Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01546


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Full Text
AMMO XXX. N. 101.

OUARTA FEIRA 3 DE MAIO DE (854.
I
+ .

!
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i
1
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i-%
Por 3 mezes adiantados 4,000
Por 3 mezes vencidos 4,500.
Por Anno adiantado 15,000. .
Porte franco para o subscriptor.
ENCAREGADOS.DA SUBSCRIPOAO'.
Recife, o proprieario M. F. de Faria; Rio do Ja-
neiro, oSr. Joao Pernira Martins;Bahia, o Sr. F.
D uprad; Mace, oSr. Joaquim Bernardo de Men-
donca ; Parahiba, o Sr. Jos Rodrigues da Cosa; Na-
tal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Aracaty, o Sr.
Antonio de Lentos Braga ; Cear, o Sr. Victoriano
AugusloBorges;Maranho,o Sr. Joaquim Marques
Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 27 3/4, 28 e 28 1/8 d. por 1
Paris, 340-a 345 rs. por i f.
Lisboa, 95 por cento.
L, Rio do Janeiro, 1 i/2 a 2 porO/o de rebate.
Acf6cs do banco 10 O/o de pretaio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconiodeiettrasl2 0/0 -
METAES.
Ouro. Oncas hespanholas. 289500
MoedSs do 69400' velhas. .
do 69400 novas.
de 49000.....
Prata. Paiacoes brasileiros ....
Peso columnarios.....
mexicanos
i 299000
169000
169000
99000
19930
19930
15800
PAJ4TIDAS DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e Oricury, a 13 e 28.
Coianna c Parahiba, segundasesextas feiras.
Victoria, e Natal, as quintas feiras.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira s 9 horas e ,18 minutos da manhaa.
Segunda s 9 horas e 42 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas o qnintasfeiras.
Relacao, tercas Rtras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphaos, segundas c quintas s 10 horas.
i.* vara do civel, segundas e sextas ao meio da.
2." vara do civel, quartas e sabbados ao meio da.
EPUEMERJDES.
Maio 5 Quarlo crescente as 7 horas, 11 mi-
nutos e 48 segundos da manhaa.
12 La cheia a 1 hora, 18 minutos e 48
segundos da tarde,
s 19 Quarto minguante as 4 horas, 14
minntos e 48 segundos da manhaa.
26. La nova as 6 boras, 28 minutos-e
48 segundos da larde.
DIAS DA SEMANA.
, 1 Segunda. Ss. Felippc e Tiago app.
2 Terca. S. MaHada rainha v. ; S*. Vindimal.
3 Quarta. Invencao da S. Cruz ; S. Rodopiano.
4 Quinta. S.Monicaviu., mai deS. Agosnho.
. 5 Sexta. Aconversaciode S. Agostinho.
6 Sabbado. S. Joao^nte-iportam-Latim.
7 Domingo 3. dcpois de Pascoa; Maternidade
da SS. Virgem Mai de Dos..
PARTE 0FTICU1.
MINISTERIO DA JUSTICA.
Debelo n. 1,365 de 15 de abril d tSJt.
Crea o lugar de promotor publico da comarca ito Al-
to Mearim, na provincia do Maranhao, c marca o
respectivo ordenado.
Fiea creado o lugar de promotor publico da co-
marca do Alto Mearim, na provincia do-Maranhan,
que vencer o ordeado annual do 6009000.
. Jos Tliomaz Nabuco de Araujo, do mea conse-
llio, ministro e secrclario de csl.nl.. do negocios da
justica, assim u lenha entendido e faca exceptar. Pa-
lacio do Km de Janeiro,.ni-10 de abril de 1854, tri-
gesimo-tereciro da independencia e do imperio.
Com a rubrica de S. M. o Imperador. Jos Tho-
maz Sabuco de Araujo.
->*/?<
Decreto n. ,366 de 15 de abril de 1851.
Annea o termo deTraip ao de Penedo; e o de Pao
de Assucar ao da Malla Grande, ua provincia das
Alagoas.
Fica reunido o termo de Trap ao de Penedo, e
o de Pao de Assucar ao da Malla Grande, na provin-
cia das Alagoas; e revogado quanlo primeira par-
te o decreto n. 1,327 "do 10 de fevereiro desle anno.
Jos Tliomaz Nabuco de Araujo, do meu conselhn,
minillroe secrclerio de estado dos negocios da jusli-
assim o lenha entendido o faja executar. Pala-
cio do Rio de Janeiro, em 15 de abril de 185, tri-
no-terceiro da independencia e do imperio___
Com a rubrica de S. M. o Imperador. Josc' Tilo-
mas Sabuco de Araujo.
------ -IWOIII -----
BnmSTEBIO DA FAZENDA.
expediente do dia 16 de marco de 1851.
Ao Sr. ministro da justica, que, sendo a rcgula-
ridade do registro das capllas e-cnmpetaiites tom-
bos, na forma da ordenaciio liv. 1. lit. 50 2 e 3,
e reglamento de'2 de outubro de 1851 7, arl.44,
tm dos meios mais clicazcs nao s para devdamen-
scalisar-se a adminslracao dos bens das ditas ca-
pllas, como reconhecer-se a devoluc.1i) dclles para
estado-, quando esla se verifique, mas constando
que Da provedoria das capcllas do municipio dcsla
rte nao existe o livro daquelle regislro: requisita-
sede S. Exc. a erpeiTijao das- ordens precisas para
|e, na forma do citado artign^lftjegiilaincnlo de 2
oulbro de lK.il, sejam as provedor3s>'cados
os aeuciooadns livros do regislro das capcllas o-*cus f
imb*. ^^ v
-17-
A* thesouiaris do Mar.mliao, em rcsposla ao s'eu
oflico n. 10> de 20 de dezenmro ullimo. versando
sobre o pagamento da gralificaca devida aos desem-
bargadores-que excrcem o cargo de cliefe de polica,
que, segundo commuuicou o ministerio di justica
em aviso de 10 do crrente, S. M. o Imperador hou-
ve por bem decidir: 1.que a gratificac.no que com-
pele aos mencionados chefes de polica lie a do decre-
to de lde maio de 18*2i o nao a do decreto n. 587
de 26 de junlio de 1850, especial, como da sua lellra
se v,.aoschefes.de ""'f^m1^^ ''"* <*dnu*
2. que os dcsembarga8or^serTindo de eheTeT~d?
poiieia, tem direilo nao so gratificaoao de chefes de
polica, como' lambem de desembargadores, porque
como taes e nessa qualidade sao elle chamados para
exercer aquclle em prego; sendo que procede sem du-
vida, por identidada de razio, a favor dos dosembar-
o timili dos joizes de direilo, os quaes ac-
'umulara as duas gratiiieaces.
COMMANDO DAS ARMAS.
Qaartel cameral do commando das armas de
Farnambnco, na cldade 4o Recife, ene 2 de
mato da 18M.
OBJDEM DO DA tf. 82.
O raarechal de campo commandanle das.armas,
tandeo em presenca as cnmmunicaces recebidas da
presidencia dcsl provincia cm data de honlcm, de-
clara para scicncia da guarnido c devida observan-
cia,'que o goveruo de S. M. o Imperador liouvjs por
; bem delerminr, por aviso expedido peto ministerio
dos negocio da guerra a 4 de abril prximo t)ndo,
que oSr. tenente-crohel Manuel Lopes Terccgueiro,
siga a Wmar o commando do sexto hatalli^ do infan-
ia estacionado na provincia de.S. Pedro do Sl,
lo de nenlium entilo o disposlo no aviso de 30
dezemhro do anno passado, que maudou o mesmo
tenente-coronel commandar o. nono balalho da
mesma arma existente nesla provincia j c por oulro
aviso co 30 dd marro ultimo foi servido conceder li-
cenca para frequenlarcomo ouvinle o primcjro anno
da*escola mililar da corte, fazendo o servico que for
eompa'livel com a freqnencia, ao Sr. alteres do declino
balalho addido ao primeiro do infanlaria Francisco
da Cimba Bilancourl.
Assignado.Jos Fernanda* dos Santos Pereira.
ConformeCandido Leal Ferreira, ajudante de
ordens cncarregado do delalhe. fc
EXTERIOR.
O Raisos no imperio Chines.
Em presenca de un enigma, qualqucr que seja,
, compre nao perder de vista nenhum-dos seus movi-
mentos, por que lodos devein ser liosl)t.
Nao lie smenle pela, aggrefsilo contra a Turquia
que o imperio rurao lem-se tornado perigaso ao rc-
pouso do occidente ; he lambem pelas intrigas se-
cretas que pralica cm lodos os pontos do Oriento, na
Pcrsia.no Thiliel,no seio dos povos nmades das fal-
das do Hjmalaya, e at uo mesmo coracao da mo-
narcliia chineza.
A Prcsse ja fez conhecer essas intrigas na parle
que respeila aos oslados seceundarios ; compre
boje completar esse quadro expondo a historia da
diplomacia actos dos agentes russos na China.
A Russia, potencia limitrophe desse paiz, est de-
posse do mais anliao tratado que concluir com os
esladosoccidenlaes. Ella d-se a um commercio nao
menos fructuoso que extenso com o celeste-imperio,
e'de todas as iiac,oes,ho a nica qucenlrctcm mesmo
cm Pekn urna mis*ao, cujo carcter lie simultanea-
mento poltico c religioso.
Pedro o Grande, alim de reunir a Itussia da Eu-
ropa ao ocano elacial, e ao ocano pacifico, fun-
dn cstabelccimenlos destinados a dominar o curso
dos rios, contando-sc entre ellcs Albasiaii, a mar-
gem do Amur. Tcndo sido os habitantes desle esla-
belecimeuto sorprendidos pelos' Chinezes, o con-
duzidos a Pekin, celobrou-se nm tratado entre as
duas potencias, o qul teve pog#m consagrar os
diroilosilcstos sobre o rio Amur^VKlrinsir-lhes as
(ransacrocs com a Mantchauria. E*l tratado foi as-
signado em Nipcliu, em solcmhro de IfiSO ; um se-
gundo foi assiznado no reinado" de Catharna, a 14
de junho de 17-28.
Nao Iralava-sc entao de diciar as xondicOss dos
tratados ; o poni importante consistia cm poder-se
alcanzar primeiro um, dcpois oulro. Viuda hoje o
governo russo, ln altivo quando julga ler atlingido
os seus fins, nao hesita para, eousegui-los em sub-
metler-se mais humilde alliludc. Assim foi que
elle conseolio queseo ullimo tratadopassssse pelo ca-
diuho do urna reparlicao,espccie de ministerio das
colonias, cujas atlribuic,es ahrangem ludo o que
diz rcspeilo aos paizes tributarios, consenlindo igual-
mente inscrever-se nesta qualidade no limo do im-
perio. Em quanlo, porm, aceita oflicialmenlees-
ta posicao mais que modesta, enlrelcm no seio dos
descendentes Sos Cossacos agentes bem pagos, abri-
gados da espionagem das autoridades de Pkin por
so.i qualidade do cliinez, os quae-. pela communi-
dade'deorigcm e religio com os Russos Slo muito
aroprios para servir os interesses de sua anliga pa-
tria.
Sob o pretexto do dar guias espiriluaes aos des-
cendentes dos Cossacos, trazidos a Pekin em 1685,
dcpois da sorpreza de. Albazian, a itussia .'obleve a
aulorsacao de cstabelccer urna msslo na capital do
imperio chinez. E renova o scu pessoal de de$ em dez annos ; lempo
necessario |>ara aprender o cliinez e o mantchou,
para iniciar numerosos alumnos na lingua russa, c
facilitar as rclaeOcs coinmerciaes entre os dou po-
os, afim de clienar-se a urna fnsao de inlercsses. A
missao punce mais dispende do que a somma de
18,03wuhlos, c algumas despezas fcilas com a con-
servajao c sustento da nm convento, e una icreja.
Ella he sssleutada cusa do imperador da China,
que consagra-llie cada anno porto de 5,0()) francos
em prata, e 4 a 5 mil kilogrammas de arroz.
As trocas martimas operadas coi consecuencia da
abertura dos porlos d'Amoy e Stiang-IIai coni os
navios ostran'-'iros (eem compromellido ronsidera-
vclmcnle os interesses commerciacs da Itussia, que
he obrignda a vender por um preco demasiailamonlc
Hhixo s tres quartns do suas mercadorias do expor-
KIu. PicIii coiTo o cmnierciohc nos seus clculos,
Wn ponto secundario, resolve-se de bi'ia vonlade
a solTrcr perilas, arujasouima accrcscenla oulra's so-
mas enormes dispendidas com presentes feilps aos
dignilarios do celeste-imperio. Dcpois, a litulo de
qempcnsaca'i os consiinimidorcs russos pagam o
cha Ircs vezes mais caro do que costa ao consumi-
dor ioglcz.
Os docunirntor que anal;sair.os.alirmim que, cm
Pekin abrinlm-se nogociaces por parle da Itu- ia,
afim do cclebrar-se um novo tratado mais vantajoso
que os precedentes. Cbmprehende-se qne Nicolao
senlio essa iuvc.--id.ulo, vislo como um dos navios
russos enviados a Shang-llai para abrir o commer-
cio directo com a China central, houvc do parar na
eslaci} do opio dessa cidade, e nao pode obter do
intendente do porto ^aulorisacao de subir o rio, v.
fazer vendas ou compras, sob pretexto de urna dis-
posicao do tratado suAlemchlar com a Inglaterra.
Na esperanca de qu o tratado ineelado seja por
fim assignado, a Kussia enva lodos os annos um
navio a Shang-IIai, com o fim de comprar cha na
estacao do opio, alm da quat nao pasia, mas onde
deixa ouro bstanle para corromper lodos os func-
ionarios da cidade chineza, que S,, cony lodos
sabem, de todos os homens os mais accessiveis cor-
rupcSo.
. Em 1852, o governo russo conseguid oblcr do
imperador da China a abertura de um novo merca-
do para o commercio por Ierra entre os dous im-
perios. Esse mercado, situado a margem do Irtysch,
no-ponto em quecslc rio pendra na China, adia-
se em cummiiiiicacan directa c fcil com Tabolok.
capital da Sibcra occidental. S os documentos,
em que bebemos estes delalhes nao sao errneos,
esse eslabelecmenlo vai ser pan a_ Itussia da mais
alia importancia commcrcial, e poltica.
Elle vai. habilitar os Russos para, pelo lado do
nordeste, cxcrccrcm urna vigilancia Uto activa sobre
Iiouckara, Khiva, Koundaur e Khakland, como a-
quella a que osles paizes cstSo sujcilos'pclos cslabc-
lccimcnlos do mar Caspio. Desle poni os Russos
poderlo fcilmente vigiar l.alioav, c Cabaul al o
momento ciji que julzarem rtportuno fazer urna
tentativa contra cslcs paizes. Alcm disso, se a Itus-
sia alcancar navegar livremcnlc pelo rio Amur, o
Camlchatka c as colonias americanas actiar-se-hao
~arujro\imadas pelo menos dous lerdos de Ncrlchinsk
c Irkustsk, c seus subditos, depofs tic lerem per-
corrido a via lluvial interior do imperio cliinez,
chcgnnloatShanglmi. Vai pelo norle, emquanloos
occidcnlacs nao podem chegar ao mesmo lugar pelo
sul senao ao cabo de longas c perigosas navenaccs.
Parece, que at hoje o celeste imperio tem recu-
sado abrir a navegar^io do rio Amur a seu lerrvel
visinho, mas deve-se temer que, aprovcilando-sc das
circumslancias, emqueacha-se actualmente a China,
Nicolao consiga arrancar esla concessao a corlo de
Pekn, em cujo caso a influencia rnssa parara sobre
urna extensao de paiz mais consideravcl, do que a-
quclla sobre que a Inglaterra domina no Oriente,
Cumpria Irazer i lembranca estes lacios de urna
poltica astuciosa, no momento em que a altencao do
mundo esl voltada para o lado de um thoalro, cm
que o canbao fczrsc f ouvir. (Preste)
CORRESPONDENCIAS D8-MARIO DE
FERNAMBfUOO.
de 1864.
As .potencias
antaram a luva
dia 27 de mar-
..'deen na casa dos
"los Commuus, a

FOLHETIM.
MEMORIAS DE 11 RE. (*)
,FiO USQDE2 BE F0BR1S, E PEDRO ZACESE.
---- 'MU' i.
PRMEIRA PARTE.
XIV.
miz XVIII cm Mitt.iii.
"TC9''fl<'r(o;
O ronde do Provcnca a qarmchamavam por antc-
ripacao no exilio l.uiz XVHI re dd Franca, passava
na realidade em Millau urmt cxislcnria despida de
euranlos. Demais a cidade naTr^sreca proprii pa-
ra dislra.liir os enfadas d um rei 9un reino ; por-
quanto ascidades da Russia nSo silo ni gcral mui
atlractivas, e Millau tem em particular xm aspecto
trale, montono e soberanamente fastidioso. Toda-
va a Russia tinha-se portado para com o principe
com todas as ntleneoes devidas dcsaraca. (Ifan-Vs
preparativos baviam sido ordenados cm Millau pi-
ra rdceb-lo, e os babilanls foram obrigdos a foi^
netjer ao sen sequilo mil cadeiras, cem camas, nu-
la Ipesa, e um numero consideravcl de varios'outros
objeclos.
l.uz XVIII cscolhcra'para sua residencia'ordina-
ria o calello do ikique de Courlandia, situado al-
burnos centenas de passos dislaale da cidade. Essa
habitara era siiflicienlcmcnte appropriaita cir-
rvnista'nria, c ate fdra preparada para as uceessida-
dcs religiosas urna igreja propria para o cullo ca-
tliolirg.
O castello dos duques de Courlandia, desthroua-
dos como sahe-se pela czariua Calhariqa II, era um
monumento que ucvta lembrar a cada instante ao
Eiriiicipe que o liabitava a instabilidade (Kis.cousas
mmanas, c nao oppunha-se a que essesydous infor-
lunios se consolassem enlre si. S
Ctimludo l.uiz XVIII pareca muiliriiidficrcnte i
lirio histrica que poda lirar do 4w-locf.li das"(
ruinas qnejiabilava. Z'.ie ouvia os disriirsos'de
---------------j^-----------:-----------------------------------_
( ) Vide Diario n. 100. ,
sua corle, corrigia c commeutava as odes de Hora-
cio.^ jogava o pasta-de; c j-omia ovos.
Esla ultima parlicularidadc he na vcrda'de digna
d ola. Nigueiu calculou.ainda que influencia
uodem ler os ovos sobre um principe desterrado!.!.
Ei un es-es quasi todos os cuidados de I,uiz XVI11.
Elle linhabem desejns de \ollar para Franr; dia ; mas nao oceupava-se com os meiospralicos de
preparar essa Tolla. .
Todava devemosdizer ludo. Ello linha levanla-
do um excrcilo chantado, o excrcity de emigrucAo,
e dividi cm qualro parles. A jirimcira romposta
de nobres eslava dcbaixo das ordens do principo de
Conde, a seminda romposta de ravjllcirqs nobres
eslava dcbaixo das d duque de Herry, a terceira
commandada pelo duque de Boualion rcprcsenlava
a infalarla,paj{a, cmllm a quarta coulcndo ditreren-
les corpos obedeca ai duque d'Engliien. Tinliam-
sc ocrupado muito em Millau com o uniforme da
emigrarlo, e dcpois de muitas discusses graves,
haviam assentado que esse uniforme fosse com posto
de farda verde com vivos prqlos e forro encarnado,
e calcas brancas. Os cavalleiros e caradores' nobres
distinguiam-se por ealoes de ouro.
- Reguladas todas essas quesloes, esperavam 'todos
com a arma no braco o momento de vllar para
Franca. Entretanto l.uiz XVIII c'ommenlava Ho-
racio, jogava o passa-deze comia ovos.
.. Lu/. XVIII era muito espirituoso, ao menos no
Ibcr de seus aduladores. Um dia o conde de Ava-
rj. sen intimo confidente, chcsoii ao castello do du-
qu*h fazet^e annunciar. Esse esquecimento da etiqueta
era grav.. -|n parle conde, c devia cerlamenlc ter
por desculptjjma razan legitima. Com elTeilo ocon-
dc de AvajJF vinlia participar a Luiz XVIII que
na cidade^ej^^iau iam fallar os ovos.
JohayJa-rle ac\iilccer cedo ou larde, respon-
lie"-Luiz XVIII semo*inover-se quanlo o conde
estrava ; porque teuho W>> sempre a todos que
u') qnerido ouvir, que *> "'nosaqui ^oiiiAas mo-
^mincipo desterrado Unha>onlrahido o habito
*to.. i-.....:0 jo consolar-SC }ie ludo com um Itom
dito.
Ao ronlArio do rei da Yvelol, l.uiz WHIdei-
la\a-se niiio linde, c levaiitava-se cedo. Tinli.i una
correspondencia limito aclir^ oin m agentes diplo-
Hambarcj S de
Esl.i declarada a gnei
occidcnlacs Franca c
que lhes lajcou a Ruis'
Jo foi communicado
I.ords c por lord John
missao da rainha, coohecendo a declararlo que se
achavam rompidas as negociarles com o czar, e
a que sua mageslade se julgara obrigada a preslar
o cu auxilio ao seu- alijado, o sultao, 'contra
ataques nao provocados. No mesmo dia, em Pa-
ris, o minislro d'eslado Fould apYesenlod ao senado
e ao corpo legislativo urna igual missao de guerra
do imperador Luir Napolclo, e ja no dia 29 de
marjo appareceram ap mesmo lempo na Gazelte de
Londres e no Monilenr as declararocs de guerra dos
dous soberanos alliados da Franca c Inglaterra !
Nao posso deiiar de fallar loco das declarares de
ambas as potencias adiadas, publicadas juntamente
cora as declaracoes da guerra, a respeo do pavillio
neutro.
At o ullimo momento vacillavam as negociares
entre a Franja e Inglaterra a esse rcspeilo, e de di-
versas, expressoes contradictorias dos ministros in-
glezes.se poda observar quanlo custava ajuslarem-se
acerca da marcha a seguir. Finalmente cedeu a In-
glaterra Franca, dando desle modo urna garanlia
da sinceridade da sua alliauca, que ao pode ser
mais decidida e importante d que agora he. Como
saber, a Inglaterra' em todos os lempos e lambem
pinda as guerras martimas desle secuto, nao linha
reconhecido o principio o pac limo cobre a carga
ou naci livre, carap livre mas sim sustentado a
mxima que a carga inimiga ficava sujeita confis-
carlo onde era encontrada, c que o patilhao nao
licre cstipulava carga nao Uere.
Na declararlo publicada em 29 de marco ultimo,
mudou pela primeira vez essa pralica, c convencio-
nou com a Franca de renunciar a urna parle dos di-
reilo* que Ihe compclcm como potencia bclligeranle,
em consequencia sera respailado.
1." a propriedade inimiga i bordo do navios neu-
tros, o
2.J a propriedado neutra a bordo do navios ini-
migos, excepto em ambos os casos o contrabando
de guerra ; e
3. naoserjmj
miniaras- fnj
Tambem se falla de urna sortida do Turcos de Ka-
lafal dcbaixo do commando do Ismael Pacha, que
porm, segundo se diz, foi repellldo pelos Rus-
sos.
Devo-lhe observar que essas nojicias anda preci-'
sam sor confirmadas, porque s mais larde he que
se sabe o verdadeiro das cousas. O que he crlo he,
queos Russos passaramo Danubio, porm qualo re-
sultado obtido? se os Turcos lites fizeram resisten-
cia ? qual o plano dos Russos ludo isso s3>> cousas
sobre as quaes corremas mais diversas noticias, e das
quacs nada de corlo se pode dzer.
Mas urna cousa lie certa, e'isli he. qu'seja a pas-
sagemdo Danubio de importancia, estratgica; ou
nao, o facto he de importanc-rBWieare de graves
cousequencias, porque a Russia de novo dcsafiou as
potencias allemaas..,
Na minha ultima.caria Ihc fallei da sbita mu-
danza da poltica da Prussia em favor da Russia, e
posicao varillante da Austria, que d.isso era urna con-
sequencia.
Poucos dias dcpois, o Gabinete 4e Londres publi-
cou urna serie de commutiicaroes cnfideuciacs do
czar ao ministro inglez em S. Petrsburgo, desde o
principio do anno de 1853, as quaes,o czar linha
manifestado os seus planos a respeilo" da Turquia
com ujna franqueza sem a mnima reserva. Ao mes-
mo lempo a Prussia e a Austria se achavam mencio-
nadas nessas communicaces confidencaes d'uma
maneira que gravemente oflendia o amor proprio e o
sentimento dasua honra. A Austria.era representada
como urna potencia que nao poda nada fazer senao
o que a Russia quizesse, e a Prussia se declarava co-
mo urna potencia cuja existencia deveria ser ignora-
da, e a qual no caso d'uma divisaod Turqua mo
mereca considerarlo alguma.
Dcpois de a Russia haver por repetidas vezes asse-
gurado Austria de nao querer passar alm do Da-
nubio, e de querer contentar-se com a ocgjipacao
dos principados danubianos como um penhor, vio-se
agoraa mesma Russia desmentir as suas asevera-
f oes pelo faci da passagem do Danubio. A Austria,
assim como a Prussia, estavam mais frjas para com
as potencias occidentaes, porm essa dobrada lesao
diplomtica nao poda deixar de as levar de novo ao
encontr das mesmas, neste sentido o gabinete de
Vienna rtiandou para Berlim o Faed niarechal bar
de Hess, cm missao extraordinaria. All o partido
russo tambem j perdeu em grande parle o terreno
que linha ganho. Na segunda^ cmara, o mi-
nislro da guerra de Berlim fallou do modo mais c-
nergico contra a alliauca da Prussia com a Russia.
edeclarou.-isso urna impossibilidade moral. Com
ludo anda nao parece haver-se chegado em Berlim a
nm resultado definitivo, e entretanto j de novo all
chegou um enviado extraordinario da Russia, o du-
que de Oeorge de Meklemhurgo, cuja commissao he
fazer desvanecer a dcsagradavcl impressao causada
pela pu.blicac.lo das communicaces confidenciacs do
czar.e do representar ao gabinete prossiano do mais
favoravel modo, a passagem do Danubio pelos Rus-
sos. Tcndo elle srhegad cm.Ilirlim no ili.i 3 do
svmpanua >\iW.[ asr potencias occidentaes no seu
combate com o Usurpador do governo do mundo,
do qiie a liberalidade dessas declararnos, que con-
servara ao commercio n seu direilo na mais larga
extenrjto ; esla liberalidado he faci muilo aprecia-
do, nao liavendo nenhuma potencia martima que
podesse fazer opposicao ;is leis dictadas pela Franca
c Inglaterra alliadas.
Entretanto a esquadra Ingleza, coosistindo de 21
navios, debaixo do commando do almirante Sir Char-
les Napicr j passou o Sund, e enlrou no Bltico.
Durante alguns dias lia se achou em Ikiel, em pe-
quea distancia de Hamburgo, e presentemente fun-
deou, mais para o norte na costa de Seeland, na as-
sim chamada baha de Kyoge, e al que se desfaca o
gelo nos porlos da Russia e que permita a entrada
nos mesmos, havcn'r lempo para se unir com a
quadra franceza, que em parte j se acha em caini-
nho. Veremos o que farao contra as fortalezas rus-
sas de Seveaborg, Reval e Kronsladl. Segundo se
diz os Russos fizeram todos os estorbos possiveis para
forlificar-se, e*suslentar todos os ataques : clles tem
em seu favor a-difficutdade da'navegado do mar
Bltico, que tralaram de augmentar para as esqua-
dras anglo-fraucezas, dcslrnindo todas as boias, ba-
lizas e signaos de mar. Com ludo o almirante Na-
picr he um liomem, que provou pela sua vida pas-
sado, que nSo recua peranle dilllculdadcs, e o nome
delle j he una garanlia.
Maior ainda do qne no Baltiro. he presentemente
a aclividade das potencias occidentaes no Mediler-
rane. A Franca embarca cada dia mais tropas, e
urna parte dos seus regimenlos j passou a ilha de
Malla e estar perlo de Conslanthiopla. Do mesmo
modo j chegaram ora Malla os regimenlos inglezes,
eem poucos dias se espera aqui a noticia de haver-
rem desembarcado com Conslanlinopli. Bem pre-
ciso he que seappressem, dcpois de s haver perdido
tanto lempo al- a declararo da guerra, e dcpois
que os Russos se apressaram de lomar a dianteira
no Danubio.
Nos dias 22 al 26 de marco, um corpo de excrci-
lo russo, de torca de cerca de30,000 hoineus. passou
o Danubio em dous pontos perlo do lirada e Galacz.
Urna terceira lenta ti va de passar o ro perlo deSulls-
cha loi repellida pelos Turcos, soffrendo os Russos
urna grande nenia, e a mesma sorle teve um quarlo
esforco de passar o Danubio perto de Turlakai.
Segundo se diz os Turcos, passaram o Danubio ao
mesmo lempo, perlo de Silislri; aonde um cohbate
renhido j dura durante alguns dias.
maticos espalhados em toda a Europa, e a leilura
dessa correspondencia, e as respostasque ella neces-
sitava occupavam-lhc urna boa parle do dia.
O conde de Avaray raras vezes o dcixava. Elle
linha a esse personagem urna aaiTeirao particular
Ululo cm lembranca do servico que llie prestara pre-
parando-Ihe a fgida de Franca, como por causada
sympathia que inspiravani-lhc suas qualidades pes-
soaes.
Alm dessas razes ja poderosas, Luiz XVIII li-
nha mais duas outras : cm primeiro lugar o conde
de Avaray traduzia pessimamenle Horacio, o qu
permitlia ao rei rcprchend-lo muitas vezes com
vanlagcm, em segundo lugar o conde do Avaray>
como verdadeiro corteso, comparlilhava grande
parte dos goslos culinarios do sen amo. Na noilo em
que pnssaram-so os aconlccimcntos que acabamos de
referir, Luiz XVIII e o conde de Avaray estavam
sentados junto de um bom fogo, e conversavam
mjsleriosamciiie sobre as ultimas noticias de Frama.
Desde alguns annos a emigracao havia modifica-
do singularmente suas pretenges, c os successos al-
ca nsa.1 os pelo Ogre de Corsega n,1o linham contri-
buido pouco para fazer pairar certas duvidas sobre
a poca provavel da volta de Luiz XVIII ao Ihrono
de seus pas,
A Repblica franceza pareca slidamente assen-
lada cm fundamentos irjhabalavcis, c no proprio
campo dos nobres desterrados haviam corrido certos
boatos assusladorcs que nao tendiam a nada menos
do que a contestar ao conde de Provcnca a legitmi-
dade dcseusdireitosaolhrouo de Franca". Luiz XVIII
eslava nessa noile, contra seu enstume, muilo pre-
ocupado, e dava apenas urna altencao distrahida s
palavras do seu ronlidcnle.
Repcntioamenle elle o interrompeu c disse-lhe :
Sabe, meu charo d'Avaray, o que passou-sc
esta noile em casa Jo prncipe larlzoll''!
A fcsla foi deudosa, senhor, responden o con-
de, e lodos confundiram-se em um mesmo senti-
mento para' lamentar a ausencia de Vossa Maces-
Eu saba essa resposla de cor, antes que o se-
nhor m'a (ivesse dado, disse o prncipe sorrndo.
Fila esl eslereolypada em meu espirito, assim co-
mo parece estar nos labjusjejodos. os homens que
rodeam os res. Creame, d'Avaiay/dee e*4
ceremonias que, quaw |0 muilo, sv boas em publi-
orronle, nao lie possivclstibcr-so qual ser a sua in-
fluencia .sobre a poltica da Prossia. O que Ihe pos-
so dzcr acerca da poltica prassiana, h que a pes-
soacm cujas mos se acha a decs kv, carece de firme-
za de carcter, e urna propenso para lado occiden-
tal observada hoje, nao he nenhuma garanlia de que
amanhaaqualquer influencia exterior'nao lenha por
consequencia urna deciso era contrario ; assim como
urna alliauca feita amanhaa com Russia, depois
de inanha pode ser mudada em urna com as poten-
cias occidentaes. He de sentir que o ministcrio'se-
ja igualmente tno varillan le, porque como nicamen-
te se Irala d nao perder a sua pasta, faz lembrar
urna veleta,que sem a mnima resistencia toma qual
qoer.posicao qne Ihe marca o vento soprado do lado
do Ihrono.
