Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01551


This item is only available as the following downloads:


Full Text
ANNO XXX. N. 106.
Por 3 mezes adiantados 4,000:
Por 3 mezes ventados 4,500.
s
MPCAO'.
ario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro Pereira Martins;Bahia, o Sr. F.
IbSfacei, pSr. Joaquira Bernardo de Men-
brabiba, o'Sr. JosRodiles da Costa; Ma-
la!, o Sr.-. Joaquira Ignacio Pereira; Aracaty, o Sr.
Antonio,delemos Braga ; Cear, o Sr. Victoriano
*Bbs; Maranho.o Sr. Joaquira Marques
Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS-
Sobre Londres 27 3/4, 28 e 28 1/8 d. por
Paris, 340 a 345 rs. por .1 f.,
. Lisboa, 95 por rento.
. Rio de Janeiro, 11/2 a 2 porO/o de rebate.
Accoes do banco 10 O/o do premio.
da companhia de Beberibe. ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras 12 0/0 v
in
METAES.
Ouro. Onjas hespanholas. 285500 a 295SO00
Moedas de 69400 velhas. 165000
do 69400 novas.' 169000
de 49000...... 99000
Prata. Patacoes brasileiros ..... 19930
Peso columnarios......19930
r> mexicanos.......19800
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda, todos os das.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos das e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e Oricury, a 13 e 28.
Goianria e Parahiba, segundas e sextas feiras.
Victoria, c Natal, as quintas feiras.
. PREAMAR- DE IlO.tn.
Pnmeira as 2 horas e 6 minutos da tarde.
Segunda 2 horas o 30 minutos da manha.
PAITE OFFICIAl.
AUDIEXCLVS.
Tribunal do Comraercio, segundas e qnintasfeiras.
Relacao, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphaos, segundas e quintas s 10 horas,
i.* vara do civel, segundase sextas ao meio dia.
2.' vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
Maio
EPIIEMERIDES.
5 Quarto crescente as 7 horas, 11 mi-
nutos e 48 segundos da manha.
12 Luacheia a 1 hora, 18 minutos e 48
segundos da tarde.
19 Quarto minguante as 4 horas, 14
minntos e 48 segundos da manha.
26 La nova as 6 horas, 28 minutos e
48 segundos da tarde.
IO DA MARINHA.
Decreto n. 1367 e 13 de abril e 1854. Aller/s a tabella das comedorias de embarque, de que trata
' o decreto n. 913 de 10 de ferereiro de 1852.
uitorijarJo dada no 5. art. 11 da le n. 719. de 28 do setembro do anno pasado, para
latielta da comedonas dianas, que baixou cbm o decreto n. 913, de 10 de fcvereiro de
omprehendirtos nao mi os offlciaes da armada, como os das classes annexas embar-
s armados e transportes : Hei por bem que. em substiluicao da referida tabella, se ob-
m este baixa, anonada por Jos Mara da Silva Psranhos, do mea conselho, ministro e
> dos negocios da mnnnha. que assim o tenlia entendido e faca execntar. Palacio do
iro, em lo de abril de 18.54. tricsimo lerceiro da independencia e do imperio. Com a ru-
i. M. o Imperador. Jote Maria da Silra Prannos.
res Ferreira e o tenante Tliomaz Antonio Maciel
Monleiro, o primeiro pertenceulc ao exlincto lercei-
ro batalhoda guarda nacional do municipio do Re-
cite, o segundo ao oitavo e o terceiro ao sexto, tam-
ben) exiioclos da mesma guarda nacionai. Com-
miinicciu-sc ao re ferido commandante superior.
COMMANDO DAS ARMAS,
uuartel general do commudo du armas de
Pernambaco, tu cidade de Recite, em 6 de
malo de 1854.
ORMMDO DIA N. 83.
Manda o Exm. Sr. mareclial de campo Jas Fcr-
nandes dos Santos Pereira commandante das armas,
fazer publico, para os fins convenientes, que o go-
verno de S. M. o Imperador hodve por bem, por a-
viso do ministerio da guerra de 19 de abril prximo
lindo, prorogar por tres mezes a licenca com que se
acha na corle o Sr. lenle do balalhao 10 de infan-
taria Jos Joaquim Nuoes, segundoconstou deoflicio
que presidencia desta provincia endereoou ao mes-
rao Exm. Sr. mareclial de campo na daldeS do an-
dante mez.
Candido Leal Ferreira, ajndante de ordens c
carregadododelalhe.
DD
8 Segunda. Ap'pa
9 Terca. S. preg
10 Quina; S". An
11 Quinta. Ss. E
12 Sexta. L. Joan
13 Sabbdo. S. P
14 Domingo 4.'
Bonifacio, Hi
Jfli = = O.-
5 n 13 = o fl) =
. g o- 5 s t B 'C
f f-a-afiiS
". '' U'JJC ti
s 3> S o 2
fff I|W
HfJJilIf
irfpj. '
wl|4|l||i-2S2
P-="SS-s-2 2S? .5-=
.*
t
}
I
I


k:
* j^SialDeral <,ne liver do 5over" a """acao de coimnandante em chefe, termais agr-
rgiao em chefe do corpo saude, quando embarcado, ter, alcm dos vencimentos que llic
mpetem, a eomedona de 38000. por dia no imperio, e (igloo em paiz eslrangeiro.
; secretarios, ajiidanies d'ordcns,dos commandnnles de terca perceberao as matares comedo-
commando correspondente sua palenle, ou as que lhe compeleriam na qualidade de commai -
Bator navio que fizer parle da mesma forca, se esle vcncimenlo fr menor do que o primeiro.
comedonas em paiz estrangeiro serao abonadas e pagas conforme o padrao monetario actual-
mente em vigor, no imperio. '
m as gratjlicarOes da tabella de 20 de marco de 1852, mandadas abonar por aviso de 30 do
inno aosofticiaesdasdiirerentes classes, que nao foram comprehendidos na labella que bai-
xou com o decreto n. 913 de 10 de feverciro de 1852. '
puam a perceber as comedorias anteriores labella do 10 de fevereiro de 1852, os ofTicia-
das differentes classes annexas. Unto embarcadas nos navios cin armados, como empreados os cornos e em quaesquer outros servifbs nao especificados na
labella, e a que corresponde o vencimenlo de comedorian. .
:io do Mo de Janeiro, 15 do .abril de 1851Jone Maria da Silva Paranho.
Si -------------------------1_________________________ .______________________________
GOVERJJO DA PROVINCIA.
fhydtete do dia 6 de malo de D353.
OlficioAo presidente do conselho administrativo,
reeommendindo que promova a compra dos ohjeclos
mencionados na relacao que remelle, os quaes sao
neeessarios ao arsenal de guerra para satisfazer di-
versa reqoUicfces doscorposde'primeira linha.Fi-
zeram-se as necesarias communicacocs.
DitoAo mesmo, declarando que aquclle conse-
lho pode mandar entregar ao almoiarife do arsenal
degnerra, psra serem applieados a factura de sobre-
casacas e calcas para a Itopa de primeira linha. as
duas pe?as de panno fino azul de que S. S. Irala,
guardando-seo numero de covados do dilo panno
que forem precisos para amostra.
Dilo Ao chefe de polica, declarando que, a vis-
ta da informaeao do inspector do arsenal demarinha,
nao podem ser recomidos no calabooco do mesmo
ar.;enil os individuos que forem presos a ordem do
subdelegado da freguezia do Recife.
DitoAo director das obras publicas, concedendo
aalorisacao que Smc. pedio, para dispender a.
qunlia de 60000 rs. pouco mais ou menos, com os
reparos urgentes de que precisa a ponte dos Carva-
llos. r Commuuicou-se ao inspector da thesouraria
provincial.
DitoAo inspector do arsenal de marinha, com-
municando que, a vista de sua inormacao, lancou
no reqerimeoto de Joaquim demento do Lemos
Duarie, o despachoesguinle. Remeltido ao Sr.
inspector do arsenal de marinha para altender ao
supplicanle us termos da informaeao de 4 do cor-
rile.
DitoAo inspector da. thesouraria provincial, in-
leirando-o de haver, em vista de son informaeao,
imleferido tfrequerinienlo em que o arremalanle da
obra dos concerlos da cadeia do Bonilo Jos Vicira
de Mello, pede ser aliviado da mulla que lhe foi im-
posta. -Igual commiinicacao se fez ao dirac.lor das
J communicac^o se fez ao director das
obras publicas.
esmo, para que, vista do pedido que
FOLHETIM.
DE II RE. (*)
remelle, mande Smc. adiantar ao thesonreiro paga-
dor da, repafticSo das obras publicas, a quantia de
9:0009800 rs. para oceorrerasdespezas no correle
mez. Cominunicou-s ao director daquella re-
parlicao.
Dito Ao curador dos africanos livres, liansmit-
tindo a nota dos assenlamenlos do africano livre de
nome Joaquim Segundo, .que achando-se depositado
no arsenal de guerra,foi entregelo primeiro cirur-
giao encarregado do hospital regimental para servir
na botica daqoelle eslabelecimenlo.
WtoAo juiz de orphaos deste termo, recommen-
dando haver concedido Ires mezes de licenca para
tratar de sua sode ao escrivo de orphaos do mesmo
termo, Floriano Corris do Brilo.Tnmbem se com-
munico ao conselheiro presidente da relacao.
Dito Ao commandante superior da guarda na-
cional deslq mnnicipio, rcommendando a expedieSo
de suas ordens, para serem dispensados do servico ac-
tivo da mesma guarda nacionai, conforme requesilou
a cmara municipal desta cidade, Jos de Mello
Trindade c Jos Francisco Monleiro, ambos perten-
cenles ao primeiro balalhao de inrantaria, vislo que
o primeiro est encarregado do repeso n freguezia
do Recife, e o segundo se acha servindo na qualida-
de degoarda raunicipaLna deSanlo Antonio.Com-
municon-se a referida cmara.
Dito Ao. commandante do corpo de polica, re-
metiendo em rcsposla ao seu ofllcio de 19 de abril
ultirgo, copia de oulro do engenheiro encarregado
das obras mili lares, afim de que Smc. mande fazer
^pclos sentenciados daqoelle corpo, o servico que o
mesmo engenheiro julga necessario para desappre-
cimenlo das agnas pluviaes que se accumulam no
centro da praca do -quartel do mesmo corpo.
PortaraAo agente da companhia das barcas de
vapor, para mandar dar urna passagem de estado no
vapor que pasear para o Rio de Janeiro, ao liar har 1
Juvcncio Juviuo do llego tlangel.
Dila Reformando nos mesmos poslos, os capi-
(acs Manocl Clementino do Reg Barros, Manoel Pi-
ku tmm k rniDus, c pedio uecon.
PRfMEIRA PARTE.
XIX.
O scgrrdo efe Ccorgcle.
( Continuar So )
Dimilri annuncira bem a chegada do principe
Harl, imitlira accrescenlar que o principe
vinlia acnmpanhado pela lilha.
sencade I.aispareceu prodnzir urna impres-
i olela sobre eorgele. As duas mocas apro-
iimande-se urna da oulra.trocaram um o|h'ar ebeio
de odio, e Uiis assentou-so em orna poltrona junto
da charolne emquauto Georgelc dirigia-se firmemen-
le ao principe.
A' -entrada de Georgelc este parou no meio da sa-
la, e vendo-a adiantar-w assim resoluta,' estreme-'
eu c firmeza no olhar de Luis.
E"ra c cousa do so-
lemnei ime caita um
i'J""' oda a ener-a e toda a colera
iniplaravel que este po^
Foi
nlia i
que os
Ha mnil
java ter -----
um motivo que nao conheco, ainda o Iraga a um lu-
gar, onde puliremos cmfim saber o que temos de
lemer ou de esperar um do outro !...
O principe crgueu os hombros, e foi a passos len-
tos assentar-se junto de I.ais. Georgele seguindo-o
com os olhos, licou no meio da sala ua mesma alfi-
lude altiva e firme.
J vejo que nao tens mudado, minha chara
eorgele, disseo principe ; a especie de solidao'cni
o,iie le has obstinadamente encerrado tem desenvol-
vido os germens.de aversao queme linhas, e isso af-
nige-me mui, profundamenle, por quanlo Irazia-le
hoas palavras, e vinha ofTerecer-te um meio de vol-
lar para as sociedades, donde le has retirado desde
multo lempo.
leorgele encarou o principe com ndmiraco.
. ,T~ A'has extraordinario, prosegoio esle, que le
talle de urna maneira razoavel, e iodavia as raras
occasiesem quetenlu. (ido o prazer de ver-te e de
la ar-te, nunca te fiz ouvir outras palavras. Acon-
seinei-te sempre que livesses mais prudencia c mais
recato, e se neste momento venl.o tentar um ultimo
esrorco, he porque sinlo que apezar da aversao que
me lens leslemnnliado, ser-me-liia doce ainda ac-
gui-ar-te urna irte quo te Uzease voltar as condicOes
ordinarias de urna existencia humana.
Georgelc rontiuuava a mivir ^,^~
lcncirt, porque ti-
io, c audacia
i oceasito
se ella, que dese-
fle CaUaclhc !...
ORDEM SO DIA S. 84.
Achando-se o Em. Sr. marechal de campo Jos
Fernandes dos Santos Pereira gravemente enfermo,
e nflo podeudo em lal conjunclura continuar no
exercicio das funecoes do emprego de com'mandante
das armas desta provincia sem detrimento do servi-
co publico, resolveu na forma da lei, que eu nesta
dala passasse a eiercer interinamente o dito cmpre-
go: o que faco publico para conhecimento da guar-
nico e fins convenientes, bem como, que o Sr. ma-
jor JoaqtiimRodrigo.esCoclho Kelly mesnbsliluiono
commatido do segundo balalhao de infanlaria.
Assignsdo. Manoel Muniz Tacare.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudante de
ordens encarregado do delalhe.
ORDEM ADDICIOBTAI. A DE V. 84.
Devendo o Sr. lenenlcoronel Manoel Lopes Pe-
cegueiro,segui[ para a corle, com o desuno de lomar
o commandodo sexto batalho de infanlaria, e ten-
do^se apresenlado o Sr. coronel Luiz Antonio Fa-
villa, nomeado commandante para o nono balalhao
da mesma arma ; o coronel commandante das ar-
mas interino, determina que o mesmo Sr. coronel
entre hojeno ejercicio do commando que lhe foi con-
fiado, recebendo-q do Sr. lenle coronel Pecegnci-
ro, que durante o lempo em quanlo commandnu o
sobredilo balalhao nono, se rooslrou inlelligenle, dis
ciplinado, probo e zeloso pelo servico.
Assignado.Manoel Muniz Tacares.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudanre de
ordens encarregado do delalhe.
TRIBUNAL DA RELACAO .
SESSAO DE 6 DE MAIO DE 1854.
Presidencia do Bam. Sr. conselheiro Azecedo.
As 10 horas da manha achando-se presentes os
Srs. desembargadores Villares, Raslos, l.eao, Souza,
Rebello, Luna Freir, Telles, Pereira Monleiro,
Valle e Santiago, o Sr. presidente declara aberla a
sessao na forma da lei.
EXPEDIENTE.
Foi lido em mesa nm ofllcio da presidencia da pro-
vincia acompanhapdo-o o Dan'o de Pcrnambuco de
n.99contendoali n. 335, que divide ooflicio de
oscrivao privativo de orphaos do municipio do Reci-
fe, e eleva a qualro o numero de labelliaes desla ci-
dade, e cria um lugar privativo de escrivo dos rea-
tos da fazenda provincial. .
dem do Sr. desembargador Gomes Ribeiro acom-
panhando os processos seguintes:
Appellante, Francisco Anlonio de Carvalho Siquei-
ra ; appellado, Joaquim Duarle Pinto e Silva.
Appellaule, Joao Vieirada Cunha ; appellados, Joo
Rodrigues deFreilas o sua mulher.
Appellanles, os herdeiros de Caelano Pereira Gon-
Calvcsda Cunha ; appellado, Christovao Didnizio
de1 Barros por si e seus filhos.
Appellante. o juizo; appellado, Flix AlvesdeA-
raujo.-Foram todos estes feitos entregues ao Sr.
desembargador Santiago. Comparecen o juiz de
dire.to de Nazareth Joaquim Manoel Vieira de
. Mello, fcz-se a leilnra do processo, inqneriram-se
os leslcmunhos e fizeram-se as demais diligencias
doeslylo, e foi adiado ojulgamenlo para a priniei-
ra sessao.
Juldqjgentos.
Aggravanle, Francisco Jos Regado Braga ; aggra-
vado, Luiz Correa Duarle.Deu-se provimenlo
ao aggravo.
Aggravanles, Manoel Luiz Goelho de Almeja e ou-
tros; aggravad, a invenlarianle D. Marianna Do-
rothea JoaqmaDeu-so provimenlo ao aggravo.
Aggravanle, Francisco das Chagas Cavalcauli; ag-
gravado, 0-bacharcl Chrlslovao Xavier Lopes.-
Negou-se provimenlo ao aggravo.
Appellae&es ciceis.
Appellanles e appellados, o joizo dos feitos da fazen-
da geral e Jos Antonio Bastos.-Confirmou-se a
sentenra.
Appeliantc, o joizo ; appellado, Jos Hvgino d"e
Miranda.Apresentou-se oaccordara lavrado..
Daigenciat.
Appellante, o juizo de fazenda geral; appellado, Jo-
s da Silva Neves.-Com visla ao Sr. desembarga-
dor procurador da coroa, soberana e fazenda na-
cional.
Appellante, ojuizo ; appellado, Joao Antonio de
Moura.-Com visla ao Sr. desembargador procu-
rador da eoroa, soberana e fazenda nacional.
Appellanles, aEima. Marqueza do Recife e filhos ;
-----------1-------------------
appellada, a administraran dos cstabelecimenlos
de cardade.Com vista ao Sr. desembargador pro-
curador da coroa, soberana e fazenda nacional.
DejijHOfoe.'
Appellanles, o juizo cz-oflico e reo Gnilherme Jos
da Silva ; appellada, a justica.
Appellante, o joizo ; appellados, Joao Sabino Tei-
xeira eoulros.
Arpellanlc. Raymunda da Silva Queiroz : appella-
do, Joaquim Domngues Moreira.
Appellante, Raymunda da Silva Queiroz ; appella-
do, Joaquim Domngues Moreira.
Appellante, o juizo; appellados, Joanna Rila, seu
marido Jos Pinheiro e o consol portoguez.
Appellante, Miguel Mendes da Silva ; appellado,
Jos Roberto d Moraes e Silva.
Appellante, ojuizo ; appellado, Francisco da Rocha
Barros Wanderiey.
Appeiranlc, Jacihlho Jos de Mello ; appellado, Ma-
noel Francisco de Pontes.
Recorrcnte, Francisco Jos Soares; recorrido, Jos
Pereira Lonreiro. *
HeciiSes.
Passaram do Sr. desembargador Villares ao Sr. de-
sembargador Bastos as seguintes appellacOes em qne
sao :
Appellaule, ojuizo; appellado, Manoel Duarle da
Silva.
Appellante, ojuizo ; appellado, Pedro BaptisU dos
Sanios.
Appellante, Joaquim Barboza Bezcrra ; appellado,
ojuizo.
Appellante, Aflbnso Jos de Albuquerque ; appel-
lado, ojuizo.
AppeHanle, ojuizo ex-ollcio; appellado, Jos Luiz,
per antonomasia Jos Fumao.
Appellante, Pedro Allao, aOaneado ; appellada, a
justica.
Appellante, oDr.juiz de direilo ; appellado, Joao
Francisco Tavares.
Passou do .Sr. desembargador Pereira Monleiro ao
Sr. desembargador Valle asegunle appellacao em
quo sao:
Appellanlo, o juizo; appellado, Joao Ferreira da
Silva, aliss Jos Quirino de Torres.
Passaram do Sr. desembargador Villares ao Sr. de*
sembargadpr Bastos as seguintes appellacoes em
que sao:
Appellante, Hercolano Antonio Jos Marroquim;
appellado, Francisco da Rocha Barros Wanderiey.
Appellaule, Jos Pereira Guimaraes; appellado, An-
tonio Jos de Souza Carvalho.
AppeHanle, Miguel Goncalves Rodrigues Franca ;
apuellado, Joaquim dos Reis Gomes.
AppeHanle, Gaspar Pereira de Oliveira Barros J-
nior ; appellado, Antonio Pires do Nasciraenlo.
AppeHanle, Antonio dos Santos Vilal; appellado,
Antonio da Silva Accioly.
AppeHanle. Felicia Francisca de Jess.; appellado.
Manoel Baltazar PereiraDiegcnes.
Appellante, Jozino Rodrigues Leilc ; appelladi),
Domingos Francisco de Carvalho.
Appellante, Anlonio Lopes de Queiroz ; appellado,
Jos Francisco de Sampaio.
Appellante, Pedro Gaudiano Ralis e Silva ; appel
lado, Elias Emiliano Ramos.
Appellanles, Thom Joaquim de Oliveira, Andr
Das de Araojo e outros; appellados, Joaquim
Manoel da Silva e 'nitros.
Appellante, Jos Hygino de Miranda ; appellado, o
juizo.
Passou do Sr. desem^rgador Leao ao Sr. desem-
bargador Rebello a seguinle appellacao em que sao :
AppeHanle, ojuizo ; appellado", Francisco de Souza
Barboza. #
Passaram do Sr. desembargador Leao aO"Sr. de-
sembargador Souza as seguintes appelldjoes em qua
sao :
AppeHanle, Jos Pedro Velloso da Silveira ; appel.
lado, Antonio Jos Pires.
Appellante, Antonio de Aguiar Farias ; appellado,
Joaquim Mara da Luz.
AppeHanle, D.Ana Joaquina de Almcida ; appel-
lados, D. Thereza Maria de Almeida e outros.
Appellante.'Antonio Luiz Goncalves Ferreira ; ap-
pellado, Francisco do Reg Barros de Lacerda.
Passou do Sr. desembargador Souza ao Sr. de-
sembargador Rebello a seguinto appellacao cm que
sao :
4ppellanle, Antonio de Albuquerque Gouvea; ap-
pellados, Anlonio Francisco de Oliveira esna'mu-
. Iher.
Passaram do Sr. desembargador Rebello ao Sr. de-
sembargador Luna Freir as seguintes appellacoes
cm que gao:
Appellanles, Joaquim Goncalves Bastos e oulros :
appellado, Jos Pereira de Goes Telles.
Appellanles, Manoel Pires Ferreira eoulros; appel-
lado, Urbano Pereira da Silva.
Passaram do Sr. desembargador Telles ao Sr. de-
sembargador Pereira Monleiro as seguintes'appella-
coes em que sao:
ao Sr. desembargador Santiago a seguinle appella-
cao cm que sao :.
AppeHanle, o juizo dosfeilosda fazenda; appella-
d/>, Joo Antonio de Moura.
Passaram do Sr. desembargador Valle ao Sr. des-
embargador Santiago as seguintes.appellacoes cm
que sao:
Appellanles, Johnston Paler&C.; appellado, Au,
Ionio Fabio de Mendonca.
Appellante, ojuizo; appellado, Joao Anlonio de
Moura.
Passou do Sr, desembargador Valle ao Sr. desem-
bargador Villares a seguinle appellacao em|ue sao :
AppeHanle, a parda Rosa c sua lilha Umbelina: ap-
pellados, Bernardo Gomes da Silva e Jos Cordei-
ro Eslrella.
Passaram do Sr. desembargador Santiago ao Sr,
desembargador Villares as seguinles appellacoes em
que sao :
Appellanles, Filippe da Silva Santiago e sua mU-
lher ; appellado, Bernardo Francisco Birracil.
Appellanlo, Frederico Rolieiliard; appellado, Ma-
nocl Lopes da sflva.
Appellante*, Zeferino Rodolpho Delgado ;* appellado,
DiogoVelho Cavalcanli do Albuquerque-,
Deixaram de ser julgados os fcilos do dia assignado
por falta de lempo.
Levanlou-se a sessBo as tres horas.
EXTERIOR.
Appcll.nle, Jos Roberto de Moraes e Silva: app" Porta lem especialmente lirado grande vajitagem
Um estabelecimento.
Teuho procurado muitas vezes essa occasiao, a qual
tem-inc sempre fgido, como se o senhor houvesse
tomado, a peil cvilar-me.
O principe fez um gesto dcsdcolioso.e Lais sofro.
Oninao defenda-se. prsenuioGeorgele coma r
mesma voz'forte e acceutuadaTonhor linha algu-'re5 cmr*Sll,er i,,1 ^"^^ "" len1"'
mas razoes para evrtar-me, assim como eu linha al- T proposita.
guiuas para procura-lo, e na verdade folgo de que
.eorgele co. Unuava a ouvir ; roas fazin comsigo
esforcos inauditos para comprcliender...e nao podia.
V- Acho-mesetisreHa.resiwndeuella simple' men^
"Hinaodesejo mudar nao cprnprehcnda bem quanlo tem debene-
at-ilicitu.re qne o senhor me teslemunha,
nao I lie son por isso menos reconhecida, e...
Nao he reconhecimeilronuelo peco, interrom-
peu o principe. ^x
E o quo he cntao ? x
Razao !
jesle momento porque reconheria o senhor
que (calvo tazao 1...
maior ou menor atlourjiu qi
Pela
fazer le.
(,*) Vide Qiario n.o 105,
Sem din ida.
K quaes sao '.'
Milito nimpIcs.'
U,uaes s9o'.'.,,
^ Qoer casar-me 1 exclamou Georgelc dando um
H^.?! d'Pen'e s de ti, respondeu o principe
"mhar ,nc,B"nd** erave>n'le como se quizesse
t,.^en0rSi". ergue! os horal"-os por um gesto de so-
berano desdem c disse : b ,
*nT,nrarrP;me ,qu incon"nodo-o muilo, pois o
tr mf2*Ja,i!nlod m eslado, como diz...
orZ S? mC' n,- ,'emui, ngeiihoso, c cu cs-
perava mais de sua imaginario.
Todavia, disse o principe.
nccIrlivrcV1 Mfhhr' S0" livrc- c quero petma
TSL if .^i M nba ,P,s>Sao,.cmbora sja mzcravcl
e abandonada, tem lido para mim a vonUigcm de
co,,servar-me toda a minna independencta c'Tber-
ade e o senhoi sbeseprzoa liberdade !...
serqpre a mesma murmnru o principe.
mo~tom Pr6C" redaz'-U' ""'ruiuroa Lais iomes-
. O principe tornou em voz alta
h.M.1^1 i2Uan' i?"* f!il Para conservar essa li-
berdade dequeeslflozelosa ; mas .levo adverlir-tc
de que estou decidido de ora en, liante a IZLr-
millir que ella se exerra, mais sem correccao e hm
jemesmodei ordens severas... rrecCao"e ^
Para que os escravos que pertencem s socie-
dades secretas sejam lanCa7lus 'na prisSo, acabu
(.eorgele. Se. disso. senhor ; mas espero que o"
escravos serao dcixados tranquillos, o que lao noll-
co serao inquietados. ^ '
-r- Crs isso ?
Estou certa. i ,
E quem te d essa certeza 1
d0s8egredo9 1uc Possuo- e que podem per-
O principe mpallideceu, Lais abaixou um mo-
mento os olhos.
Bem, sabe, senhor, prosegulo Georgele com
voz cheia de,colera cuntida, bem sabe que amabhaa,
se en quizer, esse poder que o rodeava, essa venera-
ati, de que o senlior be objeclo, ludo isso eabir
(liante de urna s palavra minha !... Pois bem I
oueuqueduu-llie esle roiisellio : nao esueca-s.>
y de que a menor lenlaiiva de sua parle, eu nao hesi-
tado, ojuizo dos feitos da fazenda.
Appellanles, Jos Alonso Goncalves e outros; ap-
pellada, Anna Dornellas Bilancourt.
Appellanles, o Exm. Barao do Suassuna .e sua mu-
lher ; appellados, Anlonio Pires Ferreira o ou-
lros.
Passaram do Sr. desembargador Pereira Monleiro
ao Sr. desembargador Valle as seguinles appellacoes
em que sao:
Appellanles, Kalkman & Compaohia ; appellado,
Joo Antonio de Mallos e Ahreu.
AppeHanle, Joaquim Jos Correa; appellado, Fran-
cisco Borges Teixera Cavalcanli.
Passou do Sr. desembargador Pereira Monleiro
lara um segundo em pronunciar essa palavra. o
que nada podena sublrahi-lo ao seu elteito terri-
vel !...
Fallando assim, Georgele lirjha um gesto allivo e
imperioso, seus olhos langavam relmpagos selva-
aens, e o scio artava-llie com urna violencia cres-
cente. O principe bata no assoalho com um p im-
paciento sem adiar urna palavra para responder.
l.aTs pelo contrario erguera os olhos e em sen olhar
hrilhava ao menos tapia audacia e resolucao quanta
no de dcorgele..'.
A um sgnal da filha, b principe mudon repenti-
namente de altitude, e ergueu a fronte : ter-se-hia
dito que elle tirara do olhar de Lais nova Torca e
nova coragem. ,
Georgele, disse elle, sei que possues de tua
n?r.rnSegred0 de minua^ Polaca que poderia
nunca raras nada com elle, seoao por ternura para
contigo, ao menos por amor memoria de la
Mjnha mai, respondeu Georgelc com urna
energa mais somhna, o senhor loslionrou-a alta-
mente, ^mlrfnia odiou-0 at ii sua ultima hora,
e.acuo muila .ousadia de sua parle recordar agora
urna lembranca sagrada, na qual devra eoliil)r-so
de locar I.
Todava, objecfou ainda o prncipe cm lora
quasi de zombara, nao he a primeira vez que fnzes
semclhanle ameaca. e estou ainda em p... Que
queres enlao que pense das novas aineacas de hoje.
se'as dehontcm produziram tau poneos resultados '!
Deve crcr, senhor, que lenho lido muitas ve-
zes menos colera que pedade; porcm que pode vr
nm dia em que eu nao hesite em vr contar ao im-
perador Alexandre como o senhor assassinou-lhe o
pai !...
O principe estremecen pela segunda vez, a forca
pareceu abandona-lo, e urna lvida pallidaz diffuu-
diu-se-lhe pelas feicoes.
Mas Lais. que nao aterdia de visla, vendo-o es-
tremecer, temeu um BHaole perder todo o fructo
que esperava lirar dessa viageiii, e redobraudo nesla
c.rciimslaiicia de aslucia e de energa, poz-lhe a
nao nu hombro, incliimu-se-Hw no oiivido e disse-
lhe em voz baixa :
Discurso pronunciado por Ixird J. Kussell, na
casa dos Commons, por occasiao da'leitnra da men-
sagem real, annunciando a decIaracSo de gnerra, na
sessao de 31 %e mirco..
oLonl J. Russcll,Sr. presidente, lcyanlando-me
para propor urna resposla mui grata menssgem
de sua magestade,. experimento um profundo sent-
medio da solemnidade, podia dzer da augura im-
portancia, da moco que vou propor. Ha hoje mais
de meio fceulo que urna mensagem le semelhanlc
importancia foi apresentada nesta cmara. Por es-
paco de 40 annos'pouco maisou menos esle paiz se
achou no gozo das dadivas da paz. e. estas dadivas
nunca foram mais ampia ou mais extensamente ava-
liadas. Os privilegios do povo foram augmentados;
os Iributos-dimuiuidos; e, com um extenso o pros-
pero eommercio, a riqueza foi diflundida sobre o
paiz. ltimamente tivemos urna exposicao do or-
gulhn, da pompa e da cirqumslancia da guerra, mas
lie impossvol pensar na guerra sem reflectr ao
mesmo lempo 'sobre o derramamento de. sangue
que occasiona, sobro a prosperidade quo interrum-
pe,-c sobre as mizeras que inflinge. (Apoiados.)
a Prtanlo, hc.smdnte em virtude de um sobe-
rano senlimenlo da necessidade que nos empenha-
mos nesta -guerra, que aconselho a cmara que res-
ponda em-termos de assciitiuiento e animarao mu
grata mensagem de su.a mageslade (Applausot.)
CumprinoVesta tarefa, esforcar-mt^hei para evitar,
quando me for possivel, compi^velmcnlc cora a jus-
lia (loassumplo, essas qprV, qae j discutimos
nos dbales das. primeira! noiles Alindo sques-
lOcs relativas.ao corapordmenlo do governo.se
porventura negociacoes mais o menos prolongadas
tem sido emprehendidas,se o (om que foi adopta-
do pelo govern de sua mageslade em certo perodo
destas negociacOes foi bem calculado para assegurar
a paz honrosa quo aspiravamos. Esforcar-mc-he
anlcs para indicar a estrada que a Russi lera segui-
do, e mostrar que se nos nao queremos submeller ao
futuro eograndecimenlo desla potencia, c talvez
destruicao da Turqua, cuja'integridade e indepen-
dencia tem sido tantas vezes declaradas essehciaes
csiabelidade do systema da Europa, so nos resta o
recurso das armas. (Applausos.)
a Rcferin da Turqua, devo pedir i cmara que observe que
grande rtiudanra leve lugar na enndico interna da-
quelle paiz durante os ltimos 20 ou 30 annos. Todos
nos temos conhecimento do systema de violencia e
do mo governo que outr'ora prevaleca na Turqua,
c aqdelles que tem perscrutado o comportamenlo de
lord Stralford tero noticia -dos conselhos que dora
sobre este assumpto, e dos benficos effeitos que os
consemos produziram.'' Mu informado dos negocios
da Turqua, o teodo profundamente no coracoa
manuteneao deste imperio, elle tem dilo constante-
mente, "3o sopor urna serie de annos, mas recente-
mente a A independencia da Turqua nao pode
ser sustentada sem a coadjuvacao das outras poten-
cias d Europa. Esta coadjuvacao nao pode ser
prestada e a Turqua nao adoptar, quanlo aos seus
subditos em geral, e quanto aos seos subditos chrs-
tps era particular, estas regras de justica e do beni-
gno trlamenlo que sao estabelecidas pela onnio
publica .da Europa. (Applausos.)
a Este" conselho nao imediala ou plenamente
adoptado, todava lem sido seguido a tal poni que
lem havido um grande mlhoramenfo no Iratameiito
dos subditos da Turqua, e os subditos christaos da
destas mudanras ; bao gozado o livre exercicio da
sua religiao; hao prosperado em eommercio; c a sua
prosperidade tem augmentado grandemente sob o
governo da Sublime Porta. {Apoiados.) Esta he,
Sr. presidente, urna parte.mui importante e essen-
cial da questao que estamos tratando, por que, se
me nao engao e esta opiuiao nao he nova em
mim, porque a tcfiho sustentado desdo o-comeco
das disciis,sirs do anno passado n he a perspec-
tiva da decadencia da Torquia, nao he o receo da
sua dissoluciio i inmediata (apoiados), que lem inci-
tado o governo russo a fazer exigencias incmpaliveis
com a sua independencia e a fazer aggresses sub-
versivas da sua integridade territorial (apoiados).
mas leriT sido o reccio de que o antigo systema da
Russiao systema de fazer progressos gradualmen-
te, de privar a TuVquia das suas provincias orna
apoz outrn^le inlrometler-se cada vez mais no sea
governo_ interno ( apoiados), nao seria feliz. ('Ap-
plausos, ')
de decahr, exhibira Europa um espectculo de
harmona interna, e'de grande podere forja exlerna,
que impcllin a Russia ao que ser reputado urna
tentativa infeliz, eo que a propra Russia deve con-
siderar urna tenCitiva prematura contra a indepen-
dencia da Turqua (Apoiados.) Se olharmos para
a Russia observaremos qrfe, ao passo que durante o
longo intervallo de paz, lodas as potencias ila Eu-
ropa, com maior ou menor felicidade, emprchend?
ammelhqrar a sua organisacito interna ao passo
que consideravam as quesloes de eommercio, as qu.es-
les' de legislicjio, as questes de jusra, com o
injuilo de promover a prosperidade, futura dos seos
subditos foi quasi o nico objeclo do governo da
Russia formar e conservar om poderoso exercilo,
aperfecoar a sua organwaco militar, c estar promp-
to em qualquer occasiao para laucar a espada na
batanea em suaslransaccGcs com as outras pole cas
da Europa. (Apoiados). Por tanto, havis, mes-
mo sem os grandes esfon-os que se fizeram durante
o anno passadourna inmensa forja militar do lado
da. Russia, preparada para comejar, e, como ouvi-
mos dzer ha dous dias, comejando j, nm ataque
sebre os territorios e na existencia da Turqua.
Por outro lado, Sr. presidente, se nao temos,
presentemente, a coadjuvacao materia), temos, ao
menos a approvacao moral da Europa, acompa-
nhando os esforcos que temos feilo para resistir as
aggressOcs da Rossia. (Applausos.) Temos reuni-
do para resistir por meio das armas a estas aggres-
ses, duas potencia que esta frente das nacoes ci-
vilisadas da Europa, que lem provado pelo conflicto
das armaS, e por rivalidade na paz, as grandes qoali-
dedes que cada urna possue, e que tem aprendido
por va deste conflicto e desta rivalidade a eslimar a
coragem o capacidade reciproca. (Applausos estron-
dosos.)
i- Agora procurarei expor, nao os promenores
porque como a cmara j leve occasiao de estndar
os documentos quo foram depostos sobre a mesa, -e
j discuti a maior parte delles de outra vez, est
plenamente informada quanlo aos promenoras
mas os grandes aclos que lem lido lugar. Todava,
posso dzer primeiramenle. que, tratando este as-
sumpto, porei totalmente do parle a disputa qae mi-
nistrad, nao urna causa, mas um pretexto A nter-
vencau da Rnssa alludo questao dosSanlosJ
Lugares. Sao me referirei eslrella de prala, s
chaves da grande porta ou da porta pequea, ou a"
Umalquer destas questOes que foram apresentadas co-
mo assumplos de discussao. Todos estes objeclos de
disputa, se merecern) a contestacao quo leve lugar
acerca delles ou nao, foram resolvidos pelo acord
de lodas as potencias inleressadas. Outras sao as
quesloes com que vou oceupar-me. Ora, referindo-
nos as rclacoes eutre a Turqua e a Russia, releva
termos sempre present memoria que a imperatriz
Catharina, depois de urna guerra feliz, concluio nm
tratado com o sultao, contando um artigo qne lerei
cmara, respectivamente aos christaos residentes
nos dominios do sullao. llevemos tambem lembrar-
nosque algum territorio fra dado imperatriz pe-
lo tratado de paz, e que ella sustentara aos seus sub-
ditos que a guerra havia sido gloriosa e prospera,
porqu linha obtido urna asseverajao de proteccao
quelles que sao membros da mesma communidade
religiosa que a nacao russa. O "7" artiga do tratado
de Kainardji foi nos termos seguintes :
A Porta promelte proteger a rcligiao chrslaa e
as suas igrejas, e os ministros da Russia podero fa-
zer representacoes em favor da nova igreja, de que
s% trata no artigo 14.
A cmara ver que este artigo,contm urna as-
sevcrac.o que a Porta proteger a rcligiao chrslaa
e as'suas igreja, e, se tivesse havido alguma perse-
guirlo acerca desta religiao, se aos christaos ti-
vesse sido negada a faculdade de concorrerem aos
lugares do culto divino, se livessem sido injuria-
dos ou mortos em razao da sua religiao, a Russia ge
teria queixado com justica da infraeco do tratado.
Mas esle artigo nao contm prometieres especiaes
acerca de quaesquer privilegios que os christaos
possuam, uenhuina interferencia he estipulada
quanlo ao processo ordinario, da adminislracao do
sultao nos seus proprios dominios. (Apoiados) Ver-
dade he que urna prblercao he estipulada a respei-
lo, mas he urna proleccao de urna especie excepcio-
nal, e nao deve ser exercidasem alguma causa espe-
cial, sem que se d alguma grande injuria ou mo
(ratamente dos subditos christaos da Porta.
a Ora, chegandoaos acontecimentos que liveram
lugar o anho passado, a cmara ter percebido que
ainda a quesillo dos Santos Lugares nao se achva
resolvida, e j o c/tihaixador da Russia insista por
oulras exigencias. Em primeiro lugar, segundo se
diz, estas exigencias lomaram a. forma de lim (rala-
do offeosivp. e defensivo; depois se disse que se in-
sistir por um sened, obrigando o sultao para com
a Russia ; e, povamente se dizia quo fra requerida
urna nota, que devia confer urna eslipulaco para
com a Russia de que os privilegios c inmunidades
gozadas pelos christaos no imperio turco seriam go-
zados por elles para o futuro sem limilacao. Ao
principilo ministro'do sultao se havia ahstdo de pe-
dir a opiuiao do encarregado de negocios de sua
mageslade, ou, depois, do embaixador'de sua ma-
geslade- cm Constanliiiopla, quanto a estas propos-
tas, posto que se houvesse asscnlado em coosequen-
cia das manciras porque as propostas foram feilas,
O duque 1 Esta palavra produzio sobre o prin-
cipe um elfeito mgico. Elle tornou a crguer-sc, c
como so todos os'terrores que o ha vi a m assaltado li-
vessem fgido ao mesmo tempo, deu alguns passos
para Georgele, a qual, sem saber o porque, leve um
estremecimento de espante.
Seni como qiiizeres, disse-lhc o'principe em
voz alta e lirme, vai contar ao imperador Alexan-
dre todas as .liistorias.q'ue te aprouver dizer-lhe...
mas nao le esquecasTIe quq parlindo dcixars as
nossas maos um peulior, qne. me respondeni pelas
las palavras, e quo menor imprudencia de tua
parte eu mandara sem pedade para a Sberia, senao
para mais longe !...
Um penhor! disse Gcorgelc,que nao adevinhava.
Sem duvida.
De quem quer o senhor fallar ?
Do NaiindorlV...
O duque !... Uess vez foi Georgele quem m-
pallideceu e estremeceu. Ella cruzou os bracos so-
bre o peilo commovido.'e procurou de todas as par-
tes na sala como se receasse que um perigo impre-
visto fosse repentinamente nmeacar os das daquclle
que acahava de ser nomeado I
Lais nao perdeu nada desse pantomimo. Vio Geor-
gele empallidecer e tremer, observou que a altivez
de seu olhar, cxlinguia-sc pouco a pouco, o que um
instante al urna lagrima brilhou-lliu pordebaixo das
longas palpebras (riguciras!...
Lais recl.ou'violenlamente as maos, c (orceu os
bracos tom urna especia de raiva desesperada, raur-
iiiuraiido com voz extincta :
Ello ama Ella o ama !.*
Honve um momento de silencio. Georgele eslava
mergulhada em um profundo espanto; essa palavra
do principe llarlzoff bastara para faze-la recobrar
todas as suas rrcsolucOes, e ella nao sabia que disses-
se, que pensasse, era que fizesse.
O duque esl entJo ameajado ? murmurou el-
la com voz abatida.
A vida do duque ser ameacadn, se anieaca-
rem a minha, respondeu logo o prncipe ao qua'l a
hesitacaude Georgele dava urna coragem e urna fir-
. me/a facticias.
Ouem ameaca ao senhor,? disse a moca como
sahindo de un wliu nrw ...... T hi nii nao uara laes onic
...i uuv uiiiiuuiiu pennei. as dessa n3o seria, obedecnlo...
Quem ameaca-me ? Nao eras tu que ainda 'a-
gora recordavas lemhrancas que devras etquecer ?..
O duque cm perigo '.'... tornou Geurgele.
' E lagrimas correram-lhe lentamente .pelas palu-
das faces. I.ais nao a perda de vista; o sua mao
arripiada atormentava o braco da poltrona em que
se laucara.
Eia, prosegitio o principe chegando-se resolu-
tamente a (leorgele, ludq/O que dissemos esl esque-
cidOj n3o he asssim '!... >
Sim, seiihorrcspqndcu Georgele aniquilada.
Nao- sabes mais nada...
Nao;
Sers de ora em dianlc mais submissa, renun-
ciars a esta vida que passas, c que causa perturba-
cues no paiz.
Farei o que b senhor quizer.
Pois sim 1
Mas o duque n3o partir.
Deixa-lo-hemos livre.
E poder passar aqui o lempo necessario sua
cura... '
Sua cura! nlcrroaipeu vivamente La s; enlao
o duque est docnte t...
O duque foi ferido, respondeu Georgele.
O prncipe julgavaarranjado o negocio, e assegu-
rdoo sucresso do sedksso : mas -nao linha conta-
do com a tllha, e cis que urna palavra tornava por
ludocm queslao.
Ferido I repeli I.ais corando vivamente, cria-
ra onde transpnrtaram o duque '!...
Para aqui, respondeu Georgele, aqual sentin-
do- vir um perigo, recobro repentinamente sa
firmeza habitual.
Mas o duque nSo podo assim ficar apartado de
Mittau... Creioj meu paj, que convera oltereccr ao
duque, vislo que lhe foi recommendado, a hospila-
lidade de su propria habilacao. ,
Com elfeito, disse o principe.
Isso he impossivel! objectou-Georgele.
E porque cnlo 1 perguntou I.ais.
Porque eu desejo queo duqnplique aqu.
Se todava o principe urdnasse... *
O priuoipe Harlzoir nao dar laes ordens, e se
e das ameacas qae se faz la.eaw dota prepo-
las serem regeHadas. E aqai t me *> raterir s
exposices que foram fe i "* em um despach escripia
e commuuicado pelo des -
verno de sna magestade.
abril, depois de cnun
haviam sido feilas pela Russ
negando-as todas, o co
mneira seguinle :
A hostil e ameacadora. Hugnagem
Porta pelo nosso embaiador sage-
rada, mas destituida de qualqi
a A 9 de abril, dous das itforl J
escreve, relativamente ao- m
combinacSo de alarma, pro.
reluctancia em inslrnir-me f.
o caso, pode ser allribuida nm*-
do prncipe Menschikoff, e ao
postas, i) Nao posso duvida 4 te-
lilla mu bons" fundamentos |
fez. Nao posso duvidar que a i! pda
Porta durante loda a mi
koff era de um carcter r
lugar amcaradoras, no cav. das
vulgadas, ao passo que, |
e tentadoras offertas de i
caso destas propostas sereri__
durante a ultima parte
fossem recusadas; nesta I
chikolf disse que grandes calan
Portante, expondo a lord
governo naso, que o boab.
linguagem ameacadora e I
luido de qualquer fund
de segua esta sysk
que, infelizmente, -tem sjdo i
ciacoes russas. [Applau:
Mas ao mesmo tempr
que me lenho. referido foram fe
pa,propostas, comoj disse
de um carcter tentador, e o:
as tropas da Russia em -soccorro
mos propostos pela Russia fot-
de um carcter mni aiffen
tro de sua magestade em
em certa occasiao acerca ,
verno russo, cortamente etnprc
gica linguagem de n
pense qne esta linguagem fo:
(Applausos estrondosos.) Posto
sem excessivas no debate
dzer que os termos queempn
gerassem o carcter da tr
mas esles termos parecen
dignacaocmS. Petersbu
>ia fez-me a mui grande honn
artigo fosse inserido no Journa
com referenciaas communica;
gar entre o imperador e o miu
corte. Tal foi a natureza deste artigo que cau
urna imprensaourna rapressao-que fo arden|
mente, sentida pelos instigadores da Russia Has di
ferenles cortes da Europade que o
linha alguma parte, ou tinha ouvido
tavoravel as propostas para urna divisao do ii
turco. Porlanlo lornou-se uecessario que^.
mos ante o parlamento e o .paiz as comm nica
que realmente liveram'lugar applauot), edi
gando esta informaeao, que, sem respeilo a uft.
berano estrngejro, nao nos reputamos antes ji
ficadosemproduzir, ajotemos raza algum
arrepehdcrmo-nos da poblicacao da i
Desde esta correspondencia pare aiMi i
rador da.Russia, tendo, em ls
ra tempo em que a dssoluca<
vera ter Jugar, e que,' neste ca
ciedade saber s'inlencoes e d
inglez, concluidos enj 1853, e
da a razao. de qne momento da
rio turco eslava immiu
cessario qae o governo ir
quanto ao que devia ser feiti
posta qu eu, como eacret.
cios estrangeiros, dei aquella i >-
o mundo (apoiados), e em su
tomaramos parte alguma em
especie em queslad; (Apoiados
em qne a corresponden
symptomas neste n'outr
16 dos homens ia lomando
dissoWao do imperio tur
proveitei a occasiao, nesla
accordo com o meu nobre an
Marylebone.'que a semelhanlc
como a que poda ser imacim
tomaram parte em outra
nunca'tomaria parte. (.1;
Tambem o meu nobre atHta inri
que me succedeu no car
com tamanha habilidad
ao qin> totalmente dizia res;
parte do territorio da Torqu
certos termos, responden na ling
dida, que a #ossav' polilica era man,
apiar a sua independencia e
sermos distribuidores das suas
oi ). Pode ser que o imperado
lude da sua observarle, da Turqua,
a urna opiniao de que a. queda 'des:
pode ser impedida, e que poda ser a
afim de previnir a guerra, que se edtrasse en
gum arranjo a este respeilo .entre as grandes, po
cas da Europa. Esta pode ter sido a sua impres
mas pens antes que a natural impressao
ponto, he a que Sir Hamllon Seymonr" evjdei
Quem se lhe oppora ?
-T- Eu I responden Georgele.
Isso he iutoleravel !
Essa appellacao directa de Lais -,ao pai agr,
bem pouco a este ; todava elle ia responder, quin-
de a porta por ondeentrSra Georgele, abrio-se dan-
do passagem ao duque de Naundorff.
O duque! exclaraaram ao mesmo lempo o prin-
cipe HartzorTe a filha.
Eu mesmo, respondeu o duque, e folgo
ter ouvido parte do que passou-se aqui, pois p,
dar a cada um o que Ihc perteocej Senhor,
lhe provavelmeolo recommendado por pessoas
o conhecem pouco... Suro pezar terei ao de
lo, he o de tC-lo couhecido, e de te-lo esmadi
momento...
O duqae voltbu-se enltb'para Lais, a qual ab
douava-se a urna pertrbacSo v
em meia voz :
Lais, voss testamunhou-r
qual lhe conservare! sempre urna leurbranra reco-
uhecida. Os' lempos separam-
ro que algum dia talvez poderei provatvhe qu<
sou ingrato ncm [nsenatvel
Depois camiahando dirertamenic para Georu
aquat.linha-se posto parte,'.dise-lhe eslendcn-
do-lhe urna mao, quo a moca So^ousav lomar:
,eorgele Georgele eu lhe son muilo obriga-
do,'-v>ois he t3o boa, lao amorosa e tao dedicada....
Ah l bem dlgp o co, por ter querido que eu llie
devesse o primeiro prazer puro, que me tem sido- .'
dado gozar... Obngado, Georgele, obrigado, eu
amo-a !....
Georgele nao respondeu; masdcixou cahir a ca-
beca as maos o desfez-se em lagrimas.
Nes antecmara, Dintri c ergalasse, seguidos 'em pe-
quena distancia pelo visconde de Chadeuil fizeram
irrupcao na sala. ^
Chadeuil linha' ua mSo urna ruedalha rodeada de
diamantes.
A|ienas avistou o duque de Naundoi'fl.deu um gri-
lo de alegriae'correu a proslrar-se-lhe aos |ies com
os signaes menos equvocos da mais sincera alfeicao
e lambein do mais profundo respeilo.... '
tCoftnMr--/i.;


