Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01555


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Full Text
v-
N. 110.

Por 3 mezes adiantados 4,000
Por 3 mezes vencidos 4,500.
M
SABBADO 13 DE MMQ DE 18
Por Armo adiantado 15,000.
Porlc franco para o subscriptor.
ENCAREGADOS DA SCBSCMPCAO'.
Recite, o proprielario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, oSr. Joao Pereira Martins; Baha, o Sr. F.
Duprad; Macei, oSr. Joaquim Bernardo de Meir-
doo^a; Parahiba, o Sr. Jos Rodrigues daCosta; Na-
tal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Aracaty, o Sr.
Antonio de Lemos Braga ; Cear, o Sr. Victoriano
Afn*o Borges; Maranho.o Sr. Joaquim Marques
Rodrigues; Par, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS*
Sobre Londres 27 3/4, 28 e 28 1/8 d. por >
Pars, 3i0 a 345 rs. por 1 f.
- c Lisboa, 95 por cenio.
Rio de. Janeiro, 1 1/2 a 2 porO/o Acccs do banco 10 O/o de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconlo de letiras 12 0/0
METAES.
Ouro. Oncas hespanholas. 289500 a 29?000
Bloedas de 69400 velhas. 169000
de 69400 novas.
de 49000. .
Prata.Patacoes brasileros .
Peso columnarios....
mexicanos
1655000
98000
W30
19930
19800
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda, todos os das.
Caruar. Bonito e Garanhuns nosdias t e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e Oricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sexta? feiras.
Victoria, e Natal, as quintas feiras.
PREAMAR DE lioJE
Primeira as 5 horas e 18 minutos di manhaa.
Segunda s 5 horas o 42 minutedi tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e qtiintasfeiras.
Relacao, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas c sextas feiras s 10 horas.'
Juizo de Orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1.*vara docivel, segundase sextas aomeiodia.
2.* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
EPIIEMERIDES.
Moio 5 Quarto crescente as 7 horas, 11 mi-
nutos e 48-segundos da manhaa.
12 La cheia a 1 hora, 18 minutos e 48
segundos da tarde.
19 Quarto minguante as 4 horas, 14
minntos e 48 segundos da manhaa.
.26 La nova as 6 horas, 28 minutos e
48 segundos da tarde.
DAS DA SEMANA.
8 Segunda. Apparicaode S- Miguel Archanjo.
9 Terca. S- Gregorio Naziaursno b. dout. da I,
\Q Quarla. S. Antonio Ak. ;"Ss. Blande c Alfeo.
1 i Quinta. Ss. Fabio, Anastacio e Sereno mm.
12 Sexta*. S. Joanna princeza v. ; S. ero.
13 Sabbadb. S. Pedro Regalado F. ; S. Gfcceria.
14 Domingo 4.* depois de Pascoay. S. Gil ; Ss.
Bonifacio, Henedina e Poncio mm.
f
I

