Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01553


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Full Text
NNO XXX. N. 108.
a
or.3 mezes adiantados 4,000
_____
l.
!*
IPCAO'.
F. de Paria; Rio de Ja-
reira Mrtins;Bahia, o Sr. F.
oSr. Joaquim Bernardo de Men-
) Sr. Jos Rodrigues da Costa; Na-
m Ignacjo Pereira; Aracaly, o Sr.
Braga ; Ceari, o Sr. Victoriano
Harauhao.o Sr. Joaquim Marques
ir, o Sr. Justino Jos Ramos.
por
CAMBIOS.
Sobre Londres 27 3/4, 28 e 28 1/8 d.
Pars, 340 a 345 rs. por 1 f.
Lisboa, 95 porcento.
Ri o de Janeiro, 1 1/2 a 2 porO/o de rebate.
Accoes do- banco 10 O/o de premio. -
t da companhia de Beberibe ao par.
da. companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras 12 0/0
METAES.
Ouro. Oncas hespanholas. 289500 a 299000
Moedas de 69400 velhas. 169000
de 69400 novas. 4 69000
* de 49000......99000
Prata.Pataces brasileiros ..... 19930
Peso columnarios......19930
mexicanos ......'. 19800
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito eTlaranhuns nos dias i e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e Oricury, a 13 e 28.
Goianna e Parabiba, segundas e sextas feiras.
Victoria, e Natal, as quintas feiras.
PREAMAR DE IIOJK.
Primeira as 3 horas e 4*2 minutos da tarde. '
Segunda s 4 horas e 6 minutos da manhaa.

AUDIENCIAS.
TrrMMI do Commercio, segundas.e qitintasfeiras.
RelacSo, tercas feiras e sabbados.,
Fazejida, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara do civel, segundase sextas aomeiodia.
2.* vara do civel, quarts e sabbados ao meio dia.
I s 7 horas, 11
natos e 48 segundos da manhaa. .'
12 La cheia a 1 hora, 18 minutos e 48
segundos da tarde.
19 Quarto minguante as 4 horas, 14
minntose 48 segundos da manhaa.
26 La nova as 6 horas, 28,minutos e
48 segundos da tarde.
10 Qun.
11 Q
12 Sexta. S
13 Sai
14 Dominpc
Bonifaci<
PARTE OFFICIAL.
BHO DA PROVINCIA,
i do dU 9 4. malo da 1854.
onel Manoel Muniz Tavares, di-
ente de estar S. S. no cxcrcicio inle-
de coroniandanle das armas dcsla provincia,
ida de se achar doente o marechal
fos Fernandes dos Santos Pereira.Com-
rauncou-se thesouraria de faienda.
>Ao inspector da thesouraria de fazenda, pa-
aandar abonar ao capillo Antonio Francisco de
igalhles, que foi nonoeado director interino
militar de Pimenfeiras, a quantia de 2Q03
rs., para oeeorrer as despeas da referida colonia.
capilau #o porto, reconimendando que,
a contrate um pralico da costa entre
cia. c a d? Rio Grande do Norte, para,
brigae Legalidpde, mandando-o apresen-
udante da eslavo naval, alimde entrar
viCo.^Communicou-se a esle.
inspector da thesouraria provincial,
lo copia do ornamento e projecto de urna
s arco de pedra e lijlo/ que tem de
ponte suspensa de Ferro ja coatralada
tuda obre o rio Prapams, uo 4. lan-
Icacao.da estrada do Cabo, alim do que,
ldade com o quo expoz o director, cas
as no oftlcioque remelle por copia, con-
rremalante da mencionada ponte de
ra da qae ora se project.Communi-
nciouado director.
nmmandanle snperiorda guarda nacio-
,o Recife, recommendandp a ex-
ilias ordens, Jara qae seja dispensado do
d> mesma guarda nacional, o profes-
pHmeiras lettras Jos Mari) Ma-
igueiredo.
rector das obras publicas, aolorisan-
rista de sua infor'macao, a lavrar o lermo
nenio definitivo da obra do 3. laan da
i norte, di qual he arrematante Pedro Ca-
Vanderley, passando ao tnesmo lempo o
certificado, afim de 'que o mencionado
la pona haver da thesouraria provincial a
> da preslacflo qae tem direito com e
i" em dita informacao.Nesle sentido
ida thesouraria.
api 13o Antonio Francisco de Srraza
tes. Convra que Vmc. parla j sem a
ora para entrar em ejercicio de director
militar de Pimenteiras, para que acaba
eado. Apenas tiver tomado eonla dar-
rmacaocircumstanciada do estado em que
la colonia, nao so respeilo das obras que
sido feitas pelo sen antecessor, como das
vira continuar com maior presteza.- f)ar-
tambem informado sobre a maneira porque
la regida a colonia, sobre todo na parte que
tribuico dos dinheirns pblicos, e
tejo que se tem ahi adoptado. E por-
conste, que rooilos individuos sem a neces-
ee* vio devastando as mallas do dispelo
lia, curiando rnadeira* de.Iei e fazendo-as
ar nao s para esta provincia, como para a
Ms, compre que Vmc. (rale de reprimir esle
lia, como subdelegado de"polcia, apprehen-
|ue illegalmente forem cortadas ou passa-
olro dos limitas de sua jurisdiro, daodo-me
inmediatamente das' diligencias que a tal res-
Izer, a as qoaas recommendo a maior solici-
tada.
laria Concedendo a'exonerarlo que pedio,'
aduado reformado los Antonio Barbosa,
ir de director da colonia militar de Pimenlei-
eando interinamente para o referido lugar
> do estado maior da segunda classe-, Anto-
eo de Souza Magalhaes. Fizeram-se as
feeonriis communicacSes.
- Ao agente da companhia das. barcas de
para mandar dar passa'gem para a corle no
i se espera do norte, ao segundo cadete
osargento Jos TcixeiraCampos Jnior, per-
ao dcimo balalhfo de infamara! Com-
cou-se ao coronel commandante das armas.
Creando, de eonformidade com a proposta
la polica, um dittricto de subdelegado na
militar de Pimenteiras, o qual comprthen-
lo o territorio da mesma colonia.
torneando, na mesma eonformidade, pa-
garlo de noticia do oislricto da colonia mi-
Pimenttiras, ao capitao Anlonlo Francisco
lagalhaes. Communicou-se ludo ao
Hooado chafa de polcia.
USANDO DAS ARMAS.
ral ato coauJaVdo das arma* de
i aidade do Raclfa, eaa 10 de
8W.
nm no da k. ss.
idante das armas interino, em
ao que fez a presidencia desta
im ofllcio qae Ibe dirig o 9 do corren te,
Ico, para conhecimenlo da guarnicao e de-
rnncia, que a mesma presidencia na refe-
rta, conceder ao Sr. major graduado reforma-
Anlonio Barbosa, a demissa que pedir do
emprego de director da colonia militar do Pimenlei-
ra, nonseandn interinamente para o referido em-
. eapilao doeorpode estado-maior da se-
nda elasse Antonio Francisco de Soaza Magalhaes :
uformtdade or. lenle ajadunte Jo8o Ma-
Brrelo, entrarn commando interino
do forte de Gaib, exercido peto dito Sr. eapi-
lao.
Assigns ilo. Manoel Muniz Tavares.
Confon ne.Candido Leal Ferreira/ajodanle de
ordens en estregado do detalhe.
-------- UIOISX-
TRC BUNAL DA RELACAO.
SI !SSAO DE 9 DE MAIO DE 1854.
Presidir, iciadn Exm. Sr. consitlkeiro Azevedo.
As 10he *ras da manhaa achando-se presentes os
Srs. descm bargadores Bastos, l.oan, Souza, Kebello,
Luna Freii 'e, Telles, Valle, Pereira Monteiro e San-
tiago, o Si -. presidente declara aborta n sessao n
forma da 1 ci. Ao meio dia compareceu oSr. de-
sembargad or Villares.
EXPEDIENTE.
Compar. ceu o Sr. juiz de direito Alexaodre Ber-
nanlino de >sRcis a Silva para o julgamcnlo do pro-
ceaso do ju iz de direito de NazareUi Joaquim Manoel
Vieira de Mello, jurando o Sr. liis e Silva suspei-
'SSo por se r intimo amigo doSr. Vieira de Mello, o
Exm. Sr. conselheiro .presidente mandn convidar
o juiz dos^ feilos Alvaro Barbalho para servir em dito
julgament o na prxima sessao.
Julgamenios.
Appellanl e D. Luiza Mara da Conceicao ; appel-
lado Ji Antonio da Costa. Desprezarani-se os
embarg :os.
Appellan le Miguel Mendes da Silva ; appellado
Jos Bi iberio de Moraes e Silva.Confirmou-se a
sentem a.
Exeq'aen tes os herdeiros de Jos Antonio Loorenca;
execul ado Julio Beranger.Cunlirmou-se a sen-
lenca.
Appellan les os contratadores das carnes verdes ; ap-
pelladt i o jpizo dos feilos provincial.Reformou-
se a sei Henea, julgando-se de nenhum cffeito a pe-
uliora 11 execueao i visla da sabseqoenle conven-
gao.
Appellam '.e o joizo de ausentes ; appellados Joan-
l)a Rita,, seu marido Jos Pinheifb eo cnsul por-
tugus -Cunlirmou-se a senlcnca!
Appellante s Jos Francisco do Reg Barros e ou-'
tros ; app'diados Francisco. Manoel'de Siqueira o
' outros.1 roram jutgados por sentenca os artigos
de habilita sao.
Appellante o Dr. juiz de dreilo', appellado Jos
Thomaz Di.!.Julgou-se procedente as razoes do
juiz1 de dire lo, e submetteu-se o proeesso a novo
Jalgantehto.
Appellante o juizo ; appellado Joao Ignacio Fer-
rcira.Mam lou-se a novo juny.
Appellante o j uizo ; appellados Joao Sabino Tei-
xeira e Ignai :io Joaquim Rebollo.Mandou-se a
nvojury.
Appellante Ma .noel Ignacio da Silva ; appellado o
juiz do direiti ).Mandou-se a novo jury.
Appellante Ra j mondo da Silva Queiroz; appella-
do Joaquim Domingues Moreira.Julgou-se im-
procedente a appellaeao.
Appellante Gu illierme Jos da Silva; appellado o
juizo.Julgo u-se improcedente a appellaeao.
Appellante o ji lizo ; appellado Joaquim Rodrigues
Porto.Proce' denles as razoes vai a novo jury.
Diligencias.
Appellante Her inanegildo Jos Cootho ; appellado
, Jos Jacorae < le Araujo.Com vista ao curador
geral dos orpl mus.
Appellntes e i ppellados Antonio Gomes Villar e
a Viuva e herdi -iros de Jos Pires Ferreira.Man-
doutse diferir j urameulo ao advogado Costa Ri-
beiro para dize r a bem dos menores.
Desiynacet.
Appellntes a parda Rosa asna filha Umbelina; ap-
pdlados BeraardoGornes da Silva e JosCarnei-
ro Estrella.
Appellntes Ka Ik.tnan f3 Irmo ; apneilados Jo3o
Antonio de Millos Abreue outros.
' fecSai.
Passou do Sr. desembargador Pereira Monteiro ao
Sr.desemliarga-dorValio'a seguinle appellasao em
que sao :
Appellante o promotor publico; appellado Flix
Dias Xavier.
Passaram do Sr.desembargadorValIeioSr.de-
sembargador Santiago as seguinles appellaeoes em
que sao r
Appellante o juizo; appellado Joao Carneiro da
Costa.
Appellante o juizo ; appellados Joao Ferreira da
Silva e Jos Quirino Soares.
- Passou do Sr. desembargador Villar ao Sr. de-
sembargador Souza a seguinle appellaeao em que'
s3o : .
Appellante Joao.Cavalcanti de Albuquerque Mello ;'
appellado Francisco Marques da Fonseca..
Passov do Sr. desemburgaddr I.eao ao Sr. de-,
sembargador Souza a seguinte appellaeao ero que
sao:
Appellante Antonio Lopes de Queiroz; appellado
Manoel"Duarlc de Souza.
Passou do Sr. desembargador Telles ao Sr. de-i
sembargador Pereira Monteiro a seguinte appellaeao'
em que sao:
Appellante Domingos Jos Marques ; appellado.
Manoel Jos Soares do Avallar.
Passou do Sr. desembargador Pereira Monleiro
ao Sr. desembargador Valle a seguinte appellaeao
em que s ao :
Appellante Joao Ha p I isla de Oliveira (ui mar es;
appellado o juizo.
- Passou do Sr. desembargador Pereira Monteiro ao
Sr. desembargador Vajle a seguinte appellaeao em
que sao:
LHETIU
BIWSDEUIREI. (*)"
KU BUIrnt BE FlDIUS, E fEIEO UCtOJE.
SEGUNDA PARTE.
XXI.
oneza de fhcvrcuse-
( rontnuaeuo )
a dias do mez de fevereiro do
jslava magnitieo c Pars
ar de fcsla !
Jo de todas ^^^kvam-se a galope
emigraeao de
^^^p descoberlas, tra-
-uin dos clarins !
a naver urna
oque de
nobreza
^^^^^^Mrados
quando todos
UIU-SO
coiidu-
tdd, BDure daraute as
lomeas I
pronailUo muilos peere!
niiillier que espoi-.n'n ragai
une invatariosii ik> l'hanji
devido s ao acaso, mas que um olhar, urna palavra
insignilicante poda, se fosse preciso, fazer nascer !
Para todos era pois um prazer sem igual abando-
nar poadous dias smenle cssa capital (Ao amada, e
ir apresenlar o rosto o o coracao. ao ar vivo e pene-
tranfe do campo.
Todas as carruagens com ricos brazoes pintados
as cortinas passavam rpidamente recebendo as
sandaeOcS dos gentishomeus que iama cavallo.
Era priineiramente o ddque de Grammo'nt, mem-
bro da -cmara dos Pares, o duque de Duras, pri-
rneiro gentilhomem da cmara do re, Mr. de CJer-
niont-Tunncrre, o principe de Poix, o duque de Ro-
ban, o conde de Crllon, os grandes nomes d emi-
graeao que tintinen recobrado pela volla' do rei
Luiz XVIII, os privilegios de que gozavam seus
antepasados.
Eradepois a prinrczaMe N'eufclialel, secuida de
perto pelo conde de Artois, o duque de Bcrry* os
principes dp ramo mais moco, os d'Orleans, o con-
de e.Ln Korhedfnnscault, os Srs. de Marbois De-
cazes, o visconde de Chateaubriand, o conde de
Monlnioreucy.
Depois emllm n multidao de gentishomens que
jenenclam ao exercilo realista; os I.onvain, osCha-
aeuil, os Brivart, os Chaulieu.os quaes entrega,vam-
sc sen. partilha sua louea e espirituosa uegligen-
SfR<^05aearicl,er ''***)> e nao nensavam
que o vojcao das rcvolticOes eslava apenas fechado,
Jft7' i,bnr- dem inslaite para nutro:
Tfc ^ n,^uem S,,e nuuC11 quando ama rvo-
mSoleto? ^^ eleroannte obre'
mocidade alissem embargo de seas defei-
Mleviaudades e de sua negligencia A1
francesa sera senipro a mais espirituosa, a i
Hp< e a mais amavcl da Europa
IL Umamaifta um desses ioveus loucos que linha '
filiado na jtuerra da\endea, as quaes seu san-
navia corrido muilas vezes pela causa de seus
tenassados. um desses jovens lenco, dizernos,
lo que um certo Jacquai Bernier, fidal-
ie provincia tomara a liberdade de proferir a
urna "'"rc8l> gracejos de mogosto, dirigio-llie o bi-
a Ihele i
te Ei iliai\o assignailo reciinher dever ao seuhor
1. Bennaj-, o gurulu, a sonima lie rein bastunailas;
que piomelln pagar-lite com os juros da lcinodio
em que eonsiar-rae que poz os ps. em aris aW''"
Appellntes os herdeiros de Ignacio Joaquim Fer-
nandes ; appellado Manoel Claudio de Queiroz.
Lcvanlou-se a sessao as 2 horas da tarde.'
EXTERIOR.
Londres 1 da abril da 1854.
CASA DOSLORDS.
Discurso proferido por lord Clarendon na sessao
de 31 de mareo, por occasiao da leilura da mensav
gem da rainha, annunciando a deelaracao da guer-
ra com a Russia:
Entao levantou-se o conde de Clarendon, e disse:
oMy-lords, levantando-me para persuadir i W.
Excs. que adoptem a mlnsagem que tenho a honra
de propor em resposla graciosa mensagenb de sua
magestade que j foi lid, confio que me nao ser
necessaro -demorar a casa pur muilo tempo sobre
nm assumpto acerca do qual VV. Excs. j se acham
lao bem informados, tanto pelos documentos que
foram opresentados ao parlamento, com pelos de-
bates que tiveram lugar neslacasa. Mas, My-lords,
em urna occasiao como a presente em urna occa-
siao de.lAo solemne e gravo importancia, qaando as
esperanzas e anleciparoes dos ltimos mezes passa-
dos forsm dissipadas qaando a paz que,por tanto
lempo trabalhamns'para manler foi terminada
quando a guerra, que nos annos passados puusava-
raos qu nao poda ser renovada, est prestes a ser
comecada e qaando VV. Excs. sao chamados a
responder ao appello que sua magestade fez vossa
leal dedicaeo e ao vosso leal zelo na lula em que
ella est para lomar parte em defeza de nm alliado
injuriado nao posso tratar deste assumpto sem
preocupares da maior anciedade.
o^Kao me rctraio da expressao desta opioiao, por
que nao he imcompalivel com a nossa honra nacio-
nal nao he imcompalivel com essa grande cora-
gem que caracterisa este paiz, nao he incompalivel
com essa dclcrminaeao de consciencia que nos lem-
pos passados ua> conduzio seguros alravez de diffl-
culdades e perigos, para contemplamos placida-
mente o vasto campo de calamidades que a guerra
abre diaulc de nos, e para refiectirmos srJbre os di-
versos a vastos interesses qufe sero postos em perj-
go, sobre o progresso social que ser' interrompido,
sobre os Irabalhos que sero impedidos, e os planos
de melhoramcnto que serao postos de parle por esta
Buerra; Mas- estas considerantes quo se apresen-
tam, que milito posam sobre o espirito de lodos os
homens me refteclem, nao tem sido sufliciente nem
para abalcr a determinacas nem para reprimir o ar-
dordira anlcs o entusiasmo, com qae este paiz
se tem levantado como um ? homem ao sagrado
appello dodevor para defender a honra nacional do
injusto ataque e da aggressao nao provocada. ( Ap-
poiados. )
a My-lords, confio que nada sahir da minha boc-
ea esta noile que perturbe estes unnimesseplimen-
tos com que sob lodos os respeilos he 13o importante
que os nossos actos sejam caraclerisados,. nem qae
destrna os grandes e bons etTeitos que tem sido pro-
ducidos em toda a Europa pela unanimidade do
povo desle paiz e pela respeitavcl posiclo quo em
consequencia a Inglaterra tem assumido, desde qae a
guerra pareceu tornar-me inminente.
Mas, My-lords, fallando assim, eslou longe de
entender, como o raen nobre amigo pensou em urna
primeira e mais importante occasiao,- deprecar dis-
cussAo ou evitar averiguacOes sob qalquer aspecto
desles actos; to ponco tenho inteneao alguma de
qoeixar-me do espirito por que estas averguaedes e
esta critica foram dirigidas. Alguns d* vos, My-lor-
ds, podern- ter pensado que nao fallamos com' bas-
lant energa e em tempo opportuoo; outros pensa-
ram que obramos com vigor, a tornamos.a guerra
inevilavel afim de evitarmoso guerra; oalros pensa-
ram quedepositavamos estpida eonfiauea nos pro-
testos que recebiamos; ao passo que outros,. seme-
lhantes ao meu nobre amigo ( o conde' Grey), por
meio de fortes argumentos, se ha "esforcado para
estabeleccr que nao temos interferido absoluta-
mente.
Mas, My-lords, tanto quanto me he dado apre-
ciar o estado real da opinio publica, tenho visto que
o veredicto do paiz lia sido pronunciado em nosso
favor, eqSe he porque es nossos perseverantes es-
forjos em manler a paz tem sido- exauridos que a
coadjuvajoo unnime desta poderosa nacto est
agora para nos ser dada. [Apoiados.) Em varias oc-
casiOes ha sido do meu dever explicar e defender a
poltica do governo, e no presente momento nao oc-
cuparcro precioso lempo de VV. Excs. nem vos fati-
gare!, carainhado no mesmo terreno e repelindo
os mesmos factos e argumentos. Mas, My-lordsf com
referencia a essa indevida confianza depositada no
imperador da Russia, de q%e temos sido aecusados,
desejo dizer poucas palavras, e sero com referencia
a essa correspondencia que j foi deposta sobre a
mesa desla cmara. {Apoiados.)
n My-lords, he-me escusado dizer que esta cor-
respondencia teria permanecida sepultada nos ar-
chivos do Foreigu-offlce, se nao houvessemos sido
desafiados, e consequenlemente compellidos pelo
imperador da Russia a publica-la. (Apoiados). Nos
nem desojamos nem procuramos eslas communica-
coes,mas. tendo sido recebidascomoconfidenciaes,
houvemo-nos com escrupulosa honra para com o
imperador da Russia, e nao posso dar VV. Excs. o-
tra prov melhor do que o fado seguinte:em um
despacho que escrevi nos fius de abril, no qual reca-
pilulei os varios protestos que qos tinham sido dados
peto imperador, inser um breve extraclo, nao do
despacho mandado por SU* H. Seymour, conlendo
urna narrarlo dassuas conversac,Ocs com o.impera-
dor, mas do memorndum que o imperador ordeha-
va,q'ne fosse escrrplo. O conde Nesselrode, obser-
Y^ndo esle extraclo, protestou contra elle urna falta
,de conianea, e pedio que o extracto uao fosse inse-
rido niquelle despacho quando houvesse de ser apre-
se,nlado ao parlamento. Respondemos que todas as
cojnmunicaces desta especie eram excessivamente
inconvenientes a. um governo constitucional ( ap-
ptaifis), masque se o imperador pensava que ti-
nlia-justos motivos para queixar-sc, nos Ibe promel-
tiamos que esta passagem seria tirada do despacho
quando fosse prsentado ao parlamento. ( Apoi-
adqs.)
E_ cu posso com conianea appellar para Vv.Excs.
se, po decurso das varias discussoes que tiveram li-
do lugar, bouvo a mais leve allusao, da parte do go-
verno, s communicarcs do imperador. ( Apoi-
ados). '
a Mas, My-lords, com esta correspondencia foi pu-
blicada, apeuas posso manifestar a minha satisfago
de que ella sahio a lame, porque julgo que'posso
dizer, sem presumpsao, que prova que temos sido
homens de bem para com o sultao, homens de bem
para com os nossos alliados, c homens de bem para
com o proprio imperador. (Applautos). O impera-
dor voluntariamente desenvolveu as suas ideas, ou
antes expressoa a sua tonviccao de que a dssolueao
do-imperio oltomano era inevilavel ; e releva lem-
brarmos que esla nao era idea singular da parte do
imperador que elle nao fazia monopolio della
o que era parlilhada por militares de pessoas neste
paiz, as quaes, naquello tempo o anno passado, nao
linJiam idea da \ilal energa e do espirito nacional
T-ae, os Turcos desde entao lem mostrado. (Apoia-
do-j j. Fra provado por livros, por olhetos, por ga-
zeta, e por urna viriedade de dados eslatisticos, que
o imperio oltomano nao podia dorar. O imperador
drRussia desejava disculir esle negocio comnosco
eajuslar comnosco o qae fosse conveniente, ou an-
tes o que nao fosse conveniente, aos dous-paizes -na
hspolhese deslas prophecias se realisarem. Nisto
nao liavia nada mais que c\ritasse suspeitas ou cre-
assp sustos em 1853 do que tiavia em 18*4, ou em
1829, quando estas ideas foram primeramente di-
vulgadas.
8 Mas se este paiz houvesse compartilhado estas
ideas do imperadorse houvessemos mostrado que
acredilava que a dissolucto da Turqua eslava 1*
mnenle se estivessemos promptos para admitlir
o eu desmembramento,; ou moslrassemos aeoda-
rrrento em aceitar o Egyplo ou Canda, que nos fo-
ram propostosentao, pens que o imperador teria
contado com a realisac/io da sua prophecia. Mas foi
porque desojamos evitar esto perigo, e diamar o
imperadora considerar a questao como nos, que nao
recuamos do se"n desejo de querer que disculis-
seroos toda a questao com elle. (Apoiados).
Discutimos plenamente os sftis argumentos ;
demos as razos porque pensavamos que a dissolu-
eao do imperio oltomano nao eslava imminente ;
declaramos que nao lomaramos parte em negocia-
cao alguma ,clandestina, e. que nao teramos segre-
dos para com nossos alliados ; repellimos com urna
espede do silencioso desprezo a offerla de pdla ter-
rioral ( applausos ); o aponamos ao imperador a
estrada que elle devia seguir. Pois bem, My-lords,
o .imperador em resposla disse que a Russia ja era
demasiadamente grande em extencao territorial ;
qye elle" uao desejava acorescimo de territorio ; que
a manntencao do imperio olloinano era urna ueces-
s[dade europea, e que o seu desmmbrame uto seria
urna calamidade para a Europa ; e, postoque insis-
tisse para que o sultao lhe fizesse justica sobre a
quesiao dos Santos Lugares, com tudo asseverava
qoe nAo linha mandado um homem sequer ou um
navio naquelle tempo para a Turqua.. [Apoiados).
E, My-lords, estas asseveraroes nos eram dadas, nao
sg sob a palavra do imperador, mas sob a palavra
de um cavallciro. (Applausos ). Sua magestade im-
perial parece eslabelecer alguma distinecao entre as
duas consas. ( Risadas). E eslas asseveracOes foram
djrigidas nao so ao governo, mas propria rainha.
( Apoiados). Em um memorndum cscripto pelo
proprio .punho do imparador, e pela sua propria
penna, recebemos os protestos segointes:
O imperador, com viva satisfacto, foi Inteira-
dodo despacho de lord Clarendon de 23 de marco:
Saa magestade se congratula, ao ver que os seus de-
signios e os do gabinete inglez coincidem inteiramn-
to, a respeilo das eombiuaeoes polticas que sera
principalmente necessaro evitar no caso de verifi-
car-se no^Orienlc a contingencia que a Russia e a
Inglaterra tomam igualmente a peito previnir, ou.
ao menos adiar tanto quaolo for possivel. Parlilhan-
do geralmcnte as opinides manifestadas por lord Ca
rondn sobro a necessidade da prolongada conserva
ao do actual estado de cousas na Turqua, o impe-
rador, todava, se nao pode abster de advertir sobre
um ponto especial que o induz a suppor queaiu-
formaeao recebida pelo governo inglez nao esl to-
talmente de accordo com as nossas. Refcrc-sc isto
jiumanidadee tolerancia mostrada pela Turljuia
na. sua maneira de tratar os subditos chrisiaos.
Pondo de parte muilos outros exemplos em
contrario d urna antiga data, he notorio que recen-
lemenle as crueldades commettidas pelos Turcos em
Bosnia obrigaram a centenares de familia} chrislaas
a se refuginrem na Austria.
ir Sobr^ onlros respeilos, sem desejar nesta occa-
siao entrar em urna discussao cerca.dos symplomas
J*ana no ineio dexHe bus-
I- mu encontr turtnitn
da prohihieio que agora lhe fajo ;a qual somma de-
vo-lhe por maos gracejos proferidiis em minha au-
sccia, c pela sua fgida precipitada.
Como o gentilhomem que assignava semclhanle
bilhete sabia admiravelmenle sorrir-s da espada,
seu adversario guardou-se bem de yoltar.
Cada um desses mancebos eram igualmente ale-
gres, zombeteiros, riarn de trido, excepto da honra,
e empregavam at nos negodos pblicos essa levi-
andade perigosa. Eram em urna palavra os dignos
descendentes desses hroes que na balalha de Fon-
lenoy, recusando atirar prmeiro, saudavam osini-
migos com una cortezia mofadora, e grilavam-lhe :
Depois dos senhores!
Esses mancebos linham-se esquecido ja das san-
guinolenlas e terriveis licftes da Revoluto Franceza,
e pretendiam loucamenle passar uo seculo deseuove,
nessa poca extraordinaria dedesgostos e de tormen-
tos, a vida que tinham. passadoseus antepassados.'
Singular destino.! Todava eram valerosos gentis-
homeus, nao deixavam insultar impunemente sen
brazao, seryiahv o re com enlhusiasmo, e teriam
eaiiiinhado morle para defeiule-lo sem poupar seu
sangue!...
