoje, c eu nfio espera-
va por-elle, visto ter ido a concertar no Maranhao ;
ae eupodess escrever a vapor I Sao 11 horas, e
quinde me preparava a ir ao lyeeo ver os rapares,
"he que soube da chegada do vapor ; e tenho de lhe
escrever por efle, contar-lhe as aovldades, como o
larei 1 desculpe a falla; e em quanlo os seuscomno-
sMerw nao tem o que fazer, mande elles lerem
aquella carta do sen amigo do Rio Grande, bem
entendido, a que trata de iodigestoes da palavras,
e nio aquella do bello ar voredo.
Priocipiarei pelos tliuggs ; elles cstao alguma
cousa sucegados, e os de Panc tem-sa retirado
quasi lodos para Cariris Novos.
O capilao Alfonso com o destacamento de polica
chegeu a Panc a 27 do mez passado, eu esparo
que.com a estada dalla l por aigam tempo.augmen-
t a tranquillidade publica ; porque os tliuggs nao
hao de querer eraras com ello. Nada se sabe dos
delegado contratados, ou encommendados.
Estlo-ee chamando os supplenles para a assem-
bla provincial, e en eslou com meus sustos de ser
agarrado; pois dizem que tive tres votos na terceir
comarca.
Conlinuam os ensais dramticos no Apollo Ta-
Tahibano, o qual ja est vestindo da pompa devida
ae batios representantes.
Foi nomcado provisoriamente capellao para o ba-
lalhao provisorio o Sr. padre Eduardo, organizador
da msica militar paisana, a qual, como ja lhe te-
nho dita, est bem soflrivel; lemo que oSr. pidre
Eduardo, com estes novos affazeres, nao a deixe ao
desamparo ; a Mai Santissima ttic d bastante Tor-
ca para bem cumprir seus afTazeres.
OMeretosmo eonla diversa cousas sobre obras,
mizericordia, etc., etc., porm pela pressa nao lhe
posso mandar dizer, o que Ocara para outra vez.
Scguo neste vapor o Dr. Assis, depulado pela
uoasa provincia, aun .inteocoes to boa*. Ueos o
ajada.
Saude, patacas, etc., etc., he o qne lhe desejo.
MAMBim
ASSRWiBT.fi H TilOTTW.HTIVA
FROVXaVCUUU
Saaaae' rcUnarla am 11 demalo de 1854.
I'rcien&alo Sr. Pedro Cmakant!.
Felta a chamada, verlBca-se eslarem presentes 30
anhares deputadoe.
O Sr. Prndenle abre a sessan. .
O Sr. '2.0 Secretario le a acta da sessao anterior
que he approvada.
O Sr. 1. Secrelario menciona o sesuinte
EXPEDIENTE.
Um offlcio do prmairo secretario da provincia,
participandoliavar presidencia marcado odia da
hoje nina hora da tarde, para o recebmento de
commissao que lera de levar a (anecao os acta le-
gislaiivos ltimamente volados. Inteirada,
O Sr. Luis Filippe pedo urgencia para entrar
em discusao o parecer adiado da commissao de pe-
licOes, relativo aos ex-soldados do corpo de polica,
Sanioso Lira. He approvada.
Entra em discussao, o parecer.
O Sr. Mello neg justifica a emenda dizendo.que
se nao oppe'doulrina do parecer; mas que lhe
parececonvenienleqoe este conclua cstahelccendo
urna regr geral para lodos os casos idnticos, como o
pede mesmo a presidencia, segundo so collige do of-
ficio do sanhor secretario da provincia.
Vai masa e he apoiada a seguinle emenda:
o Quo nao s o peticionarias, como todos aquel-
les que m acharem om iguaes crcumstancias, de-
vem ser indamnisados pela caita de fardamenlo do
corpo, na forma do artigo 36 do regulamenlo de 2
de dezembro de 1853. Mello llegoAbilio
Encorrada a discussao, he o parecer approvado.
na forma emendada.
Tambern he approvado um parecer da commissao
decommercio, deferindo o rcquerimenlo, em que
Amorim Irmaos pedem licenca para retirar a pro-
posta que fizeralreno Evangelista deSouza.seucons-
tituinte, acerca da illuminarao desla cidade, por
meio de gaz.
Entra- em discussao o parecer adiado acerca da
prelencSo da Jos Pedro Velloso da Silveira.
. O Sr. Francisco Joao requer para retirar a sua
emenda. A casa convm.
Continua a discussao do parecer e emenda do Sr.
Jos Pedro, m
O Sr. Augusto de Oliteira suslen' parecer de
commissao, e responde aos argumentos dos oradores
que opinam em sentido contrario.
O Sr. Baptisla (Publicaremos em outro numero.)
O Sr. Silvino : Sr. presidente, parece que urna
falalidade me tetn levado sempre fazer opposico
as proposisOes emittidas nesla casa pelo Sr. Dr. Bap-
tisla, urna das maiores illustraces della, e, senhores.
anda ama \ez pelo rigorismo das con viernes eu sou
evado a fazer. opposico i opiniao doSr. Dr. Baptisla,
para o que lhe peco venia.
Sr. presidente, o nobre depuladd que acaba de
sentar-se, querendo de alguma maneira desfigurar
as legitimas conseqoencias.que sepofle tirarda le do
anno passado, veio com a theoria das novacaes, qne
nao pode de maneira alguma ter applcaco ao caso
verlenle; o que eu passarei a provar, porque nao.
goslo de emittr proposijao, ejamis o farei aeiri que
immediatamente aprsenle as razas que Hic ser-
vem de base.
A novasocs sSo mralos, que se eslabelecem em
virlude de contratos anteriores, que por qnaesquer
crcumstancias, lornaram-se inexequiveis, ou modifi-
caveis a contento das partes. Este principio applica-
do a q%eslao presente, parece i primeira vista ter
muito cabimento; mas quando se allende para o'es-
pirito das leis fiscaes, quindo se atiende mais para a
leltra da lei de 1853, v-se que nao pode esta appli-
caco ter lugar, nem serrazoavel, porque a lei de
1761, e oulras dizem, que os beneficios e onos
dos contratos, sao extensivos nao s aos contraanles
como aos coinsocios e fiadores.
Ora sendo isto incooteslavel, segue-se que a con-
cessao da moratoria da lei de 53, sendo um benefi-
cio.deve aproveitar ao peticionario com fiador; e tan-
to ella he um beneficio, que foi pedida pelo proprio
arrematante.
Um Sr. Depulado : Mas incloa nessa moratoria
novas leltras.com novo obrigados, com novas flan-
eas.
O uobre depulado que acaba de sentar-te queren-
do combaler essa idea disse, que a lei tratava nica
a especialmente do arrematante no que se refere as
novas condices impostas.
O artigo segundo da lei de 1853 estabeleeo ose-
gninte : (le) '
As garantas anteriores sao as marcadas as leis
anteriores no que dizem respeito'a extensibilidade
das condieses benficas como honcrosas dos arrema-
tantes at os fiadores: as galantias anteriores, meus
senhores, refferem-se aos direilosda thesonraria : fi-
nalmente refferem-se a solidariedade das obriga;6es
do contrato anterior. Assim entendida a ultima
parle do arl. 2.- da lei provincial do 1853 ninguem
poder subtrahir o fiador peticionario da condirao
de exhibicSo das firmas de dous negociantes abona-
dos da praca.
Om Sr. Depulado: A lei diz, que o arrema-
tante apresentar novas fiancas, suspeodendo-se a
execurao.
O Sr. Silrino : Eu enlendo, que as garantas
anteriores, nao s se referem aos fiadores,como tam-
bern tliesoararia: he condicao da lei, a assgnatu-
ra de leltras cora mais dous. fiadores.
Para urna lei ser entendida, deve atlender-se para
as que lhe precedern) e para todas as crcumstancias
que a cercaram no momento de sua conreceo ; e he
justamente attendendo para as leis anteriores, e para
as crcumstancias que cercaram esla lei, queeu digo
que a soa inlerprelarao nao pode ser aquella que o
nobre depulado lhe quiz emprestar, e assim enlen-
do que,quando a lei dizsubsitiodo a garantas an-
terioresrefere-se propriamenle a todos aquelle que
sao interessados no coulrato.
Ea sou de parecer qoe urna vez que o peticiona-
rio quer satisfazer a fazenda esse encargo, a que
pela sua atsignatura no conlrato com Pi Valenca
se obrigou, nao he precisa licenca, porque, a lei lhe
concede esse direito.
Meus senhores.eu nao quero que o Sr.coronel Jos
Pedro Vllozo da Silveirat enlrq com os 4 contos da
primeira prestaran, visto que ella nao assignou o
contrato da moratoria, o est s existe depois de sa-
lisfeitas as condirfles nelle estipuladas : quero que o
presidente da provincia seja autoriado para fazer
assignar esse contrato, e que em virlude do mesmo,
urna vez que se vence o primeiro prazo, o Sr. coro-
nel Jos Pedro satisfar essa quantia assignando
tambern todas as mais leltras dos onlro pagamentos
com as duas firmas, que o art. 2.' da lei n. 315 exijo
quero que prazo novo, se nao conceda alem daquel-
le, que a le vigente, eoocedeu. Emfim, senhores, o
que cuquero hoque aleisejaexecnladaem (oda a soa
plenitude, sem isso o beneficio do moratoria nao
deve ser concedido.
Assim : voto pelo parecer da commissao o contra
0 reqoeriraento doS* coronel Jos Pedro Velloio
da Silveira. ,P ^P
O Sr. Augusto de Oliveira comeo,a protestando
nao tomar muilo lempo a casa, por isso que respeita
a anxicdadc em que a mesma se acha de terminar
esla discussao ; e diz que s enlrava de novo no
debate para reslabelectr o pensamento da commis-
sao ie alguma maneira alterado pelos oradores
que combatem o parecer. Declara que a commissao
nao desoja a ruina do peticionario, pois que elle ora-
dor nao s da primeira vez que falln, mas ainda'o
anno.. passado. den sempre provas de benevolencia
para com o peticionario, e que, por tanto, quando se
oppne emenda do Sr. Jos Pedro, nao he pelo desejo
de ferir os interesses do dito peticionario ; que pelfl
contrario o parecer lhe he mais favoravel do que a
emenda, parlindo-se de principio j eslabelecido de
qne um parecer nao he obligatorio, isto he, n3o al-
tera urna lei ; o que sendo assim, nao pode ser ap-
provado a emenda, porque ella revdga ou altera a
lei n. 315, revojarao ou altcracao que se d, porque
elle orador enlende qne a lei nao se pode suppor em
rigor, sean depois de precnchidas as suas condicOes;
e urna dellas essencial e snbslancial, a assignatur
de 8 latirs de 4 contos de rs. com o juro de 9 por
ccnlo; he claro qne em quanlo na lliesouraria nao
cstiverem essas leltras na forma estabelecida naqftel-
la lei, nao est essa lei enmprida, e por consequencia
nao pode produzr scu efleito, islo he, nao pode ser
recelado o primeiro pagamente, sem que a lliesou-
raria tenha receido 7 leltras da forma que a lei exi-
ge. <}ue, portante, lendendo a emenda revugaejio
da lei, e nao podendo esla ser revogada por lal meio,
.nao pode ser approvada.
Accrescenla que a moratoria nao se pode conside-
rar concedida, porque as leltras nao foram assigna-
das; e que por consequencia o fiado e o fiador estao
as circumslaucias'dos de mais devedores da fazen-'
da, e a iucsouraria obrigada a liaver a sua divida
pelos meio competentes.
Alinal conclue volando pelo parecer, por entender
que elle he o meio mais justo, mai legal e mais (a\ o-
ravcl, nao s ao peticionario como tambern aos in-
teresses de fazenda.
O Sr. Abilio (pela ordem) participa que a com-
missao encarregad de apreseplar siu.cc.io os le-
los legislativos, cumprira soa, missao; e sendo re-
cbala com as formalidades do eslylo, S. Exc. res-
pondeu que os tomara na devida considerado.
A casa tica inteirada.
Continua a discussao do parecer.
Algumat vozes :Votes, votos.
O Sr. Prndente :O Sr. Mello Reg lem a pa-
lavra.
O Sr. Mello Reg :Direi muito poucas palavras,
viste que casa esl anciosa para volar.
Eu desejaria o desejo nesla questao dar um vol
inleiramenle favoravel prctenca"odo peticionario, a
enlo deveria votar contra o parecer que n3o defe-
re a parte principal do requerimenlo. Apezar dis-
jo, porm, nao posso votar pela emenda apresentada
pete nobre depulado membro dissidente da commis-
s5o ; porque ou esla emenda noallera as condices
da le, cuja revosaco em parle he pedida,e por con-
seguinte nao vale cousa alguma, he um acto que nao
obriga ao presidente, e nao satisfaz aoque o peticio-
nario desoja ; ou ento obriga ao presidente, erevo-
ga as disposice de orna lei que passou por tres di-
cusses, e que s pode ser alterada 'ou derogada por
um projeclo que siga os mesmos termos, e nunca por
um parecer de commissao. Em nenhum caso por-
tante, essa emenda allinge a um fim conveniente, e
nao deve ser approvada.
Sr. presidente, as considrateos feitas pelo nobW
depulado que acaba de fallar, pesam muito em meu
espirite: convenlio como elle, que o peticionario ha
um cidadao que merece loda a considerado desla
casa, quer pelos seus servicos, quer pela sua posi-
eflo ; e por isso eu estou inleiramenle inclinado a
dar-lbe um vol favoravel, um vote mesmo de fa-
vor ; tanto mais qoanto, endo j sido no anno pas-
sado, tratado esla negocio nesta casa, e combalido
com algom vigor por um digno membro, que hoje
no faz parte della, foi islo motivo para desgostos e
queixas da parteado peticionario, que foram mani-
festadas pelos jornaes, palas follias publicas, e que
me magoaram profundamente. Recordo-me, e creio
que muilos dos nobres depnlados tambern se recor-
dar&o, que este cidadao, em ama correspondencia
firmada cora o scu nome, dissera, que nos eramos
nns zangesda sociedade, que nada mais tinbacom-
nosco, qoe de nos nada mais quera ; e tudo istopqr
que a lei lhe tinba imposto urna condicao dura>e
onerosa. Urna vez, porm, que elle hoje volla a
nos, e de nos quer alguma cousa, nada menos que um
favor, (tanto he certo que nao ae deve dizr :des-
te pao nao comerei, desla agua nao beberei) tenho
para mira que he isso urna razao muilo poderosa,
para que se lhe delira favoravelmenfe. Ora, como
a emenda nao altinge a esse fim, o que me pareca
mais razoavel he, que o requerimenlo seja do novo
remetlido commissao, com esses. novos papis, que
vieram da presidencia, eque chegaram depois do pa-
recer, afim de que; reconsiderando a questao, possa
a commissao apresentar um projeetu que annaa
prclenrao do peticionario...
Um Sr. Depulado:Para o anno...
OSr. Mello Reg :Para o anno, 011 para quando
poder ser, com tanto que resolva-se convenientemen-
te e sem duvida a pretendo. 9
Senhores, o que eu quero hema ni testar claramen-
te a minha opiniao : o parecer indefere a pretenran
da do peticionario ; mas a emenda nada faz em bem
della, he urna illusao : a questao assim nao fica rq-
solvida ; e be islo o que ea nao quero. O meu de-
sejo he que se delira o pedido, ainda que para isso
seja preciso um favor, afim de se acabarem aquellas
queixas e resentimenlos que tanto me doeram.
Nesla conjunelura, vejo-me na necessidade de vo-
lar contra a emenda, manifestando os meus desejos
nesle negocio.
Um Sr. Depulado: E o que se alcanca com
isso
O Sr. Mello reg : Pelo menos mostraramos
que n5o somos esses zangaos I
Vozes :Votos, votos. *
MAPPA do movimento dos estabeleci-
mentos de enrielado no mez de
abril de 1854.
GRANDE HOSPITAL.
Exstiain .........
Entraram ,.......
i Curados......
Sahiram-jMelhorados.....
(NSo curados.....
Morreram-S ?* Tf d? en,rada
(Depois desla poca. .
Exstem .........
a
21
33
1
9
O
5
43
21
4
2
O
II
o
.1
2(1
H
73
25
24
1
2
O
8
63
HOSPITAL DOS LAZAROS.
Exisliam
Entraram
Sal i rain-J
Morreram
Existem
Curados. 1
Melhorados .
Nao curados .
21
O
(I
O
O
o
21
19
O
O
O

1
1S
40
O
n
o
O
1
39
CASA DOS EXPOSTOS.
Sexos.
rr
Exisliam. .
Entraram ....
Sahiram .....,.'
Morreram (Nas24 horastlaenlrada.
_ (Deos desta poca .
Lxislem. .
115
3
O
O
4
114
159
5
O
O
3
161
274
8
O
O
7
275
lo porm decente monumento, para guarda dos"bs-
os do finado Norberlo Joaquim Jos Gnedes, em
OSr. Metra: (Nao reslituio seu discurso.) agradecimenlo ao servicofaltoso por elle prestado n
Encerrada a discussao, hs o parecer approvado
tendo sido posto a vutaco por parles e regeitada a
emenda.
Sao approvadas em terceir discussao as postura
da cmara do RecifeT
O Sr. Mello Reg requer a urgencia para se tra-
tar da discussao de alguns pareceres adiados, sobre
tequerimentos de particulares. ,
Este requerimenlo nSo ha allcndido.
Entra em terceir discussao o projecto n. 31 detle
anno.
O Sr. Augusto de Oliveira faz al sumas considera-
c,oes acerca do projecto, entendendo que medidas
parciaes nao devem ser lomadas acerca de objeclo
relativos a inslrucro publica, e pede algumas expli-
caees a commissao acerca do lempo que se deve con-
tar ao peticionario para a jubilacao.
Finalmente raostra o desejo de que a commissao
reconsidere a materia...
He lida e approvada a redaccao das poslnras da
cmara do Recite.
Depois de mais algumas reflexOes a discussao do
projecto fica adiada.
O Sr. Presidente nomeia, e a casa approva, o Sr.
Carnciro da Cunha para ficar no intervallo das ses-
ses encarregado de receber os dinlieiros precisos
para o expediente e aceio da casa da assembla.
He lida i approvada a acta da presente sesso.
O Sr. Prndente declara encerrados os. Irabalhos
da sessao ordinaria da assembla no crrante anno.
Eram 3 horas da tarde.
ERRATA.
No resumo do discurso do Sr. Jos Pedro que sa-
nio liotem acerca da pretenda do Sr. coronel Jos
Pedro, quasi a concluir-se, em lugar depodendo
correr a exeeucSo logo que as ditas leltras fossem
aceitas dentro des9e novo prazodiga-sepodendo
correr aexecuc.au logo que a ditas leltras nao fossem
aceitas dentro deste novo prazo.
BALANCO DA RECEITA E DESPE7.A DOS ES-
TABELECIMENTOS DE CAJtlDADE, NO
ME/. DE ABRIL DE 1851.
Receita.
Por saldo em 31 de raarjb a saber:
Em letras......1:0749943
Em recibos por adianta-
mento.......8:8569074
Em moeda......6:5809*34
Adminislraco geral dos eslabclecimentos de ca-
ndada 8 de maio de 1851.
O escrivo
Antonio Jos Gomes do Correio.
nflMABA MUNICIPAL DO RECITE.
SESSAO EXTRAORDINARIA DE 3 DE MAIO
DE 1854.
Presidencia do Sr. l'ianna.
Presentes os Srs. Reg, Mamede, Gameiro, Ba-
rata, Amorim e Thumaz de Aquino Fonseca Jnior,
que prestou o juramento do eslylo, e tomou assento,
abrio-se a sessao e foi lida c approvada a acia da
antecedente.
Foi lido o seguinle
EXPEDIENTE.
Um oflieio do Exm. presidente da provincia, trans-
mittindo por. copia, em vista da resoluto da assem-
bla legislativa provincial, os pareceres da commis-
sao de orcaroenlo municipal, relativos s pelices
qne tambera Iransmillio, de Jos Lucio Monteiro da
Franca e Manaal Joaquim 4|Silva Ribeiro; aquel-
le pedindo um abate da quinta parte do preco por-
que arrematou, no anno municipal lindo, o imposto
de 500 rs. por cabeca de gado morto para consamo
deste municipio; e este o pagamento da parte do or-
denado, que deixou de receber quando em 1851 es-
teva em ejercicio de fiscal supplenle da fregaezia de
Santo Antonio, no impedimento do eflectvo. Re-
solveu-se que a peticao do primeiro fosse remetlida
commissao do pelices, e que se informaste favora-
velraentoiobre a prelencao do segando.
Outro do mesmo, mandando de conformidade com
a resolujao da assembla provincial, expedir diplo-
ma a um supplenle, em logar do depulado Aprigio
Jostinianno da Silva Gumaraes, que sgnio para a
corte a lomar assento na cmara temporaria. In-
teirada, por j se ter assim fei to. *
Outro do mesmo, autorisando a cmara a mandar
erigir no cemilerio publico desla cidade, nm raodes-
Recebido do thesourero da administrac-
ran do patrimonio dos orphaos, im-
portancia da renda do segundo andar
da casa dos etpostos, vencido no tri-
mestre lindo em 15 de mar cu. ,
Do fiscal das carnes verdes, importan-
cia das mullas correspondentes a 165
bois na forma do respectivo con tracto.
Da procurador da adminisiiacr), pur
cunta do rendimonto dos predios. ..
16:511453
137^500
,:600
3:1539680
21:4035133
Despaza.
Paao aos empregados, scusordenados de
Janeiro a.marco.......1:5079500
A regente da casa dos expostus, impor-
tancia das despezas de nm embaa do
aiino passado a marco ultimo 2:0999715
A Joao 'lavares Cordciro. importancia
de geheros.........; 1.0949(80
Ao procurador da administraran, im-
portancia de reparos felos nos pre-
dios ........... 2968180
A Sebastin Marques' do Nascimenlo,
importancia de obras de folha. 479900
A Francisco Jos I.citc, importancia de
, lousa..........; 679010
A Manoel Figueira de Faria, por im-
pressoes.......... 12$000
A Ignacio Irancisco dos Sanios, por
tuna vistura......... 39000
A .loan l'rrruira Teixeira por coiiccrlos
fcilos na casa do grande hospital. 12S120
Com a obra do hospital Pedro II, como
consta do livro respectivo.....6:0419830
all manda o conlrato. Que se levaste o exposto
ao cohecimenlo de S. Exc. o Sr. presidente da pro^
vincia, para providenciar.
Outro do mesmo, tratando da obra de um caes,
que esl fazendo Justino Pereira de Faria, no lugar
denominado Passagem deSant'Anna, iuutilisandoa
serventa publica, qne ahi etiste. A' commissao
dos senhores Amorim a Gameiro.
Despacharam-se as pelices de Antonio Pires Fer-
reira, de Antonio Piolo Soares, de ABdr Alves da
Fonseca, de Antonio Manoel de Campos, de Anna
Joaquina do Sacramento de Candida Mara do Soc-
corro, de Candido Thoraz Pereira Djfca, deFrede-
rico Chaves, de Francisco Martin Raposo, de Joa-
quim Ferreira Ramos (2), de Jo Bernardo de Sena,
do padre Jos Antonio dos Santos, de Jo8o Alhana-
zio Das, de Loiz Jos da Coslff&caorim, de Miguel
Archanjo Via una, de Manoel. Josvieira, de Ma-
noel Jos de Oliveira Lima, de Mauoel Flores Mar-
ques Cavalcanli de Albuquerque, de Manoel Peres
Campello, de D. Mara Francisca Moreira, de The-
reza Goncalvesde Jess; elevantou-se a sessao.