i-

PARTE OFTICIAL.
OOVEBKO DA PXIOVINCZA.
lllm. Sr.Representando i este governo o ne-
gociante Joto Pinto de l.emos Jnior, que tendo fci-
loein carta Techada urna proposla a esso conselho
para a venda do panno precvso para fardamenlo de
trepa, acceder ler d'ell* conhecimento o logista
Villaronco, que sobnome ele Adour & C., offerecen
abale; haja V. S. de informar-me circumslanciada-
menle acerca du que eccorreu i'semelhante respei-
to; rtimpri ndo quo" por o ra sobr'esleja na compra
do dito panno, ate ulterior deliberarlo. Dos guar-
ile a V..S.Palacio do governo de Pernambuco,
5 de outubro de 853.Jos Bento da Cunha e Fi-
gueiredoSr. coronel presidente do conselho ad-
ministrativo.
Illm. e Exru. Sr.Em satisfar o respeitovel or-
den! de V. Ex., em ofllcio de 5 do correnle me/,
para que este conselho inrorme circumslanciadamcn-
le acerca da representaran que a V. Ex. dirigir o
negociante Joao Pinto de l.emos Jnior contra es-
te mesmo conselho, pela der.isao qoe dra na com-
pra do panno azul para fardameulo da tropa, nao
pode este conselho deixar de principiar por lamen-
tarque om negociante ouse adulterar os tactos, e
leva-Ios assini ao conhecimcutn da primeira autori-
dadeda provincia, em .detrimento sem duvida de
sua propra dignidade, e da deste conselho, que lem
por bruta o sustenta-lo com todas as suas forras :
lato posto, pissarci a expor a V. Ex. o que rialmcn-
te leve lugar na preferencia que se deu ao negoci-
aate Adoor, e nao ao negociante Joao Pinto de Le-
an Jnior.
O conselho tendo em vista o artigo 10 do regula-
menlo, depois do recebimento das proposlas que fo-
ram por mim numeradas e rubricadas, passou a
examinar e a escolhcr as amostras, o logo qne am-
ello este Irabalbo. deu principio a abrir as ditas
proposlas, como as primeiras fossem as dos pan-
nos, leve d6 decidir logo a respeito : tres foram,
pon, os proponentes desles objeclos: Joao Piulo de
Lemos Jnior, Russell Mellors & C, e J. P. A-
dour ; o primeiro offerecen os pannos, leudo gmen-
te 4921 ovados 2*300 rs., ngeilando-se a abater
30 rs. em covado, se o conselho ficasse com todo ; o
s*gondo*H58 2f3 covados, n. 1 a 19900 rs., e mis
1258 \f.\ de dilo n. 2, a 28^00 rs., que foram rege-
taes pela m qualidade ; e o terceiro 1000 covados
0 n. 1, a 25300 rs., e mais 25*dc dilo n. 2,
SO rs., declarando na proposta que, caso appa-
tguma ontra com presos iguaes, ou meno-
res, qne elle se ohrigava a dar por menos do que
aonelles, tres por cento. Ora, em vista do calculo
qoesefei.o quai demonslrou saliir cada covado do
panno, de Adoor, por 29182 rs., e de Joao Pinto del
Lemee Jnior, por 2J250 rs., tendo q deste ultimo
contra si, ser mais inferior do que os 1250 covados
do panno n. 2 daqoelle ; resolveu o conselho'que
sedease preferencia a Adour, por isso mesmoque,
comoj.i tica dilo, offereee mais vantagem A fazenda.
Totasinando, permita i[. E., que para mais', pro-
var a veracidade do quanto dea expendido, llie re-
mella em originaes as proposlas citadas. Dos guar-
- do a V. Ex.Sala das sessBes do conselho adminis-
trativo do arsenal de guerra, 6 de oulubro de 1833.
Illm. e Exm. Sr. conselhciro Dr. Jos Bento da
Cunha e Figueiredo, presidente da provincia.Jos
ate Brifo Ingles, coronel presidente.
Illm. Sr.Haja V. S. de, depois de proceder as
neceasarias averiguages, informar-me.com urgen-
cia sobre o objecto do incluso requerimento do ne-
gociante Joao Pinto de l.emos Jnior, c da infor-
mogln junta, do conselho administrativo. Dos guar-
de i V. S.Palacio do governo de Pernambuco, 8
de oatubro de 1813Jos Bento da Cunha e Fi-
fueirtio.Sr. inspector da Ihesouraria do fazenda.
Illm. e Exm. Sr.Em cumprimenlo ao ofllcio de
V. Ex., de 8do carrete, que acompanhou a infor-
maro inclusa do conselho administrativo do arse-
nal de guerra com a requerimento de Joao Pinto de
Lemos Jnior, em que queixaudo-se do mesmo
conselho por haver regeitado a-proposta quo fuera
em virlude dos annuncios publico;, de 1921 cova-
itns de panno a 292.10 rs.. c aceitado mitra de Joao
Pedro Adour, que diz ser o logista Villarouco, .-i"
quem te permillio, depois de sitber das oulras pro-
i pastas, lacrear por baixo un abatimenlo de. tres por
rento para ter a preferencia, ofTerece afinal o dilo,
sea panno 23100 rs., pedindo a V. Ex., so digne
nomear urna commissao para examinar a qualidade,
e declarar quai he o melhor ; s leu lio a dizer
V. Ex., que nao ao podendo por falla de suflicien-
te prova, julgar do njoceJirneuto do conselho ad-
ministrativo pelo faci de que o aecusa o suppl-
ranle, pois, quo poda muilo bem ter acontecido
pertencer n gcoero um individuo, e ser offerecido
por entro, semqne nisto elle inlcrvicsse outivesse
a menor aciencia, e muilo menos accusa-lo de trau-
sarroes prejudiciaes fazenda nacional, devendo-se
allander nao s ao pregodb genero, comoa sua quali-
dade, parecc-mc sem fundamento o que o suppli-
cantapede, e que s poder scrallendido, se V. Ex.
julgar, para maior esclarecimcnlo o crdito do mes-
mo conselho, que se faca o examc que elle requer;
o que a ler lugar, dever ser feilo por dos feilores
d'atfandega. Dcos guarde a y. Ex.Thesouraria
de fazenda de Pernambuco, 12 do oulubro de 18,13.
lllm. e Exm. Sr. Dr. Jos Benlo da Colilla e Fi-
gueiredo, presidente da provincia. O inspector
Joao Gonealtts da Silva.
Illm. Sr.Devolvo os inclusos papis, relativos
questao do Jo3o Pinto de Lemos Jnior, c o conse-
lho administrativo, para que expela suas ordens ao
inspector da alfandega d'esla cidade, para ornear
dous feilores conferentes, afim de procederem ao
exame por V. S indicado cm sua informarlo de 12
docorrente, sob n. 811. Dos guarde V. S.Pa-
lacio do governo de Pernambuco, 1.1 ilc oulubro de
1853. Jos1 Benlo da C*nha e Figueiredo.Sr.
inspector da Ihesouraria da fazenda.Conforme.
Emilio \arier Sobrcira de Afelio.
Illm. e Exm. Sr, presidente Diz Joo Pinto de
Lemos Jnior, que lendo offerecido ao conselho ad-
ministrativo do arsenal de guerra urna porreo de
pannos, de quo o' arsenal precisava, offerecu na
mesma occasiao o logista Villarouco oulra porcao, a
que aquellc conselho deu a preferencia, com a itre-
gularidado que o supplicanle j representara V.
Ex., pelo que se dignou V. Ex. mandar sobr'estar
na dita compra, c constando ao supplicanle que os
ditos pannos vao ser examinados por empresados
d'alfaVdcga, vem o supplicanle requerer para que
se digue V. Ex. ordenar que este came se proceda
cm toda a quantidade offerecida, e cm presenca dos
respectivos donos, visto que sendo os pannos do sup-
plicanle do urna s qualidade, nao acontece o mes-
I mo com os de scu contendor que consta serem de
diflcrcnles, ordenando qne toda a quantidade dos
referidos pannos soja aprescnlada no arsenal para o
dilo examc. P. V. Ex. seja servido assim o man-
dar E. R. Me.Joo Pinto de Ijtmos Jnior.
N. 36t Remedido ao Sr. inspector da Ihesouraria
de fazenda para fazer chegar este ao conhecimento
da commissao nomeada alim de ser nltcndido. Pa-
lacio do governo de Pernambuco 21 de oulubro de
1853.Figueiredo.
O inspector da Ihesouraria de fazenda, para dar
cumprimenlo ao que Ihe foi ordenado pelo Exm. Sr.
presidcule da provincia no ofllcio constante da co-
pia inclusa, determina ao Sr. inspector da alfandega,
que nomcie dous feilores conferentes d'cssa reparli-
rao quem incumbir de proceder ao exame, de que
Irata o supradito oflicio, nos pannos, a que se refe-
rem os papis juntos, declarando-Ibes que deverao
dar por escripto seu parecer acerca da qualidade
d'clles, e do prego porque foram offerecidos'nas pro-
postas que vio juntas aos mencionados papis, afira
de com elles ser presente ao mesmo Exm.Sr. presi-
dente, para o que deverao ser devolvidos opporluna-
mentc, devendo o nomeados enlendcrem-e como
presidente do conselho administrativo acerca do dia
e hora em que dever ter lugar o referido exame.
Thesouraria de fazenda de Pernambuco, em 18 de
outobro de 18.13.Joao Goncalvcs da Silva.Cum-
pra-se c regislre-sc. Alfandega de Pernambuco 19
de oulubro de 18.13. Barros
nim. e Exm. Sr.Tcnho a honra do levar ao co-
nhecimento de V. Ex., que apresentando-sc a este
conselho os feilores conferentes nomeados pelo ins-
pector d'alfandcga para um dxatne nos pannos da
questao havida eolrc esle conselho, e o negocian-
te Joao Pinto de Lemos Jnior, e tendo-se-kca
franqueado tres pegas de pannos, que sao as amos-
tras, que acompauharam as proposlas em ques-
tao, succedera que principiando os confercules o di-
lo exame por exigirem a presenta dos proponen-
tes, e nao Ibes sendo isto satisfeilo por julgar o con-
selho desnecessario ; passaram a pedir que se Ibes
dissesse quai o panno pcrlencente ao negociante Joao
Piolo de Lemos Jnior, ao que lambem negou-se o
conselho, declarando -lhes, que tal exigencia seria
satisfeita logo que terminaste a escolha da melhor
sobro que deviam proceder o exame, nem determi-
nar a qualidade das tres pocas que Ihe foram apre-
sentadas, demodoqueasqualificagOcs de urnas e ou-
lras nao te podessem confundir; sendo que. a falta
de confianca que o conselho administrativo inani-
festou ter nos perito^ nomeados, nao lhes offerecia a
necessaria garanta, e lhes dava direilo a igual des-
confiaura.Dcos guarde V. S. Alfandega de Per-
nambuco 2i de oulubro de 1813.Illm. Sr. Jpao
Gonralyes da Silva, inspector da thesouraria de fa-
zenda. O inspector Benlo Jos Fernandes Barros
Illm. Sr. A commissao eucarregada de dar o seu
parecer acerca dos pannos de lila otterecidos pelos
negociantes Joo Pinto de Lemos Jnior, c J. P.
Adour, o conselho adminislractivo do arsenal de
guerra para fornecimento do fardamenlo da tropa,
bavendo-se dirigido a aquellc arsenal a urna hora da
tarde do dia 22 do crrante, hora qrfe Ihe foi mar-
cada pelo presiden tedorefe^idoconselho,depurincipio
aos seus Irabalhos; mas achando-se logo embarazada
por falta de liase para poder formar seu juizo sobre
a denudado das amostras, e os preros otTerecidos,
visto como as tres liegas de pannos, que Ihe foram
appresentadas d'eutre seguramente 50 ou mais pegas,
que enchiam' a pequea sala do conselho adminis-
trativo, nao continham as marcas correspondentes
as qiie se achavam postas nos subscriptos das propos-
tas, como mu positiva.c terminantemente rcrommen-
da o artigo 10 do rcgulamcnto, mandado execotar
pelo decreto numero 1090 de 14 de dezembro de
1852, recorreu ainda aos nmeros dos ditos pannos,
acensados as propostas para indicar seus pregos, os
quacs nnmeros lambem nao foram adiados,-.decla-
rando um dos vogaes que de proposito liuhain sido
arrancados pelo conselho, para nao serem vistos pela
commissao 1! 1 Haravilhada, e ressenlida a commis-
sao nimiamente por lao inslito e despeiloso pro-
ceder do conselho admmislravo, o quai, nao s por
zlo de sua diguidadc.mas lambem pelo respeito que
devia guardar a urna commissao de empregados lis-
raes dos direilns da fazenda, nomeada pelo governo
para conhecer, o fiscalisar acto seu, devia facilitar
lodos os dados franquear-Ihe todos os meios ao seu
alcance alim de que ella podesse com conhecimento
liberdade ejustiga emittir o seu juizo, dclarou ao
conselho que se relirava.uma vez que embaragos elle
oppunha ao cumplimento exacto da portara, em ver-
lode da quai foi nomeada, e ali se achava. E com
effeito, Illm. Sr. inspector, arhaodo-se na salado
qnalidade dos pannos, visto nao depeuer esta do
conliecimento da pessa a quem pertencem ditos pa-
nos ; c comoinsistissem a querer saber dos ns. o
qua importava o mesmo que se lhes dizer os no-
mes, e continuasse a negar-sc a isto o conselho ;
resolveram relrar-se, sem cumprirem o seu man-
dado. O que levo ao conlweimento de V. Ex.
Dcos guard i V. Ex. Sala 'das sessocs do conselho
administrativo 22 de outubro de 1853. Illm. e
Eim. Sr. conselhciro Dr. Jos Bento da Cunha c
Figueiredo, presidente da provincia.Jos de Brilo
Ingle;: coronel presidente.
Illm. e Exm. Sr. Transmiti a V. Ex.,*no pro-
prio original, o oflicio qne era dala de honlem me
enderegou o inspector da alfandega, incluindo a re-
presentarao da commissao nomeada para proceder
ao examc nos pannos, sobre que versou a queixa
que a essa presidencia dirigi contra o conselho ad-
ininislraliyo o negociante Joao Pinto de Lemos J-
nior, afjm de que V. Ex., se digne determinar a res-
peito o que entender conveniente. Dos guarde
V. Ex. Thesouraria de Xazeuda de Pernambuco 25
de oulubro de 1853. Illm. e Exm. Sr. Dr. Jos
Bento da Cunha c Figueiredo, presidente da provin-
cia. O inspector Joao Gonirali-cs da Si Ira
Illm. Sr. Levo ao conhecimento de V. S. para
que haja de dar o destino conveniente, a representar
gao que acabo de receber da commissao nomeada
em virlude de ordem do Exm. Sr. cooselheiro pre-
sideule da provincia, para o exame de pannos pe-
ranle o conselho administrativo cncarregado de com-
pras, participando-mc o embaraco que encontrou
para poder dar o seu parecer respeito das quali-
dades e pregos dos ditos pannos, visto nao encon-
trar nViles um signa! caracterstico por onde os po-
desse distinguir, c recbnhecer so cram os mesmos
conselho tap gr
laa I e scudo
tres pega*
cas, e sem
de cada una i
Bprca, de fasenda ('pannos de
'ella appresentadas commissao
.s competentes rtulos, ou mar-
leros que indicavam os pregos de
idade,seni aomenosdizer-se a quai
dos prominentes pertcncia a amostra, de que se Ira-
lava, como cerlilicar-se a commissao da ideotidade
das amostras olieicciilas'' Nao poda ni ellas estar subs-
tituidas no/ oulras ? Podiam cerlamenle. E como
podCT,,ag(Jyj(me a commissao emillir o seu jnizo
sobre osjgjgif dos pannos, visto que sendo elles
indicados por nnmeros, achavam-sc estes arranca-
dos? nao podij jk d'eslarle Iludida a com-
missao e por conseguate tambero o governo? Niu-
guemo poder negar. Eraporeslarazao que a com-
missao lembrou ao presidenle do-conselho a conve-
niencia de terem prsenles a este exame os propo-
nentes, os quacs reconheccriam s suas amostras, e
as apprescntariam a commissao com declararaa de
seus pregos; o que por sem duvida orientara bs-
tanle a commissao; mas sendo essa idea forlemenle
impugnada pelo mesmo presidente do conselho, nSo
insisti mais a commissao; avista do, que senlc ella'
a necessidade de eslahelecer o seguinte dilemma, l-
tenla a m vonlade, e a notavel, c oOensiva reserva
do conselho administrativo ou o conselho irrogou
urna injuria atroz, fez umaoffensagravissimaa com-
missao, pondo em duvida a'sua prpbidade, e em
parcialdade por a nao julgar capaz decidir com
jusliga a questao agitada, lendo scieucia dos dados,
sem os quaeS intpossivel Ihe era com jusliga c
equidade dar o seu parecer, ou revelou urna par-
cialdade descommunal e vergonhosa, e reprehen-
sivel nesle negocio, cm que devia proceder de ma-
neira a fazer arredar do juizo do publico,e do gover-
no a idea desfavoravel, que motivou a nomcagaoda
commissao. A primeira hypothese a commissao re-
pelle com toda a forga da dignidade que caracterisa
a cada um dos seus membros: quanto a segunda po-
rcm ao governo compete aprecia-la, vista do que
vem de referir fielmente a commissao, a quai nada
mais lendo a accrescenlar por agora, leva todo o oc-
corrido ao conhecimento de V. S., devolvendo os
papis que Ihe foram confiados.
Alfandega 24 de oulubro de 1853. Illm. Sr.
major Benlo Jos Fernandes Barros,I), inspectordes-
,1a alfandegaO feilor e conicrcnle,Manuel Iphige-
nio da Silva O feilor e conferenle, Pedro Gau-
diano de.fali: e Silva.
Illm. e Esm. Sr. Em observancia da ordem,
que V. Ex. se dignou honlem dar a esle conselho,
para que V. Ex. fosse remetlida a copia aulhen-
tica da acia da sessao extraordinaria, qne leve hon -
tem lugar na sala das sessGes do conselho adminis-
trativo para fornecimento do arsenal de guerra, a
quai sessao V. Ex. honrou com sua presenga ; te-
nho a honra de levar ao conhecimento de V. Ex.
inclusa em duplcala a referida acta, assgnada com
o respectivo conforme pelo vogal secretario do con-
selho. Dos guarde a V. Ex. Sala das sesses do
conselho administrativo 28 de outubro de 1853.
Illm. e Exm. Sr. cooselheiro Jos Bento da Cunha
FOLHETIM.
milVSJDEVl_KI. (*)
mi um mam, t hm umu.
SEGUNDA PARTE.
III.
A rnrniln.
. ( Continuaeao)
Lembrai-vos desses lempos gloriosos; om qu,
Franca feudal lanrava-se de bandeira deapreaad-is
sobre o campo da balalha, c levava al Palesfiua'o
ardor potico das conquistas.
Nada pode pintar o encanto pillorescuquc ofTere-
riam certas habilages na vespera de urna partida
para a Terra-Sanla, ou para urna guerra lonuiiniUI)
Aqai senlinellascoberlasde ferro e armadas de Ion-
gas partasanas; all allos bardes montados cm ro-
bustos cavados deixando fluctuar ao vento os lamliri-
quins variados do elmo ; mhis longe pagens com gor-
ras da aed a de ouro sustendo as ricas cavalgaduras
doscavalleiros, os cscudeiros calcando as esporas de
prata, homen de armas, criados, ludo misturado
_rom um rumor de clarns e de timbales, allumadus
pelos raios brjlhautes deumsol'nascenlc !...
(Juando urna pessoa cuida em todas cssas cousas
perdidas no glorioso p do passado, quando lnra
am olhar sobre a sociodade civilisa.la de nossa po-
ca, quando a alma embriasada pelos sonhos de ou-
lra idade vai temperar-se as tembrancas desses
lempos heroicos, nao he porvcnlura perinillido 6 dei-
xar cabir dos labios urna palavra do melancola, c
de saulado 7... ,
No dia seguinte aquellc, cm que se passra alco-
na qae referimos no capitulo precedente Cban-
telly aprescnlou um momento como um rcflexo des-
ses lempos eavalleirosos.
Apena os primeiros raios do sol dourararo o ho-
nsoule, ecatlello pareccu despertar do somno e mil
rumores inesperados foram repentinamente ouvidos.
Kompram os clarns, ladraram os caes, os caga-
ilores olHciaes do principe de (anul rlicheram os p*a-
leo, e um movmeuto desusado derramou-se por
toda a parle. Bem eomo na vespera, o eco eslava
admiravelmeule puro, e promellia mu dia brilhanle.
Ja ludo tinha sido disposto com urna arle marav-
(; Vide Diario n. 10V.
I husa, os caes alados de dous em dous, ladravam To-
ra, os cavadosrelinchavam, c batiam no chao calca-
do com um pe impaciente, os caradores iaoi e vi-
nham recebendo ordens, e preparando ludo para a
partida !'...
At a mulhcres, as fidalgas da corte, apezar da
hora matinal marcada para a cagada, tinham-sc ar-
rancado corajosamente as doguras do repouso, e cs-
lavam todas presentes.
Emfim, retii o ultimo signal dad por Iriuta
Irombclas ao mesmo lempa, c leudo chegado o du-
que do Bourbon,atoda essa gente parti uadirecgao
do bosque.
Deixaremos ao menos por ora a cagada seguir o
curso tragado, c yodaremos aos persunageus de nos-
sa historia, os quaes devem ifitcressar mais ao lei-
lor!.,. Demais os mancebos que vimos chegar a
Chanlelly, nao liuliam sido exclusivamente attrahi-
dns pelo prazer da caca, e importa talvcz saber que
pensamcnlo ahi os levara !...
Quando os cagadores dispersaram-se cm todas as
direcgcs para ganharem os ililTerenbjs poslos que
lhes atavam assgnado, a mor parte dos genlis-
nomens di\idiram-se uaturalmcule em grupos di-
verses, e ada grupo loraou nina alea do bosque !...
As caleras das mulheres elegantes sesusm des-
cocerlas foileadas radores e de cavalleiros-scrvos.
rJ0 I05/-1.'0 Precisi> dixcr que a carruagem da ba-
n """* era a mais rodeada ; accrescen-
menrnee.T-,,Ue,,,Tenltc "'nierosos gentisho-
Solri i "f cm seimenlo, o vte-
S^t^ft C barao de SBC Pareciam
scEtemancel,Tntlaa?Ut! a rruaaem adianlava-
se, os mancebos que adoravam sem esnrranra ds-
nr.inbamaisasc.u.adoSo';;^ToTX"
-Uu fo, a nnmeiraque ro-se de^, t^ffS
nada pela miaba corte, e IzAS'^
Felizmente, respondeu o barao de Chaulieu,
a fioresla be segura, e nao tomos que temer aqu os
encantos n* om novo Merlm.
Um novo Merlin nao me assustara muilo, tor-
iiou a baroueza; mas lemo rnusa maior
Que |HKle lemer-seeinCliaulellv .'disseo ronde.
K (.ossacos.
E porque pois 1
e Figueiredo, presidente da provincia.Jos de Bri-
lo Ingle-, coronel presidente.
Sessao extraordinaria. Aos 28 de outubro de
1583, estando reunidos os membros do conselho, c
sendo presentes o Exm. Sr. conselhciro presidente
da provincia, inspector da thesouraria geral Joao
Gongalves da Silva e os feilores conferentes Anto-
nio Carlos de Pinho Borges e Fiuslino Jos dos San-
tos, o mesmo Exm. Sr. preWeole aprescnlou os
papis relativos a questao havMi entre o conselho
administrativo e o negociante Jcao Pinto de Lemo?
Jnior ; c procedendo-se leilura do oflicio dirigido
ao inspeclorda thesouraria geral pelos feilores confe-
rentes anteriormente nomeados Jlapoel Eugenio da
Silva e Pedro Gaudiano de Hjtis'S'Silva para a'valia-
rem a qualidade dos panno;,e em que parlicipavam
o motivo de nao terem cumprid o qdanto'lhes ha-
via incumbido o inspector da alfandega, passaram
os supradtos conferentes ac\aminar os menciona-
dos pannos, sendo-Ihes (Tinqueadas pelo conselho
as tres pegas de que coustavam Ss amostras, coiu os
sens respectivos nmeros ; e corto fossem necessa-
rias as proposlas em queslao para a classificarao dos
pannos, e se achassem em poder Hos primeiros con-
ferentes momeados, o mc-rao Exm. Sr. presidente
as man.Ion buscar, e Ibes foram 'entregues. Depois
do exauQ'C comparagao dos pannos, que fizeram as
feilores conferentes, declararan) que o panno da pe-
ga: n. 5893 aprsenla urna diliercnca para melhor
quasi impcrceptivel sobre a do n. 7.111, e que o
da pega do n. 4357 he inferior aos dous, sendo po-
rm o segundo, islo-he, o do n. 7511 mais largo
nma polegada do que priraeiro do n. 5893, o de cor
mais segura do que a d'este, segundo a opiniao do
feilor conferenle Antonio Carlos de Pinho Borges.
Segaindo o exame das ditas proposlas arhou-sc que
o panno da pega n. 5893, cujo prego he de dous
mil duzentos e cincoenta ris, pcrlence ao negoci-
ante Joao Pinto de Lemos Jnior, e as dos.ns. 7511 c
4357, cujos pregos sao de dous' mil cento e oiteu-
(a dous ris ao negociante J. P. Adour. Nessa oc-
casiao o vosal secretario Tez atgumas considerages
a respcito'da preferencia dada pelo conselho ao pan-
no n. 7511, e demonslrou que este oBerccia maior
antagem fazenda publica, nao s porque sendo
de cor mais segura confiaba menos algodao, c he
d maior duragao, como porque aendo mais largo
urna polegada do qne a do n. 5893, em dous mil
duzentos e viole cinco covados aprsenla urna dif-
ferenga a favor da fazenda de noventa e dous co-
vados, que i ra/.ao de dous mil duzentos e cincoen-
ta ris, importa em duzentos e sele mil ris, o que
junto a cento cincoenta e un mil e Irezentos ris
qoe be o cxcesio de prego sobre a do n. 7511, pre-
faz a quantia de Irezentos cincoenta,e oito mil o
trezentos ris favor dos cofre* pblicos; sendo es-
te o fundamento do conseibo administrativo em di-
ta preferencia. Concluidos os Irabalhos o Exm. Sr;
conselhciro ^presidente da provincia levanlou a ses-
sao : E eu'Becnardo Pereira do Carino Jnior vo-
gal e secretario do conselho lavrei a prsenle arta.
Jos de licito Inglez, corone! presidente.Anto-
nio Gomes Leal, -Icneutc tojanci vogal.Jco Pe-
dro d'Araujo e Agolar,, tmenle coronel director.
Bernardo Pereira do Carmo Jnior* vogal e secre-
tario.ConformeBernardo Pereira do Carmo Ju-
nior, vogal e secretario.
Illm. Sr. Transmiti V. S. os inclusos papis
relativos compra de pannos para o arsenalde guer-
ra, alim de que, tendo em considerarlo o oflicio do
presidente- do conselho administrativo, datado de 6
do me: pissado, e o requerimento junto do uegoci-
anlc JoSo Pinto de Lemos Junior, bem como outro
do mesmo, que Ihe remet i com. despacho de 2t do
mez passado, baja de'dar-me o seta, parecer a respei-
to, com a brevidade possivel. Dos guarde a V.
S. Palacio do govcrnq.de Pernambuco 2 de no vem-
bro de 1852Jo'ie Bento da Cunha e Figueiredo
Sr. inspector da Ihesouraria de fazenda.
Illm. e Exm. Sr.Devendo dar V. Exc. o meu
parecer como me determina por seu oflicio de 2 do
crrante sobre os papis inclusos, relativos com-
pra de pannos para o arsenal de guerra e a questao
que existe entre o negociante Joao Pinto de Lemos
Jnior e o conselho administrativo, por este tor dado
preferencia ;i oflerta feila pelo negociante Joao Pe-
dro Adour,cumpre-rae dizer a V. Exc. que, cm vis-
ta de ludo quanto occorre a este respeito c consta dos
ditos papis, eu dara preferencia ao dito primeiro
negociante, pois que tendo este offerecido 1,921 co-
vados de panno a 2>300 ris, -o o outro 1,210 cova-
dos a 2SI50 ris, e 1,000 a 29300 com declaragao de
que se sujeitava ao menor prego de panno igual,
que par outro fosse apresenlado, com abatimento de
3 %, e tendo-se reconhecido pet exame a que pro-
cederam os feilores d'alfandega, que o panno dos
1,921 era igual ao' dos 1,210 covados, ou com diffe-
rcngas'taes, que urnas compensavam as onlras, mas
qne o dos 1,000 era inferior, e que por conseguate
de menor valor, he evidente qoe esle ultimo nao po-
de entrar era concurso com aquellc. e que a ser ad
milltdo devera solTrer maior diminuica'o no prego.
Nao trato da ollera, que ltimamente fez o sobre-
dito negociante Jo3o Pinto de Lemos Jnior do scji
panno a 29100, porque a aceitacao della est de-
pendente da decisao de V.' Exc. Dcos guarde a
V. Exc. Thesouraria de fazenda de Pernambuco
4 de novembro de 1853 Illm. o Exm. Sr. cousc-
Iheiro Jos Benlo da Cunha e Figueiredo, presidente
da provincia.Oinspector,,/ofio Gowaltesda,Silva.
Devolvendo V. S. as duas inclusas propostas, c
copia da informagao ltimamente dada pela thesou-
raria de fazenda, teiiho a dizer-lhe que, com quanto
o conselho administrativo procedesse regularmente
na compra dos pannos de que carece para, forneci-
mento do arsenal de guerra, e com razao dsse pre-
ferencia i proposla Jo .negociante Adour, alenlos
os pregos originariamente pedidos por este, e pelo
uegociantc Joao Pinto de Lemos Jnior, todava
visla de reduegao por este feita no sen premitivo
prego, e atiento o exame que se proceden pelos
couferentes da alfandega, peranle o conselho, he
claro que o prego de dous mil e f cm ris, he mais
vanlajoso aos interesses da fazenda, do que o de dous
mil cento o oilenla dous, ltimamente pedido por
Adour, visto que os paunos d'aquelle ou sao de me-
lhor qualidade, ou pelo menos iguaes aos d'esle ul-
timo, compensadas as pequeas diflerengas que se
notaram entre uns o ootros. Mando pois V. S. re-
ceber os pannos de Joao Pinto de Lemos Jnior, a
dous mil e cem ris o covado, segundo a sua ultima
proposla constante do requerimento que junto en-
vi. Dos guarde a V. S. Palacio do governo
de Pernambuco, 7 de novembro d 1853. Jos
Bento da Cunha e Figueiredo. Sr. coronel presi-
dente do conselho administrativo, para o forneci-
mento do arsenal de guerra.
Illm. Sr. Em Visla da sua informagao de 4 do
crranle, dirig n'esla data ao presidcule do conse-
lho administrativo, para o fornecimento do arsenal
de guerra, o ofllcio que junto envi por copia pa-
ra seu conhecimento. Dos guarde V. S. Pa-
lacio do governo de Pernambuco, 7 de novembro de
1853. Jote Bento da Cunha e Figueiredo. Sr.
inspector da thesouraria de fazenda. Conforme,
Antonio ile de Pinho.
iulcfCssada na questao do Oriente, nao pode, pro-
metler seguir urna poltica de" estricta neulrali-
dade.
Os successos dos exertilos russos 0 os votos das
da Austria viesse a ser indispeosavel, ella leria lu-
gar com a firme intngao de manter intacto,debaixo
de todas as relages, o <()* quo estabelecdo pelos
tratados. O conde Buol pensa.que esta rhlengao lie
populagcs suhmcltidas Tarqnia produziriam um de todas as potencias que tomaram parte na con-
estado de cousas to falaes aos interesses da Austria,
que o imperador Francisco Jos ver-se-hia na ne-
cessidade de inlervir militarmente' ou de ficar em
urna inaego incompativel com sua dignidade e
EXTERIOR.
ferencia de Vienna.
Sou ele.
Clarendon.
Porque couhego-os em minha qualidade de
russa.
pois bem, senhora, disse Chadeuil.ise sua cor-
le ordinaria abandonou-a, ficamos-lhe o barao e eu I
Sinto mesmo uma.consa...
0al ? pergunlou indolentemente Lais.
He. que o barao nao tinha julgado conveniente
seguir o excmplo de sua corle para deixar-me a le-
licidade de urna conferencia particular.
Desejo muilo saber o queo torna Uto insolen-
te esta manhaa, Mr. de ChadetiiH disse a baroueza
folgando com um chicotinho que tinha na mo.
Eu sei, inteirompeu Chaulieu.
E o que he ?...
Sua indulgencia para com elle !...
Entao lenho mais indulgencia para com o se-
nhor visconde do que para com o senhor barao ? .
_ Para comigo exelamou Chaulieu em um tom
soffrivelmenlc dramtico, para comigo a senhora he
desapiedada, ri de mea marlyrlo, e os solTrimentos
que padreo nao sao para a senhora mais do que um
tlive lmenlo cruel I...
A haroneza respondeu essa declaragao grotesca
por um vivo acccssotde hilaridade, o quai o viscon-
de de Chadcuil nao pode dnixar de coniparlilhar.
Pois bem dase a baroneza balendo com a
pona do chicle no coxins da carruagem, quero ser
boje menos cruel do quo tenho sido at o presente,
dsipego-os.
Como^! disseram ao mesmo lempo os dous gen-
lisbomens, nas cm lons mu di Hercules.
Sim, dispero-o, barao, proseguio Lais com um
fino sorriso nos labios, mas para abrandar o rigor*
desla sentenga dar-lhc-hei um companheiro de in-
fortunio.
Que quer isso dizer ? pergunlou Chadeuil.
Quer dizer, visconde. que para puni-lo de sua
insolencia, e induzi-lo a duvidar um pouco para o
futuro de minha indulgencia, coodemnp-o a rel-
rar-se.
Desla vez tocou a Chaulieu mostrar um semblan-
te radioso. Todava elle lirn silencioso o triste, e
ultima'palavra da baroneza, dirigio-lhe om olhar do
branda repreheusao, e abanou tristemente a cabera.
Se he um gracejo", senhora, disse elle com urna
voz, cuja emorao nao procurava dissimular, nao o
prolongue por muito lempo...
Lais parecen enternecida d tom com que eram
pronunciadas essas palavras, e esteudeu ao visconde a
mo calcada, de luva, dizeudo :
Espero que Mr. le Chadeuil nao se agastar, e
que (or a Iwudade de ir ouyir esta iioile as explica-
ges que tiver de dar-lhe,
Lais acompanhou csse convite com um torno
sorriso, o visconde de Chadeuil beijou e apertou a
mo que Ihe era offerecida, e roliron-se com os olhos
alegres e com o coracao eslasiado.
. O barao de Chaulieu nao tinha, precisamente os
mesmos motivos de salisfagSo ; mas era um espirito
fcil c leviano.e baslava-lhe que livesse um audito-
rio a -sen gnsto.
Lais ficou pois sosnha. Ordcnou ao cocheiro que
tortiasso ao passo a direegao da .avenida de Conde,
envolveu-so ao scu capoliifho de velludo forrado de
hermina, fechou,os olhos, e deixuu-se embalar bran-
damente pelo movimeuto da carruagem.
Entretanto o duque.de Naundorff sahira algum
lempo depois da companhia reunida em Chaniilly,
e acompanliado de fiel Massach dirigira-se para a
avenida de Conde.
O duque passra urna noito pessima era conse-
quenca das poucas palavras que trocara com Lais !
sse encontr inesperado o sorprender repentina-
mente no meio dos graves cuidados de sua idade
madura, e trouxcra-lhc' memoria todas as lem-
branras felizes do sua moridade negligente Entao
elle>ignorava-sc!... Nasca apenas para a vida, ia
alravez do mundo como o viajante que penetra pela
primeira vez as florestas virgehs da America...
Seu coragao eslava cheio de ingenuas admrages,
os espectculos da natureza o cucantavam, urna" es-
pecie de embriaguez divina illuminava-lhc a alma...
Era assim que elle tinha chegado a Mili a u !
Essa cidade recordava-lhc ao mesmo lempo sua
primeira amizade, e seu primeiro amor Chadeuil!
Georcele! Chadeuil, o primeiro homcm, cuja mflo
aperlra rom una santa afferao... Georgele, a pri-
meira mulhcr, em cujus olhos lera urna terna de-
dicagao.
Essas duas imageus o linham seguido por toda a
parle depois ellas linham-se gravado profunda-
mente em seu coragao; e elle levava-as comsigo a Io-
dos os lugares! e ali quanto Ibes sorria quanto as
amava De da essas imagens do passado alegravam
sua amarga sbldao, de noite cncantavam seu som-
no ; era um mundo inleiro de sensarOes exquisitas
que o acompanhava no mundo real em que andava !
O encontr de Lais o tinha abalado : elle derra-
mara multas lagrimas durante urna noite de insum-
ida c o dia acabava de sorpran sobre fl Iravesseiro e com a cabega na mao !
Sonhava ainda !
Wvanlou-se apressado : as chamadas reiteradas
da Corneta liuhain j despertado lodo <> caslello ;
qu ando elle vio partir a tropa dos caradores, desreu
aii pateo, muudou sellar u cavalloe apartou-se lam-
Documento diplomticos.
N. 69.
O CONDE DE CLARENDON AO CONDE DE
WESTHOSELAND.
Secrclaria dos negocios estrangeiros 18 de feve-
reiro de 1854.
My-Jord, o conde Collondo leu-mc o despacho d
conde Buol, rola li va mente missao do conde Or-
loff em Vienna. O conde Buol diz era um despa-
cho, que a identidade dofira da Austria' e das ou-
trs tres potencias, identidade provada pelo proto'-
colo de 5 de dezembro, impe ao governe austraco
o dever de apresentar urna completa franqueza a
essas mesmas potencias a respeito desla missao.
O conde Orloff tinha recebido a ordem de insistir
da mancira mais urgente junto do imperador da
Auslria, para que se obrgasse com a corle de Ber-
lim a observar a mais estrela neutralidade, no ca
em qu as potencias martimas tomassem urna par
activa na guerra entro a Turqua e a Rnssia. E
pai-a prova da plena confianca que existe enlre os
gabinetes de Vienna e do Londres, elle commitnica
ao governo de S^ M. o despacho do 'ministro da
Austria em S. Pelcrsburgo, uo quai elle expoe os
motivos que levaran) o imperador da Auslria a re-
pellr as propostas da Russia.
Nesse despacho dirigido ao conde Esterhazy, elle
faz observar, a respeito das proporgoes consideraveis
que? parece estar a ponto de lomar a guerra cnlrea
Russia c a Turqua, que a corle da Russia propc
aos gabinetes da Austria e da Prussia, que fagam
ajustes em que a posigao dos taes governos seja cla-
ramente definida, quer enlre si, quer para as poten-
cias occidenlaes, que eslao a ponto de se empenha-
rera. no conflicto.
O imperador da Russia propc a neutralidade a
mais estricta, como a altiludc que devem tomar as
duas priucipacs potencias adomaas e seus confede-
rados, e urna defeza armada desta neutralidade con-
tra lodo aquello que lenlasse viola-la. ,A Rossia
promettera auxiliar esla poltica rom todas as suas
torgas, cm urna medida' que seria depois determi-
nada por urna convengao, que devera ser concluida
por coinmssarms militare. Alm disto, no caso
em quo os acontecmenlos da guerra modificassem
o estado de cousas, que exislcna Turqua, elle pro-
curara nao adoptar nenhuma resolugito difiniliva
sobre esle ponto sem cnlender-se previamente com
os governos de Vienna e de Berlim.
Tal he em substancia o plano indicado pela corla
de S. Pelersburgo, sobre o quai o conde de Buol,
depois de maduro exame, concluio da maneira se-
guinte ; O rei da Prussia, como j se sabe, regei-
lou as propostas da Russia; esle faci s seria sufli-
cenle para tirar toda a probabilidade de applcarao
a estas propostas fundadas no accordo das tres po-
tencias.
Mas, despiezando esla circumslancia, que seria
bastante para dispensar a Auslria de trablhar, a
franqueza, que ella s'e lem imposto em suas commu-
uicaces com o gabinete de S. Pelersburgo nao lhc
permitte deixar, que este gabinete ignore as graves
objecces, que em qualquer estado de cousas ella
apresenlaria conlra esle projeclo.
O imperador da Austria nao pode fazer urna pro-
messa deste gcoero com a perspectiva de aconleci-
mentos, cujas consequencias he impossivel prever,
sem que o imperador da Russia se obriguc de seu
lado a limitar a extensao de sua aegao. Os resulta-
dos de urna tonga guerra enlre a Russia e a Turqua
seram tito incertos, que a Austria,' to directamente
cornos interesses os mais vitaes do seu imperio.
Ao principio podia-sc considerar este negocio
como urna questao entre a Russia e a Turqua, e em
quanto a Russia professasse c oliservasso urna alli-
tude defeusiva, a Austria poda, do seu lado, TOn-
servar urna attitude observadora; mas infelizmente a
questao tornava-se europea, e tinha lomado urna
(al importancia, que a Austria nao podia deixar de
reservar para si sua plena Jiberdade de acgo a esle
respeito.
Se o imperador Nicolao, quizesse promelter nao
levar.mais longe snas operages militares naTurqua
da Europa, nao procurar um ngrandecimento ter-
ritorial nem um direilo de inlerveugo nos negocios
rulemos da Turqua, nem novos drcilos c oulros
alera dos quo rcsultam dos andaos tratados (e o con-
de de Buol er que urna tal promessa seria confor-
me aos interesses da Russia,), a Auslria Ihe dara de
boa vonlade a garanda que elle Ihe pede; mas sen-
do dcVulro modo, o gabinete russo deve ver como
seria cUflicil Austria indicar desde j a linha de
conducta, que os acoulecimenlos Ihe pudera impr.
Demais o governo russo deve comprehender que o
resultado inevilavel de urna promessa t.io positiva,
como a que he proposta, seria fazer que a Auslria
naufragasse em seus designios de conciliagao, dcslru-
*e suas relages com alguns dos governos empcoha-
dos na guerra.
A idea dominante no plano proposlo pela Russia
he manter intacta durante a crise actual a allianga
conservadora, que lem existido entre as tres corles
na maior vantagem do partido e da ordem social.
Mas Irala-se dc-conservago? Nao se trata pelo con-
trario de entrar em novas combinaces,*<|ue fra
impossivel dirimir e cujas consequencias ninguem
pode determinar?.
Nao be oeste terreno que a questao foi collorada
pelo protocolo de Vienna, que produzio em S. Pe-
lersburgo urna impressao 13o penosa. O accordo
das qualro potencias difliuido por esle protocolo,
fundarse na importancia, que ellas dao inlegrida-
de do imperio ottomano, como elemento do -equili-
brio europeu.
Oinlcresse da Austria sobre esle ponto he con-
forme com o inleresse geral da Europa. Per esta
razao o conde Buol sabe rom profundo pozar que o
imperador da Russia parece promplo a renunciar a
nlenrgo que tinha annunciado, de observar urna
attitude (Tensiva na maegem esqnerda do Danubio.
Quanto mais graves podem ser as consequencias da
passagem do Danubio, mais o conde Buol eiitendc,
que traa amigavelmeclc com a Russia, conjurando
o gabinete de S. Pelersburgo a que reflicla bem em
sua sabedor ia, antes de lomar um partido decisivo.
Seo conde Buol naooccnltar no aoVerno russoos
penosos senlimcnlos, que causara ao gabinete de Vi-
enna asdilerencas de opiniao.queexistementre elles,
relativamente ao melhor partido que de.vem tomar
as circumslaucias actuaes, elle nao lem um sn pen-
sameulo que possa ser considerado como hostil
Russia. O conde. Bnol julgou que era do seu dever
declarar com urna plena franqueza, a attitude que a
Austria reserva para si na eventualidade que ella
espera nao ver realisar-se, na quai a lula lomara
dimenges mais consideraveis.
Cundido elle pensa que eslas observages, que o
conde Esterhazy be enea negad o de Iransmittr ao
conde de Nesselrode, contribuirn! para por fira a
um estado de tengao, que inquieta a Europa e pre-
judica a um grande numere de inleresses. Elle de-
clara que a Austria tem procurado sinceramente'
manter a paz as circumslaucias actuaes.
O imperador da .Austria nao ligar snas mos por
meio de um tratado de neutralidade absoluta em-
quanlo nao tiver garantas suficientes de que os in-
leressesde|seu imperio nao serao comprometilos pe-
la dissolurao d* Turqua da Europa. O conde Or-
loff nao eitavaTrotorisado para dar eslas garantas.
Demais, acrescenta o conde Buol, como poderia a
Russia dar Auslria garantas conlra as consequen-
cias iucalculavcis, que podo ler um levantament
da populagao chrislaa logo que o imperador da Rus-
sia tome a resolurao de levar a guerra com vigor a-
lem do Danubio ?
O governo austraco renovando suas representa-
rnos contra a exleogao da guerra alm do Danubio,
nao lem oceuttado Russia que, em presenga dos
pergos de que ella est ameagada pela prolongagao
do conflicto, a Auslria deve reservar para si urna ple-
na liberdade de aegao. Ue por esla razao qne um
corpode tropas foi concentrado as provincias aus-
tracas prximas ao theatro da guerra, co numero
dessas tropas serao augmentado, se os acoulecimen-
los o fuerera uccessario.
Esta medida sobre a quai se deu declarages ani-
madoras Porta, nSo deve ser considerada como
hostil a nenhuma das partes belligerantcs r seu tim
he defender somentc a fronleira austraca contra to-
do oinsulto,ese for necessaro dcfende-Ia lambem do
contagio de urna insurrerao das provincias turcas
adjaccnlcs, c anda quando urna iutervcugifo armada
Amigando.
N. 97.
SIR G, H. SEYMOUR AO CONDE CLARENDON.
(Recebido a 2 de fevereiro. Extracto.)
S. Pelersborgo 16 de fevereiro de 1854.
Concedendo-rac bou tem o conde de Nesselrode
urna audiencia, conversamos amigavelmenle sobre
a posigao dos subditos de S. M. durante a inlerrup-
^ao das relacocs diplomticas e dos acontecmenlos
graves, que por acaso possam ter lugar.
- O conde de Nesselrode pensa finalmente que o
melhor partido a lomarhe deixar as cousas como es-
lao. Os Inglezes, diz elle.nSo precisara do prolecrao,
cm caso de guerra elles leriam a melhor de todas as
prolecces,a do imperador. O cpnsnl de S. M. (icaria
para tomar conta de seus nleresses.e no caso em que
os bons cilicios de algum funccionaii de segunda
ordem fossem necessarios, Mr. de Michele se dirigi-
ra ao barao Plessen, como se fosse a mira mesmo,
o barao Ptessen he o embaixador da Dinamarca em
!j. Pelersburgo).
OSr. de Nesselrode me disse entre ou tras cousas :
Em todo o raso estarc pompto para receber o
fcnsul de S. M., se por acaso dirigir se a mira. Tu-
do quanto pedimos, ajunlou elle, he que os Ingleze-
seconduzam com reserva e prudencia, em oulros ters,
mos, que se conduzam como sempre se tem cofldu-
zido. trunes.)
bem, mas, como j dissemos, em vez de seguir a
cagada, dirigira-sc para a alea de Conde:
As aores estovara inteiramente despojadas de
suas folhas ; o bosque tinha um aspecto triste que
levava naturalmeulc a gente melancola.
O duque dcixo fluctuar as redeas sobre o pescogo
de sua cavalgadura, eseguio leulameule o camiuho
que Ihe linham indicado.
Massach ia immcdialamenlc aira/, delle e nao pa-
reca oceupar-se muito mais que o amo, dos objec-
los que o rcrciivara.
O camiuho que seguiam era pouco frequenlado :
apenas de quando em quando viam-se pasear ao lon-
ge as esquinas das aleas (ransversaes alguns cagado-
res retardados, qoe a toda a pressa se dirigiam ao
seu posto : alguraas vezes chcgava-lhc lambem aos
ouvidos o ruido enflaquecido das cornetas longin-
quas, mas isso era ludo 1 Nada perturba va a calma
solidan do bosque e naturalmente elles teriam podi-
do persuadir-sc que estovara longe de Chaniilly.
O duque recordova-sc do parque do principe
Hartan*.
Massach cuidava as grandes florestas do Oho.
Audaram assim urna hora, sera trocaren) urna s
palavra, at o momento cm que o duque vio apun-
tar na exlremidade da alea urna carruascra, cuja
forma c libr reconheceu logo.
Era a carruagem da baroneza de Chevreuse !
Elle fez Signal a Massach para que retardasse a
marcha do cavado c tendo accelcrado a do seu,
achou-sc logo junto da moga que Ihe vinlia ao cu-
contro.
Lais acolhcu-o como um amigo,. eslendeu-lhe a
mao, a quai o duque heijou rcspetosamenle, e en-
trou quasi logo Cm materia :
He, senhor duque, cousa bem curiosa esse nosso
cucontro nos sales do' principe de Conde, disse el-
la; saiba que'a mio de Dcos anda cm ludo isso !
Assim orrcio, senhora, respondeu o duque, e
coiifesso-lhe que foi com mui vivo scntimcnlo de
prazer que encoulrei viva a sua iuiagcm que trou-
xe de Midan I
Ah I mudos acontecimentos se lem passailo depois
disso, coiitinuou Lais ; cu acreditava cncontra-lo uo
tbrono...*
Mas, senhora, disse o duque sem responder iu-
sinuaraii da baroneza, iraportanles raudaugas lera
sobreviudo em sua propra iosrao... seu pai! que
he feilo delle ?
Meu pai he niorlo.Sr. duque, o esposo que elle me
i deu, lio lambem unirlo, e achou-iue s uo mundo, e
digo-lhc- que essa vida que passo me tem parecido
muilas vciealrUte eeafadouha.
A mensagem ameagadora para a Hespanba, que
o presidente Pierce acaba d dirigir ao congresso
dos Estados-Unidos, a respeito da apprehensSo do
Black-lVanior em Havana, tira um inleresse par-
ticular da situaran dos negocios da Europa.' As
particularidades do que se passou em Havana nao
sao contiendas na Europa. He possivel que o ca-
pitao general de Cuba tenha procedido sumraario e
injustamente ; todava he permitlido duvidar al
que chegue Europa urna nl'ormaVao crcumstan-
ciada e digna de fe. As autoridades de Cuba tem
um interesse too grande c evideille em se absterem
de ludo quanto possa oflender e irritar os Estados-
Unidos, devem ler recebido a este respeito da cor-
te de Madrid, instrucroes tao positivas que.em quan-
to se nao provar o contrario, pode-so e deve-sfe' he-
sitar em admllir, que ellas tenham exercido rigo- .
res injusliiicaveis a respeito do Black-Wanior. A
mensagem do presidente Pierce por seu mesmo la-
conismo he mais propra para alimentar do que
destruidasduvidas ;''porqiianto se as qucixas dos Es-
tados-Uuidos contra as autoridades de Cuba'fossem
rcaes c consideraveis, he de suppor, que elle livesse
deduzido os fados miniiriosamenle no cstylo espli-
cUo al perlixidade, que caracterisa os documen-
tos americanos.
Nessa mensagem o aclo do governador. de Cuba
he qualificado como um ultraje gratuito. Talvez fos-
se melhor dizof Bem claramente em qe elle con-
sista, cem que circumslaucias uvera lugar, deixan-
do ao leilor o cuidado de apreciar.
At hoje a conduela do presidente Pierce lem
sido summamenle honrosa. Elevado ao poder pelo
partido, qne reprsenla a poltica de invaso, at o
presente tinha resistido com urna nobre firmeza as
tendencias de seus- amigos da vespera. Elle nao se
duba limitado a proclamarsolemnemente a polti-
ca do respeito aos tratados. Havia dado ordens po-
sitivas para suspender as expedigoes contra Cuba
projectadas por condutieri, e tinha sabido fazer-se
obedecer.
Urna conductatao perfeitamente leal Ihe, d drci-
los inconteslaveis estima e a conliauga do molido
civilisailo, e deve conter al ulteriores informagoes
toda censura a seu respeito.
Comtudo,nao podemos deixar de sobresallar-uosao
ouvir o tom altivo o amcagador de sua linguagcm
para com Hespanha,no momento em que a atten-
rao das grandes polencias martimas esto absorvida
pelos governos do Oriente, em que o desenvolvimeu-
to de suas torgas se faz desse lado, e que por conse-
quencia a Inglatcna e a Franca (em mais que nuu-
ca occasiao de observar para com os Estados-Unidos'
todas as deferencias e liberdades que nlo forem
inconciliaves com sua propra dignidade com sua
propra honra.
Ha bem lempo que ala urnas pessoas, que se oceu-
pam com a poltica especulativa, diziam que no da'
craqueo concert europeu fosse destruidos e as forras
das potencias estivessera oceupadas em nma guerra,
a poltica de invasao tomara um novo vo nos Es-
tados-Unidos. Fra para sentir que actos imprevis-
tos do gabinete de Washington procurassem fazer
acreditar esta opinio, quando no mundo civilisado
lodos estovara geral mente inclinados a considera-la
como orna chimera, e como urna impularaosobera-
namente injusta, i visla da attitudo que desde o
principio linha tomado o presidente arlual. A in-
vasao de Cuba he incomparavelmenlc aquella que
mais acarralara para os Estados-Unidos essa deshon
ra que ellos, como todas as nagoes esclarecidas,
proruran eviar. Quando elles arrancarara ao ffe-
xic'o, dcbaxo de pretextos mais ou. menos imagina-
rios, alguma de suas provincias,, diz-se geralmenle
que, se o_ processo cm si he contrario jusliga, he
Era verdade, qnasi que a nao reconhego, pois a vi
ouli'ora lao jovial, Uo feliz.
Ah! se o senhor soubesse, inlcrrompcu a baroneza
dando um suspiro, mas eu Ihe contorc ludo isso
algum dia era Pars, onde o senhor ir \ er-me,
nao he assim ? cu recebo muila gente... bula a no-
briv.a alllue aos nicussales, o senhor encontrar
ahi moros e mogas.
Bella como he, a senhora, nao podo deixar de
ser cercada de adoradores que Ihe fagam una corto
assidua.
lio verdade !
E nao cuida em atar outra vez os lagos que-
brados?
Nao, senhor duque.
A senhora he feliz ?...
Alguraas vezes !
E nao tem saudades do passado ?
Oh mutas vezes !
Ha dez anuos, lenho lambem pensado muitas
vezes cm Midan.
O senhor lem viajado ?
Muilo.
E cm que parles do mundo ? '
Oh lenho levado meu enfado e minha triste-
za um pouco por toda a parlo fui frica, Asia c
a America.
Tao longe assim,cxrlamou a haroneza. .
He desse ultimo paiz, acrcsccutou o duque
que Irouxe o hornera de cor que rae acompanha...
. Um hornera horrivcl, disse Lais com desgos-
to.
Cm homem dedicado, replirou o duque, o
quai tive a fclicidade de arrancar urna vez inor-
lo c que me tem salvado a vida vinte vezes.
E dga-mc senhor duque, depois de seu re-
gresso Europa, nao encontrou anda...
A qnem ?
Urna pessoa que o senhor conhcccu na Russia:
Urna mulhcr ?
Sim.
Georgele, tal vez ?
O senhor adevinhou.
Ilouve um momento de silencio ; o duque linha
cmpllidccido, a baroneza o observava com singu-
lar allenrao.
O-lhe! disse o duque de Naundorff depois de
alguma hesilagfio, a senhora acaba de lembrar-m
una pessoa, cuja lembranga nao me tem dexado
um so i listante depois de inhiba partida da Russia,
e ruja inigein sem que eu o saiba, e mesmo contra
minha vonlade, trago aiuda profundamente gravada
no coraran.
Ah o senhor amava-a muito.
Nao sei se he amor... o .que sei he que dara a
meta Je da vida para torna-la a ver, ainda que fosse
somonte por um instante !
Poisbcm,scnhor duque, he urna fclicidade que
me dever talvez, porem sem que ihe custe tanto
como isso...
Que quer dizer a senhora !
Sei aonde est Georgele.
Em Millau ?
Nao 1 muito mais perlo que isso !
Em Pars talvez ? ,
Sim, senhor, em Pars.
Nanndorn" levou ambas as m.ios ao coragao para
comprimir-Ule as pulsages.
He possivel! exelamou elle, eu poderia v-la
amanha,.... esta noite... ah falle I falle 1 nao me
occulte'nada.
,Nos fallaremos de ludo isso, disse Lais com um
sorriso fino, amanha todos tornaremos a arhar-nos
em Pars, am'onhaa noite o senhor ir minha casa
e saher ludo o que diz respeito a Georgele.
A senhora prometle-inc isso-? .
Prometi.
Depois como que se nma idea sbita Ihe viesse
ao espirito, a baroneza tocou a fronte com a ponte
do dedo. '
Mas agora reflliclo, disse ella, q olhar cioso do
visconde de Chadeuil est aqu, o senhor conhec.
O visconde de Chadeuil, respondeu o doaue
framente. *"
Era seu amigo.
Com effeito.
*- Nao estimara cncontra-lo, apertar-lhc a mo ?
eu o vejo raudas vezes.
O visconde de Chadeuil, repeli o duque, sim,
csse nome lembra-me tambem oanno feliz da rauha
vida que passe cm Millau. Est elle em Pars?
Desoja v-lo? pergunlou a baroneza espantada
da fneza de seu interlocutor.
Oh 1 sanhora, responden Naundorff, nao me
julgue mui ligeiramenle hoje: (alvez saiba que me
acho cm urna posigao excepcional, e sem ser egosta,
sou obrigado a viver a parle, solado.
Oh! nao importa, insisti Lais, o visconde de
Chadeuil he um nobre gentilhomem, elle o ama an-
da, eslou certa disso; o lempo, nem a ausencia tem
podido alterar a amizade que Ihe consagrara: em
um coragao como o delle lodo seulmeuto gra\a-se
profundamente: en o vere e Ihe fauarei do senhor;
e isso sem lardar.
(t'oninuar-se-fta.
-i


^

.
m*
DIARIO DE PEMUMBUCO. SABBADO 13 DE MAIO DE 1854.
finalmente um modo de entregar a urna raja em-
prchendedora, iudustriosa, rica de miuitas" virtudes,
um territorio, cojos possuidores, raja caduca o im-
potente; nao sabem tirar aenlium partido para a
rivilisajao e para si mesmos. Mas em Cuba, a cau-
sa lie differente. Pelos progressos que alii se fazem,
Cuba oflerece um contraste notavel com as provin-
cias mexicanas; so os Estados-Unidos viessem a
ser sensores della, seria- para, perpetuar all urna
inslituijao, contra e qual se levanta a repiovajflo
unnime di Europa: a escravidAo dos negros, Quan-
lo a llespanha, sernos fosse permiltido dar-llie um
ronselho, diramos que arraujasse soa situado na
ilha do Cuba de tal sorte qua a tentaban dos Estados
Unido* em apoderar-se della, ficasse muito arrefeci-
da, e islo depende da Hespanlia. A ilha de Cuba nAo
he mal administrada, seja-o anda mellior. Um dos
motivos que poderiam fazer que os plantadores da
canni c do caf de Cuba desejassem sua annexa-
jao nos Estados-Unidos, he que elles gozem era um
grao muilo menmaf qo* os cidadAos americanos da
. liberdade do trahalho da industria ; he por isto
, qae sus relajees commerciaes com a Europa c com
- o resto do mundo sejam ainda menos livres. Em
quanlcfor assim, a forja de seus interesses tara que
una parte eos cotouos de Coba dssejem sua in-
dependencia da Hespanha o sua admissAo na Uniao
americana.
. Nao vemos mais hoje o que poderia impedir a
llespanha de desembarazar a industria de Cuba dos
obstculos ijue a opprimem, e conceder-lhe urna tari-
fa de alfandegas, que se aproximas da dos Esta-
dos-Unidos, oo qoe foste mesmo mais liberal: forf
Instante copiar a tarifa, com a qual se aclia bem a
illia visolia, Jamaica, por exemplo. -
Has.de todas as medidas, qne a Hespanha pode
adoptar as circunstancias actuaes, a mais fcil seria
aquella quetivesse osetleilos mais immediatosemais
importante; aquella que cavasse em um instante um
ahysmo entre a al ha de Cuba e os invasores ameri-
canos, acreeceutemos, aquella, que desperla com
mais energa11 conciencia publica, seria a abolido
da eserovidao em Coba. Depois do exemplo dado
pela Franca, e pela Inglaterra em suas posseses das
Aulhas, a Hespanha nfio tem mais desculpas para
essegrandeaclodcreparajAo. O successo da emanci-
par;*), por muito lempo, incerto as colonias ingie-
ra*, tornnu-se hoje inconlestavcl. as colonias fran-
cezas; onde pode aproveilar da licSo que tinham
lado as ilhas ingieras e evitar os erros que ahi ti-
nhim sido commetlidos, os abalos violentos cansados
pela emancipajao foram de curta.dnrajfio. Hoje as
nossas colonias vollaram ao estado em que estavam
em 1847, eellas tem a probabilidade de um futuro
qoe Ihe era.vedado com a escravidAo. A Hespanha
viudo por ultimo poderia dirigir a operara de um
modo mais feliz ainda.
Aboiiodo a escravidSo dos negros em Cuba, a HeS-
panhamio precisara para concerva-la, do concurso
dos adiados mais do que podem exigir seus propri-
os uterossM, m outra parte. Com efTeito, desd
esse moraenA? a ilha de Cuba se defendera por si
mesmo. E se a respeito dcsta possessao, a Hespa-
nha grois tinba difficuldades com os Estados-Uni-
do*, lia vera que tinba posto do seu lado urna for-
ja immensa, urna forca que Valeria para seus vi-
sinhos tanto, como a protecejo da Franja e da Ingla-
terra, por que esta he a maior de todas as forras;
queremos fallar da forja dos principios. O princi-
pio da liberdade dos negros proclamado em Cuba,
seria para ella a mais poderosa, e a mais imfallivel
das prolejoes, p mais inexpusnavcl dos baluarte.
(Jurnal des Debis.)
IHTERIOR.
CORRESPONDENCIA SO DIARIO DE
PEBNAMBUCO.
Farahiba 8 da malo da 1854.
Quero sou eu, e ondo estou eu, ja estou com mi -
nlias dovidas,pois ate agora estavam descansados sem
quererem saber, deram-me um nomo, e nAo se im-
portaran) mais com este eu, porcm nao sei porque
motivo, eis que apparce um segundo cu na sua Tu-
ina como querendo continoar n tarefa que lomci de
escrevor-lhe sobre as cousas dcsta minlia trra, islo
romo se eu livesse-mofrido e deixado em testamento
para elle continuar, o qoe suspeito qae tal nao acon-
teceu, pois pisso as minlias mos pelo corpo e acho-
o ; fallo, me responde; vejo ludo nos seos lugares e
o que ser entAo ? estara |eu a sonhar e escreveria
aqnillo? quero me convencer disto, porcm o respeita-
vel publico nao coasenle, e principia a dizer que eu
deixci euearregado a Pedro, autros dizem que deixei
a Panto para continuar a' minha correspoiidcncia
que eu naoesUrei aqu por estes quatro mezes ; eu-
lio a onde estarc en ; por ventora estarc magneti-
zado "? erofim soja como for,ou sejaeo mesmo eu.quc
escrevo alai correspondencia, ousejam os V. A. C.
oo M. deixa-los, o digo tmente qae o palraeiri-
nho deve estar bem contente.
A semana passada, nem por sso deixa de ser lem-
lirada, pois a 5 do corrente foi S. Exc. ao lyceu
abrir a aula qoe devia-se abrir 3, e nao se fez por
falla de numero suGeicnls de, aspirantes oradores;
porem espera-sc que este anuo elles nao dcixarao
nada a desejar : qoanto ao relatorio que S.JExc. ap-
presenlou,diz.-me o Mereles que l foi ouvir.qoe Ir-
la de algumas medidas geraes, mostrando erros e
inconvenientes da nussa legislaco sobre direito -cri-
minal.sohreos juzesmunicpaes &c.&c.;e isto foi bnm
porque o Beato da secretara tambera me diz que o l)r.
Walsamte neste mesmo dia peilio-llje nmponco de
papel bom para fazer urna lei, que regularise os ju-
rys, os joizes dt direito e os joizes municipaes : esta
a patria salva.
Cbogou tambera a semana passada, orna escolla
enmmiodada por nm alfares de polica, a qual Ira-
zendo um preso celebre pelos seus feitos, tornou-se
ainda mais celebr por ter deixado a escolta no ca-
minho sentindo saudades pela falla de sua compa-
nhia, nada Ihe digo a respeito era mesmo os nomos,
porque o oficial lera de responder pelo crime de es-
cpala,* Mu quero predispor juitos.
O Argot Paraltbano tras orna carta l do Riacho
dos Porros assignado por um Riposo,qoe dz:patricio,
amigo, collega e nao sei mais o que do guarda livro5
da casa Ma, cagaos o01ciaes da guarn jAo, di-
zem qoe o tal guarda livrus he do Rio Grande, pois
conheceua familia ;o diabo qoe, os enleuda, he ou
nao he dos hierros.
Diz-e o Themulo que trata-se de fazer nm
edificio ao pedo quartcl de prlmeira linha para ar-
mazn de arligos bellicos, e que S. Ext. espera po-
derfner ama casa para o. hospital da caridade, por
mel de ama sobscricao que vai on est razando,
Deas o ajado e Ihe de bastante forja para estes e ou-
I ra anjelos que trazem o bem publico.
Cenata-roe, que a aociedade dramtica Apollo Pa-
rahibano pretende levar sceua por lodo esto mez,
na sua capoeira da ra d'Areia, que lodo o dis-
farjamenlo chama thealre, o drama intitulado Con-
de Genucites e a bem canhecida Tarja 0 llotlandez.
Farei toda a diligencia por assistir, porque sou
amador dos espectculos particulares, mormenle
nesta minha (erra onde alies sAo deaempenhados de
tal arle, que o mais seria c pathetico transformarse
pela babilidade dos* representantes, na mais jocosa
comedia. .
Dizem-me qne a paria principal da dama,ser cn-
crregada-a urna actriz on cousa-qiie o valha,aportada
uestes praias n8o sei Como. Ja tive occasao de lo-a PP">vada.
brigar a causa e a'primcira vista nao me parece das
peiores cousas era quanto ao phisico, e qaanto ao
moral ignora o con leudo por falta do ronheci ment
de cansa.
O directar da sociedade, e o bacorinko Braga es-
lio eoettregados tambera de sus partes do drama
c en nao posso deixar .de eongratalar-me por este
motivo, visto afrmarcm-me qne eslos genio* lem
grande queda para cmicos.
alwjndeaolc-mo me preparandopara filiar urna
enriada (j se sabe senao se pagar para ser convida-
do, como para o baile qu ltimamente se dea) e
espero oble-la apa, de saber a ogeriza queopri-
meirod*aqoeUcs Ddi.idoos me-vota, ainda meterfdu
Mereles por empenho.
O nosao pequeo mercado de genero, csla qain-
zena >orm.u-se mais animado, em consequencia da
ponca aOuncia de prodoctoa ehegados do interior,
que, ainda por motivo do lemp, chovoso, app.re-
cem eacaaMmente.
O algodo obteve ltimamente 5M00C 59600 com
bastantes compradores, os qoaes se .oppoe resolv-
quanto as entradas nio augmentaren).
Os coaros egnem anda procurados, e valendoos
antigoi prejos de 4700, e *9600 rs.Presome-se que
decUnaro assim que se preencham algumas quan-
tidades vendidas.
rem como os gneros eotram com difchldade, e nao
olTercco occasiao de grandesempregos, tem por isso
menos vulto a falla de moed, qae existe na praja, e
n3o se faz notavel. .
Entraran! neste porto os seguales navias ioglezes
procedentes dessa.
Em 4 do correle a barca Spirit ofthe Timtt em
lastro d'arcia, destinada a embarcar para Liverpool
sobre lastro da assucar mascavado, urna completa
carga de algodao.
Era 5 o lirigoe Fairy com 400 barricas de baca-
lho, que aqui desembarca, e 500 saceos de assaca
mascavado, atim de meter o resto deste genero para
tirar soffiricnlemcnle alastrado, e poder tomar"urna
carga d6 algodo para aquello destino, e a barca
Eliza em lastro d'areia cora ordens de embarcar
para o Canal urna carga de assucar mascavado.
Todos estes navios ficam-se preparando para des-
carregarem os lastros qae conduziram, am de co^
nejaran a carregar na futura semina. Convem no-
tar qne as cargas para elles designadas cstao prepa-
radas, e soflnvelmenle acondicionadas, e qne, por
isso, pouca demora terao em ser expedidos para seos
destinos.
Em 6 do correle abarrotoo a barca EdevardBous-
lead com 1630 saccas de algodao, e deve despachar
segunda feira para Liverpool.
Esle carregamento foi embarcado em boa ordem,
e apezar de nao ser todo pesado, com ludo a casa en-
carregada da expedijao, conferio boa porjo defai-
dos, com cujo exarae, sou informado, qoe ficoo sa-
(isfeila.
O men ciceroni que per fot ou per nefas, obtem
estes detalbes commerciaes que Ihe transmiti, ainda
nao pdde asseverar-me positivamente quies os pre-
jos porqn.anto se venderam estas cargas, qoe se vo
embarcar nos citados navios entrados. Elle Oca na
diligencia de averiguar esses negocios, e assim quo
delles livor noticia, Ihe ilirci conforme at aqui* le-
nho feilo. De ordinario torna-se bem dificultoso ao
pobre homem saber logo essas cousas ; porque os se-
n"4^ docommercio teses sad tao reservados,
que nao ha emtico, por muito activa qae seja, que
os taja vomitar os negocios que fazem, os quaes s
mais larde se vem a vulgarisar. No entanlo como
o Barrozo he mui esperto, e qoasi tao fino como o
Moretes, nao desespero V cahirem falla com o.qoe
lbe promelti, mormeole nao largando elle a pisa
dos taes senhores como faz.
A tal barca Cquntess ofZetland que por veas me
tem oceupado, receben a tripola jAo qae dessa veio
para coodozi-la a esse poslo ; perem nao sei como se
llavera para realisar csse menlo, m razio da moi-
taagoa que est tomando,, em qoanlidade tal que
mal se pode dar vencimento locando bomba con-
secutivamente.
Dos queira qae a mecha d para o sebo, oque
muilo duvido.
Diz-meo Barrozo, que na altan lea so eVi pro-
cedendo a nm exame nos volumes da carga desem-
barcada daquelle navio, em consequencia de requi-
sijo do cnsul britnico, afim de vir no conberi-
mnto do alcance, qae podem Icr urna representa-
dlo fcila por cerlos empregados da mesma, cm,a
qual se nota falla, e augmento de volumes na con-
ferencia do manifest que fzeram,conforme oregu-
lamenlo. Como a cousa be demasiado grande, deve
o pobre desconfiar da esmola. Em fim nada avan-
jo por agora, espero colhr raelhores dados para
voliar ao assurapto com conhccimenlo de causa ; a
infprmacp que Ihe ped da vez passada nao he mais
precisa,porque desist da prctenju de ser delegado,
visto o Mereles ter-me dito que alguna recrulas
trni dinunriarlo que foram presos por nao quererem
trabaihar aos delegados de graja, e como talvez S.
Exc. lome providencias a esle respeito, e nao me
conVindo o incoraraodo que lem os delegados, nao
leudo o proveito do trabalho sem paga, desisto da
empreza.
Saudee patacas he o qae le desejo.
PER^AMBLCO.
ASSEMBLEA legislativa
PROVINCIAL.
Sbjo' ordinaria em 8 de malo da 1854.
i'reriencio do Sr. Pedro CatalcanlL
Fcila a chamada, verifica-se eslarem presentes 28
senhores deputados.
O sr. Prndenle abre a scssAn.
O Sr. 2. Secretario l a acia dasessao anterior
que lie approvada.
. O Sr. I. Secretario menciona o seguinle
EXPEDIENTE.
Um oficio do secretario da provincia, remetiendo
nm reqoerimento do coronel Jos Pedro Vellozo da
Silveira, fiador de Francisco Pi Valenja, no qual
vem juntas diversas ioformajOes da Ihesouraria pro-
vincial.A' commissao de fnzenda.
Um parecer da commissao de fazenda e orjamen-
lo acerca de oulro requerroento do mesmo coronel,
ehe o segainle;
Pela secretaria da presidencia da provincia, veio
ter a esti assembla nm requerimentn do coronel Jo-
s Pedro Vellozo da Silveira, fiador de Francisco
Pi Valenja, ex-arremalante do imposto de 29500
rs por cada rea mora para consumo, no qual pede
elle presidencia, que Ihe sejam concedidos lodos Os
beneficios qoe a lei provincial n. 315 concedeu ao
seu afiaojado na qualidade de devedor de 32 conlos
de rs. i fazenda provincial, sendo, porm, dispensa-
do o snpplicanle de satisfazer por sua vez a nica e
inderlinavel condijao com que laes beneficios foram
concedidos pela citada lei. ^
a O supplicante fundamenta a Mi prelenjo no
tacto de nao ter comparecida dentro do prazo expi-
rado no ultimo de abril prximo passado o dilo seo
alianjado, para assignar ai ledras e apresenlar os
dous fiadores residentes nesta praj, por coja falla
nio se tazendo.responsavel, o sopplicante allega to-
dava, que est prompto a entrar com a primeira
preslajao que se ha de vencer a 14 do corrente, con-
laulo que se lbe marque novo prazo para assignar
pelo sen afiancado as ledras, e nao seja obrigado a
apresenlar os dous fiadores as condiedes requeridas
pela lei; visto que os seos bens e o do devedor ori-
ginario, quando este os aprsenle, sao garantas bas-
tantes de pagamento.
A commissao de fazenda e orjaraenlo, n quem
foi commeltido o exame desle negocio,considerando,
que segando o espirito das leis fiscaes, podem apro-
vcilar ao supplicante na qualidade de fiador lodos os
beneficios concedidos pela lei provincial n. 315 ao
seu afianjido Pi Valenja ; lie do parecer que nesla
parle compete ao governo deferir a prelenjo do
supplicante como mais cooficr aos interesses da fa-
zenda provincial.
(i E pelo qoe respeila dispensa dos fiadores re-
sidentes nesta praja, altendendn que a fianja exigi-
da he urna condijao essencial csubstancial da lei que
concedeu o beneficio da moratoria,importando seme-
Ihanle concessAo a revogajAo de Ul lei, que alias,
enleudc a commissao nao dever ser alterada ; he de
parecer que seja iudeferida a pretenjao do suppli-
cante nesla parte.
Sala dasrommisses8 de maiode 1854. A. de
OliceiraBarros Jarretolos Pedro da Silca.
(Vencido era parle.
.|diado por liaver assignado vencida o Sr. Jos
Pedro.
O mesmo Sr. deputado requera urgencia que nao
Depois de brevissimas rePexe, he o parecer snb-
niellido vdtajAo capprovado. >
He approvada a redaejao do projeelo do orjamen-
lo municipal.
Primeira discussao do projeelo numero 36 deste
auno.
A commissno de obras publicas, coramereio, ele,
examinando o requerimenlo de Claudio Dubenx,
a respeito das linbas de omuibus qne preledde esla-
.belecer, e infurmacao que sobre elle deu a cmara
municipal do Recita, propoe a esta assembla a reso-
luja o seguinle: .
A assembla legislativa provincial de Pernam-
buco resolve :
" Arl. nico. O emprezario ou emprezarios, que
em virtude da lei n. 191 de 30 de mar jo de 1847,
conlratarem com o governo linhas de mnibus desla
cidade para os seus arrebaldes e para os de Olinda,
ficam dispensados por 5 annos de pagar pelos dilos
mnibus imposlos municipaes c os de barreira, qoe
j nao estivercm arrematados, ficando revogadas as
disposicoes em contrario.
Pajo da assembla 3 de maio de 1854.Aulonio
Altes de Souza Carcalh Manoel Joaquim Car-
neiro da Cunha.
Sendo combatido o projeelo pelos Srs. A. de Oli-
veira e Jos Pedro, o sustentado pelo Sr. Baplisla,
encerra-se a discussao, e submettido o mesmo vo-
tarAo, be approvada.
LC-se um oficio do secretario da provincia, acom-
panbando a portara da. data de boje, pela qual o
Exm. presidente da provincia, prorogou a sessAo da
assembla al o dia 11 do corrente.
O Sr. Baptista requer dispensa para ser dado pa-
ra ordem do dia de manbfla o projeelo nume-
ro 36.
A casa ronvem.
Segunda discussao das egtiinles posturas da c-
mara mnnicipal do Recita : -
. A commissao de negocios de" cmaras,- lendo
examinado as inclusas posturas addicionaes.da c-
mara do Recife, he de parecer qoe sejam approva-
das; convindo, qae se imprimara para enlrarem na
ordem dos trabadlos.
Sala das commissOes 18 de marjo de 1854.
Antonio Josde OliceiraLeonardo Antunes Meira
llenriquet.
Artigo addicional s posturas.
i Fica prohibida a pralica de se conduzirem ca-
dveres quer para as igrejas, quer para o cemiterio,
em carros de qaalquer nalureza, destinados ao uso
publico. Por cada infraejao pagar o proprielario
da cocheira, ou seu administrador, a mulla de 308
rs., e o duplo, na reincidencia.
i a Paja da cmara municipal do Recife 11 deju-
nho de 1853.Baro de Capilar ibe, presidente.
Francisco Mam'ede de Almeida Francisco Luiz
Maciel ViannaGustavo Jo/e' do Reg Antonio
Jos" de Oliceira.
a Con forme, Antonio I He dePinho.
Postura addicional.
a Art. nico. Fica desde j prohibido o uso dos
seguinlcs jogos: ronda, lasquinel, maior ponto, dilo
bancado, le cari, lasca, vispora, gago, banca fran-
ceza, lano de cartas como de dados, e quaesquer
outres, que poslo lenham denomina roes diversas, se-
jam com tudo de paradas, sendo apenas permitlidos:
o gamo, vollarete, solo, buhar e Ires seles. Os
infractores solfrerao a mulla de 30$ rs. e 15 das de
prisAo, e o duplo de qualquetr deslas penas na rein-
cidencia. Os donos de botcqoius e casas de labola-
gem onde se fizer uso dos jogos prohibidos, soffrero
as mesmas penas cima mencionadas, alm'daquellas
em que incorrem pelo cdigo do processo crimi-
nal.
* Tajo da cmara municipal do Recife em sessao
do l.o de fevereiro de 1854.Barao de Capibaribe,
presidente.Francisco Luiz Maciel Vianna An-
tonio Jos'de OliceiraDr. Cosme de S Pereira
Gustavo Jos' ao Reg Jos' Mara Ft eire Ga-
meiro. i) ,."."*.
a Postura addicional.
Quando os cadveres das pessoas, que tallecerem,
forem conduzidos para o cemiterio em carros fne-
bres, tirados por cavados, irio esles a passo, ajamis
a Irole. tarso oo galope. Os carros de acompanha-
menlo seguirAo o mesmo. Os infractores sollrerao a
mulla de 103 rs., a qual ser duplicada as reinci-
dencias.
* o Pajo da cmara municipal do Recife em sessao
de 15 de fevereiro de 1854. Barao de Ca-
pibaribe, presidente Gustavo Jos do RegJos
Mara Freir Gameiro Antonio Josde Oliveira
Dr. Cosme de S Pereira Approvo provisoriamen-
te. Palacio do governo d Pernambuco 20 de feve-
reiro de 1851. Figuciredo.
Conforme.Antonio Leilede Pinto.
Postura addicional.
a Arl. 1. Ficam prohibidos os anteparos de ma-
deira, de ferro ou de outra qualquer materia que se
costuma enllocar as varandas dos sobrados, toman-
do a vista dos predios laleraes ; os existentes serAo re-
lirados logo depois da publicarlo da presente posta-
ra. Os infractores pagarao a multa de 18J rs., e o
duplo na reincidencia.
Arl. 2. O ferro em barra, e varoes de qualqoer
srossura, nao pdenlo ser conduzidos em carros se-
nao amarrados em feixcs sobre cama de pautas. Os
infractores pagarAo a mulla de 59 rs., e o duplo na
reiucidencia. '
Pajo da cmara municipal do Recife cm sessao
de 22 de fevereiro de 1854.Bario de Capibaribe,
presidente Jos Maria Freir Gameiro 'Gustavo
Jos do RegDr. Cosme de S PereiraFrancisco
Mamede de Almeida Anionio Jos de Oliveira.
Approo' provisoriamente. Palacio do governo de
Pernambuco 27 de fevereiro de 1854. Figuei-
redo.
o Conforme.Antonio Leile de Pinlio o
Entra em discussao o arl. 1.
Ho approvado.
Passa-se discussao do arl. 2.
Vio mesa as segunles emendas:
o Snpprimam-se as palanas leudo permillido
ato'3 seles. Meira.
a Soppriraa-se a palavra vispora. /paminon-
das. ,
Encerrada a discussao he o art. approvado com a
emenda do Sr. Meira.
Em seguida sao approvados sem discussao os de
mais artigos das mesmas postaras.
Sala das commissOes 19 de abril de 1854.Pau-, mui franco, e me nao envergonho de confessar'e re-
a Baplisia.Brando.Francisco JoSo Carneiro conhecer obsequios recebidos.
O mercado
o segu ainda aparado ; po-
ORDEM DO DIA.
Segunda discussao das emendas eflerecidas em ier-
ceira ao orjamenlo provincial.
Encerra-se a discussao c sao lodas approva-
da.
He lido o seguinle parecer sobre a pretenjao d%
Joaquim Lucio Monleir da Franca.
Joaquim Lucio Monlciro da Franca, arrematante
do imposto de 500 rs. po'rcabeca de gado vaceum mor-
(o para consumo do municipio desla cidade, leudo
nderejado a esta assembla urna petijo, afim de
qae se Ihe relaxasse o pagamenlo de urna lellra
que deve cmara desle mesmo municipio, prove-
niente da mencionada arremataran, pede presente-
mente que se susteo referido pagamento, visto
nao ler ainda a cmara, a quem so mandn ouvir,
emittido o seu parecer sobre a pretenjao do suppli-
canle.
Acommissao de rendas muniripaesenlcnde, que
scmclhanie pretenjao nao deve ser favoravclmenle
deferida, visto ser ella offensiva dos inleressesda mu-
nicipalidadc, e mui frivolo o motivo em que a basea
0 mesmo sopplicante.
Sala das commissOes 8 de maiode 1854. Ma-
chado da SilvaLaceran.
Adiado por haver pedido a palavra o Sr. Carva-
lbo.
; A requerimenlo do Sr. A. de Oliveira, enlra logo
1 a da Cunha com reslriccoes.B
He approvado depois de muislas rellexes.
Segunda discussao do projeelo n. 28, concebido
nests termos :
a A commissao de legislarlo, a quem.fui suhmet-
l\do o requerimenlo de Joaquim Cordeiro Ribeiro
Campos, comprador do ramo do imposto de 28500
reis sobre cabeja de gado dos municipios do Rio-
Fornoso, e Agua-Prela no Iriennio de 1847 a 1850,
era que pede a esla assembla urna inlerprelaj.au
autheilica do artigo 36 da lei provincial n. 283, pe-
la qual fique indubilavelmente reconhecido acbar-se
elle roiiprehendido na equilaliva disposijio daquel-
le artigo, c ter direito a parl que proporcional-
mente lite pertence no abale de vinte conlos de reis,
concedido ao arrematante do mencionado triennio
Francisco Carneiro da Silva ; depois de ler procedi-
do a um acurado, e reflectido exame sobre as ra-
zoes allegad pelo sapplicaole, chegou aeguinte
coqclusao : Qae c||0 merece ser attendido ; por
quanto, tendo sido o sobredito abale concedido ao
arrematante, lio como um favor pcssoat.mas como
um acto de iirleclinave! eqodade, que se hvia tor-
nado necessarh em face da rescisao do contrato, re-
conhecida pelo artigo 36 da lei numero 261, e das
causas extraordinarias, que lindara concedido para
que o prejuizo do arrematante, e daqoelles que com
elle haviam contratado sobre o objecto da arremata-
ran, fosse inevilavel, he claro que os compradores
dos ramos foram necessariamenl comprehendidos
pela intenjAn legislativa, visto como dando-se a res-
peito delles as mesmas razSes, iniquo seria exclui-
los da participajAn do aclo de equidade, qne a as-
sembla praticara. Assim, pois, he a commissao de
parecer que te adoplcta seguinle rcsoliijAo.
' A assembla legislativa provincial de Pernam-
buco resolve :
ii Art. nico. A disposijao do artigo 36 da li
provincial n. 28:1, comprebende aquelles que com-
praran) ramos do imposto ao arremelanle Francisco
Carneiro da Silva.'aosqunesaproveilaro abate con-
cedido ao mesmo arremilante as devidas propor-
jes: revogadas as dispesijes em contrario.
Sala das commisttes 5 de abril de 1854.
Francisco Carlos Branio.Francisco Joao Car-
neiro da Cunha.
O Sr. Laceria oppoe-se ao projeelo, e combale
as asserjSes coudas no prembulo do mesmo, re-
conhecendo todava que, se o peticionario he com
efTeito comprador de ramo do arrematante princi-
pal, Ihe compele proporcionalmenle o beneficio que
aquelle tai concedido ; mas entende que sso be da
competencia dos trlbuntes e nao da assembla?
Tendo dado a hora. A discussao fica adiada.
O Sr. Presidenicdesi;na a ordem d.o dia, e le-
vanta a sessao.
Discursos do Sr. deputado Meira, pronunciados na
setsaa de ti do corrente.
O Sr. Meira :Sr, presidente, ou nao devera fal-
lar na terceira discussao do orjamenlo, ou tomando
a palavra, n3o posso prescindir de dar urna resposta
ao nobre deputado o Sr. Oliveira, que he prirneiro
secretario. Qoando se tnloa da lei do orjamenlo
em segunda discussao, eu me oppuz quola marca-
da para o pfofessor de economa poltica no lyceu,
e apresentei algumas considerajoes em apoio d'essa
opposijao: prescindo de fallar mais sobre esla mate-
ria, nao s para quo nao pareja qoe desejo fazer op-
posijao ao digno lente que occopa essa cadeira no
lycco, como mesmo que en tenbo nislo algom inte-
resse particular; pois que pelo contrario declaro
que sou amigo do Sr. Dr. Autran,e o prirneiro a fa-
zer jostija a sua Ilustraran e talentos.
Chamando a alten jan da casa para esle ponto, eu
fui informado de que o Sr. Dr. Aulran se achava
ensinanda economiapoltica no lyceu.em consequen-
cia de urna pelijao que dirigir casa oflerecndo-se
para dar licjoes, e o nobre deputado que enlao me
comprehendeu mal, lomando a cargo a defeza do
Sr. Dr. Aulran, quando eu o nao tinba acensado,
chegou a ponto de avanjar em o seu enlhusiasrao,
que cu nao eslava habilitado para censurar o proce-
diraento da casa, visto como tambem tinha regido
por nm titulo reconhecidamente Ilegal nina cadeira
do seminario. Ora, bem va casa que me corre
rigorosa obrigajao d dar urna resposta qualquer a
este respeito.
O Sr. Oliceira:Depois de passado mais de um
mez!*
O Sr. Meira'-. Est engaado, eu pedi a palavra
na mesma occasao, mas a casa mostrando anciedade
para volar, ced, dizendo que me reservaVa para a
terceira discussao. (Apoiados.) E porque nao res-
pondera eu ao nobre depotado immediatamente de-
pois do seu discurso? loria acaso receio de nessa oc-
casiao responder-1 be de frente a frente, como agora
o eslou tazendo? Se en tao o nao fiz, foi pela razio
que acabo de dar, e appello para a memoria da casa.
"fozes:He verdade...
O Sr. OHceina :Mas agora .dir talvez alguma
cousa dllerebte do que eu enlao disse.
O Sr. Meira:Eu me retiro s ideas entao apro-
scniadas pelo nobre deputado, e chamo ate especial-
mente a sua attenjAu, para que me advirta serapre
que avanjar qualquer proposijAo que se* ataste da
verdade. Eu cont o caso, como o caso foi. ,
Era 1848 estando vaga a substitujao das aulas
Ideolgicas do Seminario, e ausente o professor da
cadeira de tbeologia dogmtica, o Sr. -Dr. Faria,que
tinha tomado assento na assembla geral como de-
potado por esta provincia, e nao havendo quem o
subslituisse na regencia da cadeira, foi reconhecida
a dupla necessidade dse prover a subsliluijao. Sou-
be ea que havia varios concurrentes a ella, e por
isto dirigi-mc ao Sr. bisp'o, apresentando-lhe os do-
cumentos que mostravam taes ou quaes habilHajoes
que eu julgava ter para m oppor a essa sabstitui-
jAo, que al entao tinha sido occopada pelo Sr. Dr.
Thoraaz Pompeo de Souza Brasil, e que vagara em
consequencia de ser elle nomeadn lente de geogra-
phia do lyceu do Cear. Disse-me S. Exc. Rvm.'
que nio desejava fazer essa noraeajao, visto como se
dava um conflicto cutre elle e o presidente da pro-
vincia, que entao era o Sr. conselheiro Chichorro da
Gama, o quai enlendia que essa noraeajao era de sua
exclusiva competencia sem intervenjao do poder es-
piritual. Em vista d'esta resposta dirigi-me ao Sr.
Chichorro, pedindo-lhe rnenle que mandaste por a
cadeira era concurso, visto como cu rae considerava
habilitado para fazer-lhe opposicodanlo mais quan-
lo nao receiava mo resultado em visla dos' concur-
rentes que se apresentavam. O Sr. Chichorro res-
pondeu-me mui allencjosamente, que j por estar
prximo a retirar-se para a corte, e ja por esse con-
flicto com o prelado, com quem nio eslava elle em
