Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01547


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Full Text

ANNO XXX. N. 102.
QUINTA FEIRA 4 DE HUIO DE 1854.
Por 3 meses adiantados 4,000
Por 3 mezes vencidos 4,500
IMI
Por Anno diantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
ENCARECIDOS DA SUBSCRIPC.AO'.
.Recife, o proprietario M. F. do Faria; Rio do Ja-
neiro, oSr. Joao Pereira Martins; Babia, o Sr. F.
Duprad; Macei, oSr, Joaquim Bernardo de Men-
douea {Parahiba, o Sr. Jos Rodrigues da Cosa; Na-
tal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Aracaly, o Sr.
Antonio de Lomos Braga ; Cear, o Sr. Victoriano
AugustoBoTges;Mararihao,oSr. Joaquim Marques
Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 27 3/4, 28 e 28 1/8 d. por.HD
Paris, 340 a 345 rs. por i f.
Lisboa, 95 por cento.
Rio de Janeiro, 11/2 a 2 porO/o de rebate.
Aeros do banco 10 O/o de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconlo de ledras 12 0/0
METAES.
Ouro. On<;as hespanholas. 289500 a 299000
Moedas de 69400 vclhas. 169000
de 69400 novas. 169000
de 49000...... 99000
Prata. Pataces brasileiros.....19930
Peso columnarios......19930
mexicanos.......l-"800
PATiTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns ios dias 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e Oricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas sextas luirs.
Victoria, e Natal, as quintas feiras.
PREAMAR DE IOJE.
Primeira as 10 horas e 6 miiutos da manhaa.
Segunda s 10 horas o 30 miiutos'da lardo
s

*
I
V
i
I
PARTE QFF1C1AL.
GOVERNO SA PROVINCIA.
Expedante do da 29 de abril de 1854.
OfficioAo inspector da lliesouraria de fazenda,
recommendando a expedirao do suas ordens, para
que o2. escriplurario d'aquclla thesouraria Jos
Pereira Bastos,- comparcra ua audiencia do juiz de
direito da 2." vara crime, do 3 de maio prximo vin-
dooro pelas 10 horas dia, afim de depor no proces-
W instaurado contra os empregaiigs^dajthesauraria
provincial.-'-Communirou-se ao mencionado juiz
DitoAo rliofe de polica, inteiraudo*o de liaver
li.uismillido i tliesourari" ^rrvincial, i m de ser
paga, estando nos termos tegaes, a conla da despeo
feita nos mezes de Janeiro a marro deslc anno, com
o ansenlo dos presos pobres da cadeia de Olinda.
DitoAo inspector do arsenal de aarinha e ca-
pitana do porto, transmutando por copia o aviso da
repart jo da mariulia, de 7 do corrente, no qual se
declara que ao 1. lente da armada, Ricardo da
Sil a Neves, empregado actualmente no exercicio de
ajutiante d'aquella capitana, se abonem d'ora cm
. dianle pela verba capitana ciments, e as vanlagciis como embarcado em trans-
porte, cessando- a gralificajao de 409000 rs., que
esse official percebia.Communico-se thesoura-
rU de fazenda.
DitoAo director do arsenal de guerra para
mandar terropcar com cadeia debada, presa do pe
cintura, t> sentenciado Antonio Mariano, quelite
sera a presentado para esse (ni, por \ parle do com-
mandantc* da fortaleza do Brum.^l'arlcipou-se ao
Eim. marechal commandanle das armas.
DitoAo inspector da thesonraria provincial, pa-
ra que n vista das duas cuntas que remelle, mande
Smc. pagar a quairlia de 559,-jOOO rs. em que im-
portan! asdespezas fei.las com a compra de varios
objectos para a biltliotlieca publica dcsta cidade.
Parlicipou-se ao director do lyceu.
DitoAo mesmo.Constando da informarn jun-
ta por copia, dada pelo director das obras publicas
em 17 do crranle, acerca do rcqueriiucnlo de Ma-
me! Casiano de Medeiros, arrematante do ll.o tan-
jo da estrada do sul, relativamente as dillieuldades
que ha encontrado na execujao da ponte sobre o
riacho Afogadinho, que loma-so necessario raodifi-
- car osyslema de construcoo d'aquella ponte : re-
meti a Vm. a inclusa copia do orcamenlo, que
nesi dala approvei, das obras supplcmcntares de
qut precisa a citada ponte, a lira de que seja a exe-
ruro dellas contratada com o niencitnaUo arrema-
tante.Communicon-se ao referido director.
DitoA administraran do patrimonio dos or-
phaos, recommendando a expedirao de suas ordens,
para que a orphaa interna, Hila Aurclnna'da Silva,
sej posta disposirSo da administrarn dos eslabe-
lecimenlos de caridade visto acliar-se contratada
para casar-se com o suhdido diuamarqaez Chrstiano
Korger.Fez-s a necessaria commuracajao.
PortaraAo agente da companhia das barcas de
vapor, para m.inJ.ir^AunAcm j.. 11.1 a Babia por
conla do govrrln". tjjfl ^^ese espera do nutle,
ao sargeq'-o qoartel meslre graduado, Malinas Pe-
reira do Lago Cafezeiro. Ifiual mandando dar
passagem para as Alagoas ao soldado francisco Lo-
pes da Silva. Parlicipou-se ao marechal corn-
raaudaalc das armas.
DitaAo mesmo recommendando que mande
transportar para o Para no vapor que chegar do sul,
na qaalidade.de passageiro d'eslado, caso haja vaga,
aecidadao brasileiro Mauoel Lopes Rodrigues Gui-
raarSe*.
DitaAo commandanle do vapor de guerra Be-
berib, para receber a seu bordo, c transportar para
a corte, a Jlo da Costa Palma.
DitaNomeando supplentes do juiz municipal do
termo de Cimbres, aos cidadaos seguintes:
1." Joaquim SeveraUo Leile.
2. Patales de SiqueiraCavalcauli.
3. Joaquim de Almcida Catanho.
4." JorCordeiro Leitc.
5. Luiz Cavabauti de Albuqucrque.
6. Andr de Barros Reg.Fizeram-se as neces-
sarias communicajOes.
Dita Demittindo de conformidade com
proposla do chefe de polica, o 2. e 3. supplentes
do subdelegado da freguezia da Boa-Vista, hacha-
re! Rento Jos da Costa Jnior, e Tltomaz de A-
quiuo Fonseca ; e nomeando para supplentes do
mesmo subdelegado os cidadaos segoinles :
1. Bacharel Antonio Alvcs de Souza Carvalrm.
2. Dr. Caelaao Xavier Pereira de Brito.
.1." Manoel Oelano Soares Carneiro Monleiro.
4. Tenenle coronel Jos Thomaz de Aguiar Pi-
res Ferroira.Communicou-se ao referido chefe.
DitaNomeando o lente coronel Joao Leitc
Torres Galliodo para o lugar do director dos indios
. da aldeia de Cimbres desla proviucia.Fizeram-se
as necessarias communicajOes.
DilaProrogandy a prsenle sessao da assembla
legislativa provincial ale o dia 8 do prximo vindou-
ro mez de maio.Communicou-sc a thesouraria
provincial. t .
DitaNomeando, de conformidade com o artigo
2i do regulamento provincial do 27 do corrente, a
FrariciscoAntuniodcOliveira Jnior para o lugar de
thetuureiro das loteras concedidas pela assembla
legislativa provincial.Tmbelo so communieou i
thesourariaqirovincial.
Appellanlc, o juizo; appellado, Joaquim Rodrigues
Porto. .
Passou do Sr. desembargador Valle ao Sr. de-
sembargado!- Santiago a seguinle appellaro cm que
sao:
Appellanlc, o juizo ; appellado, Jos Mauoel da Ro-
cha.
Passou do Sr.' desembargador Rebello ao Sr. de-
sembargador Luna Freir a seguinle appellaro cm
que sao :
Appcllante, Carlos l.uz Leuler ; appellado, o juizo
dos (ritos da fazenda provincial,
Passou do Sr. desembargador Luna Freir ao Sr.
desembargador Tellcs a seguinle appellajao em que
sao;
Appellante, o juizo dos fcitos ; appellado, Joao Au-
lonio de Meura.
Passaram do Sr. desembargador Pereira Monleiro
ao Sr. desembargador Valle as seguintes appellares
cm quo sao :
Appellante, o juizo ; appellados, Joanria Rita, seu
marido Jos Pinheiro e o cnsul portuguez.
Appellanles, a parda Rosa e sua iilha Umbelina;
appellados, Bernardo Gomes da Silva c 'oulros.
Passou do Sr.' desembargador Valle ao Sr. de-
sembargador Santiago a seguinle appellajao cm que
sao :
A lipidiante, o juizo; appellado, Jos Jeronymo Mon-
leiro, como procurador de Cotcsworlh Porwell.
Levanlou-se a sesso depois' de 1 hora da tarde.
TRIBUNAL DA RELACAO'.
SESSAO DE 2 DE MAIO DE 1854.
Presidencia do Exm. Sr. contelheiro Azevedo.
As 10 horas da manhaa asHando-sc prsenles os
enhores desembirgadores Bastos, Leilo, Souz, Re-
bello, Lana Freir, Telles, Pereira Monleiro, Valle
, e Santiago, fallando com causa o Srs. desembargado-
res Villares e Gomes Hiheiro, o Sr. presidente de-
clara aborta n sessao na forma da le.
Julgamenlof.
Acgravanle, Antonio Jos de Azevedo ; aggravados,
I^onardo'Scholer & Companhia.Nao se loraou
conhecimenlo por nao ser caso ilelle.
Agsravanles, Jos da Rocha Paranhos e Jos Das
Guimiraes; aggravada, a cmara municipal do
. Recife.
Aggrayante. Francisco Jos Recalo BraRa ; aggra-
vado, Loiz Correa Duarle.Foi adiado o julga-
locnlo para a prxima sessao.
JppellarSet crimef.
Appellante, o juizo-ex-officio ; appellado, Ignacio
Francisco de Faria.Julgou-se improcedente a
appellaro. *
Appelianie.ojoizo; appellado, Justino Francisco
.!'lonio^Foi confirmada a senlenfa.
Appellanles, I GWjs^0..MuroU
Mho ; appellado, JisWSndido de Carvalho Me-
deiros.Apreseatou-se o accordam.
a- ti i tytignardet.
Appe latde, o mizo ; appellado. Jns'AnlonioBasIos.
Appella.rtes, Stanoel /oaqim do Kego e Albuqucr-
queeootroscontraiadores de carnes verdes ap-
pellado, o juizo da fazenda.
Atriles*. N
Passou do Sr. desembargador on,a na Sr Hp-
semb.rg.dor ReheUo a seguiu.c ^^ $
fflanle, Guilherme Jos da Silva ; appellado, o
Passou do Sr. desembargador Reltcllo ao Sr de-
gadorLuu. Freir seguin.e appd^io em
^wnuargador Telles a seguinle appellaSo em que
ppellanle, ojiz,,
EXTERIOR.
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
Paria 7 do abril de 185.
b Recehi as ordens de sua magesladc acerca da
ndla de Lord Clarcndon, c o imperador nao julga
conveniente dar resposla alguma.
Eisahi a manciracavalleirosapor quo o clianceller
do imperador da Russi. responden s ultimas juti-
mao,ocs da Fraila e da Inglaterra. Foi 27 de
marr.0 que os ministros, ero Londres e em Paris,
levaram s cmaras a mensagem da cora, annunci-
ando oflicialmentc a declarado do guerra Russia.
A ordem foi enviada immediatameute s esquadtas
do Mar Negro c do Bltico para comecarem as hos-
tilidades. As ullimas nnliciaj do Orientemos an-
nuneiam que alinal asesquadras combinadas deixa-
ram Becos onde o mo lempo as^dclinha, e que
foram bloquear Odessa. O Mediterrneo eshi sul-
cado de navios inglezes e francezes qu conduzem
homens, cavallose munirOesi Conslantinopla. Mas
segundo informarfies positivas, o cxercilo expedi-
cionario nao oslara promplo a entrar em combate
antes de.qunze de maio. Daqui at lii he impossi-
vel que se nao de alguma hatalha seria, Os Russos
j passaram o Danubio em dous pontos, reccando
'inoA'Sua linlia dcoperariies nao fosse cortada pelo
exereilo atiglo-francez. Entretanto nao se d muito
crdito a este movimento dos Russos.
As noticias mais importantes do Bltico annun-
ciam que a esquadra inzleza esl semprc na baha
de Kiage : a final, avislou-se um navio francez o
Auxterlitz. O nlmirantc Napier eshi prximo de
Revel; mas o estado do mar anda Uto u3o permit-
lio comecar as hoslililadcs.
Tode-se fazer idea- da apparir gleza no Bltico pelo faci dc que' todos os dias
centenares de pessoas, cliegadas de todas as parles
da Allemanha, alraycssam llamburgo para se diri-
girem pelocaminho de ferro'a Kiel.
Ha muito. diz urna carta de Ilamhorgo de 31, de
maio, varios baoqueiros liuham recebido de seus
correspondentes na Allemanha ordem pira previ-
ni-los immedialamciile pelo lelegrapho elctrico
acerca da chegada da esquadra britnica.
Em Kiel mesmo, os vapores partem muitas vezes
por dia do porto para a entrada do golfo, para onde
conduzem a mullido dos curiosas qu desojara
contemplar esse glande espectculo marilimo, que
he urna novidade para a seracao actual.
O que preoceop semprc a opiaiao publica he a si
tuaro equivoca da Prussia eda'Austria,' que anda
no ousaiii pronunctar-sc pro ou contra a Franja c
a Inglaterra. Estas duas potencias se aproveitam
desle momento de in errupjo forrada, quo precedo
as hostilidades, para onseguirem um arranjo paci-
fico. Ilonlem, era a f russia,- boje chegou a vez da
AusJjra^^ I
T.JTrfts- riTil'^i 'M Hulnicr, embaiador da
Austria cm Pars depoz\nas maos do imperador urna
caria autographa do scu soberano; mas todas eslas
tentativas arabarao ni nada. A Franja e a lugla
Ierra cstfo mui adiaultdas ; nao podem recuar
fora misler que a Russia Uzease' concessocs que <
seu orgulho do autcrata Ihe veda nesle momento.
Pertence Austria e* Europa civilisada embargar a
barbaria do uortc, que pretende por urna das inos
no Oriente e a oulra no Occidente.
Niitsucm pode dissimular qnc se prepara urna
guerra lerrivel, e neste momento nao estamos habi-
Ulados para drgi-la com vigor. Ou por negligen-
cia, ou por incapacidade, ou por traigo deixamos
que a Inglaterra nos preceda. O marechal Vail-
lant, homem grave e pralico, Irabalha noile e da
para por ordem nos serviros do ministerio da guer-
ra que ornarerhal S. Arnaud dcixra n'um estado
deploravel. Mas nao.se muda urna administracao
-da noile para o dia. Ha poneos dias janlava .elle
em casa de M. Drouyn de Llurys, Lady William
Russell que so achava ao lado del le, felicitou-o acerca
da guerra que vamos emprehender contra a Russia.
Seuhora, responden o marechal, fora misler um
anno para que a Franja se prepare para urna
guerra lao seria.Lady Russell admirada lhe disse:
he o marechal que me esl fallando, e nao o mi-
nistro da guerra. He o ministro da guerra, Mi-
lady.
N%oleao esl mui irritado por causa das suas
demoras : elle que sabe dominar de urna maneir'a
Ulo conveniente. Agora a sua pachorra lem acces-
sos de colera que espanlam o seu circulo. Ultima-
mente elle se achava mesa; trazem-lhc um despa-
cho. annunciando-Ihc que a esquadra do Bltico se
nao reunira ao almirante Napier antes de quinze
dias. Deu urna pancada lo forte sobre a mesa, que
fez saltar era pqdaros os copos e os pralos que es-
tavam do lado delle. '
A semana passada, houve nas Tuilerias um ban-
quete de 106 lalheres em honra dos generaes e ofl-
ciaes doexcrclo do Oriento. Na sobremesa, Napo-
lean fez uina saude bastante significativa em sua
bocea: liberdade contra o depotisemo, humani-
dade contra a crueldafe, i civilisjaoconlra a bar-
baria.
Esaqui romo a polica cnlre nos comprehende a
liberdade individual. *
"^JJjjj homem mui amavel, cujo nome nao me qui-
zeram^d'zer, janlava ha dias no restaurante Vachelle
com Uou\f amigos. Naturalmente rolava a conver-
sarlo sol're a questito do dia,sobre a guerra com
a Russia.' Pazia elle graudes elogios valenta do
or Pereir. Mon.eiro". ?^SXS3- *
isuoi,/'1'1.-31"1
Isupp/
i
I
i. mu superior em sua opiniao ao sol-
is man|fralavaconi moderaran algum
'^rapacidade nos Sepcracs que tcm
expedijao. Este receio ha sido
um crime por alguns negociantes
e na mcsiiia noile este impru-
conduzido i prefeilura du poli
is cm segredo, sem que a fia. fa-
e saber o que lhe acontecer.
/ja,se vai manifestando eqtre
sas prlpicras rasas de banco,
.,, .... &C. foi declarada fallida. Ili-
Im dficit de liOmilliOes. Eslesuislro
ilcs emprezas individuaesque esta casa
uuns eslabeleriinenfos religiosos e grau-
soldado fi
dado russt
receio cei
de romman
considerado
que o ezcul
denle parlad
cia. Ficou i
mila .inquiel
A irise fin
n-. t'n.a
D-
AUDIENOAS.
Tribunal do Commercio, segundas e quintasfeiras.
ReIacao, torgas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphos, segundas e quintas s 10 horas.
1-* vara do civel, segundase sextas ao mcio dia.
2.* vara do civel, quarlas e sabbados ao meio dia.
EPIIEMERIDES.
Maio 5 Quarto crescente as 7 horas, 11 mi-
nutos e 48 segundos da manha.
12 La cheia a I hora, 18 minutos e 48
segundos da tarde.
19 Quarto minguante as Choras, 14
. minnlos e 48 segundos da manhaa.
26 La nova a 6 horas 28 minutos e
48 segundos da tarde.
DIAS DA SEMANA.
1 Segunda. Ss. Felippe eTiago app.
2 Terga. S. Malfada rainha v. ; S. Vindim!.
3 Quarta. Invencao da S. Cruz ; S. Rodoplano
4 Quima. S.Monieaviu. mai deS. Agoslinho
5 Sexta. Aconyersacaode S. Agostlnho.
6 Sabbadp. S. Joao anto-portara-Latim.
7 Domingo 3." depois de Pascoa; MaVemidade
da SS. Virgem Mi de Dos.
de parle dos membros da opiniao legitimisla.
zem que o governo, por esta razan, tem impedido
que os accionistas se arrangem amigavclmente.e fez
pronunciar ex officio a declararlo de fallimento.
Estes banqueiros cram do numero desses impruden-
tes que acreditavam na paz, oque se lanravam como
cegos cm todas as especies de emprezas simiente que
offerecem probabelidades de bom resultado em lem-
pos de bonanra.
,0 fim do roez foi desastroso na bolsa : l ainda
he o reino dos cegos. A liquidajao se fez com urna
baixa de 6 f. sobre o 3 %, e de 50 c 60 f. sobre os
caminhos de ferro. Um especulador infeliz suici-
don-se em um gabinete de Letura : era um capilAo
protector, foram despedidos di conservatorio, uns
aps oulros, Mr. Mathieu o u.ico sabio digno de
succeder a Arago, Mr. Mauvais memoro da repar-
licin das longitudes. Este ullino despeilou-se de
tal maneira por causa desta iujusiira, que suirjdou-
se com um tiro de pistola. Prolbio-se que os jor-
naes narrassem este facto. Para o publico M. Mau-
vais passa por ler morrido de ma congeslo cere-
bral.
A historia particular explica a historia geral ; os
pequeos factos dao a chato das cousas grandes.
Esaqui um, pouco imporlanlo primeira vista, mas
quo moslra em que os homens do governo emprc-
gam o poder que Ibes foi confalo.
b fragata, ajudanle de camodo pricipe Jero^y,^;^- 'do'toTM.fr* atrrtbuicocs os
Ha quinze dias temos um co puro e sem nuvns,
com um vento nordesj. Se este lempo continuar
a colbeita desle anuo se achara gravemente compro-
mellida, e julgue a que ponto ftcaremos reduzidos
de|isda fome de 1853, da qual a cusi vamos sa-
hindo, o da guerra, este flagcllo, que est para nos
opprirair.
Um novo cometa acaba do apparecer depois de
alguns dias Dizem que annuncia' grandes succes-
sos. Verdade he que, sem que se seja feiticeiro,
podem ser preditos com certeza, para este anno.
Na niinb'i ultima caria, fallei-lbe de um proces-
so contra Mr. de Montalcmbert cm consequcucia de
publicarlo e disl'ribuir^lo de cartas que conlem of-
fensas ao governo do imperador. Grande numero
de deputados lem sapplicdo ao poder para aban-
donar as respectivas averiguacoes; e depois de mui-
tas tentativas inuteis,promelteram ceder, com a con-
dirao de que Mr. de Monlalembcrt retraclassc pu-
blicamente a sua carta: elle recusOu.' Segunda fei-
ra 3 de abrit a commissA leu o relalorio. Pela pri-
meira vez depois de 2 de dezembro, o corpo legis-
lativo lomou urna phitionomia animada. Mas o go-
verno que lem medo qae o paiz volte aos seus anli-
goshabilos.que os seus amigos denominara com des-
pre/o,0 parlamentarismo, tomara precaujoes para
que a dismssao nao fizesse bulla fora. Em conse-
qucucia de um respeilo hypocrita nSo so atrevern)
a vedar a cnlradadas tribunas publicas, %ws foram
mui parcos em bilheles ; pcrmttram ouvir, mas
prohib rm que se escrevesse o que se o mis se. Mr.
Casimir Perrier que se achava em urna tribuna
com um lapis na mSo, o lomando notas, foi brutal-
mente expulso da sala. Varios oradores defende-
ram enrgicamente o seu collega, entre outros M.
M. de Havigny, Chasscloupe-Laubat e Belmon-
tet. Este ullimo lembrou que Mr. de Montalcmbert
defender Luiz Napoleao n'um tempo cm que era
misler certa enragem para dcfende-lo : concluio di-
zendo ; he melhor o csquecimenlos das offensas do
que o esquecimento dos serviros. Se Mr. de Monla-
lembcrt houvesse seguido o cooselbo dos seus ami-
gos, nao Icriafallado, mas nao he daqoelles que so-
suein consol los limi.j is. Comeeou com muita pla-
cidez e moderaran : dsse que aSo pertencia a par-
tido algum ; que antes do 2 dezembro hornera de-
fendido o governp de Luiz Napoleao, porque o a-
chava honesto c moderado, mas que depois do 2 de
dezembro ohavia abandonado,porque dcixra de ser,
honesto e moderado. A estas palavras, violentas
'nterpellacBes foram dirigidas ao orador ; inlima-
ram-lhc que se oxplicasse ; enUo responden com
placidez : a expoliajao dos bens da familia de
Orleans no he um acto honesto, as perseguicSes
que se excrcem contra mim nao sao um acto mo-
derado, a A esta resposta Mr. Baroche voltou-se
para Mr. Billault' e bradou-lho: Sr. presidenle,
nao devia deixar insultar o imperador. > Deixe-o
fallar responden Mr. Billault com um olhar deintel-
ligencia ; he um documento de mais para o pro-
eesso. Dar-se-ha que tcnham a prelfenjao de jul-
garTme, replicou Mr. de Montalemberl com des-
prezo.
Apcsar dasviolenUs pesquizas dos advogados do
governo, apesar de todas as machinas que se tem
feilo mover para aluciar os depulados, Mr. de Mon-
lalembcrt sobre 235 volantes obleve 51 voUk-cm
favor, entre os quaes figuram as poucas illust'rar
da cmara. Rcpulam esle triumpho do governo um
vrdadeiro revez. Se o corpo legislativo continuar
a manifestar velleidades de independencia, pode fi-
car cerlo que dentro de pouco lempo ser despedi-
do. Mr. Baroche disse a um dos 51 oppositores:
Srs. vos votastes contra imperador.
Algumas pessoas bem informadas acabam de as-
segorar-mc que ltimamente se' descobrio urna no-
va conspira jao contra a vida do imperador, e que
linha ramilicarcs al nas Tuilerias. Varios indivi-
duos perlencentes ao servioo.do castello foram pre-
sos : allribuem esta conspirajao ao partido fusio-
nisla. Trabalham para que se nao divulgue esta
tentativa. A opiniao de Napoleao, como j lhe dis-
se, he que esta mana de attenlados se vai tornando
contagiosa em consequencia da publicidade que se
lhe d.
O duque reinante deParma foi assassinado domin-
go 26 de marco em Parma: morreu no da seguate.
Dizem que no fim de um banquete dado a alguns
officiaes, dra elle a lista das suas amantes : em o
numero eslava a irmaa de um official presente que
o obrigou a retralar-se. O duque, segundo o seu
coslume, fez um gesto para dar no official, o qual
cravou-lhe urna faca no \entra.
Sem duvid se ha de lembrar que depois do dous
de dezembro.se exigi cjuramenlo de todos os fenc-
cionarios pblicos. Aquelles que o recusaram fo-
ram considerados como demissionarios. Arago, o
antigo membro do governo provisorio, o Ilustre sa-
bio coja morte rcenle se deplora,-, em qualidade
de director do observatorio de Paris, devia preslar
juramento a Luiz Napoleao: recusou. Aquellos dos
seos companheiros que adoravam o sol em quanlo
hrilhava, e que cobicavam a heranja de Arago, se
encheram de conleutamculo. Desta vez Luiz Na-
poleao receou que a opiniao publica o aecusasse de
de proscrever a scicncia ; dspensou Arago do jura-
mento. Mas o Ilustre astrnomo fora ferido no
coracao: nesla idadeasdecepjocs sao morlaes : mor-
reo do golpe que lhe destechara a repblica. Ain-
da este uBo liavia fechado os olhos, e j se lhe rega-
teava a lieranra. O*mais pobre dos seus'compa-
nheiros devia oblc-la : nesle caso as probabelidades
eram em favor de Mr. Levcrricr. Mr. Leverricr
comejou o scu renome por um rouho scientfico.
Eslreconhecido agora que o scu famoso planeta de
Septum lhe nao pertence. Espirito mediocre, cora-
cao baixo e envejoso, inlroduzio-se no conservatorio
como um reptil. Os amigos da Arago haviam ade-
viithailo e dizi un -: eslas creando urna scrpenlc em
leu seio. Arago responda : quero por meio de
beneficios torna-lo reconhecido.
No mesmo da do enterro de Arago, o coronel
Ney pergunlra a Napoleao se hava dado um digno
successor ao celebre astrnomo. O imperador fallu
em Leverrier recommendado por Torloul, Baroche,
ele. Lcrerricr, hradou Ney 1 He um miseravel!
um homem sem fe, sem le, um caualha Pergun-
to a Mr. de Morny : elle o conhece. Napoleao faz
signal a Mr. de Morny que se approximasse, e dsse-
llie : Mornyi que pensa de M. LeVerrier ? Lever-
rier, disse friamenle Morny I como sabio he urna
mediocridad!:, rumo homem be um canalha. No
dia seguinle Leverriar foi nomeado.
O prmero arlo que pralcou depois da sua no-
mparao foi lirar o busto de raarmorc de Arago, urna
das obras primas de"T!3vffl!
gos, lodos os pareofa de Ara^o
'iiln os)
-ir e
seu
tbeatros subvencionados, o Opere, o Opera-Contig-
e, o Thealro Francez, o Oieon. Contrado o ha-
bito agradavel de considerar eslis eslabelecimenlos
como sua propriedade parliculr. Assim, dspOe,
a seu bel-prazer, dos contratoi, das. estreas, das
gralificarocs, at dos papis. Eil3o nao ha danzari-
na, cantora, comediante, trgica que nao adule a
Mr. Tould. O proprio Grao Tu-co nao he 13o fes-
tejado no scu serralho.
Ha pouco lempo urna senhoraDarles possuida de
urna paivao infeliz pelo theatro,depois de haver s-
do rpellida por todos os directires como incapaz,
se decido a pedir urna audiencii a Mr. Fould. O
miuislro sempre amavel conccdc-lh'a, c depois de
um exame profundo, enconlra resla senhora um t-
lenlo superior e ordena ao Theilro Francez que a
deixe estrear immediatameute. Os jornaes miuiste-
riaes embocam a tuba, e aunun:iam um novo as-
tro que deve. fazer empallidecer a propra estrella
do Rachcl. Chega o dia da represeotarao; ha gran-
de concurrencia: amadores, criticos, collacm-se
em seus lugares, Mr. Fould se reiimpa cm seu cama-
role, d grvala branca, para fozardo triumpho da
sua protegjda-. Ergue-se o paniu no meio da esfkc-
tativa geral: apparece a joven estreanle... Cruel
illusao a joven estreanle tem rintaannos, he al-
ta e magra ; tcm urna pronuic viciosa, voz dcsa-
gradavel, nada de senlimenlo, mda de animajao. Os
espectadores olham uns para ossutros todos admira-
dos, conversarabaxiiio,eosass)vios terminara a ce-
remonia, sem se imporlarem com o ministro de esta-
do. Mas, aqui comeca o lado curioso da hsioria.
Os jornaes tiveram ordem para dar conta no folhe-
lim de segunda feira desla eslrea, e a simples narra-
rao dos factos da noile do esteclaculo se toruava
urna critica sangrenta do mo costo da ministro de
estado. Ora, Tr. Tould he di. numero daquellas
pessoas que acreditam que a utoridade nao pode
errar : assim um agenle do mjsistro ordena a lodos
os jornaes que so abstenhlm ae fallar mal de Mell.
Darles, e particularmente de aarrarcm que fra as-
suviada Eis a que poni temos chegado.
As paixes mais innocentes muitas vezes condu-
zem o homem mais do que pretenda chegar. Jul-
gue isto pela ancdota seguinle, cuja autenticidad
aflanrn-lhe.
Dous honrados liabilantes d cidade de Nanlcs,
um negociante, outrolabeliat, cdfti^ravam pes-
ca as horas de descanjp que llies deiiavam os seus
trabalhos. Apenas um tinha fechado seu carlorio,
o oulro o scu armazem, se embarcavam para ir dei-
tar a rede no Loire, e at no Bar. Nao pescavam
um harenque ou urna sardinlu que nao reparlis-
sem entre si. A fim de se enlregarem mais commo-
damcute a sua piixao favorita inscreveram-se nos
reguos da marraba mercantil. Infelizes \ quando
assignaram o fatal registro, nao se lembravam- do
imperador Nicolao nem da queslao do Oriente. Mas
a guerra se declara ; o ministro da marrana ordena
urna leva extraordinaria d marinheiros na mariuha
mcrcanstl, segundo a faculdade que a. le lhe con-
cede. N'uma certa ianhaa, os dous pacficos pes-
cadores recebem a folha de derrota com ordem de
partir para Toulon afim de se embarcarem era
um navio do estado. Tcrrivcl decepcao 1 reclamara
a autoridade, dizem que sao simples amadores da
pesca e nao marinheiros; mas a lei he formal c nao
fazcxcepjiio. Pretendem resistir: sao amcacados
de serem conduzidos, como refractarios no meio de
doussoldadosde polica, at olugar do destino. El-
los pos obrigados a deixar mulheres, filhos, negocios
para partirem para Toulon, onde se achara neste
momento. Emquanlol.se metiera empenhos ao im-
perador para resltui-los s suas familias, elles re-
fleclcm tristemente uos perigos das propras paixoes
mais innocentes. Julga-se que se escaparem, fica-
rao curados por muilo lempo desla enfermidade pc-
rigosa. Tcmendo ser obrigados a se batercm em fa-
vor do Grao-Turco, batem nos peitos, dizem mea
culpa, aguardando que o esmoler-raor das Tuilerias
Ibes diga: ide-vosem paz e nao pequis mais.
Um faci asis significativo beque o governo na-
poleonino nao tem podido reunir em torno de si
nenhuma das illuslrajoes da Franja. Todos eslao
no exilio ou no retir, este exilio' voluntario. Os
nossos generaes que se loruaram noUveisem frica,
Changarnier, Bedean, Lamorieiere, exislemcm pai-
zes eslrangeiros no momento em que a Franca leria
uccessidade dos seus servijos. Cavaigoac conser-
va-se de parle, procurando tornar-so esquecido.
Thiers e Lamartine se consolam da historia prsen-
le, evocando as recordacOes gloriosas do passado ;
Berangerque cantara o lio.conserva^im silencio elo-
queule para osobrinho; s Viclor Hugo nao se cala.
Como S. Joao no exilio de Pallimos, como a sybilla
anliga na sua tripera, da '""l^Jorisy) onde vo-
luntariamente se exilou, Unja ao mundo ns suas es-
Irophes ardenles, essas folbas prophelicas. Apcsar
dos olhos faros da polica que vella nas praias e nas
fronteiras, as poezias de Viclor Hugo circulara de
mao em mao. e derramam nos corajes o odio do
presente e a sede do futuro. Acabo de ler a sua ul-
tima obra que lem por titulo Let ChtMmenls. Ju-
venal, fustigando os vicios de Roma e dos seus Cc-
zares, nunca se elevoua semelhanle altura. O leilor
indifferente laNcz veja trasbordar demasiado fel
oestes versos ; mas ser arraslado mo grado scu pe-
la paixSb do poeta. Nao soi se este livro verdadei-
ramente notavel j lhe chegou s maos ; na duvida
nao posso eximir-mc de enviar-lhe alguns fragmen-
tos. -,
A obra he dividida em sele Iivros.'
\. A sociedade lie sagrada. % a ordem e*t
estabeleada. 3. A familia esl restaurada. 4. A
religiao he glorificada. 5. A autoridade he sagra-
da. 6. A estabelidade est segura. 7. Os sobera-
nos se mlcarao.
Ello corneja naturalmente pelo 2 de dezembro.
a Principe, eis a dala escoltada no inlimo do leu
pensamento, he forja acabar.EsU noile he gcla-
olria, dezembro tornou a sua cerrajeo. mais te-
o Eniao elle vem secretamente, abatido pela de-
vassidao, com as faces paridas o olhar lnguido ; e
este salleadifr nocturno acendeu a sua'laolerna ao
sol de Austerlitz. g,
Oriental.
Quando Abd-el-Kader vio entrar na sua prisao
o homem d olhos aperlados, que a historia chama:
velhaco, e Troplong: Napolca^trez;
a Quando da sua janella vio chegar o homem
macilento do Ehseo, seguido do rebauho que o ser-
ve, elle, homem. selvagcm do deserto;
BBp^flsullo nascide debaixo das palmeiras, o
coja fc dos lees ruivos, o fero hadji de
olll to emir pensativo, cruel e aflavel ;
jca c fatal personagem que, pal-
ebrio de nratanra, depoiscs-
hia de joclhos na sombra ;
o Que, abrindo as cortinas da sua lenda, e tran-
quillo, rosando margem do caroinho, mostrava
as estrellas-as suas maos tintos de sangue hu-
mano ;
a Que dava de beber s espadas, c que, deli-
rante, misterioso, sentado sobre caberas corladas,
contcmplava a beleza dos cos ;
Ao ver esse olhar prfido e traidor, essa fronte
abatida pela vergonha, elle, o bello soldado, o bel-
lo sacerdote, disse: quera he esle homem?
a Hesilou perante esta vil mascara de bigodes;
mas disscram-lhe: Emir, v passar os machados:
este hornero he Cczar salteador.
o Escuta estas queixas amargas, e esle clamor que
rumoreja ; esle hornera he amaldicoado pelas mais,
he amaldicoado pelas mulheres.
Fe-las viuvas, dcspedaja-lhcs os corajOcs, se-
guran a Franca e malou^a: presenlmerile elle mur-
mura sob o cadver deila. .. Enlao o hadji
saudou-o.
o Mas em essencia lodos os seus pensamentos des-
prezavam o velhaco sanguinario : o tigre de ventas
retorcidas sondava este lobo com desprezo. s -
O s\ simia de Viclor Hugo nesle volume de poe-
sas he esmagar Napoleao HI sob a gloria de Napo-
leao I, e por opposirao punir as fallas do lio pelos
crimes dosobrinlnf,o 18 brumaire pelo 2 de de-
zembro. Esta ullima idea he magnficamente ex-
pressa em um longo poemelo que tem por Ululo
Expialion. Corneja por qma pintura viva do des-
astre de Mosco.
a O imperador se vollou para Dos; o homem de
gloria-tremen ; Napoleao coraprehendcu que Ulvez
eslava espiando alguma cousa, e, lvido, inquieto
dianle das suas'leges espalhadal sobre a nev,
disse: Dos dos exerclos, ser este o castigo 1 En-
lao, oave chama-lo pelo seu nome, elguera que
fallava na sombra, lhe diz: nao, depois vem a der-
roto de Walerloo..... Dos Severo, esta voz ser o
castigo? Mas no meio dos ares, dos tumultos c do
eslrondo do'caiihao, ouvioa voz que lhe responden
nao.
o Depois se moslra entao moribundo sobre o seu
rochedo de S. Helena, gigante esmagado sob o cal-
canhar dos reis, c bradou: Senhor, desla vez a me-
dida est cheia, esl tudo acabado; mou Dos, dar-
se-ha, quo me tenhais abandouado? a voz disse :
da
nebrosa.
a Como um ladran que saho da sua habitaran, t
sorprendes, brutal salteador, o nimbo que cercas.
Acorda! os regimentoa eslao nos quarteis coma
rauxla s costas, embrutecidos pelo vinho o pelo
furor, esperando smente um iadrao para fazer um
imperador. Apaga o leu candieiro c caminha, lo-
ma a tua faca : o instante he excellcnte a Rep-
blica tranquilla, e sem veros leus olhos brlhar, dor-
me, principe, sobre'o leu juramento como traves-
seiro.
o Enlao, este homem disse com sigo.....
Eu c meu lo dividiremos enlre nos a hs-
ioria.
Cerlamenle, sou o mais intllgenle; elle (e-
"li> innii'i (|a -loria, en lerei o sarro de il-
nheiro.
anda nao....
Agora "rpouSa na catacomba dos Invlidos:
orna noile acorda, ea voz lhe diz: eis o castigo.
Enlao avista os homens de2 de dezembro. -Na-
poleao I,- o leu nome Ibes serve de cama; o saltea-
dor experimenta e veste a tua sobrecasaca cinzenta-
procurara alguns sidos no chapeo pequeo ; esten-
deram a teas bandeiras sobre a mesa crd guizo de
tapete.... A horrivel visao se extingui. O impe
rador desesperado alcou na sombra um grilo.de hor-
rT... Duas palavr#escripUs na sombra, scntifla-
vam sobre Cezar : Bonaparlc, tremendo como urna
cranra em presenja de una mai irritada, levanto u
a caheja, cien,: Dezoito Brumaire I i
Paria 20 de mareo de 1854.
O correo de gabinete, que leva aos ministros de
Franca e de Inglaterra em S. Pctersburgo o ultim-
tum de seus governos, passou em Bcrlim a 3 desle
mez e em Vicua a 6,dexando nesso mesmo da a
capitel da Austria para dirigir-se a S. Pelersburgo,
onde nao chcgir antes do dia 13, por mais rpido
que seja.
Ja disse a Vmc. quaes eram os termos do ultim-
tum, seis dias sao concedidos ao governo russo para
responder, por consegrante he a 19 desle mez, que
expirara o prazo fatal. No momento em que escre-
vo, nao se pode portante saber-se anda como se de-
senvolveueste ullimo incidente, por'era ninguem lem
a sombra de orna duvida sobre a regeijao do ulti-
mtum, etomo essa regeicaoequivale a umadeclara-
j3o de guerra, pode ter como como certo que antes
do fim do.mez as hostilidades terao comejado entre
a Russia e as daas grandes potcneias do Occidente.
Os governos da Franja e da Inglaterra se acham
Ulo convencidos, que suas propostas supremas hao
de ser repellidas pela Russia, que nao esperaran)
al o cumprimenlo dessa vaa formalidade, para da-
rcm s suas esquadras a Ordem da partida e de to-
marem posijSo do Bltico. A 11 desle mez he que
a magnifica esquadrajingleza reunida em Portomouth,
fez-sc ao mar debaixo do caminando sir Charles Na-
pier. Ella se compoe de 27 naos de linha, 18 fraga
tas e 15 navios inferiores. A esquadra. franceza nao
esl completamente preparada, e apenas pode desta-
car somente alguns navios, que foram reunir-se
esquadra iugleza na entrada do Baliteo. No fim do
mez lodos os preparativos estaro terminados; o
nossa esquadra, cmposla de 10 naos de,linha,. 15
fragatas, e 15 crvelas e brigues, apparelhar de
Brest debaixo dacommando do vice almirante Par-
seval-Deschnes. -Jamis se vio urna reuoiao tao
formidavel de forjas martimas e debaixo do com-
isando de um homem tao intrpido e tao inlelli-
gente como o almirantejiapier, brevemente espera-
mos ve-Io vibrar Russia os maisterriveis golpes.
O czar se prepara para isto.e fortifica o mais que po-
de as coslasdo Bltico e manda para alli suas melhores
tropas e acaba de dirigir-se cm pessoa aos principacs
portos da Filanda e da Eslkonia para verificar o
estado das forlificajes. Mas as populajes daquelles
paizes ja se atemorisaram idea dos borabardeamen-
los, que os ameajam, e lodos os habitantes abasta-
dos, mulheres, meninos, velhos sobretodo, tem aban-
donada seus lares e afilucm para o interior das Ier-
ras. Entretanto a esquadra do almirante Napier
jinda nao est no Bltico: as ultimas noticias dizem
que ella est em Corapenhague, e aguardar naquel-
laparacens a participajao official da regeijao do
ultimtum afim de comejar logo suas operarnos.
Sir Charles Napier antes de embarcar foi, segun-
do o uso inglcz festejado, comprimenlado, animado,
com o copo na mao, por seus concidadaos. Um dos
primeiros clubs de Londres, o da Rcformd)lheoffe-
reccn um grande banquete presidido por lord Pal-
mcrslon. O Ilustre e eloquente ministro lomou nes-
sa occasio qualro vezes a pelavra com um esli in-
crivel, e alternadamente fez brindes rainha Vic-
toriano imperador e imperalriz dos Francezes, aosul-
13o e a Sir Cliafles Napier. Esle responden com urna
simplcidade modeste, e ao mesmo lempo com um
verdor notavel. 'Sem exagerar as forjas que com-
manda, sem desprezar as forjas do nimbo, ello pen-
sa que com o auxilio do hlice, esl em estado de
atacar forjas mesmo superiores, e convida os assis-
tentes para ircm verem Spithead sua bella esqua-
dra, adverliudo-os ingenuamente do qne ella esta-
r provavelmenle em peior eslado era sua volta. Es-
ta franqueza do bravo marinheiro leve muilo suc-
cesso. Alguna espirito tmidos da cmara dos com-
muns leularam interrogar sir James Grabara sobre
o discurso, que pronunclou em respusla ao de sir
Charles, discurso que Ibes pareca contrario as pre-
\

\
V
\
rogativas parlamentares, mas esse ataque dos ami-
gos da paz descontentes foi cuhcrlo de vaias na c-
mara e no publico.
Para fazer a guerra, deve haver dnhero creio
que ja lhe disse como o governo inglez conlava ob-
te-lo. Elle nao contralle emprestimo, mas duplica
por 6 mezes o imposto da renda, oque lhe produzi-
r um recurso extraordinario de 75 milhoes de fran-
cos pouco mais ou menos. Duvido muito que esle
expediente seja bastante, e por pouco lempo que a
guerra^e prolongue, o chanccller do ihesouro deve-
r recurrer a oulros mcios ; mas a Inglaterra he ri-
ca, e nao he o dinheiro que jamis lhe ha dentar.
Pelo querespcita Franja, lambem ella lem gran-
des recursos para fazer face s despezas de urna guer-
ra, que he muito popular enlre nos, pelo odio que
volamos aos cossacos. Mas o imperador nao quiz,
que o povosoffresse um'augmenlo de imposto, e re-
solveu-se a recorrer um emprestimo. Um projec-
lo de lei aulorisando o governo a conlrahir um em-
prestimo de 250 milhoes foi apresenlado *ao corpo
legislativo, o qual inmediatamente nomcou urna
commissao, enodia seguinle ao da apresentaco. a
lei foi votada unnimemente, e aos gritos de vita o
imperador ; nessa mesma noile o corpo legislativo
lodo acompanhou sTuIheriasscu presidente eos
membros de sua mesa, os quaes eutregaram a lei nas
maos do imperador;
O senado do mesmo modo se deu pressa em dar
unnimemente sua sancrao medida-, mas urna.gran-
de queslao se apreseulava ainda: os emprestimos de
governos liuham sido sempre at aqui conlrahidos
com companhias, que linham sua fronte a casa R'ols-
child, e conseguiam bellissimas vantagens em razio
das commissGes que o'thesouro lhcs conceda, ou pela
renda com premio dos ttulos da nova.renda. O im-
perador ia seguir esses velhos processos, que linham
a vantagem de tornar o emprestimo mais fcil, ou
seguira antes um oulro caminho, desemharajando-
se das garras dos banqueiros e convidando o publico
a concorrer para o empreslimo ? A incerteza foi logo
dsspada. Um decreto imperial de 11 deslc mez,
determina que b monopolio dos banqueiros Dcar
acabado de boje cm diante, e que o paiz lodo, sem
dislioecao de ricos e pobres, ser chamado para tomar
parle no emprestimo. Para este fim abrlram-se lis-
las desubscripedes em todas s agencias, e os offere-
cimenlos serao recebidos at a concurrencia de de:
trancos de renda. Os subscriptores tem a escolha
em dou fundos, que se lhes d em condirOes qnasi
com, as mesmas vantagens. Os 4 }i % sao entregues
a 92 fr. c 50 cent., e- os 3 % a 65 fr. e 25 cent. Pa->
ga-se smenle a primeira decima parle no momento
dasubscripjao.e o restse divido em 15pagamentos,
que devem ser feilos todos os mezes, desde 7 de maio
deste anno al 7 de jolho de 1855. Como se espera
que as assignaturas hao de exceder muito 0 capitel
de 250 milhoes, decidio-se que as subscripjoes serao
reduzidas em proporrao em caso d excedente, ex-
cepto as de 50 fraleos de renda para baixo, as quaes
estarao ao abrigo de toda reduj3o. Insisto nestas par-
ticularidades, porqu este he um syslema de empres-
timo inteiramente novo, e he bom fezejo conhecer,
porque lie imminentemenle pupular.
A 14 deste mez he que foi aborta a subscripjao c
deve ficar aberta at 25. Em Paris umamulidao
immensa dirigile desde o primeiro dia s agencias
encarregadas de recbr as assignataras, e as noticias
dos departamentos nos dizem, que por toda a parle
se manifestao mesmo enlhusiasmo. Nao se sabe ain-
da as cifras, mas o jornal official publica esta manhaa
urna nota, que nao deixa duvida sobre o pleno suc-
cesso da operajo. Segundo as informajoes chepu-
das ao ministerio da fazenda, as subscripjoes couhe-
cidag at o dia 19, se elevavam cifra approximada
de 235 milhoes, e falta cordiecer-se ainda ti resultado
dos ltimos sele dias !

He indispensavel sem duvida dinheiro para fazer
a guerra, mas lambem se exige homens, e a Inglater-J
ra o a Franja promovem vivamente a remessa dos
corpos expedicionarios. A primeira partida do con-
tingente inglez acaba de chegar a Malta ; nos esta-
mos nm pouco mais prximos do ponto de chegada,
podemos ser alguma cousa menos apressados; todava
nossa administracao militar activa vivamente seus
preparativos.
O porto de Toulou receb cada da numerosas
tropas, que devem embarcar-se na esquadra do al-
mirante Bruat; cm Alger os 10,000 homens desig-
nados para a expedijo se concentrara na costa e s
esperam os navios que os devem couduzir; em Mar-
sclha frelam-se.lodos os navios do commercio dispo-
niveis, os quaes deverao carregar a cavallaria, art-
Iharia, bagagans e munijOes. Antes do fim do mez,
leremos 20,000 homens embarcados, e por lodo o
mez de abril, o eucelivo de nossas tropas expedicio-
narias eslar mais que duplicado*. No mez de maio,
poderemos com o exereilo inglez por em camp con.
ira os Russos 75,000 homens de tropas excellenles, e
se for necessario, a Inglaterra e a Franja nao fica-
rao ah. Note Vmc. que esse he o menor lado de
nosso esforjo contra a Russia,- e que o exereilo he
um corpo defensivo. Nossa forja aggressva est em
nossas esquadras, as quaes reunidas formara urna
massa formidavel de mais de 200 velas, das quaes
80 sao naos de linha, e de 8 a 10 mil canhes.
Espalha-se neste momento um boato, de que para
fazer urna disersao ao nosso ataque e vuigar-se no
commercio inglez e francez, o imperador da Russia
se esforja por'obler cm um ccrlo limito a conpera-
rao dos Estados Unidos,, mandando offerecera os ar-
madores de New-York e de Boston cartas de marca
para'corrercm sobre nossas marinhas mercantes,
mas nSo posso crer que o governo de Washington
aulorisc.o armamento de corsarios debaixo do pavi-
Ihao russo. Fra este um arto inteiramente contra-*
rio s doutrinas martimas al aqu pralicadas pelos1
Estados-Unidos.
A Prussia c a Austria ate aqu nao se declarar am
ainda alertamente, e ellas lera cortamente grande
votado de licareni neutras o nosdexarem todo o
peso d guerra, comquaolo devam aprovetar-se co-
mo DOS de nossos successos. A Prussia so bre I udo pa-
rece disposta a conservar a neulraldade, declarn-
dole prompta para fazer, cm qualqucr occasio, to-
dos os esforcos imaginaveis para restabclecer a pax
na Europa. Procurando fazer aceitar suas ideas, pe-
las potencias occidenlaes, ella acaba de enviar a Pa-
rs o Sr. principe de Hoheiizollers Singmaringen,
e a Londres, o general Van G rochen, encarregados
de misses particulares. Mas esles senhores foram
recebidos framente e a sua viagem nada conse-
guio.
As noticias do ihcali o da guerra nesla quiuzena
tem apenas um interessse mediocre. O ubico facto
imporlanle.lie um movimento retrogrado dos Russos,
que parecer ter renunciado o apodcraremso de Ka-
lafat. *
O lado critico e grave 'da situajao da Turqua he
a insurrejaogrega,-que ako esl ainda acalmada e
he evidentemente favorecida e excitada pelo gover-
no de Alhenas, ao passo que he sustentada pelo
ouro da Russia. O sullarf acaba de enviar s pro-
vincias sublevadas um das.maiorcs, personagens do
imperio, Fuad-Effendi, revestido de seus pierios po-
deres. O carcter firme e moderado deste fonecio-
nario permitte esperar, que elle conseguir compri-
mir a insurreijo, usando de urna legUima 'severida-
de para cura os chefes, e alteudendo s justas quei-
xas da popularlo grega.
A preparativos de guerra continuar na Russi.i em
urna vasta escala. Os recejos do czar estilo sobrelu-
do uo lado das provincias do.Bltico, ameajadas
tti
peto esquadra do almirante Napier ; e das provin-
cias, eomprchendida a de Sao Pelersburgo, acabam
de serem declaradas em estado de sitio, e urna por-
jao consideravel da guarda imperial se dirigi'paraos
portos d Ballico.que os Russosforucam.As mesmas
precaujes foram tomadas em- Sebastopol, ameajado
pelas esquadras do Mar "Negro. O dinheiro, ervo
da guerra, j falla ao czar, que acaba de arruinar a
Russia, decretando o curso forjado do papel moeda,
e prohindo a expprtajSo de cereaes.
Neste momento pos as aparencias .sao boas para a
Europa occidental, posto que a inminencia da guerra
ja lenha acarralado desastres individaos de quebras
consideraveis em Londres e em Paris, e Urna baixa
enorme dos fundos pblicos. Sao estas as consequen-
cias inevlaveis da situajao, que compre prolongar o
menos que for possivel.
PERNAMBLCO.
ASSEJMBLEA XJEmaULTTVA
PROVTCIAI..
Sessao' ordlm.rU em 29 de abril do 1854.
Presidencia do Sr. Pedro Cavalcani.
Feila a chamada, verifica-se esterera presentes 34
senhores deputados.
O Sr. Presidente abre a sessao.
O Sr. 2.o Secretario l a acta da sessao anterior
que lie approvada.
O Sr. l.o Secretario l o seguinle
EXPEDIENTE.
Um officio do secretario di provincia, remetiendo.
as informajoes acerca da pretenco de Guillermina
Umbelina da Boa-Hora Amorim.A' commissao de
orjameolo provincial.
Oulro do mesme secretario acompauhaodo a
remessa das informajoes sobre os requerimen-
los dos professores Salvador Henriques de Albuqaer-
que e Vicente Ferreira Coelho da Silva. A' com-
missao de inslrucjo publica.
Oulro do mesmo,'enviando as informajoes sobro
o que requeren Manoel Alvares Pereira.A' mesma
commissao.
Oulro do mesmo, remetiendo algumas informa-
joes dadas p|lo Exm. prelado diocesano, sobre o que
requereram alguns moradores da Vanea.A' com-
missao de estatistica.
Oulro do mesmo, remetiendo as informajoes da-
das pela cmara municipal desla cidade sobre o re-
querimenfo de Claudio Dubcaux. A' commissao de
commercio.
Oulro do mesmo, enviando as informajoes dadas
sobre o requerimenlo de Joaqnim Antonio, de Castro
Nunes.A' commissao de instrucjSo publica.
Um parecer da commissao de orjamento munici-
pal, indoferindo a pretenjao de Jos de Jess Fer-
r i ra.A p pro vado.
Redacjo do projecto n. 3* de 1853. Appro-
vada.
L-se, he julgado objecto de deliberajoe manda-
do imprimir* o seguinle parecer e projecto.
A commissao de obras publicas, commercio,
agricultura, industria e artes, tendo pensado conve-
nientemente sobrei materia croa faz oobjecto do pro-
jecto que a esta assembla foi apresenlado pelo Sr.
deputado Brandao, propondo que as sobras que se
verificaren) nas rendas da provincia, sejam applica-
das compa de instrumentos agrarios para strem
vendidos pelo mesmoprejo aos. nossos agricultores
por prazo que nao seja menor de 5annos, nem maior
de 10, bem como quesejam isentos de qualquer im-
posijlo provincial, os gneros qne forera exportados
pelos mesnios agricultores, com destino a compra,
nao s de instrumentos applicavels a lavoura, como
de gado, devendo este lambem ser sent do dizimo
por 10 anuos; vera emittir como lhe compre o seu
parecer a respelto. y
Encerrando o referido projecto tres parles muilo
disuadas, a commissao passa a oceupar-se de' cada
urna dellas separadamente com a brevidade e rapidez
que lhe sao necessarias, devendo observar, pelo que
respeita a primeira, que acha, que graves difficulda-
des e inconvenientesidevem resultar de sua adop-
jao ; e por isso enlende que melhor conviria pro-
mover a inlroducjo dos modellos das machinas e
instrumentos a que se refere o projecto, os quaes
dando urna idea inteira delles, toroando-os condeci-
dos, habilitaran! a qualquer particular a bem aji-
zar das vantagens do seo uso, e a manda-Ios vir por
sua conta sem a intervenjao e dependencia do go-
verno.
E nesse sentido parece-lhe que deve ser adoptada
a medida que adianto prop*Se.
Quanto a segunda parte, que se refere isenjao
do imposto provincial de exporta jao para os produc-
tos que forera destinados directamente a comprados
referidos instrumentos, nao descobriudo- commis-
sao o meio pratico de distinguir os gneros assim
destinados, dos que o nao sejam, de modo a evitar i
fraude, pensa que se nao deve tomar urna medida
que pode dar lugar a rauilos abusos.
A lerceira parte do projecto parece commissao
digna de ser devidamenle considerada pete casa; e
por isso aceitaudo-a, ella o inclue na seguinle reso-
lujao que oSerecc.
A assembla legislativa provincial de Pernambuv
co resolve :
Art. 1. Fica o governo au brisado a mandar com-
pra^era paizes eslrangeiros modellos de machinas e
instrumentos agrarios, nao conhecidos no nosso, e
que possam ser nelle usados, dispendendo para tal
fim at a quantia de -2:0003000 rs. ananaes, dos'
quaes dar especificada conta esta assem-
bla.
Os referidos instrumentos, que devcrSo vir'acom-
, pandados de memorias ou explicajes claras, qoe
sirvam para eusibar o meio de serem elles empre-
gados, serao collocados nesla capital em lagar apro-
priadn, em que possam ser vistos e examinados pelo
publico.
Art. 2. Todo o gado que for introdnzido na' pro-
vincia para melhoramento da raja, e as suas produc-
jOes ficam isentos do dizimo por espajo de' 10 an-
uo?.
Sala das commissoes 29 de abril de 185*. Fran-
cisco Raphael de Mello neg Manoel Joaquim
Carneiro da Cunha. -
O Sr. Epaminondas : Sr. presidente, pejo nr-
gencia para entrar em discusso na primeira parte da
ordem do dia, o projecto n. 30 do anno passado : es-
te projecto*approva as disposijoe do regulamento
de 12 de maio de 1851, que estao dependentes d*
approvajao da assembla,isto he aquelles que dizem
respeilo ao augmento dos ordenados dos profesores
N o cornejo desta sesso, foi dado para ordem do dia
esle projecto, e nessa occasio, requereu-se o adia-
mento sob o pretexto de que a commissao, de inslruc-
rao publica eslava encarregada de apreseotar as re-
formas do reguUmento ; e depois de apresenUdas
eiito se discutiriam ambos os projectos', tanto o da
rcforifc, como o de n. 30 ; com effeito appareceram
as reformas, ellas sao em ponto grande, e extensas ;
taivez por isso nao haja lempo de t'discutir todas
neste sesso. Por tanto me parece approve ao menos esta parte do augmento dos orde-
nadas, isto independente de discatir-se as reformas a-
presentadaspelacommissao.porque todos n fiemos
que o regnlamentode 12 de maio da 1851, %men-
tou o Irabalho e as obrigacOes aos professores; urna
vez sobrecarregados de mais obrigai;oes e trabalhos,
devem logo-perceber o augmento d e seus ordenados.
Peco pois licenca para mandar i ro.esa um tequeri-
menlu ueste sentido.



DIARIO DE PERNAMBUCO, QUINTA FEIRA k DE MAIO DE 1854.

O Sr. Meira : Sr. presidente, eu nao me op-
ponho ucencia pedida pelo nobre depulado, mas
tamben? lenho negocio urgente, eeuja urgencia me
pareee con efleilo mais transcendente do que a que
acaba de propor o nobre depntido; Tallo do proieclo
sobre carnet verdes, cuja utilidade e iieeessdadc
raesmo, creio que be incootcstavel. Esta assembla
est a encerrar mus trabalho, eiislera na casa dous
projectos, um doj quaes foi dado para ordem do dia
ja ha ni u i las sesses, mas entretanto nao tem entra-
do em disctalo. '
Ora, que neis precisamos de urna providencia
qualqoer a respeito do carnet* verdes.parece que he
de urna euidencia tal que escusa demonstrara", por
que creio que todo* sentimos a necenidade de tomar-
se uma medida a esto respeito j Uto he, que seno
encerrem os trahalhos sera urna resoluto qualqucr
acerca de tal materia, Unto mais quanto o contrato
esta a concluir-se. .
Om Sr. Diputado : A providencia lie e
mesma.
OSr. Metra : Nao duvido, se a casa entender
que isso he conveniente, roas he roister discutir a
questao.
Sendo isto assim, nao raeopponho urgencia,
que se pedir, reconhcendo mesmo, que a materia
| he iraportante.acho que nao he suporior sem duvida
algumaaoassumplo deque fallei, porque, aquella
dii respeito ao augment de ordenados de professo-
fes, e este interessa asss a toda a populajo. Nao
pero pote agora esta urgencia, porque a occasia tal-
vez faoseja opportuna, por isso quo se trata de re-
solver acerca du que foi proposta pelo nobre depu-
lado que me preredeu r mas concluida esta discus-
sao, eu mandarei i mesa um requerimenlo propo-
ndo a preferencia para os projectos de carnes
verdes. Estou bem convencido de que a casa ap-
provar a mioha exigencia, por isto que nao poder
deixar d compenctrar-se do alto interesse, e impor-
tancia do objecto, e que at nao deve ser preterida
a sUa discussao pela de qualqoer outra projecto que
por ventura lenha de ser discutido nesta casa ; e
anda raesmo aquella, cuja urgencia agora se pede,
poisi que apezar do serdealguma importancia, to-
dava he incontestavelmenle de ordem inferior, o
bem pode ser discutido por occasia da reforma da
instruejao publica, cujo projecto ja foi dadojpara or-
dem do da, e deve abranger este de que trata agora
o nobre depulado, o a cuja urgencia, como disse,
rae nao opponho.
O .Sr. Presidente: Agora reconbeco que nao
posso admitlir discussao sobre o requerimenlo do
Sr. depulado Epaminondas, porque o projecto a que
elle e refere, nao est dado para ordem do dia ; e
sendo assim, na he admissivel o requerimenlo, por
que serta contra a conslituicao, que prohibe o dis-
culir-se um projecto, sem que seja dado para ordem
do dia,pelo menos de 24 oras antes.
Vai mesa e he apoado o seguinte requerimenlo:
Reqneiro que possam entrar ja em discussao os
projectos ns...... com preferencia a quaesqoer outros.
Afenp. v
Denote de brevissimas reflexoes dos Sr. Meira e
presidente sobre a intelligencia do requerimenlo, he
este submettido i votaco e rejeilado. -
Vai mesa e he apoado o seguinte requerimenlo.
Reqneiro a urgencia para que possam entrar
era discussao os projectos ns.....sobre carnes verdes,
de preferencia a quaesqoer outros, na pr meira par-
te da ordem do dia. Meira.
O Sr. Augusto de Oliveira offerece a seguinte
emenda addiliva. Na primeira parte da ordem do
dia de hoje.
Depois de algumas explioajoes dos sA. Augusto de
Oljveira, Meira, e Carnciro da Cunha,' quise oppe
ao requerimenlo por ser comprehensivo de lodos os
das de sessao, he o mesmo requerimenlo submettido
a > olajao, e adiado por empale n'elia.
Primeira parte da or/lem do dia.
Terceira discussao do projecto n. 31 de 1853.
Nao havendo quem acerca do mesmo peca a pala-
vra, lie submettido votajo e approvado.
Segunda discussao da emenda do projecto n. 20
dee anno, oflerecida em terceira.
O Sr. BarrosBarreto: Ilontem.Sr. presidente,
depois de votada essa emenda ,algos Srs. dcpulados
disseram, que essa divida nao estova ainda perfeila-
nentc liquidada: eu volei por ella, mas na persua-
do de que eslava liquidada; porque fcnio est cu
voto contra ; para saber isto, he que peco a V. Exc.
ou a quera esliver habilitado para respondet-me que
declare, se est oo nao completamente liquidada a
divida, porque eu nao quero volar na duvida : al-
gUBS tenbores disseram, que o au eslava, e como cu
nao quero ser acensado de injusto por volar por uma
cnio por outra em idnticas circumetancias, pero
que se taja-a declaracao que exijo.
O Sr. Jos Pedrtj responde ao precedente ora-
dor, declarando-lhe que os documentos que pro-
vaw a liqaidarao da divida de que elle trata', exis-
tem na casa, estiveram sobre a meta quando te dis-
cuti o pmjecto na" sessao anterior, e tambera na pas-
ta da commisso di qne he elle memoro, c .por isso
eslaria a seu alcance conliecer se era ou nao exacto
qudala Ijguidajo se fez.
Encerrada a discussao, he a emenda approvada, e
Passa e projecto em terceira discussao.
Segunda discussao do projecto n. 33 desle anno.
Approvado.
Terceira discussao do projecto n. 17 desle anno.
Approvado.
Terceira discussao do projeclo n. 26 desle anno.
Approvado.
Primeira discussao do projeclo n. 28 desle anno.
O Sr. 'Meira : Creio, que este projecto versa
acerca da intelligencia de uma lei, e que foi for-
mulado em consecuencia da pclicSo de um dos ces-
sionarios de Francisco Carnciro da Silva, Dirigin-
do-m secretaria da casa, apenas vi um simples re-
querimenlo destituido de documentos que provem o
allegado pelo peliconarif ; e nio sei como nos rece-
nbercremos que elle lie comprador de um dos ra-
mos da arrcmalacao, quando nem a copia do contra-
to elle aprsenla : offerece-nos om simples reqacri-
menlo em que se refere ao contrato, c pede que se o
considere comprchendido em tal le. Ora eu nao
sei como se possa fazer isto. Creio que a commis-
so om seu prembulo, falla delle como cessionario,
mado requerimenlo nao consta que elle o seja, se-
no porque elle o dit. "
Ka desejaria ouvir alguns esdareciroenot, por-
que com efleilo nao posso considerar esse hornero
corno cessionario de Francisco Carneiro, nem sei
como elle lem direilo a exigir cousa algoma desla
casa tente em visla de sua pelicao. (potados.)
Um Sr. Depulado: Trata-so da intelligencia
da ama lei.
O Sr. Meira : Mas o projeclo he o dcsulera-
tm da pelicao deste hornera: elle a enderecen a esta
asamblea pedindu que fosse interpretada a le tal,
e a commisso assim o enlendeu dever fazer, embo-
a nao se juntasse ao requerimenlo documento al-
guna, nem te quer ao menos a copia do cntralo.
(.ipoiMos.)
abale a Francisco Carneiro, e concine volando pelo
projeclo.
A discussao tica adiada pela hora.
Segunda parle da ordem do dia.
Entra em discussao o art. 39.
Art. 39. Fica o govcrnn aulorisado a' spprimir
a agencia encarregada da cobrauca dos direilos do al-
godao desla provincia exportado na das Alagdas, e a
convencionar enm a presidencia dessa provincia
indemuisajo destes dreitos.
O Sr. Machado da Silva : (Nao restiluo
seu discurso.)
O Sr. Barros Barreto : Se o nobre depulado
hnuvene lido com mais alinalo o relatorio do Sr.
inspector da thesouraria, teria visto a razao em que
a commisso se fundou para consignar esse artigo.
A agencia das'Alagoas nao lem prestado quas ser-
vico algum ; consta mesmo que o agente encarrega-
do da arrecadajao dos direilos desta' provincia, tem
abandonado o seu lugar, foi para o centro da pro-
vincia c nao appareceu mais para prestar as suas
cdntas.
A',visla disto a commisso enlendeu, que era bom
que o go verti comhinasso sobre a arrecadaco do
imposto com o presidente daquella provinciano'' ser
feita a arrecadacao pelas repartcoes liscaes dahi.
Encerrada a discussao he o ait. 39 approvado,
bem como o art. 40, que he o seguinte :
Art. 40. Os bens do evento .que forem encon-
trados no municipio do liedle, sero arrecadados
pelo consulado provincial, fcando assim alterada a
disposijaodoarl.8dorogularaeuto de 17dejunho
de 1832.
u Art. 41. O andamento das rodas das loteras do
theatro de Santa Isabel e hospital Pedro II, nao ser
interrompido pela preferencia dada a outras lote-
ras.
-Erao uueo, qne poda jan-
Um Sr. Depulado :
lar.
O Sr. Meira : Pois bem, mas nem este se jun-
to. Eaifim como esta he a primeira discussao, li-
milo-mc apenas a estas observajes, reservando-mo
para oa segunda dizer mais alguma cousa, quer no
nutnio sentido, e quer contra o merecimento c uti-
lidade do projecto, se os sobres dcpulados que me
precederem me nao dispensaran de o fazer.
O Sr. Figueira de Mello : Sr: presidente, pa-
rece-me, quo a interpretarlo que so quer dar, nao
^ie a qne deve sor ; porque o negocio de que se trata
he todo particular. Se acaso alguns cidadaus que
comprarm a Francisco Carneiro da Silva alguns dos
ramos do imposto de 2$5O0 r*.sobrc o gadp do consu-
,i te jalgamcom diruilo aoblcr dclle, ou descus
lierderros algum abate, em virtude dessa lei, que o
conceden a Carneiro, devem recorrer aos tribnnaes,
por isto que esta casa he incompetenlc para lomar a
si nma decisSo, para pela forja' de sua autoridade
obligar os herdeiros de Carneiro a sojeilaromrsc a
lo ; he m negocio todo particular. Se
pois a equidauc'que|a assembla julgou dover ler
aciro, deve approvcitar a esses compra-
.dores de ramos, aos tribunaes compete dccidi-lo.
Este he o juizo que formo deste negocio, desejo ser
esclarecido, e por isto por eraquaulo lime mito a
Wo.
O Sr. Francisco Joao responde ao precedente ora-
dor, mostrando que se trata, nao de uro negoci
particular, mas sim de orna questao de inlerprearlao
de tff, qneslao que aftemWa enSo aos tribunaes
rmpete, porque a interpretacaojdas les be da attri-
Bnic^ado corpos legislativos.
Faz mullas considerases geraes para provar, que
o* raaipradores de raines desle contrato eslao cum-
prehendtdos na disposicao da lei que coDcedeu e
O Sr.' Meira: Sr. presidente,' o governo da
provincia foi aulorisado por esta assembla para re-
sularisar as lolerias como julgasse conveniente, e at
acahWe publicar um regulamcnlo sobre esta ma-
teria : aorianlo como he que a lei do ornamento Iraz
um arligo especial sobre as loteras do hospital e do
theatro, havendo j leis novssimas e especiaes sobre
este objecto ?
Assim, pois, parccc-mc intciramcnle intil uma
dispnsirao semelhante para autorisar o governo a
dar-llics nrcff rencia, todas as vezes que o julgar con-
veniente ; tanto mais quanlo, segundo o regulamcn-
lo publicado hoje, creio que o Ihesourero que tem
de ser nomeado, fica obrgado a apresentar nm re-
nu l amen lo acerca do andamento das rodas e da pre-
ferencia que devem ler as diversas loteras, fcando
depeudente da approvacao do governo : e ahi elle
sem duvida far preferir as loteras indicadas ; e
nem cu me opponho a essa preferencia, talvez justa
e conveniente ; sendo que sement me parece inop-
porluuo o lugar para lomar-se tal providencia, que
certamonlc nao escapar sabedoria do governo e
ao seu reconhecdo zelo e interesse pelo progresso
destes estbelecimenlos.
Isto' posto, cnlendo ser inlil a disposicao do ar-
tigo que se discute, salvo se ella pode ser justificada
por outras razOcs, que agora me nio occorrem, e qne
alias sejara valiosas e alendvei;.
Vai mesa e heapoiada a segrate emenda :
Suprima-se o arligo 41.Meira.
O Sr. Jos Pedro responde .is duvidas propostas
pelo precedente orador, quanto ao art. 44.
Encerrada a discussao he o artigo.approvado c re-
geitada a emenda.
a Art. 42. Os 6 por cenlo do seljo de herancas e
legados concedidos aos empregados judciaes pelo arl.
4 da lei n. 320, scrao dcduzidos no acto da cobrau-
ca desle imposto, c antes do seu recolhimento a
competente esiaro, e distribuidos pelos ditos em-
pregados da maneirasegointe: no municipio do Re-
cife2 para o juz, 1 1]2 para o procurador fiscal, \%
para o escrivo, e IX para o sollicilador da fazen-
da ; nos municipios do interior. 2 1|2 para o juz,
2 para o ajudante do procurador fiscal c 1 1|2 para
o escrivo.
He approvado, bem cora o art. 43, que he o sc-
gninte :
Art. 43. Osimpostnsa cargo das collectoriasde
Garanhuns, Flores, Boa-Vista, Brejo e Cimbres e o
dizimo do gadocava(lar serSo arrematados coujuuc-
lmcnte com o imposto de 2^300 rs. e o dizimo do ga-
do vaceum.
a Art. 44. Os1 lugares creados pelo art. 30 desla
lei, serSo prvidos sem concurso, preferindo-se os
actuaos empregados da thesouraria e os cidados,
que por se lercm oceupado em (rabalhns desla re-
particao.lenhamdado provas de habilitarse
Vai i mesa c he apoiada a seguinte emenda :
No fim do artigodiga-seno caso de que o go-
verno o julgne conveniente.Epaminondas.
Nao havendo quem faca observacoes sobre o arli-
go, he submellido't volacio e approvado, sendo re-
getada a emenda.
' Arl. 45. Ficam iluminadas da divida activa
da fazenda provincial, as dividas pertencenles- aos
exercieios anteriores ao prximo lindo, que naoexce-
derem a t$000 rs. n
He approvado sem discussao.
Arl. 46. Fica o governo aulorisado fazer a
desneza precisa para dar i thesouraria provincial os
commodos que necessita..
Q Sr. Augusto di Oliveira pede expIicacOes sobre
o artigo em discussao, adiando conveniente a desig-
nadlo da quota qne se julgar necessaria, para que o
governo d Ihesouraria os comrqodos de que ne-
cessita.
O Sr.Jos Pedro sustenta o artigo em discusso,e
moslra a necessidade de dar-sc maiores commodos
em sua rr partir o, e declara que nenhum receio tem
de que o governo abuse da aulorisac.no Ilimitada
que para isto Ihc d;i dilo arligo.
O Sr. Mello Reg: Sr. presidente, eu nao son
inimigo dos commodos da thesouraria, nem me oppo-
nho a que esta assembla habilite o governo com
meios para fazer esses arranjos que o nobre depula-
do propoe para a sua reparlico. Nao" posso. porm,
votar pelo arligo que se discute, porque elle impor-
ta um crdito Ilimitado ao governo,e depois que ou-
vi fallar o nobre inspector mais me coulirmei nessa
opinio.
O nobre depulado disse, que o que quera era ha-
bilitar o governo a dar aos Srs. juizes do ,fro desta
capital oolra casa, que nao aquella em que actual-
mente dao audiencia ; e como exista as pastas da
commisso de que fago parle, om oflicio do governo
lembrando a esta assembla a conveniencia de (azer-
sc na casa que hoje serve de cadea, uma sala para
as audiencias, alim de que fiquedesocenpadooquar-
lo em que ellas se dao boje, e seja dado a thesouraria,
parece, que o arligo aulorisa o governo a fazer taes
concertos, que segundo a opiniSo do Sr. director das
obras publicas orcam em 16 contos de rs...
(nertamaedes.) He opiniao do Sr. director das
obras publicas,quc parase fazer da cadea velha urna
casa pro|iria para as audieucias.c jury etc., sm pre-
cisos 16 contos de rs....
O Sr. Carneiro da Cunha :Veja que^So che-
gue isso a mais....
O Sr. Mello Reg : O qne o governo diz he isto
(le). Receio pois que o governo pelo artigo se jolguc
aulorisado a fazer esses concertos ; enos de cerlo n.1o
pederemos tomar-lhe coutas, se elle assim obrar,
porque elle dir que nao pode dar commodos the-
souraria senao pela forma que j tinha lerabrdo a
esta assembla....
O Sr. Barros Brrelo : Mande urna emenda.
O Sr. Millo Rcgo : Eu nao ; os nobres dcpula-
dos inandein a emenda limitando a quantia que o
governo deve dispender, porque da maneira porque
est concebido oarligo, voto, contra elle. Diz o no-
bre inspector que talvez nao sejam precisos mais de
G009000 rs. por alugucl de uma casa; pois bem, d-
se-lhe 6OO3OOO rs. ou 1:0003, mas de um modoclaro,
que nao deixe duvidas.
O Sr. Barros Brrelo: Quando o projecto de
lei do orcamento foi api escolado i casa, a corainissu
na tinha conhccimcnlo desse ofiicio do governo ;
por isso se o presiden le entender que a autorisarao
dada por esse arligo he como rcsposla a esse seu pe-
dido, entende mal.
Agora direi ao nobre depulado, que os seus re-
celos ficaram de lodo disipados, se por ventura a
commisso i quem foi remellido esse oflicio livesse
dilo, nao podemos fazer semelhante obra, porque
ella nao he da nossa competencia, deve ser feita a
expensas do cofre geral, mas o nobre depulado mem-
bro dessa comrr.issao deixouo oflicio morrer la as
pastas, e vem censurar a onlra commisso, porque
apresentou este artigo.
Sr. presidente, eu creio que o artigo concede ao
governo. crditos Ilimitados: te o que o nobre ins-
pector pcdio.lie cousa 13o pequea, he apenas uma
sala, parece que a commisso dizendo que o governo
fica aulorisado para dar thesouraria os commodos
precisos, he o mesmo que di'er, que elle d o que
foi pedido pel Sr. inspector; o governo nao ir fazer
um palacio....
Um Sr. Deptitado-.Vt que nao marca a quota.
j qpe he engenheiro ?
O Sr. Barros Brrelo :Sim, um engenheiro he
um ente extraordinario ; marca quolas para obras
sem sorear, nem saber quaes sao !... eu nunca vi
nada mais providente c maravilhoso do que um en-
genheiro : he um ente omnipotente o omnisciente!!..
Sr. presidente, en creio que o nobre depulado
pode volar pelo artigo ndcpendenlo desse receio
que lem, porquo eslou certo do que o presidente nao
ha de fazer esse palacio, para accommodar a thesou-
raria.
O Sr. Francisco Joao, sustenta o arligo do pro-
jeclo.
Vai mesa e he approvada a seguinte omenda.
a Nao devendo a despeza exceder de 6OO9 rs. A.
ifOliveira.
Encerrada a discussao he o arL 46 approvado com
a emenda.
Arl. 47. Fica o governo-aulorisado a vender em
basta publica os proprios provincaesquenao tenham
de ser applicados salisfacao de alguma necessidade
publica.
He approvado sem discussao, bem como o arligo
48, qne he o seguinte :
Art. 48. A mulla imposta aos conlrbnintes da d-
cima dos predios nrbanos^pelo 1. do art. 21 do re-
gulamanlo de 16 de abril de 1812, flea, extensiva a
lodos os mais imposlos, que sao cobrados precedendo
lanramento, e lera aiaUrticaeao dada pelo art. 23 do
mesmo regulamcnlo.
Vai mesa e sao approvados os segointes rligos
additivos:
Fica o governo aulorisado a fazer as despezas
precisas com o esludo das seccas, que peridicamente
assaltam esta provincia, edos meios proprios a refbo-
vc-las.Soma Cartalho.
Fica o presidente aulorisado a 14
necessaria para a pintura, e preparo dfl Bita
casa da assembla. Pedro
Brrelo, Oliveira.
Fica o presidente aulorisado a accordar com a-
<1 ucllas provincasque envam os seus productos para
o mercado desta capital, o meio mais conveniente de
se arrecadar q imposlo provincial a efue ellas tem
direilo, de maneira a evitar que esses productos,
quando exportados para fra do imperio, pagoem
novamenle o mesmo imposlo provincial. S. R.
A. d'Olireira.B
a As sobras de cada um dos ttulos de despeza, e o
exceseo de reccila, sero pelo presidente da provin-
cia applicadas factura das estradas o mais obras
publicas da provine.S. R. A. d* Oliveira.
O Sr. Carneiroda Cun/ia,dcseja que pelo menos
o honrado autor da emenda que aulorisa o governo
a esludar as causas do secca, indicasse os meios que
se devem empregar para conseguir esse fim, visto
como o presidente j esl aulorisado pelo governo ge-
ral, para mandar fazer esse esludo, e a nao suppor
se que esta nova nulorisacao ir dispertar o governo,
leinbrar-llic essa incumbencia, nao sabe oorador para
que ella sirva ; nem acha conveniente fazer-se essa
despeza, quando a assembla geral j votou 100 con-
tos de rs. para esse fim.
O Sr. Souza Cartalho : (Nao devolvcu o seu
discurso,).
o .vr. Augusto de Oliveira justifica os seus arligqs
additivos. t
O Sr. Souza Cartalho: (Nao reslituio o seu
discurco.) .
O Sr. Jos' Pedr o'ppoe-se aos artgos' additivos
aprcsciilados ffelo Sr. Augusto de Oliveira.
O Sr. Francisco Joao sustenta o arligo addilivo
do Sr. Augusto de Oliveira.
Encerrada a discussao, he regeilada a emenda do
Sr. Carvalho e approvados os outros artigos additi-
vos, pastando o ornamento em segunda discus-
sao.
I-c-se um oflicio do secretario do governo, envian-
do a copia do portara da presidencia, pela qual pro-
rogou a scsso da assembla legislativa provincial,
at o dia 8 de maio prximo futuro.'
A assembla fica inteirada.
OSr. Presidente designa a ordem do dia e levan-
ta a sessao.
O Sr. S Pereira:...qne sirvam aaugmcnlar e
apurar o producto ; porqnanlo nos mercados da Eu-
ropa lem sidosempri independenle da (al falla, pro-
curado o iomo algoio pela superiortdade de tua
qualidade. Deodo esle periodo se ve que algum
mal provrra tambcmdo processo fabril...
O Sr. Carneiro dt Cunha :Por ah nao argu-
menta bem, a menosque nao nos queira apanharem
falla gramraatical.
OSr. S Pereirc:N5o he por. fallas gramma-
licacs que arguo o rubro depulado, e sim pela falta
de uma justa conseqjencia deduvidasdos principios
eslabelecidos em seu parecer. Os nossos processos
fabris do algodao ta> mos, reconheceu a Ilustre
commisso ; mas nfli se os deve melhorar ou prote-
ger, porque oalgodio que na Europa tem a prefe-
rencia, he o do Braal.
O Sr. Carneiro somenle.
O Sr. S Pereirc:Sim, melhor ainda.o de Per-
nambuco. A commisso nao pode negar pois, que
o procesto seguido jara exlracrao do algodao nao
he o mais approprhdo para dar um bom producto;
devia portanto ler designado cmseu projecto alguma
quota para o melho:amenlo desla cultora, alim de
que com esses novos meios o algodao snia mais limpo
c mesmo melhor.
O Sr. Barros Brrelo :Para que o algodao che-
goe limpo a capital, nao he preciso mais do que es-
trada.
O Sr. S Pereiu :Eu sinlo quo seja o nobre
depulado quem mo d esse aparte ; elle qua deve
conliecer o poder e t po das machinas, mais que nin-
guem. As machina;, senhores, nao sao erapregadas
para limpar o algodlo da lama ou chava, o tim pa-
ra Jirar as maleriascslranhasque com elle vieram
na eolheita, taes sao as folhas seccas, areat, poeira,
paos ele.
Conlinundo a illudre commisso as razSes, pe-
las quaes^iegarase aproleger o algodao dix: mas
sendo verdado que ata cujlura definha entre pos,
he lambo couliec'uo qua o mal provem de cansas
que quena ver o
- seu passaporte. Observou-lhe o Sr. Pereira ser pes-
." l",Slajc|'Pelntmeios mechanteot rata, aaa bem conhecida no lugar, at mesmo das autori-
Oiscurso do Sr. depulado S Pereira, pronuncia-
do na sego de 27 de abril.
O Sr. S PerHtWpBr. presidente, era da minha
intenrao nao lomat*parle as materias que se discu-
lem ncsla casa ; nao s porqtfe muitas vezeshei vis-1
lo o caminho desviado e rspinhoso que as discussoes
tomam, como pelo inuilo respeito que,tributo ns opi-
nies que pelos tecas Ilustres collegas publicamen-
te sao manifestadas. Deste proposito nao desejara
sabir, e se'alguma excepsao Dzer, Dos permita que
seja tnicamente para aquellas materias que forera
de interesse geral ; Sr. presidente, que procedendo
assim deseo talvez da consideradlo, de certo peque-
a em que me possam ter ; mas como eslon certo
de que o meu silencio he syslemalico, e que delle
nenhum mal resulta, era para as opinies dos meus
collegas, nem para os objectos que se discutem, tico
salisfeilo appellando nicamente para minha cons-
ciencia.
Mas, Sr. presidente, as vezes tal he a Importan-
cia do objecto, e a forma de sua sustentarn, que
ninguem por mais estanco que seja em suas inlen-
roes, poder deixar de erguer-se para tambem dar
sua razao; e laes foram as circumstancias em que
diadas ; por isso que provem ellas de perturbaco
nascondicoes da prodoceo. A quo causas se refe-
re a Ilustro commi-sao, porquanto sendo mullas e
varia,das algumas dcllas, cu direi mesmo a maior
parle, portera pelos meios mchameos ser remedi-
adas /removidas. -
Se quer fallar a Ilustre commisso nicamente da
falta, ou abundanti ou extemporaneidade das chu-
vas, e intensidade 10 sol, ou das fortes ventanas: de
certo que lem toda 1 razao, mas, alm desta*, outras
existem que todos o das obrigara a retroceder os
agricultores, tal he la falla de instruecao, pruvindo
dahia falta de aptrfeicpamento do terreno em que
devem plantar,procurando boas (erras, bons es-
trumes, boas regas," boas sementes, boas posiQes
etc., cansas que pot meios mchameos podem er
removidas e fazer ;om que a cultura livre dellas
do uma maior colhtila. Opprimida assim a cul-
tura do algodao de Itdos estes males, na ignorancia,
sem machinas, e na jubreza, e definhando por lanto;
he a commisso de rarecer que em quanto nao for es-
ludada a molestia do algodao (a commisso reTcre-se
no mofo) e em quaub nao fr applicado remedio ao
mal, nao se deve tonar medidas que digara resucito
au tncllioramento de seu processo fabril". En sou
de opiniao contraria, e fundo-mc as mesmas ra-
zes em que a ilhislte commisso so bascou ; e nao
preciso lanos motivas, para me levar a isso ; nm
deiles, um s delles a especialidade do algodao do
qnal ha pooco falln o nobre depulado de um modo
emphaticodizendo-moo d Pernambuco semen-
t. Sim devenios proteger a industria do algodao
pernambncano, porqie he elle uma especialidade
sem competidor era loda a parte do mundo, pode-
mos com isso ensoberbecer-nos, como se enso-
berbece o americano'quando diz: o bom fumo para
os melhorcs charuto*s temos os naturacs da Hava-
na; como diz o Japrocz : o bom cha s temos os fla
India; como diz o Pekincz : o inimilavel chorlo ou
boa porccllana s trros nos os Chinczcs: e ser cri-
vel, Sr. presidente, que a Ilustre commisso queira
negar ainda o seu voto de prolecrao da industria de
algodao de Pernambuco, nico no seu genero, e que
actualmente carrega com males que se podem ainda
prevenir, e defeilos qoe se podem corrigir ? pens
flue nao?
Lembro ainda, Sr. presidente, que ainda mesmo
que se nao consiga adiar um remedio" que desuna o
parazitismo que -niodcslroe os algodes, o em pre-
go das machinas que lite poupem o lempo.elhe deem
um producto mais atondante e mais limpo, ser de
certo nao pequea vanlagem, e com efleilo, Sr. pre-
sidcule, que vanlagem nao ser o ler ama machina,
que no mesmo lempo c com os mesmos individuos pa-
ra dirigirem o seu trabalho, descaroce era um dia 10
ou 12quintaes, quando os actuaos descaroc,am 3 a 4
arrobas?
Estas e outras malas, vantagens qne resultam do
emprego bem dirigido, nio s das machinas como de
outros conhecimuios industriaos e agrcolas, milito
aproveitarao a cultura do algodao.
Passo agora, Sr. presidente, a fazer breves consi-
derares a opiniao do nobre diputado que suslenton
o projecto, e que disse nao aceitava a idea de pre-
miar as memorias que por ventura apparecessera so-
bre a molestia dos algodoeiros, porque nao eo-
nheria cm Pernambuco quem fosse o juiz para de-
cidir de-seu mrito, e anda mais por saber que na
mal-fcilores, e verao como o nosso inspector ha de
dar-lhes a obra.
A historia seguinte vem em abono do zcloe acti-
vidade com que o nosso phenix dos inspectores eos-
turna a desempenhar-se dos seus deveres; e que de
polidez nao emprega elle no cumprimento de suas
obrigaees, exprimindo-se em termos escolhidos,
enrgicos o precisosl
No dia 29 do mez lindo chegou a esta cidade o ne-
gociante matriculado dessa praca, I.uiz Antonio Pe-
reira, bem ronhecido aqui de diversas pessoas, com
Iucm entretem rclarocs commerciaes e de amisade
ogo que chegou o Sr. Pereira, nao encontrando
autoridade alguma policial (at o inspector estava no
acouguc picando seu boi, o quo faz cm pessoa e com
muila galhardia) dirgio-se ao Sr. capitao Camisao
o rommunicoa-lhc o motivo de sua vinda, indo em
seguida hnspedar-se na casa do negociante mais es-
labelecido desta cidade, o Sr. Icnente-coronel Anto-
nio Aureliano Lopes Coutinho, onde tambem resol-
veu-se a esperar pelo Sr. delegado, com quem dizia
ler negocios a tratar.
Mais (arde espalhou-sc a noticia deque o Sr. Pe-
reira viera era busca daquelle homcm do reino, de
quem ihc lenho fallado, que venda fazendas, que
peclncha I por menos de metade do que vendiam
os mais negociantes, o qual de combinacao com um
seu caixero cstavam fazcndo-lhe o beneficio de lim-
par-lhe a loja, alim deseresla sortida de novo, c
com fazendas de melhor goslo. Cofa esta noticia no^
tou-se que os numerosos freguezesdodilo homem fi-
caram alguma cousa agitados; mas pouco se altendeu
para isso.
-Ho^m pela manlraa foi o Sr. Pereira informa-
do de>i que o inspector, por suggcstoes dos ditos fre-
guezes, o queria prender por suspeito, sendo que
nestesentido houvera na porta da matriz ao sabir
da missa da madrugada, uma larga conferencia en-
tre o mesmo inspector o giros: ao receber esta no-
ticia o Sr. Pereira e outros assenlaram na melhor
boa f, que quem a dava s linha em vista calum-
niar a autoridade e pouco se Ihc deu.
Pelas dez horas, porm, da mesma manhaa de
hnnlem achando-se o Sr. Pereira cm casa de certo
empregado publico do sea conbecimenlo, onde tam-
bera arhava-se o capito Camisao e.outros, ahi appa-
receu a mencionada autoridade (provavelmente de-
pois de ter almorado, porque a juslica nao costma
sahir de casa em jejum) acompnhada de tres ou
qualro ailequins, e dirigindo-se, ao Sr. Pereira sem
mais esta nem aquella, disse-lhc
da des cu ni quem Irazia negocio, como ja havia mani-
festado ao Sr. capitao, que presente eslava, sendo
que por isso julgava-se dispensado de apresentar pas-
saporte, tanto mais quanto a casa, onde estava arran-
chado, offerecia toda garanta; masque parasalisfa-
ze-lo, asseverava-fhe ser negociante matriculado da
praca do Itecife, com familia, e bem ronhecido de
todos que presentes cstavam, leudo vindo a esta" ci-
dade com negocio com o Sr. delegado, por quem es-
perava. Nada, lenho ordena aperladas; passaporte
ou cadea, disse a autoridade com bastante espirito.
A' visla da difQculdade, que havia, de poder o Sr,.
Pereira resolver esle dilemma, e do enlraro inspector
a mimozea-lo com termos escolhidos, mandn o ca-
pilo Camisao com a prudencia que o caracterisa,
que a autoridade poda retirar-se, e que o Sr. Perei-
ra ficava sb sua responsabildade, extranhando ao
mesmo lempo semelhanle proced ment era sua pre-
senta com um homem bastante condecido, e que da-
va as melhores goranlias de sua pessoa; c rod in
pace. Enlao a boa da autoridade ainda balbucioa
algumas phrases, e declaren que nao era por si que
viera praticar aquelle aclo, mas a instancias de seus
amigos.
O mais bonito de ludo foi que oSr. Pereira reco-
nheceu na calca da autoridade um dos cortes de cas-
tor de algodao, que se haaiam sumido da sua loja;
que coincidencia.'!...
Devo confesar em abono da verdade, que houve-
ram freguezes do caridosq.homem do reino, que logo
que tiveram conhecimeoto do motivo que conduzio
o Sr. Pereira a esta localidade, foram denunciarse*
lhe de haverem comprado fazendas ao baraleiro;
estes me pareceram de boa f.
Hoje aqu chegou o Sr. delegado, e consta-me que
or diligencias a que proceden, a requerimenlo do
r. Pereuja, lem apprehendido algumas fazendas,
que foram deixadas pelo fallado homem do reino.
Esta comarca hoje est sem o foro civil, porqnan-
lo nao se tem reunido a cmara, para empossar aos
novos supplentes do juizo municipal; islo he, eu
pens assim ; uniros pensaro de oylra forma, e at
j ouvi dieer que os antigos supplentes faziam-se com
trra de contaran o seu qualrienoio do da do jura-
mento em diente, o quo da-Ibes ainda alguma vida;
mas eu como nao me calendo com essas cousas de
ordenaces, Pereira c Souza, Correa Tclles, etc.,
etc., que l so avenham.
Asrhuvas teem escaceado alguma cousa, mas por
ora ainda nao se senle a sua falta.
A saluhridade vai soflrvelmenle."
A proposito, consta-me que o Dr. Simphroniova
crear aqui nm hospital particular,, onde recebera
doenles, mediante certa paga razoavel; e diz que
receber tambem alguns desvalidos, gratis: este rai-
go de ihilaiilropia.de S. S-he superior a qualquer
elogio: Dos lhe d felicidade em suas curas 1
.Odineiro, ao contrario dos gneros, ainda soflrc
baixa; uo obstante desejo-lhe multo, eboa saade.
2
Tcndo-lhe dilo hnntem, que etla comarca es-
lava privada do foro civil, por ter expirado o
quatriennio dos snpplenlcs do juiz municipal, he
juslo que hoje participe ter-se remediado essa falta
pela maneira seguinte, que para raim leve sua ori-
ginaldade: o Sr. Herculano Bandeira de Mello, em
qualidade de presidente da cmara, assumio o exer-
cicio de juiz municipal, e por consegrante de direi-
lo, em cujo carcter receheu o juramento de um dos
sapplentes do juiz municipal novamenle nomcados;
este, depois de juramentado, passou a exercer o lu-
gar de juiz de direilo. e nesta qualidade receheu
tambem o juramento do Sr. Herculano, como segun-
do snpplente, novamenle nomeado, do juizo muni-
cipal ; e como o mesmo Sr. Herculano esleja mis
cima, na ordem dos supplentes, do que aquelle,
perante (jm:m nreslou o juramento, reassumio o exer-
cicio do lugar de juiz de direilo, que serve actual-
mente, passando cnlo a delegada para um dos sup-
plentes da mesma. Assim. foi o Sr. Herculano den-
tro de um s dia e talvez de ama s hora, delegado,
presidente da cmara, juiz municipal duas vezes e
outras duas de direilo.
A relaco deste facto leva-me naturalmente a re-
cordar ge, as vezcs'do-so aqui accamulacOes. bem
me achei, quando em uma das sessnes passadas ped
a palana, quando se tratava dos melhoramentos da
industria do assucar e do algodao;
Varios membros desta casa formularam um projec-
to de lei, consignando a quantia deO contos de reis
para melhoramenlos industriaes destas duas cultu-
ras ; esto projeclo fora conimisso de industria e
artes, e nao merecendo sua acqaiescencia particu-
larmente na parte em que se trata do algodao, for-
mulara a mesma Ilustre commisso um projecto de
protecoo dada somenle a industria do ssuoar; a i 1-
lustre depulado o Sr. Brandan, mpugnou esle pro-
jeclo, pelo lado de nao ser contemplada nelle.a in-
dustria do algodao, e um dos membros di commis-
so tomou a defeza ; e foi por esla occasia que pe-
di a palavra, e o fiz para sustentar que, se a indus-
tria do assucar merece protcc;ao, igual prolecrao
com mais razao merece a industria do algodao, e
mais convencido fiquei ainda dessa preferencia, nao
s pela leitura. da parecer da Ilustre commisso
que precede ao projecto ; como pelas razes dadas
emsua sustentarlo.
Encaremos, Sr. presidente, o objecto cm geral, c
vejamos qual das duas industrias merece mais favor;
se aquella que est hojecm grande crescimento, e
mais prxima do centro da civilisaco, as mos dos
lavradores abastados e poderosos, ou aquella que
esl cm dcfinhamenlo, sobrecarregada de cansas des-
truidoras, longedo centro da civilisaco o em roaos
de agricultores pobres o fracos ".' creio que a escolha
sera fcil, e que a casa so pronunciar' em favor da
industria mais desvalida, ainda mesmo quo outras
razes mais nao hotivess-nPseno essas que ponde-
re!.
Parecc-me pois, Sr. presidente, que enlre duas in-
dustrias, uma rica e floresecnte, e outra decadeute c
pobre, a prolecrao para raclhorajucnlo ser dada de
preferencia a esta.
Um Sr. Deputado :Deve se dar prolecrao a to-
das as industrias...
O Sr. S Pereira :Sim, a todas ; mas 110 caso
de termos que dar preferencia a alguma, deve ser a
do algodao preferida.
O Sr. Manoel Joaquim :For que ?
O Sr. S Pereira:Por estar d ocadcnlc, c enr
raaos de pessoas que nao peder procurar seus. me-
lhoramenlos por seren pobres...
Um Sr. Deputado:A prolecrao he dada a in-
dustria, o nao aos productores.
O Sr. S Pereira :Neste meu modo do expres-
sar-tr.cjf ncoutrar o nobre depulado o emprego de
urna figura de rhclorica. pela qual se podo tomar o
possuidor, pela cousa possuida ; e de mais lir o no-
bre depulado a consequencia formal da proteccjlo da-
da a qualquer industria, c ver que seu favor ou
benefici*, vai recahir sobre os industriosos.
Vejamos agora om que razos se fundou a Ilustre
commisso em seu parecer, para nao aequiescer a
pTOtecco dada a industria do algodao, e por isso vou
ler, c fazer algumas reuexpes a alguns tpicos do
mesmo que a esla industria se referan.
Diz a illuslre commisso : he faci reconhecdo que
o ni.M de que se queixam os nossos cultores de algo-
dao' nao provm somenle da falla de perfeirao dos
processos fabris, logo digo en os processos fabris pa-
ra a cxlracco do algodao merecem prolecco, para
que fique melhor o seu producto, como se exige pa-
ra o producto do assucar;coucluso dill'erenleda que
tira a illuslre commisso. .
O Sr. Manoel Joaquim :l.da o oulro periodo.
Europa, onde ha muilo dinhero e muila scienca eijxlraoremiarias, e at incompactiveia, segundo o
desejos dos governos em destruir a molestia *"cn fraco entender : or isso dizem. aue a nossa
27. Maria, branca, com idade deJ5 meres.
30. Herculano, braeo, nascfdo no 1 de novembro
do anno prximo passado.
dem. Jos, branco, nascido a 16 de novembro do
anno prximo passado.
dem. Rufina, prcta, nascida a 9 de fevorero do
anno prxima passado, escrava.
dem. Jos, pardo, com 2 anuos de idde.
Ao lodo 36.
Sanio Antonio do Recite 1 de maio de 1854.
O vigario, Venaricio llenriques de Reiende.
REPARTIQAO' SA POLICA.
Parte do dia 3 de maio de 1854.
Illm. eExm.Sr.Parliclpp a V. Exc. quedas
partes boje reecbidas nesta rcparlirao, consta lerero
sido presos: i ordem do sudelegado da freguezia de
S. Fre Pedro Connives, Mariano Gomes, para cor-
rceco ; e i ordem do subdelegado da freguezia de
Sanio Antonio, o preto Jos dos Santos Paulista, sem
d0rj3rac.au do motivo.
Dos guardo a V. Ex. Secretaria da polica de
Pernambuco 3 do maiodo .1854. Illm. e-Exm.
Sr. conselhero Jos Benlo da Cunha e Figuercdo
presidenle da provincia.Luiz Carlos dt Paita
Teixeira, chfe de polica da provincia.
TUMI DE PRMICO.
A assembla approvou lionlem a redacro do pro-
jeclo n. 33 do anno passado.
Adou por haver assignado vencido o Sr. Jos
Pedro, om parecer da commisso de fazenda, sobre
a pretendan de Luiz Jos Marques.
Mandn imprimir um projeclo da commisso de
obras publicas.resolvendo sobre a pelrao de Claudio
Dubcux.
Approvou em segunda discussao o projecto n. 30
do anno passado, com tima emenda do Sr. Oliveira,
aulorisando o governo a fazer no regulamento de 12
de maio de 1851 as emendas que julgar convenien-
tes.
Dispenson o intersticio para ser dado para tercei-
ra discussao para amanhaa este projeclo, a requeri-
menlo do Sr. Epaminondas.
Remelteu commisso de poderes, uma indicarn
do Sr. Mello llego, para que so chamen) supplentes
parasupprir as vagas deixadas pelos Srs. dcpulados
queacabam de retirar-se para o Rio de Janeiro,sen-
do nomeado pata memoro da commisso o Sr. Abi-
lio.
Approvou era terceira discussao o projecto n. 33
deste anno.
Entrando na segunda discussao do projecto n. 34,
approv o artigo primeiro com uma emenda do'Sr.
Carvalho, regeilando a do Sr. A. de Oliveira.
Coocluio a segunda discussao do orcaraenlo mu-
nicipal, c dispenson o intersticio para ser discutido
amanha em terceira discussao este projecto,a reque-
rimenlo do Sr. A. de Oliveira.
Passando de novo segunda discussao do projeclo
n. 34, concluio-a approvando o restante do projeclo
com uma emendado Sr. Carvalho, e regeilando ou-
tra do Sr. Mello Reg.
Entrando na segunda discussao do projecto tf. 29,
approva "o arligo primeiro com uma emenda do Sr.
A. de Oliveira, regeitando as de mala, e afinal fica
a discussao do projeclo adiada pela hora.
A ordem do dia de hoje he, alm da continuaco
da de honlent, terceira discussao do projecto n. 30
do anno passado, e terceira do ornamento municipal.
Amensagem que a rainha Victoria envin cma-
ra dos lflrds commuiijcando a declaracao de guerra
feita por ella ao czar, he concebida nos seguinte
termos: _
que por
vezes tem atacado as viuhase as batatas,nao corsegui-
ramesle resollado.
Eu responder-i aonobra deputado, o que ja disse
em aparte quando o mesmo orava, islo he, que com
eslas memorias se consegoe fazer um corpo de ob-
servacoes, do qual muilo podem aproveitar as gera-
res futuras; e que se em Pernambuco nao ha quem
de um parecer sobre memorias que tratam de obser-
vares praticas, o que duvido muilo, porque a es-
periencia convence a todos, o lodos podem observa-
la : ha no Brasil duas academias que se oceupam das
scieneias naturaes, as quaes seria aptas para dar seu
juizo sobre tal respeito. Existe tambem oa corte do
imperio ama associarao auxiliadora da industria, em
cajo seio se nolam hotneps de conhecimentos espe-
ciaos e proprios a emillir seu juizo sobre idnticas
materias. He por tanto infundado o receio que
tem o nobre depulado a respeito das memorias quo
por ventura possam apparecer relativas a molestia
dos algodes.
Passarei agora ao 1. arligo do projeclo que se dis-
cute. Sinlo, Sr. presidente, que esta casa nao esle-
ja convencida, lanto Iheorica como pralicamenle,
ilc que nao he s a falla de machinas que se faz sen-
tir em todas as nossas industrias, c se assim.nao fosse
constantemente nao veramos manifestados os dese-
jos de se as maudar vir. Para bem dirigir as ma-
chinas, Su |irjsi9wrle, he preciso conhecimcnlo
das leis em que ellas se baseam para exercer sua
lunrrao, e das causas que as podem muilas vezes
melhorar ou empalar, e destruir seas bons efleilos, e
quaes sao os conhecimentos que temos sobre a me-
chan ira, sobre a cliimica, a phisicn e lechmolgia?
nenhuns; logo nao temos macliinista algum, e por
isso com a compra dessas novas machinas de que fal-
la o projeclo, devem ser engajados machinislas, o qac
nao ser'facil, lano por ignoraran elles algumas par-
ticularidades de nossa (erra, romp pelo- prero qne
exigiro por seu trabalho, e como por muilas de-
cepres que bao de apparecer. Eu [reanlo eu nao
me opponho a que venham machinas hoje lo apu-
radas para o fabrico do assucar. Ellas disperlarao o
brio em nossos concidados, e os tiraro lalvez desse
tqapor em que se achara, c que os impede de pro-
gredir, cojivindo desde logo dizerque o principal mo-
vel para isso, ser o instruir os Brasileiros no excr-
cicio da mechauica; crear homens que s possam 1ra-
balhar com preceilo c scienca, e nao pela rotina, co
rao fazcm hoje os laes mcslres de assucar.
A visla pois do que hci dilo, vol pelo projeclo,
cora a emenda seguinte que lenho a honra de sub-
incltcr a considerarao da casa, augmentando o cr-
dito com mais 10 contos; sendo 25(para a. compra
de machinas para o inelhoramento do fabrico do as-
sucar, e descaroramento do algodao ; e 5 divididos
em 3, e 2contos para as duas memorias escolhidas
dentro aquellas quo-mclhor tralarcm da historia do
mofo dos algodoeiros e dos meios de prcveni-lo tiu
deslrui-lo.
COMARCA DE IZARETH.
1. de malo de 1854.
Quando ha poaco en lhe dizia que a nesta cidade
sii exista a forja publica ; e que se ella nao fora,
n3o sei o que seria, visto como s se uncnnlra aqui
um inspector de quarleirao de arromba
nao eslava ainda bem cerlo do quanta actividade, e
energia, he esta autoridade capaz em cumprimento
dos seus deveres ; agora, porm, j vejo que temos
gente, e que nao estamos lo mal servidos como a.
pripcipio sappu7era ; que ver-1" 8ora para c os
ico rraco entender; por isso dizem, que a nossa
lei, ou anles a lei porque nos regulamos aqui em
Nazarclh, he clstica e presta-se a todos os sentidos :
ha pouco, onvi fallar de um funecionario que ja
tem accumuladn cinco ou seis lugares, alguns dos
quaes bem repugnantes entre si, como bem : Cura-
dor geral eao mesmo lempo luor de menores ; cu-
rador geral, e, ao mesmo lempo, escrivo da col-
lectoria 1
A advogacia de hontem para c tem estado em
grande feriuentacd. O Sr. Luis Antonio Pereira, de
3uem j lhe fallei, cliamou os numerosos fregueses
o pai da pobieza a fazercm urna declaracao perante
o delegado de polica, das fazendas que comprarm,
queme porque proco, Teduzindo-se lado a termo,
para usar de seu direilo, como, e contra quem lhe
convicr e de direilo fr. Tem talo dado o que fazer a
freguezia : uns querem quo o delegado nao seja
competente para semelhante diligencia; c sim o juiz
de paz ; outros dizem que o Sr. Pereira nao tem di-
reilo de haver as fazendas i-nubadas, e outros que
so pode have-las, reslituindoo prero porque ascora-
frarain ; outros envergara no procedimento do Sr.
ereira um ataque aos bros Nazarenos, e querem
um justa salisfacao; emfim, sao tantas as caberas
como lanas as sentencas.
A junta de recurso desle termo acha-sc fuuccio-
nando, ha das, porm in nomine.
At mais ver. x.
(Carla} particular.)
RELACAO DOS BAPTISADOS DA FREGUEZIA
DE SANTO ANTONIO DO RECIFE DO ME/.
DE ABRIL DE 1854.
Das. 2. Maria, branca, nascida aos 3 de dezem-
bro do amio prximo passado.
dem. Maria, parda, nascida aos 7 do marro do
anno prximo passado, escrava.
dem. Emiliano, preto, com 2 anuos de idade.
3. Francisca, parda, com 13 meses de idade.
6. Maria, parda, com 6 mezes de idde, escrava.
8. Candida, parda, Santos leos, com 5 mezes do
idade.
9. Clcmcnlina, branca, com 6 mezes de idade.
dem, l.uiza, parda, com 6 mezes de idade.
11. I .au rinda, branca, nascida a 22 de abril do an-
no pruxinio passado. '
dem. Marimba, criottla, nascida a 13 de Janeiro
de 1852.
dem. Milintina, crioula, nascida a 23 de Janeiro
de .1854.
12. Malaquhis, prclo, cora 32 annos de idade, es-
crayo.
16. Olimpia, branca, nascida a 21 de dezembro do
anno prximo passado. .
dem. Jos, prclo, nascido a 17 de novembro do
anno prximo passado.
dem. Joflo, pardo, com 5 mezes de idade.
dem. Luis, pardo, com 2 mezes de idade, es-
crava. t '
dem. Anloiiio, pardo, nascido a i de dezembro do
anuo prximo passado.
dem. lieni> inda, prela, nascida a 22 de fcYcrciro
ihr anuo prximo passado, escrava.
dem. J ulila, nascida a 30 de julho do anno pr-
ximo passado.
-' 19. Antonia, parda, com 13 annosdeidade.
dem. Antonio, branco, nascido a 30 de novembro
de 1851.
20. Oltndina, branca, nascida a 3 de marro do cor-
rente anuo.
' 21. Jos, pardo, Santos leos, nascido a 9 de no-
vembro do anuo prximo passado.
23. Antonia, prela, nascida no Io de marro do cor-
renle anno, escrava.
dem. Constancia, branca, nascida aos 21 de agos-
to de 1852. ^~-
dem. Maria. branca, nascida aos 19 de dezembro
do anno prximo passado.' /^
dem. Amaro, preto, nascido a 6 de balio do anno
prximo passado, escravo.
dem. Mara, prela, nascida a Ti de dezembro do
anno prximo passado, escrava.
24. Aitna, parda, com idade de.- 6 mezes, escrava.
25. Manoel, branco, com 12 a unos de idade, bap-
lisado sub ronditionu.
_ 26. li...ip" />c,*anlosOleos,nasrdo a 14
a S. M. julga opportuno informar a amara dos
lords que as negociarse* continuadas ha lempo por
S. M., de accordo* com os seus alliados, :p m o
imperador da Russia, lem terminado: e que a
rainha se considera na obrigar.au d prestar eficaz
apoio ao Soluto contra uma aggressao, qoe cJle
nao provocoo. rainha deu ordem de se ap-
presenlarcm cmara dos lords ns copias de do-
cumentos, que alem dos j submettidos ao Mrla-
menlo, ministraran informaroes completas Tobre
as ditas negociaces.
a He uma satisfago para a rainha considerar que
pela sua parle nenhum esforro se omillio para
conservar a- 'sens subditos os beneficros da paz. A
justa esperauja de S. M. fruslrou-se, e S. M.
conta confiadamente com o seio e a lealdade da
cmara dos lords e com os esforcos de seus valen-
tes e fete subditos para sustento-la na resolurao
de dedicar o poder e os recursos da naro a prote-
ger os estados do Sultn contra os ataques da Rus-
sia.
O Monileur publica o seguinte extracto da sessao
de 27 de marro na qual o imperador Napolcao.com-
ranuicara ao cotpo legislativo a declararlo de guer-
ra por elle feita ao csar.
a O ministro d'estado aprcsenlou-sc no corpo le-
gislativo para fazer uma communicaco por parte
do imperador: reinando o mais profundo silencio
leu o seguinte:
a O governo do. imperador e o de sua magestode
britaulca tinban declarado ao gabinete de S. Petcrs-
burgo que se a desinlclligcnria com a .Turqua se
nao tratasse outra vez em termos puramente diplo-
mticos, se nao se etfectuasse inmediatamente e
n'am prazo fixo a evacuarlo dos principados da
Moldavia e da Valachia, se criara precisados a
considerar a rcsposla negativa, oo o silencio como
uma declaracao de guerra. '
Tendo resolvido o gabii ele de S. Pelersburgo
nao responder .i mencionada communicaco, 0 im-
perador me cncarrega de vos dar cnhecimento des-
ta resolurao, que constilue a Russia rclalivaruenle
a nos em estado de guerra, cuja responsabildade
recabe plenamente sobre essa po leuda, n
a Logo se levantaran) todos# os membros da c-
mara, manifestando o seu assgntimcnlo pel brado
unnime dea viva o imperador 1 o
a O presidente expondo em neme da assembla
que ficava inteirado da romrauuicarao que acabava
de fazer-se, disse: O imperador pode contar com
o apoio do corpo legislativo e com o do toda a
Franja. A estas palavras seguram-se novas c en-
Ihusiaslicas acclamacoes.
A's Ircs horat da Urde dirigio-se o ministro ao
senado para igual participaran, que foi alli-recebida
como na outra cmara,Vom unnime acquiesce-
cia e estrepitosos applausos.
O presidente disse:a Osenado declara ao Sr.
ministro d'estado, que fica scicnlc da communicaco
que acaba de lhe ser feita era uome do governo, a
qual ouvio possuido d'um sculitnenlo profundo de
lealdade c do desejo de prestar o seu apoio. Julgo
ser um interprete Ja cmara accrescentaudo que o
senado confia eht que o imperador saber dirigir a
guerra com a hahilhiadc c energia com que foram
encaminhadas as negoriarOes.
a O senado "applaudio as palavras do seu presi-
denle, bradando : viva o imperador!
o Esla declararlo nao ser acollada com enlhu-
siasnii menor por toda a F"ranca.
Na Revolucao de Setembro de 8 de abril l-se o
eguinte extrahido da Preste: l -
a J nao sao duas, mas tres, as columnas ere tro-
pas russas que travessaram o D/nubio inferior:
uma prximo de Mastchin s ordens do general prin-
cipe Gortschakoff, outra em fronte de Galatz manda-
da pelo general Luders, e a terceira, a do general
Ouschakoff prximo a Toullscha.
ii Naquelle sitio forma o Danubiohim semicirculo,
os tres pontos escolhidos pelos Russos formam os Ires
ngulos de um triangulo inscripto viesse semicirca-
lo ; Galatz o ngulo superior, Malschin o esquerd,
c Toullscha o direilo.
Despachos de Vienna trapsmillidos aos jomaos
'nglezcs fallam de mu viva resistencia que soflreu
o general Gorlsrhakofl, de orna balalha sanguino-
lenta de tres mil Russos morios, e de perda mais
consideravcl da parle dos "Wrcos.
e O nico faci absolutamente positivo he qu os
Russos alcavessaram o rio nos silios indicados com
forja que computan) cm 50:000 homens. Ag
dero marchar quasi sein ohslacnlos at R
fortaleza turca sita as raargens do Danu
Koslcndgi sobre o Mar-Negro; porm, c;
esta altura arharo j a primeira linha d
Carabeurno, no mesmo ponto em que '
os restos do val ti m Trajani, que poi
foi considerado como unt.^-uial de
entre oTja.nulerroe o mar, mas qu't
tece^er sido uma forlillcaeao n
Na mesma gazela de 10 l-se c
a Segundo disse lord Alenle
lords ao comecar a sessao do dia
ta de aconselhar a rainha Victo
um dia para preces publicas
tri'umpho na guerra actual pa
cas.
e que na missa se rezassem as orajcs do ritual pro
tmpore betli e adequadas prsenle siluacao.
a O summo ponlificc publijou unta caria eney-
lica a todos os fiis da nacao armenia, e nella r-
conhece os beneficios que a rcligiao calliolica deve
clemencia do soberano imperador dos Turcos, ao
qnal o arcebispo de Synodia teslemunhou os sentt-
mentos de antizade do papa. A't boas dispo-irocs
do suliao foi dovida a installacao de-um pastor ar-
menio em Con6tonlinopla, o pouco depote-a de uro
arcebispo, medida necessaria em rato dos muilos
calholicos daquelle rito que all havia
o LordCtarendon ita_dlada sessao de 31 propoz que
su respondesse recente mensagem da coroa ao.par-
lamento sobre a declaracao di guerra. O nobre lord .
alargou-se em considcrarOcs respeito da siluaro
actual, alludindo de passagem publicarlo da cor- '
respondencia secreta que mediou entre os governos
britnico e russo.
c Leu em seguida nma carta que q governo rece-'
bera dopropro czar, e disse que o governo nao era
digno de censura por ler confiado as declsrare '
do autcrata que seriara recebidas soba.simples pa-
lavra de um cavallciro, quanto mais de um impera-
dor ; (Riso na cmara) que ao passo que se exarai-
nava a questao, mais collossal pareca a lata era que
se achava empenhada a Inglaterra, e que nada rae-
nos he do qoe a lula da rivilisarao contra a barba-
ria, f.lpoiados.)
Na sessao da cantara dos enramaos, do-Smesmo
dia, lord Jonh Russell fez uma ntocao para um dis-
curso de resposta mensagem da coroa; e fallou
depois em sentido anlogo ao que dissera na cantara
alta lordClarendou.rccebendo igualmente unnimes
applausos, todas as vezes que' te referia aos actos
do governo ingles ncsla queslao, e as causas que
produziram a declaracao de guerra.
Os jornaes ingleses julgam que o primeiro esforjo
do almkauie Napcr se dirigir contra a ilha de Oe- .
land, e.n3o he provavel que as Iresdtvisdcsdaesqua-
dra russa consigan) rcunir-se a lempo opportuno de .
se lhe opporem, f-
a Em consequencia de cxplicajes dadas por Mr.
de MantenITel, ministro dos negocios eslraiigeiros da
Prussa, a commisso da segunda cmara emittio re-
solurao favoravel ao empreslirao de 30 milhoec de.
lalers, concebida oestes lermos :
a Considerando a cantara que as circumstancias
d'ama guerra immincule he impossivel dcscouhecer
a necessidade de conceder ao ministerio o crdito
pedido em beneficio da honra e da independencia
da patria e do interesse do psis : considerando,
alm disso, que o governo de S. M. declarou qut
severja na poltica que at hoje lem seguido, i
consequencia de accordo com os gabinetes de Vien-
na, Pars, e Londres, c cm especial na mate intima'
armona com a Austria e os outros estados alemSes,
afim de traballiar para o prompio reslabelecimento
da paz, baseada no direilo, tal qual foi formulado
no protocolo de Vienna, reservaodo-se a plena e in-
teira liberdade de aejao para tomar parte activa.;
por todos estes motivos, vistas as necessidades rotu-
lares extraordinarias para 1854, afim de coorir
despezas, a commisso decide dar o seu assenUmen-
to aoemprestmo pedido, a
Foi rejeilada uma proposta de Mr. Wincke, en
que se punbam cerlos erobaraeps neste assenlimente,
em quanto o governo prusiano nao desse garanta* -
de que nao se collocaria da parle da Russia, mas
quccoutiuuaria a camiuhar de accordo com a Austria
e os demais estados alemes, para represeutor cota
loda a energa que se deseja o direilo das gentes
europou defendido pelas potencias occideutaes. b "
A Imprensa e Lei do mesmo mes, trauscreve da
'correspondencia prussiana e da Gazela de 'ierm*
os seguiots promenores relativamente a passagem
do Danubio pelos Russos:
A' forja dos Russos subia a 40,000 homens. No
dia 22, pelas 4 horas da madrugada as bateras rus-
sas situada* :, ais adma de lirada, as illas do Da-
nubio, romperam um fdgo violento contra os intrin-
chciramcnlos lurcos, situados na parle superior eln-
ferior fortaleza de Matchin. O fogo dUrou todo o
dia. Em 23 as 7 da manhaa os Russos reuovaram o
fogo mas os Turcos correspondern! vigorosamente.
Pelas 4 horas da tarde, seis batalhes russos
com qualro pecas travessaram o rio era qualorze
barcas grandes, protegidos pela* esqnadrlha do Da-
nubio, para tomar a ponto de Ierra de Eviizcb
luado por baixo de Matchin, onde tomaramposrao,
no enlanto que um y > genheiros estova oc-
eupado em lanrar "ama tK,urt "bra o Danubio. A
ponte ficon concluida nesta mesma tarde. Os Tur-
cos dirigiram osen fago qoe Inrou atoa noile, prin-
cipalmente contra o vapor Prnth, e a ponte quo se
construa, e as seis barcas que se empregavam .nes-
ta operaran ; mas nao obtiveram grande resultado,
A noile evacuaran) os inlrincheiraraentos onde dei-
xaram vinle morios e outros tantos feriaos. Enlre
estes ltimos ha um general de engenheiros Dabroa-
kir que perdea uma perna.
A conslrucj5o da ponte fai dirigida pelo gene-
ral Schilder, c a passagem do rio pelo gcuerSl Kot-
zebuc. Ao mesmo lempo que a passagem do rio se
efectuava por Braila, o general Luders alravessou
o Danubio com seis batalhes cercado Galatz,o ogi
ucral GortschakofT com 13 batalhes por Ismail, i
dous corpos cm barcas. O* general Luders nao sof-
freu resistencia nenhuma. Avanjou a distancia de
oilo wersles pdo interior do pais. Tendo-se con- ,
cluido a ponle jauto a Galatz, passaram por ella 26
batalhes com cavallaria e artillara. O general
GortschakofT leve de vencer uma resistencia tenaz.
Alravessou o ro muilo largo nesl sitio, eotre Ga-
latz e a embocadura de Subina. Os redados levan-
lados pelos Turcos para a defeza daquelle passo fo-
ram tomados por assalto.
a Os Russos tomaram 11 pejasde artilhara, e fi-
zeram segundo se diz 150 prsioueiros, enlre os qua-
es se conta i coronela 50 ofliciaes. Os Turcos, tam-
bera segundo se aflirma, tiveram muitos morios e
feridos. Assim como em Braila e cm Galatz, os Ras-
sos slaheleceram uma poulc permanente junto a
Tultscha.
a Diz-se que esto praja cabio cm poder los rus-
sos. Bales deram o assalto- a Malehu, e como teem
forjas numerosas he provavel que se apoderemsem
difticuldade de DohruLscha.
A Oazeta de' f'ienna de 28 de marjo, publica o
seguinte despacho dirigido pelo principe Gortscha-
koff ao bario MeycndorlT, embaixador da Rossia ua
corte de Vienna ^
<( Braila, 12(24) de marro.
a As tropas concentradas cm Trente de Matchin
operaran hontem em duas columnas a passagem do
Danubio : a columna principal s ordens do gene-
ral Luders, em Galatz, sem resistencia, porque o
inimigo nao nos esperava por este ponto ; a segun-
da columna s ininhas ordens, por Braila, oade o
passo foi forrado e eiCculado felizmente. A nossa
perda he insignificante. ,'-'
a Sobre o rovimcnto qne os Russos acabara tic
operar no Baixo Danubio muliiptieam-se os com-
mentarios. Um despacho lelcgraphico de Vienna,
diz que elles lizeram um movimento para o sul, e
que o corpo turco de iO.OOft homens, que eslava cm
Malchn, se rclirou sem llie fazer resistencia. -Nao
se diz porm nem que os Turcos abandonassem esta
fortaleza, nem quo os Russos se tenham apestado i
dclla ou de Isatcha. a
"i
V
\
CORRESPONDENCIA.
Srs. redactores. Ainda desla ves son obrgado
a occopar as columnas de sea couceiluado jornal, e
cbamar a allenjao do respeitavof publico, nico
tribunal, que melhor ajuiza de niissas acjoes, para
novamenle defeuder-mc dos meus pobres e incon-
sequenlcs detractores, que ainda n3o desengaados,
conlinuam furibundos alassalhar minha reputa-
jao.
Prescindindo da narrajode loda essa historiada
discordia havida com o meu cx-correspoiidcn!, z
'.mis, c da de s^cus coinniillenles.
c al
gados a
Jefeza em
encontrara
uito lempo
iinunicar-ao
ada Je pa-
1)
le:
cmara dos
governo tra-
ue determine
ipolenlu pelo
liiiiilar-me-hc
lstruir essas astucias insolentes,
que sao meneadas somenle para desconceituar-me
perante aquellos. me. Felizmente sou bastante ronhecido, se pois eu .
soubesse, que o Sr. Costa era tao nem eotiheeido,
pnr cerlo que jnlgar-mc-hia ja justificado, sem ne-
cessidade de uma publica defeza, que a fajo toda
concisa, por. nao dever-mc hombrear oom o Sr.
Costa na sustentarao de liosas polmicas, como
porque os documentos juntos fallam mate alio do
que lodas essas algazarras. infamatorias, bem digt
d'um Sf. J**5 da Pcnha. Se o Sr. Costa, n8o li-
vesse-damnosa premeditajo, o s pretndese* rece-
ber aquillo qtic en justamente lhe devesse, nio dei-
xaria de contir que as nc*as conlas fotsem vslas
armas brltoni- e conferidas or qualro conscienciosos arbitros, pa- ,

i,. -
ra julgarenWe sua legalidade, e o que assenlassem
a O arcebispa linha publicado onm .pastoral orde-limpcfisrlurna definitiva decisao, a qoe devena-
naudo que nos templos se iinplorasse o auxilli^ di'vi- luto-nos'sugeila Mas o Sr.Costa quo conheee .
noa favor duexeiciloque vai coinhater pela rel'igia, I lo de mwas conlas, que somente lem mira jls as,
)


9 i H I
I
e eomprornistos a salVsfizer iovolavelmcnlc, jamis
se conformar i
cernas Acorre
iznavcl idea, de liquidar
r com sua audacia,
^^^Hrsempre prompto
i- iiinacs (bwpaiz, que
iBlo, porm
ir. Costa.
u Diario de Pernam-
iitos abaixo
rao o ieo altencioso ve-
Ca t Pery-a de
-Recite 1. de Sao dc
eemmerctanle neslacidade,
Jarlos Pereira de Burgos a
MO rs. de cmpreslimo, e imporlan-
^^ iqne o supplicado Iho compon, o ten-
L,* pagamento, negandn-se ao
l'Vem a esta prora, acroscndn
a raesma f econfianra de que
tendo assim mudado de estado, re-
S. digne-se de mandar pastar mandado
, para se effecluar era os bens que Iho
mirados, qaanlos baslem para garanta
*vida, juros e cafas. E, porque lendo
o esto cidado alguns gneros, vend-
te, Bcar o supplicanle sem ler em que Aa-
agammto, reqer a V. S. digne-so de
r queajoililicarao dos.quititoi da Ici, lo-
lepois da dilicencia, ltenla a urgencia.
i. Sr. I)r. juix de direito do civcl, as-
-* R. M. Jos Pinto da Cosa.
atinque os'quisilos tegaes 17 de fevereiro
O*. Silva Guimaracs. Dislribuio-se a Cu-
* Ajuntou eoneiliacao a revelia em cuja
pedia o pagamento de 5709000. As leste-
aradas aos santos ecangelhos,' para pro-
s do embargo requerido foram Jos
* da Silch, branco, casado, idnde
ios, morad nesla cidade c Vive de negocio
James tillar Jnior, branco, solleiro,
i, morador neslacidade, o vivo de ne-
met Antonio Porfri, branco, casado,
lao*, morador nesla cidado, e vivo de
S V disseram que sabiam por ver, que o
* devedor da quanlia de 57O&0O9 rs.
rabia a esle pagamento, que se oeculto-
upplieante quando vinha praca para nao
(aiy que tem mudado de estado, que nao mc-
eonBanra. como d'antes gozava, que nao
do raz nesta praca, e nem conslava
que livesse n'oulra parle.
mareo se efletluou o areslo no escr&vo
i 18 soi-cquercu nanea, para se levantar
jue apeiar da opposic> do Sr. Cosa,
te o levantamenlo sob a fianja dos nego-
uhnarile* 4 Rocha. Poneos das depois
Pernambueo appareceram estupidas
*r. Jos Pinto da Costa, para que o
que o correspondente havia sof-
embargo, urna penhora, querendo com
o procedimento o desacreditar, presurain-
htuem ignora o que be cliicana, que mul-
la "apparencia no se pode de doiir umrc-
real, e tanto assfm he, que aperar disso, co"-"
alora o Sr. Cosa es*s 507>000 ou 5709000
b 5453000 rs., e que antes dizia-se se*so-
dor do seis centos o tantos mil rs., ape-
rrespondenlc deve ao Sr. Cosa 2589480 co-
ttor provar cm Juizo! 1!
edaclores do Diario de Pernambueo.
e responder, se sou autor .le um annun-
I no seu Diario, por Francisco Lu-
mlra Jos Piulo da Costa, e Ber-
lal. Son ele. Antonio Carlos Pereira
f^^^^K- de
Hio foi trazido, nem esl assignado
o annuncio que menciona. Recite 27/le
15*. O Redactores do Diario de Per-
Burgos. Saudc..... coisas sem cairo
loeslrodiuarios, que resullam muito
nos temos embicao, mas uns
""Iros por isso V. S. esta em
lito brilhante, muito crdito nes-
e merece muito conceito, tice
sua casa tranquillo para com
Uno na Por desuaidade rico,
I lanos, tem tantas fadigas, ele,
Pinto da Costa.,
Lino gamoumo muito V. S.,
b. assim um receio, foi as lolras depois
MNo na explicar juro, mas cu fiz vor
r parla destos letras, cm antes do ven-
? discontados ou por urna ou por ou-
WM que Antonio Carlos nilo deca nesla
pessoa alguma.... De V. S. criado. Jos
Burgos..... em quanto ao sitio do Ar-
lada nao assignei a cscriplura de arren-
fez o Sr." Antonio Carlos, por tros
B. T. de
DIARIO DE PERNAMBUCO QUINTA FIRA 4 DE MAtO DE 1854.
Jllm. Sr. A..C. P. de B. P. de T. Em resposta
ao que do inim exige, cunipre-mo responder a V. S.
que duraule o lempo cm que V. S. leve comiso re-
larjo, nunca me deu motivo algn, para'quo cu
(lesconllassc do sDaprobidadc, pois sempre me cor-
responden com a mclhor boa lo, lano em commer-
eio, como em particular, assim como que nada me
fiedu a dever em lempo algum, ales live algumas
vezes quantias cm meu poder. Pode V. S. usar
etc. etc. Lino Jos de Caslro Araujo. Rcsposla do
segundo correspondenteltespondendo a sua pre-
sada carta, o m rcsposla tenho a dizer-lhe que em
quanto V.S.roi meu eorrespondenlc, nSoliveama-
is pequea desenMligencia, c quando V. S. deixu
do ser meu correspondeiile, fizemos eonlas, Picando
en pago das Iransaccocs, que livemos. Finalmente
desde que o eonbeco, tanto nesla praca, como em
sua estada no mallo, nunca houve cousa alguma
que desabonaste sua rcpulaeto: he na verdade quan-
to lenlio a dizer-lhe em abono da verdade. Recife
2i de abril de 185t. Do V. S. ele, Joo Pinto Re-
gs de Soma. O Sr. Jos Pinto da Costa, com
jnem ja Aorta correspondencia tomou o 3. lugar.
Resposta do *. eorrespondenlc Rcspondemlo
ao seu favor desla data, e segundo de mim Aige,
lenbo adizer-lbe: l.oque durante o lempo, que li-
vemos negocio, ja mais descobri cm Vmc. cousa, que
me podesse desconfiar de sua probidade; 2. rcliran-
do-so conla correnle, logo que che?ou a esta cidade, me
escreveu, afim de .que fosse eu rereher o que Vine,
me ilevia, o que- cITeclivamcnte leve lugar no mes-
mo dia ', 3." que nesla mesma occasiao achei Vmc.
disculindo com o Sr. Josd Pinto da Costa, sobre a
legalidade do rYedilo do inesmo Sr., c enlrc oulras
razes dadas por Vmc. lembro-mc, que fazia ver
ao mesmo Sr., que immcdialamcnte pagar-lbc-hia, o
que llie era devedor, mas que precisava primeira-
menle lhe entregasse dito Jos Pinto, urna lellra
existente inda cm poder do. mesmo, vislo j^have-
la pago, por terem sido estas ;s suas ordons, quan-
'do lhe escrevia a respeilo de scus negocios, ficando
Vmc. smenle dever-lhe de conla de livro, o me
pt> pudendo lembrar hoje de mais, que enlao oc-
correu cnlre Vmcs., sei smente que o dito r. Jos
Pinto da Costa, se retirara, dizendo que proeuraria
seu diroilo % i.- rmalmciile, que coohecendo i
Vmc. de ha muilos anuos, me nao consU al boje
que iiaja Vmc. pralicado faci algum desairoso, ou
que possa desabonar sua conducta civil e moral. He
esta a pura verdade. e desta rcsposla poder Vmc.
zar ele, ele. 20 de abril de 1854-Joao Auguslo
Bandcira de Mcllo-Resposla dos 5." corresponden-
tes actoaes.
Illm. Sr. Temos a respandcr-lhe ser verdade ler-
nos pedido o dinheiro preciso, para saldar suas con-
las cora os seus dous crc ao que promplamente annuimos, vindo V. S. a uli-
lisar-se rnenlo da quanlia que ilevia ao Sr. Jo3o
Augus^ poisque o Sr. Jos Pinloda Costa, nao veio
"ni acOrdo com V. S. no ajusle de c'onlas. Nao s
desde que se corresponde comnosco, como desde
Q|uilos annos, temos perfeito conhecirqcnlo de sua
honradez e probidade, molivo pof qiic nos merece
Iwla a conliani.a e crcdilo. Temos assim respon-
dido conforme nos dicla a nossa conscienciaRe-
cife 2! de abril de 185iDe V. S. ele. ele. Gimo*
rile. & ocha.
Illm. Sr...Em resposla a sua presada com dala de
hoje, son a dizer-lhe. C;uc ha um anno poucomais
pouco menos, cslando cu doenle de sezocs, c nessa
occasiao V. S. achando-so hospedado cm minha ca-
sa, mandou chamar aoSr. Jbs Piolo da Cosa, pa-
ra um ajusle de coulas, o qual lendo chegado, e a-
presenlado suas tontas, V. S. lhe ponderou, que
eslava prompto a dar-lhe immedialamenle o que lhe
eslivesso devendo jror saldo de conlas de livra,' ao
quedilo Sr. Piulo, nao annuio, allegando dever-
lhe V. S. mais cenlo c um mil rij de juros d'uma
lellra paga, o cm poder do dito Sr. Pinto, com o que
muito allercaram, e do que se passou mais nao me
Jembrar Aflirmo com toda certeza, que em V. S.
nao bavta intenc.a de deixar de pagar, por quanto
antecedentemente, se dirigi a mim, e ao meu so-
cio Rocha; n'aquelle lempo, sabendo so lhe poda-
mos Maular as quantias slanles para saldar
conlas com-o referido Sr. Cosa, e com o Sr. Ban-
deira, nos lhe respondemos pela afrmativa.
Oulro sim, lembra-me. o Sr. Cosa, asse.verar-llie
que linha cm seu poder 200-5 recebidos da illustris.
sima sua senhora, de que nao quiz passar recibo,
exigido por V. S. nessa occasiao : do qim mais bou-
ve nao me record boje : he o que smenla tenho a
dizer-lhe, podendo usar desla minha resposta como
lhe aprouver. Sou ele. De V. S Jse Guilher-
me GmmarOes. Recife 26 de abril de 185i. Illm-
Sr... Respoqdendo car(a quo V. S. ngir-me, tenho a diJer-Ihe, que achando-me em casa
dos Srs. Guimaracs & Rocha, nudo V. S.assislia,
apparcceu o Sr. Jos Pinto da Costa para tratar do
negocios de correspondencias que linha com V. S.,
e nao leado prcslado atlenrao devida, por nao rae
dizer respeilo, apenas Icmbro-mc que o dito Sr. Jo-
s Pinto eulrara com V. S. em discussao sobre o pa-
gamento de urna lellra, o de conls
m
Brtovqtu o dito precisar, o papel
h Carlos iem alguma coisa riscado,
fcom riscou, eu lenho mais medo de
le mundo, 'do que de desembargado-
no... Sou com eslim, ele. Costa.
Saudc..... os annqncios do armazem
idre de Dos n. 36, esles armazens que
?inho he o seu cazeiro (inquiliuo do
liraial) Firmino ios Fclis da Rosa. De
priado -Jos Pinto da Costa.
r. Ponce de Len. Prezo.... V. S. nao
mercad da praca. hoje vende-se por um
lanhaa por oulro, pois V. S. sao ignora
ii quo foi lillio do um negociante, o V. S%.
ihar eo quo exponho eu receio muito
' fazenda de oulro, e nao toder dar boas
ronlaif da venda, cmo sei de alguns, por isso que
illou pouco* sao eos que enriqueeem,
correspondente s ganlutndo os dous por
Uranio caberas ele, ele. (! Bravo, esl
De yj S. criado.Jos Pinto da Costa,
o da Silva Cosa, labelliao, etc., ele. Ccr-
revemlo as parlilhas de que faz nicurao
relro, della consta que se acha o suppli-
nrionado como Mho, e. da mesma sub-
acha junta a precaloria pela qual foi a-
silio de (erras, com casa de vivenda, e
Meios- declarados na raesma caria preca-
ese acha appensa, ludo no Arraial da co-
l Recife, avaliado por onze conloa do ris,
precaloria consta mais urna morada de
a na ra da Mangueira do bairro da Boa-
comarca do Recife, avaliad>t en 2005000
1 mesmo inventario consta fallar avaliacOes
oulros beua de raz, qua prolestava opresenlar
cliegassem as avalUc/Sei. E nad,a mais
iflha, elr., etc. ao l. dia de abril do
leimento de. Nosso Senlior Jess Chrislo
sle. subscrevi e assignei, o escrivio Marli-
^^^^KCosta.
Lendo om annuncio des le Dia*
,.fqaei maravillada, porque le^,
ortoao Dr. Ihome razeVdu elle Iv TZF" """' L"?' "e """^ dc ,ivro'ao1ue
s-am "S Jevermais o debito da lellra,
l declara despejadamente, que nada
quando peranle o juiz de paz
iliajao por meu fallecido marido,
ver-lhc a quanlia pedida, rogando
1 pera paa satisfazer. Ahi esl a
i em 6 de oulubro de 1838,! 1
Talo??
Berendo desacreditar urna easa cujo
rma-sc no flel cumprimenlo de suas obriga I
de que sflo leslcnunhas lodos os credores da
I quero neste momento chamamos por Icstc-
candoacasaaieter 100 contos, ders.
' tligenciu de meufilho Antonio Car-
i Burgos Punce de Len, resta a de-
^^muntos I...Francisca dn Cunta Ban-
> abaixo assiguados, credores do
de Burgos Pone dc Len
ios que unanimomento temos
-a commiim, de-
da Cunta Ban-
! irazo dc
'a pela mes-
S'r, *m
Ponce
iic. Cal-
ida lettra, te-
f Juzido o dc-
mmiun
_ _r e U "tu"Recife, Sdca-
goalo de 1846.Como depositarios, c por nos Me.
Calmoni C.', Smiii & -Leorbetl, Rosas Braga &
C, Fox nrolhtr, A. Scharmm, Diana Yo'ole & C,
John.- as assignalura de
nial mgeiros, Res|m
la do primero corresponden!,'
visto ler elle Pinto producto do escrgvo que lhe
hava remetlido, e que era bastante para dito paga-
mento, ficaodo no enlretanto cora a Iqjlra cm seu
poder, que agora cobra ; lembro-me mais, dizia ao
dito Pinto, que depois que Iho entregasse a lellra,
qoc linha cm seu poder, que nenhum duvida lea
cm ajustar essas conlas de livro, e o que ross'rcal
pagar-lhc-hia,, o occorrendo mais circumslancias,
que nao conservo em memoria, o Sr. Piulo rcli-
ron-se declarando, que procurara o seu direito.
He o que posso declarar a V. S. do que sei, poden-
do usar desto minha assercao do modo que lhe ap-
prouver. Com estima e cordial amizade ele___Frei.
Lino do Monte Carmello. <
Attesladosllaraoda Boa-visla, coronci do esta-
do maior do exercilo, commendador da orden
de Chrislo, porfi. Ai. a rainka de Portugal, ca-
ralleiro da de S. Bento dtAciz, dignatario do
imperial cruzeiro', senador do imperio w .S".
M. o'imperador que Deas guarde etc. etc.
Atiesto, que durante o le mpo que conheco o Sr.
Antonio Qirlos Pereira dc Burgos Ponce le Len,
nada me tem constado cm desabono de sua couduta,
o que faro por mu ser pedido. Engenho Trapiche
do Cabo 18 de abril do 185i JJarao da Boa-tisla.
Illm. Sr. Antonio Carlos Pereira de Burgos Ponce
de Len. Buranhem 19 de abril de 1854. Em
rcsposla a sua caria de houtem', lenho a dizer-lhe
que ha vinlo anuos que o conlieco, c qtie durante
sto lempo sempre "se lem V. S. portado dignamen-
te, c que consU-me que V.S. he consenhor o Iicf-
deiro do engenho Una. He isla o que lenho a di-
zer a V. S., e sempre pdenidispor do de V. S. ele.
Barao de Ipojuca. Antouio de Paula Souza Leaoj
fidalgo cavalleiro da casa imperial a quem Dos
guarde ele. Atiesto qoc 0 Sr. Antonio Carlos Pe-
reira de Burgos Ponco de Len, desde que por mim
he conhecido, lem sempre aprescnlado oplima cou-
ducta civil e moral, increccndo por isso a estima de
todas as pessoas gradas. Oulrosim, .que he couse-
ino
aci-
4 minha cata a quaulia de J>|wr reneiro docngeuho Una. Passo o presente
por rae ser pedido, era abono da verdade, c jurarei
c preciso for. Engenho das Mallos 17 do abril de
185. Antonio de Paula Souza Uo.Manoel
Thom dc Jess, commendador da ordem de, Chris-
to, o commndante superior-da G. N. do munici-
pio da cidade da Victoria, provincia de Pernambueo
S^M. L^quc Dos guardo eto. Alleslo, qoc le-
nho intevo cVlliccimento ha'mais dedezou doze
annos do Sr. Anlor\io Carlos Pereira de Burgos Pou-
ce dc Leou, e no dec^urso deslo lempo consla-mc ler
sempre merecido a iDaior eslima d publico, c de
todas as pessoas que o coihl*:ccin, por ser realmente
bem conhecido nesta proviMcia, assim como conla-
mc com toda verdade ler piarlo no engenho Una, do
l.hercndeiro. E por sert verdico o exposto, e
me ser esto pedido mandei p\1SSar cm fde meu
^fT^""10' ""-r"'10 Nov1 "Noruega 11 dc
abril do 1854 Manoel Thom a\ Jezus.-AUesa-
! *T' JU'1 de drC'" 'la Tmarca <" S- An-
lacunsta-mo que dosaboloe a conduela Ci-
moral do .upulicaulc^eudo nicia uc 9er ec
nnor e herdeiro do engenho Ufia, a que se re-
fere. 5 de abril dc 1854. A. P. l\ireUiT^U
dos dos Hlms.Srs. juiz mnnicipal, elelogado de S
Aniao. Por ler pleno conhecjmeulo "tei que o sup'
plicanle lom harte no engenho Una, do! qual he ren-
^eiro actualmente, e pola raesma razao'scl, que elle
te urna conduela iliibadaf nilo me c. nstando ha
annos que coiiheee--al boje," qu'e elle le-
ona pralicado fados qudesabtuem a sua re noarao:
o referido he verdade, e o aflirmo sub fiue mei
gradu,. Victoria 5 dc abrU'-da 1854 -Fran Hsco
de Souza Cirne Urna subdelegadoAlleslo que
o suppliranle lem, ,.vi,f ^
moral, he de um crdito lao recophecido, que fcil-
mente obtein a confianra dc qualquer pessoa. Xm
merecido a eslima de todas-a pessoas gradas desla-
comarca, c lio de urna popularidndc que muito .lhe'
honra. -Consla-nio qUc o supplicanle lio rendeiro
e consenhor do engeuho Una. Isto afirmo em
do meu cargo. Victoria 8 de abril de 185.
Subdelegada do ldslrcto da froguezia do.S.An-
o- Gcralio de Barros Coellifi, subdelegado
supplcnle do 2" dislficio de S. Antao___Alleslo por
ler pleno coiiliccimenlo, que o supplicanle he in-
qucstionavelmcntc d"e urna conducta e.vcmplar tanto
moral, como civil, por o coiih'ecer desde o auno do
1816. Sei que he elle consenhor do engenho Una
do qual he rendeiro, e credor de alguns contos de
ris, e presencie o mesmo Sr. pagar .duas lellras
de 7009 ris anlcs do seus vencimentos. Do mesmo
modo sei quo he genro do commendador o Sr. An-
tonio dc Siqucira Cavalcanli senlior. dos cnuenhos
Malapagipcc'Malto-Grosso da villa d Cabo, pro-
prielario de muilos oulros bens, e considerado co-
mo pessoa dc milita fortuna. Por ser muito verda-
de, passo o prsenle, que aflirmo'por um juramen-
to, se ftr a elle chamado. Engenho Boa-visla 8 de
abril de 1854. Francisco Paulino Gomesde Mello.
FrancisceElias do Reg Dantas juiz dc direito d
crimo da comarca do Cabo por sua S. M. I. c C. a
quem cos guarde por muilos anuos.Alleslo, que
durante o lempo que fui juiz de direito do cive! da
cidade da Vsctoria, e all morou. o Sr. Anlouio Car-
los Pereira de Burgos Ponce.de Len, goiou sempre
esle seujpr de concelo devdo sem duvida a mora-
lidad de 'suas aerfles, opiniao esta que me consla-
lem continuado, a merecer, depois que fui removido
daquella para esta comarca. Consla-me igualmente
que dito senlior he rendeiro, e com-seuhor do cuge-
nho Uninha daquella comarca. Cali 18 de Bbril de
1854. Francisco Elias do Reg DantasMiguel
Flj}pe de Souza Lcao, bacharel formado etc., ele.
Altestoque o Sr. AntonioCarlos Pereira dcBurgos
Ponce de Len, lem-se dislingnido sempre pelo seu
comportameiilo cxcmplar, visto como havendo sen
fallccidopa deisado sua casa muillssimo alcanrada,
odilo Sr. tomou por norma de suas accf.es rcgula'risar
os negocios lendenlcs a mesma, conseguiudo arran-
car do abysraode mizeriasde que'eslava sua fami-
lia ameacada. Firme cada vez mais cm, sua probi-
dade, o Sr. Ponce de Leou, salisfez com promplidao
4 lodos os pagamenlos a meu cunhado Joao Cavalcan-
li de Souza Leao, proveniente da safra, e uteusis do
engenho Una, de que he com-senhor. He o que
he dado afllrmar acerca da conducta do Sr:
ma mencionado, podeudo fazer uso do que Oca ex-
poslo. Engenho Tapera 14 de abril de 1854.Mi-
guel Filippe de Souza Leao.Digo eu abaixo assig-
nado, cirurgiao approvado, c commissario vacina-
dor, que conheco muito de perto o Sr. A. C. P.
de B. Ponce de Len, desde que morou na cidade
do Recife, o por isso me acho bastantemente habili-
tado, para dizer, e certificar, que elle lem oplima
conducta'tanto moral, como civil, e que por isso
alm do ler merecido sera I mente a eslima publica,
goza de mais a mais do lodo o crdito, que se faz
preciso ao homcm de bom conceito cm os negocios
O mesmo Sr. he rendeiro, c com-senhor do engenho
Una, e taobem herdeiro de diversos bens de raiz a
cidade dojRecife.e por fura, e he mais credor de
cerca de seis contos de.ris dos finados propricrrios
do mesmo engenho Una, no qual ja tem partes que
comprou, e por que ludo isto. seja verdade, e este
me foi pedido, o passo de minha leltra, c firma so-
bre minha palavra de honra, e cm f de minha ar-
le e emprego, Victoria, 1 de abril lio 185*. Anto-
nio Zercrino fcnce de Len.Atiesto en abaixo as-
signado, que conharo o Sr. Antonio Carlos Pereira'
de Burgos Ponce de Lcon, des le a anno de 1844,
quando casou-se com a fillia do Illm. Sr. commen-
dador Antonio de Siqucira Cavalcanli sfnhor dos
engenhos Marlapagipe, e Malto-Grosso da villa do
Cabo, desde esse lempo, tenho adiado no dito senlior
urna conducta exemplar, tanto moral como civil, dc
cujos raerecimentos he reconhecido al mesmo na
cidado do Recito, onde o mesmo Sr. j foi morador,
e boje o he no engenho Una, do qual he com-pro-
prietario, rendeiro, e credor.
Altoslo mais, que tendo eu lhe vendido 5 lellras
aceitas pela finada D. Mara Magdalena dc Lupa,
propriotaria do referido engenho, (do qual linha eu
sido rendeiro; na importancia de A contos e lanos
mil ris, fui pago pelo mesmo Sr. Burgos, de quera
eu lenho recebido alguraas lellras, smente com sua
firma, todas ellas foram pagas, urnas foram pagas nos
lias do seus vencimentos, e oulras anlcs de scus
vencimenlos, por eu as haver disconlado com o
mesmo Sr.; com o que summamento me dcixou sa-
lisfcilo, de ver que elle, com aquella probidade de
que he dolado, nunca pz a mcimr duvida n reali-
sacaode seus tratos, de mais a mais he lao conhecido
o Sr. Burgos, que ninguem ha, que de boa f du-
vido de sua honradez e do mcrccimenlo, que geral-
menle he conhecido, pelas suas lao excedentes qua-
lidades. Aflirmo ludo quanto digo, e estn prom-
pta jurar cm todo tempo.MalUs 17 dc abril dc 1854
Joa Cavalcanli-do Souza Lao. i)g0 eu abai-
xo assignado, que alleslo ser o Illm. Sr. capilao An-
tonio Carlos Pereira de Burgos, com-senhor, e rcu-
deiro do engenho Una, e consla-me mais quo lie
credor dc alguns contos de ris dos outros proprie-
.larios do mesmo engenho. Altalo, que o dito Sr. he
pessoa de muito boa conducta, tanto moral, como
civil, e dc urna accilacao gcral, por isso que goza
de mulla eslima, e consideracao entre as pessoas dc
altos merecimenlos, como' mesmo das pessoas do
povo. Alleslo mais quc'o crdito do referido rl,
nao pode ser mclhor, nao su porque lio de mu i la
nomeada, como sei com perfeito coiihecimeulo, por-
que leudo eu vendido ao mesmo Sr. 6bois mansos,
nm alambique de cobre, com todos seus utensis,
para dslillar agurdenle, e um escravo por nomc
Joao, do cuja importancia eu nao quiz aceitar lellra
alguma, fui'pago ^inmediatamente no lempo ajus-
tado.
He pois urna pura verdade todo mea exposlo, e
jurarei se preciso for, podcntlo elle usar dp pre-
sente como guizerS. Luiz 15 de abril dc 1854
Lourenco Rodrigues de Luna.Attosto, que o Sr.
A. C. P. dc B. P. de I.;, he com-senhor, do cu-,
genho Una, o nelle trabalha no fabrico d'assurar,
que possuc muito crdito, c cumprc ponlualmenlc
com seus tratos, e sendo cu credor do incsm Sr.,
fui iinmediatamenlc embolsado no lempo ajuslado,
Atiesto mais, que o dito Sr. |,e bem rouceiliiado
nos lugares, em que tem andado, e por ser verda-
de passo o presente, qujj jurarei se preciso fr.
Cidade da Victoria 31 de marco de 1854.Hermes
Minio de Borba Cavalcanli.-Allwto cm f ue ver-
dade, cu abaixo assignado, que o Supp. o Illm. Sr.
capilao A. C. P. de B. P. de Len, goza de mui-
to bom conceito, lano moral como civil, pois que
o seu crdito fea lao reconliceido, que prelendendo
eu descontar duas pequeas lellras a veocer do mes-
mo Sr., nessa cidade, admiroi-me lo ver, que"nin-
guem punha a menor duvida dc as recelicr, o que
elTeclivameule desconle, i quem melhor vanlagem
ofloreceu-me, que foi o Sr. Francisco Germano da
Cosa, negocianlo do gado, ao passo, que raro he.
a psesoa. cuja firma seja 15o acreditada nesla ci-
dade. Oulro sim, alleslo, que o mesmo Sr. he pro--
prietario do engenho Una, do qual lem partes; c
c dclle lie rendeiro. Tudo quanto digo aflirmo, e
jurarei quando for preciso. Victoria 13 dc abril de
1854.Manoel Antonio d'Arriida.
Allestb queo.supplicaute he comsanhor, c rendei-
ro do engenho de Una, atiesto mais por conhece-lo
ha 12 annos, que cm oplima conducta tanto moral,
como civil. Quanto ao seu crdito, na verdade nao
ha nihguem, que possa oeculta-lo, c de lauto me-
redmcto he, que me havendo o dito senlior pedi-
do 3005000 rcis a premio, do muito boa vontade
osalisliz, sem maornulra garanta, do queda sua
firma somenle, e muito anlcs do vencimento de sua
lettra, fui pago pelo mesmo Sr., eaqaem sempre
eslare prompto tiara scrvir-lhe, cm qualquer quan-
lia, que me for pedida pelo., dito Sr. Alleslo^ae
o seu crdito chega a mais, porgue ufirtcparonto
muito, e muilochegad, oue procurava nesta cidade
una quanlia avultada i juros, declare! que s lhe
dara, com o endoce do supplicanle, porem isto
nao, se cflcclnou, por nflo ter elle \oltado. O refe-
rido he verdade, c jurarei so for preciso. Victoria
15 dc abril .Aileslado dos Illms. Srs. corenel o subdelegado
da EseadaNao me consla procedimento algum,
que desabone a conduela civil, moral, do Illm. Sr.
Antonio Carlos Pereira de Burgos Ponce dc L'con.e
sei ser comsenhr do engenho, em virlude dos alles-
tados acuna, aiatapiruma 1^ de abril de 1854.
Hentique Marques Lint.
Rcfiro-mo aos atlcslados cima, accrescenlando
mais, que lendo so upplicaule ficado de menor idade'
quando raleceu se) pai, ,on,0(l a s, Mw m mocll
da casa, que' se achava bastante atrasada, foi por Olllm.Sr. conlador, servindode inspector di
vezes aos sortees fa/.er cobrancas com lodo risco
do villa, al quc.salvoii a caso, e desde esse lempo
quo o conheco com muila honradez, e aarar-a su
familia.vvendo m companhia da Illm. Sr. sua mai,
dei>.ando-a ao depois por divergeucias de .seus ma-
nos. Arariba de cima 11 de abril de 1854,-/anacio
Francisco Vieira de Lacerda.
Segucm os atteslados dos segrales Illms. Srs.,qne
laobom rouilolionramao eorrespondenlc-, o quodi-
xam de ser exaiados os seus conlcudos pela exlencao
em que ja esl esto correspondencia___vigario da
freguczia'de Santo Aniso, Francisco Xavier dos
Santos,subdelegado do 2. dcslrcto de Sanio An-
tao, o Dr. Ignacio Joaqun) Rabello, subdelegado
de Santo Antao, Jos Jernimo Flix Colhoma-
joi c njiz.de paz da Eseada. Cindido Jos Lopes de
Miranda,capilao vereador, e juiz dc paz muito vo-
lado do I. destricto de Sanio Antao, o advogado
Jos Scverino Cavalcanli d' Albuquerque,coronel
o juiz de paz de Santo Antao. Jos Cavalcanli Fcr-
ras uciro Leao, subdelcaado de Santo.Amaro Jaboa-
lao, Manoel Ignacio d' Albuquerque Maranhfio,
capilao da exlincla 2. linha do exercilo, e juiz de
pazjdo l.o dislriclo dc SauloIAmaro dc Jaboatto,Ig-
nacio de Barros Barretejniz de paz da Eseada, o
capilao. Andr Dias de Araujo,oflicial da impe-
rial ordem da Rosa-, major, subdelegado de Santo
Amaro de Jaboatao.Manocl de Souza, Leao,juiz de
paz da Eseada, Manoel Comes d' Olvera tabe-
liao, e cscrivao de Santo Antao, Martinlio da Silva
Costa, Ubelio o escrvao de Sanio Antao Jos
Xavier Los d* Ajbuquerquc,major e subdelegado
Jos Jernimo Fetix Coclho, advogado o Dr. Jos
de S Cavalcanli Lins, rolleclor o coronel c ad-
vogado, Tiburtino Pinto dc Almeida,fiscal da
cidade da Victoria Alejandre da Molla Canto,
collector, o ma jor Jo3o Frandisco d'Araujo pro-
fessor particular, MarToeUda Silva Cont,coronel
c rendeiro do engenho Campo-Alegre, Jos Leao
Pereira de Mello,Major e proprieterio do engenho
Queimadns, Chrislovao Dionisio de Barros,capelao
do engenho Quimadas, Fr. Jos de S. Domingo* de
Gusmao c Silva, rendeiro d engenho Camarao,
Virginio Rodrigues Campcllo,coronel, e propric-
tario do engenho Taquary, Jos Mendes Caruero
Leao,lenle e proprielario, Jos Francisco da
Silvaconlador, partidor, e distribuidor da cidade
da Victoria, Evaristo Velloso da Silveira,pro-
prielario do engenho Javonda, Antonio dos Sanios
de Souza Leao, rendeiro do engenho Castcllo,
Francisco Pacs Brrelo,rendeiro do engenho Pom-
hal, Jos C-ivalcanlfil'Albuquerque Wanderley,
capilao das extinctas ordenanras, c proprielario do
engenho Merimgabas, Jos do Coulo c Silva do
engenho Jaboalao Mancl Meudes Carneiro Leao,
e Francisco Antonio de Faina, partidor do juizo
de Santo Antao, Regeneraldo Coellio Cavalcanli
Canjarana, boticario, e proprielario. cm Sanio
Antao Juan Dias Ferreir.a
Todos esles documentos podem ser vistos, na ma
da Cedeia do Recife cscriptorlo commercHil da ca-
sa n. 40. Se o Sr. Cosa adiar que naq sao bs-
tanles he procurar que elle mesmo achara em cada
pessoa .fidedigna que me conheca, urna prova de
minha conducta, e sem duvida nao a encontrar
nos hue forein borrachos c perjuros.
Antonio Carlos Pereira de Burgo Ponce de Len.
COMMERCIO.
PRACA DO RECFEM3, DE MAIO AS 3
HORAS DA TARDE.
Colaccs olliciaes.
Cambio sobro Londres a 27 d. 60d|v,
Dcsconlo de lellras de 30 dias11 % ao anno. .
Assucar mascavado escnlhido29100 rs. por arroba.
Frelc para Liverpoola 30[ c 5 % por tonelada de
assucar.
ALFANDEGA.
Rendimento do dia 2. .-.
dem do dia 3 ,.....
22:306*594
18:85.55072
41:1618666
thesourar^ provincial, cm cumprimenlo da ordem do
Exm. Sr. presidente da provincia, manda fazer pu-
blico que no dia de maio prximo vindourot pe-
ranle a juntada fazenda da mesma Ihesouraria, se
liado arrematar a quem por menos Qzer a obra de
ajude na povoaco de Bczcrros, avaliadk novamenl
em 4:228995'
A arrematarlo sera feila na forma dos arligo-
27 da leiprovincial n. 286 de 17 de maio de 1851, e
sob as clausulas-cspeciacs abaixocopi.
As pessoas que se propozerem a esta arrematarlo,
comparejam na salu das sessoes da mesma junla" no
dia" cima declarado pelo rucio dia, cuuipeteutemen-
lalialiilitadiis.
E para constar se mandou afflxar o presento c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernambu-
eo 8 de abril de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciacao.
. Clausulas especiaes para a arremalarilo.
1." As obras deslc acude seraofeilas de conformi-
darto com a planta e oreamento approVado pela di-
rectora em conselho e apreseulados a approva;lo do
Exm. Sr. presidente da provincia na importancia de
4:226*950 rs.
2. O arrematante dani comei;o as obras' no Io de
nuiubro do'corrale anno, e terminar 6 mezes
depois. *
3.'" pasamento da importancia da arremataco
sera devidiqo cm tres partos: sendo urna do valor
de dous quintos quando houver feilo meladeda obra;
oulra igual a primeira quando entregar provisoria-
mente, e a lerceira de um quinto depois de um anno
lia occasiao da entrega definitiva.
4." Para ludo o mais que nao estiver especificado
as presentes clausulas seguir-se-ba o que determina
a lei provincial n. 286.
Conforme. O secrelariu, Antonio Ferreira
d'AnnuneiqcSo.
O Illm. Sr. contador seryindo de inspector da
Ihesouraria provincial, cm cumprimenlo da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia" de 11 do cor-
rente, manda fazer publico qoc, nos dias 2, 3 e i de
maio prximo vindouro, peranle a junla da fazenda
da mesma Ihesouraria, se ha de arrematar a quem
por menos fizer a pintura e alcalroamenlo das pon-
tes de Santo Amaro, da Tacaruna, dos Arrombados,
da ra da Aurora, e da pintura smente da do Va-
radouro, avallada em .3035705 rs.
A arrematarlo ser feila na. forma dos arls. 24 e
27 da lei provincial n. 286 de'17 deJiaio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem esta arrcmalarao
comparecam na sala das scsses da mesma judia nos
dias cima declarados, pelomeio dia.compelenlemele
te habilitadas.
E para constar se mandou allivar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretoria da Ihesouraria provincial de Pernam-
bueo 15 dc abril dc-1854. O secretario,
. Antonio Ferreira d"Annunciaro.
Clausulas especiaes para a arremataco.'
1. As pinturas d'eslas puntes sent frMas'dc con-
formidade com o oreamento aprescnlado ndsla data
a approvar,ao d* Exm. Sr. presidente da provincia
na importancia de 303705rs.
2. Ser.lo principiadas no prazo de 15 dias, c lin-
darlo no dc 60 dias, contados segundo o regula-
mento.
3." A importancia desla arrematarlo ser paga em
urna s preslacjto quando a pintura esliver concluida
que sera recebida definitivamente.
4. Para tudo o mais que iilo estiver determinado
as presentes clausulas segnir-se-ha o quo determina
a Ici provincial n; 286 de 17 de maio de 1851.
Conforme.O secretario,
jttonio Ferreira d'Annuneiarao^
O Illm. Sr. conlador servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, cm virlude da soluc,ao da
junto da fazenda, manda fazer publico, que era cum-
primenlo da lei, peranle a mesma junta,, se bao de
arrematar cm hasta publica a quem mais der nos
22, 23 e 24 de maio prximo vindouro o impostas
seguinlcs:
2$>00 rs. por cabera de gado vaceum qoc frcon-
summido nos municipios abaixo declarados'.
Recife avaliado animalmente por
Oiinda avaliado animalmente por .
Iguarass avahado annualmenlc por.
Goianna avaliado animalmente por .
Na/.arel'i avaliado annualmcnlcpor.
Cali avaliado animalmente por .
Sanio Aiiloiivaliado annualmenlc por.
Destarregam hoje i de marco.
Briguc nglczMargaret bacalho.
Briguc i nglezCarolineidom.
Escuna diuamarquezaTritnmercadoria's.
Importacao'.
Vapor nRlez Greal Western, viudo de Southamp-
ton, consignado a agencia, manifestou o segrate :
1 caixa joias, I dita amostras ; a ordem.
1 dilajoas, 3 ditos c 1 embrulbo amostras;
Shapbeillin & Companhia.
2caixas0ojas; a L. Antonio de Siqucira.
2 ditas joias; a J. C. Rabc.
1 dita joias ; a J. Keller Companhia.
-1 cava amoslras; a L. Schuler &. Companhia.
1 embrulbo amoslras; a E. Didier.
3 caixas amoslras; a Burle.
1 (lila amoslras, e 1 dila peridicos; a Gaerlslcy.
4 paixas e 1 embrulbo amoslras; a Leconle Feron
& Companhia.
1 lina, e 1 caixa bixas ; a J. Teyelmeier.
1 embrulbo (apeles ;'aC. Ponydeslre.
1 cmbrulho amostras, 1 dito peridicos ; a Russcll
Mellors & Companhia.
1 cmlirulho amoslras ; a A. C. de Abren.
1 dito amoslras; a K. Roylc.
i embrulho igoora-sc; a damson Howrie & Com-
panhia.
1 caixa pertences para eseriptorio; a Beber& Com-
panhia.
1 cmbrulho roupa ; a J. L. Guimarfles.
1 cmbrulho peridicos ; a Souvage.
1 caixa peridicos; a Passon Naslc.
1 sacco dinheiro; a Jos Percira.
Briguc nacional Mara II, vindo do Rio de Ja-
neiro, manifestou o seguinte:
100 pipas vnzas ; a Amorjm rrmos.
, Pal.icho Dous de Agosto, vindo do Rio Grande do
Sul, consignado a Bailar r5Oliveira. manifestou
seguinle:
7,860 arrobas dc carne, 91 ditas dc graxa, 22 bar-
ricas sebo, o 20 couros; a ordem. '
Briguo inglez Caroline, viudo de Terra Nova,
consignado a Deane Youle & Companhia, mannires-
lon seguinle:
2,266barricas bacalho; aos mesmos consigna-
farios.
CONSULADO GERAL.
Rendimento do dia 2.......3:5625651
dem do da 3'....... 7545266
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dia 2. .
dem do dia 3 .........
4:3168917
3918094
3795081
7705175
Exportacao .
.Milranlfto para o Canal, briguc nacional Despi-
que de Beiriz, de 238 toneladas, conduzio o seguin-
te:45 volumps diversas mercaderas, 10 ditos ar-
mas, 59 ditos massas, 1 dito drogas, 2 ditos azeito de
palma, 1 dito livros, 18 ditos rap, 1 dilo cspaado-
res,.1 dito charutos, 10 pedrasde amollar, 300 bar-
ricas familia de trigo, 8 ditas farcllo, 705 ditas com
3,938 arrobas e 29 libras de assucar.
' Rio Grande do Sul, patacho nacional Clemenlina,
de 137 toneladas conduzio o seguinle :926 barri-
cas com 6,217 arrobas e 18 libras do assucar.
UECEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia. 3........ 6823076
CONSULADO PROVINCIAL.
Ilendjinentodo dia 2.......2:88IJ57
dem dodia 3........ 843*088
3:7243662
MOVIMENTO DO PORTO.
Naci entrado no dia 3.
Bordcaux52 dias, barca franceza Florian, le 245
toneladas, capitn Lagrangc, cquipagem 14,-carga
lazendas e mais generes ; a J. P. Adour & Com-
panhia. Segu para Auslralia.
Navios salados no mesmo dia. '
Rio de Janeiro pela Babia Vapor ingles Greaf
H'estern, commndante' T. A. Bevin. Passagei-
ros desla provincia, Dez.llcronymo Marliniauo Fi-
FranciscO Joaqnim tiomes Ribeiro, Carlos Gusla-
yo Lainc, Dr. Jos Francisco de Souza Leao, Dr.
francisco Carlos Braudo, Dr. Silverio Fernamles
de Araujo Jorge e 1 criado, Oclaviano Cabral Ra-
poso da Cmara, Antonio Cnelbo de S c Albu-
querque c i criado, Manoel Sobral Pinto c 1 me-
iior^jBnyinundo Ferreira de Aranio Lima e 2
- criados.' Esle vapor sabio bonlcm as 10 horas da
imite.
Ilha de Fernando Patacho nacional Pirapama.
commndante Caimito de l.ollis Fonsca, om os
mesmos passageiros, tendo sabido lionlcm.
EDITAES.
O Illm. Sr. conlador serviudo de inspector da lhe;
curara provincial, cm cumprimenlo da ordem d
Etm. Sr. presidente da provincia de 12 do correnle,
manda fazer publico, qu no dia 4. de maio prximo
viudouro, vai novamenle a praca para scrarrtmalada
a quem por meuos fizer, a obra do 21 lauco da eslra--'
da do Pao d'Alho, avahada em 14:9608000 res, lo-
mando-so por base la arremataco o abalimculo de
8 Bt>t% offerecido.porManoel Tnomaz de Albuquer-
que Marauhao. TH
E para constar se mandou afliiar o presente e pu--
blicar peto Diario.
Secretaria da llwsonraria provincial da Pernambu-
eo 1.y de ahrH le 1854. o secretario,
^^kmumkm AMonto Kerrrra'd'Anrwiii-tmeiln.
3:5215000
2:5178000
1:611000
1:1525000
2:9895000
SI05000
.s'oooa
645000
765000
6:18000
2O23000
338000
44*000
418000
265OOO
905000
308000
309000
SfcOtSgOOn
2:2468000
1:7205000
6:5215000
4:4308000
1:51580O0
0:0115000
Serinhaem avaliado annualmcnle por 1 56150O0
Rio Fiirmosu e Agua Prelaavaliado an-
iiualuienle por...... -. 2:5215000
Pao d'Ajlho avaliado animalmenle por. 4:0018000
E nos municipios seguinles nos quaes s pagam
aquellos qoe talliam carne para negocio, e os cria-
dores o dizimo':
Limoiro avaliado animalmente por. .
Bonito e Garuar avahado annualmcnle
por..........'-..
Rrejn avaliado annualmenlc por. .
Cimbres avaliado annualmcnle por. .
Garanhuns avaliado annualmenlc por.
Flores e Floresta avaliado annualmcnle
por. ....
Boa-Vista e Ex.
Nos tres ltimos municipio*, islo he, Garanhuns,
Flores, floresta, Boa-Vista, e Ex.sai' arrematados
conjuntamente os impostes a cargo dos conectares
c 20 por cenlo do consumo de agurdente, conforme
determina o art. 42 da lei provincial u. 286 de 28
de jnlio de 1850. '-'.
20 por cenlo sobre a agurdente que -for coasu-
mida nos seguinlcs municipios:*
Oiinda avaliado animalmente por. .
Iguarnssii avaliado animalmente por.
GoAiina avaliado animalmente por. .
Pao d'Alho avaliado annualmcnle por.
Nazareth avaliado animalmente por. .
Santo Antao avaliado animalmente por.
Bonito e Caruar avaliado animalmente
pof............
Cabo avaliado animalmente por. .
Hio Formoso e Agua Prela avaliado an--
nualmcntc por. ,'.-, .
Serinliaem avaliado animalmente por.
Limneiro avahado annualmenlc por. .
Brcjo avaliado annualmenlc por. .
Cimbres avaliado annualmcnle por. .
As arremalaces sero feitas por lempo dc 3 annos
a contar do f> de julho do correnle nio a 30 de ju-
nho de 1857, e sob as raesmas condices das ante-
riores.
As pessoas qne se propozerem a esta arremataco
comparecam na sala das sesses da mesma junla nos
dias cima indicados pelo meto dia,compelen tomen-
to habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o presente c pu-
blicar peto Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
bueo 20 de abril de 1854.O secretorio,
4 Antonio Ferreira tfAnhuciacao.
O Illm. Sr. conlador servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, em cumprimenlo da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia, manda fazer
publico, que no dia 18 de maio prximo vindouro,
vai novamenle a praca para ser arrematada a qotm
por menos fizer, a obra da cadeia do Rio Formoso,
avaliada cm 33:0008000 rs.
A arremataco ser feila na forma dos arls. 24 e
27 da lei provincial n.288 de 17 de maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arrematado
comparecam na sala das sesses da mesma junta no
dia cima declarado peto meio dia, competentemen-
te habilitadas. -
E para constar se mandou aflixar o presente c pu-
l! icar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial dc Pernam-
bueo 15 de abril dc 1851.O secretorio,
' Antonio Ferreira da Annunciaco.
Clausulas especiaes^para a arremalaruo.
1.a As obras serao feilas de conformidade' com o
oreamento e planta nesla dato approvados pela di-
rectora cm conselho e apreseulados a apppruvacao
do Exm. Sr. presdanle da provincia na importancia
de 33:0008000 rs.
2.a O arrematante ser obrgado a dar principio
as obras 110 prazo de dous mezes c conclu-las no de
vinle mezes, contados de conformidade cora a dispo-
sicao do art. 31 da le 11. 286.
3." Para execurio das obras o arrematante dever
ler um mestre pedrciro, e outro carpina da confian-
za do engenheiro.
4. O pagamente da importancia d'arremalaco
ser feilo em seis prestacocs da forma seguinle: a l.
da quanlia de um dcimo do valor da arrcmalarao
quando esliverem feilas todas as paredes al o nivel
do pavimento torre, e juntamente o cano de esgoto;
a 2.a da quanlia de dous decimos quando esliverem
feitas todas as paredes exteriores e interiores al a
altura de receber o travjamento do urimeiro an-
dar, e asseuladas todas as grades de ferro das jauel-
las; a 3. da quanlia dc dous decimos quando .esti-
ver asscnlado toda o travjamento do primeiro an-
dar, feilas todas as paredes al a altura da coberta,
e eiiiburadas as cornijas; a 4.0 lambem de dous de-
cimos quando esliver prompla toda a coberta, assen-
lado o travjamento d forro do primeiro'andar, re-
bocado e guarnecido todo o exterior do edificio ; a
5. lambem dq dous decimos quando esliverem con-
cluidas todas as obras e reeebidas provisoriamente}
a (!. finalmente de uiri dcimo quando fur a obra
recebid definWvamento o que lera lugar om anno
ilepois do recebimento provisorio.
5. Para ludo o mais que nilo esliver determinado
as presentes, clausulas, o nem n ornamento seguir-
si'-ha o que dispOe a respeilo a .le provincial n.
2S6.Conforme. O secretorio, Antonio Ferreira
da Annunciaro.
O Illm. Sr. conlador servindo do inspector da
Ihesouraria provincial, em cumprimenlo la ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia manila, fazer
publico que no da II de maio prximo vindouro
vai novamenle a praca para ser arrematado a quem
por menos fizer a obra do melhorameoto do Rio
Goianna, avaliada em 50:60Q3QOO rs.
A arrematacAser felfa na forma dos arls. 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
sob as clausulas especiaes aballo copiada-.
As pessoas que se propozerem a esta arrcmalactlo
comparecam na sala das sesses da mesma junta, no
dia cima declarado, pelo meio dia, competentemente
habilitadas.
E para, constar se n ndou alDxar o prsenle c pu-
blicar pelo Dia
se-bo de (ofil&fTri ornamento plaas e
perlis approvados *<\Tfcatot1a-"cm conselho, e
apresentodos a approvc^o do Exm. presidente da
provincia ua importancia de 50:6008.
O arremtenle dar principio as obras no pra-
no le tres anuos, am-
ontados 'pela artigo 31 da le nume-
irabalhoso arroma-
iransiio as canoas
e barc pelo leito do ac-
tual r;o.
4. O arremtente seguir na execuctlo das obras
a ordem do trabalho que lhe ur determinado pelo
engenheiro.
5. O arrematante ser otorgado a apr.
fim do primeiro auno ao menos a quarla parte das
obras prompla, e outro Unto no fim do segundo an-
n e faltando a qualquer dessas condicQes pagar' gral
orna mulla de um cont de ris.
Conforme. O secretario, Antonio Ferreira d
Annunciacao.
O Illn. Sr. conlador servindo de inspector da
Ihesouraria provincial, em cumprimenlo da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia do 1' do cor-
renle, manda fazer publico, que nos dias 6, 7 8 de
junlio prximo vindouro, poranlea junto da fazen-
da da mesma Ihesouraria, se lia de arrematar a
quem por monos, fizer, os reparos a fazer-se na ca-
sa destinada para cadeia na villa doOuricury, ava-
liado cm 2:7.j08000 rs.
A arremalacao ser feila na forma dos arls. 24 c
27 da Ici provincial n. 286 do 17 8e maio de 1851,
e sob as clausulas especiaes abai\o copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremalarao
comparecam na sala das sesses da mesma junta,
no dia cima declarado, pelo meio da, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou aflixar ti presente e-
publicar pelo Diario.
Secretoria da Ihesouraria provincial de Pernam-
bueo 2 de maio do 1854,-0 secretorio, Antonio
Ferreira "da Annunciaro.
Clausula especiaes para a arremataco.
1. Todas as obras sero feitas de conformidade
como oreamentoe planto ncsla;dato apresentodos a
approvaco do Exm. presidente da provincia, na
importancia de 2:7508000 rs.
'. As obras sero principiadas no prazo de dous
mezes, e concluidas no dc oito mezes, ambos conta-
dos de conformidade com os arligos 31 e 32 da lei
provincial n. 286 de 17 do maio de 1851.
3. O pagamento da importancia destos obras ser
tollo cm urna s prestac.10 quando ellas eslive-
rem concluidas, que sero loso reeebidas definitiva-
meulc.
4. Para ludo o mais que nao esliver determinado
lias presentes clausulas, seguir-se-ha o dispqslo na ro-
tonda le n. 286.Conforme.O secretorio, enro-
mo Ferreira O Illm. Sr. contador servindo de inspector
da thesourariaprovincial, em cumprimenlo daordem
do Enm, Sr. presidente da provincia de 27 de abril
prximo passado, manda fazer publico, que no dias
16, 17 c 18 do correnle, peanle a junto da fazenda
da mcsa thesonraria, se ha de arrematar a quem
po menos fizer, os reparos da ponte dos Carvalhos,
avallados cm 1:5408000 rs.
A arrcmalarao ser feila na forma dos artigos
24 c 27 da lei provincial 11. 286, de 17 de maio dc
1851,'c sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esto arremataco
comparecam na saladas sesses da mesma junta no
dia cima declarado, ~
phoros, oncas 1; peichurim, meia libra I
para filtrar, resin pardo para embrulho.
resma* 8; roibabo, libr;
2 ; dito uc sabugueiro, libras 4 ; .rezioa de tal
miras l; scilla, bras .
de chumbo, libra
soda, libras 4; a, -bo^^H
librarle dito de
que, libras 2
nana, libra
160; capsulas ge.
de 4 libras 30 ; lites da
liras f ; inte
de urna libr
rrachinhas
le Cupaiba,
ullado.
As pessoas que
eompare;am com
amostras fia
Ira 1 ivo, no dia 8 dej
Secretaria
ue cimento do I
Jos de b
nardo Pereira i"
rio.
Comparara
rs. Dea
pelo meio dia, competcule-
mente habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o presente, e
'publicar pelo Diario."
Secretaria la Ihesouraria provincial .de Pernam-
bueo, 1 dc maio de 1854. O secretorio, Antonio
Ferreira d'Annunciacao.
Clausulas especiaes para arrcmatacaC.
1. Os reparos de que precisa a ponte dos Carva-
lhos serao feitos de conformidade com o "remenlo
approvado pela directora cm conselho e apresenta-
do a approv ara o do Exm. Sr. presidente, na im-
portancia de 1:5408000.
2. O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de um ma. e as concluir no dc 3' mezes ambos,
contados na forma do art. 31 da lei provincial
n. 286.
3. O pagamento da importancia da arremalacao
realisar-sc-ha era duas preslaces iguaes; a primei-
ra quando se adiar feila a melado do serviro, e
oulra depois di concluidas o reeebidas as obras.
4. O arremtente nao poder dcbaixo de pretexto'
algum, deixar de dar transito aos animaos e ios
carros.
5. Nao haver prazo de rcsponsabilidade.
6. Para tudo o que nao se adiar determinado as
prsenles clausulas nem no oreamento, segir-se-ha
o que dispfie" a respeilo a lei provincial n. 286.
ConformeO secretario, Antonio Ferrejrahla An-
nunciarao.
O Illm. Sr. conlador servindo do inspector da
Ihesouraria provincial, em virlude da rcsolucao
da" junta da fazenda, manda fazer publico que
cm cumprimenlo da lei, se ha de arrematar peran-
'.".'" 4:00'i.5CO0pCa mesma jn|a no dia Ido junho prximo vin-
- -imwim louro a renda do sitio do Jardim Roianicoxda cida-
de de Oiinda, avaliada em 1518000 rs. 1
A arrcmalarao ser feila por lempo de 3 annos,
a contar do 1 de julho de 1854, ao fim dc junho do
1858. V
As pessoasquo se propozerem a esta arrcmatocAo
comparecam na sala das sesses da mesma junta "no
dia cima indicado, pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandn aflixar o presento e
publicar pelo Diario.
Secretoria da Ihesouraria provincial de Pcrnam-
br/co 1 de maio de 1854. 0 secretario. Anto-
nio Ferreira da Annunciacilo.
O Dr. Custodio Manoel da Silva Guimaracs juiz de
direito da primeira vara do commercio nesll ci-
dade do Recife de Pernambueo por S. M. I. e C.
o Sr. D. Pedro II que Dos guarde &c.
Fao saber que por esle juizo se hao de arrematar
por venda no dia 15 do correle mez a urna hora da
larde, em praca publica que lera lugar na rasa das
andienrias, om relogio dc prala doorada com corren-
le avaliado por 208000, urna cadeia para o mes-
rao por 108000, urna commoda de condurti usa-
da com duas gavetas por 48000, urna banquinha.
de amarello por. 28000, um toucador da mesma ma-
deira por 18000, ditos cadeiras de pinho assentos de
pallia por 15000, urna*pequea armacu de pinho
por 481)00, e um lacho velha le cobre por 28000,
pinliorados a Luiz Antonio do Araujojior execucao
de Manoel Percira de Souza.
E para que chegue a uotlcia de lodos mandei pas-
sar. o presente edilal que ser publicado pela im-
prensa, e dous do mesmo Iheor que serao afiliados
na praja do commercio o na casa das audiencias.
Dado e passado nesla cidade do Recife de Peruam-
buco 110 [ de maio de 1854, eu Manoel Joaqnim Bap-
lista esori vae interino o escrevi Custodio Manoel da
Silca Guimarae.
DECLARARES.
agencia, em casa
Cadeia n. $2.
Pela subdelegada I
Martyr da cidade de Ol
deia os pretes Domingo;
dos, o primeiro di
lavradpr do cogen;
nhaem, e o sego^^H
em Po d'Alho, t^M
laes escravo, compai
que appresentando os|
PBLlCACAl
Alias ~a"VmWW
H
Cavalleiro "do*,
Neerlandez,
da rosa, membro'
dades.
Obra carinegra phii
dros esUQsiicos, basi
que sera publicadas
mappas, pelo prero di
f. Mappa. P^^H
teiru, (ja apparea^^H
2." Industria da' be
3. Industria do fe
4." Industria metalu^
bo, zinco, esta:
5.") Transformasao
6.) bconze, cqiisIi
quihquilharlas ele. et^^
7. Producidlo das mate
nhamo, nlgodao.scda
8. Industria do algodd
9-0 Teares fiar e
loes, cassas, fila
lO.o Arles ccrair.
11." Industria agncoll
cavallar, carne, gol
dina, pelles, la, p(
12. dem idem (pro^
rrs, batal.
13. dem idei
sement, mi
tassa, cerveja, a"
14." Combusliveis
le, turba ele.)
15. Trabalhos de madcl
lecidos de palha ele.)
16. Gneros coniaesj
17. Fabricado de pape
pintado.)
18. Fabricarlo de cour<
cola fori.)
19." Productos chymicoi
bao, das materi!
20. Todas as vias de \
(em pregadas pelo o
, nhos de ferro, c
por, lelegraph:
Minha inleneSn
ventario das torcas
Ierra, de estabclec
do imperador Napi
triaos de todas as nacAes
que para por com e
dustria^fja necestf^H
que represenlarao iw
lases,salarios
comparados sai
das paulas da atfai:Jeca^
- Este obra fl^^LH
breye csta^^H^
Secrelarra da Ihesouraria provincial de Pernambu-
eo 10 de abril de 1854. Os
1 Antonio Ferreira a"?__
Clausulas especides para a airtffilacao.
i. A obras diiVnellmramenln do rioTiflffiafard BT*, lihra 1
Companhia d Bel>erbe.
A directora da companhia do Beberibe, lendo de
mandar aterrar urna valla na pov.oac.ao de Apipucos,
convida a quem convier encarregar-se desle serviro
a apresenlar a suas proposlas, em carias fechadas,
.no oa i de maio prximo, no eseriptorio da mesma
companhia: na ra Novan. 7, primeiro andar,
i) arsenal de marmita compra 110 dia 6 do.mez
dc maio vindouro, para sorlimento do almoxarifado,
os^uhjeclos segrales : oleo de lindaba, fio devela,
linha de barca, sondorezas, tona ingleza estrella,
cairo velho, grxaousebo refinado, pregosde cos-
tado dc diflerenles pollegadas, cobre em tenas fi-
nas parafuzos de ferro .do l;2 polegada a' 3;4, je
do 1 polegada a 5/4, '.fcixaduras de gavetas, arma-
rios, camarotes e de portas, doliradicas de'metal,
parafuzos dedilo, azeito lo coco e torcidas. As pes-
soas que quzerem fdzersemelhanles vendas, poder
rao comparecer n'esta secretaria no indicado dia,
com as suas proposlas em cartas fechadas. Secreta-
ria da inspocsao do arsenal de inariuha de Pernam-
bueo, cm 29 de abril de 1854.Alexandre Rodri-
gues os'Anjos, secretorio.
DAM1MSTRACO DO PATRIMONIO DOS OR-
PHA'OS.
Pela adminislraco .do patrimonio dos orpltaos se
ha de arremalar a quem mais der, e pelo lempo que
lejvorrcr do dia da arremalarao al o lim dc junho
de 1855, as rendas da casa u. 4 do Psseio Publicp e
29 do larg do Rosario: as pessoas' que se propoze-
rem a arrematar lilas rendas poderao comparecer
com seus fiadores nos dias 28 do correute mez, e 5. do
futuro mez d maio na casa das sesses da adminis-
tra, ao meio-dia.. Sala das sesses da admioistra-
citq do patrimonio dos orphaos 25 do abril de 1854/
1.1. da Fonseca. secretarlo interino.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O cousolho adn*slralivo, em viludo de aulo-
risaiiJo do Exm. Sr. presideule da provincia, lem
de comprar os objeclos seguinles :
Para a companhia fi.ta do Rio Grande do Norte.
Dneles 99 ; grvalas de sola de lustre 07 ; pan-
0 azul para sohrecasacas e calca, covados 472; ho-
landa dc forro, covados 389, algodaoziuho para ca-
"mizas, varas 328; pares do sapalos 26 mantos de
lila 97 ; lioles prclos Tle osso, grosas 31 ; bolees
brancos dc dilo 8.
8. Ixilat/io deinfenlaria.
Sapalos, pares 359.
Botica' do hospital militar.
Assucar refinado^ arrobas 4 ; assafelida, oiu
acido oxlico, ont libras 4; aniz esirollndo libras 2 ; bis'-.i
1 ; bicailinalo dc potassa, hra 1; han
Vo, libras 32; carbonato de soda, lil
nlra, libras 8; caroba, Tmhas 8; ch"
2 ; cubebal? libra tula, libras
glossa libras 2 ; rhlornrelo de cal
cal virgom, libras 8; rhlornrelo de
4 ,- colsquintidas, libra 1 .'carbonato ^j^^^Hfl
libras 2; casearrilha; libra 1 ; crcuma cm p,
libras 2; oxlrato d'alcassiu, libra 1 ; dito de cna-
roo, meia libra ; dito de taina pan ilha, libra
senria de rosa, ojlavas 4; dila dowrcs de
laraiigeiras, oilavas t ; dila dc limo, onjrl ; dila
dc aleciiin, oqra 1 ; dilado alfazema, lilira .di-
ta de bergamota tica 1 ; esponias linas, libras 2 ;
ra, libra I,- dito de ha-
br 1 ; herva cidreira,
libras 4 ;' dHa terresire, libras 2 ,- bvsopo, libras 2.
jalap; .ezines mineral, oilavas.4 ; losna,
arroba 1 ; oxido branco de zinco,
deo de lindara, libra* 10 ,- poljgala di-
SABBAD06DE
Recita
natura
Pedro Baptista
CRAM
Logo que o Eim
dignar comparecer
da orchestra execi
lera por litlo
DOMINIJ
Depois da
drama em 5 a
OTRIMP I
0 MW
que tanto tenj
neiro, e Pesie ni
anno passado qua
Personagens,
Re.....
Ministro. ...
Joao, guarda porto
Rosa........
Virginia......]
Pedro, sargento invalide |
Hcnriquc, conlidenle d^
ministro. .
Presidente do conselho. ,
Carcereiro. .
Capo de esqoadra.
Primeiro requcrenle. .
Segundo dito. .
Soldados, criados
Scanir-se-lia pela Sr. ]
briclla, emobsequi
das
TROli
Findoeslc, len't lugai
cnsaiado pelo mu
Jos, e-Vecchy qu>
noil do beneficio
Fiualisarii'lodo o
era um acto,
A seena passa-se no Ril
1845.
O resto dos bilheles a^
Seilavcl publico, cm casal
. Isabel n. 13, e no dia I
rio do thealro.
Principiar as hr
QlAItTA-FIB.% 11
GRANDE 1
FAVOR. DA|
Dopo
li. nonlit
> com o
(Ti'ftr?'T* (HftasV.
fie #lUa, liln ir 2: phns-
PERSONAGENS DO PROLOGO.
O desconber ios. O Sr.-Re/: :
1 an-
. Coi
Pedro^ca|poucz.3l anuo- Santa Rv