Eu Manoel Ferreira Aecioli a escrevl no impedi-
mento do secrelarioBario de Capibaribe, presi-
dente. Vianna. Mamede.Gameiro.Reg.
Barata de Almeida. Figueiredo. Fonseca Ju-
nio deviam tocar. O homem e a mullier era o enlao
verdadeiramente os soberanos da crearas ; elles de-
viam vir ser os tristes o desgracadosobreiraa della.
Iblis, o fatal genio da inveja, Iblis, punido de sea
orgulho pelo exilio, nao asprava ottra cousa, que
tornar a enlrar no Paraizo a viogar-se daquelles que
tinham sido a causa de seu banimento.
,J?ara conseguir sea fim, era-lhe necessarioum au-
Ixiliar ; elle dirigio-se ao principio aopayao, o qual
nao somentc era o mais magnifico dos passaros, senao
Wmbem na origera do mundo era dotado de ama voz
admiravcl. a Um tal animal, disse Iblis com sigo,
o qual tinha a figurados maos, deve ser mi vai-
doso; eu lhe farei romprimenlos e elle me esctilar.
A observacSo era justa. O pavo tinha avaidade do
anota e a do cantor ; mas ao mesmo lempo era daJ
urna nalurezaindecisa e tmida. Elle esculou cliei*3
LITTERATURA.
m
Por saldo em caixa a saber:
Em letras......
Em recibos por adianla-
mento .......
Em diulieiro ....
11:18.9465
:07499*5
8:1163224
1:0009199

10:2219668
,21:4039133
., Rxplicacao do saldo.
Pertenco a caita geral,a saber:
Pm ,clr'.f .....1:0749945
Em recibos por adianla-
meulos......2:3569133
A caita do hospilul Pedro II a saber:
Em moeda......1:0009199
fcm recibos por adianla-
meuto, ....... 5:7899791
#
3:4319378
6:7909290
..... 10:2219668
Adminislracao geral dos eslabclecimentos de ca-
ndado 8 de maio de 1851.
O escrivo,
Antonio Jos Gomes do Correio.
O Ihesourejro,
Jos Pires Ferreira.
municpaliade, de ter cedido gratuitamente para
complelar o mesrao cemilerio, parte do seu sitio
contiguo ao mesmo. Resolvente qqe o engenhei-
rqatordeador ouvindo ao vereador Reg, aprsenlas-
se o desenho e orcamento dessa obra.
Outro do director das obras publicas, viudo da
presidencia para ser informado, sobra mandar a c-
mara fazer os reparos, de que precisa'o cairamen-
te da "ra do Aterro da Boa Viste, afim de se evita-
ren) maiores ruinas. Mandou-se expedir ordem ao
engenheiro cordeador para orear a despeza com os
reparo, e. depois serem estes execolados; e que
neste sentido se ioformatse a S. Exc.
Outro do capitn do porto desla cidade, dizendo
ler procedido aos necessarios exames no lugar em
que pretende Paulo Jos Gomes construir rampa, %
nao adiado inconveniente nessa conslruccao, com
tanto que o requeren te, depois de obter licenca des-
la cmara, solicite tambern a daqaefla capitana.
Inteirada, e deferio-seao peticionario neste sentido.
Outro do procurador, remetiendo o balara da re-
ceita e despeza municipal no mez de abrilsaPrno.
A commissao de polica.
Oulro do engenheiro cordeador, dizendo ler-se
entendido com os fiscaes de fofa da cidade, acerca do
espaco que deve medeiar de ama a onlra arvore que
se plantar as estradas, e de sua escolha. Intei-
rada.
Outro do mesmo, dizendo ter mandado executar
os reparos para segur anca da estrada, que defende o
telheiro da Cinco Punas, dlspendende com elles a
quantia de 599, do que pedia pagamente; e allegan-
do certas crcumstancias, em virlude das quaes nao
Ijulga a obra daradoura, e que s caes poder obs-
tar os estragos occacionados pela impluosidade das
vagas. Mandou-se ordem ao procurador para pa-
gar a despeza.
Outro do mesmo, mostrando a ulilidade da conser-
vado da camboa existente entre sitios do finado
Ucrculano Alves da Silva* Loiz Jo's da Cosa Amo-
rim, por ser por ella que se esgolam as agua plu-
viaes, que se acummulam nos sitios adjacentes as es-
tradas dos A luidos, de Joao de Barros, du Mangui-
nho e Soledade, alm de outras razoes que tambera
mencionou. Resolveu-se que, visto inleressar a
existencia da camboa aos propriclirios dos sitios nos
mencionados lugares, e ser della quesahem as aguas,
que alagam o terreno publico entre os doaspreditos
sitios, o procurador se entendesse com esses donos oY
sitios, a ver com quanlo querem contribuir para aju-
darem a municipatidade a levar a efleito o aterra-1
ment do mesmo alagado.
Oulro do mesmo, informando acliar-ge.com efleito
destinada a ser demolida pe} planta, a casa sita nos
Apipucos, que Claudio Dabeax pretende que a c-
mara desaproprie, concorrendo ella.com loda des-
peza da desapropriaejio. Resolveose qoe o proca-
ndor eotrasee em ajaste com o proprietorio da casa
obre o valor desta, e que o offerentettaguatse ter-
mo, obrigande-se por toda a despeza at a dmoli-
c3o do predio.
Outro do mesmo, informando qne da eilracro de
trras da estrada dos Apipucos, que pretende fazer
Claudio Dubeux, nao resulta beneficio a mesma es-
trada. Que se respondesse ao fiscal do Pojo, qne
nao consentiste na lirada da trra.
Oulro do fiscal de Santo Antonio, dizendo qoe al-
gumas ras da freguezia se acham em mo calado
era consequencia \las chuvas, carecendo a da Concor-
dia deser atorrada com calica em certas parles bai-
xas;%as que este servico se nao poda fazer com os
dous serventes oceupados actualmente no trabalho
dalimpeza das ras.Mandou-se responder que
augmentasse o numero dos serventes, duplicando-o,
enipjauto se Consegue o mclhoraiiicnto indicado.
Outro do fiscal da Boa Vista no mesmo sentido do
anterior. Igual resoluco.
Oulro do fiscal de San Jos, remetiendo o mappa
do gado morlo para consumo, na semana de 24 a 30
de abril ultimo, 530 rezos, inclusive 60 pelos parti-
culares.Que scarchivasse.
Outro do administrador do cemilerio, dizendo que
foram s 15 barricas com cemento, que se em prega-
ra ni na obra da capaila, por serem as que estovara
em bom estado.Inteirada.
Oulro do mesmo, dizendo quo no dia 28 do mez
prximo lindo, pelas oilo mras da manhao, manda-
ra o contralador dos carros fnebres conduzir para
ser enterrado o cadver do um preto que morrera
afogado, sem ser encerrado em caixao de madeira,
o qual peto seu estado de corrupc.io fizera enterrar
inmediatamente assim mesmo. Que se ouvisse ao
contralador.
Onlro do mesmo, remetiendo' a noto dos precos
do carros fnebres, que conduziram cadveres se-
pultar-se no mez ultimo, na importancia de 5149-
Que fosse remetlida ao procarador para o fim con-
veniente.
Oulro do fiscal do Poco, participando, afim de que
a cmara providenciasse, qoe a populacho (taquera
freguezia, esl quasi sempre a sntl'rer falla de" carnes
verdes, por nao chagar para o consumo a que' para
As legendas bblicas dos Musulmanos.
Todos sabem que a religia musulmana foi em
parte modelada pela dos Judeos e pela dos Christus
lodos sabem que 05 nome dos palriarchas da Biblia,
o de Jess Chr9to e do sua mai santissima sao res-
peitosamente citados no Alcorao ; todos sabem fi-
nalmente que atravez do dogma de sensualismo e
fatalismo proclamado nesse livro, brilha' nelle em
difiranles passagens, pela mais eslranha aisociacao,'
a pora moral do Evangelho.
Se, comoparece demonstrado, Mabomel era mu
ignorante; se elle tomava com razao o titulo de Om-
mi, isto he, de homem que nao sabe ler nem escre-
ver, fcil lhe fora todava adquirir algumas noces
oraos sobre os ensinos de Moiss e do Evangelho, j
por suas viagens Syria, j por meio das familias
israelitas que viviam retiradas na Arabia, j final-
mente por meio dos Christaos herticos refugiados
na mesma regiSo.
Elle pertencia a urna tribu que razia remontar
sua origem at Ismael, e havia para elle um scnli-
raenlp de orgulho em recolher as lradic.es judaicas
que do secuto em secuto remontavam al Abrahao e
at ao primeiro homem. A Biblia conslituia-lhe urna
raagestosa genealoga, e pouco a pouco.elle ehegou a
fazer dos altos feitos que ella refere oulras tantas
balitas luminosas destinadas a esclarecer sua propria
estrada, e dos grandes personagens, caja vida ella
conlt, oulros tantos precursores de sua divina mis-
sao. Elle admillia o mrito, a sanliihvde do* pro-
phetas, mas altribuindo-Ihe copio signal essencial
de soa virlude a honra de t-lo entrevisto no futuro
uns apos os oatros, de t-lo annanciado, venerado, e
declarando a si proprio como o ultimo verbo de
Dos, o sello dos prophetes.
Dos contos da Biblia, Mahomct e seus discpulos
compozeram assim para tea diverlimento|o*edifica-
cao,uma colleco de legendas, das quaes mal de urna
pagina nao seria deslocada na phantstica collec-
cao das .Mil e urna noites. Essas legendas estovam
em parto dispersas em diversas obras e Mr. d'Her-
belot cita um grande numero de passagens dellas em
sua Biblioteca oriental. Um professor allemao, M.
G. Weil, a quem se devatnma excellente historia de
Mahomel, colheu-as aqui% all no Alcorao e em seas
volrnosos commentorios, Inos manuscriplos rabes
das Bibliotecas de Par e Gotha,e formou com ellas
urna collecrjlo que merece cerlamente ser citada co-
mo urna das prodceles mais curiosas da litleratura
oriental.
Vamos tentar dar ama Idea ditso.
Os Musulmanos coraec;im sea cyclo legendarioeom
os primeiros cootos do Gnesis, com a historia de
Adao, pois Adao deve tambern render homenagem
ao glorioso filho da Meeca, nao obstante t-lo prece-
dido mais do 5 mil anno 1. O que o Genevis nao re-
fere senao em termos concisos, os Musulmanos o con-'
lam circunstanciadamente cora a alegra de sua
imaginacAo. O que ello nao diz, elle* o dizem com
urna perfeila confianza ; assim sabemos por elles que
o pai dos horneas na:era em urna sexta-feira
tarde, na hora em que oMuezzin chama os fiis
orac.au. Os povos, que celebram tantos aniversa-
rios, bem poderiam eni consciencia celebrar mais
esto.
Quando Dos resolveu completar soa obra por essa
creacao, os qualro aojos supremos Gabriel, Miguel,
brafil *jfAsrael trouxer aro, para formar o corpo de
Adao Jarra dos qoatro pontos do globo ; mas para
faer-me o corarSo e a. cabera, tomaram torra da
Mecca e Medina, no bagar onde devia ser um dia
deposla a sania Caaba,, e onde devia ievantar-se o
tmulo de Mahomet.
Antes mesmo de ser animado pelo sopro divino,
Adao era 13o bello, qi le os anjos ficaram pasmados
em sua presenca, excepcao de Iblis, o qual veio a
ser o genio do mal. Elle era.tao alto, que quando se
poz em p, sua cabera tocava no stimo co. Dos
chamou a alma destinada, a verificar o primeiro ho-
mem c que ha scalos irepousava em ondas de luz.
Ella resisti priiriera ordem que lhe foi dada,
nio qnerendo aband onar o espaco luminoso para
descer a om corpo te rreslre, Dos lhe disse: En-
trars nesse corpa contra tua vontade, e em.puni-
eao de tita indocilidatde sahirs delle om dia contra
tua vontade. Elb i a soprou enUto nos orgaus de
Adao, o qual priraei raraente abri os olhos e vio o
Ihrono celeste com*aVta inscrpea: a Dos s he
Dos e MahomeMI seu prophela. t> Depois, seos
onvidos se abriraUfe elle ouvio os cnticos -dos an-
jos; depois sualingu%desprendeu-se e elle exclamou:
a Gloria a li, creado r nico e eterno a
Tendo em fim a a Jma animado todos os seus mem-
bros, elle levanlou- ce, mas ento seas olhos foram
impressionadospor urna claridade lio deslumbrado-
ra que nao poder n 1 suppor la-la.Donde vem pois.
disse elle, essa lorr eule luminosa que me obriga a
baixar as palpebras? Vem, responden Deo, de.
um prophela que 11a de sabir de ti, de um propbela
para o qual te cree l, e para o qual creei o rauodo;
elle lem no co o nome deAhmed (o glorioso), c na
Ierra se chamar 1 lohanmcd. 9
O Senhor cham; i depois todoos animaes para que"
eomparec,am danl e de Adao, os passaros, os "insectos
os peixes, cnsina- lhe seus noraes, sua organisacTto e
o fim de sua exist encia. Depois convida os anjos
rcun!rcro-se e a c urvarem-se diante do ente mais
perfeilo, maia liv re; (liante do homem, cujo coracao
palpita pelo sopro divino. Todos os anjos obedecen),
e Iblis exclama: Como he que um espirito celes-
te formado de un 1 raio de fogo pode curvar-se di-
auto dessa crale ira frgil e terrestre? Por esse
grito de revolla elle he banido do Paraizo, o Adao
fez ver que nao ei indigno do respeito dos anjos,
pois pronunciou :na presenta dclles um discurso
magnifico sobre n grandeza de Dos, c arliculou em
setenta e sele lin g uas os nomes de todas as plantas e
de todas os animnies.
Depois deste Ir amplio plilolugico, Dos mandn
dar-lbe um cacl i< > de uvas do Paraizo, o qual elle sa-
boreou com a al ; ;ra de um esludante e adormeceu.
Quando acorde in, vio junio de si a mulher lirada
de ama de suas, costellas durante o somno e lancou-
sc para ella fmi de abraca-la ; mas a bella Eva, a
qual j conhee a os usos mussulmanos, disse-lhe
a Dos he rae u senhor, nao posso ser tua sem sua
permissao, e 1 iao convemque a mullier se ligue ao
homem sem r*ccber dell um presente de nupcias.
O bom Adao,,o qual nada tinha .que objeclar a esse
sabio discurs o, u desejava casar-se o mais breve pos-
sivel, invoco 11 o sorcorro do anjo Gabriel, o qualdi-
rigio-llic es las consolatorias palavras : a Dos te d
Eva por es| sai ; elle a fez para ti ; c ordena quo a
ames como a ti mesmo e a Iralcs com braudura. Em
voz de entpjgar-lhe o presente de nupcias, que ella
exige de t orurs vinle vezes por Mahomct, cujo
corpo ser gerudo por ti, e cuja alma fluclna dianle
do (brono do Piorno ha militares tic anuos antes da
creacao do- meindo. > ,.
Ridham o guarda da morada celeste, d entilo a
Adao >um ca alio alado o a Eva urna ,camla nova.
Gabriel nju da-os a monlar sobre estes dous ani-
maes, os <] nao s transporlam-nos .10 Paraizo. Avis-
lando-os, os a njos exclamara: a Salva o pai e a mai
de Mahomct:! n Depois levantara para elles no meio
do Edn, irm.1 barraca de seda, cdebaixo dessa bar-
rara mu [bromo de ouro, no qual o filho da torra
se seula aolac lo de sua joven companheira.. Os glo-
riosos esposos \ vem pacificamente por espado de
quinhenlos ai nnos era seu maravilhoso imperio. Pas-
saros e quailr upedes, fructo e flores, ludo Ibes per-
tencia, tudg :i etcep$ao da arvore da Irigo, 11a qmi
mellido 77 veze no mar, poii sem esta precaucSo o
ti{o lofernal teria devorado indo. Adao sobmel-
t.a-secom resignacao ao dure trabalho qoe lhe foi
imposte. Elle chorava ainda alguma vezes cavan-
do seu regp, entretanto olrigoqueaemeava dava-lbe
urna colheila que encantara um fazendeiro da
Beauce. Era seu lempo o.grao de trigo era ainda
quasi Uo grande como no Paraizo. De seclo em te-
culo elle foi dimlnundo pela perversidade dos ho-
rneas.. No lampo de Enock era do lamanho de um
ovo de pato ; no lempo de Ellas do lamanho de nm
ovo de gallinha ; nodeChrislo, quando os Jadeos
levantaran) o Calvario, tornou-se como mn ovo de
pombo ; e no lempo de Esdra foi redolido ao esta-
do em que hoje se acha.
Oque deve admirar-no he, que depois dessa po-
n3o tenha diminuido mais.
i
*
de complacencia as palavras lisongeiras de lbli e
nao senlndo-se com coragera de ajuda-Io, aconse-
Ihou-lhe que se dirigiste serpenle.
A serpenle era entao o mais encantador de lodos
os animaes. Grande como um camelo, ella tinha no
pescoco longos cabellos flucluantes como os de urna
donzella, e sobre soa pelle brilhavam as mais riso-
nhas cores, sua cabera era como um rub, seus
olhos como esmeraldas. Seus cabellos exatavam um
cheiro de musgo e mbar; ella nao se nutria se-
naode acafrao, e cora seus cantos harmoifiosos diver-
ta a Eva, de quem era companheira fiel, o To
deves nvelbecer, la deves morrer, disse-lhe Iblis ;
mas por meio de (res palavras mgicas posso asse-
gurar-le urna constante belleza, ama eterna rooci-
dade, e essas Ires palavras, ea fas revelarei se qoi-
zeres introdazir-me no Paraizo.
A serpenle mirou-se no espelho de um lago e ven-
do-se 13o bella, lo seductora, ficou espantada com
a idea da decrepitude. Para gaobar sua agua de
juventde, ella tomou Iblis na bocea e levou-o frau-
dulentamente ao recinto do Paraizo. Ahi o implaca-
vel lbli encontrou logo a innocente Eva e espantan-
do-a, como fizera a serpete, com a perspectiva da
velhrcee da morte, dis fim nao liuha mais que um remedio qufosse seguro,
o qual ca comer o Tracto prohibido. Esse fructo
era o trigo, o qual nesse lempo de tendaos, nao bro-
lava como hoje miseravelmenle em urna bastea fr-
gil, pelo contrario resela em urna arvore, cuja has-
tea pareca ouro, cujos ramos pareriam prala, e cu-
jas folhas pareca m esmeraldas. De cada um de se-
us galhos sahiam sele espigas brilhaotes como pedras
preciosas; cada urna dessas sele espigas continha
cinco graos brancos como a nev, doces como o mal,
cheirosos oomo o musco e grandes como ovos de
abestruz.
Eva escolou as prfidas palavras do astucioso Iblis
olhou para essa arvore lao atractiva e deixou-se ten-
tar. Pobre Eva I ha seis mil annos a humanidade
a persegue com suas recrminac.es. AJegenda turca
faz excusar sua queda pela pintura detodas asseduc-
cOes a queem sua candura ella se achou entregue.
Permanccerao acaso os homens, os quaes cada Vez
se tornara mais frageis, desapiedadas para com afra-
gilidade de sea raai ? E Adao A metma legenda
mussulmana conta que elle resisti por espado de
o ten la annos s instancias de sua companheira, a
qual lendo adiado o fructo prohibido mui saboroso
quera como boa espesa, que elle o provasse. Que
homem de ferro resistira durante oilenla annos ao
rogos de urna mullier amada e esperanza de con-
quistar por urna fcil complacencia anra-nova mo-
cidade'.'
Seja como r, ambos violaram a le de Dos, e
Dos os condemnou, e UiAmjjaa posleridade ao
solfrimantns physicos e mUtreSf** cadacidade e
morte. As numerosas doencas e ftagellos a qoe es-
tamos expostos desde que oascemos, temos ajuntado
como corollarlo muitasoutras enfermidades, bem co-
mo por exemp|o, a de cantar a todos nossas dores em
mos versos.
Adao foi expellido do paraizo pela porta da peni-
tencia, Eva pela da misericordia. O pavao foi pri-
vado de sua voz melodiosa, a serpete de sua forma
primitiva e Iblis foi precipitado no fundo dos infer-
nos. A aguia disse entao baleia com a qual viva
cm boa amizade as bordas do oceaup indio, a A-
gota importo que nos separemos, pois o homem vai
r-se nosso iiumigo, e nao pjKremos ""TQrT.
ocia a crueldade senao relraiido-iws, t para
orondo das vagas, a eu para cima das nnvet^HR
Pelo azorrague da colera celcslc, Adao o Eva fo-
ram separados um do oatro. Adao foi toncado na
ilha de Serendid, da qna&auhama geograpbia eu-
ropea faz menrao. Os Cngalezes dizem quo ello
permanecer muilo lempo em sua ilha de Ccylao, e
urna de suas moutanhas tem ainda hoje o nome da-
Pico de Adao. Eva foi levada para Djedda.
Em sou retiro olilario ambos soflreram ama dor,
da qual nenhuraa dor humana pode dar ida^aVdao
derramou tantas lagrimas qne os passaros e os qua-
drupedes com ellas matavam a sede. .Urna parle de
suas lagrimas penelrava ainda na Ierra, e dontai el-
las te infillravam brotavam arvores de espigas, c
plantos embalsamadas. Como o lempo, esse grande
consolador dos morlaee, em vez de alliviar, peto con-
trario augmeutava as saudades do exilado do parai-
zo, elle chorou tonto que das palpebras sempre inun-
dadas de sea olho csqaerdo sahio a foute do Tigre e
do direito o Euphrates. Toda a nalureza enterneci
da chorava com elle, e os animaes aproximavani-ee-
Ihecheios da'tim senlimento de commiseracao. Eva
chorava do mesmo modo ; de suaV lagrimas as que
cahiam na Ierra, produzam o mais bellos rubis, e
as que rolavam 110 mar transformavam-se em pero-
las, bem como as de Frea, divindade scandiaava.se
mudarara depois era pcdacinlios de mbar. Ambo:
arrancavam toes gemidos que o vento do Oeste leva-
va ao ouvido de Adao os suspiros de Eva, e do La-
le os de Adao sua desdilosa mulher.
Por Om o Sanhor locado de tal soflrimenlo, en-
vin ao peccadwr arrependido o anjo Gabriel, o qual
lhe disse estas palavras : a Deus s he Dos. Pe/-
doa-me, meo-Dos, cm nome de Mahomed,o maior,
o. ultimo dos propbelas. s
Logo que elle proferto esla oracao, oavio ama voz
que lhe dizia :
mento. Ora, ainda, elle esculara tua supplica, elle
te abrir um dia a entrada do paraizo.
o Senhor, responden humilderaeole Adao, o que
deverei fazer para preservar-me dos lacos do espiri-
to do mal ? b
A voz aeria respondeu-lhe :
a Repele esla invocacao : Dees solio Dos. Bebe
agua, edifica mosquitas e Iblis nao ter nenhum po-
der sobre ti. o
Masacresecntou o limido Adao, se o astucioso
Iblis me perseguir em meus sonhos '.'
Levanta-te e ora.
E como he que com minha fraca iolelligeucia
distmguirei o bem do mal ?
Porei dous de meus anjos cm teu corarao para
indicar-te o nal, e levar-te at> bem.
De sua parte Eva diriga a Dos ama supplica se-
mentante, e Dos respoudia-lhe que ella sera guia-
da e sustentada pela tornara e pela fe do homem.
Iblis aproveitodo a oceasio, qaer tambern saber
quaes sarao sua vida e sea deslino, e Dos lhe diz :
T habtors nas ruinas e noslugares impuros,
l-beberas vioho em vez de agua, oceupars tea lem-
po com a dansa, com a jnusicj, com a poesa ga-
lante, e permanecers maldito at ao dia db juizo fi-
nal. Produzrs urna raca seto vezes mais numero-
sa que a dos verdadeiros erantes, mas ella_ nao pode-
r vencer os verdadeiros crentes.