boa harmona, tiiiha_resol\ ido nao fazer essa nomea-
rAo, asseguraini-iBc que quando .tivesse de taze-la,
nao desatienden,! as minhas habilita roes, e as favo-
raveis informajoes que a meu respeito recebera ;
honrou-mc at com eslas expresses; e com efTeito
retirou-se sem deliberado alguma sobre o caso.
Chegando para presidir a provincia o Sr. conse-
lheiro Pires da Molla,adrad presidente doCear, di-
rigi-me a elle, dizendo-lhe que achaodo-se vaga_ a
subsliluijao, e sem exercicio lectivo a cadeira de
theologia dogmtica, visto como o Sr. Dr. Faria es-
lava impedido, qoizera merecer-lhc a honra de no-
mear-me substituto interino para supprir essas tal-
las, c o preveni logo de que se dava esse conflicto de
competencia entre o poder temporal e o espiritual
acerca da numeajao, bem qne eu enleudesse que ella
devia partir pelo menos doaccordo de ambos, quan-
do nao fosse exclusiva men le do segundo. O Sr. Pi-
res da Molla respondea-me, que elle eslava muilo
convencido de que essa nomcajAo compela exclusi-
vamente ao prelado diocesano, e por islo a nao
tazia.
O Sr. Oliveira :Conlra leis espressas.
O Sr. Meira: Islo nAo foi colpa minha. O
Exm. Sr. Dr. Bandeira, boje presidente da Parabiba,
n'essa occasiao me fez a honra de inleressar-se por
mim perante o presidente da provincia c este ojli-
ciou ao Sr. hispo que lizasse a noraeajio, para a
qual sejulgara incompetente, c at mandou publi-
car no Diario a resolujAo que tomara sobre esla
questAo, a saber, quo competa ao prelado diocesa-
no e nAo ao presidente da provincia, a nomeajao in-
terina do substituto das aulas Iheologicas do Semi-
nario de Olinda; sendo que alm disto lamben) por
intermedio de S. Exc, o Sr. Dr. Bandeira fez-mo a
honra de oflerecer urna caria para o Sr. bispo, pc-
dindo-lbe acolhessea minha preienjao. Em conse-
quencia de tudo isto S. Exc. Rvra.a me chama a sua
presen ja, e comraunicando-me a deliberajio da presi-
denria,rae manda passaro tilulo de substituto interino
das aulas Iheologicas em das de maiode 18SS; desarle
que devo antes a minha nomeajao aos Exms. ISrs.
A requerimenlo do Sr. Oliveira he dispensado
intersticio para' seren dados para -terceira discus-
sao amaiilia.
Entra cm segunda discossao o projecto n. 3f; qoe
heuseguinle :
A commissao de legislaran lendo examinado com
o devido criterio, o requerimenlo de Jos Policarpo
de l'reilas, professor de primeiras leltrasdn collegio
dos orpbAos, em que pede a esta assembla, que em
declara jao a lei n. 3l3,resolva que ao ordenado que
"Ue lera de perceber era virtude de sua jubilajAose
junte a gralilicajao que igualmente percebe, por es-
tar as condijcs de artigo 10 da le geral de 15 de
ouliiliro do 1827 ; e bem assim que se declaro de-
ver a sua dila jubila jao rcgular-se aSn pelo artigo
51 do reuna raen lo de 12 de maio de 1851, mas pela
lei de lOdjuuhode 1837, visto como, anda se
achara dependentes da approva jao desla mesma as-
sembla, as disposicoes dos arligos He 59 do cita-
do regularaenlo, que augmentando os.ordenados dos
profesores, aatorisaramp que se acba prescripto no
referido artigo 51, o qual no entender do peticiona-
rio Ihe nao pdc ser applicavel, he de parecer, qoe
a pelijao do snpplicanle seja altera! ida, visto como o
supplicante lem direito a ser jubilado pelas disposi-
jes da lei de 10 de junho de 1837, por se adiar ex-
cluido do regula ment de 12 de maiode 1851, co-
mo prova, com o ofUcr da presidencia de 26 de
maio de 1851, sendo que nao pode ficar do peior
condijAo do que os professores do desenlio do lyceu
desla cidade, Januario Alexandri no da Silva II a bel-
lo Caneca, c do de primeiras ledras da povoajo de
Bcberibc Alexandre Dbrnellas, os quaes por se acha-
ren excluidos do mencionado regnlamento de 12 de
maio de 1851, foram jubilados narazAo de 20 an-
nos. Jubilado pois como entende a commissao que
deve ser o peticionario segundo a lei de 10 de junho
de 1837, be claro quo lbe compele a percepjao da
gratificaro por mais 12 annos de serviros, concedi-
da pela lei de 14 de junho de 1849, o'por isso, a
commissao submelle a considerajao dacasa a seguin-
le resolujao :
A assembla legislativa provincial de Pernam-
buco resolve :
Art. nico. OproTcssordc primeiras ledras do
milenio de orphAos Jos l'oliraipo do Frcilas, tem
direilo a ser jubilado pelas disposijes da lei de 10
de junho de 1837, percebendo por tanto a gralifica-
jio por mais de dc12 annos descrvijos,sogundo a le
de 14 de junho de 1849, revogadas as disposijes em Lpires da Mulla, e Bandeira de Mello do qne ao pife-
conlrario.
lado diocesano; e fajo esta daclararo, porque sou
lozes:He ahles um scntimenlo nobre.
O Sr. Meira:Assim nomeado, empossei-me do
lugar, e enlre logo em exercicio-, regendo a cadeira
de theologia dogmtica no impedimento deseo digno
lente o Sr. Dr. Faria. J v a casa que o lugar de
substituto por mim oceupado ja exislia, linha sido
creado por lei cora ordenado n'ella marcado, que eu
live om Ululo de nomeacAu, e como professor do Se-
minario eslava restrictamente sojeito aos seus res-
pectivos estatutos, e que por tanto nenhotna parida-
de lem o meu provimenti. cora aquelle que o nobre
depolado defende (Apoiados.)
O Sr. Oliceira d.'i'um aparte.
O Sr. Meira:Ainda mais, scnhores.eo foi Ihe-
souraria registrar o meu tilulo, c duvidando o Sr.
Lobo', que enlio era inspector, mandar fazer o regis-
tro sob fundamento de nio estar elle assignado pela
presidencia, dirigi-me ao Exm. Sr. Pires da Molla
cora nma pelijao, communicando-lhe o que havia
occojrido com a Ihesouraria, e pedindo providencias
afim de garantir o pagamenlo de meu ordenado, vis-
to como eu me nio quera arriscara perde-lo, qoan-
do prevalecessem as dovidas da Ihesouraria, e era
eslava no caso deservir gratuitamente. S. Exc. Ion-
ge de assignar o titulo, extranhou asss o prucedi-
mento da Ihesouraria, c por seu despacho qne tenho
em cata, mandou que se zesie o competente assen-
lamenlo para que fosse eu pago dos meus venci-
mentos, o que a Ihesouraria enmprio fielmente.
O Sr. Oliceira:Porque s vezes governava como
capito general.
O Sr. Meira:Pois admira; porque estando o
nobre depolado na secretaria n'esse tempo, estando
de accordo, segando creio, com o Sr. Pires da Mol-
la, era muilo natural que elle o ouvisse e consultas-
se a tal respejto.e raesmoatlentasassuashabililajaes
e pralica.
O Sr. Olieeira:E eu emiti a opiniSo contra-
ria.
O Sr. Meira: O nobre deputado muilo me
obsequiara e quizesse declarara casa, se eu me di-
rig a S. S. n'essa occasiao para merecer favor al-
gum de S. Exc. : por Unto eslava o nobre deputado
habilitado para censurar o procedimento do Sr. Pi-
res da Moda, e obstar mesmo que elle proferisse se-
melhante decisAo era favor da mitra, conlra a su
opiniao, e a praxe que allega em apoio da legislara 9.
E, pois, Sr. presidente, nao querendo prorogar a
discossao, deixo de entrar na queslio de competen-
cia para a nomeajao dos professores do seminario, e
apenas expuz lado qaanto occorreu relativamente
minha nomeajao, para que o nobre deputado en-
xersasse que, ainda mesmo no rigor de soa opiniao
o meu titulo nio poda ser Ilegal, porque o presi-
denta da provincia leve n'elle toda a iniciativa e io-
tervenjio, e delegou os seus poderes ao prelado dio-
cesano (poiado.)
Continuando no mesmo proposito de nao prorogar,
e mesrnoazedar a discussao, apenas direi ainda que
em o anno de 1831, estando vaga essa mesma subs-
liluijao do seminario, o creio que alguma das ca
deiras por marte do Dr. Manoel Ignacio, achando-se
na presidencia o Sr. Pinheiro, da Babia, salvo o en-
gao, o prelado Ihe oficion fazendo-lhe sentir, que
era de urgente fieccssidade preencher as vagas e lis-
enles, e nao tendo havido concurso, foi o Sr. Dr.
Faria nomeado substituto por titulo assignado por
ambas as autoridades, que assim entendern) e ac-
cordaram, sendo que depois por esse mesmo accordo
o prelado diocesano foi quem mandn por concur-
so as cadeiras interinamente providas.
O .Sr. Oliveira:Porque assim o determina va a
lei de entao, que foi revogada pela de 14 de junho
de 1831.
O Sr. Meira:Bem, eu nao entro agora na qaes-
lio de direilo, nao tajo mais do que mencionar os
Tactos, e mesmo Dio insistirei ettoiwa A di/, ante-
rior a' lei de 1831; mas observo|H fce deputado
que me contraria, que para proiHHl poder es-
piritual deve inlervirna nomearAo fcs empregados
do seminario, bastara servir-me do decreto novis si-
mo deste anno, que creou as cadeiras do dilo semi-
nario, e em que se determina que o provimeoto dos
seus professores se taja sob proposla do episcopado,
e npprov arAo do governo geral,seudoque ontros mni-
tos.argumentos avorccem esla opiniao, alm dos
tactos por mim apontados. (Apoiados.
O Sr. Oliceira : He nova disposijao.
O Sr. Meira : J v o obre deplado, que a
necessidade da intervenjao do ordinario no provi-
raenlu dos empregados. do seminario, he teamente
fcil de reconhecer e justificar.
Agora direi ao nobre depotado, que rae admiro,
que lendo eu servido-uo seminario desde entao, at
ao principio desle anno, em que ped a minha de-
raisso, nio s da subsliluijao, como da vigararia
gera, em consequencia d urna prelerijao que injus-
tamente sofTri, o nobre deputado que tem sempre li-
do assento nesla casa, nio (enha levantado a sua voz
para acensar o governo por este aclo, tazendo assim
cessar essa llegalidade... .
O Sr. Oliceira : Eu nao tajo o papel de aecu-
sador.
O Sr. Meira : Perde.nao eraaecusador, o no-
bre deputado, como eleilo da provincia, podia lomar
conUs ao governo por semelhanle procedimento.
O Sr. Oliveira :Nio sou eu que hei de indi-
reitar o mundo.
O Sr. Meira :Quero dizer, admiro-me que o
nobre depolado livesse guardado islo, s para occa-
siao-em que se tratara acerca do provimento do'Sr.
Dr. Aulran...
O Sr. Oliceira : E eu admiro-me, que esteja
dando importancia a una cousa to simples.
O Sr. Meira: Enlio o nobre deputado consi-
dera simples, e de pouca importancia ? Pois ea qoe
nao posso prescnitar asinlenjes do nobre deparado,
poderia por ventura saber, se quer denunciar casa
alguma complicidade-da minha parle para adqui-
rir est Ululo Ilegal t
O nobre deputado foi quem conslitnio-me na ri-
gorosa necessidade de estar talvez importunando
casa, (nao apoiados J para Ihe fazer sentir que servi
cora ara Ululo, de cuja legalidado nonca duvidei, e
que a seu respeito me nao resta o minino remorso e
escrpulo, (apoiados.)
O Sr. Oliceira : Quando fallei, nao
surei.
O Sr. Meira : Mas o nobre deputado, conven-
cido da llegalidade do (lulo com que eu servia esse
lugar, guardou sempre silencio, ainda mesmo quan-
do aqui se tocou nesta questao em 1848 on 1819, se
bem me record, em que o Sr, Dr. Cabra! aecusou o
governo por esse acto...
' O Sr. Oliveira : Nesse lempa eu nio linha as-
sento na casa.
O Sr. Meira: Como tenho onvido dizer, que
lem (do sempre assenlo na casa...
7m Sr. Deputado : Menos no quinqoennio
O Sr. Meira : Bem, mas parece-me que o Sr.
Ur. Cabral aecusou o governo por esse tacto, on tal-
jounelle de qualquer modo, pois que lembra-me
ler visto no jornal da onsa alguma cousa a este respei-
to, e neste sentido ; o na persuajo em que me acha-
va nao podia deixar de eslranhar o silencio do no-
bro deputado. De mais. o nobre depolado levo as-
senlo na casa depois do" quinquenno, e volba sem-
pre faudos para o meu pagamento, desde 1&50 al
agora, estando alias convencido de que en era um
erapregado Ilegal, nomeado porpoder incompetente,
entretanto que s boje arge essa llegalidade, que
j approvou com o seu proprio aclo, volando quola
para o pagamento do ordenado do sobslilulo.
O S*. Oliceira : O nobre depolado sabe, que
o Brasil he o paiz dos faclos consumados, o que se
fez fica feito... .
Outro Sr. Deputado: 6 mundo inteiro lie
assim.
O Sr. Meira : Pois se o Brasil he o paiz dos
faclos consumados, nao sou ciidjoe hei de carregar
como Brasil seoslas com todos os-seus tactos con-
snmados; nao, nAo he nossivel, largo a carga, por
que nAo posso comella.'(/isad"aj.)
Finalmente; senhores, eu nao concluirci csla parle
do meu discurso, sem observar ao nobre deputado,
que mc-persuado que ainda he tempo de sanar essa
llegalidade, pelo menos tazendo com qne o em-
preado qne servio com um tilplo illegal, que tai
nomeado por nma autoridade incompetente, rccolha
aos cofres provinciaes os vencimcnlos que indo-
vida, c inimerecidamenle percebeu. (nao apoiados,)
c a tal respeilo nAo peco favor algum ao nobre de-
putado ; bem como Ihe nao o pedi por occasiao de
minha nomeajao, por que nesse lempo nem linha
eu a honra de conhece-lo.
Nao foram pois minhas intenjes oITcnderao no-
bre deputado, s procurei juslificar-rac ; mostrando
pela etposijao que fiz, e em visla dos faclos allega-
dos, que o litlo a que o nobre deputado se refere,
nao pode ser considerado Ilesa) por qualquer modo
qoe s rrsolvR a rendirlo, e que assirn tornase gra-
tuita a arguijAo, ou censura que me nAo foi taita....
O Sr. Oliceira : E nao fiz aecusajio, apre-
senlc om simile.
O Sr. Meira',: Pode sor, al porque costuman-
do q nobre deputado aecusar os seus amigos para I
Ins fazer favor, talvez qoizesse obsequiar-me, o qoe!
Ihe gradejo.
Agora, Sr. presidenta, nao posso deixar de dizer
algumas palavras, a respeilo da minha emenda acer-
ca das malrizes. Esta emenda nao he nova. V. Exc.
deve estar lembrado, que quando fallei na segunda
discussao do orjamenlo acerca do art. 14, disse qne
nio podia approvar a emenda do Sr. Paes Brrelo,
que consignava a quola de 20:0009 rs., e especficava
smente 14 malrizes ; porque eu era de parecer que,
ou nao se especificasse matriz alguma, ou cntio se
especificassem todas vinte, comprehendendo a tota-
lidade da quola, por quanto nao conhecia a necessi-
dade de deixarmos ao arbitrio do governo, apenas
o rmauecenle dos 20 conlos, depois de tiradas as 14
matrizes designadas na\jmenda ; e querendo offere-
ter urna outra emenda, augmentando o numero das
matrizes designadas para completar a qnola ; V.
Exc. resolveu que nao era entao admissivel, por se
ler encerrado a discossao, qae era a segunda, e por
isto deixei para a terceira, e o fajo agora sem altera
jao alguma.
Com efTeito eu volci pela emenda qoanlo quola
dos 20 cont*, nao me opponho, mesmo as matrizes
que se achara designadas na dita emenda, estou an-
tes peasnadido qoe todas ellas necessilara de sub-
venjao, mas sei tambem qoe oatras ha, que lem
igual necessidade, como Bom-Jardra, Serinhaem,
Taquara, Escada ; c convem pois aprovelar este pe-
queo saldo dos 6 conlos que fallara para completar
os 20, especificando tambem 6 matrizes, que devem
ser elles applicados, como se fez con) as 14 ; foi esle
o Gm de minha emenda, islo he, qne s 14 malrizes
j designadas se accrescenlem as que agora designo,
e islo ainda pela razAo de qoe os parochos de algu-
mas deslas ultimas, recorreram a assembla pedindo
auxilio. Entretanto apparecerammuitasoutras emen-
das, e ltimamente urna do nobre deputado o Sr.
I.uiz Fillippe, autorisando o governo a reparar todas
as malrizes da provincia ; de sorte que o governo
com 20 conlos ha de reparar 56 matrizes, que tantas
temos na provincia, doduzindo deslas urna duzia,
que nio precisan) de reparos.
Um Sr. Deputado: Se tantas se podem tirar...
OSr. Meira : ne'verdade, cumprindo ponde-
rar que u governo ver-se-ha sera duvida einbaracado
em .visla do montan de requeriroentos, cm que todos
os parochos pedem quota, cada um delles exageran-
do o estado ruinoso de sua matriz, e o governo ou
Ibes dar mui pouco, ou nada.
7m Sr. Deputado : He o contrario diaso, essa
quola nunca se extingue, porque nao ha quem a
peja.
O Sr. Meira : Nio se pedia, por oulras rizes,
algumas dasqnaes j apresenlei na segunda discus-
sao, e agora talvez se nao peja pela exiguidade da
quota. De queservem 2009 rs. para urna matriz que
necessita de-2 conlos? Parece-me melbornao dar cou-
sa alguma.
Ea enlenda. Srs., que a nio consigoarmos urna
quota, que seja suficiente para os reparos de que
qualqoer matriz possa necessilar, o mellior lie nio
darmos quola alguma ; porquanlo, perguntarei eu,
o quena de fazer o visarlo, coja matriz uacessita de
dous on tres conlos de rs., com anta quola de 100 ou
200j> rs. t Ora, o governo aulorisado reparar lodas
as malrizes, conhecer que mesmo pelo calculo mais
favoravel, que he pssivel,muilissmo pouco lem de to-
cara cada orna ; porque suppoudo que d'cnlrc 56 que
existen) apenas 40 precisen) de reparo, he obvio qae
dada a igoaldade distribuid va, os 20 conlos divididos
por todas, apenas cabem 5009 rs. a cada urna.., -
Um Sr. Deputado : A sua emenda tem o mes-
mo inconveniente. .,
O Sr. Meira: Pelo menos a emenda d 20
conlos para as matrizes, que necessitarem de reparos,
designando um cont para cada urna das especifica-
das.
Um Sr. Deputado : Na raesa ha emendas para
18 malrizes, que com 14 j voladas pretazem o nu-
mero de 32...
O Sr. Meira : A minha base he outra : na
segunda discussao apparereram emendas para os re-
paros de quarenta malrizes, mas essas eme ndas fo-
ram todas prejndrcadas, em consequencia de ser
approvada a do Sr. Paes Brrelo ; ora, algumas des-
las emendas, que eslao sobre a uesa, retarem-se as
matrizes, de que ja se tratou na segunda discussao,
e assim sao meramente rapetijOes das primeiras ;
mas como subsiste a emenda que passoo, e eu ad-
her a'ella em parle, porque reconhejo que de en-
tre as matrizes aquellas quo mats necessilam de
laes auxilios sio as do centro, para completar a
quota votada, isto he, para preencher os vinte con-
los, e nao deixar arbitrio ao governo, s em peque-
a parle da quota, visto ler-se dado deslino a maior
parle della, offerejo urna emenda com o intuito de
especificar tambera mais seis matrizes ; mesmo para
que o goiftrno nao possa, por exemplo, applicar 2
a 3 conlos de reis para urna matriz, e dar a oulra
1:0009 rs 5009 rs., 011 ainda menos ; islo he, para
que os 20:0009T8. sejam distribuidos igualmente, lau-
to mais, quanto ja apparecen urna emenda pedindo
dous ou quatro conlos para- malrizes da cidade; e
muito receio que ellas prejodiquem as do centro,
com a dcsigualdade da dislribuirAo dexada ao arbi-
trio do governo, quando eslas precisara mais que
aquellas, e devem' com preferencia ser allendidas.
Um Sr. Deputado : Principalmente da Boa-
Vista. 4
O Sr. Meira-.Sim, senhor, eslou mesmo per-
suadido, que se havemos de dar 2:0009 de S. Jo-
s, convem antes dar-lhe a metade, a ter ja parle,
ou ainda menos, com tanto que se applique a dif-
ferenja para alcoma matriz do mallo, qne esteja a
desabar. .Apoiados.) Sao pois esltis observajOes que
entend dever fazer em favor da emenda que ofle-
reci a considerajao' da casa.
ltimamente, Sr. presidente, nio posso prescin-
dir de fazer algumas reflexes sobre urna emenda
do Sr. Francisco Jo3o, relativamente ao pagamen-
to de cmicos. Eu eniendo qoe o objecto desta e-
menda he cslranho e inleiramente alheio s nossas
funejoes; importara isto nada menos, segundo
pens, rue tornar esla casa em juizo conteocioso,
e proprio a julgar demandas particulares. Eslou
convencido, senhores, de qae nos nio podemos de-
terminar quaes sao os credores que lem preferencia,
quando se traa de fazer raleio dos bens do deve-
dor, embora seja emprezario do llicatro, (apoiados),
e ha isto sem duvida o que se ronlem na emenda
do nobre deputado, porque diz. quedos seiscontos
que a casa volon, como indemnisajao ao emprezario
Agr, se lir com preferencia a quota precisa, e
suficiente para pagamenlo dos cmicos ; islo nao
he admissivel, tanto mais quanlo o emprezario nos
fundamentos que allcgou para obler a indemnisa-
jao que casa lbe concedeu. nAo considerou o
alrazo de pagamenlo dos cmicos; e sim oulros
muilo diversos...
O Sr. Francisco Joilo : A indemnisajao n3o
leve por fim fazer um favor a Agr. '
Um Sr. Deputado : O fim da indemnisajao tai
fazer juslija ao emprezario.
O Sr. Meira :. Se nao foi como favor a Agr,
nAo foi tambem por alten jao aos cmicos, que a ca-
sa volou os seis conlos de ris ; se elles sao credores
de seus salarios, habililcm-se no tribunal compe-
tente, que lhes dar a prctarcccia, mas oio sei por-,
que esta casa ha de inlervir em lide semelhanle
entre emprezario o os cmicos. (Apoiados.)-
O Sr. Francisco Joio : Eu darei a razao por
jao se deu entre elle e o Sr. bispo por occasiao de
assignar-se o titulo do actual professor de theologia
moral, o que raoslra que te nao tem dado esse con-
senso que o nohrc deputado presume da parte da
auloridade ecclesiastica. Demais, se o nobre de-
putado me nio quiz faier censura, como diz, pre-
tende sem dovida eslranhar o procedimento do Sr. .
bispo, e entoja-qoe insiste, me vejo forjado a de*
clarar-lhe que motivos mui valiosos me assislera pa-
ra qoe nio tome a meu cargo a sua defeza, bem
que me pareja de justija.
Quanlo emenda relativa ao theatro, oo nao quiz
fazer insina jao alguma, eomo parece crer o nobre
deputado ; nao quiz contestar o direilo, que os c-
micos tem de ser pagos de seus alarios, mas s fa-
zer sentir que o tribunal a que se recorra era in-
competente, (apoiados); e qne se elle tem direilo
aos seus salarios as leis lhes favorecen), iodepeo-
dente de declarajio desta assembla ; sao credorqs
privilegiados, segundo a legislaco do paiz, como
diz o nobre deputado, e eu nio contesto; mas la-
do islo s se pode ventilar e resolver 1105 tribuna.es
competentes, a que devem elles recorrer para tazar
valer o seu direilo, (apoiados). Por tanto, ainda
pelas mesmas consideraje u3o posso approvar a
emenda do nobre deputado. '
meiii
BALANCO DA RECEITA E DESPE/.A DOS ES-
TABELEC1MENTOS DE CARIDADE, VBRI-
Fi&UM) DOl." DE DEZEMBRO DO ANNO
FINDO A31DE MARCO DE 1854. ,
XUcelM.
Por saldo em 30 de wvembro a saber:
Em letras ....... 1:0719945
Emmoeda......6:0919413
------------- 7:16638
Recebido da Ihesouraria provincial, im-
portancia do curativo das prajas do
corno de polica de agesto, a novembro. 1:9519200
Da mesma thesooraria p ara s reparos
da casa do hospital de caridade 200*000
dem por coala das quillas votadas na
lei doorjamento" vigemte.....4:1259000
dem por saldo da quola votada para a
obrado hospital Podro II. ... &0009000
Da Ihesouraria geral. im porlancia dos
medicamentos lomeados ao hospital
regimental de oulubro (Je 52 a junho
de 1853..........3:1329860
Do Ihesourciro da administra jao do pa-
trimonio dos orphaos, importancia da
renda da casa em qne se aeha o res-
pectivo collegio, vencida em 15 de de-
zembro.......... 1379500
Do cnsul sardo, importe do euralivo
dos subdilosdesun uajo, Agoslinho,
remandes Musse, Manoel Ferro e
JosZanilu ......... 449685
Do fiscal das carnes verdes, importancia
das multas correspondentes a 746 re-
zes na forma do respectivo contrato. 7:2365*200
Do procurador da adminislrajao, por .
coota do rendimento dos predios. 1:8459838
Seapea.
Pagas s amas da casa dos expuslos que
comparecern) no aclo do pagamenlo: ,
Aos empregados, importancia dos seus
ordenados de oulubro a dezembro. .
Aos enfermeiros e srvenles, seus jor-
naes vencidos al marjo.....
Ao regente do grande hospital, impor-
tancia das despezas de. novembro a
marjo..........
Ao dito do hospital dos lazaros dem .
A Loaren jo Jusluianno da Rocha, Fer-
reira, importancia de sanguesugas,
.applicadas de oulubro a marco. .
A Joaquim Francisco Alm por 125 es-
leirs de carnauba.* ......
A Joao Jos de Amoro), procurador do
visconde de Lauree, importe do tri-
. mestre da renda da caa dos expostos,
vencido em 13 de Janeiro .
A Francisco J0A0 de Barros, importan-
cia do retrato do fundador da casa dos
expostos D. Tliomaz Jos de MeUo .
A Antonio Ferreira Braga, por colines
e Iravessei^ps ........
A Luiz Gon jal ves de Souza,'dem idem.
Por despezas taitas com a obra do hos-
pital Pedro II, de dezembro do anno
passado a marjo ultimo, segundo
consta do livro respectivo '. .
33:8399641
1:506433
1:538*300
4829000
2:9218080
1*109010
2199000
309000
2759000
1289861
13!
169000
Por saldo era caixa a saber:
Era letras...... 1:0749045
Em recibos por adianta-
raenlo.......8:8569074
Em moeda......6:5809434
8:3739701
17:328*188
16:5119453
33:83996*1
' ExpUcaciio do saldo.
Pertence a caixa geral, a saber:
Era letras ...... 1:0749945
Em recibos por adianta-
meulos...... 4:1999888
A caixa do hospital Pedro II a saber:
Em recibos por adianla-
raento......' 4:6569186
Em moeda. ..... 6:5809134
.5:2749833
11:2369620 '
16:5119453
r --------------- 1
Adminislrajao geral dos eslabeIecimentos.de ca-
ridade, 8 de marjo de 1854.
O escrivao,
Anionio Jos Gomes do Correio.
O tbsoureiro,
Jos Pires Ferreira.
MAPPA do movnento dos estabeleci-
mento*. ae caridade do l.- de
Janeiro a 31 de marco de 1854.
liKASDE HOSPITAL.
Existan) ....
Entraran) ....
Corados -.
Mel llorados
Ni curados
(as 24 horas de entrada
Morreram
Existen)
(Depois desla poca.
HOSPITAL. DOS.J.A7.AROS.
Exislian.....
Entraran) .
Curados.
Mclhorados
Nao curados
Morreram .
Existen) ,......
i-.
=
21
2
0
0
0
2
21
20
2
0
0
0
3
19
41
4
0
(I
O
5
40
CASA DOS EXPOSTOS.
Sexos.
' -a'
'
H
Na casa. .......
Condecidos. ,
Descouhecidos.
No collegio.
Total. ........
.42
79 88
27 42
0 17
115 159
51
167
39
17
274
qne.
O Sr. Meira : Bem, mas por estas razoes, qne
acabo de expor, nao posso volar pela emenda do
nobro deputado. que me nao parece digna de ser
allendida, e considerada por esla assembla. (Apoia-
dos.)
Adminislrajao -geral dos eslabelecimenlos de ca-
ridade 8 de maio de 1854.
O escrivao
Antonio Jos Gomes do CorrtiQ.
. OoereofSo.
Ao mappa da casa dos expostos, dado em 31 de
dezembro do auno passado, (segundo as bases que'
existan)) figurara 42 expostos-que devam ler sido-
iluminados, por lerem fallecido uns. e sabido on-
tros definitivamente. Isto posto representava haver
naquella poca 316 exposlos, seado 135 do sexo
masculino c 181 do femenino. Agora porm cora-
pulsando-,* os livros e quadernns anligos, repa-
rou-sc aquella irregularidade, e licaram etlstido
274 expostos; 115 do sexo masculino c 159 dota- '
menino; sendo que nAo ha certeza da existencia de
39, como se v do mapa suppra, por se ignorar mu-
de residem as pessoas a quem foram elles entregues,
visto como a enlreca ma rcenle he de 13 annos.
O Sr. Meira : Eu disse, Sr. presidente,
quando fallei pela primeira'vez, que nao quera en-
trar na queslAo de direilo que tem o poder espiri-
tual de inlervir as noraeajes dos professores do
seminario, c como V.Ex. tem feito sentir a neces-
sidade de_nao prolongar a discussao, insistirei no
mesmo proposita ; mas permilla-me o nobre depu-
tado que nao aceite o seu juizo a respeilo da compe-j
lencia exclusiva .do poder temporal ; pois que bem,
pelo contrario scr-me-hia talvez fcil pajvar-Ihe c-
inverso disto, ou antes que os bispos sao nica c ex-
clusivamente competentes para exercerem esle di-
reilo.
O Sr. Baplisla'. He verdade, diunnilo bemr
O Sr. Meira : Quanto acquieiceucia do pre-
lado incesaoo s nomeacoes taitas pelo presidente,
eu creio que alguma cousa huuve a este respeilo
no lempo da adminislrajao do Sr. barao da Boa-
VMa; por qaanto, parece-rae que. algomi oppasi-
Tinha para mim que nio mais haveria dttcussfto
pela imprensa acerca da queslio dos padnos dotne-
gociante J. P- Adour e Joao Piolo de Lemos Ju-
nior.por causa da preferencia dada pelo consclho ad-
minslrativo ao prirneiro, e ler o segundo toniado-
Iba a-dianleira e destraillo a decisio oulorgada em
favor daquelle, e tanto'mms convicto eslava, qoanlo
sabia que nenhum dos membros do conselho levan-
tara o veo, que por sobre tal negocio elles mesmos
haviam deitado ; nao porque desconliecessem a obri- "
gacAorigorosa era qne se achavnm de elucida-lo i opi-
niao publica, mormenlii tendo-se apresentado Unas
e tao differentes veranes a tal respeito; mu sim, por-
que acamellados em suas consciencias queriam dar
provas de respeilo s decisoes oficaes da primeira
l auloridade da provincia ; mas, bem conlra a minha
espectaliva vejo sorgrem dous commuoicados, sendo
nm publicado no Tempo em Maceio, assignado o Mo-
ralista, e em que nio s se viera alterados aqui e
all os tactos que ?e itera, roa-: ainda as tceuaces
I

*

/
---------\
r


MI


'
DIARIO DE PEftNUHBUCO, SBBADO i DE MAIO D 1854.

I*


acrimoniosss ao digno administrador deslaprovincia;
e o*ulro nela cidade assigoado o Perieles, ten-
do esle ultimo por flm deslruic o quanto aquelle da-
se, lambem alterar ot fados, e atacar de frente a
maioria dos membros do eonselho, e desafia-lo
qoe respondan)..
Lastimo qoe o Sr. conanunicador de Macei foj-
se 130 descomrounal na Wu* exposi^ao, e que nSo
oubosse contar as suas nun inlencOei, dando assim a
rrer que nao foi a bem d* juslis e do* interesses dos
corres publico*, que toma a si case trahalho; pa-
reen, im o desojo de marear a olida reputacSo do
Eim. Sr. conieihelro Jos Bento da Cunta e Flgaei-
redo, como administrador desla provincia.
Se o Exm. Sr. presidente livesse *x-abrupto deci-
dido-se a mandar aceitar proposta do Sr. Joao
Pinto de pernos Jnior, sem entrar no conhecimeo-
to da verdad, negawe ao eonselho a preferencia
imparcial a justa alie den a proposta do negociante
J. P. Actear, entao eu, nao obstante ser amigo de
S. Em. eerla o primeiro a protestar contra tal in-
justtci. Has o que fez elle "i
Bitadou a quesio, xaminou e mandou examina-
I* por pea i habilitada*, et depois de bem esclare-
cido, foi que a decidi, e de manera qne a honra c
>dedo eonselho flearam intactas; e se nran-
refejrir os pannos do Sr. Lentos Jnior, foi
e pata Unto se achava com dircito ; questao
"ata em que o eonselho nio quer e nem deve entrar,
por se achar alero das suasattribuis&es e niio ler por
ella respooMbilidade alguma.
Agora ao Sr.Perieles. '
ibro do eonselho administrativo, para
lo do arsenal de guerra, que nunca se
erdadeiro caminho do justo e do honesto,
limir-me de esclarecer o negocio em
idoao mesmo tempo as onsiderajCies
que lhes o inherentes. Sinlo, entretanto, alguma
repugnancia de entrar em cmbale com um mascara-
is duvida do papel que reprsenla
iccusadoi, nao achou-so.com animo de
a descoberto ; e, senao Vora o empenho
estou, e a convieco intima de que o farei
retirar da lisa, provando-lhe a realidade da sem ra-
ido da* suas aecusacoes, e o .honroso papel que a
srnbros do conselhq representa, dando
I cotilas a opiniao publica, certo, sem
ida, quo tal nao faria.
pr exibir os officios seguintes e as
que se falla ; ei-los :
Sr.Representando a esle govern o ne-
i Joao Piulo de Lemos Jnior, que lendo fei-
a fechada, orna proposta a esse eonselho
tato panno preciso para fardamenlo da
lera ler dcili conhecimeoto o logisla
i, que sob nome de Adour & C. offereceu
ja V. S. de ntormar-rae circumslan-
a acerca do que octorreu a semelhanle
mmprindo que por ora sobr'esleja na com-
dilo panno, at ulterior deliberaran.
arde a V. S. Palacio do govern de Per-
Je oiilubro de 1853.Jote Bento da Cu-
irtdo.Sr. coronel presidente do" con-
ten" administrativa.
laa.e Exm. Sr.Em satisacao a res-
! V. Exc, em offieio. de 5 do cor-
ita eonselho informe circums-
l representacao que V. Exc.
gs'joao Pinto de Lemos Jnior,
Mblho.pela decisao que dera na
Kara fardamenlo da tropa ;
deiiar de principiar por la-
sante onsasse adulterar os fac-
m ao conhecimenlo da primeira
ncia, em detrimento sem duvida
iMade e da deste eonselho, que
ustenla-la com todas as suas tor-
ito poste passarei a expor a V. Exc. o que real-
te leve lugar na preferencia que sedeuaone-
tanle Adour e ruto ao negociante Joao Pinto de
naos Jnior : O eonselho, tondo era vista 6 art.
egulamenlo, depois do recebimento das pro-
i, qne foram por mim numeradas e rubricadas,
ixaminar e a escolher as amostras, ,e logo
i esle trabalho, deu principio a abrir as
fopostat, e omo as primeiras fossem as dos
pannos, leve de decidir logo a respeilo : tres foram,
sproponentes deste objectos, Joao Pinto de
nior, Russel Mellors& C. e J. P. Adour ;
"ereceu o* pannos tendo smente 1921 coya-
Mxs., ujeilando-se a abaler 50 rs. em co-
| nseiho ficasse com todo ; o 2. 858 cova-
18900 re. emais 1258 l|3dedito, n.
foram regeitados pela sua quah-
iidos de dito, n. 1, a 29300
lito n. 2, a 28450 rs., declaran-
caso apparecetse alguma outra
?ou menores, que elle se obrigava
^^Bpqaeltes.tre* porcento. Ora,
lo que se fez, o qual demonstrou
lo do panno de Adeur por. 28182 rs.
Lemas Jnior por 25250 rs. ,
mocoDlra si ser mais inferior do
50 covados do panno n. 2, daquelle, resol-
iselhoque-so desse prefeiencia a Adour,
isso mesmo que, como janea dito, offerece mais
izenda. Terminando, permita V. Etc.
I mais provar a veracidade de quanto 6ca
do, Iho remella em orgiuaes as propostas
diada*.
guarde a V.Exe. Saladas sessoes do con-
Iralivo 6 de oulubro de 1853. Illm.
Mhiro Jos Bento da Cuhha e Fi-
eidente da provincia. Jos de Brilo
z, coronel presidente.
Pinto de Leaos Jnior offerece ao conap-
tanete**
contra*
compra
nopdj
mentar,
novas clausulas, e sondo do justic que em tal caso
deveriim ouvyr-me e dar-me preferencia, por ser na-
cional, e ser o proprio importador, nao me consul-
taran), e, tilvez lenham de dar por decidida' esta com-
pra, preferiudo ao sea predilecto logisla com quem
constantemente esse eonselho contrata grandes'com-
pras. Para provar que J. P. Adour & Companhia
no foi o importador, junto aprsenlo a V. Exc. a
erlidao da alfaudega, e como o coronel Brilo Inglez
acaba do dixer-me que ainda nada estava decidido
vem o tapplicinte requerer a V. Exc, para que se
digne fazoreessar taesescndalos, prejudiciaes a na-
ro, e como o dito Villarouco offerecesse os pannos a
2300 rs. o coyado, e por causa da miulia propfila,
que sem duvida Ihe foi communicada, propoz o aba-
timento de tres por cento sobre o meu preco, vista
do que offereco ao estado os meus pannos a 28100 ti.
o covado, e requeiro a V. Exc. que mandando orna
commissao de peritos, estes informen! a V. Exc. qual
he o panno melhor, portante pede a V. Exc. naja
por bem mandar tubstar a decisao da dita compra al
ao exame'requerido.ER. M.Joao Pinto de Lemos
Jnior.
Ja se v6, porlanto, qu cahe por Ierra o quanto
diz o coramunicador sobre ser de primeira inlnicao
(lato em referencia a primeira proposta), que a pre-
sidencia nao poda em juslica restricta declinar do
dever de em seu oflicio de 7 de novembro de 1853
mandar dar preferencia aos pannos do Sr. Lemos
Jnior.
Ainda mais se ver do oflicio que abaixo vai trans-
cripto, a juslica e imparcialidadc com que procedeu
o eonselho, e delta se deprehenderi ainda o que le-
vamos dito ; isto he, que nao foi por se julgar preju-
dicado em sea direito, mas sim em seus inleresses que
a dita representacSo fui enderezada i presidencia.
Nao se vergoa maioriado eonselho a urna vonlade
injusta, e por isso brada-se as armas! Fragilidade
humana Ambicio desmarcada.
a Illm. Sr. Devolvendo a V. S. as duas inclusas
propostas e copia da ioformacao ltimamente dada
pela thesourarfa de fazenda, tenho a dizer-lhe, que,
comqnanto o eonselho administrativo procedesse re-
gularmente na comprados pannos de que carece pira
fornecimenlo do arsenal de gderra, e com razao des-
se preferencia a proposta do negociante Adour, alen-
los os presos originariamente pedidos por este e pelo
negociante Joao Piulo de Lemos Jnior, todava a
vista da redaecepor esle taita no seu primitivo pre-
co, e aliento o exame, a qoe se procedeu pelos confe-
renles da alfandega peraole o eonselho, he claro que
o preso de dous mil e cem ris he .mais vanlajoso aos
inleresses da fazenda do que o de dous mil cento e
oitenta e dous ris ltimamente pedido por Adour,
visto que os pannos daquelle on sao de melhor quali-
dade, on peto menos iguaes ao deste ultimo, com-
pensadts as pequeas differencas que se notaram en-
tre uns e outros. Mande, pois, V. S. receber os pan-
nos de Joao Pinto de Lemos Jnior a dous mil e cera
ris o covado, segundo a sua ultima proposta con
tanto do requerimenlo que junto envi. '
Dos guarde a V. S. Palacio do govcrnn de Per-
ttnmbucn em 7 de novembro de 1853.J. B. da Cu-
alia e Figueiredo.Sr. coronel presidente do eonse-
lho admioislrativo para fornecimenlo do arsenal de
guerra.
Illm. eExm. Sr.Devendo dar a V. Exc. o meo
parecer, como me determina por seu oflicio de 2 do
corrcnle, sbreos papis inclusos relativos compra
dos pannos para o arsenal de guerra, e a questaoque
xista enlreo negociante Joao Pinto de Lemos Jnior
e o eonselho administrativo, por osle ter dado prefe-
rencia i oSerla taita pelo negociante Jo3o Pedro
Adour ; enmpre-me dizer a V. Exc. que em visti de
ludo quanto occorre a este respeilo e consta dos ditos
papis, eu daria preferencia ao dito primeiro nego-
ciante, pois que tepdo este offerecido 1921 covados
de panno a 2300 rs., e o outro 1250 covados a 2150
rs.,o mil a25300rs., com declarado deque se sujei-
lava ao menor preco de panno igual que por oulro
fosse aprcsenlado, com abalimento de tres por cento,
e tendo-se reconliecido pelo exame a que procede-
rn) os feilores da alfandega, que u panno dos 1921
ovados era igual ao dos mil e duzcnlos e cincoenta
covados, ou com differencas taes, que urnas corapen-
savam as outras, mas que a dos mil era inferior, e
que par conseguinle de menor valor, lie evidente qoe
este ultimo nao pode entrar em concurso com aquelle,
e que a ser admiltido devena soffrer maior diminui-
co no preso. Nao (ralo da oflerla que ltimamente
fez o sobredilo negociante Jo3o Pinto de Lemos
Jnior, daseu panno a 28100 rs., porque a aceilajao
delta esta dependente da decisao de V. Exc.
o Dos guarda a V. Exc. Thesouraria de fazenda
de Pewambuco 4 de novembro de 1853. Illm. e
Exm. Sr. Dr. Jos Bento da Conha e Figueiredo,
presidente da provinciaO inspector. Joao Gonea)-
vesda Silva.Conforme.No impedimento do offl-
cial-maior, Domingos Jos Soares.
Como tenha concluido do arrazoado'do Sr. Perieles,
que ou ignora o que se passou no exame dos pannos
a que procedern) ossenhores feilores conferenles da
alfandega, Borneados para tal fim, como se ver dos
offlcios que se seguem, ou entao que leva a sua mali-
gnkrade ao ponto de querer, calcando a verdade, Ilu-
dir a opiniao publica, vao transcriptas as duas actas
que se lavraram, e por ellas sabes do resultado do
mesmo exame, e as forles-razoes expendidas pelo eon-
selho, corroborando a preferencia por elle dada aos
panno* de J. Pedro Adour.
Illm, Sr.Tendo sido nomcados os feilores confe-
renles ds alfandega desta cidade Manoel Ephigenfo
da Silva e Pedro Gaudiano de Ralis e Silva,- para
procederem um exame nos pannos sobre que versa a
questao baVida entre esse eonselho c o negociante
Joao Pinto de Lemos Jnior, assim o commnnico a
ito do arsenal de arsenal de guerra, v- s- Pra *eu conhecimenlo, e a fim de que consista
em dito exame franqueando os mencionados pannos
a esses empregados.
Dos, guarde aV. S. Palacio do govern dePer-
nambuco 21 de outubro de 1853__J. B. da Cunha e
Figueiredo.Sr. coronel presidente do eonselho ad-
ministrativo.
I
i
conforme a amostras, qne remelle, os pannos ae-
importados por elle, a saber : panno azul
a peca que remelle, sendo 48 pecas com
dos por 28300 rs. o covado, e ficaudo com
50 rs. em covado ; panno verde cootorme
Metras sendo ade n. 2 a 25 o covado, e a
00 rs.: tenho do primeiro 1,802 covados e
O 1|3. Recita 4 de outubro de 1853.
"lato Pinto de Lemos Junior.
a que faz J. P. Adur &. C. de .vender
administrativo o seguinte : panno azul
o branca, n: 1, a 28300 rs. o covado, 1000 dito dito mais lino, n. 2, a 28*50 rs, o cova-
i'branco liso n. 4, marca n.
3, a 359 rs. a vara ; dito dito n. 5, marca n. i, a
rara; dito dito ordinario n. 1, marca n.
s. o vara ; holanda pura forr,marca n. 6,
ifcovado; algodao liso, marca n. 7, a 175
rs. a vara j dito encornado n. 8. a 180Vs. a vara.
O aba asignados se obrigam, no caso que appa-
reea, al posta de fazenda igual das preso
icima i Wfc ownor preso, a vender
porm riles tres por cento, pedindo
*o Ilustre eonselho. Recitado
Pernambuco < m nombrade'1853.
. o J. P. Adur& C. o
Osan lia ah que pela leitura do oflicio e das pro-
posta* nao eonbeca que, se o eonselho deu preferen-
cia ao panno de J.P. Adour, foi por ser esle melhor
e i barato T Ouem haver qoe nao cunclua que o
-Pericatai desleal a verdade e i justica. quan-
do diz que o panno proposto peto Sr. Joao Pinto de
Lemos Jnior offerceia mais vantagens a fazenda pu-
blica? E anda dir o Sr.Perielesque por se jul-
gar esse cidadao prejudicado em seu direito houve
do dirigir urna reprtsentasSo a 'presidencia ? Ou que
por nao ler o eonselho dado-Uie preferencia, sallan-
do por sobra a razao e a juliea, recorrea presiden-
cia, oftareeendo entao por menos para que esta ma-
dasse preferi-lo '.' Para que isto e eonheca qui se-
gu a tal rP*4^H donde nao haver quem nao
collija qne 4^1 < da proposta era supe-_
rior de Adoi aloque para poder ser preferido
o diminu it polidty phrases de que ella
he recheada, nada observarei por ser de simples iu-
tuicao a sea clatsiflcasao,
a Illm. e Exm. Sr.Diz Jaso Pinto de Lemos Ju-
nior, negocente matriculado desta prac, que tendo
nBereeido so eonselho administrativo rio arsenal de
a As 10 horas do dia 22 de Qulubro de 1853, reuni-
dos os membros do eonselho, o Sr. presidenta abri
a sessao", e sendo approvada a acta da anterior, leu-
se um oflicio do Exm. Sr. presidente da provincia
com data de 21 do correnta ~mez, dirigida ao Sr. pre-
sidenta do eonselho. communicando que tendo sido
lomeados os feilores conferenles da alfandega desla
cidade Manoel Ephigenio da Silva, e Pedro Gaudia-
no de Ralis e Silva, para procederem a um exame
nos pannos sobre que versa a questao havida entre o
negociante Joao Pinto de Lemos Jnior, eeste eon-
selho,i consentase em dito exame franqueando os
mencionados pannos aos referidos empregados ;e in-
teirado o conselhoresolveu que se offlcUsse ao ins-
pector da alfandega, participando-llie ler-sedesigna-
do o dia de hoje a urna hora da tarde, para os con-
ferenles nomeados cumprirem a sua miisao ; o que
foi feilo. Nesta mesma occasiao resolvu o eonse-
lho, por indicarlo do vogal lente coronel Antonio
Gomes Leal, que quando fossem apresenladas as
amostras aos feilores conferenles, nao se lhes decla-
rasse quaes as perlencentes ao negociante Adour, e
quil a do Joio Pinto de Lemos Jnior, podendo ter
lugar depois de haverem feilo o exame e emillido
sua' opiniao. Por ser o dia designado para o reco-
lhimento dos objeclos comprados na sessao anterior,
passaram o Sr. presidenta do eonselho, e o vogal l-
ente coeqnel Antonio Gomes Leal a assisr a tal
recolhimenlo, estando presentes as pessoas designa-
das no artigo 23 do regulamento, e seguindo-se logo
a execuco do artigo 27 do mesmo. Leu-se um ofli-
cio do inspector da alfandega dizendo, em resposla
o oflicio do Sr. presidente do eonselho, que acaba-
ba de darordem aos feilores-conferenles nomeados
por aquella inspectora, em yirlude de ordem supe-
rior, para se apresen larem hojea urna hora ds tarde
ao eonselho administrativo, afim lo procederem ao
exame dos pannos. Apresentaram-se a urna hora da
tarde os conferenles nomeados, e sendo-lhes fran-
queadas as pesas de panno que sao as amostras que
jmpanharam as prpostas, succedera que orinci-
pandO elle* dtO Came. lir ovorm nrxuu., H...
ler volido desde o principio em favor da proposla do
negociante Joao Pinto de Lemos Jnior. Mais oa-
Iro oflicio foi inderessado nesia mesma dala aeompa-
nhaudo a copia em duplcala da acia da sessao de 17
do correnta mez:-E por nada mais haver a Iralar den
o Sr. presidente por (Inda a sessao. E en Bernardo
Pereira do Carmo Jnior, vogal e secretario do eonr
selho, lavrei a presente acta.Jos de Brilo Inglet,'
coronel presidente.Antonio Gomes Leal, lenle
coronel vogal.Joao Pedro de Araujo e Aguiar, l-
ente coronel director.Bernardo Pereira do Car-
mo Jnior, vogal e secretario.
o Aos 27 de ouluhroMe 1853,na sais das sessoes do
eonselho administrativo, estando reunidos os mem-
bros do eonselho, e sendo presentes o Exm. Sr. con-
selhiro presidente da provincia, inspeclor da the-
souraria geral Joao Conserves da Silva, e os feilores
conferenles da alfandega desla cidade Antonio Car-
los de Pinho Borges, e Faustino Jos dos Santos, o
mesmo Exm. Sr. aprc*enlou os papis relativos a
questao havida entre o eonselho administrativo e o
negociante Jlo Pinto de Lemos Jnior, e proceden-
do-se a leitura do oflicio dirigido ao inspector da
thesouraria geral pelos feilores conferenles anterior-
mente nomeados Manoel Ephigenio da Silva, e Pe-
dro Gaucjiano de Ralis'e Silva, para avaliarem a
qoaiidadc dos pannos, e em que parlicipavara o mo-
tivo de niie lerem cumprido o quanto lhes havia in-
cumbido o inspector da alfandega, passaram os su-
pradilos conferenles a examinar os mencionados pan-
nos, sendo-lhes franqueadas pelo eonselho as tres
pesas de que consta va m as amostras, com os seus res-
pectivos nmeros ; e como fossem necessarias aspro-
poslns em questao para a classificacao dos pannos, e
se achassem em poder dos primeiros conferenles
nomeados, S. Exc. as mandou buscar, e lhes foram
entregues. Depois do exame e comparaso do pan-
no, que fueran) os conferenles, declararan) que o
panno da pesa n. 5893 aprsenla urna dill'erenrn pa-
ra melhor quasi imperceplivel sobre a do numero
7511; e que o da pesa dejiumero 4357 h inferior
aos dous, sendo porm o segundo, islohe a do nume-
ro 7511 mais largo urna pellegad da que o primeiro-
de numero 5893, e de cor mais segura do que a des-
te, segundo a opiniao do feilor conferenle Antonio
Carlos de Pinho Borges. Seguindo o exame das di-
las proposlas, achou-se que o panno da pesa nume-
ro 5893, cojo preso he do 25250 rs., pertence ao ne-
gociante Joao Pinto de Lemos Jnior, e as dos> n-
meros 7511 e 4357 cujos preros sao de 2882 rs., ao
negociante J. P. Adour. Nessa occasiao o vogal se-
cretario fez algumas coosideracSes a respeilo da pre-
ferencia dada pelo eonselho ao panno numero 7511,
e demonslrou qu esta oflerecia maiur vantagem a
fazenda publica, nao s porque sendo de crmaisse-
gura conliuha menos algodo e he de maior durajao,
como porque sendo mais largo urna pollegada do
que a do numero5893, en; 2225 covados aprsenla
urna differenca a favor da fazenda de 92 covados,
que a razao de 2250 importa em 2078000 rs., e que
junio a,151$300rs., qae heoeicesso de presa sobre
a-de numero 7511 prefaz a quanlia de3588300 rs., a
favor dos cofres pblicos, sendo o fundamento do
eonselho administrativo em dita preferencia. Con-
cluidos os trabalhos, o Exm' Sr. ronselheiro presi-
denta da provincia levanlou a sessao. E eu Bcr-
nardo Pereira do Carmo Jnior, vogal e secretario
do eonselho, lavrei a presenta acta.Jos de Brilo
Inglez, coronel presidenta.Antonio Gomes Leal,
(enenlc coronel vogal. Joau Pedro de Araujo
e Agotar, lente coronel director.Bernardo Pe-
reira d Carino Jnior, vogal e secretario.
Se o Sr.Perielespodesse provar que o panuo do
Sr. Lemos Jnior era melhor que o preferido pelo
eonselho, e que o seu preco era menor, entao estava
em seu direito em aecusar o eonselho ; isto he, a
materia, e encher de quantos elogiosquizesse ao seo
affecluoso o Sr. inspector do arsenal de guerra e
neslecasoo prejadicada loria"muito bem a seu fa-
vor o arligo 28 do regulamento, que he oseguinta :
a Arl. 28- Se algum proponente od vendedor on
contratador entender que houve iojustica a seu res-;
pcilo na decis3o dos consellios, seja rejeitandoa sua
proposta, ou algum ohjeclo que tenha vendido oo
contratado, seja applicaudo-llie as penas e mullas
estipuladas ou estabelccidas neslo regulamento, po-
der no prazo de 10 das uleis recorrer dessa deci-
sao para o ministro da guerra na corle, ou para o
respectivo, presidente as provincias, os quaes ou-
vindo o eonselho recorrido, resolverlo como for
juste.
E quem ousaria dizer que a presidencia obrava
com justica, e nao eslava era seu direito mandando
o eonselho accilar a. proposta do queixoto? Nin-
guem -certameulc o faria. Mas nem que o Sr. P-
neles chame em sen soccorro o poder do mundo in-
leiro ser capaz de lal m'o provar ; e assim desap-
parece totalmente o direito que poda ter de aecu-
sar-nos, a seu bel prazer, passando por islo por um
ente sem honestidade e sem criterio ; viudo a ficar
o queixoso sera ter por si o dito arl. 28. Terminan-
do este ponto direi que os arligos 11 e 12 do regu-
lamento de 14 de dezembro de 1852, que abaixo
vao transcriptos, sao muito expresaos, e dao todo o
direito de escolher, ao eonselho administrativo ;
rumprindo, no caso de representaco de algum
vendedor, presidencia da provincia julgar se a
preferencia foi assente em bases justas ; o qne com
effeito agora se deu,. decidindo o govern que o eon-
selho procedeu regularmente, e com razao pretorio
os pannos de Adour.
a Arl. 11. Eacolliidas e apartadas as amostras,
qae forem apropriadas, serSo abortas pelo presi-
dente as proposlas correspondnles, e declarados os
nomes dos proponentes, a qnantdade ofterecida e
preso exigido.
a Arl. 12. Se 0| procos exigidos n8o excederem
aos correles no mercado, o eonselho decidir* so-
bre as propostas que devam ser aceitas, preferiudo
em igualdade de circunstancias as que exigirem
presos menores. E no caso de.que mais de nm
oji res a o mesmo ohjocto da mesma qualidade, e pelo
mesmo preco, o eonselho dever alteode-tas, toman-
do a cada urna na razo da quanlidarte ofterecida, i
poreno necessaria para inlcirar-se a qaanlidade an-
nuncada. o
He censuravel e digno de severa paniego quem
s pelo desejo de tazer mal nao se lhe d de concul-
cara verdade, e irrogar urna injuria a urna repar-
tiSo cujos membros lera por bausas a justica ea
honra. O artigo 22 do regulamento cima referi-
do, e que vai transcripto, deia bem ver que, se os
pannos de J. P. Adour, (qoe o Sr. Perieles chama
Villarouco, nome que eu desconheso como propo-
ncnle) ja tinham sido recolhidos ao arsenal, foi por
que havia procedido o annuncio, como manda o
mesmo artigo; cumprindo observar ao mesmo Sr.
Perieles, que desde o momento em que o eonselho
aceita a proposla do vendedor lem consumado a
compra, e lano islo he urna verdade mcontestavel,
que se no dia designado pelo eonselho o vendedor
nao recolher o objecto comprado, est sujeilo
multa de* 50 por cento, segundo determina o arl. 25
do regulamento, que segu transcripto ; por tanto
lenlio provado que a compra estava consumada, c
restava smenle effecluro recolhimenlo aosarma-
zens.
n pradosoa contratados, advertindo-o de nao levar
'i porta do arsenal em cada dia, senao a qnantdade
que possa ser conferida no mesmo dia. Se Iiouver
mais de um vendedor ou contratador, o eonselho
.t providenciar, pata que cada um por sua vez, e.
sem confus3o tasa a respectiva entrega.
Art. 25. O ohjeclo que nao conferir emqalida-
.de com a sua amostra, ser wgelado, e ao vende-
dor que o houver apresentad.sero restituidos to-
dos os olros objectos, idntico* em especie e qnali-
da ir bora confiram coro a respectiva amoslra. Soffrer
a alem disto o vendedor mulla de 50 por cenluso-
breo valor dos gneros,que nao forem semelhan'
lesas amostras. As raesmas penas se imporao quan-
n do os gneros'nRoconferiremem nlilidade, ou n3o
forem apresenlados oas pocas determinadas no
art. 23.
o Se o contratador fornecer algum objecto qae
a nao confira com a respectiva amoslra, ou n3o le-
n nha a medida e peso eslipulado, ser obrigade a
substitu.lo por outro, pagando alm disso a multa
ii de 50 por cento do valor do objecto recusado. E
quando nao verifique inmediatamente asnbslitu-
'i cao, ou nao complete a quanlidad, o eonselho
far comprar o objecto no mercado por contado
mesmo conlralador, que ainda nesle caso pagar* a
a dita multa. .
AO PUBLICO.
Por motivos que tenho em conla de derosos, e que, estou persuadido, lambem serao as-
sim considerados por quantos, tendo alma o corarao,
recordarem-se do qae se ha passado nesla provincia
do anno de 1853 para c com relacao a isso a qae ah
se chama poltica, rapuza mim mesmo o dever de
deiiar correr reveli* o projeclo de divisao do ofli-
cio de escrivao de erphaos desla cidade do Recite e
seu termo, de que sou serventuario vitalicio e pri-
vativo em virtude de caria imperial.
Que me nao arredel de meu prdposilov sabem. to-
dos e cada um dos seuhores membros da essembla
legislativa provincia!; purque nao ignorar qoe se-
melhanle projectu passou das maos'de seus autores
para as da commissao de justica civil e criminal, e,
revisto, correcto e augmentado por lla, leve Ircs
discussoes, sem que eu, nem por mim, nem por
meus amigos e afeisados, procurasse influir erasoa
sorta: sendo que aquellos senhores deputados que
combaleram-no, e nao conlriboiram com seus votos
para que elle fosse reduzido le, flzeram-no mu es-
pontneamente, e sem que me eslivessem presos por
nenhum desses lasos, que s vezes levara o homem
a capitular de m e Ilegal urna medida, (anda que
boa o legitima) smenle porque pode ferir, maisou
menos directamente, os inleresses de pessoas, as quaes
copsidera, estima, ou lamenta.
Meu procedimento ser bellamente comprehendi-
do por todos os quo prezanr a propria dignidade, e
nao desconhecem qne, quaesquer quesejamas hy-
pollieses a reeciar, ninguem deve sacrifica-la, para
ir arraslrar-se aos ps de seus inimigos, (gratuitos,
od nao ; pessoaes.ou polilicos) afim de pedir-Ibes que
se abstenham de damifica-lo.
Fra, porm, inexplicavel e incomprehensivel, que
exagerasse cu minha afinejracao al ao ponto de
consentir que corressem sem conlestasaoasasserscs
com as quaes os defensores do mencionado projeclo
buscaram tazer acreditar que o expediente de meu
cartorio h lao moroso, qae, offendendn a boa ad-
minislrasao da justica e o interesse das partes, exci-
ta contra mim o clamor destas.
E fora isso incomprehensivel c inexplicavql ; por-
que em taes proposisSes ha oftensa, e offonsa bem
grave, a minha reputarlo de funecionario publico,
que muito me cumpre zelar, e que crfeclivarrienle
zelo tanto quanto me he possivel.
Islo posto, resolv publicar os allcslados que se-
cuem, e" que, atienta a reconhecida probidade
dos senhores que os passaram, nao podem ser" aver-
bads de suspeilos ou parctaes, para demonstrar que
nao he exacta aquella aliegacao.
" Florianno Correa d Brillo.
Alcoforado.Recife, 5 de abril de 1854.O ad^
gado, Gersazio Gonralve* da Silca. e
' O expediente, qae r*rre pelo cartorio de or-
phSos desta cidade, do qual he serventuario o sup-
plicante, he feilo com'toda a regularidade e promp-
Jidao, exigidas peta boa admintrasao da juslica e
He ainda censuravel e digno de severa punirn
quem onsa avancar que esle e nAo aquelle lem
lo came, por exigirem apresenjadus
na lhes sendo i.to satisfeilo, por
paerraos pannos para tardamento da tropa que peh> julgar o .eonselho desneressario, passaram a pedir
Ditrio de Pernambueo deetarava precisar, a seguin
do como he coslume, o mandar a proposta em carta
fechada, oferecendo o dito panno a 28250 rs. o co-
vado, tomando o arsenal a qaanlidade oflerecida,
acontece que ofTercccndo pannos o logisla Vill&ronca,
protegido pelo coronel Brito Inglez com lal escn-
dalo que desprezando as ordns de V. Exe. para qnB
estas compres nao fossem tallas senoao negociante
importador, insinoou-o" a que apreaentasse a pro-
posla por um negociante^ e a pedido do dito logisla
foi assignada por J. P. Adour & Companhia, e sem
o menor pejo foi elle mesmo o portador delta, e no
arsenal toado sido informado de que a minha propos-
la era mais ventajosa i fazenda, all inesmo consen-
tiram qae elle verbalraenle diminuisse preso pe-
dido, t que por biito da primsira proposla porto
qoe se lhes dissesse qual o panno perlencente a Joao
Pinto de Lemos Jonior, ao que lambem negon-se o
eonselho, declarando-lhes que tal exigencia cria sa-
lufeitatogo que terminassern a escolha da melhor
qualidade dos panno., visto nao depender esla doco-
nheclmento da pessoa a que perleocem ; e come en-
sisdsscm depon em querer saber das numero* que
acompanharam as pecas de panno, mencionadas as
propostas, oque importeva o mesmo, segundo iu-
tende o eonselho, que se lhes dissefte os nomes, e
eonliouasseaiiidaanegar-ea islo o n^nio COnse-
llio,retiraram-se sem qne (izessem osupridito exame,
pelo qne ofllciou-se logo-ao Exm. 8+. presidente da
provincia participando o oeeorrido ; < i#rglndo em
todo esle.uegocio o vogal lenle eoroi Jou Pedro
de Arapfo e Aguiar, por se declarar. W *iio, visto
seropre oblido preferencia as decisoes da maioria
do eonselho, fazendo vendas em elevado algarismo.
Respondo categricamente a to a le i vosa proposi-
SSo desafiando ao Sr.Perieles a que aprsente
um s tacto que prove formalmente, que o eonselho
lem aceitado proposla com detrimento do direito
cTootro qualquer vendedor ou concurrente. Nao
contesto, ao Sr. communicador que nem sompre o
sen afleicoado, o Sr. inspector do arsenal de guer-
ra, faz parle' da maioria do eonselho ; mas lambem
sou a ssseverar-lhe que esta em ludas-as suas com-
pras lem seropre preferido o melhor, e o mais bara-
te, e que nunca se deixou levar pelo syslema, em-
pre pernicioso, das protecscs ; razato sera duvida
peta qual he o eonselho administrativo espinha de
garganta.
Terminapdo, direi com o Sr. Perieles, que
flue a. calumnia nao passe como ventalle, qucajusii-
ra seja taita a quem a ella lem direito, e que as lcis
e regulameolos imprtaos, sejam execulados em sua
letra e espirito, e finalmente, que em negoeios taes
jamis surjarn protecsOes llegaes, das quaes resultan)
sobre le/.ao de inleresses particulares, prejuizos para
a fazenda publica, be que me vi no dever rigoroso de
prestar a contingente que est ao meu alcance.
Agora Sr. Perieles, a respeitavcl tribunal da opi-
oio publica, que nos avalie.
Kecifejl de maio de 1854.
Bernardo Pereira do Carmo Jnior,
a Arl. 22. Aceitas as proposlas da compra, ou
ofllcial, o eonselho far aviso ao vendedor ou coo-
it tratador, para que as pocas estipuladas ou das
marcador remri-e 3 eulrar coui ue objecin eoin-
Illm. e Exm. Sr.Florianno Correa de Brillo,,
actual escrivao privativo de orphaos na cidade do
Recife e seu termo, precisa, a bem de sua repata-
S3o de empregado publico, qne, por seu respeita-
vcl despacho, mande V. Ex. que o supplenle do
juizo de orphaos desla mesma cidade, presentemen-
te em exerccio, e aquellos aule quem o supplicante
servio ou tem servido, bem como o donlor cura-
dor geral interino e o effeclivo, o doutor procurador
fiscal da fazenda provincial, e os advogados e soli-
citadores do foro, aos quaes for este apresenlado,
atlcslem se o expediente do cartorio ,do peticionario
corre morosamente, ou, se peto contrario, he lao
promploe rpido jjuanto o exigera a boa administra-
Sto da juslica e o interesse das partes___Pede a. V.
Ex.,tllm. e Eim. Sr., Conselheiro Presidente da Re-.
lasao, assim lhe defira. E. R. M.Recita, 1 de
abril de 1854.Florianno Correa de Brillo.
Alteslem, querendo.Recital de abril de 1854.
Azevedo.
a Atiesto, quo o expediente do cartorio de or-
phaos desla cidade, do qual he serventuario o sup-
plicante, he prdmplo e rpido, quanto o exigcm a
boa admioisirasSo da josfica e o inlereresse das par-
les ; assim como que o supplicante porta-se no exer-
cicio de seu emprego com lodo zelo, intelligencia e
probidade* Recife, 3 de abril de 1854. -Angelo
Henriquei da Silca, juiz de orphaos supplenle em
exerccio.
Refiro-me ao aliestado cima, smenle a respei-
lo daquelles autos, em que tenho funecionado.Re-
cita, 3 de abril de 1854. ./bao Lint Catalcanli de
Albuquerque, terceiro supplenle dojuiz de orphaos.
a Refiro-me ao atestado supra, n3o s relativa-
mente ao tempo em que o peticionario comecou a
servir o oflicio que exerce.commigo quando primeiro
supplenle da vara dos orphaos desta cidade, desde
dezembro de 1849 aleo fim de agoste de 1850, senao
lambem desde essa poca al o presente, segundo o
que tenho observado como advogado no foro' desta
cidade. Recta,5 de ebril de 1854. -r Vieenle Pe-
reira do Reg, n
a Atiesto que durante o lempo em que tenho es-
.lado.no exerccio da curadora de orphaos desta ci-
dade, isto he, desde abril do anno prximo passado
at o presente, hei observado que u servio pelo car-
torio do supplicante corre com.tanta promplidao e
presteza quanto podem exigir a boa adminislrasao
da justica, e o interesse das partes, assim como he
taito com intelligencia e zelo; nao rae Conslaodo j-
mais tacto algum conlra a honra e probidade do
supplicante: o que aflirmo sob fdemeu grao. Re-
cite, 5 de abril de 1854. Antonio Jos da
fibeiro.
a Refiro-me ao alleslado supra, a que nada te-
nho a accrescenlar.Recife, 5 de abril de 1854.
Antonio Joaquim de Moraes Silva. .
a Refiro-me aos allcslados escriptos cima, e
aerrcscenlarei que no exerccio de 4 annos, que te-
nho do cargo de procurador fiscal,sempre tenho ob-
servado que o supplicante he proropto e expedito no
eumprimento de seos deveres, que os exerec com
grande iotelligencia.Accresce que todas as providen-
cias que por mira tem sido requeridasAo juizo.len-
denles a melhor e mais prompla arrecaiflran do sel-
lo de heransas, lem sido pelo sopplicanle inmedia-
tamente rumpridas de modo a' se tazer sempre
com que o interesse de fazenda seja a'tlendido.Na-
da me consta lambem contra a probidade e honradez
do supplicante. Recite, 5 de abril de 1854. O
procurador-fiscal ta thesouraria provincial, Cypr-
anno Fenelon Guedet Alcoforado.
nteresse das partes, e o supplicante no desempCnho
das funesocs de seu lugar tem mostrado rouila iotel-
ligencia. zelo e probidade: o que aflirmo pe' co-
nhecimenlo, que tenho do foro desta cidade, o em
f do meu grao.Recita; 5 do abril de 1854.Dr.
Jeronymo fil^lld. de Castro Tatatto. i
Refiro-me inteiramente o atlestado suppra.
Recita 6 de abril de 1854.O advogado, ^rtZonio
< a Nos poucos taitas, em qne tenho sido advoga-
do, e que corrern) pelo cartorio do peticionario,
nunca descubr morosidade que empecesse a boa ad-
minislrasao da-juslica, e interesse das partes.Re-
cife, 6 do abril de 1854.Antonio Epaminondas de
Mello.
Com re la sao aos poucos processos, em que te-
nho sido advogado, pelo cartorio do supplicante, me
nao oeponho aos atteslados supra. Recife, 7 de
abril de 1854. Leonardo Antunet Meira Henri-
guet.
ct Sempre que tenho tratado de quesles peranta o
juizo de orphaos desta cidade. tenho aChado a maior
promplidao e zelo da parle do peticionario em soa
qualidade de escrivao: d'ahi resulta'que o expea
diente nesse cariorio he tao prompto, quanto se po-
de desejaij, Accrescentare ainda, que a moralidade
c inlelligeocta do peticionario sao tidas em subido
Conreito n3o s por mim, senao por lodos os que o
conhecem.Recita, 8 de abril de 1854.leo Mi-
quilino da Cunha Souto-Maior. .
a Refiro-mu aos atteslados antecedentes pelo que
se tem passado nos processos em que lenho sido ad-
vogado.Recita, 10 de abril de 1854.Candido Au-
tran da Malta Albuquerque.
Refiro-me ao que aflirmam os meus nobres col-
legas em abono da verdade, e pela ciencia propria,
que tenho, por urna serie de tactos, da dignidade, in-
telligencia, honradez e zelo do peticionario: estou
-convencido, que s a maledicencia poder pretender
conspurcar o seu merecimenle.Recife, 11 de abril
de 1854. O advogado, Antonio de l'asconcellos
Menezes de Drumond.
a A expedico e pericia que, como advocado, te-
nho visto no expediente do cariorio, de'que he es-
crivao o peticionario, pruvam bem o'seu zelo e in-
telligencia : nao se podendo, nem por um momento,
por em duvida a sua inleireza e probidade, porque
merecidamente goza de conceilo. geral. Eis o que
conscienciosamcnle atiesto, e estarei prompto a sel-
lar com o meu juramento, se. fdr necessario.Cida-
de do Recita, 12 de abril de 1854. O advogado, Jote'
dos Anjos yieira de Amorim^
a Atiesto, e jurarei se preciso for, que os feilos
qu*cprrem pelo cartorio dos orphaos desla cidade
lem o mais prompto e rpido expediente, de modo
que nao lie jiossivcl desejar-se mais para a boa ad-
ministrarlo da justisa e .interesse das parles: oque
aflirmo nao s pelo conhecimenlo que tenho do foro
desta cidade, senao como pelo que tenho constan-
temente observado as causas era que lenho o (Viciado
como solicitador; acresccntando mais que o peticiona-
rio exerce as funecoes de seu cargo com summa in-
telligencia e reconhecida probidade e honradez.
Recita, 15 de abril de 1854.Hodolpho Joao Barata
de Almeida.
a Refiro-me ao atlestado cima em ludo.Recife,
15 de abril de 1854.Frederico Chaces.
a Refiro-me aos atteslados supra.Recita, 17 de
abril de 1854.Miguel Jos' de Almeida Pernam-
buef. B
o Iteliro-meao primeiro alleslado supra. e estou
prompto a jurarse necessario for.Recife, 17 de abril
de 1854. Flix Francisco de Souza Magalhaes.
Refiro-me ao atlestado retro, porque nenhuma
demora tem havido, por causa do expediente does-
crivao, as causas de que sou procurador; o que juro.
Recita, 17 de abril de 1854. Jos' Coilho da
Silva e Araujo, solicitador.
Refiro-me em ludo ao .qfte alteslou o meu colle-
ga Barata de Almeida,-por ser a pura verdade por
mim reconhecida em as causas que na qualidade de
solicitador tenho procurado' pelo cariorio do sup-
plicante ; sendo ainda para notar que, sendo cocarre-
gado de preparar os trabalhos do foro para o Direito
jornal, tem sido o peticionario tao prompto, que no
mesmo dia da audiencia remelle a redactor da dita
folha os trabalhos da audiencia: o que jurarei se
for preciso. Recita, 19 de abril de 1854. Joa-
quim de Albuquerque Mello.
o Refiro-me aos attestades dos meus collegas, o
que juro se for necessario.Recife, 19 de abril de
1854.O solicitador, Manoel Luiz da Veiga. p
a Refiro-me aos atteslados supra e retro, por ser
innegavel a exaclidao e conducta do peticionario
no coraprimeoto de seu oflicio.Recita, 20 de abril
de 1854.O solicitador, Joao Paulo Maciel Mon-
teiro. y ,
a. Refiro-me ao primeiro alleslado do meu collega
oSr. Barata de Almeida embodo.Recife, 20 de
abril de 1851. Victorino Jos de Souza Tra-
tasso. n
a Refiro-me aos demai* allcslados, especialmen-
te ao de meu collega Barata de Almeida.Recita,
20 de 1854.Jot Marianno de Albuquerque.
a Refiro-me ao atlestado do meu collega o Sr. Ba-
rata de Almeida, e estou prompto a jurar se preci-
so tacRecita, 20 de abril de \854.Clorindo Fer-
reira Cali.
a- tonelada*, conduzio o segninte :10 pipas vioho,
130 barrisc 140 meioS inanleiga, 250 linas bjMhao,
'.50 saceos farelo, 2 caixinhts miodezas, 110 barricas
fe saecus e 200 dilos assucar, I barril polps .de ta-
marindo, 1,800 cocos om rasca.
Paralaba, hiato nacional Paralbanos, de 31 to-
neladas, ca'dntio o seguiite : 80 volames gneros
eslrangeiros, 11 dilos ditos nacionas, 1,000' arrobas
de carne secca.
BECEBBDOR1A D RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rehdimento do dia 12 712*085
ONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlodo dia 1 a 11......14:5108007
dem do dia 12........i
16:338|489
MOVIMENTO DO PORTO.
Nac}B> entradoi no dia 12.
Rio de Janeirot dins, patacho brasileiro oValen-
de Araujo, equipagem 12,' carga varios gneros ;
ao capitao. Passageiro, Joao Antonio de Mallos.
Santa Catharina28dias, escuna hrasileira oZelo-
sa, de 131 toneladas, capitao Joaquim Antonio
de Parias o Silva, equipagem 9, carga' farinha de
mandioca ; a R. Isaak.
Xavios sahidos no mesmo dia.
Bnenos-Ayres por Montevideo-Barca hespanhola
UniaoCompostelana, eepiao Jess Bandn, car-
ga assucar e agurdente.
ParahibaHiate brasileiro aParabibano, mestre
Bernardino Jos Bandcira, carga varios gneros.
EDITAES.
CORRESPONDENCIA.
Senhores redactores. Tendo-se infelizmente
espalhado hoje um boato, de que a fabrica de sabao-
pcrlencenle ao Sr. DelfinnGoncalves Pereira" Lima,
havia desabado, fienndo lodo o edificio era ruinas, e
sendo semelliante boato propalado com o malvolo
proposito de compronieller a siluaro linanceira da-
quelle senhor, curapre-me,na qualidade de seu ami-
go, desmentir essa asserrao falsa, restabeleceudo a
verdade do fado, que lie o seguinle :
No fim do anno passado determinou o Sr. Pereira
Lima oollocar urna serrara vapor nos fundos da
sua fabrica ; para esle effeito levantou ahi um edi-
ficio separado do da fabrica, o qual, achaodo-se ha
pouco tempo acabado, e ja com a machina compe-
tente, hoje de cinco s 6 horas|da manhaa, desmoro-
nnu-se em parte, por haver desabado nni arco collo-
cado junto ao boeiro, sem queresultassecataslroplie
alguma, e sem oulro prejoizo, que nao fosse a prda
de materiaes e mo d'obra de parle do edificio, por-
que outra ficou salva,bem como a machina, qoe
nao soffreu lesao alguma.
Eis, pois, o tacto como se passou, e que pode ser
averiguado por quem mais se interessar pelo conhe-
Cosla[cimento da verdade: assim narrado, elle difiere
muilo do que drede s espallia com pernicioso in-
tento.
Dignem-se.pois, senhores redactares, do dat" pnhli-
cidade a estas poucas linha*, com que muilo lhe
agradecer, seu venerador e criado.
yuem presenciou ofaclq,
ERRATA.
No Diario de 9 do crrente, na correspondencia
do Vellio Patrila,em lugarda liherdade deque he
dolado, toa-se a liberalidade de qne he dolado
as discussoes qoer propriamenle escripias, "la-se
quer primitivamente oraes.
O Illm. Sr. contador servndo de inspector da
thesouraria provincial, em eumprimento da ordem
do Eira. Sr. presidente da provincia do i* do ror-
renle, manda tazer publico, que nos dias 6, 7 8 de
junho prximo vindooro, perante a 'junta da fazen-
da "da mesma thesouraria, se ha de arrematara
quem por menos fizer, os reparos a tater-se na ca-
sa destinada para cadeia na villa doOuricury, ava-
llado em 2:7508000 rs.
A arrematadlo ser taita na forma dos arls. 24 e'
27 .da le provincial n. 286 de 17 de mai de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arrematarlo
coinparecain na sala das sessoes da mesma jur,
no dia aeima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habitadas.
E para constar se mandou afiliar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial do Pernam-
bueo 2 de maio de 1854.O secretario, Antonio
Ferreira da AnnunciacHo.
Clausulas especiaes para a'arremalacao.
1. Todas as obras" serao feitas de cbufo'rmidade
com o orcamento e planta nesla data apresenlados a
approvasao do Exm. presidente da provincia, na
imporlaneia de 2:7508000 rs.
2. As obras sero principiadas no prazo de dous
mezes, e concluidas no de oilo mezes, ambos conta-
dos de conformidade com os arligos 31 e 32 da le
provincial n. 286 de 17 de maio de 1851.
3. O pagamente da importancia destas obras ser
feilo em lima s prestasao quando ellas cstive-
rem concluidas, que sero logo recebidas definitiva-
mente. .
4. Para ludo o mais que n8o esliver determinado
as prsenles clausulas, seguir-sc-ha o disposto na re-
ferida lei n. 286.Conforme.O secretario, ^nfo-"
nio Ferreira da Annunciaciip.
O Illm. Sr. contador serviodo de inspector
da thesouraria provincial, em eumprimento da ordem
do Erim. Sr. presidente da provincia de 27 de abril
roximo passado, manda tazer publico, que no dias
6,17 c 18 do corrente, peranle a junta da fazenda
da mesma thesoorafia, se ha de arrematar a quem
por menos fizer, os reparos da ponte dos Carvalhos,
avaliados em 1:5408000 rs.
A arrematacao ser taita na forma dos arligos
24 e 27 da lei provincial n. 286, de 17 Je maio de
1851, c sob as clausulas especiaes' abaixo copiadas.
. As pessoas que se propozerem a esta arrcmalacao
comparecarn na saladas sessoes da mesma junta no
dia cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou. afiixar o presente, e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
bueo, 1 de maio de 1851. O secretario, Antonio
Ferreira (C Annunciacao.
Clausulas especiaepara arrematacad.
i. Os reparos de que precisa a ponto dos Carva-
lhos serao feilos de conformidade com orcamento
approvado pela directora em eonselho e apresenta-
do a approvasao do Exm. Sr. presidente, na im-
portancia de 1:5408000.
2. O arrematante dar principio as obras no pra-
zo d um mez, e as concluir no de 3 mezes ambo*
contados na forma do arl. 31 da lei provincial
n. 286.
3. O pagamento da importancia da arrematnca
rcalisar-sc-ha em duas preslaroes iguaes; a primei-
ra quando se achar taita a metade do servs,
outra depois de concluidas e recebidas as obras. '
4. O arrematante nao poder debaixo de pretexto
algnm, deixar de dar transito aos animaes e aa*
carros.-
5. Nao haver prazo de responsabiltdade.
6. Para ludo o que nao se achar determinado as
presentes clausulas nem no orcamento, seguir-se-ha
o que dispe a respeilo a lei provincial n. 286.i
Conforme.O secretario, Antonio Ferreira da An-
nunciacao.
Olllm.'Sr. contador servindo de inspeclor da
thesouraria provincial,' em virtude da resolusio
da junta da fazenda, manda tazer publico que
em eumprimento. da lei, se ha de arrematar,peran-
le a mesma junta no dia 1 de junho prximo vin-
douro a renda do sitio do Jardim Botnico da ciila-
de de Olinda, avahada em 1518000 rs.
A arrematasao ser taita por lempo de 3 annos,
a contar do 1 de julho de 1854, ao fim de junho de
1858.
As pessoas quc'se propozerem a esta arrematasao
coiuparcsam na sala das sessoes da mesma junta uo
dia cima indicado, pelo mei dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou afiliar o presentera
publicar pelo Diario. I
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
bueo 1 de maio de 1854. O secretario. Anto* |
no Ferreira da AnnunciacHo;
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
Ihesonraria provincial, em virtude da resolusao da
junta da fazenda, manda tazer publico, que em eum-
primento da tai, peranle a mesma junta, se nao de
arrematar em hasta publica a quem mais der nos
22, 23 e 24 de maio prximo vindouro os imposto*
seguintes:
28500 rs. por cabeca de gado vaceum qae forcon-
summido nos municipios abaixo declarados.
Clausulas especiaes paya a arrematarit:
1 .<> As obras serao feilas de conformidade com o
orcamento planta nesta dala approvados pela di- .
rcsloria em conseibo e apresenlados a appprovacao i
do Exm. Sr. presidente da provincia na importancia ^
de 33:0008000 rs. *\
2. t) arrematante ser obrigado a dar principio
as obras no prazo de doos mezes e conclui-tas no de
vinle mezes, contados de conformidade com adbpo-
ss3o do art. 31 da lei n. 286.
3. Para excucao das obras o arrematante dever
lef um mestre pedreiro, e outro carpina da eonnan-
ca do ngenlieiro.
O pagamento da importancia d'arremataco _,
iloem seis prestacOes b forma seguinle: a 1.* -
ntia de um dcimo do valor da arremilacin
quando esliverem taita* toda* a* paredes ateo nivel
do pavimento terreo, e juntamente o cano de esgolo;
a 2. da quanlia de dous decimos quando esliverem
taita* todas as'paredes exteriores e interiores al a
altura de receber o Iravejame imeiro an-
dar, e ostentadas todas as grades de ferro das janel-
a quanlia de doos decimos quando esli-
vejamento do primeiro an-
ies atea altura da cobert,
e embu lambem de dous de-
la lodaa coberta, assenr
tadoo do primeiro indar, re-,
bocado -xterior do edificio; a
uando esliverem con;
cluid. idas provisoriamente ;
a (i. finalu o quando for a- obra
u ten logar um anno
.' Para todo o mais qu nao esliver determinado
as presente- camento segnir-
se-ha o que dispoc a respeilo a le provincial a.
286.Conforme. O secretario, A
da Annunciarao.
Pela inspecsao da alfandega se faz ^L^^^^H
noda 17 do correle depois do meio-di
do cosime, se ha de arrematar em ha^^^^^H
liVre de direitos ao arr
doria vinda de Lisboa n
donada aos direit
do & Pinheiro: 8 barric
o peso de 27
a tarifa, de 2W00 cada
Alfandega de Per ira:
O inspector,
I
6; comadrell
Quem qu!
suas prona
eonselho, s
" Secretaria
cimento do arsenal
Aa/ de B)
tario.
O
art. 22
faz po|
Ionio
Vinasl
Joao
cinc*
99
de do
lustre a
de forro ^
rs,: o lerceij
feilo* na
botoes pretl
300; ejquinti.
breca sar
menls e
litar, ultii
e avisa
Iher ao
dia 15 di
'1A ...
crelrio.
-Ol-
la
decori
carnizas, vara
vados 60; es
los, pares"
dilos pr.-i.-.
ro 100. I
* HM******************H
Ba
vado 585;
cas de '15a

