Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01554


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Full Text
*v;
. >
M
AUNO XXX. N. 109.
SEXTA FEIRA 12 DE-M&IODE 1854.
Pof S meies adiantados 4,000
Por 3 mezes vencidas 4,500.
Por Anuo adiantado 15,000.
Porte franco para o subacriptor.
ENCARKGADOS DA SITBSC.RIPCAO'.
Recite, o proprietario M. f. de Faria; Rio de Ja-
neiro, oSr. Joao Pereira Martins; Babia, o Sr. F.
Duprad ; Maeei, oSr. Joaquim Bernardo de Men-
oVmea; Parahiba, o Sr. Jos Rodrigues da Costa; Na-
tal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Aracaty, o Sr.
Antonio deLemos Braga ; Cear, o Sr, Victoriano
Augusto Borges; Maranho.o Sr. Joaquim Marques
Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 27 3/4, 28 e 28 1/8 d. por 1$
Pars, 340 a 345 rs. por i f.
* Lisboa, 95 por cento.
Rio de Janeiro, 1 1/2 a 2 por O/o de rebate.
Accoes do banco-10 O/o de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par. -
Discontodelettrasl2 0/0
METAES.
Ouro. Oncas hespanholas. 289500 a 295000
Moedas de 69400 velhas. 169JOOO
de 69400 novas. 169000
de 49000...... 99000
Prata. Paticoes brasileiros..... 19930
Peso columnarios...... 19930
me*.
lanos .'.....19800
PARTIRS DOS CORBE10S.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Gaftnhuns nos dias 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e Oricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas feiras.
Victoria, e Natal, as quintas feiras.
PRAMAR DE HME.
Primeira s 4 horas e 30 minutas da tarde.
Segunda s 4 horas o 54 minutos da manhaa.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commcrcio, segundas e. qnintasfeiras.
Kelacao, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara do civel, segundase sextas aomeiodia.
2." vara do civel, quartas e sabbados ao raeio dia.
F.PHEMERJDES.
Maio 5 Quarto crescente as f horas, 11 mi-
nutos e 48 segundos da manhaa.
12 La cheia a 1 hora, 18 minutos e 48
segundos da tarde.
19 Quarto mioguante as 4 horas, 14
minntos e 48 segundos da manhaa.
26 La nova as 6 horas, 28 minutos e
48 segundos da tarde.
'DAS DA SE
8 Segunda. Apparicaode S- Miguel Archanjo.
9 Terca. S. Gregorio Nazianzeno b. dout. da I.
l Quilla. S. Antonio Are.; Ss. Blanda c Afleo.
11 Quinta. Ss. Fabio, Anastacio e Serenoram.
12 Sexta. S. Joanna princeza v. ; S- ero.
13 Sabbado. S. Pedro Regalado F. ; S. Gliceria.
14 Domingo 4." depois de Paseos; S. Gil; Ss.
Bonifacio, Henedina ePoncio mm.,
FUTE OFFICIAL.
OOVEBNO DA PROVINCIA.
ryi-------e la 10 da malo 1864.
OtBeie Ao coronel commandante das armas,
Iraasaailtndo por copia o aviso da reparticao da quer-
r .da 85 da abril ultimo, do qual consta que por de-
creto de 21 di) mesmo mez. passou para o estado
malar da segunda classe o capitn do 2. batalhan
de mfaataria Francisco Manoet Colho doa Santos,
Aeando asgregario em quanto nao houver vaga.
, Cnnmiuaicou-se thesouraria de fazenda.
IhtoAo mesmo, remetiendo copia do aviso cir-
cular do ministerio da eucrra, de 12 de abril nitimo,
no qual naos se determina,que nos mezes|de|dczem-
hro de eada anno, eclcbrcm-se s contraiga de qe
traa o resutemento de 17 do tevereiro de 1832, para
ft aciment de medicamentos a diflerenles nos-
pitaes e enfermarlas, devendo a sua eiecncjo prin-
cipiar em Janeiro inmediato, mas tambem exige-so
qe sejam enviadas aquella repartirn copia de taes-
ronlraios, e bem assim dos formulario que lhes tive-
raoi servida de base. Igual copia remllense
Ihewraria de fazenda.
DitoAe mesmo, inteirando-o do liaver em visl
informaran, lanzado A requcrimenln do 1.
e do 2." batalhao de infamara Sebaslao Car-
ivarrode Andrade, o despacho wguiulc : Re-
qaetra a averno imperial.
Ao mesmo, remetiendo o requcrimenln do
ex-sargenlo Joaquim Carlos de Jess, que se refe-
re aviso que tambem remelle por copia da repar-
gtierra de 26 de abril ultimo, afim de que
>ee suas ordens ao commandante do 4.
i de artilharia a pe, para passar o titulo de
rato a aaesmo aviso, o qual ser enviado rom n
rmenlo para aerlransmliidoquella
sarios, qne S. M, o Imperador honve por bem, por
decreto de 21 de abril prximo lindo, passar para o
carpo do estado maior de segunda classe,, ficando
aggrcgado em qnanto nao houver vasa, ao Sr, capi-
tn do 2 balalhao de infantera, Francisco Manuel
Cecilio dos Santos, segundo conslou do aviso do
ministerio dos negocios da guerra, de 25 do referido
mez, qne por copia foi transmittido pela presiden-
cia desla provincia com ohicio de liuntem datado.
O mesmo coronel commandante das armas inte-
rino, publica para sciencia do corno, sob coja ad-
miiiisiracao se acha o hospital regimental desla pro-
vincia, o aviso circular que segu transcripto.
Circular. Rio de JaneiroMinisterio dos ne-
gOrios da eucrra em 12 de abril de 1RH.
Illm. e Exm. Sr.S. M. o Imperador ha por bem
determina, que nos mezes de dezembro de cada an-
uo, celebrem se os contratos de que trata o reaula-
meoto de 17 de fevereiro de 1852 para foruecuncu-
to de medicamentos dos dflerenees liospitaes e en-
fermaras regimentaes; rievendo a sua execueo
principiar em Janeiro immediato, e remellendo-se
a esta secretaria' de estado copias -de taes contratos
apenas celebrados, bem como dos formularios qne
lhes tverem servido de base. O que communico
a V. Ex. para seu conliecmenlo e execneo.
Dos guarde a V. Ex. Pedro de Alcntara fel-
legarde Sr. presidente da provincia de Pernam-
buco.
Assisnadn. Manoel Muni: Tacares.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajadanle de
ordens enc.irrcgado do detalhe.
"tSCf^
EXTERIOR.

F
-A* inspector datliesouraria de fazenda, re-
os convenientes exames copias das ac-
aiho administrativo datadas de 8, 19, 22,
>99 de abril ultimo-
Ao director do corso jurdico de Olinda,
recebido o oflkio em que S. S. comrauni-
feitn no eollegio das artes em 3 cartas
ca, declarando em resposta, que a S. S.
dar proceder 'as pesqaizas necesa-
para deseabriment do autor de semelhante
Ae preaidente do conselho administrativn,
a compra dos objeclos mencionados
M remelle, os qnae> so precisos ao ar-
gaerra para enmprimenlo do disposto o
reuarliraa da guerra de 20 de marro ulti-
fim ana-aa as necesarias communica-
- A iaspcclor da Ihesouraria provincial,
iweadandn que. a vista da conta que remelle,
Smc. pagara Jorino Eduardo Pina, a qiian-
04300 i*., importancia dos movis fornecidos
nmeiras letlras do sexo feminino da villa
I"Albo, da qual he professora Senhornha
i Oivcira Mello. Parlcpou-se ao Exm.
Oral interino da instrurrno publica;
eeharel Rodrigo Castor de Albnquer-
i para vir prestar o devido juramento,
entrar quinto antes nn cxcrcicio do seo lu-
la municipal do termo de Flores, visto nssua
erviro publico, certu de qne flea marcada
3 mezes para a presentaran de sua ear-
I ao bacharel Nabor Bezerra Cavalcanli
in, juiz municipal nomeadu para o termo do
IJmeiro.
Reformando' nos meamos postes o te-
;I Carnciro l.eal, e o" teneoie qoartel
Candido Thomaz Pereira Do Ira, este da cv-
laVaJrat. Icsi&ii t!n oarda naconaLdeslc mu-
, aquelle do exmelo esquadrilo de cava-
I Racima guarda nacional.Commuaicun-se
a napactivo commandante superior.
DitaDemiltindo o 2. commandante de compa-
fcto d corno de polica Francisco Xavier Caval-
caali LimJ e ao terceiros commandantes Claudino
Jaa Carrea, e (abriel Moreira Hancel, vis^o assim
eouvir aoanvco.Fizcram-se as nucessanas coin-
mauieaces.
aeando para supplentes dos juizes mu-
nrt| primeira e segunda vara desla cidade, os
ridadiaa wguintes :
Primeira ara.
* Theodon Machado' Freir Pereira da
SvaJuaK.
t Manoel Filppe da Fonscca.
I Antonio Epaminondas de Mello.
I Francisco bornes Vellozo de Albuquer-
farlto.
leharel Antonio Mara de Parias Nevcs.
iharel Joaquim Allino dos Santos.
Segunda tara.
re Antonio Jos da Costa Ribeiro.
MI Rufino Augusto de Almeida.
H JoJo Lilis Cavalcanli de Albuquer-
1a. '
I Gervazio GonraKes da Silva.
i Ignacio Joaquim de Sou/.a l.cao.
MI Francisco Bernardo de Carvallin.
Hl a necessarin enmmunicaces.
O presidente da provincia, lendn em vista
i* que llie dirigi o director ceral da instruc-
lica, em dala de 25 de abril ultimo sob n.
71, propendo a snspensao do professor publico da
Cabo, Claodino dos Santos Lopes Cas le lo
, par desidia ou omiagao no rumprimento de
iveres, ordena ao mesmo professor que, nos
lo arlieo 36 do regolamento provincial de
lia de 1851, responda sobre semelhante ar-
nal acerca do professor do Itiu Formo-
so, Antonio doa Santos Vital.
aaUUlflDO BAS ARMAS.
ral do eoaamando das armas da
, na eldada do Recite, aaa II a
< Itt-
OKDIK BO SZA K. 86.
I coronel commandante das armas interino faz
para eonhecimentrt da Kuarnican, o fins necea-
'
O sulfao' Abdul-Medjid e o impera-
dor Nicolao I.
No 1. de julho de 1839, o camello preto que te
ra ajoelhando de porta em porta, islo he morle,
parou diante do kosque de Fchamlidji. Seis dias
depois da derrota completa de wu exercito en Ne-
zb, expirava all o siillSo Mahmdod II, atacado de
um mal que os mediros, quer por ignorancia, qner
por mentira pnlilira, deuominaramao principio urna
phthisica tbcrculota, mas que o'dontor Millingen,
que linlia sido medico de B) ron. reconheccit sem dif-
hculdade ser o delirium tremen*, resultado fre-
qoento e termo fatal dos excessos de bebidas alcoo-
lcas. O padix tirilla vivido 54 annos, durando o
seu reinado 31.
Abdul-Mcdjid, chamado a recollicr a perigosa e
pesada heranra do tlireuo imperial era o vicsimo
pritueiro lilho do sulliln fallecido. Nascidoern Cons-
lantinnpla, aos 19 de abril de 1823, acabava de com-
pletar a idade de 16 annos. Sua infancia fra como
ade todos os principes de sua raca. Os prazeres pre-
maturos e a reelusito dourada do serralho, compu-
nliam toda a sua prepararn para o Himno. Ao* 10,
diz um viajor, elle rerebeu de mimo da parle da sua
mili duas bellas escravas circasianas.
O velno Kliosrew e Halit, cunhado do novo sobe-
rano, f|ramos prmeirosquelhaannunciaram anoti-
ciade sua elevara o bcijando-lhecm signll derespeilo
a mito imperial. Abdul-Medjid peoelrou com elles
ho kiosque onde reponsavam as raatoi ainda queli-
tes do reformador, c alii, rmqninlaMMiiii di n i da
relici.lo lavaran) o corno, o novo ^fljpa^ehcu as
felicitafes das pessoas de sua easa.^erinvinilo la-
crimas que foram logo emulas pela neccasid.ide de
obrar. Nesta inesma necasiao assicnnu elle j noniea-
Sode Huid para o posto de seraskier ;'commandan-
te das tropas) e a de Kliosrew para o de gran vizir.
Abrindo-se depois as portas Abdul-Mcdjid sabio
do kiosque, c subi para urna earruagem de 8 caval-
los, a qual no indo das aeclamaroes das tropas pos-
tas em ordem de batalha ao longo de seu camnho,
o Iransportou i oseada de Ilarem-Shelessi onde ero-
barcou-se em um barco aparatoso para r tomar pos-
sc do throno de seus pas, no palacio de Top-Ka-
pou. Ahi recebeu a homenagem dos grandes dig-
nilarios, retumbando ao mesmo lempo em toda a
Constantinopla pela voz dos pregoeiros pblicos, e
ao estroncio das salvas de artilhari de todatas bate-
ras dos fortes e do porto, a formula sacramental:
a S. A. nosso mui magnifico senhor e soberano, o
siillan Abdul-Medjidanbio ao throno Dos qnei-
ra nuc seu reinado faca a felicidade de seapovo !
Em Franca grilava-so ainda ha pouco em taes
circumstancias : O tei he morto, tica o rej. Na
Turqua smente a vida he mencionada, a morle fi>
<"a subentendida : a imagem de tudo o que desparta
a sua lembrarica lie apartada como funesta.
Esse reinado que com efleilo devia mercar nos
armaos do povo nitnmano inaugurava-se debaixode
lucubres auspicios. 1 n i i IH iiilhii soube-se em
Conslanlinnpla da derrota e dispeAiR) total do excr-
cto de Hafiz, e da tomada do campo de Nezib com
todo o material de guerra do eiercito destruido por
Ilirahiin-l'acli eseus gypcios.promplos a passarem
o Tauro, Dous das depois, chegou a noticia da de-
fcTcin da esquadra trazida a Alexandria, c entregue
ao*pach* do Egyplo por Ahmed-Fcwsi-Pach,inmlgo
jurado deKhosrcw, o qual receiava tudo da vindic-
ta bem conhecida do velbo gran vizir. Um assalto
podia por Constantinopla a merc do poderoso vas-
sallo da Sublime, senhor por Ierra o'por mar. De-
ntis como a convenci de Unkiar-Skelessi dav^a i
Ilussia um direiln de protectorado sobre o imperio,
justificando as circumstancias e chamando mesmo o
exerciciodesso riireilo amcaca sem muito pessimismo, o da prximo emque o no-
vo throno se adiarla npprmido, e como que ralado
entre as (oreasdo Czar asde Mehemel-Ali. Fe-
lizmente a Ilussia nao julgou entilo prudente ou
conveniente prevalcrer-se de seu protectorado ex-
clusivo : a Europa inlcrveio, e a diplomacia em-
brulhou de (al sorte as cousas, que Ihrahim nao po-
de proseguir, as vanlagens de sua assignalada vic-
toria, e o imperio respirou.
Por mais assustadora que fosse esta siluacao, ella
nao impedio que o joven padisx se declarasse desde
o primeiro dia partidario e continuador resoluto da
reforma querida, pelo destruidor dos Janisaros. Di-
ante ile urna ultima revolla (lestes, Mahmoud tinliu
devido resolver-se para sua segorancapessoal, man-
dar estrangular Alustaplia-Klian, seuirmio. Moham-
med III, em um sdiamandou malar a todos os que
linha, os qnaes eram nASe. Abdul-Medjid sacudi o
jugo dessa prudencia barbara, dexando vida e to-
da a liberdade seu irmao mais mojo Abdul-Aziz,
joven opinioso eMe inslinctos violentos. Quindo elle
dirijio-se i mesqula de Eyoub, para ahi cingir, con-
forme o uso solemne, a espada de Olhmao, signal
do poder, nn ceremonia antiga chamada o Taklidi-
seiff, urna grave quesillo se le van Ion sobre o poni
de saber se o padisxa apparecia no recinto sagrado,
coberlo com o haouk ou com o fez, com o turbante
ou com a grande calote vermelha houppc azul. O
chekh-ulislam, e todos os ulemas pronunefaram-se
vivamente pela observado do uso. Nenhum sullao
lnha anda sido sagrado sem o kaouk tradicional.
Que pensara o imperio, que pensaramos santos des-
cendentes do proplieta, eocarregados do oflicial da
sagracao,deuma innovara o (ao inaiiifeslamente con-
Iraria ao espirito do islam e magesUde dp khaUfa-
do ? A propria sultana Valid (mui), era dessa pare-
cer ; mas ludo naufragou contra a partido tomado
por Abdul-Medjid, e dianle da resoluro indexivel
do velho Khosrew, o qual disse ao chafe dos ulemas:
Por Dos e seos prophelas, vos seris presentes
sagrado de S. A. como o fez, do contrario esta nole
mandar-vos-lic cortar a cabera
As cousas passaram-se'segundo esse programma.
Como fiche de indemnidade, os doutores da lei t-
veram i permissao de apparecer com o cortejo no
traje anUgo e ostentar sens volumosos turbantes bran-
cos, ornados de filinhas dooradas. Como outro pe-
nhar de sua dedicacao f, o sullao mandara derra-
mar no Bosphoro algumas millares de garrafas de
vinhooQ de licores inlroduzidas fraudulentamente
nu serralho, debaixo do precedente reino, pelo che-
fe dos eunuchos emandara remover algumas figuras
dos relogios de seu palacio, mas elle apparec.cn em
Eyoub vestido das calcas e tnica francas por baixo
do manto imperial, e aoherto com o fez,em cima do
qual estova posta a aigfette de aguia Gxa no vrtice
dacab^aa,por um'laro de diamantes. Sna appari-
$ao exeitou menos cntliusiasmo que sympalhia in-
quieta, llo era secco, pallido, esbelto, e de cons-
trueco e compleixandelicadas, e lodos pergunlavam
a si mesmo, como he que este frgil menino suppor-
tara o peso tao grande laucado sem prepararlo so-
bre seus jovens, hombros. Nao se sauda o sultn.
Como nao llie acliaram o ar bastante varonil, mui ra-
ras aeclamaroes se fizeram ouvir, e as mulheres so-
mente quem inlcrcssavam sen ar do mansidao e
sua grande mucidade, desenvolvern! ulcum fervor
em proferir quando passava sea Mach Allah paite-
xah I desejo que equivale bstanle, exactamente ao
Goi tace the king dos Inglezes.
Quatro mezes depois, 3 de novembrd, o joven
sullao dava ao imperio esse famoso hathe-cherife qne
justamente lem sido denominado caria dos drelos
ottomanos. A leitura delle foi eila solemnemente
diante dos dignitarios de todas as classes e das depu-
laroes numerosas, no interior do serralho e em urna
grande planicie perleoceule o kiosque de Gul-Kha-
ne (BdBilA3o dat rotat.) O principe de Joinville e
seu estado maior assistiam a esta leitura memoravel
feita com voz clara e sonora por, Reschid-Pacha, pou-
co depoisde sua volla das embaixadas da Europa e de
sua nomeacao para o cargo de reis-eflendi.
Escripia em um eslylo simples e nobre,estadecla-
rar,ao lembrava bem o prembulo de uossa consti-
luicao de 1789. Ella annunciava urna colleccao de
instnires e de leis, que devara principalmente as-
sentar sobre tres pontos: 1. As garantas que as-
seguram aos ridadaos ama perfela seguranza relati-
vamente a vida, a honra e fortuna ; 2." Um modo
regular de estabelecer e receber os imposlos; 3." Un*
modo igualmente regular para o recrutamenlo dos
soldados e duracao deseu servido,
Esle acto glorioso, entre oulras amargas criticas
que nem mesmo vale a penna refutar, exeitou a ac-
cusacao de nao ser seno um programma de appara-
lo. Os actos de Abdul-Medjid respondern) a esta
accusac,ao. Sem duvda nao se improvisa a civilisa-
ro- no meio de um povo Uto variado de rajas e an-
da hon tero brbaro; mas tudo oque era humana-
mente possivcl se fez para satsfazer as esperanzas
dadas pelo halt-cherf. O progresso j feito he im-
menso e para citar apenas um exemplo, esses mes-
mos soldados que Ibrahim expellia ha quinze annos
diante de si como hordas selvagens, rvalsam hoje em

FOLHETIM.
I RE. (*)
nu Mota k nniis, t pedbq zaccome.
SEGUNDA PARTE.
II.
I>"abwnr! c nnilutloi.
(ConlinuarSo)
les camlnliavam lenlamrnle pela
estrada di lelry, e desdo que dcixararrf a capi-
Ul asea riiam trocado alenmas palavras. O
niauceb adianlc pareca absorto em sombras
reHexaes, de ijava as redeas uucluarcm sobre o pes-
cara da cavallo, e sua visla indicftrcntc nao procu-
rava War-ta nos quadros diversos que se the atito-
Ihavam.
I, pelo contrario, nao perda nada das
H que selbeapresenlavam, esua vista SOn-
idamente o horsontc, como su liouvesse pro-
pasa grandes e sublimes paginas da na-
ebam-sc a eada passo no novo mundo !
rrabalde de Pars nao lie precisamente no-
> sitios que all enronlram-se, heceral-
mente urna natnreza rica e fecunda ; mas que nada
leaa de piltoresro nem de grande, c onde baldado
rra procurar o grandioso e o imprevisto.
Sao adornos de opera cmica que um macliinis-
ta hbil dtspoz aqu e all com mais ou menos goslo.
Ahi acha-ac um pouco de lUdo: da Escossia, da
Italia, da Bespauha e principalmcnlc da Suissa !
Nunca bouve Unasqueijarias nos liellos valles da
Helvecia, quantas nos campos de Monlcmorency, c
de Maison-Lafitte. Essa manta de dar assim is
quintas o carcter bastardo das habilarcs estran-
geiras carrompen a Franja por miiilo lempo, c lia
de ser muito difiicil restituir ao nosso solo o carc-
ter nacional quelite he proprio.
ura que anda pareca bem pouco salsfeilo
de qoaato via, e seu pemanisnin reporlava-sc de
quando em quando com urna amargura misturada
icolia, para os paizes encantados qaesSo
v'rsinhos do grandes ros da America.
apanheirofoi sem duvida locado do mesmo
penamento, pois voltoii-se quasi subiuncnte para
a Cktna ate nra, e dissc-llie lancando-lbc um
olliar de compaiXHO :
Entao, Massacb,'ests conlenletoque vesno paiz
das roslot paludos T
O selvagem abanou tristemente a caSera e res-
panden :
A Chura que anda nao lem saudade dos ros,
e doa granitos bosques do seu paiz, potsest jauto
i; o que Dos faz be bem feilo.
Entretanto a physionomia do amo da Chura que
anda tontn urna sinculai eipreswio do enlliiisias-
," i*i VWe Diario n.' IObT" ~~
roo, os olhos brilbaram-lhe, e sn voz lornou-sc for-
te e clara.
Massacb, n.lo te lembras tambem, proseguio
elle com um gesto vivo e rpido, desse da feliz em
que deseemos sosinhos o grande rio do Ohio para
voltar Franca !...
Massach lembra-sc! interromneu o selvagem
erguendo a fronA.
Era urna tarde !.. conliiioou o joven cavel-
leiro com voz harmomosa e lenta, tinhamos deivado
a pirosa seguir lincemente o curso tranquillo do
rio ; o vento mormurara brandameule nos arbustos
perfumados das duas ribanceiras, ouviam-se as flo-
restas prximas os crilosdos pasearos viajantes, e a
vista podia divisar ainda as ultimas claridades do
da as formas vagas c indecisas de alguma aldcia es-
condida na espessa folhagcm das aores !... Dos
eslava em luda a parle nessa hora solemne!... ea
admiracao c a f cnchiam uossos coracGes commovi-
dos !... Ah para que nJo fiquei nessa Ierra lousin-
qna!... lueambicao insensata impellio-me eslas
Lparagcus inmalas.onde deviach'egar muito larde!...
En viveria feliz na aldeia em que Massach liuha-me
recolhido.
Massacb n,1o rcs|>ondeu ; mas um profundo sus
piro escapou-lhe ctopeito. Depois dealguns seguu-
tos do silencio, elle disse :
Massach he dedicado ao rosto pallido, porque
o rosto pallido Sidvou-lhe duas vezes o til lio da mur-
i ; o amo falln, Massacb nap podia dcixar de obe-
decer.
. Mas nao leus saudades de leu tcig-ieam 1 in-
sisti o mancebo.
A Chnra que anda sorrio amareamenle, o res-
ponden com vnz sombra :
~ M1'!iar" er um sr-indc chefe, commaRdava
urna irilirt respeilavel, c um grande numero de ca-
iietlciras ornavan wu cinto de ceremonia!.... mas os
rosios pallidos cl.egaram e abateram osguprreirosque
1^,'^I"ii n como ,cmPestade derriba as gran-
des arvores das florestas.
Massach vio morrerem seus dous filhos ao seu la-
do, procurnn a morle, e nao aclwu-a I... Massach
a iiincucm lem mais que amar ,,, ml n
n"ole m C(,"lcnle' M n'""cr aperlando-lhe a
O mancelM) nao respondeu ;mas como seessas pou-
cas palavrashouvcsscin-llie mudado reoeiilimmpiile
o curso da, daos lanc.n ns olho, am CoTai
aproximou-se-anula mais de wu companheiro. '
Massach, dissc-lheelle, mas dcsta voz coni voz
breve e quas imperiosa-, estaremos daqui a poucas
horas no w-gwan de um dos maiores cheles dos
roslos paludos; la presenta pode dar oeeasiao a
cerlos gracejos nalnraes aos homens deste paiz
promelteste-me nao deixar-te levar da rrilarao,
pennaneccr tranquillo...
Massach"dpromelle anda, responden o selva-
gem.
Pois bem ronliiiuou o mancebo, ese o amo
finar satisfeto de li.lalvez le tornea levar hrevemen-
para aldeia emque deixaste as ciuzas de leus filhos.
disciplina e comportamentn com as tropas do impe-
rio vsinho ha muito lempo organpadas europea.
A armada, aslinancas, aadministrarHo, a educa-
cao, ajuslica tem feilo progressos' iguaes. A sorte
dos rayas acaba de ser regulada de Kcordo entre o
Divn e as quatro grandes potencies ; elles sao j
admldosa depor em juizo, e tudo'Jleva a crcr que
o imposto de karradj( capilacao ) bago ainda pelos
subditos chrislos ser prximamente abolido para
dar lugar obrigaco do servico.jnililar igual para
todos, ignaklade, qoe os rayaV leafarc hoje mais de
diado que desejado. A
A declararan memoravcl de Gal-Kian,foi Iradu-
>ida mmediatamente em lingua creca, 6 expedida
pelo palrjarcha a todas as provinoias do imperio, aos
arccbisaVbs e bispos. fT '"'"
Urna' commissSo foi nomeada pata a elaborarlo
das leis annuociadas (lanzinal i eo rgimen parla-
mentar introduzido no conselho supremo de Justina,
o qual dcste modo flcou transformado em urna espe-
cie de assembla legislativa.
Por oeeasiao do bairam scguinla, o sullao renovou
por um firman dirigido a todos os governos de pro-
vincias nao smenle suas promessas anteriores, sanao
tambem a seguiauca deabolir o arbitrario em seus
estados. Nessu firman sao nolaveisasseguintes bellas
palavras, qiie peoetraram nocoratflo dos'cidadaos ha
tanto lempo opprimidos : Desde o meo vizir al
ao simples pasto,' cada um poder dispr de sua
fortuna como rjuizer e sem que ninguem a isso pos-
sa-fidr obstculos, o
Todas estos promessas^ todas ests boas palavras
foram cumpridus, lailto quanto podiam permittir as
circumstancias e os lempos, as resistencias do passa-
do, os embaracns do presente.
Quando em 1818 as provincias moldo-valachias re-
vollas como toda a Europa pelo choque elctrico de
fevereiro.se abalaram para pedir a nomeacao directa
de seus hospedares, urna representarlo nacional,, a
abolicao das corveas, das servidoes, etc., o padisxa
mostron-se mais inclinado quo adverso a consentir
nesses pedidos, justos em si mesmos, bem quo aass
irregulares na forma; todava a exemplo da Russa,
elle foi obrigado a oceupar as provincias danubianas,
mas se o movimenlo daquclles patriotas foi mal soc-
cedido como em oulras parles, o Sullao nao quiz
usar de rigor Contra (elles, e raostrnu mais urna
vez que a um liberalismo raro ero, um principe que
se senta sobre o throno de Otlian sabia ajdnlar essa
nobre everdadeiramentoreal virtudeda magnanimi-
dade. S '
Quando um podro mais larde, os insurgentes hn-
garos foram obrigados pela Iraliico de Ueorgei a
procurar refugio no territorio -turco, tolos sabem
com que generosidade o Sullao os recebeu,e a Euro-
pa anda n3o esqueceu a coragem que elledesenvol-
veu em resistir s exigencias de exlradi^ao e amea-
ras da Austria sustentada nesla pretancao por sua
formidavel alliada.
Abdul-Medjid nSo lem o ardor impaciento de sea
pa, Mahmoud II. Elle tem prudencia e paciencia.
Sua poltica pode definr-se um mixto de circumspec-
C3oe de audacia, mas aaudacia venco sempre qoe se
trato 9a honra'do Sullao e da riacao.'
Os graves acontccimenlos que dalam da chegada
do principe do Menschikoff a Constantinopla cstao
prsenles a lodos e nflo he'necessario recorda-los aqu.
Qualquer que seja a opiniao que delles se faca, nin-
guem negar que a atlilude do Sullao Abdul-Med-
jid em face dos perigos nqyos de wu imperio, tenba
sido digna de seus principios e conforme com as
primeiras promessas de seu reinado.
Abdul-Medjid, o qnal est a completar rinla e
um annos, parece um pouco mais velho que sua ida-
de por causa de sua barba negra e de urna certa fa-
diga em suas feic&es. Sua physionomia he grave e
dislincta, sua estatura esbelta, sen busto longo, wu
peilo desenvolvido ; ello lem o olho brilhante, o
rosto assis regular, o ar tmido e mesmo um pooco
triste; mas parece, wgundo um nanador bem infor-
mado (Mr. H. Lamarche), que nada dsso he. Seu
rostohe um pouco marcado de bexigas, mas este def-
feilo he pouco visivcl,e segundo a moda do harem he
apjgado nos dias de ceremonia por meio de cosmti-
cos ai hoc.
Es aqu como o sullao, indo mesquila seila-foi-
ra, segundo o cosime, apparecen ao grande pintor,
Mr.Theophilo Gaulier: Em sua physionomia p-
lida la-se umsacedade suprema ;a consciencia de
uro poder irresslivel dava aos wus Irados muito ir-
regulares, urna tranquillidade de marmore ; seus
olhos fixos, immoveis, penetrantese frouxos ao mes-
mo lempo, vendo ludo e para nada olhando, nSo pa-
reciam olhos de homem ; urna barba curta, pouco
espessa, trgueira, cercava esse rosto triste, imperi-
oso e agradavel.
O trajo era muilo simples, compunha-w de urna
especie de palito sacco do panno azul'escuro, calcas
demelania branca, bolas inverisadase uro gorro,
no qual o penacho imperial eslava preso por um bo-
Uo de enormes diamantes. Pelo intersticio de wu
palito, via-se brilhar em seu peito algomas doura-
duras.v.O grito de: Viva o sullao foi sollado em
Acabando eslas palavras, o mancebo den de espo-
ras ao ravallo e parti a galope. A Chuca que an-
da ficou pasmado pela proraessa do amo os olhos
lirilharaiu llie de baixo das snluancelhas Irigueiras,
um grito ronco escapou-lhe do peto, e depbis de al-
guns minutos de hesitarn, poz o cavallo a galope e
dessappareceu como o relmpago.
Massach, emhora fosse caboclo, nao lnha preci-
samente os inslinctos ferozes, e fra s por pura im-
la3o que comer algumas vezes carne humana.
Elle era habilualmente calmo e placido, e era pre-
ciso que sua irritaciio ou sua colera fosse mui pro-
funda para que se revclasse no semblante.