Adao tendo oblido por suas lagrimas c piadosas
supplicas um olhar de misericordia, vio passar di-
te de si toda soa* posleridade, indo na frente Maho-
met com lodos os seus discpulos, os quaes se collo-
caram sua direito ; depois os inflis, os quaes se
aloharam a sua esqserda ; os primeiros destinados
aos prazeres do paraizo, os oulros as ciammas do
inferno.
Depois elle foi ler com sua bem amada Eva nos
arredores da Mecca, e sobre esse soto conslruio o pri-
meiro templo do mundo, o templo em quo depoz a
sauto Caaba. Essa Caaba era primitivamente o an-
jo encarregado de guardar o fructo prohibido. Em
castigo de sua negligencia, elle foi transformado cm
um grande diamante, o qual ennegrecido pelos pec-
hados dos homens, he a nobre pedra diante da
qual vio proslrar-se os peregrinos da Mecca mas
no juizo final, ella se reanimar e tornar a ser o an-
jo de luz, castigado de sua falla por lao tonga mela-
morpliose.
Depois de ter apprendido de Gabriel as ceremo-
nias da peregrinacao e as formulas das orantes que
Mahomet devia ara dia revelar ao mundo, Ado vai
eslabeleccr-sc com Eva na India.
Ahi seu celeste instituidor cnsinn-lhe a arte de la-
vrar a Ierra, de semear o milho e colhe-lo. Elle
ensina a Eva o modo de tecer a laa dos carneiros e
de moer a farinhae fazero po. Para atender seu
Com a morle de Abel o terno Adao curvoo-e de-
baxo do peso de sua afilicsao, o oslo enrugou-se-
Ihe, a cabeca curvou-so-Uie sobre o peilo, ma nao
obstanle isso, viveu at a idade de 930 anno, na
qual cabio deJMixo do golpe do aojo da mor* Eva
morreu no anuo seguinle. Ambos toram enterrados,
dizem uns que na India, oatros que em JerasUm.
S Dos sabe ludo,
Depois desla admiravel historia do primeiro ho-
mem, os Muanlmano contam, pouco mais ou menos
como a Biblia, a de Na e a drjjdilnvto.acreacentan-
do apenas que quando a arca fluctuando obre as
aguas, ehegou junto da rnonlanha era que eatova
guardada a Caaba, rodeioa-a 7 veze como nm pie-
doso peregrino.
Relalivamentea Abrahao.nm dopersonagens mai
venerados dos Mastalmanot, a imaKinaglo oriental
(orna a lomar laudo, e locando aqui e all com a
pona de sua ajEim ora canto sagrado da Biblia,
apresenla-nos unWcuriosa tradicio.
Abrahao nasceukm Susa 00 em Babylona,no lem-
po de Nemrod que era nm rei pagao.Na mesma nnite
em qae esse glorioso prophela veio ao mando, (urna
eoito de qtdltapara sexta-feira), Nemrod vio em so-
nbosjIaa oaaeus dolos derribados ouvio ama voz
que lhe frilava : a Desgracados daqoelle qoe nao
se convertejBPfw de Abrahao I
No dia f gafote elleconsultou teas sacerdotes e
seos mgicos aabre esta yitao, e teu conselheiros
disseram-lhe que um menino que eslava para nascer
Iheroubaria o throno e ana divindade, pois Nemrod
se CaZia adorar como Dos. Loga como Heredes, elle
mandn malar em toda a exlensSo de aeu reino to-
dos os recem-nascidos, mas a mai de Abrahao por ins-
pirarlo de Gabriel, depoz o filho em urna gruta e re-
lirou-se. Abrahao foi nutrido pelos cinco dedos de
Deo. De nm detses dedo caba agua pura, do' ou-
lro um leile untuoso, do terceir rael, do qaarto tu-
co de tmaras e do quiote manteiga.
Enlrelanlo a mai vinha v-lo de quando cm quan-
do e um dia achou-o em cootemplaco dianle do as-
iros. 1 f
Qaem he mea Dos 1 Pergantou-Ibe elle. ,
Ea, responden a znSi.
E qaem he leu Dos ?
Tea pai.
E q Daos de man pai, qaem he t <
Ha Nemrod.
' Eo*>e A esto ultima questao a mai de Abrahao, nao sa-
bendo qae responder-lhe, dea-lbe urna bofetada
eallou-as ; mas elle dizia com sigo Eu nao cohe-
50 outre Deo qua*>aquelte qae creuu o co a a
trra, s ,
Ahiunsaamoa d|f>is^ncarr|gaudo-a o pai, o Irual
era eacaHaa^Hrender as imagen que faza,
brahao leveva ataos imagen aos logares publico *--
exclama va : aflQuem qner comprar urna m mer-
cadoria muito prejudicial a quem a conservar em
casa t
Coa este pragao, eslava certo detonara levar pa-
ra casa todas as imagen. L'm dia qoe os habitantes
da cidade tinham partido para fazer urna peregrina-
cao a nm de seo edificio pago*$;Abrahao introda-
zio-sesecretamente no templo equebiou abi 72 ido-:
H
>>
*

t
1
I
los.
Em consequencia desta execugo- foi preso e. le-
vado presenca de Nemrod, o qnal o condemnou a
ser queimado vivo, sobre ama fogocira gigantesca,
para a qual arante 40 dia* ae ajunlara a lenha mais _
inflammavel.
|aslando aceta a fogueira Nemrod virmandoa
Abrahao, e vista do* turbilhBe de fogo que se ele-
vavam ja nos ares, inlimou-lbequo declaraase quem
era sea Dos.
Meu Deo, respondea Abrahao, he aquelle
que lera 0 podar de fazer viver, e o poder de des-
truir.
- Se assim he, exclamou Nemrod, ou Debs,
pois tenho em minha mos a vida e a morte.
E mandando vir dous escravo, fez cortar a cabe-
ra a um, e reslituio ao outro a liberdade.
Tu pode malar, diste branlo, mas nao podes
vivificar.
Tragam-me qnatro passaros, e vers qae maravilh*
posso operar em oome db Senhor Omnipotente.
Os qualro passaros lhe foram en tregua. Abrahao
cortou-os edividio-os era mil pedaco, e <
mando esses passaros, cada um per seu
nou-lheque lornassem a viver, e lados qu
ram logo a voar cantando.'
Nemrod, cojo orgulho fora irritado-'por cate raila-
gre, ordenon a seos toldados roa agarramU'Abra-
hao e o lancassem no fogo com o soecorro t^HH^a-
ehiaa de que o proprio diabo, esse construe* de tan-
tas machinas, tinha dado o modelo. Abrahao invoca
o nome de Dos a logo as chammas qae deviam devo-
ra-lo se extiaguem. Do logar da fogueira infernal
brota urna tente d'agua perfumada, e AbrahS appa-
rece ahi vestido de um caftn de seda, que Gabriel
lhe traz do paraizo.
Nao obstante isso, Nemrod persiste em suaceguei-
ra. Em sua sacrilega audacia quer levantar ama tor-
re que chegae al aos astros para combaler o Deo
do co; maso edificio desmorona-se sobre seus obra-
ros. Abrahao qoe nesse lempo j tinha reunido um
grande numero de discpulo fiis poe-se a sambar :
delle, pelo que Nemrod reune nm ejercito para pren-
de-lo, resoluto a faze-lo perecer pelo maia cruel tup-
plicio.
Para vencer esse soberano soberbo, Abrahao pede
apenas a Dos o soccorro da urna mosca.
Faca-sc como desejas, responde-lhe Dos, mas
eu poderte enviar-te um insecto sete'nla vezes mais
pequeo que esse, cujo nome tu proprio ten pre-
nunciado.
Por ordem do Creador, o re das mosca convoca
entao seos esquadres a todos, e estes precipilam-se
sobre os aaldados de Nemrod con tal impluosidade,
que as poem logo completamente Wn derrota. O pro-
prio Nemrod abandona o campo de batalha e retn-
ga-teem ama torre, mas ama mosca penetra aht
tambern peregundo-o, mordendo-o, sem qa'ellc a
possa apSnhar. Ora ella agarra-se-lbe aos beicos,
ora ao nariz, depoi penelra-lhe no cerebro, o qual
roe, crescendo e desenvolvendo-se ahi de tal orle que
no fim de qnarenla dia de offrimento mor,laes, a
cabeca de Nenarod rcbenla a a motea, sab.e della^ran-
de como um pombo, e dtt ao'fei moribundo: Els
como Dos pode annquitar por ama de suas mais pe-
queas creaturas aquelle*, que refutara erer Uele.
Depois da morle de Nemrod, um grande numero
de seu vassallos coaverleram-sa f de Abrahao,
entre oatrosLolh e Sara, a qual easojf.com opatriar-
ba. Sara tinha a belleza de Eva, a maior belleza
na raca humana, pois compre que se resignem aauas
gracas secundarias todos esse boren vaidoao, qua
so comprazem de ver aeu cabellos negro ou louros,
e a harmoniosa reelidao de sea rostes ; u legendas
mutulmaaas o dizem e nos nos inclinamos cum res-
peito diante dessa justeza das legendas musulmanas.
Dos dolou a mulher com doas tercos de todos o don
da belleza, e nao deixou ao homem, a alguna homens,
seno o oulro Cerco.
Logo Sara, pareceodo-se com Eva, era tao bella
que por urna sabia medida de precaucae, quando
Abrahao viajava com ella no Egyajjt, na Syria e na
Palestina, conservava-a fechada dentro de um cofre.
Eis que um da nas margen do Jordao, elle lie de-
lido por um empregado da alfandega, o qual quer
examinar toda sua bagagem. Bem ae v qae nao he
de hoje que data o espirite inquisitorial dos empre-
gados da alfandega, e quando os da Blgica revolvem
com tao viva mito as malas do viajante, podem jus-
tificar seuioflexivel procedimenlo porum niemora-
vcl antecedente, por um costme que remonte ao
lempo virtuoso dos palriarchas.
Abrahao, o qual, que eu saiba, nSo levava com-
sigo era assucar, nem tabaco, nem filas de S. Este-
vo, nem ferros de Birmimghan, deixou mu benvo-
lamente que o empregado do Jordao abrisse suas sac-
las e seus alforge, mas quando lie, nao caneado de
sua invesligaeio, oftegou ao cofre rayslerioao: Espere,
exclamou Abrahao, o qual trema de que soa mullier
| bem amada fosse expona a nm olhar profano, sup-
s
t
i A

11
Torno, traa-lheura carvao do inferno, o qual ttaha. | ponhaqne esla caixa coniem asmai3 preciosaajedas.


DIARIO DE PERNAMBUCO, TERCA FElM 16 D MAIO D 1854.
m Ihe pagarei o decuplo dos direito a qae esses es-
tofo ai* aujetos.
Nio, respondan o oOteial da alfandega, de qoem
Ul proposta exeitava a euriosidide.
Pois bem J replicou AbrhSo, cujo susto con-
Jagalie ia augmentando de minlo em mnalo, up-
ponha que esta caita est eheia de ooro e diamante,
ton prompto para pagar in contineoli o tributo que
wnhor exigir.
Ni, exclamou o feroz empregado, e por om
moviaaeoto impaciente abrindo a lampa da caixa, vio
orelo ideialde Sara. Ello permanecen por um ins-
tante estupefacto de admiraco diante delta, depois
eorreu a casa da roi e ennonciou-ihe a ma/avlha
que acabava de deseobrir. O mo rei confisca logo
ata joia rara e a faz transportar para sua morada.
Imaginera o leitons quaea nao foram a dr e ancie-
dade de Abraho. Mu Daos vigiava sobre elle e pro-
tega ma ternura ewjugal. Logo qne Sara foi de-
posta no palacio da seu indigno raptor, as paredes
desse palacio tornaram-se transparentes como crys-
tal; branla pode observar em distancia ludo o qae
ahi se passava. Elle vio a rei approximar-se da bella
captiva, mas no momento em que es tend a a m3o
para ella, foi, ferido de paralyaia.
No malino lempo Sara Ihe gritava : a Aparte-so
da mim, eti os a mnlher de Abrahao s e o rei man-
dando chamar o patriareha, pedio-lhe perdi de ana
criminosa inteoco a dta-lhe a etcrava Agar.
O* rabe, considerando Agar como sna av Is-
mael coa seo pai, o ftm.dotado, per nm senti-
menlo filial de toda as virtude de maosidao, pa-
ciencia, resignajao. Abrabao ama profundamente
a humilde a encantadora AgfV, e Sara lie to losa
que um da jora nio descansar anta de ter cnsop-
do asmaos no sangue dessa odios#scrava. Para
que eaa violenta esposa possa descansar sem fallar
ao juramento que fizera, branlo TuVa as orclhas
da Agar, d o sangue que dellas corre a Sart e
pOo om tonel de ouro na orelhas da pobre escra-
va. He depois dttae lempo qae as malhers toma-
, ram o eoslume de traxerem arrecada. Que vene-
~' ravel coromcmprarao na historia das nadas I
'' Todava depola do atamente da I^HMara per-
cabe que .seo filho nao be amtdo^rwHhao, co-
mo o a Ismael. A u zato de esposa vem ajun-
tar-e o telo de mil. Ella encolerisa-te a exige a
? expulto de sea rival. Para ter a paz domestica
Abrahao rratU Agar e Ismael gara fora da casa.
0 arijo Gabriel condaz ambo i Arabia, ao logar
01 ci boje se levanta o templo da Meeca. Alli o
l-m patrfarctui abandona os dous entes que Ihe
owm IMgmaio a regressa,para a Syria, mas cada
anuo velta para ver Ismael, e lie a elle, que Dos,
querendo aiperiraenrar-lhe a obediencia, Ihe orde-
na qu aerifique, ene delle qne sua solicilude pa-
ternal te oecupa incessanlemnte. He com elle
tambem qne construe a mesqeita da Mecca, na qnal
depatita a pedra celeste, a Caaba, qne no dia do
i (nal deve dizer o neme d todo os peregri-
I que tiverem ido piedosaraente visita-la. Bem
como Ado, elle eumpre tambero nessa trra sa-
grada todas as ceremonia de peregrinas*),' laes
quae ato anda asadas pelos fiis filho de Maho-
met, e labiado a orna cltica, eiclama.: eHabitan-
*te da trra, Daos ordena-vos, qu'venha pros-
trar-vtt dianle desse lugar abenenado-; e estas pa-
Uvra retumbaran) nos coracs e todos os entes
viva e at as entranhas da geracaes futuras, e
,. as crinara qne esttvam no ventre de tnat mais
deram a esU invocajao. *.-..
_ Amigo.Sou lonco pelo mar, adoro o brilbo
* ondas sob a influencia de nm sol de fogo, amo
das
o tu-
rne daaguase a coras de chammas.quc adornam as
vigas do freano as notlet da ardenta! !... Acho
MoMme a saudade, que nessecampo infiodo nos dei-
xaoatla despedtr-s do dia,.ebm'o sea cortejo de
naveta, en osen manto de purpura bordado de ou-
ro, de esmeraldas, de topaziot e de saphras !
O ol he elegante, he rico, be coquette qoando se
flfergulbe aas agua !...
Qnando ro meio do ocano e no lea baliche espe-
ra* eaa vio a mulber que tu amas, e vs o sol que se
esconde, nio leus vonlade de esconder-te com elle
tambera abracado a um desse raios que duran te o
dia Ihe tinham i Iluminado** fronte?
Creta ooe d'didi dessas "ccagifl** em que junto e
amigavelmenle no recordavsmas do lempo passado
da nastas vidas, en te cont i qne liona andado em
verdat annos em navio da marioha porlugueza 1.....
Uosto do mar, peusava com enthaitmino na vida
corsario 1... O destino, porm, ou nao ei o que,>
affastou-me dalli como me aflasta tempre de lado
que en gost, como me contraria em ludo qoanto en
quero jS
O portuguetaa heru, c nao o dizem por ma,
a aurinba porluguexa nanea lera futaro a. Coita-
do... Bailo valhat, nao lm culpa 1
Cnidam qae ai nacOes envelhecem como nos en-
velbecen* e pensam isto como se as nacoes nao fos-
> fie melhoramentos rpidos tanto ao
ivinle scalos ?...
> morrem fcilmente, faz-lhes muito
inca di tea filhus, e por isso, te um
da ato tai ao g||n da civilisacao, ou se as levanta
braen podeiMo, teem de ir mendigar ao eslran-
Reirolmti yIntelligenciaa, tarramenta c al bra-
Se Patt n un tronca ama grande raarinha,
sepne-aa | ha qne a nio tere T Nio.
Ni fc rinheiros mais valentes do que os porl-
gueam, fe neo rio* lio etpaeseos abrem ao via-
jante eom ma! i franqueza do que o Tejo as portas do
xaamo atlntica!
A Blgica ha poneos annos airiria nao tinha cami-
na*' de ferro ; boj* est corlada e engrandecida por
elle!
Ajanas poaloguezes acredilam anda que os nao
bao da lar !.. He porque o dictado, ver e crer
anataS [atrae,ainda os nao satisfaz!... a Veem
nte acrestam ainda 1
ideaos e dados a descrema de urna maaeira
upaatai; a nas maiores mediocridades julgam-sa
inditpetiiivei, a^quando morrem, morrem persua-
didos de qua a patria marre com el les'.
O aVaal, osa ectencjKi de magnifico terreno, ste
territorio dex vezes maior qne o territorio da Franca,
oh encantado solo cortado de rio, raalisado de flo-
re, acaballado de verdura, qae pasaos tinha dado
** ha poneos annos a bem da sua civilisacao, a
favor do ttu eommercio 1.. Nenhuns...
Haja he o cea o, porque o Brasil promane vir
a tar urna grande narao.
Bm grande paiz nio eslava morto, mas ainda cm
l*5l eaaNeou a reconhecer a grande necessidade qne
tinha de cammonicace, a empregar toda a sua von-
lade qne boje be milita, toda a tua forca, que he mais
aada do qae a tua vonlade, para atabelecer o fcil
enmarado tramito de terrea para Ierras, dando
araada bapul an seu eommercio, engrandecimento
tan iadnatria e germen na gloria I
O Brasil qae tem ao norte o Amazonas ; qae ao
I com o Equadnr, com o Per, com a
, Paraguay e Entre-ros, ao aul com o Ura-
gaay, e a teste com o Ocano, que Ihe baoha as cos-
tas verdajtntese productivas n'uma extensio 6,300
queza e a bondade : e igualmente conhecia de nome
o lente Rocha Faria, condecorado em Argel con)
a legiio de honra !....
Outro amigo que mnito conheci no Rio de Janeiro,
Cario Antonio lime*, vinlia fazcudo parlo da ofli-
cialidade daqaelle vapor, que no dia 4 de abril te-
ve a sea bordo algumds senhoras elegantes, da mais
alia aristocracia e primeira ociedade portugaeza!.
Eu fui lao bem recebido all, por lodos o ofli-
ciae, qae por duas vezes live vonlade de fazer, com
aquelles cavalleiros, urna dessas viagens, nao pre-
meditadas e que por isso mesmo leer rnuilo mais
gra^a.
Beberibe, he um rio qae ha na provincia de Pcr-
nambuco, cujas aguas de ptima qualidade abaslece-
por algum lempo a cidade de Olinda. Bebe-
he o nome deste vapor, cuja tripolar;) era
composla de gente de (odas as naces, ligada a mes-
ma disciplina, tratada do mesmo modo.
O contra meslre, attrahia a geralatlencao; era um
liomem reforjado, largo de hombro, mas tinha a cara
toda cheia de marcas, tinham-lhe impresso no olhos
ama fila semelhanle a urna venda, gregas e flores
marcadas as faces, e urna grande marca circular Ihe
abrangia os labios. Perguntei a historia do contra-
mestre qne era curiosa.
i Filho de Cdiz, e dedicado por seas pas vida
do mar, leve a infelicidtde de serapanhado pelos pi-
ratas, e aol dez annos foi captivo dos mouros, qae o
qarzerem marlyrisare marcar para toda vida I..
Sempre ouvi dizer qae era muito mao ser captivo
de mouros, mas eu antes- quizera esse capliveiro, do
que a liberdade no mundo dasEusebias !
Amigo, ahi esta quasi chegada a semana qae mais
he volada pelos christaos, s oraces e aos amo-
ros.
Abertas as portas das igrejas, fecham-se as dos
Ihealros, as dos diverlimentos pblicos, a pirueta
descansa, o garganteado goza de Iregoas. A nossa
primeira actriz Emilia das Nev, e mademoiselle
Desgranaos, teem licenca de nao seren Margaridas
por 8 dia !.. e eu vou para o campo ver se um ar
mais livre me faz bem ,i ande qae nio he limito
boa!.. k a,
Assisti representarlo da dama das Camelias tan-
to no theatro francez, como no portuguez, e por mo-
do nenhnm pretendo faxer a comparac.au promellida
a nao vir ah algaem de lanja em riste dizer-me,
que nio iou capaz disso. He mana de Zngaro, meo
amigo, em me dizendo, que na*o apa capaz, o3ores-
pondo por mim !..
A proposito de camelias, estac~me lomm-ando uns
versos, de ama poetisa cetacea,nns versos que eu ou-
vi ha muito lempo, e qae jamis perderei, porque
lempeso de inslracco, elegancia deforma, e finura
de voz. T confieres bem os laes versos, e aquella
slrophe em qae ella diz
Mal ma viste m'a tiraste
Para a por naqoelledia !..
Se condeces rala-te, e nao desanimes,porque en vou
publicar as obras completas da mencionada poetisa!
He um dever meu 1 Dirs que nao ?
Adima das Gamellas, he um lindo drama, he um
ramalhele de flores mimosas creadas na imaginaran
fl'um poeta, caja escala de sen lmenlos est ju desen-
volvida, a sua linguagem he simples-eloquenleco-
mo a linguagem do amor.
Queeslylo que fina educa^ao sempre na phrase!.
e sobretodo qae^aeosamenlos tao altos, e (3o clieios
de natnralidade e de mimo !..
A Sr. Emilia das Neves, e mademoiselleDesgran-
ges, vo bem ambas no deseinpenbo dopapel deMar-
garida Gantier, e rajf*sentaram-n'o de modo di-
verso Nao quero comparar, e pao julguem que nao
se podem dizer com igual naturalidad palavras por
diflereote modo.
Cali mareou a sua reputadlo d$ virtuoso como teu
golo plebo pelas viahas grosseiras da Italia, essa
vile Sahinum quo Horacio se desculpava por offere-
cer a Mecenas.
i

a patx, gigante dessa altura, e que dei lado ao
otmpride, accapamelade da America meridional
ama paja, queja proroiette alguma cousa, ha poucos
aanat abada, nao loniava medida* alguma para dar
iaeeaUvossuM eom municasOes, para approveitar a
"t atagainea pasicao geographica.
* ataH penco* annos ainda, que os mares do
***1 ram oleados por vapores brasieiros !
"arajaaatepait tem bastante Veos movidos ppr
ana forma, e os esttleiros ingleze estio apromptando
mah, qae bao d, aj^mesma orle que o vapor Bebe-
Itno dia de abril, podef. Pe'a
taa aalcelidadt, Mpolacio o arrinjo, collocar-se a
wtas embercacoe equipadas a tripoladas pelas
pihMiiu Bafea maritimw da Europa.
Na lia 4 da abril, dia de tanto eontentamenlo pa-
ra a portuguezes, a que nma rnorte prematora lor-
bm da tanta loto, assisti ao boa-ftra d^^ bonito
vapor, com saudades de Ir procurar da novo ao sul
d'America a sombra encaotadoradas QoreU;,?hjmuo
da* torreles a o* eanlokdo sabia !...
