Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01548


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Full Text
adiantados 4,000
vencidos 4,500.
SCBSCR1PCAO'.
- -i M o de Ja-
ra Martins; Babia; o Sr. F.
oSr. Joaquim Bernardo de MoB-
(, o Sr. Jos Rodrigues da Costa; Na-'
*m Ignacio.Pereira; Aracaty, o# Sr.
Braga; Cear, o Sr. Victoriano
i;Maranho,oSr. Joaquim Marques
a ata, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 27 3/4, 28 28 1/8 d. por 1$
* Paris, 340 a 345 rs. por 1 f.
Lisboa," 95 por cento.
< Rio de Janeiro, 11/2 a 2 porO/o de rebate.
Aceces do banco 10 O/o de premio.
da coipanhia de Beber'ibe ao par.
da companhia do seguros ao par.
Disconlo do leilras 12 0/0
SEXTA FEIRA 5 DE MAIO DI
Por Auno aduanado 15,000.
Porte franco para o subscriptor
METAES.
Ouro. Oncas hespanholas. 285500 a 295OOO
16000
Moedas de 6*400 velhas.
de 69400 novas.
de4!>000. .
Prata. PatacSeS brasileiros .
Peso eolumnarios....
1635000
9000
19930
19930
mexicanos.....' 19800
PARTE OFFICIAL.
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olnda, todos os das.
Caruar, Bonito e Garanhuns nosdias 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex Oricury, a 13 e 28.
Goianna o Parahiba, segundas e sextas feiras.
Victoria, o Natal, as quintas feiras.
PREAMAR DE HOJE.'
Primcira as 10 horas e 54 minutos da manhaa.
Segunda s 11 horas e 18 minutos da tardo .

nSO DA PROVINCIA.
Me do ola I. de malo de 1854.
e Exm. mareclial commandante da
le que pela leitura do aviso qne remet-
pia, expedido pela secretaria do menisle-
isrra, eir. 5 de abril almo, Acara S. Ex.
e que na mesma data se conceden passagem
o I. balatho de rtilharia a p, ao msico do
nfanlaria, Mauricio de Aranjo Lima.
oAo roesmo, Iransraitlindo por copia o avi-
so de* de abril ultimo, no qoal se comraunica ha-
ver-se concedido dous mezes de licenra de favor
ra se demorar na. provincia, anl. cadete sargen-
idante do l. batalhao de infanlara, Olavo E-
'ereira da Silva,
roAo mesmo, remetiendo copia do aviso da
repartir*) da guerra, de de crrante, do qual cons-
haver-se determinado que o lente coronel Ma-
noel Lopes Pecegoeiro siga a tomar o eommando do
," balalhao de iofanlari, estacionado na provincia
lo Rio Grande do Sul, ficanrto de nenliam efTeito o
djeposlo om o.ulro aviso de 30 de dezembro do anuo
prximo (Inda, que mandoua case oflicial comman-

se Ihesouraria de fazenda.
DitoAo roesmo, commanicaiido que, secundo
do aviso que remelle por copia, de 30 de
mo, se conceden licenra ao al Teres do i.
Iho do infanlara, Francisco da Cunha Bitan-
a addido ap 1. da mesma arma, para fre-
como oavinte o 1. anuo da escola militdr
rte, faxendo o senricp que for. compativel com
a (reqatncia.Igual coramuuicajao se fez a thesou-
de fazenda.
Lo mesmo, Iraosmiliindo por copia o aviso
trio da guerra, de 4 de abrilullimo, do
queso mandou engujar por ler lindado
praja, o soldado do l.f> balalhao de in-
jauol Bazilio de Sousa Galvau,.viudo dV
om guia de passagom para uih dos corpos es-
idos nesla provincia.
aVo mesmo, enviando por copia o aviso da
l da guerra, de 3 de abril prximo Ando,
ioand que fique seta effeito o do 10 de mar-
i na parte relativa asscssenla pracas, e res-
[ficiaes do contingente do l.<* batalhao de
la que embarcaran! na corte com destfno a
Parahiba.
inspeelor da Ihesouraria de fazenda,
i/por copia um oficio do conselho de ad-
S*o nava!, e bem assim a nota' dos gneros
os para fornecimento dos navios da arma-
i de escavajo, enferroaria e maisestabe-
lo arsenal de marinha no presente mez,
-dando qoe nao s mande forneccr ao
i mesmo arsenal a quantia que for ne-
' elle comprando os seeros "que nao
Fizeram-se as necessarias commanicajoes a res-
peilo.
l)iloAo mesmo, recommendaado que mande a-
presenlar ao cirurgiao encarregado do hospital re-
gimental um africano livre, para ser empregado no
crvijo da, bolicado mesmo hospital em subslilnrao
aode nome Aurelio que d'alli se ausentou.Parli-
cipou-sc ao marcchal commanclanle das armas.
DitoAo inspeelor da Ihesouraria provincial, pa-
ra que i vista do orjamento c clausulas que remette
por coptai mande Smc. por em arrematado os re-
paros de que precisa a casa destinada para cadeia da
?illa do Ociricun.Communicou-se ao director das
obras publicas.
DitoAo mesmo, recomraendando que, avistad*
competente certificado, mande Smc. pagar ao arre-
matante do 15." lauco da estrada de Pao do Alho, a
importancia da segunda preslariJo a que elle tem
direiloInleirou-se ao director das obras, publi-
AUDIENCLAS.
Tribunal do Commercio, segundas o quintasfe'iras.
Relajo, tenjas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara do ciyel, segundas e sextas a meio dia.
2". vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
Maio 5 Quarto erescente as 7 horas, 11 mi-
nutos e 48 segundas da manhaa.
12 La cheia a 1 hora, 18 minutos e 48
segundos da larde.
19 Quarto mtnguante as 4 horas, 14
mmalos e 48 segundos da manhaa.
. 26 La nova as 6 horas, 28 minutos e
48 segundos da tarde.
f
por falla de concurrentes, e
os prejos por que forana f-
saUsfazer com brevidade as
!o referido conselho no Anal do
enviando por copia o aviso de
no qual o Exm.Sr. ministro
jicou haver solicitado da repartt-
upedican das precisas ordens, para
'alferes reformado, foaquim Jos
'consignas seu Alho de igual no-
lOaOOO rs. mensaes na forma re-
ndo oflicial.
mandante da eslacao naval, dizendo
iaver 6S. de fazer sahir a cruzar a-
iscnn Ilegalidad!, e reco mnen-
lo da suas ordens ao commnndanle
para que recehendo do djre'rlor
duzentas armas en ca soladas,
le Tardamente, toque, no porto de
li'faja entregar scmelhantes objeclos ao
das' Alagoas. Espediram-se as
^^HMens a respeito.
Motor do arsenal de marinha,remet-
aviso circular da reparlijao da
r de abril ultimo, determinando que
ecj,1o se organise em duplcala osdL
versos inventarios do* navios offlciaes c casas de
para ser remedida a primeira va i
ifgeral da marinha, depois de feita a com-
irga aos novos enearregados, a Am de se
l vista na liquidai-ao das respectivas conlas,
?a mesma inspeccSo a 2." via.
DitoAo mesmo, transmillindo por copia o aviso
de 6 di ale, no qual o mesmo Sr. ministro da
marinha nSo sofommunica haver expedido ordem a
intendencia da marinha da corle para comprare re-
metter quanlo antes para aqui as torcidas, pelles de
camurra e vidros corados para so do pharol da liar-
sta cidade; mas tambem autorisa a presidencia
~*|r lamente da Inglaterra os mais
necessarios ao mesmo pharol, e recommeu-
m I rale com lignina pessoa, nos termos
i, n compra de laee ubjectos.
|pitto do porto, remetiendo por copia,-
o na parte que lhe toca, o aviso da
marinha, de 28 de fevercro ultimo, a
Ngulamennto a qoe elle se refere pa-
|em da costa, e porto desta capital,
recetor de arsenal de guerra, para man-
armszens d'aquelle arsenal, o ar-
1 e mas bjeclm mencionados na relacao
copia, os quaes lhe serao mandados
ito commandante do corpo de pplicia.
dia 18 de abril ullimo, o senlenciado Custodio Fer-. Por tanto, hoje ser levada s cmaras urna fnn-
reira de Mello, e declarando que sendo de dala an-|sagemda cora, annunciando a final cessac;ao das
1 SSgnnda.'Ss. 'FetipneeTiago-app.
2 Terca. S. Halfadra! Vindimal.
3 Quarta. Invencao da lopiano
4 Quinta; S. Mod
5 Sexta. Aconver
6 Sabbado. S. Joao ant
7 Domingo 3.' d.
da SS. Virgem
__________. ,, ,

HETIH.
PlFlH KF|. (*)
WHU,rBM UOI1K.
^Hfparte.
XIV.
XVIII em imunn.
UilUMpIO )
I qoe paateava na sala quando os dous
ilrarajn, parou para eneara-los. Os
noravam complelamenle por
mados, suspeilavanl que trati-
i do dia segninte; mu' um duelo
linaria que riito podiam pensar que
^J is obrando assim ter-se-
vidente com o espi-
Essa visita nocturna ao~
Franja desse velho caslello dos duques de
irUndia parecla-lhes urna cousa iuexphcavel, e
anH atomienlavan a niasinarao para adevinhar
11 ;al delta.
-, on?ro no lansquenet, e
-eu passeio senlimcnjal,
Emlim parou, e
>na junio d fogao,
lia queapre-
itishomens, e
nassem, dis-
paaa dizer-lhes qoe es-
I icios.
.i. jr. "adeslerra-
,r;AI*>-"' mailnfear
l.oovain p. mulheres desta cidade
orna vuta que comer a ser para toda a einicrarao
umverdadciro ohjeclo de escndalo !...
Sivry e Loarain ouviam impassiveis: essa'exnro-
Irtaca. real uao Ibes pareca serla, elM* a sabiain de
animan, parqueessas mesmas reprehvnccies |hes li-
nbam sido Teclas ja militas ve;es. I.ogo devia haver
I i Viiip n
rio 101,
DiToAo juizdeorphaos desla cidade, transmil-
lindo nm exemplar do Diario de Pernambuco n.
99, contendo a le n., 335, que divide o officio de
escrivo privativo de orplios do municipio do Re-
cife, eleva a 4 o numero dos lahelliaes desla cidade,
ecrea um lugar de_escrivao privativo dos feilos da
azenda provincial.No mesmo sentido offlciou-se
ao Exm. conselheiro presidente da relacao, e ao
joiz do civel.
DitoAo commandante superior da guarda na^
cionnl desle" municipio, recommenclando em vista de
ana informajo, que expeca as convenientes ordens
aflm de ser recolhido ao qoarlo balalhao de arlilha-
ria a pe, que perlones, o tambor que se acha in-
cumbido do ensinodos tambores do batalho de ar-
tilharia da mesma guarda nacional.Parlicipou-sc
ao mareclial commandante das armas.
DitoAo commandante do corpo de polica, para
mandar aprcsenlar ao arrematante do pedagio" da
Barreira de Santo Amaro Jaboato, Antonio Flix
Pereiri, duas pracas d'aquelle corpo aRm de servi-
rem all de guarda, visto ter-se de dar principio a
cobranca do mesmo pedagio.
DitoAo mesmo, transmillindo copia nao s do
aviso da repartido da juslica de 18 de abril ultimo
bem como do decreto de 12 do mesmo mez, que
elle se refere, fazendo extensivas ao corpo munici-
pal permanente da corte, s com pan las que sao adi-
das o aos corpos policiaes das provincias, as disposi-
caes do de 25 de fevereiro desle anno que tambem re-
melle por copia, pelo qoal foi perdoado as pracas de
pret dos differentes corpos do exercito e da guarda
nacional em destacamento o crime de primeira e se-
gunda desersao iuclusive as que ji estiverem sen-
tenciadas ou para sentenciar.
DibiAo hachare! Christovo Xavier Lopes, in-
teirando-ode que por decreto de 5 de abril ullimo,
segundo consta de participajao da secretaria do oii-
nislerrbda juslica, Aira Smc. nnmeado juiz munici-
pal do termo de Caruar, e recommendando que ve-
nha prestar juramento para entrar em exercicio, D-
cando-lhe marcado o prazo de 3 mezes para apre-
sentar sua carta.
DitoA cmara municipal do Recife, aulorisan-
do-a a mandar erigir no cemiterio publico desta ci-
dade um modesto porcm decente monumento, para
guarda dos ossos do finado Norberto Joaquim Jos
Guedes, visto ler elle preslado de e ao publico um servido valioso, qual o da ees-
sao gratuita de urna pacte do seu sitio conligoo ao
mesmo cemiterio.(
DitoA junta reviiora da fregoeziada Villa Bella,
acensando recebida a-copia authentica da acta da se-
gunda revisao d'aquclla junta.
PortaraAo agente da companhia das barcas de
vapor, recommendando a oxpedijo de suas ordens,
para que o commaudanle do vapor S. Salvador, re-
ceba a sea bordo e transporte para o Para, cinco cai-
xoes com sellins e correames de cavallaria.que o di-
rector do arsenal de guerra tem de reme! ler para
alli, deveudo o frete de semelhanle condcelo ser
pago n'aqaella provincia.Fizeram-se respeilo as
necessarias cmmunicajoes.
DitaReformando nos mesmos postes, o lente
quarlel mestreda extincta legiao da guarda nacional
do municipio do Recife Thomaz de.Aquiun Fohseca
Jnior, o lente Jos Marcellino da Rosa e os al-
feres Jos Francisco Gonjalves e Antonio Marques
da Cosa Soares, lodos da mesma guarda nacional.
Cemmuhicou-se ao respectivo commandante su-
perior .
u
OfficioAo Exm. mareclial commaudanle das ar-
mas, para mandar apresenlar em frente da igreia do
convento de nossa Seuhora do Carmo, urna guarda
de honra com msica afim de assislir a fesla de S.
Jos d'Agona, que dever ler logar no dia 7 do cor-
rente.Offlciou-se ao director do arsenal de guerra
para fornecer medanle a competente indemnisacao
o. carluxamede mosquelairia sem bala qfle, forneces-
sario para as salvas da mtaraa fesla.
DitoAo inspeelor dai Ihesouraria de fazenda,
commnBicaniicj.aflm dequeo faca constar ao inspec-
tor da alfandega desta cid ide.que o Exin. Sr. minis-
tro da fazenda, segundo consta de aviso de 8 de abril
ultimo, approvou as nomc;acoes de Victoriano Anto-
nio de Moraes de Mesquila Pimentel e Antonio Pau-
lino daiSirra, para os tugares vagos de guarda da
mesma alfandega.
DiloAo chefe de polica, dizendo ficar inleirado
de se ter apresentado da faga que commeteu no
tenor a essa Tuga, o decreto pelo qual foi perdoada
a pena imposta ao dito sentenciado rw>ry desta ci-
dade, parece estar elle no caso de gozar de seme-
lhanle indulto.
DitoAo capiao do porto, transmillindo por co-
pia o aviso da repartido da marinha de 11 de abril
ullimo, communicando os motivo porque nao foi de-
ferido o requerimento, eiu que o director do pharol
da barra desta cidade Jos Alves d Souza.pedio ama
gratificacao de 400 rs., almdo ordenado qoe ac-
tualmente percebe.
DitoAo mesmo, communicando qu,em vista de
saa informacao dada sobre o requeruncnto.em que o
consignatario do brigue Despique de Beiriz, Manoel
Joaquim Ramos e Silva pede para ser admitlido co-
mo piloto no referido brigue o nutico Faustino Joao
de Carvalho, laurou em dito requerimento o despa^j
cho seguate:Como requer, deveado primeiramen-
le ser apresentada ao capillo do porto urna declara-
cao dos negociantes desla praca, de qoe deposilam
confianza no piloto de que se trata.
DitoAo director das obras publicas, communi-
cando qoe o lente coronel Francisco Lopes de Vas-
concellos Galvo, disislio de sua proposta acercadas
obras dos concertos do acude de Tracoohaem, por
nao se querer sujeitar a condir.no por Smc. indicada
de ser aquella obra entregue, estando o mencionado
acude cheio d'agua.
DiloAo inspector da Ihesouraria provincial, pa-
ra qoe vista do competente cerflcad mande Smc.
pagar ao arrematante dos concertos da ponte de Tra-
cunhaem Vicente Ferreira da Costa Miranda, a im-
portancia da primeira prestadlo qoe elle tem di-
reilo por haver feito metade das obras de seu segun-
do contrato.Communicoo-e ao director das obras
publicas.
DiloAo mesmo, transmillindo a relacao nomi-
nal dos depulados da assembla legislaliva provin-
cial que no mez de abril fiado,assis(iram sesso or-
dinaria.
DiloAo mesmo. para que de conformidade com
a sua informacao dada sobre o requerimento de Jos
Lopes Goimaraes, arrematante da ponte sobre o rio
Capibaribe na estrada de Pao d'Alho, mande Smc.
indemnisar ao supplicanle a differeoca por elle re-
clamada do 250 rs. em cada braca cubica de obra de
cantara do seo contrato.Communicou-se ao direc-
tor das obras publicas.
DitoAo commandante superior da guarda nacio-
nal desle municipio, para attender ao que requer o
delegado em exercicio, no officio que remelle, a res-
peilo de Pedro Baptista do Sania Rosa.
PortaraAo director do arsenal de guerra, para
fazer desembarcar de bordo do patacho nacional
Bomfim, cem arrobas de plvora grossa e oolras tan-
tas de dita de fozil^qncj vieram do Rio de Janeiro
com destino ao Par, riondo-a a dsposijao do ins-
pector do ajsenal de marinhapara ser enviada op-
ortunamente para aquella provincia.Offlciou-se
aomeocionado inspector para contratar a remessa
(^rsemelliaale plvora*.
EXTERIOR.
oolra cousa debaixo dessa admoestaeflo ; mas ells
conlintiavam a prorurar, e nao adeviuhavam.
Tcnho tolerado muitu lempo seos desvos, sc-
nhores, tornou Luiz XVIII, p.rquo esperava sem-
pre que o lempo eorrigiria essas inclinacfies repre-
hensiveis, e que os scuhores comprcheuderim que
he sobre tudo em paiz estrangeiro que convm hon-
rar o nome que seus anlcpasados lhes legaram. A'
vista de sua persistencia, e da ineficacia de meus
esforcos para chama-Ios asenlimentos melhores, ti-
ve d lomar, postoque com pozar, medidas extremas,
que exigem as circumstancias graves em qoe nos
acharaos I
Osdous. gentishomens appficaram o ouvido. eo
re proseguio assim :
PenSei que visto nao podor obter dos senhores
urna submissao inleira svonides que lenho tantas
vezes exprimido, importava i segoranca de minha
corte que nao permanecessem ipor mais "lempo entre
"os, c que seriam.muilo melhor collocados no exer-
cuodo principe de Conde do que nacerle de Mittau.
Os dous gentis homens troca ram um olhar rpido,
aaml0 V poderani '*r recprocameiilc todo o seu pen-
samcuio.
erf 2L'""" alftum fra m,;lhor acolhido do que
fligir-ll!er0m0ntO a PUnla I"6 rei ('Unria iu-
vr^Zha^ni'0','?^" acabiivadeannunciar, Si-
delle rado Zlt'? *W* ^^ um nd.
mStoto/o caS df. t *%"' Pd1 qU6
no por algum len.no ; e uWr! 1*, mZra U^!^ esagradavei
LtINDRES.
27 de saarco.
A noticia, qne nos lora transmitlida sexta feira,
pelo nosso correspondente de Berlim, era ama exac-
ta relacao do resultado do ullimo appello dirigido
ao imperador da Russia, pelas potencias occideotaes,
a qual se confirma agora pela chegada do mensa-
geiro da rainha, no sabbado noile.
O imperador sabio da capital para Helsinfors, na
Finlandia, logo que soube, a natureza da inlimaQao,
ainda antes da chegada do comi, que era o por-
tador della. Todava o conde Nessclrode tioha ins-
IruccOes para informar os cnsules de Inglaterra e
de Franca, que, na ausencia das duas legajes, sao
os represenUiites dos seus respectivos governos ha
Russia, qqo a esta intiuwcao, para a evacnacao
dos principados, a corle imperial nao dara res-
posta aiguma.
Por lano, agora nadfi mais resta do que a ultima
alternativa, qoe os alilos tem considerado alterna-
mente, em todas eSlas Iransacces, se os sens hon-
rosos e constantes esforcos para restituir a pazsob
as condlces a que aeouderam as quatro grandes po-
tencias da Europa, infelizmente fossem frustradas.
O seguate passo, que se deve dar, he o consti-
tuir o estado da guerra entre a Inglaterra, Franca e
Turqua de um lado, e o imperador da Russia do
oulro. A convengo, que dever regularas opera-
coes mihlares das. tres-potencias, ja foiassignada
em Conslantinopla eremos que no"dia 12 de mar-
co, e aconelusao de um lal accordocom a Porta,
na occasiao em qoe o sultao ja eslava era guerra
com a Russia, he em si mesmo um acto de positiva
hoslilidade.
Com tudo, desde o momento que a Franca e In-
glaterra resolveram lomar urna parle acliva neslas
operares, a magnitude das questOes polticas que
sedebatem, a exlensao do Ihealro da guerra, desde
o norte al ao oriente da Europa, o justo senti-
menlo da sua propria dgnidade e da causa, que as
chamis armas, .Jevem tornar estas potencias mais
depressa principa.js do que auxiliares na guerra, e a
adoptarem medidas laes que estejam em harmona
eom os interesses e com a honra desle paiz.
fundo do rao aiguma auA de defxrr" "
paiz onde fura lao amado Ue,laT
Mas linha ncontei
fim de corto 4cnipo a lodo o
nao poda delxar de
ma saujladi
oaLouvainoqu
a lodo o namoi "
___iIshiis mezes o i
inclo das mulheres Tacis ou agradaveTs7 ac
se desprov.clo ou obagao a repetir a opiracao Es?
do o dizer do propno Loovain, o qoal caima-? L
char a prca,ao de levar para otro lwalr^tonlt:
ni4acao do suas facanhas amorosa*. -v.
Sivry encarregou-se pois de fallar, e dlsseV
,u7. 2 TT?Be7- Ae %t*''m seuhor.Nemos
nado bailantes provas de nossa dedicara i caiiki di
aanf.dei T ""e V" M" A^diJ^ar um
s iiislanlo da alegra rom que aetlanios a oermi*-
sao que nos he dada de i? defender cim"ko
verdadeiro ihealro da wn^ZZ^lmni
como nosso corarao, est ao serviCo de V. M. : dis-
rbedeece?-.ahe?U g05l' 'eremo9 soraPre ufania
Luiz XVIII- fez um sigua! com a cabera, c res-
:rJ!il0.,?p"'"j m.e,n?s d0 dous gentishomens de
cujo valor jamaw duvidei. Mande escrever honlcm
ao principe de Conde para aununciar-lhe sua che-
gada, toda* medidas eslo tomadas, os senhores
parlirao de Miltau esta noite mesmo. .
nH?,irr?.,^L cotdo! Uma espec,ede nslrangimenloinal
*Z Pcrdoe-nos v- M., objeclou Louvain: nao po-
demospor-nos a carainho esU noile, e deixar Mil-
tau antes das Olio horas da manhaa, por mais impe-
rioso queseja alias o motivo que determine V.M.
a desojar Como I disse Luiz XVIII e que oulro dever
podena rele-los aqoi, quando aeu rei ordena-lhes
que partam !
Um dever sagrado, senhor, responden Sivry,
v-M-lie excellente jniznessa materia para dei-
xar do dar-nos razao.
Uma entrevista de amor ? disse o rei sem pa-
recer querer adevinhar. v
Uma entrevista de honra, senhor, respondern!
os dous mancebos cora firmeza.
Luiz XVni reflectio m momento, depois balen-
do na testa com o ndex, como levado por um nen-
samenfo repentino, dase :
Bem 1 Mr. Quatre Sons _
era aiguma cousa semelhanle... uma-ne
os senhores tiveram com umeerto doque de Naun-
Isto mesmo, senhor.
Eip casa do principe Hartzoff.
Ha duas horas. ,
Tudo isso he bem scrip ?
Senhor. Lavemos de balcr-nos, o marquez de
Louvain. e eu com o duque de NaundorTf.
Luiz XVIII linha-se levanlado, pondo-so oolra
vez a passear pela safa.
Eia, disse elle, quero que meas gcnlishomens
natara-se quando suas desavencas lem ver.dadcira-
mente_ motivos serios, honrosos; mas nao quero qoe
exponham a vida que me he ISo preciosa, quando o
luteresse de sua honra, da honra do nome francez
nao o exige. Ouem he esse diujue Naundorfft...
I'm nobre de Franca desterrado...'
Coiiherc algum Naiindorfl"em Franca, Mr.de
Louvain ? "
Neiihuiu, senhor.
relaccies diplomticas com a Russia por uma deler-
minar,ao equivalente a uma declaraco de guerra,
a expor a inevilavel necessidade de recorrer a hos-
tilidades, para fazer vigorar aquellos principios,
que o governo do-S. M. resolveu defender coro o
activo apoio da Franja e os cordiaes desejos do resto
da Europa.
Esta mensagem ser tomada em considerarlo pe-
lo parlamento na sexta feira prxima, porm a cf-
fccliva declararlo de guerra dimanar de um con-
selho de estado qoe ter logar quarta 'feira; e de-
pois se expedirao ins-ucsSes s forcas navaes da co-
rda, para tratarem como inimigos os navios e sub-
ditos do estado com quem estamos em guerra.
Todo o commercio e correspondencia entre os
subditos dos dous estados serao illegaes e sojeitus
a serem tomados e confiscados, excepto dorante o
prazo da liceoca concedida pela-corda ascarrega-
Ses de navios e ontros objeclos embarcados, e em
caminho para esle paiz na poca do rompimento da
goerra ; e este periodo esleudeu-se, em 1807 quan-
do esle paiz declarou guerra a Russia, a ljdias de-
pois da declararlo da guerra.
Preparados, como estamos, para esta declarado
por Hma longa serie de.negociac,6es e aconlecimcn-
tos, qu tem ja conservado a atlenjilo', e os inleres-
ses do mundo em suspensa o por mais de um anno,
he impossivcl e nao sentir que ha aiguma cousa de
solemne, que he indizivel, approx imacao daquel-
la grande calamidade de que he do nosso dever af-
fronlar.
O espirito eos recursos desla nac lo, sem dnvida
nos farao arroslar cora nobre orgul ho esta lua ; e
aos abundantes favores, que a Prov idencia nos lem
conferido, confiamos que acrcsceulir mais esle
o de nao soffrer quebra aiguma, eni nossas maos, a
fama, o poder ea liberdade d'Inglal erra.
Mas nos pao seriamos dignos destes privilegios, se
fossemos incapazes de encarar afoi lamente a mu-
danca, que nos espera, e os sacrifi cios que poder
exigir esta guerra.
Nao temos direilo para presumir qne esta lula je-
ja uma empreza leve ou fcil.
He om conflicto entre os mais po< lerosos imperios
do mundo, cuja honra est profundamente empe-
nhada no resoltado .do combale.
He a tola pela liberdade da Inglaterra, apoiada
pela forja militar, da Franca, contra o ambicioso
absolutismo da Russia sobre o eampo, cuja conquis-
ta ella premedita ha longo lempo.
Asconsequcncias indirectas de urna lal guerra sao
aiudTmais complicadas e duvidosa}, do que as que
seapresenlam i superficie.
Nao sabemos os effcilos que poc lr produzr as
relajes polticas da Europa ; ign oramos o effeito
que poder causar nos dominios u futura condirao
daquelle imperio, coja queda, co mo ha muilo se
havia predilo, foi a primeira caus a da guerra en-
sopes.
Toda a questao esl cercada de jrande obscurida-
de, e aprsenla maiores incerteza is do qne as qoe.
um estadista se apraz de contemplar no comeco de
uma lal empreza. Destes elementos ja suf-
Acienteraente abalados pela ultima coovulsao do
continente da Europa, o imperadlor da Russia nao
teve escrpulo em fazer brotar u guerra, com um
procedimento que aprsenla o curiho da mais inqua-
lilicavel dobrez e violencia.
Considerando lodas estas trans icf oes, nao he pos-
sivel duvidar de que o czar esta iva persuadido que
era chegado o lempo que a sua poltica exiga o re-
correr aos exlremos : e quer a' Turqua lulasso com
progressivas difAculdades, quer ella conlinoasse no
seu systeraa de regenerado corr i feliz xito, a Rus-
sia eslava resolvida a ser a sen hora dos seus des-
linos. '
Segando todos -os principios da poltica ha mnlo
lempo eslabelecidos nesle paiz e no resto da Euro-
pa, este movimenlo poz a Russi a em directa colliso
com as outras potencias, c tod os os seus esforcos
para encobrir os resultados dos seus insidiosos pro-
jecls tem sido baldados.
O paiz em eral tem agora a mais completa evi-
dencia da verdade peanle que est bem persuadido, qne se ria impossivcl o re-
cuar, depois que a Rossia pisoo eom os seos exer-
citos a territorio turco; e depo: is que os governes
de Inglaterra, Franca eAUemajiha esgolaram.to-
dos os meios consistentes com a s ua honra para im-
pedir a goerra.
He este o motivo pelo qual r s ministros da cora
lem direilo a reclamar e prov a velmeole oblerao o
apoio geral da nacao, e anir nados pela convicelo
de qoe Azarara lodos os esfor jos psra se conseguir
a paz, assumirao, sem receiu, a maior responsa-
bilidade que pode conlrahii: om estadista. Ellas
na verdade nao podera esquiecer-se que, depois de
qoasi quarenla annos de cons ante paz e rara feli-
cidade, vamos entrar n" am a poca de differenle
caraeler, a qual, posto que levante a benfica in-
fluencia, e o poder de Inglaterra ao mais alio ponto,
eleve ser comprado comomain caro dos sacrificios.
Nao poderao deixar de s lem.'>rar, qne, a algns
respeilos, as calamidades da gm srra sao aggravadas
pelo longo intervallo da paz r, (ue o commercio se
lem estendido prodigiosamente, que as naces es-
USomais dependentes urnas dason'tras,. eque os seus
prejuizos eslaro era proporrao los beneficios mu-
tuamente dados e recebidos. Este'molivo sem du-
vidafar com que o governo desle paiz seja o pri-
meiro a adoptar medidas mais Hberaes de poltica
commercial durante a goerra. Porm sobre todo
o grande objecto qoe todos devem ter em vista he
fazer terminar esta goerra promptamente com fe-
liz xito. Se isto se poder'obter, a paz do mundo
ficar mais segura pela prova que houvermos dado
de qoe este paiz, com toda a sua reputarlo com-
mercial, nao se esqueceu do oso das suas antigs ar-
mas, e que a Franja com toda a sua reputarlo mi-
litar, nao he menos anciosa do que nos em renun-
ciar o espirito de conquista, e em defender a causa
da paz. Com esla esperanca o povo nglez esl pre-
parado para a guerra, e para este fim se expe
a ella, e com inleira confian ja as forcas de S. M.
e na jusli ja da nossa causa, o corarao e a voz da na-
jo invocarao a prolecjao do Altissimo para disper-
sar e fazer baquear nossos inimigos.
(Times.)
(Echo Popular.)
JJon-n
Esse nome parece-me muilo proasiaoo, e nao
posso crer que perlonja a m Fraurcz.
Com effeito.
Que diz, Mr. de Sivry ?
Renn comn V. M. 1...
Jolga esse duque bem aulhentic o 1 .
Nao sei.
E paroce-lhe decente qoe genf ishomens que
pertencem as primearas casas do mino de Franca
joguem a vida contra a de usa avenlareiro de gran-
de escala? e
Sivry e Louvain-calaram-so, porr me nao compre-
hendiam mais nada na liuguaeem < jm que o rei lhes
raliava. Pensavara que o duque de Naundorff era
um homcm de sentimenlos iiobres., e que pouco im-
portava que seu nome rqsse. fram xz ou prussiano :
diziam comsigo que o duque os i .sallara, e que em
lodos os paizes um insulto pede ama repararflo :
emlim lembravam-sc de que a pr ovocacao do duque
Uvera por teslemunha o vi sconde de Chdetal, e que
a honra nao lhes permii.lia reci.iar em semelhanle
circumstancia.
*i.T "8e1nll0t' ai9 enfi\n Sivry rm voz grave e um
lano solemne, o duqn.e de Naundorff iosullou esta
ijoi te-ao marquez c a mim em presen ja do visconde
d? Chadeuil O mai ,-quez de Locivain eeu eslamos
nem decididos a vid ^ar nossa honra ultrajada e a
fazer respeilar tanlo. em Miltau como em Pars o
nome qne temos.
Enlaosaja reso lucao esl lomada, disse o re,
e osjjBltres se bate irao':...
Picaremos prof undamento confusos de desobe-
decer a V. M. ; mas esse duelo foi livremeule acei-
to, e ha vemos de ir i elle.
Liz XVIII fazif i de vez cm quando pequeas
passadas no meio da sala, e durante cada uma des-
sas passadas seu olh irarderile segua ossenlimenlos
qne vinham piolar -se na physionomia do seus in-
PRTJSSIa.
(Exlraclo da correspondencia do Times).-*-Berlim
18 do marco.Hoje de manhaa depois d'aberla a
sessao" da segunda cmara o presidente dos minis-
tros, barao de Manteuffel, dirigi cmara \ o sc-
guinle discurso.
o Senhores.O governo de S. 51. tem considera-
do cora a mais seria allcnjao o progresso dos acon-
lecimentos, que iulcrrompi-rama paz do Oricnle
que actualmente se acha mais ameajada, e nunca
perdeu de visla os deveres que lhe impoe a posi-
jao, que a Priissi oceupa na sociedade dos estados
da Europa, nem os que lhe incumbem as circums-
laucias especacs do paiz, e as sqas relacOes com o
resto da Allcmanha. .
a Nos deveres mencionados em primeiro lugar, a
Prussia reconhece a obrigajaq de empregar lodos os
seus esforcos para a conservajao da paz d'Europa, e
o governo tem a satisfactoria conviejao de ter ten-
tado os meios que se lh offereciam para o conse-
guimenlo d'esle fim. Com esle objecto njo s se
aproveitoo da influencia e confianja, qoe a Prussia
goza entre as potencias strangeiras, para entrar
n'uma esphera indcpendenle cTacjao, mas tambera
uni os seus mais zelosos esforjos com os da Aus-
tria, e das potencias occidenlaes as conferencias
deVienna, com a esperanca de levar a um arranjo
amigavcl o conflicto, que romper enlrc a Russia e
a Porla. O governo nao hesiton .em fazer-entrar
nos protocolos as sias vistas pelo que respeila aos
direitos da qnestao; e, pela sua cooperjao, conferir
aos passos dados pela conferencia para a manuten-
ido da paz, todo o peso qoe resulla da acjo com-
mm ; porm anles de declinar a sua liberdade de
decisao, antes d'cnlrar em compromissos, cojas con-
sequencias directas, ou indirectasseriam a nbrigajan
de tomar uma |>arte acliva no conflicto, o ^governo
cnlcndcii qne era do seu dever calcular, com um
cuidado consciencieso, os sacrificios que importa a
paiz e aos interesses da. Prussia.
O governo est rcsolvido a reclamar para a
Prussia, debaixo de todas as circumstancias, o di-
reilo de cooperar para a conservajao da paz da Eu-
ropa, porm nao julga que a Prussia' seja chamada
do mesmo modo que as oulras najSes em conse-
quenciada sua posjao geograpliica, e de seus re-
cursos navaes, a tomar uma parle acliva na protec-
jao da inlegridde do imperio ottomano, n'um con-
flicto cujo alcance ainda se nao pode prever, e cojo
objecto primario nao affecla os interesses da nossa
patria, mas sementeos privilegios ea influencia,,
que outras- potencias pretenden no territorio da
Porta. Em quanlo nao julgamos ser chamados
lomar uma parle acliva no presente conflicto, he ob-
jecto de grande consolajao para o paternal corajao
de S. M. o rei, o poder conservar os beneficios da
paz para a Prussia e para seus alliados no Buiul, por
mas lempo do que as potencias mais directamente
interessadas o julgam possivel para si mesmas".
o Inspirado por estes sentimenlos, S. M- o rei de-
cidi nao exigir da najSo prassiana aquellos pesados
sacriAcios, inseparaveis da guerra, em quanlo os
verdadeiros e particulares interesses da nossa patria
n3o reclamarem imperiosamente essa decisao. Con-,
tinuamosa permanecer firmemente na attilude qne
assumimos no protocolo de Vienna; porque se a
manutenjao ou o couseguimento da paz continuar a
ser o alvo essencial, e o fim das conferencias de
Vcnna-ser coherente com ella,*se nos, en
quanlo a nossa posijao particular o permiltir, con-
servarmos o passo abarlo para todas as tentativas
pacificadoras, anda mesmo que os oulros estados
m razao de occoparom urna posijo diversa da
nossa, so julgucm obrigados a lanjar m3o das ar-
mas.
, Temos o direilo de contar com uma jusla e im-
parcial apreciaran da nossa conducta da parte das
potencias strangeiras, e consegointemente com o
su acorde: as nossas coiisiderajoes pelos nossos
alliados do Bund allcmao e a nossa confianja na boa
intellisencia que eslamo's estabelecciulo com elles, e
mais. particularmente com a Austria, he que tem
tdo uma parlo mais saliente as resolujoes do go-
verno.
o No mesmo grao com que S. M. se acha pene-
trado do seu dever real para conservar a Prussia e
Allcmanha livres das calamidades da guerra, .em
quanlo a dignidade prosperidade d'ambas o pe-
mitlrem, igualmente so acha rcsolvido, sod todas
as circumstancias, .a fazer juslica alta missao que
incumbe Prussia, como potencia europea e de au-
xiliar fielmente qualquer alliado da confederaj3o,
que pela sua posijao geographiea se veja chamado
a desembainhar a espada mais cedo que a Prussia em
defeza Jos interesses allemSes.
Sguindo esle pjano d'umq poltica nacional e
independen te, os ministros de S. M.contam, confia-
damente com a plena approvajao do paiz, e especi-
almente cfesla cmara.
. Todava nao podem occullar a si mesmosj qne
uma feliz realisajao das suas inlenjes poder so-
menle seralcanjada se forero acompaohadas com a
firme determinajo de seopporem a toda e qualquer
tentativa, de qualquer lado que vier,* tendente a
compellir a Prussia aenlrar n'oolra vereda, qoe nao
seja a que escolhea por sua livre voolade, e a fazer
com que os recursos deste paiz sejam a pro foniros
interesses diversos d*aqueltes que ella julga do maior
momento.
S. M. julga ter feito uma exposicao da Arme
resolujao em que se acha,, no momento actual, e
pede s cmaras os meiosde assumir, com dignida-
des uma posijao no estado presente dos negocios da
Europa, consistente com o poder, e com a historia
da Prussia.
Por tanto,, por ordem de S. M. tenho a apresen-
4ar cmara, para ser approvada, em conformidade
da conslituijao, urna proposla, para qoe o governo
possa conlrahir um empreslimo de 30 milhes de
Ihalers. Ser-vos-ha appresentada uma le para se
obterem os meios, por um augmento temporario dos
imposlos, para fazer face- aos juros, e de.se pagar
gradualmente o capital do novo empreslimo, no caso
que o governo infelizmente se veja obrigdo a fazer
aso delle.
o Seuhores,o governo de S. M. vos tem franca-
mente manifestado, a vereda, que se propoe se-
guir, c quanlo mais promptamente forem votades
os meios para que o governo possa manter uma al
tilude firme e indcpendenle, menos probabilidade
baver, para que a Prussia se veja exposta a exi-
gencias, que lornariam necessarias outras medidas
da parte do governo para obter os meios que actu-
almente reclama. Podis ter a certeza de que
ses meios s serao empregados no inferesse par-
ticular da Prussia e dos seus alliados do Bund al-
lemao.
Senhores, os soberanos da Prussia, todas as vezes
que tani reclamado do paiz um sacrificio, ou nm
penhor da sua confianja, em nome do mais alto dos
beneficios da trra, em nome da honra c da inde-
pendencia da palria, nunca receberam onlra res-
posla, que nao fosse a expressao de uma esponta-
nea offerta das vidas e fortunas do sen povo; e vj,
senhores, tambem pariilhareis a nessa conviccSo de
que a vossa voz exprime fielmente os sentimenlos de
todo o paiz, depositando confiadamente as mos do
nJjtovcrno de S. M. os meios para proteger inde-
o* ^ndencia do paiz contra toda e qualquer violajao,
c para convencer a Europa, de que lodo o poder
do paiz esla, como sempre, promplo a entrar na
arena, quando he chamado a conservar intacta e
resplandccenle atravez das tormentas dos lempos, a
heran ja (Je honrosa independencia que o herosmo
de nossos pais nos transmiltio I
Esle discurso foi receido com signaos d'approva-
jSo e expressfies d'applaoso, e com especialidade
do lado direilo da cmara.
O presidente propoz qoe se nomcasse orna com-
missao de 21 membros para examinar a proposla
ministerial, 'e dar o seu parecer*.' Em seguida o
ministro da fazenda apresentou o seo plano, afim de
fazer face s obrigajoes que o novo empreslimo im-
punha ao paiz. (dem.)
si
lerloculorcs.
Quando Louvain
do teria lugar, quo
ambos estavam bem
jo da honra, seus o
elareceu-se e os se
asseverou que o duelo aonuncia-
nada podera adia-lo, que emfim
decididos a por a vida ao seni-
Ihos dilalaram-se, sua fronte es-
as labios alongaram-se sorrindo.
Pois bem I d' isse elle, a condula dos senhores
he a de perfeitos gentishomens ; alm disso tenho
feilo para impedi ,p esse duelo mais do que devra
lalveZ, porm ^le no que dr, praza a Dos poupar
o sanguede meus i nais fiis subditos. Senhores, nao
esquejam-se dequ i a aejao est travada entre dous
rnui|H>s inimigos, 'uiu.ardeiite. activo e aoaixonado,
oulro tranquilla,.ii ws firme em sua forja c em sen
ifo. Cumpre ferit sem piedade os iuimigos do
nossa causa, e tanto no exercilo de Conde como em
Mittau. cumpre nao lemer descubrir as manobras
vergonhosas d que podem querer usar.
Vossa magostado pode confiar em nosso zelo...
Muito bem I mas lodos os inimigos nao apre-
sentam-se de rosto descoberto, vem a nos com o co-
rajao envolto nesse as triplex dquc falla Hora-
cio, e at os ticos mas exercitados nao podem sem-
pre penetrar... a eses releva fazer uma guerra
sem tregoa, porque sao os peiores o os mais lemi-
veis I...
Luiz SVIII den moslras entao de querer despe-
dir os dous geulishoineus, os quaes loruaram a ga-
nhar inscnsivelmenle a porla.
Adeos, senhores, disse-Ihes o rei, e anles de
seu encontr, aconselho-lhes qne consullem a Mr.
Qualr? Sons des Chenets sobre a moralidade de seu
adversario. Eslou cerlo de que elle ha de ler mu
curiosas informajOcs que dar-Ibes.
Um quarto de hora depois que os dous gentisho-
mens reliraram-se, Luiz XVIII chamou seu cama-
rista mor Mr. Quatre Sous des Chenets, e disse-lhe
com um sorriso fino e cheio de malicie,:
' Entao, que ha t %
Elles sao dedicados a vossa mageslade, respon-
den o velho cortezao.
E que pensam do Naundorff?
O mesmo que eu pens, seohor.
E que pensasa respeilo delle 1
Que he um homem mui perigoso, do qoal
conven desfazer-rios...
Luiz XVIII recolheu-se alcova, lanjou-sc no
leio, c nao tardn a adormecer com o somno do
justo !
XVI.
Antes do dado.
Perto de urna hora depois que o rei da Franca
despedio Sivry c Louvain. dous ltomcns sahiram dos
bosques situados algumas leguas distante de Mittau, c
encaminharam-scumao lado dp'dWo'pp esla cida-
de. Podiam ser enlo quatro huras, o sol ronierava a
despontar no horisonlc. o campo nu", triste o dieio
de sombra linha s vezes myslerios-'is eslremccimeu-
tos, que qualquer feria tomado pela respirajao da
Ierra.
A estrada que seguiam os dous homens era plana
e montona; aqui e al|i troneos definhados erguiam-
se do chao n direila e esquerda romo espectros do
oulro mundo, estendendo os brajos descarnados e
torios come para agarrar na passagem os viajantes
demorados.
De quando em quando \ia-se scintillar so longe as
aguas moras de um lago eacantadoi, c vento fri
AUSTRIA.
(Correspondencia do Times). Vienna 18 do mar-
jo. Diz-se em Constanlinopla, que a Franja e
Inglalerra parecem havere trocado os seus papis.
Aquella foi mais prompla em accear o desafio
da Russia mas esta lem desenvolvido ullimameole
mais energa do que a sua alliada. .
O estado maior inglez j escolheu um lugar per-
to de Gallipoli para o desembarque das tropas; po
rom, como ainda nao se deram os passos prelimina-
res, e necessarios para o desembarque das forjas
francezas, presame-se geralmente que os auxiliares
inglczes serao os primeiros a entrar no territorio
turco. 0 Caradoc voltou com os officiaes qoe ins-
peccionnram a entrada des Dardanetlos ; e diz-se
que as fortalezas serao guarnecidas pelos alliados;,
Continua a correr o boato relativo a mudanja de
cmbaixadores em Londres-e Pars.
Fuad Effsiidi, logo qne haja desempenhdo os
seus deveres de commissario extraordinario no Epi-
ro, ir para a corte de Franja, e Alli Pacha," o ex-1
governador de Smyrna, para Londres. M. Mussu-
rus, diz-se que sera o futuro governador de Samos,
mas nao he provavel quequeira ser mandado para
uma ilh'a em que seu sogro, principo Vogaridcs, he
ln impopular. Nao se diz nada a respeito de mo-
danja no gabinete turco. Aflirma-se que fpra offe-
recdo o cargo de grao visir a Mehmet-Ali; porm-
o x-Seraskierparece estar persuadido de queso eo-
trasseparao ministerio, naopoderia aclualmeutc fa-
zer -frente contra Redschid o Rize, pchtis qoe c-
lao agora na melhor harmona. Quando Riza foi
primeramente nomeads, Omer-Pach deu a sua
demissao, mas desde qu
a sua resol ujao de nao o
perfeita intelligencia entre o minan
commandante em chefe.- Os medie."
geri, que foram msMsK Shnmla
do da sande de Omer-Pach,
felamente bom.
Nomeoa-se um.
ver he prover o e
necessario.
O corresponder,
poltica do govern'.
pronunciada, depois qoe
conviejao de que a
sana, nao s par-
para a existcncii
Redschid pacha t
era que, aqoelle I
da pelas ngociac
dinerenjano arrar
partido da guerra s
uma yantagem par
Turqua.
Al os polticos mode
de Redschid declaran agor!
principados o si
por mais. lempo, suflifcienlesJ
d'esludo da Turqua sao
das najOes visinhas ij
ampia a das i
ra he nociva -
segunda'.
velmente i
com qoantO a ]
tria de grande I
sua amisatle se mi
da Servia.
Afim de induzir as tro|
se com mais lium^^H
mer Pacha offerecea
que apresenlar. um {
Em Couslanlin
novo corpo de gna
me"de guarda imperial.
As ultimas noticias do
mente se pora disposij!
20,000 infantes e :
Nota-se actoali
Redclffe e o embaisad i
Do Ihealro da guerra i
As folhas de -Madrid sao da
neral da Catalnnlia parte
va-dias constava qu
na fabrica denomi
povoac^o de Sanz, r.
os instigadores, Turan
da capital.
Na manhaa seguin h operario^
fianas a que pertenciam os presos recusaram Imba-
Ihar'em quanlo nao fossem sollos os
oheiros, e impedir
trabalhassem, obrig
sullou'molinsem lerxanentee, Procedeo-
a Vi homens e
No dia 27 la;
gando alern^ disso
dissuadir da mesma1
fabricas. Parece qae r
dir maiores salarios. Os ou
as oflicinas deviam ser auxUij
crea de soccorros, que
do e nao poda subsidia
A autoridade civil o
senlassem as fabricas
do-lhes salvo o direilo i
do da saa conveniencia
zeram obedecer,
grupos dos amolir.
da autoridade mi
pelas patrulh'as, pe
dos cabejas de moi
No dia 31 partecipa o
novamente se reunirn
merosos, pssando ao
a.guarda civil. A aul
pregar a forja militar,
da madrugada trazia o marulho das ondas que vi-
nham quebrar-se as coalas prximas. Um dos
dous horneas embujado em um capole de panno es-
curo com um chapeo de abas largas pareca cscutar
mais particularmente lodos esses rumores que fa-
ziara-se em torno delles, e apressava ou afrouxava o
passo segando esses rumores pareciam-lhe iiisicniJi-
canles ou proprios para inspirarem-lhe alguras in-
quielajes. Seu cOmpanheiro segua e imitava do-
cilmcnlc esses diversos movimeutos sem indagar o
motivo que os inspirava. At entao nem um nem
oulro tiuham abcrlo a bocea nem pronunciado orna
palavra. Emfim o que pareca diricir a marcha pa-
ron repentinamente, e sen companheiro fez oulro
tanto.
Nao ouve, senhor conde 1 disse elle abaixando
a voz e curvando-se para a trra.
Nao ouro nada, respondeu o segundo imitando
esse movimeuto.
O primeiro que era evidentemente o mais moco
lanjou-se immediatamente no chao e uni o ouvido
Ierra.
Eu linha razao, disse elle entao com voz len-
ta e sem deixar sua posijao, elles ah vem... eu os
ouoo...
E como, o mais idoao ia responder, elle acrescen-
lou com voz imperiosa :
Silencio deixe-me conta-los... um, dous,
tres... sao .tres... vem a galope... e tornando a leJ
vantar-sc, continuou:
Demais he fcil ver qnej foram precedidos...
pois basta o senhor abaixar-se para ver jieste -lugar
da estrada as pegadas dos cavalloe.
Quem te asseg'ura de quo nto U engaas ? ob-
jerlou o companheiro. Bem vej as pegadas dos*ca-
vallos comquanlo na verdade cja preciso estar ad-
vertido para dcscohri-las ; mas quem le diz quo nao
sao viajantes ordinarios1?
Duas razoes, tornou o mais mojo, dous moti-
vos igualmente poderosos: em primeiro lugar os
viajantes nSo rostumam a viajar por caravanas, c he
ovidenle pelas pegadas que vemos, que os cavallei-
rosque passaram nesle lugar eram mui numerosos;
em segando lugar os viajantes ordinarios nao andam
habitualmenle com tal regularidade que deixem ves-
ligios tao claros e correlos como esles.
Emfim se quer uma terceira razao, dir-lhe-hei que
tenho observado militas vezes-pegadas semelhanlcs
para poder anda euganar-me 1...
Por"todos os condes de Bergalasse evclainou
o mais idoso dos dous homens, o qual nao era ou-
lro que o propri conde de Bejgalasse, s, uieu clta-
occopado as soleas
sobre a iropajpedraj
Necessario foi i
sas e eotrar |
blevados,-que en
se saltando de
presos perto de cei)
O cap t o s^^B
ordem' comii
renovaram-se
do-se novos juntamenl
lugares pblicos, onde esta
bando.
As autoridades
cas mandando i fechar a
lecer'uma comirr
garos criminosos. Este
tes dos sediciosos, e qu
achoo^a menor resistencia, epodo
ainda nSo liui ras com apparencia pacifica.
iqnalidades
ro Dimitri, om homem -
picacia soberana de qu-
Djmitri fez o sen sorriso de
i- Se o senhor vivesse como
o escravo be om animal bravio
hrutaes c os maravilhosos iusl '.'-.Sa nos-
sos iuimigos tvcsscm oi-mesjnos dons ser-lhes-hia-
mos muilo inferiores; Dos foi justo al para com
os escravos... Den eotu Dimitri, ouvi di-
zer que essa igoald c existe eutrfe nos e.os bru-
tos feira conhecida e proclamada nas'leis romanas...
Sem duvida, interrompen Bergalasse, a le
aquilinia...
A lei aquilinia, aim, proseguio Dimitri ; mas
que cousa ser mais simples do que os: <
voltarcm-se contra homens m
sim, elevarcm "em ceri
crime !
Bergalasse incln o n-se sem
nao fosse precisamente da opiniao de Dimitri,.
va todava alsuma razao no qu
Mas ainda nSo che
essas questOes arden te
lempos virio sem duvida, tempe
que uos ser permittido tambem ter algum pao na
balaoca dos destinos humanos. Hoje con
calar-nos ev:
os homens que passaram aqui
de vimos. O principe Hartzoff -que
voz-com os escravos rosaos.e suas reunios secr
e creio- qae nao desgostaria de apanhar a i
3uom teme, 5 eorgele que d-lhe cuidados,
que que o enreda.
Oh 1 disse Bergalasse, porque deseja o principe
mal seuhora Georgele e ao senhor duque "
Elle deseja mal a Georgele, rospondeu Dimi-
tri, porque Georgele posse segredos que o priu
nao goslaria de >e,r divulgados.
Ah .'
Ello quer mal ao duque porque teme qfae Geor- ^
Hele ronle-lhe certas (larlicularidades de suu vida,
i[ue muito desejaria occullar.

_Ah ah i
H
as ponhamo-os de parte, porque os ravallei-
ros approximam-se, e convem que uao os deixemos
suspeilar.que os vimos.
Isso nao seria prudente.
Dimitri apartou-se loga do caminho e temi Ber-
galassqJmilado esse movimenlo, a estrada ficou li-
vre para a chegada dos cavalliros, cujo passos os
doi tiuham euvido.
(Conlimnr-t-ha.)


V

H
DIARIO OE PERNAMBUCO, SEXTA FEIM 5 DE MAIO DE 1854.


O-napflio general da Calalunha entende quo o
verdadeiro objeela da sedijao nao he a questao fa-
bril, mas um niovimcnlo do carcter carlista, por-
qne do (omoa parlo nella o partido liberal; o ac-
crescenta que foi em grande parle promovida por
"roa associajao religiosa formada oa capital e qae se
empenha em adquirir proslitos, iiititulaodo-se
(i escola da virtude por isso mandn dissolver a
dita amodajao. Carece-te de noticias ulteriores ao
dia 31 de marjo. ( Revolufii de Setemlre)
fiilipiii-------
O roareclial Saiiil,Arnaud dirigi ao exercito do
Oriento, a seguinte procUmaj3o:
o Soldados 1 Dentro de alguna das partiris para
o Oriente ; ido susteulir a causa dos alijados injus-
tamente allacados, e responder "ao repto con que o
ciar provocou as najcs do Occidente.
Desde o Bltico al o Mediterrneo, a Europa
saudar os vossos esforjos e os vossos triumphps.
n Combatereis ao lado dos Ingieres, idos Turcos,
dos Egj pcios; sabis quaes sao os deveres de inultos
d'armas; tiniso e fralernidade, eooperajao causa
oommura.
A Franca e a Inglaterra, oulr'ora rivae, boje
sito amigas e, adiadas; nos campos de batalha apren-
dern a fraleroisar; ambas dominam nos mares; as
esquadras abasleeero o exercito em qoanlo a ca-
resta ha de molestar o inimigo.
Oa Turcos e osEgypcios lem feito frente aos Rus-
sos desde o principio da guerra; el les sos, os lem
derrotado em mullos combates, qae nao farao elles
auxiliados pelos vossos betalhoesl
Soldados 1 as -agiras do imperio novamcute rom-
pemos ares, nao para ameajar a Europa, mas para
4 a defender. Segni-as como vossos pais as seguir m;
romo ellas, aules de deiiar a Franja, soltemos o
lanas vezes os tsrnou victoriosos: Viva
i parador! a
es nelexes annnnciam a captura de um
^^^p russo, no porto de"\Vatertord. Este
irado boa presa, e a tripolajao ficou
considerada prisioncrra.de guerra.
de Marsella leve lugar um successo
quasi da mesrna nalnreza. Appareceu no porto um
navio russo, o que causn geral sorpreza,' como lie
fcil desuppor; o capillo nao linha conhecimento
da declarajao de guerra, prem apeDas foi preve-
nido do eslado das cousas, fez-ee ao largo.
uopla escrevem em data de 27 de
marco o segu ule.
liado reuuio-se boje para lomar
conhacimeulo das quesues relativas aos negocios da
Grecia. Mr. Alelaxas, embaixador do re Otho,
pedio os seos nassnortes.
de guerra Cacique o Samsen bora-
tngano, as posijOes oceupadas pelos
Circasstanof.
na conversao do^bens das mesquislas
. em bi
9 os insurgentes gregos se apossaram
dcSoi
Vienna os seguales despa-
itrgo de roanhaa.No dia 28 de mar-
assenhorearam-se. de Hirsowa, lambem
ja estto'sealroreedaforteposisaodeBabadagh. Por
roosegointe os sussos eslo ja seuhores da Dobrud-
sch soperio
os Cossacos"chegam a Kastendji.
BaU aramia que no dia 27 foi to-
mado de assalto oferte deSsaclcha.
O Gloeepu untes despachos:
i Constantinopla, 24- de marco. As esquadras
combinadas deviam sair do Bospboro para Varna no
dia 2*. '
O iUvbU transporta tropas para Varna.
o Alhenas, (sera dala;.
O rei e a rainha da Grecia partiram da nossa ca-
pital para s fronteiras.
s passaram o Danubio em Simnilza,
sute de Sstowa. A inU dar lia j baslan-
> as tropas de Bucbaresl marcharam para
marco.
Os despachos annumciamqueos Russosconliim-
am a passar o Danubio. O exercito turco concen
Irava-sc e nao oppnnha resistencia.
L-se no Lloyd o seguinte :
c L'm despacho de Crajowa, digno do crdito, c
cfcegado a Hennansladt, annuncia positivanicnlc
qne os Tarcos tomaram,flensiva no dia 26 de marco
Sal forjas considerareis vadeou o rio,
caja por dous lados a fortaleza
abocidnra d'AIula. Prximo de
Kalafat i tentn no dia 27 romper a
tentativa foi mal snecedida. Ao
Mssa l'ach, director geral d'arl-
Ihari t-*e qne tentn passar o Danubio,
ilistria. O resultado deste lenlalivs. ain-
ecido. .0 principe Gostschakofl aen-
Commercio aVLsboa).
NCIA SO DIAB10 DE
^WAMBUCO.
a abril da 1854.
l O estado de guerra.
liitro de estado, em nome do
impa
tesis!
III, fea ao senado e ao corpo
anicaflo seguinte : O governo do
estado britnica haviam
le de S. Pelersburgo qne se a
Porta nao fosse de novo
s puramente diplomticos, as-
ijao des principados da Molda-
fosse cooiecada ira media te-
am urna data fixa, elles se vc-
nsiderar urna resposta negativa,
na dcejarajao de guerra. Ce-
, Pdessburgo decidi que nao
ja precedente, o impera-
esa de annunciar-vos cela resoluj.io,
a Rossia para com oseo em um esta-
ja responsabilidade perlence toda
a, ama mensagem real lida as duas
demarco, declara igualmente qne
ijoes estavam rotas, e que a rainba
dedicado do parlamento e dos seus

, Aguardando o cornejo da lula que seesl prepa-
rando, a Europa se leni oceupado inleiramcnlc ues-
tes ltimos das, e de urna forma retrospectiva, da
pitase al entao myslerosa.o occilla dcsla questao
do Oriente, ja i.'m ahtiga a despeitn da sua inslaiit
actualidade, da publicacao das correspondencias con-
Hdenciaes relativas s proptstas fcitas Inglaterra
pela Kussia durante lodo o anuo de 1833. Este
fragmento de historia contempornea mostra, em to-
da a sua verdade, a perseveraba e obstinara dcsla
ultima potencia, na proseeueao do sen eterno pro-
jeclo, o pretendido desinteresse do ciar, e a parte
verdaderamente leonina que dio se atlribue afinal
de coalas, na successao ainda nao abarla dos des-
cendentes do propheta. Sem qne se dC illusno al-
guma sobre as diflieuldades roaos da renovarao ot-
lomana, pode-sc dzer que ba na Turqua bastante
forja, bastante energa o riqueza, para manter a
sua independencia, c fazo-la rspeitac pelas outras
potencias ; as disposirSes para melborar o syslcma
govcrnamental sao notaveis, a corrnpcao, poslo que
infelizmente demasiado grande nao, lie nem por na-
lureza nem por forja capaz, de ameajar a existencia
do estado ; o Iralamento dos ebristos est singular-
mente sua visado e a tolerancia da Porta para com
esla parle dos seus subditos, podra servir de exem-
plo a rertos governos, que consideram a Turqua
como urna potencia barbara. Apesar da evidencia
destes Tactos, o imperador Nicolao, as snas con-
versajes com Sir llamllon Seymour, o embaixa-
dor da Graa-Brclanha, nao quer ver que a Turqua
anda possue os elementos da sua vitalidade, eslii
convencido que, obrando desta sorle, precepita a
eventualidade que (odas as potencias europeas sao
ioteressadas em conjurar, est convencido que nada
pode ser mais fatal i existencia da Turqua, do que
a predijao constante do seu prximo fim, do que
a presumpcao da sua decadencia rpidamente inevi-
lavel. Assim, elle eslabelece como facto inconles-
lavel, a desorgansajao, a ruina immineple, a queda
quasi consumada da Turqua, e em consderajSo des-
la eventualidade irrcmissivel.seguudo a sua opniao,
e impossivel de previnir, ello pretende acautelar
as eventualidades e conjurar a con fosan e a incerte-
za de urna guerra europea. Eslabelece um duplo
prograrhma sa poltica : tentara manutenjaode-
sesperada do imperio ottomano,- c em essencia re-
gular para o caso certo da calaslrophe inevitavel, o
eslabelecimenlo de' urna nova ordem de cousas.
Primeiro que tudo, defende-se dos sonhos c dos
planos que foram aOagados por Pedro Grande c Ca-
Iharina, seus gloriosos predcessores, repelle qual-
quer idea de novo desenvolvmcnlo do seu imperio,
que ello j reputa demasiado grande, e propOe ao
governo inglez entender-so sobre este negocio. Pou-
co Ufe importa o resto do mundo, nao se lhe d do
que farao e pensarn as outras potencias occidenta-
es; pede Inglaterra que se nao eslabeleja em
Conslantinopla, e promelle nao eslabelecer-se l
como tenhor, mas somenlc como depositario ; en-
tende que Conslantinopla fique sobos sellos rus-
sos, at que medidas tomadas 'cutre elle e a rainha
Victoria, venham, sem perturbar a paz do mundo,
enchero vacuo dcxdo pela extinejao do dominio
mahometano na Europa. ',
A'cerca dests primeiras propostas alinguagem
da Inglaterra he repassada da mais leal moccraja ;
nao ha crise alguma actual que torne necessaria a
olujao do grande problema eslabelecido pelo czar,
a eventualidade prevista nao est de maneira algu-
ma filada quanto ao lempo : quando Guilherrae 111
e Luiz"XIV dispozerarn por tratado da successao de
Carlos II de Ilespanha, providenciaram urna even-
tualidade qne nao podiam afastar, as enfermidades
do rei de Ilespanha, e o termo certo da vida huma-
na, tornavam esta eventualidade ao mesmo lempo
segura e prxima, a morte de Carlos II nao foi ac-
oderada pelo tratado de divisao. Oulro tanto se
pode dizer das dLsposijoes tomadas de anlemao no
ultimo seculo acerca da Toscana, com previsao da
morte do ultimo principe da casa dos Mediis. Mas
a perspectiva de urna dissolujao do imperio o(toma-
no he de um genero integramente differente, pde-
se reahsar em 20, em 50 on em 100 anuos.
Ainda mais, um arranjo concluido para um caso
semclhaute, tendera inevilavelme'nle a acoderar a
eveuliialidade que se deseja previnir, nao po
sertido por mu lo lempo em segredo, despertara
'grandes potencias, e a final surgira a lula curopc;
dos proprios meios adoptados para coujura-la. N es-
tas rcilexoes clteias de prudencia e verdade, o czar
nao podera parar, insiste em considerar a Turqua
enferma c moribunda, c perantc esla certeza nao
quer oceupajao de Conslantinopla pela Inglaterra,
pela Franja ou pdas onlras grandes potencia;, nao
quer reconslrucjao de um imperio bysanlno, nao
quer desenvolvmcnlo territorial da Grecia, cmfim
nao quer telalhamcnlo da Turqua em pequeas
repblicas destinadas a servir de asilo aos Kossuths,
aos Maizinis, c aos outros revolucionarios da Euro-
pa ; no caso de semelhaoles arranjos, est disposlo
para a guerra atoo sacrificio do seu ultimo soldado,
e he para previni-ios qne elle se preoecupa obstina-
damente da idea de combinajes eventuaes conser-
nentes adjudicarlo definiliva da heranja de Maho-
met II.Da a cnlendcr a Sir llamllon Seymour, que
existe entre elle e o imperador d'Austria orna intel-
igencia positiva e perfeilamentc eslabelecido, que
pouco se importa com a Franja a que'm presta a in-
tenjao de gauhar lempo, e que quer contar com a
Inglalerra. Faz-lhe a enumeracao dos diversos ele-
mentos do imperio, considera os principados Mol-
do-Valacbios como estado independente sob sua
prolecjao, e podendo permanecer na mesma silua-
j3o a Bulgaria e a Servia como podendo receber a
mesma forma de governo, comprehende que o E-
gyplo sera de grande importancia para a Ingla-
suhdi ;3o em que est de empregar
todos os recursos da naoao para proteger a' Turqua
contra as invasSes daBassia. Urna declarajao im-
perial datada em Paris, a 27 de marjo, d um pra-
zo de sois semanas, ao parlir dehoje, aos navios
rnssos do commercio, para sahirem dos portos fran-
cezes. Os navios de commercio que ah seacham
actualmer lies que, sabindo dos porlos
russas anlerioi dcclarajSo de guerra, ntra-
nos portos fraucezes, poderao ah permanecer
e complelar o carregamenlo ale 9 de maio inclusi-
ve ; os navios que forem capturados pelos cruzeiros
fraucezes depo da sabida dos portos de Franja, se-
t3o sollos A.provncm por via dos son* documentos
de nonio, qnese dirigem directamenle o porto do
seu destino, e aae ainda l nao poderam chegar.
O governo anplieon a sua atiencao sobre a situa-
rao do subditos. mssos em-Snuija, asseotou que
deveria Ccar a mesma que era at hoje ; connuan-
do a risMi rio francaz, os subditos cso
cerlos de i como dantos da prolecjao que
as lo ialquer oslringero, com a ni-
ca cpiii peitae*.
ou medidas anlogas.
O primeiro eonboi de naos, fragatas e corvetas a
vapor da marinua franceza reunido emToulon, a-
caba de partir ronduzindo as trapas pareo Levante:
. O MmtebeUo; o Algtr, a ViUe de Marteille, t>Je-
im M\, 5,400 homens; o iMioaV,!o Uloa, ola-
orador, o Colignt>,o Mtteore, a Gorjron,3,*50 ho-
mens, 225 cavafios. A Monttte, o Ularieur, o
Ijiplaee, o Infernle, 1,495 homens, 40 cavallos ; a
CafunUi, o Veioce, o Brandan, 1,130 homens, 20
los ; o iVnpoiecto, o Suffren,.3fiW homens; o
Montesuma, o Panam, o lbtrot, o Camoda, i
4,633 homens, SdeivllH. Este deposito ao qoal so
rconc o contingcnle do Crifoj*e 'Colomb se" ele-
va a 20*058 homens e 365 cavallos ; todos os das
urna partida dos navios do commercio frdados em
Marsdhad i yella, condutindo vallara, artilha-
lltaria, munijoes, vveres, objectos de acampamen-
lo. etc.
O emprestimo cncootrou em Franja o maior n-
rollimcnfo, e a subscripjft'pablica lornou- urna
sobscripjao nacional. 98,000 subscriptores j
se han inscripto, c a subscripjao se" leva a 467 mi-
Ihes.
^csta quanla nao estao eomprohenddos a Alge-
rla e alguns districlos remolos ; esla quantia nao
necessitad conunelilario, explica-se a si propria.
A diplomacia russa. ,,
trra, nao faria objerrAo alguma a que esla ultima
se apossasse dclle, assim como -de Canda, o que
cstabeleceria orna passagem segura e rpida cutre a
India Britnica c a Metropole, pela sua parle conti-
nuara esla oceupajao provisoria de Conslantino-
pla. ." .
- Por tanto, tal he o seu plano no calo em que as
cansas de dissolurao que aprsenla em sua
opniao o estado moral, financeiro o administrativo
da Porl vao semprc crescendo, no caso em que no
negocio dos Santos Lugares, o amor proprio e as a-
meajas da Franja, obrigarem o sulla a recusar
Russia qualquer salsfajao, no caso em qne n fiual o
fientimento religioso dos Gregos orlhodoxos ultraja-
do pelas concessoes feitas aos Latinos, sublevasse
contra o sultao a immensa maioria dos seus subdi-
0 bom sonso da Inglaterra ttiomphon de todas es-
tas insinajOes, de todas estas proposlas, capazes
somonte de excitar a mais franca reprovajo. O
czar depois de*aver intilmente presentado ante
esta grande potencia osen pretendido desinteresse,
esperou ser mais feliz junto de Napole3o III. Se-
gundo o orgBo offtcial do governo francez, seria pou-
co lempo depois da abertura das conferencias de Vi-
enna, que se dirigindo a um estado desdenhosamen-
lo posto de parte, na sua primeira combnajao, vie-
ra sondar as intenjes do imperador, oflerecendo
urna sea eonsderavcl ambicio secreta que lhe
suppnnba; as proposlas teriamsido feilas ao pro-
prio soberano, por Mr. de Kissclef, o representante
d corte de S. Pctersbnrgo em Paris, e a Prussia as-
sim como os estados estabelecidos o reconhecdos pe
los tratados de 1815, pagitra as cusas deslas propo-
sijOcs. Fui respowlido a estas offertas, que se enga-
navam quanto data, que 1854 nao linha analoga
alguma com 1807, que se as conquistas linliam sido
a necessidade irrcsistivel do primeiro imperio, o
respeit dos tratados e a paz da Europa sao boje a
forma poltica e o nico alvo da Franja.
Depois deste duplo revez o czar nSo lem prova-
volroeute tentado novos osforpos junto de outras po-
tencias, afiual a luz 8c fez para lodos, at para a
Austria c a Prussia,* Austria que era tratada co?
"roo vassalla, a Prussia que era ignominiosamente
querida.
A questao depois de ter sido torea, e antes de tor-
nar-so completamente europea he agorainteiramen-
le sermanka, a Allomanha se nao deve Iludir, ha
sido por duas vezes ameajada na dupla combnajao
do imperador da Rossia ; he o sea territorio, he a
na existencia, de que esle ultimo so atlribue a pri-
meira parle, c cujo rcslo elle nfferece ns grandes
potencias ocridentaes por premio dos serviros que'
recehease.
Por tanto,todos os estados da Europa j nao podem
ter urna duvda, ou urna hesilajao sobre o compor
lamento que devcnvlcr para com esle soberano in-
vasor, que desde lao longo lempo d por todos os
seus arlos um desmentido a todas as suas palavras, e
que depois d ter feito um appcllo inntil sua poli-
1 tica tenebrosa de dnas faces,|appdlapara as suas im-
I mensas leges do Norte; he indnbitavel qoe o va-
lor das polencias occidenlaes responder aos exerci-
tos da Russia, assim como a sua franqueza e a sua.
leelidao lem respondido sua diplomacia.
Dizcm que as duas,potencias allcmaas tecm sen-
tido vivamente a injuria que lhcs foi feita ; o gover-
no austraco, scguudo os boalos quo se espalltam est
em vespera de publican nm memorndum relativo
sua posijao na qneslao do Oriente, c os rendimen-
tos do estado seriam dados como hypolheca especial
ao banco de Vienna para os seus avan jos ; oslas me-
didassao tanto.-mais impacientemente aguardadas
quanto mais argentes se vao tornando os aconlcci-
mcnlos.e qne os Russos Iranspozerara de novo o Da-
nubio sobra varios pontos.
Os armamentos do czar. ,
Ao passoque a Franca e a Inglaterra mandam a
suaesquadra funder no Bltico, o imperador Nico-
lao faz immensos preparativos de defeza sobre diver-
sos pontos do gophode Filaudia,que sao vuloeraveis
do lado do mar; conhece-sc a sua prodigiosa aclivi-
dade, lem visitado on visitar immedialame.nle di-
versas prajas fortes, laes como Cronsladl, Barui-
emliaum c Helsingfors, para estimular o ardor dos
operarios empcegados nos trabalhos de defeza. As
esquadras sao obrigadas a fazer a resistencia mais
determinada. O corpo dos guardas*c dos grana-
deiros se compOe, o 1." de 36,650 homens de infan-
laria efTcctiva, do 13,290 de cavallaria, com 2,000 sa-
padores, 3,000 homens de artillara, c 116 pejas de
campanha. O segundo corpo appresenla jo raesmo
algarismo em iufantaria, sapadoresc artilharia, com
5,728 homens de iufantaria de flor, 19,000 do caval-
leria, 6,000 de artilharia, c 4,000 sapadores, o que
faz um tolal de 104,000, numero redondo. Sao des-
tinados a formar as guarnijocs desde Abo na Filan-
da, ateo goipho de Livona; serao coadjuvados pelo
corpo especialjfiiandcz de 14,000 homens,assim como
pelos numerosos balalhOes veleranose de guarnijao,
chamados guarda interior, dosquaes ha pouco mais
ou menos seis balalhOes do 1,000 homens cada um
nos districlos desde S. Pelersburgo at Riga, inclu-
sivamente, de sorte que a calcular pelo mais baixo,
a forja- eflectiva dsponvel entre Abo e Riga,ha
120,000 homens com 260 pejas de campanha.
No proprio tlteatro da lula a linha de operajoes lo"
mou urna eslen jao appropriada s operajoes de de-
feza. Esta base immensa de operajoes se estende
da porta de ferro na Transylvania, ao longo do Dan-
nubio, at a embocadura destes ros, e mais longe
da costa do Mar Negro at o Baloum e o monte
Ararat; as tropas de assallo coramandadas pelo ge-
neral Lifrand formara a ala direita extrema deste
exercito e constara de 42,000 homens. Na grande
Valachia ha 75,000 homens sob as ordeus directas
do principe Gorlschakoff, cujo quarlel general he
em linchares!.Na zona entre as embocuduras do
Sereth c do Prulh, se acha o general Luder com
40,000 homens. No zona entre o Prnth e o Dnister
o general Ossen-SaoLcti com 60,000 homens. O sex-
to corpo d'exercilo commandado pelo general Djeo-
dascken ainda esta em marcha.
O governador de Zitomir, o general GehmelinkofT
est organizando um corpo de resorva"de 30,000
homens; outras tropas movis em o numero de 45,000
avanjam a marchas forjadaspara Odessa e a Crimea.
Em f)m no Caucaso cujo exercito tem o su quarlel
general em Isflis, o principe WoronzofT, exclusive
a reserva, lera debaixo das suas ordens 18,200 ho-
mens ; a islo se deve acrescentar 40,000 homens,
que oceuparao um campo fortificado em Fokschani,
c por consequeucia o centro do Danubio.
Ao incsmo lempo que touiava medidas de defeza,
o czar, para dar mais forja sua auloridade, lomou
a respeito das diversas parles do seu imperio, ou-
tras medidas.
Por via de ukases imperiacs, poz em estado de
sitio o governo de Ekaternoslaw do dislriclo de Ta-
ganrog, sob o cominando do general de cavallaria
Khomoulofi", substituido do Helraann da tropa do
Don ; o governo de S. Pelesburco sob o eommando
do Grao duque herdeiro, commandanle' em chefe
do corpo da guarda c dos granadeiros; o governo de
de Esthonic sob o eommando do general sjudanlc
de campo, Berg, o governo de Livonia sob o eom-
mando do ajudante de campo general, o prncipe de
Italia, conde Sauvvaroll Kiminsky ; o governo de
Arkangel sob o eommando de Vice almirante Boel
governo de Podalia, urna parle do governo de
crsoit, a Bessarabia,sob o eommando do principe
Gortsckon*; o reino da Polonia, os governos de Co-
urlande, Kowno, Vilna "e Grodno sob o eommando
do general ajudante de campo, o conde Rudjger.
Insurreirao grega, Temos a dizer alguma cousa
a seu respeilo, por que em nossa ultima correspon-
dencia apenas fallamos de passagem. Com efleito,
esta nova e triste defferenja occorrida nos negocios
do"' Oriente pela insorreijao grega augmenta as in-
quielaeoes e as desconliaucas dos Turcos, pode ter
por elfelo despertar o fanatismo mussulmano, cons-
Irango o Sultao a dividir as suas forras, no momen-
to em que ello tea necessidade de concentra-las
no Danubio.
Em fim colloca na cituajao mais delicada as po-
lencias occidenlaes, obrigadas a conciliar a coopc-
rajao que ellas lem promettido, e que devem ao
seu alliado, com os symploraas que tem professado
para com as populajes chrisiaasda Turqua. Pr-
tenlo he aos Russos que ella aproveila, e todava nao
foi sob a iuspirajao do czar que se produzio. As
populajes gregas do Epiro no tempe da guerra da
independencia, ha nm quarta de seculo, pediram
qae, fossem comprelienddas Dos limites do novo
estado creado sob os auspicios da-Europa, e apezar
dslo, decidio-se que o Epirp ficasse sendo provin-
cia (urca. Os nove decimos da populajao eram de
raja,de lingua e de, regiao grega," e houveram con-
sid era veis emgrajOes as religiGcs do novo rdno
cirrumvizinlias frunlcira.
Hoje os Epiro tas na vsinhanja commum dos seus
anligos compatriotas, subditos acluaes de ol-rei O-
thon, o das populajes das Ibas Ionias, livres sob
o protectorado inglez, esulo inspirados somenlc pe-
lo amor da independencia, e pela consciencia da
sua superioridade numrica ; releva acrescentar a
este fado qae as tropas regulares do Sullo cuja
presenja era um elemento de pacificaran e urna ga-
ranta-de tranqu'.llidade, foram mandados para o
Danubio, e substituidos por corpos irregulares, que
em consequeucia de sua indisciplina e desrdeos tem
dado moitos motivos de queia aos christaos.
A Turqua pelos conselltps da Franja e da Ingla-
terra pode Bear livro de asilarnos e revollas por
meio de urna administraran prudente, recta e ben-
vola, que conclleos christaos com" a supremaca
mussulmana. As duas grandes potencias occiden-1
laes devem ser um penhor mulno de seguranra pa-
ra os Turcos e os Gregos. Os Turcos lerao todo o
mrito das concessOcs que concederem, e os Gregos
serao atlcndidos as suas justas qneixas, e porcon-
sequencia a estrada das. reformas he o mais seguro'
meio de embargar a insorreijao. Se por oulro lado
as animarnos do reino da Grecia lhe quizessem dar
proporjoes temiveis, a Inglaterra e a Franja que
fundnram a Grecia moderna i cusa dos seus solda-
dos c do seu dinheiro, nao permillirao que ella lomo
parle contra o son alliado; senhoras dos mares na-
da Ibes he mais fcil do qne puf el-rei Othon fora de
estado de offender a Turqua, o nao deixaram de
assim proceder, por que a todo o cusi devom im-
pedir-o desmembra ment mais parcial do dilo impe-
rio oltomano que pretendem conservar no numero
dos estados europeos. FuadEtiend he urna es-
colha qne d para a pacicajau do movimenlo in-
surreccional a melhor esperanja.
'O emprestimo turco, Ja temos Tallado das medi-
das finaucciras tomadas pela Inglaterra c pela
Franja. A Turqua lambem lem prvido as noces-
sidades das. rjrcumstnlirias.
Os Rotnfchild de Londres publicaram os' promc-
nores relativos a OjOr novo emprestimo tureo, cuja
quantia he fixada cm 2,747,400 libras esterlinas, ao
juro do 6jo. Amor parte daquellcs que se oceur
para cora operacoes finaucciras ainda tem presente
memoria ludo quanlo occorreu cerca do empresti-
mo turco de 1851, c o honrado e leal procedimento
do governo otlomano ncslc negocio nao podera dei-
xar de excitar nm interesse decisivo pelo novo em-
prestimo. Foi em mu grande parte sem autorisa-
j3o do governo turco, que o primeiro emprestimo
foi contrahido; as cund joes com que foi negociado
diferan inleiramcnlc das aprcsenladas pelo gover-
no do Sul%>aos.gjj|n?agenlcs, c a Turqua cm rigor
loria podido recusar de fazer ans possuidoresde tcupt
mais do que oreembolro so seu capital com o juro
que delle resnllava; mas com um liabil e generoso
senlimenlo que lhe faz a maior honra, o governo
oltomano, ao reembolsar o capital pftgou entao um
premio do 3/o, asnm como os juros, aos possuido-
res de apolices: a honra e a integridade do gover-
no turco n.1o podem ser postas em duvida, o s he
necessario examinar os seus recursos. Segundn
ultimo quadro da recolta-.- e despezas, as primeiras
oflerecem sobre as ultimas um diminuto excesso, c
como neslcs ltimos aonos operou-se no commercio
um progresso considcravcl, como nao ha certamen-
te razSo para crer-se que o governo pratique algu-
ma cousa que'possa difllcullar o commercio da Tur-
qua, podesse presumir que os recursos serto abun-
dantes. Com urna populajao consideravel, sem di-
vida publica, com nm rendimenlo perfeitamente ao
nivel das despezas ordinarias, lio certo que no fal-
tarao os meios para salisfazerem-se os compromis-
sos que se contrahirem sob a aulorisajo do gee
verno.
Esle emprestimo produzria 6J de juros ao pare
emitlido a 85 ser rcembelsavel dcolro de 15 annos,
procedendo-se o sorleamnlo, de seis em seis mezes,
das obrigaj&es que representaren integralmente o
capital. As entradas dos subscriptores serao gra-
duadas da maneira seguinte: 155 na occasiao de as-
signar-se n subscripjao, 10$ no l. de maio, 20$ no
l.de junho, 20$ no 1. do julho,.c 20J no 1. de
agosto.
O apoo da Franja e da Inglaterra Turqua tem
grandemente contribuido para aplainar as diflieul-
dades da iiegoriajao deslc emprestimo. Approvei-
(ando-se das lijoes do paseado, a Turqua tem hoje
recorrido ao crdito de que hao asado largamente
lanos estados dos dous continentes ; a maior parte
dos emprestimos conlrahidos na primeira metade
desle secute tem sido applicados s necesidades da
guerra, o novo emprestimo turco tem um deslino se-
melhanle, mas esta nobre guerra. da independencia
otlomana, da-lhe o carcter de urna divida sagrada,
de que este povo (ao fiel sua palavra far para s
um dever de honra.
Tratado. Noticias de Conslantinopla annuuciaram
que o tratado de allianja entre a Franja, a Ingla-
terra e a Turqua [ora assjgnado cm a noite de 12
para 13 de marjo. As principaes clausulas sao :
1." allianja oOensiva e defensiva entre as tres po-
tencias contratantes; 2., garanta da independen-
cia e da integridade do imperio otlomano ;3., obri-
gajao da parte da Turqua para nao cessar as hostili-
dades e nao abrir negociajoes cpm a Russia, senao de
aecrdo com as duas potencias adiadas; 4., promes-
sa da sua parte para ajudar a salisfazer as uecesaida-
des immediatas do exercito auxiliar, que a Franja e
a Inglaterra se comprometiera a mandar em soccor-
ro do Sultao.
Ducado de Parma e de Plaisance.
A 26de maio pela volla de cinco horas e tres quar-
os da larde, S. A. R. Carlos III vollava do passeio
no meio de grande numero de cidadaos pacficos, e
se dirigida po acojnpanbado do seu ajudante de cam-
po, para o seu palacio, quando um assassino postado
em observaran no ngulo da encruzilhada de S. Bia-
gio, que vai dar na ra de Sania l.uiza, o ferio com
um eslylctc. O duque cahio sbitamente : e examc
da ferida mostrou que o cslylete havia penetrado na
cavidade do epigastro, n'uma profumjidade de 3 po-
legadas, quo o peilo soffrera lcsOes, e que o baixo
ventee havia sido ofindido; violentissimas hemor-
ragias estancad as por nm momento, reappareceram
com grande int ensidade, e elle murreusegundafeira.
O assassino fugio, ignora-se o motivo que o im-
pcllio a comrael ler este horrivel attentado, todava
jiilga-scqucfor.ini motivos pessoaes.
Oduque havia tomado as redeas do estado do Par-
ma e Plaisance a 27 de agosto de 1849, era conse-
queucia da abdica jan do doque Carlos II, seu pai,
boje residente na Allomanha, o qual era filho e suc-
cessor da Infanta Mara Luiza de Ilespanha, viuva
de Luiz d'Etrura, creado duque de Lucca pelos Ira-
lados de 1815, para lornar-se, duque de Parma por
morte da impera triz Mara Luiza. A duqueza Lui-
za de Bourbon h e a irmaa do duque de Bordeax, o
chefe da casa rea l de Franja, ficou orphSa no pri-
meiro anno da sua vida pelo crime de I.ouvel, o as-
sassino do duque de liorry seu pai, est hoje vinva
por um delicio semelnante. Ha existencias as
quaes se encontram mulos pontos de contacto dolo-
rosos. Esta pr aceza lomon a regencia durante todo
o tempo da men.oridade de seu filho Roberto, ainda
muilo crian ja. A ordem' nao foi perturbada.
Mediacao brasUeira em Montevideo.
Ao passo que cm a nossa velha Europa, os gran-
des estados pelo seu direto e dever de inlervenjAo
pacifica, se preparara para consolidar, firmar e
salvar na sua independencia nm estado cujo futuro
tem necessidade solutamente absorvidos nos seus proprios negocios,
que nao sigam com um immenso interesse todos os
progressos inaugurados lambem no continente ame-
ricano em favor da cansa da cvilisajao e do re-
pouso dos povos :: a inlervenjao do Brasil em Mon-
tevideo annuncia da e lcalmenle explicada pelo Sr.
Antonio Paulino lampo de Abreu, na sua nota di-
plomtica de 19 do Janeiro de 1854 mostra toda a
redido da poltica do grande imperio, em presen-
ja dos males de d esolam o oslado oriental; a note
recorda com grande precisao em que phases polti-
cas a repblica do Uruguay nasoeuem 1828, tem
vivido depois colr e os perigos da guerra e das des-
ordens civis, o as ameajas continuadas do governo
de Buenos-Ayres, >e foi livre em 1851.
O governo do imperador D.'Pedro II nao ti ola
necessidade defazcir protestos acerca do sea desin-
teresse c do sea re ipeito aos tratados, o sen poder,
a sua franqueza di! carcter de proceder que all
tem sempre mantid o em todas as circumstancias,
revelammni claran tente os seotimeolos queiuspi-
ram a sua inlervenjao. Ningaem duvidar qne o
Brasil responda ao appello que se lhe fez, muilo
menos para proteger os seus interesses comprme!-
lidos pela agitajao permanente das suas fronteiras
mcridionaes, do qu e para dar ao estado oriental a
vida poltica c soda I, e ningaem hesitar em con-
ceber desta iutervenjao as melhores esperanjas
Industria. Novo vapor. ,
Immensos preparativos se fazcm neste momento
nos estaleiros de 11. M. Scolt Russell em Millwall
para a empreza de nm vapor, de ferro, de um tama-
nho colossal, que vai ser roustruido por conla da
companhia oriental de navegajao a vapor. Como a
rea destes estaleiros nao seja bastante extensa em
comprimento para receber a quilba deste enorme
navio, foi preciso invadir os estaleiros viznhos.
Eis-iqui quaes sao as dimensocs deste vapor, cuja
conslrucjo excita na Inglaterra o mais vivo interes-
se entre lodos os-cotilrnclores de navios : capaci-
dade 10,000 toneladas, comprimento de popa a
proa 700 ps, viga 83-ps, e puntal 58. As machi-
nas, a hlice, e nm par de rodas terao urna forja
nominal de 2800 cavallos. O numero dos camaro-
tes de primeira citas ser de 500, e haver alm
disso cmaras mu ufpajosas para receber ou tropas,
ou passageiros de .rgunda ciaste. Este navio de
ferro lera nm casoj dnplo com um inlervatlo de
dous ps, oito pule gadas e 14 repartimentos, cuja
mor parle nao ler. i menos de 40 ps de exlenso. I
Segando estas disposijes, espera-se qne o vapor j
embarque urna proviso de combusliveis suffieien-
te para urna viagem a Calcula ou a Australia, e
voltar para n Inglaterra, sem que seja obrigado a
demorar-se por ausa de carv3o, grande inconveni-
ente da navei;ajao a vapor, que nenbum vapor
inda se nao pode sublrahir. Espera-se qae este
vapor consiga ell'oiluar o trajelo de Inglaterra a
India pelo Grito, em 30 ou 33 dias de menos do
que o mais rpido dos vapores que sulcam actual-
mente o mar. Dizcm que estar concluido dentro
de dezoilo mezes.
Revista.
Dam-se pocas na vida das najoes em que as even-
tualidades Iliterarias mais importantes se tornara
pequcuas e inapercebidas, pelo contacto das gran-
des eventualidades polticas contemporneas, em
que os interesses materiaes e vitaes dominam por
urna forma exclusiva os interesses intellectuaes e
morae,*e as perturbarnos de 1848 e 1849 as obras
poslhumas de Chateaubriand, as Memorias de La-
martine appareceram, e nao, fizeram estrepito. Os
das que vamos alravessando faltam duas vezes
vida Iliteraria, e pela proocupajao da diplomacia
pela imminencia da guerra, e pela mediocridade
das obras do pensamenlo, cem presenja da grande
luto del854 a reimpressao de obras epiemaras o
fugitivas, remontando a um passado' jmuito re-
moto, c privados de hoje cm vaste do seu unicu in-
teresse, a aclualidade, nao podem exigir nem obter
o allenjao. Apenas, Uoile, nos nossos theatros a
voz dos grandes meslres, o a vos. dos grandes artis-
tas sao escotadas no meio das cooversajoes dos ne-
gocios do Oriento. ^^H~
A grande opera dea recente-lente a VetM do
Spouliui, urna incomparavel olita prima, represen-
tada pela primeira vez a 15 de dezembro de 1807,
mal conhedda da gerajao nov, e apeaar de meio
seculo paseado, 13o nova, lao be la como lado quar
lo a arle comtemporanea lem inventado. Rogcr e
Sophia Cruvelli liveram as honns desta repelijao ;
esta ultima lio de urna belleza p-irfcila no papel da
Julia, cnvOlye-se tas dohras da tnica, como a es-
tatua do pudor ; tem o gesto nolre, o porte altivo,
a voz pura, vibraste e sympathija, nao proferio a
sua ultima palavra nesla cieario lerrvel, e teve
.desdo a primeira aria inspirajes magnificas, re-
lmpagos soberbos, accentos de temaras e de pai-
xflo, quelite grangearamos mais frenticosapplau-
sos.
Rogercanlou o papel de I.iciuius com dm respei-
lo e urna venera jao obra do meslre, que lhe faz a
maior honra e mereceu-Ihe a ovajao de que elle foi
o objeclo.
NoUhealro LyrcoMad Mariae Cab'al,que neoulo-
no paseado fizeram orna lao brilhante apparijao no
Bijou Perdu, um.improviso de Adolpho Adn, aca-
ba de obter na Romite, opera de Clapisson, um Iri-
umpho maior e mais completo se hepossivel.
Oassumpto he muilo simples : Mara s e or-
pliaa he prometlida como noiva a um corsario que
a recolheu e que adora-a, ella oceulta no fundo do
corajao um amor secreto por um amigo de .infancia;
e se preoecupa do casamento como de urna paga de
urna divida de gratidao. Preparam-so a bodas, o
amigo de infancia volla, e o velho lobo de mar,
chamado sbitamente pelos dveres de marinheiro
he obrigado a parlir, confiando a Petil-Pierre sua
noiva. A pobre menina conhece enlao qno o sacri-
ficio que ella se impunha he superior s suas forjas,
pretende voltar sobre a sua promessa, e para conse-
gui-lo,quer forjar Petit Fierre a se denunciar como
criminoso por ter violado a siw pupilla.* Ella pro-
cura oblcr o iriumpho da sua empreza, quer tomar
o chapeo do seu amigo e conduzi-lo para a,sua al"
cova como urna prova, mas se engaa, lomao cha-
peo de oulro joven marinheiro, que pretende apro-
veitar-so do engao. O velho corsario volla e com-
prehende que, na sua idade, nao pode rasar-so com
a joven Mara, entrega-a com nm dote ao dono do
chapeo. Mas Petit Pierre recobra os seus direitos,
e volla para casa do sea velho amigo.
