Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01556


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Full Text

r
XXX. N. III.
Por 3 mezes adiantados 4,000]
Por 3 meses vencidos 4,500.
SEGUNDA FEIRA 15 DE MMO DE 1854.
Por Armo adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO'..
Recite, o proprielario H. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, oSr. JoaoPerwra Martins;Bahia, o sr. F.
Duprad Macei, oSr. Joaquira Bernardo de Men-
donca ; Parahiba, o Sr. Jos Rodrigues da Costa; Na-
tal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Aracaty, o Sr.
Antonio de temos Braga ; Cear, o Sr. Victoriano
AugustoBorges;Maranhao,o Sr. Joaquira Marques
Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 27 3/4, 28 e 28 1/8 d. por 1$
Pars, 340 a 345 rs. por 1 f.
Lisboa, 95 por cento.
Rio de Janeiro, 11/2 a 2 porO/o de rebate.
Acedes do banco 10 0/rj de premio.
' da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconlo de leltras 12 0/0
METAES.
Ouro. Oncas hespanbolas. 285500 a 295000
Moedas de 69400 velhas. 169000
de 69400 novas. 169000
de 49000......99000
Prata. Patacoes brasileiros.....19930
Peso columnanos. ..... 19930
mexicanos.......19800
PiBTE 0FF1CIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
LE N. 337.
Jos Rento daflpnha e Figueiredo, presidente da
provincia de Pernarabaco.Faco saber .-i lodos os seus
habitantes, que a usscmblca legislativa provincial
dacratou ra sanecionei a lei seguirte:
ArL 1. Fica creado um termo na freguezia de
Buique. de que far parte a de Agaas.Bellas.
Art. 2. A povo.-ic/lo'd> Buiquo lie elevada ca-
tegora de villa, sob a denoniiuacao de villa nova de
Iluique, e servir de sede do novo termo.
Art. 3, V icam derogadas ai leis e disposieoes cm
cunlf ano. ^
Mando por Unto, a todas as autoridades, a quero
o conliecimenlo e. execucao da referida lei per>
teneer, que aciimpram e facam cumprir tito inlei-
rtnwnle como nella te conlm. O secretario inte-
rino da provincia a faca imprimir, publicar e cor-
rer; Cidade do Recite de Pernambuco aos 12 de
ato de 1854, trigsimo lerceiro da independen-
cia e do imperio.
L. S. Jse Btnto ia Cunha e Figueiredo.
Carta de lei, pila qual V. Exc. manda exocular
o decreto da assembla legislativa provincial, que
anecionoa, creando um termo na freguezia de Bui-
que, de qne far parte a de Aguas-Bellas, e elevan-
de i categora de villa a povoago de Buique, que
servir de sede ao novo termo.
>Wa V. Exc ver.Francisco Ignacio de Torres'
fteneWma fez.
SeRada e publicada nesta secretaria do governo
da provincia de Pernambuco, aos 12 de raaio de
1854.Jofnim Pires Machado Porlella.O .ofli-
cial maior seuindo d secretario da provincia.
Registrada f...do Hvro terceiro dolis pro-
viaeiaes.
Secretaria do governode Pernambuco, 12 de maio
de 1854.JoioDomingues da Silva.
LEI N. 338t
Jote Beato da Cunda e Figueiredo, presidente da
provincia de Pernambuco. Faco saber a todos os
seus habitantes, que a assembla legislativa provin
eial decretuu, e eu sanecionei a resol ucao seguirte :
Art. nico. Fica o presidente 'da provincia au te-
nsado a applicar compra de accC.es da companhia
w organlsar, "para a construcejo da estrada de
-nesta provincia, nao so o producto do empresti-
ic de que trata a lei provincial u. 2U6 de 5 de maio
de-185, como lambem elevar,' para o mesmo fim,
o reieridoemprestimo i qoantia do dous mil contos,
e jnjgar conveniente, tirando revogadas as
euposic&e* eni contrario.
liando, per tanto, todas as autoridades, a qaeni
o eenhecimenlo e execucao da referida resoluro
pertnncer, que a cumpram e faram cumprir lao in-
leiriimeolc como nella se contm. O secretario in-
terino d provincia a faca imprimir, publicar e cor-
rer. Cidade do Kecife de Pernambuco, aos 11 de
maio de 1831 ; ti icenmoJerccir la imlipaaduiteia
e ile imperio.
L. S. Jote lenlo da.Cunha e Figueiredo.
Carta.de le, pela qual V. Exc. manda exeeular a
resvlitelo da assembla legislativa provincial, que
sinecionou, aalorisando o presidente da provincia a
applicar compra de aeces da companhia, que se
organisar para a constr uccao da estrada de ferro nes-
ta provincia nip so o produelo do' cm presumo, de
qee trataa le provincial n. 20(1 de 5* de maio de
1852, como lambem 'elevar para o mesmo lim, o
referido emprestimo i quantia de dous mil cotilos,
a assim o julgar conveniente.
Para V. Etc. ver.Francisco Ignacio de Torres
Bandeira a fez. .
Sellada e publicada nosta secretaria do enverno
de Pernambuco, aos 12 de maio de 1854.Joaquim
Pire Machado Porlella.Oofticial maior servindo
de secretario da provincia.
Registrada a 11... do livro lerceiro de leis pro-
vineiees.
leria do .governo da provincia de l'ernam-
bue, 12 de maio de 1854. Joiio Domingues da
.Silva.
1 ex.....
BxptOBtte do da 11 de nulo de 1854.
OfHcioAo coronel enmmandante das armas, inleL-
rando-o de liaver expedido as convenientes ordens,
nao s para serem transportados para a corte no va-
por qne se espera da norte, o lenle coronel Manu-
el Lopes Peeegueiro e o soldado Manoel do Mell
Pita, nas tambem para que se passe guia de soccor-
rimenlo ao referido lente coronel.Expediram-se
as ordens de que se trata. '
DitoAo inspector da Ihesouraria de fazenda,
enmmunicando que, por decretos de 20 de abril ulti-
mo, segando coostou de aviso eparliciparao da se-
cretaria do ministerio da juslira de24do mesmo mez,
no s fot removido para a comarca da cidade do
Natal na provincia do Rio Grande do' Norte, o juiz
de direilo d comarca da Boa Vista, Joaquim Pedro
da Costa Lobo, mas. lambem nomeado para juiz de
direito da 2.> das referidas comarcas, o juiz iriuni-
cipal Joao de Sonza Reis, Picando sem efleilo o de-
creto que o havia nomeado para a Malta Grande as
Alagoas.Fizerara-se respeito as necessarias com-
municacoes.
DitoAo juiz relator da junta de justica, irausmit-
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda, todos os das.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1
Villa Bella, Boa-Vista, Ex.e Oricury, a 1
Goianna e Parabiba, segundas e sextas fei
Victoria, e Natal, as quintas feiras.
PREAMAR DE IIOJK.
Primeira as 6 horas e 64 minutos da manha.
Segunda s 7 hons e 18 minutos da tarde,
At,-nii-:xci.\s.
Tribunal do Commercio, segundas e quintasfeiras.
Relacao, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1-* vara do civel, segundase sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quaftas e sabbados ao meio dia.
F.PHEMERIDES.
Maio 5 Quarto crescente as 7 horas, 11 mi-
nutos e 48 segundos da manha.
* 12 La cheia a 1 hora, 18 minutos e 48
segundos da Urde.
19 Quarto minguante as 4 horas, 14
minntos e 48 segundos da manha.
26 La nova as 6 horas, 28 minutos e
48 segundos da tarde.
DAS da semana.
15 Segunda. S. Izidro lavrador ; S: Dympua.
16 Terja. S. Joo Ncponiuceno conego ni.
r7 Quarte. S. Pascoal Baylo f. ; S. Posidoni.
18 Quinta. S. Venancio m. ; S. Fclix deC.
19 Sexta. S. Pedro Celestino p. ; S. Ivo f.
20 Sabbado. S. Bernardmo decena f.
21 Domingo 5.' depois de Pasco; Ss. Mancos,
Theopompo e Valenle bb.; S. Hospicio.
lindo para ser relatado em sensau da mesma junta, o
processb verbal do soldado do quarto 'batalhSo de
artilheria a p, Cyriaco de Sant'Anna.Coramuni-
cou-se ao commandante das armas.
DiloAo capitao do porto, dizendo fioar inlcirado
de haverSmc embargado um pranchaodc cedro vr-
melho, qne sera guia foi encontrado na bircaca
Amelia procedente das Alagoas.
DitoAo commandante do rorpo de polica, para
mandar apresentar diariamente no tribunal dos ju-
rados dtsla cidade, cm quanloesliver fanecionando o
mesmo tribunal, urna guarda cohiposU do um infe-
rior o 20 pracns daquclle corpo.Communicou-se ao
presidente do referido tribunal.
DitoAo mesmo, recomendando que mande apre-
sentar ao lenle encarrujado 'do registro do porto,
um ollkial inferior daquelle corpo, o qual seja hbil
i fimde cnadjuyar ao mencionado lenle as visitas
dos navios e nos Irabalhosde escripturaio que esiao
a seu cargo.Fizeram-se as necessarias commuuica-
Oes. l
PortaraNomeando supplentes do juiz municipal
do termo de (aranhuns, aos cidados segninles:
Prhnciro, JoSo Correa Brasil.
Segundo, l.niz Jos da Silva Burgos.
Terceiro, Antonio Teixeira de Macedo.
Quarto, Manoel Jos Correa.
Quinto, Manoel SilvesIred'AlbuquerqueMaranhao.
Sexto, Francisco Alves Machado.
Fizeram-se as necessarias communicaroes. *
DitaO presidente dh provincia, conformndole
coin o que propoz chefe de polica em officio desla
data, resolve que que sem efleito a nomeaclo con-
ferida ao Dr. Caetano Xavier Pereira de Brito para
o lugar de segando supplente de subdelegado da
freguezia da Boa Vista, nomeando para o referido
lugar ao bacharel Antonio Ferreira Martn: Rib|ro.
Communicou-sc ao mesmo chefe de polica.
EXTERIOR.
t
FOLHETIM.
1EI0W\SJEJ1_REI. (*)
ramoon mmt. t rano acanr.
SEGUNDA PARTE.
Ilf.
. A ca^adn.
( Continuadlo I
EmqDJBlo baroneza fallav.i, Naundortr linha to-
mado um ar serio, um cmbate e\lerior dava-suem
'seu corceo, elle hesitava ; mas quando ais che-
gou ultima palavra, inlerrompeu-a com um gesto
imperativo, e disse-lhe coin voz grave:
Ouca-mo, a senhora parece conheccr o viscon-
ile de Chadeuil e lomar por elle un interesse mui
benvolo...
Eu I disse Lais com grara.
Ter-me-hia engaado ?...
O visconde de Chadeuil he um de mcus mc-
Ihores amigos... o nada mais.I... '
Se a que titulo for, proseguid o duque, a se-
nhora UteressaTse por elle, nao he 1
Sem duvida. ,
Seu dias sao-lhc cbards...
t'.ertameiitc.-
Emtlm, a senhora desesperara se urna indi%
crieflo de va parte o fizesse correr algum nerigo...
O1" "J,u?r ?nhor diIer '' perguntou a baro-
neza empallidecendo.'
Pon bem: conlinuou o duque, so a senhora
quer que o visconde viva ainda bstanle para
ama-la mallo lempo, crea-mc, naodiaa auin"uem
que somos amigos...
Entao sejis dias esiao ameacados
Anda ne.
Mas poderiam S-lo ?
Talvez.
Oh lu em ludoisso um mvslerio que assusta-
mc, senhor duque, explique-se !...
- He quanlo posso dizer-lhe, resppndeu >'nun-
ilorff, accrescentarei stmeqic que foi-me preciso um
motivb muito poderoso para renunciar ao prazer de
apertar-lbe a mo dianta da senhora, e a alegra de
dizer-me illarueute seu amigo
A baroneza oSo responden, pois nao se achava
ainda serenada do terror : suas faces eslavam pillu-
das, un resto de emorAo faiia estreinit-er-llie o co*
WWn

l"; Vide Diario n.1IO.
Londres I da,abril de 1854.
CASA DOSLORDS.
Discursos proferidos pelas condes Derby, c de A-
berdeen na sessSo de 31 de mare, por occaslo da
Icitura da mensagem real, auuunciando a declararlo
de guerra Rossia :
O conde Derby. Levanlo-me, my-iords, n3o
com o fim de oppor-me h adopcSo da mensagem
que foi proposla pelo, nobre conde npposicionista,
por que pens igualmente com elle, que he esta
urna ocrasiao cm que lie da maior importancia que,
seja qual for a nossa differenca de opiniao quanlo
maneira por que foram dirigidas as negociares que
precedern! a esta conclusao, he este um momento,
digo,urna occasiilo em que he de importancia
da maior c da mais vital importancia que nao
haveria difTerenra na manifcstai.-ab de opiniao por
esla e pela oulra cmara do parlamentomanifesta-
Co de rpiniSo que creio, com o jiobre conde, ar-
rastar com sigo o geral e mais universal sentimenl
do paizquando necessidade de dar-se apoio ef-
ficaz ao governo de sua mageslade na prosecur
desla guerra, que, por mais lamenlavel, e por mais
deprecada que seja como deve ser qualquer guerra,
he em si mesma, na inhiba consciencia o na cons-
cieucia do paiz, orna guerra justa, e que, no estado
presente das couss, por mais differeute que podes-
se ter sido originalmente, he lambem urna guerra
necessaria. Applausot.)'
Keeeio somcnle, inj -lords, que como o governo
do sus mageslade, at o ultimo momento, tem con-
tinuado a esperar contra a esperanra, qne como,
al'o ultimo momento, fallava de paz quando tudo
em roda delle respirava guerra, de sorte que, at
no presente momento, aprecia impcrfeilamenle, on
para usar de urna expressio ameiicana, calcla i>
mal a magnilude, a importancia, c a durarao pro-
vavcl desaa anlua lula cm qoe estamos prestes a en-
trar. Receio igualmente que o paiz tenha elevado
mui alto a sua esperanza c especlativa quanlo ao>
Iriumpho imraedialo e directo da guerra que estamos
prestes a emprehender. Receio qoe elle nao avaha-
do menos os recursos do grande antagonista com.
quem temos da lutar, que avalia cm menos as diffl-
culdades que se podem apresentar no caminho das-
operares melhor combinadas, dos mais valentcs ex-
ercitos das esquadras mais poderosas, cm virludo
de circumslancias contra as quaes nem valenta nem
direrrdo podem assegurar estas esquadras e estes ex-
ercilos.
My-lords, se uesto momento, quando estamos
para entrar em urna grande guerra, ouso chamar, a
vossa atlenran o a allenraa do paiz para a sua im-
portancia, para a sua magnilude, e para a sua dura-
jilo possivel, uao lio com o intuito de desanimar
esSe cnlusiasmo que o nobre conde diz ser manifes-
tad pela ncelo nesla queslao, nSo he com o de-
sejo de enfraquecer o ardor e a vehemencia do novo
desle paiz cm apoiar, a cusa de qualquer sacrificio,
o que elle julga ser urna causa justa e sagrada ; mas
faco isto, conhecendo cabalmente o carcter e a na-
liirez dos meus coin-idadaos, crcodo que a sua
energa, o seu ardor, e o seu entusiasmo so augmen-
tariam e excilarlam antes do que se diminniram;
collocando anle elles singela c dislinclamentc a ma-
gnilude da lula e a grandeza dos sacrificios para que
o doque sorrio ctoruou, procurando lomar um
tom leviano :.
, Perdoe-me, senhora, le-la involuntariamente
enlrislecido. Oh! cis-nos chegados i eucruzilhada
em que lia de rcunir-se a cacada. Ah vejo j alguns
de sens amigos, permilta-me que me retire.
Tornarei a v-lo brevemente, senhor duque 1
ilissu I.ais ainda com movida.
. Amaiiha, senhora. ,
Ah 1 justamente, tenho de dar-lbe informa-
cOes sobre Ceorgelc.
O duque saudou, e ia retirarle ; mas j um gru-
po de mancebos, entre as quaes achava-se o viscon-
de de Chadeuil linha feilo irrupeo, de sorte que nSo
podendo mais retirar-sc sem comprometter a linda
viuva, ficou.
Uunidu lodosrejiniram-sc em torno da carrua-
gem de l.ais, esta vollou-se para NaundorfT, e de-
signaudo-lhe a pessoa que achava-se mais perlo de
de si, disse-lhe : .
Senhor duque, apresento-lhe o senhor viscon-
de de Chadeuil.
E dirg/uido-sc inmediatamente ao visconde apre-
senlando-lhe este :
O seulmr duque de NaundorfT !
O dous genlishumcus saudarain-se frianfenle, e
sem qiieningucm podesse pensar que linham-se co-
nhecido anteriormente. Ueoois a ca
nuou seu caminho.
Depois a carruagem conli-
IV.
O cond; de Bcrgnlasne torna a apparecer
Emquanlo passavam-se os fados referidos no ca-
piluio precedente, umhomem encaminhava-se (ran-
quillamente para a parte opposUi da fioresta. Mon-
tado Cm um helio cavallo de alugucl com o garbo
de um verdadeiro gentilhomem, levava um vcslua'-
rio commum, e caminhando garuanleava certas can-
cOes da |ca ; porm as cancoes variavam segun-
do o senlimento, a que elle obedeca mais particu-
larmente.
Era um homem de meda estatura, a cujosem-
blanlc era quasi impossivel dar-se urna idade qual-
quer. Pareca ter ruicoenla ou sessenta annns, scus
cabellos ealavam quasi brancos, algnmas rugassul-
cavam-lbe aa faces ; mas havia ainda tanto verdor
em sua atlilude, lauta forca em seu porte, tanta vi-,
veza era seusoiho, e,lauta jovialidaae em sua fron-
te que o observador mais exercilado nao teria podi-
do niarcai-Jhc urna idade !
Elle caminhava a passo lento ;' mas era evidente
que essa homem dirigia-se a um fim, o que ni! u
com o nico designio de passear.
Em cada praca elle parava o cavallo, exam|nav,i
COB allencau as diversas insrrinrOes dos postes, e
devem eslar preparados. Pens que nada seria tao
infeliz, como se entrassemos nesta grande lula com
urna idea nutrida acerca de grande porcao do paiz
ainda menos com urna idea nutrida e animada acer-
ca do governo de sua mageslade, de que esta guerra
parece ser de insignificante duracao. .ipniados. '
Nao posso conceller maior mortifiracao, nao posso
conceber maior desanimo do que o que este paiz ex-
perimentara depois de duas ou tres campauhas, que
hoiivesso feilo mu pouco progresso para conseguir
o objeclo que julcra ser de instantnea execu-
c3o.
He infinitamente melhor ennhecer de antemao a
extensao actual daquillo que estamos prestes a em-
prehender, do que levianamenlo conlrahirmosespe-
ranzas que possam ser frustradas pelo resultado.
Todava nao he porque eu pens que esta guerra
pode ser de longa duracao: nao he porque receio que
nao Airemos nella lao plenamente preparados como
se possa desejar; nao he, porque receio que, pela de-
fensiva, o imperador da Russia, ainda quando nao
receba cooperarSo nem neulralidade, seja um anta-
gonista formidavel; nao he por esta razao que me
uno- a deprecar urna guerra que, por mais fcil-
mente que podesse ter sido evitada na sua -origem,
julgo que agora se (ornou necessaria i prolecrao das
liberdades da Europa.
a Pens inleiramente como o nobre conde opposi-
cionista, qne a posso de Conslanlinopla, quanlo ao
fado, daria Russia immenso poder, que a tornara
senhora e arbitra da Europa e de grande parle da
Asia. Pens tambem com elle posto 'qne jalgo
que elle n3o expressou esta opiniao, comlndo he
urna opiniao que elle deve nutrirque a presump-
cao deesa somma de influencia, desse protectorado
que a Russia reclama sobre a Turqua, se for conce-
dido pelo resto da Europa, dar-lhe-ha cventualmen-
le o mesmo poder, e a enllocar na mesma posicao
na Europa, como se forzosamente oceupasse aquelle
paiz com os seus exercitos. (Apoiadot.) He impor-
tante que ennbecamos o objecto pelo qnal estamos
prestes a conteuder; e qual he a posicSo qne he exi-
gida pela Russia. Pens com nokre conde, que
desde o primeiro momento as prelences.da Russia a
este protectorado, pelo qul ella lem uniformemente
contendido, sao pretcnees que n3o podem ser ad-
roitladas, e pretcncoes que, se forem admiltidas, a
collocariam em urna posicao de soberana sobre a
Turquia.
o Por tanto, nao meramente para a expulsao das
forras russas das provincias, mas para o fim de collo-
car as rrtaces entre a Russia e a Turquia pelo
acto da Europa universal, em um p que ser o d
dous estados independentes, nao o de um estado no-
minalm'enle independente dooulro, mas realmente
eslranguldo e suffocado soh um proleclurado. ( A-
potados.) Entao eu pens com o nobre conde que
be esta urna guerra justa c necessaria, e presente-
mente reputo-a inevilavel ; mas aceitaudo a lava
que foi lanrada pel nobre conde opposirionisla para
entrar em urna disciissa das relacocs que foram
feiUs pelos documentos secretos ltimamente deposi-
tados sobre a mesa da casa, receio qne nao esteja
preparado.para ir adiaote com elle no conceito que
faz quanlo decepcao cm que elle pensa que este
paiz cahio para com a Russia, on com conviccao,
que sempre nutre, de que com a confianca que
governo lem as representaroes que Ihe foram fei-
las pelo imperador da Russia, est justificado, sup-
pondo que nao ha perigo para 9 paz da Europa,
oriundo deslas jreleuces. Devo ir mais adiante,
devo dizer que, nao prelendendo offeudera ninguem
pessoalmnle, creio que esla guerra nunca leria lido
lagar, que estas prelencoes nanea teriam sido mani-
fesladas, se, no lempo do oascimento desla contesta-
cao particular, o nobre conde opposicionisla nSo ti-
vessesido ministro. (Apoiados, e reclamacoes.)
He impossivel que alguem entre na apreciacao
desles documentos sem que se retira, em primeiro
lugar, a este memornduma este secret memorn-
dum que foram publicados a depositados sobre _
mesa pelo- nobre conde. Fallo do memorndum que
eu erradamente sempre linha snpposto ter sido pre-
parado pelo barao Bruuow, mas que agora se diz ser
o memorndum do conde Nesselrdc, escripto em
1844. O endosso desle memorndum he de um ca-
rcter singular. Dizem ser um memorndum Ira
cado sobre communicares recebidas do imperador
da Russia subsequente visita de sua mageslade im-
perial Inglaterra.. Agora alrevo-m a dizer que
o memorndum foi Iracado subsequenlemehto i vi-
sita de sua mageslade imperial i Inglaterra; mas nao
sei quaes sejsm estas communicacoes do imperadora
que se allude. Nilo sei se sao as commanicacOes
felas ao conde Nesselrode-poslo que esta nao possa
ser a intencao do endossoou se sao as communica-
coes ao_governo de sua mageslade, feitas subsequen-
temente visita do imperador. Se assim he, onde
eslao estas communicacoes ? Se assim he, ha
urna correspondencia ,diplomalicaha despachos a
ser publicadosmas nenhum despacho ha sido pu-
blicado acerca desla parte do assump't.
Entretanto, se me nao engao, este memorn-
dum, em qualquer lempo que'leuha sido Iracado,
foi Iracado em consequencia de communicaroes__
de communicacoes pessoacs, que liveram lugar
no periodo da viuda do imperador a este paiz em
1844. Creio que foi iracado, depois de communica-
nao prosegua senao depois de ter reflectido sobre o
caminhotquedevia tomar.
Como dissemos, elle, distrada os enfados de sua
pequea viagem com os cantos que Ihe iuspiravam al-
ternativamente suas Umbrticas. Ora eram roman-
ces guerreiros da poca, ora eslanrias elegiacas, ora
passagens de tragedias. Pareca ter a memoria sof-
rnvelmcntc alfaiada de todas as arias, vaudcvilles, e
coplas que recilavam-so cnUlo na capital.
() bosque que alravessava, c que enUo era fre-
quentado por toda a nobreza realista, pareceu lo-
go disperlar-lhe o cnlhusiasmo monarchico, e elle
canlou: '
Viva o rei, a meu mao grado
He este o mais forte brado
, Quesaem meu coracao.
Que em Franca, cm mui verdes,aunos
Do seu rei as criancinlias
O nome aprendendo vao !
Viva o rei! diz o soldado :
Deixa a guerra, e laureado
Vem, meu filho, repousar !
Ja que assim Luir, t'o ordena
lle tua mai aos joelhos
Vem leu rei c pai cantar !
Desejava esse homem ser ouvido, ou queria que
suas palavras fossem levadas pelos crlios a ouvidos
encantados de escuta-las? He o que nao podemos
dizer -,masa voz do cantor animava-se por momen-
tos, c quando chegava-lhe aos labios o cslribilho, re-
pela com urna especie de ostentarao :
Partamos, que o flavo otomno
Se aproxima, e a flor j loma
Urna a urna faz cahir
J sobre as azas do venio
A doce cspr'anra que foge
, Nos aconselba a partir I
Nao ha mal /.es no prado,
E nem o bardo da noite
Seus acentos la; uuvir
Exhausta assim a volupia.
Que miuha alma embriagava, .
t) que me resta 1 Partir !
Entretanto esse cnlhusiasmo nao acalmou-sc com
o ar vivo da manha, o lanzando os olhos sobre o
bosque profundo que o rodeava, o nosso cavalleiro
pareceu deixar-se enternecer pelo brando e melan-
clico espectculo que oflerecia a natureza nesse
momento.
epnis de um instante de silencio, elle lornou ;
mas desla vez com voz quasi rommovida :
Loncos, sabios juntamente
Ali11.1l a mesma estrada ,
r'on;ados sao a seguir !
Se algara prazer j libamos v
50CS pessoacs e nao officiaes com donsSu Iros
ministros, dos quaes o nobre conde he, no nfihento
prsenle o nico que sobrevive, e depois de especial
comm'iiiicacao pcssoal com o proprio nobre conde,
que naquelle lempo oceupava o lugar dcaaMeliirin
dos negocios eslrangeiros. O documento jj^UeW
carcter mui nolavel. Nao he um documenB ofli-
iial n3o he um documento, pens qne posso di-
ze-lo, que fosse trazido ao conhecimento ou consi-
dcraeao do gabinete dq que o nobre condec eu era-
mos naquelle lempo ambos memiiros. Ke era ab-
solulamenle um documento oflicial. masera nm do-
cumento pcssoal, que obriga ao^up.Bre condfc'iia
obriga de maneira alguma a nenhum sbsequcnlc
ministro dos negocios eslrangeiros. Elle nao esla-
va com os. papis ordinarios do Forcign-Oflice,
mas na guarda de cada secretario de estado* que
succedeu, sem que qouvesse copia alguma delle no
Foreign-OfDce.
Tenho razao para conhecr a grande importan-
cia quea Russia liga a este documento, por, que,
quando cntrei no ministerio, eu linha oceupado a
siluacao quo entao tive a houra de oceupar apenas
um ou dous dias, quando a rnin proprio e ao meu
nobr#amigo que enlo preenchiao tugar de secre-
tario dos negocios eslrangeiros, o bario Bronow ex-
pressou o seu undoso desejo para que vissemos e
neditasscrr.ns sobre este documento. Naquelle lem-
po cu poda responder com a mais perfeila sinecri-
dadeque'nada conhecia a este respeito.e durante to-
do o periodo em que eu eslive no poder, pesio que
breve, nenhnma referencia ou communicacao qual
quer me fora eita pelo barao Brnnow ;kera deste
documento. Todava, quando o nobre conde oppo-
sicionisla (ornou-se chefe do governo, entao in-
mediatamente a correspondencia ou o memorn-
dum que o imperador julgava obriga-lo como caval-
leiro para osar da sua propria expressao e
que, no seu entender, obrigava lambem o nobre
conde como cavalleiro nao como ministro ihglez,
mas como o individuo a quem elle linha confiden-
cialmente communicado lodo seu projeclo em 1844,
e que entao, comellc entendeu, animou-o a este
respeito foi publicada, porque agora julgou-sc
que era lemopo de por em execucao o accordo to-
mado em 1814.
- Qual era este accordo 1 Nao era meramcnle urna
proposta feita, mas, se slc memoraiidnm he cor-
recto e presumo que seja, por que nunca foi con-
trariado foi um ajuste feilo dorante a residencia
do imperador em Inglaterra, com o ministro de sua
mageslade britnica, cujo efleito foi que,. so alguma
cousa imprevista occorresse na Turquia, a Russia c
a Inglaterra previamente resolveran! qnauto ao
processo que se deveria adoptar ; e presumiou-so,
quesea Austriaacompafthassea Russia como desdo o
periodo dp 1844 at o momento presente a Russia
lem sempre presumido que ella tenha feilo, a Fran-
ca so veria obrigada a obrar de conformidade com
o processo adoptado cutre S. Pelersburgo, landres
e Vienna. O objecto era que, no caso de impro is-
mprev
tos accidentes apressassem a dissoluc.lo do imperio
turco, a Inglaterra, a Russia e a Austria Austria
acompanhando a Prussia entraran! em urna com-
bioacao em virtude da qual obrigariam a Franca a
aceitar quaesqner termos qne julgassem convenien-
tes.
o Quando se agilou esta concrdala, o nobre con-
de presentemente a leSla do governo, era o secreta-
rio dos negocios eslrangeiros ; quando ellg subi ou-
tra vez ao poder, suppoz-se que nao havia mui cor-
dial intelligencia- entre o ministro da fazeuda e a
Franga ; haviam duas mui consideraveis d issenrocs
cutre a, Franca e a Russia, oriundas da queslao dos
Sanios Lugres, ou antes do protectorado disputado,
c pensou-se que se a Russia sujeitisse o primeiro
ministro de 1853 s (ihrigaces que elle aunuira
m 1844, a Franca flearia solada, a Inglaterra, a
Russia e a Austria, o ajustaran acerca da soluca
da aifllculdade turca, c entao se agitara a queslao
quanlo divisao do despojo entre a Russia, Austria
e Inglaterra.
He indubitavclmcnle que estes papis indicam
evidentemente que este designio fora desenvolvido
ao govemo inglez, mas nao posso entender o que
pretende o nobre conde quando diz,que nao hS mais
perigo nesla ltima proposito do que havia no ac-
cprdo original de 1844. Ha-esla grande difierenca,
que urna foi um accordo theorico quanlo a que seria
o processo no caso de imprevistas eventualidades ; a
oulra, urna proposla para ser posta em execucao im-
mediatamente c sem demora. Pens que a lingua-
gem desles despachos justifica bstanle o meu modo
de encarar o ucflcio.
n O primeiro paragrapho conten urna proposicito
de urna declaracao pelo imperador da Russia, feila
da maneira mais grala, do seu extremo prazer por
occasiao da formacao do governo de sua mageslade,
que elle esperava ser de longa duracao, o lambem
pedio que esta conviccao fosse annuhciada ao nobre
conde, a quem elle dizia consagrar igual respeilo e
estima. Ou naquelle dia 011 no dia segninte, se me
nao engao, o imperador se referi coiiversacao
que leve em Inglaterra em 1844, de urna maneira
que moslra evidentemente que elle pensava que ha-
via cliegado o lempo em que o accordo lomado po-
da ser posto em execucao. E aqui devo dizer que,
seja qual for a falta em q'ujtcuha cabido o.impera-
dor c nao fallo aqui como o apologista do seu
procedimcnlo poltico nao pens que (cubamos
direito a dizer,que elle deliberadamente nos dirigi]
mal ou nos Iludi. Pens antes que, como enlre
as duas parles, lem mais razao para dizer que foi
al encaminhado pela direcca do governo inglez.
'( Applausos da opposicao. )
Por que he que vamos para a guerra "! PSra
comhatcr a prelenca da Russia a um direito de
protectorado sobre.] Turquia. Mas, pergunto eu,
oceulf ou a Russiaim al a nina occasiiio a sua' del e 1 -
ininacao a reclamar este protectorado ? Recuou
ella ero lempo algum da exigencia de sua propria
iuterprclacao do tratado de Kainardji ? Jera oc"
cullado a sua determinacio a obter estas exigencias
por meio de negociara, te fosse possivel, e ao
contrario forca d'armas ? O imperador, em urna
conversa que leve com sir Hamilton Seymour, fal*
lando sobre a Turqua, disse-lhe :
Naquelle imperio ha varios milhOes de chrisiaos,
cujs iolcresses sou chamado a vigiar, ao passo que
o direiso de assim proceder he-ma assegurado por
tratados. Posso dizer verdaderamente que faco um
uso moderado e parco do meu direito, e confessarei
francamente que he um direito que he acompanha-
do de obrigacoes ocasionalmente mui inconvenien-
tes ; mas nao posso desobriganme de um dislinclo
dever. A nossa rcH-giao, como he slabelecida nesle
paiz, nos veio do Orifile, o ha sentiments e obri-
gacoes que nunca, devem ser perdidos de vista.