Ja conhecia a capillo commandante do vapor Be-
beribe, o Sr. Jas Segundino de Gomeosoro, oflicial
brava, instruido e inlelligeote, a quem o bulando das
onda*e*trato com o horoens do mar po lecrm po-
dido faxer etquecer m maneiras de tratar com a
Tamban ja de villa conhecia o iinmedialo, Pedro
tarairo de Araujo F*io, moco dolado de nma des-
tai ataimia, eade a prlmtira vista se- II a tVao-
a
Aquelleadeospara tempre, dito j enlre portas,
pela Sr." Emilia, o o pour loujours q na rnesma
9luacao profere mademoiselle Dcsgrange. ambos
dizem um grito d'alma, mas o primero he o grito
d'alma que desabafa, que estalla, que rebenta, e o
segando o mesmo grito que se funde em lagrimas,
guardando mulla dor no coraco I Eu goslo mais de
ouvir esta phrase por mademoiselle Detgranges, as-
sira como gosto mais de ver escrever pela Sr.* Emi-
lia no 3. acto a carjjjal Armand.
Os dous galn tanto n'um, como no oulro thea-
tro nao vio bem ao ponto que se devia esperar do
seu inconteslavel inerccimcnto.
O pal i Armand, representado pelo Sr. Epifanio
ergue-se ao ponto da dignidade fiuinima com que o
autor escreveu aquelle carcter, c n3o sci mesmo se
se pode representar melhor ; a Uelfina e Gastan do
nosio theatro normal, sao dous artistas de muito mc-
atealam com grande naturalidadc estas
uto qne essenciacs, pequeas para as suas
forcas que lio mnitas 1
Os vwaarios,as toiletlet sao de muito mais gosto
no Ineatro francez, excep^ao do roupo azul bor-
dado deJiraneo qne a Sr. Emilia das Neves veste
o ultmloaclo. 1
l A dama d;.s .Camelia alraha batanle gente ao
theatro, a concurrencia all ;quaado aquelle drama
vai sceoa, nao s be muito maior, mas muito mais
escolhida.,
A tradnecio he de nm meu amigo;a linguagem
cm que esl escripia, parece-me porlugueza, mas
forca hedize-lo, o traductor niolraton, parece-me,
de erguer a sua obra sublime altura e delicadeza cm
que est escrpto o origjnal francez !.. E poda con-
scgui-lo com IraballuK a Vender o corpa vagan ara
vidao etc., sao phrases, ja nao digo outra cousa, mas
pelo menos prosaicas.
Tem affluido concurrencia i ra dos Condes para
assistir represen laclo da Graja de Dos !... O Se
Cesar ; a Sr. Firiho, o reas, AnnaCardozo, e ou-
tros, sao artistas de raerecimento, dous podem espe-
rar futuro, se lie que a arle dramtica o tem em
Portugal!
Ensaia-se o Trovador, a msica he de Verdi, o as-
sumpto tirado daquelle sublime drama de Gulierret,
qae ha tanto lempo se representa em llespanlia, rom
o verdadeiro enlbusiasmo de que sao dolados os pa-
tricios de Cervantes, de Lope da Vega, de Quevedo
deZorrilhae de Espronceda.
Nio sei como a empreza o pora em scena !.. Quem
escolhe para a aria do pirata '
II furore de la tempesta
urna vista de mar mansissimo, e um co muito azul;
luem tem ama vista de urna igreja em Roma, qae Ihe
terve para Conslanliaopla, Alexandria, Inglaterra,
ele. Quem se serve para lodo os secuto dng vesti-
dos i Luiz XIV, pode por akuma velha vista de Ve-
nera para representar a Jfntanhas de Biseai. O
Vezuvio para representar o Ebro, vestir de padre D.
Nuno de llarn, a Manrique de pescador, e a Leonor
de Saloia, e a Cigana dechineza.
9 de abril. o zngaro'.
(Jornal do Commerfio de Lisboa.lja
maiici''
GASTRONOMA MODERNA.
O aalor das Memorias de um Burguez de Paris
acnnselha que "se snstentem as forjas do estomago
para obter esses repentes do espirito, essas rpidas
resoluees, essas invencives resistencia, esses dis-
cretos e opportuuos arrojos qne nos fazem trium-
phar dos homens c das cousas. Dahi se segu que o
negocio principal da vida he ter bas digesIScs, pos
dellas depende nao smente a saude do corpo, como
a do espirito. f
Pensa o commnm dos ma rlyrc, qae a sobriedado
he o rgimen que melhor assegura a regolaridade das
digeslOes, e mais fortifica o espirito, ao menos em
dignidade.Nio he porcm isso novidade. O verdadeiro
problema consiste em conciliar felizes digesloes com
opparos banquetes. Para rcsolv-lo o Burguez de
Pars ndica o nso do vinho de Champagne resfriado
com gelo, nao depois, porm no correr do jantar'e
(ambem urna conversa animada, semeiada de ideas
justas, de espirituosos paradoxos, de recordarnos e
al de projeelos no dia segainte esquecidos; he esse,
diz o Burguez,,unidos mais activos e naturacs es-
liBiulantes para sahir-se bem na lula do estomago
com o que se chama um banquete.
Nos, qae s bebemos o nosso vinho com agua, e
nao temos paixao por banquetes, pensamos todava
que ha seu que de francez nesse meio de eorrigir o
excessos da mesa. O vinho de Champagne e a con-
versa Ainda bem Se sois goloso, eunobrecei as-
sini as votsas condescendencias para com o vosso es-
tomago : se vos pondes um tanto alegres, conservai-
vos sempre espirituosos. Mas como conservara na
embriaguez espirito e grara quem se serve de hebe-
ragens embrulecedoras? -^ 1
A antiguidade, como a poca contempornea, dio
numeroso exemplot do aviltamenlo causado por be-
beragens mal escolhidas. O tueco espesso das vinbaa
do monte Ararat fez desatinar o virtuoso Noe. Que
brutalidade no cortejo do filho de Jpiter e de Seme-
le, raniinhtndo para a conquista da India cum nm
exercilo de Bacchanles commandadas por Sueno, ve-
Iho e aequaroso beberrio de pansa enorme e flarida.
E ainda qaando houvesse preferido os productos
da aristocrticas vinhas de Cecaba, de Cales, de For-
miasoudeFalcrno, nio tera escapado i maligna
influencia dessa beberagem saturada de enjoalivo
perfume de rosas. Nem as vinhas deLesbos, nem as
de Argos e de Khodes, cantadas por Virgilio, pos-
suiam o delicado aroma do Bordeauxe do Campag-
ne, qae nunca tornam pesado o cerebro ; uvas assu-
caradas, bebertatns licorosas e indigestas! Os poe-
tas que as canfavam eslavam em jejum, tenao, te-
riam conhecido que o seu uso apenas servia para
exlinguirS) eslro e embolar o espirito.
Deixeinos o grosseiro hydromel aos soldados da
idade media ; ovinlio branco da Alleroanha, secco e
fri, aos caslelles das fortalezas sentadas as mar-
gena do Rheno. Fallemos dos vinhos da Hespanha e
de Portagal. Os habitantes da Pennsula sao sobrios;
exporto os seos vinhos de superior qualidade, cujo
principal consumo he na Inglaterra. Os Inglezes ,so
grandes bebedores de Port-wine, de Sherry de
Madeira ; accreseentam-lhes o hock do Rheno, e o
claret, a que tem a coragemde dar o ltalo de vinho
de Bordeaux ; porcm esses dous espirituosos nao sao
acolhidos senao depois dos vinhos hespanhes.
Vinho de Hespanha Paixao e perda de sir Fsls-
laff! Quautas vergonbas c torpezas nao Ihe fezcom-
melter a essa bom cavalleiro seu gosto immoderado
pelo vialio c pelo assucar. Para satisfazer a essa se-
de, constantemente excitada pelo licor vindo da An-
daluzia, foi elle urna vezdpasseio, ao luar, s emi-
nencias de Gladshill, ondftjHkibuin para roabir a
uns viajantes de accordoRnra filho do rei. Porque
oseucompanheiro fiel, sea inseparavel 'Bardolph,
esse amigo do coracao com quem Falslaff tinha o
.ame de Irocar lanas injurias, porque o caro e
lonrado Rardolph possuia esse nariz espantoso, esse
nariz tao vermelho que pareca om ardile ? Nao
seria porque adorava o mesmo liquido que Falslad'.'
Tinha um amor insensato, inextioguivel pelo vinho
das Canarias. E isso o perdeu.
Esse vinhos esquentadores, lio poderosamente
inebriante, eslragaram o gosto de toda a nac3o : os
Inglezes acreditaram que nao se poda beber bem sem
beber muito. Nos banquetes ofierecia o amphytriao,
c nialo panha sua gloria, numero espantoso de bo-
telhas qae os convivas punham a sua gloria em cs-
vaziar. No (im do seculo passado os fidalgos ingle-
zes tinham por goslo beber at cahir em baixo da
mesa ; era um sigual de urbanidade qae reciproca-
mente se deviarn nos sus jantarca, e que recorda a
cortezia detses Romano, que vomitavam o sen pri-
meiro jantar para terem o guato de jantar te-
ganda vez com algum amigo. Eis- ahi como
ama da maiores glorias da tribuna ingleza,
nm dos homens mais eminentes da qiraa-Brelanha
no periodo do imperio, nao julgou que mareava a
sna fama de orador e de estadista entregando-se aos
maiores excessos de viohaca. Ainda boje, visitai um
navio inglez, eolrai na intimidade do estado maior,
veris com espanto homens instruidos.bem educados,
de boa companhiabeber agurdente aos copos cheios.
A agurdenle nao he muito mais forte do que os vi-
nhos alcoolisados de que toda a naco faz uso. Por
isso perderar ellos a flor, a delicadeza de paladar
neccssarla para apreciar os vinhos finos.
O espirijuoso autor de nm livro inglez intitulado
Confistao do telho solteiro, assim aeexprime : Vollo
para a Inglaterra, depois de longos e eofadonhos an-
uos de ausencia, com~peior saude do qnequaudo de
l sahi. No conliuenle caloreaexcessivos, fri igual-
mente extraordinarios, um rfjnmen alimenticio pou-
co generoso' tinham favorecido o ultrages que o
tempo, esse cruel inimigo.havia feto ; minlia j de-
hilitada consliluiro. Vinhos azedos de qae he im-
possivel fazer uso copioso, alimentos inspidos que
nao podem excitar um epcurista i commetler o me-
nor excesso, fazem da temperanca nma necessidade,
ainda aos que menos se apaixonam por esta virtude
tao rara na Inglaterra. De volta, graca a Dos,
minha patria, cnlreguei-roe victima voluntara a to-
das as delicias gaslronomicas*de qne com razio se
glorifica.
Offereci beca lombas de cara'jiara aplacar os brados
do meu estomago, tanto lempo sujeito a nefarias pri-
'vJciies. Experimentei vivissimamenle esse senli-
menlo que os poetas c os oradores coslumam exaltar
coro o nome de amor da patria. quando nio he
senao o amor da nossa mesa e da nossa casa. Com que
goslo saboreei um velho Sherry (Xeres), um Madei-
ra que duas vezes passara a tinha, e um clarelcomo
o nao ha fon d Graa-Bretauha ; a beberagem acida
e tem corpo connecida com o nome de vinho de Bor-
deaux tem tao pouca semelhanra cum esse vinho ex-
adoce o nosso vinho com a sua doce violencia os ca-
racteres daros c austeros, restilua elle aos seus cora-
rnos coragem e esperanza. Dizendo que[o vinho he
o principio de urna conversa viva e animada, o Bur-
guez de Paris, Pars apenas traduzio Horacio :
.... tu sapienlum
Curas, el arcanum jocoso
Consilium rctegis lyceo.
E pos cimente o vinho'de Franca a nossa amizade
como lngler.es EmeBacche bebamos de ambos
os lados do eslreilo ao Iriumpho universal da civi-
sariio, e travemos com os nosso vizinho di Graa-
Brelanlia urna conversa que, sendo viva, naopodera
deixar de ser animada. Merruau.
(Jornal do Commercio),
imn
Menin.
Nao tardn
que Virginia VaudenJ
bastante pronunciada'-!-
cellente como o lacryma ChriMi com o Cham
He assim que os nossos vizinho desconhi
delicadeza dos nossoimclhores vinhos. Ai del
lio depravados como esse fumista que profere o
de rolo'ao mais puro Havana..
Ao menos o sherry, o hock, o claret que se bebe
na Inglaterra, embora carregados de alcool, sao bebi-
das generosas. Oque porm dizer da cerveja, peza-
da beberagem que se casa com o cachimbo E es-
pantamonos por ver que o inglez he impertigado e
taciturno Como ter vivacidado, elle qae inunda
quotdanamenle o estomago com essa frgida e in-
digesta agua saja '.' Anles mil vezes o surco acidulo
eadocicado da machaque bebe a genle da Norman-
da. Ao menoaa cidra crepita, he animada ; porm o
lpulo c a cevada fermentada servem somente para
tornar pezado o espirito e o corpo. Jantai-Ihe o ca-
chimbo, compaoheiro da solidao, desculpa da laci-
tarnidade, tornareis o hornero fri, prosaico, forma-
lista como um Hollandez. Se acreditarmosem Ale-
jandre Dumas, os Hollan'dezes gostam da embriagar-
se com pepinos curtidos em vinagre. Nunca romos
lestemuoha dos rastillados desse irrilaute manjar
mas contra o gin qae os Inglezas engargitam para
vencer a cerveja,n3b podemos deixar de manifestar a
maior repulslo. Um habitante de Londres, escreven-
do ltimamente no Times, sustentara qne o vinho
preservara as classes embrutecidas pelo abuso das
bebidas alcoolicas, e especialmente do gin.
Heumsignal de pTogresso,diria, ver individuo
que at agora nao tem conhecido ouIras bebidas se-
nao o ale os espirituosos, lomarcm hoje grande
quanlidade de Port-wine e de herry. Vedes agora os
cocheiros entrar nos boteqnins, e tomarem um copo
de vinho mesm no baldo. Assim mudando a sua
raco ordinaria de gin por nm copo de vinho. o co-
ebeiro nunca sera um desses typos de brutalidade,
de insolencia e de embriaguez como tantos na sua
classe se encontram. Nao ser dos que comparecen!
perante o magistrado por m f para com o frecuez,
mo Iralamento de suas mulhercs, rrueldade contra
o seu cavalto. Se Ihe derdes a racildade de substi-
tuir a sua cerveja quotidiana pelos vinhos brandi-
menle excitantes da Franja e da Allemanba, farei
progredir a Inglaterra as vias da civilisacao.
A qneslio assim to desempachadamente cortada
he das mais controvertidas enlre os Srs. economis-
tas. Conseguir-se-ha desacstumar a massa do povo
inglez da sna beberagem predilecta ? Onlros que
discatam e decidam ; contcnlcmo-nos com referir
ama ancdota.
O hroe delta he um cerlo l)r. Pilcairn, muito co-
nhecido em toda a Escossia. Esse doulornio era dos
mais severos de puritanismo ; nao ia frequentemen-
te s predicas ; em compensaran, gostava do claret.
Nos domingos da manilla, no momento em que a
congregarlo ia ao oflico, cnconlrava invariavel-
racnlc um cangiro chelo de vinho que levavaro i
casa do" doulor. Os antigos escandalisaram-so. Sob
pretexto de impedir que o santo diado descanso fos-
se empregado era impo trafico, lembraram-se de to-
mar na passagem o bema\enturado cangirao e de
confiscar o claret. Era desioleressado esse rigoris-
mo? O sceplico doutur nao o acredilou, e um do-
mingo de manhaa deilon no cangirao urna boa dse
do emtico. No mesmo dia, com grande torpreza de
toda a congregado, o Dr. Pilcairn appareceu no
templo.
Observou-ae especialmenle que eslava menos l-
tenlo ao sermlo do qne aos movimenlo do anciao
sobre o seos bancos. Nao ia muito adianlado o ser-
vico quando se vio um do mais intrataveis adversa-
rios do trafico do domingo deilar o seu lagar, e
sahir todo amarcllo.
Ponco dcpol, oulro o"acompanhon, e dahi o ban-
co dos anciaus achou-se despovoado. O doulor fe-
ferio ocaso a toda a cidade e dahi em diante pd-
de gozar em paz da satisfarn de cnxugar seu can-
gjrlo, sem que o ancios se atrevessem a ncllc me-
ter as ventas.
Se he verdadeira a venlura. o que nio affirmamos,
prova que o goslo do claret esta muito espalhado
na Escossia.
E sendo assim, ao mena por philanlropia man-
demos aos nossos vi/inhns a gentil Iwlelha, po te>l,
Tribunal do Jurado da Flaadret-Occldaiital.
{Blgica)
Audiencia de 10 o 11 de marco.
I7m menino morir) fome.Dupla condemnacao
dos pais morte.
Um crime odioso, que raras vezes te encontra'nos
anuaes judiciarios Iraz presenca do tribunal de ju-
rados de Bruges, dous operarios de Mo, Constanti-
no Laverge, de quarenta e qualro annos de idade,
lecelao nascido em Deirlyk, e Virginia Vauden
Plosche sua mulber, de quarenta e dous annos,
operara, nasrida em Suevegero. ,
Aaccusarao o arge de bavcm morto sen filho
fome, e os numerosos depoimenlos das leslemu-
nbas onvidas no processo nio deixam infelizmente a
menor dnvida sobre a evidencia de sua culpabilida-
de, que elles entretanto se esforcam em repejlir, op-
pondo a todas increparles que se Ibes fazem, dene-
garnos a mtit formaes.
Eis o resumo dos faclos dednzido do acto de acal-
sarao formulado porM. H. de Bouch, substituto
do procarador geral junto ao tribunal de appella;lo
de Gand :
No decurso de 1853, os dous acensados, que esla-
vam, em virtude de condemnaseet anteriores.'sob
as vistas da polica, e cuja conduela era notoriamen-
te mi, moravam com suas duas lilha*-cm nm quarlo
situado no andar superior de urna casa da cidade de
moradores nolassem,
he tinha urna aversio
:a cum a mah moja de suas
fillias, menina de 8 annos, chamada Isabel, e que a
maltratava quotdanamenle coA odiosa persistencia
e da maneira a mais barbara.
Os aecusados (rabalhavam nessa poca, com suas
duas filtias, em nma fabrica de tecer em Hallecin,
para onde iao toda s manhaa, depoi de baverem
almorado, levando comsigo a refeisio do meio dia.
Os operarios da fabrica observaran) que, emquanto
os pais e a filha mais velha comiam, a pequea Isa-
bel nunca recebia mais qne urna codeada pi evi-
dentemente insnflicienle, sob o pretexto de que ella
nio trabalhava como conrlnha. Amii responda s
observaSes qae a esse respeilo Ihe faziam a que
ainda havia muita bondade para com ella ; qne seu
pai Ihe nio devia dar nada absolutamente, deixan-
do-a morrer fome como urna cadella a e acrescen-
lava isto nao seria grande desgraca ; aos ficaria-
mos livres dalla.
O pai nao gnurava ete procedimenle de sna mu-
Ihcr, mas longe dse lheoppor oudeaoccorrera sua
filha que choravade fome, a,espancava e maltrata-
ra aindamis; a bregeira, pedinchona gritava el-
le, hei de dar cabo de ti! Terrivel ameaja qua
nao devia firar estril. '
Os operarios da fabrica movido de piedade pela
desgranada menina, concordaram em conceder-lhe
todos os das urna parte de sua comida, e ajodaram-
na assim dorante.alguns mezes a sustentar a existen-
cia.. Quando a mai soube disto, ficon violentamen-
te encolerumda, e espancou a filha cum tanta barba-
rdade, que foi preciso ncudirem, e arrancarem-na
de suas mios. Este proclar revoltante excitan
urna inilignacao lao geral enlre os operarios da fa-
brica,, que elles se reuniram para faze-la cessar. El-
la foi eolao trabalhar em autra fabrica da vizi-
nbanca.
Com esta mudanc.a tornou-se ainda peiur a desgra-
sada posirao de Isabel, que em breve succombio ;
por quanto Viflgjnia Vauden Plosohe, em re do
levara filbinh-aemsigoa Hallecin, onde, (grecas i
caridade dos operarios, ella podia ao mesnos susten-
tar a miseravel existencia, a encerrava em sen quar-
lo desde a manhaa ate a note, e a menina fica-
va um dia inteiro sem fogo, nm comer, nem beber.
A aecusada todas s manhaas fechava o quarlo com
cadeadu, e deste modo tornava intil a piedade dos
vizinho, que.commovidos pelas lagrimas e pelos
da infeliz meninarvfueriara soccorre-la. On-
viam-na semer e lalimar-se em que podessem vir
aro sen auxilio. #
*A' noite, qaando os aecusados e sua filha mais ve-
lha enlravam para cear, a mais das vezes manda-
vam IsabeLdormir sem comer, ou a expelliam para
ra onde tpaava a noite ao retento. Diversas ve-
zes acontecen ella dcsappacecer por alguns dias sem
que os pais mostrassem a menor inquietadlo. Quln^
do nesses momentos o vizinhos Ihe davam algum
alimento eamai saba, esta nio se conlentava com
arrebalar-lhe o" bocado das mios, tenlo tambem a
maltratava com a maior brutalidade, ferindo-a com
corda, varas, barras de ferro,at qne a deixava pros-
trada,todasanguBulentaem nm canto do quarto on-
de a encerrava sem comer. Tudoitto se passava sob os
olho do marido, que nenhnma opposicio absoluta-
mente fazia.
J No primeiro de dezembro ultimo, Isabel Laverge
'succumbios privareseaos maos tralosqoe soffre-
A voz publica aecusou os esposos Laverge de a
Patacho brasjleiro Calentfumo, sabio e pipas
vasiat.
Brigue brasileroElvirasabio, fumo e barrica
vastas.
Importacao'.
Brigue nacional Elvira, vindo do Rio de Janeiro,
consignado a Machado & Pinheiro, manifeslou o se-
guintc:
63 volu'mes barricas vuzias, 2 caixas fazendas, 4
voluntes mercadoria, 50 pipas vazias, 270 saccas, ca-
f, 1 caixao chapeos, TOO caixas sabio, tftmeias bar-
ricas polassa, 75 caixinhas e 1 caixio cha, 'JO
rolos fumo; a ordem.
Escuna Titania, viada de Colinguiba, consignada
a Antonio de Almeda Gomes & Companhia, mani-
feslou oseguinte:
224 saccas assucar branco, 505dilas com dito mas-
cavado : a Jos Teixeira Bastos.
Brigue Inca, vindo de Santa Calhariua, consigna-
do a Bicardo Isaac & Companhia, manifeslou o .se-
gu nio :
(i.Til alqueires farinba, 400ripas, 300 inoringues;
a ordem.
Hiale Sociatel, viudo de Cvlingoiha, consignado a
Bastos &Irmao, manifeslou o seguinte:
391 saceos assucar branco, 309 ditos com dito mas-
cavado : a ordem.
Sumaca Flor do Angelim, viuda de Cotingniba,
consignada a Bastos & Irmio, manifeslou o seguinte:
901 saceos assucar branco, 319 ditos com dito mas-
cavado ; a ordem.
Vapor nacioual Imperador, vindo dos portos do
notTe, manifestoo o segainte:
1 sacra e 4 caixas; a ordem.
1 caixa; ao Dr. Nuno.
1 dita; a J.Soum.
1 caixote ; a Sergio Porfirio da Malta.
1 dito; a Jos Pedro da Costa.
1 dito; a Francisco da Silva Fonseca.
1 encapado-, a Antonio Lopes Rodrigues;.
