Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01545


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Full Text
""II "

ANNO XXX. N. 100.
FEIRA 2 DE MAIO DE 1854.
Por Auno adjanado 15,000.
Porte, franco para o subscriptor.
f
V

ENCAREGADOS DA SUBSCUIPCAO'.
Rccife, o, proprietario M. F. de Faria; Rio do Ja-
neiro, oSr. Joo Pereira Martins; Baha, o Sr. F.
Dupvad ; Macei, oSr. Joaquim Bernardo de Men-
donc; Parahiba, o Sr. JosRodrigues da Cosa; Na-
tal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Aracaty, o Sr.
Antonio de Lomos Braga ; Cear, o Sr. Victoriano
AugustoBoq?es;Maranao,oSr. Joaquim Marques
Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 27 3/4, 28 e 28 i/8 d. por 13>
Parias 340 a 345 rs. por i f.
Lisboa, 95 por cento.
Rio de Janeiro, 11/2 a 2 porO/f/de rebate.
Accoes do banco 10 O/o de premio.
da companhia de Beberilie ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettrs 12 0/0
METAES.
Ouro. Oncas hespanholas. '289500 a 298000
Moedas de 69400 velhas. 169000
de 69400 novas. 169000
de 49000......99000
Prata. Palacdes brasileiros 19930
Peso columnarios......19930
. 19800
mexicanos
x
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda, todos os das.
Garuar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e Oricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas feiras.
Victoria, e Natal, as quintas- feiras.
PREAMAR DE nOJE.
Priraeira s 8 horas e 30 minutos da manhaa.
Segunda as 8 horas e 54 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commcrcio, segundas e quintasfeiras.
Relacao, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphajs,' segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara do civel, segundas o sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quarlas e sabbados ao meio 8ia.
EXTERIOR.

i *
l'
f
I
i
Losaras 31 da marco do 1854.
A formal declaracao do bar.ao Mautciifle 1 s cma-
ras lie tmenle urna repelico das communicares
que j foram. feitas pela cdjte de Bcrlim s ouiras
potencias europeas. Esle ministro c os seas collejas
se devcm ler submellido cura profunda reluctancia
a esta publica abdicarao da posirao que-a-Prussia po-
da lar reclamado. Phrases pomposas acerca a da
espada da Allcmanh;. nem engaarlo as enmaras
iieni orovo ; c a creiica universal de que o momento
tiulia ch'egailo para abalar uma depend
lanle para com a Russia, agora sera
decepsao indignante. A honra e os
naci aso por nslenlacao sacrificados
paUlias, aos escrpulos efleminados, e a unTegois-
rao misturado com velhacaria. As potencias uceiden-
taes, pclasua extrema c infinita moderadlo, lem fei-
oqne pediain para conciliar os seus alliados '; e
lodos os passos que lem dado at liojo recebcrim o
assentimenlo formal de ambas as grandes corles ger-
mnicas. Fora obsurdo pretender que as consequen-
cias inevitaveis da obstinarlo russa nao cstao previs-
tas lia muilo lempo He possivel mesmo que a in-
fluencia reguladora na Prussia, em um lempo dado,
possaler sido favoravel -j causada juslira, por que
espiritas irresolutos sao ordinariamcnle suscepliveis
de gancrosas emoces ; mas quando so loma neces-
sario obrar, ellcs se sublraem aos sacrificios exigidos.
iJnginienlo da defender a fronleira prussiana con-
ataques, de qualquer parle que possam vir, h*
igualmente inulil e ofTensivo. Nao se Iralh de ag-
(trtxslo dn Occidente; o servico comprar a socuran-
3 do Norte. Oulr'ora, durante co seculo actual, a
usa adplou o- comporlainenlo de nculralidade
armada ; mas or resultado n3o so.capazes de ani-
mar orna repetijao da experiencia. Com ludo, ha
s razio para esperar que o senlimenlo nacio-
i ea disposieao do gabinete, em alguma nova mu-
denca de crcumstancias, pode adoptar as saas reso-
losfles que presentemente lem sido abandonadas.
O barSo Manlenelalla da concurrencia da Aus-
tria no Djpcesso qire o seu proprio goveruolem deter-
minado seguir ; c indabiUvelmcnle ha indicie em
renna que naturalmente fazem nascer sospeilas. Se
adidas em que a Franca o a Inglaterra eslao
snhadas dependessem da adhesVde qualquer
ra potencia, fra necessario tomar lodas as pre-
taneoes contra a pnssibelidad de semelliante adhe-
fcscr.veolualmcnte estorvada ; mas a cooperacao
a Austria, postoque desejavcl sob todas as razGes
lima coudicao preliminar para as oporacoes
a cstao prestes a ser realizadas no Euxini e no.
ico. Com effeilo, em tanlo os movimenlos das
-perfectas occideulaes dependerem da decisi que
ser adoptada em Vicnua, o reverso flearmas
eximo da verdade. Em quuto se suppozer q*uo a
Ta he incerla,-se tarao esforcos para manler-se a
paz, anda qoe sejam frivolas as tentativas de uego-
ciarao asilada peta^^g^hjrios da Uussia^eislo
" eonteecr cmJr"^lc^I^5oTor^Tioaltr
rada sobre o que a Ansiadeclarar as sua's inlcncOes.
Al e lempo presente, os pretextos que ella lem
dado hao salisfeito os gabiueles inglcz e francez. As
conspiracoesque lem sido organisadas nos dominios
ottoroanos sao repellidas pela sua bem conhecida
anlipalhia revolucSo-; eo exercito que setsl rcu.
niado na fronleira, illode os-movimentos do invasor
nos principados.
Talvea que,alguns.poKUcos em Vienna anda esle-
jara dsculindo projectos Ilusorios da negociacao-que
. ja lem ido rcgeiUda como totalmente inadmissivel.
Nflo he impruvavsl que os agentes rossns leuham
lembrado, corno a base de um compromisso, a refiV
rada das esquadras, acompanhada pela evacuacao
dos principados ; a addicao absurda ao projecto, "is-
lo he, que as proposlas do principo Menscliikon se-
i oulra|i lomadas em consideracao.no lem sido
julgada absolutamente exlemporanea. Todava he
necessario declarar que todos os projectos je-la e -
e ha irlulo lempo se tornaram obsoletos. Em
u dias, talvea em poucas horas, a recusa
do,imperadoroiiima sera ofllcialmenle communicala ao gabinete inglcz ;
.e urna racnsagera da coro appellar ao mesrr.o lem-
a a coadjiqasaocordeal c para o apoo de am-
aarasdoparlaraenlo. As provas substan-
a unanimidade nacional ja lem sido dadas
pela ptorapla.cxmwiasao dos supprimenlos requeri-
le ministros fea sanecao formal do parla-
mento ao cometo actusl das hostilidades ser dada
qoasi sem urna voz dissindenlc.
i urna felkidadade que, na vespera da guerra,
Wicaeflo da correspondencia secreta tenha expli-
do, mesmo n capacidade mais humilde, a causa por
que estamos prestes a combaler. O prete(o de.sym-
ia para com osclirislaos toreos ja nao podo ser
apreseulado como urna desculpa para aggressao rus-
i { porque o proprio imperador chftrou i lembran-
i ntencao em que osla de aproveilaf-se 'da-dia-
ucao do imperio olomno que ao mesqjo temptr
: deciarou ser inevitavel nofjrimeiro frapeto da
' gacrra. o Temos um enfermo em nossos bracos,
"dizia o augusto nlerloculoo, e era qualquer dia
, elle nos pode espirar as maos. He necessario lo-
marmos as medidas que devcm ser (ornadas. Os
prolcslos dados por osleulacao pelo czar, queso 1140
loinariam medidas da sua parle para precipitar a crl-
proleslos em si mesmo abundantemente sus-
usorajo totalmente contrariados pelos prces-
eomlemporaneos d embanador rnsso em Cons-
inopla, e pelo armamento das Iropas que logo
tranepozerara o PruOr. He indispulavcl (|ue
o imperador anlecipou a immediala realisacao das
suas predicos, e deu passos acljvos para realisa-las.
He provavcl qoc, mesmo em S. Petersburgo, urna
falsa impressao prevalecesse quanlo a forja e aos re-
cursos da Turqua. Nulrem-se esperanzas de que o
primeiro ataque produziria ama rcvolla geral cm
todas as provincias europeas do sullao ; o esla foi a
contingencia que o governo inglez foi solicitado a
considerar de anlcmao.
As inlciink's da Kussia sao lalvez mclhor Ilustra-
das pela oflerla inslenle do Egypto e fie Canda i
Inglaterra. Se a srosseira isca tivesse sidoengolida,
nao seria necessario estipular o quinliao na rcparli-
j3o que deVe ser assignada ao autor original decri-
me. A Austria lalvez se callassc.pelaofterta'de al-
gums das provincias ocoidentaes;. entretanto Cons-
tanlinopla caheria Kussia,' nao como proprieda-
dc, mas como deposito. Como se fosse para chamar
a atlenco falta de siheeridade dos seus proprios
proleslos de moderarlo, o imperador cxpressamenle
deciarou que elle nem permiltiria om imperio by-
zaulino nem um desenvolvirnculo do reino grgo;
e que, de roaneira alguma tolerarla crcacao de"pe-
quenas repblicas. A nica albWaliva "tera sido
o estaliclecimcnlo de um principe russo como depen-
dente da cabeca de suacasa; mas o deslino dos Klians
da Crimea e do reino conslilucional da Polonia, mos-
Ira quanlo os soberanos protegidos e os estados pros-
perara i sombra da aguia de duas cabecas. A guer-
ra actual he emprehendida por tanto da parte do ag-
gressor, por um objeclo definido o po|ente. O czar
declara que a Turqua deve perecer na collisao; e
elle annuncou a sua intencSo de aproveilar-se d
cataslrophe. O sullao, disse elle, fra vencido por
una guerra, o en nao consentira que se desse. um
Uro de pistola para rcslahclece-lo. Todavia o mes-
mo potentado, quasi no mesmo lempo, ofTereceu a
sua perpelua allianca {, Porta, com a coadjnvacao de
400,000 homens. com a coudi^ao de que os termos
que elle [.olio sejam concedidos.
O pavo francez lem dilo muilas vezes que a con-
lestaco sa converler em beneGco dos inleresses in-
glczes ; mas a leilura da correspondencia dissipar
semelhanle illusflo, se acaso existe. Ver-se-ba que
o imperador, ao passo que julga a Inglaterra digna
de adulacaoe de decepeo, illa da Ftanra com os-
tensivo desprezo, e recusa-lhe qualquer vol 110 es-
labelecimenlo da qucslo orienlal. A lealdade do
governo inglez salvou esle paiz do laco que Iho fra
armado evidentemente. O convite russo para sepa-
rar a acc.ao foi distinclamente recuzado; e produzi-
r um cITeito contrario ao que ^e pretenda, confir-
mando a cordeal allianra das potencias occidcnlaes,
e dirisimo a justa indignarlo da Franca contra nm
j inimgo insolcule. (Morning Chronicte.)
23
Quando a Kussia invade a Europa, a Allemanha,
achaudo-se mas perlo do pergo, deve ser a pri-
meira cm resistir; com ludo ella vai caminhando
vagarosamente alraz. Em verdade, a Austria pa-
rece'estar prorapla, mas v-sc confundida pela par-
taiira>Pwwia.. -Sa otu^ duas potencias se liouves-
I
%
r
' 1
FOLHETIM.
MEMORIASJEJ^HEI. (*)
' tU UltUEZ DE rODDRiS, E PEDBO ZACCOKE.
PIUMEIKA PAKTE.
XJH.
O deposito.
( ContinVQCo )
tjuando o marque?, de I.ouvain e o conde de Si-
vry sereliraram, e quando Dimilri lamlicm relrou-
se por convite de Malheos, Naimilorf ficou sii com
o viscnndcdeChadeuil, urna ardenle sympalhiailis-
per(ou-se cm seu corarao commovido, e elle curreu
ncar-se nos bracos dovisconde derramando abun-
dantes lagrimas.
Ali bernditn seja Dos disse elle, pois que
sobre a Ierra ingrata e inimiga nermillio-mc achar
nm corarao como o seu uc seria -le mim agora,
se ,0 senhor nao mehouvesse suslido com sua boa e
ravalleirosa arriisade, se livesso de. siipporlnr sosi-
nlio-opeso da infamia queme opprime I... O vis-
rofldo pertou o duque nos bracos coip profunda
affeijao. c ficon algn segundos *sem proferir urna
so palavra, (ao prorundamenlo eslava commovido!
Para que chora assim? responden elle cmflm
Mila comer apenas para o senhor. c o senhor
amaldicoa-a j 1 Lomp h? enanca :... LWT renon-
ciar ,1 esperanca-, ejgnora inda oque o aguarda 110
raminho que se lhe aulolha !...Ah o senlor he fe-
liz por ser moco inda, e s ler 110 curasao os cuida-
dos do futuro, sem ler a saudade ou o remorso il
'passadol...
O duque enraprehendeu o sentido das palavras de
Chadeuil, sondou com um olhir sombro o desespe-
ro que oecultava essa Trivolidade apparcnlc, c o pro-
fundo desapego das cousas dcsle inuidn que euco-
bria case amor ardenle- ila vida, e aperlandn-lhe as
mitos de uma bella niaueira, allrahic.-o brandamen-
le a si, convidando o a scnlar-se, e lanraiulo-se lam-
heni pin uma poltrona.
lera rezAo, Chadeni), disse elle em lom me-
( ) Vide Diario ir. SU.
sem francamente unido Inglaterra e i Franca o
ano passado, o czar nao houvera feilo guerra; so
livessem seguido este alvitre uo prsenle aflnc,
elle ein breve lejia feito a paz." cslcs simples fac-
los dependen: aclualmeute as vidas de muitos ingles
zes valentcs; c todava examinaremos, com as luzes
da historia, r>comportamcnlo passado da Prussia, a-
fim do Ilustrar a sua prsenle sil na rao e os seos
intentos. No rompimento da guerra revoluciona-
ra, a Europa, pareca nao eslr"menos ameacada
do que est agora, posto que de uma parle difli!-
renlc; e couseqnenlcmenlc, em 1792, a Austria e a
Prussia alacaramjjunlas a Franca. Todavia fluando
o triumpho er terlo, o exercilo prussiano vaciln.
c se rclirou. ( cume da Auslria foi a causa. Em
1793, os.projectisdos alliados, roforcados pela'Kus-
sia e pela Inglali ra, eram igualmente bellos; mas
o mesmo ciume co iservou as forras prusSianas ina-
ctivas por dous riezes, o arruinou a campanha.
Em i79*. a Prusan se honvera apartado, se nao
lvesse.recebido a p. i? de Mr. Pili; com ludo ella
nao leria Irabalhauo mela paga- ingleza recebida, se
nao lvesse preleiiroes sobre a divisao da Polonia.
Em 1793, o sen monatcha cedau, assignando o Ira-
lado de Baslctiin tratado -concluido, seguhdo as
memoria do principe Hardenberg, denlro de
aranliados limites, e sem o menor respeilo causa
commum, deslruindo o carcter pessoal de Fre-
r derico Gulhcrme, c privando a monarchia prus
a siana da sua rcpulacao. Se, dez anuos depois, a
. Prussia se vio mergulhada nos abysmos, osle
o faci deve ser imputado a sua cega e obstinada
adliesSo aosystcma dt.nculralidnde que comejou
con o lala,lo de Basle. Durante estes dez anuos
de lula intensa sometc uma vez ouvimos-lhc o li-
me. Em 1802,' ella foi retompenada, diz Alison,
pela sua descrean poltica da allianra europea, e
sele annosde neulradade desacreditavel, com o
territorio de cortos bispados, ele, equivalente a
qualro yezes o que havia perdido na margem es-
querda do Rheno. EnBo, se a honra nacional
era papcl'de embruliio, o vil jogo pareca correspon-
der de alguma sor(. Tees anuos depois, Pili aba-
lara oulra vez mais a Austria c a Kussia para uma
nova lula, mas a Prussia nao acordoo. O segredo
real, observa Alison, cm palavras mui conve-
nientes clualidade, nao era inseiisibilidadc aos
pergos da Allemanha, mas a briihaote presa de
Hanovcr, ha muilo rohicada pelos ministros prus-
sianos.... O governo prussiano nunca abandoneu
a idea de que, por meio de duvidosa* neutralida-
laucoltcn c pensalivo, sou s vezes egoisla, e pens
mais era mcus. proprios soiTrimcnlos do que nos dos
oulros, do que nos seus sqbrcludo, cliaro visconde ;
mas eslou serlo de que vosse me perdoura logo que
soubesse que dores horriveis embalaram-mc a in-
fancia, ede que tormentos minha vida lem sido sa-
turada !... Ah indio solTrdo, mcu amiso, tenho
chorado muilas vozes, tenho duvidado dajuslicados
hoincns, e da liondade de Ueos!... Eu caraihava
na estrada gastando minha coragem e minha torra
cm luiar rom fantasmasimpalpavcis, c mais de una
vez, digo isto a voss s, mais de uma vez ine'lem
acontecido scnlar-mc triste e desesperado margem
do camiuho, e pcrgunlar a mira mesmo, 4t com-
melleria um rrime reslilundo a Dos uma existen-
cia chela de dissabores que elle deu-me.
Chadeuil fez um gesto de admiacio. O duque
releve-o ccoiilinuou:
* lleidc contar-lhe algum dia que vida lem si-
do a minha, desde o dia em que achei-me sosinho
na ra, sem amigos e sem familia at aquelle cm
que vira quehrar-me aqu contra uma suspeila de
nfamia ; c voss que iem em a|,0 Rr10 0 seniimcn-
odad.gmdade e da honra humanas, dir-me-ha se
icnhoou nao razao de queixar-mc do mcu deslino,
e se a guma sy^p.lhj generosa afaslou-me jamis
dos labios o enhx de amargara !:..
Fallando asjni, o joven duque linha-se levantado,
e indo a papeleira, tirou ufna boceta cuidadosamenl
le cm-o vida em pergamin ,0, e vollou para o vis
Ande le Chadeuil, o qual o seguir rnm .id.
clieio de ciinosidadc.
seguir com a visla
Mr. de Chadeuil, disse o joven duque com iiraa
emocao que torta 1,-cmer a voz,' e cobria-lhc os ulhos
do lagrimas, como o encontr que tero lugar breve-
mente pode ler resultados funestos, quero entre-
gar-lhe um deposito que me vem de minha m'ai, e
cujo conteudo eu so devia conheccr quando comp'le-
lasse vinle anuos. Ignoro qual ser o resultado do
combale que me espera... Se eu yver, o senhor me
restituir esle deposjlo precioso qne me vem demi-
uha uAi, e conten sen retrato ; se eu inorrer, o se-
nhor o abrir seni escrpulo, ao menos sendo um
amigo que o ac^so-ilc^arou-me Irlo longsda patria
rommiim, saliera lodo o met segredo, e aqueho-
meni anin 1
O duque enlrcgou a Chadeuil a hcela que liaba
lo decisivo, pocha sem pergo acrescenlar aquella
imporlanle acquisicao aos seas dominios. Napo-
lc3o oflereccu Hanover como penhor de activa alli-
anra, mas a Prussia pedo-o como o premio da sua
mimosa neutr'alidadc.
Napoleao marchou alravez do seu territorio neu-
tral sobre Vienna. A Prnssia, atropellada e humi-
Ihada, fez-se amiga da Inglaterra; mas cm vez de
excrcilos, cnvioii somenle um ultimtum pelo seu
ministro 1 langi-.&tz. que foi aconsclhado por Napo-
leao a transferir as suas negociac/ies dos quarlcis
generaos francezes para os paros reaes de Vienna, e
para os ouvdos de l'ilikj4jLi(jaJllreUwlo, a Aus-
lria fora vencida era Auslerlilz; enlao o embaixa-
dor vollou ao imperador francez, nao .guardando
meramente na lgibeira o seu ultimtum, mas, com
inqualflcavel impudencia, offerecendo congratula-
tes, e oulra vez mais pedindo o nanover, que foi
concedido com a rondicao da allianca prussa ser
transferida de Inglaterra para a Franca. Entilo
Carlos James Fox, como secretario dos negocios es-
trangeiros, bradou na cmara dos communs que:
o comportamento da Prussia era uma uniao de
ludo quanlo he odioso cm rapacdade. Napoleao
tambem se'ahorreccu da sua prostitua comprada;
e. a final urna narflo indignada arraslou a corle de
Bcrlim para a guerra, a qual, depois de ler sido evi
tada por mnilo tempo, foi enlao plejada por um
s braco. Esla guerra acabou-sc para a Prussia no
desbarato do Jena, na lomada da sua capital, na
perda de quasi melade do seu territorio, e na oceu-
pacao virtual do reslanle. Napoleao, diz o hislo-
riador escossez, pareca Uo ancioso em rasgar os
senlmenlos dos Prussianos, quanlo Tora em poupar
os dos Austracos, e delerminou punir dez anuos
de servilismo, e dez dias de guerra, mais do que a
hoslilidade invelerada" de doze campanhas. To-
dava, sem embargo desla lijao, quando a Aus-
lria, em 1809, de novo apresenlou-se como o iucan-
savcl campillo da lberdade allma, o governo
prussiauorecusouasua ccadjuvacaA, jk1o que o
novo clamasse altamente pela balalha, ao passo que
o grande ministro da guerra, Scharnhorst, offere-
cesse ao seu soberano 120,000 soldados, que elle
havia sccrelamenlc arrestado para a rrise. Mas,
pcior do que ludo, depois da destruido do exercilo
francez pela nev da Kussia, depois das acclama-
ces universaes dos seus subditos causa da liber-
dadCeuropcailcpois da erupsao do Tugcndbund
o raco soberano da Prussia particularmenlc se
deciarou a Napoleao o alliado natural da Franca,
o oOereccu-lhe 50,000 soldados por uma quanlia" de
dnheiro. Ora, o imperador nao teve o dinheiro,
e assim cl-rei em 1813, se uuio aos alMados. .
Todava" no anuo seguinte, quando os alliados se
lorna/an felizes, o os termos da paz enlraram em
discuj8i), esle tardo libertador reelaraou como sua
presa, lodo o reino da Saxonia posto que a nica
culpa do seu monarclia era que a sua marcha se ha-
via tornado ijiejahpra'inas vagarosa do quo a dos
seus vsinhos. Ouanlo Prussia, disso o seu plcni-
1 polenciario, ella nao abandonara a Saxonia; li-
te ulia conquisiadoa, sem a nlcncao ou a incliuacc
a de reslauracao. A Russa lambem reelaraou a
Polonia; eos dousroubadores foram resistidos pela
Inglaterra, Austria c Franca. As Iropas avancaram
de ambos os lados uma guerra nova eslava immi-
bhente e os soldados nglezes foram enviados para
a Blgica, os quae;,'na Tolla de Napoleao de Elba,
pelejaram par a par em Walerloo cora os pro-
prios prussianos, cuja insaciavel ambicio viara re-
frear.
Tal foi a poltica prussiana na conclusao da
guerra. Desde cnlaoa inveterada falla dosinceri-
dade e inconstancia da corle de Berlim se lem des-
envolvido sob outras formas. Penhores de governo
conslilucional, dados na deagraja, nas squecidos
na victoria, nao conservados por um rei, e conser-
vados i" nomine somonte pelo seu successorsonhos
de imperio germnico, prostracao ante a caualha de
Berlim, invasa de um v'isinho fraco. e retirada de
um igual oflendidotal lem sido a poltica prnssiaua
durante .1 paz. Agora pergunlaruos ao parlamenlo,
aos estadistas, e, cima de tudo, ao povo daquelle
grande paiza Podis vos manter a honra prussia-
na, conservando o vosso vacillanle rerem uma
a eslrada direiU 1 Ou, ao passo que elle anda diz
que esse roalagourado pleito denenlralidade.he
muialheioasvossos verdadeiros coraces, deve-
mos dizer-lhenos o comprehendemos. O pai de
c vossa. raageslade precisava de uma falia da Polo-
nia, precisava do-Hanover, precisava da Saxonia.
O que ho que vossa mageslade precisa agora? De-
nomine o seu premio? Diga-nusa quantia que
pretende. ^ (dem.)
Pars 14 de marco de 1854.
Abracamos inleiramenle o parecer que% o Times
exprima ltimamente; eremos que os Grcgos e em
geral as populares chrislas do Oriente obrarao bem
em entregar a sua causa as maos das potencias oc-
cidentaes. A Europa salvar o Oriente chrisiao me-
Ihor do que esle se salvara a si mesmo. Nos vamos
mas longe: pensamos que, se a insurreicao do Epi-
ro deve ser reprimida e'suffocada, he do nlcresse
dessa insurreisao se-lo antes por uma inlervPncao
europea, do que pelos Turcos ou pelos Egypcios.
L'ma inlervencao europea, qualquer que sej a po-
Icncia que della se encarregue, quer seja av\uslria, j
a Franca ou a Inglaterra, moderar a repre ao que|
fizer. Ella conleri do mesmo jacto os Tui s e os
Gregos; eslabalecer a verdadeira-paz, aqQei f que
traz a forcajusta e imparcial; ella nao poder es-
F.PHEMEBIDES.
Maio S Quarto crescente as 7 horas, 11 mi-
nutos e 48 segundos da manhaa.
12 La ebeia a l-hora, 18 minutos e 48
segundos da tarde.
19 Quarto minguanie as 4 horas, 14
minnlose 48 segundos da maribaa.
26 La nova as 6 horas, 28 minutos e
48 segundos da larde.
DIAS DA SEMANA.
4 Segunda. Ss. Felippe e tiago app.
2 Terca. S. Malfda rainha v. ; S.*Vindimal.'
3 Quarta. Imenco da S. Cruz ; S. Rodopiano.
4 Quinta. S. Monica\iu., mai deS. Agoslinbo.
5 Sexta. A conversacaode S. Agosiihho.
6 Sabbado.' S. Joao anle-portam-Latim.
7 Doming 3. .depois de Pascoa; Malernidade
da SS. Virgem Mi de Dos.
na mao, c como esle a responder deu-se pressa em
acrescenlar:
Conserve boa lcmhrauc.a de mim, mcu amigo:
Icnlto sido muilo infeliz, lenhjKorfrido muitc, devo
ao seu encontr os primeirMn'slantcs de pura ale-
gra que tenho gozado ueste mundo., e dir-lhc-hei.
i It1lllll.il i-i. tnn.~..t- ...... I ...
senir-me da espada, e devo dizer que jamis nao
me sahi muilo mal.
. Muilo eslimo isso l disse Chadeuil'; e nuera foi
sen mostr de armas?
O conde de Froll...
He possivel! exclamou o visconde sobre o qual
mmn I' '"" v^"' P"lo Julguci um I esse nomo paieccu produzir um effeilo ineVperado
monienlo que npoiado cm seu braco generoso .ser- uvida?
mc-liia possivel chegar ao fon do caminho sem lemer
os desgoslos o ardores do passado ,
quecer que os Gregos do Epiro sao chrisiaos e quo os
deve proteger ao mesmo lempo que os submetter. A
inlervencao no Epiro ser uma iniagcm em niiuialu-
ra da inlervencao no Oriente ; ser ao mesmo lem-
po poltica e chrislaa: poltica, por vir em auxilio to
imperio oltomano abalado ; chrislaa, por assegurar
aos chrislos do Oriente uma condcao conveniente.
Tal he o carcter dislioclvo da intervengo euro-
pea, e he por islo que lord Palmerst na reuniao
do club da Reforma, que elle presifl "mi Una au-
loridade e cnlhusiasmo, se elicila\ >ver" reuni-
dasas marinhas da Franca eda Iq rra, as quaes
desde as cruzadas, dizia elle, 910 s, 'iuham encon-
trado associadas. A recordacSo das crtrlSuas foi em-
pregada nos espirituosos improvisosdo nebre lord,
porque os chrislos do Oriente serao protegidos, ao
mesmo tempoqu o imperio* oltomano for defendido.
O que nos faz desejar que a insurreicao do Epiro
seja antes reprimida pelas poleadas occidentaes do
que pelos Turcos, he qu os olficiaes europeus, logo
que pqaerem o p no Epiro, reconhecerao no mesmo
instante qual he a Causa da insnrreicao. Esla insur-
reicao pode por isua coincidencia com a guerra do
Oriente contrariar a Eoropa; mas por sua causa nao
lhe podo desagradar. A Europa lem dous pergose
dons inimigos,queella recea igualmente, e dos quaes
tambem quer defender-se dd mesmo modo. A Kus-
sia e o socialismo. Ora a insurreicao dos Epirolas
nao he nem russa nem socialista; islo he evidente
para todo aquelle que liver o menor conhecimenlo do
estado moralejas populaces chrbUas dorfricnte.
A nsurreisao do Epiro nao he runa ; ella lie gre-
ga e chrislaa, nao porque o govern orci Olhon le-
nha a menor parle nessa iusurreico, que s lhe ha
de causar embarasos e perigos. O'governo helleni-
co a tera impedido se o livesso podido fazer. A po-
ltica grega comprehende muilo bem, "que he do seu
inlercsse fazer-seloda oriental: porque he deste mo-
do que a Grecia no regu I amento dos- negocios do
Oriente, poder ver seu desuno consoBdar-sc e en-
grandecer-se. Mas os aconlecirowildr nao lera de-
pendido do governo hellenico, e^os Epirolas perse-
guidos pelos Turcos uo tem consultado nem os cal
culos da poltica grega, nem os da poltica europea.
Sei muilo hem que se lem poslo em duvida todas as
perseguiees dos turcos para com os chrislos. Esta-
mos convencidos de'qae em Conslantinopla e om lo-
da a parte, onde se pode fazar senlir a vonlade do
sullao e de Reschid tacha, os chrislos alo protegi-
dos c garantidos contra o insulto o a oppresso ; mas
as provincias remolas de Conslantinopla e na ef-
fervesceuciadosullimostempos.essa vonlade benvola
e esclarecida he impotente; temos urna prova significa
tiva dessa fraque/a inevitavele do oslado de mize-
ria c de dordos Epirolas em uma carta do cnsul da
Inglaterra em Prevesa, escripia A 11 de Miembro de
18o3 ao caimacn d'Arta, isto he, seti mezes antes
da insurreicao.
Car,ia dirigida ao caimacn ttArta, dotada a II
de tetembro de \Kii, pelo coitml da Inglaterra,
residente em Precesa.
Fiquci vivamente maravilhadp ao saber que, a-
busando da aotondado que vos ?tL concedida para
a execura 1 dos decretus imperiac. conservacao da
ordem e tranquillidade publicas, lenhais assumido
a grave responsabilidade de fazer alojar as casas dos
habitantes d'Arta, em casa das viuvas e das virgen,
albanezes selvagens da tropa de Dervenaga, genle
sem fr'cio, endurecidos pelo crime, que fazem um
brinco da vida dos homens, o da honra das mulhe-
res.
Abolelar semelhanle gente em casa dos cidadaos,
he levrosles nllimos ao desespero.entrcgando o san-
tuario ornis sagrado de suas familias discricaode
uma soldadesca barbara ; he em desprezo das ordens
e da vonlade do imperador, uma profanarlo de asy-
lo privado, reputado inviolavel. Vessa excelieucia
nao poderia alimentar um s instante a idea insensa-
ta, de que as potencias da Europa, que offereceram
sua inlervencao nos negocios que de lao perlo dzcm'
respeilo i Turqua, poderover coid iudilTerenca a
conducta arbitrariaeabusiva dos funecionarios olio-
manos a respeilo dos subditos chrislos de S. M. o
Sullao, medidas inleiramenle opposlas s promessas
dadas a toda Europa e contraria s ordens do pro-
prio governo lurco.
Palavras e senlmenlos esles, que fazem honra ao
cnsul da Ingla(crra,em Pervesa, Mr. Sdney-Smilh
Saunderss, e que sao bem irfgloze^Esla iudignacao
contra a profanaran do santuario flaoeslico, este res-
peilo da honra das miilheres, que um povo abando-
na ainda cora menos voulade do que a vida dos ho-
mens, fudo hto he chrialo.e europeuj ludo isto he
nobremcnle expressado por Mr. Saunderss ; mas lu-
do islo tambem lie vivamente resentido no s as
familias mais illuslres, como as mais obscuras da
Europa, lendo DcutpromeMMo, e devemos bem-di-
ze-lo por isto, que a alma da familia eslivesse ainda
mais na honra drmulher do que no sangue do ho-
mem.
Nao se deve iucubar o governo fielleoico pela in-
surreicao do Epiro,oslo que ella seja grega e nao
russa. f
O estado do Epiro lem feilo ludo. A inda ha pou-
00 tempo liamos cm um jornal alleiuao, um artigo de
para eslalisca, a qual faz conhecer o eslado do Epi-
ro e das diversas populaces que o habilam: exlrahi-
mos della algumas palavras para melhor esclarecer a
queslao:
o A populaco da Albania, da qual Ama sAla par-
te smenle he musulmana, socompoede Ires raras
djfferenles; grega, albaneza evWjKhia (oo-imies
valca'para a nao confundir enm os Valachios da Ro-
mana.) Toda esla populaco por sua civilsirao
e por seus costumes perlence i naconalidade
grega.
O duque eslava pallnlo, e algumas lagrimas mo-
lliavam-llie os olhos ; elle passou mitas vezes a mo
pela fronlee deixou-a cm Vita cahir sobre o braco da
poltrona. Chadeuil ciicarava-o silencioso, e vendo-o
lao joven, Uto helio e IBo puro, pcrgunlava a s mes-
mo donde violia esse mcuiuo, cuja fronte curvava
ja Uebaixo da desgrara, por que prova terriveis
tinha passado, para que lim mvstcrioso o arrasta-
yamseus passos. Linanuvcm cobria seu berro, el-
le nao conhecra jamis nem os prazeres da 'fami-
lia, nem as docuras da amisade, e todavia conser-
vara na solnlao pela qual acabava de passar essa cx-
quisila scnsibildade de corarao, que he a msis bella
quahdade das naturezas primorosas.
. Cn*A' "So sabia que pensasse do que va c ou-
yia. Tanta Torta, Unta energa, lana vonlade ao
lado de lauta ingenuidade, de lana braudura, e de
aula franqueza 1 Cortamente o duque u3o era um
hornera ordinano,|ludolhe dizia isso, logo.que mys-
lorio occullava sua existencia entregue a todos "os
casos das viagcus, alraves de paizes dcsconhecidos,
que fatalidadc pesava sobre o dostino desse
manec-
0 o amca-
O conde de Frolt!
Elle mesmo.
Oh! He nm dos raembros imporlames do ex-
ercilo do principe de Conde!
Sem duvida.
Conhcce o principe' ?
Tenho-o visto muilas vezes.
O visconde olhou diversa vezes para a hcela que
traba na mao, e para o duque que lh'a entregara, e
depois,omo embaracadopelos mil pensamerftos que
atravcssavara-lhe o espirito, pareceu hesitar cm fazer
navas pergunlas ao seu interlocutor. Com |,lo a-
ndo um esforco sobre s mesmo, contiuuou logo a
Oqueoscnhorme diz, admira-me ao ullimo
Pflnlo, meu cliaro genlilhomom, e perdoc-me od-
zer-uicque cusla-rae a comprehendi sr que posicao
e a sua, c porque razao sendo deseo, ihecido e sosi-
nho no mundo, foi o senhor acolhido com lauta be-
nevolencia pelos dieres do partido de exilio.
O duque sorrio a essa objeceo, c d isso :
coi^fiana,'"i",",vidacoasasque u'Urabcm nao
ESE?!?.0 ; ,BCU passa(l oiville-se em duas par-
^Ti S,'"tlas: "Passadu 'o que 1 ^.ordo-lile, e
0 lassado de que nao me record; mas-, do qual res-
e**w*lnto C0.mo ""^ 3*** '"branra. Re-
T'ra recordar-me-hei em q,,ailto >ivcr uo
conde de Frolle, e ,1o principe de Coud noranc
arabos foram bous generosos^ dedica Spa'n, [Z
Xnri,' rqUC acoll,ram-we con. uma verdadeira
oua'>,X"T,Cm,>S,raram-me """ffeisSo lemae
bo, que desgraca o perseguir al enlao,
cava nesse momento '.'
Chadeuil vollou-sc paradle, c tirando-obranda-
menta da mcdilarilo em que cahira, disse-lho com
voz cheia de emocao :
Esperemos, ficu amigo; esse encontr nao le-
ra lalvez o rcsulladulcrrivd que o senhor leme, c
o futuro rcscrva-lhe sera duvida anda das felizes
Sivry e I.ouvain manejan admiravclmenle a espa-
da ; masjiilgoqueoseiilionnao.metleu-sencsse ne-
gocio sera estar certo de sua destreza e de suu tor-
ca ?
Aprend a esrima muilo moco, responden o
duque, era uma das necessidade* de minha vida, .,
avenlure, a; lenho do muilas vezes occasiao de | inicia ra mys.erio ou uma grande, desgraca hq -
quasi paternal.
Quanlo
aos anuos que precedern)-o men nir'
onro com o conde dFfoll, elles etJtowmci ct
herios de um veo, e de balde k0carT^tiZ
Algumns imagen, apresenlam-sc-me se,,,p.-e
"as de uma maneira lao confusa, e ,lao pone c le-
enn.nada, que na verdade he-,c ip^ssw" all ,r-
Os chrislos de raca grega formam mais dos
dous lerdos da popularlo do Epiro. '
a Antes da insurreicao de 1821, essa populacho
era com os habitantes de Conslantinopla, de Chos e
de Smyrna, a mai civilisada da raca hellena. Ja
nina, capital de toda a Albania, era antes do princi-
pio deslc seculo, o ponto central do sabor e da civi-
lisaco. Um grande numero de Gregos de Janina li-
nham relages commcrciaes com Vencza, de entre el-
le alguus havia,que linham reunido grandes rique-
zas. Ainda que bastante ricos, esse negociantes
gregos linham conservado sempre a simplicidade pri-
mitiva de seus costumes.
n Longe de esperdi^ar sua fortuna em construc-
COe ou em preparativos de essa dispendiosos, li-
nlum preferido consagra-la em grande parle s 0-
bras de caridade e do eslabelecimenlo de escolas em
Janina.,
Hoje nao ha uma ddade pequea, aldeia ou po-
voatao no Epiro. que nao lenha sua escola' sustenta-
da cusa dos Gregos, dos Albanezes ou dos Vala-
diios. Estas tres racas s difieren, entre si na ln-
gua ; lodas Ires se considerara como gregas, e as
duas ullimas, que nao lem escripia propria, se ser-
vem dos caracteres gregos e fallan, al o grego.
. a Os mahometanos do Epiro, excepto os de Janina
e de Arla.em numero dq, a 5,000, fallam grego co-
mo quasi lodos os mahometanos dos paizes origina-
riamente gregos, e sao de origem albaneza; dcnlre
elles poucos fallam o lurco. Todos os bcys'do Epi-
ro e mesmo da alta Albania al Scodra (Scutari de
Albania) s lem por secretarios Gregos ; os escripto-
riosdo famoso Ati-Pach de Tebelen se compimham
exclusivamente de gregos, e excepluando-se a corres-
pondencia com a Porta, ludo'era redigdo em grego.
o Segundo os dados csl.ilislcos oblados pelas au-
toridades turcas, i'y quaes os chrislos tem mais in-
leressc da occullar a verdadeira cifra da impulacao,
eisaqui como se divide a populacho do Epiro :
Cirjilrw c lKliic^,. Poraicttea Ciiris- Slus.-ulma- Judeo,
c aldcia ulos. mallos.
Circu de Janina.
mcnLe sobre ellas ; he que seu campo uo estoja ex-
posto usurparan ou i rapia ; he que a honra de
suas mulheres c de suas lilhas seja tespetada. Ide
por lano fallar a essas populaces simples e desgra-
nadas das offensas revolucionarias, que atormentara
as velhas sociedades; ide fallar-ll.es da repblica eda
democracia ; ellas nao comprcheuderao urna s pa-
lavra dessa Ungufera europea. Esla feliz ignoran-
ca de nossas controversias e de nossas manas poli-'
licas he o que hao de observar prmeira visla os of-
ficiaes do exercito eurbpcu, que for .cncarregado de
reprimir a insurreicao do Epiro, e que de mos. se
podessem se-lo, os tornar logo amigos e prolec-
ores.
Nao queremos terminar oslas reueies sobre a in-
fbrreicao dos Epiratas rem fazermos uma observarlo
e sem renovar uma lembranca. Quando ha 30 an-
uos relicnlou a insurreicao grega, se pensou e se dis-
se tambera, que era uma insurreicao revolucionaria,
o os governos comecaram a ver com mos ollios essa'
rcvofcirao ; depois qne ellcs se esclarecern) pouco a
pouco, he que comprehenderam o verdadeiro carc-
ter da revolocaogrega.a qual era inleiramenle nacio-
nal o religiosa, o contrario porconseguinlo do jaco-
binismo. A insurreicao do Epiro (era o mesmo ca-
rcter ; ella he lamben) contraria por sua natureza
ao socialismo revolucionario, e se insistimos sobre o
carcterchrislo e conservador das populaces.da
Europa oriental, se procuramos mostrar que ellas'
nada tem, que proceda do espirito revolucionario ;
se nos inleressams vivamente por seu futuro, he por
que estamos profundamente convencidos de que, as-
sociando-as Europa, nao he smente aos nossos ir-
inos christaaos que anidamos, sao tambem solda-
dos, qufc recrutamos para a Europa, afim da defen-
derem seu vclho rgimen sodal ; sao columnas que
levantamos a causa da religo, da familia, da pro-
priedade, que os governos europeus tem felizmente
salvado no Occidente e que nao abandonado no Or-
cu11-'. (Journaldes Debate.)
218
14,000
6,000
11,000
3,000 1,000
:) 22,780 -
950 7,500
13,980 ,m
170 2,350
1,590 600
2,340 4,825
5D0 liK) 800
11,000