Ora, este direilo que o imperador diz ser-lhe
assegurado por tratadoso direito de um protecto-
rado sobre nTuitos milhOes de subditos do sultao
he o mesmo direilo que temos para ir a guerra op-
por-nos. Qual foi a resposla do ministro inglez a
esta exposicao ? Nao caneare! a VV. Excs., leudo
um extracto do despacho, mas devo tornar perfei-
tamenle claro.quaes sa as esperancaseas i'ulcnces
da Russia. : A deeraracao do imperador foi, que de-
sejava, obrando de accordo com a Inglaterra, nao
obter extcncSo alguma de territorio, mas que insis-
ta para excrcer um protectorado sobre.mullos dos
subditos sultao. Subsecuentemente nao renuncia a
orrupaca por s da propria Conslautinopla ( pro-
visoriamente. ) Nao propoz occupa-la romo garanl ia
para a coutinuacao d seu protectorado,. mas ao
mesmo lempo diz que, em circumstncia alguma,
permiltir a oceupaea de Conslantinoplaapelos In-
glezes. O imperador disse a sir Hamilton Seymour.
Agora dzejo fallar-lhe com amigo e como ca-
valleiro ; se ehegarmos a entender-nos solire este
negocio, a Inglatcra e eu quanlo ao resto pouco me
importa; he-inc indiflercnlo.o qne fzcm oofnensam
osoutros. Por lant, usando de franqueza,'dlso-llie
clarampule,UAp se a Inglaterra tencin,1 eslabelecer-
sc n'umdesItVfcas cmCohstannopl, n5o o permil-
tirci ; nao opresto-lhe estas inlcncOes, mas neslas
occasies lie melhor fallar com clareza ; pela minba
parle, eslou igualmente disposto a n'aa>nlabelecer-
me alli, como proprielario, esla claro, pois que nao
digo como depositario ; poderia acontecer que as
circumslancias me collocassem no caso do oceupar
Conslanlinopla, se as cousas nao estivessem previs-
tas, se ludo corresse ao acaso, n
A esla proposla para aocenpacao de Constantino
pa a fim de ohter-se um recouheciment do jus a
um protectorado, a resposla do governo inglez sob o
aspecto dajnstica.da linguagem edos principios foij.
souobrigado a dizer, urna resposla semclhaiilc que
qualquer ministro inglez ou homem de honra devia
dar a tal proposito. O governo inglez recusouenlrar
em algum convenio qde devesse lirar occullo s ou-
tras potencias da Europa,- e expressou a sua opini-
ao de que um convenio secreto desla nalureza nao
seria eflicaz para previnir urna guerra europea. Fa-
rei juslica maneira porque semclhanle proposirao
foi recebida pelo governo inglez:fallona proposirao
para dispor dos bens do enfermo Applausos). Mas
devo chamar a tillen cao de VV. Excs. para o qne jul-
go ter sido o mais grave erro commetlido pelo nobre
lord entao secretario dos negocios eslrangeiros, por
que este nobre lord, em resposla proposta do im-
perador da Russia, reconheceu iuteira e plenamen-
te o principio oppsto ao que (emos agora para cu-
trar na guerra. O nobre lord escreveu a sir Hamil-
ton Seymour :
Quanlo mais o govcrno'turco adoptar asregrasde
lei imparcial e di> administrara igual, menos o impe-
rador da Russia julgar necessario applicar essa pro-
teccao excepcional que sua mageslade imperial li-
nha julgado tao onerosa e inconveniente, posto que
indubilavelmenle proscripta pelo dever e sanecioua-
da por tratados.
Ora, roy-lords. vamos para a guerra a fim
de impedir que o imperador da Russia exurc.i um
protectorado sobre urna porcao-dos subditos do sul-
tao, ainda que o nobre lord entao secretario dos ne-
gocios eslrangeiros descrevesse semelhanle protec-
torado como sendo proscripto pelo dever e sa necio-
nado por trabados. O imperador da Russia he ac-
cusado do occullar as suas inlencoos reaes; mas,
my-lords, em urna destas communicaroes secretas e
confidenciaes, elle declarou dislinctamente que em-
pregaria ameasas, se julgasse necessario faze-lo, a-
Dm de estabelecer a sua propria inlerprctarao do
tratado de Kainardji e o se protectorado sobre va-
rios milhocs de subditos turcos como sendo proscrip-
to pelo dever, e sa accionado pelos trtalos. Verda-
de lie que o governo inglez entrara em um ajuslc
para a nltima divisao dos despojos da Turquia, mas
-
O lempo mo qae esi perto
Nos aconselba a partir !
Elle parou. Pareca encantado de si mesmo e escli-
lava cmh urna certa delicia os cantos que cahjam-
Ihe dos proprios labios ; lodavia pouc depois pro-
scuuio com novo ardor :
(jrossas ondas de sangue enfurecidas
A guerra derramou,
Quando por nossas paludas cidades
O negro farho ateou !
A parle do bosque que elle alravessava nessejno-
menlo era mui descra, e nao* euconlrava-se ahi
quasi iiiuguem. Elle pareceu animar-se medida
que adan la va-se, e dando repentinamente livre curso
as suas lembrancas poz-sc a declamar em tom mui-
lo dramtico, e que teria feilo honra a cerlos come-
diantes ordinarios do rei, um bom numero de estro-
phes da ode S. A. /.'. o senluir conde de Arlois
por occasiao de sua viagem provincias., Ihcatro
da guerra.
Fugia en 13o a mi da amigo lecto
Dos filhos rodeada,
Cliorava o anciao sobre os despojos charos
Da paterna morada.
He o filho de Hcnrique, nosso amigo,
Que vem lenificar a nos .
A augusta mageslade, a greca inunda
De seus nobres avs.
Goza sereno o prncipe a ventura
Que prodigo largueia;
Tiram-lhe o carro Iriumphanle os filhos
Da venturosa aldela !
Pouparcmo aos leitores as estrophes quo o caval-
leiro semeava pelo caminho ; esses versos eram cm
geral pessimos, e alm dislo quasi sempre o senli-
mento que os dictara nao era menos sincero.
Olanlos pelas tem assim saudade todas as auro-
ras e vendido suas musas s potencias do dia Que
frisle nomenclatura poder-sc-hia formar boje de lo-
dos esses iiomes que, sem fe e sem pudor, lem alter-
nadamente ranlado lodas as reyolucGes, que lem
saudado lodas as Repblicas com os inesmos cautos,
com que haviam acclamado a realeza! Convm
correr ura veo sobre essas torpezas, e ter pedade
dessas vilezas que nem mesmo liuham porlsi a triste
excusa do medo! ,
Entretanto o cavalleiro que cantava com lana
expansao seu realismo a todos os echos dos arredo-
res, paran em urna especie de pVaca formada por
(lilTerentcs estradas. Foi 1er a iuscripca elevada
sobre (ini poste de'inadeirn piulada no mein-da pia-
ra, e^it'srcito sem duvida do resultad do exaine,
vollou, prenden cavallo a nina arwne, o poz se a
pttMear.
Ueaczem quando olha>u para a direilae para
JF ----**"- ....
nao reconheceu plenamente o direito.do protectora-
do reclamado pelo imperador da Russia ; e se recn-
nheresso o direilo de protectorado, lambem reco-
nhercria o direilo gozado por lodas as nares de
vingar forca d'armas o qjue be assegurado por tra-
tados.
abandona todo o caso acerca do qual a Europa est
prestes a ser envolvida na guerra. Durante toda es-
la correspondencia, o imperador da Russia declarou
as suas intcnces com a maior candara, e eslou con-
vencido que elle proprio est persuadido de quelia
sido perfuitamciilc franco, claro e sem reserva
quanlo ao objecto das suas inlenr6es. My-lords,
parece-me que o governo de sua mageslade nanea
Tesolveu duas qaestes qae sejam essencialmente
dislinctas. As duas quesles conleudas as commu-
nicacoes do imperador da Russia.quc devm ser con-
sideradas sfio, primeramente, a repara;ao que
esperava pelos prejuizosque diz ter sal ri,lo da Tur-
qua ; e, em segundo lugar, qual seria a final divi-
sao das varas partes da Turquia quando este impe-
rio se fizer em pedarns. V
Quanlo segunda destas qaestes, o imperador
lem manifestado a maior franqueza as suas com-,
munrca'cOes com o governo inglez ; mas. quanlo
primeira, nunca elle reconheceu de maneira algu-
ma o direilo do governo inglez a interferir, mas tem
reclamado um-direito de sustentar por si mesmo o
que elle assevera ser .tambem sustentado por trala-
dos. Nada direi, my-lords, acerca da maneira por
que o imperador da Russia julgou convenientenestas
communicacoes tratar com os seus oulros alliados,
mas devo dizer que semelhanle exemplo desaprio
desprezo (apoiados) e-de excessiva indiffereoca, nao
lem parallclo depois dos dias do triumvirato roman
(apoiados); s encentra parallclo na descrpcao da-
da por Antonio a Octavio da sua opiniao acerca do
carcter de Lepido. Ochtvio di; :
Podes satisfazer a tua vontade, mas elle he um
a soldado valenle e experimentado. Antonio re-
o plica : da mesma sorte he o men cavallo, Orla vio;
o e por isso mostro-the abundancia de pasto ; be
i< urna crealura que eusinei a pelejar, a voltar, a
parar, a correr directamente, o sen movimento
a corporal he governado. pelo meu espirito ; e sob
alguns respelos, Lepido he a mesma cousa; de-
ve ser ensinado e arrestado, e se Ihe deve orde-
nar que saia. Um estril companheiro, que se
nutre de objeclos, de arles c de hnitaces as
quaes; desusadas e gastas por alros homens, se
lornam a sua moda ; n falles delle senao co-
ro, propriedade. (Applausos e risadas.)
Em que lermps falla o imperador da Russia dos
fus alliados ? Como o Antonio imperial se desco-
lo a Sir Octavio Seymour t (Applausos e risa-
das.) A cummunicarao do imperador da Russia foi
a mais franca e clara ; disse que pela sua par-
.te, pouco se importava com o proccdimenlo que os
Fi'aucezes julgassem conveniente adoptar os nego-
cios oreulaes; e entao dizendo que a hnpressao de
que ainda havia alguma vitalidade na Turquia era
falsa, e que aquelle imperio devia cahir aos podaros.
o imperador observou :
Como antes lho disse, ludo o que preciso he
um bom accordo com a Inglaterra, e isto nao quan-
lo ao quesera feilo, mas quanlo ao que nao ser;
chegados a este ponto, o governo ingle/, e eu, eu e o
governo inglez, depositando inteira confianca cm
os nossos designios recprocos, nao me importa o
mais.
a Entao o imperador (ratn de expor o que poda
ser considerado ura meio ra zoa ve! de estabelecer as cou-
sas dissolueo 110 caso dado imperio ollomano. Disse
queno caso de dissolurao do imperio oltomauo, jul-
gava que seria menos diflicil cliegar'a um salisfato-
rioa rranjo territorial do que enmmummente se cria.
o Os principados, dizia elle, sao de fado um esta-
do dependente sob minha proleccao; isto pode con-
linuar desta maneira; A Servia pode receber a
mesma forma de governo. O mesmo pode aconte-
cer Bulgaria. Nao ha razao alguma para que es-
ta provincia nao forme um estado independente.
Quanto ao Egyplo, cedo absolutamente a impor-
tancia deste- territorio Inglaterra. Entao posso
dizer smente que, se no caso de ama dislrbicao
da successao otlomana no desmoroiijimento do im-
perio, V. Ex. se apossar do Egyplo, nao farei ob-
jecc^lo alguma. O mesmo dira acerca de Canda;
esta ilha pode convir a V. Ex. e nao'sei por qne
razao ella se nao torna ama possesso ingleza.
O governo inglez repudidu a idea de engran-
deciraenlo territorial c de conservar qualquer seme-
lhanle ajuste em segredo para as onlras potencias;
mas concorreu na parte negativa da proposirao.
Ha somcnle certo numero de meiosfiara a queslao
da divisao da Turquia, e o imperador declara que
nunca consentir nisto, c pede urna licre permuta
de ideas da parle do governo inglez; e devo dizer
que nao pens que ello obre de urna maneira dilfe-
rente do que supponho que o governo inglez concor-
reu com elle na queslao da sua reclaniarao.a excrcer
um prolcclorado sobre certa fracc,ao dos subditos do
sulla, e quc.quanto ao ultimo ajuste dos negocios
da Turqua, o governo obrara de acord com elle;
mas, quanto oulra queslao a vinganra dos seus
dircitos o imperador'nunca admillio o direilo
do governo inglez interferir.
esquerda, e inlerrogava tadas as aleas que lermina-
vam na encruzilhada; mas o companheiro que espe-
rava nao linha pressa de chegar, pois passou-se una
meia hora nessa espera sem que ninguem fosse alc-
grar-lhe a solidan.
Por todos os condes de Bcrgalasse, meus anle-
passados 1 crafim o nosso homem acontando n ar com
o chicote impaciente, Mr. Fouch loma ares do prin-
cipe D audiencias uo meio de um bosque urna
legua distante de Chautilly, e toma a liberdade' de
nao ser poulual !... Irca iem poderci deixa-lo ah
espera, se elle tardar muho. O homem que aca-
lma de deixar escapar essa exclamarlo nao era mi-
tro senao o conde de Bergalasse, anligo conhecido
do nosso leilor.
Bergalasse tinha envelhecido pouco : era anda o
mesmo homem vivo, amavel, e at espirituoso, pa-
ra o qual a vida nao era mais do que urna longa
zombaria, e cuja ambica era chegar ao termo da
viagem depois de ler Tcito rir o maior numero de
pessoas possivel. Era ainda a mesma philosophia
secca, egostica e zombeleira que elle lirra da Ici-
tura das obras de Mr. Arouet de Vollaire, cujo es-
pirito misturava em todas as agudezas do seu !
Bergalasse linha viajado por assim dizer em todas
as partes do mundo frequeulado, levando a toda a
a Elle mandn o principe Menschikoff reforrar
as sua reclamacoes; e durante toda esta correspon-
dencia nao occorre urna simples pasaagem, em vir-
fude da qual possa ser demonstrado que'elle aban-
donou a declaracao de que as suas exigencias sao de
accordo com os tratados existentes, e qae a sua inter
prclacao desles tratados era a interpretaco correcta.
Nao digo, mj-lonls.eslou longe de dizer que a in-
terpretacao russa do tratado de Kainardji he una in-
terpretarlo que pode ser justificada pelos fados.
(Apoiados.) Concorro com nobre conde opposici- -
nuisla no que elle disse sobre este assumpto ist
he, que o arljjo 7 do tratado de Kainardji: prov
a proleccao dos subditos cbrsUTos da Porta pela pro-
pria Porta, e qu o artigo 8.admi((e o direilo' de
interferencia por parte da RoBa em um caso'parti-
cular, o qual direilo tem sido reclamado pelos Rus-
sos, como se exleudendo a um protectorado geral,
sobre toda a populara christaa.
1 Pens que os argumentos empregados pela Rus-
sia sao insustentaveis, c a admissao da sua reclama-
C3o fora perigosa aos interesse* da Europa; e por-
lanlo era totalmente justo que o governo de suame-
gestade aconselhasse o_sultao a resistir a.taesreclaT
maces, e tambem era justo que os Tarcos segaissem
este conselho. Mas o qae sustento, my-lords, he,
que o imperador da Russia nunca ocrultou os seus
designios a este respeito, on negou que .eslava deter-
minado a reforcar estes desiguios, e per isso nao
motivo algum para o governode sua mageslade quei-
xar-se de que foi Iludido. Ogoverno esta na poss
destes doccnmenlos, Recebeu avisos dos minis-
tros em S. Pelersburgo e Coustantinopla, e com todo
a 25 de abril o nobre conde que est frente do. gc-
verno disse que nao receava quea paz da Europa
fosse perturbada cm consequencia do estado dos ne-
gocios na Turquia, -por que tinha os protestos do
governo riisso sobre este objecto.
a Ora, my-lords, era esta urna peca de cegneira
poltica nao mui pouco agradavel sgacidade do no-
bre conde. Desculparei' o nobre conde por ter na-
quelle lempo alguma opiniao em favor dos designios
da Russia. (Oconde de Aberdeen fez algumasob-
servaces que nao foram ouvidas naogallerias.) Pois
bem, o nobre conde conhece as suas proprias opiui-
Oes melhor do que eu as coiihero, e pretende conser-
va-las em segredo forca de' um silencio' solemne
e perseverante que nunca vi em ministro algum.
(Apoiados.)
n Se o nobre conde houvesse declarado, quando o
Pruth foi passado, que este acto nao s era incom-
palivel Aim os direilos das naces,' mas qne era in-
cumpativel com protestos secretos' fcilos pela Russia,
entao feriamos sabido naquelle tempe o que o paiz
tinha a esperar j-lord.s, quando o Pruth fi passa-
do, ou plena concessao ou a guerra iornou-se inevi-
lavel.
n My-lords, nao me eccuparei Com essa mullida
dp correspondencias qne tem lido lugar desde aquel-
le periodo, mas desejo observar que a nota qne o 110-
f bra conde npposicionista menrouou como tudo sido
regeitarfa pelo imperador da Russia, com sorpreza
suafallo da nota modificadafoi regeitada pelo im-
perador precisamente, pela mesma razao que anota
modificada foi aceita por que, em virtude da sua liu-
gngem, conferia ao imperador um protectorado que
lodos julaam ser perigoso paz da Europa. My-
lords, nao he sem consideravel inquietara, que vejo-
este paiz lancado uesla mais formidavel e talvez
longa guerra. Tenho a mais plena confianca, na boa
inlelligencia felizmente existente entre este paiz e a
Franca. Temos* tido, da parte da Franca, desde o
momento da memoravel declaracao do imperador,
O imperio he a par. at o periodo em que elle pro-
ferio a nao menos nolavel senlenca. O seculo da
conquista j passou, abundantes razoes para nos
convencerraos da inteira boa f e da lealdade do im-
perador dos Francezes. (Applausos.l,
a Pode ser-que n'um lempo nao nmi remoto,
quando for necessario neste paiz augmentar o poder
de deTezafazer prepararoes que se enia nao foram
feitas devem ser feitas agoraha muilns pessoas que
niitriam duvidas quanto s intenries deste homem
extraordinario que livrou a Franca da anarchia eda
cpnfusao, e collcou-a na primeira categora entre'
as nacoes do mundo; mas, no estado vacillanle em
que aquelle paiz entao se achava, essas pessoas que
uiilriam taes duvdas, podiam te-las nutrido por jul-
garem impossivel que um s hornero, poslo que gran-
de, fosse capaz de reunir os elementos turbulentos,
e annunciar e por em efleito a determinaran de ex-
tinguir a sede da gloria militar e a ambicio do peder
militar. Naqnelle lempo appareceram alguns sus--
los em consequencia da apparenle' iinpssibilidadb
que tenh mencionado; mas agora:__
Viajpnma salul. .
a Quod minime reris.Graia pandetur ab urbe.
(Apoiados.) My-lords, estamos em guerra com um
paiz qne naquelle tenipo era o mais rucise em ins-
pirar sspeilas contra a Franca, e por este paiz em
sua guarda contra o seu bem conhecido desejo do
engrandecimento1 territorial, urgindo nos conselhos
deste paiz pela necessidade de conservar o stalu
quo lerritorial. Mas my-lonls, digo que considero
com anciedade o comec desla lulanao porque en "
reccie pela continuaca do espirito dos meus couci-
dadaos em seu favor nao por qae cu os acense de
emprehcnde-la em um momento de entusiasmo por
urna causa justa, e na espectaliva de que o objecto
quanto rodear-se de urna uuvem como os deoses da
fbula, e assistir assim ao espectculo de todos esses
dramas quea capital occulla em seu seio. Berga-
lasse teria morrdo de aborrecimento, se nao houves-
se sido conservado iucessantemente alerta pelo in-
teresse poderoso de todos os mysleros que diriga
assim na sombra. Nisso consista sobrenado sua vi-
da, epode-se coraprehender fcilmente quam ar-
denlemenle oceupada devia ser ella.
Depois da volta dos Bourbons, Borgalasse (cara
addido polica do reino, e comquauto fosse de al-
guma sorle o homem de confianca do ministro ac-
tual, Mr. Decazes, nao tiuba-se esquecido completa-
mente da benevolencia que Ihe teslcinauhra Fou-
ch emquanlo estivera no poder. Elle o visilava
ainda frcquenlemenle, e nformava-o de quanto
passava-se as altas regifics do governo. Porm
suas relacOes haviam-se tornado secretas tanto para
dar crera todos que o anligo miuistro nao linha
urna policia sua, como para nao perder' Bergalasse
no espirito de seu novo amo. ,
Todava nesse dia a curiosidade de Bergalasse li-
uha sido singularmente despertada. Do manha
antes de deixar o caslello de Chautilly, Fouch clie-
gra-se myslcriosamente a elle ao desccr das esca-
parle comsigoessa suprema negligencia nue era o das\ disera-lheao ouvido algumas palavras, cujo
seutido nao adcvinhara completameiilu.
O peder ainda pode ser nosso daqui a urna
hora irei csperar-lo naencruzilhada de Bourbon !
Que quera isso dizer eslaria para apparecer urna
nova combinarao ministerial ? teriam sonido bnm
efleito intrigas, c estrategias de Fouch e de Talley-
raml -. lisiara derribado o miuistro Decazes 1 Ira
o re alerrar-sc com os perigos imaginarios que Fou-
clie sabia crear tao a proposito ?
Bcrgalasse passeava com agitacSo, fazendo a si
mesma mil pergunlas, as quaes ser-lbe-hia mui dif-
cil dar urna resposla satisfactoria. Nesse momen-
to um cavalleiro desembocou em urna das aleas que
lerniinavam na praca, em que eslava o conde 'de
Hergalassc. e correu a elle a loda a pressa.
Era Fooch, o qual fra rclido'por alguns genlis-
homcus, e uao [todera vir mais cedo. Elle apeou-
se, atou como Bergalasse o cavallo a uina arvore da
estrada, e entranhou-se no bosque para conversar
mais livremenle.
Bcrgalasse que linha visto com iuveja o caval-
lo do anligo ministro, disse-lhe sorrindo maligna-
mente :,
Qiic bello cavallo senluir ; entendo disso. he
11 ni animal soberbu...
O senhor ilev ia ilar-iu'u de minio.
. ~~rA '1,?,'l".!,"le" l",u-'l,,; ersueu.1.. os hombros,
que lanas delle .'
fundo de seu carcter, e a dade que pozera-lhe
mais rugas ua fronte, nao accrcscenlra-lbc urna s
ao coracao O prazer era o Dos de Bcrgalasse, e
nenhum dos cuidados serios, que agilra-Ihe a exis-
tencia, podera alterar o culto que tinh'a-lhe volado!
A alegra eslava sempre cm seus olhos, em sua
froiilapau em seu coracao Seu semblante nao dei-
xava jamis, ou s dcixava raras vezes a mascara ri-
sonha que tomara. Elle levava-a a lodos os luga-
res, sy a morlc poda tirar-lh'a, e cerlamcute o con-
de de Bergalasse nao cuidava cm morrer.
Dolado de urna actividade sem segunda, robusto
e sao, elle andava com infatigavel ardor' alegrando
com seu bello humor a quautos se Ihe approxima-
vam, cuidando s em viver bem, e nao dcixando
ciilcriiccer-sc pelas miserias, tristezas e melancolas
da existencia humana. Nunca homem algum se
mostrara tao contente da vida e to pouco disposto
deixa-la.
A nica cousa porque podia ser censurado seria-
mente era seu oflb0 equivoco mas llerg..lasse le-
ria sido incapaz^c representar outro papel, (.anea-
do fatalmente ijessa estrada 110 momento da Kevou-
cao, havia empl-egado lodo osen espirito, toda a sua
inlelligeneia eir crear para si una posicao excepcio-
nal, e o linqa ({inseguido.
Esse homem W.ava o nivslerio, ea mitiga; elle
mesin dizia a Se/.es que nada agraduva-lhe lano
Monta-lo-hia.
Dexa-lu-ljas morrer de fome...
Oh !
Ou corno-lo-las...
Bella opiniao tem o senhor de mim. v
Prefijo conserva-lo...
Como o senhor quizer, disse Bergalasse iucli-
uando-sc.
Nao he disso que se trata, men amigo, lornou
ronche com actividade ; tenho de dar um bello gol-
lie,,e he preciso que me ajudes... Se for bem sac-
(.euirio; antes de quinze dias podemos ser eu ministro
e tu o.que quizeres... "
Eu o escuto, senhor.
Primeiro que ludo, para fallar-te com franque-
za, conresso-te que rcceiei um instante nio char-te
ueste ponto marcado.
E porqne enUo ?
Nao sou mais ministro.
Mas j o foi, senhor.
Tenho aos olhos de lodos lo pouca probabili-
dade de tornar a s-lo !
io senhor pensa que...
Irra pens que es da massa de que se fajsem
os horneus sensatos, e qae, como diz a canrao, leras
bastante sabedona para apresentar :
O rosto aos que reem.
As costas aos que vSo-se.
Deixo de ler razao ? accresccntou Ponch.
Talvez. *
Como t
O senhor est descontente de mim
Nao, certamente.
r Njio o sirvo fielmente 1
Nao digo isso.
Nao conhece o senhor lodos os segredos do
ministerio, absolutamente como se l eslivesse ?
He verdade 1
Eutao de que se queixa, o porque leme- nnle-
cipadameule urna defeccao que nada o aulorisa a
suppor 1
Tens razao.
Demais, accrescenlou Bergalasse, tranquillise-
se o senhor, porque quando eu esliver disposto a
traln-lo, hei do dizer-lbe !
Pois bem i-exclamou Foudi, prefira isso, fi-
care mais Irauquill. Sejamos pois amigos, China,
e facamos por explicar-nos com clareza. Como v-
se, o amo e o servo Iratavam-se com nina familiari-
dade muito grarale, mas Bergalasse nao queixava-se.
disso, pimpie era 11 ni habito de Fouch ao qnal for-
losamente de\ajn submeltur-se todts os que o rom-
iiiiintcavam. (Conliniiar-se^ha.)
^




y
DIARIO DE PERMMBUCO, SEGUNDA FEiRft 15 DE MAIO DE 1854.
ilella ser oblido com um insignificante sacrificio
no porque preveja Tima lula prolongabamas*con-
sidero-a com anriedade porque lenho para raim que
o retentes justes finaneeiros que tem sido feitos
fcramteitosde accordo com urna poltica imprudente,
o collocaram 6 paiz era urna pnsijao desvantajosa.
N5o mo posso esquecer que o anno passado,
mesmo depois que o perico da guerra se tornara in-
minente, a despeito das admocstaroes feitas ero
ambaras ratoaras^do parlamento, a despeito das d-
mocsUjes (jilas por pessoas da mais alta autorda-
de era a*)."4terias, propozeram-se projectos de II-
nancas SftsSo ao "mesmo lempo applaudidos como
a propria prfeijao da ciencia financeira ; e sao of-
ferecidos. como modello aos futuros cliancelleres do
Ihesonro; ms my-lords, nao posso oceultar a mim
mesmo o Tacto de que estes projectos se tem malo-
grado. Tambem nao me posso esquecer de que nao
obstante as queixas do meu nobre amigo o nobre
conde qoe se sen la ao pe de mimlia, com urna
guerra pendente sobre nos, um gracioso sacrificio
lo(apoiados), contra o-qual sacrificio o meu nobre
amigo adqioestou os ministros de sua mageslade n'um
tempo em que elle em verdade eslava proposto a
continuar oincome-tar, masconlinuaiido-ocom urna
declarajSo de que a sua conlinuajao devia ser por
um breve periodo, e que na expirado dcste periodo
cessaria finalmente, (potados)
Pois bem, lendo entao perdido grande porjao
dos nossos halan jos no. Fisco, lendo perdido tambem
a renda derivada da fonle cima mencionada, esta-
mos riebaixo da neccssidaile, afim de occorrermos
emergencias de urna guerra e satisfazermos a des-
peza desta guerra, em consequencia do processo se-
guido pelo thaiiccller do thesouro, somos obrlgados
a duplicar o ittcome-tax (apoiados) obrigados a
obrar assim, segundo as nocoes do governo de sua
masestade, somente na prinieira melado do*nno.
Ora, neeessilo eu saber em que conijijoes nos po-
deremos adiarnos finj da primeira aaetade do anno?
(Apoiados.) Kenhum ente humano agina que esta
gaerra possa ser concluida no fim de seis mezes.
(Apoiados.) NenhunMante humano sup|>6equc o ap-
pello que agora nosTie feto ser sufficieiitc pela
decima parte da despeza qiie seria feita pelo paiz-
(Apoiaios.) Nenhum ente humano er que a tavirau
directa por meio do income-lax possa salisfazer as
despezas que dovem ser feitas. (Gritos- estrondosos
de approraruo.)
a Digo entao que no momento em que entrar em
urna guerra dispendiosa, vos tendes privado dos
meios que sao postos vossa disposijao pessoal, que
tendes estancado orna fonte de renda que eslava
ns Tonas ordens, que tendes reduzido income-taxe,
e consentido em acaba-la dentro de ele anuos, o
tendea declarado que o governo tenciona nSo antc-
tipar a renda do paiz, mas fazer que a presente
geracio, anno a anno, pague as despezas da guerra
em que eslaes empenhados. (Apoiados) Agora, di-
govos o que he simplesmeulc impralicavelv (Apoia-
dot.) He absolulamente impossivel, se limitardes o
incidente da taxajao.e fizerdes que a laxajao recaia
directamente, sobre a propriedade por meio da tac-
me lax pens qne is!o nfio he possivel em caso al-
gara, mas especialmente, em tal caso como este, que
a despeza correnle do anno pode ser feita dentro do
crtente anno. (Apoiados.) Ao menos so for feita
dealaarte, deve ser pela destru j4to total dovosso sys-
lema de papel moeda como existe no momento pre-
zeutedeve ser pela depreciado do vosso actual
papel moeda, c somente por meio de urna ilimitada
emisso de pape* moeda (Apoiados); por que veris
de, se com a vossaaclual moeda metlica esperis
lodos os anuos pagar as despezas desta guerra. (Apoi-
ados.)
Digg, my-lords, que devemos considerar cui-
dadosamente todas estas questes, que devemos es-
tar preparados pira affrootor de frente os fellmen-
los e os desastres nacionaes, e devemos attender que.
estamos de prcparajjlo continuada c progressva para I
nina lula continua c for'mdavel. (Apoiados.) En-
tao, os nossos meios acluaes sao exhauridos por um
esforz, na verade poderoso, para a preparacao do
grande deraonstrajao militar, porque j)ode ser
maisdoque urna demonstrarlo militar, qualqucc
qne seja a niagiiHudr das prepararnos da vossa cs-
quadramas estis tomando quasi todos os homens
cojos servjos no presente momento podis dis-
pender. (
Has. my-lords, releva que preparis os vosso
' recorsos (apoiados) cumpre que nao empregueis
.ludas as vossas forras no primeiro conllielo. (Apoia-
dos.) Se fizerdes isto, poreis a honra da Inglaterra,
a yeguranja do paiz, e a liberdade da Europa no
risco de um lerrivel golpe, e vos exporcis ao perigo
i1 deshonra taesTomo este paiz nunca teslcmunhou.
(Applausos.) Vos ides lancando em urna ardua guer-
ra. Creio que os ministros tenham feito tudo o que
era possivel para evitar a guerra. Nao digo que ellos
leuliam sido peritos nos seos esforros, mas creio que
se tenham esforzado plenamente para evitar a cu er-
ra. Creio igualmente que desejam dirigir esta
. gaerra de urna maneira conveniente i dignidade e
toara do paiz; mas se assim he, cumpre que nao
. tapP hesitaran, nem contemporisajo, nem baixa
consideracao de alguns ceios de milhares de mais
on de menos na despeza para dirigi-la ( Apoia-
dos. )
cusi, e a despeito de qualquer sacrificio, c deve-
mos appellar, nao para o entusiasmo, mas para a
perseveranja do paiz. (Apoiados.) Se appellarmos
para o patriotismo do povo,para todas as rlasses.
que san interessada na honra da nossa patria rom-
mam, e se (izermos este appello, empentando a
eipor-nos na mtis justa e legitima guerra, confio
qne este appello nao ser feito intilmente. (Apoi-
ados. )
ic Anda ama palavra qnanlo a um oa dous as-
smnplos tratados pelo nobre conde, secretario dos
negocios eslrangeiros. O nobre condeexplirou-nos
as razies que o impossibililaram a depor sobre a
mesa a convenci com a Franca, c os nossos com-
promissos com a Franca e a Turqua. Disse toda-
va que estes compromssos actualmente obrigvam
ao governo tanto qnanlo se por Ventura eslivessm
ordenados em urna forma mais regalar ou tratado.