A msica be jovial, fcil, e chda da meloda
graciosa. Mad. Mara Cabel esteve constantemente
seductora de graja, de delicadeza, de ingenuidade,
de enlhusiasmo, de vehemencia e de paixo, he
ccrtamenlc nma cantora mui nolavol, destinada
para o mais brilhante futuro. G. M:
P. S. No momento de terminar, deparo no jor-
nal inglez o Times urna noticia que seria mu im-
portante, e que parece-me ler necessidade de con-
firma jao.
O general de Lindheim enviado de Berlim a S.
Telorsburgo para nma obra de coaciliajao, -obteve
um pleno Iriumpho; o imperador Nicolao enoarre-
gra o principe de Mecktembourg Strelitz de levar
a el-rei da Prussia urna carta qne abrira urna nova
estrada s negociajoes. Esta carta dizia, que se a
Franja e a Inglaterra conseguissem obter do Sullao
a emancipacao dos christaos por um tratado, o czar
evacuar os principados ao mesmo tempo que os ai-
liados abaudonarem o Eaxioio.
Ser urna proposijao sera, ou nao passar de nm
meio para gauhar lempo 7 Compre que novas in-
formajes venham confirmar a noticia do Times.
G. M.
ponezes nao os trazerem ao mercado, recelando se-
retn implicados na revolta.
Por via da Nova-Orleans, recebemos posteritfr-
mente noticias do Mxico de 8 de marro.
t O movimenlo' Revolucionario de Ac'apulco tem
feito grandes progressos e te tem eslendido por todo
o paiz vizinho, nSo obslante os esforjoa do governo
para supprimi-lo e prender seus elides.
O general Atvarez, que coramanda os revoltoso,
he anda senhor da fortaleza ; elle fortifica1 outros
pontos e tem impedido at agora que as tropa do go-
verno enviadas contra elle, se approximem de Aca-
pulco.
o Alvarez goza da reputarlo de ser um bom gene-
ral e os monlanhezes organisados''por elle, lhe'sao
muilo afieijoados. Elle he de origcm indiana e pos-
sue urna grande influencia.
As ultimas nolidas dizem, quo ello eslava as
monlaohas circnmvizinhas da cidade ; elle conhece
todas as suas passagem c as melhores posijes mi-
litares.
a Saota-Anna acaba de enviar contra elle nm cor-
po tupplementario de 2,000 homens, e deu ordem
para a organisajao immediata de um exercito de 10
a 12,000 homens.
a Deseobriram-se novas conspirajes em difieren-
tes provincias, e as prises polticas continuara.
(Journal des Debis.) ,
jmenlo, que sendo o seguinte : (t). Os lugares
creados pelo arl. 30desta lm serao prvidos, sem
concurso, preferindo-se os actuar los da
Ihesouraria, e os cidadaos que por se terem oceupa-
do em trabalhos des.ta repai dado pro-
Tas de hablitasoes ne'ra
Os lugares creada pelo ari-
vidos tem concurso, preferindo-se ai aple-
gados da ihesouraria os cidados que por se terem
oeenpado em trabalhos d
do proras de hsbilitajot
confirmar a intelligenc Lta^Lata^Lata^aiaHH
INTERIOR.
Noticia da America Septentrional,
l.e-sc no A'etc-Vorft Herald de 18 de marjo o se-
guinte :
a A apprehensao do Black-Warrior em Hava-
na continua a preoecupar vivamente a opniao pu-
blica.
o O Sr. general Picrce transmllio a este respeito
a mepsagem seguinte cmara dos representantes :
Di accordo com a resolujo votada a 10 deste mez
pela cmara dos representantes, eu vos transmiti um
relatorio do secretario de estado, contendo todas as
informajes recebidas naqoella reparlijao relaliva-
raente apprehensao do Black-Warrior, que leve
lugar em liayana a 28 de fevereiro. Dorante o
ultimo anno, houve multas outras aggressOes em nos-
so commercio, viola jao dos direitos dos cidadaos ame-
ricanos o insultos feitos ao oosso pavilhao pelas au-
toridades hespanholas de Cuba ; todas as tentativas
feitas para obter jaslija dslo, tem chegado a tongas
e uteis negociajoes.
a Os documentos que lhe sao relativos, sao muilo
volumosos e serao enviados ao congresso, logo que
estivercm promplos. Os que vos aprsente hoje, rc-
ferem-se lomada do Black-lVarrior e demonstrad
tao claramente urna injuslija, que hederazo espe-
rar urna completa reparajo della, logo que esta con-
duela oQensiva c injustificavcl liver sido submellda
ao governo de S. M. catholca ; mas mui las vezes j
em outros casos nao foram resilladas esperanjas da
mesma natureza. A parte aggressiva-esli em n
portas ; ella lem plenos poderes para a aggr
mas pretende nao ter ncnbun para a sua repararao.
Alim de blennos juslija devemos pedi-la ero um ou-
lro hemispherio, c as respostas dadas s notsas justas
queixas feilas ao governo superior nao s3o mais, que
a repelijao de desculpas dirig idas por subalternos aos
seus superiores, em resposta sadmoeslajOes, qne lhe
sao feilas.
a A sita jao particular das autoridades 'cubanas
tem sem duvida aggravado consideravelmente as in-
justi jas e os abusos sonridos por nossos concdidaos,
e a Ilespauha parece nao apreciar completamente a
responsabilidade da conducta daquellas autoridades.
Concedendo-lhes poderes extraordinarios; ella deve
i juslija, s suas relajes. amigaves com' o nosso go-
verno, vigiar com grando cuidado que se nao faja
um uso exorbitante desses poderes, e no caso de abu-
so, cuidar em urna prompta reparajo. J lomei
medidas para expdr ao governo bespanhol o allrage
gratuito das autoridades cubanas apprehendeudo o
navio Black-Warrior; peli urna inderanisajao im-
medala pela perda, que rejultou para nossos conci-
dados. A posijao da ilha u'e Coba, sua proximidade
de nossas costas, as relacoe: i, que deve sempre en-
trclcr com o nosso commercio, fazem esperar intil-
mente, que urna serie de actos hoslis ao nosso com-
mercio c a execujao de urna poltica amcajadora da
honra e da severidade de nossas estados, nao possam
sustentar por muilo lempo rola jos amigaves.
a No caso em que as medidas tomadas para o ajus-
te amigavel do nossas desinlolli'cucias com a Iles-
panha, sejam infelizmente malogradas, nao hesitarei
em empregar o poder e os meios que o congresso po-
der conceder-m para assegurar o* respeilos devidos
aos nossos justos direitos, obter a reparajo dos al-
teases com me l lidos e vi ngar a honra de nosso pa-
vilhao.
a l'rcvcndofssa oceurrencia, que espero sincera-
mente nao ha dosucceder, proponhoao congresso a
approvajao daquellas medidas, que as necesidades
acluaes parecem necessitar.
FrdnliUn Pierce.
Washington 15 de marjo de 1854-.
a Este mensagem foi enviada commiss3o dos ne-
gocios cslrangeiros c impressa; ella produzio una
irapressao muilo favoravel nos memibros da cmara, e
muitos delles veem nella urna ani roajao, que deve
suspender as leis da neutralidade, a.Dm de que as ex-
pedirnos se possam organisar e obrar contra Cuba.
O senado, diz o nosso correspondente de Was-
hington, nao ratificar o tratado feito com o Mxico
tal qual lhe foi apresentado ; propor-se-ha limitar o
terreno a 3( graos de lalitnde, de modo que se possua
30 mil lias do costa seplenliorial no goipho da Califor-
nia, e lambem um porto conveniente'.
< Seja como for, nenhuma deciso ser volada an-
tes de nm mez.
i< Sanla-Ahna tem precisao de dinlheiro para seus
projeclos ambiciosos, e os nossos senadores nao estao
dispostos a Ih'o concederem sem importantes van-
tagens.
a Um despacho lelegraphico nos diz, que um men-
sageiro especial deixoa Washington honlera s cinco
horas, c partir hoje no paquete a vapor para Liver-
pool ; elle leva despachos para Mr. Sool, cm Ma-
drid. Nosso governo pede satisfajan mmediala ao
governo de Ilespanha pelos ullrages feitos ao Black-
iVarrior.
O mesmo jornal conlem as seguales noticias do
Mxico:
O Slar de Paran de 4 deste mez, nos linha com-
municado que os habitantes de Aeapulco e dos arra-
|,baldes se liuliam poste em plena revolla. O general
Alvarez se acha frenledos revoltosos, os quaes pro-
clamaran! a independencia do eslado. As ultimas
noticias frita fazem roenjo de iiciihuiii cmbalo deci-
sivo, mas fallava-sc de urna escaramuja as planicies
de Chilpantsingo, onde Santa-Anna lem dous mil ho-
mens de tropas.
; o O commandanle e os homens mais influentes de
Aeapulco eram prisioneicos eu fgidos ; a fortaleza
eslava em poder dos insurgidos, c lodos os funcio-
narios linliam sido mudados.
Santa-Auna fretou e armou duas escunas para
fazer o hloqneio do'porto e obslar deste modo a que
os vveres entrem na cidade. Elle enviou lambem
nm corpo consideravel de veteranos contra Alvarez,
porin este lomou suas medidas para impedir qne
elles rhegassem Aeapulco, dispondo seus monla-
nhezes nos desfifladeirot, que conduzem cidade.
Agttardava-se um prximo combate. Os vveres co-
rneja vara a lornar-se raros, ero consequeucia doscam
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
RIOGRANDE DO NORTE.^
Natal 26 de abril de 1864.'
Pelo Imperatriz lhe escrevi, e j bem lempo ha-
via, que nao linha esse goslo ; mas dessa nao fui eu
interrompido por malditos importunos, c nem por
outra razio, que fosse eslranha minh'a vontade i
grajas a rainha estrella.
No dia 23 do cofrente, livemos o.Tiarepresenlaeao,
du com mais propriedade, expo?jopefamachina de
Poliorama, companhadadephanlasmagoria', dirigida
pelo Sr. Joao Jos Leal, desta provincia, que aqui
anda. Eu levado pela maldita curiosdade qoe sem-
pre me domina, l fui dar com o roen par de luzios,
do que me arrependi cenlo e milas vezes; nao por-
que seja eualgum misntropo, mas porque nada ha-
via all qoe convidasse a distrajao, alm das vistas de
lugares, que ainda me nao cahiram debaixo dos sen-
tidos, pois imagine Vmc. um leilieiro deffendido por
quatro rudes paredes, as quaes .se note de esparo
em espajo as fendas que oulr'ora davam passagem
aos andaimes, cercado interiormente por urna balaus-
trada fingida em um panno grosseiro de um verme-
lho sujo, eque repousava sobre amas toscas e mal se-
garas taboas, tendo por senario nma parle desse ali-
nhavado labiado, com um panno de bocea azul escu-
ristimo, em que se devisava a efigie de um caboclo,
contendo na mao direita urna bandeira nacional,-e
colocado sobre um animal de urna especie por mira
desconhecida, e que duvido muilo hajaqoem ,lhe di-
lina raja ; eis o natural do que se chama aqui
(healro1 <
Agora jubte a esleeleganle edificio e brilhante de-
corajao, cinco sjitos muilssimo occopados, dous
em esfregarem urnas dissonantes rabecas, um aos so-
cos com um. rabecao, oulro a babar nm canudo, qae
diziam flauta, e um quinto com urna velha trompa
lodesarmoaiosa, que mais visos me davacomum
bazio de um mea vezinho, que annuncia a cidade a
chegada das bellas cavallas e siobas 1 He verdade,
porm que todo esse elegante desarranjo era como
que compensado por algumas bellas, que como en
estavam nesse purgatorio : principalmente dous bu-
llanles negros vi eu, que se me pitltas sem nos ment
25 annos me leriam compensado a massada; pois que
com quanto nao fossem igoaes aos que roagnelisaram
ao nosso amigo da Parahiba, e que me deixou.o 1ra-
balltode adevinharque as naiades'de certo rio lambem
visilaram os Passos, todava eram scinlilantes : eis
pois lambem oulro quadro, desta vez com seu pai-
nel 1
No dia 24, aqui diegou a escuna Lindoia, deque
he commandanle o Sr. Joaquim Alves Moreira, mo-
jo, segundo oujo dizer,habilissmo em sua profissao,
e qoe (So mal compensado ha sido pelo nosso gover-
no, a quem tem prestado mais relevantes serviros,
e sempre esquecido l J por mais de tima vez lhe
leitlio dilo que sympalhiso muilo com a nossa raari-
nha, e por isso lambem sinlo profundamente quan-
do os vejo mal compensados. Diz-me o Pimentel,
que a Lindoia anda cruzando, mas que Iras a seu
bordo o engenheiro Milll, e um, oulro engenheiro
inglez, qae andara encarregados de examinar as
barras desta e de outras provincias do norte, por con-
la de nossa companhia de vapores dessa provinda ;
empreza reconhecidamenle til, o ora favor da qual
eu duvida alguma tenho em me.pronunciar, mas que
quizera ella oflerecesse mais algura favor ao nosso
commercio e
agricultura, e stbrte o que cm tempo
avenlurarei algumas ideas.
Moje vao ter principio as arrematajOes dos dizimos
dos gados da provincia, para as quaes tem concorri-
do muitos malulos, pelo que supponho, a fazeoda
elevar esse ramo de receita a mais do que nos
outros aonos, pelo numero dos competidores.
Anda nao foi interrogado o individuo, que se diz o
assassino do infeliz vigario da Taquar.
Depois do assassinalo do infeliz velho d Cajuciro,
que ainda nao sei em que ficou, nada mais me
consta.
As febres, creio que mesmo era Exiremos j fize-
ram o favor deixar-nos.
Seguio no Imperatriz o Dr. Pimeutel, que me
consteu foi pouco salisfeito ; porm ainda ignoro a
causa.
O invern vai ptimo por aqui, assim se uo ar-
repenta elle : roas nao sei porque falalidade, os g-
neros conlinuam caros.
Sade e felicidades lhe desejo, etc. etc.
PERMU1BIC0.
ASSEMBLEA legislativa
PROVnSCIAI..
Senao' ordinaria eos 1. de malo do 1854.
Presidencia do Sr. Pedro Cavalcanti.
FeRa a chamada, verifit a-se eslarem prsenles 34
senhores deputados.
OSr. Presidente abre a Jossan.
.Sr. 2, Secretario 10 a acta dasesso anterior
qae he approvada'.
OSr, i." Secretario le o seguinte '
EXPECHENTE.
L'm oflicio do secretario da presidencia, remellen-
do as informajes pedidas sobre o reqoerimenlo do
padrt Jo3o Jos de Arau jo. A* commissao de ins-
Irucjao publica.
Um requerimento de Jos Lucio Monteiro da
Franca, pedindo que se mande sobre estar na execu-
jao que se lhe promove como orremalaute do im-
posto de 5009000 rs., sol >re cabeja de gado consumi-
do no municipio do Reo i re. A' commissao de or-
r tunen lo municipal.
Um oflicio do secrete o da presidencia, remetien-
do informado o requer' ment de Hermenegildo Mar-
cellino de Miranda. A' commissao de ordena-
dos.
Un) parecer da con jmissaode orjamenlo munici-
pal, indeferindo a pr etenjo de Joaquim
de Parias Barbosa. -Approvado.
Sao approvadas as redaejoes dos projeclos ns. 17,
anno,- e a do de n. 31 de 1853,
f7 do correle auno, com a se-
20 e 26 do correnlc
bem como a de o. i
cumie emenda.
a Acrescenle-se o
Mello Reg.
O Sr. Jos Pedro :
discuta o artigo d
rt.3do projeclo primitivo.
; Sr. presidente, quando se
projeclo de le do orjametto
provincial, que crea tt maseejao para.a thesooraria, J qU0 houvessc ueslaca
e o nobre deputndo o Sr. Mello Rogo, que netsa oc- i impugna-la, mas o nohre d
aparte, e por isto fajo esj
fram os empregados da minha reparlijao a menor
quebra noseu conceilo.
O Sr. Barros Brrelo: Ne a comn
por injusta.
O Sr. Mello Reg :He tambero para fazer urna
recIamajSo. No meu discurso publicado hoje, da-
se urna lacuna qoe nao devu dexar passar em sien-
do:
. Quando e diste na tesso de 26 do correnlc, que
nos por sermes amigos do governo, uln nos deviamos
toppor inteiramente adslrictos ao ten pensamenlo j
o ponte de sermot inhibidos de fazer quaesquer ob-
servajes a respeilo de actos seos, que nos parejun
raaos, ac'rescenlei em referencia ao Sr. Meira as se-
goinles palavras, pouco mais ou menos, e appello pa-
ra a memoria da casa :
E slo servira lambem de retposla ao nobre de-
putado, qne at teve a generosidade da Bossrappor
Abissinios, quando noten, que nos hoavesseroos re-
srvalo nossas censuras para o fim dasessio, quando
os jornaes ja haviam annunciado a retirada do actual
presidente.
He natural, observo ainda, que o nobre presiden-
te v lomar asiento na cmara qoatriena!, como re-
presentante da provincia ; porm lie lambem de sap-
por que elle volle depois de frada a sessao, e he isso
o que eu desejo.
Foram estas pouco mais oa menos as mnhas pa-
lavras.'
Agora tproteilarei a occasiao, tenho a dizer ao ns-
bre depalado que lambem acaba de fazer urna 1
maco, que nao tenho colpa, que o sea api
mal tomado pelo tachigrapho, e eom isso nada
olio.
Quanto aaltcrajao que.se ach no artigo 44 Ireas-
criplo no meu discurso, he verdade que quando eu
o li, vi que em lugar de se dizer -^os empregados
dzia-se aos empregados ; mas o que pea as-
segurar ao nobre deputedo beque nao eslava a
na copia que dei para a lypographia, la deaehar-se
os empregados : por consequen ca lambem nao
tenho culpa desse erro de imprensa, mis entretanto.
o nobre dedotado pela mineira porque se exprimi.!
fez crer, que eu fiz isso malignamente.
O Sr. Jos*' Pedro: Nao digo isso; porm a
sua argumentajSo pareceu bateada nessa supposi-
jao.
O Sr. Mello Reg : E porque roa naodisse ia
quando discutimos aqudle artigo f Bem que agora i
encerrado nos limites de ama reclamajao, nio peeso
responder-lhe convenientemente.
Primeira parte d ordem de
Terceira discossilo do projeclo mal
1853.
Vao mesa e sao anotadas as segnii
das :
a Ollerejo como emendas ao projedo qae
cute os arte. 3 e 4 do projedo n. 15, que sf
guintet:
Arl 3. He igualmente elevada a calhegl
villa, com a deoominajao da villa de Cabrobe"
voajao do mesmo borne, servindu-lhe de le
rilorio da respectiva freguezia.
Arl. 4. Ficara desmembradas ^^H
mo da Passagem, e fazendo parte
hrob, todas as ilhas que se achara-
Jacar para baixo, e que oulr'ora pertj
mo e freguezia da Boa-Viste.
O Sr. Augusto de Oliveira nao con
quanto a doutrin das emendas ofleri
se adiar suflicientcmenle esclarecido j
entende, que a occasiao nao he
ra serem as mesmas aprsenla
materia he diversa da do pro]
ra qu encerrara he im
a apreciada cora pausa,
que o regiment determina.
O SrAguiar mostra, fundado no
poda apresenlir asemendasque se
vendo por consecuencia inoportunid
ltlca a conveniencia de elevar-se a
brob cathegora de villa, por is\
distancia em que esta povnajo se'
Vista, e as proporjoes que oSe)
commodidad daquelles povos, que te,
Ihegoria.para que nao lenhara de ir, meaj
cursos de que carecem a 18 leguas de di-
e qaanlo dista da villa da Boa-Vista. .,
(XSr. Augusto de Oliceira insiste o us
e manda mesa o seguate reqderimaait*
mente:
a Requeiro o ad amento das emendas, al
rem discutidas com o projeclo a que se referem, islo
he,ao projeclo no 15. o
Apoiado entra em discusso^
O Sr. Oliteira : Sr. presidenlc, quando se a-
preseotou na casao projeclo n. 15, en es
(0 a comba le-lo aparte em quedispunha, que a s-
de da villa da Boa-Vista, fosse transferid]
a povoajao de Joaseiro: mas hoje qoe 1
potado, autor da emenda que se d'uca!
mente que se cree um novo municip;
de Cabrob, eslon resolvido a prestar-lbt
(ante mais quanto, existe na casa um o
verno da provincia, declarando que ei
conveniente.
Em 1851. a assembla decWoo qu* se traasferitse
para a passagem do Joazeiro a sede da freguezia de
Sante Mara da Boa-Vista, e que esla villa fieisse
supprimida, tendo transferida para Cabrob yo Sr^
Souza Ramos, negoa a sanejo a ette acto, pelas se-
guntes razes (l).
Mas, agora que nao se traa de transferir a sede
da freguezia da BoarVista para Cabrob, e 1
dir aquello municipio em douj, nao ha r
que a emenda seja regeilada; e posso dec
que os habitantes da Boa-Viste n^H
lentes'com esta divisao. Diste o nobrq
que se senla do lado direto, que a emed
cussao, nao deva ser apreciado agora, e sim
se disculisse o projeclo, de que foram deslaca!
arlgos, que ella contm; porm isso nao s lie per-
miltido pelo regiroenlo, como at esl muilo em pra-
lica. Em 1843, exislindo na casa um projeclo, qa
passava a /reguezia de Moxol para Ciml
do os seos autores, qae a sessao esteva a encern
e tal vez nao houvesse tempo para ai lieidisc
fizeram inserir na lei do orjamenlo a sua dsposijo,
e foi adoptada.
Vol portante pela emenda, que crea u
municipio na villa de Cabrob, serviudo-1't
mo o terrilorio da respectiua freg
O Sr. Catanho (Nao devoK
O Sr. Augusto de OliteiraM
niao, e observa qae ai informal
nao se referem senao a lolaj^^H
que nao se tratando disto, nao pode*
lecer para apoiarora-se, e as emenda,
tas te referem a Mea capital do projedo, qae agora
de desprezadi.
Oppina ainda pelo adiaraenlo dai emenda, -e .
conclue votando por esle e contra as emendas caso
nao seja adiadas.
O Sr. Marc/il: Sr. presidente, acho lao juste,
e de ulilidade tao recouhecida a emenda do honra-
do mombro, quo pede a creajgo
voajao de Cabrob, que em 'ppuz,
1 para
lo projcct^^^^^^H
aporten
passa^^^^^^H
que
r
Antonio
preva-
que cs-
casiao fallava contra e sta medida, censurava-mc por
ter en proposto 1 ise ij3o do concursa paca o pro-
vimento dos lugares i:k 1 que se deve compor esta sec-
rao, e suppondo que dosla sorle ficavam prejndica-
dos os acluaes mprr I ados da minhi reparlijao, no-
lava que nao exerces ai j eu para com elles toda pro-
lecjao, en disse l t\ ho feilo mais,por elles do que
me merecem.Este aipartesahono discurso do nobre
deputadoda maneir a seguinte : lenho feito maii
por elles do que mi "ero, e assim alterado tem-
se interpretado coi teta o mrito destes empregados.
00 eu me referia fadosque m
ce nada quix dizer coulra as ha-
la dos roesmos empregadoi, e as-
idido, nii spela occasiao em que
lambem poros ter defendido na
BccusajOes qne Ibes foram feilas.
tirso vem alterado o arl. 44 dat
Eslava ben,' claro q
dizem respeito, c q
bilitaje e conduc
sim dejr'ia ser ener^
dei o/aparle, seno
'sessao anterior das
Neae mesmo disc
Ipaefe^^aes
do mesmo projeclo de lei do or-
o Sr. Augusto de Oliveira) que j* tara por timbre
hr ao en con Iro qualquer medida oOcrecida casa
(Sussurro) nio quiz, cumprindo sua missflo, dexar
passar iutacla este, noobstanl disse, sua
reconhecida ulilidade. Sinlo, Sr. presidenle, que
lenha sido to pouco feliz o honrado membro era
sua argumenta jao, mostrando apenas,'com* raxao
mais vaflosa para nao se crear villa em Cabrohd, o
ser aquello lugar epidmico, e insalubre. Ora, se-
nhores, dizerrse que Cobroh lie lugar epidmico,
quando Iratasodo termo de Boa-Viste, e por" isso
nio deve ser elevado a villa.he dar-se preferencia a
oulro lugar daquelle termo, como mais saudavel.
Nao v o honrado membro, que se Cabrob he epi-
dmico, Boa-Visla nao o lio menos, porque sendo
ambos os lugares banhados pelo rio S. Francisco,
prlilham igualmente da influencia daquelle rio
donde parte teda epidemia 1 come pois invoca o
nobre depulado o teitemualraMo Sr. Dr. Aleaiidre
-*' *


':
i
*
>*
u
para provar que Boa-Vsla be mais salubre, do que
Cabrob.
O Sr. Augusto de Oliceira i O nobre depatado
esl phantasiand ; eu nao diste isso.
O Sr. Francisco Joao:Contiaae, que va bcm.
O Sr. Mareal: Quem, como cu, Sr. presiden-
te, lem presenciado os estragos quo asiezoes, ou car-
neradas, como Me quizerem chamar, tem feilo em
lodo o lermb de Boa-Vista, nio podo consentir qae
se diga, que a illa de Boa-Vista tem preferencia em
salubridade Cabrob.
Sr. Augusto i. OlHHra : Eo nao dei esta
preferencia, o nobre deputado est pbantasiindo.
O Sr. Francisco Joo : Continu, nao do ca-
rraco. .
O SrS Marjal:Ora, senhores.o nobre deputado
para comprovar saa asserejio nao invocou o teste-
muulio do Sr. Dr. Alexandre ? como pois diz agora,
queesloa plianlasiandot Eu nao devo, Sr. presi-
- dente, continuar, ama vez que pelo estado de furia
ilo nobre deputado, rejo qne o moa discurso o \ai
molestando.
(Vozes, continu).
OSr. Ma real: -- A Bo-Visla, Sr. presidenle.he
o centro do termo, be verdade, mas alm desla van-
tagem qual he a nutra, que se offetece, ja nao digo
pan deixar ella de ser villa, pois nao se traa disso,
mas para deixar de se elevar Cabrobo cathegoria
de villa ? to^lo mando reconbece, Sr. presidente,
que Cabrob he e lbgar miis importante daquelle
termo, os seas habitantes tem procurado dar-I he im-
pulso : corre all um commercio de mais desessenta
contos.de res aoPualmenle,esenota-se hoje all maior
numero de morios no lempo da epidemia, em rela-
t*> Boa-Vista, he porque o povoado he grande, e
coosideravel o numero dos habitantes, ao passo que
Boa-yista pela seu estado de decadencia, nao lem
gente para morrer (Riladas).
O Sr. Aguiar : Apoiado.
OSr. Mareal: lia quantose me ofierece a di-
cer em favor da emenda do nbredrpulado.que pede
a creac^o de urna villa em Cabrob, e cmquanto
otra emenda, que pede a desmembrncao de alga-
sia* ilha de Boa-Vista, para Cabrob, permita o
lloarado roembro, que eu nao de a essa emenda o
mea assealimento ; runa vez que coohecedor como
son daqoeilas localidades, sei perfeilamentc, que
is ilhas ficam muilo mais prximas i Boa-Vis-
ta, do que Cabrob. Tenio concluido .
O .Sr. Augusto de (Hiedra explica a sua opinio,
que uao foi entendida pelo precedente orador.
Sr. Baptista prooncia-se contra o art. 4.,
do urajelo.
O Sr. Cayvalho (Nao reslitoio seu discurso.)
O Sr. Braga:Sr.prcsdeute,sou|ba9lanteacauba-
do por issomesmo tenho-me abstdo de pedir a pa-
tarra para dizer alguma coasasobre a maleria;o meu
acanhamenlo lie tal que faz urna completa reaecuo
a minha vonladc : no entanto peto a casa, que
tenha para comigo toda a tolerancia, porque at nao
era neceaurio eu coriTessar o meu acanhamento
quem olhar para mim fcilmente o reconhecer.
Na entanto, estando a discussao bstanle adianta-
da enlendo que devo sempre dizer alguma coasa,
tanto mais, quanto muitos dos nobres deputado me
tem rindo dizer, que devo fallar o dar esdarec-
raentos nesta discussao. Eu nao me julgo em I no
restricta ohrigacSo, porque posto resida na coroa^-l
ea da Boa-Vista, resido em distancia- de 30 leguas
desees lugares que fatem objecto da discussao ; pe-
lo que os cobres deputados reeonhecerao que me
nao corre essa obrigacSo, e lano mais assim he,
is vezes iqui se tem discutido acerca de fre-
lilo prximas da capital, e todos se mos-
trara ignorantes acerca dessaslocallidades: mas para
satisfazer aos nobres deputados e para ver se assim
ndo esse mea acanhamento, vi-mc /abri-
gado a pedir a palavra para dizer alguma cousa so-
bre a materia. .
mao me opponho i crearlo da villa em Cabrob
acho-ai multo conveniente, e por isso cmiltida essa
opiniao, nada mais direi, porque ludo mais,
ia superabunda da minha parle,
rflaidade reproduzir o que ja se tem dito.
Oatl ;o i. do projecto n. 15 desle auno enlendo
que al ida a retaceo com oprimeiro e segando
lestno projecto, e como nao esleja dis_
i ospor elleporque Ibes cnxcrgo alguns
les, quede alguma maneira ja leem sido
a casa, que ha bem pouco lempo
tomou aego de upprimir a 'cadeira d primei-
Passaaem do Joazeiro removendo-a pa-
ra Cabci pela, iusafficiencia do lugar. Alm des-
eonhectrienlo que lenho um pouco
poeil ifi*roar,6e mui prximamente dadas
por-jl a que vjeram desse lugar, como do pro-
fesase que quasi morrede fume....
sartas.
Barreta : Isso he naturalmente no
- Nao he pela forra da secca, he
pela ra de reenrsos que o*crece o lugar. A Pas-
satMn leazeiro tem 22 casas do pal ha ppuco
roai ios, e nao sei se ditas oij tres de ledra...
Deputado :Esse artigo nao est em dis-
cussao. ,
aga:Has lem loda a ligarlo com arti-
go 4. que diz (le).
raides que tenho expendido, e da (lis-
ia nacasa.maiidarei una emenda pe-
larGgo 3. que crea a villa de Ca-
lo po< limites a sua freguezia ja creada,
e faz naoprecisar-se mais de informarte-, pre-
ndo-se assim todas as questes de limites ; por
jo, que vista do artigo i.o (em depnssar
>b algumas ilhas que ficam alm da lioa-
>, Sr. presideute, a visla dasrazes expen-
te talvet uao lenham sido bastantes para es-
rlareeimenlo da casa, sera duviiU por mea acanha-
mento e falla de illuslracao para bem expender as
miaas opinioes (nao apoiados), mandare! a emenda
de que cima fallei.
OSr. Augusto de Oliveira:-Nio 'precisa, basta
votar contra asa parte.
{> Sr. Braga: Bem, se nao precisa, deixarei de
mandara emenda.
carrada a discussao, he regeitado o adiamento,
rado o artigo 3. do projecto n. 15, onerecido
orna emenda, e sendo regeitado o artigo 4. do mes-
ecido igualmente como emenda, tirando o
mdo para ulterior decIsSo, por estar
le a emenda' approyada de segunda dis-
(Conlinuar-se-ha.)
