Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01549


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Full Text
ANNO XXX. N. 104.
Por 3 mezes adiantados 4,000
zes vencidos 4,500.
^__
SABBADO 6 DE MAIO DE 1854,
E854
Por Auno adiantado 15,000-
o M. F. do Faria; Rio He Ja-
o Pureira Martins; Bahia, o Sr. F.
cei, oSr. Joaquim Bernardo de Men-
irahiba, o Sr. Jos Rodrigues da Cosa; Na-
lal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira"; Aracaty, Sr.
Amonio deiemos Braga ; Cear, o |r. Victoriano
AugustoBornes;Maranhao,oSr. Joaquim Marques
Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
l.A.llItHO.
Sobre londres 27 3/4, 28 e 28 1/8 d. por 1J>
Pasis, 340 a 345 rs. por i f.
Lisboa, 95 por cenlo.
Rio d Janeiro, 11/2 a 2 porO/o de rebate.
Aceces do banco 10 O/o de premio.
da companhia'de Beberibe ao par.
< da companhia de seguros ao par.
Diconto de ledras 12 0/0
SIETAES.,
Ouro. Onjas hespanholas. 285>500 a 299000
Moedas de 6J5400 velhas. 1655000
do 6*400 novas. i 655000
de 49000...... 955000
Prata. Patacoes brasileiros.....155930
Peso columnarios. ... 155930
mexicanos.......155800
PARTIDAS DOS CORREIOS. MQ
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanbuns nos dias 1 e 15.
Villa Bolla, Boa-Vista, Ex e Oricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas feiras.
Victoria, e Natal, as quintas feiras.
PBEAMAR DE HOJE.
Primeira s 11 horas e 42 minutos da manbaa.
Segunda s 12 horas e 6 minutos da tarde .
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e quiniasfeiras.
Retocao, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphaos, segundas e quintas s 10 horas,
l.'varadocivel, segundase sextas aomio'dia.
2." vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
5 Quarto crescente as 7- horas,-11 mi-
nutos e 48 segundos da manhaa.
12 La cheia a 1 hora, 18 minutos e 48
v segundos da urde.
19 Quarto minguantatas 4 horas, 1.4
minnios e 48 segundos da manhaa.
26 La nova as' 6 horas, 28 minutos e
48 segrfndos da tarde.
JARTE OfflCIAL
GOVERNO SA PROVINCIA.
Exaaatoate do dia 3 d mala de 1864.
As Exro. marechal commandante das
armas, para mandar por em frente da S de Olinda,
no dia 7 do correle, as seis lloras da manhaa. urna
a de honra para acompanhar a procissao do
Senhoraos enfermos.
DitoAo menino, inteirando-o de haver, em vista
fermajao, concedido, mas registrada, a li-
ga de dous mezes que pedio o soldado do 9." ba-
talhao de infantera, Ignacio de Andrade Pereira,
para ira Cidadc de Goianna.
Ao inspector da thesouraria de fazenda,
"devolvendo arequcriir.enlo, emais papis relativos
ao pacamente que pede JoAo Nepomoceno Barroso,
njguet ra duas casas pertencenles aos sen (u-
. telados, nihos do fallecido Antonio Jos Gumaraes,
l tcm servido de quarlel ao destacamento de
ba, fim de que S. S. proceda a respeilo,
. ds confprmidade con a sua informarlo.
Ao mesmo, para mandar pagar com brevi-
acimentos da guarnirlo do brigue escuna
idade. relativas ao mez de abril lindo, visto
smo brigue de seguir em commissao.Com-
ou-se ao commandante da estar rio naval.
HtoAo inspector do arsenal de marinha, trans-
i' por copia nao s o aviso da repartirao da
ha, de 10 de abril ultimo, mas lambem o of-
mladoria geral, que se refere o mesmo a-
im. e o mappa do fardamenlo que compete as pra-
i da companhia de invlidos.Iguaes copias fo-
n remedidas ao contador da marinha,
HtoAo director do arsenal de guerra, para man-
sntar ao crurgiao encarregado do hospi-
-egimcnlal, um africano livre para substituir ao
nome Jos que aehava-se empregado no servido
eamn hospital, e que ausentou-se d'alli.Parl'i-
'U-se ao marechal commandante das armas.
clor da thesonraria provincial, pa-
ila conta que remelle; mande Smc.
Iroiohlrador da typographia 1,'niuo, Fran-
je Ateredo Coutioho, a quantia de 37
acia da mpresso do relatorio da direc-
to geral da inslrucjSo publica.
0, para que nos termos de sua in-
te entregar ao director geral da ins-
blica, ou ua ordem yUL- i|iiiill:i oTTjSf}
ajoda de-rslo a razao de 2000 rs. por
Bdemrfisacao das despezas feilascom'a
9 da provincia, a fim de visitar
le differentes comarcas.
iraAo agente da companhia das barcas de
ra mandar dar una passagem de estado no
le passar para o Rio de Janeiro, ao ba-
cliarel Jos Mara Ramos Gtirjao.
ornando a Joaquim Juvcncio' da Silv
,'ntonio Alves de Briln, o 1. no posto de
riel mestre da eilincta logito da uuaada
do municipio de Olinda, e o 2." no de al-
ioclo 3. batalhao da'guarda nacional do
Recite.Fizeram-se as necessarias comrnunicacoes.
I
OfficioAo Exm. director geral interino da ins-
to publica, duendo (car inleirado de haver S.
oexercicio do cargo de director da
? publica, e designado o professor de ingltz
1 desla cidadc, bacliarel Vicente Pereira do
no substituir na directora daquellc esta-
Hiento.
-rAo mesmo, designando os professores, Joa-
o de ('.astro Nunes, Antonio Rufino de
.una c. Silvano Thomaz de Souza Maga-
laminadores no concurso, que se tcm
o dia 6 do conenle, para provimeulo
:ira de primeiras ledras do seso feminiuo da
villa de Itamaraca.
tAo Exm. marechal commandante das ar-
GUILHERME I.
Cardeal patriareha de Lisboa.
A, lodos os nossos amaos subdilbs, saude,. paz e
bencao em Jess Chrislo.
A extraordinaria falla de ehuvas na presente es-
taco, tem produzido tal secura, que bem se po-
dem recear mais- lerriveis consequencias nos pro-
ductos agrcolas do correte anno, e por ventura 8a
nossa propria saude, e vilalilade dos animaos, que
nos-prest un servijo ou alimento ; cada dia augmen-
tam os receios desla calamidade publica,' com que a
mo doSeuhor Omnipotente parece indicar o promp-
to castigo de nossos crimes e peccados ; a ira do
Senhor Dos de justija parece, pois, estar immi-
ncule, e a ponto de descarregr o fatal golpe da To-
me e da pesie ; mas, amados filhos, he com mao
de pai que o Senhor das misericordias costuma visi-
tar seupovo; elle sabe perdoar nossas culpas, o
jamis imploramos a sua clemencia, conlriclos ar-
rependidos de nossos peccados, sem que a m'3o de
Dos estja prompla a soccorrer-nos; por que o Se*-
nhor nao quer a morlc c pcrdir.30 do peccador, mas
que este viva c se cooverla.
A santa igreja, depositara das doutriuas do divi-
no mestre, instiluio preces eoracSes paprias para
a brandar a ira do Seqhor ueslas calamidades o af-
llicroes; nestes dias da santa quaresma, ella nos
convida a receber como beneficio do co os males,
que recordam o nosso nada, e a nossa dependencia
d'aqoelle qnctudo rege egoverna por sua admra-
vel providencia. He, pois, nesses dias de misericor-
dia, que, conlriclos e arrependidns de nossos pec-
cados, e depois de os lermos bem confessado, e-ex-
piado por fruclos dignos de penitencia, devemos
implorar a misericordia e clemencia do Senhor. pa-
ra que allasl i de u:is os lerriveis flagcllos com que
nos ameaca. a
Nos, por lanto, amados fllhos, dirigidos pelo es-
pirilo do Seulvpr, e s.ilulares doutriuas e pralcas da
aula midre igreja calholica apostlica romaua, vos
sxlwrlamos a que vos preparis com as santas dis-
jpienie da segunda vara desla cidadem soldado
siiodelegados de
x*"
de cavallaria para levar oflicios aos si
desle termo sobre a convocado do jury.
Communicou-se ao referido juiz.
Ao mesmo, dizendo que deioo de expedir
4n serem transportadas para o presidio de
ndo, as seis pracas de pret de que (rala S. Exc.
Igaido para o referido presidio o pala-
rapama, mas sarao ellas enviadas para all na
opporlunidade se S. Exc. assimjulgar con-
veniente.
t Ao mesmo, (ransmillindo o requerimenlo e
npcis relativos ao ex-cabo de esquadra do !.
o de infantaria, Aflonso Jos Goncalves de
ra que S. Exc. nos lermos do avis que re-
copia da repartirao da guerra, expera
>rdens afim de que se passe novo titulo dos ven-
ia que se lie ara m devendo ao mesmo ex-cabo
de esquadra.
inspector da thesouraria de fazenda,
termos do arligo 2.* das joslmccdes
siembro de 1850, o chefe de sece da
daquella thesouraria, Francisco JosMar-
[*cnna, para examinar no concorso que deve ter
jara preenchimenlo das vagas de praticanles
na mesma thesouraria.
-Ao mesmo, recommendando a expedi^ao de
sus, para que o inspector da alfandega con-
n despacho de 16 espingardas do caca, para
is, aaqr.aes vieram de llamhurgo com desli-
wgoeianle Hanoel Joaqnim Ramos e Silva.
-Ao di rector do arsenal de guerra, para in-
formar rom urgencia, se jase acharo concertadas as
e que traa o ollicio de 16 de marro ultimo.
Dito-^-Ao mesmo, declarando que as 100 crrelas
para" malotes, mencionadas na relacao qoe se refe-
:io de 15 de selembro do anno prximo pas-
sai,i nrem ser comprehendidas as que foreir. preci-
sas para 400 malotes.Communicou-se ao comman-
dante do corpo de polica.
HiloAo juiz de direito do Cabo, aulorsando-o a
r com brevidade as guardas que forem
ataras, para abrigo das senlinellas da cadeiada-
dianl
lam
FOLHETIiL
\ ^JffiMTBL (*)
ku uma k ronus, i ron uceen.
naaw. t *
PRIMEIRA PARTE. '
XVI.
( CoiuinuaeBo }
XVI.
tate* do alaiele).
iiros adiauUvam-se eont cllcilocom
we, e levantaudo riuvens depoeira
W** <-vallo*. Ellcs passaaram por
llasse e Dimilri com a rapidez do re-
liase Bergalasae depois que clles se
"Tto euganas-te...
Itlilo certo, respondeu Dimilri; mas
Jusliqa mteira, Icnho o' olhar la0
ouvido certo...fiao os rccoBlieceu'
i--m u reconhccc-los ? exelamou
Bles llo envollos em caireles, os chapeos
i-lbcs osolhos.. Vi passar lrcs sobrasm, e 11a-
sssas'lres sombras, disse Dimilri, a primeira
Peterzoff ronfidento do principe, a so-
nde de Avaray confidente do rci, e a ter-
ceira o nosso gran-jiisticciro.
:u gran-justiceiro, itilerrompeu Bergalas-
posaivel I...
Tildo he possivel '.... Os dous primeiros pagam
o ultimo para lrahir-nos,- como o seuhor acaba de
ver, o ultimo ganha teu dinhelro.
a que ioteresse podo ter o re de Franca ?...
tjm nleresse mui simples I... Os res
rtaos e tem interesses commuus, o que of-
om ofTende a outro. Elles comprehendem
^^^^^^ajncntc a solidariedade da tyrannia, e nao
sango escravos, nunca homens !...
escentou -Dimilri movendo a
* tem ser algom da pu-
exrlamatao houve uro mntenlo de
silencio. Emlim, Dimilri moslrou o camnhoa Ber-
----------- 'a can
andaram de novo tem fallar ;
1 Bcmalasse lioha do parlicu-
irmeii pela exclamarao deseucompa-
ignorancia, disse elle a Dimilri,
c minha poney perapicacia ; mas nlo compreliendo
Iwmanalin ligo que pode amcacara Ije-
orcele.
Oh nllri, ha i e nada, Georgele he urna nalnieza frgil e delicada,
que a felicidad* podr-ria forlilicar, mas que urna
eiiiorao mullo forte pode quebrar assim como estas
{' Vide Diario it. 10J.
quella villa, enviando smc. a conta do que se houver
do dispender para ser satisfejla.
DiloA' cmara municipal desla cidade, dizendo
que com a copia que remede da infurmacao dada pe-
lo fiscal do contrato das carnes verdea, responde ao
officio a que veio annexu um oulro do fiscal da fre-
guezia de S. Jos qocixando-se daquellc empre-
gado.
DitoA' mesma, para que de conformidade com
a deliberaran da assembla leeislativa provincial, ex-
pera diploma a trcssupplentes que substituam a tres
Srs. depolados que seguirn para a corle afim de lo-
maren! ausento na assembla geral legislativa.
PortaraAo agente da companhia das barcas de
vapor, para fazer transportar para as Alagoas como
passageiro de estado, no primeiro vapor que chegar
do norlc, ao vigario Antonio Jos Soares de Men-
donca.
ilaExonerando do lugar de inspector do circulo
luterano n. 3o, de conformidade com a proposta do
director geral da inslrucro publica, ao padre Je-
nuino Gomes Pereira, e nomeando para o substituir
ao bacliarel Joo Antonio Cavalcanti de Albuquer-
que.Parlicipnu-se ao mencionado director.
EXTERIOR.
ptniroes para vos lmenles dignos idar appresenlar ao juiz municipal* T ^"S Vr' c P1^050 Mem-
po de maitosfiis, que nos supplicaram licenca pa-
ra fazercm publicas preces, Toreando o co para que
aparte de nos os lerriveis (lagellos da fome c da pes-
te, e para conseguir lio desejado c til fim: orde-
namos :
l.o. Que na nossa -s palriarchal, c em todas as
igrejas parochiaes e dos conventos desla capital se
facam preces publicas nos dias 6,7 o 8 do crranle
mez, e nos ontras grojas do palriarchado, l'relazia
de Thomar, e gro-priorado do Crato nos tres das
depois da recepeao desta, ou como mais ron veniente
parecer aos reverendos parochos.
2.o Que no santo sacrificio da missa so recite a 0-
raejo adpctcndam pluciam at podermos dar as
grabas a Dos pela ler recebido.
3.o Que os reverendos parochos possam permil-
tirou fazer as procissoes de penileucia, que forem
requeridas pela piedade dos fiis, sem que para isso
sejaraster licenra especia.
E para que esla provino cheguo ao conhecimen-
t de lodos, ser publicada no Diario do Goerno,
e lida pelos reverendos parochos missa conven-
tual. Dada na nossa residencia de S. Vicente de F-
ra, sob nosso signal a sello, aos 3 de abril de 1854.__
C, cardeal patriarcha.D. Antonio do Trindade
Vascnullot Pe/ira de Mello.
W- (Diario do Goterno de Lisboa.)
StdaracaO' de fnerra da Inrjaterra a Rutila.
He contornis profundo pezar que a rainha an-
niincia o infeliz' xito de seus esforros cheios de sol-
licitude e prolongados para conservar as heneaos
da paz em proveilo do sen povo, e da Europa. A
aggressSo improvocada do imperador da Russia con-
tra a Sublime Porta foi proseguida com tanla falta
plantas eslioladas que urna ventana abate, e que o
sol podeiia vivificar,.; Tenho vslo Georgele rir e
chorar, cantar c orar, amar e aborrecer, e digo-Ihe,
senhor conde, cssa mulher he urna nalure'za a par-
le que nao pode fazer nada senao completamente,
ella he igualmente apta para a dor e para o prazer,
igualmente forte jta alegra c no desespero... Um
da o senhor a ver Irsle, pensativa e curvando a
fronte paluda debaixo do peso rude de um peusa-
menlo s conhecido por Dos; no dia seguinte tor-
nar a acha-la risonha, jovial, lendo a esperanza na
fronte, a alegra nos olhos, e o canlo nos labios...
Coilada !.
Dimilri passon violentamente a mao pelos cabel-
los, olhou para o co, e continuon com a voz verda-
deiramenle alterada r
Hoje Georgele appareceu-mc mais irisle ainda
do ajue nunca a vi!... Suas palayras eslavam cheias
de amargura, seu soio arlava com violencia, e vi
mesmo em seos olhos lagrimas qu ella procurava
debaldc devorar... Georgele est frula morlalmen-
le, o se nao me engao he esse duelo que a fere, he
esse duelo que ha de mala-la I
' Esse duelo I murmurou Bcrgalasae.
* Sim, senhor conde.
Julga cnlao que elle lera um resultado fu-
nesto?
. Esse duelo ha de ser sanguinolento e lerrivel,
e o duque suecumbra.
O que he que lo faz suppor isso ?... ^
Tudo !..._Nao sei, sou como Georgele, Icnlio
pressenlimenlos... De alguns dias a esta parle pas-
sam-sc em torno de nos acoulccimenlos mystcrio-
sos, cujo sentido nao comprchendo, bem. Ho urna
advertencia de Dos I...
O duque lie corajoso.
t)' oulrus doos s3o sazazes...
~ Ella sabe manejar a espada...
- Os antros dous inanejam-a frequenlemenlc.
Julgo leus receios exagerados...
Dos o permita... disse Dimilri deixando re-
ciiiiir ? caber'1 so"re o peilo.. Conversando assim,
,ilS Sari"? a."m '"*ar' on,,c estrada lornan-
; mais estrena cosleava uin grupo de arvores.
Diimlriparou, e disse ao companheiro :
roi"nEJ .?"l ?3. reooiao- Hc triste'c sombro
como o scahor ve, e nao convida a iovialidade
Provaye mente ellcs a0 bao de lardar TOerva-
mos postar-nos alrliz dessas arvores q
Ellcs eotraram ao mesmo lempo no bosauesinhn
e h, dispoz.eram se o melhor que poderam
Julgas que nossos homens estejam em seus
postes? disse Bergalassecom ar de incredmidTdel
ferentc m eSl"'' re5P"deu D'n,il com ar indif-
Duvido!
Quer cerlificar-sc ? --'
Si*
Dimilri den logo uro grilo qac imilaya admim-
velmenlc o de urna fera, c dous aegundos (Icimis mn
grito da mesma natureza pareceii respouder-lhe em
punca distancia.
Esiao em seus poslos, disse Dimilri scin\ mu-
dar ile |K)sn;ao. 1
Isso he aJiniravel, respondeu Ber|elas>eN
de consideracao pelas suas Conscquencias, que de-
pois de recusadas por parle do imperador da Rus-
sia, as condices, quo.o imperador da Austria, e dos
Francezes, o o re da Prussia, e S. M. julgaram jus-
tas e cqudosas, a rainha v-se obligada pelo sen-
limento do que he devido honra de sua corda, aos
inleresses do seu povo, e n independencia dos esta-
dos da Europa, a marchar em defensa de um alija-
do, cujo territorio he invadido, e cuja dignidade e
independencia sao atacadas. A rainha para justi-
ficar o passo que vai dar, refere-se stransaces em
que foi empenhada.
e O imperador da Russia linha alguns motivos
de queixa contra o Sullao relativamente ao rcgula-
rnento sanecionado por S. Alteza, dos diretos con-
tradictorios das igrejas grega e latina sobre urna
parle dos Santos Lugares de Jerusalem e sua visi-
nhanca. Fez-se juslica queixa do imperador da
Russia sob esla relcelo, e o cmbaixador da rainha
em Constanlinopla leve a satisfago de facilitar um
arranjo contra o qual o proprio governo russo nao
ergucu a menor objerrao.
Em quanto porem o governo russo assegurav
por diversas vezes ao da rainha que a fnissaO do
prncipe Menschikoft" cm Conslaotioop'la lnha ex-
clusivamente por fim o rcgulamenlo da questao dos
Santos Lugares cm'Jerusalem, aquelle principe fa-
zia valer junio da Porta oulras exigencias de urna
natureza mais seria c mais imporlanle, fazeodo ao
principio lodos os estarces possiveis para conserva-
las occ'ullas ao embaixador da rainha.' Essas exi-
gencias tSo cuidadosamente cercadas de mysterio,
eram relativas nao aos privilegios da igreja grega
em Jerusalem, mas a posicao de mudos milhoes de
subditos turcos cm suas rchicoes com o seu mesmo
solierano, o Sullao. Essas reclama;des foram re-
pellidas pela decisao espontanea da Sublime Porta
Duas asseveraces foram feitas : urna era que a mis-
sao do principe McnschikofT referia-se somcule aos
Saulos Lugares, e outra que a sua missao seria de
natureza conciliadora. Oebaxo desla dupla rela-
cao, a jusU especlativa da rainha foi plenamente
mallograda.
Segundo o parecer do Sullao os pedidos c exi-
gencias do imperador da Russia tendiam a nada
menos do que a substituir a sqa, o autoridade da-
quelle imperador sobre urna parle de seus subditos;
sendo csses pedidos e exigencias apoiadas pela ame-
aca. Quando a ranlia soobe que proclamando a
sua missao como terminada, o principe Menschi-
koff declarara que a recusa do Sullao imporia ao
governo russo a necessidade de procurar urna ga-
ranta em sua propria forja, julgou dever ordenar
que a sua esquadra dcixasse Malla, e de accordo
com a de S. M. o .imperador dos Francezes, lo-
masse posijao na visinhanra dos Dardanellos.
, Em quanto a negociaran cooservon um carc-
ter amigavel, a rainha absleve-se de toda ademons-
tracao de forja ; porm quando alcm da concentra-
cao de forjas militares consideraveis sobre a fron-
Icira da Turqua, o embaixador da Russ*ia sgnifi-
co que resullarjam serias consequencias da recusa
doSultaoa subscrever ojusficaves prchmcoes, ella
de accordo com o imperador dos Francezes, julgou
dever dar urna prova irrefragavel de sua detrmi-
najao cm sustentar os dircitos soberanos, do Sul-
lao.
O governo russo sustentou qnc a determinajao d
imperador de oceupar os principados foi provocada
pelo movimcnlodasesquadras de Inglaterra^ Fran-
ja; porcina ameaja de invasaodo territorio turco es-
lava consignada na not do conde de Nesselrode a
Reschid-Pach, cm 31 de roaio, e .foi reproduzida
emseu despacho ao baraodeBrunnow, no l.o de j-
nlio, o qual anounciava a determinajao do impera-
dor da Russia de ordenar que as suas tropas oceu-
passem os principados, se a Porta, emoilo dias, nao
subscrevesse as suas exigencias.
O despacho ao embaixador da rainha em Couslan-
linopla, o qual dava-Uie em certas eventualidades o
poder de dar ordens. esquadra ingleza, era datado
de 31 domao, ea ordem enviada directamente da
Inglaterra ao almirante da rainha para que seguisse
para os Dardanellos Irazia a data de 2 de juuho. A
determinajao de oceupar os principados eslava por
tanto assenlada antes que fossem dadas s esqua-
dras combinadas ordena para avanjarem.
O ministro do Sullao foi informado de qne se nao
assignasse cm oto das, e sem alterar-lhe urna s
palayra.a nota proposta Porta pelo principe Mens-
chikotTna vesperadesua partida de Constautinopla,
os principados da Moldova e Valachia seriara oc-
cupados pelas tropas russas. O sullao nao podia ac-
quiescer esta insulltiosa prelenjao ; e logo que
leve lugar aoccupacaoelTectiva dos principados, cm
vez de declarar a guerra, comolpodera fazer no exer-
cicio de seu direito incontestavel, dirigi um protes-
to a seus alliados.
A rainha, de accordo com os soberanos da Aus-
tria, Franja e Prussia, fez diversas tentativas para
satisfazeras justas reclamajoes do imperador da
Russia sem compromeder a dignidade e indepen-
dencia do sullao ; ese o nico objecto da Russia fos-
sc obter da Porta para os subditos chrislaos firme-
garantas do gozo de seus privilegios e immunidas
des.ella loria achado cssa garautianos oOcrecimeiilos
feitos pelo Sullao ; essa garanda porm foircgei-
tada por que nao foi offerecida sob a forma do urna
csiipulajJo especial e distincla com a Russia. Duas
vezes foi estaofferUfeila pelo Sullao, erecommenda-
da pelas quatro potencias: em primeiro lugar por
urna nota redigda em sua origen em Venna, mo-
dificada depois pela Porla ; em segundo lugar,- pela
proposjao das bases de negociajoes conveucienadas
em Constautinopla a 31 de dezembro, c approvadas
cm Venna a 31 de Janeiro ; proposjao queoflerecia
duas parles os meios de chegar a um accordo
'um modo convenieule c honroso.
He s>ois manifest que o fim que propunha-se o
governo russo, era itiiervir as relajes ordinarias
dos subditos turcos para com o seu soberano-, e nao
fazer a fclccidade das populajes christas na Tur-
qua. O Sullao nao quz submeder-sc esta pretenc-
j9o, e S. I.Vlcza, no cxcrcicio do direito de legitima
defenja, declarou a guerra Russia. Ape/.ar dis-
so a rainha, de accordo com seus alliados, nao cessou
de invidar lodosos esforjos para restabelecer a paz
entre as partes beligerantes. Chegou porm o mo-
mento cm que lornando-sei mpolentesosconsclhos c
admoestacocs das quatro potencias, e cm que loman-
do os preparativos da Russia cada dia mais exlensao,
he a lodos os olhos evidente que o imperador da
Russia enlrou em irraa va poltica, que se nao for
obstruida, ronduzir sem do vida destruirn do im-
perio ottomano.
Nesla eonjunclura, attendendo a um adiado enjo
imperio em sua inlegridadc e independencia tcm
sido reeonhecido como essencial paz da Europa,
consultando a sympathia do seu povo pelo direito
contra a injustija, o cedendo ao desejo de remover
dos seus Estados as mais funestos consequencias, e,
de preservar a Europa da preponderancia de urna
potencia que tem violado a te dos tratadas, o de-
safia e opiniao do ntundo civilisado, a rainha julgou
dever tomar as armas, de accordo com o imperador
dos Francezes, para defensa do Sullao.
o A rainha est persuadida que obraudo desle
modo^ ter o apoio cordial de seu povo, fe que o
pretexto de dedicajao relgiao chrislaa debalde se-
r invocado para cohonestar urna aggressao commet-
lida contra os seus santos preceilos c espirito puro
e benfico.
Sua magesiade espera humildemente que seus
esforjos serao cornados de feliz resultado, a qne com
a grata, de Dos ser a paz restabelecitla sobre ba-
ses solidas.
Weslmuster, 28 de marjo de 1851.,
( Journal des Debut*;.
Um euppletnento da Oazeta a Londres, publi-
caado na tarde de 29 de marceo, conten aa se-
imtntes ordena dadaa em cotuelho :
Na corte de Bucliingham-Palace, em29 de
marjo de 1834: .
S. M. a rainha, tendoonvidoco parecer de sou
conselho privado, resolveu soccorrer a seu adiado,
o sullao do imperio ottomano, na prolecjao de seus
estados contra a aggressao improvocada do S. M. o
imperador de todas as Rusias, pelo que ordena,
como de facto lem ordenado o >eguinte :
- Serao concedidas represalias geraes contra os
os vasos, navios e bens do imperador da Rus-
sia, c seus subditos, ou contra outros eslabe-
lecimenlos dos estados,' lerritoriosVra dominios, pe-
lo que as frotas e navios de S. M. podem legalmen-
te apprehender todas os navios c mercado ras perten-
cenles ao imperador da Russia, a seus subdito*. 011
a quaesquer habitantes de seus estados, territorios
ou dominios, assim orno podem fazer julgar as pre-
zas pelos Irbunaes do almiranlado que serao esta-
belecidos nos estados, possessoes e colonias de S. M.
os quaes ter3o por fim tomar conhecimenlo dolas.
Para islo, o advogado geral de S. M. e o advoga-
do deS. M. no almiranlado prepararlo umprojecto
de commissao e oapresentarao S. M. nesla repar-
(ijao o qual lera por fim autorisar commissarios a
preencherem as funejes de lord alto-almirante,
requerer alta corte do almirantado de Inglaterra,
o juiz da dila corle, seu substituto, ou seus substi-
tutos, assim como requerer s diversas cortes do al-
miranlado, estabelecidas nos estados de S. M., as
quaes serao devidamente encarregadas de tomar co-
nhecimenlo e proceder juridicamcnle sobre todas as
capturas, prezas, e reprezas de todos os navios ou
mercadorias qne poderem ser capturadas, assim co-
mo serao encarregadas de tomar urna decisao sobre
este objeclo, c conforme Oi)rocesso do almiranlado
edo direito das gentes, julgar e coudennar todos os
ditos navios ou mercadorias pertencenles a S. M. o
Aperador de todas as Russias, a seus subditos ou
aos habitantes de seus estados, territorios ou domi-
nios.
Elles prepararlo lambem e apresenlarao a S. M.
em conselho um projeclo de insIrucjOes desuadas a
serem enviadas s diversas cortes do almirantado es-
tabelecidas nos estados e possessoes de S. M.
yuarta. tirveni
4 Quint. S. Mo
5 Sexta. A
0 Sabbado. S- Je
7.0oi
da SS. Y
^Hapiauo
Agoslinho
Agora, lorrrou o escravo, silencio e observe-
mos.
Quando elle acbavj essas palavras, quatro ca-
valleiros desemlmcavam pela estrada de Mittou, e
paravam alguns passos dislaule do conde e do es-
cravo.
xvh: .
O clon* radveres.
Esscs quatro homens eram como pode-se logo
aoevinliar, o duque do NaundorfT c Cbadeul, o
marquez de Louvain e Sivn.,
Louvain e Sivry pareciam impacientes de ir
as maos com seu adversario, Chadenil eslava triste e
prolundameute agitado, o duque de Naundor" es-
tova commovjlo, sombro, c pensativo !...
Esto nao sabia com efleito a posijao fatal cm que
os aconlecimenlos o collocavam nesse momento.
\ encedor, elle bem sabia que ciimpria-lhe dexar
essa Ierra, em que gozara os puros prazeres da
amisade, e snlini es primeiros e doces toques do
amor; vencido, aflligia-se por morrer to longe da
patria, e sem ter levantado esse veo myslerioso que
cobnra al enlao seu passado !... Para qualquer
lado ene se voltasse, para o horisonte fechado do
passado ou para o horisonte entrevisto do futuro
havia em seu coracao ou urna duvida cruel, ou um
sombro desespero.
Um momento ello chegou-se a Chadenil, e disse-
Ihe :
Meu amigo, se cu morrer, lembre-se dar rc-
commcndacocsque Ihe dei! O senhor ser mais fe-
liz do queco, saber qaem sou, conheccr o nome
de nimba mai !...
Afaste tao Irisles pensamontos, interrompeu
Chadeu(; o seuhor lia de viver para si, para mim,
para tudas as pesspas que o amam, o que Ihe sao
charas !...
O doque abanou Irislemcnle a cabeja, aperlou a
mao do visconde e disse-lbc :'
^"Jru'zera ^P61,81- com O'senhor, mas na
posso; lefllio o corajao triste, eboraria voluntaria-
mente... Por favor, meu amigo, nao d a esta tris-
teza lempo de invadir-me e lornar-me fraco, acabe-
mos logo com isso em quanlo minha mSo esl ainda
firme, e me, corajao nao' esta muMrrTommovT.do!...
Chadeuil apressou se a regular logo o combato, e
os adversarios collocaram-se immediatameulc em
face um do outro.
Tinha-se concordado, que so bateriam de e sprfila, e
era o conde de Sivry que devia primeiro cruzar o
ferro com o duque.
O conde do Sivry havia lido muilos duelos em sua
vida ; mas nenhum tinha-se aprescnlado as mes-
mas coudijSes. Elle linha-sc balido con amigos,
genlisliomens como elle, coja forja conheria, com
os quaes costumava excrcilar-se.
O duque inquielava-o mudo ; pois de sde que vi-
va perlo delle havia-lhe experimenlad o sullciei-
temeute o carcter para saber que linhti coragem, e
suspeilava que mo faltava-lhe destreza,.
Esse duelo era para elle como o des conhecido, e
eslava iraciofo por acabar com essas io.ceilezas que
Urvaiu-lhe nina boa parle de sua pn,-seuca de es-
[/uilu hubiiual,
Os dous adversarios cruzaran a espada, e o com-
bal comejou.
Desde os primeiros passos Sivry vio que linha um
pareciro forte. O duque era admiravel pela sua
nrnrifin n (mu m^nnln.. n__.1. nn. ... #_J? i
lidade e elqucncia como se tivesse sido urn chi-
cote. '
Sivry ohservou-o durante alguns segundos, e de-
pois comejou o ataque com urna habilidadu que
em nada redia do duque. Todava esto era evi-
dentemente mais gil, mais correcto, c muilo mais-
senhor de si.
Chadeuil e Louvain linham-se retirado algans;
passos, e vendo os dous adversarios esgrimirem com
o mesmo ardor, haviam empalidecido ambos leve-
mente. Com elTeito toroava-se certo desde esse mo-
mento, que o combate entre dous homens dessa for-
ja nao tardara a ser sanguinolento, c ambos temiam
ou pelo duque ou por Sivry.
O combale conlnnava. S ouvia-seo rumor sec-
co c fri das espadas o a respirajao opprimida dos-
dous adversarios. Nenhum linha ainda caneado,
Sivry linha recebido um arraiihuo no hombro;* po-
rem esse. leve ferimenlo o havia excitado mais, ei
ello oppnmia o duque com urna animaran mais vi--
va, mais ousada, mais e talvez mais imprudente.!..
Se accrcsccnlarmos que essa sceua passava-ve em
um lugar completamente solado, rodeado de urna
natureza selvagem, no meio de uin silencio triste, o.
Ieilor poder fazer urna idea das impresses peni-
veis que agitavam as diversas testemunlfas dcssri
cmbale. Todos calavam-sc e olhavam. Berga
lasse com a indiiirenra sceptca que liiflia as cir-
cumslancias mais mportautes da vida, Dimilri com
um olhar fro e cruel, Lauvai com um ardor que i
augir.cnlava pelos receios ou pelas espernras qui i
inspirayam-lhe as diversas perpeciasxdo combale,,
Chadeuil com a alma e o corajao I...
Emfim um grito parti no meio desse silencio so-
lemne, um grilo de dr, de raiva e desespero, se- -
guido logo de outros deus*Klosdados por Chadeuil.,
e Louvain, os,quaes precipilaram-se ao mesmolcm-
pQjO pjHnrTro para o duque, o segando para Sivry..
~slc linha cabido ferido no meio do peito por um
golpe mortal...
Cma n uve ni passo u pelos olhos do. duque nessc
momento terrivel, ello empallideceu c apoiou-sc na.
mao de Chadeuil para nao cahir. Era esse o pri-
meiro duelo que havia lido, c era csso o primeiro
hoinein qu sua espada lnha ferido...
O conde merreu, disse Bergalasse em voz bai-
xa vollando-se para Dimilri.
Provavelraeolc, respondeu este.
0 duquesiobo he deslro I...
Sim.
Elle fara um bocado do oulro.'
He o que veremos...
Oh T islo est visto..,
Naoso de seu parecer, senhor conde...
E por que ?
Por que Mr. de l.ouvain he quando menos dio
hbil quanto Mr. de Sivry, c lem de vingar a mor-
le do amigo, por que emfim o duque deve estar sof-
rriveluieula fatigado da. primeira lula, a qual tfurou
detiiasiadaoreiile,
Assigtiado : Cranworlh, Granville, Argyll, Ne-
wcaslle, Breadalbanc, I^nsdawne, Abescorn, Aber-
deem, Clarendon, Drumlanrig, Mulgrave, John
Russcll, Ernest Bruce, Syndny, Hesbert, J. B. G.
Graham, Slephen Lushinglon, W. T. Gladstoue," W.
Maleworth. a
A segunda ordem dada cm conselho prohibe, al
nova ordem, que algum dos navios dos subditos de
S. M. entre ou sai-a com destino dos portas russos,
embarga os navios russos que eslao ou que poderem
enlrar nos porlos inglezes, sob a excepcao mencio-
nada da terceira ordem do conselbo.
A terceira onlcm concede um espajo de seis se-
manas a todos os navios de commercio russos, que
acbam-sc actualmente nos portes inglezes para car-
regar c parlir, e dispc que- so forem encontrados
no mar oao poderao ser apprehendidos.depois de te-
rem justificado que partirn dentro desse espajo,
salvo'se levaren arligos de Contrabando do guerra
ou correspondencia para o inimigo.
A mesma ordem dispc que lodo o navio de com-
mercio russo que, antes de 29 de marjo, tiver par-
tido de um porto estrangeiro para os porlos inglezes,
sera admidido nestes, e poder fazer a sua descar-
ga sem ser inquietado, c se os navios de S. M. o
encontrarcm cm caminho, dcixa-lo-hao seguir para
o porto a que se encaminhava, com tanto que este
nao esteja bloqueiado.
0 mesmo suplemento da Gazela de Londres con-
ten urna proclamajo da rainha qne regula a dis-
tribuijao das prezas pelos ofliciaes e cqupagens dos
navios que as caplurarcra. ( Monitor Universal.)
INTERIOR.
CORRESPONDENCIA SO DIARIO DE
PERNAKBTJGO.
PARAHIBA.
1 de malo de 185*
Desla vez tenho muita cousa que contar-lhe, pelo
que tenho lido minlias cocegas de dcixar algumas
dellas para outra vez, fim de nao me acontecer co-
mo d'outras vezes que ando parafuzando pelo milo,
para ter o que Ihe dlzer, pois al o proprio Mere-
les se esquiva de contor-me alguma cqusa.
Foram d'aqui para ah o nosso chefe de polica e
o Costa Machado, que v3o lomar o vapor ingle'z
fim de poderem preencher suas cadeiras, urna
d'aqui, c outra de Mallo Gwsso, na cadea velha do
Rio de Janeiro: Deososfade bem, e o Espirito San-
io Ihe lemhre lgum meio de diminuir os impostes
de nossa agrcoltura.
A 23 do mez passado leve lugar na casa da assem-
bla provincial um baile dado ao Exm. Sr. presi-
dente, por quem nao Ihe posso dizer, porque as caria
de convite nao declaravam, e. s lurham qual.ro as-
signaturas, e disse-me oJlreles que o dono de urna
dellas se retirara por cans da collociicdodoslampecs
daculrada,!! que hecerloporm hequedeu-seo bai-
le, foram a elle viole cquatro senboras. e rincoen
dous homens; sendo as .senboras a jiarle prncip
dos bailes, prineipiafei a descrever por ellas : das
Ires que estovan pentcadas slnard, a mais moja
,cra a rainha da festa, e seu garbo, sua belleza e seu
lo-lelo fizeramcom que nao Ihe dispulassem a pri-
mazia, nem mesmo quando dansou com certo doulor
scjiollisch, que a fezperder-sepor tres vezes; dizen-
do certo sujciUnho que eslava ao p de mim, que
ella errava por Ihe faltaren os salos, a msica c os
pares do Cassiub Fluminense, ao qual estova acoslu-
mada : a segunda dama era urna castelhana casada
coro um oilicial brasleiro, a qual'primou na dansa,
e por isso mesmo leve a iufelicidade 'de se .encontrar
com outro doutor, que querendo aprender a valsar,
pizou-lhe os ps de tal maneira, que.ainda boje es-
to a tal senhora comum p infiammado, como me
informa o Mereles, quanto ao sexo femenino, nao
continuo por temer que as minhas (Patricias se zao-
guem comigo, e quauto aos homens s digo, que
concorreram ao baile os ofliciaes e cadetes da guar-
niente, nao faltando os que vieram do Rio no meio
Batalhao provisorio, o corpo consular, faltando o ex
coronel Bris-consul,que apezar de ter andado oilo'
dias antes u'o baile com pachos de panno molhado em
dissolujao de sal de chumbo no nariz, com ludo nao
perdeu a vcrmelhido da ponto, do nariz j se sabe,
motivo porque elle nao foi ao baile ; foram mais os
chefes das reparlijoes e alguns juizes municipaes l-
timamente nomeados, quanto aos dansantes, dous Srs.
doulores tveram a palma om cm urna valsa, # ou-
lro ina schollisch ; quanlo msica, toruceram-me
recardsjoesde minha av, e quauto ao serv jo fiquei
de bocea abarla, daprofuzo, linha um porte com li-
cor, Ires garrafas de muscatel, quatro de carcavel-
los, dez de ceneja, cha em abundancia para se lo-
mar nos ihlervallos da dansa, duas bandejas de cho-
collale, no fim quasi do baile para alguma senhora
que cansasse, algumas bandejas de bollos leudo no
centro de cada urna, um pao-de-l com um garfo
espetado: quanto a refrescos, eu Uve de beber agua
simples para applacar o calor, e dei-me por feliz
cm adiar esto mesma : no fim de todo este meu a-
ranzel, o meo amigo tiie perguntar como eu fui ao
baile, e culbedirei com dous diretos : primo, por
que concorri rom osmeus cinco bicos: secundo, por
que fui convidado ; portento fui como socio e como
convidado, pois nao com nem como socio, nem co-
mo convidado porque trancaranros bollos.
J vai apareceudo a promojao da guarda nacio-
onal, eu ja ouvi um guarda dizer que os doulores
querem eslar iscntos da guarda nacional, quando he
para o servijo, porm para postos de capillo andam
se empenhando.
O nosso, pequeo' mercado de gneros para ex-
porlajao continua ainda pouco activo, e n'esta quin-
zena apenas algumas Iransacjes huvcram, bem
que mui limitadas, por causa das copiosas ehuvas
que temos do, as quaeafiao privado a entrada de
productos na praja.
O assucar da saffra Dnda esto, por assim dizer,
todo recomido e armazenado, apparecendo com dif-
ficuldde alguns restos, que nada iufluem no depo-
sito exislcntc,.que segundo me consto est todo, ou
quasi todo vendido n'essa praja.
O algodao segu sustentando os prejos de SJ300 e
S6WO rs., em consequencia da dinnula porjao, qoe
ebega a inspeejao ; porm afiirmam-me que ter de
baixar, assim que o mo lempo que est fazendo,
der lugar sua conduejao para o marcado.
Os cauros sao ainda procurados, e os que escassa-
meute entram sSo logo comprados por *J700 -e
4*800 rs., sem desanimo.
A falla de moda que Ihe notei na minha atraca-
da, continua em prugresso, e o resultado qu fulu-
rizei nilo se fara muilo tardar.
Depois da minha ultima mssiva despacharam-se
os navios segnintes, com gneros d'est provincia :
Em 11 do correle, para Queenslown ou F'al-
mouth, o brigue inglez Friends manifestando 4,000
saceos d'assucar mascavado, pesando 20:000 arrobas..
Em 19 idem, para Gibaltor, a escuna ingleza
Martha, com a carga de 2,000 saceos d'assucar
branco.
Estes carregamenlos obliveram n'essa praja, -se-
gundo me informam, o primeiro 2,000 rs. por arro-
lla posto abordo, e o segundo 2,600 rs., na mesma
conformidade.
O deposito d'assucar a embarcar, orjara por cerca
de 9,000 saceos, c dcstes mal poder chegar aJOO,
saceos a quaatidade de branco."
Bem a meu pezar sou forjado a vollar, de nova-
mente, ao assumplo das paulas d'alfandega, avista'
da clamorosa iujulija pralicada por essa-reparlijao,
com a avaliajao do assucar branco, cfhbarcado ua
escuna Martha. a
Lcmbrado estar do queja ihe co'mmuniqueia
respeilo da desbarmonia nos procos das pautas que
se confcccio'nam aqui, para a arrecaflajHo dos d-
/eitos Ciscaos as respectivas estojes, e dever por-
oto recordar-se que, n'essa occasiao, me pronun-
ei contra a forma porque ellas se organisavam, ap-
proveitando o ensejo para indicar a maneira ou uo
posto em pratica cm outras reparlfjes de maior im-
portancia, que uao as d'est provincia, esperava
que o meu conselho fosse attendido, como a princi-
pio suppuz.
Enganci-me redondamente, como prava facto
que passo a expr.
Apresntando a parle n'alfandega, o seu despa-
cho d'assucar branco, para o citado navio, Ianjouai
feitor o prejo de 29200 rs. por arroba, afim de por
elle, calcular-se os diretos de exportarlo.
Onerada com semelhante prejo, recorreu a parte
ao inspector d'alfandega, produzindo eulre outras
poderosas razOes, a mui valiosa de que a paula per-
tencia semana passada, e que, na praja, nao cons-
tava ter-sc comprado assuCar por aquelle prejo, re-
querendo verbalmente umaTcvisao na mesma pau-
la, .esperando n'essa reyisSo ebter justija dos em-
pregados a quem compete esse servijo.
Estas razCs nao liveram importancia alguma 'pa-
ra o chefe da dita repartijao, que indeffirio ISo justo
reclamo, sem a menor contemplajao. -
Accresce.mais que outros.negociantes igualmen-
te prejudicados com semelhante oceurrencia, reuui-
ram-se parte, c em commissao, supplicaram a
S. S. que houvesse alguma atlenja com o commer-
cio, visto o prejoizo que semiam as casas export-;
doras, sendo obrigadas a despachar o assucar por
semelhante prejo, mas a nenhuma considerajao se
quiz amoldar o Sr. inspector, escudado com o sen
implacavel posso, mando, e quero.
Esgotdos todos os recursos perante essa vonlade
de ferro, e lendo a parle de embarcar o seu genero,
nao houve oulro remedio, que sugeitar-se ao arbi-
trio da Inspectora, pois que Ihe faMava o lempo
para requerer autoridade competente, que' bem
pouco se import que o commercio soffra, ou deixe
de soUrer estes vexames, e que parece recetar a pre-
ponderancia d'este dictador.
Demasiadamente ? disse Bergalasse cm manei-
ra de inlcrrngajn.
Sem duvida, respondeu Dimitri ; nao reparou
,_. o senhor que o duque poupava o adversario, c que
precjsao c graja, manejava a espada com tonta fac-" se o adversario, nao fosse enfiar-se Idamente na es-
pada o'combate nao teria ainda acabado *
Creio que lens razao.
O duque .n3o lem habito dos duelos duplos,
elle devia ter morto logo o primeiro adversario, pa-
ra conservar urna parte da forja e da firmeza em
face do segundo. Agora pelo contrario est fatiga-
do, commovido, e Dos sabe o que acontecer...
Vamos sabi'-lo lambem, interrompeu Bergalas-
se, ei-los que se pc na defensiva.
Silencio enlo, disc Dimitri, e observemos...
Os dous adversarios linhao-se posto ua defensiva
bem como observara Bergalasse, e o combale lornoii
a comejar inmediatamente. Sivry que linha
morrido ao cahir, fora collorado beira da estrada,
e Chadeuil assenlado ao seu lado contiouava a ob-
servar.
A marte de Sivry pareca ter dado ao duelo um
aspecto inteiramenle novo. Louvain depois* de ter
aperlado a mao do amigo moribundo, puxra va-
lerosamente da espada e precipitara-se sobre o du-
que com urna especie de furor nao iseuto de pe-
rigos.
O duque de sua parte fora singularmente contris-
tado pelo espectculo da morlc do adversario ; po-
rm a visto do sanguc, a agona do moribundo, e
al as palavras de odio pronunciadas por l.onvain
no ardor do rescnlimento,, ludo contribuir para
desperlar-lhe a colera, e agora elle empregava no
combate Inda a actividade, Inda a impaciencia, toda
a prcoipitojao de um homem aneioso por acabar ...
O cpmbate tinha-se pois temado um verdadeiro
combate, islo he, nenhum dos combajenlesparocam
querer poupar-se, c pelo contraria cada um procu-
rava abrir passagem com a espada at o peito do ad-
versario.
Todava em um momento o doque e Louvain pa-
receram querer fazer tresnas ; pois nao linham-sc
ainda locado, eo duque j f-lieado pelo primeiro com
bale Ina perd codo pouco a poutoas forjas que Ihe
i-eslavam nessa luto too prolongada.
l.ouvain abaixou primeiro a espada o deu alguns
passos para aproxiuiar-se do duqne.
Chadeuil linha-sc lsvautado,c iiproximou-seigual-
mcnle.
Reparo, disse Louvain, que o senhor duque
esl fatigado, porque o primeiro rnrqbate fo"i muilo
longo c ndo quero abusar da vanlagem que me da
a morlc de meu amigo Sivry. Assim proponho ao
senhor duque-lomar o lempo de restanelecer-sc ou
do suspender o combate, ou|mesmo de difieri-lo para
a manhaa.
O semblante de Chadeuil radiou a stos palavras,
e elle ollipn para o duque.
Estoque nao tinha-se movido, respondeu simples-
mente:
Asradcjo-lhe Mr. de l.onvain, seu offereei-
menlo he generoso, mas repillo-o...
Todava, objecin Chadeuil...
Todava, meu amigo, interrompeu o duque, o
uiiico juiz aqui-abaixo de Dos sou eu, e julgo de
Nao he rnenle d'est fi
da provincia, 13o pa
do e espezinhado. |
crt todos os IrabalhoJ
gneros' importados,
mercadorias, e pet
he tralado'.
Para melhor flear
basta que saiba que or
fandega, que nin-
as 9 horas da man
ce peridicamente
da se faz pe
as partes
todo o-mais i
E o pobre'
autoridade,
essa infracta
recebe por p
de aclot igaa
dade de exptes
Porm S. 9. de
Que lanas vtxes
deix i i:b.i E i
pderexhaurir o se
rar-se dos meios que a I
tendido e respaila
bre corporajau.
Seria muilo para des]
de aposentar crlos e m j
anaos e caducidad r
dem prestar no ex
mente tendo
criplo pela le
o estado eigt^^^H
gajao tem de aturar a
los pretenciosos e <
,Para dar o 'sen
mui razoavel
lo, a inspeclor-.a de ren^
que eslava pr<:
fandega qoizesse aaaa-^
co, visto que a in
daquella repartirao
- Apezar de nada ler 1
todava nSo posso
sejos daquella fum
touvor.
, Participo-lhe que ettvj
annuneiei por -coi
Count
de quatorze r
varios objec
em loto
Davo nao val odi-
an nao roe admira
os objectos, qu:
fabulosos. Es
mo dizem technirta
lempo oppor
gem a esse p
que prer^
Eotrou er
Douslead,. procede
car em caitas,, a
. de algodao para
'Sinlo pezar em
nao uos honrou cora \
e que estou por isso pri
as pegadas, com tanto \
nada paciencia, quand
meas ataques nem
vigente estjao.
Por unta historia, qu
nho de mudar de vldaj
informe o que d mais i|
algodao, pretendo solcj
para fazer minbas planl
que se possam recroisr.
trabalhar 3e graja.
Nada mais ha. :
bom Ihe desejo.
meu dever, c de minha honra continuar sem desam-
parar.
E fallando assinvapertou a mo de Chadeuil, o
qual voltou tristemente para seu lugar, e fazendo
um signal a Louvain, disse-lhe com juma jovialida-
de melanclica c grave :
Eial espero desla vez nao rel-lo muilo lem.
As espadas' cruzaram-se e o combate lornoii
comejar.
Esse diabinhn lie furioso, murmurou Bergalas-
se ao ouvido de Dimilri.
Este ergueu os hombros e respondeu sem perder
de vista os combalentes :
He seu destino que se completa.
Sen destino e o de Louvain.
Talvez.
Eu nao dara cinco francos pela sua casaca.
.0 senhor faria mal talvez.
Oh 1 urna casaca toda furada e ensangrentada!
' Silencio .'... ouca... .
O combate linha cessado, uonhum grito fra da-
do, Chadeuil e Louvain estavao ajoclhados junto.
do duque, o qual jazia ensangrentado no liSo, OL
deiiil procurava cm v3o rcauima-lo pela voz c jth
gesto; o ifiiqiie nao movia-se mais do que um ca-
dver.
O visconde rasgou-lhc vivamenle a casaca e a ca-
misa, e poz-lhe a mao, sobre o corajao. O corajao
bata ainda mus ISo/fracamento que- mal sculia-se
as piilsajues.
Mr. de Louvain, disse elleeniao rpidamente
a este, diga a Mr. do Sainl Georges que acuda,
creio que seu cuidados sor.lo necessarios aqui.
* tile nao est morto! exelamou Louvain com
alegria.
Tertho cssa esperanja, respondeu Chadeuil;
mas aprcsse-sc.cada minuto ho iirecioso. -
Louvain aparlon-se-.e Chadeuil ficou s I
Dimitri aproveilOD esse instante, salten o
que o separava da estrada, e acbou-se logo jui^
Chadeuil, o qual levantou a cabeca a essa ap;
Dimitri / que vens fazer aqui ?
Reccb ordem de assslir a este duelo,
deu Dimitri.
; De quem t
De Georgele...Georgele lemia o resultado des-
le duelo, e linha muita razao.
Mas o duque nao es
-O duque morrer antea defuma hora se o se-
nhor o pozer as m3os do cirurgao, que trouxe.
Que dizes!...exelamou Chadeuil.
A verdade, senhois Esse homem foi-chama-
do esta madrugada mesmo a casa de Mr. Quatro
Sous des Chenls, e quando sabio levava iostruejoes
?ue nao podem deixarTieuhuma duvida esse res-
eilo.
Que horror !
. Isso he horrivel,'rilas he...
t'.on.o o saivaremos entao perguuteu Chade-
uil com ancledade.
Ignoro se.jwder ser salvo, responden Dimilri;
mas se eu poder l'ransport-lo para a liabilajao de
Georgele, creio que poderemus. conseguir isso.
traord
Sesaao1
P
Segw
Sega n da di
nicipal.
a Art. 2.Acam
lio autorisa
uos paragraphos s
_ a S l.Com ase
o secretario 1:000)
maior 80O00;co
enses, a 55(!
uoncLusa*
Todava m
deuil. -
Faja-os crer qi |
mo he o qae i
E por que i
r- Por este
Dimitri tilo,
brandamenle ao-
algumas golas na I
. O efleito. foi mat
bros, contrado as fe
lavras em voz baixr
difundio-se-lhe pelo
bater, e elle torno
Chadeuil segua todo
espanto crescci;
htr, encarou Vi'
guntou-lhe com yo;
Que significa i
Agora, respe:
de perigo.
Que lhe desle?...
Veneno.
Louvain e o rirurgiao voltavam.
foseo, e tornou a
visconde estuperac
As cousas passar
Mr. de Saint.Ueo
vain, depois de um exaq
que, declarou que
augmenlou o espai
apparioSo de Dini:
espanlado junto d
Louvaiu vendo
ziam para tirar o d
BU* pa -

Dimilri sallou o>
jho deixaud o1
^B'/<"'
.uiZ AVlii.
estas pala-
vras,- e it^^^Bl
He
cbof.i.
Issn h
Qi is fazer enlao?
ronduzir Sivry a Mittou...
O conde esl tambem mo'rlo ?
Sem'esperanja.
-i- Tanto pe .
O senhor doulor amav-o?...
Nao... elle devia-me dinheiro.'....
Conversando assim, Louvaiue Saol'Georges vol-
laram |>ara o carro que os esperava, e pouco depois
reUraram-se. na direcejo de Mitlau.
(Cntimutr-te^ha.)
:W


-
DIARIO
Mm
DE PERNAMBUCO
SABBADO
6 DE MAIO DE 1854.
2:2005000, c como
da casa ,3003000.
g 2. Com a contadura, sendo
com o procurador a porcenlagem de
6 puf eenlo cm todas as rendas da c-
mara, calculada de modo que nao e-
Ia inferior a ):jOU900O, e nem axceda
a I:003000, dando-se-lhemais 300$
de gralSicaeao 21009000, e coa o
contador 7009000
Com os empregados exter-
nos, temi com o advocado 40ttJOOO ;
com o solicitador 300j)000, com oofll-
cial de juslifa lOOSOOO, con os tres
fiscaes da* freguezias doKecif, Sanio
Anin, e S. Jos, lendo cada um
.'WffiOOO de ordenado, e igual quan-
lia degralificacao 2:1009000 ; com o
da Boa Vista 8009000, sendo 4009OOO
de ordenado, e igual quantia de gra-
lificaeao, qae devern ser percebida,
bem como a daqutlles, pelos supplen-
tes que os ubslituirem ero qualqucr
impedimento ;coraosflacaesdo Poco
c Afugados, lendo cada um 4009000 ;
AK'i com oo *! S. I.oorenco, Ja-
, Var/ca e Muribeca, sendo
I (1000 cada uso, 400*000 ; com o
cirurgiao de partido 6O0QO0O, com o
conte*** 6OO9OOO, com uilo guardas
municipaes, que exercerao camuia-
repesadores,
nenie cada um
lublico,
^ador1:2009
i "(8O00, com os dous
cada um 50OJ0O0,
o jardineiro 3609,
coml5trabalhadoc.es, devendo os pa-
gamenl ;rem feitos sema-
nal me"- prias partes, pelo
em isla dos
rubricadas
revistos pela
colad lOfjOOO; com as even-
j ordinaria.
n o a luguel do paco 500;
1 ente a impresses 4005;
iial do jury e elec,es
11 as cusas dos proces-
^^Hpclusve a qiantia que
j au escrivao Joao Sa-
vao .2:0008000 ;
raasprisoescivis
limpea e consrva-
la Jas mas 4:000*000;
a predios perten-
i*00a000;
SQja; com
com
-oonwo.
aortnariat.
li'-uar-sc desdeja
lilerio publi-
4:3009000
00000
8:0209000
7:0609000
21:4009000
o BMtadooTo
2fc0009000
: Sr.' presidente, nao posso vo-
iscussao tai qual te aclia redi-
^tb.nao sei porque rano,
m da cmara municipal, c
^^Mveuicncia desconheco,
er membro desst corpora-
clareciroenlo da nobre
m razoaveis, nao insislirei
uw, senao me convenceren),
launias parles do dito artigo,
ment de sessenla mil rs.para
atender, que o vencmen-
K000rs.,naohe paga suf-
10 que fez ; pois quasi todas as
gados, e outros lagares com of-
ignados pelos vereadores, que
serventes das repr-
enlo de. mil ris, Ira-
mediante. Porlan-
^^^b nao levar a mal,
(abetecendo a pro-
orreio em vez. de
^^Har urna emenda, para
^^Blto do procurador, possa
O Sr. Augusto de Oliveira :Nao.
0 Sr. Oliveira :-O nobro deputado, n,io s faz
ama injuria 4 camraTrCluai msactas de
flue foi presidente sen nobre pai,'o qdal, austero
como he, nao dexaria do propor a demissSo desse
empregado, se assim ojulgasse convenicnle aos Ira-
balhos da municipalidade.
O Sr. Augusto ie Oliveira : Enlo he inju-
ria?
O Sr. Oliieira :He.slm, urna injuria, que faz i
cmara municipal, da qaal existem nesla eaia alguns
membros, que o nobre deputado sabe perfeilamen-
(e, que nao s capazas de proceder em prejizo do
servico publico.
E, se a inlenjao da nobro commisso he arredar
do lugar de engenheiro o individuo, que ora o .oc-
Idceu.lhe direi, que talvcz nao consiga o scu fim;
e, nao tendo a cmara proliibicao de chamar
o engenheiro, que actualmente existe, qoando tiver
necessidade o chamar, ficando por ronsequencia no
mesmo lugar que hoje exerce, de engenheiro corde-
ador : tanto mais quanlo se nao acha provado, que
elle nao tem as precisas habilitarles...
O Sr. Mello Reg :Tanto nao he injuria c-
mara, que |he deixou essa faculdadc.
O Sr. Oliveira:Direi aind>, que he caso novo
nesla casa ; que, porque consta que nm emprega-
do nao tem as habilitarles necesarias, nao se deve
dividir o lugar, para por essa mancira afasta-lo da
repartirlo ; he isso novo ;-e cuenlendo, que a as-
sembla deveoceupar-se com negocios deimportan
ca, com negocios de que resulte beneficio geral pro-
vincia, e nSo com consas tao pequeas.
Eu desejra, se isso fosse possivel, que os fiscaes
das (res freguezias de Santo Antonio, Recife, e S.
Jos, tivessem o mesmo vencimentp, que lem o da
Boa-Vista o da Boa-Vista lem 8009 rs.,ao passo qne
os outros lem 7009...
Um Sr. Deputado :Ollic, que he proposla da c-
mara.
O Sr. Oliveira: O que digo lie, que desojar a, se
fosse possivel, qne os tres fiscaes tivessem o mesmo
vencimenlo, que tem o da Boa-Vista ; porque, com
quanlo esta freguezia soja maior em evlensao, loda-
ui he menor em Irabalbo : qualquer dos fiscaes das
entras freguezias tem inairabalho do que a da Boa
Vista ; e por lano nao sei, porque razao ha de o fis-
cal da Boa Vista ler 8008 "., e os das ootras. me-
nos.
UmSr. Deputado:NSo o pode provar, a menos
jue elle nao cumpra com os soas devres.
O Sr. Oliveira :Isso est provaflo, nao
grande desenvolvimento. Dcixo de apresentar a
emenda, por ver que, se a commissao corloo por
aquillo que a cmara propoz, necessa menle ne-
gar o qne ella nao pedio ; e por isso nao me animo
a propor esse augmento, com quanlo estoja conven-
cido da sua justira.,
"Os fiscaes pode-se dizer, que sao o braco direilo da
cmara.
Ellessaoobrigados a andar dia e noile, e demais
accumnlaram-sc-lhes trabalhos, que nao eram obri-
gados, laes como os do lanramcnlo de diflerenles
imposlos, sem perceberem o menor estipendio por
Isso:..
Un Sr. Deputado :Porque nio propoz a com-
missSoo augmento?
O Sr. Oliveira:Senhores, quando nos queremos,
lodos as difDculdadcs desapparecem, c pelo contra-
rio, nao' ha obstculo, que nao seja invencivll...
O Sr. Augusto de Oliveira d um aparte.
O, Sr. Oliveira:Mas perganto, acha que esses
empresarios esto bem pagos' ?
O Sr. Augusto de Oliveira :Acho que lodos os
eropregados estao mal pagos, excepcilo do procu-
rador.
OSr. Mello /lego : Isso he urna oflensa
casa. 1
)Sr.Oliveira : Qual oflensa? ludo agora he
oflensa.
Sr. presidente, enlendo, que os fiscaes "esto mui-
to mal pagos, lano mais depois que se decrelou o
perderem melado do respectivo vencimenlo,'quando
estao doenles ; o que se nao pratica com os outros
empreados.
L'm Sr. Deputado: Isso succede coni muita
gente. *
O Sr. Oliveira:He s com os fiscaes.
O Sr. Francisco Joao :Os juizes, por exempl
quando estao doentes, perdem a gratificaran.
OSr. Oliveira:Eu Iralo dosempregados muni*
cipaes.
i'cnho di lo quanlo hasta para justificar asemen-
ro habilitado que se quizesse sujeitar por 1:0009 rs.
a este Irabalho, mas isto prpva contra o nobre depu-
tado ; pois so se reconhece que um engenheiro nao
servira com este ordenado, como he guc ha quem
sirva os doiis lugares de engenheiro.o cordeador por
essaquanlia. A concluso a lirar, he que quera os
serve, nao he apto pra elles,alias nao se sujeilaria;
mas cm fim eu nao sel e ncm quero saber se, o em-
pregado que actualmente oxisle he ou nSo engenhei-
ro, declaro que a commissao nao lem aihado, pelo
menos en nao o lenlio; he verdade que comees ago-
ra a minba carreira, he este o primeiro passo qua
dou, nolenho precedentes, que mo abunem, mas
nSo tenhp nenhum qne me desabone, o que nao he
tao punco: nunca Uve afilliados, c'sou um dos que
nesla casa se lem mais pronunciado conlra a afillia-
dagem.
OSr. Baptista anda insiste em soa npinilo, e ex-
plica o son pensameulo com novos dnenvolvimenlos.
Encerrada a discussao, he approvado o arligo e
seus paragraphos com a emenda do Sr. Paes Be-
lo, e com a do Sr. Epaminomlas na parle que man-
da pagar an escrivao Esteves, c bem assira do Sr.
Oliveira elevando a quola do engenheiro cordeador
a 1:0009 rs., sendo regeitadas as de mais.
A discussao (lea adiada pela hora.
O Sr. Presidente designa a ordem do dia e lovan-
la a sesso.
precisa
serviado sob sua ,da, q'ue subrcelto consderarao da casa, na qual
sT respectivo fiador. O
como acontece a lodos
sem ler quem o substi-
ecastes se teem dado em
"orarador, um dos verea-
0 por quem o substituto 1
4 tem pagamento, o que
> idcncia econmica e estoo que
esta minba idea que he
palidade. A cama-
vesse qaalroceolos mil
i joslra dtenlos ; en frean to >
1 ado do primeiro desse*
rs.,e o do segando a cem.
lempo leve do talar com
> sollicitador.qne seempre-
^te selle, nos trabalhos fo-
|l)a, poeqoa 200 rb que entao
i io, nao era paga para o
^^K fazer.
aBieitadwes pediram asna dc-
e nao era psjjsivet bem
lo pequeo rendimenlo..
'. a presidencia esse aug-
nitoa-se mandar
reservando o mais
wabla, ser esse nego-
e depois que o actual sol-
0 acamara lem sido mais
na esperanca de ser melhor-
om lodo o zelo, e ictivi-
^m
Jo de dozealosmil
ammissao reduzio-
i- nliores, esse oflicial que
Br n'um dia 6 e 8 citar;Oes,lia
, seso ler mais lempo de
' Nao me parece justo,
i mullos asnos, que tem acama
idor, o qual vence o ordena-1
ue elle tivesse pro-
a commissao fe-lo, dan-
is, e au terisando a cama-
nheiro para as sua* obras com
alilicacao, lirjd da quoU Barcada para as
raaes, em qne a
or essa divsao. Que a.
acia do servico um en-
io cnizeobciro deve
a nao resta duvi-
cordeador mclliur-
existem mais dous vereadores, os Sis, Barros Br-
relo, e Si Pereira, os quacs podero dizer a rcspeilo
o qae julgarem conveniente.
SSo lidas e apoiadas as segaintes emendas:
Ao 1. Em vez das palavrascorrcio e ser-
vente da casa 3009 rs.,diga-secorreio e srvenle
da casa 3609 rs.Aagmenle-se o quanlitativo.Oli-
veira. i)
. Ao 2. Accrescenlc-sepodendo o procurador
propor a cmara pessoa para subslitui-lo as suas
fallas c impedimento, a qual servir sob sua res-
ponsabilidade,convindoQ,fespeclivo fiador.S. R.
Oliveira.
Emenda'siibslituliva de parle do 3.
a Com o solicitador 4009 rs.; com o oflicial de
justira 3009 rs.; com o engenheiro cordeador 1:000>
rs.Augmente-se o quanlitativn.Oliveira.
i Ao!) 5. Depois das palavrasprocessos deea-
hidosdiga-ser-desde jadepois das,palavras
Araojo alvaodiga-see a de 2629011 rs., ,ao es-
crivao Joaquim Francisco de Paula Esleves Clemen-
te.S. Rfipaminondat.
a Ao 4> Accrescenle-sedevendo o pagamento
ser feito 00 proprio estabelecimento.S. H.Paes
Barreto.
c Ao 3.e Supprima-se as palavrascom 8 guar-
das municipaes at ao Qnil do paragrapho, ficando o
arligo da receita municipal do exercicio correle,que
diz respeilo a esta materia, em v igor,e nesla sentido
aagmenle-se o quantitativo.S. 11.Castro LcSo. t>
OSr. Paes. Barreto justifica a emenda que man-
dona masa acerca do pagamento aos empregados dn
cemiterio.
O Sr. francisco Joao :(Daremos em oulro nu-
mero. )
' O Sr. Augusto de Oliveira justifica o proced i men-
t da commissao, e d as razOes porque nao. pode
convir nosaugmentos propostos as emendas oflere-
cidas. Concorda com a emenda do Sr; Paes Barreto,
e bem assim com aquella do Sr. OUveira, que lem
por fim autorisar o procurador da cmara .a 'propor
issoa que o subslilua em suas fallas. Conclue vo-
:Bde pelo artigo do projeclo, e conlra as emendas,
com exceptan das que ficam mencionadas.
,0 Sr. Baptista sustenta a emenda do Sr. Oliveira,
que diz respeito ao augmento do ordenado do enge-
nheiro, e combate as razoes apreseoladas pelo prece-
dente orador.
otares,
lo lem enge-
ro cordeador,
n engenheiro

i n'uma
^^Hsm ler ette
> Por
pacidade, e
devia
dor 1
'.*> 1"
Seohui.es, eu nao qoslo de empregados provisorios:
quando urna repartirn lem necessidade de emprega-
dos, o su numero deve ser cffectivo.
O Sr. Mello Reg :Qual he o sHnpregdo pro-
'visorio
O Sr.. Oliveira: O engenheiro preposlo pela
cornrrstJo. *
Um Sr. Deputado :Logo o que existe, nao est
habilitado ?
O Sr. Barros de Lacerda :Membro da commis-
sao de orramenlo municipal, tendo -j fallado cm
primeiro lugar um dos meas collegas da commissao,c
defendido o Iraballio que amesma commissao apre-
senou, e que foi por alguns nobres depulados acen-
sado, eu me limitare! tao smente a responder au
ir que acaba de sentar-se. Disse o nobre de-
Ido que a economa era muito pequen, para me-
scer allencao. Senhores, en nesla parte nao atien-
do a esse ponto de economa, ao que atiendo he a
necessidade que lem a cmara de quem se encarre-
guc scienlemenle da%jrandes brasqee ella tem de
Sdo economa, que as dis-
r. posir,0es geraes autoriso a cam-ara a dispender mais
u isso que se economisa aqai, logo v-se bem,
1 qaeslao ao menos para mira nao he de econo-
, he da vantagem qne resulla cmara em ter
I quem se cnenrregue dadireccao desse Irabalho. Se-
i discussao levou-sc para um terreno, que
la conveniente, he o lerreno da personali-
>, queslo, repite, que Bflo devia aqu apparecer
s que infelizmente apparece.
r. presidente, en"quando fano do engenheiro cor-
r da cmara, nao me refiro nem a Francisco
cBro-me a ura eole moral que servo
i ro cordeador, e para esse qoem querque
marcou a commissao una quola de 6CHJ9 rs., c
.leu que esta quantia era suflicicnte para paga-
'lo de um irabiftho que be quasi material, e fez
isla por duas razoes: primeiro, porqnc
m-se visto na necessidade de neslis gran-
des obras, apezar do ler dm empregado chamado en-
venheiro, mandar consaltar homens de fora, e em
segando lagar porque enteiraeo eonvcnienle dividir
as fuucres do cordeador, dasdo engenheiro, porque
se persuadi que un hornera s nao' podia salisfazor
a lodo*sle servio. Ora, n.lo podendo nm s em-
pregado satisfazer a este servico, o.que era natural
era dividir o Irabalho, e he o que a commissao fez.
Disse o nobre deputado que nao haveriaengenhei-
Sessao'ordinaria 012. da malo da 1854.
Presidencia do Sr. Pedro Cavalcantl.
Feila a chamada, verifica-se estarem prsenles 32
sonl\ores depulados.
OSr. r residente abre a sessan.
O Sr. 2. Secretario le a acia da sessao anterior
que he approvada."
'OSr. l.o Secretario declara nao haver expe-
diente.
Primeira parle da' ordem do dia.
Entra em segunda discussao a emenda nfreiecida-
em tereora ao projeclo n. 33 do auno passado, a
qual he approvada bem como o projeclo.
He igualmente approvado cm primeira discussao o
projeclo n. 34 desle anno, sobre o calcamenlo das
ras.
A requerimento do Sr. Augusto de Oliveira, he
dispensado o intersticio para ser dado para ordem do
dia o projeclo n .34.
He approvado em primeira discussao o projeclo n.
30 do anno passadd, que approva os ordenados mar-
cados aos professoros pelorcgulamentode 1-' deraaio
de 1851.
lie dispensado o intersticio do projeclo nume-
ro 30.
Entra em segunda discussao o projeclo n. 33 des-
le anno, qae aulorisa o governo a conlrahir am cm-
prestimo de 2 mil conloe de reis.
O Sr. Augusto de Oliveira pede explicacocs aos
honrados signalarios do projeclo, observando que
nao pode preslar-lhe o seu vol, sem ouvir essas
explicarles, por ser o objeelo de summa transcen-
dencia.
O Sr. Jyc Pedra principia dizendo quo. con-
fessa nao ler estudado o projeclo que so discute,
c a razao que o levoa a este procedimenlo foi o ter
elle sido assignado por 25 Srs. depulados, cojos
conhecmentos sobre a materia o esmaga/iam, ou
pelo menos o levariam a urna discussao que sem
duvida ^nao sustentara ; mas que tendo um Sr.
depolado dito em aparte, quando falla va o pre-
cedente orador, que aqnelles Srs. sabiam o que
linham feilo, elle se affoiUiria' a fazer algumas con-
sidersres,somentepara provocar a discussao, e tirar-
sedas duvidas em que se afliava. Diz que considera o
projeclo inexequivel, porque inexequivel he a lei
cm que elle nssenta, pois sabia a assemblca e o go-
verno que nao he possivel nesla provincia conse-
guir-se a 8 por ccnlo o empreslimo de 000 contos,a-
torisado por essa lei,visto que u juro nellalem recula-
do,termo medio, por urna laxa maior,e qae lora della,
se nao obslassc este juro, obstara a obrgaejio de
comprsrcm-sc as a plices aqu, e de aprescnta-las na
tlicsouraria para a cobranra do jaro, Iranferencia e
resgato ; por quanlo a dita lei, sujeilando estas ope-
rares i lei geral que fundou a divida publica, e le-
gsiaro que lhc diz rcspeilo, a tanto obrga ; ese
esles motivos tem obstado al hoje este empreslimo,
com maior a de razao nao se co.iscguiria o de 2,000
'iilos, e por isso-nao devia passar o projeclo, salvo
se quizesse fazer urna lei de mera oslentarao de
prnlccrao estrada de ferro.
O orador faz mais algumas considrateos sobre a
impo5Sbilidade de contrahir-se este empreslimo, e
continuando, pergunla aos Srs. deputado que assig-
naram o projeclo, senelle calcularam a despeza que
lem do fazer-se com o pagamento dos juros, cm quan-
lo a* estrada nao der lucros aos accionistas, ou em
quanlo nao se acabar. Diz que elle nao tem urna
baze certa para este calculo, mas lembra-se qae em
ama carta qelhe dirigi o eroprezario convidando-
0 para ser accionista, se dizia que a primeira presta-
rao devia ser de 10 20 por cento do valor das apo-
lices, e qde quando fosse de 15 por cento, que era o
termo medio, o. governo devendo dar pela primeira
prestarao 300 conlos, e dalii por diante nao menos
de 150 conlos annualmenlc, pois calculava em 12
annos o lempo que devia levar-sc para concluir a
obra, o juro no fim desle lempo andara pelo menos
em 800 000 conlos. Que a renda provincial limi-
tada como est a tilo pequea quantia,nao podia com-
portar osla despeza, a menos que nao ficassem por
fazer muilas oulras, cujo numero e necessidade nao
podia assembla agora conhecer. ^
Que nenhuma vanlagem tao cedo se tirara de tao
enorme dispendio, por que anda depois de termi-
nada a obra, os lucrAis que dessem as apoUces.apenas
serviriam- para pagar o juro do capital, e amorlisa-
lo, o que nao se conseguira em .lenos de 30 40
annos.
Finalmente, qae he de npiniao que o governo deve
vir em soccorro das, emprezas induslriaes quando os
parUculares s por si nao podem conseguidas, mas
v que a de que se traa j teve Q auxilio que o em-
prezariojulgou necessario, que foi o joro de por
rento qae se Ihe garanti, e nao Ihe consta que mais
elle pedisse, para qae se queira protege-la como em-
prego de 2000 conlos na compra de apoUces. De-
pnis de algomas rellexoes mais, conclue declarando
que he lo interessado pela prosperidade desla pro-
vincia qnanto podem ser os Srs.. dcpualados que
apoiam o projeclo, c por isso pede-lhes que se expli-
quen), e o tirem das duvidas e rcceiosem que se acha,
que votar com elles.
O Sr. Augusto de Oliveira insiste cm pedij cscla-
rccimenlos sobre a materia.
O 6'r. Aguiar retjuer e oblem que seja dispen-
sado o intersticio do projeclo n. 33 para ser dado
para a ordem do dia.
Contina a segunda discussao do prc'eclo n. 29,
que abre ao governo um crdito de 20 ututos para
sercm empregados nos melhoramenlos do assu-
car.
OSr. ManoelClementino manifcsla o reseo que
lem de tomar parle na disciisso.e abrazar as decises
da casa sobres materia, que se discute, e oulras qae
pendem de sua deliberacao, as quaes compre que se
(tienda. Diz, que se vi forcado a usar da palavra,
porque suas ideas sobre o assumplo da discussao sao
diversas das consignadas no projeclo. Entra 00 exa-
medo parecer da commissao, faz reflexoes acerca
da primeira parle da introdcelo delle, que diz res-
peito a industria do algodao, e da segunda, que se re-
fere a da canna.
Observa que, a commissao qualifjcando do incon-
veniente, e da n8b alUngiro seu limo projeclo, que
examinou. na parle relativa a especialidade do algo-
dan, reconheceu qne o atraso dessa industria provi-
nba de perturbarlo as cundires da produccao, e
talvez larabem de inlroducco e clementes estranhos
e perniciosos nos agenles da vcgcUcilo, acrescendo a
essa causa a da falla dos processos fabris, e entre-
tanto conclue de suas observarles, qae antes do es-
ludo do mal do algodao, nenhuma medida se deve
lomar, que diga respeito ao processo do fabrico. A
concluso do parecer da commissao he-tachada pelo
orador de imprevidehte c contraria as regras da boa
argomenlncSo. Moslra que a commissao conhecendo
mo estado de um doslossos ramos de industria,
e nenhuma medida julgando conveniente, que por
ora se lome, era por elle com procedencia laxada de
imprcvideulc, e que de suas observaroes devia an-
tes concluir a necessidade de providencias para em-
bargar o mal, qae noseu cnlendcr amcaga de aca-
bar a industria do algodao, c-que seu juizo s seria
fundado, se demonslvasse a inconveniencia da ani-
majao a essa industria por intil e desvantajosa.
Pondera, que eslabelecendo a commissao, como
una ilas causas do atrazo da industria do algodao a
falla dos processos fabris, nao podia com rigor con-
cluir, qne nenhuma providencia se devesse por ora
lomar para melbora-los, e que essa concluso nao se
outr muito differenle. Fazendo sahir a importancia
dos melhoramenlos fabris pela economa de lempo, e
Irabalho, qu* Iraz : diz que a commissao deveria ni"
ciar sobre o algodao, '.como sobre o assucar alguma
medida no sentido de animarlo, a qual no entender
do orador nao se traduz por dispensa do impostes,
como parece pensar o nobre depolado, que Ihe deu
Jim aparte: suas ideas nesse assumplo sito diversas,
c J orna vez as manifestou na casa, segando disse.
Continnou a fazer mais reflexoes sobre a primeira
parle do parecer da commisso no sentido de de-
monstrar, que nioconvinha qae se abandonasse in-
leiramente a industria do algodao, e depois pe-
dio informae/ies ao Sr. inspector da fhe*ouraria so-
bre a execueSo, qne teve a lei provincial que vb-
lou fondos para a tradueco de urna obra sobre a-
quella industria.
O Sr. Jos Pedro declarou que se fez um adianta-
menlo pessoa encarregada da Iraduccilo, qo foi
considerado como divida "da tlicsouraria, e que sendo
por essa escrutado foi suspensa .1 exccurio, porque
so obrigou o exceulado a concluir a tradcelo den-
tro de cerlo prazo, sendo quanlo disse, o que havia
sobre a perguula do orador.
O Sr. Manoel Clcmcntino continuou, depois da
informarn do Sr. inspector, as suas reflexoes sobre
a segunda parle da introducrao do parecer da com-
missao, e convido explicar o seu pensamento, vis-
to que qnalificando de inconveniente e n3o condu-
cir a um fim mil o projeclo, que leve o orador a
honra de assignar com oalros Srs. depulados, an-
da nao deu, como prbmettera, as razos do scu
juizo.
No proposito de justificar o projeclo, que assigoou,
disse, que no estado em que se acbav.a o paiz,carece-
dor do conhccimenlo especial da questao, 'o que Ihe
pareca mais conveniente, prudente era a autorsa-
ro consignada no projeclo censurado.
O orador entra no exame das causas, pelas quaes
se deve auxiliar esoccorrer a industria do p'az. De-
clara, que aceitando o parecer dos homens entenf-
dos na materia, he contraro a ntervencito diryrta do
poder no movimenlo industrioso do paiz, sendo de
opinio que a.principal lei da industria lio a sua 1-
berdade e independencia. Enlende, que algum' fa-
vor se Ihe pode prestar pelos meios indirectos, os
quaes com applicacao a materia de que se oceupa, se
reduzcm em geral aos qualro principios seguintes:
lo Cdigo Rural; 2o reforma da legislarlo bypotheca-
ria para estabelecimento e melhpramento do syste-
ma de crdito ; 3 vias de communicaro ; 4 ins-
tnicro technica. Reconhece, que sobre os dous pri-
meiros meios nenhuma providencia pode tomar a as-
semblca, e qae oceupando-se ella seriamente das vias
de communicacilo as le? de orramenlo. que vota
lodos os aonos, s reala o 4 principio para ser cn-
sul tail o, e que he de I le que .espera o orador algum
beneficio.
Pondera resumindo as ideas que anteriormente ex-
pendeu na casa, que sendo superior s forras da pro-
vincia e talvez pouco conveniente a nalureza do as-
sumplo, que por cerlo mais lucrara com ama medida
partida dos poderes geraes, e com applicagao a todo
o imperio, a iniciativa que se tomasse para derrama-
monto da inslrucco professional em seus-ramos su-
periores, todava Ihe parece de proveilo a- providen-
cia qae a casa tomasse para estabelecimento do en-'
sino pelo exeroplo e modelos que servissem de guia
aos industriosos. Disse que foi debaixo da influencia
dessa idea, que assiguou o* projeclo examinado pela
commissao, que o substiluio pelo que ora se discate, o
qual nao satisfaz plenamente os principios que desen-
volva. Continuando em suas reflexoes sobre o modo
de auxiliar a industria disse, quo o meio mais conve-
niente dos presentados na casa, e conforme as re-
gras geraes da materia, de resolver a difflcoldade da
questao, eslava consignado no projeclo formulado pelo
Sr. Dr. Machado Portella, autorisando o governo a
soccorrer urna associarao, que se traa de eslabeleeer
para fundar-urna escola pratica de agricultura. Pon-
dera que essa idea contcm uira medida geral c pro-
veitosa, e qae a ella o florecida, como emenda ao pro-
jeclo que se-discute, prestar o seu voto, e queso no
caso de nao ser aceita pela casa volar pelo projeclo
da commissao.
Entrando no exame dos meios propostos pela com-
missao para molhorafo fabrico do assucar disse o
orador, que as medidas nao eram de decidido provei-
lo geral, e nem linham a precisa forca para dar ac-
tividade a industria na defeciencia de capitaes, que
ha, e mesmo em vista da reserva e receio que deve
prendar a altonrao dos homens da industria no acto
de empenhar sua fortuna com melhoramenlos de pro-
cessos que Ihe sao inteiramente dcsconliccidos, sendo
que dos meios propqslos d o orador preferencia ao
uilimo dos designados no art..2 do projeclo.
Depois das considerares acerca dos meios apresen-
lados pela commissao para conseguir o melhoramento
do fabrico do assucar cnnclnio o orador, dizendo que
votara pelo arligo em discussao, esperando a occa-
siao opporlona para oflerecer urna emenda no sen-
tido das ideas que expz.
O Sr. Carneiro da Cunha diz que he triste a po-
siro da commissao ueste negado, porqnc deve-se ter
coohecido que sua considerarlo foi submettido
um projeclo de alta importancia, mas em que seus
autores nao linham desenvolvido, ou aponlado os
meio do conseguir o qne desejavam, como o havia
confessadoo precedente orador; quando disse que
nao tinha ideas fizas sobre os meios da levar exe-
cuejn seu pensamento ; que por conseguinle nesse
projeclo seus nobres autores s linham manifestado
am desejo, o qual, sendo sujeto commissao, esta,
considerando na materia, com o ponco que pode co-
Iher, offereceu os meios qoe Ihe parecern) conve-
nientes para conseguir-se o fim que se tinha em vis-
ta, e, isto he, dar proteerflo a industria do assu-
car.
Acresccnta, qne o nobre deputado qae o prece-
deu, em quanlo se oceupno da analyse do meios.es-
tava em seudireito.mas qoando|osregeitouio-limine,
nao, porque lendo apenas esse nobre depotado mani-
festado nm desejo, devia mi aceitar algorn dos meros
que se aponlara, ou apresentar algara ontro que Ihe*
parecesse melhor, mas nunca censurar a commissao,
por apresentar meios para a reaiisacao do desejo que
o mesmo nobre deputado e seos collegas qae assigua-
ra o projeclo, havam manifestado.
ola que o nobro deputado quer o melhoramcn-
todo assucar, mas qne, segundo declarou, nao sabe
os meios de que se deve laucar mao, e por isso au-
torisa o governo para o apresentar, marcando-lhe
urna quola para isso.
Observa, que pelo procedimenlo da casa, ve-se que
ella nao quera isio, pois parece desejar que anles de
se votar osla quola, se falle de alguns meios prati-
cos de realisara idea, e que he isto o que fez a com-
missao, embora nao desen vol vesse esses meios, o que
era impussivel em um arligo de projeclo, que sendo
elle orador que agora o vai fazer.
Diz qae duasconsderac,oes sobro o assucar vinharo
immediatamente ao pensamento de quem do seu
melhoramento se quizesse uceupar : 1., a do plan-
to da canna ; mas que pareceu commissao nao de-
ver-se occopar por em quanlo desse ponto, e sim do
oulro, que era o melhoramento do fabrico, porque
narealidade, o assucar da provincia he um dos peio-
res qua concorrem na Europa, nao podendo por esse
motivosupporlar a concurrencia, e o melhoramento
do fabrico s se conseguc por meio de machinas a-
perfeicoadas, e de pessoas habis, que as dirig m,
sendo por esse motivo que a commissao traloa de
examinar, se haviam dessas machinas que tivessem
dado proveilo, e se, exislindo ellas, podara ser tras-
plantadas laes quaes, para a provincia, ou com al-
guma modilic.ir.ao, o qual o seu fim.
Declara, que reconhecendo a commissao, que exis-
tan) estas machinas, reconheceu larobem que clUs
nao podara ser transplantadas para a provincia por
duas razoes: l-o pelo seu grande custo : 2.o, per-
qu sendo de grande forra, seria necessario reunirs
forras de mutos agricultores para as enlreler, o por
isso a commissao rcgcilou esse meio, porque de na-
da serveria urna machina muito lionita. qne nao
podesso ser possuida por ninguem pal,i, 11
zoes da falta de capilaes da parte dos agricuF
lores pal a a_comprarem, e de nao haver produc-
tos com que enlrete-la. Que enlio, nao Ihe servindp
este meio, tratou de indagarse havia alguma cousa
uestas machinas, que aperfeicoassa o systema ac-
tualmente seguido, e conclue que algama cousa ha-
via nao condecida no paiz, e qae poda ser adqueri-
da com 20 conlos ou anda menos, trazando na rea-
lidade alguma vantagem; e que este melhoramento
era, por oiemplo, a inlroducco do filtro, que apar-
laudo do assucar todas as materias holorugeneas, dei-
\a o assucar limpo, melliorameulo este qne uao ha
no paiz, provando a commissao desla mancira que
teve algumas ideas.
Diz mais que tambem reconheceu ella que o meio
da deffecaro o evaporadlo do assucar, 'actualmente
deduz de seus principios, os ques diio eui resultado | usado, podia ser melhorndo, porque seado o mrtho
do actual o de um fogo s para|4, 5,e 6 vasos, quando
cada um deve operar-porurna maneira. differenle,
eotendeu qne, sendo possivel fazcr-sc.esla operaro
por meio de vapor cm cada um dos vasos, segundo a
sua precisan, lambem islo era melliorameulo, e que
este se podia oblar tao bem com menos d20eontos de
ris..Qae emflra reconheceu anda a commissao que,
melhorado assim o fabrico do assucar, e resultando
dahj raelhpr qualidade e maior quanlidade do mes-
roo, se lirina feilo algama cousa em beneficio dessa
industria.
Continuando a fallar dos meios que a commissao
propoe para se consegar aquella flm, explica a ma-
neira porque ella enlende que isso deve er applica-
do, seudo de npiniao que o meio dos premios nao he
para desprezar, porque elle pode dar bous resollados;
* que o do soccorro s se pode entender no caso de o
governo soccorrer a algum proprielaro, que lendo
comcrado este melhoramento, nao possa por falta de
meios proseguir nellc.
Eslendc-se sobre considerajes geraes acerca da
materia, e conclue que nao duvid aceitar quaesquer
emendas, que lenhain por fim aquillo que se desoja,
qae he o melhoramento do fabrico do assucar, acei-
tando-as pela razao de que estando a sessao a lermi-
nar-sc, nao he possivel que se disculam miudamente
todas essas emendas.
A discussao tica adiada pela hora.
Segunda parte da ordem do dia.
Connuac.5o da segunda discussao do ornamento
municipal.
a Arl. 3. A cmara municipal de Olinda he au-
(urisada a dispender com os objectos designados nos
paragraphos seguintes a quantia de 3:6009210
1. Com o ordenad o do serr I ario
5009000 ; com o do porteiro 3009000 ;
com o do procurador 6 por cento, na
forma da lei, calculados em 2109210,
lendo m;sis a graliGcacilo de 1509000 ;
com o dos fiscaes das freguezias a por-
cenlagera de 20 por cenlo, perceben-
do e ordenado de 2009000 cada um dos
fiscaes das duas freguezias da cidade. 1:5909210
a 2. Com o ordenado do advo-
gado. 1509000
o 3. Com o expediente e despezas
miadas. fiOgOOO
S 1. Orno jury e eleires. < 2009000
5. Com o pagamento das cus- ,
las de processos criminis e de conlra-
vences de postaras, inclusive melado
do que se deve ao ex-escrivo Eduardo '
Daniel Velez de Guivara, e aos, her-
deiros do escrivao Joaquim Jos Cy-
riaco. 7009000
g 6. Com azeile e agua para a ca-
dea. 1009000
a 7. Com o calcimenlo das roas,
concert de predios o obras munici-
paes. 5OO9OOO
a g 8. Com a mobilia para a casa da
cmara e jory. 1509000
a 9. Com despezas eventaes, e as-
signatura do Diario. 1509000
Vai mesa, depois de justificada por sea autor, a
segointe emenda:
o Ao 1.Em logar de,5009000 rs. diga-se
6008000 rs. para o secretario, e neste sentido
augmente-se o qoantilalivo. Carneiro da Cu-
nha. a
Apoiada entra em discussao.
Os Srs. Machado da Silva c Augusto de Oliveira,
oppoem-se a emenda.
Tambem heapoiada a segrate emenda dp Sr.Cas-
Iro Lcao :
o Ao 5. Acresceole-se 1529337 rs. ao es-
crivao Filippe do Nascmenlo de Farias; e nesle
sentido augmente-se o quantitativo.
Sendo impugnada esta emenda pelo Sr. A. de Oli-
veira por falta de meios da parle da cmara
manda o mesmo Sr. mesa a segoinie sub-e-
menda :
e A' emenda do Sr. Castro Leao diga-se da
metade da quantia.
Apoiada entra em discussao.
O Sr. fostr Leao sustenta a soa< emenda, fan-
dando-se em que a cmara nao lem falla de meios,
porquanto he a m. administraco edislribuii;ao dos
fundos volados que se deve o nao poder a cmara
pagar, visto que ella applica as consignarjes do or-
ramenlo para pagamento de dividas de exercicios
lindos, ou de um s credor, deixaodo os outros por
pegar, como anda ha pouco aeonteceu, absorvendo
com o oflicial de jdslica toda quol, qoando os ou-
tros credores nada receberam.
Acresceuta, que achando-se a divida comprovada
por documentos, est no caso de se lh'a mandar pa-
gar.
Encerrada a discussao, lie approvado o arligo com
as emendas dos Srs. Carneiro da Cunha e A. de Oli-
veira, sendo prejudicada a do Sr. Castro Leao.
a Arl. 4. A cmara municipal de Uoianna ,
he autorsada a dispender com os objectos designados
nos paragraphos seguales, a quantia de 3:6569000
1. Com os empregados, sendo
o ordenado do secretario 4009000 ;
do porteiro 2OO9OOO : do ajudante. do
porteiro 6O9OOO; do procarador 6 por
cento, na forma da le, calculados em
2OO9OOO ; e do fiscal da cidade 2009,
percebeodo o sopplenle melade,quau-
do estiver em exercicio. 1:0609000
o 2. Com o ordenado do advo-
gado 2009000
a 3. Com o repesador do acoa-
gae. 509000
a 4. Com o expediente e despezas
miudas. 259000
5 5. Com os foros dos terrenos nc-
cupados pela cmara. 259000
6. Com o jury eelcires 5O9OOO
" 7..Como pagamento de cus-
as de processos criminaes- e de contra-
ven roes de posturas. 1209000
a 8. Com obras municipaes, re-
paros de predios, puntes Iirnpeza da
ras. 8009000
o g 9. Cora a construcrao de urna
casa destinada para o mercado publi-
co, a$oogue ou ribeira do peixe. 1:0009000
a 10. 8om azeile e agua para a
cadeia. IOO9OOO
a g 11. Com alugnel da casa qoe
serve para ribeira do peixe 6O9OOO
g \l; Com despezas eveotoaes o
assiguatura do Diario 1169000
ic g 13. Com o administrador do.
mladouro publico. 509000
Approvado.
Al. 5. A cmara municipal da Victoria, qe aa-
lorisada a dspeader com os objectos designados nos
paragraphos segninles, quantia de 4:8809410.
1 g. 1. Com u ordenado do secre-
tario 4005OOO ; com o do porteiro
809000 ; com o do ajudante do por-
teiro 709000 ; com o do procarador 6
por cenlo, na forma da lei, calculados
em 2949000 ; com o do fiscal da cida-
de 2009000 ; com os fiscaes das fre-
guezias a porcenlagem, calculada cm
209OOO 1:0619000
S 2. Como ordenado do advo-
gado. 2009000
n g 3. Como expedientee despegas
miudas. 305000
4. Com o jury e eleirOes, 709000
a g 5, Cem o guarda dos posos o
aceio dos acougues. 969000
o 6. Com o pagamento de fo-
ros dos terrenos oceupados pela c-
mara 369000
o 7. Com o pagamento de coa-
las de processos criminaes c deconlra-
venc,es de posturas, incluida a divida
ivflo do jury, Jos Thomaz
Goncalvcs do13saro 4269H0
g 8 Com obras municipaes, repa-
ros climpeza de ras. 2:5009000
a g 9. Com despezas evenluaes e
10. Com o aluguel do Paco. 72$00
assiguatura do Diario. II65OOO
o g 11. Coro agua c azeilo para a
cadaa. 709000
ce 12. Com o enterratnenlo dos
corpos de indigenlos e de anmeos. IOO9OOO
O Sr. Souza Carvalho depois de pedir a commis-
sao algumas informarles, manda a mesa a seguinte
emenda:
o Ao g 1.diga-se com o fiscal 300} rs.Sou-
ta Carvalho.
OppOe-se a esla. emenda a Sr, A. de Oliveira, e o'
.'.909000
1509000
309000
969000
809000
2509000
4009000
. 509000
.5158000
Sr. Meira observa que a votacao deve ser por escru-
tinio secreto.
Encerrada a discussao, approva-se o artigo, e ha-
vendo empale quanlo a emenda, fica a roesma
adiada.
n Arl. 6. A cmara municipal da cidade de Na-
zsreth he autorisada a dispender com os objectos
designados nos segaiules paragraphos, a quantia de
2:1619830.
o 1. Com o Ordenado do secrela-
ro3609000 rs.a com o porteiro 609
rs.; com o do procurador 6 por cenlo *
calculados em 6O9OOOO rs.; com os dos
fiscaes das freguezias a porcenlagem
de 20 por cento, calculada em 509OOO
rs.; e com o do continuo 6O9OOO rs.
2. Como advogado da cmara.
3. Com o expediente e despe-
zas miadas.
g 5. Com o jury e eleircs.
a g 6. Com o pagamento de cusas.
a g 7. Com obras municipaes e
concert de ras. .
a g 8. Com despezas evenluaes c
assignalura do Diario.
g 9. Com o pagamenlo de divi-
das passivas,
Approvado.
Arl, 7. A cmara municipal do Limueiro fica
autorsada a despender com os objectos disignados
nos paragraphos seguintes, a qaanla de,2:556570.
ag. Com os empregados, sendo
com o ordenado do secretario 2509000
rs.; com o do porteiro 609000 rs.;
com o do ajudante do porteiro 5O90OO
rs.; com o do procurador 6 por cenlo
na forma da lei, calculados em 1203
rs.; c com o do* fiscaes a porcenla-
gem de 20 por cenlo, calculada cm
209000 rs.
a g 2. Com o ordenado do advd-
gado<
a g 3. Com o expediente e despe-
zas miudas.
g 4. Com o jory e eleirOes.
. a g 5. Com o pagamento de cusas
de processos criminaes e de iufracres'
de postaras.
8 6. Com azeile e agoa para a
cadeia.
a g 7. Com despezas eveutuaas e
assiguatura do Diario.
a g 8. Com o pagamenlo da divida
activa.
a 9. Com obras municipaes, con-
cerlos e'limpeza de roas.
Vai mesa e he apoiada a seguinte emenda: .
a Ao.g l.o Com o sec/BUrio 3009000 rs.Costa
Gomes.
He approvado o argo e a emenda.
a Art. 8. A cmara municipal da Villa do Cabo
he autorsada i dispender com os objectos designa-
dos nos paragraphos seguintes, a quantia de rs.
1:3119390:
' g 1. Com os empregados, sendo
com o ordenado do secretario 1209000;
com o do porteiro 259000; com o do
procarador 6 por cento, calculados na
forma, da lei, em259000; ecom os, dos
fiscaes das freguezias a porcenlagem
do 20'por cento, calculada em 209000.
g 2. Com o expediente e despe-
za* miudas.
a g 3. l^m o jury e eleirOes.
4. olmo pagamenlo de cusas
de processos criminaes, e de iufrac-
res de postaras, inclusive a melada
do que se deve a Joan Paulo Monleiro
de Andrade, ex-promotor da comarca,
e ao escrivao Ignacio Tolentino de
Figueiredo Lima.
g 5. Com. azeile e agoa para a
cadeia. .
g O. Com despezas evenluaes e
assiguatura do Diario.
a g 7. Com obras municipaes e
concerlos de ras. a>
^ Art. 9. A cmara municipal da villa do Boni-
to he autorsada a dispender com os qbjeclos desig-
nados pos paragraphos seguales, a quantia de
832&330rs.
o diz, qae
a commissao
urnas despe-
das obiervou
>i hon-
luenos
augmentes de or-
eraendas lioalrnen-.
5OO3OOO
8O9OOO
259000
5O9OO
1759000
60*000
629000
5729OOO
1:0329270

1909000
IO9OOO
509000
2009000
409000
509000
7819000
g 1, Com os empregados, sendo
o ordenado do secretario 2009000 ; do
porteiro 509000; do procarador 6 por
cento, na forma da lei, calculado*
em 509000; do fiscal da cidade a por-
cenlagem de 20 por cento, calculada
am 209000 rs. 3209000
a g 2. Com o expedieole e despe-
zas miadas. 209OOO
o g 3. Com o jory e eleicSes. 409000
a 4. Com o pagamento de castas
de processos criminaes e contraven-
rOes de postura*. 509000
a g 5. Com azeile c agua para a
cadeia. 309000
a g 6.,Com despezas evenluaes e ,
aseignatura do Diario. 379000
o g 7. Com obras municipoes, cal-
camenlo e limpza de ra s. 2859330
S 8. Com o advogado. 509000
Approvados.
a Art. 10. A cmara mqpicipal de Caruar he
autorsada a dispender com os objectos designados
nos segoioles paragraphos a qaanla de 8509000 rs.:
a 1. Com os empregados, seudo
o ordenado do secretario 20OJOO0;
do porteiro 509000; do procurador 6
por ceoto, na formada lei, calclos
em .409OOO; e do fiscal a porcenlagem 0 ..
era 209000. > 3IO90O0
a g 2. Com o expediente e despe- *
zas miadas. 409OOO
8 3. Com o jury e elcires. 6O9OOO
a g 4. Coro o pagamento de cus-
tas de processos criminaes, e contra-
venenes de posturas. 10OJO00
g 5. Com azeile e agua para a
cadeia. 8O9OOO
g 6. Com evenluaes e 'assignalu-
ra do Diario. 6O9OOO
g 7. Com as obras municipaes. 2OO9OOO
Vai. a mesa e he apoiada a seguinte emenda: '
a Com o pagamenlo de casias de processos crimi-
naes; comprolioudidas as que saoVIevidas do proces,
10 crirae de appellac,3n do Dr. Manoel Rodrigue* Pi-
nheiro, ex-promotor da comarca do Bonito, e contra-
vencOes de posturas I6O9OOO rs. a
He approvado o arligo com a emenda
Art. 11. A cmara municipal da villa de In-
gazeira he autorsada a. dispender com os objectos
designados nos paragraphos seguinlef, a quanlia de
5102000.
1. Com os empregados, sendo
oordenado do secretario I6O9OOO; do
porteiro 259000; do procurador 6 por
cenlo, calculadosemOS ecom o dos lis-
caos a porcenlagem de 20 por ccnlo.
o 8 Coro o expediente,
a 3. Com o jury eelcicOes.
g 4. Com o pagamento de cosas
de processos criminaes e conlraven-
c.oes de posturas.
a g 5. Com agua e azeile para a
eadeia.
a g 6. Com obras municipaes, con-
cert e limpeza de ras.
o g 7. Com despezas evenluaes e
assiguatura do Diario.
Approvado.
Art. 12. As cmaras municipaes
de Iguarass, Pao d'Alho, Brejo,
Cimbres, Garanhuns, Villa Bella, Ta-
raral, Boa-Vista, Ouricury, Ssri-
nhaem, Rio Formoso, c Agua Prela,
sao autorisadas a dispender a, quan-
tia'de 27:3639190 com os objectos de-
signados nos arts. 6,11,12, 13,14,
15,16 da lei o. 322 de SI deraaio de
1853, e nos arls. 2,11, 12.C 21 da lei
n. 284 de deraaio de 1851. 27:3639190
Vao mesa a sao apoiadas as'scguintes emendas:
Para ser collocado aonde convier.Com o fis-
cal de Villa Bella 1009000 rs.Marcal.
Para ser collocado onde coHviatVCMB os lis
caes d Borf-Vista e do Ouricury; 100900rfrs., a ca-
da um.-/Silva Braga.
o l'ieabdo o ordeuado do secretario da cmara da
Villa ta Boa-Viste elevado a 3509000 rs.A'ei'ca.
inclusive a quantia que se est devendo de cus-
tas/o Djv Joaquim Eduardo Pina, rujo pagamenlo
2205000
IO9OIJO
409000
50900b
25900
I2O9OOO
459OOO
s/o DrvJoaqu
j requercu a esla assemblca.S. R.Bpami-
nondas.
O Sr. Augusto
de que fa
usn'iqaaltas
quo iam em d
fados mero
rditos das
denados; mas
le serao adoptadas, ] Tizae alg*
sobre ella*.
Observa qae ie os honrad* membros quizssem
Hender aos ornamentes trim
cas cmaras do centro d
limilando-se apenas a,ama ^^^|
se acha determinado pela
tem sido alterada para coi
rendimeolns sao mais avuHadc
nao se deve admillir para com '<.'-
meatos sSa insignificantes. En
deve proceder com igualdade, 1
empregados municipaes em mellion
do que outros qua estao no mesmo
cedendo ordenados fiscaes de cmara* qo*
uto rendimeOto, quando oulras qae esli o
oa melhores circamsUncias, di. apena* porcenla
gem, nao devendo a assembla adimillire
varjOcs, que sao summamenle injustas e pr
Pelo que diz respeito a emenda
honrado membro (o Sr. Epaminondas ,
pagar ao promotor de Pao d'Alho, e
nao deve ser adoptada, pela razao muito
que esse promotor requeren seu pagament
instruir a peticao, ncm ao menos ^presento
lificado do escrivao, para mostrar que Un
a essas cusas, sendo essa a razio parque a
sao pedio informacoes respectiva cmara
nao he regular mandarem-se pagar divida
vadis, nao serviado todava isso de di
quanlo logo qae esse promotor justifique a si
da, no orramenlo ha quola marcada para p
de casias, e entao podera ser indemuisado peb
pra cmara. Por laes razoes vola coaira t
emendas.
O Sr. Epaminondas : Pedia pa1avra,Sr. \
denle, para dar rnenle a explicarlo do
o promotor de Pao d'Alho requerido o'pagameal
casias sem instruir cem documentos a su
elle o fez guiado pelo procedimenlo desta casa,
que quando elle foi promotor effi Paje,
simplesmenle e a assembla Ihe mandou
duvida por alguma razio especial. Fundado r-
rdente, agora proceden da mesma maneira,
dendo talvez, que o documento deveria s
lado na occasiao do pagamenlo.
O Sr. Augnslo de Olieeira: Este en;
O Sr. kpamihonias : Repito, qu;
molor esleve em Pajc.por alguma razao
nao quero averiguar, (talvez a distancia) a
volou qnota para pagamento'de cusas que
embora nao livesse apresentado documento.,
O Sr. Augusto ie Oliveira : Cqmprq
islo.
O Sr. Epaminondas : En estou referir
me disse e promotor de Pao d'Alho...
O Sr. Augusto de Oliveira : Se fer a rtj
do quantose diz por' ah, ha de ve:
narrar cousas desagradavei*...
O S?.^6}Jamis8da*A Ao qoe
digo o que me convem, e achoque tetnj
ai> caso ; e accrescentarei que o nobre
va aqu nesse lempo, e nao fez a 01
agora...
O Sr. Augusto de Oliveira : Est J
nobre deputado nao eslava na casa, t-\
aventurar proposi^Ces desta ordem, c
prove. .
O Sr. Epaminondas : Torno
verdade oque refer. Agora quanlo
nienle.ou do essa deliberaco, enlende qae
gando 4 cmara municipal sem que o
aprsente os documentos comprobatorios
vida, nenhum receio pode ha>
lei a emenda, cuja quantia alias he (ao
foi porque me persuad que as infori
mar muuicipit, exigidas por esta casa,
chegar em lempo. Olegario semdnvida i
nossos trabalhos esliverer j terminados.
O tSr. Metra: Sr. presidente,
para receber da commissao alguns esclare
sobre o artigo 12...
O Sr. Theodoro: Leia o prembulo.
O Sr. Meira: J li, masaste leitura
'satisfaz, porque d a razio de se ns^^^H
receilas e -dajpezas das demais cmaras,!
entretanto esclarcra o qne en quero:
nao sabia seos fiscaes de lodasas camal
nao ordenado; e quando se trata de ao
nados oa de dardioheiro a empregados,
bcr se elles j tem algama, coasase he muito]
co, se esse ordenado corresponde oa nao ao
balho ; mas nanea lanrar-se mao do projei
camenlo somonte para saber onde cabe
da qne manda dar dinheiro a este oa
so qae o juizo, e parecer da commissao
'a nenhuma...
O Sr. Theodoro: Muito obligado 1
O Sr. Meira :Atienda o nobre deputado ; pe lo
qoe tenlio visto, nao se d importancia s inl
Cues da commissao, como muito bem disse o nol
deputado que ha ponco faitea; ella offerace a c:
razoes pelas quaes sear) deve angraenlar os ord
dos, mas a casa em sua materia os vai augmentante
arbitrariamente sem altender consderarao algama.
lia pouco vimos qu ama' deslas cmaras I
mil ris d renda, entretanto creo qae as j
que augmentamos ordenados deseas respj
pregados j exceitem de 600 mil ris
linuarem as coasas por esta forma Dio se
dom servir.
De mais, os nobres depulados propoem asna emen-
da para augmentar o ordenado desle, o daquelle
empregado; e pedom logo volos e mais voto*, nao
justificara, nio dio as razoes porque esses emprega-
dos merecem tal augmente, emfim nada dizero .' BttJ
declaro que,se acaso me tenho pronnnciado conlra a
dea de deminuirem-se osjordenados,tarabern nao he-
sito declarar-me em opposicaoaos aagmentos.quando
nao estiver convencido de que ellos si* razo
merecidos; eestau prompto a earregar o
odiosidad* que d'alii me possa resallar.; porqu
cqnvem esptlhar o* dinheiro* pblicos por
Eu entondo, senhores, e me parece.
comntissesde orcamnlo; quer provinrial.quer
nicipal, devem merecer muita consideracin
tn he milito mais fcil nesla caa mandar um
da para dar-se 400 mil rs. a este oo aquel i ?
ijuo, sem altender-se a considerarlo algn-
fazer um orcamnlo, calcular a receil
em vista dos recursos actuaes dos respeclivoa
e das necesidades a que convero occor
aqui emendas despropositadas ; cmaras 1
significantes, cojos empregados tem boot
dos, entretanto que ootras muito mais
cujos empregado* venceui ordenada
inteira despropor me a casa qne o digo) nio ex|
nato, enlio nao sei como as
como, os saos proprios autores nao
ferir ama s palavra em seu favor,
do qae deixo ponderado, nao poder*
com vantagem.
Q-a a nao querer volar em favor dallas sem razao
algama, sem o mnimo esclarocimeuto, alias tanto
mais necessario, quanlo me parece convenienl
termo semelhanle procedimenlo, que oecei!
meute (rara muitos abusos, o eslabelocera per.
procedentes contra nos mi sinos, ellas
significara, pois qoe nio posso prestar!
nhecimeulo de causa, e sem que esll
da jusl^a, e raerecmenlo d'aquillo
approvar ; e por isso voto contra tadi
queesiao sobre a mesa, e se acharo e*
O Sr. Marral:Sr. |peridenle,i
vonlade do honrados membros quo falaram
as emendas, eu quero retirar a minba que
denado de cem mil res ao-fiscaI.de Villa Bella.
O Sr, Meira : Jus'
O Sr. Marral': Nflo, porque posso entrar era
desenvolviraentos quesejam pouco agradaveis ao no-
bre deputado', que falla aqai em patronato, allrl-
bnindo aos oalros intenrOes qae talvez lenba. ^Por-
lauto peco liceoca para retirar*minha emenda.
Consultada casa, acceda ao pedido dd* nobro
putedo.
O Sr. Meira : Sr. presidente, eu llnlia pedido
a'palavra logo no eooie< irso do nobre de-
polado que acaba de fallar,' para explicar o senti-
do em que empregoei o termo plromalo. Eu disse
qoe essas emendas sem juslifieacao algama, qae nos
habilitarse a votar couscienciosamenle, pareciam s-
menle filhas do pal ralo, e assim niopoderiam ser
ihe urna -;
jo nao vate I j
apro-
vita


/
approvadas nm merecer o acolbimnlo ta casa.
Nao dnvidaria ceder i palavra, mas fui Toreada a
usar della, em consequeneia do filial do discurso do
i mesmo nobre deputado. Quanto a sua asserrSo de
tjue cu lhe tinha emprestado inlcneoes, quetalvez
tivesse, lemilo-rae id; a ie devolvo cora'
toda a (brea qu insiuuacaO que me
i quer fuer, e qu nle melhor do que
em mim ; visto ^^^^^^H autor, nem signatario
de nenhumsdas r i que estilo sobre a mosa, e
mutoroeoos teaho aqu pagnado por ellas, Eu nSo
Iy intencocs de elrender aos nohrea epatados, au-
tores de laes antffe i c felizmente lodos elles me
Haewi eheoderam decididamente o
* pesai nao descabro retfo soffl-
V cente para que ulado se julgasse oHen-
dhlo, a nao querer gratuitamente oftender-me. An-
da menos raioarcl he a retirada qu o nobre depu-
a, nao so porque me nao re-
fer peeislmenle a ella.esim a todas, como tom-
b*^^B mea voto nada influir para que ella
seal approvnda; tanto mais qaanto devo erer
qoe o nob denotada nao reeea dajustica da cansa,
P* le de sua sorte, que cortamente nao
depender de mea fraco apok) e voto.
Sr.A.de Oliseira :Sr. presidente, como o
diputado autor da emenda que manda pagar
olor de Pao d'Alho, quiz faier ama insinua-
eummissao de qne rico parle, diteodo qoe o
anno panado en me nao oppozer a igual pretenrao,
oatrar quanto o nobre depatadp he injusto...
O Sr. lipaminondas : Refiri-me a quem me
t i n romea.
, A. de Oliteira : 0 nobre deputado diste
que' tea o anno passado tinba mandado pagar ao
tr de Paje coalas, sem que elle spresentasse
utos, talvi porque entao tivesse ratees para
i vou mostrar qoe a casa o adno passado
otou sementante despeza. Aqni est o orca-
e delle se v qqe 0 nobre deputado est mui-
nado ; que o anno passado se nao volou se-
- r methanle cousa, e por isso foi muito injusto quan-
do quii (anr nsinuacoes commisso.
O Sr. tpaminondas: Levanto-me, Srt presi-
para explicar pela terceira vez o qoe eu dis-
i nao affirmei quo a cornmissjto Unha manda-
ir o psgamenlo-dessas cusas,; referi-me i ca-
l occasiao aponlei logo a origem, a foote
irtira eaa informarlo. Se o nobre deputa-
julga offendido, avenlia-se l com quem me re-
ferio o faci.
Sr. A. de Oliteira : Ea nao coslumo occu-
par-mc com estas cousinlias...
Sr. KpaminonitU : Declaro que quando qui-
*er fazer insinuacoes ao nobre deputado, ou casa,
v teclas, apezar de aua opposicsu ou oulra
qaatqoer que appareca ; mas eu creio que no pou-
io que tenho aqui'eslado, lenho dado o exem-
io fazer insinuacao a ninguem, e de respei-
todos, sem distinecao alguma.
I amas poucas de vezes e repilo, qne o
referido pelo promotor de Pao d'Alho e
> ha naiaclidao, nao parle de mim,. parle
o e fado ao conhecmenlo da casa so-
lefender esse promotor, da censara de
lerdo o pagamento de suas cosas, sem
scumenlo, mostrando que se elle assim o
andado em um precedente desla assembla,
sutdir-se qoe o documentto deveria ser
liado na occasiao do pagamento.
rada a disctalo, he o artigo approvado com
la do Sr, Neva e Eparoioondas, regeitadas
atoa atis.
disenssao e lie approvado o artigo 13,
B A cmaras municipacs da provincia,
autorisadas a arrecadar, durante o anno fioan-
letta Iei, st rendas provinciaes das seguales
as ja decretadas em le anteriores : a
. Alaguis'de predios municipacs.
8 3. Foros sj lauderoios dos terrenos munici-
paes.
| 3. Afersoede pesos e medidas.
cencas e eordearoes, conforme a tabella
la pela cmara municipal do Recife,
844.
^^Hepezo dos arougues.
:a de 23000 reis, paga animalmente pe-
ine obliverem os mscales e boceteiras,
qa veaderwn no municipio.
| 7. Tasa de 28000 reis, sobre as engenjioeas.
i Taxas em vigor sobre as passagens dos ros.
9. Taxas sobre as estradas e ponles muni-
cipal
I. Taxa do 80 reis por cada carga 4% farinha
mes, qu for aos mercados pblicos, para
andida ; fieando as cmaras obligadas a for-
os meamos mercados, aos vendedores ou
i gneros, as medidas aferidas ; excep-
ta de Flores; que, em lugar desse im-
scadara o dizimo de mi un ca.
Colla* segundo o cdigo de prucewo cri-
miaal, e aaais leis em vigor.
as por eoolravencOes de posturas.
13. llallas por eleicoes.
1*. Mullas das raesmas cmaras, conforme o
9 15 da le municipal n. 135 de 2 de maio
^ de 1844.
15. Dizimo do capim de planta que se vender
nos-manicipios do Recite Oliada.
16. Qainhenlos reis por cabeca degado vac-
cuw, que for morto nos'raatodouros publico* ou par-
; dtenlos reis por cabera de gado suino,
e eesn res de ovelhum.
eldadesdo Recife e Olinda, este imposto
rtado pela entrada desse gado; nos mais mu-
b*e cobrar pilo consamo ou por venda a r e-
17. Quaesquer ontras imposi;6es ou laxas,
que m iverem autorisadas a cobrar, e que nao le-
'|k nham sido abolidas.
f 18. Dividas dos annos anteriores.
f 19. Saldo dos annos anteriores.
90. Mil e dateolos reis per cada Hiceoca para
*j iiatljrfogo de artificio, fieando desde ja prohibido o
usod sollo, e de fogo do ar, que nao for feito
pelf tema de Morel, para o que a cmara muni-
cipal dar o complanla regulamenlo.
Deas por cento pelos depositas na forma
eo 105 do cdigo do processo. i
Doa mil reis sendo para nacional, e 49
para ellrangeiro, por cadalicencii annual,
lo artigo 18 do regetamento de 15 de ja-
IU, para a cobranca do imposto geral de-
ee artige 69 da Iei do orcamento .le 1843 a
1844, sobra lojat, casas de eommercio, e nutras de di-
versas denominaroes, especificadas no citado rcgii-
lameoto da 15 de jnnho de 1844, e no artigo 48 do
regalasnenlo de 10 de faino de 1850.
reis per carro particular de qua-
Iro roda*, de eixos fixos.
e 8 34.' 89 reis por ditos de duas rodas dita;.
25. 16 reis por dito de alaguel de qualro
ds por dito de alaguel de duas rodas,
a 37. 208 r ^^emnibus.
r cada earro de carregar fazen-
das, qder pttxada mos quer por animis.
lis por cada earroca, exceptuados^.
Ipregados em servico agrio ila.
approvado o'artigo 14, concebido
da maiwira seguiulc:
^^^1 Fka desde ja auldrlsada a calmara
V
*
r
I
m
I
quanlia de 726 reis pela qual arrematou o imposto
de 500 reis, por cabeca do gado vaceum.
Fica igualmente autorisada a cmara municipal
de Carnar a conceder nm abate, na mesma propor-
(ao Antonio Pedro da Silva, que arrematou todos
Os imposlos tnunicipaes da Ireguezia do N. S. das
Dores, pelo preco de 605 reis.
Vai mesa a segointe emenda :
Fica autorisada a cmara da cidade da Victo-
ria, i conceder o abale de 385 reis, a Antonio Loa-
renco de Albuquerqae Coelho, arrematante do im-
posto, sobre repesos, e 500 reis sobre cabeca de gado
consumido.LacerdaTkeodoroA. de Oliteira
O Sr. Clementino: Pedeexplicaces 'illoslre
commissoile orcamento municipal, sobre o artigo
18 quo concede algans abales, para a vista dos excla-
recimentos obtidos, poder volar conseienciosamenle.
O Sr. Machado da Silea explica as razOes em
qoe se fundn a commisso, para confeccionar o ar-
tigo 18.
O Sr. Caanho(So restitaioseo discurso.
jVSo mesa os segaintes'artigos additivps:
Ao artigo 18, accrescente-se. Fica autorisa-
da a cmara da cidade da Victoria a conceder o
abate de 385 reis a Antonio l.ourenco de Albu-
querque Coellio, arrematante do imposto sobre re-
pesos, e 500 reis por cabeca de gado vaccuin. ('As-
signados os raembros da commisso.)
Fica a cmara municipal da villa de Pao
d'Alho autorisada a conceder a Joao Cavalcanli de
Albuqaerque, um abale daqaiala parte da quaalia
porque arrematou o imposto municipal de 500 reis
por cabeca de gado vaceum.5. R.^eiga Petsoa.
Depois de mais algamas breves rcflexoes he encer-
rada a discussao etica mpalada a primeira parle do
artigo, sendo regeilada a segunda, bem como a
emenda do Sr. Vega Pessoa, e empalada igualmen-
te a da commisso.
A discussao fica adiada pela hora.
O Sr. Presidente designa a orden] do ilia, levanta
a sessao.
COMARCA DE SAMO AATAO.
Victoria 4 de maio de 1854.
Eslou em grandes apuros para dar-lhe noticias
desla comarca; isto certamente lhe ha do causar
grande admirarn, visto que ja urna vez affirmei
Vmc. que esta'era a Ierra das novidades, mas agora
que quer que lhe faja? Nec semper lilia florenl.
Nestas eircumslancias nunca meacharia, sequzesse
fallar de graves e velhos neceados, que em certas
eras por c se tem commetlido, mas como cada cousa
tcm seo lempo, deixarei para occasiSo que julgar
conveniente, a averigoacao de boas faranhas. Ouan-
lo por agora nao sei o que lhe diga e nem por onde
principie. Veja pois Vmc. em que aperlo eslou. Se
ao menos' roe valesse algam feliz acaso! Se tivesse
urna cabeca ele grande imagnaco,escrei er-lhe-hia um
romance, ama batata, mas com lano qne lheescre-
vesse alguma cousa, mas nada disso lenho, sou um
pobre malulo sem litleratura e scicncia, e por con-
sequencia nada posso inventar da minlia cachola.
Amanha darei sem maila voolade um passeio pa-
ra ver se posso salisfazer o meu obstinado desejo de
lhe dar noticias da que vivo, e de que esta trra vai
fazendo o scu gyro ordinario. .
Os ltimos doosdias do fallecido abril foram para
mjir.de muito bom agouro: o Sr. PKebo nellcs se os-
tentou cora lodo o brilhantismo e mageslade, eh de
muita consolaco para lodos aozar de uns das assim
depois de copiosas chovas. Eu lambem partecipei
desla alegra que via brilhar em todas as frontes.
Dci o meu passeio, como linba determinado: mu (o
aprovetei.,
Fui a certo" lugar onde Iqdo se v, saJoiz e se
sabe, e nao foi irintil a minha ida, sempre pude co-
Ihcr alguma cousa, que, comquanto nao o'possa cn-
lentnr muito, todava contena a mim, que lenho
grande desejo de lhe dizer alguma' cousa todas as
semanas. Assim procedo porque sei qoe a sua be-
nevolencia he muila para comigp, do contrario del-
la nao abasara. Assim, pois, chame cm seu soccor-
ro a sua bondade, e v oovindo as miabas sensabo-
rias. '
Sabbado 29 de abril (ivemos aqu um dansador de
corda, cujo nome ignoro, que depois de-algans pre-
ludios, nao podendo mostrar a sua habilidade cm-
Ibasbacada caterva de feiranles por causa de sua pes-
Hipia maromba, arengou suas disculpas e reli'rou-se,
sendo acompanhado ao sen domicilio pela gentalha
do lagar, qne nio se cansava de mirar a sua exquisi-
ta veste.
Esta entrada na verdade foi de mo agooro para
este lilho de Terpsichore, porque a lal maromba deu
parte de doente, vendo o descontntame nlo c freza
com qoe seu dono, a eqailibrava, e toda essa doeoca
proceden, segando dsseram os meninos, de .ler o
dansarino recebido por premio de algoraas viravollas
c salios pouco dinheiro. O lianado pal hato vesti-
do moda, estove jocoso e ensraeado para os ma-
lulos, e desenvoltos meninos. Nao podendo pois o
dansarino fazer aqoi boa colheita, foi tratar de fa-
zer ablativo de viagem. Dos o leve e fara raelhor
orlnna por oolros lugares, porque aqu nao ha gos-
to para nada.
Consla-me qoe daqoi foi urna commisso de propo-
sito para consultar algm mgico ou feiliceiro, alim
de saber o meu nome; o peior he que os laes mem-
bros sao mui sojeitos s vicissiludes humanas, e por
isso cada um tem os seus... querem agora os abrazar,
e eu que estou promplissimo para o fazer; alm de
que se for necessario, hei doenrzi-los por um anno,
doosannos e anda assim me ficar muila ceosa por
dizer. Esto sem dovida procurando sarnas para se
cossar: talvex queiram ler a infelicidade de Prome-
theo, que abrlndoa fatal boceta de Pandora vio so-
bre si grandes males, e sobre mais gentes.
Altendam bem qoe o meu. nome he fatal para
quem o quzer saber; a razao disso he obvia: quem,
nao tem mazelas nao procura saber o meu nome,
porque dVes nunca farei mensau, mas quem as tem
para que audam com Unta imposluri.i, arrolando
probidade, innocencia'.' bem vi que pode sabir mui-
to mal das suas pesqaizas; o eis porque o meo nome
be fatal para estes.
Bsl-se celebrando nesla cidade o mez Maranno,
sol. a direccao do nosso coadjutor. He a primeira
vez que aquj tem lutiaresla devoro',' que viudo dos
principaes paizes christaos da Europa, se acha espa-
Ihada felizmente no nosso Brasil. Vamos ler a dita
de ver nesla cidade Celebrar-so por um mez inlero
oslouvores da Santo Virgem.' Mandei comprar o
meu livrinho o vi qae com effeito esta devocao he
sublime, he capaz de consolar.as maiores alllicrfles
nmcorai;3o verdadeiramciite chrisiao. Quando na
greja, onde lem concorrido muila genlcy ooco o sa-
cerdote fazer a letura daquellas tao locantes razoes.
sinto qoe um balsamo consolador e. vivificante vai
calando em meu espirito proprfSo que vou ou-
vindo palavras de lana uncao. Estou que esta san-
ia devocao ha de servir de muito proveito este
povo.
Mil gracas e encomios sejam dados i esses respei-
lavis missionarios, que zelozos pela causa e honra
da Santa Virgem tem propagado no nosso Brasil tao
olil c divina devocao. Mil loovores lambem qoel-
les ncansaveis sacerdotes que tendo s em vista o
bem do povo christao, lhe administra Uto sadavel
alimento espiritual, dirigindo-o em uuia pratica tao
sania.

Os empregados desla Ierra parece qoe lomaram
por divisa hoflra e probidade, actividade e ener-
ga, com isso vamos muito bem, pcrmitlam os cos
trazia para pagamento de seus credores: o liomem
esl como louco.
Vao-se fazer as proposlas dos ollciaes da guarda
nacional, segando o novo regulamenlo, eremos po-
rcm qoe o Sr. (enente-coronel Francisco Barros Cor-
rea de Queirnz, pessoa de grande cslimacao e probi-
dade, proprietario independente, manifest os sejti-
mentos que sempre o animaron!, fazendocahir as
loas nomeaefies em homens de brio e vergonha, e le, pois que sem esto adubo, a panclla nao (Icaria
que lenham que perder, e nao em qualqoer baboca,
que qaerendo ser lodo, sem ser cousa nenhuma, an-
de mendigando empenhos para ser proposlo. Bem
sabe o Sr. lenente-coronel, que a guarda nacional he
um crpo respeilavel, e nao convm de nenhuma
sorte que algum miseravel, cheiode iniqudade, fa-
ca della parle; assim he de esperar de pessoa Uto
conspicua e benemrita como he o Sr. lenenle-co-
ronel.
Os alimentos de primeira necessidade vao pelo
mesmo preco da semana passada.
Tem havidn alcuma ceasacao de chuvas.
Tinba acabado de escrever esta, quando urna me-
moria feliz me recitou quasi toda, urna alrevidissi-
raa e forios'issima correspondencia, digno parto de
alguma tonca tabeen, he a vista desla noticia
qoe vou dizer alguma cousa, para o qoe peco
venia i esle oitavo sabio da Grecia : na verdade te-
nho eominhas razes para o crr sabio da Grecia,
porque a sua algarda he de um estyto inimitavel,
capaz de embatucar os genios mais raros de Grecia e
Roma. Nem Cicero, nem Demoslhenes, nem Peri-
cles, nem Clao, nem Horacio rom todo osen ore
rotundo nem Bossuel, nem Fenelon, nem La Ma-
nis, nem La Martine, -nem Veira e nem os sabios
e doulos homens dos nossos das poderiam jamis to-
petar com o maciro da sua fecundissima dialctica.
So o iibencoado lorrao da poderia produzir um
genio Uto taludo e lio transcendental, de nm vo tao
elevado, como o das aguias e dos fogueles. Ohl
prodigio raras vezes concedido aos moraos! Pois eu
pobre Cacimbense, peco e secco, sem lellras, nem
laivos de scienria poderei|arvorar-me cm censor de
urna Uto illoslre cachola1!
He bem cerlo o rifan: Mala, antes que te matem.
He urna verdade. Ora, vejamos porque foi que o
hornero se zangou. Seria por cbama-lo fogueleiro?
nao, porque elle inculca viver disso, e faz seus [o-
guetinhos, suas rodi/ihas e seus calunguinhas, e
nao foi por isso, porque o seu correspondente de
Pao d'Alho, no Diario de 21 de dezembro do anno
passado, diz o seguale :
Entretanto, parece-me que os fesleiros sabiram
logrados, porque, apparecendo aqui um fognclciro
do Sanio Antao, esle so encarregou, mediante a-
commoda quanlia de 1:700 rs. de fazer as daas
Testas, nao s abaslccendo-as de fogo do ar e de fi-
guras, mas lambem de msica dcorcheslra e mar-
cial, armarao, cera, pregadores, e as compelen tes
procisses. He a primeira vez em minha vida, que
eu vejo um fogueleiro fazer tonto milagro, mas is-
to nao me admira, quando um oulro ja aqui foi
trmnpho... Mais adiante Hontera reappareceu
nesla villa o fogueleiro de Santo Antao, encarrega-
do qoe foi das doas festas, cobrando de um dos l lie -
soureiros 1005000 rs., que disse nao ler recebido,
e cuja falla vcrificou depois de so achar em casa, e
como fosse inulil o tesleraunhn do Ihesoureiro, e
mais* pessoas que assistiram ao pagamento, prepa-
rava-se para por em juizo a accao competente,
quando o accionado lambem se preparou a qoeixar-
se por crime de injuria. Entretanto, elle nao
se zangou. Por conseguinlo nao foi essa a causa
da revolucao do Sr. papa Severo, est claro. Qual
seria ? Quem sabe se nito foi por causa de se fallar
na m'udanra da feira! pois sendo o Sr. Vaz faz for-
mas um dos espoletas, que se oppoe lairbem a que
a feira se mude, sem dovida foi isso qne lhe causn
hemorroidas na cabeca,' e eis a razo porque
fez tanto barolho, e deu tantas .'.......
Nao pense Vmc. que foi por mais nada sena o
por isso. Agora vamos ao (rabalbo honesto do lio-
mem. Sem dovida he cerlo que o homem que
vive do resultado sincero do sea tralialho, he esse
homem, digno da melhor eslima : mas quid inde t
se nem todos os Iraballios sao honestos: por exem-
plo, o furtar nm cavallo di traballio c muito, mas
esse (rabalbo ser licito ou honesto 1 nao.
Malar alguem ou concorrer para isso d muilo
Irabalbo, mas ser licito t nao. Arrancar
as barbas de om pobfe velho, romper forra ama
lellra, que trahalhos tao grandes 1 Cloroformisa-la
de 50 para 3O5OOO rs., dizer palavras injuriosas, in-
fames e falsas, engaar muitos, ludo isto d ira-
balbo, porm ser Irabalbo honesto ? nao. Nao v
agor o innocente do od encordoar com > todas
estas coasas, qfta nao passam de excmplos. As ve-
zes eslou to bronco,-qoe preciso explicar muito o
que escrevo, porm desla vez ; Dos nos livre de
mais macada de explcales, porque isto seria um
nunca acabar, pode ser que para diante se necessi-
le explicar. O adjunto da prodncc,o bellicosa do
Ferrand, bem merece ir cora elle para casa dos Ora-
tes, c he urna arbilrariedadc grande nao os ler l
posto para exemplo. Em lim nao eslou mais para
e finaliso esta, le mbrando-me de urna
engranada traduccao qoe em occasiao quasi seme-
Ihanle fez muito bem um autor.
- Ambos pedantes, impostores ambos.
E com essa desejo a Vmc. muila saude. Adcos.
O Victoriense, .
(Carla partieular.J
meu nome em lal negocio, quando eo nao fignrci
nelle, e demais alheio a essa correspondencia, inse-
rida no Tempo de Macci,.debaixo (Tassignatura do
Moralistaquo tanto provocou a billis do illus-
trePeridcsludo isto se sabe, porm'necessario
se Taz d'um Baptista, para so poder insultar e abo-
canhar reputacOes illibadas, lio preciso dizer quo o
eslrangeiro o Portugue:,fulano lie um insolen-
P.Basta de declamares : p responde) a propo-
sito.Donde sahieia quando o agente vos, encontrn
a pregar ?
R.Sabia de um banquete socialista ; anlhilese
dos vossos banquetes polticos, acude a mulher livre
nao encontra pusirao. De um banquete socialista,
donde tantas vezes vasci o meu ce
mulher emancipada. I
Ao ouvr o presidente esta conteslaco .se deu per
sufflcientementc ntoirado do negocio, absoiveu a ac-
cusada por se persuadir que o champagne Ule havia
desatado a lingua, asaim como o socialismo lhe havia
translornado os milos, (raz Tisana.)
QUERELLA POR CONTRAFACCAO.
Inslruecio para uso da raparigas que querem
casar.
_ Doos lvreiros dispularam a propriedade d'nm
singular relalho de lilleratora intitulado Inslruccad
para uso das raparigas que querem casar. Em
1846 M. Raban, homem de lellras, envlou ama co-
pia desto brochara a M. Rael. podindo-lhe com la-
do que nao pozesse o seu nome no frontispicio. M.
Ruel enlenden que so elle era o editor da obra.
Passadns tmpos, sabendo que o liveiro M. Breau,
venda lambem urna edicto della, embargeu o que
exista flesta nutra, que andava por 3,500 exmpla-
res, echamou M. Brean polica correccional, por
conlroraci;ao. Mais tarde desisti da querella por
saber que o ralhecismo de que elle se julgava nico
edictor, era ha muito lempo do dominio da publici-
bem temperada ; islo revela nada menos do que
requintada malvadeza, senao completa estupidez...
Desprezo eterno a um semelbante modo de misera
defeza, que se Irazem nacionalidades a queslSes in-
leirameiite pessoaes, lal proceder s he proprio d'al-
mas mesquiohas e miscraveis, qae nao adiando
meiosde defeza, lancam proposicOes abstractos o
falsarias, como a de eu ser intimo amigo, protegido
e socio do Sr. coronel Brito Inglez ; toes sao as im-
putoces, que nao s por minha honra, como pela
dignidade d'aquelle funecionario publico, nao posso
deixar passar m silencio semelhanto aleivozia;
mormente sorvndo-se esse Pericls__de raen no-
me, para calumniar Uto "atrozmente a orna pessoa
qoe muito respeito, nao por favores recebidos della,
mas sim pelas allcnroes com que sempre me ha tra-
tado, sendo isto filho Uo somenle de sua urbanida- dada; achando-se desde^ 175,"junio a pma"pabica-
de o compalivl a todas as pessoas que e prezam de
ler educarao !...
E se isto nao procede, exhiba 'oPericlsos
documentos, pelos quaes prove evidenlemento a so-
ciedade qoe existe entre mim, c o mesmo Sr. coro-
nel, podendo exhibir igualmente dos outros mem-
hros do conseibo administrativo, se tcm existido na*
discussGcs, a respeito das compras fetas, alguma
connivencia do Sr. coronel comigo ; e a nao provar
o que levo dito, ficar o lal implicaulePericls
lido e havido por um calumniador...
Em abono da verdade, devo fazer senlr a esle Sr.
Periclsque todas as vezes que fui preferido
as vendas que fiz ao conselho administrativo, foi
por seren os gneros de superior qualidade, o por
menor preco, do que oulro qualquer offerecido; em
alio e bom som assevero, que nenhuns favores de-
vo aos membros deste conselho, senao as boas ma-
neras com que sempre me tratoram, consentaneas
com sua diguidade e educarao, pelo que sempre
lhe serei asss grato.
'Concluiudo esto succinta exposcao, peco a Ilus-
tre personagem que se intitulaPriclfquando
houver de mencionar meu nome, saia do Irislissi-
mo papel do anonymo, c siga meu exemplo, porque
satisfazendo a este meu pedido, lhe prometi guar-
dar todas as allencOes devidas a sua elevada posi-
cSo ; di/.eudo-llie por ultimo :
Nao se alirampedras a caes, que manquejam...
Srs. Redactores, com a publicarlo destas toscas
linhas muito obrigarao ao seo constante assignanle,
c amigo
Recife, 5 de maio de 1854.
Mathias d Azevedo Villarouco.
aj .ex 1
ERRATA.
Na correspondencia do Sr. Dr. Amaro Carneiro
Bezerra Cavalcanli, publicada no Diario n. 103 de 5
do correle, notam-se1 os seguales erros: na Unha
15 a palavra abusiva leia-se a causa dessa ga-
na; e na Unha 66 ou 67 a palavra Ihesoureiro
leia-se inspector.
tlCACA A PEDIDO.
REPARTIQAO' DA POLICA.
Parte do da 5 de maio de 1854.
Illm. a Exm. Sr.Participo a V. Exc. que das
partes boje recebidas nesta rparlicao, consta torero
sido presos: a ordem do sudeleaado da Treguezia de
Santo Antonio, a preta Luzia Mara Magdalena, pa-
ra correccao; ordem do subdelegado da freguezia
de S. Jos, os prclos'Marcello Venancio Pereira de
Carvalho, Joao, Africano, os pardos Joaquim Amau-
cio da Cunha, o Francisco Jos Ribeiro, e o menor
1 edro Antonio, lodos para averiguaces policiaes (e
a ordem do subdelegado da freguezia da Varzea. o
pardo Severino Coosor, Utmliem para averigoasOes
policiaes.
. Dos guarde a V. Ex. Secretoria da polica- de
Pernambuco 5 do maio de 18">4. Illm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Bento da Cuuha e Figoeredo
presidenle da provincia__Imz Carlos de Paita
Teixeira, xhefe de polica da provincia.
Hospital regimentaldesta provincia.
Ealiveram em Iratamenlo no hospital regimental
desto provincia de Janeiro ao ultimo da abril 434
doentes, a saber: exisliam 71, cnlraram 363; sabi-
ram corados 306, fcaram em (ralamento 110, e fa-
lcceram 18, sendo 11 de tubrculos pulmonares, 4
de febre amarella, 1 de tebre perniciosa, t do ascite
e 1 de dyoulia.
O abaixo assignado, labcllao de notas nesla cida-
de do Recife, continua na publicarlo das escripluras
c mais ttulos de trras, conforme declarou no Dia-
rio de 24 26 de abril p. passado.
Escriptura de urna propriedade de Ierras mar-
gem do rio Jaboalao, que faz Francisco Dias da Costa,
Francisco d'Oliveira do Azevedo, lendo por limi-
tes o engenho Suassuna, Ierras do palrimoio do pa-
dre Pilippc de Santiago, do capitn Antonio Bezerra
Monlero. c o mesmo rio Jaboalao.1760.
dem, de um sitio de .Ierras"na matriz da Varzea,
que fez Jos Marques Corra.e sua mulher ao capi-
to Jos Gomes Reg, qoe confina com torras do en-
genho S. Cosme, e do capiao Joao Carneiro.1760.
dem, de um sitio de torras no lugar da Capuoga,
que fez Manuel de Souza de Mello e sua mulher ao
sargenlo-mr Jos Baptista de Freitas, o qual lem
por limites as Ierras da viuva D. Luza de Souza Mo-
reno, e do lenente-coronel Joao d'Oliveira Gouvim.
1760.
dem, do engenho Caite, por invocaran Santo An-
tonio, pa freguezia de Ipojuca, que fez o capitao
Manoel de Carvalho da Costa, ao padre* Manoet Al -
ves Barbosa, conlendo 1 legua de Ierras, que divide
com os cngcuhos Piodobinha. Sibir de cima, Sibr
dcS. Pauloe Gcnipapo, fechado por seas marcos.
1760.
dem, de nm sitio de Ierras na Estancia, que fez
Mauoel Dias d'Assumpco Verssimo Brandan Vi-
anna, que divide com torras da igreja de S. Gonral-
lo, do lenente-coronel Joo d'Oliveira Gouvimeo
o rio Capibaribe. 1760.
dem do engeoho Marasagao.no termo deTrrcohem
que fez o capitao Francisco de Brito Lira eua ma-
lher, ao capitao Jos Correa Lima^-1774.
dem,de urna legua de trras ero comprimento pou-
co mais oo menos, e mera dito de largo com pooca
differenca, junto ao engenho Pendo, na freguezia
da Luz, denominadas TiRipi, qae fizeram D. Luiza
de Barros, D. Rosa Maris, o capitao Manoel Ferraz
lialirn e sua mulher, ao capitao Mauoel de Souza da
Resurreicao : trata de limites.1774.
Idchi,de urna sorte de Ierra noTravasso, freguezia
de.Ipojuca, eogenho Pantorra, qoe fez Thendosio
Marinho Carriles c sua mulher D. Rosa Mara de
Albnquerque, Jos da Silva Rodrigues.1772
1774.
dem qoe fez o Reverendo Joo Manoel Clemente
ao seu sobrinho o Coraqel Jos Antonio Clemente
de Larras, das partos que Unha uo engenho S. Joao
da Varzea.1791 1792.
dem d,e cessSo, Iraspassne amigavel comnoticao
dosengenhos Berlioga e Bemfca, na freguezia de
Ipojuca, qoe entre si fizeram Bernardo de Alemn
Sisnciro e a mulher desle com seu irmlo Jos de Ale-
mn Sisneiro e a mulher deste.1793 1794-.
Dcmareacao do engenho Sibir do Caval cante
em Scrinhacm. 1800.
Ditas dos engcuhos Penderama e Mercs.1810.
Francisco Baptista d'Almeida.
1 contrahir uro cmpreistimo,] quo sempre assim conlnuem, p que. be de esperar,
mercado publico. Manoel Joaquim de Araujo, morador em Cabacos,
para conclusn da obra do mattdodro, liypo-
sdo os randlntetilus de arabo* eases predios,
mpo, eanb as condicOes, que ella julgar tun-
laiiMij forem approvadas peto presidente da pro-
f 5, abaixo transcripto, com
< Depois das palavras capel la do eemiterio,digp-se
e estrada do mesmo. Machado da Silvaviu-
fieto lacerda.
aras municpaes ficam aul;ori-
*d* esa du ras, ealcaida,
aa^^^^^^HKas predios, conclnsao
ileriae., as
devendo a ca-
* applicarao de 1as
is obras da ea- tella
doceirtleri e mercado ] n
He emenda da commisso:
Supprin
lie o seguinte :
- as dispostedes do ar-
tigo 20 da le mu ttde 19 de maio- de
1843, e as do artigo 24 da le municipal o. 270 da 5
dejunhod*1850.
Art. 18. A cmara municipal da cidade de
Olinda Oca autorisada conceder a Joao Pessoa Ca-
valcanli de Mello, um abato da quinta parte, da
urna legua distanto desta cidade, e agora morador na
cadeia, deu urna facada em Manoel Joaquim deSan-
t Anna ha seis anuos, estando a jogar com este, e 11-
coo impune: o homem tem seus bons cobres, mas
est sendo processado.
Estao oa casa cm que se nao paga alaguel tres me-
ninos, qqe nao queriam reparar a honra de urnas
pobres desvalidas, mas tendo sido recentado*, ostao
dispos(oj-a s casar, oqueacho acertado, porque
auum cuique tribuere. Uo mulo*om qoe vao ap-
puecendodeslesexemplos nesla trra, onde a pros.
Utuicao, a manceba artstica ojogoestoo em dias
Foram filiados doas todrOes de cav.Uos, um dos
quaes, Jadp a ulento, foi com. casto agarrado.
Fel preso om aseaSsino e fratricida, viodo da Es-
cada.
Por fallar nesle lugar consto-me que altl.vai-se fa-
zer um solemne Te-Dcum *m aoe^ de grac,s pela
sdaelevacao calhegoria de villa: 1 fico eo com
este terreno de menos, mas. aqu/;lW d,ue for l sen
eorrespondento, lhe poder dar noticia mais minu-
ciosas dessa nova villa, do que f,u aqui Separado por
oito leguas. \
Foiroubado o Porluguea BaJiatar Jos Migalbaes
Bastos na serra da Russia por tres ladrOes artiados,
qoe so suppe ser do Grvate. 0 roubo conilt de
doos conloa (astea mijjfls, qm o pobre Wm
DIARIO DE PERNAMBUCO.
* .'." .
A assembla apnrovou hortlem um parecer da
commisso de obras publicas deferindo a reprefeuta-
cao d cmara do Limoeiro sobre a conlinuaco de
urna ponte; Issim como as redaeces dos projectos
n. 9 desle anno, e 30 do passado. Approvou lam-
bem urna emenda do Sr. Carneiro da Cimba ao pa-
recer da nmmissao de orcamento, concedendo re-
msso do que ficou devendo o fallecido pai de Gu-
lhermina Umbelina da Boa-hora Amorim, e suas
irmas; assim como oulro da mesma commisso
deferindo favoravelmeuto a pretenco de Luiz
Jos Marqaes, em que pedio abalimeuto no
contrato-de que be arrematante. Entrando em se-
gunda discussao as emendas oflerecidas na, terceira
discussao do orcamen(o,municipalforam approvadas,
fieando concluido o mesmo orcamento. Appro-
vou mais em terceira discussao o projeclo n. 29, e
em primeira o de n. 28, ambos deste anno; e en-
trando cm terceira discussao o de n. 3, ficou adia-
do pela hora, ,
A ordem do dia de boje be a continuarlo da de bon-
lem, e segunda discussao do projeclo n. 31 do cor-
rente anno,
CORRESPON
Srs. Redactofet. Lendo o Echo Pernambuca-
no de boje 5 Jo corren te, deparci nelle com certas
insinuaees, que indirectamente me ditem respei-
io, o como nao Icnlia disposicao para deixar pas-
sar desapercibidamente olfensas, bastante -odiosas
principalmente quando se faz inenso de meu nome,
para ferir prfida e aleivosamente, as pessoa que
estao muito cima de iinpularbes, queja mair pas-
saram pela mente de quem se preza de probo e
honesto, como o tal correspondente, debaixodo Ulu-
lo pomposo de^Periclshe at onde pode chegar
o despeito, ou allucinaran desse genio bemfazejn,
me querer involver em queslcs a que tenho sido
estranho ; direi eslranho, porque urna vez cedendo
a minha propriedade a um segnudn,- forcadamente
perd o direil de pelicao, e para qu se envolver
Urna socialista.
Innte de um dds tribuuaes correccionaes de Fran-
ca, acaba de comparecer ama mulher acensada de
liaver ultrajado de palavras e obras a um agente da
autoridade no exercicio das suas fuurroes. A dama
declara ler d'idado 40 auuos, cifra fatal para es 11111-
llieres vulgares, mas que a nossa herona pronuncia
em -voz alto, eat com orgulhe.
PresidenteQual he o vosso estado?
R^Socialista.
P.O socialismo nao lie profisaao.
R.Poisenlo, presidente^ inaudaiescrever oque
quizerdes, oque vos agradar, menos a palavra pro-!
prtKaria ; a propriedade he um roubo.
P.Sois aecusada de haver levantado a mito sobre
um agente da autoridade, e ter-lbe dado um bofeio.
A socialista levanto a mao ; a esto sigual o agen-
te da autoridade cobre a cara com a sua ; e o presi-
dente n3o se ve seguro de urna contestaran, que lhe
fara subir a cor ao rosto.
R.lia emancipacao! independencia, liberda-
de da mulher Magistrados, proleccoao sexo dbil.
(Dizendo estas palavras, sacode sobre a barra um
fliurre lal, que provoa sufucieteraente que o sex.0
dbil cunta com individuos capazes de esganar um
touro.)
AgentoEn me enconlrava. de viga na ra de Se-
vres ; quando eram setlc da tarde, ohauou a minha
altencu um grupo que acercava em gritara e gar-
aalhadas. Cliegoei-me, e vi a esta senhora, que
orava romo urna energomena, elogiando a excel-
lencia do communisino, e o vinho de champagne.
Comprcheiidendo que a mullido agrupada poda
ser origem de algum escndalo publico ; pedi a esto
senhora em bonslcrinos que termnasse os seus ter-
mOes ; aooacla coulestoii, perguntaudo-me se li-
idj4i*rttoiicia do* granitos principios sociaes, e for-
coo-ine a jiroclamar a emancipacao da mulher. Eu
lije pedi que se recolhesse a casa, e a nica resposla
que pude'alcanrar, foi cobrlr-mo de improperios e
chamou-me bruto! quadrupede 1 retrogrado e ca-
pa dos tyraOnos!
Vendo qUeesla senhora nao dava indicios de cal-
lar-se, o que por oulra parle a mullido reunida ia
sempre crescendo, julgei do meu dever prende-la.
Entao foi quando ella me desatou um tremendo bor
fetao, destes de amarrotur os queixos Que bofetau,
Sr. presidente Quando o recebi julgoeique a ora-
dora era algum couraceiro disfarfado em mulher !
finalmente contra sua voolade sempre pode coiidur
zi-la ao corpo da guarda.
R.Nisso commcUcstes orna falla: devieis, seuhor
agente.ter mais atleneao para com o sexo.
P.Pela autoridade que elle representava, devieis
mais obediencia.
R.Demasiado lempo lera a mulher estado pri-
vada de uns djreitos-que lhe pertencera pela huma-
udade, pelo bom senso, e pela eonsliluico de Mr.
Ijitbet.
cao, para usodosjovens padeiros ; tendo os vende-
dores de alfarrabios permissao de o vender desde
1718.
Eis alguns fragmentos desle catheclsmo :
P. Qual lie a cousa mais necessaria s rapa-
rigas? *^
a R. He o casamento.
P. Em que idade devem casar as raparigas?
R. Segando a sua belleza.
a P. Em que idade devem casar as mais boni-
tas?
. R. Ordinariamente pos dezeseis aos dezoilo
annos.
a P. Porque 1 ,
R. Para que nao aconleea algum inconvenien-
te sua honra.
a P. E as que nao forem bonitos, em que idade
devem casar ?
R. Logo que algum rapaz as pcVa, para nao
perderem occasiao.
P. Quando urna rapariga nio lem prelendenle
que ha de fazer para o ler?
R. Ha muitos mcios para isso.
P. Quaes sao ?
R. 1. He preciso ser recatada c modesto : 2:
ser boa mulher de casa ; 3. estar sempre bem ar-
ranjada nos seus vestidos, na eoa roupa branca, e
no seu quarto ; 4. ler o juizo de oao ir alm doque
o sea estado o permitte, qoe seria o meio mais de
afogentar que de atlrahir.
P. Quando urna rapariga tcm prelendenle de
sen goslo, que deve fazer para o nao perder?
R. He mister que o seu amor seja honesto, c-
vitar para com o prelendenle alrevimentos, e pala-
vras menos respeitosas,- estar sempre de bom humor
diante delle, e nao lhe causar chime, fazendo muita
fesla a onlros.
u P. Se a rapariga fr rogada para ir passear de-
pois de ceia com outros rapazes e raparigas, que de-
ve fazer ?
R. Deve escusar-se para quo nao pareja qoe
gosla de passear de noile.
ti P. Se instarcm com ella qoe deve fasto ?
o R.' Deve aparencial- satisfarn pela- hbnra qae
se lhe faz, e responder que nao pode sem (cenca de
seo pai e ma, ou dos seus superiores.
P. A que horas deve rccolher-se una rapa-
riga ?
a R. He preciso distinguir, durante o mez de
maio s 9 horas, no mez de jnnho s 10 horas, e no
roez.de agosto e setembro lambem s 9 o mais
larde. -
P. Se urna rapariga he rogada para sabir noi-
le s com o seu prelendenle, que deve fazer ?
11 R. Nao deve ir, teniendo a maledicencia, e lhe
far ver que tanto gostotJeve ser para elles etorem
em um lugar como'em oulro.
11 P. Se ao domingo a rapariga fica s em casa,
quando a familia vai missa, e sendo visitada pelo
seu pretndeme, que deve fazer ?
11 R. Ser modesta cuidando dos arranjos da casa,
sem se enlrelertja brincar com o seu pretndeme;
para evitar as eonsequencias funestas que possam
ilar-se ; e lhe far ver com bom modo, que he con-
veniente que elle v missa, e que vollo depois.
P. Quando urna rapariga vai missa com o seu
noivo. que deve observar ?
_ a R. Deve compdrfar-se com modestia, e hones-
tidade, c nao rir muito.
a P. Quando estiver na igreja que deve fazer?'
11 R. Estar, em pssicao decente, resar com devo-
ro ; evitar os risos, as-conversas; e vollar para ca-
sa com a mesma seriedade.
a P. Quando urna rapariga he pedida para casa-
mento, que deve responder ?
11 R. Deve primeiro mostrar sorpreza, e,respon-
der que nao pode acreditar que um rapaz de tanto
mrito a deseje para esposa.
. P. Como deve proceder urna rapariga, com os
leus pas e-nov, depois do contrato ?
a R. Deve ler ar modesto, e respeito para cornos
prenles do seu noivo.
a P. Que deve fazer a recem casada, no banque-
te do noivado ?
11 R. He mister guardar-sc de rir, se alguem dis-
ser palavras de sentido duhio, contrarias ao pudor,
c fogir de dar escndalo.
Alm destas prudentes inslruceCes, a rapariga que
desoja casar-se, far bem em repetir de lempos a
lempos sta oracao:
Orafo.
ii Senhor, qae liareis formado Ado da lerra,e que
lhe haveis dado Eva por compauheira, dai-me, se
vos apraz, nm bom marido para companheiro, pa-
ra vos honrar e ter filhos que vo> bemdigam.
Se urna rapariga deseja que os perlroinares do
casamento sejam muito abreviados, dever dizer lo-
dos os das esta prece :
iMdainhas que as raparigas podem recitar, se dse-
jam casar-se.
Kyrie, cu quererte
Christi, ser casada,
Kyrie, rojo a todos os santos,
Christi, que seja amanhaa.
Santa Mario, toda a gente casa,
S. Jos, que seja o mais breve.
S. Nicolao,- nao meesquecais,
S. Mederic, qoe ea tenha um bom marido.
S. Bartholomeu, que seja lindo,
, S. Joao, que me tenha amor temo.
Santo Spiro, que gosle de rir.
Santo Andr, qne seja do meu goslo.
S. Severino, que nao gosle de vinho.
S. Nicaisc, que me deixc a minha vontade
S. Agostiiiho, desde pela mauhaa.
Se o livrinho formula por este modo escolenles
preceitos para as raparigas casadeiras, d lambem
consellios aos pas, por exemplo :
Se o amanto tem pai e raai, deve-lhes fallar e
moslrar-lhes o seu designio.
O pai'dir : Meo filho, cu ado que fzale boa es-
colha ; he mister quauto antes ver se podemos obter
esta vantagem.
O pai e mi do rapas, fallam ao pai e mai da
rapariga, depois da saudacao e comprimeqtos or-
dinarios, dira: senhor e senhora, soubemos com
muito prazer que havia urna perfeila amzade entre
a menina vossa filha. e o nosso rapaz, e isto oos
obriga a pedir-vo-la em casamento para nosso filho;
te a concedis, ficaremos muito satisfeilos.
a O pai e a mai da rapariga respooilerao : senhor
e senhora, estamos cootenlissimos pela honra que
nos fazeis; para prava da eslima que tomos por vos,
e vossa amavel familia, nos vo-la prometleroos da
melhor voolade.
a Senhor e senhora, nos estamos completamente
satisfeilos ;o agora perteuce-vos, se hedovoso agra-
do, marcar o dia para o contrato.
a Senhor. O dia qae eseolhcrdes, ser o qoe
nos convm.
. Finalmente o calhecismo termina pelasLadainhas
que os rapazes decem recitar, se querem casar.
Santa Maria, toda a gente se casa.
S. Jos, o meo'casamento se faca.
S. Leu, vontade de Dos.
' Santa Joanna, qoe eu tenha boa mulher.
Sania Chrislina, qoe nao seja teimosa.
Santa Reine, que nao soja mundana.
S. Gregorio, que ella oo cont glorias.
Santa perpetua, que me nao bala.
S. Matheus, e ludo para gloria de Dos,
Como nenhuma das parles juslificasse o seu dircito
propriedade, o tribunal apenas condemnoo M.
Ruel a 100 francos de iuderanisacao, peto prejozo do
embargo dos13,500 exemplarcs. (Idm.)
I8IOW
CARTA DA BARONEZA DE KIKIKIKI. A SEU
Des
ViverarvrdasSi
Pois largando os seus silicio, '
Vivem sii de beneficios.
III
Os beneficios aqoi
Sao um tributo qae aleija.
talo.. a5b obras de igreja ;
Torres, tinos, catlicacs,
Sacristas, hospilacs.
IX
Ha beneficios por carias.
De prolecco e de empenho.
O sapateiro qoe eu teoho ;
Todos os annos por vicio
Nos impinga um beneficio!!
Tambem temos cavallinhos
Na roa de Santo Antonio;
Nao s o chapeo bolooio,
Mas a grvate bem posta
Dos laes cavallinhos gosla.
XI
Todas as noiles, barSo,
Enchentes a trasbordar!
Estao sempre em praia-raar!
Nao fazem nada de novo,
Mas vao codeando o povo.
XII
O carnaval, charo mo,
J se vai deshonestando
E mascarado insultando
Nomes proprios e fraqnezas
Das nossas naturalezas.
XIII.
Tambem temos lovidade
Nos mares periodicaes.
O mais grande dos joroaes,
Que bateo a conrussao,
J mudou de capitao,
XIV
Reformou a quilha, os mastros,'
Mellen gente no pnrao.
Deixou.de guerra o pendan.
E he hoje om vaso poetante
Mas na roarinha mercante.
XV
O Ricardo Guimaraes
Deitou o bom Pascboal.
E disse adeos ao Jornal,
Que nos dava os oleados
Por precosaccommodados.
XVI
O Custodio lomou conta
Do lema do lal navio, ,
Que por um iriz, por um fio
j)ava costo-! pouco vento,
E falla de maulimenlo.
XVII
Agora navega afoulo
Nos mares industriaos;
Carrega agolhas, dedaes;
E lodo o mais'cabedal
Do bom mando industrial.
XVIII
O almirante Cantillo
Icou a sus baudeira
A bordo da nao goerreira
Porto e Carta: capelln '
O padre Serapio.
XIX
Vai dar caca aos SaldanhisUs
De vinte e qualro d'abril;
Tem a bordo pracas mil,
Que comem carne de porca
Dos arsenaes de Maiorca,
XX
A linda escuna Concordia,
Alargou o tombadilho ;
Carrega cesada e mimo
Por conta da Casa-pa,
Cora furor, com salbardia.
XXI
Tem a bordo orna botica,
Lancetas, pannos e los,
Ungentos, atavos
Para as mselas corar
Da genle que anda no mar.
XXII
Os cartapacios de Boueas
Continua.! esquadriiihar
O Echo, que lie popular ;
^Tambem fazopposiro
Mas julga qne esconde a mao.
XXIII
i O jornal da fionle pensil,
No vulgo jornal do povo,
Nao nos deu nada de novo;
Nocomso do anno bum,
Foi ludo no mesmo toin.
XXIV
nn mesmo gotto sabio
He_ espadim e cabellcra,
O jornal, cuja bandeira
He por timbre e ldalguia
Adavelha monarchia.
XXV
O pobre, velho cubique,
Da companhia dos vinhos,
Inda d os seus liriohos 1
Cospe balas de papel,
Contra a torre de Babel.
XXVI
He dispenseiro do barco
O mestre Matheus Torrada,
Que sustento a limonada,
Feito pela sua mao,
A feliz tripularan.
XXVII
O Bcaz Tisana, baro,
Marcha no'mesmo lerreuo,
Socegadilo e sereno,
O mar alto aso arrosto,
Navega de costa a costo.
XXVIII
A Pennsula morreo,
A Misceltenea lambem;
Temos a o Pega qae vem. -
De longe ea longe pescar <
Por caridade o fnlar.
. XXIX
Temos tambera a gazeta
Das caras medicinaes;
o Faustino de Novaos
Nos impingo por favor
O bardo versejador.
XXX
Com islo, bario eximio,
Peco a Deot lhe d patecos ;
O solar j tem buracos;
E um barao que nao tero rendas,
Nao lem crdito as leudas.
(Idea
27 da le provincial n. 286,de
esob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas qoe se- prop< esta arremata
comparceam na sala das
no dia cima declarado, {
mente habituadas.
mesnia junta,
dia, eompetoule-
Pernaro-
Anlonio
. rOtABUUU

iptsd*
oito 1
como
appro\
impori
mezes,
desde
provincial n. 3B6
3. O pagamento^
feito em ama s _
rem concluidas, quese)
mente.
4. Paratud
as presentes elai
reridalei n. 28fi.
ni Ferrelra da
O cidadao Jos
pal tupplente
Pernamboes, ]
Paco saber qui
douro, em praja
ser arrematado prin
fereceri e tob fianca]
Baixo avahado annm
vendo ttr principio
maio, o qual vai ,
nhor da maior parte
rs. E para qoe ch
que ette teja- afOiai___
villa, eqoe o porteiro deste
dias da Iei.
Dado e passado tob meo
sem tello cx-causa nesta
mez de abril da 1851: eu Mauoel
Araujo, escrivao o 'eserevi.
Faltao.
DEC
Compa
locando
agencia em casa de Deas)
da Cadeia. Vtlha n. 52.
De ordem do Exm. i
cao publica, faco saber a
concurso a eadira de in
meir grao de Alagoa de
dias contados da 0*^^H
maio de 1854.O ;
Candiife-
ADMINISTRAC
Pela administra
ha de arrematar a
decorrer do dia da
de 1855, as reodasi
las pessoas que te f
das poderao compare!
de abril, Se 13 del
admioislraeae do pat
Sala dat setsfies
dos orphaot 25 de abrn
ca, secretario inte.
COMPANHI-1
O Sr. direcl
ribe, em virtude di
I. ios estatutos, o
tas para se
no da 16 do
criptorio da dt
primeiro anda;
cederle a elei
mar coritas a ai
12. => dividenj
do artigo 19
cife 5 de mas
terino,,Lui
COMMERCIO.
PRAGA DO RECIFE 5 DE MAIO AS 3'
HORAS DA TARDE.
Cotaccs officiaes.
Cambio sobro Londres a 27114 d. 60 d|v.
Dito sobre o Rio de Janeiro de lellras de 15 djv.1
li2 % de descont.
ALFANDEGA.
Rendimeato do dia 1 a 4 47:269)522
dem do dia 5........10:955*228
PedroJBap
GRAN!
Logo que o Exm
dignar comparecer
da orchestrs execot
lem por litlo ,
DOl
Depois da:
drama em
0
58:224*750
' Descarregam hoje 6 de marco.
Brigue inglezHeraldharalho.
Patacho dinamarquezTritnceraeoto.
Brigue brasileiroBom Fimgneros do paiz.
Importacao*.
Brigue inglez Herald, viudo de Terra Nova, con-
signado a Me. Calmonl & Companhia, manifetloo o
seguiute :
2,201 barricas bacalho ; aos metmos consigna-
tarios.
CONSULADO GERAL.
Rendmenlo do dia 1 a 3.....4:316*917
dem do dia 4........1:9281968
dem do dia 5......... 1:137*155
7:3839040
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendmenlo do dia 1 a 3..... 770*475
dem do dia 4......... 75*664
ldemdodia-5......., 2799693
ESPOSO, O BARAO DO
MESMO TULLO.
Charo barao, vou conlar-lhc
O qu ha de novo por c;
Que muita cousiaha ha ; -
CojMinha que nao converle,
Mas que de corto divertc.
II
Temos thcatro de canto.
Nao he bom. mus rcmedeia,
Ha certa cara mu feia,
Porm tem boa garganta.
Cauta bem, e sempre caula.
Ilf
Dos mais artistas nao sei
O que lhe possa .contar. ,
Esta ludo em baixa-mar.
Ha palminhas ; ha bonanca,
E passos novos na dansa. -
IV
Em certo noile appareceu
Urna especie d'aguaceiro ;
Que rendeu algum dinheiro,
A' lal empresa feliz,
Senhora do seo nariz.
V
Os' ataignantes, baroa,
Amadores da cantiga,
Tem mamado grande espiga.
Alm de se rem multados,
Sao com goslo cateados.
VI
Temos duas companhias,
No idioma de ce,
Eu poucas vezes vou l.
Mas segundo ouco dizer
Nao causara muilo praiet.
11.-0239532
Exportagao'.
Araealy, hiato nacional Dui-idow, de 43 1|4 tone-
ladas, conduzio 1 seguiute : 249 volunte* gneros
eslrangeiro, 67 ditos ditos nacionaes.
RECEBEUOR'lA BE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DirPERNAilBLCO.
Rendmenlo do dia 5. ....... 716*99
CONSULADO PROVINCIAL.
Hendimentododia 1 a 4.......5:568]
dem do da 5........i:\K
que tonto tem
ueiro, e nesle
asno passado q:
Personagens.
Rei.....
Ministro. .
Joao, guarda porta
Rosa. ....
Virginia. .
Pedro, sargento in
Henriquc, confie
ministro. ,
Presidente do coos
Carcereiro. .
Cabo de esqoadra.
Primeiro requere-.
Segundo dil
Soldados,
Seaair-te-1
brella, em obscq
das
TRW
Finalsar.
em om clo,
A tesna passa-se os R
1845.
. Oteslo dos bilhet!
ritevel publico, em
Isabel n 1, o no
rio do Iheali
Principiar
TERC A-F^B
ESPEC1V
Depois que os senbo^
execularem a mu-
estro Mabelliiii,
em 3 actos, nsita!
6:711*331
MQVIMEWtO PO POHTO.
Sacio entrado no dia 5.
Liverpool36 das, galera inglesa Siori-fish, de
. 345 toneladas, capilHo 'George Cobb, oquipagem
23, carga fatendase mais genero* ; a Me. Calmost
i Companhia.
Navios sabidos no mismo-dia.
Rio Grande do SulPatacho brasileiro Clementina,
mestre Mauoel Jote Pereira Mtriulw, carga (tan-
car.
Rio de JaneiroVapor ingles Menai commandante
James Blow. Passtgeiros qoe- leva desta provin-
cia, o lente Jos Ccrqueira Lima, Bratiliino Ma-
galhaea de Castro.
acna-se a *
original de
lint B
sabbado
Fazem!
adida farra
EDITAES.
O Illm. Sr. ronlado'r servindo de 'inspector da
thesouraria provincial, em rnmprimenlo da ordem
do Exm. Sr. presiden le da provincia do 1' do eor-
rente, manda fazer publico, que aos diat 6, 7 8 de
juolio prximo vindouro, perante a junto da fizen-
da i a mesma thesourarla, se lia de arrematar a
quem por menos fizer, os reparos a fazer-st os ca-
ta desuada para cadeia na villa do Ooricsrv, ava-
luwlo* em 2:75tt00 rs.
A arremalaca.o ser feitana forma dos rls. 24 e
0 MES
sp a so:
o um Tasso a dous,
pela Sra. Pessina e a beneficiada.
Este he o espectculo que a beneficiada escolhcu,
e qoe espera mereea a approvacSodo respeilavel pu-
blico Pernambucaoo, a quem pela primeira ves
implora, certa de obter a ssa prototcao pan este
recite, nica recoropeu de seus trabamos.
Os bilhetes acham-se venda na roa Bella u. 24,
e a ooite no Iheatro de Apollo.
O espectculo principiar s 8 botas.
^^IpJ


..
*
DIARIO DE PERNMBUCO, SABBADO 6 OE MAIO DE 1854.

O beneficio 'do Margarida Deperini foi transferi-
do para o .lia 17, com o mesmo prngrammi anuun-
riadn no da
AVISOS MARTIMOS.
ta b^^H
cifc "
legante)
caiga, pass
mui-
Re-
i car-
o restante da
os, trata-te com
ros, trata* com Arrematado,
rancisco da Sil- So dia seg0nda-feira 8 de crranle, depn
Collegio, n,17, se-
a o' Bio de Janeiro
r seguir com brev idade o patacho Galante
Mua, pan carga, patsageiros e escravos a frele ;
4lrala-a na ra da Cadeia do Recife loja n. 30.
vracaty.
Segae nn fim da presente semana o, bem conheci-
dobyale CapibruHbt: para o reseda carga e pas-
sageiros, trata-so na ra do Vigario n. 5.
PARA O RIO DE JANEIRO
segu em pouco* das'o brigne escuna na-
cional a D. Pedro II por tera maior par-
te da carga prompta: o restante, passagei-
roseetcravosafrete, trata-seeomo con-
signatario Jos' Baptista da fonseca Jnior,
na rn do Vigstrio ., 4 primeiro an-
dar
ineiro com escala por Macei,
e no dia 8 du crrente, 0 hiale
a Anglica nelle quizer ir de passagem,
. Cadeia do Recite o. 49, primeiro
andar.
Qncm precisar de um moto portignez para fei-
tor de sitio, anintncic sua morada, ou dirija-se ra
das Cinto Ponas o. S2.
No dia 28 do passado mez d abril, cabio da
algibeirade Trajauo C. Leal, urna lettra aceita'pelo
Sr. JosJuaquim Boierra Cavalcanli de Albuquer-
que, vencida m novembro passado de ris 309340,
nada val, por estar previnido o devedor o
irio da mesma lettra o Sr. Silvestre J. da
ni a acliuu querendo reslituir leve a ra
ra dos Pires o. 38, que se Iba rc-
comnn
da
i juiz de direito do ci\il, da prifoeira va-
rom n ranitn. a hordo. 1* <*e,la cidaae escrivao Molla, be a ultima praca era
de ser ar/emalado por venda, a sitio de
LEILOES

crrante, s 10 horas da ma-
or far leilo no sen armazem ra
le grande sortimento de obras de
*( indo em mesas redondas de jaca-
e sem ellas, ditas de amarollo,
.i com pedras, de amarillo sem
^^Rand.e de amarello para jogo,
de amarello, de bracos de jaca-
iaedejararandede amarello,
de amarello, marquezas, guar-
a roupas de amarello, secretaras,
'das, lavatorios, loucadores de jaca-
dio, aparadores, mesas de amarello
ara advogado, ditas de louro e
candieiros para meia de sala,
internas psde casquinho, redomas,
laMHNlir*, de parede, e paracima de
tries para relogio, aderegos de ouro com
rcao de sabouetes linos, asulejos|,
para cha, qoadros com estampas
narulis da Baha superior quali-
vinho banco d. Lisboa em garra-
ma pia e sin lavatorio de
ilo madeira chapeado de
objectos, que estarSo patentes
corrente, as 11 horas da
^^Heilao no armazem
^^^Kt>e n. 38, a saber.:
em mimo bom estado, ca-
li borguezis, guarda lou-
adores, berros, qnadros com
jingardas para oeoa, etc..
aro carro de 4 rodas e um ca-
DE QUEIJOS.
orrente, hatera' leilao de
i que jos, que serao Vendidos
embarque ea' vontade
res. e por qualquer prero:
i a da alfandega.
Ierras proprias da passagem da ponte de Ucha ; o
sitio lem boa casa de vivenda, sallas, quartos, etc.,
e nma espacosa senzala, com urna meia agoa asso-
bradada, cozinha fora com casa para escravos, estri-
bara e casa que serve para cocheira. poco em fen-
te do sitio, .baixa para capim e com bastantes arvo-
redos defruclosde difTerenles qualidades, avallado
em 16 tontos de ris, o qual vai a praga por execu-
5to dc.Ignez Jovinianna Ramos de Oliveira contra
o respectivo teslamenteiro di finada D. Isabel Maa
Ramos da Costa para pagameutode legados.
ATTENCAO.
A nova fabrica de chocolate'homcopathico da roa
dasTrinclieirasn. 8, mudou-se para o pateo du Ter-
co n. $2, e l se vende um moinho de caf qoasi no-
vo, caf puro, chocolate de todas as qoalidades, e o
chocolate homeopalhico aprovado e applicado pelos
senhores da bomeopalhia, cha prelo Homeopalhico c
muilos mais gneros do paiz e estrangeiros.
Antonio da Costa Caldas eidado portuguez vai
a Portugal, e leva em sua compauhia sua mnlher'e
urna sua filha.
Attencao.
Prccisa-se'de un eapeuao para a povoagu de Ca-
poeiras, sendo bem moralisado e instruido: quem
preleuder dirija-se ra Direita n. 76, que se dir
quem est antnrisado para tratar, e declarar as van-
tagensda ca pelan ia.
Antonio Barbosa de Barros,
com sala'debarbeiro na ra da Cruz do Recife n.
62, faz sciente ao respeilavel publico, e em particu-
lar aosseus fresuezes que vai fazer urna viagem a
Europa para Iralar de sua saude,' (icando fazendo
saas vezes o Sr. Bcrnardino da ConccigAo Reg, o
qual espera que servir com toda promptidao: apro-
veila a occasiso em offerecer scu fraco preslimo
na cidade do Porto, ra Nova de Santo Antonio
n, 70.
Nicobio Gadault faz publico, quo lem aulosa-
do o Sr. Jos Xavier Faustiuo Ramos Jnior, como
nico encarregado de cobrar e receber todas equaet-
querquanlias provenientes de compras de fazendas
feilas em sua loja na roa Nova, ede venda e arren-
damcnlos dos terrenos de propriedade sua.
l'recisa-se de nma mulher para ama interna e
externa de urna casa : na ra de Horlas n. 120.
Ouerace-s iim rapaz pnraeaixairo de qualquer
casa de negocio de atacados, tanto de fazendas como
de molhados do trapiche, o qual dar informaeOes de
sua conducta ; quem. pretender annoncie para ser
proenrado.
Na ra de Horlas n. 62, ngorama-sc cora loda
a perfeigao, e por prero commodo.
GABINETE PORTUGUEZ DE LEITURA.
Domingo, 7 do corrente, havera' sessao
de assembla geral pelas 10 horas do dia,
para negocio urgen te.
O abaixo assignado avisa a sena devedores, que
desde j vai chama-Ios a coociliarito, e eiecular lo-
dosos meios para que seja pago do que llie devero,
visto nao o leicni feito em lempo contpelente, e pro-
testa nao ler a menor conlempla^ao com pessoa al-
gnma : o annuncianlc faz o presente para que nin-
guem allegue ignorancia.Francco Jote Leile.
CHR\STAL0TYP0.
Galeiia de ricas pinturas pelo antigo e
novo estylo.
Aterro da Boa-Visla n. 4
50SO00 -e'is
A niiom pegar u escravo fgido de nnme Anto-
nioBaccapor alcunho. (Cachang) o qual lem os
signaes scguinles: baiio,. gromo" falto de alguns
denles na frenle, nariz chalo, raaos o ps pequeos,
falla serrado, lem um cicatriz na p esquerda, pro-
veniente de um antros que escravo foi
comprado a Luiz Antonio Ro Almeida, o
qual houve de ThOmaz da Costa, morador no Ca-
chang, est fgido desde o dia 11 de junho de 1853,
provavelmeut esta com o ltalo de livre, por ser
imito Udino. N. B. enlende batante de animaes,
sabe bem rargoejar por (cr disso multa pralica:
quem o pagar leve-o a 'seu seuhor, morador na es-
Iraddos Afflictos unto a onpella do mesmo nome,
o qual dar a gralilicac^a como vai cima dito.
1 Ion tem do corrente, s 6 horas da manlia,
fuiiio urna escrava cabra de nome Filippa, de idade
30 anuos, baixa, grossa, a visla um lano espantada;
lem o labio inferior ferido c Baslanle inchado, tem
ai mSos bastante grossas e tambera indiadas: levou
vestido e camisa de algodao, saia de chita azul es-
cura com llores amarellas e chales de chita azul de
ramos, temo cabello grande, he do Ico, porcm ha
certeza deque est no bairro de Santo Antonio, uc-
cnlta em alguma casa : quem pegara dita escrava
e a levar na ra do Crespo n. 10 primeiro andar,
ser bem recompensado. *
Precisa-se de um fetor que cnlenda de planta-
toes para sitio: no armazem da roa Nova o. 67.
, .Pela segunda vara do civel, vai a praca no dia
6 do corrente por ser a ullima praca, um sitie de
trras nos Affogados, denominado Crtame, com
casa de sobrado de um andar, estribara, casa para
banho, todo j arruinado, urna olaria so com os pi-
Decaixas, quadros, medalhas, alfinetes e pulcer, lares, cenlo e tantos ps de coqueiros; por execu-
D1VEKSOS.
LO O RIO DE JANEIRO.
vador sabio do Rio de
a tarde, e nesse mesmo
lotera 19 das casas
descuido de nosso
lorque nao podesse
irtude da. roda da-
rer em Nictheroy, nao
>s dos premios desta lote-
receberemos por estes dijs
que ficava a sabir a 29
Fonos exposto a venda os
i lotera 16.do Thesouro.J
t no Rio de Janeiro a 2 ou
z. Declaramos que sup-
essemos avisos da lotera 19
mos logo lacrar os bilhe-
por vender dessa lote-
nao offende.
.i de um dos corpos da
egulamenlo, inslrircco
icio de ser guarda de ca-
letear a profissao TYPO-
\jer da cvallaria.
ECHIHCHAS.
i ra do Collegio
laes se vendero por
i qne em outra qualquer
i de calungas de porce-
is.-gaios, galos, on-
calunga ludo pro-
ilWtesde mesa; assim como
Pedro, N. Senhora a o Divino
" sanias em ponto pequ-
is para estampas,
cabello, Ihsouras mu-
el, trancas de teda de dife-
^^^B proprias para vestidos
le roupa de meninos, cestas
tinas trazerem no bra-
as mnitas qnalidades e
e muilos goslos proprias
ara multo bonitas
brancas e de cores
uados, capachos
lJe Velludo estreitas e lar-
- de S. Francisco,
da Jesos'e de Mara, S.
do Carmo, Conceitflo, e
arlo, e depois do parto,
cada urna folha de 8
cMarianno; assim como
^o de annunciar,
be que se podem
passado, pelas 2 horas da
avo Marcelino, mulato, de
^^H*<0 aslaules grossos, e tem
amias de madapolao e
s, ludo j bastante osado ;
io attrro da Boa-Visla n. 4,
ra recompensado.
minado l'irao Gordo, uo
Urales arvoredos de frnc-
nde casi, tendo commo-
^^^^Baqa de novo>; os
irielario, na roa es-
I, .armazem de Jas Moreira
icnle a qualquer pessoa
eduas com 1:8758,
^^lOO, oinais-de JO, 20
ia porta da alfandega ale
quereudo reslituir ser
que a pessoa que
i teraelhante prajuizo, e
-r entregue na ra
jardins boas
lila varieda-
raa da Soledade n.
iflereules entre si,
i para rotiahar em
lovello
j Joo Tavares Curdeiro, sensivel as since-
ras demonstrares de senlimenlo que manifes- #
taram seus amigos pelo conlecimento triste tg
que se deu a seu respeilo, tendo provado pe- $
9 ranle a aulordade competente a sua innocen- #
M eia, agradece a todos que tomaram parle em @
seu sentimeulo e se Tegosijaram com a sua Q)
W soltura, estes nobres sentimentos de amizade @
9 verdadeira, e protesta que sua gratidao pa-
@ ra com elles, cada vez mais se despertar: pe-
de ao mesmo lempo desculpa de servir-se
desle meio, porquanlo seus complicados afa- 9
zeres commerciaes Ihe nao deiiam bastante 9
lempo disponivel para dirigk-se pessoal-
9 mente a cada um em particular. 9
9 #&@ s-8
' Precisa-se de um criado, prefere-se escravo,
para lodo o servico de casa de uus estndantes em
(Jlinda : em Fura de Portas, ra dosUuarapes n. 35.
Fugio 24 do corrente, um prelo rrioulo, de
nomo Pedro,-, bonita fisura, sem barba, beic.os gros-
sos, panos no rosto, ps grande*, signaes antigos de
relho as cosas e pesclo, onde lalvez tenha signal
do gancho com que eslava, e com o qual fugio : he
canholu, e falla elidiendo um pouco a bocea de lin-
fiua : quem o pegar leve-o ao escriptorio do doulor.
Vicente F. G., no paleo do Collegio ou a Galdino
Ferreira Gomes, no sitio do fallecido Silva & C, n
Casa Forte, onde ser recompensado.
Aqucm for offerecida urna lalerna, qne fui ta-
ram de urna escada no dia 2 do correle, roga-se
quepprehenda e leve no aterro da Boa-Visla n.
36, onde se llie dar boa Rralilica(ao, se der signaes
certo do ladran, e muito melhor anda, se o legar
presenca de alguma aulordade policial, ede* la para
a cadeia,
O abaixo assignado, achado-se prvido interi-
namente no officiode labelliao de notas nuvamenle
creado, abri o seu escriptorio na casa n. 25 da ra
estreita do Bosario.
Lu: da Costa Porlocarreiro.
Pedro Aiexandriuo Rodrigues |jns avisa aos
seus amigos e freguezes, que se acha de iiovo no es-
criptorio do Sr. (abelliao l.uiz da Cosa Porlocarreiro,
na ra eslreila do Rosario n. 25.
Carros e colxoes de mola.
O abaixo assignado, segeiro, ? morador na ra
dos Pires, casa de porta larga, offerece-se para pial
lar, cobrir e forrar carros, com toda a perfeicao pos-
sivel, e'para fazer lodo equalquer conserto que nelles
seja preciso ; assim como encarrega-se de vender car-
ros ou cabriolis; na menina casa acham-se venda
colxdes de molas lano grandes como pequeos, por
presos commodos, e afia.nca-so por um anno por qual-
quer concert que nelles seja preciso : tambera
guarda-s carros medanle urna paga mensal. ,
Laboucier.
Precisa-se de um feitor para urna olaria parlo
desta praca, que saiba alguma cousa ler e escrever, e
que enteuda perfeitamenle daqoelle eslabelecimen-
lo, e que d fiador a sna conducta; quem se adiar
tiestas circomstancias pode dirigir-se rna larga do
Rosario, casa n. 18, que achara com quem tratar. Na
mesma casa cima,tem-se urna incumbencia de um
bom padeiro forro, nue cntenda perfeitamenle da-
qtfella oceupacao.
O bacharel Witrnvio continua a' leccionar em
francez, e para este fim recommenda-se aos pas de
familia, aos quaes prometa toda a solicilude possi-
vel no aproveilameulo de sens filhos; lecciona lam-
bem pela manhaa na prasa da Boa Visla em casa do
Sr. Gadault: a tratar na ra das Cruzes n.22, pri-
meiro andar.
ras ha nm rico sorlimenlo para collocar retratos,
por preco muito baixo. ,
Precisa-se alugar urna ama forra ou captiva,
para urna casa estrangeira de pouca familia, para
Iralar de meninas a fazer mais algum servico se for
preciso : pa roa da Senzalla Velha n. 60 primeiro
andar, ou na Capunga sitio do Sr.Brito.
Loja ingleza de roupa feita, ra da Cadeia
* do Recife n. 16.
Existe nesle eslabelecimenlo um grande sorlimenlo
de roupa feita de todas as qualidades de fazendas
chegadas prximamente de Inglaterra, como sejam :
palitos, casacas, calcas, colleles, camisas, ceroulas,
etc., e os precos sero- os Inais razoaveis possiveis,
vislo'ser o systeraa do dono nao deixar dinheiro sa-
bir anda mesmo com algum prejoizo.
Paulo Gaignou, dentista,
pode ser procurado a qualquer hora em sua casa
na ra larga do Rosario n. 36, segundo andar.
O abaixo assignado faz ver ao publico em ge-
ral, que nao coolratem com Jos Alves de Souza,
morador em Malhadinha, comarca do lmooiro, um
escravo, cabra, de nome Faustino, por achar-se em
letigio. .intouio Barbota da Silva Araujo Pe-
reir.
rao que move I.uiza Teixeira de l.ima, contra Joa-
quim Gomes de Araujo, escrivao Molla.
Pelo juizo de direito da primeira vara e com-
inercio, lindos osdias dalei, em pratassuccessivos.se
h de arrematar urna parle do caixSo da casa da ra
dos Pires n. 22. avaliada no lodoem SOOSOOOrs. sendo
aparte 3238630 rs., porexcrucSo que move Antonio
Uomingues de Almeida Pocas, e sua mulher contra
a viuva e herdeiros de JoSo Jauuario Serra-Grau-
dc, escrivaoCunAo.
O amigo, que qoizer possuir fielmente o retrato
a oleo do falecido Ur. Jos Eustaquio Gomes, tenha
a bondade de dirigir-se junio a groja de S. Jos do
Mansuiilio. ou na ra do Collegio' n. 6 botica do
Sr. Cypriano: tambem lira-se retratos a oleo e em
miniatura, e garante a fiel semelhanca.
Urna pessoa que ignora a residencia do Sr. aca-
dmico Joaquim Monde- da Cruz Guimaraes J-
nior, pede-lhe o favor de vir fallar-lhe para nego-
cio scu: na roa do Collegio casa n. 3, primeiro
andar.
Na praca da Boa-Vista n. 7 anda existe um res-
to de bilhels inteiros e rneios por vender, e que |ie
de 58500 e 28700: assim como- cautelas: a elles
antes que se acabem.
Casa da aferica, na ra das Aguas-
Verdes n.- 25.
O aferidor participa, que a revisan leve principio
no dia 1" de abril corrente, a (inalisar-sc no dia 30
do junho prximo ful uro: segundo e disposlo no
art. 14 do regiment municipal.
O Sr. Jo3o Nepomuceno Ferreira ^de Mello,
morador na pawagem de Olinda, lem urna caria na
livraria n. 6 e 8 da praca da Independencia.
' J. Jane dentista,
contina rezidir na ra Nova, primeiro andar n.19.
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, finas e grossas, por
precos mais baixo* do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
coes, como a retalho, affiancando-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
abri-se de combinacao. com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, rncezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
con ta do que se tem vendido, e por
isto oflerecendo elle maiores van-
I* tagens do"que outro qualquer ; o
proprietario deste importante es-"
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar-fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
COMPRAS.
Compram-se places brasileiros e hespanhoes
na ruada Cadeia do Recife n. 54, loja de fazendas.
Compra-se prata brasileira e hespa-
nliola s na ra da Cadeia do Recife n.
24, loja de cambio.
Compram-seaccoes do baijco de Pernambuco:
no escriptorio de Manoel Joaquim Ramos e Silva.
Comprronse oncas hespanholas: na ra da Ca-
deia rio Recife foja de cambio u. 38
Compram-se 12 pes de parreiras de bous quali-
dades para plantar: no armazem da ra Nova n.
67.
Veude-ac um escravo de 35 annos, bom para
trabalhar em algum silio, por ler disso ptatica, e
lamben) sabe tratar de cavado : he muito sadio, e
nao tera o vicio de se embriagar, e nem da fugir ;
quem o pretender, dirija-se a ra Direita, casa jun-
to padaria, n. 67. Vende-se por preco enconta, e
o motivo da venda se dir ao comprador.
Quem deixara' de cemprar.
Chita franceza muito larga, com assentos escaros,
pelo bsixo preoo de 6000 a peca, a ovado a 200 r.:
na ra do Queimado, loja n. 46.
" Vcnde-se a loja de calcados da ra Direita n.
11, a qual he bem afreguezada e com poneos fundos:
a tratar na ra do Livraiiicnto n. 29.
Vendem-sc as casas terrea n. ,72 da roa da
Santa Rila, n.67 da do Jardim, e ns. 68e 106 da
das Cinco'Ponas: na ra Direita n. 40, segundo
andar.
Vende-se Irincal de,superior qualidade, pelo
barato preso de 720 rs. a libra, ou em porcao a 700
por libra; na ra Nova, deposito de caldeireiro n. 27.
- Vende-so um bom preto officialde sapaleiro, de
meia idade, por prejo comrflodo : na pra^a da Inde-
pendencia n. 33, loja de calcado.
Vende-sc urna grande casa terrea n< lugar dos
Cotillos, bem edificada, tendo bstanles commodos
para familia ; ou para qualquer eslaberecimenlo :
fallar com o corrector geral Miguel Carneiro.
Attencao! cheguem a pechincha.
Oproprietariodalabernan.il da ruados Pescado-
res, tendo a nminciado a venda da mesma taberna e nao
tendo apparecido comprador.-o querendo concluir a
mesma, cala resolvido a vender por menos do cusi
os gneros e objeclos seguinles:azeile doce, vinho
tiuto bom a 320,oorinoes pintados a 440,ditos bran-
cos a 300 rs. bules a 400 rs., garrafas de licor a 220,
pratos a 850 a duzia, duzia de ligelas a 850, chicaras
pintadas a 18200 a duzia, ditas brancas a 960, ditas
sem ata a 900 rs., botijas com senebra da Ierra a 200
rs., cocos de beber agua a 220 rs. a duzia, cravo a
480 a libra, canda a 640, pimenta do reino a 280,
herva-doce a 160, rominhos a 200 rs., e ludo mais
por barato preco : assim pois cheguem pechincha.
Grande e variado sortimento de fazendas
baratas, na ra do Crespo n. 14, loja
de Dias & Lemos.
Chitas saragocanas escuras muito Gxas e muito
recommendaveis por sua boa qualidade, padrOes
anda nflo apparecidos, a 160 e 180 rs. o covado ;
sarja de laa de duas larguras iiiuilo encorpada, a
640 rs. o covado; riscadiuhos de linbo muilo finos,
a 640 rs. o covado; algodao trancado escuro, panno
couro, a 180 rs. o covado : gauga amarella muito
superior, a 360 rs. o covado; brim traficado de al-
godao muito encorpado a 800 rs. o corte: coberto-
res de algodao grandes, a 640 rs.; pequeos 600 rs.
cada ora ; pec,asde cambraia muito lias com 8 ,'
varas, a 48000 rs. ea 560 a vara ; camisas de meia
omito elsticas, a 18200 rs. cada orna ; alpaca pre-
ta de duas larguras a 400 rs. o covado; damasco de
la de lodas as cores muilo superior, a 800 rs. o
covado ; e nutras mnitas fazendas mais baratas do
que em outra qualquer parte, dao-se amostras das
chitas com penbores.
FARINHA DE S. MATUEUS.
A bordo do biale Noto Accordo, tundeado em
frente ao caes do Ramos, lem para vender muilo su-
perior familia de S. Malheus, e para tratar em casa
de seu consignatario Domingos Alves Malheus, na
ra da Cruz n. 54, primeiro andar.
Na ra do Crespo, loja n. 12, lem para vender
manleletes de seda do ultimo goslo, e de muila va-
redade de cores, vestidos de seda rouito ricos, sendo
brancos e de cores, um sorlimenlo completo de ca-
simiras par lodos os precos, chale de seda de moilo
bom goslo e para lodos os precos, palitos de brim com
quadros vindesde Franca para 38000, chap<
im completo
sortimento de fazendas i e suissas,,
e sendo vendida a dinhei -ha a preco;
Vende-se urna bai pega 240
saceos com assucar, bem construida e
prompta a seguir viagem : na ra da Ca-
deia do Recife n. 5, loja.
Na ra do Vigario n, 19 primeiro andar, (em pa-
ra vender-se chapeos de castor brancopor commodo
preco.
No armazem con ir do Sr. Marti ns,
pinlor, veodem-K duas carrosas novas malte bem
construida, a.< quaes ierren) para ea vallo on boj, e
outra usada
comprador
Vend"
mu bem
ra do Al
os pretend
o mesmo
n. 27, ai
PAI
Grande i
na roa do O
fe u. 17 ; venciera-:
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-sfr aos senhores de engenho os
seus bons effeitos ja' experimen-
tados: na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
&
prejo que o
de 4 roda
exposto na
^^^^Enrie podem
EZES.
ca e de brim
^KKcci-
Vendem-se relogios de ouro e prata, mais
barato de que em qualquer outra parte :
na praca da Independencia n. 18 a 20.
' Chapeos pretos francezes
a carij, os roelhbres e de forma mais elegante que
tem vindo, e oulros de diversas qnalidades por me-
nos preco que em outra parte : na ra da Cadeia do
Recife, n. 17.
Dtjxuito da fabrica de Todoa o* Santo* na Baha.
Vende-sc, em casa de N. O. Bieber &C, na ra
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aquella fabrica,
muilo proprin para saceos de assucar e roupa de es-1 Devoto Cliristao.mais correcto e
cravos, por preco commodo. se nicamente na livraria n. 6e 8 da *
- Na ra do Vigario n. 19, pataneiro andar, 1, a dcPenaencia 6*0 cada.exeroplar.
para vender, chegado de Lisboa presenlemente pela Redes aclchoadas,
novo%errenV0ru1nete:mS,comatm T^ -S
Mo;
om bomba-
capim. I>a4^^^^^^^^H
do Bramas. 6.
vinho i yN^K'
Vende-se su to. em
barrisde4., 5. e8. i rna
do Azeite de Peixe n. i
escriptorio de Novaes & Co
ra do Trapichen. 54.
Padaria.
Vende-se ama padaria muilafreguezada: .
com Tasso & rmeos.
Aos senhores
Cobertores escaros de algodao a
lo grandes e encorpado a >$400: i
loja da esquina que volta para a '"..
Grande pechincb
Vendem-se corles de cassa do nli
fixai, pelo baralissimo prero. ds 1^920 o
ra do Crespo n. 5.
Devoto Chtistao.
Sabio a luz a 2. edicto do livrinho denomini
luiiln Clii-islUn maia ^Arroplii o VENDAS.

lotera de n. s. do livramento.
Aos 5:000/i000 e 2:000^000.
Na ra do Cabug, botica de Moreira & Fragoso,
e na ra do Queimado, loja de fazendas de liernar-
riino Jos Monleiro & Companhia, vendcm-se>bilhe-
les e meios da dita lotera, que corre no dia 12 do
correte mez, os quaes sao do cautelisla Salustiano
de. Aquino Ferreira, que paga os rious primeiros pre-
mios grandes sem o desconlo de oito pur cenlo do
imposto geral.
Bilheles 6SO00 5:0008000
Meios 33000 2:5003000
O abaixo assignado, nico encarregado de re-
ceber os foros das casas da freguezia de S. Jos,
perlencentes a Sr'. Francisco de Paula Correi de
Araujo, faz sciente aos mesmos foreiros, principal-
mente quelles que nao sabm a sua morada, de
dirieirem-se a ru do Pires na casa nova junio
do finado Gervasio.Manoel Gomes Viegas
9 O Dr. Sabino Olegario I.udgcro Pinho mu-
9 dou-se para o palacete da rna de S. Francisco
mundo iiovo) n. 68 A.
BAZAR PERNAMBUCANO. -g
| Nesteestabelecimento.se encontrara os me-
* lhores chapeos de seda preta para homem, *
S que tem aparecido nesle mercado, assim co-
mo sombreiros de.burracha recommendados
para a presente estato de invern ; bicos
9 de linbo verdadeiro de lodas as larguras, di- |*
9 tos de blond, de seda, a irailacao de Ijnho,
9 e d alsodo ; chales de toqui m matisados,
w dilos delilel, romeiras de dito ; ricosvesli- 9
9 dos para noivas; lencos de cambraia de li- 9
9'nho bordados; grvalas americanas pretas e 9
9 de cores ; chapeos de palha de Italia cujo le-
39 cido he scraelliante aos do Chile ; machinas @
9 para fazer caf; capellas de larangeiras; @
9 meias de sedado todas as qualidades para lio- 9
9 mens e ser-horas: e oolras mu i las fazendas, 9
9 qlle a menciona-las, lomara um boa parto @
9 desle jornal, porlaulo convidamos aos nos- 9
9 so freguezes e amigos pera que conlinucn 9
9 a concorrer para o engrandecimento do Ba- 9
9 zar Pernambucauo.
' Aluga-se loja do sobrado da ra eslreila do
Bosario n. 18. propria paraoflicina : a tratar na ra
Direita n. 106.
Candida Mara Paulina Soares, com aula par-
ticular de primeira lettra na ra de Aguas-Verdes,
faz sciente que mudou a sua residencia para a ra
Augusta, casa n. 19.
Um grande e oitavado pilo com a competente
mo, traste indispensavel para familia numerosa, e
3ue tenha muijos escravos : existe na ra eslreila
o Bosario padaria n. 13, onde sera entregue por
bagalella.
Ao ublicq.
Os senhores proprietaros e meslres de pedreiro,
que precisarern de cariocas de ara fina' para fingi-
rcm, acharSo por preco commodo posta na obra, as
sira como carrosas para conducho e loda a quali-
dades de malerae, ludo por preco mais commodo
potsivel: a Iralar na ra da Cadeia de Santo Anto-
nio, armazem de lijlos n. 17.
Deseja-se arrumar em loja de fazendas ou ar-
mazem de ditas, um moco de 16 annos, chegado ha
pouco da Europa, de hoateducaeao, e d fiador a sua
conducta ; a tratar na ra da Senzala Velha, taberna
n. 15, ou annuncie.
; adverlindn-
iama; na ra
il Portugal
servico de
1
OMllm.
tenha a bondad,
n. 34, prime;
*- Precisa-se alugar urna boa'ama de leite,
ou captiva; na ra da Cruzes n. 28, segando andar.
Jos'nlonio de Araujo Golmarae rttira-sa
para' fofa da provincia ; quem se jtilgar seu credor,
annoncie por esta folha.
A irmandade de S. Jos de Hiba-Mar por falla
de ilous membros da mesa, faz mesa geral no dia 7
do corrente,'e convida a todos o irroSoj da dita ma-
sa para assislirem.
^*aa^k\MMaWMMOCBBMBmpPkj??
Esta justo o sobrado de um andar darua Di-
reita, n. 92, defronte do beco do Serisado, perlen-
cente Auna Mara de Carvalho L'choa ; se algu-
ma pessoa se julgar com direito a elle, reclame oes-
tes oito dias.
LOTERA DE N. S. DO LIVRAMENTO.
Aos 5:000S000 e 2:000j000 rs. -
O cautelisla Salustiano de Aquino Ferreira avi-
sa ao respeilavel publico, que comprou todos os bi-
lheles da mesma lotera ao tbesoureiro, e a rodas
andam uo dia 12 demaio; os seus bilheles e caute-
las eslao venda nos lugares docoslume. Paga sob
sua responsabilidad? os dous premios grandes sem d
descont de 8% do imposto geral.
Bilheles 63000 5:0009000
Meios 39000 2:5009000
Quartos 1500 1:2509000
Dcimo 700 5009000
Vigsimos 400 2508000
Salustiano de Aquino Ferreira.
Aluga-se urna salf e urna alcova no primeiro
andar de um sobradinho na ra de Apollo, bom pa-
ra algum escriptorio ou para qualquer oceupacao ;
quera o preleuder,dirija-se ao terceiro andar do boceo
Largo n. 1.
Conslando-me por parlecipac,o, que recebi do
Sr. Jos Joaquim Ferreira de Souza, morador na ra
de Horlas n. 15, que existem duas leltras, urna de
5009000 rs. vencer em 30 de a goslo do corrente
anno, e outra de 1000000 rs. vencer em 30 de ju-
nho do mesmo corrente anno ; as quaes se diz serem
aceilas por mim e sacadas avor de Francisco Bo-
drigues de Freitas Plmenlel, e aflirma aquella Sr.
Soaza have-lasdisconlado : venho pelo prsenle de-
clararan respeilavel publico que uinguem faca tran-
saccao alguma com as ditas leltras, porque as tenho
por falsas, visto como nem assignei lettra aqnelle
Francisco Rodrigues de Freitas Pimenlel, e nem me
considero devedor de pessoa algtima ncsla praca.
Engenho Palmeira 2 de maio de 1854.
Manoel Flix Correia.
MEDICINA E CIBBGIA.
O Dr. JosMuniz Cordeiro Gilahy. medico recen-
temente chegado nesta capital, seaclia promplo para
exerrer a sua profissao, podendo ser procurado a
qualquer hora, na ra do ArasSo n. 1, primeiro an-
dar, ao sabir na praca da Boa-Visla ; e d consultas
gratis aos pobres das 7 as 9 horas da manha.
Irmandade de Santa Rita deCassia.
Em nome da mesa regedora da vcneravel irman-
dade da gloriosa Santa Bita de Cassia, convida-sc a
lodo os irraaos.para que se dignem de comparecer as
9 horas do dia 7 do corrente, no consistorio da mes-
ma irmandade, fim de reunidos em mesa eral pro-
ceder-sea nova eleicodos funecionariosquehao de
rege-la no anno de 1854 a 1855.
Francisco de Oliveira de Amida, subdito por-
i uez, relira-se para fora do imperio.
Bcrnardino Alves Machado rclira-scnara o Rio
de Janeiro, ou para onde Ihe convier. ^"^--^
A. I.. Slrauss relira-se para a Europa, levando
em sua companhia a sua senhora e um lilho me-
nor. .
Pardeu-se ama carleira no dia 2 10 horaBa noile, do aterro da Boa-vista n. 34 al
a ra do Collegio n. 15, em dita carleira. Iiavia
329000 rs. em nolas, umi lellra de 1925000, um
quarto de bilhele da lotera do Bio e mais papis :
Suem a adiar, leve-a a dita casa n, 15 da |rua do
ollcgio, que ser gratificado.
Manoel Ferreira de Souza, subdito portuguez,
relira-se para Portugal.
A guem Ihe fallar urna canoa que pega 800 a
900 lijlos de alvenaria, a qual esl piulada de en-
carnado, dirija-se a ra Direita dos Afogados n. 13.
Arreitda-se um grande silio com bstanles ar-
voredos de fruclas, baixa para capim, viveiros de
peixe cora ama grande casa assobradada com muilos
commodos, senzala, estribara, tres cacimba inclu-
sive urna com bomba e tanque : quem o pretender
dirija-se Antonio Goncalves de Moraes nos Afoga-
dos, ou no Recife, ra da Cadeia.
Como' possa acontecer que alaucm de suscep-
livel comprehc'nsao, ao ler a publicacao a pedido,
inserta no Diario daJionlem 5 do correle, enlen-
da que ella encobre aleum mysterio que me seja
jso, jlgo prudente declarar:que era nada
me diz respeilo seraelhante publicaran, e que se
meu nome nella ti&ura, lie apenas como ttndo ven-
ilidoem 9 dejullio de 1852, um barril com azeile
doce do Mediterrneo ao Sr. Antonio Joaquim Sal-
gado por r. 488639, eruja importancia devidamente
menino:era hora de Tortas u. 135, paga-se bem recebi. O mysterio, se exisle, he entre os Sin. A. I.
seudo boa ama, 13; e A, I. S.Jo3,q Carlos Augusto da Silva.
SORVETE DE CREME.
Na ra eslreila do Hasario n. 10 haver
to 1 os dominfoa e dias sanios somete de
creme a 320, e caf com lelle e aem elle. Es-
1 e peqoeno retiro ofTerece duas salas decen-
temente ornada, urna para familias o outra
para homens, lodo os dias haver orvele de
i fruclas. a 240, e caf. O diverliraenlo domi-
n {a charutos) ser concedido das 4 horas
as G da tarde. Todas as pessoas que quizerero
(requemar esla casa acharo bom sorvele.
larulos ; a ella, rapaziada.
^aaaaaBaatlBF"
a-s urna negra para todo o
ama cara ; no pateo do Terco n. 9.
Claodino do, Reg Lima, sogro do alferes I.eo-
oa, declara o respeilavel
que n dito sea genro n3o foi reformado, e
- Leopoldo da Fooseca Galvao.
ar a ultima das tres-pravas
,1o da propriedade do Al-
ada por execucBo de serf-
"lanjo l'oslhuino do Nascimenlo,
os de Albuquerque
lila pro-
:st declara a e ava-
1 20 de abril passado dcsappareceu urna
ihra, de nome Iguaria, baix; corpo betn
feito, pea e mos pequeos, com lodos os denles, cara
redonda, levou vestido de chita cor de lirio com ra-
mages brancas, e panno da Cosa, andata vendendo
alelria e doce : qoem a pegar podeentreiza-la.no pa-
leo do Carmo n. 6, ou na ra da Senzala Velha n, 70,
segundo e lerceiro andar, que ser recompensado.
Preesa-*e de urna ama de leite para criar um
MANUAL DE TABELLIAO'.
Vende-se na livraria n. 6 e 8 tlaprara
da Independencia.
MECHAHISMO PARA ENGE-
HHOS.
U FLXDICAO DE FERRO DO EMiEMlEIRO
DAVID W. BOWIAN, NA RUI DO BRIM,
PASSANDOO CHAMARIZ,
ha sempre um grande sorlimenlo dos seguintes ob-
jeclos de mechanismos proprios para engenhos, a sa-
ber : moendas e meia moendas da mais moderna
conslrucrao ; laixas de ferro fundido e balido, de
superior qualidade, e de lodo os tamaitos ; rodas
dentadas para agua ou animaes, de todas as propor-
oes; crivos e boceas de tomaina e registros de'boei-
ro, aguilhoes,bronzes parafusos e cavilhes, moinhos
de mandioca, ele. ele.
A MESMA FLXDICAO'
se cxeculam loda as encorarae.ndas com a speriori-
dade j conhecida, e cora a devida presteza e commo-'
didade em preco.
' Vende-se feijao ronlatinho muito bom, em me-
dida de quarta para cima, por preco muilo commo-
do ; na ra da Senzala Velha n. 15, taberna.
Vende-se um excellenic papagaio com muila
habilidade ; no aterro da Boa-Visla n. 68.
-*- Vende-se doce de goiaba de muito superior
qualidade, proprio para prsenles : na taberna da
roa Direita u. 106.
Vende-se nm sitio no lugar d N. S. do I.oreto,
com 130 bracas fie fundo e 92 de largura, com 56 ps
de coqueiros e bstanles pes de diversas fructeiras ;
faz-se lodo o negocio por se precisar de ultimar con-
las, ou mesmo se troca por urna casa terrea que nao
exceda muito do valor do dito guo f quem tae ne-
gocios quizer fazer, dirija-se ra de Horlas o. 82.
Para a devocao.
Vendera-se lercos engrasados de differenles sorli-
menlo, cruzes e vernicas ditos, resistes grandes e
pequeos, quadros Honrados com ditos, rosarios de
osw e pao, pas para agua lienta, caixinhas douradas
com um terco dentro, ludo o mais bem Irabalhado
possivcl, e por preco commodo ; a elle, que u lempo
lie proprio: na frente do Livramento, loja de miu-
dezas de F. A. de Pinho.
Vende-se rap igual ao de Lisboa a 2$000 rs. ;
quem o tomar nao deixara de preferi-lo a nutra qual-
quer pitada, tanto pela boa qualidade como pela
constancia de nao haver falla aos consumidores ; na
ra da Senzala Velha n. 70, segundo e terceiro an-
dares. ;. '
Vendcm-se saccas cora caf de superior quali-
dade : na ra da Mocda n. II, armazem.
Vende-se urna taberna ne molhados, de poucos
fundos, sita na na das Cinco Pona : quem quizer
Iralar negocio, dirija-se a casa immediata u. 89.
Vende-se alcatifas para sala, ou gro-
ja, milito ein confca, assim como queijos de
prato para qualquer preco : em casa de
Adamson JJowie & Companhia, ra do
Trapiche n. 42.
MILIIO.
Vendcm-se saccas com milho muilo bom, e bai-
lante grandes, por prego commodo; na loja de fa-
zendas do Passeio Publico 11.17.
Vende-se urna loja de miudezas, surtida, com
poneos fundo, em um dos inclhores lugares, na ra
do Queimado, propria para qualquer pessoa se esla-
bclecer ; vende-sc a dinheiro ou a prazo: a tratar
no 1.mmenlo n. 4. Na mesma casa vende-e um
relogio de ouro palale inclez, e varias obras de ou-
ro, e pulceira.ludo sita feitio.
Vende-se a casa terrea, sita na Soledade n. 6 :
?ucma pretender, dfrija-sc ra do Queimado 11.
, loja da Estrella, de[Gregorio A Silveira.
RIFA 1)0 QUEIMADO N. 30.
Vendem-sc Tacase garfos de cabo de marfim, plira
muilo boa, ditas com cabo de aro de bataneo, Pin-
chantes de cabo de metal, dilos de cabo de aro, bu-
les e cafeleiras de superior metal priucipe, bandejas
recortadas, obra muilo fina, cuias para farinha, le-
souras para jardineiro, dilas portuguesas para alfaia-
te, tornos de hcelas de pinho de tamaitos regulares
para botar doce, cnxadas do Porto, dilas .calcadas de
ac, couro de lustre marca caslello, c oulros muilos
objectos, que se vendem por barato prego.; na loja de
ferragens da ra do Queimado 11. 30.
COM'MUITO BOM LEITE.
Vende-se urna preta, crioula, do idade de 20 a 24
annos, sem achaques nem vicies, a qual pari lia
muito pouco lempo, tendo muilo bom leite e com
muila abundancia, e por isso capaz de.amamenlar
urna ou duas chancas; quem pretender, dirija-se
ra larga do Rosario era casa de Caelano dcAssis
Campos.
FAMA.
Boa-Vista deronte^da noneca n. 8.
Tem a honra de participar ar)s-*aj|sfregucze9, qne
tem um completo sorlimenlo de loiloss1>sxciieros de
molhados dos ltimos rhegados, de superun* Ulill.-
dade, prego muilo commodo; manleiga ingleza a
280, 400, 480, 560, 800 e 840, dita franceza a 600,
610. presunto 440, cha byson 1J60O, 1S800, 1920e'
2$560, linguigas de Lisboa 400, 480 a libra, peras
seccas, passas, ameixas, nozes, amendoa, etc., ele.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
ra do Brum logo na entrada, e defron-
te do Arsenal de Marinha ha' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fbrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, v. ftmdas ; ceui ambos os logares
evistem quindastes, para crregar ca-
noas, ou carros livre de despeza. Oh
preeos sao' os mais commodos.
Attencao- ,
O aniiso baraleiro tem para vender obra mnilo
baratas, as quaes sao: um diccionario por Constancio
da ultima edicco 10SO00, Magnum Lexicn a 5S000,
19000 e a 33000, diccionario iuglez de Vieira, 2 vo-
lumes 550OO, vocabulariam juris nlriasqae, 3 yolu-
rae 48000, Historia Sagrada, por Beroardino. Freir
:1S000, ensaio sobre a supremaca do Papa 25000,
insliluices de direilo civil brasileiro segundo volume
em bruchura 15000, observacOes sobre varios artigo
do cdigo do processo criminal por Dr. Mcndes 58,
Manual do negociante 25100, Memorias histricas da
provincia de Pernambuco 15000, sjnopsis por Abrcu
e Lima 25000, grammalicas francezas por Emilio Se-
vene 35000,Revoluco de 1817 I5OOO, SimodoN'an-
tua a 18000 e 610 em 2 volumes, geometra de La-
cioix em portuguez 58000, 1 dita em francez 43000,
Trignomelria por 28000, urna ligao acadmica sobre
a pena de morle 320, Diccionario das flores a 160: na
ra do Crespo n.11..
Vende-se setim prelo lavrado, da muilo bom
aosto, paca vestidos, a 28800 o covado: na ra do
Crespo, loja da esquina que volta para a cadeia.
'* ATTENQAO'.
Na ra Direila n. 19, ha para vender-se os se-
guintes gneros:
Bolachinba ingleza muilo nova.'- 280 '
Da de aramia, franceza 480
Farinha de tapioca muito atva. 140
Dita de aramia. 200
Ameudoas descascadas. 320
Caajanhas do Porto. '"-i!"
Esperuiarele americano. 900 a
Cha superior. 3240 o
Dito brasileiro. 18500
Alelria nova. 280
Macarrao. 280 b
Talherim. 280
Linguicas, superior qualidade. 440 t
Paios c salpicos do Porto. 480 .
Toucinho de Lisboa. 400
Queijos muilo novos. 13700
Cesada nova. 120
Vinho de Lisboa, garrafa. 400 o
Dilo engarrafado do Porto (sem casco) 480
Manleiga ingleza muilo boa. 500
Todos esses gneros se responde pela qualidade.
Trancas de seda.
Chcgou a loja de miudezas da roa Direila n. 83,
um rico sortimento de llancas de seda do gostos os
mais delicados possivel, tanto as pretas como as de
cores, afllanra-se que os procos sao favoraveis aos
compradores, e a qualidade nao desagradar a
quem as vir.
Vendem-sc saccas de feijo' mulatinlio novo*
mnilo em conta : no armazem da ra do Bansel
n.26.
Malas para viagem.
Grande sorlimenlo de loda as qualidades por pre;
co razoavel: na ra do Collegio n. 4.
Vendem-se 4 escravos, 1 mualo de 20 annos,
1 moleque de-17 annos, 1 preta lavadeira e engom-
madeira, 1 prelo de 40 annos e 30 travs de nao dar-
co : na ra.larga do Bosario n. 25.
Meios bilhetes da lotera do Livramento.
Na rna do Livramento, loja de calcado n. 35, ven-
dem-sc a 23700 meios bilheles, cujas rodas andam
imprelerivelmente no dia 12 (le maio ; os bilheles
desla casa tenl approvado.por quanlo lem sempre sa-
bido algumas sorles grandes, pelo que vale a pena o
acrescirao de 200 rs. de lucro.
Vende-se um cofre madeira com arcos de
ferro muilo forle e com tres techadoras muilo segu-
ras! por prego commodo : na ra da Senzala defrun-
te da lojj do Sr. Marlins, pinlor.
monto de superior qualidade, mercurio doce e cal
de Lisboa em pedra, novissima.
- Vendem-se em casa de Me. Cal moni & Com-
panhia, na praca do Corpo Santn. 11, o seguinle:
vinho de.Marscilleem cafxas de 3 a 6 duzis, linhas
em novcllus ecarreteis, breu em barricas muito
grandes, ago de milab sorlido, ferro ingles.
. 'AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rna da
Senzala nova n. 42. .
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimejito de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de .vapor, e taixas de ferro batido
coado, de todos os tamauhos, para
dito.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o meUioramento. do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o metliodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de"
N. O. Bieber &.Companhia, na ra da
Cruz, n. 4.
SANOS.
SALSA PARK1LHA.
Vrenle Jos de Brito, nico agent em Pernam-
buco de ti. J. D. Sands, chimico americano, faz pu-
blico que lem chegado a,esla praga ama grande por-
gao de frascos de salsa parrilha de Sands, que sAo
verdaderamente falsificados, e preparados no Bio
de Janeiro, pelo que se devem acautelar os consu-
midores de tao precioso talismn, de cabir neste
engao, tomando as funestas consecuencias que
sempre coslumam Ira/.cr os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela mao daqaeiles, que anlepoem
seus interesses aos males e estragos da hnmanidde.
I'orlanlo pede, para que o publico se possa livrar
desla fraude e distingua a verdadeira salsa parrilha,
de Sands da falsificada e recentemente aqu chega--1
da; o annunoiantc faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em saa botica, na roa da Conceigao
do Becife n. 61 ; e, alnj do receilnario que acorri-
pnha cada frasco, lem embaixo da primeira pagina
seu nome impresso, ese achara sna'firma em ra-
nuscripto sobre b involiorio impresso do mesmo
Traeos;
' Na ra do' Vigario ni 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violo e flauta, como
sejam, ([uadnlhas, valsas, redowas, sebo-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
FARINHA DE TRIGO.
Vende-se nn armazem de Tasso Irmos, farinha de
trigo de lodas a qualidades, que existem no mer-
cado.
Muita attencao. "
Cassas de quadros muilo largas com 12 jardas a
25400 a peca, corles de ganga amarella de quadros
muilo lindos a 15500, corles de vestido de cambraia
de cor com 6112 vara, muilo larga, a 2800, dilo
com81|2 varas a 35000 rs., corlas de meiacasemira
para caiga a35OOO rs., e outras nimias fazendas por
prego commodo : na ra do Crespo, loja da esquina
que volta para a Cadeia.
Afnela da Sdwla Man.
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon
& Companhia, acha-se constantemente bons sorti-
mentos de taixas de ferro coado e balido, tanto aa-
sa como fundas, moendas inetiras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., ditas para a rmar em madei-
ra de lodos'oslaruaiihose modelos, os mais modernos,
machina borisontal para vapor com forra do
cavallos, cocos, passadeiras de ferro estanhado
Vade-mecum dos homeopathas ou
o Dr. Hering traduzido em por- gh
tuguez.
Acha-se a venda. esta importantissima 0-
bra do Dr. Hering no consultorio liomreo-
palhico do Dr. Lobo Moscoso rna do Colle-
gio .11. 25. 1 andar.
Eara casa de porgar, por menos prego que os de co-
re, esco vens para navios, ferro da Suecia, e fo-
1 has de (landres ; todo por baralo prego.
Vcndem-se correnles de ferro usada, tanto fi-
nas como grossas, as quaes esto em muilo bom es-
tado, e por preco muito commodo : na ra da Sen-
zala, armazem defronte da loja do Sr. Marlins, pin-
tor. No mesmo armazem compram-se ferros veliios,
cobre, lato e oulra qualquer qualidade de metal,
assim como brins, lonas e oulros- pannos velhos etc.
Vende-se urna prela que sabe cozinhar o diario
de ama casa: na ra do Livramento 1.
Vcndem-se tres bonitos armarios de amarello,
envidrarados, proprios para biblioteca 011 outro qual-
quer eslabelecimenlo, por serem mullo bem felos;
assim como urna mesa de mogno para janlar que ad-
milte mais de 40 pessoas, e oulros trastes que se dao
por prego muito commodo ; no armazem do corre-
lor Miguel Carneiro, na ra do Trapiche, 011 na ra
da Cruz n. 34.
CERA DE CARNAUBA.
Vende-se cera de carnauba rhegada aaora do Ara-
caly : na ra da Cadeia do Recife 11. 49,.primeiro
andar.
SAL DO A.SSU'.
Vcnde-se sal chegado agora do Ass, a bordo do
hiale Anglica : a tratar na ra da Cadeia do Recife
n. 41, primeiro andar.
Sementes novas.
Vende-sc no armazem de Anlonio Francisco Mar-
lins, na ra da Cruz o- 62, as melhorcs sementes re-
centeineiilo chegadas de Lisboa na barca porlugueza
Atargarida, comoseja : couve Ironxuda, monvarda,
saboia, feijao carrapalo de duas qualidades, crvilba
forla e direila, cuenlro. salsa, nabo e rabanetes de
todas as qualidades.
Fazendas baratas.
Vendem-se casemira francezas, padroes modernos
emuilo cuulicwa 45000, 45500 e 55OOO o corle, di-
las meias casenirasa 25800 o corte, panno fiuo azul
para fardas de guardas nacioiiaes a 35500 o covado,
selim prelo Macao a 35000 o covado, casemiras pre-
tas a 25200, 25400, 25800 e 35000 o covado: na ra
doCrespo n. 15, loja de Andr Cnilherme Brccken-
eld.
Saccas com gomma,.
e velas de carnauba simples, ludo, chegado ltima-
mente do Aracaly ; na ra da Cruz do Recife n. 31,
taberna de Luiz Freir de Andrade.
650
Vendem-se na rna da Mangueita n. 5,
650 tijolos de marmore; baratos e em,bom
estado.
Na roa' do Vigario n. 19, primeiro andar, tem
i venda a superior llanella para forro deselltus, clie-
gada recentemente da America,
'"
Na ra da Cadeia do Recife n. w, arma =
zem deHenrique Gibson,
vendem-se relogios de ouro de abnele, de patente
inclez, da melhor qualidade, e fabricados em Lon-
dres, por prego commodo.
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade dezinco, superior quali-
dade, por precos commodos: na ra do
Trapiche Novo n. 16.
Na ra da Cadeia Velha n. 52, em casa de
Dene Youle & Companhia,
vende-se nm carro americano de 4 roda ; pode ser
visto na cocheira de Poirrier, no aterro d Boa-Visla.
Vende-so um completo sortimento de fazendas
pretas, como : panno fino preto a-35000, 45000 ,
55000 e 65000, dilo azul 35000, 45000 e 55000, ca-
semira prela a 25500, selim prelo moilo superior ,
39000 e 49OOO o covado, sarja prela hespanhola 25 e
25500 rs., selim lavrado proprio para veslidos de se-
nhora a 25600, muilas mais fazendas de muilasqua-
lidadcs, por prego commodo : na ra do Crespo loja
0.6.
Velas de carnauba.
Na ra da Cruz n. 15, segando andar, vcndem-se
velas de carnauba, pora e compostas, feilas no Ara-
caly, por menos prego do que em outra qualquer
parle.
Vendem-sc cobertores brancos de algodao gran-'
dos. a I944O; dilos de salpico tambem grandes, a
15280, dilos de salpico de tapete, a I9OO': na ra do
Crespo loja n. 6.
Taixas para engenhos- ,
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sorlimenlo de taixas de ferro
fundido e batido de 3 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
prero commodo e cora. promptidao' :
embarcam-se ou carregam-e em carro
sem despeza ao comprador.
Vendem-se cobertores de algodao Grandes a 640
rs. e pequenos a 560 rs.: oa ra do Crespo nume-
ro 12.
de bom^gosto : vendem-se na ra do Crespo,
esquina que volta para a cadeia.
PECHINCHA.
Vendem-se sacca muito grandes de feijio
pelo baralissimo prego de 25800, dil
tinho pelo mesmo prego : na ra do Queim
loja da Eslrella.de Gregorio A
m CONSULTORIO II
de
DR. P. A. LOBO IOSC
Vende-se a melhor de todas as al>
Tiomopalhica S3*- O NOVO Al
JAHB .a traduzido em pori
A.Lobo Moscozo, coulendo um accreaet
portantes ezplicagoes sobra a applic.
dieta, etc., etc. pelo traductor : Jaalro |"
caderoadoa em dous
Diccionario dos termos de medicina, cirti
lomia, pharmacia, ele. pelo Dr. Mosco
naflo
Urna carleira de2i medicamentos coi
coa de lindaras indispensaveis
Dila de 36 ........
Dita, de 48 ;.....J
Una de 60luboscnm 6 frascos delinclui
Dita de 144 com 6 ditos .....
'Cada carleira he acompanhada de i
da s duas obra cima mencionada.
Carleira-de-2i tubos pequenos para s\
beira..........
Di las de 48 ditos........
Tubos avulsos de glbulo .
Frascos de meiaonca de lindura
Ha tambem para vender graud
lobos de cryslal muito fiuo, vasioa 4
manhos.
A.uperioridde destes medicameti
lodus reconliecida, e por isso dispe
N. B. O senhores que assign :
obra do JAHB, antes de publicado |
deni mandar receber este, que aera]
augmento de preco.
He baralissimo por 69OOO rs., o
de padaria com 4 reparlimenl
qoem o vir nao deixa de compra 1
mao & Companhia : na ra Direila r
RA DO JUEIMADO
Fumo lino para ca
Chegaram alguna lardos do fam<
capa, e se veudem na roa do Queimado, 1<
Attencao.
Na ra do Passeio n. 13, vende-se
ras de cor, pelo baralo prego de 400 rs.
brins ile quadrosde bom eosi
chale de la e seda por 29OOO rs., e 01
fazendas por pregos commodos.
Na loja de fazendas esquina do heeco
26, e 110 armazem de Jos Joaquim I
lo 110 caja da alfandega rna de Joo
nrmazeffl de Francisco Giiedcs da
aioda saccas com superior milho; assiii
te tambem lem barr com 8 libras de
Lisboa proprias para casas particulares i
de he superior por terem sido all abrki
urna familia particular.
HEIMPOSSIVEL!!!.,
Chitas fjaneezas escara, finas e lacias,
covado, dilas estreitas muilo finas a til
220 e 240, cortes de cassa franceza
cores claras e escuras, a 15600, cortes i
escuras a 49500, moilo boa fazeoda,
pardo, de linho puro, moilo boa fazeoda,
vara, e outras muilas fazendas, que f
comprador se dir o prego : na rea doj
Vcnde-se om escravo moro,
achaques, ptimo para engenho pop
quem o pretender, dirija-se rna de Hq
Attencao.
Vende-se ou aluga^se.nn armac;
so de chaye, por commodo prego, propria para qual-
quer estabelecimento, menos taberna, sila n
da Boa-Vista n. 49; a tratar na mesma ra 1
- N botica da ra larga
n. 36, de Bartholomeu F. de ^
dm-se pilulas vegetaes verdadei
berafiecteur verdadeiro, sal
verdadeira, verjnifugo inglez (
verdadeiro,vidros de bocea I
Iha de 1 at 12 libras. O annuncl
ianca a queminteressarposs
de dos medicamentos cima, vi
sua botica. -^^
OLEO DE LINHACA EM BOTJ
vnde-se em a botica de Bartltc
Francisco de Souza, ra larga do
n. 56. .
ESCRAVOS FGIDOS.
Deposito jle vinho de cham-
iagne Chateau-AY, primeira qua-
idae, de propriedade do condi
de Mareuil,- rna da Ciuz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor; _
de toda a cbiytpagne vende- 9
se a 36$0t)flart. cada caixa, acba- j|
se unipatnente em casa de L. Le- g.
comtaFer As caixas silo marcadas a fogo f
Conde deRarcuil e os rtulos 0
^ia garrafa s sao azues. A
_ v'a roa do Cres| 10, loja 11. 12, lem dam ascode
ruado viuil. de Lisboa, proprio para cotli-
e po r presu commodo.
Fugio em dias do mez de abril
villa di; Lag Nova, provincia da Pa^
te, urna. muala de nome Josepha, o
segoinl' ;s : alta, cheia do corpo, pas|
cabello s corlado, lem alguns dent!
parle d c cimalimados e da parte deJ
cousa ; iberios, suspeita-se que esla
duzida por um sajeilo que mora por
Vill,1,1 jue a seduzira por j estar awai^
para vir vender nesla praga. elle goza i
nome?.da, e lem o cuslume de mudd7
escrav os que seduz, al' differenles Ira
fogem para nao serem couhecid
suspei la-se que o tal menino-
venda falso do senhnr da o^^^H
ra-sc que o senhor da escrava te-.w
Almo ida Mondonga, e linba sea
qiiam lo depois de dias auscnl
pois quem for offerecida a
landipapel de venda he I
cscra va protesta contra qj
acoi'iada em sua casa a
proc eder criminalmente por I _
se a todas as autoridades policiaes
dan les eaos Srs. inspeclores de quarteirao c
de c lampo que lancera suas vistas sobre a dila mol
quem souber ou der noticia o prende
lev; i-la a sua senhora Mara Magdalena *
Les sa, na dila Villa ou nesla praga d<
as';us manos Manoel Anlonio de
morador na Soledade, e na ra Augusta rt
quim Antonio de Santiago L1
com generosidade, e pagar-se
quo se faga com a dila esc
Fugio no dia 25 do
de nome Vicente com ^^^H
sen la ler 30annos,bcro prelo,
ba do da pernas, lie muilo
ca misa de meia j rota,
iwrni be deuppor que modasse 1
cr.tvo he propriedade do
ga do, senhor do engenh
qa em o pegar po
ga n.24ounoditi coro-
pt masado.
No dia 7 de
escravo, pardo de nome
mis pouco mais ou men
bnixo c o peilo um pou
btUlos earapinhos edesc
escravo de Joanna Mana de
Boa-viagem : des
e<'ravo vinlia lodos
banolicia de ler sido vi
zia da Vaca. e.te escravo perlence
da Borba Pinlo, morador o Rio. de Janeiro: quem
o pegar e o levar a na da Cadeia do Recife, loja 11.
!5, receber do abaixo assignado 2009 r. de gralili-
cacSo. Jnlonio Bernardo I az de. Carvalho.
Fet. T. XLT. *aFasrtii,
MM


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