( Lord Clarcndoii: existe um honroso acord, )
Existe um honroso acord; mas entao somos obri-
gados a ir para a guerra em apoio deste honroso
acorde. (Apoiados). E cortamente nao he desarra-
soadoda parte do parlamento perguntar, quando esta-
mos para entrar e/n urna lula coja concloso nc-
nlium homem pode dizer, se sabemos por que, he
qne nos temos compromettido, e com que fin temos
entrado nesla guerra. (Apoiados). He impossivcl
pedir ao nobre conde que declare quaes s3o os ter-
mos em que a paz ser reslabelecida; mas presumo que
ha alguma cousa perreplivel pela qual estamos
preslcs a combater. -(Apoiados). Nao estamos para
pelejar pela simples evacuado dos principados.
(Apoiados). Nao estamos para pelejar sobre a dis-
puta original entre a Franca e a Russia acerca dos
Santos Lugares au estamos para ir pelejar para
conseguimos a retirada do exqrcilo russo cm ter-
mos son os quaes as soas reclamarnos podem ser re-
pelidas ; e todava coufesso que estou ancioso para
ver, cm addijao ao annuncio, que ha de aero urna
resistencia vigorosa ao projecto de um soberano cojo
'uluro engrandeceimento seria perigoso i indepen-
dencia da Europa, algumas medidas lomadas, de
sorle que seniclhan les prctences nao sejam nova-
mente apresenladas (apoiados); que, lendo sido
urna vez reprimidas, Iiaja seguranza da parle da Eu-
ropa, aflu deque se nao repila o mesmo. (Apoiados).
Desejara quejos ministrosdissessem que naq pode
haver eonclusao honrosa para esla guerra se nao se
der una negativa absoluta as reclamnoes feilas pe-
la Russia em Dom do tratado de Kainnrdji, c algu-
ma garanta concedida cm favor da eoutiuuarao
deste acord. (Apoiados). Nada mais pergunlarei,
maspego ao governo- que explique um poaco mais
(listinctamenle do que fez o nobre conde, quaes sao
os compromssos em que estamos para entrar ou te-
mos eulrado. Folgarei de saber que nao temos pro-
posito alauma para um protectorado sobre os sub-
ditos chrislaos do salta; mas nao julgo dezarrasoa-
do, quando estamos para entrar em uoia guerra,
perguular quaes sao os compromssos a quo o gover-
no de'sua mageslade se lem sugeilado, e rtor amor
dos quaes est para dispender o nosso raelhor san-
gue e thesouros? (Apoiados). He razoavel per-
guntar tambem, quaes sao os objectos pelos quaes
esla'guerra he emprehendida, e quaes sao os fins
que devem ser rcdlisadoa antes que ella srja levada
a um prospero retatijBwApoiados,1.
a Pela minhajare^ nao pretendo ouerqcer op-
poiao, nem emenda, nem qualifihcao aos lermos
da mensajera. Associo-me com o governo da ma-
aeira mais cordial qnanlo aos termos, i, linguagem,
e ao espirito da mensagem. Como ceio que esta
guerra he justa e necessarra, como pens que urna
guerra por urna causa justa, c como pens que he
urna guerra necessaria para a conservado das li-
berdfcdes da Europa e para reprimir as innovarnos
da Russia, tambem entendo com o meo nobre ami-
go, que podemos olhar com mais conanra e espe-
ranca, e menos em um espirito de blasphemia do
que caraclerisamos a Russia cm urna recente occa-
siao ( apoiados)que podemos olhar com humilde
confianza, lendo feilo tudo quanlo eslava cm nosso
poder para evitar os horrores desta guerra, lendo
sido mal succedidos nesles esforcos cm consequencia
de prctenrOes injuslicaves da parte da Russiaten-
do-nos esforcado, nao com motivos de engrande-
cimcnlo proprio, ou com designios de ambicio, mas
afim ilc defender o fraco c succorrer o opprimido,
para resistir prelencocs da Russia podemos
olhar com humilde confianza para ^ protecrao da-
quclle grande poder, em cujas mjos esiao os cora-
fues dos res c os destinos das nagOes (apoiados), e,
como os exordios da Inglaterra nunca scrao cm-
pregados cm urna causa mais honrosa, confio que
levarao a guerra em que nos achamos empenhados a
urna eonclusao mais honrosa e gloriosa, do que nun-
ca guerra alguma teve. ( Estrondosos applausos).
O ronde de Aberdecn.My-lords, apr'oveilo-
me desta occasiao para observar que, entrando nes-
la guerra, ha grata saber que (eremos apoio que o
nobre conde julgou conveniente offerecer ao gover-
no de sua mageslade. Presumo que devemos ser
agradecidos pelo que temos receido. (Risadas).
Ms ronfesso, confio quo desta cmara e deste paiz
receberemos um apoio diflcrcnle. (Apoiados).
My-lords, o nobre conde consagran grande fiar-
le da seu discurso ao que se podo chamar um ata-
que pessoal a mim mesmo e s IransacgOcs .que me
dacm respeilo. Ora, antes que trate disto, admit-
lirei que sou um daquelles que, como elle disse, tem
esperado contra a esperanca, e al o ultimo momen-
to lenho nutrido a opiniao de que a maior das da-
diavs que um paiz pode gozar semprc nos podem ser
preservadas. (Apoiados;. Pens, my-lords, que po-
derla dar-vos boas razfles em favor da esperanca que
eu nnlria; mas este assumplo tem sido Uto discutido
estes tpicos tem sido (ao exauridos, que somente
(aligara ;i VV. Ees., explicando estes motivos que
mo induzram a nalrr esta crenja, e especialmente
he-me menos necessario proceder assim, porque, in-
felizmente, foram rallares. (Apoiados)
Parece-me que o nobre conde disse primeira-
mente, que elle eslava persuadido, que esta guerra
nunca loria lidolugar, se cu nao livesse lido o infor-
tunio de me adiar frente do governo dcslo paiz.
(Apoi.ido). My-lords, elle se referi a um discurso
do imperador da Russia feito ao ministro de sua
mageslade em S. Pelersburgo, no qual sua mages-
lade se dignoa expressar^uma opiniao favoravel
mim pessoalmenle, e Iludi' s longas relacoes de
amisade com que me havia honrado. (Apoiados).
Ora, ante respeilo dire que nao posso deixar de
lisorujear-me pela boa opiniao de qual quer sobe-
raqf em alllanc.a com a nossa rainha. (Apoiados).
Era esta a posicao cm que o imperador da Russia
se achava naquelle tempo, e'por consequencia nSo
vejo nada que possa ser ceusuravel na lioa opiniao
expressada acerca de um humilde individuo como
eu por um monareb em aflianca rom nosco. (Apoia-
dos). Mas o nobre conde tambem ja recebeu o seu
cumprimento. (/Hadas). No instante em que elle
se acbou a frente, dos negocios ueste paiz, o que
aconteceu ? ( Apoiados ). O governo austraco es-
creveu congratulando-se com elle, e o nobre conde,
enlau secretario de estado, enviou naquclla occasiao
em resposla um despacho chcio de gratidao (risa-
das) ao imperador. E esla congralulacao parti do
anico ministro que cu conheco na Austria cemo
mais figadal inimigo da nacao ingleza. (Apoiados).
a Esta era a dislnccSo do principe Schwarzen-
berg alcm da de outr qual quer ministro. (Apoia-
dos). Ora, my-lords, eu nao recebi congralulages
da Austria, e romludo estivo por muito lempo em
edmmunicasao com- aquelle governo ; c na verdade
tenho sido cargclersado neste cmara e no paiz co-
mo pupilo do detestado Mellcrncb. [Itiada). Ma#
nunca recebi congralulacOcs. Com effeilo, recebi as
eongraulacScs de sua mageslade imperial pelo or-
g3o de Sir H. Seymour, mas foram recebidas sem
noticia alguma, ou sem este profundo sentmento de
gratidao que possuia meu nobre amigo. ( fina-
das)
O nobre conde tralou novamenle do memorn-
dum preparado era 18H, em que elle lancou gran-
de quanllade de improperios, e em que phanlasion
que fizera urna grande descobcrla. Tem para s-I
que ha urna correspondencia relativa a este docu-
mento, e que existe alguma cousa mais que deve
ser produzca. Como elle formulo esla opiniao
que son incapaz de proferir; mas posso somente di-
zer que todo quanlo existe a 'osle respeilo est de-
positado na mesa desta casa. Ora, quanlo a osle
memorndum, a sua historia he empoucas palavras
a seaunte: quando o imperador da Russia esfeve
neste paiz, elle, conversando comigo, com o du-
que de Wellinglon, e com o faleddo Sir. R. Pecl,
repeli eslas apprehe'nsoes que nutria acerca da pro-
vavel dissolucao do imperio (urce, e expressou a sua
aociedade quanlo s coosequencas que necessaria-
menle se devem seguir de aemelhanle calamidade
europea. Todoo alvo deste memorndumo nico
effeilo pratico deste memorndum he simplesmenlc
este. Naoexigiaquefizcssemosalgumacousaquando
multo, que nada fizessemos sem um acord, um
previo concert com a Russia ; mas absolutamente
com a exdpsao das oulras potencias (apoiados)
ao menos. .,
He verdade que o imperador, como VV. Excs.
bem sabem.tralava a anliga dymhaslia de Franja da
mesma maneira porque tem tratado a presente; mas
nunca ensiuou de maneira alguma que nos absli-
vessemos de correspondencia'com o governo francez;
c o certo he que eu mesmo pessoalmenle commu-
niquei ao embaixador francez a substancia das
communicaroes que tiveram lugar; (Apoiados).
. Nao houve a menor inquielagao da parte da Fran-
ca sobre este assumplo ; por que, como- eu disse,
isto nao lnha oulro efleito pratico no mundo diffe-
renlo do que teria a acco separada no caso de ve-
rificar-se a calamidade' que elle previa.' (Apoia-
dos).
Ora, este memorndum que, depois de um inler-
vallo de 10 anuos,cu vejo novamenle, considero em
geral, com grande satisfecho. Parece-me, suppondo
sempre que o imperador eslivesse bem fundado nai
suas apprebensoes quanlo .i dissolucao do imperio
lurco pois nao posso duvidar da sua snceridade,
por mais mal ou bem fundadas que as suas appre-
bensoes possam ter sido mas, obrando confiado
nesta crenca, s vejo neste memorndum prudencia,
o moderara.! c descernimento, e nclle ha alguma
cousa que deve ser ad mirado v c parlicularmenle taes
como V V. Excs. c eu obraramos bem cm praticar em
caso de necessidade. Por exemplo, ludo quanlo se
refere interferencia com os suliditos chrislaos da
Porta ; e, com cfielo, nao vejo nada que eu nao es-
leja promplo a subscrever no conteudo deste do-
rnmcnlo. (Apoiado.)
n Agora isto he ama nocau mu commum, e o no-
bre conde deu-lhc grande importancia, dizendo que
he um mero pretexto do imperador da Russia, esta
apprehensan da dissolucao do imperio lurco, e mera-
mente creado como meio de nos empenhar na divi-
sau que eslava para ser operada como pretexto desla
dissolucao. Ora,o meu nobre que amigo se tenia por
(raz de mim, j disse que nao fe/.a monopolio deslas
apprehenses. Estas apprchcnsDcs nao sao urna cou-
sa recente, nem mesmo da data de is por que
estas apprehenses elle as nutria era I829,eeu as nu-
tria lanilieiu.do quedarei uniaprovaaVV. Excs. VV*.
Excs. sabem que pelo tratado de Londres M. Cannipg
icncionava'erigir Grecia em um eslado sob a suze-
rania da Porta, l)c|ioi> da paz de Andrianople,cu pro-
puz ao meu nobre amigo chefe do governo consti-
tuir a (ireda, se fosse possivel, em um estado inde
pendente, como mais compalivel com os interesses
da Europa,*e como oucrecendo mais probahclidadc
de ser independenle da Russia do que ligada com a
Porta em suzerania. Isto fei concordado em conse-
quencia de se reccara rpida dissolucao do imperio
lurco depois da paz de Andrianople ;edahi resultou
que a independencia da Grecia foi estabelccda.
Efeahi urna prva pfalica do que tem sido tratado
como um mero pretexto pelo nobre conde.
My-lords, muitas das observables feilas pelo no-
bre conde ncslc memorndum, c acerca do accordo
que elle parece dar a entender que houve rom a
Russia, j live a fortuna de 1er antes. ( /Usadas ).
Entretanto eu nao licaria muito sorprendido se ellas
fessem lidas neste mesmo mo'mcnlo em oulro lugar.
[Risadas.) Vi-as cm urna publicarlo que se suppoe
gozar'de autoridade, c julgando pela sua milisnida-
d e eoexactidSes, a respectiva origem lalvez nao
eja rmii drfflcll de dewofcrir (Risada'..) Ousirei
fazer poucas observaces acerca do ultimo numero
desta publcacaoa /mprensa. Quanlo a esto, me-
morndum, que o nobre conde parece considerar
como o seu grande' cavarlo de balalba, mas que pa-
rece-me ser o que he vulgarmente chamado mo-
rada de egnas (risadas)este artigo que comeca
com nina felsidado mas que devia ser esperada
(risada), diz:
a No anno de 18} o imperador da Russia visitou
o nosso paiz. Como cnlao deu-se urna diuerenra
enlrea Inglaterra e a Franja, sua mageslade julgon
a quadra aprnprada para o desenvolvmento do
sen projecto muito querido, e se aproveilou da op-
porliinidade de pessoalmenle rcalisa-!o, com a coo-
perario do ministro ioglcz, entre o qual ,e a corte
de S. Pelersburgo havia existido por epac annps relacOes de extrema confidencia. Este mi-
nistro era lord Aberdecn, entao secretario de eslado
no governo de Sir Robert Peel. d
o A falsidade a que allud he, que houve mu
leve desintelligencia entre esle paiz c a Pcanca. Sei
que se referem ao negocio do Tahili, quo occorreu
emi8M. Infelizmente o imperador da Russia vi-
silou este paiz na prmera semana de junho da-
quelle anno, o a primeira noticia do negocio do Ta-
hili s foi recebida no principio jle agosto seguinle
(Apoiados, e risadas); por tanto, esta desintelligen-
cia nao poda convidar o imperador a adantar o seu
ha muito aflagado projecto. O artigo tambem diz:
Em sua volla S. Pelersburgo, o imperador or-
denouao conde Nesselrod que Iraosse um memo-
rndum, citando o accordo que teve lugar durante a
sua recente visita.ecnviou-oaobaraoBrunow.acom-
panhado de urna caria particular do imperador .
lord Aberdecn, naqaal pedia que se no documenU,
se encontrasse alguma incxaclidao,podia ser corrig-
da.
o: Ora, my-lords, somonte posso dzer que seme-
Ihanle caria nao chegou ao meff.conhecimcnlo, e
pens que a minlia imperial e relf'correspondencia
niio he extensa, mas nao melembro que lenha recc-
bido scmclhantc carta, epussodzcr, nflo lenho a me-
nor lembranca do (er rerebido semelhante carta do
imperador da Russia. Este artigo my-lords, dizque
o imperador foi feliz no primeiro assumplo. Pelo
comelho de lord Aberdecn, elle se dirigi a Sir Ro-
bert Peel c ao duque de Wellinglon. Sua graja era
sempre favoravel allanca russa.- Certamenle,
sua graja foi semprc favoravel allianca russa ; e
porque ? Sua grasa foi sempre favoravel osla al-
lianca pela mesma razao que elle julgoa-mc ser fa-
voravel a esla nllianca ; e era porque elle julgava
esla allanja favoravel aos interesses da Inglaterra ;
e eu lamento a inda que forjado a entrar em urna
guerra que creio ser justa e indispcnsavel (apoiados)
profundamente lamento eslo rompimenlo da nossa
amizade ; e por tanto, nanserasuagraca favoravel
a allianca russa, mas eu esperava quo todos os ho-
mens .que apreciassem os interesses da Inglaterra,
Ihe foem. tambem fayoraveis. (Apoiados?) Isto nHo
poderia servir de crtica a sua graja. 'Nao; eslava
reservado para mim. (Risadas.) Contina o artigo:
Sir Robert Peel, orcupado com tarifas, era in-
leiramente governado. quanlo polilica externa,
por lord Aberdecn. Foi definilivamentc xesolvido
cm 18U, entre o imperador da Russia e o governo
inglez, que adivisao da Turqua, quando se tornasse
necessaria, seria tratada pela Gra-Brelanha e as
iluas corles imperiaes, sem a Franja, a
Certamenle, my-lords, o cscriptor deste artigo
cabalmente conheceu Sir Rpbert pee|, quando diz
que elle s pensav cm tari/as, o que era, quanto
polilica externa, inleiramentc governado por lord
Aberdeen My-lords, j disse que a opiniao do du-
que de Wellinglon era parlilhada por Sir Robert
Peel, c humildemente esforcei-mo para obrar de
accordo com clles, c at esta hora sempre me lenho
esforjado para approvear-me. dos seus preceilos e
exemplos. Desejo ser guiado pelas suas luzes e pru-
dencia. My-lords, coufesso que nao lenciono necu-
par-mc com o que o npbro conde Derby disse
porque obrando coni Sir Robert Peel e o duque de
Wellinglon, por quem este memorndum foi Iraja-
docsanecionadonap, niTo-Irajado, mas saneco-
nado e approvado por elles certamenle pouco me
importa o que lenha dito, ou a opiniao que o nobre
conde possa ter sobre o objecto. (Apoiidos.)
My-lords, creio que tcnho dito bastante sobre a
materia, e apenas posso accrescentar, que oslando
agora empenhado na guerra, confio que anda
que honvesso resistido a ella com lodo o meu poder,
tanto quanto era compalivel com o meo dever ao
paiz digo que confio que agora nao screi julgado
defeluosoem dirig-la de maneira tal que possa so-
mente conduzr ao nico legitimo fim da guerra
que he o de urna paz razoavel, e compalivel com a
honra do paiz. (Applausos.) My-lords, nao vejo
que mesmo neste momento, se eu fizera paz, o meu
primeiro objeclo c voto e islo nunca est ausente
do meu espirito que obre de urna maneira incom-
palivel com esta, dirigindo a guerra com vigor (ap-
plausos), e V. Excs. se bao de lembrarxjue o mais
virtuoso carcter das guerras civisA que se- devotou
causa em que estamos empenhados, mesmo arman-
do-separao combate, murmurava, Paz paz 1
Este sentimento he predominante no meu corarao,
e, posto que eu confie que a guerra ser dirigida com
lodo o espirito e energa que convera a esta najao,
espero que a sua eonclusao seja urna paz duradera, e
confio que esle sentimento he no maior grao parli-
lhado por loda esto cmara. (Estrondosos applau-
** (Times.)
INTERIOR.
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE
PERNAMBUGO.
Karanhao' 7 de malo de 1354.
O fado politice, que de mais eslrondo temos a re-
gistrar na aclual quinzena, he o da abertura da nos-
sa assembla provincial, no dia 3 do correnle.
A 28 do.proximo passado mez leve cornejo as ses-
ses preparatorias, as quaes concluiram-s no dia
cm que S. Exc. o Sr. presidente da provincia, abri
a representajo provincial, com um longo e bem
elaborado rclalorio, no qual poz ao'alcance de to-
do. o prospero estado em qoe se acham as nossas fi-
nanjas, e os varios beneficios maleriaes de que ac-
tual mente goza a provipcla, lembrando grande nu-
mero de medidas, todas tendentes a levar-nos esse
feliz eslado que os nossos recursos tem direto a
allingir. S. Exc. qne desde algum lempo solfee
em sua saudr, nao pode concluir de todo a' leitara
do mencionado rclalorio; foi por isso, que em ir.cio
della deixon-o sobre a mesa, expondo aos membros
da assembla em resumido discurso, o, que elle mul-
lo linha esperar do patriotismo que os deve in-
llammar.
A actual assembla, que marca urna poca espe-
caiem os nossosanincs, tem por presidente o Exm.
Sr. brigadeiro Magalhes; sao secretarios primeiro,
o Sr. Dr. Nunes Gonjalves, c segundo, o Sr. I)r.
Sooza Gaioso. O vico presdeute lie o Sr. l)r. Cor-
rea. Os supplentes dos secretarios, os Srs. Drs.
Sergio, Braga c Percira Cardlo.
Gomo temos escassez de noticias, permitta-me que
aqu insra quaes sejam os membros das varias com-
missoes de que se comp6e a casa.
Commsso de consliluijao e poderes.
Os Srs. Drs. Corrcia, Braga e Vilhena.
De inslrucjao.
Os Srs. Drs. Souza, Solero e D,r. Percira Car-
dozo.
De fazenda.
Os Srs. commendadores Joo Gualberlo, Solero c
Vieira Belfort.
De cmaras inunicipaes.
Os Srs. Encarnajao, Scrr.i Lima e Brandao.
De petijes. .
Os Srs. Braga, EncanujSo c Vieira Bclforl.
De obras publicas.
Os Srs. Drs. Reg, Brrelo Jnior, c commenda-
dor J. Gualberlo. -
De fixacjo de forja.
Os Srs. Drs. Brrelo Jnior, Sergio c fjluno
Marques.
De balai.cn do Ihesouro.
OsSrs. haraodc S. Bulo, Sergio Vidra e Dr.
Corrda.
De eclesistico.
Padre Camillo, Sergio Vieira, llaro de S. Bento.
De redaeco.
Drs. Vilhena, Reg e Souza.
Esta assembla homognea as ideas de engrande-
cimenlo da nossa provincia, nao .contando em si es-
ses raedohhos combostiveis*, queafimentavam a pas-
sada representajo; eslou, que nB-o nos darn o
triste espectculo das minoraos gesftoes, que sem-
pre apparecem todas as vezes'que o alto de algum
estrellado faza parte de semdhanrcs reunios. A
experiencia nos mostrar. i
llonlcm, foi approvado o projecto qne crea na ca-
sa dos educandos Orna aula de Instrumentos de
corda.
Acaba de ser publicado o primeiro numero do
Christianismo, jornal que se dedica i materias re-
ligiosas: sao seos redactores os reverendissimos Srs.
conego magistral, Dr. Manoel lavares da Silva c
padre guardiao do convento de S. Antonio, Fr. Vi-
cente de Jess. A julgar-sc pelo primeiro nume-
ro, cssa folha merece toda a alten jan, nao s pelos
sagrados objectos a qoe so destina, como pela ma-
neira elucidante dos seus artigos. Dos, a quem
ella se dedica, a fade bem I,
Na Praa Grande, foco do nosso commercio, acaba
de se abrir um bello salao, destinado a ser o lugar
de reuniao doscommerciantcs ; ahi, alm de se sa-
ber de todas as noticias que Ihes dizem respeilo, po-
dem gozar de todas as commodidailes, que o mesmo
salao lhes offerece.
Ko dia 2 do correnle, s horas da (arde, encou-
(roahee no caes da Sagrajo, o cadver de nm por-
lusiiCT, de nome Bernardo Al ves Lagc, que linha
sodvJade em urna taberna na ra Grande desta ci-
dade. Os mdicos, que por ordem da polica Ihe
fizeranr a autopsia, declararam, que havia elle pere-
cido de urna asphyxia, ignorando-se seja submerso
havia sido forrada ou'voluntaria.* Declararam mais,
que ofcadaver nao apresenlava indicio algum de ter
sido a obra de um cr me. .Formaes palavras.
t'.ora'o leuliam apparccido alguns rumores solire
qual seja a causa dessa morte, a polica tem proced-
do cerras averigaajaes, achaudo-se j, segundo me
consUmiesa urna mulata, moradora na praia de S.
fSwfc^pionde o desgrajado coslumava fazer suas
viiili^
Alguns atlribuem aquelle facto ao suicidio, d-
zndo-se, que o fallecido achava-sc muito mal em
seus negocios eqmmerciacs. #
Esquereu-me dizer-lhc em lugar competente, que
no dia 23do prximo passado mez, "eve lugar a pro-
cissadde S. Itoneditn,-sabida do convento de S. An-
tonio. Essa prorissio he urna das mais solemnes
que temos, pois qu a concurrencia dos anjos, sube
algumas vezes, comosuccedeu este anno, ao numero
de 300! Destes, algum haviam, que nao tinham nm
anno de idade, iam carrejados nos hrajos das mais ou
amas!!.
O Germano, que anciosamenle era esperado, che-
gou fio dia 22, no brigue de guerra Capibaribe,
Irazendo-nos a noticia de haver contratado um bom
numero de ptimos actores.
No dia26 teve lugar no salan do tliealro o baile
de mascara, que se havia prometlido ao publico. A
concurrencia foi mu grande, mas o numero de mas-
caras mui diminuto; e foi por isso, que pooca ou
nenhuma animarao tcve.cllc. O segundo baile, po-
rm, que teve lugar no dia 28, foi bastante concor-
rido pelos mascaras, apresentando-se epi numero
excedente 200. Reinou nelle a mclhor ordem pos-
sivel, sendo que em geral os masques eram saturna-
mente espirituosos, distiognindo-se entre outros um
domin, que houve quem dissesse ser o fossil do J.
Mariani.... Eu por mim duvido; esse hroe a ter
afrontado os candelabros do theatro, nao seria oulro
senao um certo cenobita, que por l appareceu todo
cabisbaixo, e conlrfclo a distribuir reliquias\sanlas.
Talvez que isso fosse um ensaio para a vida real-
mente monstica a que elle um da dever sujeilar-
se, quando pensar de remir os seus grandes neceados.
J que Ihe fallci nesse homem, devo dizer-lhe que
elle lem lido suas cocegas para se presentar candi-
dato senatoria pela vaga que o Para offerece ac-
tualmente! O que Ihe posso affianjar he que esse
Judeo errante das senatorias, he urna das melliores
Indias ou cunhas, que se pode offerecer! Elle mes-
mo que o diga.
No dia 26chcgaram pelo fmperador os actores es-
perados. Houve no publico rima satsfajo inexpli-
cavel: por lodos os cantos encontravm-se os diiec-
lants asaudarem-sc reciprocamente.' Dir-se-hia ao
v-los, que um carregamento de vveres acabava de
chegar para saciar urna porjo de individuos ralados
por desesperadon fome! 1 .
No dia 3 do correnle teve lugar a reaberlara do
nosso theatro. Este, como lalvez j o saiba, foi pri-
morosamente piulado e dourado a custa'da actual
empreza. Assim pois o brilbantismo do material
acompanhou o brilbantismo do moral, na execujo
do Afoscara Xegra, que muito agradoa ao respeila-
vcl publico al os limites de um enthusiasmo nunca
visto.' I
A senhora Manoela I.ucci fez o seudeoui na parte
de Branca. Fallo-lbe com franqueza, nunca vi urna
actriz que mais me agradasse. Grande numero de
pessoas que podem fallar de cadena sobre oque se
chama.merecimenlo artstico, sao do mesmo pare-
cer, e alo declaran que a senhora Manoela no nos-
so imperio nao tem rival!!
A sonora e meiga voz dessa senhora, nnUa a ex-
pressao sublime da sua mmica, fazem della orna
aclriz de primeira' ordem. Os applausos choveram
como as coreas de todos os ngulos do salao, assim
como por mais de cem deidades, deslisavam-se pe-
las faces ternas lagrimas arrancadas por esse. mgico
encanto da arlo manejada pela aclriz, do quem Per-
nambaco he justamente tao avaro! I
Depois do .deiu da senhora Manoela um pezar
acompanhou Iodos; era a lembran ja de qne ella
a|ienas se houvessc engajado por dous mezes, que
como sabe sao dous instantes na vida de um dlec-
tanti! Estou queso essa actriz fosse cousa que se
podesse roubar, o nosso publico o feria ao publico
dessa cidade! Rcsgnemo-nos pois com .a nossa
sorte #
Eseuso dizer-lhe que todos os demais actores, que
enlraram na execujo do drama, esliveram magnfi-
cos, principalmente o Coimbra, que como sabe, a
cusa de esludo c'dc pratica utlinge boje a nm grao
de arlisla de alto merecimenlo. Fez ello a parle do
velho escudero. O Antonio -Baraeho incumbido
ao Nunes nada dexou a desejar, assim como a parte
de D. Fernando entregue ao Pinto. Este arlisla,
a melhor preciosidade em seu ge An, que possuia a
companhia Mir, goza sem duvida alguma dos foros
de um consumado centro. Escuso de feilar-lhe do
Germano no D. Alvaro, a senhora Joanna, na Leo-
nor, porque Vmc. os conbece, o sabe o como desem-
penham divinamente os papis de que se incunrbem;
e por isso a que grao pertenecra essasduas joiasdo
theatro brasilcro.
Aqpi concluo, porque vejo que o albor da aurora
vai matando a luz da bugia, que a urna hora s por
si assislia este mou bem mesquinho Irabalbo, alcm
de que ovaporesl a largar, segundo me commuoi-
cao pottadorqua esta lbe deve entregar.
A alfandega renden do 1. a 29 de abril res
93:2755349.
O corrcio duraste loA o mez ltimamente findo
i.-)8J>023. *
O thesouro provincial durante o mesmo periodo
1&19W49.
A mortalidade durante o mez prximo passado foi
de 81 pessoas, sendo : lvres 20 homens e 27 mal he-
res; c escravos 21 homens e 13 mulheres.
CE ARA'.
Fortaleza 7 da malo da 1854.
Sendo esla a lorceira que Ihe dirijo, pensava nao
ter mais occasiao de fallar em invern, principalmen-
te visla do que Ihe disse na ultima, porm enga-
nei-me completamente- O verao appareceu depois
do dia 2i de abril, e s vemos a ter um aguaceiro a
5 do correnle, mas ucm por isso melborou em nada o
eslado da atmosphera, que nos opprime com terriveis
enfermidades. E pois neste penivel eslado, em que
a chuva he o salus populi nao ha remedio senao fal-
lar della, c dizer-lhe que vamos ainda mal de inver-
n; e a fallar a verdade nao sei em que possamos dizer
que vamos bem ; porque, se fallamos do eslado .ai-
lado cumpre dizer que he o peinr possivel. O senlior
abril possou por sobre nos deixando trajos ndeleveis.
Fez urna leva por conla da parca que nao respeila pa-
lacios, nem choupanas, sexos nem idades. Todava
o sexo masculino foi mais perseguido, o que me tem
feito algomas clicas, poroue,como Vmc. sabe,tcnho
a honra de perteucer a elle. Infeliz Cear Se por
um lado as mesquinlias chuvas te ameajarn coma
certeza da fome, por oulro a Sr. Alropos ( de quem
fallo com o chapeo na m.1o e devida gcnuflexao ) vai
ceifando vidas bem iniportaute3. No periodo de 15
das, entre oulras vctimas duas foram estranguladas
pela falal foice, que causaram geral sentimento e d.
Tcndo,fal!ecidn a 10 de abril o negociante Jos Ma-
ra Eustaquio Vieira, de um ataque de estomago de
que apenas durou dous dias, foi a 25 do mesmo com
geral sorpreza annunciada a morte repentina do le-
ncnle-coronel Jos Pi alachado, homem de 46 au-
nos, porm assis robusto e ebeio do vida, e que con-
lava innmeras afieijoes. Ambos estes cidadaoaeram
mditu importantes : o primeiro era assis eslilpavel
por suas virtudes cvis e domesticas, e gozava erii ge-
ral o nome de commerdunte honrado ; o segundo
ainda que pobre, oceupava lugares importante na
sociedade. Era inspector da thesouraria provincial,
presidente da assembla, tcnenle-coronel do primei-
ro bal al liao da guarda nacional e vice-consul da Rus-
sia. Seu genio dcil e bem-fazejo a toda a prova,
Ihe lnha grangeado a geral sympathia e centava im-
mensos amigos, e como partidario (saquarema) era o
mais tolerante possivel. Acredita-so que dexou urna
falla insuprivcl, j nao digo para sua desolada fa-
milia mas para o publico. Assim o sentar abril com-
quanln rms abrisse as portas das chuvaflkque tanto
carecamos, abrram-se tambem as portas do cemile-
rio, para nao se fer harem at ao presente Seconti-
nuasse a fallar nelle leria materia para encher todo
espajo do seu jornal, mas he mister seguir o conselho
do discreto Boilcau
Voulez vous du puble menler les amours'.'
Sans cesse en ccrevant variez vos discours.