56:015800o
2:2468000
1:7208000
6:5218000
4:4308000
1:5158000
6:0118000
56)8000
2:5218000
4:0018000
Atiesto que os feilos, que correra pelo cariorio
dos orphaos desla cidade sao promptamentc expedi-
dos, c quanto pode exigir a boa adminislra-
Sodajuslisa, oque positivamente sei quanto aos
processos, em quo lenho sido advogado, e pelo co-
nhecimenlo qne lenho do foro desta cidade. Re-
cife, 5 de abril de 1854. O advogado, Jos Ber-
nardo Oahao Alcoforado. e
que no cartorio de orphaos desla cdsde
iios Icrm oniais proinptocxpedienlc.dr modo que
uo he possivel que para a boa adminislrasao da jus-
lica se possa desejar mais rpido andamento no pro-
cesso actual ; e islo allirnio nao s pelo conhecimen-
lo qae lenho do foro desla cidade, .senao como pelo
que tenho constantemente observado as causas em
que lenho ofliciado em qualidade de advogado.
Recife, 5 de abril Je 1851. O advogado, Dr, An-
tonio fcente do Nascimento Peitosa. ,
a Confirmo os atteslados antecedentes, acresccn-
tando apeuas que taca da moralidade do Sr. Brilo
o mais sabido conceilo. Recife,.) de abril de 1851.
Dr. Filippe Lopes Netlo.
Refiro-me ao* atteslados antecedentes, pelo que
se leem passado com os processos nos quaes lenho
advogado por as parles inleressadas.Recite, 5 de
abril de 1854.Jos Narciso Camella.
Silmcvo altotfado do meu rolleva o Sr. Dr.
COMMERCIO.
FRACA DO RECIFE 12 DE MAIO AS 3
HORAS DA TARDE.
ColasOes offietaes.
Cambio sobre Loudres a 27 d. 60 d|V. a dinheire.
Dito sobre o Rio de Janeiroa 15 d|v 1 % de des-
cont e a prazo.
Couros seceos salgadosa 180 rs. a libra e a prazo.
ALFANDEGA.
ftendimenlo dodia.l a 11.....9t:090S'.)87
dem do dia 12......' 4:6588339
99:6i9S326
Detcarregam hoje Mde maio.
Galera inglczaSword Fishmercadorias.
Brigue brasileiroDous Amigoidiversos gneros.
Importacao'.
Brigue nacional Dous. Amigos, viudo do Rio de.
Janeiro, consignado a Manoel Joaquim Ramos e Sil-
va, manitaalpu o seguinle:
123 saccas caf, 8 eaixocs chapos, 66 rolos de lo-
mo, 14 barricas carvflo animal. 100 pipas vasias, 30
tornos de barricas vasias, 151 caixas fogo'da China ;
a ordem.
,1 caixao eli ; a Novaes & Companhia).
60 voluntes, barricas vasias; a Bailar & Olivcira.
CONSULADO GERAL.
Rendimenlo do dia 1 a 11.....16^)628708
dem do dia 12........3:1318120
19:1938834
PIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a 11......2:3918592
dem do dia 12 ......... 5118709
3:5218000
2:5178000
1:6118000
1:1529000
9898000
apresen
secretar
rente.
2:9038301
Exportacao'.
Rio de Janeiro, brtaHf nacional Rtrife, de.226
Recita avaliado animalmente por
Olinda avaliado anuualmenle por
Iguarass avahado,anuualmenle por.
Goianna avaliado anuualnlenle por .
Nazareih avaliado annualmente por. .
Cabo avaliado annualmente por .
Santo Anto avaliado annualmente por.
Serinhaent avaliado annualmente por .
Rio Fnrmoso e Agua Preta avaliado an-
nualmente por.....'. .
Pao d'Alho avaliado annualmente por.
E nos municipios seguintes nos quaes s pagam
aquelle que talham carne para negocio, e os cria-
dores o dizimo:
Lhnoeiro avaliado annualmente por. .
Bonito e Caruar avaliado annualmente
por............
Brejo avaliado annualmente por. .
Cimbros avaliado annualmente por. .
Garauhuns avaliado annualmente per.
Flores e Floresta avaliado annualmente
por............4:0048000
Boa-Vista e Exi........4:0700)OJ
Nos Ires ltimos municipios, islo he, Garanhuns,
Flores, Floresta, Boa-Vista, e Ex o arrematados
conjuntamente os impostes a cargo, dos colIq^^H
e 20 por cenlo do consumo de agurdenle, conform
determina o arl. 42 da lei provincial n. 286 de 28
de junho de 1850.
20 por cento sobre a agurdente que for consu-
mida nos seguintes municipios:
Olinda uyaliado annualmente por. .
Iguarass avaliado annualmente por.
Goianna avaliado annualmente por. .
Pao d'Alho avaliado annualmente por.
Nazareth avaliado annualmente por. .
Santo Aniao avaliado anuualmenle por.
Bonito e Cm-uar avaliado annualmente
por...........
Cabo avaliado annualmente por. .
Rio l-'ormoso e Agua Preta avaliado an-
uualmenle por. ,.......
Serinhaem avaliado annualmente por.
I.imoeiro avaliado anuualmenle por. .
Brejo avaliado annualmente por. .
Cimbres avaliado animalmente por. .
As arremtaseles serlo feilas por lempo de 3 annos
a contar do 1 de julho do corrente anno a 30 de ju-
nho de 1857, c sob as mesraas condisoes das ante-
riores.
As pessoas que o propozerem a esta arrematasao
comparecam na sata das sessoes da mesma junta nos
dias cima indicados pelo mero dia,competentemcn-
le habilitadas.
E para constar se mandou affixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincia! de Pernam-
bueo 20 de abril de 1854.O secretario,
Antonio Ferreira d'AnnuciacSo.
O Illm. Sr.. contador servindo de inspector di
thesouraria provincial, em cumpriment#da ordem
do Exm. Sr. presidente d# provincia, mande tazer
publico, que no dia 18 de mato prjimo vindouro,
vai novamenle a praca par* ser arrematada a qntm
por menos fizer, a obra da cadeia do Rio Formoso
avahada em 33:000o000 rs.
-A arremalaco ser feila na forma dos arts. 24 e
27 da lei provincial n. 286 de I7de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrematasao
coraparesam na sala das sessoes da mesma junta no
dia cima declarado pelo meio dia, competentemen-
te, habilitadas.
E para constar se mandou afiixar o presente e pu-
blicar pero Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
Imeoirt de abril de 1854.O secretario,
Antonio FerrtiPa 4a Aiiiiunnacrm,
-"'"'-flH
nard P
De ordem do Esa
sao puhi
concuno a cadira da
meiro grao de Alago*
maio de 1854.
Ca
8108000
848000'
648000
768000
638000
2028000
338000
148000
418000
268000
908000
308000
308000
l.. tai pa
no dia X 6 do co
criplc
eiro andi!
12.
e4. Re-
cife c O secretario in-
terino, L- iro.
Companhia bn cruete
de vapor.
O vapor Imperador
commandanle o capi-
. tilo lente Gervazio
Mancebo, deve rhegar
dos porto* do norte a
13 do corrente, e seguir para Maceio, Baha e Ro
do Janeiro no dia seguinle ; ageucia na ra do .Tra-
piche n. 40, segundo andar.
-------------------------------------' ______________
SABB4D0 13 DE IAI0 DE \%U.
BENEFICIO DA ACTRIX
GabrieUa daC Do-Vecchy
Os Srs. professores da orchestra execularao a ou-
verluta da operaFausta.
Em seguida representar-se-ha o drama em 5 actos
original porloguez. Intitulado
AFF010 III.
ou
0 VALIDO DE EL-REI.
Personagem.
Alfonso III, rei de Portugal.
I). Meuiln, valido rt'E.I-rei. .
Actores.
Bezerra.
Sema, por muitu
obsequio,