DIARIO DE PERHAMBUCO SEXTA FIRA 5 DE MA10 DE 1854.
apresenlando om aspecto mais trsto aos olhos do ob-
servador imparclal. De modo que em Pajc ou nun-
ca houve mais que um vao phantasma da guarda na-
cional, uu ella nunca altingio o grao, maison menos
prospero, que foi elevada em oulras comarcas da
provincia.
Com effeito, posto que pareca iucrivel, eom ludo
he dolorosamente eefto l ea com vergonba o con-
fesso ) que entre nos: 1", nunca houve qualificaco
de guardas nacionaes, que representase ao menos
urna sombrada legalidade, sean a ltimamente l'ci-
taem virtudeda lei de lde selembio do 1850, e
instrucepes de25 de outubro do mesmo auno; n;lo
estando mesmo esta escoimada de faltas, alas mui
seisiveis,se se combinar a qualificaco da guarda com
a qualificaco dos Volantes ; 2.", nunca houve estado
maior legilimmente organisado e completo ; 3.o,
nunca os batalhOes, esquadroes, coinpanhias e Sec-
efles respectivas estiveram completas, ou por falla
de offlciaes, ou de soldados, ou de ambos ao mesmo
lempo ; 4.o-, nao lem havido paradas, nem revistas e
ale muitos soldados, e a inda alguns qne' tem o nomo
de offlciaes, desconhecem a qualidade do servico,
que exprimem estes vocabulos; 5.. muitos offlciaes
dentro osdemillidos, reformados e existentes nunca
tiraram patentes, nunca tomaram posse e nunca
enlraram legalmenle em excrcicio, por cumulo
de desgraca, ou deleixn ou como melhor nome
haja ; 6.", muitos sao condecidos por offlciaes, ou lao
smenle pelo publico tratamento que lhe dao, ou
por terem visto seus nomes inscriptos em algnma
portara, impressa em jornal ofllcial, ou por terem
sido apenas propostos, sem quo ao menos fossem no-'
meados 7.<>, os offlciaes igunram qnaes e quanlos
soldados compoem o seu batalhao, esquadro ou
companhia, e estes de sua vez nao vacillam menos
sobre quem seja o seu respectivo commandante. Des-
la confusao e incerteza resulta actualmente que,
precisando a auloridade civil de forja da guarda na-
cional, ou para destacamento ou para qnalquer ou-
1ro servico, requisita-a ao mais graduado oflicial
desla arma; o qual, pela falla absoluta de offlciaes
subalternos, a quem se dirija, manda logo directa-
mente, por um paisano qualqqer, fazer as notifica-
ces, qne ordinariamente recahem em qoem se en-
contra com mais facilidade ; reunida a forra, arvora
o mais boniliuho dos guardas em oflicial inferior,
ataconclusao do servico, depois d o qual volla o
nosso commissionado ao seu honroso posto de solda-
do.
Ihos, rapaduras, ote, ppslo que quasi nada de fejes,
que perderam-se com i queima, lagartas, brocas, to-
meta c oulrosmales, a que o povo allribue a parda
deste magnifico gepero.
A farinha lem ltimamente escasseado multo, c
apezar das esperansas qne nntrimos, quanto a oulras
especies de vveres, nenhuma podemos ter de que a
rarinna posa baratear esle anno.
A salubridade contina se.m aovklde.
(Carta particular.)
TlARI DE PERNAMBCOT
A assembla approvou hontem a redaejao dos pro-
jeclos n. 11, e 33 desle anuo, o parecer da commis-
sao de poderes para a admisso do Sr. deputado Sil-
vino Cavalcanli de Albuquerquc, em virtude do
qual tomou assento o mesmo Sr., depois de preslar
juramento : mandou imprimir um projecto, alte-
rando os limites da freguezia do Bonito ; discuti
um parecer da commisso de obras publicas, sobre'
requerimenlo de Jos Cordciro de Carvalho Lei te,
ao qual sendo ofler.ecida urna emenda autorisando
governo a mandar continuar as obras pelo dito Lei-
te, segando o novo orcamenlo, foi esta approvada,
ficando prejudicado o parecer, e outra emenda, que
havia sido apresentuda. Approvou tambeni oalro
parecer da commisso de consliluicao c poderes,
chamando sapplentes ; assim como os projeelos n.
9, e 30, e o do ornamento municipal em lerceira
discussao ; e em segunda o de n.29 ; dfspenscndo o
intersticio deste, e do de n. 31 ; aquelle para entrar
hoje em lerceira discussao, e esle em-primeira.
A orden! do da de hoje, he primeira discussao
do projecto n. 36, que foi hontem dispensado de im-
primir-se, e do de n. 35 ; lerceira dos de-' n, 34 c
29, o segunda das emendas orierecidas em lerceira
discussao ao ornamento municipal.
CADO.
GA1IRCA DE PAJEL1.
Vilb-eHa 16 de abril de 185*.
Tendo nfomeltido em urna de minhas anleriorcs
mmivas, creio que na de 16 de mareo prximo pas-
tado, dixer-lhe duas palavras a respeito do eslado
pouco lisongeiro da guarda nacional nest comarca,
palavras e nao mais dir-lhe-hei boje em des-
io de minha promessa. principiando por aquil-
o, ajan He commummenlo de todos sabido, e cuja
raeardaeto deve estar anda mui fresca em sua me-
io minhas apprehensoes de que as mi-
nhas'noticiar dente vez nao ag'radaraoa alguns, mas
se assim acontecer nao ser nem por falla de desojo
dea ninguemdeseontenlar, nem de.esforcp por con-
limites tracados pela verdade c de-
cencia.
al desde mito recenlia-sc em lo-
Bpfeilos orgnicos da lgislacao,
lodo o imperio, islo he da lei, de' 18
O principio da amovibilidade e
prer ofliciaes, eslabelecido nessa lei e
posteriores reformas, sendo o ele-
mento atis subversivo que ella encerrava, por isso
ao que constitua um dos seus mais salientes de-
fe i tos, foi sempre o mais poderoso obstculo sua
completa organisreflo, estabelidade e disciplina. Os
postoe da gnarda nacional, de que os partidos faziam
um jozoridiculo.eram distribuidos por certas admi-
antrae^as, ou como recompensa a amigos, o como
vinaanca de contrarios, e aceito mais por ostentado
e;luxo do que por.deaejo de bem servir a patria. Tao
taba era a tase sobre que asseslava a organisaco da
auarda nacional, qne nem a le da saa crenc.no, nem
as reformassubsequenles poderam nunca.jnflo (figo
elevar ae desejado grao de prosperidade, mas tirar
da estado deabjeccoem quejazia, urna das mais
nabres e salotares instituicesdo paiz.
Bala provincia, que tem sido ha annos o ludibrio
das patato panucas, foi o (healro onde maior desen-
volvimenlo liveram-os abusos, vicios e defeitus da
legsslaivto substituida pela lei de 19 de selembro de
o volver de olhos sobre o pe-
riodar;. nos'.i bistora, que decorre entre os annos
da 1845 a 1848 para se conhecer exactamente o que'
.era a Retarda nacional em Pernambuco. E quaodo
aliuns desses espirilos elevados volviam e revolviam
os fundamentos da provincia', a pretexto de bem pu-
blico, sempre a guarda nacional era, logo depois da
polieia, o alvo a que te dirigiam as suas venenosas
sellas.
Em quanto a guarda nacional de loda a provincia,
pascando pelas metamorphoses que a enndenmaram
o fnror de alguns administradores, caminhava a pas-
itos largos pata o sorvedooro, onde remoiuhavam os
caprichos, os odios, ambicoes evingancas das diver-
sas parcialitladcs polticas, a desta comarca impeltida
pela trrenle das paixOes mus, precipiiou-se no mes-
mo abysmo, onde foi tubmergida a das mais comar-
cas. 6 no sei porque filalidade, sempre a nnwa
Eis em resumo o quadro fiel, posto que tao vergo-
nhoso quanto perigoso,da guarda nacional do Paje.
E nao linha eu alguma razao quando, no ultimo pe-
riodo da minha precitada missiva, lhe dizia ser a
nossa guarda lalvez a que eslivesse em peior cir-
cumslancia em loda a provincia ? Deixo liberdade
a cadaum para, visla do erposlo, tirar as illaees,
que lite parecer a respeitb das causas originarias, de
qne lem procedido a anomala da nnssa guarda na-
cional, o verificar se poderao ser excluidas do nu-
mero dessas causas as enumeradas no dilo periodo da
minha ja citada missiva.
Nao sendo meo intuito doeslar, nem por qualqucr
modo deprimir quelles Pajeueoses a qaem por ven-
tura possa affeclar alguma parle da tal qual censura,
que parece resultar da minha expsito, cumpre-me
em satisfcelo declarar, que tendo-me imposto o de-
ver de dizer a verdade, eu nao a dovia calar, anda
quando ella a mim proprio prejudicasse. Perquanlo
a narracao dos nossoserros pode muilas vezes fa-
zer-nos cor,ir, mas nunca deixa de aproveilar, por-
que ella nos abre um caminho aplainadu nos e aos
nossos vindouros, para evitarmos os escolhos, em que
oulr'ora baviamos encalhado. Assim, se somos fra-
ges para nem sempre podermos obrar o bem que
devemos, somos fortes para podermos e (lvennos
sempre corrigir-nos do mal que fazemos. Facamos,
pois, as pazes, e sirvam os passados erros de licao
paraquaudohonreriiios de ser riuaocados ofliciaes,
pela nova organisaco quo so vai proceder, procu-
rar mos desempenliar os nossos deveres de modo que'
s (enbamos de que so diga bem, que he unica mente
o que devemos anhelar.
Pudendo lar tambem urna satsfaraozinha quel-
les administradores a quem|coube anonade pionio-
ver o bem publico no periodo, a que ha pouco allu-
di, deixo de o fazer na certeza de que Vmc. nao
coslumando descobrir os segredos, que se lhe reve-
lam, a respeito de negocios de sua provincia, aos
que so acham em provincias longinqaas,v. g.,no Rio
de Janeiro, nao, abusara desla vez da minha simpleza
e boa f, para fazer chegar aos ouvidos desses seuho-
res, o.que aqu llie descubro em conflanca.
- Esle lermo contina no stalu quo : as noticias na-
da adiahtam ao que lhe communiquei em data ante-
rior, a exsepr,ao da apparicao de um cmela, que da-
qui foi visto pela primeira vez no dia 4 do crreme,
e cuja apparicao lem dado que fazer aos aslrologoss
que divergem em suas predirocs ; pretendendo u n,
que sigjiifica o desfecho da celebre queslao europea
cutre a Russiae a Turqua, e oulros o desbarato dos
aventuraros norte-americanos, se lenlarem entrar a
/ortiori as aguas do Amasonas.
Occorre-me mais um peccado, que, seno he mor-
tal he mais que venial. Destinado ao recrutamento
Um dos qnalro individuos presos no Navio, de que
lhe Irateiem urna de minhas precedeutes,os prenles
do preso, nao o podendo por raeio algum eximir do
servico militar, denUnciaram-o pcranle o juiz mu-
nicipal, primeiramente pelo crime de resistencia, e
depois (retirando aquella denuucia ) pelo do uso de
armas|defezas. As tcslerniinliasmoradoras nesta villa
juraram, que o preso uson d'armas defezas noNa-
vio ; eo mais be que as bichas pegaram ptimamen-
te, porque descendo os recrulas para essa capi-
tal, o preso em queslao licou, foi pronunciado, afian-
cado e soltoet habitavil in nobts. Deixo a morali-
dade do acloao arbitrio de quem sabe formar juizos
e lirar couscqucncias, e nao indieo nomes, por ser a
minha memoria 13o fraca, que nem decoro nomes
proprios. Aprenda esse methudo de soltar roerutas,
que nao he mo, e fique d'ora em dinte saliendo,
quo umadenuncia, um processo, as vezes equivale a
urna ordem de babeas corpus.
Ainda mais um peccadete : o juiz de direilo ml-
ico, em processo o ascrivo A. D. de Andrade pela
falsificado appareffida 6m um inventario, em que se
subsliluio o nomo de um sitio de trras pelo de ou-
tro em prejuizo de urna orpha, segundo lhe commu-
niquei em data de 15 de novembro dp anno passado.
O cscnvaofoi pronunciado, e, daodn-se-Ihe lugar a
defeza, inquino suas testemunhas; mas a sentenQa
licou adiada pela repentina partida do juiz de di-
reilo para o termo de Tacaral. '
Tenho presente urna caria de Tacaral, (que d
alguma noticia, e receiand alterar o ponsamenlo do
seu autor a respeito do modo porque elle aprecia cer-
tos.fados, aqu transcrevo iptis verbis a trecho no-
ticioso della, que he do modo seguinte:
Lembrado estar Vmc.,de que no dia 11 de de-
zembro de 1819 houve neste termo o mais renhido
combale, que ha noticia as clirouicas da comarca
de Paje, entre as forras da legalidade commandadas
pelo Rocha Bra9l e coronel Manoel Percira, c os re-
voltosns entrinebeirados ua sua Sorra Negra sob a
direcejo de .ogueira Paze Jos Rodrigues. Lem-
brado deve de estar igualroenle, que a dalar desse
da a existencia de Nngueira Paz passou- a ser um
problema,.que o proprio Pascoal nao decifraria. Os
que o consideram vivo alo podiam' indicar o lugar
de sua residencia, assim como os que o tinham por
morto nenhuma habllaco tinham para indigilarem
o lugar do seu fallecimcnto. Quatro aunse alguns
mezes hao decorrido nesle eslado do completa-incer-
teza, quando o acaso veio revelar-nos um mysterio,
que a trombeta popular proclama ser a decifracao
do problema. Acabam de ser descoberlos entre- a
berra Negra e Quixabinlia (16 leguas ) os restos mor-
aos de um individuo, que nao pode deixar de ser
Nngueira Paz. No mesmo lugar onde foram acbads'
insepultos os rasos de um homem, ncliaram-se igual-
mente um par de oceulos de armacao, urna canana,
um facao, laloes do elavnole, botoes de casaca, um
par de sapalos de lustre, urna vela branca e oulros
objectos, que o lempo s pareca conservar, atrvz
de tao longo espaco, para assignalar a' importancia
do infeliz linadoo du-lo bem a conhecer. Assim aca-
bou viclima de seus caprichos o Opinioes api homem,
que apezar dos seus erros e (riquezas de que hosus-
ceptivel a humandade, linha qualidades para ter
urna sorlc mais dilosa ; porque .e devemos respeilo
e juslira aos finados, nao podemos deixar de confe-
sar, qae Nogaeira Paz linha qualidades que ocons-
liluiam homem do bstanle metilo.
A polica aqui marcha com urna aclividade digna
de ser imitada pelas autoridades de'todp o paiz. Ape-
lar, porm, dos reilerados esforcos s poderam ser
ulliinamcnlc capturados 3 criminosos : MamedeBar-
bosa, criminoso de morle, Prudencio Jos Joaquim,
por crime de furlo; Jovinn Komao, dem. Cnmtudo
os criminosos desengaados de que,lindas as tregons
e rolas todas as relaces, nao poderam escapar em
parte alguma, enlregaram-se voluntariamente em n-
mero de 18, a saber : Carlos Francisco, criminoso
de "morle ; Jofio da Cruz, idera ; Manoel de Chrislo,
dem ; Tknmotco Francisco Jos, dem ; Maaocl
Leandro de Rezeude, dem ; Valenlim Gomes, idcm|;
Simo Gomes, dem ; Francisco Gomes, dem ; Ale-
xandre Ferreirade S, idem ; Antonio Nuncs, por
fermcnlos.; Luz Antonio, idem ; Goncalo Jos Go-
mes, dem ; Joanna Freir da Conceicao, idem;
Franciseo, escravo, idem ; Manoel dos Alijos, por
sollura do presos, Antonio Fernandes, por uso de
armas defezas, e Manoel Brrelo e Jos Freir Lei te
Por varios crimes, lm de 4 que vieran) dessa villa
(Bella), para responderem ao jury, que todos soni-
mam 27. QnB colheila abundante aprsenla o auno
de j oeste lermo.
O jury deixou de rennr-se nddia 30 por falta
de numero sufflcienle, e adiado para 3 de abril, reu-
"It? oesl^ dla' e conhceu de 15 processos, Undo
iivkIo s condemnaQoes, 7 absolvieses c algumas ap-
lellacsai, que tornaram esla sesso a mais inleres-
sanle, que lem havido enlre nos.
A aclividade nao limila-seunicamenle polica,
nojuizo dedireilo. Umbem te vai incommdando
tauLta P^"o. Onovojniz municipal
supplenle Francisso Bernardo de Araujo, est em la-
^r^^c^T dB *"* ~" ello dada
rinesd-respotisabilidade, cujas teslemu-
'n^S Ia d*Pzera'n eompridamente. Quem lem seu
rabmbo de palha, vive assombrado, e com razo,
porque quem difflcullosamente evila Scylla nao es-
capa de Carybdia. '
" Ha tres-mezes lem eslado m Faecnda Grande,
nm medico de P.lo d'Assuear. o Dr. Miguel, que hn-
do all Iralado de varios doentes, algunsidos quacs
resUbeleceram-se, foi chamado a Cabrob, onde se
acha preseulemente. Affluram a Fazcmii Grande
doentes de loda a parle," e o Dr. snlvon os(*c pode
e s deixou morrer os que nao escaparam.
Temos lido grande abundancia de chava, e cs-
13o os vveres porpreco mais commodo.
Devo concluir esla, qu j vai mnln alm do meu
coslume, asseverando-lhe que ha chuvido tolTrivfl-
menle, e havemos de ter uailo lioa colheila da i.k-1
HOMEOPATHIA.
No arligo anlecedente fizemos urna ligeira compa-
racaodo Iralamenloda febre amarella, quando se
appresenlava com carcter benigno, ou quando, pela
applicaco da enrgica bomeopathia, os symplomas
principaes desappareciam ; e reduzida assim urna
molestia simples, o restabelecimento dos doenlcs
completava-sc em poneos dase sem eslorvo algum.
Passarcmosa dizer agora poucas palavras em refe-
rencia ao que se passa, quando a febre amarella vem
logo revestida de um carcter aterrador, ou quando
depois de um oudousdiasdc ;tralaraenlo, o doeule
naomelhora, e o seu estado aggrava-se cada vez
mais.
Temos por lano duas*hvpolhescs de qae devemos
oceupar-nos :primeira, quando o doenle appresenla
muilo perigo ou gravidade logo na invasao da febre:
segunda, quando esla gravidade apparece algum lem-
po depois. '
Na primeira hypothese.temos de consignar os Tac-
tos em que a molestia vem com carcter tao malig-
no, que em poucas horas o doenle suecumbe ; estes
lem sido poaco frequenles : do ordinario' porem os
symplomas san aterradores desde as primen as horas,
e a mnlest ja zomba de qnaes quer applcar,es, sendo
sua duraran de dous a quatro das, rara vez de
mais.
Os symplomas, quo caraclerisam, ou lem caracle-
nsado estes casos, sao quasi sempre una febre inten-
sa, acompanbada de um cortejo de svmptomas ce-
rebraes bem definidos, e do lesoes nro'fundas de ou-
Ires orgaos, principalmente das do apparclho di^es-
livo : assim ; observa-se urna anciedado precordial
extrema, urna afllcco indelinivel, ama agitacao que
nao permilie um.iustaiile de socego ao doente.grau-
de congeslao cerebral, delirio as vezes muilo inlen-
so, (5c. &C. A este estado horrvcl segue-se o vomi-
to preto, a hemateraese e as hemorrhagias pela mu-
cosa buccal e nasal, e em pouco lempo finda-se o
doenle.
Na segunda hypothese, islo he, quando a moles-
tia lorna-se grave algum lempo depois da ivasao,
observa-se que a febre deixa de ceder s appliracOes
ordinarias, nao apparece a (ranspitacao, que he na
grande maioria dos casos um signal de muilo bom a-
gouro, (o que tambem reconhecem os mdicos allo-
palbas consciencosos) o doenle responde s vezes sa-
tisfactoriamente todas as pergunlas, conserva ao
menos apparenlemente, o uso das faculdades inlel-
lecluaes, e parece animado: neste eslado conserva-
se por alguns dias, sem que haja motivos para ter se-
nos receos, prncipalmehle quando o medico, pela
pralica e observaefies, j nao tem adquirido conheci-
mentos positivos qne o lornam desconfiado, (odas as
vezes quo nO fin de certo lempo nem ha orna as-
gravado do mal; e nem tambem lia mellibras consi-
derareis.
Como nao perlendemos fazer urna descriprao mi-
nuciosa da febre amarella, mas somenlc cotejar os
resultados da homeopalhia com os da allopathia, nao
nos demoraremos muilo em delinear lodos os qua-
ilros ou aspeclos, que tem apprescnlado afeolestia.
loaavia coy estamos fallando dos casos, em que
ella principia com caraeler benigno e depois aggra-
va-se, nao podemos dispensar-nos de mencionar urna
das feices quo loma a febre em muitos casos: que-
remos fallar do carcter insidioso, com quecmmuUs
occasiOescosluma ella apparecer.
No antecedente paragrapho j dssemos,que apra-
lica fazia que em cortos casos o medico se tornasse
desconfiado quando a molestia nao se aggravava m
cerlo espaco de lempo, e menos anda appresenlava
melhoras satisfactorias. Sem embargo, nao he an-
da desse eslado dubio que queremos tratar : be po-
rem d'aquelles casos em que o doenle, na flm de 24
ou 36 horas, appreseula melhoras Uo grandes que o
medico apezar de muita pratica, nao pode deixar de
sappor qae o doente esla fora de perigo ; eutrelanlo
que suas mais bem fundadas esperanzas se r>esvane-
cem em um mmenlo, como o clarao do relmpago.
Quem liver lido occasiao de observar um cerlo
numero de doenles da feb/e amarella, na poderi
contestar a verdade do que acabamos de proferir, e
de lamentar comnosco que os nossos mais bem ap-
piieados esforcos falham completamente, quando a
natureza nao Ibes quer corresponder : mas dcixe-
mos isso de parle e vamos ao caso. -
. Na forma op carcter insidioso:o doenle apr-
senla symplomas quo nada fazem recear : applica-
se-lhe o remedio convonienle,, e nao tarda muilo
qne se nolem seus efleitos ; a febre dimiuue e ex-
lingue-se ; as dores do corpose esvaecem, os vmi-
tos biliosos cessam, as dores ou iocommodos abdomi-
naes desapparecem, e nao poucas vezes volla o appe-
litc, ele, ele. : o doente de nada se qucixa, julga-
se, ediz-se bom ; concede-se-Uic algum alimento,
tanto da parle do medico, como da d doonle ha a
maior segaranca. porm de repente escureco o hori-
sonle, e proccllosa tempestado pila tudo em alarma :
a febre_torna a apparecer, e a nada cede, ancias, fa-
digas, vomios prelos ou de sangue, delirio, e mais
symplomas cerebraes, hemorrhagia por diversos pt-
gos, agitacao horrvcl, emflm lodos estes dcsarran-
jos vem de tropel uns sobre oulros ; c apenas.'o me-
dico dirige sua altencao para qualqucr delles, ja ne-
vos incidentes o vem perturbar, c, a nada obede-
cendoa nalureza, fica elle contemplando impoten-
cia da arle Quanlo he peamo dize-lo, e muilo
mais ainda he seuti-lo II
Se fossems a enumerar lodas as formas, que po-
de aprcsenlar a febro amarella, muito leriamosque
escrever, porque, como toda c qualqucr molestia,
pode ella ser acompanbada de um oulro symploma
predominante, em cujo caso, pela sua maior ou me-
nor importancia, poderia dar-se-lhe o nome de be-
morrhaglca, lgida, typbode, apopltica, pelechal,
ce, etc. b, porm. como oslas circmnslancas nao
mudam a essencia da molestia, e lem sido peculiares
a um numero rilis ou menos limitado de doentes,
nao nos oceuparemos dellas. Enlrplanlo a idade, a
diosyncracia, o sexo, o eslado de saiidc e oulras
muilas condiroes, sao parla para quo a ebre se mo-
difique mais ou menos conforme os individuos; o
que nao he cousa para admirar, visto como o mesmo
acontece com quasi lodas as enfermidades.
Temo-nos desviado mais do que pretendamos caminho que trae,amos,e por issoiios reservamos por
ora para no seguinte artigo traannos cnlo de com-
parar os provoilos Iherapeutliicosdos dous svslemas,
esperando loda a benevolencia das pessoas" que se
dicnam prestar-nos altencao.
Consultorio homeopalhico ra do Collesio n, 25.
pnmeiro andar. Dr. rbo Moscozo.
CORRESPONDENCIA.
Senhores redactores, do Diaric*de Pcrnambuco :
Lm corrcspondcnle anonymo desla provincia tem
procurado pelo seu jornal ferir a minha reputaran;
e desconceiluar-me maiignamenle, alterando a veri
dade, e desnaturando os fados. Cumpre-me, pois,
responder a esse meu inimigo embudado, amigo das
Irevas; o pnrlanlo pelo seu mesmo jornal me far o
Tavor de publicar a prsenle, para que o publico
me possa julgar com juslica e apreciar os motivos que
movem essa penna parcial e inventora. Existe nes-
ta provincia urna camarilha que a quer dominar vi-
lenla e exclusv.menle, e porque em mim tem en-
contrado obstculos, guerrea-me com furore vilania:
a ella se acha ligado o nobre correspondente. Emen-
do nicamente poltica abusiva dessa gana com que
se procura denegrir-me, enlendcndo-sc que por esses
e oulros meios se me pora fura da provincia edo
combale, se nao poupam conirmim calumnias, in-
trigas e violencias! Deixo, pois, de memorar os fac-
losda lula cleiloral do anno alrazado, de que o pu-
blico leve verdadeiro conhecmenla*A*n4r<-ir5ana-
lyse dos'fados a que se refere o correspondente; e
em primero lugar fallarei da celebre execucau'da
Ihesouraria provincial, que be o seu primero caval-
lo de balalba.
A historia dessa exeeuco he um complexo do per-
seeuicfics, que deveria encher de vergonba aos meus
adversarios, como passo a expor:
Fui em 1RV socio parlicular em algumas arrema-
lacoes de gados, mas nao fui arremataule ; e nem o
poda ser como juiz que nesse lempo era, nao me
habilite! para isso, nao presle anca, nao assignei
os respectivos'lermos, ele, ele. Existen) letras as-
signadas por mim, mas letras que me obrigam para
com os meus socios, as quaes assignei por rmmodi-
dade da transac^ao, de que era cu o centro, nao s
por ser o nico dos socios que resida perto da capi-
tal, como porque nao se lendo anda dividido o pro-
duelo das arremalaces, nio so pndia determinar a
parle porque cada um deveria individualmenle res-
ponder. No enicinio o inspector da. (Iiejouraris pro-
vincial fez os termos a seu modo, constiluindo-me n
nico arrematante, e convertendo em meus fiadores
a quem nao havia conferido poderes para isso; o es-
sas lelras foram depois parar a Ihesouraria como o
nico Ululo que cxislia, por essa irregularidade com
que foram feilos os lermos.
Aconleceu que com as viqlencias qae sotTrl o anno
alrazado, me vlsse toreado a deixar por algum lem-
po a provincia, e em mioha ausencia venceram-se as
leltras, algumas quando j eu havia seguido para to-
mar assento na cmara dos deputados.
Essa cirenmstaneja den logar aquenaopodcssem
ser lodas as lelras resgaladas cm lempo, sendo-o ape-
nas duas, porque, comodisse, nao estando feto ain-
da o conveniente dividendo, os moas amigos espora-
vam por mim para regular mos as entradas de cada
um.
Chegando provincia a 10 de dezembro, imme-
diatamenle segu para o cenlro mandar apurar ga-
dos para satisfazer a parle que me tocasse, e escrevi
para o ser tao aos meus amigos para remolieren) as
suas quolas, afim de fazer-se o recolhimenlo ao co-
fre provincial.
Nesse interim vindo capital frustrar am manejo
indigno, com que os meus adversarios prelendiam na
apuracao gecal excluir-me da dcpulac.ao provincial,
por meio de urna duplcala falsa, o Sr. Ihesnareiro
meu inimigo, como diz o corrcspondcnle, eatendeu
dever exercer urna vinganca pequenina, e en tao nao
por urna execuesn regular, que contra mim se nao
poda directamente encamlnliar, .mas por urna or-
dem arbitraria, que expedio na qualidade de delega-
do de polica, fez prender um escravo que me acom-
panhava, contando com o apoio caprichoso do juiz, e
com a coadjuvajao do procarador fiscal seu satlite
e instrumento.
Procurei intentar os recursos regulares, mas o juiz
o Sr. Francisco Jos Rabello indelirio sempre de urna
maneira escandalosa os meus requerimenlos, e tendo
eu aggravado de um seu despacho, nao me lem sido
possivel bter osaulos do poder do procurador fiscal,-
a quem foram para conlramiaalr ha mais de um
mez.
Por esse proceder se poder ajuizar da irregulari-
dade e vicios de semelhante exeeuco, que capricho-
sa, e milla em sua base, e falsa em heus fundamen-
tos, seguio urna marcha toda estupida e arbitraria.
Alm da incompetencia da accao e de sua forma
irrefklar, alm da falta de endosso das lelras, etc., a
coulTexcede a importancia das mesmas letras, e es-
tas eslao falsificadas no juro, estando algumascomo
juro de. um por %, e oulras com esse premio rscado
e escripia por cima a palavra dous, quando sao ellas
do mesmo dla, provenientes do mesmo negocio, c
nao podiam pois ter um juro differeiilc.'
Por semelhante escndalo nao lem querido seas
autores que taba o aggravo ao tribuual da reanlo.
contando qae esse venerando tribunal que se nao re-
gula por odios e vistas mesquinhas, nao os poder
apoiar, e provavelmcnle far cffccliva a responsabi-
lidade de qtiem os ha commellido.
Es-aqui, pois, como procedem os homens que.
procurara macular-mc: quesles dessa ordem s-de-
vem e podem ser convenionlemenle discuOias nos
trihunaes, mas o correspondenle as quz levar ao cc~
nhecimento do publico, esle far ajuslija que me-'
rece o injusto detrador.
He inexacto dizer o correspondenle que eu negaei
o debito.
Neguej nicamente a qualidade de arrematante-, a
idoneidade dos lilulos, etc.. mas nao a divida que
acha-se sufficienlemeute garantida pela boa fe e pro-
bidade dos devedores;*incapazcs lodos d praticarem
ama infamia dessa ordem ou de'sublrahir-se por
qualqucr pretexto ao pagamento.
Em ontro jornal ceusura-me o correspondente por
le levado ao conhecjmenlq do governo os abusos
monstruosos e degradantes que tem commellido o.
inspector da Ihesouraria provincial no excrcicio de
seu emprego, e procura chamar sobre mim o odioso,
manifestando urna generosa reprovaco ao papel de
denunciante.
Permitla-me o nobre correspondente ponderar-lbe
que menos generoso e verdadeiramcnle indigno he
por cerlo o papel, que est fazendo de dclrator em-
bocado, destellando golpes de emboscada contra as
repulates alheias; indecente o verdaderamente in-
digno he snbmcller a juslira caprichos e peqoeui-
nas vingancas.'
Quanto a mim nao dei propriaraente denuncia, re-
quer um exame na Ihesouraria para verificar escn-
dalos, queseacham no dominio* do publico, e sede
fado pretenda intentar urna aeco criminal contra
esse senhor, eslava em meu direito exercendo urna
legitima represalia.
O papel de denunciante he na verdade Hndgno
quando se lem cm vista um iuteresse lorpe ou quan-
do se exerce as, Irevas;' mas aecusar francamente
pcranle os tribunaes um empregdo prevaricador,
concussionario ou deleixa'do, que deshonra o empre-
go que exerce. he um direilo garantido pelas leis do
paiz que o correspondenle nao sustentara houvessem
decretado una infamia.
A historia esl cheia deexemplos dfe polticos que
necusam peran'le os Iribuuaes os seus adversarios; he
ama arma poltica que o uso dos lempos lem sanc-
cionailo, eqae sobre ludo nao pode ser condemnada
em rolaran a um inimigo que para ferir os seus ad-
versarios uao e-colhe meio.e para quem o digno e in-
digno sao palavras vazias de sentido.
Refcrir-me-hei ainda a um oulro trecho do corres-
pondenle, em que procurou elle explicar a minha
eleirao como efleilo smenle da volacao su lista desta
provincia, querendo desi'arte prfidamente insinuar
que eu tenha abandonado os meus principios e des-
criado para as bandeiras adversas.
He um poni a que eu poderia dispensar-me de
responder, porque na verdade nao lem hoje para
mim importancia seria as questes que resultam das
denominatOes dos part los; mas gosto de definir e
precisar a minha situadlo e as minhas crenexs para
ser francamente apreciado, e por essa razao direi al-
gunra cnusa.
Enlendo como entendem hoje os homens mais dis-
lindos do nosso paiz, que j uo he lempo de fazer
queslao das palavras luzia saquarema, ordeiro e
liberal e oulras que entre nos lem al hoje distingui-
do os parlidos: no Rio Grande do Norte, pois. as pa-
lavras sulsla e norlisla j nao podem 1er significa-
rn importante.
He lempo de fizar a queslao poltica em um ter-
reno mais elevado e mais solido; j n.lo'devee mo
pode continuar a proscripto do mrito por motivos
que nascendo das exagerarles do principio de liber-
dade, rrcaram a uecessidade de fortificar o elemento
de ordem ouo principio da auloridade, e que devem
ter desapparecido desde que os partidos abandonan-
do taes exagerarnos se encerraram de novo nos limi-
tes da ronslituirao.
Esla poltica que sigo e applaudn, me parece lam-
ben) poltica do gabinete actual; desejo ver no
Kio Grande do Norte, como em todo o paiz, a fnso
e consorcio dos parlidos, a alianra sincera (los ho-
mens honestos, alim de que possa predominar o ver-
daderb mrito e urna crenca commum que nos una
em vez de dividir-nos.
A minha eleirao, pois, que entretanto assenla mui-
lo mais na volacao norlisla do que na sulista (que he
hoje na provincia muilo diminuta) houm Iriumpho
da poltica de conciliaco e de concordia, que nesla
provincia represento, e" sustentei o anno passado da
tribuna.
Cidadc de San Jos 12 de abril de 1851..
Amaro Carneiro Bczerra Cavalcanli.
ALFANDEGA.
Rendimcnlo do dial a 3 .
dem do dia 4......
41:1018666
6:1078856
47:2698522
Ducarregam hoje 5 demarco.
Barca inglezaCorridataixas.
Brigue i nglezCarolinabacalho.
Palacho dinamarquezTritnmercadorias.
Importacao'.
Patacho nacional Aslra; viudo do Rio Grande
do Su!, consignado a Bailar & Oliveira, roanifestou o
seguinte :
7,050 arrobas de carne, 97 dita? seboi 24 barricas
dilo derretido, 50 ditas graixa, 20 coutos ; a ordem.
M5CEBKUOR1A DE H.ENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBCO.
Rendimenlo do dia 4.......4358126
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dial a 3. 3:724*662
dem do dia 4........ 1*038571
528J233
MOVIMENTO DO PORTO.
Nados entrados no dia 4. t
Liverpool e porlos intermedios23 dias, vapor in-
gloz'aMenaio, de 360 toneladas, commaddante Ja-
mes BIow, equipagem 26, em lastro ; a Deane
Voule & Companhia.
Rio GrandedoSul33dias, patacho brasileiro As-
tra, de 147 toneladas, meslro Joo Ignacio Fer-
reira, equipagem 11, carga carne secca ; a Bailar
& Oliveira. Passageiro, -Antonio Pereira Mano.
Terra Novalidias, brigue inglez Herald, de202
toneladas, capilo John Warren, eguipagem 13,
carga bacalho ; a Me. Calmont & Companhia.
Bio de Janeiro 17 dias, barca ingleza Golden
Flecce, de 3)2 toneladas,capilao James Palelhor-
pe, equipagem 17, em lastro ; a Russcll Mellors
& Companhia.
Montevideo pela Baha27 dias,c do ultima porto 5,
sumaca hespanhola Alfonso, de 206 toneladas,
meslre Manoel Gassoliba, equipagem 12, em las-
tro; a Amoriin Irmios. Ficou de quarenlena
por 6 das.
-Varo. sahidot no mesmo dia.
Canal pelo MaranhoBrigue brasileiro Despique
de Beiris, capilo Jos Marlins da Silva, carga
assucar e mais gneros. Passageiro para Mara-
nho, Candido Gomes do Reg.
Rio de JaneiroEscuna brasileira Flora, capilao
Jos Severo Moreira Rios, carga assucar. Conduz
25 cscrjvos lodos com passaporle.
Em commissoBrigue escuna do guerra brasileiro
Legalidade, commandante o cipilao-tenenle Pe-
dro Antonio de Lima Ferreira.
MarsolhaGalera franceza Arrequip, com a mos-
ma carga que.lrouze. Suspcndeu do lameiro.
EDITAES.
>
A PEDIDO.
O Sr. A. J. S., deve A.J.S.
185.1, agosto 1., 2 barris com niiule-
ga, ( % 360.........
1853, agoslo 3l, 1 barril azeiltfdce,
24gallOcs, l', almudes250il .
Exagoracao em precos e pezos.
Na manleiga, 10a 360. .. 3^6(*>
No azcilodcc7 <4 almu-
des, e no pre;* IJOOO rs.,
em gallao, total...... 219920
518120
628320
113940
289530
. SS920
r.hamou juizo por 1118450.
Mandou receher por mandado de prcceilo os
848920, em 28 tle marco.
_tla 10 annos desta parle, e por outra longos lempos
nao ha azeite doce, senao por 28500, o documento
junto prova essa asserc.ao vonlade do vendedor.
Ei-lo.O Sr. A. J. S., deve Joao Carlos Augusto
da Silva. g
1852, junho 9, 1 barril com 30 gallese
3 galliic* de azeite doce, 18600. 488639
Fazia apenas 14 mezes que o tinha comprado por
mais tJjOtlO rs. e de melhor qualidade, em lempo
compclciilc se provar por quanlo foi justo ; mesmo
com o laneamenta do livro das sabidas, assim como
o publico saber que nao be s- comigo que lem
acontecido desles engaos imaginarios.
A. J. S.
--------ana--------
SOMETO
Dedicado a lltm." Sr. D. Gabriella da Cunha
De-l'eechy,pela occasiUo de fazer o papel de So-,
loiaiio benepto da sainara Pessine, na imite
ac 29 de aVnl prximo passado.
(Jual aura do co por entro as flores
Sossurando seus petalos meneia ;
Ou do meigo Sabia, quando gorgeia
Esada do sol crresplendores.
TciHffllSTo, Gabriella, s diz amores ;
Me extasa, arrebata, enleia,
E quem ouve. e quem sent ouvir-lc
Julga-todeusa, c lece-le louvores.
Dcemenle vai matando ; -
A mimosa Gabriella, encantadora,
Faz lodos captivar.
Eia, pois. doce Venus do palco,
Acolhe, abriga lerna, os temos volos
Que le oflerla um triste vate rospeitosq.
O admirador.
. COMMERCIO.
l'UACA DO RECIFE 4 DE MAIO AS 3
HORAS DA TARDE.
C.otacoes ofliciaes.
Cambio -sobro Londres a271|4d.e27d. 60 djv.
Dinheiro por 2 mezes11 %ao anno.
Assucar mascvado escolhido28020 rs. por arroba.
Dilo branca 2,a serlea 28900 por arroba.
O Illm. Sr. contador servindo deinspector da
Ihesouraria provincial, em virlude da rcsolucao da
junta da fazonda, manda fazer publico, que em cum-
prinento da lei, permite a mesma junta, se hao de
arrematar eqj hasta publica a quem mais der nos
22, 23 e 24 de maio prximo viudouro os imposlos
seguintes:
- 28500 rs. por cabera de gado vaccom que forcon-
summido nos municipios abaixo declarados.
Rerifo avaliado annualmente por .56:015800o
Olinda avaliado annualmente por 2:2168000
Iguarass avaliado annualmente por. 1:7208000
Goialina avaliado annualmente por 6:5218000
Nazareth avaliado annualmente por. 4:430eO0O
Cabo avaliado annualmente por 1:5158000
Sanio Anlao avaliado animalmente por. 0:0118000
Scrnhaem avaliado annualmente por 5618000
Rio Formoso e Agua Preta avaliado an-
nualmente por........2:521000
Pao d'Albo avaliado annualmente por. 4:0018000
E nos municipios seguintes nos quaes s pagam
quelles que lalham carne para negocio, e os cria-
dores o dizimo:
l.iiiioeiro avaliado annualmente por. 3:5218000
Bonito c Garuar avaliado animalmente ,
2:5178000
1:6H|000
1:1528000
2:9898000
por.
Orejo avaliado annualmente por. .
Cimbros aval.ido annualmeiilo por. .
Garanhuns avaliado annualmente por.
Flores e Florela avaliado annualmente
por. ............
Boa-Vista e Exti.
4:0018000
4:07OS0'H)
Nos tres ltimos municipios, islo he, Garanhuns,
Flores, Floresta, Boa-Vista, o Ex sao arremalados
conjuntamente os imposlos a cargo dos colledores
e 20 por cento do consamo de agurdenle, conforme
determina o arl. 42 da lei provincial n. 286 de 28
de junho de 1850.'
20 por cento sobre a agurdente que1 for consu-
mida nos seguintes municipios:
Olinda avaliado annualmente por. ( 8108000
Iguarass avaliado annualmente por. 848000
Goianna avaliado animalmente por. 618000
Pao d'Alho avaliado annualmente por. 768QPO-
Na/.aTelli avahado annualmente por. 633000
Santo Aniao avaliado animalmente por. 2028000
Bonito e Caruar avaliado animalmente '
por............ 338000
Cabo avaliado annualmente por. ... 448000
Rio Formoso e Agua Preta avaliado an-
nualmente por. .... ... 418000
Serubaem avaliado annualmente' por. 26J000
Limoeiro avaliado annualmente por. 908000
Brejo avaliado animalmente por. 308000
Cimbres avaliado animalmente por. 308000
As arremalacc.es sero feilas por lempo do 3 annos
a contar do 1 de julho do correnle anno a 30 de ju-
nho de 1857,e sobas mesmas condiees das ante-
riores.
A pessoas que se propozerem a esla arrematarlo
comparegaro na sala das sessSes da mesma junta nos
das cima indicados pelo meio dia,competentemen-
te habilitadas.
E para constar se mandn afllxar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
Jmco 20 de abril de 1854.O secretario, *
entonto Ferreira d'Annudacao.
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, em cumprimenlo da ordem
do Exm.Sr. presidente da provincia, manda fazer
publico, que no dia 18 de maio prximo vindouro,
vai iiovamente a praca para ser arremalada a quem
por menos Gzer, obra da cadeia do Bio Formoso,
avaliada em 33:0008000 rs.
A arremalaco ser feila na forma dos arls. 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaos abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arrematado
comparecam na sala das sestees da mesma junta no
da cima declarado pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas.
E para consiar se mandou afllxar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria proviucial de Pernam-
buco 15 de abril de 1854.O secretario,
Antonio Ferrara da Aitnunriacao.
Clausulas espedaes para a arremalaco.
1. As obras serao feilas de conformidade com o
ornamento e plaa nesla dala approvados pela di-
recloria em conseibo e apresentados a appprovacao
do Exm. Sr. presidente da provincia na importancia
de 33:0008000 rs.
2. O arrematante serobrigailo a dar principio
as obras uo prazo de dous mszesc conclu-las no de
vinte mezes, contados de conformidade com a dispo-
sii;3o do art; 31 da lei n. 286.
3.a Para exeeuco das obras o arrematante dever
Icr um meslre pedreiro, c oulro carpira da confian-
za' do engenheiro.
4.' O pagamento da importancia d'arrcmataco
ser feilo em seis prestarles da forma seguinte: a 1.a
da quantia de um dcimo do valor da arremalaco
quando esliverem feilas lodas as paredes al o.nivel
do pavimento terreo, e juntamente o cano d*esgoto;
a 2.a da quantia de dous decimos quando. esliverem
feilas lodas as paredes exteriores o interiores at a
altura de receber o travejamento do primero a-
ilar, c asseutadas todas as grades de ferro das janel-
las; a 3. da quantia de dous decimos qnando esti-
ver assentado loda o Iravejameulo do primero an-
dar, feilas todas as paredes al a altura da coberla,
e embucadas as cornijas; a 4." tambem de dous de-
cimos quando esliver prompta todaa coberla, assen-
tado o travejamento do forro do primero andar, re-
bocado e guarnecido todo o exterior do edificio; a
5.a lamben) de dous decimos quando esliverem con-
cluidas lodas as obras o recebidas provisoriamenle ;
a 6." finalmente de um dcimo quando fur a obra
recebda denilivamepteo que lera lugar um auno
depois do recebimeuto provisorio.
5.a Para lado o mais que tifio esliver determinado
as presentes clausulas, e nem no orcamenlo seguir-
se-ha o que dispoe a 'respeito a lei provincial n.
286.Conforme. O secretario, Antonio Ferreira
da Annunciacao.
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, em cumprimenlo da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia manda fazer
publico que no dia 11 ile maio prximo vindouro
vai imvainenlc a praca para ser arrematado a quem
por menos fizer a obra do melboramento do Rio
Goiaiiua, avaliada em 50:6008000 rs.
A arremalaco ser feila na forma dos arls. 24 0
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremalaco
comparecam na sala das sesses da mesma juola no
dia cima declarado pelo meio dia, competentemente
habilitadas.
E para constar se mandou afiliar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pcrnambu-
co 10 de abril de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira ctAnnunciacao.
Clausulas etpcdaes para j a arremafapSo.
1." Atobras do melboramento do rio Goianna fjr-
so-ho de conformidade enm o rcaroento plantas e
pertis approvados pela di rectora cm eunselho, ,e
apresentados a approvac3o do Exm. presidente da
provincia na importancia de 50:6008.
2. O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de tres mezes e as concluir no de Ircs annos, em-
boas contados pola forma do artigo 31 da lei nume-
ro 286.
3. Durable a exccu;3o dos trabalhos o arrema-
ta nle ser ohr gado a proporcionar transito as canoa
e barcaca, on pelo caual novo o pelo lelo do ac-
tual rio, '
4.a O arrenajeJMViHguira na exeeuco das obras
a ordem do trabalho ^MflEha tor determinado pelo
engenheiro.
.' O arrematante ser obrigado a apresentar no
fim do'primero armo ao menos a quarla parle das
obras prompla, e oulro tanto no flm do segando an-
no e faltando a qnalquer dessas condicedes pagar
urna mulla de um cont da res.
Conforme. O secretario, Antonio Ferreira 4a
Annundaeao.
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
Uiesonrara provincial, em cumprimenlo da ordem
do Exm. Sr. presdanle da provincia do 1' do cor-
rete, manda fazer publico, que nos dias 6,7 8 de
junho prximo vindouro, peranle a junta da fazen-
da da mesma Ihesouraria, se ha de arrematar a
quem por menos fizer, os reparos a fazer-se n ca-
sa desainada para' oadeia ba villa do Oaricury, ava-
llados em 2:7508000 rs.
A arremalaco ser feila na forma dos arls. 24 e
27 da le provincial n. 286 d 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas qae se propozerem a esta arrematarlo
comparecam na sala das sesses da .mesma junta,
no dia cima declarado, pelo meio da, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou afllxar o prsenle
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco2.de maio de 1854.O secretario, Antonio
Ferrara da Annunciacao.
Clausulas espedaes para a arremataeo.
1. Todas as obras sero feitas de coufortnidade
com o ornamento e plaa nesla;dala apresentados a
pprovac,o do Exm. presidente da provincia, na
importancia- de 2:7508000 rs.
2. As obras sero principiadas no prazo de dns
mezes, e conclnidas no de oito mezs, ambos conta-
dos de conformidade com os artigo 31 e 32 da lei
provincial n. 286 de 17 de maio de 1851.
3. O pagamentoda importancia destas obras ser
feilo em urna s prestar-no quando ellas esliver
rem concluidas, que sero logo recebidas definitiva-
mente.
4. Para ludo o mais que nao esliver determinado
as presentes clausulas, seguir-se-ha o disposlo na re-
ferida lei n. 286.Conforme__O secretario, Amo-
nto Ferreira da Annunciacao.
O Illm. Sr. contador servindo de inspector
da tliesourariaprovocal, em cumprimenlo daordem
do Enm. Sr. presidente da provincia de-27 de abril
PJoximo Passado, manda fazer publico, que no dias
Ib, 1, e 18 do correnle, peanle a junla da fazenda
da mesma Ihesouraria, se ha de arrematar a qum
por menos fizer, os reparosda ponle dos Carvalhos,
avahados em 1:5408000 rs.
A arremalaco ser feita na forma dos arligos
24 c 27 da le provincial n.286, de 17 de maio de
18.J1, e sol as clausulas .especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem "a esla arremalaco
comparecam na dadas sesses da mesma junla no
da cima declarado, pelo meio dia, compelenle-
menle habilitadas.
E para constar se mandou afllxar o presente, e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesuraria provincial de Pcrnam-
buco, 1 de maio do 1854. O secrelario, Antonio
Ferreira d'Annunciacao.
Clausulab espedaes para arremalaco. \
1. Os reparos de que precisa a ponle dos Carva-
lhos serao feilos de conformidade com o orcamenlo
approvado pela directora emconselbo e aposenta-
do- a approvarao do Exm. Sr. presidente, na im-
portancia de 1:5108000.
2. O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de um mez, e a concluir no de 3 mezes ambos
contados na farma do art. 31 da lei provincial
n. 286.
3. .0 pagamento da importancia da arremalaco
realisar-se-ha cm duas preslacoes iguaes; a primei-
ra quando so adiar feila a raetade do servico, e
outra depois de concluidas e recebidas as obras.
4. O arrematante nao poder debaixo.de preleilo
algum, deixar de dar transito aos animaes e aos
carros.
5. Nao havern prazo de responsabilidade.
i 6. Para ludo o que nao se tenar, determinado na
prese'nles clausulas nem no orcamenlo, seguir-se-ha
o que dispoe a respeilo a lei provincial n. 286.
Conforme.O secrelario, Antonio Ferrara da An-
nunciaco.
O Illm. Sr. [contador servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, em virtude da resolucSo
da junta da fazenda, manda fazer publico que
em cumprimenlo da lei, se ha de arrematar peran-
le a mesma junla no-dia 1 de junho prximo vin-
douro a renda do sitio do Jardim Botnico da cida-
de de Olinda, avaliada em 1518000 rs.
A arremalaco ser feila por tempo de 3 annos,
SABBADO
Roclla e*irno.-3r
natura a lavar
Pedro Baptista
GRANDE I
Logo qne o Exm.
dignar comparecer
ra orchestra execularSo
a conUr do 1 c julho de 1854, ao fin de junho de) tem por titulo
1858. ...
As pessoas que se propozerem a esta arremalaco
comparecam na sala das sessos da mesma junla no
dia cima indicado, peto meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandn afllxar o presente e
publicar pelo Diario.
crelaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
1 de maio de 1854. O secretario. Anta-
Verreira da Annundacao.
puimc
Sen
DECLABACO'ES.
. Corrio Geral.
A mala qae deve condazir o vapor inglez Menai
para o Rio de Janeiro, principia-se a fechar hoje (5)
ao meio dia.
1 Companhia de Liverpool.
Espera-se no dia 6 o
vapor Brasileira, cook
mandante Coi. depois
da demora do coslume
_ seguir para Liverpool,
locando nos porlos de S. Vicente, Madeira e Lisboa :
agencia em casa de Ueane Youlc & Companhia, roa
da Cadeia Vellia n. 52.
De ordem do Exm. Sr. director geral da inslrac-
t3o publica, fajo saber a quem conver, qne esl em
concurso a cadeira de instruccSv. elementar do pri-
meir/t cro de Alagna de Rixo ; com o prazo de 60
dia*contados da dala deste. Directora geral 4 de
maio de 1854.O amanuense, archivista,
Candido Eustaquio Cesar de Mello.
ADM1NISTRACAO DO PATRIMONIO DOS OR-
. PHA'OS.
Pela administradlo do patrimonio los orphSos se
ha de arrematar a quem mais der, e pelo tempo que
decorrer do dia da arremalaco al o fim de junho
de 1855, as rendas da casa n. 29 do largo do Paraizo:
las pessoas que se propozerem arrema'.ar ditas ren-
das poderao comparecer com seus fiadores nos dias 28
de abril, e 5 e 12 de maio na casa d as sesses da
administrarlo do patrimonio "dos orbaos, ao meio
dia..
Sala das sesses da administrarlo to patrimonio
dos orpbaos 25 de abril de 1854. J. J.. da Fonse-
ca, secrelario inleriuo.
CONSELHO ADMINST RATIVO.
O conselh* administrativo, em virtude de auto-
risacao do Exm. Sr. presidente da provincia, lem
de comprar os. objectos seguintes :
Para a companhia fixa do Bio Grande do Norte.
Rondes 99 ; cravalas de sola de lustre 97 ; pan-
no azul para sobrecasacas e cal(a, covados 472; ho-
landa de Torro, covados 389, algodaozinho para ca-
rnizas, varas 328; pares de sapalos 226 ; maulas de
laa 97 ; boloes prelos de osso < grosas 31 ; botoes
braceos de dito 8.
8. batalhao de infantaria.
Sapalos, pares 359.
Bofico do hospital militar.
Assucar refinado, arrobas 4 ; assafetida, onjas 2;
acido oxlico, oucas4'; avenca, libras 2 ; alecrim,
libras 4; aniz estrellado, libras 2; bislal.i, libra
1 ; bicarbonato de polassa, libra I; bauba de por-
co, libras 32; carbonato do soda, libras 4; v-evadi-
nha, libras 8; caraba, liabas 8; chochlearia, libras
2 ; cubebas; libra 1 .- canafislula, libras 2; cyno-
glossa libras 2 ; chlorurelo de calris, libras 4;
cal vrgem, libras 8; chlorurelo de ouro oilaves
4 ,- colsquinlidas, libra 1 ; carbonato de amoniaco,
libras 2; cascarrilha libra 1 ; crcuma em p,
libras 2; extrato d*alcassuz, libra 1; dilo de gua-
yaco, meia libra ; dito de salsa parrlha, libra
1 ; cssencia de rosas, oilavas 4; dita de flores de
laraugeiras, oilavas 4 ; dita de limo, on^a 1 ; d ila
de alecrim, onca 1 ; dila de alfazeina, libra 1 ;cli-
la de bergamota onca 1 ; esponjas Unas, libras ;
grama, libras 4 ; gomma hedra, libra 1; dila de b-
lalas, libras 2 ; genciana, libra 1 ; herva cidreini,
libras 4 ; dita tcrrcslre, libras 2 ; hvsopo, libras 5!;
jalapa, libras ; keziues mineral, oilavas 4 ; Ioso:,
libras 2 ; mann, arroba 1; oxido branco de xinco,
oncas 2 ; oleo de linhaca, libras 16 ; polygala di-
serega, libra 1, pastas de'jujubas, libras 2: phos-
phnros, oiras 4; peiehutim, meia libra 1;2; papel
para filtrar, resmas l.^ito parJ para cmbrulbo,
resmas 8; ruibabo, libras 4; robe" d'auidras, libras
2 ; dito de sabugueiro, libras 4 ; rezin.T de hlala.
libra 1; scilla, libras 2; scamara, libras 4; sipo
de chumbo, libras 4 ; salva, libras ; sulpbalo de
soda, libras 4; sal purificado, libras.4; sebo-puro,
libras 16 ; dito do rim de carneiro, libras 8 ,- stora-
que, libras 2 ; tamarindo polpa, libras 16 ; vale-
riana libras 2 ; vinagre, garrafas 32 ; vidro d'an-
limonio meia libra, borrachinhas com pipos
100; cptalas gelatinosas de cupaiba, n. 20; na-
plhalna, libra 1 ; vidros a esmeril de 2 libras 50;
dilos ii esmeril de 1 libra 50 ; dilos de boca larga
de 4libras 30 ; .dilos de boca larga do 8 polegadas
30 ; vasos com lampas para uuguciitos 20; ditos com
ditas para extractos20 ; fanl de vidro de qu.r
bras 1 ; dito de dito de duas libras 1; dito de
de lima libra 2; dito de vidro de meia libra 2;
gral de porcelana pequeo, 1 ; spatulas de marfim
i.1 & .l..^. jl r* lll.fHA i. V^V^f.f v^AHr js r.^ v.1 j. I k_ a \\
uecimenlo dorsenalde gnerra, 29 de abril deiffel.
Jos de Brito Inqlez, coronel preaidente.Ber-
nardo Percira do Carmo Jnior, vogal e secreta-
no.
PUBL1CACAO' UTTERARIA.
. PROSPECTO.
Atlas da industria, ou cetmographia economico-
poltica pelo Dr. Eduardo Stoll,
tavalleim dos ordeas reaes de Leopold, do Leao
^ee^landez, do mrito da Baviera, e da imperial
da rosa, membro de dferenles academias e tocie-
dades.
Obra carthograpbica, enrequecida de mailos qua-
dro etlalslieoj, baseadeagebredocomeotoseflidaes,
qae ser publicada Hcceattvaroente em 20 a 24
mappas, peto preco de 5 franco cada um.
Ind
.1. Mappa. Prodoe{3o de assucar no mundo iu-
leiro, (ja apparecdos.)
2.i Industria da beterraba (idem).
3." Industria do ferro, (apparecar brevomenUs).
4. Industria mela'lurgica em geral, (cobre, chum-
bo, zinco, estanto, inelaes preeiotot.)
.} TransrormacSb dos metae (fuBdic^o,faBicas de
6.) bronze, construyo de machina, fabricarlo de
quinquilharia ele. etc.)
7. ProduceHo das materias textiles (U, Bnho, ca-
nhamo, alaodao, seda el
8.a Industria do algodao (apparecer brvremente).
9. Teares fiar e iecer (pannos, lioho, madapo-
les, cassas, fita, renda, c
10. Arte cermicas (epe
11. Industria agrcola (crlac-
cavallar, carne, gordura t*
clin, pelles, 15a, plom K
12. dem dem (prodcelo di
arrs, batatas etc.)
13. dem idem (Vinbo, laba
sement, mostarda, garancia, ca
laasa, cerveja, agurdenle, resin;
14. Cambusliveis (riirrlr rtatrrrn, maib
le, tarba etc.)
15. Trabalhos de mide i S avio,
tecidoe de palha
16, Genero colot
17. Fabricado de papel (para typr
pintado.)
18. Fabrieacao de couros (cortnmr
cola forle.)
19. Productos chj mi
bao, das maleriaslio
20. Toda as vias I
(empregada pele.l
nho de ferro, eail"
por, lelegraphia i
Minha inlencio sendo
venlario da forcas produ
Ierra, de estabelecr. sentido
do imperador apo dos-
Iriaes de toda as nai. :onteccj
que para por rom e^^^^^H
seja necessan^^^^^^^^^H
que representarn a inlr
laques, salarios, e mao de o
comparados cornos precr
das pautas de alfandega
Esta obra imprime-se
e breve esjla venda.
DOMINO NO]
DepOis da qaal
drama em 5 ados,.
OTRIMPEO
o nnisno'...TI"
que tanto tem agradada aos
neiro, c neste me
anno passado quando
Ptrsonagent.
Re. .
Ministro. .
Joao, guarda porta.
Rosa. ....
Virginia. .
Pedro, sargenta invalido O
Delinque, confide
ministro. .
Presidente do conselho. .
Carcerero.,.....
Cabo de esqnadra. .
Primero requerente. .
Sesrindo dilo ....
Soldados, criados e vo
Seauir-se-ha pe!
brella, emobsequi
: a
TROIflf
Findoeslc, ter lajg
. ^IvJja,
ensaiado pelo mafto hab
Jos De-Vecchy que lanta*
noite do beneficio do Sr. Rben
Finalisar todo o diverlimenl
em om acto,
A scena passa-se no Rio
1815.
O resto dos billu
peilavel publico, em casa dJ
S. Isabel n. 1%, a no dia do i
rio dd*thealro. H
Principiar as he
AVISOS a
> do Rio dr
u, dilas de vidro 6; peina para emplastro 1 ; pil-
ullador 1; vidros de boca regular 30.
2 batalhao de infantaria.
Pelles de carneiro 100^
Companhia de cacallaria.
Pare* decorlunos 46. *
> balalhao.
Caldeirade forro batidn, para lOOpratas 1.
Diversos batallies.
Manas de la 174.
Arsenal de guerra.
Costados de pao d'olco 2; laboas de assoallio de
louro 12.
As pessoas que quizerem vender taes objectos,
comparecam com as suas proposlas, e respectivas
amostras na sala das sesses do conselho adminis-
trativo, no dia a de maio prximo futuro.
Secretaria du couselbo admiuislralivo, para for-
Para o Rio C
de sabir al 0 dia
Ca o lina : para o gesta (
meslre a bordo,, ou
na na do Queimado, n.
Para o Rio de
ta brevidadeo muit<.
cife ,. o qual tem
regamento prompti.
carga, passagii
o consignatario'Manoel |
va Carneo, aa
gund andar, o
Para o R
Dever seguir com brevidad
Marta, para carga, pas^
traa-se na ra da Cadeia do Bt
Para o Arad
P 2ue no fim da presente sen)
dohjale Capibara
sageiros, Irala-se n ra
Para a Babia, segu
6 do correnle velleira garopei
resto-da carga trata
mingos Alves Mal!'
meiro andar.
PARA O RfO DE JANEIRO
segu em poucosdias o brip!
cional >< D. Pedro I i por
t da carga prompta: o re
ros e ecravosa frete, ira
signatario Jos'Baptis
na ra do Vigario
dar.