Cnncliiirei. pois, este artigo dizendo, que o Ilus-
tre finado nao foi anda substituido em nenhum dos
cargos que oceupava, apezar dos muitos pretenden-
tes que se lem apresentado. ao logar da thesouraria,
e quandoapparecer o feliz, Ihe communcare.
O trabuco continua .tambem a (azer victimas, e
nao checa correio do centro que nao traga noticia de
mortes, al ltimamente urna infeliz joven l para as
parles du Crato, pereceo ao estrondo do tal instru-
mento 1 Assim em logar de chegar para nos essa lo
decantada civilisajo, parece que vamos retrogradan-
do para o barbarismo do tempo dos capiles gene-
raes, e quasi que me esl.parecendn que a ir em pro-
gresso o tal regresso, em breve um Ccarense lera
vergonha de confessar a sua patria, e lalvez at a
renegar, dando lugar a applcar-se-lhc aquelle verso
de Camoes:
Negam o re e-a palria, e se convem,
Negaran como Pedro, o Dos que lem.
Olhe, j temos aqu um partidinho que chamam
dos renegados, porque renegaram o rei delles e a
crenja, apezar de que elles tem suado camisas para
justificaren! a razao porque renegaram o seu re. Di-
zem que foram levados a isso porque o rei nao quera
s reinar, mas dictar a lei como um bey d'Argel, ou
o Dalailama do Japao. Seja como forja he um prin-
cipio para chegarmos ao que venho de prophelisar.
- Esti aqu preso o Oxal ha talvez seis'mezes, sem
processo, cm crime que admilte fianja. Tem. gasto
mais de urna resma de papel em fazer pelijOes, e nada
de novo. Diz a polica que faz islo com elle porque
o homem he mo ; nao duvido, e al confirmo, pois
este ainda lio o mesmo Oxal que faz ostenlajo de
ler sido o aggressor injusto, dp velho Dr; Coelho; mas
pergunlo u, se os mos deixam de ler garanta po-
rania a le, o se deixam de ser cdados brasileiros 1
He verdade que ha muito tempo nao oujo mais cilar
a consliluijao, o' smenle os avisos, e como estes nao
se oceupam do desmoralizado Oxal, he bom que
chupe, e v.i renegando da patria e da lei. Nao gos-
|o destes exemplos, tres chefes do polica j lem servi-
do dorante a prisao do infeliz, e nenhum o tem alten-
dido, parece que:
O concelo fizeram doro e injusto, .
Que com Lepido a Antonio fez Angosto.
Para'mim todas as vezes que as autoridades podem
mais do que a lei, perdem o prestigio, a a esle res-
peilo vamos de mal a peior; porque a immoralidade
cresce espantosamente. Nao Ihe cont mais alguma
cousa da policia, porque o velho Esleves, amanuense
da senhora, queme dava algumas novidades, est
de todo moaco, nao se pode conversar em segredo,
mas para oulra quando me passar o medo de morrer
de repente, gaitero de morte que adopten agora a se-
nhora parra, Ihe fallarei de outras reparlijes, onde
os empregados lem bons riavidos e olhos; muitos dos
quaes ouvem e vecm al de mais. Sim, ia-me es-
quecendo dizer,que j vi lampadas no seu jornal as
mnlias duas queridas. Nem Por i"0 eslavam la mul-
lo correctas, mas atlrbuo isso ao mea copista que
han he dos mais grammalcos; nao tema porm que
Ihe faja reclamajoe ; son extremamente apaixnnado
da imprensa, e desejava prestar-lhe relevantes servi"
jos; assim nao fosse a minha profissao slranha lil-
leralura e i polilica, como j Ihe disse. Vejo que a
'mprensa agora rauilo de longo he que vai approxi-
mando-se ao que deve ser, porque muitos jornaes j
nao se oceupam exclusivamente dos partidos e de re-
criminajoes odenlas, e cuida.m em derramar a ins-
lrucjao e alentar o progresso F-oral e material, maso
nosso governo nao Ihe di a importancia quecarecem..
Tivemos aqui um presidente que declarou, que que
ra nao s ler todas as folhas, mas ainda ser assig-
nanle della, excepto daquellas que fallassem do im-
perador. Ora. o padre Verdeixa, nico que aqu se
arrojava a fallar da sagrada pessoa do monarcha,
querendo que a sna (olliinha fosse tambem lida pelo
presidente, comejou a mudar de conducta, e por Gm
quasi que fez urna relralajao do que havia dito do
nosso imperador. Fot entao, meu amigo, que cu vi
quanlo vale o tino de um bom administrador, que faz
ou cqnsegue com urna s palavra aquillo para que
lanas vezes o rigor da lei e a forja sao impotentes.
Basla por taje de massada.
9-*-
S lenho a acrescenlar que na madrugada de hon"
lem tivemos aqui ama forte chuva, a maior qoe hou-
ve este anno, acompanhada de grandes relmpagos e
fortes Irovdes.
10
Acabatn de chegar noticias de Sobral, que do
aquella cidade oppressa sob o flagello da febre araa-
rella, que tem feito nao poucas victimas.
O alferes Gama, que foi aqui ajudante de ordens
do Dr. Joaquim Vleila, e que ora era all comman-
dante do destacamento (cava mui doente, e suppa-
nha-se n5o escapar.
RIO GRANDE DO NORTE.
Natal II da nulo da 1854.
Ora, quem me mandn, a raim pobre diabo, me
meter em caljas patdas? JEis-me agora como o pre"
gador que se esqueceu al do thema do sermao na
occasiao de persignar-sel Eu, pois, boje nao sei nem
o que Ihdiga, nem como 0 diga. He verdade que
a culpa nao he muito minha. pois que nada ha de
novo, e eu nao sou amante dos improvisos; nao fiz
viagens ha pouco, que v empauzinar com mi-
nhas descripjoes, e assim estou mesmo em apuros !
Bem sei que, se fosse eu algum desses nossos pol-
ticos de palpa, e que da nole para o dia improvi-
sara urna importancia e um patriotismo britnico ;
seria urna bella occasiao paralie fazer urna lada-
nha acerca dos negocios de minha provincia, mostrar
as suas necessidades maleriaes e moraes, afim de que
fossem ellas tomadas em cousiderajao pela assembla
geral; porm, dous* motivos tenho para nao o fazer :
primo, qoe nao sou nenhum dos dignissimos e se-
cundo, porque sei que seria tox clamans n deserto,
como acontece a lodo o norte do Brasil, que por mais
que grite nunca (em razao, porque o Rio de Janeiro
enlende que s l he que se devo viver rida folga-
da e milagrosa : para l a illuminajan a gaz, as bel-
las estradas, os chafarzcs, as ricas calcada-*, lelegra-
plios clecli icos, ele. e para nos as ras as Ir vas,
trilitos de fermigas, porque nos pouco mais somos do
que ellas ; agua de um charco a que se chama bica
etc.; no entente que tambem nos somos filhos, ta-
mos parte da communhao brasileira, temos como os
nossos irmos do sul direto ao gozo, aos commodos
da vida social, como parlilhamos dos incomroodos de
recrulamenlo e ourlos impostes... Mas,grande Deos>
em que fuieu locar !... Porm.como j est dito c o
dzer a verdade nunca foi crime, lenha Vmc. pacien-
cia, admita sempre cssas reflexes, que a ninguem
oflendem e a muitos pedern aproveilar.
No dia 28 do passado seguio para o Asa a escu-
na fAndoga, de queja Ihe fallei, conduzio os enge-
nheircsMlet e Nicbolsm, que voal o Cear con-
tinuar suas explora jOes. Entendo que ainda nao he
tempo de aventurar meu juizo acerca da companhia
de vapores costeiros, porque est prxima a reunio
dos pas da patria, e nao quero concorrer para
qualquer resolujSo, que elles lomem a respeilo da
subvenjao pedida : fique porm Vmc. certo, que eu
nao gueneio a empreza, amo a idea, porm quero a
ver realisjda da maneira mais vanlajosa minha
provincia. J quo fui levado a fallar em companhia
de^apor e navegajao, drei alguma cousa acerca de
urna materia muito anliga nesta proviuda, mas que
eu a repute de um inlcresse vital, e que por isso
nao deveria ler cabido no esquecimcnlo em qua esl ;
quero fallar da abertura da barra denominada do
Catnoripim, on barra vellia, que communica a gran-
de Alagoa de Papas com o Ocano.
rapan he ama. pequea villa distante da cidade
de San-Jos urna pequea legua, e plantada no ter-
reno mais frtil de que lenho ouvidu fallar : a pro
duccao he extraordinaria, o ar porissimo, a visla
cantadora : contm Papad grande numero de en-
engenhos, que exportara suas safras para Pernain-
buen por raeio de barcajas, que vao receber os assu-
cares em Pirangi distante 4 leguas, por onde tambem
se faz todo o commercio de S. Jus, que j nao he
pequeo ; rio enlanto, que aherta a barra d'Alagoa
pode qualquer embarcado mesmo d'alto bordo vir
-fot
/
ao p da villa trazere receber os gneros: islo trazia
para o lugar a necessidade'de crear urna alfandega,
ou mesa de jeceBrooria, que melhor fiscalisasse os
direilos, c Irada por fim um grande crescimento pa-
ra a villa de Papasi o cidade de San-Jos, (rara lal-
vez a mudan ja da capitel para all, adntle de fado
devia ser, e com essa medida o cngrandecimenlo de
luda a provincia ; mas, he islo o que muila gente
teme ; e, pergunlo eu,o que ha a perder neslas areias
aonde n mo gosto g nosso genio mo veio lanjar os
fundamentos de urna cidade ? lie o que en nao sei.
A capital collocada, como se acha, sobre morros de
areia, e cercada na distancia de nove leguas de -
boleiros incultos nunca passar do que he, e a espe-
riencia j dever ter convencido disto aos pirr-
nicos.
Basla desse melindroso assumplo.
No dia 3 do correnle, leve lagar a reuniao do jury
na villa de Touros.'rnas ainda nao sei db resultado,
sel smenle que o Dr. Rabello participou-se de in-
commodado, a qoe devia o jury ser presidido peto
honrado aneeo, o tenente-coronet Gonjalo Francisco
da Rocha Bczerra. O doulor casou, ha pouens dias,
e por isso lalvez no quizesse j fazer orna tenga au-
sencia de sua consorte, no que Ihe acho razao.
Disse-me ornea amigo, que esteva marcado para o
da20dororrenle,ojurydeGoianninha, e que elle
nSodeixava de l ir, pelo que coblo poder informa-lo
doque por U hoover com lodos o ff c rr, na phrasc de
um lord de meu conhecmenlo ; pois, aquelle jury
deve ser imprtenle, porquaoto tem que responder.
aquelle tribunal 17 presos, sendo dez de mortes e os
outros de diversos crimos, e entre elles os celebres
Brajo-Forte, Buj, Bacamarte e outros; veremos
como se porta o jury, anda que cu s conto com a
energa e reclido do Dr. Rabello, que supponho es-
tar restabelecido para esse lempo, o que muito de-
sejo para ver como se alar com elle o collega do Li-
beral, que sei tem certas prelencocs naquelle jury
acerca de certas anjos, qu vo responder all: oh
que agora o doutor ser um perseguidor da innoecn-
da, como ju me consta que dissera ahjucm relativa-
mente ao jury de San-Jos, porque appellra de
urna absolvijao escandalosa; que o patronato pode
conseguir dos incautos jurados ; felizmente o doutor
se nao incommoda com isso e vai fazendo justija ; c
Dos o conserve nessa lnha de conduela.
As chuvas esses das, lem sido copiosas, do que j
nao vfiu gostando mulq, porque urna deslas noiles
live mandado do despejo do meu quarto.
Nao sei se j Ihe disse, que de fclp foi demittdo o
delegado de Extremos, Paula, e que foi nomeado
para o substituir o abastado proprielario Antonio de
Gcs; honra seja feita ao Sr. Dr. Hercnlano, que
nao trepida diante dos meios de dar polica aqaelle
grao de moralidade sobre que deve gyrar a autori-
dade publica. Resta, porm, o processo da escolla
oue assassinou ao infeliz velho, e que ainda me nao
consta se instauraste, roas que conto se far.
Foi interrogado pelo Dr. chefe de polica o indivi-
duo, que Ihe disse ler sido preso como indiciado as-
sassino do infeliz vigario da Taquara, e qoe se cha-
ma Manoel Gonjalves, mais conhecido por Manoel
Porteiro. o qual negou houvesse elle commelldo o
assassinalo, masque lodos por isso oaccusam.confes'
sanUo at que eslava a poucos passos de distancia d
lugar em que a victima levou o tiro; e oulras cr-
cumstaneias que bem provam, qne se elle ub foi o
assassino, teve grande parte nesse barbara crime ;
vai. ser remeltdo- para a Parahiba ; c por l que Ihe
ajustem cssas contas.
. Agora diega um amigo Wmi diz se ter concluido o
jury de Touros, absol vendo um dos criminosos c"con-
dembado o oulro a gales perpetuas. Ora, desla vez
nao foi lamanho o jublua. Dos os vi Iluminando,
para que um din os criminosos se conven jam de que
sua pun jao he infallivel, e que por esta forma nos-
sas vidase nossa9 propiedades sejam garantidas.
As senhoras Tabres de quando cm vez vq levando
urna victima ; felizmente se tem observado aqui que
os individuos que j foram urna vez alteados, ella
os respeila.
O invern vai regalar.
Saudo e paz, sem falta de dinheiro, he o que mul-
lo Ihe desejo, etc.
m wmt
Parahiba II de malo da I8S.
Mea charo.Desta vez.emfim, eis com a regulari-
dadcquelhe promet i em dar-lhc noticias dcste pc-
vo.desla tena e deste seu criado ; e a fallara verda-
de, nao sei por on'de principie, lana he a penuria
da miulia cachola, tanla he a importancia do que Ihe
desejo narrar ; preparc-se Vmc.que sem mais exor-
dio eu principio.
' Se a tanto rae ajudar engenta e arte.
Dizem que as mulheres sao curiosas, assim o creio,
e al o tenho algumas vezes experimentado, mas
confesso o men neceado, lambem son alguma coosa
tocado da tal molestia, nao sei se he pela sympathia
que tenho para com ellas, o vestir-me pela cabeja,
que lauto nos parecemos por esse lado ; quera que
Vmc. me dissesse (aqui em segredo) quera escreveu-
Ihe desla cidade, dando-the parte de tanta cousa, de
mojas, deputados, de navios, assucar, algodao. lastro
de ara, de caixas de assucar, etc., etc., etc., e pro-
ferindo tanto nome inglez, que s o ve-Ios escripto,,
me arripia as carnes, isso na verdade, me fez espan-
tar, eu que Unto trabalho tenho em indagar as coli-
sas para Ihe conter, vejo-me atropelado para obler
cortas ioformajes, aloro o Mereles, don meus vin-
lens ao Salvador, converso com o Coco, dou lngua
com o Bento (da secretaria) e assim mesmo me vejo
baldo de certas noticias, como he que o tal amigui-
nho sabe de tudo isso? Vmc. sabe qoe mais ; eu r
nao sou homem de eaxas encouradas, gosto de pao
pao, qucjo queijo, pa p santa Justo, parece-meque
o (al menino das duas urna ; ou elle adevinha o qu
eu nao creio, ou enlo he da sociedade Varadonro &
Companhia, quero dizer, tambem se emprega no tal
gyro de compra e Venda, que diz adevinhei ? fal-
te verdade, que en Ihe guardo segredo.
Mas que importe a mim que alguem escrcva.cum-
praen o meu fado e viva quem me quer bem, vamos
ao caso : ,
Na minha de 5, disse-lhe que ainda se nao tinta
reunido a assembla provincial, e fellei-lhe a verda-
de, porque al a hora em que lhc dei tal noticia, ain-
da ella eslava por se Ihe abrir 6 asiento ; digo airfda
nao lnha havido a sessao da abertura, maldito Me-
reles que nao me appareceu nesse dia cedo, boje
cum vergonha Ihe digo, nao fui informado em tem-
po, para Ihe transmitlr a noticia desse acto, abri-
se, sim senlior, a assembla no da 5, o depois de ar-
ranj.ida a eleijo da mesa, ficou ella composta do
Exm. Dr. Flavio, presidente, padre Pinto, vice-pre-
si.lente, o Dr. iogo Velho primeiro-secrelario, e o
Dr. Joca Chaves sqgundo dito ; como o Dr. Flavio
ainda ahi est, tem sido as sesses presididas pelo pa-
dre Pinto, a casa (cm estado por hora mulo calma,
por isso que nada tem havido a datar, permita Dos,
que quando houver mais que fazer, que nao haja de-
sordens,enjo, ele. Os meus enmaradas depulados da
Icrceira comarca ainda se eslao refazendo.e isso (em
dado lugar aqoe.se cliamem suppleules qua eslo em
decimo-qunto lugar, e quem sabe al onde chega-
remos; boje mesmo lomou assenlo um moco de oco-
tes que tem nome de Joo.por alcunba Baplisla.que
chegou dahi onde linha ido fazer exame na thesou-
raria provincial, obteve o lugar de praticanle de fa-
zenda, Dos o Ilumine, porque elle he mojo de ha-
bilidade e (anla que advoga, cura, he empregado
publico.depulado, que mais sei eu !! he homem da-
quelles de encher a bocea : por Ihe fallar na assem-
bla, nunca vi tanto bicho feio, exceptuando alguns
mojos, o mais he um museo composto de jararacas de
collelc e de surucucs de casaca.
Nao sei se na minha ultima Ihe fallei de um caso
um pouco celebre succedido ha dias aqui, c que, nao
sei no que vr a parar, pois nao ha muilo lempo
que vi uto tai voar, visla do que, nada me pode es-
panlar, e eis a cousa : foi mandado daqui para a vil-
la de S. Joao um criminoso do morte de nome Ma-
noel Chareto Machado, para responder ao jury, sen-
do, recommendado lodo o cuidado com o lal menino,
que me dizera he lido e havido por esperto: a escol-
ta que o conduzia era do,corpo policial e a com-
mandada por um olUdat uovo, o tao novo, que con-
senta que daqul da cidade fosse com a forra um ir-
mao do preso a conversar com os soldados.'elc., etc.,
ete., tendo o lal Machado se demorado em S. Joo, e
nao se podando reunir o jury, leve elle de vollar pa-
ra a capital, e ja sabe cora a mesma escolta que o li-
nha levado, o ahi temos nos a IravaJa, conversa vai,
conversa vem, o preso fez como a ma do catado
quando quiz morrer.deu tres berros, deu tres.....
abri a bocea c foi-se como um passarnho, urna vez
elle ido que fazer o nosso offlcial, qoe me dizem
ser ummojo de um cornjao de pojnba sem fel, ficou
olhando, e nao dea grande cavaco, portou-se eomo
perfeito philosopho, conlinuou'a marcha para a ca-
pital, mas como vinha j livre do cuidado do preso,
sua \iagem tomou-se mais agradavel, demorou-se
algum tempo pawcarainho, folgoo. al doos dias, nao
sei em que povoado, e veio semprc ncorapanhado pe-
lo irmio do ex-preso, chegou em fim cidade, e m
lugar de apresenlar o homem qoe Ihe linha sido con-
fiado, mostreo ama collecjao de carneros, e me di-
zem que nao m, o caso foi esle tal e qoal, agora va-
mos s refexocs do Mereles, que aqui para tas, he
cabeja,mesmo cabeja; como entender (ante falla no/
cumprimento de seas deveres nesse mojo, seria -'
tao loto, que nao desconfiaste, que be feriara deli-
cencias para ser sollo esse criminlo, oa ser tao cul-
pado, que relaxaase a sna gente a ponto de se dar
lal fuga, essa falla seria filha de relaiamento, ou
leria havido algum unto da parte do preso, para que
podesse escorregar melhor 1 nao sei, meu charo, o
que pense a respeilo, o commaodante da escolla es-
l respondendo a conselho, eeu aguardo a sua deci-
sao para firmara minha opiniao ; respeilador, como
eu son, dos tribunaes, nunca lenho a appellar de
suas decisoes, mxime quando o negocio nao he co-
migo.
Bem Ihe diza en na minha ultima, qoe o nosso
Exm. presidente, ia tomando grande ioleretse por
esla provincia: consla-me que $ Exc. concebeu ama
idea, c que trata de levar a effeilo eotn -toda a
promplidao.queo far lao lembrado dos Parahibaoos,
quanldjc proprios Paralbanos.
S. Exc. convencido da necessidade que esla capi-
tal linha de nm hospital, assim como da inopia dos
cofres provincia es, trata de por meio de, urna subs-
cripjao, haver quanlia necessaria para tal obra, sen-
do elle o primeiro a assignar nao pequea quaatia,
e depois a andar por diversas casas bascando asig-
naturas ; esse proveci do Exm. Sr. Dr. Bandeira,
honra 'na verdade ao homem dedfctelligencia qoe,
professionando as sciencias jundicna sesodaes a mais
de20annos, tem-se tornado perfeito administrador,
coulinue, assim o Exm. Sr. Dr. Bandeira, e cont
com os sinceros agradecimentos de todo* o meus
comprovincianos, c pode eslar certo qoe me lera sem-
pre promplo a propalar o dan renlo ; e felizmente
que minhas vosea esiaolrwes da. lisonja.
Nossas obras publicas vao semprc em augmente,
vi ltimamente se principiar urna obra no quartel
da ex-companhia fixa, creio que pile vai ser aug-
mentado para poder acondicionar mclhor o meio
batalho que se creou: por fallar em qnartel que
sempre Iraz a ideasoldada, quero Ibe dizer duas
palavrinhas amorosas : chegou hontem a nolieia da
proposta do exercito, e vi que havia sido proeaovtda
gente doral, e alguns cadetes e inferiores nossos
que lem jas a serem promovidos, e qoe o espera-
vam ser, ficaram de bocea atarla ; qna diz Vnae. a
isso? dar-se-ha por acaso-qpe tentamos vallado
ao tempo de colonos, em qne quando nm brasileiro
chegava a sargento eslavar velho e cansada, a
por graja espedal do Sr. re era reformado en al-
feres com 3J' patacas de sold por mez; ora, na
verdade que esse Sr. Rio de Janeiro parece nao gos-
tar muito dos seus irmaos do Norte ; pois olhe, he
urna perfeito iujustiea, porque nos ainda fazentos
parte do Brasil, e a parte mais gloriosa, parque foi
no Norte qoe appareceu o primeiro grito da liber-
dade, grito dado por homens qoe aurontaram im-
pvidos todos os rigores do despotismo, em quanto
outros lambiam as immundas cadeias que os
jugavam ; por isso, digo, he injoslica de oerlo, pro-
ceder assim conmosco. Porm, declaro,- qoe eslou
dando emjpolilico e leigo poltico. Libera nos,
Domine. Meu charo, eu" nao disse nada, nao ;
isto foi briiicadetra, era que me ia eu metiendo,
imagens mundanas, fugite, vade retro, Satanaz, ar-
ruda com coentro, que tao cedo roe nao metto era
paira. ,
Leigo, como sou, s Ihe devo dar noticias e eaaas
de pouca monte, porque nao lenta espirito santo
de orelha, que me acuda em meas apertoe, sao sei
o que Ihe hei de dzer do commercio, pois o tal col-
lega falla de maneira qu me faz seccar a moa* pa-
ra esse lado, em fim sempre vou tentar alguma cou-
sa ; o nosso por|o "est enfeitadiuho; lem algomas
embarcajes, e creio qoe todas cstrangetras, qoero
dzer todas inglezas, pergunle pelos nomes dellas,
e me dsseram por cada um delles um emlin lao
grande, com tanta peina, que os perdi logo da me-
moria, todot esses navios- vem tomar carga de al-
godao, assucar c> alguns couros; por ora na o lite
posso dize os piejos correles do mercado, porm
creio que essa falta seja supprida pelo mu co Uega
qoe a lal respeito he insigne : as entradas de a Igo-
d&o (em >ido modcrbdasy.-que ainda existe ara rnte
qiiaulidade desse genero era deposito, o que t em
feito conservar (ainda que em menor escalla) a iri-
se monetaria em (oda a provincia.
Os gneros alimenticios cslo damnados, porque
sao mos e por alto prejo, a carne verde tem co n-
servado de 12 a U patacas por arroba, a ferraba a
32 e 40 o alquefre, e, visla disso, far Vmc. d a
do que vai por c, e como com tal caresta nao ai i-
dar a cantarada barriga de am pobre leigo, a co-
mer ossos e bacal bao, estou "quasi, quasi paasando a
cachorro, e espero fazer mais negocio, porque ao
menos njo me lio de obligar a trabalhar para co-
mer.
O lempo tem eslado quenle, o veraico de maio
lem sido regular, e (em dado lugar' a bellas noites
de urna loa qne me faz sentir saudades: tanlem li-
ve liceo ja do meu superior para dar nm passeio
nole e casualmente os ps me levaram ao largo de
palacio s oi lo horas, eslava locando a pequea tan*
da do corno, de policia, e depois de locar um ordi-
nario, locoit nm dobrado em que vinham alguns
compasaos do rond final de Saph'o, dessa tao bella
opera de Bellini, quasi, quasi qoe choro com sau-
dades dos meus canarios da Italia, que ouva cantar
quando esteva na santa lerrinha, infelizmente taes
compasaos nao foram repelidos, a quando esperava
ouv-los urna outra vez,o zabumba dissebu bum,
e foi-se ; porm domingo vou pedir nova lcenja
para ver se ainda posso ouvir a minha Sapho.
Domingo passado lvemns urna procissao-feita por
homens de cor em honra a S.Jos, nao esteve m,
e eu a vi da torre do nosso convenid, estove b* an-
te concorrida e com algum asseio, lenta goslado
de er o nosso vigario acompanhar as prodsso.?3 ;
emfim, cumprir com asfuocjes a seu cargo.
Nao sei o qoe mais Ihe leoho a dizer : fiz canto a
montanha que pari o rato, tenho lana cousa a dl-
zer-lhe, e por fim nada digo, b! he verdade o
padre Eduardo, director da melhor msica da pro-
vincia, foi nomeado capellaodo.meio balalhaode li-
nha da provincia, e dizem-me que amanha m:i-
sa na igreja do Collegio ser o batalho 'rectalo
pela banda semi-miliiar que o Rvd.capellio linha
organisado, alm da da polica que o acompaoha ;
assim teremos o meio batalho com duas msicas,
elle, collado, que nao lera nenhuma.
Gostei de ver o meu collega tollar do baile, as-
sim como das duas mojas, senli, porem, que os
meus patricios fossem actacados as pessoas dos dptis
mojos, que dansaram a scholish e a valsa ; se essas
bellas nao foram felizes com esses pares, poderiam
encontrar oulcos muitos com quera podessem dan-
sar como no Cassno Fluminense; assim me perde
o meu collega, que nao foi maito justo desse modo.
O nosso amigo Mereles anda multo zangado, por
que, diz-dle, quem quer pregar a raa mentira-ser-
ve-se do seu nome ; diz qne vai declarar por es-
cripto que s se devem acreditar as noticias que Ihe
forem transmitidas por mim, que todas as outras
sao falsas; enlende Vmc.-.' elle ainda esta adoenlado,
por isso nada me pode dizer por agora, porm espe-
ro para aproxima dar-me pannos para mangas.
Deste sen criado s Ihe tenho, a dizer qne Ihe de-
sejo dinheiro, saude, ele, ele, Seu, ele.
_. ..
"W
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ASSEMBLA USQIStaAnVA
PROVINCIAL.
Sessao' ordinaria aa 10 dmalo de 185*.
Presidencia do Sr. Ped"ro Catalcanti.
Feita a chamada, verifica-sc esteran presentes 27
senhpres depulados.
O Sr. Presidente abre a sessao. ,
? O Sr. 2." Secretario lea acta da sesso anterior
que be approvada;
O Sr. 1." Secretario menciona o seguinle
EXPEDIENTE.
- L'm ofiicio do secretorio da provincia, roandaudo
as infermajoes havidas aceren da prelenjao do ba-
cbarcl Joaquim Eduardo Pina.A' corainisto de
orjamcnlo municipal.
Oulro do mesmo, mandando as nfermacrte sobre
a pretenj.to de Antonio do Castro Percira.A* com-
msso de orjamento municipal.
Uro requermente em que Joao Jos Bar vio da
Silva J avens, pede a entrega dos doenmee** qae
se achara nesla assembla. A' commsso de Ins-
lrucjao publica.
Redacjao do projecto n. 3i dcste anno. Appro-
vada.
l'm officio do Sr. denotado Braga, partcilpasido
nao poder comparecer, por se schar annojadt i pe la
f
A
l



*v
____-

I
\
i
morie de ama id lia. Iuleirada, e raandou-se
desanojar. -
He licio o parecer da commissao d.e obras publica,
.adefenndo a preUm-ao de Jos Gonralves Porciun-
e pede urna indemniacao pelos preiui-
que, soffreu na arreraatar;8o que fe* da obra da
.P* a Pasagem da HaRdalena.
"X^ido por haver pedido a palavra o Sr. Oli-
veira. #
.AreqntrimentodoSr. Augusto de Oliveira, de-
clara-se urgente o mesmo parecer para cnlrar logo'
een discassao.
Vai a mesa, e be apoiada a seguinle emenda :
He a commisso de parecer que seja a peliclo
do arremtame remeltida n presidencia, para dele*
-U como entender dejuslie,a.Oliveira.
O Sr. Olieeira :Sr. presidente, ped a palavTa
para rogar nobre commissao de obras publicas, que
baja de desenvolver o seu parecer sobre a prelencao
do peticionario, pois qu, ella nao contestndoos
prejuizos que o mesnm soffrera, cunclue puriudefe-
rir a supplica. -
Senhores, da informaciio da directora geral se
v. que o Sr. l'orriuncula leve com elleito prejuizos,
e prejuizos nao peqoenos ; por quanto, baveudo a
reparticao oreado os mteriaes, que elle dv^pa emo
pregar na con|a*e*io da ponte da Magdalena, por
baiios precos, succedeu'que eiles sabissem couside-
ravelmenle desde o cometo da obra at a sua eon-
claao ; sendo que por isso ficot summameute pre-
judicado.
. E, pois, que esta at-mblcu tem allcndido a ou-
lros arrematantes em circomslanpias idnticas, me
parece que naj^evera procedes* de modo diverso
para com o.de e^e se trata ; o qual, j pelas razOes
eiposlas, e ja porque a obra de que se encarregou,
he, segundo rae eonsla, urna das obras arrematadas
mais bem feitas, se torna merecedor de alguma equi-
dade.
Assim, espero que a caa aduplc a emenda que
acabo de oITcrecer, no sentido de se autorisar' pre-
sidencia a deferir peticionario, cetoo f6r de jus-
"lica.
O Sr. Carratho :Sr. presidcnle, eu nao pedi-
ra a. palavra, a nao ser obligado i isso pelo nobre
deputado que acaba de sentar-se. O nobre deputa-
do peda explicar Oes sobre a materia ; pede que a
Distas desnvolva o*seu peusamento. Eu creio,
DIARIO DE PERMMBUCO SEGUNDA FE IRA 15 D MAIO D 1854.
que a materia hu bem clara, que esse pensamnto
esta bem completo o patente. O arrematante alie,
gando prejuizos na construcejio dessa abra que arre-
mato**, por um cerlu motivo, pede que se Ihe conce-
da urna indemnisaXao de 20 % sobreo ornamento. A
commissao pedio casa que mandasse oovir o direc-
tor das obras publicas: este informa, que a respeito
dos prejuizos allegados pelo peticionario, quehecer-
to que as mteriaes seOfreram umaa llera rao, islo he.
subiram muito, depois do contrato que elle fez ; e
eonclue dizendo o que passo a 1er : (U.)
Diz por Unto, que elle nao lem direito estricto,
mas que tem direito de eqoidade.
Um Sr- Deputad :Direito de equidade nao sei
o que he.
OiUro Sr. Depulado :Pois cu sei bem, o que el-
la quer dizer com isso.
O Sr. Carvalho:Bem ; os nobres depulados en-
tendam como quierem ; eu nao lenho obrigaco de
explicar as expressesdo director das obras publicas:
H o que elle diz, euo entro na- explicarao do que
diz; passo i queslao que ho salar, st a assembla
deve su nao conceder esta indetBBisaoSo vista das
raides allegadas, parar da legislarlo que ha a este
reapeito, e aperar do contrato. '
A casa ronhece perfeitamente a legislado existen-
te u este respeito, eonlieea lambem a formula destes
contratos; por conseguinle sabe lambem o que pode
sultar de semelhaole indemnisarao, do precedente
que eslabelece ; e por conseguale ainda escusado he
entrar em discutsio a este respeito, porque ella tem
sids repetida por vezes nrsla casa, nem posso adian-
tar mais idea alguma. Disse porm o nebre depu-
tado, que a casa lem votado por equidade em casos
idenlicos : eu nao entro nesla apreciarao ; sei s-
menle que, como membro da commissio, lodosos
meus pareceres tem sido conformes nesle sentido. A
casa faca oque entender razoavel.