Mas as liefies da historia eram perdidas para ellos,
e como tinham aprendido emvao sua cusa, tor-
nava-se impssivel toda n reflcxao- sobre o passado;
Esses mancebos que viaro-se frequentemeute em
Pars nos aposentos dos principes, a nossalesTtir
nobreza Ilustre tinham forniadfl-trrrTespecie de ba-
talhao sagrado, e viajavam juntos peto alvo assigua
lado ao seu ardor I
Un levavam o trage tradicional de canaca, outros
tinham vestido seus mais lirilhanles uniformes, al-
guns cmfirn levavam o vestuario ordinario da cida-
de. Todos parcciaiu de excellente humor, o nao
poupavam os personagens que passavam pelo meio
delles de vez em quando levados pelo galope dos ca-
vallps. Os despojos tornaranxj|e alias muito bous
em um certo momento! Tirtrtm chegado entao
'altura do Bourgcl, as carriiagfflStornavam-se j mui
raras *, mas a monotona da estrada nfio influir so-
bre a jovialidude de nossos viajantes, e os ditos cru-
zavam-sc anda vivo, e quasi espirituosos. O vis-
ronite de Chadeuil sobretiilo eo barao de Chaulieu
distiuguiam-se enlre os mais ardenles, e tinham o
ilunidi' excitar a mais viva iiitaridmle em toda a com-
panhia !
O jlsconde de Chideuil, do qual o leitor sem du-
vda se ha de lembrar, pouco havia mudado nos do-
ze annos que acabavam de decorrer : elle linha en-
tao perlode trinta e cinco annos; mas a mcidade,
a forja e intelligencia, e a honeslidade brilhavain-
lhe em toda a physionoma.
O visconde tiuhatido muilas tristezas, muitas do-
res depois que t deixamos; mas a reslauracao do
Ibrouo havia-lhe por assim dizer communicado urna
nova vida, e elle linha-se tornado desde alguns me-
zes to joven, e tao enlhusiasta como o conhecemos
em Mitlau.
O barao de Chaulieu era um. homem baixo e gor-
do, de olhos vivos o pretos nada leudo no seu aspec-
to que fossp precisamente agradavel; mas que con-
solava-se de nao ter sidophysicamenle favorecido da
natureza cuidando que forasulncienlementetndem-
msado pelo lado do;espirito. Elle era lido pela' peior
lincna de Pars, e por essa razao adorado de todaa'as
mulheres, e temido de todos os amantes felizes ou
desgranados.
Asodedade tinha chafado ao Bourget, quando
um grito qoe parti repentinamente do meio do pe-
queo batalhao atlrahio vivamente a attencao de
todos. Avislva-se a carruagem do bispo de ulua,
Talleyrand de l'erigord.
Mr. de Talleyrand um minislro decahido !
Os mancebos romperam logo era omlogo rolan!-
flMCCjos.
Senhores, exclamun Chaulieu lomando um ar
serio e grave, vjvcmos em lempos extraordinarios ;
a apparirAo do bispo.de Autun agora e nesta cslra-
da parece-me presagiar alguma catastrophe.
Como ? porque'! prguntram vinte vozes ao .
mesmo tempo.
Ouvi dizer, coulinaoo o joven bnraasem per-
der nada de sua gravidade, que elle tinha vendido
a alma ao demonio, e que o demonio a linha leva-
do....
Sua historia he urna calumnia) charo barao,
ioterrompeu o visconde de Chadeuil, urna para ca-
lumnia.
Contra o bispo 1 disse Chaulieu.
Nao, contra o demonio...
E porque '.'
Porque o demonio bem salifique lera, cedoou
larde, a alma de. Mr. de Talleyrand, e quesera nm
grande pileta se desse alguma i'ousa por ella. Essa
resposla fet'rir a lodos.
.Perein,,., tontn o visconde depois de applttcada
de decadenda, mais ou menos evidentes,' apresen-
lados pelo pode/ oltomano, ou sobre o maior ou me-
nor grao de vilalidade que a saa constiluicao inter-
na nossconter, o imperador promptaraenle concor-
dar'que os melhores m'eios de susledtar a duracto
do governo turco he nao embaraca-lo com atrope-')
ladoras exigencias, apoiadas de urna maneira hnmi-
liadora sua independencia e dgudade. (Estron-
dosos gritos de approvacao.)
Saa magestade est disposto, como sempre tem
estado, a obrar neste systema, com a clara iulelli-
gencia, todava, qae 6 mesmo theor de proceder
for observado, sem distinecao e unauimente, por ca-
da urna das grandes potencias, e qoe nenbuma del-
las se approveite da fraqueza da, Porla para' obler
della eoncessoes, que.se possam cpnverler em pre-
juizo das outras. (Apoiados.)
a Ao eslabelecer este principio, declara o impera-
dor que est prompto a Irabalhar, de accordo com a
Inglaterra, na obra commum de prolongar a exis-
tencia do imperio turco, pondo do parte qualqner
motivo de susto acerca da sua dssolueao. Aceita
proraptamenle a evidencia offerecida pelo gabinete
inglez da iuleira conianea na sincefidade dos seus
senlimentos, e na esperanea de que, neslas bases, a
son allianea com a Inglaterra-nao pode deixar de se
lomar forte. (Apoiados.)
Ora, My-lords, islo leve lugar em 15 de abril, e
he oresultadoe a cooclusoodc urna correspondencia,
comecada.apparentemcnle, com iolcnooesmuidiffe-
rentes da parle do imperador da Russia daqnellas
que agora nutre ; e, se nao procedemos sob um sys-
tema geral de descrenca e snspeita quanto honra
e recudan nos fins-de abril passado, eantes que,a.natureza da
mensagem real do principe Menschikoff fosse condec
da.eu livesse podidodepOr este memorndum sobre a
mesa desta camara.penso que VV.Exs. teriam visto,
como o governo de sua mageslade vio naquelle lem-
po que a Turqua eslava livre dos perigos *m que
logo depois fo>envovida. ( Apoiados.)
-Estes perigos sao de nma natureza mui clara
substancial. O imperador da Russia se esforcoii por
tratados, ou por compromisos, que teriam a forra de
tratados, a obter esse dreilo de interferencia entre
o sultao muitos milhoes dos seas subditos* que se
teria extendido nao s at um protectorado virtual,
ma lhe teria conferido o governo actual. Se
sultao enlrasse em compromissos que lhe sao reque-
ridos iicnliunia questao, relativa a superintendencia
dos subditos gregos do sultao, leria lugar, que. nao
fdsse determinada pelo embaixador russo em-Cons-
lautinopla. ( Apoiados ). Entao veramos as Iuzes,
a inleltigencia e o progresso dos subditos gregos da
Turqua, assim como o livre exerciciq da sua reli-
gi3o, postos na mesma escala que a dos subditos do
imperador da Russia, c qalquer rresolueao da
parte do sultao em submdter-se ao governo do em-
baixador russo, seria urna nfraceAo de tratado e le-,
gitima causa de contenda. I Apoiados ).
Sob oslas circumstancias, My-lrds, a Russia cs-
tariahabililadaem qalquer momento esob qalquer
pretexto, com sua poderosa esqnadra no Mar Negro,
a lornar-se senhora de Conslanlinopla.
Nao preciso; consumir o tempo de VV. Excs.
com eommenlos sobre cffeito de semelbau-
e eventualidade. Tcriamo achado em lal casso,
nossa custa e da nossa desgraca que manu-
tengo do imperio oltomano, que he nni negocio de
necessidade europea, era nada menos que nm termo
vago e sem sentido. E devo dizer, "My-lords, que
era indigno da probidad.e do imperador da Russia
atlrbuijperseverantementea malograrlo do seu pro-
jecto, nao natureza do seu proprio projecto, mas
perseverancia e malignidado de lord Slralford de
Reddiffe. ( Apoiados). O snltao eslava perfeita-
mente ltenlo aos seus proprios interesses, e, sob
quaesquer circumstancias, loria recusado os termos
que o imperador da Russia desejava impor-lhe.
( Applausos).
a Verdade he que lord Slralford, sendo consulta-
do, nao aconselhou a Porta a commetter snicidio po-
ltico, maso mesmo conselho ao mesmo lempo foi
dado pelo embaixador francez, o internuncio austr-
aco e o ministro prussiano.(^nnfausQs).Quandqo ul-
traje da occupaeao dos principados foi commetido
como garanta para o cumprimente do um tratado
que nao tinha sido violado. Posto qoe esta parte do
assumpto lenhasido alludida mais de ama vez, VV.
Excs. devem estar lembrados qae toda a questao,
quanto as imperador da Russia, versa sobre a in-
terpretarlo do stimo artigo do tratado de Kairrardji,
em virlude do'qual a Porta se ohrigou adirolef.'er a
religiao chrislaa em todadfeuas igrejas nos dominios
oltomanos; mas tao cuidadosamente a Porta se a-
caulelou contra qalquer direito de intervengan da
parte da Rnssia que, por urna poreao subsequenle
do artigo, esta interveuco foi limitada ao direito de
fazer represeulacOes a respeilo de urna igreja na-
quelle-tempo edificada em Conslanlinopla, e de uto
compromissb da parte da Porla para tomar eslas re-
prescnlacoes em considerarto. ( Apoiados ). '
a Nao he esla a iflirnitada interprctaeo do trata-
do sobre que a Russia tem insislidoIT9 pela qual ella
esl agora preparada a entrar em guerra. Deixo
qae W. Excs-julguem qual teria sido o;e!Teito rela-
tivameule Russia, se esto projecto houvesse tido
bom xito', "se o imperador tivesse jos a exigir tu-
do quanto lhe foi concedido, com a interpretara!)
addicional dada a este tratado. ,
Temos um tratado com el-rei de aples. Sflp-
pouhamos que repentinamente tinhamos escolhdo
dar nina interpretarlo quejljsse urna emprezaa ad-
mitlir fazendas inglezas livres dedireitos, afim de
torna-las mais baratas aos subditos de sua magestade;
e supponhamns que el-rei do aples, como tinha
jus a fazc-lo. resista a islo, c nos lomavamos a Sici-
lia como pebor material nao de nm direito- de
reelamacao, msda nossa interpretado do tratado
nesle caso, pergunto se a'indignaco da Europa senAo
loria excitado, e se el-rei de aples n3o teria di-
reito a pedir a coadjuvacao dos aleados? (Apoiados).
a Semclhanle presompcio de direito como esta,
e semelhante uso de poder teve lugar da parte Russia. Mas nao obstante ludo quanto tem occor-
rido, a mediaeAo da Austria para a sola'cao das dif-
ferenras enlre a Russia e a Porta foi exigida, c a
Austria conviden o auxilio das outras tres potencias
nesle trjbalho. Posto que as quatro potencias vis-
sem que o imperador da Russia havia' commetido
grande injustiea, julgaram proveitoso prourar-Ihe
um meio de retirada sem perda de dignidade, e se o1
imperador houvesse aceitado a ola modificada-de
Vienna nao houvera perdido- nada em dignidade,
mas na rcalidade teria ganhado-mais. (Apoiados.)
Regeitou os termos propostos, e o conde Nesselrode
enta em unta nota, explicqu oque era qae a Rus-
sia realmente exigs.
Todava, como.o imperador da Russia hoaves-
se dito, depois da conferencia de Olmatz, que se al-
gnns novos termos lhe fossem propostos, desejava
que fossem primiramente estbeleddos com a Por-
ta, as quatro potencias de irbvo renovaram os. seus
csfori;os, e os seifs representantes em Constanlinopla
obtiveram da Porta novos termos, dando ao impera-
dor muilo mais do que elle linha direito a exigir.
E he digno de observar que o sullao Tora brigado
em sua propria defeza, a declarar guerra, e depois
da matauca de SinOpe qu excitou a iudiguacAo na-
cional, nova negoriic,ao foiacomecada.
Os termos desla negociajao foram mandados Vi-
enna, e unnimemente aprovadospelos representan-'
tes das quatro.potencias, que declararam qae eram
justse honrosos, c lies que o imperador podiaaceir
lar sem perda alguma dessa honra e dignidade que
tanto se desejava manter. E, My-lords, como fo-
ram estas negociaeoes. recebidas ? (Apoiados.) "O
imperador da Russia nem noticiou. os termos que
lhe foram offerecidos pela Porta. Menosprezon o
conselho e a recrorhendacao das qoatro poleadas,
o menosprezon os mais altos e maiores interesses da
Europa e universal expressao da opioiao publica,
(Applausos.) Todava sobsequentemeute enviou
propostas suas, nas quaes is suas exigencias-^^H
naes, longe de serem modificadas, foram augna^^V
das, o postas em urna -forma que as lornava mais
imperiosas e oflensivas Porta. .-(Apoiados.)
s Em laes circumstancias, podamos' nos conce-
der que a supremaca virtual sobre railhSes dos sub-
ditos do sultao fosse dada ao imperador da Russia ?
Podiam a Franca e a Inglaterra submetter-se de-
gradajao de penniltir que a Russia lomasse,uma po-
sicao na Turqua que fosse o meio de iufligir morle
sobre nquelle paiz, quer por via de veneno lento,
quer por via de morle subila 1 Lraa (esposla j
foi dada pelo povo generoso e prudente desle -paiz
(Applausos), o qual detesta a aggressao sob qalquer
forma que possa lomar, e oqaal sempre est promp-
to a proleger o frico contra o forte. (Applausos -
rondows). at|
v E, My-lords, foi sentimenlo.da honra nacional,
senlimenlo de dever, e desejo de manter o respei-
lo de que goza'este, paiz entre as nac&es do mondo,
que fez que-o governo ile S. M. de accordo com o1
governo do imperador dos Francezcs, julgassc do seu
dever levar esla questao a urna decisao final, e re-
queresse dentro de nm periodo dado urna deelaracao
da parte do imperador da Russia, dizeudo-lhe ao
mesmo tempo qae a saa recusa aos termos propos-
tos seaja recebida como urna declararlo de guerra.
(Appfausosl.
ltimamente no sabbado tarde, chegou um por-
tador com a nolicia de que o imparador nao consi-
deraba compalivei com a saa dignidade dar respos-
la alguma communicac^o das potencias adiadas,
e segunda fcira a real mensagem de sua magestade
foi lida nesla cmara. Pens que VV. Excs. admit-
lirAo que nao temos sido incitados por considera-
ces interesseiras, que nao temos procurado engran-
deciracnto territorial, nemdesenvolvimento de influ-
encia. Nao carecemos de nada para o nosso com-
mercio, e nao receamos nada quanto s nossas pos-
sesses na India. (Applausos.j Por nenhuma des-
tas coasas nao fariamos os sicrificios que agora esta-
mos prestes a fazer ; mas pela conservado da nossa
honra e do nosso proprio respeilo estamos prepa-
rados para fazer qualquersacrifirio, e he para man-
le-los que sua magestade appella paraleal dedicacao
de W. Excs. (Applausos eslrondosos.)
a Seganda feira uoitc um nobre conde expres-
sou desejo de que as concordatas entre a Inglaterra
e a Franca, e a Inglaterra, a Franca e a Turqua
fossem depositadas sobre a mesa. Cerlos papis
ja foram entregues, mas no momento presente
nao podemos depor sobre a mesa a nossa concordata
com a Franca. Por agora consiste ella simpHsmen-
le em urna troca de nolras, contendo ajustes acerca
das operacOcs militares, e os quaes tem sido feilos
afim de facilitar ajustes em outra parte, os quaes
podiam ter sido concluidos antes de agora. Qaan-
do os ajustes forem concluidos as notas entre a Fran-
ca e a Inglaterra tomara urna forma mais decisiva
e definitiva, entao serao depositadas sobre mesa
desta cmara.
Quanto convencao, xpliqnei ao raen nobre
amigo' (.dfcoade de Malmsbury), a noile passada,


a hilardade geral, edntaram-me a respeilo desse
iiomem urna ancdota bem singular.
Qucm nao sabe algumas!... disse Chaulieu.
A minha he mu nova. '
Dala de cito dias ?....
He de houlem !...
Ab 1 ah vejamos vejamos !
Todos reuniram-se em torno do visconde e appli-
caram os ouvidos.
Enlrelanto a crroagem de Mr. de Talleyrand
conlnuava a adiantar-se, e fattavam-Ihe poucos roi-
uutos para passar no meio delles.
ltimamente, tornou o viscon de Chadeuil no
meio do silencio geral, Mr. de Tallciraad achava-se
junto do principe de Conde.. Os seuhores sabem que
esse honrado principe est demente 1
Ao menos assim o dizem, respondeu Chaulieu,
porom nao creio.
Com razao ou sem ella, proseguio Chadeuil, o
principe passa por nao estar mais em seu juizo, e o
ssnhor bispo de Aiilini tinha ido visita-lo. Convcr-
saram ao principio sobre mil cousas sem consequen-
cia, urna conversacto como pode ter-se com um in-
sensato,...
Qnera nao o he 1 iusislio Chaulieu.
Sini, ronlinuou Chadeuil, o bispo de'Autun,
dizia l.uiz XVIII, o principe de Conde responda
Fouch. Emllm vieram a fallar da rovoluQao C
lendo o bispo peeguntado, se o principe do Conde
havia conservado algum ressentimento contra os ho-
mens que nella tinham tomado urna parte qalquer,
o principe de Conde respondeu : o Perdoei a lodos
os homens, scnbor, o a todos os. personagens que
perlurbaram meu paiz, s ha um ao qual nao per-
doarei nunca Qucm he elle perguulou o
bispo de Autun! Essa, homem, tornou o principe,
he o bispo de Autun
E como todos se pozessem a rir, Chaulieu cxcla-
mou Iriumphante :
Que dizia cu um homem que diz taes verda-
des nao pode ser tachado de Ioucura. .
Elle ia acabando stas palavras, quando passou a
carruagem de Mr. de Talleyrand.. Os mancebos
saudaram.
Cinco minutos depois diegou a vez" de Fouch.
Qulro ministro decahido!
Osravallos iam a lodo' o galope, os mancebos ,i-
prlaram-se pira dexa-los passar.
-> Senhores, disse.Chaulieu depois qully-
que em eunscqueoajBBBBJ
parlicao dos negodj^^H
bailador do impera'fJJJfl
linopla anda ni
deres, e, conseqi:
sido assignado.pro
(emente -nao po-
posso responder
bre amigo (lo:
a alguns recios qae rile el
a cerlos'boatos que chegaran
de qoe o tratado nao*conle(
ce alguma aqu
qba. Urna pe
go acerca dos I
demos il
amigo opji
que a respo
cumstau
primir c
de qne mane:
das seremos le
proverbiaes probifej^^^H
que acompanh.
dos nossos all
Quando o eierr
panha fomos' ajud
der-se de aggressod^^^H
o em 1810, ou .
-so fariamos
foram ultiman:
agora' na giieri.
Creio que nao ha i
que nao espere qn
prlcnea Ru-
possa comees r
ficar na, possede
faria, o Mar Neg
como seria, de occ
converter .a popul.
um poderoso
neo e orna v
terminada, coi
der naval
e as invences mdj^H
le de tropascoa^^H
sia ficar na posso s^^^H
dizer^se que mais u
dc-sofrer u deslino da P^
Europa nBo seriam
COesda parteda^Ri:
e a civilisacao da antiga
dos Hunos e Vndalos,
plicar esta questao, nao lie mera
da Turqua contra a
se trata na questao
mente, mas he a
barbaria (applaus
dencia da Europa.
' o Ja, mesmo bo_
poltica seguida pelad^
collocado as nacOes da
dependencia,
mais particular
movidos pela
que tem sido i
livre expressi
essencial. eiv
imperador da Russia te1
zes debaixo da si
mentas que
mar,
que a su i
rador e
pois de tudo nnipo^o;
decurso desle atladV^
sio a^ oo*|aj
portan:
da Russia en
allsmaas assignarem J
lorisou o seu i
dor da Aostria, qoandl
poltica dp imperador
esta convencao
dizer se alravessaria o
Masas coi
da Russia foram B
calculada para
da Austria c
E neste ponto,
j disse ao prn
(Applav
rosa e sincera em as
por si, e .em" tempo
conservacao d;
Turqua. (Applau
ella tem colb
ra, efoisomc:
muniea^-jo, a|^^^^^H
forcas, que actaalrr
independente das s
Todava h
entre a Austria c ,
seja exercer U
dizer que,
prestes a
era impssivel 3
rand e Fouch desappareccram, fa^o a ra'im mesmo
utna pergunta qual me he mu di flicil dar urna
resposla satisfaclona. ^^
Qual t perjuntou um dos jovens gentisho-
mens.
En quize.ra saber se Fouch segu a Mr. de
Talle vrand, respondeu Chaulieu, ou se Mr. de Tal-
leyraud foge de Fouch.
A hilardade redobrou, os Irocadilhos de palavras,
eos chistes conlinuaram, e cada personagem que
alravesiiou o grupo foi assim desapiadadamente fe-
rido na passagem.
Todava em um momento o silencio reslabeleceu-
se como por encanto na. alegre phalange, as fileiras
parecerai a brir-se cote urna opecie de respeilo
mistiiradci de amor e de admiracBo, e todos os olhos
vidos vollaram-so ao. mesmo tempo para um lado.
Urna bi'lla carruagem descoberja i adiantava-se
puchada pi>r quatro ponej-s da mcihor especie.
A baroneza 1 disseram ao mesmo lempo mui-
las vozes. .
Na carruagem que allrahia assim todas as vistas
havia urna 1. inllier Essa roulher tinha vinte eoi-
toanuos; mas qaando muilo ter-lhe-hiam dado:
vinte Estova envolla em um longo manto forra-
do de bermiii as, levava um elegante'chapeo de
tudo cor de granada ornado de plumas, e um -
do de seda ce m listras azues c brancas,
vaporoso, frgil e delicado, como essa lii
ra. Ella Ihil.i olhos azues comsobrancclhas longas
eavelludadas; seu eolio elevava-se harmonosamenle
das espadoas ce dondas, e suas maos admiravelmen-
le calcadas de luvas pareciam menores que
urna menina.
Essa inulher, -que como dissemos, tinha viole e
oito annos, era vinva, e era (ralada .pela baroneza
de Cheorcuse.
Havia consa de um mez qne tinha appareddo na
corte, sii fallava-e della, e bom numero de offlei-
aes tinham trocado muitas estocadas em sua honra.
Pennilta-iios o tdlor nao dizer mais por ora a
espeitoda linda viuva ; pois havemos d enronlra-
brevemente no ponto de reuniao da cacada, e te-
remos toda a occasiao de falr della.
A baroneza pasupclu meio dos mancebos, os
auaeg.foiiservavam -se parados e respeilosos nas bor-
is da estrada, res|>ondeu graciosamente s sauda-
rOes com que foi jcolliida, e mandn logo apressai"
K-
os cava'
essa prdem, pas-lo -
Desse mrrn
de entregar
umcoi
sapparecera:
Ponco'a pon
encontravam-
iacUQerentes que iam sem acoropat
da cacada.
Todava urna hora depois os hab
get virara um espectacui"
eslrada ha' ponco ti
carruagens, apparecf
valleiros, que iam um
quillo de sua
. O que ia mi
..nos, qae tinli
e de loog
mais bel!
pe-r uro ;-roeue, Ua
brilhaatfls
Lev. iort,roostezlii!dro de
paiz, istohe,uma de aiK|dSa5i-
I versas
de lai
nas de croa e de < bS
anda.
rJOM era ee ^m, 1UM1
segua assim ?... quo linha vndo faier em'Paris?...
qne la procurar euTChantillv, onde haviam de a-
char-se reunidas a mor parte das grandes llustraeoes
europeas.'... O leitor osalisr brevemente, se di-
gnarse seguir-nos aos captulos seganles.
ITM DOSECl'MM) VOLUMK#
: ;''on(imiar-/ie-Aa.


V
,-. -.......
I
I
3

titira cora i
derao um
mara a pa
rujo resulta
i Ei
laluu
cen)
tetis
'lian,
(a pai oin
jEm todo o caso, nada seria mais
'.fatigaos melhores inlercsses do ambos
estes pizs do que urna guerra prolongada, e nada
lhes poda ser melhor do que ama lata breve e deci-
siva. Mas se as duas grandes potencias altemaas se
dividirem, o resaltado ser inevlav cimente era fa-
vor das revolucoes ; por tanta fivoravel ios pr-
senles interesses da Ruaste. (Apoiaiot.) ledavia, se
empotencias pracederera da aecrdo cora a opi-
uifcT^plir, que todo os din se vii pronunciando
centra a Hostia; he inooulesUTel que o ultimo
resaltado sari favoravel independencia alteada.
(JppUuuo* ettrmd
A potencia que recusar prestar-se a os designios
da Ruaa chamar ai tedas as sympsthias popula-
res da Altemanha, en* maos dea potencia serio
eutresues os destinos futuros da najao nllemaa.
pero sinceramente que
* tan valiandn ew.cta-
menleoss :ssesos otsresses" da
uropa nao o pode* torta* anidas na sua po-
identeet, mas emprehen-
i ellas. Confo que lo-
vein nenia pand lula,
mo mais respeito do que
.lio que na concluan des-
unios do noaso lado, reslabete-
H e seguros alicerces; mas esta
ser solida nem segura ae-a ox-
a iiiIlHCiici immoderada da Rus-
i eflicacia. (Apoiadot.) Es-
aloriosa, My-h>rds,ge nao
ireitos inmunidades aqs sub-
ditasehrisi; nSo por tratados nem
ado, nem adquirndo direlo tetaos
pretendemos manter, mas
espontaneo do snltloe
oo-o por esta rato (apoiaiot)
r consultar os seos propros
I Una direitos i gratidao-da E(i-
j e Inglaterra a nica recom-
elos esforjot que agora estao
a corda encontrar, co-
teeer, a unnime ipoio-do par-'
' paiz, esperamos humilde-
^^^B do co Tele na cansa' que
>, o possamos camiohar in-
os para o resultado desta luta em
^^|K a entrar.' (Applaust.) o
concluio, propoudoque uraaliu-
rigida sua magstode, em
ageslade os agradecimen-
de da sua mol grata mensa-
ia da commumeajae dos va-
foram ipresenlados em
na magcslade ; para ss-
apreco, ein que temos
i esforcosde sua roagestede
seo poro i dadivas da paz, ea
depositamos na disposcao de
Mar as calamidades da
'bjeclo poder -.ser pralica-
iasmpativl eom a honra da co-
e eom os interesses do seu po-
>m profundo pezar que
stada leuham sido {rastrados
nano desenvolvido pelo impe-
ivasao e continuada occu-
i Walachia"e da Moldavia,
rmos de paz propostos soba
as principies da Europa,,
(forras pan sustentar
I que estas prateujoes no*
dencia do imperio
ronliauca depositada
firme determna-
la mageitede em urna vi-
tos da um soberano, cu-
dria perigoso iudepen-
(Timet.)
=
DIARIO DE PERNIMBUCO, QUINTA FElRA II DE MAIO-DE 1854.
3U0R.
f
DO DIARIO SE
3 de abra te X8U.
uto pequeo'es-
aSo fenho a falui-
seieacte, nem to ~pou-
w. publico; conhe-
saneanos, que os nos-
de tao gigantescas
mais sabido qui -
aoecermos em si-
4e de esnever, lenha-
: .mulluafiamenle to-
i, nos parece que al-
a reclamar, e todo
os sobejos, pois, qoe
tamas eellegas, serio por
raateo operario,
dra para a
^^Bo do noaso
'.hos, se .algu-
nos jelgamos in-
^ conservado a im-
n les necessidades
nudo ayiossa iraca
ana drrisao judicia-
a-nia por todos os pa-
os resaltados
rimenUm, mas que infe-
^^Bl do estado, nem
"mbla provincial tem
lerrilorio vasto, ama
apenas lie divi-
rehendendo i primeira
a tereein cinco ;
quaes funeciooa o
; municipal rene
ciado, quem desconhecer
uuicao da jtutira,'
' argair sos nossos juizes de
nao. Cercados d
nao he possiv'el que ells
curadamente os immeusas
eucioso de cada ler-
pram os deveres
lio impostrbilidade
ido a percorrer em correi-
ua jarisdifSo, a-
busto, por mais act-
tmtt les encargos pela
idos dos feltos.ci-
Sprocessos crimes,
da orphaos, e de
icpiam o seu
igislralura, nao podem
" partea, eajus-
:er par ehegarrse
dadas, a quem livor a
leyeres
^^^^^^trir sera
las.da
i -ntcmu
tas veees o seu al' e o mais terrivel"flagell
Comprahenda-se-ns: o5o"lia,yemos ile mister respon-
sabelisar porblo os nossos juizes let:
O mao fado parece que nospersegue : quando a
provinsia das' Alagoas, que nenhuma snpremazia
tem 'esta,' j.poasuia lalvez o duplo em numero
das eomarcas, que temos, o Esm. Sr. Saraiva reu-
na, exlraordinariimenla a assetohia provincial,
afim de crear outras, tazando tao importante serv-
aos Alagoanos : quaudo os ordenado! do quasi to-
dos o juizes municipaes do imperio tem sido au-
gmentados, quando se Ihes-tem proporcionado tan-
tas vinlagens, os nossos juizes lulam eom l mlze-
ria, e nem se quer attenden-se linda .a algom dos
mais desfivorecidM : temos razao do sobra para
queisar-nos: A nossa magjstratara at pouco lempo
falseada, sajeiU aos caprichos e vaivens do poder,
os nossos juizes sem garantas, sem.independencia,
mal recompensados, offerecam aos olhos do mundo
eivilisadoumespeclacnlohumilhante; graca, porm,
a este humem eicebo, orgulho dos. Brasileiros, o
Exm. Sr. cnnselhero Enzeho de Queiroz Couli-
nho Mattoeo Cmara, ella tem conquistado os seus
direitos, e "principiado a tomar a posicao qoe llie
compete, como poder independente, reconhecido
pela nossa lei fundamental.