Para o I',
sali impeler:
a Anglica : tjoetn nell
drija-se a roa da Cadeia do i
andar.
rio Do-
ruz a. 54, pri-
hiate
B^a^aaHfeH^rO
LEILO'E:
Tersa-feira 9 do torrente, s 10 hor
nha, o agente Vctor far, leilono i
Ida Cri le grande s
.rand reli,
ellas, baes
cadeira de balan
randa e de nmarefln urnas de j
sofs de Jacaranda e do amaren
da tonca, guarda roupas de aman
carteras, commodas, lavatorio, toucadores'de jaca-
randa e de amarello, aparadores, mesas Uc amaren.>
para jamar, ditas para advocado, dlas de louro e
re piah para cozii ros para maio de sala,
candelabros, lanlernas pos de casquinho, redomas,
relogios para argibeira, de parede, e para cima da
mesa, correles para relogio, aderemos de ouro com
esmalte, urna porcao de saboueles finos, asulejos,
caixas de charo para chi, quadro com lampas
coloridas, fumo, charutos da Baha superior quali-
dade, e ordinarios, vinho banco de Lisboa en garra-
fado superior qualidade, urna pa e um lavatorio d
podra marinore, am cofre de nradrira chapeado de


fc

ufaiJfH
'*i
_
- -> .
DIARIO DE PEBNAMBUCO. SEXTA FEIRA 5 DE MAIO DE 1854.

ferro; o outros muilus objcclos, que esluro planles
uo dia do leilito.
Quarta-foira 10 do correle, as II horas da
manhaa, o agente J, Gatis, far.'i IciUlo uo armazcm
de M. Carneiro, na roa do Trapiche n. 38, a saber:
urna radbilia do jacarea em moilo bom estado, ca-
deraa "americanas. djs*Aambur--zu;ezas, guarda lou-
ra, mesas, lavatorios, locadores, b-r-aos, qaadros eom
estampes, mndieiros espingardas para caca, ele,
assim como lamban aro' carro de i rodas e un> ca
briotet.
AVISOS DIVERSOS.
-i_.
O abano assignado, achando-se prvido Interi-
namente no oHicio de tabellio de olas aovamenle
creado, abno o seu eacriplorio na asa n. 25 da ra
estrellado Rosario.
Luis da Costa Portocrreiro.
redro Alexandrioo Rodrigues Lius avisa aos
seu amigos e fregoeis, que se ada do novo no es-
cnplorto do Sr. labelliaoLuiz da Cosa Portocrreiro,
na roa eslreila do Rosario n. 25.
Carros colxoes de mola.
O aballo assignado, segeiro, esmerador na ra
do vires, casa de porta larga, ouerece-se para piu-
lar, cobrir e forrar carros, enm toda a perfeicBo pos-
"*> elparafaxer todo equalquer conserlo que nelles
aoja preciso ; assimeomoencarrega-se de vender car-
ros ou cabriolis.; na mesma casa acham-se i venda
colxoes de molas tanto grandes como pequeos, por
prejos commodos, e aflanca-se por 4im anno por qual-
quer concert que nelles seja preciso : tambera
guarda-secanos medanle urna paga mensa I.
Labouder.
or offerecida urna carleira, que fuita-
ram de urna estada no dia 2 do corrente, ro'ga-se
queapprehepdae Iee no aterro da Boa-Vistan."
ilhedaroTxw gratiacacao, se der signaes
lo do ladrao, e muito melhor ainda, se o legar >
loridade policial, e de la para
um criado, prefere-se escravo,
'CO de casa de uus eslodantes cm
torrente, um prcto crioulo, de
bonita lisura, sem barba, beicos gros-
grandes, signaes antigus de
onde talvez tenha signal
Mava, e "com o qual (agio : he
lendo um poaco a bocea de lin-
vb-o ao eseriplorio do doutor
sitio do fallecido Silva & C, na
recompensado.
O abaixo asaigqado faz ver ao publico em ge-
ral, que nao contratem eom_ Jos Alves de Suuza,
morador em Malhadinha, comarcado Limoeiro, um
escravo, cabra, de nome Faustino, por achar-se em
letigio. Anlouio Barbota da Suca Araujo Pe-
retro.
Achou-se no lugar da ribeira do peixe, na fre-
auelia de S. Jos, m pequeo sacco conlendo a
quantia de 139000 : quero fr sea legitimo dono pro-
eure-o na ra Augusta n. 16, qu dando os signaes
ccfloslhc ser entregue,.pagando smenle a despeza
deste annuucio.
O bacharel Wilruvio ennlinna a lecckinar m
francez, e para este fim recommenda-se aos pais de
faroilia,-aos quaes prometa.toda a Solicilode possi-
vel no aproveitamento de seus lilhos; lecciona tam-
bem pela manha na praca da Boa Vista ero can do
Sr. Gadault: a listar ua ra das Cruzes n.2SPpri-
meiro andar.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
O vapor S. Salvador saliio do Rio de
Janeiro no dia 21 a tarde, e nesse mesmo
dia corria a roda da lotera 19 das casas
de caridade ; ou por descuido de nosso
correspondente, ou porque nao podesse
vir aviso, al guiri em- virtude da roda da-
quella loteria correr em Nictheroy, nao
recebemos avisos dos premios dcsta lote-
ria, cuja Hita receberemos por estes dias
pelo vapor inglez que fleava a sabir a 29
do mez Kndo. Temos exposto a venda os
rovos bilhetes da loteria 16 do Tbesouro,
que deve correr no Rio de Janeiro a 2 ou
3 do corrente mez.
Cordeiro, sensivel as since- j$
s de sen limen toque manifes-
onteritnento triste aj
i que se deu a seu respe i lo, lendo provado pe- 0*$
W> note a auloridade eompelente a soa innocen- @
eia, agradi s a lodos que tomaram parle em @
B seu senlimento e se regosijaram com.a sua 3$
sollo tires sentimenlos'de amizade @
esto que sua gralidao pa-
'da ve; mais se despertar: pe- %
empo desculpa de servir-se
^^BMo seus complicados afa-
Ihc u3o deixam bastante a
para dirigir-se pessoal- 2
Sisen particular.
Attencao.
e om capello para a povoacHo de Ca-
endohem morafhdo e instruido: quem
iider rija-s roa Direitan.76, que se dir
laolorisado para tratar, e declarar as vau-
- da capelania. \
Antonio Barbosa de Barros,
rbeir na ra da Cruz do Recife n.
, faz stiente ao respeilavcl publico, e em parlicu-
r aos seus freguezes que vai fazer urna visgem a
Europa para tratar de sua sande, ncando fazendo
suas vezes o Sr. Bernardino da Concejero Reg, o
gl espera que servir eom toda promptidao: apro-
la occasiao em offereeer seu fraco presumo
do Porto, roa Nova de Santo Antonio
ATTENCAO.
ADva fabrica de cntolate homcopathico da roa
oclieiras o. 8, muilon-se para o paleo do Ter-
22, e i se vende dm moinho de caf quasi no-
t poro, chocolate de todas as quatidades, e o
ico aprovado e applicado pelos
palhia, ch.-i preloliomcopalhico c
lo paire cslrangeiros.
BAZAR PRNAMBUCANO.
' Nesle eslabelcimento se encontram os me- g
lhores chapeos de seda prela para homem, g
que lem aparecido nesle mercado, assim co- g
g mo sombreiros de burracha recommendados '
g.para a presente estaclo de invern ; bicos g
P de linho verdadeiro de todas as larguras, di-
tos de blond, de seda, a imilacSo de linho, g
sv e de algodo ; chales de toquim matisados, *
ditos de filel, roroeiras do dito ; ricos vesli-
9 dos para noivas ; lencos de cambraia de li- O
nho bordados; grvalas americanas pretas o 9
de cores ; chapeos de palha de Italia cujo te- @
cido he semelhante aos do Chile ; machinas @
para fazer caf; capellas de larangeiras;
meias de seda de todas as qualidades para ho- 6
mens e senhoras: o oulras muitas fazendas,
que a meociona-las, tomara um boa parte
desle jornal, portanto convidamos aos nos-
C sos freguezes e amigos peraqae continuem
a concorrer para o engrandecimenlo do Ba-
dj zar Pernarabucano. @
S @@3?iSi
Aluga-se a casa terrea com so Uto na Soledade n.
17: a tratar no pateo do Carino n. 17.
rjPfferece-se um homem hrasileiro para criado de
qualquer casa particular, ou mesmo para tratar de
algum cavallo: na na do Sol lendadc tauoeiro un-
to ao Porto das Canoas.
O Sr. que dcixou um cavallo para tratar, na
epeheira de Jos Pinto da .Mulla, si la no Hundo*
Novo, e que at boje nflo o tem 'procurado, queira
apparecer para pagar o que deve do trato do dito
cavallo, quando nao, ser este venBIdo para paga-
mento das despezas, e o resto recolhidu ao depo-
sito.
Aluga-so loja do sobrado da ra eslreita do
Rosario n. 18, propra para olliciua : a Iralar na ra
Direita n. 106.
f?MEOPAT3rHA. I
o Iraneez, d,i con- )
is dias no seu'consultorio
RA DAS CRUZES N. 28.
No mesmo consultorio acha-se i venda um
graude sortimento de car le iras de lodos os
tamanhos i onxmodissimos.
CIHCO MIL RIS.
1 dito
I tubos a escolha.
i globulosavuls.
500:
400 I
... 300,
escolha 18000 '
ipalhia 2 volumes 2. I
. 53000
nelos
cam
as,' veceras
mesmo. .
28000$
18000 **"
Costa Caldas cidadao porloguez vai
eva em soa compauha sua mulhcr e
Arremata cao.
lira 8 do corrente, depois da
direitodo civil, da primeirava-
lenvao Molla, lie a ultima praca em
arrematado por venda, o sitio de
la passagem da ponle de chda ; o
sa de vivenda, sallas, quartos, etc.,
a senzala, com urna meia agoa asso-
foratom casa para escravos, eslri-
para cochsira, poco emfien-
^^Seapim e com bastantes arve-
liflereiilcs qualidades, aValladu
*s, o qual vai a prac> por eiecu-
n Ramos de Oliveira contra
la finada D. Isabel Mara
:ados.
A'S PECHINCHAS.
Ja ra do CoJIegio
es se vendem por
ue em outra qualquer
odecalungas de porce-
i, figuras, gatos, galos, on-
l ealunga tudo pro-
Mfeites de mesa; assim como
N. Seuhora e o Divino
-aulas em ponto peque-
l;^;^"1-1 las para eslampas,
cabello, Ihesouras mui-
J trancas de seda de dife-
eilas proprias para 'vestidos
roupa de meninos, cestas
i meninas trazerem no bra-
! mitras muitas qnalidades e
l_ ac de muitos gostos proprias
-de costara mullo bonitas
[franjas brancas e de cores
| para cortinados, capachos
"jtas de veUod3 slreita.s e lar-
s, ditas de S. Francisco,
'Jess e de Mara, S.
do Carmo, Concc parto, e depois do parlo,
[conlendo cada urna folha de 8
' llariamm; ssim como
i qu se deixam de .annunciar,
rador he que se dodem
ps le abril, cahio da
[igibeira urna letlra aceita pelo
>r. Jos Joaqun Bozerra Oavalcsnli de Albuquer-
que, vencida em passado de ris 309540,
"J~ val, por estar previnido o devedor e o
Sr. Silvestre J. da
restituir leve a ra
n. 28, que se lhcrc-
i 2 horas da
o, mulato, de
losgrail
e lem
polo e
Iro miados, lado j isado :
ira fe-
*e ra
prdo, no
de fruc-
eommo-
Quem tiver para alugarfum gabinete ou sala
que sirva para eseriplorio, aunuucie por esta folha,
que ser procurado.
Hontem, 2 do corrente, entregou-se a um preto
13 saceos com assucar, sendo 5 de brauco e 8 de
mascavado, para levar no armazcm do Sr. Nasci-
mento; os quaes nao l'oram entregues, por isso ro-
ga-se a qualquer pessoa que delles saina, tenha a
bondade de participar no mesmo annazem, pois he
de suppor que fossempor engaito ter a outra parle.
Candida Mara Molina Soares, com aula par-
ticular de primeiras lettras na ra de Aguas-Verdes,
fazsciente que mudou a sua residencia para a ra
Augusta, casa n. 19.
Um grande e oitavado pillo com a eompelente
mo, traste indispensavel para familia numerosa, e
que tenha muitos escravos: existe na ra eslreita
do Rosario padaria n. 13, onde sera entregue por
bagatella.
Ao ublico.
Os senhores proprietarios e meslres de pedreiro,
que precisaren] de carrosas de ara fina para fingi-
rem, acharao por preso commodo posta na bbra, as-
sim como carrosas para conducAo e todas as quali-
dades de materiacs, ludo por preco mais comm
possivel : a tratar na ra da Cadeia de Santo A
nio, armazcm de lijlos n. 17.
, 'Miguel Archanjo Posthumo do Nascimento con-
linua a promover os termos da execucao, que no
juizo da segunda vara municipal encaminha aos her-
deiros do fallecido Affonso Jos de Albuquerque e
Mello, e em consequencia della, c para soa ullima-
jao esUo correndo as tres pracas do estylo para a
arrematasSo da propriedade peuhorada do Alto, que
comprehende todas as Ierras que Ihe esto, e sempre
estiveram anexas, muilo embora com diversas deno-
minasoes, oque consta da penhora e avaliacjlo, sen-
do que por isso nao he exacto o annuucio dos her-
deiros execntados no Diario de Pernambuco n. 98
de 29 de abril prximo (Indo : e j a este respeilo
vieram os ditos herdeiros execulados com opposicao,
e embargos nos autos da execucao que Ibes foram
desprezados. Como tambero nao he exacto, que os
dbitos porque o annuncianle executa os referidos
herdeiros fossem conlrahidos depois da morle de
sua ave, e tanto nao he exacto que dos autos consta
quaes os que contradir o fallecido Affonso Jos de
Albuqnerque e Mello em vidadesna mulher, e quaes
os conlrahidos depois da morte desla, de maneira
que essa historia dos embargos de terceiru nao passa
de urna historia para ver se intimida. A segunda
das Ires pravas lia de ter lagar no da 3 do corrente
mez na sala das audiencias, c depois da audiencia
do Illm. Sr. Dr. juiz municipal supplente da segifn-
da vara, Jos Rajmundo da Costa Menezes..
Quem precisar de urna ama para enzinhar em
casa, de pouca familia, dirija-se a ra do Cotovello
n. 71.
Offerece-se Um rapaz para caixeiro de qualquer
rasa de negocio de atacados, tanto do fazendas como
de molhados, no trapiche, o qual dar informares de
soa conducta ; quem pretender aiuiuncic para ser
procurado.
Quem precisar de urna ahia, de boa condula,
para casa de homem solteiro, dirija-se a ra de
Hortas u. 40.
Na ra de Hortas n. 62, emtomma-sc com toda
a perfeiclb, e por^prec.o commodo.
GABINFTE PORTGEZ DE LEITRA.
Domingo, 7 do corrente, bavera'sessao
de assemblea geral pel3 10 horas do dia,
para'negocio urgente.
Manoel Ferreira da Silva Tarros relira-se pa-
ra fra do imperio.
O abaixo assignado avisa a seus devedores, que
desde i vai chama-Ios a conciliario, e executar to-
dos os meios para que seja pago do que Ihe devem,
visto nao o teiem feito ero (empo competente, e pro-
testa nao ter a menor' coulemplacao com pessoa aI-
giima : o annuncianle faz o presente para qoe niu-
guem allegue ignorancia.Francuco Jos Leile.
Precisa-se do urna ama para casa de pouca fa-
milia, eque saiba cozinhar e eugommar : na ruada
Cadeia do Recife n. 40.
Na ra Direita n. 88, primeiro andar, se dir
quem precisa de alugar urna ama forra ou captiva,
que faca lodo servido de casa e ra, e que saiba cozi-
nhar ; adverlindo-se que a casa he de pouca familia.
l'ERGUNTA QUE NAO' OFFENDE.
Pergunla-se aos Srs. Francisco Muniz Ponlcs e
Manoel Antonio Alves da Silva, ambos moradores
na povoaco de Bezerros, se suas senhorias sabem o
deslino que leve o moleque e mais bens deixados pelo
porloguez Francisco Antonio da Silva, fallecido na-
quella povoarao em julho do anno passado, e com
sua resposta muito obr i gado Ibes tirar o
Prejudicado.
CURYSTALOTWO.
Galera de ricas pinturas pelo antigo e
novo estylo.
Aterro da Boa-Vista n. 4.
De caixas, quadros, medalhas, a rmeles e pulcei-
ras ha um rico sorlimenlo para collocar retratos,
por preco muito baixo. s
Precisa-se alugar ama ama forra ou captiva,
para urna casa estrangeira de pouca familia, para
tratar de meninas a fazer mais algum servicp se for
preciso : na ra da Senzalla Velha n. 60 primeiro
andar, ou na Capunga sitio do Sr. Brilo.
Loja ingleza de roupa feita, ra da Cadeia
do Recife n. 16.
Exisle neste eslabelcimento um grande sortimento
de roupa feita de todas as qualidades de fazendas
edegadas prximamente de Inglaterra, como sejam :
palitos, casacas, calcas, colletes, camisas, reroulas,
etc., e os preros serSo os mais razoaveis possiveis,
visto ser osyslema do dooo nao deixar diiiheire sa-
hir anda mesmo com algum prejuizo.
Paulo Gaignou, dentista*,
pode .ser procurado a qualquer hora em sua casa
na ra larga do Rosario n. 36, segundo andar.
Arrenda-se o engenho Leo, silo na fiegoezvi
da Esrada: 09 prclendenleS pdemapparecer no ater-
ro da Boa-Vista, sobrado n. 53. segundo andar, que
acharao coro quem tratar, ou na freguezia da Escada,
no engenho Vicente Campello, com Manoel Gongal-
ves Pereira Lima.
Casa da afericao, na ra das Aguas-
Verdes n. 25.
O aferidor participa, quearevisau leve principio
no dia Io de abril correle, a finalisar-se no dia 30
de junlio prximo futuro: segundo o disposio no
art. 14 do regiment municipal.
Sr. Jo3n Nepnmuceno Ferreira de Mello,
morador na passagem de linda, lem urna caria na
livrria n. 0>e 8 da praca da Independencia.
Precisa-se de um feilor para urna alaria perlo
desla praca, que saiba algunia cousa ler e escrever, e
que enlenda perfcilamenle daquelle. eslabelcimen-
to, e que d fiadora sua conducta; quem se achar
nestas circumstaticias pode dirigir-se i roa larga do
Rosario, casa n. 18, que achara enm quem tratar. Na
mesma casa cima lem-se urna incumbencia de um
bom padeiro forro, que enlenda prfrilameuto da-
quella oceupacao.
COMPRAS.
Cnmpram-se escravos de ambos os sexos,- de
idade de 12 a.35 anuos', assim como lambem rece-
bem-se para se vender de commissao : na ra Direi-
ta n. 3.
Compram-se patacoes hrasileiros ehespanhoes":
naVua da Cadeia do Recife n. 54, loja de fazendas.
* Compra-se prata brasileira e hespa-
nhola : na ra da Cadeia do Recife n.
24, loja de cambio.
Compram-searenes lo banco de Pernambuco:
no eseriplorio de Manoel Joaquim Ramos e'Silva.
VENDAS
Vendem-se as casas terreas n. 72 da ra da
Santa Rita, n. 67 da do Jardim, e us. 68 o 106 da
das Cinco Ponas : na /ua Uireila n. 40, segundo
andar.
Vende-se trincal de superior qualidade, pelo
barato preco de 720 rs. a libra, ou.em porr,ao a 700
por libra ; na ra Nova, depositode caldeireiro.n. 27.
Vende-se um bom preto ofllcial de sapaleiro, de
meia idade, por prelsfreommodo-: ua praea da Inde-
pendencia n. 33, loja de calcado.
Vende-se urna grande casa terrea no logar dos
Coelhos, bem edificada, lendo bastantes commodos
para familia ; ou para qualquer eslabelcimento :
fallar com o corrector geral Miguel Carneiro. ,
LOTERA DE N. S. DO L1VRAMENTO.
* Aos 5:000,<000c 2:000^000.
Na ruado Cabug, botica de Morira A Fragoso,
e na ra do Queimado, loja de fazeudas de Bernar-
dino Jos.Mouleiro & Companhia, vendem-se bilhe-
tes e meios da dita loteria, que corre no dia 12 do
corrente mez, os quaes sao do tautelisla Salustlano
de Aquino Ferreira,que paga osdos primeiros pre-
mios grandes sem o descont de oilo por cento do
imposto geral.
Bi Hieles 68000 5:00O000
Meios 38000 2:5008000
MANUAL DE TABELLIAO'.
Vende-e na livrria n. (i e 8 da praca
da Independencia.
LOTEBIA DE N. S. DO LIVRAMENT.
Casa da Fama bo aterro da Boa-Vista
ii. 48. 0
Na casa cima acha-se venda quartos, decimos c
vigsimos da loteria cima, a qual corre impreteri-
velmcnte no dia 12 do corrente mez.
m CONSULTORIO HOMEOPATHICO
DR. P. A. LOBO HOSCOZO.
J. Jane dentista,
contina rezidir na ruaNova, priiiciro andar n. 19.
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2, ^
vende-se um completo sortimento
de fazendas, finas e grossas, por
presos mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte,tanto em poi-
cos, como a retalho, amanendo-
se aos compradores um s preco
' para todos : este estabelecimenlo.
ahrio-se de combinaco com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto offerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietarto deste importante es-
ta belecimento convida a' todos os
seus patricios, e o publico em ge-
ral, para que venham (a'4iem dos
seus interesses) comprar fazendas
j baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
Nicolao tiadault faz publico, que tem aulorisa-
do oSr. Jos Xavier Faustino Ramos Jnior,' corno
nico encarregado de cobrar e .receber todas equaes-
quer qoantias provenientes de compras de fazendas
feitas em sna loja na ra Nova, ede venda e arren-
damenlos dos terrenos de propriedade sna.
p-se encarecidamente a qualquer pessoa
jachado nm.ma ,! ulas com l:87,
&itd
iTOsamenle
'perdeu n.i
do V
prejuizo, e
^^Htgue ra
Homceopathia.
CLNICA ESPECIAL DAS MO- (A
LESTIAS NERVOSAS. >2
Hysteria, epilepsia ou gota co- ^,
ral, rheumatismo, gota, paraly- ^
sia, defeitos da falla, do ouvido e *
dosolhos, melancola, cephalalgia
ou dores de cabera, eccnaqueca,.
dores e tudo mais que o povo cc-
nhece pelo nome genrico de ner-
voio.
As moleilias nervosas requerem muitas ve-
zes, alm dos medicamentos, o emprego de
outros meios, que desperlem ou abal'am a
sensibilidade. Estes meios possuo eu ago-
ra, e os ponho a dispusicao do publico.
Consultas todos os dias (de grac,a para os
pobres), desde s 9 horas da manhaa, at
as duas da larde, ra do S. Francisco (Mnn-
do-Novo, n.68 A.Dr. Sabino Olegario
fMdgero Pinho.
O abaixo assignado, nico encarregado do re-
ceber os foros das casas da freguezia de S. Jos,
pertencentes ao Sr. Francisco de Paula Correia de
Araujo, faz sciente aos mesmos foreiros, principal-
mente quelles que nao sabem a sua morada, de
dirigirem-se a ra do Pires na casa nova junio
do finado Gervasio.Manoel Gomes liegas
O Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho mu-
dou-se para o palacete da ra de S. Francisco
(mundo novo) n. 68 A._
Esta justo o sobrado de um andar da roa Di-
reita, n. 92, defronte do beco drf Serigado, perten-
cenle Anna Mara de Carvalho Uchoa ; se algu-
ma pessoa se julgar eom dircito a elle, reclame ues-
tes oilo dias.
D-se pequeas quanlias a premio al 5OJO0O o
mais, sobre penhores de ouro ou prata ; adverlindo-
se que se nao aceita firma de pessoa alguma ; na ra
do Hospicio, casa n. 17.
Roga-seao Sr. A. F. M., que haja de compare-
cer para dar a soluc.Ho de urna caria que escreveu ao
abaixo assignado em 11 de novembro de 1853, dizen-
do qne no dia 30 dava a resposla e ainda boje se es-
pera por ella, isto no prazo de 8 dias contados da da-'
la desle, do contrario ter de ver seu nome por ex-
tenso nesle Diario, declarando o motivo : na ra
larga do Rosario'n. 14'.Antonio de Souza Duarte.
Manoel Fcrujajides de Slacedo vai Portugal
tratar do sua aaude.
' Urna mulhet branca, brasileira, de 28 annos de
dade; se offerece para criada de orna casa honesta
com pequea familia," preferindo urna casa de fami-
lia eslrangeira : quem a pretender, procure na es-
quina da ra dos Quarleis por detraz da matriz de
Santo Antonio, casa n. 10 por cima do buhar, que
adiar ahi a dita mulher.
. Os senhores que qoizerem ler em seus jardins boas
sas novase antigs,e muila varieda-
de de dalias a'otilis llores, vio i roa di Soledade n.
70, sonde s 3e rosas, muito diltereutes entre si,
acham-se 400 qualidade
Perdeu-se o meio bilhele da lotera de Nossa
Senhora do Livramenlo de u. 844 e o vigsimo n.
1370 da mesma ; pede-se ao-Sr.'lnesoorciro de nao
pagaros ditos, caso saiam premiados, sena ao abai-
xo assignado, que he sen dono.
Domfnyne More&a da Silva.
Quem annunciou querer comprar diccionarios
francezes, novos, dirija-se u ra do Sol n. 23, segun-
do andir.
IIOSEOPATHIA.
Comarca do Cabo.
!. Manoel de Siqueira Cavalcanii mudon-se
9 para o engenho Martapagipe. Contina a dar
9 consultas todos os dias, e a tratar os pobres
ft gratuitamente.
AVISO JURDICO,
Asegunda edicto dos primeiros elementos prati-
oos doforo civil, mais bem.corrigido, acrescentada,
nao so a respeilo doque alterou a lei da reforma,
como eerca dos despachos, inlerlocutorias e definiti-
vas dos julgadores, obra assns interessante aos prin-
ciplantes em pratica, que Ihes servir de fio conduc-
tor: oa pra^a da Indcpendeucia ns. C e 8.
Acha-se apprehendida pela suhdelcgacia da
freguezia da Varzea. urna cabra (liicho) que ia furla-
ila : quem fr seu (Joo, dirija-se a mesma'.' Sub-
delegada da freguezia da Varzea 4 de maio d 1854.
O subdelegado, Francisco Joaquim Machado.
A mes regedora da rmandade do Seulior Rom
Jess dos Marlvrios, participa a todos oji irronos para
coinuarecerein n dia 7 dn correte pelas 10 horas
do dia,aliro de darem os votos aos novos eleitos,An-
Ionio Firmo da Silveira, secretario.
LOTERA DE N. S. DO LIVRAMENT.
Aos 5:000,000 e 2:000s000 rs.
O cautclisla Salustiano de Aquino Ferreira avi-
sa ao respetavel publico, que comprou todos os bi-
lhetes da mesma lotera ao Ihesourciro, e as rodas
andam no dia 12 de maio; ns seus bilhetes e caute-
las esto venda nos lugares do cosime. Paga sob
sua responsabilidade os dous premios grandes sem o
descont de 8^ do imposto geral.
Bilhetes 69000 5:000S000
Meios 39000 2:500$000
Quarlos 1&00 1:250*000 .
. Decimos 700 5009000
Vigsimos 400- 2509000 .
Salustiano de Aquino Ferreira.
Aluga-se urna sata e urna alcova no primeiro
andar de um sobradinho na ra de Apollo, bom pa-
ra algum eseriplorio ou para qualquor occupacac
quem o prclcndcr,dirija-se aoterceiro andar do bece
Largo n. 1.
Constando-mc por partecipaco, querecebi do
Sr. Jos Joaquim. Ferreira de Souza, morador na rmi
de Hortas n. 15, que existem duas lettras, urna d
5009000 rs. vencer em 30 do agosto do correnle
anno, e outra de 1009000 rs. vencer em 30 de jo-
nho do mesmo corrente anno ; as quaes se diz serem
aceitas por mim e sacadas raV0r de Fran'cisco Ro-
drigues de Frailas Pimentel, e aflirma aquelle Sr.
Souza have-lasdisconlado : venho pelo prsenle de-
clarar ao respetavel publico que ninguem faja tran-
sacrao alguma com as ditas lettras, porque as lenho
por falsas, visto como nem assignei lettra aquelle
Francisco Rodrigues de Frailas Pimentel, e nem me
considero devedor de pessoa .alguma uesla praca.
Engenho Palmeira 2 de maio de 1854.
Manoel Flix Correia.
Aluga-se um moleque que lem principio de
cozioheiro, ou para outro qualquer servieo : dirija-
se a loja de calcado, praca da Independencia u. 33.
MEDICINA E CIRURGIA. ,
O Dr. Jos Muniz Cordeiro Uilahy, medico recen-
temente chegado-nesta capital, se ac'ha prompto para
exercer a sua profissao, podendo ser procurado a
qualquer hora, na ra do AragSo n. 1, primeiro an-
'dar, ao sabir na praca da Boa-Vista ; e d,i consullas
'gratis aos pobres das 7 as 9 horas da manha.
Irmandade de Santa Rita de Cassia.
Em npme da mesa regedora da veneravel irman-
dade da gloriosa Sania Rita de Cassia, convida-sc a
todos os irmaos.para que se dignem de comparecer as
9 horas do dia 7 do corrente, no consistorio da mes-
ma irmandade, fitn de reunidos em mesa geral pro-
ceder-sen nova eleicio dos funecionariosque hd de
rege-la no anno de 1854 a 1855.
Francisco de Oliveira de Arroda, subdito por-
luguez, relira-se para forado imperio.
Bernardino Alves Machado relira-se para o Rio
de Janeiro, bu para onde Ihe convier.
A. L. Slrauss relira-se para a Europa,.levando
cmsua companhia a.sua senboru 0 um filho me-
nor.
- Perdeu-se urna carleira no dia 2 do corrente, as
10 horas d,a noite, do aterro da Boa-Vista n. 34 at
a ra; do Collegio n. 15, em dita carleira hivia
329000 rs. em notas, urna lettra de 1929000, uro
qoarlo de liilliele da loteria do Rio e mais papis:
quem a adiar, leve-a a dila casa n. 15 da jrua do
Collegio, qne sera gratificado.
Manoel Ferreira de Souza, subdito portuguez,
rclira-sc para Portugal.
A quem Ihe fallar tima canoa que pega 800 a
Kki lijlos de alveuaria, a qual est piulada de en-
carnado, dirija-te ra Direita dos Atogados o, 13.
Vende-se a melhor de todas as obras de medicina
nomopalhica'tsB- O NOVO MANUAL DO DR.
JAIIR ^T3 tradtizido em porluguez pelo Dr. P.
A. Lobo Moscozo, conlendo um accrescimo de im-
portantes explicacoes sobre a applicacao das doses, a
dieta, efe., etc. pelo traductor : quatro voluntes cn-
cadernados em dous 209000
Diccionario dos termos de medicina, cirurgia, ana-
toma, pharmacia, etc. pelo Dr. Moscozo: cncader-
nado 4900o
Urna carleira do24 medicamentos com dous fras-
cos de linduras indispensaves < 409000
Dila de 36...........459000
Dita, de 48..........509000
Urna d (0 luboscom 6 frascos de linduras. 6O9OO
Dita de 144 com 6 ditos ...... IOO5OOO
Cada carleira he acompanhada de um exemplar
das duas obras cima mencionadas.