1 dito; a Francisco Antonio Correia Cardse.
Patacho nacional Amizade, vindo do Rio Grande
do Sul, consignado a Guerra Jnior, mauifestou o se-
gainte:
7,148 arrobas de carne, 30 couros seceos; a ordem.
CONSULADO GEKAL.
Rendimenlo do dia 1 a 13.....2003737
dem do da 15........ 3:OI3a331
3:5175071
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a 13 3:2249734
Idemdodialj...... 4519523
3:676257
Exportacao'.
Marselha, brigue francez Hrnest, de 294 tonela-
das," conduzio oseguinle :3,300 saceos com 16,500
arrobas de assucar, 352 courus.
KECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 15......840S822
CONSULADO PROVINCIAL.
Itendirnentododia t a 13......22:3609675
dem do dia 15....... 2:6219*84
24:982|359
PAUTA
dos precos correntes do assucar, algodao', e mais
gneros do paiz, que se despacham na mesa do
consulado de Pernambuco, na semana de. 15
a 20 de maio de 1854.
Assucaremcaixasbranco 1. qualidade
B B 2.a
mase. .......
b bar. esac. branco.......
bbb mascavado.....
b refinado .'.........t
Algodo em pluma de i. qualidade
a B b -b 2." b
b b b 3. n
em carolo
- .. ^....^^ i* -
Espirito de agurdenle .
Agoardente cachaca .
b de caima .
b reslilada .
Gcncbra. .......
caada
B
........... a
............botija
Licor...............caada
b ............... garrafa
Arroz pilado duas arrobas, um alqueire
a em casca........... *
le de mamona. ........ caada
fa^mendoim e de coco.
Se peixe.........
nres araras. .
o papagaios
Bobicbas.....
Biscoitos .....
Caf bom
*>*
raatoHio............ ^
b com casca............
B

rento
n
D
@
B
terem assassinado. A auloridide judiciaria encar-
regoa a dous mdicos-legista de fazerem a anthopsia
do cadver. Estes peritos acharam o corpo integra-
mente definhado. O coracao e os grandes vasos an-
guines eslavam vastas.
O estomago nao continha o menor vestigio da nn-
Irico. Em nma.palavra, elle afllrmaram que a
menina nao tinha sido victima de molestia alguma
mortal, e declararam qne, em sua opinilo, ella suc-
cumbira em consequencia de privaeao de alimentos.
Esl averiguado que t aecusada Virginia Vaaden
Plosche nutria desde mnito tempo o projecto de dar
fim i sua filha mais mora. Um dia tinha querido
afoga-la em um poro, e diOerenlcs vezes a tinha
amearado com a morte. Urna mulber, que habita-
va mesma casa, em que moravam os esposos La-
varas, declarcoi que a (ilha mais velha dos acensados,
que nunca fura maltratada, ltimamente se liBvia
tambem'lnrnadu victima de Virginia Vanden Plosche,
que Ihe dizia frequeutemenle a Ah tambem o
queres? poit bem cada urna ter a sna voz A
acensada negou todo os fados do processo. Laver-
ge, seu marido, ltncou toda a responsabilidade so-
bre sua mulher, pretextarlo que sahindo todos os
Das mu*fl lo para o seu lrabalhor-o voltando
muito tardtvpo podia respoader pelo que em sua
ausencia se passava em ma casa.
Os antecedentes dos dous aecusados sao de nalu-
reza a mais deploravel. Em 1844, foram condem-
"hados por crime da roubo; Laverge a eito annos de
galos, e sua mulher a cinco annos de priaao.
Conduzidos I presenca do9 jurados para responde-
rem por esses faclos, os esposos Lavergetuatenlaram
na audiencia o papel que desempernara ni em todo
o processo, e oegaram andariosamente as aecusaroes
as mais evidente. Descobriram-se os mais (erriveis
pormenores sobre a existencia dessa desgrasada me-
nina, a cujos bons sentimenlos todas as leslemunhas
renderam homenagem, e que havia morrido 13o mi-
seravclmenle depoi de nma agona de mais de um
auno.
A nuillda foi immensa emqnaato duraram o
dcbate,o maior numero de espectadores compunha-
e de mulhcres que ouvindo cerlos pormenores do
processo, nao deixavam de manifesttajsuaindignasao
da maneira mais eslrondosa.
Declaraudo o jury por unanimidad, quo os dons
aecusados eram culpados, foram elles condemnados
pena de morte.
A sentcnen determina que a esurussao lera lugar
na piara publica de Menin. a
(Jornal des Debats.)
moido ........
Carne sorra ........
Cocas com casca'. ....
Charutos bons.......
a ordinarios. .
* regala e primor
Cera de carnauba .
em velas.......
Cobre novo mo d'obra.
Couros de bo salgados.....'....
b espixados........... b
b verdes......... ;
de onca .,.........b
o n de cabra ebrtidos......
Doce de calda.............
b guiaba.....-.......b
b secco ...........; .-
jalea............... a
Estopa nacional........., @
b cslrangeira, mi d'obra.'.
Espanadores grandes.......... nm
b pequeos..........."
FarDha de mandioca.......alqueire
b n.milho.......... (g>
y> a aramia.........
Feijo...............alqueire
Fnmo bom ............. gi *
a. ordinario........... n
b em follia bom........ b
n ordinario ......
n b o rMtolhn ...... *
Ipecacoy.
Gomma. .
Gcncibre ....
Lenha de achas grai.
b b pequei.
loros
29700
2300
I99OO
299OO
29000,
39200
69000
53600
5200
19500
5700
M20
9500
ftlOO
9560
9220
S06O
8220
49800
I96OO
9800
19120
19280
59000
urna IO9OOO
um 39OOO
<> 45180
B 69400
a 59800
59OOO
b 39600
69400
39800
29560
I92OO
9600
29200
69400
89000
9160
9180
9190
9090
159000
9190
9280
9200
9100
9320
19280
I9OOO
29OOO
19000
2J800
29OOO
SOOO
59000
69OOO
39OOO
89000
49OOO
39OOO
329OOO
29OOO
19500
19600
9600
99OOO
B
alqueire
, @"
. rento
. a
Pranchasde amarello de2 costados, .urna 126000
79OOO
a s louro.......... a
Costado de amarello de 35 a 40 p. de
c. c 2 ;. a 3 de 1....... B
b de dita usuaes........ a
Costadnho de dita..........
Soalho de dita............
Forro de dito.........
Costado de louro. ..*... o
Costadnho Qe dito........ >
Soalho de dito......... >
Forro de dito............. o
b b cedro. ............ a
Toros de .talajuba..........quintal
Varas de parreira...........duzia
aguilliadas.........
>t b quiris............ b
Em obras rodas *de sicupira para carros, par 409000
B exus B B n B 169000
Melaco.^,............ caada
MilbtjjB^.............alqueire
inmolar............urna
liar............ a
bolos........... B
Pontas de boi. i.......... cento
Piassaba...............molho
Sola ou vaqueta............meio 29100
Sebo cm rama ....... @ 59500
Pelles de carueiro..........nma 9190
Salsa parrilha.............@ 209OOO
Tapioca................ Jf 29000
Unhas de boi......i ..'... cnlb 9210
Sabio...... '. ......... 9090
Esleirs de )>erperlB......... urna 9160
Vinagre pipa. 4KT......... 309000
Cabesas de cachimbo de barro. inilheiro .59000
209000
IO9OOO
89OOO
69000
3900
69OOO
50200
392OO
29200
39000
I92OO
19280
19600
9960
9200
19600
9640
69000
9800
1 escravo, Jola Facundo da Silva Guimaraes, Flo-
riano Correa de Brilo e 2 scravo, D. Ros Can-
dida Machado Lessa, 1 filha menor, 1 criado e 5
escravs, Lniz Antonio Meiquila Falclo e sua fa-
milia, Dr. Jos Costa Machado e 1 eacravo, Dr.
Francisco Assis Pereira Rocha e 1 escravo, Dr.
Jerorrymo Macario F. de'Mello el escravo, leoen-
le-coronel Pecegueiro e 1 escravo, padre Antonio
Jos Soares Mendonca e I escravo, Jos Pereira de
Loureiro e 3 escravs, Antonio Lopes da Silva J-
nior, Bernardo Jos Moma GjUimaraes, Dr. Jos
Mara Ramos (urjan, Jote Paulino de Albuqner-
queSarmenlo Jnior, Silvino Cavalcanti de A-
ouquerque e 1 escravo, Dr. Joaquim Sobral Pinto
c 2 escravs, padre Joaquim Pinto de Campos, 1
criado e 2 escravs, o pardo Francolino Dias, Ma-
noel Janaario Bezerra, Miguel Soares Palmeira,
capillo-lenente Antonio Garlos Figaeira de Fi-
gueiredo, Dr. Rodrigo da Costa Albuqaerque Ma-
rauhae e 1 escravo, Epaminonda da Rocha Viei-
ra e 1 escravo. Joaquim Jos Ferreira da Costa,
Feliciano Jos Ramos, 1 alferes, 2 sargento, 3
soldados, 3 remitas e II escravs a entregar.
EDITAES.
O Illm. Sr. nspeclorda thesonraria provincial,
em virtude da resolucao da jauta da fazenda, man-
da fazer publico, queemcumprimenlo da le, peran-
te a mesma junta, se ha de arrematar em hasta pu-
blica a quem mais der no das 22, 23 e 24 d* maio
correute os imposto seguidles:
29500 rs. por cabeca de gado vacenm qae forcon-
summido nos municipios, abaixo declarados.
Recite, avahado animalmente por 56:0159000
Olinda, avaliadoannualmenle por 2:2469000
Iguarass,avahado annualmenle por. 1:7209000
Goianna, avalUdo anniialmenle!por 6:5219000
Nazarelh, avallado annualmenle por. 4:4309000
Cabo, avaliado annualmente por 1:0159000
Sanio, Anto avahado annualmenle por. 6:0119000
Serinhaem, avaliado annualmenle por 5619000
Rio Formoso e Agua, Preta avaliado an-
nualmenle por...... 2:5219000
Pao d'Allio, avaliado annualmenle por. 4:0019000
Enos municipios seguinles nos quaei s pagam
aquelles qne talham carne para negocio, e o cria-
dores o dizimo:.
Limoeiro, avaUMp;annualmente por. -3:5219000
Bonito e Caruaru,avaliado annualmenle
por.............2:5179000
Brejo, avaliado annualmente por. 2:2079000
Cimbres, avaliado annualmente por. 1:4719000
Garantan, avallado annualmenle por. 2:9899000
Florea e Floresta,avaliado annualmenle
por: .........4:0049000
Boa-Vista e Ex........4:0709000
Nos 5 ltimos municipios, islo-lhe, Brejo, Cimbre,
Garanhuns, Flores e Floresta, Boa-Vista, e Ex io
arrematado conjuntamente o impostas; a cargo dos
col lectores e 20 por cento do consamo (resgurdenle,
na forma da lei n. 286 de 28 de jonho de 1850.
20 por cenlo sobre a agurdenle que for consu-
mida nos seguinte municipio:
Olinda.avaliado-annualmente por. 8IO9OOO
Iguarass, avaliado annualmenle por. 841000
Goianna, avaliado annualmenle por. 649000
Pao d'Alho, avaliado annualmenle por. 769000
Nazareth, avaliadoaonualinenle por. 639000
Santo AulSo,avaliado annualmente por. 2029000
Bonitoe Caruan,avaliado annualmenle
r............ 339000
, avaliado annualmenle por. 449000
Rio Formoso e Agua Preta, avaliado an-
nualmente por. ....... 4I9OOO
Serinhaem, avaliado annualmente por. 269000
Limoeiro,avaliado annualmenle por. 909000
Estas arrematarles serio feilas por tempo de 3 an-
nos.a contar do 1 dejulho do correte anno a 30 de ju-
oho de 1857, e sob as mesmas condices das ante-
riores^
Vai igualmente a prai;a para ser arrematado con-
juntamente com o imposta do gado vacenm, o dizi-
mo do gado cavallar nos municipios abaixo declara-
dos por lempo de om anno, a contar do 1. de julho
de 1856 a 30 de junho de 1857.
Bonita, avaliado por.......'1399000
Garanhuns, avaliado por. .... 769000
Cimbres^valiado por.......' 1008000
Flores e Floresta. ....;.. 3269000
Boa-Vista e Ex, por...... 1999000
E por tempo de 4 annos, a contar do 1. de jullio
de 1853 a 30 de junho de 1857, nos municipios se-
gu ntes :
Limoeiro avaliado por anno em. 589000
Brejo avaliado por anno em. 509000
A pessoas que se propozerem a esta arremataclo
comparecam na sala das sessoes da mesma junta nos
dias cima indicado pelo meio da,competentemen-
te habilitada. '
E para constar se manduu afxar o presenta e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 2 de maio de 1851.Olsecretario,
Antonio Ferreira d'Annunciacao.
O lllm. Sr. contador servindo da inspeclorda
thesouraria provincial, em cumplimento da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia, manda fazer
publico, que no dia 18 de maio prximo vindouro,
vai novamentc a praca para ser arrematada a qoem
por menos fizer, a obra da cadeia do Rio Formoso,
avahada em 33:0009000 rs.
A arremataclo ser feita na forma do arls. 24
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob a clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas qne se propozerem a esta arrematacao
comparecam na sala das sessoe* da mesma junta no
dia cima declarado pelo, meio dia, competentemen-
te habilitadas.
E para constar se mandn afxar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 15 de abril de 1854.O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arrematacao.
1." As obras serao feilas de conformidade com o
orsameato a planta nesta data approvados peta di-
rectora em conselho e apreseotados a appprovaclo
do Exm. Sr. presidente da provincia na importancia
de 33:0009000 rs.
2. O arrematante ser obrigado a dar principio
as obras no prazo de dous anezes e conclu-las no de
vinlc mezes, contados de eonformidade com adispo-
5(;Ao do art. 31 da lei n. 286.
3." Para execucao da obras o arrematante dever
ler um mestre pedreiro, e oulro carpina da confian-
za do engenheiro.
4. O*pagamento da importancia d'arremataro
ser feilo em seis prestarles da forma seguinla: a 1.a
da quantia de um dcimo do valer da arrematacao
quando esliverem feilas todas a paredes al o nivel
do pavimento terreo, e juntamente o cano de esgolo;
a 2." da quantia de dous decimos quando esliverem
feilas todas as paredes exteriores e interiores at a
altura de receber o travejamenlo do primeiro an-
dar, e asseuladas toda as grades de ferro da* janel-.
"' a 3.'.,da quantia de dous decimos quando esli-
do a apprdvaclo do Exm. Sr. presidenta, na im-
portancia de 1:5*09000. ...
2. O arrematante dra principio as obra no pra-
zo de um mex, e as concluir no de 3 meze ambos
contados na forma do art. 31 da le provincial
n- 286- j .,
3. O pagamento da importan* da arrematacao
realisar-sc-ha em duas prestasoe iguaes; a primei-
ra'quando se achar feita a metade do serviso, e a
outra depoi de conclpidas e recebida obra.
4. O arrematante nio podar debaixo de preleiio
algum, deixar de dar transito ao anitnai a. ,aos
carros.
5. Nao haver prazo de responsabiotafl
6. Para tildo o qae nao ae achar determll
presentes clausulas nem no orcamenlo, tej
ojque dispOe a respeilo a lei provincial_ K. 28
Conforme.O secretario, Antonio Ferretfp da nunciaeao. ,
O Illm. Sr. contador servindo de inpeeior da
Ihesouraria provincial, em virtude da resolujao
da jonta da fazendar, manda fazer publico que
em cumplimento da lei, se ha de arrematar peran-
te a mensa jonta no dial de junho prximo Yin-
douro a renda do sitio do Jardim Botnico da cida-
de de Olinda, avahada em .1519000 rs.
A arrematacao ser feita por lempo de 3 annos,
a contar do 1 dejulho de 1854, ao fim de jonho de
1858.-
A pessoas que se propozerem a esta arremataclo
comparecam na sala das sessoes da mesma junta no
dia cima indicado, pelo meio dia, competente-
mente habilitada.
E para constar se mandou afiliar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesourariaprovincal de Pernam-
bneo 1 de maio de 1854. O secretario. Anto-
nio Ferreira da Annunciacao.
A cmara municipal do Recife faz publico para
conhecimento dos intaressados, a em cumplimento
do artigo 115 da lei regnlaroentar das elaiyoes, que
no dia 17 do correnle pelas 11 horas da manhaa pro-
ceder, pelo modo indicado em dito artigo, ao sortaa-
mento sobre qual dos su pedentes qne teem Igual nu-
mero de votos, deve substituir ao diputado por asa
provincia I assembla geral legislativa, o Exm. Sr.
conselbeiro Sebattrlo do Reg Barros, qoe cooamu-
nicoa nao poder ir agora lomar assenlo na mesma as-
sembla. Paco da cmara municipal do Recife 15
de maio M1854.Bario de Capibaribe, presiden-
te.rNo ntrpedimenta do secretario, o offical maior.
Manoel Ferreira Accioli.
Pela inspecsao da alfandega faz publico, qua
no dia 17 do correnta depois do meio-ova, no logar
do eoslume, se ha de arrematar em hasta pblica,
livre de di rei tos ao arrematante, a seguinte merca-
doria vinda de Lisboa no brigue Tarujo III, aban-
donada aos direilos pelo teas consignatarios Macha-
do d Pinheiro: 8 barricas com castanhas pilada com
o peso de 27 arrobas e 10 libras, no valor, segundo
a tarifa, de 29400 cada urna.arroba, total 269865.
Alfandega de Pernambuco 12 de maio da 1854.
O inspector, Bento Jos Fernandet Barros.
O capitSo Francisco ds Paula Goncalve da Silva
commandante interino do 3.* batalhao da guarda
nacional do municipio do Recife epretideate do-
conselho de qualificacao &c.
Faso saber que na 3.' dominga do crrante mez
s 10 horas da manhaa ter lagar a rennilo do con-
selho deqaalificarSo da guarda nacional da freguezia
da Boa-vista no consistorio da igreja Matriz da mes-
ma freguezia ; o que para constar as parle interes-
sadas mandei fazer o presente, sendo afiliado no*
diversos dislriclos da pafochia, e publicado peta im-
prensa : tndo.de eonformidade com o' diipotto no
art. 8.' da inslrucfOes mandada observar pelo de-
creto n. 722 de 25 de onlnbro de 1850, e % parte do
nrt. 9.- do decreto p. 1130 de 12 de margo de 1852.
Bonito 13 de maio de 1854.Francisco i Paula
Goncalve da Silva.
DECLARACOES.
-j--------------------------3S;------
MOVIMENTO DO PORTO.
COMMERCIO.
PRACA DO RECIFB 15 DE MAIO AS 3
^ HORAS DA TARDE.
Cotases ofiicaes.
Cambio sobre o Rio de Janeiroa 15 div. 1 1i2 ', a
prazo.
Descont de ledras de 3 mezes9 e 1 ]2 % ao anuo*.
ALFANDEGA.
Rendimenlo dodia la 13 .
dem do dia 15......
.116:057935.
. 3:7019322
119:7589876
Ditcarregam hoje 16de maio.
Galera jrngle7aSivord FUIimercadoi as.
Navios entrados no dia 15.
Per93 dias, escuna hamburgneza Dorolhea Er-
nestina, de 102 tonelada, capilao j, Mever, cqui-
pagero 6, carga salitre e mais gneros; a.V.O,
Bieber & Companhia. Veio refrescar e segu
para Hamburgo o seo deslino.
Alcobarat dias.garopeira brasiloira N. S.daPen-
na, de 27 toneladas, meslre Ronovalo Jos f crei-
ra, equipagem 6, carga familia de mandioca; a
Amorim Irmaos.
llarllepool59 dias, galeota hollandeza Maracibo,
de 78 tonelada, meslre J. Kevl, equipagem 10,
cargacarvao de pedra ; a G. A. Brander a Bran-
dis &Campauliia. >
S. Matheos12 dia, hiale brasilero Invencivel Ca-
tharinense, de 34 toneladas, mestre Joaquim Jos
Martina, equipagem 6, carga farinha de mandioca ;
a Jos .Manuel Martins.
Rio de Janeiro45 dias, escuna brasiloira Linda,
de 153 toneladas, capillo Jos Ignacio rmenla,
equipagem 11, em lastro ; a 'Eduardo Ferreira
Bailar.
Navios salados no mesmo dia.\
Marselba--Brgue francez Ernest, capilao Maguan,
cargawsucar.
Em commisstfBrigue de guerra brasilero Cea-
rense, commandante o canitao'-tenente Moreno.
LisboaBarca porlugueza N. S. da Boa Vtagems
capilao Antonio Jacintho da Cunha, carga assucar.
Passasciros, Antonio Barboza de Barros, Manuel
Jos Moniz da Silva, Antonio Jos Leite Guima-
raes, Joao da Silva, D. Lauriana Freir de B. e dia cima
Silva,
Rio de Janeiro e porto intermediosVapor brask
leiro Imperador, commandante o capiao-leuentej
Mancebo. Passageiro, Lniz Gomes Ferreira. sua
familia e 5 escravs, Baraode Beberibe, sua .fami-
lia e 1 escravo, Augusto F. de Oliveira e 2 escra-
vs, desembargador Manoel Mendes da Cunha
Azevedoel escravo, Dr. Francisco Paula Raptis-
la, Dr. Joaquim Antonio Carneiro Cunha Miran-
da a 'i escravo, Jos Goncalves Ferreira e Silva e
las;
ver assentado toda o travejamenlo do primeiro an-
dar, feilas todas as paredes at a altura da coberta,
e embucadas as cornijas; a 4.a larnbem de dona de-
cimos qaando esjver prompla toda a coberta, assen-
tado o Iravejamenlo do forro do primeiro' andar, re-
bocado e guarnecido todo o exterior do edificio; a
5.* tambem de dous decimos quando esliverem con-
cluidas todas as obras e recebida provisoriamente ;
a 6.a.finalmente de um dcimo quando for a obra
recebida definitivamente o que ter lugar nm anno
depoi do recebimento provisorio.
5. Para ludo o mais que nio esliver determinado
as presentes clausulas, nem 110 orcamenlo seguir-
se-ha o que dispOe a respeilo a le provincial n.
286.Conforme. O secretario, Antonio Ferreira
da Annunciacao.
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, cm cumprimento da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia do I do cor-
rele, manda fazer publico, que nos das 6, 7 j de
junho prximo vindouro, perante junta da fazen-
da da mesma Ihesouraria, se tfclajtfi arrematar a
quem por menos fizer, os reparos a"fazer-se na ca-
sa destinada para cadeia na villa doOnricury, ava-
hados em 2:7509000 rs.
A arreniatacSo ser feita na forma dos arls. 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sobas clausulas especiaes abaixo copiadas.
1 As pessoas qae se propozerem a esta arrematacao
comparecam na sata das sessoes da mesma junta,
no da cima declarado, pelo meio dia, competente-
menta habilitadas.
, E aura constar se mandou aflixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial do Pernam-
buco 2 de maio de 1854.O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arrematacao.
1. Todas as obras serio feilas de eonformidade
com o orranienln e planta nesta data aprcsenlados a
approvacao do Exm. presidente da provincia, na
imporlaueia de 2:7509000 rs.
2. As obras serio principiadas no prazo de dous
mezes, e concluidas no de oito mezes, ambos conta-
dos de eonformidade com os artigo 31 e 32 da lei
provincial n. 286 de 17 de maio de 1851.
3. O pagamento da importancia destas obras ser
folla em urna s prestaran quando ellas eslive-
rem concluidas, que serio logo recebida definitiva-
mente.
4. Para ludo o mais qua nao esliver determinado
as presentes clausula, seguir-se-ba o disposto na re-
ferida lei n. 286.Conforme.O secretario, Anto-
nio'Ferreira da Annunciacao.