Em objecto de tanta maguitude e de maior pon-
deracao,uao he possivel que ludo se oblenha de ch6-
fre ; a Indlspensavel mo do lempo, e a experiencia
diurua da applcajao destes principios, que a raz3o
esclarecida tem previsto como azados convenien-
tes, s3o de mister para marchar-se eom segoridade
no einpenlio de estabelecer urna magistratura, qne
sendo o palladlo das liberdades publicas, nao seja
mertos o garante dos direitos dos cidadaos ; por isso,
anda que muto so lenha feito a prol da magistra-
tura do imperio, muto anda ha a fazer, principal"
mente.com relapso a esta nossa paovincia, que in-
felizmente ha sido a mais desconsiderada.
Conjuramos, pois, o governo para que lance suas
benficas vistas sobre' esta infeliz provincia : boas
leis, magistrados entendidos e de nma infegridade
hird, sao necessarias.
Conjuramos a nossa assembla provincial, era cu-
jo recinto brilliam tao fulgurantes tlenlos, para que,
desprendendo-se de quaesquer considerarles, que
nao devem ter azilo em coracOes patriticos, quebrem
os grilhoesque a tem.at hoje maoielada e faj
provincia o mais momeoloso sen ico, decretando
urna divisao convinhavel ao interesse publico e par-
ticular dos cidadaos.
Concluindo estas nossas ohservaccs, nao pode-
mos resistir ao desejo de denunciar um calaelvsma
de interinidades, que nos anteara : mais urna fala-
lidide.
Pasta por ccrlo qne'oEx. Sr.'Bandeira partir
breve para a corte, e juntamente ira o Exm. Sr.
commndador Frederico d'Almeida, que, segundo
consta, aposar das instancias do Sr. presidente, nao
pode ficar na administrarlo da provincia, porque
negocios de grande importancia o cliamam corle :
partirao tambem o Sr. Dr. ebefe de polica, o secre-
tario do governo e o juz de direito da segunda co-
marca. Nos primeiros das do mez de raaio deve ren-
nir-se a nossa assembla provincial; sao dcpulados'
provincaes, todos os promotores, quasi lodos os jui-
zes municipaes, o inspector das rendas da provincia,
e o'ulros muilos empregados ; as interinidades, em-
fim, cercadas de lodo o seu cortejo, nos accommellera
cara lodos os seas inconvenientes : isla nao prec-
si commento. Dos se amercie da nessa infeliz pro-
vincia, o Ordeiro. '
PEHKA1BUG0.
ios, a ci
e sociedide i
de juri-
tan,' qu
A juslira dislribukiva
cessidade dos povos, o
^^^^^^^p, Jim
11 eir n'e-1
i ilo da I
luslrado sobre a maten,, he a cesnra mais formal
qaMpode Itera, .anafe,, que cncumldo, de
AMEMBUCA LEGISLATIVA
PROVUGIAL.
, i Semo* erdiaarla tm 3 da mala de 1854.
Pretidencia do Sr. Pedro Cmalcanli.
Feita a chamada, veriBca-se estarem prsenles 29
senhores depntados. ,
OSr. Presiient abre a sessSo.
O Sr. 2. SecretariolaacU dasessao anterior
qne he approvada.
OS* 1." Secretario menciona o segulnte
EXPEDIENTE,
Um ofllcio do secretario da provincia, remetiendo
infermado.o reqermemo de Manoel Joaquim da
Silva Ribeiro. A' commssao de ornamento muni-
cipal.'
Um requerimento de Luiz Cyriaco da Silva, pe-
dindo o pagamenlo dos seus vencimenlos, como
profeasor de Cabrob. A' commssao de. fa-
zendi,
Outro em qne a irmaudade de Nossa Senhora do
Livramenlo de Serinhaem, pede a approvaclo do
sea compromiso. A' commisso de negocios eccle-
sias ticos.
Parecer da commssao de obras publicas sobre a
representacao da cmara municipal do Limoeiro, re-
lilivi construcrao di ponte do Piranhira.Appro-
vado.
RedaccSo dos projeelos ns. 9 desle anno, efRO de
1853.Approvida.
. Parecer; da commssao de orramento provincial,
cerca di pelicao^em que Guilliermina da Boa-Hora
Amorim e sua irnta, implorara da assembla o per-
daode urna divida de dcimas que Ihes foi legada
por seu fallecido pai. *
Querendo emendar ofrecer o Sr. Carneiro da Cu-
nha.
O Sr. Pretidptae o declara adiado ni forma do
regiment.
O -Sr. Bpaminonda requer a urgencia, c venci-
da esta, entra o parecer em disussao.
O .Sr. Carneiro da Cunha diz que a commssao
de fazeodade que faz parte, para eom todas as pre-
tensiies que se presentaran) asa e Ihe foram sub-
mellidas, leve urna certa linha de conducta que ul-
ou nao dever derogar desta vez, deixando-se pou-
^ea guiar pele principio de equidide, por entender
que essa demarcacao he 13o costosa de'distinguir,
qoe se pode confundir ao ponto de dar-lhe o nome
de favor; qne.tendo a casa depositado confianra na
commssao, devia exigir desta urna juslira rigorosa,
sendo isso qoe pralicou a respelo das peticionarias.:
mas entende o orador, que per esse motivo nao ficoo
inhibida a commssao de ponderar casa que as pe-
licionarisfl, tendo apenas um pequeo predio, eslo
n risco de o perder para pagarem decimas que seu
pai devia thesouraria, ficando assim privadas do
nnieo recurro que possuem,e na necessidade de irem
mendigar o pao de cada da pelas portas.
Coufessa que acommissSo reconheceuqne isto suc-
deria, mas que nao podia fazer sen a o o que fez,
para ufto abrir a porta pretensoes desta especie.po-
dendo todava a assemfilea deixar de ser tao rigoro-
sa, aitender i posicao das peticionaras, e perdoar-
Uies essi divida, sendo que elle orador nal teria du-
vidaem assigoaruma emenda neste sentido, sea casa
a admillisse,e porque Uto nao imporiaria em maisfdo
que imporlam os soccorros que se dio s freirs, islo
he, nao ser oaln consa se nao um acto de benefi-
cencia.
Declara qT> ninguem llie pedio pelas peticiona-
riai; que as nao eonhece; que sabe que ellas exis-
tem, pelos papis que exatninu, julgando i vista
driles, que podiam por equdade ser atlenddas, ce-
le tem sido outras pretehooes era muito mal or esca-
lendo j rauilas pragas, nao qeria carregar
ias; e por isso couclne mandind o mesa
metida,:
Be de parecer qne seja deferido como pedem as
cinnarias. Carneito da Cunha Barros bar-
ir. Jos Pedro pronuncia-se contra o parecer da
a favor /la emenda, apoiand.o a prelen-
i les no regulamento dr i dcima e
fazeuda.
apttta decais Volar pelli emenda, e
Iguns a par I es que foram d ados.
da* pelo Sr. La-
"ussSo, a'he.af iprovadaa e-
tendi, fieando prejodicado-o parecer.
Parecer da commssao de fazenda a obre a prolen-
Jose Marques, adiado p> x haver assig-
encido o Sr. Jos Pedro.
i razOes porque assignou
venado o parecer que se discote, d .z que o isen-
i! fabricas qu n agu irdente, lave por
tim evilar a dnpliciu"no pigamenli. do imposto que
pesa sobreest genero, e na pdi i ser allegada pe-
le arrematante para obter o abate que requereu, por
ter sido antes de seu contrato ; qi je as eiplicacOes
dadas na le doercameulo vigente acerca dos fabri-
rem obrigados pelo imposto.smente aquelles que
vendm agurdente, e n3o os que a consumem, que
era verdade, como elle o dizia em sen requerimento
que os ditos fabricantes liuhuin sido colleclados pelo
consulado, mas que esla collecta sempre recado so-
bre a agurdenle que elles vndiam, nao sobre a
queconsumiam para fabricar o vinagre, licores c ou-
Iros esprilos ; finalmente, que njo via ucsta prelen-
cap scnBo o pedido de continoacao do abuso cima
referido, eom a differenra, porm, de pesar sobre oa
cofres pblicos, o que evidentemente pagaram al
eutao os fabricantes.
O Sr. Barros mruo : Sr. presidente, para
justificara coramisso, peco licenja ao nobre dopa-
lado para declarar, que se commisso erron, foi s-
mente porqoe teve bstanle f as informa$oes das
reparticOes de que o nobre deputado he chefe...
. O Sr. Jo$ Pedro d um parle.'
O Sr. Barros Brrelo : O nobre deputado pa-
rece que lejn urna varinha mgica, que faz cora que
os documentos se prestem A inlerprelac.3o qoe o uo-
bre deputado lhes quer dar.
. Em 1852, dlspoz a lei do orc.amento, qu fossom
isenlasdo imposto de 20 por cenlo sobre a aguarden-
te as fabricas e depsitos : os depsitos sao as casas
que comprara agurdente para exportar, ou para
vender por atacado,, e fabricas, aquellas que do mel
produiiam agurdenle.
No mesm auno foi arrematado o imposto, e em
agosto requereram os arrematantes thesouraria, que
lhes declaraste o queeram fabricas e a thesouraria,
ou o tribunal administrativo disse isto : (le);; Fa-
bricas sao aquellas que do mel produzem agur-
dente, etc.
Esla resposta foi m agosto do 1852, e em 1853, o
anno passado no Udo arl. 39 da lei do orcamento
vigente decidi a assembla, qu fossem considera-
das fabnras.nao s as casas quedo mel faziam agur-
dente, mas tambem as que a empregavam como ma-
teria prima ; neslc caso estavam as casas de Franca
& Irmao e uniros muilos como aqu se v da infor-
marlo do consulado. .
V f orlan lo, a casa, qoo os arrematantes lendo
arrematado o imposto de 20 poj cento,ten .lo em vis-
la, que fabricas eram smente as que do racl produ-
ziam agurdenle, esl claro, que em virtnde da lei
posterior, devim ler algnm prejuizo, porque todas
as fabricas que enrpregam a agurdente como mate-
ra prima, ficaram isenlas do imposto. E nao se di-
ga, que os peticionarios sabiam dislo, lano nao sa-
biam, que a propria thesouraria o nao sabia, pois o
documento aqu junio he de selembro de 1852...
OSr. Jote Pedro: He o con truno disso.
OSr. Barros Brrelo : Pois dga-me o nobre
depulado, a casa de Franca & Irmao, he fabrica ou
nao ?
O Sr. Jote' Pedro: He, mas nao de produzir
agurdente ; nao eslava isenla.
O Sr. Barros Brrelo : Pagava imposto ou
nao, antes da promulgaso da lei do orcamento vi-
gente?
OSr. Jote' Pedro :Pagava pela aguatente que
venda, e nSo pela que consuma.
O Sr. Barros Barreto: O que cu pergOnlo he,
se a fabrica pagava imposte pela agurdenle que
consuma ou nao ; a informaco do consulado diz
islo : (l).'
Esl provado que aquellas fabricas deviam ser col-
icuadas...
O Sr. Jos' Pedro : Eu disse que de-
fiara.
O Sr. Barros. Brrelo: Mas se lei do auno
passado insenla-ns..,
O Sr. Jos'Pedro :Pela agurdenle empre-
ada edrao materia prima.
O Sr. Barros Brrelo: Creio que lenho ex-
pendido eom toda a clareza o que ha a respeito des-
ta preleoco.
A casa que decida outra a opiao da commisso e
a do nobre depulado.
' O Sr. Saptista diz ser forrado a entrar na presen-
te discussao, por ver realisadas s suas previsoes do
anno passado, quando se oppox inlerpretaro .da-
da pea casa i ei qoe regulara a arrecadarno do
imposto de 20 %, nao pela incompetencia della para
tal objec(o,-mas para evilar-se toda a retroaclivida-
de, porque era urna interpretacSo que ataca va o con-
trato em suas bases, tendo elle orador logo previsto
por essa razao, que no anno segusnle os arrematan-
tes se haviam d.apresenlar fazendo reClaraacOes.
Declara queso acaso quizesse remontar-se ao co-
meso desta impoaicao de 20 % sobre a agurdenle, a
assembla reconheceria a necessidade de setomarem
serias medidas sobre ste imposto, que vaidefinhan-
do de dia em dia pelos corles qoe vai sol rendo ; e a
este respeito chama a attencao daquellesque seraos-
trajn, muto zelosos a respeito dos dinheiros pbli-
cos, para qoe se lembrem que.nao he smente na
economa das despezas que deve estar o cuidado do
legislador, mas tambem em fazer valer o mais que
he possivel lodos os ramos de receila.
Observa que a sen* ao da lei relativamente as fa-'
bricas, foi em referencia smente aos engenhos, por
que eram os que justamente fahricavam agurden-
le ; que nesse eslado o peticionario arremalou o im-
posto por 12 contos e quinhentos mil rs., achando ja
conectadas certas casas que se dziam fabricas de fa-
zer agaardente, >mas que efleclivamente o nao sao,
porque o interprete da lei tudo peder fazer, menos
compor diccionarios e inventar nova HnRuagem,
quando dizcujp Valor nao -oxeada a um cont de
Veis. S. R.Silcino Cacalcanli.
O Sr. AKtto :Sr. presidente, he depois de lon-
gos debates, quando ji nos adiamos na terceira dis-
cussao que aluda he chamada a lerreiro, e eom afn
a quesUO do calcamento desla cidade e me admira
sobre maneira islo, quando su luppuaha que o no-
bre autor da emenda que ora si discut, eslivese
convencido, bem como toda a casa est, de que nao
ha verba algura de recelta provincial devlala, da
qual se possa laucar mJo para satisfazer esla neces-
sidade ; mas infelijmente naosuccedeu assim, epelo
conu-arioo nobre depulado aprsenla hoje urna
emenda, que lende nada menos do que iiullificar
projeelo, por quanto, pretende eom ella desviar
urna parle do rendimeulo da decima urbana para o
callntenlo da cidade, deslruindo o principio fun-
damenlal do projeelo, que he obligar os proprieta-
rios a concorrer para esse calcaraenlo.
Sr. presidente, a lei que o anrt passado foi vota-
da por esta casa tal respeito, achou em verdade
grandes embaracos na sua execncao, e achou estes
embaracos, porque em verdade ella craonerosa, mas
hoje, projeelo como se acha concebido, melhora
condcravclmenle a condicao do proprielario, por-
que reduz esse imposto a um tergocomparalivamen-
leao qual foi votado o anno passado, mas o nobi*
deputado ainda julga islo oneroso, e quer que urna
parte da decima urbana, seja applicada a este mis-
ter ; mas pergunlarei cu ao nobre depulado, qual
he a verba de-receita, que iem de substituir aquel-
la que elle quer applicar para o cilcamento das
ras? Eu na vejo nenhuma. He verdade, Sr.
presidente, ou eu nao (contesto o principio de que
as municipalidades incumbe a obrigacao de calcar.
ciume, nao, porque o meu voto lem sido constante
em beneficio da agricultura, e para melhorar a sor-
l dos agricultores, que alias tambem estao sobre-
carregados de encargos ;.e se alguem presentaste
urna medida feriodo a agricultura/ contra a sua
adopcSo eu levantara a minha fraca voz, como ficp
neiti occaslao, i fivor da propriedide, e afim de q'ui
haja essa mesma igualdade, he qae mais me oppo-
nho ao projeelo e en tendo que elle nao deve pastar.
' 0 nobre deputado, Sr. presidente, Intua pan
ste projeelo a queslo das cmaras municipaes, sem
lodavia explicar qual fosse o seu pensameoto a este
respeito, todava sopponho que o nobr depulado
quiz referir-so a urna idea, queja emittio na segunda
discustAo, deque o calvameoto era urna despeza mu-
nicipal. Eu nao contraro ao nobre depulado nesta
parte, pelo contrario o aeompanho ; eutendo que o
cal(amento das ras deveira ser feilo pelas cmaras
municipaes. Ora, se o calamento he nm incargo da
cmara municipal, sendo as assemblas proyinciaes
lutoras das tmaras municipaes, he claro que deve-
nios fazer para cora ellas, o metmo que faz um bom
par-para eom seu filho, quando este tem contra-
hido obrigcOes, que he dar-lhe meios para satisfa-
zer essas mesmas obrigares : demos, pois. s c-
maras os meios convenientes, para qoe ellas se en-
carreguem desse servico. Pens tambem, como o
nobre depulado, que s cmaras municipaes preci-
sam de urna reforma, e por essa razio entendo que
por eroquaulo devemos ir satisfazendo certos en-
cargos municipaes, at que as mesmas cmaras se-
jam sufficentemnlo habilitadas para esse Um.
Sr. presidente, examinando-s a longa serie dos
mposlos prbvnciacs nao se poder negar,que neila,
alguns ha.que por sua iialureza sao municipaes, mas
as ras das edades e villas, e nao sislo como oa- lantbem sou de opniao, que por ora nao se desli-
II
mia o etlado, ede prover as nossas ne-
communs, ,iem esquecido os mais rears
dirigir
ccaaidadi
interesses desta provincia, en'lreado.;
a ai conse-
cantes qae consumero agurdente romo malcra pri-
ma, lambem nao lhe podiam apro veilar, porque ser-
viom para evitar a ronlinnarnod qabuan de ser pelo
dilo arrematante collecladoc le v ontumo, vistela
vista do que se u3o pode julgar que sejam fabricas
de agurdenle aquellas casas, que apenas lancam
mao de cerlos ingredientes para>larem novo sabor a?
agurdenle, mas que de modo algum podem alien
a sua essencii. Que nesle sentido, negando-se a pa-
garem o imposto essas intituladas fabricas, os peti-
cionarios dirigjram-se ao governo para qne ente lhes
dissesse o qne erara fabricas, e ouvindo' este a the-
souraria. deu ella a informaco deqae,rbricas eram
aquellas casas que do mel faziam agurdenle ; e co-
mo quer que estas casas nao fizessem do mel agur-
denle, esbva claro que deviam ser cgllectadas. Que
en tao oa (tonos dessas casas recorrer m (no inno pas-
sado) i assembla, para'que esla interpretarse a lei,
e a assembla decidi que por fabricas se enten-
diam, naos aquellas casas que do mel faziam ayuar-
dente, mas tambera as que a empregavam como ma-
teria prima, julgando-se iseulos os donos dessas ca-
sas, sendo que, em virlude dessa le, j o arrema-
tan te nao podeamais col leda r esses eslabelecituentos,
viudo assim a soOi-er esse prejuizo, nao previsto
quando coutratou.
Deste modo, julgando que a thesouraria deve por
lodos os muios procurar mauler o seu crdito, e ser
a primeira a sustentar a f dos contratos, entende o
orador que a casa esl na rigorosa obrigarao de con-
ceder o abata correspondente a essa palle'do impos-
to, que o arrematante deixou de receber ero virlude
do acto da mesma casa.
*0 Sr. Jos Pedro responde aos precedentes orado-
res, c desenvolvendo eom mais ampias oxpticarocs
as razes que produzio quaudo fallou a primeira vez,
faz depois mais algumas consideracoes em spoio de
suaopinio. .
Vai a mesa, e he apoiada a scguinle emenda : '
Que seja indeferido o supplcanle. Jos Pe-
dro.
Encerrada a discussao, he o parecer approvado,
sendo regeitada a emenda.
Segunda parle da orden do dia.
Segunda discussSn das emendas offerecidas em ter-
ceira, ao projeelo do orramento municipal.
Encerrada a discussao, he regeitada a emenda do
Sr. Carvalho, e approvadas ludas as demais, inclusi-
ve a do SrXaruero da Cunha, que ha va flcado em-
patada na sesso antecedente. O projeelo he adop-
tado na forma emendada.
' Ten-eira discussao do projeelo n. 29 deste auno.
He appro'vaao.
Primeira discussao do do n. 28, lamben delle
anno.Approvado.
Terceira discussao do don. 34, acerca do caira-
mente ^das ras desla cidade.
Vao mesa, e sao apoiadas as seguales emen-
das
a Fica o presidente da provincil autorizado a
mandar preceder ao eilaniealo desta ,cidade, de
conformidide eom o plano qlc.fr. adoptado, poden-
do applicar para esse fim u ler^a parle do produelo
de imposto da dcima urbana, e ficando revogada a
lei n.S97, de 5 demarco de 1852.A.de Olheira.
Brito.Braga.Costa Gomes.Castro Leo.
Catante.Augusto Letlo.Castor. Siloino.Si
Ptreira.Netca.Bpaminondat.n
v Em vez de 15 por.cenlo, diga-se 10 por cenlo.
-rMeira.
a Os donos d terrenos i margens dos ros nesta
cidade, serao obrigados a fazer o caes e aterro cor-
respondente e suas testadas. S. R.Mello Rer/o.
n Enceptuam-sc os pequeos proprietorios de u,ra
s predio, que provarem a sua babilarao uomesino ;
ficando prejudeida a parle do s I. do artigo 1.,
tras ohrgasOes das municipalidades, tem sido com-
mellidas aos cofres provincaes, assim como em coui-
nensacao imposlos ha hoje recebidos pelos cofres
provincaes, que por sua nalureza sio municipaes;
mas eom um ni argumento responderei as illaoeOes
quedahiqner tirar o nobre depulado, e se he que
pens, como geralmenle pensam lodos os homensde
estado de nosso paiz ;que a lei das municipalida-
des precisa de urna reforma radical, o nao somos
nos, que por meios indirectos, ou por opocest.es,
que lhe facaraos rom prejuizo dos cofres provincaes,
que havemos de remediar os inconvenientes e defi-
los das municipalidades quanto a arrecadacao de
sua receila, c'disIrihuirSo da despeza, defeitoi. que
como j disse sao radicaos ; lano mais quanto, creio
qoe a cmara do3deputados este anno nao deixarde
atlender esla grave questo; e demais entende
tambem, que no estado actual, nao he possivel que
vamos dcduzir urna grande parto da renda provin-
cial, e a entreguemos s municipalidades para oc-
correrem a essas despezas das calcadas, quando essa
receila ja por nos foi distribuida para outras neces-
sidades, nao menos urgentes da provincia.
Acho por tanto, Sr. presidente, que devo itarar
aqu, para nao tornar fastidiosa esla discussao, que
lo prolongada j se vai turnando ; econcluo pondo
desobreaviso'i casa, de modo a ficir ella bem cerla
que a emenda do nobre deputado lende a deitar por
trra, a malar mesmo todo o projeelo, trazende o
grave inconveniente do fazer apparecer nm desfal-
que consideravel as rendas da provincia.
O Sr. A. de Oliteira : Tendo, Sr. presidente,
este projeelo passado em segunda discussao, por
urna lao grande maioria, levanto-me para o co'mbaler
nesta terceira discussao, sem ler a menor esperance
de qne as minhas ideas triumphern; porm, entendo
que o projeelo se discqle basea-se em um principio
iniquo e injusto, contra a classedeproprietarios de
predios urbanos,collocando-a era urna posicao inteira-
raenle desigual em vista das vanlagensde qne gozam
as outras classes da sociedade ; eulendendo mais Sr.
presidente, que o projeelo est em contradic$lo eom
as deas geralmenle admittidas; fiualmenle enten-
dendo, que esle projeelo contm urna idea odiosa,
quando estabelece nm novo imposto; por todas estas
razes nao posso, nem devo conservar-msilencioso,
nao podendo furtar-me ao dever de defender e sus-
tentar os interesses de nma clisse lo importante to-
mo a dos proprietarios de predios urbanos, e nao
devendo consentir que sem reclamo de minha parte,
os interesses dessa classe, sejam descjonhecidos e me-
noscabados pela assembla.. .
Sinlo muto, Sr. presidente, que esta questao alias
momentosa, vai Boje receber urna solueao final, sen-
do discutida era urna occasiao em qtfe a casa est tao
impaciente,, mas mostrando-se pouco desejosa de
prestar allenco a qualquer discussao ; accrescendo
mais o ioconvenienle de achar-me hoje am pouco rn-
commodado ; nao podendo perianto, por este moti-
vo, dar a este assumplo o desenvolviraenlo que era
necessario, lodavia farei.tedos os esforcos a meu al-
cance para sahir.das difliculdades em qae me acho
collocado do melhor modo qae me fr possivel.
A case estar lembrada de que o nico argumento
apresentado em favor do projeelo em segunda dis-
cussao, argumento nico, que deve ser lomado em
considerarlo, foi aquelle que produzio o. nobre di-
putado, o Sr. Dr. Abilo: esse nobre deputado disse;
que o ralramculo das ras sendo orna necessidade
palpitante, actualmente exigida, nao s para comnto-
didade 'de lodo* os habitantes dest cidade, como por
motivos de hygiene publica, interessando a lodos ns
habitantes desla cidado, todava interessava mais de
perlo aos proprietarios dos predios urbanos. .
Sr. presidense, se eu visse, que todas as vezes que
se trata de aitender urna necessidade publica qual-
quer, se ianra va um novo imposto sobre aquelles qne
devem aproveilar mais direclamenledasatlsfacao des-
sa necessidade, eu diria que o projeelo eslava no caso
de merecer oassenlimenlo da casa, mis tal nlo acqu-
lece; quandn.se trata, por cxemplo, da construcoSo
de estradas, lanca-se por ventura algum imposto, so-
bre aquelles que mais interessam, cora a factura oes*
sas estradas ? Seguramente que nao ; entao porque
fazemos agora urna excepeao a esta regr-, creauDo
um imposto tao oneroso contra os proprietarios de
predios urbanos, sujeilando-os a obrigares e onus a
que nao estao sujeilas as outras classes? Pois esta
lei nao vai prejudicar directamente ciaste de pro-
prietarios desla cidade ? Sem duvida que sim.
O nobre deputado que se propoz hoje combaler a
minha emenda, parece-rne que nao procurou bam
contprehender qual era o fim desta mesma emenda,
nem qual seria a sua verddeira consaqueneia, por-
quanto elle ter-se-hia dispensado de recorrer (anta
declama*ao contra o desfalque, que a sua adoprao
(raria pira a ivnda publica. Se o nohre deputado.
conliderar bam a materia da emenda, ver que ella
apenas aulorita o presidente a dispender mais. 1 i
contos ris ; o nobre depulado sabe, que na lei de or-
camento votaram-so lli contos para o calcamenlo
desla cidade, e a emenda determina que se appli-
que para esse mesmo mister a terca parle do pro-
ducto do imposto da dcima urbana ; ora, esse pro-
duelo de decima he calculado no orramento da
thesouraria em 93 con los de res, a tercena parte de
93 sao 31; lendo-so votado 16 contos, differenra
pois he apenas de 14 a 15 contos ; por tanto a emen-
da Iraz s para os cofres pblicos tira augmento de
despeza de 15 contos...
Um Sr. Deputado : A terca parle sSo 45 con-
tos.
O Sr. A. de Oliteira.:Concedo que assim seja;
a differencaser de20 contos,e20conlosoccasionarao
essegrande desfalque! renda publica '.' quando linda
hootem foi approvado um projeelo consignando a
quanliade 30 conlos para o melhoramento do assu-
car, sem designar medida alguma determinadamente,
sem saber-se qual ser o seu resultado 1 Eu nao cen-
suro .scmelhante procedimenlo, nem pedera faze-lo,
porque al sou o aulor da emenda elevando a quota
a 30 cantos para ser empresada nos rnelhoramentos
das industrias agrcolas ; mas trazondo esta circums-
lanca memoria da casa,descjo provar que a allegaco
do desfalque nao me parece procedente.nao se leudo
enlio levantado urna voz contra essa medida por se-
melhante motivo, de maneira que naquella occasiao
ninguem consideran os cofres pblicos lao pobres;
por enlender-s necessaria aquella medida, foi ella
adoptada; estamos no mesmo caso, se o calcartter*.
da cidade he ama necessidade recoubecidae lao til,
como asseveram os defensores do projeelo, para sua
satisfcelo coocorram os sacrificios tirados de todas as
classes, e nBo aggrave Uto smente a sorle dos pro-
prietaroj.