2,800 .
15,900 5,000
30,000 3,9.50
12,f00 11,010
1,300 630
.800 600
. 8,200 !
500 300
Cidade de Janina.. .
Povoacao do Mezovo. .
Qualro distrclos. .
Circulo de Paleopogoy-
a 11 i..........'
Circulo d'Jrgyio-
castrn.
Cidade de Argyrocas-
Irun .y, .....
Dislriclo de Argyrocas-
tron ......... -lo
I'ovoacoes de Libubo-
Vo........
Dislriclo de l.ibohovo. 6
Dislriclo dcGardiki. 10
de l.unjari.i. 19
de Zigura 19
' de Tebelen 22
Circuios de Delcino
c de Chimara,
Cidade de elvino.
Dislriclo de Delvino 77
Circulo de T;amou-
ric.
Dislriclo de Pbiliales. 44
do l'jramv-
, lhia. .. .--------72
deMargarli. 89
Cidade de Parga ...
de Prvesa..
Circulo d'Arta.
Cidade d'Arla.". .
Planicies d'Arla, de
Lamari, Souli o
- Laka.......97
Dislriclo do Rado-
bilz.......19
de Tzou-
raerka......28
Circulo de Konitza
Cidade de Konilza. __
Dislriclo de Konilza. 63
Total. .858 311.370 61,265 1,300
Assim no meio de 311,370 chrislos vivem 61,265
mahometanos c 1,380 judeus, o qoe faz ao lodo
373,935 almas. Desle numero*2i7,270 chrislos e
3,500 mahometanos perlencem raca grega, a qual
lem total,250,770almas: 47,100chrislos c57,765
mahometanos perlencem i raca albaneza e 17,000
chrislos raja Valachia.
Esle quadro moslra claramente quaes sao as ciu-
sasda insurreicao do Epiro. He o graude numero
levanlandosecoulrao pequeo numero; h%a des-
igualdade dolilamcnlotrazendo o desespero s al-
mas daquelles, cjue lem lodos os encargos, dianledos
que gozam de lodas as vantagens'.
Se a insurreicao do Epiro nao he urna insurreicao
russa,' lo pouco o he socialista. Nada he menos "so-
cialista que a Europa-oriental.. O socialismo he o
mal das voilias sociedades, as quaes os contrastas es-
tao accumulados, os pobres ao lado dos ricos, sera
que baja cutre elles uenhuma conformidade de for-
tuna. No Oriente pelo contrario, a simplicidade dos
coslumes, a communhao religiosa, c nluilas vezes at
a communhao de perseguicao, estabelecen. entre os
pobres c os ricos uma igualAUe de condico e uma
sympalhia desenlimenloa, qe salvam a ordem so-
cial da pergo do socialismo. f
Todas as quesles revolucionarias que perturban, a
Europa, as utopias rtictaloriaeade Kossulh c de Maz-
zni, sao inleiramenle ignoradas na Europa orien-
lal. O que querem as populaces ala Europa orien-
tal he que o fardo dos impostas nao pese exclusiva-
20,300
3,700
5,500 -
3,600 26,500 75Q 2,000
mens 011 enlcs ha inlcrcssados cm occullar-me os
fados quo Icriam podido guar-me em rainhas iu-
dagacoes, e he a elles sem duvida que devo nao co-
nheccr era o iorae de mcu pai nem o de minha
mai!... v
Enlao nao recorda-se de nada de sua infan-
cia perguutou o visconde, caja curiosidade aug-
incntava a cada palavra do duque,
De nada ou de quasi uada, responden esle. De
minha infancia s recordo-mc de uma prisao, o de
un carccrerol.,.' ,
Ambos callarain-se um momento, e depois Cha-
deuil lornou excitado pela curiosidade Siugular que
se apoderara delta :
Perdoe-me,.charo amigo, lodas eslas pergun-
las ; mas ellas interessam-me mais do que o scuhor
pode ere-Jo. Eu tambera fiz parte do exercito dn
principe de Cond, posto que me repugnasse lmal-
as armas contra o meu paiz, e lembro-me de quo
em certa poca correu o boato da chegada d condo
Frolt : faziam dous anuos.
Ho isso mesmo, cu eslava cora o conde de
Froll.
Ah !.... disse Chadeuil, era o senhor...
E o visconde htava um olhar ardenle uo duque,
pareca analsar-lhe cada uma das feices..
Mais uma palavra, lornou elle logo ; quando
o nr.ucipe de Conde o recebeu, o senhor nao relia-
ron...... 4
Eu era muilo moco enlao, objectou o duque.
Todavia, faca pqr lcinbrar-sc, replicou Cha-
deuil ; nao notou 110 acolhimenlo queelle lhe fez
muilo menos benevolencia do que respailo real !...
O duque nao pode deixar de sorrir, o respondeu:
Boto, charo visconde. o senhor faz-ine vollar
a iKirticularidades esquecidas ha umita lempo ; to-
dava omaeousa mpressionoB-me 110 acolhimeulo
do principe, c fui, como o senhor diz que houve, ao
principio muilo respeilo ; mas como ou nao julgava
merecer de nenhuraa maneira o respeilo que podi-
ara tesleiminhar-me nesse momento, loinei-o por
Irieza.e nHo" pdnsci mais nisso,
. Chadeuil eslava vivamente- commovido. lla\ia
ao mesmo lempo cm seu olhar. c uo acento de sua
voz recejo, adnuracao, res|>cl, e uma ardenle
sympalhia. Um scnliraenlo uovo, forta c soberano
pareca ler-se-llie a|ipderado do coraco; elle tinha-
se esqoetido de ludo, du duclu du dia seguiule, dos
CoDstaaUaopU 24 de evereiro
Pdrum halli-hi.mayumi imperial de 25 de agosto
d 1851, S. M. I. o sultao fez saber a Reschid Pa-
cha, enlao gro-vizir, que se dignava escolher sea
lerceiro filho Ali-Ghalib-Bcy, para esposo de sua
bem amada filha mais velha, Falhma-Sullaiia ; c que
aguardando a celebraran do casamento, os esponsae
Icriam lugar naquell dia,' e clevando-o nessa occa-
siao ao grao de mnchir 9 nomeava merabro do couse
Iho de eslado.
Quando se soube essa bo'a noticia, lodosa conside-
raran) como uma recompensa dada a Reschid-Pach
de uma carretea em que elle nao deixoa jamis de
dar provas do. maor zelo o da mai elevada inlelli-
genc#-em auxiliar as magnnimas iiilerajes de S.
I. o sullao, para-a gloria de seu throno e prospe-
idc de lodosos interesses do imperio. Por essa
razao o sullao, cuuformc i prymcssa do haUi-hu-
mayonn de 25de agosto do 1851, quiz que liontcm,
qiiinla-fcira, no palacio de Top-Kepou,. sa fizesse o
contrato de casamento entre sua mui querida lilha
l'allima, de iu%fe de 1 i anuos c Ali-Chalib-1'.icli de
dade de 21 anuos, em quem $. M. imperial reco-
iiliccc, na dila dccisio, as mais felizes qualidades.
Esta ceremonia leve lugar em presenca dos ministros
Je S. M. e de mullos grandes dignatarios e funecio-
narios do governo imperial. Otislar-agassi, chefe
dos eunucos reprcseiilou a sultana Falhma,e Musla-
pha Pacha, grao vizrr, Ali-Glialib-Pachi, lendo por
Icsterounhas Riza-Pach ministro d guerra, e Ri-
faal-Pach, presidentado consclho de eslado.
As joiasdo casamento, que se diz seren da' raaior
riqueza, foram levadas hoje em grande pompa ao pa-
lacio imperial de Tcheragan, e segundo as ordens
de S. M- o sullao, as restas desla bella nnio serao
celebradas smente na primavera. Depois da redac-
to do contrato do casamento,- Reschid-Pach e Gha-
lib-l'achdirigiram-se S. M., afim de renovarle os
(cslei.iuuhoi de sua dedicac-ao sem limites e de sna
eterna e inalteravel gratido.
Na vespera da ceremonia, de que acabamos-de tal-
lar, uma ceremonia nao menos imporlanle'tinha lido
lugar na Porta. Desde algum tempo que as tropas
imperiacs m grande imitarme ahi.seachavam com
suas msicas a frente, quando pouco antes dascinco
horas um magnifico cortejo composto de altos tonc-
cionarios, dcscinbarcou cm llagleh-Capoussou, afim
dedirigir-sePorta. Nesta comitiva se achava um
dos camareiros do sultao e Edhem-Pch, liv (ge--
neral de brigada), filho de Mehemet-Ali-Pach,ex-
minislro da guerra, e Mahiiiond-Ujclal-Eddin-I'a-
ch, igualmpnleliva, filho de A. Ahmel-Ttehi-Pach,
gro-meUrcdeartilharia. 1
A's cinco horas o cortejo chegou Sublime Porta
e so dirigi sala do supremo consclho, onde se acha-
vam o grao-vizir, os ministros, de S. M. e os altas
funecionarios das diversas adiuinistracf.es. O mordo-
mo de S. M. p sullao,cntregou ao grao-vizir um hal-
li-humayonn, pelo qual S. M. lhe razia saber, que e
dignava escolher Elhera-Pach, Mahmnnd-Dgclal-
Eddin-Fad, e Hhami-Pach, ferik ( general de di-
visao }, filhos de Abfts-Pacha, governador general
do~Egypto, para esposos de suas mui amadas lilhas
ltlilia (a sublime), sultana; Gmil ( a bella ),
sultana, e Muir ( a luminosa) sultana. A leilura
do halli-humayonn toi fel en voz alta e na pre-
senta do nobre concurso.
Depois desla ceremonia,' Mehemet-AU-Pachn,
Ahmel-Fethi-Pach ejpas lilhas se dirigiiam ao pa-
lacio imperial, afim d deporem aos ps do suilo a
expressao de sua profunda dedicaco e de saa absolu-
ta gratido.
Com estas fres promessas de uniao,' S. M. o sullao
quiz. recompensar o zelo e o mrito, que Mehemet-
cudailos da vespera, para cuidar s as cousas que
acabava de ouvir, e que linham para elle uma siz-
nilicacao que 0 leilur romprehender mas fcil-
mente d'aqni a alguus instantes. O duque pelo con-
trario sempre simples, bom o affecluoso, responda
com ingenuidadeis pergunlas successivas.de seu 11-
lerloeulor sem parecer dar pela adniiracao desle,
sera reparar que elle lornra-sc repentinamente
mais recatado, mais respeiloso, u mais fri.
Para ello uo era isso mais do que uma das mil
particularidades siugulares de sua existencia, sobre
as quaes nunca repousra. bem profundamente seusJ
pensa mentas, e lodo .entregue s prcocnpar/es gra-
ves do momento, esqiiecia-sc do boa vantade desses
acontccinienlos que par^ciam sorprender tanto o
visconde.
Todava este n3o quera terminar ahi suas' per-
gunlas. Tcr-se-hia pensado que tinha um inlersse
mui grande cm saber mais, tanta iusislcnda emprc-
gava en. esclarecer loadas cm seu espirito.
Pode acontecer, mcu charo duque, lornou el-
le pouco depois, pode acontecer que o senhor snc-
curaba nesse encontr, tenho ainda de pcrsunlar-
lhe se nao lem para algumas pessoas, quando fo-
ram-lhc charas, certas rccomnieudacocs de que se-
ria mcu dever encarrcgar-inc.
Tenho couhecido jioucas pessoa, respondeu o
duque, e essas creio que nao merecen, que me oc-
cupc deltas najiora de minha morlc...
Que nem un. amigo 1... '
Ninguqm, excepto o senhor...
Nem mesmo uma amante '!
O tiuque rciiovou esse sorriso eslranho que se lhe
de-li/.ava s ve/es pelos labios, cheio de amargura,
de duvidae de desconlianc.-i. .
Tenho o coraeo lechado como um lomulo,
mcu amigo, nunca amei ncnhihna mulher, e espe-
ro qac Dos me farai a grara de nao amar jamis!...
O duque fez uma pausa, c depois conlinuon com
voz grave c quasi solemne :
__Todava ha uma mulher que Dos rolloron
uma vez em mcu caminho. 'Nao m qne encanto a
natiircza poz-lhc no olhar, quedorura na voz, roas
confesso que sua visla bastn para commnvcr-iue
profundamenfe. Dessa, masjlessa s coaervarei, se
viver, uuia lerna e boa lemllinra..
Ali-Pach, Ahmet-Fell-Pachi a, Abbas-Pach lem
empregado constantemente no servico de S. M. nos
interesses do throno e do imperio. Nao ha quem seja
mais solicito na gloria de um soberano, mais desejoso
d contribuir para a prosperidade do paiz e cousoli-
ilaco de sua independencia.
Eis-aqui a tradurodo halli-humayonn :
Meu fiel vizir, com a graca de Dos julg'amos
conveniente promeller desde j nossas muilo ama-
das fillias, Rifiha, saltana, Ethfm-Pach, filho de
nosso cx-serasquier Mebemcl-Ali-Pach* ; Gebil,
sultana, a Mahmond-delal-Eddin-Pach, filho do
nosso grao-mestre deartilhary^ Ahmet-Fethi-Pach;
e Muir, sultai, a Ilhani-Pch, filho do governa-
dor general do Egypto, Aboas-Pach ; esaes epon-
saes e o casamento deven, ler lugar mas .larde era
pocas convenientes. Fizemos vir hoje nossa pre-
senca Ethem-Pacha e Mahmnnd-Pacha,' e tendo-
ll.ej feilo conhecer nossa imperial resolurao, os en-
viamos nossa sublime Porta, e ordenamos que,
Abbas-Pacha seja informado da promessa de uoiao,
qac acabamos de conceder a mu filho Ilhami-
Pach.
a Consegaintemente encarrego-te qoe publiques a
presen te resolu rao.
> Abcnce o Dos omnipolenle esles projectos e
permita a reliz realisacao delles.
( Moniteur.)
IBTERIOR.

SE
CORRESPONDENCIA SO DIARIO
PERNADBBUCO.
ALAGOAS. ,
Macelo 38 de abril de 1854.
Eslou hoje muilo Irisle, Sr. correspondenle, e nem
lhe se dizer a razao de minha tristeza, nem me.
acho- com auimo de cumprr a promessa qne lhe
havia taita em minha ultima carta 'de contavlhe
tudo quanlo se passasse na velha metropoe 4 desisto
da empreza por nao me achar com Torca para com-
portar ,iap pesado ons. Se eu possuisse a graciosa
penna do seu correspondente da Parahiba, por sem
duvida que me nao escaparan, os harmoniosos oros
que deu na matriz o nosso vdho mestre Jos Fra-
lenle, que me cliegavam a espantar-quando eu es-
lava desprevenido; n3o ficariam em esquccimenlo
p actas da semana santa, as bellas procissoes qne
acompanhei.e al mesmo procurara descrever-lhe o
soirec havidn to palacio velho ; e enlao, bofe, qoe
teriam em mcus escripias mui distinelo lugar as
tiernas do grandissimo* Amazonas, o cachaco d* Fr.
Flix, e as barbas c dente do Candido ele. etc. etc.;
dir-lhe-hia tambem a coutrovereia que se ja all
suscitando entre os pacficos matulos e os aguerridos
doutores, que de certa lempo esla parte parece
que audam de grin.pa levantada : he muito de crer
quo Vmc. tivesse passado pelos olhos .1 conteuda qoe
pelo cnlrudo houve em Coimbra entre os-estudan-
tes e os (atricas, occasionada por uma'panclla ali-
rada no meio dos primeiras j esquentados: pois
bem, l tai uma panella, c c foi uma conlradaasa
ou cousa que a valha, assim me disse o bom Fdix
Rogerio, que he o Ruquelaurc da provincia.
No da seguiule ao baile, ao romper d'alva, vi quo
havia rebolicO em palacio, o iudagaudo a cansa
soube que se preparavam para regressar'ao inspido
Macei ; mais que depressa fui ver a minha canoa e
puz-me lambem em altitud viajera: no caminho
levamos agua que foi um Dos nos acoda; abica-
mos porm Telizmenle Bccaeda caita, onde jadia-
mos, e noit chegamos nesta"cidade.Mas, me
perguntar Vmc, qual o motivo por que est Vmc..
triste'! Respoiider-lhe-hei em verso :
Saber inlcntas
Por que eslou Irisle, '
Por que me ii pe lo
Gemendo existe?
Se revelar-te o meu penar
T nao me has de acreditar.
Alio l, me bradar Vmc.! fiada de versaina-
da : n3o foi isso do, nosso ajuste; Vmc. quer se
metler a poeta? Nao sabe que Mcdiocribus esse
poetis non nomines, non Di non conceisere colum-
mt'! Bem o sei, Sr. correspondente, roaie qne
quando genle est Irisle Sea assim meio pola;.
tenho conviccao d que nao possuo o qoe os Fraiice-
zes chamam lacero*, nos e os Porlugueze iilro ;
porm eslou Uo triste queso me vem hoje id a
aquellas saudosa Tristes, do grande Naso Cu m
tubit illius tristsima noctis imaao, qua mihi -
premum temputim rbefuit^-oa aquellos inimita-
veis versos do grande Garret ( sem ser o de Jan-
gua):-
Saudade gosto amargo de- infelizes,
Delicioso pungir d'acerbo espinbo, ele.
ou mesmo aquellcs que o nosso primeiro poeta, o'
eximio Magalhaes, emprcslou ae infeliz Antonio Jse:
a Ha dasaziagos em que o homem em profunda
tristeza mergulhado, de-, si mesmo se esquece
Mas que diabo (em Vmc. para oslar lao macambn-
zio ; por. ventura falla-lhe assumplo 00 materia p ara
escrvinnr? Aconteceu-lhe alguma desgraca ?-g-
No, Sr. correspondenle, assampto e materia nao
rae fallam, nem, Dos loovado, tenho de qucisar-m-ie
da deosa cega e calva; mea sorte contenus croo-;
porm, Sr. correspondenle, nunca lhe acontecen-ficar
Irisle sem fcber por qne? Se Vmc* nao padece
desses achaque desde j lhe dou o parabeu,' pois
he Vmc. um dos mimosos da fortuna. Prevenin-
do-o de que eslou muito soramhalico, tenho em
vista desculpar-me de ante-mao para com Vmc. da
sequidiio c semsaboria que hoje hao de presidir a os-
las garatujas, e procurarei desempenhar a minha t;i-
1 .' _r
E qn mulher he essa ? perguntou ChadeuU.
' He a Mascherala'....
Chadeuil ia proseguir, quando algumas pancadns
dadas porta do quarto distrahiram-liie a allencBo.
O duque levpntou-se e fi abrir.Um vlhinho deca -
helios raros, de olhos vivos e claros eslava 110 lumi -
ar.
Mr. de NaundorlT? perguutou elle encarando
o duque. '
Sou cu, respondeu este.
Tenho de rumprir junto do senhor uma mii-
sfio importante,Mr. de ISaundorT, e muilo estima-;
ra que tassc-lhc possivel conceder-me alguus intu-
anles de conversacao.
O duque indnou-sc levemenle e o vlhinho deu
'alguns passos para o meio da ala. Seu olhar 'per-
correu cu lao lodo o aposento, e cmqnanto o duque
chegava uma pollrona para junto delle, o vlhinho
evaminou rpidamente todos os cantos. Depois que
termiiiu seu exame, inclinou-so c senlou-sc. En-
trelanlo Chadeuil o qual se tiulia levantado discre-
lameuta, tomando o chapeo e cingodo a espada,
dirigio-se 30 duque e apertou-lhc a mao e.dissc-Ihe
em voz baixa :
Vo* dcixa/lo: amauhaa cedp serei exacto no
Knlo dado, c/irei busca-to. Depois accrescenlou
audo o duque para junio da porta, e ababando
ainda mais a voz :
Meu eharo duque, desconfe desse homem ; he
um velho/SsIuto e matreiro : que-deve ler vindo
sua casa/tom um intenta.que o senhor comprehen-
itar fa/ilmente se esliver acautelado...
Que homem eiitao he, esse? pergunlou o du-
que.
Um ageute secreto do conde de Provnja.
Do ra de Franca'.'.,.
Delta mesmo.
E como chama-se ?
Mr. Qualre-Sous des Chenets !...
A chronica nao retare o que passou-se entre o
duque de NaundorlT e.Mr. Qualrekius des Che-
nels; porcm linham apenas dccoriido.dcz minutos
quando ambos sahiram precipitadamente, e enlra-
ram em uma carruagem que eslava no paleo, a
qual,le\ia conduzi-los ao caslello dos duques d
Curlandia, residenciatliahilual do coude de Veo-, '
venca.'
(Coufnuar-!e-h.)



. -M**-- -
^t^tkitMBk-.


jsjsjjssjsjj

OHRIO DE PERNUMBUCO, TERC* FEIRA 2 DE MKIO DE. 1854.

rea o mais dcpressa possivcl, passando pelos Tactos
como gato por brazas.
De trabamos'legislativos nada direi, pois o* itlus-
trissimos membros depois de submellercm sancran
presidencial mais 10 actos, loma ruin suelo osau-
te-Iionlem foi'que c dignaran) de comparecer.
Pelas ideas que eu e o Antonio Dio temos forne-
cido a respeilo do carcter de nossos bou compro-
vincianos, j deve estar scionlc de que sao olios em
extremo curiosos o qnasi todos presuroem vinhes ou rassaudras(como diz o nosso vclho Bra-
sil). Ora, segundo lhe havia prevenido o meu An-
tonio na primeira missiva que Ilic dirigi, dizia-se
que o Sr. Saraiva nao deixaria de ir oceupar a sua
' cideira na cmara qualriciinul, e sendo la m htm o
Sr. Sobral (que era o primeiro vice-prcsiilente/um
dos abenroados esctenlos pela provincia para ir
alli representar a narflu, comecaram os cassandras e
adevinhoes a quererem predizer quem ficaria vice-
presidenciando a provincia cm qnanlo o Sr. Saraiva
se aohasse na corte atravancado com o pesado onus
da represen'tarao nacional : como soe sempro acon-
tecer era casos laes, andarm a mal roca dando por
paos- e por podras ; eram pnrm unsonos todos
respeilo da exonerarlo ou dispensa do, Sr. Sobral,
Esperavu-sepelo vapor duSul como os jadeos pelaviu-
_da do novo Messias: parajjudlar dos curiosos passoo um
vapor ingle? bem prximo Ierra (contou-me de-
pon o Rodrigo) 'lando de l (gas, em lim j se fa-
ziam mil supposicCes do casos siuistros, quedas de
ministerio, etc. etc., quando o desojado vapor che-
ga no da 18 ; como porm cu e o presidente esto-
vamos na Bocea da Caixa nada se soubc nesse da ;
mas no seguinte comecoo a transpirar alguma mu-
sa, que depois foi poblicada pelo Sr. do l'hangetho
nos seguinte* termas pouco mais ou menos: Cons-
ta-nos, que ja se acham uomendos para os lugares de
juiz de direilodas"2 novas comarcas, da Impcratriz e
Malla Grande, os Drs. JoSo de Souza Res, ex-jaiz
municipal da Boa Vista, e Francisco Mbcrato des
Mallos juiz de nrpliilos da Babia. -m Asscguram-no
que o Sr. Dr. Mauoel Sobral Pinto acaba de ser a-
graciadj eom o oflicialato da ordem da rosa. Por
carta imperial do 1." do corrente passa a servir o
cargo de vice-presidente da provincia em 1. lugar
o Dr. Roberto Calhciros de Mello, Gcando exonera-
do do referido cargo o Sr. Manoel Sobral Pinto.
S quem nunca viveu cm provincia pequea lie
que ignora o effeilo que semelhaotes bombas pro-
duzcm no espirito publico quando arrebentam.
U"untas illusocs perdidas 1 Quantos desengaos fa-'j
taes Quanlos clenlos os mais bem feitos fallas !
Para as 2 comarcas nov* linbam-se appresenlado
aqu 2 candidatos,que almcjavam para trocar osvet-
ludos que deviam guarnecer a-gola de suas becas c
bonetes, e as fachas prctas, pelos arininlios e faclias
de chmatele brauco que sao muilo, mais bonitas ;
porm Gcaram logrados e j agora nao ha remedio
senao seguirem o consclho do epirurista Horacio
furuny sed kciusjit patientia quidquid corrige-
re est nefas ; mas um delles nao quiz estar por is-
so, o csjas horas vai sulcando as vastas campias
do Ocano ; dizem as mas liuguas que he medu que
elle tcm do Bastos. Tcubo ouvido fazerem-sc gran-
des elogios dos 2 resem-nomeados ; Dos pois os
traga em paz e salvamento nossa Ierra, que bem
carece delles !' Semprc ouvi dizer qne, se deve dar
primeiro o beliscao para depois animar-sc*; o Sr.
do PRilaAgclho porin fez o inverso, falla primeiro
do craclique leve o Sr. Sobral para depois dizer
qne foi exonerado do cargo de viee-presidute. Fol-
guei de ver premiada a honradez e prohijado desle
cidadao, e quanto a sua exonerarlo de vicc-presi-
dcnlc, muilos ouvi dizer que elle almejava por
ver-so livre de um onus que lanas inimizades e o-
dios lhe liaviam grangeado. Passoo do quarlo lo-,
gar para o primeiro o Eira. Sr. Dr. Roberto Calhei-
res de Mello : ninguem esperava que lbssem buscar
ao seu ehgenho este Ilustre cidadao, que, qualotro
(jodialo, foi arrancado s sflas lavouras, tange dos
negocios pblicos, e nma voz unnime scergueu pa-
ra applaudir a feliz lembranca que leve o E'xm. Sr.
Saraiva de chamar para suhslilui-lo um liomem pro-
bo, Ilustrado, alheio a todas as intrigas e muito
cima de lodosos pequeos ciumes que de ordinario]
excita urna escolha. desas : (iregos e Troiano* bate-
rara as pahuas ; somente cu moslre-iue ainuado c
bstanle contrariado c bastante contrariado,c salan-
do a dar um giro para espancar as negras ideas que
se me aiuuutoavam na meu le, euconlrci uns poneos
de passeadores que estavam no futuro passcio do Pa-
lacete, conversando i cerca dos negocios pblicos em
geral c em particular subre a assumpcao do Dr. Ro-
berto : coroccei por sauda-los, e fui logo entornando
a aira bilite que eslava transbordando. Que he
isse, ncrgulou-mc o Manoel Claudino, dar-sc-ha
caso que Vmc. esteja com chimes do liomem '! Ou
foitambem Vmc. algom dos cnforquilhados? Na-
da disso, Sr. Mauocl'Claudiuo, a causada minha
tristeza lie mu diversa; em quanlovsses todos una
roce proclamara as eximias qualidades do nosso novo
administrador, e nao lhe enconlram senao algum,
por mais que virem e revirem, eu c j llre arhei
um-defelo medouho, lerrivcl, tenebroso, espantoso,
formidavcl, tremendo, pavoroso, .horroroso, emfim
invcnlcm umadjcclivo aiudamaishorrivel cquatifi-
quem-o com elle que anda he pouco. Que defei-
to Uo grande he esse, hodiem, (inlerpellarara-me'
lodos) Vmc. nos. fez l'icai/trcmendo t Entao eu,
.comvz pavorosa lgubre e cavernosa,accrescenlei
o grande defeilo que lhe acho he niio fumar.'.'.' Esla
rovelacao foi recebida com urna eslroiidosa gargalha-
da quattsc cncorduou, c forrou-me a retorquir pero
seguinte modo:Sim, tenho dito, he urna terrivef
manlifia mancha dgam-me como ha-de o liomem de-
cidirn! negocio complicado sem estar com um cha-
rutinho ao queixo ? Dgam-me quando houvcsse
aiguma morle na comarca da Atataia (por mais que
queira nao posso acostumar-me a idea de que j n8o
he comarca ) como poder elle dar as providencias
sem estar sorvendo um botn charuto, que necessaria-
menlc lhe havia de Suggerr alguma dea luminosa 1
'Digam-me como lia-de elle resolver respeilo de
argoma intrincada quesUio eleitoral ou de qualifica"-
co, suscitada enlrc os influentes de Anadia sem a-
reuder um charuto 1 Digam-me com que paciencia
agen tara efle urna massada de pretenden les ou do
Mendonra, nao leudo a esperanza de ir depoisNa-
borear um charuto'! Deiio de enumerar- outras
mil cousas que s podem ser suggeridasou decidi-
das de envolla coma fumaca de um bom havana
oamanilha. Nao me'venhum ra fallar no nojcntn
rap que nada faz e ludo emporcalba ; e se vosses
aceilam, desafio-os a snslenlarem pela imprensa
nnw polmica a respeilo da supremaca, do charuto
subre o rapOs sgetos que me viram disposlo,
e que nao queriam metler-sa-comigo de gorra, dc-
ram suas risadinhas amarellas e l'orao-se safando d-
zendo-me: Dquc-se com Dos, Sr. charuto pane-
ggritta!
Fiquei fumando (nao charuto) por nao qchar
qnem flzesse-coro, ou ei^io s minhas dialribcs, por
foVluna encontr o meu constante amigo Mello que
lambem linha ido pussar a festa as Alaglas e que
por felicidade j havia regressado. EdUo, Sr.
Mello, que me diz a ludo "islo ? Cojno vamos res-
peilode criminosos e diligencias policiacs ?Que
!hc hei Je dizer'.' Vamos muito bem; a polica con-
tinua activa a perseguir os criminosos : eslivemos
por am triz. apanhando o celebrrimo Bemardioo,
assassin* docapiao Souza, e que ha diasdeuunvtiro
no inspector do Grvala, e se nao fosso haver esmo-
recido a escolla de polica que foi prcndc-lo, ja te-
riamos aqui presa aquella fera; porcm nao escapa-
r s ultimas diligencias qac so cstao fazendo.
Despedi-mo do Mello ainda mais zangado, |iois
quando esperava acha-Jo lambem'arrufado, encon-
trei-o atsim tso fresco e lepido.
A' respeilo da salubridade publica Jpnlio um Ihcf-
nwnmro infallivel, que he a rmjsionomia do Babia
e s meleslias do Porto > quando vejo o primeiro
rarinha n'agua e o segundo deixa/de quei-
*en inlermiuaveis iucommodos, j sei que
>e publica va. pessinia, e que grassa por ahi
alguma molestia epidmica ; por agora apenas dir-
lbe-he! que anteo primeiro carrancudo, e que os
mrie,1 W* > aggravado a ponto de o p-
rem de cama.
Crcio que o Antonio agora uo |Cr razao para
continuara invocar tolo, os deoses pluviosos da vc-
Iha mythologia para lhe Jarem d,nvai vislo
. i-sta lem cabido abundantemente, e he provavcl
que so aden) bem eusopados o nulbo e feijao do
meo charo miso. Os gneros de primeira uceen
dadcqae linjiao subido a um proco fabuloso, j des-
cralo mais alguma cousa, e tenho fe que couUiiu-
em no progressivo diminuendo.
Agora no fim be que me parece ter dcscoberlo a
, causa da miaba tristeza ; eio que he por ter de
aqui Ooar quasi solado ; pois hhtem segujo no \a-
por Impcratriz, para a corlo, o Exm. Sr. Dr. Jos
Antonio Saraiva, quo mudas saudades dexou. c
julgo roesmo que eu fiquei contaminado da lal rao-
loslia ; pois linha por elle minhas svnipathiasf sera
qne elle-o soubesse, bem entendido I ): as pessoas
mais gradas c as melhoresda provincia foramacom-
panha-lo ale o embarque, e mais de um ouvi fa-
zef fer\orosos vulos pelo se" regresso : os Srs. Ti-
t.Vra, Esperidiao e Pedro Antonio lambem seguiram,
alcm disso he muito natural que os mcus bons ami-
gos das Alagoas se rclirem, apenas terminaren! a sua
tarifa legislativa, que est nos paroxismos. O Sr.
coronel l.uiz Antonio Favilla, dcixando o brioso 8.
baUlhio de infanlaria e seus bravos olTIciaes penlio-
rados pelas suas' maneiras, o pesarosos com a sua
retirada, segucucsle vapor para essa provincia, afim
de lomar o commando de 9." da mesma arm. Nao
posfo deixar passar esla occasiao sem palenlcar-lhc
os mcus senlimcnlos "i respeilo desse distinelo e
bravo militar: o Sr. coronel Favilla j tem estado
por vezes nesta provincia, onde he conhecidoi e
bem poucas pessoas deixam lanas affeicoes como
elle, que por sua probidade, polidez e delicadas
maneiras he o prololypo^lo militar brasileiro: na
verdade regosijo-me, quando tenho de rabiscar al-
guma cousa a cerca de urna pessoa de mcrccimenlo,
edesrjara possuir urna penna mais bem aparada
para lecer ao Sr. coronel Favilla os merecidos en-
comios pela sua conducta civil e militar sempro Irre-
'prehensivcl: nao julgue V. que he a vil lisonja
ou mesmo a amisade quem est fallando, lalvez o
Sr. coronel ncm me conheca : mas he que a mi-
nha penna, acanhada como he, nada pode recusar
ao merilo, assim como eslii sempro prompta para
rasgar a capa da hyporrsia, dar a conhecer a me-
liocridade, e sligmalisar a \ lana.
Befulgio no da -Urnas niaos do ll\meneo, vivo
facho hrilhanlc soprado por amor: j Vine.adevinhou
que eu quero fallar de algum casamento: he isso
mesmo, Sr. correspondente; naquelledia formon-se
mais um par constante para a grande contradanza,
que lem por salao o mundo, recebeu-se o Sr. baaj
clmrcl Francisco Jos Meira Jnior, com a Exm. S^f
1). Briles, sobriuha do lente coronel Francisco de
Meira Lima: desejo-lhcs militares de felicidades c
urna boaniuliada de pequerruchos para diverlimen-
lo na mocidde, e arrimo na vclhice Mwi soit-.
Eu. Sr. correspondente, tenho lano ruedo d> tal
conjungo, como galo d'agua, nao sei se he por ter
lido ha lempos cm um livro vclho uina historia a tal
respeilo que lhe voucontar fielmente : Sendo S-
crates consonado por um seu amigo cerca do casa-
menloquc este projeclava conlrnhir, ouvio.do pililo"
sopho a segmnte resposla: Amigo, olha nao le -
conteca como ao peixe que o quo anda nao ntrou
quer entrar na nassa, c depois que lem entrado, quer
sabir para fra A'vista disso, Sr. correspondente,
diga se com o sabio consclho do maioral dos philo-
sophos, deve um filho de Christo dar o tal nzinbo,
que so'a magra morle lem a habilidade de desalar?
Como porem oulro grande liomem, (c esle entao era
um libcrala dos<|iialros coslados; o patriota Clao;
dizia que a mulhcr era mal necessario, que nao se
poda viver com ella ncm sem ella, ando procu-
rando alguma que se nao acobarde, nem tenha me-
3o do meu olho lorio; c como Vom amigo desde j
convido-o para as minlias nudas.
Ilonlem noile para afuunlar o misterioso mime
que a vvenla corares quo nngrram c golejam nao
j sanguc de vida mas delgado sdro de estanques la-
grimas, fui casa do Dr. Oticica, tfndc so UBham
reunido alguns diletantes, consertanles c apaixona-
dos da msica, afim de ouvirem o acompaiiharcm
ao Sr. Henrique Luiz, que iaexccular em sua ma-
vosaclarinclaalgumas pecas arraujailas pelo insigne
maestro o Sr. dos.algodocs ('cuja rcparlicao preten-
do visitar um dia destes para ver se l encontr tan-
la harmona como cm suas composicoes mu-icacs'.
Era a primeira vez que eu ouvia o Sr. II. I.uiz, e
coafessoque fiquei extasiado, nao spelas molodi-
osas nolas que elle arrancava daquelle ingrato ins-
trumento, como pela hrilhanlc e bella execncao de
alguns podaros' que na epiniao entendedores cro
mui difliceis. Bastante*razao linham os Alisos
quando cm sua linguagem uttra-mclaphorica ili/.ia
que com os sonoros accordes de suas lyras d'oiiro
OrpbCo e Amphion baviam amaneado os indmitos
ligres, e fundado cidades. Quem poderia ouvir sem
commover-se aquella aria da favorita. Ah! mi
Fernando', e as interessantes varaces da saloia?
Nao passarei em silencio as bem estregadas curdas
das raberas do meu querido amigo Luiz, dn Bene-
dicto, c do Alfonso nem as redondas, harmoniosas
e bem ajustadas nolas do rahecito do Joaquim An-
loni-j nao deixarci lambem em squccimerlo os
mom*s e req'uebros do Mximo, cuja caneca bem
poda servir de marcador do compassol j que eslou
boje em weia do bellas -arles di r-lhc-hei que pelo ul-
timo, vapor ilahi vindo chegtiu nesta cidade o Sr.
Cincioato Mavignie'r Irazcudo um retrato de S. M.
o imperador cm corno inleiro, e de iamanho natu-
ral para oflererc-lo assemblca legislativa desta
provincia: o Sr. Mavignier, como, todo o artista de
merilo, nao abri preco sua primorosa obra; cons-
la-mc porm que a assemblca remunerou-o com
."iOfeWO reis. Pouco ou nada eplando de pintara,
disse-me porem o V. Wandcrlcy, (quo he entendido)
que o acha\ a mui bem acabado e perfaito, e Mr.
Berard afiancou que be cm extremo parecido com o
nosso augusto moiiarcha; sendo assim acho mui exi-
gua a qiianlia para um quadro lao bem trabalhado:
consta-mc que o Sr. Mavisnier est sob a variosa
proteccao do imperador, que nao dcixa fenecer o
genio onde quer que appareca, e vai viajar Italia,
por sem duvida que a visla da corrern, bom goslo
c bello colorido queja possuc o nosso joven pa-
- Iririo, he muito de presumir que apcrfeieoando-se
aimla mais com as lices c modelos dos grandes
meslres das escolas, Romana Florentina, Vciieziana
e Alternan, rearesse romo um Alberto Durer, c for-
neca mais um novo peudao para a coro o gloria da
provincia que o vio nascer. 'ae.
PEBYIMBICO.
ASSEMBLEA LEGISLATIVA
PROVINCIAL.
Sessao' ordinaria en 27 de abril de 1854.
Presidencia do Sr. ptro Cavalcanti.
Feila a cbjraiada, verifica-sc eslarem prsenles 31
senhores deputados.
OSr. Presidente abre a sessao.
O Sr. %< Secretario 16 a acta da sessao anterior
que he approvada.
OSr. l.o Secretario 16 o seguinte .
EXPEDIENTE.
Um requerimentode lreueo Evangelista de Sou-
za, pedindo para retirar a proposla que fizera acerca
da iliuniinacao por gaz nesta cidade. A' commissao
de cummercin.
l'm oflicio do secretario do governo, remetiendo
s informares da cmara de Olinda sobro a pelic;ao
de Jos de Jess Ferreira. A' commissao deorra-
menlo municipal. .
Oulro do mesmo, enviando as cenias da cmara
de Igiiarass.A' mesma commissao.
Oulro do mesmo, remetiendo as informacScs da
(hesouraria provincial acerca do que pede Luiz Jo-
s Marques. A' commissao de orcamento provin-
cial.
Primeira parte da ordem do dia.
lie apprpvado em lerceira discussao, conforme a
emeuda feila cm segunda discossao, o projeelo n. 27
dcste anno.
Contina a seguneja discussao do projeelo n. 17
rl. 2.
. O Sr. lipaminondas de Mello : Sr. presiden-
te, honicm quando requer que o projecto fosso rc-
mcltido presidencia, para informar a respeilo da
ulilidade ou conveniencia delleT, minhas inlencoes
bSo eram do opposicao ao mesmo projeelo, tanto que
eu volei a favor do artigo primeiro ; meu fim era Icr
esclarecimenlos sobre esle artigo segundo, saber on-
de era mais conveniente cslabclcccr-se a sede do Icr-1
mo, se cm lulqne, se na freguezia de Aguas Bellas ;
porque segando as informacies particulares que eu
tenho de pessoas do Garanhons ,a freguezia de
Aguas Bellas he mais populosa do que a do Bui-
que....
O Sr. Castor : t- Nao apoiado, ho mulle- me-
nor.
O Sr.lipam'inondas de Mello :,En enlendo
que a sede do termo nao deve ser cscolhida em al-
lencao uiaior ou menor populac.io, mas sim, deve
depender de onlras condiees especiucs, cpmo sao,
ulilidade de ser nesse poni, igualdade de distancia,
para que os diversos habitantes possam reclamar as
providencias ucressarias, ele.
Esta foi a razao, porque eu pedi qne o projeelo
foweremedido ao gojemo ; entretanto, hoje me li-
mito a pedir smenle aos nobres deputados, autores
do projoclo, que dcem-alguns esclarecimenlos a res-
peilo dcsta atfUdade.'e cu mesmo volarci, para que
sdeseja cm fJuiquc, seas informac-es dos nobres
deputados me convenceren!.
Pedi apalavra para provocar esles csclarocimenlos
dos nobres deputados que lem conhccimenlo .dessa
localidade.
O Si: AWea : Sr. pVcsidcnle, tendo sido um
dos signatarios do projeelo que so discute, darei ao
nobre depulado as informares que exige acerca da
inconveniencia e ulilidade de ser. collocada a sede
do termo do Buiquo cm a respectiva freguezia, e nao
na de Panoma, que lambem faz parle desso termo.
Direi, pois, ao nobre depulado, que as razoea que
Islo meconuziram, foram bem simples eal rana-
veis : sendo a primeira, ser a freguezia do Buique
muilo mais antiga que a de Pancma ; a segunda,
lera de Buique muilo bous edificios, actualmente ;
e lerceira, ter dila freguezia muito maior numero de
habitantes qualificados.e as demaisporporcoes que a
de Panema.
\ crcaco da freguezia do Buique he de dala an-'
lerior a de Paoema : lem aquella muilo bons edifi-
cios actualmente ; porque, alcm de outros, tem um
elegante e magestoso templo com 160 palmos de lon-
iCfule e 40 de latilude, que serve de matriz ; lem
mais um vaslissimo cemilerio'com a sua competente
capclla, e alm de que tcm um formidavel ajude,
lalvez o melhor da provincia, com 200 palmos de
circunferencia e 30 de profundidade, quo fornecc
agua sufficicnle a lodos os babilates, e com o qual
nao se dispendeu dos cofres pblicos um real, o
que foi devido smenle ao zelo do incansavel misio-
nario o Sr. fre Caelano de Messina, prefeilo da fc-
nha : tem a freguezia do Buique maior numero de
habitantes qualificados, porque ella conla cm si
1,500 e tantos votantes ; o d por isso 3i eleilores;
e a do Parrema smente lejn mil e lanos, lando por
essa razao smente SOetlfiores."
Foram, pois.'estas as razSes, que Uve para desig-
nar a rollocaco da dc do tcrmn do Buique em a
respectiva (reguezia.e julgo-as suflicientespara assim
o ter feilo.
O Sr. Catanho (Daremos em oulro numero.)
O Sr. Castor:Sr. presidente, segundo a dis-
cussao havida sobre o projeelo, apenas se offereccm
duvidas acerca do lugar cm que se deve collocar a
sede do termo; c-a esse respeilo acahou a casa de
ouvir informares, qne no meu entender e de quem
quizer fazer juslira ;i quem as produzio, reconhcccr
que sao inconteslavcis as razos de conveniencia fei-
las sentir nesta casa pelo nobre depulado o Sr. Dr.
Neivas quando combalcu a idea de ser cabera de
termo a freguezia de Aguas Bellas em preferencia a
de Buique.
Com quanto digam os nobres deputados que com-
balora a segunda parte do projecto, que a povoacaode
Aguas Bellas oflereco mais commodos, e vantagens
que a do Buiqne, quo por lano deve ser aquella e
uo essa a sede do termo: responderei a este argu-
mento ; qne nao scrci cu que conteste as razoes de
commodos e do vantagens que lem cm si a freguezia
de Aguas Bellas, lambem nao screi cu, que queira
eonsidcra-la com vantagens lao vilaes que Ibes d
preferencia, a oulras do que j.nau carece a povoa-
co de Buique: porque os nobres deputados, que
suslcntam que Aguas Bellas deve ser a cabero do
termo, Irazem cm auxilio de sua opiniao, o ler essa
povoacjlo um ribeiro corrente, ter numero superior,
de-casas, ler urna boa matriz, e sor sociavel: n3o du-
vidando de taes asser^es, direi apenas como respos-
la, que acha apoto na opiniao do nobre depulado o
Sr. Dr. Neiva, pessoa que merece toda coufianea,
por isso muilo devem pesar na rasa as suas asserres,
que a povaarao de Buique j lem um grande assude,
urna grande matriz, c o seu povoado nao he Uto infe-
rior ao de Aguas Helias, que nao possa ser a sede do'
termo.
Dissfe p nobre depulado, o Sr. Dr. Calanho, que
so dizia que Aguas Bellas devia sercabeca do termo,
era por iuformacoes que ouvira de mim : o que eu
disse ao nobre deputado foi, que Aguas Bellas crd
um lugar mais ameno, que linha um ribeiro perene,
e maior numero de casas: mas as minhas informa-
res (pordoe o nobjp deputado que lhe diga) nao da-
vam lugar a que enxergasse a grande supremaca,
que inanifcston nesta casa, com o fim de remover a
ideia consignada mkgundo artigo do projecto.
Senhores, eu solfea freguezia de Aguas Bellas, o
uolla moro e mora miiiha familia: neslecaso o meu
desejo seria aquello que lodos scnlcm quando se Ira-
la de questes desta natureza, mas pondo de parle
taes seutimenlos (a pezar meo) direi ainda que, alm
das razes queja fiz sentir, de que j nao ha falla de
agua, e que com quanlo a povoft3o do Buique te-
nha menor numero de casas, sendo mais bem cons-
truidas e mais commodas,devcm srt preferiveis; e que
ia ter urna matriz: e demais, urna razao muito deve
coucorrer para o apoio das mesmas ideas, e he que a
freguezia de Buique he maior, j em cY.leiicao, j no
numero de scus habitantes, jj cm riqueza,e por con-
segointe maior o seu pessoa); e ninguem contestar as
vantagens que urna pessoa que est no caso de pres-
tar serviros cm relacao a sua posiro de cidadao. i
boa adminislrarao judiciaria, seja preterida, por esta
ou aquella consideracao em favor de Aguas Bellas:
s sinlo be que esla freguezia nao tenha proporciies
para isso: assim pois, j reconhecem que aserinle-
resse meo, seria para quo o termo fosse cm Panema.
O Sr. Catanho: Ninguem falln aqui cm inle-
resse.
O Sr. Ca>tor: Como lenlia (opado parte na
discussao deste projeelo, lalvez alguem supponha
desejos da minha parle, de dar preferencia a urna
das freguezias por sytimculos de aireico.*
Portante, em visla do que acabo de dizer, enlen-
do que a razao do nobre deputado nao pude servir
de empecilho a casa do volar, adoptando o projeelo
lal qual se acha.
O Sr, lipaminondas de Mello : Direi anida,
Sr. presidente, que votxo favor do projeelo, e nao
leiiho razao alguma particular para fazer opposlro;
mas atlnformces que o nobre deputado acaba de
dar casa, me parece que produnm a convicio de
que devemos volar pela sede orn. Agaas-Bellas, c
naocm Buique. O nobre depulado disseAguas-
Bellas lem casas superiores a Buique, Aguas-Bellas
lem ros perennes, Aguas-Bellas he lugar mais ame-
no e social...
OSr. Francisco JoSo :Elle nao disse suqtal.
O Sr. Castor :Disse fresco e ameno.
O Sr. Epaminondas de Mello :Por esses fun-
damentos-me parece evidente a preferencia de Aguas
Bellas sobre Buique.
O nobre depulado, o^r. Caslor, oformou-nos que
a populacBo do Boiquira mais abastada que a de
Aguas-Bellas ; e ao mesmd lempo declarnu que A-
suas-Bellas linha um numero de casas, superior s
do Buique. Desojara que o honrado membro me
conciliasse essas suas informares ; porque o maior
numero de casas qne lem Aguas-Bellas, prova no
meu entender, em favor da abastanza dos scus habi-
tantes ; assim como o menor numero de liahitares
quo tem Buique, prova contra o abastanca dos hab-
anles desla freguezia. Nao posso crer quo os Bui-
canos preliram morar cm choupanas, c palbocas ;
so nao fazem easas, he porque sao pobres, nao podem
edificar....
O Sr. Castor :JIc porque os fazendeiros
ram fura.
O Si: lipaminondas de Mello: A razao
de ler Aguas-Bellas rios perennes, lambem pro-
va a sua preferencia para sede; do termo, em
relacao e Buique, embora este lugar possua um bom.
a^udc, ou como dizem os honrados meuibros, o me-
lhor ajude da provincia. Conccdendo mesmo, que
assim seja, roncedendo mesmo que esse acude, de
Buique seja o melhor que se possa imaginar, ou fa-
zer. creio que nunca se lhe poder dar preferencia
aos ros perennes, quo lem umitas e diversas vanla-
gens. Nao procede por lauto, a comparacSo de acu-
des perl'eilns, com rios perennes....
Um Sr, Depulado : Sao perennes, mas sec-
cam....
O Sr.Epaminundas de Mello :Nao comprehen-'
do o aparte do nobre deputado '. cu chamo rio peren-
ne, aquelle que nunca cessa de correr, que sempre
mana. Se no serlo, ou'emoulra parte, se d inlel-
ligencia diversa aos rios perennes, cu ignoro. Pre-
sumo que nao ser islo exaclo....
llm Sr. Depulado d oulro aparte.
O Sr. lipaminondas de Mello :Eu nao lenho
conliccimenlo dessas especialidades do serbio, eslou
fallando bascado oas pronrias paluvras do nobre de-
pulado.
A razoque sedeu, de ser o lugar de Aguas-Bel-
las mate ajeni C fresco, be lamliein um motivo de
preferencia,'porque semelhante circmslancia offere-
ce sem dvida condeses proprias para o desonv!-
vimcnlo, ou manulcuriio da salubridade publi-
ca etc. ,
Sr. presidente, diur unir? rr/es apresentoa o
nobre depulado, que me parocem mais procedenlcs;
primeira, maior pcqialacao em Buique ; segunda, o
seu pessoal ser mais preslavel ao servigo publico.
Bem que laes vantagens sejtm cuiitrabalancadas pe-
las que ficam'cima exposlas, eu confiando as in-
formares dos nobres dcpuladus, e recebcudo eslas
dual ultimas razes como verdadeiras, nao manda-
re emenda ao prctecto.. Vol por elle lal qual se
acha, appellanuo para o tempo, c a experiencia que
alinal nos raslrarao, qual das duas localidades he
mais propra c conveniente para'sede do termo.
Encerrada a discussao tic o artigo 2. do projecto
appruvado.
(.onlinuacao da segunda discussao do projecta n.
29, sobre o melhoramento do fabrico do assucar, com
a emenda do Sr. Brando.
O Sr. S Pereira : (Daremos em oulro a-
me) *
Em lugar.de 20:0O0rs., diga-sc 30:000 rs., sen-
do 25 con tos para o melhoramento industrial do as-
suear calgodao.e 5 divididos cm 3 e 2 contes para
premios das duas principacs memorias, que trata-
rem da historia do mofo dos algodoeiros, das condi-
Ccs do desenvolvimcnlo daquelle, e dos mcios pre-
ventivos, oa destructivos do mesmo.S Pereira.
Apoiada, entrada em discussao juntamente com o
projecto.
Tambcm vaii mesa e he apoiada a segointe:
Para melhoramento da cultura do fabrico do
assucar, algodao ou qualquer oulro ramo de indus-
tria agrcola, assim como.para a iniroduccao dequa'l-
quer nova industria agrcola, fica aborto ao governo
dprovincia um credil de 30:0009 rs., do qual dar
especificada na a assemblca provincial.S. R.
Augusto de Ollceira:
O Sr. Lui~'PiUppe :Sr. presidente, pcrlencen-
do classe -ullora. da provincia, entend que
nao devia fi leucioso, qnando se traa de seus
vilaes inlcrc^ una razao mais forte, ou urna ra-
zao tambero l, me chama a entrar nesta discus-
sao, qual a "Yo h.r-prcslado a minha assignatura ao
projecto que a nobre commissao leve que examinar,
e sobre cujas disposices baseou aquella de que nos
oceuparaos agora.
Sr. prrsidente, qusm laucar as vistas sobre a nos-
sa agricultura, nao deixar de possuir-se de reces
muilo serios, o de assuslar-s'e pelo futuro desastroso
que ella esla sujela. A falla de bracos, provinda
d nenhuma importaran do africanos, ( fado pelo
qual don os parabens a provincia) c da mortalidade
as cscravaluras das fazendasr c cm contequencia
d'-isto a graude alia nos salarios dos trahalbadorcs li-
vres;afalla da machinas aperfeiroadas c apropria-
das ao fabrico do assucar demasiadamente justifican!
esses receios. Nestas circunstancias me parece qne
seriamente de venus altendcr esles males, e procu-
rar dar-lhes promplo remedio, afim de desviarmos
da agricultura Uto negro futuro.
Eu nao vou muito pelas ideas de prcdcccHo, mas
lambem nao parlilho em teda a sua plcnilnde o
principio de laisset faire, laisser passer, do estadista
Colbert deque tanto se tcm abusado ni)9 paizes ne-
vos fallos de capilaes o de civlisaco, eu entendo
que o governo deve lomar, a dianteira, deve dar pro-
lecciio e proteccao valiosa industria principal do
paz; fallo reialivament a nossa provincia, e eu di-
rei com o Sr. viscoude de branles, no seu bello
opsculo sobrero fabrico do assucar, que o governo
deve ser como o bom pai, que-alimenta, dirige e eilo-
ca seus filhos antes do emancipados, o assim fazendo
urna rcslricco as minhas ideas a respeilo da liberda-
dc de industria, eu me pronuncio pela proteccao,
porque entendo que a industria agrcola entregue a
seus proprios recursos, perecer.'
O projecto que foi assignado por dous collejas
meus, o por mim,' pouca consideracao merecen a
Ilustre commissao, visto como de nenhuma de suas
ideas se uproveilu, nem mesmo da consgnatelo dos
50 eonlos de ris.
Eu enlendo, Sr. presidente, que com"os20 eonlos
propostos pela commissao, nao conseguiremos os
bellos resultados que temos ein vista; he quanlia
muito limitada, e inrapazde se opnor ao baque de um
corpo gigante. Direi ainda qu he urna injustica
clamorosa conceder-se lao insignificante auxilio ao
principal ramo de nossa industria, e cujos rendi-
irieutos mais avullam uo nosso orcamento, ao passo
que para a satisfcelo de outras despezas menos neces-
sarias se consigukm quolas avulladissimas.
No anno de ")_' '53calculou-seorapdimento da im-
posi;ao do assucar". em 263 eonlos: no'de 51 a 55 em
221, como acabo de ver do orcamento. Nao valer
a pena (azer-se com o melhoramento de urna indus-
tria que tanto nos rende algnm sacrificio? mas, Sr.
presidente, esla-me parecendo que nada se far, en-
tretanto que a objectos muilo secundarios em re-
lajo ao assucar e de inleresse muilo menos inme-
diato se tem volado grossas qaanlias como i po-
derei. *
lia poneos das vnlaram-se aqui 18 contos'de ris
para o thealro: eu volei por isso, c ne me'arrepen-
do de ter votado, mas digo que, quando se concede
urna subvenco nao pequea para objectos puramen-
te de distracao,- nao ser muito que tambcm coace-
damos um alimento, um meio de animarn a essa
industria, islo he, a mais importante da provincia.
.Nao he nma dfspeza improductiva que votaremos,
n5o; ao contrario em pouco tempo comeremos re-
sultados muito ventajosos, porque concorrendo pa-
ra o augmento da prodcelo do assucar, concorremns
para o augmento da nossa riqueza publica e particu-
lar, c ahi iremos achar recorsos para a salisrarJo de
necessiilades, que por ventura, por agora, poderao
licar desalteudidas.
Qnanlo ao algodao, en abundo as ideas a presen-
tadas ha poucoJttp Basteado deputado que me jirc-
-cedeu, e sinlo qne sua emenda consignasse fundos
Uo limitados: cu pretendo amplala mais, oflere-
cendo como emenda a esle projeelo, aquelle, que foi
emendado, slo he. aquelle assignado pelos Srs.
Drs. Clementino, Theodoro, e por mim.
Agora langarei urna rpida visla sobre' os meios,
ou arbitrios que se apresentam para dar essa lal pro-
teccao : Eu concordo que o nosso projecto he um
pouco vagu, que mesmo nem eu nem meus collegas
sabamos bem qu|es os meios de que deviamos lau-
car mi, para fazer effeclva a proteccao, e entao en-
tendemos, que ninguem poda *er melhor juiz do
que o presidente, do que' a primeira auloridade da
provincia, que com-audiencia de pessoas, habilita-
das c aulorisadas com conhecimentos especiaos que
nao temos aquellesystemaescolhessequo be arecesse
mais conveniente ; este foi o nosso pensamento, e
supponho, que npo foi desarrazoado; mas o projeelo
que se discute, eslabelcce tres meios de realisar
dila paplecjao ; primo, os premios. Sr. presi-
dente eu nao julgo, que este meio seja feliz.
Primeiraiutiite nT'Ulilio apprchiices muito se"
rias, e fundadesem faclos, de quo esles premios
podem nao ser dados as pessoas que os merecessem.
Seguudo cu pens que os nossos agricultores, natu-
ralmente desconfiados, c recelosos de entrar nestas
ejpeculasoes, nao so arriscarca mandar buscar ma-
chinas por sua conla em que poderao Icr grundis-
mos prejnizos, nao compensados pelo incentivo do
premio, pela incerteza delles por isso que poda o
seu trabalho nao ser considerado melhor. O segun-
do meio lembrado, be o de emprcslimo. Se en me
quizesse pronunciar a respeilo de algum, certamen-
te seria a favor dcste, por. que me parece o melhor.
Creio que a Babia ja lem feilo alguns ensaos a esle
respeilo, ja deu.alguns passos ueste caminho empres-
tando a um particular dinheiro para mandar vir
machinas ; creio que slo se deu com o Sr. Gero-
moaho... '
Um Sr. Depulado : Nao foi assim, a assemblca
gcral fez-lho um favor, em alienlo aos melhora-
mentol* que elle linha feilo, concedcndo-lbe urna
moratoria do que era devedor fazenda.
O Sr. Ims Filippe : Me parece que este scqja
o systcma mais adoptavcl, por que com menos
difllculdade se excutara. O presidile da provin-
cia com o necessario lenlo de discrifao escolheria
um agricultor habilitado, e que desse a compelerle
llanca, a quem incumbira de mandar buscar laes e
laes machinas; e islo nao he muilo diflieutloso entre
nos, e nem offereco desvantagens.
O.terceiro meio lembrado pela commssao ho o de
auxilio ; como nao esl bem desenvolvido no projec-
to, cu aguardo explicarles dos dignos meui-
bros, e na cnlinuacao da discussao direi mais algu-
ma cousa, parando por ora, aqui. ,
Segunda parte da ordem do dia.
Cnlinuacao da segunda discussao do orramenlo
provincial. > ..
Art. 31 com a emenda do Sr. Carvalh, apoiada
na sessao antecedente.
O Sr.-Souza Carcalho*(Daremos cm oulro nu-
mero).
O Si: Josa Pedro oppoc-se supressao da ca-
palazia, n5o < porque esta supressao nao aproveila-
ria aos agrirullores de algodao, vislo u,1o eslarem os
prensarlos obrgados a fazer graluilameule o sen ico I dado tanto vulto um objecto (ao pequeo; salvo, se
que faz a dila capatazia, seno lambem por acarretar
a abolico do imposto que lhe diz respeilo, que nao
sendo pozado aos mencionados agricultores, pruduz
para a receita annual 12 e 13 eonlos de ris.
OSr. Carneiroda CunAo diz, qne a questaohe
sabec-se qual dosdous ramos de agricultura deve ser
mais favorecido, se o do algodao, .se o do- assucar ;
quo o nobre depulado que o preceden opina pela
preferencia ao do algodao, mas, que elle orador as-
sim o nao calende, porque as despezas para o fabri-
co do'assucar sao muito maiores do que as necesa-
rias para a cultura do algodau ; e ompara quaes as
necessiilades de nma e oulra industria.
Faz mullas considerares geraes, e cunclue volau-
do contra a emenda.
O Sr. Paula liaplisla : Sr. presidente, voto
contra a emenda do nobre deputado, que propoz a
exlincco da capatazia, porque eslou convencido de
qne com essa exlincco nao so beneficiar os agricul-
tores de algodao ; mas aos premsarios, que bao "de
pedir pelos Irabalhos, que hoje se fazem na capata-
zia, c que cites continuaran a fazer, os mesmos 320
r. por sacca de algod.lo, entretanto que llcarcmos
privados de urna receila, que monlaa 12:000 rs.
Vi no relalorio do administrador do consulado
provincial demonstrado a necessidade de dous ln-
cadores, e, segando creio, o nobre inspector da Ihe-
sonraria provincial lambem remidiere essa necessi-
dade ; assim, parece que se devem crear esses dous
lugaros -, o nem o zete e economa dos dinbeiros pro-
vinciaes deve clieear ao poni de se faltar com os
empregados necessarios as repartieres.
Parecc-.me propra a occasiao para responder a um
nobre depulado, que censuran o actual administra-
dor ita provincia por ter nomeado um individuo 2.*
escriplurariodo consulado provincial sem o concurso
exigido pelo regulamente- da thesburaria provin-
cial.
Senhores, nao admira que em urna assemblca I-
lustrada, como esljuj^iul presta todo o apoio e
coufianea ao actual presidente da provincia, urna ou
oulra individalidade o' aecusc.
O Sr. Oliceira: Eu nao o aecusci: censn-
rei-o.
O Sr. Paula liaplisla : Porque, emfim, nesses
altos empregos pede o alto funecionaro conquis-
tar ama opiniao favoravel: pode pelos seu* actos
merecer a confianza de urna assemblca, mas nao
pode agradar a todas as individualidades {Apoiados.)
E aecusares dessa ordem sao a sgnificacao do me-
rccimenlo do aecusado. ,
Em verdade, nao obstante o regulamente da the-
souraria exigir o concurso para o lugar de? 2.' escrip-
turano. cm um dos seas arligos determina, que na
falla de pessoas habilitadas para o concurso, o presi-
dente possa nornear pessoas, que julgar habis, caso
em que se achara o actual administrador da provin-
cia na occasiao em que fizera aquella nomeacao ;
alem de que lindo o consalado seo regulamente par-
ticular, parece que o reculamente da (hesouraria nao
he o qoe devo ler applracao ao caso.
E a quem nomcou o aclua administrador da pro-
vincia para o lagar de 2.- escriplurario do consula-
do? um bacharel formad de oplimos costumes.
Ora, senhores, um liomem com um titulo, que o ha-
bilita para os empregos de ledras, para os empregos
de magistratura, he o liomem, por caja nomeacao
par escripiurariu do consulado se aecusa o .presi-
dente, por nao ter precedido coocurso:' Crcio que
ha excesso nessa censura : o faci e suas circunstan-
cias a nao permiltem.
Fa(larei agora de dous empregados, que um ou-
lra nobre depulado qualicoii de analphabelos, e
que, segundo as suas expresses, foram baldeados da
(hesouraria provincial paaa o consulado.
O Sr. Oliceira : Eu nao disse lal: nao disse
I que eram analphabelos.
O Sr. Paula Baptista : Repito, que, seguudo as
expresses do nobre depuladu, foram baldeados da
thesouraria para o consulado.
O Sr. Oliceira : O nobre depulado lea o meu
discurso : eu nao assegurci isso.
O Sr. Paula Baptista : Lerei o discurso do no-
bre deputado, satbfarei o seu desejo : di).
O Sr. Oliceira : Ahi estnao sei se para o
consulado ; eu ahi nao afflrmei.
O Sr. Paula Baptista : Sim, senhor, he inso
mesmo : o nobre deputado nio est cerlo dos Tactos,
exprime-so por tim modo duvidoso, dizuo je
e nessa incerteza aecusa o actual administrador da
provincia.
O Sr. Paes Brrelo : Apoiado : isso he o que
admira.
O Sr. Octlra J disse, nao aecusei, censurei.
O Sr. Paula Baptista: E quera ao esses dous
empregados ? um be um liomem de vida regular, ca-
rcter obediente, hbil, deslro cm cscripturacao.que,
sendo praticanle na thesouraria provincial, foi nomca.
do guarda do consulado, e com habililaces superio-
res s que exgem para esse lagar, como pessoalmentc
nos asseverou o nobre depulado o Sr. Epaminondas,
queo conhccc de perlo,eque muito e muito nos mere-
ee.O ou tro he pessoa que mo diz respei te,o qual he um
moco de educaran o carcter elevado, costumes pu-
ros, versado iii grarnmatica, francez.e apprevado em
varios preparatorios, o qual. estando apenas ora mez
na thesouraria provincial, foi despachado pelo go-
verno geral para arecebedoria das rendas internas,
e em cuja nomeacao ne nhumi parle leve o presi-
dente da provincia.
Eis-ahj, pois, como o nobre deputado mal infor-
mado, ofrende injustamente dous empregados, c di-
rige urna acciisacau qu censura' immerecida a um
presidente, que goverua com extrema conlianca dessa
assemblca que lanto nos tcm merecido.
O Sr. Paes Brrelo: E que lanos 8crv508
lom prestado a provincia [Apoiados).
O Si: Paula Baptista: He cert6 qu'e esse mo-
co principiando agora a sua carreira publica, nao
linha a pralica ; e eu soubc-, que o digno iuspeclor
da thesouraria, visto o estado de sua reparlfcao, exi-
gir honi'iis pruliros no servico, mas isso nao lie
tachar de analphabeto nm empregado. O nobre
depulado mesmo, que afinal chegou o gozar crditos
de bom empregado de secretaria, nanea gozdn esses
crditos no principio de sua vida publica.
Senhores, nao quero ir adianto, e crcio ler falla-
do com a precisa conveniencia (pojado*,, o aqui
termino, porque vejo que, o que tenho dito, he bas-
tante para mostrar evidentemente a sem razao dos
dous nobres deputados a quem respond.
O Sr. Oliceira: Sr. presidente, sinlo bastante
ler do ainda oceupar a alleucao da casa, acerca de
urna materia, que nao devia ser mais Irazida i dis-
cussao ; porm o nobre deputado que me precedeu,
levou-mo para esse terreno.
O nobre deputado tomando a palavra, parece ter
principalmente cm vista deffender essa pessoa que
lhe pe ence, c a que diz, que eu chamci analpha-
beto : lizmenle o meu discurso est uo jornal de
hoje com elle lhe respondo.
Senhores, (pdos nos nos mohecernos ; iiresumpcao.
e agua-bcnla, cada um loma a porcao que quer. Se
cu nao posso qualificar um empregado de inhbil,
tambcm o nobre deputado nao pode, smente, por
ter urna carta de doutor, fazer pa6sar por hbil a
quem o nao he ; ueroRu creio tanto as suas pala-
vras, como os discipulos de P) Ihagoras as palavrai
desse philosopho, a ponto de responderem ledas ns
questes que se Ibes propunham, com o magister
dixit.
Disse o nobre depulado que cu, quando entrei
para a secretaria do governo, nao desenvolv lugo os
coubeciincnlas, pelos quaes gozei os crditos de bom
empregado : porem elle sabe, que no decurso de 25
anuos cm qucoccu|ici algunscargos administrativos,
nunca precisci de luz cstranha: c que que no exer-
cicio delles, prestei serviros proveitosos e relevantes,
que foram apreciados e recommendados por muilos
das presidentes, que governaram a provincia.
O Sr. Baptista : Quando vejo alguem exaltan-
do-so, cu abaixo-me,
O Sr. Oliceira : Se o nobre depulado, se abai-
xa.'Jic porque conhccc qhe nao pode clvar-se como
desoja. Quando se Iratava do objecto, i que o nobre
depulado se refere, disse eu o seguinte: (le),
V-se, pois, que cu nao classfiquei de analphabe-
to o seu |iarciitc e se o que profer ijao he exacto
a culpa nao he minha. Insisto anda na opiniao que
emilli, de que a thesouraria lem empregados sufci-
enles para os seus Irabalhos ; nao lem necessidade
de augmento, se eslou em erro, ado cumpanbeiros ,
eislo me consola.
8:^189000
tOJOOO
5:0843000
oaooo
5OJJ00O
' <:S.15?20G
12:lilJ83
do
Disse mais o nobre depulado, que se fizeram aqu
aecusaces inmerecidas ao presidente da proviucia.
Euja respond, que apenas havia dirigido presi-
dencia algamas censuras eos nobres deputados sa-
bem, que censura nao he synomino de acensaban;
Iw Sr. Deputado : Quem he admoestado por
um fado criminoso, soll're uuia fceusarao.
O Sr. Oliieira :,E assim nSn ti, como se tem;
os nobres depulados querem, que en diga amen
lodos os artos da presidencia.
f/m Sr. Deputado : Isso he defeza ?....
O Sr. Oliceira : He o que quizer o nobre de-
pulado.
En nao insistrei mais sobre islo; mesmo nao prc-
'endia mais fallar sobre 'a materia, eso o fiz por qoe
ui provocado pelo nobre depulado ; mas antes de
senlar-me, responderei parte do seu discurso em
que disse, que eu nao linha a prudencia, nem a re-
flexio precisa para vir aqui fazer aecusares imme-
recidas.
Senhores, admira qoe o nobro deputado, lodo
eheio de prudencia e crcumspccrSo, se tornarse me-
nos prodenle e reflertido, quando se discuta, ha
pouco, um projecto sobre a inslruccao primaria
Nessa occasiao, pretendndo o nobre deputado aba-
lar o crdito litlerario do director do collcgio de
Santo-Alfonso, que he meu irmo, sempre lhe pro-
digalisouattencoes e obsequios, por elle conheclos
disse, que os alumnos, que alli aprcndlam lalim, nq
sabiam nem a syntaxc, porque a penas passavam a
Iradnzir, nunca mais recordavam a artcsinha ; e por
isso enlendeu dever retirar dodilo collcgio a um sea
filho, que nelle exista ; mas he do admirar, que
alumno, que foi retirado docollego em Janeiro, por
nadasaber, fosse no mez seguinte, nao-sci porque
arte mgica, appruvado plenamente no curso jur-
dico ,
- O Sr. Presidente : Mas isso nao est cm dis-
cussao,
O 8t. Oliceira: Pois bem, paro aqui declaran-
do ao nobre deputado, que se liouver de dirigir-mc
novas provocamos, me conlrar na estacada.
O Sr. Meti Reg : Nao vejo razao para que a
discussao se tenha acalorado por esla forma, mas j
que o nobre depulado que falln antes do Sr ^segun-
de secretario............a discussao havida na casa,
me felicito por ler lomado parte na discus>aoT"r>r ler
sido um dos que a provociram: felicilo-me por ter
oHerccido occasiao de ouvir as manifuslaccs que
leem apparecido a favor da adminislrarao ; felicte-
me por ter provocado cssas'explicares, das quaes se
v que a opiniao que cu tenho na materia, be err-
nea, e felicilo-me ainda por ler proporcionado occa-
siao adminislrarao para que esse sea acto fosse a-
preciado devidamente, e mostrar-se que nao -s en
como muitas outras pessoas estavamos em erro. Pur
tanto..,..
Encerrada aJfccuss.10 he o approvado o artigo e
scus viole e oilo paragraphos, sendu regeitada a e-
menda.
Logo depois sao approvados os segoinles arli-
gos :
Art.- 32. Com as collcclorias a
saber:
SI. Com os empregados.
o 2. CoiS o expediente.
. < Art. 33. Com as agencias, a
saber:
ag. Com os empregados.
a 2. Com os empregados do
consulado da Alagoas por inlervi-
reni na cobranra dos dircilusdo al-
godao desla provincia que alli se
cobram.
o 3. Com o expediente.
Art. 34. Com i s aposenta-
dos.
Passa-se discussao do arti-
go 30,:
Art. 35. Com os jubila-
dos. *
Vem mesa a seguinte emenda :
professor de desenlio.Meira. >
Encerrada a discussao, be approvado o artigo e re-
geitada emenda. .
' A discussao do projecto fica adiada pela hora.
O Sr. Presidente designa a ordem do dia e levan-
ta a sessao.
Discurso do Sr. deputado Souza Carvalho pronun-
ciado na sessao de 26 de abril.
O Sr. Souza Carcalho :Sr. presidente, nao he
meu fim obstar a que seja creado o termo do Buique,
mas smente manifestar assemhla, que llieconvm
proceder neste negocio com aquella circumspccrao,
com que jtem procedidoe deve proceder em negocios'
desla ordem. .-------"*-----"'""
Tcm-sc dito nesta casa, e nanea ser demasiada-
mente repetido, quo a assemblca deve ser o mais cau-
telosa possivol nessas divisos lerritoriaes.
Pelo art. 10 i; 1p do acto addicional compete s as-
semblas provinciaes legislar sobre a divisao civil,
judiciariae ecclesiaslica das provncSs. Mas, senho-
res, do que lem servido esla altrihuicao das assem-
blas provinciaes '? Al hoje, com p'ezar o digo, de
pouco mais lem servido do que. para aderar todos os
dias as circiimscripecs lerritoriaes, imposibilitar a
menor eslabilidadc a esle respeilo, crear comarcase
villas sem necessidade provada, estabelecer novas
freguezia para crear influencia, dividi-las e cltmi-
na-las para favorecer combina^es eteiloraes.
Um Sr. Deputado : Tudd isso he o excrcicio de
um direilo constitucional. ,
O Sr. Souza Carcalho:Tudo isso he o abuso de
umaaltribuiro, que foi conferida ff, asscmblas pro-
vinciaes. E, senhores, nao ser co ilrario a todas as
epusideraees, que qualquer dcpu'ado, pelos meios
que sao conheclos, sem o menor r denlo e sem o me-
nor systema, trace no mappa de ; i provincia as raas
que bem lhe parecer'.' nao ser i realidade incon-
veniente essa anarchia, que crece lodos os dias, en-
tre as divisos jndiciarias, civis ecclesiasticas ? nao
ser um verdadeiro abuso que itr motivos passagei-
ros seja desmembrado um mu pi, >s vezes contra
os reclamos da maioria dos seus habtenlas t Todo
islo nao pode deixar de trazer cm resullade o discre-
dito das assemhlas provinciaes...
Um Sr. Deputado:Esl feilo censor das asscm-
blas.
O Sr. Sousa Carvalho :E porque nao jnlgo
que a liberdade de discussao se eslende al este pon-
to ; e se faen censuras ao procedimento das assem-
hlas provinciaes, he porque vejo que os seus desacer-
t* nesta materia ho de fazer com que o goveruo
gcral lome medidas afim d inutilisa-los.
Conhecedor dos vergonhosos resultados que podem
provir da atlribuicao das.assemblas provinciaes, de
que lenho fallado, j o fallecido senador Vaseoncellos
aventn no senado a idea lio que, embora ellas divi-
dissem como quizessem as freguezias para o paslo es-
piritual dos cidadao?, todava *no livessem estas mn-
dancas effeito para os artos concedientes s eleicoes.
E he evidente que os poderes geraes, aos quaes com-
pete nao s pagar os vencimculos dos vigarios e dos
magistrados, como decretar a urganisacao eleitoral,
municipal e judiciaria, leem o direilo e ns meios de
estabelecer certasregras cm relacao s illcrcnlescir-
rumscripcoes lerritoriaes, Sou de opiniao que o go-
verno geral pode lomar a magistratura ambulante,
ou unir dous ou mais termos quando entender con-
veniente. Deixando-se iuteirainenle fraccionada en-
tre as vinte assemblas provinciaes do Brasil, sem
algum correctivo, a ailrihuicao de estabelecer as di
vise. lerritoriaes do imperio, pode resultara maior
desproporco a este respeito, pode urna provincia
muito pequea c despovoada, comparativamente com
as outras, ter um numero maior. de freguezias, de
municipios e de comarcas, do que urna provincia de
primeira ordem.
Um Sr. Depulado : A assembla provincial de
Pernambuce lem sido muilo razoavcl a respeito de
divisos.
OSr. Souza Carcalho :Diz o nobre depulado
qoe a assembla de Pernambuco tem sido razoavel
nesle poolo ; ora perc-lhe que abra a colleccao das
nossas leis provinciaes, e'ver quenm grande nume-
ro ilcllas sao sobre divisies c suhdivises de fregue-
zias, municipios c comarcas. Eu, Sr. presidente,
tive o trabalho do percorrer essa legislacAo, c obser-
vei que as divisos e subdiviscs em grande parte,
nao sao mais do que manrjo dos partidos. Aquellas
que sao eslaheleridas por um partido, quando o oulro
tobe ao poder, sao immedialamenle revogadas ; dcsl
modo cada partido tem o seu mappa da provincia,
andamos em urna perfeila conlradansa. Mas nao sei
por* considerares de que systema razoavcl de cir-
cumscripcries lerritoriaes e de elciccs so possa justi-
ficar emelhanle conlradansa.
Se prevalecer e elcrnsar-so no Brasil lao funesta
.pralica, nunca peder est.ihelccer-se e tomar raizes
essa pequea associaro cm turno do sinede cada ma-
triz, a que se chama freguezia, nem tan pouco a dos
municipios ; nunca existir esse inleresse que os lia-
bilanles de um pai/. devem tomar pelos negocios da
sua localidade, nunca poder ter origme manler-sc
esse senlimenlo, a que se. chama o patriotismo local.
Eua verdade como poder elle crcar-se enlrc nos,
se os territorios das freguezias e municipios sao, per-
millam-me dize-lo, tao errantes c movedizos, como
as leudas dos rabes do deserto 1 He sabido que en-
tre nos a sociedade poltica existe na najap e na pro-
vincia, mas nao nos seus elementos primitivos. No
Brasil as cmaras municipaes sao gcralmenle pouco
cuidadosas c, segundo se diz, algnmas deltas s ser-
vem para delapidar os dinbeiros pblicos. ,(-Vc
apoiados.)
Senhores, mis llevemos fallar ao paiz a linguagem
da verdade, sermos francos e. sinceros; he islo o que.
cstou fazendo. Agora tratando especialmente d Icr-
mqdo Buique, que se pretende crear, direi que nao
procede a razao geral da ulilidade que resulta da
existencia de.nm juiz municipal em urna pnvoarodo
interior; a admillir-so esla nica raza, poile-sejui-
lificar a necess
Na ansepcia desses dados, entendo que nao ha na-
da mis razoavel c necessario, do que consltennos a
esle respeito o poder administrativo, ouvirmos a opi-
niao do presidente da provincia.. O anuo panado foi
proposla nesta assemblca a creacao do municipio da.
Encada. Mas qaal foi a resoluc,an lomada IfA as-
sembl mandou oovir'o presidente da provincia, e
le o juiz de direilo e a cmara, municipal da Vicio-
ra. Que Inconveniente proveio d'ahi? nem por isso
este anno dcixou d ser rreado o termo d Estada.
Entretanto, senhore, a Bocada era tida por lodos
como a freguezia mais rica da provincia, e as suas
vantagens eram bem eo.nhecidas, visto que ella he si-
tuada a poucas lcgoM de distancia desta capital, ao
passo que Buique W mnilo dislante, c delle temos,
poucas informacies. Pois o mesmo que se. fez com
a Escada he oque cu desejo que se observe agora com -
Buique. Volando pelo adnmeiilo proposlo, nao he
minha intenrao oppor-me aos inleresses daqueUa
parle da comarca de Garanhuus, mas unicamertlc
contribuir para que esla assembla proceda neste: ca-
so com aquella circumspeccao rom que deve encarar
as quesloy desla ordem.
COMARCA DE rWZARETH.
26 d abril de 1864.
Lembrado esjar, de que, cm urna das minha,
precedentes, fallci-lhe de um liomem do Reinos *
que coslumva apparecer |>or esta eidad vendendo
fazendas por metade, ou menos ainda, do prcm por
as vendem os demais negociantes.
Pois'bem: em um d'cslcs dias aqui chegou o tai
fregaez, em occasiao em que lambem aqui achata-
se o Sr. delegado que tndo noticiada felicidade,
que chegra a Ierra, c querendo ver e certificar se"
por. si mesmo al que ponto sera exaclo o que aOir-
mavam, mandou ir o dito freguez a sua presenca :
c adiando que nao era exagerado o que lhe haviain
dito, passuu a perguiilar-lbo : onde comprava fazen-
das, para vender tao bValas? Da oulra randa, foi-
lhc respondido. Pergunlou-lhe ainda o Sr. delega-
do pelas facturas; mas, qual facturas, nem meias>
Huras I respoildcii-llie que nao saliendo ler cscu^
zava facturas. Avista, pois, de tanta cegurdao, e
de nao trazer passaporte, ou oulro qualquer doru-
menlo, que o pozesse abrig das durezas poliriaes,
IM.Ma bizarra levado para a casa de pouco pao, ale
que se rooslrasse crrenle e cm regra.
-waztegosto ver a chusma de interessados, ou in-
teresseiros, que se appresentoo,- inlercedendo, pur
taya honrado freguez : de corlo, valia bem a pena ;
brim de algodao, vulgo castor, de primeira quali-
dadealOOrs. a vara; chilasfinasa 200 rs. I... ele etc. .
i No dia 21 do mez qae vai .correntio vele -reca-
llier-se a cadeia d'esta cidade Agoslinho de Olivera
Cavalcanti, pronunciado por crime inaliancavel
ra o fim de recorrer da pronuncia ;- e consta-me que
fora esta reformada pelo proprio juiz a quo (na
phrase dos advogados) que foi o 6.* supplente di)
juiz municipal, actualmente em xerricio. Alguns
enxergram na decisao do dito juiz a influencia dos
protectores do recorrente ; outros, porm querem
que fosse ella baseada m provas supervenientes
e irrefragaveis, que *onsltuiram ao mesmo juiz na
obrigacao de reformar a pronuncia recorrida..
Como quer qae fosse.nao me cabe aquilatar o pro- .
rcdimenlo do juiz, dizendo lao somente o que j dis-
se em oulra occasiao : Se admitan; como prova,
urna justificarao tomada recelia, obram 'mal ot
que est'w na cadeia do Recife, e de outros lugares,
em nao cuidarem quanlo antes, em dar suas just-
liftcacScs.
Depois de fazer-lhe a communicacao cima, per-
mita, que me dirija um liomem, aqui morador,
o qual, julgandc-me por si, lem lido o procedimen-
to iiiqualilicavcl de dizer, que o corrcspoudeut
Diario fura pago, para rao levar esta oceurrenria
ao c/>nhecimcnlo do publico.
J vedes, Sr., a maneira, por que ficam desmenti-
das as vossas asserces, por demais graciosas, e de
mao gost.
izei-me agora :.qae razao haveria, para quere-
rem occoltar um negocio publico e publicissimo,
romo he um recurso' a ponfo de procurarem que
d'eltesc nao lizesse inencao em um artigo de gaze-
ta"!! Dar-se-ha caso que cm seu,expediente, nao
fossem precnchilas (e vos deveis saber bem d'isso!)
todas as formalidades, que a le prescreve, ouf que
ojnz obrasse contra o direilo 1! Em lal caso o
que fez o promotor, que he como urna sentindia
avanrada da lei,, e sem cuja sciencia nada,se pode
fazer no furo criminal? Tambera seria pago par
consentir em qualquer irregutardade Deixo-vos
a faculdade de respomlerdescomoquizerdes.
"Dizc-me mais ; A*<\{ iouvcssem irregulari-
dades na oncessao do recurso em qucstao,c na re-
forma da pronuncia :-TrfJiiem doria a canees, por
qualquer revelaran que d'isso se fizesse't NSosvo- ^
des e nao v todo o mundo, que as cotmnuuicaces
do correspondente nao sendo officies ninguem
prejudicial, sendo que por isso, anda nSo foi punido
um s i-rime dos que elle lem'levado ao conheci-
mento do publico Se quzerdes poder ser- .
vos appresentada urna relarSo d'esses crimes, com
especiucarao dos criminosos, lagar do uas resi-
dencias.
Logo s qual o motivo de se resolvetem a pagar, e
que pagamento, meu Dos para que nenhuma
inencao se fizesse d'cs.te negocio 1' Nao cotapcv- -
tiendo.
Sabei, Sr., que correspondente do Diario, len-
do-secompromellido coma redacraodo rdesmo a in-
forma-la com exactidao das oceurrenci*, que live-
rein lugar por esta comarca, hade desempe-
nbar esta pesada larefa, n.lo nos-termos que lalvez
dezejarieis; mas com a moderac,ao, c decencia ue-
cessaras, e imperiosamente reclamadas pola nipor-
lauca d'aquelle jornal, o que lhe he muito reedm-
inendado por sua mesma redacto : se alguma vez'
deixar de fazer menean de um, ou oulro facto, sera
por algum motivo nobre, e nao por inleresse mate-
rial, sempre mesquiuli c ovillante, do hornera que
lem cuusciencia de si. Vede qnem pagu ao corres-
pondente do Diario, para nio tratar 'daquelle es-
cndalo snecedido no meio das ras desta cidade
com um vclho, que fui arrastrado para a cadeia,-
afim de pagar oito mil ris cmara lie urna multa
por infraccao de posturas, gritando elle ama, e
muitas vezes, qac j havia pago, como depois mos-
Irou por documento'! Vede mais qaem pagou pa-
ra se nao tratar d'esse negocio do D. Mara Bezcrra,
a respeito do qual correm tantas versees ?!... Pois
bem : he precisa que nos respeitemos mis aos ou-
tros ; e permetti que vos lembre, que cada qual
tem seu pedazo do mao caminho.
'
t
1
f*
I
i
Tcndo-me apartado por um pouco do fio' de mi-
abas commancaces, vollo de novo ao meu'propo-
sito.
lia aqui duas classes, se assim se pode di
contra as quaes leyanla-se um clamor gcral: a pri-
meira he ados cariiicciros.as quaes por meio de urna
cambada (detxe passar o termo) de pesos, c contra-
pesos, que deitam as bataneas, segurando om nma
das extremidades, rouham com o maior escarnalo ;
c a segunda he a dos receptadores, ou compradore
dftgcnerosescravos.qac os veem vider, quass.
sempre fora de horas: d'eslossSo aprontados alguris,
que leudo principiado, ha pouco, com urna garrafa
de agurdente, acham-se ricos, c mandam aonuul-
nicntc mais assucar para essa capital, do que muilos
Srs. de engenho i
Nao menos notavcl, e digno de reparo lie o eos
turne de fazer-se limpeza junio a porta lateral, ou
da sacrista da nossa matriz, justamente, onde se
cruzain varios caniiuhos ;.de maneira quecaosaa
maior repugnancia cm passar-se por junto da igr-rja,
ou por algum dos ditos caininhos-
Entretanlo que ludo iso assim he, a polica mu-
nicipal, a quem parecc-nic, he incumbido velar
solire eslas avarias. dorme o somno profund
diffcrenlismo ; c ale nem sei.se ha aqui flseal!
A oulra polica, a polica judicial nao dorme me-
nos ; de maneira, quo aqui s lia torca publica,
e se ella nao fra, nao sei o que seria !
O cidadao que c\crce hoje as fiiiiec,6es de delega-
do, mora a qualro leguas distante desta cidade, -e
aclio-lhe loda a razao cm nao dcixir o seu eslabote-'
cimento agrcola, para vir metter-so aqui troco
nao sei de que.
O lugar de subdelegado esl a cargo de um sup-
plente, \muito Irom moco ; dizem que quando as
parles lhe apresentam algnma pclicao por erripto;
elle pcrgunta-lhes qual deve ser o despacho !) que
mora d'aqui T legua e mcia, os apparecc n'esla ci-
dade quando vem fazer sua fcira. Temos um Ins-
pector de qnarteirao de arromba lainhern muito boa '
pessoa : urna larde deslas urna mullier foi-lhe a
poata o em vozes atlas leu a buena-drlia a sua cha-
ra mai ; e minha auloridade... mola Dir elle que
dado d.iserein^elevados .'P &, mundo por s mesmo se endirena.
lodos os lugarejos da provincia. So l,rc",ec"fe K. a,. .,,.......___,!, -.,.,
tambera unicamtfhle a razao da distancia, come que-
rem ns nobres deputados, as prdviiiciasiH Amazonas,
ile I'iomiz e de Mallo Grosso deveriain ter una infini-
dade de municipios. Mas. nao : antes de fazermos
semelhanlcs creaees, he mster qns lenhamos pre-
sentes ccrlos dados slalislcos e muitas onlras consl-
dera?.
y1
I
V
\
No dia 22 d'esle mei mardiou d'aqui o "capilao
Camisilo com parle do seu estacamento, dizem que
para Pedras de logo.
Na noile d'esse mesmo dia foi preso pelo offlcial
dcjuslia Leandro d-Annnnciaeao um bomcm, que
andava vaaando |>clas ras d>sla cidade, o quat d


DIARIO DE PERNAMBUCO TERCA FIRA 2 D MAIO DE 1854.
-.
...

idea de desorlor.prete fgido da cadcia, na cousa que
o valha. Consta-meque na oceasiao de o recolhcr a ca-
deia liodvera orna allercacao com o Moraes.jmr quan-
lo este s o quera receber a ordem do subdelegado, e
i> Leandro insista era dizer que o tinlia prendido
a .ordem do delegado. Quer agora saber porque 0
Moraess quera-o homem ordem do subdelegado?
Nao ligo, nao : o Sr. vai por no scu Diario, e en
nao quero que se saiba", que os presos do subdelega-
do sollam-se com grande facilidade.
Sejaelle preso de quem qui/.er, consla-me que
ainda esto preso; e que ala boje nenhuma averigua-
do se fuera a respeilo ; e quem a Caria... O de-
legado mora a quairo leguas.
28.
Findou-sc bonlcm o qualriennio, por que foram
lomeados os'diflerentessupplentes do juiz munici-
pal desle termo, pelo qu parece dever eessar loda
a jurisdicao d'aquelles, que acbavam-sc cm oxerci-
cio, ja como juiz de dircilo, e ja cmo juiz munici-
pal, e passarem scmelbanles altribuicoes para os ve-
readores da cmara, como foi providenciado pela
lci, mas submelterem a bpuiao de certo jurisconsulto, que
quer que o qualriennio seja contado do da, em que
preslaram juramento; dc'maneira que se assim
fr um dos ditos supplentes ter deservir por, mais
quairo annos, pois haver dez ou dozc lias que
presin juramento ; e haver quem esteja por seus
lespachos'.' lalvez.
Foi hoiilcm prvido perantt o supplenle (6)
lo juiz municipal o recurso que, da injusta pro-
nuncia, interpoz o preto, escravo* conhecido co-
ntiendo pelo nomo de Ventura : esle preto ha al
guns tres me/es que jazia na cadcia dcsla cidade
por denuncia de haver deflorado urna rapariga bran-
ca ; e, apesar do scu desvalimeiilc, foi tal o pro-
cesso, ou Jhles as jiro*as do processo, que o *. j
vogado enconlroii a maior facilidade cm recorrer
o obler a reforma da pronuncia. A denuncia, ou
queixa fui dada por uiu ascendente da dita rapar-
fudn, quo a cmara rnviasse mesma commissno
no principio le cada mez um ina*ppa estalislico das
pessoas que no mez anterior s\iccumbiram le febre
amarella. Inlcirada, e mandou-se expedir ncsle
senlido ordem ao procurador, erespondor ti S. Exc.
Oulro do mesmo, transmiltido por copia o pare-
cer dado pela commssao de conlas* ornamento mu-
nicipal da asscnibtva legislativa provincial, acerca
do requcriincnlo que tambem remetlia, de Jftaquim
Antonio de KariaBarbosa, afim de que a cmara in-
formasse respailo. Que se inorinassc com o oc-
corrido.
Oulro do mesmo, maullando, do conformidade
com o que reso^vcu a asscmbla legislativa provin-
cial que a cmara expedisse diploma a um supplen-
le, qno sulislitiia o deputitdo bacbarcl Joaquim Pi-
res Machad l'orlella, que ohteve dispensa la mes-
ma assembla para entrar no exerccio do scu cm-
prego de oflicial maior la secretaria da provincia.
Cumprio-se.
.Ontro do gcueral commandante das armas, para
ser informado acerca da rcquisirSo feila pelo l-
enle commandante da forleleza do llrum, de urna
luz pnm o preso de juslica, alferes da guarda nacio-
nal, Francisco Alves le Moraes Pires,' rccolbido
aquella prisao. Qqc. se respondesso que a cmara
nao se oppunln ao fornecimento da luz, urna vez
que da fortaleza viessem os pedidos da quanlidade
de azeite preciso diariamente.
Oulro do director las obras publicas, pedindo que
a cmara lsse ordem afim deque as barricas le ce-
mento existentes em deposito no telheiro das Cinco
Ponas, sejam applicadas obra da capella do cem-
terio. Mandou-sc lar ordem ao procurador para
mandar entregar o cemento.
Oulro do administrador do cemilerio, remet -ndo
I a quantia de 38000, differenra paga pelo thesouroi-
didas no municipio do Rccifc ; approvou mais as
reilaccocs dos projeclo3 n. 17 de 20 c 2G lo correnlc
armo, o a do do n. 31 de 1853, e a do de n. 27
com urna emenda do Sr. Mello Reg. Approvou
lambem em lerceira discussflo o projcclo n. 33 de
1833, com a seguinte emenda do Sr. AguiarHe
igualmente elevada a calhogora le villa, com a do-
nomnacao de Villa de Cabrob, a povoacao do mes-
mo nome, servindo-lhc do lermo o territorio da
respectiva freguezia.
Passando i segunda parlo da ordem do lia, segun-
da dUcussSo do ornamento municipal, approva o
arl. 2 quo diz respeilo despeza da cmara do Uc-
cife, com as seguimos emendas.Depois das pala-
vrasAraujo Galvilodiga-seea do262011 rs. ao
escrivao Joaquim Francisco de Paula Esleves Cle-
mente.Epaminondas.
Ao 4 acrcsccnle-sedevendo o pagamento ser
feito no propri estabelecimenlo.Paet Brrelo.
Com o engenheirocordeador 1:000. Oliteira.
A ofdcm do lia para boje he a continuarlo da de
bonlem e a segunda discusso da emenda offerecida
em lerceira ao projeclo n. 33 le 1853.
ro la irmandade da Conceirilo dos militares, para
poder ser sepultado cm urna las catacumbas da
mesma o cadver d'um prvulo, filho de um scu ir-
mao. ao qual so refere a guia u. 6741. Quo se
ga; mas, a,fmil ajusti^a figurou como parte, taro- raiismillisse ao procurailor para o lim conveniente.
bem bao se sabe como ; e tal toi o descuido qo* 0ulro u0 cn.enheiro cordeador, remetiendo o or-
liw autos nao eonslava que a mencionada rapariga
fosse meiior, nem quo fosse pessoa mizcravel, fim
de poder leclhiar-se a causa pira a juslica ; e por
isso, digo, que nao se salte romo a Justina veio fa-
zer-te parle.'* Tambam ignora-se como, seudo o
rrimo deque be Ventura accus.do da orJcm la
quelles, que admiltem llanca, e nao sendo elle
preso cm flagrante, eiUcvc preso tanto lempo,
Dizcui-mc que a fasta la Senliora do Bom Oes-
pacho, de Alagoa-Secci, de que Ihe fallei ha lias,
pastou-aa da mellior forma, c sem que orcorresse
incidente algum desigradavel, sendo o mais nota-
vcl nao quererem dar cavados para a recondu cao
los msicos, quo foram desla cidade, de mancha
que ainda uma vez verilicou-sj o rifao : Festas aca-
badas, msicos a pe. .. j
Acaba de chegar o capitao Cami lo de Pedras de
Fogo, eiiizem-me que traz a noticia 'o ter sido pre-
so all por diligencia do subdeleg. respectivo,
Marianno llamos de Mcutoiiri, o pre. sentenciado
Viclor Uonralves Pereira, quer^ivia lacomma
dez do presidio-lio Fernando enW ro do an-
uo passado. .
Cnsta-mc que aquello subdelegado lem feito o
maior servir a queda locadadcque esleve in habi-
tavel al a posso Je S. S. ,seudo pie boje j vai pa-
receodo urna poviia^o rivilisada, e onde j se- res-
peila a propriedaiic, e a xida'alheia. Continu o Sr.
subdelegado, c o punlico terqueagradecer-lhc.
Al mais ver. (Carla particular.)
, CMICA DE G\RAMIl\S.
24. da abril de 1854. f
ltimamente commumquc a Vmc, que houvcra
sido cu sorteado, afim de exercer as nobres funcees
de -durado- : ao hbil Sr. Manuel Joaquim Pe-
rerra*Nelto, escrivao do trbuual, devo os seguid-
les ponlameuios dos lrahall-.aft.da scsaAo.
A prmeira sessao judicaria do jury desle lermo,
presidida pelo Dr. Joao Francisco Duarl Jnior,
juiz le direilo interino, sendo promotor publico o
l)r. Julio Barbosa de Vasconccllos; advocados, os
do aoditorio, a sabor : o Dr. Francisco Machado
Das, os Srs. Miguel Primo Pillar, c Antonio Vic-
lor Corris : foi instalado no lia 3 e se findeu no
lia 22 desle mez sendo naUa julgado-s .'ti proces-
So romprelifindellilo WJJtt^^tm V
Bes dito 34 procCBS0T5t,am :
11 de morle compreheudendo.. .
5 le tentativa de morte *> .....
5 de ferimentos ....
6 de furlo o ....
.- 3 de olTeusas plijsicas n ....
3 por ameacas, eulre estes, dous pelo
oso, sem licenea, de armas prohibi-
das, compreheudendo*........
1 ineurso no artigo 295 do cdigo cri-
minal, compreheudendo......
18 ros.
3
5
6
3
3
1
S. 3*
Absolvidos. .
Condcmnados
S. 41
. 27
. 14
S. 41
amento uo valor de 3:G75j, planta e perfis do ater-
ramcnlD a fazer no terreno publico, entre os sitios
de Mrcala no Alvos da Silva e de l.uiz Jos da Cos-
ta Amorim, no Manguiubo, c pedindo pagamento
da quantia le IMV20, que dispendeu corft scmclhantc
trabadlo.Posto cm discusso, flcou adiado em vir-
tude do seguinte requerimento que fez o Sr. Barala,
efoi approvado. Requeiro que se eftcue ao cor-
deador desta cmara que passando a examinar a
camlioa do Mangiiinho, cujas aguas as cchenles
das'mares alazam o terreno publico contiguo ao si-
tio do finado Herculano, c l.uiz Jos da Costa Amo-
rim, informe se a existencia la dila ramboa, la p le em diaute, he de ulilidado publica, ou se lem
s por flu a conveniencia particular. Rccifc -fe
de abril de 1834. O vareador, llaral a. a .
Oulro oflicio do fiscal de S. Jos remetiendo o
mappa do gado morlo para consumo na semana
par ciliares. Que se archivasse.
Uma nforniac.lo do advogado sobre oflicio lo so-
licitador, de .que faz menea o a acta de 29 do mez
ultimo, dizendo que em vista das razes apuntadas
era dito oflicio, e da difliculdadcde virem leslcmu-
nbas que moram fura .da cidade para depiir aqu so-
bre infraceftes, Ihe pareca cabivel. a medida pro-
posla pelo solicitador le seremos fiscaes do fura da
cidade incumbidos*dc requerer aos subdelegados o
julgamenlo dasinfraccoess posturas. Intciradn,
c maudou-sc fliciar ao solictalo para devolver ao
procurador os quatro termos do infracracs s.pos-
luras commcltidas em Jahoalao, flm do voltarcm
ao fiscal dalli pira proceder na forma indicada.
Oulro do cordeador, informando favornvclmente
sobre a pencan de Ilerculauo Alves da Silva para
abrir as ras prujrjctadas no eu sitio, dando porcm
a uma ledas direc^ao'diflercnlc da que esla trarada
na plaa respectiva, oITcrcccudo neste senlido um
projecto parcial. A' commisso de edilicacio.
l>espacharam-se as peticoc* de Adolpho Curirc,
de Amador le Araujo Pessoa, de Francisco Antonio
los Santos, de Francisco Marlius Raposo, do Jos"
Fcrnandes Moiilciro, le Joao de Sa l.cilao, de Joa-
quim Fernandos de Azevcdo, de l.uiz Jos da Costa
Amorim (2) do .Manuel Figuirda. de Faria, de
). Mara Francisca Morcra de Carvalho, e levanloii-
r*e a scss^T'
Eu Mauocl Ferrera Acciolia escrevi no impedi-
menlo do secretario. Reg p presidente.A/ame-
de.Gameiro.Barala de Almeida.A. Marque
de. Amorim.
THESOURARIA DA FAZENDA PROVINCIAL.
Demonstraran do saldo existente na caixa do eXr
ercicio de 1833 a 1834 em 29 de abril de 1854. .
Saldo cm 31 de marro
p. p....... 247:0139429 '
Rcceta no corrcnlo mez. 64;G93647
----------------311:7413076
Afinal, rendido s nossas instancias, apparcceu o
Sr. Figueira de Mello na Uniao de'29 do passado,
com uma correspondencia assisnada pcloscu punbo,
na qual propoz-se a refutar as nossas asserces an-
teriormente emetlidas sobro a sua Eslatislica. Em
quanlo porm mis allegamos c provamos o que dis-
semoscom documentos accordes, o Sr. desembar-
gadorlimilou-se a fazer novedeclarares, o a exhi-
bir contra si mais uma carta do Sr. Soarcs de Aze-
vedo. Confessamos ingenuamente que se a todos
fosse possivel 1er aquella correspondencia com al
tcncao e despidos de provenr/'os pessoaes, de bom
grado largnrian-.ns a penna, visto que cm verdade o
Sr. Figueira nada ailinlou, a oxccpc,3o do maligno
desejo que moslrou de por o Sr. Soares de Azcvedo
em conlradicao com sigo mesmo, toreando o sentido
das suas expresses, mutilando! e,M|taraiido o Ire-
chos dos seus cscriptos com tanto que* disso lirasse
alguma sombra de desculpa.
Buscamos no arrazoado do Sr. desemhuargador ra-
zes a combalcr, c mo adiamos se quer pretextos!
E neste caso o que fszer mais ? Tratemos todava
dar vulto a algumas de soa* declara;es ; e fazendo
sobresabir a infidcldadc e incoherencia d'ellas, mos-
tremos ao publico como o Sr. Figueira ja lem contra
si a propria conftssao, estando por conseguintc a
nossacausa ganha.
Que o Sr. lescmbargador con'fcssa a existencia do
mappas em. branco na sua lista lisura, he o quc.se
nao pode duvidar, -4 visla de suas declararles sob
ns. 2 e 3 ; o que S. S. porcm nao quer he quo o Sr.
Soarcs de Azcvedo leu ha supprido algumasdessas la-
cunas, como nos .-durmamos, e como aflirmaram o
proprio Sr. Soares de Azevedo em scu reqnermcvlo
presidencia, e o arbitro do governo cm scu parecer,
ludo publicado cm nosso n. de 25 do passado. E
qujrcm saber os leilores como o Sr. desembargador
procura iludir esses dous (eslemunhos em que nos
bascamos.' Eis-aqui as suas ctpresses : declaro
que lie inexacta a assercao, de que o referido Sr.
Soarcs de Azevedo lenha acere-renta lo considera-
retou dados algnns estalislicos para supprr algu-
mas das muitas lactinas que o Sr. Figueiroa diz
nella foram encontradas, e jssn mesmo o afiirma o
Sr. Soares de Azcvedo nos correspondencia qnc por
amor la verdade se dignou publicar na C'niiio ; que
oseu trabadlo de revzor nunca fui de natureza que
o obrigasse a nlroduzr materia noca, nem a rcc|a-
raresclarecimenlo algum da autordade.Ora bem ;
o Sr. (lescinbatgador cnleade que mudados os mi-
mes, mudados ficam as colisas em sua natureza. E
merecer islo oulra resposla a exceptao do rizo ou
da compaixfto ,
l.embrem-se os leilores do oflicio e da corresponden-
cia do Sr. Soarcs de Azevedo impressos no nosso nu-
mero j ap/ntadn,"e decidam, seo Irabalho todo no-
vo de enclier immensas lactinas (sao as palavras do
Sr. Soares); se fazer proporees arithimelicas, ad-
diees edicisoes de nmeros para clculos ; supprr
dalas e substituir phrase por oulras, lie minio
materia nove, ou se equivalcm a consideraccs e
dados estatiscos, como se exprime o Sr. Figueira.
Nao nos importa a causa porque quasi lodos os
mappas da Eslatislica licaram cm branco ; poderia-
mos sio.1 appreciar as engranadas ra/.oes dadas pelo
Sr. Figucira*ae>s5 respeilo, mas n5o o fareraos por-j
que nao nos he necessario. Nao entraremos tambera
naanalyse e combinado tacarla d Sr. Sitare de
Azevedo, incerta em a Cniao de 29, para moslrar-
mos em como ella est de acord (cm nosso favor
com os ontros dous ducumenlos ja indicados, que
so por meio ds uraa jnlerpelrarao pharizaica se po-
der concluir, o contrario, segundo deu a entender o
Sr. Figueira.
Diz o Sr. (lescmbargador que declina por incom-
petente, precipitado, parcial susvcilo o juizo que
fiz da sua produrcao; e alardeando com notavel des-
vanecimento os elogios de que o cnchcu uma com-
otisfilo illuHrada, quo oulr'ora apreciou o scu tra-
badlo, accrcsccnla que bdm podero mostrar que
u era inleirmenle allieio cstai malcras, o que
nao pudccsludaro seu aulographo para cmitlir um
juizo solido: Vc-se pois a necessidade que lenho,
nao de sustentar j o ineu parecer, pois que o.Sr.
desembargador nao o contcslou em nenhnm dos seus
punios, mas de corresponder ainda confianra da
presidencia que me escolhu para arbitro, lclfen-
dcmlo a sua nomeacao, c procurante convencer ao
Sr. lescmbargador, queo mcu juizo csui muiloaci-
mados epillelos com 'que apaisonadamento o qua-
lilicou. Bem quizera poupar o amor proprio do au-
tor da eslatislica, as iras c dissabores que Ihe tlevcm
resultar de uma discusso sobre a sua obra; ma
S. S. lorftou o meu silencio impossivel, e a nao con-
sentir cu na coudemnacao implcita do acto da pre-
sidencia que me nomcou, forjosolmc era entrar nes-
sa discusso.
Nao sendo infelizmente do numero daquedes, a
quem os respeilos c considerarnos humanas induzcm
a fallar e obrar contra suas proprias con*croes, o
detestando obre ludo liiimi.iean peanle os gran-
los, a arrogancia c insolencia para com os peque-
os, fallei presidencia cm meu parecer, segundo
as Inzes que lenho, c segundo os dictamos de mnba
consciencia : ouso lizer que da minha parle nao
bouvea menor malevolencia relalixamente ao autor
da estilstica ;' e se alguma cousa fui obrigado a zcr, cm sustentado do meu laudo, que podesse ser
lomada como critica da obra, creio que esla emana-
da se desvinu dos limites da critica mais legitima e
moderada. Entretanto, contra a minha espcclal-
ya, leve le ser publicado aqaelle parer a sua
leilura chocou o autor da obra, c entre i assom os
mal coudos da culera, alirou-me gSr. oesembar-
gador Idesdenhosamente.'.) os epithcts que cima
reproduzi. Nao dcixarci passar asus trumphan-
tes proposieftes : recuso-as como arcslo ; o conside-
rando-as s como excepJo, lomo ao publico por
juiz, e desafio solemnemente o Sr. desembargador
para que as discuta e prove.
Nao esperava, como disse, que o mou parecer
cbcgnssc pela mprensa ao conbecimenlo co ; mas nunca temi que assim acontecesse : amo a
luz, edesejarei sempre que esla esclareca os meus
actos.
. Encelando a discusso, emprazo o Sr. desembar-
gador para que me declare e tambem ao publico,
qual o titulo cm sua opniao sufflcienlt para habili-
tar alguem a fallar sobre o merecimento de uma es-
lalislica. Pensar acaso S. S. que os cargos do se-
cretario de provincia, juiz dos- feitos la fazenda,
(lescmbargador, ou mesmo depulado geralf possam
constituir competentes para tratar daquella materia,
os individuos que os exercem ou exerceram, com
exelusao dos que nunca os desfrutaran)'.' He um
absurdo que nao posso suppor compalivcl com a il-
luslraeao do Sr. desembargador Figueira de Mello.
Mas se os cargos pblicos nao legilimam a ninguem
como lidio ou representante las ledras e da scien-
cia. ser para isso. baslanto algum diploma scienti-
fico ou Iliterario 1 Aqai temos quasi por cejla a
negativa do Sr. lescmbargador ; c dando-a de ba-
rato, nem a acedamos plenamente, nem a repelli-
COMMERCIO.
PIUCA DO RECIPE 1. DE MAIO AS 3
MOKAS DA TARDE.
ColacCcs offlciaes.
Descont tic ledras de 2 e G mezes 11 e 12 % ao
"anuo.
Cambio sobre o Rio de Janeiro a 13 dias2 % de des-
cont.
AI.FANDECA.
Rehdiracnlo dodial.......8:959*920
Descarregam huje2 tle marro. ~
Barca inglezaCorridamercaduras.
Briguc in'glezMargarel bacalho.
llrigue inglc'zIVilliamcarvao.
Brigue liamliurguczliobcrtfarinha c aro.
llrigue hollandezPolluxcarvao.
llrigue brasilcirollecifegneros do paiz.
Briguc brasilciroPedro //-yidem.
Importacao'.
Briguc inglez IVilliam, vindo do Dundec, 'con-
signado a Johiiston IVlcr Si Compauhia, manifeslou
o seguinte:
282 toneladas de carvao de pedra ; aos mesmos
consignatarios. ,
Vapor nacional .S'. Sjcador, \dndo dos porlos do
sul manifeslou o scguiule:
5 calxas o 1 encapado; a viuva Amorim & Filho.
rcaixo; a Minoel William.
I dilo; a Joflo Francisco Araujo Lima.
1 caixan e 1 Lila; a Fortunato Correa Menezcs.
I caixinha ; a Achille Humen.
1 pacote ; a Siqueira <& Pereira.
1 dilo ; a Jos Mara Silva Vclhol ^ '
1 dilo; a Miguel Jos Alves.
1 caixole ; a Pedro de'Alhnyde l.olm Moscozo.
1 dilo; a Antonio Coclho de S e Albuquerque
1 jacaz; a Malinas de Azcvedo Villarouco.
Patacho nacional Bom t'im, "viudo do Rio de Ja-
Canal pela I'arabihaBarca ingla Elisa, capitn
Joso Clemenle, em lastro.
tbraltarBrigue escuna sueco Delphim, capilao C.
I'alkeulierg, carga Wucar.
Para e porlos interintiliosVapor brasilciro , tador, eommandanlc o primeiro-lcncnle Sania
Barbara. Passageiros desta provincia, Dr. Lou-
renco Jos de Fignoiredo c sua familia, Manoel
l.op'es Rodrigues Guimarcs, Cunrad Thorasen e
3 cx-pracas. ,
EDITAES.
mos (a cousa exige suas dislincccs.c reservas).
Despeza idem
Saldo.
Em cobre
notas. .
57:04035
155II
251:6390000
254:7003511
234:"009j11
Desles 27 absolvklos,' hnviam s|do processados :
5 por erirae de ferimentos.
10 por crime le morle.
a 2 por crime deamcaras e armas del'e/.a-
3- por crime de offensas pliysicas. f
5 por crime de tentativa de moiW
3 \m enrae fe furto.
S. 27
- Dos 14 condemnados foram :
8 por crime le homicidio.
3 per crime de furto.
1.por crime de offensas phjsicas.
1 por crime de ameacas.
1 por nao ter occpurao honesta..
S. 14
. Do referidos 14 reos condemnados foram :
2 a pena capital, segundo o slisposlo uo artigo
1." da le' de 10 de junho de 1835.
4 de gids perpetuas.
2 de 12 anuos de prisao com trabadlo.
1 de dous anuos e dous n iczes de prisao, e
mulla,
f 1 i de 7 mezes de prisao (por dous criipes) e
molla. '
1 a de Iresmczcse meio le prisao com Iraba-
lho.
1 de 25 mezes do prisao com trabalbo, c mul-
la..
1 de um mez de prisao e mnlla,
1 de dois mezes de prisao e mulla.
O lliesinireiro,
/ ThomazJi da Silta Gusmao' Jnior.
O scjivSo da rcccilu e despeza,
Antonio flardoztLde Qucirnz Foiueca.
Demonslrarao' do nido* existente na caxa de de-
psitos em 29 de ail de 1854.
Salda em 31 de maVso.
. p.p.....i -;>W9:665191
Rcreila no correule mez. I.VyOO
----------------- 109:680S/i9l
Despeza idem..... 4:128sU00
Saldo.
Em colirc. .
notas.
I3S000
.,105:5379191
105:5520191
105:352i9l
J
O lliesoureiro,'
TAoina: Josr da Silca Gusmao' Jnior.
O escrivao da receja e despeza,
Antonio Cardozo de jmiroz Fonseca.
Denmnsiraeiio do saldo existente na caixa especial
do calramenlo das ritas desla cidade, em 29 de
abril de iSil.
.Saldo em 31 de marco
p. p. ....... 6:648*169 Ueceila no corrente mez. 928 (i:6499097 1:3009000
Despeza idem' .
Saldo. ....... Em cobre...... 1079097 > notas ...... 5:242*000 ---------;----- 3:3499097 5:319097
Saldo.
Em cobre.
olas.
v.
S. 14
l. B. eram-sc nove appellaccs ofliciacs: tres
por parte dos reo.
Btle resultado de'algnma forma confirma a as,-
scaro do Eim. administrador da provincia as-
sembla provincial, quaiulo ltimamente disse, que
instiluicJo do jury nesta provincia como que vai Despoza idem.
reivindicando o sen quasi perdido concedo do tri-
bunal severo na punirn dos delirios. Menos indul-
gente do que foi enfeude
reiiajplila^ao^giplPttra mostrar o jury de Gara-
cr.lretanlojforroso hb cufcssar,
huma oulra, que eu saiba, lito, grande
[ de condemnaces se dea, o que prova que
amosem va de prosperidado e civilisaco,
liem qoe a passos lentos ; mas quanlo nos resla ain-
da a vencer chilar, anics de ebegarmos, nao que-
jo j ao grao descjavel de perfe'iro das garantas
soeiacs massequer a um estado medio ; antes'dis-
so quantu lagrimal, quanlo singue, quantas viu-
vas, quanlos desvalidos orpliSos?!
Desla villa nada mais aei, cscreve-me o Mi>-
gucl, a ruto ser a prisao de um tal Joao Baptista, d a
gerra das Antas, por furto de escravos, e a rclirad; i
do delegado no dia 21 do correlo com todo o seu
ilesicamenlo, no sabe o mea amigo para onde.
O invern val entrando, mas vagaros-menle ;
lem-sc feito sonsivel a caresta dos vveres :; a car-
ne verde est a 12 patacas ,a arroba, o a fauiuha a
|n.,ea400 rs. a cuy pela medida vclha. Fico
ao seu dispor. (/d em.)
HIBMI 1.------
CAMABA SIUNIGXPAIa SO BBC UFE.
SESSO EXTRAORDINARIA DE.1-2 de ABRIL
DE 1834. *
/'resideneia ro Sr. Reg e Albuqutr, at.
Presentes os Srs. Reg, Mamcde, Bar u e Ga-
meiro, fallando com causa participada o Sr. Vianoa,
abrio-sc a sessao e foi lida e approvada a ai -ladu an-
tocedente. "
Foilidoosegoinle.
EXPEDIENTE.
Un offlcio do Exmv presidente ta pro' zinca rc-
commendando, segundo oque Ihe requisib m acom-
mao de hygiene publica 'rm oflicio de} ti dome
O lliesoureiro,
Thomaz Jos da Silca Gusmao Jnior.
O escrivao da recela o despeza,
Antonio Cardozo de tjueiroz Fonseca.
Demonslrarao' do saldo existente na caixa es-
pecial da eonslrucr.ao da ponte d Rcifc em 29
de abril e 1854.
Saldo cm 31 de raarcf)
p.p......% 17:1639086
Rcceta no correnlc mez;. 4679095

17:6309181
16398900
10f9981
14:8960000
11:9970981
14:9979981
*-_; O lliesoureiro,
. Thomaz Jos da Ska Gusmao Jnior'.
O escrivao da recela o despeza,
Antonio Cardozo de (Jueiroz Fonseca.
BEPABTItjAO' DA POLICA.
Parte do dia Io d roaio de 1851.
nilm. eEim.Sr.Participo a Y. Exc. quedas
partos honteai e hnje recebida nesla reparli<-ao,
ccnsla lerem sido presos: ordem do subdelegado da
rregoer. i de S. Fre Pedro Goncalves, o paulo Jacob
deMendonc.Hibeiro, eMiguel.Fraterno Machado,,
ambos por se acharcm indiciados em ct imc derou-
>o; ordem do subdelegado da freguczitr -de sanio
Anlonip, o porluguez Jos l.uiz Alfonso, scift. decla-
racao do molivo; ordem do subdetesado dcjk>-
s, os menores Antonio Jos, Misuel l;mbelinoTS|-
O quo para nos liara e essencal, era provar que
o trabalho do revisor da eslatislica nao lero-se cifra-
do nicamente em tirar provas; e como isto ja se
acha plenamente provado com, o Icsleiminlio do
mesmo revisor, nada mais acrecentaramos, se o Sr.
Figueira nao se animasse a dzer cm sua quarla de-
claracao que o Sr. Soares de Azcvedo Ihe tero con-
fessado que toda a demora provem da iypoqraphia
e nao do seu irabalho de revisor. Permilla-nos o
Sr. desembargador que llie declaremos tambera com
franqueza, nao podermos acreditar por ora em se-
melantc asserrao.visto que temos ao Sr. Soares de
Azevedo em conla de homem sizudo. .Os com'poz-
lores ciqgem-sc ao aulographo tal como esta.c depos
de composlo uro mappa, ou uma forma, he que oSr.
Soares de. Azevedo se applica a fazer as emendas c
correcces. Ora.sabcm lodos que aquello senhor lem
umayidalrabalhosa,scndo prufessor de uma aula pu-
blica, e ihsinando varas disciplinas particularmente,
donde resulta, que s pode enlrcgar-se ao Irabalho
da rovso noile ou nos las feriados. Esta consi.
leraco reunida ao Irabalho das*sommas, atldieroes,
proporcoes arillimelcas, mu laucas de phrases por
outras, e at acrescentamentos de ovos dados csla-
listicos((do que temos a prova escripia por Iclra do
Sr. Soarcs), claramenlo raoslram quflo demorado
deve ser o Irabalho da tal revsao. E saiba agora
mais o Sr. Figueira que o impressor da eslatislica,
tanto se lem iuteressado no adiamntenlo la obra,
que nao duvidou dar au Sr. Soares de Azevedo um
ajudante para o revsao, pago a sua custa I E saiba
ainda o Sr- Figueira que, sendo asir eslatislica qua-
si toda de mappas, para adiantamenlo do tra-
badlo, dividi so em parles, porque nao o embara-
cava o numero da paginarlo; e devendo aquellos
dar pagina por pagina, tem-sc imprimido oulras mu-
tas follias alm do numero mencionado, sem que dis-
so resullo'prejuizo algum.
Deixamos no olvido todas as futilidades, todas as
argucias esnphismas conf que o Sr. Figueira encheu
a sua correspondencia: julgamosporm ler-respon-
dido ao que directamente inlcressava ao'poni da
nossa polmica; e quanto conleslar.Ho do Sr. desem-
bargador ao parecer do arbitro da^ircsidrairia por
nos invocado, abaxo offerecemos a considerarlo dos
leilores a resposla do nosso amigo c collaborador.
Betatistlca da provincia.
Quando aceiiei da prcsiilencia'a commssao de ar-
liiiro para avadar1 o Irabalho da revsao folia pelo
Sr. Soarcs de Azevedo na eslalislica desta provincia,
confeccionada polo Sr. desembargador Figueira de
Mello, eslava longo i)c pensar que um dia me vera
na necessidade de entrar em uma discusso a tal
respeilo.
Desliavidn rom o proorclario desle Diario, que
he o mesmo impressor da eslatislica, o Sr. desembar-
gador Figueira enleudeu que Ihe conxiuha formular
uma acensado na assembla provincial contra, aqucl-
le Sr., aprcsculaiido-o, na quesUto da indemnisa-
i.-ao ao cmprezriO do diestro, como cxemplo dos
mos curaprdores de obrigacBes, c tirando d'ah
argumento conlra a preleneo do Sr. Agr, que epnJ
sderava cm idnticas circumslancas.^ O impressor
acutlio em su defeca, c em uma breve ola feifa
-va'lcanti, por brga, resultando esto quebrar a caheSiao liscurso do Sr. dopulado desembargador, mos-
ca d'aouellc, o.prelo Antonio, escravo de Joaquim l.___;..;,* ,______-_- -* #-. ,
Elias, sem declaraco do motivo, ea parda Mara ^ "Jn*n la argu.cao quo llie fora folla, e a
da. Conceistlo, por ferimentos; e ordem do subde-
legado da freguezia da Boa-Vista, Joj Rihero Gu-
maraes, por ter casa de joao, o preto Januario, es-
cravb de Francisco Goncalves de Olivelra, o prelo
Manoel, escravo de Manoel Salles Goncalves da Luz,
Antonio Pedro do Nascimento, todos para correcrao,
e a parda Luciana, por insultos.
Dos guarde a V. Ex. Secretaria da polica de
Pernambuco 1o do maiodc 1854. Illm. e Exm.
Si-, conselhero Jos Benlo da Cunha e Figueircdo
presidenlc da provincia.Luiz Carlos de Paita
T( ixeira, cliefo de polica da provincia.
DIARIO DC PERIAMBUO.
i iiproredeiicia lo cxemplo tomado, visto que a falta
o demora havida qa impressao da estalislia nao
prWinha fo faci scu. O Sr. lescmbargador repl-
coii\direrlamenlo cm a l'niiio de 22 do correne,
e o impressor (replicando cm o numero 94 leste
jornal,aprcsenlou ca apoio de algumas de suasas-
sercc*o parecer quo na qualidade de arbitro dei
presiilWia, sobre o trabadlo da re\s3o la sobre-
lila eslalN^ra. Entao oSr. desembargador, loman-
do a quesiau ao serio, c comprehcndcnilu tdda a gra-
\idade ilclbi, tez publicar em 41 numero 667 da
Uniao uma curcspoiulcnca firmada rom o scu pro-
prio nome, clividudo-a em nove artigas, teve a
hondada de deocar-me o nodo. Agradeeo a genc-
rosidade com quti '>e Irata o Sr. desembargador, c
V assembla approrou bonlem um parecer da
commssao de orcamenlo municipal, indeferindo a
prel encao de Joaquim Antonio de Farias Barbosa, I peco-lhe venia ara responder parle da sua cor-"|
arrematanle do imposto de afleriro dos pesos e me-1 respoudeuca quj me he relativa
S. S. tcm uma carta de bacharet formado em scien-
cas sociacs e jurdicas pela academia de Olinda ;
cu lambem a lenho, e alm della, a de doulor, que
falla ao Sr. desembargador, e a mm muilo me hon-
ra. So alguma deba.ixo desse ponto de visla, he loda cm meu fa-
vor ; c sendo a eslatislica auxilia'r e ao mesmo lem-
po dependente da economa poltica, sciencia social
por excedencia, claro fica quo a ptesmpeo resul-
tante dos ttulos ou graos acadmicos, quanlo in-
lelligcncia da materia em queslao, deve inconlesla-
velmcnle ser mais forte do meu lado.
Admitlindo porcm (al a decisao do Sr. des-
embargador ) que nem os cargos pblicos, nem os
diplomas acadmicos por si s cuiifcrcm pessoa .li-
gnina a competencia para tratar de uma materia
identifica, porque dcsgracadamcnle aquelles .rmilas
vezes so acliatn eio manifesta conlra tierno com as lu-
zes, e os outros nem sempre sao concedidos nica-
mente aos que os mereccm ; c supfoudo pelo con-
trario que s o talento e o esludo reconhecidos por
provas publicas, podem habilitar a qualqucr para
M/it compelcnlemente sobro uma sciencia, db no-
vo provoco ao Sr. desembargador Figueira para
que entro na discusso que Ihe propendi, e lomando
por ponto de partida o meu parecer em todas as suas
partes, d-se ao Irabalho de combalcr as minhas
asserres, afim de que o publico possa ai nal julgar
quem Uainlcirament: alheio i malcra, quem ig-
nora todas as regras de um bom melhodo e-lalisli-
co, o qiAm lesconhece al as uoces mais trvaes
da arilhmetica poltica ao ponto de ficar de mos ala-
das sem saber o meio de obler os dados eslalislicos,
e laucar a culpa dos mappas fin branco sobre o go-
verno. Esla discusso do meu parecer e ao mes-
mo lempo ,da obra do Sr. desembargador ho-neces-
saria, he iudispensavel; c para que S. S. nao pos-
sa rcctisar-se a ella sob pretexto algum, devo lem-
brar-lhe que os meus precedentes na jinprcusa.afli-
anrmn-lhc que ella tirar meramente lilleraria, e
que saberei guardar todas as conveniencias e toda a
moderacao. Rogo porm ao Sr. desembargador, que
nao envnlva na sua eslatislica os membros da com-
mssao Mostrada, enjos elogioi tanto o encheram :
sera isso nfligir-lhes de mais a mais o sopplico
da McccncQ, e pela minha parto (MhM> perante lan-
a deslitimanidade. E pira que aue o Sr. lesem-
bargador contrapor aquellos elogios ao meu juizo ?
Por ventura nao saltemos lodos a historia daquella
commssao e a poca em que leu o seu parecer'.'
espero pois que o Sr. desembargador, altendondo
ao meu rogo, nao insistir mais cm la: coutraposi-
r Jo,ale porque lie de receiar que alguem possa com-
parar S. S. aos homens, que na phrase espirituosa
da ccrlo cicriptor, arranjam uma cabelleira com
um cabello, e alaviam-se com um cordeliiiho.
Disse mais oSr. desembargadowque o meu juizo
era precipitado, partial csuspeilo,; ro?s agora ver
que nao leve razao. Fui nomeado arbitro pela pre-
sidencia por portara de26de novembro do auno pr-
ximo passado, e recebendo nesse mesmo'diaa parli-
rparan,logo dei romeen ao meu Irabalho,que sp con-
clu no dia 12 de Janeiro seguinte, como o prova a
dala do meu parecer. Tive, por tanto, um mez e 17
das para compulsar o aulographo c a parte impres-
sa,veras emendas fritas, e lambemconbecer um pou-
co do merecimento da obra, que alias nao tinha de
criticar no todo.' E se assim oi^rrmio lie que me
pode S. S. lachar de precipitado^ A' visla disto,
tenho queo Sr. desembargador acba-se 18a violenta-
mente uamorado da sua obra, que nao se lembran-
do dos claros, acrcdila que s um auno (ou mais
laivez) ser bastante para que se possa sondar as suas
profundezas.
Quanto ao epilhelo de parcial, devo dizer que
pa mm a imparcialdade nao consiste em conser-
var com mao impassivcl a balanca igual enlre a ver-
dade c o erro, e em ser indulgente com os grandes,
severo com os pequeos. Tendo perante mm a es-
latislica do Sr. Figueira de Mell, desembargador
e depiila lo geral, recorde-mo deslas palavAs com
que Mafe desculpava-se de fazer sobresalir. os er-
res de um homem de mrito : Id equidem fieri de-
buisse nollem, nollcm eliam faclum, sed ad id ne-
cessilale quadam me adaclttm censui; recorde-me',
digo, da nobreza de senlimenlos querespram essas
expresses; segu o exemplo de um bom mcslre, e
nunca disso me arrependerei. ,
Sabcm lodos que nao sou inmigo do Sr. desem-
bargador, e anles sempre o Iralei com respeilo c
consideraco, segundo a minha educacao ; donde
vira entao a suspeicao '! Dar-se-ha'que.vnha de ser
eu redaclordo Diario de Pernambuco, e amigo lo
seu proprelarjo ? Espero que o Sr. desembargador
o derlare, para poder dar-ihe a comntente res-
posla ; e en 1 reaulo, iranquilliso-mc com o juizo
que de mim fez a presidencia, nao iguorandn alias
aquella rircumslaucia.
Mudo lenho anda a dizer, mas torca he flcar por
ora aqui, afim deque nunca se.me possa chamar
aggsessor. '.
Dr. 'Ilraz Florentino llcnnqun de Sonsa..
Por lecoro nao revelaremos .aiuda a origen) da
ogersa c das animosidades do Sr-. Figueira contra o
projirielaro desle Diario; ogerisa bem patcoleada
110 trecho do seu discurso que annolamo?, e na cor-
respondencia a que agora nos referimos; mas'se a
isso nos obligar o Sr. desembargador com o sou pro-
cedimijiUrMiIlcror, pode ficar cerlo de que nao hesi-
taremos em referir a historia do passado enlre S. S.
c o dito proprietario, e essa causal ludo explicar.
nciro. consignado a Jos Baplista da Fonseca, mani-
feslou o seguinte:
1 caxao chapeos, 50 pipas va/.ias; a Novas &
Compnhia.
200 barris plvora, 200 velas, 1,000 espoletas, 3
cairoes hrim, 60 prancbos; aq arsenal de guerra.
130 saccas caf, 3 caixites chapeos, 59 saecas ce-
vada, 650 caixa.s sahao; a ordem.
Patacho nacional Falcrpc. viudo jio llio Grande
do Sul, consignad a Jos Afcew tlaceira, mani-
feslou o seguinte:
7,562 arrobas le carne, 226 ditas sebo, 1 pipa, 3
raeias ditas, c 2 barris taiohas; a ordem.
Brigue nacional Red fe, vntlo do Rio de Janeiro,
consignado a Mara Floriuda de Castro Crrico,ma-
nifeslou o seguinte:
4 caxas sag; a Siqueira & Oliveira.
1 caixo.papel; a dallar & Oliveira.
15 quarlols oh'u, 100 pipas vazias, 450 cairas sa-
bai, 7 ditas rap, 4 caixoleseh, 10 dilos chapeos,
555 saccas caf. 173 dilis farinha, 11 barris polassa,
50jacars batatas; a ordem.
Brigue inglez Margarel R'rUeij, vindo de Terra
Nova, consignado a Me. Cnlmoiil&Companliia, ma-
nifeslou o seguinte: ,
2,305 barricas bacalho; aos mesmos consigna-
tarios.
llrigue D. Affonso. viudo do Ro Grande do Sul,
consignado a Bailar Si Oliveira, manifeslou o se-
guinte :''
11,641 arrobas de carne, 84 ditas de sebo, :'l8lin-
giias seccas, tVenuros sercos; a ordem. ,
CONSULADO GERAL.
Rendmenlo do dia 1......2:4119786
DIVERSAS .PROVINCIAS.
Rendmenlo do dia 1....... 909061
Exportacao'.
Gbrallar, brigue sueco Delphim, de 334 tonela-
das, conduzio o seguinte: 4,200 saceos com 21,000
arrobas de assucar.
Valparaizo, barca ingiera Ann Best, de 447 tone-
ladas, conduzio oscgiflnte:4,720 saceos com 28,762
arrobas e 16 libras de.assucar.
Parahiba^barra inglcza FMza, de 328 toneladas,
conduzio o seuinlei lssiro de arta.
RECEBEDOIUA DE RENDA* INTERNAS GE-
" RAES DE PERNAMBUCO.
Rendmenlo do la 1.......1:0758159
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlodo dial. ..... 1:9265174
---------*9t4f
O Illm. Sr. contador servindfcde inspector da tbe-
souraria provincial, em cnmprimenlo da ordem do
Exm. Sr. presidenlc da provincia de 12 do corrente,
inanda fazer publico, que no da 4 deinao prximo
vindouro, vai novamerflc a praja para sertrrematada
a quem por menos fizer, a obra do 2J lanco da estra-
da de Pao d'Alho, avadada em 14:9609000 ris, lo-
mando-se por base da arrematarlo o abalimcnlo de
8 por % ofl'erecido por Manoel Thomaz deAlbuquer-
que Maranhao.
E 'pan constar se mandou aflixar o presculo e pu-
blicar pelo Diario. >
Seorelaria da lliesouraria provincial de Pernambu-
co 15 de abril de 1834. O secrelario,
Antonio Fcrreira cT.limunc/acan.
O Illm. Sr. contador, servndo de inspector de
lliesouraria provincial, cm cumprimento da ordem do
Exm. Sr. presidente da provincia, manda fazer pu-
blico que no da- 4 de malo prximo vindouro, pe-
rante a junta da fazenda da mesma lliesouraria, se
^ha le arrematar a quem por menos fizer a obra de
acude na povoacao le Bczerros, avadada novamentc
en 4:228950(ris
A arrematarlo ser feila na forma dos artigos 42 e
27 da le provincial n. 286 de 17 de maio de 1851, e
sob as clausulas especiaes abaxo copiadas.
As pessoasquesopropozerem a esta arrematarn,
rnmp.irecain na sala das scsses da mesma junta no
dia cima declarado pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secrelf.'ia da lliesouraria provincial de Pernambu-
co 8 de:Hl de 1831. O secrelario,
Antonio Fcrreira d''Annunciaro.
PAUTA
dos. preros frrenles do assucar, algodn', etnais
gneros do paiz, que se despacltam na mesa do
consulado de Pernambuco, na semana de i
o 6 de maio de 1854.
Assucaremcaixasbranco 1.a qualidade @
2.a
o 11 mase........
bar. esac. branco. ......
, mascavado......
refinado ...........
Algodaocm pluma de 1.a qualidade
i> 2.a n
\J> o 3.a. '
cm cariico .........
Espirito de agurdente.......caada-
Aeoatdente cachaca ........
11 dd car.na .
reslilada .
Gcncbra.........
2*300
10900
ISilKI
28KIK)
291K10
2J880
5!
Clausulas especiaea pera a arYemalarao.
I. AS"Jorasdeste acude seraofeilas de conformi-
dade ruin a planta e tucamente approvado pela di-
rectora em conselbo e apresentados a approvacao do
Exm. Sr. 'presidente da provincia na importancia de
4:2289950 rs.
2.a O arrematante dar comei;o as. obras no Io de
oulnbro do corrente auno, e terminar 6 mezes
depois. '
3.a O pagamento da importancia da arrematarn
ser devidido em tres parles: sendo uma do valor
le dous quintos quando bou ver feito meladeda olira;
oulra igual a prmeira quando enlregat provisoria-
mente, e a lerceira de um quinto depois de um anno
na occasao da entrega definitiva.
4." Para ludo o mus qui nao cslvcr especificado
as presentes clausulas segur-se-ba o que dlermina
a le provincial n. 286.
Conforme. O secretario, Antonio Ferreira
Annunciacao. ',
O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
lliesouraria provincial, em cunipriniciilo da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia de 11 do cor-
rente, manda fazer publico que, nos dias 2, 3 e 4 de
maio prximo vindouro, perante a junta da fazenda
da mesma Ihcsourarip, se ha de arrematar a quem
por menos fizer a pintura e alcalroamcnto das pon-
tos de Sanio Amaro, la Trtcaruna, dos Arrombados,
da ra da Aurora, e da pintura somenle da lo Va-
radon, avadada em 3039705 rs. ,
A arrematado ser feila na forma dos arts. 24 e
27 da le provincial n. 286 de 17 de maio de 1831,
e sob as clausulas especiaes abaxo copiadas.
' As pessoas que se propozerem esta arrematacao
romparceam na sala das sessixes da mesma junto nos
dias cima declarados, i>elomeiodia,'compelonlcmete
te habilitadas.
E part conslar se mandou aflixar o presente c pu-
blicar pelo Diario. '
Secretaria da thesonrara provincial de Pernam-
buco 15 de abril de 1834. O secrelario,
Antonio Ferreira rCAnnunarao.
Clausulas especiaes para a arrematarao.
1. As pinturas d'eatas ponles seras fcitasde con-
formidade com o orcamenlo apresentado nesta dala
a approvacao do Exm. Sr. presidente da provincia,
na importancia de 3035705rs.
2." Ser.lo principiadas no prazo de 15 das, c fln-
daro uo de 60 dias, contados segundo o regula-
menlo.
recebida definitivamente o qucier lugar um anno
depois do recebmenf provisorio.
5." Para ludo o mais que n3o csllver determinado
as prsenle clausulas, e nem no ornamento seguir -
sc-ha o que dspOc Ti respeilo a le provincial n.
286.ConformeO secrelario, Antonio Ferreira
da Annunciaro.
O Illm. Sr. contador servindo de inspector di
lliesouraria provincial, em cumprimenl da ordem
do Exm. Sr. presidente da provincia manda fuer
publico que no dia 11 de maio prximo vindouro
vai novamentc a praca para ser arrematada a quera
por menos fizer a obra do melhoramenlo do Ro
Goianna-, avadada em .30:6009000 rs.
A arrematarao ser feila na forma dos arls, 24 a
27 da le provincial n. 286 de 17 de maio de 1851,
sob as clausulas especiaes abaxo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrematarao
comparecam'na sala das sessoes da mesma juol no
dia rima declarado pelo meio dia, competentemente
liabililadas.
E para conslar se mandou aflixar o presente e pu-.
blicar pelo Diario. '
Secretara da lliesouraria provincial de Pernambu-
co 10 de abril de 1854.' O secrelario,
Antonio Ferreira d'Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arremataeo.
1.a As obras do melhoramenlo do rio Goianna far-
se-ho de conformidade com o orcamenlo plaas e
perls approvados pela directora em conselho, e
aprescnlados a approvacao do Exm. presidente da
provincia na importancia de 50:6008.
2.a O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de tres mezes e as concluir no de tres annos, em-
boas contados pela forma do artigo 31 da le nume-
ro ;286.
3.a Durante a execurao dos Irabalhos o arrema- -
taule ser obrigado a proporcionar transito as canoas
e barcadas, ou pelo canal novo ou pelo leito do ac-
tual'rin. ^
4. O arrematante seguir na execucao das obras
a ordem do trabadlo que Ihe for determinado pelo
engenheiro.
5. O arrematante' ser obrigado a apresenlar no
fim do primeiro anno ao menos a quarta parle das
obras prompUt, e oulro lano 110 Itm do segundo an-
no e fallando dTplquer dessas condicroes pagara
uma mulla de um cont de ris.
Conforme. O secretario, Antonip-Ferreira da
Annuntiacao. f
DECLARADO ES.
:#:
botija
Licor ..............caada
............... garrafa
Arroz pilado duas arrobas, uinalqiicire
i) em casca...........
Azeite le mamona.........caada
o b mcndon e de coco.
ii de peixe. .......
Cacau
Aves araras.......
papagaios.....
Bolachas..........
Bisadlos..........
Caf bom.........
restollto........
com casca.......
i> monto.........
Carne secca........
Cocos com casca.....
Charutos bons......._
ordinarios. .
regada c primor
Cera de carnauba.....
em velas t...... .
Cobre novo mao d'obra........ *
Cutiros le-bni salgados.........
espixados ...........
verdes .............
de nuca ..... .......
de cabra corlidoSf.....
Doce le cald
5*100
1.5175
9600
8420
i00
>HO
i00
$180
i00
5180
48KOO
13600
5720
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guiaba........'.
B' serr .'..........
jalea............
Estopa nacional.........
estranseira, mao d'obra.
Espanadnrcs grandes......
pequeos......
Farinha de mandioca......
I tiiilbo........
i) 11 aramia.......
Finjan..............
Fumo bom...........
ordinario.........
ein folba bom ........
o ordinario....
reslolln. ....
Ipccacuanha..........
lioiniua.............
Gengbre......,....*..
Lenha de arhas grandes.....
u pequcuas........
' l) teos............
Pranchasdc ainarcllo de2 costados, .
11 11 louro..........
Costado de amarello de 35 a 40 p- do
c. e -J '.. a t de I. ,.....
de dito osunos. .*....,
Cosladinho le dito.......... .
Soalho de dito. .'.......
Forro lo- dilo. .'......?....
Costado de louro...'. ..*......
Cosladinho le dito...........
Soalho de dito............
Forro de dilo. ...".........
cedro. ......
Trdl de lalajuba......
Varas de parrera......
' 11 aguilhadas.........
n quris............
Em obras rodas dcsicupira para carros
eixos o
Melaeo................caada
Midi...............alqueire
Pedia de amolar............uma
lillrar.........-.
b b relilos........... b
Ponas de bo.............cento
Piassaba...............mollio
Sola ou vaqueta ."...........meio
Sebo cm rama............'(>
Pedes de carncro..........uma
Salsa parrlha........... ejp
Tapioca............... b
Dubas de bni. .'........... cento
Salan...........-...:..
Esteitas le perperi.....% uma
Vinagre pipa............. b
Cbeos de cachimbo de barro. milheiro
49180
69400
59600
43OOO
39600
69400
23800
*J100
I92OO
9600
29200
69000
8WI00
9160
9180
9180
9090
139000
9190
3240
92OO
8360
9280
18000
1900Q
29OOO
I9OOO
29800
29000
,9000
'69000
59000
39000
89000
43000
39000
329OOO
23000
2*000
13600
96IK)
99000
uma I29OOO
. 79000
3.a A importancia desta .uremalaoflo ser paga em
uma s presla;ao quantlo a pintura esliver concluida
que sera recebida definitivamente.
4. Para ludo o mais que iijo esliver determinado
as prsenles elausuIasCguir-se-lNto que determina
a le provincial 11. 286 de 17 de maio de 1851.
Coujprme.O secrelario,
Antonio Ferreira ttAnnunciarao.
*0 Illm. Sr. conlador sei vimlo .de inspector da
uraria provincial, em virlude da resnlurao da
junto da fazenda, manda fazer publico, que em cum-
primento la lei, perante .1 mesma junta, se bao de
arrcmalanein hasta publica a quem mais der nos
22, ]lede maio prximo vindouro os imposlos
seguinles:
" 293OO rs. poreabeca de gado vaceum que forcon-
snmmido uo municipios abaxo declarados.
Recito avallado annualmenie por 56:01.3900o
Olinda avadado annualmenie por .' 2:21^9000
Iguarass avadado annualmenie por. 1:7209000
Goianna avadado annualmculc por (i:."i2l900tl
azarelh avallado annualmenie por. 4:430JJ00-
Cabo avadado animalmente por I:5l!xijfl00
Sanio Anlo avadado annualmenie por. 6:0119000
Sernhaem avadado annualmenie por 5619000
Ro Formoso e Agua Preta a\ aliado an-
nualmenie por. ...... 2:5219000
Pao d'Alho avadado annualmenie por. 4:00)9000
E nos municipios seguinles nos quaes s pagam
aquedes que lalham carne para negocio, e os cria-
dores o dizinio : fc '
Limoeiro andado annualmenie por. 3:5219000
Bonito e Caruar avadado animalmente
. b
n
quintal
. duza
209000
1091)00
89IKK1
63O0O
'.19500
69OOO
59200
39200
292O0
39000
19200
19280
19600
' 9960
par 430IK)
B 163IKK)
9200
I96OO
9640
69000
9800
39800
9320
29100
59500
9190
209000
2981X1
3210
SOBO
9160
303000
99000
por............ 2:5179000
Brejo avadado annualmenie por. '. 1:6119*00
Cimbres avadado annualmenie por. 1:1529000
Garanhuns avallado annualmenie por. '2:9893000
Flores e Flresla avadado annualmenie
por...........* 4:0049000
Boa-Vista e Ex.......'. _4:0708000
Nos tres ullimos municipios, islo he, Garanhuns,
F'loros.'Floresla, Boa-Visla, e Ex sao arrematados
conjuntamente os imposlos a careo dos collectores
e 20 por cento do consumo de agurdente, conforme
determina o arl. 42da lei provincial 11. 286 de 28
de junho de 1850.
20 por cento sobre a agurdenle que for consu-
mida nos seguinles municipios:
Olinda avadado annualmenie por. 8IO9OOO
Iguarass avadado annualmenie por. 849000
Goianna avadado annualmenie por. 613000
Pao d'Alho avadado annualmenie por. 769000
Nazareth avadado annualmenie por. 639000
Santo Anio avadado annualmenie por. 2029000
Bonitoc Caruar avadado animalmente.
por. ,... \......~ 333000
Cabo avallado annualmenie por. 449000
Rio Formuso e' Agua Prela avadado an-
nualmciito por........ 419000
Sernhaem avadado annualmenie por, 269000
Lmoero avadado animalmente por 909000
Brejo avadado annualmenie por. 309000
Cimbres avadado annualmenie por. 309000
As arremalacoes serao fellas por lempo do 3 annos
a contar do 1 de julbo do crrente anno a 30 de ju-
nho de 1837, c sob as mesmas condiees das ante-
riores.
As pessoas que se propozerem a esta arrematarlo
comparceam na sala dassesses da mesma junta nos
idas cima indicados pelo meio dia,compclcntemeii-
te babililadas.
E para constar se mandou aflixar n presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretoria da lliesouraria provincial de Pernam-
buco 20 de abril de 1854.-^0 secrelario,
Antonio Ferreira d'Annuciacao.
Hit O Illm. Sr. contador servindo de inspector da
d esourria provincial, em cumpriinenlo da ordem
po Exm. Sr. presidente da provincia, manda fazer
vuhlico, que no da 18 de maio prximo vindouro,
Real compnhia de paquetes toglezes a
vapor.
No dia 2 de maio es-
perare da Europa era
tos vapores da comp-
nhia real,o qnaldepois
_EBH^ da demora do costunie
seguir para o sul; para passageiros Irala-se coiros
agentes Adamsou Uowie & C, na ra do Trapiche
Novo n. 42.
Passagem para Babia 25 palaces mexicaoes, braji-
leiros 011 hespanhes.
b para o Rio de Janeiro 50 dilos, ditos, ditos.
b para Montevideo 100 ditos, dilos, ditos. .
11 para Buenos Ayre* 110 ditos, ditos, ditos.
O Illm. Sr. conlador, servindo de .inspector da
lliesouraria provincial, Inauda fazer publico, que
no dia 2 do corrente por liante pagam-se os orde-
nados e mais despezas proviucaes vencidas al o Cm
de abril prximo lindo.
Secretaria da lliesouraria provincfal de Pernam-
huco I de maio de 1854.O secrelario, Antonio
Ferreira da Arinunciuro,
Administrarao do patrimonio dos
orphaos.
Pela administrarao do patrimonio dos orphaos,'
se ha de arrematar a quem mais der, e pelo
lempo que derovrer do dia da arremtlacao al o fim
de junho de 1855, as rendas da casa n. 29 do largo
do I'araizo : as pesoas que se propozerem a arre-
malar ditas, rendas podero comparecer cora seus
fiadores nos das 28 de abril e 5 e 12 de mato na ca-
sa das sessoes da administrarao do patrimonio dos
orphaos, ao meio dia. "
Sala das sessries da administracao do patrimonio
dos orphaos 23 de abril de 1854.J. J. da Fonse-
ca, secretario interino. ,
Tribunal do commercio. ^
Pela secretaria do Irib nal lo commercio da pro-
vincia de Pernambuco se faz publico, qae na dala de
hoje fq/am matriculados os'Srs. FranciKo Accioli de
Couvea I.ins, commerciaule de grosso trato, e Vic-"
tor Antonio de Brto, agente de leiles dcs<# praca,
para servir no dislriclo do mesmo tribunal. Secre-
taria da tribunal do commercio 111 provincia de Per-
nambuco 1. d maio de 1854. No impedimento do
secretarlo, Joao Ignacio de Mtdeiros Rcgo.
Compnhia do Beberibe.
A dre:toria da compnhia do Beberibe, leodo de
mandar aterrar uma valla na povoacao da Apipucos,
convida a quem couvler cncarregar-se desleservico
a apresenlar as suas proposlas, em cartas thados,
no dik 4 de maio- prximo, no escriptorio da mesma
compnhia: ria ra Novan. 7, primeiro andar,
Tendo arsenal de marraba precisao de srven-
les para as suas obras, c sendo uraa deltas no arre-
cife, pelo que vencern os-que nella oceuparem-so u
jornal de 960 rs., fpr dia ; manda o Illm. Sr. ins-
pector convidar os que nisso se q'ueiram empregar,
apresenUrem-sc-llie no mesmo arsenal.
Secretoria dajuspecco do arsenal d marinha de
Pernambuco 24 de.-abril de 1854. O.secretario',
Alexandre Rodrigues dos Anjos.
O arsenal de marinha compra uo dia o.do mez
de maio vindouro, para sorlmento do almoxarifado,
os objcelos seguinles : oleo de linhaca, fio de vela,
duba de barca, sondorezas, lona ngleza estrella,
cairb veUio, grasa ou sel, refinado, pregue de ees-
lado de differentes pollegadas, eobre em folhas fi-
nas parafuzos tle ferro de 1;2 polegada a 3/4, e
del polegadaa5,4, fexaduras de gavetas, arma-
rios, camarotes e de portas, dobradiras de metal,
parafuzos de dito, azeite de coco e torcidas. As pes-
soas que quzerem fazer scraclhanlcs yendas, pode-
rao comparecer u'esta secrelaria' no indicado dja,
com as suas proposlas em carias fechadas. Secreta-
ria da inspeccao do arsenal de marinha de Pernam-
buco, cm 29"de abril deJ854.Alexandre Rodri-
gues dos Anjos, secretario.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, em virtudo de aulo-
risacao do Exm. Sr. presidente da provincia, tora
ile comprar os objeclos. seguinles :
,,:i novainente a praca para ser arrematada a quem
j,or menos fizer, a obra da cadcia do Rio Formoso,
vahada em 33:0009000 rs.
A arrcmalacao ser feila na forma dos arls: 24 e
27 da lei provincial n. 286 de 17 de maio de 1S51,
e sob as clausulas.especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que so propozerem a esto arroma lacao
comparecam na sala das sessoes da mesma junta uo
dia cima declarado pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas.
E para conslar so mandou aflixar o prsenle c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da lliesouraria provincial de Pernam-
buco 15 le abril le 1854.O secretario,
Antonio Fcrreira da Annunciaro.
MOVIMENTO DO PORTO.
Para a compnhia fixa do Rio Graniie'doJiprle.
Bonetes 99 ; grvalas de sola de lustre 97 f pan-
no azul para sobrecasacas e cal;a, covados 472; ho-
landa de forro, covados 389, algodaozinho para ca-
rnizas, vara* 328; pare de sapa'tps 226 ; mantas de
bia 97 ; bolOes pretos de osso, grosas 31 ; boloes
hrancos de dito 8.
' 8." batalliao de infanlaria.
Sapatos, pares 359..
Botica do hospital militar.
Assucar refinado, arrollas 4 ; assafelida, oncas 2;
acido oxlico, oncas 4 ; arenca, libras 2 ; alecrim,
libras 4; aiz estrellado, libras 2 ; Instala, libra
1 ; bicarbonato' de polassa, libra 1; bauha de por-
co, libras 32; carbonato de soda, libras 4; cevadi-
nha, libras 8; caraba, dubas 8; chchleariar libras
2 ; cubebas; libra i ; canafislula, libras 2; cjb-
glossa libras 2*; chlorurelo de clele, libra 4;
cal virgem, libras tlilorurelo.de ouro oitavis
4 ; coisquiutidas, libra 1 ; carbonato de amoniaco,
libras 2; cascarrilba. libra i ; crcuma em pj,
libras2 ; cxlrato d'alcassuz, libra 1 .-dito" de gua-
yaco, mcia libra ; |dilo da salsa parrlha, libra
1 ; essencia de rosas, oilaxas 4; dila de flores le"
laraugeiras, oitavas4 ; dila de lmo, onca 1 ;, dila
de alecrim, on;a 1 ; dita de alfazcma, libra 1 ; di-
ta de bergamota onca 1 ; esponjas linas, libras 2 ;
grama, libras ; gnnima hedra. Obra 1; dita de ba-
tatas, libras 2 ; genciana.-libra 1 ; licrva cidreira,
libras 4 ; dila terrestre, libras 2 ; Iiysopo, libras 2;
ilapa, libras 4 ,'kezines mineral, oilavas ?; losna,
ibras 2 ; roann, arroba 1; oxido branco da ziuro,
oncas 2 ; oleo de lihaca, libras 16 ; polygala li
serega, libra 1, pailas do jujubas, libras 2: .phos-
phoros, onras 4; pcichurim, meia libra 1/2 V papel
para filtrar, resmas 4, dte pardo pan embrulho.
resmas 8; ruibabo, libras 4; robo I auidras, libras
2 dito de sabugueiro, lb/as 4 ; rezina de batata,
libras 1; sclla, iibras 2 ; scamara, libras 4:; ssjm
de chumbo, libras 4 ; salva, libras i ; sulphlo de
soda, libras 4; sal purificado, libras 4 ; sebo porp,
libras 16 ; dilo do rm de caruciro, libras 8 ; lora-
que, libras 2; tamarindo polpa, libras 16; vale
riana, libras 2 'vinagre, garrafas 32 ; vidro 1 an-
timonio meia libra borracliinlias coni pipos
100; capsulas geialiuosas de cii|iaha, n. 20 ; na-
plbalina, libra 1; vidros a esmeril de 2 libras jO ;
ditos a esmeril de 1 libra 50; ditos le boca larea
de 4 libras 30 ; dilos de boca larga de polegadas
30 ; vasos com lampas para ungentos 20; ditos com
'" de quairo li-
dito de dito
Navios entrados no dia i".
Ilainburgo11 das, escuna dinama'rqiieza Tril^
de lOOloneladas, capilao P. Peters, equipagctnV,
carga fa/endas C mais gneros; a Vina-a.
Terra Nova46 dias, briguc inglez Carotine Sehtnk,
de 190 toneladas, capilao Ceorge Ellcry, equipa-
sen! 10, carga bacalho ; a Deane Voule & Com-
pnhia.
Araealy16 das, hiato hrasileiro .tiiroro, de 35 1
rieladas, mcslre, Antonio Manuel Alfonso, equpa-
gem 4, carga varios gneros ; a Jos Manoel Mar-
lius. Passageiros, Joaquim Antonio do Figueirc-
do e Antonio das (".bagas.
Navios sahidos no mesmo dia.
ValparaizoBarca ingleza nn Best, capilao A.
Cheyre. carga assucar.'
Rio de JanejroCrvela a vapor brasileira Beberi-
be, commandante o caplo-lenenle Segundino.
Passageiros, bacharel Antonio Joaquim de Fi-
gueiredo Seabra.Joo da Costa Palma,3 iroperiaes
mariaheiros e 9 recrulas.
Clausulas especiaes para a arremalarSo.
1. As obras serao fcilas do conformidade como
orcamenlo e planta nesla dala approvados pela di-
rectora em conselho e aprcsenlados a apppi-uvaeau
do Exm. Sr. presdeme da proviucia na importancia
de 33:0005000 rs.
2.a O arrematante sera obrigado a lar principio
as obras no prazo de dous mezes.e coriclui-las no de
vinlo mozos, contados de conformidade com a lispo-
sicao do arl. 31 da lei 11. 286.
3." Para execucao das obras o arrematante dever
ler um mcslre pedreiro, e oulro carpina-da conjlan-
t\\ do eugeiihciro.
1.' O pagamento da iniperlanria J'arrcmala;o
ser fcitoem seis preslarOcs Ja forma seguinte: a I."
da quanla de um dcimo do valor da arrcmalacao
quando eslverem. feilas lodas as* paredes al o nivel
do pa\ inie-.ito terreo, c junlamcnle o cano de esgoto;
a 2." da quantia de dous decimos quando eslverem
feilas todas as paredes exteriores c interiores al a
allura de receber o travejaineulo do primeiro an-
dar, c asseuladas todas as orados de ferro das janel-
las; a 3. da quantia de dous decimos quando esli-
ver assenlado loda o Iravcjameiilo do primeiro an-
dar, feilas todas as paredes ale a altura la coberla,
e embucadas as cornijas; a 4.a lambem do dous de-
cimos quando esliver prompla toda a coberla, assen-
lado o Iravejamenlo do forro do primeiro andar, re-
bocado e guarnecido lodo o exterior do edificio; a
5.a tambem de dous decimos quando eslverem con-
rluidas todas as obras c receladas provisoriamente ;
a 6.1 finalmente de um dcimo quaudu fur a obra
lilas para exlractos20 ; funil do vidro .le quairo li-
bras ; dilo de dilo de duas ibras 1 ; dito de dita
de um.libra2; dilo.de x.dro de .1 e.a I bra2;
gralde porrelana pequeo 1 P1"'* ra.arifi.
(;. di bada vidro 6; podra para empjaalro 1 pif-
ndador 1 ; xidros de Iwca regular .10.
\s ocsas qu^ quzerem vemler toe objeclos,. -
eoraarctam m as suas ^roiioslas, e respectivas
X .sala das sessoes do couseU.o ad.mn.s-.
S no dia 8 de .na... prximo f.irfro.
..rrelaria lo conselho adimuislralivo, para fnr-
necimenlo toarsenaide guerra, 29 de abril de 1854.
jottiute BrilQ Inglez, coronel presidenteBer-
nardo Pereira do Carato Jnior, vogal e secreta-
DAM1NTSTRACAO DO PATRIMONIO DOS OR^
Pela administracao do patrimonio' dos or|iliaoa se
ha de arrematar a quem mais der, e pelo lempo-que
decorrer do -dia da arremalarjfo al o lim de junho
de 1833, as rendas la casa n. 4 do l'sseio Publico e
>9 do largo do Rosario: as pessoas que se propoze-
rem a arrematar dils rendas poderao comparecer
com seus fiadoresnosdias 28 lotrrenle mez, e 5 do
futuro mez de maio na casa das sessoes da adminis-
Iracu ao meo-dia. Sala das sessoes da admioslra-
cao'do patrimonio dos orphaos 25 de abril de 1854.
l.J.da Fonseca, secrelario interino.
De ordem do Sr. Dr. procurador dos feitos da
fazenda nacional se faz publico para conhecimenlo
de lodos a quom inleressar possa, que d'ora em dian-
te nenhum devedor da mesma fazenda se odera con-
siderar dejonerado da divida por que for ajuizaflo,
sem que fie apresflOte o respectivo conhecimeulo, e

I
tn.au^
- '- -f 1 ^.