O Illm. Sr. contador servindo de inspector
da thesonraria provincial, cm cumprimento daordem
do Enm. Sr. presidente da provincia de 27 de abril
prximo passado, manda fazer publico, qne no dias
16,17 e 18 do correute, perante a junta da fazenda
da mesma thesonraria, se ha de arrematar a quem
por menos fizer, os reparo da ponte dos Can albos,
avahados em 1:5409000 rs.
A arrematacao ser feita na forma dos artigos
44 e 27 da lei provincial n. 286, de 17 de maio de
1851, e sol) as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem'a esta arremataclo
comparecam na saladas sesscs da mesma junta no
dio cima declarado,' pelo meta dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o presente, e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco, 1 de maio de 1854. O aecretario, Antonio
Ferreira d'Annunciacao.
Clausulas especiaes para arrematacao.
1. Os reparo de que precisa a punledo Carva-
Ihosserao feto de eonformidade com o orcamenlo
approvads) peta directora em conselho eapreseata-
Peta subdelegada dos Afogados te faz publico.
que se acha depositada ama menina preta de nome
Fanslina, que foi encontrada no lagar da Torre, a
diz que satura de casa da mestra, e procurara a de
seu pai Victorino Gomes, morador no Arraial; quem
sejulgarcom direito a ella, compreos a justificar
para Ihe ser entregue. Subdelegada dos Afogados
12 de maio de 1854.O subdelegado, .
Pereira lima.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo em virtude da auluri-.
saslo do Exm. Sr. presidente da provincia, lem de
comprar o objecto segnnles :
Para o hospital regimental do mera balalbSo do
Cear.
Colheres de sopa 18; chicaras e pires, casas!6;- .
cassarolas pequeas de jtrTQ eslanhadas 2; facas da
mesa 12; garios dtaB 12; ctipetts rasa, pares
6; comadre 1. tjl
Quem qnizer vender tales ohjecle* aprsente as
suas propostas em caA fechada aa secretaria do
conselho, s 10 hora 'H K do correute mez.
Secretara do couselh*JBrinistra rimentu do arsenal de guerra, 12 de mato de 1854.
Josi de Brito Inglez, coronel presidente.Ber-
nardo Pereira do Carmo Jnior, vogal e secre-
tario.
De ordem do Exm. Sr. diredor geral da instrne-
Slo publica, taso saber a quem convier, qne ett em'
concarao a cadeira de nstrucco elementar do pri-
meiro sro'de Alagoa de Baixo ; com o prazo de60
dias contados da data deste. Directora geral 4 de
maio de 1854.O amanuense archivista,
Candido Eustaquio Cesar di Mello:
COMPANHIA DE BEBERIBE.
. O Sr. director da companhia de Bebe-
ribe, em virtude do artigo 28 paragrapbo
1. do estatutos, convoca 0$ Srs- accionis- '
tas para se reunirem em assembla geral,
no dia 16 do corrente ao meio dia, no es- >
criptorio da dita companhia na casa n. 7,
primeiro andar, da ra Nova, afim de pro-
ceder-ge a eleir-do da administracao, to-
mar coritas a actual, e resolver a'cerca do
12. dividendo, conforme as disposiedes
do arfigo 19, paragraphos 1., 3. y*. Re-1
cife 5 de maio de 1834.O secretario in-
terino, Luiz da Costa Portocarreiro.
Consulado de Portugal.
Os credores dos finados subdito Portuguezes
Francisco Jos Silva Araujo, Francisco de Souza,
Faria, Joao Rodrigues Neves e Domingo Jos de
Oliveira, que nao apresenlaram ainda seu* ttulos
de crdito lvidamente procesado para seren pa- '
go, como o tem sido os que os tem exhibido regu-
lamente, qneiram manda-Ios a este consulado aira
de seren competentemente indemnisados ptlas for-
cas dos bens arrecaoos.
Igual pedido se faz ao* credores dos subdito* Por- .
luguezesmenle "Joao Antonio d'Araujo e falleci-
do Fernando Antonio Fidi, para depoi de reco-
nhecida a importancia de todos as crditos te podar
SToceder opporlunamente ao pagamento que Ibes
r devido.
Consulado de Portugal em Pernambuco aos 13 de
maio de 1854. Joaquim Baptista Moreira, cnsul.
T&fiW'XJ*
Ql ARTA-FEIR.il 1 DE MAIO BC 1854.
GRANDE E VARIADO ESPECTCULO EM
FAVOR DA CANTORA ITALIANA.
Margarina. Deperni.
Depoisde orna escolhida svmphonia M. Depari-
ni cantar nns verso em lingua nacional, posto em
msica pelo professor o Illm. Sr. Theodoro Orale*,
os iiuaes M. Deperni offerece ao Ilustre povo Per-
namhucano.
Em seguida irsV scena peta primeira vez, netle
theatro o muito engrasado drama em 3 acto o
0 NOVICO.
original do illnstre escriptor brasilero J. C. Mar-
tn); autor do Irmo das'Almas, Judas em aabbado
de allelua, etc., etc.
Fazem parte da comedia as artistas, Sra. D. Ga-
briella, D. Amalia, D. Ortal, e o Sr. Mnleiro,
Costa, Mendes, Pereira e Santa Rosa.
Nos intervallo M. Depcrini cantar pela primei-
ra ver neste theatro vestida a carcter a seguinles
pecas:
Depois do primeiro aclo a grande cavatina da
ra Semiramides.
BEL RAtilO LOSINGHIECRO
do maestro Mercdanli. ,
Depois do segando cantar a bella aria da opera,
u Pantanos,
GUI LA VOCE SUA SOAVE,
do maestro Belini.
Depoi do terceiro cantara a grande cavatina da
opera
GEMMA DE VERGY UNA VOCE
ALCOR D'INTORNO.
do maestro Donizetti.
Represenlar-se-ha a muito applandida tarca
QUEM CASA QUER CASA.
A beneficiada finatiaar o espectculo cantando
urna modinha em lingua nacional, escripia ozpre-
samente para ella; posta em msica pelo professor
. Joscpli Fachinelti; a qual a menma oiferece e dedi- ,
ca aos illostrissimo senhores acadmicos de Olinda.
Este he o diverlimento que pela "lta vez M.
Deperiui lem a honra de ofl'erecer ao illnstre pu-
blico desla capital, e Ihe pede indnlgene e protec-
jao; pede tambem disculpa as pesseaa- que lh* fize-
ram o obsequio de aceitar bilhete, de nao ter podi-
do levar a peca j ano u ociada; maso pblico 00-
Jihecer que nao foi sua culpa, e cujo P'*dBrlu
desla recita be a nica recompensa do .seu Irabalho.


DIARIO
TERCA FEIR 16 DE MAIO DE 1854.
As poesas de ambos os versos serao distribuidas
na noile do espectculo no Iheatro.
O* bilheles acham-se disposc^io do publico no
hotel Fraucisco, onde reside M. Dcperini, e ua noi-
te do espectculo no theilro. -
SABBADO 20 DE MAIO DE 1854.
RECITA A FAVOR RE
L. C. Amodo.
Logo fue os professores da orcheslra derem prin-
cipio com urna brilhante symphouia, subir sceua
o novo magnifico drama cm 5 actos.
i ESCRAVA ANDREA.
DENOMINACAO DOS ACTOS.
1. O insulto do mariuliciro ao commandanle.
2. A escrava Andrea.
3. A orgia na vespera do combate.
?. O lucilo com machados.
5. O combate navalExplosao do brigue Pirata.
A mortalhado capullo Renand.
A explosao do brigue Pirata ser foita avista do
espectador, para o que no se poupa as despezas.
Personagens Adore.
0 conde Renaud (commandanle
da fragita). ...... Os Srs. Bezerra.
Antonio (marinheiro) Amodo.
Lamberlo (conlra mestre). Mondes.
Ptok ,'laberneiro).....,, pinto.
1. marinheiro....... Santa Rosa.
2. marinheiro........ Pereira. '
3. marinheiro. ..,'... Rozendo.
Andrea, escrava......Sra. D. Gabriella.
Um menino....... N. N. "
oniciaes de marinha, marinheiros e, povo.
A scena passa-se cm audelupe, as Anlilhas.
Dar fim o espectculo com a nova comedia em
1 acto.
A MOLEIRA DE MARLV.
Personagens. *
Mrquez .
uilherme. .
Jorge ....
Marqneza. .
Moleira de Mari y
Eis o espectculo que o actor Amodo1
Actores.
Srs. Costa.
Monleiro.
Rozendo.
Sra. D. Amalia.
kOrsat.
-oTBereoeao
publico desta cidade asseguraodo-lhe urna bella es-
eolha, como em -todos os seus espectculos, e espe-
rando do roqsmo toda a proteccao.
Os bitheles acham-se disposicao do pablicd* na
ra Bella d. 28, e no dia do espectculo no blhe-
Iheiro do theatro.
Principala as horas do costme.
AVISOS MARTIMOS.
*j,ara Li*hoa e Porto segu viagera com muita
brevidade, o berganlim portuguez Amalia /, capi-
tao Joao Antonio da Silva Malao : quem no mesmo
quizea carregar ou ir de passagem dirija-se ao mes-
mo capitao, ou asen consignatario Mauoel Joaquim
Ramos e Silva.
'Para o-Rio de Janeiro, o brigue na-
cional Elvira segu com brevidade por
^ter parte do seu carregamento prompto :
para o resto da carga, passageiros e escra-
vos a'rete/ trata-se com os consignatarios
do mesmo Machado & PJnheiro, na ra
do Vigarion. 19, segundo andar.
Para o Rio de Janeiro, o brigue es-
cuna nacional D. Pedso II sahira no dia
18 do corren^: o escravos deverao ir
para bordo na apera daquelle dia, e os
conhecimentos en casa do consignatario
J. B. da Fonseca Jnior, ra do Vigario
n. 4, primeiro andar.
Vende-se o hiate nacional Fortu-
na, de lote de 61 toneladas brasileiras,
apparelliado e prompto de tudo, ,para a
navegacao costeira; he navio novo, e de
boa e ibrtisssma construccao de ma-
deiras do imperio; acha-se fundeado em
frente do trapiche do algodao, onde pode
ser examinado, e para o ajuste trata-se
cornos consignatarios Antonio de Almei-
da Gomes & C.: na ra do Trapiche Novo
n. 16, seguicjfl'andar.
Para o R,

brigue crFe
Janeiro sahe por estes 8 dias o
on por lar parte do car recamen-
MADAMA THEtK
Modista iranceza, ra Novan. 52.
Avisa ao respeitavel publico e a lodos os seus fre-
guezes, que na sua loja de modas existe um gran-
de sorliraento deobjectos da-ultima moda,. assim
como seja.ii ricos toucados, turbantes e qilafieres pa-
ra bailes soirs, ricos vestidos de selim branco
raaco com babados lodos bordados, para noivas; di-
tos de: fil de linho, ronieiras, chales, lencos, Indo
de retroz e bordadas matiz, um grande sortimento
de titas para enfeitar vestidos do todas as qualidades,
ricas filas de velludo paracinteirus e toucados, mu lo
modernos chapeos de seda de todas as cores para se-
nhora, ricas camisinhas de fil de linhu, ditas de cam-
bala com manguitos para scnbora, ditas para meni-
nos; ricos lequesde madreperola, chapeos de pallia
enlejiados pura meninos, ditos de palha e de seda
redondos para meninas, lindos bicos de ponto inglez
muito proprios para lencos, cabecees de tilo de linho
para senhora, bolees para palitos de meninos, man-
tas pretas de seda, ditas de casia e bloode, brancas,
para noivas. capellas e ramos de flores para noivas,
chapeos de palha da Italia para senhoras,dilos de di-
na abertos.esparlilhos de todas as qualidades, e mul-
tas oulras fazendas do gosto.
Jos' Baptista da Fonseca Jnior avisa a qoem
convier, que a escuna brasileira, aclualmenle pata-
cho, Galante Mara, de que sao proprielarios Sil-
va & Grillo, lheest especialmente bvpothecada (la
quanliade4:50000por escriptura avrada oas no-
tas do Ubellklo Coclho, e devidamente registrada,
cuja hypotheca se ha de vencer em 18 de Janeiro de
1855. .
Aluga-se urna boa casa terrea comrauitos com-
modos para grande familia, com sotao c pintada de
novo, sita no ra do areal em Fra de Portas, da
parte da mar grande: quem a pretender, dirija-se
ra do Encantamento o. 3, primeiro andar.
i- Na praca da Independencia n. 24,
precisa-se fallar com o Illm. Sr. Dr. em
medicina Ignacio Nery da Fonseca, ou
pessoa eme suasvezes faca.
Na rna Nova n. 27 se dir quem. compra joma
casa terrea na Camboa do Carm.
ffiBES 3808088883*
Losna romana, de a
X A tintura de losna romana. Solliiie,he um .
SR dos e\cellentes remedios tnicos conheeidos, e
Jg que maior numero de vezes tem prdozido '
gg melliores efleitos as molestias que se tem
fg julgadoapplicar. Curacom admiravelpromp-
MlidAo sdres nervosos do estomago, accelera
a digesln as pessoas que. tem tarda, faz
desapparecer os marcos de bocea, e os gazes i
g que se accumulamuoestomago, edesenvolve :
SR o appelitc ; cura igualmente as desenterias
SK chronicaA as flatuosidades, e he um podero- ;
55 entena, ou dijecc,es alvinas liquidas, e mui- i
k tas vezes repetidas, uas quaes seacham os ali- '
mentos aldegeridos. Assenhorasquepade- '
25 cem de chlorese ou paluda cor, achanto na I
* tintura de losua romana, um remedio ctlicaz,
w o qual sendo usado por algum tempo as tor"-
56 na coradas. Tem sido de grande vantagem no j
JK trataraento da leucorrhea ou flores bran- ;
$jfc cas, e juntamente no fluxo sanguneo prove-
ifj nienle de atonio do ulero. Seu uso he mu i
simples: as pessoas adultas devem tomar duas I
colherinhas de manhaa em jejum. e duas
noile quando se qaizerera agasnlhar, dissol-
vidas em pequea quanlidade d'agoa mana.
SR As enancas tomante urna colherinha de ma- '
X nhaa e outra noile. Vatnle-se nicamente ;
SR na botica de Joaqoim d Almeida Piulo, na
" ra dos Quarteis n. 12.
Oflerece-se um moco eslrangeiro de nacao para
criado de ama casa o qual sabe bem cozinhar, qnem
delle precisar dirija-se ao atierro da Boa-Vista n. bli.
Jos Pereira Loureiro, transporta o seu cscra-
vo crilo de nome Joao para o Rio de Janeiro.
Prcciza-se de alugar urna ama seca para casa
de ponca familia, na* praca da Independencia n.
36 c :is.
Preciza-se de um homem de meia idade para
feilor d'um engenho : alralar no atierro da Boa-Vis-
la n. 18.
Deseja-sefallar com o Sr. lente Joaquim Jos
dos Saotos Araujo, a negocio de sea interesse na ra
do Queimado n. 33 loja de fazendas.
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, rna do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, linas e grossas, por
precos mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto' em por-
coes, como a retalho, aflincando-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
ahrio-se de combinacao com a.
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, ailemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
cunta do que se tem vendido, e por
isto offerefcendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietario deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
,$eus interesses) comprar fazendas
1 baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
lo prompto; j BreOMto carca e passaseiros, Ira
Maiioe^fticalves da Silva, ou com
la-**comosmiano
o capitao a bordo.
Para o Rio de Janeiro segu em
noucos dias o patacho nacional Honi
Fim; ja' tem a maior parte da carga
pi ompta : para o restante e escravos a
frete, trata-se com o consignatario Jos
Baptista da Fonseca Jnior, na ra do
Vigarion.4, primeiro andar.
Real companhia de paquetes inglezes a
vapor.
l No dia 22 deste mez
I espera-se do sulo vapor
Qreat Ifettirn,, o qual
depois da demora do eos-
turne seguir para a Eu-
trata-se com os agen les Adam-
I ra do Trapiche Novo n. 42.
Para, o Rio de Janeiro, vai sabir com
a maior brevidade possivel.o pataxo Nacio-
nal Valente ; quem no mesmo quizer car*
regar, embarcar escravos afrete ou ir de
passagem para o qne offerece bons como-
dos, dirija-se ao capitao do mesmo pataxo
Francisco Nicola'o de Araujo na piara do
commercib, ou no escriptorio de Novaes
&. C. na ra doTrapiche'n. 34, 1.-andar.
LEDLO'ES~
repajoara
son Mowie
Terca-feira 16 do corrente, as 10 !, horas da ma-
nhaa, o agente Viclor, far leilao do seu armazem,
ra da Cruz n. 25, de grande sortimento de obras de
marceneria, consisliudo: em roeaaJMdondas de ama-
relio, consolos, sofs^marquezaitedeiras de baltn-
Aluga-se um sitio na Passagem da Magdalena,
margem do rio Capibaribe, com urna excellente ca-
sa acabada de novo, contando urna sala de 30 palmos
em quadro para visitas, urna dita com 40 sobre 20
para jantar, uina dita com 30 sobre 20 para recreio,
todas estacadas, e urna de :)0 sobre 20 telha vaa para
dormidas, 3 quarlos, urna boa cozinha, copiar co-
bertor estucado, coshoira, estribara para 4 caval-
los, solam para criados e escravos : tratar na ra
nova d.27, com Joaquim Antonio dos Santos An-
drade,
Desapparecera.ra do Manguiuho, s 10 horas da
manhaa do dia 12do andante, trez cavados, qne pas-
ta va ni amarrados no sitio do Sr Luiz Jos da Costa
Amorim ; o fcitor do mesmo sitio fez-me o favor
corlar-Ibes as cordas e manda-Ios enchotar, para on-
de so elle o pode salier ; o que he verdade he que
rqeia hora depois Uve sciencia disto, e exped pessoas
aps dos ditos cavatios, e uo s nao tem sido possi-
vel serem achados, como al nem a menor noticia .
He uro quarlilo alaso, erande, est carnudo, tem as
dinas e cauda muito curias por ler sido simpado i
poucos dias ; um potro, melado, com a primeiro mu-
da, gordo, e igualmente rimpado ; um quarlo lam-
ben! melado, uiagrerau, de cauda e clina grandes : se
por ventura alguem delles souber, ser gratificado,
levando-os ou iudicaudo o lugar onde se achem, a
seu dono. Jote eMello Albuqwrgue Monte-
negro.
Pxjcsa-se de um sitio com boa ca-
sa de vivenda, commodos para escravos,
estribara para tres*cavallos, e baixa pa-
ra capim, em qualquer um dos seguintes
lugares : pipuco3, Monteiro Pot^o, San-
ta Anna, Ponte de Ucha, e ttfanguinho;
com preferencia nos Apipucos, Menteiro
e Poco, ainda mtnosem baixa para ca-
pim : quem tiver^ajpquizer arrendar pa-
ra habitacao deum familia, quepromet-
te zelar e tratar como se fosse o proprio
dono, annncie por este Diario, ou
avise nesta tipographia, ou finalmente
djrija-sea ra Formosa n. 2, onde achara'
com quem tratar.
Quem se julgar. credor da ex li nr ta firma de
Lopes & Pinheire, dirijas*: a ra dg.Queimado n.
38, para ser pago al 18 do correle mao.
$ @r:
M O Dr. Joo Honorio Bezerra de Menezes, Sg
@ formado em medicina pela faruldade da Ba-
hia, oflerece seus prestimos ao respeitavel pu- @
j> blico desta capital, pudendo ser procurado a $;
V qualquer hora em sua casa ra Nova n. 19, &
m> segundo andar: o mesmo se presta a curar 9
gratuitamente aos pobres.
ROUBO.
No dia 14 do corrente mez, foi roubado o es-
criptorio do largo do Collegio n. 6, donde liraram
urna casaca de panno fino preto nova: quem delta
de braco de Jacaranda e de amarello, usuaesdejaca- Mernoliciasergeuerosamenletecompensadono mes-
randedeamarcllo,guarda vestidoscarleiras.toucado- mo escriptorio.
rea, lavatorios, etc., assim como tambem alguns es-
cravos e grande sorlmenlo de doce em barris e la-
tas.
Leilao de charutos.
Antonio de Almeida Gomes&Cumpaohia farao lei-
lao por conta e risco de quem pertencer, de 12 cai-
xftes com charutos sollos de boaqualidade, chegados
peh ultimo navio da Baha ; tersa feira, 16 do cor-
rente, as 10 horas da manhaa, porta 'do armazem
do Sr. Luia-^nlonio Annes, defronle da alfat-
dega.
Quinta-reir 18 do corrente ao mei dia em
ponto no ajmazem de M. Carneiro, na ra do Tra-
piche n. 38, o agente J. Gatis far leilao ile um ex-
cellenle carro de 4 rodas e um cabriole! com coberta
e arreios em maito bom estado e 2 cavallos para ca-
briole!; assim como tambero irao a leilao todos os li-
vros que pertenceram ao finado Dr; Jos Francisco
de Paiva.
LEILAO SEI LIMITE.
O agente Borja Geraldes, quafta-feira 17 do
corrente as 10 horas da manhaa no seu armazem na
rna do Collegio no 14, fara leilio de urna excellente
mobilia de jacarando com pedra com um riquissimo
trem perteiicciitc a mesraa, urna dita simples, so-
tas, consollos, cadeiras de jacarando, ditos de amarel-
lo, commodas de diversos tamauhos, secretarias, toi-
lettes de Jacaranda, marquezas. amparadores lava-
torios e oulras mudas obras de marceneria, piannos,
violoes, flautas, costoreiras de charao, ditas de ama-
relio e de mogno, relogios de ooro, e prata para al-
giheira, para parede e para cima de meza ; diversas
Obras de ouro e prat>, candieiros franeczes, dilos
inglezes de novos modelos, candclabWs, serpentinas,
- lanternas, mangas de vidro, castires de varias qua-
. lidades <5c. &c. carnizas brancas brancas de peito
rolarinho e punhos de esguiSo para homem, ditas de
cores, .chapeos prclos francezes de massa para ho-
mem em quanlidade, ditos do chyly muito finos, bo-
netes de oleado, perfumaras finas, vazos e calungas
, de porcelana paraenfeite de salla, loucas e vidros
ditfcrenles para meza, ama grande porrao de vinhos
engarrafado de cidra e outros de superior qualdade,
. grande quanlidade de pedras marmores de diversos
tamaitos para mezas redondas, consollos &c. e ou-
tra mullas coiisosque eslarao patentes no dito ar-
idaW------------------------
Alugarse bma negra para lodo o servir-o de
urna casa, sabe cozinhar menos engommar, e que
ludo faz com muito asseio : na ra Diraila sobrado
de um andar u. 33a op da botica, onde se faz doce.
Aluga-se o sitio denominado do Cordeiro, com
casa de vivenda, em Sant'Anna, perlencente ao ca-
sal do finado commendador Antonio da Silva : os
prelendentes dirijam-se ra do Vigario, casa n. 7.
Casa da afericao, na ra das Aguas-
Verdes n. 25.
O aferdor participa, que a revisan leve principio
no dia 1" de abril correle, a finalisar-se no dia 30
de junho prximo futuro: segundo o disposto no
art. 14 do regiment municipal.
Aluga-se urna hoa casa terrea, sita na ra do
Sebo n. 54, por 98000 mensaes; a tratar na ra da
Aurora n. 26, primeiro andar.
Offerece-se orna ama para casa de homem sol-
teiro, para cozinhar, lavar e engommar; a Iratar na
ra larga do Rosario n. 38.
Precisa-se de urna ama para o seryieo de por-
tas a dentro e comprar na ra, ou de una escrava
para o mesmo fim ; na ra do Hospicio n. 17.