P. S. Acaba de chegar urna participarn lele-
grapbica a respeilo do fim da missao do prncipe
eorge de Mecklemburgo. Segundo a mesma: o im-
perador da Rnsia se of/erece a fazer paz, e a evacuar
os principados do Danubio, se os direitcs que os sub-
ditos ehrislaos da Turquia hao de receber pela media-
co da Inglaterra e Franca, forero garantidos por
tratados, e se as esquadras das potencias occidentaes
abandonaren! o Mar Negro e o Bosphoro. Se as po-
tencias occidentaes o a Turquia aceitarem este mo-
do de garanlia,' entao a Russia eslajprompta para
regular o reslo per meio de negociaPR em um con-
gresso, provavclmcote em Berlim. Ha m'uitos nqui
que nao acreditan) nesla noticia; outros acham nisso
urna nova tentativa da diplomacia russa pira sepa-
rar os governos allemes dos occidentaes, j: para ga-
nhar lempo, porque ninguem se persuadir que a
Franca e a Inglaterra aceitaran os oDerccimeiits
de paz feilos lao larde pela russia. Sejam essas
communicaces telegraphicas verdadeiras ou nao;
ellas foram publicadas pelo organ do partido russo
na Prussia, a Sene Preusche Jeitung (Gazeta no-
va da Prussia) e provam que no campo russo se jul-
ga agora bem recciosa a sua posicao, dado o caso que
a Allemanha faca urna alliauca intima com as Dolen-
cias occidentaes.
Emquanto aos direlos concedidos as shbdilos
ehrislaos da Turquia por mediarlo da Franca e In-
glaterra, temos hoje communicaces positivas, cujo
resumo he: 1. o direilo de cabeca (haratsch) que
at agora paga van: os Christaos na Turquia fica abo-
lido. 2., os Christaos lerao o direilo de apparece-
rcm peranle justica como leslemunhjf contra-Tur-
cos. 3., o direilo dfc acquisico deuens Iminovcis,
ser declarado indepeodente da confissao religiosa e
da nacionalidade das pessoas; a finalmente 4. a
co, e letnbrc-se de que estimo lano os semblantes
sinceros quanto detesto as mascaras mentirosas.
Eslou confuso por ter desagradado a vossa
mageslade, respondeu o conde empallidecendo.
Obi mo I meu charo, amigo, lornou Luiz
XVIII, nao o senhor nao incorreu em iicnliuina
desgrasa ; smenle admiro-mc de que tendo-o cu
honrado s vezes com o uome de amigo, nao jaiba
ilesfazer-sedesscs ares de corle que nao assenlam cm
Millau ; mas passemos isso : o que peigunto-lhe he
cortamente mais importante.
O que he cnlao, senhor '!
lima dcsavenca que dzem ler comec,ado esta
noite cm easa do prncipe de Harlzofl".
Entre Svry e Louvaiu c um cerlo duque de
Naundortr ?
Precisamente. ,
r Essa dcsavenca foi seria,senhor? .
HfTao sera que o tiuque hale-se amanha coin
os senliores de Bivry c de Louvaiu.
O conde abanou a cabera cun ar de incredulidade
e disse :
Rcceio muilo que as informacoes dadas a vos-
a mageslade nao sejam exactas, pois dimito que
dous homens que tem o nomos de Sivry e de Lou-
vain que rain rompromcller-se a poni de cruzar as
espadas cora a de um avcnlurciro.
Est cerlo de que o duque seja nm avcnlu-
reiro'? >
Todos o diziam. '
Todos fallavain sem razao.
Como?
~ Sem dnvida ; pois Mr. de Sivry o Mr. de l.ou-
vairt, os quaes Julgo, como o senhor, exccllciitcs
gentishomens, marenram ponto de rcuniao ao du-
que para amanhaa.
O ronde de Avaray pareceu relleclir um momen-
to, c depois lotnou :
- Na verdade ci o que he singular, pois se bem
me lcmbro, o principe Harlzofl que foi o primeiro
que cniillo algumas desconliaueas sobre o carcter
do joven duque, diss a algumas*pessoas que linha a
esse respeilo informarnos corlas, e acresceplou que
recebera cstjas informacoes de um alto persouaeiu
peifeilanieule informado ;dc sorle que.....
De porte que ?...
to* lodos nos juigmos, que esse alio perso-
nagem era,.,
igualdade dos Christaos com os Turcos tambem se es-
lnde sobre os empregos vis e militares. Faltam
ainda as respectivas publicarnos dessas concesses
feilas aos Christaos, porm aboliras aulhenticas de-
claran) que a Turquia as ipp'rovou definitivamente.
A suprema autoridade ecclesiaslica da Turquia fez a
mais renhida opposicao igualdade dos Christaos,
porm o ministerio ottomano se decidi a adimilti-la,
de sorle qu nao ha mais de receiar impedimento
desse lado.
l'arece duvidosa a noticia de haverem os Russos
fcito progresos e a sua p"*'1Bllaaaaa*if"'!' '"'""" ai
margeos do anubi
Paria 7 de abril de 1854.
A altencao publica dirigi-so nesta quinzena so-
bre os documentos extremamente curiosos, que o go-
verno inglez acaba de commonicar ao parlamento.
Eisaqui a occasiao em que foram entregues;! luz'da
publicidad; esses.doorfmentos destinados a ficarera
secretos. O Journal de Saint Pelersburg, dando
conla dos debales do parlamento de Inglaterra, er-
gueu-se vivamente contra as expressoes de lord John
Russclt^que criminava a boa f do czar. A este
respeilo elle tem insinuado que os estadistas de
Londres nao linham sido sempre lo hoslis ao impe-
rador Nicolao, e tem claramente.feilo entender, que
cm urna poca mui prniima, cites linham negociado
secretamente com elle, e nioslravam-sedisposlos a se
eotenderem, afim de tomarem cm commum certas
medidas clalivas eventualidades da questo do
Oriente. f
Estas revelarnos emigmalicas fizeram um grande
cscandaloem Londres. A imprenta porgunlou o
que signifirava islo, c as duas cmaras do parla-
mento insisliram om que o governo desse explica-
Ces calgorcas. Atacados dcste modo em seus
enlrincheirameutos, os ministros declararan) que
com effeilo.em duas pocas diversas em 18M e 1853,
a Russia linha feilo tentativas para conseguir chegar
a um accordo com a Inglaterra sobre as medidas,
que se deviam'lomar no caso de dissolcao do im-
perio oltomano, e acrescentavara que os despachos
em que foram tratados estes pontos delicados, sdhdo
considerados expressamente como confidencaes ese-
cretos, enteCderiam faltar s conveniencias cntre-
gando-os publicidade, raas que a indiscreta ins-
nuacao do Journal de Saint Pelersburg os dispen-
sava de hoje emdiautc de toda reserva, e que estes
documentos seriara a presentados aos olhos do paiz c
das cmaras.'
Com efleito, os documentos foram apreserilados, c
as gazelas de Londres liles deram iramedialamcnle
orna immensa publicidade, que ainda ueste momen-
to echoa em lodoso* pontos da Europa. O elTeilo
produzido por esla publicacao em lodos os homens
esclarecidos foi o mais que pqde ser funesta Russia,
cujos planos ambiciosos dobrez astuciosa ella des-
manearon.
Nao posso cilar nada desses documentos que deve-
riam ser reproducidos por inteiro: limitolhc por-
lanto a urna simples onalyse. (terimeiro episodio
das negociaciics, o de IHi-, aft^m boje mais que
urna importancia mediocre: naquella poca o impe-
rador Nicolao veio Inglaterra, e teve urna entre-
vista com o duque de Wellinglon, Mr. Pcel e lord
Aberdecn, sobre a Turquia e de sua disso! urao, que
o czar olhava j como inminente. Os pontos disca-
lidos nessa conferencia esto resumidos em um tne-
morandum dirigido -ulteriormente pelo Sr. de Ncs-
selrode ao goveruo inglez. Desde aquella poca, os
ministros inglezes declaravam que a Turqua nao
eslava morta nem prxima a morrer, que so devia
sobreludo oceupar-sc cm ajuda-la a viver e.a forlifi-
car-se, mas quo elles, j que tal era o desejo do czar,
mo recusavam examinar anticipadamente as ques-
loes quepodfriam arrasiar a queda da dynastia ot-
tomaua, de modo que diminuisse o abalo quo esse
acontecimenlo, se algum dia viessea ler lugar, deve-
ria causar Europa. Este fro acolhimenlo feilo s
suas tentativas nao.auimon o czar, ea negociaro
(icn nisso, aguardando-se melhnr occasiao.
No mez de Janeiro do anno passado ho que o czar
julgou a occasiao oppprtuua do renovar a negocia-
cao. A principio por meio de a-lulacoes elle ten-
tn gaiihar a rnnfianra do ministro inglez cm San
Petrsburgo, sir HamillJn Seymonr, e em ludas as
occasics Ihe lestcmunbeu urna considerado e urna
benevolencia particular; dcpois quando julgou o
terreno bem preparado, se abri com elle com um
abandono e urna indillercnca, quo fazem pouca hon-
ra perspicacia moscovita.
Elle fez saber a sir Hamllon que se a Russia ca
Inglaterra estivessem de accordo sobre as eventuali-
dades da quesillo do Oriente, o negocio seria regula-
do, sem quo fosse mitter inqular-se a respailo das
oulras potencias. A Austria, dizia elle, aceitara
ludo que fosse recebidn pela Russia; Sobre a Prus-
sia o czar nilo dizia urna palavra, e a rcspeilo da
I"ranea, fallava dola com um desprezo pouco dissi-
mulado, c insimiava que so Ihe dara salisfacilo, dei-
\ondo-lho lomar Tunes. Sr Hamiltao deixava o
czar explicar-se vonlade, e s fez excepces quan-
do seu poderoso interlocutor fallou da Inglaterra.
O czar querendq fascinar immedalaucnle o re-
presentante da Inglaterra Ihe fez sem hesitar
a parle mais bella, dcelarando-lhc que, no caso
do dissoluco do imperio oltomano, veria sem
desprazer algum a Inglaterra apoderar-so da ilha
de Canda e do Egyrdo. Mas sir IJamillou Sey-
mour he 'um hornera hbil, e nao qniz aceitar pa
ra seu paiz, ainda que hypolhelicamcnle, o papel de
cmplice ila Russia. Porlanlo declarou immediala-
meple ao imperador, que seu governo nao linha ne-
uhun desejo da apoderar-se do bem de oulrcm, e
que ludo quanlo quera do Egyplo, era a passagem
para a India, e esta.passagem elle a linha.
Esta franca c sincera declararan do enviado in-
glez desconcerlon os planos do czar, que, sem. de-
nunciar suas ideas, tenloa ganhar terreno por um
meio mais indirecto. Disse a sir Hamillon que, sem
oceupar-se do que se deveria fazer no dia em que
haqueasse o imperio turco, podia-se desde j exa-
mgafjM| questao debaixo do ponto de vista nega-
que nao deceria ser feilo. Era bi-
sle o nico meio de cbntinuar urna
Squal o imperador Nicolao dava urna
lacia. Entrando logo na questao, o
czar declarou logo que, pela sua pKrle, nenhum de-
sojo linha de ser senhor definitivo de Constanlioopla,
e quando muilo consentira em conservar proviso-
riamente aquella cidade e a titulo de depositario.
Acrescenlou que jamis consentira que a Ihglaterra
ou qualquer outra potencia europea livesse. Cons-
(antinopla em seu poder, e lao pouco admilliria m
ensaio de restauraco do antigo imperio bysantino,
nem mesmo una exlcnso da realeza grega de Alhe-
nas. Como Vmc. v, o czar snjeilava quasi todas as
combinacocs conhecidas, e forrj de climinares
deixava ver sen verdadeiro pensamcnlo, o qual he
elevar em Conssaotmopla um Ihrono separado para
um de seus fillios, o grao-duque Constantino.
Todos estes derramamenlos da ambicao do czar
eram religiosamente recebdospor sir Hamillon, que
transmitla ao scu governo as proposlas feilas a elle,
easinlclligenlesimprcjses, que recehia dellas. Os
documentos publicados contera despachos extrema-
mente notaveis de lord Russell e de lord Claren-
don, os quaes provam a perfeila Icaldade da Ingla-
terra cm lodo esse dbale, lima s palavra nao foi
escripia, que possa compromeller*ste governo para
cpra a Europa, mas leve com o czar urna extensa
correspondencia, para o levar a dcscobrir urna par-
le de seu pensamenlo. c manifestar ao mesmo lem-
po o pouco caso, que faz de seus alliados da Alle-
manha.
Parece qUe o imperador Nicolao nao parou ah ;
vendo-se rcpellido do lado da Inglalerra, vollo-se
para o lado da Franca. Nosso governo nao pnblicou os
documentos secretos que pnssoc, porque nao foi
aberlamente provocado como o governo inglez;
mas. em urna nota ltimamente publicada pelo Mo-
nileur l-se a declaraban seguale, que nao deixa
duvida sobre o faci de urna uegpciacao secreta
proseguida com a Franca :
Pele que respeila ao governo do imperador Napo-
leao, lia urna observarlo a fazer acercado cuidado,
com que a Russia o deixava parte nesses planos do
novoarranjo territorial,he qge se voltou para elle,
depois de nada se ler conseguido em Londres, e elle
teve de declinar por sua vez as tentativas mais ou
menos djreclas, que nao dciiam de ter analoga com
aquellas de que a Inglaterra foi em primeiro lugar
o objeclo.
Ainda nao se sabe de um modo >jrriso, qual foi
a natureza dessas tentativas, mascrq que a Russia
offe'recia ao govcnio, do imperador njud-k
tfliaf'a'Wbftltuia IPfiNM >-"" -***-
Toijos estes promenores, revelados nessa quinzena
que acabou.causaram na Europa umaenorme sensa-
cao, e espera-seque as grandes potencias da Allema-
nha, d'ora a vanto bem instruidas dos projectos da
Russia, nao hesilaro em reunir-se Inglaterra e a
Franca.
Entretranlo os aconleeiments marcham aprfja-
damente : j Ihe disse que havia partido um correo
portador do ultimtum dirigido Russia pelas po-
lencias'occidcntaes. Esto, correo chegon a S. Pe-
trsburgo 13 de marco, c nesse mesmo dia o cn-
sul inglez enlregou o ullimalm ao Sr. de.Ncssel-
rode. O imperador eslava ausente, e o 19 he que*o
chancellcr do imperio convidou os dous cnsules da
Franca e de Inglalerra a vircm |v-lo, e lhes decla-
rouque scu soberano no julgava conveniente
responder noli I icario que lhc era feila. O cor-
reo voltou inmediatamente levando essa declararo,
que equivale a ama declarado de guerra. Passan-
dopor Berlim, elle fez saber, o resultado de sua
cmisso ao cmbaixador ingle/., lord Bloonlield, o
qual escreveu immediatamenteao almirante Napier,
por via de Hamburgo, iji/endo-llie que estando de-
clarada a guerra, eslava aulorisado para comecar as
operarnos militares.
Com elTeilo, Franca c a Inglaterra considerara
immediatamcnte a rejeico da resposla da Russia
como urna dci-laracao de guerra,, e o poder legisla-
tivo nos dous paizes foi informado a este respeilo
por mensagens solemnes. Pulilicou-se ao mesmo
lempo cm Londres e em Pars urna declararan rela-
tiva aos direilose deveres dos neutros. Como a ma-
rraba brasileira lem inleresse em conhecer esta de-
clararlo, devo reprodui-la aqui textualmente.
o Declaracao rclaliea aos'neutros, s Cartas de
marcas, etc.S. M. o imperador dos Francczos sen-
do obrigado a lomar as armas para soccorrer'um
alliado, desoja lomar a guerra o mcru>s onerosa qu e
for possivel s potencias, com as quaes elle est cm
paz. Afim de garantir o commercio dos neutros
de todo o embararo intil, S. M- cnsenlo renun-
ciar por agora a urna parle dos direlos qne Ihe per-
tcncem como potencia belligerante, em virlude do
direilo das gentes.
He impossivel a S. M. renunciar o exercicio
de seu direilo de aprehender os arligos de conlra-
bendodc guerra, e impedir que os neutros condu-
zam as correspondencias do inimigo. S. M. (leve
tambem conservar intaclo^como potencia bellige-
rante, seu direilo de evitar que os neutros violen)
qualqucr hloqVio efleclivo, que seja feilo com o
auxilio de urna forja sufBciente, dianle das forla-
(Juera ?
Nao sei so devo dzer.
Diga.
(Jbc esse alto personagem era vossa magesla-
de...
Luiz XVIII parcecu um instante embaracado, c
depois deu urna risadiuha secca que fez parar o con-
de interdicto.
Ah meu charo conde, disse elle com um ges-
to de r-eprchenso. nao cria que podesso vr a qual-
qucr dos meus a dea de que cu oceupava-me com
a polica do principe Harlzofl: eis o que prova-me
mais urna vez que os ausentes nunca lem razao...
S#ihor !
Em lodo caso, meu charo conde do Avaray,
canl'muoii o prncipe, para mostrar-llic quam pou-
co fundada era a aflirm.ir.ilo gratuita do governadol
de Millau," annunciar-lhe-liei que espero neste mo-
mento mesmo a vizita do joven duque de Nauu-
dorff.
He possivel!
E deve pensar que se eu suspeilasse que o du-
que perteucia directa ou indirectamente i polica
franceza, guardar-mc-hia bem de inlrodozi-lo aqui,
c de deixa-lo entrar nesses quartos, onde nm olho
exerclado podero sorprender uiulos segredos.
O conde de Avaray iiicliuou-'sc o deu moslra de
querer rctirar-sc.
Nao, fique, raen charo conde, disse-lhe Luiz
XVIII : o senhor assislir u essa conversaran, c au-
toriso-o a referir corte que- lem 13o na lingua at
as menores particularidades della.
Quando l.uiz XVIII acabava d fallar, urna car-
ruageni rodou no paleo de honra do castello. m
instante dcpois abrio-sc a porta da sala era que es-
tavam Luiz XVIII c o conde de Avaray, c Mr. Qua-
tre Soiis des Chenets apparecendo no lumiar, au-
nunciou :
O duque de Naundorfl !...
Este que seguia-o de perro; enlrou ua sala, deu
alguns passos para a charain e incliiiou-sc profun-
damenle (liante do rei.
l.uiz XVIII indirou-lhe um assento junio do qual
o Joven duque foi enlloca r-sp paludo e em p.
DuranlC esse lempo, Mr. Quatrc Sous des Chenets
paseara por jun(o do ame, e di*era-Uie rapidaineute
oslas palavras ni voz baixa :
lezas, porlos ou cosas do inimigo. Mas os navios
de S. M. nao aprehendero a propriedade do ini-
migo carregada a bordo de um navio neutro, a me-
nos que essa propriedade seja contrabando de guer-
ra. S. M. nao pretende reivindicar o direito de con-
fiscar a propriedade dos neutros carregada a bordo
dos navios inimigos, e declara alcm disto que, le-
vado pelo desejo de diminuir, tanto que for possi-
veL, os males da guerra e limitar as operares s
forras regularmente organisadas do estado, nao tem*
por agora a ntenrao de conceder cartas de marcas,
que auloriserao armamento de corsos.
Eis-aqni peWefcK"as medidas 'tomadas lodosos
preparativos feitos para comecar a guerra. Nossas
tropas expedicionarias partem successivamenle de
MarselbaedeTonlon, dos porlos da' Algeria, e no
momento em que escrevo, ha mais de 20,000solda-
dos france/.es reunidas nos maros de Constahliuo-
pla. No fim de abril nasso eiercilo ser de 50,000
homens. Os cheles' vSo deixar Pars ; o principe
Napoleao parte depois de amanhaa.
O governo, para que nossas forjas no interior nao
sejam entraquecidas, acaba de apresenlar ao corpo
legislativo um projecto de lei, que "sobe de 80 a
140.000 a cifra da leva de homens para este anno.,
A rcspeilo de dinheiro, elle nao fallar : o eraprsli-
modc qne j Ihe fallei, foi sobscrplo com um ardor .
patritico. Em lugar de 250 millies pedidos pelo
govcrno,os. ofierecimenlos e- subseriprOes se elevaran
ai7milh'"-cs. >
He lempo que se v em soccorr dos Turcos, por-
que os Russos tem querido tentar um grande accom-
metlimenlo e forcaram em dous pontos a passagem
do Danubio, na parte deste ro qne mais se aproxi-
ma do liltoral. Al aqui sabe-sc desse movimento
smente pelos despachos russos, nao se-sabe se
Omer Pacha se deixou sorprender por seos inimi-
gos, oa se essa avallada dos Russos enlrava emanas
combinacoes estratgicas; o que parece certo he qne ,
estamos'cm vespera de grandes aconlrcimcn^s. As
esquadras alliadas entraran) no Mar Negro, dirigin-
do-se para a faz do Danubio : suas operares mos-
Iram ser combinadas com aadoexercilo tnre.
A presenca da esquadra anglo-franceza em Cons-
tan liuopla he tanto mais para se desejar,qnaato ella
he bstanle, como esfou convencido disto, para re-'
prmr as tentativas de insurreirao dos Gregos. Esta
hoje provado qde os regos subditos do sulto esla-
riara muilo dispostos a permanecer tranquillos,
seno fossem constanlemnlc excitados pelos helle-
noi, e secretamente sustentados pelo governo do rei
Othon. -A Franca e a Inglaterra, como potencias
protectoras do reino grego, lem o direilo de exigir
do governo de Alhenas respeo soberana daTur-
qua, e em caso de necessidade ellas lem a Cerca,
que sabe chamar razao todas as suas vontades,
Neste momento lodos eslao vivamente preorcupa-
dos do partido, que vo tomar as potencias alinalas.
A Austria linha implcitamente declarado, qne con-
siderara a passagem do Danubio pelos Russos como
um caso de guerra. O Danubio foi passado e parece
que o imperador Francserijoso hesita ainda ; porm
!eWtejB$r^!aia^ nho razao para crer que he para o lado das potencias
occidentaes, que ella se lia de voltar. A respeilo da
Prussia, ella esl ainda mais irresoluta ; todas as.in-
clinacoes do rei he para o lado do czar, mas elle tem
contra si lado o mundo, at o principe real seo ir-
mo. No momento em que escrevo sei qne, no sea
dever de conservar a paz, o re Frederico Gailherrac
acaba de ofiereccr sua inlervencao Russia, e que o
czar, que nao perde nenhuma occasiao de prolongar
as indecises da Allemanha, acaba de enviar para all
o prncipe de Meklembourg-Strelilz, portador de pro-
postas apparentemcnle muito aceitaveis. Dizem que
o ciar declarara, se a Porta consentir emancipar os
ehrislaos por um tratado coma Europa', que esl
prompto a abandonar as provincias do Danubio, com
lano qne as potencias occidentaes se retiren) ao mes-
mo lempo do Mar Negro e do Bltico.
Ha cortamente um laro nesl a proposla, e se por
acaso ella for seriamente feila, terei occasiao de
fallar-lbe outra vez a.este respeilo.
O duque reinante de Parma, no" domingo 26 de
marco, foi Tcrido pfir um assasslno, em pleno dia e
em sua capital. Nao se conhece ainda o autor desle
crime, que parece o resultado de ama vingaiira par-
ticular.
Bolsa. Os4 % p cento subiram a 97 francos;
desceran) a 88 fr. e 50 cent. ; ficaram a 88 fr. e 90
cent. Os 3 % subiram a 62' fr. e |15 cent. ; desce-
ran) a 62 fr. ; ficaram a 62 fr. e 60 ceplimos.
Consolidados inglezes, snbiram a 91 Iji ; desce-
ran)' a 85 3i8*
Porto 9 da abril a 1894. .
A questao palpitante da actaalidde he a guerra.
O Mar-Prelo, o Bltico, c o Danubio, QSo o* alvos
das atteneses. Todos fazem planos, prophecias, cal-
culos mais oa menos provaveis, e todos sao concor-
des em que e dapsa ha de ser animada, cque lem de
haver mosquitos por cordas, ote
O veneziano Mazzni j publicou urna carta que
cheira a manifest, naqual este patriota do Ad.lali.
co, patriticamente diz que a questao da emaucpa-
5Io, da nacionalidade itaflana, he a grande questao -
europea, c que ludo o que no for principiar pela
resoluco importante desta questao questionada, he
andar a cara com furao rcorlo. Como a foguera
prometi fazer brazeiro, todos se preparan) a pu-
xar a braza para a sua .--ardinba. O futuro a Dos
pe lenco, palavras d'om dramaturgo portuguer,
qs. com ellas remaloa um drama,de cujo Ululme
nao record.
A questao do Oriente, cm que o Occidente prin-
He ingenuo, leal, dedicado, e ignora quem
seja.
Dcpois Mr. Quatre Sous des Chenets fechoua
porta c rclirou-se'.
O duque eslava sereno, Luiz XVIII observava-
sordina, e pareca lao salisfeito desse exame quan-
lo ficra das palavras myslcriosas pronunciadas por
Mr. Qualro Sous des Chenets.
Mandci rhama-lo minha presenca. senhor
duque, disse elle cmfin vollando-se para este, por-
que tenh estranhado que um Francez, que chegou a
Millau ha quinze dias, nao tenha pedido anda para
vir saudar a scu' rei lcgiiimo. Ha nessa conduela
urna intracrao grave s regias da mais simples de-
cencia, c lamento que um geulilhomem como o se-
nhor duque lenha cabido nessa falta.
Sou desconhecido, desconhecdo a mim mes-
mo, senhor, respondeu o duque, c devia passar pou-
cas horas cm Millau ; se livesse podido migar que
dcsgoslava a vossa mageslade, seria meu dever...
Sim, senhor duque, inlerrompcji Luiz XVIII,
nao Ihe conservaremos ranear por esse esquocimenlo
de seus devores e de nossos direlos ; mas o que nao
podemos pcrdoar-Ihe helor vindo Irazer aqui a per-
lurbacao e a desuniao,e querer privar-mc violenta-
mente dos meus mais bravos e mais amados defen-
sores...
fc Se aceitei s duelo a que yossa mageslade faz
alhrVo, respondeu o duque, foi^jo interesse do mi-
nha propria honra, c essa honra' hci de defender
corajosamente, seja qual for a sorle que o futuro me
dcslinc.
__Todava, lornou Luiz XVIII, o senhor nao
ignora que as fileiras de meus fiis lem sido j con-
sderaveimenlc rarefeilas pela covardia ou pela am-
bicao, c nao posso tolerar que susceptibilidades pue-
rs venham mclter-se no negocio e unir-so aos meus
inimigos para rirar-me a nica esperanra do futuro
de meu Ihrono. ...
Um pensamenlo cruel alravessou o espinlo do
joven duque a essas palavras, e um paludo sprrso
deslisuu-se-llie pelos labios.
__ Senhor, respondeu elle, nao posso considerar
susceptibilidades pueris as que lera por objeclo a
honra de mu homem.e a segurauca de toda a sua
vida. Pela uiiolia honra he raisler que e enue a
espada amanhaa com o conde de Sivry e com o mar-
que/ de Lonvain, e apezar de lodo o desejo que le-
nho de ser agradavel vossa magestade, nao posso*
icnuBcar-a esse encontr, nem mesmo rclarda-lo.
Comtudo tranqullise-se. vossa mageslade, posto "
que seja aiuda muilo joven, eslou j muilo aborre-
cido da existencia que Dos deu-me, e se aprouver
aos Srs. de Sivry e de Lonvain lirarcm-me asa exis-
tencia, posso asseverar a Y. M. de que nao me acha-
ran muito disposlo a defende-la.
Esla simplicidade pareceu tocar a Luiz XVIII e
ao conde de Avaray ; elles olharam o duque cora
mais benevolencia", e o rei fazendo-lhe un gesto
araigavel com a mSo, disse-lhe :
Nao pedinws que poupe os das de nossos sub-
ditos cusa dos seus. Defcnda-se, senhor duque,
preserve sua vida que pode ser til causa que lo-
dos servimos; mas poupe a de nossos amigos, eis
ludo 5 que Ihe pedimos. Obrando assim, o senhor
ter'adquirido nosso reconhecimentor'e praza a
Dos que possamos algum dia provar-lhe qua nao
somos ingrato para com aquelies que nos servem!...
Dito isto, Luiz XVni fez um gest qu o duque
compreheuden logo, pile saudou rcspcitosamenle
o monari lia desterrado e relirou-se lentamente.
O conde de Avaray comprehendeu tambem qne
sua presenca "poderia tornar-sc importuna, e depois
de ler tomado as ordens do amo, saudou igualmente,
c relirou-sc como fizera o duque.
Luiz. XVIII vio-os afiastarera-se, um aps o mi-
tro, depois levantou-se, tomando sobre a chamin
urna cainpainha de prata e agilou-a.
Mr. Quatre Sous des Chenets enlrou immcdiala-
meulc.
J se foram ? pergnntou Luiz XVIII avistan-
do o scu criado grave.'
J, respondeu Mr. Quatre Sous des Chenels.
. Pois bem, disse o rei, faze entraros outros.
Mr. Quatre Sous des Chenets n3o espern qne
fosse-lhc repetida a ordem. c dirigindo-se logo pa-<
ra urna porta lateral pralicda na parede do gabine-
te, empurrou urna mola, e desappareceu. Dous se-
gundos depois elle voltou seguido dos Srs. de Lou-
vaiu elle Sivrx. .
O sendilanl de l.uiz \ VIII havia-se transfrma-
lo repetitiuameule, (ornaudo-se Irauquillo, rrio, e
seyero, ((.-olinar-e-fMj.;
t






2
DIARIO DE PERNAMBUCO, QUARTA FEIRA 3 DE MAIO DE 1854.

cipii a figurar activamente, faz perder o intoresse
i poltica caseira, que est mtiilo embaxo, o pouco
apimentada.
Torna a fallar-se na viagem do rci menor Pedro
V a Bruxellas, como primeiro passo para a realisa-
rSo do pensamenlo matrimonial engendrado na re-
glflo superior da poltica.
O parlamento continua a diverlir-se cora o dize
la direi eu, e neslc innocente dipertissemem parla-
mentar, tem couiumido o lempo da sessao, que fol
prolongada, para, honra o gloria do pautamentarismo.
Aqoi a earostia natural, on artificial he seniivel,
Unto das prodceles do paiz, cmodos gneros de
importacao, accresccndo a iitoa epidemia dos lyphos,
que conlinuam a fazer recrutamenlo para o oulro
mundo.
Asecca continuada, proveitosa aos cirurgiese
boticarios, tem dadoum aspecto f mralo as colheitas
de trigos o centeioa ; e o futuro moslra na sua labo-
lela o terrivel tercetofomepestee guerra. Dei-
xar correr o marfim, como dizem os jogadores do
buhar.
Eslabeleceu-se no Algarve nmaempreza, para ta-
zar. navegado a vapor entte as provincias do sul,
o as do norte, com rcgularidade. He um meio de
estretar os tacos e as rellenes dos povos entre si, e
pfjr conseguinle um pensamenlo de louvarlouvado
seja pois.
Parece que c para o Minho lia o quer que seja
de igjlarao miguelistaera Filguciraa e outros
poatos tem-se reunido as corniles ; e no dia 3 foram
vistos na La os tres guerrilheiros Samoca, padre
Cazemlro, e padre Joao do Cano. Qnem viver tbm
muito qoe ver.
> Parece ser cousa decidida, o irem alguns olHciaeS
portugoezes ao Oriente para assisti'r e esludarcm
as evoluces da guerra. He de crer se conserven) a
respeilosa distancia dos locaes em que a tpassa for
bravia. A prudencia he virtude.
A bixa c para o norte raDeMhw
Ha dias o povo das Caldas, e otras freguezias do
Concerno de Gnimares (hoje cidade) fez o seu pro-
niinciamcnlo, locou a rebate, foi freguezia de
Tagilde escangalhar urna machina moderna Jrte des-
lillacao, que urna casa commercial desta cidanV, all
liuli estabelecido. O povo gritava que a tal machi-
na consuma muito vinho, e que llie nao fleava de-
pois o necessario para beber muito e barato. Pare-
ce que no tal movimenlo destruidor andn fradinho
da mito Airada l O povo escaogalhoa a machina, e
fezoutras avarias, e quando c.hegou aforra militar
de Gnimares j todos se tinham recolhidoaos pena-
' tes, e o mal j nao tinha remedio.