As ideas, Sr. presidente, hoje geralmenle aceitas
3o concordes repellndo o augmento ou crearlo de
novos imposlos, e he qnando pois estas ideas sao as
ideas do secuto, em que vivemos, qae esta assem-
bla anima-se a adoptar urna medida contraria a essas
ideas umversalmente seguidas.
Sr. presidente, Iratou-seaqui de ama medida pa-
ra beneficiar a agricultura, ninguem, porm, lem-
brou-se de iniciar oulra medida que aggravasse
sonte dos proprietarios agrcolas.
Eu nao trapo essa contparacao; Sr..presidente, por
guem esses imposlos da renda provincial, deveodo
elles continuar a entrar para a maca das conlribui-
S5es, que conslituem a receila provincial, porquanto
as teparti-es fiscaes e administrativas provincaes ar-
recadam e applicam melhor o product o das imposi-
-fles do que as cmaras, mas por essa mesma rizao
a provincia deve ir occorreado algumas despezas
municipaes mais urgentes, como, por exempio, o
151106*010 das ras. O nobre deputado na segunda
discussao moslrou-se al de alguma maneira favora-
vel classe dos proprietarios, e disse mesmo, qoe se
se apresenlasse na casa o raeio de satisfazer a essa
necessdade.lhe daria o seu voto; essemeio es{ indi-
cado na emenda, que apenas propoe a applicaco de
"parle de um imposto, que por sua natareza he mu-
nicipal.
Aonde csl pois, Sr. presidente, o Desfalque dos
cofres proyinciaes ? A quantia de 20 contos para
urna neceasdade, que o nobre depulado he o primei-
ro a reconhecer como palptenle,*ser por ventura
lo exorbitante, que transime oa lome iuexequivel
a lei de or-amento Sr. presidente, se cu estivesse
convencido, de que nao haveria dinheiro para esse
fim, serla o primeira a nao propr a emenda consig-
nando mais essa quantia-tao diminuta; mas cnlendo
que os cofres proyinciaes sem o menor inconvenien-
te podem supportar essa despeza, sendo sem duvida
prefervel altender-se urna necessidade tao argen-
te, como se diz ser a do calcamenlo das ras, por^sse,
meio indicado na emenda, do qoe adoplanda-se urna
medida odiosa, que val ferir os nleresses de urna
classe lad imporlanle, como he a dos proprietarios
de predica urbanos. '
Por ora, Sr. presidente, limilo-m a estas obser-
varoes, esperando pela impugnacao que por ventura
toflran minhas ideas emillidas, afim de novamnle
voltar dilenssao.
OSr. Abilio:Sr. presidente, pedipela primei-
ra vez a palavra para fazer casa mui breves'consi-
deratoes, e agora nao serei mais extenso, porque o
raen fim principal he explicar o meu pensamenlo
emiltido na casa quando fallei da*reforma das .manir
cipalidades. He principio consagrado por lodos, e
al creio que pelo nobre deputado. que acaba de sen-
tarase, que algumas contribai-oes existem, por sna
nalureza municipaes, sendo nao obstante arrecada-
das pelos cuffres provincaes; mas qoe, no estado
actual das nossas municipalidades, ellas sao melhor-
mente arrecadadas e administradas pela thesouraria
provincial; por tanlo vendo eu as municipalidades
por este modo desacreditadas nao posse convir que
imposlos qui por via deregra, na opiniao do nobre
deputado, sao por ellas mal arrecadados e peior ad-
ministrados, sejam transferidos do coffre em que se
acham para o das municipalidades. Este he o mea
pensamenlo, nao quero que s municipalidades em
quanto nao reformadas, gozera de imposlos que arre-
cadam mal, e peior administran!: eis a explicarlo do
meu pensamenlo. '
Senhores, nao esqeca a casa que a necessidade,
que se pretende remediar he urgente e que o tal
imposto contra o qual se clama tanto, he" por
urna vez'smente e basta esla condicao para se
nao confundir este imposto eom os demais em ina
generalidade.
Senhores, este imposto, contra o qual Untse tem
fallado por oneroso, est na seguate proporc/ao.
Um proprielario que tem de renda annnal 800000
rs. d por urna s tez para esse melhoramento pu-
blico e para o engrandecimenlo do patz, a nvultada
quantia de IOO5OOO rs.! He esta urna consideracao
qae eu quera fazer sentir casa para que senao
confunda esta mposirflo eom os outros imposlos em
geral.
Sr. presidente, a proceder o principio de que esle
imposto ha odioso, procede o de que lodos os impos-
los o sao igualmente, mas nao he isto motivo para
que todos elles se acabem, porque infelizmente nao
he possivel prescindir dessa grande escala de impos-
los; de que todos nos somos soltrecarregados; pro-
porrao qae as nossas circomslancias se fo-em1 tornan-
do mais lisongeiras e que hajam outros meios de oc-
correr s necessidades publicas, entao se diminuirSo
na mesma proposicAo.
Eu piro aqu, Sr. presidente, porque a casa se
acha fatigada, a materia esta sufficienlemenle discu-
tida, e por isso ella em estado de decidir como en-
tender.
OsSr. Silvino:Sr. presidente", he eom bstanle
acanhamcnlo, que eu vou enlrar em -unta discussao
em que as lem empeohaa)) homens distinclos, e ha-
bilitados para entrar nella, nao s porque sao reco-
nhecidos por urna illuslracao'a toda a pro va, como
porque a grande desenvolvimento e pralica de fal-
lar em publico, unem mesmo urna perspicacia a qae
deceno nao posso lUiogir: he pois temeridade da
minha parte ergaer minha dbil Voz nesta questao,
quando essas vozes poderosas j tem fallado a seme-
liiaulcrespelo ;c esse meu acanhamento se aug-
menta, quando so pode suppr qne he esla urna
que>iao individual, mas ea entendo qae est dentro
dos interesses do paiz, e as raas dasinstituicOesque
cada um advogue a cansa da classe a que pef tence, e
porissoque a questao me fre de perlo, e aneciar
tambem aos particulares que como eu sao feridos pe-
la disposirSo do projeelo que se discute actualmente,
he que eu eulendo que a emeuda deve passar.
Sr. presidente, eu entendo, qu a emenda deve
passar, e entendo que o projeelo deve ser regeilado:
o projeelo refere-se i lei de 5 de maiode 1853, lei,
qae por ser immensamente injusta,. nSo poude de
maneira alguma ter execurao, pelo que o presidente
vio-se na dura necessidade de fazer sentir assem-
bla, a necessidade de reflectir era sua sabedoria
acerca da inexequibilidade d'ella ; como quer que
s\?ja, os uobres depolados signatarios do preseten pro-
jeelo, reeonhecendo a necessidade, assim como inexe-
quibilidade formal daquella primeira lei, propoze-
ram a sua reforma, mas uesla reforma que he o pro-
jeelo deque nos oceupamos, ha urna falla e uuxa
excrescencia : a falla he nao designar porque repar-
tiro ha de correr este negocio, se pelo cofre da rruf-
uirpaliilade ou se pelo cofre provincial, por qual
destes cofres deve ser arrecadado o dinheiro do im-
posto para calcamenlo das ras da-cidade, eque de-
ve supprira falla, que houver na contribuido paga
pelos proprietarios. Pero poii aos nobres deputa-
dos autores do projeelo, que quando elle passe faram
esla declararao principal qual dos collres ha de sup-
prir a quota necessaria para o preenchmenlo da im-
portancia du cgI(amenfo.
- Disse eu que o projeelo linha urna excrescencia,
o disse urna excrescencia para usar de um termo mais
brando, porque cu deveria dizer urna monstruosi-
dade.e esta he na parle que se refere ao fundo do
projeelo, a fonle de onde devem san ir os' dinheiro]
para o calcamenlo desla cidade.
Senhores,o projectoouerendo minorar os males da
lei passada, isto he.TaB lei de 5 de maio de 1853, e
foram eslas as vistas do signatarias do projeelo, males
Mas, Sr. presidente, eu entendo que, se aquella
eLera monstruosa, nem por isso esle projeelo deia
de o ser, na parte que se refere aos 15 por cenlo, e
eu o voa mostrar.
Tratirei de combaler o projeelo por parles,
pois'placare i te a analytar a emen
anda qae foi d alguma raineira combat!
nobre depulado que se sania minha <
He monslruoto o projeelo, porqne almdci
bucao que ea proprietarios ja faiem pela decima
dos predios urbanos, impe-lhe mais 15 por cento
sobre o rendimnlo, o que equivale ou d a prava
de todos os calclos, a importancia di 4.a parle do
rendimnlo de qualquer propriedide. Uma^pro-
priedade qae, por exempio, rendar 700jjnM lera
de pagar 1059 rs. de imposic.ao, e unido* codlr-
bui;ao da decima, ter ella de pagar.1755 rs., que
prefaz aquarla parle do seu rendimnlo.' Ora, nao
ser islo urna imposico, por de mais pesada para os
pequeos proprietarios, que as vezes nao tem mais
do qne urna nniea propriedade, d qual u3o liram
rendimnlo nenhum.
Nos sabemos que ha urna eoosa em economa po-
ltica que se chama fundo do consumo, fijado que
nunca recahe debaix das vistas do legislador, como
acontece aquellas quanlias que sao empreadas pa-
ra produzir um lucro que nao he propriamente esse
lucro do oso, mas um rendimnlo, nm capital, qae
pode ser erapregado em novas especulare. Mas,
pergunto eu, consignando e projeelo este firincpio,
nao ir ferir necessariamente a esses pequ enos pro-
prietarios q"ue moramem suas casas; ni> ir ferir
os grandes proprietarios; nao ir fazer una mal gra-
vissimg edificarlo da cidade, que he u m dos ele-
mentos indispensaveis para o fornecimei lio de nm
centro de popularlo, como este.
Senhores, eujulgo que oslas considerarles que fa-
ro devem pesar; nao he o interesse peasoal, nao
lie s o interesse da classe dos proprielar ios que me
fazem advogar seraelhantes principios, e lies s3o su-
geridos por causas de mais alio ilcanc, como as
que acabo de expor, nao podendo eom ludo deixar
de dizer, qne os proprietarios j se acham onerados
eom gravissmas impotisoes, e que esta s poderla
ser pedida como ama imposic.3o forrad; 1, no casui
bel(i, quando urna'circunstancia extraordinaria,
urna dessas necessidades palpitantes exig e nma me-
dida tambem extraordinaria, em fim qu. iodo exige
o slut populi, porque nesse caso faz-so nma ex-
cepeao ao direilo de propriedade, direlo aanln, que
esl ligado inleiramente eom o hornera, e que he de
certo um dos elementos ou incentivo doe mais no-
bres, que eleva b homem a urna posirao brilhante
na sociedade.
Senhores, eu teuho mostrado convenimtemenle
quanto he monstruosa a medida do proje :to ; per-
milram-me os nobres depntados, signatarios do mes-
mo e a casa esta expressao, porque he a 1 mica qae
mais enrgicamente pode representar o m> su pensa-
menlo. Umqnarto do rendimnlo de nmai proprie-
dide grande ou pequea, quer seja alng ida, quer
habitada^por seu don, he urna exlorrao. Senho-
res, vos sabis as difliculdades que ha na 1 rfificacao
entre nos, os grandes dispendios qoe se fazem, e
qae diflicullam que os grandes capitalistas te appti-
quem edificacao, por isso que nao dao um lucro
suulciente. Ora, tirando mesmo em um anno que
seja, nma quarla parle do lucro annual, q" aal ser o
rendimnlo que fique para induzlr os capitalistas a
applicarem-se neW mister. Senhores, eu espero
que nm dos nobres signatarios do projerjio, qne he
consumado malhematico, faja o calculo, e nos di-
ga se o capital empreado em urna prop riedad po-
de softrer em seu rendmento o destal .qoe de 'urna
quarla parte, dando ainda assim um jaro razoavel.
Senhores, ea disse, qae o projeelo ia fazer am
grande mal noasa Ierra, porque difficultava e edi-
ficacao : assim, se hoje j h ella difflcl, o que nao
sneceder daqui cm danle eom mais esle oftas : por
cerlo ingaem qnerer edificar, ao m ens sera mais
nm eniraves que s* pora edificacSc 1. Disse-se que
este imposto era por urna sovoz, e qae por isso se
devia fechar um pouco os olhos, coi 11 o qne nao se
deixa de reconhecer, qne elle he de alguma maneira
pesado, mas porque .he por ama- s vez, deixar por
isso de ser um ataque terrivel con! ra o direilo de
propriedade? Nao, e o precedthle urna vezeslabe-
licido, pode dar motivo para que del le se use por ou-
tras vezes, porque se a assembla ui na vez se recc-
nhece eom direito de inlervir nos 1 tegocios alheios,
nao Cea ella habilitada para inlervir de novo sem-
pre quelheaprouver? Ja vedes po is,senhores,que o
projeelo he concebido era termos,qi-ie ferem muilode
perlo esta classe importante das soc edades. Os im-
poslos, disse o nobre'deputado,sao.'im direito sagra-
do do soberano, ou daquelles que representam o in-
teresse social, pelo que podem elles- apparecer todas
as vezes, qne as necessidades publicas o reclamam.
Senhores, a regra, be verdade, mas nos sabemos lam-
bem que nao ha regra sem limit arSo, qne nao ha
principio, qne nao lenha a sua reslricrao, por
eonseguinte que a esla nlo, devemos dar essa lat la-
de que quer o nobre depulado. iz-se que islo nao
he um imposto, qne he urna conLrbuic,ao por urna
s vez, e eom a pnovisoriedade da medida, se a quer
justificar ; mas porque o imposto he provisorio, dei-
xa de ser imposto? Creio que nio. Eujulgo que
o projeelo he .eminentemente muito attenlatorio
do direito de propriedade, nao deve por isso pas-
sar, devendo pelo contrario passar a emenda, por-
que esla sana perfeilamenle os defeitos, e consig-
na a idea "capital, qne he o calcamenlo das ras.
Ella applica nm terco do rendimnlo da dcima {tara
ser empregado no calcamento.o que me parece emi-
nentemente justo, porque se sao as casas que apro-
veilam, como se disse, eom o calcamenlo, he do im-
posto que ellas pagara, que se deve tirar para esse
melhoramenlu.
gmenle qoe nao proce islador nao
que se quer
que se encerravam na obrigacao que se impoz aos
proprietarios de fazereni o calcamenlo de todas as
testadas de suas casas, reduzir o ouus a 15 por cen-
to, sobre os rendmeotos dessas mesmas proprieda-.
des.; mas sobre ser Iniquo este ouus he insiiflicieu- :
le para "atlfarer' a essa necessidade publica.
Senhores, eu poderia dizer como disse o nobre de-
potado autor da emenda, qoe assim romo da massa
geral dos imposlos se pode tirar o preciso para outras
necessidades, qae nao sao mais palpitantes do que
esla, nao ha impossibilidade de se tirar para esla,
pelo conlrario.que he justo que se tire da decima
urbana urna quantia sufiicienle para o melhora-
menlo das calcadas, porque se lira du casas para
beneficiar as mesmas casas.
Assim, senhores, sendo esla a primeira Vez que
fallo, eu limilo-mc a estas breves considergees qae
fiz, e espero que alguma idea de nevo appareca, que
combate eslas consideracoes para de novo tomar a pa-
lavra, afim de ver se conservo de posmeus argu-
mentos.
O Sr. Baptitta diz, qne a sua rcligiusidade pelo
direilo de propriedade he tal, que se por ventura se
podesse convencer de qae algum ataque directo oa
indirecto o projeelo consigoava contra esse direito
desde j se pronunciara contra elle ; mas que esla-
va convencido de que o projeelo nao alacava esse d-
reilo.c por eonseguinte podia muto bem ser adopta-
do,sem Orar da parte da assembla a menor som-
bra de remorsos. Diz mais que os encargos da
sociedade, as despezas que se fazem eom salisfarao
de todas essas necessidades publicas de. alguem
hao de' sabir, e por certo devem sahir das for-
jas vivas da sociedade, nao' se podendo por tanlo
dizer qoe, quando se pede as forjas vivas di socie-
dade qu concorram para as despezas publicas, isso
fie um ataque ao direito d propriedade, porque pe-
lo contrario as imposirocs nao lem outro fim senao
garantir a mesma propriedade, que por eonseguinte
o que convm saber he, so essa iraposiro qoe ora
se exige, he lo importante que mereja ser repelli-
da, sepdo esta a nica questao a considerar.
Aerescenla que he o primeira a confestar qoe,
segundo os principios da sciencia, os principios ri-
gorosos, essa imposicao nao pode ser defendida como
tal, mas que se era o primeira a confesar sto, tam-
bem nao podia deixar de confessar que, quando olha
para urna epidemia mortfera que assola o paiz,
quando v os graves molejos dos eslrangeros pela
falta de afformoseamenlo da cidade, pola falla de
aceo, e quando da lei resalta um interesse, parece-
lbe pelo menos que os senlintentos patriticos de-
vem apparecer, porque se falte o patriotismo, falta
ludo, porquo nada se pode fazer sem sacrificios, e
nada progredir tem elles. sendo que os mesmos le-
gisladores nao podem ser bem aceites, bem alteqdi-
dos uas suas eoncepcoes, c ames pelo contraro o le-'
gislador mais palriolico ser sempre objeclo de esJ ^1 nlda w,
carneo e das maldices.
Admira-sede que haja tanta repugnancia,tantos Uie-
roasde imposlos.tanles princlposdeigualdadena dis-
tribuijao desle imposto para ser calcada a cidade do,
Recite, em um lempo de fere amarella, quando
todos sabem qu o aceo das ras he um dos passot
dados para minorar os resultados desse Dageo. De-
clara ter esperado que os proprietarios fossem os pri-
meiros. a /cenar essa cnlribuicao, e mesmo sabe
que algut querem projeelo, sendo o argumento
lirado da pobreza daquelles que lem nm ou dous
no o cab
e nao poden
he ciar que aqun
medida, devem par
mente qnase'produ
corrido eom urna
duslril, nao lem paridade
que essa detpui f
duslria lio productiva, .
vir a riqueza do paiz, o dinlaj^^^^^^Hfl
os proprietarios.
Mottra ainda que sendo neaeaaar
ta necessidade publica, se os meio-
proprietarios, nem dos cofres P^^^H
dem supporte-la, a eooscquea^H
cidade no eslado deplaravel cr-
oa occasiao em que o terrivel flag
servindo ao mesmo lempo de esc;
geros.
' Finalmente observa qoe os propriei
eom o cairamente das ras, porque suas f
des serao mais procoradas para sen.
pagante assim maior renda.
Depois de mais algumas ,censtdeTac<^^H
votando pelo projeeloe contra a eme;
O Sr. Silvino: Pedi a palsvri uoic
ra responder a alguns argumento
nobre depulado que acaba de sen
quando conclu pela primeira vez
se os meus argumentos fossem coniut^^^H
destruir as considerajOes que se aprese
opposteao 1 elles, eu yon cumprir e-
fiz.
Senhores, eu argumentei figurando o propri|
pobre, fallando daquelles que tnham 1
mesmo mais de urna, mas insigniucanta^^H
tes que moravara em suas proprias casas:
ci plmenle esles ltimos para provar qu
recahindo sobre elles, recaltiodo sobre
consumo, faz nma ama grande tortura
dos mesmos, e eom isto quiz provar a
pitante do projecto, como parece-nie
que a imposicao era injnsta, ainda
que linbam casas das quaes tira va m
cerlo, real e verdadeiro, qae podiam
vat edficaces, oa faze-lo repr^^^H
proprietarios j estao tojetos a it
ma que s vezes he por demais heperouj
ra que a assembla se v na necessidade
dividas desla espacie, como anda.ha puuto
pois digo ha impossibilidade di parte d pa
proprietarios de pagar esta ilipiwiflu.
sneceder, quando elles forera obrigados a ai
posicao mais onerosa, mais pesada, nrf^^B
pesada'.'....
Um Sr. Deputado: E mil vezes 01
geira.'
O Sr. Silvino: Senhores, argL
provisoriedade da lei, conf a provisoried.
sicas, mas essa provisoriedade nao Ib
pode tirar o carcter odioso, ^^H
odioso repilo, porque nSoj^^H
altenlado contra o -direito de propriei
moslrei qoe essa imposicao unida: da deci
vite 1 nada menos do qae ao qaarto
de qualquer propriedide, e que isi
cessariimente, e tras um onus a.
gra* inconveniente para es cap
Senhores, ralla-te e argumenten
riedade do imposte, he esle o arg
mas como j disse, se hoje se recoohec
bla tem direito a impor forja.la
'buijio, amanhaa nao poder ella lanj
mesmo direilo, adquerido pelo precedente, |
oulra ou a mesma eonlribnicao? baje pea 1
cairamente, amaoli se pedir pan. as pon
pois se pedir para outras necessidades que -c .1
venlirem, de maneira qoe os proprieteric
de enconlrarem neste recinto perfeilos zelad
suas propriedades, acham pessoas intensas a essa di-
reito,
Senhores, sao estas as consequeucts qae se dedo-
zem do projeelo, as prmiasas oelte esUbelea
dao eslas consequencias. Eu diste, ha pouci
estas contribuijoes forjadas e pesadas, a
existir, e exigir-s quando se deste o
por isso qae dado esse caso, o salas pop
ama excepeao regra geral do direilo de;
dade. Disse o nobre deputado a quem
que quando procura um siraile, encontra d
des em o achar, mas qne outros la que o
facilidade, querendo assim mostrar que o
de comparajae que trouxe nm nobre*a>putaj
proteceo dada para o melhoramento da
agrcola, uo linha paridade, mis eu nao digo
entendo que a compara jlp. velo 1 proposite; porque
o nbre deputado quiz provar, que quandp se
tege a agricultura, nao "se exige dos agricultor
crificos, ao pasto que lenge de se proteger
proprlelarios, impoe-se-lh jnstamente omi conlri-
baijao forjada! ,
Senhores, eu nJe quero que o proprielar
Ihore, mas temhem nao quero que peiore, deixem-
se as cousas como estao. Eu advogando a causa das
proprietarios, nio trate de pedir assembl '
designe quota para elles, ou em beneficio d
propriedades, nicamente pejo qoe a casa nao osar-
pe direitos que tem.
Senhores, na Inglaterra onde o systema de impos-
tes est mais regularsado, o imposte be por c
jJo, mas he por capitecSo nat occasies e
cessidades urgentes do servijo publico, ne
que nao sao da nalureza deste que se Ir
gem. O appello forjado s fortunas dos p
s tem lugar mdicas cautelosamente
nltejo que ns^ lentos llecessidade de pmt
cal jmenlo da cidade, que temos necessidade da
rar de nossas mas esses charcos, esses focos de i
jo, qne por ventura existem, tei qae
elles, Irarao eom essa remojao grandes
nao s para a satubridide, como pira o 1
ment da cidade, reconhejo a necessidade da
idea grande, patritica mesmo; e n.lo dst^^^^^H^
lismo ou de bairrismo, he patritica porqae I
cidade tornar-se-ha nm centro de
digno deste nome, e o estrangeiro qoe a ella a p
reconhecer* que vimos no canimbo do proaressoj
mas quaq|o aos mcis de conseguir-se islo naa jalgo
que sejam mais convenientes os do projeelo : antea-
do que tendo urna necessidade palpitenlc
satisfeite, como sio todas as ntajs Sr. presidente, eureconhej .juaii meas da cakaj
estao era oitposjc^irsninhas, ma^f^^^
vencido datKasT por Isa nlo lenho renu
aprescuta-las, e ep-bori ellas sejam ador
te-me .* consolajao de qne lenho adfog
resses de urna ciaste distincla, conseguini
lerteitoum bem I nossa trra.
Finalmente, Sr. presidente, ea note qne no
arl. 1 do projecto ha urna obscBridadc, qaal
cessario esclarecer-; he este diz og
Esleparagraphoineooleslivelmeole de;
da, se o imposto se refere propriamente as iropre-
larios dos terrenos ou aos edificadores :
islo urea ticuna, urna fajla que pejo aos m
lados autores do projecto hajam de preenc:
Coneluo, Sr, presdeme, declarando que vol
Ira o projeelo.'
O Sr. Souza Carcalho como mctnbr
rassao que apresulou o projecto que
tido considerajao da casa, jul H
fende-lo das accussjOes que lhe 1 an.
meira que he nao dizer o pro taire devo
sahir o dinheiro para o res!
orador que he infundada, pora
que 0 governo fica aui
calcamenlo, est viste que
cofre provincial; e he
no orjamenloprovinci;
para o caljaraento,
'
ao projecto, reeonheee que n
mal redigid l(am
unicimentt
Picado^
"mos 151,<1"
lo i terceira aecusario, da monalru
predio. dida, julg o orador que o seu nnbre eollegu que
opposijo ao projecto, nao q'uercr negar o dir
que leemos poderes do eslado do impor urna conl
huisJo para o caljamenlo. Diz nao querer eulrar
questao de, a qual dns'ppderes, pela nossa organ;
polilca, eompele e-salKtiribarao, porque as


buige* dos diversos poderes sao s veies tap ditflces
e complex;
pergon
nao lem pal
una cas sera le
pondenle? Julg
*sseguinle4^(_
medidas^^H
Lima postara
m poder edificar
Inte, e por eon-
rando
necessida
(o adoptad,
Sr. Hapti
eombateu o |
gello que va
a pobreza, a
<> legisla^^^B
todava |
n
coaclue
opsiaderaorosnlosa
-w. -.--------- -.ente em ser o projec-
to adoptad*.
Brado memhro qae
respeilo do fla-
n'le consignada para
ama vea ponderou qu
r todos es delalhes,
Hades ; qae a sua obrigagSo ha
ettobelecer a gualdade das
peta qae essa gualdade,
"*, sempre est flhaudo, sen que
estadista, contando j com a imper-
hunianas,; afolaste do princi-
exemplo, que todas as lejas de fazen-
dai nao negociara com os meamos fondos, e que pal
>us rendimentos nao sSoos meamos;
te possivel qae o legislador desga todos
* va exigir os livros e batanas dos lo-
f quanlo.ganhararo, seguo-se que
as as lejas de fazendas omesmo imposto,
nao se. i ignaldade lomada abstractamente.
o orador qae a mposicSo de que
tao vejatoria como ae quer fazer
erer, porque so Igunia iujuslica sader, est conven-
cida de qae a assembla a levar ero conto.
Has outras reflexes, o honrado
a impaciencia da casa, termina
^^^HtSoser Uo penosa a imposigaa,
> por urna vez. a por essa razao en-
tende qne deve ser approvado o projecto.
A discussau fica adiada pela hora,
t Sr. Prtttdentt designa a ordem do dia, o le-
vanta a teasSO. .
ERRATA.,
Sr. Ablio proferido na sesso de
.* publicado no Diario de 10, ua pa-
a3., liabas 52, aondesediz por
o eogenhero, etc., deve ler-sp
^ portal :anou-se o engenheiro. Pa mesma pag.
56, aonda diz-sc da pedra primeiro
Upedra precisa. Na mesma pag.
1.68, aonde diz vio-se elle deve
elle. Na mesma pag. e col., linhas
a eu vejo nease alvitce deve 1er-se
^^llquer des*, alvitres. Na mesma
^Bl95, aonde diz por Tacto sen in-
festa portado sea induzir a erro,
_J^ Pag- eeol:, linhas 110, aonde se
Krodenlesj allegamdevedizer-se
ideles ja allegam como aresto.
etc.
diz
DE PEBNAHBUCO.
H,
a approvou hontemdm parecer da cora-
missioad.i obras publicas, indeferindo a pretonrgo
as Porciuncula, arremalaoj^daobca,
asaagem da MagdalenarTalnbema're-
daccao do projecto de orgamento provincial.
cussao de nm parecer dacommis-
>bre a pretencao deJos Pedro Vel-
ira, Bcon esta adiada pela hora.
loados paca a depulacSo que lera de
apreao acto* da assembla sanccSo, os Srs.
Ahilio.JipamiQondas, c Siqueira Cavalcanti. #
Ardem do dia de hoje, he a continuagao da
antecedente.
termo. Alm disso os livros do alistamenlo.e |pdo o
man estao trancados no, caveto do Sr."commandante
superiorGomes,que nern isso confia do interino 1
Corno (azerem-se assim propostos, e nao lando sido
regeilades as que esli em a secretaria do Exm. Sr.
Baste poBco ae conhece o eipirilo ca-
e NOMttifa do ehefe de asi
tc revela esta parte do g. Etc.
lo cumprir lei, emguanle houier anta-
mo entre Os commandantes I Asseveramos que
os commandantes dos cornos, nao ha antago-
nismo 5 algiim ha porm entre estes, co commandan-
te soperior o coronel Manoel Gomes Ribeiro
Jtinior; nao por motivo algum desairoso aos tcnen-
tescoroneis ; mas tSosomeiite porque o dito comman-
dante tendo promettido postes da guarda nacional.en-
' indeque suas altribnigaes osse limitara Informar
ibre os propostos pelos chefes de batalhOes ; porm
queT i torga fazer nnmeages. Se a le da guarda
nacional quizesse esta ufallivel harmonia.que se de-
seja, e sem a qaal nio faro, urna nomearao, entao
escusado era dar o direilo aos chefes dos balalhcaH
parajiroporem, e ao commandanto. superior, para
informar : 3eria mais acertado, ordenar que as pro-
postas fossem feilas pelo commandante superior.