O abaixo assigoado dei.xou de ser caixeiro dos
Srs. Pacheco & Monleiro desde o dia 41 do corrente,
e nada deve a pessoa algoma, mas se alguem se jul-
gar seu credor aprsenle sua conta para ser paga:
na rna da Cadeia do Recife n. 10, loja de fazendas.
Jos Francisro da Silva.
Ainda esta para se alugar a casa Me Jos Car-
neiro da Cunha, com grande solo, ama alcova, tres
quarlos, um dito para prclos, quintal soflivel e ca-
cimba com boa agoa; a ultima da ra dos Prazeres
do bairro da Boa-Vista.
Na ra do Vigario, casa n. 7, ha para alugar
um escravo ptimo coziolteiro, proprio para qual-
quer cata eslrangeira. ou para os vapores da com-
panhia.
O abaixo assignado oflerece os seus serviros
limitados precos para dar batneos e fau
escripturasOes por casas particulares, copi
(as, ainda sendo servico de um dia ou hori
aos senhores que o quzerem einnresar de
lembrem da pequea posicao que commeri
oceupou nesta praca, e sm da que actualmente oc
cupa ; estas lembrancas lem feilo com quo por vezes
nao tenha sido empregado, o que nao pequeo mal
lite tem feito : procuren) na ra da Senzala Vellta
n. 112, terceiro andar.
firmino Jos Flix da Rosa.
Fi nniano Jos Rodrigues Ferreira,
tendo de ir ao Rio de Janeiro at' lins do
corrente anno, e desojando liquidar todas
as suas transacces com a praca, roga aos
seus devedores tratem quanto antes de re-
alisarem seus dbitos sem que sjam a isso
toreados.
Aluga-se ama sala e urna alcova no primeiro
andar de um sobradinho na ra de Apollo, bom pa-
ra algum escriptorio ou para qualquer oceupaco ;
quem o pretender,dirija-se ao terceiro andar do bceo
Largo n. 1.
Precisa-se alugar orna ama forra ou captiva,
para orna casa eslrangeira de ponca familia, para
tratar de meninas a fazer mais algum servico se for
preciso : na ra da Senzalla Velha n. 60 primeir
andar, ou na Capunga sitio do Sr.Brito.
Paulo Gaignou, dentista,
pode ser procurado a qualquer hora em sua casa
na ra larga do Rosario n. 36, segundo andar.
Avisa-se a quem interessar, que ainda estjpor
se pagar o funeral de cerlo grande, que montn em
3OO9OO0, e que em quanto nao pagar nao s salmo
este, como tambem se dir claramente de quem foi,
visto que tendo-se esgotado lodos os meios de bran-
dura econdescendencia, a nadasernoveram; he jus-
A pessoa que por engao trocou um chapeo
novo por outro, na ra do Queimado n. t, primei-
ro andar, em a noile de domingo, queira ir destro-
ca-lo na ra do Crespn. 16.
Precisa-se de um caixeiro que saiba ler e es-
crever, ha taberna de Nicolao Machado Freir, no
Monleiro: a pessoa que estiver habilitada annncie
ou dirija-se ao Monleiro.
Tendo o Sr. JosMaria de Vasconcellos Bour-
bom vendido alguns escravos do engenho Aralang, e
constando mais que pretende vender os escravos Vi-
riano e Thentonio perlencentes ao casal deste enge-
nho, o abaixo assigoado protesta desde j conlra o*
procedimenlo do dito senhor, visto como estes escra-
vos se acham compreheudidos na hypoiheca.'que
existe sobre este enyenho, e o mesiii> senhor nao ig-
nora ; e para conservar salvo em lodo o tempo o seu
direilo de credor hypothecario que he dos bens deste
engenho, o abaixo "assignado previne em lempo para
que ninguem contrate venda com laes escravos, nem
com outros quaesquer bens perlencentes a este en-
genho.Jos Antonio Pinto.
No di-"l para 12 do corrente mez desappare-
ceu da estrada de Agua-Fra um cavallo ruco com
unta bexiaa ferda bastante grande emagro, das ore-
Ihas acabaadas, e lem um carolo no pescoco junto a
rabeca, e he capado : quem delle souber, queira di-
rigir-seao sitio do lenente-coronel Hemeterio Jos
Velloso ila Silveira, na estrada cima dita, qne ser
generosamente recompensado.
Jos Baptista da Fonseca Jnior aceita o desa-
fio do Sr. Joao Antonio da Silva Grillo, ou das bem
acreditadas firmas Silva & Grillo, Joao Antonio da
Silva Grillo & Companhia, nicamente para nos tri-
bunaes complanles, provar a pontualidade e boa fe
que aquelle senhor tem sempre manlido para com o
annancianle em algnmas transaeces que lem tido,
para o'que j o fez citar pelo juiz de paz do primeiro
districlodo Recife, para pagar-lhe nma ledra de rs.
5O0&OO0 vencida em 27 de julho de 1.~>3, entrega do
resto do carregamento de sal da escuna u Galante
Mara, e cumprimento de condices que se sujei-
toa quando lhe fez hypotheca daquelle navio. Nada
mais responde o annuncianle pelo prlo ao Sr. Joao
Antonio da Silva Grillo, pois que o seu nico desejo
e o que tanto almeja he ver-so livre de lo puntual
devedor.
O anriuncio inserido no Diario n 110 de 13 do
corrente, ero que se diz querer dar um recado vindo
do Rio de Janeiro, ao Sr. Joao Cavalcanti de Albu-
qoerque, nao se eelende com o Sr. Dr. Joao Caval-
canti de Alhuquerque, lilho do Sr. Joaquim Caval-
canti de Albuquane, senhor do engenho Paulsla.
Os credoresde.Jos Jas da Silva sSo convida-
dos para urna reunido no da quarta-feira 17 do cor-
rente, ao meio da em ponto, na roa da Cadeia do
Recife n. 4.
Joaquim de Almeida e Alliuqaeique, retira-
se para o Rio do Jaueiro.
ra vestidos, fazenda
vado : na rna Nova
Fflho.
RAS.
Compram-ee palacoes brasleiros ehespanhoes:
na ra da Cadeia do Recife n. 54, loja de fazendas.
Compra-se urna parda ou prela de meia idade,
que saiba cozinhar, engommar com perfeirao, e te-
nha boa conducta : na praca da Independencia n.3.
Compra-se prata brasileira e hespa-
nhola : na ra da Cadeia do Recife n.
24, loja de cambio.
Comprani-se escravo de ambos os sexos, e pa-
gam-se bem ; assim como recebem-se para vender
em coromissao : na ra Direila n. 3.
Compra-se una escrava recolhida, parda oa
crioula, que cosa e engon.me. paga-sc bem ; na roa
Nova u. 34.
Compra-se urna cabra (bicho) com cria, e que
d bastante leile : na ra do Trapiche 11. 3.
Compram-se ps de larangera enxertada ou
por enxerlar, e urna quanlidade de Hmoeros para
fazer ama cerca: na ra do Pilar n. 55.
VEDAS
.Vende-sesuperior (brechs e abscin-
the : na ra da Cruz p*26, primeiro
andar.
Vendem-se espngardas_ francezas
de dous catinos ingindo tronxado, mui-
to bonitas, e por preco barattssimo : na
ra da Cruz n. 26, primeiro andar.
-. Vendem-se os compendios de geometra ap-
provados para o uso dfit aulas de segundo grao,
acham-se a venda na oflicina e cncadernac,ao do pa-
teo do Collegio: lodosos compendios levam urna as-
signatura do autor, em maiiuscripto,feita na primei-
ra folha verleularmente. .
9 Vendem-se chapeos de diversas qualidades
P> chegados ltimamente, comfKsejam para se-
9 nhora, lodos de seda com pramas guanscci-
dosde bico'deblond, dilos d^fcellose pa-
lliinha de Italia a 14, 168 eT^Btosde se-
da para meninas a 5> e 6: fia do Cres-
po loja amarella n. 4, de Animo Francisco
Pereira. m
Pannos finos, casemiras e alpalca.
Vende-se panno fino preto a 29800, 49, 49500,59.
69 e 79 o covado, dito verde escoro, proprio para
palitos a 49 o covado, dito azul, para farda da guar-
da nacional 3# e 49 o covado, casemiras de cores a
4500 e 59 o corte, dita prela a 7, 8, 9,10 129 o
corle, alpaca prela a 640, 720, 800,19 e I92OO o co-
vado, dita de cores a 800 rs, n covado : na ra No-
va loja n. 16, de Jos Luiz Pereira & Filho.
Chapeos e capotinhoa.
Vendem-se chapeos de seda e blond para senho-
ras a 12 e 149, capotinhos de seda prela e de cores a
129, dilos com collete ai39 : na rna Nova loja o:
16 de Jos Luiz Pereira & Filljo. fl
Romeiras e visita*
Vendem-se bonitas romeiras de cambraia bordada
9 38, visitas de fil e cambraia bordada rouilo bem
enfeitadas a 79 : na ra Nova loja n. n de Jos
Luiz Pereira & Filho. .
Vestidos barato!.
Vendem-se cassas francezas de bonitos desenlies e
cores tixas a 360 rs. a vara, corles de dita de barrra
e babados, com 11 M vanfs a 59, vestidos de cam-
braia com barra de cor a 39, dilos de 1 a 4 babados,
a 49, 4950O, e58. ditos de riscados com capotinho pa-
ra meninas de '2 a 4 annos a 29500, ditos de cassa
seda a 139, ditos de chita de barra a 39400 c 38, di-
los de camhraia aberla branca e de corea a 49: na
ra Nova loja n. 16 de Jos Luiz Pereira & Filho.
Palitos francezes.
Vendcm-se palitos francezes de brim de linho e
bretanha a 39 e 48, ditos de alpaca preta e de cores
a 89, ditos de pando fino a 149, 169 e 189, ludo da
ultima moda e bem acabados: na roa Nova loja de
fazendas n. 16 de'Jos Luiz Pereira & Filho.
Laas escoceza.
Vendem-se las escocazaj de quadros e lijaras pa-
gosto a 800 rs. oco-
Jos Luiz Pereira &
cano de 4 rodas, che-
Vende-se um
gado ltimamente ,1 esta cidade, e juntamente um
coupe com a competente parelha ; para ver e Iratar,
dirija-se ao Sr. Quinteiro, na ra Nova.
Vendem-se duas ptimas canoas, sendo nma
para familia, eoalra decarreira: na ra Nova lo-
ja n. 4.
Vende-se chocolate de*Paris, o me-
llior que tem apparecido at boje neste
mercado, por preco commodo : na ra
da Cruz n. 26, pT-imeiro andar.
Vende-se selim prelo lavrado, de maito bom
gosto, para vestidos, a 29800 o covado: na ra do-
Crespo, loja da esquina qne volta para a cadeia.
Vende-se um excellente carrinho de 4 rodas
mui bem construido, emhom estado; est eiposto na
roa do Aracao, casa do Sr. Nesrae n. 6, onde podem
os prelendentes examina-lo, e tratar do ajuste com
o mesmo senhor cima, ou na ra da Cruz no Recife
o. 27, armazem.
Na ra do Vigario n. 19 primeiro andar. 1
ra vender-se chapeos de castor brancopor comj
preco,
ra do Rangel, a tratar com T.o lamaos.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recomment^
da-se aos senhores de engenho os
seus bons elleitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
TROCi-SE f ilnnraHWTim
Na ra do Crespo n. 15, *
Chitas francezas filias a 280, 260, 240 rs n
covado, cassa fraoceza a 720, 360 r.avara
chitas toglezas entre fiuas, cores tixas 22o'
200, 180 rs. o covado, riscados francezea i
240, 230 V. o covado, brins lizos de linho
de diversos padrees a 280 rs. o covado, dito
trancado de.aleodao a 320 rs. a vara, metas
cruas a 29000, 29-500 rs. o maco, chapeos de
sol de panno e cabo de ferro a 29000 ra. ca-
semiras francezas escuras de padrees' mo-
dernos a 49000, 49500 e 59000 rs. o corte,
ditas meias casemiraa' 29800 rs. o corle,
selim macao a 29800 casemiras pretas a 20000, 29400 e 39000 rs.
o covado; e oulras- muilaBjfe Vdas.;
ic=a
..ene
Vendem-se Jatas com 3, 6 e 12 I ^^,
bras de amei.ws francezas de superior
qualidade: na ruada Cruz rr. 26, primei-
ro andar.
Vendem-se relogios de ouro e prata, mais
barato de que cm qualquer oulra parle :
ua praca da Independencia n. 18 e 20.
Chapeos pretos francezes
a carij, os melliores e de forma mais elegante que
lem vindo, e outros de diversas qualidades por me-
nos prego que em oulra parle : na ra da Cadeia do
Recife, n. 17.
Vendem-se saccas com cevada nova:
no caes da Alfamie;;a, armazem de Anto-
nio Annes.
Vendem-se os segointes escravos : urna
boacozinheira, costureira e engommadeira, oul
ta cozinheira, e ambas proicias para qualq
vico de casa, dous negros proprios para coptiros, e
quatro ditos para o servico de casa e de campo : a
tratar aa ra .do Vigario u. 7.
Vende-se muilo barato um grande e fornido
porlao de ferro, feito em Inglaterra : os pretenden-
tes podem ve-lo 110 sitio em Sant'Anna, que foi do
finado commendador Antonio da Silva, junto a casa
da beira do rio.: a tralai* na ra-do Vigario n. 7.
Chegaram ltimamente palitos
francezes de panno e de alpaca, e
bombazim preto e de cores, os de
panno a H3$000 cada um, e os de
bombazim e alpaca a lOsOOO : na
ra do Crespo, loja amarella n. 4,
de Antonio Francisco Pereira.
FELTRO.
JoSo Pinto Regis de Souza lem pafa vender cha-
peos de fellro da melhore mais acreditada fabrica do
Rio de Janeiro; vende caixes com bons sortimenlos
e preco mais barato que em oulra qualquer
na ra da Penda, sobrado nr 5, primeiro anda
Vende-se a taberna da rua.de Santo Am
28, com fundos a vonlade do conjjjfrador, ou s a
macSotpor preco commodo; a tratar na mesma.
Vende-se a taberna da ra Nova n.,40, por ^_
dono ter de retirar-se para tratar de sua saude; a
tratar na mesma ra n. 65.
que foi
to, portanlo, que ao n
dito funeral a custa de
MMMWWf
O Dr. Tbomassin a fraucez, d con-
sullas lodos os dias 11. das 9 horas da ma-
f nhaa at'o meio dia, em sua casa ra da Ca-
deia de Sflnlo Antonio n. 7.
AVISOS D
OS.
y
LOTERA-DO RIO DE JANEIRO.
Acha^-se a' venda um resto de bilheles
da-lotera 16 do thesouro, cujmlijl^s se
espera hoje do Rio de Janeiro poaB^por
Josephina : os premios sao pago' logo
r|uesezer adistribuic^o das listas.
~ Arrenda-se o engenho Frescondin, ua ribeira'
^moenlee corrente, com 22 escravos, 24 bois,
, com meenrta orisonlal, assentameuto se-
a relame, e safra creada : quem o pre-
ma-se a seu proprietario Filiciano Joa-
I Santos, ra do Hospicio n. 21.
Um moco com.alguns conhecimentos de fran-
eez, anthmejl jamomclria, olferece-sc para qual-
ercial, tanto cm casa como na
fifU^ PP' aPresei,lando a nelhor agi-
Bpomel : quem o precisar, dirija-se
ra do Qoetaado, obrado n. 3, com entrada pelo
paleo do Collegio. ^
O abalto assignado declara que venden 0 bi-
Ih,r1* **>* collocado na ra do Trapiche 11.14
ao Sr. Minee 1 Antonio Teixeira. '
Paulino Ferreira -Vwnj.
Na travessa da Madre de Dos armazem n. 1.
deseja-se fallar com os Srs. abaixo mencionados, a
negocio de seu particular interesse: Caetano Del-
Ehiuo de Carvallio, Joaquim Jos Pimentel, Joao
lias de Azevedo, Antonio Francisco Domingaes.
O encarregado do reconhecimento e medical
dos terrenos de raarinba, convida aos Sfs. .Manuel
Luiz Uoncalves, Raymundo Nonato da Silveira Sou-
lo, Antonio Ferreira Braga, eos herdeiros do falleci-
do Joao Mara Scve, para comparecerem na casa de
sua residencia ra Direila n. 78; alini de se Ihes
marcar o dia em que lecm de serem medidos 03 ter-
renos de marinha, que lhesforam concedidos.
(I capitao lente Antonio Carlos Figueira, ro-
lirando-se para o Rio de Janeiro 110 vapor Impera-
dor, agradece cordialmenle aos seus amigos por esle
meio o obsequio que lhe fizeram, nao s visitando-o
na crvela muftoga, como tambem ofiereccndo-lhes
seu. presumo, procedimenlo esle que ser eter-
namente reconheefdo c grato. Agradece igualmen-
te ao lllm. Saj UJLFilippe Lopes Nello o zelo que
desenvolveu^l IHeu advogado, minislrando-lhe os
necessarios documeutos para lazar Iriumphar sua in-
nocencia. Confundido pela generosidade e cava-
Iheirismo deste illoslre advogado, que por premio
de siras fadigas, somnte quiz o mrito da aceito, o
capitao lenle Figueira nao cnconlra' exprcsses
com qae patcntear-lhe a sua gralidao, e prolcsta-lhc
a mais distincta considera<;ao e amisade.llordo da
corveia Berlinga surta no mosqueiro de Peruambu-
co 15 de maio de 1854.
Cincinalo Mavignier, retratista e pensionjjU de
S. M. o Imperador, avisa ao respeitavel atblicS
desta cidade que vai dar principio a seus trabalhos
artsticos, tendo para esse fim apromptado um esta-
belecimento que sem duvida agradar ao publico :
os retrates sero a oleo, em miniatura e a creyn; as-
sim como tambem trabalharu pela machina do de-
guerreotypo a contentar de qualquer mancara as
pessoas que bonrarem o seu estabelecimento: na
mesma casa dar lirOes de desenlio no aterro da Boa
Vista n. 82, primeiro e segundo andar.
Antonio, moleque, alto, bem parecido, cor
avcrmelhado, nacao congo, rosto comprido barba-
do noqueixo, pescoco grosso, ps bem feilos, tendo
o dedo ndex da modireita alcijado de. um lajho, g
por isso o traz sempre fechado, com lodos os denles,
bem ladino, nflicial de pedreiro e pescador, levou
roupa de algodao, e urna palhoca para resgoar-
ilar-se da chuva; ha toda a probabilidadede.ler sido
aaaozido n,or alguem; desappareceu a 17 de mao
corrente pelas 8 horas da manhaa, tendo obtido li-,
cenca para levar para S. Antonio urna bandeija com
roupa : roga-se portanlo a todas as autoridades e' c-
ptales de campo, hajam de o apprehcnder e leva-lo
a Antonio Alves Barboza na rna do Apollo o. 30,
ou em Fra de Portas na ra dos Guararapes, onde
se pagaraotodas as despezas.
Qoem precisar de urna ama de leite, dirija-se a
roa larga to Rosario n.26, primeiro andar.
A pessoa que por engamnn lirn urna carta do
correio vinda do Para, para Francisco Jos Alves
ito d bbriut de Todo* oa Santo na Babia,
ende-se, em casa de N. O. Bieber & C., na ruaj
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aquella fabrica,
mu ito proprio para saceos de assucar-e roupa de,es-
cravos, por preco commodo.
Na roa do Vigario n. 19, primeiro andar, h a
paraaVenderTclicgado de Lisboa presentemente pelai
barca Olimpia, o seguntc: sacen de farelto muito
novo, cera em grume e era velas com bom sorl-
menlo de superior qualidade, mercurio doce e cal
de Lisboa em pedra, novissima.
Vendemrseem rasa de lie. Calmont & Com-
panhia, na praca do Corpo Santn. U,o seguinte:
vinho de Marseilleenfeaixas de 3 a 6 duzias, linhas
em novellos ecamlcis, breu em barricas muilo
grandes, ac de rnilao sortido, ferroinglez.
AGENCIA
da
Attencao.
Prccisa-se de um 68061150* para a povoaco de Ca-
poeiras, sendo bem moralisado e instruido : quera
pretender dirija-se ra Direila n. 76, que se dir
quem est autorisado para tratar, e declarar as van-
tagensdacapelania.
J. Jane dentista,
contina rezidir na ra Nova, primeiro andar n: 19.
Offerece-se m rapaz paracaixeiro de qualquer
casa de negocio de atacados, tanto de fazendas como
de molhados no trapiche, o qual dar informaees de
sua conducta ; quem pretender annncie para ser
procurado.
Precisa-se alugar um prelo ctrravo para traba-
lhos de sitio, pagando-se 12&000 mensaes atem do
sustento ; no silio que foi do Sr. Paulio*ajaaJB,raves
sa- doArraial para a Casa Forte.
Aluga-se um sobrado de
com cinco quartos, estribara, ecasa para
esCravos, sita na rna do Bemlica, logo de-
pois da ponte grande: quem o preten-
der dirja-se a ra d Rangel"n. 56.
O cautelista da casa da fama no
aterro da Boa-Vista n- 48, vendeu o meio
bilheten. 5026 com o premio de 5:000$
rs. divididos cm quurtftfe vigsimos, da
lotera de N. S. do Livrafnento: e avisa
a quem os possuir que vnham receber
na mesma casa cima.
Antonio da Silva (i 11 i maraes.
Joaquim Antonio de Santiago Lessa, mudoii a
sua residencia da ra Augusta para a ra Direila
freguczin de S. Antonio confronte a botica do.Sr.
Paranhos, primeiro andar do sobrado n.91, que faz
quina para o becco do Serigado.
Precisa-se de um cacheiroque tenha bastante prttj
tica de taberna, seja fiel c diligente, ede fiador a sua
comlncla, nao se duvida dar bom ordenado: ua ra
de Cordoniz n. 1, no forte do Mallo.
O procurador fiscal e dos feilos da fazenda na-
cional, o barbarel Fernando Alfonso de Mello, mu-
dousua residencia para a rna da Praia cmsegui-
menlo do caes do Ramos, segundo andar do.ipbrado
de Jos Ilygiuo de Miranda.
Jos da Silva Morera relra-sc para' Portu-
gal a Iratar de sua saude, por isso julga nada dever;
porom se houver quem se julgue seu credor, tenha a
hoinlade de apresentar sen titulo do debito no prazo
de 15 das depois desta puhlicaca, no caes do Ra-
mos ; o mesmo Sr. agradece a todas as pessoas com
quem tem tido negoci, o bom concelo que delle
tem feito : o mesmo Sr. Voga, a todas as pessoas que
tem penhorea em seu poder, que os vcuham remir
dentro do prazo cima dito.
C. Slarr faz urna breve viagem
Imperio.
para fra do
Guimarios, queira ler a" bondado de enlrega-la nij' l"JU0oel Estves de Abreu deixou de ser procu-
rua do Qocinjadoloja de miudezas u. 33. ra(|or da Santa Casa da Misericordia da cidade de
Alugam-se c vendem-se superiores bichas de?
Ilamburgo cheaads pelo ultimo vapor da Europa :
na ra estreila dp Rosario 11. 2, loja de barbeiro, *
5OJO0U.
Desappareceu no dia 30 de abril prximo passado
o preto, crioulo, de nome Amaro, que representa 30
anuos de idade ; levoo camisa de algodao azul e cal-
ca de algodao branco, he grosso docorpo al os ps,
e quando anda di stalos-lias juntas: quem o pegar
leve-o ra de Apollo n. 26, ou ra da Cruz n. 2.