As novidades nao acham sympalhias as massas
populares, que sao muito agarradas a antiga rolina.
Foi mais ompiparote as trombas db progresso
, A questao dos navios Guerra e Trajano, que aqui
ao fizeram, destinados ao trafico da cscravalura, tein
levantado urna poeira horripilante, e a imprensa bel-
licos tem feilo um tiroteio vivissimo ao governo,
que se tem visto em cairas pardas, porque parece fi-
gurara na especulado notabilidadet influentes
Com lodo o intendente da marinha desle porto j
foidemiltido, foi o bode espialorio desta contenda,
que se nao*sabe ainda noque parar. O negocio do
Arrugante, e do consol dalii, he tambem nm dos pets-
cos da aclualdado e em que a opposiro lasquinha
com apetite. O cnsul com todo tem padrinho na
enzinha. A viagem do rei e do seu irm3o duque do
Porto ao estrangeiro parece estar deffinitivamente re-
solvida para o prximo maio. Dos os leve traga a
salvamento.
A vizinha D. Iberia est apparenlementc sorega-
da; porm cre-secom bom fundamento que alguma
cousa esl no choco, que se nao gorar se veri. A
pparirao de nm cometa aqui e em Lisboa tem dado
que fazer aos Laudan-islas que prophelisam grandes
acontecimetitos. Deus super omnia.
Zdsboa 16 da abril de 1854.
As irles foram prorogadas ate*15dc maio, mas
de cerlo hao de ler oulra prorogaolo, porque ainda
nem se qaer so falla no orcamento e na lei dos fon-
dea para as estradas, c sem se votarcm estas duas'
leis, pelo menos, nao se encerram as cmaras. Ora,
contando com S opposirao que qualquer d'cllas ha de
ler, principalmente na dos pares, pode-sc calcular
quc'leremos legislatura at ao S. Joao. ,
E todavaemnenhnma das casas do parlamentolem
havido eta qiiin/.ena debate nolavtl, e apenas duas
iulcrpcltaces de que talvcz resal alguma disenssao
iuteressante. A primeira foi do depulado Antonio
da Cnnha, sobre saber qual era a rcsolueo que lo-
maba o ministerio a rcspcilo das accusacOes fetas ao
cnsul portnguez em Pernambnco. O ministro.da
marinha e dos estrangeiros prometten dar cmara
ampias informaoes logo qoe llio chegassem com a
resposta do mesmo cnsul, que se tinha mandado
ouvir. Aqui consta que o Sr. J. B. Horera pedir
a sua demissSo j ; ceja porm como for, a sua desti-
tuoslo mo padeceduvida, nao so porque a represen-
ta! provava que qoasi todos os subditos que esta-
vain soba sua] prolecrao llies eram desafleclos, mas
porque os emissarins dos Poftuguezesque aqui eslao,
principalmente Fernandes Thomaz, tem posto o ne-
gocio em toda i clareza, e obliveram do ministerio a
promessa de se remover consol como pediara os
Porlnguezcs de Pernambnco.
A proposito desta interpcllarlo, fallaran) alguns
deputados sobre a emigraran, principlmenle Jos
. Eslevo,,que nhrigou o ministerio a fazer promessa
de propdr alguma providencia sobre este desgranado
assumplo. Na cmara dos pares lambem houve orna
explicacp a esle respeilo, provocada pelo visconde
de Castro, com o lim de deOeuder o Sr. Moreir.i, o
que fez de um modo mui tibio1, roas decoroso.
A oulra inlerpcllarao foi mais curiosa. Eis o caso.
O visconde do Pinheiro, D. Miguel X imenes, que
na minhaultima lhc noticiei lerj partido de Angola,
para virdeOeoder a sna eleieao por Gnimares, na
vespera da partida, parece qne receben urna grossa
subscriprao, a qual foi promovida pela cmara mu-
nicipal, lavrando-se disso unyanlo muito caricato.
O acto, na verdade inqaalificavel, por inslito, de
elle rectlter producto de urna subscripto promo-
vida quasi ofiicialmen te, emquanto elle era gover-
nador geral,foi denunciado em corles pelo depulado
por Angola S'iroao Jos da laz, e Romeada a sen pe-
dido urna commissao da cmara para verificar o caso,
o indicar o procdimcnle qne se deve ter com este
gnvernador.
He prudente nao fallarmus mais nesle objeclo em
quanlo o homem nao cbegaf,e saber-se se elle enlre-
go'u o dinheiro a um eslabetecimento po como al-
guns dizem. He a nica taboa de salvacao que lite
descobrem os amigos, e para isso mesmo 4ie preciso
metter no escuro aquello dtado bem sabido : o que
nao podes baver, do-o pelo amor de lteos.
Osestudantcs de Combra estaoaccommodados.
O que anda nao tem he reitor. ""O antigo lente
Baldy, que foi convidado para este cargo, o nao acei-
tn. Para governador civil, esteve nomeado f. An-
tonio d Almeida, sobrinlm| do raarechal, e doutor
em dreitou, mas lambem nao aceito. Una dizem que
por ter assigqado o protesto da Naci, contra quem
a governo mandn proceder ; e algnns melher en-
lendem qne por ser; de principios opposlos ao syslema
actual.
O duque de Saldanha continua em casa ; val em
anno e meio qne tem a ferida abcrla. Tem-nos in-
commodado bastante a resolura qne a cmara dos
depatados tomou de declarar, que prdero as suas
cadeiras de deputados algnns militares que o governo
linlia despachado para diversas commissocs. He dis-
pusirao do aclo addicional, mas foi suscitada pelo de-
notado da opposi3o A. da Cunha.
Ocaminlto de ferro continua com actvidade ; mas
as-prophecias ainda rezam de que nao vai avante.
As diligencias do Alemtejo tem feilo ramio bom ser-
vido, bolo para o correio como para os viajantes.
A Asa commercial de Lcroy'Chabrol & Compa-
nha, de Pars, sospendeu os pagamentos, e est em
risco de fallir. Era esla a quo tinha feilo o erapres-
limo de 400 conlos ao governo, e j tinha pago a pri-
aseira presta;ao em barras d ouro, que esto na casa
da moeda. Tinha l em penhor, avultado numero de
inscripcOes da junta do crdito publico em caurao,
pelo qoe pone-nos ser bem prejudicial esla qnebra,
se se verificar.
Sahe finalmente no dia 17 o lao esperado jornal
do governo, Arauto, no frmalo do Diario de Per-
numbuco, e cora os redactores que j Ihe nomeei.
Desde o 1 do eorreBte qoe dehom de se publicar a
Btperanra.
t Tem aqui servido de dvertao aos vadlos nm caso
que tem son chiste. Ha cousa de dezdias espalhou-
se em Lisboa qoe tinha chegado nm Brasleiro va-
lentao para vir desafiar o Saql'Anna Vasconcellos,
Mdaotnr do Perluguez, sem se saber o motivo. O'
homem foi procurar Sanl'Anna, a deetaron-lhe qne
'tandsaffromr seu paj.no qaal lp>nceIlo3 Unfca
balido'quando esteve no Rio de Janeiro, estando au-
sente elle fillto, Sanf Anna disse que eslava promplo
paraa desalTrnnla, e aparlaram-sc sem baverem feilo
comhinarao alguma. O Brasleiro, porm, procura-
va fazer-so encontrado com o seu adversario, j no
passeo publico, em S. Carlos, nas'crls, no Marrare,
emfim em sitios muito frequentados, mas apenas fazia
SanPAnna alguns geslos de fugitivo, sem todava
o provocar direclamen le. Porm no'dia 8, entrando
no Marrare (.caf) dirigi algumas palavras a Sanl'-
Anna, de qdfe resullou dar-lbc esle um grande soco
enlrc os olhos, e deilar-lhe o Brasleiro a raao s
guellas, sem com ludo llie poder ser bom, porque fo-
ram logo apartados. D'alli a dous dias vollou ao
caf, eentao os pimpies do Marrare fizoram-lhe urna
inlerpellarao sobre se elle vinha all Insultar os Por-
(uguezes, ao que elle respondeu com muito sangue
fri, que pelo conlrario os estimava muito, porque
era fillto de Porlugucz, e qoe a sua contenda era s
com o Sr. Sanl'Anna. Nesse dia quando esle veio
ao Marrare j aquell'oulro tinha sahido. He alio, mal
assombrado, cabello encrespado, dizem que ha pillo,
bom capneka e valente. Segundo se \, nao se quer
La ler em desafio formal, e espera occasiao de tirar a
ana vinganra. Os que o conhece'm, em o vendo na
baixa, vo-no segoindo para ver se gozam do espect-
culo do encontr definitivo cora Sanl'Anna, luta que
mutos esperam seja fatal. A' noile tambem se for-
mara diversos grupos de ociosos as immediac/ies do
Marrare para observaren o que houver de socceder,
porque se espera que seja all ou era Ingar nao me-
nos publico esla brisa, que apezar de ser enlrc dous
homemzarres, nao faz nem se quer Iembrar a dos
Titiies, que parece nao foi lao fallada no seu lempo
como esta lem sido. Esquecia-me dizer-lhe que o
tal Brasleiro chama-se F. Nalividade, e lera os seus
Irnln annos.
Ouo dizer que a polica mand'
contendores de qoe, se andassem ai
castigados conforme as leis correccil
guranca.
PERMBUCO.
ASSEMBLA UEGISLATIVA
PROVINCIAL.
Sessao' ordinaria ata 28 da abril de 1854.
Presidencia do Sr. Pedro Cavalcanti.
Feila a chamada, verifica-se estarera presentes 31
senhores deputados.
O Sr. Prndenle abre a sessao.
Q Sr. 2." Secretario 16 a acia da sessao anterior
que he approvada.
O Sr. i." Secretario 16 o segunto
EXPEDIENTE. /
Exista sobre a mesa o diploma do Sr. depulado
sopplnle Abilio Jos lavares da Silva ; e nao se a-
chando na rasa nenhum dosmembros da commissao
de poderes, o Sr. presidente nomeia os senhores
Francisco Joao e Theodoro, para sobre elle darem o
seu parecer.
Um parecer da commissao de obras publicas, sobre
p requerimento de Jos-Gomes da Porciuncula, pe-
dindo iiiformaccs ao governo.Approvado.
Primeira parle da ordem do dia.
Terceira discufeo do projeclon. 31 de 1833.
Vai mesa e he apoiada seguinte emenda :
a Emenda addiliva :
ii Observando-se o que dispoe o rcgnlamenlo de
12 de maio de 1851. Mello Reg.
Encerrada a discusso, he approvada a emenda c
reservado o prjeclo para ulterior decisao, assim co-
mo a emenda para segunda d iscussSo na forma do
regiment.
He lido c approvado o parecer da commissao de
constiluico e poderes sobre o diploma do Sr. depu-
lado Abilio Jos lavares ; c sendo o mesmo Sr. in-
troduzido com as formalidades do eslylo, presta ju-
ramento c toma assento.
Terceira discusso do projeelo numero 20 desle
anno. .
Vao i mesa e silo apoiadas as seguinles emen-
das..
a Inclusivo a quanlia de .'OsflOO rs. do porcen-
(agem ao colleclor Joaquim Francisco Diniz, qne se-
r paga ao lempo que for liquidada e processada.
Epaminondat t Mello.
^Inclusive a quanlia de 489000 rs. de divida a
Mnoel Joaquim do liego eAlbuqucrque, pela casa
que serve d quartel a guarda da barretea de Gi-
qui, perlenecnto ao exercicio prximo lindo. Jos
Pedro Carneiro da Cunha. r
O Sr. Meira : Sr. presidente, se osla emenda
nao he de nalurcza tal, que caiba em lodos os pro-
jectos, nao sei se esta he a occasiao opportnna, on se
ella pode ter lugar no projeelo que est em discusso.
Eu creio que estes colleclores eslto sujeilos a um
evame em suas con las, c nao sei se esle de qoe se Ira-
la, tem sido ou nao exacto; ronsla-me pelo cpntra-
ri8, que elle fora asss ornisso c refractario, naojsei
-mesmo se elle tem algum debito para com a fazenda,
s%a thesouraria lem liquidado suas-contas, emfim,
se se pode conhecer a importancia de sua divida para
ser paea.
Como, pois lenha.de dar o meu voto a respeilo
destajnaleria. desojara qne o nobre depulado autor
da emenda, ou o Sr. inspector da thesouraria, nos
dissesse algumacousaa esserespeilo, vistoqueeu nao
rcconheronecessidadc em se consignar jum crdi-
to para esse pagamento, se tal divida ainda nao fosse
conhecida, on verificada ; sendo que devo presumir
o contrario, visto como o seu pagamento se nao acha
consignado no projectoem discusso, no qual sem du-
vida deveria estar comprehendido a nao haver moti-
vos especiaes para a sira exclosao.
O Sr, Jos Pedro opp5e-sc a emenda do Sr. Epa-
minondas por nao estar liquidada a divida a que el-
la se refere, e nao se ler tomado emitas ao colleclor
a qne perlence esta divida, ignorando por isso. se he
elle credor da fazenda.
O Sr. Epaminondas de Mello (Nao reslituio o
sen discurso.),
O Sr. Jos Pedro res pon deudo ao precedente ora-
dor,diz que os conliecimcntos da entrega da cobran-
za feila pelos colleclores nao provam que elles te-"
nham direilo i porcenlngem desta'cobranca, nao s
porque draolc ella podiam ser interrompidos e
substituidos em suas unecoes, aenao tambem porque
podem ter feilo esta entrega fora de lempo legal, e
perderem por isso a porcentagem que Ibes devia
caber, como aconleceu ao ex-collector de que se tra-
ta em alguns rcolhimenlos, da cobranca que fez.
Moslra a necessidade de proceder a liquidarao da
divida activa e decrclajao do eredito para o seu pa-
gamento, eos inconvei'.ientes que resultarao de urna
pratica contraria, c conclue dizeudo que nao v ra-
z3o para se fazer urna excepto a esla regra sem mor
tivo sufliciente, ao passo que onlras prelences da
nalure-za da que se trata,*n3o- obstante acharem-se
em melhores circumslancins, tcnltnm sido desattn-
didas pela commissao de orea monto.
O Sr. Epaminondas de Mello (Nao devolveu o
su discurso.)
O Sr. Baptisla responde aos Srs. Jos Pedro e
Meira,e sustenta a emendu fazendo ver que he sua
opiniao que, reconhecida a existencia de urna divida,
ha conveniencia .em paga-la immcdialamenle. Diz
que a liquidadlo e prbvas das dividas sao necessa-
rias, mas que nao leva este principio ao poni de
nao se poder decretar a quola para pagamento de
qualquer divida de exercicios lindos antes desse pro
cesso.
Observa que a questao he de forma e de lempo,
por quanto ningacm quer que a divida seja paga
sem que seja processada ; qne o que se pretende
he marcar quola antes desse processo, para nao ha-
ver depois demora no pagamento por falla de con-
signaran.
Acrescenta multas consideraces geraes a respei-
lo ; nota ato que cscmplosha scroclhanles da parle
da assembla gcral c conclue volando pela emenda.
O Sr. Meira :Sr. presidente, cu quando pela
primeira vez fallci, apenas ped esclarecimenlos, mas
os que me foram dados, colloaarara-me na necessi-
dade de rae declarar contra a emenda qne se discu-
te. A questao, Sr4 presidente,' nao he s de faci,
como se diz, esim d dreito, mas eu tenhominhtt
duvidas se esse dreito existe.
Eu concordo, que nos nao devenios ter esse fana-
tismo, como diz o nobre depulado pelas formulas,
mas cntendo que tambem o nao llevemos ler pelo
direilo, islo he, que nao queiramos fazer valer,
postergando a formlas estabelecidas a adoptadas
gcralmenle.
E como se faz valer esse direilo1* instanranda-sc
um processo na lltespuraria ; he esle o mel legiti-
mo qoe tem sido saf nido al boje, porque esla casa
ainda nao marco quola para pagamento de dividas
de ejercicios findos,seiiao depois de-instaurado e con-
cluido esse processo peranle a thesouraria, e tanto
assim, qne segundo f^on informad ndedtRMmeiH',
^,20:0009000
quando o inspector daquella repartirlo nao he mem-
bro da commissao do orcamenlo, essa commissao se
rege sempre em seus Irabalhos por urna tabella que
dalli vem organisada.'
Daqui se v, que a casa reconhece a necessidade
da intervengo da lliesouraria nesse processo. Ora,
pergunlo eu, esta divida esl liquidada?nSo.
O nobre depulado disso, que so deu ao Irabalho
de examinar isso, de.liquidar essa duvida, e exigir
at conhecimenlos, e aprosentou aqu i papis, que
cu nao sei se sao conhecimenlos, mas que foram con-
testados pelo nobre depulado inspector da thesoura-
ria, c que mesmo, sendo verdadeiros como sao, nao
podem dar dreito illaco que o uobre depotado
quer tirar, porque segundo disse o nobre depulado
inspector da thesouraria, daquelles conhecimenlos
nao se pode conhecer perfeitamenle qual a somma
de que a lliesouraria ser devedora a esse colleclor,
de sorte que em vista de taes documentos se nao po-
de saber em ultimo resultado se esae colleclor he re-
almente credor, ou devedora Ihesonraria. (Apoia-
dos).
l'm Sr. Depulado : Bem pode ser anles de-
ved or.
O Sr. Meira:Ora, se nshiao conhecemos ain-
da, nem o direilo de credor que elle diz assislir-lhe,
se esla divida nao esl lquida, se esta casa nao tem
dado o exemplo de prescindir da inlen onrao da the-
souraria em materia desta ordem, porque razo.Sr.
presidente, havemos de fazer urna exceprao em favor
de um s credor, e tal qualidade que de, segundo
acaba de informar o Sr. inspector, foi omisso e re-
calcitrante no cumpriniento de seus deveres, a pon-
to de ser necessario coagi-Io ? Ser digno da prolec-
cao desta casa sementante credor f. Nao ; a fazer-se
urna exceptao em favor delle deve lambem fazer-se
em favor de lodos os mais.
Os argumentos aprescnlados pelo nobre depulado,
autor da emenda qu se discute, nao me ^convence-
ram, e Dorjsso^oposso deixar de. volar contra el-
1 paaqnij jpsJUha do patronato e de
afilhadagem, raal^OTas valiosas considerares que
aaabo de fazer, e porque entendo qoe esta'casaTiao
deve em negocios lacs converler-se em repartirlo de
fazenda, tomando sobre si o processo, e exame dc
qoe a thesouraria se lem sempre cncarregado, e pa-
ra o qual esl muito mais, habilitada, e finalmente
porque me parece absurdo e escandaloso marcar-se
quola para pagamento 9e urna divida, que ainda nao
sabemos se realmente existe, embore seja pretenjao
de Diniz, qOe nao cotillero, ou de qualquer antro
emidenlicas crcumslancias. #
O Sr. naptista responde ao precedente orador e
contina a sustentar asua opiniao.
Encerrada a discusso he regeitada a emenda do
Sr. Epaminondas c approvada a da commissao, fican-
do o projeelo reservado para ulterior deliberarlo,
.por ler a emenda approvada de passar por segunda
discusso.'
Segunda parte da ordem io dia.
Orcamehto pro\inciH,arl. 37 : -
H Art. 37. Com as eventuaes,' in-
clusive 096 por cenlo do sello de he- .
raucas e legados do exercicio prxi-
mo lindo devido aos empregpdos ju- ;
diciaes ; dol das expostas : mesa- .
dado estudanlo Jacobina; e as gra-
tificarnos s coramisses encarrega-
das do exame das rontas da exmela
thesouraria, do exame das da actual, .
pertencentes aos exercicios de 1848
a 1852, e da liquidara da divida
acliva anterior ao exercicio prximo
(indo ,
Vai mesa a seguinle emenda :
Comprchcndidos 1:u^5i000rs.ao'cngnijiero Hen-
rque Augustd Millcl, na forma do vencido eiif 12
do correnlc mez.Jos' Pedroarneir da Cu-
nhaBarros Brrelo. .
O Sr. Oliveira:Sr. presidenta, en desejava qoe
a illuslre commissao rae desse algumas informarles
respeilo do esludanle Jacobina, cujapensSoo pro-
jeelo manda continuar, visto como nao exisle na casa
requerimento' algum delle, corri"soccedeu o anno
passado, nem d rotatorio da presidencia coqsla
qual lenha sido o seu adiantamento nos estudosque
pretende concluir : e he por isso que eu peco es-
clarecimenlos.
O Sr.jFou? Pedro: Creio qu o nobre depula-
do est engaado |aerca da legiliraidade dessa des-
peja : ella nao tapKdo feila pela assembla pr'ece-
dendo requerimento da parte, lia urna lei que au-
lorsa o governo a pagar urna mensalidade ao eslu-
danle Jacobina, al terminar os seus estudos, e o que
elle veio o anno passado pedir, foi augmento da
mensalidade, e nao a continuarlo da prestarlo qoe
esta determinada por um contrato.
Assim, pois, a commissao procedeu em regra, e silo
estas as-explicares que tenho a dar.
Encerrada a discussao,ho o artigo approvado, sen-
do regeitada a emenda.
Art. 38. Fica o governo nulorisado para efiec-
luar a despezn do exercicio de 1853 a 185*, a cobrar
e arrecadar as rendas designadas nos paragraphos se-
grales :
o t. Tres por cenlo do assucar exportado.
a 2. Cinco por cenlo dos mais goneros de pro-
ducrao da provincia que tambem forem exportados,
nao sendo fabricadas com materia prima eslran-
geira.
3. Decima dos predios urbanos.
a 4. Dous mil e qttinlientos rs. por cabera de
gado vaceum consumido nos municipios do tecife,
Olinda, Igunrassu,Goianna, Rio Formse, Nazarclh,
Pao d'Alho, Victoria, Cabo. Seriohaem c.Agua Pre-
ta; nos outros municipios s pagarlo 'esle imposto a
quelles qne talharem carne para negocio, e os crea-
dores pagarlo o dizmo.
a 5. Dizimo do gado cavallar.
6. Sello de Iteranras e legados.
7. Meia siza dos cscravos.
8. Cem mil res pAr escravo exportado para
fora da provincia, anda qu importado das oulras,
excepto os que forem em com panino de seus donos e
a seu servico, sendo domiciliado nesta provincia, e
provando quando levaran mais de dous que os pos-
suem ha mais de 3 m'ezcs.
9. Emolumentos da polica.
o 10. Dez por cenlo dos novos e velhos direitos
dos empregados provinciaes. ,
a 11. Qaatro por cenlo sbreos alugu'eis das ca-
sas em que se acharem na cidade do liedle os se-
gunles estabelecimenlos: botica, loja em quo se
vender a rctalho, de cambio, de mbbilia, arraazcm
de carne secca, de marteira, do tyjolo, de cal, de ca-
pim, de assucar, de sal, de fazendas, de farinha, de
molhados, de macamos, de couros, de drogas, de re-
colher, taberna, botequim, otaria, typographia, co-
cheira, cavallrice de algoe^prensas de algodao e
fabricas,
o 12. ".inrenla mil ris sobre casas de modas.-
13. Cem ris' por libra de tabaco fabricado,
,600 rs. por arroba do nao fabricado, 18 por millieiro
de charatas e cigarros, 30 rs. por caada de bebida
espirituosa, e 800 rs. por arroba de sabao, ficando
isentas desls impostas as fabricas desta provincia
c os producios das oulras que forem reex)>orUdos.
a 14. Vinle por cenlo d'aguardenlc do prdaccao
brasileira, qne for consumida na provincia.
15. Cinco mil ris por matricula das aulas dc
inslruccao superior.
16. Um conlo de res de cada casa que vender
hilhetcs dc loteras de oulras provincias, o 10 por
cenlo do valor das cautelas desles bilbetes, as quaes
s poderao ser vendidas depois de rubricadas ocio ad-
ministrador do consulado.
a 17. Pedagio das ponlcs c estradas, continuando
em vigor a disposicao do 17 do art. 31 da lei 11.261,
o podendo sor removidas as barreras para os lugares
mais convenientes. .
8 18. Kcndimcnto dos bens do'evento.
19. Apprehcnses pela polica. *
a g 20. Mullas por infracsOesJ
g 21. RcsiituicSes e reposirocs.
g 22. Viuto mil ris de cada casa de jngo de
bilhar.
o 23. Producto da venda dos gneros, utencilios
e proprios provinciaes.
, o 21. Blelade da divida anterior ao 1 de iulho
de 1836.
a 25. Divida activa.
a g 26. Rendimenlo da capalazia do algodo.
27. Produelo dag lolcrias do llicalro de Santa
Isabel.
g 28. Salde do exercicio correte. *
Vao mesa as segrales emendas :
Em ver de 10 por cento-Miga-se25 por cenlo
do valor das cautelas.Meira. '
b Supprima-se o 16Mello Reg.
Depois das palavrasdo assucardiga-se e do
algodo.Ctrtalho.
O sr. So*:* Canaltw: (Nao- reverten o sen
discurso.}
O Sr. Jos Pedro pronuucia-se contra a emenda
qc iguala os direitos do algodo aos do assucar pe-
las scguinles razOes: primeira, por nao se ter demos-
trado que os productores daquelle genero nao tem
lucros maiores do que os do assucar, e ao passo que
he sabido que os gastas para a prodcelo do algodo
s3o inferiores aos da producraodoassucar; segunda,
porque a economa de redcelo do imposto, que_ re-
sultara ao agricultor, seria muitu insignificante pa-
ra remover as diflicoldades em que por Ventura elle
se ache, c menos para compensar os damnos qne
Ihe resultem do mofo, e oulras causas naluraes, vis-
to que calculada a arroba do algodo era 59000 rs.,
o agricultor que produzisse200 cargas desle genero,
ou que livesse 10 conlos de ris de renda, apenas
leria de vantagem com a da reducsao IOO9OOO .,
quando a lula entre a ollera e a procura eslabele-
cesse o preco necessario, c reparlisse.enlre o com-
prador e o vendedor a i mportancia da diminuirlo
do imposto; terceira, porque est convencido que
nem mesmo eteslOOJOOO rs., aprovetaram aos ditos
agricultores, porque o commercio tem toda a possi-
bilidade deirapor o preco que Ihe d toda vanta-
gem da dita diminuicao; quarla finalmente, porque
esla diminuido acarretar a de 20:000000 rs. na re-
ceila annual da provincia.
O Sr. Mello Reg:Tenho de mandar orna emen-
da e quero dizer duas palavras em juslificr-ao el-
la. En enlendo que este 16 nao deve ser appro-
vado peta casa; he nm imposto que jnlgo inconsti-
tucional, por isso qoe lende a dilliru llar a venda dos
bilheles de loteras concedidas pelo poder geral. Es-
sas loteras s,lo concedidas em beneficio de obras de
algumas provincias, e nos nao podemos prejudicar a
essas provincias. Por tanto, me parece que versan-
do esla irapoiicao sobre objeclo geral, nos nao o po-
demos fazer, e por isso mando a'seguinte emenda.
O Sr. Marros Brrelo :Sr. presidente, eu te-
nho evitado o mais que he possivel tomar parte as
diftusses'havidas n'esla casa,porque tenho visto que
os nossos Irabalhos marchan) com grande morosida-
de, que o fempo da sessao esta, lindo e que anda as
leis annuies nao" eslao votadas. Entretanto urna
ou outra vez tenho quebrado o'meu proposito e n'es
la occasiao ainda me vejo Toreado a fazo-lo por causa
de algumas propositos que tem ido avanzadas na
casa, j na discusso do projeelo que concede .10 go-
verno um crdito para ser empregado em melhorar
o fabrico do assucar, j na discusso do artigo do
projeelo de lei do orcamento que trata da capalazia
do algodo, e finalmente no arligo que marca o im-
posto sobre o assucar. Em todas essas occasiSes ou-
vi algumas proposites, que cu, que tambem como o
meu nobre amigo que hojeoecupa o lugar do segun-
do secretario perlcncn classe dos agricultores, nao
posso deixar de eslraahar. Urna emenda, Sr. presi-
dente, foi apresentada, pela qual Gcam nivellados os
direilos que pagam o algodo e o assucar, e para a
justificarlo dessa emenda o seu nobre autor fez aqui
um parallelo que, permita que Ihe diga, est muito
ibaixo de sua alta intelligencia. O-nobre depulado
para justificara necessidade de serom nivellados os
direitos tanto do algodo como do assucar, disse que
a cultura do algodSo era mais pobre do que a cultu-
ra do assucar.
Senhores, o nobre depulado em primeiro logar la-
bora n'um engao, o assucar nao he simplesmeole
resultarlo d urna cultura, oblem-se por meio de um
fabrico,e ningnem me dir que cultura seja o mesmo
que fabrico. ,,
O Sr. S Pereira:Tanto existe assucar na can-
na, como algodo no al godoeiro.
O Sr. Barros Brrelo :Eu nao contesto que o
assucar exisla na canna, nem o algodo noalgodoei-
ro, o que contesta he que para a extraerlo do sueco
da canna e para reuuzir esse sueco a assucar, seja
empregado um processo lao fcil como aquelle por
meio do qoal se exlrahe o algodo.
{Ha torios apartes.)
O Sr. Barros Brrelo:Se os nobres depatados
conlinuam a dar-me apartas, sento-me, porque nao
lenho urna memoria Uto feliz quo possa cada passo
atar o fio da oracSo constantemente interrompida.
Dizia cu, Sr. presidenta, qae para chegar o no-
bre depulado ao resultado que preleudia, tinha la-
borado em nm engao manifest: o nobre depulado
comparava a cultura do algodaS com o fabrico do as-
sucar, e eis aqui o que eu digo', que fez com qne o no-
bre depulado n'essa occasiao se jnoslrasse muito
abaixo dc sua alia intelligencia.
Sr. .presidente, cu peco liecnca. casa para acom-
panhar nao s a cultura do algodo como da canna,
d'esde o momento da planlarjo at chegar ao merca-
do o producto dc cada urna d'ellas para ser vendido;
he smente d'este modo que eu poderei mostrar 'ao
nobre depuladfe casa a desigualdade.de seme-
ntantes plantarles.
Senhores, exirahida do algodoeiro a parle filamen-
tosa, aquella de que se fazem os leridos. resalta o ca-
roca e he desle que se lira a sement: atienda bem o
nobre depulado; na cultura de canna emprega-se
como sement ama parle da mesma canna, que he
roubada ncvitavelmenle ao fabrico do assucar ; eis
aqui j nma grande ditlercnra que. d-se na planta-
cao. O nobre depulado plantando urna certa quiu-
lidadedc algodoeirose nma rerla porrSo de canna,
quando tiverem chegado ambos ao estado de colher-
se, o plantador do algodo ir colher as maclas do
algodo e poder deposita-las em qualquer es paco
'da casa em que habitar, o cultivador de canna lie
preciso corla-la, conduzi-la para o cogenho em car-
ros, um engenho que se compe de grandes edificios
como sao a casa propriamenle do engenho, a das
operares eliimicas, ou casa de caldeiras comn he
senilmente chamada, a casa de purgar, de encaixar
ate., .etc.; para o algodo serve a mesma casa em
qne habitar..., ,
O Sr. PereiQ dc Brito :Nao he possivel. ,
O Sr. Barros Barreta:Podc,e com a canna nao
lie,possivel fazer isso. V por tanto a casa, que pa-
ra ler-se ama fabrica perfeitamenle montada para
extrahir da canna a parte sacarina, e dalii fazer-se
o assucar, he necessario empregarem-se grossos ca-
pitaes para lerm-se os edificios e machinas e o que
se nao d na cultora do algodo ; nm simples edifi-
cio com urna machina muilo lgeira movida braco,
liesuflicieule para se fazer urna grande colheita de
algodo...
O Sr. Brito:Grande n3o.
O Sr. Baos Brrelo:Digo grande,comparando
os estarces empregados (auto n'uma, como n'outra
industria, e o resultado oblado.
Ora.supponhamosque tanto o cultivador de algo-
do como o de canna tem obtidoossens producios,
e que tem de envia-los ao mercado : comparemos os
transportes. Dissc-se aqui que o argndo tinha maior
despeza de transporta porque era Imito de luga-
res mais remotos; mas he bem sabido, Sr. presiden-
te, que orna arroba de algodo nao chega ao merca-
do put limite a^igteqoc igual porc9o de assucir
trazido d comarca do Limoeiro, dos limites da fre-
guezia da Escada, do Bonito, porqne dc l tambem
vem assucar ao mercado, e por um prero de Irn s-
porle que nao he inferior ao do algodo qae vem do
Brejo e de outros lugares.
Note agora o nobre depulado, que o algodo che-
ga aqui sem risco, porque a chura e o. sol o nao
damnificam, ao passo que ao assucar basta um agua-
ceiro para chegar ao mercado com urna grande dif-
ferenca no sea preco e peso...
O Sr. Pereira de Brito :-r-IIa encerados.
O Sr. Barr^t.Barreto:%M respondo ao nobre de-
notado, dizendo-lhc que a hnmidnde smente he
bastante para deprecamento o assucar.
O Sr. Pereira de Brito :A humidade nao mu-
da a qualidade.
OSrt Barros Btirreto :V por lano acasa.-que
pelo lado do transporte nao ha essa desigualdade quo
os nobres deputados enxergam.
Quanto 00 prero, ninguera negar,' Sr. 'presidan-
te, porque he cousa muito sabida, que o algodo ob-
lem sempre no mercado mais 1 e meio sobre o caslo
do assucar : se o assucar he vendido por 29000, o
algodo vende-so por 59000 ; se o assucar oblem
295OO, o algodo vcode-se a 69000 rs.
Resulta pois, de quanto tenho dito, que um igual
esforco para trazer ao mercado certa quanlidade de
algodo, provni um lucro muilo superior aquelle
que igual esforco lem empregado na cultura da can-
na, produz no mercado e fajo absiracc,ao aqui da parle
fabril empregada no assucar.
Ora, Sr. presidente, em vista disto, como he que
se pode aqui aiunrar que a assembla provincial
lem querido favorecer mais a cultura do assucar do
que a do algodo, smenle pelo fado do conservar
urna impostlo superior sobro o algodo do que a que
exisle sobren assucar'.' creio que os nobres deputa-
dos 11I0 lem razio.
O nobre depulado autor da emenda, quando a
justificara disse, que quando o governo geral abaleu
2 % nos direilos de eiporlaco, nesta cas-appwe-
ceu. urna indicaco propondo que se pedisse ao
governo geral para conceder aquellnposCao em
beneficio da provincia, para ser appntada aos seus
mcllionimeutas roateriaes... O nobre depnlado nao
mo presta alinelo, nem eu tenho direilo do recla-
ma-la ; mas.direi casa, qae em 1852 Uve a hon-
ra do ollerecer considerajao da casa uma indicado
que por signal fol sepultada as pastas da com-
missao.
O Sr. Carneiro.da Cunha :Pero a palara.
OSr. Barros Brrelo :...quealhoje lem guar-
dado silencio sobre ella : propuz eu quo a assembla
pedisseaos poderes geraes qua fizessem abstracto da
cobranca dos direilos de exporlaSo, porque pela na-
tureza da imnosirao, he minha opiniao, que devera
fazer parte das rendas da provincia, porque recahin-
doella na producto da provincia devia ser applica-
da aos mlhoramentos da industria, e principalmen-
te na abertura de estradas, qne quanto a mim, di-
rei de passagem, he nm dospriraeiros e maiores bene-
ficios que aqui podemos adoptar em favor da indos-
tria. Mas, Sr. presidente, a indicicSo nao pediaqne
se oblivesse do governo geral, que aquellos direilos
passassem para a provincia, porque pelo.aclo ad-
dicional nao compete ao governo geral, nem a assem-
bla geral, legislaran sobre impostas provinciaes ;
pedia que fizessem-abstracclo dos direitos, para qne
a assembla provincial depois de ser a industria ali-
viada deltas, podesse impor mais alguma cousa em
beneficio aos mlhoramentos materaes da pro-
vincia.
Um Sr. Depulado:E sem isso nao o pedemos
fazer ?
O Sr. Barras Brrelo :Podemos, quem diz que
nao podemos? o que en digo he, que o nobre depu-
lado referindo-se idea que foi aqui apresentada,
foi infiel no seu pensamenlo.
Uoulem, Sr. presidente, ouvi aqui dizer-se quan-
do eu em aparte me dirig ao nobre depolado
que se senla defrohle de mim que a machina
mais apropriada que nos podemos adoptar'para
melhorar a industria do algodo eram as asteadas ;
ouv dizer, que as estradas nanea chegariam 1, qne
ellas eram smente feilas em beneficio aos plantado-
res da canna. Sr. pta^rjte, eu lamento que se-
melhantesproposic/ies p8rtssem,da bocea de um hon-
rado memltro em quem reaonheco a maior Ilustra-
rlo As estradaCSf^tajiudente, naodpodem de
modo algum priteinij^Rrlo, ellas hao de par-
tir do centro do comnBroB^do centro da maior po-
pularaoj do maior mercado para o interior: e seria
uma anomala se se quizesse trazer as estradas dos
extremos dos raios para o centro.
{Haum aparte).
A provincia nao dispoe de meios lao abundantes
que possa fazer com que essas estradas vao ja eja
ao seriao....
{Ha alguns apartes).
Islo he o resultado da nalurcza das cousas; as es-
tradas parlindo da capital bao de primeiro passar
pelos logares mais povoados, e nao sei porque razao
deveriamos ler ido procurar os lugares menos po-
pulosos para beneficiar, deixando de faze-lo parle
mais habitada, e que mais concorre para as rendas
publicas. Mas, Sr. presidente, he falsissiraa a idea
de alguns dos nobres deputados, de que as estradas
sao feilas em beneficio dos productores de assucar !
As estradas s3u feilas em beneficio de lodos, alo he
desta nem daquella classe ; todas as industrias, todo
o commercio, lodos emfim que transitara pelas estra-
das gozam deltas ; c eu lamento que sefcelhanles
ideas sejam aqui innuuciadas, porque ellas depe
muilo contra a nossa civilisarao.
O nobre depulado autor da emenda disse, que na
.provincia da Parahiba o algodo pagava :i \, e que
pagando em Pernambnco 5 %, resullava dahi, que o
algodo de prodcelo da provincia ira procurar o
mercado da Parahiba. Sr, presidente, eu creio qne o
nobre depulado esta completamente engaado : a
imposicao de 3 % sobre o algodo na Parabibas foi
estabelecida com o lim de fazer cora que os produc-
tores de algodo daquella provincia au procurassem
o'mercado que coslnmam procurar,quo lie o do Reci-
te ; porque he notorio que uma grande parle nao
s do algodo, como do assucar da Parahiba vem
procurar o mercado de Pernambuco.;..
Um Sr. Depulado : Porque he mais conveni-
ente aos inleressesdos agricultores.
O Sr. Barros Brrelo : O laclo de se lerem
redazido nessa provincia os direilos do algodo de,
5 a 3% nao for praticadosenao como nraincenlivo para
que os agriculloresjlaj fiMP^^aquelle
mercado e niio o deTO f>rWWl|Wji(Brrfm| fado aqui trazido do algodo de Pernambuco procu-
rar o mercado das Alagoas, tem elle' uma explicarlo
facilima: he em razio da distancia que os produc-
tores pnupam procurando Alagoas,que faz com que os
productores de Garanhuns procuiem aquelle mer-
cado. E note casa que grande parte do algodo
de Pernambuco qae vai a Alagoas, ou vem embar-
cado ao nosso mercado, ou parte d l directamente
por conla dc negociantes desta. praca.
Em vista do que tenho dito,creio que o uobre de-
pulado he muilo injusta quando allribue a casa e as
assemblas passadaso desejo dembrecarregar o algo-
do de um imposto injusto e de favorecer callara
da canna com prejuizo da do algodo.
illa um aparte).
Eu ja tenho dita, e os mcus nobres collegas da
commissao o (em dito melltor do que eu, que nao ha
razio alguma da parle do nobre depnlado em que-
rer comparar a prodcelo do algodo com o fabrico
do assucar.... ,
{Ha alguns apartes).
Sr. presidente,creio qne tenho dito qnaolo he bas-
tante para justificar o meu voto contra a emenda, e
pec.o rasa que preste bstanle alinelo aos resulla-
dos qae podem provir da adoprao da emenda do no-
bre depulado; aJoptando-se semelhante emenda as
rendas publicas vao ser muilo desfalcadas sem qae
seja islo em beneficio dos productores do algodo.
O Sr. Pereira de Brito:Sr. presidenle.comume
qae sinto acanhado de entrar em uma discusso coja
materia compeleulemciile -illucidada por algumas
pessons, que aqu confessaram ser agricultores, e por
oulro lado foi combatida poralguemque supponho
muilo habilitado, o nobre depulado (Sr. Jos Pedro)',
qne leve bondade de atacar a emenda do nobre
depntado o Sr. Dr. Carvalho.'para que se cquiparas-
se o imposte do algodo ao qae paga o assucar. Os
nobres depatados que confessaram ser agricultores,
por consequsncia vivendo em contacto mediato com
este genero de vda,aprescnlaram algumas razes das
quaes lomei varios apootamenlos; quizeram demons-
trar quo os agricultores do algodo tinham umitas
economas, maior facilidade na cultura, maiores re-
ditas, maior facilidade de transportes do seo genero
iSc. ic. O nobre depulado,o Sr. inspector da'Jhesou-
raria, impugnou pelo lado do grande desfalque da
Ihesonraria : e como principiasse o Sr. inspector, eu
tambem irei vendo se posso apresenlar' algumas ra-
zes em, resposta as suas observarles. *
Disso o nolue depulado, que a cultura do algodo
era muilo menos dillicil e muito mais barata do que
a plantaco da canna : eu nao duvido qne por um
lado o nobre depntado enxergasse, que no planto
do algodlo se encoalra muilo mais facilidade,
mas se for encarado por oalro lado hade adiar,
que essas difficuldades qne observa na cultora da
canna, tambem se dao com o algodo. Disse o no-
bre depntado, que a plantillo do algodo nao era
mais do que laucar sement na Ierra : ora islo, Sr.
presidente, nao he cerlo, porque principia por esco-
Iher-ie um terreno fechado de arvores frondosas, a
poni de que muitas vezes duase quatro pessoas em
um dia nao sao capazos de derribar ama s dcstas
arvores...
Um.Sr. Depulado: Isso tambem se d para a
planlacao da canna.
O Sr. Pereira de Brito : Nao, senhor ; as ma-
deiras desles lugares da provincia cm qae se plan-
tam gcralmenle as cannas, nao sao as mesmas que
as do serlo. Alem dista, se os agricultores da can-
na lem dc cffecluar o processo da limpa chamado ;
tambem a lem os cultivadores do nlgodlo, que o
fazem por duas tres e quatro vezes a porcao do ter-
reno que para plantar canna se prepara em duas ho-
ras, seno a faz cm dous djas para o algodo. Por
alii ve V. Exc. a diflerenca que ha uo processo s
de preparar a ierra, e he claro que esse processo he
mullo mais dillicil do que he o da canna, donde con-
clno que a plantario do assucar he mais fcil do qoe
a do algodo...
Um Sr. Depulado: O nobro depntado qner
equiparar uma agricultura cora a oulra 1
tem dado a mesmas para smalas, lugares da cultura
da canna. ,
Disse aqu o nobre inspector, que so os agriculto-
res do assucar rasscm as vanlagens que se diz, en-
lao os plantadores do algodo j se liaviam dexado
desta agricultura, para se applicarem aquella, mas
qae isso sengo tinha dado, porque a transferencia dos
agricultores do centro para o sul, nao excede de 6
ou 8. Respondo ao nobre depntado, que s de nm
lugar que cu sei, poderla enumerar mais de20e
lanas pessoas que tem abandonado o centro, e en-
tretanto que o contrario sena d', porque apenas se
poder aponlar nm ou oulro plantador de canna que
se passasse para a planlacao do algodo ; e se ainda
exislem plantadores dc algodo, he porque nesta
transferencia perdem grande parle de suas fabri-
cas : esla noticia que se lem propagado pelo centro,
he qne lem feilo com que elles permanecam por l.
l'llou tambem o nobre depulado,o Sr. Barros Br-
relo, nos transportes, dizendo qoe o transporte do
algodo era muilo mais fcil do que 01 do assncar.
Eu direi, que isso he conforme a loealidade cm que
se adiar o assucar ou o algodo. Ha engenhos aqu'
a 4 e 5 leguas de distancia, que em duas horas poe
aqu o assucar, entretanto que o lugar mais perto
donde vero o algodo he daqui a vinle e tantas leguas.
Ora a differenca de 4 c 5 leguas, para a de 20a-lan-
as he consideravel, e note-se que este lugar que he
o Limoeiro, da muito pouco algodo.
Disse o nobre depulado, qne no assucar se d/0 in-
conveniente de. melhora : islo tambem se di quan-
to ao algodo, rompe-se o en tardamente;, e pelo ca-
mlnho para a cidade muitas pessoas tirara libras e
libras de algodo, tudo islo sao inconvenientes, e
alem disto ninguem me poder demonstrar que o
plantador de ama carga de assucar, dispende o mes-
mo que o de ama carga de lila : Uma carga de as-
sucar traz 10 arrobas, paga do termo medio de dis-
tancia 4 4 leguas.segnndo onro dizer H$280 a 2SO0O,
entretanto que o algodo de um termo medio de
distancia que podemos tomar o Brejo, paga? a.
trazendo 8 arrobas, qae vendidas a 5 mil rs. a arro-
ba da 33 rs., quando o assncar vendido a 28300 rs.
ficam lquidos 238 rs. e do algodo 288 rs., o que
be bem pequea dilTcrenca. Ora alem disto, ha a
questao principal, que he a quanlidade de arrobas
porque um plantador de assucar colhe muito mais
do que o do algodo, lano assim que nao consta,
nem mesmo no lempo anligo em que o algodo se
venda a 8 e 10 mil rs., que um plantador apurasse
18, 20 ou 30 conlos >de rs. entretanto qae os do as-
sucar fazem esla quanlia e mais ainda.
Disse lambem o iiobre'^inspetor, que para um
plantador de algodo 100 nab era nada : ea digo
que, quando para um particular lOOJt nao fr nada,
multa menos 100:0005 para a nacao, que possue
muilos recursos, e am" pobre agricultor possue a
secca, o mofo e a falta do bracos.
Finalmente, Sr. presidente, cu depois das razOes
que lenho apresenlado, concluirei com uma ollima,
e he qne se nos lancarmos os olhos para o centro,
nao encontraremos scno homens possuidores de pe-
queo capital, ao passo qae para as-matas se encon-
tram os homens ricos da provincia, por conseguinle,
qne aqnelles merecer mais contemplaran do qne
estes.
Vote, portante, para qne se abalam os dous por
cenlo no produelo algodo.
O Sr. Meira: Sr. presidente, e pedi a pala-
vra para requerer a relirada de ama emenda, que
mandei mesa, afira de ser substituida por uma ou-
tra, que lerei a honra de oOereccr agora, se a casa
me conceder licenja para isso : fallo da emenda ad-
diliva ae 16 do arligo que esl em discusso. Este
g determina o seguinte : (16). Eslou convencido que
semelhante disposicao nao he satistectoria e sufli-
ciente para vencer os obstculos olicrecidos exlen-
sao de nossas loteras pela avullada venda dos bilbe-
tes do Ro, e principalmente das cautelas, com'que-l
geralmenle se faz aqui em grande escala um jog
mmoral e pernicioso. {Apoiados.J ^
Entendo, pois, que, esse imposte he diminuto,
porque eu qnizera que fosse inteiramenle ptohibda
quer as tajas quer em mos de particulares, a ven-
da das cautelas ou traficancia deltas, podendo-se
vender smente bheles inlers e meios, mas nun-
ca cautelas; por isso que tendo ellas maior exlracrao
prejudicaro mais as loteras da provincia, e convi-
dan! maior numero de especuladores; mas recusando
Iembrar alguma cousa sobre tal prohibicao, propo-
nho que paguem os vendedores a porcentagem de
DUDO DE PER1U1BUC0.
A assembla approvou hontem em segunda dis-
cussffo a emenda offerecida cm terceira ao projeelo
ni 33 do anno passado.
Approvou em primeira discusso o projecto n. 34
desle anno, sendo a requerimento do Sr. Augusto
de Oliveira, dispensado o intersticio, para qua seja
dado para ordem do dia de amanhaa.'
Approvou mais o projeelo n. 30 do anno passado,
c tambem foi dispensado o intersticio a requerimen-
to do Si*. Epaminondas, para ser dado pata rdem .
do dia de amanhaa.
Approvou era terceira disenssao o projecto n. 11
deste anno, como fura emendado em segunda.,
Conlinaou na segunda disenssao do projecto n.
29 desle anno, com as emendas ofleretidas..
A disenssao ficou adiada pela llora.
Passando segunda parle da ordem do. dia; se-
gunda disenssao do orcamento municipal, a p pro va
lodos os seus artigos, com diversas emendas, ficando
algumas destas empaladas na votara, por conse-
guinle adiadas, bem como o restante desta dis-
cusslo.
A ordem do dia de boje he a segunda discusso
dos projectos ns. 34 deste anno, e 30 do anno passa-
do, terceira do de n.33 desle anno, e conlinuarSoda
de hoje.
Pelo vapor Great Ufestern,.entrado hoje de, Sou-
Ihampten, via Lisboa, Madeira, Tenerife e S. Vi-
cente, recebemos varias cartas de nossos correspon-
dentes de Lisboa, Porto, Pars e Hamburgo, mas
pela hora adianlada em qua nos chegaram s ralosi
impossivel nos he Iranscreve-las todas no presente
numero ; recebemos lambem gazelas portttgde-
zas, traneczas e inglezas atcancaajdo as primerras al
12 de abril prximo passado e as oulras at 8. O
que nellns adiamos de mais importante he o se-
guinte :,
A minha Victoria, segu ndo o exemplo do impera-
dor de Franca, declarar tambem guerra Bussia m
da 28 de marco.
O paragrapho mais importante do respectivo do-
cumento, o qual tem bastante extensao, be o se-.'
guinte:
a Nesta conjuntura a rainha, por consideragao a
um alliado, cujo imperio, na sua integridade e in-
dependencia foi reconhecido como essencial paz da .
Europa; consultando as sympalhias do seu povo a
favor do direilo contra a njustica; e cedendo ao de-
sejo de poupar os seus estados terrveis coasequ'en-
cias, e de salvar a Europa da preponderancia d
ama potencia que violou a f dos tratados, arres-
tando a opinilo do mundo civiUsado, cnlenda que
deve recorrers armas, jun lamente com impera-
dor dos Francezes, era defensa do snllSo.
o A rainha est convencida de que praticando as-
sim ter o'cordeal apoio dos eus povos je de que o
pretexto da adhes3o religiao chrisla ser invocado
em vao para cohonestar uma aggressao commettida
contra os seus santos preceitos, e seo espirito paro
>'. benfico. '
S. M. humildemente espera qae os seas ts
c,os serao eoroados de bom xito, e qne com a graca
de Dos se restabeleca a paz sobre base segaras e
solidas, a
Tendo a rainha enviado ama mensagem s duas
casas do parlamenta communicando-lhes este puso
por ella dado, aprovanm ambas por unanimidades
resposta proposta peta governo a essa ajensagen
splvendo demais a cmara dos Communs aprese;
se em corpo soberana para agradecjjr-fce^aK)
Por esta occasiao lord Ciarcndon, lord RustH e
lord Pahnecsian^roTrirara inloressantes discursos,
os quaes logo Iranscreveremos.
_ A esquadra ingleza commandada pelo vico-almi-
rante Sir Carlos Nnpipr tinha sahido ltimamente da
bahia dc Rioge para o Bltico.
' Nesta occasiao o bravo almirante dirigi a seguinte
allocncao aos seus companheiros:
a Cantaradas, a guerra est declarada. Temos que
combater um nimigo ousado e numeroso. Se elle
nos ofiereccr balalha, sabis bem de que modo dc-".
veis haver-vos, se permanecer no porlo.devemos pro-^
curar alcanca-lo. A victoria depende da proropti-
dao e justeza de vosso fogo. Cama radas, agorai os
ctelos, pois o da perlence-vos.
Corra qne o governo ingiera emprestar 10 m-
25 por cenlo ; acrescenlando a idea de qiw estas cag -;hes^e*aacns-*ir *s. Jim etnpreslin de 90*1
telas devemser rubricadas no consulado provine quanlia tinha j sido revivido pete Franca.
e pelo respectivo administrador, em viste dos bilhe-
tes originaes, que' tambem deverao ser rubricados,
para evitar a fraude e estrategia dos mesmos especu-
ladores. A emenda quo esta sobre a mesa, s trata
do augmento da porcentagem ; mas como me parecen
mnito conveniente esla clausula da rubrica dos bi-
lheles e cautelas, resolv acrescenla-la na mesma
emenda, formando uma s e substitutiva da primei-
ra, que peco licenca a casa para retirar, esperando o
sea apoio e approvajSo a esta que agora oflercro e
queme parece demuila ulilidade.
Vai mesa e he apoiada a seguinte emenda:
Em vez de 10 por cenlodiga-sc25 por cenlo
do valor das. cautelas desles bilheles, as quaes s po-
derao ser vendidas depois de rubricadas simultanead-
mente pdo administrador do consulado, aviste dos
bilheles originaes, quolambA o serao.Metra.
Consallada a casa, se cohsente na relirada da'
emenda do Sr. depulado, resojve afllrmaljvamenle.
Encerrada a disenssao df artigo he regeitada a
emenda do Sr. Carvalho, e bem assim a do Sr. Mello
Reg, e approvada a do Sr. Meira, e o arligo com
sens paragraphos.
A discusso do projeelo fica adiada, pela hora.
OSr. Presidente designa a ordem do dia e levan-
ta a sessao.
Contrato das carnes verdes.
RelacSo das pessoas que mataram rezes, mediante
a multa de IftJOOO rs. por cabera, na conformi-
dade do art. 9 do contrato das carnes verdes, e
resolucao da presidencia de 21 de dezembro do
anno prximo passado, sendo ditas mullas dos
dias 24 a 30 do mez de abril prximo passado.
Total.
Vi
en
w
o
As negociaces pir a Austria e a Prussia anda
nao tinham sido concluidas, todava o Tintes de 8
do passado publica ama noticia de Berlim da qual
consta que a segunda destas potencias tomara parte
uo protocolo assignado ullimaraeutente em Vienaa
entre Inglaterra, Franca e Austria.
A Soca Gazela da Prussia d z que sabe que a
Prussia e a Austria esli de accordo para realisa-
rem umaallanca oflensiva edeDensiva.para o que o
bario de Mauteufiel, ministro prussiano, fez uma
larga visita ao bar.lo fle Hess, enviado austraco em
Berlim. ,
Corra lambem que apenas esto senhor se recolher
a corte de Vieuna, apparecer um manifest do im-
perador da Austria, declarando qoe esta potencia
resolver conservar-se neutral, assim como toda a
Al lem 111 ha, poste que nao approve a poltica da .
Rnssia, Um exereilo alterna d 400,000 homens fa-
r respelar essa neulraldade.
Osllussos linham passado o Danubio por tres pon-
tos e receiava-se que fosse sua intenrao marchar
sobre Conitanlinopla e apoderarem-se delta au-
la que as torgas anglo-francezas all chegassem 'para
defend-la, masTte-Fraoca c Inglaterra tinham ido
ordens positivas para prevenir este aconlecimenlo.
Em Barcelona na Hespanha um grande w
dc operarios, dizem qae 40,000, reunir-
mados dentro da cidade.e, como sendo Intimados pe-
las autoridades para queso dispersassem, n'
decessem, as tropas receberam ordem de atjrar so-
bre elles, do qae resaltou licorera varios feridos e
outros .morios. Depois deste desgracado acanteci-
mento nada de extraordinario occorrera al mais.
Sao estes os fados mais importantes que temo* de
noticiar aos letores, no seguinte numero daremos
mais alguma cousa.
' Em Londres Os consolidados Acarara a 87 3|4 ; os
fundos brasileiros a 93 3(4; os cinco por cenia tus-
sos a 93 ; os tres por cenlo hespaohoes a 35 ; os
quatro e meio por cenlo belgas 81 o os fundos aus-
tracos a 76.
3 =-
s =

21 06
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O
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2 o .3
;.s 3 =
P3 .2-
-i
2
O Sr. Brito : Quero equiparar, e poique n3o?
Eu nao disse, Sr. presidente, que o mesmo processo
qoe se d para o planto da canna, d-sc para a
planlacao do algodo, pelo contrario entendo q(fc o
prqcesso da planlacao do algodo he mtiilo mais
diffiril; alem disto os cultivadores da canna gozam de
oulras vanlagens, deque nao gozam os do algodo,
alea tftsto asTpcrsiq'ae aclujmentee ha annos atraz
BEPABTIQAO' VA POLICA.
Parle do da 2 de maio do 1854.
IIlm.'eExm.Sr.Participo a V. Exc. que das
parts, hoje recebdas ncsla reparlirao,consta lercm
sido presos: ordem do delegado do primeiro ds-
triclo deste Ierras, o porlugucz Joao Tavares ,Cor-
deiro, e Lourenco Jos dc Carvalho, ambos para ave- que o algodo qae em Mamanguapc for iospectado
CORRESPONDENCIA.
Senhores redactares do Diario de Pernambuco :
l.endo seu Diario n. 9" de 28 do corrente, deparei
com a correspondencia de' Mmanguape datada dc
21 do mesmo mez, a qual II com alinelo; reconhe-
ro a eloquenca e bom eslylo de seu nobre autor, e
farojuslica a suas boas inlenses e melhores desejas
em prol da prosperidade daquella villa; porta per-
milta-me o nobro correspondente qae Ihe en diga,
que a idea que; aprsente para ser creada nma is-
pecrlo naquella villa para o algodo, he tata) preca-
ria do que til para os commeraautes da As v^
I. Demonslre-mo-lo ligeiramentc comaJMgomles
relexes:
Sabe o nobre correspondenle,que o algodo e mai
gneros que procurara a villa de Mmanguape d
tinara-se capital da provincia de Pernambuco,
de existo mesa de consulado que se rege pelo r
lamento de 30 de maio de 18S6 e oolras dispos
do governo geral, que nao pa*w'er alteradas p
assemblas provinciaes, e osla determinado .1 tormsde proceder-se jt
rao dos gneros que -c apresenlarem nesta capital,
em desempenbe destas disposisOes nao podem dei-
xar de ser visionudos pelos feilores confcrenles da
mesado consulado de Pernambnco os volantes de
algodo que se apresentarem, (mesmo o commercio
o e-ige assim V3- yeT 1ae compra) e de soflrcrem
alqualificnf que Ihe elles derem; nicos compe-
u-nies para isso. E querfi nos diz, ou pode afiancar,
riguases policia.es; ordem do subdelegado da fre
guezia de S.Jos, o pardo Antonio Marcellino a
Santos, por ebrio ; ordem do subdelegado da Ce-
gueza da Boa-Vista, o portuguez Jos Mano.l de
Araojo, para averiguases policiaes ; .ordtm do
subdelegado da freguezia do Poe,o da Enclla, Fran-
cisco Jos de Carvalho, por ser encomiado armado
de uma faca do pona, e Scrafir s de Saut! An"
na, para recrula ;e ;t onleio "" subdelegado da*{e"
guezia da Vanea, Ante'"0 Manoel, e Antonio r-
que, para correnlo.
Dos guarde a V.^1' Stxtetiria da polica de
Pernambuco 2 do inMC*rlST; Illm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos-fienlo da Cunha e Figueiredo
presidente da provincia./.ui; Carlos de Paita
periegoem constantemente osluossos. serloes, nao | Teixeira, chefe de polria da provincia
v. ge de primeira sorte porque o inspector o enten-
deu assim merecer, nao soffra aqui a eguoda ou
lercoira qualidade porqne o feitorconferea da me-
sa do consulado enlcmle quo ra urna dellas que me-
reca lal'algodo? Certamente que ninguem o pode
di/.er nem afiancar, couseguinlemenle a in
tem mais probabldade de dar prejuizos do aoe de
os desviar dos commcrcianles daquella villa. Alm
disto lem-se ntenddo com justa razao, qoe ao se
deve alropelar a agricultura, com censuras previas
ios gneros de sua produccSo, pois he plenamente
garantida peta constiluico a libcrdade de ihdustria,
La-wow inspecf ao nao Jie oulra cousa mais qoe uma
censura previa e da-q1itl-mnito-e~ "pude abusar. A
provincia de Pernambuco o' ha entendido assim, por
que u5o conserva mpeccao para gnero ahju, no
A
Ja.
woriflaHnnMw^
-cflyaftr-jf -




flHH I

_
DIARIO OE PERMMBUCO QRTA FIM 3 DE MAIO DE 1854.



I
1

enlreUnlo que seu eommercio he em grande escala
e vive satisfeito.
Tratemos agora da fraude, que se ha mani-
festado em muitos voluntes da algodao viudos da
vla de Mamanguape, por cujo dolo eicanda-
los ten, algims, sido apprehendidos pelo feilorcs
aferentes da mesa do consulado no aclo da qua-
lificaeo' do genero, feila nicamente para servir de
base para arrecadaro dos imposlos. Este deffeto,
nu, fallando mais claramente, esle furto maudam di-
to reglamelos punir com apprehensao de todo o
volume que o conlm ; e os commerciantes da villa
de Mamanguape nao o ignoram, poisaigans d'entre
elles lem presenciado a apprehensao de volantes de
_ algodao seos; logo, para que continuara a comprar o
algodao sem o ev.aminarem completamente ? Por
cerloque nao tm desculpa ncm razio para queixa-
rem-e, por que, antes querem soffrer o prejuizo,
do que drem-se ao trabalho de Visluriarem as sac-
cas, para saberem o que compram e o que vendem,
sendo certo que, pelo fado da venda, ficam inteira-
menle responsaveis om tantoquanlo a lei es obriga.
S'ao sei se quanlo deixo ponderado, ser bastante
para ser bempercebido pelo nobre correspondente da
villa de Mamanguape ; ial que estes poucos excla-
menlos o possam compenetrar de que a idea de
inspocejio he precaria; por isso, quo cll.i nada
pode remediar i semelhanle respeito, o remedio
para mal lito grave esta nicamente, no poder do
> comprador examinando bem os volumes quan-
do o vendedor Ihe nao increpa inteira fe, pois que
nao ha re.ra sem exceptao, c i villa de Maman-
Cape lem ido e ha de ir muito algodao superior,
ntendoseus volumes a marca dos agricultores acre-
ditados,e que su por ella eslito completamente garan-
tidos e correnles; dispensando inteiramente esse fia-'
gello iispeccao. Mas, quaudo nao me haja bem
explicado, reg peu dito correspondente, tenha a
beoignd;ide de desculpar mtu pensamento contra-
rio ao seu, acreditando quo sere sempre sel respei-
tador.
m
Vf
Ao revs disso, qualquer desses detractores, se nha regular, intrpida, desabrida, conlra o molhodc
LiraRATIRA.
Goaaantaea'a feral de iautruoca'o primaria pelo
aaetkaao portujan ao reino llhas.
MANIFEST.
Como lKlas^as cousas completamente novas e de
grande importancia,'tcm o melhodo portuguez en-
contrado, de envolta com muito favor, dos espirites
Ilustres c de bem, religiosos, patriticos e huma-
Boa, opposc.des improvocadas, acntosas e conluma-
ies. Debaldc os poderes supremos do estado o au-
lorisaram ; debalde factos, aos centenares e milita-
res, o Irazem abonado sem qoe a malevolencia apos-
em o desacreditar lhe podesse dcsteiir al bo-
je urna uniea ohjeccao, que por si mesma nao ca-
hisse.
Como todava a guerra contra esto," o primeiro, o
Mais necossario dos cusios, e de lodos o mais diff-
cile odioso ou o mais fcil c prazivel, nao' s con-
tinua senao que parece exacerbar-se, entende a
conimissao geral de nslnicoao primaria pelo melho-
do portuguez ser obrigar* fundamental, mprete-
rivel e indeclinavel do s:u offlcio, expor ao publi-
co as seguintes consideracGes.
O melhodo portuguez assenta cm bases naturaes;
he eminentemente analylico ; accessivcl a lodos os
entendimenios; convidalivo para todas as vontades
ensinua-se as memorias mais rebeldes ; c se gra-
va as atis inconsistentes. Rene ao proveilo das
primeiras noroes Iliterarias, o hygienico uso dos
bracos, das pernas e dos pulmes; dos bracos, pelas
i palmas ; das pomas, pelas marchas ; o dos pnlmoes
pelo canto. Aueicoa os nimos dos an.-ilphabctos a
um trabalho que se Ihes aprsenla com todas as se-
t6es de urna innocente e continuada fcsla : faci-
lita fazer um s mestre o cnsino simultaneo a cen-
tenares de alumnos ;-processo, d'entre todos os pro-
MW at hojo imaginados, o preferivcl. Rednz os
muilos annos d incfficaz c rigoroso cnsino a pon-
es atezes de eflicassissima e sobre modo agradavel
faalrnar,ao. Traz por tanto incalculavel economa
de lempo e de dipheinve completa abolic^o do mu-
tuas malqiirenoas entre meslres c discpulos e de
o*o de disciunlos e mestres conlra uj lvros ; fo-
menta e ravorece desde os annos da puericia o fe-
:uodo gosto da leilura ; em fim d, alera do per-
feito ler, quo raras vezos por oulro qualquer me-
lhodo se conscgula,-jde gr-rever corrente o iegi-
ej, urna itoUvcl cV^njto^-Bm primor sein*^
emplo no pronunciar as palayras e no acentuar os
periodos da conversarlo; do que devoprovr cm
- alguna annos o desapparccimcnlo quasi total das ga-
gnez e a reforma do viciosissimo vocabulario da
nansa plebe. Os hbitos msemonicos c a regula-
ridade lgica, nos processos ihlcllectuaes, pelo me-
lltodo portuguez se adquircm muitp cedo com van-
tagem manifesta para os estudos ulteriores, c al pa-
ra os nsos communs da vida. O melhodo portuguez
lie'portudo isto um verdadoiro I besouro para o pre-
mie e ruturo, que nao s se riso deve delapidar Ic-
vianamcnlc, mas esta exigudo o' zeloso amparo de
todas as pessoas probas e sitadas.
Um fado mui para notar aqui, ho este que enjre
as muflieres nao achou ainda o melhodo portuguez
urna s adversaria ( asmullicres discorrem pelo co-
rarao) e as mais lhc^quercm declaradamente como
a una carta de alforri para os pobres scravosi-
nhos, en cujas carnes o coracao dellas era' lodos os
da acollado. Nao he tudq: dcnlre os que tem em-
prehendido denegrir o melhodo portuguez, nem m
s se descobrio anda que fosse pai 1
Tyo2c se originara jiorem, cssas, malevolencias
contra o melhodo portuguez, de-oae a rcligiao
magna, e com que verte sangue oWlriotismo ? Es-
sasperseguicesque escandlisam o*om senso, os-
poliam innocentes, e defraudan) os viiidouros? A
eommissao geial cuida poder reduzir os adversarios
a cinco espedes:
1." Os meslres inveterados e indurecidos no falso
nallo ensino pelos anti-methodos :
SL O homens excessiva c endusivamenle affer-
rados ao pretrito :
3." Os dcsapprovadores c detractores de ludo o
f]M nao besen :
4."'0s oppostos por systema diffusilo das Inzes:'
Os que de ludo fazcm armas para a guerra
lhe pergunlardes pelos processos do ensino qoe elle
cobro dos seos improperios, vos contessar mui glo-
rioso que nunca o'cstudou, nem vio, nem tal fari
nunca. Ser essa Dma verdade sahida da sua bocea;
e a prova a todaJ as horas apparecc. in que reca-
bemasarguir,Ocs?percsamenle no que o melhodo
tem de mclhor: decomposi^ao, na leitura auricular,
nos > alores extremes das ledras, as ftguras-queas
mnemonisam, as inflcxcs da ponluacao, no canto,
as palavras, o no contenlamento de quem apren-
de.
Os que, sem desprezarcm instruir-so e reconhe-
cendo a bondade da telenda, temem a difusao dojla
pelo povo, fazem a mais dcploravel conflssao de
egosmo, ou calumniamo saber, allribuindo-lhtt ten-
dencias' desordenadas e influxos corrnplores. e a
luz, em vez de encaminhar os homens, os extravi-
ase o ensinodot ignorantes deveria passardas obras
de misericordia para as de Satauaz.
Vendamos aos polticos j que em Uo capital as-
snmptosc nao escusa dar-Ibes lmbem o seu quinhao
de verdade.
A ns(rucro publica deveria ser para (odas as
parcialidades campo neutro, como a rcligiao, de ca-
jo carcter augusto e soprano parece do certo modo
participar. Por qualquer systema que aspiris a
encaminhar os homens para a fclicidadc, se proce-
dis de boa f o honradamente, nao deveis ter
medo das caberas que sabem e discorrem. Bocear-
se dos instruidos, he fazer conlra si proprio o mais
injurioso depoimento.
Todo o verdadeiro estadista tcm, como dogma
fundamental, a sociabilidade na sua mais ampia e
complcla accepcao ; a lingwgem, he da sociabili-
dade o primeiro vehculo, e vehculo natural. '-
cripta e leitura, que amplam e perpetan a mes-
ma linguagem, sao pois o seu complemento, com-
plemento artificial e adquirido.
"^ais_qualquc* posicao que se ache nm bando po-
liBco, nao poje, sem abdicar a sua propria digni-
dade, e sem mefr debaixo dos ps a conscicncia, e
sem deixar fpso [aclo de ser poltico, repulsar a luz,
embor esla venha trazid pelos seus muis irrecon-
ciliaves antdgonislas. Nos assumplos de incontes-
tavcl inleres-:e commum, nSo sao licitas as opposi-
c.oes. Muilos maleficios traz n mundo autorisados
o uso c abuso da guerra; mas envenenar as aguas, as
aguas d'onde toda a povoacao ha de beber.... ncm
barbaros o pralicam. E todava.... v-se!
O odio, que certas tullas peridicas, animadas
pela incrivcl indifforenc,a de outras; juraram e con-
servni ao melhodo liberal de cnsino primario; o
acerbissimo rancor, com que Helias se costumam
dilacerar os zel osos ar roteado res da alma .do povo,
desle rico e immenso baldio milanario, s podnm
provir de recnsarem o beneficio quaudo felo pelos'
que chamam seus adversarios.
A eommissao de instruccao, eslii muito lougc de
djkerer ventilar aqui disputares polilicas; p inves-
lido neste cargo, nao as condece ; rennnoiou-as j
de annos* e he taide para entrar neoplrito em ue-
nliuma das variacoes da igreja liberal; loda a sua
poltica se reduz, como cidadao e homem, ao mesmo
que entende ser-lhe dever, como funecionario ; isto
he a Irabalhar por todos os modos, para o mximo
derramamento da mxima instruccao primara pelo
mximo numero possivcl de pessoas, sem distnccjSo
de sexo, de idade, de gerarchia, de profissao ou de
fortuna, e, nem se quer de neutralidade. N'es'le
seulido e presuposto, lhe parece ler dirdto, nao
dir, ao agrader.imenlo; mas, dir de certo, bene-
volencia, e al a'coadjuvacSo de lodosos filaos desla
Ierra, que, se nao a atraicoarcm sob especiosos pre-
textos, bem pode aiuda ser feliz.
Se os actuaos, parlamento c ministerio, ampara-
rain, como porluguczes, o melhodo jwluguez;,co-
mo sabios, o melhodo racional; como liberaos o
mais liberal de lodos os melhodos; n'oulros campos,
e por ulros modos os aggridam, se quizerem, mas
nao se lhe ronhe, aqui o galardao ; e lano menos
se Hic roube- quanto mais so lhe deve reconhe-
porluguez ; mas leal, mas honesta, mas nobro as
armas e na slralegia. le larde, em 1854, para em-
bustes supersticiosos de feiticos, arles diablicas e
macollaras ; c fora inadmissivel em qualquer lem-
po substituir calumnias a argumentos, o a verdades
que honrara siipposires injuriosas.
Ao chrislianismo nascenlc, fizeram guerra dessa
triste especie os pagaos, de puro consternados com
a deseroao de sous templos e com o eslremecimeiilo
do seus dolos fautores de torpezas, retintos em'san-
ue de victimas, e (nielares de cscravidao. Mas, se
l se impulavam aos fiis sacificios do carne huma-
na, e todo o genero de abominac<5es, era s porque
a religiao sania do Ciacificado, perdoador e salva-
dor de homens, onsava apenas nao despuntar das
misteriosas Irevas das catacumbas. A religiao ter-
restre do ensino pelo amor, admiti, convida, ren-
les e descrentes a prcsfcnciarem lodos os seus ritos ;
nao lem, ncm precisa, mysteros ; o que pralica,
folga que lho vejam; certa de que nem urna s tes-
lemuuha peder ir depor em sc desabono, o todas
pelo contrario conclamarao a sua sanlidade. A
eommissao geral, ntimamente convencida da exac-
cao e conveniencia de ludo quanto deixa pondera-
do, espera, que nenhum jornal, de patritica e hon-
rada redacrao te esquivar a reproduzir r*s suas
columnas, o presente manifest.
Lisboa 22 de fevereiro de 185i. O commissario
geral de instruccao primaria pelo melhodo portu-
guez, no reino e Hitas.Antonio Feliciano de Cas-
lilho. '
PUBLICASOES a pedido.
ficando caimito e poder do comprador.a quantia de, lia do arrematar a quem por menos fizer a obra de
8:8409770 rs. que restramos a ptaea, como ludo aSudena povoactjode Bezerros, avallada novamenlc
1 em %vsrsfi9du re
Hs. 2:J4084:l
a 2:9229024
1:640446
s 48l443
288791
*r 2M>9900
1799800
1279780
c 612J692
menor duvda
cer longanimidadc no promovern elles proprios a
leilura na plebe, a quem os prlos opposicionislas
mal poderao enviar as suas doutrinas se ella nao
souher ler. ,'.....
Masa revolucao inlclleclual, c conseguintcmente
moral, do Melliodo Portuguez, nao he mesmo desle
lempo determinadamente, ncm cm particular d'csles
. Qoe teme he esta I!
, ReconheVemos ser muito mais deploravel que,
ridadaos que combatem as mesmasphalangcs o ini-
migo commum ( o governo o a poltica dominante )
a lodo o momenlo, por motivo de srdidos inlcres-
res, por causj do certas vitigaHcinhas e inlrigui-
nhas mais que miseras e msquinhas, sejam forja-
dos a guerrearera-se, desmoralisando o enfrque-
cendo o partido a qu6*#f'fbtararn ; e ainda mais.
com infames calumnias tratando de solaparen) o
crdito,^ reputarjao individual, com as vestes da
cerdade, a qul he sempr a m%t'lira repelida mul-
las vezos!
Victima desde algum lempo (de 1852 a esla parte)
ha sido o redactor do Echo l'ernambucano, o qual
sempre combateu e combalcr as filciras liberaes,
nao com vistas egosticas declcicoes, ou de figurar
nellas no menor ponto, porque nunca liveraal bo-
je (aes asp.irac.oes ; nao com vistas de adquirir qual-
quer emprego para si ou seus filhos e prenles ; nao
finalmente para adquirir influencia poli lien, a qual
idnticamente nunca aspirou, mas sim, influido no
santo amor da patria, as santas aspiraroes de ver
o Brasil auferir todos os beneficios moraes, inlcl-
lecluaes e rnaleriaes, reunidos aquella liberdade ra-
cionavel que nossos costantes, que nossa civilsacao
altamente deraandam.
Pois bem : temos sido victima do nosso desinte-
resse, do nosso patriotismo : fomos, he de nolorie-
dad'e publica, por tres vezes privado.de nossa liber-
dade : por Ires vezes provamos os porfes dos navios,
provamos os doces ferros saquaremas-guabirs, o o
cden\da ilha de Fernando ; c com taes fruirSes, as
perdam horrores inherentes as prises, c a cessicao
dos lucros da nossa'honesta, laboriosa, mas honrosa
e patritica industria a que nos volamos ;'e a desti-
tuirlo de um emprego que voluntariamente nos fu-
ra oulorgado por influencias liberaos no dominio
praieiro.
E nao obstante os ttulos que com orgullto nos
ufanamos ter adquirido, que nos davam ampio di-
reilo a considerarlo de todo o parUdo liberal dcsta
provincia e do imperio, desdo aquella poca (1852)
lemos sido guerreado do modo mais trairociro e in-
fame, por isso a que por dei sao se ha chamado'
chefismo liberal do Liberal Pernambucano : c/te-
fismo alias representado por dous bodes fidalgos,
com o fim decidido de nos arredar, de nos afastar
da arena jorUalistica !
A f, porm, que esses clculos han sido burla-
dos completamente : sempre que esses sycophanlas
ousaram atacar-nos ostensivamente, os esntagamos,
os reduzimos a p, c ellos se acolhcram s sums tocas,
aos anros asquerosa* em que veaelam, ou om que
consta da referida escriptura- laucada as polas do
labelliao Regs (bajeSalles), e do segnnte annun-
cio publicado no Diario di Pernambuco n. 123,
de 3dejunho de 1840. :.
O abaixo assignado declara pelo prsenle quo
os 8:8409770 rs. qne deiiou em poder do Sr. Mi-
guel daFouscca Soares e Silva, resultado da venda
da sua loja de fazendas, esto designados para pa-
r gamenlo dos senhores :
Diogo Cochsoll (S C.".......
Joao flolland ............
Jorge Brohslocst & C. .....'.
Jo5o Pinto do l.o i no-.......
ii Bolli Chvanos Frere.......
a Lenoir Bessuget Puget. ......
ii II. I.alham Hibbert........
a Dedier Norberto & C.......
Bernardo I.asscrr & >',.-<.....
b A vista do exposlo riao resta a
que o abaixo assignado li/era grandes sacriGcios,
nao s para pagar a todos os seus credores, mas
para desoncrar o seu fiador, o Sr Jos Lourenco
da Silva Jnior. Recife. etc. '
a Ignacio Bento de Loyola. .. .
Eis, senhores, a mancira honrosa porque procede-
mos : os nossos credores nao foram pagos com litros
e relalhos de fazendas, c por isso sacrificamos
quasi todos os nossosltens casas, escravos, ouro c
piala c finalmente al o nosso eslabclecimenlo que
vendemos ao dito Sr. Miguel da Fonseca com o aba-
(imenlo de 2:4009000 rs. nos presos das fazendas,
mas orgulhamo-nos de dizer que custa de sacrifi-
cios, de economa e de trabalho estamos n'uma posi-
cao media : possuimos crdito siidiriciitc para nos-
sas poucas Iransacces ; os credores, ou os seus cai-
xeiros nao gaslam nossas escadas, e os juizeat uAo
tcm trabalho comnosco. E nesla silij^no, se nao
feliz, estarao nossos infames detractor. ? Dcixemos
isso a conscicncia publica:..
Prevalecemo-ns aiu iestaoccajarj pata rpgar-
mos aos Srs. negocian Jesta praca, com quem li-
vemos avulladas IransacQes, 'que dedarem se sao
nossos credores, e no caso afflrmalivo, designem a
importancia e causa da divida............
A arremataco ser feita na forma dos artigos 42 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de malo de 1851, e
sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
Aspcssoasquesepropozerema esla arremata^So,
compare^am na sala das sestes da mesma junta no
dia cima declarado pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas.
E para constar se mandou afiliar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria proviucial de Pernambu-
co 8 de abril de 1854. o secretario,
Antonio Ferreira Annunciaco.
Clausulas especiaes para a arrematacao.
i." AS obrasdesle ac.udc seraofeitas de conformi-
dade com a planta e ornamento approvado pela di-
rectora em consetho e apresenlados a approvacao do
Exm. Sr. presidente da provincia na imporlancia de
4:2286950 rs.
2." O arrematante dar comeco as obras no 1 de
outubro do correnle anno, e terminar 6 mezes
depois.
3." O pagamento da importancia da rremalaco
ser devidido em tres parles: sendo urna do valor
de dous quintos quaudo bou ver felo metadeda obra;
oulra igual a primeira quando entregar provisoria-
mente, e a terceira de mu quinto depois de um auno
na occasiao da entrega definitiva.
4. Para ludo o mais que nao estiver especificado
as presen tes clausulas seguir-sc-ha o que determina
a lei proviucial o. 286.
Conforme. O secretario, Antonio Ferreira
d'Annunciacao.
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
thesouraria provincial; cm cumprimento da ordem
do Exm."Sr. presidente da prnvinda de 11 do cor-
rente", manda fazer publico que, nos dias 2, 3 e 4 de
maio prximo vindouro, peranle a junta da fazenda
da mesma thesouraria, se ha de arrematar a quem
por menos fizer a pintura c alcalroamenlo das pon-
tes de Santo Amaro, da Tacaruna, dos Arrombados,
da ra da Aurora, e da pintura somente da do Va-
radouro, avaliada em 3039705 rs.
A arrematarlo ser feita na forma dos arts, 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 18.51
e sob a dausulas especiaes abaixo copiadas.
psanos que se propozerem esta arremal.icao
comparceam na sala das MMa da mesma jimia os
dias cima declarados, pelomeio da, compotcnteinele
2." O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de tres mezes e as concluir, no de tres annos, am-
boas contados pela forma do artigo 31 da lei nume-
ro 286.
3." Durante a execucao dos trabalhos o arrema-
tante ser abrigado a proporcionar transito as canoas
e barcadas, ou pelo canal novo oa pelo leilo do ac-
tual rio.
4." arrematante seguir na execucao das abras
a ordem do trabalho que lhe lor determinado pelo
engenheiro.
5. O arrematante ser obrigado a apresentar no
fim do primeiro anno ao menos a quarta parle das
obras prompt.i, e oulro lanto no Om do segundo'an-
nn e fallando qualquer dessas condiccoes pagar
urna multa de um cont de ris. ,
Conforme. O secrelario, Antonio Ferreira da
Annunciarao.
i'omos impellidos a elaborar o presente arl. para
ficar bem consignado, que os destinos do glorioso
partido pratiro nao podem. ser lisongeiros, quando
de suas influencias surgem tilo repelidas infamias,
tao asquerosas x indicias e actos que revelam almas
msquinhas, e que eslao abaixo de homens que se
prezam de urna reputaran, que aspiram ao governo
do paiz. (Echo Pernambucano.)
-------+HOJ-------
CHARADA.
Nao lenho corpo, nem alma,
Nao vejo, nem sou vizivel,
Nao sou grande, nem pequeo ,
, Nao temo, nenxsou lemivel,
Nao crio, nem ou criado,
Sou sem principio e sem fim,
Porm quanto o mundo enuctra
Tudo proveio de'mira.
Esses asiros luminosos,
Que brilham.no firmamento,
Esses campos deleitosos,
Que aospovos dao alimento ;
Os mares, montes ilorcstas,
Ares, quanlo ao anuido \ ci,
ludo de mim se trigina,
. Tudo surgi do n^cu seo,
Eu flagelo a liurinanidade,
A ludo quanlo hl vvente;
, Nao pode ler aleara
Ouem me sofire, ||uem me senle.
CONGUITO.
Sou homem, sonvesolulo,
E pela audacia qnli slenlo,
Quasi sempr luto o\venco
A um poderoso elerMpnlo.
DECLARACO ES.
hcjrneus.li.oje cousliluidos'no poder; comccou-aiites. verdadeiramente Iramam tantas infamias quantas
fim
I dos
dos
Poocas palavras aos das qoatro primeiras catlie-
corias.
Aos mestres que amda refogem do baplismo da
lar, diremos: o mothodo novo nao' (cm as difficul-
dades qoe elles talvez imaginam encontrar para o
aprenderem,' o a prova he dcLxar-s coroprcheuder
le crianzas de cinco c meuos anuos. Em se entre-
garem elles proprios a esta aprendizagem, c em a-
brenunciarem as praxes viciosas com quo se crcaram
nao lia desdouro algum, antes muito crdito de liom
jnizo. Ensinado philosophico o humanamente, lint-
pa de csojnhos a sua larefa, desamargoram as suas
oras, lacram alTeclo dos disdpuios c gralidao das
familias; abreviara o lempo das lirOes, e a durarlo
dos conos; e, os que subsisten) das mensalidades
s alumnos, vero largamente compensada, pela
Inenda desles, cada vez mair,a dimiiiuirao da
rf^iwocia-dacada um. Etnfim, o carcter palcr-,
nal, que desla arh assumcm, Ihes deve cunciliar a
veneracSo e a estimo, de qoo o mauistcrlo primario
tem at agora desgraradamcnle carecido.
Aos fanticos do passado, lembrarcmos : quo' ue-
nhuma cousa grande, nem pequea lem, ou jamis
leve o mundo, que em lempo anterior, ulros afer-
rados ao perlerto de cntao, nao condemnassem co-
jno utopia ; que o progressivo crcscimcnto, he urna
lei da Providencia, que, bom grado ou mo grado
de Homens, se ci^mpre sempre ; que, se he pruden-
cia duvidar das innovares, em quanlo nao prova-
dasassuas vautagens, dab avante, o impugna-las,
he om insigne desseprico humanidade ; e que os'
louvorcs i'is raizes e legumes do Egyplo, e, as mur-
miirarcs contra o man, nem tiram ao man a sua
natnreza celestial, nem podem fazer com qne do
caminho da- Ierra da promssao, te desando para o
capliveirtsjdos Faras. O sol nao retrocede no dia ;
os annos nao relrogradam as horas, a arvore nao
reverta sement, nem o rio fonte, nem o lio-
mem a infancia, nem a civilsacao barbera.
Onem nao forcom a correnle das cousas, maravi-
IhoM correnle que sobe sempre para as alturas des-
conheeidas, nella sg ha de afogar.
Aos mnrmaradores por habito e por vicio, nao
diremos cousa alguma. As suas reprovaeesnao hon-
ran) nem dcsliojtram. Se elles podessem dcscor das
saos sumidades de orculos, s humildades chaas,
do discutir, pedirrlhes-hiamos qne, em vez de sa-
lyrisar, arliculassem accusac/5es ; esse trabalho po-
derla servir para tornar ainda mais patente, a bon-
dade do melhodo libertador, e como tal, merecera
patria wrrwledmeol.t.
O primeiro, que lhe comprehenrleu o alcance ; o
primeiro, que lhe cstendcii mao favoravel c forle,
oi o Exm. conde de Tliomar, que, em portara ex-
pedida do ministerio do reino, a que entao presidia,
caneidava era nome da Soberana o aulor do Melho-
do Portuguez a aceitar a direct;ao da escola nor-
mal primaria ile Lisboa ;para que d'essa elevada e
favoravel posjto, os beneficios do ensino philosophi-
co se principiassem logo a derramar copiosos pela
vasla populado' adolescente da Casa-Pia; eom o-
que, em pouco, se remojara perfelo o magisterio
primario d'um e d'oulro sexo, largamcnleT e pelo
Misa todo. Obrou como portuguez, o ministro de
entilo ; como portnguezes esio obrando os ministros
de boje ; nesla parte ninguem anda vio digladia-
rm^e as suas polilicas. Nem quellc, nem a esles
he por tanto licilohoncslo ou conveniente, hosli'lsar
por tal molivo.
Os ministerios relesam-sc c succcdcm-sc ; o po-
der va de mao para mao aos sopros da fortuna ;
os successos varan), os systemas, as ideas, c com
ellas c por ellas a sociedade, sem deixarcm nunca
de aponlar ao seu norte, bordejam de continu ;
mas o crescimento da instruccao do povo, he um
fado superior a lodos os ulros factos; accelera-se,
augmenta por sua forra intrnseca; dissereis,, que
do co, e nao dajerra, de Dos, e nao dos homens,
ihe provm a iudistrnctivd vilalidade, esla forca es
pansiva, quo nenhuma lyrannia lograr j agora
comprimir, por mais que.em cima lhe carregue maos
de ferro. Nao he por tanto o Melhodo Portugus
desta, ou d'aquclla adniinislracao ; deste, ou d'a-
qoellc reinado; d'estes, ou daquelles campefies;
para esle, ou para aqueHc=liando poltico ; he de
todos os porluguczes, e paS lodos os portnguezes;
he para lodos os lempos; ha de sobreviver a muilos
ministerios-, a muilos apostlos, confessores e mar-
IjTevseus; e a todos os seus ingratos perseguidores,
Ja os nomes d'estes bao de jazer esquecidos, e ainda
elle" ha de reinar, bem quisti e pacfico, em todas as
ridades, aldeias, c casaos: e por elle, cada mai ha
de ser; conforme Dros e a nalureza o querem, a
ins'.itaidora, a meslra, ella propria, de sua prole* e
familia, nao s no ler e cscrever, mas as mil cou-
sas, de que se compe a ventura domestica, e pela
somma das venturas domesticas, a ventura publica
c geral.
Arrancado assim o melhodo portuguez do volc-
nico terreno da s paixSes, para onde temerariamente
o (ransplanlaram sem d dos-deslinos de qnalro mi
Ihes de homens, e reposto nos seus nativos ares de
screnidade o amor, s resta eommissao geral de
instruccao primaria dirigir-sc aos ainda nao conver-
tidos para esle ensino paternal e maternal, mas que
nao juraram cerrar eternamente os olhos eviden-
cia, o' convida-los a que, antes de assenlarem o seu
juizo decisivo sobre este capital processo, procuren)
rcconheccr, por seus propios olltos eouvidos, em exa-
mes rigorosos e reiterados, o que he, o que pode, o
que val e o que produz em readadc, este melhodo
portuguez. As escolas ahi eslao francas lodos os das
(o bem numerosas, e bem poveodas que ellas s3o !)
percoFram-nas, (preferindo ns melhoies ueste, co-
mo cm 'todos os ensinos, os diversos graos de pericia
dos mestres produzem resultados mui diversos) por
pouco amor' que lenham verdade, por pouquissim0
que os iliflamrae a sania caridade para com os inno-
centes, hio Be vir; como j.i claros e uohrcsenten-
dimenlos o em feito, abjurar varonilmente o seu
erro Vi face da^aarao.
Qoando a eommissao geral de instruccao primaria
assecera pela lionra, e-jura pelos Ecangelhos, que
o melhodo porluguez' he de todo 0 ponto preferivel
aos ulros melhodos, nao faz matado qne repetir o
depoimento conteste de todos os mesures e meslras
que por elle ensnam com hahiliUrfles/..formular
n'uma s phrase o que os fados, cm mais de aura es-
colas, evidenciara ; mas ncm inculca, uem lcn\
fataidade de presumir, qne neste ensino, astim reS
generad, e ja 13o fortfero, nao possam caber ainda
mclhoramenlos ; todas as censuras
lirtaram a mira, sor.lo bem viudas;
COMMERCIO.
c.<
para constar se mandos afllxar o presente e pn-
.blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 15 de abril de 1854. O secrelario,
Antonio Ferreira d'Annunciacao.
Clausulas especiaes para- a arrematacao.'
i. As pinturas d'eslas puntes serao feitas de con*
formidadecom o remenlo apresentado nesla dala
a approvacao do Exm. Sr. presidente da provincia
na importancia de :U:t> 05 rs.
2.' Serao principiadas no prazo de 15 dias, e lin-
darlo no de 60 dias, contados segundo o regola-
menlo.
3.' A imporlancia desla arremataran ser pasa em
urna s preslacao quando a pintura estiver concluirla
que sera recebida definitivamente.
4.a Para tudo o mais que nao estiver determinado
as presentes dausulas seguir-sc-ha o que deletuiina
a lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851. ,
Conforme.<) secrelario, .
Antonio Ferreira d'Annunciacao.
0 Illm. Sr. conladorjervindo de inspector da
thesouraria provincial, em virtyJo da resolurao da
junta da fazenda, manda fazer pwilico, que em cum-
primento da lei, peranle a mesma junta, se bao de
arrematar cm liasta publica a quem mais der nos
22, 23 c 24 de maio prximo vindouro os imposlos
seguintes:
29500'rs. por cabera de gado vacenm que forcon-
summido uos municipios abaixo declarados.
Recife avaliado animalmente por 56:Oi5SOOo
diinda avaliado 'animalmente por 2:246300(1
1 Iguarass avallado annualmeutc por. 1:7209000
Goianna avaliado animalmente por 6:5219000
Nazareth avaliado aunualmenlc por. .
Cabo avaliado animalmente por .
Sanio Anio avaliado animalmente por.
Scrinhaera avaliado animalmente por .
Kio Vorijjpso e Agua Frea avaliado an-
nualmenle por. .......
Pao d'Allm avaliado annualmcntc por.
E nos municipios seguintes nos quaes s pagam
aqucllcs que lalham carne para negocio, e os cria-
dores o dizimo:
l.imoeiro avaliado annnalmenle por. .
Bonito c Caruar avaliado animalmente
por............
Brejo "avaliado annnalmente por. .
Cimbres avaliado annualmenle por. .
tiaranhuns avaliado annualmenle por.
Flores c Flores!* avahado annualmenle
4:1:109000
1:5159000
6:0119000
5619000
2:5219000'
4:0019000
3--.2I9000
2:5179000
1:6119000
1:1525000
2:989000
seus coraqoes perversos Ihes suggerem, c.entao cn-
vergonhados -j nao ousam ostensivamente impcllir-
nos suas setas hervadas venenosamente, porque a
experiencia Ibes faz- ver que Ibes voltam intactas,
que sao victimas dellas : voltam do novo aos (ra-
mas e calumnias tenebrosas e oceultas!...
Assim he, quqfcbcllados a cerca das concessoes
onerosas com a presidencia do Sr.Dr. Jos Beulo,
as concessoes do corles de madeira, que Ihes fizemos
ver que os seus ntimos amigos cro reos convic-
tos dessas mesmas concessoes: debcllados nosso ter-
reno infame, os provocamos a que denuuciassem
ante o publico qualquer oulra concessao, qualquer
oulro favor,, qualquer oulro pacto ; mas nao; era
urna mentira repetida, que queriam passasse como
cerdadi: foram batidos no ssu mesmo campo I! 1
Pois bem: sendo esses sycophanlas aquclles que
nos seus Liberaes.... provocaran) a quesISo do nas-
cmento, das.ciire.< c do tangue azul ou pre'lo, Mi-
zendo que o nosso sangue era mesclado; questao
que com repugnancia nos vimos obrigados a en-
trar pro\ ando-lbo- que nao eram esses senhores'
os mais proprios para fallar em fidalguia, cm sangue
mais ou menos puro (o chamamos a a 11 enrao dos nossos
loiloros para o Echo ns.... do auno passado ); silo
agora esses mesmos que a rlciramcnte andan) insinu-
ando ante as classcs de ciir, classes que esses senho-
res perlencendo a ellas, e que desprezam.e salpicara
de lama com os seus carros, a quem affrontam com
o seu luxo de na&aio*, a que o proprielario c redac-
tor do "c/V> ha' guerreado esses que sao de cores!!! Miseraveis que sao '.
Pobre diabos que sabem que cssas classes he que
hao sido sempre defendidas pelo Echo: miseraveis,
que sao! quando os homens do poco' e os seus ole-
restes s hao adiado nesla provincia o Echo que os
advogue, nao s acerca das perseguirnos do poder,
mas da su aui.ncnl.icao, e at esforrando-se para
dar-lhes considerado, para "que elles estejam ao ni-
vel de rdadaos livres, c para cujo fim os aconselhou
qi'ie fossem s urnas, quando menos para mostrar
a sua imponencia, sua forra numrica, ainda quan-
do seus cotos fossem aiinllados pela falsifieariio
dastactas etc. etc. E para que mais discorrer a
respeitt*!!
Essa intriga miseravcl cabe por si mesma, he por
domis repulsiva .'
Nao contentes os sycopluintas cora aquella intri-
ga,, urna oulra ousam propalarqoe nos estamos ri-
cos, mas que esla riqueza nos proveio' de meios
Ilcitos, porque nSo pagamos aos nossos credores
quando nos retiramos do eommercio !
Infames I tres vezes infames !!
Filamos ricos porque nilo pagamos aos nossos
credores quando nos retiramos do eommercio, di-
zeas vos infames rafeiros Pois bem : rcplamos-
vos para quo apfcscnlcis esses credores a quem fi-
cassemos dexendo: reptamos-vos a que exhibis os
nomes dos nossos credores, quer do lempo que fo-
mos cominero antes, quer depois, a/(! boje.
Com bastante repugnancia entramos nesla q ucs-
lao, porque ella nada interessa a causa publica, mas
he de nosso dever, de nossa honra u3o deixar pas-
sar dcsapercebidas as calumnias desses reptis im-
mundos ; tanto mais quanto protestamos acompa-
uha-los at a ultima...
PRACA DO RECTFE 2 DB MAIO AS 3
JIOKASDA TARDE.
.Cotacos ofiiciaesj.
Descont de letlras de 3 mezes V % ao mez.
tlo de ditas a'vcncer no corrente nier.a 8 % ao
auno.
Cambio sobre o Rio de Janeiroag", de rebate.
ALFANDEliA. \ ,-
Remlimcnto do dial......' 8:959-3920
dem do dia 2......j 13:3469674
22:300*594
Descarregam hoje 3 Hr marco.
Barca inglezaCorridamerrdorips.'
Brigue inglezMargaret bacalho.
Brigue inglezCarolineidenx
Patacho diuamaniuezzTreo/i^percadorias.
Escuna hollandezaPoltuxcarpo.
Uiate brasileiroauroragneros do paiz.-----
Importacao'A _^/'
Iliale nacional Aurora, vindoj diTAracaly'. con-
signado a Jos Manoel Martina, manifeslou o se-
guale :
21 caixas e 102 sacras velas Me carnauba, 69ditas
cora de dita, I sarco rpalos, 'J97 indos de sola, 68
mullios coilrnhos, 169 couros }salgados, 1 barril pei-
xe, 45 nmlhos esleirs, 1 pacoje chapeos de palba,
112 couros mindos de cabra, s sacras, algodao em
rama ; a ordem.
CONSULADO 6ERAL.
Rendimenlo do dia 1. 2:4119786
dem do dia 2 .'.......1:1509865
l:o2651
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dial. -. .
dem do dia 2.........
905064
:)0I90||
3918094
. Exportacao'.
Rio de Janeiro, escuna nacional Flora, de 1151o
neladas, comluzio o segrate:20 pipas, 40 quartolas
e 100 barrisde 5. vinho, 50 barril banlia de porco,
50 1|2 ditosmanleisa, 100 dilos.chumb de mun-
cao, 2 latas lencos de seda,"l caixote jspanadores, 1
pacotc redes, 1 machina de ferro para mandioca, 82
saccas cour291 arrobas e27 libras de cera de carnau-
ba e ama re la, 583 mullios pellos de cabra, 8 barricas
e 300 saceos enm 1,560 arrobase 13 libras de assu?ar,
500 meios de sola, 56 saccas com 319 arrobas e 27 li-
bras de ilu'odan.
Paraliiba e Liverpool, brigue inglez Fary, d 261
(oneladas, conduzio o scguinle :400 barricas baca-
lho, ,)00 saceos com 2,500 arrobas de assucar.
REOBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
/ RAES DE PERNAMBL'CO.
Rendimenlo do dia 2...... 8549985
CONSULADO PROVINCIAL.
Rrjndimentodo dial.......1:9269174
Idvmdoda2 ........ 9559400
2:881*574
que nesse alvo
e, -aproveiladas
ou nao, segundo fr a sua razao e conveniencia, se-
rao sempre devidamonle escutadas e agradecidas. A
criliea sizuda be o crisol das boas obras ; o autor
em ludas as edires do su livro a lem com instan-
cas convT3atl)TTmiiis de urna vez, se pprovcilou
della. A cpmmissao geral de instruccao primaria
no menos empenhadamenle a sollicila.
Inslaure-sa muilo as boas horas uraa campa,.
MOVIMENTCL DO POJ3XO
Navios entrados tWi 2.
Rio de Janeiro32 dias, polaca~rianceza Ciernen!,
de 15:1 toneladas, capjlo Carnet, equipagem 9,
em lastro ; a Draao.
dem11 dias, brigue brasileiro Mar i nha II; de 289
toneladas, capitao Jos Mara Adonso Alves Ba-
. celar, equipagem 15, carga vasilhame e lastro ; a
ordem.
Rio tli ande doSul 30dias, patacho brasileiro Dous
ile .tga.'lo, de I( tonelada-, meslre Joo Dias dos
Santos, equipagem 10, carga carne secca; a Bai-
lar & Olixoira.
Soulhamplon e portos intermedios22 dias, vapor
inglez Great tVesXern, comraandante T. A. Bevis.
Passageiros para esla provincia, Antonio Gomes
Miranda Leal e J. M. Franca.
Nacas sabidos no mesmo dia.
Liverpool pela ParahibaBrigue inglez Fary, ca-
pital I. Sbclford, carga parte da que trouxe*. Pas-
sageiros para a Parahiba, Antonio Jos da Silvae
Anlonio Annos Vieira de Souza.
Os lettoressejam benignos mais esta vez : perra.!-, Ccar e Acarac.i-IIiate brasileiro Sbrateme, mes-
lam que nos defendamos.
Sabem todos os Pernambucanos que possuimos
nesta praja um grande eslabelecimentodc fazendas :
sabe lodo o mundo qne no mez de julho do anno
de 1835 soffremos um roubo considcravcl na ra dr
duoimaclo desla mesma cidade, do que rcsultou nao
pdennos continuar no mesmo negocio, e por isso
em 16 de maio de 1838 (quando ja esgotados lodos os
nossos recursos) recorremos a bohonomia dos Srs.
negociantes, o dellcs obtivemos o abate de i-nfe g
cinco %, e nm prazo de dous (res annos, para in-
demnsa-los de seus capiiaes.
Liquidadas s nossas conlas e dcduzido o i'alladu
abjje, monlou o nosso deblo a 48:8409106 rs., 'de
cuja qHwnlia aceitamos lellras um, dous e tres
annos, sflOd a mator parlfj dellas endossadas plo
Sr. Jos LlsV'CU0 da Silva Jnior. Eslas lell ras
foram pagas j>r is em moeda corrente, c para sa-
lisfazermos a u\''ml preslacao nos foi preciso x ender
a loja que (inhaWp^ "a ra do Queimado, ao Sr.
Miguel da Fonseca Soares e.Silva, cuja venda se ef-
feciuou de aeeord
s Lourenso, o*i
tre Francisco Jos da Silva Ralis, carga varios g-
neros. Passageiros, Domingos Jos Piulo Braga,
Jos Kax mundo F'erreira. Frederco Rodrigues Pi-
mental, Anlonio Francisco Alves, Epfanio Jos
de Souza, Pedro Bezrra de Menezes, Gerlrudes
Alaria I.uiza c 2 escravos a entregar.
EDITAES. r
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da the-
souraria provincial, em cumprimento da ordem do
Exm. Sr. presidente da provincia de 12 do corrente,
manda fazer publico, que no dia 4 de maio prximo
vindouro, vai novameote a praca para ser arrematada
a quem por menos fizer, a obra do 21 lauco da estra-
da de Pao d'Alho, avaliada em 14:9609000 ris, lo-
raundo-se por liase da arrcmalacao o abatimcnlo de
8 por ",1-ofl'crccido por Manoel Tilomas de Albuquer-
que Maranhao.
E para constar se mandou aduar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial d Pernambu-
co 15 de abril de 1S5i. O secrelario,
Antonio Ferreira d'Annun'acuo.
. O Illm. Sr. contador, servindo de inspector de
thesouraria provincial, em cumprimento da ordem do
Exm. Sr. presidente da provincia, manda fazer pu-
lli"^a__________." T'? ~"^7 |w<-e*e"0np^|e maio prximo vindouro, pe-
Ual assgnoa a nrrintur* de venda, raule a jnMa d, Sfiida da mesma thesouraria,
por............4:0049000
Boa-Vista e Esa. -.......' 4:070j0'i0
Nos tres ltimos municipios, islo he, Garniihuns,
Flores, Floresta, Boa-Vista, e Ex sao arrematados
conjuntamente os imposlos a careo dos colleclores
e 20 por cent do consamb de agurdente, conforme
determina o arl.-42da lei proviucial* n. 286 de 28
de jiinhn de 1850.
-jo por cento sobre a aguatante que for consu-
mida nos seguintes municipios:
Olinda avaliado annualmenle por.' 8109000
Iguarass avallado annualmenle por. % 819000
Goianna avaliado annualmenle por. 619000
Pao d'Alho avaliado annualmenle por. 7t9000
Nazareth avaliado annualmenle por. 639000
Santo Antao avaliado annualmenle por. 2029000
Boniloe-Garuarii avaliado annualmenle
Cr. .. s......; 339000
avaliadp annualmenle por. 449000
Rio Formoso e Agua Prda avaliado an-
nualmenle por. ......... 419000
Seriuhaem avaliado annnalmente por. 269000
Limoeiraavaliado annualmenle por. 909000*
Rrejo avallado annualmenle por. 309000
Cimbres avaliado annualmenle por. 309000
As arremMaroes serao feitas por lempo de 3 annos
a contar do 1" de julho do corrente anno a 30 de ju-
nlio de 1857, e sol as mesmas condices das ante-
riores.
As pessoas* que se propozerem a*esla arrematacao
compareram pa sala das sessoes da mesma junta os
dias cima indicados pelo meio dia,competentemen-
te habilitadas.
E para constar se mandn afinar o presente c pu-
blicar pelo Oiario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 20 de abril de 1854.Qecrclaria,
Antonio'Ferreira d'Annuciacao.
O Illm. Sr. contador servindo de nspector da
thesouraria provincial, cm cumprimento. da ordem
do Exm; Sr. presidente da provincia, mirada fa'cr
publico, que no dia 18 de maio prximo vindouro,
vai novamenle a praca para ser arrematada a quem
por menos fizer, a obra da cadeia do Rio Formoso,
avaliada em 33:0009000 rs.
A arrematacao ser feila na forma dos arls. 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
e sob s clausulas especiaes abaixo.copiadas.
Asypessoas que se propozerem a es arrematacao
comparecam na sala das sessoes da mesma junta no
dia .cima declarado pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas.
E para constar se mandou afllxar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 15 de abril de 1854.O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arrematacao.
i.' As obras serao feilas de con formidade com o
orcamento o planta nesta dala appronados pola di-
rectora cm conselho e apresenlados a appprovacjlo
do Exm. Sr. presidente da provincia na imporlancia
de 33:0009000 rs.
2. O arrematante ser obrigado a dar principio
as obras no prazo de, dous mezes c concluidas no de
vinte mezes, contados de conforraidade com adispo-
sicao do art. 31 da,le n, 286.
3.a Para execucao das obras o arrematante dever
ter um meslre pedreiro, e oulro carpina da confiau-
ca do engenheiro.
4. O pagamento da importancia d'arremalaco
serfeiloem seis preslacoes da forma segrate: a 1:
da quantia de um dcimo do valor da arrematacao
quando eslverem feitas todas as paredes al o nivel
do pavimento terreo,' c juntamente o cano de esgolo;
a 2." da quantia de dousdccmos*|uando esliverem
feitas todas as paredes exteriores e interiores al |a
altura de receber o travejamenlo do primeiro an-
dar, c assenladas todas as grades de ferro das janel-
las; a 3." da quantia de dous decimos qnando esti-
ver assentado loda o travejamenlo do primeiro an-
dar, feitas lodas as paredes ala' altura da cubera,
e enibucadas as cornijas; a 4. tambera de dous de-
cimos quando estiver prompta tuda a coberla, assen-
tado o Iravejamento do forro do primeiro andar, re-
bocado e guarnecido lodo o exterior do edificio; a
5.a tainbein de dous detimos quando esliverem con-
cluidas lodas as obras o receidas provisoriamente ;
a 6. Gnalmeute de um dcimo quando for a obra
recebida definitivamente o que ter lugar um anno
depois do recebimeuto provisorio.
5. Para ludo o mais que nao estiver determinado
as presentes clausulas, c ncm no orcamento seguir-
sc-ha o que dispe a respeito a lei provincial n.
286.Conforme. O.sccrelario, Antonio Fereira
da Annunciacao.
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
thesouraria provincial, em cbmprmento da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia manda fazer
publico que no dia 11 de maio prximo vindouro
vai novamenle a praca para ser arrematado a quem
por menos fizer a obra do melborameoto do Rio
Goianna, avaliada em 50:6009000 rs.
A arremalacao ser feila na forma dos arls. 24 a
27 da lei proviucial n. 286 de"17.de maio do 1851,
sob as clausulas espaciaos abaixo copiadas.
As pessoas que se prbpozercm a esla arrcmalacao
comparecam na sala das sessoes da mesma junta no
dia cima declarado peto rodo dia, competcnlcmcute
habilitadas.
E para constar so mandou affixar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernambu-
co 10 de abril de 18o4. O secrelario,
Antonio Ferreira d'Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arrematacao.
1. As obras do melhoramenlo do rio Goianna far-
sc-ho do conformidade- com o orcamento plaas e
perfls approvadus pela directora cm conselho, e
apresenlados a approvacao do Exm. presidente da
provincia na importancia de 50:6009,
. Companhia do Beberibe.
A directora da companhia do Beberibe, leudo de
mandar aterrar urna valla na povoacao deApipucos,
convida a quem convier cncarregar-se desle srvico
a apresen lar as suas proposlas, era cartas fechadas,
ho da 4 deteaio prximo, no escriploato da mesma
companhia: na roa Nova n.7, primeiro andar,
Tendo o arsenal de marinha precisan de srven-
les para as suas obras, e sendo urna dellas no arre-
cife, pelo que venceao os que nella nrriiparem-se o
Jornal de ,960 rs., por dia ; manda o Illm. Sr. ins-
pector convidar os que nisso se queiram empregar,
apresentarem-se-llie no mesmo arsenal.
Secretaria da inspeceo do arsenal de marinha de
Pernambuco 24 de abril, de 1854. O secretario,
Alexandre Rodrigues dos Anjos.
O arsenal de marinha compra no dia 6 do mez
de maio vindouro, para sortimento do almoxarifado,
os objectos seguintes : oleo de linhara, fio devela,'
Mnha de barca, sondorezas, lona ingleza estrella,
cairo velho, graxa oo sebo refinado, presos do cos-
tado de dlTerentes pollegadas, robre em folhas fi-
uas, parafuzos de ferro de Ij2 polegada a 3j4,
"' ,daa5)'i, feixaduras de gavetas, arma-
otes e de portas, dobradicas de metal,
edito, azeite de coco e lorcidas. As pes-
li/.erem fazer scmclhantcs vendas^pode-
er n'esla secretaria no indicado dia,
com as suas propostas era cartas fechadas. Secreta-
ria da iuspeccao do arsenal de marinha de Pernam-
buco, em 29'dc abril de 1854.Alexandre Rodri-
gues dos Anjos, secretario.
CONSELHO ADMINISTRATIVO^
O conselho administrativo,, cm virtude ere aulo-
risacao do Exm. Sr. presidente da provincia, tem
de comprar os objedos segrales :
Para a companhia fi.ra do Rio 'Grande do Norte.
Bonetes 99 ; grvalas de sola de lustre 97 ; pan-
no azul para sobreeasacas c caira, covados 472; ho-
landa de forro, covados 389, algodaozinho para ca-
rnizas, varas 328; pares de sapalos 226, ; maulas de
lila 97 ; boles pelos de osso, grosas 31 ; botoes
brancos de dilo 8. *
8. batalluto deinfantaria.
Sapatos, pares 359.
Botica do hospital militar.
Assucar refinado, arrobas 4 ; assafelida, oncas 2;
acido oxlico, oncas 4 ; avenca, libras 2 ; alecrn),
libras4; aniz estrellado, libras 2* Instala, libra
1 ; bicarbonato de potassa, libra I; baiiha de por-
co, libras 32; carbonato de soda, libras 4; cevadi-
nha, libras 8; caroha, lnhas 8; choelilcaria, libras
2 ; ritbcbas; libra 1 ; canafislula, libras 2; cyno-
glossa libras 2 ; chlorureto de catis, libras 4;
cal virgem, libras 8,; chlorureto de ouro oitavas
i ; colsqunlidas, libra 1; carbonato de amoniaco,
liaras 2 ; cascarrilha liMHi 1 ;' cnrcuma cm p ,
libras 2 ; extrato d'alcassnzi libra 1 ,- dilo, de gua-
yaca, mcia. libra ; (dilo de- salsa parrrlha, libra
1 ; essencia de rosas, oilavas 4; dita de flores de
larangciras, oitavas 4 ; dita de linto, enea I ; dita
de alccrim, onr,a 1 ; dita de alfaz'ema, libra 1 ,-di-
ta de bergamota onca f esponjas finas, libras 2 ;
urania, libras 4 ,- enmura heilra, libra 1; dita de ba-
tatas, libras 2 ; genciana, libra 1 ; herva ci-|rcira,
libras 4 ; dita terrestre, libras 2 ; hysopo, libras 2;
jalapa, libras 4 ; kezines mineral, oitavas 4 ; losna,
libras 2 ,- mann, arroba 1; oxido branco.de zinco,
oncas 2 ; oleo de linhara, libras 16 ; polj'gala d-
serega, libra 1, pastas dejujubas, libras 2; phos-
phoros, oncas 4; peichurim, meia libra 1(2 ; papel
para filtrar, resmas 4, dilo pardo para cinbrulbo,
resmas 8; ruibabo, libras 4; robe d'auidras, libras
2 ,- dilo de sabugueiro, libras 4 ; rezioa do batata,
libras 1; scilla, libras 2 ; scamarca, libras 4 ;' sipo
de chumbo, libras 4 ; salva, libras ; sulphalo de
soda, libras 4; sal purificado, libras 4; sebo puro,
libras 16 ; dito de rim decmetro, libras^; slora-
que, libras 2; tamarindo polpa, libras 16; vale-
riana libras 2 ; vinagre, garrafas 32 ; vidro d'an-
timono meia libra bnrracliinhas com pipos
100; rapsulas gelatinosas de cu pai ha, n. 20; na-
plhalina, libra 1; vidros a esmeril de 2 libras 50 ;
ditos a esmeril de 1 libra 50 ; dilos do boca larca
de libras 30 ; dilos de boca larga de 8 polegadas
30 ; vasos com lampas pitra ungentos 20; dilos com
ditas para extrac los 20 ; f un l de. v id ru de quatro li-
bras ,1 ; dito de dito de duas libras'l;' dilo de dilo
de urna libra 2; dilo de vidro de meia libra 2 ;
oral de porcelana; pequeo 1 ; spatutas de nMrfim
6; ditas de vidro 6;-pedra para emplastro! ; pil
ullador 1 ; vidros de boca-regular 30.
As pessoas que quizerem vender taes objectos,
comparecam com as suas proposlas, e respectivas
amostras na sala das sessoes do conselho adminis-
trativo, no dia 8 de maio prximo roturo.
Secretaria do conselho administrativo, para for-
necimenlo do arsenal de guerra, 29 de abril de 1854.
Jos de Brito Inglez, coronel presidente.Ber-
nardo 'Pereira do Carmo Jnior, vogal e secrela-
rio.
DAMINISTRACO DO PATIUMONUPOS O]
PHA'OS.
Pela adniinislracao Ao patrimonio dos orplnlos se
ha de arrematar a quem mais der, e pelo lempo que
decorrer do da da arremalarilo at o fim de junho
de 1855, as rendas da casa n. 4 do Psseio Publico e
29 do largo do Rosario: as pessoas que se propoze-
rem a arrematar ditas rendas poderao comparecer
com seus fiadores nosdias 28 do correnle mez, e 5 do
futuro mez de maio na casa das sessoes da adminis-
trarao ao meio-dia. Sala das sessoes da administra-
cao do patrimonio dos orphaos 25 de abril de 1854.
J. J. da Fonseca, secrelario interino.
Pela adniinislracao da mesa do consulado de
Pernambuco se faz publico, que no dia 5 do corre-
le al hora da tarde, se lito de arrematar em hasta
Iiublica, i porla da mesma, 6 paos de jangada no xa-
ir de 69000,vindosda provincia das Alagoas na bar-
ca Constancia Vencedora, apprehendidos pelo
guarda confcrenle Francisco Jos de Veras, por nao
Irazcr a competente guia. Mesa do consulado de
Pernambuco 2 de maio de 1854.O administrador,
Joao Xacier Carneiro da Cunha.
Consellio administrativo.
O conselho admitislraivo.em comprmanlo do ar-
tigo 22 do rcgulantculo de 14 de dezembro de 1852,
faz publico, que foram aceitas s proposlas de Bar-
lliolomeu Francisco de Souza, Joao Fernandos P-
renle Vianna, Sonsa & Irrao, R. Roylc, para for-
necerem: o 1." i arrobas de alvaiade a 5#500, 5
arrobas de oleo de lnhaca a 89640.1 dila de pos
prelo por 59120. 2 ditas de verde crome a "9000, 12
libras de secante a 200 rs*., 4 arrobas de ocre a 19;
o 2." 39 espadas para a companhia do cavallara a
69500, 2 fcixes de arcos de ferro de 2 112 pollegadas
de largura para tunis, a 59000, 2 ditos de vi 3|4
para jarras a 59000 rs., 1 arroba de rame de la-
ti grosso a 700 rs. a libra; o 3. 10,000 peder-
neiras a 49950 o milheiro, 1 arroba de rame de la-
lao grosso a 700 rs. a libra ; o 4." 200 cobertores de
lia a 29300 : e avisa aos supraditos -vendedores que
devem recolhcr ao arsenal de guerra os referidos ob-
jedos no dia 4 de maio crrenle. Secrelara do con-
selho administrativo para fornecimento do arsenal
de guerra 2 de maio Se 1854.Bernardo Pereira do
Carmo Jnior, vogal e secretario
Tribunal do eommercio.
Pela secretaria do tribunal do eommercio da pro-
vincia de Pernambuco se taz publico, que nesla dala
foi desonerado do cargo de agente de lelOes matricu-
lado, o Sr. Gregorio Antones de Olivcira, cidadao
brasileiro, domiciliado nesta cidade, por assim o ha-
ver requerido. Secretaria 1. de mato de 1854.No
impedimento do secretario,
Joao Ignacio de Medeiros Reg.
?9*
14. Combustlvels (carvSo de trra, madeiras, ligui-
l, turba etc.)
15. Trabalhos de madeiras (coailraecSo de navios,
teridos de palha etc.)
16. Gneros colonia*) (menos assucar.)
17. Fabrcacao de papel (para typograplnas e papel
- pintado.)
18." Fabrcacao de couros (cortumes, fabrcacao de
coBHorte.)
19. Rodados chymicos (produccao do sal, do sa-
bao, das materias linluriaes, cores etc.)
20. Todas as vas de communicarao e -Iroosporte
(empregadas pelo eommercio e industria, cami-
nhos de ferro, canaes, calcadas, navega de va-
por, lelegraphia elctrica ate.)
Minha inlenco sendo de formar neste alias o in-
ventario das forjas productivas de todos os povo,da
trra, de estabelecer de alguma maneira no senlido
do imperador Nspoleao I, o budget das coasas indus-
triaos de todas as nares, civilisadas, pode aconteces
que para por com em evidencia tal oa tal ramo'de in-
dustria seja necessaro juntar anda alguns mappas,
que representarao a nlencidade relativa das popu-
larles, salarios, e mao de obra dos difieren! parees,
comparados com os preces dos vveres, irregulidade
das pautas de alfandegas etc. etc.
Esta obra imprime-se acloalmenle em llamburgo,
e breve esla venda.
<^H!^n
%
SABBAD0 6DE1AIODEI834.
Recita exlraorrllnnrln llvre le aawta;-
u.itnr.i a lavar do actor.
Pedro Baptista de Santa Rosa.
grande Espectculo.
I.ogo quo o Exm. presidente. desla provincia se
dznar comparecer na tribuna, os Srs. professores
da orebestra esecutarao a linda peca de msica, qoe
tem por titulo
' DOMINO NO IB.
Depdis da qual ter lugar a represcnlacflo do
drama em 5 actos,
0 TRIMPHO DA IHPRENSA.
0 MIMSTRO TRAIDOR,
que tanto lera agradado nos theatros do Rio de Ja-
neiro, e neslc mesmo Ibeatrp de Sinta Isabel to
anno passado quaudo foi representado.
Personagens. Actores.
Rri........Os Srs. Beserra.
Ministro....... D Costa.
Joao, guarda portao. .0 beneficiado.
Rosa........ASrD. Orsatlfandcs.
Virginia...... D. C.abrieWa.
Pedro, sargento invalido O Sr. Amoedo.
Heurique, confidente do
ministro. Mendes.
Presidente do conselho. Piulo.
Carcereiro...... n Kozendo.
Cabo de esqaadra. ... a Joiqaim.
Primeiro requerenle. N. N. '
Segundo dito. ..... Rozendoi
Soldados, criados e vogaes do conselho, ele., etc.
Seanir-se-ha pdo Sr. Monteiro e a Sra. O. Ga-
briella, o duelo das
tROMBETINHAS.
Fiado este, ter lugar a dansa do
.mjW;/3*_fta 1
que lanos appktusos mereceu na noile do beneficio
do Sr. Ribeiro.
Finalisar lodo o diverlimenlo com o proverbio
em um acto,
T3S2 <8&!3& A scena passa-se no, Rio de Janeiro no anno de
1815. -
. O resto dos biHieles adiarse a dsposicao do ras-
peilavel publico, em casa do beneficiado na roa de
S. Isabel n. 13^ no dia do espectculo no escriplo-
ro do Ibeatro.
Principiar;'! as horas do costume.
SABBADO K DE MAIO DE 18S4.:
1- BENEFICIO DA ACTRIZ
Gabriella da C- De-Vecohy.
Os Sr. professores da orcheslf a esecutarao a ou-
verlora da operaFausta.
Em seguida representar-se-ha o drama em 5 actos
original porlnguez, intilatado
AFFOSSO III.
ou
PUBLICACAO' LITTERARIA.
PROSPECTO.
Atlas da industria, ou cosmographia econmico-
poltica pelo Dr. Eduardo Slollc,
Cavallsiro dos ordens reaes de l.eopold, do Le3o
Noc lando/, do merlo da Bavera, e da imperia
da rosa, membro de dllercntes academias e socie-
dades.
Obra carlhographica, enrequecda de muilos qua-
dros eslalislicos, baseados sobje documenlos ofciaes,
que. ser publicada successivamenle em 20 a 24
mappas, pe preco de 5 francos cada um.
, Index.
1. .Mappa. Produccao de assucar 00 mando in-
loiro, (ja oppareddos.)
2." Industria da beterraba (idem).
3. Industria do ferro, (apparecer brevemente).
4. Industria metalrgica em geral, (cobre, chum-
bo, zinco, estattho, melaes preciosos.)
5.).Transformacao dos melaes .fundieo,fabricas|de
6.) bronze, coustrucrao de machinas, fabricara de
quinquilleras ele. etc.)
7. Produccao das malerias lesliles (\ia, linho, ca-
ultamo, algodao, seda etc.)
8. Industria do lgodio (apparecer brevemente).
9. Tearcs i fiar o lecer (pannos, linhos, madapo-
lOes, cassas, filas, rendas, etc.)
10. Arles cermicas (espclhos ele.)
11. Industria agrcola (criaro de gado vecum, e
cavallar, carne, gordura cebo, queijos, chifres,
dina, pelles.laa, plumas ele.)
12. dem idem (produccao 4ccereaes, Irigo, milho,
arrs, batatas ele.)
13. dem idem (vinhq, tabaco, chicoria, lpulo,
scmenles, mostarda garancia, cardas, azeites,.po-
lassa, cerveja, agaardenle, isfns, pez ele.)
0 VALIDO DE EL-RE1.
1 do drama os Srs. professores da <
So a grande
BATALHA DE ALMOSTER
scena aberta.
'inalisar o espectculo a comedia em 1 aclo, i
dada a
EMILIA TRAVESSA.
No fim do drama os Sr. professores da orchostra
esecularao a grande
A beneficiada espera merecer a proteecao do il-
luslradn publico Pernambucano. .
Os bilhclesveiidem-sc em casa da beneficiada, roa
da Cadeia do bairro de S. Anlonio n. 16 primeiro
andar, e no dia no escriptorio do theatro.
Principiar s 8 horas.
THEiTRO DE APOLLO.
TERCA-FEIRA 9 DE MAIO DE I8S4.
ESPECTCULO VARIADO, nRAMATICO.'E
, BAILE EM BENEFICIO DE "
Rosa Cardella.
Depois que os senhores professores da orcheslra,
execnlarera a nova svntphonia doRollar-do ma-
estro Mabelliui, abrir a scena com a niM comedia
em 3 actos, intitulada.
, -9
original do Ilustro.escnplor brasileiro J. C. Mar-
llns Pcnna, autor do Irmao das Almas, Jadas em
sabbado dcalleluia, Dilcclanti, etc., etc.
Fazem parle da comedia,- as artistas D. Amalia,
D. Oabrella, 1). Orcat, Monteiro, Cosa, Mendes,
Pereira e Santa Rosa.
No fira da comedia (era lugar o ultimo aclo do
baile trgico, ,
OS'BE.UO, .
poslo em scena por J. De-Vccchy, e execulado pe-
los artistas De-Vechy, Pessina, a beneficiada e
Canta relli.
Seguir-sc-ha o vaudeville em 1 acia,
PAGAR O MAL QUE NAO'FEZ.
Terminar o espectculo com o nova bailete joco-
so, composicao de J. De-Vecchv, intitulado,
O MESTRE D'ALDEIA.
Est he o espectculo que a beneficiada escolbeu,
e qne espera merera a approvacao do respeitavel au-
blico Pernambucano, a quem pela primeira vez
implora, certa de obter a sua proleccao para esla
recita, nica recompensa de seus trabalhos.
Os bilbeles acbam-se venda na ra Bella n. 24,
e nimile no theatro de Apollo.
O espectculo principar s 8 horas.
AVISOS MARTIMOS.
Para a Bahia sabe cpt brevidade o biale Novo
Olinda; para resto da carga trata-se com Tasso Ir-
maps.
Para Lisboa.
. A barca porlggueza Nossa Senhora da Boa Via-
gem segu imprelerivelmcnlc al o dia 15 de maio
prximo fuluro, para passageiros, leudo para isso
escolenles commorjos: trala-se com os consgnala
ros Francisco Alves da Cunha &C, roa do Viga
rio n. 11, oo com o capitao na praca. '
Para o Rio Grande do- Norte e Ass', preten-
de sabir at o dia 6 do corrente, o litle nacional
Ca mina: para o reslo d carga, trala-se com o
meslre a bordo,, ou com Bemardino Jos Monteiro,
na rita do Queimado, n. 44.
Para o Rio. de Janeirosae com mili-
ta brevidade o muito veleiro brigue Re-
cife ,o qual tem a mator parte do car-
tegamento prompto: para o restante da
carga, passageiros e escravos, trata-se com
b consignatario Manoel Francisco da Sil-
va Canico, na ra doCollegib, n. 17,se-
gundo andar, ou com o-captSo a bordo.
Pra o Rio de Janeiro
ever seguir com brevlade o patacho Galante
Mara, para caraa. passageiros e escravos alTreta;
trala-se na ra da Cadeia do Recife loja n. 30.
Para oAracaty.
Segu no fim da,presenlc semana o. bem conheci-
dohvate rapibanbe: para o re da carga epis-
sageros,Jrala-se na ra do Vtgario n. 5.
4T
..


Para a Baha, segae impreterivelmeule do da
(i do crranle velleira garopeira tivrafSo : para o
reato da carga Irata-se com sea consignatario Do?
.mingo Alves Malheus, na roa da Cruz d. 54, pri-
mciro andar.
DIARIO DE PERMMBUCO, QUMTA FEIR 3 DE MAIO DE 1854.
LEDLO'ES.
C. J. AUey& Cf farao leilao, por intaryc
"time
rao do agente Oliveira, de grande sorlimcntoPe fa-
zendas, todas nroprias desle mercado; quarta feir
3 de maio, as 10 horas da manhaa, uo seu arnia-
iem, ra do Trapiclie Novo.
LEOSEM LIMITE.
Quinla-feira. 4 do correnle, as 101 2 horas da ma-
ula, a agenle.Borja Gcrajdes tora leilo no sea ar-
mazn, na ra do Collegio n. 14,de diversas obras marcineria e varios objectos, como sejam : excellen-
le mobilias de Jacaranda com podra e sem ellas, di-
las de amarello, novase usadas, toiletes, secretarias,
commoda, guarda-loacas eroupas, apparadores, ca-
doras geoovezas, ditas americanas douradas, e ou-
Iras obras, omoplimo piano ioglez de armario de ja-
caranda, relogios de ouro cprala para algibeira, pa-
rada e cima de mesa, obras de ouro e prata, urna rica
cana de homeopalhia com tintaras e globnlos, qualro
ricacaixas de .-nusica com dilferenles e lindas pecas,
candieiros de differenles qualidades, laplernas, man-
gas de vidro, candelabros, ele. etc., vidros c tacas
diversas para servico de mesavricos vasos dourados e
calungas de porcelana para enfeiles de sala, daas fi-
guras grandes de pedra para jardlm, um ptimo vio-
Uo com caisa e daas flautas, um cxcellenle carro de
* rodas em muito bom estado, e um dito pequeo
para menino, e varias quinquilharias; e ao meio da
em ponto ir lambem a leilao urna casa terrea de
podra e cal, com + quartos, 1 gabinete, cozinha fra
e cacimba com excedente agua, sita no Poro da Pa-
nada, ra do Rio n. 4. Estes objectos cima mencio-
nados serao entregues pelo maior preso que fr ofle-
recido em leilao.
AVISOS diversos'
. O abaixo assignado avisa a seos devedores, que
desde vai chama-Ios a conciliario, e execular lo-
doso meios para que seja pago do que lhe devem,
visto nao o teiem fello cm lempo conr\rbtenle, e pro-
testa nao ter a menor conlemplacao com pessoa al-
guna : o annnncianle faz o presento par que nin-
guera allegue ignorancia.Francisco Jote Leite.
Pcrdeu-se urna cachorriuha raleira, prela, com
urna nsca branca nos peitus.a parte dos ps : quem a
leyaraCuilherme Sitares BoleJho, na ra da Con-
'Sh B<^"VisU n",4' ser" recompensado de seu
HOMEOPATHIA.
0 Dr. Casanova, medico francez, d con-
i salta todos os dias no seu consultorio
-11ADASOH1ZESN.28.
No mesrao consultorio acha-se a' venda um
grande sorlimento de carteiras de todos.os
lmannos por precos commodissimos.
, GIHCO MIL
1 carleira com 24 tubos a escolha,
1 lubo grande de globulosavuls. 500
i dilo mediano. ... 400
1 dito pequeo ... 300
onca de tintura a escoma 19000
lemcnlos de homeopalhia 2 volumes 2."
djfCao.......... 5j000
Pathogenesia dos medicamentos
brasileirosl volme. ..... 2J000
Tratado das molestias venenas
se tratar a si mesmo. 1000
Loteria de N. S. 3o Livramento.
As rodas desta loteria andam indubitavelniente no
da 12.do correnle, no consistorio da' igreja da mes-
ma Senhora, a horas do coslume.O Ihesoureiro,
JoSo Domnguez da Silca.
Aluga-se o segundo andar da casa da rna da
Senzata Velha o. 36, com commodos para grande fa-
milia ; a tratar n ra do Livramento n. 8.
- Precisa-se de urna ama para casa de pouca fa-
milia, eque-saiba cozinhar e engommar : na runda
Cadeia do Recite n. 40,
Marcelino da Silva Ribciro previne 'o Sr. Ihe-
soureiro da loteria do Livramento. qoe desencami-
nliou-se do seu poder meio bilhete da segunda parle
da serta loteria n. 2949, cujas rodas lem de correr no
da 12 do correnle me* de maiu, que. caso tenha de
ahir premiado, que nao pague eno ao mesmo Ili-
beiro ; islo mesmo ji fez ciento o mesmo Sr. the-
soareiro, e o faz agora pelo Diario
Homceopathia.
QLINICA ESPECIAL DAS MO- S
LESTIAS NERVOSAS. X
Hysteria, epilepsia ou gtota oo- W
ral, rheumatUmo, gota, paraly- W
, *ia, defitos da fala, do ouvido e w)
dosolhos, melancola, cepbalalgia @
ou dores de cabera, enchaqueca, $
dores e tudo mais que o povo co- ^
nbece pelo noine gentico denr- {A
voso. 7Z
As.moleslias nervosas*rcquerem muitas ve- J
es, alm dos medicamentos, o emprego de (9)
f oulros meios, que desperlcm ou ahalam a ,k
aensibilidade. Estes meios possuo eu ago- ^v
| ra. e os ponho a disposicao do publico. C
. Consullas lodos os dias (de graca para os X.
pobres), desde as 9 horas da manhaa, al W
I M duas Ha larde, ra de S. Francisco (Mnn- A*
um d-Novo. A.Dr. Sabino Oteqario 5?
W IMIaero Pinho. fi
Na ra Uireita n, 88, primeiro andar, se dir
quem precisa de alngar urna ama forra ou captiva
qite Taca todo servii-o de casa c roa, e que saiba cozi-
nhar ; advertindo-se que a casa he do pouca familia.
PERGUNTA QUE NAO' OFFENDE
Pergnnla-so aos Srs. Francisco Muniz Pontes
.1 11XAJtl 4 i\Iahia 41i a J_ i^ Z 1___ 1
------O----- w.^. iui.wlu 1UUII.. uiItCS K
Uves da Silva, ambos moradores Aluga-se una loja muito boa e por barato pre-
as sabem o C '<. ""alar na praca da Boa-Vista n. 7, f
r Quem precisar de urna ama, de boa condula,
para casa de liouiem solteiro, diriia-se a ra de
Horlas n. 40.
Na ra de Horlas n. 62, engomma-se com toda
a pcrfeicao, e por prec.o commodo.
GABINETE PORTLGUEZ J)E LEITURA.
Domingo, 7 do crtente, liavera'sessao
deasembla geral'pelas 10 horas do dia,
para negocio urgente.
Precisa-sc de ama ama moca que tome conta
de 'urna casa de homem solleiro, para cozinhar e eu-
gommar ; na Trempe, defronle do ferreiro, casa
Aluga-se a sala da frente do primeiro andar
que pode servir para escriplorio ; na ra Nova, loia
n. 2. '
Aluga-se urna preta para servico de casa, qac
cozinha e engomma : quem a pretender, dirija-se i
praca da Independencia n. 1. -
Fraucelin Izidoro Leal, nao podendo despe-
dir-se pessoalraenle de lodos os seus profesores e
amigos, o faz pelo presente anuuncio, offerecendo o
seu pequeo presliuio na cidade de Lisboa, para on-
de Toi esludar.
o,n"H0fferee^SaJ0m raPazP"-acaiieiro||e qualquer
, n,fh .gQC, ?e a!afados> Unl de fazenilascomo
de motilados no trapiche, o qual dar informaces de
sua conducta ; quem pretender annuncie para ser
procurado. r
O abaixo assignado faz ver ao publico em ge-
rai, que nao conlralem com Jos Alves de Souza,
morador em Malhadinha, comarcado Limoeiro, un)
cscravo, cabra, de nome Faustino, por achar-se em
reir"' ~ Antouio Bar^"a a Sitea Araujo Pe-
Aluga-se o terceiro andar da casa da ra do
Amorimn. 46: a tratar om o propietario Antonio
Joaquim da Silva Ribeiro.
Estando justa e contratada por compra a casa
lenca, pertenecnteaos herdeiros de Aana Maria do
iNascimcnto, viuva de Zacaras de Brito, cuja casa he
situada na roa do Quiabo, do bairro da Boa Visto
esta cidade, n. 9 ; deseja-se saber se existMlgu-
ma nypolneca, ou se alguem Ion. direilo Are a
mesnuropriedadc, haja no prazo de 8 diasdecla-
rar; dWgmdo-se a ra V'elha, sobrado, n. 35.
A<*ou-sc no lugar da ribeirado peixe, na fre-
guezia de !s. Jos, urq praueno sacco coutendo a
quantia de 13O0 : quem rr seulegilimo dono pro-
curc-o na ra Augusto n. 16, que dndoos signacs
cerios lile sera entregue, pagando smenle a despeza
desle arinnucio.
O bacharel Wilruvio conlinna a leccionar em
rrancez, e para esle flm recommenda-se aos pais de
lamina, aos quaes promette toda a solicilude possi-
vel no aproveitamenlo de seus fllhos ; lecciona lam-
bem pela manhaa na praca da Boa Vista em casa do
ar.uadaull: a Iralar ua ruadas Cruzesn.22. ori-
meiro andar. F
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
O vapor S. Salvador. sabio dp Rio de
Janeiro no-dia 21 a tarde,-e nesse mesmo
da corra a roda'd.i loteria 19 das casas
de candade fcou por descuido de nosso
correspondente, ou porque nao podesse
vir aviso ajgum em virtude da roda da-
quella# loteria correr em' Nictheroy, nao
recebemos avisos dos premios desta lote-"
na, cuja lista receberemos por estes dias
pelo vapor inglez qu cava a sabir a 29
do mez lindo. Temos exposto a venda os
novos billietes da loteria lt do Tbesoufo,
que devf correr no Rio de Janeiro a 2 ou
o do correnle mez.
c T1re?i lazer lodo mais servico de urna casa: no largo do
terco segundo audnrn. 27.
| BAZAR PERNAMBCANO >
W Ncsle cMabclccimculo se enconlram os me-
Hiorns chapeos de seda prela para homem,
qne lem aparecido nesle mercado, assim co-
mo sombreiros de borracha recoinmendados
(ara a presente cslacflo de invern ; bicos
los de blond, de seda, a itnitacau de linlio,
c de. alcodao ; chales de loquim malisados,
ditos de lile!, romeiras de dito ; ricos vcsli-
_ dos para noivas ; lencos de cambraia de li- @
w iino bordados; sravalas americanas pretas c
M cotes ; chancos de palba de Italia cijo te- @
culo he scmelhaiile aos do Chile ; machinas
|v para fazer caf; capellas de larangeiras;
9 meias de sedado lodas as qualidades para lio- St
W mens e'senhoras: e oulras moitas fazcnda, 4$
9 que a menciona-las, lomara um boa parte W
oeste jornal, porlanto convidamos aos nos-, A
59 sosfreguezes e amigos pera que coniinuem :
9 a concorrorparao eugrandecimenlo do Bv 5*
8 zar Peruambucano.
r CHRYSTALTYFO.
Galera de ricas pinturas pelo antigo e
novo estylo.
Atorro da Boa-Visto ni 4
De caixas, quadros, raedalhas, alilneies e pulcei-
ras ha um rico sorlimento para collocar refratos,
por preco muito baixo.
Precisa-se alugar urna ama forra.ou' captiva,
para urna casa estrangeira de pouca familia, para
Iralar tle meninas a fazer mais algnm servijo se for
preciso : na na da Scnzalla Velha n. 60 primeiro
aodar, ou na Capunga sitio do Sr.Brito-
Loja ingleza de ronpa feita, ruada Cadeia
do Recife n. 16.
Existe nesteeslabelecimenlo um grande sorlimento
de roupa fela de lodas as qualidades de Duenda
riiegada prximamente de Inglaterra, como sejam r
palitos, casacas, calcas, colleles, camisas, ceroulas,
etc., e os presos serio os mais razoaveis possives,
vistoserosyslema.dodooo nao deixar dinheiro sa-
bir anda mesrao com algum prejuizo;
Paulo Gaignou, dentista,
pode ser procurado a qualquer hora em sua casa
na ra larga do Rosario n. 36, segundo andar.
~ Arrenda-se o engenho Leao, sito na fieguezia
da liscada: os prelendenles pderaapparecer no ator-
ro da Boa-Vista, sobrado n. 53. segundo andar, que
acharao com quem Iralar,ou na fregaezia da Escuda,
no enRenho Vicente Campello, com Manoel Goncal-
ves Percira Lima.
Casa da afericao, na ra das Aguas-
Verdes n. 25.
O aferdor participa, qne a revisao leve prirfeipio
no da 1 de abril correle, a finalisar-se no dia 30
do junho prximo futuro: segundo o disposto no
arl. 14 do regiment municipal.
O Sr. JoSo Nepnmuceno Ferreira de Mello,
morador na passagem de Olinda, tem urna carta na
livrana n. 6 e 8 da praja da Independencia.
J. Jane dentista,
eonliua rezidir na ra Nova, primir
[9.
98EKX9BK
Francisco Jos
le Lirii, morador
e neg-
-----------------------------------------------------y '
quefoi em Pedra Tapada,
fiante de gados em grosso trato,
tanto na estrada como na eira da-
cidade da Victoria, faz sciente a
quem convier, que elle ha bastan-
tes tempos retirou-se de semelliante
negocio, sem que nada icasse a de-
ver a pessoa algurna proveniente
delle, s sim a gratidao para com
aquelles senbores-que nlle deposi-
tavam inteira conlianc,a ; e como
nao saiba lr nem escrever, e por
conseguinte muitas. lettras^erQ
aceitas a rogo seu, declara para
prevenir duvidas futuras, que es-
tas foram inteira mente saldadas, e
quando alguem liaja (o que nao be
possivel) que .proveniente daquelle
negocio se jtiljtie ctedor do annun-
eiante, baja de'declarar por esta
folha no prazo de 15 dias sendo
pessoa de perto, e no de 60 dias
sendo do centro ; na certeza de que
terminado este prazo, nnbuma
responsabilidade tera', o que faz
publico pelo presente. Recile29de
abril de 1854.
Vende-se sacras eom farinha de mandioca
muito boa ; e redes alcochoadas de lindas cores pa-
ra tipoias, tudo por proco muito commodo: na ven-
da da tuh do Rosario, esquina do beco do Peixe
Frito n. 9. .
POTASSA. .
No antigo deposito da ra da Cadeia do Recife,
Jfmazcm n. 12, ha para vender muilo nova potassa
Ka9'a,amer'canacbrasileira,em pequeos bar-
ris de 4arrobas; a lwa qualidade e presos mais ba-
ratos do que em outra qualquer parle, se afliancam
aos que precisarem comprar. No mesmo deposito
tamhem ha barris com cal de Lisboa em pedra, pr-
ximamente chegdos.
Vcndem-se lonas, brinzaa, brnse meias lo-
nas da Rossia: no armazem de N. O. Bieber A
l-omoanhia, na ra da Cruz n. 4.
Vende-se selim preto lavrado, de mnito bom
aoslo, para veslidns, a 2800 o covado: na ra do
Crespo, loja da esquina qoe volla para a cadeia.
Vende-se um bom cscravo, crioulo, propro pa-
ra todo servico ; a Iralar na ra larga do Rosario
n. 32.
ATTENCAO'. '
Na ra Dircila n. 19, h para venderse os se-
guinles gneros:
Bolachinha ingleza moito nova.
Uila de aramia, franceza
Farinha de tapioca muilo alva.
Hila dcarariila.
menlas descascadas.
Caitanhas do Porlo.
Espermacetc americano.
Cha superior.
Dilo brasileiro.
Alclria nova.
Macarrao.
Janoel Ferreira da Silva Tarroso relira-se pa-
ra fra do imperio.
COMPRAS.
tara-
AO publicomm
No armazem de fazendas .
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo sorti ment
de fazendas, linas e grossas, por
preeps mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
tjoes, como a retalbo, affiancando-
se aos compradores um s preep
para todos : este estabelecimento
ahric-se de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemaas e suis-
sas.para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto. offerecendo elle na ores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietano^desFe importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venbam (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de'
Antonio Luiz dos Santos &RoIim.
As mais modernas e ricas obras
de ouro1. .
. Osabaixos assignados, donos da nov toja
de ourives da ra do Calinga n. 11, confren-
j te ao pateo da malriz e ra Nova, franqueiam
I ao publico em eeral um bello c variado sor-
! lmenlo de obras de ouro ile muilo bons gos-
! tos, e precos que nao dcsagradarao a quem
que ira comprar, os mesmos se obrigam por
qftalquer obra i conta com responsabilidade, especilicando a
qualidade do 'ouro de 14 op 18 quilates,'fi-
ando assm sujeitos por qualquer duvida
areeer.Serafim-& Irmao.
. ,.wc L.i3uufi, ^encala.
pompra-e urna mesa de janlar, elstica, que Dilo engarrafado do Porto (sem casco)
'>!j)A.m!lV' Sraude ; quem livor annuncie.para Manteiga ingleza muilo boa.
-'^ii >ni|iu4i i(|ii.(> i'l^ir. Hfi
ser procurar Todos esses gneros se responde pela qoalidade.
Lomprau-se escravos de ambos os sexos, de
idade de 12 a 35 annos, asim romo'lambem rece-
bem-se para se isnder.de' missao
lan. 3. lT
pod
2!)
VENDAS.
Vende-se urna padaria e urna taberna tudo na
'""""j"Vj="jyMlrda nova do Cachaiig do sobrado do "riegas Vendem-sccm casa de Me. Calmonl '& Coi-
' ------- Wnidlanle, ao p do Sr. Cabral: quem pretender P?nhia, na prai-a do Corpo Santn. 11, o seguinlc:
_____________ Podo examinar, e fallar na ra larga do Rosario n. Vln"0 de Marscillccm caixas de 3 a 6duzias, linhas
'-> ,. em novellos c carreteis, hreu em barricas muilo
vende-se no armazem de maleriaes da ruada grandes, ac de milad sorlido, ferro inglez
Concordia, ultima casado lado do nascento ao vol-
lar para a ra Augusta c Alccrim, na fronte da
qual lera um rclabulo,lijlos do toda as qualida-
des, arcia fina e grossa, barro, cal prela e branca, e
roanda-se botar nas obras cm grandes e pequeas
poredes: no mesmo alugam-se carrocas para con-
Da
da
---------,yMV UU ,..,,. ,.1/l ....... 17, lUUUCHUV Olll
rrente ao caes do Ramos, lem para vender moilo su-
perior rariulia de S. Matheus, e para tratar em casa
de seu consignatario Domiugos Alves Matheus, na
ra da Cruz n. 5i, primeiro andar
i^.^u^a. .. iin-tiMP oiii^dm-au c.uiuriis para con- "ww x>Kiueit;cniit;ni.o Cluiiiiu
2pre^lono?tTOqn^0tt'*j"1^ lu*' !er um conpleto sorlimento de
moen-
JOl
Nao se Iravendn reunilo os senliores snliscrinlo-
resa favor dos. orplinos, fillios .lo finado desembar-
gador Domingos Nunes Ramos Ferreira, cm numero
suflicicnte para delerminarem a reparlicao dasap-
pohees da companbia de Bcberibe em que se acha
empregado todo o producto da subscripcAo: o abai-
xo assignado roga ericarecidamenle aos senliores
subscriptores de compareceremsem falla quarla-fei-
2 PM^fi'i 'l0 co"c"te no erip'orio do Illiu. per.ences, di
Sr. Manoel Joaquim Ramos e Silva na ra da C- ceiro andar,
de.a do Itogre ao meio da cm ponlq, afim de con-
uir esto Vgocio que 13o necessario se faz ultimar.
Lu: Gome Ferreira. '
Alnga-se a casa torrea comslo na Soledade n.
17: a Iralar no pateo do Carmo n. 17. -
ia~I,reCS?"SC,<,eumaan,aforra oa P'iva para
STr'S0,le ma casa de pouca familia uo
4>aleo do Carmo n. 10.
..7sA!U,2"eJ?-nla casa ,crrea' si,a na rua a Con-
ce.cao da Boa-Vista n. 44, com bons commodos: a
tratar na rua da Cruz do Recife n. 12com oseu pro-
pnetario JoAo Leite Pita Orligaeira. A chav da
mesma acha-se na casa immediala n. 42.
PARA FLNILEIROS.
Folha de Flandrcs charcool, de qualidade supe-
rior a qualquer oulra que exista no mercado, por
mdico preco, quer cm pqrcao ou a retadlo : quem'
quizer comprar, dirija-se .-i roa do Queimado, loja
de lerragens n. 3, aonde adiar um completo sorli-
O abaixo assigawno, nico cncarregadn de rc-
oelier os foros das casas da freguexia de S. Jos,
piTlencentos ao Sr. Francisco de Paula Correia de
Araujo, faz scieole aos mesmos foreiros, principal-
mente aquelles que nao sabem a sua morada, de
dingirem-se a roa do Pire na casa nova junto
do finado Gervasio.Manoel Gomes liegas
Quem quizer comprar urna machina dp. da-
guerreotvpo por preco muilo baixo, e com7bdos os
nprlnnom: diro ^ ~~ .. i____ n
PECHINCHA.
Vendem-sc sacras moilo grandes de feijo brancu,
pelo baratissimo preco de 25800, dilas de dilo mula-
linbo pelo, mesrao preco : na rua do Queimado n. 7,
toja da Eslrella.de Gregorio & Silveira.
FARINHA DE >. MATHEUS.
Abordo do hiate oco Accordo, Tundeado em por preco commodo. :~ ------------- -.~~~-
Vende-se urna escrava de roca idade, por pre- ,? e n613* moendas para engenbo, ma-
) muilo commodo: na travessa da Polo n. 4.
Vende-se um negro marinheiro, e perfeito co-
i---------------- .inheiro de bonita figura, nma cabriuha ujm 7-an-
Wa rua do Crespo n. .1, loja de 4 porlas, ven- nos, um crioulo alfaiale de bonita figura, um mula-
to para todo o seryjco com 20 anuos : na rna da Sen-
zala-Velha n. 70, segundo e torceiroandar, se dir
_uem vende.
Quem nao deixara' de comprar.
Na roa larga do Rosario n. 22, vendemrsecaixcs
com calupgas pelo dimiuulo preco de 508000; he
pechincha para quem quizen mandar vender na
rila
dcui-se corles de calcas de cascinira decores escuras.
propriaspara o invern a 4j>U00,dinhero vista.
LOTERA DE N. S: DO LIVRAMENTO.
Aos 5:000s000 e 2:000,s000.
Na rua do Cabug, bolica de Morra eaia rua do Queimado, loja de fazendas de Bernar-
dino Jos Mouleiro & Coinpanhia, \eiidcm-se billic- -
les e meios da dita lotera, que corre no dia 12 do, rua-
correnle mez, os quaes sao do caulelisla Salasliano
de Aquino Ferreira,que pagaosdous primeiros pre-
mios grandes seta o desconlo de oilo por cento do
imposto geral.
Bilhetes fijOOO 5:000000
Meios 39000 2:5O05U0f
' V ende-se urna armacao pcipiena propria para
qualquer negocio, no principio do .Manguiiho, por
prejo muilo commodo : a Iralar uo mesmo lugar
11. ')>.
hataja
e Pd
Na rua do Crespb.-Jnja n. 12, tem damasco de Z' C!" Tlan[es co"modns e muilo fresco; assm
da encarnado viudo de. Lisboa, pronrio lTZt Z?"tl^C.m! R-CPa^i,ll!, da ca5f """" P?ra **
na povoacao de Bezerros, se suas senhon'as cuerno
destino que (eve o moleque e mais bens deixados pelo
pbrluguez Francisco Antonio da Silva, fallecido na-
qoelU povoacao em julho do anno passado, e c0m
sua respo(a moilo obrigado lhe ficarn o
-. Prejudicado,
AVISO JURDICO. mcueira uejoso rinto da Molla
Asegunda edicao dos primeiro. elementos pral- Novo, e que al hoje nao o lem procurado nocir
ioforo civil, mais bem corrigido, acresceiilada, apparecer. para pagar oque deve do tr;
SO a res De IO do Que alleniu ;i \t>'< .U r,.r^----- rav;iUn nmmrln >a.. =-/. -.-_ ___1 .
i. Offreco'un7T,omem hras'ii'iro" par'a criado de diaTio^fumn Z ,TT' ?"" ^ S07C
.alquercasa particular, ou mesmo nara Ira.ar e.a "sa..df.p00ca fam!haJ PB* I>em
eos do...
nao so a repeilo do que allerou a lei da reforma'
como acerca dos despachos, inlerloculorias c definiti-
vas dos julgadores, obra assas interessanle aos prin-
cipiantes em pratica, que Ibes servir de fio conduc-
tor: na praca da Independencia ni. 6 e 8.
* HOMEOPATIIlI
( Comarca do Cabo. J
_ Manoel de Siquera Cavalcanti mudoa-se .
" para o engenho Martapagipe. Conlfniia a dar '
consultas todos os dias, e a.lralar'09 pobres''
gratuitamente. ;
l:<
ANTIGTJ1DADE E SPERIORIDADE.
DA
SALSA PARRILHA DE BR1.ST0L
sobre
a Salsa farrilha de sands.
., Attenco'
A SALSA PARRILHA DE BRISTOL dala dos
de 1832, e lem constan temen le mantido a sua re-
puidfiio sem necessidade de recorrer a pomposos
annuncins, deque as preparacoes de mrito podem
dispcnsar-sc. O sucaesso" do Dr. BRISTOL tem
provocado infinitas iuvejas, e, entre oulras, as dos
Srs. AR. D. Sands* de "New-York, preparadore-
e propietarios da salsa pacrilha cdbbecida pelo no
me de Sr.nds.
Estes senliores solicitaram a agencia de Salsa par-
rilha de Brislol, ecomo nao o podessem obter, fa-
bricaram ama imitafo de Brislul.
Eis-aqui a carta-que os Srs. A. R. D. Sands es-
creveram ao Dr.'Brislol no dia 20 de abril de 1842,
e que so acha em nosso poder:
Sr. Dr. C. C. Brislol.
Bfalo, (Sc.
Nosso apreciavel senhor.*
Hm todo o anno passado temos vendido quanli-
dadei considerareis do extracto de Salsa pan-i Iba de
Vine., e pelo que ouvirnos dizer de suas virtudes
aquelles que a Cem usado,' iulgamos que a venda da
dito medicina se augmentara miri/Msimo. Se Vmc.
]uizer fazer un convenio comuusco, 'eremos que
p resultara moito vantagem, tanto a nos como a
> Temos muito prazer qne Vmc. nos responda
'esle astumpto, e se Vmc. vie a esta cidade
a am mez, ou cousa semellianle, leriamos
pIpler em Yer em ,,ossa bolica, rua de Ful-
rieam as ordens de Vmc. seus seguros servidores.
(Assignados) A. R. D. S,xNDS.
. CONCLUSAO'.
Iigaidade da salsa parrilha de Brislol he
"ovada, pois que ella data desde 1832,
(*nd so appareceu em 1842, poca na
PgouU nao pode obter a agencia do Dr.
tooamtol1*^ da Sal9a pa,rr!",a dc Drslnl
1 pws que nao olUnle a concur-
5. I ^ *- *de ama P^SSo <" ulras pre-
is experiencias feilas com o uso da
a lodas as enftrmWadei originadas
Sc.dtmaPimn^.,rr- "r-.Sig.ud, presidente da
LTPWa1 d^ medlcina. Pelo illuslrado S.
^a* Pe'vem,uaclnica, e em sua
' l L? f *?.?de GamMa, pelo Il|m. Sr.
oulro mdicos, permillem boje de pro-
r-Sh, a rHha de Brltol vende-se a 58000 o vidro. '
ft.n,il^?"0 d^U,.8alsa mudou^epara bolic-
rranceta da rua da Cruz, em frente ao cliajariz.
qualquer casa particular, ou mesmo para tratar de
algum cavado: na rua do Sol tonda de lanociro un-
to ao Porto das Candas.
O Sr. que deixou um cavallo para Iralar, na
cocheira dejoso Pinto da Molla, sita no Mundo-
--o --i ^. nu trato do dilo
cavallo, quando nao, ser esle vendido para paga-
mento das despezas, e o resto recolhido ao depV
Aloga-sc loja'do sobrado da rua estreito do
DfrYta ]^pro|'ria Praoflina a tratar uarua
Ausenlou-se no dia 30 do prximo passado, um
preto, crioulo, por nome Amaro, o levou camisa de
alaodao loda azul, e calca branca de algodo, he
bstanle grosso do corpo, c quando anda d estilos
nas juntos, este preto veio do engenho Japaratuba, c
01 alu do Sr. Lu* Francisco Tavares de Mello a
n V23 "" rU* da CrZ "' 2' a rUa a'4PoII
1 Arespostaaoannanco penltimo no Diario
de 2) de abril findo, cm que se trata de documentos
irrefragaveis, lea-se no Liberal de hoje 3 do cor-
rele.
. Qucmliver para alugar um gabinete ou sala
qucsirva para escriplorio, annuncie por esta folha.
que sera procurado..
IIdntem, 2 do correnle, efregou-se a um preto
13 saceos rom assucar, sendo 5 de branco e 8 dc
mascavado, para levar no armazem do Sr. Nasci-
menlo; os quaes nao foram entregues, por isso ro-
ga-se a qualquer pessoa que delle saiba, tenha a
unndade de participar no mesmo armazem, pois be
de suppor guc fossem por engauo ter a outra paite
F ligio da vita do Cabo da ruado Livramento'
nma negra de V) annos para cima, de nome Maria!
de nacao Congo, com os signaes seguinles: urna ca-
misa muilo suja, urna saia de algodao azul, um em-
brulho com urna baela encarnada, baix, quando
olha bealravcz: quem a pegar leve-a a dita villa
ou na rua Dircila. taberna n. 16.
. Candida Maria' Paulina Soares, com aula par-
ticular dc pnmeiras lellras na rua de Agaas-Verdes,
faz sciente que mudou a sua residencia para a rua
Augusta, casa n. 19.
Um grande e oilavado pilo com a competente
mao, traste indispensavel para familia numerosa, e
que tenlia mudos escravos : existe na rua estreito
do Rosario padaria n. 13, onde sera entregue por
bagatella.
O passageiro porlaguez, que por suas circums-
(aiicias (ratou de ir para Lisboa no bergantim llom
Suceesso, que sabe no dia 4 do correnle pela manhaa,
queira aprescnlar-se 110 consulado de Portugal para
o fim designado, e para que se nao chanfc a ignoran-
cia cerca do dia da sabida do navio, e por esto for-
ma fique em Ierra.
Perdeu-seno dia 2do correnle um ponteiro de
ouro com peso de duasa tres oilavas, da rua Augus-
to, rua de Ilortas, Pateo do Carmo, estreito e larga
do Rosario : quem o chou, quereudo Dsliluir, Ic-
ve-o rua Imperial, sobrado n. 39, que ser recom-
pensado.
----- .... n IIUIUVIM3UIICIIM |mi.t .rn-run
interno dc urna cocheira, afim de Iralar dos'animaa
nella existentes; quem esliver nestas circumstancias,
dirija-se i rua dos Martyrios n. 22,
---- Mj*\.a-o^. *. vi.g.iiiiiia-at. vll IIIUIIO ctelo V I
preco commodo : ,110 bureo dos Martyrios n. 5.
Na rua Nova n. 12, dir-se-ha quem aluga 1
mulati 11I10 cscravo, que cozinha o diario e faz lodo.
servico do roa..
Ao publico.
. Os senliores proprietorios o meslres de pedreiro
que precisarem de carrocas de rea fina para fingi
rem, acharao por preco commodo posta na obra, as
sim mo carrocas para conducao e todas as qnal- s
dades de maleriaes, ludo por preco mais commodo descont de 8 do imposto cera!
possivel : a tratar na rua da Cadeia de Sanio Anlo- imbeles fistKKi -'vwwmu.
lio, ariiiizeni de lijlos n. 17.
A pessoa qne annunriou querer comprar urna
mesa elstica. dirija-Se .1 Capunga em casa do Sr. Jo-
s Bernardo Ventora, onde achara urna muilo bem
construida e de mui poaco uso vunder-se.
z>"Jrr.i*- K"y u"u nano, k com nios os un uuuta ua na larga UO uosario
peVtences, d,r,ja.e ao atorro da Boa-Visto n. 4, ler- n. 56, de Bartholomeu F. efe Souza ,Ten-
f:' dem-sepilulas>egetaes verdadeira, arro-
O Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho mu- pe afiecteur verdade.ro, salsa de Sands
?Aarao. Pala' da de S. Frawasco i verbirj^ra^rmiugo inglez ( emvidro )
Vasconcellos & Studarl..
M. j>aes Pinto de Vasconcellos.
. Attenco ao bazar de calendo.
Na nova loja de calcado barato da Ierra, compra-
se c vende-se loda qualidade de obra i na-travessa
da rua do Queimado u. 7
Frito.
----------" I'' < sendo de boa conduela: na rua do Pad;o
o.5.
de dos medicamentos cima, vendidos em
sua botica. -
MOENDAS SUPERIQRES.
Na fundicab de C. Starr & Companbia
outr'ora becco do Peixe, em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de caimas todas de ferro, de tan
rnodailo e coristruccao muito superiores.
MANUAL DE TABELLIAO'.
Vende-se na livraria n. 6 le 8 da p rara
Floriano
O Dr. 1'liomassin. medico francez, d.'rcon-
, sullas lodos os dias uteis das 9 horas da
1 manhaa al o meio dia, em sua casa rua da
, Cadeia dc S. Antonio 11.7. .