Pelo contrario he desse antagonismo legal, propon-
do mis, e informando oulros, qUe 0 governo vira ao
conhecimento de quem lem razao ; ou para appro-
var, odpara regeitar, dispensando informacoes ca-
prichosas.e destruiudo conscienciosamente os antago-
nismos immoraliadoret.
Nao se enconlra pois entre os commandantes dos
corpos, para com o commandante superior, seno
urn antagonismo legal, e vamos prova-Io. Os com-
mandantes de batalhoes fizeram as propostas comple-
tas de seus corpos no lempo do E*m. Sr. conselhei-
ro Jos Bento, o foram por intermedio do Sr. com-
mandante superior, este porem sem ter a franqueza,
e coragem do empregado publico nao deu as infor-
maces,smo Ihe ordena i lei, guardou-as para dar
de paiavras, dizem que com calumnias e mecherlcos
ao governo ; com ludo foram approvadosalgunsof-
ficiaes, e ficaram outros sem approvacao, ou regei-
cao, pois que nao se ordenou at hoje fossem outros
propostos.
Oue compre fazer? Manler esse antagonismo in-
venlado, e demorar ludo al o querer do comman-
dante superior, oa reverter a proposta, por haver
nova sobre os nao approvados ?'
NSo deve ser o sonhado antagonismo motivo suf-
ficiente para se fozer protesto tao solemne, na ver-
dade nos espanlou Cumpre corla-lo pela raiz, e
qoal o meio legal 1 He cortamente, ou a reversan)
para nova proposta, segoindo-so os tramites lega es,
(se lem razao o commandante superior em suas in-
formacoes, que devem ser provads) ou approvagao,
desprezando-se os embastes, b dscrendo-se essas in-
formases inquiriloriaet. NSo ezistera informacSes!.
Eis a duvida embarago do governo, qae teme
laucar um stigma do regeicao sobre cidadaos, con-
tra quem s ha aecusacoes- secretas. Tudo qaer o
commandante superior se faja, e approve em fami-
lia ; he isso a qae os commandantes dos corpos se
negam ; no servico publico venlia tudo i luz da ver-
dade, e nem se deve consentir em um tal pasio. O
protesto he de veras forte c desairoso para guarda
nacional ,do Pendo. H com a lei na mao, e nao
com a espada no poder, que pode acabar com esses
subterfugios,com qae o commandante superior lem
protelado a organisagao da guarda nacional do Pe-
ndo, qae poda ser ama das melliores dajirovincia,
e ler prestado aioda maiores serviros. Decida-se
como se quizer ; porm saiba-se donde'parle o anla-
gonhmo, para fazer a devida juslica, dando o dkeito
de cada om,' _
Macei 21 de marco de 185*. Um amiga.

CftlIUCADOS.
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a do encanamento das aguas do l'rata
valiosos servicos aos habitantes desla
fazendo era qae n'essa parte do seu bem es-
w apar de qualquer ontra perlencente
ligas e civilisadus: e sendo notorios ests
s vezts testemnnhados pelo publico
i-ae teste anda credor de mais alguns
conspicansaccionistas, permeltndo-lhes
ajuntai aais xrai florao de gloria a sua emprza,
es da capital da provincia, gozarem um
lana saade publica, e nmrecreio ao
mesmo .lempo.
mhia propreta/ia das aguas dosrha-
farize esta cidade e suas vizinliaftcas, seria
lesejar que ella eslabelecesse banheiros
andes tanques para as pessoas que ne-
ifrigerio de banhos frios d'agua doje, c
podssem lomar bando mnitas pessoas ao
ipo, Iiavendo urna parle reservada para
com todas as commodidades devidas ao seu
es banheiros, servirBoao mesmo lempo de
ollas para quem nao sabe nadar,
lli aprender sem mestres, somtale com o
e vendo os que ja sabem e possuem esla
prenda l > til e necessaria na carreira da vida.
Desla forma tornarse-hia a saude doshabilautes
desla bella cidade moilo melhorada c nao sofroriaos
embara'cos em que se acha, por falta de estabeleci-
nifntos dessa ordem, Uo apreciados e al lucrativos,
na Franca, na SuUsa, epor lodaaAlemanha,.aonde
os gi remos os mandaram eUabelecer com os diuhei-
lices, e dos quaes lem tirado boos lucros ain-
no pelo diminuto prero de 80 res por cabe^V.
nos parece urnanacao barbara, esta
cimcolos faz lionra como nacao
e he por isso que varios escriptores
as seohoras daquella nacao sao
e mostrarao mais vanlagens pi-
is qae nimio ser para desejar que os il-
lusires accionistas da primeira das' associagOes e a
j\l^ mai uhl do lodss quautas possau ser creadas, tome
em o 01(80 a vantagem que Ibes pode provir
os como em honras que receberao do
respeilavel publico, allendendo a que sonto de fcil
is terreas, aonde se possam formar Uo
i estabelecimeutos. Recite 6, de maie
St

^

s engaa vista; porm coases acontecer
que aiuda se prestando a maior aliento, veudo-se,
ou len nos i dar crdito. Se nao fura o'
l'hilangelko, folln ofllciat desla provincia das Ala-
gas, teriaraos duvida i respeilo do oflicio qae no n.
28vem, expedido em 10 de margo do corren!* anuo
aochefe de es lado da guarda nacional da cidade do Pe-
ndo, em sol ucao urna consulta que esto fez sobre
sedarla enlrr ua vara de delegado, como segun-
do supplenle qae he, em falta do primeiro, ou de-
ar.como chefe de estado, no commando su-
perior interino.
Dos deste ponto ; pois que as d'sposi-
coes lei da guarda nacional, -unos arlir e
da seu regulamenlo art. 2i S 5, sao mu; ,
etiu o ejercicio da uai Mf
*a>ar;a o lugar de juiz, etc., poi isso
o as ^utoridadea de confiaufa, aura as
is as lei, queches sao applicaveis, o devem
cao de confianca, e assim quando no caso
diz quecet$e,d'u a antoridado que fi-
lie de coufianga, decenUo entrar na
vara no cato ie nio hacer quem a queira ; tornaq-
do-ia asaimosegundo supplenle 6. pVque s
eiercer.i qaaRdo lodoi es mais forcm impedidos"!
Deieraos pois esse cnleiiHor de oecatiao de confi-
anca,t vamos ao qae raoCvoa esto pequeo com-
miuiic.
DZO ee \i____\_
i Qu
LITTERATIRA.
LAMENNAIS.
Espirito profundo al ao sublime, alma forte al
ao tragico.pdiloplioso e poeto Bossue elucarnado as
doulrnas de Jo3o Jaques o repassado do espirito 'de
Florenca, I.ainennais de urna das glorias as mais se-
rias e originaes' do nosso secuto. Que estrepito in-
menso tom-se levantado ao redor dessa fama, da
quarenta anoos que homem foi mais ultrajado, mais
disrulido.mais admirado! alrevo-me porem-a dizr
qne ogeuio de Lamennais est bem longe de ser co-
locado.em sua verdadeira luz,e compredendido como
deve seto. Para o maior numero, esse genio repar-
tido em dous,para assim o dizer, cm vez de oTerecer
um enigma doloroso, ofTerece urna brilhante palino-
dia, pelo que aiuda por muilo lempo, os admi-
radores da primeira parle de sua vida serao os yin-
lentos detractores da seguuda, pela mesma razio por
que os seus adversarios de outr'ora tornaram-so os
seus admiradores de hoje. Sa posteridade he que
ha'de reunir os dous partidos em urna admirarao
commum, mostrando de longe o que nao pode ser
muito de parlo, isto he restabelecendo a ouidade dj
obra pela anidado da aspiracSo, do carcter, eda
coosriencia.
He o qae von- tentar explicar.,
Este secuto em que comecam Uo grandes cousas,
e qu* de alguma sorte he omoldc gigantesco em qae
a linmanidade inleira esto em fusilo; este secuto com
suas grandes victorias e suas grandes derrotas,' com
seus passos extraordinarios esuas ixrandes pausas,
seus grandes homens falsos, seu sol deslumbrador,
e suas sombras espessas, sua mistura de crearan, e
de cahos,-he a era dos equvocos excellencia. Mar-
chamos Uo de pressa, ha sessenta annosacsta parte,
que realmente perdemos a nor/io do lempo; de modo
que nos he impossivel apandar de Jeve a signilirar.lo
das comas, acoiiteceudo quasi sempre sermos vic-
timas de urna illusao: em nossa opiuiao a historia
contempornea he um cspelho, e uos nao podemos
vpr o que esto por Iras delle.
Esla he a razao por quo em vez de sermos gover-
iiados pelos principios, somos arraslados pelas cir-
cnitislaucias; por que somos os servos humilissimos
da hora, que corre urnas vezea Uo loncos de autori-
dade que chamamos a liherdade anarchia, outras Uo
loncos de liherdade, que chamamos a autoridade
despotismo, sem sahermos justamente dar ao poder
e liherdade a parle,queches compete.
N3o he verdade que ato.ao presento s tomos pas-
sado de oppressao a oppresso 1 lia autoridade op-
'pressiva nao cainiihamas para a liherdade oppres-
sva ? Da inlolleraucia religiosa nao cahimos
na inlollerancia pliilnsophira"' Comludo debaixodo
ponto 4e visto da intollerancia religiosa; compre
confessar que vamos em progresso, se bem qne baja
calholicos, qae em seus sonhos suspreni pelo retor-
no das foaueiras e de Torqucmada, assim como an-
da hoje lia theistas capases de invocar a gnilhotina
e Robespierre. Conhego cerlo Iheisla, diz Prou-
ilhon, em seu ssomhroaso-prologo das contradirOes
econmicas o qual seria, como,Robespierre. capaz
de fazer jogar a guilholina at a deslrnir.lo do ulli-,
mo sem desconfiar culretauto que esse atlieo era
elle; o Com os partidos nao acontece o mesmo, por
qae, com quautq divididos sobre muitos pontos,
concordara u'um, vasto como acreditam no' dogma
da torca. Como he para admirar pois que estejamos
collorados em urna especie de halauro qae ora nos
eleva, ora uos abate, fezendo-nos alternadamente
oppriraidos e oppressorcs
A irreparavel desgrana,ou quasi fatalidade da re-
volugao franceza toi o ter de inaugurara liherdade
uo meio das persegoices e do'sangue. Esta cir-
rumslaiicia devia infallive|mento produzir mais tar-
de ama reaecao formidavel ronlia a liherdade, Is-
to porm nao he tudo o terror nao quiz semen-
t abater as ideas polticas por meio da guilholina;
qaiz pelo mesmo- proc.esso, ahater as ideas religio-
sas, e esta circamslancia devia infallivelmento fa-
zer com qae a rcligilo se lornasse inimiga da re-
volucao, com quanlo o terror, em vez de collocar a
revo!u<;9o.sobre um Ihrono, a collocasse sobre oro
escabello : por isso quando ella dizia ; Irousse-te' a
liherdade poltica cada um podia responder-lbe :
mas la mataste meq pai I e quando ella dizia :
Irosse-nos a lberdade^de conscenriatodos podiam
respondor-Ilie : fi;este eslribarias das nossas igrejas,
e mataste nossos sacerdotes !
Nao he menos verdade comludo qne, perante a
historia e peranteDeos, a revolucao pode dizer pon-
do as mos ensanguentadas no Coraraodei a liher-
dade ao mundo!
Nao temos pois razio de gritar que ha equivoco,
assim como gritamos : trairao! foso'.'
. Oh/ o engao continua e os prejuizos legtimos
do dia seguale, contra a revolucao, sao bam pode-
roros anda, nao obstante ter j decorrido meio secuto
depois disso. Nao luamos ainda hoje contra esses
preconreilos j absurdos, e que todava sao o ca-
lalha de tantos homens emaocipadoe pe-
t
k>- motivos particulares que enterga
^^Hlimento do delegado dando parto
rUaeia tom elles para a pre-
ila a ole fazer amas
inaesparao Pendo, em
lUjuoismo, que desgracada-
ndantoi.o
icipalmcnle nm
slia, o qual
loasta-
as
que, mesnv
avara detodosdelegado.sabem que oSoha
. substituase no'commando lolerinn
te coronel Jos Vicente d "Medeiros consta-me qut ,0 nascjjnte. a qual no fundo, nao era ipais do que
nm rihjU linilfla fUlia Um Oyan, f.,.. fl-jllir n man
estii
Insu-
da Bahia, cojb li
lente i
ara pr,
lite bHperior lu-
la revolucao, e quo server-se de seus Leneficios
para descoohece-la '!
Ora, se esses preconceilos ainda hoje sao Uo vi-
vos no meio de nossa vida poltica lautas, vezes ra.
novada, ual nao deteria ser a sua torca e vioIelP
ca, logo depois dos annos do terror Pode-se eom-
prehender agora todo o poder da reacco polilica e
reltaiosa. que abri o scalo dezenov.
D primeiro cnsul, Oaleaubriaud e Rover-Col-
lard, cada um com seu genio particular exorimem
as tendencias irrrsisliveis da sociedade decnlao.
M. de Honal o M. de Maistre eram de pocas an-
tenores, e nao faziam mais qae continuar : era o
reOuio inesperado das vagas que enlregavam a sua
da corrento. M. de Maialre e M.de
aterrares a esla wrto de renascimen-
nsut, Chateaubriand
e Royer-Collard sai oiHrario, lodos ar-
esaa roovim via ser Uo fecundo
ro, legitimas ou nao.
Em verSadee ninguem pode negar o carcter pou-
iu menos universal desea reaecao do secu-
um cabos, donde cada um quera fazer Sabir o que
lhe approuvia. O primeiro cnsul vil' "elle um
sceplro de diamante e de ferro, qu.*'*'4 apa-
ndar por -ua coni; Cbatraabiiod.' cru' flue
devia levantar nao cuidando sendo mais tarde
do ihrono dos llourbOns; Ruyer-Collard, ,a ban-
deira do espirilualismo que compria ar/orar na
pequea *ala na Sorbonua. A multidlo eslava
atienta e prompta a seguir os seus novos chefes em
lodas as direcges novas, nao pensando mais que em
urna cousa, e er^ em apartar-se cada vez mais da
guilholina, de que ella linhn-se aproinado ousada-
menta, quando eslava e p, fe que cusava-lhe um
medo lerrivel dez annos depois.
Nessa corrento aova,' que fez e podia fazei1 M.de
I.amenuaist Com seu carcter, espirito absoluto,'
coracao indomavel, M. da Lamennais devia passar
to primeiro salto para a escola da autoridade abso-
luta e nao para a escola eclctica, que va de capi-
lulacSes, e de continuos compromissos. Oecleclis-
mo pode seguramente ser oculto de espiritos dis-
tinelos; mas se os eclcticos sao espiritas dislinctos,
sao larabem almas tmidas. Elles podem ser elocuen-
tes, roas nao podem ser heroicos; para'fallar com
propriedade, sao sophislas e nao philosophos, ou pa-
ra dizer mclhor, silo ambiciosos. Curvam-se a lu-
do, e n8o sao toreados a romper violentamente com-
sigo mesmo, nobre escndalo peraule o qual nao
recciam o espiritos apaitooados pela verdade, quan-
do o julgam necessario estes sarrificam toda a inves-
tigarao varonil da verdade, romo M. de Lamennais
por exemplo; os oulros, pelo contrario, ananam-J
so para identificar a investiggao do bello, do ver-
dadeiro, do bem, com os seus interesses de cada
dia.
M. de Lamennais nao podia perianto ser eclc-
tico, e naturalmente empossou-ss directamente da
idea calholica, peto que empenhou-sc em comhater
a revolucao, que tinha perseguido, ultrajado, mor-
to o caiholirismo. He sobre esse ponto que convem
applicar loda a atienrao para comprehender o pen-
saineiito. de al. de Lameunais, melhor mesmo do
que elle propri, alim de que se reconhega que no
mesmo momento em que esta com o partido do pas-
sado.bem longe de ser urna encarnarlo da antigs oci-
edade, como de Maslre ede lona'l, he um homem
moderno, essencialmenle moderno: este absolutis-
ta, encarado de perto o despojado de suas vestas
de crciimslaucius, he um venia deiro demcrata.
li a philosophia do tenso commum nao he em essen-
cia a theoria da soberana do povo'? Prometi
urna honrosa recompensa a.quom poder provar-me
que a philosophia do senso commum e a soberana
popular u3o sao urna e a mesma cousa. v
Alem disto os partidistas das antigs doutrinas
nunca b negaram, e apesar do grande auxiliar da
eloqueucia,quB elle Mr.Lanujnnais lhes trariadeen-
carara-n'o desdeo principio como urna especie de
herege. Senliam que elle nao era um dos seus, e
linham razao. ,
Assim desde que os aconlecimentos foram mar-
chando, e que a revolucao patenteou-se cada vez
mais, desdo que, para os homens de boa f, foi cla-
ro que o sangue neto nAa sido saugue. e a morte
nao tinha tido morte; desde que foi demonstrado
qae o terrorismo que nao fizera mais do que retardar
a liherdade, e que esta, mais cedo, ou mais tarde,
saldra inevitavelmente da revolucao, desde que to-
dos os olhoiypie nao (ediavam-se mais evidencia,
viram poueo*a pouco apprecer todos os beneiciosda
revolucao franceza,Lamennais,lodo commnvidtl, lodo
agitado, seulio que a alma do futuro passava-se-lbe
para a alma, e Jornou-sc sem esforgos, e seguindoa
sua inclinadlo natural, tornou-se'o apostlo da de-
mocracia.
Os homens superficiaes viram as con Iroversias
de Lamennais com Roma a causa d sua pretendida
Iraustormaro; mas essas controversias nao liveram
parte alguma nessa Iransformagflo, a qua!, repilo,
nao he mais que apparentc. Com elTeilo, em quan-
lo Lamennais cunsiderou os revolucionarios de 93
como a mesma revolucao, c julgou ver nella a ini-
miga da liberdade-, combateu-a fortemente; no dia
porem em que vio que a revolugao era independen-
te dos hsmens, que a tinham feto ao principio e su-
jeitado depois, passou-se' necessariameute para o
seu servigo: slo eslava escripto.
Nao ha por lano mais do que urna conlradigao de
forma na obra de Lamennais. Como todos eem.
elle nao mudan de idea ; vio someule a mesa idea
debaixo 4e duas faces ditTerentcl. Na primeira pha-
se de sua vida entregue ao servigo do passado, assim
como na segunda ao sirvigo do futuro, Lamennais
foi sempre pela causa da soberana popular, a qual
chamou^ao principio philosophia do senso com-
mum, restiluindo-lhe mais tarde o seu verdadeiro
nomc de democracia. Esta he a pura verdade.
Multa razao lnha en pois para dizer que o genio
de Lamennais, ao redor do qual levanlara-se tanto
ruido, no era por isso melhor cOmprehendido. O
genio de Lamennais he ama estatu a que dito duas
faces sob o veo que ainda a cobre ; quando porem
os annos, esses racnsageiros infalliveis, ainda que
tardos da juslica, crguerem esse veo, ha de ver-se
urna figura nobre e harmouiosa, se bem que repas-
sada de tristeza, quasi de desespero. He verdade,]
que se olharem mais para baixo, para o lugar do
coracao, hilo do ver urna larga cicatriz.
Nesse lempo lero o verdadoiro Lamennais.
II
Lamennais nascera para a lula ; por isso langava-
sc nas polmicas com um ardor generoso, sem tol-
dar em preparar os meios de telirda.- Elleanunca
descarregavagolpes na sombra; combata sempre
em plena luz. Nada obstante esse pensador varo-
nil leve suas noites de duvida, desfallecimento, e
seu suor de sangue no Jardim das Oliveiras. Irri-
tado, ulcerado algumas vezes i vista das efluses
sempre novas, neste velho mundo, da perversidade
e d egosmo, abysmava-se outras vezes, por occa-
sUo de urna leitura ou de um encontr qualqucr
em melancolas profundas, e sem amargor. Conta-
ram-me que um dia, depois do seu romp metilo com
Roma e com o calholicismo, elle vio chegar i
sua casa um cstrangeiro; e'ra um judeu polaco, qne
tinha lido o Ensaio sobre a Indiffeienea, c que sen-
lia-se arrastrado por esse lvro a abandonar a reli-
gio de Moiss pela de Cliristo. Esse estrangeiro
deixara expressamente a patria, e viera a Franca
entender-se com o autor do'Ensaio, alim d pedir-
llie que acabn-se a convcrao que seu livro coraeca-
ra._ Elle ignorara o que linha-se passado depois*, e
o dilaceramenlo, que tinha rasgado a alma do sacer-
dote;
Lamennais escutou, c rio-se Irisleroenle, e dri-
gio-o com dogra ao abbade Auguer, seu velho
amigo.
Durante ramios dias depois desta visita, Lamen-
nais guardou u profundo silencio, como quem con-
versava com o hospede invizivel que sentimos cm
nos.
Era sem duvida nesses momentos qae elle deixava
escapar de sua alma paginas como Mas :
a Era uma.noito de invern. O vento sopnva
fra. e a nev branquejava o ledo.
or Debaixo desse teclo, em urna cmara eslreta,
sentadas trabalqavam com suas roaos urna mulherco-
bcrla de caas e urna rapariga.
o De espago a espago esta raiillier aqueda as
roaos pailtdas a um pequeo brazeiro. Urna alam-
pada d argila alumiava essa pobre morada, e um
raio da alampada vnha quebrar-se expirando sobre
orna imagem de Nossa Senhora, suspensa na pa-
rede. .
E a.rapariga, erguerdo os olhos, contempla por
algum momento a mulher coberta de caas e lhe diz :
Minha mai, Vmc. ro esleve sempre nesla nu-
dez. .
E havia na sua voz uma'dorura e urna ternura
inexprimives.
E a mulher de cabellos brincos > responden :
Minha lilha, Dos e o nosso senhor, e o que elle faz
esla feto.
lempo, e depois continunu
Quando perd leu nai, julguei senlir urna dor
sem consolacao; he verdade que le possuia. mas
eniao eu nao senlia mais do que urna cousa. Pensei
dcpoisqoe se elle vivesse ainda, e visso-nos nesla mi-
zena, soa alma estalaria dedor, c reconheci que
Dos tora bom para com elle. A rapariga nada res-
ponden, abauon somenlea cabega,e algumas lagri-
ma,', que esforgava-se em occullar, cahiram sobre a
lela que tinha pnlre as maos.
A mai acrescentou : Dos que foi Uo bom
para com elle, tem sido lambem bom para comnosco.
Deque temos tido prerisao, ao passO que outrospre-
cisam de tudo '
He verdade que fui-nos preciso acoslumar-nas
com o pouco, ganho com o nosso trabalho, mas nao
basta esse pouco? Edemaisnao foram todos, desde o
principio, condemuados a viver de seu traba-
lho. "
j"0* em sal* bonaaae lem-nos dado o pao de
cada da, e quantos o nao tem ? Tem-nosdado nm
abrigu, e quantos sabem para onde devam retirar-
se? Ellefez-me presento de t, minha lilha. De
que me queixaria pois 1
A estas ultimas paiavras, a rapariga, inteira-
menle commovida, cabio aos pos da mai, bejou-os e
chorando pendurou-se de seu coito.
E sua mi, fazendo um estor'go para levantar i
voz, disse; minha filha, a felicidade nao consisto
em possuir mulo, mas em esperar e amar maito.
Nossa esperaoga e nosso amor nao estao oeste
mundo, ou se estao, s3o bens mui caducos.
* Abaixo de Dos, os a pessoa a quem mais amo
neste mundo ; este mundo porem esvaece-se, como
um soulio, e esta he a razao porque o meu amor ere-
va-se comligo paraoutro.muudo.
Quando en (razia-le emmeuseio, orel um dia
com mais ardor i virgem Mara, a qual sppareceii-
me durante o sonho, e com ura sorriso colale pare-
ca que apresenlava-me urna crianga.
E eu tomei es meus bragos, a virgem Mai pousou-lhe sobre a!
cabera urna cora de rosas brancas.
a Nascesto poucos mezes depois, c a doce visao
eslava sempre diante do meus olhos.
a Dizendoisto, a mulher de .cabellos brancos atr-
Iremeceu, eaperlou contra o corsea a-"rapariga.
Dahi a algum tempp, urna alma santa vio que doas
formas luminosas sublamao ceu. acumpanhadas de
urna mullidao deanjos, que encham lodo o espaco
com seos cotilos de alegra.
O que ha de mais doce e ao mesmo lempo de mais
triste sobre ludo quandu assenla-se nos tragos arden-
tes de colera que tantas vezes escapavam da peuna
de Lamennais y Porqueapezar das passagens de
urna dugura incftavel que enconlra-se a espago nos
eus nllimos livros, o tlenlo de Lamennais era es-
pecialmente spero, violento, terrivel.
j Lamennais nasceu borda do ocano, e sen genio
ressentia-s de suas ondas amargas.
Ninguem se tembrs dos aduoses nflammados, que
na qualidadede gazeleiro vencido, dirigi elle a seus
leitores, quando o. povo constitinle suecumbio a
11 dojulhode 1818 .'
O poco constitinle enmecou com a repblica ;
elle acaba com ella.; yHu rmu a que vemos njo he
repblica, nem mesmo he alguma cousa que leuda
nome. Varis est em .estado de sitio,, entregue ao
poder militar, o qual est eDlceflua urna faegao
que faz delle o sea ins: bongos e os
fortes de Luiz Filippe, entalhaJoi orUio-
neiros, Jem consequenca di ani-
sada por conspiradores dynasltcos, 1
pira oulro da. quasi omnipolenles ; Im rlagos
no
93 offerecc exemplo ; leis ltenlalorias
de reuniio,destruido defacto; a escravidao e ruina
da iroprensa, pela applicagao monstruosa da legisla-
cao monarchica posto em vigor; a guarda nacional
desarmada em parle; o povo decimado, e esmagado
em sua miseria, mai) profunda, do que nunca tora -
lodas essas colisas nao slo seguramente a repblica;
seno as salurnaes da reaecao, ao redor de seu t-
mulo sanguinolento.
, Os homens que fizeram-se seas ministros, sens
servidores dedicados, nao tardarara em colber a
recompensa que lhes ella ofierece, e que largamen-
te mereccram. Repelldos com desprezo. corvados
ao peso da vergonha, amaldigoados no futuro, irao
rcunr-se aos traidor! de todos os scalos no la-
maral em que apodrecem as almas cadavricas, as
consciencias moras.
Nao lisongeem-se porm os facciosos de escapar
a justiga inexoravel que pesa as obras e conta os
lempos. O seu Iriumpho ser de pouca duragao.
O passado que querem restabelecer he de hoje era.
dianle impossivel. Em lugar da realeza, que, ape-
nas erguida, cahiria par si mesma sobre um Isolo
qae_ recusa sustenU-la, nao chegarfio a constituir
senao a anarchia, om* desordem profunda, em que
nenhuma nago pode viver, e por isso de poaca du-
rarlo. Debalde tentaram prolonga-la pela torga.
Toda a torga he fraca contra n direito, mais fraca
ainda contra a necessidade de ser.
Nos oulros, os soldados da imprensa, devoia-
diis a defensa das liberdades patrias, somos tratados
como povo, desarmaro-nos. Desde alg&m lempo,
a nossa tolha, arrebatada da mao dos distribuidores
era rasgadaequeimada na praga publica.. L'm de
nossos .vendedores foi al preso em Raao, e a gaze-
ta tomada sem oulra formaldade. A intengao era
clara ; queriam a todo costo reduzr-nos a silen-
cio. Conseguiram-no pela cangSo. Hoje he preci-
so muito ouro para gozar do direito de fallar : nos
nao somos bastante ricos. Silencio por tanto ao po-
bre
Eis-ahi Lamennais: indlgnago vehemente con-
tra a ipjustiga, odio vigoroso do mal, coosci enca
implacavel. Porgado a exilar-se durante os cera
dias, condemnado na Restaura jilo, preso na mo-
narchia de jalho' faltava-lhe smenle ser supprimi-
do pela repblica.c o general Cavaignac poupou-lhe
este ultimo favor. Que rjrovas mais sao precisas pa-
ra mostrar que os partidos Iriumphaales tom sem-
pre abasado da liberdade, e que Lamennais peto
contrario amou-a sempre, e a servio ? Insisto sobre
esto ponto ; he-me porm permittido mais do que
a oulro qualqucr mostrar que atravez dos systemas
diferentes, Lamennais marchou sempre para o
mesmo Om, concillando-nelle dcsle modooGuelto
com o Gibelino, Sabis a razao disto ? He qae eu
tambero acredite! no Lamennais d valgo, e pabli-
qucio-o. Ao sahir do collegin cotislitui-me David
contra Goliath ; as minha; maus de dezoilo annos
aruiaram-se com a funda, e derribei o gigante.
III.
Ricos orgnlhosos, que fazeis levantar mausoleos
de marmore e de ouro, queris saber onde estao os
despojos daquelle que foi um dos grandes escripto-
res da Franga, e cojo nome he urna .de nossas mais
bellas glorias ? Os despojos de Lamennais esUo no
fosso commum. Elle assim- o quiz ; e nao toi por
falsa modestia que exprimi esla ultima vontade,
seno por nobre e legitimo orgulho. Sabei que,
quando depois de terdes vivido inuteis para os ou-
lros e para vos raesmos, queris dormir o vosso ul-
timo sommo em monumentos sumpluosos, a vossa
vaidade ridicula nao he uo fundar senao modestia !
NSoqner isto dizer : Se eu nao repousasse em Uo
bello marmore, e se meu nome nao estlvesse escul-
pido em tan bellas leltras, quem. havia lembrar-se
de mim Como porm poderao squecer Lamen-
nais?
Seja porm como for, o que he cerlo he que elle
repousa no fosso commum, que esto grande morte
parece que devia encher. Lamennais faria assim
ao povo um ultimo, e nSo menor servigo ; porque,
emfim nio he justo que o filho do rico presa ajoe-
Ihar-se sobre o tmulo de seu pai, sem que o possa
fazer lambem o filho do pobre.
Evaporadas a alma e a inlelligenciat o corno de
Lamennais protesta ainda contra urna injuslica !
t(Presse.)
CONSULADO GERAL.
Rendimento do dia 1 a.'J.....
dem do dia 10 ........ ,
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento d*fidja la.
dem do dia 10.......
Exportarlo'.
Buenos-Ayres par Montevideo, barca Unlott
Compostelana. de 191 toneladas, conduzio o seguin-
te :370 barricas e60 barriqinhas com 2,947 arro-J
bas e 20 libras de assucar, 190 pipas agurdente.
RECKBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBLCO.
Rendimento do dia 10......9259833
CONSULADO PROVINCIAL. -
Rendimenlododiala9......11:73*H1
IdemdodtalO ........ 688*817
artigo 19 para/^rphos
d m,, )Ka
12:432*228
MOVDVUNTO DO POHTO.
Vacio entrado no dia 10.
Parahiba7 dias, hiale brasileiro Conceicao Flor
das Hrludes, de 23 toneladas, meslre Manoel 8o-
phio da Penha, equipaaem 4, carga toros de man-
gae; a Paulo Jos Baplista. Passageiro, Jos Go-
mes de Amorim e 2 criados do chefe de 'polica da-
quejla provincia.
A'uio sahid no mesmo dia.
AssHiato brasileiro Carolina, meslre Francisco
Gongalves de Seixas. carga varios goneros. Passa-
gesos, Jos Joaquim remandes e i escravo, An-
tonio 5oaqnim de Souza, Antonio Mara Coimbra,
Manoel Alves da Silva, Loarenco da Silva Lou-
reiro, Jo3o Baplista Carneiro da Cunha.
EDITES.
COMMERCIG.
PRACA DO RECIPE 10 DE MAIO AS 3
HORAS DA TARDE.
Cotages ofliciaes. .
Descont de lellras de 4 mezes91(2^ ao auno.
ALFANPEGA.
Rendimento do dia 1 a 9 .
dem do dia 10......
79:9688612
4:28899C6
84:257Jt578
> presun-
Desearregam hojciidunaio.
Barca inglezaSadr Fishmercadorias.
Hiato brasileiroFortuna fumo e charutos.
Importacao'.
^ Galera ingleza Swordfich, vinda de Liverpool, con-
signada a Me. Calmont & Coropanhia, manifestou o
seguinle: .
31 fardos e 41 caixas tscidos de ajgodao, 3 caitas
loaldasr 3 fardos e 2 caixas lecidos de lindo, 2 fardos
ditos de Ua ; a James Oabtree & Coropanhia.
1 caixa biscoilo. 1 barril conserva, 1 cesto p
lo, 51 Caixas qujos; a R. Oreen.
13 ggos tonca, 4 caixas e 2 fardos tongos de atoo-
dSo, 14 fardos e 2 caixas lecidos de dito, 1 caixa com
1 campa. 1 barril vinho, 2 fardos lecidos de la e al-
codao, 2 caixas ignora-seo conteudo ; a Fox.'Bro-
thers.
72 fardos e 22 caixas lecidos de algodSo, 1 caixa
ditos de laa. 1 dita miudezas, 150 barricas cerveja ; a
Adamson Howie & Companhia.
6 cixs lecidos de lindo, 3 ditas pannos, 13 fardos
lecidos de algodo ; a N.'O. Bieber & C.
17 laixas ferro fundido, 20 caixas linhas, 4 fardos
linho canhamo, 50 caixas papel, 10 barricas bacas,
16 caixas espingardas, 5 barricas e 3 caixas ferra-
gens, 1 caixa machina de pesar, 1 parole machina de
ferro, 30 barris salitre, 3 caixas c 4 barris louga de
boticario, 1 pacole gigos ; a S. P. Johnston & Com-
p.nbia,
6 caixas lecidos de linho, 2 caixas e 4 fardos dilos
de algodao, 1 caixa hollandas de cor; a Barroca &
Castro.
27 caixas e 42 fardos tecidos de algodo, 9 caixas
miiidezas,'7 caixas e 7 barris tintas, oleo, etc., 1 far-
do lecidos de linho, 1 caixa ditos de algodo e seda. 2
dilas brira, 1 dito velludos, 1 dila relogios ; a H.
Gibson.
40 caixas queijos ; a Manoel Joaquim Ramos e
Silva.
2 caixas lecidos de algodo, 5 ditas queijos, 1 dita
presuntos, 5 caixas fio de linho ; a Timm Mousen
Companhia. '
11 barricas ferrasen*, 16 embrulhos chapas de fo-
g.lo ; a Itrender a Brandis & C.
1 fardo casemira, 1 dito e 1 caixa vergas para la-
pele de escada ;.a Deane Youle & C.
59 barricas cerveja, 14 caixas miudezas, 1 fardo
lecidos de algodo e Ua, 4 dilos e 8 caixas ditosfcto al-
godo, 3 fardos dilos de 13a ; a James lialliday ,
22 barricas ferragens, 1 dito objeclos de metal, 2
barris pos pretos, 20. pacotes pis. 50 caixas queijos, 1
caixa tecidos de algodo ; a E. H. Wyall.
1 caixa tecidos de linho, 1 barrica-tornos ; a C J.
Asllev&C. /
3 caixas lacre, algodes lisos, mclal, bolas de meias
etc.; a Feidel Pinto c> C.
6 barris vinho, 1 dito agurdente, 5 caixas miu-
dezas, 21 caixas e 8 laidos -lecidos de algodo, 1 cai-
xa fusto. 7 ditas chapeos de sol, 8 dilas vinho, 5
caixas tecidos de algodo e linho; a Ricardo Royle.
3 fardos tecidos de aleodao e laa, 26 fardos e 43
caixas tecidos de algodo, 2 caixas toalhas, 23 caixas
chales de algodo, 9 ditas lecidos de lindo, 5 ditas
brins de dito, 100 barris maotoiga ; a Johnston Pater
& Companhia.
1 caixa meias de algodo, 10 barricas cal, 2 fardos
tecidos de algodo; a A. C de Abren.
100 barris mauleiga,. 1 caixa 6livros,' 2relogios de
ouro, 1 dito de prala, 1 peana de escrever e 1 da-
guerreotypo ; a Rothe & Bidoulac.
6%aixas e 1 tordo lecidos de laa, 5 fardos e 2 caixas
tecidos de algodo, 60 gigos louca, 1 barril linguas; a
Rosas Braga & C.
50 caixas queijos; a Francisco Gomes de Oliveira.
1 fardo lecidos de algodo ; a J. Keller & Com-
panhia.
6 quintaos ferro cm barra ; a A. V. da Silva Bar-
roca.
1 caixa meias de algodo, 13 barris tinta, 200 gigos
batatas. 100 barris barrilha, 6-caixasbscoilos, 4 bar-
ricas cerveja, 110 presuntos, 78 queijos, 1 peca lou-
cinho de porco, 15 saceos e 11 caixas com dit'o dito,
1 caixa musanla, 2 barricas arenques, 5 caixas co-
mestveis em conservas, 1 caixa torraba de avea, 6
caixas e 1 barril agurdenle, I caixa salrao, 5 bar-
ris vinho, 12 meias caixas cha. 8 caixas queijos, 1
cesto loara, 1 fardo bonetes, 1 caixa miudezas ; a
'oruem.
3 pacotosjjcidos-de laa, 5 caixas brins de algodo
ede_4iafcfffT2fardos e 27 caixas tecidos de algodo,
9caixas ditos de linho, 1 dila tongos de seda, 1 dila
chales de algodo ; a Patn Nash & C.
6 toneladas ferro ; a O, W. Bowman.
1 caixa roupa feita, 1 dita com L machina de co-
piar, etc.; a F. Kern.
5 caixas cha ; a C. C. Johnston & C.
1 pacole 2 pistolas, 1 embrull|o 4 livros, 1 dito el
caixa roupa feita ; a J. Ueywood.
1 emhrulho 4 estampas; a P. Nudliam.
7 fardos tecidos de algodo; a Roslron Rooker &
Companhia.
4caixas chales de seda e algodio, 2 dilas dilos de
Ua, 10 caixas e 6 fardos lencos da algodo ; a James
Ryder &C.
1 caixa vestidos de seda, miudezas, roupa, etc.; ao
Dr. May.
' 1 caixa e 3 fardos lecidos de Ua, 50 barris mantei-
ga ;a Russell Mellors & C.
66 Tantos e 10 caixas tecidos de algodo, 1 caixa
objeclos de escriplorio, 200barris manleiaa, 7 caixas
lin.ha;aMc r.flmunl & L\
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
thesouraria provincial, em cumplimento da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia dol'do cor-
rente, manda fazer publico, que nos dias 6, 7 8 d
junho prximo vndourOj peranle a juula da fazen-
da da mesma thesouraria, se ha de arrematar a
quem por menos fizer, os reparos a fazer-se na ca-
sa destinada para cadeia na villa do Oqricury, ava-
llados em 2:7508000 rs.
A arremalagao ser feila na forma dos arls. 24 e
27 da lei provincial n. 286 do 17 de mato de 1851,
e sob as clausulas especiaes ahaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremalagao
comparegam na sala das sessoes da mesma juula,
no da cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou afiliar o presento e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincia* do Pernam-
buco 2 do mato de 1854.O secretario, Antonio
Ferreir da Aimunciacao.
Clausulan apeches para a arremalacSo.
1. Todas as obras serio feilas de coutormidade
com o orgamento e planto nesla dato apresenlados a
approvagao do Exm. presidente da provincia, na
importancia de 2:7508000 rs.
2. As obras sero principiadas no prazo'Me 'dous
mozos, e concluidas no de oito mezes, ambos conta-
dos de confurmidade cornos artigos 31 e 32 da lei
provincial n. 286 de 17 de maio de 1851.
3. O pagamento da importancia .destas obras ser
feilo em urna s prestagao quando ellas estfve-
rerii conclaidas, que serao logo recebidas definitiva-
mente.
4. Para lado o mais que nao esliver determinado
nas presentes clausulas, seguir-sc-ha o disppslo n re-
ferida lei n. 286.Conforme.O secretario, Anto-
nio Ferreira da Aimunciacao.
O Illm. Sr. contador servindo de iospeelor da
thesouraria provincial, em com primen lo da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia manda fazer
publico que no dia 11 de maio prximo vindouro
vai novamenle a prara para ser arrematado a quem
por menos fizer a obra do melhoramento do Rio
Goiaona, avaliada em 50:6009000 rs.
A arremaUgao ser feita na forma dos.arls. 24 a
-27 da lei provincial n. 286 de f de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas-que se propozerem a esta arremalagao
comparegam na sala das sessoes da mesma junta no
dja cima declarado pelo meio'dia, competentemente
habilitadas.
E para constar se mandou afiliar o prsenle a pu-
blicar peto Diario. .
Secretaria da thesouraria provincial de Peroambu-
co 10 de abril de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciarao.
Clauulat especiaet pata a arrentntacao.
1." As obras do melhoramento do rio Goianna far-
se-ho de contormidado com o rgamenlo plantos e
perfis approvados pela directora -em conselho, e
apresenlados a approvagao do Exm. presidente da
provincia oa importancia de 50:600)).
2.> O arremtente dar principio as obras no pra-
zo de Ires mezes e as concluir no de tres annos, am-
boas contados pela forma do artigo 31 da lei nume-
ro 286. r
3.' Durante a exeengao dos Irabalhos o arrema-
tante ser obrigado a proporcionar transito as canoas
e barcagas, ou pelo canal novo oa pelo leito do ac-
tual rio.
4. O arrematante seguir ha execugao das obras
a ordem do trabalho que lhe lor determinado peto
engeoheiro.
.5. Oarremalanle ser abrigado a apresenlarno
fim do primeiro auno ao menos a quarla parle das
obras prompta, e outro tanto no fim do segundo an-
nn e fallando a qualqucr dessas condieges pagar
urna multa de um cont de ris.
Conforme. O secretorio, Antonio Ferreira da
Annimciiuao.
O Iflm. Sr. contador servindo de inspector
da thesouraria provincial, em cumplimento daordem
do Enm. Sr. presidente da provincia de 27 de abril
roximo passado, manda fazer publico, qne no dias
6,17 e 18 do rorrele, perante a junta da fazeuda
da mesma thesouraria, se ha de arrematar a quem
por menos fizer,' os reparos da ponte dos Carvalhos,
avahados em 1:5409000 rs.
A arremalagap ser feila na forma dos artigos
24 e 27 da lei provincial 286, de 17 de maio de
1851, e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arrematagao
comparegam na sala das sessoes da mesma junto no
dia cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou nfiixar o presente, e
publicar pelo Diario.
Secretoria da thesouraria provincial de Pernam-
buco, 1 de maio de 1854. O secretorio, Antonio
Fjerreira a"Annunciaro.
Clausulas especiaes para arremafacao.
1. Os reparos de que precisa a punte dos Carva-
lhos serao fcitos de contormdade com o orgamento
Ipprovado pela directora emcpuselho e apresenta-
o a approvagao do Exm. Sr. presidente, na im-
portancia de 1:5409000.
2. O arrematante dar principio as otlras no pra-
zodeummez, e as concluir no de 3"mezes ambos
contados na forma do arl. 31 da toi provincial
n. 286.
3. O pagamento da importancia da arremalagao
rcallsar-se-ha em duas prestagOea iguaes; a primei-
ra quando se achar feila a melade do servigo, e a
oulra depois de concluidas e recebidas as obras.
4. O arrematante nao poder debaixo de preteilo
algum, deixar de dar transito aos animan e aos
carros.
5. NSo liaver prazo de responsabilidade. .
6. Para Indo o que nao se ochar determinado nas
presentes ctaus^as nm no orgamcnlo, seguir-se-ha
o que disp-ie a respeilo a lei provincial n. 286.
Conforme.O secretario, Antonio Ferreira da An-
nunciarS.o.
O Illm. Sr. contador servindo do inspector da
thesouraria provincial, em virlude da resolugao
da junta da Uzeada, manda fazer publico que
em cumprimento da lei, se ha.de arrematar peran-
te a mesma junta no dia 1 de junho prximo vin-
douro a renda do sitio do Jardim Botnico da cida-
de de Olinda, avaliada em 1519000 rs.
A arremalagao. ser feila por lempo de 3 annos,
a ronlar do 1 de julho de 1854, ao fim de junho de
1858,
As pessoas que se propozerem a esla arremalagao
comparegam na sala das sessoes da mesma junta no
dia cima indicado, [telo meio dia, competente,
mente habilitadas.
E para constar se mandou afiliar o presente e
publicar pel Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 1 de maio de 1854. .0 secretario. Anta*
nio Ferreira da AnnunciacSo.
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
thesouraria provincial, em virlnde da resolugao da
junta da fazeuda, manda fazer publico, que em cum-
primento da lei, permite a mesma junto, se bao de
arrematar em basto publica a quem mais der nos
22,23 e 24 de maio prximo vindouro os Impostes
seguintes:
2>500 rs. por cabega de gz-do vaceum que forcon-
summido nos municipios abaixo declarados.
RioF
Dualm
Serinhem iva por. JWJBB
Limo;
Brejo avallado
Cimbres avaliii por. 309000
As arrematagfles serio feltos por lempo de 3 annos!
acontar do 1 de jujbo do corrento anco a 30de jut
nho de 1857, e sob as mesmas condiges das ante-
riores.
As pessoas que se propozerem a esla arremn
comparegam na sala das sessoes da. mesma juuta os .-'
dias cima indicados pelo meio dia,competenlemcn- j
te habilitadas.
E para constar se mandou afDxar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Peroam-
buco 20 de abril de 1854.O secretario,
Antonio Ferreira d'Annuciacao.
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
thesouraria provincial, em cumprimento da ordem
do Exm. Sr. presidente4a provincia, manda fazer
publico, que no dia 18 de maio prximo vindouro,
vai novaapenle a praga para ser arrematada a quem
por menos fizer, a obra da cadeia do Rio Formo,
avaliada em 33:01)08000 rs. *
A arremalagao ser feila na forma dos arls. 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas,
As pessoas que se propozerem a esto arrematagao
comparegam na sala das sessoes da mesma jante no
dia cima declarado pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas. -
E para constar se mandou afiliar o presente e pu-
blicar peto Diaria:
Secretoria da (Jiesonraria provincial de Prnarn-
buco 15 de abril de 1854.O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arrematacao.
1.a As obras serao feilas de conformidade como
orgamento e planto nesla dala approvados pela di-
rectora em conselho e apresenlados a appprovagSa
, ,xn2.-Sr' Presidente da provincia na importancia
de j3:0003UO rs. -
2.a O arremtenle ser obrigado a dar: principio
as obras no prazo de dous mezes c conclui-las no de,,
vinle mezes, contados de conformidade eora a dispos -n qI
sigaodoart.31daletn.286.
3. Paraexecugao das obras o arrematante dever "
ler um meslre pedreiro, e oulro carpina da confian'-
ga do engenheiro.
4. O pagamento da importancia d'arremalago
ser feto em seis prestagSea da forma seguinte: a 1.
da quanlia da um dcimo do valor da arremalagao
quando esliverem feitas todas as paredes at o nivel
do pavimento terreo, e juntamente o cano de goto;
a 2.a da quanlia de dois decimos quando esliverem
feilas (odas as paredes exteriores e interiores at a
altura de receber o travejamenlo do primeiro
dar. e asseutedas lodas as grades de ferro das,jauel-
las; a 3.* da quanlia de dous decimos quando esli-
ver assenlado toda o Iravejamento do primeirojn-
dar, feitas lodas as paredes al a altora da coberta,
eembugadas as cornijas; a 4.a lambem de dous de-
cimos quando esliver prompta toda a coberta, assen-
lado o lasvejamenlc do forro do primeiro andar; re-
bocado e guarnecido todo o exterior do edificio; a
5.* lambem de doas decimos quando estiverem con-
cluidas lodas as obras o recebidas provisoriamente ;
a 6." finalmente de um dcimo quando for a obra
recebida definitivamente o que lera lugar um auno
depois do recebiraenlo provisorio.
5." Para lado o mais que nao esliver determinado
nas presentes clausulas, e nem no orgamento seznir-
se-ha o que dispOe a respeilo a lei provincial n.
286.Conforme. O secretorio, Antonio Ferreira
da Annunciacao.
" Olllm. Sr. contador, servindo tle inspector da
thesouraria provincial, em cumprimento da ordem do
Eira. Sr. presidente da provincia, manda fazer pu-
blicojque no dia 18 de maio prximo vindouro, vai
novamenlo a prilga para ser arrematada a quem.por
menos fizer a obra dosconcerlos do quartel da villa
do Cabo, avaliada em 550*000 ris.
A arremalagao ser feita na forma dos artigos 24 el
27 da le provincial n. 286 de 17 de maio de 1851, e
sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremalacio,
comparegam ha sala das sessoes da mesma jpn'u n
dia cima declarado pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas.
E para constarse mandn afiliar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial -de Pernam-
bueo 19 de abril de 1854. O secretorio, Antonio
Ferreira d'Annunciacao.
Clausulas especiaet para a arrematacao.
1. As obras serao feilas de confurmidade coma
planto e orgamento approvados pela directora em
conselho, e apresenlados a approvagao do Exm Sr.
presidente importando em 5.503000 rs. '
2. O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de nm mez, e as concluir no de Ires meces, am-
bos contados na forma do arl. 31 da lei provin-
cial n. 286.
3. A importancia do arrematagao ser paga em
tres prestages iguaes ; a primeira depois de feita a
metadedaa obras; a segunda depois da entrega pro-
visoria ; e a lerceira depois, d recebimento defini-
tivo, que verificar-se-ha tres mezes depois,. da en-
trega provisoria.
4. Para lado o qae nao esliver disposto nas pre>
senles clausulas nem no orgamento seguir-se-ha o
que determina a lei provincial n, 286.Conforme.
O secretorio, Antonio Ferreira da Annunciacao.
Persd^^^M
Affonto-ni""tl
D. Men
D. Pair.
. Mari
0. Pero Estoco.
D. Fern
Malhilde.
Asean, Ahitan
Fidalgos
dados.
A meca
No fim do p;
tradansas do Marnha
No fim
B
em scena abe
Finalisar o
titulad
EMILIA
lustradq^^^^^^^H
Os bifl^^^H
da Cari.
andar, e no
Principiani
AVIEOS
LJECLVRAgOES.
Pela subdelegaeia da fregezia da Boa Vista se
faz publico, que no dia 10 do correte, larde, fui
encontrado perdido na ra do .Aterro, um cabocli-
nho de idade de oito annos que diz ehamar dicto eser escravo, mas oue nao sabe dizer quem le-
ja seu senhor, nem onde mora.
. Pela caoilania do porto se faz publico, para co-
nhecimento do commercio, que se augraenlou no c-
digo dos signaes os seguintes navios : brigues nacio-
naes Damao e Hidra, aquella coro o numero 5123, e
este coro o de 14,253. Capitana do Porto da Per-
uambuco em 10 de maio de 1854.O secretario.
Alejandre Rodrigues dos Alijos.
O conselho adrmnistraliva, am virtude da au-
torisagSo do Exm. Sr." residente da provincia, lem
de comprar os objeclos seguintes:
Para o 2 batolhao de infantera.
Bonete compridos com o n. 2 de metal, 123; pan-
no azul para sobrecasacas e caigas, covados 585;
holanda de forro, covados 543; chonrjgas de la
branca, pares 123; brim branco lizo, varas 865;
grvalas de sola de lustre 123; algodaoziah para
carnizas, varas 558; panno prelo para polainas, co-
vajlos 60; esleirs de palha de carnauba 223,; sna-
los, pares 712; boles braneps do osso, grozas 10;
ditos pretos de osso, '.grozas 16 ; palles de carnei-
ro 100.
to batolhao de nfanlaria da guarda nacional.
Randeira imperial de seda 1; pitones 2; porto
para a bandeira 1; hasle para a bandeira 1; capa
de oleado 1.
Para os armazens do arsenal de guerra.
Sola curtida, meios 100; tabeas de pinho, du-
ziaslO; papel almago perlina, resmas 30; papel de
peso, resmas 10; pennas de gango 800; livros- em
branco de 100 toldas 8; livros em branco de 150
folhas8.
9 batolhao de infantera.
Caldeira de ferro balido para 100 pragas. 1
Companhia de cavallaria.
Pares de coturnos.
Diversos batalhOes.
Mantos de 13a.
?Dever sega
Maria, para
rala-se na ru
PAI
segu em
cionalc D. Pe:
te da rtaf e escravo
signatario Jos
na ra do
dar.
Pai
ten de seguir esM^^|
la-se para ca .
ra da Cruz n
Para a
hiato Noto Ai
com seu con
ra da Cruz do R
Para o }
i3 do correni
Recite, o qu
carga., e ainda tem
pasjageiros, aos qna
tamento, e tambes
o que trata-a*'
noel Frai
Collegio ii
do com o
Vende-*
na, de 1<
apparelli
navega
boa
deiras do
frente do
er examinatc
com c* ce
da GomeJ^Hj
n. 16, s
46
174
Recito avallado anuualmente por 50:Ot5SOOo
Olinda avaliado anuualmente por 2:246D00
Iguarass vallado aunualmante por. 1:7200000
oianna avaliado anuualmente por 6:5218000
Nazareth avaliado aiinualmente por. 4:4309000
Cabo avaliado aonualmente por 1:5159000
Santo Anlo avaliado aonualmente por. 6:0tl$000
Serinhem avaliadd annualmenle por 5619000
Rio Formoso e Agua Preta avahado an-
nualmenle por. .,......2:5218000
Pao d'Alho avaliado annualmenle por. 4:001(000
E nos municipios seguintes nos quaes s pagam
aquellos que tolham carne para negocio, e os cria-
dores o dizimo:
Limoero avaliada annualmenle por. 3:5219000
Bonito e Caruar avaliado anunalmente- ,
por....... 3:5179000
Brejo avaliado annualmenle por. 1:6119000
Cimbres avaliado. anuualmente por. 1:1529000
(iaranlinns avaliado animalmente por. 2:9899000
Flores e.Floresta avaliado annualmenle
por ........4:00490001
Boa-Vista e.Ex.........4:0709000
Nos tres ltimos municipios, isto he, (iarasrtiuns,
Flores, Florala, Boa-Visto; a Rx sao arrematados
cnnjuHlameato os imoo'iui a carao dos eollectow
Arsenal de guerra.
Costados de pao d'oleo 2; laboas de assoalho de
louro 12.
As pessoas que quizerem vender lea objeclos
apresenlero as suas propostes em carta fechada na
' secretoria do conselho as 10 horas do dia 16 do cor-
rente.
Secretoria do conselho administrativo para for-
nccimenlo doarseual de guerra 9 de maio de 1854.
Jos de Brito Inglez. coronel presidente.Ber-
nardo Pereira do Carmo Jnior, vogal e secre-
De ordem do Exm. Sr. director geral da iralroc-
gJo publica, lago saber a quera convier, que est em
concurso a cadeira de inslrncgao elementar do pri-
mero*ro de Alagoa d Baixo ; com o prazo de 6f>
dias contados da dala deste. Directora geral 4 de
maio do 1854.O amanuense archivista, '
Candido Eustaquio Cesar de Mello.
ADM1NISTRACO DO- PATRIMONIO DO^
PHA'OS.
Pela adminislragao do patrimonio dos orpbf
ha de arrematar a quem mais der, e pelo
decurrer do dia da arrematagao ale
de 1855, as rendas da casa u. 29 do !
as pessoas que se propozerem arr
das poderao comparecer com seus Radon
de abril, e 5 i 12 de maio. Da cas.
admiuislragao do palri:
da.
Sala das sessoes da a
dos rphaos 25 de abril
ca, secretorio inteti
COMPANHIA' DE
O Sr. director d
ribe, em -
1. los estar
tas para se re i
nodjaX(Ldprr meio di
LEILA
SexA^^H
nha n;:
13o de 3
drase
abras di
duras,
glez de
bur ej
sala,
vidros
eslario
OAl
armazm.
leilao urna,
do miiidez|
bolees doul
porgSo de
de lastre; J
qualquer
Brua .
intervengan do agen
lmenlo de fazendafc
quinto-
no seuarm'
AVISOS DI
LOTERA
Acbam-se
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neiro no dia 3
devem ter pa
do cois
aqui d<
presen t
gos logo que
listas.
: J
ra fora d
tampnto
criptorio da dita companbia
priraeiro aridaf, da fu Nova, aim d pro-
ceder-a a eleic;ao da adiniuisti-aro, to-
mar eontasa actual, e resolver acerca do
dividt-iido, conforme a; disposioTes
__i era ks-
I^^HfK" urna es-
lonlinuam fagidr- Slos
os Joa'qum Camundonc ') annos de
idade, c Antonio Congo do 50"annos de idade, per-
teucentesa Manoel Joaquim Kamos ; quem osapre-
hender ou delles der noticia, Mirija-se a seu procu-
rador na ra da Cadeia Velos u. #!.


\
w
mmul/mmmmifmma


DIARIO DE PERNAMBUCO, QUINTA FEIRA II DE MAIO DE 1854.

kSTIDABE E SUPERIORIDADE
DA
-SA PARRILHA STOL
ide urna ama deleite para animen Precisa-se singar um prelg escravo para Iraba-
sirhora. paga-se bem: a tralar ha ra I los do silio, pagandn-*e liftXMXV mciisaes alm do
andar, ou na roa da Mau-
putar/u* gp
'annu racoes de
dsnei
pro V
Srs. A.'
e proprtetar-
me de ?
de Brislol.
ira.-A. R. D. Sands es-1
ereve iristol no da 20 de abr I de 1842,
e que se acha era uosso poder:
Sr. Dr. C. C. Britlol.
Borato, &e.
Nosso apreeiavel senhor.
Em todo o aunn passado temos vendido auanfi-
dattet cons lo de Salsa parrilha de
ymc.,"e pr dxerde suas nirtuiti
quelles que a le ligamos qne a venda da
ediciua se auamcular muilimmo. Se Vmc.
quier fazer em eoneem'o comnusco, eremos que
nos resultarla muila vantagem, tanto a nos como a
ius muitq praier qne Vmc. nos responda
sobre ier a esta cirlade
1 daqui nusa semelhanle, teamos
.a botica, ra de Ful-
,'*ns seguros senridores.
i) A. R. D. SaNDS.
SAO'-
isa parrilha de Brislol be
ie ella dala desde 1832,
^^^Hpau em 1843, -poca na
fe pode obler a agencia do Dr.
-a parrilha de Brislol
iao obstanle a eoneur-
i urna porro de oulraspre-
^^Biua reputacao em qua-
mrias feilas rom o oso da
as enfermidades 'originadas
xito obtido nes-
ad, presidente da
P^p^Fpelo illuslrado Sr.
rain ana clnica, e em na
imbo, pelo Illm. Sr.
Medico do eereilo, e
i (lem boje de pro-
^^^ka da salsa para
ovidro.
niduu-separa a' bolic-
eao chafara.
kM :ez, d con-
isullorio
128.
sea venda um
^^^Ba de todos os
oscolha.
obulosavuls. .-.500
T '400 b
..... 300 jL
escolha .. 13000 W
Bomeopalhia. 2 volumes 2.* f9
. SO0O
d carnalos
. 29000
venenas
^^^^^^^^^Ht- 18000
*> qne cure a gota,
ros BrandSo, tendo de
inglez, para o Rio de
i por esta provincia-a asSem-
iue Ihc.fosse possiveldes-
inigos e maii pessoas que
iai visitas, qilando cic-
ilos muilo traba-
jado e rapidez da sabida
I o recommendado
I ::.indo-lhes queiram
^^Bp receber por este
adidas, oHereceudri-se-
la al onde poder
i^Kt C, S. Soda Water at
.. 19.
Prccisa-
lar a urna si
Direita n. 1S
gueira n. 10j
Precisa-se de um forneiro para tima padaria fu-
ra da cidade : a tratar na ra de Apollo n. 19.
cimento de
BB. lem cunsli-
sr.' Paulino Joa-
lodos os seos
f.eus bens, 1-
issada ao Sr. Ja-
la at o presente presta
peludo judicialmente;
rotala conlra qualqur proce-
e Sr. ElesbSo de ora em dianlc.
Thomaz Coellio va'i a Portogal tratar de
su a saude.
;. O abaiio assignado oflerece os seus servidos por
limitados precos para dar batneos e fazer algumas
escripturacSes por casas particplares. copiar escrip-
ias, anda sendo servido de um dia ou horas, e'pede
aos seohores que o quizerem empregar de que seno
lembrem da pequea posicao que commercialmente
ocenpon testa prae,a, e sim da que actualmente oc-
cupa ; estas tembrancas tem feilo com que por vezes
nao lenha sido empregdo, o qne nSo pequeo mal
lhe tem feilo : procuran na, roa da Senzala Vellia
n. 112, terceiro andar. '
firmino Jos Flix da Rota.
Firmiano Jote Rodrigues Ferreira,
tendo de r ao Rio de Janeiro at ins do
corrente anno, e desojando liquidar todas
as suas transa croes coma praca, rogu aos
seus devedores tratem quantoantef de re-
alisarem seus deBitos sem que sejam a isso
forcados.
Pjo becco do Peixe Frito ha excellente doce de
goiaba: quem quier comprar, dirija-se a dita ta-
berna, que ahi mesmo se dir o prec,o.
Roga-se a pessoa qne a inleresse seu se servio
dc'um escabello da matriz de Santo Antonio, haja de
ir restituir a niesma matriz, visto que este objecto s
tem serventa para uso da mesiua- igreja. Roga-se
niais a quem anda nao fez recolher as capas e estas
novas, que as mando-entregar, visto serem objectos
preciaos na niesma irmandade, e uenliuma ulilidade
para quem as tem em seu poder. Assim como.os se-
uhores irmios que coadjuvaram enm figuras nos ac-
tos da semana santa Taran obsequio mandarem seus
nomes para as nnuu nos respectivos Uvros, visto se
baver perdido a Celta.
PrecJsa-se 4% ama ama que saiba cozinhar,
engommar e fazer todo o mais senricp interior de
urna casa : na roa Nova n. 52, segundo andar.
* O abaizo assignado roga aos Srs. que dorante
o anno de 1852 deixaram'quaesquer obras como pe-
nhores para garantir seos dbitos e premios contra-
tados, os queiram resgalar ateo fimdo andante maio,
e o nao fazendo os vender : na ra larga do Rosa-
rio, junto ao quartel n. 17.
Bernardo Airee Pinheiro Jnior.
" Aluga-se urna sala e urna alcova no primeiro
andar d um sobradinho na ra de Apollo, bom pa-
ra algum escriptorin on para qualqucr oceuparao;
quem o pretender .dirjase ao terceiro andar do becco
Largo n. 1.
No collegio Sanio ATouso precisa-e alagar um
cozinheiro forro ou escravo, e bem assim um uiolc-
que diligente para copeiro.
LOTERA de n. s.' do livramento.
Aos 5:000000 e 2:000$000 rs.
O cautelista Sahistiano de Aquino Ferreira avi-
sa ao respeitatel publico, que corhprou todos os bi-
Iheles da mesma lotera ao Ibesoureiru, e as rodas
andam no dia 12 de maio; os seus bilheles e caute-
las estao venda nos lugares do cosime. Paga sob
sua respbnsabilidade os dous premios grandes sem o
descomo de 8 ', do imposto geni..
BithetesfiOOO 5:0009000
Meios 3JO0O 2:5009000
Oaartos 18500 13509000
Decimos 700 5009000
Vigsimos 400 2509000
Saluttiano de Aquino Ferreira.
O Sr. Manoel Esleves de Abreu tenha a honda-
da de ir ra do Crespo n. 9, a negocio de seu in-
sidenlo.; no silio que foi do Sr. Paulino, na Iraves-
sa doArraial para a Casa Forte.,
Precisa-se de um escravo fiel pat;a lodo o sor-
vico de urna casa eslrangeira: no aterro da Boa-Vis-
ta n. 1,1.
Avisarse-a quem inleressar, que ainda est por
se pagar o funeral de certo graude, que mootou em
3OO9OOO, e que em quanto nao pagar nao so'fallir
esle, como lambem se dir claramente de quem foi,
visto que tendo-se esgolado lodos os meios de bran-
dura e condescendencia, a nadasemoveram; he jus-
to, portanlo, qu ao menos o publico saiba que foi
dito funeral a cosa doPaciente.
O Sr. Gongalo Marioho Falclo lem urna carta
na ra do Crespo n. 9, vinda das Alagoas.
-Dcsja-se fallar a Sra. D. Anna Joaquina do
Sacramento a, negocio de seu inleresse: na ra da
Cruz do Recife n. 66, escfiplorio.
' Precisa-se de um hornero, de meia idade para
feilor de nm engenho: no aterro da Boa-Vista toja
n. 18.
9 O Dr. Thomassin, medico francez, d con- $
9 sultas todos osdias atis, das 9 horas da ma- t$
9 nhaa at o meio dia, em sua casa ra da Ca-
tt deia de Santo Antonio n. 7. a
que no sen extenso es
utinua a fabricar
,loda a qualidade
icultura, navega-
naiorcommdo de
tico em geral, tem
armazens do Sr. Mesqui-
nal de mariuha,
l MACHINAS
ento,
um completo sorli-
| com toaos os melho-
. eoriginaes) de que a
mostrado a neces-
i baiza e etta presso,
s como fundidas,
as de assu-
^^^^^Bsas pan di-.
1 para farinha, arados de
[ construccao, fundos para
a fornalhas, e urna
1 ferro, que seria enfadonho
I dejiosito existe urna pessoa
para receber. todas as en-
is miuiiciantes conlan-
bas oHicinas e machinismo,
coroprometlem a fazer
steza, perfeico, e exacta
losoa desenhos, e inslrnc-
rnecidas.
H6PATUIA.
abo.
dcanli mudou-se
o Martapagipe. Contina a dar
iat, e a tratar os pobres
s .dos
Mants
RIDICO.
imeiros elementos prati-
m corngido, acrcscenlada,
i* .illeroira lei da reforma,
nlerlocutoriai e deflnili-
is inleressanle aos prin-
r 1 ejservir de fio conduc-
lencia^as. 6_e-6.
FECTER.
lo por deeitSo d contelho
imperial.
ilaesrecommerulam o arrob
1 ico aulo(isado peto go^
le Medicina.. ste nie-
e fcil a tomar
ba real desde mais
mete em pouco lempo,
lercorio, as affec^Oes da
u encas das sarnas, ul-
ila idade critica e
mres; corrvro aos
fraqueza
cejoes ou de
e cura em
18 vol-
,i,r. ri .!- c.o-
1 caheaa, ou da*- iajeeeBai 'aae repreaen-
na aem Bcotralita-io., O arrobe Laoecteuv
almtole reroromfn'ladfl rontra as doencas
ltala 1 Milal *'jauKikitao ioducele
. ^ r LisMa, ai botica d Bar-
AO PUBLICO.
No armazn de fazendas bara-
tas, roa do Collegio n. 2, .
vende-c um completo ortimento
de, fazendas, finas e grossas, por
preros mais baixos do que cmoti-
tra qualqur parte, tanto em por-
c-oes, cmo a retalho, aifiancando-
se aos compradores um s preep
para todos : este estabelecimento
ahrio-se de combinaco com a
maior parte das casas commerciaes I
inglezas, francozas, aemaas e suis-
as,para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor.
isto ofi*erecendo elle maiores van-
tages do que outro qualqur ; o
prprietano deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venbam (a' bem aos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
BEBSSaSBtSISS^SBaSBSL-.
Thereza Dina de Jess Vianna, yinva do fina-
do Jos Antonio da Silva Vianna, pelo presente faz
publico, que tendo dito seu marido fallecido, dei-
xando em seu casal ama filha orphSa, tem a annnn-
ciante d dar qoanto antes bens a inventario, pelo
que convida a todos os credors do casal para trata-
ran de conferir e habilitareqi-so com seus crditos,
afim de serem todosatlendidos no acto das partilhas,
porquanlo a annunciante nao deseja que nenhum
dos credors de seu ctsal sejam prejudicadns.
. Guilherme da Costa Correa Leile vai para o
Rio de Janeiro e leva em sua compauhiu a sua escra-
va parda de nome Silvana.
Nosquatro cantos da Boa Vista n. 1, se dir
quem precisa alug#r urna escrava de meia idado pa-
ra cozinhar e comprar na ra.
Faz^se preciso fallar com os Srs. Jos Victorino
das Neves, lgnacia lavares da Gama, Jos de Mello
Albuquerque Monte-Negro: annonciem suas mora-
das para serem procurados.
THEATRO.
Perguula-se a Sra. Deperiui, se he certo o dizer-
c que algans seus compauheiros d Ihealro, leem
posto duvida a execurao da pe$aFernando ou o
Juramento; annunciada para o seu beneficio no dia
6 e transferido para o dia 17..
Um que tem bilhetc.
Sor vete.
Hoje lt de maio haver na loja de Bourgard, sor-
vete de creme, ao meio dia.
D-se pequeas quantias a premio at 509000
rs.,0 mais, sobre penliores de ouro e prata, adverte-
se que se nao aceita firma de pessoa alguma: na ra
do Hospicio n. 17, ou na ra do Queimado loja de
ourivesn. 26, das 9 ao meio dia.
RESTAURANT FRANJIS.
Hebrard l'honneur de faire part au puble,
qu'il vient.de recervir de France,- um assortimanl
complet de commeslibles & Boissons, le tout pre-
ndere qualit, sarou, saeissons d'Arles & de*Lyon,
Sancissesdaus le Sainl-doux 1 andouilleles, liar-
cols de Sojsson, liqueurs superfines amaraskins, eo-
ra^o, cognac, Irulles du Pericn, ceps, thon. mari-
n, olives, cornichnns, variantes, anclioics, .huile
fine de, l'laanol de Mancille, Kirck & absinftia sois-
se, vn de Rordeaux, em caisse Jtautres qualils.
Jbaquim Francisco de Alm lem contratado a
compra de urna parte da casa n. 8 sita no largo
da assembla no Forte do Mallos, com seu proprie-
tario Francolino da Fonseca Coutinho: se esle ne-
gocio prejudica a alguem, queira declarar no pra-
10 de oilo dias, lindos os quaes ser passada a compe-
tente rscriptura. .,
O abaixo assignado, tendo cedido o seu depo-
sito de charutos da ra eslreila do Rosario, identifi-
ca as pessoas que ahi deviam, que podem ir pagar
seus dbitos na sua loja da ra larga do Rosario u.
32, onde seus freguezes sempre euconlrarao um
completo e variado sortimento de charutos, tanlo da
Baha como da trra.Joaquim Bernardo dos neis.
Precisa-se de um homem que sai lia ler e escre-
ver para caixeiro de balcio: na padaria da ra das
Cruzes n. 30.
Jos Antonio Leile tiuimaracs, retira-se para
Europa. 1
Aluga-se o primeiro andar da casa da ra do
Vigario n. 5, enntendo urna arando sala, com alco-
va e 3 quarlos, todos baslantes grandes : quem pre-
tender dirijBrsc casa cima, que achara com quem
tratar.
Perante o Illm. Sr. Dr. juiz dos ausentes, se
hao de arrematar por venda, a quem mais der, "os
bancos, bancos, ferragens, ferramenlas, madeiras, e
obras feilas, e por acabar, q^ue foram do fallecido
Joao. Frederco Scheredre, cuja arremalajao lera lu-
gar na roa da Concordia B. 2, na quinla-feira 11 do
crrenle, depois das 11 horas da manhaa imprelcri-
velmenle.
Attencao.
Precisa-se de um capellio para a povoacSo de Ca-
poeiras, sendo bera moralisado e instruido : quem
pretender dirija-se ra Direita n. 76, que se dir
quem est aulorisado para tratar, e declarar as van-
tagensda capelania.
^O baeharel Wilruvio continua a leccionar em
francez, e para este fim recommenda-se aos pais de
familia, aos quaes prometa toda a solicilude possi-
vel no aproveitamento de seus filhos; lecciona lam-
bem pela manhaa na praca da Boa Vista em casa do
Sr. Gadaultj a tratar na ra das Cruzes n. 22, pri-
meiro andar.
Maonel Jos Marlins da Silva retira-se para a
Portugal.
Arrcnda-se um grande silio com bstanles ar*4
voredos de fructas, baixas para capim, viveiros de
peixe com urna grande casa assobradada com muitos
commodos, senzala, estribara, tres cacimbas inclu-
sive urna com bomba e tanque : quem o pretender
dirija-se Antonio Gonralves de Moraes nos Afoga-
dos, ou no Recife, ra da Cadiea.
J. Jane dentista,
contina rezidir na ra Nova, primeiro andar 11.19.
Oflerecc-se um rapaz para caixeiro de qualqur
casa de negocio de atacados, tanto de fazendas como
de molhade 00 trapiche, o qual darinformacAes de
sua conducta ; quem pretender annuncic para ser
procurado.
LOTERA de n. s. do livramento.
- Aos .."KOOOSOOOeaiOOOsOOO. .
Na ra do Cabug, botica de Moreira & Fragoso,
e na ra do Queimado, loja de fazcudas de Bernar-
dina Jos Mouleiro at Companliia, vendem-so bilhe-
les e meios da dita lotera, que corre no dia 12 do
corrente mez, os quaes Salusliauo
de Aqurho Ferreira,que paca os dous primeiros pre^-
mi grandes sem o descont de oilo por cento do
imposto geral.
Bilheles 69000 5:0009000
Meios 39000 2:5009000
Vende-se a casa Ierres, sila na Soledade n. 6 :
?oem a pretender, dirija-se ra , loja da Estrella, de Gregorio Silveira.
Farinlia de mandioca.
No trapiche do Cunha vendem-se satcas de mui-
to boa qualidade de farinha de mandioca, e por pre-
ep muilo commodo.
50$000Attenr ao50000.
Na ra larga do Rosario u, 22 loja de Victorino
& Moreira, vendem-se pelo diminuto preep de 509
rs., a caixa com caluogas proprios para mandar
vender na ra.
Na taberna|n. 1 do becco do Peixe Frito, vnde-
se o melhor doce de goiaba que se faz nesla provin-
cia : e quem quizer se desengaar, dirija-se a mes-
ma taberna que saber o preep.
Vende-se ama espada com pouco uso, por preep
commodo: a tratar na lab erna da ra de Horlas n. 31.
Vende-se um uegro sadio e sem vicio algum,
com boas principios de padeiro; o motivo desta ven-
da se dir ao comprador ; iio deposito da ra eslrei-
la do Rosario n. i. .
" Vende-se nm carro americana de 4 rodas, che-
gado ltimamente a esta cidade, e juntamente um
coupe com a competente parelha ; para ver e tratar,
dirija-se ao Sr. Quioteiro, na roa Nova.
Cevada nova, em saccas: no caes
daAlfandega, armazem de Antonio An-
nes.
Vende-so um nigro-da Cosa, moco e de bonita
figura, sem vicios nem achaques ; o motivo por que.
se eude se dir ao comprador : na ra do Queima-
do, loja de miudezas n. 33.
O Dr. Sabino Olegario I.udgero Pinito mu-
dou-se para o palacete da ra de S. Francisco
(mundo novo) n. 68 A.
Na loja de ferragem, cutilaria e s
armeirana lina.
Chegou a esle estabelecimento. nm grande 5
sortimento de ferragens. como serras, srro- 8
les, sepos, ferros para ditos, formoes bada- *
mes, limas, martellos, ferros para fazer ros- S
cao de pajafusos, chaves para carros, pas, J
brocas para dito, fechaduras, lorquezas, era-
vos paa banco, travadeiras, compasso. Irados
torcidos, apparelhospara can lias, corlaunhas,
maginas de 2 facas para cozinha, chaves pa- r
ra lirar parafusos, agarras e papel de liza, S
chegado pelo ultimo navio de Ilamburgo; lam- S
bem'chegou de Franca um rico sortimento dej
espingardas de 2 canos de ptenle com suas S
caixas e perlences para limpar, como tm-ji
bem oulrus'sem caixas e muilo mais em con-
la, um rico sprlimonto de thesnuras para eos- ^
tura e unhas, eslas fazendas, como lambem I
um grande sortimento de caivetes e nava- $
f$ Ibas, grandes e pequeas dos melhnres auto-
res, ferros para denles, bridas, bridos, estri-
bos, esporas, colleiras, espiviladnres, saca-
rolhas, aneis para clave, Tundas, polvarinhos,
chumheiros, limas e caivetes para unhas,
bengalas, chicotes para carro e para monta-
ra, cabecadas, charuteiras, carteiras, lacoes.
espoletas, vasadores, facas para selleiro e
muilos ootros objectos; as ferragens cima
sao da melhor qualidade, e vendem-se por
precos mu mdicos,Iprincipalmenteaos fre-
guezes, o anuunciaule prometi servir bem
a lodos principalmente a seus freguezes I
desta cidade como do mallo, peloJ.J. Kel-
Ier, culileiro e armero: no' aterro daBoa-
Vista n. 11.'
Vendem-se as madeiras do Ihealrinho da ra
Auausia, sendo parte de forro de louro, e parte de
pinlio: a tratar no mesmo Ihealrinho.
Quem deixara' de comprar.
Farinha de mandioca em saccas, muito boa, che-
gada lia pouco de Mamanguape: na roa larga do
Rosario-, taberna
mili lUitiMpilit Bf TT'TTflTT
SBAZ/ =iNAMBCANO. %
Nesle estabe t*
com bohnholos iniil
Sde 29000rs. cada una ; assim como urna ca- @
xa com mais d6 oitenla dzias do calungas #
para folguedos de enancas por muilo pouco $
dinheiro: e qjiem duvidar vnlia comprar;
Vcudem-se velas de carnauba sem .mistura, em
grandes e*pequenas porroes, e esleirs de palha de
carnauba : na ra do Vigario n. 5.
Vende-se um excelfnte carrinho de 4 rodas
mili bem construido, em bom eslado; est exposto na
;o Aragao, Nesiue 11. C, onde podem
(lar do jn-
daCruz no^^H
Dem Luii.'ti 1
^Vendemrse duas ptimas canoas, tendo ama
para familia, e oolra de carreira: na ra Nova to-
ja n. 4.
Vende-se alcatifas para sala ou igre-
ja, muifl moqueijosde
:t
na ra da'
saceos com assucar,
prompta a seguir vtagem
deia do Recife n. 5, loja.'
Na ra do Vigario n. 19 primeiro' andar, lem pa-
ra vender-se chapeos de castor brancopor commodo
preep,
O abaixo assignado avisa a seas devedores, que
desde j* vai chama-Ios a conciliar,!o, e executar lo-
dosos meios para que seja pago do que lhe devem,
visto nao o leiem feilo em lempo competen le, e pro-
testa nao Ier a menor ronleinplacao com pessoa al-
guma : o annunciante faz o presente para que nin-
guem allegue ignorancia.Francisco Jote Leile.
Casa da aferico, na ra das Aguas-;
Verdes n. 25.
O aferidor participa, que a revisan leve principio
no dia 1 de abril corrente, a finalisar-se no dia 30
de junho prximo futuro: segundo o disposlo no
arl. ti do regiment municipal.
COMPRAS.
Compram-se patacSes brasileiros e hespanhoes:
na ra da Cadeia do Recife n. 54, loja de fazendas.
Compra-se prata brasileira e hespa-
nfaola : na ra da Cadeia d Recife n.
24, loja de cambio.
Compram-seoncashespanholas: na ruada Ca-
deia do Recife loja de cambio n. 38.
Compra-s nm melhodo para violao ilo autor
Caruli sende em bom eslado e por preep commodo:
tratase na ra da Cruz, armazem n. 21.
' Compram-se palaces brasileiros e liespanhoes.
a 19940 ; na ra da Cadeia do Recife, loja n. 54.
Compra-se efleclivamente jornaes para embru-
Iho : na ra larca do Rosario n. 8,15 e 17.
Vendem-se latas com 5, 6 e 12
bras' de ameixas francezas de superior
qualidade: na ruada Cruz n. 26, primei-
ro andar.
'Vende-se superior kircclis e abscin-
the : na ra. da Cruz n. 26, primeiro
andar.
Vende-se chocolate de Paris, o me-
ior que tem apparecido at hoje neste
mercado, por preco commodo : na ra
da Cruz n. 26, primeiro andar.
Vendem-se' espingardas francezas
de dous cannos lingindo tronxado, mui-
to bonitas, e por preco baratissimo : na
ra da Cruz n. 26, primeiro andar.
RICAS TRANCAS-BE SED'A.
Vendem-se rtcas trancas de seda branca, cor de ro-
sa, azul claro e pretas, dos. padrOes mais bonitos que
tem apparecido, e*mais baralodoque em outra qual-
qur parle ; na ra do Queimado, loja de miudezas
da Boa Fama n. 33.
LUVASBARATAS.
Vendem-se luvas de seda para homem e senhora
a I9OOO o par, ditas pretas de-torcal a 800 rs.. ditas
brancas de fio da escocia para homem a 400,320 e a
240 o par; na' ra do Queimado, loja de miudezas
da Boa Fama n. 33.
LVASDE tellica.
Vendem-se tuyas de .pellica para homem e senho-
ra, pelo baratissimo prec,o do 40 rs. o par ; eslas lu-
vas o anico defeito qae tem he eslar fraco o relroz
que as cose, porm vista, do prerp val a pena co-
serem de novo, assim como militas pessoas lem feilo:
na ruado Queimado, loja.de miudezas da Boa Fama
n. 33.
PENTES DE TARTARUGA.
Vendem-se pentes de tartaruga do ultimo gosln,
para prender cabellos, pelo baratissimo preep de 59
rs. cada um : uarua do Queimado, toja de miude-
zas da Boa Fama n. 33.
TOUCAS DEJAA.
Vendem-se toacas de laa para mancas, pelo bara-
tissimo preco de 500, 600,800 e i000 rs., as mlho-
resque podem baver, tanto em qualidade como em
C'roes : na ra do Queimado, loja de miudezas da
Fama n. 33.
VENDAS
ATTENCAO". *
Chitas caboclas de quatro palmos de
largura pelo baratissimo preco de 200 rs.
o covado, ditas miudinhas de diversas' co-
res a 160 n. cobertores de algodao muito1
I grandes a 640 rs. : na ra do Crespo Ov
16, segunda loja. quem vem da ra das
Cruzes. .
Vendem-se 8 escravos, sendo urna ptima mu-
lata boa costnreira e engummadeira, 2 escravos de
nacpp, um delles bom canoeiro, 5 dilas mocas de
bonitas figuras com algumas habilidades, tendo urna
excellente leile e sem cria: na ra Direitan. 3.
Na travessa da Madre de Dos n. 9, veudem-se
as afamadas bichas de Ilamburgo por preco com-
modo, assim como tem para vender o mnito'sape-
rior papel chamado raarfim, dito perlina, dito de
machina, dito de peso, ludo chegado agora.
No aterro da Boa-Visla n. 80, vende-se vinho
Lisboa bom a 280 e 320. rs., gomma para engom-
mar a 39OOO a arroba e a 100 rs. a libra, feijao mu-
latinbo a 320 rs. a cbia, ebrancoa 240, gruguluba
a 240, fradinho 320, tapioca a 120 rs. a libra.
Panos.
Em casa de Bothe Bidoulac ra do Trapiche n. 12,
tem para se vender 2 ptimos pianos.
Taixas de ferro.
Vendem-se taixas de ferro lano fundidas romo ba-
tidas, em casa de Rothe Bidoulac, ra do Trapiche
n. 12.
Arados de ferrol
Vendem-se arados de ferro por prejo commodo,
para fechar carias, no escriplorio de Rothe Bidoulac,
na ra1 do Trapiche n. 12. -
Folhade Flandres.
Folha de Flandres (charcoal) de ptima qualidade,
vende-se em casa de Rolhe Bidoulac rna do Tra-
piche n. 12.
Vende-se urna parte db cnzcnhofXrandii da
freauezia daEscade, cuja parte otferece vanlagem a
quem a quizer comprar por ser do valor da terca
parte do engenho como se ver vista dos documen-
tos que o vendedor entregar ao comnrador, o dilo
engenho ser de agua, moente e crrenle, distante
desta praca 10 leguas ; quem pretender, dirija-se ao
engenho Uhaquinha. em Serinhaem, a tratar com
Thom Joaquim de Oliveira.
Veudem-se saccas com muito superior milho,
por commodo preco ; no terceiro andar do becco
Largo o. 1.
LINGUAS DO RIO GRANDE.
Vendem-se linguas seccas do tio Gran-
de, muito novas : na ra da Praia,arma-
zem n. 66.
Vende-se nm sitio no lusar de N. S. do Lorelo,
com 130 braran de fundo e!)2 de laraura, com ti pos
de coaueiros e bstanles ps de diversas fructeiras ;
faz-se todo o neaociu, por se precisar de ultimar cori-
tas, ou mesmo se troca por urna casa terreJf'que no
exceda muito do valor do dito silio : quem taes ne-
gocios quizer fazer, dirija-se a ra de Horlas n. 82.
Vende-se um escravo de 35 annos, hom para
Irabathar em algum sitio, por ter disso pralica, e
lambem sabe tratar de cavallo : he muilo sadio, e
nao lem o vicio de se embriagar, e nem de fugir ;
quem o pretender, dirija-se a ra Direila, casa jun-
to padaria, n. 67. Vende-se por preep enconta, e-
o motivo1 da venda se dir ao comprador.
Grande e variado sortimento de fazendas
baratas, na ra do Crespo n. 14, loja
de Dias & Lemos.
Chitas saraaoranas escuras muilo Iras c muito
recommendaveis por sua boa qualidade, padrees
ainda nao apparecidos, a 160 e 180 rs. o covado .;
sarja de laa de duas larguras muito encorpada, a
640 rs. o covado; riscadiolios de linho muito finos,
a 640 rs. o covado; algodao trancado escuro, panno
couro, a 180 rs. o covado: ganga amarlla muilo
superior, a 360 rs. o covado; brim trancado de al-
godao muito encorpado a 800 rs. o corte: coberto-
res de algodao grandes, a 640 rs.; pequeos 600 rs.
cada um ; pecas de cambraia muilo finas com K s
varas, a 49000 rs. e a 560 a vara ; camisas de meia
muito elsticas, a I92OO rs. cada urna ; alpaca pre-
ta de duas larguras a 400 rs. o covado; damasco de
laa de todas as cores muito superior, a 800 rs. o
covado ; e oulras militas fazendas mais baratas do
que em outra qualqur parte, dao-se amostras das
chitas com penliores.
. Vende-se setim prelp lavrado, de muito bom
costo, para vestidos, a 29800 o covado: na ra do
Crespo, loja da esquina que volta para a cadeia.'
ATTENCAO'.
Na rna Direila 11. 19, ba para vender-se os se-
suintes gneros: '
Bplachinha ingleza muito nova.
Dita de aramia, franceza
Farinha de tapioca muito alva.
Dita de aramia.
Ameodoas descascadas.
Caslanhas do Porlo.
Espermacple americano.
Cha superior.
Dito brasilciro.
Alelria nova.
Macarrao.
Talherim.
Linguiras, superior qualidade.
Paios c salpicos do Porto.
Toucinho de Lisboa.
Queijos muilo novos.
Cevada nova.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-]
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentement, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons elFeitos ja' experhnen-,^
tados: na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
ra, peen-
bu-
.t
Vendem-serelogiosadeouroe prata, mais
barato de que em qnalquer outra parte :
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Chapeos pretos francezes
a carij, os meihores e de forma mais elegante que
lem vindo, e outros de diversas qualid^des por me-
nos preep que em outra parte : na ra da Cadeia do
Recie, n. 17. ,'
Bepoato da fabriem da Todas os tantos na Babia.
Vehde-se, em casa deN. O. Bieber & C, na ra
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aquella fabrica,
mailoproprioparasaccosdeassucar e roupa de es-
cravos, por preep commodo.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, h a
Eara vender, chegado de Lisboa presentemente pela
arca Olimpia, o seguintc: saccas de farello muilo
novo, cera em grume e em velas com bom sorti-'
menlo de superior qualidade, mercurio doce c cal
de Lisboa em podra, novissima.
Vendem-se em casa de Me. Calmont & Com-
panhja., na prar,a do Corpo Santo n. 11, o seguiqte:
vinho deMarseilleem caixas de 3 a 6 duzas, linhas
em novellos e cairelis, breu em barricas muito
grandes, arp de milao sortido, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rna da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, dd todos os tamauhos, para
dito.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
AOS SENHORES DE ENGENHO., tc2 5
O arcano da inven cao' do Dr. Eduar-J resp0 L
cin a_ n.i:_ _i.__~^-__. D
rna da Senjjlj Vf|ha .'W,!
Vende-se nn
na praca da Indepeud
Vende-se um prr
'lf ora de Portas d.
Vendem-se bolas de vii_____
3er papis em escriplorio. as 1 u rm
apparecido, pelo barato preco de US* *9500 cada
urna ; na ra do Queimado, laja da^^^^^Ha Boa
Fama n. 33.
RADOQUEIMAl
Vendem-se facas c gar 1 nt,,
rnnito boa, ditas cora cabo A ^t
chantes de cabo de metal. bode!
les e cafeteiras de soperi lcj;|
recortadas, obra milito
suras para jardineiro, ditas \
te, temos de bocelas de pinb^^^H
para bolar doce, enxadss do P<
ac, couro de lustre marea el
objectos, que se vendem por 1__
ferragens da ra do Qaeinwdol
No armazem confronte
pintor, vendem-se duas carri
construidas, as quaes servem
oulra usada ; as quaes se veno
comprador offerecer.
PALITO'S DE ALPACA FRA
Grande sortimento de palitos la Vim
na ra do Collegio n. 4, e, na
fe n. 17 ; vendem-se por preep m
Moinhos de
'ombombasderepuxopara regar uaxa
decapim.nafnnditaddeD.W. Bowman : tutu
doBrumns. 6, 8el0.
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinli
barrisde4., 5. e 8.:, no anr.s
do Azeite de Perxe n. 14, ou
escriptorio de Novaes & Compai
ra do Trapichen. 34.
Padaria,
Vende-sp ama padaria muiloafregueida a tratar
com i'asso & Irmaos.
Aos senhores de enge:
Cobertores eseoros de algodao a S
lo grandes e eneorpados a 19400 : ua ra dfcjhvpo,
loja da esquina que volta para a Ca
. Grande pechincha !
Vendem-se cortes de cassa do idlimo goslo, e cores
', V*}0 Iwralissimo preep de 1992

Homceopalhia.
CLNICA ESPECIAL DAS MO-
LESTIAS NERVOSAS.
Hysteria, epilepsia ou gota co-
ral, rheumatismo, gota, paral^-
sia, defeitos da falla, do 011 vi do e
dosolhos, melancola, cephalalgia
ou dores de cabera, enchaqueca,
dores e tudo mais que o povo co-
nhece pelo nome genrico de ner-
voso.
As molestias nervosas requerem omitas ve-
les, alm dos medicamentos, o emprego de
outros meios, que. despertem ou abatam a
seuiibilidade. Estes meios possup eu ago-
I Va, e os ponho a disposico do pnblico.
...Consultas lodos os dias (do grata para os
F pobres), desde ;is 9 horas da manha, al
1 s duas da larde, ra dCS Francisco (Mnn-
do-Novq, n. 68 A.Dr: Sab\no Olegario
^jMdgero Pinho.
JL
dar, ou na La
Loja in
. *" /.endas
rh***ln jam:
P?1'""' rav roalas,
ic, e ns preeo< si .". .'- :nai< raipaveis nossiveir
vstoserosyslemadodono n.lo deixar dinheiro sal
hir auiila mesmo com aluum prejui/(
Paulo uaignoii,,"dentista,
pode ser procurado a qualqur boraems^a casa
na roa larga uo Rosario p, 36, segundo andar.
Carros e colxoes de mola.
o assigndo, segeiro, e morador na ra
s Pires, casa deporta larga, offerece-se-para piu-
le tar,' cubrir e forrar carros, com toda a perfeiepo pos-
e, e'para fazer todo equalquer conserlo que nelles
1 preciso assimcomoencarrega-se de vender car-
1 cabriolis; na mesnia casa acliam-se venda
le molas tanto grandes como'pequeos, por
nodos, e afiaiira-s por um anno porqual-
preciso : lambem
um paga mensal.
Laboucier.
I em bellas ledras, doulor
.\ersidnde de Paris, ensi-
1 casa, ra das Flores u. 37, primeiro an-
1 ,ulu/ir e fallar correcla-
ngon franceza, e.lamliem dar licoes par-
es em tasa de familia.
Ausenlou-se da Jos Pradines,
pelas 8 horas, do dia 10 do corren le, o escravo crioa-
lo de idade 25 annos, cor fulla, alio, chelo do cof po,
com lodos os denles.sendo'do queichal de cima mui-
to pretos eadebaixo bem alvos, lem mais um sic.i-
triz na nuca proveniente de um caustico, bneos gros-
sos.Ievou vpsIVIo calca azul e. camina desbolada:
quem .1 i^gar qnera .1 levara roa Nova 11. lfi casa
dudilo senhor, ou'ao abaio assiunado 11a na Nova
casa n. 36 que*W grajillcidu. Joaquim Antonio xle
Santiago Les*a,
Vendem-se 31 pos de jangada de boa quali-
dade e por preco commodo, quem os quizer ver di-
rija-se ao trapiche do Bamos : a tralar na ra da Ca
deia do Recife loja n. 19.
Vende-se manteiga ingleza muilo boa a 640 rs.,
dita superior a 720 rs., toucinho de Lisboa a 400 rs..
dito de Santos a 320 rs., assucar refiuado a 1.10, 120,
100 rs.: na Boa-Visla n. 27.
Vende-se 3 bois mansos, muito proprio para
carroca ; na ra do Sebo n. 35, sobrado amare!lo.
De castor a 12$000 rs.
Vendem-se chapeos de castor
branco inglez, da melhor for-
ma e qualidade, a venda no
mermado a 12JOO0 rs., dito de dilo pretos a 9JJO0O
rs., bem como variado sortimento de chapeos de se-
da francezes de exeellcirtcs formas e superfina quali-
dade a 6, 7 e 8000 rs. cada um .: |e praca da In-
dependencia loja e fabrica de charlos de Joaquim
de Oliveira Maia, ns. 24 a 30.
Feltro superior.
- O mais completo e variado sortimento de chancos
de leltrvde todas as cores e qualidades, para no-
-mcus, senborasc meninos, a procos muito commo-
dos : na praca da Independencia loja e fabrica de
chapeos de Joaquim de Oliveira Maia, ns. 24 a 30.
Oleados pintados.
Vendem-se oleados pintados,' de ricos padrOes eMi-
versas larguras proprios para cobrir pianitos, com-
modas, mesas, e bancas, c a precos muilo .commo-
dos : na pra?a da Independencia loja e fabrica de
chapeos de Joaquim de Oliveire Maia, ns. 24 a 30.
DoCbili linos.
Vendem-se superiores chapeos do Chili, de abas
grandes e pequeas, superioreschaposdcllalis.para
homens, senhoras e meninos, com enfeites o sem el-
les, variado sortimento de transas e franjas pretas e
de cores, para enfeites de bonetes e guarnc&e-, de
manteletes, a preepscommodos: na praca da Inde-
pendencia toja e fabrica de chipos de joaquim de
Oliveira Maia, ns. 24 a 30.
Vende-se por preco commodo a
nteressante obra prximamente chegada
de Paris intituladaDiccionario deConver-
acao e de Leituram 68 volmes, ul-
tima ediccao: quema pretender dirija-se
a livrarian. 6 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
Doce de goiaba e de calda.
Vende-se na ra do Queimado loja o. 2, barril-
nbos com doce de goiaba de calda, assim como de
mais'qualidades, o mais bem feilo que he possivel.
Vende-se o engenho Limeirinha, situado .1 mar
gem doTracunhaem, com 600 bracas de testada e
urna legua de fundo, com as oas mais precisas, to-
das novas, e ptima moenda, com bons partidos que
com 2 carros a 4 quarlios podem moer al 2,000 paes
o que hade grande vantagem pera um principiante.
He de ptimo assucar e de boa prodcelo, tanto de
canna como de iegumes : vende-se com algum di-
nheiro A vista; e o mais a pasamento conforme se
poder eonvencionar : o prebndenles dirijam-se ao
engenhd Tamalape de Flores.
Vende-s azeite de nabo clarificado,
proprio para .candiel ros de mola por ser
muito lino, a 1,s800 rs. a medida: 110 ar-
mazem de C. J. Astlevii C, r11a da Tra-
piche n. 5.
APATOS PARA CRIAKCA.
Vendem-se sapalinhos de 13a para crianca, pelo vidrio de I is'ha narrar
dezas da Boa Fama n. 33.
CAMISAS DE MEIA PARA HOMENS E
CRIANCAS.
Vndem-se camisas de meia para homem, fazenda
muilo superior, pelo baratissimo preco de 1S200, di-
las para crianras, tambem fazenda muilo superior, a
500 c 800 rs.; na ru do Queimado, loja de miude-
zas da Boa Fama n. 33.
SAO' MUITO finas;
Vendem-se linhas de miada muito finas, proprias
para Iwrdar, pelo barato preep de 160 e 200 rs. a
miada, ditas de carritel de 200 jardas a 80 rs. ocr-
rilel: na rna do Queimado, loja de miudezas da Boa
Fama n. 33.
PARA OS SRS. PADRES,
Vendem-se superiores meias de lea para padres,
pelo commodo preep de 29000 o par ; na ra do.Quei-
,, loja de miudezas da Boa Fama 11. 33.
RICAS ABOTUADURASPARA COLLETE.
Vendem-se ricas ahotuaduras douradaspara colle-
le, pelo mdico preco de 15OO, ditas de'vidro de
todas as cores a,320 rs.: na rna do Queimado, loja
de miudezas da Boa Fama n. 33.
RICAS CHARUTEIRAS.
Vendem-se ricas charuteiras, pelo baralissimo pre-
co de 29500, 39OOO e 49000 : na ra do Queimado,
loja de miudezas n. 33.
BENGALAS DE CANNA VERDADEIRA..
Vendem-se superiores bengalas.de canna, pelo ba-
ralissimo preco qe 39OOO ; na ra do Queimado, loja
de miudezas da Boa Fama u. 33.
280
480 ii-
HO i>
200
320 '
120 s
900
29240 i)
19500 i)
280
280 11
280 11
440
480
400 s
19700
120
400
480
Manleiga ingleza muito boa. 500 >
Todos esses gneros se responde pela qualidade.
Malas para viagem.
Grande sortimento de lodas as qualidades por pre-
co razoavel: na ra do Collegio n. 4.
Vendem-se 4 escravos, 1 mulato de 20 annos,
1 moleque de 17 annos, 1 prela lavadeira engnm-
madeira, 1 prelo de 40 annos e 30 travs de pao dar-
co : na ra larga do Rosario n. 25.
Meios bilhetes da lotera do Livramento.
Na roa do Livramento, loja de calcado n. 35, veu-
dem-se a 297OO meios bilheles, cujas rodas andam
impreterivelmenle no dia 12 do maio ; os bilheles
desla casa tem approvado.por quanto tem sempre sa-
bido algumas sorles grandes, pelo que vale a pena o
acrescimo de 200 rs, de lucro.
Vende-se um cofre de madeira com arcos de
ferro muilo forle e com tres fechaduras muilo segu-
ras, por preco commodo : na ra da Senzala defron-
tc da loja do Sr. Martins, pintor.
TROCASE POR DINHEIRO A VISTA.
Na ra do Crespo n. 15.
Chitas francezas finas a 280, 260, 240 rs. o
covado, cassa franceza a.720, 360 rs. a vara,
chilas inglezas enlre futas, cores Das 220,
200, 180 rs. o covado, riscados francezes a
240, 220rs. o.covado, hrins lizos de liuho'f
de diversos padroes a 280 rs. o covado, dito
trancado de ajgodao a 320 rs. a vara, meias
croas a 29OOO, 29500 rs. maco, chapeos de
! sol semiras francezas escuris de padroes mo-
dernos a 49OOO, 4500.e 5SO0O rs. o corte,
dilas meias casemiras a 28800 rs. o corte,
setim maco a 28800 e tlgOOO rs. o covado.
casemiras pretas t 29000, 29100 e 39000 rs.
o covado; e nutras multas fazendas.
Vade-mecum dos homeopathas ou
o Dr. Hering traduzido em' por-
tugus.
Acha-se a verta esta imporlaulissima o-
bra do Dr. Merina no consultorio homceo-
palhico do l)r. Lobo Moscoso rna do Colle-
gio 1:. 25, 1 andar.
Vende-se'urna .arrora com um boi, sendo esle
muilo manco e bastante carnudo: na ra do Sebo
na Boa-Vista 11. 8.
Vende-se 190 palaces 'arasileiros a I996O rs.:
na rna das Cruzes n. 40.
Vendem-se 5 bois mancos "para carro : quem os
pretender comprar pode ir ve-los na Soledado, casa
junto aoSr.Vieira, cambala naque lem escripcos
para se alugar perlencenle a Gabriel Antonio : tra-
ta-se na ra do Crespo loja 11.5.
Vindem-se relogios de. ouro, patente inglez, ja
bem conhecidos nesle merca do,papel de peso proprio
para se escrever por paqu'el es, linhas de algodao em
carrileis de 200 jardas, fio 'de linho proprio para al-
faiate e sapaleiro, Lieos de algodao em carines pe-
queos, ludo por preep coi nmodo: m casa de ttus-
selt Mellors & C, na ra 'la Cadeia do Recife n. 36.
Vende-se urna taberna com poneos fundos: na
rna do Rangel, a iralar c om Tasso Irmios.
Vendem-se os coni( lendins de grammatca ap-
provados para o uso das 'aulas de segundo grao,
acham-se a venda na odie ina o encadernac.3o do pa-
leo do Collegio: lodos os compendios revam urna ,as-
sienalura do autor, em n iamiscripto,feila na primei-
ra folha vpiliculanru'iili-.
Vende-se um palaoquim do reboco em muilo
hom eslado, 3 veneziana* e 1 guarda roupa, ludo por
preep commodo : na ra, da Gloria ti. 7.
Vendem-se crranles de ferro usadas, lanto fi-
nas como grossas, as quaes csto em muito bom es-
lado, e por preep muito commodo: na ra da Sen-
zala, armazem defronte da loja do Sr. Marlins, pin-
tor. No mesmo armazem compram-se ferros velhoi,
cobre, lalo e olra qualqur qualidade de mcial,
assim como brins, lonas e outxos pannos velhos etc.
Vehde-se urna prela qae sabe cozinhar o diario
de urna casa : na ra do Livramento 11. 1.
' Vendem-se tres bonitos armarios de amarello,
envidracpdos, proprios para biblioteca ou outro qual-
qur estabelecimento, por serem muilo bem feilos;
assim como urna inesi de mogno para jaular que ad-
miti mais ilc 40 pessoas, e oulros rosles que se do
por preco muito commodo ; no armazem do eorre-
lor Miguel Carnciro, na ra do Trapiche, ounarua
da Cruz n. 31.
CERA DE CARNAUBA.
Vende-se cera He carnauba chegada agora do Ara-
caty : na ra da Cadeia do Recife b. 49, primeiro
andar.
SAL DO ASSU".
Vende-se sal chegado agora do Ass, a bordo do
hiate Anglica : a tralar na ra da Cadeia do Recife
n. 41, primeiro andar.
"Sementes novas.
Vende-se no armazem de Antonio Francisco Mar-
lins, na ra da Cruz n. 62, as meihores sementes re-
cenlemenle chegadas de Lisboa na barca porlogueza
Margarina, como seja : couve (ronxuda, inonvarda,
saboia, feijao carrapatu de duas qualidades, ervillia
loria e direila, coentro, salsa, nabos e rabanales de
lodas as qualidades.
Saccas com gomma,
e velas de carnauba simples, ludo chegado ltima-
mente do Aracalv ; na roa da Cruz du~Recife 11. 31,
taberna de Luiz Freir de Andradc.'
650
Vendem-se na ra da Mangueira n. ">,
(.O Lijlos de marmoiv; .btalos : i-iii bom
estado.
do Stolle m Berlin, empregdo as co-
lonias inglezas e'hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10"
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no. idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber di Companhia, na ra da_
Cruz, n. A. .
SANDS.
SALSA PARRILHA.
Vrenle Jos de Brito, nico agente em Pernam-
buco de B. J. D. Sands, chimico americano, faz pu-
blico que tem chegado a esta praca ama Rrande por-
epo de frascos de salsa parrilha de Sands, que s '
verdadeiramenlc falsificados, e preparados no R:
de Janeiro, pelo que se devem acautelar os consu-
midores de tSo precioso talismn, de chir nesle
engao, tomando as Xunestas consequencias quo
sempre coslumam trazer os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela mSo daquelles, que antepoem
seus interesses aos males e estragos da huranidade.
Portanlo pede, para que o publico se possa livrar
desla fraude e distingua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recentement aqu chega-
da ; o annunciante faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em sua botica, na ra da Conceicao
do Recife n. 61 ; e, alm do receituario que acom-
panha cada frasco, tem embaixo da primeira pagina
seu nome impresso, e se achara sua firma em ma-
nuscripto sobre o involtorio impresso do mesmo
fracos. 1
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para,vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrillias, vahas, redowas, sclio-
tickes, modinhas, tudo modernissimo
chegado do Rio de Janeiro.
FARINHA DE TRIGO.
Vende-se no armazem de Tasso Irmaos, farinha de
Irigo de lodas as qualidades, qve existen) no mer-
cado.
Muita attencao.
Cassas de quadros muito largas com 12 jardas a
29400 a pec.a, cortes de ganga amarlla de quadros
hiuilo lindos a I50OO, corles de vestido de cambraia
de cor com 6 1i2 varas, muilo larga, a 2S800, ditos
com 8 112 varas a 35000 rs., cortes de meia casemira
para calca a 39000 rs., e outras muitas fazendas por
preso commodo : na ra do Crespo', loja da esquina
que volta para a Cadeia.
Acuciad* Edwi Maw.
Na ra de Apollo n. 6, armazem d Me Calmon
& Companhia, acha-se constantemente bons 'sorti-
mentos de taixas de ferro coado e balido, tanto ra-
sa como fundas, moendas inetiras todas de ferro pu-
ra animaes, agoa, etc., dilas para armar em madei-
ra de todos os lmannos e modelos os mais modernos",-
machina borisontal para vapor com forra de
4 cavados, cocos, passadeiras de ferro estaobadd
Eara casa de purgar, por menos preep que os de co-
re, esco vens para navios, ferro da Suecia, e fo-
1 has de flandres ; tudo por barato preep.
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem deHenrique Gibson,
vendem-se relogios de ouro de sabonete, de patente
inglez, da melhor qualidade, e fabricados em Lon-
dres, pnr preco commodo.
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade de zinco, superior quali-,
dade, por precos commodos: na ra do
Trapiche Novo n. 16.
Na ra da Cadeia Vellia n. 52, em casa de
Deane Youle & Companhia,
vende-se um carro americano de rodas ; pode ser
visto na cocheira de Poirrier, ncaterro da Boa-Vista.
Vende-se um completo sorlimenlo de fazendas
pretas, como : panno fino prelo a 39000, 49000 ,
59OOO e 69000, dilo azul 39000, 49OOO 09OOO, ca-
semira prela a 29300, selim preto muito superior ,
39000 49OOO o covado, sarja prela hespanhola 29 e
295OO rs., selim lavrado proprio para veslidos de se-
nhora a 29600, muilas mais fazendas de muilas qua-
lidades, por preep commodo : na ra do Cr.%po loja
n.6. 9
Velas de carnauba.
Na ra da Cruz n. 15, segundo andar, vendem-se
velas de carnauba, puras e compostas, feilas no Ara-
caly, por Incnos preco do que em outra qualqur
parte.
ll '' '
Vendem-se cobertores braneos de algodao gran-
des, a 19440 ; ditos de salpico tambem grandes, a
19280, ditos de salpico de tpele, a 194001 na ra do
Crespo loja n. 6.
Taixas para 'engenhos.
Na fundirao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o cliafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com prompdao' :
embarcam-se- ou carregam-e em carix)
sem despeza ao comprador.
,- Vendem-se cobertores de algodSo grandes a 640
rs. e pequeos a 560 rs.: na ra do Crespo nume-
ro 12.
Devoto Chtisi
Sahioaluza 2. ediepodo livrrbl
Devoto ChrisUo.mais con ceif
se nicamente na livraria n. (i c 8 da
dependencia a 640 rs. cada exer
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de nm s panno, muilo
de bom goslo : vendem-se a
|-*l4'*r M CONSULTORIO!
DR. P. A. LOBO i!
Vende-se a melhor de toda-
nomopathica tS~ O NOVO MA?
AUR s* traduzido em portu
. Lobo Moscozo," coalendo u k im-
portantes explicaoes sobra a
dieta, etc., etc. pelo Iraduclor
cailernados em dous MOOO
Diccionario dos termos de n
tomia, pharmacia, etc. pelo Dr. Mi
nado ^^^
Urna carteira de 2t roedicamenlos com
coa de linduras indispensaveis
Dil de 36.....f..."
Dita, Urna de 60tuboscm 6 frascos delincturas.
Uila de 144 com 6 ditos ....
Cada carteira he acompanliada de un exemplar
das duas obras cima mencionadas.
Carteiras de 24 tubos pequeos para algi-
beira ... ......,. 88000
Ditas de 48 ditos.........I69OOO
Tubos avulsos de glbulos ..... I9OOO
Frascos de meia onep. de lindura 29000
Ha tambem para vender graude quantidade de
tobos de cryslat muito fino, Vasios e de diversos la-
manhos. -
A srfperioridide desles medicamentos est hoje por
lodos reconhecida, e por isso dispensa elogios.
N. B. Os seuhores que assignaram on eompraram a
obra do JAUR, antes de publicado o 4- volme, po-
dem mandar receber este, que ser entregue sem
augmento de preep.
Ha*ara,i58im0 Por 6O9OOO rs., nm lindo eaixao
de padaria com 4 repartimentos, muito bem ieito,
quem o vir nao deixa de comprar, e um braco de Ro-
mSo A f-omnanhia na *-. nipoilv r, 4Q
,%000
609000
1009000
1 Deposito de vinho de cliam- I
i pagne Chateau-Ay, primeira qua-J
lidade, de propriedade do condi'
de Mareuil, ra da Cruz do Re- |
cife n. 20: este vinho, o melhor
!. de toda a champagne vende-.
I se a 36$000 rs. cada caixa, acha-
se nicamente em casa d L. I
comte Feron &-Companhia. N. B. i
\ As. cajsas sao marcadas a fogo f
'| Conde d Mareuil eos rotulo |
das garrafas sao azues.
mao & Companhia : na rna Direita n. 19.
Attencao.
Na ra do Passeio n. 13, vende-se meias casemi-
ras de cor, pelo barato preep de 400 rs. o covado,
brins de quadros de bom goslo i 320 rs. o covado,
chales de laa e seda por 29OOO- rs., e outras muitas
fazendas por preeps commodos.
Na loja de fazendas esquina do becco Largo n.
26,*e no armazem de Jos Joaquim Pereira "de Met-
i no caes da alfandega ma de Joao de Barros, em o I,
armazem de Francisco tiuedes da Araujo, exislem
aiuda saccas com superior milho; assim !
le lambem lem barris com 8 -libras de ''
Lisboa proprias para casas partcula
^ he superior por terem sido all
Tuna familia particular.
MOENDAS SUPERIORES
Na fundic&o de C. Sterr & (
em Santo Amaro, aclia-se 1
moendas de cannas todas de friij, 1
modello e construccSo muito
Vendem-se em casa de
ton & C, na r.ua de Senzalla Nova "^
Vinho do Porto superior engaiTafadtST
Sellins inglezes.
Relogios de ouro patente inglez.
Chicotes de carro.
Farello em saccas de 3 arrobas.
Fprnosde farinha.
Candelabros e candieiros bronceados.
Despenceira de ferro galyanisado.
Ferro galvanisado em folha para forro.'
Cobre de forro-
Pianos.
Os amadores da msica acham continuadamenle
em casa de Brunu Praeger & Companhia. na da Cru
n. 10, um grande sortimento de pianos rortes eforto
pianos.de dillerenles modellos, boa copslrucfu e bel-
las #ozes, que vendem por mi ro-
mo toda a qualidade de instrumentos para,
~Na botica da ra larga do Rosario
n. 36, de Rartholomeu F. de Sotrza, ven-
d e pilulas vegetaes verdadeira,,ano-
Fecteui yerdadeiro, sajsa de-
k eir, vermfugo inglez (enividro)
ve leiro.vidros de bocea larga
Iba *i 1 at 12 libras. 0 arnunciante af-
lianca a quem interessar possa a vefacida-
de dos medicamentos cima, vendidos era
sua botica..
Nayalhas a contento c tesouras.
Na na da Cadeia do Recife n. 48, primeiro an-
dar, escriplorio de Augusto C. de Abreu, conlinu-
am-se a vender a 8900O.rs. o par fpreco fixo) as j
bem couhecidas e afarhadis navalha feila
pelo hbil fabricante que foi premiad
de Londres, as quaes alm de dura
riamenle nio se sentem no ros de corlar;
vendem-se cor a coodicao de, nao hadando, pode-
remos compradores devolve-l,: depois da
compra, resliluindo-se o importe
lia ricas lesourinhas para unhas feilas pelo mesmo
fabricante.
PTIMO VINHO D,
em barris de 7 em pipa.: no escriptorio de Augusto ,
C. de Abreu, na ra daCadeia do Recife n. 18
meiro andar.
l'enijivse o sobrado da ra das Cruzes n. 11
e rfuga-* h segundo andar do mesnin: a tralar n
rita Dir' n. 36, segundo andar.
^1
ESCRAVOS FGIDOS.
Fligio no dia 25 do corrcnl''o escr,
de nome Vicente com os signaes seguinlcs, repre-
senta Ier 30 annos,liin prelo, ollios grandes, cam-
bado das pernas, he muilo prosista : levou vestido
camisa de meia j rota, caifa de risendinho ja soja
porm lu de uppor que mndasse de Irage, este es;
cravo he propriedade do Sr. Piulo de Amoriin Sal
, senhor do-engenho Ceal da fresueziade Dl
I" quem cvpesar ou der iwticin na ra do- Rosario la*|
1.21 ou 110 dilo engeiilio que serii bem recoin-
penssado.
Vtn.~ TnWm.^r. FMla.<;


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