Sd'nele ultimo caso Massach era realmemle peri-
goso, suas faces de morenas que eram, lornava-se
repentinamenle paludas, os denles mordiam-lhe os
Micas, ama especie de roncara agilavn-lhe o peilo,
e nada mais! Porem nesses momentos Massach le-
a merlo o proprio amo I..:
O joven ca valleim nao ignorava essa particutari-
dade de wu carcter, e linha procurado prudente-
mente prcveni-lo coaira a curiosidade, de que ia
cor lamen le ser ohjecto em Cbanlilly. Receiava que
Massach w dcixasse levar da colera, e que dahi resul-
tas alguma desgrara ; mas.pepsava que nesw caso
sua autoridade seria bastante para chama-lo mo-
derarflo, e observarlo de certas regras de decencia
que nSo eram conhecidas as margeos dos grandes
ros I Chegaram a Cbanlilly ao auoitecer. Asper-
sonagens convidadas para a festo do dia wgninte es-
(avam pela mor parle no castello; todava um
grande numero de credos esperavam ainda nos pa-
.tcos.
A Chuca que anda e o amo foram mmediata-
mente acolhidos como hospedes particularmente as-
signalados, e apenas apearam-sc foram conduzidos
para um quarto que linha sido preparado para elles.
Massach eslava wriu e taciturno como llie havia
recommendado o amo, e nem den te daquclles que
foram um momento rondar em torno delle! Atra-
uessou a multidao dos criados sem olhar para a di-
rcla nem para a esquerda, e clieguu a porto dos
quartos do andar terreo. Como o amo o lnha pre-
cedido, elle apressou o passo para alcanra-lo.
Todava no mbmento em que ia passar o lumiar
da porto, ouyio urna gargalhada homrica ao wu la-
do, e parou inmediatamente.
Por todos os condes de Bcrgalasse, rneus ante-
passados, exclamou aquello que havia dado essa ri-
sada immoderada, eis um curioso animal!...
A Chuca que anda vollou-se vivamente, e lancou
um olhar irado para Bcrgalasw, mas Icmbrando-se a
lempo das cxhortacOcs do amo, passou adianle sem
ao meos dignar-se da responder!
Entretanto a risada do conde de Bergalasse lnha
excitado a hlaridado dos espectadores, e elle nao
devia lmilar-w a essa simples exclamarlo. Conli-
nuou pois no mesmo lom,e iterante alguns minutos
lodos os criados do raslello foram divertidos pelas
rucla do ex-agente da Repblica.
S a chexatU de Fouch pode parar o curso de
suas grarohu.
turco, e com nm verdadero enlhusiasmo pelos sol-
dados, o (Constantinople.)
Abdul-Medjid he o fundador da ordem imperial da
Medjidi, dividida em 5 classes, e consislindo em
um sol de prala com 7 raios, o qual traz a cifra do
sullao, e tem por devisa eslas Ires palavras : Zelo,
Dedicacao, Fidelidade.
Por urna espantosa coincidencia, o imperador Ni-
colosubi ao throno como o Sullao de Medjd no meio
das tempestades. A derrota e a irairao saudaram a
exallacfio do primeiro, a conspiraran sagrou a do se-
gundo.
.Sabe-so quo o imperador Alexandre antes do par-
tir para essa viagem mysteriosa ao sul do imperio,
da qual ujlo devia voltar, tinha deixado no conselho
do imperio nm papel lacrado com seu sello, o qual
devia wr aherlo smente S noticia de sua morle, e
conlinha com a renuncia que o eran duque Cons-
tantino faza de wus direitos hereditarios, nm ukaw
datado de 1823, o qual deferio a coroa ad irmao
mais "moco de Constantino, o gran duque Ni-
colao.
Urna parte da gnarnicao de S. Petersburgo, en-
saiada por serretas niacliinaccs, fingi nao crer na
sinceridade da renuncia do wgundo lilho de Pauto I.
A fe de dezembro de 1826, he que o novo czar de-
via receber o juramento do exercito. O patriarcha
russo foi eucarregado de sondar o' animo dos inso-
bordinadoay e de trazo-Ios a ordem ; mas nSo o con-
wguio completamente. Responderam-lhe com repe-
tidos brados d* Vica Constantino! Vita a Consi-
luicilo A crise era flagrante, e o perigo immenso:
Como se lera elle conjurado'.'
Unidos veteranos da imprensa peridica, um de
seusorgaos mais firmes e mais experimentados, Mr.
II. Lamarche ennta desle modo, em sua popular e
recente publicado intituladaOs Turcoseos Rustas,
o acto de animosa iniciativa, em que o czar mallo-
grou essa conspiracao :
a Um oflicial, diz elle, que nenhum simal appa-
renlc dislngae a galope no vaste terreno comprehcndidoenlreo pa-
co do sonado, edificios do almirantado, igrrja 'de
Isaac, caes do Nava, e palacio imperial de invern.
Este homem he o imperador Nicolao. Elle est na
idade (30 annos apenas) om que a mocidade se casa
esplndidamente com a idade avanrada, que comees.
Tudo moslra nelte a vqntade do mando. A maneira
porque elle governa sai,cavallo, fazia rer na fbu-
la dos Centauros. Uimr coragem sombra enruga
sua Trente ; seas olhos eslao acesos como o cid i nho,
onde devo v'r fundr-se toda resistencia.
logo que ello assegurou-se da fidelidade de al-
guns soldados de cavallaria das suardas, de um ou
de dous bataihSos de grauadeiros e de urna balera
de arlilharia; avanza atentamente, e com essa voz'
rispida, que the era j familiar, dirige tropa a
saudacSo dos czares, a Bom dia meus filhos. A'
esla saudacao imperial, urna multidao confusa res-
ponde com estas palavras.: Vita Constantino fi-
ta a ConslMuiftio A hora do Iriumpho ou da mor-
le tinha soado Nicolao volla-sc para as tropas, que
elle er ou finge crer dispostas a ohcdecer-lhe e Ibes
brada Estes insensatos nao ouvem nem seu me-
tropolitano nem seu imperador ; falle-Ibes o c-
ntete
a A esla ordem acorapanhada de. um geste su-
premo, o cntete metralha a tropa insurgente e a
multidao, que tinha affluido para ver como se mala
um imperador. A cavallaria, como urna lempesla-
dede ferro, w precipita sobre esta massa, que varil-
la e foge logo, deixaftdo aps si um longo tra?o de
sanguee de cadveres... A'note, a ordem eslava
eslahelecida era Sao Petersburgo, como cinco annos
depois estove em Varsova, e o czar,'com um suspiro
arrancado porwu primeiro passo na autocracia, di-
zia entrando em palacio: Que comero de rei-
nado o
O imperador Nicolao nao moslrou menos coragem
pessoal no lempo da grande insorreico das colonias
militares de Novogorod, ou no da commocSo susci-
tada na capital do- imperio pelos estragos do cho-
lera. No primeiro caso, acompanhado de um s
ajudanle de campo, elle cabio como um raio no meio
dos revotlados, que s concusses, de que eram vic-
timas, linham exasperado a tal ponto que, apoderan-
do-sede sen cheles, os haviam entercado as arvo-
res, e lhes tinham rasgado o ventre. A' vista do
czar, os revotlados curvaran) a cabera, trra esop-
plicaram ura perdo, que o imperador nao lhes recu-
sou ; porque os lacios eram constantes e as.queixas
tan fundadas, quanlo a repressao foi atroz. Todos
sabem o ninguem procura negar, que a falta de pro-
bidade administrativa wjauma das chagas da Russa.
O czar Pedro o Grande dzia: que um russo podia
resistir a tres judeos. O imperador Nicolao afflge-
se extremamente com esse syslema de exac;Ces lo
inveterado no imperio. De lempos em lempos, elle
d um exemplo terrivel: este almirante he rebaixado
e mandado wrvir como simples marinheiro a bordo
da esquadra; aquello general, redolido a soldado, s
escapa Siberia tomando o mosquete para ir s
arduas guerras do Caucso. Mas as tradiees, sus-
pendidas um Amento, con ti imam seu curso, e o im-
perador, nao obstante sua omnipotencia, desespera
em nao adiar um antidoto dicisivo para un mal lo
profundo.
No segundo caso, islo he, na nvasito* da capital
'dos Russos pelo chotera, se havia acreditado em Sao
Petersburgo, como por ullimo em Pars, o boato de
que a malleyolencia enveneiava as aguas. Todos os
dias se commettiam assassnatos na pessoa dos m-
dicos, dos estrangeros ou dos viajantes inoftensivos.
A agitaco crescea ; um da finalmente, a prafa do
Sennaia rohrio-se de urna mullidn terrivel, armada
de machados, vociferando gritos de morle. O impera-
dor correu ao lugar da acitacan, sem um guarda, em
um simples droschk tirado por um cavallo :
Desgracador! diz elle a esses furiosos que id es
fazer 1 queris degollar innocentes Ajoeihai-vos e
pedi a Dos perdao de vossos peceados, porqu sao
elles que tem allrahido o Pagello de Daos sobre vos-
sas caberas, o
A estas palavras, toda a multidao subjugada o arre-
pendida ajoelheu-w peranle o czar, e a matonea ces-
snu.
Se o imperador nao be absolutamente um Dos
para os seus povos, pelo menos he mais que um ho-
mem.
Depois qoe Podra o Grande disw ao clero russo :
a o patriarcha sou eU !Jo imperador resumeemsi lo-
dos os poderes, e o calhecismo oflicial, que regala os
deveres dos orthodoxot para com o soberano,coulem
eipressa/nenteo qae w wgae :
Tereeiro mandamenlo wgundo a rcligiao que
devem os vassallos ao autcrata de todas as Rus-
sias?
Resposta. c A aioraca, a submissao, a obe-
diencia, a fidelidade, o pagamento dos impostes, o
servico, o amor obre todas as cousas, as aeros de
grabas e as^supplicas peranle Daos, finalmente Indo
que se pode resumir nestas duas palavras : adora-
cao e fidelidade. n
Em poltica, o imperador nao tem, feito mais
que seguir os erros de todos os sea predecessores:
engrandecer Russa e assegorar-lhe o predominio
sobre a Europa.
Al aqui ludo o tem servido, ludo ihe lem ido
bem neste camihho. Em Navnrino, enntribuio com
suas rsqnadras para o aniqnilamenlo da merinha tar-
ca. A eucrra que sobreveio entre elle e Mahmond
sobre a fixarao de um territorio Rrego,o1evou a An-
drinople, aggravnu em sea proveilo o desmembra-
meuto do imperio oltomano, fe-te senhor de umaex-
lensSo importante de cosas, o deu-lhe entre oulros
o porte d'Aapa, chave da Circassia. Pelas conveu-
roes de Unkiar-Skelessi e de Baila-Liman, elle con-
lirmou e estendeu os direitos de inlcrvenco e de pro
tcotorado adquerido-por seos aniepassados sobre o
imperio otlomano. Recnou suas fronteiras do lado
da Pcrsiaedo Afghanislan. Tevecomsigoa Ingla-
ordens, que lem de dar naquellc dia aos seas minis-
tros. Come pouco e frugalmente, bebe menos, dor-
me como todos os Russos, em nm coliio de crina alco-
xoado. Trabalha com excesso : nada se faz no im-
perio, que elle nib examine por si mesmo e no to- ,
me a iniciativa. Se elle he engaado, ao menos faz
o que pode para wr justo e bom (Rusta contem-
pornea.)
Todos os escriplores, que tem visitado Rosna,
concordam em fazer o maior elogio das virtudes pri-
vadas do imperador Nicoloede sua urbanidade para
com os eslraogeiros. Como soberano, he severo; at
Lrispido. Todava mostra-se indulgente pelos erros
da mocidade ou devdos irreflexao ; mas he impla-
cavel para tudo qne diz respeito ao dominioda po-
ltica, e o tem provado constantemente.
A maior parte das correspondencias ou noticias
rassas, Uto multiplicadas pelos acn tecimen tas acta-
es, jepresenlam o imperader como em um estado
constante de exaltaran religiosa. Elle tem, acres-
centa-w, o wntimeoto de ama mssao providencial, e
nao deixa de ter urna certa creaba nos decretos do
deslino, personificado em seu enorme poder e repre-,
sentado por seos actos.
O reinado do imperador Alexandre, elevado ao
throno em 1801 e morto em 1825, tinha durado 24
anuos. O imperador Nicolao, tendo hoje quasi 59
annos de idade, j eompletou, peta fasta do natal
passado, os 2B annos do wu reinado.
( Illustracao. )
^ >j a
Apenas Bergalasse recotiheceu o ex-minislro da
polica foi reunir-w a elle, e sahiram juntos.
O castello deChaulilly eslava lodo oceupado. A-
penas linham sido reservados como communs, dous
immensus salOcssituados no primeiro andar. A sa-
la de jan lar fra preparada para essa circumstancias
no pateo das estri barias do principe de Conde.
Havia por loda a parte um movimenlo, urna ani-
marao, urna confusao das mais bellas. A mais lou-
ca jnvialidaite rcinava de. lodos os-lados, as libres
mais difieren tes andavam petes pateos, subiam e
descam as erandes escodas da marmore, o castello
resplandescia deluzes,os salos enchiam-se de muflie-
res amaveis, de mancebos enlhusiaslas, o de velhos
espirituosos. *
Pareca a (orre de Babel, menos a confusao das
linguas !
Com ctTelo toda essa genio # linha entao um in-
lercsse, um mesmo desejo, um inesma ambic.au : o
prazer 1
O prazer das conversacoes facis, dos vivos namo-
rns, dos brandos divertimentos prazer que alordoa) na,!D!lo.,.?-le.u_0 que sc scsue mel da ma,s reh"
o espirito masque toca apenas o corceo... a Telici-
ao dos sentidos Ter-se-hia dito antes urna curte
de amor, sc podesse crcr-w ainda nesses lempos
felzes du idade media Repentinamente como se
um myslcrinso mgico locasse o castello com sua
varinha, as luzfcs npagaram-se por um commum ar-
cordo desde baixo at os ltimos andares, a mul-
tidao dos convidados precipitou-sc pa'ra os salos de
ri'ci'prau, os quacs rcsplandeciam com todo o bri-
IIio de suas mil bugias.
Umcorreio da norte linha chegado a loda a bride
ao pateo do castello, e corra voz de que era porta-
dor de donados da mais alta importancia. Era
um ai-miteciment! Os alteados recusavam evacuar
o territorio ?... Quinhentas espadas teriam no mes-
mo instante sabido da bainha nesso lugar de re-
creio para forra-los a i-so. loria cabido o novo mis-
nisleno Comecariam outra vez a tornar-se seras
as perliirbacoe do Meio-dia '! Eslaria o re docule ?
teria Napoleo voltedo de Santa Helena '.' Mil snp-
pose/ies eram possiveis, cada pessoa era acolhda
com violo pergunlas nos labios ; mas ninguem po-
da responder a ellas. Os salees foram logo cheos
de urna multidao curiosa e vida, e.todos rodcaram
o duqne de Bouorbon, ojqual eslava em p uo meio
tendo na mao um volumoso despacho.. Entretanto
todos wntaram-sc presas, e sem altenderem ao lu-
gar que convinha a cada um ocenpar. Mr. de Tai-
lev rand ai lia va-so junto ijo viscoudc de Chadcul c
do liaran de Cbauleu, Fouch junto do conde de
Artois, a baroneza de Chcvreuse em frente do amo
de Massach. Mais adianle estavam a marqueza de
l'rpsles, a princeza do Neufchatel, a condessa de
Narr o a baroneza de Feucheres, a qual o principe
do Conde linha distinguido e feilo sua confidente.
Diza-se em voz baixa qne a baroneza linha exer-
cido em Londres a prolssilo de vendedora de ostras;
mas dUia-se isso ainda inuilo baixo !
Entretanto a palavra testamento cireulou inri mo-
mento entre toda essa mullido agitada. Oue tes-
tamento era csw ': que ia elle dizer Franca? Ain-
da nada w saba. O silencio eslabelccen-se pouco
a pouco, emfim o duque dcBourbou pode tomar
a palavra :
Senhores, disse elle ndnando-se levemen-
te, o rei foi wrvido dar-uto parte da descoberta
de nma pera importante relativa ao maior crime
commettido pela repblica : o testamento da rumba
Mara An lu nelte da Austria.
A este nomo um singular murmurio percorreu a
aswmhlea, e lodos unirara-se como por instincto.
O mancebo qne achava-w atraz da baroneza de
Chereuse ercueu vivamente "a fronte, e.nm relm-
pago brlhou-llie nos olhos. Todos escularam.
Este testamento, continuou o duque de Bour-
bon, foi lido hoje na cmara dos deputados, e pro-
duzio a mais viva sensucao O rei dignou-se de
communica-lo wm demora asna chara nobreza, c
encarregou-mc devir le-lo aqui Ipara vosso conhe-
ciiuaaiin.
duque deBourbon desdobrou enlao o despacho
glosa allencao
Tcsilasiiciito iln rninhm Mara Antoinctte.
He a voss, rainha irraa que escrevo pela ul-
tima vez. Acabo dfe wr condeinnada, nao a urna
morle vergnnbosa, pois ella s o he para o-nmimo-
sos ; mas a ir reunr-me ao wu irmao.
c Como elle innocente espero mostrar a mesma
firmeza que elle nos ltimos momentos.
Eslou tranquilla como urna pessoa a quem a
consciencia de nada aecusa.
Tciiho trn pezar profundo de abandonar meus
Enbres filhos: vosse sabe que eu s vivia para elles.
vosse.muha boa e lernairmaa.que pela suaamisa-
de sacrificua tudo para ester com nosco, era que po-
sjao a dexo !...
Sonbe mesmo pelo arrazoado do processo que
minba filha eslava wparada de voss. Ah coiladi-
liba nao atrevo-me a cscrever-lhe, pois ella nao
recehera miiiha caria. Nem mesmo wi so esta llie
chegar s mos.
Receba para ambos aqui minha beneSo. Espe-
ro que um da quando forem maiores, poderao reu-
nir-se a vosse e gozar intciramenle de seus temos
cuidados.
_ Penwm cites ambos no que nao lenlio cessado
de iuspirar-llies, qoe os principios c a cxccucBo
exaela dos deveres s.1o a primeira haw da vida; que
sua amisade e sua confianca mutua lhes darao nella
a felicidade.
Sinlo, minba filha, que na idade que tem, deve
sempre ajudar o irmao com os conselhos que a ami-
sade poder inspirar-1 he.
PrBste tambem meu fiho irmSa tolos os cui-
dnos, lodosos sen iros que a amisade pode inspirar.
Saibam ambos, que seja qual ter a posieo em que
poderem achar-se, nao wrao vcrdadeiramenle fe-
li/.i'ssi'iin pela sua unan.
Sumii o nosso exemplo. Quantas ronsolaes
uossa amisade deu-nos na desgrara I Na felicidade
goza duplamente quem pude repart-la com um a-
a no arbitrio dadesiuldligancia sobrevind entre
ce-re do Egyplo e o sullao. Esmagou a Polopia
c reconduzio a Hungra para o jugo d Austria. To-
do curvou diante delle al a guerra actual, da qual
s Deus pertence prever e medir o resultado.
He para admirar, pois, que o czar Nicolao, como
os Kalifasottomnoes, e lenha julgado a a sombra de
Dos sobre a
Na sua poltica interna, elle tem sido meos feliz:
nao leve bom exite sua honrada tentativa para a e-
mnnripaono dns'ervos e para eonverter em um sim-
ples contrato de locarte obrgatorio s duas parles a
desradantc escravidao dos servos da gleba.
Os boyardos a repelliram como altentaloria de
wus direitos ; os proprios wrvos nao na quizeram,
por nao eslarem snfBcientemente preparados para
essa liberdade relativa, que nao pode ter lugar wm
a responsabilidade de sua sorte, e que elles jiSe po-
dem appreciar a sua importancia, nao sabendo usar
della. Em compensarn,as obras publicas, as escol.
o exercito, tem recebido debaixo de seu reinado um
impulso consideravel e urna extensao importante.
Um escriptor, que parece conhecer bem a Russa
M. Leouzon-Leduc, faz o wguinte retrate do impe-
rador Nicolao
a O imperador he sem contradicho o mais bello
homem do wu imperio, da Europa (alvez. lia oelle,
como disse um escritor, alguma cousa de Apollo e de
Jpiter. De estatura alia, pois quo excede a ws ps,
elle tem a fronte larga e nua al o alio da cabeca,
estructura do rosto intetramente robusta e harmo-
nosa, o nariz perfeito, os msculos das faces movis,
pormraanifeslandosua mohilidade wb o impulso de
sua voiijade interna, 'aJiocca muito bella, os labios
corados de um .lev bigodc altivamente retorcido,
igualmente flcxivel expresso severa do mando e
s grajas do sorriso ; as sobraowlhas arqueadas c ca-
belludas, symbolo da forra, o olhar respeilavel e
magnifico alm do que w pode dizer.
O imperador Nicolao nunca deixa o traje militar...
Este traje nao ho nelle um vao symbolo. sua vida he
severa como a vida do campo.
Pela madrugada, antes de oascer o dia,' e quando
todo o imperio dorme anda, o imperador esta de p,
com os hombros co herios deum velho manto de guer-
ra, qne lhe serve de robe de chambre, preparando as
migo.e onde poder alguem acha-lus que sejam mais
temos e mais charos do que em sua propria fa-
milia !
Nao esqueca-so nunca, meu lilho, das ultimas
palavras de wu pai.as quaes repilo-Ihc expressaraen-
le : nao procure elle jamis tingar nossa morle !
a Teuho de fallar-lhe de urna cousa mui penivel
ao meu coracao. Sei quanto pezar esse menino de-
ve ter-lhe causado, l'erdoe-lhe, querida irmaa'
pense na idade que elle tem, e quao fcil he fazer
um menino dizer o que w quer, eat o que elle nao
ouve. Espero que vira dia em que elle wntir me-
lhor lodo o preep de sua bondade e de sua ternura
para com ambos.
Resla-me confiar-lhe ainda meus ltimos pen-
samentos. Quizera te-Ios escripto desde o comeco
do processo ; mas alm de que nao deixam-mc es-
crever, o andamento delle foi Uo rpido que na ver-
dade nao Uve lempo.
Morro na religiao calholica apostlica romana
na de meus pa, naquclla em que fui criada, e que
wujpre profeswi. Como nao teuho nenhuma con-
sola^ao espiritual que esperar, nem wi se exislem
aqui sacerdotes dcsta religiao, accrescendo que mes-
mo o lugar em que eslou os exporia muito se nelte
eulr.issem.uma vez,pero sinceramente perdao a Dos
de tedas as fallas que teuho ponido commelter desde
que existe. Espero que em sua liondade sc,dignar
de receber nicus ltimos votos, assim como os|qne fa-
ro ha muito lempo para que elle sc digne de rece-
bar minha alma em sua miwricordia e sua bon-
dade.
a Pec/i perdao a lodos aquelles que conheco e a
vosse, minha irmaa, em particular de lodos os des-
gostos que involuntariamente posso ter-lhe cau-
sado.
Perdo-o a iodos os meus inimigos o mal que
me bao feito!...
Digo aqui adeos as ininhas tas, e a todos os
meus irnios e irnias ,
(i Eu linha amigos... a ideia de wparar-me delles
para sempre, e suas penas sao um dos maiores peza-
res que levo ao morrer. Saibam ao menos que al uo
meu ultimo momento lembrei-mc delles.
Adeos, minha boa lerna irmaa, oxala esta car-
la llie chegue as mSos. Pense sempre em raim. A-
bracp-a de lodo o coracao. bem como a meus po-
bres e charos 'filhos. Meu dos quain doloroso he
dei\a-los para sempre.'
Adeos I adeos I \ou ocenpar-mo wmente de
meus deveres espiriruaes. Como nao sou wnhorade
miabas acrOes, hao de en\ iur-rr.e um sacerdote...
mas protesto aqui qne nao lhe direi urna palavra, e
que o Iralare romo um estranho.
A imarjatio que produzio esta leitura nao pode
ser piulada^piodos estavam profundamente commo-
vidos, e lagrimas corriam de todos ns olhos; mas
a pessoa qu esse testamento pareceu locar mais par-
liculai nienle.l'oi sem conlradirflo o amo de Massach.
Desde as primeiras palavras pronunciadas pelo du-
que, sua aUeoeao fora despertada, elle sppticur*
PARS
Chroaica da ajamraaia.
31 de marco de 1854.
A nlliroa palavra dos negocios do Orienta rilo po- i
dia wr mais um misterio mesmo antes de ser pro- '
nunciada ; pois resultara nveucivelmcnte da lgi-
ca dos toctos.
Os incidentes successivos que se hao prodozido
um apos o outro, de algum tempe para c, o romp-
mento das rclacOes diplomticas entre os principaes .
estados interessados, a natnreza das ultimas com-J}
muneacOes trocadas, o impulso dado a todos os pre-
parativos militares, a marcha dos exercilos e das
esquadras, tudo servia para revelar a- nova phase,
em que entrava a Europa.
Mas essa phaw que no tinha recebido ainda o
verdadero nome, recebeu-o agora da boca dos pro--
prios governos: chama-se a guerra. No parlamen-
to inglez e no corpo legislativo de Franca declarar
res ofliciaes acabam de tirar no mesmo dia todas as
duvidas, se ainda reslava alguma, O derradeiro
ultimtum pelo qual a Inglaterra e a Franja cha-
mavam a Ilussia ao respeito dos tratados, marcando
um prazo, no qaal devia eOecluar-se a evacuajao
dos principados do Danubio, propunha charamente
a questao. O imperador Ncol.u cortou-a pelo si- .
lencio, e os governos do Occidente por sua parte
nao fazem mais do que dar a esw silencio sua sig- '
nilicacao real aceilando-a como urna declaradlo de
lucrra, caja responsabilidade pesa teda sobra.a
Russia.
Dous facas acabam de determinar essa siluacao.
De um lado urna parte do exercito russo passou o Da-
nubio ha pooces dias em Ibraila; da oulra nm tra-
tado foi assgnado a 12 de marco em Constantino-
pla entre a Franca, a Inglaterra, o o imperio otlo-
mano. As potencias occdenlaes compromettem-se
a prestar o soccorro de suas armas Turqua para
conseguir Urna paz que aswgure-lhe a independen-
cia e a inlegridade sem pretendereis para si mesmas
nenhuma vantagem particular. A Turqua com-
prometi- a nao fazr a paz wnao com a appro-
vacao e pelo concurso das potencias do Occidente.
0 protocolo permanece aberto assignalura dos
outros governos da Europa.
Assim esse conflicto, naseido quasi de improviso,
ha ja um anno suceessivamente aggravado a despei-
te de lodo o zelo conciliador dos gabinetes, funes-
to a lodos os inferesses da cvilisasao, chegou ago-
ra s suas proporres miis extremas.
Nao he urna guerra de arrebatamento e de enlhu-
siasmo para a Inglaterra para a Franja; pois as guer-
ras desw genero nao suportam um anno de medi-
tacao e de negociacoes. He talvez melhor qne isso,
he urna lula reflecda, espadada quanto pAde wr,
mas aceita no momento querido sem fraqaeza c wm
illusao, em virtu'do da necessidade soberana qiie
impOc ointeresw do Occidente, ps factos precipi-
ta ndo-w de ora em diante pao podem dexar *de-
seohar de urna maneira mais clara o sentido e o al-
cance desto'criw, nem determinar com mais preci-
sao a poltica das diversas potencias que sua postea
na Europa chama a representar sella um papel, e
fazer parle dos elementos de toda a especie que nes-
sa crise vera misturac-se.
Quanto rooralidade das complicaces aeluaes,
posto que fosw mui clara, fallava-lhe talvez ainda
no principio da guerra urna ultima sancrao, a con-
fissao do verdadero autor dessa qjpse despojada de
lodos Os artificios da diplomacia oflicial. Agora de-
pois das revelaces dcstes ltimos dias nada mais *
falla, a Europa possue essa confissao a qual terna ar -
-
vidamente o ouvido, e cruzara os braros sobre o
peilo como para comprimir-lhe as pulsar'es.
Depois medida que a leitura coutinuava, wu
rosto lornou-w mais pallido, os olhos brilharam-
1 he com mais viveza, e a, respirarlo ergueu-Ihaimais
penivelmente o peilo 1 '
F.mliin, quando o duque de Bourbon chegou a
esla passagem : nio esqneca-w nanea, meu lilho,das
ultimas palavras de wu pai, -as quaes repito-lhe ex-
prcssaiiieute, uao procure elle jamis vingar uossa
morle a emoc^o longo tempo dominada Iransbor-
dou-lhe em suluros do coracao, elle deixou-se cahir
em urna poltrona, emeteu a cabeca entre as ruaos
com desespero, 'dizendo com voz wfiocada e dolo-
rosa:
O' minba m.li minha mai 1
A allencao das pessoas que o rodearam eslava mfli
vivamente attrahida psra oulro lado, por isso nao
repararam nelle. A baroneza de Chevreuse foi au-
nica que o ouvio, e inquielop-w. Vollando-w es-
pantada, ella encarou-o...
Todava no primeiro momento a baroneza procu-
rou de balde no espirito a explicacSo dessa dur Uo
verdadeira que pareca profundamente sentida. O
rosto desse mancebo lhe era perfeilamenle desco-
nbecido, ella nunca o lnha visto, nem na corte, nem
nos sales da capital, e era a primeira vez que o
dislinguiano meio dessa nobreza, da qual alias co-
nhecia todas asill6tracoes... Quem podia wr entao
esse homem, que era admltido nessa reunan, em
quefiguravam os primeiros nomes de Franca ?...
A baroneza poz-w a pensar.
Depois, como se essa pesquiza lhe livessem das-
periado lembranjas ha muito tempo esquecidas, co-
mo se o veo que encobria-lhe o passado, se tivesse)
rasgado repenlinamerfte, sens olhos Uluminaram-w
wus labios abriram-w, e suas raaos estenderam-s
para o mancebo.
Mas ella releve a tempo, esse primeiro movimen-
lo de abandono irrcflecUdo, lancou um olhar rpido
em lorno de si, e lendo-w certificado de que nin-
guem podera observa-la, disse em voz baixa ao seu
mysteriosa, vsinho :
Cuidado Mr. de Naundorfi", aqui ha pessoas
que lem os olhos abertos sobre o wnhor !
O mancebo qoe nSo era outro, com efleilo, wnao
o duque deNaundorff., ergueua cabeca. e pareceu
interrogar a baroueza. ^
A manhaa, acfewenteu cssa^uo bosque deChan^
lilly, avenida de Conde, te nho de fallar-lhe !...
Mas quem he a wnhora, para tomar por raim
um interesse Uto benvolo cxclimou o duque no
cumulo da admirac^o^/
A baroneza sorrio/passou um dedo pelo labios, e
respondeu: 7
Lembre-se de Miltau. senhor, e tambem um
tanto da fllha dirprncpe Harlzofl".
Lais ...disw o duque.
Hoje a bffroneza de Chevreuw, tornou a moca.
y (Contirtuai-te-ha,
*

MUTILADO


"
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DIARIO DE PERNAMBUCO, SEXTA FE IRA 12 DE MAIO DE 1854.

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ir
deixar a Russia cada vez mais no isolaroenlo de sua
polilica eicemva, e nem mesmo pode deixar a il-
lusao aquelle que ella pretende proteger no Ori-
ente.
Se alguma cousa he propria para mostrar que: en-
tre pavos que occiipam a primaira classe no m ando
"o ha lulas pequeas, que elle* nao aceitara ;i for-
midavel exlrentWade da guerra por futeis pret cxlos
he redmenle a rlardade imprevista que acaba de
apparecer de um lado ryslerioso, oa pelo menos
' mais suspeitado qne conhecido da crise actual, lia
um instante que nao ensaa, os pretextos fleam
pelo que valeni, o fundo das siluajcs nao tarda a
revdar-so. Para que fallava-ae era alguns sanctu-
arios da Palestina, se no aegredo das conlldenciag
. diplomticas o que preoecupava era a ivisSo do Ori-
ente? O Diarto de S. Petersburgo, como todos se
lembram.dominadoporumarrilajao singular chegou
ltimamente a insinuar que a Inglaterra nao, tinha
sido sempre tao difflcil, qae tinha torhadoparte em
negotacBesquo nSo lendiam a nada menJS du que
a declarar aberta a successao do imperio otlomano.
Na verdade era essa urna assereao atrevida que pa-
reca calculada com o pensamento de que a Ingla-
terra nao poderla negar, e .nao ousaria romper o
sello de seus archivos secreto.
Ora qnal foi a rasposta do governo inglez? Pu-
Wicou simplesmeiue as pojas diplomticas dessa ne-
gociajo confidencial, as pojas mais curiosas que
lew apparecido e bao de apparecer por muito tempo
ms qaaes hrilha ao mesmo tempo a lealdadedo ca-
rcter britnico, os designios e as prelenjoes da Rus-
sia, poderiamos accrescentar, o perigo contempo-
rneo di Europa.
O imperador Nicolae quiz levantar lodos os veos,
elles eslao levantados^ be de ora mlianle temi as
rojos as pojas dessa negociajao secreta que pode-se
verificar cada declarado publica, cada acto do ga-
binete de S. Pelersbnrgo, seguir a marcha de toda
poltica russa, como tambera pode-so ver ah a ver-j.
dadeira altitude do imperio dos czars relativamente
* EnW!k e relativamenie a cada estado em part-
cula r
O governo rasso em seu ultimo memorndum de
3 de mareo dizia que a qqestao do Oriente havia
riiegado ao ponto em que est porque desde o prin-
ripio as potencias occidentaes tinbam-lhe supposlo
projeclos ambiciosos que nao exstiam, applicando-se
a combater um fantasma sem realidade. Combine-
mos estas declarares com os documanlos recente-
mente publicados. A verdade he que desde a ori-
gen as potencias occidentaes creram insiim-iiv amen-
t em tudo o que he ditono memorndum russode 3
Te marco; masque tinham fundamento para crer,
bem como attestam as pejas secretas que.esses pro-
jecto ambiciosos nao eram de maneira alguma nma
supposjio chimenea, e que urna vez proposta assira
a quesiao, devia sabir della o que lem.sahido.
O ilocumenso secreto ratifica o documento publi-
co, d a cada um sen papel, a Russia o de urna ag-
l gressao yslemattea e premeditada, as potencias oc-
ridenlaeaj de urna poltica simplesmente defensiva.
Damos de barato que Russia em certo momento,
pode julgar que a hora nao era lo opportuna
como tinha pensado, desejou talve; em segredo des-
armar momentneamente e diOerir sua ambijao;
msalo sonbe ter a coragenr da nma moderajo qne
lena sido Uo hbil. Jolgqu-se compromettida, e
roetteu-se nessas inexlricaveis compIicajOes, rattlti-
plicando as dedarajOes, e os subterfugios, contando
com o prestigio da forja pora impor, tentando di-
vidir a Inglaterra a a Franja depois de te-las pro-
curado ganhar separadamente, intimidando a Alle-
manlia, e acabando por lanjar a civilisajao europea
naformidavel extremidads em que esta hoje.
Nao he de Montera que comeoaram as tentativas
secretas da Russia junto do governo inglez. A pri-
roeira dessas negociajoes remonta a 18M e acba-se
em um memorndum que o imperador Nicolao en-
viou ao gabinete britnico depois de ter feito pes-
snalmente a Londres urna viagem entao pouco expli-
cada, mas parece que este primeiro passo no foi
seguido de oulros senao nos primeirdl mezes de
1853. Recordemos aqui a siluajSo tal qual era nesse
momento.
A Franja aeabava dp obter do divn algumas ira-
cas compesajdes em favor do culto religioso lati-
no em Jernsalera. A Inglaterra era ndifferenlc,
se#*qqenao era dcsfavoravel, este passo da Fran-
ja. A Austria aeabava de fazer sentir sua influen-
cia na Turqua enviando all o conde de Leiuingen
por ccasiao "da guerra de Montenegro. Foi en-
lao que a missao do principe de MenchikofT sabio
completamente armada do pensamento do impera-
dor Nicolao. O principe Mcnschikofi yai a Cons-
lantinopla menos como negociador que como reprc-
seoianle altivo de um sazerano irritado : elle aparta
os ministros estrangeiros, procura impor ao divn o
segredo de suas negociajoes, exige do suliao urna
verdadeira despossessao moral. Ora durante esse
tempo o que he que se passa em S. Peters-
burgo? O imperador Nicolao falla em particular
eam o enviado inglez e nao Ihe dissimula mais que a
Turqua acha-se mal doenle, que est a cliegar ao
nliimo da e que seria ama imprndeacia immensa
da pft-le da Russia bem carao da Inglaterra, deixa-
re* que o doenle Ibas eaia assim nos bracos de im-
proviso. Debalde 9ir Htmilton Seymour, e de-
pois dalle lord John Russell, objeclam ao imperador
Nicolao qae a Turqua nao se acha mais doenle qne
Do passado, qut ella pode anda ter longos das que
vver, quetematravessadoerises irraito mais peri-
gosas; ocaar Baedeixa.de persistir no diagnostico
por ella feito sobre o doenle, e compre dizer que
liona alguma razio para isso, tendo enviado um tao
bom medico como o principe Menschikoff. Urna
ver admitlido o ponto da doenja, seria acaso rrrai
d(Ha|l concordar sobre a ereajo de nm novo esta-
do deeoosas? Em verdade he assim qae isso se pas-
sa. A Inglaterra nao pode ter a prelenjflo de esta-
heleccr-se em Conslanlinopla, ninguem disso duviila,
os ussosnao aooeuparao tambem, de modo per-
manente liem entendido, pois relativamente i occu-
pajao provisoria, 1 cousa mui difiranle. Agora
qual ser a dorajao dessa oceupajao provisoria?
com ser ella regalada,? Que ser de Conslanlino-
pla? Sao quesles sobre as quaes reina urna sabia
obscoridade. Ao mesmo lempo be certo que em
' qaanto o imperaAr Nicolao dispozer de um soldado
.e de uma espingarda, nio permittira rcconstituijo
ele um imperio bysantino nem a extensao da Grecia
actual, nem mesmo anda a'creajao de estados de tal
sorle indepcndeales, que possam lornar-seo asilo de
lodos os revolucionarios.
Mas gozando a Valachia e a Moldavia de uma in-
dependencia de faca debaixo da protecjo da Rus-
sia, a podendo permanecer nestas condijdes, porque
razio nao adoptaran) a Servia e a Bulgaria c mesma
forma de governo e nao seriam admittidas a partici-
par dos -beneficios desse rgimen que arranca aos
ramponezes moldu-valachios 'al os proprios instru-
mentos aralonos sem duvida para que se nao insur-
jan! em favor da Russia ? Por oulro lado a Inglater-
ra pode ter algom interesse em ser seohora do Egyp-
to, enao ha certamenie nenhum obstculo a que
ella se eslabeleja all.' Canda lera toda a sorte de
ttulos para vir a ser possessao rngleza: porque ra-
zio ptfh ho acontecera isso ? Beta se ve como tudo
s simplifica nesses" *ranj. O qne be que falla?
Pouca causa, apenas a execuco, felizmente.
O que importa observar a respeito desse principe
regenerador do Oriente, he a altitude do diplmala
inglez. Como observador penetrante e fino que de-
sja luda saber, sir Ramilln Seymour escuta, pro-
voca explicajOes, mantera ana posijo e dequando
emqnando deslroecom ama palavra de bom sen-
so o edificio do pensamento rusto; elle a ninguem
deha o cuidado de concluir, que aquelle que est
l beta informado relativamente A morle prxima
de um imperio, est decidido a provoca-la mais que
espera-la, elle v{ com fara perspicacia o lajo arma-
do a ten paiz. O sentido dessas proposlas nao Ihe
*pa. Se a Inglaterra refusar entender-se com a
ai, lera por isso menos direito de qneixar-se do
anteeer. Se aceitar o same dessas eventna-
* desde logo parle Consenlidora na calas-
trophe. ,
A ia ligar a Inglaterra, entretanto nao
oe rizar nis mos dcsta um tcstemunno
81, que P,teee hoje contra si. O impera-
dor Nicolao nao pertebi. que a malar crillca dessa
pretendida prudencia, qB9 M propanha prover ,
do Orlante, era a resposta do governo inSlcz,
qnando lord JomJ Rnssell d, qne toda a combna-
jSo baseada sobre-a diasoluj*)d0 mpero oUoman0)
nao poda deixar de apressar ea dissolucao; elle
nao obeervava que entre a Russia e a Inglaterra os
pontos de vMa ertmopposlos, tomando a primeira
per ponto Apartida uma ealaslrophe que esUva de-
cidida av provocar, tendo a segunda justamente por
poltica fazer vrVer o doenle que a Russia quera ma-
lar. Bis porquarazo a'Inglaterra e a Roana nao
podiam eolcder-se; cs como parlindo das confe-
rencias secretas de San Pelersburga, ellas deviam
acabar cnconlrando-sc cora as armas as raaos no
Oriente e no Bltico; mas entre taas outras cou-
sas singulares desta negociajo, o que latvez seja
mais estranho he o papel atlribuido Franja pelo
imperador Nicolao.
. Por entlo, bem como o disse sir Hamilton Sey-
mour, o czar quera excluir a Franja de suas comb-
najOcs; daqi o papel que reprsenla junio do go-
verno inglez, daqui essa mistura de desdem e de ir-
ritajao calculada que se revela em suas palavras con-
tra o nosso paiz. He a Franja, sem duvida nenhu-
ma, que he a inimga universal, quo trabalha por
enredar a Russia e a Inglaterra no Oriente para clie-
gar satisfajao do seus proprios designios. Ora, sa-
bem os leilores quaes sao os designios gigantescos c
espantosos de que o imperador Nicolao se musir
lao justamente abalado, no mesmo lempo em que
procede parlilba do Oriente? He a posse deTu-
nis I He para ir a Tunis que eslavamos promptos
para incendiar o mundo.' Concordemos pelo menos
que desta vez a Franja era modesta em sua ambjo.
Para dizer tudo, talvez que era oulros mementos a
Russia livesse dado mais por sua allianja, haja visla
i'is proposlas que The foram feitas no esli passado,
depois que o imperador Nicolao nada conseguir ar-
ranjar com a Inglaterra. Estas proposlas confirma-
das pelo governo francez podem, hff verdade, nao
ser tao absolutas quanlo o affirmnra um peridico
inglez. Se nao nos engaamos, nao foi em Pars
que ellas tiveram lugar K mas na Alemanha.
Nao he impossivel que se tralasse nellas de oulra
cousa aletada posse de Tunis. Combinemos estas
proposlas com um publicajo que apparecera nes-
sa.poca, e cuja origem russa nao ha duaidosa. A
verdade tobre guettao lurco-rutta: Irala-se sim-
plesmente de dar por base ao equilibrio da Europa
a creajjo de dous imperios, um ao nordeste, outro
ao sudoeste. Sem dar mais importancia do que se
deve a uma tal publicado, pode-se ver nella o
symploma da evolujao da polilica russa nesse mo-
mento preciso. Smenle a Russsia nao. foi mais fe-
liz com a Franja do que tinha sido com a Inglaterra,
a anda desla vez Tunis deven sabir sem damno de
(Uo grande susto, n3o fallando daqucllcs que tcriain
podido ter a sorle da pessessao africana.
Es o espectculo oflerecdo pelo soberano de um
grande estado que inuitas vezes lem aneciado perso-
nificar em s o direito conservador, e em toda cca-
siao se lem mostrado guarda zeloso dos tratados:
elle premedita no segredo das confidencias diplom-
ticas a violaro das convenjes as mais solemnes!
elle distribue lerritorios, dispedas populajes e nao
lem oulro pensamento que procurar um cmplice
para spprmi* de repente um imperio 1 Mas que!
di'zcm alguns, trata-so do poder musulmano, logo
tudo he permittido em nome do chrisljanismo. Os
que assim discorrem nao pensara certameVile que
nesse lugar de que fallara ha uma cousa diOercntc
do poder mulsumano; ha nm enle moral reconhe-
cido, ha nm estado, nm povo, um governo, com o
qual os oulros tem tratado, com o qual eslao anda
ligados, um estado que lie considerado como uma
das peras dessa laboriosa, complexa e frgil machina
do equilibrio da Europa. Respeilar esse.eslado, es-
se povo, esse governo, he respeilar cada um sua pro-
pria palavra, suas promessas o interesse que de
commum acord se lem collocado na existencia n-
dependenle desse todo de cousas. Isso nao quer di-
za/ certamenie que as potencias occidentaes sejam
indilferenles ao progresso da civilisajao cliristaa no
Oriente, temos hoje a prava do contrario no tratado
assignado aos 12 de raarjo em Conslanlinopla, oqoal
realisa reformas consideraveis na condijao das po-
pulacOes christaas. Isso quer dizer que o cristia-
nismo, tal qual o cnten dente, pode alliar-se com o respeilo dos tratados,
que elle sabe a Hender s circumstancias, e nao cons-
lilue a forja interessada e ambiciosa em arbitro da
par til ha dos imperios. '
Dcmais convm notar bem que nao he de maneira
alguma uma guerra religiosa, o que implicara que
nesU lula as potencias do Occidente eslo cinann
campo opposlo ao chrislianismo. lie uma guerra
poltica. Para propria Russia a religiao nao pas-
sa de um instrumento de engrandecimenlo. te
Tanto islo he verdade, que o governo russo repw-
lio e repelle tolos os melhoramentos qne nao concor-
dara com sen protectorado. Assim de ambos os la-
dos ha um interesse. poltico, e s lia uma diflerenja
entre as potencias occidentaes e a Russia, lie que as
primeiras maniendo a iulegridadejtfual de Oriente,
trabalham para mclhorar o estaje'das populajes
chrslas por si mesraas no interesse tic seu presen-
te e de seu futuro, sem ambir.au propria, e que a
Russia pretende destruir tudo para absorver essas
populajoes,c estender directa on indirectamente seu
dominio.
Ora, imaginen! os leilores n potencia russa, lal
qual existe boje, estendendo-se anda, indo lomar
em Conslanlinopla a chave de uma das fortalezas do
Mediterrneo ao mesmo lempo que toca pelo norlc
no marlBaltico, pussuindo.as embocaduras do Danu-
Hto, e reinando sobre dous ou tres mares interiores,
disciplinando todos os fanatismos e todas as barbari-
dades, e podendo ir procurar at na Asia forjas des-
conhecidas para lanca-las sobre a Europa; imag-J
nem essa reuniSo de fados novos na historia da .ci-
vilisajao, e comprehenderao em sua verdadeira
grandeza a questao actual.
He isso o que um publicista austraco osenhor E.
Warrens percebe mnito melhor do que um estadista
do mesmo paiz o senhor de Ficquelmonl, o qual era
uma broxura rcenle, o Ihdo religioso da questao
do Oriente torna-se um pouco aecusador de lodos
sem dizer o que se devia ter feito, e acabando por
verdades de uma evidencia multas vezes demasiada-
mente ingenna. O livro do senhor de Ficquelmonl
inclinando no fundo para a Russia s tem uma des-
graja, a de vir depois das recentes revelacoes diplo-
mticas. Qaanto a idea do- estadista austraco de
que a nica queixa da Alemanha contra a Russia
he o banco de areia das embocaduras do Danubio
devemos convir que seria dfficil reduzir a menos
suas pretenroes a sua poltica.
No.sao gmenle as poderosas considerajoes iahe-
renles queslo do Oriente que diclam oulro papel
Alemanha, sao lambera os aconleciraenlos que
prccpilam-se. A Alemanha tem podido ver que
lagar oceupa no pensamento do imperador Nicolao.
O czar nao admiti nem por um instante que a Aus-
tria possa ler no Oriente orna polilica independen-
te ; elle supprme a Prnssa do facto, e parece con-
sidera-Ia como nao existente. Esse desdem singular
nao sera talvez para a Alemanha uma razao sufli-
ciente de tomar uma altitude mais decidida, se seu
interesse nao estivesse em cansa ; mas na realidade
entre que systemas de conducta a Alemanha lem
qaeescoiherhdje f Ella nao tem onlra escolha se-
nao entre uma adliesao completa, um concurso mais
ou menos cffeclivo dado as potencias occidentaes, e
uma neulralidade. .
Ora qual sera o sentido dessa neulralidade ? qual
sera seo alcance real"' como ser ella regulada 1 Ah
est a difficuldade para a Alemanha. Ha j al-
guna das, este he o objecto dos cuidados de lodos.
Enviados vo de Vienna a Berlira, convenjf es sao
proposlas, parece que anda nao poderam conseguir
ajustarem-sc., O que parece mais claro be que a
Austria est cada vez menos afaslada das potencias
occidentaes, e que a Prussa encerra-se mais volun-
tariamente em una especie de especial i va. Para a
Austria a passagem do Danubio pelos Russos posto
que effeiluada longe de suas fronteras,he cerlamen-
te de nalureza propria a apressar-lbe as resolujGes.
Quanto Prossia, perece inclnar-se mais particu-
larmente para essa polilica de neulralidade absolu-
ta que indica o senhor de Ficquelmonl.
Dlgam como o estadista auslriaeo.quoa Alemanha
ten? uma constitujaodefensva.islo he pacifica, sm;
mas isso qner dizer qae a Alemanha nao ^deve ja-
mis obrar nem mesmo para esse fira defensivo ?
Ora qoal he o carcter da gnerra actual senSo jus-
tamente ser um acto de defeza caropea ? Nao foi
ella emprehendida com o pensamento de manter o
equilibrio do continente, e melhor ainda, de salvar a
independencia da Enropa ? Nao; a Inglaterra e a
Franja comcearam por abdicar em saas transaccOcs
lodo o pensamenlo de engrandecimenlo para lmila-
rem sua acjflo i conquista da paz, de uma paz natu-
ralmente melhor ordenada o mais segura do que a
que existia ?
Toda a oueslao he pois saber em primeiro lugar,
se aos olhos da Alemanha como da Inglaterra o da
Franja a integridade do imperio oltomano he uma
das eondjoes do equilibrio europeo, e em segundo
lusar, se as pretenjes da polilica rassa fieodendo n
independencia da Turqua afectara ou nao o estado
actual do continente.
Sobre esses diversos pontos nSo pode haver duvi-
das depois das deliberajM da conferencia de Yien-
na, as quaes a Prussa lomou parle. Como pode-
ra a Prussia. conciliar o pensamento de manter saas
resolujoesde Vienna com uma neulralidade absolu-
ta ? S o poderia retirando-s* dos grandes negocios
da Europa ; pois a que Ululo figurara ella nos con-
sellios do continente, se suas resolujes fossem des-
providas dasanejao soberana a defiuliva dos arios?
Na reafidade nao ha oulra sabida.
lie esse sem duvida um grave objeelo de refiexes
para o rei Frederco Guiliierme, e para nm estadis-
ta como o senhor de Manleiillel.
Que a l'russia au obedeja a consclhos prccpla-
dos, nada he mais natural ; porem se ha uma illu-
sSo que ella devera aras(ar de si,he a de que a Ale-
manha nao he directamente inlcressada na lula
actual;
Os estados allemacs podem, segundo dzem, ar-
mar perlo de um milhao de homcus para opporem
suas forjas maleraes c suas forjas moraes n Russia
no caso de uma aggressao. Digam o que quizerem:
se por uma simples hypothese a Inglalcrra e a Fran-
ja viessem a suecumbir, a Alemanha nao deixaria
de ser vassalla da Russia nao obstante o poder de sua
civilisajao, naqual osenhor de Ficquelmonl lanto
confia, e as aftectajoes dem do imperador Nicolao seriam Justificadas.
Todava seja qnal tor a delerminajo das poten-
cias aliemiias, resta sempre nessa terrivel queslo um
demonio qae nao he menos grave, he a agitajao das
populajaaschrisles do Oriente. Seria dfficil apre-
ciar exactamente o estado dessas insnrreijoes. A
realidade he que ellas exislem, propagante, com-
municam-se do reino grego s provincias tarcas, e
he cortamente um tacto gravo ver at ajudanles de
campo do re Olhou deixarcm suas fuocjacs para
reta mislurar-se com os rebeldes do Epiro e da
Thessalia. Qoal pode ser hoje a esperan ja dessas po-
pulajoes? Se ha uma cousa capaz de moderar-lhes
as illusOes he certamenie a revelajao do verdadeiro
pensamenlo do imperador Nicolao a seu respeilo.
Ellas podem ver que sao simplesmente os instru-
mentos da Russia, s cmplices de um mpvimento
que nao faria mais do que mudar-Ibes o jugo.
Quanlo ao seu sonho de nm imperio Bysantino,
quanlo a exlenso da Grecia actual, foi o proprio
czar que disse, que arriscara o ultimo humera, o ul-
timo mosquete que Ihe restarem, antes de consentir
era lal.
.V Russia quer servir-se da idenlidade de religiao
para proteger os Creeos; mas nao quer faze-los vi-
ver como povo capaz de rivalisar comellt. "A des-
graja dessas populajdes he lanjarem-se fora de todos
os limites do possivol. Nao creamos que ellas'fi-
quem salsfeilas com as reformas ammnciadas em
sua conslituijao civil o polilica ; acontece mesmo,
cousa singular, que algumas dessas reforftias naoai-
canjam completamente seu alvo. Citaremos S um
excmplo : o imposto da capitajao que pesa sobre os
gregs lem por effeito isenla-los do servijo militar.
A suppressao do imposto os deixar sageilos ao re-
crulamenlo, o qae ser talvez uma carga mais pesa-
da anda.
Tudo sto prova quanlas difliculdadcs podem ha-
ver em reunir.c conciliar lanos elementos discor-
dantes; mas no fundo as populajes gregas nao po-
dem hoje c\esconheccr- seu verdadeiro inleresse, o
qual liga sua causa do Occidente.
Enlre a Russia e os Gregos ha a communidade
de religiao ; mas ha de ora em dianle o ahysmo de
uma declarajeo de guerra, a independencia de sua
raja, e este nico facto pode ser uma luz para as
potencias europeas. D'alii resulla quatrabalhando
para elevar a condijao das popnlajoes christaas do
Oriente, desenvolvendo enlre ellas a civilisajao,
servindo-se de sua influencia sobre o divn para
multiplicar os melhoramentos interiores, as poten-
cias da Europa trabalham nfrealidade por fortificar
os elementos destinados a opporem ama barreira
Russia. Assim, pois desenvolve-sc essa terrivel
questao- complicada pela incerteza ,de uns c pelas
insurreijocs de oulros, e sempre recoiiduzid em
sua esseucia aos termos simples e formidaveis de
uma lula decisiva enlre a Russia e as potencias do
Occidente, a[Inglaterra c a Franja, nicas al aqui
empenhadas na guaira actual.
Quo a guerra visla a' hoje somenle em perspec-
tiva, mas agqra alicrlarenle declarada, possa lor
seu efftilo sobre o todo das transaejoes do cmmer-
cio e da industria, sobre as operajOes do crdito
pUbtlco, isso nao podo sorprender-nos : nada he
mais delicado em sUas molas do qno ossa vida indus-
trial ; mas porque nao ha vera tambem nosinle-
resses essa effiularao generosa de pairiolismo, que
consiste em carregar sem curvar o peso das grandes
sita joes?
Os interesses lem gozado de uma paz de quaren-
la annos, a qual elles lem glorificado a tornado
mais cara ; lem lido os beneficios dessa paz ; pa-
ra que cederiam aos pnicos terrores de uma crise
em vez de fazer de sua propria firmeza e de seu
descavolvimento persistente uma nova garanta de
forja e de.seguran ja ?
Acontece que-seguindo seu curso regular os inte,
resses nao concorreriam smenle para um fira patri-
tico, seriam habis por si mesmos, e serviriam sua
propria causa. Sustentariam varonilmente a lula
para vercm seu vo duplicado no dominio de uma
paz victoriosa e mais segura. Demas nao parece qae
tudo est dsposlo para deixar aos inlrcsscs sua lvra
aclividade, e para que elles ienham de temer o me-
uos possivol ? A guerra existo sem duvida com a
Russia; mas em lodos os oulros pontos reina a paz, e
o mar permanece livre. Os Estados-Unidos acabam
de deejararquenao darao cartas de marca ; a Ingla-
terra e a Franja adoptando era commum uma legis-
lajo liberal sobre os neutros, deixam urna liherdade
sufficienlc s transaejoes. A aclividade interior tem
os mesmos alimentos, e os Irabalhosa mesma aclivi-
dade. He permanecendo activos e poderosos qae os
interesses podem representar seu papel, e ser uma
forja d mais. Quanto aos recursos especiaes de qne
o governo necessita em um momento como este, he
sabido qae elle os tinha pedido a um empreslimo por
va de subscripjao nacional. Esse empreslimo reali-
sou-se sem esforrn. Temos hoje as cifras delle, as
quaesexcedem muilo somma de 250 millies primi-
(ivameule marcada. A cifra das subscripjOes chega
a 467 milhaes dos quaes 253 vem dos departamentos
e 214- de Pars. Essas subscripjoes emanam da 98000
subscriptores.
Digamos agora alguma cousa sobre a Italia.
O que he caracterstico para o Piemonle beque s
elle enlre os estados italianos lem conservado alsuina
cousa de 188. O rgimen constitucional debaixo do
qual vive, refere-se a essa poca, como sabe-se, e a
liherdade poltica p-as completa reina em Turim.
O rgimen constitucional acaba mesmo de receber
ama singular homenageta de um homem alias pouco
convencido de sua exjellencia.
O senhor Solar. Della Marguerita foi recen lmente
eleto membro da cmara dos depulados. O senhor
Della Marguerita foi antes de 1818 duranlo mais de
dez anuos ministro dos negocios estrangeiros do rei
Carlos Alberto, e pode dizer que professa asopinioes
absolutistas em toda a sua pureza. Smenle em vez
de pratica-las como outr'ora, parece-nos que appro-
vcila-se da liberdade para exprim-las boje em seus
livrose em seus discursos.
Demas 0 Piemonle tem visto agora produzirel
esse ainda um dos pontos mais delicados da si-
tuajao do Piemonle, porque roove as pnixSes mais vi-
vas ; as medidas mais proprias para applacar essas
paises, o desarmar as susceptibilidades sinceras e le-
gitimas sera sem duvida nenhuma as mais prove-
losas fortificajo do governo constitucional alm
dos Alpes.
Oulra questao grava posto que de ordem difieren-
te que acaba de agilar-se na cmara dos -depulados
de Turim, be a de um empreslimo de 35milhoes de
francos que o governo foi aotorisado a conlrnhir.
Desgrajadamcnle oceupando-se vivamcnle da ag-
gravajo dos cargos pblicos lodos devem ler rco-
nhecidoa necessidade desse empreslimo'nao s no
poni de visla da silUajao ordinaria das (mancas, a
qual aprsenla um dficit de mais de 25 milhOesi
como tambem no ponto de visla da situarn geral-da
Europa.
Sem sabir de am extremo recalo, o senhor de Ca-
vour nao deixou de approveilar a ccasiao de decla-
rar que se se tralasse do interesse e da honra do Pie-
monle o governo estara promplo para obrar.
No momento em que continua esse movimenlo re-
gular dos negocios' e dos incidentes no Piemonle, ou-
lro paiz da Italia acaba de ser o thealro de um deplo-
ravel aconlecimcnlo. O duque de Parma fui assas-
sinado em 27 desle mez. Nenliaraa causa polilica
parece ler determinado esse crime. O novo sobera-
no de Parma nasceuem 1818, e fleasob a regencia da
niiii, filha do duque de Berry, raorlo por l.oavel. Os
deslinos trgicos d sua familia nao parocem conti-
nuar nessa prihceza T '
( fteette den deux monde*.)
PERMBUCO.
ASSEMBLEA LEGISLATIVA
PROVINCIAL.
Sesmo; ordinaria em 6 de malo de 1854.
Prudencia do Sr. Pedro Cavalcanti.
Feila a chamada, verfica-se eslarem presentes 30
senhores depulados.
O Sr. Presidente abre a sessan.
O Sr. 2." Secretario \i a acta da sessao anterior
que he approvada,
O Sr. 1. Secretario menciona o seguinle
EXPEDIENTE.
Um oflicio do secretario da provincia, mandando
informado o requerimenlo de Jos Concalves da
Porcuncula.A' c'ommissao de obras publicas.
Outro do mesmo, participando ler-se ordenado
cmara municipal que expedisse diplomas aos 3 de-
pulados suppleules.Ioleirada.
Um requerimenlo em que Joaqum Antonio de
Castro Nunes pede se Ihe en|reguem os papis e
maisdocumeolos a elle perlenccnles, e qne se achara
na assemblea. A'' commisso de inslrncjlo pu-
blica.
Oatroem que Alexandre Bezerra de Albaquerque
Barros, pede se Ihe marque quola para paga-
mento de 409870 rs. que Iba deve a cmara da Vic-
toria,de cusas de processos decabidos.A' commis-
s3e*dc orjamenlo municipal.
Um parecer da commisso de orjamenlo munici-
pal, acerca das contasde diversas cmaras. Appro-
vado. *
Outro da commisso de poderes acerca do diplo-
ma-do Sr. deputado supplenl Gameiro. Appro-
vado,
Q Sr. deputado presta juramento e loma as-
sento.
Redacjao do projecto n. 29 desle anno. Appro-
vada. .
Parecer da commisso de pelijes sobre os reqne-
rmentos de Jos Francisco dos Santos e Feliciano Pe-
reir de Lyra.Adiado por haver pedido a palavra
o Sr. Mello Reg.
ORDEM DO DA.
Terceira dscussao do orjmenlo provincial.
Vo i mesa e sao apoiadasas seguinles emen-
das:
a N. 1. Inclusive a quanlia de 3139750 rs. qne se
deve ao professor de inslrucjao primaria, Luiz Cy-
ryaco da Silva, de ordenados vencidos at ao fim de
Janeiro de 1853, segundo a conta feita pela thesoura-
ria provincal.--O/ivira.
o N. 2, Depois da palavra Carnar acres-
cenle-sc Bom-Jardim, Taquira, Tacarat, Sari-,
nhaem, GoiUi, Maranguape ; o mais como no artigo-
Meira.
a N. 3. Sub-emenda ao art. 15, que consigna a
quola do 1:000^000 rs.Em lugar de 1:0009000 rs.
diga-se 3:0009*100 rs. para os concerlos do rerolhi-
mento das freirs de Olinda. S. R. Castro
LeSo.
a N. 4. Emenda no artigo 18. Em vez de
68:3200000 rs. diga-se 71:5809000 rs. Bpa-
minondat.
o N. 5. Supprima-se a emenda do Sr. A. de Oli-
veira, qae limita o crdito para dar eommodos the-
souraria provincial.Jos Pedro.
N. 6. Para o ealcamenlo das ras Em lagar
de 16:0008000 rs. diga-se 3ftfJ0O0O0 rs. A.
de OliveiraAircino.
N. 7. Addiliva ao artigo. Fica o presidente
da provincia autorizado a aproveitar a cadeia velha
desla cidade para as repartijdes provinciaes, dispen-
dendo para islo a quanlia de 8:0009000 rs. Jos
Pedro.
N. 8. Ao art. 14.Depois de Carnar dga-
se1:0008000 rs. para a tontinuajo da obrada no-
va matriz do Brejo.S. R.frica.
o N. 9. Ao art. 12. Fica o presidente da pro-
vincia aotorisado a mandar fazer um acude na pn-
voaco'do Bom-Iardlm. Costa Gomes Castor
Catanho. i>
N. 10. Aoarl. 14.Depois da palavra Cma-
ra diga-se matriz do Altinlio e Igaarass.
Catanho.
N. 11. Addiliva ao art. 14.Depois da pala-
vra Carnardiga'-se Pao d'Alho e Vanea.
VeifiaPessoaVarejo.
c N. 12. Aoarl. 7. Augmonlc-se o quanlilali-
yo.Epaminondas.
N. 13.Sendo 1:0009000 rs. para os reparos da
matriz da Escada.S. R. VarejaoIgnacio Joa-
quim.
a N. 14. Ao art. 17. Na qnanlia de 6:0009000
rs. concedida a Manoel Gonjalves Agr, (ero prefe-
rencia os artistas e empregados do, thealro paos seus
salarios.S. R.Francisco Joio.
N. 15. Com o melhorameulo do fabrico do
assucar e cultura do nlgodo, na forma do projecto
approvado pela casa 30:000000 rs. S. R. Mello
Reg, n
N.'T6. Artigo aditivo.Fica concedido o aba-
te de 1:7929000 rs. annuacs a Luiz Jos Marques, ar-
rematante do imposto de 20 por cenlo sobre o con-
sumo da agurdenle ; c bem assim a ramissao de
divida de 3539565 rs., proveniente de decimas atra-
zadas, -.D. Guilliermina Urabelina Boa-Hora Amo-
rim e suas rmaas ; e finalmente a qanla de 9009
rs. para pagamento do engenheiro Millel, j apprn-
vadas essas quantias pela casa em pareceres da com-
misso.Barros Brrelo.
a N. 17. O presidente da provincia fica aoto-
risado a mandar reparar lodas as malrizes da provin-
cia.Luiz FilippeJ'k
N. 18. Emenda i do Sr. Jos Pedro Em
lugar de repartijoes provinciaes diga-se casa
em ponco lempo diversos incidentes que podem pin- *decmara, jury e sala de audiencias, para os juizes
lar sua situaran poltica. O primeiro desses inciden-
tes he uma modrficajao minislerial que as circums-
tancias presentes nao dcixa de ler certa signncaco?
O senhor de San Martino reliroa-se do ministerio do
interior, e sua pasla foi provisoriataenle entregue ao
mihislro da juslja, o senhor Ratazzi. Ora a ques-
lo era saber quem substituira o ministro demit-
tido.
O senhor Ratazzi parece dever pnssflp; definitiva-
mente para o interior ; mas a difilculdade lie adiar
um successor para o minislero da jaslrja.
Um magistrado conhecido, o senhor Vigliane, pa-
rece ler recusado. O que torna essa quesiao mais
grave he', que a ella esl sempre ligada essa elerna o
pergosa difilculdade da lutado poder civil e do
clero.
A Borneado do ministro da juslija pode ser um no-
vo symploma das disposijoes do governo piemontez.
No momento em que fallamos, a lula do clero c do
poder civil sem degenerar em conflicto declarado,
continua todava debaixo de todas as formas. Uma
vez he por uma medida sobre os bens do clero, oulra
vez h na dscussao do novo cdigo penal que marca
penas especiaes conlri os ecclcsiaslicos culpados de
induzirem o povo por seus discursos ao odio das ins-
liluijoes.
Esse projecto depois de tonga dscussao foi adopta-
do pela cmara dos depulados; porem sendo levado
ao senado enconlrou umaopposijo assns viva desde
o primeiro momento, e dzem que esse fado baslou
para que o governo adasse oulro* projeclos sobre a
jiluacao material do clero.
de primeira instancia. S. R, Manoel Ciernen-
lino Abllio.
N. 19. Fica o presidente da provincia, aulo-
risado a aproveitar a cadeia velha desta cidade para
pajo da assemblea legislativa provincial, c mais al-
guma oolra reparliciio, sendo destinada a casa desla
para algura outro mister publico.S. R. Francis-
co Joao Paula Baptista.
a N- 20. Supprima-sc a designa jao das malri-
zes no art. 14, edeixe-se quota votada pela emen-
da.'- Mello Reg.
O Sr. Oliceira fez algumas considerajoes par"
justificar urtia emenda, que offereccra a casa, man-
:Xdando pagar ao professor de primeiras lellras de
Cabrobosseus ordenados vencidos al Janeiro o
anno 1853. .
O Sr. Jos Pedro sustenta as suas emendas.
Sr. A. de Oliveira na pode dar o seu assenli-
mcnlo emenda do nohre deputado ( o Sr. Jos
Pedro) por isso que ella marca um crdito Ilimita-
do para dar-se eommodos Ihesouraria ; mas est
promplo a volar por maior somma do que aquella
que esl consignada por uma emenda que leve a
honra de oflerecer em seganda dscussao, nao po-
dendo de modo algnm volaor pela emenda hoje olle-
recida.
O Sr. Metra: (Nao resrjlnio 0 seu discurso.)
O Sr. Oliveira: Sr. presidente, eu nao preten-
da tomar mais parte nesla dscussao, tanto mais
quanlo nao tinha emendas a sustentar ; porem em
visla do qne disse o nohre deputado que acaba de
senlar-ie/.ou forjado a dar-llie uma breva reHPta-
Quando o nobre deputado principiou a fallar, ,eo fi-
quei uta pouco incommodado, pensando que elle vi-
nha munido de documentos para contestar tod8s as
minhasasserjocs acerca dos fados que elle se refe-
re ,- mas, depois tranquillisei-me porque vi que o
nobre deputado nao fez mais do que confirmar o
que eu havia asseverado. Senhores, eu nao censu-
rei o nobre deputado como, elle suppe: quando se
Iralava da verba relativa a cadeira de economa po-
lilica do lycu, dizendo o nobre deputado, que nao
sabia com que titulo eslava cnsnando o Sr. Dr. Au-
Iran, cu nole simplesmente que elle laes palavras
proferisse, sem se lembrar de que tambem j havia
servido a substitu jAo das aulas llieologicas do semi-
nario episcopal de Olinda com titulo passado por au-
toridade Incompetente.
Senhores, pelo regulamenlo do seminario, o pre-
lado diocesano inlervinha no provimcnlo dos res-
pectivos professores, cojos litlos eram assignados
por elle, c pelo presidente dH provinca,o que cessou
depois da le de 14 de juoho de 1831, qae marcou as
alribnijcs da regencia, passando esses (lulos a ser
assignados somenle pela presidencia.
Um Sr. Deputado : Houve nma inva sao de po-
deres.
O Sr. Oliveira : Nao sei se houve invasao de
poderes ; o qae sei he, qae em virtade da citada lei,
e da de.3 de outubro de 1834, o ordinario nao pode
titular os professores do seminario ; e tanto he assim
que o nrsmo prelado nunca fez reclamajoes a res-
peilo ; sendo que se elle entendesse que isso era uma
usurpajo de saas altribuijoes, teria felo o mesmo
que fez em 1816, quando julgou" que a assemblea le-
gislativa provincial nao podia crear, e dividir fregue-
ziassemo seu assen limen lo.
Sr. presidente, o nobre deputado foi alera do qae
era misler: e assim en nao posso deixar do acompa-
nha-lo at certo ponto, mesmo porque censuron-me
por eu nao ler em oulras occasioes...
O Sr. Meira: Nao censurei...
O Sr. Oliceira:duee.que admiravn de que se len-
do eu assen lo n esta casa ha mnito* annos nunca fallasse
a este respeilo ;e que lendo estado ao lado da pre-
sidencia ou havia concorrido para esse do, ou pelo
menos nao havia emltido a minha opiniao em con-
traro. Senhores, eu j flz ver tudo quanto ocenr-
reu : quando o Sr. Pires da Molla quiz officiar ao
Sr. bispo declarando que ella compela o provi-
mento das cadeiras do seminario, en respeitosamen-
te emitl a minha opiniao em sentido contrario,
mas ello nao se dgnou de aeolher a minha observa-
cao ; e o que resultou dahi ? ser a Hornearan do no-
bre deputado impugnada pela Ihesouraria, como Ile-
gal Quanlo a nao ler eu tratado desle objecto em
1858, o nobre deputado sabe que nessa poca eu nao
tinha assenlo na casa.
Senhores, en nao quero fatigar a casa com mate-
ria, que nao interessa, nem tambem prolongar a ds-
cussao ; c por isso fleo aqui, declarando final ao
nobre deputado qae, acerca da illegalidade da sua
numeajilo, appello para a sua reconhecida jurispru-
dencia.
O Sr. Francisco Joao sustentando as suas emen-
da, responde ao Sr. Meira, e d a rarao porque
apresentou aquella que o mesmo orador combteu.
Em quanto s oulras emendas offerecidas, declara
que approva aquellas que lem por fim aulorisajOes
geraes.,
O Sr. Meira ( Nao reverten o seu discurso.)
O Sr. Castro LeUo : Sr. presidente, eu apre-
senlei uma emenda, consignando uma quola para
concerlos do convento das freirs do Olinda, e ago-
ra acabo de apresenlar una sabemenda elevando
essa quola marcada na emenda ; para qae pois essa
nova idea nao seja posla votajao, sem ser devida-
mente -apreciada, vou dar as razes que me move-
r m a assim pratcar.
Tendo proposlo a quola de 1:0003 rs., para os
concerlos daquelle convento fui de novo ver o e>-
dificio, e com eflcilo achei que a quota era pequea
para o fim que se leve em vist*,; o enlao, a admi-
nislrajao do convento, ouvindo ao engenheiro em
chele, este passou a dar a sua opiniao por escripto
escripto desta forma (l):
Por (anta, esl vslo que para"este fim s buscou
uinn base, qae deve ser atlendds, islo he, a opi-
niao do engenheiro em chefe da provincia ; o mes-
mo lodos reconhecerao que nao he possivel com
um cont de res arrear-se uma parede grande, fa-
zer-se de novo, comprar maleraes, ele. Por todas
estas razOes eu espero que a casa approvar a e-
racuda.
O Sr, Mello Reg diz, que infelizmente se reali-
sam os seus presentimientos manifestados na Segunda
discussa do orjamenlo,por isso quo j se mandaram
a mesaemendas autorizando nao s gastar-seoitocon-
loa cora reparos na cadeia velha, como supprimindo
a emenda do Sr. Augusto Oliveira que limita a 6009
a quanlia precisa para dar eommodos a Ihesouraria,
quando o Sr.inspector,desla reparticSo disse qne ape-
nas era necessario alugar-se uma casa,para a qual
passemos Srs. juizes do foro, dar audiencia.O orador
eulende que nao convera por ora gastar-se dinheiro
cm concerlos e reparos de una casa.qae ninguem sa-
be ainda se he proprio provincial ou nacional ; alera
disso, nao se Iluda ninguem pensando que a quan-
lia de oito ou 12 ou mesmo dezesseis contos sao suf-
ficienles para per a casa da cadeia velha em estado
de prestar o servijo que se pretende ; aquella casa
at esta fora do alinhamenlo que deve ter a ra, ese
forem concerta-la hao desujeilar-se s condijes das
posturas municipaes, e entao he necessario Iraze-la
para a frente, com o que .ser necessario dcmollir
paredes meslras ; lado Uso importa despezas avulla-
das, e depois se ha de dizer que os engenheiros eslao
deilando fora os dinheiros da provincia. Conclue
Ivolando contra todas as emendas a respeilo.
O Sr. Meira:Sr. presidente, anlor de uma
emenda que esl sobre a mesa, e qae modifica a im-
posijao marcada no projecto, n3o poda deixar de
pedir a palavra para justifica-la. Deixo porm de
dizer alguma cousa em favor do projecto, nao s
porque elle tem sido defendido por dislinctos ora-
dores, como mesmo porque oulros lerao anda de
fallar, que sem duvida o suslentaro melhor do
que cu ; entretanto, bem qne eu adople a projecto,
nanacho razoavel a quota dos 15 por cento, e por
esse motivo entend que devia modificar essa impo-
sijao, reduzindo-a a 10 por cenlo: parece-me islo.
razoavel, e creo que casa nao deixar de appro-
var; e ale mesmo aquellos que o impugnara por es-
sa imposijao que alias he de muila vantigera, em
visla do bom resultado que devemos esperar do cal--
jmenlo das ras desla cidade. NSo me parece na
verdade oneroso que um proprielario, cujo predio
rende nm cont de res de alugael nnnualmciita, d
cem mil res por uma s vez para o ealcamenlo da
ra em que se elle ach situado, e assim os mais
sobre'esta base e proporjo; e lanto mais suppor-
tavel be este onus, quanlo reconbecemos que nao
he possivol effecluar-se o caljamenlo por oulro
modo, em vista da deficiencia dos cofres da provin-
da, c da importancia da despeza que tal obra de-
manda: por tanto, voto pelo projecto com a modi-
fioajao indicada na emanda que oflereci.
O Sr. Augusto de Oliveira : No estado de a-
diahlamenlo, Sr. presidente, em qne se acha a pre-
sente sessao, lao prximo o da de seu encerrameu-
to, lal vez que alguem pense que mostrando eu tan-
ta insistencia na impugnajao desle projeclo, o meu
fim nao seja outro seno o de prorogar a durajo
desta sessao, e nao de fazer urna opposijo leal e
sincera ao projecto que se discute.
Sr. prndente, eu fajo opposijo ao projeclo, I
porque enlendo que elle he eminentemente preju-
dicial aos interesses pblicos: fajo opposijo ao
projeclo, porque elle esl em manifesta contradic-
j cota lodas as ideas do seclo, em qae vivemos,
as quaes lodas lendcm sem discrepancia a condem-
dar acreajo de novos imposto*. Por diversas ve-
zes que me lenho proposlo ocenpar a altencao da
casa acerca, desla'questao,- lenho procurado, Sr.
presidente, segundo me permitiera minhas forjas,
chamar esla dscussao para um campo simples e f-
cil, que pndesse ser explorada por todas as inlctii-
gencias desla assemblea, mesmo as mediocres, co-
mo a minha, (nio npoiados) porm os nobres depl-
elos, sustentadores do projecto, ihe tem dado uma
drcejao diversa, levando-a para o campo vasto das
generalidades c das declamarnos, allegando qne o
meto proposlo na emenda traz comsigo am desfal-
que para as rendas publicas.
Sr. presidente, o caljamenlo das ras he uma ne-
cessidade inherente a todas as localidades qae sao
elevadas categora de cidades e villas, he ama ne-
cessidade, por lano, quo he atlendida em mulos
lagares; compre pois examinar, se ella nao pode
ser satisfela enlre nos, pelo mesmo modo por qae
o he ficscs oulros lugares. He verdade, Sr. presi-
dente, que o caljamenlo das mas sendo uma des-
peza, que quasi por loda a parle est a cargo das
municipalidades deveria tambero Snlre nos pasar
sobre as nossas municipalidades ; mas, perguoloeu,r O Sr. A. de Oliceira: -PoU nobre. depotado
ieua
as nossas municipalidades eslao no caso de dar pie- entonde, que o caljamenlo sera" Teito por unja s
no e satisatorio cumprroento a essa_.-...iwsi8aj,l vez ? Pois nao v, que islo he nma obra queleva-
Supponho que*u3o ; porque ninaetcm desconliecc
qual o estado pouco UwjngeTfodos cofres munici-
paes, assim como ninguem desconhece que esla as-
semblea medida alguoa lem lomado, para enrique-
cer estes cofres, habllarjdo_por esse meo as muni-
cipalidades a salisazer a todas as necessidades a
seu cargo. Ora, nestas circumstancias nao poden-
do as municipalidades por falta de renda, c nao por
sua colpa e antes pela nossa allender a esse servijo
publico que Ihe pertcnce. nao ha remedio seno,
lendo-sc reconhecido a urgencia do caljamenlo das
ras desla cidade, determinar que esie servre*-fiO-
bllco seja felo pela mesma maneira adoptada para fa* no projecto de orjameale se eleve essa qnota
vez"
itttmlo tempo ? Para que poi. vem nos ame-
drantar com esse grande algarismo de 500 .contos ? '
Se considerassemos os milhares de conloa.em que
importara as estradas, com mais alguma razo astas
nunca seriao construidas; mas o nobre deputado sa-
be que vola-se lodos os annos uma quota para estra-
das, o ellas vo-se faxende proporeionalmente ; he
que se deve fazer com o caljamenlo : vole-se
aquella quota que animalmente poder ser razoavel-
mente determinada ; com semelhanle deliberado
me conteni, devendo por ora |casa approvar a
emenda qae propoe, que em ligar de 16 contos vo-
1
sasfajSo das mais necesidades publicas
Os nobres depulados que tem sustentado o pro-
jecto, sao os primeros a reconhecer que o calja-
menlo das ras he uma necessidade palpitante, re-
clamada, nao s pari commodidade dos seos habi-
tantes, como por motivos de hygiene publica :
ora, se essa necessidade he tao urgente, que aulo-
risa a adopjo de uma medida nova, contradictoria
inteiramente, como j disse, com as ideas do secu-
to era que >vemos, que repellem a ereajo de no-
vos imposlos, nao esl na ordem, Sr. presidente
de ser atlendida como todas as mais necessidades ?
Se os nobres depulados me provarem que essa ne-
cessidade nao esl no caso das outras, que pesam so-
bre os cofres provinciaes, em lal hypothese serao
obligados a reconhecer que nao he ella lio palpi-
tante como por vezes" lem asseverado, e por conse-
grante nao pode aconselhar a adopjao de uma me-
dida especial, odiosa e inteiramente hostil a uma
classe da sociedide.
Porm, Sr. presidente, se por oulro lado, o cal-
jamenlo das ras he tao urgente, que deve aulo-
risar uma innovajao tao prejudicial, se ella he co-
mo os nobres depulados dizem, de uma importan-
cia lal que antorisa a creajao de um novo imposto
feriado directamente a prapriedade, he claro que
essa necessidade est no caso tambem de ser equi-
parada s outras necessidades que sao salsfeilas pe-
los cofres provinciaes.
O nobre deputado, segundo me parece, signatario
do projecto, o Sr. Carvalho, disse, que essa medida
era altendida cm alguns paizes estrangeiros com o
produdo de om imposto idntico ao indicado no pro-
jeclo ; en desojo disentir com o nobre deputado este
poni ; eu eslive algum lempo justamente em Fran-
ja, paiz a que o nobre deputado se referi, nao es-
lou alheio s coasas que l se passam, tambem estou
ao'faclo doquese tem escripto a este respeito, por
lanto pedira qne o nobre deputado me provasse qual
em o imposto especial, qOe exisle e.01 Franja, e
cujo producto all he destinado ao caljamenlo das
reas. O nico imposto qne existe em Franja, pelo
que diz respeito i cidade de Paris a que alludo o
nobre deputado, ferindo directamente a propriedade
be o chamado de porta e janella : este imposto de
7 ou 8 por cenlo, calculado sobre o valor da ren-
da dos predios, islo he, he ainda menor do que o
nosso imposto da decima urbana, he o nico que li
exisle, com este carcter; nao me consta que exisla
oulro imposto directamente sobre a propriedade, ha-
vendo sm algumas imposijes manicipaes n'aquella
cidade, mas qu nao ferem directamente a proprie-
dade, como seja a imposijao intitulada de limpeza
de ras. Segundo as postaras municipaes d'aqoella
cidade, cada morador (c nao os proprietarios;, era
obrigado a fazer a limpeza das testadas de saas casas;
lendo porm oflerecdo uma eropreza, qae se encar-
regou desse servijo, porque se reconlieceu 'que elle
era irregularmente feito; uma empreza, digo*, se
obrigou a fazer a limpeza de toda a cidade mediante
uma certa quantia, e para esse Gm creoo-se uma
imposijao pequea, muilo mdica; alem desle im-
posto nao exisle em Paris oulro que nao seja o cha-
mado imposto de consumo, que se denomina, droits
lo Aroi, isto he, sao os imposlos percebidos sobre
lodos os gneros que entrara pelas portas da cidade
com destino ao consumo publico, e estabelecjrjos em
beneficio da"municipalid,idc d'aqoella grande capital
qae loma o ttulo de t Ule de Paria; -atora desles,
repito, nao conhejo oulro imposto que lira directa-
mente a pi'oj""riaade,i!cni que se possa comparar ao
que se achat-|MP*slo no projeclo, que se discute.
Nao sei se o nocir deputado quer alludr com a sua
proposijAo aos irpposlos sumpluarfos que exislem
em Franca sobre os objeclos que enlre sses imposlos,sumpluarios exisle um
chamado de chetnin, o qual nao tem analoga com
este do que nos oceupamos, sendo que,ainda repito,
n'aquelle paiz nao exislem outras imposijes sobre'
a propriedade, alem do de porta c janella, qae he o
nico que corresponde ao nosso da decima urbana
e que ainda assim nao, he tao pesado c oneroso, por-
que he de 7 oa 8 por cento sobre o valor da renda
dos predios. Por estelado pois, parece-me que o
nobre depatado nao lem razan, nao existe semelhan.
le imposto sobre a propriedade, se nao este de porta
ejanella..
Um 0. Deputado -Esses imposlos, nao s3o pro-
visorios, como este.
O Sr. Augusto de Oliveira-.J o mea nobre
amigo, qae estreou -hontem to brilhaolemente a
sua car reir parlamentar (o Sr. Silvi no) disse muilo
bem, que imposlos provisorios s exislem no caso de
guerra...
Um Sr. Deputado :Todos os que nos temos,' fo-
ram creados provisoriamente.
a 30 cantos, q.'ccorresponde, como ja assevera pou-
co mais ou menps, a ler ja parte do rendimenlo da
dcima, e nao 45 conlos, como inexactamente aqui
se disse; porque recorrend"o ao orjamenlo organisa do
pela Ihe-ouraria, vejoque a renda desse imposto esl
orjada para o exercido futuro de 1854 e 1855 em
93 contos : Ora a tercejra parle do 93 contos ha 31;
por tanto,Sr. presidente, Irata-se apenas de um ae-
crescimo de despeza de 15 conlos, couviria pois exa-
minar se esse ccrescimo de despeza est ao alcance
dos tofres pravncae*,e se por essa maneira nos nao
ficarroos isenlos de lanjar mo de ana medida tan
odiosa como esta, que vai ferir directamente a uma
classe importante da sociedade collocando-a em am
p desigual para com as outras, e qae vai tambem
dar valto a essa idea qae grassa na popolajo de
qae lodos os trabalhos desta casa, nao lem senao
por fim beneficiar uma classe privilegiada, e por
esla razio mais, eu me proiiuucio contra o projeclo.
Senhores, quando esta casa tomn medidas em fa-
vor da agricultura, nao aggravou a sorle dos agri-
cultores, no que fez muilo bem, e se por- ventura
alguma proposla apparecessejua casa nesse sentido.eu
seria o primeiro a pronuneiar-me contra lia, e por
hejser coherenteeom esse principio que me pronuncio
contra a medida, qae tendea aggravar a-serte des
proprietarios de predios urbanos, que j se arham
onerados com mulos imposlos, muilo mais quando
eu calendo, que a propriedade he muilo neceetaria,
he uma fonle da renda para o estada, nao s porque
della provm a parte da renda do producto dos im-
poslos da dcima, da patentes, sza, ele.," mas por
que conlrbue para manuten ja e augmento de to-
das as induslrias. ar -
As casas as cidades por sua nalureza eslao tam-
bem destinadas a servir de lugar onde se realisa a
ullimaioperaeao relativa a qualquer objecto d in-
dustrian como todas asmerca-Joras,querdeproduc-
jio narioual, quer eslrangelra, e que pagara impu-
sieses no estado, traozitam,ou sao depositadas as ci-
dades aura -de seguirem o'scu destino.as casas de gran-
de relacao tem com o augmento e melhorameiito do
commeccio em geral.
Agora acrescenlo.que quando mesmo sa provasse
que em paizes estrangeiros ou mesmo em oulros lu-
gares desle imperio exista um tributo especial,
igual a este qae tratamos ( o que alias ninguem sa
encarregou de demonstrar ) esla cidade mereca ser
exceptuada, porque aqui a propriedade urbana Mo
oflerece em relajSo aos capilaes empregados, oa lu-
cros que ella nos rru-s lugares, ichando-*e entra
nos a edificajao era completo desanimo, e por assim
dizer quasi mora. .
Sr. presidente, uma ultima consideracBo vou fa-
zer, e he, que ainda qnando esta medida puse, eu
lenho esperan ja da qae em'breve os mesmos que
hoje a sustentara, hao de propor a sua revogajao.
Os nobres depulados ja fizeram uma lei sobre o cal-
jamenlo, viram-se na necessidade de propor segun-
da; se esla passar, lerao de pedir a sua revogajao. A
lei vigente, nao s he por demas onerosa, como ao
meo ver he lyrannica e monstruosa, lie nma lei ver-
daderamente turca ou ollomaoa ( apoiados ) esta
lei reformada pelo projecto, lera sempre t meamos
vicios, asentando na mesma base, falsa e desptica.
Sr. presidente,a hora ja lie dada, eu inda pre-
tenda entrar em novos desenvolvmentos, mas como
da temos mais uma sessao, tenriono, usando do
sito qae me compete detallar ainda rima lerCe-'
ra vez nesla -discussio, acrescentar mais algumas ob-
servajocs tendentes a corroborar e fortificar a mi-
nha opiniao em relacao ao projecto.que se discute,
que nao pode nem deve merecer o assentimenlo da
casa.
O Sr. Siliino (Daremos em outro numero).
Vai a mesa a seguate emenda :
Excepluam-s os pequeos proprietarios'de um s
predio, que provarem a sua hahilajao no, mesmd,
flcaado prejudicada a parte do primeiro do artigo...
que diz cujo valor nao exceder a l:0009rs. S. R.'
$ilvini Cavalcanti. o
O Sr. Mella Reg: Direi mai poucas palavras,
porque nao quero prolongar a dscussao ; mas direi
duas palavras para provar que o uobrV deputado
nao leve muila razio para impugnar a minha
emenda.
A lei que regula os terrenos de marnha-, iropoe a
obrigajao a todos os donos desses terrenos de fazerem
caes as suas testadas, e tanto he isto verdade, que
a maior parte da ra da Aurora e de Apollo (em
caes feitos pelos particulares. Entretanto lia alguns
terrenos, mas mu poneos (e ah be que esl o euga-
m> do nobre deputado) que nao foram concedidos
precisamente is pessoas qae hoje os possoem ; foram
tarreos concedidos a irmandades ha muito tempo
sem essa condijao. Essas irmandades dispoaeram
desses bens, venderam-nos a oulros que ote eslao.
,
O Sr. Augusto - quTjlga que a emenda, he um grande
stbe qae essas pessoas que tem terrenos p
ma, talvez nao sejam mais de *, a assirrt a We
medida he mnito justa.
O Sr. A. de Oliceira insiste as suas ideas,
ponde aos precedentes oradores que tallaran]
sentido conlrario.
Encerrada a dscussao, he o projecto approvado.
sendo re'geitadas as emendas i, 3, 4,9,12, 15, 16,
19 e 20.
O Sr. Prndenle designa a ordem do dia, t le-
vanta a sessio.
maiw'
la Vz o nobre deputado, invejiiou sem dviaa'pl-
vora, que admirar.*! que se pode lomar urna medi-
da provisoria, antes de a tomar deffinitivamentc,
ninguem negar; porm o que se disse aqu, he qae
estes imposlos exagerados e provisorios s linliam
cabimento no caso de argente necessidade publica,
como por exemplo, o de uma guerra, oa quando o
paiz est sob a influencia de circumstancias excep-
ejonaes eextraordinarias, se tornam necessarias tam-
bem despezas extraordinarias. S-pois cm seme-
lhanle hypothese be que se tanja mao desles meios,
exigindo-se da populajo uma parle excessiva, porm
por uma s vez, dos seus lucros, afim de occorrer
essas grandes necessidades. Mas para o caljamenlo
das ras, nao ha imposto algum dcsta especie : nem
mesmo em Franja aonde este servijo he feito nao s
convenientemente como al com luxo, com pom-
pa, nao existindo all para o c.-. I jamen lo das ras
am imposto especial e oneroso, eom esse de que Ira-
tamos, pesandounicamenlesobrca propriedade. Ago-
ra pergunlo eu; enlre mis, no lugar aonde eviste um
principio de caljamenlo mais regalar, aonde-as ras
s3o calcadas, bm ou mal, na capital desle imperio,
por exemplo, para semelhanle timecorreu-se a esse
meo
li tem tratado de. beneficiar os cofres municipaes
afim de poderem cumprr algumas obrigajoesque so-
bre elles pesam ; conslando-me mais qne este anno
ser apresenlado asscmbla geral um projeclo desli-
gando da receila geral cerlos impostes, que as pro-
vincias sao considerados imposlos provinciaes ,- mas
que entretanto percebidos na corto fazem parte da
renda geral, como por exemplo^ o do consumo do ga-
do, e oulros mulos qdc desligados da receila geral,
podem ao depois avullar lia receila municipal, Pi-
cando por essa maneira a cmara municipal d'aquel-
la capital sufllcientamente habituada a emprehender
lodosos melhoramentos que reclama aquella mesma
capital.
Tanto V. Exc. como a casa gabera pcrfeilamente,
qae na corte mesmo, o governo geral nao s nao faz
recahir especialmente sobre os proprietarios as des-
pezas do caljamenlo tiernas, nem de onlra qualquer
necessidade publica da mesma especie, prodnzida
mesma por qualquer emergencia extraordinaria. E
para prova desla verdade,tendo havido o anno passa-
do ama innundajo na capital, em consequencia das
chovas copiosas, o governo mandou pela reparlijao
das obras publicas executar lodos os trabalhos neces-
saros para destruir os estragos dessa innundacao
que importou em perlo de mais de 200 contos.
Por lano, lenho provadoi que nem nos paizes es-
trangeiros nem anda enlre nos, quando se trata de
satisfazer a uma necessidade, como seja a do calja-
menlo, se recorrea medidas especiaes, nem se lan-
jam destes imposlos exagerados, despticos e directos
sobre a propriedade, como esses que propfle o pro-
jeclo.
Conviria, Sr. prcsidcate.qiie os nobres depulados
que sustentara o projeclo, moslrasseni, que esta des-
peza nao pode ser satisrcila pelos cofres provinciaes,
que ja sobrecarregados de oulras muitas nao podem
soffrer mais esta.
Um Sr. Deputado : Isso he de primeira in-
(ujao.
O Sr. A. de Oliceira: He o que eu neg, por
que a despeza, que ella Irazia.be mnito diminuta....
Um Sr. Deputado ; Apenas de 500 ionios.

ERRATA.
Dos discursos do Sr. deputado (Silvoo proferidos
na sessao de 5 do coTronle,
Na pagina 2., col. 5.", linhas 161 em lugar d#
e que deve supprir a falla, diga-se o qual de-
ve supprir a falta oa mesma pagina e col., li-
nhas 179 em vez de reduzir o onos a 13 por cenT-
lodigt-seredutio o onus a 15 por canto--idem,
idem, linhas256 uunca recabe debaixa das vistas
do Iegislador,diga-se nao cabe debati das alas
do legislador dem, idem, linhas 356para o for-
a7odoso^?" Seguramente nfo; o goverrro^J^5'6"^^" para o fomento de ara centro de poplajio- idem,
col. 6.a, linhas, 65 os grandes capitalistas, diga-sc
os grandes capilaesidem, idem, linhas69
parainduziros capitalistas, diga-se par foduzir
os capilaes idein, idem, linhas 81-i iraves,
diga-se um enlrave idem, lem, linhas94
essa importante classe das sociedades, diga-se es-
sa importante classe nhas 99 a regra verdade, dga-se a reara he
verdadeira idem, idem, lahas 108 immBente-
menlo muito attentalorio, diga-se imminentem
leallentalorto idem, col. 7.' linhas 3 sin
para aquelle, .diga-se ainda paea aquelles.
RELACAO DOS BITOS DO MEZ DE ABR
DE 1851, NA FREGUEZIA DE S. ANTONIO
DO RECIPE. .
Dias 2. Mara Benedicta,'parda, forra, dade-50
annos : de um cancro.Pobre,
3. Hiladio, preto, escravo, dea annos: de couv
ses.'
dem. Jos Joaquim, pardo, solteiro, preso, 1
22 anuos.Pobre,
4. Zacaras, preto;-scravo ""de 30 annos1:
una tacada que em si dera.
5. Joaquina, prela, forra, solteira, utade'40 annos:
de diarrbea. ,,-,.,
6."Florencia oa .osla Monleiro, parda, casada,
idade 35 annos : de molestia de peito.Sea Sacra-
mentos.
7. Januano, preto, escravo, Idade 45 atjnos : de
bexga.
dem. Francisco de Asis Percira Barbalho, brao-
co. solleiro, idade 17 annos : dentndolas.
H. Rosa, prela, liberta, idade 65 annos : de frial-
dade.
dem. Anlonio de Cslro I.ma, criolita, solleiro,
idade 24 annos : de apoplexia. '
9. Mara, parda, idade um dia : de espasmo.
Pobre.
dem. Mara Sran'cisca da Concejo, braoea,"vul-
va, idade60annos: deherysipela.
10. Maria. crinula, idade 6 mezes: de espasmo.
dem. Mara, branca, idade 2 annos : de espasmo.
Pobre.
dem. Amalia, branca, idade 18 mezes : "de con-
vulses.
. 11. Duare Jos Marlins da Costa, prelo, casado,
dade 52 annos : de hydrupisia.
14. Mahoe!, prelo," escravo, dade 17 mezes : de
hydropisia.
A M I'
II


-#-
'delB- JeplM>,^Ddi, ollera, com 30-annos.
dem. Mari, parda, escrava, idade 1 anno : de
mal de denles.
15. Joiqaim Pereira Caldas, brance, solleiro, ida-
de 21 anpos: phlhysioo.
16. Jas Anlonio, branco, viuvo, idade 40 innos :
de febres.Pobre.
dem. Jos, pardo, escravo, idade48 aunos, preso:
de febre.Pobre,
dem. Manoel, branco, recemnasci dem. Francisco Pereira, indio, casado, idade22
annos: de beigas.Pobre.
dem. Mara, prela, escrava, idade 20 ancos : de
molestia inlerior.
Idom. Clemenltna, branca, idade 5 raezes : de en-
cepbalite.
dem. Laurcnna, crioula, torra, ingenua, idade
2 mezes : de febres.Pobre.
17. Delflna, parda, escrava, idade 35 .annos : de
Mire*. '
dem. Jos Paulo dos Sanios, pardo, solleiro, ida-
de 40annos: de bexigas.Pobre.
18. Jos Severino Pereira, pardo, viuvo, de 60 an-
"' I" = de bexigas.-Pobre.
42 f 8r,ia dM i?0"*' para> *". eom
x molestia nosinleslinos.
ir.' a "tnela d0 NMCim,>, I'ereira, crioola, sol-
leira, do 60 annos : de molestia inlerior.Pobre.
-e.< Joaquim Gregorio Pereira, branco, solleiro.
coma annos : espasmo.
vuUow nM' P*rda' e,crava'idade 6 meZM : d -
26. Liua Maria do Rosario, africana liberta, com
80 e lanos annos : do nllamraacfio.Pobre.
27. Manoel Francisco, branco, idade 28 annos: de
urna constipaba.
dem. Anlonio, prelo africano, escravo, de 35 an-
nos : de molestia inlerior.Sem Sacramenlos.
28. Felicia, prela, escrava, idade 30 annos- de
molestia interior, africana.
Mein. Jos, pardo, escravo, idade 9 annos: de nm
atMtie cerebral.
30. Joo, prelo africano, escravo, idade 30 annos :
de iimammacSo.
Ao todo 40.
O vigario, Venancio Henriques de Itetende.
DIARIO DE PERNIMBUCO SEXTA FEIRA 12 DE MI DE 1854.
DIARIO DE PERMITO.
A assembla approvou hontem um parecer da
commissao dapecOes, relativo pretenc,ao de al-
guns ex-eoldados do corno de*policia,' que pediam
pagamento de tardamentos vencidos que llie nao fo-
ram pagos; e approvou igualmente urna emenda
dos senhores Mello Reg e Abiiio, fazendo esta derisilo
extensiva a lodosque cstiverem cm iguaes circunstan-
cias. Approvou mais um parecer da commissao decom-
mereio. concedendo a Irpoeo Evangeltsla de Souza
o retirar a proposU que fizara para a illuminacaoa
gaz, desta cidade ; oulro da commissflo de hienda.,
acerca da pretendo da Jos Pedro Velloso da Si I-
veira; e em lerceira discussao as posturas da cma-
ra do Recite, u adiou a terceira discussao do projec-
lo n. 31 deste anno. Nomeou para reeeber o di-
nlieiro preciso para o expediente e aceio da casa o
Sr. denotado Manoel Joaqoim Carneiro da Cnha.
E s tras horas encerraram-se os trabalhos da sessao
ordinaria do correle anno.
,
CORRESPONDENCIA.
srs. redactores (I) S por mal informado, poda
o seu correspondente dizer que a cmara municipal
denla cidade me havia expulsado devereador; para
repor a cousas em seu verdadeiro p rogu-lltes
queiram inserir no seu Diario a certidao junta, po-
la qual se v que fui cu que requer a minlia dis-
pensa. Com esta transcripto rauiloobricarao ao seu
constante leilor.Manoel da Molla Silceira.
Manoel da Molla Silveira, requer ao Sr. secreta-
rio da cmara deste municipio, he passe por certi-
dao o theor da indicaco que o supplcanle fez a
mesma camira, quando em sessao requeren a sua
dimRsao de vereador.E. R. Me.
Luiz Paulino Vieira de Mello, secretario da cmara
municipal do eidade da Nazarcth e seu termo em
virtude da lei, etc. '.
Certifico que revendo livro segundo das actas
desta cmara a fl. 181 verso, na acia da sessao do
da ademaren do correnle anno j no Om, consta
ser a indicai-ao feila pelo supplicante do Iheor so-
rnintff o vereador Motta Silveira propoz que npe-
zar de muita salisfajao que lem de ser vereador des-
la cmara, mxime pelas boas qualidades de seus
companheiros, todava nao pode continuar a servir
ser incompallvel como emprego que lem de
administrador das diversas rendas ; porlanlovdesde
fasei dunitlia, porm serapr prora po para oque
or do sertiro da cmara como advogadoda mesma.
Avala do que a cmara deliberouque fosse dito
vareador dispensado, mandando foise chantado nm
supplentepara preencheca vaga.'
E nada.mais se contera em semelhanle indicaco
a que me reporto.
Dada e pnssada nesla cidade de Nazareth aos cinco
eir de Mello.
LITTERATURA.
O CHRIST1AN1SMO.
ESTUDOS RELIGIOSOS.
(fragmento de uln livro indito.) ()
Qual dos svslemas engendrados pelos philosophos
encerra principio! tilo puros, 'como os que se acham
consagrados na doulrina de Jesps-ChrisU).
Em qual d'essas diversas Iheoria*, creadas por
dislincioseacriptores, poderemds encontrar mximas
feo sublimes, e ao meso lempo lao concordes com a
nalureza humana ? Qual he o livro de legislacSo en-
liga ou moderna que conten ideas tilo proveilosas
humnidade, pensamenlos Uto fecundos em bons
resultados para a commUiiho social, como os que
appartcem cada passo as paginas do cvangelho -
Basa mesma Grecia, que produzio tantos genios,
cojos nome, alravessando longa fiicira de secutes.
das raas potentes, aniquilando a barbaria sobarba e
arrogante, foi a qoe fundou no mundo a verdadeira
sociedade sobre as bases do justo e do bem geral;
quodessa doulrina, sellada com osanguc do Iuno-
cenlc, csanlicada com a^sua morte gnomiuiosa,
lem brotado para a humnidade innnmeravcisbens,
que debalde procurara em qualquer outra. Ver
que s o chrislianismo podo proporcionar o remedio
efficaz ao males quo affligcm a especie humana,
que s elle soube compuehciuler essa nalureza fr-
gil e decahida do seu primitivo cxpleudor c grande-
za, para fixar-lhe em mximas inleiramente sas
o rgimen das suas actes n'esta vida de longa pe-
regrinacao.
Nascem e morrem as seilas; surgem o desappare-
cem as escolas; brilham e offiscam-sc os genios;
debalem-se e corrompem-se as* opinies; e depoisde
todo esso mox intento, de toda cssa transformac,ito,
que vemos nos *urna idea irumphar sobrcoulra, e
nada mais.Desde a mais remola anliguidade o
mesmo quadro se nos desenrola dianlc dos ollios.
Perdido na variada mullipliciddc do opinies on-
postas, lutando com o erro que por toda a parle es-
lendia o seu dominio, como poderia o homem ali-
ar com a verdade que o deveria esclarecer, e derra-
mar-I he sobre o espirito urna luz vivificanle ? inu-
Ici's foiam todas as tentativas dos mais abalisados
philosophos, que sobro os acanhados limites dos seus
systemas julgaram poder construir o surapluoso edi-
ficio da verdadeira sciencia: baldados foram os es-
forcos d'aquelles que pretenderam assiguarera seus
escriplos, em suas grandes obras, as slidas bases da
sociedade. Dianle de om escolho naufragaram todos
e essa mesma Roma, lao orgulhosa com as suas vic-
torias, e com lodos os thesouros^cientficos que ha-
via recebido da Grecia o do Egyplo, nao se alreveu
a iuvestigar o myslorio da verdade, que havia esca-
pado aos improbos esludos de lanos sabios gregoa.
Era evidente a necessidade de urna nova lei, em
ludo difierente das que it elli liulinm sido forjadas
e laucadas ao mundo, de urna lei bascada no amor,
e destinada a estrellar cada vez mais os lacos da Ja-
milla humana ; mas ninguem soube salisraze-la, nn-
gu*m soc remedia-la anles dtssa poca predicla
pelos propheta, e suspirada pelos palriarchas, antes
dessa poca quo 'deveria deilar por trra o paga-
uismo e a idolatra.
A historia que rocolhe os fados, e conduz atrayez
dos lempos a utira dos aconlecimentos, nada nos
diz desses syslcmas c doulrinas que precedern) a
missao de Jess Chrsto; ou se alguma cousa diz, he
da sua inulilidado para preencher o grande fim, a
qoe a humnidade se deve propr. S' pelo amor
he queso regulam as mais nobres aspirarles do co-
racao humano, s no amor, quando bem desenvol-
vido, lie que se basam as suas tendencias, he do
amor, assim entendido, que dependem e proceden)
todos os grandes intentos; entretanto, ueuhuma das
doulrinas, de qoe faz menean a historia, consagra
enlra.os seus principios aquelle que he io frtil de
bous resultados, e que tem nmdcsenvolvimento, um
progresan lao sublime. S a doulrina do crucifica-
do falla no amor e o ensina : ella reconheceu a
necessidade urgente de principiar a regenerado da
humnidade pelo mesmo senlimenlo que fatalmente
desrearado occasonara a sua queda no comeen dos
lempos. Partindo desle principio generoso, Jess
Christo chamou em torno di si lodos os homens : a
pureza de suas mximas, a sublimidado das suas li-
COes, movendo o coracao de lodos, apoderando-so
d'elles com dma forja irresistivel, em breve con-
correram para fundar essa lei suprema, que tanto so
distingue do todas as boiras por seu proprio mereci-
mento. Al entao as absIraccOes srentilicas, pro-
uuiiciadas as escolas, bem longe^de calarem no co-
racao, bem loni;e de impreisionarem o espirilo, nao
laziam mais do que plantar no cerilro do mondo
moral urna controvercia, urna conlenda sem fim : ?
doulrina de Jess Cliristo congrac.j>u os espirtos des-
varados pelos excessos dos systemas, e resolveu o
grande problema da vida, que nenlium philosopho
anda linha resolvido. E como pode couseuui-lo e
plantando a caridade.
Este senlimenlo profundo, que une lodos os ho-
mens debaixo de urna s lei, que os subjaga lao do-
cernente, que Ihes apona a verdadeira marcha na
vida, ninguem o liavia comprehendido anlesdo (ilho
de heos, ninguem o comprclicndon depois, ninguem
soube manifesla-lo ao mundo em lodo sen brilho e
inasnificencia. Nao he a phitanlropia material, po-
sitiva e calculada, he o amor de Doos sebre todas as
cousas, e o amor do prximo, como consequencia
daquelloamor ; nao he urna combinaran do princi-
pios opposlos, dos quaes resulte a verdade, como
querem os eclcticos, he a verdade revelando-se por
um desapego total dos bens da Ierra, c por urna in-
clioacao formal aos inleresses reaes da sociedade.
Que sabo^jmais ensinou desta modo ? qual foi o
philosopho que. estabclccen como base, do seu ensi-
no a caridade ? qual pronunciou jamis esta palavra
encantadora, deorigem divina, esta palavra de uni-
ao e beneficencia ? crEslava reservada esta missao
para quero, segundo a expressSo de Is^s, devia
deveria scnlar-se no llirono de David, possuir o
seu reino para o firmar o fortificar na equidade e
jusiira desde enUto para sempre : eslava reservada
es la missao de paz o de amor para aquelle a com
quem deveriam rainar a juslija o urna paz abnndan-
le, em si mesmos 13o d.nraveis.como os ecos. (Isai.
9. v 7. Psalm.71 v7. ) Elle veio, imppr a le que
o mundo nimia nao conhocia, e produzio essa gran-
jlec generosa revolucao, a regenerarlo da hn-
manTttnde, que nenhum dos sabios legisladores an-
vieran al nos como pregoeiros de wo grande pro, ----------o----------
gresso, de urna profunda civilisacAo; essa Grecia^ ^S2J!^C eflecluar. Vcmo-lo doutrinando as tur-
qae subida gloria das conquistas junlou o mages- "as' 1"* Para e,le eorriam, arrastradas pela simples
toso titulo de senhora do mundo pelo dcsenvolvi-
menlo das sciencias, o que nos offereee que possa
entrar era. parallelo'tom a lei sacrosanla, pregada
pelo Ilomem Deosf? Ha ahi nessis philosopliias.de
Plaiao, de Aristteles, de Zeno e de tantos oulros
rousasque se lhe assemelliem? Pltao, o homem de
intelligncia prodigiosa, a quem foi concedido, em
razao do seu bello estylo e do sen saber, o epilheto
de divino, deixou-nos alguma obra que se possa
comparar com o livro, que incluc os preceilos esta-
belecidos pelo reparador da nac/ies 1 O proprio So^|
erales, coja razio mais esclarecida que a dos seus
companheiros, lhe abri urna nova senda no esludo
da phUosopuia, e lhe indicou de alguma sorte o vas-
to santuario da moral; pode jamis organisar um c-
digo lao ampio e beueficeole como o que Jess Chris-
to apresentou face de. toda a trra? Oulro tanto
podemos dizer desse genio celebre que surgi em
Sanios, e fandou a famosaseita itlica, Pilhagoras,
que beben no Egypto.na Phenieia, na Chalda eem
oulros paizes, lao avallados cabedaes de sciencia,
que te den com tanto afn ao esludo das malhema-
licas.'de que parece ler sido o primeiro cultivador,
thagoras, qut, segundo Ndicr, era a sabedor i a.
imana toda inteira, era quasi divino, nao conce"-
u jamis no seu espirito um sistema, urna don-
ata, que pr seus efleitos e perfeirao de sua origcm
lei.ha a mais ligeira scmelhanca com o ehrislia>
nismo.
Toda essa revolucSo dos seculos, lodo esse lu-
mujluar das escolas, toda essa innumeravel mulli-
do de teilas philosophicas, imaginadas por tantos
liomcbs de saber e illuslracao, o que no presenlam
em ultimo resultado ? contradiccao de ideas, oppo-
sieao de pensamenlos, paradoxos, absurdos, e aqui
e all por acaso um principio que poderia trazer al-
guma utilidade, se fosse bem comprehendido e des-
envolvido. E por mais que o espirilo, meditador se
ahysme na conlemplar.ao d'esta tSo gabada civilisa-
ro grga, nao lhe achata nunca urna llieoria que
repouse na verdade, romo em sen principal funda-
mento, que a faca patente aos othos do povo igno-
rante, quelite dissipe os erros, que lhe falle ao cora-
C.So, que lite esclarcra o entendimenlo. Ncm a A-
cademia, ncm o Prtico, nem o lyceu, immensos la-
Jioralorios em que se poliam as iijas gregas, e os sa-
bios dspulavam as mais alias qoestes scienlificas,
ipodem satisfazer ao ezame do sizudo observador e
que ah pertende adiar a solucao a lodos os segredos
da nalureza e esses quadros de raaravilhoso progres-
so nao illudirao jamis ao investigador conscienco-
so, e s lhe poderao fornecer em solemne lesle-
mnnho dos desvares da razao humana. Por fim,
elle recoohecer que a lei ensinada o pregada por
Jess Christo, a lei qne veio igualar o pobre ao rico,
o fraeo ao poderoso, e destruir tudo o exclusivismo
(1) Ha muito que temos err. osso poder a corres-
pondencia uppra, que pdr se haver confundido
com oulros papis, deixamos de publicar em lem-
po.Os nn.
(*) Esle escripto faz parte de um livro que o au-
tor lem rom -chillo, mas ainda nao organisndo de lo-
do: he esta a razio por que lhe d o nome de Frag-
meatoi. He elle hura dos captulos desse livro que
jase acham feilos e postos em nrdem. Com esle
mesmo Ululo foi publicado em o Sniiciador Catho-
Haf, di BMtla, b. 37, de 4 de marco deste anno,
eloquenca quo borbulhava nos seus labios : vemo-
lo publicando m alia voz aos moradores'da conster-
nada Sillo as maravilhas do Dos, quo por tantas
vezes a proteger ; vemo-lo fallando a lodos com
urna docura tal, que o espirilo mais tenaz e empor-
rado se curvara dianle delle, maravilhado e absor-
to. Ninguem linha dilo at entao que o homem de-
via amar ao sou sdmelhaute, como a si mesmo ;
ninguem havia propalado essas ideas de amor uui-
versal. Jess Christo o disse, e o pralicou em todo
o.decurso de sua vida. Chamar os pobres, alivia-,
los, promelter-lhes a riqueza da bemaventuranja,
consolar os infieis, milgar-lhes as dores, extinguir
os sofTrimcntos aos eflctos, aos miseraveis, nSo fazer
distiucijat) de pessoa alguma, soccorrer a todos, so-
bre todos espalhar o orvalho da beneficencia, arre-
da-los da trilha dos vicios, mostrar-lhcs a estrada
qoe conduz ; verdadeira patria, instrni-Ios nos
principios mais uteis, desenrolar-seo veo das ignomi-
nias c fraquezas deste mundo, cslimula-los pratica
da virludc :.cis o fim a que se prbpunha o lilliu do
Dos. Q^ue maiimas lito cdiRcantos na sua doulri-
na qne ideas tilo solidas! qnc moral lao pura I
A boa noca que Jess Christo veio anaunciar aos
poyos, jamis a poderia annunciar a philosophia
lerjrena, embora cercada deluda a sna magestade.
Ti'pregar a abnegacao de si mesmo, o -perdao das
iajuri.'s, a (huroildade, o amor em loda a sua ele-
vacao e purera, nao he para essa philosophia que se
poz a scismar com a nalureza, por nao poder pers-
crular-lhe os segredos. A caridade que nasce dessa
le sublime, que he, sem dovida, o seu fundamenio,
collora-a de tal sorle cima dos varias systemas e
Iheorias, que se so intenlasse estabele&r orna com-
paracao, sendo juizes aquellos mesmos que mais
propensos parecem a ccmbate-la, que mais inclina-
dos se mostrara a impugnar o augusto o divino ca-
rcter da religiao de Jess Clirislo, nao duvidamos
afiirmarqueelles se pronunciariam por esla religi-
ao adoravel. Foi, sem fluvida, por estar convenc-
do desta verdade, qne um dos livres pensadores do
seculo passado, umdaqaclles que mais ardcnlemen-
le combatam entao o chrislianismo, rompeu n'nma
exclamarlo jprofunda, admiranilo a excellencja, a
simplcidadc e elevarao do cvangelho. Rousseau,
que tanto parece oceupar na historia moderna o lu-
gar de Celso, nflo pddeconlcr o senlimenlo que lhe
fez experimentara letnra desse livro sanio : foi
um leslemunho rendido i verdade, e que a impie-
dade cm vio procurara conlraslar.
O quesucccdccom as seilas'philosophicas, com as
iheorias das eseolas, succede igualmente com essas
chamadas rolgiocs n. Qual dellas offereee no seu
desenvolvimenlo casa inteira concordancia da nalu-
reza humana, essa harmona dos scnlimeiitos edas
ideas '! nenhuma (iodo supporlar um ezame critico,
nenhuma pode ser apreciada, luz da razao, e s a
religiao chrisiaa resiste a lodos osempenhos da ana-
lyse, aiuda a mais minuciosa. S a religiao ehris-
13a pode allegar em sen favor nma origcm sobre-
humana; s.ella pode ufanar-se do haver civlisadoo
mundo, dkftaver adocado os coslumes.e prestado o
verdadeiro apoio s sciencias o s arles. S esla
religiao de amor e fraleroidadc soube determuar
as rvlartes do individuo para a sociedade, porque
I em Mas as mitras, asim romo nos systemas phifo-
sophicos, nao se havia designado^ fim do homem, a
sua missao na Ierra, nao se haviam fixado os limites
ii sciencia que deve satisfazer o coracao, o instruir o
espirito. Revolvqndo os annaes de lodos os' povos,
desde o primeiro dia dos sculos, nao vemos sono
abusos da razao, conlradic;oes, principios diame-
tralmcnte opposlos iius aos oulros : entretanto a re-
ligiao do Chrislo lio "erdade por essenca'.
Qual foi o legislador qu disse jumis ao seu po-
vo : Amai-vos uns aos oulros, al aos vossos pro-
prios inimigos ; fazei o bem a lodos os vossos seme-
ntantes, ainda aquellos que vos houvcrcm maltra-
tado ?
Qual foi o philosopho, o sabio profundo que pres-
creveu aosseus discpulos a loi da caridade l So o
filho de Dcos. Embora o anlquario quo folga com
os sonhos de sua imaginaran, que leva dias e noiles
iitlciras em apurado esludo sobre a historia, diga que
as seilas philosophicas, e as dilTereules rcligiOcs
fabricadas pelos homens, existe a realidade, qne, se-
gundo seu estulto pensar, senao manifesta no chris-
lianismo : nos lhe responderemos com a mesma his-
toria quo s o chrislianismo resolve as alias qucslOes
sociaes, queso dle conserva cm seu sco os diclames
da mais pura moral.ques elle concorre para o com-
pleto csclarccmenlo da intelligncia. Nos lhe res-
poderemos que esl completamente engaado:
revolva os annaes da humnidade, e Ver que lodas
essas rcligiOc, imaginadas por engenhosos escrplo-
res, forjadas por hypocrilas' insignes, nao passam de
sonhos, do llcsoes remanlicas, destituidas de lodo
o fundamento, nilo oncerram o menor vislumbro de
santidade, nao aprcsenlam ao espirito, a soavidade
de urna crenra apoiaila na beneficencia ; uo s3o
mais do quo Iheorias eslereis. Meditemos um pou-
co sobre todas essas religiocs quo ahi se dispulam,
desde as mais eivadas do carcter de selvageria al
aquellas mesmasque parecenr ostentar urna origcm
mais alta ; esmerillicmos toda essa successao de seilas
que sd dehatem, o que pretenden! erguer os Seus
pavilboesem signal de victoria ; e scr-vos-ha fcil
reconhece a su per orillado doclirisliaoismp em re-
lacao a todas ellas. NSo obstante o exlremo orgu-
llio que alardeam os Chinezes, lalvez por causa des-
sa anliguidade sonhada na sua imagiuacao, e que al-
guna escriplores menos Ilustrados teem querido fa-
zer passar por verdadeira, ellos nao so podem hon-
rar em^halefla de religiao; porquanto, no lao fal-
lado culto de Confucio, nesse culto seguido polo
imperador e pelos leltrados, e no de F6, que he ge-
ralmenle abracado pelo povo, nao se enconlra
um principio de moral quo possa ser comparado com
os que abundam na religiao de Jesns Chrislo. O
mesmo Confucio que alguns philosophos do seculo
passado n3o duvidaram preferir ao justo djssimina-
dor da nova le. nao soube formular, na doulrina
que apresen Ion a sau paiz, aquellas mximas suas
ves, que se vecra recopiladas no sublim evauge-
lltor. Elle nunca disse aos que o ouviam o que di%
se Jess Chrislo aos seus discpulos ; nunca lites en-
sinou o preceito da caridade, nem Ihes fez ver que
no amor puroe sanio consiste a verdadeira religiao:
nao foi ello que veio para abrir um novo cami-
nho, pelo qual trilhasse a humnidade, nem no seu
culto se observa o menor signal que o torne digno
da consideracao do homem pcdoso. Esle nosso pen,
smenlo ainda mais rodobra de vigor, se reflcctir-
mos attentamente no brahmanismo, no budhismo,
no islamismo, no ftehismo, e cm lodos esses diver-
sos arremedes de creneas. E qne sao ollas ? amal-
gamas indigestos de systemas opposlos. mistura do
ideas e pensamenlos contrarios, o ao cabo de ludo,
os mais repugnantes absurdos, os paradoxos mais
horriveis. Nao, nenhum desses systemas vale
urna s pagina do evangelho, nenhum delles pode
comparar-se com o chrislianismo /ese frmns ad-
an I o. e cslcndermos as nossas considrateos ao ju-
daismo o ao mahometismo especialmente, mais con-
vencidos ficararaJpB da verdade que proclamamos.
Ochrislianisma,derramado em quasi toda a Eu-
ropa, e em mui|p*egoeda Asa.d'Africa e da Ame-
">diz o celebre naturalista Virey, nps parece
a mais sabia o a mais razoavcl das Iros religies (o
judaismo, o christUnismoeo mahomclismo.) Achar-
sc-ha a prova.se se considerarque as maspoliciadas,
nsnaroesque o professan vem a ser gerlmeulcas
mais industriosas e instruidas do universo, porquan-
to, a civilisasao, as arles e s sciencias, nao lem fe-
lo entre os.outros povos da' Ierra progressos lao bri-
lbanles< Elle nao lem ncm a ferocidade do maho-
mclismo, ncm n moral grosseria do judaismo : o e-
vaiigclho he coaislderado como o cdigo da ifiora-
mais sublime c mais pura : assim fosse elle adopta
do pelas seilas mais afamadas da antiga philosophia,
e sobro ludo polos platnicos. ( Virey. Hislore
genrale dhi Genre, Tom. 3.)
Se nos fosse dado accrcsccnlar um pensamcnlo ao
do Ilustre escriplor que citamos, diriamos que
o chrislianismo s aos olhes da razao prevenida nao
parece a mais sabia o sublime de lodas as religies,
mas na realidade he aos olhos da razao reflexiva ;
qne os mais dislinctos sectarios da orgulhosa philo-
sophia grega, especialmente os platnicos, eslavam
bem longe do conhece-la e adopta-la, ou de imagi-
nar, pelo menos, urna doulrina semelliante, porqnan-
lo, fascinados pelo falso brilho de suas opinies, jul-
gavam encontrar a verdade as suas abstracQoes sc-
entifieas, e ignoravam, entrelaut, os principios em
que assenta o edificio da sociedade.
Assim, pois, quer so considere o chrislianismo pe-
lo lado moral, como a lei de caridade, quer em're-
lacao i influencia que elfe excrce sobre as artes o
as sciencias, reconhecer-se-ha que nenhuma das sei-
las philosophicas, nenhuma das religies espalha-
das no mundo, se lhe pode assemelhar debaixo
deste duplo aspecto, he elle a religiao por cxcclleu-
cia. Como se poder dizer qne lio igual s oufras
-eneas aqqclta que se firma na caridade ? Cmo se
poder asseverar que ha igual s oulras doulrinas al
quella que deriva inmediatamente do co, aquella
que foi instituida por Jess Christo,, pelo Dos de
amor, na phraso do Apocaljpse Hoje, scalguem
se ahalancasse a abocanhar esla religiao sublime, a
menoscabar seus preceilos immorlaes, a volar ao
mais completo desprezo os sacrosanlos^rincipios que
ella oslabelece, perdna o seu lempo, seria Iludido
emsuasinlenc,oes: nao he possivel rehabilitar Jioje
as ideas dos Dupuis, dos Helvecios, dos Bolingbroke,
dos Vollaire, ,dos D'Alembert, c de tantos oulros
espirito (orles. Quando oulro qualquer systema po-
desse apresenlar .logmas da mais elevada pureza,
mximas da mais bella moral, baslaria refleclir no
grande principio da caridade, eslampado face do
chrislianismo, para sa lhe reconhocer a primasia.
A sociedade lem recebido desia religiao os maiores
bens, e ho dillicitlimo enconlrar no catalogo das
insUluioOcs sociaes de mais ndispnlavel ulilidade
algoma que nao tenlia derivado essencialnienle do
chrislianismo ; porquanto os iuftuxo's da caridade
lem iucessaiilemcnle recahido sobre a numerosa fa-
milia humana que o filho de Dos veio regenerar.
Eslahelecida urna crenra lao luminosa, j nao ha
pessoa alguma, por mais destituida de intelligncia,
que nilo possa comprehendc-la, o colher della os
fruclos da maior felicidade; porque, se por um la-
do extirpa os erros, condemna os abusos da razao,
cerca o dcsenfreameolc das paixes ignobeis, por
oulro lado concorda inleiramente com lodas as in-
clinacOes generosas do coraro humano, harmonisa-
se com lodas as tendencias justas, oxeila-as, desen-
volvers, e concorre para o aperfeiepamento da mo-
ral, o que se deve considerar um dos mais assigna-
lados beneficios para n sociedade.Eis o que se na*o
d as demais religies: eis o que caracterisa a re-
liglo de Jess Chrislo.
Ha sobro ludo no chrislianismo urna circumslan-
cia que dcbaldc so procurar cm q ualqucr oulra
crenja. Todas essas de que falla a historia, apro-
priam-se mais a nmtpai/ do que a oulro, sao mais
adaptadas a este do quequelle, o chrislianismo,
porm, se acommoda a lodos os puizes, serve para
todos os povos, d-se cm todas as religies, e cm to-
das as parles do globo he sempre o mesmo. Esta
circuinstancia prova terminantemente que a reli-
giao chrislSa, bem longe de ser urna llieoria -fantasi
ada na mente de um hbil legislador, mas sem me-
recimento pratico, he, ao contraro, a loi que mais
convm a humnidade, que mais eslreila as rela-
cOcs dos povo?,j firma a paz de urna 4 outra exlrc-
midade do munflo. Se olla nhar provesse immcdia-
lamenlodo sco da Eterna Sabedoria, se aquello que
a eslabelecca nao fosse um homem e ao mesmo lem-
po um Doos, se a sua missao nao fosse sellada com
sinete indelevel da omnipotencia que preside s
Idadcs o regula os imperios, so cllanao Irouscsse do
eco a palavra caridade, e a nao implantare na tr-
ra como a somonte dn regeneraran universal, pode-
ria jamis erguera|froBte, coroar-sc de victorias, mar-
cbardesassombradaporenlreo cerrado esquadrau dos
vclhns sistemas, a bala-Ios e sacudi-los nop? Se
urna origcm superior nao presi.lisse ao seu deseu-
v.dvimento, se o das desua existencia nao fossem
contados e marcados pelo dedo que fixou os asiros
na abobada celeste, so a lei quo elra vnha apresen-
tar a lodos os povos n3o fosse urna lei do verdadeira
fralcrnidade o amor, poderiaalravessar tantos secu-
los, romper aflbita essa numerosa phalange de ini-
migos que a barbaria, o paganismo e a idolatra ha- '
viam organisado em quasi todas as idadcs, e em
quasi lodos os caninos da Ierra "? E se nao fra'esso
amor sem limites, esse amor iiteflavel que uella res-
pira pata com loda a humnidade ; so esse amor
nao fosso o vinculo mais forle, o laco mais podero-
so para prender os membros da graudc familia hu-
mana, e liga-Ios eulre si; se em lodos os preceilos
que olla encerra nao rcfleclissc esse generoso senli-
menlo ; poderia olla gabar-se de haver civilisado o
mundo, quo gomia sob o peso da ignorancia e da
Iv ranina, de haver despedazado os ferros da escravi-
djo, e em lugar delle feilo soar aos ouvidos dos po-
vos a Ziod nota da salvaran ? Quem poderia erguer-
se, o dizer ao mundo abalado pelas velhas Iradie-
coes : a Segui-me, que cu sou a verdade o, a
nao ser mais quo prophela, a nao ser um enle extra-
ordinario, cuja missao viesse de cima ? Por isso he
que nos vemos dominar no chrislianismo um ca-
rcter de universalidade, que embado procuraremos
em qualquer oulra religiao, carcter esse que desdo
o momento do seu apparecmento na Ierra, ello tem
patenteado sempre com todo o seu brilhar c magni-
ficencia. Alli eslao as diversas creneas, os lao di-
versos pensamenlos religiosos, que se. agilam no
mundo : elles nao sao mais do que oulros tantos
romances, oulras tantas chimeras qne nao podem
satisfacer as exigencias da razao, e cahem diante do
espirito da analyse.
Os homens que mais teem profundado o esludo
da religiao nesles ltimos lempos, sito os primeiros
em confessar que o chrislianismo, pela amplidao de
suas dinitriiias henficenlos, pelo exacto couhecimen-
lo do i-oraran humano, pelassublimes verdades que an-
nunca,pclai-nncorilaiiria exlrema qur- roostra com to-
das as tendencias e inclinarnos nobres, revela a pro-
priedade ou anles o caracter-de-se prestar a todos os
povos, de aclimalar-se em lodas as reges, de adap-
tar-se a todos os paizes. Esse carcter ou essa pro-
pricd-idc he, cm nosso entender, o dslinclivo mais
seguro da verdade do chrislianismo; porquanto en-
tendemos quo a verdade he urna c qne s urna religiao
deve sera verdadeira ; se-lo-ha, porm, aquella que
convier a todo o genero humano. Se existe urna
religiao verdadeira, diz o erudito abluido Orsine, el-
la deve ser cosmopolita, e correr a todo o genero
humano : he bstanle um sol para Iluminar o mun-
do de nm polo a oulro; nao ha dous soes para a in-
telligncia: a religiao he urna como a verdade.
( Onine Les Fleurs da del. ) Este pensamcnlo do
sabio escriplor christao nao he mais do que o resul-
tado de todas as experiencias colhidas n'um esludo
profuudo : elle nao poder deixar de ser aprecia-
do pelo verdadeiro philosopho.
Se proseguirmos om nossas reflexes acerca do
chrislianismo, cada vez iremos desroblando mais li-
lulos que evidentemente demonstrem o seu carcter
divino, a supremaca quo elle exerce em ralacao a
lodos os oulrcs cultos. Nao nos ser preciso resol-
veros varios documentos que as sciencias, a porfa
leem acarralado para provar a realidade desta reli-
giao. Nao nos proporemos por agora a consultar a
archeologia, a gcogussia, a geologa, os esludos cliro-
nologicos, a astronoma e todos esses ramos scenli-
Qcos Iliterarios, cuja apurada invcstigac,ao concor-
da cora o de^envolvmcolo da religiSo chrislaa : nao
iremos observa-la'em seu horco, nos seus primeiros
ensaios, derribando os profanos altares da prostitui-
da Babilonia, quebrndoos dolos da trra-dos
Pharas, fundando a sua nova lei sobro os principios
de urna philosophia sublimo que desmantelara a
philosophia pngaa; nao nos daremos ao Irabalho de
combinar os grandiosos monumentos, que ahi se en-
conlram espalhados entre lodas as naces, monu-
mentos quo leslificam de um modo maravilhoso a
ulilidade, os bons resultados da generosa revoluc,3o
produzida polo chrislianismo ; basta-nos encara-lo
por um ou oulro lado somonte, c quanto mais ava-
larmos a sua influencia sobre o coracao humano,
lauto mais o reconheceremos superior ludo quan-
to se pode imaginar. Esta religiao que lem sido
abracada pelos maiores homens do mundo desde os
Jerooymos, Lclancios, Chrysoslomos, Agostinhos
e Tertullianos, at os Newton, Pascal, Hacine, La
Bruver,.e Chateaubriand ; esla rqjgo que apona
entre os seus discpulos e fiis seguidores os Cliara-
pollion, os Paravcy, Wseman, I.clronna, Roseliy
de l.orgues. Lacordaire, Madrolle o Raymond ; po-
de ufanar-se de ter fundado a sociedade sobre as
ideas sublimes da ju^lica, do bem e da verdade.
Al alli, at o momento em que o chrislianismo ain-
da nao linha apparecido, os membros de urna mes-
ma familia viviam quasi. separados : a humnidade
nao eslava ligada por esses sentimentos Moccs, que
exsliam confundidos com a 5uperslir.no e ferocida-
de inseparaveis dos antigs hbitos e usancas : a fra-
lcrnidade era nma palavra desconhecida, e nao se
sabia o que era o prximo. Jess Chrislo lanrou
torra a sement da nova doulrina, e o frnclo que
ella produzio foi a caridade. A regeneracao da hu-
mnidade comecou entao : ficaram unidos debaixo
de urna sbandeira todos os filhos de urna mesma
raca, e nao se fez mais disliuccao enlrc o nacional o
o eslrangeiro, entre o amigo e o inimigo. A pobre-
za achou soccorro, alivio e consolacao l n'esse mes-
mo lugar onde a riqueza virtuosa era abencoada: os
desventurados da torra, qoe pasaavm. atados ao ju-
go das suas alflicc.es, como victimas votadas ao sa-
crificio da abominaran e da ignominia enconlraram o
balshirio salutfero n,essa mesma doulrina que pro-
dgasava os bens aos verdaderamente felizes. E
ludo isto d'oude proveio ? da lei suave que ligou
todos os homens o todos os povos, que estenden so-
bre todas as naces desde o Euphnates al o Tibre,
e desde o Tibre al o Prata e o Amazonas o mauto
da beneficencia, c que sabio, por assim dizer, do
coracao de Chrislo, como urna torrente de uellavel
docura. Essa lei he a caridade: he ella que tem
dado ao chrislianismo esse carcter de universalida-
de que lano o distingue, he ella que lhe lem' im-
posto o sello que falta todas as oulras creneas.
He por isso queo j rilado Orsini n8o dovidou di-
zer t 'Todos os cultos anligos e modernos leem
um sinete visivel de localidade : o chrislianismo he
universal por sua nalureza. _ He por esla razio que o cmlslianismo, esla lei de
caridade sublimo, tem sido considerada como a fon-
te de lodas as sciencias, c como a philosophia do
poro; e esla idea he lao evidente quo j foi ennun-
ciada pelo proprio representante do cdeclismo em
Franca. As mximas que esla religiao eslabelece,
os preceilos que ella firma, os dogmas qoe consagra,
a moral que prescreve, casam sed tal sorle com os
senlimenlos e a intelligncia do povo, concordara
tao exactamente com as necessidades que elle expe-
rimenta na vida, que ninguem poder dcsconheccr
a influencia qne sobre elle exerec. Quando com-
prehender o povo as abstracraes scienlificas que
oncerram os grandes p'roblcmas philosophicos V
quando chegar elle a perecner esse mysterioso so-
cialismo, que cerlos escriplores da poca se esforcam
por infiltrar nos cspirilos 1 quando deslindar essas
chamadas quesfcs do alio alcance, que os limiten*
tia sciencia so cncarregam de tralar ? quando encon-
trar n'essas opinies, que ahi se dehatem, um ali-
mento saudavel sua alma, ao seu corajao t Esta-
mos corto de que islo jamis acontecer, e que o
chrislianismo sempre hade sor para toda a humni-
dade, em lodos os tempos o lugares, a crola do
amor ; e o amor he um sentimento universal.
Defeilo, urna religiao que, segundo o judicioso pen-
sar do abbade Verdenal, estabeleceu-se no mco das
dfficuldades, lem-se propagado no meio das dflicul-
dades, e suslcnla-so no meio das difliculdadcs. s
de um modo poderia chgnr ao eslado de gi^ndeza
que tem chegado, o trazer ao genero humano os
tractos de urna completa civilisasao ; s pela carida-
de. Oulro qualquer meio que so imaginar sera fra-
eo para explicar csie grande phenomeno, phenom-
uo lauto mais notavel quanto he fora de duvida quo
lodas essas religies do que ha noticia, vdo expiran-
do lefiamente sob o peso de urna extraordinaria cs-
terlidade, ao passo que o chrislianismo, cada vez
mais abundante de tropheus, cada vez mais rico de
esperanzas c de gloria, vai caminhando seguro co-
mo desde os seus primeiros anuos. Dianle do espirilo
do seculo actual que as regies da pliilosopliin lem
subslituido ao pensar vigoroso e enrgico as velhas
creneas platnicas, rcmo^ando-as alravcz do prisma
das ideas novas, nao ha quem leuha resistido ; as
opinies cujo fundamcuto ho quebradizo leem sido
coudenutadas ao esquecimento ; mas ao cristianis-
mo succede o contrario : poderoso com todos os re-
cursos, Torio coma sua propria auloridade, ei-lo a-
lu condiizindo os povos ao verdadeiro progresso.
pausando por cima das Iheorias e dos svslemas. Re-

sistio valerosamente aos golpes do paganismo, quan-
do pela prmeira vez|appareceu na Ierra, o o destruio
em loda a sua extenso ; debellou a idolatra, que
tambem so levanlava como um gigante para esma-
ga-lo em seu iiascimento, impoz silencio a essa in-
numeravel mullidao do srl.ismas eheresias, quesur-
gram como oulras tantas pragas peiores qne as do
Egyplo. Nos ultimes tempos virao-lo lular braco a
braco com os espiritas fortes, rom os genios da eney-
clopedia,'qae se inlilularam os dispensadores da opi-
nian publica, e quizeram exterminar o cvangelho, c
o sacrosanto nomo do seu autor, vimo-lo derrocar
um por um todos os baluartes da impedade,-cons-
truidos por esses falsos reformadores. Esse mesmo
Vollaire, que lano se enfureca por ver o uovo tes-
tamento em mais eslimarao do quo as suas obras,
Rousseau, quo nao duvidra escravisar a sua razao
ao delirio d'aquclla poca, propalando os erros c
absurdos que Ih'ella suggeria n'um viver misanthro-
pico e scmi-selvagem ; Dupuis, que prelendeu re-
duzir todo o culto chrislao a um processo ou combi-
nacao astronmica, e todos os demais discpulos da
Densa Razao, nada poderam conseguir contra o
chrislianismo ; c nao obstante a senlenra qne no sen
luminoso areopago haviam proferido sobre o destino
desta religiao santa, condemnando-a a perecer prxi-
mamente, olla ainda hoje apparecc em lodo o mun-
do conhecido, firmada na caridade que lhe serve de
norte. Aquellos mesmos que pareciam ter bebido
as liros da irreligao na escola desse nhilosopho de
Tyro, desse Porfyrio, que os historiadores, ecclesias-
licos considerara como u 'adversario mais perigoso que
o chrislianismo ha ldo, aquellos mesmos que pare-
ciam querer substituir no seculo passado os Jambl-
cos, os Proeles, os Nestorios, os Arios, os Mximos.
os Julianos Apstalas, foram completamente derro-
tados, e foi o chrislianismo que o* vencen. Volla-
ram-lhe as costas, eotenderam .que ludo podhvm
resolver com a razio, e por meio della, mas, vctimas
dos seus delirios, dos seus proprios erros, elle pas-
saram como o venlo do deserto, e a religiao que a-
bocanhavam, porque nao sabiam aprecia-la, esla.em
p com lodo o seu vigor. A razao cegou-os a essa
impdica prostituta, que tem caricias para todos os
syslemas, segundo a bella expressao do Carlos Stof-
fels, na sua ntroducro Theologia da Historia,
vio-se obrgada a reduzr-se ao silencio, depois de
um porfiado combale, em que a verdade Iriumphou
completamente.
E vista disto, quem'poder por cm duvida a su-
blimidado da religiao chrislaa 1 quem aiuda ousari
negar-lhe urna origcm superior, urna origem qnc
nao se abysma em a noilc dos lempos ? quem se
animar neste seculo a vociferar eonlra a doulrina,
que depois de haver civilisado a Asia a frica o'a
Europa, veio Iluminar novo mundo, fazeodores-
soar nos mais enredados bosques da America a su-
blime trombota do Evangelho ?
O homem quo seriamente meditar nos acoutci-
mentos, de que a historia faz mencao, e que, appli-
cajdo-lhes o escalpello da analyse, soubcr esluda-los
com lodo o criteris e madureza hade enconlrar nel-
les relacOcs muito estrellas ou as mais conclodentes
pravas da verdade chrislaa. Nao hi, talvez, um
grande facto ni^ o repetimos um-grande mo-
vimento social, em que o chrislianismo nao infiuisse
de urna inaneira mais ou menos directa, o por oulro
lado nao se apontar entre esse avullado numero
de combates que c chrislianismo soffrera cm diver-
sas pocas, e sob diverso goveruos, um s do que
esta religiao privilegiada nao conseguase a mais
decedda victoria. Embora deelamem contra os
seus principios alguns que se inltulam philosophos,
essessccUriosphroneticos das Iheorias de Owen, de
S. Simn, dffFourier, embora preguem os socialis-
tas, os homens do phatan cipios desta religiao adoravel, ou combatendo-a sur-
rateira o cavillosamente ; cmhora imaginem refor-
mar a sociedade sobro oulras basas que o5o as do
chrislianismo, suppondo que elle nao esl em har-
mona com as idase necessidades da poca, jamis
o conseguidlo e afinal serao forjados a convencer-se
de que suas Iheorias sociaes oao passam, de fbulas,
de ficres extravagantes. O chrislianismo qne fung
dou a familia fundou tambem a sociedade; foi olftvl
qne prodozio a revolucao universal no sentido ge-
neroso do bem c do amor ; Toi elle quo deu o pri-
meiro impulso s arles o s sciencias, e he delle
quo os povos teem recebido toda a illuslracao e pro-
gresso. Abslrair das idu da chrislianismo na -so-
ciedade, he abslrair daquillo quo 'com ella lem a
mais eslreila relacao ; o querer completar urna re-
forma social, recorrendo aos a/idos principios o um
philosophismo crosseiro.fora confiar muilo do acaso,
ou antes rdicularisar o plano da Providencia. Por
mais que esses eseriplorcsjnlenlem fazer persuadir
ao genero humano que proa elevar-se a um grao
de extrema civil sarao como nunca houve ; por mais
que pretendan! inculcar que he possivel chegar a
um progresso, que, segundo pensam, o chrislianis-
mo ser incapaz Be fornecer ; le'rao de ver a sua o-
bra aniquilada, como a magnifica fabrica da torre
de Babel. Quanto a nos, nao serao as Iheorias que
reformaran a sociedade, mas si m o chrislianismo que
hade mclhorar-lhe a siluacao, fim a que se propoz
desdo os primeiros dias do seo eslabelecimento. Pa-
ra prova dislo ahi temos a historia. Ella nos. diz
que essas doulrinas subversivas de socialismo fo-
ram em lodos os tempos combatidas pela religiao
chrislaa. Velhas como o mundo, ellas leem brota-
do successivameotede um a oulro b^emispherio : o
Egyplo, esse paiz elassfeo da .anliguidade, leve os
sens socialistas e communistas, elles continaaram a
apparecer entre todos os povos, e teem vindo al
nos, nessa impetuosa torrente dos seclos y mas a
religiao de Jasas Christo, vencendo os obstculos que
se oppoem sua pcopagacao, vai por um lado Ilu-
minando o* espirito*, e por nutro solapando os
fundamentes dessas Iheorias. se fundamentos pdem
ler fei^es tao absurdas.
Heno chrislianismo que a humnidade tem encon-
trado o seu repouso, a sua illuslracao, o seu pro-
gresso, a sua felicidade; he do chrislianismo qne
lem derivado, como de um s tronco, as ideas ge-
nerosas do bem e da jusiira; he elle someute que
tem concorrido paraasolurilo e explicarlo das mais
importantes qnesles sociaes. O apuro dos coslu-
mes, o apcrfeiroamciito da moral, o augmento d a
industria e do commercio, o desenvolvimenlo com-
pleto da lilleralura, das sciencias c das arles, ludo
sclhe deve;edesdeasclassesmais baixasdasmase-
levadas da sociedade, o pensadorpoder descobrir os
maiores beneficios promovidos por lao sublime re-
ligiao. Marchar por oulro caminho, quando se
lem de procurar a verdade, he rematada lourura :
s no chrislianismo ella poder ser encontrada, quer
no sentido moral, quer no social, quer no puraraen-
lo scieulifico, cmliin, sob todas as relarcs.
^ A. R. de torres Bandeira.
(Noticiador Calholico.)
t
CARTA DA BARONEZA DE MKIRIKl.A "SEU
ESPOSO, O BARAO DO MESMO TITULO.
I.
Excelleneia, saber
Que a sua chara baroa
Tambem quer ir ver Lisboa ;
Soja por mal, ou por bem,
De certo que ahi me lem.
It
Nao posso viver mais lampo
Nesla cidade da Virgem.
Por causa da tal vertigem,
Que me da, quando me dejlo
No meu solitario lelo.
III.
Ja^consultei os doulores
Da'velha, c da nova escola.
Nenhum delles me consola.
Receilado indos lem
Que niude d'ares, meu bem.
IV.
As laes verligens, ha rao,
Sao molestia de familia.
A miuha av Dona Tilia
De Vasconcellos, Coiilinho,
bu, Bellro, Cruz, e Gondinho.
1 V.
Padeca das vertgens,
Misturadas do enxaqueca. '
Tambem linha tose secca :
C,urou-sc, correndo Ierras,
. Prados, bosques, mares, serras.
VI. ,
Mutila mai, Dona Fagundes,
Castro, Nunes, d'Oliveiro,
Da casa da Corlceira,
Senhora, que linha entao "
Oratorio, c capolan.
VII.
Tambem linha as taea verligens
Ao deitar mesmo da cama.
E, segundo diz a fama,
As curou a viajar
J por Ierra, j por mar.
VIH.
Eu.qae as veias conservo
Osanguede meosavs
Que sou neta d'um Queiroz !
E bsuela d'um Caiislo
Que leve habito de Chrislo,
IX.
Nao hcide gozar tambem
Os ares universaes 1
Hci-de viver por demais
Nesla Ierra, meu bacn.
Que inda tem o.carroso !
Nesla Ierra, onde nao ha
Como ha la pelo sul
Senhoras de saugue azul 1
tue lem trinta avs pintados
Em grandes quadros dourados!
Nesla Ierra, ondo nos bailes
O caixeiro, o bacharel,
Com palavrinbas de mcl
Vem lirar para seu par,
Urna dama titular I
XII.
Nesla trra onde nao ha
Com quem a gante discuta !
E das sciencias na lula ,
Possa mostrar que esludou,
E que os livros i'olhcou 1
XIII.
Quer a gente conversar
Sobro a guerra do Oriente,
Analisar o crescenle,
Os recursos da Siberia,
E profundar a materia !
. XIV.
E s acha Borralens, .
Tinocos, Scrapies. ,
Torradas, e Quebranle|,
Fabricantes de jornaes,
De foltietitis, de locaes I >
* XV '
Em fim, baro, leuho dito :
Exige a minha saude,
Que mu breve d'ares mude :
Eu trago umacatharro avulso,
Ja tenLo febre no pulso.
XVI
Ando magra, macilenta, .
Sem ler barrigas as peinas ;
Padec, dores internas,
Enxaquecas, calarnos,
Sinlo ao delar-me arrepios.
XVH
O barao bem v que ha mito
Vive de mim separado :
Todo o baro que he casado,
E nao vive c'a baroa,
N3o he mu boa pessoa,
XVIII
tu por inimu/io digo nada...,
Mas diz muito a reticencia :
Acha, pois,vossa cxcelfciiria
Que he bonito abandonar-me !
E ssinha aqui deixar-mc 1
XIX
Acha bonito viver
Na corte, longe^faquclla
A quem inda rhamam bella
Os jornaes, os leoes
Qoe pescam a rorarcs !
XX
Juzo, barao, jnizo,
Ebasla j Jo chalaras : ,
A' fom se rendem pracas;
E nao be bom general -
Quem nao guarda o arsenal.
. ': xxi
Cuida o barao que nao sei
A sua vida em Lisboa !
Que faz a corte patroa,
Do lal hotel reformado.
Que he mulher d'um empregado !
XXII
Deixe-a contigo, baro ;
Se Ihp ponho a vista em cima,
Hei de arrumar a lal prima,
Desmoronar-lhe o rocinho,
E p-la em lencoes de vinho.
XXIII
Sei que o men nobre senhor
a por Lisboa caoella
De braco dado com ella :
E fingindo-se solleiro,
Gasta i loa o sea dinbeiro.
XXIV
Sei que por bailes, cafs,
O baro faz muila ulha,
Que lie ldo por grande pulha :
E do certo nao me arrisco,
Se disser grande pitisco.
XXV
Al se rosna' por ca
Que esui filo demoeralai;
lsto he nm patarata ,-
Moiuieur, le eylnivi.
Gostadisto? fort hie.n.
XXVI
Sentido, bario, sentido, "
Hasta j de ser rapaz ;
Bem sabe que sou capaz
De negar d'uma pistola,
E pr-lhc os milos fra.
- XXVII
NSo ioa de meias medidas,
Ncm Ssto de pannos quenles ;
Conheco o direitodas gentes,
E j Ii ou bem oo mal
O contrato social.
XXVIU
Chegou, barao, o momento
Da mulher se emancipar,
E vcqcer, e segurar
Osdireitos, que a natnreza
Nos deu com toda a certeza.
XXIX
A mulher nao-foi s feila
Para atiear as candelas,
E lomar pontos s meias ,-
A sua nobre missao
He mui outra, meo barao.
XXX
Se ha miilhercs sem juizo,
Tambem havbomens moi tolos,
Que merecem muilos bolos ,-
Verbi gralia, setn paixo,
Vossa excelleneia, barao.
(Brai Tisana.)
COMMERCIO.
. I'HACA DO REC'fFE 11 DE MAIO AS 3
UORA.S DA TARDE.
Cotar.'.es olliciaes.
Cambio sobro o Ro de Janeiroa 15 drv 25 de des-
cont.
Descont de letlras de'. e 3 mezes9 e tO ",; ao anno.
Assucar branco em caix as1<)500 por amiba sobre o
ferro.
DUo mascavado era dil aslJMOO por irroba sobre o
ferro.
Frete para Liverpool po r assucar em saceos40| c 5 %
e por algodao 1|2 el. por libra e 5 % <
ALFANDEGA.
Rendimenlosodia la 10.....8:257*578
dem do da 11........10:7339409
9i:990987
Descarrcgai n hoje ide tnaio.
Galera inglezaSceoa-JFishmercadorias.
Hiale brasleiroFortunadem.
CNSUL ADO. GERAL.
Rcndimenlo do (lia 1 a 10.....14:583^09
dem do dia 11 ...... 1:4798299
16:0629708
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dia 1 a 10.....2HH1J63.5
dem do dia 11 -......3499957
2:39l592
Exportacao'.
Melhourne, barca franceza Florian, de361 tone-
ladas, ronduzio osegui'ote:2 caixts fazendas, 1,200
saceos com 6,000 a.rrobas de assucar, 15pipas aguar-
RECEBEDORIA DE RENDAS INTURNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do lia 11......8939590
CONSU LADO PROVINCIAL.
Rendimento do di. i I a 10. ... 121329228
dem do dia 11 .,........2:0779779
14:5109007
MOVIM ENTO DO PORTO.
Saas entrados no dia 11.
Macei2das, h.ialc americano Rosamond, capitn
Ellis, carga ass ucar e cauros; a Henry Forster &
Companhia. V'e io reeeber ordens e segu para
Ballimore.
Rio de Janeiro13 dias, brizne brasleiro Dous A-
migos, de 216 ton< -ladas, capilSo o primeiro len-
le Jos Antonio di: Carvalho, cquipacem 13, carga
varios gneros; a Manoel Joaqoim Ramos e Silva.
Passageiros, Mano. ;l Jos de Vasconcellos filho,
Diniz l'rederico de Vilhena.
Montevideo23 dias >, brigne francez Ferdinand,
de 174 toneladas, ci ipitao H. Le Pautonpier, equi-
pagem II, em lasti ~o; a Me. Calmont.
Sanios tai idos no mesmo dia.
Canal pela Parahib; i Brigne inclez Caroline
Schcnk, caplAo G. Ellery, carga assucar.
Porto por LisboaBr igue portngoez .S'. Manoel III,
apilan Carlos Ferr eir Soares.carga assucar. Pas-
sageiros, l)r. Igoan o Manoel de l.emos e sua se-
nhora, Antonio da Costa Caldas, sua senhora e 1
Alna.
Aspessoas que se propoxerem a esta arrematacao
comparecam na sala das sesaes da mesma jnnla,
no dia cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mabdou afflxar o presente e
publicar pelo Diario,
Secretaria ila thesouraria provincial do Pernain-
buco 2 de maio de 1854.O aecretario, Antomo
Ferreira da Annunciacao.
Clausulas especlaes para a arrematacao.
1. Toilas as obras serio Jeilas de couformidade
com o orramento e plaa nSta data apresentados a
approva;ao do Exm. presidente da provincia, na
importancia de 2:7509000 rs.
2. As obras serao principiadas no prazo de dous
mezes, e concluidas no de oilo mezes, ambos conta-
dos da couformidade com os artigas 31 e 32 da lei
provincial n. 286 de 17 de maio de 1851.
3. 0 pagamento da importancia destas obras ser
feilo cm urna s preslacao qoando ellas eslive-
rcm concluidas, que serao logo recebdas denitiva-
mente.
4.-Para tudo o mais que nao esliver dejerralnado
tas presentes clausulas, seguir-se-ha o disposto a* re-
ferida lei n. 286.Conforme__O secretario, Anto-
mo Ferreira da Annunciacao.
' O lllm. Sr. contador servindo de inspector
da thesouraria provincial, em cumplimento da oMem
do Enm. Sr. presidente da provincia de 27 da abril
prximo passado, manda fazer publico, qoe no dias
16,17 e 18 do correnle, peanle a junta da tazenda
da mesma thesouraria, se ha de arrematar a quem
l>or menos fuer, os reparos da ponte eos Carvatbos,
avahados era 1:5409000 rs.
A arremataao ser feila na forma don artigo
24 c j27 da lei provincial n. 286, de 17 de maio de
1851, e sob as clausulas especias abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arrematacao
comparecam na saladas sessoes da mesma junta no
dia cima, declarado, pelo meio da, compelen te-
mente habilitadas.
E para constar se mandn arnxar e presente, e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco, 1 de maio de 1854. O secretario, Antonio
Ferreira a" Annunciacao.
Clausulas especias para arremataran.
i. Os reparos de que precisa a ponte dos Carva^
Ihos serao feilos de ronformidade com o orcamenlo
approvado pela directora em consetho^i apresenU-
do a approvacao do Exm. Sr. prestSMle, na im-
portancia de 1:5409000. .
2. O arrematante dar principio as ofcras no pra-
zo de um mez, e as concluir no de 3 mezes ambo*
contados na forma do art. 31 da lei provincial
n. 286.
3. O pagamento da importancia da arremataran
rcalisar-se-ha em doas prestacoes iguaes; a prmei-
ra quando se achar feita a metade do servico, e
oulra depois de concluidas e recebdas as obras.
4. O arrematante nao poder debaixo de pretexto
algn); deixar de dar transito aos animaes e aos
carros.
5. Nao haver prazo de responsabilidad*.
6.' Para indo o qne nao se achar determinado as
presentes clausulas nem no ornamento, seguir-se-ha
o que dispoe a respeito a lei provincial n. 286.
Conforme.O secretario, Antonio Ferreira da An-
nunciacao.
O lllm. Sr. contador servindo de inspector da
thesouraria provincial, em virtude da teaolncao
la junta da fazenda, manda fazer publico que
em campamento da lei, se ha de arrematar/peran-
tc a mesma junta no dia 1 de junbo prximo vin-
douro a renda do sitio do Jardm ffitonirr da, cida-
de de Olinda, avaliada em 1518000 rtj
A arremalasao ser feita por tempe de 3 aunos,
a contar do 1 de julho da 1854, ao fim de janha de
1858.
As pessoas que se propozerem a esla arrematarlo
comparecam na sala das sessoes da mesma jauta no
dia cima indicado, pelo meio dia, cooapetenle-
mente habilitadas.
E para constar se mandn afflxar o prsenle e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Peroaro-
buco 1 de maio de 1854. ,0 secretario. Anto-
nio Ferreira a Annunciacao.
O Illm Sr. contador servindo de inspector da
thesonraria provincial, em virtude da reaelaglo da
junta da fazenda, manda fazer publico, que em cum-
primenlo la lei, peranie a mesma junta, se nao de
arrematar em hasta publica a quem mais der nos
22, 23 e 24 de maio prximo vindouro os imposlos
segoinles:
29500 rs. por cabera de gado vaccom qoe forcon-
smmido nos municipios abaixo declarados.
Recife avalado anuualmente por 56:015900o
Olinda avahado annoalmenle por i:-24t39000
Iguarass avaliailo annualmente por. 1:7209000
Goianua avalado annualmente por 6:5219000
Nazareth avalado annualmente por. 4:4309000
Cabo avalado annoalmenle por 1:5159000
Sanio Anloavalado annualmente por.* 6:0119000
Serinhaem avahado annualmente por 5619000
Rio Formoso e Agua Prela avahado an-
nualmente por....... 2:5218090
Pao d'A.lho avaliado fpnualmenle por. 4:0019000
E nos municipios seguioles nos quaes s pagam
aqoelles que talham carne para negocio, e os cria-
dores o dizimo:
l.imoero avalado annualmente por.- .
Bonito c Caruar avahado annualmente
por. \........
Brejo avaliado annualmente por. .
Cimbres avaliado annualmente por. .
Garanhnns avaliado annualmente por.
Flores o Floresta avaliado annualmente
......4:0049000
. ... .' 4*no|0oo
Nos tres ultimo municipios, isto he, Garanbuns,
Flores, Floresta, Boa-Vista, e Ex sao arrematados
conjuntamente os imposto? a can dos collectores
6 20 por rento do consamo de agurdente, conforme
determina o art. 42 da le provincial n. 286 de 28
de junho de 1850.
20 por cento sobre a agurdente que fot consu-
mida nos seguntes municipios:
Olinda avaliado annoalmenle por. .
Iguarass avaliado animalmente por.
Goianua avaliado annualmente por.
Pao d'Alho avaliado annoalmenle por.
Nazareth avalado annualmente por. .
Santo Anlao avahado annualmente por.
Bonito e Caruar avaliado annualmente
por............
Cabo avaliado annoalmenle por. .
Rio Formoso e Agoa Prela avaliado an-
nualmente por.......,
Serinhaem avaliado annualmente por.
l.imoero avahado annoalmenle por. .
Brjo avaliado annualmente por. .
Cimbres avahado annualmente por. .
As arremalar/ics serao feilas por lempo de 3 aunos
a contar do 1 de jolho do crrante anno asfO de ju-
nho de 1857, e sob as mesmas condices das ante-
riores.
As pessoas que se propozerem a esta arrematado
comparecam na sala das sessoes da njwna unta nos
dias cima indicados pelo raeie dia,cWpelentemen-
te habilitadas.
E para constar se mandn aluzar o presenta e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Peroani-
buco 20 de abril de 1854.O secretario,
Antonio Ferreira d'Annuciacao.
O lllm. Sr. contador, servindo de inspector da
thesouraria provincial, em imprmenloda ordem do
Exm. Sr. presidente da provincia, manda fazer pu-
blico que no dia 18 de maio prximo vindouro, vai
novamenlo a prara para ser arrematada a quem por
menos fizer a obra dos concerlos do qoarlel da Trilla
do Cabo, avaliada em 5509000 ris.
A arrematacao ser feita na forma dos artigas 24 e
27 da lei provincial n. 286 do 17 de maio de 1851, e
seb as clausulas especias abaixo copiadas..
As pessoas que se propozerem a esta arremitagaa,
comparecam'na sala das sessoes da mesma jnnrijio
dia cima declarado pelo meio da, competentenwn-
te habilitadas.
E para constarse mandn afflxar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial defernam-
buco 19 de abril de 1854. O secretario, Anlonio
Ferreira d'Annunciacao.
Clusulas espesiaes para a arvemalacao.
1. As obras serao feilas de ronformidade coma
plaa e orramento approvados pela directora em
conseibo, e apresentados a approvacao do Exm Sr.
presidente importando em 5509000 rs.
2. O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de um mez, c as concluir no de tres mezes, am-
bos contados na forma do art."'31 da lei provin-
cial n. 286.
3. A importancia lo arrematarlo ser paga em
tres prestacoes iguaes ; a primeira depois de Feita a
metade das obras; asegunda depois da entrega pro-
visoria ; e a lerceira depois do recebimento defini-
tivo, qne verificar-se-ha tres mezes depois da en-
trega provisoria.
4.- Para ludo o qoe nao esliver dispdslo as pr-
senles clausulas nem no orramento seguir-se-ha o
qne determina a lei provincial n. 286.Conforme.
O secretario, Antonio Ferreira da Annunciacao.
por
Boa-Visla e Ex.
321000
2:5171000
1:6119000
1:1529000
2:9899000
EJJITAES.
O lllm. Sr contador servinilo de inspector da
thesouraria pro' (incial, em runiprimento da ordem
do Exm. Sr. pr csilenlc da provincia do 1* do cor-
rete, manda f. izer publico, que nos "das 6, 7 8 ate
junho prximo lindouro, perante a junta da fazen-
da da mesma thesouraria, se ha de arrematar a
quem por mor ios fizer, os reparos a fazer-se na ca-
sa destinada p ara'cadeia na villa doOurieory, ava-
hados em 2:7E 9000 rs.
A arremata rao ser feita na lorma dos arls. 2* e
27 da lei provi Incial n. 286 de 17 de malo de 1851,
e mib as < laus. pas especias almlso copiadas,
8109000
849000
649000
769000
639000
2029000
339000
449000
41900
269000
90*000
309000
309000
DECLARACO'ES.
f
no
hola
brai
O conselho administrativo, em virlude da. au-
torisac.lo lo Exm. Sr. presidente da provincia, lera
de comprar os objectosseguintes:
Para o 2 batalhao de mfantaria.
Bonetscompridos com o n. 2 de metal, 123; pan-
azul par sobrecasacas e calcas, covados 585;
de forro, covados 543; chooricas de Ha
pares 123; brim branco lixo, varas 865;
grvalas de sola de lustre 123; algodSoziuho pira
carnizas, varas 558; panno preto para polainas, co-
vados 60; esleirs de palba de carnauba 223; sapa-
los, pares 712; botes braucos do osso, grozas-10;
dilos prelos de osso, grozasl6; pelles de carnei-
ro 100.
1 batalhao de infanlaria da guarda nacional.
Bandeira imperial de sedal; pfanos 2; parle
para a bandeira 1; hasfe para a- bandeira 1; capa
de oleado 1.
Para os arraazens do arsenal deguerra.
Sola curtida, meios M; laboas de ninho, du-
ziaslO; papel ahuaco perlina, resmas 30; papel de
peso, resmas 10; pennas de ganco 800; livrot em
branco de 100 follias 8; livros em branco de 150
romas 8.
9o batalhao de infanlaria.
Caldeira de ferro balido para 109 pracas. 1
Companhia de 'avallara.
Pares de coturnos. 4(

1



Diversos balalhoes.
AVISOS DIVERSOS.
DMRIOOE PERNAMBUCO, SEXTA FEIRA 12 DE MIIO DE 1854.
Manas de las. / 174 _
Arsenal de guerra/.-----------------------
Oslados de pao d'oleo 2; lahus' de assoalho de **> typograpliia precisa de um ho-
1 vender Jt ai.*. |!m. As pessoas que quizerem Vender les objeclos
apresenlem as suas propostas cm caria fechada na
secretoria do eonselho as 10 lloras do dia 16 do cr-
lenle. ...
.Secretaria do cnnseino administrativa para for-
necnento d arseltal de guerra 9 de maio de 1854.
Jote de Brilo Ingle coronel presidente.Ber-
nardo Pereira do Carmo Jnior, vogal e secre-
tario.
De ordcm do Ezm. Sr. director geral da instroc-
rao publica, faco saber a quem convier, que est em
concorso a eadaira de inslruccao elementar do pri-
metro grao de Alagoa de Baixo ; com o prazo de 60
dias contados da data deste. Directorra geral 4 de
maio de 1854.O amanuense archivista,
^SV^i!1-0^ u'a?o Cenar de Mello.
ADM1MSTRACAO DO PATRIMONIO DOS OR'-
PHA'OS.
Peto adminislrac.So do patrimonio dos orphaos se
ha de arrematar a quem mais der, e pelo lempo que
decower do da da arremalac.ao atofim dejunho
de .183o, as rendas da casa n. 29 do largo do Paraizo:
las pessoas que seipropozeretn arrematar ditas ren-
d poderao_ comparecer com seus fiadores nosdias 28
I, e 5 e 12 de maio na casa das sessocs da 1
b.i. j_____._- ._..... l8si anda sendo srviro de um dia n hnr nodo
dia.
Sala
dos
ca, secretario interino.
COMPANHIA DE BEBERIBE..
ilidsae6eda admioislracSo do patrimonio 1S X'iS ad^tm '* ^ a
omtaos 25 rie ahril H tn\. / / n svin. i r-"nore* I116 quizerem empregar de que senao
S^inerino 'embrem da pequea posiriio que commcrcialmcn.c
'unjf?rl*"all%- "^ BCD&ixiDE... copa ; estas lembrancas lem feito com que por vezes
O Sr. director da companhia de Bebe- !?0 ,enha .**> emprqgado, o que nao pequeo mal
ribe, emvirtude do artigo 28 paragiapho F&ZZLF1S** n? 'ua da Senwia Veim,
1. dos estatutos, convoca os Srs. accionis-
ta* para se reunirem em assemblea geral,
ia 16 do corrente ao meto dia, no es- tendo de ir ao Rio de Janeiro ate lins do
cnptorio da dita companhia na casa n. 7, correnteanno, e desejand liquidar todas
primeiro andar, da ra Nova,,'afim de pro- assuastransaccescoma praca, roga aos
ceder-se a eleicao da administracao, to- seus devedores'tratem quanto antes de re-
mar contasa actual, e resolver acerca do alisarem seus dbitos sem que sejam a isso
19 O dii^l.i.j. /^.F_____j:____ .. r____j__ ^ '
12. dividendo, conforme as disposicoes
doartigr/49, paragraphosl.,3. e4. Re-
cife 5 de maio de 1834.O secretario in-
terino, Luiz da Costa Portocarreiro.
Companhia brasileira de paquetes
de vapor.
O vapor Imperador
commandanle o api-
lan lenle Gcrvazio
Mancebo, deve chegar
---------------------- o? dos pnrlos do norte a
13 do crtente, e seguir para Macelo, Baha e Rio
de Janeiro no dia seguiule; agencia na, ra do Tra-
piche n. 40, segando andar.
forrados.
-^No becco do Peixe Frito ha-excellcnte dore de
goiaba: qoem quizer comprar, dirija-sc a dila ta-
berna, que ah mesmn se dir* o preco.
I'rerisn-c do urna ama que saiba enzinhar,
engommar e fazer todo o mais servico interior de
urna easa : na ra Nova n. 52, segando andar.
O abaixo assiguado roga aos Srs. que durante
o anno de 1852 deixaram quaesquer obras esmo pe-
nhores para garantir seus dbitos e premios contra-
lados, os queiram resgalar at o fim do ailante maio,
e o nao fazendo os vender : na ra larga do Rosa-
rio, junto ao quartel n. 17.
Bernardo Alvet Pinheiro Jnior.
Aluga-se urna sala e urna alcova no primeiro
andar de um sobradinho na ra de Apollo, bom pa-
ra algum escriptorio ou para qualqucr oceupaco;
quem o prelender.dirija^se ao lerceiro andar do becco
Largo n. 1. .
No collegio Santo Affonso rrecisa-se alugar nm
coznheiro forro ou escravo, e bem assim um mole-
gue diligente para copciro.
SABBADO 15 DE MAIO DE 1854.
BENEFICIO DA ACTRIZ
Gabriella da G. De-Vecchy
Os Srs. professores da orcheslra exceularo a oo-
vcrlora da operaFausta.
Em seguida representar-se-ha o drama cm 5 actos
original portuguez, intitulado
AFFONSO II!.
ou .
VALIDO DE EL-REI.
I'ersonageru.
Aflonsolll, rei de Portugal.
D. Mendojrvalido d'EI-rei. .
D. Paio Pemes Correia. '. .
I>. Marlim de Freitas. .
D. Rui de Menezes. B
.Pero Estaco.....7
1). Fernao d'Agnilar, pagem-
Malhilde, comiera de Bolonha
I), dar de Tergas. .
D. Branca. ......
Assan, Africano .......
Fidalgos portuguezes, res a'arnias, pagens, sol
dados, ele. v
A acefto lem lugar em Lisboa, no palacio real.
No fim do primeiro do, exccular-se-liao as con
lradansas do Marlinho.
No fim da peca executa'r-se-ha a grande
Actores.
Bezerra^
Senna, por muilo
obsequio.
Pinlo.
Costa.
Pereira.
Rozendo.
Amoelo.
A beneficiad.
D. Amalia.
1). Jesuina.
Monteiro.
BAIAIHA DE AlIOSTER
en trena aberla.
Fioalisar o especUcnlo a comedia cm 1 acto, io-
EMILIA TRAVESSA.
A beneficiada espera merecer a
lastrado publico Pernambacano.
Os;bilhetesvendem-se em casada beneficiada, ra
da Ctdeia do bairro de S. Antonio n. 16 primeiro
andar, e no dia no escriptorio do thealro.
Principiar s 8 horas. ,
tenca-ao ao que le, para ser oceupado na
revtsao, das 4as 8 horas da tarde-.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acham-se a venda osbillietesdaloteria
16 doThesouro, que corren no Rio de Ja-
neiro no dia 2 do corrente mez ; as listas
devem ter. partido daqttelle porto em 5
do corrente pelo vapor Josephina que
aqui deve chegar sabbado ou domingo da
presente semana; os premios serfio pa-
gos logo que se fizer a distribuirlo das
listas.
Precivi-se de urna ama de leite para amamen
lar a urna senhora. paga-so bem: a tratar na ra
Direita n. 18, primeiro andar, ou na roa da Man-
gueira n. 10.
Precisa-se de um forneiro para urna padaria fo-
ra da cidade : a tratar na ra de Apollo n. 19.
. ~ Oan3'*" assignado offerecens seus servicos por
!!'-.-* P?** Par rfar halantos e fazer algumas
Avisa-sea quem interessar, que anda est por
*Cw2v2r tunenl ie cerl 8ra" JU08000, e que em quanto nao pagar nao s sahira
este, como tambem se dir claramente de quem foi,
visto que tendo-sc esgotado todos os meios de bran-
dura econdescendencia, a nadasemoveram; he jus-
to, portan!, que ao menos o publico saiba que foi
dito funeral a costa doPaciente.
O Sr. Goncalo Marinho Falrao lem urna carta
na ra do Crespo n. 9, vinda das Alagoas.
O l)r. Thomassin, medico Trances, dTco- 9
^, sullas todos os dias uleis, das 9 horas da ma-
m nhu atoo meio dia, em sua casa ra da Ca-
fl deia de Santo Antonio n.7.
Ibsk
J.. Jane dentista,
contina rezidir na ra Nova, primeiro andar n. 19.
... ,----j,...... |ot,u, u.i,; vuiiititLiiiniiiiciiiu \tV r
oceupounesta praca, e sim da que actualmente oc- ""ece-se um rapaz poracauciro de qualquer
copa; esUsIembrancas tem feito com qoe por vezes $f de negocio de atacados, tanto de fazendas como
112, lerceiro andar.
firmino ion Flix da Rosa.
Ftrmiano Jos' Rodrigues Ferreira,
ao rauco.
No armazem de fazendaS bara-
. tas, ra do Collegio n. 2,
vende-^e um completo sortmento
de fazeDdas, finas e grossas, por
precos mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
ches, como a retalho, afliancando-
se aos (jOmpradores um s prec/)
para todos : este estabelecimento
alirio-se de combinacao com a
maior parte das* casas commerciaes
inglezas, francezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em-
con tu do que se tem vendido, epor
isto lferecendo elle maiores van-
tagens do que outro, qualquer ; o
proprietarto deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus iwtricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
Attencao.
Precisa-se de um eapello para a povoacao de Ca-
poeiras. sendo bem moralisado e instruido: quem
pretender dirija-^ie 11 ra Direita n. 76, que se dir
quem esta autorisado para tratar, e declarar as van-
lagens da capelania.
Arrenda-se um grande sitio com bstanles ar-
voredos de fructas, baixas para capim, viveiros de
peive com urna grande casa assobradada com muilos
enmmodos, senzala, estribara, tres cacimbas inclu-
sive urna com bomba e tanque : quem o pretender
dirija-se Antonio Concalves de Moraes uus Afosa-
dos, ou no Recite, ra da Cadiea.
AVISOS MARTIMOS.
Thereza Dina de Jess Vianna, viuva do fina-
do Jos Antonio da Silva Vianna, pelo presente faz
publico, que tendo dito seu marido fallecido, dei-
xando emseu casal urna filha orphaem a annun-
ciante de dar qoanto antes bens a inventario, pelo
que convida a todos os credores do casal para Irala-
rem de conferir e habflitarem-se com seus crditos,
ahm de serem todosaltendidos no acto das partilhas,
porquanlo a annuncianle nSo-deseja que nenhum
dos credores de seu cksal sejam prejudicados.
Guilhcrme da Costa Correa Leite vai para o
Rio de Janeiro e leva em sua companhia a sua escra-
va parda de nome Silvana.
Nosqualro cantos da Boa Vista n. 1, se dir
quem precisa alugar urna cscrava de roeia idade pa-
ra cozinnar e comprar na-rua.
Faz-se preciso fallar com os Srs. Jos Victorino
das Neves, Ignacia Tajares da Cama, Jos de Mello
AlbuquerqoeMonte-Negro: annunciem suas mora-
protcejao do il- das para serem procurados.
D-se pequenas quanlias a premio al 509000
rs., o mais,sobre penhores de ouro e prala, adverls-
se que se nao aceita firma de pessoa alguma: na ra
do Hospicio n. 17, ou na ru do Qaeimado loja de
ounvesn. 26, das 9 ao meio dia.
M
Para o Rio de Janeiro
Dever seguir com brevidad o patacho Galante tla' aomemo lempo agradece o bom tra-
-Jmria, par i carga, passageiros e escravos a frete ; tamepto que teve durante o f>ouco tempo
irata..rdaCjdeia bioJ 30. que esteveem9asa do Sr. Francisco An-
PAKA O RIO DE JANEIRO lon!o Con-eia Cardozo.
segu em poucos das o brifrue escuna na- r^rl pi,ih,.j ^ ,. .
,._.! n n~J__ii iredenco Rnlulliard, faz sciente aD respe avel
conal D. Pedro 11 por ter a maiorpar- publico que despedio o seo caixeiro Manoel Jos Au-
te da carga prompta: o restante, passagei- tanes GaimarSes. desde o da 9 do corrente.
i-ose escr#safrete, trata-secomo con- Os Sis. Frnnciso Martins Cabral,
signatario Jos Raptista da fonseca Jnior, e acadmico Antonio Jos de Amorim,
na ra do Vigario n. 4 primeiro an- teem cartas na ra do Trapiche Novo n.
16, segundo andar.
Conliuuam fgidos, desde fcveriro de 1851 os
escravos Joaquim Camundonao, de 28 a 30 annos le
idade, e Anlonio Congo de 50 annos de idade, per-
fncentes a Manoel Joaquim Lamas ; quem os apre-
hender ou delles J
na
dar;
Para o Rio de Janeiro
ten de seguir estes dias o brigue nacional Leao; 1ra-
la-se para carga e escravos a frete, no escriptorio da
ra da Cruz n. 40, primeiro andar.
Pra a Baha segu em poucos dias o veleiro
hiate Noeo Aceordo; para o. resto di carga, trala-se
cesa seu consignatario Domingos Alves Mathcus, na
raa da Crin do Recife n. 54, primeiro andar.
Para o Rio de Janeiro salte o dia
13 do corrente o-.muito veleiro brigue
Eecife, oqual ainda lhe falta alguma
?ga. e ai tufa lem dous camarotes para
passageiros, aos quaes promefte bom tra-
tament, e tambem recebe escravos. para
o que trata-se com o consignatario Ma-
noel Francisco da Silva Carrico, ra do
,-Collegio n. 17, segundo andar, ou a bor-
do com o capitao Manoel Jos Ribeiro.
Vende-^e o hiate nacional Fortu-
na, de lote de 61 toneladas brasleiras,
apparelhado e prmpto de tudo, para a
navegacao costeira; he navio novo, e de
boa e fortissima construccaio de ma-
deiras do hnperio ; acha-se tundeado em
frente do trapiche doalgodao, onde pode
ser examinado, e para o ajuste trata-se
com os consignatarios Antonio de Alnd-
ela Gomes & C.: na rita do>Trapiche Novo
n. 16, segundo andar.
Para o Aracaty
egueviagem no da 15 do corrente impreterivelmen-
le hiate Capibaribe ; para o resto ,da carga ou
passageiros, trala-se na rna do Vigario a, 5.
LEILO'ES.
IEIU0 SEM LIMITE.
d^enriS *, ra?b,IMd0 Jacaranda com pe-
-2L d^j2?^?'Jd8J?mare,l' e utra*iuilas
S. .Th?3?^df "'versas qualdadeTue ma-
JTrf. SJSu a,:lmr">< -Plimo piano in-
glez de armario, nca. caixas de msica obras de
raro e prata, caluoga, e vasos de norcejlana para
la, candieiros dedUftrentes qualidades, loucas c
0 AGENTE BORJA GERALDES P ^. 5eu,, J0Se JO,
_io urna armcao para loja, e orna grande porcao Antoni de = Lopes Femandes, em tm--
^H!.,rn?,"e' en"ie e".as eon,3m-* rico, ceiro o Sr. JoaoTavares Cordeiro.
MOK dourados para casaca de ptimo giwto, e m, .,___ .....
tos e borzegninK franrezes de cur JTP" um "ln,e1uc 1a ""> dl"'o 'lo
dra. f- varias qunqnilharias sem recus .u T, ""V ,|!"'m '2 Peer dirija-se a pnCa<|a
TsMquer pi^co oe lor ofTerecido cm leilao r| ln,lePtn,le'"'; "' in
Bwde Ilafi ,m poros,,, perfumariM ttu Se i" ["'I Nova "12' ,0Ja' dir-*-|,a 1uem alu
direnate, qttalidad. ^ S Per""nar,M ,ln" m mulalmho escravo, que cozinha o diario e faz
Indo o rvlco de ra.
ara1
amatem
Jos Nunes de Farias* retira-se pa-
ra forado imperio, por causa de moles-
tia, aomesmo tempo agradece o bom tra-
--- -"- i'tftuww uc uibcciuu, lamo ae lazenaas cuino
de molhados no trapiche, o qnal dar informacoes de
sua conducta ; quem pretender annuncic para ser
procurado.
Precisa-se aluar nm prelo escravo para traba-
mos de sitio, pagando-se 1-29000 mensaes alm 'do
sustento ; no sitio que foi do Sr. Paulino, na traver-
sa doArraial para a Ca sa Forte.
Precisa-se de um escravo fiel para lodo o ser-
vico de urna casa eatrangeira : no aterro da Boa-Vis-
ta n. 11.
Casa da aferic,5, na ra das Aguas-
Verdes n. 25.
O aferidor participa, que a revisao teve principio
no da 1 de abril corrente, a finalisar-se no dia .'
do juniio prximo futuro: segundo o disposto no
arl. 14 do regiment municipal.
Rosa Mara Serpa, vuva por fallecimcnlo de
Antonio dos Santos Serpa, declara que tem consti-
luido seu bastante procurador o Sr. Paulino Joa-
quim de Paiva Correia ; a quem cunfiou todos os seos
poderes, e a plena administrado de seus bens, fi-
caudo sem edeito a procurac> passada ao Sr. Ja-
cinlho tlesbao, que nao tendo at o presente presta-
do contas, lem de ser compellido judicialmenle ;
sendo que desdeja protesta contra qualquer proce-
dimciilo do dito Sr. Elesbao de oraem dianlc.
Luiz Thomaz Coelho vai a Portugal tratar de
sua saude.
-----Fox Sale. I. SchweppeA C. s' So-
da Water at 5$000 the doz : ra do Tra-
piche n. 19.
Aluga-se tima hoa casa terrea, sita na rna do
Sebo n. o4, por 9JW00 mensaes j a tratar na ra da
Aurora n. 2t>, primeiro andar.
Antonio de Almeida Comes Companhia em-
barcam para o Rio de Janeiro os escravos, croulos,
Francisco.DavideRosa. ,
. Offerece-se urna ama para casa de homem sol-
tciro, para coznhar, lavar e engommar: a tratar na
ra larga do Rosario n. 38.
Precisa-se de urna ama pao serv de por-
tas a dentro' c comprar na ruiAu de ua escrava
para o mesmo fim ; na ra do Hospicio n. 17.
A pessoa que quizer alugar um muialiuho de
itiaiie Ib annos, que sabe comprare cozinharo dia-
rio de urna casa, e he fiel, procure na ra do Sebo ao
pedo lampcao n. 31, desde as 9 horas da manliaa al
as i da iioile, que adiara com'quem tratar do seu
ajuste.
LOTERA DE N. S. DO LIVRAMENTO.
Hoje as horas do oostume addam as
rodas desta loteria, no consistorio da gro-
ja da mesma senhora.O thesdoreiro,
Joao Dominguesda Silva.
O abaixo assignadn, caulelista da casa da Fa-
ma, no aterro da Boa-Vista n. 48, declara, que ten-
do dividido em quartos o vigsimos o bilhele inteiro
u. 2,206 da segunda parte da sexta loteria do Livra-
mento, que corre hoje 12 do corrente, e como por
engauo escrevesse 1206, tendo vendido dous quartos
e um vigsimo, faz scienle aos possuidores delles,
que recbenlo o premio que sahir enrrespoudente ao
<. 2206 e nao 1206.
^nfoho da Silva Guimaraes.
Joso do Nasciraenlo Lope: retira-se para a Eu-
ropa, c deixa por seus procuradores, em primeiro
Ijigar o Sr. Jos Joaquim de Faria Machado, segun-
do o Sr. Manoel Antonio dos Santos Fontes, e ler-
ceiro seu irmao Joao Ribeiro Lopes.
Precisa-se alogar um escravo mensal, que en-
tenda de servico de sitio : a tratar na ra de Hortis
n. lo.
~" Precisa-se de nm forneiro : na padaria da ra
Direita n. 24.
--'Aluga-se o sitio denominado do Cordeiro, com
casa de vivenda, em Sanl'Anna, perlencenle ao ca-
sal do finado commeiidador Antonio da Silva : os
pretendentcs dirijam-se ra do Vigario, casa n. 7.
co:
Compram-se patacoes brasileiros ehespanhoes:
na ra da Cadeia do Recife n. 54oja de fazendas.
Compra-se prata brasileira e hesna-
nhola : na ra da Cadeia do Recife n.
24, loja de cambio.
7-Coropranvse oncas hespanholas: na rna da Ca-
deia do Recife loja de cambio n. 38.
.TomDram"se P"'01^0 brasileiros e hespanhoes
a 1H940 ; na ra da Cadeia do Recife, loja n. 54.
,. ~~ Compra-se efTeclivamente jornaes para embru-
Iho : na ra larga do Rosario n. 8, 15 e 17.
VENDAS
Acha-se a venda, ou a ser dado de
emprazamento por tempo de 12 annos,
para -se levantar um engenho, conforme
as condic/jes adoptadas pelos interessados,
urna porcao de terreno, (pie -se separou
do engenho Aldeia, da freguezia do Rio
Formoso, e forma hoje por si *s urna
propriedad distincta, com a denomina-
cao de Palmeira tendo meia legua
de fundo ou mais, e 650 bracas de fren-
te, pouco mais ou menos, e confrontan-
do com os engenhos Sipo, Cabera de Por-
.......H..iu uui ,qoem os apre- co> "araizo e Floresta, sitos na mesma
dlraeia^e*^.1raseuprCU- H^ ^^^..q^ dita proprie-
-sede urna pessoa que core a gola, d.atle 7Palmeiraolerecida ao negf>-
C'o indicado, alm de nao ter sido culti-
vada em tempo algum, em razao de linar
muito distante do engenho de que se des-
membren!, e conter em si grande e im-
portantissima mata-virgem, he de mais
a mais de muito boa qualidade, c tem
todas as proporcoes para se tornar um
LOTERA DE N. S. DO LIVRAMENTO.
Aos 5:000j000 c 2:000'00.
Na ra do Cabug, botica do Moreira & Fragoso,
e na ra do 0'ieimado, loja de fazendas de Bernar-
dino Joso Monteiro & Companhia, vendem-se bilhe-
les e meios da dita loteria, que corre no dia 12 do
corrente mez, os quaes sao do cautelisla Salusliano
de Aquinn Ferreira, que paga os dous primeiros pre-
mios grandes sem o descont de oilo por cento do
imposto geral.
Bilhetes 68000 5:0009000
Meios 39OOO 2:500*000
Vend'c-se a casa terrea, sita na Soledadc n. 6:
quem a pretender, drij-sc i ra do Queimado 11.
7, loja da Estrella, de Gregorio & Silveira.
Farinha de mandioca.
No trapiche do Cunha vendem-se saccas de mni-
lo boa qualidade de farinha de mandioca, e por pre-
co muilo commodo. ;
50$000Attencao5O5OOO.
Na ra larga do Rosario n. 22 loja do Victorino
& Moreira, vendem-se pelo diminuto prec.o de 50}
rs., a caixa com caiungas proprios para mandar
vender na ra.
Na taberna n.1 do becco do Pcixc Frito, vnde-
se o melhor doce de goiaba que se faz nesla provin-
cia : c quem quizer se desenganar, dirija-se a mes-
ma taberna que saliera o preco.
. <'e_,e om negro sadio e sem vicio algnm,
com bons principios de padeiro ; o motivo desta ven-
da se dir ao comprador ; no deposito da ra estrel-
la do Rosario n. 4.
Vende-se um carro americano da 4 rodas, che-
gado nllinurmente a esta Cidade, e jnnlameirle um
eoupe com a competente parelha ; para ver e tratar,
dirija-se ao Sr. Quinteiro, na ra Nova.
Cevada nova, em saccas: no caes
la Alfandega, armazem de Antonio An-
nes.
Vende-se nm negro da Costa, moco e de bonita
figura, sem vicios nem achaques ; o motivo por que
e vende se dir o comprador : na ra do Qucima
do, loja de miudezas n. 33. .
Na loja de ferragem, cutilaria e
armiraria fina.
Chegou a este estabelecimento um grande
sorlimcnto de ferragens. como sorras, serr- .
i les, sepos, ferros para ditos, formes bada-
mes, limas, marlellos, ferros para fazer ros-
cap de parafusos, chaves para carros, pas,
brocas para dito, fechaduras, torquezas, cra-
vos para banco, travadeiras, compasso. Irados
torcidos, apparelhospara emitas, rortaunhas,
masillas de i facas para cozinha, chaves pa- {
ra tirar parafusos, agarras e papel de lixa, j
chegado pelo ultimo navio de llamburgo; tam- ]
; bem chegou de Franca um rico sortmento delj
I espingardas de 2 canos de patente com suas 1
' caixas e pertcnces para limpar. como tam- ]
bem' o'utrns sein caixas e muito mais em con-' j
ta, um rico sorUmento de lliesouras para eos- ]
I tura e unhas, estas fazendas, como tambem 1
um grande sortmento de caivetes e nava- \
Ibas, grandes e pequenas dos roelhores auto- j
res, ferros para denles, bridas, bridoes, estri-
bos, esporas, colleiras, e*piv*adnres, saca-
rolhas, neis para clave, fundas, polvarinhos,
chumbeiros, limas e caivetes para unhas,
bengalas, chicotes para carro e para monta-
ra, cabecadas, charulciras, carteiras, tacoes,
espoletas, -rasadores, facas para selleiro e
muilos oulros objeclos; as ferragens cima !
sao da melhor qualidade, c vendem-se por i
precosmui mdicos,priiicipalmenleaos he-'
guezes, o annuncianle promette servir bem ;
a todos principalmente a seus freguezes
desta cidade como do mallo, peloJ.J. Kel-
ler, culileiro e armeiro: no aterro da Boa-
Vista n. 11.
8S888388&:3
Vendem-se latas, com o, 6 e 12 li-
bras de' ameixas francezas de Superior
qualidade: na ruada Cruz n. 26, primei-
ro andar.
Vende-se superior kirechs e abscin-
the : na ra da Cruz n. 26,
anclar.
primeiro
rador na rna _
Precisa-se de urna
quem souberannuncie.
O hachare! Francisco Carlos Brandao, tendo de
seguir hoje a noile no vapor inglez, para o Rio de
Janeiro, como.depolado por esla provincia n assem-
blea geral legislativa, sem que lhe fosse possiveldes-
pedir-se de todos os seus amigos e mais pessoas que
o naviam obsequiado com suas visitas, quando clie-
aou da primeira sessacm razao dos muitos Iraba-
Ihos de que se vio sobrecarregado e rapidez da sabida
do mesmo vapor ; deixa-se muito recommendado
todas as robre ditas pessoas, rogando-lhes queiram
desculpar a sua involuntaria falta e receber por esle
meio as suas saudosas despedidas, ou"erecendo-se-
Ihespara os servir naquella corte al onde poder
chegar o seu diminuto presumo.Recife 2 de maio
de 1854.
Precisa-se alugar nma ama forra ou captiva-,
para urna Sasa estrangeira de pouca familia, para
tratar de meninas a fazer mais nlgura servico se for
preciso: na ra da Senzalla Velha n. 60 primeiro
andar, ou na Capunga sitio do Sr. Brilo.
Loja ingleza deroupafeita, radaCadeia
. do Recife n. 16.
Existe ncsleeslabelecitnenlo um grande sorlimento
de roupa feU de todas as qualidades de fazendas
chegadas prximamente de Inglaterra, como sejam
palitos, casacas, calcas, colleles, Camisas, ceroulasj
etc., e os presos serao os mais razoaveis possiveis
visto serosystema do dono nao dcixar dinheiro sa-
bir ainda mesmo com algum prejuizo.
Paulo Gaignou, dentista.
pode ser procurado a qualquer hora em sua casa
na ra larga do Rosario n. 36, segundo andar.
LOTERA DE N. S. DO LIVRAMENTO.
Hoje 12 de maio anda a roda no con-
sistorio de N. S. do Livramento. Os bi-r
lhete e cautelas eslao a venda at as 11
horas da manha, e no dia l.j pagam-se
k*J Joeofrente,ns 10Choras dama"
ft"Sitttarb?K,?^di,'^f & .PrTios 8a,',18 nos ditos bilhetes e cau-
telas, logo que sahir a lista geral.O
cautelista.Salustiano de Aquino Fer-
reira
Precisa-se de urna ama qne enlenda de cozinha,
para, urna casa de pouca familia: na ra da Cruz
n. 7, lerceiro andar.
Joafiuim Dias Fernandos vai a Eu-
ropa, e deixa por seus procuradores, em
primeiro lugar a seu tio o Sr. Jos Joa
quim Dias Ferpandes, em segundo o Sr
Antonio de Sa' Lopes Femandes, em ter-
evcellente engenlo: a quem convier,
dir;
... se
nesta typographia, onde deve di-
rig r-se.
Vendem-se superiores cordas de I ripa c bordoes,
para violao e rabeca, e papel pautad.o para msica,
de todas as qualidades: na prata da Independencia
Vendem-se saccas com cevada nova:
no'caes da Alfandega, ai-mazcm de Anto-
nio Annes.
Lhegaram ultimajnente palitos
francezes de panno e de alpaca, e
bombazim preto e de cores, os de
panno a 16$000. cada um, c os de
bombazim e alpaca a 0.<000 : na
ra do Crespo, lojfi amarella'n. 4,
de Antonio Francisco Pereira.
Vende-se urna tartaruga verdadeira, v
preco commodo ; na roa da Cruz n. 26.
RAP ROLAO' FRANCEZ.
Vende-se em casa do Sr': C. Rour-
gard, ra da Cadeia do Recife, e na loja
do Sr. Antonio Dias da Silva Cardal, ra
larga do Rosario.
~ Ivo Martins de Alme ida, cidadao brasileiro,
rclifa-*e para a Europa a t, alar de sua saode.
ka ra do Vigario, t asa 7, ha para alugar
um escravo ptimo coznl ,eiro, proprio para qual-
quer casa estrangeira. ou. para 's ,|aHC0II1.
panilla. '
Vendem-s os seno intes escravos : urna negra
hoacoznhe.ra, costurer a eengommadeira, oulra di-
ta oozmheira, e ambas r roprias para qualquer ser-
vico de casa, dous negr os proprios para copciros, c
qualro ditos para o 'sei -viijo de asa e de campo : a.
tratar aa ra do Vigan.o d. 7.
. Vende-se muilo barato um grande fornido
portao de ferro, feito era Inglaterra : os prelcnden-
les podemve-lo no sitio em Sanl'Anna, que foi do
finado commendador .Antonio da Silva, junto a casa
da beira do rio : a Ira lar na j-ua do Vigario 11.7.