O Sr. Abilio disse, que coherente com seus prin-
cipios emiltidoa,nacasa, por occasio d discutir-se
malarias idnticas, nao poda deiiar de pronunciar-
se cmXavordo parecer ito commissio, indeferitido a
prelenca desse. arrematante, qu pedia indemnisa-
eao. Disse. mais que a lci provincial de 1852, n. 286
artigo 40, esprcssameole prohibe que, sob qoalqucr
pretexto da natureza desses.que allega o peticionario,
se conceda a qaalquer arrematante ndiunisaccs
: os arremilanles nao poderao sob pretexto de
qaalquer augmento de orejo nos mteriaes, exi-
gir modifica cao alsuma no preco das obras....
E com quanto *se "diga que esta le nao lem appl-
cacao ao caso, por so se referir aquelles de indemni-
sasoesadministrativamente pedidas,julgadas, e con-
cedidas, observa o orador, que esta lei fora fela pe-
la casa, que era o transumpto de suas ideas a respei-
to da materia sujeila ; c que por coherencia, deva
ella agora tnostjar-se possuida do mesmo pensamn-
to, que presidio confeecaoda lci, que era obra sua,
indeferiodo semelbante prctenrao, fundada nesse
direito te equidade, direito, que Ihe sendo desco-
nhecidjaill* considerava nm verdadeiro favor, o
casa de modo algum se poda prestar, por
ter devates a empenbos mui serios a salisfazer.
Encerrada a diseussao, he o parecer approvado,
sendo regeilada a emenda.
O Sr. Abilip:Pedi a palavra para fazer urna re-
clamacao i respeito do erro de imprensa, que se en-
contra eui meu discurso publicado no jornal da' casa
de boje. Ha sessao de 4 do corrente, por occasio de
se discatiro parecer de commissao de obras publi-
cas, acerca da prelem-Io de Jos Cordeiro, entre ou-
Irasuseieu da seguinle phrasepor tanto engauu-
se oenyjnheiro etc., etc.,mas no jornal se lepor
tolo nganoo-se etc. Nao sei de tal expressao, ap-
peilo para a casa, e em obsequio verdade faro esla
reclama; 2o.
O Sr. Jos'Pedro redamando.obre os seus apartes
dadas no discurso do Sr. Helio Reg, sobre o pro-
jectoque altera a le das calcadas, diz, que o primei-
ro desle apartes sabio inexacto, pois que elle nao
dissera que a quola para o ealcamento das ras esla-
va extincta, massim quasi exlincla, o que era urna
verdade, porque contando com o pedido da reparti-
ese das obras publicas no corrente raez, e a retli-
luicao que se deve faer a alguns proprietarios da
ruada Aurora, das quanlias com que tinbam ja con-
corrido para o caleamatito dcIa ra, pouco licaria
dessa quola. Que fallando em quola e nao em q nu-
las, claro eslava que se reerfa primeira consigna-
Cao, nica que se linha passado para a caixa espe-
cial desla deipcza, por nao se ter feito preciso al o
presente a segunda volada pela lei do orcamenlp vi-
gente, e nao estar anda concluido o exereicio.
Finalmente que nao linha ouvdo o Sr. Mello Re-
g admirar-so, quando proferto esse discurso, de se
citarenjugastos 32 coatos como aalcamento das
rua, e por isso um oulro sen aparle que sabio com
referencia a esta parle do mesmo discurso, devia en-
lender-sc como o primeiro, islo he, em relacSo i des-
peta da primeira consignarlo.
O Sr. FrancUco Joo manda i meta o seguinle re-
querimento :
oRequeirourgencia paraadiscussaodo parecer adi-
*, ado da commissdo de fazeuda o ornamento, sobre a
pretenso de Jes Pedro Vellora da Silveira.
francisco Joio.Uaptiua.He approvado.
O Sr. Jote Pedro d as razues porque nssigmiu
,edo o parecer que se discute, o justifica a se-
Bointeaawnda que manda mesa.
* esa, e. sao apoiadas as seguites emen-
das:
Que fique o presidente da provincia aulorisado,
de reaajkida a primoiea prestaoaoe seus com-
petentes joiat; a conceder ao arremtenla um novo
prasopara aceitar as i'ellras da moratoria* o qual
ceder o lempo que .deve'mediar entre o ven-
cimenlododa primeira prsta{aoeoda segunda, (1-
wlrelanlo suspensa a xecucao. Jos Pe-
dro.
Cooclaa-se pelo defermento da prelen{o do
peticionario Jos Pedro Vellozda Silveira, no sen-
tido overdadas presidencia faculdadepara admi-
mslralivamnle consiflerar o mesmo como subrogado
no,beneficio da moratoria, concedida pela lei provin-
*l .1.313 de 1833, ao seu fiado Po Vallen?a ;eou-
imficar a mesma presidancia anlorsada a flxar
a razoavel, que n3o deven nunca exceder a
. Para dentro delle vir o peticionario sa-
Mconisoes eslabelacid.s na lei cilada, o
sote lera logar depois de salitfeite s prlmel-
So e seus juros, que dava ser jolgsda ven-
modia ldemaio crranle, cando entreten-
a sustada o execucao. *- Ftanci'cn Jo5o. Bap.
lula. > *
O Sr. Baptista diz que quando se combate um ex-
tremo oppondo-se-lhe outro, he isso consa fcil; po-
rm que, achar urna mediana tal' que combata os
extramos, he codsa difBcM.
Recorda que a casa se tem oceupado esle anno por
vezes com a queslao de equidade, dando-se-lhe urna
claslucidade quo-cada um tem enleniliilo a seu modo,
porque estes entendem que equidade ho um favor,
nmaesmola,o a maior parle do mondo entende que
a equidade he o complemento do direito, quo tirada
a equidade ao direito este desapparece, sendo assim
que o tem entendido todas as naroes, e se acha esta-
blecido em todos os cdigos desde o digeslo; por
quanto as excepees do direito, no Direito Romano,
nesse iivro da sabedoria humana, nao eram mais do
que a equidade, e esla conseguiutemenlc nada mais
e seuSo o complemento do direito.
Passando a applicar estes principios a queslao
actual, diz que o peticionario, avista da lei que foi
feita o anuo passado, est no direito de receber os
favores que essa lei concede no devedor principal,
porque alias seguir-sc-hi.i que a le conceder mais
favor ao verdadeiro devedor do que ao seu fiador ;
masque essa lei, pelo modo porque esla concebida,
nao prevnio ahipolhese que se d actualmente, de
o originario devedor nao apparecera assignar as no-
vas lettras; e como na lei nao se fez menrio do fia-
dor, segue-se que, embora sto se aprsente para pa-
gar a primeira prestacao e seus juros, mo se Ihe quer
receber, e v-se o mesmo na poscao de ver arrema-
lar seus bens, por urna falla que nao he sua.
Observa que sempre he mais conveniente ao Ihe-
souro receber diuheiro do que bens, muito mais
quando se d o caso de a divida estar garantida, co-
mo acontece com este; garanta que so torna inais
solida medida que as prestarles se forem entre-
gando.
Declara que vote pcia emenda do Sr. Francisco
JoSo, de preferencia ii do Sr. Jos Pedro, e d as
razes porque assim procede.
O Sr. Barros Barreta: Pretendo dizer poucas
palavras em suslentacao do parecer, que ti ve a hon-
ra de assignar, como membro da commissao de- fa-
tenda e orcamenlo. Antes porm de apreciar e ana-
lysar os documentos que foram offerecidos casa, e
que serviram de base ao parecer que se discale, e
antes mesmo de justificar cada urna das eooclusoes
do mesmo parecer, lembrare casa,, que em 1850 j
o peticionario, ou ser amaneado anparecem nesla ca-
sa pedindo ama moratoria, e disse-se aqu, que ne-
nhum reccioliouvesse em conceder-se essa morato-
ria, porque os bens do fiador j eslavam seqaestra-
dos. Entretanto concedeu-se a moratoria ; estamos
em 1854 e o diuheiro anda nao entrou para, a the-
souraria...
I m Sr. Deputado :A primeira prestarlo anda
nao esl vencida.
O Sr. Barros Brrelo:Senhores, islo he muilo
importante. Lembro a'casi que esta quantia be de-
vida desde 1850, porque nesse anno esta assembla
concedeu urna moratoria por um anno, islo he, para
essa divida em sua lotalidade ser paga dentro de um
anuo: entretanto estemos em 1854 o anda nao en-
trou o dinhero...
Um Sr. Deputado:A primeira prestacao ha de
s vencer 14.de maio. *
O Sr. Barros Brrelo-.r-A. moratoria de 1850,
foi por um anno, venecu-se pois em 1851...
Um Sr. Deputado: Concedca-se oatra morato-
ria...
O Sr. Barros Borrea}Mas a moratoria de que
Talla o nobre deputado foi concedida em 53, e ten-'
do-se vencido a oulra em 1851,. porque senilo rece-
beu o importe da divida no intervalo de lempo, que
decorreu desde que expirouoma moratoria, e se con-
cedeu a oulra? O nobre deputado nao me illude
com o dizer que anda senao venceua primeira pres-
tacao, porque cu bem sei qne antes dessa segunda
moratoria, hnuve otra, concedida em 51 e que ex-
pirou sem que ueiiiium real entrasse para a the-
snuraria...
Um Sr. Deputado:Eu estou de boa f nesla
queslao, nao quero Iludir ao nobre deputado, nem
a nenhum.
O Sr. Barros Brrelo :Bem, roas o que eu digo
he que a moratoria foi concedida em 1850, que essa
moratoria era de um anno; que a le que concedeu
segunda moratoria foi do anno passado e que entre-
tanto o dinhero nao he rccolliido i thesouraria!'
Sr. presidente, quando um honrado membro, ca-
ja ausencia desta casa em mais de urna occasio te-
nho sentido (o Sr. Manoel Cavalcanli) combata a
coocesso da moratoria ao peticionario, o nobre de-
potado membro dissidenle da commissao dizia-lhe
em resposla que a fazenda publica lucrava mais con-
cedendo a moratoria do.que execalando os bens do
peticionario; porque quando v3o a praca sao sempre
arre na I ados pur muito menos do seu valor. <
Ora, se islo he assim, como he que se poden) dis-
pensar as duas firmas, que sao exigidas para garanta
dessa divida, dizeodo-seque os bens esto seques-
Irados ?
Vm Sr. Deputado:Porque se a moratoria senao
der, a garanta que existe he a desses bens...
O Sr. Barros Barreto :Eu eslou convencido,
que a moratoria se lia de conceder urna vez qne o
peticionario entre com a primeira preslacjio. Pause-
mos ao parecer. O Sr. coronel Jos Pedro Vellozo
da Silveira, como fiador de Francisco Po Valen;a,
requeren presidencia que na qualidade de fiador e
na ausencia de seu afliancado, Ihe permillisse entrar
con a primeira prestacao, e quo aquelle era obriga-
do para gozar assim do beneficio, que Po Valenca
deva gozar em virtude da lei promulgada o anno
passado n. 315, e que entrando elle com essa presta-
cao, concedeu-se-lhe nova moratoria, um novo pra-
i.o para dentro delle assignar as lettras das presla-
Ses quo se deviam vencer dah em dianle. Mas,
Sr. presidente, eu creio que nao lie preciso esperdi-
car muitas palavras., ou fazer um grando gasto del-
las, para provar casa que nao he somenle islo o
que se pretende, porque eslou convencido qae nio-
guem, nem a thesouraria nem o juizb competente
obstar a que o peticionario eutre cora o dinhero
pelo seo alianrado. O que o peticionario principal-
mente quer.be que se dispeuse a Banca das daas fir-
mas, que a lci promulgada exigo" para garanlia da di-
vida. Ora; Sr. presidente, eu creio que quando a
assembla promolgou a le de 53 concebida nesles
termos: 1 . a Arl. 1. A quantia de 32 conlos de res, que
Francisco Pi da Silva Valenca deve thesouraria
provincial, sera -paga em 8 prestec/ies annuaes e
iguaes, vencendo o premio annual de 9 por cenlo.
Art. 2. O concesionario aceitara na mesma
thesouraria lettras garantidas por duas firmas con-
tento daquella eslarao, e qae sejam de pessoas mo-
radoras nesla eidade, permanecendo as garantas an-
teriores.
Ora se esta lei concede um beneficio ao arrema-
tante ou ao devedor, lambem o sujeita a onus, e se
a le de 1761 que regula esta materia diz,que o fiador
na qualidade de consocio este suhjcilo a todos os
onus do seu afliancado, claro est que lambem deve
gozar de lodas as garantas e beneficios do aflianca-
do. Se pois a lei do anno passado, foi um beneficio
para Pi Valenca, esl claro que o seu fiador lambem
goza delle, e a commissao entndendo assim, o en-
tende de accordo com o parecer do muilo digno pro-
curador fiscal ; e em virludc d'esia intelligencia diz
no parecer, quo quanto a este parl, o peticionario
se dirija angoverno, que he auloridadc competente
para decidir conforme o entender conveniente, ou
mais conforme aos inleresses da fazenda. Entretan-
to a commissao que assim se expressa he acensada ;
por quanto diz o uobro deputado inspector da the-
souraria, que nos o que queremos he a revngacao da
le. Senhores, he justamente o que ns nao qu'ere-
roos. Eu creio, que de modo nenhum se pode dc-
duzir do parecer o pensamnto da revogacao da lei.
Domis, ainda quando o parecer aconselhasse tal
consa, o que en neg, e contra cuja intcrprclacao eu
protesto, sabem lodos e ainda b.i pouco s disse que
um parecer de commissa nao era bbrigatorio para a
presidencia, c muilo menos pode revogar urna lci.
Se assim he, como se diz que o parecer revoga a lei 1
Um Sr. Deputado :Mas qual o meio de receber
esle dinhero, sem a execucao.
(Ha lrertns QflarlesiJ
O Sr. Barros Barrero:Diz-se, qae a moratoria,
est concedida, uniros que nao esl, de maneira qae
eu nSo me sei entender n'este barulbo. Senhores, o
que a commissao quer lie islo (J)
a E pelo que respeito dispensa dos fiadores re-
sidentes nesra praca, attendendo que a flanea fcxigi-
da he omacondirao essenciale substancial da lei que
concedeu o beneficio da moratoria, importando se-
melhaole coocesso a revogaeao de tal le, que alias
entende a commissao nao dever ser alterada; he de
parecer que seja indeferida a pretendo do anppli-
eanle nftla parte.
Ora, Sr. presidente, nao 9i aond* est aqu a
revogacao da lei ? Eu declaro solemnemente que o
pacecer da commissio nao propde a revogacao: da lci
o que cu quero, o que a commissao quer, he que
entre o dnbeiro parj a thesouraria ; e, tejamos
francos, senhores, o'que o peticionario quer nao he
senao que dcsappareea a clausula da lei, que con-
ceden a moratoria, e flanea exigida para as le liras:
*is-aqu o que quer o peticionario, e eis-aqui jus-
tamente o que nao quero, porque tenho muito roe-
4" que os bens do fiador nao cheguem para paga-
mento da ^mla.
(Ha muilos apartes.)
Seuhores, o que se quer lie que lodos os annos
concedamos moratorias, e he isso o que eu nao
quero.
Sr. presidente, en creio que lenho defendido
a commissao da censura que se Ihe fez, de que ella
quer a revogacao da lei; porque, repito outra vez,
a commissao nao quer (al revogacao, pelo contrario
quer a execucao da lei ; em segundo lugar a com-
missao nao diz ao presidente, que faca islo ou aquil-
o, diz que aquella parle a respeito da qual existo
un legislarlo, o presidente resolva em vista dclla.
O que a commissao quer sobre ludo he, que a llic-
souraria seja embolsada, qaer pelo fiador, quer pe-
lo afilancado, porque o lempo ja he bstente para
isto. e a dispensa das duas firmas exigidas pela lei,
lalvez d lagar a que seja mais demorado o paga-
mento.
O Sr. Jos Pedro principia dizendo que nao
pode dexar de repellir as insinuacOes que contra a
sua reparticao e 0 juizo dos feilos da fazenda podes-
sem conter as asserres do precedente orador, acer-
ca da demora que tem havdo no pagamento da di-
vida de que he fiador o peticionario. Declara que
logo que o arrematante deixou de pagar suas lettras
as remetiera para odilo juizo, como se poderia ver
da respectiva escripluraco existente na thesoura-
ria ; que achando-se accionado o.dilo arremtenle
c seu fiador se Ihe concedeu urna moratoria, que
lerminou sem que clles pagassein a divida, que
baveudo depois proseguido a execucao, e estando
os bens scqueslrados, ja em praca para seren arre-
matados, outra moratoria foi ubiido; mas tendo
a presidencia permillido que o arrematante acei-
lasse as lettras desta moratoria dentro de nm pra-
zo que lerminou no ultimo do mez prximo lindo,
poneos dias depois delle haviam derorrido para que
se quizesse que a diviite ja eslivesse cobrada ; por
tanto (cava evidente que nem a sua reparticao li-
nha commellido a menor falla, e tido condescen-
dencia alguma, nem o juizo dos feilos da fazenda,
cujos empregados merecan) o mcllmr couceilo, e
nao se lornavam suspetos no cumprimenlo de seos
deveres.
Passando a dar pela segunda vez as razes que o
levaram a assignar vencido o parecer, visto ter per-
cebido que nao linha sido entendido, diz que fa-
cultando-so nesle parecer substituir o arremtenle
pelo fiador para aceitar as lettras da moratoria,
quando nellc se remelle i presidencia est prelcn-
co do peticionario para atlcnde-la conforme o me-
llior inleresse da fazenda, v que nenhuma conces-
sai> se faz, pois importando isto a revogacao ou al-
teraran da lei da moratoria, que exige que o arre-
mtente passe as lettras c nao o fiador, nao seria
cumprido o dito parecer nesta parle, visto como
por pareceres de commissOcs nao podem ser revo-
gadas as leis ; mas quando o contrario fosse, nao
concorreria com o seu voto para que o arremtame
ficasse desta sorle fora do contrato, e iseoto da res-
ponsabilidade do pagamento da divida. Que
le urna
podendo assim ser deferido o peticionario, julgava
com ludo que, alientas as razocs por elle allegadas,
o se achar promplo para pagar pelo arrematante
a prestacao vencida, se devia adoptar a sua emenda,
que entre oulras quo se achavam sobre a mesa, eo
parecer da commissao, era a que nao contrariava os
inleresses da fazenda ; por quanto paga a dte pres-,
(ac3o e os competentes juros nada perda a fazenda
que at o vencimenlo da segunda prestacao se es-
perarse que o arrematante viesse acei lar as ledras
da moratoria correspondentes s nutras prestacOes,
achando-se como se acbavam scqueslrados os bens
do peticionario, e podendo correr a execucao logo
que as ditas ledras fossem aceites dentro desse no-
vo prazo, pelo contrario haveria enlo avanlagem
de servrem osles bens para pagamento de urna di-
vida menor, visto como se adiara nesse lempo pa-
ga em parle a que actualmente se deve.
O orador fez mais algumas coiisiderarijes sobre a
queslao, o responde aos argumentos do precedente
orador.
O Sr. Metra (Nao resliloio o seu discurso.)
Interrompe-se a disenssao para fazer-scaleilurada
rerlaccao do projeclo de lei do. ornamento, qne h
approvada.
Sao nmeados os Srs. Abilio,' Epaminondas e Si-
queira Cavalcanli, para comporem a deputacao que
deve levar a senecao, os diversos actos legislativos.
Continua a iliscusso interrompida
O Sr. Francisco Joilo diz, que a sua emenda nao
he oatra coosa mais do que o desenvolvimenlo do pa-
recer da commissao, a nao se querer qae esse pare-
cer nao importe cousa alguma.
Observa, que essa emenda nao tem por fim con-
ceder nova moratoria ao devedor, mas sim yra prazo
dentro do da moratoria, para elle assignar as ledras.
Que a emenda nao tem por fim a revogacao da lei
n. 315, c pelo contrario procura a execucao dessa
mesma lci com todas as suas condicoes, inclusive a
dos fiadores. \
Obsecva que o estado do fiador he critico bastante,
por que a nao ser atlcndido, te'r de pagar, em lu-
gar de 32 conlos, 58. contos, que he a importancia da
divida juros compostos,embora nao goze dos bene-
ficios da moratoria, porque este be o espirito da le-
gislarao fiscal, o assim o diz o respectivo procurador.
Responde aos argumentos dos oradores que falla-
ran) em sentido contrario, e conciac vbtendo pela
sua emenda de preferencia do Sr. Jos Pedro.
A discussaq fica adiada pela hora.
O Sr. Presidente designa a ordem do dia, e le-
vanta a sessao.
igtotci
RETROSPECTO SEMANAL.
RECIFE 15 DE MAIO DE 1854.
A'S 6 HORAS DA TARDE.
Nos ltimos das-de marco, noticiando' a abertura
das aulas d cursoSprco de Olinda, haviamos feli-
citado o corpo acadmico por nao lerem apparecdo
enlio as famosas cassuadas, que tanto o desacreditan)
perante o publico sensato ; e assim procedendo, nao
esperavamos de certo que, no correr do anno, nos
veramos ainda na-obrigaro de vollar atrs, regis-
trando majs um fado capaz de modificar o nosso jui-
zo favoravcl aquella corporarlo. c de apresenla-la
lambem ao publico como irremcdiavclmente con-
demnada a sofTrer as consequeucas dos desvarios e
da m educacao de alguns jovens tresloncados. En-
tretanto o dia 8 do corrente veio desroocerlar-iios
em nosso juizo, assim como em nos=a esperanra e for-
ra he que demos boje conla ^lo fado escandaloso,
ou antes do triste espectculo que nesse dia leve
lugar.
Um esludante do 2." anno, julgando-se oQcndido
pelo procedimcnlo menos paciente de um calouro,
que no seu dizer bavia-lhe retribuido certa cassua-
da com oulra, asscntou de tomar urna solemne dis-
forra, e encontrando n'aquelle dia o seu desafecto
na academia, drigio-so a elle ousadamenle toma-
do-llie a coslumada satisfarn, c mimozeandu-o logo
entre as primeiros insultos com um tremendo bofe-
Ilo. Foi a centelba laucada no palhiro. O ca-
louro, que seachava protegido por um vclerano',tra-
lou de repellir com o sen prolector, igualmente of-
fendido, liio insolite desacato, c dcsenvolvendo-sc
logo o espirito de classe, assim como o de bairrismo
por occasio de certas palavras, travou-se urna des-
sas bitas acadmicas, de que difficilmentesc poder
fazer idea, nao sendo alguma dolas presenciada.
Na insofficiencia dos murros e sopapos, que parecen)
nao maltratar bastante, ferveram as bengalas e os
chapeos de sol; e tal foi. o dilirio e a furia dos con-
tendores, que, appresenlando-se dous lentes para
acalmaren! a tempestado, nenhiimn atlenrao lhesde-
ram, e foram os mesmos obligados a relirar-sc para
uso participaren) phUicamvente do barulbo. A de-
sordem dorou at que os combalentes se julgaram
tartos do pancadaria: e ebegado esse momento, apar-
laram-se todos do certamen, estes com as caras ro-
xas, aquelles com as cube<;as amassadas, e aquellos
oolros finalmente queixando-se de diversas conla-
sOes. Felizmente nffo houvc morios, nem ferdos-
Continua-se a fallar na mudanra da mesma acade-
mia para este eidade c talvez qae, eflectuada ella nao
se repelissem mais ser lelliantes os actos de barbaria.
Todava pensamos ain da que all mesmo poderiam
ellos ressar.se os aenb jres lentes, (omando-os na du-
vidafljiijHdeTaca"o, usa'sem para com o seus auto-
res da formidavel sane ca nioral, que em suas maos
deposiloa a lei, 1
No dia 9 foj inconlrado morto oe cabera para bai-
xo, ns cacimba da casa em que morava, na ra do
Aragao, nm francez fabricante de carros, que sup-
poe-se ter-se suicidado, por nao haver no cadver
lezo alguma que desse lugar a altrtbair-se a mor le
a nutren). Disse mesmo que esse homem depois de
um roubo que soffreu ha pouco lempo, moslrava-se
sempre hypocondriaco, e que, alguns dias antes de
toa morlc, entregara a urna ranlher, com quem li-
nha reanles, o titulo de urna casa terrea que em
nome da mesma havia comprado. A polica proce-
den lis necessarias invesligacOcs, c fez recolher' ca-
deia a referida mulher assim romo um oflicial que
com o raorlo trabalhava.'
"No dia 11 encerrou a assembla provincial a sua
sessao ordinaria do corrente anno, depois de ler sido
por duas vezes prorogada. ,
Informam-nos que na noite.de 12 para 13 Irava-
ram os bolieiros de urna cocheira na ra Nova, 15o
forte conlcnda, que toda a vizinhanca acordou assus-
teda. Os molanles eslavam com as portes da co-
cbairra fechada, e poderam hrigar a teu gosto; mas
o dono da mesma, recaio-te de ir ler com elles, lira-
don da varanda por soccorro, o apparecendo eniao
urna palrullia, foi a casa invadida, conseguindo o
soldados capturar os delinquentes. A briga linha si-
do de faca, e os dous campees eslavam bastantemen-
te cnsanguenlados, sendo grave o ferimeulode um.
Dizem que a policia logo no dia seguinle, sendo in-
formada do occorrido, passou a fazer as compeleotes
dcligencias, para a instauraran do processo.
Deu-se a semana passada, na ra do Vigario, um
fado de alguma gravidade, e de que s agora pode-
mos ser informado,
Querendo um portuguezobrigar o caixeir
venda, sea patricio, a que Ihe vendesse vinbo, esle o
nao quz fazer ; e eriginando-se dahi urna luta, o
caxeiro, para defender-se lancou man de um peso e
o arremessou sobre o seu adversario, que com a pan-
cada rabio sem tolla, poodo-se aquelle immediala-
menle ao fresco. Sendo cntao chjmfldo o dono da
taberna, mandn este recolber a sua casa o ofendido
para o tratar a sua casta ; c pisto eslava o bom do
homem, quando sobrevndo a policia, c nao podendo
encontrar o caxeiro, mandou conduzir o patrao
cadeia, segundo dizem, para que desse conta do seu
preposlo 1 Mas cahindo em si a aaloridade que lal
fez, foi o preso sollo algumas horas depois. A
ser isto verdade, bem vai a policia no bairro do Re-
cife....
Tendo a mesa de rendas geracs sellado sempre as
lettras da Ierre depois de aceites, com tanto que es-
livessem dentro dos 30 dias do saque, deixou boje
(sibbady) de o fazer, segundo nos conste, causando
com isso algum descosto o veame aocommercio, por-
que muitas pessoas, fiadas na pcalica, linham tees
ledras sem o sello em sea poder. Em semelhanle
conjuclura dizem ns queisosos que, ou a dte re-
particao havia al all commellido um erro de cilicio.
on pralicava agora um abuso. Pela nossa parle abs-
temo-nos de emiliir jizo algum a respeito, porque a
vista do regulamenlo n.68l de 10 dejunho de 1850,
exigir queeslao certas distinecoes, que por ora nao
temos delucidado.
Com data de \ inte do passado, escrevem-nos da
Serra Prcte o seguinle :
Jos Carneiro Nogneira de Andrade, (dos bons
de Paje, ) e aqu morador, nao tei se por nao ca-
ber l, se acha prezo, dizem que por ordem do Exm.
Sr. presidente (bem ve qae aqaininguem o prenda,)
por ter criminoso na provincia do Cear, no termo da
eidade do Crato, no lugar Milagres, por ter at man-
dado malar sua propra mulher, quando 'grvida a
dar a luz. Foi posto em sua casa particular, onde bn-
sofa das cousas desle mundo, pois considera que
um crime de morle nada vem a ser para elle. Quan-
do quer, vem a mulher que dea lugar morle da-
quella ; e nao he s islo : elle precisa ir a seu sitio.
ou fazendola ver s vacas,. ou fazer algum negocio,
e lem o Sr. subdelegado para ir com elle ao passeio.
Ura, islo he fcilo, e mais ainda, aviste de Dos e o
mundo.
Contina nesla eidade o veame proveniente das pe-
quenas sedulas dilacerada!, c da falta de troco para
as gradas, sem queao rajenos baja espe ranea de me-
Ihora.
O vranico de maio nao se fez desla vez espe-
rar em toda a semana linda foi o sol ardentis-
slmo.
Enlraram 14 embnrrocs e saturan) 13.
Rendcu a alfandega 48:440$224 r.
Falleceram 35 pessoas: sendo 8 homens, 8 mulhe-
res e 11 prvulos livres; 4 homens, 2 mulheres e 2
prvulos, escravos.
fgidos, qae spreilassem occasio de entrar na ei-
dade; mas qualro partidas commandadas porofii-
caes, que exploraran! as maltas em diversas direc-
Ces, e por espado de 24- horas nao descobrram o
menor vestigio da existencia, ou passagem de seme-
lhanle gente, e desde entao ioclinamo-nos a crer que
a imaginaeao do medroso .informante, transformou
em figuras humanas alguns (roncos darvores, ou
empe-lnu feices terriveis e amparadoras pobres
creaturas, que por ventura eslivessem cortando le-
nha, ou palmas para a Testa de Ramos.
Chocando de Nauta o Sr. consclbeiro Peona, as 7
horas da larde daqnellc mesmo dia, o saliendo do
estedofera que so cima acidde, desembarcan im-
medialmenle, e reassumio a presidencia, passando
o Sr. Dr. Miranda a excrcer o cargo de chele de po-
lica, e o Sr. Dr. Reg o de delegado.
Durante anoile continuaran) asautoridades ve-
lar sobre o tocego publico, mas desde enlao al boje
nao occorreu a menor nnvidade, e assim passou-se a
semana Sania em perfeito socego, concorrendo mui-
lo povo i igreja, c as procissOcs. .
Escrevciido estos linlias para prevenir os-clleitos
de falsas noticias, qne possam espalhar-se no inte-
rior da provincia, ou fura della, aproveltamos a oc-
casio para (ambem aconsclhar, e pedir aos nossos
concidadaos que em semclbanles circunstancias, c
ainda inesimi quando baja algum molivo real para
receiar-so qualqucr ataque seguranza publica oa
individual, esforcem-se primeiro que ludo por Iran-
quillisar as familias, e apresenleni-.se s autoridades
encarregadas de manter a ordem, para auxilia-las se
for necessario, confiando qae ellas soberao cumprir o
seu dever.
' A uniSo e alllude firmee resoluta dos bons cida-
daos, far sempre recuar os criminosos que tentaren)
oflender a sociedade; mas s pelo contrario se dr
crdito a qaalquer boato, por mais que seja, se a
simpes noticia do' ter apparerido am vullo armado
nesla ou naquella parageni, for bastante para que
alguem se resolva a abandonar a eidade, eremos que
nunca fallar gente ociosa e maligna que invente se-
melhantes pelas, para divcrlr-se CHsla doi medro-
sos.
o IHm. e Exm. Sr.Nesle momento,!)horasda ma-
nliia, acaba um escravo do leneote-coronel Manoel
Thomaz Pinld, de dar-me noticia de que,, haver 10
minutos, vira na estrada da Caclioeira-lirande para
o Cenriterio, 7 ou8 pessoas Indios c prclos, armados
ilc pao e facas, e com uniforme preto ;c lenho orde-
nado que o alferes Flinlu Elysio de Qoeiroz Couti-
nho, acompanhado de 20 pracas, Ibes deem cara, c
os capturen), empregando a torca se houver resisten-
cia. Teiiho igualmente ordenado aojuiz municipal,
delegado e subdelegado desla eidade, queempregueta
lodos os mcios ao seu alcance para a mesma caplu"
rn, em qaalquer parle em que se encontraren), quer
separados quer reunidas quaes quer dos ditos indi-
viduos armados, e queme communiquem por escrip-
lo, ou verbalmenle, se nao houver lempo para es-
crever, a menor circumslancia que a esse respeito
chegae ao teu conhecimento.
Dos guarde V.' Etc., secretoria da policia de
Amazonas, 8 de abril de 1854.Illm. c Exm. Sr.
Dr. Manoel Gomes Correa de Miranda, vice-presi-
denle da provincia.Flix Gomes do Reg, chefe de
polica interino.n '
No Par tinba-se procedido a elec3o de depula-
dos provincies no dia 18 do passado, sendo ji conhe-
cdoo resultado da volarao de 6 rnllegios.
nanlo ay Maranlilo Cear Rio Grande do
Norte e Prahiba remellemos os leilores para as
carias dos nossos correspondentes que vao exara-
das em oatra parte nao podendo addicionar-Ihqs
cousa alguma.