O hachare! formado Jos Mara Ramos Gnr-
jao offerece o seu diminuto presumo na edrledo Ro
de Janeiro, para onde segu, a todas as pessoas de
sua amizade, e de quem se nao pode despedir.
Olinda, desde o da 14 do corrente, sem que nada Pi-
casso a deyer a mesma Santa Casa, e no caso contra-
rio ella publique.
O Sr. que fez o favor de tirar
krreio as cartas e os jornaes vindos o
^iorte pelo vapor Imperador para o
abaixo assignado, queira as mandar en-
tregar na ra larga do Rosario n. 50,
(piarlo andar, e desde ja' receba o aga -
decimento pelo seu traballio.
G. A. Sonto.
Superior farinha de manlo ca
Vende-se farinha de Santa Cathariua muilo
nova, e de superior qualidade; por prec,o &
commodo, a bordo da escuna n/.elosa ; para @
pore.es, trata-se no escriptorio da ra da Cruz
n. 40, primeiro andar. 5*
Na ra das Cruzes u. 22, vende-'se urna mula-
ta de 23 aunos, bonita figura, engommadeira, cozi-
nheira, cose chao e lava de sabao, urna crioula de
bonita figura com as mesmas habilidades, e oulra di-
ta qae engomma, cozinha, cose chSo e lava, um mu-
lalinho de 13 anno, e uro crioulo de elegante figura
de 30 annos.
Na ra do Pires, ,
casa de porta larga, lera para vender-se um cabrio-
let com cobe'rta mi posta, novo c de bom gost.
No aterro da Boa-Vista n. 80, vende-se vinho
linio a 320 a garrafa, e branco a 400 rs., ambos su-
periores; cha preto em tres embralhos cada um a
I9920 a libra, feijao mulatinho a 320 a cuia, branco
a 2Q0 rs., grugutuba nHX) rs., gomma para engom-
mar a 2&56 a arroba, e 100 rs. a libra.
Sorvete.
as segundas c quntas-lciras haver na loja do
Bourgard sorvele de creme ao meio dia.
Relogios de patente inglezes;
vendem-se por preco commodo, em casa de' Barroca
& Castro, ra da Cadeia do Recife n. 40.
Com pequeo toque de avaria.
Mandapolao calsodaoziiiho muito barato : na ra
do Crespo, loja da esquina qne volta para a cadeia.
SEMENTS NOVAS.
Vendem-so no armazem de Antonio
Francisco Martins, na ra da Cruz n. 62,
as melliores smente recentemente clega-
dasde Lisboa na barca portugueza Mar-
garida, como sejam: couve truncha da,
mon vrela-, saboia, feijao ca rapa to de
duas qualidades, eivilhaj Se direita,
coentro, salsa, nabos e n tes de todas
as finalidades; :
"~-*B0M E BARATO.
Feijao mulatinho a 240 rs. a cuia, e em medidas
maiores safdar mais commodo, e duas raizas gran-
des que foram de archotes que se vende barato: na
ra da Senzalla Velha taberna n.S.
No armazende Timm Mouscn & Vinnassa largo
do Corpo Sanio n. 13, vendem-se vaquetas de lus-
tro para carro, charutos de Havana verdadeiios em
caivas de 100e200 ; 1 piano forte horisontel da me-
Ihor conslruccao vindo a este mercado.
Vendem-se 9 escravos sendo 2 molecoles bons
oQiciaesde pedreiros de idade 18 a 20 annos, urna
mulata de bonita figura qae engomma cose e cosi-
nha, i escravas do todo servico, i dito de meia ida-
de, e am negro de bonita figura proprio par lodo o
servido : na ra Direita n. 3.
Arados americanos.
Vendem-se arados americanos chegados ul-
@ limameule dos Estados-Unidos, pelo lmalo @
preco de 10?j0Q0 rs. cada um : na ruado ira- &
3 piche n. 8.
OLEO J3$.'.LIN11AI;A KM BOTIJAS: o
vende-se em a botica de Rartholomeo
Francisco dt^ouza, ra larga do Rosario
n. 56.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundico de C. Starr & Companhia
em Santo Amarifc acha-se para vender
moendas modello e.construccao muito superiores
Vendem-se enfeasa d S. P. Johns-
ton & C, na ra dtpJBenzalla Noy^n. 42.
inho do Porto superior engarralado.
"tllins inglezes.
ios de ouro patente inglez.
Chicotes de carro.
Farello em saccas de 5 arrobas.
Fornosde farinha.
Candelabros e candieiros bronzeados.
Despencera de ferro galvanisado.
Ferro galvanisado em folha para forro
Cobre de forro.
-
' RAP ROLAO' FRANCp.
Vende-se em casa do Sr. C. Bour-
gard, ra da Cadeia do Recife, e na loja
do Sr. Jos Dias da Silva Cardeal, ra
larga do Rosario.
Milho novo.
Vendem-se saccas cafti milho novo, pelo barato
preco de 39000 rs. caVuma: na ra do Passeio l'u-
hlico n. 17. i
, D Chili finos.
Vendem-se superiores chapeos do Chili, de abas
grandes e pequeas, superioreschapcosdellalia.para
homens, senhoras e meninos, com enfeites e sem ci-
tes, variado sortimento de trancas e franjas pretas c
de cores, para ufeitea de bonetes e guarnieses de
manteletes, a precos commodos: na praca da Inde-
pendencia loja o fabrica de chapos de Joaquim de
Oliveira Maia, na. 24 a 30.
Vende-se pop, prego commodo a
interessantc obra*prdxmamente chegada
deParis intituladaDiccionario deConver-
sacao e de Leituraem 68 volumes, ul-
pma ediccao: quem a pretender dirija-se
a livrarian. 6 e8 da praca da Indepen-
dencia.
Oleados pintados.
Vendem-se oleados pintados, de ricos padrees e di-
versas larguras proprios para cobrir piannos, com-
modas, mesas, e bancas, e a precos muilo commo-
dos : na praca da Independencia loja e fabrica de
chapeos de Joaquim de Oliveire Maia, ns. 24 a 30.
Feltjp superior,
ais completo cjnriado sortimento de chapeos
tro de todas as cotes e qualidades, para ho
i, senhoras c meniuos, a preces muito comino-
'oa praca'da Independencia loja e fabrica de
chapeos de Joaquim de Oliveira Maia, ns. 2} a 30.
De castor a 12J000 rs.
Vendem-se chapeos de castor
branco inglez, da niellior for-
ma e qualidade, a venda no
mermado a 12300O rs., ditos de dito pretos a 93000
bem como variado sortimento de chapeos de se-
do de empre-
em casa de
ta, na ra da
JL
Da Fundicao' Low-Moor.' Rna
Senzala nova n. 42.
Neste e8taDelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas paraengenho, ma-
chinas de vapor, e taixas deerro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Rerlin, empregado as co-
lonias inglesas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o mellioramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o m *
ga-lo no idioma portu
N. O. Bieber & Co;
Cruz, ti. 4.
. -SI
SALSA PARRUHA.
Vicente Jos de Brito, nico agente cm Pernam-
buco de*, i. D. Sands, chimico americano, faz pu-
blico qu lem llegado a esta praja urna grande por-
Co de irascos de salsa parrilba de Sands, que s,1o
verdaderamente falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devem acaulelar os consu-
midores de tao precioso talismn, de cahir neste
engao, tomando as funestas consequencas que
sempre costumam trazer os medicamentos falsifica-
dos e elaborado* pela mao daquelles, que anlepoem
seus interesses aos males e estrago da humanidade.
Portante pede, para que o publico se posea livrar
desta fraude e dislingua a verdadeira salsa parrilha
de Sands d falsificada e recentemente aqui chega-
da ; o annuncianle faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em sua botica, na ra da Cooceirao
do Recife n. 61 ; e, aiem do receituario que acom-
panlia cada frasco, tem ombaiio da primeira pagina
seu nome impresso, e seachar sua firma em j-
nuseriplo sobre e invollorio impresso do mesmo
freos.
Na ra do Vigario n.. J^ ,jj
ro andar, tem para vender div
sicas para- piano, violad e flauta/
sejam, quadrilhas, valsas, raow
tickes, modinhas, tudo jodernissimo ,
cliegado do R de Janeiro.
FARINHA DE TRIGO.
Vende-se no armazem de Tasso Irmos, farinha de
trigo de lodas as qualidades, qae exislem uomer-
Aclia-se a venda, F ser dado da
emprazamento por tempo de> 12 annos,
para se levantar um engenho, conbrme
as condices adoptadas pelos inte lados,
urna poroto de terreno, que se leparou
do engenho Aldeia, da reguezia do Rio
Formoso, e frma lioje < Ju s urna
propriedade distincta, ^^H a denomina-
m de Palmeira tendo. meia legua
"0 bracas de ren-
eofrontn-
beca de Por-
de fundo ou mais,
te, pouco
do COBOS
co, RflH
ieguaw
dade!
ci
vada
muito^^H
i na mesma
Ita proprie-
cida ao nege-
er sido culti-
azo deificar
pque se des-
de e m-
B de mais
ade, e tem
as TBEopoiLWP
apara a ruada
lee variado
p tornar um
excellente engenho: a quem convier, su
dir' nesta typographia, onde deve di-
rgir-se.
AVISO lyTERESSAIjTE.
No becco Largo, esquina quj
Senzala Velha, loja n. 4, existen
sorlmenlo de louca vidrada para cozinha, e depsi-
tos para azeite doce e lodas as qualidades de oleosos ;
assim como grandes (albas para agua, pingadeiras que
pode acar, frigr ou cozinhar urna grandxavala ou
outro qualquer peine inleiro, aeadeiras que pode do
urna s vez receber dous leitoe ou oulroi objeclos
grandes. cacaro|as e alguidaresjiara bater*pac-de-l,
bolos e para ludo que se quizer applicar, esta louca
esta vidrada e manufacturada com lodo acio e lim-
peza, he feila ero Portugal, e de serdelhante qualida-
de nao pode vir ao mercado em consequencia dos
Srandes direitos: por isso que os senhores que qui-
zerem a prove Ur-se desta becasiao tenham bonda-
de all dirigir-se ; nola-ae qae alm da loaca indi-
cada existe de mais qualidades e variados lmannos :
os presos sSo razoaveis e nao desagradarlo os re-
tendentes.
Jjejode-se um negro bom caooeiro e bon cala-
dor ; qOem quizer procure na ra. larga do Rosario,
taberna u. 24j
Vende#einm pcquenofllio aa estrada do Ar-
rajal contigS. ao sitio do fallecido Jpao Carlos Pe-
reira de Burgos, com urna pequona casa velha de
taipa e alguns arvoredos de fiucto, cacimba de pedra
e cal, um riacho no fundo que serve pira (ornar ba-
nho e urna balxat para capim : quem o pretender.
io da Luz,
_ ezas,
ara-asas raelho-
araburgo por pre-
do Rosario os. 11
dirija-sjjj|en priprielario;
No*ts^|b de bic
vende-se atacado e a relall
res e mais fresquinhas 1
Co commodo: na ra esffl
ei3.
PAl.ITO'S DE ALPACA FRANCEZES.
Grande sortimento de palit^HlIpaca e de brim
na ra do Collegio n. 4, e na raaadeia do Reci-
je n. 17 ; veodeaaJJiMr preco muito commodo.
MofcHPi de vento
"ombombasderepuxbpara regar hortas e baixa
decapim.naifcndicaOdeD.W. Bowman : na ru,
doBrumns. 6, 8el0.
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto, em
barrisde4., 5. e 8.: no armazem da ra
do Azeite de Peixe n. 14, ou a tratar no
escriptorio.de Novaes. St Companhia, na
ra do Trapichen. ^.
Tdaria. '
Vende-se urna padaria muito afrecuezada: a tratar
com Tasso dllrmaos.
A senhores de engenho.
Cobertores eacuros lie algodao a 800 rs., dilos mui-
lo grandes e enerpados a 1400 : na ra do Crespo,
loja da esquina que volta para a Cadeia.
da francezes de excellente formase superfina quali-
dade a 6, 7 e 83000 rs. cada um : na praca da In-
dependencia loja e fabrica de chapos de Joaquim
de Oliveira Maia, ns. 24 a 30.
Veude-se um escravo de 35 annos, bom para
Irabalhar em algum sitio, por terflpisso pratica, e
tambem sabe Iratar de cavallo : he muilo sadio, c
nao tem o vicio de se embriagar, e nem de fugir ;
quem o pretender, dirija-se a ra Direita, casa jun-
to padaria, n. 67. Vende-se por preco enconla, e
o motivo da venda se dir ao comprador.
Grande e variado sortimento de fazendas
baratas, na ra do Crespo n. 14, loja
de Dias & Lemos.
Chitas saragocanas escuras muito fixas e muito
recommcn||veis por sua boa qualidade, padroes
ainda ufio apparecidos, a 160 e 180 rs. o covado ;
sarja de laa de duas larguras muito encorpada, a
640 rs. o covado; riscadiiihos de linho muito finos,
a 640 rs. o covado; algodao (raneado escuro, panno
couro, a 180 rs. o covado: ganga amarella muito
superior, a 360 rs. o covado; brim trancado de al-
godao muito encorpado a 800 rs. o corte: coberto-
res de algodao grandes', a 640 rs.; pequeos 600 rs.
cada um ; pecas de cambraia muilo finas com 8 X
varas, a 43000 rs. e a 560 a vara ; camisas de meia
muilo elsticas, a 19200 rs. rada urna ; alpaca pre-
la d duas larguras a 400 rs. o covado; damasco de
laa de lodas as cores muito superior, a 800 rs. o
covado; e oulras umitas fazendas mais baratas do
queem outra qualquer parte, dao-sc amostras das
chitas com penliores.
ATTENCAO'.
Na ra Direila n. 19, ha'para vender-se os se-
grales1 gneros:
Bolachnha inglcza muilo nova. 280
'Dita do aramia, franceza 480
Kariuha de tapioca muito alva. 140 (
Dita de aramia. 300
Ainendoas descalcadas. 320
Caslanhas do Porto. 130 o
Esncrmncetc americano. 900
Cha superior. 28210
Dito Iirasilero. 18500
Alelria nova. 280
Macarrao. 280
Talherira. 280
Linguicas, superior qualidade. 440
Paios e salpicoes do Porto. 480
Toucinho de Lisboa. 400
Qucjos muito oovos. 18700
Cevada nova. 120
Vinho de Lisboa, garrafa. 400
Dito engarrafado do Porto (sem casco) 480
Manteiga inglcza muito boa. 500
Todos esses gneros se responde pela qualidade.
Malas para viagem.
tirando sortimento de todas as qualidades por pre-
co razoavcl: na ra do Collegio u. 4.
Vendem-se 4 escravos, 1 mulato de 20 annos,
1 moleque de 17 annos, 1 prela lavadura e engom-
madeira, 1 prclo.de 40 annos e 30 travs de pao dar-
co : ua ra larua do Rosario n. 25.
evoto Chtis
cado,
Muita attencao.
Cassas de quadros muilo largas com 12 jardas a
9400 a peca, corles de ganga amarella de quadros
muilo lindos a 18500, corles de vestido de cambraia
de cor com 6 1|2 varas, muito larga, a 28800, ditos
com 8 11-2 varas a 3^000 rs., crts de meiacasemira
para calca a 38000 rs., e outras mui tos fazendas por
preco commodo : na na do Crespo, loja da esquina
que volta para a Cadeia.
Agencia de Edwln Hw.
Na ra de Apollo n. 6, armazem de He. Cal mon
d Companhia, acha-se constantemente bons sorti-
menlos de taixas de ferro coado ebatido, tanto ra-
sa como fundas, moendas ineliras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., ditas para armar em raadei-
ra de todos os tamaitos e modelos os mais modernos,
machina horisontel para vapor com Torca de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro estanhadu
Cara casa de purgar, por menos preco que os de co-
re, esco vens para navios, ferro da Suecia, e o-
1 has de (landres ; tudo por barato preco.
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, arma?
zem dellenrique Gibson,
vendem-se relogios de ouro de abnele, de patente
inalez, da melhor qualidade, e fabricados em Lon-
dres, por preco commodo.
Yendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade de znco, superior quali-
dade, por precos commodos: na ra do
Trapiche Novo n.16.
^Sahio aluza 2.a.edc3odoJttvr*o denominado-
Devoto Christao.mais coreclqcrescentad vende-
se nicamente na lvraria u. fie 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada xemplar.
aemira
Vade-mecum dos homeopathas ou
' o Dr. Heringtraduzdoem por-
tuguez.
Acha-se a venda esta importanlissima o-
(f l)ia do Dr. Ilering no consultorio homceo-
22 palhico do Dr. Lobo Mnscoso rna do Collc-
lo n. 25, Io andar.
Na ra da Cadeia Velha n. 52, cm casa de
Deane oule& Companhia,
vende-se nm carro americano de 4 rodas ; pode ser
viste na cocheira de Poirrier, no aterro da Boa-Vista.
Vende-se um completo sortimento de fazendas
tas, como : panno fino prelo a 38000. 43000
e 68000, -dilo azul 38000, 48000 e 58000, ca-
ira preta a 28500, selim preto maito superior
38000 e 48000 o covado, sarja preta hespanhola 2}
28500 rs., selim lavrado proprio para vestidos de se-
nhora a 28600, niuilas mais fazendas de muitasqua-
Jjades, por prejo commodo : na ra do Crespo loja
Velas de carnauba-
Na ra da Cruz n. 15, segundo andar, vendem-se
velas de carnauba, paras e compostas, feilas no Ara-
caly, por menos piejo do que em oalra qualquer
parte.
Vendem-se cobertores brancos de algodao gran-
des, a 1&M0 ; ditos de salpico tambem grandes, a
182S0, ditos de salpico de tapete, a 18100.' na ra do
Crespo loja n. 6.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Rowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafan/, continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5, a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregain-e em carro
sem despeza ao comprador.
Vendem-se cobertores de algodao grandes a 640
rs. e pequeos a 560 rs. : na ra do Crespo nume-
ro 12.
Vendem-se tres bonitos armarios de amarello,
envidrasados, proprios-para biblioteca ou outro qual-
quer eslabelccimenlo, por serem muilo bem feilos;
assim romo urna mesa de mogno para jantar que ad-
milte mais de 40 pessoas, e outros trastes que se dao
por preco muito commodo ; no armazem do corre-
lor Miguel Carneiro, na ra do-Traniche, ou na ra
da Cruz n. 34.
650
Vendem-se na ra da Mangue!ra n. 5
650 lijlos de marmore; baratos cem bom
estado.
" Vendem-se duas cabras (bicho) com crias, eduas
ovelhas ; na ra do Cotovello u. 109.
Deposito de vinlro de cham- J
pagne Chatau-Ay, primeraqua- (
hdade, de propriedade do condi <
de Mareuil, ra da Cruz do Re- |
cifen. -20: este vinho, o melhor ]
de toda a champagne vende- *
se a COOO rs. cadacaixa," acha- i
se nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companliia. N. B. '
As caikas sSo marcadas a fogo 1
Conde de Mareuil e os rtulos I
das garrafas sao azues. i
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s panno, rouilo grandes e
de bom gosto : vendem-se na ra do Crespo, loja da
esquina qae volta parit a cadeia.
NO CONSlLTGRiaHOMEOPTHICO
DR. P. A. LOBO H0SC0Z0.
Vender a melhor de todas as obras" de medicina
nomopalhica tS" O NOVO MANUAL DO DR.
JAHR _t (radiizido em portuguez pelo Dr. P.
A.Lobo Hoscozo, contendo nm accreeciroo de im-
prtenles explicaeoes sobre a applicacao das dses, a
dieta.-etc, etc. pelo traductor : quatrot olurnts en-
cadenados em dous 205000
Diccionario dos termos de medicina*, cirurgia, ana-
toma, pharmacia( ele. pelo Dr. Moscozo; encader-
nado 4500o
Urna carteira de 2t medicamentos com dous fras-
cos de tincluras ihdispnsaveis 403000
D'Ia de 36.......... 9000
DHa, de 48.........509000
Urna de oOtiiboscnra 6 frascos de lindara*.- : 60&000
Dita de 144 com 6 ditos......1OOJ00O
Cada carteira lie acompanhada de um xemplar
das duas obras cima mencionadas.
Carteiras de 24 tubos pequeos para algi- >*'
beira.......v 8JOO0
Ditas de 48 ditos 16)000 .
Tubos avulsos de glbulo* .".... 1)000
Frascos de mehionca de lindura ... 29000
lia tambera para vender grande.quanlidade de
lobos de cryslal muito fino, vasios e de diverso* ta-
maitos.
Asuperioridade destes medicamentos est boje por
todo* reconhecida, e por isso dispeni logios.
N. B. Os senhores que i n i i n ii*M_Mliuiiii| i n mi a
obra da JAHR, antes de puJalM) HBBame, po-
dem mandar receber este, *)S 3Tentregue sem.
augmente depreco.
Attencao.
Na ra do Passeio n. 13, vende-se meia* casemi-
ras de cor, pelo barato preco de 400 rs. covado,
brins de quadros de bom cosa m 320 rs. o covado,
chales de la e seda por 25000 rs., e ostras muita*
fazendas por precos commodos.
Na loja de fazendas esquina do becco Largo o.
lili, c no armazem de Jos Joaquim Pereira de Mel-
lo no raes da alfandega roa de Joao de Barros, em o
armazem de Francisco Guedes da Araujo, exislem
aiuda saccas cem superior milho; assim CBrao oes-
te tambem lem barns.com 8 libras de chouricos de
Lisboa proprias para casas particulares; a qualida-
de he superior por terem sido all fabricados por
urna familia particular.
ESCRAVOS ITjfelDOS.
No dia 11 do corrente dcsapparecen oescrav-
nho crioulo de|nome Jorge de idade de dez annos
pouco mais ou menos cora os signaes segurles ; ca-
ra redonda, eabeca dita, olhost'aodos e brancos, den-
les largos e est mudando osq.ueixacs, he bastante
ladino e prosista; levou vestido' camisa de aamburgo
ja rota na berlura e seroula de algodaozinbo.com ca-
misa para dentro da seroula: quem o pegar leve-o a
ra Direita n. 27, primeiro andar .a. Jos Amaro Fer-
uandes, bu ra da Cada de Santo Antonio a Ma-
noel Joaquim Gomes que ser generosamente re-
compensado.
No dia 12 do conrenMHfl|ppareceu do silio
doCaldcreirojuoloaode SjHHf Alcoforado, um
molalo de nome Luiz com os signaes seguintes; bai-
xo, cabellos rarapinhados, pouca barba, mal encara-
do, olhos sempre baixos, os ps apalhetados e yira-
dos para lora, anda um tanto miudo.a idade que re-
prsenla ler he pouco mais ou menos 35 annos;lcvou
chapeo de palha velho, camisa de riscado azul, eals*
ja velha azul : quem o pegar pode leva-lo ra ra
do Collegio n. 23 primeiro andar, ou no referido si-
lio do Caldereiro, que ert recoropesado.
-r- l'ugio no dia 25 do corrente o escravo crioulo
ilc nome Vicente com o iignaes seguintes, repr-
senla ter 30 annos.bem preto. olbos grandes,- cam-
bado das pernas, he muito prosista : levou vestido
camisa de meia j rola, calca de riscadinlio j soja
porm he de suppor qae mdame de trage, este es-
cravo he pripriedade do'Sr. Paulo de Amorim Sal-
gado, senhor do engenho Cajl da freguezi* de Lna,
tjaem o pegar ou. der nlicia ha ra do Rosario lar-
ga o.24 ou na dito engenho que ser bem recom-
peussado.
Fara.- T. *.* TaJTaxlaK-1*-
f


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EFZYZ9P0Z_F19N0G INGEST_TIME 2013-03-27T15:34:17Z PACKAGE AA00011611_01557
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES