Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01544


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Full Text



/
A
XXX. N. 99.
1
Por 3 meses adiantados 4,000,
Por S metes vencidos 4,500.
------iwm
V
SEGUNDA FEIRA I DE IYIAIO DE 1854.
Por Anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.

ENCAREGABOS DA SUBSCRIPCAO'.
Recife, o ptopriolario M. F. de Fari; Rio do Ja-
neiro, o! l. Joo Fernira Martins: Bahia, o Sr. P.
Ouprad ; Macei, oSr. Joaquim Bernardo de Mon-
donga ; Parahiba, o Sr. JosBodriguos da Cosa; Na-
tal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Aracaly, o Sr.
Arlooio de Lemos Braga ; Cear, o' Sr. Victoriano
AogustoBorgcs;Maranhao,oSr. Joarpiim Marques
Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Bamos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 27 3/4, 28 c 28 1/8 d. por *19
Pars, 340 a 345 rs. por i f.
t Lisboa, 05 por cont.
Rio de Janeiro, 11/2 a 2 porO/ij de rebate.
Accoes do banco 10 O/o do premio.
da companliia de Bcberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconlo de lettras 12 0/0
METAES.
Ouro. Oncas hespanholas. 289500 a 299000 Alinda, todos os dias.
Moedas de 69400 vclhas. .'. 169000
do 69400 novas. 169000
i de 49000...... 99000
Prata. Patacoes brasileiros.....19930
Peso columnarios......19930
. mexicanos.......15800
PARTIDAS DOS CORKEluS.
Caruar, Bonito Garanhunaj nos dias 1 e 15.
Villa Bolla, Boa-Vista, Ex o Orkury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas o sextas fciras.
Victoria, e Natal, as quintas fciras. M
PREA1IAR I)fe HOJE.
Primeira s 7. horas V2 minutos da manhaa.
Segunda s 8 horas a' 6 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e quintasfeiras.
Belaco, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas c sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphaos, segundas o quflh s 10 horas.
1.* vara do civel, segundas e sexr ao meio dia.
2.* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
PPIIEMER1DES.
Maio 5 Quartd^roscente as 7 horas, 11 mi-
nutos e\S segundos da manhaa.
12 La choiaTB 1 hora, 18 minutos e 48
seguados daVarde.
19 Quarto. mingaante as;4 horas, 14
minntos o 48 segundos da manhaa.
26 La nova as 6 honke. 2S minutos e
48 segundos da larde.
* .
\
parte ornciAL.
MINISTERIO DA JUSTINA.
Querendo manifestar por actos de minha imperial
clemencia, o profundo respcilo e.vencracao quo In-
halo ao wnio ilia de hoje, em quo a reja celebra
Sagrada Paixau e Morle de Nusso Scnlior Jess
Chrbur:'llei por bem. usando da allribuico que
me eonfere o artigo 101, 8. da constiUiico, per-
doar a Miguel Francuco do Coutn a pena de 1- cu-
nos de prisao com trabalho. a qoe foi condemnado,
e da qual j lem cumprido 8 anuos, 7 mezes e odias,
na c,asa de correcto da corte.
Jos Thomaz Nabnro do'Aranjo, do mcu conselho,
ntinistio o .ircr.l.'irio do estallo los negocio* da jus-
tica, assim o leolia entendido c Pica executar.
Palacio do Rio de Janeiro, em 14 de abril d 1854,
trigsimo lerceiro da independencia o do imperio..
Com a rubrica de S. M. o Imperador.Jos Thomaz
Naitica de Araujo.
Por decretos da mesma conformidad c dala, fo-
raan perdoados aos reos:
Joaquim Antonio de Paula, a pena de gales per-
pelaas.
Jos Correa, a nena de prisao com traballio de for-
lficaeo por toda a vida.
Adelo Rodrigues Uarbosa, a pena de 5 annos e
4 metes de gales.
Francisco Flix Balia, a pena de 5 annos c 1 me-
ies de gales.
Joaqaim Gomes de Toledo, a" pena de gales per-
petuas. i ,
E Joao Francisco Fres fui commulada em cual
lempo de, desterro para fura da provincia do Rio de
airo, p resto da queJhe falla para cump'rir.a pe-
e 25 mezes de prisao. com Irabalbo e mulla.
DECRETO N. l.StJi, DE 15 DE ABRIL DE I85i.
Di nova orgauisaoo guarda nacional do mifi.icipio
de Goianna. da provincia de I'cruambuco.
Atlcodendn proposla do presidente da provincia
* da Pernambuco: Ilei por bem decretar o scL'uinlc :
Arl. I." Fica creado no .municipio de Goinnua da
provincia de I'ernambnco, um commaiido superior
de guardas nacionaes, o qual comprehender um es-
ajuadro de eavallaria, dous balallides de infanlaria
de 8 companbias na freguezia de Goianna, um hala-
>de6 companbias na freguezia de Tcjucupapo,
um batalhao de 8companhias na freguezia de llaiu-
b. Iodos do servico activo, c um balalhap de 4 corn-
iles do serviro da reserva, formado'*das prars
qualifcadas as tres freguezias cima referidas.
Art. 2. Os corpos lerao as suas paradas nos lu-
gares que Ibes forcm marcados pelo presiden le da
provincia, na conformidadeda le.
Jos Tliomax Nabuo-i de Araujo, do meu conselho,
ministro a secretario de estado dos nogocios da j usu-
ra, assim o tenht entendido c Taca cxecular.
Palacio do Rio de Janeiro, em f5 de abril de 185;
trigsimo lerceiro da independencia e do imperio.
Com* rubrica do S. M. o Imperador.Jos Tilo-
mas Nabuco de 4raujo.
BCRBTON. 1,365 DEi.'i DE ABRIL DE 1851.
>ea o lugar de prometer publico da-comarca do
Alio Mearim, na provincia do Marauho, e marca
o retpetivo ordenado.
Fica creado'o lugar de promotor publico da co-
marcado Alto Mearim, na provincia do Maranhao,
que veneeio ordenado anniiat de 600 mil rcis.
iflSnai Nabuco de Araujo, do meu consellio,
ministro e secretario de estado dos negocios dajusli-
ca, assim o tenba entendido e faca executar.
Palacio do Rio de Janeiro, em 15 de abril de 1851,
rigesimo lerceiro da independencia c do imperio.
Can a rubrica de S. M. o Imperador.!Jote Thomaz
Nabuco t Araujo^. ^
decreto \. tjf-., j>artrErA-BTm.t)E iov,i.
Crea promotore* p*l4ru ua Hs-viisromarois da Im-
peratriz, e da Malta-Grande, ua provincia das A-
lagoas, e marca os respectivos ordenados.
Havern as comarcas da Imperatriz, da Mal la-
drando, creadas na provincia dasAlagas, promolo
. rea publicos,evencer cada um o ordenado animal de
6000000 re.
Jaa Thomaz Nahuco.de Araujo, do meu conse-
lho, ministro-a secretario do estado dos negocios da
Estica, assim o Icnha entendido c faca.cxecular.
Palacio d Rio de Janeiro, em fi de abril de 1851,
trigsimo lerceiro da independencia e do imperio
Com a rubrica de S. M. o Imperador.Jone Tito-
mas Nabuco de Araujo.
DECRETO N. 1356, de 6 DE ABRIL DE 1851.
Declara de 1." entrancia as comarcas da Imperatriz,
Malla-Grande, creadas na provincia das
i Alagas.
Heipor bem declarar ije primeira enlrancia as co-
i da Imperalriz, o da Malla-Grande, creadas
M provincia das Alagas pc|a Ici da respectiva as-
srmblca legislativa numero 233, de 3 de marro
lindo.
Jos Thomaz Nabuco de Araujo, do meu conse-
lho, ministro e-secretario de estado dos negocios da
islira, assim n tenba entendido e JacMxecutar.
o do Rio de Janeiro, era f de abril do IS51,
trigsirrfo lerceiro da indepeniiaacia, do imperio.
Caro a rubrica de S. M. o Imperador. Josi: Tho-
maz Nabuco ie Araujo. '
ii *-i ------
GOVERNO DA PROVINCIA.
LE N. 331.
Jos Berilo da Cunha c Figueircdo, presidente da
provincia- de I'cruambuco. l-'acn saber a lodos os
seos babitanles, que. a assemblca legislativa provin-
cial dcrelou, eeu sanecionei a lei seguintc:
* Artigo nico. O presidente da provincia Tica ali-
sado a mandar vir algumas irmaas da caridade,
i eren) empregadas nos hospilaes dcsta cidade;
nilendo para tal fim a qnantia que for necessa
:'revogadas ai disposirOesem contrario.
Mando por lano todas as autoridades, a quem o
eonliccimcnlo e execac.o da referida lei perlcn-
eer, que a cumpram o faram cumprir 13o inleira-
wale eonlo nclla se conlem. O secretario interino
irovincii a faja imprimir, publicar o correr. Ci-
dade do Recite de Pcrnambuco aos 21 dias do mez
de abril de 1854; Irigesimo-lcrceiro da independen-
cia e do imperio.
L. S. Jos Bento da Cunha e figueircdo.
Carla do Ui pela qual V. Exc. manda cxecular n
decreto da assemblca legislativa provincial, quesanc-
rionou, aulorisando o presidente da provincia a
4t
i-

FOLHETHI.
B1081\SEl^RE|. (*)
MU uiQna be renDBis, e^edbo ziccoie..
PRIMEIRA PARTE.
XII.V
A' ennrarn do (orjncntos.
[ Conlinuaro )
Dcixando o conde de Bergalasse, Dimilri fura ;i
prcwHirn dogran-jusliceiro para nr-so i sua dis-
posirao bem como prescreviain os rcgulamenlos.
O'iiistireiro esperava-o.vestido com o trago de
grande rerernuiu'a, sentado em um throno ile mar-
lim magiiifco. e-dominando grupos de mancebos e
mocas que Iracavam- em torno dcllo um circulo es-
paroso.
Em facodo lliruno do jusliceiro clevava-sc ouln
tbrono vasio sobre o qoal tinhamestendido um pan-
no bordado de ouro.
Alampada de alabastro lanravam sobre csse qua-
dro una cbiridade branda c vaporosa"., Dimilri foP
collocar-so a passos lentos entre o throno vasio c o
Ibroa oceupado-pelo jusliceiro.. Enliio a um sig-
nal dado ouviu-sc nina msica lerna o triste, tres
portas abriram-so ao mesmo lempbaii. esquerda,
i direita e no fmido, e om cslrcmecimento harmo-
hioso pwrorreu a, assembla.
Pela porla da direitn dozc mancebo* vestidos de
luoicas pretas, coreados de cypresle, e leudo cada
um ua. mao una espada cliammcfjanle cntiardin
prtioiia|meiitc, eforam-sc collocarem onlem em
torno do Ihrcno vasio.
Pola porta dacsquerda dozc mocas vestidas do
tongas (unirs brancas, cornadas de'rozmi e icuilu
rada nina na mito um lliuribulo de ouro/en'lrar-im
lambem e oram tomar lugar ao lado dos iiianco-
los. Enilim, pela porla do fundo una mora sos-
nha.de cabellos sollos, com om veo que ca'bia-ih
da cabera al aos ps, e debaixo do veo uma mns-
cara de velludo prelo ndiaiilou-sv a passos Ionios
al ao Ihrono vasio, snbio vagarosamente os degios
c .Tiaentou-O com ar de mageslade particular. A
msica conlinnava anda, os maacebos e as'inoeas
canta vam u* cantos ordinal ios di-ssa especie do ce-
remonias, a ii> o templo, dizio as moras, ji os
" ( ) Vfde-Woro n. !W. I
mandar vir algumas irmaas da caridade, para screm
cuiprcgadns nos hospilaes desta cidade.
Tara V. Exc. ver.
Jo3o Dominguet da Silva, a fez.
Sellada e publicadfeesta secretaria do governo da
provincia de Pcrnambuco aos 21 de abril de 1854.
O offlcial-maior servindo de secretario da provincia,
Joaquim Pires Mofeado PorUlU.
Registrada a folbasdo livro :." de lcis provinciaes.
Secretaria do governo da provincia df Pcrnambuco
21 de abril de;1854.
Joito Dominguet da Silva.
Jos Rcnlda Cuitme Figeiredo, presidente da SelIaUa e. publicada nefeta secretaria do governo
rio da provincia a fae,a imprimir, publicar e cor-
rer. Cidade do Recite de Pernambuco a* 26 dias
do mez de abril do 1854 ; trigsimo lerceiro da inde-
pendencia e do'imperio.
L. S. Jos Btnto da Cunlut e Figueircdo.
Carla de lei, pela qual V. Exc. manda'cxcrular o
decreto da assemblca legislativa provincial, que hou-
ve por bem sanecionar, autorisaudo o presidente da
provincia mandar abrir uma nova via de commQ-
nicacio entro a cidade da Victoria Villa, Bella, co-
mo cima se declara.
Para V. Exc. ver.Jcao Dominguet da Silca a
fez.
un
provincia de Pcrnambuco. Fajo saber a lodos os
seus habitantes que a asscmbla legislativa provin-
cial decretou, e cu sauccionei a resolurao seguinle:
Art. l.o A forra policial"para o anno fina'nceiro de
1851 1855 compor-sc-ba de 100 pracas, que em
circumstaneias extraordinarias podero ser elevadas
a 600 com a organisaco que actualmente tem, dada
pelo regulamcnlo de 2 do dezembro de 1853.
Art. 2. Os venciments das referidas pracas serSo
regulados pela tabella annexa ao me.-inu regulamn-
lo, a qual fica approvata. O cirurgiao ajudanle o o
rapelliki do corpo s perreberao os venciments nella
marcados, o primeiro quando for creado o hospital, e
o segundo quando a forra fr elevada a seiscenlas
lacraras. *
Art. 3. Para o curativo das pracas enfermas ob-
servar-sc-ba o disposlo no artigo 6 da lei n. 259 de
II de junho Ue 1850.
Arl. 4. Ficar%rcvogadas as lcis o disposi'ccs em
contrario.
Marido, porlanlo, a todas as autoridades a quem
o couhecimento e execucao oa referida resolurao
pcrlencer, que a cumpram facam cumprij tito in-
teiramente como nella se contcm. O secretario in-
terino da provincia a faca imprimir publicar o cor-
rer. Cidade do Recite de Pernambuco aos 20 de
abril de 1854, Irigesimo-lrceiro da independencia e
do imperio.
L. S. Jos Denlo da Cunha t Figueircdo.
Carla de Ici pela qual V. Exc. manda executar a
resolucao da nssemblca legislativa provincial, que
bouve por bem sanecionar, filando a forra policial
de toda a provincia para o anno fioauceiro de 1854
a 1855 como cima se declara.
Para V. Exc. ver.
Joao Dominguet da Silva a fez.
Sellada publicada nesla secretaria do governo
da provincia de Pcrnambuco aos 26 de abril de
1851. O ofHcial maior servindo de secretario.
Joaquim Piret Afachado Porlella.
Begistada-a II.... do livro 3.o de lcis previnciaes.
Secretaria do governo da provincia de Pcrnambuco,
26 de abril de 1854.
JoUo Dominguet du Silca.
LEI N. 333.
Jos Bento da Cunha o Figneircilo, presidente]
provincia de Pernambuco. Fajo saber .i lodos os
habitantes, que a asscmbla legislativa provincia
decretou c cu Mjjjcioncia rcsolucai^nuinic :
Arligo.TMWPP^^Wa^e^ik^RTrnci h'au-
torisado a jubilar o prnfessor de primeiras teltras da
villa de Pao d'Allio, Bento Francisco de Faria Tor-
rps, com a parlo do ordenado proporcional ao lem-
po, que hoiiver eliclivamenlo servido, no caso do
que, por ui>ia junta medica, scjajulgado impossibi-
litadodc^ontinuar noexercicio do magisterio ; li-
en ii'ior evogadas as disposires em contrario.
Mandu pr lano, a" todas as autoridades, i quem
o cnhccimcnto e execurao da reerida resolujao
perloncer.-que a cumpram e faram cumprir loo in-
leiramctilc como nella se contcm. O secretario in-
Jcr'iwTap ovincia a tara imprimir, publicar e cor-
rer. Cidade do Recite de Pernambuco, aos 26 dias
do mez de abril do 1854 ; trigsimo lerceiro da inde-
pendencia c 'o imperio. *
L. S. Jote nimio da Cunha c Figueircdo.
Carla de le pela quat V. Exc. manda cxecular a
resolurao do sembl legislativa provincial, que
bou ve por b( i sanecionar, aulorisando o presidente
da provincia;. jubilar o professor de primeiras let-
tras da villa di iT'o d(Alho, Benlo Francisco de Fa-
ria Torre, con'*Vicima se declara.
Para V. Exc. Vpr.Joilo Dominguet da Silca a
fc. i
Sellada i- publicada nesla secretaria do governo
de Pernambuco, s>s26 de abril de 1854__Oofficial
maior servindo deVretarioda provincia.Joaquim
Piret Machado Porlella.
Registrada a II... do livro lerceiro de leis pro-
vinciaes.
Secretaria do govdrno da provincia do Pernam-
buco, 26 de abril de 1854. yooo Dominguet da
Silca.
1,BI N. 331.
Jos lenlo da Cunha e Figueiredo, presidente da
provincia de Pernambuco. Fajo saber a lodos os
seus babitanles', que a assembla legislativa provin-
cial decretou, ceusanecionei a lei seguinle:
Artigo. nico. Fica o presidenle,da provincia au-
torisado mandar abrir uma nova via de commu-
nicarao entre a cidade da Victoria e Vlila Bella,
guardada a direceo conveniente ; sendo consignada
no orcamento a quanlia sofficicnte para tal fim, 0-
candu revogadas as disposires era contrario.
Mando por tanto, a todas as 'autoridades, a quem
o couhecimento e execucao .da referida lei per-
leucer, que a cumpram e facam cumprir lao inlci-
ramenle, como nella se conlem. 0 secretarioinlc-

p rifica oar que circula neste interior. (
Charos lilhos, di/i ni os mancebos,' temos des-
ccndcnles, aflli ao vcslibulo, e vos sabios o adep-
to? corro ao sanctiiario.
, Dcpois de um instante de repouso os mancebos
continiiaram :
k He chegada a hora tcrrivel do castigo ; aecn-
da-se a colera em lodos os coracocs. o desea a jus-
lira do eco ao corceo do gran-mestre.
. E as mocas responderam :
Esclarcca a luz lodos os espirito-, abrande a
clemencia o rigor das senlenras do juiz, e desea o
perdao sobre a cabera do culpado.
Entretanto a msica foi-se pouco a jiouco cxlin-
guindo, c um instante, depois- apenas ouviam-se as
notas Iracas c incerlas de alguns cravos que repe-
liam anda oscslribilbos dos mancebos, edas moras.
b'm silencio profundo eslabeleccu-se entilo na'sa-
la ; 0 jusliceiro levanlou-sc sobre o> Ihrono, c disse
com voz forte:
tniiaus. um grand% crime foi commellido, c o
castigo csUisuspenso sobre a cabera doculpado... Se
as juslificacocs que elle lem de aprescnlar-nos sac,
admissiveis, ando elle livre e sem remorsns sobre a
ler- "05Sl,s votos o acompauhem... Mas se he
verfJadc que faltn ao seu juramento, fechem-se
nossos cora(cs a clemencia, c nadapossa subtrahi-lo
i nossa justa vinsanra,
Dcpois rallando Ui'reclamenle a Dimilri :
Responda o esrravo por si mesmo, gem rodeios,
rom lealdade, c como couvm a um ruembro de nos-
sa associaran.
Dimilri 'linba iiwmanccido al entilo impassivel
c silencioso, linba visto com os olbos cncbulos e
quasi disliahidos esses preparativos, cuja signilica-
cao alb'is iiilo ignorava. Uando o jusliceiro diri-
gio-lbe a palavra.n cscravo; voltou-so lenlaineulc
para o seu lado; o litando uellc um olhar onde lia-
se uma franqueza audaz, respondeu:
Fu o que minha conscicncia ordennu-in que
fizess. ^.0 homcm que o scnlior mi designa uao
abo quem he, c uossos irmaos do Franca uao podem
querer sua marte... Antes de conhecc-lo obeile-
ci, c dirig sobre seu peito leal a arma que o scnlior
mc-pnzera nasmaos; Dos desvou olro, he del le
que di> cedido. Iloje (|iieronliecoessc homeyideclaro que
nenbuma forra poderla obrigar-me a tentar coiUra
-cus Ras 1 *
Assim fallaste ao leu juramento com a consci-
encia da falla que comrhetlias.,.
da provincia de Pernambuco, aos 26 de abril de
1854. O ofiicial maior servindo de secretario da pro-
vincia.Joaquim Piret Machado Porlella.
Registrado fl... do livro lerceiro de lcis pro-
vinciaes.
Secretaria do governo de Pernambuco, 26 de abril
da 1854.Joao Dominguet da Silva.
LEI N. 335.
Jos Bento da Cunha e Figueircdo, presidente da
provincia da Pcrnambuco.' Faro saber lodos os
scus habitantes, que a assembla legislativa provin-
cial decretou e cu sanecionei a lei seguinle :
Artigo 1 Fica dividido em dous o oflicio de es-
crivao privativo de orphaos do municipio do Recife,
devendo osseus servenlnrarios trabalhar por distri-
buidlo em ludo quanto lhes disser respcilo. Os fer-
ros pendentes serao, sob inspeecao do respectivo
juiz, repartidos proporcibnalmentc pelo actual con-
tador do juizo de orphaos, que continuar como
distribuidor dos supervenientes.
Art. 2 Fica elevado a quatro ojoumero dos label-
liaes da cidade do Recife.
^rifc i'"'Ca "^d0 "ra lugar do cscrivao privati-
vo dorfeilos da fazenda provincial.
Art. lo Ficam revogadas lodas as disposires em
contrario.
Mando, porlanlo, lodas as autoridades, a quem
o cunbecimenlo e execucao da referida lei per-
tencer, que a cumpram e Tacara cumprir tao ntei-
ramenlc como nella so conlem. O secretario interi-
no da provincia a faca imprimir, publicar e correr.
Cidade do Recife de Pcrnambuco aos 26 dias do mez
de abrilile 185), trigsimo lerceiro da independen-
ciae do imperio.
L. S. Jote liento da Cunha e Figueiredo.
Carla de lei, pela qual V. Exc. manda executar o
decreto da assembla legislativa provincial, que
houve por bem sanecionar, dividindo .o oflicio de cs-
crivao privativo de orphaos lo municipio do Recife,
alagando quatro o numero dos tabolliaes desta ci-
dade, e creando um lugar de escrivo privativo dos
feitos da fazenda provincial, ludo como cima se de-
clara'.
Para V. Exc. ver.
Joao Dominguet da Silva a fez.
Sellada c publicada nesla secretaria do governo da
" vincia de Pernambuco aos26 de abril de 1854__
Official-maor servindo de secretario da provincia,
J^yoi. Joaquim Piret Mleado Porlella.
^PerY'fclfaai'" livro :>' de Iris provinciaes.
Secretaria db governo de Pernambuco 26 de abril
de 1851.Zoilo Dotninguet da Silva.
Expediente do ala 27 de abril de 1854.
OflicioAo Exm. director geral da instrncrao
publica, cocedcndo a aulorisaoao que podio, para
adiar o concurso que deve ter lugar em 28 do cor-
rente, para provimenlo da cadeira de inslrnccao ele-
mentar do l.o grao da freguezia d"Alagoa de Baixo,
visto nao haver opposilor inscripto ao mencionado
concurso.
iloAo Exm. marechal commandanlc das ar-
mas, remetiendo por copia o aviso do ministerio da
guerra de 10 do correnlc, e bem assim a nota a que
elle se refere e o rclatorio do exanie, feito pela rcT
particilo ile quarlcl-mestre, nos mappas o rclaccs
d 10 batalhao de infanlaria, rifim de quo S. S. ex-
peca suas ordeus para ser fiojmcule cxeculado o
disposto no citado aviso.
DitoAo mesmo, envianto copia do aviso da re-
parlirao da guerra de 6 do corrente, donal consta
que se coucedeu passagem para o 2.o ftlalhao de
arllharia a p, ao primeiro lente quarll-mestre
do l.o balalhBo da mesma arma Caetano da Silva
'Prannos. Communicou-se a Ihesouraria de fa-
zenda.
DitoAo jiesmo, Iraasrailndo por epia.oavi-
so da reparticao da guerra de 3 do corrente, do qual
I consU, que por decreto de 31 de marc.o ultimo, foi
transferido para o commaudo do 9.o batalhao de in-
fanlaria, o coronel commandanlc do 8.o da mesma
arma Luiz Antonio Favilla.Inleirou-se a Ihesou-
raria de fazenda.
Dilo^Ao mesmo, dzcnd.o que, pela leitura d
aviso que remelle por copia, ficar S. Exc. sciente
deque a presidencia'foi aulorisadaa dar baixa do
servido, logo que se apresenlom da desercao a gozar
4o indulto concedido pelo decrelo de 2de feverei-
ro ullimo, aos soldados Joao Manoel Ramos do 2.
batalhao de arlilharia a p, L'mbelino Goncalves de
Azevedo do batalhao do deposito da corte, Jacin-
tho Rodrigues Ramos do 2.o batalhao de inranlaria.
Dito Ao inspector da tliesourarla de fazenda,
enviando copia da nota dos direilos e emolumentos,
que lem de pagar Luiz Jos Pereira Simoes, em
consequencia de ter sido reformado no posto de ma-
jor do exlincto 1. bablhao da guarda nacional do
municipio de Olinda, fim de que expec; suas or-
,''So que tenho a dizer beque fiz o aucjulsuci
dever fazer. -*-*-
Assim sacrificasle o iuteresso geral ao leu in-
leressc pessoal'!
Dos est cima de lodos, c foi Dcos aue fez
tildo... .
Persistes uesse svslema de defeza "?
Persisto. *
Nflo tena mitra justificacaoque aprcsctar ?
iNenliuma.
Reflecte bem, Dimilri.
Tenho refleelido.
Tua obslinaao provoca um castigo tcrrivel!...
Dos he grande... ello me defender.
O castigo he Ulvez a morte...
Dos he bom... elle perdoar a meusjnizcs!...
O jusliceiro fez um gesto pelo qual pareca abau-
lonar Dimilri a vnganea da assembla, dcpois vol-
lando-sc para os grupos de mancebos que.esbvam
em p a seu lado- vesdos d preto, leudo as espa-
das lineadas no cliao, disse :
Irmaos, o culpado est endurecido no crime, e
o arrepciidimculo anda nao tocou-lhe o corarao..,
O gran-mestre saber com tristeza da conducta de
um de seus lilhos... Ido renovar lodos em suas
naos nossos juramentos de iidelidade e de obedien-
ca, he sobrcludo quando a Iraicilo rarefaz nossas fi-
eirasquc convem apcrlar-uos eabr mais forlemcn-
te os lagos que nos unem.
E antes dodesccr acrresccnlou :
Comluzam o ulpado Cmara dos tormentos.!
A Cmara dot tormentos eraj uma especie de
prisao subterrnea, ncommoda, escura, doentia,
cavada profundamente abati do chao, rodeada de
paredes grossas, c solidas fim de que os gritos es-
capados a victima pela violencia das torturas nao
podessem ser nuv idus fura.
Essrfprisao era qoadrada c forrada de,ufn panno
preto em lodo o seu comprmento. Em um dbs
cantos da sala -eslava suspenso .perto do lecto um
grande crucilixo de marlim que resabia sobre uma
cruz de coral. Ima mesa circular oceupava a fun-
do da sala, e por traz dessa mesa clcvava-Muma
poltrona de velludo prcloprcccdida por um dflHl do
mesmo .panno.
Essa prisao pareca uma lembranra da inqui-
sirao...
Juando Dimilri acompanhado de seis dos miince-
ls roroados dec ypreste enlrou na Cmara ttom tor-
mentos, um homrm de estatura respesuocc.upa-
va a poltrona collocada abaixo docrucifixo, e aaeu
Jcns, para ser a imporbncia de lacs di
lmenlos satsfeila na recebolnria de P
as.Ofllciou-se neste senlico ao reform
DilOr-Ao mesmo, Iransmllinity. por copia o de-
trclo n. 1319 de 18 de marco ultimo, cslabelcceiido
a maucira porque devem serexpeBidas as palenles
dos officiaes 'superiores, e de olado maior da guar-
da nacional das provincias.
DitoAo mesmo, para manlar abonar a cada'um
dos dcpulados a assembla geni legislativa, por esta
provincia, a quanlia marcada (ara ajuda de cusi, c
quando n.lo exisla quola destinidipam scmclhaiilc
despoza, ilever esw afcono vsr sob a respon-
sabilidade da presidencia. -, !
Djlo^A* mesmo, para rcmeiter com brevidade
afim *.> ser enviada a secretara do ministerio da
da guerra, uma certidao dos assmtamcnlos do alfe-
res Joao da Silva Nazareth, queo'ulr'ora perlcnceu
ao exlincto 8.o bablhao de cacatres.
DitoAo mesmo, rccommendmdo que mande a-
dianbr qiiatro mezes de venciments, ao alferes do
10 bablhao de infanlaria MigueiAugusto Barbalho
Picaneo, que vai encorporar-se ccin inte pracas de
pret ao destacamento' da cohvirc da Boa Vista.
Particicipou-sc ao Exm. marechal commandanlc das
armas. '
DitoAo mesmo, para fazer nlo s cessar o pa-
gamento da preslacao mensa! de2<9000 rs., que con-
signpu de seu sold nesb provncia, o capilito do
corpo fixo de Goiaz, Francisco Carlos Bueno Dc-
champa para satisfar,ao do seu dibto, mas lambem
passar guia ao mesmo capilao para 11 ser cuviatla
importunamente.Participou-seloXknarechal com-
ninndantc das armas.
DitoAo mesmo, dizepdo, vf la de seu informa-
rilo, dada sobro o requermenlo e Jos Nones d'O-,
liveira, que deve S. S. considera! revogado o despa-
cho da concessao' feita ao supplicinle, relativamente
ao alagado n. 19 A, e mandar rassar-lhe titulo de
aforameqto dc.conformidadc canas lcis c ordens
em vigor, nicamente do terrene n. 19 de que ello
se acha de posse. ,
DiloAo inspector do arsenal de marinha, trans-
mittihdo por copia o aviso da refarficao da marinha
de 4 do corrente, no qual, nao s< se manda em ai-
loncho ao mrito do cirurgiao Jiaquim Jos Alves
de Albuquerque, c aos serviros por esle prestados,
ronlinuc elle na commissAo era pie se acha na en-
fermara d'aquelle arsenal, abomndo-se-Ihe os mes-
mos venciments que ora percele, mas lambem se
determina, que a referida enfernaria seja montada
naconfermidade do artigo 134 di regulamcnlo, que
baxou com o decreto n. 1104 de 3 de Janeiro de
1853, devendo no caso de imperimenlo ou exonera-
cSo dosobredilo cirurgiao sel para ella nomeado
um cirurgiao do corpo de saude da armada.
Dilo Ao mesmo, remllenlo "jor copia o aviso
da reparticao da marinha, de 8do correnlc, appro-
vando a deliberarlo que a presidencia tomou de
dispensar do servico daquello asenal, o capibo l-
ente Joao Baplisla deOliveh-aGuimaraes, afim de
commandar interinamente o bngue Caliope.
ilo Ao inspector da tr*iui.ina nroviajcal,
para que, vista do compleme certificado, mando
Smc. pagar ao arrematante do cmiedramenlo do 14.
lanco da estrada da Victoria; a imiorbncia da segun-
da prestarao a que elle lcm*di.-cilo, por achar-se
aquella obra concluida o em estidje ser proviso-
riamente recebida. CommuncoP Spio director
das obras publicas.
Dito Ao mesmo, Iransmlindo, para servir de
base a arrematado dos reparos de que necessita a
.'jr.____ii-__ ^__-?- .
oflicio
a imporbncia da conb da daspeza feila com o men-
cionado irabalbo. Iulcrou-se Ihesouraria pro-
.vincial.
Dito -Ao commandanle do corpo de poticia.l
volvendo os requer montos a que se reTcre o ol
n. 111, para que faca tirar na folha mensa! daquclle
corpo oque justamente se estiver a dever aos se-
gundos sargentos Graldo Gomes Rodrigues Azedo e
Joao Fidclis Cavalcanti, relativamente o forneci-
menlo qoe fizeram do azeite e agua ao destacamen-
to da villa do Cabo, ficando em regra sempre d'ora
em dianto incluir-so na referida folha as despezas,
que tiverem lugar com agua o luz para qualquer
desbcamenlo daquelle corpo. Neste sentido oflici-
ou-so i thesourarif provincial.
DitoA' cmara municipal do Recife, parW
que, de cuuuirmdade com a deliberadlo da assem-
bla legislativa provincial, exp^pi diploma a um
supplcule para spbstiluir* aodeputado Aprigo Jus-
tiniano da Silva Guimaraes, que se retirou para a
corlea lomar assenlo na cmara temporaria.
Dito A* adininislraco do patrimonio dos or-
phaos, intcijpido-a ile haver a cmara rmincipal
de Olinda participado, que dera ordem ao respectivo
fiscal para abrir a porta da repreza do Varadouro,
logo que for exigido pelo director do collcgio dos
orphaos, afim de que Icnha lugar a obra de que ne-
cessita o banbeiro daquelle collegio, devendo esfs
ser exccubda,durante'o invern, conforme indica a
referida cmara, visto que no vern, aberbque seja
a dila porta, secca a repreza e occasioua falla d'agua
aos habitantes da cidade.
Portara Reformando no mesmo posto ao ca-
pitn Ladislao Jos Ferreira e alferes Joo Baplis-
la Fragoso, ambos do exlincto primeiro batalhao da
guarda nacional do municipio de Olinda.Commu-
nicou-se ao respectivo commandanle superior.
Dita Acollando a dcinisso qu pedio Paulino
Pires Falco, do lugar de subdelegado,da freguezia
de Ipojuca, e nomeando deconformidade com a pro-
posta do chefe de polica, a Manoel Cantillo Pires
Falcao para aqucUe lagar.Communicou-se ao re-
ferido chefe.
'-28-
Ofltcior Ao inspeelo da Ihesouraria de fazenda,
Iransmillndo por copia o aviso da reparticao da
guerra de 2S de marco ultimo, no qual se determU
na que .seja descontada pela quinta parto dos sidos
do major reformado Jos Antonio Barbosa,* quanlia
de 2003000 rs. quo elle recebeu, por abono do cofre
da admlnislracilo de fardamcnlo do segundo bab-
lhao de arlilharia a p.
Dito Ao juiz relator d junta de Justina, remet-
iendo para ser relatado em sessao da mesma junla, o
conselho criminal feilo ao soldado do corno de poli-
ca Gervasio Pires Ferreira. Commnicou-se ao
commandanle daquelle corpo.
Dto-rAo inspector do arsenal do marinha, dizan-
do que pode ordenar a partida oW 'patacho Jfirapa-
ina, para o presidio de Fernando, logo que eslejam
feitos os reparos de quo elle prfeisa, communicando
Smc. com antecedencia a auloridade competente o
dia da partida, afim de que ella possa mandar em-
barcar os presos de juslica destinados ao rqrerldo pre-
sidio. -------
ponte' dos Caryalhos, copias do (remenlo e clausu-
las que a'prjrovQu.Inloirou-se aa director das obras
publicas.
Dito Ao mesmo,' recommerdando que, vista
do competente certificado, maide,Smc. pagar ao
arrematante do 4o lauco da eslraca da Escada, a im-
portancia da primeira prestarao que elle tem di-
rcilo, por ter feito a lerija parta Mas obras do seu
contrato. Communicou-se ao director d as obras
publicas.
Dito Ao mesmo, par* que, vista do compelen-
te certificado, mande pagar ao arrematante da obra
do bnquinlio na cidade de Goianna, a importancia
da segunda preslacio a que elle lem dirciro, por ha-
ver feito dous tercos das obras do seu contrato.l'ar-
ticipou-sc ao director das obras publicas
Dilo Ao mesmo, recommeodando que, visla
do orcamento que remelle por topia, contrate Srae.
com Jos Goncalves Ferreira Costa, empreileiro da
obra do caos do Capiburibe, a (aclura do lauro'do
mesmo caes em frente da ra Vclha.Communi-
cou-se ao director das obras publicas.
Dito Ao-director do arsenal do guerra, remet-
iendo por copia o aviso do ministerio da guerra, detO
do corrente, no'qual se declara que a plvora lti-
mamente recebida naquelle arsenal, combina com a
que se enlregou no deposito da tilia de Sania Bar-
bara na corle.
Dito"Ao director das obras publicas, dizendo
que pode comprar pai^a obra da ponte provisoria
do Recife, doze ps de ferro e o cubo de que Smc.
trato.Communicou-se Ihesouraria provincial.
Dilo Ao mesmo, dizendo que approva a deli
beracao que Smc. tomou nao s de cucarreggr a An
dr W'ilmVr do Irabalbo dos eslilos exigidos pele
eogenheiro Crios Ncale sobre a ponte do Recite,
mediante a paga de 59000 rs. diarios, mas lambem
demandar salisfazcr pela verba ponto do Recife
ado cstovam dous membros da associacao. Todos
Ircs cstavam mascarados.
O escravo dn principe Harlzoff adiaiilou-sc a nas-
so firmo ale nmlo da mesa circular, c leudo feito
signal aos seis mancebos para que se rclirassem, in-
clinou-sc diaute do veneravcl c esperou.
O veueravel fez o signal da cruz, murmnrou em
voz haixa uma oraran rpida, e erguhdo a cabera
disse :
Dimilri, leus irmaos aecusam-te do maior cr'uuc,
do mais infame e mais impcrdoavcl de todos ; reco-
nheces que es cuipado 'f
S Dcos lem o dreilo dejulgar-me !
Enlrelanio linlias cedido csse dreilo a leus ir-
maos, para que renega* hoje as palavras e os jura-
mentos do ou Ira poca.'
Dimitri calou-sc.. '
Tua mao eslava armada, quem a releve ?
OVicsmo silencio.
Queros entilo romper o lago que te una a nos,
o iiao tomos que obrando assim leus irmaos te iu-
linjam um castigo cruel '!...
O scnlior fallou-me no dircito que. cu linba
cedido aosmcus irmacs, ntorronipeu Dimilri, ueste
inomento aind.a lembrar-lhe-hei aquello que conser-
vo. Estou na Cmara dos tormentos, desojo nao ser
interrogado sobre minha falta, c quero passar sosi-
nho aqui aspoucas horas que me restam a viver.
Seja feito como desojas, meu filho, responden
o veneravcl, somos ainda leus irmaos, e apezar do
leu crime vamos rogar a Dcos que le salve de tua
propria obstinaran. ,
bm quarto de hura depois Dimitri eslava sosinho
na Cmara- dbs tormentos.
Quando o esrravo vio sabir do um em um os Jio-
Miiens que o linliam acompanhado, dcpois os quo o
hiham inlcrrogado, quaudo acbou-se sosinho nessa
vasta sata forrada de pelo, e vio resabir sobro o
fundo sombro do forro a paluda c melanclica
imagemdc Cbrsto, um singular eslrcmecinienlo de
terror pcrcorreu-lhc os membros, e pela primeira
vez a inquielacao cnlrou-lhc nocorarao.
Dimilri naoigno*ava quesorle IjifFcra reservada,
sabia que as leis da snriedade a que perteuca pu-
nalo de morte a toda a falta scmclhaiitc i que rom-
mctlcra^c nao dvidava da severidad com quese-
ra julgado pelos seus depois da conducta q'uc Uvera.
Todava em rerlos momentos urna especie de cs-
aanra passava atraves de seus temores, c alraves-
dii-lhe opensanieiilo a lembranra e Georaele,
seu lerror applacava-*e, e a Iranqiillidade pareca
reuascet" cm seu olhar c era sua fronte.
Dilo-Ao inspector-da Ihesouraria provincial,
recommendando que depois de prestar o vigario da
freguezia dcP.io d'AHio, Jos Rufino Gomes Pache-
co flanc,a idnea, mande Smoentregar-lhez quanlia
dol:0009000rswquepeloart. 17 da lei provincial
n. 320, fui dada para a obra da matriz daquella frer
guezia, visto nao haver. inconveniente nesta enlregi'i
segundo Smc. declarou.
Dilo Ao mesmo, para com a informarlo da segunda seccao daconladoria da
rnesma Ihesouraria, mande Smc- pagar a Jos Lopes
Gotroaracs, arrematante do vigsimo lanc,o d estra-
da da Victoria 2278120 rs., m qoe importalb, nao
s as 6 bracas cubicas de podra que ello exlrahi
daquella obra, alm dasf12 cuja importancia j re*
cebe, mas lambem olransporle na distancia de 100
bracas, de 7,520 palmos cbicos de pedra empregada
as apatas das bombas db mencionada estrada.
Cummunicou-se ao director das obras publi-
cas.
Dilo Ao mesmo, dizendo ficar inteirado de ha-
ver Smc. approvado a proposta feila pelo fhesourei-
ro daquella reparticao, de Prxedes da Silva Gus-
mao, para o. lugar de fiel do mesmo thesoo-
reiro. t
Dilo Ao presidente da commisso de hygiene
publica, inteirando-o do haver .a cmara municipal
desta cidade expedido ordem, afim de ser slisfeita a
requisiro daquella commisso, relativa ao mappa
eslati-tico mensal daspessoasfallecidas de febre ama-
rolla.
Dilo Ao presjdcnlc da junta qualificadora da
freguezia de Alagoa de baixo, acensando recebido o
cilicio a que acompanhou copia da acia da reviso da
qualificacao daquella freguezia, edeclarantlo que
dita copia devia ser de conformidad: cora a lei.assig-
nadano final de cada folha por lodos os membros da
respectiva junta, oquecumprc ser observado pa-
ra o futuro.
Portara Ao commandanle da coverta de guer-
ra Beberibe, para transportar para a corleo juiz mu-
nicipal do tormo de Paracalii,bacharel Antonio Joa-
quina de Figueircdo Seabra e um Seu escravo.
DilaNomeando,de conformidade com a proposla
do chefe de polica, para os lugares de supplcule do
subdelegado do disit icio de N.S. do 0'eLapa,osci-'
dadaos seguinles:
3.o Francisco Ignacio de Andrade. .
Dimilri nao era cerlamente um hpmem ordinario.
Do uma nalurcza enrgica, elle obedeca quasi sem-
pre aos seus iiislinclos sem pedir razao que lbc re-
gutasse a voiiladc, oujhc domnasse os moviraentos.
Era capaz de um gVude crime como de uma gran-
de accao ; sua razaa eslava sempre uo corarao ja-
mis na cabera.
Era capaz do conccbcr uma dedicarn immensa,
ou um odio implacavcl; a moderacao Ihc era des-
conhecida; ler-se-bia lcixado matar por amor, assim
como teria morto por odio!... .
Dimilri passon porto de mcia hora na Cmara
dot tormentos percorreudo o esparo livro a passos
rpidos, com os bracos cruzados sobre o-neilo ora
dominado por uma agitarao furiosa, or,1 profunda-
mente como\ido por um pezar amargo...
Cerlamente nao era a vida que elle lamentava...
vida miscravel, exposta a lodas as miserias, rasgada
pelas mais terriveis dores, vida de criado, vida de
escravo, vida do hilte; ncnhiim sorriso a tnlia
acolbido no principio, neuliuma mao amiga linba
ajudado scus primeiros passos. Nao era a vida que
elle lamentava nessa hora suprema..., .
O que elle lamentava era Georgele... fada ben-
fica, cojo resto como uma apparro alva e pura, se-
lhe aprescnUira cm scus mais doces soulios... serena
c calma ella applacra militas vezes a colera que
roncava-lbe no peito. Para elle Gcoreelc era mais
qiic uma mulhcr, era um enlc sobrenatural, que uma
svmpatbia secreta levava a consolar todas as dores,
a participar de todos os soltrimenlos, a estancar o
sanguc que corra de lodas as chaglts.
E alm disso o lado supersticioso da natureza de
Dmiitri achara no caraeler, na alliin.de, c nas ma-
nciras de Georgele certas excentricidades jncxplica-
veis, que iiiipressioiiavam-lbc singiilarmenle a ima-
gnai;ao. Elle bavia ldo pravas evidentes do poder
extraordinario que essa mulhcr excreta em lomo de
si, linba reparado quo lerror csse poder iiispirava, c
ao estova longe de crer que a Maschcrala cnlrcli-
ulia um commeKIO com os espirilos.
Quando eslava"entregue a essas rcflexos, um dos
lados do panno, que forrava as paredes abro-se, c
deu passagem a mulhcr mascarada que o leitor j
vio oceupar um do thronosda salado tribunal.
Essa mulher caminhou lentamentameiilu at Di-
milri,- poz-lhe uma. mao sobre o hombro, e tirou
com a outra o veo c a mascara.
Georgele exclamou Dimilri com um acento
le reconhocmcnlo e de prazer naoj equivoco, vem
salvar-ine!,....
0 DIAS DA SEMANA.
1 Segunda. Ss. Felippc e Tiagoapp."
2 Terca. S. Malfada Tainha v. ; S. Vindimal.
"3 Quafta. Invencao da S. Cruz ; S. Rodopiano.
4 Quinta. S.Monicaviu., iirai deS. Agoslinho.
5 Sexta. AconversaciodeS. Agoslinho.
6 Sabbado. S. Joao anle-porbm-Latim.'
7 Domingo 3." depois de Pascoa; Maternidadu
da SS. Virgem Mai de Deos.^
Miguel Joaquim Cesar.
5. Francisco Cesar de Albuquerque.
6. Manoel de Jess Carneiro.
Communicou-se ao referido chef.
DilaNomeando a Jos Vicente Ferreira Barn
professor rixeadeira de inslrucco elementar do pri-
meiro grao efe N. S. do O' do tormo de Olinda, visto
Icr sido plenamente approvado no concurso queso
procedeu para provimenlo da mencionada cadeira.
Fizcram-se as necessarias coramunicaces.
Dita O presidente da provincia, allendendo ao
o,ue lhe rerfnereu Antonio Dias da Silva Cardeal, re-
solve conceder-lhe permissao para nao s mandar la-
vrar e aperfeicoar 435pranclioes de amarello, lirados
dasmadeiras que fez corlar em consequencia .de li-
cenja do governo imperial, ras maltas de'Agua Pre-
(a e da Ribeira de Una, mas lambem conduzir os re-
feridos pranches, com os quacs fica preenchido o u.
de 485 de que trata a mencionada licenra e a porta-
ra de 30 de junho de 1852, e recommenda as autori-
dades lcaos, inclusive o director da colonia militar
de Pimentciras.que nao ponham impedimento algum
ao aperfeicoamento e transporte da referida madei-
ra, lendo, porm, o maior cuidado para que se n3o
dom abusos'por occasiao desta licenca.
------"~.-----
COMMANDODAS ARMAS.
Quartel general do commaudo das armas de
Pernambuco, k cidade do Becife,' em 29
de abril da 1854.
ORDEM DO DIA X. 81. *
O Exm. Sr. marechal de campo commandanlc das
armas, determina que, na manhaa do da l.'de maio
prximo vindouro,sc passe revista de moslra em seus
respectivos quarteis aos corpos do ejercito aqu exis-
tentes, pela ordem seguinle:
As ti horas a companhia de artfices *,ai|c moja
ao batalhao n. 10 de infanlaria ; as 7 companhia
fixa de eavallaria ; as 7 e tres quartos ao liatalhio
2. de infanlaria. c recrutas era deposito ; as s'e
mcia ao batalhao 9." da mesma arma; e finalmente
s9 cmeia ao 4. batalhao do arlilharia a p esta-
cionado na cidade de Olinda.
Conforme.Candido"Leal Ferreira, ajudanle de
ordens encarregado do detalhe.
TRIBUNAL DA RELACAO .
SESSAO DE 29 DE MARCO DE 1854.
Presidencia do Exm. Sr. contelheiro Azevedo.
As,10 horas da manhaa achando-sc presentes os
senhores desembargadores Bastos, LeSo, Souza, Re-
blto, Luna Freir, Telles, Pereira Monleiro, Valle,
Santiago o Gomes Ribeiro, fallando com causa o Sr.
desembargador Villares, o Sr. presideule declara
aborta a sessao na forma da lei.
Julgamentot. '
llabeas-corpus de Antonio Joaquim Gomes.Con-
cdeu-sc ordem de soltara. '
Aggravot de' vetieao. ^
11^!
da SUveira;
appel-'
Aggravanle, l.ourcnco Jos das Neves; aggravado,
Caetano Lenidas da Gama DoartcCoellio.Deu-
se provimenlo ao aggravo.
JJ.P..!!.' r. ri||.i^V--MacaosjjMir.ii'>'' lAaafeg'es. JnwUiUaco Ga''" -"
agaravados, Antonio Pies Ferreira eoatros.Ne- appenaaa, D. Anna DornenaTBibncouit. t
sao
Appellanle, Jos Pedro Velloso
lado'. Antonio Jos. Pires.
Appellante, D. Anna Joaquina de*Almeida : 'lid-
iados, D. Tbereza Mara de Almeda e outros.
Appellanle, Antonio de Aguiar Faria ', appeltada,
D. Joaquina Maria da Luz.
Appellante, Antonio Laiz Goncalves Ferreira ; ap-
pellado, Francisco do Regn ferros Lacerda h
Passaram do Sr. desembargador Leao ao Sr. de-
sembargador Souia, as seguinles appetlaces em que
sao :
Appellantes, os herdeiros de Antonio Jos Guima-
raes ; appellado, Joao Florines Dias Brrelo. j|
Appellanle, Jos Machado de Gouvca ; appellaos,
Jos Romo da Molla c sua mulher.
Passou do Sr. desembargador Leo ao Sr. desem-
*argador Pereira Monleiro a seguinle appellacao em
que sao:
Appellantes, a parda Rosa e sua Clha; appellados,
aBernardo Gomes da Silva e oulro.
Passaram .do Sr. desembargador Soaza ao Sr. de-
sembargador Rebollo' as seguales appellaces em
que sSo:
Appellantes, Manoel Pires Ferreira ejairas; ap-
pellado, Urbano Pereira da Silva.
Appellantes, Joaqaim Goncalves Bastos e ostros ;
appellado, Jos Pereira de Goes.
Appellanle, Miguel Mendes da Curtha ; appellado,
Jos Roberto de Mora es-e Silva.
Passou do Sr. deseiubargaMorRebelloaoS_r.de
sembargador Luna Freir a seguinle appellacio em
que sao :
Appelante, o juizo ; appellado, Joo Antonio de'
Moura.
Passaram do Sr. desembargador Lona Freir ao
Sr. desembargador Telles as seguinles appeltarOes em
que sao :
Appellautes.'o Exm. Bao de SuassA e sua mu- .
Iher; appellados, AnloniorPires Ferreira e nulrs.
Appellanle. Domingos Jos Marques; appellado,
Manoel Jos Soares de Avellar.
gou-se provimenlo ao aggravo.
' Appellacao crime.
Appellanle, Seycrino Alvos Brrelo ; appeltada, a
jusli(a.-Julgou-sc improcedente. a>
Appellaroet elceis.
Appellanles e appellados, D. Candida Agostinha de
Barros e seu filho, e Jos Candido de Carvalho
' Mcdeiros.Conlirmou-se a sentenca qaaolo ao pe-
dido no libello, e reformou-se para julgar-em par-
le a'reconvenrao.
Appellanle, Joo Maria Ponche!; appellado, Fclix
Francisco da Silva.Conflrmon-so a sentenca.
Appellanle,- Jos Carlos Teixeira ; appeltada, Maria
da Conceirao Soares de Mendouca.Coufirmaram
a sentenca.
*Diligencia!.
Appellanle, Diogo Jos Pinto Guimaraes ; appella-
do, Bernardo da Silva Braga.Mandaram com
vista asparles-.
Appellante, Jos Gomes Duarle ; appellado, Joao
Moreira da Silva.Mandaram com vista ao cura-'
dor geral. .
- Designacoet.
Appellante, Manoel Ignacio da Silva *, appellado, o
juizo.
Appellanle,ao juizo ; appellado, Joao Antonio de
Moura.
Appellanles, Joao Vignes e olilros"; appellados, os
herdeiros de Jos Antonio Lotirciicu.
Appellanle, Luiza Maria da Concoicao ; appellado,
Jos Antonio da Cosa.
Uivitoet.
Passaram do Sr. desembargador Leao ao Sr. de-
sembargador Souza as seguinles appellaces em qae
sao :
Appellanle, Guilherme Jos da Silva ; appellado,
juizo. .
Appellanle, p juizo ; appellado, Ignacio Francisco
de Parias.
Passou do Sr. desembargador Souza ao Sr. desem-
bargador Rehollo a seguinle appellacao em qae sao :
Appellanle, o juizo ; appeltada, Maria, scrava de
- Narciso Pereira de Caslro.
Passaram do Sr.'dcsembargador Rubclln ao Sr. de
sembargador Luna Freir as seguinles appellac,es
em quosao :
Appellante, o juizo ; appellado, Jos Thomaz Dias.
Farei or Dimilri, respondeu a Mascherata
o que farei por lodos os que me tem amado ou servi-
do. Accusam-le de nao Icr morto o duque, eeu
agradeco-tc isso... todava, Dimitri, antes de resolver
nada sobre esse ponto, convem que me expliques a
3 ue sen limen lo obcdeccslc, pon pando, os dias do
uque, e salvando-o em vez -le perde-lo.
O duque be bom... e a pomba recommendou-
me sempre que no malas-e os bous...
Ouem te disse que o duque he bom '.'
O cor.ico de Dimitri he bom... elle s tem
echo para os bous sentiracntos.;.
Eubo o amas 1
Sim.
E consentiras em scrvi-lo com dedicacao as-
sim como tens servido a tua ama ?
At morrer por elle, assim como morreria pe-
la senhora 1...
A Maschcrala refleclio um instante, depois loruou
com viveza.
Viste o duque esta noite ?...
A senhora me ludia ordenado isso. -
Que pessoas achavam-se em casa dellc t
O visconde de Cbadcuil.o marquez de Lou-
vain c o conde de Siv rv.
Bem... que mais'!
O duque hade bater-se esta manhaa com os
dous ullimos.
Que dizes *
A ventado. *
Um duelo? M
Ira duelo.
-^ Mas porque causa, sob que pretexto, para que
fim ?
Dimilri rontou a Georgele a secna que j corta-
mos ao leitor.
Emquaulo elle fallava. o rosto de Georaele corou
e empalldeseu alternalivamentc, ella cruzoH os bra-
ros sobre o scio o qual arfava com prccipilarao, e
filando no escravo scus olbos ardciiles, pcrguutou
com impetuosidade:
A que horas dene Icr lugar csse duelo !
A's oilo horas.
A onde".' '
Atraz do castcllo do duque de turtande.
A.residencia de Luiz WH1?
Preeisamenle. -
__Mas he preciso impedir esse duelo a lodo o
cusi."
Isso parpce-me difiicil.
O marquez e o conde sao dous, adversarios te-
miveis.
Appellante, Rav inunda da Silva de Queiroz ; appel-
lado, Joaqaim Domingnes Moreira.
Passou do Sr. desembargador Luna Freir ao Sr.
desembargado,!? Telles a seguinle appellacao em que
sao :
Appellante, o juizo; appellado, Joaquim -Rodrigues
Porto.
aram do Sr. desembargador Telleaeo Sr.de-
gador Pereira Monleiro as seguinles(appella-
' aue sao:
Appellante^ a uslica; appellado, Flix Dias Cha-
ves.
Appellante, o juizo ; appellados, Ignacio Joaquim
Ribeiro c oulro.
Passopado Sr. desembargldo/ VeTeM Mbntero ao
Sr. desembargador Valle a seguinle apneUarao em
que sao:
Appellanle, o juizo ; appellado, Justino Francisco
Antonio.
Passaram do Sr. desembargador Bastos ao Sr. de-
sembargador Leao as seguinles tjppellaroes-em qoe
aUa-
Appellantes, Manoel Joaqaim do Reg Albuquerque
e oulro ; appeltada, a fazenda. a
Appellantes, Jos Roberto de Moraes e Silva^ ou-
tros ; appeltada, a fazenda:
Passaram do Sr. desembargador Telles ao Sr. de-
sembargador Pereira Monleiro as seguinles appella-
ces em quc'sao:
Appellante, o juizo dos feitos; appellado, Joao Bap-
lisla de Olivcira Guimaraes.
Appellante, Antonio da Silva Gosmo ; appellados,
a fazenda e Francisco Carneiro da Silva e outros.
Appellante, Jacintho Jos de Mello; appellados,
Manoel Francisco de Ponles e sua raaiber.
Passaram do Sr. desembargador Pereira Monleiro
ao Sr. desembargador Valle as seguinles af^ellaroes
em que sao:
Appellante, Antonio Jos Gomes Ara
do, o juizo. ,!
Appellanle, o juizo ; appellado, Ja
Moajeiro.
Appellanles, Johnston Palcr & Companh,
lado, Antonio Fabin de MendoBJ
Appellante, o juizo; appellado, Jo
Passaram do Sr. desembargador
sembargador Santiago as segointes
qae s3o : t
Appellanle, Zferino Rodolpbo Delg
Diogo Velho Cavalcanti de Albuq
Appellanles, Filippe da Silva Sanlii
appellado, Bernardo Francisco BerrariS
Appellanles, Antonio Pereira e sua mulher ;
pellado, Domingos Bodrigues do Passu.
Passou do Sr. desembargador Telles ao Sr."<(esem-
bargador Pereira Monleiro a seguate appelbrae em
que sao:
Appellantes, Ignacio Joaquim Ferreira outros;
appellado, Manoel Claudio de Queiroz'.
Levan lou-se a sesso depois de 2 horas da tarde.
EXTERIOR.
fio estado mental do Imperador Nicolao.
Todas as correspondencias, que nos chegam de S.
1'olcrsburgo.sao concordes em representar o impe-
rador Nicolao enjrcgue a irma exaltaran que se apro-
xima vertigem : clip julga-sc o enviado de Dcos
para expurgar a Europa da oceupaca moeurma-
O duque nao o ignora.
He uma morle quasi certa.
Assim lhe disseram...
Elle aceilou sempre ?
Elle sorrio objeccao.
Que iinbrc mancebo exclamou Georgele, cu-
jos olhos encheram-se de lagrimas.
Depois ella connuou logo:
Elle nao sabe lalvcz manejar uma espada...
Oh isso nao; o vjscondc de Chadeuil quik ex-
perimentar, e o visconde fei desarmado.
Viste isso '!
Eslava presenta. .
Bem bem 1... mas o cande de Sivry ha om
homem fri e cruel, o insulto do duque he gra-
ve, elle quercr vingar-se... o duque pode morrer,..
que devo fazer 1
Georgele sugejta a uma agi(ac8o rcbnl, passou r-
pidamente as maos pela fronte, e como seampensa-
menio repentino brotasso dessa magntica pressao,
ella eriucu sbitamente a cabera, e um relmpago
pareceu brilhar-lhe nos olbos.
Comtudo disse ella se o. duque tem de mor-
rer nao convem que morra nos bracos deltas, o
quero abrandar scus ullimos momentos com pata-
rras queso uma mulher pode dizer... Daqui a ara.
instante Dimitri saldrs da prisao, ludo o que tua
ama houver ordenado executars eom.coragem, e so-
brcludo, com exaelidao... At brevemente... todos
devem iguorar o que vais fazer.
i Ditas'estas palavras, a Mascherata sabio, dcixando
Dimitri com o corarao alegre da certeza qae ella
acabava de dar-the de sea prximo livramenlo.
Mhs no movimento em queella'acabava de fechar
a porta]por onde saldr, abri se outra que lhe ficava
npposta, c Dimilri vio passar ama cabera meio cu-
riosa, meio inquieta. y
Dous gritos foram dados ao mesmo lempo, o pri- .
metro pelo escravo rcconhecendo,jtd novo persona-
gem o conde de Bergalasse, o segundo |ielo conde
de Bergalasse reconnecendo Dimilri. -
O conde aqi !... disse Dimitri estupefacto.
Eii mesmo, senbor escravo... respondeu o con-
de em tom de zombaria. Quaudo o senhor feshou-
me cm companhia de animaes que declaro sobrbos,
porm mui montonos, csqueceii-sc de ama consa,
isto he que enlciido um tanto-de fecllallllra^ e que
uas circumstaneias difllceis nao he absolutamente
necessario ter uma chave para abrir uma porta...
Fallando assim, o conde de tjergatesse dera aleuus
passos, o entrara ua Cmara dot tormeni
(Continuar-urna.)




... .,.,-... ..
SWS*SS-SSS*SS-*W|SSSSSJ

na ; o nao depura as armas senao depois de 1er prc-Todos rahecis ou cmplices. Icm-se curvado a
cnchido a sua missao.
Esla nolicia nada tcm de nvcroslniilhante, c nc-
nliunia duyida (cinos cm admlli-la,' pelo menos
quanlo malcrialidadc do facto i|ue assigna-la. Es-
sa exallacao, ou antes cssa sobreflsacao febril, de
que esla possuido Nicolao, he nelle causa natural e
lgica ; lie a heranoa do sangue ; nao lia um s
Holslcin-Golforp que, n'uin cario- periodo da
vida, nao dciio estupefacto os seus contemporneos
por algum phenomcnopsychologico bem singular.
Nicolao lio o dguo nibo de sua ra, e entra por
sua Vez na mesm pliase anormal, porque passaram
cus anlcpassados. Cumpre diier todava, que ail-
los de ceder os pbantasias reditario, lutou por muilo tempe, lalvcz por mais
de um quarto de sceulo. Se no exercicio do' poder
algumas vezes esse temperamento se Irsia por al-
gum lauipojo inesperado.elle sabia-se conliT conveni-
entemente, e rcprimiiido o escndalo, restituir sua
physionomia toda a calma e magostado.-.
Desde o dia que subi ao (hrono Nicolao propoz-
sejim ideal para o qual deviam convergir todos os
scus escreos. Ello quera que scu reinado se lor-
nasse aos olhos do inundo um phenomeno deslum-
brador, mas de tal norte que sua aceito individual
livesse s toda ? importancia, e achasse no Uesfccho
de ludo a apotheose de sua propria personalidade.
Habi luisce para Nicolao a necessidade de assciiho-
rcar as inspirarnos espontaneas de sua natureza, e
estar sempre apparclhado pel hypocrita. *
A principio, julgou-ac nascido para o herosmo
suerreiro ; a gloria de Napoteao lhe causava inve-
ja. Em ijjia mocidade passeiava muilas vezes de-
baixo das magnificas sombras do Tzarskoc Celo
ou do P^terhoff spnhando a gloria de grande capi lao,
c gravando scu nomo ha casca das anores. Em
breve dissipou-se esta illusao. A camjaiha da Tur-
qua de 1828,queNieoloquiz dirigir pessoalmente,
provou-lho que entreelle oNapolttionao havia abso-
lutamente nada de coramirai. Silo ron uncin por
lauto vida dos campos, c apjrticou todas as suas fa-
cilidades {'poltica.
Ncsta arena sorrio-lhc a. fortuna : em breve vio
elle lodos os gabinetes da Europa invocarem-uo co-
seus pcs. Qucm explicar schiellianlo anomala ?
Entre as cousas mais ou menos phanlasticas que
Nicolao couseguio fazer acreditar no Occidente, ha
urna desque j se tratou nesta follia, mas cm que
nunca se podo insistir demasiadamente. Qual he
na Europa o conservador, o homem de ordem, co-
mo se cosluma dizer, que nao veja na Kussia ni1 ba-
luarte firme de scus principios, nm auxiliar sempre
promplo para lcvaular-se cm defeza da sociedad
amcarada. Poisa Kussia he o baluarte daorde
Sem duvida alguma o he ; se por ordem cnlendg^Sc
urna paz fundada no cmhrutccmento, no SQf\i|is_
rao ou no terror. Deixemos porem margen! a ques-
tao (heorira. Con la algucm com a Itiisui para fa-
zer guerra a revolucSo Em verdadeyque espirito
cavallciresco que he o scu A Gco/ga, a Crimea,
a Polonia, a Grecia.AIlcmanha nofempo do imperio
c oulros paizes, aprovaram benj. Deixemos hj po-
crisias ; nema ordem em pcigo, ncm a revolucao
triamplianteexpelliram nem hao de expellir jamis
a Rnssia de suas fronlciras. Epi primeiro lugar, a
sua poltica he urna poltica de inlcrcsse e egosmo;
por isso cm vez de defender os ou'tros, e protege-
los, ri-sc das disscfircs que os dilaceran], e espe-
cula mesmo coih sua desgrasa: conio lodos sahem,
lharinaII,gosIava apetcar as aguas turcas!
Hilando rompeu na Europa a revolurao de feve-
rcro, mr>xeu-sc a- Kussia para \ir mbale-la'' Ncm
mesmo o perfsou: Nicolao que ao principio tinha-se
regesijado com a partida de Euiz Filippe, nao tardn
en tremer cm seu throno, pelo menos lanto quaulos|
os.oulros reis a queraos povos forravam a abdicar.
Nessa poca, rompendo sbitamente sm sen im-
placavel systema affeclou professar ideas liberaos c
associar-sc quasi ao movimento novo: scus subdi-
tos respiraram um pouco, c s quando a reacrao ga-
nhou terreno jio Occidente, e finalmente depois da
guerra da Hungra, foi que o autcrata, cntrou em
sua poltica ordinaria. ?
A guerra da Hungra I Nao pede cnxergar-se
nessa guerra um desmentido a esse eguismo que at-
tribuihos Kussia, e o .imperador Nicolao nao podo
com direilo prevalecer-se della como de um titulo
inexoravel ao recouhecimento c aos bosofiicios da
Austria ? Responderemos a esta dupla questao, peu-
mo inspirador e aceVarera-no como arbitro, ao mes- -do'deliaixo dos olhos de nossos leilores urna peca j
mo passo que, subjugadps pela forra de sua vonladc
inexoravel, seus povos viram-sc compelIHos a rcu-
nir-se unnimemente ao redor da seo Ihrono.
7

* destino fatal pesava porem sobre esse homcni,
hao cabo de ludo cscolliido tao bem o scu
papel. Nicolao anda nao tinha al ungido bem o al-
v, Uto laboriosamente intentado,quando subitamen-
te dcixou de parecer-se comsigo mesmo, islo lie,
/ . monioso, que aos c/tios da Borona tinha .mostrado
/ em sua possoja, e entregou-so a todas as desigualda-
/ desde sea carcter original. Podia dzcr-sc com
muita propriedade, que eslava fatigado de estar em
^ scena, e que a mascara o suffocava : o Holslein-
p Gottorp apnarcecu afinal. E a que considerarnos
/ |>odia adslriugir-se o soberbo autcrata. Vendo to-
dos a seus ps, nao devia acredilar-se o dos do
mundo ? .
Foi desdo 1850 que essa transformaran moral crt
meron a manifcslar-se. Ncssc lempo estavamos na
Kussia, e o que ouviamos contar por toda a parle
nos causava viva admirarn. Citava-se enlrc oulras
urna circumslancia curiosa.. No dia -anniversaro
dos seus 25 anuos de reinado, dizia-se que o impe-
rador esperava que na occasiao dessa solcmnidadc
extraordinaria, o senadoemeorpo viesse aos ps do
ihrono arnn de apresenlar-lhe o titulo de Grande.
Elle o esperava tapio, que para de \a rao senado to-
do o mrito desse.passo, evitaya suggcrir-lh cssa
dea,mesmo indirectamente. O senado porem dcixou
de faze-lo, e podia o senado rasgo lomar urna inicia-
"liva qualquer-; Nicob nao pode dissimular scu des-
pcilo : o manifest de grara que -os czar* nunca
deixam qual devia tornar-sc inleiranicnle magnificofmcon-
sequeneia da fesla, que oclebrva^se entao, dcixou
de apparecer. Os Russos guardaran! um silencio
prudente; porem a Europa que spube mais larde
com que disjosice, de espirito o autcrata passara
o aniiiversaaMri'os scus viute e cinco anuos de rei-
nado, asiloi3e,e pcrgfctou finalmente, qacseram
os actos desee reinado que podiam justificar o titulo
hrillianle que o imperador esperava -das complaccu-
___firts iln sfii viiat'o
DE PERMMBUCO, SEGUNDA FEIRA l DE MAIO DE 1854.'
do autcrata lem lautas ve-
C duplo carcter, distingue o reinado de Nico-
lao pin exterior um atuvo prestigio no mterior um
iiiv^Rmeulo excessivo.
Este homem, cuja idea fi*a he ergu'cr tanto a sua
, personalidade que absorva invcncvclmente todas as
>islas, nao podsoffrer em sua presenra ncnlium
osldmeciniento, iicnhum esplendor. ludo qunnio
se nao compeuelra do seu, dev'e permanecer em
trevas c sileocio. Ah estao a Polonia, aFiramlia,
c todas as conquistas que estao debaixo do poder de
seu ceptro ; elle hade alormcnU-las desapicdaiia-
menlc, e mortifica-las at lirar-llies a ultima seva
de vida propria. Que lhe importa o talento ? He
absoluto,' na* quer nem mesmo satlites. Scus
subdito nodevem ter o' regosijo de. aprender a
curvar ojoelho peraule elle e obcdeccr-lhe? Na-
da devo moer-*e foro de sua orbiU ; elle d or-
dens ap prstenle, ao fuluro, ao passado (1).
Todava, se" elle despreza tanto a inlelligencia,
proresa,in desforra, um culto desenfceadp pela
materia ; edifica com grande prodigalidad, con-
land jHa>'inaisilIuslrai- scu nome na posIcridlUc
HfHhcs de pedra c de marmore, do que rom
asyfa dos es'piritos a quem [icrmillisse livic ex-
pansto.
fliez que se*moslra tao pouca solltcilu-
peilir scus povos para o progresso, he por
qup allende mais do carcter dos mesraos povos,
materia rebelde cxploracao, do que ao scu proprio
carcter. Conheccuiqs demasiadamente a Kussia
para negar as dilliculdadcs que ella aprescnU ao
genio civisador ; mas ama cousa lie conceder o pro-
gresso -eora moderarao, outra he cucadeia-lo syslc-
iiiaticaincute. Ora, apesar de algumas medidas
soladas o sempre incompletas,! esto o triste espec-
tculo que at hoje lem offerecdo o seu longo rei-
nado I Autocracia que Ivan III fundava e lega-
va Kussia como urna alavanca de emanciparao
contra es Mongues que a opprimiam, como um ele-
mento poderoso de unidade e organisajo 'nacional.
Nicolao apoderou-se della como de um bem que
lhe perienoia exclusivamente ; Icm-na gozado s,
fazcmlo ella o pedestal exclusivo de sua graudaza
pessoal.
O que tambem conlribuio para (ornar o sen rei-
nado-estril para os seus povos, he o brilhantismo
immcoso qu elle tcm procurado dar-lhe no exterior.
Em verdade tal he, desde Pedro o grande, a fatali-
dade dos soberanos ru'ssos : em lugar de traballiarcm
pacifica o slidamente para e bem de seu imperio,
con fnzcni todos os oulros poderes regulares, per-
lurbam a Europa intoira com o ruido do scu norac,
c esforram-sc por todos os mcios para farer preva-
lecer asna influencia, Esle systema devia compra-
zer mais ao imperador Nicolao do que a nenhum
dos seus predecessores. Reinar sobre seus subditos
nao ara mais do que metadc' de sua ambcao. Mas
tambem, que de habilidade nao lhe foi preciso de-
senvolver para scdjizir os gabinetes e ganhar as
chancellaras Justamente persuadido que a con-
sideracao que se presta a urna potencia est em pro-
pongo da torca que se'lhe altribue, o imperador
Nicolao nada omitlio para dar urna, opiniao formi-
davel da (orea da Kussia. Ao mesmo tcmpo> .para
captar aattencao da Europa pelo.lado .moral, fez
publicar com grande estrepito os menores cnsaios
de civisacao que lenlava em seus estados; acolrcii
os eslrangciros edm dislnecao, cercou-os das mais
eraciosas lisonjas, explorando em proveilo de seus
ues.gmos politices a admiracao que inspravam suas
-1 las qualuiadesde homem privado... Tctica 1.a-
bilquefccoroada do mais feliz resultado. Em
quanlo Cario, V, lnil v c NapoIea (res che.
es de aac^e.vdisadaseUosas, virara na poca*
de sua preponderancia todo, os gabinetes da Euro-
pa crgucrem-se eoMra 0 imperador Nicoblo, 'cl.e-
fe de urna nacao barbara, desconliecida, vio lodos
esses gabinete- com boa, disposicaes em scu favor
produzida ncslas columnas, mas a qc os aconteci-
mcnlos qo poseeueni dao urna autordade conli-
nuamcnlc rciiascenle. Esta peca nada menos he
do que a exposrao dos motivos da intervencao rus-
sa ua Hungra, tal como se acha*no numero de 23
de Janeiro de 1850 dada gaseta officia!, publicada
na Finlandia pelo governo russo, e sol a censura
expecial do prncipe McnsrliikolT. Eis aqni a Iradu-
raoltle/al dessa'peca.-'
a Ha mais do um anuo que a Kussia conserva-se
como exportadora impassixel da lula cutre a ordem
e adesordem que agitavaa Eiiropa'occidental. E se
bem que o governo imperial nao se moslras-se incli-
nado por ncnlium dos lados, previa rom ludo que
podia chegar a momento em que sera forrado a o-
orar, e consajyar-sc apparelhado. Cheguo este mo-
mento. A ^'nrreirao hngara havia, ha alguns
iile7.es, tomado grandes proporrcs, c mostrado com
toda evidencia que por seu Carcter proprio nao era
outra cousa mais,quea reuniaodc todasas forjas*do
partido republicano, e que por isso tornava-se urgen-
te para todoo governosubtrahir-seaosataques dessa
propaganda armada. '
n Esta horda de flibusteifos polacos, que offere-
recra iustrumenlos sempre promplos a todas as revo-
lures europeas, havia transportado seu loco de ac-
ro para a Hungra. Mais de vinle mil Polacos
frmavam o ncleo do exerrilo bungaro. cujos che-
fes principaes linliam igiialmenlc sido escolhidos
enlrc ellos. Ora, nao era ov denle que estes ltimos
que, desde loriga dala, nn tinham nutra mira mais
que a revolucao sem lhe dar cuidado o povo ou o
paiz, sobre os quies deviam recahir ossens desastres,
n.lo era evidente,.digo, que se os Hngaros cliegas-
sem a ficar victoriosos, rerlamariam delles, como di-
vida de honra, um concurso eflicaz para propagar
omovimenlo iiisurrcirional al no rorarao da Kussia'.'
Sea sociedad europea era anieacada por um partido
que, abatido lanas vezes, ergua comtudo a rabe-
ra, a HussUktra de todos ospaizes aquelle, aq\um
esta orneara altiiigia mais immedialamenle. Foi
ncslas circumslancas que por um manifest datado
de 26 do abril folto de maio I de 1849, o imperador
*.;....i.r. anir^r^^^lii'fri_:,*Htl i :i-----'"-
da,Austria, o designio m que eslava de eslendcr-
lbe a mo auxiliadora.
Todo o commcnlario sobre esta passagem he su-
pcrfluo. Com muila facilidade podem-se conhecer
as apr(ftaroes falsas ou. exageradas que" elScerra o
.documento russo., O que devemos altender porem,
he que elle verifica iiplcitamenlc que se por ven-
tura, as guerras de 1849, o imperador da Austria
armava-se contra os Magyares, o imperador da Ros-
sia arma vao pelo que II ic locava contra ao Polacos,
que por conscqucncia, anda queo campo de balalha
fosse commum, cada soberano combada porsua pro-
pria causa, o quo cm*ullin>| palavra viftha i dar
nis(o,qu'e sealgum serviro se presin Austria,-esse
servco de tal mancira approvcilou Kussia, que a
dedicaraV de que" ella procuratlfcje vanglorar-se,
J.apaga-se completamente diantc TRi ncccssidadc, que
segundo a propria ronfissao, a compellia a inter-
vir. (2)
Tornemos ao imperador Nicolao. No comero deste
artigo declaramos que admilliamos sem dfliculdade
i ovallaro febril, a que hoje acha-se elle entregue.
Esta cxaliacn porem itr> be mais do que a conli-
iiuarflo c descnvol.vmcnlo do mesmo estado mental,
cujos symplomas vimos apparecer cm 1850. Quau-
linlia: Ora os subdl
zra ouvido faUar ^m Santa /lussia, epi orlliodo-
ra, cm guerra 'Ms in/ieis, que estas eflusas iio Ihes
mak. emorao. Todo aquelle que por scu
ou por sua posirao, orcupa urna alta
n no imperio, seulc-se obrigado a tomar
lo apoealypliro. Couhcccmos mnitos fidal-
SBOS, que luto podiam dar um consclho a seus
ou a seus fmulos, sem fazer-lbes um scrino
m Ires pontos, c cuja correspondenria ordinaria
formava um verdadeiro lerido de cartas pastoraes.
Se os boiafdds se fazem bspos, o que admira que o
czar se faja prophela? Nos. o repetimos porm, to-
das estas formulas soam de balde ; he a graudeza
vaga do sleppc.
Faca oque fizer, o imperador Nicolao nao fana-
sar jamis, nao diromos o seu povo, mas o seu
clero. (3), Antes da aliolieao do palriarcbado, quan-
do gozara anda de sua autonoma e independencia,
a igreja russa podia deixar-sc arraslar a urna guerra
sania, anda que, para fallar verdade, se nao en-
contr o espirito guerreiro cm suas IradirOcs, ncm
cm seus dognra hoje,. porm, que ella nao he mais
do que um gpgeudice do poder publico, e que ao pa-
Iriarcba que <^ia do seu gremio, velo snceeder sob
o nome de santo synodo, urna especio de repar-
tido administrativa dirigida por um general de ca-
vallaria, a zelo de scus nteresses espiriluaes nao a
cominove senao muilo de leve, c essa exactarao re-
ligiosa que pretenden) allribuir-llie nao passa de
wma impostura de mais, acresccnlada a muilas oo*
Alcm disso, nao lem-se o imperador Nicolao cn-
carregaTlo por sua conducta pessoal de provar a seus
povos, queo culto orlliodoxo he muilo menos in-
compalivel coni os oulros cullos, do que elle mesmo
pretende faze-lo acreditar hoje, e que em certos
casos, o mahometismo he prefcrivel ao chrislianis-
mo ? Eis aqu um facto que todos que lem do
Kii-sia podem cerlificar. Existe em corlas escolas
do imperio um certo numero de meninos viudos do
Caucaso, ou como prisioneiros o,n como refens. N-
jolio os manda educar rom o intuito de envia-los,
quando iniciados nos costUmes russos, a seus selva-
geus coiicidadac.s, esperando que elles rouseguirno
por sua influeiicia'eiifraquecer esse odio, contra o
qual naufragara constantemente scus cernios.
Talvez se pense que um dos primeiro, cnidados
de Nicolao a respeito dos jovens caucasianos lie man-
da-Ios ii^lruir na l' orlhodoxa. Estao engaados.
Nicolao, que primeiro quo ludo dessja que cites
sejam bem acollados de mus pais, ordena que se-
jam educados em sua rcligao, islo he, na religiao
musulmana. Esta ordem he tao inflcxivcl, quo se
ijlgum dosses meninos pedir de sua propia vonla-lc
liara receber o baptismo, bao de recusar-llo. A-
credi.tai agora na exallaro religiosa'do imperador
orilio lo\o O imperador Nicolao nao tcm ontro.mo-
vel activo, que a poltica ambiciosa, oltsliiiada, ego-
ist,; poltica qu Inarcha para scu fim por todos
os mcios c atravx de todos os obstculos? disfarrau-
do-sc conr os mais sagrado principios da religiao,
da nacionalidade, e da honra ; (4) mas no fundo des-
tituido de calor \ ivificalur, ecnlhusiasmo genero-
so ; em- urna verdadeira explorarlo do mundo em
proveilo de um s homem. Aculele-se o occidente.
A seus calcirlos lentos e fros, Nicolao a jimia hoje
como auxiliar urna impaciencia febril, urna exalla-
ro de temperamento que nao rcruar mesmo din-
te do abysmo. Apparcllicmo-nos para toda a even-
lualidade; antes um excsso de forja e de energa
que pode acabar depressa com o mal, do que
mofas medidas, as quaes nao fa/.ein mais do que pro-
longa-lo, quando nao consigam (onia-lo incuravcl.
, concedidas as honras de conego da imperial capel la
ao vigario da frecuezia do Sanllsiimo Sacramento de
santo Antonio do Recife, Venancio Hcuriques de
He/onde.
Plegador damesma capella, l'r. Joaquim do Es-
pirito Santo, relisioso franciscano reformado da por-
vincia de Sanio Aulonio do Brasil.
. 10-j-
0 contador gerai JoBo Jos de Souza Silva Rio,
foi aposentado par decreto de doze do correute
mez.
Por oulros decretos de igual dala foram promovi-
dos a segundo cirurgio Iteres do corpo de sadc, o
Dr. Antonio DiasCoelho, e a alteres alumno o sol-
dado do primeiro batalho do arlilharia a p, Jauua-
rio Alejandrino Caneca.
Por decreto de 13 foi nomcado director do arse-
nal de guerra da corte, o consclhoiro Jeronymo
Francisco Coelho.
Por iuiperiaes rcsoluQOes de 11) do concille, foi
passado para o eslado-maor de segunda classe, o ca
pilfio do segundo balalb.lo de infanlaria, Francisco
Hanoel Coelho dos Santos, e reformados os caplSes
de infanlaria, Jost Joaquim de Oliveira, Thomaz
tioncalves da Silvr, Jos Mari, de Albuqucrqae Nu-
iles eE/equicl Ignacio Fcrreira Nobre, c os'alteres
da ine-ma arma, Gabriel Joaquim d Luz e Leopol-
do da Fonseca tialvao, este por m conducta, habi-
tual, e aquellos por icrem sido julgado, incapazes
de todo o servico em conscqucncia de molestias in-
curaveis.
Poi
ped
liveiri
>.de 28demarjo,obleve a demissao quo
es de infanlaria, Jos Bernardes de O-
**
INTERIOR.
RIO BE JANEIRO.
18 de abril de 1854.
Foi agraciado o Illra. Si. Carlos Augnslo de Oli-
veira Figuciredo, fidala cavallciro da casa imperial,
com o foro de mojo fidalso, com exercicio.
Por decretos de 12 do corrento me* :
. .Mandou-se fazer extensivo aos corpos municipal-
permanentes da corte, c policiars das provincias, as
dsposicOcs do decreto de 25 de fevereiro prximo
passado? que perdoW as pra^s de prct dos corpos do
excrcito c da guarda nacional cm destacamento, o
crime de primeira e segunda deserrao, incluidas as
praras quo j;' caliverem sentenciadas ou para sen-
tenciar.
Foi comandada em 2003 para o hospital dos I.ara-
hu iln-HB.ra, |m,.ii J U mu... .1* -|>rimVo inull.i
correspondente melado do lempo, em que foi con-
demnado pelo juizu municipal da primeira vara o
subdito franco? Augusto Lainbnurg.
Foi concedida domi-slo a]ue pedio o liaclnael
Agustinho Marques Perdigan Mallieiros do cargo de
segundo supplenle do juiz municipal da segunda va-
ra da corle.
Teve merco Vicente Jos Tcixcira da servenlia vi-
talicia do ofiicio ile cscrivao do jnizo municipal e de
orpliaos do teriuo de Jmiday, da provincia de S.
Paute.
Ei rccondnrldo.o bacharcl Sergio Lopes Falcao
no lugar de jniz municipal e orpbosdos termos reu-
nidos do Desterro 0 S., Miguel da provincia de SanL-
Calharina.
Fni-reiuov ido o juiz municipal c de orphos Luiz
Francisco da Silva, do termo do Oliveira para o de
K.avras, da provincia de MinasTJeraes, por assim o
iaver pedido. ,
(i) Durante o invern de 1849 para 1850 ,V,S
sou-sc em dm do, lite., a S. Pelerorgc, umao-
aa liem singular, cm que ochavan*-*; graveinenlo
< umpromeltidas Irespessoas da mai alta c-illiceo
ria. Chegando ella ao coohecmento do imperador
iuiiWoii ello chamar o dono da casa, c nerauntan-
dc-llie ; deu-se algnni escndalo cm vosaacasa ? O
pobro homem de confuso nSosoubc o que respon-
desse.a Ordeno, rctrucou-lhc imperiosamente o im-
perador, que islo se nao passasse. Algn, dia,
depois, a, peMoa, compromettidas figuravam osten-
sivamente em orna testa ofllcial, para provar que
uto ttufio aera.
tas causas vieram depois cxarrelia-la I Por espaco
de um quarto de secuto fiel i umapolilira que devia
asscgurar-lhc aij sympalhas c conlianra da Europa,
o imperador Nirolao rompeu inesperadamente com
ella; lancou-sejios bracos do velho partido russo,
suhordinou Nesselrode a McnscliikolT.
Esta mudaura de systema leve, por principio o
despeito profundo, que o czar soffrcu no dia ani-
versario de sua coroarao, ou o imperador Nicolao,
explorando aberlamente a barbaria, quiz canhar o
que nao luilia anda conseguido fingindo esposar a
ci v ilisacao 1
Seja porem com fr, os aronlccmcnlos eslao bem
longc de asscgurar-lhc scmelhantc resultado. Elle
ordena ao suliao como vassalln osullao rcspoudc-llic
como sobcrauo; procura separar a Franca de In-
glaterra, a Friura e a Inglaterra iiucni-sc em um
feixe contra elle; snllcila; a Prussiaea Austria eilo
um Olmulz, em Posldam! Dcbalde seesforra! a Prus-
sia e a Austria resislcm asmas instancias. Al aSoe-
a Noruega,c I linama rea, esses tres pequeos paizes quo
tem de algum modo a sua disposieflo, erguem o eolio
en sua proposirno de alKanca, respondem: neutra I i-
dadel Nada diremos de suas frotas nemde'sciis cx-
ercitos; todava parece evidente "que liara conhir
com o seu concurso, lem ucessidade de cousa mc-
llior que as' facanhas verconhosas cpreblcmalicas
da Siiuipo c Akska.
Depois de encelado este desgranado negocio da
Tuit)uia, o prestigio' do imperador tcm decresrido
cada dia mais; ora vez de augmentar. Na mesma
Kussia, a descoiifianrac o descontentamente comc-
ram aponctrar por toda a parle, onde existe alguma
cciilcllia do inlelligencia! Todos hoje se hofrorisam
de um fnlro, cuc anda ha puncos me/es, mere-
ca lautos applausos. Quanlos motivos de irritaran
o do colera erra o soberbo autcrata; que ao cabo de
ludo acha-scem grande operto! Ou avance ou re-
cuc, a maldicao pcsa-lhc igualmente sobre a caliera,
e he tal esla circunstancia que nem mesmo emfeliz
res filiado poderia amnislia-lo aos olhos da pnste-
ridade.
Tem-se querido dar aos sen I i mentes que n ani-
mara um carcter religioso. Nada lia mais falso.
Nicolao nao tem a menor prcdisposiro para o mys-
kcisma ncm para o ex'lasis: he um poltico materia-
o. A exallaro deque d.i p'rovas, lem sua origcm,
em sua alma, mas no tempcramcnlo c nos ncr-
os.. He venlade quo elle tem lavrado manifes-
los inspirados, c assislido s suppliras da igreja de
Kazan, com a grande cruz grega no poito, o que
he seguramente uin bello espectculo ; cumpre po-
rm que sabamos que os Kussos imprcssioiam-se
menos rom islo do que os povos occideutaes. Tudo
aipii'd do que abusamos perdo a mporlaucia que
(i) O quo compre nao perder de vista he que an-
tes de ntervir na Hungra contra os Polacos, islo
he antes que a iusurreirao hngara o antearas; di-
rectamente, o imperabor fomentava urna iusurrei-
rao. A Russia, essa guarda da ordem eda'eslabe-
lidado dos oslados, c'xpermenlava a necessidade do
destarar a Hungra da Austria e annexala Polonia
para"abriga-la debaixo do seu protectorado.' Nao
ha boje um s austraco que nao ennheca este facto,
e que nao o aprecia, romo convein.
i
Foram nomcado;:
Juiz municipal e de orfihaos dos termos ron nidos
da Impcratcjz e Santa Cruz, na provincia doCear, o
bacharel Cbrislovao dftBarros Lima Miite-Rasq, Pi-
cando sem cffeilo o decreto quo o nomeou para Pi-
longui.
dem, idem, idem, de Porto Feliz, Canvary e Pi->
rapora, na provincia de S.I'aulo, o bacharcl ioaquim
Roberto de Carvalho Pililo..
dem, dem,' do termo de S. Borja, na provincia
de S. Pedro do Rio Grande do Sul, ota'charel Fran-
cisco Krederodes de Andrajo.
Tcneulc-coroncl chefe do^slado-maior da guarda
nacional dos municipios, de S. Malheus, Barra, Li-
ubaros, Sania Cn:z c Nova Almcida da provincia do
Espirito Sanio, Joaquim da Silva Caldas.
' Commandanto superior da guarda nacional dos
municipios de Valenra, Tapero, Jequirica, Santa
Cruz c Nova Boipeba, da provincia da Bahia, Izidro
de Senna Madureira.
Chefade estado-maior da mesma guarda nacional
Manuel da Conlia de Menezes Vasconccllns.
Major cnniunnd.inle do 12csqnadro de cavalla-
ria dito, aVs Jeronymo da Cunha.
Teneutc-coronl commandantc do 69." balalhao
de infanlaria di?) Arnancio Jos de Souza.,
Tcnenle-cronel cuinmandante do 70." batalho
dito dito Innocencio Rodrigues de Oliveira.
Tcnente-coronel comniandante do 71." batalho
dito dito Dr. Augusto Leal de Menezes.
Tenente-cororfel commandanto do 72." balalhc
dito dito, Jas Joaquim Tcixcira'Gohdin.
Tenenle-coroncl commandanto do 73." hataiho
diio dito, Francisco Xavier de Souza Figuciredo.
"Major cominandaiile da 6 recnao reserVa dito dito, Domingos Cardoso de Agujar.
Major romniandanle da 7.'secro do balilbo de
.reserva, dito, dito, Jo.lo Correa de Magalhes.
.Commandantc superior de gualda nacional do mu-
nicipio ile Goianua da provincia de Pernambuen,
Joan Joaquim da Cunha Reg Itnrros.
Ctiete do estapo-inaior ila mesma guarda nacional,
0 coronel .Antonio IVancIsco Pcreira.
Mejor rommaudante do esquadrao. de cavalfaria
da freguezia de Goianna, Bclarmino do liego
Barros.
Tonenlcs-cnroneis commandanlcs dos dous bala-
lhes de infantera dito, MuWbl Correa de Oliveira
Andradc, e Manuel Xavier'Carneiro da Cunha.
Tenenle-coroncl commandanle do balalhao de in-
fanlaria da freguezia de Tejucupapo, Jos de S de
Albuqucrquc Mello Gadlbn, Icneute-coroncl com-
in.indaiile do balalhao denf.uitaria da freguezia do
1 lambe, Joaquim Francisco Cavalcanli Lilis.
Tenentc-cornnel commandanle do balalhiioda re-
serva das freguezias cima referidas, o bacharel Jos
Ignacio da Cunha llabellu.
Matar commandanle da seceso de balalhao da re-
serva da guarda nacional do municipio va Passagem
Franca, da provincia do Maranbao, Joao Alvos da
Silva Barros.
Foram reformados nos mesmos postes:
O coronel do cxlincto enramando superior da
guarda nacional da comarca de Vulenca. da provin-
cia da Baha, Andr Marques de Maglliaes.
O major da amiga guarda- nacional do municipn
de Nazareth da mesma provincia, .Manuel Rufino de
Brilo.
O Icfienle-coronel do cxtinclo lrcero balalhao da
guarda nacional do municipio de Vianna, da pro-
vincia do Maranbao, Jaciulho Jos Gomes.
O major do extracto primeiro balalhao da guar-
a nacional do municipio da Varaein Grande dames-
ma provincia, Raymundo Marcelino Lisboa.
Porcadas imperaes de 15 do mesmo mez foram
MINAS GEKAES.
' Owo Preto K de abril de 1854.
Talvez baja V. nolado o nao lhe baver eo escrplo
al ao presente lima linlia sequer a retpciloda cor-
rcs]iondcucia do Mao rcmellida desta. cidade. O
meo silencio foi' calculado. NSo concordando com
as opnics do couleilporaiico a respeito da scisao
que ello enxergava n partido conservador Ou cons-
titucional, c conven-ido da ncnhuma ulilidade d*
polmica" eslabelecida ncssc terreno, Uve pormelhor
esperar que intermicScs aajs exactas o levassem a
aeconhecer por ,w-quo3iuo a nao cxblencia dessa
scisao. "~"^
_A distmcQo em amigos vclhos. c amigos novos
nao existe. Se em unta quesillo dada, rfa appliaaco
de om principio a lerla o determinada bypothese,
nem lodos.sao conctrdes, he isso tao natural quo nao
vale a pena meuenar-se. Nunca, cm partido al-
gum, lodos pensanm do mesmo modo sobre todas
as cousas. as fil-iras, no lado poltico que ainda
linnlcm se oppunlu a dirreco governativa do paiz,
nem lodosjulgam a' siluaco peta mesma inaneira ;
mas isso nos nao hibilta para chamnrmos a attencao
do paiz sobre esse Tacto, assim como a nao chama-
riamos sobre a app-oximacJto do invern. '
Nao sci se he poique vejo pouco, nao enxcrgo des-
acord robre os principios da adminislraran actual-
naqucllesquc scmire os sustcularam, quando appli-
cados por outrps lmense em oulros lempos.
Todos os guvcrnis sensatos e esclarecidos tem en-
tendido que cm pollica nao seexclucm os individuos,
mas a, opiniocs, qiando estas se Iraduzem cm mcios
de iiccao. Desde que estas se calam e lendem a Con-
vergir para o mesno fim, cessao direilo de as exclu-
ir, excluindo aque le, qoo as compartilharam.
O que existe, piis, nao he urna, nnovacao, como
alguns qucrem^nis urna donsequencia.
E se he apenas inia conscqucncia, neg dpriort
a existencia do deticcordo.
Os que veem pojeo siio obrigado, areflcclir mais,
alim de alcanzaren pelo raciocinio aquillo queos
oulros alcanc.Mii con a vista.
A nossa assemlla provincial va caminhando
bem. A rendida tueslao da chamada de supplcoles
nao lem sido driu'da, quer de um quer de outro
lado, pelo espirite te partido, poi, aassembla esl
a rimplelar-se con os depnlados eflectivos ; j se
acham presentes 31 e esperam-se mai, 4 por estes
dia,, e grande nunero de supplenles inmediatos
pertencem ao mesno credo poltico.
Qeslocs indiistriies reelamam toda a sua allen-
Cito, principalmenl. as do Mocuw e Uniao o Indus-
tria. O emprezar" da- primeira rompanhia reclama
urna dcciso a respete das mil acrcs com que a pro-
vincia deve ficar ; i da segunda, como j lhe com-
mnniquci, yretenih modifirares no contrato fcito
com o governo proincial para a cancesso da estra-
da da Parahybuna.
Creio lirmcmenli que a nssembla provincial, na
resolurao de nmlia. a, questes, reconhecer qc
quaesquer sacrfieisque ella possa fzerno presente
serao largamente cimpensados lio fuluro ; que o es-
pirite deempreza qtcnasce apenas necessilaser ani-
mado, e se elle sncoimbir ante os obstculos que as
innovares eurontnm as ideas populares, fillias de
urna rivilisaciio piui-u adianlada, ante preconreitos
nascidos de habihis |iie convem modificar, nada fa-
rcinos neste sentido
Se' em ueral so pnferem as obras feilas por orr.pre-
za s dirigidas pelosgovernos. no nosso paiz ainda
mais salutar deve se essa preferencia. Haja vista a
estrada do Parahyhina. cuja direcrao deve Mr mu-
dada cm grande pare. Foi uccessaria a vigilancia do
inleresse individual jara recoulieror a direccao mais
""It que llic dnni. ie a declividade e encurta a
distancia. Entretanto quanlas sommas dependidas
iraprodnclivamenic, em pura perda Com que j"-
ros oo carregam os cofres pblicos de quanlia, des-
aproveladas. -
Pcnsar-se que pitMhio, levar nossns producios no
lilloralera carr#s ipiegalguem nossasserraniase Irani-
, ponliam nouMVfei; qo podemossulcar nosso, ros
em barcos aJpaPor.alravs de tantos obstculos, sem
sacrificios, he chiriera quo convm arredar das ima-
ginaes.
Os governos j bcram muilo. e com eltes os po-
vos, quando se libu-tam dos encargos da direcrao, e
sao obligados a coicorrerapenasconjUMUaraespe-
cuniarias. A isenio desse encargo ja lie nm pro-
gresso, e devemos principiar por ella |WrW chegar-
mosao ponto em queos goveanostarabem devam fi-
car exonerados desias prestaces.
At aqu Indo cerria por emita do governo ; como
de um momento pira outro, sem transicao alguma,
dove elle ficar sent deludo e ludo correr por con-
la dos particulares' '
Os grandes lucra provaveis que urna companhia
deve realisar, nao to motivo sulllcienie para prodi-
galisar-lhe recurso-, mrinciite quando os governos
como accionistas dtvein te( parle nesse, lucros,
E essas vaiilagcni mbora representem *maiores
sacrilisios dos cofres pblicos no presente! ellas mes-
mas se encarregara, do os compensar no futuro. O
premio elevado das apolices do urna companhia de
viacao fluvial ou terrestre obrar como um estimulo
poderoso para a incorporaeao de" outras muilas. O
espirito de cmprezi't mais so fortificar, novo, ho-
rsontcs se descortinarlo sua aclividade, e por fim
camiliar.i soznho sem o auxilio do governo, que pa-
ra as induslrias na he como muilo, suppoem, scra-
pre'um bem, ma, de ordinario um mal necessario ;
lanto assim que quando ellas poden) prescindir delle,
julgam-se muilo felizes.
Se as companhia, induslriaes, porm, nao conlam
com grandes lucros provaveis, se rcidnles impre-
vistos conlriram os calclos de sua constituidlo,
corre igualmente ao, governos a obrigaco de as au-
xdiar, sempre que os. dainos proyenientes de sua
ruina forera maiores do que os sacrificios necessarios
para o reslabclecimentn do seu crdito.
lim governo esclarecido nao podo hesitar um mo-
mento cm amparar rom scu crdito, o crdito He
urna companhia varillante de reconliecida vanlagem
para o paii.
Nao se considera o alcanlVdo desenvolvimcnlo de
urna grande industria sobre Itidas aquellas que ali-
menta, e conseguinlemeule sobre o trabalho de urna
sociedad dada, quando se destaca urna d outra, a
industria da Sociedad ou do governo,c se considerara
rivacs diias entidad*, que so auxiliara mutuamente
medida de nada valen, porquanto o espirito de clas-
se ou as so.lurrcj dos cadetes fizeram com que a
soldadesca loinasse parlo na questao.
Entretente a liquidaran dos espirites nao so acal-
mava, e senao havia sernas do lulo he porque de um
e de outro lado estavam lodos preparados para resis-
ir e deteuder-w. Iufelizmeule, na quinla-teira san-
ia, pensavam osesludante, que cm razao da solem-
iiuladc religiosa podiam contar rom alguma prtec-
rao e nao se acaulclaram. Foi o dia aproveilado
pela soldadesca para o roropimente. Depoi, da fes-
tividado um sacerdote que ,e recolhia paraca, foi
assallado por urna chuma de 30 soldados armados
de bayonetas c de ccele, e capitaneados por ura'ca-
dele: Inmam-o por esludanle e espancam-o. Aos
grites da victima acodem algoms esludantes; tao
igualmente espancados e algn, ficam feridos.
ijj*0 'rataram (le refogiar-se em urna" casa j o,
soldado,, porm, all mesmo os aenmmcnterain, que-
brara m todos os caminos, deram entiladas as janel-
Ias c procuraram arrumbar as portes.
Nao referrei os episodios dessa lula, porque nao
quero especificar aecusacescontra esle ou aqaelle.
Difei smenle quo a chamado dos esludantes wmpa-
receu o chete de polica e vio desrespeitada a Ba au-
tordade. Os soldado, provocaram-o alardeando o
que linliam feito, moslrando-|he os cceles de que
se linhamservndo. o aflirmando|quc slaraenlavam
nao 1er conseguido malar algum estudante. Ketirou-
se o chete de polica declarando que, alenla a nsu-
bordinaejip da Iropa, compria solicitar providencias
da auloridde superior.
Sexla-fcira da Paiio urna commisso de esludan-
tes foi a palacio solicitar essas providencias. Consta
que o Sr. presidenta afianc/tra aos esludantes, que
suas vidaaseriam protegida, ; ao quo parece replica-
rain esteW]ne estavam armados, que napseriam mais
tomado, Tala f, o a si mesmo, se defendoram se
aggrediilos fossom.
Consta mais queem urna reunio de esludantes se
deliberoii hoje, que tres eldante, fossem em com-
misso ao Rio de Janeiro pedir ao governo imperial
medida, para o presente e mai, ainda para o fu-
turo.
Eis o estado em que aqui ficam ai cousas. He um
dos inconvenientes de collocarem-so academias supe-
riores, para as quaes alTlue numerosa mocidade, em
cidades pequeas, sem grandes recurso, e onde ne-
cossariamenle forma ella corporarao e excita animo-
sidades. He tambem om dos resultados da pouca
disciplina de algous corpo,'do noo eiercito; para o
qual muilo se faz preciso 'que olhe rom scriedado o
Sr. ministro da guerra. Scintilla contempla mag-
num excilal incendium.
A saliedoria do governo dar por corto as necessa-
rias providencias para atalhar o mal cmquanto nao
sobe de proporres.- .Por ora ha espaneamento, e
bracos quebrados, mas podo nao ficar ah o mal.
(Idem.)
(Jornal do Commercio.)
CORRESPONDENCIA SO DIARIO SE
FERNAMBUCO.
PARAHIBA.
2 de abril de 1854.
Meu charo. Mrabas conlinuas massadas me lem
privado de cscrever-lbe com a regalaridade, que
havia observado at hoje (salvo aredaerao), mas,
como gracas a Dos, ella, tm ido a menos, eis-me
oulra vez em scena, e prompto para o que der c
vieT.
Esla nossa provincia va andando assim, assim,
nao $ei se me elende, quero dizer que nem bem
nem mal, porque ella descanoa por em qnanlo em
paz, porm. eu s vejo sahir destacamento, para
tora, delegados Horneados ce areet de l'oulrcs
chose comme rapor isso digo por emquaulo, pois,
como quo sinlo prdromos de algum mal, que Dos
tal nao permita, veremos e ver o Exm.
A nossa insipidez continuara at hoje, seltenlem
ralo se livesse dado um baile ao nosso Exm. e mais
Exms., segundo um convite que vi era mao do nos-
so Morolos, o boje son be delle, que o tal baile, ou
como melhor nomo tenha em direilo, etc., estove
regular, e que mais regular estara, se nao livesse
tralos reguladores.
Apresentaram-se algumas deidades, que com os
seus bellos olhos suppriam a falla de luz que havia
na sala, e outras coitadinhas que metliam do, mas
como ellas estavam contente, de si, l se avenham
que cada um se deve a si mesmo.
Ja que fallo no bello sexo, permillir-mc-ha que
lho recommende duas bella, de mitiba provincia, pa-
ra que dellas fallo sempre que liver de fallar em
mocas du grand monde, o nosso Mcrele, nao me
soubc dizer senil nome,, porm dcscreveu-m'as e
com lana dedirar.au, que conheci que o tal bichi-
nho, com quanto vclbo, ainda era ausceptivel de se
inflammar, como um rapaz dos mais romnticos, e
conlieccndo as bellas pela descripcao ou pintura que
elle dellas me' fez, vi claramente queojncu velho
tinha razao, dizia-mo elle meu amigo, que digam
que esta provincia nao tem moras bonitas, oh que
Injuslica, se Vmc. visse, como cu vi, esla noite
duas bellas Parahbnas, como eu, Vmc. seria feliz
urna, con ti u na va elle, traja va com o maior gosto;
tinha um vestido cor de rosa, fcito com toda a sim-
plicidade, sem um follio, hallados, flores, emlim
perfcilainente liso, o que deixava apparecer todo o
(3) Era jior ordem, que o mclropolilanu de Mos-
rovv publcava ltimamente no corpo du exerrilo es-
sas mentiras sonoras, que serviam do benrao em sua
partida, assim como he por ordem que as gazlas de
S. Petersburgo publicara essas pbrenelicasrapsodias
que as divertcm hoje. Jornalistas"e(siccrdolos rus-
sos, lodos bebom scu enlliusiasnio na mesma fon le.
(*) Urna.das particularidades do irapcramV Ni-
colao, quando conversa com algiiem, Ite levar fre-
queilteiiicute a mao ao corarao. e eiiipeuhar por
tudo sua palavra de honra. Os diplmalas, que
nao estao iniciados nrsle habito niachin.1l do au-
tcrata, deixaiu-so engaar fcilmente. Deviam sa-
ber porom, que a honra nos russos anda nao ebegou
ao catado de senlimenlo serio, o que he a laura,
pergunlam elle,1, ne una chmtra franceza.
em beneficio de ambas.
A riqueza de urna he a riqueza de oulrj a raizeria
de urna?be a mizeriade oulra.
Esla verdade mais se demonstra nctla provincia
quandose traa da-viacao, ou da industria dos trans-
portes, a alma en vida de todas aa nonas industrias,
sem a quoluSo portemos ter trabalho, nao poc falla
de braros, mas de consumo, poi, aonde oSo lia con-
sumi), nao pode baver prodcelo ncm Irabalho. Nin-
guem se crtiprcga intilmente ; quando o Irabalho
nada produz, a ociosidade nao lie um vicio, mas urna
conscqucncia lgica e natural.
Ora, as emprezas do Mucury.e Uniao e Industria,
s.1n emprezas de viarao.
Mas ia-me esquec'enilo que lhe nao devo- prclec-
res de economa poltica brasileira. Perde a di-
vagacSo, e vamos por diante.
Omillia di/.cr-lhe que por aqui passou o Exm. Sr.
Aulonio Candido da Cruz Machado cm ca mi n lio para
Goyaz,provincia cuja adminislracao acaba de lhe ser
confiada.
S. Exc. foi aqui recebido com tedas a, honras de-
vidas sua alte posiro e tedas as demonslrares de
eslima e consideracao, que Hit deram,eu, immensos
alnlgos.
A 27 de marco fallecen o Sr. Joao Antones"Cor-
rcia, vigario de Tamandoa. Era um cidadiio mui-
lo distinclo porsnas luzcs, porsna icaldadea seus
amigos, e pelas suas virtudes. Soube conciliar seus
deveres de homem polilico com os de sacerdote, as-
sim que nunca este se lembrou das injuria, feilas -
quelle, por isso era geralmenle estimado dos sens fre-
guezes.
O- Sr. Joa Anliine, Correia foi consclliciro de
provincia, e deputado asscmbla geral.
(Carla particular.)
| SAN PAUEO.
4 San Paulo U de abril de X8S4.
Scintilla contempla magnum excitat incendium.
As nolicia, que desla cidade recebem por este vapor
sao assaz inqnicladoras, ao menos para aquelle, quo
lem Olhos c prenles no curso jurdico de San Paulo.
J sahem ah que em principios do mez e em urna
noite de cspeclarulo.houve um dcsaguizadn enlrc os
eludan Ir. o alguns cadetes do corpo fixo ; esse desa-
gnizailu. f-ii provocado por ijra cadete que enlendeu
dovor aprsenla se omum camarote com o bonete na
cabera. Aos gritos com que foi acolhido responden
aii'roni.nulo os espectadores com um chicote. Seguio-
se entao urna scena do tumulto cm que foram mal-
tratados o esludantes c muilo poupados os Cadetes
pelos proprios encarregados de reslabelecer a ordem.
A pre 'idenca persuadio-se que o negocio nao era
lao grave que mercesse serios cuidados, o limilou*
se a ordenar que os cadetes provocadores fossem oc-
cupados constantemente m servijo militar. Esla
arles, tendo examinado alternamente dvena, recia- sao bastantes grandes, e com cp'ecialidado a de Bui-
que,qoe,sendo extensa he habitada por muita gente e
ten em si mullos cidadao, que para o nos centro
so podem qualificar de abastados : ama outra razao
deve peir mailo no espirito desta caa, e vem a'ser
grande distancia que guarda as extrema, dessa
freguezia cabera da comarca, que nao monta a
menos de 35 leguas, e nao fica era menor distancia a
de Aguas-Billas. Pergnnlo e aos nobre, depotados,
se be possivcl era distancias desta ordem, sobre ter-
renos* ridos, como sao os do nosso centro, a justira
administrativa ter urna accao cfficaz c proveitosa 1
Ese he ou nao pesado e do doloroso a laes povos o de-
mandaren) os seus'direitos civi, e polticos cm lal
distancia 1 Em vista de tacs consideraces sera justo
quese vote.pelo rcqoerimcnlo de^diamenlo? creio
que os nobre, deputado, j lerao conhecido a injus-
lica de tal ad i a monto ; espero pois que votem contra
elle. Em resposla ao nobre deputado, que fallou
cm segundo lngar, s direi que moslrou-st como
que despeitado, de,ver este asscmbla tratar da fi.
visSo da comarca de Garanhuns, como se islo nao cs-
livcsse na sua allribuico, e oem sei mesmo a que
veio o nobre deputado combater este projeelo, ,er-
vindo-se de argumeplos que podriam a proveilar
se se tratasse de desmembrarlo da freguezia.
Sr. presidente, o nobre deputado abe que o
meu inleresse lie o que pode ter qualquer membro
desla casa quando assigoa um projeelo que o tem par
conveniente ; portante enlendo que o nobre depu-
tado podia combater o projecto, porque eslava em
sea direilo ; ma, nao com lanto ardor e me fazendo
sentir a sua opiniao de mancira tao. desabrida, como
fui ; s se la motivo particular, qne deu logar as
nobre deputado a oppor-se ao projeelo ; e no enton-
to creio que apreciando a casa a justira do projeelo,
vote contra o adiamcoto; raoito priocipalraento
mac,0es que *> Roverno da provincia foram dirigidas
por alguns prprietarios desta capital, que reelamam
contra as disposirOes da le n. 297 de 5 de maio de
182 ; e adiando que em verdade essa lei he sum-
mamento oneroM, e nao poder ser execulada sem
grande vexamo para os proprielario, ; be de pa-
recer que wja ella madificada pelo modo se-
grale :
a A assembla legislativa provincial de Peroam-
buco resolve :
a Arl. 1. O governo da provincia mandar proce-
der ao cairamente desla cidade, de conformidade
com o systema que for adoptado, e segundo as con-
dires seguintes :
a 1. Para o referido calcamenlo, concrrao os
prprietarios com a quanlia de 15 por ctmto do ren-
dimento animal dosseus predios, regulaWpela d-
cima que pagarcm ; exceptuando aquelle, que pos-
suirem um s predio, cujo valor nao exceda de um
cont de re,.
a 2. A-dila porcenlagem ser paga pelos pr-
prietarios na occasiJo de eflecluar-se o calcamenlo
de cada ra, beceo ou prara, em que estiverem si-
tuado, o, seus predio,, e dentro do prazo de Irinta
dia, mprorogavei-.rorilado, da inlimaco que ser
feita.
#A contravenrao desla regra ser punida com o
duplo da referida quota.
3. Os proprielario, do, terrenos nao edifica-
dos ficam sujeilos a mesma obrigaro, logo que nel-
le, se conslruirem casas.
Art. 2, Concluido que aleja o cairamente de
qualquer ra, becco oa prara, sua manutenrao e re-
paro, ficarao a cargo da cmara municipal, para en-,
jo fim, nomcar guardas de consexvacao e os estipen-
diar ,ua cusa. ^
Art. 3. fica o governo autotisado'a expediros
precisos regulamcnlo, para execucao da presento Z^nV .. "<*>
lei. sendo h* AU^Z. m' ..,_ *l?. que o combatea, apreseotaram
sendo derogadas as disposiroea cm coulra-
rio.
Sala das commisss 2G.de abril de 1851. Anto-
nio Alce de Souza Carcallto francisco faphael
de Mello Reg.
Primeira parte da ordem do dia.
Segunda discusso do projeelo n. 31 de 1853, que
manda jubilar o protessor de Serinhaem.
O Sr. Oliteira: Sr. presidente, pouco me de-
morarei acerca do objecto que o acha em discusso;
ped i palavra, smenle para tnoslrar a casa que o
peticionario est no caso de ser deferido.
0 Sr. Jos Canudo da Silva Braga foi. prvido na
cadeira de primeiras.HeUras. da freguezia de Seri-
nhaem em 1832; conlahoje22annosde exercicio,
33o interrompido c com aproveitamentodosaeus a-
lumnos, sem que dorante esse lempo tenha gozado
do nnia so licnra ; o que nao acontece a niuilo,
oulros profesores : em consequencia de molestia'!
adeqaerida, no exercicio de seu magisterio, eque re
acham comprovada, por atteslados de facultativo, de
reconliecida nota, como o Sr. Francisco Jos da Sil-
va, Jos Zacharas de Carvalho e oiftros, requerem a
sua jubacHo ao governo da provincia, o qual enlen-
deu, nodeve-lo a Hender nos termo, da lei de 10 de
junhu de 1837, nao obstante ter sido -a sua pelican
bem informada pelo inspector da thesoararia prp-
vncial, pelo procurador fiscal c pela conladoria,
mandando que o peticionario, re habilitas, segun-
do OTegalamento de 12 da maio 1851 ; c foi por is-
so que elle se dirigi a esla ca.
A commisso de instrueco publica, a quera o ne-
gocio foi submeltido, declara no projeelo que se d-
bate, qae este professor lem satisfeito as condirn
da lei, pare poder ser jubilado.
Creio, pois, qne vista disto e dos atteslados dos
juizesde paz, cmara municipal e oulras autoridades
do lugar, esta assembla votar o projecto.
Encerrada a discusso he o projecto submeltido a
votaco e approvado.
O Sr. Luiz Filippe requer urgencia para 1er a se-
grate indicaran :
Indicamos que se olame um supplenle em lo-
gar do Sr. Aprigio..= Filippe Epaminondas
d Mello.
Sendo approvada a urgencia, he rcmellida a in-
dicacSo commisso de constituirao e pode-
re,,
j^segunda discusso do projecto u. 17, creando nm
_! W0 em Buiquc. de que far parte a freguezia de
garbo do seu delicado'corpo, que na verdade he Aguas Bellas, sendo ambos pcrteiiceutos comarca
quando ncm o autor do requerimento, nem o nobra
i razao plau-
eocantador, c qua faz a mais de dous rapazes an-
darm cora as ca becas, como ms de-moinhos, el
la Irnr.ia o scu cabello um pouoo a Sluard, porm
tambem sem flores ou enfeiles de qualidade alguma,
e cora isso deixava realcar todo o garbo e belleza
delles, que servia de docel a am rosto de anjo, el-
la dansou, e.quer as nonas constantes quadrilhas,
quer a bella scolhez, brilhou sempre, e sobresahio
entre suascumpanheiras, romo a palmeira do deser-
to entre os pequeos- arbdslos qpe a cercam, valsou
e valsou perfeitamente, ol meu Dos que angi-
nlio. a A oulra, me disse elle, trazia um veslido
de seda de quadros largos e escuros, morena, ella
tinha em si lodos os requisitos da belleza, e. seus
olhos tinham urna lal expressao, que arroubavam,
fascinavam, ma^nelisvain; ainda a ron pesar, a
aquellos para quem mesmo casualmente ella os em-
pregava, visto do que lhe digo, me dir se o ve-
lho eslava cm nao apaixonado : l liaviam oulras,
me disse elle, que nao era m feias, eque querendo
sobre-.ihir as domis, se arranjavam de mancira
qae Ibes rabiara as palavras do grande pintor da
anliguidadc. Fecisle duitcm, guia nonpotuisti la-
cere pulchram. Tal era a rlrofusao de flores, folbas,
etc., etc., etc.
O tal bailcestove com pouca cncheuto, os bene-
ficiado, creio que nand)lucrram milito, e servio,
me disso o Merelcs, que alem do, bollos, que eram
de certa faJjrica bem condecida, ludo o mais era em
dose homceopalhicn, e segundo me consta 'foi dado
nao sci 'por quem, porque nao se declarou em a,
carias de convite, que foram bastantes, e s sim
qualro moros se a presen tara m paladius, e oblive-.
ram a satisfarn de seus desejos, porem ouvi dizer
por bocea pequea, que elle, liaviam recebido di-
nheiro de assiguaturas para lal baila, c que depois
querendo fazer-se de dono, do baile, convidaram
para o assistir a aquellas que deram o seu dinbeiro,
safa!... desnrteque se lal doutrina prevalecer, bre-
ve eu o convdarei para janlar comigo em sua ca-
sa, e como nao passaremos bem, eim ?... hei de le-
var vida folgada.
Basta do bailes, c vamos ao que deixa: os nossos
empregados geraes estao mal, porque ja o mez pas-
sado nao foram pagos de seus ordenados, e nao sef
se esle mez o serao, de sorle que breve leremos i)e
ver tocar a todo, esses coitados malinas com os den-
les, e a cousa be que nao ha esperanzas de reme-
dio a esse mal, se sua provincia nao soccorrer a es-
la sua pobre irma.
Doii-lhe #rte que se vem formar um meio bala-
lhao neste provincia, para o que ja veio o casco com
o commandanle. algn, ofilciaes e nao sei quantas
duzias de cadetes, o nao sei quando ser dispensada
a guarda naciona que est cm serv ico, poi, com
perlo de 300 pravas de tropa de, liulra, creio que o
meu Exm. poder fazer alguma cousa.
O nosso commercio continua desanimado, existe
urna grande porcao de algodu nos armazens, assim
como algum assiicar, por nao ter havido comprado-
res, ou antes leudo elle costado muilo caro, eos
nossos beligerantes da Europa lhe tendo dado
grande ba xa, nao faz conta vende-tos, e com isso
est Indo nuilo zangado, nao sei quaudo eos no,
ha deacui ir.
I.onga ji vi c?la. porem desculpe, que espero
ser para a oulra mais breve.
Boa sando o sempre cora dinbeiro lhe deseja o
seu ele.
A'. B. O .Morolo- com o cnlhusiasmo do baile
esqueceu-se de me dizer que o nosso Exm. receben
ordem do Rio para licar, digo, para nao ir tomar
assenlo, ssim pode andar com as suas obras.
PERMMBim
assembeea legislativa
provincial:
Stssao' ordinaria em 26 de abril da 1854.
Presidencia do Sr. Pedro Cavalcanti.
Feita a chamada, verifica-sc oslaran presentes 32
saibores lepulados. .
O Sr. Presidente abre a sessfln.
O Sr. 2." Secretario 16 a acta da sessao anterior
que he approvada.
0 Sr. 1." Secretario lo o sepuiile
EXPEDIENTE.
Um requerimento do Jos Gonealves da Porciun-
cula, arremtenle dt obra da Ponte da Magdalena,
pediudouina iiideiimisao'ui,A' commisso de obras
publica,.
Um nnk-io do Sr. deputado Aprigio, participando
que leudo de seguir viagem para a corle, afim de to-
mar assenlo ua cmara dos Srs. depulados, nao pode
mais comparecer as,esses da asscmbla. Intei-
rada.
lo lido um parecer-da commisso de fazenda so-
bre o requerimento de Jos Cavalcanli Ferraz de
Azcvedo e oulros, indeferindo ainda a prelenrodos
mesmos.
lien adiado por baver pedido a palavra o Sr.
Brandar, sendo reBelaji a urgencia pelo mesrao Sr.
proposta, e previamente retirada a pedido de scu au-
tor, a qc propoz o Sr. Francisco Joo.
He lido, julgado objecte do deliberado o manda-
do imprimir a seguinle projeelo :
A comroisSo de obras publicas, commercio e
de Garanhuns.
Va mesao^e apoiad
diamento :
Requeiro que seja ouvido o presidente da prn-
vincia sobre a conveniencia e ulilidade do projeelo.
Epaminondas de Mello.
O Sr. Augusto de Oliveira oppoe-se a emenda do
adiamento, com o runda mente de que c Ha importa a
morte do projeelo, oa pelo menos- impede que elle
se discuta este anno ; c entrando no merecimeuto
do mesmo projecto, mostrou as vanlageus qne resul-
tam ao, povos daqucllas freguezias, da crcacao que
se propoe.
O Sr. Epaminondas de Mello : Sr. presidente,
as razes que o nobre depulado acaba de presentar,
oppondo-se a emenda do adiamento que mandei
mesa, parece-me que nao proce'dcm : ei nao quero
senao seguir os cslylos da c#sa-; aind nao passou
um projeelo desla natureza, que a as.- nbla pedis-
se esses esclarccimenlos qae a craeodi eclama. Mas
diwe o nobre deputado, que temos a uta topogra-
phica. '.-../
Scnhorcs, nada mais obscuro, do c e ,e existe es-
sa carta, e se existe, ella he lao mr feita que naca
nos pode servir, porque uao nos sclarcce sobre o
ponto capital da questao. Disso mais o nobre depu-
lado que a emenda de adiamento importe as actu-
aos circunstancias a morte do projeelo: nao conce-
bo donde parlem os reccios do nobre deputado, por
que nao sci como o nobre deputado possa sappor
isto, quando elle sabe muilo bem, que indo o pro-
jecto informar ao presidente, o projecto lem de
\ ollar ,i casa, c entao disculir-sc e resolver-sc como
se entender que convem......,
Um Sr. Deputado : Mas quando
Outro Sr. Depulado : Para o anno.
OSr. Epaminondas : ^ He impossivcl que a ses-
sao termine nos das que fallara, nccossaramcnle
hade haver urna prorogacao, e eniao*tcrapo hovera
depois queclicgucmas informacocs para se discutir o
projeelo, para o queo uobro depulado pode pedir ur-
gencia, e eu votare! por ella, assim como nao duv-
da(e volar pelo projeelo, porque nao lhe lenho m
vonladc. Saibores, o nobre depulado ainda apre-
sonloii a razao das distancias que ha jlessis locali-
ladcs entre si, cu direi, que se essa razao procede
para Buique c Agnas.-Hellas, tambem procede para
quasi (odas as comarcas do serUlo : o nobre depu-
tado sabe que na comarca da Boa-Vista a, distan-
cias sao muito maiores, c se pois o nobre depulado
aprsenla como dados para esta questao a carta (o-
po'graphica, hade concordar, que a comarca da Boa-
Vista ho mais exlcns do que a de Garantan,:...*
Um Sr. Deputado : Mas esla tem s um termo,
quando aquella lem tres.
O Sr. Epaminondas: Bem, mas lano as ne-
cesidades l nao oslan beni providas, que um nobre
depulado j aquaprescntou um projecto, o qu.il foi
a pedido de seu autor remeltido ao presidente da
provincia para informar. Sr. presidente, tcnlio dito
quanto mo parece bastante para apoiar o mea re-
querimento de adiamento, que nao tcm por fim se-
nao pedir os esclarccimenlos de que preciso, c tal-
vez precisem oulros nobres deputadosque au estilo
como eu tambem nao eslou, liabililndos para volar
com coohccimenlo de causa sobre o projecto. Se a
casa enlendo, qu se devem pedir estes esclarcci-
menlos npprovo o requerimento, se nao quizer vote
conlra. '
O Sr. 5ou;o.CarraMo:-^(Publ!caremos em outro
numero.)
O Sr. Castor : Sr. presidente, ped a palavra
paraoppor-me ao requerimento de adiamento que'so
acha em discusso, aprescnlado pelo nobre depula-
do o Sr. Epaminondas.
Enlendo, Sr. presidente, qae o requerimento tra-
zido agora a discusso, no lira dasessao, s lem por
fim immediato a morle do projeelo ; e nem sci a ra-
ziio dem vontade qae tem o nobre deputado a um
projecto, cuja ulilidade e justira he reconliecida
por todos que conhecem de perto "a comarca de Ga-
ranhuns. Tcnd, Sr. presidente, nesta casa muilas
pessoa, que eslao a par dessa iieccssidaM^pBlica, e
j exisliifdoaqui urna represenlacao jte cmara mu-
nicipal dessa marca e que deixa (bem antever da
modo sensvel a crcarao de um noy termo; a que
vem pois orequerimenlo do nobre/ depolado, quan-
do ello tcm ua casa quem bem o possa esclarecer a
respeito do projeelo em discusso 1
Emqnanlo a'conveniencia da medida consigna-
da A projecto, pouco direi, porque a sua ulilidade
he 15o palpitante, que quasi me dispensa dao fazer :
Sr. presidente,ns lre-;iie/.is d'Anus-Uella-. e Baiqie
aive!.
O Sr. liaptisla dizque, refleclindo maduramente
sobre o objecto em questao, nao v razao -plausivo!
para que ,e faja opposicao crcarao de um termo
em Buique, porquanto be sabido o estado dos ser-
loes, e a necessidade que lia de tomarcm-se medidas
adequadas para que a sua cvilisarao se alcance, e
isso se poder conseguir em parte com a creaf^a-de
termo, no scrISo, levando-se assim as autoridades
porte dos moradores daqoclles' logares, pela creacao
de novos agentes.
Confessa que nao acha razao as aecuracoes qne o
nobre deputado fez s asscmblas provineiaes, e tan-
to mai, injuslas lhe parecem ella,, quando esse no-
bre depulado nao se qoiz dar ao Irabalho do especi-
ficara assembla, ou assembla a qne se referia, e
sabe-se qae nao podo ser de Pernambueo, porque
lie esta a' provincia que menos abunda em, termose .
comarcas ; e por lano entende que, se algum ca-
me deve existir pela crearo de termos c comarcas,,
he da parte dos poderes geraes, porque sao os cofres
geraes qua concorrem para o pagamento desses func-
ionarios pblicos, mas qae assim nao sdccecle, por-
que todos reconh ecem que essas creacOes de termos
e comarcas tem por fim levar a cvilisarao e a, forja
das. autoridades a esse, (tonto, longiquos do paiz.
Accrescenla,qoe nao sabe como o nobre deputado
se arrora em censor de urna corporarao ioteira, sem
especificar os Tactos sobre qne- baseia suas aecusa-
ces.
Responde a todas as observantes do Sr. Carvalho,
fazendo-llie sentir os inconvenientes que de sua, as- .
serres podem resultar.
Mostea finalmente as vanlagcns que resaltem do
projecto, e a desnecessidado do adiamento. que se
propoz.
O Sr. Augusto de Oliveira tambem responde ao
Sr. Carvalho, e contina sustentando o projecto ; e
combatendo o adiamento, defiende a, cmaras mu-
nicipae, em geral das aecusarocs que Ihes foram di-
Ojidas.
O Sr. Souza Carvalho : Explica novamente
as suas ideas sobre a questao de que se trata. Deplo-
ra que livesse a infelicidade de desagradar por esle
motivo a alguns Srs. depotados. Eilraniaj a tuscep-
libilidade, de que vezes re do exemplo, na as-
sembla. Observa que o Sr. Dr. Ilaplisla exprobrou-
o por 1er censurado alguns aclos das asscmblas pro-
vineiaes, quando poneos dia, antes o mesmo Sr. dis-
sera que o direilo de censura era abase de todo os
partameftos 6"Sr W.-1 %ociel^ie. Justifica o que
disse, em referencia ao que Um ouvido a cercado
algumas cmaras municipaes, com as palavras do
Sr. Paula Baplista, quando' .asseverara que se fa-
ziam muilas laroeiras nat loteras eque d'isto nao ,
se devia-pedtr crplicarocs, visto que lodos o sabiam. ,
Affirma que rio ignora que se falten s convenien-
cias, mas que de'cerlo nao faltou verdade. Neste ponto
appella para aconsciencia do Sr.Paula Baplista. Coa-
clue declarando que nao fra sua iulenrae offender
nenhum depulado, mas que tambero nao serlo as
censuras de alguns Srs. depulados, queo, farao retro-
ceder das suas idea,. -
- O Sr. Baplista ainda insiste na toa opiniao, e -
e responde- obsorvacc, do precedente orador.
Encerrada a discusso, be regeilado o adiamento,
e approvado o artigo.
A discusso fica adiada pela. hora.
He lido c approvado o parecer da commisso de
poderes, adoptando a indicaro dos Srs.*Luit Filip-
pe e Epaminondas, para que se chame um supplenla
aliiii de suporte a falla do Sr. Aprigio. ,
Scguudaparle da ordem do dia.
Continuaordaftgunda discusso do art. 30* do
ornamento provincial.
O Sr. Carneiro da Cunto d lujva*explicarse?
acerca da crcarao de urna; sccrao de conta, para a
hesouraria provincial.
O Sr.-Josc Pedro sustenta ainda a necessidade da
crearSo da seccSo para sua reparlirso, e combteos
argumentos que foram appresenlados pelos oradores
qucseoppoema esta medida.
O Sr. Meira : Sr. presidente, a discusso j .
ada bastante adianlada, e cu poderia mesmo ceder"
da palavra ; mas, nao obstante, usarei della e farel
acerca da questao breves reflexScs.
Ho verdade, Sr. presidente, qne senao poda im-
pugnar a crcacao da secrao pedida pelo nobre ins-
pector da thesouraria com o relatori* da presiden-
cia ; porque de-sua simples leilura se v que all
apenas se traa de empregdos pedidos para occorrer
aos trabalhos'provcnionte, da antiga manqueira : (l)
mas, o Sr. inspector uforma-nos, que alea dcstet
atrasos relativos aessa antiga manqaeira^olreslia no
mesmo expediente a que convm aecudir de promp-
lo para que seufio augmentan, e he para este servi-
co que elle peda a creadlo da secrao-: (! ). Por-
tante, cu voto por osla crcacao pedida no projecto
de orramenlo, isto como o pessoal da thesouraria
he iusuuteicnte. As- minhas duvdas, |>orm, versara
a respeito da conlinuacao das^ommisse,, porque
realmente me opponlio-eom todasas minhas forras
conlinuacao dellas, nao s porque ainda nao Isnho"!
formado juizo seguro cerea do Irabalho a seo cargo,
como, porque enlendo, que creando-so a seccSo nao
deve continuar a thesouraria a dispender com tacs
empregados al que eltes ultiraem todo o Irabaiho,
que por ventura possa haver com cssa antiga man-
queira.
OSr. Carneiro da Cunha: O Irabalho que
ellas tem a fazer esl circunscripto.
O Sr. Meira : Ora, por esta, razoes, pela ne-
uecessidadequese lem mostrado liaver da crearo
dessa secrao, eu u3o posso dcixar de votar pelo arti-
go ; tanto mais quanto eu cntendo,' que elle pode
passar indcpciidenlede opreci<''rnlus agora a disposi-
ro do art. 44, islo he, o modo porque s hao de
prover esses lugares; visto como esse arligo nao es-
'a em discusso, c quando dello se tratar dare o
meu vote como entender, porquanto reconhero que,
quer seja por nomearao.do governo, quer por con-
curso* ha inconvenientes, ed-se o arbitrio em um e
onlr.-i caso, j- ficando a nomeajao dependente do go-
verno c j do concurso, pois que muilas vezes o re-
sollado deste exprime antes a parcialidade e capri-
cho dos examinadores-do que o verdadeiro merec-
mente do oppositor, que pode ser talvez o menos
digno. Eunao quero desle modo pronunciar-me con-
tra o.concurso ; mas, senhores, quanlas vfce, vemos f
infelizmente nelfc preferido o menos digno dos con-
currentes por mero patronato?
He ainda verdade, que tendo o governo o arbitrio
para nornear, o circulo para a cscolhn he mailo
maior; elle lemnaos na capital como fra della e
era toda a provincia, grande numero de cidados
sobre que lance as suas vistas para fazer urna boa
esecilla, nomeando oque fr mais digno mediante i"-
formares de pessoas capares, fidedguas e habilita-
das para isso ; entretanto que no coucorso be ella
toreado a limilar-se qoeltea individuos que teapre-
sentaram e foram approvados, o, quaes, como disse,
nem sempre sao os mais habilitado, e sim os maH
y
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' 1
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',:
^
\r
s
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s
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\
_ >
t
k
. protegidos capadrinhados pelos eiaminadores ; (o-
jw.mrfoi > sendo que pessoa habilitadas, mas dcst-
laidas oe fMoraveis auspicios, receiam concorrer a
sujeitat-se a prova de uai exame; c enlo o circulo
se muilo m,iis ealreilo e circumscriplo, c dalii
a menor garanta em ravor da escolha e nomeacao
do candidato. (Muitos apoiadot.)
Quanto ap direilo que lem o presidente para fazer
nomeac,es para o consulado independento de concur-
so, en me nao acho habilitado para entrar nessa
discussao, tanto mais quanlo ella se lornou toda pes-
soal; e ncm tainbem me julgo habilitado para dizer
na casa que este o aquello empregado he aualpha-
b,elo, porque isto imperta urna injuria, e eu me nao
julgoautorisado para faze-la a alguem. (Apoiados.)
Um Sr. Dcputado : E o nomeado nao o me-
rece.
OSr. Metra : Aqu se dsse'quo se liuham Bo-
rneado mpregados analphabelos; eu nao os confie-
ro, mas parece-mc que csla.assersiUi olanle nao so
a presidencia, como ao digno inspector da thesoura-
ria, pqjrquo eslou muilo convencido de que o chefe
de urna repartirlo, que se iiteressapelobom desem-
penho do scus deveres, nao consentira que um em-
pregado inicuamente inepto conlinuasse a servir,
sera faier alguma represcntro ao governo para cas-
sar cssa nomeacao ; mas em loda a discussao e fra
della, nSo me consta, era ouvi o nobro inspector
emitlir conceilo desravoravel a csses mpregados.
Vpltando inda competencia ou incompetencia
do presdeiite.para fazer cssa uomeajao independen:
te de concurso, eu nao direi, senhores, mais que
umayerdado sabida or Iodos nos, e vem a ser que
aquelles que se fizerara cargo de demonstrar a in-
competencia do.governo, nao provaram se conside-
ram o.consulado provincial como repartidlo depen-
dente e sotelta n thesourcria provincial; he claro
que elle dove ser .regido pelo regulamenlo desla ;
mas bo regolamcnto da thesouraria nflo ha o'ms ar-
tigo, que negu ao presidente o direilo.de fazer a no-
meac-lo de primeiro escriplurario do consulado pro-
vincial. ( Apoiados. )
Um Sr. Depataio : Pode estar subordinado e
no estar sujeilo ao mesmo regulamenlo.
.O.Sr. Mra : Bom, hontem o nobres depula-'
dos disSeram. que o consulado era urna catara da
thesouraria, boje ja nao lio ; mas o regulamenlo da
hesouraria nao traa de nomeaces de mpregados
ra o consulado, cujo regulamenlo he posterior, pois
le foi confeccionado seis mezes depois do primeiro ;
por consegainle, se o governo quizesse fazer al-
[cOes, antes ou depois de prover os erapregs do
consulado, ccrlamenle o faria no regulamenlo do
mesmo tousulado, que nao dspoe o contrario e nem
veda ao^overuoa nomeajao de que se trata : como
pois, pode ser aqu atacaua a nomeajao fcita pelo
presidente ? ( Apoiados )
mis, senhores, eu entendo, que ama aecusa-
"otao importante como a que se fez ao governo,
nao pode sustentdnosla casa por deduceos ; e
em que hajaa respcilo lei-esprcssa ; semlo que he
conveniente e indispeusavcl observar que, se no
caso verteule o presidente da provincia he o legisla-
dor, porque foi quem dea o regulamenlo, quer
(hesouraria, quer ao consulado, se estes rcgulamen-
tos anda nao foram aprovados pela assembla, de
cuja aprovacao dependem, parece que pode elle
melter. a mao nesta ccara quantas vezes quzer.._
O Sr; Francisco Jo3o:Apoiado.dssc muito bem.
O Sr. Otiveira :' Nao, sonhor.
O Sr. Metra : He materia regulamenlar sobre
que a casa anda nao interpoz o seu juizo.
Scrvr-mc-hei anda de um oulro argomculo, que
me parece credor de alguma aceitaro, c vem a ser
que, qaando mesmo os regulamenlos, quer da the-
souraria, qaer do consulado, dssesscm alguma cgusa
em desfavor da nomeacao, a discussao ha da hontem
na casa redao questo, na falla de dsposcao lit-
leral da le, aos principios de hermenutica ; e quem
he*p verdadeiro hermencutico nesla questo : he sem
duvWa.o legislador, o autor dos regulamcntos ; cm
amapalaraa o presidcnle da provincia ; logo a elle
cumpre interpretar a lei, dar-lbe o verdadeiro scnli-
DIARIO DE PERHAMBUCO SEGUNDA FlRfl I DE MAIO D 1854.
opi-
prova-lo. Aqai se fez urna aecusacao ao governo pe
la nomeacao de um pralicante-a thesouraria provin-
cial, aecusacao, que se dsse fundada na falla dehabi-
lilarOcs que esse individuo Uha para servir o lagar.
Eu lenlio de informar casa que essa aecusacao nao
procedo, porque conhcccndo particularmente esse
individuo, digo que ello tem hahaeOes superiores
ao lugar para quo foi nomeado e para o oatro lagar
ilo consulado para que fui removido : na casa exis-
tem alguna membros com os Srs. Dr. Theodoro e
Manoel Clemeotino qtie podem informarse o que di-
go he exacto o concordan) comigo que cssa aecusa-
cao nao tem fundamento algum...
.0 Sr. Theodoro : Declaro, que o individuo a-
quem o riohre dcputado se refere, tem capacidade su
perior paraexercer esse lugar, c que lie muito morali-
zado.
O Sr. Manoel Clementino : Son da sua
niao; he verdade quanto tem dito.
OSr. Souza Carvalho: Apoiado.
O Sr. Epaminondas: Eu crco mesmo que' o
nobre dcputado nao pode provar qua esse emprega-
do nao fez servico algum na reparlico, porque ranlco lempo da sua primitiva nomeacao, esteve oc-
cupado com os Irabalhos da qualficacao de fregne-
zia do Santo Antonio e nao foi ireparligao...'
O Sr. Jos Pedro : O que (em contra si, lie ter
ma ledra. *
O Si: lipaminondas : Sr. presidente, dsse es-
tas poucaspalavrasem abono desse cidadao, porque
sou amigo delle, e nao para defender o goveruo, que
tem sido sullicenlemento defcnd'ido e nao precisa da
minha defez. f
O Sr. Mello llego : Sr. presdentejnao obstan-
te todas as explicarles dadas pelo nobre deputado
que he inspector da thesouraria; nao obslahle loda a
argumentaco produzida pelo nobro dcputado, que
agora nao esta na casa, para demonstrar que nao foi
infringida a disposic,3o do regulamenlo da Ihesnnra-
ria, relativa a nomeacao dos mpregados de fazenda;
eu contino a pensar e a dizer que houvo violacao da
lei na nomtasao do que se lem tralado.qur se quer
sustentar que o consnUdo n3o he cstato sujeta a
Ihesuraria provincial, quer se queira dar a verdader
ra intellgencia.a aquella regulamenlo c argumentar
com as disposiecs do artigo que hontem l.
He ou nao o consolado ama establo sojela a Ihe-
lirn-li 9 Mrt ^=. J^.________! ___ .
so ; so cntao o governo recorrer pessoas do fora,
e como ?
nfr"'!,r',n50llBe5Sa'',inlclliSencia d0 M80.
OSr. Mello lego : Nao me interrompa o no-
mosmo nao
1
preslasse alten-
bro dcputado, dcxc-me continuar.
O Sr. Mein : O nohre#bpulado ...
foi quera me pedio que Ihe preslasse ltenlo 1
U Sr. Mello llego :-Pedi que me preslasse a
ao, mas nao que me inlerrompesso.
O artigo 4 estabeltce, he verdade, urna exceprflo
m7Sra WUg *2, mas aiI"la assim com umi,*1-
n"acao:a.... poderao (lendo) ser prvidos nos Iu-
Bares abi mencionados as pessoas que se mostra-
rem mais aptas para bem serci-los, devendo pre-
ferir os mpregados de fazenda.
E qyal he o meo de so conhecer as pessoas mais
nplas Nao conheso outro senao as provas; e por
lano esse artigo 45 nao exclue a idea do concurso.
Vm Sr. Deputado d um aparte.
O Sr. Mello lego : He esta a utelligencla que
cu don ao artigo. Dado o caso que nao haja segun-
dos escriptnrarios nomeados por concurso, para pas-
sarem a primeros; e dado tambera que nao haja pr-
meiros escrpturaros nomeados por accesso, para sc-
remchefes da scc;ao, o governo quo nao deve dei-
xar os lugares dcspfovidds, dever buscar pessoas de
Tora ; mas bem se ve que tal disposieilo so se refere
aos pjimeros escrpturaros e chefes de seccao:
nao se da accesso porquo nao ha mpregados que
possam ser promovidos; prove-se o lagar com pessoas
externas, que se moslrarem aptas, islo he, que dvem
dar provas era exame, em concurso. E anda nesta
liypolhese devem ser preferidos os mpregados de
fazenda, qoejitem urna corla pr.tica. Enlrclan-
(o, diz e nobre deputado inspector da thesouraria,
que o governo tez muilo bem, porque nao violan-
do a le, elle era o unjeo juiz da escolha; cu, po-
rom, que aeho quo foi violada a le, digo que o go-
verno fez mal ; e tenho de notar a contradigo em
que soacha o nobro dcputado. Primeramente jus-
tilicandoanecessidadedoartgo.M, dzia elle que
era necessario aprpvetar-so tos pessoas que tnham
pralica dos trabalhos de fazenda.e queja seaejiavam
servindo bem na (hesouraria, visto ser um mal a en-
Irada dehomens novos, qu'ando alias hava mpre-
gados de dous annos de exercdo que nao preen-
chiam bem o lugar.depois o nobre inspector conclaio
sourana ? Nao me demorarci em dcmonslra-lo i que a nomeacao do primeiro escriplurario do con-
porque o nobre inspector dessa reparlico declaren,
ao concluir o sou discurso, que o honrado membro
que tinha sdstcntado opiniao contraria-por fim eou-
cordoa...
O Sr. Paes Brrelo dii um aparte.
O Sr. Mello lego: Quero saber se concorda
ou nao que o consulado seja estacao sujeta i tbesou-
do, vlo ser por elle confeccionada.
p Sr. Olicilra : isso he um sophisma.
O Sr. Metra: Ser para o nobre deputado, para
rnm he ara argumento que nao deisa do ser valioso;
porque se na hvpolhese verteule lio de incontestavcl
nocessidade urna inlerpriUciio authenlca da lei, o
uirico habilitado p.ira^a^ficiiqucile que fez a
niesma lei. ( Apoiai^^~^^mJ^^------"" '
Ist he quanlo a leKra da'Iei; agora vamos ao seu
espirito. Os regulamcntos da thesouraria e o do con-
sulado procuram garantir a escolha, e o mrito da
nomcac,5o; mas o presidente em relajo ao nomea-
do prescindi disto'! nao, porque o regulamenlo
exige que o candidato tenha conliecimenlos de
grammalica c arilhmctira, isto he, que saiba 1er, es-
crever e contar; ora o'presidente Uomeo um ba-'
cluml formado, um homcm approvado n'iiiiia das
academias do imperio e que deve eslar muilo .mais
que habilitado para o lugar de primeiro escriplura-
rio do consulado provincial. (Apoiadot.)
O Sr. Oliceird:Un bacharcs,' que nao sabem
fallar ncm escrever a sua linga'a.
O Sr. Metra :Ao menos lem om ttulo c pre-
sumpjao a su faTor, e nao dever ser preferido um
hacharel formado a um individuo que sem oulras
liabilitacoes apenas pode saber grammalica e arilh-
inelica 1 V-se porlauto que o governo preenchcu
inteirameute o espirito da lei (apoiados), e iguai-
mnte a soa leltra.
Tambcm nao posso deixar do fazer sentir a casa
quo os nobres depuladossao conlKidilorios, porque
ao passo que querem garantir o mrito da nomcartlo,
procuram porofltro lado eslretar o crculo, c res-
tringir o direilo que o governo possa ter de esco-
lher esse merilo onde quer que elle se. acn.
(Apoiadot.) Tanto ntaior for o circulo para a esco-
llier quanto mais garantido est o acert e mc-
rcciir.enlo della; e ncm sofre duvda que a theora
favorece facilita demasiadamente ii pratica,' e que
com maior facilidade praticar qualquer escriptuaarao
aqaelle que tiver conhecimentos theorcos do que
outro .qualquer destituido dclles. (Apoiados.)
O Sr. Otiveira: Nao pensa assim o nobre ins-
pector.
O Sr. Meira: Como o peusam&nlo be delle,
cu nlo me responsabiliso ; mas quero crer que elle
nio diria isto, a sabor, que aquelle que tivesse co-
nliecimentos llieorioos encontrara maiSrcs diflicul-
' dades na pratica do que se os naolivcsse.
toza Nao pode ser.
O Sr. Joti Pedro :Nao poda dizer isso, que' he
um absurdo completo.
O Sr. Mein:Pos quem procura ama cousa s
escutas deve acha-la mais depressa do que como
auxilio da'luz? Ccrlamenle que nao, e me parece
evidente.
. 9r. presidente, eu loquei nesta materia nicamen-
te por ter de fallar acerca do projecte de orjamen-
to, mas declaro.que nao foi por querer fazcr'scrvi-
sos-a-presidencia, tanto mai^jjuauto a casa sabe,
que troje nao estou dcpcndcule do governo, 6 ncm
sou empregado publico...
OSr. Mello lego:-p0s eusou empregado, c
censuro.o governo.
O Sr.. Mein ;-E mesmo porque nao sci se ser
conveniente, que estando esta sscmbla em harmo-
na com o presdanle da provincia, que ihe merece
Inteirejonfianta, (apoiados}, se fajan a,ui aecnsa-
^oes ao mcu ver inmerecidas e gratuitas (Apoiados).
O Sr: Oliceira:Pois nao se podem dirigir cen-
suras
O Sr. Mein:Censuras nao justificadas?
O Sr. Olioeira:E( dando maior Importancia
do que o objeclo merece, pois por ser amigo do pre-
sidente eslou inhibido de fazer censuras?
Sr. Meira:iio Ihe conteste o direilo sem-
pre qae tees censuras nao sejam vagas, e nao prova-
das, como as que o nobre deputado tem feto.
(Apoiados.)
O Sr. OUceird:Eu nao estou aqu para apoiar
todos os acos todos os actos do governo, so porque
he amigo.
O Sr. Metra: Menos cu, que pelaprmera vez
tenho asseulo nesla casa; digo porm ao nobre de-
pulado que, quaudo ou tivesse de fazer accuaacOes
ao governo, nao me guardara rara a occaso em que
osjornacsaiiuuncim a sua retirada, c fara (aes'
aecntaeOes desde o principio da sessao; e para sto
tera, c tenho a coragem precita. .
(la algn* apartes.) -,
O Sr. rHiMira:Tudo isto prova que est fazen-
do om servico. ^
O Sr. Meira: Engaua-se completamente; eu
repulo com loda a forja esta sua asserjao, e llio res-
pondo que tambcm muitas vezes so aecusa, e censu-
ra-M par arer serviros, (^potados.)
O Sr. Epaminondas : Sr. presidente, limllar-
mc-hel smente a om ponto, porque a hora est bas-
tante adianlada e oque se tem iHyp a favor do projec-
o he mais que safllcrtnle para solver a casa a ap-
rana'
O Sr. Paes Brrelo: Digo que mesmo quando
o seja nao foi violada a lei.
O Sr. Mello lego: Bem, essa concossao da
parte do nobre deputado j ho urna vanlagem; pro-
va que elle nao acha muito torio o argumento deque
primeramente se servio ; c por isso o deixarei de
parte, para oceupar-me somente da segunda hypollie-
se. Antes dsso, poram, permlta-se-me fazer ama
ligeira considerarlo cerca do carcter quo tem to-
mado o debate. Ea nao sei o que foi que den causa
a cssa grande celeuma que se tem levantado por par-
te dos nobres Upotados, a essas expresses animadas
e enrgicas, que tem sido solas na casa, para se res-
ponder as poucas releOcs que fz acerca da nomea-
So de um empregado. Nao vejo razo para tanto,
nem para 6 calor com que fallou'honleme nobre pri-
meiro secretario, que mudando at de iuflexao do voz
e do ademaos me convidou a que dcixasse os miste-
rios ; e por (al modo se expressou que eu fiquc re-
celoso de ter dito cousas muilo graves, qae nao estives-
se'em imnha inlenr.-io.
Senliorcs, confesso quc'nao rae lembro do que ds-
se hontem : excitado de um fogo cruzado de apartes,
que me cram dirigidos de lodos os lados, lie po'ssivel
qae me tivesscm escapado cxpres3cs um pouco ve-
hementes, que se nao corapaderam com a poscao,
cjn que me acho, de amigo do governo ; mas anda
assim, nao sei de que qrocede essaadmiraco quetni-
nhas palavras causaram. Nao cnlcndo que por ser-
mos amigosdogoverno.devamos estar constantemente
adstriclos ao seu pensamento, o que sejamos inhi-
bidos de fazer-l!io observarcs razoaveis acerca de
um ou outro arto seu que nos pareca mo. Telo
menos cg^ convencido de que |ior minha parlo o
deve fazer^ qug^ fecasio era chegada : dsse
que sinlo, e nao me zango por ser contestado. Pode
ser mesmo que esteja em erro, mas he um erro que se
apossou-do meu espirito e que uelle oceupa o lugar
da verdade: como tal o trouxe ao conhecimenlo da
casa, crcio que estou em meu direilo.
Sr. presidente, parece-me que ninguem est mais
no caso de examinar os actos da administracao, de
analisa-los.de censura-Ios mesmo do que os seas ami-
gos, do que aquelles, que desejam que ella proceda
sempre do modo que nao d motivo a ser aecusada
por seus inimgos com juslica, do que aquelles-que
se uleressam pela sua glora e nao desejam ver nel-
la um ponto negro, e qae Ihe teom dado provas, e
provas sinceras, de amisade...
Un Sr. Deputado: Ea dispeosarci cssa prova
de amisade.
O Sr. Mello Be i: Sao essses os que devem
ser ouvidos, e mai avor fazem elles ao governo do
que os que dzem a em a todos os seus actos. Ainda
ha pouco se repet aqau dito da Sr. Baptisla : a
censura be a base i usociedide ; lirai a censura, e a
sociedade dcixar de existir.
Uto Sr. Deputado : E por isso va acensando o
governo !.... He um obsequio...
O Sr. Mello Reg : He verdade que cu qoan-
do dsse, qae o governo tinha violado a le, nao tive
por fim obsequa-lo ; qniz sim ad\erti-lo de que ti-
nha errado, para que evilasse novas accasioes de ser
censurado : nao eslou arrependido do quo fiz, c cera
vezes qae se rae ofiereca de fazer oulro tanto, fa-lo
he, seja qual for a quai|ficarao qae se de ao mcu
proceder. Pu que verga, nao sustenta, dizia o fi-
nado senador Vasconcellos ; e o rei Luz Filippe,
guando as dores do exilio de Clermont Ihe davam
occasiaude contemplar as causas do seu reinado, com
olhos de verdade e nao embaracados pelas nuvens
quesombrem oceodo poder, larabem dizia : Rj-
sislir aos inimgos he nada ; isso sabem todos,
a defeza ho natural: a que he preciso he saber re-
sistir aos amigos. Portento, Sr. presidente, entendo
qne s pelas poucas palavrasfque profer na sessao pas-
sadi, nao se me deve soppor ja um inimgo declara-
do do governo, um.oposicionista ultra, um mem-
bro da extrema esquerda. ftisse o que senlia, sem
a intencao que same quer al tribuir ; ese nisso bou-
ve algumo censura,foi censura amigavel eaamissivel.
Mas,'Sr. presidente, voltando #questao principal,
examnare se a nomeajao de que hontem aqai fal-
le, foi ou nao coulraria ao regulamenlo da thesou-
raria. Ea j; declare! hontem na casa, o repito bo-
je, e rcpilrci sempre, que nao trato de nomeacao era
relajao ao individuo, que nao sei quem elle he,, ncm
mesmo quoro saber ; nao falle! em suas habilita.
Soes, nao oci nada dellas. E sirva isto de rcsposla
aos nobres deputado?, que lera chamado a quosiao
para esse terreno. O que eu dsse c vou demons-
trar he, que sendo o consulado provincial urna csla-
Cflo subordinada a thesouraria, o provimento dos seus
lugares acj^-sc regulado pelas disposres do artigo
>, que roa tornar a 1er, e peo ao nobro deputado
(o Sr. Meira) que me preste attcnro Ninguem sc-
ri nomeado para- o emprego de 2. escriplurario
da Ihcsouraria ni das eslarcs, que Ihe sao subor-
diadas, sem mostrar por meio de concurso que
sabe&c.
O Sr. Meira di um aparte. %
O Sr. Mello Reg : Espere, ouja agora o ar-
tigo 43 : Os lugares de primaros cscrjpturarios c
mpregados de fazenda, habilitados na forma do
artigo antecedente. Os acccssbs podem ter lugar
cr^de urna para outras reparlic,6es. '
Nole-se bem, queso podem ser primeros escrp-
turaros, os que tverem sido segundos por con-
curso...
O Sr. Meira: S quero que o nobre depolado
lea arlgo 40.
Artigo
* O Sr. Mello Reg : Sim, senhor
^5Na falla de pessoas habilitadas na forma
artigos42e43, poderaoser prvidos nos lugares
a: ah mencionados as pessoas.
O Sr. Meira : Veja se anda tem duvda...
O Sr. MgUo lego : Na falta de pessoas habi-
litadas a Torma do arlgo anlcceiidcnte, isto he-
quando nao houvcr segundos escriplurarios nomea-
dos por concurs, nem primeros nomeados por ac-
cesso, on antesquamo nao txistrem...
la algum apartes.
O Sr. Mello fego.f. qaando n36 exislirem tees
mpregados na reparli-ao, porque para uns he neces-
sarlo qae tenha havido concarso, e para oplos acces-
sulado, recahindo em ora homcm sem pralica algu-
ma de trabalhos do fazenda, foi muito boa, muito
acertada.
Sr. presdeme, esla questo esl-se tornando nr,
tamandu, e cu nao tenho nteresse em prolonga-la :
hontem cxlendi-me mais do que pretenda por ter
sido provocado...
Sr. Paes Brrelo d um aparte.
OSO. Mello Reg : Muitas vezesdexo de res-
ponder at a provocaces diroelas que me fazemfmas
nem sempre so pode proceder de igual raancira,
Concluireidzendoao nobre inspector, que quanto
a supposlcao em que se acha de que me nao interesso
pelo carloraro de sua reparlico, por Ihe nao ler
sympathia, saiba qaealccu alcgnorava que o indi-
viduo a que se referi estvesseoecupando aquelle lo-
sar, e quBvinuilo de proposito nao fallci na nomca-
jao delle, nem o quero fazer agora. Paro aqu, .por-
que entendo que nao devo% itjmais addiante.
O Sr. Meira:Pcdi palavr, Sr. presidente,
para dar orna explicacao ao nobre i" secretario, c
ao Sr. Mello Reg; erespeilando a impaciencia da
casa, serei muito.brevo. En nao Uve utences de
oficdcr aos nobres dcpulados, quando fallci na re-
lirada do presidente; que nao pode ser nova minha,
porque isso j est no dominio do publico; crco
quo a casa nao ignora, nem (3o- pouco anda quz
fazer servifosa presidencia, porque' appcllo para a
conscencia do nobre 2 secretario, quanto ao mcu
procedmento nesta casa. Dsse, he verdade, que
me nao pareca conveniente fazer-sc semelhanle ae-
cusacao ao presidente, quando baria harmona en-
tre elle e a assemhlca, o muilo menos agora no fim
da sessao, e as proximidades de sua sabida para a
corle; cslranho me he este procedmento da par-
te do siohre dcpuladu, o Sr. Mello Reg, quan-
to elle n principio desla sessao, quando dis-
cuta o projecto de" forra policial, nos dsse, que por
conferencias particulares que Uvera com a presi-
dencia formulara o mesmo projecto em sentlo con-
trario ao sea pensamento manifestado ne rclalorio,
quanto ao numero de pracas, companhia de caval-
laria, conservarlo dos lugares de capclla e cirurgiao
ajudante.
Tambem nao pretend fazer servcos presidencia
que m'os nao pedio, e nem lalvez me julguo liabili-
tado para isso; pois que, quando mesmo o presi-
dente da provincia, cm consequenca de taes aecusa-
COcs tivesse necessidade de defeza, vozes muilo mais
fortes eeloquenlesdo qne" a mnlia, se levantariam
sem duvda nesla casa em sea favor, sem que fosse
mster o mcu fraco e inull auxilio fnoo apoiados);
para juslfica-lo comptelamcnte por faltas c abusos
ficticios e imagnaros.'(Apoiados.)
Concluo, Sr. presidente, asseverando aos nobres
deputados a quem respondo, que o presidente da
provincia, tendo conscencia de sua administracao,
nao recciara sem duvida da analysc c discussao de
seus actos nesla casa, ou onde quer que seja,
(apoiados); e que bem pelo contrario dever apre-
ciar a opporlonidatlc de sua defeza; c outro sim que
achando-sc de accordo coni esta assembta, e seus
dignos membros. quizera antes,ficar indefezo do que
crear urna lula e divergencia desagradavel neste re-
cinto o entre nos meemos, por amor de sua causa
tanto mais justa, quanlo sao futeis o injustas as ar-
suices feitas pelos nobres deputados. (Apoiados.)
Finalmente, senhores, dirci aos nobres dppulados
a qaem respondo, e principalmente ao Sr. 2" se-
cretario, quo s mu gratuitamente podero-ha al-
Irbuir o meu prifledimento ao desejo de prestar scr-
vijos ao presidente da provincia, do quem tambcm
souamsjo Appcllo, como j dsse, para a consc-
encia do nobre deputado, pa o meu procedmento
nesla casa, e anda para a considerarao de quo nao
sou empregado publico, e menos prelcndcntc pe-
cante o governo da provinoia, e que me deveasss-
lir o drcto du detende-lo, ao menos como amigo,
e do mesmo modo que o nobre deputado, tambem
na qualidede de amigo, segando diz, e para Ihe
fazer favor, leve de accusa-lo. (Apoiados.)
Encerrada a discussao, he o art. submettido vo-
torao e approvado.
Art. 31. Com o consulado as3bcr :
S l.Com os mpregados, Picando ap-
provada a parle do regulamenlo de 23 de
dezembro de 1852 qae nao est em vigor. 23:9518000
S 2> Com a capatazia do algodao. 2:475^000
3." Com o expediente e aceio da
'ea^- 1:5608000
He lida e apoiada a seguinfe emenda:
.Emenda addiliva ao 2. do art. 31. Ficando .
prcsidenl=da provincia autorisado a suppri n-k>__
Sou:a Carca/lio.
O Sr.Spuza Carcalho: Levanlc-ipe somcu-
(c para justificar a emenda quo uflereci casa,
prrtnindo a capatazia do algodao.
m 1847 foi creada cssa capalazia pelo art. 0 da
lei n." 195, que assim se exprime : (le). Crcar-
ge-lia urna capateza para as saccas do algodao, nao
se podendo exigir para esse servico mais do que 320
rs. |ior cada sacca.
I'araque sccomprthenda toda ;i neqnidade de seme-
lhanle creacao.eu procurarci explicar casa qua I era o
servcn dosprcnsarios.equalainnovacaoquc trouxe a
capatazia. Amigamente os prensarlos dcscarregavam
doscavallos as saccas de algodao, levavam-nas ins-
peejao ccTahconduzam-naspara as prensas. Pot todo
este servico c pela armazenagem recebiam do agri-
cultor em cada sacca a quanlia de 500 rs., estabele-
cida cm coslurae. Boje a capatazia nao faz mais do
Exni. presidente da provincia, expressada no seu rc-
latoro : (lfl). Ale.umasqucixas, diz o Sr. consolho-
ro Jos Denlo, acerca das saccas de algodao me fo-
ram felas' pela assuciacao commcrcial, e indo cu
pessoalmente a repaHigao examinar o processo da
qualilicarao e ispccrAo do algodao, fiquei duvdando
muilo da necessidade da capalazia, cijos trabalhos
podem ser desempenhados pelos prnsanos, como se
praticava amigamente, vindo-sea poupar Ihesou-
rara, c consequentemente aos agricultores, o que se
paga ao administrador, u arrematante da capa-
lazia.
As palavras do Sr. presidente da -provincia, qae
acabaes de ouvir, aiiimaram-rac a propor assem-
hlca que o autoris'asse a effecluar a supressao da ca-
palazia, e nao vejo nenhum inconveniente bastante
forte, para qtie recusis a autorsaro que tive a hon-
ra de oflerecer vossa considcraQao. A minha pro-
posta nao tem por (un a exlinccao de urna reparli-
co, quo va prejudicar os seus mpregados c redu-
zir algumas familias fome por algum lempo : nao,
a capatazia be provida por um contrato, por urna ar-
remalacao, que he, feita annualmenlc ; por consc-
quintei a sua exlinccao nao prejudica a inleresscs
eslabelecdos de pessoa alguma.
Entendo pois quo a emenda que propuz est
no caso de ser aprovada. '
O Sr. Jos Pedro responde ao precedente orador.
OSr. Francisco Joao dizque aemeun'nao
pode ser approvada, por que com a suppressSo por
elle proposta nenhum beneficio se fez ao agricultor
de algodao, visto que o preniaro, quando seja en'
carregado desse Irabalho, receber a bem dos 500 rs.
que j reecbe, nao, s os 320 rs. do governo, mas
aqnllo que Ihe aprouver exigir do agricultor, o qaa|
nao poder cximr-se do pagar, por que infelizmente
recebe a lei que Ihe impe o tommcrcio. Observa
que a industria do assucar he mais cara do que a cal-
tura do algodao, por que para o fabrico daquelle sao
necessarios mais capitaesdo que par a cultura deste;
que o assucar esto sujcilaw* multas alcavalas, como
bom pezo, batanea, taras sem contacte, etc.. eque
.que urna parte muitissimo insigiificarlo doserviro
eneres do sceles serao conferidos por accesso o 'dos prnsanos, arrecadando por esto molivo o imnos-
empreados 11> fniAna.. ii..i.-.,j.. ... '..__j. ,ui
lo do^20 rs. por cada sacca, c continuando os agri-
cultores a pagar aos 'prensarlos os mesmos 500 rs.,
que d'antcs pagavam. O servico da capatazia reduz-
se, pelo regulamenlo de 4 de junho de 1847, a dear
as saccas na balanca c a^oscr as aberturas que se
fazem nos envoltorios, para se proceder inspeccao.
A' vista d'isto qual fui a. nlilidacfe que se cllieude
scmelhanleinovac;ao? Nadamais, do quesobrecar-
rogar com mais um imposto o algodao, queja paga-
va cinco por cciito de dirclos provinciaes de espor-
tacao, e que agora, com' csses 320 rs. por cada sacca,
vem a pagar mais de seis por cenlo, ao passo que o
assucaftpaga nicamente ,3 por cenlo. E para que
o escarneo se ligasse iniquidsdc, o imposto de 320
rs., que fui cslabelccido a pretexto de pagar a dcs-
peza da capatazia, importa em 12.-9315000 rs., ao
passo que essa despeza he nicamente de 2:47.59000
rs., o que podis verificar no relalorio c balanros
apreseulados pelo nobre inspector da thesouraria.*
Senhores, a suppressao que cu proponho he justo;
porm para qae n3o tenha contra si a minha peque-
a auloridade, perinilli que eu a'apoie com a do
por conseguiute tem os mesmos onus que soflre o
algodao, ficando apenas desequilibrado pela materia
do rusto do fabrico.
Faz muitas consideraees geraes a respeito da
malcra, e deixa antever qae nao duvidar votar
pela reducrao do imposto, mas nao pela suppressao
de capatazia, por que isso nao (raz. beneficio ao
agricultor, pelas razeS que dea.
A discussao (ea adiada pela hora.
O Sr. Bresidente designa a ordem do da, e levan-
la a sessao. '
Discursos do Sr. deputado Meira enriques pro-
nunciadof na sessao de 24 de abril de 1851. "
O Sr.'Mcira: Sr.'prVsidcnlc, eu'creo, que a
freguezade Iguarass fica bastante reduzda por for-
ja da emenda em discussao ; mas como nao conhe-
50 esla localdade, desejaria ouvr atains*%sclarec-
mcnlos do nobro deputado autor da'fjpcnda ; tanto
mais quanto sou informado, qifo o Sfi hispo appro-
vou este projecto com algumas reslricces, islo ho,
pedndo fosse mais favorecida a fregueza deS. Lou-
renr#: nao sei se a emenda satisfaz esla exigencia:
desejo pois ouvir o nobre dcputado para poder votar
com conffccimcnlo de causa, quer sobre o artigo pri-
mlvo do projecto, quer sobre a emenda qne o subs-
ilue para o fim de consegur-sc a compensar jo pe-
dida.
O Sr. Mein: Sr. presidente, eu nao eslou ha-
blilado para contestar os csclarecimenlos do nobro
deputado. que alias me merece todo o crdito ; mas
com (udo nao posso deixar de dizer, qae ouvi a pes-
soa, que considero muito habilitada, afllrmar que a
fregueza de Iguarass ficava muilo rcduzida com a
passagem deslesepgenhos para a de S. Lourcnco.
Demais alcm desla incerteza em que me acho, eu va-
cillo anda cm oulro ponto, e lie que alterando a
emenda o artigo, nao sei como assim alterado pode a
casa prescindir de nova audiencia doSr. blspo, por-
que elle Toi ouvidoe a respeilo do projecto, como esta
concebido; prestouseu consenso.sob urna eondicrao
qualbadeficarmaisravorocdaa fregnazia de S. Lou-
reneso;mas a emenda altera oprojecdHgo deve elle
ser ouvido novamenlc, c nem a casa (todo prescindir
desla audiencia. Eu nao sei quaes sao os eslylos da
casa, mas parecia-mo que dado o caso em questo, a
audiencia do prelado be. necessaria. porquo ssai
dL'smcmbrac.oes que se fazem das fregoezias lmlro-
phes a da Lux, podem nao ser convenientes ao paslo
espiritual de todas, ou de algumas dellas, e s o pre-
lado nos poder informara tal respeito conveniente-
mente, onvindo os respectivos pa ruchos.
O precedente em coijtrari he quanlo a mim.peri-
goso, e mosmo inulilisa de cerlo modo *ntervenco
do poder espiritual em objectos dest ordem, ao nasso
que a assembla restabelece, para assim dizer, em fa-
vor do poder temporal urna medida sublil, e appa-
rentcmenle legitima paraaproceder conlra o voto do
poder espiritual sem Ihe fazer opposcao directa e
formal, mediante, lal ajvasva abala e destroe os
prneipos cm que assenla o diret qi* inconlesta-
velmcnlo pcrteDcc ao poder espiritual m concorrer
com o temporal pura a confeccSo de iels relativas a
crcacao do freguezas. Entretanto ea liraito-me por
ora a estas refiexocs e aguardo a discussao do prtfjcclo
para eselarecer-me.
para se rater do dito objeclo na !. parte da ordem
do da.
Approvoum 3.' discussao o projecto n. 31 de
1853, rcgeilamlo a,emenda do Sr. Mello Regola
emenda oflerecida cm 3.- ao projecto n. 20 desle an-
uo, e em 3.* esse mesmo projecto. '
Approvou maisem.2.' discussao o projecto ji. 33
doanuo passado ;em 3.-osdens. 17 o26 desle au-
no; e adiou pela hora do dia.cm I.- discussao o de n.
28.
Passando 2.* parle da ordem, concluo a 2.' dis-
cussao do orcamento provincial, o approvou aiguns
arligos addtivos ao mesmo, cuja publicaco faze-
mos'cm oulro lugar.
Foi lido um ofilcio do secretario da provincia,
participando que S. Exc. o Sr. presidente da pro-
vincia prorogara a sessao da assembla at ao da 8
do futuro mez de maio.
A ordem do da de boje abrange: al.- discussao do
projecto 11. 30 do anno passado ; 3.- do de n. 33
do mesmo anno; 3.- do orcamento provincial; c con-
Unuacao da de aute-hontem.
Emendas approcadat em segundjjliscussao ao pro-
jecto n. 12 do orcamento provincial.
Artigo. 1." Adiado at o fim da discussao.
Arligos, 2." 3. 4. 5." 6. 7. foram appro-
vados.
Arl. 8. Foi approvada a emenda do Sr. Manoel
Joaquim. Em vez daJOOaOOO rs., diga-se
1:500^000.
Arl. 9. Fu! substituido pela emenda do Sr.
Paes BrreloCom a compra de livros e movis,
aluguel da mesma casa para a liiblioliicca e expedi-,
ente da mesma, 2:5003000
Arligos. 10. e 11. Foram arlprovados.
a Art. 12. Foi approvado com as seguiules
emendas.
Do Srl Paos Brrelo.Ao 'artigo 12 acrescen-
le-seE edm a conclusa da cadeia da villa de Cim-
bres.
Do Sr. Ignacio Joaquim do Souza Le.De-
pois da palavraSuldiga-seE a ramilicarao de
Muribecno mais como Au artigo.
o Do Sr. Manoel Clemcnlino. Acresccnte-se as
palavrasPao d'Alho, e a da Citoria do Goila par-
lindo de Tiuma.
a -Do Sr. Hrandao.Com o concert, e melhora-
mcnlo da cadeia do Bonito.
Do Sr. Jos Pedro.Addiliva a emenda do Sr.
Paes Brrelo.Depois da.palavra Cimbresdiga-se
ou a compra da casa que serve cm Pesqueira actu-
almente de cadeia.
" Do Sr. Manoel Joaquim.Em vez das palavras
nao devendo esta ultima exceder dacidadequellie
d o nomodiga-see desla cidade para a villa Bel-
la, na conformidade do projecto u. 7 deste anno.
Do Sr. Almeida Calanho.Acrescenle-se de-
pois da palavra Victoriae abertura de um cami-
nho lirado do ponto Tapessirica a Cruz de Crual,
desviando a sorra da Russa pelo lado do uurle.
a Do Sr. Almeida Calanho.Para se fazer um
acude no lugar Tapessirica ao peda serra da Russa
3:0003000.
" Do Sr. Almeida Calanho.Com a factura de
nm acode na villa de Cimbres1:5005900.
Do Sr. Brando.Acrescenle-se depois das pa-
lavras corrente annoinclusive a do mclhoramento
do ro (ioianna, para o qual enf conservada a
quanlia sullicienlc, que lera sua applicarao ainda
quando aquella obra seja arrematada depois de
junho.
Do Sr. Francisco Joao.Emenda addiliva a do
Sr. Urandao.E de mais ros da provincia.
Do Sr. Marral.Emenda substitutiva a do Sr.
V.irejao e Epaminondas.Ficando o presidente da
provincia autorisado desde j, a mandar fazer emBa-tj
.xa-Verde o acude, que se acha em ar reiuataru pa-
ra sor felu em Flores.
Dos Srs. Veiga Pessoa, Aprigio; e.Brando.
E com a factura de um acode na cidade de Na-
zarelh.
a Ar. 13. Fpi approvadd.
a Art. 1 i. Foi approvada a emenda de diversos
Srs. dcpulados,Em lugar de 16:0005000,dga-se
20:000j000, que serao distribuidos pelo presidente
da provincia, com as seguntes matrizes, de S. Jos
do Recite, Boa-Vista do Recite, do Cibo, de Naza-
reth, de Santo Anto, do Limoeirn, de Garanhuns,
JaboaUo, Itamb, Cimbres, Maranguape, Barrciros,
Villa Bella, Caruar, e com oulras mais quejulgar,
conveniente.
Arl. 15! Foi approvado com-as seguntes emen-
das. .' '
a Dos Srs. Olivera e Manoel Joaquim.Compre-
hendida a conservarn da estrada do Recite para
Olinda. '
Dos Srs. Baptisla, AgOiar, e Augusto de Olivo-
ra.Sondo 15:0005900 para o melhurameiilo da es-
trada de Appucos, c 5:0009000 para o da estrada
desde o lugar denominado Chora-Menino ateo prin-
cipio da estrada do Pao d'Alhoaugmenlc-se neslc
sentido o quantilalvo do artigo.
11 Do Sr. Paes Brrelo. Addiliva as dos Srs.
Olivera, Agujar, c Baptisla.Devcudoo governo es-
pois do passar a procssao do Enter^, so meUara cm
prenr
1 ephrgo do Ricio, o Campo,
pnas ras por onde essa
carros e seges ato as pi
procssao transitara, lia 1
o largo da Lapa, ele. onde podriam estacionar esses
carros para as pessoas que viessem de fra da cidade,
enao havia necessidade de se alardear] (anta irrcligiao.
Benc-Ho da matriz de Kitherohy e trasladacao de
imagens.Quarla-feira, 12 do corrente, procedeu o
Rev. parodio da fregueza de S Joao Baptisla de
Nithcrohy, por rommissao'deS. Exc. Revma. o Sr.
bispo da diocese, i benc-lo da nova matriz ; e em se-
guida ofliciou aos provedores das irmandadesdo ora-,
go da fregueza e do Sanlissimo Sacramento, convi-
dando-os paia que tomassem as medidas que achas-
sem convenientes afim de conUnuar-se o culto divi-
no naquelle templo.
A irmandade do Sanlssuio Sacramento,tendo so-
lemnsado a semana santa na velha matriz, deliberou
fazer hnje domingo a trasladacao das sus imagens
e_ vasos sagrados em ac|p saccessivo ao da procs-
sao da Resurrcirao ; lendo depois lugar urna mssa
cantada, c i nolte Te-feum.
a A mesa da irmandade de S. Joao Bapsla, po-
rcm, rcunindo-se hontem, resolveu que a traslada-
cao da imagem do Santo Precursor de Jesus-Chrislo,
orago da rreguezia, nao se fizesse amanhaa, e sim
com a possivel brevdade, (jara que a essa ceremonia
acompanhea devida pompa.
Em sea numero de 20 do sobredito mez, refere o.
Correio Mercantil o scgiiinlc fado:
Parece que ante-hbnlem pelas cinco horas da
larde, achava-se na esquina das ras da Valla e Vio-
las um prelo doudo proferindo palavras grosseiras c
indeceutes. Algumas pessoas que passavam cliama-
ram a ,-tlencao do inspector desse quarteirao, para
que o fizesse recolher ao hospilal da Santo Casa.
Achando-sc presente urna palmilla de permanentes,
o inspector ordenou-lhe que levastem o pobre infeliz
para o hospital. Um dos guardas, sem duvda ar-
denle zclader da moraldade publica, julgoa conve-
niente, como o doado resislisse, ou tentesse resistir
a prisao, aculila-lo com sua espada, fazendo-lhe duas
ferldas, urna no peroro c putra nopcito. .Depois
desla f.irauha commettida contra um homcm loueoe
inerme, o here e seus compauheiros levaram Irium-
phalmcnte o pobre preto para a cadeia aos gritos do
inspector, que procurava abafar a indignacao pu-
blica, exclamando: Eu respondo portado; nao
toca caso do que diz o povo.
Desojamos ardciilemente qae o facto soja falso,
porque he profundamente vergonhoso para ns*uma
tal oceurrencia cm urna ra publica da capital do
imperio.
S.M. o Imperador mandn educar soacusla,noim-.
porialcoltegode Pedro II, o joven Joaquim Goncalves
Marlms, deidade de 13 annos, fiUiq do capto Joo
Martins, o qual sendo pai de numerosa familia e des-
tituido de recursos, nao podi'a fazer as despezas ne-
cessarins educaco do seu filho.
Em outro lugar encontrarn os leitores varios
despachos que ltimamente tiveram lagar.
Da llalli^ nada ha digno de mennSo.
Em Macei reinavam as cmaras de sangue e os
rheumatismos.
Premio* dos depsitos pblicos
MkWi'
583520
2:02iS500
Emolumentes.
J Impostes sobre lojas e casa* de descon-
t?.......'.....
Dito sobre casas de movis, roanas, ele.
fabricados cm paz estrangeiro. .
Dito sobre barcos do interior. .
Dito de 8 dos premios das loteras ..
Dito sobre seget ........ 108000
laxas de cscravos. ,...... 232)000'
Salario de africanos livots. ... S09000
16.-7029794
Reccbedora 30 de abril de 1854. O eacrivo,
Aoiioe Antonio Simoes do Amoral.
CONSULADO PROVINCIAL,
nendimeotodo da la 28 42:317}690

COMMERCIO.
PUACA DO RECIFE 29 DE ABRIL AS 3
HORAS DA TARpE.
Colaccs oOlciaes.
Descont de letlras de 1 e 3 mezes-sl % ao mez*
ALFANDEOA.
Rendiraento doda 1 a 28 ;
dem do dia 29......
223:48*5168
13:5259084
237KXWJ252
_ Detcarregamhojel.de marco.
arca inglezaCorridamercaduras.'
Briguc inglcz1'airtilucalho.
Brigue InglezMargarel Rodleyidem.
Brigue hamburguez Roberlfarinha, massas e oa-
."' '
Brigue hollandezPolluxcarvo.
Brigue brsileiroPedro //pipas vasias.
RENDlilENTO DO MEZ DE ABRIL DE 1851.
Keiidimcnto total.......; 237:0095252
Reslituic&cs............".. I:a4850l5
dem do dia29
419I82
42:796|872,
RENDIMENTO DA MESA DO CONmil ATHi
PROVINCIAL DO MEZ DE ^WiVE1854.
28:083>566
4.-9499635
Direitos de 3 por cenlo do assucar. .
Ditos de 5 por cento dos mais gneros.
Capatazia de 320 ts., por sacca de al-
godao ...........
Decimardos predios urbanos. .
M cas iza do escravos. ... ", *
Novos e'velhoj direilos.
Sello de herancas e legados.....-
Escravos despachados......
Matricula das aulas de instruejo su-'
perior...........
Emolumentos de polica. .....
Imposto de 3 por cento. ." .
Dito de 128800 rs. .
Dito de 20 por cento do consumo de'
agurdente. ..:....,
Mafias...........
oro....... .
Castas.....' .. .
Rs. 235:9615237
f)
RBQFE 29 DE ABRIL DE 185i.
A'S 6 HORAS DA TARDE. '
RETROSPECTO SHANALv
PJc-se dizer acabado o mez* A abril, a parece
nos que nenbuma quexa temos a fazer contra o seu
dominio ou regencia. A estaco invernosa corren
regularmente, e se os vveres u3o .Jwratcaram logo,
ho todava de esperar que assim aeolteca, continuan-
do as chavas como at aqai. A salubridade publi-
ca nao solfreualteracao alguma nolavel, ea mesma
seguranca individual lao precaria e combatida, foi
alguma cousa poapada.
No dia 21 chegou-nos do norte o vapor Impera-
tris, que deixou a todas as provincias desse lado no
seu ordinario socego. As chavas por ajl bao sido
frcquenlcs e aboiutontcs ; e no Ccar e Ro Grande
do Norte, onde osBgoresda sesea mais s faaem sen-
tir, parecan) desvanecidos todos os recetes dess fla-
gcllo, e era seu lugar nutria-s a esprala de boas
eolheilas as diversas plantac/ies.
Em a note de 25, na ra daSenzala do barro do
Recite, den certo individj^ urna facada em oulro. o
perpelrado o delicio poz-se cm fuga, nao lendo sido
preso al boje, ne urna fatalidade termos sempre
a referir um tocto dcjta natprcza, jbuando desejara-
njos consignar uma tregua comple%ou ma mclho-
ra scnsivel no nosso estado actual.
A assembla provincial, que deva enccrrV boje
a sua sessao, te! proregada por mais olo das, em
consequenca de nao so ftrem anda csncluido os pro-
jectos de le! de orcamento provincial e munici-
pal.
Enlraram dorante a semana 21 embarcare e sa-
biram 23.
Rcndeu aalfandega 08,3305944 rs.
Falleceram 34 pessoas: sendo 9 homens, 6 mulhe-
res c 10 prvulos, lvres ; 4 homens, 3 mulhcres c 2
prvulos, escravos.
RSPARTIQAO' D/mrOLICIA.
Parte do dia 29 de abril do I&54.
Illm.eExm.Sr.Participo a V. Exc.'nuc das
parles boje recebdas nesla reparlico, conste Icrcm
sido presos: ordem do'subdelegado da fregoeza da
Sanio Antonio, o pardo Candido, escravo de Manoel
tlcutcno, o preto Manoel Jos do Nascimenlo am-
bos sem declararlo do motivo, o preto Alexa'ndrc
escravo de Angelo Custodio, a requerimento desle c
Jos bernandes Coelho, para averiguacoes policiaes
a ordem do subdelegado da fregueza de Sao Jos os
pardos l.oiireuco Jos Jacinlho Rosas, Jacob'da
.llcudonra Itiheiro, e Miguel Fraterno Nunes Ma-
chado, todos sem dcclararn do motivo; o iiardo J-
se Cypriano da Silva, por ler ferdo a um msico do
corno do polieja ; c 1 ordem do subdelegado da fre-
gueza da Boa-Visla, Manoel Francisco de Souza I i-
ma, porsuspela de ser desertor.
Dos guarde a V. Ex, Secretaria da noliria de
Pcrnambuco 29 do abril de 1851.-Ulm. o Exm
Sr. consclhciro Jos Rento da Cunha e Figucirodo
pres.denle da provincia..Luis Carlos detl'aiva
icixctra, chefe de polica da provincia.
DIARIO DE PRMICO.
A assembla anlc-honlem approvou um parecer
ila cummissao do orcamento municipal ndeferindo
a prclenco de Josdc JesusFerrora.c tambcm a re-
dara do projecto 11. 34 de 1853. Mandou Impri-
mir um projecto da commissao de enmmrco relali-
yo a compra de machinas, cm subsUluirao ao d
sr. Urandao, que Ihe fora remcldo ; regcilou a ur-
gencia proposla pelo Sr. Epaminondas para se dis-
cutir de prefencia o projecto n. 30 do auno passado
por nao so adiar esle projecto, como declarou o Sr'
presidente, cm ordem do dia ;e igualmente a urgen-
cia propuse peto Sr.Meira para que, de preferencia
a qualquer oulro projeclo.se IralassS dos que di/em
respeilo a carnes verdes. Adiou por empale na vo-
larao uulra urgencia pelo mesmo senhor proposla
(abelecer uma baireira na ponte da Mangunho, ou
no lugar quejulgar mais convenflRle.
a Do Sr. Castro l,e5o.Com os repards do conven-
to das recolltelas de Olinda. .
Arl. 17. Foiapprovado com a emenda dacommis-
sao de fazenda c orcamento.Com os 6:O00SU0O na
forma do parecer da commissao, vencida com a clau-
sula desde j, ugmenle-se o quantilativo,
Art. 17. Foiapprovado e todos os paragraphos.
Art. 18. Foi approvado com a emenda do Sr.
Epaminondas Devendo eollocar-s desde ja 30
lampeocs desde o comeco da estradaChora Meni-
no, alo a ponto graudo, da passagem da Magda-
lena.
Art. 19. Foi opprowdo e os seus paragraphos ;
assim como a emenda addiliva ao artigo, de diversos
Srs. deputados.Com ocollegio cteNossa Scnhoraldo
Bom Conselho. em Papacaca, 1:0008000.
Arligos 20,,21, 22, 23 e 24, toram pprovados.
Arl. 25. Foi approvada a emenda do Sr. Pau-
la Baptisla.Em vez de 6008000 liga-se8008.
Art. 26. Foi approvado.
Emenda do Sr. Olivera.Artigo addtivo ao
capitulo 6.Com a vnda de afumas irmaas ridade, contorme a le ha pouco decretada 6:000?.
Artigos. 27. 28. 29. Foram pprovados.
Art. 30. pprovados todos os seus paragra-
phos.
a Art. 31 pprovados todos os seus paragra-
phos.
a Art. 32. pprovados lodos os seus paragra-
phos. ^
Ar(. 33. pprovados (odos os seos paragra-
phos. "
Arligos. 34. e 35. Foram pprovados.
n.-&i'o36' Com a diviJa ^ exercicos findos
.l.l)^l"-.il8. %
Art. 37. Foi approvado.
o Arl. 38. Foram pprovados lodos os scus para-
graphos coma emenda do Sr.Mera.Ao -116.Em
vez de 10 diga-se25 %, do, valor das cautelas
deslcs bilhctes, as quaes pdenlo ser vendidas de-
pois de rubricadas simultneamente pelo administra-
dor do consulado, visto dos bilhctes originaes, que
tambcm o sero.
o Arl. 39. Foi approvado.
,' o Art. 40. Foi approvado.
Ar|. 41. Foi approvado.
Arl. 42. Foi approvado.
Arl. 43. Eo approvado.
Art. 44. Foi approvado.
Art. 45. Foi approvado. *
e Arl. 46. Foi approvado com a emenda do Sr.
Auguslo der a quanlia de 6008000 rs.
RTICOS AUDITIVOS.
a Artigo. Fica o presidente da- provincia autori-
sado a accordar com aquellas provincias qae riman:
os seus produclos_ pafh o mercado desla capital, o
meio mais conveniente de se arrecadar o imposto
provincial a que ellas lem direilo, de mancha a evi-
tar que esses productos quando exportados para fra
do imperor paguen) novamcute o mesmo imposto
provincial.Augusto, de Oliceita.
o Arl. As sobras de cada um dos ttulos de despe-
za, e os excessos da receila, %to pelo presdeme"
da provincia apprtewos a factura das estradas e
mais obras publicas da.provincia.Augusto de O-
Hceira. .
a Arl. Fica o presidente da provincia autorisado
a fazer a despeza necessaria para a pintura e reparos
de que necesslta a casa da assembla provincial.A'
commissao de polica.-
Chcgon hontem do sol o vapor S. Salvador, tra-
zendo-nos jornaes do Ro de Janeiroque alcanram a
21 do passado, da Baha e Mace a 27. ,
A tranquillidadepublica continua inaltcravel cm
tedas as provincias desse lado.
Actia-se non;eado commandanle das armas da
provincia do Amazonas, u Sr. coronel graduado do
estado maior, Ignacio Crrete de Vasconcellos.
O Sr. conde de Mendcn, enviado extraordinario e
ministro plenipotenciario de S. M. o Imperador da
Kossia na corle o Rio de Janeiro, foi removido no
mesmo carcter para os Estados-Unidos.
O goveruo de S'. Pelersburgo resolveu reduzir a
legarlo russiana na corto'do Brasil a qualro ordens,
e nomeou o Sr. Ewars, que j all esleve na quali-
dade ilo secretario, cncarregado de negocios.
Fallecen cm Misas OracsoSr. padre Jos Antu-
nesCorrca, dcputado pela mesma provincia.
Tomou posse do lugar de provedor da Sania Casa
da Misericordia da corte, o Sr. oommendador Ca-
raillo Jos Percira de Faro. -
Na ra doOuvidor n. 123, j se acha cxposlo o
busto cm gesso do fallecido senador consclhciro Jos
Clemente Percira.
L-scno Jornal, do Commcrcio de 16 d pas-
sado : '
depois do oflco na Capella Imperal, S?M. o Impe-
rador atolheu no paco da cidade a 12 pobres cegus,
e leudo pralicado o acto de hnmildade do lava-ps
para imlar o cxcmplo do Jesus-Cbristo, mandn scr-
vir-lhes um bom jaular c deu-lhes uma esmola c um
ramo.
nOSr. hispo de Crysopols,segunda o seu costume,
esleve servindo mesa dos pobres.
a A noiteSS. MM-, acompanhadas por muitas pes-
soas de dislinccao, visitaran as igrejas.
Sexta-feira, alcm dosollicios cm diversa igrejas,
houve a noito procssao do Enterro sabida da igreja
de S. Francisco de Paula. O anjocanlante era acom-
panhado por um coro de oulros anjos que eslavam
ncm ensatados.
Duas cousas foram muilo reparadas : a econo-
ma cm algumas igrejas, scujos sacristoes andavam
apagando as velas quando o povo anda conrorria
oraeio ; e a irreverencia de muitas pwsoas qne, de-
Direllos. de consamo. .......... 230:4518024
Di los de 1 por cenlo de reexportoco .
para os porlos cstrangeiros......
Ditos dijo para os porlos do imperio. .
Ditos dito de baldcaro........
Expediento de 5 por cenlo dos gneros
csiraugiros despachados comearla
deguiaa...............- ,
Dito le 1|2 por c. dos gneros do paiz.
Dito de 1 1(2 por c. dos gneros lvres.
Armazenagem de 1 por ceulo das mer-
radorias................
Dito ilila da plvora
4825
2I2036
248000
5*79062
37795IO
238953
{temi de 1|2 iwr cento dos easignados
lullas calculadas nos despachos. .
Dnas diversas..............
SeOo fi\o..............-. .
Patentes dos despachantes geraes .
Fcilio dos ltalos dos mesmos, doscai-
xeiros despachantes, c ... ... .
Emolumentos de certides. ......
1:1539005
519900
2:6718311
2159701
1448800
509560
258000
20J720
Rs. 235:9619237
as seguntes especies.
Diiilicro ; 99:7238881
ignados 136:2378356
Depsitos.
Em lulaijcn 'no ultimo de
marco. .......
Eulradoi no corrente mez
23:1899486
8:0978271
Sabidos. .
Existentes

31-.2868757
2^138387
28:8736370
Vos seguntes especies.
Dinheiro..... 1:3618600
Letras......27:5119770
Alfandcga de Pcrnambuco 29 de abrli de 1851.
O cscrivo,'
Faustino Jos dos Santos.
Importacao'.
Rrigne nacional Magano, vindodo Rio Grande do
Sul, consignado a Novaes & C., raaoifestou o se-
guinle :
10:553 arrobas de cirne, 20 couros seceos, f,7000
arrobas de sebo.
BriguA escuna nacional D. Pedro l, vindo do Ro
de Janeiro, consignado a Jos Baptisla Fonseca J-
nior, manifestou oseguinte:
3 caixis podras marmore, 175 pipas varias, 35 la-
las fumo, 32 caxas cha, 1 caixa rap, 29 saccas ca-
f, 3 caisps mercaitorias, 1 caixa rap ; a Jos Ro-
drigues Ferretea.
1 caixao thapos ; a Fcrrera e Araujo.
1 caiiao chapeos; a Novaes & C.
1 caixo rap ; a Domingos Rodrigues de An-
drade. .
CONSULADO GERAL.
Rendimentodo dia 1 a28.....41:5638800
dem do dia 29.........1128390
1968480
5:0868368
1:3688570
169U7
1:1098686
1:100J000
158000
26W00
36*827
258600
1329000
658089
1WS
638351
42:736*872
Mesa do consulado provincial 29 de abril de 1854.
O segundo escriplurario,
Luis de Azevedo Souza.
PRAGA DO RECIFE 29 DE ABRIL DE
1854, AS TRES HORASJ>A TARDE.
. Revista semanal.
Lambos Negociaram-se algumas letras a
27 X d. por 19, mas boijnta ba
1 sacadores a este preco.
Algodao---------A entrada resnloa por 354 saccas,
o as vendas de 59600 158900 por
arroba da prmeira sorte.
Assucar para lempo de invern a'entrada
foi regular, e o preeos susfenla-
ram-se e mesmo obUveram algu-
ma mclhora; porque. o brinco
vendea-so de 29400 I 39400 por
arroba, e o mascavado de 19850 a
2S1Q0: calcula-sMxistircm 25,000
saceos
0011109......Venderam-se a480rs. por libra,
e ainda sao procurados; e foi
vendida ama partida em Macei a
165 rs. por libra.
Bacallnio O mercado fol^opprido com (res
carregamenlos, dos quaes um'se-
guio para o sul, oatro est m ser.
e o lerceiro vendeu-se por 128200
por barrica. Ficaram em ser seis
mil barricas, inclusive o carrega-
ment por vender.
Carnesecca -.Tivemos um carregamenlodo Rio
Grande, com o qual o deposito bo-
je monta a W.OOO arroba, endo-
se talludo de 39IOO a 49 por ar-
roba.
Carva.....Enlraram dous carregamenlos,
v 1 a quac* nm "W"0 Pr "d-
l-arinha de trigo- Fez-se venda de um carregamenlo
de 1,289 barricas entradas de
Trieste a 249 por barrica, e reta-
Ihou-se de 239 a 259, ficando cm
ser 7,800 barricas..
Manlciga- Ha mni pouca em prratira mao,'
e nao hoareram vem
Descontos Vio bailando: o banco descootoit
a 12 por %, letlras at (res* mezes,
o a 10 de (res"a seis mezes; e es
particulares a 10 e mesmo algum
a nove por cento ao anno.
Fretes ----------Consto se Diera nm testamento pa-
ra o Cana) a preco ocotito, mas
que suppfle-se regulou 47-6} e
outeo da Paralaba para Liverpool
a"J0 c 5 por cento. Ha abundan-
cia de navios e poneos gneros,
por isso espera-se que ainda bai-
xcra, fallando-se j em 45 para o
Canal.
Ficaram 110 porto 54-embareacoes, a saber: 1
americana, 1 austraca, 31 bjrasileins, 1 franceza,
2 hespanholas, 1 hoUkudeza, 9 iuglezas, 5 portu-
gbezas o 3 suecas.
MOVIMENTO DO PORTO.
49:6768190
DIVERSAS TRaVINCIAS.
Remlmenlo do dia 1 a 28.....3:7838856
dem do dia 29........ 179865
3:8519721
RENDIMENTO DA MESA DO CONSULADO
NO MEZ DE ABRIL DE 1854.
Consulado de 5 por eculo. 44:5058620
acem ....'.<;.. .2:3038*00
isdo15porenldl!. .1:0658000
Ditos do 5 por rento..... 488000
Expediente das capatazias. 7233805
Multes............. 68000
Sellos............1;0179505
Eiuolumculos de certides. 68760
41:5059620
4; 1709570
Diversas provincias.
Dizimo to algodao c oulros
gneros do Rio tirando do
Norte........... 939420
Dito dito dilo dito da Para-
h'ba............ 5038253
Dilo do assucar e oulros g-
neros da dita........ 4619197
Dito dito dito Cito do Rio
Graml6 do Norte.....4039752
Dilo dito das Alaadas. .2:390g099
49:6769190
3:8519721
53:5279911
Depsitos sabidos.
Ditos existentes. .
3369825
9709164
Mesa do consulado
ro de 1851.
de
Pcrmunbnco, 29 de abril
O cscrivo,
Jacomc Gerardo Marta Lumachi de Mello.
Exportacao .
Gibrallar, brigue austraco Airon%, do 341 tonela-
das, conduzio o seguate 3,800 saceos com 19,00
lf. assucar.
KECEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DIERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 29. ." 817*850
RENDIMENTO DA RECEBEDOUIA DAS REN-
DAS INTERNAS GEB VES DE PERNAJIBUCO,
DO MEZ DE ABRIL FIN1K), A SABER :
Renda dos proprios nacionaes. 308250
loros de terrenos de marinha. 4198348
Laademjps.......... 249250
Sza dos bens de raz...... 3:9788260
Decima addicional das corporares de
mao morta ....... 1029420
Direilos novos e vellios, e de chancel-
larla........... 2:4248913
Dizima de dita........ 4879786
Matriculas do curso jurdico, e cartas
de hachareis ........ 1:1389400
Multa por infrarres do regulameailo. 128750
Sello do papel fio e proporciota! 4:8869256
Navios entrados no dia 39.
Mal Pacifico, leudo sahdo de New7London ha 32
viezesBarca americana Ventee, capto G. C.
Harria, carga azeite de peiie ; ao capto. Vete
refrescar e seguio para o mesmo porto.
Valparaizo60 das, galera franceza Arequipa, de
304 toneladas, capto Damoud, equDagem 90,
carga salitre e mais gneros; aocapilgo; com 20
passageiros. Veo refrescer e segu para Mar-
selha.
Rio de Janeiro13 djas, brigue brasil eiro Red fe, de
226 toneladas, capiao Manoel Jos Rbeiro, eqni-
pagem 13, carga varios gneros; I D. Mara Flo-
rnda de Caslro Carrieo. passageiros, Cirneme.
lia piula de Olivera Guimaraes e Eduardo de Sou-
za Pereira.
Navios sahidos no mauVio dia.
Canal pelo Cear e LiverpoolGalera brasilea Tret
/rmSo,'capiiao Jo3o Pedro Vianna, carga assn-
Lirrpool pela ParahibaBarca ingiera #int o(
Times, capitao A. Masterton, em lastro.
Buenns-Ayres por MontevideoBarca oriental Co-
tona, capitao Manoel Nunes Barbosa, cana assu-
car e agurdenle.
dem idemBrigue hespanhol Monareha, capitao
Antonio Pagis, carga assOcar e agurdente.
LisboaGalera portugueza Margarida, capillo S-
verio filante! dos Res, carga assucar e Sil ce-
eros. Passageiros, Jos Aflonso MoreirJ
familia, Luz da Silva Marques de Mello eS
Madama Poirson,'Jos Luiz Marlins Pereira, Joao
Francisco Brrelo, Antonio Jos Carneiro Goima-
raes, Jos Marcolino da Rosa, Jo3o Jos Monteiro,
Antonio Rodrigues de Almeida e 2 criados e Do-
miogos Alves da Costo.
Natiot uttradot no dia 29.
Rio de Janeiro e parios intermedios9 das a 18ho-
ras, vapor brasileiro S. Salvador,commandanle o
primeiro-tenente A. J. de Sania Barbara. Passa-
geiros, capitao de mare guerra Pedrada Coaba, 1
sobrinho menor e 2 criados, Dr. Ayres de Olivera
Ramos, Emljo de Cerqneira Lima, (iuilherme Jo-
s Morcira e saa familia, 1 sargento de imptriaes
, marinheiros, ex-prara de marinha Jou de Dos,
Dr. LaAntonto Vieira da Silva, Jos Tcente
Jorge, Jos Mara da Silva Porto, reverendo Ma-
noel Roberto Sobrcirae 3 escravos, Jes Gervasio'
de Amorim Garca, ex-prafa Antonio Alves de
Lima, capiao-lenente Amonio Carlos Figuera de
Ftereiredo, 1. cadete Faustino Jos da Silveira,
Feliciano Jos Ramos, Dr. Francisco Bapsia da
Cuulia Madureira, Joao Alves Pitomba Silva e 1 -
escravo, Alexandrc Wagner, Conrad Tomsem, Dr.
Joao Gomes Ferrcra Velloso e 2 cscravusw Fran-
cisco Ignacio Ferrera, Manoel Jezuno Fcrrera e
1 escravo, Pedro Chrisololo da Costa Aben, Fran-
cisco Ferrcra Bandcira, Joan Francisco de Moura
Magalhaes, coronel Luiz Antonio Favilla e sua se-
nhora, 3 criados e 2 escravos, capiUo-leneMe Joo
Baptisla de Olivera Gurdaraes, Dr. J0S0 Anto-
nio de Araujo Frcilas llenriques, saa senhora e. 2
lilhos menores, Cincinalo Mavignen, Dr. 'Joa-
quim da Silva Araujo Amazonas, Joaquim Jos
Ferrcra da Cosa, cabo do 8. balalhao de infan-
tera Francisco Thomaz da Silva e sua mslher, 1
cadete, 4 soldados e 2 desertores, cx-praca Gin
Manoel Gomes de Carvalho, -escravos Caelano,
Fausto e Joscpha, ao Dr. Frailas llenriques.
dem14 djas, patacho brasileiro Bomfim, de 104
toneladas, capitao Leopoldo Benlo Vianna, eqei-
Eagem 9, carga plvora e mais generas ; Jos
aptista da Fonseca Jnior. Passageiros, Jos Al-
ves da Silva Flores, Carlos Gollfrid Hesls, 2 ulnas
menores e 1 criado.
Ro Grande do Sul28 das, brigue brasileiro D.
Affonto, de 212 toneladas, capto Lauriano Ja-
cinlho de Carvalho, equinagem 10. carga carne
secca ; a Bailar & Olivera. Passageiwe, Jos
Francisco dos Sanios e Jos (jarcia.
Id.em 30 dias, alacho brasileiro Euterpe, de 163
toneladas, capitao Joo Gonralves Rei, eqtiipa-
gm 9, carga carne secca; a Jos Aflonso Morena.
Ptssageiros, Jos Luiz Goncalves Eenna e Francis-
co Leite.
Rio de Jaoeiro27 das, brga francez Ernett, d
292 toneladas, capitao Magnan, cquipagem 12,
em lastro ; a Dragn.
A'acio sabido no mesmo dia.
GibrallarBrigue austraco Airone, capilao Antonio
Pilcovih, carga assucar.
EDITIS.
----------------------------------------------------1-------
O Dr. Custodio Manoel da Suva Guimaraes, jnz de
direilo da prmeira vara civel e do coromerco
nesta cidlfe do Recite e tea termo por S. M. I. e
C, que Dos guara etc.
Faco saber aos que o presente edita I viren, que
da data deste a 20 dias, so ha de arrematar por Ven-
da a quem mais der em praca publica, ama casa
terrea com soUo, sita na travesa da ra Angosta,
avaliadaem 1*009000 rs., peiihorada a Jes Mafia
Placido de Magalhaes, por execucSo qoe Ibe raeve
Jos Joaquim Das Fernandes.
"E para que chegne a noticia de todos mandei pas-
sar o presente e mais dous do mesmo theor, que se-
rao afiliados pelo respeclivo porleiro nos lugares de-
terminados pelo artigo 538 do decreto numero 737
de 26 de novembro de 1850, c publicado pela im-
prensa.
. Dado nesla cidade do Recife em 29 de marco d
I

PPP9RH
Ikaaaaiaal ._-.i... -



"
""""".

4
854.Eo joaquim Jos. Pereira .lo Sanios, eseri-
vaoosubsrevi.Cnftoiio Manat da Silca Gui-
marues.
| inspector da (liesnuraria de fazenda manda
flnlico para conliecimcnlo dos inlcressados, a
relaflo abaixo transcripta dos credores por dividas
d exercicios lindos, ciijo pagamento foi auturisado
por ordeni do tribunal do thesouro da 8 do crrente
n. 42. Secretaria da tliesuuraria de fazenda de Pcr-
nambuco 96 de abril de 1834.
O flici.il maior,
'Emilio Xavier Sobreiro de Mello.
RELACAOA'QliE SE REFERE O EDITAL
SPUA. '
DIARIO DE PERNAMBUCO, SEGUNDA FEIRA DE MAIO OE 1854.
Noirles
Minis-
terios
Exerci-
cios
Importan-
cias


Joan Pinto de Le-
mos. ...
. Antonio de Souta
Reg. I
Cosme llmiSo da
Silva. .
D. Joaquina Mi-
cliaela de Cas-
tro Acciol i. .
Luiz Jos G-onza-
ga,tutor do me-
nor Tito Juao
Machado. .
Imperio. 1851-52
Guerra
Fazcnda
* 0
B I88-.32
4943891
959120
808000
399000
3629000
I 1:0719011
DECtARACOES.
. (1 vapor A". Salvador
) recebe as malas para os
portos do norte (boje) a
1 horada tarde: as, cor-
so respondencias.que vie-
rem dcpois desla hora pajaran o porte duplo.
Real compnnhia de paquetes inglezes a
vapor.
No dia 2 de maio es-
pera-so da Europa um
dos vapores da. compa-
nhia real,o qual depois
._ da demora do coslume
seguir para o sal; para passageiros trala-se com os
senles Adamson Hbwie & C, na/rua do Trapiche
Novo d. 42. '
Passagem para Baha 25 palacOes mexicanos, brasi-
eiros ou hespanhes.
para o Rio de Janeiro 50 ditos, ditos, ditos.
para Monlevidcq 100 ditos, ditos, ditos..
para Rueos A} res 1 toditos, ditos, ditos.
Companliia do Beberibe.
A directora da eompanhia do Relieribe, tendo de
mandar aterrar urna valla na uovoacao deApipucos,
convida a oucm convier encarregar-se deste servir
a aprescutar as suas propostas, em cartas fechadas,
na dia 4 de maio prximo, no escriptorio da roesraa
eompanhia: na roa Nova n,7, primeiro andar,
nodo o arsenal de marinha precisan de srven-
les para as suas bhras, e sendo urna Celias no arre-
cife, teIo que vencerlo os que nella occoparnt-se o
jornal dc960rs., por dia; manda o Htm. Sr. ins-
pector convidar os que nisso se queirara empregar,
aprsenla rem-sc-ihe no niesmo arsenal.
Secretaria da inspeccSo do arsenal de marinha de
Pcriumbuco 24 de abril de 1854. O secretario,
Alexanre Rodrigues dos Arijos.
O arsenal de marinha compra no dia 6 do mez
de maio vindouro, para sortimento do almoxarifado,
os objectos seguinlcs : oleo de linhaca, lio de vela,
ludia de barca, sondorezas, lona iglcza estrella!
cairo velho.'graxa ousebo retinado, nregos de* cos-
tado de dlflerentes pollegadas, cobre'em folhas fi-
na |rafuzos de ferro de 1,2 polcgada a 3/4, e
de 1 polegada a 5/4, feixaduras de gavetas, arma-
nos, camarotes e de norias, dobradicas de metal,
parafuzosdedito, azeite de coco e torcidas. As pes'-
soas que quizercm fazer scmul liantes vendas, pode-
ro comparecer n'esta secreUria no indicado dia,
com as suas proposlas em cartas fechadas. Secreta-
ria da inspeccao do arsenal de marmita de Pernam-
buco, em 29 de abril de 1854.Alexandre Rodri*
gues dts-Anjos, secretario.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O cpfselho administrativo, em virludc de auto-
nsacao do Exm. Sr. presidente da provincia, lem
Xortc.
i *-*. avia mmduc ni i pan-
no azul para sobrecasacas e calca, covados 472; ho-
landa de forro, covados 389, algodaozinho para ca-
rnizas, varas 328; pares de sapaios 226 ; maulas de
laa 9/ ; boles preto* de ossqp. arosas 31 ; boles
bramos de dito 8.
-8.* balalhSo de infamara.
Sapaios, pares 359.
Uolica do hospital militar.
Assucar refinado, arrobas 4 ; assatelida, oncas 2;
acido oxlico, oocas 4 ; aveuca, libras 2 ; alecrim,
libras4; aniz estrellado, libcas 2 ; bislal, libra
1 ; bicarbonato de polassa, Ulna 1; Imuha de por-
co, libras 32; carbonato de soda, libras 4; cevadi-
iiha, libras 8; caraba, linhas 8; chocblearia, libras
2 ; cubebas; libra 1 ; canafislula, libras 2; cyno-
glossii libras 2 ; cldorurelo de calcis libras 4;
cal virgem, libras 8; chlorurelo de ouro oitavas
* ; colsquiutidas. libra 1 ; carbonato de amoniaco.
libras1 2; cascarrilha, libra I ; crcuma em p
libras 2 ; exlralo d'alcassuz, libra 1 ; dilo de gua-
!aco, meia libra ; |dilo de salsa parrilba, libra
; esscncia de. rosas, oitavas 4; dita de flores de
laraugeiras, oitavas 4 ; dita de limo, onja 1 ; dita
de alecrim, onra 1; dita d airazcma, libra 1; di-
ta de bergamota ouc.a 1 ; esponjas finas, libras 2 ;
grama, libras'4 gomma hedra. libra 1; dita de ba-
tatas, libras 2 ; genciana, libra 1 lierva cidreira,
libras ; dita terrestre, libras 2 ; liysopo, libras 2;
jalapa, libras 4 ,' kezincs mineral, oitavas 4 ; losna,
, libras 2 ; raaniui, arroba 1 ; oxido branca de zinco,
. oncas 2 ; oleo de linhaca, libras 16 ,- polygala di-
erega, libra 1, pastas de jujubas, libra/ S; 'phos-
phoros, oncas 4; "pcichurim, meia libra 1/2 ; papel
para fillrar, resmas 4, dito pardo para embrulho,
resmas 8; ruibabo, libras 4; robe d'auidras, libras
2 ; dito de sabugueiro, libras 4 ; rezina de batata,
libras f; scilla, libras ?; scamarea, libras 4 ; de chumbo, libras 4 ; salva, libras ; sulpbato de
soda, libras 4; sal purificado, librtts 4; sebo puro,
libras 1C,; dito de rim de raruejro, libras 8 ; stora-
que, libras 2; tamarindo polpa, libras 16; vale-
riana., libras 2 ; vinagre, garrafa?32 ; vidro d'an-
limonio meia libra bnrrachinlias com pipos
100 "capsulas gelatinosas" de cupaiba, n. 20 ; na-
plliatta, lilira 1 ; vidro* a esmeril do 2 libras 50;
'MPI esmeril de 1 libra 50 ; ditos Be lioca larga
de 4 libras 30 ; ditos de boca larga de 8 polcgaJus
30 ; vasos com lampas para ungentos 20; ditos com
ditas para extractos 20 ; funil de vidro dcqualro li-
bras t ; dilo de dito de duas libras 1 ; dilo de dito
de urna lilira 2; dilo do Sridro de meia libra 2 ;
gral de |iorcelaua pequeo 1 ; spaiulas de marfim
6 ; ditas de vidro 6; pedra para emplastro 1 ; pl-
ullador 1 ; vidros de boca rega|ar 30.
As pessoas que quizerem vender tacs objectos,
comparecam com as suas proposlas, e respectivas
amostra na sala das sessoes do couselho adminis-
trativo, no dia 8 de maio prximo futuro.
Secretaria do couselho administrativo, para for-
necimento do arsenal de guerra, 29 de abril de 1854.
Jos de Brito Ingle:, coronel presidente.Ber-
nnrto. Pereira do Carmo Jnior, vogal e secretor
rio.
AMINISTRACAO DO PATRIMONIO DOS 0R-
PIIA'OS.
Pela administraran do patrimonio dos orpltos se'
ha de arrematar a quem mais der, e pelo lempo que
dacorrer do dia da arrematarao al o fim de juuho
e 1855, as rendas da casa u. 4 do l'sseio Publico e
29 do largo do Rosario: as pessoas que'se propoze-
rem a arrematar dilas rendas poderao comparecer
com seus fiadores nosdias 28 dov;orreule mez, e 5 d
futuro mez de maio na casa das sessoes da adminis-
traco ao meio-dia. Sala das sessoes da adminislra-
C,ao do patrimonio dos orphaos "i de abril de 1855,
J. J. da Fonseca, secretario interino.
De ordem do Sr. /)r. procurador dos fcitos da
fazenda nacional se faz publico para conhecimento
de ledos a quem nlercssar possa, que d'ora em dian-
te nenbum devedorda mesma fazcuda se podera con-
siderar desonerado da divida por qae fr ajuizado,
em que Ihe aprsenle o respectivo conhecimento, e
delle receba a competente quilaco na forma orde-
nada no artigo 34 das iuslrucrflcs da directora gcral
do contencioso d31 de Janeiro de 1851. Recite 27
abril de 1854.O solicitador do juizo,
Joaquim Theodoro Alces.
- A esculla Flora
LEILOES
.' C. J. Aslley& C. faro leilao, por inlervcn-
cao do agente Oliveir, de grande sorlimcnto de fa-
zendas, todas proprias deste mercado: quarta fcira
3 de maio, as 10 horas da mauliSa, no scu arma-
zem, ra lo Trapiche Novo.
Segunda-feira, as 10 horas da manhaa, haver
leilao porcontae risco det|ucm pcrtencer.de 50 le-
cas enm muilo boas nozes.'cm lotes a vontadedo com-
prador.chegadas proximainunp: noannazcm de Tas-
so Irmaos, no largo da Alfandesa.
AVISOS DIVERSOS.
bm grande e oifavado pilao com a competente
raao, traste indispcnsavel para familia numerosa e
que lenha mullos escravos: existe na ra eslreia
do Rosano, i>adana n. 13, oade ser entregue por
bagalella. ... =~
O hachare! Wilravio conlnna a lecciunar em
Iranccz, c para este fim recommeuda-se. aos pas de
ramiha, aosquaes promelle toda a solicitude poss-
vcl no aproveilameulo de seus filhos ; ceciona lam-
ben] pela manha na praca da Roa Vista em casa do
Sr. Gadaull: a tratar na ra das Cruzes a. 22, pri-
meiro andar.
1$ Homoeopathia. (g)
Sk CLNICA ESPjECIAL DAS MO- 5
2 LESTIAS NERVOSAS. g
. Histeria, epilepsia qu gota co- S(
g ral, rheumatjsmo, gota, paraly- y
9 Via, defeitos da falla, do ouvido e W
dosolhos, melaheolia, ceplialalgia ^
'$) ou dores de cabera, enchaqueca, <$)
(^ drese tuda mais que.opovoco- (S)
(^ nliece pelo nomc .genrico de ncr- g*
t&ivoso- s*
jS As molestias nervosas requerem militas ve- 2
V? *e*i a)cm dos medicamentos, o emprego de w
A oulros meios, que despertem bu abatam a i.
vv sensibilida \$) ra, e os ponho a dsposic.ao do publico. (f?)
^ CoDsullas todos os dias (de graca para os 1
@W pobres), desde s 9 horas da manhaa. at <*W
as duas da larde, ra de S. Francisco (Mnn- *i
,A do->ovo, n.68 A. Dr. Sabino Olenario 7?
s Ludgero l'intio.
Hotel Francisco.
O.francez Juslin Norat, morador no hotel Fran-
cisco,' lem a honra de participar ao respeilavcl pu-
blico desla cidade, e principalinenle aos seus fregc-
zes, que tem um lindo sorlimenlo de obras de bri-
lliante, diamante, ouro de le e oulras, ludo do mais
moderno e apurado goslo, e por preco commodo
Na loja amarella da ra do Crespo *%
j n. 4, ao lado do norte.
jj Cliegaram ltimamente ricos cha-
| pe'os de seda com guarnic^uo e plu-
I ma, para senhoras, ditos de palli-
| nh da Italia, com cabellos, clia-
| peos da ultima moda ; assim como
| ricos adornos para cabera de.se-
$ nhoras; tudo se vende por prero
j mais barato do f[Ue em outra qual-
~uer parte.
l'Toia capitao Jos Se-
vero Morcfra Rios^ue para o Rio de Ja-
neiro mprctcrivelmente nuarta-feia o "sHma" dlas 'lesilcasOatoasIOhoras da uoite. ex- "ovas espadasprateadas, c que se cslflo acabando ,
A~ ~.____...___j. .. _*cL.________ ora bom sorvele foto com toda*pefeicao o de va- Pr isso ossenhores que fizeram suas eiicommendas,
"-. __.___ IMII'ir.TIll llnmuMP nn.n ln>n
Remedio para evitar qUoi.
Avisa-se ao Ilustre publico, que albinia n lodos
apreci
le fabrico. ,
gS:aiS'@
J:J I). >V. Haynon, cirurgiao dentista america-
;;) no ; ra do Trapiche n. 12. Si
SS>:@@g
, XHR1STAL0TYP0.
Galera de ricas pinturas pelo antigo e
novo' estylo.
Aterro da BolStfisla n. 4.
De caixas, quadros, medalhas, alfinelcs o pulcei-
ras ha ura rico sorlimenlo para collocar retratos,
por preco muilo baixe.
Precisa-se jlucar urna ama forra 8u captiva,
para urna casa enrangeira de ponca familia, para
tratar de meninas a fazer mais algum servico se for
preciso : na ra da Scnzalla Vclha n. 00 primeiro
andar, ou na Gapunga sitio do Sr. Brilo.*
Loja,ingleza de ronpa feita, ruada Cadcia
- do Reci%n. 16.
Existe neslc estabclccimenlo um grande sorlimenlo
de roupa feita de todas as quali.Iadcs de fazendas
chegadas prximamente de Inglaterra, como sejam :
palitos, casacas, caifas, rlleles, camisas, ceroulas,
etc., e os preeps srao os mais razoveis possiveis,
visloscrosyslemadodono iiilo deixar dinheiro sa-
bir anda mesmo com algum prejuizo.
Paulo Gagnou, dentista,
pode ser procurado a qualqucr hora em sua casa
na ra larga do Rosario n. 3G, segundo andar.
Arrenda-se o engenbo Leo, sito na fieguczia
da Escada: os pretendentes p ro da Roa-Vista, sobrado n. 53. segundo andar, que
acharao com quem tratar, ou na fregnezia da Escada,
noengenhoVicentoCampello, com Hanoel Goncal-
ves Pereira Lima.
Casa da afericao, na rita das Aguas-
Verdes n. 25.
O aferidor participa, que a revisao leve principio
no da t" de abril corrcnle, a finalisar-sc no dia 30
de junho prximo futuro: segundo o disposto no
arl. 14 do regiment municipal.
O Sr. Joan Nepnmuceno Ferreira de Mello,
morador na passagem de Olinda, lem urna, carta na
livraria n. 6 e 8 da prac,a da Independencia.
J. Jane dentista,
contina rezidir na ra Nova, primeiro andar n. 19.
Segunda-feira lo de maio lie a praca anniincia-
da do saliradinho, na fravessa da ra Augusta se-
gundo o edilal por esla folha amiunciada pelo juizo
docommercio da primeira v,ir.rdesl,-ri'idade.
Quem livr cavallos para se ensinar a todos
os andares dirija-so ao Manguind, sitio que vai
para os Aflliclos, com porlo do pao. No mesmo
sitio vendem-se ps de larangeiras e de limoeirus
tudo por preco commodo.
Vasconcciros & Sludarl. adoI"a,nos" firma de f"ra[<"> '"peno, Ululas ,le residencia c fallas corri-
Vasconceiros & Sludarl.
M. Paes Pinto de l'asconcellos.
Marfoel Ignacio de Olivera faz publico, que em
virlude do fallecmento do Sf. Norbcrlo Joaquim J-
se Guedescm 21 dp corrente, tomou conta e se aeha
desde esse da de posso de lodos os negocios do Sr.
Elias Raptisla da Silva, actualmente ua Europa, por
ser o seu segundo procurador.
,. T PJr- bacKarel Antonio de jTollanda Cavalcnn-
li de Albuquerque lenha a bondade de dirigir-so i
ra do Livrainenlo u. 16, ou anuunciar sua morada,
a negocio de seu iuleresse.
FURTO.*
Fuu-taram, na madrugada da dia 26 do
corrente, da estribara do quintai do so-
brado n. 42, que lica na esquina do bec-
co do Ferreiy no aterro da Roa-Vista,
um cavallo todo preto, lino, gordo, c no-
vo, pore'm cornos dentes estro gados; tm
o sabugo da cauda cortado, mas com os
cabellos da mesma compridos, anda de
meio a esquipado, e com um signal do
ladoesquerdo da barriga, procedido de
urna pequea mordedura. Este cavallo
foi ha oito dias comprado ao Sr. Vicente
da Cunha Souto-Maior, proprietario do
engenho Dous-Rraqos, na ireguezia de
Sertnliacm: quem delle souber noticia,
o appreliender, queira leva-lo ao sobra-
do a'cima mencionado, priineiru andar,
que sera' generosamente recompensado.
Deseja-se fallar com o Sr. Manoel
Gome da Silva, na ra da Cadeia do Re-
cife n. 24, ou annuncie sia moraa para
ser .procurado- *
O Sr. Manoel Antonio Reis Noguei-
ra, por especial favor, 'dirija-se a ra da
Cadeia, loja de cambio n. 24, ou annun-
cie a sua morada para ser procurado.
O abaixo assignario faz ver aos seus credores,
que tendo realisado o leilao de sua taberna para o
lira de o producto da mesma ser dividido por todos
os credores, foi em a esma occasiflo embargado o
producto do respectivo IcilSo em mo'dos arrema-
tantes para pagamento de alugueis de casa e orde-
uado de caixeiro, achando-se em poder do Sr. Mar-
celino llorja Gcraldes, a*nle do leilao, o bataneo e
ola do produelo para se-iaminado por quem con-
vier. Kenfe27 de abril de 1854.
Antonio de Almeida llrandao e Sou:a.
Atlcnco',ao bazar de calcado.
Na nova loja de calcado barato ta Ierra, compra-
se evende-se toda qualidade'dc obra: na*travess
da ra do Queimido n. 7, ^olr-ora beceo do Peixc
Quem quizer vender nma negra, sja d que
nasao for. anda mora, sem vicios, por 4.5OSO00 rs..
dirija-sen ra Velha n. 31, primeiro andar.
,.~ l'recisa-sc diario de urna, casa de pouca familia; paga-so bem
sendo de boa conducta: na ra do Padre Floriauo
D. 5
AVISOS martimos.
Para a Baha sabe com brevidade o hiate .Voto
Oiinda para o resto da carga trala-se com/asso Ir-
maos. ,i
Para Lisboa.
A 55** porlogucza Sossa Senhora da Boa Fia-
prximo futuro, para passageiros, tendo para i,sso
oxcellentes commdos : l'rala-se com os consignala-
*'* Ftco Alves da Cunta & C. ra do Viga-
no n. 11, on tom o. capitao na praja.
'wJT iara '*',boa egue viagem em poucos dias o
lS1Lporlu8uez S.. Manoel/, capitao Carlos
naraTs.^^* ; 'Cm "VH'8 excelleiiles commpdos
S5SJg?yro:, qenfn&e quizer ir de passagem,
K K^ T C0,,sis"al3r!:, Ma"ocl
tefTW^?CVntLf^erjsal,c imPre-
quera "o mesmo "lu;'S^,Kl,a i do trrenle;
Para o Rio Grande do Nnrii- A.,' .
de sabir at odia 6 do ^'."otS,',^-
CaroHna: para o resto d. Tarca, lrala-se '
mestre a .borda, ou com Bermird.no Jos Mo"ro
na ruado Queiinado, n.''. Para o Rio de Janerote com mili-
ta brevidade o muito veleiro brigue Re-
cife o qual tem a maior parte do car-
legamentoprompto: para o restante, da
aiga, pageiroseescravos, trata-secom
o consignatario Manoel Francisco da Sil-
va Carneo, na ra do Collegio, n. 17, se-
gundo andar, ou com t capitao a bordo.
manhila al o meio dia, cm sua casa ra dii S
Cadeia de S. Antonio n. 7.
-T- Na ra da Penba n. 23, primeiro ailar, se dir
quem vcftdc urna garganlilba, urna vernica, duas
corrente para relogio. diversos cordocs, annei. com (iem'da mesm/ u > f. W """ ,1avoura1:
pedrasesem ellas, medalhas, bolees para punbo, "a \iL Z n ?* i"^"? a Mttt **
ditos para abertura, brincos, rosetas, dous relogio, v'sla. sobado n. 44, segundo andar,
i Bloilvin nn>M.-iri a. Precisa-se de um Irabalhador de padaria ; na
ll.\ nlln .. CU\
de algibeira e um rosario de ouro.
0 Sr. Domingos Jos Dias de OHveira, lem na
ra Augusta n. 33 urna carta vinda( do Lisboa, e s
se entrega a din carta pessoa propria.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva, para
fazer compras na ru e servico de casa do pouca fa-
milia : na ra da#Cadcia d S. Antonio n. 16. '
Precisa-se de unijiomenfliaslaiilc hbil em re-
finar assticar.e que se queira contratar para traba-
lliar em urna refinaro fra desla praca ; a tralar na
ra do Vgario, armazom n.7.
Aluga-sc urna prcta moca, muilo fiel, que sabe
cicnmmar, coziuliar. o fazer todo o mais servico do
casa ; dirija-se ao aterro da Roa-Vista n. 3i, lerceiro
andar.
O ahaixo assignado declara que nada deve* ao
Sr. Antonio da Silva'Uusmo Jnior, por isso espera
que cslesenhor nao conlinuemais a assoalbar queso
satisfar os eosempenhos quando eu Ihe pagar oque
Ihe devo, pois nunca live Iraosacco aleiima com o
dito senhor, e nem Dos tal permita. O abaixo as-
signailo se Taz n presente declararlo he por causa dos
inraiitos.pois assim como o Sr. t'.smao Jnior o disse
a um pnmat do abano assignado, he provavel que o
diga t mais alguem,J. C, Pacheco Soara.
AO PU
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, finas e grossas, por
preeps mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em poH-
CGes, como a retalbo, afiiancando-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
abri-se de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
mglezas, francezas, allcmaas c suis-
sas, para venderfazndas mais em
conta do que se tem vendido, e por
isto ofFerecendo elle maiores van-
tagens do que outix) qualquec ; o
proprietario deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico cm ge-
ral, para que venliam (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, dp
Antonio Lui/. dos Santos & Rol im.
Agencia de passaporte*. ttulos de residencia e
. fulhai corridas.
(.1.indino do Reg Lima, despachante pela repar-
Joao Fernandos Prenlo Vianna avisa aos se
iiliores ofllciaes da guarda nacional, que recebeu
I, -
commendas sao muitA
Capachos compridos
On j do Recite n. ;l:l, casa de Sa Araujo.
Vende-se urna barcaea que pega 240
saceos com assucar, bem construida e
queiram aparerer com lempo.
Quem aniinnciou querer* comprar mna duz!a
dciras de Jacaranda cm muito bom estado, e
)f|i, procure na ra dufRaimcl n. 21, das (i
decaiar. C eT ZS, **ZZTJf f^'' *el dimi"ul l,re do 0, 560, Soo deia do Recie n. 5, loja.
Vendem-sc saccas de -feijo mulalinho novo,
muito cm conta : no armazem da ra do Raugel
n. 2C.
^ .._ _..,. ^.. ^^ ,b.,uu unid poiTcio ue ca
oc caiar, toda ou em alqueires, e lambem tres Ira
ves do boa qualidode.
Precisa-se de um ionio' de reis a juros pelo
que se convencionar, com garantas cm predios nes-
w praca, livresedesombaracados.; lrata-se na ven-
da do sobrado Ma esquina da rua das Flores, con-
fronto ao Porto das Canoas da rua Nnva.n. 21.
- inir... i-T wT"rr- "" ,u" """ ouracio Goncilve, ? &? t ^ ^10"0 ,;> to""<<^ Pn^iro andar ; quem a quizer comprar, dirija-se
seu 0. AlcMudre. J" mesma casa, que achara cm quem Iratar.
- Frccisa-se de um caixeiro para lbenla que ,~ Vende"sc "m" cscravi' c^i?u1Ia de idadc -2
lenha bastante pralica : na rua da Cruz n -M 5 r0"00 maisou menos, coznha bem o diario
- Alua-scum sitio no llMnir','. ..i' <"e urna casa, lava d.
-^ ...,rw. ..., ...M,.J3 iiuintiigiiimc lll
das: na rua da a*eia n. 43 primeiro andar.
As mais njpdernas e ricas obras
de ouro.
Osabaixouissignados, donos da nova loja
de ourve/da rua do Calinga n. II, confron-
to ao patea da matriz e rua Nova, franqueiam
ao publico em geral um bello e variado sor-
limenlo de obras de ouro de muilo bons gus-
tos, e precos que no desagradarlo a quem
queira comprar, os mesmos se obrigam por*
qualquer obra que venderem a possar urna
conla com responsabilidade, especificando a
qualidadedo ouro de 14 ou 18 quilates, Pi-
cando assim sujeilos por qualqucr du'vida
que |iparerer.Sera fim & Irmao
LOTERJA DO RIO DE JANEIRO.
Estaoa' venda os billictes da 19 lotera
das casas de carda de ; a lista pode vir pe-
lo vapor S. Salvador, se este vapor
transferir dous dias a sua sabida como
acaba de acontecer com o vapor Impe-
rador) ; se pore'm nao vicr por este vapor,
vira' impreteiavelmente pelo vapor inglcz
Rrasileira esperado neste porto no dia
5 do mez prximo.
O Dr. Sabino Olegario l.uilgcro Pinlio mu- v
dnu-se para o palacete da rua de S. Francisco @
@ (mundo novo) u. 68 A. @
PARA FNILEIROS.
Folha de Flandres charcool, de qnalidad supe-
rior a qualqucr outra que exista no mercado, por
mdico prejo, quer em porcjlo ou a retalho : quem
quizer comprar, dirija-sc i roa do Queimado, loja
de ferragens n. 30, aoude achara um completo sorti-
mento.
Arrenda-se o engenho Camaleao, ao norte da
rreguczia d Agua Freta, a margem do rio de Una, e
no qual passa a eslrada real paa o inlcrior da pro-
> incn, com todas as obras de que possa precisar um
engenho mocnlc e corrente"; excellenle machina, as-
scnlamcntos de assucar macho, relame, etc., lem
um grande e bom cercado e os niellmrcs Ingradouros
e Ierras que se possam desejar. Vende-se lambem a
safra plantada para mais de 1,200 piies de assucar
marho. Faz-se este negocio pela nica razilo de que
seu proprietario vai edificar um novo engculio con-
fronte a villa: a en(eiider-sc tora o proprietario do
mesmo engenho.
O abaixo assignado, nico cncarregado de re-
ceber os foros das casas da freguezia de S. Jos,
pcrlcncentea ao Sr. Franciscp de Paula Correia de
Araujo, faz soienle aos mesmos foreiros, principal-
mente aquclles quejiflo sabem a sua morada, de
diricirem-se a rua "do Pires na casa nova junto i
do finado Gervasio.Manoel Comes liegas
OfTercce-se uoi homcm para caixeiro do qual-
quer casa de negocio de atacados! tanto de fazendas
como de molhados no trapiche, ou alguma taberna
por balanco, o qual dar iuformaccs de sus con-
duela : a fallar a travessa dos Quarteis n. 35.
Quera quizer comprar urna machina de da-
gucrreolypo por preco muilo baixo, c com todos os
-.,. sucrreoiypo por prejo muito baixo, c com lodos os K X ao" 4oC0U
o sitio denominado Torre, em Bclem, appa- perlcnces, dirija-se ao aterro da Roa-Vista ti. 4 ter- ? .........50800(1
um carneiro ; quem fr scu dono, queira cciro andar. lJmade COluboscom 6 frascos dclncturas. (SOU0
la-lo buscar, dando os competentes sgnaes. pois T-aia,-*,..^.^._________ Dita de 144 com fidilos ....... lOnUOo
radordomesmositio nao se responsabilisa pela ^*Sl^^-:SS3 Cada cartciraMacompanhada de um exemflar
llO.lIFOrHlli Jas duas obras cWa mencionadas.
HOJIEOPATIIIA.
Comarca do Cato.
Manoel de Siqueira Cavalcanli miidou-sc
,dt ll? T rmC '.C- "f"*?! 'h'C0"r S S para "S"1'0 Martapagip. Contina a dar
ultas lodos os das uleis das 9 horas da S 5 consullas todos os diis, e a tratar os pobres
gratuitamente. *
-3
Na procissao da RoarVisla do Senhor aos. cn-
fermoa, desappareceu das mos de um anjo an reco-
llier a mesma, nma salva pequea de prata, obra do
rio, cut a beira recortada c ps com lavoura:
------r. ..*.. .
Aluga-sc um sitio
casa que acnmmodar dr....
sejam, s^uzala, estribara, cacimba de acua de be-
ber, baixa de capim que acommoda dous cavallos
a 11 ma luiente; quem quizer, dirija-se i rua da Ca-
ricia do Santo Antonio, n. !), ou com o abaixo as-
signado- Antonio da Cunha S. Cuwiarues.
J recisa-se de urna ama para o servico diario
de urna casa de pequea familia: na rua* das La-
rangeiras, u. 13, scuundo andar.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Por estes dias se espera do sul o va-
por conductor da lista da lotera 19 das
casas de caridade,
' ~ Offcrecc-se nm homcm soltciro para trabalhar
em alguma relinacao, ou mesmo para fcilor de al-
eum sitio: quem de scu presumo se quizer ulil-
sar, dirija-te a rua da Cruz, n. 19, 2. andar.
n ^". primeiro de maio, em praca publica do
Dr. juiz de orphaos e ausentes, so proceder ;i ar-
remalarao de dous escravos^perlcncrnles a heranra
de Francisco Jos Go^calves, as 4 horas-da larde,
na rua de Dorias.
J. Clwrdou, Jiarliarcl cm bellas lellras, doutor
cm direilo formado na universidade de Paris. ensj-
na em ana'casi,rua das Flores n. 37, primeiro an-
dar, a lr c errever, traduzir e fallar correcla-
mentc a lngoiT fraeeza, e lamlicm dar licocs par-
ticulares em rasa de familia.
. "O Sr. Manoel Vieira Guimaracs, queira vir
n rua da Cadeia do Recie, n. 10, a negocio.
Joaquim Jos F. Mancado.
. Bata justd o sobrado de um andar dama Di-
reita, n. 9a, defronle do beco do Serigado, perten-
cenle ;i Anna Maa de Carvalbo Uchoa ; se algu-
ma pessoa se julgar com direilo a elle, reclame nes--
les oito dias.
Estandojusla e contratada por compra a casa
erren, pcrlenccnte aos herdeiros de Anua Mara do
Nasrimcnlo, viuva de Zacaras deRrilo, Coja casa he
situada na rna do Quiabo, do bairro da'Boa Vista
desla cidade, n..9 ; deseja-se saber se existo algu-
ma hjpoihcca. ou sc.alguem tem direilo sobre a
mesma propriedade, haja no prazo de 8 dias decla-
rar; dirigindo-se a rua Velha, sobrado, n. 35.
O Sr. Jiiaipiim Pereira de Azevc'd Ramos,
morador na rua Augusta lem nina carta viuda do
Alai anli.in, que someiile so entregar ao mesmo Sr.,
na rua do TJiapiche n. 34. primeiro andar.
Ro|a-sn ao reverendo A. de F., morador
o J. C. da 4Hti Escada, que haja de dizer se o pa-
ament.qu#prbmeUeu fzer no Recire a.......foi em
.'iieiro passado ou se he no que ha.do vir, do con-
trario ver por extenso todo o occorrido.
Acliou-sc no lugar da ribeira do peixe, na fre-
;uczia de S. Jos, uro pequeo sacco contenjlo a
quantia de 1:15000 : quem for seu lesilimo dono pro-
cure-o na rua Augusta n. 16, que dando s signacs
certos Ihe.scr cnlregue, pagando somonte a despeza
desje annuncio.
Antonio Jos Ferreira Guimaracs vai-ao Rio
dp Janeiro. v
LOTERA DlTrfN. S. DO LIVRAMENTO.
Aos 5:000^000 e 2:000,^000 rs.
O raulelisla Salusliano de Aquino Ferreira avi-
sa ao rcspeitavel publico, que comprou todos os bi-
llictes audam no dia 12 d maio; os seus bilhetes e caute-
las eslao venda nos lugares do coslume. Paga sob
Sua responsabilidade 09 dous premios grandes sem o
descoulo de 8i do imposto geral.
Dilliclcs 68000
Meios 3>000
Ouarlos 1S500
Decimos ,700
Vigsimos 400
5:0008000
24.-i008000
1:2508000
">0O0O0
2508000
Salusliano de Aquino Ferreira.
e L,ira, morador *
! Velas decarnatiba simples de 6 em libra,
ni Pedia lapada, e neg- minio superiores, em caixas : na rua da Cruz no Re
e gados em grosso trato, c.,re "- 3^* cm asa i nnurt-> fnmr% .. <..: ai. gj Malas para viafem.
jtt GranOo sorlimenlo de (odas as qualidades por pre- ,.N? a(erro. *la Boa visl n- > -
G( co razoavcl: na rua de Collegio'n. 4. nho linio superior, de. Lisboa, a 320
jfe gomma para engommar, a 3g rs. a ar
Francisco Jos
I (ticfoi
! oante i
! tanto na estrada como na feira da
ida^le da Victoria, faz sciente a
quem convier, que elle lia bastan-
tes tcinpos retirou-se de semelhante
negocio, sem que nada licasse a de-
ver a pessoa alguma proveniente
delle,- s sim a gratidao para com
aqueUes senhores que neile dqiosi-
ftvam inteira coi|lianca ; e como
no saiba lr nem cscrever, e por
conseguinte muitas lettras er^o
aceitas a rogo seu, declara para
possiv) que proveniente dquell
i negocio se julguc credor do annun- .
! ciante, baja de declarar por esta
^ folha no prazo de 15 dias sendo
R pessoaSje perto, e no de 60 dias
< sendo do centro ; na-certeza de..que
terminado este prazo, nenlnima
responsabijidade tera', o.que faz .
publico pglopresente. Recite 29 de &
- .abrildc 18*4- 1
1 erdeu-.-c nina cae,lorriuha raleira, prela.com
urna risra braiickiios peilos.e parle dos ps; quem a
levar a Guilherfle Saarcs Rolelho, oa rua da Coo-
ccicao da Boa.V isla u. 14, str recompensado de su
Irabalho;
J. Falque,.embarca para o Rio de Janeiro, o.
seus dons escravos crioulos.de nome Joaquim e Rosa
Vende-se urna escrava crioula, mora: na rua
da Guia n. .V), segundo andar.
Aviso aos rapazes solteiros.
Chegou a luja de miiidczas da rua do Collegio n.
uro segredo: nao se diz o que he, porque as eu-
e redondos. "7* ~* -""">ua i
Vendem-sc na loja de miudezas da ma do Colle- prompta a seguir viagem : na rua da Ca
-- A -..... "- -- -"i\ *nn j_:_ Jn i>:f- c !:.
Vende-se urna escrava. crioula : na rua Nova,
sobrado da quina que volla para n rua do Sol n. 71,
"sitio lio "Hon7cfo"'com KWBde' 1 "mlc,'s:,',ava ',at>3o< he qnilandeira e tambera
ardua, fammis por gr" X q o R^tSfeSLTV4 P^pri"tim 1" ""
iribaria, cacimba'de amia de be- S'" "a rua UrB" do Bosano **
Attcnrao as' pechinchas.
Cliegaram a loja deluiude/.as da rua do Collegio
n. 1, os seguintes objectos os quacs se vendem por
preco mais commodo do que em oulra qualquer
parle : um grande sorlimenlo de calungas de por-
ceilana como sejam: gatos, gallos cachorros, oni;as,
tigres, rructas. lisuras o oulros muilos objectos, lu-
do proprio para paliteiros ou cnfciles de mesa, as-
sim como S. Joao Raptista, S. Pedro, N. S. e o Di-
vino Pastor, estampas de santos e santas, pequeas c
grandes collccoes da via-sacra com 14 eslampas, e
de louca, S. Antonio, N. S. da Conceicao, S. Pe-
dro, as tres pessoas da Sanlissima Trindde e outros
mais, balaos, cestas para compras, cestas para me-
ninas trazercm no braco, nutras para fructas, flores,
e outras muitas, molduras douradas para quadros,
corrente* de aro de goslo, muilo bonitas proprias
para relogios, collecocs de Goncalo de Cordova, de
Gil-Braz, dos Mysterios de Pris e da revolucao
franceza em 1848, retratos'de Isabel II rainha de
llespanha, de Espartero de Aapoleao 1 c III, jio im-
perador dos Francezes, do D. Miguel de Bragada e
sua esposa, franjas bra ncas e de cores proprias para
cortinados: assim como nutras umitas cousas qne
se deixam de annunciar, pois visla do comprador
lie que se podemtaosliar.
Vende-se um pardo moco, proprio para pa-
gem, b cutende de sapaleiro ; na rua larga do Ro-
sario, padaria do Sr. Manoel Antonio de Jess.
Vcnde-se um cabra de 30 anuos, bom para
Iralialhar em algum silio, por ler disso pralica; c
lambem sabe Iralar de cavallo : he muito sadio, e
nao lem o vicio de se embriagar, e nem de fusir ;
quem o pretender, dirija-se a rua Direila, caia jun-
to li padaria, n. 07.
H Vende-se na loja omarella da rua 3
>g! do Crespo n. 4, ao lado do norte.
M Kelvina de seda, fazendas todas
M Je cpialidades escossezas, a 640 rs.
W. cada covado: faculta-se as' ambs-
g tras a todas as senhoras de bom
gosto.
Vende-se urna negrinha de 15 unos, crioula,
propria para o servieo interno de qualqucr casa de
fam i lia por estar a isso coslumada, e nao Icr nimia
vicios nem achaques, e um molequede 7 anuos lam-
ben) crioulo: em casa de Jos do Patrocinio do
Rumlim, na ruada Concordia, letfeira casa dolado
esquerdo, entrando pela parte da mar. "
Oleo de Iinliara.
Vende-se oleo dclinhar cm barrisde 4 em pipa|:
no armazem de Eduardo H. Wyall, rua do Trapi-
che n. 18. .
Vcnde-se urna casa terrea do pedra ceal, chaos
propnos, na cidade de Olinda, ruado jogo da bola
n. 26 por prejo commodo: a Iralar na rua do l.ivra-
menton. 16.
PARA AS CRIANZAS NO
, TEIPO DE IimRlO. -
Na na du Queimado loja de miudezas da boa fa-
ma n. 33, vendem-se ramisinhas de meia para en-
ancas de um a dous anuos pelo diminuto prero de
500 e 800 rs. cada urna. Estos camisas sao muilo
a pro\ mas pelosscnliores mediros para .is.crianras, por
causa do muilo defloxo que'ellas soffrem no lempo
de invern, do queprovm umitas moleslias perico-
sissimas.
Pao de senteio.
Vondc-sonasqoarlascsabbados, uperior pao de
senteio : na padaria da.rua da Scnzala Nova n. 30.
No armazem confronte aloja do Sr.'Martina
pintor, vendem-se duas carrocas novas oito bem' Sn^L^tSf T" acna1UC5' e, arra"Ja ben
conslruidas, as quaes serven, para cavallo o,. boH .~.^*..?Ja."a5iS pr.eS jmmiHto. o ao com
conslruidas, as quaes servem para cavallo ou boi,
outra usada ; as quaes se vendem pelo preco que
comprador offerecer
i""'j -.' -----------*------'SJ TO na rua lar?a u*> Rosario n. 25.
quando algnem bafi (o'me nao he ^ dem-sea2S700meios billieles, cujas rodas andam ^^S3*10 d0 K, qe Janeiro
.. ~- imprclenvelmento no dia 12 d maio; os bilhetes
desla casa lem approvado.por quanto lem sempre sa
Indo algumas sorlcs grandes, pelo que vale a pena
acrescimo de 200 rs. de lucro. .
Vendc-Se a taberna da rua de Sanio Amaro n.
28: a tralar na mesma.
tJJ) Vadc-mecum dos ho'meopathas ou
COMPRAS.
Compra-se um eacravo robusto, de bons coslu-
me*, c que n,lo soja fujao ; paga-se bem" se agradar :
na travessa da Madre de Dos, armazem de Jo3o Mar-
iins de Rarros.
Compra-se urna mesa dejantar, clstica, que
naosoja muito grande; quem lver annuncie para
ser prendado.
VENDAS
NO SlJLTORnrilOJIEOPATlHCO
- do
DR. L A. LOBO SIO^0ZO.
Vcnde-se a nfihw de todas as obr* de medicina
TioincQalliica tSf O.NOVO MANUAL DO DR.
JAIRC5i Iraduzido em porluguez pelo Dr.P.
A. Lobo Moscozo, contendo um accrescimo de im-
portantes cm^ocs sobresa applicaSo das dses, a
dieta, etc., etc.. pelo traductor : quatio volumesen-
cadernados em dous" 20^000
Diccionario dos torraos de medjrma, cirurgia, ana-
toma, pharmacia, etc. peJoiDr. Moscozo: cncader-
uado 4$00o
L'ma carleira de 24 medicamentos com dous fras-
eos de linduras indispensaveis 40S000
W* taM......'. 458000
u,la> 48.........505000
rua do Colovcllo 11. 29.
(^ O Dr. Casanova, medico francez, d con- (jj)
( sullas ,odo4s g RUADASrRBZESK.28. t
^ ^o mesmo consiillorioaclia-sevciidajim J
^ grande sorlimenlo de carlciras de lodos os
,jgv lamanhos por precos commodissimos.
t CINCO MIL RIS.
A 1 carteira com 24 tubos a cscollia.
JT. 1 tubo grande de gldbulosavuls.
p) 1 dito mediauo......
f 1 dito pequeo.....\
Vf 'on;a de tintura a escolha 15001
(a Elementos dehomeopalhia 2 volunte* 2.
(t e> *^ Palhogenesii dos medicamentos
7L Tratado das molestias venena
para se tralar a si msftnro.....19000
500 1
400,1
300 1
15000 \
..
^ Carteiras de 24 tubos pequeos para algi-
** beira ... ....., 89000
Ditas de 48 ditos '......'. 105000
rabos avulsos de glbulos i-sooo
Irascos de inciaonea de lindura 2JO0O
lia lambem para vender grande quanlidadc de
lubos de cryslal muilo lino, vasios c de diversos la-
manhos. ,
Asupcrioridadc dcstos medicamentos est boje por
todos reconhecida, e por isso dispensa elogios.
N. H. Os senhores que assignaram nucomprurama
obra do JA1IR, antes de, publicado o 4- volume, pd-
dem mandar receber cate, que ser cnlreguo sem
111 guenlo de preco.
\ ende-sc 10 cscravosv sendo 2 ptimos nre-
los proprios par todo servico ; um bom casal de es-
cravos, sendo a prcta cozinheira; 1 dita de bonita
figura, moca, que eniiomina, cose, faz laberintbn,
marca com toda |ierfci<;ao ; 5 ditas de 18 a 30 an-
uos, com algumas balielidades : na rua Direila.
11. 3. '
Vcnde-se saccas eom farinha de mandioca
muilo boa ; e redes alcochoadas de lindas cores pa-
ra lipoias, tudo por prero muilo rommodo: na vou-
da da rua do Rosario, esquina do beco do IVixc
Frito n. 9.
Vcnde-sc a taberna, sita na rua do Acouguinlio
0. 20. com os fundos que convier ,1o comprador, lam-
ben! se \ ende s a armacao com os perlcnces o al-
guns cascos; islnsc faz por ter outra taberna para
onde se remove lodos os gneros cm tal caso, e por
cslarju contratada a venda delta, pois o fimdesto
venda he nicamente por sen dono estar docnlc e
querer relirar-se para tratar 'de sua saude : quem
prcleuder, dirija-se i mesma para Iralar do ajuste.
OLEO DE LINIfAgA EM BOTIJAS:
vende-se em a botica de Bautholomeo
Francisco de Souza, ru.-. larga do Rosario
n. 50.
Vendem-sc daseos de palha c esleirs cera ----------------
amarella, dila de canfauba de prime'rrwrte ia ~ l fnTr,o ffr? der"V*ta to">.reode
conrinhos miudos.ludo chesadodeno o An '" f0r" C T lres "*< muito segu-
ra
preco
"-" -,-. --- -j
Na rua do Viuario n. 19 primeiro andar, lem na-
vender-so chalaos de castor -brancopor commodo Vende-se superior vinlio do Porto, cm
Bf> barrisde 4., 5. e 8.: no armazem da rua
"*' do Azeite de Peixe n. 14, ou a tratar no
escriptorio de Novaes & Companhia, na
rua do Trapichen. 34.
Padaria.
Vende-se1 nma padaria muito afregnezada: a tralar
com Tasso & Irmaos.
Aos senhores de enpenho.
Coberlore* escores de lilgodao a 800 r., ditos mui-
to grandes e encorpado a 15400 : na rua do Crespo,
loja da esquina que volta para a Cadeia.
POTASSA BRASiLElRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no-Rio de Janeiro, che-
gada recentemete, recotnmen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons effeitos ja' experimen-
tados': na rua da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Lcconte Feron &
Companhia.
-- t------------- i'u aun,
Vendem-se relogios de ouro c prata, mais armazem n \i 1
ratos do que em outra qualquer parle, se amaneara
* 5ae.nrfclsa.re,n comprar. No mesmo deposito
----- ., .,....,.|uv.
_ na praca da Independencia n. 18 o 20.
Chapeos pretos francezes
a carij, os melhores e de forma mais elegante que
lem viudo, e outros de diversas qualidades por me-
nos preso que em outra parle : oa rua da Cadeia do
Recito, n. 17.
Depouto da fabrica de Todo* oa Santoa na Baha.
Vende-se, cm casa de N. O. Ilieber JC., na rua
da Cruz n. 4, algodad trancado d'aquella fabrica,
muiln proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, h a
para vender, chegado de Lisboa presentemente pela
barca Olimpia, o seguiule: saccas de farello muilo
novo, cera em'grume e em vela com bom sorli-
menlo de superior qualidade, mercurio doce c cal
de Lisboa em pedra, novissima.
Vendcm-scemcasadcMc. Calmonl & Com-
panliia, na praca do Corpo Santn. 11, o seguinle:
vmlio deMarseitlcem caixas de 3 a 6 duzias, linhas
em novellos ecarrpteis, breu em barricas rauto
grandes, ac de mllao sortido, ferro inglez.
AGENCIA .
Da Fundicao' Low-Mrfor. Rua da
Senzala nova n. 44.
Neste estabelecimento continua a,lia-
ver um completo sortimento de moen-
das e meiasTrioendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e_ coado; de todos os tamauhos, para
dito.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da inveneao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portugiiez, em casa de
. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz, h. 4.
SANDS.
SALSA PARRILHA.
Vicente Jos de Rrilo, nico agento em Pcrnam-
buco de R.i. D. Sands, chinde americano, faz pu-
blico que lem chegado a esla praja urna grande por-
Cao de frascos de salsa parrilba de Sands, qne sSo
verdaderamente falsificados, o preparados no Rio
deiaueHWi-pelo que se devem acaulelar os coosu-
-rnidorcs de" tilo precioso talismn, de cahir nesle
dos e elaborados nela msodio-fi ,,?.?I lc ,le hcrvas mcd.cinac?, nao contara mercurio, nem
seus toretes aJTmii* estoco 'd^UL'i-^ ou,ra al5nma s"la""a deleclerca.- Renigno mais
dcsta fraude e dislingua a verdadeira salsa parrilba
de Sands da falsificada c rcccntementc aqni chega-
da ; o annuuciante faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em sua botica, na roa da Conceicao
do Recito n. 61 ; e, alm do receiluario que acont-
seu nome impresso, c se achara sua" firma em ma
nuscripto sobre o involtorio impresso do mesmo
fracos. ..
No atorro da Boa Vista n. 80, vcnde-se v
rs. a garrafa
c"_,v," -"", vtf 13. a MiTolia.e 100 J
a libra; cha preto bom em cinbrulhos dc^nia a (re
libras. ^w^ M
Vende-se urna prela de 26* a 22 annos, boa
engommadeira c cozinlieira, lava de sahao o varel-
Ia, nao tem vicios nem achaques, e arranja bem
pradorse dir o motivo da veuda; prefere-se para
mallo: na rua da Roda n. .">2.
H- Na cua do Vigario n. 19, primei-
- Vendem-so 4 escravds, 1 mulato de 20 annos, roTJZ ^LZT/a "'j- Pr'me'" PUL
1 molequede 17 annos, 1 prela lavadeira e engora- r. andar tem para vender diversas mu- Conydlsoes.
madeira, lprelode 40 annos e 30 travs de pao dar- Sicas para piano, violao e flauta, cmo 0el)J'ldade ou Cnna-
co : na rua larca do Rosario n. 9,. *,.:________J_:il
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho- ebilidade jdu falta de
ticket, modinhas, tudo modernissimo fora* P"ra qualquer
cousa.
Ilesinteria.
Dor de gargahla, .
o nos rins. v
Dureza no venlre. IP
Enfcrmidades no figado.
venreas.
Enxaqnerai
ller\sipcla.
l'ebres biliosas,
a intormiltentes.
FARINJIA DE TRIGO.
_Vendo-se no armazem de Tasso Irmaos, farinha do
o' trigo de todas as qualidades, que exislem no mer-
cado.
de cor com 6 1|2 varas, muito
,. .,'--------- cor com o p varas, mullo ga, a JSO, <
O Uv. Hering traduzdo em por- zA com81|2 varas a 30000rs.crl i de meiacaser
tllfliez; 2? para calca a 3SO00 rs., e outras nuitas 'fazendas
cha-sea Venda esla imnorlanlissima o- Er.!.c" Tn?*10 :<.na.^ua doCfesP"'luJada
^ Acha-se a venda esta imporlanlissimn o-
fai bra do Dr. lleriifg no consultorio homu-
Z palliieo do Dr. Lobo Mosese rna do Colle-
W g>o ti. 25, 1 andar. O
Vendem-se correntes de fer# usadas, lano fi-
nas como grossas, as quaes eslao lem muito bom es-
tado, e por preco muito commodo : na rna da Sen-
zala, armazem defronle da loja do Sr. M|Ains, pin-
tor. No mesmo armazn compram-so ferro velhos,
cobre, lalSo e outra qualquer qualidade de melal,
assim como brins, lonas e oulros pannos velhos etc.
Vende-so urna prela que sabe cozinhar o diario
de orna casa: na rua do Livramento n. 1.
Vendem-se tres bonitos armarios de amarello,
envidracados, proprios para biblioteca ou oulro qual-
quer eslabeleciment, por serem muito bem feilos ;
assim como nma mesa de mogno para jaular que ad-
mita mais de 40 pessoas, e oulros trastes que se do
por preto muilo commodo ; jio armazem do eorre-
tor Miguel Carneiro, na rua do Trapiche, ounarua
da Cruz u. 34.
CERA DE CA RNAURA.
Vende-se cera de carnauba chegada acora do Ara-
caly : ua rua da Cadeia do Recito n. 4, primeiro
andar.
SAL DO ASSli'.
Vende-so sal chegado acora do Ass, a bordo do
hale Anglica : a tratar na rua da Cadeia do Recito
n. 41, primeiro andar.
Vcnde-se urna escrava de meia idade, sabe la-
var de sahao e varrela, muilo propria para o servir
de canvo, por j:i lar sido esla a sua ocenpacao:
quem a pretender dirija-se a rua do Crespo loja C.
V*nde-se nm xcellcnlc carrinho de 4 rodas,
mui bem construido, embom estado; est exposto na
rua do Aragito, casa do Sr. Nesme n. 6, onde podem
os prclendcnles.cxamina-lo, e Iralar do ajusto com
o mesmo senhor cima, ou na rua da Cruz no Rccife
n. 27, armazem.
PALITO'S DE ALPACA FRANCEZES.
Grande sorlimenlo de palitos de alpaca e de brim,
na rua do Collegio n. 4, c na rua da Cadeia do Reci-
to n. 17 ; vendem-se |>or preco muilo commodo.
', Sementes novas.
Vende-se no armazem de Antonio Francisco Mar-
tina, na rua da Cruz n. 62, as melhores sementes re-
centenieiilc chegadas de Lisboa na barca portugueza
Margaridtt, comoseja : couva tronxuda, monvarda,
saboia, forjan carrapato de duas qualidades, ervilha
torta e direila, coentro. salsa, nabos e rabanelcs do
todas as qualidades.
Fazendas baratas.
Vendem-se rasemiraa francezas, padres modernos
e muito clsticas a 48000, 4.50#e 5-S000 o corle, di-
tas mcias Cascmirasa 25800 o-corle, panno fino azul
para fard?s de guardas naconacs a 3>500 o covadoa ,
selim prclo Macno a 3S000 o covado, casemiras pre-
tos a 25200, 29400, 29K00 e 39000 o covado: aa rua
dn Crespo n. 1.5, loja de Andr iiilherine Rrecken-
totd.
Vende-se um escravo: quem pretender dirja-
se ao sobrado do aterro da Roa Vista n.53def llora
da larde em vante ale 6 da larde achara com aucm
Iralar. ^
ATTENCAO'!!
Vcnde-se o verdadeiro fumo d Garanhuns, le
primeira qualidade, por prero commodo : na rua Di-
reila n.76, esquina do becco dos l'eccados Morlaes.
Muita attencaa.
Cassas de quadros muito larp i cpm 12 jardas a
29IOO a peca, corte de ganga narella de qaadros
muito lindos a 195O0, cortes de jstido de cambraia
ga, a 29S00, ditos
de meiacasemra
por
u esquina
que volla para a Cadeia.
cenca c\a Edwla BKaw.
Na rua de Apollo 11. 6, armazem de Me. Calmon
& Companhia, acha-se constantemente bons sorti-
mentos de laixas de torro, coado e batido, lano ra-
sa conio fundas, moendas ineliras todas de ferro pa-,
ra animaos, acoa, ele., dilas para a miar em madei-
ra de todos os lamanlios e modelos os mais modernos,
machina horisoulal para vapor com forra de
cavallos, coco9, passadeiras de ferro eslanhad
para casa de purgar, por menos preco que os de co-
bre, esco vens para nanos, ferro da Suecia, e fo-
llias de (landres ; tudo por barato preco.
Na rua da Cadeia dd Recife n. 60,' arma*
zem deHen'riquc Gibson,
vendem-sc relogios de ouro de sabonete, de patento
inslez, da melhor qualidade, e fabricados em Lon-
dres, por preco commodo.
Vendem-se pregos americanos, em
barris, .proprios para harneaste assu-
car,' c alvaiade de zinco, superior quali-
dade, por precos commdos : na rua do
Trapiche Novo n.46.
Na rua da Cadeia Velha n. 52, em casa de
Deane Ypule & Companhia,
vende-te nm cari-Samericano de rodas ; pode ser
visto na cocheira de Poirrier, no aterro da Roa-Vista.
Vende-se um completo sorlimenlo de fazendas
prelas, romo : panno fino preto a 39000, 49000 ,
.59000 e tSOOO, dito azul 3JJ000, 49000 e 59000, ca-
semira prela a 29500, selim prelo muilo superior ,
39OOO c 4J000 o corado, sarja prela hespanhola 29 e
29,500 rs., setim lavrado proprio para vestidos de se-
nhora n"29600, muitas mais fazendas de muitas qua-
lidades, por prejo commodo : ua rua do Crespo loja
n. 6.
Velas de carnauba.
Na rua da Cruz n. 15, segundo andar, vendem-se
velas de caruauba, puras e compostas, fritas no Ara-
caly, por menos prejo do que cm outra qualquer
parle. 1 #
Vendem-sc cobertores hrancos de algodao gran-
des, a 19440 ; ditos de salpico lambem grandes, a
192S0, ditos de salpico de (apele,- a 19100: ua rua do
Crespo loja n. 6.'
Deposito de algodo da fabrica de todos os
santos,
leanc Voule & Companhia, vendem-sc
la fabrica : na rna da Cadeia Vclha
n. 52.
Deposito de arinhas de trigo.
Acha-se farinha deSSSFa mais nova no mercado
como (ambem um sorlimcnto de farinhas amercanas-
110 armazem de cauc Voule & Companhia, no bec-
co do (joncalvcs.
da ioji do Sr. Marlins, pintor.
Moinhos de vento
'ombombaaderepuxopara regar hortoic lia'uas
decapim, nafundicaOdeD. W. Dowmaii: na ru
doRrumns.6,8el0.
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto, cm
POTASSA.
No anligo deposito da rna da Cadeia do Recia:
rmazcm n. 12, ha para hender muito-----
lambem lia barris com cal de Lisboa em pedra, pr-
ximamente chegados.
--jVendem-selonas.brinzao, brins e mcias lo-
nas da Rnssia : 110 armazem de N. O. ilieber &
Comoanhia, na, rua da Crnz n. t.
Vende-se selim prelo lavrado, de muito bom
costo, para vestidos, a 29800 o colado: na na do
Crespo, loja da esquina qne volla para a cadeia.
Grande pechinclia !
Vendem-sc corte* de cassa do ultimo goslo, e cores
Iixs, pelo baratissimo prejo do 9920 o corte,: na
rna do Crespo n. .
' Devoto Christao.
Sahio a loz a 2." edieSo do livrinho denominada
Devoto Clinslao.mais correcto e acresrentado: vnde-
se nnieamenle na livraria 11. Ge H da praca oa In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
I Redes acolchoadas,
brancas e de cores, da um s panno, muilo grano>s.e
de bom gosto : vendem-se na rua do Crespa, loja da
esquina que volla para a cadeia.
Deposito' de vinho de ch^H
igne Chateau-Ay, primeira qua-|
_ ^ lidade, de propriedade do condi
10^ de Mareuil, rua da Cruz do J :-
- cife n. 20: este vinho, o 'melle
W de toda a champagne vende- I
^ se a 065OOO rs. cadacaixa, acha- 1
j. se nicamente em casa de L. Le- f
g, comte Feron & Companhia. N. B. j
B As caixas sao marcadas a fogo
(J3$ Conde de Mareuil- e osrotulotj
({3J das garrafas sao azues.
SYSTEM.A MEDICO DE H<
PILIMS UOLl______
Esle ineslimavel especifico, composlo ineiramen-
1 (IP llDr\:lS ITIAfloinsna n3n nnnlni mnnhia-ir> iinm
oanha cada frasco nnhiii.o *. .~ aZ. fc'nlro ""'liares de pessoas coradas com este reme-
StSpS.'Ts^^ar" trssrX: t^rrjrrv^^^r:!*: a
i'.-iialinenle prompto o seguro para desarraiga* o
nial na compleifao mais robusta; he inleiramchle
innocente em suas opcraes e effeitos; pois busca e
remove as doencas de qualquer especie e gnio, por
mais antigs c teuazes que sejam.
Entre militares de pessous curadas com esle reme- '
severando em sen uso, conseguiram recobrar a sa-
10 de e torcas, de|>ois de haver tentado inulilmenl,-
lodos os oulros remedio.
As mais amidas njo devem entregar-se i deses-
peraeflo: furam nm competente ensaio dos efficazes
ctreilos deta assombrosa medicina, e prestes recu-
's pernrao o heneflip da^^at
Nao se perca lempcTem ArnV esse remedio para
* qualquer das seguiules enTermidade:
A i-nIiIqii Inri niiilnntinnr, 1. 1
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
A raplas.
Arelas (mal d').
Asinina.
Clica
650
Vendem-se na rua da Mangucira n. 5,
C5 lijlos de marmol-e ; baratos eem bom
estado.
Na rua do Vigario 11.19, primeiro andar, tem
a venda a superior flanella para forro dcscllius, che-
gada recentemete da Afnerica.
Vende-se nm escravo proprio para campo :
na ruado I.mamento 11. :|S.
BATATAS HOLLANDEZAS NOVAS
110 armazem de Juao Marlins de Barros: vendem-se
gigoscom batatas hollandezas,muito.novu.-i IsUOt)
res.
. .;,,.
de toda especie. .
Cota.
Hemorrhoidrs/
Hvdropisia.
Ictericia.
TndiseslOes.
InflammrOes.
Irregularidades da roens-
lrnaiao. "
I.ombngas de toda espe-
cie.
Mal-de-pedra.
Manchas na culis'.
Ohstruccao d venlre.
l'hthisica ou consumpc,So
pulmonar.
Relenco d'.ourina.
Khcnnxjilismo.
. Symptomas* segundarios.
Temores.
Tico doloroso.
Ulceras. .
Venreo (mal.
Vendem-se estos pillas no estabelecimento geral
de Londres, n. 214, Slrand, e na loja de todos os
boticarios, droguistas e oulras pessoas encarregadas
de sua venda cm loda a America do Sal, HaVanae
llespanha.
Vendem-se as bocelinhas a 800. Cada urna del-
las contm ama insiruccao m porluguez para c\-
plicar o modo de se uagr destas pilulas.
O deposito geral be em casa doSr. Soum, phtrma-
cculico, na rua da Cruz n. 2-2, MECHANISMO PARA EUGE-
NIOS.
!\A FIADICAO" DE FERRO DO EMEMEIRO
DAVID W. B0W1AN, NA Rl'A DO IWJI,
PASSA>DOOCHAFARtt.
ha sempre um grande sortimento dos seguintes ob-.
jeclos de mechanismoa proprios para engenhos, a sa-
ber : moendas e meias moends da ma. moderna
construcrao ; laixas de ferro fundido a batido, de
superior qualidade, c de lodoa os lamanhos ; rodas
dentadas para agua ou anitiiacs, de todas as propor-
coes ; crivos e boceas de fornalha e reaistros de hoei-
ro, aguilhOes.bronzes parafusos c cavillies, moinhos
de mandioca, etc. etc.
A MESMA FliKDICAO'
se executam todas as encommendas com a superiori-
dade jii conhecida, o com a devida presteza e commo-
didde em preco.,
Salsa parrilba,.
muilo nova, cm rolos de 16 libras ; vehde-se na'tn'-
vessa da Madre de Dos, armazem do Sr. Fernandos.
ESCRAVOS FGIDOS.
Relogios de ouro nglezes:
vendem-se em casa de Deane Youle & tompanhia
,~ ^f'V*. ,n.as;, de Deane Vuu|C ACompa-
il.a, rua da Cadeia Velha u. 52, ac d Millo ver-
dadeiro e carvao palente, proprio para ferreiros,
. Taixas para engenhos.
Na fundieao' de ferro d D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
t'o o chfariz continua li
completo sortimento de taixas u
r,.J: 1 1 1 1 ^ l_n An Roa-viagem : ilesconfia-sc que
tundido e batido de o a 8 palmos de -escravo vinha lodos os dia vender leite
bocea, as quaes acham-se a renda,- per ha milicia de ler ido vislo no sertSo no
preco commodo e com prompt^W: *-)
embarcam-se "o7*carre{jaui-se em carro
sem despeza ao comiiador.
Vendem-se cobertores de algodo grandes a 640 c'
rs. e pequeos a 500 rs. : na rua do Crespo nume-
ro 12.
1 e """"1 1 ----- mino eo peilo um poucomoinuo paia u,
Chfariz continua haver um betts carapinhos e descero al o meio da testa,
to sortimento de taixas de ferro *" Joanna Maria dos l'a*os. moradora
. ., Ul'y" ,, Hoa-viacem : desconfla-c que fdrae seduzdo,
-JLATO FBOIDO,
-No da 23 do corrente, ns 8 horas da nofte, desap-
parecen da casa da roa do Torres n. 1," esrriptorio
dos hrs. Juao Pinto de Lemos & Filhu. um escravo,
pardo, claro e de cabello corrido, que linha vindo do
mallo para vender-se nesta, e representa Icr de ida-
de 28 a 3Q aniios, levou caifa e camisa azul, e he
provavel qne vollasse para o mallo, seguinde o co-
minho do aterro dos Aogados : quem o pegar, lea)
ve-o a dila casa, qne ser recompensado.
Fogo "a 24 do corrcnle uro prelo crieulo de-
nome Pedro, bonita figura, sem barba, beicos gros-
sos, pannos 110 rosto, ps grandes, signaes ltigos
de'rellio as costas e pescoco, ondo'talvcz tenl
nal do gancho, com que eslava, e com s qual fogio,
he canliolo e falla elidiendo um pouco a bocea de
lingna : quem o pegar lovc-o ao escriptorio doDr.
Vicente F. v no pateo-do Collegio nu a lialdiuo
F'erreira Comes no sitio do fallecido Silva & Com-
pauhia na Can Forte, onde ser recompensado. ,
Fugio no dia 25do corrcnle o escravo crioulo
de nome Vicente com oa signacs seguintes, repr-
senla ler Oannos,bem prelo, olhos grandr*,. cam-
bado das pernas, he muilo prosista : levo 1
camisa de meia j rola, calca ;do riscadinho ja soja
porm lie de suppor que miidasse de Irage, este es-
cravo he propriedade do Sr. Paulo do Amorim Sal-
gad* senhor do engenho Cocal da fresuezia de Una,
quera o pegar ou der noticia na tua do Rosario lar;
ga ii.2iou no dilo engenho que ser bem recom-
penssado. .
No dia3 de maio de 18.32, desappareceu nm
w^cravo, paran de nome Leonardo deidado de th an-
nos pojieo mais ou menos, cornos seguiules sgnaes;
dentro, ca-
tata, foi
na
. este
oas vi i" Recife,
de ler aido vislo no serl5o no lugar Var-
Per..- T.'. M.T. f FarU.-WN.


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