Vendt-se ,1 part.e da melade da casa Ierren da
ra de Sania Rila n. 30. a qnal casa rende 7.5OOH
mensaes : a tratar na ra do Collegio. loja n. 13.
Vende-se um e scravo, ciiolo, proprio liara o
roano; na ra estilita, dq Rosario n. 21,
_ Vende-se chocolate de Paris, o me-
llior que tem appa'recido at hoje neste
mercado, por preco commodo : na ra
da Cruz n. 26, primeiro andar.
Vendem-se espingardas francezas
de dous cannos fingindo tronxado, mui-
to bonitas, e por preco baratissimo : na
ra da Cruz n. 26, primeiro andar.
RICAS TRANCAS DE SEDA.
Vendem-se ricas trancas de seda branca, edr dnv
sa, azul claro c pretas, dos padrocs mais bonitos que
tem apparerido, e mais barato do que em oulra qual-
quer parte ; na ra do Queimado, loja de miudezas
da Boa Fama n. 33.
LU VAS BARATAS.
Vendem-se lovas de seda para homem e senhora
a 18000 o par, ditas pretas de lorcal a 800 rs., ditas
brancas de fio da escocia para homem a 400,320ea^
240 o par ; na ra do Queimado, loja de miudezas
da Boa Fama n. 33.
LUVAS DE PELLICA.
Vendem-se luvas de pellica para homem e senho-
ra, pelo baratissimo preco de 40 rs. o par ; estas lu-
vas o nico deleito que lem he estar fraco o relroz
que as cose, porm vista do preco val a pena co-
serem de novo, assim como muitas pessoas tem eilo:
na ra do Quein.ado, loja de mindezas da Boa Fama
n. 33.
PENTES DE TARTARUGA.
Y endem-se Tientes de tartarnsa do ultimo goslo,
para prender cabellos, pelo baratissimo prer_o de 58
rs. cada um : ua ra do Queimado, loja- de miude-^
zas da Boa Fama n. 33.
TOUCAS DELAA.
Vendcm-sc loucas de lila para mancas, pelo bara-
tissimo preco de .500. 600,800 e 1000 rs., as melho-
res que podem haver, lano em qualidade como em
padrocs : na ra do Queimado, loja de miudezas da
Boa Fama n. 33.
SAPATOS PARA CRIANZA.
Vendem-se sapatinhos de laa para rrianra, pelo
baratissimo preco de 320 e 500 r ditos bordados a
18200 rs. n par : na rna do Queimado, loja de miu-
dezas da Boa Fama n. 33.
CAMISAS DE MEIA PARA HOMENS E
CRIANCAS.
Vndem-se camisas de meia para homem, fazenda
muilo superior, pelo baratissimo preco de 18200, di-
las piira criancas, tambem fazenda muilo superior, a
500 o 800 rs. ; na rna do Queimado, loja de miude-
zas da Boa Fama n. 33.
SAO' MUJTO FINAS.
Vendem-se lindas de miada mnilo finas, proprias
para bordar, pelo barato preco de 160e200rs. a
miada, ditas de carrilel de 200jardas aSOrs. ocar-
ritel : na ra do Queimado, loja de miudezas da Boa
Fama n. 33.
PARA OS SRS. PADRES.
Vendcm-sc superiores meias de laia para padres,
pelo commodo preco de 28000 o par ; na ra do Quei-
mado, loja de miudezas da Boa Fama n. 33.
RICAS ABOTABURAS PARA GOLLETE.
Vendem-se ricas anBtaduras douradas para colle-
le, pelo mdico preco de 18000, ditas de vidro de
todas as cores a 320 rs.: na rna do Queimado, loja
de miudezas da Boa Fama n. 33.
RICAS CHARLTEIRAS.
Vendem-se ricas charuleiras, pelo baratissimo pre-
co do 28500, 38000 e 48000 : na ra do Queimado,
loja de miudezas n. 33.
BENGALAS DE CANNA VERDADEIRA.
\ endem^e 'l'rprr^ bengalas de caima, pelo ba-
ratissimo preco de 38000 ; na ra do Queimado, loja
de miudezas da Boa Fama n. 33.
TKOCISE POR DINHEIRO A VISTA.
Na rna do Crespo n. 15.
Chitas- francezas finas a 280,260, 240 rs. o
rovado, cassa franceza a 720, 360 rs. a vara,
chitas inglezas entre fiuas, cores fizas 220,
200, 180 rs. o covado, riscados francezes a
210, 220 rs. o covado. Itrios lizos de linho
de diversos padrocs a 280 rs. o covado, dilo
Irapcinlo de algodao a 320 rs. a vara, meias
cruas a 28000,"28500 rs. o maco, chapeos de
sol de panno e cabo de ferro a 28000 rs. ca- ;
semiras francezas escuras de pndroes mo-
dernos a 48000, 48500 e 58000 rs. o corte,
ditas meias casimiras a 2800 rs. o corte, &
selim maco a 288(10 e 38000 rs. o covado.
easemirl pretas a 28000, 28100 c 38000 rs.
o covado; c mitras militas fazendas.
Vende-se nma carroca com um boi,{sendo este
muilo manco e bastante carnudo: na ra do Sebo
na Boa-Vista n. 8.
Vcndc-sc manteiga ineleza muito boa a 640 rs.,
dita superior a 720 rs., toucinho de Lisboa a 400 rs.,
dito de Santos a 320 rs., assucar refinado a 130,120,
100 rs.: na ra Direita n. 27..
' Vendem-se relogios de ouro, patente iJez, j
bem couhecidos neste iiiercado.papcl de peso proprio
para se escrever por paquetes, linlias de algodo em
carrileis de 200 jardas, fio, de linho proprio para al-
faiale e sapalciro, bicos de algodao em carines pe-
queos, ludo por preco commodo: em casa de Rus-
sell Mellors C., na ra da Cadeia do Recife n. 36.
Vende-te urna laberna com poucos fundos: na
ra do Rangel, a tratar com Tasso Irmaos.
Vendem-se os compendios de geometra ap-
provados para o us das aulas de segundo grao,
acham-se a venda na ot'.icina c cnradei-nacao do pa-
leo do Collegio: lodosos compendios levam urna as-
signatura, do autor, em maniiscripto.feita na primei-
ra folha veiticularinciilc.
Vende-se um palanquim de rebuco em muito
bom estado, 3 venezianas e 1 nanla roupa, ludo por
preco commodo: na rna da Gloria n. 7.
Doce de goiaba e je calda.
Vende-so na ra do Queimado loja 11. 2, barrili-
nhot com doce de goiaba de calda, assim romo de
mais qualidades, o mais bem falo iiqe he possivel.
Vende-se a casa terrea, sil na roa larga do
Rosario n. 3 : a tratar na taberna n. 18 da'praca da
Boa-Vista, com Antonio Pinto de Moraes.
Vendem-se cobertores brancos e de cores, pro-
prios para escravos, a 640 rs. cada um ; na ra da
Madre de lieos, loja n. 16.
Na ra Nova n. 2, vende-sc brim branen pro-
prio para cairas de pascm de montara.
Na loja n. 2 da ra NovSkrtraz da matriz, ven-
dem-se Uncos d fil de linho branco por 18000rs.,
proprios para as senhors cobrirem a cabera as
igrejs.
Na roa Nova n. 2, vendera-se peilos de cassa
para camisas, collarinhos finos para as ditas, e grava-
tas finas para homem.
Na ra Nova" n. 58,' primeiro andar, ha para
vender-se urna bonila cscrava sem vicio algum, de
nacao, com 20 anuos de idade, a qaal he boa cozi-
nheira e engommndeira, faz labyrinlho e cose chao.
Milho novo.
Vendem- preco de 38000 rs. cada orna: ha roa do Passeio Pu-
blico n. 17.
Do Chili finos.
Vendem-se superiores chapeos do Chili, de abas
grandes e pequenas, superioreschapcosdellalia,para
homens, senhors e meninos, com enfeiles c sem el-
les, variado sorlimento de trancas e franjas pretas e
de cores, para enfeiles de bonetes e guarnieses de
manteletes, a precoscommodos: na praca da Inde-
pendencia loja c fabrica de chapeos de joaquim de
Oliveira Maia, ns. 24 a 30.
Vende-*e por preco commodo a
interessante obra prximamente chegada
de Paris intituladaDiccionario deConver-
sacao e de Leituraem 68 voluntes, ul-
tima ediccao: quem a pretender dirija-se
a livraria n. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
Oleados pintados.
Vendem-se oleados pintados, de ricos padrocs e di-
versas larguras proprios para cobrir piannos, cnin-
modas, mesas, e bancas, e a precos muito commo-
dos: na praca da Independencia "loja o fabrica de
chapeos de Joaquim de Oliveire Maia, ns. 24 a 30.
Fel'.ro superior.
O mais completo e variado sorlimento d chapos
de fellro de todas as cores e qualidades, para ho-
mens, senhors c meninos, a presos muito commo-
dos: na praca da Independencia "loja e- fabrica de
chapeos de Joaquim de Oliveira Maia, ns. 24 a 30.
De castor a 12$000 rs.
Vendem-se chapeos de castor
branco inglez, da melhor for-
ma e qualidade, a venda no
mermarlo a 128000 rs., ditos de dito prelos a 9&000
rs., bem como variado sortmento de chapeos de se-
da francezes de encllenles formase superfina quali-
dade a (i, 7 e 88000 rs. cada um : na praca da In-
dependencia loja e fabrica de chapeos de Joaquim
de Oliveira Maia, ns. 24 a 30.
Vendem-se 31 paos de jangada de bo qoali-
dade e por preco commodo, quem os qnizer ver di-
rija-se ao trapiche do Ramos: a tratar na roa daCa-
deia do Recife loja n. 19.
Vendem-se seis travos do massaranduba e sa-
pucaia, de sesenta e cinco a setenta palmos, e 10
polegadas de face, e travs de lonro de 30 a 40 pal-
mos, o mais barato que he possivel: na ra do Ro-
sario larga laberna n. 9.
Vende-se 3 bois mansos, mnilo proprio para
carroca : na ra do Sebo n. 35, sobrado amarello.
Quem deixara' de comprar.
Farinha de mandioca cm saccas, muito boa, che-
gada ha pouco de Mamanguapc: na ra larga do
Rosario, taberna n. 9.
Vendem-se velas de carnauba sem mistura, em
grandes c pequenas porefies, e esleirs de palha de
carnauba : na rna do Vigario n. 5.
Vende-se om encllenle carrinho de 4 rodas
mu bem construido, embom estado; est eiposto na
ra do Aragao, casa do Sr. Nesme n. 6, onde podem
os prelendenlcs examina-lo, c tratar do ajuste com
o mesmo tenhor cima, ou na ra da Cruz no Recift
n. 27, armazem.
Vende-se urna barca ca que pega 240
'saceos com assucar, bem construida e
prompta a seguir viagem : na ra da Ca-
deia-doRecife n. 5, loja.
Na ra do Vigario n. 19 primeiro andar, tem pa-
ra vender-se chapeos de castor brancopor commodo
preco,
JL
JL

BAZAR PERNAMBUCANO.
Nesle estabelecimeuio se encontram latas <
com bolinbolos inulezes, pelo diminuto proco @
@ de 28000 rs.cada nma v assim como nma cai- @
CC xa com mais de oilenta dnzias de caiungas 5*f
<) para folguedos de criancas por muito pouco
4$ dinheiro :,e quem duvidar venha comprar,
N'LS. do I.orelo,
ppm 56ps
fructeiras
limar con-
a que nao
Vende-se um sitio no lugar1
com 130 bracas de fundo e 92 dejh
de coqueirose bastantes ps de
faz-se todo o negocio por se pro
tas, ou .nesmo se troca por nma
exceda muilo do valor do dilo sitio: quem laes ne-
gocios quizer fazer,' dirija-sc ra de Moras n. 82.
Vende-se um escravo de 35 annos, bom para
Irabalhar em algum sitio, por ler disso pratiea, e
tambem sabe tratar de cavallo : he muilo sadio,
nao tem o vicio de se embriagar, e nem de fugir
quem o pretender, dirija-se a ra Direila, casa jun-
io padaria, n. 67. Vende-se por preco enconta, e
0 motivo da venda se dir ao comprador.
Grande e variado sortmento de faSendas
baratas, na ra do Crespo n. 14, loja
de Dias & Lemos.
Chitas sarauncauas escuras muito fixas e muito
recommendaveis por sua boa qualidade, padroes
anda nao apparecidos, a 160 e 180 rs. o covado
sarja de laa de duas larguras muilo cncorpad, a
640 rs. o covado; riscdinhos de linho muilo finos,
a 640 rs. o covado; algodo trancado escoro, panno
couro, a 180 rs. o covado: ganga amarella muito
superior,* 360 rs. o covado; brim trancado de al-
godo muilo encorpado a 800 rs. o corle: coberto-
res de algodo graudcs, a 640 rs.; pequeos 600 rs.
cada um ; pecas de canibraia muito finas com 8 %
varas, a 48000 rs. e a 560 a vara ; camisas de meia
muilo elsticas, a 18200 rs. cada nma ; alpaca pre-
la de duas larguras a 400-rs. o covado; damasco de
laa de todas as cores muilo superior, a 800 rs. o
covado ; e nutras umitas fazendas mais baratas do
que em oulra qualquer parte, dao-se amostras das
chitas com penhores.
Vende-se selim prelo lavrado, de moilo bom
gosto, para vestidos, a 28800 o covado: na Tua do
Crespo, loja da esquina que volla para a cadeia.
ATTENQAO'.
, Na ra Direila n. 19, ha pura vender-se os se-
suintes gneros:
Bolachinha ingleza moilo nova. 280
Dita de aramia, franceza 480'
Farinha de tapioca muilo alva. 140
Dita de ararula. 200 o
Amendoas descascadas. 320 o
Castanhas do Porto. 120
Espermacele americano. 900
Cha superior. 28240
Dito brasileiro. 18500
Aletria nova. 280
Macarrao. 280
Talherim. 280 '
l.iuguicas, superior qualidade. 440 s
Paios e salpceles do Porto. 480
Toucinho de Lisboa. 400
Queijos mnilo novos. 18700
Cevada nova." 20
Vinho.de Lisboa, garrafa. 400
Dilo engarrafado do Porto (sem casco) 480
Manteiga ingleza muilo boa. 500
Todos cses gneros se responde pela qualidade.
Malas para viagem.
Grande sorlimcnto de todas as qualidades por pre-
co razoavel: na ra do Collegio o. 4.
Vendem-se 4 escravos, 1 mulato de 20 annos,
1 moleque de 17 annos, 1 prela lavadeira e engor-
madeira, 1 prelode 40 annos e 30 Iraves de pao dar-
co : na ra larga do Rosario n. 25.
Meios bilhetes da loteria do Livramento.
Na ra do Livramento, loja de calcado n. 35, ven-
dem-se i 28700 meios bilhetes, cujas rodas andam
mprctenvclrrfeiile no dia 12 de maio ; os bilhetes
desta casa tem approvado.por quanto tem sempre sa-
ludo algumas sorics urandes, pelo que vale a pena o
acrescimo de 200 rs. de lucro.
Vende-se um cofre do madeira com arcos de
ferro muito forte e com tres fechaduras muilo segu-
ras, por preco commodo: na ra da Senzala defron-
le da Inji do Sr. Martins, pintor.
POTASSA BRASILEIRA-
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons effeitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
1S3.
Vendem-se relogios deooroe prata, mais
barato de que em qualquer oulra pirte :,
na praca da Indepeudencia n. 18 e 20.
Chapeos pretos francezes
a carij, os melhores e de forma mais elegante que
lem vindo, e oulros de diversas qualidades por me-
nos preco que em oulra parle : na roa da Cadeia do
Recie, n. 17.
Dtpojilo Hn fabrica de Todo* o* Santos na Babia.
Vende-se, em casa de N. O. Bieber & C, na ra
da Cruz n. 4, algodaS trancado d'aquella fabrica,
muito proprio para saceos de assucar e ronpa de es-
cravos, por preco commodo.
N ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ha
para vender, chegado de Lisboa presentemente pela
barca Olimpia, o segninte: saccas de farello muilo
novo,- cera cm grume e em velas com bom sorli-
mento de superior qualidade, mercurio doce e cal
de Lisboa em pedra, novissima.
Vendem-se em casa de Me. Calmont & Com-
panhia, na praca do Corpo Santn. 11, o segninte:
vinho deMarseilleem caixas de 3 a 6 dnzias, jinhas
em novellos ecarreles, bren era barricas muilo
grandes, ac de mila sortido, ferro inglez. ,
.AGENCIA
Da Fondicao' Low-Moor. Roa da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortmento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito. H
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invenijao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o mellioramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na na da
Cruz, n. 4.
SNDS.
SALSA PARBILIIA.
Vicente Jos de Brilo, nico agento em Pernam-
boco de B. J. D. Sands, chimico americano, faz pu-
blico que lem chegado a esla praca nma grande por-
cao de frascos de salsa pamlha de Sands, que sao
verdaderamente falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devem acaulelar os consu-
midores de tilo precioso talismn, de eahir neste
engao, tomando as funestas consequencias qne
sempre coslnmam Irazer os medicamentos falsica-
dos e elaborados pela nao daquelles, que antepoem
seu iiilcresses aos males e estragos da hnmanidade.
Portan tu pedo, para que o publico se possa livrar
dest fraude e dislihgua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada c recentemente aqui chega-
da ; o annuncianle faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em sua botica, na rna da Cnnceic.lo
do Recife n. 61 ; e, alm do receiluaro que acom-
panha cada frasco, tem embaixo da piimera pagina
seu nome impresso, escachar sua firma em-ma-
nusenpto sobre o involtorio impresso do mesmo
traeos. '.
' Na ra do Vigario n. 19, priraet-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhs tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
FARINHA DE TRIGO.
Vende-se no armazem de Tasso Irroos.farinha de
trigo de todas as qualidades, qne existetn no mer-
cado.
| Vade-mecum dos homeopathas ou
I o Dr. Hering traduzido em por-
tugue/..
Acha-sc a venda cslp- importtintissima o-
| bra do Dr. Bering no consultorio hoinoeo.-
pathico do Dr. Lobo Moscoso ra do Colle-
I gio n. 25, 1 andar.
Vendem-se correnles de ferro usadas, tanto fi-
nas como grossas, as quaes eslao em muito bom es-
lado, c por prejo muilo cnmmndo : na roa da Sen-
zala, armazem defronte da loja dn Sr. Martins, pin-
tor. No mesmo armazem compram-se ferros velhos
cobre, latao e oulra qualquer jualidadc de metal!
assim como hrius, lonas e nntros pannos velhos etc.
Vendem-se tres bonitos armarios de amarello.
cm nlracailos, proprios para biblioteca ou outro qual-
quer estabeleciincnlo, por serem muilo bera feitos
assim como urna mesa de mogno para janlar que ad-
miti mais do 40 pessoas, e oulros trastes que se dio
por preco muilo commodo ; no armazem do corre-
lor Miguel Carneiro, na ra do Trapiche, ou na ra
da Cruz n. 34.
CERA DE CARNAUBA.
Vende-se cera de carnauba rhegada acora do 4.ra-
caly : na ra da Cadeia do Recife n. 49, primeiro
andar. ,
SAI. DO ASSIT.
Vende-se sal chegado acora do Ass, a bordo do
hiao Anglica : a tratar na ra da Cadeia do Recife
n. 41, priiuciro andar.
Saccas com gemina,
e velas de carnauba simples, tudo chegado ltima-
mente do Aracaty ; na ra da Cruz do Recife n. 31,
taberna de Luiz Freir de Andrade.
650
\cinlew-se na rna da Mangueira n. S,
(i">0 lijlos de marmore-; baratos eetn bqm
estado.
Vendem-se 8 escravos, sendo nma ptima mu-
lata boa costureira eengommadeira, 2 escravos de
na^ao, um delles bom canoeiro, 5 ditas mocas de
bonitas figuras com algumas habilidades, tendo nma
excellente leite e sem cria: na roa Direita n. 3.
Vendem-se.daas ptimas'canoas, sendo nma
para familia, e ontra de carreira: na roa Nota lu-
ja n. 4.
Vende-se alcatifas para ala ou igre-
ja, muito em conta, assim cmo queijos de
pratopara. qualquer prero : em casa de
Adamson Howie & Companhia, ra do
Trapiche a. 42.
Vende-se rape i^ual aode Lsfc*a a 28000 rs. ;
quem o lomar nao deixar de preW>lo a oulr nal-
quer pitada, tanto pela boa qualidade como pela
constancia de nao haver falta aos consumidores ; na
roa da Senzala Velha n. 70, segundo e torcetro an-
dares.
~ Vende-se um prelo moco e bom canoeiro: em
lora de Portas n. 135.
Vendem-se bolas de vidro, proprias pira'preo-
dor.papeis em escriptorio, as mais bonitas que lem
apparecido, pelo barato preco de 18200 e 18500 cada
urna ; na roa do Qaeimado, loja de miudezas da Boa
rama n. 33* _
RA DO QUEIMADO N. 30.
\endem-se facase garfos de cabo de marfim, obra
muito boa, ditas com cabo de sr de bslanco, trin-
chantes de cabo de metal, ditos de cabo d ac, bu-
les e cafeteiras de superior melal principe, bandejas
recortadas, obra muito lina, coias para farinh, le-
souras para jardineiro, ditas portuguezas para alfaia-
le, lernos de hcelas de pinho de tamaitos recolares
para botar doce, eniadas do Porto, ditas calcadas de
ac, couro de lustre marca eastello, e otros muitos
objeclos, que se vendem por barato prec,o ; na loia de
ferragens da ra do Queimado n. 30.
No armazem confronto a loja do Sr. Martins
pintor, vendem-se daas carrafas novas muito bem
construidas, as quaes servem para, cavallo on bol, e
oulra usada ; as quaes se vendem 'pelo preco que 'o
comprador ofierecer.
PLITO'S DE ALPACA FRANCEZES.
Grande sorlimento de palitos de alpaca e de brim
na roa do Collegio n. 4, e na rna da Cadeia do Reci-
fe n. 17 ; vendem-se por p>eco muilo commodo.
Moinhos de vento
-omhnmbasderepuxopara regar norias e baila
decapim,narundie,adeD.W. Bowman: na roa
dn Brumos. 6.8el0. >
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto, em
barrisde*., 5. e 8.: no armazem da ra
do Azeite de Peixe n. 1,4, ou a tratar no
escriptorio de Novaes 4 Companhia, na
ra do Trapichen. 34.
Padaria.
com nSVS&Z* ""fega.ud.: fraur
Aos senhores de engenho.
Cobertores escuras de algodao a 800 rs., ditos trnii-
o grandes e encorpados a 18400: na ra do Crespo.
toja da esquina que volla para a Cadeia.
Grande pechincha!
Vendem-se corles de cassa do nltimo goslo,7 e cores
xas, pelo baratissimo preco de 18920 o corto : na
rna do Crespo n. 5.
Devoto Christao-
Saino a luz a 2.. edicilo do livrinbo denominado-
Devoto Chnsiao.mais correcto e aerescenlado: vnde-
se> nicamente na livraria n. 6e 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de oro s panno, muito grandes e
de l>om gesto : vendem-se na ra do Crespo, loja da
esquina que volla para a cadeia.
NO SLLTOMjreOMEOMTHKO
DR. P. A. LOBO 10SCOZ0.
Vende-se a melhor de todas as obras de medicina
norncopathica ts- O NOVO MANUAL Q DR.
. i -S* ,rad,raia ra portugoex pelPfor.P.
A. l-obo Moscozo, contando nm accrescimo de im-
porlantesexplica5oes sobra a applicaco das dses, a
dieta, etc., etc. pelo traductor : qualro voluntes, en-
cadernados em dous 209000
Diccionario dos termos de medicina, cirnrgia, ana-
toma, pharmaoi, ele. pelo Dr. Moscozo: encader-
41000
nado
Umacarleira de 2i medicamentos com doustra
eos de linduras 'indispensaveis 40)000
'la de 36..........43J0OO
Dila, d 48...... 9080OO
Urna de OOluboscnm 6 frascos delinetnras'. 60MU0
Dita de 144 com 6 ditos...... 1008000
Cada carleira he acompapbada de om exemplar
las rritas obras cima rneuctonaitas.
Carleiras de 24 tubos pequeos para algi-
betra ... ....... 8S0OO
Dilasde48 ditos........." 160000
Tubos avulsos de glbulos ..... 1)000
Frascos de meia onca de lindura 28000'
Ha tambem para vender grande quantidade de
tubos de crvstal muito fino, vasios e de diversos u.
manhos.
A superioridade destes medicamentos esta hoje por
i* reconllecidat Pr isso dispensa elogios.
N.R. Os senhores que assignaram on compraran a
ohra do JAUR, anles de publicado o 4- volme, po-
dem mandar receber este, que ser entregue sen
augmento de preco.
He baratissimo por 608000 rs., nm lindo caixao
de padaria com 4 reparlimeotos, moito bem feito.'
quem o vir nao dixa de comprar, e nm braco de Re-
raao & Companhia : na rna*i)ireita n. 19.
Muita attencao.
Cassas de qnadros muilo largas com 12 jardas a
2**00 a pata, cortes de ganga amarella de quadros
muito lindR a 1*300, corles do veslido de cambraia
de cor com 6 lj-2 varas, muito larga, a 28800, ditos
com81|2 varas a 38000 rs., cortes de meia casemira
para calca a 38000 rs., e oulras muitos fazendas por
preQO commodo : na ra do Crespo, loja da esquina
que volta para a Cadeia. .
Af emola da Edwin Kaw.
Na rna de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon
c Companhia, acha-sc constantemente bons sorti-
mentos de taixas de ferro coado ebatido, tonto ra-
sa como fondas, moendas inetiras todas de fer-pe- 5=^1' loJa de fezendas esquina do' becco Largo n.
rmar em Thadei- f*>< e armazem de Jos Joaquim Pereira de Mel-
Jo no caes da alfandega rna de Joao da Barros, em o
armazem de Francisco Uuedes da Araujo, exislem
anda saccas com superior milho; assim Como nes-
te tambem tem barris com 8 """
raammaes, agoa, etc., ditos para a ...
ra de lodos os lmannos e modelos os mais modernos,
machina horisonlal para vapor com forca de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro estonhado
Esra casa de porgar, por menos preco qne os de co-
e' "^ ven* P"3 navios. ferro da Snecia, enc-
inas de (landres ; tudo'por barato preco.
Na ra da Cadeia do Recife 60, arma=
zem deHenrique Gibson,
vendem-se relogios de ouro de sabonele, de patente
inalez, da melhor qualidade, e fabricados em Lon-
dres, por preco commodo.
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade dezinco, superior quali-
dade, por precos commodos: na ra do
Trapiche Novo n. 16.
Na ra da Cadeia Velha n. 52, m casa de
Deane Youle & Companhia,
vende-se nm carro americano de 4 rodas ; pode ser
visto na cocheira de Poirrier, no aterro da Boa-Vista.
Vende-se nm completo sortmento de fazendas
pretas, como : panno fino preto a 38000, 48000
58000 e 68000, dilo azul 38000, 48000 e 5&000, ca-
semira prela a 28500, setim prelo moilo superior ,
38000 e 48000 o covado, sarja prela hespanhola 28 e
28500 rs., selim lavrado proprio para'veslhtos de se-
nhora a 28600, mnilas mais fazendas de muitas qua-
lidades, por prejo rommodo : na ra do Crespo loja
n. 6.
Velas de carnauba. .
Na ra da Cruz n. 15, segundo andar, venden\-sr-
velas de carnauba, puras e compostas, fcilas no Ara-
caty, por menos preQO do que em oulra qualquer
parle. '
Vendem-se cobertores brancos de algodao gran-
des, a 18440 ; ditos de salpico tambem grandes, a
18280, ditos de salpico de topete, a 1400: na ra do
Crespo loja n. 6.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido da o a 8 palmos de
bocea, as quaes acliam-sc a venda,- por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador
Vendem-se cobertores de atgooao grandes a 610
rs. c pequeos a 560 rs. : na ra'do Crespo num-
Q Deposito de vinho de cham-
$ pagne Cliateau-Ay, primeiraqua- ffl
g hdade, de propriedad do condiS
@ de Mateuil, ra da Cruz do Re- m
ctfc n. 20: este vinho, o melhor '
W de toda a champagne vende- Q
$ se a 5GJ00O rs. cada caixa, acha- *
^ se nicamente em casa de L, Le- .
g comte Feron & Companhia. N. B. W
9 As caixas sao marcadas a fogo
$ Conde de.Marcuil e os rtulos $)
(^ das garrafas sao azues. fg
Vendem-se as madeiras do theatrnhn da ra
Aneiisla, sendo parle ile forro de louro, e parte de
pinho: a Iralar no mesmo thealrinho.
Attencao.
Na ra do Passeio n. 13,' vende-se meias casemi-
rasdecr, pelo barato pre0 de 400 rs. o covado,
bnns de quadros de bom gosto ,i 320 rs. o covado,
chales de laa e seda por 28000 rs., eoulrts muitu
fazendas por precos commodos.
_ libras de chooi ees de
Lisboa proprias para casas particulares; a qualida-
de he superior por terem sido all fabricados por
urna familia particular.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de caimas todas de ferro, d um
modello e construccao muito superiores
Vendem-se em casa de.S. P. Jotras-
ton & C., na ra de Senzalla Nova n. Ai.
Vinho do Porto superior engarrafado.
Sellins inglezes. '
Relogios de ouro patente inglez.
Chicotes de carro.
Farello em saccas de arrobas.
Fornosde farinha..
Candelabros e candieiros bronzeado.
Despenceira de ferro galvanisado.
Ferro galvanisado em folha para forro.
Cobre de forro.
Pianos.
Os amadores da msica acham continuadamente
em casa de Brunn Praeger & Companhia. ruada Cruz
n. 10, um grande sorlimento de pianos fartes e fortes
nianos.de diflerenles modellos, boa coos5 be-
as vozes, que vendem noV mdicos pr
mo loda a qualidade de iwUnmento^a'mnsica.
Navalhas a contento e tesouras.
Na ra da Cadeia do Recie n. 48, primeiro an-
dar, escriptorio de Aagnsto C de Abrcu, concSn-
am-se a vender a 89000 re. o par preco fio) as j
bem ronheidas e afamadas navalhas de barba feilw
peio na 111 fabricante qne foi premiado na exposicao
(ie Londres, as quaes alm de duraran eilraordina-
1 lamente nao se sentem no rosto ita acra de corlar ;
vendem-se com a condicao de, nao agradando, pode-
rem os compradores dcvolve-las ale 15 dias depois da
compra, reslituindo-se o importo: na mesma caso.
ha ricas tesourinhas para unhas fcilas pelo mesma
fabricante. <
PTIMO VINHO DE COLLARES,
barris de 7 m pipa : no escriptorio de Angustri
C. de Abren, na ra da Cadeia do Recife n. 48, pri-
meiro andar.
ESCRAVOS FGIDOS:
Ausenlou-se da casado Sr. Jos Pradines ,
pelas 8 horas do dia 10 do corrente, o escravo rriou -
lo de idade 25 almos, cor Tulla, alio, cheio do corno ,
com todos os denles.sendo do qneichal de cima mui -
I prelos e debaino bem alvos, lem mais um sica -
Irizna noca proveniente de uro causlico.beicosgroi -
sos, levou vestido caiga acal c camisa desbotada :
quem o pesar qneira o levar a rna Nova n. 36 casa
dodilosenhor,oaeo aba,ixo asignado na roa A-
eiislacasa n. 3b que sera gratificado. Joaquim Anto-
nio ae Santiago esta.
rugi no dia 25 do correnlc o escravo crionllo
'<"< .,!cille com os siRuacs seguintes, re'pn -
6'1! 11 J""nnos,bem prelo, olhos grandes, can -
badodas pernas, he m/iito prosista : levou vestid o
camisa de meia j rola, calja de nscariinho ja sj a
porem he de suppor que modasse de Irage, esto e 1-
cravo he propriedad do Sr. Paulo de Amorim Sa I-
gado, senltor do engenho Cocal da freguezia de Un 1,
quem o pegar 011 der miliciana ra do Rosario la r-
ga II. 24 ou no dito engenho que ser tem recow 1-
penssado.
Fat.- Tjf.UM.r. r>rU.-lSMv

-..>. ..
IaalTa-naf


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