Independencia..
orar
,- ...... iiii|.L-imi. suui.iciu 11. ,,-j, que sera reeoni- ---------- I" "I" uo
insudo. engenho Dous-Brac;os, na freguezia de
Precisa-sede un homem solleiro para o servico Ser'tnliaem : quem delle souber notir-n
torno de urna cocheu-a, alim de Iralar dos aniraacs _________i j1 wjuijci noticia,
seda encarnado vindo dei Lisboa, propino para corti-
nados de igreja, e por pre;co commodo.
Na rua do Crespo, lAja 11.12, lem para vender
manteletes dc seda do ultino gusto, o de muita va-
nedade de cores, vestidoiMe seda milito ricos, sendo
brancos e de cores, um orlimento completo de ca-
semiras para lodos os precbi, diales de seda de muilo
bem goslo e para lodos os-hrecos, palitos de brim com
quadros viudos de Fraur| para 35000, chapeos de
sol de seda de cores a be^O e (9Q0O, um completo
sorluneolo de fazendas Wglezw,' fraiiezas e suissas,
e seiido vendidas a dinajfiro nao se olha a preco.
Vende-se no largo da Ribeira, taberna u. 5,fa-
rinha de mandioca, superior, d Muribeca, cm sac-
cas. J
Vendem-se/em casa de S. P. Johns-
ton & C, na ra de Senzalla Nova n. 42.
Vinho do Porto superior engarrafado.
Sellins inglezfes.
Relogios de.ouro patente inglez.
Chicotes de carro.
Farelio em sircas de .j arrobas.
Fornos de'farinha.
Candelabros candieiros bronzeados.
Despenceira tie ferro galvanisado.
Fen-o galvanisadp em folha para brVo.
Cobre de forro.
Na botica da rua larga do Rosario
Joao Fernandos Prente Vanna avisa aos se
nliorcs olliciaes da guarda nacional, que retebeu
novas espadas pralcadas, e que se estilo acabando,
por isso o seuhores que fizeram suas encommchdas,
quciram aparecer com lempo. r
Quem annunciou querer comprar urna luzia
do cadeiras do jacaraiidq em muilo bom estado, e
ura sof, procure na rua do Rangel n. 21, ilas 6
horas da manhaa as 10, e de 1 hora da larde ale
as >: na mesma casa~ se vende urna percao de cal
dccaiar, todaouem alqueires, e lambem lies Ira-
ves do boa qualidade.
Precisa-* de um eaisciro para taberna qu
teulia bastante pratica : na rua da Cruz, 11. 28.
Precisa-se dc urna ama para o servico diario
de una casa de pequea familia: na rua das La-
rangeira, u. 13, segundo andar.
J. Chardon, bacharel cm bellas lellras, douior
em direilo formado na univarsidude de Paria, ensi-
na em sua casa, rna das llores n. '37, primeiro an-
dar, a Icr e escrever, (raduzir c Tallar correcta-
inenlc a lingoa franceza, c tambero dar licocs par-
licularcs em casa de familia.'
OsSr. Manoel Vieira Guimarics, queira vir
rua da Cadeia do Recife, 11. 10, a negocio____
Joatjmm Jos F. Maxao.
Esto justo o, sobrado dc um andar darua Di-
reila, 11. 92, defrdntc do beco do Serigado, perten-
cenlc Anna Maria dc Carvalho Lxhoa : se alau-
ma pessoa se julgar com direilo a elle, reclame ucs-
los oilo das.
FURTO.
Furtaram na madrugada do dia 26 do
corrente, da estribara do quintal do so-
brado n. 42, que ica na esquina do bec-
co do Ferreiro no aterro da Boa-Vista,
um cavallo todo pretOj lino, gordo, e no-
v, porm cornos denles estragados; tem
o sabugo da cauda cortado, mas com os
cabellos da mesma compridos, anda de
meio "a esquipado, e com um signal do
ladoesquerdo da barriga, procedido de ?"*"
urna pequea mordedura. Este nvalln l a1vuUos.de glbulos .
foi l/;n J' """""""i- i-sie ca\allo Frascos de meiaonca deliiiclura .
101 na oito das comprado ao Sr. Vicente a lambem para vender grande quanlidade d
da Cunta Souto-Maior, nronrietario rio ,ubof oe cr5stal muito fino, vasios e de diversos |a
~u r.... .... .1 uy manhos.
Asnpcrioridide dcstes medicamentos est hoje por
lodos reconbecida, e por isso dispensa elogios.
N. B. Ossenhorcs que assisnarain-oucomprnrama
obra do JA lili, anles dc publicado o 4" volume, p-
dem mandar receber esle, quo ser entregue sem
augmento depreco.
Vcndc-so 10 escravos, sendo 2 ptimos pre-
los proprios para todo servico ; um bom casal de es-
cravos, sendo a prela co/.inbcira;-t dita dc bonita
figura, moca, que engomma, cose, faz lahermlho,
mana com toda perfeico ; 5 ditos dc lS a ,'10 an-
nos, com algumas hbelidades: na rua Direita,
n. 3.
Vende-se a taberna, sita na roa do AcoaSu'nho
n. 20. com os finidos que convier ao comprador, lam-
bem se vende s a arniac.o com os perlenres o al -
guns cascos; isto se faz por ter oulra taberna para
onde se remove lodos os gneros cm lal caso, e por
estar j contratada a venda' della, pois o lim dfsta
venda he nicamente por sen dono estar doente e
querer retirar-se para Iralar B|inflTkaMf||
pretender, dirija-se mesma para iralar do ajuste.
RA DE N- S. DO LIVRAMENTO.
Casa da Fama no aterro da Boa-Vista
' n: 48. .
Na casa cima acha-se venda quartos, decimos e
vigsimos da lotera cima, a qual corre imprclcri-
velmcnle no da 12 do correnle mez.
Attenrab.
O antigo beraleiro lem para veihtor obras muito
baratas, as quaes sao: um diccionario WConslancio
!2r2i,ma Sl'??",1.09000' Masnum Lexicn a IJOO,
i^KK) e a .I7OOO, diccionario inglex de Vieira 2 vo-
Inmes 550Q0 vocabularium juris nlriusquo, 3 volu-
mes 45000. Historia Sagrada por Bcrnardino Freir
t>HK). ensato sobre a supremaca do Pap.T. 28000
mslituicoes de direilo civil brasileiro segundo volume
em brocliura 15000, observacoes sobre varios wrligos
do cdigo do processo criminal por Dr. Mondes Stt,
Manual do negociante 28400, Memorias hislorlcas da
provincia dc Pernambuco 45000, svnopsis por Alircu
ej.ima 290OO, grammalicas francezas por Emilio Se-
vene 3S0O0,Re\'olucQ de 18!7 5OOO, SimSo de Nan-
tua a 15000 e (>10 em 2 volumes, geometra de l.a-
cioix cm porlnguez JSOOO, 1 dita cm francez 4WIO0,
Trignomelna por 2000, urna licao acadmica sobre'-
a pena de inorlc 320, Diccionario das llores a 160: na
rua do Crespo 11.11. .
NO COKSHrmnOlEOPATUGO
DR.P,A.L0B0 B0SC0Z0.
Vende-se a mettW de (odas as obras de medicina
no'neopathica 3- O NOVO MANUAL DO DR.."
JAlllt _3 Iradiiziilo em porluguez pelo Dr. P..
A.LoboMoscozo, conlendo um accrescmo dc im-
portontescuplicacoe sobre a applicarSo das dses, a
dieta, etc., etc. pelo traductor : quafro volumes en-'
caderuados cmdous 20-5001 1
Diccionario dos termos dc medicina, cirurgia, ana-
lomia, pbarmacia, etc. pelo Dr. Moscozo: encader-
Da 4?*fKk
.Urna carleira de 21 medicamentos com dous iras -
eos de linduras indispeusaveis 4 P'!a .......... 4S00U
Dito, de 48.........._ 505000
lima de GOluboscora G frascos dclincluras. (08000
Dita de 144 com ( ditos......IOO5OOO
Cada carleira he acompnnhada. de um excmplar
das duas obras cima mencionadas.
Carleiras de 24 lubo pequeos para algi-
beira ... #........ 85000
Dilas de 48 ditos........". 105000
ISOOO
28000
Talherim.
Linguicas, superior qualidade.
Paios e salpires do Porto.
Toucinho d Lisboa.
Queijos muilo no\os.
Cevada nova.
Vinho de Lisboa, garrafa.
280
480
140
200
320*
120 i>
900
28240
18500
280
280 n
280 n
440
480
.400
15700 a
, 120
400
480
500 o
prer,0|,
POTASSA BRASILERA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
-gada rcentemente, recomme-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons effeitos ja' experimen-
tados : na rua da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companbia.
tem
nos preco qoe
Recito, n. 17.
Beporito da fbriea de Todo* o* Santoana Babia.
Vende-se, em casa dcN. O. Bieber &C, na rua
da Cruz, n. 4, aigodaS trancado d'aquclla fabrica,
mu lo propno para saceos de assucar e ronpa de es-
cravos, por preco commodo.
Na ra do Vinario n. 19, primeiro andar, ha
para vender, chegado dc Lisboa presentemente pela
barca Olimpia, o segainte: saccas de farello muilo
novo, cera cm grume e em velas com bom sorli-
mento de superior qualidade, mercurio doce e
de Lisboa em pedra, novissima.
Vendem-seem casa de Me. Cajmont & CoA-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Trancas de seda.
Chegou a loja dc miudcza da rua Direita n. 83,
um rico sorlimento de trancas dc seda do goslos os
mais delirados.possivel, lano as prclas comeas dc
cores, aflaura-se que os precos sao favoraveis aps
compradores, o a qualidade nao desagradar a
"|uem as vir.
Vende-se um dos melhores sitios que baja Ca-
punga. lugai da Baia-Verde, com casa do ftdra e
cal, com bastantes commodos e muilo fresco, assim
------- ------........K......... ua vaa iju.ii im |,(l, tMI.I-
vos, cocheira e estribara para 3 cavallos, frente e 2
lados murados, jardim, e cacimba de pedra e cal com
excelleule agua de beber, muilo bom terreno com
boas fruclciras, baixa para capim etc. etc.: a fallar
com o correlor geral Miguel Carncro.
Vendem-sc saccas com trelos dc Lisboa, a pre-
Co commodo ; n^rua de Apollo, armazem n. 14.
Vcndem-se saccas de feijiio mnlatinho novo,
minio cm conta : no armazem da rua do Rangel
n.28. i
Vndese nm cabra de 30 annos, bom para
trahalliar cm alfam silio, por ter disso pratica ; c
lambem sabe tratar de cavallo : he muito sadio, e
nao lem o vicio de se embriagar, e nem de fugir ;
quem o pretender, dirija-se a roa Direita, casa jun-
to a padaria, n. 67.
Velas de carnauba simples de 6 em libra,
miilo superiores, em eaias : aa rua da Cruz no Re-
cito n. 31, em casa de I.uiz Freir de Andrade.
Malas para viagem.
Grande sorlimento /le todas as qualidades por pre-
co razoavel; na rua do Collegio n. 4.
BAfATAS BOLLANDEZAS NOVAS
no armazem de Joan Martihs daBarros: vendem-sc
sigos com batatas bollandezas muilo novas a 15000
res.

. No armazem confronto a loja do Sr. Martin,
pintor, vendem-se duas carracas novas muilo bem
construidas, as quaes servem para cavallo ou boi, e
oulra usada ; as quaes se vendcnaSkpelo preco que o
comprador ofierecer. ^^
Vehdcm-se 4 escravos,-1 mulato de 20 annos, .
i moleque de 17 annos, 1 prela lavadcira e engom- CKes, modinhas tudo mpdernisstmo
raadeira, 1 preto de 40 annos c 30 Iraves de pao dar- cheeado do Rio de Janeiro
co : na rua larga do Rosario n. 25.
co : na ruajarga do Rosario n. 25.
Meios bilbetes da loteria do Livramento
Na rua do Livramento. loja de calcado n.' 35, ven- i
dem-se a 28700 meios bilbetes, cujas rodas andam cado.
imprelerivclmente no dia 12 de maio ; os bilheles
desta casa tem approvado.por qqanto lem sempre sa-
ludo algumas sortea grandes, pelo que vale a pena o
acrescimo de 200 rs. dc lucro.
.Vende-se um cofre de madeira com arcos de
ferro muito forte e com tres fechadurae muilo segu-
ras, por preco commodo:. na rua da Seuzala defron-
le da lojj do Sr. Martins, pintor.
Vade-mecum dos bomeopatlias ou
o Dr. Ilering traduzido em"por-
tugus.
Acha-se a venda esto imporlantissima o-
bra do Dr. Ilering no consultorio homeco-
palliico do Dr. L"obo Moscoso rna do Colle-
gio ii. 25, 1" andar.
AGENCIA
Fundicao' Low-Moor. Rua
Senzala nova n, 42.
Neste estabelecimento continua a ba-
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado nas a>
lomas inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar," acba-se a venda, em latas, de 10
libras, junto com o metbodo de emprc-
ga-lo no idioma portuguez, em casa dc
N. 0. Bieber & Companbia, na rua da
Cruz, n. 4.
SANDS.
SALSA PARRILHA.
\ cenle Jos dc Brito, nico agente em Pcrnam-
boco de B. }. O. Sands, chimico americano, faz pu-
blico que tem chegado a osla iirara urna grande por-
Cao dc frascos dc salsa parrilha de Sands, que so
vcrdadeiramcnle falsificados^ e preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devem acaufelar os consu-
midores de too precioso talismn, de cahir nesle
engao, tomando as funestas c'onscqucncias que
sempre coslumam Irazcr os medicamenjos falsifica-
dos c elaborados pela riiSodaquellcs, que'anlcpocm
seus-interesses aos males e estragos da humanidade.
Portnnlo pede, para que o publico se possa livrar
desla fraude c distingua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e rcentemente aqu chega-
da ; oannunciante faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente emsna bolica, na rua da Conaeicao
do Recife n. 61 ; e, alm do receiluario que acom-
panba cada frasco, lem cmbaixo da primeira pagina
seu nome impresso, e se achara sua firma cm ma-
nuscripto sobre o involtorio impresso
fracos.
No atorro da Boa Visto n. 80 vende-se vi-
nho linio superior, dc Lisboa, a 320rs. a garrafa ;
eomina para engommar, a 38 rs. a arroba.c 100 rs.
a libra; cha preto bom em cinbrulhos de una a tres
li bras.
Vende-se ama prela de 20 a 22 annos, y -lit>^gin. dp
encommadeira e coziuheira, lava dc sbano varel-
FARINHA DE TRIG
V endose po armazem do Tasso Irn.....
i- Ingo de lodas as qualidades, qoe eiisterh no mer-
Muita attenrao.
Xassas de qnadros muito largas com 12 jardas a
tfOO a pcea,.crtes de ganga lmarella de quadros
muito lindos,a 1.500, cortes do vestido de cambraia
de cor com 6 1\2 varas, muilo (arga, a 29800, dilo
com81|2 varas a 33000 rs., cortes de mciacasemira
para calca a.3*000 rs., e oulras muitas fazendas por
preco commodo : na rua do Crespo, loja da esquina
que volla para a Cadeia.
Asenetade Edwln Maw.
Na rna de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon
ouappreliender, queira leva-lo ao sobra-
do a'cima mencionado, primeiru andar,
.,j.-~..--------, ^.....j..u, ... _. u Uuw iiicuuuiiaiiu, primeiro andar
Lava-se e engomma-se rom muilo accio e por me sera' >nprm.,m,.t '
ero commodo :.no becco dos Martyrios n. 5. 4 generosamente, recompensado.
nm LOTERA DE N. S. DO LIVRAMENTO.'
Aos 5:00'0s000 e 2:000000 rs
O caalelisla Salusliano do Aquino Ferreira avi-
sa ao respeitavcl nnbl co, que comproa lodos os b -
Iheles da mesma1 iolena ao Ihesoureiro, e as rodas
andam no da 12 dc maio; s seus bilheles e caule-
las estao 11 vend1 nos lugares docoslume. Paga sob
lo" KffSi'lfe* gandes sem o
Meios 3SO0O
Quartos UfJOO
Decimos 700
2:5009000
1:2."i08000
."lOOflOOO
Vigsimos 400 2"i0O0O
Salutliano de Aquino Ferrtira,
Vcndenj-se correnles de ferro usadas, tanto fi-
nas como grossas, as quaes eslao cm muilo bom es-
lado, e por proco muilo commodo': na rna da Sen-
zala, armazem defronle da loja do Sr. Martins, pin-
tor. No mesmo armazem compram-se ferros velhos,
cobre, lalo eoulra qualquer qualidade de metal,
assim como brins, lonas e outros pannos velhos etc.
Vende-so urna preta que sabe cozinhar o. diario
dc urna casa: na rua do Livramento 11. i.
Vcndem-se tres bonitos armarios de amarello.
on\ draeadns, proprios para biblioteca ou outro qual-
quer cslabeleciiiicnlo, por screm muilo bem feilus ;
assim como urna mesa de mogno para janlar qne ad-
mita maisde 40 pessoas, e oulros trastes qoe se dao
por preco muilo commodo ; no armazem do corre-
lor Miguel Carneiro, na rua do Trapiche, ou na rua
da Cruz n. 31>.
CERA DE CARNAUBA.
Vende-se cera de carnauba rhegada a:;orado Ara-
caly : na raa da Cadeia do Recife n.49, primeiro
andar.
SAL DO ASSU'.
Vende-se sal chegado asnra do'Ass, a bordo do
hiato Anglica : a Iralar na rua da Cadeia do Recito
n. 41, primeiro andar.
Vende-se unta escrava de mcia idade, sabe la-
var do sabilo e v.irrela, muito propria para o servico
dc campo, por j ler sido esla a sua oceupara:
quema pretender dirija-se a rua do Crespo loja .6.
Vende-se um evccllente cormibo de 4 rods,
mui bem construido, embom oslado; esl eiposto ua
raa do Aragilo, casa do Sr. Ncsme n. 6, onde podenl
os prelendenles csamina-lo, c Irator do ajuste com
o mesmo senhor cima, oo na rua da Cruz no Recife
n. 27, armazem. '
PALITO'S DE ALPACA FRAKCEZES.
Grande sorlimento de palitos de alpaca e de brim,
na rua do Collegio n. 4, c na rua da Cadeia do Reci-
fe n. 17 ; veodem-se por preco muilo commodo.
Semen tes novas.
Vcndc-sc no armazem de Antonio Francisco Mar-
tins, na rua da Cruz 11. 62, as melhores snenles r-
centemente ch'egadas de Lisboa na barca porlugucza
Margarda, como seja : couve Ironxuda, monvarda,
sabgia, fcijao carrapalo de- duas qualidades. ervilba
torta e dircila, coentro, salsa, nabos e rabaneles de
lodas as qualidades.
Fazendas baratas.
Vendem-sc casemiras francezas, padres modernos
c muilo clsticas a IgOOO, 4^500 e 5.3OOO o corle, di-
las meias casrrriirasa 2*800 o corle, panno fino azul
para fards de guardas nacionaes a 3}500 o covado,
setim prelo Macao a :)J las a 2200, 2400, 2*800 e 38000 o covado: na rua
do Crespo n. 15, loja dc Andr Uuillierme Brecken-
feld.
Vemlc-se um escravo: quem pretender dirja-
se ao sobrado do atorrada Boa Visto n.53dc 1 hora
da lardo cm vanle al 6 da tarde achara com auem
tratar. '
ATTENCAO'!!
.Vcndc-sc o verdadeiro "fumo de Garanhuns,-'de
primeira qualidade, por preco commodo : ua rg. nj.
reila n. /6, esquina do becco dos Peccados MCTlaes
650 /
\endem-se na rua da Mar.uera n. 5,
G50 jijlos de marmore ; bara^scem bom
estado.
Na rua do '
r lia
gada recentemcnle di Americ. <
_ ,-imeiro andar, tem
nella para fortro desellins, che-
Eara casa de purgar, por menos preco que os de co-
re, esco vens para navios, ferro da Suecia, e fa-
llas dc Qandres ; ludo por barato preco.
Na rua da Cadeia do Recife n. 60, arma;
zem deHenrique Gibson,
vcndem-se relogios de ouro de saboneie, de patento
inglez, da melhor qualidade, e fabricados em Lon-
dres, por.prcca commodo.
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade dezinco, superior quali-
dade,^ por precos commodos : na rua do
Trapich Novo n. 16.
Na rua da Cadeia Velha n. 52, em casa de
Deane Youle & Companbia,
vende-se nm carro americano de 4 rodas ; pode ser
visto na cocheira dc Poirricr, no atorr da Boa-Vsla.
Vende-se um completo sorlimento de fazendas
pre'as, como : panno fino prelo a 33000, 48000 ,
55000 e 68000, dito azul 3*000, 4000 e 5000, ca-
semir.-i prela a 23500. setim preto muilo superior ,
.'CO(X) e 48000 o covado, sarja prela licspanlinla 2g e
255OO rs., setim lavrado propro para vestidos de se-
nhora a 28600, muitas mais fazendas de muitas qua-
lidades, por preco commodo : na rua do Crespo loja
n.6.
Velas de carnauba.
Na rua da Cruz n. 15, segundo andar, vendem-se
velas de carnauba, paras e composlas, feilas no Ara->
caly, por 'menos preco do que cm oulra qualquer
parte. n "
Vendem-sc cobertores brancos de algodflo gran-
des, a 18140 ; ditos de salpico lambem grandes, a
15280, dilo de salpico de topeto, a IjiOO: na rua do
Crespo loja n. 6. .- ~
Deposito de algodao da fabrica de tiraos
' santos.
Em casa de Deane Youle & Compa
os algodoes desla fabrica : na rua ,-d
n.52.
Deposito de farinbas de trigo.
Acha-se farinha de SSSF a mais nova no mercado,
como tamhem um sorlimento de farinbas americanas:1
no armazem de Deane Youle & Companhia, no bec-
co do Goncalves.
Relogios de^Tr inglezes: ,
vcndem-se cm casa-tr" Deane Youle VendcnWeem casa d Deane Youle & Compa-
nhia. ruadrCadeia Velha n. 52, ac de Milo ver-
ra#farvao patento, propro para ferreiros.
Taixas para engenhos.
Na fundirao' de ferro de D. W.
Bowmann. na rua do Rrum, pulsan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 3 a 8 palmos de
bocea, as quaes acbam-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou cju-regam-^t em carro
sem despeza ao-eon^piador.
Vendem-se cobertores] de igodio grandes a CIO
n. e pequfcnos a 560 rsi: na rua do Crespo nume-
ro 12, '
Moinhosde vento
Vendcm-se chapeos de palha e esleirs, cera
amirella, dita de carnauba de primeira sorle, sola,
ourinlios mudos.ludo chegado de novo do Aractv, 'mbombasderepnxopara regar horlas* broas
e por preco commodo a dinheiro vsla : na rua da decap'm. na fundicao d D. W. Bowman : na rn
Cznj doHecife n. 33,]casa de Sa Araojo. doBrumn. 6,8el0.
Ventje-se urna barcaca que pega 240 VINHO DO PORTO MUITO FINO.
saceos com. assucar, bem construida e Vende-iesuperior vinho do Porto, em
prompta a seguir viagem : na rua da Ca- barrisde*., 5. e 8.: no armazem da rua
deia dp Recife n. 5, loja. do Azeite de Peixe n. 14, ou a tratar no
Na rua do Vigarion. 19 primeiro andar, lempa- escriptorio de Novae & Companbia, na
ra vender-sc chapeos de castor brancopor commodo ,,.. t 1 ti
,. rua oo Irapiciien. o*.
Padaria.
Vede"se ma padaria muilo afregnezada: a (salar
com Tasso c5i Irmaos.
Aos senhores de engenho.
lo .ul0/* escnro <" algorfao a800 r.,ditosroui-
0^grandes e encorpado a IJIOO : na roa do Cmpo,
loja da esquma que volla paV. a Cadeia.
Grande pechincha !
Vendem-se corles de cassa do ultimo goslo, e core
lixa, pelo baralissimo preco de 19920 o corle : na
ruado Crespo n. 5. -
Devoto Christao.
- -. nSa,!l",n|1"za 2-a ^'C^do livrinho denoinindo-
An Vendem-se relogios de ouro e'prata, mais "evo! Uinsiao.mais correcto e acrescentodo: vende-
MpK. baratle qu em qualquer outra parte: S.B ""'"mente nai livraria n. 6e 8 da praca di In-
EZ2L na praca da Independencia n. 18 e 20. dependencia a 640 r. cada emplar.
Chapeos pretos francezes Redes acolcboadas,
carij, os melhores e d forma mais elegante que brancas, e de core de um s panno, moito grandes e
im viudo, e oulros de diversas qualidades por me- de bom goslo : vendem-se oa rua do Crespo, loja da
os preco que em oulra parle : na rua da Cadeia do esquina que volla para it '
ar i la n 4"T
1 cadeia.
m
Deposito de vinho de charn-
Ktgne Chateau-Ay, primeira qa- f
idade, de propridade do condi'i
de Mareuil, rua da Cruz -do Re- _
^ cife n. 20: este vinho, o melhor V
* de toda, a champagne vende-
a TiCsOOn rs. cad;i caix, acha-
se nicamente em casa de L. Le-,
>' comte Feron & Cs^panhia. N. B.s
1 As caixas sao marcadas a fogo
_l Conde de Mareuil e os rtulos J
(^ das garrafas So azues.
&&*mm& 0s@ss 1
MECHANISMO PARA
M FUNDICAO1 DE FERRO DO E\f.>HEIR0
DAVID W. BOWiAN, R.1 RIJA DO BRIJl.
PASSA1VD0 0 CHAFiRIZ,
ha sempre um grande sorlimento dos seguinles ob-
jectos de mechanismos proprios para engenhos, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
conslruccao ; (aixas de ferro fundido e balido, de
superior qualidade, e de lodos os tamaitos ; roda
dentadas para agoa ou animaes, de todas as propor-
Ces ; crivos e boceas dc tornalha e registros de boi-
ro, aguilhoes.bronze parafaso e caviHiOes, moinhoi
de mandioca, etc. ele.
A MESMA FUKDICAO*'
s executam lodas as cncotnmendas com snperiori-
dac ja conhecida, e com a devida presteza c commo-
dtdade em preco.
Pianos.
Os amadores da msica acham contianadamenle
em casa de Bruiin PraogerfiCompanhia, nuda Cruz
11. 10, am grande sorlimtnlo dc panos fortes e fortes
pianos.de difiranles modellos, boa constroccao e bel-
las votes, que vendein por mdicos precos; ssim co-
mo loda a qoalidade de inslru'mentos par
NO ARMAZEM DE C:J.l
EC0MIAMIIA;RIAOTr1B
ha para vender o sguinte :
Oleo de linhaca em latas de 5 galoes.
Champagne, marca A. C.
Oleados, para mesas.
Tapetes de laa para forro desalas.
Formas deolha de ferro, pintadas, para
iabrica de aiunHk.
. Ac de MlaoJor"o. .
do mesmo' Carne dej0/la em salmoura.
Lonas dafRussia. .
$ e clavinotes.
le paquete, inglez'.
Pape
Brirrf de vela," da Russia.
, ingle/..
Giaxa ingleza de verniz para aiieios-
la, nflo tem vicios nem achaques, e arranja bem TJ^JZZ'^J^^ *7**01' "^
urna casa, e da-so por preco commoilo, e ao com- ^''flos paa unr e dOUS cavallos, guarne
pradorsc mallo: na rua da Roda n.52. Chicotes e lampeiles para carro e cabriolel
roTnd T V,8ar!?n*J 9' Pr,me"; C^^devialdelLeparTcobW
ro andar, tem para vender diversa, tfiu- Cahr>nd-.w!.,-,m- '
simpara pian, vio.ao e J^7 como g^afd? l^To. ^
sejam, quadrilhas, valsas, reflowas, schc-
REMEDIO IPCOMPARAVEL."
OiGtETO HOIA0WAY.
Mi
...Jtares de individuos de todas as nacoes podem
Icslcmunharas virtudes desle remedio ijrcomparavcl,
quee provgr, em caso necessario, "que, pelo uso
delle rizcram, lem seu corpo e membros inteiramente
saos, depois d"liaver emprega-donnulinentoeutros
A^^^^'mS^'ii^S^lTb^m !ralamcnlos:^d*1^P0"er-^haconyencrdes5.s
menlos'de laiiasde ferro .coado ebaiido,.tanto rz- ^"8atr^.lhosasrla le.lura dos peridicos qoell
sacomo fundas, moendas ineliras Unas de fcPro pa- \1^*r}&^?,^*L^%m*'J'
ra animaes, agoa, etc., ditas para armar em madei- ?. ,le"',ssiIo.11*' ^P' '"ente ue admirarn o*
ha muitas que havendo deixado esses syl
dccimeulo, para se nao submelterem a css
dolorosa, foram .curadas completamente, .
o uso desse precioso remedio. Allomas das !
soas, na efusao de seu recouhecimento,' declararoui
estes resultados benficos diantc do lord corregdor,
e oulros magistrados, afim de mais autenticaren
sua aflirmaliva.
-Niiigucm desesperara do estado de sya gande se
livesse bastante coulianca para cnsaar esle remedio
constantcmeiil^ seguindo algum lempo o tralamen-
lo que iiectssilassc a oalureza do mal, cujo resulla- '
ro seria provar incouteslaveliiicnte i Que tudo cura 1
O ungento he til mais particularmente nos
seguinles casos :
da'malriz.
Lepra.
Male das pernas.
. dos peilos.
ile-ollios.
Mordeduras de replis.
Picadoras de mosquitos.
' Pulme*.
Queiraadelas.
Sarna.
SupurarOes ptridas.
1 inha, em qualquer parto
qu seja.
Jos os
anliiji/vCn,|ern.sc
Ja fadeia Velha
Alporcas.
Cambras.
Callos.
Canceres.
Cortaduras.
Dores de caneca.
das costas.
dos membros.
En le -iiiidades da cutis em
geral.
Eiifcrniidadcs do anos.
Erupc&es escorbticas.
I'istulas no abdomen.
Frialdadeoufaltode ca- Tremor de ervos.
lor nas extremidades. "Cceras na bocea.
Iridias. do f.gado.
Ceugivas escaldadas. fas ailie.il
rnchacoes. Veiaslorcid
lnilaininacao do flgado. uas
""f^s^d* benga.
aS*^! ^"mtgWnJu-W estabelecimento gerat
ac f.om\rcs,jM, Slrand,.e na loja de lo.los.os boli-
carios, droguistas e oulras pessoas encarregadas -de
ua venda cm loda a America do Sui, ilavana c
Hispanha.
As hcelas vcndem-se a 330, 800c 1M0O rs. Ca
da bocetinba conlcm urna instrnc;ao cm.porluguez
para explicar o modo de. fazer uso desle ungento.
O deposito geral he em casa do Sr. Souin, phar-
marcnico, na rua da Cruz, n. 22, ein Pcrnanibaco'
ESCRAVOS FGIDOS.
r- Fugio no da 25 do corrente o escravo crioulo
dc nome Vicente com os signaes seguinles, repre-
senta ler 110 annos,bem preto, olbos grandes, cam-
bado das pernas, he muilo prosista : levou vestido
camisa de meia j rola, calca ,de riscadinbo j suja
porm he dc suppor que mudasse de trago, esto es-
cravo be propridade do Sr. Paulo de Amorim Sal-
gado, senhor do engenho Cocal da fresuacia .le Una,
quem o pegar ou dtr noticia na rua do Rosario lar-
ga n.2iou 110 dilo engenho que ser bem reeom-
penssado.
No dia 7 de maio de 1852, desppareceo um
cscravo, pardo de nome Leonardo de idade de 18 an-
nos pouco mais ou menos, com os scguinlejs signaes ;
baixo e o peito um pouco mellido para dentro, ca-
bellos carapinhos e desccm al o, meio da testa, foi
escravo de Joanna Maria dos Passos, moradora na
Boa-viagem : desconfia-se que fosse seduzido, este
escravo vinba Iodos os dias vender leite ao Recife,
ha noliria de ter sido visto no serlp no logar Var-
zia da Vaca, tole escravo pertcnce a Fernando Jos
da Rocha Pinto, morador no Rio de Janeiro : quem
o pegar e o levar a ru.i da CaJela do Recife, loja 11.
>, receber do abaixo assignado 2009 de gratifi-
caran. ntonioBernardo l'azd&Canalha,
Per,- T.. de M. F. de Farta.IM*V.
-


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