t
_

DIARIO DE PERNAMBUCO,
13 OE MAIO DE 1854.
ZHglHan8BKSIBaHK&B&
it~ '
Pinlo.
Corta.
Per eir.
Koiendo.
Amodo.
beneficiada.
v Amalia.
i). Jeiuint.
-Monteiro.
pagens, sol-
D
D. Ik> Pernea Cnrreja* .
I>. Martim de Freitas. .
I>. Rui de llneles.
O. Poro Eslaso.....%
. I>. Feriiao d'Aguilar, pagem-
Mathilde, eondeca de Bulonha
D. Clara de Torgas. .
D. atranca.
Asasn, Africano.....
Fidalgo porloguezes, reis d'armas,
dados, ele.
A acco lem logar em T.ishoa,' no palacio real.
No fin do primeiro acto, eiecular-se-h> ascoo-
tradansas do Martinlm.
No l'rm da paca enecular-se-lia a grande
BATALHA DE ALMOSTER
em scena aberta.
Finalisar o espeelaeulo a comedia em f acto, in-
titulada a
EMILIA TfWVESSA.
A beneficiada pera merecer a prolecrSo do il-
lustrado publico Pernambucano.
Os blheles vendem-se em casa da beneficiada, ra.
da Cadeia do bajrro de S. Antoaio n. 16 primeiro
andar, e no dia no eacrplorio do Iheatro.
Principiar i* 8 horas.
AVISOS MARTIMOS.
LOTERA DO RIODF JAMURO.
O abaixo assignado deixou de ser raizeiro dos
AcSjm-se a venda os billietedalqteriafrf,"-?a
Para o Rio de Janeiro
Dever seguir coro brevidad o patacho Catante
Hara, para carga, patsageiros e escravos a frele ;
trata sa na roa da Cadeia do Recife loja n. 30.
Para o Riode Janeiro
loa de seguir estes das o brigue nacional Leo; (ra-
la-se para carga e escravos a frele, no escriplorio da
roa da Croa n. 40, primeiro andar.
ara o Ro de Janeiro sahe no dia
4o crrente o muito veleiro brigue
cife, o qual ainda 1 he falta alguma
ja, e ainda tem dous camarotes para
i o quaes promette bom tra-
mbem recebe escravos, para
n o consignatario Ma-
ilva Carricp, ra do
Colli andar, ou abor-
do com o capto Manoel Jos Ribeii-o.
onal Fortu-
lot de 61 toneladas brasileiras,
apparelhadoe prompto de tudo, para a
> novo, e de
de ma-
iundeado em
algodao, onde pode
i ajuste trata-se
ionio de Almei-
Trapiche Novo
n. segundo andar. #
impreloxivelmen-
^HH da carga ou
por estes 8 dias u
^Hw parle lo carregamen-
a e passageros, 1ra-
da Silva,"ou cora
10 doTiieSouro, que correu no Rio deJa-
neironodia 2 do crrente mez'^ as -listas
devem ter partido daqllMReMKgtto em 5
do.corrente pelo vapor Josephina que
aqui deve chegar^abbado ou'domingo da
presente semana; ps premios serao pa-
gos logo que se fizr a dlstribicao das
listas-
0 abatan assicnado offerece os seus servicas por
limitados precos,para dar balaucos e fazer afgmas
escripturasos por casas particulares, copiar escrip-
ias, ainda sendo servido de um dia ou horas, e pede
aos senbores queoquizerem emprgar deque seniio
lembrem da pequea posico quo commercialmeole
oc cupa ; estas lembranjas tem feito com que por vezes
nao tenba sido empregado, o que nao pequeo mal
lhe tem feito : procurem na roa da Senzala Vellia
n. 112, terceiro andar.
firminoJof Flix da Rota.
Firmiano Jos Rodrigue* Ferreira,
tendo de ir ao Rio de Janeiro at lins do
crrente anno, e desejando liquidar todas
as suas transaccoes com a praca, roga aos
seus devedores tratera quanto antes de re-
alisareru seus dbitos sem que sejam a isso
foredos.
Precisa-se de um ama que saiba cozinhar,
engommar e fzer tudo o mais servido interior de
urna casa : na ra Nova n. 52, segundo andar.
O abaixo assignado roga aos Srs. que durante
o anno de 1852 deixaram quaesquer obras como pe-
nbores para garantir seus dbitos e premios contra-
tados, os queiram resgatar alo fim do andante maio,
e o nao fazendo os vender : na ra- larga do Rosa-
rio, junto ao.quarlel n. 17.
Bernardo Alte* Pinheiro Jnior.'
Aluga-se urna sala e urna alcova no primeiro
andar de um sobradinho na roa de Apollo, bom pa-
ra algom escriplorio ou para qualquer oceupacao ;
quem o pretender,dirija-so ao terceiro andar do becco
Largo n. 1.
No collegio Santo Aflouso precisa-se alugar um
cozinheiro forro ou cscravo, e bem assim um niole-
ue diligente para copeiro.
egue.m
cional Rom
rte da carga-
seravos a
^^Bp Jos'
na rus do
_
^^10 H'_horas da ma-
n sen armazem,
menlo de obras de
redondas de ama-
as de bartn-
^^^^^^Kniacsde
^^^^^Hiras.toucadn-
^^^Mlguns es-
"araolei-
12 cai-
^^^^Bnecados
do cor-
rmazem
i alfah-
IHRsos.
I do
i par
VRAMENTO.
nenio o Sr. juiz nmea-
nSo leve lu-
o que ser boje
f ue da Silva.
"Santa Isabel
i i 9 compra-
t Razan, annunciada
'a recita, do
ediouzo.
i que se digna-
^^^B para o
^im seus
l mandando
o para as 7
e para
?iesde
^Hna de
^^tado n.
^^Klie aeja do
I ojueira vender
ua da
HEAR
publico e a loa os ses fre-
n gran-
noda, assim
banles e quafieres pa-
los de seljm branco
Jados, para noivas; di-
uteiras, e diales, longos, tudo
^^um tn-ande sor timen lo
lodasasqoui
us e toucado
is as cores para se-
j de linho, dita de cm-
ara seobora, ditas para meni-
dreperola, chapeos do palba
los da patha e de seda
'os bicosde ponto ingle/.
i;0esde fil de linho
le meninos, man-
i blonde, brancas,
llores para uoivas,
enhoras.ditos de cli-
as as qaiidades, e roui-
I DE GAL1NHA ^NUNCA
a doi jm lodos os
ama i' -rila que se
urna branco,
tinge a
ime (us... que para ler
melhor que te dei-
porS..., do contrario hao
i ano de Aqui no
itavel publico, que
a lotera de 'Nossa. Seliora do Livramento
nao correu no dia 12 da crrente mez em
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do CoUegio n. 2,
vende-se um completo sortimenlo
de fazendas, finas e grossas, por
presos mais baixos do que emou-
tra qualquer parte, tanto em por-
.coes.coino aretalho, amanendo-
se aos compradores um s preep
para todos : este estabelecimento
ahrio-se de combinaco com a
maior parte das casas commerciaes
' inglezas, francezas, allernas e suis-
sas, para vender fazendas mais era'
conta do que se tem vendido, epor
isto ofFerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o.
proprietario deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios! e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem aos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
' Thereza Dina de Jess Vianna, viuva do fina-
do los Antonio da Silva Vianna, pelo prsenle faz
publico, que lendo dito seu marido fallecido, dei-
xando emseu casal orna filha nrpha, tem a aunun-
Cfante de dar quanto antes bens a inventario, pelo
que convida a lodos os credores do casal para trata-
rem de conferir c habiliUrem-se com seus crditos,
atim de serem todos attendidos no aclo (fas partijhas,
porquanlo a annuncianle nao deseja que neohum
dos credores de seu casal sejm prejudicados.
Gnilhcrme da Costa Correa l.cile va i para o
Rio de Janeiro e leva em sua companhia a sua escra-
va parda de nome Silvana.
Nosquatro cantos da Boa Vista n. 1, se dir
"quem precisa alugar urna escrava de mcia idade pa-
ra cozinhar e comprar na ra.
g-D-se nequenas quanlias a premio at 509000
ffi., o mais, sobre penhores de, ouro e prala, adverte-
ce que se nao aceita firma de pessoa alguma: na ra
do Hospicio n. 17, ou na ra do Qneimado loja de
ouriveSn. 26, das 9 ao meio dia.
Jos Nunes de Farias, retira-se pa-
ra fora do imperio, por causa de moles-
tia,' ao mesmo tempo agradece o bom tra-
tanento que teve durante o pouco tempo
que esteve em casa do Sr. Francisco An-
tonio Correia Cardozo.
Frederico Rnbilliard, faz sciente ao respeilavel
publico que despedio o seu cataeiro Hanoel Jos An-
iones Uuimaraes, desde o dia 9 do crrente.
Os Sis. Francisco Martins Cabral,
e acadmico Antonio Jos de Amorim,
teem cartas na ra do Trapiche Novo n.
16, segundo andar.
Continan) fgidos, desde fevereiro de 1851 os
.escravos Joaquim Camundongo, de 28 a 30 annos de
idade, e Antonio Congo de 50 annos de idade, per-
tencentes a Manoel Joaquim Lamas ; quera os apre-
hender ou delles der noticia, rador na ra da Cadeia Yelha o. 33.
Precisa-se de urna pessoa que cur a gota,
quem souberanmincie.
O bacharel Francisco Carlos Iir'andao, lendo de
seguir hojea noile no vapor inglez, para o Rio de
Janeiro, como depolado por esta provincia aassem-
bla geral legislativa, sem que lhe fosse possiveldes-
pedir-se de todos os seus amigos e mais pessoas que
u haviam obsequiado com suas visitas, quanrio che-
gou da.primeira sessflo, em' razo dos muitos traba-
Ihos de que se vio sobrecarregado e rapidez da sahida
do mesmo vapor ; detaa-se muito recommendado i
todas as (obre ditas pessoas, rogando-lhes queiram
desoulpr a sua involuntaria falla e receber por este
meio as suas saudosas despedidas, oll'erecendo-se-
llies para os servir naquella corle al onde poder
chegar o seu diminuto presumo.Recife 2 de maio
de 1854.
nada deve a pessoa alguiha, oas >e alguem se jul-
gar seu credor aprsenle sua conta para ser pasa :
na ra da Cadeia do Recife n. 10, loja de fazendas.
Jofi Franciiro da Silva.
Ainda. esta para se alugar a casa de Jos Car-
neiro da Cunlia, com grande soto, Cuna alcova, tres
quarlos, um dito para prelos, quintal sourive) e ca-
cimba com boa agaa; a ultima da ra dos Prazeres
do bairro da Boa-Visla.
Otereee-sc um rapaz brasileiro o qual di fiador
a ana condoct, para.'.cataeiro de qualquer estabele-
cimeoto excepto taberna, e com preferencia para al-
gum engnho, do que Um prttica ; no palco de San-
ta Cruz, botica n. 4.
'. Pergunta-se ao Ilhn. Sr.'director
do gabinete poriuguez de leitura, qual a- razao por
que S, S. ainda naoconvocou a ssembla geral, co-
mo lhe foi requerido i>or mais de 20 acciouislas, em
conformidade com 2. do art. 13 dos estatuto, que
regem aquella estabelccimento.Um rgnatario.
O Sr. Joo Cavalcanti de Albuqucrque queira
apparecer na ra do Vigario n. 19, segundo audar,
escriplorio de Machado & Pinheiro, para se lhe dar
um recado vindo do Rio de Janeiro.
Precisa-se de um caiieiro brasileiro ou poriu-
guez para lomar conta de urna taberna por halanco,
e que esle d fiador a sua conduela: em Fra de
Portas, ra do Pilar n. 141. _
Resumo histrico do Direito Romano'por
Eduardo Gibbon, traduzido do inglez
pelo Dr. Caetano AlvesMe Souza Fil-
gueiras.
Yai entrar no prlo esta obra, e sahir o mais bre-
ve possivel, em 1 volume in 12. fraucez aecurada-
menle impresso. A'ccrca do merilo do original a pe-
nas diremos que,se nao baslam para asstgura-lo n
prestigio do nome do autor, e o carcter aulhentico
dos documentos que lhe serviram de base,assso
proclaman) as tradceles europeas, e sobre todas a
allema do celebre Warnliienis. Quanto a tradne-
5io, se os bons desejos sao nossos, o juizo cabe de dk-
reilo ao publico competente :esperamo-lo. O pre-
co de cada eiemplar he de 2&000 para os assignan-
les, e cmo a edicao he proprieJade do traductor,
ftaaromos em tempo .opporluno um prc^o para os
compradores. Subscrcvc-se na livraYia da ra do
Collegio n. 9, c na mesma ra, livraria de 1). F. das
N. Guimaracs n. 20.
,TUEATRO.
Os artistas do Iheatro de Santa-Isabel u3o podm
representar no dia 17-o dramaFernando ou o Ju-
ramentoporque leem que ensaiar para o dia 13 o
dramaAiTonso IIIe para o dia 20 o dramaa Es-
crava Andreapara beneficios de contrajo de artis-
tas que teem trabalbado durante toda a empreza, e
que ainda lem de trabalharai que ella se linalisc ;
portante em 7 dias he impossivel eusaiar e decorar
dous dramas novos.Um que responde pela Sra. -
Deperini.
Ivo Marlins de Almeida, cidadao brasileiro,
relira-se para a-Europa a tratar de sua saude.
i Na ra do Vigario, ,easa n. 7, ha para alugar
um escravo ptimo cozinheirn, proprio para qual-
quer casa estrangeira. ou para os vapores da com-
panhia.
Casa, da afericao, na ra das Aguas-
Verdes n. 25.
' O aferidor participa, que a revisan leve principio
no dia .1 de abril crrente, a finalisar-se no dia 30
de junhe prximo futuro: segundo o disposlo no
art. 14 do regiment municipal.
For Sale. J. Schweppe & C.o s' So-
da Water at 5$000 the doz : ra do Tra-
piche n. 19.
Aluga-se urna boa casa terrea, sita na ra do
Sebo n. 54, por 99000 mensaes ; a tratar ua ra da
Aurora n. 26, primeiro andar.
Oflcrece-se urna ama para casa de homem sol-
leiro, para cozinhar, lavar,e engommar; a tratar na
ra larga do Rosario n. 38.
Precsate de ma ama para o servico de por-
tas a dentro e comprar na ra, ou de urna escrava
para o mesmo fim ; na ra do Hospicio n. 17.
A pessoa que quizer alugar um mulaliulio de
idade 16 annos, que sabe comprar e cozinhar o dia-
rfo de urna casa, e he fiel, procure na ra do Sebo ao
pedo lampcao o. 3_1, desde as 9 horas da inanbaa al
as 7 da noile, que adiar com quem tratar do seu
ajuste.
Jos do Nascimenlo Lopes relira-se para a Eu-
ropa, e deixa por seus procuradores, em primeiro
lugar o Sr. Jos Joaquim de.Faria Machado, segun-
do o Sr. Manoel Aulonio dos Saulos Foiiles, e ter-
ceiro seu irmao Jo3o Ribeiro Lopes.
Precisa-se alugar um escravo mensl, que eB-
Icnda de servico de sitio : a tratar na ra de Uorlas
n.15.
Precisa-se de um fornciro : na padaria da ra
Direila n. 24.
Aluga-se o sitio denominado do Cordeiro, com
casa de viveuda, em Saol'Auna, perlenccole ao ca-
sal do finado commeudador Antonio da Silva : os
prelendenles dirijam-serua do Vigario, casa o. 7.
Vendeni-sesaccas com cevada nova:
uo caes da Alfandega, armazem de Anto-
nio Annes.
Vendem-se os seguinles escravos: orna negra
boa co/.inheira, coslureira e cugommdeira, outra di-
la coziuhira, e ambas proprias para qualquer ser-
vico de casa, dorfs negros proprins para oopciros, e
quatro dilos para o servico de casa e de campo : a
tratar aa ra do-Vigario n. 7.
Vende-se multo barato um grande, e fornido
portao de ferro, feito era Inglaterra : os prelenden-
les podem \e-lo oo sitio em Saut'Anna, que foi do
finado eomrhenda'dnr Antonio da Silva, junto a casa
da beirado rio : a Iralr na ra do Vigari'n. 7.
Vende-se a parle da melado da casa terrea da
roa de Santa Rila n. 30. a qual casa rende 7000
mensaes : a tratar na ra duCollcgio,.loja n. 13.
Familia de mandioca.
No trapiche do Cunha vendem-se saccas de mui-
to boa qualidade de farinha de mandioca, e por prc-
co muito coromodo.
50$000Attenrao50,^000.
Na ra larga do Rosario n. 22 loja de Victorino
& Moreira, vendem-se pelo diminuto pre;o de 509
rs., a caixa com calungas proprios para mandar
vender na ra.
Na taberna n. 1 do becco do Pctae Frito, vnde-
se o melhor doce de goiaba que se faz nesla provin-
cia : e quem quizer se desengaar, dirija-se a mes-
ma taberna que saliera o prcen.
r Vende-se um negro sadio e sem vicio algum,
com bons principios de padeiro; o motivo desta ven-
da se dir ao comprador ; uo deposito da rua-eslrei-
la do Rosario n. 4.
Vende-se um carro americano de 4 rodas, clie-
gado ltimamente a esta cidade, e juntamente 4im
coupe com a competente parelha ; para ver e tratar,
dirija-se ao Sr. Quinteiro, ua ra Nova.
Cevada nova, em saccas: no caes
da Alfandega, armazem de Antonio An-
nes.
Na-loja de ferragem, cutilaria e
armeiraria lina.
Chcgou a esle estabelecimenlo um grande '
sortimenlo de ferrasen-, como serras. serr-
les, senos, ferros para ditos, formoes' bada-
mes, limas, marlcllos, ferros para fazer ros-
cao de |>aratusos, chave.' para carros, pas,
brocas para dito, fechad utas, torquezas, cra-
vos para banco, (ravaileiras, compasso. Irados ;
torcidos, apparelhos-para canijas, corlaunhas,
maginas de 2 facas para cozinha, chaves pa-
ra tirar parafusos, agarras c papel do lixa,
chegado pelo ultimo navio de Ilamburgo; lam-
l>em chegou de Franca um rico sortimenlo de \
espingardas de 2 canos de patento com suas' I
caxas c perlences para limpar. como lam-
bem nutras sem caixas c muito mais em con- '
la, um rico sortimenlo de Ihesouras para cos-
tura e unhas, estas fazendas, como lambem
um grande sorlimento de caivetes c nava-
llias, grandes e pequeas dos melhnres auto-
res, ferros para denles, bridas, bridoes, cstri- '
bos, esporas, colleiras, espivitadnres, saca-*!
rolhas, i neis para clave, fundas, pul vari n los,
chumbeiros, limas e caivetes para unhas,
bengalas, chicotes para carro e para monta-
ra, cabezadas, charuteiras, carteiras, taces,
espoletas, vasadores, facas para sclleiro e :
muitos oolros objeclos; as ferragens cima
sSo da melhor qualidade, e vendem-se por
preces mui mdicos, Iprincipalmeuteaos fre-'
guezes, o annuncianle 'prometa servir bem
a todos principalmente a seus freguezes
desta cidade como do mallo, peloJ.J. Kcl-
ler, culileiro e armeiro: uo aterro da Boa-
Visla n. 11.
Vendem-se duas ptimas canoas, sendo urna
para familia, e outra de carreira: na ra Nova lu-
ja n. 4,
Vende-se um prelo mo^o e bom canoeiro: em
Fra de Portas n. 135.
Vudem-90 bolas de vidro, proprias para pren-,
der papis er,escriplorio. as mais bonitas quo lem,
apparecido, pelo, barato'p'rero detJpMOe-iaOO cada,
urna ; na ra do Queimado, loja de miudezas da Boa
Fama n. 33.
-M p----------
Chegaram ltimamente palitx.
ca, e.l
bombazim preto e de cores, os de
panno1 a 16^000 cada um, e os de
bombazim e'alpaca'a 10S000 : na
ra do Crespo, loja amarella n. 4,
de Antonio Francisco Pereira. .
COMPRAS.
* Compram-se palacoes brasileiros e hespanhoes:
na ruada Cadeia do Recife n. 54, loja de fazendas.
Compra-se prata brasileira e hespa-
nhola : na ra da Cadeia do Recife* n-
24, loja de cambio. '
Compram-se escravos de ambos os sexos, e pa-
gam-se bem ; assim como recebem-se para vender
em comraissao : na ra Direila u. 3.
Compram-se palacoes brasileiros e hespanhoes
a 19940 ua ra da Cadeia do Recife, toja u. 54.
Compra-se effectivamente jornaes para embru-
Iho : na ra larga do Rosario n. 8,15 e 17.
VENDAS
virtude
Sr. Dr.
Illm.
ie san proprielar!
: becada pela
1 por enripiara iivrada n
U, devidarhenle registrada,
de vencer m 18 da Janeiro de
om escravo bom cozinheiro e capaz
ra Diteita u. 24, segundo an-
qoanlia en t-ig
tas do
cuja hypelheea
1855.
Aluga-se _
te todo servico : na
"ter.
! Aluga-sa urna Iwa cas Urrea com muilos com-
Z?'S*?aS?JtmiV Mm *^ e Pnlda"dJ
j-rte da mare grande: quem a.pretender. dirija-se
'Eoeautamento n. 3, primeiro andar.
( Na praca da Independencia n. 2,
cwwe fi,tfai. comoHIm.Si-.JJ.'.en.
mediana, Ignacio Nery da Fonseca, ou
pessoa /jue. suas vezes faca.
Carros e cplxoes de mola.
.Ip! *?' .MSero' e """dorna ra
,* -!? HdeDOrta 'Vga, ofTerece-ee para pin-
tar cubrir e ferrar carros, com toda a -wrfeicjo p"-
Zl\ ii %S'^^^erconserTo quneles
seja preco ; asslmeomoencarieg;,-<, do-vender car-
Xlrtbnr^,,:.na'.me!ln,a *" cham-seave.l
eoteoat de molas t.nlo graudes como pequeos, por
precos commodu, e al.ancS-se por um auno por qual-
quer concern, que neUes ,eja preciso: lambem
guarda-s carros medanle tuna paga mensal.
Precisa-se aTugar urna ama forra ou captiva,
para urna casa estrangeira de pouca familia, para
Iratar de meninas a fazer mais lgum servico se for
preciso : na ra da Senzalla Velha n. (jO primeiro
andar, ou na Capunga sitio do Sr. Unto.
Loja ingleza de roupa feita, ra da Cadeia
dojlecifen. 16.
Existenesle estabelecimenlo um grande fortnenlo
de roupa feita de lodas as qaiidades de fazendas
chegadas prximamente de Inglaterra, como sejam :
palitos, casacas, calcas, colletes, camisas, reroulas,
etc., eos precos serao os mais razoaveis possiveis,
"visto serosyslerna do dono no dcixar diuheiro sa-
bir ainda mesmo com algum prejuizo.
Paulo Gaignou, dentista,
pode ser procurado a qualquer hora emsua, casa
nt ra larga do Rosario n..36, segundo andar.
' Avisa-sea quem interessar, quo ainda esti|por
se pagar o funeral de rerlo grande, que monlou em
3009000, c que em quanto nao pagar nao s sahir
este, como lambem se dir claramente de quem foi,
visto que lendo-ce esgolado todos os mcios de bran-
durae condescendencia, a nada se moveram; be jus-'
to, portanto, que aoinienos o publico saiba que foi
dilo funeral a cusa do;Paciente.
Precisa-se do urna ama que eniende-dc cozinha,
para urna casa do pouca familia: na ra da Cruz
n. 7, lercciro andar.- ,
-Joaquim Dias Fernandos va i a Eu-
e deix por seus procuradores, em
) lugar a seu tio o Sr. Jos Joa-
f Eernandes', em segimdo o Sr.
I Sa' Lopes Femanaes, em (er-
i JooTvarcs Cordeiro.
iuga-se um moleque que cozinha.o diario de
urna casa : quem o pretender dirija-se a prc;a da
Independencia o. 5.
Na ra Nova n. 12, loja, dir-se-ha quem aluga
um mulalinho escravo,"que cozinha o diario e faz
todo o servico de 1
,#-*
9 O..U. rhomassin, medico irancez, di con-
% sultas lodos osdias uleis. das 9 horas da ma- &
nlia al o meio da, em sua casa ra da.Ci-
deia deSanlo Antonio n. 7. &
Palitos francezes.
Vendcm-se palitos francezes de brim de linho e
brelanha a 3 e 48, ditos de alpaca prela e do cores
a 8, dilos de pando fino a 14$, 16 e 189, tudo da
ultima moda e bem acabados-: na ra Nova loja de
fazendas n. 16 de Jos Luiz Pereira & FiHio.
Laas escocezas.
Vendem-se lilas escocezas de quadros e listras pa-
ra vestidos, faxenda nova e de gosto a 800 rs. o co-
vado : na ra Nova n. 16 de Jos Luiz Pereira &
Filho.
Romeiras c visitass
Vendem-se bonitas romeiras de cambraia bordada
a 38, visitas de fil e cambraia bordada muito bem
enfeildas a 79 : na ra Nova loja n. 16 de Jos
Luiz Pereira & Filhoi
Vestidos baratos.
Vendem-se cassas francezas, de bonitos desenhos e
cores lixas a 360 rs. a vara, cortes de dila de barrra
e babados, com 11 % varas a 58, vestidos de cam-
braia com barra de cor a 39,' dilos de 1 a 4 babados,
a 4g, 49O0, e58, dilos de riscados com capolinho pa-
ra meninas de -2 a 4 annos a 5500, dilos de cassa
seda a 138, dilos de chita de barra a 39400 c 39, di-
tos de cambraia abcrla branca c de cores a 48: na
ra Nova loja n. 16 de Jos Luiz Pereira Filho.
Pannos linos, casemiras e a I palta.
Vende-se panno fino prelo a 2*800, 48, 48500,58,
68 e 78 o cuvado, dilo verde escuro, proprio para
palils a 49 o coyado, dito azul, para fardas da guar-
da nacional a 3^ e 48 o covadn, casemiras de cores a
495OO e 58 o corte, 'dita prela a 7, 8, 9,10 e 12$ o
corle, alpaca prela a 640, 7-20,800,18 c LriOO o co-
vado, dita de cores a 800 rs, n eovado : na rua.No-
va loja n. 16, de Jos Luiz Pereira & Filho, 4
Chapeos e capotinhos.
Vendem-se chapeos de seda e blond para senho-
ras a 12 e 148, capotinhos de seda prela o de cores
129, ditos com collele a 158.: na ra Nova loja n.
16 de Jos Luiz Pereira & Filho.
, gj@ @ @@
VenJem-se chapeos de diversas qaiidades
g chegados ltimamente, como sejam para se-
W nhora, lodos de seda eom plumas guarnec-
dosdebico de blond. dilos de cabellos e pa- @
lliinha de Ilalia a 149,16 o 18, dilo*dc se-
W da para meninas a 58 e 69: na ra do Cres- 6P
fe po loja amarella n. 4, de Antonio Francisco
Pereira. (a,
Venden-se latas com 5, 6 e 12 li-
bras de ameixas fi-ancezas .de superior
qualidade: na ra da Cruz n. 2G, primei-
ro andar.
Vende-se superior kirechs e abscin-
the : na ra da Cruz n. 26, primeiro
andar.
- Vende-se chocolate de Paris, o me-
lhor que tem apparecido ate lroje neste
mercado, por prerb commodo : na ra
da Cruz n. 26, primeiro andar!
Vendem-se espingardas francezas
de dous can nos (ingindo tronxado, mui-
to bonitas,, e por preco baratissimo : na
ra da Cruz n. 26, primeifo andar.
RICAS TRANCAS DE SEDA.
Vendem-se .ricas 1 raneas de seda branca, cor de ro-
sa, azul claro e pelas, dos padroes mais bonitos que
tem apparecido, e mais barato do que em oulr qual-
quer parle ; na ra do Queimado, loja de miudezas
da Roa Fama 11. .'13.
I.UVAS BARATAS.-
Vendem-se lnvas de seda para homom e senhora
a 18000 o par, ditas prelas de tnrcal a 800 rs.. ditas-
brancas de'fjo da escocia para homem a 400,320 e a
240 o par; na ra do Queimado, loja de miudezas
da Boa Fama n. 33.
LUYAS DE PELLICA.
Vendem-se luvas de pellica para homem c senho-
ra, pelo baratissimo preco de 40 rs. o par ; estas lu-
vas o nico defeito que lem he estar fraco o relroz
que as cose, porm vista do pre?o val a pena co-
serem de novo, assim como omitas pessoas tem feito:
na ra do Queimado, loja de miudezas-da Roa Fama
n. 33.
PENTES DE TARTARUGA.
Vendem-se pentes de tartaruga do ultimo gpslo,
para prender cabellos, pelo baratissimo preco de 58
rs. cada um : ua ra do Queimado, loja de'miude-
zas da Boa Fama n. 33.
TOUCAS DELAA.
Vendem-se loucas de lita para crianzas, pelo bara-
tissimo preco de 500, 600,800 c 19000 rS, as melho-
res que podem haver, tanto em qualidade como em
Sires : na ra do Qneimado, loja de miudezas da
a Fama 11. 33.
SAI'ATOS PARA CRIANCA.
. Vendem-se sapalinhos de laa para 'enanca, pelo
baratsimo preco de 320 e 500 rs., ditos bordados a
19200 rs. o par : na rna do Queimado, loja de miu-
dezas da Boa Fama 11. 33.
CAMISAS DE MEIA PARA HOMENS E
CRIANCAS.
Vcndem-se camisas de meia para homem, fazenda
muito superior, pelo baratissimo preco de 19200, di-
tas para criuncas, lambem fazenda muito superior, a
500 e 800 rs. ; na roa do Queimado, loja de miude-
zas da Boa Fama u. 33.
SAO" MUITO FINAS.
Vendem-se linhas de misda muito finas, proprias
para bordar, pelo baralo preco de 160e200rs. a
miada, ditas de carritcl de 200 jardas a 80 rs. o car-
mel : na ra do Queimado, loja de miudezas da Boa
Fama n. 33.
PARA OS SRS. PADRES.
Vendem-se superiores uieias de laia para padres,
pelo commodo preso de 28000 o par; na ra do Quei-
mado, loja de miudezas da^Boa Fama 11. 33.
RICAS ABOTUADURAS PARA COLLETE.
Vendem-se.ricasanotuaduras douradaspara colle-
le, pelo mdico preco de I9OOO, ditas de vidro de
lodas as cores a 320 ti.: na rna do Queimado, loja
de miudezas da Boa Fama n. 33.
. RICAS CHARUTEIRAS.
Yendem-se ricas charuteiras, pelo baratissimo pre-.
co de 29500, 38000 e 49000 : na ra do Queimado,
loja de miudezas u. 33.
BENGALAS DECANNA VERDADEIRA.
Vcndem-se superiores bengalas de canoa, pelo ba-
ratissimo preco de 38000 j ua ra do Queimado, loja
de miudezas da Boa Famii 11. 33.
Vende-se urna tartaruga verdadeira, viva, por
prec,o commodo ; na ra da Cruz n. 26.
RAP ROLAO" FRANCEZ.
Vende-se em casa do Sr. C* Rour-
gard.rua da Cadeia do Recife, e na loja
do Sr. Jos Dias da Silva Cardeal, ra
larga do Rosario.
Na loja n. 2 da roa Nova, atraz da matriz, ven-
dem-se lencos de fil de linho branco por 18000 rs.,
proprios para as senhoras cobrirem a cabera as
grejas.
Na ra Nova n. 2, vendem-se peilns de cassa
para camisas, collarinhos finos para as ditas, e-grava-
las finas para homem.
Na ra Nova n. 58, primeiro andar, ha para
vender-se urna bonita escrava sem vicio algum, de
naeao, com 20 annos de idade, a qual he boa cozi-
nheira c cugommdeira, faz labyrintho c cose chao.
Milho novo.
Vendcm-se saccas com milho novo, pelo baralo
preto de 38000 rs. cada urna : 'na ra do Passeio Pu-
blico n.17. *
Do Chili finos.
Vcndem-se superiores chapeos do Chili, de abas
crandes e pequeas, superioreschapcosdelbdia.para
bomens, senhoras e meninos, com enfetles c sem el-
les, variado sorlimento de trancas e franjas prelas e
de cores, para enfeiles de bonetes e guarnic.fes de
man le des, a preejos commodos: na praca da Inde-
pendencia loja e fabrica de chapos de Joaquim de
Oliveira Maia, us. 24 a 30.
' Vende-se por preco commodo a
interessante obra prximamente chegada
de Paris intituladaDiccionario deConver-
rcao e de Leitura-em 68 volumes, ul-
tima edicrao: quema pretender dirija-se
a livraria n. 6 c 8 da praca da Indepen-
dencia.
"Oleados pintados.
Vendem-se oleados pintados, de ricos padres e di-
versas larguras.proprios para.cobrir piannos, enm-
modas, mesas, e bancas, c a precos muito commo-
dos: na praca da Independencia loja c fabrica de
chapos de joaquim de Olivcire Maia, us. 24 a
Feltro superior.
O mais completo e variado sortimenlo de chapeos
de lellro de todas as cores c qaiidades, para ho-
mens, senhoras c meninos, a precos muito cmmo-
dos: na praja da Independencia loja o fabrica de
chapeos de Joaquim de Oliveira Maia, ns. 24 a 30.
De castor a 12$000 rs.
Vendem-se chapeos de castor
branco inglez, da melhor for-
ma e qualidade, a venda no >*^"W
mermado a 12000 rs., dilos de dito prelos a 98000
rs., bem como variado sortimenlo de chapeos, de so-
da francezes de excellcntes formase superfina quali-
dade a 6, 7 e 88000 rs. cada um : na praca da In-
dependencia loja e fabrica de chapeos de Joaquim
de Oliveira Maia, ns. 24 a 30.
Vendem-se 31 paos de jangada de boa quali-
dade e por preco commodo, quem os quizer ver di-
rija-se ao trapiche do Ramos: a tralar na roa da Ca-
deia do Recife loja n. 19.'
Vende-se 3 bois mansos, muilo proprio para
carrosa : na fu do Sebo n. 35, sobrado amarello.
Quem deixara' de comprar.
' Farnha de mandidea em suecas, muilo boa, che-
cada ha poitco de Mamauguapc: na ra larga do
Rosario, taberna o. 9. .
30.
Vende-se a casa terrea, si la na ra larga do
Rosario u. 3 : a (rolar na taberna n. j8 da praca da
Roa-Vista, eom Antonio Pinto de Morase.
Venaem-se coberlores brancos e de cores,1 pro-
prios para escravos, a 640 rs. cada m ; na ra da
Madre de 11 16.
i. venda-se brim brinco pro-
prio para cale n de mentara.;
cama
sem mistura, era
OLEO DE LWHACA EM ROTUAS* q
vende1-** em a botica de Rartholomeo
Francisco de Sza, ru larga do Rosario*
n. 06.
Acha-
emprazai
: *e levan
i
r<
mui befl^^^^^^^^^^^^^H
ra do
eildmes examna-b), e tratar
o mesmo senbor cima, 00 na ra da
n.-27, arma/.em.
Na ra do Vigario n. 19 primeiro andar, tem pa-
ra vender-se chapeos de castor braucopor commodo
preco,"
&$$$$&: $$$
P POTASSA RRAS1LEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho o
seus bons ell'citos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar- j
ma/.em de L. Leconte Feron &
Companhia
fis.

: Uboucr.
' Attencao.
Precisare o> un capellao* para a ppvoaeSo de Ca-
poeiras, sendo bem irjoralisauo e instruido: quem
pretender dirija-se i ra Direila n. 76, que se dir
quem est aolorisado para tralar, declarar as van-
lagensda tpelania.
J. Jane dentista,* f
eonlina rezidir na ra Nova, primeiro andar n. 19.
Oflerce-se um rapaz paracaixeirb de qualquer
casa de negocio de atacados, tanto de fazendas como
de molhados no trapiche, o.qual dar informacOes de
sua conducta ; quem pretender annuucic para ser
procurail".
Precisa-se almiar um preto cscravo* para liaba-
lhos de sitio, plgando-se I25HOO mensaes alcni do
susleulo ; no sitio que foi do Sr. Paulino, ha Iraves-
sa doArraial para a Casa Forte.
FELTRO.
Jo.lo Pinto Regis de Souza lem para vender cha-
peos de feltro da melhor e mais acreditada fabrica do
Rio de Janeiro; vende caixes com bous sprtimentos
c prero mais barato que em outra qualquer parle :
na ra da Penba, sobrado n. 5, primeiro andar.
Vende-so azeite de carrapalo, jielo preco de
19840 a caada, e em garrafa a 260; uo paleo de S.
Pedro n. 3.
Vende-se-por 4508000 rs. um negro de nareo,
com idade de 35* annos, muito possanie c sem acha-
ques, proprio para algum sitio ; na ra da l'enha,
taberna nova, por baixo da sobrado.
Vende-se a taberna da ra de Santo Amaro n.
28, com fundos a vonlade do comprador, ou s a ar-
macao.por preco commodo; a Iratar na mesma.
Vende-se a taberna da roa Nova n. 40, por seo
dono; ter de rctirar-sc para Iratar de sua sude; a
tratar na mesma ra 11. 65.
Yendem-se ou Irocam-se per ama uegrinlta,
duas moradas de casas, sitas na Capunga u. 41 : a
Iratar na Soledade, taberna n. 18.
TROC SE POR IHMIKIRO K VISTA.
Na ra do Crespo n. 1S.
Cintas francezas finas a 280, 260, 240 rs. o
eovado, cassa franceza a 720, .'160 rs. a vara,
chilasjuglczas entre linas, cores tixa^s 220,
200, \m rs. o rovado, riscados francezes a
240, 220 rs. o eovado, brins lizos de linho
de diversos padres a 280 rs. o eovado, dilo
trancado de algodao a 320 rs. a vara, mcias
ernas a 28000, 29500 rs. o maro, chapeos de
sol de panno e cabo de ferro a 28000 rs. ca-
semiras francezas escuras de padres mo-
dernos a 48000, 48500 e 59000 rs. o corte,
ditas meias casemiras a 29800 rs. o corle,
selim maco a 28800 e 3800*) rs. o eovado.
t casemiras prelas a 28000, 29400 e 38000 rs.
o eovado; e nutras multas fazendas.
S BAZAR PEBUAHBUCANO.,
s'3 Nesle eslabelecimeuio se encontrara latas
*i'- com holinholos inlezes, pelo diminute preco @
de 29OOO rs. cada urna; assim como urna ca-
xa com mais de ojenla duzias de calungas @
@ para folguedos de criancas por muilo pouco @
^5 diuheiro: e quem duvidar venha comprar.
Veiille-sc um escravo de 35 aunos, bom para
Irabalhar em algum sitio, por ler disso pratica, e
lambem sabe tratar de cavallo : he muito 'sadio, e
nao lem o vicio de se embriagar, e nem do fugir ;
quem o pretender, dirija-se a ra Direila, casa jun-
io i padaria, n. -67. Vende-se por pre^o enconta, e
o motivo da venda se dir ao comprador.
Grande e variado sortimento de fazendas
baratas, na ra do Crespo n- 14, loja
de Dias & Lemos.
Chitas saragocanas escuras muilo fizas e muito
recommendaveis por sua boa qualidade, padres
anda nao apparecidos, a 160 e 180 rs. o eovado ;
sarja de Ma de duas larguras muito encorpada, a
640 rs. o eovado; riseadinhos de linho muito finos,
a 640 rs. o eovado; algodao trancado escuro, pauuo
couro, a 180 rs. o eovado: ganga amarella muilo
superior, a360 rs. o eovado;-brim tranrado de al-
godao muito enenrpado a 800 rs. o corle: coberto-
res de algodao graudes, a 650 rs.; pequeos 600 rs.
cada um; pecas de cambraia muito' finas com 8 %
varas, a 48000 rs. e a 560 a vara ; camisas de meia
muilo elsticas, a 18200 rs. cada urna ; alpaca pre-
de duas largurasa 400 rs. o eovado; damasco de
la de lodas as cores muilo superior, a 800 rs. o
eovado ; e mitras militas fazendas mais baratas do
queem outra qualquer parte, dao-se amostras das
chilas com penhores. '
Vende-se selim preto lavrado, de muilo bom
gosto, para vestidos, a 29800 o eovado: ua ra do
Crespo, loja da esquina que volla para a cadeia.
ATTNCA0'-
Na ra Direila n. 19, ha para' veuder-se os se-
guinles gneros:
Jiolachinha ingleza muilo nova. 280
Dila de aramia, franceza 480
Kannha de tapioca muilo alva. 140
Dita de ararula. 200
Amendoas descascadas. 320 a
Castanhas do Porto. 120 o
Esperraacetc americano. 900
Cha superior. 292,0
Dilo brasileiro. 18500
Aletria nova. 280
Macarnlo. 280 n
Talherim. 280
I.insuicas, superior qualidade. 440 s
Paios e salpicocs do Porto. 480
Toucinho de Lisboa. 400 n
0ueijos muito novos. 19700
Cevada nova. lflf
Vinho de Lisboa, garrafa. 400 o
Dilo engarrafado do Porlo (sem casco) 480
Manteiga ingleza muilo boa. 500
Todos esses gneros se responde pela qualidade.
Malas.para viagetn.
Grande sorlimento de lodas as qaiidades por pre-
co razoavel: na ra do Collegio n. 4.
Vcndem-se 4 escravos, 1 mulato de 20 annos,
1 moleque de 17 annos, 1 prela lavadeira e engom-
maiieira, 1 prelo de 40 annos e 30 travs de pao dar-
co : na ra largado Rosario n. 25.
Vende-se um cofre de madeira com arcos de
.ferro muilo forte e com tres fechaduras muilo segu-
ras, por precio commouo : na ra da Senzala "defron-
te da loj do Sr. Marlins, pintor.
Vendem-se relogios de ouro e prata, mais
barato de que em qualquer outra parte :
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Chapeos pretos francezes
a carijn, os melhores e d forma mais elegante que
lem vindo, e outros de diversas qaiidades por me-
nos preso que em outra parte : na ra da Cadeia do
Recie, u. 17.
Depoiilo da fabrica da Todoa oa Santo* na libia.
Vende-se, em casa deN. O. Bieber &C, na ra
da Cruz n. 4, algodao transado d'aqnella fabrica,
muito proprio para saceos de assuear e roupa de es-
cravos, por prero commodo.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, h a
para vender, chegado de Lisboa presentemente pela
barca Olimpia, o seguinle: saccas de farello muilo
novo, cera em grurae e em velas com bom sorti-
menlo de superior qualidade, mercurio doce e cal
de Lisboa em pedra, novissima.
Vendem-se em casa de Me. Calmont & Com-
panhia, na prasa do Corno Santo n. 11, o seguinle:
vinho de Marseilleem caixas de 3 a 6 duzias, linhas-
em novellos ecarreleis, breu em barricas muilo
grandes, aso de mila sortido, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a lia-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coadp, de todos os tamaulios, ,para
dito.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao'' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o mellioramento do
assuear, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de efnpre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber Cruz, n. 4.
. SANBS. .
SALSA PARR1LHA.
Vicente Jos de Brilo, nnico agente em Pernam-
buco de B. /. D. Sands, chinaco americano, faz pu-
blico que (em chegado a esta prasa urna craudc.por-
cao de frascos de salsa parrilha de Sands, que sao
verdadeiramente falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devem acaulelar os consu-
midores de (ao precioso talismn, de cahir nesle
engao, lomando as funestas consecuencias qua
sempre costumam trazer os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela mlo daquelles, quo antepoem
seus interesses aos males e estragos da humanidad?.
Porlanto pede, para que o publico se possa lvrar
desla fraude e dislingua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recentemente aqui chega-
da ; o annuncianle faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente emsua botica,'na ra da Conceicdo
do Recife u. 61 ; e, alm do receiluario que acom-
panlia cada frasco, lem embaixo da primeira pagina
seu nome impresso, ese achara sua firma em m-
nuseriplo sobre, o invollorio impresso do mesmo
fracos.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para' vender diversas mu-
sicas para piano, vilao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redpwas, schc-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
FARNHA DE TRIGO.
Vende-se no armazem do Tasso Irmos, farinha de
trigo de lodas as qaiidades, que eistera no mer-
cado.
ftluita attencao.
Cassas de quadros muito largas com 12 jardas a
2940O a pesa, corles' de ganga amarella de quadros
muilo lindos a 18600, cortes de vestido de cambraia
de cor cora 6 lj2 varas, milito larga, a 28800, dilos
com81|2 varas a 38000 rs., corles de meia casemira
para caira a 39000 rs., e outras muitas fazendas por
preso commodo : na ra do Crespo, loja da esquina
que volta para a Cadeia.
er dado de
r 1 2 annos,
^conforme
intfressados,
^itiv'le separou
lo Rio
urna
denomina-
ia legua
te, pouco mais ou menos, e confrontan-
do com os engenho Sip,.Cabfeca de Por-
co, Paraizo e Floresta, sitos na mesma
freguezia. Assegura-se, que dita proprie-
daae Palmeira oirerecida ao nego-
cio indicado, ale'm de nao tlfflHHti-
vada em tempo algum, em razao de ficar
muito distante do engenho de que se des-*
membrou, e conter em si grande e im-
portantissima mata-virgem, lie de mais
a mais de muito bo8 quali
todas as proporcoes para se tj
excellente engenho: a quem dir' nesta typographia, onde
rigir-se. 4
Vendem-se superiores cardas de tripa e bordoes,
para violan e rabeca, e papel paulado para
de todas as qaiidades: na praca da Independencia
loja n. 3.
No armazem confronte a loj
pintor, vendem-se duas carrosas \
construidas, as quaes servem
ouira osada ; as .quaes se ven
comprador oflerecer.
5f
:m
un
se
di-
-. Martina
nuito bem
boi, e
PALITO'S DE ALPACA FRANCEZES."
brande sorlimenlo de palils de alpaca e de brim
na ra do Colleao 11. 4, e na ra da Cadeia do'Heci-
fe n. 17 ; vendem-se por preso muilo c
Moinhos de vento
'ombombasdcrepuxopara regar-borlas e bia
decapim. nafundisade D. W. Bowman : na ru
doBrumns. t. 8 e 10.
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto, em
barrisde*., 5. e 8.: no armazem da ra
do Azeite de Peixe n. 14, 01 no
cscriptorio de Novaes & Ce na
ra do Trapichen. 34.
Padaria.
Vende-se urna padaria muito afreguezda: a traUr
com Tasso & Irmos.
Aos senhores de engenho.
Cobertores escaros de algodao a 800 rs., ditos mui-
0 grandes e encorpados a 1940O : na roa do Crespo,
loja da esquina que volta para a Cadeia.
Grande pechjncha !
Vendem-se corles de cassa 1 rn
fixas, pelo baralissimo preco^^B
ra do Crespo n. 5.
, Devoto
Sahio a luz a 2. edicto di
Devoto Chris(ao,mais correo
se nicamente na livraria o
dependencia a 640 rs. cada |
Redes acoti__
brancas e do cores de om s pan1,
de bom goslo : vendem-se na ni
esquina que volla para a cadeia.
NO CONSULTORIO HOIF
. DR. P. A. LOBO SI
Vende-se a melhor de todas
Tiomeopalhica ts- O NOVO MANUAL
JAHR J5* traduzido era poriuguez
A.l.obo Moscozo, conlendo um accrescimo *
parlanteseplicac6es sobre a applicacao das
dieta, etc., etc. pelo traductor : qualro S^^^^H
callentados em dous
Diccionario dos termos "de medicina, c^^^^^H
lornia, pharmacia, etc. pelo Dr. Moscozo:
nuilo grandes e
*Wo
Superior farinha de mandioca
Vende-se farinha de Santa Calliariua muilo ^
'nova* e de superior qualidade, -por preso
p commodo, a bordo da escuna Zelosa ; para H
) porsoes, traa-solio escriplorio da ra da Cruz @
11. 40, primeiro andar.
Vende-se o.cngenho Limeirioba, situado a mar
gem do Tracunhaem, com 600 bracas de lestada e
ama legua de' fundo, com as obras uafs precisas, to-
das novas, eopliraa moenda, com bous partidos que
com 2 carros e 4 quartaos podem moer at 2,000 pues
o que he de grande vantagem para nm principiante.
He do ptimo assuear e de boa producto, tanto de | J
caiina rumu de legumes : fende-se enm algum di-
uheiro :i vista, e o mais a pagamento conforme se
poder conveucionar : os prelendenles dirijam-se ao
emjenllo Tamatape de Flores.
Vende-se urna carroea com um boi,[sendo esle
muilo manso e bastante carnudo: ua ra do Sebo
na Boa-Visla 11.8.
Vende-se manleiga ingleza muilo boa a 640 rs.,
dita .superior a 720 rs.,' toucinho de Lisboa a 400 rs.,
dito de Sanios a 320 rs., assuear refinado a 130, 120,
100 rs.: na ra Direila n. 27.
Vendem-se relogios de ouro patente'Ifigez, ji
bem conhecdos nesle mercado.papel de peso proprio
para se escrever por paquetes, linhas de algodao era
carriteis de 200 jardas, fio de linho proprio para al-
faiale e sapalciro, bicosde algodao em carines pe-
queos, ludo por preco commodo : cm casa de Rus-
scll Mellors & C, na'ra da Cadeia do Recife ff, 36.
Veude-sc urna taberna com poucos fundos: ua
ra do Rangel, a Irutar coiu Tasso lrmaos.
Vendem-se os compendios de geometra ap-
provados para o uso das aulas de segundo grao,
acbam-se a venda na oUicina o encad'ernasflo do pa-
leo do Collegio: lodosos compendios lovam urna as-
sgnalura do autor, em mauuscriplo.feila na primei-
ra folln vcrlicularmenle.
Vende-se um palanqun! de rebuso em muilo
bom estado, 3"veuezianas e 1 guar/la roupa, tndopor
preso commodo : ua ra da (ilorin n. 7.
Doce de joiab e de calda.
Vende-se na ra do (.li'eimado loja 11. 2, barrili-
ulms com doce de goiaba le calda, assim como de
mais qaiidades, o mus bem feilo que be possivel.
Vade-mecumdoshomeopatlias ou
Sk oDr. Hering traducido em por- ^
a tuguez, ^
Acha-se a venda esta importanlissima o-
fetS bra do Dr. Ilcrng 110 consullorloiiomu'o- ^fj
S palliiro do Dr. Lobo Moscoso rna do Collc- ^
^9 gio n. 25, 1 andar. tpy
Vcndem-se correnles de ferro usadas, lano fi-
nas como grossas, as quaes eslao em muilo bom es-
tado, epor preco muilo commodo : na,ra da Sen-
zala, armazem defnale da loja do Sr. Marlins, pin-
tor. No mesmo armazem compram-se ferros vellios,
cobre, lutiio e mitra qualquer qualidade de metal,
assim como brins, lonas e oulros pannos velhos ele.
Vendem-se tres bonitos armarios de amarello,
cnvjdrasados, proprios para biblioteca ou oulro qual-
quer esUictecimcnlo, por sciam muilo bem feilus;
assim como urna mesa de moguo para jaular que ad-
miti mais de 40 pessoas, e oulros trastes que se do
por prero muito cummodo ; 110 armazem do corre-
lor Miguel Carnuiro, na ra do Trapiche, ou na ra
da Cruz n. 34.
CERA DE CARNAUBA.
Vende-se cera de carnauba chegad agora do Art
calv : na ra da Cadeia do Recito n. 49, primeiro
andar.
SAL DO ASSIT.
Vende-se sal tliegado acora do Ass, a bordo do
Male Anglica i a Iratar na fu da Cadeia do Recife
iy. 41, primeiro andar.
650.
Vendem-se na na da Mnngueira n. 5,
"0 lijlos de mrmiv; liara los em Ijoid
estado.
Acanelada Edwln
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon"
& Companhia, acha-se constantemente bons sorti-
mntos de'laixas de ferro coadp e batido, tanto ra-
sa como fundas, moendas ineliras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., ditas para a rmar em madei-t
ra de lodos os tamanhose modelos osmaismodernos,
machina borisonlal para vapor com forca de
4 cavallos, cocos, passadeiras de. ferro eslanhado
Cara casa de purgar, por menos preso que os de co-
re, esco vens para navios, ferro da Suecia, e fo-
1 has de (landres ; tqdo por barato preso.
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, arma?
zem deHenrique Gibson,
vendem-se relogios de ouro desabnete, de patente
inglez, da melhor qualidade, e fabricados^m Lon-
dres, por preso commodo.
Vendem-se pregos americanos, em
barri-v, proprios para barricas de assiy-
car, e alyaiad dezinco, superior quali-
dade^ por presos commodos: na ra do
Trapiche Novo n. 16.
Na ra da Cadeia Yelha n. 52, em casa de
Deane Youle & Companhia,
vende-se um carro americano de 1 rodas ; pode ser
vislo ua cocheira de Poirrier. no aterro da Boa-Vista.
Vende-se um completo sorlimento de fazendas
prelas, como : panno fino prelo a 39000, 43OOO ,
53OOO e 69OOO, dito azul 38000, 4000 e 59000, ca-
semira prela a 29500, selim prelo muito superior ,
39OOO e 49OOO o eovado, sarja prela hespanhola 29 e
295OO rs., selim lavrado proprio para vestidos de se-
nhora ,1 296OO, mullas mais fazendas de muitas qa-
iidades, por preso commodo : na ra do Crespo loja
n.6.
Velas de carnauba.
Na ra da Cruz n. 15, segundo andar, vendem-se
velas de carnauba, puras e compostas, feitas no Ara-
cal];, por menos preso do que em outra qualquer
parle.
Vendem-se cobertores brancos de algodao gran-
des, a 19440 ; ditos de salpico lambem .grandes, a
13280, dilos de salpico de tapete, a 19400: na ra do
Crespo loja n. 6.
Taixas para engenhos.
Na. fundicao' de ferro de D. W
Bowman 11, na ra do Brum, passa
do o chafariz ,' Continua' haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco- commodo e com- promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vendem-se cobertores de algodao Brandes a 640
rs. c pequeos a 560 rs.: na ra do Crespo nume-
ro 12. :-'.-
Uado
Urna carleira de 24 medicamentos com
Co ie linduras iudispensaveis )Q
Dila, de 48 .' .' .' .' .' .'
Lma da 60 tubos com 6 frascos deto)
Dita de 144 com 6 ditos .
Cada carteira he ompanhada .
das duas obras cima mencionadas.
Carteiras de 24 lubos pequeos par
beira .... .......
Dilasdc48dtos......" : .
Tubos avulsos de glbulos .
Frascos de meiaonsa de lindura
Ha lambem para vender gran
tubos de crystal multo fino, va
manhos.
Asuperioridade destes medicamentos est hoi
todos reconbecida, c por isso dispenc
' N. B. Os senbores que assignaram ou compra rama
obra do JAHR, antes de publicado o 4* voli
dem mandar receber esle, que ser entregue
augmento de preso.
Attencao.
Na ra do Passeio n. 13, vende-se meias casemi-
ras de cor, pelo baralo preso de 400, rs. o eovado,
lirios de quadros de bom gorto i :
chales de la e seda por 29OOO rs., e oolris mu
fazendas por presos commodos.
Na loja de fazendas esquina do
26, e no armazem de Jos Joaquim 4..,.
lo no caes da alfandega ra de Joao de \
armazem de Francisco Gaedes da
ainda saccas cora superior milho;
te lambem tem barru com 8 libras de i
Lisboa proprias para casas particulares l,
de he superior por terem sido all fabril
urna familia particular.
MOENDAS SPERIORL
Na fundicao de C. Starr & Comp
em Santo Amaro, acha-se para 1
moendas de cannas todas d ferro,
modello e construccao muito superi
Vcndem-se em casa de S. P.
ton & C, na ra de Scnzalla No*a n 4
Vinho do Porto superior engarrafado.
Sel lins inglezes.
Relogios de ouro patente inglez.
Chicotes de carro.
Farello em saccas de 5 arrobas.
Fornosde farinha.
Candelabros ,e candieiros bromeados.
Despenceira de ferro galvanisado.
Ferro galvanisadp em folha ]
Cobre de forro.
PianoS
Os amadores da msica
em casa de llrunn Praeger &(
n. 10, um grande sorlimento L__________________
pianos.de difiranles modellos, boa co
las vozes, que vendem por mdicos preco
mo loda a qualidade de instrumentos para msica.
Navalhas a contento e tesouras.
Na ra da Cadeia do Recite n. 48, primeiro au-
dar, escriplorio de Angosto C. de Abreu, continu-
n admente
fortes


I
Deposito de vinho de cham- <&
pagne Chateau-Ay, primeiraqua- 0
lidade, de pnjpriedade do condi }
de Mareuil, ra da Cruz do Re- S
cife n. 20: este vinho, o melhor "
de toda "a champagne vende- O
se a 36$000 rs. cada caixa, acha- k
se nicamente em casa de L. Le-
comb Feron & Companhia. N. B. f
As cajxas $o marcadas a fogo
Coii^i de.Mareuil e os rtulos
das g traas sao i/.ues.
am-se a vender a 89OOO rs. o par (prero
bem conhecidag e afamadas navalh de mi
pelo.hbil fabricante que foi premiai
de Londres, as quaes alm de^^H
riamentc nao se sentem no ros
vendem-se com condielo de, nSo pode-
rom os compradores devolve-las al 15 dias depois da
-onipra, resliiuindo-ee o importe : na mesma casa
1a ricas tesourinhas para unlias feilas pelo mesmo
abncaule.
PTIMO VINHO DE COLLARES,
em barris de 7 em pipa : no escriplorio do Augusto
C. de Abreu, na raa da Cadeia do Recite n. 8,
meiro audar.
ESCRAVOS FUGEDOST
. Ausenlou-se da casa do Sr. Jos ^Pradioes,-
pelas 8 hpras do da 10 do crrente, o cscravo criu-
lo de idade 25 annos, cor fulla, alio, cheio do arpo.
com lodos os denles.sendo do quichal de cima mili-
to prelos o debaxo bem alvos, lem mais um sica-
Iriz na nuca proveniente de um caustico, bc-os gra-
sos, levou vestido calca azul e camisa, desholada :
(tem o pegar queira o levar a roa Nova n. 36 casa
dodilo senhor, o ao abaixo assignado na na Au-
gusta casa n. 33quo ser *p-aliucadov/ow**tui.-tt('o-
nin de Santiago Letsa.
a 25 do crrenle o escravo crioulo
cora os signaos seguinles,' repre-
senta ter 30 anuos,bem preto, olhos grandes, cam-
bado das penis, be muiro prosista : levou veslit'
camisa de mcia j rola, cale, de riscadinho j su.
porm he de suppor que niudasse de Iragc, esle es-
cravo he propriedade do 8r. Paulo de Amorim Sal-
gado, senhor do eogenhu Cocal da freguezia de Una, -.,
quem o pegar ou dtr uolicla na ra do Rosario lari
ga 11.2} uu uodilo engenho que ser bem recorn-
penssado.


i-
r
de
. Fugip no da
nome Vicente c
Para. Tja. .. M. r. da Farla.tSM*
MR


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