Carleiras de 24 tubos pequeos para alai-
beira........... 89000
Dilasde48 ditos..........166000
Tubos avulsos de glbulos..... IS000
Frascos de meia onca de lindura 2000
Ua lambem. para vender grande quantidade de
tubos de crystal muito fino, vasios e de diversos ta-
manhos.
Asuperioridade destes medicamentos est boje por
todos reconhecida, e por isso dispensa elogios.
N. B. Os senhores que assignaram oucomprarairra
obra do J AUK, antes de publicado o 4- volunte, p-
dem mandar receber este, quo ser entregue sem
i: ugmento de preco.
lie baralissimo por 69000 rs., um lindo caixao
de padaria com 4 reyarlimetilos, muilo -bem feilo,
quem o vir nao deixa de comprar, e um braco de Ro-
ntao (Companhia : na ra Direita u. 19.
RA DO QUEIMADO n. 9.
Fumo lino para capa
Chegaram alguns fardos do fumo superior para
capa, e so veuderii na ra do Queimado, loja n. 9.
Attencao.
* Na ra do Passeio n. 13, vende-se meias casem-
ras de cor, pelo barato prec,o de 400 rs.o covado,
bros de quadros de bom oslo 320 rs. o covado,
chales de laa e seda por 29OOO rs., e oulras muitas
fazendas por precos commodos.
Na loja de fazendas esquina do heceo Largo n.
26, e no armazem de Jos Joaquim Pereira de Mel-
lo no caes da alfandega rita de Joo de Barros, em o
armazem de Francisco Guedcs da Araujo, existem
ainda saccas com superior milito;.assim como nes-
te lambem teiu barris com 8 libras de chouricos de
Lisboa proprias para casas particulares; a qualida-
'de lie superior por lerem sido all fabricados por
tuna familia particular.
Navalhas a contento e tesouras.
Na ra da Cadeia do Recife n. 48, primeiro an-
dar, eseriplorio de Augusto C. de Abrcu, rontinu-
ani-se a vender a 89000 rs. o par (prec ftxo) as j
nem con heridas e afamadas na val lias de barba feilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na exposicao
de Londres, as quaes alm de durarcm extraordina-
riamente nao se sentem no rosto na aceito de corlar ;
vendem-se com a cnudico de, nao agradando, p8de-
rein os compradores devolve-las at 15 dias depois da
compra, resliluindo-se o importo : na mesma casa
ha ricas lesourinhas para unltas feitas pelo mesmo
fabricante.
PTIMO VINHO DE COLLARES,
em barris de 7 em pipa : no eseriplorio de Augusto
C. de Abren, na ra da Cadeia do Recife n. 48, pri-
meiro andar.
HE IMPOSSIVEL !1!...
Chitas fjancezas escuras, linas.e largas, a 220 rs. o
covado, ditas estrellas muilo linas a 160,180, 200,
220 e2I0, corles de cassa franceza com 6 varas, de
cores claras e escuras, o I96OO, cortes de casemiras
escuras a 49500, muito boa fazenda, brim trancado
pardo, de linho puro, muito boa fazenda, a 640 rs. a
vara, e outras muitas fazendas, que s i vista do
comprador so dir o preco : na ra do Crespo n. 19.
Vende-se um escravo moco, sem vicios nem
achaques, ptimo para engenho por ser carreiro :
quem o pretender, dirija-se ra de Hurlas n. 38.
Attencao.
Vende-se ou aluga-se urna armarao com o Iraspas-
so de chave, por commodo prero, propra para qual-
quer eslabelcimento, menos taberna, sita no aterro
da Boa-Vista n. i'.l; a tratar na mesma ra n. 54.
Quem deixara' de cemprar.
Chita franceza muito larga, com assentos escaros,
pelo baixo prero de 69000 a pera, e covado a 200 rs.:
na ra do Queimado, loja 11. 46.
Vende-se um preto de naro, de idade 23 an-
nos, de boa figura, sem vicio" algum ; na ra da
Mnedu n. 23. sobrado, das 6 as 10 horas da manhaa,
e das -2 as 4 da tarde. *
Vende-so a loja de calcados da ra Direita n.
11, a qual he bem afreguezada c com poneos fundos:
a tratar na ra do Livramcnto n. 29. .
Attencao! cheguem a pechincba.
O proprietario da taberna n. 11 da roa dos Pescado-
res,tendo annunctado a venda da mesma taberna e nao
tendo apparecido comprador, e querendo concluir a
mosma, est resolvido a vender por menos do cusi
os gneros e objectos seguintes >azeite' doce, vinho
tiqlo bom a 320,oorinoes pintados a 440,ditos bran-
cos a 300 rs. bules 400 rs., garrafas de licor a 220,
pratos a 850 a duzia, duzia de ligelas a 850, chicaras
pintadas a 19200 3 duzia, ditas brancas a 960, ditas
sem aza'a 900 rs., botijas com genebra da trra a 200
rs., cocos de beber agua a 220 rs. a duzia, cravo a
480 a libra, canda a 640, pntenla do reino a 280,
herva-doce a 160, cominhos a 200 rs., e tudo mais
por barato preco : assim pois cheguem pechincba.
Grande e variado sortimento de fazenda s
baratas, na ra do Crespo n. 14, loja
de Dias & Lemos.
Chitas saragoranas escuras muilo fizas c muilo
recommendaveis por sua boa qualidade, padrees
ainda nao apparecidos, a 160 e 180 rs. o covado ;
sarja de laa de duas larguras muilo eneorpada, a
640 rs. o covado; riscadinhos de linho muilo finos,
a 640 rs. o covado; algodo trancado escuro, panno
muco, a 180 rs. o covado: ganga araarella muito
superior, a 360 rs. o covado; brim trancado de al-
godo muito encorpado a 800 rs. o corle: coberto-
res de algodo grandes, a 640 rs.; pequeos 600 rs.
cada um; poras de cambraia muito linas com S ;,
varas, a 49000 rs. e a 560 a vara ; camisas de meia
muilo elsticas, a 19200 rs. cada urna ; alpaca pre-
to de duas larguras 400 rs. o covado ; damaspo de
laa de todas as cores muito superior, a 80Q rs. o
covado; e oulras muitas fazendas mais baratas do
que em oulra qualquer parte, do-se amostras das
chitas com penhores.
FARINHA DE S. MATHEUS.
A bordo do Mate Soco Accordo, tundeado em
frente ao caes do Ramos, tem para vender muito su-
perior farinha de S. Matheus, e para tratar em casa
de seu consignatario Domingos Alves Malheus, na
roa da Cruz n. 54, primeiro andar.
Attencao'.
O antigo" barateiro tem para vender dtiras milito
baratas, as quaes sao: um diccionario por Constancio
da ultima edicran 10$000, Magnum Lexicn a 59000,
49000 e a 39000, diccionario inglez de.Vieira, 2 vo-.
lumes 59000, vocabularium jttris utriusque, 3 volu-
ntes 49OOO, Historia Sagrada por Bernardino Freir
39000, ensaio sobre a supremaca do Papa 29000,
insliluices de direilo civil bcasileiro segundo volunte
em brochora I9OOO, observarnos sobre varios artigos
do cdigo do processo criminal por Dr. Mendes 59,
Manual d negociante 29400, Memorias histricas da
provincia de Pernambuco 49OO, synopsis por Abrcu
e Lima29000, grammalicas francezas por Emilio Se-
rene 39000,Rev.iluco de 181719000, SimodeNan-
lua a I9OOO e 640 em 2 voluntes, geometra de La-
crois cin porluguez 59000, 1 dila em francez 49000,
Trignomelria por 29000, urna licito acadmica sobre
a peua de morte 320, Diccionario das flores a 160: na
ra do Crespo n. 11.
Vende-se setim preto lavrado, de muilo bom
gosto, para vestidos, a 29800 o covado: na ra do
Crespo, loja da esquina que volta para a cadeia.
ATTENCAO'.
Na ra Drrcila n. 19, ha para veuder-se os se-
euintes gneros:
Bolachinha ingleza muito nova. 280
Dita de ararula, franceza 480
Farinha de tapioca muito alva. -140 s
Dita de ararula. 200
Amendoas descascadas. 320
Castanhas do Porto. 120
Espermacete americano. 900 s
Cha superior. 29240 s
Dito hrasileiro. 19500
Alelria npva. 280
Maoarrao. 280 B
Talherim. 280 o
l.inguicas, superior qualidade. 440 a
Palos e salpices do Porto. 480 b '
Toucinho do Lisboa. 400
Queijos muito novos. 19700 b
('.evada nova. 120 -
Vinho de Lisboa, garrafa. 400
Dito engarrafado do Porto (sem casco) 480 b
Manleiga ingleza muilo boa. 500 o
Todos esses gneros se responde pela qualidade.
Trancas de seda.
Chegou a loja de miudeza* da ra Davila n. 83,
um rico surlimenlu de trancas de seda do gostos os
mais delicados possivel, tanto as pretas como as de
cores, allianca-Fe que os precos sao favoraveis aos
compradores, e a qualidade nao desagradar a
quem as vr.
*Vendem-se saccas com farelos de Lisboa, a pre-
co commodo ; na ra de Apollo, armazem "n. 14.'
Vendem-se saccas de feijo mulatinho novo,-
muilo em conta : uo armazem da ra do Rangel
n. 26.
Vende'-se nm. cabra de 30 annos, bom para
(rabalhar cm algum silio, por ter disso pratica; c
lambem sabe tratar de cavallo : he muilo sadio, e
nao tem o vicio de se embriagar, e nem de fngir ;
quem o pretender, dirija-se a ra Direita, casa jun-
to padaria, n. 67.
Malas para viagem.
Grande sortimento de todas as qualidades por pre-
co razoavel: na ra do Collegio n. 4.
BATATAS HOLLANDEZAS NOVAS
no annazem de Jno Marlins de Barros: vendem-se
gigos com btalas hollandezas muito novas a I96OO
rcis.
Na ra do Crespo, loja n. 12, lem para vender
manteletes de seda do ultimo gosto, o de muila va-
riedadede cores, vestidos de seda muito riedt, sendo
trancos e de cores, um sortimento completo de ca-
semiras para todos os preros, chales de seda de muilo
bom gosto e para todos os precos, palitos de brim com
quadros vindot de Franca para 39000, chapeos de
sol de seda de cores a 60S0GhMX>, e am completo
sortimento de fazendas inglez! .tnnctxas e suissas,
e sendo vendidas 1 dinhenfcfllD lh* a preco.
Vendem-se chpeosle teiras/cera
amarella. dita de carnauba de primeira sorle, sola,
eourinhos miudos, tudo chegado de novo do Aractty,
e por preco commodo a dinheiro i vista : na ra da
Cznj do Recife n. 33,casa de Sa Afaojo.
Vende-$e urna barcada que pega 240
saceos com. assucar, bem construida e
prompta a seguir viagem : na ra da Ca-
deia do Recife n. 5, loja. .
Na ra do Vigario n. 19 primeiro andar, lem pa-
ra vender-se chapeos de castor brancppor commodo
proco,
No armazcm confronte a loja do Sr. Martins,
pintor, vendem-se duas carrosas novas muilo bem
construidas, as qoaes serven: para cavallo 011 boi, e
outra usada ; as quaes se vendem pelo preco que o
comprador offereeer. .
Vende-se nm excelleole carrnho de 4 rodas,
mu bem construido, embom estado; est exposto na
roa do Aragao, c 11. 6, onde podem
os pretndeme* cxamii. r do ajuste com
ba ruadaCruz no Recife
POTASSA RRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa^
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons eleitos ja* experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Lecontc Feron &
Companhia.
NCEZES.
ca e de brim,
ia do Heci-
modo.
hortas e baixa-
a ra
no
na
Vendem-se relogios de ouro e prata, mais
barato de que em qualquer outra parte :
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Chapeos pretos francezes
a carij, os melhores e de forma mais elegante que
tem vindo, q outros de diversas qualidades por me-
nos preco qoe em oulra parte : na ra da Cadeia do
Recite, n. 17.
Deposito da fabrica do Todos oa Santos na Babia.
Vende-se, cm casa de N. O. Bieber &C, na roa
da Cruz n. 4, algodaO trancado d'aquella fabrica,
muilo proprio para saceos de assucar e roupa de es-^
era vos, por prero commodo.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, h a
para vender, chegado de Lisboa presentemente pela
barca Olimpia, o seeuinle: saccas de farello muito
novo, cera em crurae e em velas eom bom sorti-
mento de superior qualidade, mercurio doce e cal
de Lisboa em pedra, novissima.
Vendem-se em casa de Me. Calmont 1 Com-,
panhia, na praca do Corno Santn. 11, o segointc:
vinho deMarseilleem caixas de 3 a 6 dorias, linhas
em novel los e cairelis, bren em barricas muito
grandes, ac de milao sorlido, ferro inglez.
AGENCIA .
Da Fundioao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua ha-;
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-l
dunas de .vapor, e taixas de ferro batido
e coado, do todos os tamaunos, para
dito. ?
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano d invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Rerlin, empregado as co-;
lonias inglezas e hollandezas, com gran-!
de vantagem para o melhoramento do|
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz, ti. 4.
SANDS.
SALSA PARRILHA.
Vicente Jos de Brilo, nico agente cm Pernam-
buco de B. J. D. Sands, chimco americano, faz pu-
blico que lem chegado a esla praca urna grande por-
cao de frascos de salsa parrilha de Sands, que sao
verdaderamente falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devem acaulelar os consu-
midores do lo precioso talismn, de caliir neste
engao, tomando as funestas consecuencias que
sempre coslumam trazer os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela ma daquelles, que antepoem
seuS inleresses aos males e estragos da humattidade.
Porlanto pede, para que o publico se- possa livrar
desla fraude e dislingua 3 verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada c recentemente aqu chega-
da ; o annuncianle faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em sua botica, na ra da ConceicAo
do Recife n. 61 ; e, alm do receituario que acom-
paoha cada frasco, tem embaixo da primeira pagina
seu nome impressu, e se achara sua firma em ma-
nuscripto sobre o involtorio impresso do mesmo
Traeos.
Na ra d Vigario n. 19, primei-
ro andar, tein para vender diversas mu-
sicas para piano, violao 'e flauta, como
scj'am, quadrilhas, valsas, redovas,. schc-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro*
FARINHA DE TRIGO/
Vende-se no armazem do Tasso Irmos, farinha de
trigo 'de lodas as qualidades, que existem no mer-
cado.
Muita attencao.
o mesmo sef^H^
n. 27, armai.
)E.
Grande sor:
na mi do Clb
fe o. 17 ; venc
Moiiui
'om bombas de
decapim. na fundicao de D;
do Brumos, 6,8el0.
VINHO DO PORTO MUITO FINO
Vende-se superior vinho do Prto/ em
barr de 4., 5. e 8.: no armazei
do Azeite de Peixe n.' 14, ou a tratar
escriptorio de Novae & Companhia,
ra do Trapichen. 54. -
Padaria,
Vende-se orna padaria muilo afreguezada: 1 tratar
com Tasso & Irmos.
Aos seahores de engenho.
Cobertores escaros de algodaoa 800 rs., ditos mui-
lo grandes e encornados a 1JH00: na roa de Crespo,
loja da esquina que volla para a Cadeia.
Grande pechincba !
Vendem-se cortes da cassa do ultimo gosto, e cores
fixas, pelo baralissimo preco de. 18920 o cru
ruado Crespo n. 5.
Devoto Chiistao.
Sabio a loza 2." edicSo do livrinho denominado-
Devoto Christao,mais correcto e acrescentado: vnde-
se nicamente na livrria n. 6 e 8 da praca oa In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes, acolcboadas,
brancas e de cores de nm s panno, moito '.grandes e
de bom goslo : vendem-se na ra do Crespo, loja da
esquina que volla para.a cadeia.
Deposito de vinho de
Sgne Chateau-Ay, primeiraj
ade, de propriedade do I _
de Mareuil, ra da Cruz dovj
cite n. 20: este vinho, o m
^P1 de toda a'champagne vei
-
se nicamente em casa de L. I ^^
cointe Feron & Companhia. N
As caixas sao marcadas
Conde de Mareuil e os rot
das garrafas sao azues.
Vendem-se 4 escravos, 1 mulato de 20 annos,
1 moleque de 17 annos, 1 prela lavadeira e engom-
roadeira, 1 preto de 40 anuos e 30 travs de pao dar-
co : na ra larga do Rosario n. 23.
Meios bilhetes da loteria do Livramento.
desta casa lem approvado.por quanlo tem sempre sa-
hido algomas sorlcs grandes, pelo quo vale a,pena o
acrcsciiuo de 200 rs, de lucro.
Vende-se um cofre de madeira com arcos de
ferro muilo forle e com tres fechaduras muilo segu-
ras, por prego commodo : na ra da Senzala defron-
te da loja do Sr. Marlins, pintor.
NO ARMAZEM DE C.J.ASTLEI
, ECOMPAiMIIA; RUADO TRAPICHEN 3,
ha para vender o seguinte :
Oleo de linhaoa em latas de 5 galocs.
Champagne, marca A. C.t
Oleados para mesas.
Tapetes de laa para forro desalas.
Formas de folha de ferro, pintadas, para
fabrica de assucar.
Ac de Milao sortido.
Carne de vacca cm salmoura.
Lonas da Kussia.
r^azarinase ca vinotes.
P apel de paquete, inglez. .
Brim de vela,da Russia.
Rlogios d*ouro, patente inglez.
Gr axa ingleza de verniz pai-a aneios.
Ar reios para um e dous cavallos, guarne
i -i dos de prata c de la I,o
Chi cotes e lampeoes para carro c cabriole!.
Cou .ros de viado de lustre para roberas.
CahQadas para montara, para senhora.
Esp oras de ac prateado.
-Vendem-se em casa de S. P. Johns-
ton & C, na ra de Senzalla Nova n. 42.
Vinho do Porto superior engarrafado.
Sellins inglezes.
Relogios de ouro patente inglez.
Chicotes de carro, -v
Farello em saccas de o aii-bas.
Fornosde farinha. \ ""*" -*
Candelabros e candteiros bronzeados.
Despeanceira de ferro galvanisado.
Ferro galvanisadp em folha para forro-
Cobre de fotTo.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
ra do Brum log na entrada, e defron-
te do Arsenal de Marinla ha' sempre
um grande sortimento de tiichas tanto
de fabrica nacional "como estra:ngeit;a,
batidas, fundidas, grandes, per menas,
razas, e fundas'; e em ambos os logures
existen* c|iindastes, pura curreg ar ca-
noas, ou carros livres de despe; ;a. O
presos tsao' os mais cominodos.
Vade-mecum dos hoineopathas ou
o Dr. Heringtraduzidoem por-
tuguez.
Acha-se a venda esta imporlantissima o-
bra do Dr. Bering no consultorio homreo-
palhiro do Dr. Lobo Moscoso ra do Colle-
gio n. 2>, 1" andar.
Vendem-se correntes de ferro usadas, tanto fi-
nas como grossas, as quaes eslao em muilo bom es-
tado, e por preco muilo commodo : na roa da Sen-
zala, armazem defronle da loja do Sr. Marlins, pin-
tor. No mesmo armazem compram-se ferros velhos,
cobre, lato e outra qualquer qualidade de mclal,
assim como brius, lonas e outros pannos velhos ele.
Vende-so urna prela que sabe cozinhar o diario
de urna casa: na ra do Livramcnto n. 1.
Vendem-se tres bonitos armarios de amarcllo,
envidracados, proprios para biblioteca ou outro qual-
quer eslabelecimenlo, por serem muito bem' feitos;
assim como urna mesa de mustio para jantar que ad-
iniltc mais de 40 pessoas, e outros trastes que se dao
por prec muilo commodo ; no armazem do corre-
tor Misuel Carneiro, na ra do Trapiche, ou ama
da Cruz n. 34.
CERA DE CARNAUBA.
Vende-se cera de carnauba chegadaagora do Ara-
cal y : na roa da Cadeia do Recife n. 49, primeiro
andar. :
SAL DO ASSD'.
Vende-se sal chegado agora do Assti, a bordo do
hiato Anglica : a tratar na ra da Cadeia do Recita
n. 41, primeiro andar.
Se mentes novas.
Ven"de-se no armazem de Antonio Francisco Mar-
tins, na ra da Cruz n. 62, as melhores sementes re-
centemente chegadas de Lisboa na barca portugueza
Margando, como seja : couve Ironxuda, monvarda,
sahoi'a, feijiio carrapalo de duas qualidades, ervilha
torta e direjla, coenlro. salsa, nabos e rabaneles de
todas as qualidades.
Fazendas baratas.
Vendem-se casemiras francezas, padres modernos
e muito elsticas a 49000, 4JJ500 e 59000 o corte, di-
las meias casemiras a 29800 o corle, panno lino azul
para fardas de guardas narionaes a 39500 o covado,
fsdimpreto Macno.aJSSOOO o covado, casemiras pre-
tos a2Jf200r294O0, 29800 e 3*000 o covado: ua ra
dn Crespo n. 15, toja de Andr tiuilherme Brecken-
feld.
Vende-se um escravo: quem .pretender dirja-
se ao sobrado do aterro da Boa Vista n.53de 1 hora
da tarde cm vanle al 6 da tarde achara com quem
tratar.
Saccas comgomma,
e velas de carnauba simples, tudo chegado ltima-
mente do Aracaly ; na roa da Cruz do Recife n. 31,
taberna de Luiz Freir de Aadrade.
650
Vendem-se na ra da Mangueira n. o,
650 fijlos de marmrea ba'ratoseem bom
estado:
Na ra do Vinarion. 19, primeiro andar, tem
venda a superior ilanella para torro desellius, che-
gada recentemente da America,
Cassas de quadros muito largas com 12 jardas a
29400 a peca, cortes de ganga amarella de quadros
muilo lindos a 19500, cortes de vestido de cambraia
de cor com 6 1|2 varis, muilo larga, a 29800, ditos"
com81|2 varas a 39000 rs., cortes de mciicasetnira
para calca a 39000 rs., e outras muitas fazendas por
preco commodo : na ra do Crespo, loja da esquina
que volta para a Cadeia.
Arnela de Edwln SXaw.
Na roa de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon
& Corapnnhia, acha-se constantemente bons sorti-
mentos de taixas de ferro coado e batido, tanto ra-
sa como fundas, moendas ineliras todas de ferro pa-
ra anitnaes, agoa, etc., ditas para armar em madei-
ra de todos os tamanhos e modelos os mais modernos,
machina horisonlai para vapor com* forca de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro estanhado
Cara casa de purgar, por menos preco que us de co-
re, esco vens para navios, ferro da buecia, e fo-
1 has de flandres ; ludo por barato preco.
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, arma
zem dellenrique Gibson,
vendem-se relogios de ouro de sabonete, de patente
inglez, da melhor qualidade, e fabricados em Lon-
dres, por preco commodo.
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, c avaiade de /.ineo, superior quali-
dade, por precos commodos: na ra do
Trapiche Novo n. 16.
Na ra da Cadeia Velha n. 52, em casa de
Deane Youle & Companhia,
vende-se um carro americano de i rodas ; pode ser
visto na cocheira de Poirrier, no aterro da Boa-Vista.
Vende-se um completo sorlimenlo de fazendas
pretas, como : panno fino preto a 39000. 49000 ,
59OOO e 69OOO, dito azul 39000, 49OOO e 59000, ca-
seiiiirii preta a 29500, setim preto muito superior ,
.'91IOO e.49000 o covado, sarja preta hespanhola 29 e
29500 rs., setim lavrado proprio para vestidos de se-
nhora a 296OO, muitas mais fazendas de muitas qua-
lidades, por preco commodo : na ra do Crespo loja
11.6.
Velas de carnauba.
Na ra da Cruz n. 15, segundo andar, vendem-se
velas de carnauba, puras e compostas,' feitas no Ara-
caly, por menos preco do qoe em oulra qualquer
patto.
Vendem-se cobertores brancos de algodo gran-
des, a 1*410 ; ditos de salpico tambem grandes, a
19280, ditos de salpico de lapele, a 19400: na ra do
Crespo loja n. 6.
Vende-se o engenho Limeirinha, situado a mar
gemdoTracunhacm, com 600 brajas de testada e
unta legua de fiindq, coro as obras ntais precisas, to-
das novas, c ptima moenda, com bons partidos que
com 2 carros e 4 quarlios podem moer al 2,000 p3es
o que he de grande vanlagem para um principiante.
He de ptimo assucar e de boa prodcelo, lano de
caima como de legumes : vende-se com algum di-
nheiro visla, e o mais a pagamento.conforme se
poder conveucionar: os prelendenles dirijara-sa ao
engenho Tamalape de Flores.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr i Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de cannas todas de ferro, de um
modcllo e construccao mui(n superiores
Taixas para, engenho;
Na fundcao^-e ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brmn, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palm de
bocca,/as quaes acham-se a venda, por
Pr
respeitusamente anouu,
tabclccimcnlo em Santo Amar
com a maior perfeicao e promplid3o,to|
de machnismo para fi uso da 1
cao e manufactura, e que par|
seus numerosos freguezes e do jj
aberto em um doy grandes ai
la na ra do Brum, atraz
DEPOSITO DE
construidas no dito seu estah
All acharao os comprado
ment de moendas de caima, I
ramelos (alguns delles novos eor
experiencia de muitos annos tem
sidade. Machinas de vapor de baixa 1
taixas de todo lamanho, tanto batidas
carros de mo e ditos para eondazf
car, machinas para moer mandilJ
lo, fornps de ferro balido 1
ferro da mais approvada
alambiques, crivos e portas 1
infnidade de obras de ferro, _
enumerar. No mesmo deposit'!
inlelligeiile e habilitada para rece
commendas, etc., etc., que os aj
do com acapacidade de suas offiVI
e pericia de seus ofliciaes, se compron
executar, coma maior presteza, perfek
conlormidade com os modelosoo dse'
COes que Ihe forem fornecrlas.
PECHINCBA.
Vendem-se saccas moito grandes de feiS
pelo baralissimo preco de 29SOO, ditas de ^
linlro pelo mesmo preco : na roa dot,
loja da Estrella,de Gregorio & Silvc: -
Na ra do Crespo n. 3, I
dem-se cortes, de calcas de casen
proprias para o invern a 490O0,d
Vende-se no largo da Ribeira, taben
rinha de mandioca, superior, de Muribeci
cas.
[ Na ra d Crespo, loja n. i
seda eucarnado vindo de J
nados de igreja, e por preco coam
lo da dila
commodo
ram-se ou
despeza ao comprador.
e com promptidao
carregam-se em carre
Vendem-se cobertores de alsbdo grandes a 610
renos a.560 rs. : ua ra do Crespo oume-
ESCRAVOS FGIDOS.
Ftigio em dias do mez de abril p. pa
villa* de Lagoa Nova, provincia da Parahtl
te, urna mulata de nome Josepua, '
seguiutes : alta, clteia do corpo, paaV
cabellos corlados, lem alguns denles
parle de cimalimados e da parto de I
cousa abertos, suspeito-se que esta f
duzida por un sujeilo que mora p
Villa, que a seduzira por j estar acoslumado a isto,
para vir vender esta praca. elle goza de muito mal
nomcada, e lem o cosime de mudar o nome dos
escravos que seduz, al difierenies tragos que elles
fogem para nao serem conhecidus pelos annuucios, e
suspeila-se que o lal menino nio Iraga'papeWc
venda falso do senhor da dila mtala', porm deca,
ra-sc queo senhor da escrava he Antonio (iabiui.0 de
Almeida Mendonca, e tinha seguido para e sertao-
quando depois de dias ausenlou-se a' dila mulata,
pois a quem for oflerecida a dita mulata, e apresen-
lando papel de venda he falso, e o senhor da dita
escrava protesta contra qualquer pessoa que
acortada em soa casa a haver os ua
proceder criminalmente por talprocediih
se a todas as autoridades- polictaes
danles eaos Srs. inspectores de qu;'
de campo quelancem suas vistas sa"
quem souber ou der. noticias e prend
leva-la a sua senhora Maria Magdalena de Almeida
[.essa, na dila Villa ou nesla praca de Pernambuco
aseos manos Manoel Antonio de Santiago Lessa,
morador na Soledade, e oa ra Augusta Ti. 33 Joa-
quim Antonio de Santiago Lessa, qoe se gratificar
com generosidade, e pagar-se-ha algumas despezas
que se faca com a dita escrava.
Desde o dia 16 do passado acha-se desapparecido
o escravo Luiz, com os signaes seguiutes: estatura
regular, potroso, falta-llic um pedaco do dedo indez
da mao direita ; he canoeiro e foi escravo de falle-
cido Gervazio Pires, consto que elle anda no Recife
lraballiando.de ganltador : ropa-se.asauloridades po-
liciacs,e captaes de campo, de m e leva-
rem a seu senhor ua praca < ila, botica n.
32, que serio recompenssdos."
Ausentou-se no dia
prelo, crioulo, por nome -a de
algodo toda azul, e calca br o, he
bastante grosso do corpo, e a -""lee
as juntas, este prelo veio do engenho Japaralnba, e
foi ahi do Sr. Luiz Francisco lavares de Mello : a
levar na rui da Croz n. 2, ou-na ruad Apollo
0.23.
Fug da vila do Cabo da ra do Livramento,
orna negra de 40 annos para cima, de nome Maria,
de nacao Congo, eom os sifones seguinles: urna ca-
misa muilo suja, urna saia de algodo azul, um em-
brulh coni urna haeto encarnada, baixa, quando
olha healravz: quero a pegar leve-a a dila vjlla
ou na ra Direila, taberna n. 16.
__Fugie no dia 25 do corrente o escravo crioulo
de nome Vicente com os signaos seguintes, repre-
senta ler 30 annosibcm preto, olhos grandes-, 1
bado das peritas, he muito prosista litio
camisa de meia j rota, calca de r! uja
porm he de suppor qoe modaase
cravo he propriedade do Sr. Paulo <
gado, senhor do engenho Cocal da Irecui
quem o pegar ou der noticia na ra do R
ga n. 24 qu no dito engenhb qoe ser bem rt
penssado.
No dia 7 de maio de 1852, desappareceu um ,
escravo, pardo de nome Leonardo de idadede 18 an-
nos pouco mais ou menos, com os seguiutes signaes;
baixo e o peilo om pouco metlido para dentro, ca-
bellos carapinhns e descero al 6 meio da-testa, (o
escravo de Joanna Maria dos Passos, moradora na
Boa-viagem : descoulia-se que uzido, esle
escravo vinha lodos os dias vender leile ao Recife, '
ha noticia de ter sido visto no scrlSo no lugar Var-
zia da Vaca, ete escravo; perlenco a Fernando Jos
da Rocha Pinto, morador 110 Rio de Janeiro : quera
o pegar e o levar a na -da Cadeia do Recite, loja n.
5, receher do abaixo assignado 2009 rs. de rattili-
caro. .inloniu Bernardo l'aide arcalho.
Peta.- Ti. W. F. eParU.18M.


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