Por falte de lempo deixamos para o n. seguinle
a Iransrriprao de nossa correspondencia do Piauhy,
que alias nada conlm de maior inleresse.
COMMERCIO.
PKACA W> RECIFE 13 DE MAIO AS 3
HORAS DA TARDE.
Hoie no hoaveram colacGes.
ALFANDEGA.
Rendimenlo dodia 1 a 12.....99:649$326
dem do da 13........16:4083)228
116:0578554
Descarregam hoje 15d maio.
'alera inglezaSuord Fishmercadorias.
Patacho brasilcrot'alente farinha de Irigo.
Briguc brasileiroDows Amigosgneros lo paiz.
Importacao';
Patacho nacional tlente, viudo do Rio de Janei-
ro, manifeslou o seguinle :.
700 taceos farinha d trigo, 50 pipas vasias, 8 ca-
das cha, 45 rolos com fumo, 200 caixas sabo, 50 ja-
cazes balates ; a ordem.
Escuna nacional Xelgsa, vinda de Santa Calhari-
na, consignada a R. Isaac & Companhia, manifeslou
o seguinle :4,300 alqueires de farinha: aos mes-
mos consignatarios.
200 mol -inanes ; ao capullo.
1 caixao doce ; a Manoel Ignacio de Oliveira.
CONSULADO GERAL.
Rendimenlo do dia 1 a 12.....19:1939834
dem do diall)........ 1:3099903
ileiro
Souza,
Arau-
ula, Jos
20:503J>737
LMVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a 12 2:9036301
dem do dia 13.........3219433
3:2249734
Exportarlo'.
Genova por Lisboa, barca porlugueza N. S. da~
Boa-l'iagem, de451 toneladas, conduzo o seguin-
le :4,647 saceos rom 23,235 arrobas de assucar.
S. Matheus e Bahia, hiato nacional .Voro Accordo,
de 42 toneladas, ronduzio o sosuinte:7 voluntes
fazendaS. 1 dito queijos, 2 ditos loura, 1 dito maca-
ca, 1 dito espauadores, 32 ditos doce, 25 cascos v-
nhn, 43 ditos azeife de carrapalo, 5 meibs barrs
manleiga, 28 barricas liaralhao, 9 1(2 duzias de co-
cos.
BECEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 13....... 6129432
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia 1 a 12......16:338)489
dem dodia 13........6:0229386
Rio de Janeiro15 dias, hrigue brasileiro Ertra
de 181 toneladas, capitao Joaquim pinto de Oli-
veira e Silva, eqoipagem 13, carga varios gneros-
a Machado & Pinheiro. Passageira, Mara d
Conceicao Pereira.
Montevideo27 dias, polaca hespanhbla Dorothea,
de 180 toneladas, capitao Thomaz Ferra, equipa-
geni 11, em lastro ; a Amorim Irmos.
Rio Grande do Sul24 dias, patacho brasileiro Ami-
zade Feliz, de 143 toneladas, capilao Malbtas Jo-
s de Carvalho, equipagem 10, carga carne secca ;
p Manoel Alvs Guerra Jonior. Pajg f*, Ma-
noel Jos de Carvalho Gnimaret. j
Sanios sahidos no mes\
S. Malheat com escala pela Bahia1
Nov Accordo, meslre Joao Anli.
cargo varios gneros. Passageiros' ,
jo l.eilc Jnior, Jos Francisco jle
Luiz Aflonso Marques. .
BaltimoreHiate americano llosamond, com a mes-
_ ma carga qae'lrooxe. Suspeodea do lameirSo.
New-Bedtord Galera americana James H. She-
phard. com a mesma carga qae Irouxe. Segnio
dolameirao.
EDITAES."
Pela inspereso da alfandega se faz publico, que
no dia 17 do corrente depois do meio-dia, no logar
do coslumc, se ha de arrematar em hasta publica,
livre de direitos ao arrematante, a seguate merca-
doria vindtt de Lisboa no brigae Tarujo III, aban-
donada aos direitos petos aeus consignatarios Macha-
do & Pinheiro: 8 barricas com castenhaa piladas com
o peso de 27 arrobas e 10 libras, no valor, tesando
a torira.de 29100 cada urna arroba, total 269865.
Alfandega de Pernambueo 12 de maio de 1854.
O inspector, Benlo Jos Frnandes Barros.
O capitao Francisco ds Paula Gonralvcs da Silva
commandanlc interino do 3," batalhao da guarda
Recite
frStOlgf
22:3609875
nacional do municipio do Recite e presidente do
ronselho de qualificacSo &c.
Faco saber que na 3.* dominga do crrante mez
s 10 horas da manhaa lera lagar a reuuiao do con-
selho dequalificacan da guarda nacional da freguezia
da Boa-\ isla no consistorio da igreja Matriz da mes-
ma freguezia ; o qae para constar es parte* inleres-
sadas maudci fazer o bresenle, sendo aflixado nos
diversos districlus da parochia, e publicado pela im-
prenta : ludo de cooformidade com o ditposlo no
arl. 8.' das instrucces mandadas observar pelo de-
creto n. 722 de 25 de outnbro de 1850, e 2.' parte do
arl. 9.- do decreto n. 1130 de 12 de marco de 1852.
Benito 13 de maio de 1854*. Francisco da Pauta
Goncalces da Silva.
DECLARACOES.
CORRESPONDENCIA.
REPARTICAO' SA POLICA.
Parte do dia 12 de maio de 1854.
Illm. e Exm. Sr.Participo V. Exc. quedas
partes boje recebidas nesla reparticao, conste lerem
ido jjfcsos:- ordem lo subdelegado da freguezia
de S. Jos, o prcto Innocericio, escravo de Antonio
da Silva (iusnio, e am outro preto escravo, que nao
declarou o nome, ambos por insultos; e- ordem do
subdelegado da freguezia do Poco da Panella, a par-
da Margarida.Francisca, por briga.
Dos guarde a V. Ex. Secretarla da polica de
Pernambueo 12 de maio de 18>i. Illm. e Exm.
Sr. contelheiro Jos Rento da Cunta e Figueiredo
presidente da provincia.Luiz Carlos de Paira
Teixeira, chefe de policia da provincia.
13
Illm. e Exm.' Sr.Participo a V. Exc. que das
parles hoje recebidas nesta reparticao consta term
sido presos: a ordem do subdelegado da freguezia
de Santo Antonio, o portaguez Manoel Bptelho, e o
o prelo escravo Jos, por briga, resultando esle a-J
lr fondo com ama faca'da as nadegas, e aquelle
com urna cacelada sobre a cabeca ; ordem do sub-
delegado da freguezia de S. Jos, Anteojo Joao Ne-
pomuceno, por ser encontrado espancando a urna
mulher; e ordem do subdelegado da freguezia da
liou-Visia, a parda Paulina de tal, para averiguaces
psliciaes, e urna prcla que nao decUroa o nome pa-
ra crrecrao.
Por offieio que acabo de receber do delegado do
primeiro districto desle termo, cbnsla que s 7 ou 8
horas da manliaa de honlem, desabara o edificio oc-
eupado pela fabrica do sabao no aterro do Afoga-
dot, pcrlenceiile ao cidadao Delfino Goncalves Pe-
reira Lima, sem que se livesse dado nenhum oulro
aeontccimenlo alera do.desmoronamenlo do edificio.
Dcos guarde a V. Exc. Secretoria da policia de
Pernambueo 13 de maio de 1854.Illm. e Exm.
Sr. conselbeiro Jos Benlo da Cimba e Figueiredo,
presidente da provincia.ui3 Carlos de Paica
Teixeira, chefe de policia da provincia.
Resumo Sos premio* da primeira parte da sexla lo-
tera de Soasa Scnhora do rjframento. extrahida
em 13 de maio de 1855.'
. 5:0009000
2:0009000
7009000
2009000
. 1009000
309000
! 259000
^209000
Srs. Redactores. Urna breve resposla ao Sr.
Pericle*4o Echo I'ernambucano de boje, me
faz vir pela segunda vez, oceupar as columnas do
seu conceiliiado jornal ; c desla vez lenho de ser
bstanle posijvo na apreciacao te calumnias, que
desde j as reverlo intactas para a foote d'oode sa-
liiraru.
Quando asseverei em minba correspondencia de
5 do correte, que linha cedido a minha proprieda-
de a um segundo, tendo por isso perdido torcada-
inenlc o direito de pelicao, e que por este motivo j
mais deveria ter envolvido> meu nome em lal ne-
gocio disse urna verdade, que nao poder ser con-
testada, nao vim perante um publico, qae muilo
respeito, faltar a verdade ou Uto pouco illudi-lo :
be notorio, e lodos sabem que aquelles pannos, da
jfrarc questSo, eram de minha propriedade, e que
liiibam sido importados do Rio fe Janeiro por m-
os sabis Sr.Rerieles po-
N.




3626.........
22i8 : .......
3001.......'. .
2213-2337...... .
2677-2943 .......
414166819271999-T-3008
92 5262037271628S 3
30993815.......
7 405 80517121751
19832014-21263183-3550
149 446 511'621 737
787 871 89410591149
I6912511802213:12171
252026242U0735133748
89000
DIARIO DE PRMICO.
Eulrou holem dot portos do norte o vapor Impe-
rador, Irazendo-oos joroaes do Amazonas al 21 do
passado, do Piauhy at 6, do Para al 3 do corren le,
do Maranbao e do Cear al 6.
Todas essas provincias coolinuam a gozar do so-
cego. '
Haviaregressado capital do Amazonas o Sr. Fcr-
reira Peona, desuaviagemao interior da provincia ;
e pouco antes da ebegada de S. Exc. passra aquella
eidade jior um ligeira estremecimeiito, occasionado
pela exageracao de urna nolicia em s mesmo insig-
oificanle..
Eisoquca respeito pablcon a Estrella do A-
mozonas.
A nolicia constante dooflico, qac'abnixo lians-
crevemos, exagerada como ordinariamente acontece,
por cada pessoa quo a communicava a nutras, deu
motivo a que no dia 8 do correlo sofiresse alguma
alteraran o estado de perfeito Iraoquillidade, que
conslaiilcmenle gozam os bons habitantes desla capi-
tel ; e observando o Exm. Sr. Dr. Miranda, enlo
encarreendo da presidencia, q0e era eeral o soslo ,urpar ? \erda(lc'. l? deslealmente, o
, t__ii_ i..i._ _....i.i.. ... i lo, ao abngo do ridiculo c tristissiino
das famlias.julgouconvenieotemuodar fazer chama- n)'mo, na certeza de que seguindo o
da de campo, atn d que teda a guarda nacional sempre me adiar promplo a refular
tomar armas.
1 c Boro poda acoulecerqucnslndioseprelos encon-
trados pelo escravo do Sr. lenenle-coronel Pinto na
fj estrada d Cachoeira, fossem dese lores ou escravof.
nha coola ; ludo islo vos sanis sr.nericies po-
rm forroso he ignorar; lambem deveis saber que
alguem por caridade chrislaa, trou a ccriidad do
despacho, feito na, mesma alfandega, aonde foram
despachado, e como lambem nao ignoris, que
quasi todas as fazendas vendidas por mim ao mes-
mo arsenal tem sido importadas por minha conla, e
que para cumprir a le, lenho cedido o mea direito
a urna ou oulra pessoa, para poder inlervir direc-
tamente, e nao licar com laes fazendas empaladas ;
avista disto Sr.Periclesdeveis concordar rom mi-
go, que nao houve lemeridade, e tao pouco clas-
se que pertenco ultrage, quaodo avaocei esla pro-
posicao.
Oulra asserrSo. que revela vossa m fSr.Peri-
clesque alm de ser injusta, he falsissima, quando
dizes que oAo poderei negar, qu eu, ou alguem
por mira mandara inserir no Tempo de Maceifi,
essa correspondencia que lano vos (em dado- que
fazer ; tendo-vos dito ama vez, torno a repetir, que
nem indireclamenle cnucorri para que fosse publi-
cada, e anda mais ousais afirmar com urna dest-
cale/ mqualificavcl, que alguem por mim solicta-
ya era diversas typographias, esta impres-ao, que a
isso se recusaran em dezembro do anuo p. p.....
Sr.Pericles exihibi as provas de seinelhanle
calumnia, confundi-me, se sois rapaz; se cilat exis-
ten), porque vos*demoris lano lempo em apresen-
la-las ,- tal prncedimcnlo de laucar calumnias adre-
de, be de mais infame, he proprio d'uma alma pr-
fida, quo nao se sabe respeitar a si, nem aos oulros;
recuai dessa carreira de laucar o odioso sobre quem
nunca vos offeiuleu nao sejais 13o leviano em idn-
ticas proposces, que lalvez vos assenlem mullo
bem : assim como esse ridiculo de me querer turnar-I
condecido pela" imprensa, essa sella lambem vo-la
devolvo intacta.....
Que, St.Pericles I nao disseste que o Sr. co-
ronel Brilo luglez era meu socio no entretanto
continuis asseverando' que o mesmo he meu ioti-
mo amigo, meu protector, senu meu socio: ora, Sr.
Periclesam bom porluguez o que quer isto di-
zer, parece-me que estis "zumbando comigo, ou
com o publico, respondendo' lo asnalicamciite : he
na verdade um bom modo de defeza. coriio a de nao
querer entrar comigo em articularao, se os gene-
ros que lenho vendido sao, ou nao'de melhor qua-
lidade, e por precos mais baixos, do que os oulros
offerecimea(os, e se vos incitar muilo entrareis em
certas esmerilbacocs, mo grado vosso, com fran-
queza vos digo, que podis en Ira r nidias quando vos
aprouver, por que teobo convierto, que a meu res-
peito, seja qual fr nao me poder molestar,- dizes
lambem por fim que nao me.leudes amor, ou odio ;
o que entraste* ueste queslao, levado timplesmenle'.
pelo saoto amor da verdade, e da juslira!....
O' tmpora .:... mores 1....
Esta cusa muilo a engolir, batei em outra porta
meu consciencioso de borracha....
Tenho nolado lodas at vezes que mencionis mi-,
nha pessoa, s o fazeis trazendu adianto o molho de
pasteleiro, o estrangero, o porluguez Villarouco,
assim vos praz designar-mu; com sto.Sr. J'eri-
eles nao m'olTendcis, porm forroso me he dzcr-
vos, que a minha queslao, muba pessoa,, para com
vosco, nao lem nada cora minha nacionalidade; di-
zes que sou audaz, te na verdade o snu he por que
a lodo o custo detejo susteular os meus direilos, e
nao recuo ao epithelo de estrangero e porluguez ,
pois sendo-me laucado este epilhclo por vos como
all'ruutoso, pelo contrario i mim me d muilistima
honra; e de mais, lodo mundo sabe o que sou, nun-
ca o iicguci, e jamis scrci capaz de coinmeltcr se-
melhanle infamia ; e lambem vos declaro comida-
mente, para honra c gloria das leis do paiz qne vos
vid nascer,;se no sois algum renegado)que,na qua-
lidade de eslraugeiro., me julgo bstanle garantido,
e que os'ineus direitos sao da mesma cspbcra que
os vussos, e s poderia acontecer o contrario, se vi-
v essomos em um paiz sel^agem '. O que, azemto a
dcviil.i juslira, se oao d, muito ao contrario entre
a civilisaran brasilea, e as vossas ideas interpoz-
sc um abismo.... que mais queris que vos diga a
(al respeito, una unir cousa:(Jue vosso argumen-
to de eslraugeiro e porluguez para comigo he, Sr.
Perirjes conliaproduceiilem, he triste, e per-
doai-me, tcnlinr, minha franqueza, dais una ideht
mu mizcravel do mis, quem quer que sejais, por
qftt em vossos argumentos s lenlio cnxergado um
peusamento fixo,definido peloadoboqae vssoit
nacional, e eu eslraugeiro, e como lal elevo callar-
me, e soll'rer resignado lodas as calumnias, que fo-
rera lanadas sobre mim; no que vos assevero la Ilion
completamente vosso calculo, por quanto as bizas
nao pegam....
Sr.Periciaconcloindo esla minha resposla, le-
nho de fazer-lhe sentir, que ser esla a ullima vez
que Ihe responder"!, em quanto conservar a masca-
ra visto que a tua alia pusicao permitle-llie sabir
da emboscadarem que se collovou para ferir e de-
Iuipar a verdade, tilo deslealmente, como o lem fei-
papel do ano-
meu' exemplo'
sempre me adiara promplo a refular at calumnias,
ou eisinuacOes que por ventura possa emiliir.
Srs. Redactores, com a publicedlo destes lnhas
muilo ohrignrao ao seu constante assignanle e amigo
xMata* de Azeceiio FHIarouc,
Recite, 12 de maio de 1854.
TRACA DO RECIFE 13 DE MAIO DE 1854,
AS TRES HORAS DA TARDE.
Revista semanal.
Cambios lia pouco .lacadores, regulando oa
- saques da temaos sobre Londres a
27 d. por 19, a 60 dias visto; e
obre Litboa a 100 por 100.
Algodao Os precos continuarara de 59700
i 59900 por arroba de primeira
surte, e de 59200 a 59600 o de te-
giinda. tendo entrado 594 saccat.
Assucar Nao leve alteracao de precos, e as
entradas foram regulares para o
lempo.
Couros ----- Anda sao procurados de 180 a 185
rt. por libra dot seceos salgados.
Azeile doce Veodou-se a 39 por galo do de
Portugal.
Bacalhao--------Nao hoaveram airadas, eexislem
em deposito 5,000 barricas. Kcl.i-
lhoa-tc de 109500 a 119500.
Chambo -' Vendou-se a 219 por quintal do
de mullican.
Carvo----------Tem aparencias de sabir por le-
rem melhorado os precos do sol.
Cerveja- Vendea-se a 59500 por duzia de
garrafas.
Cobre- -'- -.'- dem a 720 rs. por libra para for-
ro, e a 760 rs. para caldeireiro.
Farinha de trigo- Como nao houvessem entradas, os
precos suslenlaram-se de 239 a
269 por barrica, e mesmo lor-
naram-se"mais firmes, Orando m
ser 5,000 barricas, c 700 saceos
de 100 libras, viudas de Valpa-
raso -Dlo Rio de Janeiro.
Ferro- r---------Vcodcu-sede 79a79500porquio-
lal, do inglez.
Loura dem a 270 por ceoto de premio
sobre a fadura.
Lona.....- dem de 309 a 319 a peca da da
Rusia.
Maulciga"* Continua froaxo.
Oleo do liuhara- Vcndeu-se de 19900 a 29100 por
galn, em cascos de madeira.
Papel almaco dem 2*800 a 39400 a resma..
Presuntos---------dem de 1 laa 129 por arroba.
Queijos- dem de 19160 a 19200 cada nm
dos flaracngos.
Violtos------------Oj de Lisboa linios PRR vende-
ram-se de 2109 a 2159, de nutras
marcas de 2009 a 2209; do Exci-
to de 1609 a 180: da Figneira
2009; e o branro.de Liliria mar-
ra Joao de Brilo, de 2009 a 2209.
Desceios A semana foi abundante de di-
nhero, e ot descontos baxaram
_ de 9 a 12 os do banca, e de 9 a 10
dos particulares.
Acc/jcs do baueo-Vcflderam-sc com 1(1 % de pre-
mio.
Frcles----------- Effecluaram-se do asacar para o
Canal a 40, para Liverpool a 42, e
do algodao X por libra.
Fiearam no porl 55(e-nbarcaces, a saber: 1
americana, 36 brasjleiras, 1 dioamarqueza, 4 fran-
cezas, 4 hespanholas, 1 hnllandeza, 5 inglezas, 2
porlugiiczas c 1 sueca.
MOVIMENTO DO PORTO.
Sacias entrador no dia 13.
Parahiha2 dias, hiate brasileiro Tres irmaos, de
31 1|4 toneladas, meslre Jos Duarle d*c.Souza,
equipagem 5, carga loros de mangue ; a Joaquim
lluarle de Azevedo. Passageiro, Silvcro Jos
Madeira.
Calliiu de l.ima60 dias, galera americana James
. H. Shephard.de 637 toneladas, capitao John Mun-
roe, equipagem 20, carga guano ; ao capitao.
Veio refrescar e segu para New-York.
Colinsniba5 dias, sumaca hrasileira Flor do An-
gelim, de 98 toneladas, meslre Joao Rodrigues dos
Sanios, eqnipagem 9, carga assucar ; a Bastos &
Irmos.
Rio de Janeiro13 dias, polaca hespanhola Ardilla,
de 112 tonelada--, capitao Paulo Pages, equipagem
12, em lastro f a Aranaga & Bryan.
Babia4 dias, samara hrasileira Horlencia, de 9i
toneladas, meslre Sebasliao Lopes da Cosa, equi-
pagem 8, carga varios gneros ; a Domingos Al-
ves Malheat. Passageiro, Gerlrudcs Lane e 2 0-
lhos. Ficou de quarenlena por 4 dias.
Naci sahidos no mesmo dia.
Rio de JaneiroHrigue brasileiro Recife, capilao
Maooel Jos Rfbeiro, carga assucar e mais g-
neros. '
MelbourncBarca franceza Florian, capilao La-
grange, carga assucar e parte da que Irouxe.
Navios entrados no dia 14.
Para e portes intermediosII e 1-2 das, vapor bra-
tileiro Imperador, commaodanle o capiao-leneo-
Delphiuo Jos do Amara], Canuto Ildcfoiiso Eme-
reciaoo, Jos Rodrigues Freir, Antonio Benlo
da Costa, Ignacio Soares Raposo da Cmara, Ma-
noel Jos Fernn,les de llanos, Francisco Jos
Gumcs, Tertuliano da Cosa Pinheiro, Joaquim
Romao Seabra de Mello, Antonio Rodrigues de
Castro Jnior, Fernando Rigone, Temoleo Jote
Goncalvet", Paulo Gomes de Almeida, Domingos
Alvaro Xavier Braga, Jos Francisco de Oliveira,
Jo8o Pedro Ribeiru, Dr. Anzelo Custodio Correa e
1 criado, Dr. Jos Joaquim Pimeula de Magalhaet
c 1 criado. Dr. Joao Wilkens de Mallos e 1 cria-
do.Dr. Joaquim Antonio de Feria Abrcu Lima c 9
escravos, Dr. Jos Nogucirn Jaguaribe e 2 escra-
vos, lenenle-coronel Antonio de Souza Mendes
c 2 escravos, Ignacio Jos Alvet de Souza, Ma-
noel Aulonio da Rocha Jnior c 8 escravos. Jos
Maximiano Barroso c 1 escravo, Ueorique Elierv,
Luiz Fraocsco Alves, Dr. Fraocisco de Assis Pe-
reira Rocha e l escravo, Dr. Joao Antonio Fernn-
des de Carvalho e 1 escravo, Manoel Frnandes
de Carvalho, Jos Rodriguet da Cotia, Antonio
Aiiluoes Vieira de Souza, Cactano da Silva Aze-
vedo, Joaquim Rodrigues da Cimba, Jos Anto-
nio Pereira Vinagre, Joao Ribero de VasconceUos
Pessoa, Aolooio Joaquim Teixeira, Autooio Lo-
pes da Silveira, Mauoel de Souza Medeiros, Au-
tooio Jos da Silva e 1 escravo, Antonio Polares,
Carlos Agotlinbn Goes, Reberto llammimd, 60 re
CORREIC.
As malas que tem de conduzir o vapor impera-
dor para.os portos do sal serio feixadas hoje (15) a
urna hora da larde e as correspondencias que vieren*
depois dessa hora pagarao o porte duplo.
Carlas seguras existentes na adminislraro do
correio vindas do norte, para os senhores: Anua "Joa-
quina de S. Jos. Antonio Vicente Nascimento Fei-
luza, Francisco Elias do Reg Dantas, Joao Cardo-
zo Ayres.Oliveira & Irmaos C. Paulo Jos de Ara u jo.
Pela subdelegada dos A togados se faz publico,
que se acha depositada urna menina prla de nome
Faoslina, que foi encontrada no lugar da Torre, e
diz que satura de casada nieilra, e' procurava a de
seu pai Victorino'Gomes, morador no Arraial; quem
tejulgarcom direito a ella, comparec a justificar
para Ihe ter entregue. Subdelegada dos Afogados
12 de maio de 1854.O subdelegado,
Pereira lima.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O eonselho administrativo em virtude da aulori-
sacao do Exm. Sr. presidente da provincia, tem de -
comprar os objeclos seguintes :
Para o hospital re-imeotal do meio batalhao do
Cear.
Colberes de sopa 18; chicaras e pires, cataes 16;
cassarolas pequeas de ferro eslaobadas 2 ; facas da
mesa 12; garfos de dita 12; chinelas rasas, pares
6; comadre i.
Quem quizer vender estes objeclos aprsente as
suas propostat em caria fechada na secretaria do
eonselho, as 10 horas do dia 19 do correute mez.
Secretaria do eonselho administrativo para forne-
cimento do arsenal de guerra, 12 de maio de 1854. '
Jos' de Brito Inglez, coronel presidente.Ber-
nardo Pereira do Carmo Jnior, vogal e secre-
tario.
O eonselho administrativo, em virtude da au-
lorisacao do Exm. Sr. presidente da provincia, tem
de comprar os objeclos seguintes:
Para o* batalhao de infantera..
BonetscomprioS com o n. 2 de metal, 123; pan-
no azul para sobrecasaras c calcas, covades585;
holanda- de forro, eovados 543; chouricas de la
branca, pares 123; brim branco tizo, varas 865;
grvalas de sola de lustro 123; algodaoziuho para
carnizas, varas 558; panno preto para polainas, eo-
vados 60; esleirs de palha de carnauba 223; spa-
los, pares 712; boto-es brancos do osso, grozat 10;'
ditos pretos de osso, grozas 16; pclles de carnei-
ro 100.'
i batalhao de infantera da guarda' nacional.
Bandejra imperial de sedal; pfanos' 2; porte
para a bandeiral; baste para a bandeirarl; capa
de oleado 1.
Para os armazens do arsenal de guerra.
Sola curtida, meios 100; taimas de pinho, du-
zias 10; papel almaco perlina, resmas 30; papel de
peso, resmas 10; pennas de ganco 800*"livros em
braoco de 100 folhas 8; lvros em branco de 150
folhas 8.
9 batalhao de infantera.
Caldcira de ferro balido para 100 pracas. 1
Compaohia de cavallaa.
Pares de coturnos. 46
Diversos balalhes.
Manas de laa. 174
' Arsenal de guerra.
Oslados de' pao d'oleo 2; taboas de assealho de
louro 12.
As pessoas que quizercm vender laes objedos
apresenlem as suas propostes em caria fechada na
secretaria do eonselho s 10 horas do dia 16 do cor-
rente.
Secretoria do eonselho administrativo paR for-
oecimento do arsenal de guerra 9 de maio de 1854.
Jos de Brito Inglez. coronel presidente.Ber-
nardo Pereira do Carmo Jnior*, vogal e secre-
torio.
De ordem do Exm. Sr. director geral da inslrnc-,
C3o publica, faco saber a quem convier, qne este em
concurso a cadeira de instruccao elementar do-pri-
meiro croo de Alagoa de Baixo ; com o prazo de 60
dias cootados da dala desle. Directora geral 4 de
maio de 1854.O amanuense archivista.
Candido Eustaquio Cesar ata Mello.
COMPAXHIA DE BEBERIBE.
O Sr. director da companhia de Bebe-
ribe, em virtude do artigo 28 paragiapho
1. dos estatutos, convoca os Srs. accionis-
tas para se reiinirem em assembla geral,
no dia 16 do corrente ao meio dia, no es-
criptorio da dita companbia na casa n. 7,
primeiro andar, da na Nova, amdpro-
ceder-se a eleirao da administrarao, to-
mar contasa actual, e resolver a'cerca do
12. dividendo, conforme as disposic;Oes
do artigo 19-, paragrapltos 1., o. c 4. Re-
cife 5 de malo de 185.O secretario in-
terino, Luiz da Costa Portocarreiro.
Consulado de Portugal.
Oscredores dos finados subditos Portagnezes
Francisco Jos Silva Araujo, Francisco de Souza,
Fara, Joao Rodrigues Neves e Domingos Jote de
Oliveira, que"nao apresentaram anda seus titules
de crdito devidameote processados para serem pa-
gos, como o lem sidoot qne os lera exhibido regu-
1 uiieule, qneiram manda-Ios a este consulado afim
de serem compelentementc indemnitados palas for-
cas.dos bent arrecados.
Igual pedido te faz aos credores dot subditos Por-
lugoezesauzenle Joao Antonio d'Aranjo e fallec-
do Fernando Antonio Fidi, para' depois de rece-
nbecida a importancia de lodos os crditos te poder
proceder opportunamenle ao pagamento que Ibes
fdr devido. ,
Contalado de Portugal era Pernambueo aos 13 de
maio de 1854. Joaquim Baptista Moreira, consol.
~T~--------------
para esla provioria
Cotinguiba5 dias, polaca froceza Mara, de 124
toneladas, capitao l'etilpain Luiz Barlholomcu,
equipagem 11, carca assucar; a DragSo.
Assii13 das, briguc brasileiro Feliz Destino, de
202 toneladas, capilao Jos Anlooio de Suuza,
equipagem 14, carga tal e palha ; a Amorim Ir-
niaos. Veio largar o pralico c teguc para o Rio
de Janeiro com escala pela Babia.
dem13 dias, brigue brasileiro Jmorim, do 176 to-
neladas, capilao Pedro Nolasco Vieira de Mello,
equipagem 13, carga sal e palha ; a Amorim Ir-
naot. Veio largar o pratico e segoe para Ma-
cei. ,
Cotiugnjb*-4 dias, hale brasileiro Sociavel, de 5i
toneladas, meslre Jos Manoel Cantoso, equipa-
gem 8, carga assucar ; a Baslos & Irmao.
demodias, escuna hrasileira Titania, de 60 to-
neladas, meslre Antonio Francisco Ribeiro Padi-
Iha, equipagem 7, carga assucar ; a Anlooio de
Almeida Gomes & Companhia.
Saola Calharina29 dias, brigae brasileiro Inca, de
214 looeladas, capilao -Malhias Ferreira Braga
equipagem 14, carga farinha de mandioca ; a Ril
cardo Isaac & Companhia. Condoz a familia do
capillo com 1 escreva.
Montevideo33 diat, brigue hespanhol Copernico
de 178 toneladas, capilao Fraucisco Planas, eani-
pagem 19, em lastro ; Araftags & Bryao,
DE Sft
Ot'.tKTA-FEIRA f 7 BE MAIO DE 1854.
GRANDE E VARIADO ESPECTCULO EM
FAVOR DA CANTORA ITALIANA.
Margarida Depermi.
Depoisdeuma cscolbida s\mphooi| M. Deperi-
ni cantar uns versos ero lingua nacional, posto* em
msica peto professor o Illm. Sr. Tlieodoro Oreste*,
os quaes M. Deperioi offerece ao Ilustre povo- Per-
nambucano.
Em seguida ir acea pela primeira vez, oeste
Iheatro o muito eogracado drama em 3 aclot o
o mw- _'. Mv
original do Uastre escriptor *"***"<'' ^^f:
tim; autor do Irmao das Almas, Judas em sabtwlo
de alleluia, etc., eld .. ~ n.
Fazem parle da comedia as artislas, Sra, D. Oa-
hriella, DVAmalia, '-^"l e ot Srt. Mooteiro,
Coste, Mendes, PerjM W Rosa.
Nos intervallot M. Dcrerifii cantora pe P"'?'-.
ra vez ueste Iheatro resUda a carcter at fegranies
^dVp'oi do primeiro adoa Rrande cavaliot da vpt-
ra Semirarakies.
I

<<*.,. .7.*--


DIARIO DE PERNMIBUCO, SEGUNDA FEIRA 15 OE MAIO OE 1854.
BEl. RAtilO LOSINtiHIECRO.
a maestroMercadanti.
Depoi do seguudu cantara a bella aiia da opera
* Puritanos,
CU I LA VOCE SI) A SO AVE,
do maestro Belini.
Depois do terceiro cantara a grande cavatina da
"Pera
OEMJIA DE VERCY UNA VOCE
ALCOR D'INTORNO.
du inattii n ii "'
ha a muito applaudida farra
CASA QUER CASA;'
la flnalisar- o espectculo cantando
f em Inicua nacional, escripia expres-
~J ellH; posta etn msica pelo profesar
JosephFachlnetli; a qual a mesma oirerece e dedi-
ca aoa illustrissimos senheres acadmicos de Olinda:
Bale ha o diverlimento que pela ultima ve* M
Depenni lem a honra de oflerecer ao Ilustre pu-
blico desta capital, e Ihe pede indulgencia e profec-
a; pede tambera disculpa as pessoas que Ihe fize-
ram o obsequio de aceitar bilhete, de nao ter podi-
do levar a peca ja annunciada1; mas u publico co-
nhecera que nao foi sua culpa, e cujo producto
desta recita be a nica recompensa do seu Irabalho.
P*?*8 n">os os versos serao distribuidas
na ooite do espectculo no Ihealro.
bilhetes acham-se dispnsico do publico no
hotel Francisco, onde reside M. Deperini, c na noi-
te do espectculo no Ihealro.
SABBADO 20 DE MAIO OE mi.
RECIT1 A FAVOR OE
L. C. Amodo.
Logo que os professores da orcheslra derem prin-
cipio con urna brlhante symphouia, aubir scena
o novo e magnifico drama eni 5 actos.
A ESQUA ANDREA.
DEN0M1NAC0 DOS ACTOS.
1. O insulto do raarnheiro ao'commandante.
2. A escrava Andrs.
3. A orgia na vespera do combale. Jfe
V. O ducllo rom machados. .
o. O combate navalExploso do brigue Pirata;
A mortalha do capilao Renand.
explosao do brigue Pirata ser fci(a avista do
idor, para o quo nao se poupa as despezas.
Mstnonagens. Actores "
0 conde Reuaud (coiamandanle
da fragata)....... Os Srs. Rezcrra.
Antonio (mannheiro) Amodo.
Lamberto (contra mtstre\ i> Mende.
Plok i'taberneiro)..... piDto.
1. nannheiro. ..-.... SariU Rosa.
2. marioheiro....... 0 p 3-Mrtnheiro....... Rzendo.
Andrea, escrava..... Sra. D. Gabrielia.
Lsa naemno....... N. u.
Ofllciaes de marinha, mariuleiros e povo.
A scena passa-se em Gaudelupe, as Anlillias.
Dar fim o espectculo cora a nova comedia cm
1 arto.
A MOLEIRA DE MARLV.
' Pertonoge. Actores.
Mrquez........sra. Costa.
(Inerme........ Monteiro.
i0**......... Rozando.
Marqueza. ...... Sra. D.Amalia.
Moleira de Marly. ,. d. oat.
Eis o espectculo que o actor Amodo offereoe ao
publico desta cidade assegurando-lhe orna bella es-
ecilla, como em todos os aeus espectculos, e espe-
rando do niesmo toda a proteccao.
. Osi bilhetes acham-se i dispossao do publico ha
roa Bella n. 28, e no da do espectculo no biihe-
Ineiro do Iheatrn,
Principias as horas do coslume.
?Visos martimos
Vende-se o hiate nacional Fortu-
na, de lote de 61 toneladas brasileiras,
apparelhado e prompto de tudo, para a
navegacao costeira; he navio novo, e de
boa e ibrtisssima construccao de ma-
deiras'do imperio; acha-se lndeado em
frente do trapiche doalgrteo, onde pode
*er examinado, e*ara Ajuste trat-se
comM consignatarios, Arjflfco de. Almei-
da Gomes & C. :i>a ra, rapiche Novo
n. 16,segundo andar.' *
Para o Aracatv
aegaeviagem nodia 15 do crrente 'imprelcrivelmn-
le o hule oCapibaribe ; para o resto da .carga ou
paaaageiros, trata-se na rna do Vigario n. 5.
Pareo Rio de Janeiro sahe por estes,S das o
Dngueoheliz Desuno por Icr parle do carregamen-
lo prompto ; para o resto da carga e pajwageiros, tra-
ta-se como Sr. Manoel "Conralves da Silva, ou com
capitana bordo.
Para o Rio de Janeiro segu em
poucos das o patacho nacional Bom
Fun; ja' tem a raaior parte da carga
prompta : para d restante e escravos a
fi-ete, trata-se com o consignatario Jos
Baptista da Fonseca Jnior, na rus do
Vigario n. 4, primeiro anijlar.
Real companhia de paquetes inglezes a
yapor.
i No dia 22 deste roez
F espera-se do sulo vapor
Great ff'estern, o qual
depois da demora do cos-
-------------------------mm lume seguir para a Eu-
ropa; para paaaageiros trata-se com o agentes Adam-
son Howie C. na na do Trapiche Novo n. 42.
l'ara o Rio de Janeiro, vai sahir com
a maior brevidade possivel.o pataxoNacio-
nal Valente ; quem no mesmo quizer car-
regar, embarcar escravos afrete ou ir de
passagem para o que offerece bons como-
*!?*' *r'Ja-*e ao capitao.dojnesmo pataxo
Francisco Nicola'o de Araujo na praca do
commercio, ou no escriptorio de Noves
& C. na ra do Trapichen. 54, 1. andar.
LEJXO'ES~
Terca-flra 16 do corrente, as 10 J horas da ma-
nliaa, o agente Vctor, far leilao no seu armazem,
rna Ha Cruz n. 25, de grande sorlimenlo de obras de
marceneria, consistindo-: em mesas redondas de ama-
relio, consolo, aofs, marquezas, cadeiras de batan-
eo de braco de jaoarand e de amarello, usoaesde jaca-
randa edeamarello, guarda veslidoscarleiras.loucado-
res, lavatorios, etc., assim como tambem alguna es-
cravos e grande sorlimenlo de doce em bariis e la-
tas.
Leilao de charutos.
AnloniodoAlmeidaGomes&Cumpanhia faraolei-
lao por conla e riscode quem pertencer, de 12 cai-
xoea com charutos sollos de boa quafidade, chegados
pelo ollimo navio da Bahia ; ter^a feira, 16 do cor-
rente, aa 10 horas da manhiu, porta do armazem
A Sr. Loiz Antonio Aones,. defronte da alfau-
dega.
Quinla-feira 17 do frrente ao mel dia em
poiilo no ajmazem de M. Carnciro, na ra do Tra-
piche n. 38, o agente i. Gatis far leilao de um ex-
ccllente carro de 4 rodas e um cabriulet com coberta
e arreios em muito bom estado e 2 cavados para ca-
nnolel; assim como tambem iro a leilao todos os li-
vtos que pertenceram ao Tinado Dr. Jos Francisco
de Paiva.
LEILAO SEI LIMITE.
O agente Borja Geraldes, quarla-feira 17 do
crrente as 10 horas da rnauhaa no sen armazem na
ruado Collegio no 14, fara leilao de urna excellenle
mobilia de Jacaranda com pdra com um riquissimo
tremo perteocente a mesma, urna dita simples, so-
ja, consollos, cadeiras de Jacaranda, ditos de amarel-
lo, commodas de diversos tamanhos, secretarias, toi-
lettes do Jacaranda, marquezas. apparadores lava-
tonos eoutras muitas obras de marceneria, piannos,
violes, flautas, coslureiras relio e de moyo, relogios de ouro, e prata para al-
gibtira, para pareilecpara cima do meza ; diversas
obras de ouro.e prali, candiriroa rancezes, ditos
inglezes de novos modelos, candelabros, serpentinas
anlernas, mangas d^vidro, caslicaes de varias qua-
inudes iSc. 4c. carnizas brancas brancas de peilo
colstinho e punhos de esgniao para homem, ditas de
rores, cilancos prelos franeczes'' de masa para ho-
i em quantidade, ditos do ehyjy mnito finos, bo-
neiesde oleario, perfumarias finas, vazos e calungas
dfSlM ap,raenfeile de ""la- '""v1 cidros
eoL7r!!iP1!,ra F*' uma Kran,Je Pr5a de fnhos
StWhSXr.'Ud,dPdr" marmores de diverso
' tramuitern eZ",redol,d*' ""olios (Sc.eou-
nTzT cou,1"ue ^arto Patentes no dito ar-
AVISOS DIVERSOS.
cria^^rca^o^altffi^.r0 Para
lescra-
.._. -.-.- aiierro aaBoa-Visla i
ose Pereira Loure.ro, transporta o seu
vo crilo de nome Joao p,ra Rio^e Jane^
- Na ra do Fagundes u. 96, cazinhaie e: imenm
m*^ parlicularmeD.e por mui, commodoTrerT
*- Preciza-se de alugar uma ami eca para ca"
de pc-nea fanjia, na prica da IndepeiKlencU n!
Precija-sede um homem d msia idarfe n>ra
fcitor d'um engiiho : alralar no atterro da Boa-Vis-
ta ii. 18.
dos Sanio, ArMjKffa^^Mu ilrsc ua ,
do Queimado o. 33 W1'*-
MJTm','"*"" *^ W*"" "'er. irarte
^,,1L ",,,unC10 "WB^elo Ponente, e qUl;
7er\H% ^.a55,8uae seo oom^.Frtmciuo Luca,
MADAMA THEAR
Modista iranceza, ra Novan. 32.
Avisa ao respeilavel publico c a todos os -seus fre-
gueze, que na sua loja de modas existe um gran-
de sorlimenlo de objecto da ultima muda, assim
como seja.-n ricos loucados, turbantes e quafieres pa-
ra bailes soires, ricos vestidos de setira branco.
maco com buhados todos bordados, para uoivas; dir
(os de fil de linho, rnineiras, e diales, lencos, ludo
ile retroz- e bordados matiz, um erando sorlimenlo
de litas para enfeilar vestidos de todas as qualidades,
ricas fitas de velludo para cinteiros e loucados, rauilo
modernos chapeos de seda de ludas as cores para se-
nhora, ricas camisiuhas de fil de linho, ditaa de cam-
braiacom manguitos parasenbora, ditas para meni-
nos; ricos leques de madreperola, chapeos de pallia
enfeilados para meninos, ditos de palha e de seda
redondos para meninas, lindes bicos de ponto inglez
muito proprios para lencos, cabecees de fil de linho
para senhora, botos para palitos de meninos, man-"
tas pretas de seda, ditas de gasia e blonde, brancas
para noivas. canellas e ramos de flores para noivasi
chapeos de palha da Italia para scnhoras.dilos de di-
na aberlos.espartilhos de todas as qualidades, e mui-
tas nutras fazendas de gosto.
CAUTELA E Caldo DE GALMHA NUNCA
1-EZ MALADOENTE.
Avisa-se adous individuos que passam lodosos
diasparaoRerire.aavezes era uma carriola que se
quebrou ltimamente, vestidos de phanlasma branco,
um barbudo e que para sedar um serlo lom tingo a
barbas,o oulro bigodes pornome Gus... que para ter
o rosto rosado bota carmim ; he melhorquese dei-
xem de fazer proposiCoes por S..., do contrario ho
de verO tica cachorros.
Jos Baplista da Fonseca Jnior avisa a quem
convier, que a escuna brasileira, actualmente pala-
.c r-n?> Mar,a' de qe ^o protrietarios Sil-
va & brillo, ||,c esta especialmente hvpolhecada pela
quanhade 4:;2o09000 por escriplura lavrada as nn-
las do tabellino Coelho, c devldamenle registrada;
cujahypolhecaseha de vencer cm 18-de Janeiro de
Alnga-seuma boa casa terrea com muilos com-
modos para grande familia, com otilo cj.pinlada de
novo, site no ra do areal em Fra de-Portas, da
parte da-mar grande: quem a pretender,dirija-sc
ruado Encantamento n. 3, primeiro andar.
Na praca d Independencia n. 2 i-,
precisa-se fallar como Ulm. Sr. Dr. em
medicina Ignacio Nery da Fonseca, ou
pessoa que suas vezes faca.
Na ra Nova n. 27 se dir quem compra uma
casa terrea na Camboa do Carino.
Losna romanaVae SoTline,
E A Untura delosha romana, Sol i ne, he um ,
i dos excellentes remedios tnicos conhertdos, e ]
l que maior numero de vezes tem produzido
l melhorcs cITilos as molesliaa qu so lem
[ julgado applicar. Cura com admiravclpromp- !
r tidao sdres nervosos, do eslomago, acclera
S.adigeslao as nossoas que lem lardia, faz i
' desapparecer os margos de bocea, e os gazes |
j que se accumulan uo eslomago, edesenvolVe
l o uppelile ; cura igualmente as dcscnierias
t chronicas, as flatuosidades, e he um podero-
l o remedio para as criaurusque sollreni de li-
[ enleria, ou dijeci;es alvinas liquidas, e mni- '
t tas vezesrepelidas, as quaes se acham os ali-
f mentos maUlegeridos. A senhoras que pade-
r cem de rhlorosc ou paluda cdr. arharSo na
' Untura de losua romana, Um remedio efficaz;
C o qual sendo usado por algum lempo as lor-
na coradas: Tem sido de grande vanlagem no
i Iratameiito da leurorrhea ou flores bran-
5 cas, e juntamente no fluxo sanguneo prove-
l mente de alonio do tero. Seu uso he mu
j simples: as pessoasadultas devemlomarduas
r colherinhas de mandila em jejum, e dua
f a noile quando se qoizerem agas.ilhar, dissol-
\ vidas em pequea quanlidade d'agoa mrna.
E' As crianzas lomarao orna collierinha de ma-
ndaa e oulra a noite. Vcnde-se nicamente
t na botica c rna dos Quarleis n. 12.
, ~ ab1a.lsn assignado, faz cieule a sua inconso-
lavel ramilla, e a seus prenles, aquellcs que forem
seus amigos, que rauilo breve lera fim a sua perce-
guifao, Porque os Illms. Sr*. Jo3o lavares Cordeir
e Joao Simo d Almeida., ncarregaram-se de pro-
mover a sa soltura, com o auxilio Jo mais alguns
amigos ; o abano assignado nao sabe quando for li-
vre desla prizo sem limites, com que termos aara-
decera a seus proteclores este acto de generosidade
mas o cerlo heque ha de agradecer ao dennis de li-
berlado, pela forma que Dos o ajudar. Nao sabe o
abano assignado, se o Sr. I.uiz Francisco de Barros
Reg, subdelegado do I .o districlo de San-Lourenro
da Ma ta, anda seta seu perseguidor, a pezar que'a
sua delenrjo nao he porcausa crime. Sala da cadeia
do Recifc, 13 de niaio .le 1851.
Joaquimde S Caealcanti Machado de Albuquerauc.
Aluga-se um sitio na Passagem da Magdalena,
a margen) do rio Capibanbe, com uma excellenle ca-
sa acabada de novo, coBlendo orna sala de 30 palmos
em quadro para visites, uma dila com 40 sobre 20
para janlar, uma dita com 30 sobre 20 para recreio
todas estucadas, e uma de SOsobrc 20 trlha va para
dormidas, 3 quarlos, uma boa cozinha, copiar co-
bcrto.e estucado, coxheira, eslribaria para 4 caval-
los, olam para criados e escravos : ,-i iralar na roa
nova n. 27, com Joaquim Antonio dos Santos An-
drade,
Desappareccramdo Manguinho.s 10 horas da
manha.-i do dia 12do andaute, Irez cavallos, que pas-
lavam amarrados no silio do Sr, Luiz Jos da Costa
Amorim ; o feilor do niesmo silio fez-me favor
corlar-lhesas cordas e manda-Ios encholar, para on-
de so elle o pode saber ; o qde he verdade he que
meia hora depois Uve sciencia disto, e exped pessoas
aps dos ditos cavallo?, e nao so nao lem sido possi-
vel seren achados, como at nem a menor noticia
He um quartao alasao, grande, est carnudo, lem as
cimas e cauda muilo curtes por ter sido simpado
poucos dias ; um potro, melado, com a primeira mu-
da, gordo, e igualmente rimpado ; um qoarto tam-
bem melado, magrerao, de cauda e dina grandes : se
por vedlura alguera delles souber, ser gralificado,
levando-os ou indicando o lugar onde so achem,
seu dono. Jos de Mello 'Atbuquerque Monte-
Negro.
Oabaixo assignado, vendo o aviso de sabbado
13 do corrente, posto pelo Sr. Jos Baplisla da Fon-
ceca Jnnior, responde ao mesmo Sr. que so o abaixo
assignado he o proprielario do patacho Gallante Ma-
ra, (outr^ora escuna,) e que com efleito o mencio-
nado navio Ihe foi hypolhecado' por transferencia de
hypotheca, pela tirina de Silva & Grilo, por essa
quanlia de 4:2509 ra., porm o Si. Baplisla s por
malicia se esqueceria, que recebeu logo por conla i
quanlia de 1:750 rs., restando-se-lhe nicamente
2:500 *., por qiuinto Ihe est obrigado dito navio,
(isso vencer-se em Janeiro de 1855.) O abaixo as-
signado s v no mencionado anuuncio, proposito de
o descousciluar, e com quanto as pessoas que o co-
uhecem lhes facam juslica, para com o publico
em geral, desafio ao Sr. Baplista para quo um faci
s seu ou de sua firma social, patente e que*o .aulo-
rise a um semclhante passo. Oabaixo assignado po-
deria dizer mais alguma cousa, por quanto serta
mente nao lie o Sr. Baplisla, que est nq caso i!
desconceituar a.ningoem, porm daca qual d ou em-
presta p que tem, e s com isso tenhn respondido'.
Joao Antonio Un Silva Grilo.
Precsa-se de um sitio com boa ca-
sa de vi venda, commodos para escravos
estribara para tres cavallos, e baixa pa-
ra capim, em qualquer um dos seguinte
lugares : Apipucos, Monteiro Poco, Sa^i
ta Anna, Ponte de Ucha, Manguinho
com preferencia nos Apipucos, Menteii
e Poco, ainda mesmo sem baixa para
pim : quem tiver e quizer arrendar
ra habitucuo de uma familia, queproiuv
te zelar e tratar como Se fosse o propr
dono, annuncie por este (Diario, c
avisf nesta tipographia,'ou inalmen
dirija-sea ra Formosa n. 2, onde aciat
com quem tratar.
GABINETE PORTGUZ DE LEITURA
Movimento litterariodo primeiro tri-
are de 1854.
Janeiro. Livros sabidos
Fevereiro. o
Marro. b
de
i-o
ca-
pa-
i-omet-
io
Ou
te'
a
Janeiro.
Fevereiro.
Marco.
Janeiro.
Fovereiro.
Marro.
l.ivros entrados
' a
742
53fi
f>72
801
571
7:16
2:108
1950
Total 4:058
Frequencia.
Accionistas 399
Subscriptores 247
Visitantes 54
Accionistas 285
Subscriptores 184
Visitantes 38
Accionistas A15
Subscriptores 280
Visitantes 42
700
507
737
Tolal.
1:944
Recite 1, de abril de 1854.J. L. de Aguar
1. secretario. '
Roga-so aoSr. fiscal da fresuezia dc.Sanlo An-
tonio, que tenhaa bnndade de dar as suas providen-
cias sobre o despejo que de corla casa da na do Col-
legio, e faz para o lado do caes, embora Ihe d al-
gum Irabalho, porque (enlgum tanto larde da noi-
le. quando i-io lem lugar; mas vale a pena o sacri-
ficio, porque o ftido quc'exhala he 13o hrrivel, que
de por si so pode dar origem a uma epidemiaco-
mo a Mire amarella.
l'm morador da menina rna.
No pateo de S.l'eriro n.21, lava-se roupa.e im-
gonima-so, a preQO comniiiilu, as pessoas que qoize-
rem dinjam-se a dita rasa.
THEATRO DE SANTA ISABEL.
P/de-se ao emprezario do the.nlro de Sania Isabel
que haja de restituir o dinheirn dos bilhetes compra-
dos para a recita de D. Cesar de Razan, annunciada
ha mais de um mez, ou annuncie oulra recita, do
contrario parece historia de on^a.O mediouzo.
Quem se julgar credor da exlincla firma de
Lopes & Pinheire, dirijasc a na do Queiraado n.
38, para ser pago at 18 do corrente mam.
Jos do fiascimento Lopes rclira-se para a Eu
ropa, o deixa por seus procuradores, em primeiro
lugar o Sr. Jos Joaquim de Faria Machado, segun-
do o Sr. Manoel An'-onio dos Sanios Fontes, e ter-
ceiro seu iranio Joao Ribeiro Lopes.
.Precisa-se alugar um cscravo mcnsnl, que cn-
tenda de seniro de sitio : a tratar na ra de Hurlas
n. 15.
Precisa-se de um fnrueiro : na padatia da ra
Direite n. ii.
Aluga-se o silio denominado do Cordeir, com
casa de vivenda, em Sant'Anna, perlencenle ao ca-
sal do finado commeudador Antonio da Silva : os
preleiidentesdirijara-serua do Vigario, casa n. 7.
Casa da aferico, na ra das Aguas-
Verdes n. 25.
O afettdor participa, qoe a reviso leve principio
no dia 1" de abril corrente, a fiuafsar-s.e no dia 30
de junho prximo futuro: segundo o disposlo no
art. 1 i.do regiment municipal.
Aluga-se uma boa casa terrea, sita na roa do
Sebo n. 54, por 99000 mensaes ; a tratar na ra da
Aurora n. 26, primeiro andar.
Offcrece-sc urna ama para casa de homem sol-
teiro, para rozinhar, lavar e engommar; a Iralar na
ra larga do Rosario n. 38.
Precisa-so do uma ama para o serviro de por-
tas a dentro e comprar na ra, ou de uma escrava
para o mesmo fim ; na ra do Hospicio n. 17.
O abaixo assignado deixou de ser caixeiro dos
Srs. Pacheco & Monteiro desde o dia 11 do corrente,
e nada deve a pessoa alguma, roas se alguem se jul-
gar seu credor aprsenle sua conta para ser paga :
na ra da Cadeia do Recite n. 10, loja de fazendas.
Jos Francisro da Silva.
Ainda esla para se alugar a casa do Jos Car-
neiro da Cunha, com grande aoto, uma alcova, (res
quarlos, um dito, para pretos, quintal soflrivel e ca-
cimba com boa agoa ; a ultima da ra dos Prazeres
do bairro da Don-Vista.
Ivo Marlins de Almeida, cidadao brasilciro,
rclira-se para a Europa a tratar de sua aude.
Na ra do Vigario, casa n. 7, ha pata alugar
um escravo ptimo cozinheiro, proprio para qual-
quer casa eslrangeira. ou para os vapores da com-
panhia.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acham-se a venda os bilbetesdaloteria
16 doThesouro, que correu no Rio de Ja-
neiro no dia 2 do corrente mez ; as listas
devem ter partido daquelle porto em 5
do corrente pelo vapor Josephiua qje
aqu deve chegar sabbado ou domingo da
presente semana; os premios serao pa-
gos logo que se izer a distribuicao das
listas.
O abaixo assignado oflereceos seu serviros por
limitados preros para, dar batneos e fazer algumas
escripluraroes por casas particulares, copiar escrip-
ias, ainda sendo serviro de um dia oti horas, c pede
aos senhores que o quizerem empregar de que senao
lembrem da pequea posiro que commercialmenl'c
oceupou nesta prara, sim da que actualmente oc-
cupa ; estas terabrancas lera feilo com que por vezes
nao lenha sido empregado, oque nilo pequeo mal
Ihe tem feito procuren! na ra da Seuzala Velha
n. 112, terceiro andar.
firmino Jote Flix da Rosa.
Firmiano Jos' Rodrigues Ferreira,
tendo de ir ao Rio de Janeiro ate lins do
corrente anno, e desejando liquidar todas
as suas transaccoes com a praca, roga aos
seus devedores tratera quanto antes de re-
alisarem seus dbitos sem que sejam a isso
forcados.
Aluga-se ama sala e uma alcova no primeiro
andar de um sobradinho na ra de Apollo, bom pa-
ra algum escriptorio ou para qualquer occupar.lo ;
quem o pretender,dirjase ao terceiro andar do becco
Largo n. 1.
Precisa-so alugar orna ama forra ou captiva,
para uma casa estrarigeira de pouca familia, para
iralar de meninas a fazer mais algum serviro se for
preciso : na ra '.da Scnzalla Velha o. 60 primeiro
andar, ou na Capuuga silio do Sr.Brilo.
Loja ingleza de roopa feit, ruada Cndeia
doRecifen. 16.
Existe neste eslabelecimenlo um grande sorlimenlo
de roupa feila de todas as qualidades de fazeudas
chegadas prximamente de Inglaterra, como sejam :
palitos, casacas, calcas, colleles, camisas, ceroulas,
etc., e os preros serao' os mait razoaveis possiveis,
visto ser o systema do dono nao deixar dinheiro sa-
hir ainda mesmo com algum prejoizo.
Paulo Gaignou, dentista,
pode ser procurado a qualquer hora em sua casa
na i ua larga do Rosario n. 36, segundo andar.
" Avisa-sea quem inlercssar, que ainda esl|por
se pagar o funeral de cerlo grande, que montou em
3003000, e que em quanto nao pagar nao s sahir
este, como tambem se dir claramente de quem foi,
visto que tendo-se esgotado lodos os raeios de bran-
dura econdescendencia, a nada se moveram; he. jus-
to, portante, que ao' menos o publico saiba que foi
dito funeral a cusa doPaciente.
Precisa-se de uma ama que en tema de cozinha,
para uma casa de pouca familia: na rna da Cruz
n. 7, terceiro andar.
Joaquim Dias Fernandos vai a Eu-
ropa, e deixa por seus procuradores, em
primeiro lugar a seu *io o Sr. Jos Joa-
quim Dias Fernandes, em segundo o Sr.
Antonio rjeSa' Lopes Fernandes, em ter-
ceiro o Sr. Joao-Tavare8 Cordeir.
O Dr. Thomassin, medico francez, di con-
i sullas lodos os dias uteis, das 9 horas da ma-
l nliaa at o meio dia. em sua casa ra da Ca-
leca de Santo Antonio n. 7.
Attencao.
Precisa-se de um capellao para a povoacao de Ca-
poeiras, sendo bem moraKsado e instruido : quem
preteuder dirija-se ra Direite n: 76, que se dir
quem esl aulorisado para tratar, e declarar as van-
tagensda canelania.
J. Jane dentista,
contina rezidir na ra Nova, primeiro andar n. 19.
- Oflerece-se um rapaz para caixeiro de qualquer
casa de negocio de atacados, tanto de fazendas como
de molhados no trapiche, o qual dar informacoes de
sua conducta ; quem pretender annuncie para ser
procurado.
Precisa-se aluzar um prelo esrravo para Iraba-
lhosde silio, pagando-se 12t)00 mensaes alcm do
sustento ; no silio que foi do Sr. Paulino, na travs
sa doArraial para a Casa Forte.
Aluga-se um sobrado de um andar
com cinco quarlos, estribara, ecasa para
escravos, sita na ra do Bemlica, logo de-
pois da ponte grande: quem o preten-
der dirija-se a ra do Rangel n. 58.
O-cautelista da casa da fama no
aterro da Boa-Vistan- 48, vegdcu o meio
bilheten. 5626 com o premio de 5:000$
rs., divididos em quartose vigsimos, da
lotera de N. S. do Livramento: e avisa
a quem os- possuir que venham receber
na mesma casa cima.
Antonio da Silva Gtiimaraes-
Antonio de Almeida Gomes & C, embarcar
para o Rio de Janeiro os escravos cioulos, Joao e
Manoel.
Precisa-se de uma ama para o serviro de casa
de pouca familia: no largo de S. Pedro u. 18.
Joaquim Antonio de Santiago Lcssa, mudon a
sua residencia da ra Augusta para a rna Dircila
freguezia de S. Antonio confronte a bolira do Sr.
l'aranhos, primeiro andar do sobrado n.91, que faz
quina para o becco do Sergado.
A pessoa que deixou na livraria da Praea da
Indepnndcncia nodia sabbado 13 do corrente, va-
rios papis dolirados cm pequeo formato, entre os
quaes parece haver Miras, (nao se assecura, pois
nao se abriram) queira ir recebe-las dando os sig-
naes.
O Sr. que se assina Joao da venda, no aviso
que fez ao abaixo assiguado na madrugada de do-
mingo 14 deste mez, queira entender-se com o
abaixo assignado paraderaaii perlo-lhe agradecer
curiosidade que leve, na certeza de que nada o
aterra. Custodio 'Manoel Gonratce*.
Prccisa-se de um cacheiro que tchha hasl.intefPa-
tica de taberna, seja fiel e diligente, e d fiador a sua
conducta, nao se duvida dar bom ordenado : na ra
de Cordoniz n. 1, no forte do Mallo.
O procurador fiscai e dos teilos da fazenda na-
cional, o bacharel Fernando Alfonso de Mello, mu-
dousua residencia para a ra da Praia em segui-
menlo do caes do Ramos, segundo andar do sobrado
de Jos IIvghm de Miranda.
Jos da Silva Moreira relira-se- para Portu-
gal a tratar de sua saude. por isso julga nada dever;
porm se houverqiiem sejulgc sen credor, lenha a
bondade de apresen lar seu titulo de dehito no prazo
de 15 dias depois desta publicaran, no caes do Ra-
mos ; o mesmo Sr. agradece a todas as pessoas cun
quem lem lido negocio, o hom cnnceilo que ilelle
lem feilo : o mesmo Sr. roga, a todas, a pessoas que
lem pendn-* eni sen poder, que os venham remir
dentro do pra/o cima dilo.
Joaquim de Almeida e Alhiiquerque, relira-
se para o Rio de Jaueiro.
Vende-se superior kirechs e abscin-
the : na ra da Cruzfh. 26, primeiro
andar.
Vendem-se espingardas francezas
de dous cannos ingindo tronxado, mui-
to bonitas, e por preco brntissimo : na
ra da Cruz n. 26, primeiro andar.
Attencao.
Avisa-se a cerlo larapio de cachorros que mande
entregar a seu dono a cachorrinha amarella aue
surrupiou du Passeio Publico no dia 12 do corrente
poissabe-sc que ella existe na casa u. 12da ma dii
.... primeiro andar, e pede-se a este amante da rara
canina, quo nao continu no otllclo, para nao in-
commodar os possuidores de laes auimalejos.
Jos de Mello e Albuquerque Montenegro* de-
clara a quem convier que mora em um sitio um pou-
co alm da Solidado defronle do sitio do Illm. Sr.
Miguel Arcanjo Monteiro-, pode tambem ser procu-
rado na ra do Crespo loja do Sr. Jos onealves
Malveira.
Aluga-se uma negra para tod o servido de
uma casa, sabe cozinhar menos engommar, e que
tudo faz com muito asseio : na ra Dircila sobrado
de uro andar n. 33a op No dia 11 do corrente desapparer.cn oescravi-
uho crioulo de nome Jorge de idade de dez anuos
pouco mais ou menos com os signaes segui.ntes ; ca-
ra redonda, cabera dila, olhos fundos e brancos, den-
tes largos e est mudando os queixaes, he bastante
ladino e prosista; levou vestido camisa d aamburgo
ja rota na'berlura e seroula de algodaozinho.com ca-
misa para dentro da seroula: quera o pegar lev-n a
ra Direila n. 27, primeiro andar a Jos Amaro Fer-
nandes, ou ra da Cada de Santo Antonio -a Ma-
bioel Joaquim domes que ser generosamente re-
compensado.
Nodia 12 do correle desapparece dositio
do Caldcreiro junto aodo Sr. Dr. Aletlorado, um
mtalo de nome Luiz com os signaes saguintes; bai-
xo, cabellos carapinhados, pouca barba,' mal encara-
do, olhossempre baixos, os ps apaldelados e vira-
dos para fora, anda um lano miudn.a idade que re-
presenta ter he pouco mais ou menos 35 aunos;levou
chapeo de palha velho, camisa de riscado azul, calta
ja velha azul : quem o pegar pode leva-lo na ra
do Coliegro u. 23 primeiro aidar. ou no referido si-
lio do Caldereiru, que ser recompesado.
COMPRA^]-
Compram-sc patacoes brasileiros ehespanhoes:
na ra da Cadeia do Recite n. 54, loja de fazendas.
Compra-se prata brasilir e liespa-
nhola : na ra da Cadeia do Recife n.
2-., loja de camWb.
Compram-se eseos de ambos os sexos, e pa-
gam-se bem ; assim como rerebem-sc para vender
em rnmoiissao : na ra Dircila I). 3.
~ Compram-se palacoes brasileiros e hespanboes
a 19940 ; na ra da Cadeia do Recife, loja u. 54.
Compra-se uma escrava remitidla, parda ou
crioola, que cosa e engon.ine. paga-se bem ; na ra
Nova u. 34.
Compra-se uma cabra (bicho) com cria, e que
de bastante leite : ua ra do Trapiche n. 3.
Compram-se ps de laratfgeira nxerlada ou
por enxcrtar, e urna quanlidade de limociros para
fazer uma cerca : na ra do Pilar n. 55.
VENDAS
TROCASE PORDIMIEIROA VISTA;
Na ma do Crespo n. 15.
Chites francezas finas a 280, 260, 240 rs. o
| royado, cassa franceza a 7-20, 360 rs. a vara,
i chitas inglezas enlro fiuas, cores tizas 220,
' -200, 180 r.*. o covadbj riscados francezes a
j.240, 220 rs. o covado, brius lizos de linho
1 de diversos padrtes a 280 rs. o covado, dilo
Iran^ado de algodao a 320 rs. a vara, raeias
cruas a 2S000, 23500 rs. o maco, chapeos de
sol de panno e cabo de trro a 23000 rs. ca-
I sentirs francezas escuras de padroes mo-
| demos a 4S000, 43500 e 5000 rs. o corte,
dila meias casemiras a 2j80O rs. o corle,
setim maco a 23800 e 38000 rs. o covado.
casemiras pretes a 2B000, 23100 e 33000 rs.
I o covado ; outras muitas fazendas.
Veude-e uma taberna com poneos fundos: na
ra do Rangel, alralar comTasso trmaos.
Vendem-se os compendios de geomelria ap-
provados para o uso das aulas de segundo grao,
acham-se a venda na ofiiciaa e enradernaiao do pa-
leo do Collegio: lodos os compendios levam uma as-
signatura do autor, er manuscriplo.feila na primei-
ra flha verlicularmcnte. ,
Vendem-se duas ptimas canoas, rendo uma
para familia,' e oulra de carreira: na ra Nova lo-
ja n. 4..
Palitos francezes.
Vendcm-se palitos francezes de brim .de linho e
bretauha a 33 e 48, ditos de alpaca prcla e de cores
a 83, ditos de pando fino a 143, 16 e 183, tudo da
ultima- moda e bem acabados : na rna Nova loja de
fazendas n. 16 de Jos Luiz Pereira & FilfiO.
Laas escocezas.
Vendem-se laas escocezas de qoadros e lislras pa-
ra vestidos, fazenda nova o'de gosto a 800 rs. o co-
vado : na ra Nova n. 16 de Jos Luiz Pereira &
Filho.
Romeiras e visitass ^P
Vendem-se bonilas romeiras de rambraia bordada
a 33, visites de fil e cambraia bordada muilo bem
eufeitadas a 73 : na ra Nova loja n. 16 de Jos
Luiz Pereira & Filho.
Vestidos baratos.
Vendem-se cassas francezas de bonitos desehhos e
cores lixas a 360 rs. a vara, corles de dila de barrra
e babados, com 11 }i varas a 53, vestidos de cam-
braia com barra de cdr a 33, ditos de 1 a 4 babados,
a 48, 43500, c5?, ditos de riscadns com capotinho pa-
ra meninas de 2 a 4 annos a 23500, ditos de cansa
seda a 133, ditos de chite de barra a 2;iuo e 33, di-
tos de cambraia aherla branca e de cores a 43; na
ni-i \*in-ii 1-i-i >i AC i!* >-(. >_ li.___^ i *;__
63 e 73 o covado, dilo verde escuro, proprio para
palitos a 48 o covado, dito azul, para fardas da guar-
da nacional a 3 e 48 o covado, casemiras de cares a
43500 e 53 o corle, dita prela a 7, 8, 9, 10 e 123 o
corte, alpaca prela a 640, 720, 800, 18 e 18200 o ce-
vado, dita de cores a 800 rs, n covado: ua ra No-
va loja u. l, de Jos Luiz Pereira & Filho.
Chapeos e capotinhos.
Vendem-se chapeos de seda e blond para senho-
ras a 12 e 148, capotinhos de seda prela ede cores a
123, ditos com.rollete a 153 : na ra Nova loja n.
16 de Jos I.uiz Pereira & Filho.
VcnJem-se chapeos de diversas qualidades 4?
9 chegados ltimamente, como sejam para se- @
nhora, todos de seda com plnmas guarnec- &
dos de bico de blond. ditos de cabellos e pa-
ldinha de Italia a 148, 16-c 183. ditos de se-
da para meninas a 53 e 63: na fu do Cres-
po loja amarella u. 4, de Antonio Francisco,
- Pereira. @
FELTRO.
Joao Pinto Regis de Souza lem para vender cha-
peos de feltro da melhore mais arredilada fabrica do
Rio ile Janeiro; vende.caixes com bons sortimentos
e prero mais barato que em oulra qualquer parle :
na ra da Penda, sobrado u. 5, primeiro andar.
Vemle-sc azelte de carrapato, pelo prejo de
180 a canuda, ?em garrafa a 260; no pata* de S.
Pedro n. 3.
Vende-se por 4503000 rs.( om negro de naci,
com idaite de 3o annos, muito pos-ante e sem acha-
ques, proprio para algum sitio ; na ra da PeOha,
taberna nova, por baixo do sobrado.
Vende-se a taberna da ra de Santo Amaro n.
28, com fundos a volitado do comprador, oii s a ar-
marao.por prero commndo ; a tratar na mesma.
Vende-sca taberna da ra Nova n.40, por seu
dono ter de rclirar-se para Iralar de sua saude; a
tratar na mesma ra n. 65.
m
Superior fariha de mandioca
Vende-se farinha de Santa Calhariua muilo
nova#- e de superior qnalidade. por pre^o
commodo, a bordo da escuna Zelosa ; para
@ porgues, trata-se no escriptorio da ra da Cruz
n. 40, primeiro andar.
@@ E
Na ra das Cruzes n. 22, vende.so uma mula-
ta de 23 annos, bonita figura, engommadeira, cozi-
nheira, cose chao e lava de salino, uma crioula de
bolilla figura com as meslas habilidades, c oulra di-
la quo engomma, cozinha, cose nao e lava, um mu-
latindo de 13 annos, e um crioulo de elegante figura
de 30 annos.
Na ra do Pires,
casa de porta larga, tem para vender-se um' cabrio-
le com coberta suposte, novo c de bom gosto.
No aterro da Boa-Vista n. 80, vende-se vinlio
linio a 320 a garrafa, e branca a 400 rs., ambos su-
periores, cha prelo em tres*embrulhosj cida um.a
18920 a libra, feijao mulaliiiho a 320 a cuia, branco
a 200 rs., gruguluba a 200 rs., gomma para engom-
mar a 23560 a arroba, e 100 rs. a libra.
Sorvete.
as segundas e qninlas-feiras haver na loja do
Bourgard sorvele de creme ao meio uia.
Relogios de patente inglezes;
vendem-se por preco commodo, em casa de Barroca
& Castro, na da Cadeia do Recite n. 40.
Com pequeno toque de avaria.
Mandapplao c algodanzinho muito barato : na ra
do Crespo, loja da esquina que volla para a cadeia.
Vcnda-sc a obras seguintcs : Duas Dianas 5
v., Misterios de Paris 10 v., Judcn Errante 5 v.,
Memoiiesd'aulre tombo 7 v.. La Reun Ilorlence
4 v., Tasso, Jeriizalein 1 v. Amor desgranado I-V
O Iris, porCaslildo .1 v., Lnvaler, phisiogouomie 1
v., Warden, Consuls.1 v., Bnim de lloras io I v.,
Ciiiiversaraol'rance/.a I v., Araujo llarrus, pot>zias2
v., ludo no heco da Congregarao, loja de eurader-
narao.
Vende-se chocolate de Paris, o me-
llior que tem apparecido ate' hoje neste
mercado, por preco commodo : na ra
da Cruz n. 26, primeiro andar.
Vendc-se a parle da melado da rasa terrea da
ra de Sania Rila n. 30, a qual casa rende 73000
mensaes : a Iralar na ra do Collegio, loja n. 13. ,
Vende-se um carro americano de 4 rodas, che-
gado ltimamente a esla cidade', e juntamente um
coupe com a competente parelha ; parajyr e Iralar,
dirija-se ao Sr. Quinteiro, na ra Nov4Qp
Vendm-se latas com 3, G e 12 li-
bras de ameixas francezas de superior
qualjdade : na ra da Cruz n. 26, primei-
ro andar.
Vendem-se saccas com cevada nova:
no caes da Alfandega, armazem de Anto-
nio Aunes.
Vendem-se os sesointes escravos: uma negra
boa cozinheira, coslureira e engommadeira, oulra di-
la cozinheira, e ambas proprias para qpalqner' ser-
viso de casa, dous negros proprios para copciro, e
qualro ditos para o serviro de casa e de campo : a
tratar aa ra do Vigario n.-7.
Vende-se muilo barate um grande e fornido
portao de ferro, feito em Inglaterra : os pretenden-
tes podem ve-lo no sitio em Sant'Anna, que foi do
finado rommendadnr Antonio da Silva, junto a casa
da beira'do rio : a Iralar na ra do Vigario n. 7-
hegaram ltimamente'^ait^*
francezes de panno e de alpaca, e
bombazim preto e de cores, os de
panno a 16$000 cada m, e os de
bombazim e alpaca a 10$000 : na
ra do Crespo, loja amarella n. '4,
de Antonio Francisco Pereira.
JL
Vende-se orna larlarnga verdadeira, viva, por
prejo commodo ; na roa da Cruz n. 26.
RAP ROLAO' FRANCEZ.
Vende-se em casa do Sr" C. Rour-
gard, ra da Cade"ia do Recife, e na loja
do Sr. Jos Dias da Silva Cardeal, rtia
larga do Rosario.
Na loja n. 2 da roa Nova, alrazda matriz. *en-
demrse libros de fil le linho branco por 13000 rs.,
proprios para as senhoras cobrirem a cabera as
grojas.
- Na rna Nova n. 2, vendem-se peitos de cassa
para camisas, collarinhos finos para as ditas, e grva-
las finas para hornera.
Na ra Nova n. 58, primeiro andar, ha para
vender-se uma bonila escrava sem vicio algum, de
narite, com 20 annos de idade, a qual he boa cozi-
nheira e engommadeira, faz labyrinlho c cose chao.
Milho novo.
Vendem-se saccas com milho novo, pelo barato
Ereso de 33000 rs. cada uma: na ra do Passeio Pu-
lico n. 17.
Do Chili finos.
Vendem-se superiores chapeos do Chili. de abas
grandes e pequeas, superioreschaposdellalia.para
homens, senhoras e meninos, com enfeiles e sem ej-
les, variado sorlimenlo de transas e franjas pealas e
de cores, para enfeiles de bonetes e guarnieses de
manteletes, a presos commodos: na, praca da 'Inde-
pendencia loja e fabrica de chapeos de Joaquim de
Oliveira Maia, ns. 24 a 30.
Vende-se por preco commodo a
interessante obra prximamente chegada
de Paris intituladaDiccionario deConver-
sacao e de Leituraein 68 totumes, ul-
tima ediccao: quem a pretender dirija-se
a livraria'n. 6.e8 da praca da Indepen-
dencia.
Oleados pintados-
Vendem-se oleados pintados, d ricos padroes e'di-
.versas tersuras proprios para cobrir piannos, com-
modas, mesas, e bancas, e a presos muilo commo-
dos : na praca da Independencia loja c fabrica de
chapeos de Joaquim de Oliveire Maia, ns. 24 a 30.
Feltro superior.
O mais completo e variado sorlimenlo de chapeos
de feltro de todas as cores*e qualidades, para no-
mcus, senhoras e meninos, a preros muito commo-
dos: na prara da Independencia loja e fabrica de
chapeos do Joaquim de Oliveira Maia, ns. 24 a 30.
De castor a 12$-000 rs.
Vendem-se chapeos de castor
branco inglez, da melhor for-
ma e qnalidade, a venda no _
mermado a 123000 rs.. ditos te dilo pretos a 93000
rs., bom como variado sorlimenlo de chapeos de se-
da francezes de excellentes formase superfinaquali-
dade a 6, 7 e 83000 rs. cada um : na prasa da In-
dependencia loja e fabrica de chapeos de Joaquim
de Oliveira Maia, ns. 24 a 30. .
VeHc-se m escravo de 35 annos, bom para
Irabalhar em algum silio, por ler disso pratica, e
tambera sabe tratar de cavado': he muito sadio, c
nao lem o vicio de se embriagar, e nem de fugir ;
quem o pretender, dirija-se a roa Direila, casa jun-
io a padaria, n. 67. Vende-se por preso enconta, e
0 motivo da venda se dir'ao comprador.
Grande e variado sortimento de fazendas
baratas, na ra do Crespo n. 14, loja
de Dias & Lems."
Chitas saragoranas escuras ranilo fitas e muito
recommendaveis por sua boa qnalidade, padroes
ainda nSo apparecidos, a 160 180 rsx o covado ;
sarja de 1.1a de das larguras muilo encorpadt, a
610 rs. o covado; riscadihhos de linho muilo finos,
a 640 rs. o covado; algodao transado escuro, panuo
couro, a 180 rs. o covado: gauga amarella mnito
superior, a 360. rs. o covado; brim transado de al-
godao muito encorpadu a 800 rs. o corle: coberto-
res de algodao grandes, a 610 rs.; pequeos 600 rs.
cada nm ; pesas de cambraia muito finas com 8 X
varas, a ISOOO rs. e a 560 a vara ; camisas de meia
mnito elsticas, a IgaM) rs. cada uma ; alpaca pre-
la de duas larguraa;J|00 rs. o covado;' damasco de
15a de lodas as cores muilo superior, a 800 rs. o
covado ; e oulras milites fazendas mais barates do
que em oulra qualquer parle, dao-se amostras das
chitas com penhores.
ATTENCAO'.
Na roa Dircila n. 19, ha pura vender-se os se-
guinles gneros:
Bolachinha ingleza milito nova. 280
Dita de ararula. franceza 480
Farinha de tapioca muilo alva. 140
Dita de araruta. 200
Amando descascadas. 320
Castlidas do Porte. 120
Espcrmacete americano. 900
Cd superior. 23240
Dilo brasilciro. ljOO
Aletria nova. 280
Mararrao. 280
Talhcrim. -Jm o
Linguiras, superior qualidadr. 440
Paios c salpiroes do Porte. 480
Touciuho de Lisboa. 400
Queijos muilo novos. 18700
Cevada nova. 120
Vlnlio de Lisboa, garrafa.' 400
Dilo engarrafado do Porte (sem casco) 480
Manleiga ingleza muito boa. '500 o
Todos csses gneros se responde pela qualidade.
Malas para viagem.
Grande sorlimenlo de ludas as qualidades por pre-
so razoavel: na ra do Collegio n. 4.
Vendem-se 4 ejrravos, 1 mulato de 20 annos,
1 moleque de 17 annos, 1 prela lavadeira e engom-
madeira, 1 prelo de 40 annos e 30 travs de pao dar-
co : na ra larga do Rosario n. 25.
Vende-se um cofre de madeira com arcos de
ferro muilo forte ecom tres fechaduras^nuilo segu-
ras, por preso commodo: na ra da Senzala defron-
le da loja do Sr. Marlins, pintor.
Vademcum dos homeopathas ou
^ oDr. Heringtraduzidoem por- fjijj
& tuguez. 2Z
w Acha-se a, venda esta importantsima o- w
Ara lira do Dr. Ilcring no consultorio hornero- (A
S nallieo do Dr. Lobo Moscoso rna do Colle- ?
%ff sio n. 25, 1" andar. (flj
Vendem-se coi rentes de ierro usadas, lano fi-
nas como grossas, as quaes slo em muilo bom es-
tado, 6 por preso muilo commndo : na ra da Sen-
zala, armazem defronle da loja do Sr. Marlins, pin-
tor. No mesmo armazem compram-se ferros ve Idos,
cobre, lato e qutra qualquer qualidade de metal,
assim como brins, tonase outros pannos velhos etc.
Vendem-se tres bonitos armarios de amarello,
env drarados, proprios para biblioteca 011 oulro qual-
quer eslabelecimenlo, por serem muilo bem feitos
assim como uma mesa de mogno para janlar que ad-
mll mais de 40 pessoas, e nitros trastes que se do
por preso muito commodo ; no arftiazem do corre-
tor Miguel Caruciro, na ra do Trapiche, ou na ra
da Cruz n. 34-
CERA DE CARNAUBA.
Vende-se cera de carnauba rhegada agora do Ara-
catv : ua ra da Cadeia do Recite n. 49, primeiro
andar. ,
SAL DO ASSl". .
Venderse sal chegado'agora do Ass, a bordo do
hiale Anglica : a Iralar a ra da Cadeia do Recife
n. 41, primeiro andar.
~ 650
Vendem-se na ra J
650 fijlos demnrmoi
estado.
na dj, Mangueira n. 5,
'<', haratoscein bom
Vende-se setim preto lavrado, de muilo bom
gosto, para vestidos, a 28800 o covado: na ra do
Crespo, loja da esquina que volla para a cadeia.
Vende-sc a casa terrea, sita na ra larga do
llosario n. 3 : a tratar na taberna n. 18 da prara da
Boa-Vista, com Antonio PdJo de Moraes.
Na ra Nova n. 2, veadt-se |>rm branco pro-
prio para calcas de pagem de montara.*
Vcndem-se velas de carnauba sem mistura, em
grandes e pequeas pnrres. e esleirs de plha de
carnauba : na roa du Vigario n. 5.
Vende-se um excedente carrinho de 4 rodas
mu bem construido,.em bom estado; est eiposto na
raa do Arar.au, casa ilo Sr. Nesme n. (i, onde podem
os pretendentes etamina-lo, e tratar do ajuste com
o mesmo aeuhor cima, ou na ra da Cruz no Recife
n. 27, armazem.
Na ra do Vigario n. 19 primeiro andar, (em pa-
ra vender-se chapeos de castor brancopor commodo
preso,
Na
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos_ senhores de engenho 0$
seus bons ell'eitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
Aa Vendem-se relogios de ouro e prata, mais
JKfttr *,i,ra, de que em qualquer oulra parle :
Film ii'l na prasa da Independencia n. 18 e 20.
Chapeos pretos francezes
a carij, os meldores e de forma mais elegante que
tem viudo, e outros de diversas qualidades por me-
nos preso que em oulra parte : na ra da Cadeia do
Recite, n. 17.
psito da ifcbriaa de Todo* o Santos na Baha.
VenUpuii.emcasadeN. O. Bieber &C., na ra
da Cruz n. 4, algodjte transado d'aquell fabrica,
moitoiproprioparasaccosdeassucar e roupa de es-
cravos,'por prero commodo.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, h a
para vender, chegado de Lisboa presentemente pela
barca Olimpia, o seguinte: saccas de farello muito
novo, cera era crume e em velas com bom sorli-
menlo de supeTjor qualidade, mercurio doce e cal
de Lisboa em pedra, novsima. *
Vendem-se em casa de Me. Calmont d Com-
panhia, na prasa do Corpo Santon. II, o seguinte:
vinho deMarseilleem caixas de 3 6 dnzias, linhas
em novellos ecarreteis, breu em barricas muilo
grandes, aso de milao sortido, ferro inglez.
AGENCIA
Da Eundicao' Low-Moor. Rna da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento contina a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ierro batido
e coado, de todos os tamauhoss para
dito. K
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invncao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Rerljn, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, 'com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, aclia-se a venda, em latas f de 10
libras, junto com o metliodo de empre-
ga-lo no idioma pot^guez, em casa de
N. O. Bieber i Companhia, na ra da
Cruz, n. 4.
SANDS.
SALSA PABRILHA. .
Vicente'Jos de Brito, nnico agente em Pernam-
buco de B. J. D. Sands, chlmico americano, faz pu-
blico que tem chegado a esta prasa uma grande por-
So de frascos de salsa parrilha de Sands, que sao
verdaderamente falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devem acaulelar os consu-
midores de lab precioso talismn, de eahir neste
engao, tomando as funestas conseqjucncias qne
sempre costumam Irazer os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela (nao daquellew-quc ante
seus interesses aos males e estragos 'da human;
Portento pede, para que o publico se possa
desta fraude e dislingna a verdadeira salsa
TAIXAS DE-ffeftO.
fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro e tambem no DEPOj}lTO na
ra do Brum logo na entrada, v defron.
te. do Arsenal de Mar inha S sempre
um grande sortimento da><0diai tanto
de abrica nacional'r.como estrangeira
batidas, fundids.-.^randes, pequeas',
razas, e fundas ; *m ambo os logares
evistem quindaste, para carregar ca-
noas, ou carros livre de despeza. Os
nrecos sao' os mais' commodos.
Vende-se azeite de abd clarificado,
proprio para candieiros de mola por er
muito fino, a }800 rs. a medida: no ar-
mazem de C. i. Astley & C-, ra do Tra-
piche n. 5fc
NaNB da ra larga do Rosario
n. 5G, de fnbolomeu F. de Souza ven-
dem-se pilula vegetaes verdadeira, arro-
be l'afrect*r verd|| salsa de Sand
verdjdafrfjf,, venfjd em vidro)
verdMKirqnifl x> com ra-
lba de
ianca a
de aos medica
sua botica, s
HECHANIHU) PiRA EXGE-
inte a-
a veracida-
^'endidos em
to.
M FHDICAO'DE FERRO DO H.6ESHEII0
DAVID W. ROWIAN, U RA DO RRIil,
PASSAKB04 CHAFARIZ,
ha semnaa um Brande sorlimenlo ilos seguinte* ob-
jeclo # ^Maa proprios para engenho, sa-
berSKeitdM [HMas moendas c'a mais moderna
conslHicsaog Ras de ferro furid ido a batido, de
superior qualidade, e de todos os tamanhos; rodas
dentadas para agua ou animaes. de lodas a* propor-
Ses ; crivos e boceas de tomaina e registros de boei-
rb, aguilboes.bronzes parafusos ca vilhOes, moinhos
de mandioca, etc. etc.
A MESMA FipiC
se execulam lodas as encommendas com a soperiori-
dade ja conhecida, e com a devida pr esteza e coromo-
didade em preco.
AVISO INTERESSANirE.
^o becco Largo, esquina que voll* para a ma da
Senzala Velba, loja n. 4, existe nm grande e variado
sorlimenlo de lousa vidrada paraieozinha, e depsi-
tos para azeite doce e todas as qualidades de'oleosos-
assim comograndeslalhas para agua, pingadeiras qne
pode asar, frigir ou cozinhar uma grande cvala ou
oulro qualquer peixe iuteiro, asadeir, is que pode de
uma so vez receber dous leiloes ou -ooUoa obiectos
grandes, cajarolas e alguidares para bater pao-de-l,
bolos e para tudo que se quizer applicar, esla lousa
esla vidrada e manufacturada com Unto aceio e lim-
peza, he feila em Portugal, e de semelhante qualida-
de uflo pode vir ao mercado em coiisequencia dos
Srandes direitos : por isso que ps sen hores que qui-
zerem eproyeUar-se desta occasiao leiiham l bonda-
de all dirigir-se ; nota-e qne alm da leuc indi-
cada existe de mais qualidades e variados tamanhos :
os presos sao razoaveis e nao desagradaran os pre-
IpiflfnlM *
' hom canoeiro ebom caia-
pre a ra larg.% da Rosario,
qneno silio na estrada do Ar-
do fallecido JoSo Carlos Pe-
- orna pequona casa velha de
dos de fructo, cacimba de pedra
po fundo que serve para tocu
para capim : quem o prWender,
dXuz,
tendentes.
-r Vende-se um ne
dor ; qoem quizer prj
taberna n. 2.
Vende-se i
raial cont
reir de L
laipa e ali^
e cal, nm ra
nho e lima
dirija-se a seu"prop'rielaro' Angelo Cusios
na Casa Forte.
No deposito de bichas harrburguezas,
vende-se alacadoea relalho, ealngam-se,as mem-
rese mais fresquinhas bichas d Haroburgo por pre-
so commodo: na ra estrato d Rosario n. 11
Vendem-se superiores cordas d Iripa e bor'does,
para violao e rabeca, e papel paulado para msica,
de todas as qualidades: na prasa. da, Independencia
No armazem confronte a loja do Sr. Martin
pintor, vendera-se duas carrosas novas' muito bem
construidas, issquaes servero. para cavallo ou boi, e
usada ; as quaes se vendem pelo prero que o
rador oflerecer.
de Sands da falsificada e recentemente aqni
da ; o annuncianle faz ver que a verdadeira
de nicamente em sua botica, na ra da Co___
do Recife n. 61 ; e, alm do receiluario que acom-
panha cada frasco, lem emhaixo da primeira pgina
seu nome impresso, e se achara sua firma era ma-
nuscripto sobre o involtorio impresso do mesmo
fracos.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas M-
sicas para piano, viblao e flauta, como
sejam, quadrillias, valsas, redowas, sebo-
tickes; modinhas tudo modernissim% ,
chegado do Rio de Janeiro.
FARINHA DE TRIGO.
Ve.ide-se no armazem de Tasso Irmos, farinha de
trigo de (odas as qualidades, que exislem no mer-
cado.
Muita attencao.
'Cassas de quadros muito largas com 12 jardas a
240O a pesa, corles de ganga amarella de qoadros
muilo lindos 'lj00, corles de vesli'do de cambraia
de cor com 6 tj2 varas, muito larga, a 28600, ditos
com81|2 varas a 38000 rs., cortes de meia casemira
para caira a 35000 rs., c outras muitas fazendas por
preso commodo : na ra do Crespo, loja da esquina
que volla para a Cadeia.
Agenciada Edwln Ha,
Na ra de A pollo n. 6, armazem de M. Calmon
& Companhia, acha-se conste o temen le bons sorti-
mentos de taixas de ferro coacto e batido, tanto ra-
sa como fundas, moendas inetiras lodas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., ditas para armar em madei-
ra de lodosos tamanhos e modelos os mais modernos,
machina horisontal rfera vapor com forsa de
4 catallos, cocos, passadeiras de ferro eslanhado
Cara casa de purgar, por menos prero que os de co-
re, esco vens para navios, ferro da Succia, e ra-
lbas do* Qaudres ; ludo por barato preso.
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, arma;
zem dellenrique Gibson,
yendem-se relogios de ouro de sabonete, de patento
inglez, da melhor qualidade, e fabricados em Lon-
dres, por preso commodo.
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e avaiade dezinco, superior xquali-
dade, por precos commodos: na ra dc>
Trapiche Novo n. l.
Na ra da Cadeia Velha n. 52, em casa dei
Deane Youle & Companliia,
vende-se um carro americano de 4 rodas ; pode ser
\ isto na cocheira de Poirrier," no aterro da Boa-Vista.
Vende-se um completo sortimento de fazendas
preto, como : panno fino prelo a 38000, 49000 ,
5000 e 65OOO. dito azol 35000, 4">00 e 35000, ca-
semira preta a 29500, salim preto muito superior ,
35000 e 45OOO o covado, sarja prela hespanhola 29 e
25300 rs.. selim lavrado proprio para vestidos de se-
nhora a 25KO0, muitas mais fazendas de muitas qua-
lidades, por preso sommodo : na ra do Crespo loja
n. 6.
, Velas de carnauba.
Na ra da Cruz n. 15, segundo andar, vendem-se
velas de carnauba, poras e compostes, feitos no Ara-,
caty, por menos pres do que em oulra qualquer
parle.
Vendem-se cobertores brancos de algodflo graq-
des, a 19440 ; ditos de salpico tambem grandes, a
19280, ditos de salpico de tapete, al 9400: na ra du
Crespo leja n. 6.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de o a 8 palmos de
bocea, .as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vendem-se cobertores de algodao grandes a 640
rs. etjeqiumw a 560 rs.: na ra do Cespo nnme-
Deposito de vinho de cham-
pagne Chateau-Ay, primeira qua-
lidade, de propriedade do condi
de Mareuil, j-ua da Cruz do Re-
cife n. 20^ este vinho, o melhor
de toda a champagne vende-
r a 56$000 rs. cada caixa, acha-
se nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. B.
As caixas sao marcadas a fogo
Cond de Mareuil e os rtulos
das arralas sao a/.iies.

PALITOS DE ALPACA FRANCEZES.
jralKle sortimento de palitos de alpaca.e de brim
na ra do Collegio n. 4, e na ra da Cadeia do Reci-
teJl. 17 ; vendem-ia por p#eco muilo commodo.
Moinhos de vento
'ombiwibasderSBnlopata reg* horlase baixa
aecapira.narmfflcafideD. W. Bowman : na roa
do Brum ns. 6, 8el0.
VINHO D PORTO HUITO FINO.
Vende-se superior vinho do' Porto, em
barris de 4., 5. e 8.: no armazem da ra
do Azeite de Peixe n. l, ua tratar no
escriptorio de Novaes i Companhia, na
ra do Trapiche n. 34.
Padaria.
Vende-se nma padaria muilo afreguezada: i'iralar
com Tasso & Irmaos.
Aos senhores de engenho.
Cobertores escaros de algodao a S rs., ditos mui-
to grandes e cncorpados a 19400 : na ra de Crespo,
loja da esquina que volta para. Cadeia. I
Devoto Chtistao.
Sabio a luz a 2.- edit3o do livrinho denominado
nevlo Chnstao.mais correcto e acrescentodorvede-
se nicamente w1 livraria n. 6e 8 da praca na Inl
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
, Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s panno, mnito grande e
le hom goslo : vendem-se na rna do Crespo, loia da
esquina que volla para a cadeia.
NO CONSILTORIO BOMOPATHICO
DR. P. A. LOBO M0SC0Z0.
Vende-se a melhor de todas as obras do medicina
nomeopalhica tST O NOVO MANUAL DO R.
1 r 1 *^ 'raduzido em porlugoez pelo t.V.
A. Lobo Moscozo, couleiido um accrescimo de fin-
porlautes explicasOes sobre a applicasSo das doses, a
diela, etc., ele. pelo traductor : qualro volumca en-
cadernados em dous 209000
iociouario dos termos de medicina, cirursia, ana-
toma, pharmicia, etc. pelo Dr. Moscozo: encader-
nado 4*00n
Urna crlcira de 2i medicamenlos com dous fras-
cos de iilura indispensaveis 409000
Dita de : .......... '
P'to, .te 48......... S00O
Lma de 6tMuboScom 6 frascos deltocluras. 6010UO
Dte de 144 cora 6 ditos \ lOCHOOO
Cada carteraheacompanhada de nm exemplar
das duas oiras cima mencionadas.
Carleiras d 21 tubos pequeos para algi-
eira......... 830110
Ditas de 48 Jilos........ 16*000
Tubos avfsos de glbulos ....'.
Irseos de meiaonca delin'ciura .
lia larabeui para v.nder graude quanlidade de
(ubos de crys tal muito fino, vasips e de- diversos ta-
A superior! dade destea medicamenlos l hola por
lodos reconhe cida, e por isso dispensa elogios?
obra' do" JAH'E^"? qf BS5L!?arai"''nniprarama
dem m,^8, ane",le Poblrcado o 4- volme, p-
AttencSo.
,.?.f^ade P.a8Stu0 "" 13> vende-se meia.casemi-
te!.d 1' ,t -preco de 400 rs. o covado,
c, -! ^(uaurosrte <*>m goslo 320 r.. o covado, ,
?,.?! a e *da Pr 23000 rs., e outras monas,
tezendas por pre sos commodos.
Na loja de fazendas esqnina do hecco laro n.
f>, e no armazem de Jos Joaquim t'ereira de Mel-
lo no caes da altamega roa de Joao de larrts, ero o
armazem de rranclico Guedes da Araujo, exislem
anda saccas com superior milho ; assim como ues-
te tembem tem barris com 8 libras de chouricBs do
Lisboa proprias pa'ra casas particulares; a qualida-
de he superior por lrem sido all fabricados' por
uma familia parlicul ar.
ESCRAVOS FUQJPOS.
Ausenlou-se la casa do Sr. Jos Pradihcs,
pelas 8 horas d. da 10 do corrente, o escravo criou-
lo de idade 2o annos, .cor Tulla, alio, chcio do corpo.
com todos os denlcs.se ndo do queichal de cima mui-
to pretos c debaixo Vaem alvos, tem mas um sira-
triz na nuca proveoi ente de um caustico, beicosgros-
so, levou vestido cal sa azul e cami quem o pegar queira o levar a ra Nova n. 36 casa
do dilo aenhor, ou ao abaixo afsignado na fu Au-
gusta casa n. 33 que s era gratificado. Joaquim Amo-
nto de Santiago Letsa.
Fuglo no dia 2"i do 'corrente o escravo crioulo
de nome Vicente com os signaes seguinles, repre-
sente ter 30 annos.be m prelo. olhos grandes, cam-
bado das pernas, he muito prosista : levou vestido
camisa de meia j rota, calca de riscadioho ja soja
porm he de suppor. que mudaste de Irage, este1 es-
cravo he propriedade do Sr. Pauto de Amorim Sal-
gado, senhor do ese'.iho Cocal da fregaezia de lina,
quem o negar on der noticia ua ra do Kosario lar-
Ka n.2i ou uo dito tngenho que ser bem reepm-
penssado.
Pona.- T, p. 4. M. T. 4 rrto.1SM-
-W*.
gtt ti. .-------. .
j rtatfi^ia'v^


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