airaos D- M, Amalia
. PERSONAGBNS DO DRAMA.
O desconhecido, (52uiios) O Sr. Bczetra.
F'ernando corlezao, 45 afinos. )> Cosa.
D. Mai-ljm de Souza, 22 an-
uos ... AmoWo.


DIARIO DE PEBNAMBUCQ. QUINTA FEIRA 4 DE MAIO DE 1854.
Nuno, medico do el-rei, 18
r.nos .'. Monloiro.
Pe Santa Rosa.
I|m CMiponw, 20 anuos. Sea. D. Gabriella.
Criado:.......O Sr. Rozendo.
Fidalgos, -camponezes, ele.
Non inlervatlos de cada^acto, M. Deperini canla-
Tii pela prirocira vez ncsle Iheatro vestida a carc-
ter asaegulnles pecas.
Grande cavatina da oper.? Semiramides Bal Ragio
l^inghero do maestro Rosii
A atia da opera o Puritanos,-Cui la voco ana
suavevdo maesti
A grande scena na da opera Uemma de
Vcrgy,---unav. .tornodoM.Donizetli.
Depois representar-se-ha urna mui engrarada o ap-
plaudida far
II. Deperini flnalisar o espectculo cantando
urna modiuha cm portusuez, escripia de proposito
para ella; posta em msica pelo profesor Joseph
1 Farhinett, que idTercce e dedica os illustradoa se-
.llores acadmicos de Olioda.
Este he o divertimento que. pela ultima vez M.
Deperini lem a honra de olferecer ao Ilustrado pu-
hlico (testa capital, do quat espera indulgencia c
protoccao; no mesuio tempo aproveita esla' occasio
para mani Pesiar sea reconheciment nos mu dignus
senhores artistas, que de tSo boa vonlade se presla-
rair obsequia-la.
Ambas as poesas sero mpressas e distribuidas
te do espectculo no Iheatro.
Os bilhcles acham-sc i disposico do publico no
hotel Francisco, onde reside M. Deperini.
P. S..Por nj|o_ se poder npromplar o espectculo
para odir6 como est designado nos programroas,
por iso fui transferido para o dia 17 do corrente
AVISOS UABITmOS.~~

Para o Rio Grande do Norte t Assu', preten-
de sliir at o da 6 do crreme, 0 hiato nacional
Ca mina: para-o resto, da carca, trata-se como S
mealre-a bordo, u com Bernardino Jos Monteiro,
na ra lo yucmado, n; 44.
Para o Rio de Janeiro sae com.mui-
la brevidade o muito veleiro brigue Re-
al tem a maior parle do cr-
ronapto : para o restante da
istageiiwe escravos, trata-se com
gnatario MaQOel Francisco da Sil-
la do Collegio, n. 17, se-
:om o capito a bordo.
i o Rio de Janeiro
Dev o patacho Gafante
ptesageiros e cscravos a frele ;
f do Recife loja n. 30.
Aracaty. >
egue 1. ente semana o, bem conheci-
do hjate Capital para o reso da carga c pas-
i do Vigario d. 5.
. segu iiriDrelerivelmeote no dia
a garopeira Livraeo : para o
ta-se com sen consignatario l)o-
Mathcus, na ra da Cruz n. 54, pri-
raoifb ailar
O abai\n assignado faz ver ao publico em ge-
ral, que nao contraten! tom Jos Alves de Souza,
morador em Malliadinfia, comarcado Lmoeiro, um
escravo, cabra, do nome Faustino, por acliar-se em
leligio. Antonio Barbosa da Silva Araujo F-
retro.
Achou-se 110 lugar da ribeira do peixe, na fre-
gtiezia de S. Jos, um peqleno sarro cntendo a
quaiitia do 1390QO: quero for seu legitimo dono pro-
cure-o na ra Augusta n. 16, que dando os signae*
certos Ihe ser entregue, pagando somante a despeza
deste annuncio.
O bacharel Witruvio continna a leccionar em
francez, e para esle flm recommenda-se aos pas de
familia, aos quacs prometle toda a solieilude possi-
vel no aproveilamento de seosfilhos; lecciona lam-
bem pela manilla na praca da Roa Visla em casa do
Sr. Gadaull: a tralar na ra das Cruzes n.22, pri-
aeiro andar.
LOTERA DO RI DE JANEIRO.
O vapor kS. Salvador sahio do Rio de
Janeiro no dia 21 a tarde, e nesse mesmo
dia corra a roda da loteria 19 da* casas
de caridade ; 011 por descuido de nosso
correspondente, ou porque nao podesse
vir aviso algum- em virtude da roda da-
qiiella lotera correr em Nictlieroy, nao
recebemos avisos dos premios desta lote-
ria, cuja lista receberemos por estes das
pelo vapor inglez que ficava a sabir a 29
do mes lindo.. Temos exposto a venda os
rovos billietes da'lotera 16 do Tliesouro,
que deve correr" no Rio de Janeiro a 2 ou
5 do corrente mez.
O RIO DE JANEIRO
lia o brigue escuna na-
II por tera maior paj-
ted. >ta: restante, passagei-
te," trata-se com o con-
Raptistada 'onseca Jnior,
rna do Vigario n.' \ primeiro a
, BAZAR PERNAMBUCANO..
Ncsle estabclccirrifcito se cnconlram os me-
Inores chapos de'seda prela para homem,
9 que tem aparecido nesle mercado, assim co- S
* rao sombre! ros de burracha recommendados f
g para a prsenle estacao de invern ; bicos
de.linho verdadeiro de todas as larguras, di-
* tos de blund, de seda, a imitnc.lo de linlin, g
g e de algodo ; chales de toquim malisados,
ditos de file!, romeiras de dito ; ricos vesli- @
dos para noivas ; lencos de cambraia de li-
nho bordados.; grvalas americanas prelas e
de cores ; chapeos de palha de Italia cujo te-
cido he scmelhantc aos do Chile ;' machinas
para fazer caf; capeHas de larapgeiras;
meias de seda de lodas as qualidades para lio- $
mens e sen horas: e ou tras mu tas fazenda*,
1 que a menciona-las, tomara um boa parte
1'deste jornal, portanto convidamos aos nos- @
I sos freguezes e amigos pera que continuem
1 a concorrer para o cugraudecimento do lia- @
I zar Pernambpcano.
LEILOES
AO'SEM LIMITE.
isidlri horas da ma-
* far leilo no seu ar-
lj.de diversas obras de
_. como sejam : excellen-
com pedras e-sem ellas, di-
usadas, toileles, secretarias.
ras e roupas, apparadores, ca-
canas douradas, eou-
J piano inglez de armario de ja-
s de ouro e prata para algibeira, pa-
e mesa, obras de ouro e prata, urna rica
leopatliia com tinturase globnlos, qualro
1 com dhTerentes e lindas pejas,-
lerentea qualidades, linternas, man-
ndelabros, etc. ele, vidros e loaras
te mesa, ricos vasos dourados e
1a para enfeiles de sala, duas fi-
ss,de peiJra para jardlm, nm ptimo vio-
dott Rautas, um excellenle carro de
4 rodas em milito bqm. estado, e um dito pequeo
para menino, c varias quinquilharas ; e ao meio dia
em ponto ir lambern a leiUo nma casa tewea de
podra e cal, com 4 quarlos, 1 gabinete, corinha fra
:mba com excetlenteagua, sita no Poco da Pa-
la do Rio n. I. Estes objeclos cima mencio-
egues pelo maior prero qae for ofle-
Tjos,
as 10 horas da ma-
dega, llavera' lei-
jpjos hollandezes,
Mo o pre^o para fe-
SOS DIVERSOS.

limo.
Irm
pr partecipacSo, que recebi do
a de Souza, morador na ra
fem duas letlras, urna de
> 30 de agosto do corrente
8(000 rs. vencer em 30 de ju-
^^^B; asquaeste diz serem
das favor, de Francisco Ro-
el, e afnrma aquelle Sr.
enlw pelo prsenlo de-
dico queninguem faca Iran-
s lettras, porque as tenho
nei leltra aquelle
etas Pimenlel, e nem me
oa algttma nesla1 praja.
^^t maiu.de 1854.
noel Flix Correia.
i-'flue que lem principia de
^^^gr servico : dirija-
Independencia n. 33.i
para o.servifo interno de
m soltcro : na Ira-
1 coclicira.
i. sencivel ii sinceras de-
) trisle que se deu o seu
irsnte a autordade eom-
. -agradece a todos que to-
e so regosijaram
"lmenlos de ami-
sua gratidSo para
se despertar: pedaomesmo
lo desle mcio, porquanlo
^^Hnaes Ihe
ira dfrigir-se
ular.
V Rodrigues l.ins avisa aos
^M acha de novo ho es-
Luizda Cosa Portocarreiro,
^^^KlRUKGIA
liy, medico recen-
, Machapromplo para
^^H[-ser procurado a
n. 1, primeiro an-
ta ; e d consultas
^^^^^ftl manhaa.
uyAlo Martiniano Fi-
! teguirparao Rio de Ja-
ilcndo despedir-sc
-,ii. com sua amizade e
involuntaria falla,
orle o seu diminuto pres-
ta deCassia.
vcneravel irman-
issja, couvida-se a
;nem de comparecer as
onsislorio da mesr
"al pro-
n'iual^^H
quer.
ravo
piowoa para tratar.
^^^Hfcn'lino Hamos jnior
^^Bkr,'.r a recoser lodas equaes-
^^^Hantes de compras de fazendas
toja na roa Nova, e de venda e arren-
terrenos de propriedade sua.
o da 16 do panado acha-se desapprecldo
Luiz, Coro osaignaesteenintes-. estatura
N3o se havendo reunido os senhores subscripto-
res a favor dos orphos, filhos do Tinado desembar-
gador Domingos .Nones RamosFerreira, cm numero
sulliciciite para determinarem a repartirao das ap-
polices da companhia de Beberibe em que ge acha
empregado Indo o producto da subscripcao: o abai-
10 assignado rga encarecidamente aos senhores
subscriptores do comparecerem sem falla quarla-fei-
ra prxima, 3 do corrente, po cscriplorio do Illm.
Sr. Manoel Joaquim Ramo e Silva na ra d Ca-
deia do Recife ao meio dia em ponto, afim de con-
cluir este negocio que Ifio necessario se faz ullimar.
- Luiz Gomes Ferreira. '
Ahma-se a casa I enea com sotad na Soledaae n.
17 : a tratar no paleo do Carino q. 17.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva para
todo o servico de urna casa de pouca familia: no
pateo do Carmo n. 10. ,
Alupa-se urna casa terrea, sita na ra da Con-
ceicao da Boa-Vista n. 44, com-bons commodos : a
tratar na ra da Cruz do Recife n. 1-2 com o seu pro-
prielario Joao Leile Pita Orligueira. A chive da
mesnja acha-se na c|sa imnfediala n. 42.
Aluga-se urna loja muto boa e por barato pre-
^0.; a tratar na praca "da Boa-Vista n. 7,
Offerece-se um homem brasileiru para criado de
qnalquer rasa particular, ou mesmqpara tratar de
alguih cavallo: na ra do Sol tendadetanoeiro jun-
to ao Porto das Candas.
-* O Sr. qu deixou um cavallo para tralar, na
cocheira de Jos Pinto da Molla, sila no Mundo-
Novo, e que al hoje nao o lem procurado, queira
apparecer para pagar oque deve do. trato do dito
cavallo, quaudo nao, "ser este vendido para paga-
mento djis despezas, e o resto rccolhido ao depo-
sito.
Aluga-se i loja do sobrado da ra eslreila do
Rosario n. 18, propria para oflicina : a Iratar na ra
Uiteita n. 106.
7- Quem liver para alugar um gabinete ou sala
que sirva para cscriploriq, annuticie por esta foll
que ser procurado.
Hontem, 2 do correle, entregou-se a um prelo
13 saceos com assucar, sendo 5 de branco e 8 de
mascavado, para levar no armazem do Sr. Nasci-
mento; os quaes nSo foram entregues, por isso ro-
ga-se a qualquer pessoa que dclles saiba, lenha a
bondade de participar no mesmo armazem, pois he
de suppor que fossem por engan ter a oulra parte.
Candida Mara Paulina Soares, com aula par-
ticular de primeiras lettras na ra de Aguas-Verdes,
faztcienle que raudou a sua residencia, para a ra
Augusta, casa n. 19.
Um grande e otavado pilo com 3. competente
mao, traste indispensavel para familia numerosa, e
Jueienha muitos escravos : existe na ra eslreila
o Rosario padaria n. 13, onde sera entregue por
bagatella.
Perdeu-se no dia 2 do corrente um ponleiro de
ouro com peso de duasa Ires oitavs, da ra Augus-
ta, ra de Horlas, Paleo do Carmo, eslreila e lara
do Rosario: qum o achou, querendo restituir, le-
ve-o ra Imperial, sobrado n. 39, que ser recom-
pensado.
Precisa-se de um homem solleiro para o servico
interno de urna cocheira, alm de tratar dos animaos
nella existentes; quemestiverneslas cireumslancias,
dirija-sc ra dos Martyrios n. 22.
Lava-se e engomma-se com. mnilo aceio c por
prero cummodo : no becco dos Martyrios n. 5.
Na ra Nova n. 12, dr-se-ha quem aluga um
mulalinho escravo, que cozinha o diario e faz lodo o
servico de ra.
Ao publico.
Os senhores proprictari4k e mestres de pedreiro,
que precisaren) de carrosas de arca Tina para fingi-
rem, acharao por proco commodo posta na obra, as-
sim como carroas para cominean e lodas as quali-
dades de materiocs, ludo por prero mas commodo
possivel : a tratar na ra da Cadcia de Santo Anto-
nio, armazem de lijlos 11. 17.
A pessoa que a'miunciuu qnerer comprar urna
mesa elstica, dirija-se aCapnnga cm casa do Sr. Jo-
s Bernardo Ventura, onde achara urna muilo bem
construida e do mui pouco uso vender-se.
Miguel Arrhanjo Poslhumodo Nascimenlo con-
(inua a promover os termos da execurao, que no
juizo da secunda vara municipal encamiuha aos her-
deirosdo fallecido Alfonso Jos de Albuquerque e
Mello, e em consequencia dclla, e para sua ullima-
&o esiao correndo' as tres praras do eslylo para a
anemala^ao da propriedade penhorada do'llo, que
comprehende lodas as tenas que Ihe estilo, e sempre
eslvcram anexas, muito embora com diversas deno-
-minacoes, o qno consla,da penhora e avaliacao, sen-
do que por isso nao he exaclo o annuncio dos her-
viros execulados no Diario de l'ernambueon. 98
de 29 de abril prximo findo : ,e j a esle respeilo
vieram os dilos herdeiros execulados com opposco,
e embargos nos autos da execuco que Ihes foram
desprezados. Como tambem nao he exaclo, que os
dbitos porque o annuncianle execula os referidos
herdeiros fossem conlrahidos depois da morle de
sua av, e lano nao he exaclo que dos nulos consta
rtuacs os que contratara o fallecido Affonso Jos do
Albuquerque e Mello cmvidadesna rnulhcr, c quacs
os conlrahidos depois da morle desta, de maneira
qoc essa historia dos embargos de lerceiru nao passa
de urna historia para ver se intimida. Asegunda
das Ires praras lia de ter lugar no dia 3 do corrente
mez na sala das audiencias, c depois da audiencia
do Illm.Sr. Dr. juizmunicip.il,siipplenle da segan-
'da*vara, Jos Raymundo da Costa Menezes.
Fuaio em dias do mez do abril p. passado, da
villa de Lagoa Nova, provincia da Parahiba do Nor-
te, urna muala de nome Joscpha, cora os agnaes
secuinles : alta, secca do curpo, pas bem largas,
los bastos, tem alguna denles da frente da
1 -imalimados c da parte "de baixo alguma
los, suspeita-sc que esla escrava fosse sc-
n sujeito que mora por perlo da dila
Villa, que a seduzira por j estar acoslumado a isto.
para, vir vender nesta praca; elle goza de muito mal
nomeada, e tem o cuslume de mudar o nome dos
Cscravos que seduz, al dill'erenles Iragesque elles
fogem para nao serem ronhecidos pelos annuncios, e
suspeila-se que o tal menino nJo traga papel de
falso'do senbor.da dita muala, porm dechit
neo senlior da escrava^he Antoniouabiniode
iidonni, e linha seguido para o sertao-
iMs de dias ausentou-se a- dila mulata,
quem for offerecida.a dita muala, e apresen-
lando papel ile venda lie falso, c o senhor da dila
escrava protesta contra qualquer pessoa que n lver
acoitada cm sua casa haver os dias de servico e
proceder criminalmente por lal procedmenlo :' roga-
se a todas as autoridades policiaes patrulhas ron-
dantes esos Srs. inspectores de quartclrSo c capitaes
Aluga-se o terceiro andar da rasa da rna do
Amorim n. 46: a tralar com o proprielariiAntonio
Joaquim da Silva Ribeiro.
Precisa-se de urna ama moca que lome conla
de urna casa de homem solteiro, para cozinhar e en-
gommar r na Trempe, defronte do feneiro, casa
n, 23.
Aluga-se sala da frente do primeiro andar
que pode servir para escriptorio ; na ra Nova, loja
n. 2.
Offerecc-se Orn rapaz para caixeiro de qualquer
casa de negocio de atacados, tanto de fazendas como
de moldados no trapiche, o qnal darinfoHnac.oes de
sua conduela ; quem pretender anuncie para se/
procurado.
Quero precisar de urna arni/de boa condata,
para casa de homem solleiro, dirijap0 a ra de
liarlas n. 40.
Na rua,de Horlas n. 62, cnsomma-se com toda
a perfeicao, e por prego commodo.
GARINFTE PORTI3GEZ DE LITURA.
Domingo, 7 do corrente, havera' sessao
deassembla geral pelas 10 doras do'dia,
para negocio urgente.
- Manoel Feneira da Silva Tarroso relira-se pa-
ra fra do imperio.
O abaixo assignado avisa a seus devedores, que
desde j vai chama-Ios a conciliacfio, e excular lo-
dosos meos para que seja pago do que Ihe devero
visto nao o lercm fcito em lempo competente, e pro-
testa ulo ler a menor conlemplacfio com pessoa al-
gnma : o annunciante faz o presente para que niu-
guem allegue ignorancia.Francisco Jos Leile.
Aluga-se o segundo andar da casa da ra da
Senzala Velha n. 36, com commodos para grande fa-
milia ; a Iratar na ra do Livramento n. 8*
Precisa-se de urna ama para casa de pouca fa-
milia, eque saiba cozinhar e engommar : na ruada
Cadeia do Recife n. 40.
Na ra Direita n. 88, primeiro andar, se dir
quem precisa d alugar ama ama forra ou captiva,
que faga lodo servico de casa e ra, e que saiba cozi-
nhar ; advcrlindo-se que a casa he de pouca familia.
PERGUNTA QUE NAO' OFRENDE.
Pergunta-se aos Srs. Francisco Muniz Ponles e
Manoel Antonio Alves da Silva, ambos moradores
na po voaeo de Bezcrros, se suas senlior as sabera o
destino que leven moleque e mais bens deixados pelo
porlguez Francisco Antonio da Silva, fallecido na-
quella povoacao em julho do anuo passado, o com
sua resposta mnilo obrigado Ibes ficar o
Prejadicado.
GHIYSTALOTYPO'.
Galera de ricas pinturas pelo antigo e
novo estylo. .
Aleo da Boa-Visla n. 4.
De caixas, quadros, roedalhas, alneles e pulcei-
ras ha um rico sortimento para collocar retratos,
por prero muito baixo.
Precisa-se alugar ama ama forra ou captiva,
para urna casa estrangeira de pouca familia, para
tratar de meninas a fazer mais algumervico se for
preciso : na mi da Senzalla Velha n. 60 primeiro
andar, ou na Capunga sitio do Sr.Brilo.
Loja ingleza de ronpa feita, ra da Cadcia
do Recife n. 16.
Precisa-se de um fcitor para urna otaria perto
desla praca, que saiba alguma cousa ler e cscrever, e
que enfeuda perfeilamente daquelle eslabelecimen-
to, e que d fiador a sua conducta ; quem se achar
ncslas crcamsUncias pode dirigir-se. ra largado
Rosario, casa n. 18, que achara com quem tratar. Na
misma casa cima lem-se urna incumbencia de um
bom padeirn forro, que entenda perfeilamente da-
quella occupj^^H
COMPRAS.
Compram-se escravos i\e ambos os sexos, de
idade d 12 a 35 annos, assim comb lambem rece-
bem-se para se vender de commissao : na ra Uirei-
lan. 3. ,, '.,
Comprtm-se palaroes liraslciros e liespanhoes:
na ruada Cadcia do Recife n. 54, loja de r.izendas.
Comp'ra-se a colleccao completa do Panorama :
na praca da Boa-Vista 11. 6.
Compra-se prata brasilera e desp-
nliobi : na ra da Cadeia do Recife n.
24, loja ,de cambio.
VENDAS.
Existe nesle eslabelecimento um grande sortimento
de roupa feita de todas as qualidades de. fazendas
fllegadas prximamente de Inglaterra, como sejam :
alils, casacas, calcas, rolletes, camisas, ceroulas,
etc., e os prccos sern os mais razoaveis nossiveis,
visto ser o systema do dono nao deixar dinheiro sa-
bir ainda mesmo com algum prejuizo.
Paulo Gaignou, dentista,
pode ser procurado a qualquer hora em sua casa
na ra larga do Rosariu n. 36, segundo andar.
Arrenda-se o engenho l,c5o, silo na fieguezia
da Escada: os pretenden les pdem apparecer no ater-
ro da Boa-Vista, sobrado n. 53, segundo andar, que
arharao com quem tratar, ou na fregnezia da Escada,
no engenho Vicente Campcllo, com Manoel Gon<;al-
ves Pereira Lima.
CaSa da aferico, na ra das Aguas-
Verdes n. 25.
O aferidor participa, que a revisan leve principio
no dia 1" de abril corrente, a linalisar-se no dia 30
do junho prximo futuro: segando o disposto no
art. 14 do regiment .municipal.
O Sr. Joan Nepomuceno Feneira de Mello,
morador na passagem de Olinda, lem urna 'carta na
livrara n. 6 e 8 da praca da Independencia.
J. Jane dentista,
contina rezidir na ra Nova, primeiro andar n. 19.
AO PUBLICO.
No armazem-de fazendas bara-
tas, rna do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, finas e grossas, por
prcerjs. mais baixos do que emou-
tra qualquer parte, tanto em* por-
qoes, como a retaldo, amanendo-
se, aos compradores um s precoaj
para, todos : este estabelecimento
adrio-se de combinarao com a
maQr parte das casas commerciaes
nglezas, francezas, allemaas c suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta doquese tem vendido, epor
isto ofTerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o-
proprietarto deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral.para que venham (a' bem dos
seu interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
. Colegio n. 2, de ,
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
O abaixo assignado, nico enrarregado dere-
ceber os Toros das rasas da fregnezia de S. Jos,
perlencentes ao Sr. Francisco de Paula Correia de
Araujo, faz scieole aos niesmos foreiros, principal-
mente quelles que nao sabem a' sua morada, de
dirigirem-ie a roa do Pires da' casa nova junto
do finado Gervasio. Manoel Gomes llegas
O Dt. Sabino Olegario l.udpcro Pinho mu-
dou-se para o palacete da ra do S. Francisco
(mundo novo) n. 68 A.
,ular. potroso, faha-llie um pesjacu do dedo in<%
Hilando do ganhMor : r
lciaes e capitles de campo, d ..rem c |evil.
rem a seu senhor ua praca da Boa-Vista, bblica ni
si, que serao recompensados.
direita ; he ranociro e foi escravo do falle' i|"B soulicr ou der noticias o prende-a queiram
vazio Pires, consta r; -, n p,ecrc leva-ta asna senhora Mara Magdalena de Almeida
Lessa, na dila Villa ou nesla praca de Pernambucn
a seus manos Manoel Antonio de Santiago Lessa,
morador na Soledade^e na rna Auguslan. 33 Joa-
quim ^ntonio do Santiago l,essa,que se gralihcar
com gefirosdade, e pagar-se-ba algumas despezas
que se faga com a dila escrava.
Aluga-se urna sala-e urna alcova no primeiro
andar ae um sobradioho na roa de Apollo, bom pa-
ra algum cscriplorio 011 para qualquer oceupaco ;
quemo prelciider.dirija-sc ao lerceiru andar do becco
Largo n. 1.
HOMEOPATHIA.
J, Comarc
W Manoel de Siqueira Cavafcanli roudou-se
Wpara o engenho Marlapagipe.Conlinria a dar ^
9 consultas todos os das, e a tralar os pobres
(g gratuitamente. ^

(Juem prensar de urna ama para cozinhar cm
casa de pouca familia, dirija-se a roa do Cetovello
n. 71.
O abaixo assignado, achando-se prvido inleri-
namente no oflirio de labellao de notas nOvamvnle
creado, ahrin osen esoriploriu na r:wa 11. "1 da ra
eslreila do'Rosario.
Liti^da Costa 'Portocarreiro.
Tendo admillido cm sociedade commercial men
irmao o Sr. Jo3o \V. Sludarl adoptamos a Arma de
Vasconcellos & Sludarl.
- M. Paes Pinto de Vasconcellos.
Attencji ao bazar de calcado.
Na nova loja de calcado barato da Ierra, compra-
se c vende-se toda qualidade de ohra :na Iravessa
da ra do Queimado n. 7, oulr'ora bceo do Peixe
Frilo.
Precisa-sc de urna escrava que faca o serviro
diario de urna casa de pouca familia ; paga-se bem
sendo de boa conducta: na ra do Padre Floriano
o.5. *
Joao Fernandos Prenlo Vianna avisa aos se-
nhores ofliciaes da guarda nacional, que receben
novas espadas prateadas, o que so esian acabando,
por isso ,os senhores que Ozcram suas encoinm'ehdas,
queiram aparecer com tempo.
Esta justo o sobrado de um andar da ra Di-
reita, n. 92, defronte do heco do Sergado, pertcn-
centc Anna Maria de Carvalho choa ; se algu-
ma pessoa se julgar com dircilo a elle, reclame nes-
tcs oilo dias.
FURTO.
Furtaram na madrugada do dia 26 do
corrente, da estribara do quintal do so-
brado n. 42, que lic na esquina do bec-
co do Ferreiro no aterro da Roa-Vista,
um cavallo todo prto, (ino, gordo, e no-
vo, pbre'm com os dentes estragados; tem
o sabugo da cauda, cortado,, mas com os
cabellos da mesma compridos, anda de
imeio a esqu.ipado, c com um ignal do
4jdoesquerdo da barriga, procedido de
urna pequea mordedura. ^j^Este cavallo
foi ha oito dias comprado ao Sr. Vicente
d Cunha Souto-Maior, proprietario do
engenho Dous^Rracos, na freguezia de
Seruhaem quem delle souber noticia,
ou appreliender, queira leva-lo ao sobra-
d a'cima mencionado, primeiro andar,
que sera' generosamente recompensado.
LOTERA DE N. S. DO LIVRAMENTO.
Aos 5:000#000 e 2:000^000 rs.
O caateiisla Saluslano de Aquino Ferreira avi-
sa ao respeitavel publico, que comprou todos os bi-
: Mieles da mesma lotera ao (hesoureiro, e as rodas
audam no da 12 dmao; os seus bllietes e caute-
las esto venda nos lugares do costume. Paga sol)
saa responsabilidade os dous premios grandes em o
descont de 8^ du imposto geral.
Bilhcles 69000 5:0008000
Meios 38000 2:5009000
Ruarlos 18500 1:2508000
Decimos 700 5008000
Vigsimo 400 2.508001)
Sulusliano de Aquino Ferrtirii.
Precisa-se de uroa ama : na ra do lUugel
n. 101,
LOTERA DE N. S. DO LIVRAMENTO.
Aos 5:000$000 e 2:000^000.
Na ra do Cabug, botica do Moreira & Fragoso,
e na ra do Queimado, loja de fazendas de Bernar-
dino Jos Monleiro & Companhia, vendem-so biihe-
tes e meios da dila loteria, que corre no dia 12 do
corrente mez, os quaes sao d cautclisla Salustiano
de Aquino Ferreira, que paga os dous primeiros pre-
mios grandes sern o descont de oilo por cento do
imposto geral.
Hlhetes 68000 5:0008000
Meios- 3S000- 2:5008000
MANUAL DE TARELLIAO'.
Vende-se na livrara n'. 6e 8 dapraca
da Independencia.
LOTERA DE N. S. DO LIVRAMENTO.
Casa da Fama no aterro da Roa-Vista
n'. 48.
Na casa cima acha-se venda quarlos, decimos c
vigsimos da lotera cima, a qual corre impreleri-
vclmcnle no dia 12 do correle mez.
NO COKSILTORIOIIOMEOPATIIICO
do
DR. P. A. LOBO H0SG0Z0.
Vende-se a melhor de todas as obras de medicina
nomopalhica ss- O NOVO MANUAL O DR.
J.VUll JSi Iraduzido em porlguez pelo Dr. P.
A.Lobo Moscozo, coutendo um accrescimo de im-
portantes explicacoes sobre a applicarao das dses, a
dieta, etc., etc. pelo traductor : quatro volumesen-
cadernados em dous 208000
Diccionario dos termos de medicina, cirurgia, ana-
toma, pharmacia, ele. pelo Ur. Moscozo: encader-
nado 4800o
Urna carteira de 24 medicamentos com dous fras-
cos de linduras indispensaveis 408000
Dita de 36.......... 4000
Dita, de 48.........53000
Urna de 60taboscom 6 frascos do linduras. 608000
Dila de 144 com 6 dilos......100800(1
Cada carteira he acompanharia' de um exemplar
das duas obras cima mencionadas.
Cartears de 24 tubos pequeos para algi-
beira ........... 88000
Ditas de 48 ditos.........169000
Tubos avulsos de glbulos..... 18000
Frascos de meiaonca de lindura 29000
Ha lambem. para veuder grande quanlidadc de
tubos de crvslat muilo fino, vasios e de diversos ta-
maitos.
A superior!ade destes medicamentos est hoje por
todos reconhecida, e por isso dispensa- elogios.
N.-B. Os senhores que assignarara oucomprnram a
obra do JAIllt, antes de publicado u 4 volunte, p-
dem mandar receber este, que ser entregue sem
s ugmento de preco. m
Vende-se 10 escravos, sendo 2 ptimos pre-
los propriospara lodo servido ; um bom casal dt es-
cravos, sendo a preta cozuheira; 1 dita de bonita
figura, moca, que engomma, cose, faz laberintbo,
marca com toda perfeicao ; ditas de 18 a '30 an-
nos, com algumas hahelidads: na ra Direita,
11. 3.
He baratissimo por 6-5000 rs., um lindo caixao
de. padaria com 4 reparlimentos, muito bem feito,
quemo vir nao dejia de comprar, e um braco de Ro-
mlo & Companhia : na ra Direita n. 19.
RliA DO pt'KIMADO n. 9.
Fumo fino para capa
Chegaram algnns laidos do fumo superior para
capa, c so vcmleui na ra do Queimado, loja n. 9.
Vndem-sc as casas terreas n. 72 da ra de
Santa Rila, n.,67 da do Jardim, c ns. 6&e 106 da
das Cinco Ponas: na ra Direita n. 40, segundo
andar. .
Vcndc-sc trincal de superior qualidade, pelo
barato preco de 720 rs. a libra, ou em porcio a 700
jor libra; na ra Nova, deposito de caldcireiron. 27.
' Attencao! cheguem a pechincha.
Oproprietariodatabernsn.il da ra dos Pescado-
res, tendo ao nunciado a venda da mesma taberna e nao
tendo apparecido comprador, e querendo concluir a
mesma, est resolvido a vender por menos do cosi-
os gneros e objectos scguinles :azeite doce, vinho
Unto bom a 320,oorinoc pintados a 440,ditos bran-
cos a 300 rs. bules a 400 rs., garrafas de licor .1 220,
pratos a SOaduzia, duzia de ligelai a 850, chicaras
pintadas a 18200 a duzia, ditas brancas a 960, ditas
sem aza a 900 rs., botijas com genetira da Ierra a 200
rs., cocos de beber agua a 220 rs. a duzia, cravo a
480 a libra, canella a 610, pimenta do reino a 280,
herva-doce a 160, cominhos a 200 rs., e lude mais
por barato preco : assim pos cheguem pechincha.
Vende-se um bom prelo oflcialde spaleiro, de
mcia idade, por preco commodo : ua praca da lude-
pendencia 11. 33, loja de calcado.
Vende-se urna grande casa terrea no lugar dos
Colhos, bem edificada, tendo bastantes commodos
para familia ; ou para qualquer eslabelecimento :
fallar com o corredor geral Miguel Carneiro. ..
Vende-se um sitio na I hura, no lagar do Bo-
queirao, lem cannavlal, cmgenhoca, deslilacao ;
fruleirastem goiabeiras, ps de coqueiros edende-
seiros : quem estver as cireumslancias de tal ne-
gocio fazer, dirija-se ao mesmo sitio que achara com
quem tratar
Grande e variado sortimento de fazendas
baratas, na ra do Crespo n. 14, loja
de Dias & Lemos.
Chitas saragoranas escuras muito (ivas c muilo
recommendaveis por sua boa qualidade, padroes
anda nao apparecidos, a 160 e 180 rs. o covado ;
sarja de hla de duas larguras muito cncorpadi, a
tiiO rs. o covado; riscadinhos delinho muilo finos,
a 640 rs. o covado; algpdo trancado escuro, panno
couro, a 180 rs. o covado: ganga marelia muilo
superior, a 9B rs. o covado ; b'rira trancado .de al-
aodao muito ehrorpndo a 800 rs. o corte: coberto-
res de algodo grandes, a 640 rs.; pequeos 600 rs.
cada um ; pecas de cambraia muilo linas com 8 %
varas, a 48000 rs. e a 560 a vara ; camisas de mcia
muito elsticas, a 18200 rs. cada urna ; alpaca pre-
ta de duas larguras a 400 rs. o covado; damasco de
la de lodas as cores muilo superior, a 800 rs. o-
covado ; e outras umitas fazendas mais baratas do
que em oulra qualquer parte, dao-se amostras das
chilas com penhores.
Na botica da ra larga do Rosario-
n. 5.6, de Rartholomeu F. de Souza, ven-
dem-se pilulas vegetaes verdadeira, arro-
be l'affecteur verdadeira, salsa de Sands
verdadeira, vermfugo inglez (emvidro)
verdadeira.vidros de bocea larga com ro-
lda de 1 ate 12 libras. O. annunciante af-
ianca a quem ihteressar possa a veracida-
de dos medicamentos cima, vendidos em
sua botica.
FARINltA DE S. MATHEUS.
A bordo do biate Aforo Accordo, tundeado em:
(rente ao caes do llamos, lem para vender milo su--
perior farinha de S. Malheus, o para tralar em casa
de seu consignatario Domingos Alves Malheus, na
ra da Cruz n. 54, primeiro andar.
Attencao.
O antigo baraleiro lem para vender obras muilo
baratas, as quaes sao: um diccionario por Constancio
da ultima ediceao lOgOOB, Magnum Lexicn a 58000,
43OOO o a 38000, diccionario inglez de Vieirn. 2 vo-
lumes 58000, vocabularium juris ntriusqoe, 3 volu-
mes 48000. Historia Sagrada por Bernardino Freir
3S000, ensaio sobre a supremaca do Papa 28000,
instiliiiresdc direito civil brasileirosegundo volume
cm brochara 18000, nbservar.oes obre varios artigos
do codigq do prncesso criminal por Dr. Mondes 58,
Manual do negociante 28100, Memorias histricas da
provincia de Pernambnco 48000, synopsis por Abreu
e Lima 28000; grammatiras rancezas por Emilio Se-
vene 38000,Revoluco de 1817 18000, Siman deNan-
loa a 18000 e 640 em 2 volumes, geometra de l.a-
roix em porlguez 58000, 1 dila cm francez 48000,
Trignomelria por 28000, urna lie,So acadmica sobre
a pena de morle 320, Diccionario das flores a 160: na
ra do Crespn. 11.
Yendem-selonas,brinzaO, brinse meias lo-
nas da Russia : no armazem de N. O. Bieber
Comoanhia, na ra da Cruz n. 4.
Vende-se setim preto lavrado, de muito bom
costo, para vestidos, a 28800 o covado > na ra do
Crespo, loja da esquina que volla para a cadeia.
Vende-se um bom escravo, crioulo, proprio pa-
ra todo serviro ; a Iratar na ra larga do Rosario
n. 32.
ATTENCAO'.
Na ra Dircila n. 1, h para vender-se os se-
Na ra do Crespo, loja n. 12, tem para vender
manteletes de seda do ultimo goslo, e de muila va-
ridadede ires, vellidos de seda milito ricos, sendo
brancos e de cores, Um sortimento completo de ca-
semiraa para lodos os prccos, chales de seda de muito
bom gosl c para todos os precos, palitos de brim com
quadros vindos de Franca pira 38000, chapeos de
sol d seda de cores 6*50Ojrt|00O, e um cmplelo
sortimento de fazendas inglez;. franewase suissas,
e sendo vendidas a di nheiro nao se olha preco.
Veodem-se'chapeos de palha e,esleirs, cera:
amarella, dila de carnauba de p'rimeira sorle, sola,
courinhos mtidos, tudo rhegado de novo do Aracelf,
e por preco commodo a dinheiro i vista : na ra da
Cznj do Recife n. 33,Jcasa de Sa Araujo.
Vende-se"urna barcaqa que pega 2i0
saceos com assucar, bem construida e
prompta a seguir viagem : "Via ru da Ca-
deia do Recife n. 5, loja.
Na ra do Vigario n. 19 primeiro andar, tem pa-
ra vender-se chapeos de castor branco por commodo
preco,
guintes gneros:
Itolachinha ingleza muilo nova.
Dila de aramia, franceza 480
Farinha de tapioca muito alva. 148
Dila deararuta. 200
Amendoas descascadas. 320
Castanhas do Porlo. 120
Espermacete americano; 900 o
Cha superior. 28240
Dito brasileiro. 19500
Alelria nova. 280
Macarrao. 280 I)
Talherim. 280
Linguicas, superior qualidade. 440
Paios c salpicOes do Porto. 480. o
Toucinho de Lisboa. 400
Queijos muilo novos. 18700
Ccvada nova. 120 n
Vinho de Lisboa, garrafa. 400
Dilo engarrafado do Porlo (sem casco) 480
Manteiga ingleza muito boa. 500
Todos csses gneros se responde pela qualidade.
Vende-se tima padaria cuma taberna ludo na
estrada nova do Cachang do sobrad do Viegas
para liante, ao p do Sr. Cabral: quem pretender
pode examinar, e fallar n ra larga do Rosario n.
29.
Vende-se no armazem de mnteriaes da ra da
Concordia, ultima casa do lado do nascente ao' vol-
tar para a ra Augusta e Alecrim, na frente da
qual lem um retahulo,lijlos de lodas as qualida-
des, areia fina egrossa, barro, cal prela e branca, c
manda-se botar as obras em grandes e pequeas
porcOcs: no mesmo alugam-se crnicas para con-
dueao de trastes ou outros quaesquer objectos, ludo
por prero commodo.
Qucnt nao deixara' de comprar.
Na rna larga do Rosario n.22, vendem-secaUcs
com calungas pelo diminuto preco de 508000; he
pechncha para quem quizer mandar vender na
ra.
Trancas de seda.
Chegou a loja de miudezas da ra Direita n. 83,
um rjeo sortimento de trancas de seda do* gestos os
mais delicados possiyel, lauta, as prelas como as de
cores, aflianra-se que os prccos sao favoraveis aos
compradores', e a qualidade nao desagradar a
quem as vir.
Vende-se um dos melhores sitios que ha na Ca-
punga, lugai da la i xa-Verde, com casa de pedra e
cal, com bstanles- commodos e muitolrcsco, assim
como tambem separad*! da casa quarlfc para escra-
vos, cocheira e estribara para 3 cav altos, frente e 2
lados murados, jardim, e cacimba de pedra e cal com
excelleute agua de beber, muilo bom terreno com
boas frucleiras, baiza para rapim etc. etc.: a fallar
com o corretor geral Miguel Carneiro.
Vendem-se saccas com farelos de Lisboa, a pre-
co commodo ; na ra de Apollo, armazem n. 14.
Vendem-se saccas de feyo mulalinho uovo,
muilo em conta : no armazem da ra do Rangel
n.26.
POTASSA RRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons effeitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &"
Companhia.
'ombombasdercpuxopara regar horlas c bailas
decapim, ntfundisaOdeD. W. Bowman :.na ra
do Bram ns. 6, 8 e
VINUNDO EQRTO MUITO FINO.
Vende-se sur em
barrisdei. ra
do Azeite tatar no
escriptorio
ra do Trapicl
Vendc-se nma padari; rafar
coro Tumo & Irmaos.
Ao ser
Cobertores scoros d<
lo grandes e eneorpados a 'eMP,'
loja da esquina que volta para
Grande pechincli
Vcndema|e cortes de cama do nlti
fnns, pelo baratissimo preco
ra do Crespo n. 5.
Devoto Clnistao.
Sabio a luz a 2.' edicSo do
Devoto Chrs(3o,mais correcto eacrescen
se nicamente na linaria n. 6e 8 da prata da In-
dependencia a 640 rs. cada ejemplar.
Redes attolchoadas,
brancas e de cores de urffs panno nrles
de bom goslo : vendem-se na ra do Greape, ioj di
esquina que volla para a cadeia.
&
Vendem-se relogios de ouro e prala, mais
barato de que em qualquer oulra parte :
na praca da Indepeudencia*n. 18 e 20.
Chapeos pretos francezes
a carij, os melhores e de forma mais elegante que
lem vindo, c outros de diversas qualidades por me-
nos preco que em outra parle : na ra da Cadeia do
Recife, n. 17.
Bepoaito da fabrica de Todo o* Santo* na Bahia.
Vende-se, em casa de N. O. Bieber &C, na ruaj
da Cruz n. 4, algodo trancado d'aquella fabrica,
muito proprio para saceos de assucar 6 roupa de es-
cravos, por prei;o commodo.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, h a
para vender, chegado de Lisboa presentemente pida
barca Olimpia, o seguiote: saccas de farello muilo
novo, cera em grume e em velas com bom sorti-
mento de superior qualidade, mercurio doce e cal;
de Lisboa era pedra, novissima.
Vcndcm-seem casa de Me. Calmont & Com-
panhia. na prara do Corpo Santn. 11, o seguinle:
vinho deMarseilleem caixas de 3 a 6 duzias, linhas
em novel los ecarreteis, brea em barricas muito
grandes, ac de milao sorlido, ferro inglez.
Deposito de vinho de
tagne Cliateau-Ay, primen!
idade, de propriedade do
(A de Mareuil, ra da Cruz do
cife n. 20: este vinho, o m
de toda a-champagne
se a 56$000 rs. cada ca
se unicameite^emcasa de L.
comte Feron & Cttmpanhia. N
As caixas sao marcadas a fof]
Conde de Mareuil e srol
das garrafas sao azues.
Veudc-sc um cabra de 30 annos, bom para
Irabalhar em algum sitio, por ler disso pralica; c
tambem sabe tratar de cavallo : he muilo sadio, e
nao lem o vicio de se embriagar, e nem de fugir ;
quem o pretender, dirija-se a ra Direila, rasa jun-
to padaria, n. 67.
Malas para viagem.
Grande sortimento de lodas as qualidades por pre-
co razoavcl: n ra do Collegio n. 4.
BATATAS UOLLANDEZAS NOVAS
no armazem de Jii Marlins de Barros: vendem-se
gigos com batatas hollandezas muilo novas a 18000
res.
No armazem confronte a loja do Sr. Marlins,
pintor, vendem-se duas carrocas novas muilo bem
construidas, as quaes servem para cavallo ou boi, e
oulra usada ; as quaes se vendem pelo preco que o
comprador olTerecer.
Vendem-se 4 escravos, 1 mulato de 20 annos,
i moleque de 17 annos, 1 prela lavadeira e engom-
madeira, 1 preto de 40 annos e 30 travs de pao dar-
co : na ra larga do Rosario n. 25.
Meios bilhcles da loteria do Livramento.
Na ra do Livramento, loja de calcado rr. 35, ven-
dem-se a 28700 meios bilhcles, cujas rodas andam
imprelerivelmenle no dia 12 de maio ; os bilhetcs
desla casa tem approvado.por quentotem sempre sa-
bido algumas sorles grandes, pelo que vale a peoa o
acrescimo de 200 rs. de lucro.
Vende-se um cofre de madeira com arcos de
ferro' muito forte e com tres fechaduras muilo segu-'
ras, por preco commodo: na ra da Senzala defron-
te da lj:i do Sr. Marlins, pintor.
(fo Vade-mecum dos homeopthas ou ^
&fc oDr. Heringtraduzidoem por- (A
tugues. .g.
Acha-se a venda esta importanlissima o- '
bra do Dr. Hcring no consultorio (lomreo-
pathico do Dr. Lobo Moscoso rna do Colle-
gio n. 25,1 andar.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rna da
Sen*ala nova n. 42.
Ncsle estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ierro Batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito, '-'*
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Rcrlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran~j
de vantagem para o melhoratnento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N; O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz, n. 4.
SANDS.
SALSA PABRIfelU:
Viccnlc Jos de Brito, nnico agente em Pernam-
bnco de B. J. D.Sands, chimico americano, faz pu-
blico que tem chegado a -esta praca nma grande por-
cao de frascos de salsa parrilha de Sands, que silo
verdadciramenle falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devem acaulelar os consu-
midores'de lo precioso talismn, de cahir nesle
engao, lomando as funestas consequencias que
sempre coslumam trazer os medicamentos falsifica-
dos c elaborados pela m3o daqnelles, que antepoem
seos interesses aos males e estragos da humanidade.
l'orlanto pede, para, que o publico se possa lirar
desla fraude e dislingua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recentemente aqui checa-
da ; o annunciante faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente ero sua botica, oa ra da Cooceicao
do Recife n. 61 ; e, alm do receituario qae acom-
panha cada.frasco, lem embaixo da primeira pagina
seu nome impressu, e se achara sua firma em ma-
nuscriplo sobre o involtorio impresso do mesmo
fracos.
Na ra do Vigario n. 19,' primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violadle flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinlias tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
FARINHA DE TRIGO.
Vende-se no armazem de Tasso Irmaos, farinha de
trigo de todas as qualidades, que cvislcm no mer-
cado.
Muita attencao.
Cassas deaquadros muito largas com 12 jardas a
2*100 a peca, corles de ganga amarella de quadros
'muilo lindos a ISOO, corles de vestido de cambraia
de cor comet 1|2 varas, muilo larga, a 2>800, dilos
comS lp2 varas a 3oOOO rs., cortes de meia casemira
para calca a 33000 rs., e outras muitas fazendas por
preco commodo : na ra do Crespo, loja da esquina
que volla para a Cadeia.
Haw.
MECHAHISMO PARA
HHOS.
. FDDICAO' DE FERRO DO EMES
DAVID W. B0WIA1, NA RUA
PASSANDOOCHAFARIZ,
ha sempre um grande sortimento dos
jeclos de mechanismos proprios para
bcr : moendas e meias moendas da]
conslrucrao ; taixas de ferro fund
superior qualidade, e de todos os
dentadas para agua on animaes, de
Coes ; crivos e boceas de fornalha e
ro, agnilhes,bronzes parafusos e cv
de mandioca, etc. etc.
AMESMA FUDIftO/
se eieculam lodas as encommendas
dade j eonhecida, e com a devida pi
didade em preco.
* Pianos.
'" Os amadores da msica adiara c
em casa de Bruno Praeger & Com
n. 10, um grande sortimento de piai
piarlos,de diflerentes modbllos, boa.
las vozes, que vendem por mdicos!
mo toda a qualidade de inslrumenl
OLEO DE LINHA^A E
vende-se em a botica de
Francisco de Souza, ra larj
n. 36.
ARADOS DE FERR
Na fundicao' de C. Starr
Santo Amaro acha-se ]
dos d ferro de superior qua
TAIXAS DEFERRt
Na fundicao' d'Aurora
Amaro, e tambem
rna do Rrum logo na i
te do Arsenal de Mari
um grande sortimento
de fabrica nacional
batidas, fundidas, grand
razas, e fundas ; e em ai:
e\istem quindastes, para I
noas, ou carros livres
presos sao' os mais coi
HO ARMAZEM DEC.J.ASTIE1
ECOMI'AMIIA; RUADO TRAPICHE No,
ha para vender o seguinte :
Oleo de linha^a em latas de 5 galocs.
Champagne, marca A: C.
Oleados para mesas.
Tapetes de laa para forro de salas.
Formasdefolha de ferro, pintadas, para
fabrica de assucar.
Ac de Milao sortido. *
Carne devacca em salmoura.
Lonas" da Russia.
Lazarir>as% clavinotes.
Papel de paquete, inglez.
Rnm de vela, da Russia.
Relogios de ouro, patente inglez.
Graxa ingleza de verm*.para arreios.
Arreios para um e dous cvidlos, guaim:
cidos de prata e de latao ^ -
Chicotes e lampeoes para carro e cabriolet -
Couros de viado de lustre para cobertas.
Cabezadas para montara, para senhora.
Esporas de ac plateado.
Vendem-se em casa de S. P. Jolms -
ton & C, na ra de Senzalla Nova n. 42 .
Vinho do Porto superior engawafado.
Sellins inglezes.
Relogios de ouro patente inglez.
\ Chicotes de carro.
Farello em saccas de arrobas.
Fornosde farinha.
Candelabros e candieiros bronzeados.
Ikspenceira de; feno galvanisado.
Ferro gulvanisado em lollia para forro*,;
Cobro de forro-
Vendem-se correntes#de ferro usadas, tanto fi-
nas como grosras, as quaes esto em muilo bom es-
tado; o por preco muilo commodo : na roa da Sen-
zala, armazem defronte da loja do S/.-Marlins, pin-
tor. Ko mesmo armazem compram-se ferros velhosj
cobre, lalo e oulra qualquer qualidade de" metal,
assim como brins, lonas e outros pannos velhos etc.
Vende-se urna prela que' sabe cozinhar o diario
de urna casa: na ra do Livramento n. 1.
Vendem-se tres bonitos armarios de amarcllo,
en\ i.lracadns, proprios para biblioteca ou outro qual-
quer estalielecimenlo, por serem muilo bem feitos;
assim.como urna meso de inogno para janlar que ad-
milte mais de 40 pessoas, e oulros trastes que se do
por preco muilo commodo ; no armazem do corre-
tor Miguel Carneiro, na ra do Trapiche,. ou na ra
da Cruz n. 3*. .
CERA DE CARNAUBA.
Vende-se cera de carnauba chegatla agora do Ara-
caty : na ra da Cadcia do. Kecifc n. 49, primeiro
andar.
SAL DO ASSCV
Vende-se sal chegado agora do Ass, a bordo do
hiato Anglica : a tratar na ra da Cadeia do Recife
n. 41, primeiro andar.
Vende-se urna escrava de.meia idade, sabe la-
var de sahao e varrela, muito propria para o servico
de campo, por j ler sido esta a sua oernpacao:
quema pretender dirija-se a ra do Crespo loja n.C.
Vende-se um etcellente carrinho de 4 rodas,
mui bem construido, cm bom estado; est exposto na
ra do Aragito,,casa do Sr. Pesine n. 6, onde podem
os preln'denteS examina-lo, e tratar do ajuste com
o mesmo senhor cima, ou na ra da Cruz no Recife
n. 27, armazem.
PALITO'S DE ALPACA FRANCEZES.
Grande sortimento de palitos de alpaca o de brim,
na ruado Collegio n. 4,c na ra da Cadeia do Reci-
fe n. 17 ; vendem-se por preco muito commodo.
Sementes novas.
Vende-se no armazem de Antonio Francisco Mar-
lins, na rna da Cruz n. 62, as melhores sementes re-
renlemenlo chegadas de Lishoa'ua barca porlugaeza
Margarida, como seja : couve tronxuda, monvarda,
sahoia, fejo carrapato de duas qualidades crvilha
loria e dircila, coenlro. salsa, nabos e rabaneles de
todas as qualidades.
Fazendas baratas.'
Vendem-se casemiras francezas, padrees modernos
c muilo clsticas a 43000, .ViiK) e ."cOO o corte, di-
tas meias casemiras a 2^800 o corte, panno lino azul
para fardas di guardas nacionaes a 38O0 o covado,
fidim prelo Macao a 3^000 o covado, casemiras pre-
las a 29^r2tO0,~ 2800 e 33000 o covado: na ra
do Crespo n. 15, loja de Andr Guilherme lirecken-
feld.
Vende-se um escravo: quem pretender dirija-
se ao sobrado do aterro da Boa Visla n.53de 1 hora
da larde era vante al 6 da tarde adiar com quem
tratar.
ATTENCAO'!!
Vcnde-sc o verdadeiro fumo de Garanhuns, de
primeira qualidade, por preco commodo : na ra Di-
reita n. 70, esquina do becco dos Peccados Mortaes.
Ai enca de Edwtn
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon
& Companhia, acha-se constantemeate bons sorti-
menlos de taixas de ferro coado e batido, tanto ra-
sa como fundas, moendas ineliras todas de ferro pa-
ra animaes, agua, etc., ditas para armar em rdadei-
ra de todos os lmannos e modelos os mais modernos,
machina horisunlal para vapor com Torca de
4 cavallos; cocos, passadeiras de ferro eslanhado
para. casa de purgar, por menos preco que os de co-
bre, esco vens para navios, ferro da Sueeia, e fo-
1 has de (landres ; tudo por barato preco.
650
Vendem-se na ru. da Maugueira n. b%
G50 fijlos de marmon:; baratos eeui bom
estado.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, tem
i venda a superior llanella para forro desellius, che-
gada recentemente da Anwriei.
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, arma
% zem derlenrque Gibson,
vendem-se relogios de ouro de sabonete, de patente
inglez, da melhor qualidade, e fabricados em Lon-
dres, por preco commodo. r
Vehdem-se pregos americanos, m
barris, proprios para barricas de assu-
car, e avaiade de zinco, superior quali-
dade, por precos commodos : na ra do
T-rapiclie Novo n. 16.
Na ra da Cadeia Velha n. 52, em casa de
Deane Youle & Companhia,
vende-se um carro americano de 4 "rodas ; pode ser
\ isto na cocheira de Poirrier, no aterro da Boa-Vista.
Vende-se um completo sortimento de fazendas
prelas, como : panno lino prelo a 39000, 49000 ,
33000 e 63000, dito azul 39000, 49000 e 59000, ca-
semira preta a 29500, selim preto muilo superior ,
39OOO e 49OOO o covado, sarja prela hespanhola 29 e
29500 rs., selim lavrado proprio para vestidos de se-
nhora a 25000, muitas mais fazendas de muitas qua-
lidades, por preco commodo : na ra do Crespo loja
n.6.
^Velas de carnauba.
Na ra da'Cruz n: 15, segando andar, vendem^
velas de carnauba, puras c composlas, feils no Ara-
caly, por menos'preco do que em outra qualqrrer
parte.
Vendem-se cobertores brancos de algodo gran-
aos, a 19440; ditos de salpico lambem grandes, a
13280, dilos do salpico, de tpele, a 13100: na ra do
Crespo loja n. 6.
Vende-se o engenho Limeirinhft situado n mar
gem do Tracunhaem, com 600 bracas. A* lestrfJi c
urna legua de fundo, com as ohr as mais precisas, lo-
das novas, c ptima moenda, cuta bons partidos que
com 2 carros e 4 quartos pode.'m moer at 2,000 paes
n que he de.grande vantagem para um principiante.
He de ptimo assucar e 4i boa produeco, -tanto de
canna como de legumes : vende-se. com algum di-
nieiro- vista, c o mais a pagamento conforme se
poder conveucionar o-j pretcndenles dirijarh-se ao
engenho Tamatape de Fiares.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro," acha-se para vender
moendas de qannas todas de ferro, de -um
modello e construccao muito superiores
Taixas para ngenhos-
^Na fund Rowmann ,"* ra ra do Rfum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo; sortimento de taixas de ferro
fundido re-batido, de 5 a 8 palmos de
bocea, *s quaes acham-se a venda, por
prerjcSfcommodo e .com promptidao' :
embalenm-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
__ Vendem-se cobertores de algouo grandes a 610
,r ^^auenos a 060 rs, : na ra do Crespo uunie-
res'peilosamente annunciam que |
tabelecimenlo em Santo Amaro,
com a maior perfeicao e prorhptii
de marhinisrho para o uso da
cao e manufactura, e que paral
.seus numerosos freguezes e do pl
aberlo cm um dos grandes
ta na roa do Brnm, abaz do
DEPOSITO'DE MACHN
construidas no ditosen estabelecimj
A111 acharo os compradores o
ment de moendas de canna,
ramenlos{alguns delles novos e
experiencia de mullos annos tem 1
sijade. Machinas de vapor de ba
laixas de todo lamanho, tanto batid as
carros de mo e dilos para condnzir fdrn
car, machinas para moermandioca, prensas ara di-^^j
to, fornos de ferro balido par v***^^
ferro da mais apprdvada'-constrMc-
alambiques,- crivos e portas p
infnidade de obras de ferro, que
enumerar. No mesmo deposi
intelligenle e habilitada para receti
commendas, etc., etc., qae os ano
do com a capacidade de suas officin
e pericia de seas ofliciaes, se comp
executar, om a maior presteza, i
conlormidnde com os modelos ou desenlio*
Cues que Ihe forem forneeidas.
PECHINCHA.
Vendem-se saccas moito grandes de fejao branco,
pelo baratissimo preco de 29800, di las-de dito mula-
linho pelo mesmo preco :.na ra do Que
loja da Eslrella.de Gregorio Silveira.
Na ra do Crespo n. 3, loja de 4 pe
dem-se corle Ale calcas do casemira de cores escuras,
propriaspara o invern a 43000,dinheiro V .vista.
Vcnde-sc no largo da Ribeira, taberna 1. 5,fa-
rinha dr mandioca, superior, de Muribcca, em sac-
cas.
Na ra do Crespo, loj n. 12, tem damasco de
seda encarnado vindo de Lisboa,'proprio para corli-
nados'do igreja, e por preco commodo.
v
ESCRAVOS FGIDOS.
Ausentou-se 110 dia 30 do proxime
prelo, crioulo, por nome Amaro, e
algodo toda azul, e calca branca de Jgodae, ho
bastante grosso do corpo, e quando anda <
as juntas, esle prelo veio do engenho Japar
foi ahi do Sr. Luiz Francisco Tavares de ello :
levar na ra da Cruz n. 2, ou na ra d Apollo
n\23. ^ ^^e^m^.
"^-Fug!o^^3r3o^abo da ra do Livr
tima negra de 40 annos para cima, de nomj
de nacHo Congo, com os signaes seguinles:*
misa muilo suja, urna saia de algodo a/u
briilho com urna haela encarnada, baij
olha he atravz: qaem a pegar leve-a 1
ou na ra Direila, taberna n. 16.
Fugio no dia 25 do crrenle o esrr
de nome Vicente com os signa-------
senta ter 30annos,bem preto, i
bado das peraas, he muilo pro
camisa de meia j rola, cal
porm he de suppor que
cravo he proprieda,de do Sr. Pa
gado, senlior do engenho Cocal 1
qocm o pegar ou der noticia ni
ga n. 24 ou no dito engenho que
penssado.
No dia 7 de maio de^S-52, desappareceu um
escravo, pardo de nome Len,
nos pouco mais ou menos, con naes;
baixo eo peito um pouco met
bellos'carapinhos e desce a; a, foi
escravo de Joauna Maria dos Pastos, moradora na
Boa-viagem : aesconlia-se que fosse seduzido, este
escravo vinlia todos os diu vemler leite ao Recife,
lia noticia de ler sido vislo no scrlo no logar Var-
zia da Vara, ele escravo perlcncc a Femando Jos
da Rocha Pinto, morador 110 dio da Janeiro : quem
o pegar e o levar a ra da Cadeia do llecife, loja 11.
.'1, receber* do abaixo assignado 2009 rs. de gralili-
carr.o. tnlonio llcrwirdo I az de Canalhn.
Vv*, Tfi.*,n.T,
a Farta.18M,
- "O


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