MHBNtMitf.


I

***
.
delta.receba i competente quitarlo na forma orde-
nada-no arduo 34 d.as inslrucces da directora geral
do contencioso de 31 de Janeiro de 1851. Recita 27
abril de 1854.O solicitador doJuio,
Joaquim Theodoro Altes. *
DIARIOOE PERNAMBUCO, TERCA FEIRA 2 OE MAIO DE 1854.
AVISOS MARTIMOS.
Para a Baha satie com lirevidade o hiate .Voco
OUnda; para o resto da carga trata-se com Tasso r-
raos. ,
Para Lisboa.
A lia rea porlugue/.a Sossa Senliora da Boa Ha-
gen segu iraprelerivelmenle al o dU15 de majo
prjimo futuro, para passageiros, lndo para Isso
excellentes eonimodos: trala-se com os consignata-
rios Francisco Alves da Cunha &C, rtia do Viga-
rio n. 11, ou com o capitao na praca.
Para o Rio tirando do Norte e Assu', prelen-
de sahir at o dia do correnta, o hiate nacional
Caionna: para o resto da carea, trata-s como
mcstrc a bordo, ou com Bemardiuo Jos Monteiro
na ruado Que-nado, u. 44..
Para o Rio de Janeiro sae com mul-
tabrevidade o muito veleiro brige.. Re-
cite, o qual'tema maior parte do car-
iegamento prompto:, para o restante da
rarga,.passageiro8e escravos, trata-se com
o consignatario Ma'noel Francisco da Sil-
va Carneo, na ra do Coilegio, n. 17, se-
gundo andar, ou com o capitao a bordo.
A escuna Fora capitao Jos Se-
vero Moreira Rios, segu para o Rio de Ja-
neiro impreterivelmente, qufrta-feiia 3
do corrente; pode so receber escravos a
.(rete, para o queso trata om os consig-
natarios, na ra do Trapiche Novo n. 16,
segundo andar.
Para o Rio de Janeiro
Deyer seguir com brevidad o patacho Galante
Mara, para carga, passagcima^aMiavos a Ircle :
trata-se na rua>da Cadcia do KWnflja n. 30.
LEILO'ES.
~ C J. Aslley.& C. faro leilao, por interven-
caoJp agente Oliveira, de grande sorlimcnlo do fa-
zenBfe, todas proprias'deste mercado: quarta feira
de mai, ;is 10 horas da manhaa, no scu arma-
zem, ra do Trapiche Noto.
H^rf2 ae mi,io ''a leilo de 30 caixas de cebo-
las de Lisboa, em lotes a vontade do comprador, no
armazem de Luiz Antonio Aunes Jacme Pires, no
caes da Allandega.
. LEILAO' SEM LIMITE.
uinta-feira, 4 do correnle.aslOltf horas da ma-
nhaa, a agente Borja Geraldes far leilao no seu ar-
mazem, na roa do Coilegio n. 14,de diversas obras de
marcineria e varios objectos, como sejam : excellen-
e inobilias de Jacaranda com pedras e sem ellas, di-
las de amarillo, novase usadas, (oilcles, secretarias,
comiuodas, goarda-loura eroupas, apparadores, ca-
deiras genovezas, dilas americanas douradas, eou-
tras obras, um ptimo piano inglez de armario de ja-
caranda, relogios de ouro e prala para algibeira, pa-
rede e cima de mesa, obras de ouro e prata, urna rica
cana do homeopathia com tinturas e glohnlos,' qualro
ricas caixas de -nusica cora diflerentas e lindas pecas"
candieiros de differenles qualiaades, lanternas-, man-
gas de.vidro, candelabros, etc. etc., vidros 'e loucas
diversas para servico de mesa, ricos vasos dourados e
calungas de porcelana para enfeiles de sala, suras grandes de pedra para jardlm, um ptimo vio-"
lo rom caixa e duas (lautas, um cxcellenle carro de
* rodas em minio bom estado, e um dito pequeo
para menino, e vanas quinquilleras: e ao meio dia
em ponto ira tambera a leilao urna casa terrea de
podra e cal, com 4 quartos, 1 gabinete, cozinha lora
ecacimbaconf eicelleotcagua, sita no Poco da Pa-
uella, ra do Uto n. 4. Esles objectos cima' mencio-
nados serao entregues pelo maior preso que fr ofle-
recidocm leilao.
FURTO.
Furtarajn na madrugada do dia 2G do
corrente, da estribaria do quintal do so-
brado n. 42, que fica na'esquina do bec-
co do Ferreiro no aterro da Roa-Vista,
um cavallo todo preto, lino, gordo, e no-
vo, porm comos dentes estragados; tem
o sabugo da cauda cortado, mas com os
cabellos da mesina- compridos, anda de
meto a esqiipado, e com um signal do
lado esquerdo da barriga, procedido de
urna pequea mordedura. Este cavallcJ
foi lia oifo dias comprado ao Sr. Vicente
da Cunlia Souto-Maior, proprietario do
engenho Dous-Bracos, na freguezia de
Serinhaem: quem delle souber noticia,
ou apprehender, queira leva-lo ao sobra-
do a'cima mencionado, primeiro andar,
quesera' generosamente recompensado
HOMEOPATHIA.
} O Dr. Casanova, medico francez, d con-
sullas lodos os dias no seu coifsullorio
Rl4DASfRIJZESN.28.
No mesmo cousnllorio acha-se i venda um
i) grande sortiraento de carleiras de todos os
h tamanhos por precos coramodissimos.
, CINCO MIL RES.
I 1 carteira com 24 tubos a escolha.
1 tubo grande de globulosavuls.
1 dito mediano. ,. '.
(j 1 dito pequeo......
" >' unca-de lnlora a escolha .
I Elementos de homeopalhia 2 \ol
k.cdiccao. _.......
9 Palhogenesia dos medicamento
I brasileos I vtame. .
^ Tratado fl'as molestias venen
para se tratar a si mesmo.
4ik) (af)
300 '
CIRYSTALOTYPO.
Galeria de ricas pinturas pelo antigo e
novo estylo.
Aterro da Boa-Visln n. 4
De caixas, quadros, medalhas, alfmelcs o pultei-
ras ha um rico soriimento para cullocar retratos,
por preco muito baixo.
-Precisa-se alugar ma ama forra ou captiva, JJ! ^SSS^ settou^^JtL'J
fULTl^^;^^ ft P- "Uta, para do caiar. %*< ^^ l%JEg*
r ves do boa qualidade. .
Precisa-se de um conlo de reis a juros pelo
que se conyencionar, com garantas em predios nes-
tratar de meninas a fa/.er mais algum seryiQo se for
preciso : na ra da Somalia Vclha n. (0 primeiro
andar, ou na Capunga sitio do Sr.Brilo..
... f quesecc
Loja mgleza de roupa feita, ruada Cadea la praca, livres edeWba-.V,,^ ata'-se'ua v'en-
^"n"A:"- *" o sobrado da esquina da rua das Flores, con-
do Recifen. 10.
txisle nesteestabelecimento um grande soriimento
de roupa feita de todas as qnaliilades de tandas
llegadas prximamente de Inglaterra, como sejam :
palitos, casacas, calcas, collclcs, camisas, ceroulas,.
etc., e os procos serao os mais razoaveis iiossivcis,
visloserosystemadodono nto deixar dinheiro sa-
nir anda mesmo com algura prejoizo.
Paulo Gaignou, dentista,
pode ser procurado a qualquer hora em sua casa
na rua larga do Rosario n. 30, segundo andar.
Arrenda-s o engenho I.eao, silo na fieguezia
da Escada: os prelendenles pdemapparecer no ater-
ro da Boa-Vista, sobrado n. 53. segundo andar, que
Kcharilo com quem tratar, ou na frcgueza d Escada,
o eiiKcnho Vicente Campcllo, com Manocl tioncal-
ves l*ereira Lima.
Casa da aferieSo, na rua das Aguas-
Verdes n. 25.
O aferidorparlicpa, qaea>revisao leve principio
no da 1" de abril corrente; a iinalisar-se no dia 30
do juulio prximo futuro: segundo o disposto no
arl. 11 do regiment municipal.
O Sr. Joan Nepnmuceno Ferreira de Mello,
morador na passagem de Olinda, lem urna carta na
i livraria n. 6 e 8 da prara da Independencia.
iutina.(
Joaquim de Franca Cmara faz \er segunda
vez ao respeiravel publico, que desde 1818 mudou
aquellq,nome para o de Joaquim Antonio de Franca
Cmara por adiar onlro de igual nome na Parahib,
pois ainda ha pessoas, que, por nao lrem o Diario
de Pernambucu, ou pelo antigo rostumo, o tratara em
suas rel.'irnes o mesmo as cstai;i)cs publicas por
aquella primeira firma ; pelo que elle protesta, deste
segunao anuuncio em dante, nao dar por negocio
algiiniquctfo venha firmado com a firma, com a
qilal se assigna, de Joaquim Antonio de Franca C-
mara. ^
GAR1NFTE PORTGLEZ DE LEITURA.
Domingo, 7. do corrente, ha vera' sssao
de assemble'a geral pelas 10 horas do dia,
para negocio* urgente.
Precisa-se de urna ama moca qu lome con la
ne urna casa de liomem solteiro. para cozinhar e en-
gommar ; na Trerape, defruute do ferreiro, casa
AVISOS DIVERSOS?
Queraprisar de orna ama, de boa conduta,
fo^tasV 40 sol'wro, dirija-e a rua de
Na rua de Horlas n. 62, engomma-se com toda
a pcrleicao, e ir preco comnlodo.
O Aacharel Witruvio continna a lecciunar em
iranccz, e para este lim recommenda-se aos pas de
familia, aos quaes promelte toda a solicilude possi-
vel oo aproveilamenlo de seusfilhos; ieccoua lam-
bem pela roauhaa na praca da Boa Vista emeasa do
r. adault: a tratar na rua das Cruzes n.2. nri-
mciro andar.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
O vapor S. Salvador^ saliio do' Rio de
J.i?'le*l> no dia 2I a tarde, e nesse mesmo
da corria at-o'da da lotera ftrdas asas
de candade; ou poi deicuido.de nosso
correspondente, ou portpie nao podesse
vir aviso algum em virtude da roda da-
quella loteria correr em ictheroy, nao
Homoeopathia.
) clnica especial das mo-
i lestias nervosas.
. Ihsteria, epilepsia ou gota co- z
ral, rheumatismo, gota, paraly- ^
sia, defeitos da falla, do ouvido" e 0
' dosolhos, melancolia, cenlialalfjia (
> ou dores de cabera, enchaqueca, ^
| dores e tudo mais que o povo co- ^
I nhece pelo nome genrico de ner- (&
i voso. 52
\s molestias nervosas requerem militas ve-
I zes, alm dos medicamentos, o emprego de
| oiilros meios, que desperftm ou abat'am a
sensibihdade. Estes meios possuo en ago-
} ra. e os poiiho a disjiosico do publico.
, Consultas loilos os dias (de graea para os
pobres), desde s 9 bnras da rrianhaa. at
| as duas da larde, rua de S. Francisco (Mnn-
do-Novo, n.68 A. Dr. Sabino Olegario
1 iMdgera Hnho. '
Jane dentista,
iriniciro andar n
19.
Aluga-se sala da'frente do primeiro andar
que pode servir para cscripty-Jp ; na' rua Nova, loja
^luga-spuma prela para servico de casa, que
coznia eengomma: quem a pretender, dirija-se
prac;a da Independencia n. 1. '
Francalino Iiidoro Leal, d3o podendo despe-
uir-sc pessoalmenle de todos os seus professores le ""?"' ""=*> M
aPios, o fa pelo presente anugcio, olTerecendo o 1u!-zer con"l"'ar.
seo pequeo prcslimo na cidade de Lshna* nw. e terragens n. 3C
ment.
...i.. '------- .'""""""i nerecenaoo
seo pequeo prcslimo na cidade de Lisboa* para on-
de l,oi estudar. "*"
Offerece-se m rapaz para eaixeiro de qualaaer
d?JSinTao dea!afadus- lM e fazendascomo
de molhados no trapiche, o qual dar informacoes de
sua conducta ; quem pretender annuncre para ser
_-.---------,,. 1..v.v,v.,v.j, uau procurado.
-ecebemos avisos dos premios deste lote- i- al,ixo assiPnad<> faz ver ao publico m ge-
ra, quo nao contralem com Jos Alves de Souza,
ria cuja hsta reeeberemos por estes dias K:W*ft
pelb ^|por inglez que icava a sahir a 29 P8^0. b". le nome Faustino, por achar-se em
do mez findo. Temos exposto a venda os rein' ~ AnlUl Dafbom *-sw ^raujo Pe-
rovos bUbetes da lotera 16 do Thesouro, Aluga-se o lerceiro andar da casa da roa do
que deve correr no Ro de Janeiro a 2 ou *morm *6 'ratar com o proprietario Antonio
3 do corrente mez. ^^". "H** *beLro-.
3 do corrente mez.
Precisa-se de ma ama que aaiba cozinhar, e
uzer lodo mais servico de urna casa: no lareo do
Terjo segundo andar n. 27.
. ^AZAR-PEUNAlUBCAor--
Noslc eslabclecimento sa encontrara os me-
Iliores chapeos de seda prela para homcm,
que tem aparecido neste mercado, assim co-
mo somhreiros de burraeha recommendados
para a presente estacao de invern ; ljeos
de linho verdadeiro de (odas as larguras, di-
los de bloml, de seda, a iniilacao de linho,
a "i-?" ?lf5.0.dil0 '' chalcs do loquim. malisados, @
w ditos de lile!, romeiras de dito; ricos vesti-
S d P"noivas; lencos de camhraa de li-
libo bordados; grvalas americanas pretas e
de eres ; chapeos de palha de Italia cilio te- @
| cido lie scmelhanle aos do Chile; machinas
^LL^'J1^''. '"angeiras;
t meias de seda de lodasasqnalidades pira bol
nwns e senlioras: c oulras muitas razenda;
P que a menciona-las, lomara om boa parle
g deste jornal, porla.ito convidamos aos nos-
9 sos rregueies e amigos pera que conlinuem
* a ooncorrer para o engraiidecimenlo do Ba- Sb
tar Pernambucauo.
- o se havendo reunido os senllores subscriplo-
ti!J, r? dos orE.,,a09' fi'os do finado desembar-
pador DomingosjNnes Ramos Ferreira, em numero
rSPara deBMn"> reparlicao dasap-
Cl^ C.0mpao,"a de Beberitajfm que seacha
empregado iodo q producto da ^bscripcao: o abai-
mhSSE- h81 ""^'^"entc aos senhores
subscriptores, de compareccremsem falla quarla-fei-
Z TaS'i8 ??!,enU,< no esc"P'"o do Illm.
,w,TT ^roa(a,nl Amos e Silva na rua da Ca-
lea do Recife ao meio da em ponto, afim de con-
clnreale negocio que tao necessario se faz ultimar.
Lu: Gome* Ferreira'.
Polycarpo Jos i.ayoe agraueTecordiilinel^
le a lodosos seus amigos e mais pessoas, que
livcram a bondade de acompanhar o enterro
I de seu mu prexado fillio.
^Tv
,JL^? e.e"eoinma he'. roupa de sellra.
C tambera de homem por prey com modo: quem
l,,r",sa.dlriJi,-seaC,"cu Penlas confronta a taberna
doSr. Carreiro, casi do Sr. Manoel Percira n >)->
Eduardo Ferreira -Bailar embarca para o Kio
de Janeiro o scu escravo Joaquim, pardo.
*Urna pessoa habilitada a escripturacSo mer-
iii, oereco-se para eaixeiro de qualquer casa
commercial: quem se quizar ulilisar annumie-pr
esta Otario. '
r Aluga-sc a dasa Icrrca com sotao na Soledade n.
17: a tratar no paleo do Carmo n, 17.
Precisa-se alugar urna prcta de idade, qiie cn-
tewla de vender, paaa-se8j ou 98000rs.: na rua da
senzala-Nova n. 31.
^ admrnisl1rad?r da caPe"a de N. S. da Con-
ceirao, na estrada de Joao de Barros, responde ao
Observador, autor do annuncio publicado no Dia->
L!?Ii0 "lm- Sr# corre8cdf. Para laucar .suas
"as sowe o patrimonio da mesma capclla, que
ido annuncio se regenta de inexactidoes e fal-
" S,rq"ai,0.d0 car,orio da Provedora consta
hVrto,Bsn,04aum""strailor lem dado coplas, como
MmI,' dC "ua adminislicp, na qual se acha
Sam. ,,-Somei"e; e ,,an b" viole wmj>, calnm-
bMt^'' \bMrr he Jaquel les que es-
Sm^T^ a ubscrVar dc noi|e vi-
OfcirSlS. qe negocios de *J capellns.
' "oaZ^r:fl ,P?ruce oestes, ,or que em
r mmmL
Comarca do Cabo.
_ Manoel de Siqueira Cavalcum ~.
para o enucnho Marlapa^pT Coo.in ", ""^
consultas "todos os **?RZm
gratuitamente.
Aluga-se urna casa terrea, sita na ru.1 ,1a r
ceico da Boa-Vista n. 14, com lions eom,nodn
tratar na rua da Cruz ,lo Recife n. 12coniose ',. a
prielario Joao Leilc Pila t)rl2iieira. A chave
inma.i aellas na casa Inmediata n. 12.
LOTERA DE N. S. DO LIVRAMENTO
Aos 5:000000 c 2:000^000 rs.
O caulclsta Salustia, de Aquino Ferreira avi-
sa ao respeilavel publico, que comprou todos os bi-
lilelcs da mesma lotera ao Ihesourciro, e as rodas
andam no dia 12 de maio; os seus bilhetes e raute-
lasestao a venda nos lugares do coslume. Paga sol)
sua responsabilidade os dous premios grandes sem o
descont de 8 % do imposto geral.
Bilheies 630O 5:0008000
, Meios 38000 2:5008000
Quartos 100 1:2509000
Uccimos 7C3 5008000
vigsimos 400 i 2508000
Salttftiano de Aquino Ferrtira.
ANTIGIDADE E SUPERIOKII'ADE
I)A
SALSA PARRILHA DE RlrISTOL
sobre n
k SALSA -PARRILHA DE SAKDS.
Attencao'
A SALSA PARRILHA BE BRISTOL data dos
de 1832, e lem constantemente maulido a sua re-
putafSo aem necessidade de recorrer a pomposos
annuncos, de que as prepararnos dc mcrilo podem
dispensar-se. O successo do Br. BRISTOL lem
provocado infinitas invejas, e, entre oulras, as dos
Srs. A. R. B. Sands, de New-Vork, preparadore-
e proprietarios da salsa parrillia conhecida pelo no
me de Sands.
Estes senhores solicitaram a agencia de Salsa par-
rilha de IIlistel. e rumo nao o podessem obler, fa-
bncaram urna imitafao dc Bristol.
Eis-aqui a carta que osSrs. A. R. X). Sands es-
creveram ao Dn. Brislol no dia 20 de abril de 1812,
e que se acha em nosso. poder:
Sr. Dr. C. C. Brislol.
Bfalo, &c.
Nosso apreciavel senhor.
Era lodo o auno passado lemos vendido ouanii-
dades consideraveis do enlracto de Salsa parrilha de
y me., e pelo que ouvimos dizer de suas tirtudes
uquelles que a lem usad* jujeamos que a enda da
dita medicina se augmentar muir/Mimo. Se Vmc.
quizer fazer um convenio comnosco, eremos nuc
nos resultara muila vanlagem, tanto a nos como a
vmc. lemos muito prazer que Vmc. nos responda
sobre este assumplo, e se Vmc. vier a esta cidade
daqui a um mez, ou cousa semclhanle, tarjamos
muito praier em o ver em nossa botica, rua de Ful-
ion, ii. i j,
Ficams ofdensde Vmc. seus segnros servidores.
(Assignados) A. R. B. S.iNBS.
CONCLUSAO'.
rtar;li'i'i,l,gUdildc dasalsa ^"i'" de Brislol he
claramente provada, pois que ella data desde 183>
qual este droguista no^deoMe Va-ellcTl n'r ^Z^ZT'-'T ,',ur,a-,.dc I'a,- K mes.
Brislol. "ml'la6ec" ""r f "o vendem-se pes de larangcirus c de lmociros
n ._ llltll lint' iirnun i.,,nml...
Brislol.
2. A superioridade da salsa parrilha de Brislol
he inconleslavel; pois que nao obstante a concur-
rencia da de Sands, e de urna porc^io de oulras pre-
parares, ella lem manUdo a sua reputa em < ua-
si toda a America. 4
As numerosas experiencias felfscom. o nso da
salsa parrilha em todas as enfermidadts oricinad-is
pela impureza do sangue, c o bom xito bbtido nm.
la corle pelo Illm. Sr. Br. Sigaud, presidente da
academia imperial de-medicina, pelo Ilustrado Sr
Br. Antonio Jos Peixolo em sua clnica, e em sin!
afamada casa dc saude na Gamboa, pelo IimS Sr
Br. Salurpiuo de Oliveira, medico do exerc'lo p
por vanos oulros mdicos, permitiera boje de pro!
clamar altamente aii virtudes cfilcazes da'salsa para
nina de Brislol vende-se a 58000 o vidro
O deposito dsta salsa mudou-separa *a botic-
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, rua do Coilegio n. 2,
vende-se um eompleto soriimento
de fazendas, linas e grossas, por
precos mais baixos do que en ou-
tra qualquer parte tanto em por-
^oes, como a retalho, aniancando-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabeleciment
ahrio-sc de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, e por
isto ofTerecendo ell maiores van-
tagens do que ouljx> qualquer ; o
proprietario deste importante es-
tabelecimento' convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem,dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da rua do
Coilegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Sanios & Rolim.
As mais modernas e ricas obras
de ouro.
Osabaixos assignados, donos da nova loja
de ourives da rua doCabug n. 11, confrui-
le ao paleo da matriz e rua Nova, franqueiam
aopubiicoem geral um bello e variado sor-
iimento de obras de ouro de muito bous ges-
tos, e precos que nao desagradarlo a quem
queir* comprar, s mesmos se obrigam por
qualquer obra que venderem a pissar uma
conta com respousabilidade, espccificanilu a
qualidade do ouro de 1 i ou 18 quilates, fi-
cando assinr snjeitos por qaalquer duvida
que apparecer.Serafm &/rmao.
~m&.....
PARA FUNILEIROS.
Folha de Flandres diareuol, de qualidade supe-
rior a qualquer oulra que exista no mercado, por
mdico prejo, quer em porrao ou a rctatho : quem
"|irija-se a ru.i do Oueiniailo, loja
mde achara um completo soni-
Joao Fernandes Prente Vianna avisa aos se-
nliorcs ofticiaes da guarda nacional, que recebeu
novas espadas prateadas, o que *e eslo aesbando ,
porisso os senhores que fizeram suas encomincndas,
queiram aparecer com lempo.
i 9"em annuncou aaerer comprar ma duzia
uo caa-ciras de jacarando em. muito bom oslado, e
pin sola, procure na rua doJRan^l n. 21, das 6
horas da manhaa as 10, o de 1 hora da tarde al
,___._ ,, ot"hu"iiw as ores,
ironteao Porto das Canoas da rua Nova. n. 21.
i T r''efisa-se de um eaixeiro para taberna que
tema bastante pratica : na rua da Cruz, n. 28.
Precisa-se dc uma ama para o servico diario
ue una casa de pequea familia: na rua"das:La-
raugeiras, u. 13, segundo andar.
J. Cliardon, bacharol cm bellas ledras, doulor
em direilo formado na universidade de Pars, eusi-
na cm sua casa, rua das Flores n. 37, primeiro an-
ejar, a le- c escrever, Iraduzr e fallar correcta-
mente a Inigoa franceza, c lambem dar lirocs par-
ticulares em rasa de familia. ? r
. O Sr. Manoel Vieira Guiraaracs, queira vir
' rua da Cadcia do Recife,,u. 10, a negocio.
Joaquim Jos F. Maxado.
Esta justa o sobrado dc um andar dama D-
reila, n. 92, dcfronle do beco cenle n Anua Maria de Oirvalho llchoa ; se aluu-
ma pessoa sejulgar com direilo a elle, reclame ues-
tes oilo das.
Antonio Jos Ferreira Guimares vai ao Ro J"e*Jp mut. ovos.
de Janeiro. Levada nova.
POTASSA.
No anl so deposito da rua da Cadcia do Recife,
armazem n. 12, ha para vender muito nova potassa
da Russia, americana e brasleira, em pequeos bar-
ris de 4 arrobas; a boa qualidade e presos mais ba-
ratos do que em oulra qualquer parle, se aflianram
aos que precisaren) comprar. No niesmo deposito
tambera ba bnrris eom cal de Lisboa cm pedra, pr-
ximamente cliegados.
Vcndera-selonas,hrnza, hrinse meias lo-
nas da Russi: no armazem de N. O. Bicber A
Comoanhia, na rua da Crnz n. 4.
Vende-se selim prefo lavrado, de muito bom
costo, para vestidos, a 28800 o covado : na rua do
Crespo, loja da esquina que voll para a cadea.
Veudc-sc um bom escravo, crioulo, proprio pa-
ra todo servico ; a tratar na rua larga do Rosario
ATTENCAO'.
Na rua Bircita n. 19, lu para venderse os se-
ctales gneros:
Bolacliinha ingleza umita nova.
Dita d aramia, franceza
Farinha- de tapioca muito alva.
Bita de aramia.
A mmicas descascadas.
Castanfias do Porto.
Espcrmacete americano.
Cha superior.
Bita brasilciro.'-
Alelria nova.
Macarro.
Talhcrim..
I.inguicas, superior qualidade.
Paios c salpces ,1o Porta.
Toucinho de Lisboa.
Francisco Jos de Lira, morador
que foi em Pedia Tapada, e nego-
ciante de gados em grosso trato,
tanto' tra estrada como na feira da
cidaf da Victoria,. faz scient a
quenjcftver, que elle lia bastan-
tes tempc*_xetirou-se de semelhantc
negocio, sem que nada licasse a de-
ver a pessoa alguma proveniente
delle, s sim a gratidao para com
aquelles senbores que nelle deposi-
tavam inteira. coniianca ; e como
nao saiba lr nem escrever, e por
3 conspguinte muitas lettras erao
^ aceitas a rogo seu, declara para
$'prevenir duvidas futuras, que es-
tas foram inteiramente saldadas, e
quandq alguem baja (o que nao he
possivel) que proveniente daquclle
negocio se julgug credor do annun-
ciantc, baja de declarar por'esta
folha no prazo de 15 dias sendo
pessoa" dc perto, e no de 60 dias
sendo do centro j na certeza de que
terminado este prazo, nenliuma
responsabilidade tera', o (pie Taz
publico pelo presente. Recite 29 de
abril de 1854.
PerdeuTseumacacliorrinharaleira, preta.com
uma risca branca nos peilos'.e parte dos pes : quem a
levaratiuilherme Soares Botclho, na rua da Con-
ceicAuda Boa-Vista u. 14, ser recompensado de scu
Irabalho.
COMPRAS.
Na casa ijcuna acha-se a venda quartos, decimos c
Arrenda-se o engenho CamaleSo, ao norte da vigsimos da lotera cima, a qual corre imnreleri-
ireguciia d Agua Prcta, amargem do rio de Una, e velmcnle no dia 12 do corrente mez
i qual passa a estrada real para o interior da oro- a iHn^,n
no qual passa a estrada real para o inferior da pro-
vincia, coro todas as obras de que possa precisar nm
engenho moenlcecorrele; exceHenle machina, as-
seiitamonlns de assucar macho, retamo, ele, lem
mn grande e bom cercado c os melhores logradouros
e ierras que sepossam desejsr. Vude-se lambem a
safra plantada para mais de 1,200 paes de assucar
macho. Faz-se este negocio pela nica razao de que
seu proprietario vai edificar um novo engenho con-
Trente a villa : a entender-sc com o proprietario do
mesmo engenho.
O abaixo assignado, nico encarregado de re-
ceber os foros das casas da fregueza de S. Jos,
* Attencfio.
O antigo barateiro tem para vender obras muito
baratas, as quaes sAo: um diccionario por Constancio
!' IS1* SS2Sf? ,0300' ,a=""m Lexicn a 59000,
1 430(10 e a 3J000, diccionario iuglez de Vieira, 2 vo-
lumes 59000, vocabularium juris utrinsque, 3 volu-
ines 4j000. Historia Sagrada por Bernardino Freir
ISOOO, enlaio sobre a supremacia Uo Papa 28000,
insliliiiroes dc .direilo civil brasilciro segundo volume
em brochura 19000, observacocs sobre varios arligos
do cdigo do processo criminal por Br. Marides .5,
Manual doi negociante 29400, Memorias histricas da
l,roy,nc! de Pefoambuco 4000, s\ noiisis por Abrcu
Vendem-se 4 escravos, 1 mulato de 20annos,
perehMn'ieV^oSrlvirn^'^'D'l'r a" -^' l'r?"'K'JVLl'ernaml)uco4JJ000, s>nopsispor Abrcu molcqucde.17aiinqs, 1 prela lavadeir e engom-
Arani?, i U Vranclsc0 ue, Pa.ula CoT.te< ,le e l-ima23000, grammalicas franreins or Emilio Se- madeira, Iprelode 40 anim, e 30 Iraves de pod.
meZ'-tauaZ a.^TT?Z fore,r0s- P"nciPa|- ^ene W,Kev,luCa%de 1817 19000, Sima-od Nan- = roa larga do Rosario n. 25.
meme aquelles que nilo sabem a sua morada, de la a 1S000 c 640 enTo ilnn nnn.nirn .i i ~ _:..
-*- ^- "** iiioaiiiua n'iriiv^) li lllll lid |-
mente uquelles que nao sabem a sua morada, de
dirisircm-sc o rua do Pires na casa nova junio a
do finado GervasioManoel Gomes liegas
OOerece-se um homem para eaixeiro de qual-
quer casa de negocio dc atacados, lano de fazendas
como dc moldado! no trapicho, ou alguma taberna
por bataneo, o qual dar infonnaroes de sub con-
ducta : a fallar a (ravessa dos Quarteis n. 35.:
Quera quizer comprar uma machina de da-
guerreotypo por preco muito baixo, e com lodos os
perlences, dirija-se ao aterro da Boa-Vista n. 4, ler-
ceiro andar.
Di
O Ur. Sabino Olegario Ludgero.Pnho mi> 1
O dou-se para o palacete da rua de S. Francisco &
(mundo novo) 11. 68 A. *
S:gg@
Na procissSo da Boa-Vista do Senhor aos en-
fermos, desappareccu das maos de um anjo ao reco-
Ibera mesma, orna salva pequea de prata, obra do
Porto, com a beira recortada o pes com lavoura :
qumala mesma tiver noticia, dirija-se ao aterro da
Boa-Vista, sobrado o. 44, segundo andar.
Precisa-se de um trabalhador de padaria : na
rua do Colovello u. 29.
Hotel Francisco.
Ofrancez Justin Norat, morador 110 hotel Fran-
cisco, lem a honra de participar ao respeitavcl pu-
blico dcsla cidade, e principalmente aos seus fregiic-
zes, que tem um lindo sorlimcnlo de obras de hi i-
llianle, diamante, ouro.de le e oulras, ludo do mais
moderno o apurado gosto, e por preco commodo. .
loj
, amarela ca rua do Crespo''
n.. 4, aojado do norte.
Chegaram ltimamente ricos cha-
peos de seda com guarniriio e plu-
ma, parasenhoras, ditos'de palli-
iha da Italia, com calwllos, cba-
pe'os da ultima moda ; assim como
ricos adornos para Cabeca de e-
ifhora, -tudo se vende por preyi
mais barato do que em outra qual-
quej- parte.
Quera liver cavallos para se cnsinar a todos
os andares dirija-se ao Mangunho, sitio que vai
liara os Alllictos, com portao dc pao. No mesmo
lodooaerv1sTdel6mTa"rora oa "P11" I'8" riV^r" acTmUmhZVlo^arsr,^
pateo d ( de ponca tamilia: no Estando justa e,h(ratada por compra a cas
terrea, perKmccute aofterdeiros de Anna Mara do
Nascimcnlo, vurva de /.acarias de Britb, cuja casa i,e
?lttf94NI18Att.>>.u situada na ma do Oinalio, do bairro da Rn-i vi,
HSRftBTnu^*! desta cidade, n.9; deseja-se saliera exfstaatan-
ma hypolheca, ou se alguem lem direilo sobre a
mesma propriedade, haia no prii/.o de 8 dias deila-
jjj rar; dihgindo-se a rua Vclha, sobrado, 11. 35.
Roga-sc ao 'reverendo A. G. de F., morador
no J. C. da F. da Escada, que baja de dzer se o pa-
gamento que promelleu fazer no Recife a.......f0 em
Janeiro passado ou se he no que ha de vir, do con-
trario ver por extenso lodo o orcorrido.
Achoii-se no lugar da rlieira do peixc, na fre-
gueza de S. Jos, um pequeo sacco contando a
quanl.a de 133000 : qcn1 r?,r seo legitimo dono pro-
Alnga-s uma loja muito boa e portfearalo pre- cerTosll', JrUi.^us"s,a "' 1fi-; cojatratarnaprasa da Boa- Vista Tt, P [& n^usu^n,re8". Pagado smeule a daspea
tudo |ior preso commodo.
'Pendo admillido em sociedade commercial meu
irmao oSr. JoSo W. Sludart adoptamos a firma de
V asconccllos & Sludart.
M. Paes Pinto de yasconcelos.
Attencao ao bazar de calcado.
Na nova loja de calcado barato da Ierra, compra- ton & C na'.V o mm. R>m"J~*u
se c vende-se toda qualidade d obra : la Iravessa '".n, j a l Ud de ,tnzalla Nova *|
da rua do gueiraado 11. 7, outr'ora becco do Pexe VinllO do Porto superior engarrafado.
lr"- Sellins inglezeV
*^JrrBLff.MtS B^i^ouiypatente ingle,.
------------* ^ .lili BO>
diario de uma casa de ppuca familia ; paga-se hen
sendo de boa conducta: na rua do Padre Floriauo
n. 5.
No sitio denominado Torre, em Belem, appa
------I ^^ --~j .. j 1 .. ^ \JA A 9 V^O l U S lili fif
receu um carneiro ; quem fr seu dono, queira rv-,1 ,UL_ J- 1 1
manda-Io buscar, dando os compelenles signaes, pois l-anaelaoros e candieiros bronzeados.
imorador do mesmo sitio nao se responsabilisa pela Desp'enceira de ferro galvanisado.
Ferro galvanisado cm folha para forro
Cobre de forro.
OLEO DE LINHACA EM BOTIJAS:
vende-se em a botica de Bartholomco
Francisco de Souza, rua larga do Rosario
n. 3G.
^ O Dr.Thomassin, medito francez, d.icon- \i
sullas lodos os dias utes das 9 horas da J|.
manhaa at o meio da, em sua casa rua da 5*
^ Cadeia deS. Antonio 11. 7. ; ^
&$$$$$$: @@@S
Na roa da Penha n. 23, primeiro andar, se dir
quem vende uma gargantilla, uma vernica, duas
crrenles para relogio. diversos cordoes, annei com
pedras e sem ellas, medalhas, bolees para punho,
'jilos para abertura, brincos, rosetas, dousrelogos
de algibeirae um rosario de ouro.. '
Aluga-se uma preta moca, muito fiel, que sabe
enuommar, cozinhar, e fazer todo o mais servico do
casa; dirija-se ao aterro da Boa-Vista n 31, ter'cciro
andar,
Compra-sc uma mesa de juntar, elstica, que
naoseja mmlo-grande; quem tiver annuncie para
ser procurado.
Compra-se um jogo de diccionarios francez c
portuguez, |r Fouseea, ultima edico: quem liver
annuncie.
.~ Cjmpram-sc escravos dc ambos os sexos, de
idade de 12 a 35 anuos, assim como tambera rece-
bem-sc para se veuder de commissao : na rua Birei-
VENDAS
MANUAL DE TABELLIAO'.
Vende-se na livraria n. 6 e 8 da praca
da Independencia.
LOfEUlA DE N. S. DO LIVRAMENTO.
Casada Fama no aterro da Boa-Vista
n. 48.
Vnho de Lisboa, garrafa.
Dito engarraf.idudn Porto (sem casco)
Mautega ingleza muito loa.
Todoscsses gneros se responde pela qualidade.
Vendc-se uma padaria e uma taberna ludo na
estrada novado Cachang do sobrado do Viegas
280
^' >i
140 i)
200 a
320
120
900
28240
19500 i)
280
280
280
440 a
***> #
400 b
1?700
120 i.
400
480
500 b
Vendem-se chapeos de palha c esleirs, cera
amarela, dita de carnauba de primeira sorle, sota,
couriulios mi lides, ludo chegado de novo do Aracjly,
e por preco commodo a dinheiro vista : na rua da
Gnu do Recife n. 33,|casa de Sa Araojov
Vende-se uma barcaca que pega 2i0
saceos com assucar, bem construida e
prompta a segtiir viagem : na rua da Ca-
dcia do Recife n. 5, loja.
Na rua do Vigario n. 19 primeiro andar, (em pa-
ra vender-sc chapeas de castor brancopor commodo
preso
POTASSA BRASILERA
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recomtaen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons el'eitos ja' experimen-
tados : na rua da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Fcron &
Companhia.
porcoes: fio mesmo alugam-sc carroras' para cou-
ducao de trastes ou ouliW|uaesqucr.objectos, ludo
por preco C011111104I0.V-
Vendc-se uma esmva de mciadade, por pre1
co muito commodo: na Iravessa da Pol n. 4.
. Vendc-se um negro marinheiro, e perfeilo co-
zinbeiro de bonita figura, uma cabriuha com 7 an-
uos, um crioulo alfaiate de bonita figura, um mula-
to para lodo o servico rom 20 anuos : na rua da Sen-
7.1I ;i-\ p!Ii;i ii Til icmiuln .. inri!* .m.h,, .. j:-.*
lo para todo o servico com 20 anuos : na rua da Sen- das e meiaRnoendas nara eneenho ma-
zala-Velha 11.70, segundee lerceiro andar, se dir/. rr.na, Ap vnn 0, P j enpenno' f
quem vende. cumas de vapor, e tai xas de ferro batido
coado,
dito.
de todos os tamauhos, para
AOS SENIiORES DE ENGENHO.
quem vende.
Quem nao deixara' de comprar.
Na rua larga do Rosario 11. 22, vendem-se caixi'ics
com catangas pelo diminuto preso de 509300; he
pechincha para quem quizer mandar vender na
rua.
Trancas de seda.
Clicgou a loja de miudez da rua Dimita n. 83,
mn rico sorlimcnlo de trancas dc sedado gostosos
mais delicados possivel, tanto as pretas comoas.de
cores, aflianca-s-" ~
compradores, c
quem as vir. """"1 jruiiu luui u lueuiouo ie empre
Vende-se nm dos melhores sitios que ha na Ca- ga'lo no idioma portuguez, em casa de
erde. com casa de nedra e ftf A l;.>k.. x. n______l:_ __ .... 1
O arcano da invencao' do Dr. Eduar- ('em-se pilula's vegetaes verddeira,
do Stolle em Berln, empregado as co- "e l'atecteui-(verdadeiro, salsa de Sands
lonias inglezas e hoUandezas', com gran- verddeira, ermifugo inglz ( emvidro)
1C de vantagem para o melhoramento do verdadeiro, .dros de bocea larga com ro-
Srrt^TyiZffi*' f favoraveisfos assucar, aclia-se a venda, em latas de 10 llia d J -12 libra%0-innuncante af-
compradores, e a qualidade nao desagradara a |Lra. ;,------_____.j. j______ lia n ^;.I^'_____. _____...
------------------ ..-^...w.^a OIUVJ I^UC 11(1 lid \Mt~
punga, lugai da Baia-Vcrde, com casa de pedra e
cal, com bstanles commodoi e muito fresco, assim
couiotambem separado da casa quartos para escra-
vos, cocheira e estribara para 3 cavallos, frenlc e 2
lados murados, jardim, e cacimba de pedra e cal com
cxcelleule agua de beber, muito bom terreno com
boas fructeras, b'aixa paa capm etc. etc.: a fallar
comocorrelor geral Migoel Carneiro.
Vndenle suecas com frelos de Lisboa, a pre-
so commodo ; ua rua de Apollo, armazem n. 14.
Vendem-se saccas de fejao mulatinlio novo,
muilo em conta : no armazem da roa do Raugel
n.26.
Vende-se uma escrava, crioula, de idade 22
anuos, pojicn mais 00 menos, cozinha bem o diario
de uma casa, lava de sabo, he quitandeira e lambem
serve para o servico dc campo, propria para quem ti-
ver sitio ; na rua larga do Rosario n. 44.
Vendc-se um pardo moso, proprio para pa-
cem, e cntende de sapaleiro ; na rua larga do Ro-
sario, padaria do Sr. Manocl Antonio de Jess.
Vcndc-sc um. cabra de 30 annos, bom para
Irabalhar cm algqm sitio, por ter disso pratica; c
lambem sabe tratar de cavallo : he muito sadio, e
nao tem o vicio dc se embriasar, e nem de fugir ;
quem o pAtender, dirija-se a rua ireila, casa jun-
io a padaria, n. 67.
Velas de carnauba sm/jles de^em libra,
Malas para viagem.
Grande soriimento dc lodas a9 qualiddes por pre-
co razoavcl: na rua do Coilegio 11. 4.
BATATAS HOLLANUEZAS NOVAS
no armazem dc Juao Martina de Barros: vendem-se
gigos com batatas hoUandezas muito novas a 1SW0
reis.
- No armazem confronte a loja do Sr." Martina,
pintor, vendem-se duas carrosas novas muito.bem
construidas, as quaes servera para cavallo ou boi, e
oulra osada ; as quaes se vendera pelo preco que o
comprador olferecer.
-----TT' """" ,ol icovo,. simaoae I^an- "a ua a 1000 e 640 em 2 volomes, gcomclria de La- Meirx IiHipIik coix cip portuguez 58000.1 dita cm francez 49O0O, ,)1,1,eteS da lotera do L.vramento.
Ingnomelria por 28000, uma linio acadmica sobre
i iiiifi-i.la tn>\ln*Q-Ma l\:...:____ .. ^
r W"^"t ""'"u in(iiU ... .mutllll. ,1 MI1H1
a pena de inorie^0, iccionano das llores a 1GQ; na
rua do Crespo n.il.
NO CONSULTORIO HOMEOPATHIGO
do
, DR. P. A. LOBO M0SC0Z0.
Vende-se a melhor de lodas as obras dc medicina
riomeopalhica 1^- 0 NOVO MANUAL BO DR.
JAHR J-% 'Iradiizido em portuguez pelo Dr. P.
A. Iwbo Moscozo, contando um accrescimo de im-
portantes e\plicjj|es sobre a applicaco das dses, a
dieta, etc., etc. p-lo Iraduchir : qualro volumes en-
cadernados em dous 20HO00
Dicciouario dos termos demedicina, cirurgia, ana-
toma, pharmacia, etc. pelo Dr. Moscozo: encader-
uado 49OO0
Uma carteira de 24 medicamentos com dous fras-
cos de linduras iudispensaveis 409OOO
P'|a e'M ..'..... 4500U
Dita, de 48.......... 5ojooo
Urna de 60tuboscom 6 frascos de linduras. 608000
Dita de 144 com 6 ditos...... IOOSOOO
Cada carteira he acompanhada de um exemplar
das duas obras cima mencionadas.
Carleiras de 24tubos pequeos para algi-
beira .... ......... 8000
Bitas dc 48 ditos........ 16&000
Tubos avulsos de glbulos ..... 19000
Frascos de meiaonsa de lindura 2B000
lia lambem para vander grande quanlidade de
tubos de cryslal muito lino, vastas e dc diversos l-
mannos. ,
Asnperioridade destes medicamentos est lioje por
todos recoulfecida, e por isso dispensa elogios.
N. B. Os senhores que -assignaram oucomprarama
obra do JAlllti antes dc publicado o 4- volume, p-
dem mandar receber este, que ser entregue sem
augmento dejireco^
Vende-seriiTcscravos, sendo 2 oplimos pre-
los propriospara>lodo scrviso ; um bom casal de es-
cravos, sendoapreU coziuheira; \ dita de bonita
figura, mosa, que engomina, cose, faz laberinllio,
marca com toda perfeiso ; 5 ditas dc 18 a 30 ali-
os, com algumas habelidadcs: na rua I incita
n. 3.
Vendc-se saccas com farinha dc mandioca
muito boa ; c redes alcochoadas de lindas cores pa-
ra lipoias, ludo por preco muito commodo: na ven-
da da rua do Rosario, esquina do liceo do Peixe
Frito n. 9. -
VenJe-se a taberna, sita na rua do Asooguiuho
n. 20. com os fundos que couvier ao comprador, tam-
bera se vende s armacao com os perlences c al-
guna cascos; isla se faz por 1er nutra taberna para
onde se remove todos os gneros cm tal caso, e por
estar j contratada a vcnila delta, pois o lim dcsla
venda he nicamente por scu douo estar docule e
querer rclirar-se para tratar dc sua saude : quem
pretender, dirija-se mesma para Iralar do ajuste.
Vendem-se cm casa de S. P. Johns-
Chicotes de"carro.
Farello em saccas de 7> arrobas.
- Fornosde farinha.
Na roa do Livramcnlo, loja de calcado n. 35, ven-
dem-se a 25,00 meios bilheies, cujas todas andam
imprctarivelmcnle no dia-12 de maio ; os bilheies
desla casa lem approvado.por quanlo lem sempre sa-
bido algumas sorlcs grandes, pelo que vale a pena o
acrescimo de 200 rs. do lucro.
Vende-se a taberna da r.
28: a tratar na mesma.
1 dc Santo Amaro n.
Vade-mecum dos homeopathas ou
^ o Dr. Hering traduzido em por- (j
a\ tuguez. 2*
W- Acha-soa venda esta importantissima o- W
A bra do Dr. Hering no consultorio homo-o- (A
Zl palliu-o do Dr. Lobo Moscoso rua do Collc- Z
m>} gio 11. 25, lo andar. fSR
Vendem-se correnles dc ferro usadas, tanto fi-
nas como^rossas, as qucs eslao em muito bom es-
tallo, o por preso muilo commodo: na roa da Scn-
zala, armazem defronle da loja do Sr. Martins, pin-
tor. No mesmo armazem compram-se ferros vclhos
cobre, latao e oulra qualquer qualidade de metal
assim como brins, lonas c oulfos pannos velhos ote
dc uma casa: na rua do Livramento n. i.
Vendem-se tres bonitos armarios de amarcllo
envidracadps, proprios para biblioteca 011 oulro qual
quer estahelecimenlo, por screm muilo bem taitas
assim romo uma mesa de mogno para juntar que ad-
mitle mais de 40 pessoas, e oulros trastes que se do
por preco muito commodo; n armazem do corre-
tor Miguel Carneiro, na roa do Trapiche, ou na rua
da Cruz n. 34.
i CERA DE CARNAUBA.
Vcnda-se cera de carnauba rhegada agora do Ara-
ende-se o engenho l.imeii inha, situado 1 mar
gem doTracunliaem, com 600 "bracas de testada e
uma legua de fundo, rom as obras mais precisas, to-
das novas, eoplima moenda, com bous partidos que
com 2 carros e 4 quarlos podem moer at 2,000 paes
o que be de-grande Tantageni para nm principianta.
I|e de ptimo assucar c de boa produrcao, tanta de
caima como de legnnies : vende-se com alguuuli
nlieiro i vista, e o mais a pagamento conforme s
poder conyencionar : os prelendenles dirijam-se ao
engeolio Tamalape de Flores.
andar.
'; SAI. DO ASSU'. .
Vende-se sal chegado agora do Assii, a bordo d
hiate Anglica a tratar na ru;r da Cadcia do Recif
n. 41, |; imcirq andar,
Vendc-se uma escrava de meia idade, sabe In-
varde sabao e varrela, muilo propria para o servico
dc campo, por j ier sido ^aia a sua occupaco
quem a pretender dirija-se a rua do Crespo loja
Vende-se um cxcellenle carriuho de 4 rodas,
mui bem construido, cmhoni estado? esta exposto na
rua do Aragao, casa do Sr. Nesme 11. 6, onde podem
os prelendenles examina-lo, e tratar do ajuste com
o mesmo senhor cima, ou na rua da Cruz no Recife
27, armazem.
; PALITOS DE ALPACA FRANCEZES.
1 iramle sorlimcnlo de palitos dc alpaca e de brim,
na ruado Coilegio n*. 4, c na rua da Cadcia do Reci-
fe 11. 17 ; vendem-se por preso muilo commodo
Sementes novas.
Vende-seno armazem tins, na rua da Cruz h.,62, as melhores sementes re-
ceiilemenlc ehegadas de Lisboa na barca purluguc/.a
Margarda, coinoseja : couve tronxuda, raonvard,
saboia, fcijO carrapalo dc duas qualiddes, ervilha
loria e direila, coenlro. salsa, nabos e rabanetas de
lodas ns qualiddes.
Fazendas baratas.
Vendem-se casemiras francezas, padr&cs modernos
c muito clsticas a 4S<100, 43*500 e 55000 o corle, di-
las meias casemiras a 258OO o corle, panno fino azu'i
para fnrdrs de guardas nacionacs a 3-5500 o covad",
selim prclo Maco o 396Wo covado, casemiras nie-
las a 25200, 23100, 25S00 e:is000 o covado: Da ia
dn Cres|io n. 15, loja de Audr Uiiilhcnne BrecK'cn-
feld.
Vende-scum escravo : quem pretender dirija-
se ao sobrado do aterro da Boa Vista n.53do, 1 hora
da larde cm vanle at 6 da tarde achara com quem
tratar.
ATTENf.AO!!
Vende-se o verdadeiro fumo de ar/ihuns, de
primeira qualidade, por preso commodi/? na rua Di-
reila 111 /6, esquina do becco dos Pecnados Morlaes.
50
Vendem-se na rua da Menguara n> a.
(i")0 lijlos ele marmore ; buratos cem bom
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, tem
venda a superior llanella para [ui"> desellius, ebe-
gada recentemente da America.
I
A Vendem-se relogios de ouro e prata, mais
JMmg haralo de que em qualquer oulra parle :
l*i 1. na praca da Independencia n,. 18 e 20.
Chapeos pretos francezes
a carij, os melhores c de forma mais elegante que
tem viudo, e outros de diversas qualiddes por me-
nos prejo que em oulra parle : na rua da Cadeia do
Recita, n. 17.
epoailo da fabrica de Todoa o Santos na Baha.
Vende-se, em casa dcN. O. Bieber &C, na rua
da Cruz n. 4, algodao transado d'aquclla fabrica,
mu lo proprio para sarcos de assucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
Na rua do Vitzario n. 19, primeiro andar, h a
Pa!a_v^n. ------..,.,. v-w,u,,p,., ,iU ,,,,uu uo viegas para venaer, chegado de Li
MdVeumiQ? rtal.L^;^,r'Vaq,!,en'pre,Cr,ller barcaOi.'npm,oscguinle: saccas de farello muito
pode examinar, e fallar na rua larga do Rosario 11. novo, cera cm grume e emvelas.com bom
" ... ... menta de superior qualidade
Vendc-se To armazem de-malenaes da ruada de :
Concordia, ultima casa do lado do nasecnte ao vol-
tar para a rua Augosla e Alecrn, na frente da n
r^zi^zrt:^ estse ^tI^^^F3'^^^^
manda-se botar L obras^m' iSc' PeqSaV %% ZSEttig .&? -
------,----------, mercuTre-dotee cal
) Lisboa em pedra, novissima.
---Vcndem-*e emeasa de Me. Calmonl & Com-
-anlna, na praca do Corno Santn. 11, o seguinte:
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Snzala nova n. 42.
Nesteestabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meiaSTnoe
libras, junto com o methodo -de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, Ba rua da
Cruz, n. 4.
SANDS.
SALSA PARRILHA.
Vicente Jos de Brjlo, nico agenta cm Pernam-
iiuco de B. J. D. Sands, chimico americano, faz pu-
blico que tem chegado a esta praga uma grande Jior-
Sao de frascos de salsa parrilha dc Sands, que s3o
verdadeiramciile falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devem acautelar os consu-
midores de tao precioso talismn, de cahir neste
engao, tomando as funeslas coasequencias que
sempre coslumam Irazcr os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela mao daquelles, que antepoem
seus interesses aos males e estragos da bumanidade.'
I orlanto pede, para que o'publico se possa livrar
desta fraude e dislingua a verddeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recentemente aqu tjSega-
da ; o annuncianle faz ver que a verddeira se ven-
de nicamente cm sua botica, na na da Conceicao
do Recife n. 61; e, ajm do receiluario que aco'm-
panba cada frasco, lem embaixo da primeira pagina
scu nome impresso, c se achara sua firma cm ma-
nuscriplo sobre o involtorio' impresso do mesmo
freos.
N'o aterro da Boa Vista n. 80, vende-se v-
nho linio superior, dc Lisboa, a 320rs. a garrafa :
gonrnna para enaommar, a 3> rs. a arroba.e 100 r
a libra; cha preto bomem embrulhos de uma aires.
libras. -----------------------^ -1
Vehdc-seuma preta de20 a 22 annos, boa
engonimadeira c coziuheira, lava dd sabao c varul-
l, nao tem vicios u'cm achaques, e arranja bem
uma casa, c d-se por preso commodo, e ao com-
prador se dir o motivo da venda; prefere-se para o
matto: na rua da Roda n. 52.
Na rua do Vigario n^l; primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano,. violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, schc-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
FARINHA DE TRIGO.
Vendo-se no armazem de Tasso Irmos, farinha de
trigo de todas as qualiddes, que exislem no mer-
cado. ..
Muitai'attenciK).
Cassas de quadros muilo lar is com 12 jardas a
25IOO a peca, corles de ganga amarela de quadros
moilo.Iindos a 1J>500, cortes do vestido de cambraia
de cor com 6 1|2 varas.amuito larga, a 29800, dito
com81r2 varas a.33000rs., ci' tos de meiacasemira.
para calca a 33000 rs., e outr muitas fazendas por
preso commodo : na rua do espo, loja da esquiua
que volla para a Cadeia.
Agenciado Edwin Maw.
Na rua de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon
& Companhia, acha-se constantemente bons aorli-
mentos de laixas de ferro coado e balido, lano ra-
sa como fundas, moendas inetiras todas de ferro pa-
ra auimaes, agoa, etc., ditas para a rmar em madei-
ra de lodos os tamaitos e modelos os mais modernos,
machina horjsontal para vapor com forca de
-,------------- narL _
l lias dc fludres^nudo por barato preso
Na rua da Cadeia do "Recife n. 60, arma
zem deHenrique Gibson,
yendem-se relogios de ouro de saboneta, dc patent?
snn como orins, lonas e oulfos pannos vclhos etc. vendem-se relogios de ouro de abnele, dc palenW
\ ende-se orna prela quo sabe cozinhar o diario inglez, da melhor qualidade, c fabricados em Lon-
; uma casa: na rua do l.ivramrnlo 11. 1. dres. or nrcro enmmorin.
dres, por preso commodo
Vendem-se pregos americanos, em
. barris, proprios para barricas de, assu-
|I car, e alvaiade dezineo, superior qua,:-
Na rua da Cadeia Velh n. 52, em casa d
Deane Youle & Companhia,
caly : ni roa da Cadcja do Recita n. 49, primeiro vende-se um carro americano de 4 rodas ; pode ser
i.nub-n um iniiii nmt.111.a11u uc f wuo, liuue SCI
visto na cocheira de Poirricr, no aterro da Boa-Vista.
Vende-se um completo soriimento de fazendas
pretas, como : panno fino preto 'a 33000. 40000 ,
53OOO c 63000, dito azol 38000, 4$000 e 58000, -ca-
semira prcta .1 23500, selim preto muilo superior ,
i. 33OOO e 43000 o covado,.sarja prela hespanhola
._ .>k%nft r. L..t;,.% i-i,.....1,. .........a.. ----- ..__,:.i^_ .,.
la- 'i^* o 4vwu v i uv.mu, >aij!i pitia iiespainioia ^55 e **.*., v>
1^0 23500 rs., selim lavrado proprio para vestidos de se- lic eanliolo e l'all;
: nliora a3600, muitas mais- fazendas de muilasqua- ''"su : quera o
6. lidailes, por preco rommod*: na rua do Crespo loja Viecole F. t. n
n.6. Ferreira Gomes
Vende-se uma escrava, crioula na rua Nova.
sobrado da quina que volla para a rua d So 71.
Moinhos de vento
wnbombasderepuxopara regar borlase baixa.
de capim, na fuildira de D. W. fiowitian ,
do'Brum ns. 6.8 e 10. BWman rua
VNHO DO PORTO MUITO FINO
Vend** superior vinho do Porto,, em
barrisde*., 5. e 8.: no armazem da rua
do Azeite de Peixe n. H, ou a tratar no
escriptorio de Novaes Companhia, na
rua do 'trapichen. 34.
Padaria. ,
MmTalTKsd.ara to-N*i*. Inr '
Aos senhores de engenho.
Cobertores escoros de algodao a 00 rs., ditos mui-
jo grandes e encorpados a 18400 : ua rua do CreiDo
loja da esquina que volla para a Cadeia.
Grande pechincha !
Vendem-se corles de cassa do ultimo gosto, e cores
(ixas, pelo baratissirao preco, de fjf920 o corle : na
rua do Crespo n. 5.
Devoto Christao;
Sabio a luz a 2.fdsao do liyrinho denominado-
Devoto Chnsiao.mais correctaeacresceatado:.vende- '
se nicamente na livraria n. 60 8 da. prasa d In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes acolclioadas, ',
brancas e de cores de m s panno, muito grandes e '
oe norn goslo : vendem-se na j-a do Crespo, loja da
esquina que volla para a cadcia.
Deposito de vinho de c^^M
pugne Chateait-Ay, primeira qua-
lidade, de propriedade do condi',
de Mareuil, rua da Cru* do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a, champagne .vnde-
se a 56^000 rs. cada caixa, acba-^
se nicamente em crasa de L. Le-|
comte Fcron & Companhia. N. B.
As caixas sao marcadas a' fogo :\
Conde de Mareuil e os rotulo^
das garrafas sao azues.
#
O
Na botica da rua Jarga do Rosa
1. 5C, de Bartliolomeu F. de Souza ven-
min'erossar possa a veracida-
">m rtosacinia, vendidos em
ara
lianca a t
de dos n
Su. MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-st; para vender
moendas de cannas todas de feTo, de um
modello e construccao muito superiores.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro acha-se pava vehd
dos dc'ft^p-o de superior crualid
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em
Amaro, e tambera no DEPOSl
ua do Brum logo na entrada, e
te do Arsenal de Mau'nha ha'
um grande sortimento ,de,-taich^^
de fabrica nacional como .estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
existem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livrs dc des{>eaa. Os
Rrcros., sao' _gJ ^omniodos.
Santo
respeilusamente annunciam que n sea m
tabclecimenle cm^Saulo Amaro, continua
com a maior perfeiso e prornptido.loda i lalir1-
de macliiuismo para o uso da .aincultura, nal.
Sao c manufactura, e que para maior commodo de
seus numerosos freguezes e do publico em geral, tem
abcrlo cm um des grandes armazens do Sr. '
ta ua rua do Brum, atraz do arsenal de. mariuha,,
DEPOSITO DE MACHINAS
construida no dito seu estabelecimento.
All ach -ao os compradores nm completo sorti-
mento de mandas de canna, com lodos os mcllio-*
rameutos.(aliJOns delles novos ciriginaes) de que a
experiencia de muilos-anuos tem mostrado a neces-
sidade. Machinante vapor de baixa e alta presrao,
taixas de todo tamaito, tanto batidas como fundidas,
carros dc mo e ditos para couduzir formas dc assu-
car, machinas para moer mandioca, prensas para
lo, fuios de ferro balido para farinha, arada de
ferro da mais approvada conslruccao, fundos para
alambiques, crivos e portas para fornalkas, e uma
infinidade de obras dc ferrb, que seria lenfadonho
enumerar. No mesmo dejxisilo eiiste uma pessoa
iutelliscnlc e habilitada para receber todas asen-
. -----^------__ [.u. u .uuvt f COfl I luna \-i\i
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro eslanhado r---------.. .~~> u^,
para casa de purgar, por menos preso que os de ce- iutelliscntc e habilitada para receber todas ase-
ore, esco vens nara navios, ferro da Succia, e fo- conimendas, ele, etc., qne os annuncianle contan-
1 has dc (landrest udo por barato preso. do com a capacidade de suas oflicinas e machinisn
.. ...... jpacidaue ut suas vmoius c luacMluami
e pericia de seus olliciaes, se compromeUem a fazer
executar, com a maior presteza, perfeirao, e < i"
conlormidade com os modelos ou desenlies, e inslrnc-.
SOes que Ihe forem remecidas.
ESCRAVOS' FUGJDOS.
MLT.ATO FGIDO,
No dia 23 do correle, s 8 horas da noite, deup-
...----, (^. .. 'i"'"'" parecen da casa da rua do Torres n. 14, escrimono
dade, por presos commodos: amado dos Srs. Juo Finio de-Lemos & Filho. um esen
Trapiche Novo n. 16." pardo, claro e de cabello eorrdo, que liuha vi
mallo para veuder-se nesla, c represepla 1er de i
e de 28 a 30 anuos, levoo calca e camisa azul, Iu#
provavcl que vollasse para o malta, seguin
jninho do aterro dos Afogadot: quem o pegar, I*-
ve-o a dita casa, que ser recompensado.'
I'ngio a 24 do correle.' um preto crioulo de
nome Pedro, bonita (gura, sem barba, lieico gros-
sos, pannos no roslo, ps grandes, signaes anlisos
de rclho as costas e pescoso, tlide talvez tanha si?-
e nal do sancho, com que eslava, c com o qual iajoi
,. lie eanliolo c talla enchendo um pouco a bocea de
pegar leve-o ao escriplorio do Dr.
no paleo do Coilegio 011 a Galdino
- -------1 no sitio do fallecido Silva & Com-
Velas de carnauba. pauhU na Casa Forlc, onde ser recompensado.
Na rua da Cruz n. 15, segundo andar, vnden^mrp r^i^%zno irf rfctrcorrente o escravo crioulo'
vetas de carnauba, puras e compostas, taitas iiwiir.i- ,,c "ine Vicenta com os'ilUuaG !W)liute., rejire^-
a.nJtfL..i.___ seilta tur '111 on,... km. ...., --
..---------------,,---------.unipo.sias. icuas iwrAra- .... ,iwmc mi os signaes
caly, por menos preso do que cm oulrarlfualquer fe,l,a ,er 30annos,bcm preto, olhos
"ia Pernas,.he mnilo prosista
parle
Vendem-se cobertores brancosdRnilgodao gran-
des, a 18140 ; ditos dc salpicij/^ambem grandes, a
15280, ditos de salpico dc lete, a 13100: na rua do
Crespo loja n. 6. '""^
Deposito de ahjadrao da fabrica de todo.s os
santos. v-
Em casa dc Deune Youle & Companhia, vendem-se
os algndoesdcs.Wtabrica : na rua da CaiWttfTciiia
Dtfposito de farinhas de-ipc->
AcWTTse farinha de SSSF a mais nova no mercado
coiwii lambem umsortimenlode farinhas americanas-
ifi armazem de Deanc Youle & Lompauhia, uo bed
co do Gouralvcs. ,
Relogios de ouro inglezes:
vendem-se em casa de Deane Youle 4 Companhia
rZ Vcnd.em-em wa de Deane YoqleiCompa-
nhia. rua,da Cadea Velha ... 52, aCo .le Milao ver-
dadciroecarvao patenta, proprio para ferreiros.
Taixas para engenhos.
Na fundicao" de ferro de* D. W.
Bowmann, na rua' do Brum, passan-
do o chafariz continua hayer um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 phlmos de
bocea, as quaes acham-se a venda,, por
preco commodo e xom promptidao' :
embarcam-e ou carregam-se em carro,
sem despe/.a ao comprador.
Vendem-se cobertores de algodao grandes a 640
rs. e pequeos a 560 rs,: na rua do Crespo nume-
ro 12.
F
- i-----' -, ...m..w i^vsiBtn : IGVOO ""^*)
camisf dc meia ja rota, calca Me riscadinho jii suja
porem he de suppor que mudasse de trago, este s-,
cravo he propriedade do Sr. Pautado Amorim Sal-
gado, senhor do engenho Cocal da fregaeziade Una,
quem o pegat ou der noticia na roa do Itosario lar-
ga n. 24 ou nodilo) engenho que ser "bem recom-
penssado.
No dia" 7 de maio de 1852, desapparecen om
escravo, pardo de nome Leonardo de idade de 18 an-
uos pouco mais ou menos, com os segiiinles signaes;
baixo c o peilo um poucn mellido para dentro, ca-
bellos carapinlios e desce at o meio da testa, foi
escravo de Joanna Maria dos Pases, moradora na
Boa-viagem :. descoulia-se que fosse sednzido, esfe
escravo vinba todos os dias vender leita' ao Recife, .
lia noticia de ter sido visto no scrlo no lugar Var-
z.ia da Vaca, este escravo perlence a Fernando Jos
da Koclia Pinto, morador no Rio de Jaheiro : qoem
o pegar e o levara rua da Cideia do Recite, loja n.
5, recebera do abano assignado 200S rs. de gralifi-
cacao. Antonio Bernardo I a; de CarralkoP
ERRATA DA BlOGRAPIHA DE FIl.fPPE BAN-
DEIRA DE MELLO.
Frro*. Emendas. N 1
(,o. Je
I.ooredo Louvedo
lino, poltico lino
Serein serem
histoniques hisloriqus
at (na nolal.") e(
propas propoz
lemes i lemos
18:17 1737
cooperou para cooperou a
ildela muleta
valenle valenle! ,
Signa ladas sinualadas.
Vm.-Tn. *,M.r, *m Farta.18M, .
'. 4


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