V
,f.

;;
i
I
uzio da conversacao do impera/lor islo
he, que seo imperador se achava tao convencido
deque a queda da Turqua eslava ilumnenle, Italia
na nenie que a queda da Turqua teria logar, ( A-
poioios). Mas, seja cmo for, qual quer que seja a
intenrao real do imperador da Riusia em suas con-
venaoes e n'oatras occasibts,' a governo de sua ma-
gostado espera qne.quando a Inglaterra recusaste
inleiramenU lomar parte em qsalquer projetlo em
que "elle lotaa deixado pela Rosna, que Russia
soltrcrialranqoilUmenlc-aseonsequencias que resul-
tariam de ler teda a Europa epposta a si no caso
della lenlaruma aggrcssao armada. (Apoiaios)
(i Agora voltorei nutra re a rnissao do principe
Menschikoff. O principe acabou cota exigencias re~
lalivas os privilegios es inmunidades dos chris-
. lies na Tnrqoia; O ministro turco, estando assus-
tado, recorreu aos ministros das qualro potencias
em Coaslantinopto. pedindo-lhes conselho. Lord
Slraiford estova disposto concordar com o minis-
tro torco a qu as exigencias da Rusia eram pe-
rigosas radependirarHa da Turqua, mas o qualro
representantes- decidir qne era urna questao que
locar Uo perto necio, e dignidade da Porta tivre
que ido Inca seriapropria, na actual silnarao dclles,
offerecr roriselht slgam sobre o aasumpto. Quando
esta decHdo foi communicada ao ministro do suliao,
elle declaren que a Porta' jj haviachegado a urna
ilecisio, c que a decisSo era adversa as exigencias
da Runa. O principe Menschikoff, como ja disse,
leude pronunciado estos ameacas de calamidades
que segmram a rejeicae dos seos termos, arns-
ras totalmente iucompativeis com a linguagem que
havia sido' dirigida ao governo de coa magestade
apoiados) com grande pompa o ceremonia,
tralou de deixar Constanlinopla, e voltar para a pa-
tria? -
. Nesla coiijunclura, o governo de saa mages-
tade, pensando que havia chegado um lempo pe-
rigoso para independencia da Porta, ordenou que a
esquadra de sna magestade, entilo em Malta, setli-
rigisse para as visMut)cas de Constanlinopla ; o
nosso embaixador all receben inslrucc,oes para or-
. denar que a esquadra se aproximaste at Constau-
e fosse necesario. Era este um facto que
subministrara a mais ciara prova do desejo de sua
magestade para preservar a independencia da Porta-
se os termos livcrem sido obtidos de urna roaoeira
honrosa ao sold, e os qnaes mantiveseem a iote-
gridade eindependencia dos seus dominios, a esqua-
dra taria voltado ; mas ao passo que se faiiam exi-
gencias que a Turqua nao podia aceitar, e ao pas-
tajque havia ama amea{a de que estes termos se-
rian remirados pelas armas, era impossivel sua
ao imperador, dos Francezes, com
quem obravamos de acord, retirar sen apoio ao
psito todo o peso sobre este ponto, por
que era, naqaelle momento, negocio de investigarlo
uesta cmara. Un receio era manifestado um
o compartilho que haveria urna
J&.
DIARIO DE PERNAmBUCO, TERCA FE|RA 9. DE MAIO DE 1854.
*: I
rapenlii
linopia;
moosfn
rio que
estar sin injn
pelo dezejo de suslenlara independencia do imperio
lurco, independencia que as grandes potencias
sao profundamente inleressados ertt sustentar, e que
,tem sido reconhecida por clla*.eonio necessaria ao
equilibrio do poder da Europa, d
a Tal foi a posicao lomada pelos governos inglez
e rancei fnaquelle lempo. Ora, quando a nota de
Venna, modificada como tenlio dito, ehegou a S.
Pelersburgo, o imperador, que havia concordado em
a nota original, que liavia concordado at com as
alterarnos, com o intuito de tornar as nossas inten-
cos acerca do documento mais claras, pelo gabinete
de Londres, recusonacceder anota modificada. Logo
depois disto appareceu o que o governo russo de-
elarou ler sido m despacho confidencial, mas que
nao devia ser considerado como, confidencial, por
que moslrava qual era o espirito em que o governo
russo eslava preparado para concordar cota a Nota
de Vienna. Mostrbo-se que ao passo que o impe-
rador aceilava lodas as palavras daqnella nota, nao
lhe fixava o sentido que le foi flxiado pelas qualro
potencias, o sentido que o coverno inglez em par-
ticular, lhe usara, f, por tanto a intencao do impe-
rador russo claramente era, segundo a sua propria
expressao, aceitar os termos, segundo um sentido,
em Vienna, segando oulro em Loondrese Pars,
segundo outro em Berliin, e depois reforrar outro
sentido em Constanlinopla. (Apoiados).
o De modo que concordando em assiguaf.aquella
nota, so tal era a sua intenrao, nao so, devia ter dado
aquella explicaran de ronlidencial, mas teria dito
as potencias com quem eslava tratando1? e aob cuja
sancho esta nota devia ser assignada qual era a sua
inlerprc(ac.ao, eque so propondo a assigna-la, co-
nhecendo perfeitomenle, admittindo que elle conhe-
cia qual era o sentido que as qualro potencias
especialmente a Ingralerra ea Franca,lhe haviam
dado, elle dcii-lhc oulro sentido. Dando-lhe um
sentido dilicrenteum sentido que elle lencionava
conservar em segredo, mas que ihdubitavelmenle
devia ser usado contra o governo lurco;nao posso
denominar oseu procedimenlo sido como j deno-
minei no discurso que merecen tantas censuras orna
interpretaran fraudulenta. (Applausos). Todava
esta interpretarlo foi dada em nota assignada pelo
conde Nesselrode, dizem ter sido escripia por um
subordinado da repartirn dos negocios estrangeiros
de S. Pelersburgo, mas cuja responsabelidade(o
conde de Nesselrode assumio. Como a nota modifi-
cada Toi desl'arte regeitada pela Russia, restava
considerar-sc,sc por ventura se faria qualquer esforco
alterior para arranjar o. negocio, eosultao eslava
lonce de ser contrario a semelbanla aclo.
Mas occorcu urna eventualidade da maior im-
portancia ; um passo foi dado pelo governo do Sul-
tao do qual julgava que nao recuaria. a declara-
cSo de guerra. Estevc sempre no poder de um go-
verno t\ rannico seesforcar para impor a oulro go-
verno termos injustos : mas o que nao esla no scli
poder he que as suas emprezas nao eicilem imte-
nselo, nao provoquen) a colera daquelles contra
quem sap dirigidas. Tal foi o cffeito das ameacas
da Russia paracom a Turqua ; tal foi o effeito da
invasSo dos principados, poniendo 4,000,000" dos
subditos do suliao. Q fanatismo se assim vos a-
prouver dcAomina-los dos Turros foi disperlado; el-
los se collocaram.em roda do estandarte do sultao;
millares de homens appareceram em' armas as
marceos do Danubio para resislirem aggressao da
Russia. Desde a primeira entrada dos Russos nos
principados, o sultao foi animado e excitado para a
guerra pelo seus"subditos; e, depois que as suas ul-
limas pro|mslas foram regeiladas,^ulgo que ido pp-
dia'eximir-sc por mais lempo de declarar a guerra.
Nos he quasi impossivel censurar o comporlamculo
di saltas ncsla coujunctura ("apoiadoi); a censara
caba Russia, a censura cstava no governo russo.
(Apoiadoi). Fra imprudencia, da Turqua naquel-
le lempo atirantar a. forra da Russia, mas fofa urna
imprdUenciaqne todos nos devemos honrar lapplaii-
sos)urna imprudencia quo resnllou de justo senli-
menlo de iudepandencia, e do resenlimento natu-
ral das injurias que foram infligidas, o que So sof-
frida. ( Applausot). Quando esta guerra foi de-
clarada, as negociarles se lornanim cada vez maisj|
difliccis. Todava, termos de grande moderarlo, de
grande Justina, foram adoptados pela Porla, c trans-
niiiidos i Vienna, como as bases de um tratado de
paz, em virtude de recommendacOes dos qualro re-
presentantes em Constanlinopla.
Considerando estar termos em Vienna, os re-
presentantes das qualro potencias, inclusive o mi-
nistro dos negocios estrangeiros d'Austria, estao
ioleiramente salUfeilos quanio moderar.io daquel-
les, que sao nesta conformidade dirigidos a S. Pe-
tcrsliurgo com a rccommemlarflo do ministro ans-
.triaco, em nomc da Austria, e em nome dos seus
adiados, que seriam aceilos como termos de paz.
Todava, a Russia pondo de parle as propostas
desl'arte -recomnieudadas pelas qualro patencias,
maudou outros termos, conlendo a substancia da
ola do principo Menscliikoff, que a Porla ja finita
regeitado, com artigos relativos aos refugiados, que
at enlao a Russia nao tinlta apresentado. Os rc-
presenlautos, depois de convonienle ronsiderarao.
declararam estes no*vos termos inadmissiveis, e o con-
de Buol,' que, por sua honra, havia manifestado a
maior anciedade pela paz da Europa, ardentemen-
te exigi do ministro russo, que propostas, coruy pre-
sua magesladc que mandasse urna mensagem as c-
maras do parlamento, e ao mesmo lempo publicasse
urna declararao de guerra. Esta declararlo de guer-
ra fui publicada. Rodera algom de nos ser insen-
sivel i gravidade c importancia de scmcllianle de-
clararao '? (Applausqs). Todos nos desejaramos evi-
ta-la. (Apoiados). Mas sustento que. de harmona
com a nossa pusierede harmona com os nossos de-
veres para com a Europade harmona mesmo com
os iniercs'ses geraes deste paiz, nao podemos permil-
lir qne o engrandeoimento da Russia tome alguma
forma que as suas armas possam desenvolver. (Ap-
plausot).
a Sr. presidente, julgo que ha poocas pessoas nes-
te paiz que pensem que devamos seguir outro ca-
llada. Algumas ha que creem que este paiz possa
fi car totalmente fra dos confuidos das oulras na-
c,6es europeas, qne crem que podemos sor indiffe-
renles quando a independencia de urna potencia he
invadidos quando um paiz he riscado do mappa da
Europa, e quando.alguma potencia, j grandeo btem
urna formidavcl preponderancia sobre oulras po-
tencias da Europa. Digo que estas pessoas indiferen-
tes aos triumphos em lempos de democracia, em ou-
tros lempos de.despolismo, em outros lempos de re-.
pubHcanismo, e s aggressdcs que sao feilas em
periodos differeoles em nome de um ou de outro, re-
putara justo dizer, como o philotopho agricultor de
Virgilio.
da parte da Russia sobre Coustan-
^^^Hue a cmara approvou a de-
^Hb feila, approvou a declara-'
j^pasiao de que sua magestade
^^^Hboiar sultao contra a aggres-
NtMM .
lando a noticia chegon a S. Pelersburgo de
que a ullma exigencia do principe Menschikoff li-
aba do recusada, decidio-se na corte da Russia que
um menaageiro seria enriado, conduzindo urna car-
ta do conde Nesselrode, exigindo nos termos mais
pereaaptorioa que a ola do principe Menschikoff
Toase assignada dentro de oilo dias, e anuunciando
que, na fallado tal assignatura,"os principados, urna
parle d territorio do sultao, seria oceupada pelas
tropas' rusMs.Era totalmente impossivel ao sultao.in-
compativel com a. honra, consentir em laes termos;
e a invasio amearjda pelas tropas masas leve lugar
inmediatamente. Iodagon-se oque o'sultao faria
sob laes cirenmstancias. Lord Slraiford, qne en le-
nho sempre descrpto como o melhor e mais verdi-
deiro amigo da Porta (apoiados ), aconselhoa o sal-
ta que nao exercesse 0 seu direto de fazer desle
procedimenlo om eatiu betii, mas recommendou-
rheque m vez de renovar negoeiacOes, na espe-'
ranea de que honrados termos'anda pod.essem ser
obtidos, e ao* mesmo lempo augmentaste estas for-
ras por mar e por trra, que durante a paz tinliam
sido grandemente despiezadas, assim como grande*
tontead unjauidas.
conformidade com a opiniao de todas as qualro po-
tencias Franca, Austria, Prussia e Inglaterra.
Nesl conformidade se agilaram novas negoeiacOes ;
o sultao offareeen, com o conselho dos seus minis-
teraaps de paz. 'Estes termos cliegnram
omento em que urna neta foi con-
cordada pelos representantes das qualro potencias
na corte austraca. Por tanto, os termos do sultao
foram poslos de parle, e stiftos propostas tranamit-
tidsslConslanlinopla. O sultao concordon neslas
propostas com algumas modificaces. Nao preten-
do enlrar no merito'da nota de Vienna ; mas o que
be perfeitamenle claro o trae ser admltido por
qualquer pessoa que a ler, he qne a nota de Vienna,
coea foi modificada pala Porta como, foi altera-
da, em alguns respeitos, em sol redaccao pela Porta
redeu ao imperador da Russia loda a segu-
rauca que elle poda raxoavelmente desejar os
munidades doa tnbdilos clirisiaos liminares*de paz, podam ser Irausmellidas Vien-
-la i Ap&iadot).
Han que considerava como da sna
manter intactos e. inviolaveis os pri-
Mbdilos chrisiaos. Disse qua esla-
er esta declararao em urna nota ao
'rao russo.' Portante, a nica dif-
nnca em que todas'as exigencias suc-
Russia tem versado, era que, segundo asi
lilao, os subditos chrisiaos da Porta'
Wdos estos privilegios e immunida-,
ni gozado sob a sancho de um uoenmen-,;
nudo pelo sultao como seu sobera-
no, sob i saucrao da sua propria declarafo que era
inherente sua propria honra mante-los sob a!
ama asseveraco dada a lodas as qualro
iropa tanto Russia como as ou-,
Iras poleadas. (Apoiaot) Pelo contrario, a pro-
pasas russa nao consista em augmenUr os privile-
Jes dos subditos cliristaos da
Porla os quacs privilegios e immunidades feo ti-
nltam sido diminuidos, mas haviam sido augmenta-
la Porta nos ltimos annos mas que lodos
estes privilegios e immunidades seria* confirmados
por um tratado especial com n Russia, organisado
de tal serle qne a Russia poderia, em qualquer ques-
Uo, nao de negocios espriluaes mas de civis,
inlervii entre o sultao e 12,000,000 dos seus subdi-
tos. (Apoiados).
< l'ortanto, a quesIJo aSo era como o governo
russo,estabeleceu, um desejo da parle daRussin pro-
leger os chrisUos da sua propria communidade nos
dominios do sultaon3o era esta a questao, esta
rida, esta seguranza era ampla-
iiesiao era, se a soberana
iluos seria transferida do
o para um soberano cslrangeiro,
.exigencias, e atropeladores ex-
istas exigencias (Apoiados.
iverno de sna magestade lomou
naquclle l( la xposta de nma mancira tao
dar na circular que lord Clarcndon,eml:tdejunlio
dirigi aos ministros de sna magestade residentes em
paizes estrangeiros, que he1 um dos paleos docu-
mentos qae lomarai a liberdadedeltr acamara. Eis-
ni os termos ap extracto, que eu lerei;
o Os repelidos protestos do governo rnsso.dadosao
unverno de sua mageslada e ao governo francec, que
"y d,> Principe unslaotinopla,
gares, induziram o
rar que o arranja
'governo d
satisrainrio dente ha Unto tempoi
removera todos os fundamentos de difterenca entre
a Ru* c empenho de confirmar
anligos IraUdos, oulras exigencias foram feiUs pelo
embaixador russo, malvendo um protectorado da
grejana Turmiia, nao o manto ao espiritual, nws
Umbein qasntoaos riireUos civis e as immuidades
dos seus membro concessoes que podam
ser feilas foram offerecldas pelo governo turto, quo,
neslas negoeiacOes, desenvolveu um espirito mais mo-
derado e condliatorio; mas ler,li,e-bia sido impos-
sivel condicBider com estas ultimas exigencias sem
derrogasSo dos direilos soberanos do sultao e virlu-
nlmenle cedendo a independencia do imperio olio-
mano ; e por bo o governo de sua mamstaile appro-
vou inteiramente o rqnselho dado prir lord Slraiford
aV Redrliffe Porto. Nestas ideas c opiniOes ha um
completo acord entre o governo de sua magestade
eosaverno francs; e as esqnadas ingleza e franceza
que verain ordem para" se oproximSrem dos I)ar-
danellos, obraram de acord sob as ordens dus res-
pectivas embajadores dos" dous paizes. Dando osle
pisso o governo ile ?ua roaseslade obrou somente
na, modificadas de concordancia com as ideas das
qualro potencias.
a Esta proposla ido foi aceito, mas preliminares
de pazpreliminaes tao inadmissiveis como os pri-
mitivosforam mandados pela Russia; nosquaes, pos-
to que e nao insistase obre o artigo relativo aos re-
fugiados, ese nao insislisse para que o plenipoten-
ciario lurco toase a S. Pelersburgo ou aos quarleis
gencraes russos, sao submeltidos termos que em ou-
tros respeitos riso podam ser rerebdos. A confe-
rencia negeltou novamente estes termos como inad-
missiveis, e dedarou que os ido transmilliria
Porta. Temos desl'arte o concurso nao da Inglater-
ra e Franca, mas de todas as grandes potencias da
Europa, que, quanto a esto dispula entre a Russia
e a Turqua, a Turquia'tem proposto e esl promp-
la'a consentir em justos e moderados tormos de pa*
e que os tormos-de paz propoMqs pela Russia sao
injustos, immoderados e inadmissiveis. (Apoiados),
a Alem disto, Srs., pens que, considerando quao
ligadas r Austria e a Prussia tem sido com a Russia
por muitos annosconsiderando que as tres poten-
cias sepleulionaes se tem unido em.muidas occa-
soe de dfuculdadss europeasnao ser negado'
que, nesla conleslacio a Turqua est no sen dirci-
lo para obler scmemanle assentimento entre as
qualro potencias da Europa. (Applausot).' Eslas
propostasas propostas moderadas da Turqua de
um lado, e as proposlas inadmissiveis da Rnssia do
outroparsccm fruslar lodas as esperaneas de urna
amigavel conclusSo da negociado. Por tanto, a
quesiao rstenle era, se podamos manter, ou nao,
por mais lempo a posirao que at buje temos man-
lido, ama posijao que mostra o nosso inleressc na
Trquia^que moslra a nossa sympatia para com
a Turqua no seu estorbo, mas ao mesmo lempo, nao
tomando parte activa pelo seu apoto. Sr presi-
dente, he evidente que, quando o imperador da
Rossia regeitou esles termos, elle devia ter prose-
guido na guerra. (Apoiados). A noticia que agora
temos recebido p0o esto intenrao fora de toda a
duvida; mas liavia evidchda moral sem semelhan-
le noticia. [Apoiados).
Portento consideramos, com o governo de Fran-
ca, que passo nos restava a dar. Chegamos deci-
so que podamos propor a Russia dentro de um
lempo limitado para evacuar os principados, mas ao
mesmo lempo informa-la que a sua recusa a oxo?
ceder deste arte, seria considerada equivalente a urna
declarado de guerra. J demos este passo, e por
consequencia ninguem pode esperar que o impera-
dor da Russia, lenilo recusado termos ratoaveisj con-
cordara em nma intimacao to peremptoria. Elle
recuson dar respuste algoma a esla proposla, e res-
,i sua magestade c ao imperador dos Francezes
considerar se havia outro passo a dar se n3o a guer-
ra. Consideraran) que nojatslav oulro passo se
nao a guerra. (Apoiados). Consideran) que, depois
de ler dado, em todo ocaso, urna implcita promes-
sa-dc coadjuvacao ao suida na sua resistencia as
injustas exigoncias da Russia, fra necesario hon-
ra que cumprissem esta promessa implicite de soc-
corr'o material. Consderam qae a seguranca da Eu-
ropa dependa da mainilenrao de um equilibrio de
que a integridade e a independencia da ..Turqua
formavam urna parte. (Apoiados). Consideraram
que seria impossivel esperar manter cssa integrida-
de e independencia se Rnssia fo*so permitldu
impor os seos proprtos termos Turqua. (Apoiadoi).
ii PofTanlo foi decidido pelo governo de sua ma-
l Illum non populi fasces, non purpura regum
Flexil, el infidos agilans discordia fratres ;
'o .-ful conjralo desmides Dacus ab Istro, '
" Son res Jlomantc, periluraque regna.
a Mas, Sr. presidente, nos que. seguimos as m-
ximas que, desde o tempo de Guilherme III lem
governado e inspirado os couselhos do paizque
eremos que tomos urna liarle a representar na gran-
de questao das Ilberdad.es o da independencia da
Europaque eremos que se ido pode conceder li-
vremente preponderancia a qualquer potenciaque
eremos ser do uosso dever e interesse tancar nesles
conffliclos o nosso peso na blanja, e que eremos queJ
e#le paiz tem crescido em poder, tem crescido em
repularao, al direi, tem crescido em grandeza mo-
ral pela aflirmacao o conservac.ao destas doulrinas
que oulr'ora vimos o paiz apoia-las, e fazer grandes
sacrificios para a manuleurao deslas mximasm-
ximas que julgo nao estao ligadas somante com a
vossa honra c a vossa dignidade, mas com a vossa
seguranca como narao (Applausot),nos, digo eu,
nao estemos preparados para abandonar a nossa
poMco na Europa, e perguntemo-vos, se consen-
lindo na mensagem deste imite estis formalmente
preparados para mante-los ? (Applausos geraes).
a Mas, Sr. presidente, suppoodo quo a cmara
esl prepada para dar o seu consculimenlo a es-
te mensagem, podesse fazer-me duas pcrgunlas
perguntas que inconlestavclmcnte qualquer mem-
bro pode fazer, c s quaes foliara de poder dar
pleua e salisfatoria resposla, mas as quaes so posso
dar a resposta que o meu dever para com o estado
me permiti dar. Em primeiro luga podem per-
guntar-mc, com que alliados estamos prumptos a
emprehender esta terete Ora, em primeiro lugar,
como tenho repelidas vezes asseverado cmara, te-
mos praticado em urna concurrencia cordial .em
lodas estas negoeiacOes, e temos pralicado ueste ul-
limo e final passo, quo acaba a uegociaeao e come-
r a guerta, em concurrencia cordial cum a Fran-
ca. [Critos cstrondososde apapprotaco. Nao me foi
possivcl produzir nm documento formal ama coa-
cordata formal com a Franca. Propozcmos urna
concordata formal Franca, mas outra forma de
documento no estado dos negocios de entao parece u
ser preferivel ao governo francez. Era sement nma
concordata provisoria, e todava nao posso apre-
senlar a cmara algoma cousa na forma de una
convenci. Mas os dous gftveruos concordan] que a
sua concurrencia se porta na forma de nma conven-
ci, e espero em breve aprescutar a cmara um
instrumento formal desle nalureza. .*
Mas ao passo que digo islo do documento for-
mal, a cmara pode ficar certa que quauto ao es-
pirito da concordata, quanto as relarocs .mnigaves,
quanto s communicacoes francas, nanea- dous go-
vernos foram mais alliados do que os governos de
Franca e de Iaslalerra. (Applausos estrondosot.)
Enlao, Sr. presidente, temos de considerar a posi-
cao dessa oulras duae^jolcncias com quem lentos
concordado em ueg^ciacao- com quem temos concor-
dado nao s nos priMocoHs que ten) sudo assignados,
mas que os governoTT Austria e da Prussia reconi-
mendaram ao imperador da Russia qae accedcssc s
intimarnos que propozemos, e evacuasse os princi-
pados ao nosso pedido. Devo dizer quo pouca cou-
sa possb acrescentar exposicJlo que fiz na primei-
ra occasdo qoc, ao passo que Aos he pcrfeilaincn-
le. claro o que os inlercsscs destas .grandes'potencias
alleniaas requercm, ido tomos documento algum
nem ronvenejio formal,*quc possamos apresenlar
cmara, ou mesmo una asso vera rao de que estes
duas potencias tomarao parle na guerra contra a
Russia. Ao mesmo tempo as coilimiuiicaroes feitai
pelo imperador d'Austria e pelo seu governo lem
sido mais francas e sinceras. Elleslcm concordado
inteiramente com nosco acerca da occeBsidade de
manter a independencia e a integridadada Turqua;
e quando ha pouco lempo pergunlaraos (como pen-
s que eramos obrigados a pcrgunlar) qual seria
comportamnlo da Austria, no caso de um rempi-
mento, a resposta da Austria naquclle momento foi
de urna nalureza satisfactoria. (Apoiados.) Toda-
va reservou ama applicarao ao governo da Prussia,
e creio que, se o governo da Prussia houvesse ac-
cedido aquella proposta, linha accedido aos desig-
nios da Austria, eu agora poderia fazer urna com-
muncacao mais salisfatoria cmara. (Apoiados.)
Mas nao pareceu ao governo prusslano que po-
da acceder nossa proposla. O governo prussiano
expoi ao mundo os seus designios sobr esle as-
sumpto. Devo dizer que esles designios presente-
mente me parecern ser bastante acanhados. (Apoia-
dos.) Pensei%cmpre que a Prussia fosse urna po-
leacia europea. Considcrei-a sempre como urna daa
prncipaes potencias da Europa. Mas no documento
a que mo cfiro, a allusao he feila somente aos in-
teresaos allemcs os inlcresses da-Prussia para
com a Allcmanld e nenhuma allnsao aos seus
devore para com a Europa. (Eslrondosos gritos
de aprovaciio.) ToJavia espero que dentro-em pouco
apparcj urna commnnicaraodcoulra especie. (./poa-
dos.) Pens que se a Russia pretendo manter a sua
posicao na Europa distincla como lem sido, dis-
tincta como he, tanto em artes como em 'armas
nao pode permittir que a perturbarlo do equilibrio
do poder da Europa e o immenso ongranllecimento
da Russia que se seguira, seja um negocio, do udille-
renra menos para a Allentanha do que para a Eu-
ropa. (Applausos.)
Mas, Sr. presidente, exponho o caso. cantara
como he, as negociarnos ainda continan), ca pas-
sagem do Danubio pelas tropas russas nao tem ar-
rancado Austria urna declaracaoimmedialadc que
ella se armar para oppor-se a semelhante aggrcssao
Tenho exposto que pens, que se olla se tem prepa-
railoi nao ha sido por urna apprelieiisao de que, nu
concorrendo a Prussia com ella, correra risco se
desse este passo. Mas repito outra vez o que j pen-
se acerca desle assumpto. He impossivel que este
guerra proceda, e que as grandes potencias alleudas
iiosinlam que he do seu imperioso deVcr, que he
do seu inleressc assim corno at interesse da Ingla-
terra, defender a sua independencia e reprimir es-
ta injusta e infundada aggrcssao. (Applausos.) Tal
he a minlia renla, lal he a minha esperanza a esle
respeilo.
A outra pergunla, que se me pode fazer, he
relativa ao que nos esperamos quanto ao objecloa
conclusao da guerra. (Apoiados.) Ora, Sr. presi-
dente, eu disse que nao exparei mais ncm menos do
qne o que repulo ser do meu dever expor sobre esle
ponto, e julgo que tora desviar-mc deste dever se
eu totalmente restringase o governo, em algum
tempo, a consentir nos termos de paz que o gover-
no julgou honrosos e justos. (Apoiados) Pela
minha parle nao repulo termos honrosos e justos
que nao proporcionen! a seguranca do imperio lur-
co ; mas, quanto manoira por que esta seguranca
ilcvc ser provida, lodos us sabemos quacs sao as
prohabolidadese contingencias da guerra fjgpoiados;;
sabemos quao promptomeote o aspecto da Europa
podo mudar de um mez para oulro (apoiados); o
pens que ido fora justo, e que abusara da pruden-
cia e da juslica do povo deste paiz.se eu especificas'
se os fundamentos que sao requeridos como funda-
mentos de paz. (Apoiados.) Esla cmara sabe que,
se se adoptaren) termos que julgue fracos ou des-
honrosos, ella lem em seu poder reprehender e cen-
surar os ministros que lizerein seinelhanlc paz
excrcido em oulras vezes, c os ministros que assig-
naram a paz que foi dosapprovada, foram demiltidos
por lerem concordado em seme.hantes termos.
" Pens que a cmara pode ficar salisfeita com dei-
xar a questao nesla situarlo que.,, tendo empu-
uliado as armas para sustentar umalliadp.o nosso pr'
raeiro objeclo deve ser resistencia ao aggressor epro-
leccao ao nosso alliado('appiauO),a qual proteccao
contiuuar em quanto eslealliado for-ameacado pe-
lo sea formidavel oppositor. Nao sei* se posso ac-
crescenter alguma cousa exposijao quo agora fiz
acerca da estrada que estes negociarCes tem segui-
do, acerca da causa da guerra, c acerca do seu ob-
jeclo, Esle objeclo he singelo e simples. Um al-
liado novo urna das potencias Cuja integridade e
independencia sao sanecionadas peto publica le da
Europa (apoiados) tem as sos provincias assal-
ladas e invadidas. Exigcm que elle assigne termos
deshonrosos de paz como o pre'co da evacuarao des-
tas provincias. Recusa concordar com estos termos,
que considera deshonrosos. Vamos em seu apoio
resistir a este aggressSo. J temos concordado em
urna convenido com a Turqua; urna conveucao
que, como ainda nao esl ratificada, sinto nao po-
der aprcsenlar casa, mas qae providencia a coo-
perarlo que lhe prestamos, e previne qae a Turqua
nao faca paz sem a concurrencia e o conscnlimealo
da Inglaterra e da Franca.
A coiivcurao nao conlem-penso qne'fora muilo
injurioso se conlvesse estipularan alguma qaanto
ao governo interno da Turqua. (Eslrondosos gritos
de appromra.) Nao propozemos semelhante cou-
vencao Porte. Propozemos-lhc urna convcujSo
mililar, o que, quaudo for deposta sobre a mesada
cmara, julgo que ser saacciooaea pela approvajao
da cmara assim como do paiz. Pois bem, dexo o
caso como presente se acha as maos dcsto cmara,
plenamente convencido de que a grande materia
deste cmara lem uo corar ao a honra ea grandeza deste
paiz; que ella lamenlar,como cu,quea necessdade
da guerra nos tenha acommetido, mas convencido
tambem que ella nao se dispor a recuar de urna
lula que nos he honrosa, c que julgo acabar, as-
segurando a independencia do nosso al liado.
O nobre lord conciuio cutre applusos continuados
e cstrondosos, propondo o seguinte projecto de men-
sagem :
Mu graciosa Soberana,Nos, os mais fiis e
leaes subditos de vossa magestade, Os membros da
cmara dos comtnuns do reino uuido da Graa-Bre-
lanha c Irlanda no parlamento reunido, pedimos li-
cenca para dirigirmos vossa magestade os nossos
humildes agradecimentos pela mui grala mensagem
de vossa magostado, e pela cominunicacao dos dif-
ferentes documentos que nos foram apresenlados
em obediencia s ordens de vossa magestade. Ase-
verarnos vossa magestade o justo aprero em que
temos-os anciosos c uniformes esforros de vossa ma-
gestade para preservar ao. seu povo as dadivas da
paz, e da perfeita confianca que depositamos na dis-
posirao de vossa magesladc para terminar as .cala-
midades da guerra, de urna maneira rompalive.l com
a honra da cora de vossa magestade o com o inte-
resses do seu povo. Temos observado com profun-
da reflexao que os esforros de vossa magestade bao
sido frustrados pelo espirito de aggressao desnevol-
vido pelo imperador da Russia na sua iuvasSo e
-continuada oceupacao das provincias da Walachia
e da Moldavia; na regecao de justo termos de paz
proposlos sob a saueco das qualro das prncipaes
potencias da Europa; e na prepararlo de immensas
torcas para sustentar as suas injustos pcetenrCcs.
Estes prclcnriies parecern aos vossos fiis com-
Tnuns subversivas da independencia do imperio tor-
co} e sentimos que a confianca depositada, em nos,
xigc, pea nossa parte, urna firme delermiacSo para
cooperarmos com vossa magestade em urna vigorosa
resistencia aos projeelosde um soberano cujo futuro
engrandecimentoeeria perigoso independencia da
Europa. ( Times. )
que a inai palria deposite as suas esperaneas, assim
que, Dos os fadebem, o a cousa andar regularmen-
INTERIOR.
EsIp poder lera sido exrcido no ^e Ir I a ilc a-
GOBRESPONDENCIA SO DIARIO SE
PERNAMBUCO.
Farablba 5 de mato da 1854..
Meu charo. Contra minha vontade deixeide lliecs-
crgver na segonda-feira paisada, dando-lhe noticias
minhas, e deste bella provincia, infringindo assim
o que em minha ultima lhe havia promettido, mas
como em tal promessa empreguei as palavras sacra-
menlaes salvo a redaccao,ficar essa culpa lidias
incluida, e cu escapo da censnra em que incorri,
ou ia incorrendo.
Sabe Vmc. que minha ultima tem cansado al-
gum ciurr.o 'entre o nosso bello sexo,nao s as pra-
ras efferlivas, como as aggrcgadas, quero dizer, nao
s as lilhas da provincia, como em aquellas que nel-
la residem, e tudo por quaS por causa do maldito
Mereles ; na verdade eu desculpo o velho, pois sem-
pre ouvi dizer mea av (que Dos tenha em glo-
ria)^|ue amor nao se comprava, nem eslava sageilo
i regra alguma, e que sim era fillio dasyropalhia ;
ora, o bom d%veIho sympathisando com as duas me-
ninas, a quem lano clogiou, cumprio o seu fado e
eu lhe repetindo as suas palavras fiz a minha obriga-
cao de noliciador ; que lem isso pois para urna Uo
grande celcuma ?gaardem-se as taes bellas para um
ou outro baile, apresenlem-se vestidas com goslo,
mas sempre com simplicidade como convm urna
moja sol luir, e con lem com o bom gosto dp Mereles,
e entao talvez lhes caiba as honras daafesla, lalvez
anda cada urna de sita vez, e entilo reinaran sos, sem
ter quem lhes faca sombra, ou lhes despule a cora
da noite : mas eupara evitar contestarnos desla qua-
lidade impuz ao velho, que por emquanlu nao me
desse mais noticias desle jaez.
Fomos finalmente soccorridos pela corte coro dez
conlos de rs. de prata nova, bella e sobante, e ante-
honlem houve grande feira na thesooraria da fazen-
da, cada um quera ser o primeiro a so indemnisar
da demora que soflrera ao recehimealo de seus orde-
nados, e outros lalvez que verdadeira necessdade os
obrigasse a esa presea, creio que j esiao pagos, e os
que nao o foram nesse da, foram hotem, emfim ja
todos fizeram o sortimenlo de dirmeiro, o que eu
muilo eslimo, pois quando sabir asesmolas nao lerei
de ouvirtanlos perdoe, irndo.
A alfandega creio que ja vai com alguma melho-
ra*,-pois boje indo ao porto vi duas barcas inglezas,
que vem carregar os nossos gneros de exporlacao, o
assucar c algodao, oque far sem duvida enlrar para
os cofres aquella cousa com que se compran) osmeloes
e isso nos pora a cobro de ser novamente ameacados
de phtysica cofrai. J que lhe fallei na alfandega,
nao ser mo lhe prevenir do que vai por ella, (para
lhe diminuir ao menos o susto, se houver algum' ba-
rulho,) que segundme cousla nao anda muilo chris-
tiana ; a arribada a esto porto de urna barca ingleza
que la para oCabodaBoaESperanra,(ido lhe torno a
dizer o nome,poique nunca live geiloparao lalgode-
mes), he que tem causado todo esse barulbo, fazendo
aparecer embarazos, e nao pequeos na marcha da-
quellareparlicao,segundo ouvi fallar.em empregados
della, loda a falte nasce de urna lacuna do regla-
mento ; em cousequcnciaMassa lacuna, creio'qae a
maior parto dos empregados tiveram tambem suas
lacunas, e lacuna vi, lacuna vem, o cerlo he que o
negocio ido vai bcm, o continuo da alfandega pe-
dio ao da thesouraria, oCc, alguns conselhos, pois
qae nisso teltova do cadeira, e alto tem vacilado,
sem saber o que diga, entretanto que os empregados
andan) atropellados, falla-se em aposenladorias, sus-
peneoes,de.iiissdas,no diabo a qualro emiim, eu eslou
caladinliO; pois stou com as1 minhas cocegas de lar-
gar o convento e passar a ser sustentado pelo estado,
e creio que isso he sempre melhor do qae viver ba-
leado de porte em porta pediudo para os religiosos
de S. A nionio, que diz Vmc. ser bom qne me
d algum conselho, pois mais vecm qualro lhos do
que dous.
A asscmbla provincial ainda se uo pode reunir,
por causa de nao haver numero ceniciento de depn-
tados para formar casa, e creio que o Exm. presi-
dente maudou convocar os siipplenleTTTa ciitedc,
para poder proceder a abertura della, e nao sei
quando isso lera lugar ; parece na vrdade um pou-
co exotiso, que moros que tanto se empenham, qae
pedem e choram at, para que se lhes d um voto
para depulado provincial, se fassam ao depois tao
rogados para rirem tomar assenlo, nao sei como d-
cifrar isso, jame dsseram queesses depulados esla-
vam uo sordo tomando leile e comeado coalhada e
queijo fresco,e qae comocm suas rhegadas se lhes pa-
gara, as diarias que venceraroovtnccm ;por isso nao
tinham pressa em ohegsr, porque o pao-do-l estar
seguro, bom ser que o Exm. presidente olhe para
isso c remedei-sc como eslivar no seu alcance.
Appareceu finalmente a proposta do balalhao da
guarda nacional desta capital, e a fallar a verdade,
a escolha au est mal feila, foram nidia incluidos
te.
Depois do Iho ter dado algumas noticias de nos-
sos negocios, vou nimia faUar-lhe de nossa cidade,
ella vai andando assim mesmo iusipdasinlia, mas
qae fazer para a raelhorar.senao lia meios para isso?
com 8 entrada do invern as ras es!3p pela hora d
morle, ha buracos de lodo o tomauho, escorregos e
lamas em (odas ellas, hoje s (* o nosso Exm.*lome alguma medida a esle respeilo, o
que nao lhe ser fcil, pela inopia dos cofres.
A nossa illuminacao vai mal, porque os lampeoes
parece nao lerem sympalisado com o seu conlrala-
dor, e por isso nao se rcsolvem a preencher os fins
para que foram comprados, islo he, clarear a cidade,
e houve mesmo mi disposiro nellcs, como j lhe
disse, pois alguns eslo muilo juntos, outros mallo
distantes, em algumas ras existom tres e qualro do
mesmo lado, ra houve que nao pil.hou um s, ido
obstante haver 'dclles muila necessdade, pois o sea
terreno parece como de sugsilo bexigoso, por tedas
estas cunsiderarOes, pero todos os dias a Santo Ono-
fre para que Ibes seja dada melhor collocacao com
qne muilo lucrar cidade, precdendo porem a is-
so nma cura radical em ditos lampeoes.
Jpois de lhe ler contado o qne vai de mo; he
qae lhe d tambem noticias de alegrar e sem
mais exordio, proemio, on cousa que valba o mes-
mo, eu principiocomo ouvi dizer ao meu amigo
Dr. Vital, esto grassanaJo nesla cidade, urna epide-
mia desandado, com que os laes fillios de Escula-
pio, parece-me ido se conformaren) muito, e que lo-
dos nos estimamos, pois sobre isso andamos sempre
discordes com os laesaenhores.
O invern continua sofrivelmenle e he de esperar
que a nossa agricultura lucre com elle, tenho sabi-
do qae te estao creando boas safras de assucar e al-
godao, que mis ha de render alguma cousa, se com n
comeco do vero nao tormos visitados por outra pra-
ga de lagartas como no veio lindo : o nosso algo-
dao, nao obstante a grande porcao que existo envar-
mazens, est dando na praca 5&400 por arroba, so-
bre o assucar nada lhe digo, pois o seu commercio
oesa cidade he quasi segredo d'abelba, e qoalquer
cousa que se diga he urna denuncia que te di, nao sei
se me eolende...
Ainda contino, est se creando, ou se pretende
crear tima sociedade de baile, com o que muito me
ilegrei ; as nossas patricias com elles se lornarSo
mais socives, apurarao o seu bello gslo, e eu tudo
anhelo em seu beneficio ; a tai sociedade me consta
ler de dar duas partidas mensaes, e nao sera permil-
lido nellas seno vestidos de cassa, ele. proscreve-
se nella o luxo e com isso lalvez durar mais algum
lempo.
O nosso presidente, que a principio se moslrava
algum lauto apathico, tem apresentado ltimamente
algum interesse pela provincia, lem visitado as re-
parlires, as obras publicas, passa quasi sempre,
visita as pessoas que o procuran), ele, etc., emfim
Vai se mostrando como il faut.
Tenho gestado muito de ver o andamento das obras
publicas, elle vai a passo largo, a praca do mercado,
a cadete, o caes do varadourd, ludo vai bem, ea
esse respeilo j podemos dar a S.Exc. e ao engenhe-
ro da provincia os nossos agradecimentos, pois creio,
e creio pamente, qae am dos maiores bens que nm
administrador pode fazer em urna provincia, he dei-
xar-lhc obras, edificios com que ella possa fruir al-
guin beneficio.
J que lhe tenho fallado da provincia o de alguns
dos seus,lio justo que lhe falle de mim e de meu ami-
go Mereles, principiarei pelo ultimo; o velho anda
encalarroado ou como dizem os mdicos com bom-
chiles, c por consequencia adocntedo.lanto que nada
me disse de novo por esta vez, faja, como eu faco,
votos por elle, que nos he 13o necessario.
Chegou finalmente a minha vez; ora muilo bem,este
sea criado nao vai bem, nao, senhor; depois da mor-
le do reverendo padre guardiao nao tenho passado
bem, primeiramenle saudades do meu prelado, se-
gando urna phtisica de algibeira, que he um nunca
acabar, depoisaschuvas que'.nao me deixam sabir as
esmolas, como desejava ; emfim ludo conspira contra
mim,muilo soflre um pobreleigo, por-isso beqnede-
sejo sabir do convenio; porem, tenho medo, porque o
recrutomenlo ou a guarda nacional me balcrao sem
duvida a porta, e creio que para quem larga o burel
nao he a farda o vestido mais proprio, emfim como
eslou a espera do seu conselho me resolverei enlao.
Saude em toda sua pleoilude acompanhada dos
papis do decreto de 1 de junh.o lhe desejo.
PERMMBIJCO.
tersos legaes que soflre O algodao, e respondem-me
com as extorsOcs particulares, que soflre o assucar.
Eu nao quero entrar nesla questao das'qoeixas qne
fazem contra os armazenarios, tanto os agricultores
de assucar, como os do algodao, visto que o meu fim
he somente Iralar dos impostes" que elles pagam.
Aproveilarei, porem, rfoccasiao para diar, que a
fara e o bom peso sao descont que soflrem todoi os
gneros, quando sao pesados, do que o assucar nao
pode ficar isenlo, e que, se os armazenarios a provei-
tam-se d'iito para defraudar os agricultores, cono
dizem os nobres depulados, lalvez haja m meto de
evitar semelhante abuso. Este.meio, que eu ima-
gino, he ama postara da cmara municipal qae fixe
o descont qne deve haver pela tara e o bom peso,
e enja execuro seja vigiada pelos fiscaes e asegura-
da pelas penas qne a cmara pode impor.
Duas oulras objeccOes foram apresenladas pelo
honrado membro o Sr. Jos Pedro da Silva. A pri-
meira foi qae a ex.lince.ao dacapatazia nao aprovei-
laria aos agricultores, visto que os>prensarlos, se bo-
je recebiam somente quinheutos ris porcada sac-
ca, extincta a capalazia, haviam de exigir mais os
frsenlos e vinle res da capalazia, pela razao de fa-
zerem o servico que ella fazia. A segunda objecro
foi que esse imposto da capalazia era insignificante
para cada agricultor, e era urna tonto de rendimenlo
para a provincia. Ora, senhores, eu j disse que o
servico dacapatazia era muito insignificantee muito
fcil para oprensados, e quedantes elles o faziam,
re'cebendo somente os mesmos quinheutos,ris que
hoja' recebem. Se porem este receio do nobre ins-
pector he sincero, he a principal razo porque se
oppoe a cxtinccSo da capalazia, querer o nobre
inspector para impedir que os prnsanos defrauden)
os agricultores, conservar a capalazia, reduzindo
o sen imposto a quanto basto para pagar despezas?
Se eu apresenlar oulra emenda ueste sentido, re-
dazindo o imposto da capalazia a qualro vinlens
por cada sacca, este prompto o honrado inspector
a volar por ella? Cerlamenle nao; logo a razo
principal, porque se oppoe a extincro da capa-
lazia. he porque desoja conservar esse rendimenlo
da provincia, ainda que elle seja evidentemente in-
justo.
Mas, Sr. presidente, nao peder a provincia pres-
cindir desse tenue rendimenlo que oblem pela ini-
qnidade e cusa do incremento de ama industria ?
nao poder, por urna repartilo mais justa' dos im-
postes, supprir a pequea falta que lhe cansar a di-
minuicao que proponho 7 nao poder evitar essa fal-
ta, supprimindo lanas despezas de Ama ulilidade
"duvidosa, que sao aqu diariamente propostas t Mas,
senhores, so a provincia pode muito bem prescindir
d'esse imposto, elle nem por isso deixa de ser muito
consideravel e falal para os plantadores 8o algodao.
Diga muito embora o nobre inspector que essa diffe-
renra de imposto que paga o algodao,lie por manei-
ra nenhama scnsvel dividida entre tantos agriculto-
res ; en pero assembla qae observe qae esses im-
postes sao pagos os anuos, e que' absorvem aquillo
qae poda ser urna economa, caja somma com o
competente jaro na vida de um lavradnr equivale a
urna ronsideravel somma.E,senhores,escaso-vos dizer
que no sertao onde habilam os agricultores de que
falto, o diaheiro lem um valor muito superior ao
que elle tem nesla praca e no mato.
Quaudo relliclo neslas coosas, nao posso dejxar
de recordar-me da Inglaterra, onde s vezes peqae-
nas alteracQes aos impostes excilam lauta-attenro
do povo, do lagar a lautos meelings, e awnlas r~
presentac/ies, e nao posso tarflbem deixar de lastimar
a indifferenca do nosso povo para com os seus inle-
resses, indifferenca, que he a causa de hayer essa re-
voltete injustira a que me opponho. -
Senhores, isso he tanto mais para lastimar, quan-
to he certa entre nos a decadencia de urna industria,
em que oulr*ota tonto nos aventajamos, e na qual ou-
tras naroes hoje nos levan) a palma. E vamos em
decadencia nao s diante das naroes eslrangeiras,
como dianle de oulras provincias do Brasil. O uos-
so algodao fose para as Alagoas e para aTarahiba,
onde son informado que elle paga somente tres por
cenl.i de-direitos de cxporlaro.
Porem, Sr. presidente, creio quo nao s8o bastantes
para fazer passar a emenda que propuz, nem as con-
sideracoes de juslica, de brio nacional e de interes-
se? da provincia, nem a recommen darao do Sr. pre-
sidente da provincia no seu relatorio. Eslou con-
vencido que a industria do algodao entro nos esl
condemnada a definhar al extinguir-sc. Ncslc tris-
te exicia o systema fiscal lera indubilavelmeale o
seu quinldo de gloria. Os nobres depulados, se
qaizerem, pdem adornar-so com esse Oalo de be-
nemerencia, qeeu da minha parte regeilo-p.
lne
A8Sr.lrTBT.EA LEGISLATIVA
PROVINCIAL.
Scssao* ordinaria ea ( de aula de 1854.
Presidencia do Sr. Pedro Catalcanli.
Feila a chamada, verifica-so eslarem prsenles 30
senhores depulados.
O Sr. Presidente abre a sessSo.
O Sr. 2. Secretario l a acta da scssao anterior
que he approvada.
O Sr. 1. Secretario mencioua o seguinte
EXPEDIENTE.
' Um reqnerimento de Manoel Francisco Ramos,
arrematante do imposto do dizimo.de gado, pedindo
um abale no preep da arrcmalacao. A! commisso
deorramento monicipal.
Sao approvadas as redacres dos prnjeclos ns. 11 o
33 deste anno.
Um oflV'o do secretorio da provincia, remellen-
do informado o requerimenlo de Jos Francisco dos
Santos. A' commisso de peticSes.
Parecer da commisso de poderes, relativo ad-
missao do Sr.,D Silvino Cavalcanli de Albuquer-
que. Approvado.
- Um projecto assignado felo Sr. Epaminondas, al-
terando os limites da fregoezia do Bonito.
A requerimenlo de sen autor be remettido com-
misso de eslalislica. >
Parecer da commisso de obras publicas sobre o
requerimenlo de Jos Cordeiro de Carvalho Leile.
lie adiado, por haver pedido a palavra o Sr. Epa-
minondas.
O mesmo Sr. requer urgencia para entrar desde
j em discussao. He epprovada a urgencia, e en-
trando em discussao o parecer, vai o mesa eheapoia-
da a seguinte emenda.
.He do parecer que se defira ao peticionario, aulo-
risando o governo a mandar continuar a obra pelo
mesmo arremtenlo, segundo o novo orcameutu.
Epaminondas.*
(Continuar-se-lia.)
gest^de'dirigir-se a e-'te cmara para arunselhai i her je justamente ou ido,' nas ele peder tem sido alguna meninos, porin bem \f Vmc. que nelles lie
Discurso do Sr. deputado Souza Corcalho pronun
ciado na setsao de 27 de abrif.
O Sr. Souza Carvalho : Esla assembla lem-
se oceupado muito esto anno com a queslao do me-
Ihorameuto do algodao ; ainda ha pouco acabo de
oiivir urna discussao a este respeilo. Os meios que
se podem empregar para proteger esse ramo da nos-
sa agricultura, alem dos meios geraes das vas de
eommunicacao, da nslrucrao agronmica e do cr-
dito rural, me parece serem a iulroducrao de novas
semcnlcs de algodao c de machinas proprias para
descaroca-lo, um melhor systema de qualificacao e a
diminuirn dos impostes provinciaes que nao ha du-
vida que sao excessivos e injustos. A respeilo de se-
nienlcs direi de passagem que o algodao da Geor-
gia, de ceda tonga, pela sua grande finura, torca,
limpeza e pela sua alvura brilbanto e praleada, he o
primeiro dos algodocs eonhecidos. Depois d'elle
a'rliam-se os algodes de liourboii, do Egypto, de
Porlo-Rico e de Cayenna, (cando o de Pernarabuco
em sexto lugar entre os de seda tonga. J se v
pois, que londo sido o anuo passado o governo aulo-
risado para mandar buscar e espalhar pelos planta-
dores do algodao novas sementes,pode melhorar cou-
sidcravelnienle esta nossa prodcrao. Devo lam-
bem accresceotar que o processo porque ella he qua-
lificaJa, he pessimo, visto que se base somente na
j odespreza de todo a qualidade do algodao,
do qae resultan) irinls incoavcuienles, como he f-
cil do cemprehender.
Em quauto aos imposto provinciaes eu j ho-
tem fiz ver que o algodao pagava mais do dobro do
quo paga o assucar, visto -que esle paga nicamen-
te Ires por cenlo, e o ulgoulao paga cinco por cenlo
e o impost de capalazia, de urna pateca por cada
sacca, o que sommado da mais de seis por cento.Creio
qae islo entra pelos olhos, c he clarot que ha nisto a
maior desproporcao e injustlca.
Passarei todava a refutar as objccrOes que ac lem
apresentado contra a extinc o,5o da capalazia. Quan-
do eu hontem disse que este imposto era iniquo,
responden-se-me, que o assucar tambem esteva su-
jeito ao bom pr*o, taras &c. Mas, senhores, isto he
querer confundir as cousas ; fallo era imposloi ex-
Discurso do Sr. deputado "Souza Cartalho, pro-
nunciado na sesso de 28 de abril.
O Sr. Sguza Cartalho:O meu fim apresenlan-
do a emenda que se acaba de ler nao foi fixar a por-
cenlagem qae devera pagar de imposto os dous gene-
ros, assucar e algodao; nao quero dizer o qae pens
a esle respeilo; foi smenle o mea intento pugnar
pela igoaldade que deve baver nos impostes desses
dous generes, e lie por isto qae depois de ter infruct-
feramente proposto a extincrau da capalazia, propo-
nho ainda a redcelo dos 5 por cenlo a 3 por cenlo.
Algumas pessoas enleodem, que em virtude da
diminuirn que houve de 2 por cenlo do imposto
geral, devemos representar a assembla geral, pe-
diado qne nos conceda o producto d'essa dintinuicao,
afirn de o applicarmos s obras publicas, e fundam-se
em que o interesse proveniente das estradas qne lem
de se fazer, diminuindo as despezas de transporte,
he de maior vanlagera para a agricultura do que
aquillo em que importa para cada productor essa ili-
minuicao effectuada. Nesla leulido foi apresenteda
urna indicacao n'esla casa afirn de se dirigir umare-
presenlacao a asscmbla geral. Nao entro nesla
questao. Parece-me que, se a idea he de reconhe-
cida ulilidade, tanto faz qne a assembla geral con-
ceda provincia os 2 por cenlo da dircitos geraes que
diminuto, como que nos Tacamos um igual augmen-
to nos direilos provinciaes, O resultado be o mesmo,
he questao de formalidades, isto he, versa sobre
qoem deve carregar com o odioso. Mas nao quero
entrar n'esla qneslAo.; o mea fim he nicamente
pugnar pela igoaldade de imposirfio dos dous pro-
ductos, assucar e algodao. .
O nobre inspector da thesouraria, no seu relatorio
reconhece que os-nossos impostos nao estao regula-
dos segundo os principios da sciencia, e en julgo que
em quasi todas as nases as finanzas nao estao rega-
ladas pelo desenvolvimento de um s principio, os
impostas sao muilas vezes o resultado de IransaccOes,
entre o fisco, que busca engrossar o thesouro publi-
co, e os inleresses dos particulares.
Mas, senhores, he evidente e nao soflre contesta-
cao que os impostos afleclam o rendimenlo o os
meios de existencia do cada particular, e desla ma-
ncira influcm na prosperidade e decadencia da pro-
ducto. He pois necessario qua elles sejam ap plica-
dos de acord com os principios de juslica' e gual-
dade, para que cada cidadao concorra para as des-
pezas do estado em rclajao aos seus rendimenlos.
Entre nos o imposto da Ierra he nicamente arre-
cadado no acto da exportaran; para sabermos pois qual
deve pagar maior imposto, se o assucar ou o algodao,
devemos examinar qual dessas duas industrias he
mais lucrativa. Ora he evidente, nao s vista das
leis econmicas, como do mais simples bom seuso,
qu quando os individuos buscan) applcar-se de
preferencia a urna industria; deixaudo~is vezes oc-
cupaces Iradicionaes, he porque essa induslria he
mais lucrativa! Se o algodao, como drseram alguns
nobres depulados, ollororc maiores inleresses do que
o assucar, o que se devia seguir a vista do principio
que enunciei? seguir-se-bia que a industria do al-
godao nao havia de ser abandonada, antes teria
maior incremento do que a do assucar. Mas he islo
o quo acontece? he justamente o contrario. A pro-
dcelo do algodao dminue excesivamente; a do
assucar augmenta; os plantadores do algodao em
grande numero desertan) dessa industria e vem plan-
lar caima. E o que se segu d'aqai? segae-se qoe
os lacros que elles tiram nao sao ignaes aos que ti
ram os plantadores da canna ; segue-se que cm vi
lude da maior irregulnridade das estojos na zona
em que se planta o algodao, em virtude dos obstba-
los de todo o genero com que luto esta cuJIaVfa, os
seas rendimenlos sito inferiores aos doajsacar.
Aqbi foram apresenlados romo rzo contraria s
minhas ideas, lodos^os-gastos que faz o senhor de
engenha cm comparaeao com as que fazem os plan-
tadores .de algodao. Eu creio que isto nao prova
que os rerrdimeulos de urna industria sejam maiores
do que s de oulra, prova smenle que nao obstante
lodas^s dpezas que tem o assucar, elle di maior
ito do que o algodao. E pais qual deve pagar|
lis, a industria pobre ou a rica? Se urna he pobre
oulra he rica, se nma d. maiores lucros do que a
/oulUb^re qual das Unas imlusiri.u devemos car-
regar mais? deixo a conclusao aos nobres depulados;
s peco a igualdade.-..
(Ha alguns apartes.)
O Sr. Soma Carvalho:' a desigual-
dade injusta e absurda quo e es direilos
do assacar e de algodo faz-roe lembrr algumas leis
fiscaes da Inglaterra, onde, por exemplo, o fumo
mais caro, odeHaVana, e os vinlios finos pagam
menor imposto do que o fumo barato os vinlios or-
dinarios. E vejo que esta dispoiico pode-te def-
fender com o argumento dos nobres deptados, de
que os generas mais caros, aquellet com q
mais despeza,devera pagar mam in
gneros mais baratos, para compensar aj
do prec,o ou da despeza. Porem CU
urdo e iniquo que o fumo e o viril
goem mais direi tos do qae os du i
om deve concotrer para as de
gao aos seus haveres, nao po>
o algodao, induslria pobre e decade
do dobro dos imposto* provinciaes q
car,' industria Jhrescenle e mais '
peados.)
Desejo pois qoe neste ponto sejam igualada wduas
industrias, que paguen) tanto tima como outra. Eesa
igoaldade que lia para ellas a respeilo de inpatios
geraes, fatigo qoe, pel.s mesmas razes, deve haver
nos impostas provincia es.
Accretce anda a consideraiao qae j
apresentei, de que o ncsso algodao foge para as
goas e a Parahiba, ond. por nao pagar tantos direilos
como aqu, oblem melhor pre$e. E isto, ti
he tanto mais para admirar, "quando a
lemos occasio de observar, com oassuc
de que os gneros procurara de preferencia o merca-
do maior.
Por estas razoes concluo pediudo que sejam igua-
ladas os impostos do assucar e do algodao.
niom
Discurso do Sr. deputado Abitio, pronunciado na
sesso de 'i do nrrente.
O Sr. Abilio:Nao levarei lempo cata.
sidente, em demonstrar a ulilidade nenio
das ruasdesta cidade, nao s porque a hi
adianteda, como porquo considero a rcalisajao des-
sa idea de reconhecida necessdade ; mas entretanto
nao posso furtar-me ao trabalho de dizer d
lavras respeilo da impugnaco, feila p
deputado que acaba de senlar-*e,ao proje
discate, na /parle que abriga os propietarios
correrem para asalisfacaa dessa necetsidadi
ca,assim como ot demais cidadlos ; visto co
dos desejam que desappare^am d'entre nos
eos de iiifeccao e immundidas qae a cada paito
encontrara pelas roas da ddade.
Por tanto, pedi smenle a palavra para di
trar ao nobre depulado quera me refiroJ
propreterios nao sao ot nicos que concn
ra essa medida, nao de mero.luxo, e simples al
seameoto da cidade; mas de palpitante necea
He sabido, porqne he de theoria dos imp
para elles devem de concorrer em mato
aquellos qae mais vantagens retiram da 1
maiores recursos possuem ; e neste caso se I
proprielarios, e por consequencia, urna i
dos os outros cidadaos concorrem, elle deven
correr "tambem em escala superior para o ll
onus pblicos.
-Um Sr. Deputado:Que os proprielarios
mais vanlagem, he que se precisa derriouslrar
O Sr. Abilio :He de intuirn, que o
zim mais na sociedade, do que os proleta
o nobre depulado, que a despeza do
ras nao deve de pesar smente sob
ros, e sim sobre quein transita por etl
nhores, o propretario tambem transita -J
o cidadao, que por qualquer cir
proprielario, habita nditpensavelh
tes, os quaes para fazer face etsi
sua vez fiotem... seus inqailin
dc-Ihes o alague), cm ritla detsa despez
assim he evidente, que o proprieterto,
principalmente para esse tribolo, ja
lra,j porque nao ha de elevar dr
i renda do predio, nSo concorre elle (So -I
(como disse o nobre deputado,) yisto como, tj
ser indemnisado de semdhaote sacrificio por .j
les outros que concorrem indirectamente paraij
lli.orainenlo publico. E nio s diga, que <
torios nao levaraoao inquilino em eonlae
za. puit he sabido qae a este respeto^elles
tem em considerado a localidade em qae s
luado e predio, suasaccommodaces, e as
a pintura e estado de aceio dos mesmos ; portante,
he visto, qae tambem leveran em conta o calcan
da ra correspondente a sua testada.
Com o qae levo exposto, Sr. presidente, creio ter
demonstrado, que os proprielarios sao o que mais
devem concorrer para esla despeza, visto que a exi-
gudade da verba d areceit dos cofres pblicos, quer*
provinciaes, quer muuicpaes, nao comporlam (
despeza para esse fim, alm do oequeno conliiigeii
que da o primeiro, e da manurncao e repare
cairamente, logo qae seja concluido, o qual ficar a
cargo do segundo, nos termos do arl. 2 do projecto
em discussao.
Disse o nobre depulado qae o cofre municipal ha
que deve oceorrer esla despeza, concedendolhe as
decimas urbanas, qae sao impostes' monicipaet;
mas, Sr. presidente, suppondo que assim te, tomo
supprir-se a -falta, que a sabida dessa verba de re-
ceila deixar nos cofres provinciaes ?
Aprsente o nobre deputado, um meio de preen-
cher esse desfalcamento, que se me convencer que
he vaufajosoe exequvel, eu ido Urei duvida eman- .
nuir sua opiniao mas isso parece-me impossivel,
e sendo de urgente e indeclinavel necessdade o cai-
ramente das ras desla cidade, persaado-mevi|Be o
meio de conseguir islo, he o que o projecto apr-
senla..
Um Sr. Deputado : At imposicOes, tem nm li-
mite na renda individual.
O Sr: Abilio : Fondado nesse principio do no-
bre depulado, he que eu pens do modo porque me
acabo de exprimir a respeito do projecto em diwuj^^
cao ; deconformidad com estadoulrin'a,nlcntfSi|ae
a medida quese discute, he de palpitante necemda- %
de, e que deve com o lal em'contioenteier salisfeita ; *
porque he urna medida de hygien publica, a' por
oulro lado, he vergonhoso para nos, qu
te cidade contnoem ser intransiteveis, prim
mente durante o inrerno :
Um Sr. Deputado : O que depdcon(ra"a nos- .
sacivilisaca.
Oulro Sr. Depulado : Mas tomos biTias estra-
das por ahi fra.
' Outro Sr. Deputado : E para qae nao transi-
ta por ellas ? "^
O Sr. Abilio : Sr. presidente, profiri o no-
bre deputado, cujas ideas cmbalo, urna proposico,
com a qual de algum modo me conformo, e heque
s cmaras municipaes perteuce o ralearan
dade para esse fim reslilua-se-lhe o rendimenlo
da decima urbana.
Mas, Sr. presidente, a solucjlo desla quesillo nSo
he tao fcil como parece ao nobre deputado ; por-
tento, urna razao de ulilidade publica, qae agor nao -*
me compre averiguar, o rendimenlo da decima per-
tencenle municipalidade, eque era applicado para
o calcamcnto da cidade e ontros misleres, foi consi-
derado rendt provincial ; hoje, pnrm, quero nobre
depulado quesero que Inja cessado aquella razio, se
restitua s cmaras essa renda, nao obstante o dficit
dos cofres provinciaes !
O Sr. Augusto de Oliceira : Por isso pa.lecam
os propreterios ?
O Sr. Abilio : Padecam, como- padecen em tees
casos lodas as classes da sociedade.
Seo nobre dopotado'me apresenlar ama medida *
no sentido de supprir o dficit que por ventura caur
sar a retirada desse ramo de reccita no cofre pro-
vincial erit mihi magiius Apollo 1 orne com-j
prometi a volar com o nobre dopu ni, em
qante o nao fizer.cu votorei pelo projedo em dis-
(usso, que consigna ama idea grandiosa, de neces-
sdade o ulilidade publica, quauto mim, o caira-
mente das ras da cidade. (Apoiados: muilo
bem.)
----- tilMBHl "
REPARTKJAO' DA POLICA. .
Parte do da 8 de maio de 1854.
Illm. e Exm.Sr.Participo a V. fexc. que das
partes bontcm e hoje receidas nesla reparlirao,
conste lerem sido presos: i ordem do tlldelcgado da
freguetia de S. Frei Pedro lluncnlves, Januaria Ma- -
ra da Conceirao, por briga ; i ordem do subdelega-
do da freRuezia de S. Jos, Lucio Gomes Corroa.
Virginio Eugenio, e MalhiasTcixeira de Paiva, o pri-
meiro por ter espancado a urna prela escrava, e o
dous ltimos por briga ; ordem do subdelegado da
freguezia da Boa-Vista, Manoel Ignacio da Concei-
rao Jnior, por ferimentes, a parda Rosa Miria, pa*


.---.,-; ;wv* .
DIARIO DE PERNAMBUCO TERCA FElfiA 9 DE MAIO DE 1854.

n averguases policiaes; ordem du subdelegado
da fregaeiia do Poro da Panella, Joao des Santos
Beieira, por ser desertor do nono batalhao de in-
fantera de liona, e Luciano, eacravo de Joao Carlos
Aogusto, por ser encontrado armado com ama Tuca
de punta; e ordem do subdelegado da fregnezia da
Vanea, o' preto Soverino, que dit r escravo de Ma-
noel Ferreira Barbosa, por andar fgido.
Dos guarde a V. Ei. decretarla da polica da
l'ernamboco 8 de maio de 1854. Illm. o Eira.
Sr. conselheiro Jos Bcnto da Cuoh e Figueiredo
presidente da provincia.Luiz Carlos de Patea
Trixtira, clicfe de'.policia da provincia.
V
%

r
a
l
MAMA M PERNAMBUCO.
-
A asscrabla approvou hontem err segunda discus-
iao, as emenda otlerecida era terceira-eo projeelo de
occanwnlo provincial, ultimando assim a discussao
desle.
Apecorea uro parecer da committao de orcamento
mankfpal, indeferindo a pretendo do J. Lucio Mon-
teiro da Franca.
Appmvou a redacto do projeelo n. 34 desle an-
no*e em ganda diseostSo, as posturas addicionaes
da cmara do Recite, bem como o projeelo n. 31 desle
aoao.
Mmenle adiou pela hora a segunda discusso
da projeelo n. 28, tambem desle anno ; e dispeosou
intersticios dos projectos approvados, afim de se-
rena dados para ordeo do da.
lo foi anda prorogada, por portara da pre-
sidencia at ao dia ti do correle.
lera do dia cotnprehende os projeclus cujos
intersticios toran dispensados.
CORRESPONDENCIA.
Sn. Redactores.Se bem que me ache hoje un
pouco ve: gado e abatido pelo peso dos annos que
sobre.miro descansa, retirado do bulicio da cidade,
e cantado ja de lidar, e acompanhar os negocios po-
lticos que mais ou menos lem afTectado a esla mi-
a' provincia ; digo, anda assim decrepito
e cheie de fadigas. entregue finalmente aos cuda-
minha cariohota familia, rodeado de lenros
^ nao deixa aieda esle peito de palpitar
e de gyrar em suas veas sangne
eule brasilriro, verdadeiramenle per-
naeabucano ; por tata razdo^elo inleresse que an-
da do meu gabinete tomo pela prosperidade e en-
grandecimenlo do meu paz, apezA de j nao ter
a faeuldade apreciavel de perfeilamenle ver, leio
cora ira bal lio algant jornaese seguidamente acom-
paoho as diteutsdet, quer propriamenle escripias,
qoer propriamenle oraes.
Netlas circunstancias chegou-me s citas o Dia-
rio Pernambuco de 27 do-prximo passado mez,
e netta deparei com um diteutoo proferido pelo Sr.
Dr. Antonio Alves da Souza Carvalho, deputado
aeuembie' provincial, que improvisado, como mu
bem eerlo estou foi, nao deiza com ludo de ser um
padrio de gloria para sen aulor, e de levar seu li-
me n posteridad*.
" A discussao versou sobre um subsidio para o ero-
prezario dv thealro de Sania Isabel, mas taas re-
ixoes e puras verdades cnunciou o Sr. Curva I lio,
i lanos objeetos importantes falln, que afloal
meairoa claramente a liberdade de que heajolado
dos bens senlimeutos que nutre, e "fdowtJc-
eejo que possne para que esla heroica provincia
pregrida a cresdl ngo s moral como materialmente
fallando E como nao repelirei os pontos prlnci-
Rferido discurso para nao tornar-mc enfa-
inho e longo, direi s que he obra digna de ser li-
da, e que se no deve deixar no p de esquecimen-
lo trabalho tao importante, e tao apreciavel. .
Eolrelanto, como o meu fim he somonte dar um>
demonslrajo ao Sr. Dr. Carvalho, apezar de pes-
toalmenle nao ter a honra de conhece-Io, queira se
dignar aceita-la.
ata os cot que contine em sua carreira bri-
que um dia collocado do alio da tribuna
Rerramc cncherfcs de beneficios a um
, qne nSo sabe desapreciar os servicos de seus
fignos representantes.
lili, Sr*. redaelores, dar publicidade a estas
quatro Rimas do seu constante leitor.
O Velho patriota.
PUBL1CACA0 A PEDIDO.
O queizoso na qualidade de commercianle niio
pode calcular a sua honra e seu credilo em dinhei-
ro: porque sabe prezar a sua probidade; mas para
salisfazer o precete da lei, ele. Eis a probidade : ^
. O Sr. J. B. C. deve a Antonio J. da Silva :
853. Agosto 19 e3t2 barris com'man-
leigu .......... 58?>800
o Agosto 19 e 31 1 barril azeile 21 "
galoes o meio, almude 2500. 60:)33
Ezagerrao em pesos e preces.
No azeile -um e meio almude no
pe, e 19 em galao, total. 2ISI33
Receben em 3 de dezembro e nao
obonou ........ 208000
1199133
3133
759000
Chamou a juizo por 1199133.
J recebeu depois da conciliario 389000.
J. B. C.
LITTERATIRA.
. Silvio Pellico.
Ha aro mez apenas, acaba de roorrer unf homem
que, destinado a gloria por seus latelos, vio sua fa-
ma mitrarla apagada na de suas desgranas. Esse
homem, tem nuuca|haver escriplo um s pamphlelo,
tem ler tomado parte em nenhoma conspiracao bem
servio a sua patria, descarregando o maior golpe no
dominio estrangeiro, pela do$ura de suas virtudese
popalariilade de seus soflriroenlos. Devemos urna
branca respeitosa a Silvio Pellico, a esle homem
de bem, cujo longo supplicio onlr'ora indignou a Eu-
ropa ioteira, o qual pelo profundo retiro em que rc-
colheu-se, depois de seu liberlamenlo, deixou pouco
a pouco desmaiar toa gloria. Nao he um estudo
biographico, nem lilterario o que nos vai oceupar
em presenta de urna campa fechada. Todos conhe-
cem vida de Silvio Pellico; escriplores habis a lem
contado pelo miudo,, (1) anda que a sua verdadeira
historia seja o livro das PrisOes. Com relarSo a seus
escriptos, parecera poaco convenienle sabmelle-ips,
no dia seguinle ao de sua morle, ao'came da criti-
ca. De suas obras e vida nao conlarei pois senao o
que serve para esclarecer a historia de seus senlimen-
tos e ideas. O que importa hoje, he esludar o ho-
mem e colher a litio moral, que resulta naturalmen-
te de ama Uto nobre vida.
No mez de selembro de 1820, Silvio Pellico aclia-
va-se em Veneza, lvre, feliz, admirado de loda a Ita-
: lia. Passava sobre a Piazella, quando um mendigo
lravo-o do brajo e disse-lhe : oCoohece-se"Viuit
bem qua.0 senhor he estrangeiro ; porm cu nao nos-
to cornpTehender a razio porque o senhor e lodfs os
estrangeiro* admiram este lugar, o qijal he para mim
um lugar de desgrasa, em que nao passo scuao por
| necessidade.Aconteceu-vot enlao alguma aventu-
ra trgica, perguntou-lhe Silvio Pellico.Sim, se-
nhor, responden o mendigo, urna aventura lerrivel a
mim e a mallos oulros. Dos vos livre que aeonle-
%a-vos cousa igual I s E retirou-se.
Qoati dous,annos depois, a 23 de selembro de 1822,
achou-se Silvio em Veaeza, na Piazelta, ueste lugar
de desgraca, com a diflereuca que desla vez foi so-
bre um tablado. Elle ouvia ler a senlenca que o
cnnilemuava a qninze annos de careen duro. Esle
joven de trinla annos, a quem ia encadeiar urna pri-
. sao, era o meslre dos filhos do eondo Porro, um re-
dactor de gazeUs, um poeta, o autor de francisca de
Bimini, o sea grande Ululo de gloria antes de ter
soflrdo, o fundador do Conciliador, qne foi o pre-
texto de sea martyrio.
Creio que Silvio enganou-se lomando comoexem-
plo os grandes morot de Dante, para fazer nma tra-
gedia, como dizia-lhe seo amigo L'go Foselo. Esta
Franeesca qae excilou oentliusiasmo da Italia, nao
er ama verdadeira tragedia, mas ama elega enso-
pada de lagrimar, ama queixa barmoniosa, como a
nossa Bruice. DiacrpA de Alficci, que linha
simplificado a simpliridade classica, Silvio nao tioba
como elle um genio creador. Espirito delicado e en-
geaheto, alma afleelaota e terna, pottqia lodos ot
dons da^ensibilidade, tedas as grabas da imaginarao
italiana ; primava em exprimir em bellos versos as
primeiras emores (lo amor, e os doces senlimentos
do lar domeslico, onde linha vivido muilo feliz nos
lirajus de um pai Ilustrado c urna mai piedosa ; elle
nao linha no espirito aquella uriginalidade queda
vida as grandes ideas, es grandes paixocs, pois fallava
ao seu carcter aquello \igor de que podem prescin-
dir ai almas tantas, manscm o qual nao pode liaver
hatV.
Creio tambem, que elle eusanou-se quando, para
reunir ao servic.0 da mesma causa lodos ot homent
eminentes, Manzoni, Melcher Gioja, Groni.Bercbcl,
os quaes cercavam a seu amigo, o conde Porro, fun-
dou, debaixo das vistas, da censura austraca, o Con-
ciliador, gazela condemnada anlecpadamenle in-
significancia ou i morte. Esta censura o inspecio-
nava ardentemenle. Para salva-lo, naobatlava nem
a honeslidade reconhecida de Silvio, nem o talento
lilterario de seus colaboradores. Ninguem poderia
sustentar, sob a influencia de um poder sombro, a
vida desfallceme do Conciliador senao por milagres
de habilidade. A' (tente dos espiritos de esculla que
formavam a redac,(io da gazela, nao havia infeliz-
mente um desses homens raros que pela aaloridade
e firmeza de seu carcter, por seu ealudo alenlo em
moderar-se, tem desmentir-se nunea, pela lealdade
e prudencia consamada de sua conducta, pelas defe-
rencias e diguidade de sualinguagem, leriam con-
demnado a censura a nao poder fcri-los sem ferir-sc
a si propria com um golp lerrivel aos olhos da opi-
nio. O Conciliador foi supprimido ; seus redac-
tores aecusados de carbonarismo, foram encarcerados
ou forjados a fugir. Silvio, preso era Milao, en-
trn na prisiio de Santa Margarida a 13 de outubro
de 1820.
Quaes eram enlao seus scntimcnlos? Qual linha
sido sua vida? He o que especialmente deve inleres-
sar-nos, porque a verdadeira gloria de Silvio Pellico
nao he nem a de poeta, uem a de gazetciio; senao a
de christao. Aos olhos da maior parle do publico,
que o conhece, principalmente pelo livro de snas
prises, Silvio nao comer verdadeiramenle senao do
teu captiveiro. O homem que ama-se nelle, he o pri-
siooeiro qne soffreu e cantn suas desgracias cora lan-
a simplicidade e resignac,ab. Aquello bello livro lem
lo profundamente commovido os coraroes, lem fei-
lo correrem (antas lagrimas, que de boa vonlade lo-
dos se comprazem, para julgar o aulor, de fazer pau-
sa nessa poca de soa vida, em que parece que elle
allingo a plcnitude de suas virtudes. Todos, por
assim dizer, o contemplaran! do limiar de seo car-
cere, e aimagem que eolhcram foi a da perfeicao
chrsla. Silvio porm nao enlrou perfeito na pri-
sao, e se detfndarmos ora pouco para os prmeiro
annos de tua mocidade, encontraremos nessa qna-
dra os traso de certas paxes que provam a efflca-
cia da desgraca para melhorar os limens. Nao que-
ro ir mais longo, nem Uo pnuco para realrar o m-
rito da penitencia, exagerar a gravidade das fallas.
A mocidade de Silvio nao foi tempestuosa, senao
tensivel eapalxooada. Elle linha achado encautos
sem amar, cquando abra a sua alma s lembranras
do passado, as fraquezas successivas de um coracao
vido e inconstante, vinliam ao mesmo lempo ado-
rar-llic e amargurar-lhe o captiveiro. Para onue
foram, exclama elle em suas poesas, aquellos annos
de amor passados i borda dp Khodanu" Mais (arde,
no fundo do Spielberg, elle poda exclamar tambem:
Paca onde foram os annos deamor passados na lla-
lla? Joven, brilhanlc, procurado, enlregava-se del-
dosameote corrate"Qo mnndo; apaixouava-se por
Byron, Hraduzia Manfredo; por sua ufclluaco
pela salyra e^or suas explosoes decoleraJHcinda-
lisava o seu velho amigo Volta, que diziaMhc com
bstanle allliccao: a Olha, nao venhas a ser mao
homem. Com suas duvidas philosophcas aflligia sua
piedosa mai, porque elle entSo duvidava de ludo,
al mesmo de Dos, NSo era o cordeiro que'coulie-
cemos, cuja exuessiva dorura alguns censuram; nao
era tambem um leo, segundo elle mesmo appellda-
va-se em sua innocente exagerarlo de peccador con-
Iriclo! Era um joven poeta de urna irnasinarao mo
bil, de urna alma fraca e apaixuna/la, de urna vida
mundana e voluptuosa, que careca para fortificar-
se e consolidar-se no bem, de urna dessas grandes
desgranas que mudam o homom e conduzem-n'o a
Dos. Santo Agostinho, a quem amas a, c em cuja
leitura achava bastante deleite, serve-sc de urna bel-
la imagem para pintar esses regressos para a verda-
de. Elle compara os homens com os navegantes, en-
tre os quaes, diz elle, podem-se distinguir Ires cas-
ses diflerenles: uns desdo a idade em que be mi-
dura a razao, decidem-sc pelo .bem, e com pouco es-
for^o dos remos allinsem o porto, donde erguem
um brilhanle'pharol para chamar a si e altrahir seu*
irmos; oulroi eogauados pela calma apparenle do
mar, dei\arfi-se arraslar pela terapeslade ao longe
das cosas, que para sempre perdem das vistas; ou-
lros emlim depois de terem por algara lempo v osa-
do sobre as ondas, sao laucados por urna benfica
tempeslade na praia da doce patria. U mesmo Santo
Agostinho era um desses mtimos navegantes, e Sil-
vio, como- Santo Acoslinho, para elle a fempestade
benfica foi o seu captiveiro.
Ao principio estremecen, indignou-se, verlcu la-
grimas de colera; depois pensou em seu pai c sua
mai, e chorou de dor. Quando desperlava, julgava
ver em toa priso aquelles anejaos venerandos; fal-
lava-lhcs; beijava o annel, que sna mai lhe havia
dado, e dizia com grande tristeza. S a sua
piedade lia de consola-la n Pergnulava depois
te o Dos que 'acalmava o coracao de sua mai
nao podia tambem serenar o seu, e foi desle modo
que pouco a pouco acabou coin a duvida que enlra-
ra com elle na prisao, concliando-se pela dor com o,
chrislianismo. O encanto superior do livro de Sil-
vio he o sentir-se em cada pagina o progresso mo-
ral que opera-se nelle. No dia seguinle ao de sua
prisao, acharam-n'n mais doce c mais benvolo, e
por estesigoal conheceu-se-lhe a alma naluramen-
te honesta e boa. Onde os nuios tornam-se peiores,
psbons lornam-lo raelhores, e a seguinle observa-
rlo do carcereiro Tirla, contada pelo roesmo Sil-
vio foi sera duvida muilo judiciosa. O Sr. agora
est outro homem, com o qne muilo folgo. He
do urna dorura inalteravel: nunca urna impacien-
cia, nunca um azedume, nunca urna ironia ; e
quando depois de mil esforcos naufraga dlante da
obstinaban do atheo, nao mostrava por isso nenhu-
maezplotflode colera, ou de anathema. Elle sa-
be perdoar aquele a quem nao persuade. He o mo-
delo da polmica chrislfla.
Eit o progresso moral que sente-ie e admira-
se cada vea mais em Silvio, medida que contina-
te a leitura das Prisdes, e depois de t-lo. acompa-
nhade por algum tempo, acostiimamo-nos com essa
fina resignatao e eterna serenidade, que ao principio
etpanlara-nos e impacientam-nos, assim como "a
urna vista fraca fatigarla a luz perpetua de um eco
azul. Em Verdade, em cortos momentos, em que
Silvio descreve, tem um murmurio, nem um suspiro,
as torturas penosas que sofTre, invejaraos-lhe a do-
cura invencivel, de que esl repassado, e somos ten-
tados a confundir o excesso da paejencia com a pros-
traclo 'de urna alma entorpecida. Desperta-sc enlao
a nossa equidadnatural; de sorte que quizeramos
ver romper de seus labios contra a oppressao cruel-
dade o brado de maldicao, que rompe dos nossos;
por isso n5o concebemos como sinla-te ello mais pa-
ciente em soll'rer do que nos em observarraos-lhe os
soffrimenlos ; daramos de muilo boa vonlade alga-
mas de suas virtudes por urna explosao de colera,
que casligasse seus algozes e satisfizesse afinal a
consciencia humana ipleiramcnle revollada. Sem
duvida nao temos razo. Mas quao mais desviados
nJo estao da joslica os que lem aecusado o livro das
Prisoes de ser um altenlado conlra a moral e urna
trahicao conlra a patria 1 Um allentado conlra a mo-
ral, porque, se o homem lem o dreiln de perdoar o
mal que lhe fazem, nao tem o de perdoar o mal feita
a seus concidadaos e ao seu pliz; porque cumpre
fustigar as perseguirles polticas, porque nos lempos
de oppressao a cordura dos opprimidos he um pe-
rigo, porque he mais til humanidade e por con-
sequencia mais cardoso alimentar por ama queixa
corajosa a indiznaru publica e a colera generosa, da
qnal mais larde deve sabir o liberlamenlo, do que
animar pela impuudade a barbaria dos oppressores;
porque finalmente a doalrina doperdo he boa pa-
ra o individuo e nao para a sociedade. lima Iraicao
conlra a patria, porque nao he permitldo occullar
ao mundo o que os prisinneirns da'Austria toflriani,
porque seus tormentos pertenciam historia ; por-
que o silencio, em face de laes crimet, he medo'
porque a resignarlo, he a complieidade ; ou anlu
porque essa inlinla misericordia e essa imperturba-
vel caridade he o cancaco de um homem desanima-
do da vida publica, o qual para sempre fugo de
suas tempestades, e na ultima lula de 'seu paiz pela
independencia, conlenlou-se em ajoelhar e fazer tap-
plicas, em vez de marchar,como Tyrleo,' i frenle dos
que iam morrer. '
Deixemos porm.i margem lods essas derlama-
Oes, e procuremos ser equidoso. 9 o espirito de
partido he que lembrou-se de ilescnbrjr um traidor
em Silvio Pellico. No dia em que o aulor das Mi-
nhat Prisdes annanciou, na priraeira pagina de seu
livro, que abandona va a poltica cmo um amante
descontente de sua amada, e que sabe despeilar-se
cora diguidaile, os exaltados exclamaran! Vede!
elle proclama-se infiel! n Silvio porm fallava de
si com milita ligeireza. Elle nao era nem um aman-
te fatigado, que procura o repouso ha indiflerenra,
nem um epicurisla que ahysma-sc no egosmo. Era
um nix slico que, tendo-se voltado para Dos, rom-
pa com snas mais charas afi'eires e desprendia-sc da
Ierra; era um sanio que lentava viver neste mundo,
comb deve-sc viver no co; era um habitante da ci-
dade de Dos, desterrado na cidade dos homens, c
que no declivio de sua velhce podia dizer de ti o
contrario da phrase de Tercncio. Omine humanum
a me alienum puto.
Dir-se ha anda qu ncsla vida nao he preciso ex-
ceder as perfeicfies de outrem; que em quanlo o ho-
mem esta na cidado terrestre, deve preencher os
seus deveres de cidadao, e que em vez de ser, por
exemplo, um santo yr aulcciparao deve contentar-
se cora ser um hore? De muilo boa vonlade farei
algumas cuncesses sobre esle ponto. Iteconheco que
as pocas de cansado em que cada um aspira ao re-
pouso, podemo-nos ensaar fcilmente, e tomar por
um piedosn desapego do mundo, o desejo apa Utico da
IranquilKdade. Muitos desses que npregoam-se ao-
jos, entregando-sciis puras vises do co, nao pas-
sara de pessoas habis em arraujar urna vida setena,
e em descancar a cabeca no moli Iravesseiro de um
nfxslicismo epicreo. Reconhero tambem qne em
cerlos casos o oxeesso da perfeicao nos homens de
bem, pode tornar-se um perigo publico, deixando
aos raaos um campo livre para suas acr/ies. Nao
convem restaurar o preceilo do Auligo Teslardento:
Olho por olho, denle pof dente; mas cumpre tam-
bem saber interpretar o proccito do Novo: Entregar
a outra face, o qual nao'signfica cortamente ; dei-
xar aos mos a liberdade don a^oites. Sem admittir
que o genero humano componha-se smenle de lo-
bos, segundo a espresso de Hobbes, confesso toda-
va que elle corapoe-se de grande numero delles, pe-
lo que se o resto corapozer-se de cordeiros, ho claro
que uns devoraran os oulros. Cuuiprc pois que ues-
te mundo os bous nao o sejam tanlo que deixera-se
devorar. Se os mos cstivessem cerlos de que a ca-
da ag'gressao sua respoadia-se com ama defeusa ri-
gorosa, a cada ultraje com a devida punirn, nao
alacarara lanas vezes os bomens de bem. Em vez
porm de'viverem, com a visla ltenla e a mao sem-
pre prompla para asuadefensa.oshomensdebem vi-
telo com a visla triste c os bracos cruzados, semen-
do quando fazein-llie alguma violencia, e cslenden-
do como Iphigenia a cabera obediente. Se nos
raaos dias da historia os malvaMos enlregam-te mi-
sados a todos os crimes, corre isto por conta da pla-
cidez dos homens de honra. Na sociedade-humana,
em que o ininiigo est sempro alerta, cumpre que
os homens de bem velem como elle. A paz, porm
a pazarmada, eisaqoiaulilidadc que lhe convem.
Elles devem por assim dizer, estar com a mao nos
copos da espada, promptos para desembainha-la, se
furem atacados, nao devendo recome-la bafnha se-
nao quando l'ie fizerem Justina.
como regrado procedimento humano. Anda quan-
do sua modestia natural lhe nao vedaste o propor-se
como exemplo aos homens, a joslica de seu espirito
o adverlia que em geral homem ho feilo para
obrar.e que em um tempo em qne cada um parece dis-
posto a abdicar seus direilos,e a postergar seus devo-
res,lentacio natural li para os indifferenles o disfar-
carem seu commodo fatalismo debaixo do nome de
obediencia pattiva aos decretos da ProvideciaAssim
quando, em vez du fazer a narraban de sua vida in-
terior, Silvio quiz ensinar aos oulros a sciencla da
vida, nao foi a eoulmplco mystica senao a aclivi-
dade que elle pregou, o Irabalho no inleresse da so-
ciedade, a vida militante do cidadao que lem deve-
res a cumprir para com os homens e para com Dos,
c cumpre-oi varonilmente. Qnando reina a paz na
cidade, convem trabalbar para reformar os abusos
da sociedade, c lanr,ar-se ousadamente as vas do
progresso. Aquelle que odeia a reforma pessivel dos
abusos tociaes he um federado ou um lonco. Quan-
do a patria periga e reclama em sua defensa os bra-
cos de seus filhos, os cidados nao devem ser mais
cordeiros, senao leoes : cllcs devem combater, Iri-
umphar e morrer. (2)
Eslas nao sao seguramente as mximas da immo-
bilidade, da udUTercnca e do egosmo.. Com muilo
censo e um raro desinteresse de si mesmo, Silvio
sabe desprender-se da propria natiireza e recom-
mendaros homens virtudes diflerenles das suas,
para raelhor apropriar-lhes o cnsiuo s suas neces-
sidades. He esla a orginalidade do pequeo livro
dos Deveres, o qual inspira antes estima que admira-
rlo. He o mystico quem prega nelle a acc,ao, e a
anachorela a vida publica. Silvio faz o sacrificio
das proprias inclinatOes as necessidades da vida so-
cial, qoe elle reconhoco o respeila, distinguiodo-se
por islo de mullos oulros moralistas, os quaes de
muito boa vonlade tomam-sc por modelo, nao re-
clamando do genero humano senao que os 'imite.
S lamento que,' depois de ler preferido o celibato,
nao levasse a abnegarlo al o ponto de fallar melhor
do casamento. Quando ello admille com grande
facilidade a desgraca da raaior parle das unirles, cabe
no lugar commum das comedias. I'm sabio nao deve
lomar como cousas serias os gracejos da lilleralura.
Ha nesle mando, graras a Dos, muilo mais
fclicdadc coujugal do que imaginara os autores
dramticos e romancistas, e Silvio engana-se com-
pletamente, quando suppOe que o casamcnlo he
niuas vezes desgranado, porque tem por base o
amor. Km um muralista celibatario he esla a mais
candida das illusoss, e n'ura moralista chrislo a
mais inesperada, das mximas. O amor nao he que
(orna desgraca< la a maior parte dos casameotos, he
antes pelo contrario o que se chamar-sc razan.
Silvio, insiste muilo tambem as teutacfs quasi
inevilaveis da inconstancia; parece-lhe cousa bem
difficil amar estremecidamenle e sempre, o que se-
guramente he urna verdade ; o velho Charrom res-
ponder-lhe-hia porcm : < Nao trala-se no casamento
de ser sempre amante, mas sempre amigo, a
Elle exagera dilDculdade de amar muilo fiel e
igualmcntede modo que a concordia seja sempre pos-
sival e a felecidade duradoura. O leitor que medi-
lassc seos dous captulos sobre o celibato esobre ca-
samento, afim de saber se deveria casar-se ou per-
manecer celibatario, nunca jamis havia casar, se
acrcdjlasse em sua palavra. Nao encontr pois uerse
dnulrna o elfeilo moral ordinario dos preceilos d
Silvio.
Quando ensina-se que a felicidade consiste na
vlrtudc, nao he convenienle fazer crer'aos homens,
que he quasi impossivel o ser feliz ; nem cite era
cortamente o pcnsamenlo desse homem oxcellenle,
o qual depois do seu liberlamenlo dava sempre gre-
cas a Dos por ler-lhe dado a felicidade.
Todos sabem que quando elle voltou de* Spielberg,
a rain ha Mara Amelia, sempre aOeic,oada ao soflri-
raento e prompla consola-lo, offerecera-lhe o lugar
ilc bibliothecerio as Tulherias. Silvio, apesar de
reconhecer cordialmenle 18o alta e delicada benevo-
lencia, nao quiz deixar a Italia. Relirou-se para
casa ra marqueza de liarolo, em l'urin, onde acei-
tou um asiio como secretario. Elle viveu ahi docc-
menlii, retirado da poltica, vendo correrem seus
dias entre i supplica e a poesa. Muitas vezes foi
ello encontrado as ras de Turim, cscrevia a um de
seus amigos no dia immediao ao de sua morte, ca-
miuliava s, com os olhos levantados para o co ; pa-
reca nao pertcncer mais Ierras, sendo sua fronte
ciugda da aureola que radiava de sua bella alma.
Ello porm eslava ja atacado da molestia que o le-
vdu desle mundo aos 13 de Janeiro, pelo que espera-
va a morte. Nesse mesmo dia (extrahimos estas par-
ticularidas da Gazeta de Saioid), poocas horas an-
tes de expirar, mandn chamar seu confessor e sor-
rindo o receben com eslas palavras.... Dai-mc nma
pilada de tabaco.... Dcscanrai que he a ultima que
lefno.....Daqui a 2 ou 3 horas estare no Parazo....
bem cotillero que morro.... Se peqae lnhoexpli-
cado os raeus peccraos...... Queris saber de urna
cousa?.....Quandoescrevi as Minhas Prisdes, por
algum lempo live a vaidade do reputar-mc grande
homem.....o qne nao era verdade, e disso arrepen-
di-rae era toda a minha vida Com o rosto calmo
e sereno, praseuleiro, como ha lempos ninguem o
vira'mandou ler em, alias \ozes as upplicas pelos
moribundos. Quando o confessor acabou de 1er,
olhou para Silvio : esle eslava raorto.
A maior parte dos escriptoras que lem-lhe tribu-
tada a ultima homenagero, tem-se mostrado enterne-
cidos pelas suas desgraras; persuado-me porem que
deve*mos antes invejar-Jhe a vida. Elle' receben dje
Dos um bello tlenlo c boa alma, leve bons amigos,
qu amaram-no temo e fielmente. Como prisioneiro,
soflriapor urna causa nobre, e melhorou-se pelo sof-
frimenlo ; depois de seu captiveiro, acollicu, sem
orgulho, a admira^ao do mundo; elle deixa apar de
si urna memoria honrosa e aben ruada.
No ponto de vista humana, pode conccbcr-sc um
deslino mais heroico e mais brilhanlc ; no ponto da
vista.chrisiao, nao ha um mais bello.
(Journal des Debis.)
i)

ceulo
Biscoitos............
Caf lioin ,........". .
1> l'CSlolllil .......
com casca.........
mo'nlo.....'......
Carne secca .'.........
Cocos- com casca,.......
Charutos bous. ........
ordinarios.'......
regala e primor ,
Cera de carnauba........
em velas..........
Cobre novo mo d'obra.....
Conree de boi salgados......
. espixados......,- ,
verdes .........
de onca......,..."..
i de cabra corlidos. ;
Doce de calda..............
goiba............
secco ..............
jalea. i i..........
Estopa nacional........... .
estrangeira, mo d'obra.
Espanadores grandes..........um
. pequeos..........
1-amiba de mandioca.......alqucire
milho.......... (Ji
aramia..........
1-eijao..............,, alqueire
Fumo bom............. (j$
ordinario...........
d em folha bom.........
b ordinario .'.....
restolho.......
Ipecacuanha '........ D ,
Oomma..............alqueire
.
.... ccnlo
fijsOO
5600
18000
:t60o
69400
29800
29100
19200
Gengibre........
Lenha de adas grandes.
292OO
69O0O
89000
9160
9180
9185
9090
159000
9190
9240
9200
9360
9280
I9OOO
I9OOO
29OOO
19000
29800
29000
C9000
69000
59000
39000
89000
49OOO
39000
3-29OOO
29000
29000
19600
$600
99000
urna 129000
79OOO
a contar do 1 de jullio de 1854, ao fim 4^^^^B!
E para constar se inandou aflix
publicar pelo Diario.
Secretaria da ihesoiiraria provin
buco '1 de
nio Ferreira
" O Illm. Sr. coniadt:
lliesouraria provincial, ei
junta da fazenda, manda fazer pul
primenlo da lei, perantea mesma junta,
arrematar em hasta publica a quem mais der
22, 23 e 24 de maio prximo vindouro o* imposto!
seguintes:
29500 rs. por cabeca de gado vaccam qne farcon-
summido nos municipios abaixa declarados
__'e____-.'_,. ____,____._r__ ri.

>
9P9000
109000
H3OUO
65000
39500
65000
59200
39200
2920O
39OOO
.. pequeas........
toros .... ........
Pranchasde marello de2 costados. .
d o louro..........
Costado de amarellu de 35 a 40 p. de
c. e 2 i i a 3 .le 1. ..;...
de dito usuaes........
Cosladinho de dilo..........
Soalho de dito............
Forro de dilo.............
Costado de lonro...........
Costadinlio de dito..........
Soalho de dito........'..'..
F'orro de dito........".....
cedro............
Toros de talajuba..........quintal 19200
Varas de parreira...........duzia 15280
aguilhadas......... I56OO
quiris............ 9960
Em obras rodas de sicupira para carros, par 409000
Recite avaliado aonualmente por 56:0159000
Ulinda avaliado animalmente por 2:2469000
Iguarass avahado annualmanle por. 1:7209000
Uoianna avaliado animalmente por 6:5219000
Nazarelh avaliado annaalmeolepor. 4:4309000
Cabo-uvaliado aonualmenle por '. 1:5159000
Santo A lilao avaliado animalmente por. 6:0119000
Serinhaem avaliado annualmenle por 5619000
Rio Formoto e Agua Prela avaliado ao-
nualmenle por. ....... 2:5219000
Pao d'Alho avaliado annualmenle por. 4:0019000
E nos municipios seguintes nos quaes s pagam
aquellos que talham carne para negocio, e 01 cria-
dores o dizimo:
I.imoeiro avaliallo annualmenle por. 3:5219000
Bonito e-Caruar avaliado anuualmenle
por. m. ......... 2:517090
Brejo avaliado annualmenle por. 1:6119000
Cimbres avaliado annualmenle por. 1:1529000
(aranhunsiivaliado annualmenle por. 2:9899000
Flores e Floresta avaliado annualmenle
eixos
Melaco....... ,
Milho......
Pcdra de amolar.
filtrar.
rebolos
o
. caada
alqueire
. urna
.

Ponas de boi............. cenlo
Passaba.............. mollio
Sola ou vaqueta........;.".. meio
Sebo em rama............(p
Pelles de carneiro ........nma
Salsa parrillia. ;........@
Tapioca................
l.nhas de boi..............ccnlo
Sahao................
Esleirs de perperi;.........urna
Vinagre pipa............
Caberas de cachimbo de barro. inilheiro
169000
9200
19600
9640
69000
9800
35800
9320
23100
59500
4190
209000
29800
9210
9080
9160
305000
99OOO
MOVIMENTO DO PORTO.
' Naci entrado no dia 8.
Mar Pacifico, teudo sabido de Faer Havcn ba 32 rae-
zesGalera americana Columbus, capilao W. H.
Crowell, carga azeite ; ao capilao. Veio refrescar
e segu para o mesmo porto.
Aan'o sahido no mesmo dia.
Liverpool pela ParahibaBrlgue inglcz Margare!
flialey, capilao Richard Palfrcy, carga'assucar.'
EDITAEST
8100000
84900
649000
769000
6390C0
2029000
339OOO
449OOO
419000
269000
909000
309000
309000
THE4TB0 W AP
TERCVFEIRA 9DK
.ESPECTCULO
BAILE E!
Rosa C.- 1
Depoi que ot aenhare
exeutarem
.m ', :ir,w inllnlwfa .
tina Penna, aulor
sabbadodealietuia
Tale
D.Gai
Pereir
No ti
baile ir
laV-dorna-
va com urna prova, perdoe-moa expressao, de que o Sr. natf JLtLZln""' ^ ^^ *"" ff" "'
k. .. UJLa. ________...i,, L.. v.ihn ,, *'vamenle Mlicosos,e que nao procurara d.sputa
- da por M. de Latonr, frente da edicao franceza a
mais completa de Silvio Pellico, e a de Charpeulier
wllwaHicSo, de 185S.' fa
he uro mal vaile, porque os malvados (sou velho no
officio e as minhas observares lem o seu fndame
nlo) acham-se mais furiosos no segundo, do que no
prmeiro dia.
Tirla linha razao, e Silvio lornava-sc cada da
mais severo para com sigo roesmo e mais indulgente
para com os oulros. De esparo a esparo reapparece o
anligo homem ; demasiadamente duro para com o
chaveiro da prisao, ou excessivamcule leroo para
com a filha do carcereiro, a joven Zanz, cuja mao
nao pode tocar sem estremecer. A' medida, porm,
que Irabalha na convertao do seu espirito, contera e
fortalece seu coracao. Este duplo esforco he inces-
santemente visivel em seu livro ; sua intelligencia
medita c se esclarece, sua alma,ipreiidc agovernar-
se. Fixam-se suas conviertes c o seo carcter se con-
solida. Klle ubserva com rara severidade moral c
urna fineza de reflexoet mullo delicada, cada idea de
seu espirito, cada movimento de sua alma. Ho um
esludo muilo allractivo de psjcologia chrisUa. Elle
desdobra-sc, para assim dizer, e assise a sua vida
iiileror.corno a testemnnha a mais vigilanie e o juiz
o mais rigoroso. Conversava elle um dia com alguns
prisionciros, quando um secondino veio perganlar-
Ihe : Poi que V. S. abaixa-sc a conversar com
loda a especie de genle Nao sabe V. S. que estes
homens sao ladres 1 Envergonho-me, sabendo-o,
disse elle.Depois^ interrogando a si mesmo, per-
genia, se conversar com toda a sorle de desgracados
ni/i seria antes bondade, que crme, c acrescenla :
o Depois de ter-me envergonhado por isso, tinlo o
pudor de ler podido envergonhar-me.
Foi por meio desle estudo alenlo que elle conse-
guo finalmente lornar-se senhor de suas ideas e sen-
limentos, podendolahi vanlc trabalbar no aper-
feicuamento dosonlros, como no seu proprio. Ei-lo,
o novo convertido, a trabalhar por sua vez para a
conversaodc um de seus visinhos de prisao,incrdu-
lo obstinado e endurecido, quoeslra a tua contro-
versia por nma declarar,ao de atheismo. Foi uro es-
peflacnlo edificalivo o que houvc de um a oulro ca-
labozo, entre dous homens qpe soOriam igualmen-
te, e dos quaes uro para abencoar a Dos., o oulro
para amaldijoa-lo, erviam-sedometmoargumculo:
o sofiiimenlo. Nem os raciocinios do atheo, nem
seos escrneos, nem suas coleras desanimam a Silvio.
Com umardorde neophyto, Iraca um programma
de defeusa era favor do chrislianismo, o qual deve
commovero coracao do desgrasado ; elle nao discute,
(rala de enlerneee-lo ; qner traze-lu a reconciliaco
com'Deos pela vereda que elle megmo seguir, pela
emoroe nao pela raciocinio. Sernoj>resscntir, ca-
racterisa ssira a propria piedade, queScra antes um
seutiinento de seu coracao, do que un convierto
do seu espirito; o que domina nelle be1 caridade
e o amor. Vbi caritas et amor,ibi leus t. Eis a
sua devisa. Para com esse incjedulo elle mioslra-se
COMMERCIO.
com pessoa alguma, mas que sabem que o adagio po-
lilico : Si vis pacen, para bellmn, applica-se perfei-
lamente vida civil. Ha alguma vprdade noque
acabamos de dizer. Seos mos nSo enconlrassem
senao Silvios Pellicos, seram demasiadamenle feli-
ces, pelo qoe he bom que de espac.o a espaco appa-
recara virtudes menos perfeitas para denuncia-Ios e
puni-los. Sao os tintos admiraveis, mas grandes
servidos fazem 03 hroes, e para Silvio Pellico, para
um poeta, pode-se conceller seguramenle onlro pa-
pel sem duvida menos edificante, mas lao glorioso e
tao patritica tomo o sea, o papel do vingador. Te-
a elle por isso sido maisutil- sua patria Nao o
creio. Algamas vezes a paciencia inalteravel o a
submissao absoluta sao mais eflicazes para a bem.
que a indignarn e a colera. Supponha-se que ap-
paroce em vez do livro evanglico Minhas Pritiies o
pamphlelo o mais amargo, a oraro a mais pathetica,
a denuncia a mais vehemente,a pintura amis inflam-
mada, pentaes por ventura que essas cousas teriam
alvoroeadu tanlo a Europa como essa doce quei-
xa? Teriam ellas onlcriucido nosos olharcs, como a
meia luz desses soHi-imenlos? Teriam assombrado
lano anossai imaginarao como essas lacunas, de que
fallava Maroncelli, como os sem silencios, mais clo-
quentcs que todas as invectivas e lodos os #brados!
A lamosa palavra: Cum tacent, da man nunca foi
mais verdadeira.
Cumpre porm que nao lenharoos da sanlidade
mais receios do que convem. Nao devemos temer
que o excesso da virtude torne-se popular. Os ho-
mens como Silvio nunca jamis fazem escola. He
inull erguer harreiras para preservar o genero hu-
mano desse abysme de perfeicao, em que noucag
pessoas deixam-se rahir. Os cidados da cidade ter-
restre estao em grande maioria ho mundo ; quando
por acaso virmos passar dianle de nos, nesle exilio
um babitaute da cidade celeste, devemos sauda-lo
com respeito e niio temer por amor da sociedade o
contagio de suas virtudes. Hoje n3o corremos mais
o risco de tornarmo-nosantos, como Silvio, cusa
de docara, de resignaco e humanidade' evanglicas,
assim como nos primeiros lempos do chrislianismo
o mundo nao corren o perigo de mudar-se em cr-
mida, ou naudo-nos nimiamente perfeitos. no^fcceicmos cr-
suerinu-nos demasiadamente cima da leita. Nos-
sas virtudes arharSo sempre em nossas paixocs e vi-
cios um contra peso snfllciente para impedir nossos
desvos. N3p difflcullemos poi*,'cm nome da philan-
Iropia, a perfeicao da misericordia, nem a da (locu-
ra, uem as da caridadeehristaa, e n3o prohibamos a
algoem que venba a ser um aujo.
Silvio mesmo nao ignorava que a beatltude sobe-
rana d'alma, ua vida contemplativa, niio pode ser
ueste inundo senao o privilegio de um pequeo nu-
mero de eleilos, o que niiiguem poderia prega-la
PRACA DO RECIPE 8- DE MAIO AS 3
HORAS DA TARDE.
CotacGes ofliciaes.
Cambio sobre Londres a 27 d. 60 d|v. a duheira.
Descont de ledras a veiicerem em junho do corren-
te anno1 ';, ao mez.
ALFANDEUA.
Rendimcnl do da 1 a 6.....67:6179330
dem do dia 8........6:3719758
73:9899088
escarregam hoje 9 de maio.
1Heraldbaculhao.
Hiato brasileiroFortunafumo e charutos.
CONSULADO GERAL.
Rendimento do dia 1 a6 8:3909136
dem do dia 8........4:558*600
9:9489736
' PIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dia 1 a 6.....1:2159435
IdemdodiaS.........3179672
1:5333107
RECEDEDORIA DE UEJjJJAS INTERNAS GE-
RAES DE PE.RNAMBUCO.
Rendimento do dia 8.......4318050
CONSULA.DO PROVINCIAL.
Rendimento do dial a6......8:1029842
dem do dia 8........1:2398942
9:3129784
I>AUTA
cunada
dos prems corrcnles gneros do paiz, q ue se despacham na mesa do
consulado de Pe iiambuco, na' semana de 8
a 13 de maio de 1854. '
AsMicari'incaixasbraiic-o l. qualidade (|)
', a a 2.a .
mase........
. bar. csac. bra neo,......
o mascas a i refinado f.......
Algodio em pinina de 1. qualidade
o 2."
**** 3."
ciu carco .... .".
Espirito de aguardeule? ....
Agurdenle cachaca ........
de canna ........
reslilada -....... B
Gcuebra.............. ,"...
...............botija
,...-.........caada
.............. garrafa
Arroz pilado dua arrobas, um alqueire 8800
em casca............ '^
Azeite de mamona......... caada
mendoim. c de coco.
de peixe..........
Cacau -.............: ... 59000
Aves araras. .,.-.,......urna lOjOOt
papagaios...........um SJOOO
Bolachas .".............@ 49480
Licor
28300
18!HK)
15600
29900
23000
39200
5!KX)
.59500
,55100
19175
9600
9420
9400
400
9400
9180
9400
9180
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
Ihcsour.iria provincial, em cumprmento da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia do 1* do cor-
rente, manda fazer publico, que nos dias ,6, 7 8 de
junho prximo vindooro, perante a junta du fazen-
da da mesma Ihesoararia, se ha de arrematar a
^]uem por menos lizcr, os reparos a fazer-se na ca-
sa destinada para cadeia na villa doOuricory, ava-
llados em 2:7503000 rs.
A arrentatarao ser feila na forma dos ars. 24 c
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1651,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.'
As pessoas que se propozerem a esla irremaicn
compareram ua sala das sessoes da mesma jun'la,
no iMa cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se inandou aflixar o prsenle
publicar pelo Diario.
Secrelara da lliesouraria provincial de Pernam-
buco 2 de maio de 1834.O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arrematando.
1. Todas as obras serio feilas do conforrojdadc
com o orcamento e planta nesta dala apreseiitdos a
approvaQao do Exm. presidente, da provincia, na
importancia de 2:7509000rs.
2. As obras sero principiadas no prazo de dous
mezes, e concluidas no de oito mezes, ambos conta-
dos de coiiformldade -com os artigos 31 e 32 da le
provincial n. 286 de 17 de maio "de 1851.
3- O pagamento da importancia deslas obras ser
feilo em urna s prestarlo quando ellas eslive-
rera concluidas, que sero logo recebidas definitiva-
mente. "
4. Para l^do o mais qne nao estiver determinado
as presents clausulas, seguir-sc-ha o disposto na re-
ferida lei n. 286.Conforme.O secretario, Anto-
nio Ferreira da Annunciacao.
-y- O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
lliesouraria provincial, em climpriment da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia manda fazer
publico que no da 11* de maio prximo vindouro
vai novamenic a prara para ser arrematado a quera
por menos fzer a obra do melhoramenlo do Rio
Goianna, avahada em 50:60090))0 rs.
A arrematarlo ser feita na forma dos arls. 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrcmalacao
compareram na sala daa sessoes da mesma junta uo
dia cima declarado pelo meio dia, compelentcmente
habilitadas.
E para constar te mandou aflixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da lliesouraria provincial de Pernambu-
co 10 de abril de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira "Annunciacao,
Clausulas especiaes para a arrematacSq.
1.* At obras do melhoramenlo do ro Goianna far-
se-bio de conformidade com o orcamento plantas e
perfis approvados pela directora em cuiiselho, e
aprescnlados a approvaQao do Exm. presidente da
provincia na importancia de 50:6009.
2. O arrematante dar principio al obras no pra-
zo de tres mezes e as concluir no de Ires annos, am-
boas contados pela forma do artigo 31 da lei nume-
ro 286.
3. Durante a exocucao dos Irabalhos o arrema-
tante ser obrigado a proporcionar transito as canoas
e barcaeas, "mi pelo canal novo ou pelo lei lo do ac-
tual ro.
'4. O arrematante seguir na execucHo das obras
a ordem do Irabalho que lhe for determinado pelo
engenheiro.
5.a O arrematante ser obrigado a apresenlar nb
fim do prmeiro anno ao menos a quarla parle das
obras prompla, e oulro lano no fim do segundo an-
no e fallando a qualquer dessat condicres pagar
ama mulla de um cont de res.
Conforme. O secretario, Antonio Ferreira da
Annunciaro.
O Illm. Sr< contador servindo de inspeclor
da lliesouraria provincial, em cumprmentodaordem
do Eiini. Sr. presidente da provincia de 27 de abril
prximo passado, manda fazer publico, que no dias
10, 17 c 18 do corrente, perante a junta da fazenda
da mesma lliesouraria, se ha de arrematar a quera
por menos lizcr, os reparos da ponte dos Car va I los,
avallados em 1:5409000 rs.
A arrematadlo ser feila na forma dos arlisos
24 o 27 da le provincial n. 286, de 17 de maio de
1851, e sob as clausulas' especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrcmalacao
compaioeam na saladas sessoes'da mesma junta no
dia cima declarado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
para constar so mandou aflixar o prsenle, e
publicar pelo Diario.
Secretaria da lliesouraria provincial de Pernam-
buco, 1 de maio de 1854. O secretario, Antonio
Ferreira o"Annunciacao.
Clausulas especiaes para aiTcmataraH.
1. Os reparos de que precisa a ponte dos Carva-
Ihosserao feitot de conformidade com o orc,amcnlo
approxado pela directora em conselho e presenta-
do a approvaQao do Exm. Sr. presidente, na im-
portancia de 1:5409000.
2. O arrematante dar principio os obras no pra-
zo de um mez, e as concluir 110 de 3 mezas ambos
contados na forma do arl. 31 da lei provincial
n. 286.
3". O pagamento da importancia da arrematarlo
rcalsar-te-ha em dus prestatSes iguaet; a priraei-
ra quaydo se adiar feita a roetade do servivo, c a
outra depois de concluidas e recebidas as obras.
4. O arrematante nao poder debaixo de pretexto
algum, deixar de dar transito aos animaes e aos
carros.
5. Nao haver prazo de responsabildade.
.6. Para ludo o que nao te achur determinado as
presentes clausulas nem no orcamento, seguir-sc-ha
o que dispoe a respeito a lei provincial 11. 286.
Conforme.O secretario, Antonio Ferreira da An-
nunciacao.
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
lliesouraria provincial, em virtude da resoltio,ao
da junta da fazenda, manda fazer publico que
em cumprmento da lei, se lia de arrematar peran-
te a mesma junta no dial de junho prximo vin-
douro a renda do sitio do Jardn! Botnico da cida-
de de Olioda, avahada em 1519000 rs.
A nrrematacao ser feila por lempo de 3 auno?,
por............4:0049000
Boa-Vista e Ex........4:0709000
Nos tres ltimos municipios, isto, he, Garanbunt,
Flores, Floresta, Boa-Vista, e Exiito arrematados
conjuntamente os imposto* acareo dos colleclores
e 20 por cenlo doconsumo de agurdenle, conforme
determina o arl. 42da lei provincial 11. 286 de 28
dcjunho de 1850.
20 por cenlo sobre a agurdenle que for consu-
mida nos seguintes municipios:
Olinda avaliado annualmenle por. .
Iguarass avaliado annualmenle por.
Goianna avaliado annualmenle por. -.
Pao d'Alho avaliado annualmenle por.
Nazaretli avallado aonualmente por. .
Santo Aniao avaliado animalmente por.
Bonito e Caruar avaliado annualmenle .
por.........
Cabo avaliado annualmenle por." i ."
Rio Formuso e Agua Prela avaliado an-
nualmenle por.....
Serinhaem avaliado animalmente por.
r.imoeiro avaliado annualmenle por. .
Brejo avaliado annualmenle' por. '
Cimbres avaliado annualmenle por. .
As arremataces serao feilas por temoo de 3 annos
a conlar do 1 de julbo do correnle anuo a 30 de ju-
nho de 1857, c sob as mesmas condicOes das ante-
riores. ,
As pessoas que te propozerem a esta arrematado
compareram na tala, das sessoes da mesma junta nos
das arima indicados pelo, meio dia,competentemen-
te habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o prsenle c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da lliesouraria provincial de Pernam-
buco 20 de abril de 1851.O secretario,
Antonio Ferreira d'Annuciarao.
O Illm. Sr. contador servindo de inspector dt
lliesouraria provincial, em cumprmento da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia, manda fazer
publico, que no dia 18 de maio prximo vindouro,
vai novamente a prara para ser arrematada aqoem
por menos fizer, a ebra -da cadeia do RioFormoso,
avahada em 33:0009000 rs.
A arrematarlo ser feita na forma dos arls. 24 e
27 da lei provincial 11. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas. '
As pessoas que se propozerem a esta arrematarlo
compareram na sala das sessoes da mesma. junta no
dia cima declarado pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da lliesouraria provincial de Pernam-
buco 15 de abril de 1854.O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciacao.
le artistas De-VtVcTiy,
Cantare!.
Em seguida ira (*^^H
Depois da qual d^^f
so, competidlo de
0 HEST
No fim do qaal
so a sollo.
Terminar'o es]
peta Sra. Pessina e'a benafici
Elle fie o espectculo quo a bene
e que esperamereca a a;
blico Pernambucano. a qne
implora,'arta de obter
recita, umrarecomper
Os bilhetes adan
e a rioile no llealro de A;
O espectculo princir i
AVISOS MARTIMOS.
* Para o B;
Dever seguir com bravMM
Mario, para carga, paatagdr
trata-se na na da Cade
PARA OBI
segu em pouco* <
cional O. Cedro II
te da carga prompt
ros e escravosafre:
Signatario Jse Bapt
na ra do Vigario n.
dar.
Para o Rio de,
lem de seguir estes dias
ta-se para carga ees.
ra da Craz n. 40, prime!
Para a Baha segu
hiate Noto Accordo; par
com seu consigna!
ra da Cruz do Reo
Para o Hio de
i 3 do correnti
Recit, o(|i
carga, e.anda j
passageiros, aos 1
tament, et
o que tratarse com
noel Francisco da
Coegion. 17,'segunde
do com o cap tao Hanoc
LEJXO
LEILAO si
Clausulas especiaes para a arrematacao.
1.a As obras serao feilas 'de conformidade. com o
orcamcoin e planta nesta dala approvados pela di-
rectora em conselho e aprescnlados a apppxovacao
do Exm. Sr. presidente da provinciana importancia
de 33:0009000*. *
2.a O arrematante ser obrigado. a dar principio
as obras uo prazo de dous mezes.e conclui-las no de
vinle mezes, contados de conformidade com a dispo-J
sicao do arl. 31 da lei n. 286.
3. Para execuco das obras o arrematante dever
ler um meslrepedreiro, e oulro carpina da confian-
za do engenheiro.
4.a O pagamento da importancia d'arremataco
sera feitoem seis prestarles da forma seguate: a 1.a
da quanliajde um dcimo do valor da arrematacao
quando estlvercm feilas todas.as paredes at o nivel
do pavimento terreo, c juntamente o cano de esgoto;
a 2. da quantia de dous decimos quando ettiverem
feilas todas as paredes exteriores e interiores alea
altura de receber o travejamenlo do primeiro an-
dar, c asseuladas todas as grades de ferro das janel-
las; a 3.a da quanlia de dos decimos quando esli-
ver assenlado iloda o travejamenlo do prmeiro an-
dar, feilas todas as paredes al a altura da cubera,
e embudadas as cornijas; a 4.a tambem de dous de-
cimos* quando esliver prompla luda a eoberta, asteo-
lado o travejamenlo do forro do primeiro andar, re-
bocado e guarnecido lodo o exterior do edificio; a
5.a tambera de dout decimos quando ettiverem con-
cluidas todas at obras e recebidas provisoriamente ;
a 6.a finalmente de um dcimo quando 'for a obra
recebida definitivamente o que lera lugar um anno
depois do recebimento provisorio.
5.a Para lodo o mais que nao estiver determinarlo
as presentes clausulas, e nem no orcamento seguir-
se-ha o que-dispoe a respeito a le provincial n.
286.Conforme. O secretario, Antonio Ferreira
da Annunciacao.
O cidadao Jos Antonio Pires Falcao juiz munici-
pal supplenle desla comarca do Cabo,provincia de
Pernambuco, por S. M. I. &c. que' lieos guarde.
Faco saber que no dia 26 de maio protimo vin-
douro, em praca publica perante este juizo, tem de
ser arrematado por renda.por quem maior preso of-
ferecer, e sob flanea idnea, o engenho Arariba de
Baixo avahado annualmenle por 2:8009000 rs., de-
vendo ter principio o arrendamcnlo no dilo mez de
maio, o qual vai praca a requerimenlo do conse-
nhor da raaior parle Antonio l.uiz Concalves Ferrei-
ra. E para que chegue noticia -de todos mando
que esle seja afiliado no lugar mais publico desla
villa, e que o porteiro desle juize traga a pregao os
dias da lei.
Dado e pastado sob meu signa! e sello, ou valht
sem tell ox-causa nesta villa do Cabo aos 29 diat do
mez de abril do 1854: eu Manoel Jos de Sant'anna e
Araujo, escriv.lo o escrevi. Jost Antonio Pires
Falcao.
Quarla-fera 11 o
nhaa na ra du Co
lao de 3 excellentes
Irase tem ellas, ditas de
obras .de marcinc
deiras, um lindo sanetoai
glez de armario, ricas c;
ouro e prala, calungai e
sala, caodieiros de diuV
vidros para tervijo dp roes,
estarn patentes no mesn
0 AGESTE BOBJ
. e nana
le cauro
far o leilao dos objcclos**^>^>^>H
'armazem ; e ao meio dia
leilao urna armaco para
de miudezas diflerenles, ei
botoet douradoa para cas
porco de tpalos e bora*^^^B
de lustre, e varias qunj^^^H
qualquer preso que far Sere
Terr;a-feira S dp corrente
nhaa, o agente Vctor far leilo uo s
da Cruz u. 25, de grande soriinu
marcineria : comislinde em metas redom
rauda com pedrea e teu Hat, di
consolos de Jacaranda com pe
ellas, banca* de Jacaranda, e d
cadeiras de bataneo de amare
randedcamarello, usu
sofs de Jacaranda e de
da louca, guarda roupat di
carleiras, conunodas
randa e de amarello, aparad]
parajantar, dita
de pinho para cozinli
candelabros,' lauti
relogios para
mesa, correles ,
esmalte, ma .porja^
caixas de charao
colwidas, fumo,
dade, e ordinarios,
fado superior quali
pedra marmore, ora trairt
ferro ; e oulros muitot ol-jt
no dia do leiBi
Quaria-feHra 10 do
manha, agente J,'. Gatis
de-M. Carneiro, n.-
ama mobilia de jar
deiras americanas.
ca, mesas, lavatorio
estampas, eandieir:
assim carao tambem un
briolel.
C J. Atlley 5
c,o do agente Oliveira
zenda as mais proprias
corrente; s 10 horas
armazem ra do Trapii
DECLARA(?OES.
AVISOS
De ordem do Exm. Sr. director geral da inslroc
S3o publica,* faso saber a quem conviar, qne eel em
concurso a cadeira de instracrao elementar do pri-
meiro ero de>Alagna de Baixo ; com o prazo de 60
diat contados da data desle. Directora geral 4 de
maio de 1854.O amanuense archivista,
Candido Eustaquio Cesar de Mello.
ADM1NISTRACAO DO PATRIMONIO DOS OR-
PHA'OS.
Pela adminislrasao do patrimonio dos orpliaos se
ha de arrematar a quem mais der, e pelo tempo que
deenrrer do dia da arrematadlo al o fim de jupho
de 1855, as rendas da casa 11. 29 do largo do Paraizo:
as pessoas que se propozerem arrematar ditas ren-
das podef.1i> comparecer com seus fiadores nos dias 28
de abril, e 5 e 12 de maio na casa das sessoes da
administrarn do- patrimonio dos orphos, au meio
dia.
Sala dat scsset da admrnlslracao do patrimonio
dos orphaoi 25 de' abril de 1854'. J. J. da 'owte-
ca, secretario interino.
COMPANHIA DE BEBRIBE.
O Sr. director da companbia'de Bebe-
ribe, em virtude do artig 28 paragiaphp
i. dos estatutos, convoca os Sr. accionis-
tas para sereunirem em assemble'a geral,
no dia 16 do corrente mez de maio, no es-
criplorio da dita companbia na casa n. 7,.
primeiro andar, da ra Nova, afim de pro-
ceder-se a eleiro da administraco, to-
mar contasa ac\ual, e resolver a'cerca do.
12. dividendo, conforme as disposice*
do artigo 19, paragrapbos 1., o. e 4. Re-
cife 5 de maio de 185i-.O secretario in-
terino, Luiz da Costa Portocarreiro.
Pela subdelegela de timbanba te acha
Ihido i cadeia de Goianna o -pelo Flix, que
rna tobdelogacia foi apresenlado pelo padre Fr.
co Rodrigues Macliado, de quem se foi qoellc
para ser comprado, dizendo ter pertcncido ao fi
Antonio Dantas Corre, e hoje a
quero te julgar. |H>is, coro direilo ao raes.
venha reclaa-lo convenientemente dor
que lhecr entregue. Tim: itf
1854.0 subdelegado,
Manoel de Azeteio do Nascmento.
Companhia brasileira de paquetes
de vapor.
O vapor Imperador,
commaudaule o capi-
lao lente Gervazio
Mancebo, deve chegar
dos por los do norte a
13 do correnle, e seguir para Macei; Babia c Rio
de Janeiro no dia seguinle; agencia na ra do Tra-
piche n. 40, segundo andar,
Domingos Ro
deudo despedir de t<
grato, na sua sabida
desle, e Ibes oficreci
dade de Lisboa c Po
demorar.,
U. d


roari-
hnile
O Dr. Tliomastinj
tnltat todos os
9 nhaa at o meio dj
Sdeia de Sanio Anlt
^^m -- -
ra Bella, tam quintal e cari
agua: na ra larga.do R
RESTAURANT .FEANc!
Hcbrard a l'honneut
qu'il vient' de rece
complet d comr
roiere qualil, tarou, sac
Sancisses^laus le Saint-
cois de Soisson, liqueurs
rarao, cogoac? Iruf.
n, olivos, cornirl,
fiuede Platinoide J lhe sais-
se, vin de Rordeanx*m caitte alites.
T
fliia.
CLNICA ESPECIAL DAS MO-
LESTIAS NERVOSAS.
Hystria, epilepsia ougota co-
raC rheumatis paral^-
p-doso
ou <
i dore
rme<
:" de gj
itam a ut,
11 ano- *
*^*^Banha
n-isco (Mnn-j
o Olegario
\ ra. e -*,- d|
r, -i
1 pobres;, datdt ir 9
l as .liiapdalarae.ral
i. do-Novo, 11. bS S.j
WKk.ud'1.
im. Sr. r
linda, tenba boTadade de ap^narecer na
ruado Trapiche n-i,. primeiro andar,
para negocio que Ibe dt respeito.
ResejAe fallar a Sra. D. Anna Joaquina do
Sacramento a negocio de seu inleresse: na ruada
Cruz do Recita n. 66, escriplorio.
Vrecisa-se de um homem de meia idade para
reilordfi ara engenIio:>nQ aterro da BoavYista loja.
ni 1, "^


k
b.

'
DIARIO DE PERNAMBUCO, TERCA FEIRA 9 DE MAIO DE 1854.

riClDADK E SnEUlUKIDAliE
DA
^Esa parrilha de bristol
sobre
l SALSA PARBILUA DE SANDS.
Attencao'-
A -AI.SA PARUII.HA 1>E BRISTOL-data dos
de I- c lem constantemr ,> a suji.re-
inposo
rito podem
ilas iuvejas
ew-York,
c pi la salsa parrilha eonhecidapelo no
mp.de
melada Salaapar-
o o podessem obter, fa-
Eis-aqui a caria que os Srs. A. R. D. Sands es-
, rreveram ao Dr JBrtol no dia 20 de abril do 1842,
e que c aclia en ler:
. Dr. C. C. Bristol.
Nosso apreciayel senhor.
Em todo o anno passado temos vendido quanii-
duies considerareis do estrado de Salsa parrilha de
Vme, e pelo que ouvimos dizerde suas virtudei
quelles que a tein usado, julgamos que a Venda da
dita medie untar-tUmliitimo. Se Vmc.
quizer fa, iranio comnosco, eremos que
nos resollara muita vantasem, tanto a nos como a
Vinculemos muilo prnr que Vmc. nos responda
sobra, este assui Vmc. vier a esta cidade
daqui a un mez, ou musa seraelhanle, teramos
muilo pra/er era o ver em nossa botica, ra de Fui-
Ion, i
Ficam s ordebs de Vmc. seus segaros servidores.
. (Asslgoados) A. R. D. SaNDS.
CONCLUSA'.
t. A anliguidade da salsa parrilha de Brislol be
'claramente provada, pois que ella data esde 1832,
' e que a de Sands s appareceu em 1843pepoca na
o pode obter a agencia do Dr.
2. A.superiondade da salsa parrilha de Bristol
he incouteslavl; pois que nao obstante a concur-
rencia da de Sands, e de urna porcSo de outras pre-
paraes, ella tem mantido.a sua repataco em qua-
si toda a Amen
As numerosas experiencias feilas cqm o aso da
ia em todas as enfermidades originadas
eza dosangue, e o bom xito obtido nes-
i Illm. Sr. l)r. Sigaad, presidente da
I erial de medicina, pelo Ilustrado Sr.
> Jos I'eixolo em sua clnica, e em sua
le saode na Gamboa, pelo Illm. Sr.
Jlivetaa, medico do exercilo, e
s mdicos, perroiUem boje de pro-
tanienle as virtudes eflicazes da salsa para
e^se a 59000 o vidro.
mudou-se para a bolie*
frente ao cbafariz..
medico francez, dcoo-
no seu consultorio
HDASWZESN.28.
orio aeha-se i venda um
ment de carteiras de todos os I
commodissimos.
ni res.
tubos a esculla.
ulobulosavuls. 500
... 400
300
a escolha .. 18000
tde homeopalhia 2 voumes 2.
.....55000
lliogenesia dos raedicameulos
i oame......29000
i eslias venenas
SataLaji mesmo. -. 18000
100 de.
1800 de,.
I de Alm tem contratado a
e da casa o. 8 sita' no largo
l'orle do Mallos, com sea proprie-
icelinoda Fouseca Coa Un lio : se esta ce-
rejadica a alguem, queira declarar no pra-
iias, (iodos os quaes ser passada a compe-
tente eseriplura.
ravo Joro no dia 25 de abril, he co-
nheci elido de innlalinho, he pedreiro e
m no buco da barba dous siguaes nos can-
i bel los, e oulro na pona do'quei-
a-e conlra quem o acollier:
irija-so ao caes da Alfandega
n. .
O abaixo assignado, tendo cedido o sea depo-
sito de charutos da ra estrella do Rosario, srienlifijH
pestoasque ah deviam, que podem ir pagar
seus dbitos na sus loja da ra larga do Rosario n.4 maUo"Mlne0de7ejanrr.'
trarao um
incalo de charutos, tanto fa
--------a.- tardo dos feit.
ga-se o primeiro andar da easa da ra do
5, ronlcnde. urna grande sala, com alcen
va e 3 quarlosvtodoj bastantes grandes : quem pre-
tender.dirija-so Peasa^tma, que achara com quem
tratar. |?W -
O Sr. que mandou umacarda pelo seu ciaxeiro
para Zebedeo Carlos Cezar, na ra eslreila do Rosa-
rio n." 18, viuda do Bio da Janeiro, queira mandar
omesmo caixeiro para saber da auamnradia, pois
ha negocios i Iralar.
l'erante o Illm. Sr. Dr. jiiiz dos ausentes, s
le arremalar por venda, a quem mai* der, os
s, bancos, ferragens, ferrairiWas, madeiras, e
feilas. por acabar, que foram do fallecido
JoSo Frederico Scheredre, cuja arrematacao ler.i lu-
gar na ra da Concordia n. 2, na quinla-feira 11 do
crrenle, depois das 11 horas da manlia impreleri-
vclmente.
O Sr. Joaquim de Alhuqucrque Mello, mora-
dor na ru de S. Francisco; lem orna carta tinda do
Rio de Janeiro, naTua do Crespo n. 19.
Fugio no dia 24 de abril, um escravo de nasito
de nome Jos, velho, pinta bstanle na barba e ca-
bello, lem alguma falla de denles, cor preta, catalu-
ra regular, caleasacinzentadas, encorpadas, e remen-
dadas no joelho^aqueta de riscadinho miudo, cha-
peo de palha grosso; levou comsigo um tabolciro
cum (amneos que andava vendendo : quem o pe-
gar dirija-se a Iravessa do Rosario taberna n. 1, que
sera recompensado.
Custodio Coelho de Azevedo, subdito porlu-
gnez, retira-se para fdra do imperio.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Resumo dos premios da 1!)! lotera con-
cedida a beneficio das casas demanda-
de da provincia do Rio de Janeiro, ex-
trahida em 21 de abril de 1854.
1 N. 4760. ....... 20:000$
2601.........10:0006'
1
1
1
6
10
20
5571.
5475.
511.
4675',
482,
1457,
2978 ,
5154.
104,515
5557
4797
1554
2156
5018
4545
4865
1429
2441
5049
778, 805,
4:000$
2:000$
1:000$
400$
60
924, 1510, 2299 ,
2509 2552, 5294 ,
5557 4517 4417 ,
4598 4648 4686.,
4848, 4929, 5144,'
5752. ...v;......
72, 208, 255, 595,
471, 559, 585, 586,
200s
645,
811,
1108,
1579,
1898,
2210,
2555,
5167,
5424,
5551 ,
4012,
4747,
5201 ,
5557 ,
5490 ,
5602,
5692,
5955.
757
1019,
1171 ,
.1516 ,
2055 ,
2259,
2651 ,
5247,
5460 ,
5756 ,
4076 ,
4750,
5501 ,
5451 ,
5510,
5606,
5765,
809
1070 ,
1507 ,
1675 ,
2489,
2372,
2660 ,
5577 ,
5499 ,
5954 ,
4571 ,
4950 ,
5508 ,
5433,
5528 ,
5646 ,
5778 ,
100$
40$
20$
2000 premios.
Os possuidores de dous quartos da sorte
de 2:000 loja em que foram comprados.
Achem-se a' venda os hi I heles da lote-
ria decima-sexta do Thesouro, quecorreu
no Riode.Janeiro a 2 do correte.
O Sr. Manoel Esleves de Abreu lenha a bon-
lade de dirigir-se a praca da Boa-Vista n. 7, que
Alo ga-se ama casa com boa quinta na Capunga,
fio principio da estrada que vai para a Baixa-verde:
^ Iralar no pateo do Coilegio n.,4.
Precisa-se alagar um prelo escravo para Iralia-
Ihos de silio, pagaiulo-sc 128000 mensaes alm do
lstenlo ; no sitio que oi do Sr. Paulino, na Iraves-
sa do Arraial para a Casa Forle.
Prccisa-se de ama escrava para cozinhar, com-
prar e o mais servico ; nos qualro canlos da Boa-
Vista n. 1.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva par
servico de urna casa de poca familia ; na ra Di-
reila n. 76.
Aluga-se urna prclaque sabo.fazer o servico do
ama casa de familia ; qoem a pretender, procure-a
na continuacao da ra da Aurora, em urna casa do
Sr. Gomos do Cprreio.
Antonio Pereira Mendes val a Portugal.
MECHANISMO PARA ENGE-
NHOS.
U FU1MIICA0' DE FERRO DO ENGGIHEIRO
DAVID W. BOWHAN, NA RIA DO BRIH,
PASSANDO 0 GIUFARIZ,
ha sempre um grande sorlimcnlo dos seguintesob-
jeclos de mechanismos proprios para engenhoa, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais-moderna
conslruccao ; taixas de ferro fundido e batido, de
superior qualidade, e de lodos os lmannos; rodas
dentadas para agua ou'animaes, de todas as propor-
Ces ; crivos e boceas de foroalha e registros de boei-
ro, aguilh0es,bronzes parafusos e cavilhes, moinhos
de mandioca, etc. etc.
AMESMAFllNDICAO'
se cxeculam lodas as cncommendas enm a superiori-
dadej conhecida, e com a devida presteza e commo-
didade em precu.
AVISO JURDICO.
A segunda edicao dos primeiros elementos prati-
cos do foro civil, mais bem corrigido, acrescentada,
nao so a respeilo do que alterua a lei da reforma,
como cerca dos despachos, inlerloculorias e definiti-
vas dos julgadofes, obra asss interessante aos prin-
cipiantes em pralica, que Ihes servir de to conduc-
lor: na praca da Independencia ns. 6 e 8,
1 uoheopathia:
q Comarca do Cal. *
Manoel de Siqneira Cavalcanli mudou-sc
g para o engenho Marlapagipe. Conlina a dar
2 consultas todos os dias, e a Iratar os.pobres
** gratuitamenle.
'.*


I
al
eflaji
^
STARR&c:
respeilosamenle annuuciam que no sea extenso es
labeleciniento em Sanio Amaro, continua a fabricar
com e promptido.teda a qualidade
de machiiiismo para o uso da agricultura, navega-
cao e manufactura, e que para maior rommodo de
seus numerososfreguezese do pulilicoeo geral, tem
i abrto em um dos grandes armazens do Sr. Mesqui-
tanarua do Bram, alraz do arsenal de mariuha,
l'OSlfo DE MACHINAS
conslruidas nodiloseu estabelecimenlo. ,
All acharan es compradores um completo sorti-
ment de moendas de canoa, com lodos os melho-
- ramalos (glguns delies novos e originaes) de que a
; experiencia de oiuitos anuos tem mostrado a neces-
8,03,1 vapor de baixae alta presso,
10 tamanho, tanto batidas como fundidas,
carroft'de mo e ditos para conduzir formas de asso-
car, machinas para moer mandioca, preusas para di-
to, romos de ferro batido para farinlia, arados de
'*"! pprovada' conslruccao, fondos para
vos e portas para fornalkas, e urna
\_i obras de ferro,, que seria enfadonho
ataao deposito existe urna pessoa
a para receber todas sen-
os annunciantes contan-
dedesuasoflicinas e machinismo,
mes, i compromet em a fazer
presteza, perfeico, e exacta-
lodelosou tlesenhos, e in-lrnc-
'oroecidas.
IjVFFECTEOR.
do por decitUo do conselho re
~IM| ecrtto\imperial.
sdoshespilesrecommendam o arrobe
i,allecleuv, como sendo o nico aulorisdo pelo go-
vernie pela Real Sociedade de Medicina. Este me-
dicamenlo .-. agradavel, e fcil a tomar
om i na mariuha real desde mais
de flO RflKDte em poco lempo,
com pouca despeza, sera mercurio, as aUeccoes da
pelle, impingens, as couseqaencias dassarna's, ul-
ceran dos partos, da idade critica e
daai ia dos humores ; convm aos
i, as conlracoes, e i fraqueza
i do abuso das ingeccoes ou de
phililico, o .arrobe cara em
i fluxus rcenles ou rebeldes, que vol-
em couseqeneia do emprego da co-
paiba j,.ou das iiijecccs que represen-
eplralisa-lo. O arrobe Lallctej
mmendado conlra as dencas
inveteradas ou rebeldes ao mercurio eao iodoreto
de potasio. Vende-se'em Lisboa, na botica de Bar-
ral, e,de Antonio Feliciano Alvcs de Azev#do, pra-
le D. Pedro d. 88, onde acaba de chegar urna
grande poreo de garrafas grandes e pequeas, Vin-
das directamenU} de Paris, de casa do Sr: Boyveau
LaBeeleuvl2,:ryaRiclietiParis. Os formularios
' "" do agente Silva, na praca de
D- em casa de Joaquim
Arau V IrmSos; m pernam.
^SaaaH '^ha & Filhos, e
, i?*, ia-Nova, Joao Pereira
de Magu -urande, Fraocaco de Pau-
la Canto i1
Precisa-se de urna ama de dous mo-
ros solteiros, pai faler todo o mais Servi-
co interior de urna cata: na roa da Semala-Nova
n. 1.
uni FetSeir.
para qoe ningneai ao d'epoit
** gan
9 esquina do hercr.
jo pode
piare Mano;
assar pa
hprq^^^^H
rrecisa-
er para caixeiro i
ilruzes u. 110.
ico, m
en- &
;>ova na
Pa- 9
irte ^
'ha 9
co-
dilos da;
que saibaler e escre-
la [iddaria da ra das
ilonio da Silva Vi-
finado marido a
reunirero--
ra da Moeda, no. dia
da manhia, para deliberaren! e ...tomannt conheci-
mento do misero estado do vjuva
pede porobsequio aos seus benignos oreares que
Ihe no Tallern a lio juslo pedido. ,
t) Sr. Joaquim Btiquilinn Souza San-Tiago le-
nha a boiidade de dirigir-se a ra'do ueimado
. n. i.
Jos Anlonio l.cile
F.uro|i
Guimar.es, relira-se para
D. Anna Joaquina de Jess Queiroz Guedes.
roga aos credores de seu fallecidb marido Norberlo
Joaquim Jos Guedes, o favor de apresenlarem suas
contas. .
-*- Gregorio Anlunes de Oliveira faz scienle ao
publico, que deixou de exercer o cargo de agente
de leilOes, por assim o ler requerido ao tribunal do
commerciu, e lendo cedido o sea armazem de leudes
da roa da Cruz ns. 23 25, ao agente Viclor Anlo-
nio de Brilo desde o dia, lo de abril do corrate,
rez-lhe entrega juntamente de todos os trastes e
mais objeclos que estavam em ser e que perienciam
a diversos senhores, os quaes poderao eulender-se a
este respeilo com o dito agente Brito, e declara mais
o annunciante, que ludo quanlo foi vendido por sua
inlervencao se acha pago a quem competa, e se por
acaso alguem se jnlgar com direilo a alguma recla-
maeSo, pode dirigir-se ao annnncianle dentro do
prazo de oilo dias, que ser promptamentesalisfeito;
uo aterro da Boa-Vista n. 86, segundo andar.
Deseja-e fallar com o'Sr. Jos Anastacio de
Albuquerquc, na ra do flabag loja de Joaquim
Jos da Costa Fajozes, a negocio de seu inlresse.
Precisa-se alugar urna boa ama deleite; forra
on capliva; na ra das Crazes n. 28, segando andar.
Jos Anlonio de Araujo Coi maraes retira-se
para fura da provincia ; quem se julgar seu credor,
aanuncie por esla folha.
Attencao.
Precisa-se de nm eapellao* para a povoacao de Ca-
poeiras, sendo bem moralizado e instruido: queui
preleuder dirija-se roa Direita n. 76, que se dir
quem est aolorisado para tratar, e declarar as vau-
lageosdacapelania.
Antonio Barbosa de Barros,
com sala de barbeir na ra da Cruz do Recife n.
62, faz scienle ao respeilavel publico, e em particu-
lar aos seus freguezes que vai fazer urna viagem a
liuropa para tratar de sua saude, ficando fazendo
suas vezes o Sr. Beruardino da ConceicSo Kego, o
qual espera que servir com toda promplidao: apro-
veila a occasiao em ofTerecer seu fraco prestira
na cidade do Porto, ra Nova e Santo Anlonio
n, 70.
O bacharel Wilravio, continua a leccionar em
francez, e para esle llm recommenda-se aos pas de
familia, aos quaes promelle toda a solicilude possi-
vel no aproveilameulo de seusfilhos; lecciona lam-
bem pela manhaa na praca da Boa Viala em casa do
Sr.badault: a tratar na ruadas Cruzesji.22, pri-
meiro andar. r
L'm grande e oitavado pilao com a compleme
mao, irasle indispensayel para familia numerosa, e
que lenha mullos escravos: existe na ra cslreita
Iw teuIOPadara'D' 13' nde ,er" cnlre8ae Pr
Ao ublico.
Os senhores proprietarios e fteslrcs de pedreiro.
que precisarem de carrocas de ara fina para fingil
rem, acharao por preco coramodo posta na obra, as-
sim como carrocas para condujo e lodas as qali-
oaues de malenacs, ludo por preco mais coramodo
possivel : a Iralar na ra da Cadeia de Santo Anto-
nio, armazem de lijlos n. 17..
Deseja-se arrumar em loja de fazendas ou ar-
mazenrde ditas, um moco de 16 annos. chegado ha
poocoda Europa, debo!educacSo, ed fiador a sua
conduela ; a Iratar na ra da Senzala Velha, taberna
n. 15, ou anuuncie.
Claudino do Hego Lima, sogro do alferes"Leo-
poldo Borges Oalvflo Ucboa, declara ao respeilavel
publico, que o dilo seo genro nao foi reformado, e
sim o alferes Leopoldo da Fonscca Galvn.
Precisa-se de urna ama de leile para criar am
menino: em Fora de Portas n. 135, paga-se bem
sendo boa ama.
' Carros e colsJes be mola.
0 abaixo assignado. segeiro, c morador na ra
dos Pires, casa deporta larga, offerece-se para pin-
tar, cobrir e forrar carros, Com toda a perfeico pos-
sivel, elpara fazer todo eqnalquer conserlo que melles
seja preciso ; assimeomoencarrga-se de vender car-
ros ou cabriolis ; na mesraa casa acham-se venda
colxdes de molas tanto grandes como pequeos, por
procos commodos, e aflauca-se por um annoporqual-
qner coftcerlo que nelles seja preciso : lambem
guarda-se carros mediante urna paga niensal.
Laboucier.
J. Chardon, hac^arcl cm bellas letlras, doulor
em direilo formado na universidade de Paris, ensi-
ja em sua casa, ra das Flores n. 37, primeiro an-
aar, a lr o escrever, Iraduzir c Tallar correcla-
fZ^Z S0" rra<*M. ' ticulares em'casa de familia. '
Pori J05 Martin:d* Si|v reiira-se'para a
^^Ba-sc fallar com o Sr. Anlonio /ernandes
de Caslr, ioao Ignacio Coelho. e Agosliuho Jos da
silva a negocio de seus inleresses: na ra do Cabu-
| de Joaquim J, da Costa Fajozes.
v,^reL peixe com urna grande casa assobradadi com mallos
commodos, senzala es.ribaria, Iros cacimbasTiiclu-
sne una com bomba e tanque : quem "o pretender
dmja.se aAntoniol.onoMves de Moracs nos A oga-
dm. ou no Rer.fe. ra da Cadiea. *
J. Jane dentista,
conlina rendir na rpNova, primeiro andar n. 19.
--Na ra d Sr. Bom Jess das Crioulas lava-se e
engomma-se com aceio e perfeico.
O Sr. Antonio Pereira do Lago tem nma carta
na livrana n. 6 e 8 da praca da Independencia.
A pessoa que no domingo de paschoa, na mis-
sa cantada de madrugada, na malnz da Boa-Visla,
perdeu um eufeile de braco, encastoado em metal
doarado, dirija-se ao guarda da mesma igrcia, que
dir quem achou.
Pelo juizo de direilo da primeira vara e com-
niercio, findos osdias da lei, empracassuccessivos.se
ha de arremalar urna parle do caixao da casa da ra
dos Pires n. 22. avahada no todo em 8003000 rs. sendo
aparte 323g630rs., por execuco que raove Antonio
Domingues de Almeida Pocas, e sda mulher conlra
a viuva e herdeiros de Joao Januario Serra-Gran-
de, cscrivaoCnha.
O amigo, que quizer possoir fielmenlc o retrato
a oleo do falecido Dr. Jos Eustaquio Gomes, lenha
a bondade de dirigir-se junio a igreja de S. Jos do
Manguinho, ou na ra do Coilegio n. 6 botica do
Sr. Cypriano :' tambem lira-se retratos a oleo e em
miniatura, e garante a fiel semelhanca.
Na praca da Boa-Vista n. 7 anda existe um res-
to de lii I hetesinlciros e meios pur vender, o que lie
de 585O0 e 28700: assim cmo cautelas: a elles
antes que se acabem.
Precisa-se de nma mulher para ama interna e
externa de urna casa : na ra do Hurlas n. 120.
Offerace-se um rapaz para caixeiro de qualqaer
rasa de negocio dealacados, tanto de fazendas como
de molhados no trapiche, o qual dar informaees de
sua conducta ; quem pretender annuncie para' ser
procurado.
Na na del lorias n. 62, engomma^se com loda
a perfeirao, e potprcco enmmodo.
O abaixo assignado avisa a seus devedores. que
"desde j vai chama-Ios a conciliacao, e execular lo?
dos os meios para que seja pago do que lhe devem,
visto nao o lerem fcito em lempo complenle, e pro-
testa nao ler a menor cohlemplacAo com pessoa al-
guma : o annunciante faz o presente 'para que niu-
guem allegue ignorancia.Francisco Jos Leile.
CHRYSTALOTYPO.
Galera, de ricas pinturas pelo antigo e
novo estylo..
Aterre- da Boa-Visla n. 4.
De caixas, quadros, medalhas, aUineles e pulrci-
ras. ha um rico sortimeulo para collocar retratos,
por preco muilo baixo.
Precisa-se alugar urna ama /otra ou captiva,
para urna casa estraugeira de poda familia, para
Iralar de meninas a fazer mais algum servico se for
preciso : na raa a Senzalla Velha n. 60 primeiro
andar, ou na Capunga sitio do Sr, Brilo.
Loja ingleza de ronpa feitvi-ua da Cadeia
do.Recifcn. 16.
Existenesleestabelecimenlo um grande sorlimcnlo
de miipa feita de todas as qualidades de fazendas
che=adas prximamente de Inglaterra, como sejam :
palitos, casacas, calcas, collelcs, camisas, ceroulas,
etc., e os precos serao os mais razoaveis possiveis,
visto ser o systema do dono nao deixarttinlieiro sa-
bir ainda mesroo com algum prejazo.
Paulo Gaignou, dentista,
pode ser procurado a qualquer hora em sua tasa
na ra larga do Bosario n. 36, segundo andar.
Casa da afericao, na ra das Aguas-
Verdes n. 25.
O aferidor parlicipa, que a revisao tfeve principio
no dia 1 de abril crrenle, i finalisar-se no dia :I0
de junho prximo futuro: segundo o disposto no
art. 14 do regiment municipal.
-i- Precisa-se saber quem he nesta praca o corres-
pondente do Sr. Joao Alfonso Ferreira Capobre : ra
do Raugel o. 36, segundo andar.
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, roa do Coilegio n. 2,
j' vende-se um completo sortimeto
de fazendas, linas e grossas, por
precos mais baixos d que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
coes, como a refcdlio,. amanendo-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabeecimento
ahrio-se de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemaasc suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, e pot-
ista pfferecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietano deste importante es-
tabeecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge- .
ral, para que venbam (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Coilegio n. 2, de
i .AntonioLuiz dos Santos" & Rolim.
Q abaixo assignado, nico cncarregado de re--
ceber os foros das casas da freguezia de S. Jos,
perlcncenles ao Sr. Francisco de Paula Correia di
Araujo, taz scienle aos meamos foreiros, principal -
menie aquelies que nao sabem a sua morada, de
ding!rem-se a ra .do Pires na casa nova junio
do tinado Gervasio.Manoel Comes l'iegas
Compram-se oncas hespairliolas: na ra da Ca-
deia do Becifc loja de cambio n. 38
Compra-se um inelhodo para violao do autor
Caruli sendo em bom estado por preco commodo:
trata-sc na ra da Cruz, armazem n. 21.
Compram-se palacSes brasileirose hespanhocs
a 19i0 ; na ra da Cadeia do Recife, loja n. S.
VENDAS
'------
Vendem-se seis travs do ina'saranduba e sa-
pucaia, de sessenla e cinco a selenta palmos, e 10
polegadas de face, e travs de louro de 30 a 40 pal-
mos, o mais barato que he possivxl: na raa do|lto-
sario larga taberna n. 9.
.Vendemos velas de carnauba sem mistura, cm
grandes e pequeas porcoes, c esleirs de palha de
carnauba: narua do Vigario n. 5.
Vende-se urna escrava de uaco de idade de 26
aunos, a qual sabe cozinhar, enzummar, e vender
na ra : na ra de llorlas n. 124.
Vende-se um prelo sapa lei ro de meia idade:
na praca da Independencia n. 33, loja de calcado.
Vende-se nma escrava muilo moca,crioula,
perita em habilidades, urna dita quecoxinha, engom-
ma, cosce lava, urna dita que cozinha, lava, e he boa
quilaudeira, sem virios; um lido moleque de 18 an-
nos, ptimo para todo o servico. um prelo de 25 an-
nos bem possante bom para armazem do assucar:
na ra do Kosario n. 24.
Vende-se ama parle do engenho Arand da
freguezia daEscade, cuja parte offerece vantagem a
quem a quizer comprar por ser do valor da Ierra
parle do engenho como se ver vista dos documen-
tos que o vendedor entregar ao comprador; e o dilo
engenho ser de agua, moente e corrente, distante
desta praca 10 leguas ; quem pretender, dirija-se ao
engenho L'baquinha, em Serinhaem, a tratar com
Tliooi Joaquim de Oliveira.
Vendem-se sacias com muilo superior milho,
por commodo preco ; no lerceiro 'andar do becco
Largon. 1.
LINGUAS D RIO GRANDE.
Vendem-se l i uguas seccas do Rio Gran-
de, milito novas : n ra da Praia, arma-
zem n. 66. .,
Vende-se por ser a ultima praca do Dr. juiz da
segunda vara do civel urna casa terrea no aterro da
Boa-Vista n. 27, e urna dita no fundo da mesma de
um andar. ,
Vende-se una mulata recolhida, de idade 16
annos, com algumas habilidades ; igualmente se,
permuta por una negra de naran, que saiba cozi-
nhar, engommar, etc.: a Iratar na fu da Cadeia do
Recite n. 44, loja.
RA 1)0 QUEIMADO N. 30.
Vendem-se facas c garios de cabo de marfim, obra
muilo boa, ditas com cabo de ajo de bataneo, Irin-
chanteS-de cabo de metal, ditos de cabo de ac, bu-
les e cafeleiras de superior metal principe, bandejas
recortadas, obra muilo fina, cutas para farinha. le-
souras para jardineiro, dilas portuguezas paraalfaia-
le, temos de hcelas de pinho de lmannos regulares
para botar doce, enxadas do Porlo, ditas calcadas de prompta a segu i r viagem
ac, couro de lustre marca castello, e oalros mnitos
Narua do Crespo, loja n. 12, tem para vender
manteletes de seda do ultimo gosto, e de muita va-
riodadede cores, vestidos de seda muilo ricos, sendo
brancos e de cores, um sorlimenlo completo de ca-
semiras para lodos os precos, chales de seda de muilo
bom goslo c pqra todos os precos, palitos de brim com
quadros vindos de Franca para 3S000, chapeos de
sol de seda de coree a i>iv>O0 e 05OO, e um cmplelo
sorlimeiito de fazendas inglezas, francezas e su
e sendo vendidas a dinheiro nao se olha a prero..*
Vende-se u raa brcaca que pega 240
saceos com assucar, bem constru
No armazem confronte aloja do Sr. Martins,
pintor, vendem-se duas carrocas novas muilo bem
construidas, as quaes servem para cavallo ou boi, e
olra usada ; as quaes se vendem pelo precu qoe o
comprador oflerecer.
O Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho mu- m
9 dou-se para o palacele da ra de S. Francisco tob
(mundo novo) n. 68 A.
lotera de n. s. do livramento.
Aos 5:000^000 e 2:000$000 rs. '
O caulelista Salusliaho de Aquino Ferreira avi-
sa ao respeitavcl publico, que comprou lodos os bi-
lheles da mesma loleria ao Ihcsoureiro, e as rodas
alidam no dia 12 de maio; os seus hilhetese caute-
las eslao ;i venda nos lugares docostume. Paga sob
sua responsabilidade os rios premios grandes sem o
descont de 8J do imposto geral.
Bilhelcs 6S00O 5:0008000
Meios 3*000 2:500000
Quarls JJ500 1:2509000
Decimos 700 5008000
, Vigsimos 400 2508000
Salasliftno de quino Ferreira.
Aluga-se urna sala e urna alcova no primeiro
andar de um sobradinlio na ra de Apollo, bom pa-
ra algum escriplorio ou para qualquer oceupacao ;
quemo prelender,dirija-se ao lerceiro andar do beeco
Largo n. 1.
COMPRAS.
Compram-se palacoes brasileiros o hespanhoes:
na ra da Cadeia do Recife n. 54, loja de fazendas.
Compra Je prata brasileira e hespa-
nliola { na ruada Cadeia do Recife n.
24, loja de cambio.
Pianos.
Em casa de Rolhe Bidoulac ra do Trapichen. 12,
lem para se vender 2 ptimos pianos.
Tai xas deferix).
Vendem-se laixas de ferro tanto fundidas romo ba-
tidas, em casa de Rotbe Bidoulac, ra do Trapiche
n. 12.
Arados de ferro- :
Vendem-se arados de ferro por (.tcco commodo,
para fechar cartas, no escriplorio de Rolhe Bidoulac
na ra do Trapiche n. 12.
Folliade Flandres..
Folha de Flandres (charroalldeoplima qualidade,
vende-se em casa de Rolle Bidoula c rna do Tra-
piche n. 12.
.Vendem-se 8 escravos, sendo una ptima mu-
lata boa costureira e engommadeira, 2 Cscravos de
nacSo, um delics bom canoeiro. 5 lilas mocas de
bonitas figuras com alga mas habilidad es. lendo urna
excellente leile e sem cria: na ra E'ireita n. 3.
Na Iravessa da Madre de Dos n. 9, veudem-se
as afamadas bichas de llnmlinrgo por preco com-
modo, assim como lem para vender o muilo supe-
rior papel chamado roarfim, dilo perlina, dito de
machina, dilo de peso, ludo chegado agora.
No aterro da Boa-Visla n. 80, veude-se vinho
Lisboa bom a 280 e 320 rs., gomma para engom-
mar a 38000 a arroba e a 100 r.. a libra, feijo mu-
latinho a 320 rs. a caa, e branco a 240, grugatuba
a 240, fradinho 320, tapioca a 120-rs. a libra.
ATTENQAO'.
Chitas caboclas de quatro palmos de
largura pelo baratissimoprec de 200 rs.
o covado, ditas miudinlias de diversas co-
res a 160 rs. cobertores de agodao muito
grandes a 640 rs. : na ra do Crespn.
16, segunda loja. quem vem da ra das
Cruzes.
i BAZAR PERNAMBCANO. I
Nesle eslabelecimenio se enconlram latas.
com boliuholos inglezes. pelo diminuto preco
S de 28000 rs. rada urna ; assim como urna ca- *
''$ ti nha com mais de oilenta duzias de calungas
para forguedos de crianzas por mailo pouco @
dinheiro: e quem duvidar venha comprar, fif.
l>MMWt #'
LOTERA DE N. S. DO LIVRAMENTO.
Aos 5:0005000 e 2:000000.
Na ra doCahug, botica de Moreira & Fragoso,
e na roa-do Qneimado, loja de fazendas de Bernar-
dino Jos Monleiro & Coimpanhia, vendem-se bilhe-
(es e meios da dita lotera, que' corre no dia 12 do
corrente mez, os quaes sao do caulelista Salostiano
d Aquino Ferreira, que paga os dous primeiros pre-
mios grandes sem o descont de oilo por cenlo do
imposto geral.
Blhetes 6000 5:0008000
Meios 3000 2:5008000
MANUAL DE TARELLIAO'.
Vende-se.na livraria n. li e 8 da praca
da Independencia.
Vende-se a casa terrea, sita na Soledade n. 6:
quem a pretender, dirij.i-se i ra do Qneimado n.
7, loja da Estrella, de Gregorio & Silveira.
COM MUITO BOM LEITE.
Vende-se urna preta, crioula, de idadede20a24
annos, .sem achaques nem vicios, a qual parto ha
muilo pourn lempo, tendo muilo bom leile e com
muita abundancia, por isso capaz de amamenlar
urna ou duas erianras; quem prelender, dirija-se
ra larga do Rosario em casa.de Caelano de Assis
Campos.
FAMA.
Roa-Vista defron.te da boneca n. 8.
Tem a honra de participar aos sous fregaexes, qoe
lem um completo sorlimcnlo de lodos os gneros de
molhados dos ltimos chegados, de superior quali-
dade. preco muito commodo; manleiga ingleza a
280, 400, '(80, 560, 800 e 840, dita franceza a 600,
640. presunta 440, ch hjson 1&600, 18800; 18920 c
2560, linguicas de Lisboa 400^ 480 a libra, peras
seccas, passas, ameixas, nozes, amendoas, etc., etc.
. Pelles de guara'.
Vendem-se pelles do guara, chegadas ltimamen-
te do Maranhao :, na ra do Queimado n. 51.
Vende-se ou Iroca-se pur urna negrinha, duas.
casas tarreas sitas na Capunga n. 41: a Iratar no So-
ledade, taberna B. 1. -
Vende-se azeite de nabo clarificado,,
proprio para caridieiros de mola porsei-
muito fino, a 1,<800 rs. a medida: no ar-
mazem de C. J.' Astley & C, rita doTra-
piche n. 5.
Vende-se urna esen va, crioula, com idade pou- -
co mais ou menos, propria para todo o servico: quem:
a prelender, dirija-se ra dos Burgos, Forle do-
Mallo 11. 31.
Nos Qualro Canlos n. 1, .ahorna, ha superior
queixo do serillo por commodo preco.
Palitos francezes.
Vendem-se palitos francezes de brim de linho o
urctanha a 38000 e 40O0. dilos de alpaca a SgOOO,.
dilos de panno fino a lojOOO e 188000, ludo da ul-
tima mo^a c bem acabados.
Fazendas de gosto.
Vendem-se romeiras decambraia bordada com la -
50 e flor de seda a 38500, visitas de fil cambrai 1
bordada com enfeiles 7S<>00, capotinhos de seda pre -
la e de cores com collcln e sem elle a 128 e 158000 ,
corles de casaca de sedea 128000, lila cscosseza d e
quadros c ristras, fazenda nova e de soslo a 18000 rs .
o covado, chapeos de seda e de blondo para senhora i
a 128 e 148000, corles de cassas francezas de barra e
baados com 11 1|2 varts 11 580U0, chitas franceza s
de padrees modernos a 321) o covado, corles de carn -
braias aDertas de lodas as cores a 38000, chales 13a e seda a 28000, lenei >s de soda para pescoco 1
28000, meias de aeda preb e de cores para meninas c
senhoras a 28 e 28500 o fiar, e oulras- fazendas d e
goslo, que vendem-se b. ralas, dando-se amoslrr _s
com penhor; na rna Nova, loja n. 16, do Jos Lui z
Pereira fi Filho. .
Pannos finos e casemiras.
-* cl''8-80 pan"u fi"n 'lrc,,' ""PC"0' a 28800, 4? 1,
l>8 e /#000 o covado, lile, verde escuro a 48001 1,
uno azul para tardas da uurda nacional a 38 e 4 8
rs. o covado, casemiras pela s a 68, 78, 88,108 o 12 8
rs. o corle, ditas de cores a 4550o e .58000 : na ru a
Nova, loja 11. 16, de Jos l.u iz Pereira & Filho."
Quem deixara' .Je comprar.
Farinha de mandioca'emsi iccas, muito boa, cho-
rada ha pouco de Mamamju-npe: na ra larca d o
Bosario, taberna n..'J.
Piano; .
Os amadores d? msica a :lian> continuadamenl c
em casa de Brunn Pracgerii' ompanhia, na da Cru 7.
n. 10, um grande sorlimenlo de pianos fortes e forle s
pianos,de dulcientes modcllos boa conslruccaoebel -
las vo/.es, que vendan por me kcos presos; assim co -
mo loda a qualidade de inslrt mentes para msica.
Na botica da ra larga do Bosari 5
n. 06, de Bartholomeu F. dq Souza, ven -
deuj|rse pillas vegetaes verdadeira, arro -
bel'afFecteur verdadeir o, salsa de Sands
'verdadeira, yermifugo inglez (emvldro )
vercladiro.vidros de lio.cca larga com r -
Iba de i at 12 libras. ( ) annunciante af-
liani}.a (|uem'nteressai -possa a vera cida-
de dosinediciVmt'iitsacrina, vendiili .s em
sua botica-
objeclos, que se vendem por barato preso ; na loja de
ferragens da roa do Queimado n. 30.
Vende-se alcatifas para sala ou igre-
ja,muttoem conta, assim comoqueijosde
pratopara qualquer preco : em casa de
Adamson flowie & Companbia, na do
Trapiche n. 42.
MILHO.
Vendem-se sancas com milho muilo bom, e bas-
tante grandes, por preco commodo; na foja de fa-
zendas do i'assei Publico n. 17.
Vende-se rap ieaal ao de Lisboa a 28000 rs.;
qem o lomar nao dcivtra de preferi-lo a ouira qual-
qaer pitada, lauto pela boa qualidade como pela
constancia de nao haver falta aos consumidores ; na
ra da Senzala Velha n. 70, segundo e lerceiro an-
da/es.
Vendem-se saccas com caf de superior quali-
dade ; na raa da Moeda n. 11, armazem.
Vende-se urna taberna de molhados, de poucos
fondos, sita na na das Cinco Ponas : quem quizer
Iralar negocio, dirija-se a casa immediata n. 89.
Para a devorio.
Vendem-se tersos engrasados de diflcrenles sorli-
mentos, cruzes e veranicas dilos, resislos grandes e
pequeos, quadros dourados com ilitos, rosarios de
osso e pao, pias para agua benla, caixinhas douradas
com am terco dentro, lado o mais bem trabalhado
possivcl, e por preso commodo; a elles, que o lempo
he proprio: na frente do Livramento, loja de miu-
dezas de F. A. de Pinho.
-- V'ende-se feijo mulatinho mailo bom, em me-
dida de quarla para cima, por preso muilo commo-
do ; na rita da Senzala Velha n. 15. taberna.
Vende-se doce de goiaha de muilo superior
qualidade, proprio para presentes : na taberna da
ra Direita n. 106.
Vende-se nm silin no lugar de J. S. do Lorelo,
com 130 brasas de fundo e 92 de largura, com 56 ps
de coqueiros e bstanles ps de diversas frucleiras ;
faz-se lodo o negocio por se precisar de ultimar con-
tas, ou mesmo se troca por urna casa tarrea que nao
exceda muilo do valor do dilo silio: quem taes ne-
gocios quizer fazer, dirija-se ra de Hortas n. 82.
Veude-se am escravo e 35 annos, bom para
Irabalhar cm- algum sitio, por ler disso pralica, e
lambem sabe tratar do cavallo : he muito sadio, e
nao tem o vicio de se embriagar, e nem de fucir ;
quem o pretender, dirija-se a ra Direita, casa jun-
to i padaria, o. 67. Vende-se por preco enconta, e
o motivo da venda se dir ao comprador.
Vndem-se as casas terreas n. 72 da ra do
\ Sania Bita, n. 67 da do Jardim, o ns. 68 e .106 da
das Cinco Poulas: na ra Direita n. 40, segundo
andar.
ns
deiado Recife n. 5, loja.
Na ra do Vigario n. 19 primeiro andar, lem pa-
ra vender-se chapeos de castor braitcopor commodo
preso,
V
mui bel
roa do
os preti
o, mesmo sei
n.' 27, armazem.
i'ide sdrlime
na roa do Coilegio
fe n. 17 ; vendem
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, Recommen-
da-se aos senhores de engenho 0$
seus bons elfeitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron Si
Companbia.
&
carrinho de 4 rodas
; eslii eiposto na
l!. 6, onde podem
;_ do ajuste com
n rus da Cruz no Recife
ANCEZES.
alpaca e de brim
^^^Hd Beri-
modo.
Vende-se trincal de superior qualidade, pelo
barato preco de 720 rs. a libra, ou em porrao a 700
por libra; na ra Nova, deposito de raldcireiro n. 27.
Grande e variado sortimeto de fazendas
baratas, na ra do Crespo n- 14, loja
de Dias & Lemos.
Chitas saragosanas escuras mailo fixas c muilo
recommendaveis por sua boa qualidade, padrees
ainda nao apparecidos, a 160 e 180 rs. o covado ;
sarja de lila de duas larguras mailo cncorpada, a
610 rs. o covado; riscadinhos de linho muito finos,
a (Vid rs. o covado; algodao transado escuro, panno
couro, a 180 rs. o covado: ganga amarclla muilo
superior, a 360 rs. o covado; brim trancado de al-
godao muito eheorpado a 800 rs. o corte: coberto-
res de algodo grandes, a 640 rs.; pequeos 600 rs.
cada um; pecas de cambraia muito finas com 8 X
varas, a-48000 rs. e a 560 a vara ; camisas de meia
muito elsticas, a 18200 rs. cada urna ; alpaca pre-
ta de duas larguras a 400.rs. o covado; damasco de
laa de lodas as cores muilo superior, a 800 rs. o
covado ; e oulras muilas fazendas mais baratas do
que em nutra qualquer parle, dao-se amostras das
chitas com penhores. a
Vende-se selim prelo lavrado, de muito bom
goslo, para vestidos, a 28800 o covado: na ra do
Crespo, loja da esquina que volla para a cadeia.
ATTENQAO'.
Na ra Direita n. 19, ha para' veuder-se os se-
ctales-gneros:
Bolachinha ingleza muito nova. 280
lila.de ararula, franceza 480 n
Farinha de tapioca muilo alva. 140
Dita de aramia. 200 '
Amendoas descascadas. 320 '
Caslanhasdo Porlo. 120
Esperraacele americano. 900
Cha superior. 28240
Dilo brasileiro. 18500
Alelria nova. 280 .
Macari-ao. 280
Talherim. 280
Lioguisas, superior qualidade. 440
Paios e salpicoes do Porto. 480
Toucinho de Lisboa. 400
Queijos muilo novos. .18700
Cevada nova. 120
Vinho de Lisboa, zarrafa. 400 n
Dilo engarrafado do Porlo (sem casco) 480
Manleiga inRleza muilo boa. 500
Todos esses gneros se responde pela qualidade.
Trancas de seda.
Chcgou a loja de miudezas da ra Direita n. 83,
um rico sorlimenlo de transas de sedado goslosos'
mais delicados possivel, tanto as prelas como as de
cores, allinnca-sc que os presos sao favoraveis aos
compradores, e a qualidade nao desagradar a
quem as vir.
Malas para viagem.
Grande sorlimcnlo de todas s qualidades por pre-
co razoavel: na roa do Coilegio n. i.
Vendem-se 4 escravos, 1 mualo de 20 annos,
1 moleque de 17 annos, 1 preta lavadeira e engom-
madeira, 1 prelo de 40 annos e 30 Iravcs de pao dar-
co : na rna larga do Bosario n. 25.
Meios bilbetes da lteria do Livramento.
Na raa do 1.mmenlo, loja de calcado n. 35, ven-
dem-se'a 28700 meios bilheles, cujas rodas andam
impreterivelmente no dia 12 de maio-; os bilhelcs
desta casa lem approvado.por quanlo tem sempre sa-
bido algumas sorlcs grandes, pelo que vale a pena o
acrescimo de 200 rs. de lucro.
Vendese am cofre de madeira com arcos de
ferro muilo forle e com Ires tachaduras muilo segu-
ras, por preso commodo: na ra da Seuzala defron-
1c da loj 1 do Sr. Marlins, pintar.
Vendem-se relogios deooroe prata, mais
barata de que em qualquer outra parle :
na praca da Independencia n. 18 20.
Chapeos pretos francezes
a carij, osroelhores e de forma mais elegante que
lem viudo,-e oulros de diversas qualidades' por me-
nos preso que em ou,lra parte : na ra da Cadeia do
"Becife, n. 17.
X>epo"'to da fabrica de Todo* os Saatoi na Baha.
Vende-se, em casa de N. O. Bieber & C, na ra
da Cruz n,_ 4, algodao transado d'aquella fabrica,
muito proprio para saceos de assucar e ronpa de es-
cravos, por preso commodo.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ha
para vender, chegado de Lisboa presenlemenle pela
barca Olimpia, n sesuinte: saccas de farello muilo
novo, cera em grume e em velas com bom sorli-
menlo de superior qualidade, mercurio doce e cal
de Lisboa cm pedra, novissima.
Vendem-se em casa de Me. Calmont & Com-
panlua, na prasa do Corpo Santon. 11, o seguinle:
vinho deMarseillcem caixas de 3 a 6 duzias, linhas
em novellos ecarreteis, bren em barricas muilo
grandes, aso de milao sortido, ferroinglez.
AGENCLA
Da Fnndicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste ,estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimeto de moen-
das e meias -moendas para engenho, ma-
chinas d vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamaubos, para
dito. -
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invehcao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Rcrlin,empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a.venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz.^n. 4:
SANDS.
SALSA PARRILHA.
Viccnto Jos de Brilo, nico agente cm Pcrnam-
buco de B. J. D. Sands, chinden americano, faz pu-
blico que lem chegado a esta praca urna grande por-
Sa.o de irascos de salsa parrilha de Sands, que sito
verdadeiramenle falsificados, c preparados no Kio
de Janeiro, pelo que se devem acaulelar os consu-
midores de Uo precioso talismn, de cahir nesle
engao, lomando as funestas consequencias que
Simpre costnmam tra/.cr os medicamentos falsifca-
os e elaborados pela mito daquelles, que anlepoem
seus inlcresscs aos males e estragos da humanidade.
Porlanlo pede, para que o publico se possa livrar
desta fraude e dislingua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e rcenlemente aqu chega-
da; o annunciante faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em sua botica, na roa da ConceicSo
do Kecife n. 61 ; e, alm do receituario que acom-
panha cada frasco, lem embaixo da primeira pagina
seu nome impresso, e se achara sua firma em ma-
nuscripto sobre o invollorio impresso do mesmo
fracos.
r Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinbas tudo modera i ssimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
FABINHA DE TRIGO.
Vende-se no armazem de Tasso Irmaos, farinha de
trigo de todas as qualidades, que existem no mer-
cado.
Mita attencao.
Cassas de quadros muito largas com 12 jardas a
2800 a pesa, corles de ganga fmarella de quadros
mailo lindos a 18500, corles de vestido de cambraia
de cor com 6 1]2 varas, muilo larga, a 28800, ditos
cnm81|2 varas a 38000 rs., cortes de meiacasemira
para calca a 3.3OOO rs., e oulras muitas fazendas por
preso commodo : na ra do Crespo, loja da esquina
que volla para a Cadeia.
Moinhos de
wnbombasderepnxop ase baixas
decapim.nafandisafldeD. W. Bowman : na ra
do Brumns. 6, 8el0. '
VINHO 4X> PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Po
barrisde4., 5. e 8.: no anr.
do Azeite e Peixen. 14, u a tratar
escriptorio dPNovaes & Companhia, na
na do Trapiche n. 34.
Padaria.
Vende-se urna padaria muito afregnezada: a Iratar
com Tasso & Irmaos.
Aos senhores de engenho.
Cobertores escaros de algodao a800., dilos mui-
to grandes e encornados a 18400 : na foa do Crespo,
loja da esquina que volla par a Cadeia.
Grande pechrncha !
Vendem-se corles de cassa do oltimo goslo, e cores
llxas, pelo baralissimo prejo de 18920 o corle ; oa
ruado Crespo n. 5. ,*-
Devoto Christao.
Sahio a luz a 2. edirSo do livrinho denominado-
Devoto CbrisUo.mais correcto e acrescenlado: v
se nicamente na livraria o. 6 c 8 da -prasa da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes acolchoadas,
brancas edecore* de um s panno, mnilo grandes e
de bom .gosto : vendem-se na rna do Crespo, loja da
esquina qoe volla para a cadeia.
PECHLSCHA.
vendem-se saccas mailo grandes de feijo-Jaraneo,
pelo baralissimo preso de 28800, ditas de dito mula-
tinho pelo mesmo preco : na ra doQuein
taja da Eslrella.de Gregorio & Silveira.
M C0XSIIT0|I0 IIOMEOPA!
DR.-P. A. LOBO H0SC0Z0.
Vende-se a melhor de lodas as obras de medicina
liomopalhica J3S- O NOVO MANUAL DO DB
JA11R ^ traduzido em porluguet pelo
A. Lobo Moscozo, contando um acrese
portantes explicasdes sobre a applicaco das das
dieta, etc., ele. pelo traductor : qaatro volumf
cadernadns em dous
Diccionario dos lemos de medicina, crur|ri ana-
lomia, pharmacia, ele. pelo Dr. Moscozo: eocader-
oado
Urna carleira de 24 medicamentos com dous tras-
col de linduras indispensaveis
Dita de 36..........
D'la, de 48.........5^
Urna de oOtuboscom 6 frascos delincluras. 608000
Dita de 144 com 6 dilos......1009000
Cada carleira he acompanhada de um exemplar
das duas obras cima mencionadas.
Carteiras de 24 tubos pequeos pira algi-
bera..........
Djl ,fle-4oVditos........
Tubos avulsos de glbulos ....
Frascos de meiaonca delinclura .. .
Ha lambem para vender grande qiL,
lubos de cryslal muilo fino, vasios e de
manhos.
A sdperioridade destes medicamentos
lodos reconhecida, e por isso dispensa elogita
!i, B. Os senhores que assicnaram nn^^^H
obra do JAHK, anles de publicado o 4'^^^H
dem mandar receber esle, que ser entrega
.1 ugmenlo de preco.
lie baralissimo por 60}006rs., um lindo c
de padaria com 4 repartimientos, muilo
quem o vir nao deixa de comprar, e una br
mao & Companhia : na raa Direita n. 19. '
Attencao.
Na roa do Passeio n. 13, venderse mei
ras de cor, pelo barato preco de 400;
lirias de quadros de bom costo 320 rs.'
diales de la e seda por 28000 rs., e oa!
fazendas por presos commodos'.
Na loja de fazendas esquina do_____
26, c no armazem de Jos Joaquim Pereirl,
lo no caes da alfandega na de Joao de Ba
armazem de Francisco Guedes da Arau;
ainda saccas com superior milho; assim
le tambem tem barns com 8 libras de e
Lisboa proprias para casas particulares;
de he superior por lerem sido all rab |
urna familia particular.
SYSTEMA MEDICO DE HOLLJB
Vade-mecum dos homeopathas ou
{JA o Dr. Hering trpduzido em por-
tuguez.
Acha-se a venda esla importanlissima o-
^ lira do Dr. Hering no consultorio homceo-
22 pathico do Dr. Lobo Moscoso rna do Colle-
(^ gio 11. 25, 1 andar.
Vendem-se correales de ferro usadas, tanto fi-
nas como grossas, as quaes eslao em 'muilo boni es-
tado, c por preso muilo commodo: a rna da Sen-
zala, armazem" defronle da loja do Sr. Marlins, pin-
tor. No mesmo armazem compram-se ferros vellos,
^cota-e, lato e ouira qualquer qualidade de. metal,
assim como brins, lonas e oulros pannos velhos ele.
Vende-so urna preta que sabe cozinhar o diario
de urna casa: na ra do Livramento n. 1.
Vendem-se Ires bonitos armarios de amarelln.
envidrasados, proprios para biblioteca 011 outro qual-
quer estabelecimenlo, por serem muilo bem feitos;
assim romo urna mesa de mogno para jantar que ad-
miti mais de 40 pessoas, e oulros trastes que se d5o
por preso muflo rommodo ; no armazem do corre,
lor .Mi me I Carnciro, na ra do Trapiche, ou na roa
da Cruz n.'34.
CEBADECABNAUBA.
Venge-se cera de carnauba rheeada agora do Ara-
caty : na ra da Cadeia do Recife n. 49, primeiro
andar.
SAL DO ASSU'.
Vende-se sal chesado agora do Ass. a bordo do
hiale Anglica : a tratar na ra da Cadeia do Becife
n. 4(1, primeiro andar.
Semen tes novas.
Vende-so no armazem de Antonio Francisco Mar-
tins, na ru.i da Cruz n. 62, as melhorcs scmenles re-
cen tomen le chepadas de Lisboa na barca porlugueza
Margarida, como seja : couve Ironxuda, monvarda,
saboia. feijo carrapalo de duas qualidades, ervilha
loria e direita, roentro. salsa, nabos e rabaneles de
todas as qualidades.
Fazendas baratas.
Vendem-se casemiras francezas, padres modernos
emuito clsticas a 48000, 8.VMI e 59000 o corte, di-
l,i.. HIBllU MiLiemiras a 28800 o corle, panno lino azul
para fard?s de guardas nacionaes a 38500 o covado,
setim prelo Mac.10 a 38000 o covado, casemiras pre-
las a 28200, 28400. 28800 e 38000 q covado: na ra
do Crespo n. 15, loja de Andr Guilhenne Breeken-
feld. ,*
Saccas com gomma
o \elas.de carnauba simples, lado chegado ullima-
menlf do Aracaty ; na ra da Cruz do Becife u. 31,
taberna de Luiz Freir de Andrade.
'650
Vendem-se na ra da Mangucira n. 5,
G50 tijolos de marmore; baratos cum bom
estado.
'_ Na rna do Vinario n. 19, primeiro andar, lem
i venda a superior flanella para forro desellius, clie-
gada recenlemenle da America.
Ajnela do Edwla
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon
cV Companhia, acha-se constantemente bons sorti-
menios de taixas de ferro coado e balido, tanto ra-
sa como fundas, moendas ineliras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., ditas para a rraar em madei-
ra de lodosos.lmannos enldelos os mais modernos,
machina horisontal para vapor com forra de
4 cavallos, cocos, passadeiras, de ferro estnhado
Cara casa de purgar, por menos preco que os de co-
re, oseo vens para navios, ferro da Suecia, e fa-
llas de flandres ; ludo por barato preso.
Na ra da Cadeia do Recife,. 60, arma*
zem deHenrique Gibson,
vendem-se relogios de ouro de saboneta, d palenle
inglez, da melhor qualidade, e fabricados em Lon-
dres, por preso commodo.
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade dezinco, superior quali-
dade, por precos commodos: na ra d
Trapiche Novo n. 16.
Na ra da Cadeia Velha.n. 52, em casa de
Deane Youle & Companhia,
vondo-se un carro americano de rodas : pode ser
vislo na ccheira de Poirricr. no aterro da Boa-Visla.
1 Vende-se um completa sorlimenlo de fazendas
prelas, como : panno fino prelo a 38000, 48000 ',
58000 e 68000, dita azul 38000, 48000 e 58000, ca-
semira prela a 28500, selim prelo moilo superior ,
3J000 e 48000 o covado, sarja prela liespanhola 28 e
28500 rs., selim lavrado proprio pana vestidos de se-
nhora a 28600,- muitas mais fazendas de muitas qua-
lidades, por preso commodo : na ra do Crespo loja
n.6.
Velas de carnaub^.
Na ra da Crui o. 15, segundo andar, vendem-se
velas de carnauba, puras o compostas, feilas no Ara-
caty, por menos preso do que era outra qoulquer
parle.
Vendem-se cobertores brancos de alsodiio gran-
des, a 18440 ; dilos de salpico lambem grandes, a
18280, dilos de salpico de tapete, a 18400; na ra do
Crespo loja n. 6.
Taixas para engentaos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o. cliafariz continua haver .jam
completo sortimeto de taixas de fej-ro
fundido e batido de o a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vendem-se cobertores de algodao grandes a 640
rs. e pequeos a 560 rs.: na ra do Crespo nume-
ro 12.
Deposito de vinho de cham-a <
$ pagne Chateau-Ay, primeira qua- |
^ iidade, de propriedade do condi i
Mk de Mareuil, rna da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
O de toda a, champagne vende-
* *e a 36$000 rs. cada caixa, acha-
se nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. B.
As caixas sao marcadas a fogo *
Conde de-Marcuil e os rtulos
das garrafas sao azues.
y ira do Crespo, loja n. 12, tem dam asco de
seda eurarnado vindo de Lisboa, proprio para corli-
nadois.iMeja, e par pre^o commodo.
PIHUAS HOLLOWAY.
Este ineslimavel especifico, composlo inleiramen-
Ic de hervas medicinaes, nao ronlm mercurio.
ouira alsuma substancia delecterea. Bo^^H
tenra infancia, e complcicSo mais |^^H
igualmente prompto e sesuro para desarrai-
mal 11a complcisSo mais robusta; he inleir.-i
innocente cm suas operasoes e elfeitos^ pois br.
remove as doencas de qualquer especie e
mais antigs e lenazes que sejam.
Entre militares de pessoas curadas com .1
dio, muitas que j estavam s portas dan
severaado .em seu uso, conseguiram recob
de e forras, depois de haver tentado* intil
lodos dk oulros remedin.
As mais afilelas no devem enlregar-se 11 deses-
peracilo: fasam um competente ensaio dos eflicazes
elfcilos desta assombrosa medicina, e prestes recu-
perarlo o beneficio da sadr.
Nao se perca lempo em tomar esse remedio para
qualquer das seguinles enfermidades:
Accidentes epileplicos.
Alporcas.
Ampolas.
Areias (mal d'..
Aslhma.
Clicas.
Convulses.
Dehilidade ou cxlenoa-
ejo'.
Debilidade ou falla de
forras para qualquer
cousa.
Desinleria.
Dor de garganta.
. de barriga.
nos rins.
Bureza no venlre.
Enfermidades no ligado.
a venreas.
Enx.iquera.
Ilervsipcla.
Febres biliosas.
intermitientes.
(i de toda especie.
Gola.
Hemorrlioidas.
Jfvdropisia. J
Ictericia.
Indigestoes.
Inflammaces.
Irregularidades da mens-
(raacffo.
Lombngas de loda espe-
cie.
Mal-de-pedra.
Manchas na culis.
Obslrucrflo de venlre.
l'hlhisica ouconsumpsilo
pulmonar.
Uelencao d'ourina.
Bheumalismo.
Symptomas segundarios.
Temores.'
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo ;mal).
Vendem-se estas plalas no estabelecimenlo geral
de Londres, n. 244, Slrand, e na loja de todos os
bolicarios, droguistas c oul -as pessoas encarregadas
de sua venda cm toda a America do Sul, Havana e
llctnaiiha.
\"5ii7lem-se as bocetinhas a 800. Cada orna del-
lsjConlm urna instrucsao em porlaguei para cx-
pl -ar o modo de se usar deslas pilulas.
) deposita geral he em casa do Sr. Soum, pliarma-
ccuiico, na ra da Cruz n. 22, em Pernambuco.
ESCRAVOS FGIDOS.
Fueio i 24 do corrente, am prelo crioulo, de
nome Pedro, bonita lisura, sem barba, beiss gros-
sos, panos no rosto, ps grandes, signaes anlisos de
rclho as costas e pescoco, onde talvez lenha signa! '
do gancho com que eslava, c com o qunl fugio i he
canhoio,c falla cnchendo um pouco a boceado lip-
Sua": quemo pegar leve-o ao escriplorio do doutor
Vicente F. G., no paleo do Coilegio- oh a Galdino
Ferreira Gomes, no silio do fallecidoSilva & C, na
Casa Forte, onde-ser recompensado.
Fugio no dia 25 do crrenle o escravo crioulo
de nome Vicente com os signaes seguintes, repre-
senta ler 30apnos,bem prelo, olhos grandes, cam-
bado das pernas, be muilo prosista : leyou veslido
camisa de meia j rola, calsa de riscadinho j suja
lorm be de suppor que mudaste de Irage, esle es-
Jravo he propriedade do Sf- Piulo d Amorim Sal-
gado, senhor do engenho Cocal da fregoezia de Una.
quem o pegar ou der noticia na ra do Kosario .ar-
tel n.24 ou nodito engenho que ser bem recom-
penssado.
No dia 7 de maio de 1852, desappareceu um
escravo, pardo de nome Leonardo de Idade de 18 an-
nos pouco mais ou menos, com os seguintes signaes;
baixo e o peilo um pouco medido para denlro, ca-
bellos carapinhos e descos al o meio da testa, foi
escravo de Joanna Mara dos Passos, moradora na
Boa-viagem : desconfio-sc que fosse seduzido. sle
escravo vinha lodos os dias vender leile ao Becife,
ha noticia de ler sido vislo no scrlo no lugar Var-
zia da Vaca, eale escravo perlence a Feriando Jos
la Rocha Pinta, morador no Kio de Janeiro': quem
1 pegar e o levar a ra da Cadeia do Kecife, loja 11.
"1, receber do abiiixo as-iefiado 200a rs. de eralili-
cncio. Juloniu Bernarda l'azdr. CarraHto.
Para. Tn. if.T. do rarU.-^ISM.


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EWD8XMLL7_VQPZQ9 INGEST_TIME 2013-03-27T17:18:02Z PACKAGE AA00011611_01551
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES