Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01519


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Full Text
ANNO XXX. N. 173.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
I
DIARIO
SEGUNDA FEIRA 31 DE JULHO DE 1854.
-SM--------------
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
IIMIII -----
AiMBUCO
KXr.AHKKi.AlHIS DA SUBSCRIPTO'.
i Ullillis-
etie, ii [ironriclario M. F. deFaria; Ilio de Ja- Soliro Londres id 5/8, 26 1 i ao par.
iro, oSr. JoaoPereira Martins; Baha, o Sr. F. a Pars, 3Co rs. por 1 f.
DupraJ; Mace'u, o Sr. Joaquini Bernardo doMcn-
donga; Paralaba, o Sr. Gervazio Vctor da Nativi-
ni
Lisboa, 10o por 100.
< Bio de Janeiro, a 2 0 0 de rbale,
dado; Natal, oSr. Joaquim Ignacio Pea-ira; Araca-1 Aeros do banco 40 0/0 de premio,
iv, oSr. AntoniodoLemosBraga; Gear.oSr. A'ic- a da companbia de Beberiboao par.
inri ano Augusto Borgcs; Maranho, o Sr. Joai|uim da companbia de seguros ao par.
M. Rotlr.gues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos. I Disronto de letlras a 6 e S 0/0.
META ES-
Ouro. Oneas hespanbolas...... 295000
Hoedas de (3100 vdhas. 168000
de li-MOO novas. 10*000
de 4000...... )0 I Piala.Patacoes brasileiros..... 18040
Pesos t'oluinnarios..... 18040
mexicanos........ 15SG0
PARTIDA DOS cOiUiElos.
Olinda, todos os das.
Curuar, Bonito e Garnulilins nos dias 1 c 15.
Villa-Bolla, Boa-Vista, K\i e Ouricury, a 13c 28.
Goianna e Paraliiba, segundas o scvlas-foiras.
Victoria c Natal, as ipiintas-feiras.
PREAHAR DE1IOJK.
Primeira as 0 horas c 18 minutos da inaiibaa.
Segunda .is 9 horas c 42 minutos da larda.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Comroercio, segundas equintas-feiras.
Reluci, teroas-feiras e sabbados.
Fazenda, trras o soxlas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas c quintas as 10 horas.
I.4,vara docivcl, segundase sextas ao meio dia.
2.a vara do civel, quartas o sabbados ao meio dia.
EPEIIERIDES.
Jullio 3 Quarto crcscenie s A horas, 1 mi-
nuto e 48 segundos da tarde.
" 10 Loacbeias 4 huras, 6 minutse 48
segundos da manha.
a 17 Quarto minguanie a 1 hora, 44 mi-
nutos e 48 segundos da manliaa.
> 25 La nova aos 47 minutos 48 SB-
gundos do larde.
DAS DA SEMAXA.
31 Segunda. S. Ignacio de Loyollafundadordosj.
1 Terca. S. As cadeias de S. Pedro A|Kisiolo.
2 Quarta. N. S. dos Anjos ; S. Esievo p. m.
3 Otiinta. Inveneo do corpo de S. Esievo.
4 Sexta. S. Domingos de Gusmo fundador.
5 Sabbado. fiossa Senbora das Nev?.
6 Domingo. 9. Transliguracao do Senhor no
Monte Thabor ; S. Xisto p. 111.
PARTE OFFICIAL.
GOVERNO SA PROVINCIA.
Espediente do 41 36 de jalao.
Odicio. An Eim. presidente do Maranhan cu-
viaudo ocunlicciiiiento de varios objerlus remedidos
para aquella provincia no Inisuc nacional fen fe,
rom deslino Barca de escavacAo, c rogando a espe-
dirn de suas ordens para que seja all pago o lete
da conduceAo de taes objeclos. (.ommuurou-se
an respectivo inspector do arsenal de uiariuba.
Dito. Ao Eim. director seral da insIruccAo
pablan, nuiorisanilu a mandar proceder compra dos
movis c utencilios que e fazem precios para a au-
la publica de insIruccAo ele mentar do segundo grao
la Venda lirande constantes da relaoAo que S. Exr.
remollen, enviando a competente cuela afim de ser
paga.
Dita. Ao coromandantc das armas, inloi-
rando-o de baver expedido as convenientes ordens
para seren transportados no vapor que se espera do
norte o rabo de esqundra llcrnardioo de Seua .Mo-
ras, e u soldado Antonio Fiarle, esle cosa destino a
proviuiiadas Alagoas, e aquello a da Babia. Kei-
o necessarin expediente a rcs|ieo.
Oito. Ao inesino, para mandar |H>rem liberda-
de remita Joaquim Suriano l.eite. Conimu-
knirou-se ao director das obras publicas,
hilo. Ao mesmo, dizondo que, pode mandar
por em libertlide orecrula Joaquim Rodrigues Can-
pello, visto lee sido julgado incapaz para o serviro
militar.
Dito. Ai inspector da tbesnuntria de fazenda.
recemtneailamlo que do crdito aborto |>elo mini-io-
ro do imperio para a colonia militar de Pimenlci-
i .1 -. muele S> S. adiantar ao ajudanle da niestna co-
lonia. Joto Marinbo Cavalranti de Albuquerque
qu.mli.t do sciscrnlo* mil re-, alim de ser eolios no
o respclivo director que oppnrtiinamenle prostar.i
a dovidas cotilas. Oninimitiioon-.o ao menciona-
da niredor.
Dito. Ao mesmo, nleirando-o de baver o ha-
charelManuel de Albuquerque Marbailo, promotor
publico da comarca dn Itrrjo. enlramlo no dia 17 do
i oriente no goto da Urente, que Ihe fui conredida.
bi'ri am-.e as nutras commuiiicares.
Dito. Ao rommaudaiilc da estarn naval, re-
rominon lamn a cvpcdioAo de suas ordens para que
o commamlanle do bri.uo escuna /sgaliadc, con-
dua a M bordo para o presidio de Femando, os II
srntcnciasr pia, ns quaes Ihe serio mandad, apresentar por par-
ta dn chote de polica, devendo o referido
i nniiuandaiile requisilar ao inspector d arsenal ile
marinha as rar,V* que l'nreni ncoessarias para sus-
lenlo dos ditos sentenciados. Oflirioo-se a rcs|iei-
lo ao mencionado inspector.
Dito. Ao r.ipilao do porto pan mandar por em
lilierdade o i cerna de marinha Manuel Benedicto
dos Santos.
jjp- V--IHto.A^ juiz municipal da 1. vara di rendo
' que, visto n-iliter inronvonirulr na ida do wlen
ciado Mathcus Jos Rodrigues p Fernando, pode Smc. para all cn\ia-lo na primeira
opportunidade.
Oito. Ao inspector da tbesouraria -provincial,
oicii .imlo-o de baver approvadn a compra que tez o
director das obras publicas de :17 ps de Cerro n. J a
l.rJr.1 rs. caila una ; IK encbadas de aro a mu rs.
rada cuchada ; 21 ditas do porto a 720 rs. ; 2 tarics
a mil res cania um ; e i aseadme- tambem a mil rs.
rada um. para oceorrer-sc as necessidades do servi-
ro daquella repartir,Ao. Ofliciou-sc a respeito ao
mencionado director.
Oito. Ao director do collc2o dos orphaos, com-
inniiicando baver, em vista de sua iiiformarAo defe-
rido favoravelmente o requerimenlo em que Isabel
Joaquina Cavalcanti da Silveir.i. pede para ser ad-
mittido n'aquelle collegio o scu tiln, menor, Anto-
nio de llollanda Cavalcaule de Albuquerque. I-
gual communicarao se fez a administrarn do patri-
monio dos orphAos.
Dito. Ao commamlanle superior da guarda na-
rionaldo inonicipiodo Kecife, recommendando a cx-
l>edicAo de suas ordens para que o commandantc da
fi. coiiipauhia do 6. batalho da mesma guarda na-
eional, preste promplamenle ao subdelegado do I."
di>triclo da freguezia deJaboalAo, as pravas que es-
te Ihe requisilar para sobsua ilirerr^ao fazer o serviro
da polica, cumprindo porcui que esse servico seja
frito alternadamente e com rcgularidadc alim de que
liA'i se- torne vexalorio.
Hilo. Ao mesmo, iuleirando-o de baver a vista
d -ua informaran concedido seis mezes de lirenra
n.ira ir a provincia do Kio (irande do Norte, ao 1.
lente d I. companha do balalhAo de arlilharia
da guanla nacional drsle municipio, JoAo Mainel da
Costa e Silva.
Hilo. Ao delegado do termo de Iguarass.Re-
mello a Ymr. a inclusa copia do urcamento que na
conformidadedo que Vmr. me propoz mandei fa/er
para elfccluar-sca obra da cadeia dessa villa, med-
anle o auxilio que Vnic. espcraobler de alanos habi-
lanlcsdoscii Icrmo.Espcro porlanloquo com a mxi-
ma possivcl brevidade me remollera osbuus resulla-
dos de suas palriolicas deligencias alim de que por
ni ni h -i parle roncorra tambem com o auxilio do co-
fre provincial que com etlcitn Bao se acha em estado
de carregar s com as despezas da obra.
Hilo.A junta revisora da qualilicacAo da fre-
guezia do Ruique, arcusando recebida a copia da ac-
ia da revisAo da qualilicacAo dos votantes d'aquella
freauezia, c declarando que na forma da lei doria ser
a dita copia asaignaila no verso de cada folha pelos
mcmbrns da mesma junta, o que ciimprc observar
para o futuro.
Portara. Aocomnianilante ilo vapor Afoyr, pa-
ra recebar a seu bordo, e conduzr para a ciirle a
Julio Cczar da Silvcira Llio.
COMMANDO DAS ARMAS.
Quariel do commando da* armas de Pernam-
baco na cldade do Reclfe, em 39 da julho
da 185'..
tIROEM 00 0IA N. i-2).
(I coronel commanilanlc das armas interino decla-
ra, que boje contrado novo engajamenlo, nos termos
do rcEiilamento approvado pelo decreto u. IOS!) de
11 de dezembm de I8.">2, precedendo inspeerjo de
saudc, o anspprada da stima rompanhia do quarlo
batalho de arlilharia a p Oomingns Moreira, oqual
servir |ior m.iis seis anuos. |>nrceliendo alem dos
venciineutos que por lei Ihe rompe! irru o premio de
HXtNNIU rs., paso* em parles isuaes nos pi imeirn.
dez mezes do cnsajamentn, e lindo e>!e nina dala de
Ierras de violeduas mil equinhentas braras quadra-
das romo he por lei express.
No casi de deserrAo, incurre no perdimcnlo das
vantasrnsdo piriuo, e daqucllas o que lem direilo
pelo arl. da lei n. GIS de IS de asosto de 18.">2;
ser considerado romo recrulado. e no lempo dn en-
gajamentose di-sconlar o de prieto em virlude de
scnlcnra, averlMinlo-se este descont, e a |ierda das
vanlascns norcspci livu ululo, como eslu por le de-
terminado.
Assisnadn.Mttiioel Uhm: Tarare;.
Conforme.Cimltdo Leal Ferretra, ajudanle de
ordens enrarreaado dodclalhe.
EXTERIOR.
OLHKTIM
Por Th. Pnxlr.
Ouem Ir nos chrouislas hespanhes a historia do
de.eobniiFiilo do novo mundo fira ao principio des-
lumhrado pelos Iriuniplio. de-e. ronquislailorrs que
1 aiuiihain directamente com irresislivel arrojo ; mas
lellectiudo depon uAu ha qoem *e nao -inla rom|ia-
'lei n|o ilas raras iuiligenas lAo sbitamente pertur-
badas em ,uas maguiiicas solidocs, e por loda a par-
le vencidas.
I.lue rraiii aules da ebegada de Christovao Coloni-
al ae*M |iovos. cuja historia jmai< se saliera ()ue
era faite daquelles. anda mais anligos, de que arha-
ram-se o-, vestigios esquecidos, e que linham talvez
lirilhailu antes da era rhrislaa E-se inunda lan no-
vo paia nos era pelo rntrarin i.iu vellni qoe dalia
" liiir-ip a pii an primriro rboque. parin-em 1er sido flagello de qoe a l'mvidenria
quw sccvir-se para facer e*sas naroe* deceneratlas
evpiareui um pa-sailu le.r.,|M!ri,|0. Tribus, nariies
Mefam rtt-sappareraam liarapirlamelle que a sn<-o-
elamenta nao ler ruidad.. mais ,edo em chindar
i-e> H|mk apagados da especie Immana. A civili-
ar iraliallia de balde, e jmaak jvoder resenrrar
rmupletamearte descmitcWrs deses nidigena- ii-
".....nl.-rraslurioM. me a inHum, a*s4"a ann
-ua nvoler oMul-tiri E ldia entre a* bardas
mi- Iwrbaras. un wow dameita.jw ilam >n.
al-oMrtimwme*. rmnxac*. Bate fcrm.ras. eM-
"uiram-ae tvtw. de Umrj.t IWX...M, me*,
OTJpme wm < Imimvm ar*rr*|um. tcrm da
""* I*" "* a oanseaB. a ve iaearj de-
*>"e UarLaro nimm MI (meta. ***** r-r-
-*wmi eaeaaar inm dtaatac. c*-
A FdRTFNA E A GOKCLSAO 0A Gl ERRA.
l'arecc que em o eesse ul i uno niinirro fomos in-
justos |>ara rom kossiilh. reprrscnlando-o romoprc-
paiadn c qnrremlo areilara |>rrsiis.i coadjuv.irioda
Russia para a liviaura do seu piu. A* vista das
suas nalavras, tal eos parecern! ser as suas inlen-
ees. Mas asx-veroii-mK orna anlnri'lade que nao po-
demos recii-ar. qn? louge de de-cn que a llunsna
e lanceaos brarj da Russia, eUe ,epuia ipialqner
i.,o nos que Ihe pesnaa WtmmtolbtP^Jtti anuiie-mn i.oiq.n
preJiz que, alim ib; c-capar a seu artal i-la !o ini-
zcravel de CscravidAo c opprcssAo. ellai/nna seme-
Ihanle paa so una opportunilaJe Ihe fosse pro-
porcionada, c sustenta que a circomslancia da In-
glaterra ler aceitado a allianra d" Vuslra nao Ihe
dcixa alternativa alguma. Hi/em que refusiados qoe
vvem tranquillos c u'un e-lado um pouco conforla-
vcl, posto que no exilio, p dem discutir as cousas,
como nos, fra e razoavelmenlc, e vero pleno peri-
go que pode resultar da circunstancia de deverem a
imlependeiicia a tuna po|gncia que nAo pode dese-
jar que esta tenha permancnlc durarn ; mas os
Hngaros que vivem no sou pcoprio paiz, e que dia-
riamente lesleinunliam aclos deaclrocidade e de in-
juslira. que eslAo exposlos cada momento a ser ar-
rancados as suas familias e laucados i-tii um,i mas-
morra, se agarrarAo a /italqitcr ino amiga quelites
der um prospecto mesmo de emanciparau momeu-
lanea. Emquanto houve alguma esperanra de in-
lervenran franreza ou ingleza, emquanlo parecen
pns-ivel que a Austria, lomando o partido da Russia,
podia imbuir os inimigos da Russia a amar e soc-
currer a Hungra, os Hngaros es|>erav.im e sof-
friam ; mas agora que as polencss occidcnlacs per-
suadirama Ausliia a uuir-se-lhes, allungria s lem
a alternativa de procurar succorru de una parle on-
de ella pede NT garantida somente de um molvosi-
nislro e por um designio temporario, ou submetter-
sec conceder que os ltimos restos da sua vilaliila-
de nacional Ihe sejam arrancados.
A estas qucixas s lemos duas observ arios a fazer.
Prineiramenle, era iiupossivel e fora erro dos esta-
distas ingleses nao aceitar e mesmo nAo procurar a
allianra da Austria para a causa em que elles eslo
acora cmpenliados, se se repula'scm seguros quanlu
honc^ldadc, c cnrdialidade de scmelhanlc alliau-
o lempo, nem a visiiihanca ile urna nacAn civilisada
lem piulido domar scus insiinrlos ferozes. Olanlas
veis nito lem elles levado suas currerias al aos ar-
rebaldes da cinilal do Rio da Prala, devaslado os
campos como um.i lempeslade, eolranbaiidn-se no-
v amento cin suas planicies sem lint para reappare e-
rem iiupiuailaniciite em uulro pon! Silo os lle-
duinos ila Amerita com a ililleieuca de que a pai-
xAn da pilhasein subslilur nelleso fanatismo retino-
s>. Falfa-lhes tamliem a elevarn do pen-amenlo.
e a alia poesa da linguagem que be o allrihulo dos
povos do Orieule.
Ne noca em que se passa neaia historia pelo meia-
do ilo seculo pealado um cacique emprehemledor e
astucioso estendia suas deprcdares desale as margen*
do Prala ao leste de Rueos Avres l a villa de
l'crzamiio. Ilepois de alsuns annos de Irrgna elle
Inrnnu a lomar as armas. Mais de Irezentos suer-
reiros niarrhavain dehaivo de suas ordens montados
em cavados de apparenna me-, pi ni lia, porrm alfelos
s oais rudos fadigas e selvasenscomn seus seubores.
Em um fri dia de jenabe a horda vagabunda esla-
va arampaila lias marsrns de um riacho, cujas aguas
|K>iini profundas rurriam alravez da planicie im-
mensa. Kmqiiauln o* cavallos preso', a estaras por
Ionizas enrdas feilas de (miro trancado paslavam a
branda rrlva, os Indios deilados d brur,is desrnn-
-av ai:i junta das lauras reunidas em feixes.
Ave- de rapia adrjavam dchaim do ero nubloso,
i e subre o* mootirulos de arria formados polos covis
[ ds lafaommai ralos do pampa |>e-quenas corujas, ini-
mevri.roiiHi minras pisravaiu osolbos. o enlor-
' ravram a calieras redondas na- pelmas de peaneea.
j A ram|Hi>a deserta assemrlhava-se a um pnmde ia-
2 de a=oas verdrs, ceja* ribanrrira- sublrahiam-se
a wwla.
RefK^tlii.aureole ama rma ap|uirreu no berieMV
ie rnrido a rplva rmr. asara*, fomt-inlonini
i rlwitladr ruma pHrel ee pa**a sobre as
das i*w-i-a* om eo- |**- issialmado^. IK
I*eml Ir-.antaiaaue taxittjllf a|aManil*i-se solare
- i'-u* ffierr. fc1e l neui *\am V indniff ^xe iiiimis* af-
ialNt Imm. se tacara visilanlr r
"apa '
en
laa.'saai s^
ra, e se ido enmprassem-a por meio de indignas
concessoes ou de imprudeiile sacrificio de ullimosnb-
jectos. Por lauto, bomoiis cojo dever he considerar
s ou permaneiilemenloos inliaiilll I da Hungra de-
ajaran que coadjuvassemus a Turquia, esfnrcando-
nos pan reconstituir e levantar una naeo hngara
iiidepeudcnlc; mas humens rujo dever be conride-
rarsc pcrmaiieiilcmenlc os interesses da Inglater-
ra eos triumphos da sua polilira e das suas armas
nAo poder ler seguido emellianlc prncesso, ao passo
que o poderusu imperador da Austria desejava coad-
juva-la, sem um manifeslo ahamlnno de deveres pa-
triticos. Em segundo lugar, se a Hungra pode con-
quistar a sua lilierdade, aceitando a coopcracAo trai-
eoeira do dcspola que outr'ora ou esmagu-a; se jnlga
ccrlo que, ompuiibandn as armas, pnde desaliar o
seu anliso npprcsor ; se pode assesurar que as con-
sequencias de semelbanle passo nAo sera meramente
una passagem de nina cscravidao para nutra anda
petar, porque d menos esperanras ; enlAo ten-
le-o olla por lodos os meios. ReilcmprAn e iiulepcn-
denria silo cousas que se devem acedar mesmo do
inaior inimigo : silo dons que se devem comprar por
qualquer prero, e ajiezar de qualquer rsjco ; mas
pactos com o demonio sao provcrbialmeute fataes e
Ilusorios.
11>davi,i parece mu duvidoso, que a oppoilunida-
de Ihe seja efferrcid.i ; e no cnlanlodcpreamoscom
o matar fervor o mais insignificante movimcido in-
surreccional. Segundo as noticias que lem chesfldo
s nossas praiasesla semana, parece que a perfidia
e a agsressAo eslo prximas a rereber o dev ido cas-
lijo. Sllennos crdito aos despachos lelegr.-iphicos,
a asfclio de Silslria foi levantado, e o evini rus-
so se a'cba em plena retirada alravez do Danubio :
E se ronliarmos na sincera linguagem dos estadistas
inslezes, elles uo pretenden! terminar a guerra por
urna inaneira, que dcixc a potenria que lio* lanrou
em seniclhaule calamidadc os meios de re tova-la
u'um,i quadra mais conveniente esob auspicios mais
favoraveis. O dolale que leve lugar sesunda fcira
noilena caa dos lords he a primeira diseussio par-
lamentar sobre o ohjecto que lemos com senlimenlos
de plena salisfarAn. ti veneravel lord Lyrdhurst.
rom urna lgica conveniente digna da sua re ibnda-
de polilira, reforrou o argumento que, ha mezrs,
temos apresenlado rom lana pertinacia aos nossos
loilnres,que as assressoes da Russia lem sido ine-
xoraveis, incessanles, -\-lciiiaiira-. que nunca ha
de abandona-las senao por inabilidade em sesui-las,
que senao imporlani rom tratado alsnm qoe por
ventura li/orino- com ella.qnc lie impossivel cele-
brar cnmprnmissus mais solemnes do que aquelles
que rila ja lem violado,qm; Ihe he impossivel pre
lar j'iiamento. .....i- po-ilivo* do queaquel.es que
lem hahilualnicnte poslersado, e couscqucnlemenle
como nao respci.ir.i saranlias moraes qu-- para
I ella nao passam de papel sujo, nao devenios depr
; a> anuas emquanlo na livermos garantas inale-
r.ies que ella nao posta riolar. Elle declarou en-
'. re os applausos da rasa, que ncnhuui i citnelusao da
suerra pmlia ser satisfatoria ou honrosa se nao in-
elui-se a rrlirada ,!. Ilu -: : itanborraj ''o Oanuliin.
|*i iii.lepxu eiiei.i segura da (jrcasia, e a deslruirao
le Sebastopol e da trola obrigada por Iraz deslas
poderosas fortificaees.
I^ird llerby suslcntou quasi as mesmas ideas.
Oeclarou que, |>oslo que os luglezes nao livesscm
querido a suena, anda menos nao quera urna paz
deshonrosa e que seria urna paz deshonrosa; agel-
la que dcixasse a Russia na posse das suas
rcenles conquistas e apta para perturbar oulra
vez a tranquillidade da Europa, ou qoe deixe
as tribus do Caucaso expostas soa vinganra, e o
Danubio um receptculo para as suas immudicics.
I.ord Clarendou, como convinha sua posirjo ofli-
cial. foi em pouco menos especifico, mas nAo de ma-
neira alguma menos claro e decisivo na sua liusua-
gem. Declarou que, nem a Austria nem as poten-
i cas necdeutaes linham entrado em conipromisso al-
I gum a respeito da inlcgridade da Huttia. e que nem
: ella nem nos coneenliriamos que Nicolao sahisse da
I mi,ton,la impunemente.
< Ncslas rirruinslancas pens que podemos ler
j alguma confianza nos protestos que a Austria nos
Irnidadn.queoseaobjecloe inluilosAoosmesmos,qae
os nossos.eque na proscciicAodesteobjocioedeste in-
; luito mis sempre a encontraremos rom nosco. Nem
cu posso crcr que, depois do conhecimento que a
Austria lem adquirido acerca da diplomacia russa
que ddpois da experiencia que ella lem do total des-
respeito dos interesses austracos depois da gran-
de despera que tcm feito presentemente, e dos gran-
des riscos a que est exposla Uo posso crer, co-
mo o nobre lord pareca inferir, que a Auslria re-
putara neressario aos seus interesses e a sua disni-
dade concluir urna paz semHiai.le que elle refe-
ri. Semelbanle paz nada menos seria que breve
e fingida Iregoa, para oque a Inglaterra e a Franca
lulo podiam concorrer, paz que nao dara garan-
| lias para o futuro, que em verdade siria um Irium-
l plio para Russia, c que dabi em van le dcxaria a
, Auslria mais do que nunca exposta influencia per-
niciosa e poltica asgressora da Russia.
a Da-e nutro ponto acerca dos termos emqueai
paz deve ser taita, NAo posso duer, nem pensar que |
alguna pos nobrrs lords lentassem dizer, em que le-
mos a paz pnde ser fcila, por que estes tormos de-
penden! das probabilidades c roiilingeuriasda guer-
ra, e na verdade, se en soobesso em que termos de-
vemos eslar prepurados para fazer a paz, e.lnu cor-
lo que os nobres lords concordaran! comiso que se"
ria imprudente divulga-los nesle momento. Pode-
mos ler as nossas opinioes proprias quanlo au que
pode ser ilesrjavel a esle respeito, mas nenlium do
mis pode dizer oque peale ser pnssivel. Entrclanlo
o que sabemos he que a poltica c o poder da Russia
j sao perigMOS paz o dobem|estar da Europa, c que i
sao perigosos causa do progresso e da civ ilisacAo.
Todos nos devemos saber que o objcrlo e os inleres-
; ses da Europa devem ser diminuir aquello poder e
j reprimir aquella poltica ; e que se se desprezar es-
I la opporluuidade para se fazer isto, foro absurdo es-
perar que ella se ollerecese oulra vez. M.y Lords,
a Europa inteira nAo deve ser perlurbada Bran-
des inlcresscs nao devem ser dislocadosnao se de-
vem lenlar grandes riscos sociacs c commcrciaes, c
as ni iinrr- potencias da Europa se nAo devem unir !
em armas por amor de um resultado insignilranlr. I
Devemos concordar que s a reprcssAo he que pode I
evitar o pergo, e que s se pode ler seguranra, di-
minuindo as forra- de urna potencia que anteara a
paz ira Europa e a causa do progresso e da civilisa-
rAo.
O pnliliro indepemlente, o rhcfc da opposico, e
o mini-iro re*|ioiisavel, enlo, todos ronrordaram
em afirmar que a Russia deve ser cficazmenle enfra-
quecida : que nAo deve somonte promeller fazer
juslira. mas deve ficar incapaz de cansar iljmno :
que desprezar esla opporlunidade de assesurar es-
le resultado fora lourura c um rrime ; e que dc|Mir
as nossas armas sem lemos assegurado- islo fura
o-piivaleiilo a um desbarato. Nao |H>domosorciiltar
a sraliilAo. o conforto, com que lemos estas derla-
rarocs. Foi a primeira vez que respiramos livre-
mente desde o principio da guerra. Ja uAu recea-
mns muilo que a rampanha seja intil, nem Tracas
negociares, nem urna paz de-honrosa. Temos para
nos que os nossos estadistas tem comprrhcndido a
masnilude da questao e o c-|deudor da opporluni-
dade : c po-to que a lula nao tenha produzido lodo.
os Iructos, que em cerlo lempa rsprrav amo- della,
nndlii.ro- dias para a lilierdade europea, todava
o prmeiro golpe no despotismo lera sido derane-
sado pclajhumiliarao ilo mais |M>dcroso Os nossos i -forro. e os mi-^o- sacrificios nao lerAo
sido inuleis.
Entrclanlo nao levemosenlor iiimnos premalu-
ramenle. O riumplio lem acompanhado de lonsc
a rausa justa : mas esle triuniplio anda he impor-
i feilo, e a causa anda nao esta gaulia. c Tem-se fri-
to muilo, percal mais.resla por fa/er. O inmiso
pode ler sido obrigado a alravcs*ar o Danubio, e a
fortaleza da ilailobudsch passar oulra vez para o po-
der do* Turcos. He tambem grande cousa que lo-
lodas as victorias candadas al boje e lodas as gran-"
des emprezas asgres*ivas wlidai. lenham .sido dc-
vidns rmente aos excrcilus ollmanos. 0 prestigio
da iiiveucibilidadc russa est destruido para sempre.
A Russia tcm sido repellida, batida e desbaratada
com severa perda em qua-i todos os recontros pelos
Turros smenlc. Agora lem ella de resistir a tres
mizos noros, cada um singularmente mais po-
deroso do que ootora. Asvantagens sJo desespera-
das ; mas nos pmv a cimente seamos (icrigosamen-
menlc engaados se imaginassemos que o czar
lem alguma utcnrAo de ceder. Pele contrario, pa-
rece provav el que elle cstii concentrando as suas tar-
cas na frontn a da Moldavia com o fim de uina
conlcnda decisiva com a Auslria, se esta potencia
actualmente adoplar o partido contra elle. Elle se
esta preparando para e-,a lula decisiva dentro dos
scus proprios dominios, aqual ha muito lempo que
apresenlamos como a m.iis sesura para elle e como a
mais perigosa |para nos. Mas |se os nossos alija-
dos nos facen sinceros, se Tormos sinceros para
pho brilhaule dentro em pouco. Se a Austria en-
trar na lula com enlhusiasmo, podemos deivar a
ella combinada com a Turquia a tarefa de expelli-lo
para fura dos principados e de garanti-los contra iu-
vasAo futura. As tropas tigicias francezas fica-
ro entilo desembarazada* para o grande rieodacam-
panb ia deslruirao de Sebastopol, e talvez para a
conquista Ja Crimea, lleve ser nina empreza dif-
ficil ; mas anda maisdillicil he crer que l>,(NH> dos
melhores soldadns na Europa, adjudados pelas es-
quadras mais poderosas at boje enviadas ao Orien-
te, nAo possam execular semelbanle empreza. Fei-
loi-to, a tivranca do Caucaso ea independencia da
Entretanto na exlremidadc do horsnnleilirisa-se
para elles urna (ropa de cavalleiros. que formavam
com a horda dos Puelches um contraste perfeilo.
Era urna rotnpaiihiade soldados hespanbocs de rosta
queimado pelo ar Jo pampa e brouzcado telo sol,
.mas de phvsiouoinia cheia de iutcllgencia e viveza.
Tinhain anda alsunia cousa das maneiras Intrpidas
dos prunoii o. conquistadores do novo mundo; por
quanlo nesse lempo a llcspanha scnlia apenas dc-
crescer sen poder colnssal.
Os cavalleiros hcspanluies adiaiilavam-sr. pois, em
ba nrdem. leudo a lauca apoiada no estrilm. a Cara-
bina no arcAo da sella, e o peilu coherlo de una cou-
raca de pello de bfalo, acoulando-lhes a espada cur-
va o lalAo das bolas. I ns ranlavam em voz baiva
mealinhas andaluzas, oulros alfagavam rom a rosta
da m.'i i os cavallos que tiiiham comparlilhadn das
fadigas de mais de una rude rampanha. e dirisiain-
Ihes essas palav ras amisaveis o mesmo fraleruaes
que ns iinimacs destinados a viver na rompanliia do
homcni parecem coniprrbcnder.
Aps dessa tropa azuerrida vinha um srupo de
mercadores c e quaes arhavam-se lamliem alsinnas mulheres, via-
jantes prudentes que tiuhan aproveilado a paHngem
dos cavalleiros para atruvessarem o pampa, indo as-
sim com mais srguranra Huenos Avre*. Ao passo
que os soldados sujeitos disciplina "inililar modera-
vainas vozes eguardavam seus lugares com precisan,
esaa retaguarda eatregava-se a esiromlosas conversa -
rfies, e r.iminli.iva a passo muilo irregular.
Senrt; dizia gravemenlc um homem sordo
, que tiuha rendas e urna correle de ouro. a verda-
, deira joia da caroa de ll.o-p.-iitli.i he o Peni. Ouan-
do S. E\c. o vire-rci cnlrou em l.ima, foi cateada
imiii lianas do prala a estrada que elle linli.i de se-
, suir desile a porta de Calhan alo a ralhedral. I
Sen ouro se essolar.i. responden um roloim do
' di lillni da Gameta, C habituado aos Irabalhos do
ranipn, sen ouro esrapar de suas maos, einquaulo o
Oiili pn-lu/ir srmpte trigo sem fallar das minas de
r*.brr.
Jalsa enlo. iuirri inpou nm ravallriro de es-
|wras srande-, julsa rula qoe r.las planicies nao
-'jam lamlarm ama mina de riquezas i nesgla veis .*
Ka jr llr-f.di,>. ,/-.irr,-. < .rilo cm miaba ef w iti
jiertade Ir* ni.I tamaa* da sado, e quinlienl- ea-
\*Un 4e rara andaluza.
II aira neo imhi.lo ,1a riqui.-a humana, re-
fdmava Perexian* lera, ao lado de urna mora dr fciee*. regulares c
granosas motilada cm um licllo cavado alvo romo a
nev.
Depois de ler reprimido a lazarcllirc, elle incli-
nou-sc para a moca c disse-lbesorrndo :
Basta urna palavra para impnr silencio a esse-
pcreipiiio. da America; mas vosse ver que elles
coulitiUirAo a disputar como se a verdadeira rique-
za nAo consislisse na posse de todos os bens a um
lempo.
O. los, respondtni a nsoca, quando pens que
daqaia seis mezes talvez lornarei a ver minbas bella*
inenlanlia. de Granada e as Iones vrrmelba* de
Alhamhra. fi.ro exultando do prazer... Ah quanlo
me fadisam c aborrercm estas planicies'.
Ellas Irazem-me a memoria as planicies da
atrsela do Gualdasniaii entre San Lucas e Sevilha,
respnmleu o joven rapililn.
Menos as bollas larangeiras das quinlas, ler-
uou vivamenlea mora.
0. Anlonina, dase o ollirial ab.iivandn a voz.
maldsa os pampas quando Ibe aprouver ; ni am-
os porque lenho cnmbalido nelles mudas vezes. e
porque nellas encotitrei a pend mais preciosa das
Americas....
Eis um emprmente que faria sorrir as mu-
lheres dnliairro de Triana em Sevilha, inlerrompeu
Anlonina com um sorra. Adiaiilemu-mis um pou-
cu; nao v como a lia Marta -I carrancuda, tor-
qup ramea iros pesase aira/."'
Approvimando-se do srupo dos viaj mies, |l. Jos
poz-sc l canlarolar esla copla de um Milco ro-
mance :
Si madre In 'abe,
Habr rOMU buena'!
Clarar rnitnna<;
Cerrar lis pitri-fas?...
De|"is san dando a lia Marlha com tiolidcz, ilissC-
Ihe:
.svo/ nlo, e disue-se de pcrmiltir que -ou humilde -orvn
aju-ie um Mee a* -ilhas desea enalta. Batanaos
em rampanha ; ese livernm. um mao enrunlro a
mamara estar espeala i. caWr sobre a rclva de pani-
lla rom una .olla Me frnuxa.
A viuva lomnii r.un disnidadr a lis lie ik-
madfa a joven rpita,, para aju la-l a apcar-.o. Es-
te a|ierlou as silbas, ajudou aaoaaaeala II. Marlha
a montar, r depois saudou-a i:n hnando al ao rhlu
as |4uiujs bramas qae oro va
tieorsia devem sesuir-se innncdiataineiilc. Se a
Kussia implorar a paz. ou resolver proseguir obsti-
nadamente na guerra, ser um negocio de muipouca
importancia. As eaquadras c os exordios neers*a-
rios para a relcncao da Crimea e para o bloqueio do
HmIIco. devem ficar prmanenlemenle la sem Bran-
de niiu. vibre os nossos recursos. O objerlo da suer-
ra ser conseguido, qiler a paz seja assignada ou
nao.
S urna contingencia nos afllise : be aquella a
que alliidmns no romero da* nossas nhservaces.
Em quanlo conjcrlurarmos acerca dos movimcnlos
rasaos por meio da luz iucerla de informarla lele-
srapbicas, nao parece impruvavel que Nieob'io len-
cione. as-im que os designios hosls da Auslria nao
furem dufidetOf, dirigir a suerra alravez das fmn-
teiras da Transvlvania, e invoque urna inturreico
hngara cm scu favor. Se infelizmente isto acunle-
cer, inronleslavclinenle a Inglaterra se achara eol-
locadaem nina sduaco difloil. A Auslria, allian-
do-se com nosco, nesle caso leria de oppor-se nAo s
a um inimigo estrangeiro mas a um inimigo domes-
tico. O seu inimigo eslrangeira lambem he nosso
o inimigo doaaesliea he seu s. e com cuja causa
svinpalliisamos conlialincnlc. a nossa nacao abomi-
na o tralamenlo que ella empresa para com elle, e
ate o nosso gerente desaprova. Ella pude appell.ir
para o nosso socorro. He simplcsmcnlc impasiirel
que mis o prestemos Hunsria ou conlra os Hnga-
ros. Nao ha ministerio inglez que perpetre seme-
Ihanle criine. A iiario ingleza nunca permitlr
taorruel insulto, ao seu carcter e aos seus seuli-
inenlos. | odavia por meio de visorosa prosecocao
de boslilidades conlra a Russia na Crimea e nos prin-
cipados, nos oppnriamo. virlualmenle ao movimenln
honsaro. Esla ranirojaiutia soria inevilavel, e a
Hungra rhama-la-ha conlra si.' Mas ser-nos-lua
de grande pezar. se, nos nossos justos eslorcaa para
reprimir urna injuslra, fossemos dcsla arle Abriga-
dos a sor agcnlcs reluctantes, f.irililando a perpe-
trarao de oulra. Esperamos que o dilemma cja
cv I iado. The tCconomul. i
--------msajsai -------
Honra e gloi-ia a' industria.
A ceremonia da abertura do palacio de costal esla
semana foi Lio grande e respeilavel quanlo podia ser.
S. M. esleve presente. Eslava arompanhada do prin-
cipe Alberto e da familia real, de el-rei de Portagal
de seu real irmao o deque do Porto, dos ministros e
Irangeiros, e dos prinrpacs memhros raa. Achavam-e I imbein ao peda rainha, oarce-
bspo de Culinaria, os commissarios reaes de lCil,
ik niiTiii- ir jos reae* di cxposiejto de Nev--York, a
commisso da exposiro de Dubliu, rcprcsenlan-
Ic* da r-3minio imperial para a uxposijo franreza
do anno qnc totea, o general Moriu, o cumie l.o- p.
c M. Arles Dufour, grande numero de pares c de
nembros da cmara dos communs, com as suas fam-
lia-, ^Mav.rs dai.lilf-renles cidaJes do rea uni-
do, os pro-i le ole- e virc-presidenles das priirip ie-
soriedades lilleraria* da m-lrip,.b-. c um roncur-ai
de parta de fOvMO espectadores. Imine I Lilamente
de|Miis da cu --a la de S. M., com a sua costuina la
pouiuatida i. a aiidpbuia nacional foi magiiilir.i-
menlc cantada, e nunca ouvida mais favoraveis e com matar effeilo. L'ma mensa-
gem por parle da rompanhia foi enlo Inla por Mr.
I. iiiil:. o pre-i leule, o\pro..au lo a sua profunda
sralido a S. M. pela sua condescendencia, e expli-
cando o objerlo da exposiro. Depois de varias apre-
scnlar-rs, de urna procisso pelo edificio, e*de urna
solemne allocuro pronunciada pelo arcebispo de
Canillara, em que supplicoo ao Allissimo que ha-
bilitas-c aquelles que teslemuoham as maravilha.
da arle e da industria que oscercam a lembrar-se
que he pelo Altissiiin que os roiihecimenlos o
augmentados, e a -ciencia taita para ministrar be-
neficiose confortas ao genero humano, a inau-
gurarlo foi concluida. A ocrasiAo he mcnioravel,
porque ,ij o la a enohreccr a inJusIria e a reronhe-
ceros seus direilo- a lber,la I e aos deleites. Toda
a magestade do estado, Inda a pompa da religiAo, lo-
do o ceremonial, que altrahio juntamente represen,
tanles d varias partes do reino e de varios pees,
vieram smente dignificar os quoledianos progressos
da industria eo scu quolidi.mo abalimenln. A ce-
remonia nao perlenrc evelu-ivalenle aeste lempo o
a eslepaiz ; perlence a todas as nares, e he urna
parle do melhoramculo geral nos coohccimenlos e
na cienciao carcter do homem. Referimos-no*
A ceremonia nAo para descreve-la, mas 'meramente
para commemorar urna poca na historia das nossas
especies. No mundo antigo a industria era deshon-
rada e escravisadaagora he honrada e livre, e se
mo.ii.i digna do mais alto lugar.
Para completadnos as breves observarnos que fize-
mos a semana paseada a respelo do palaeto.de crj-
lal, cilarcmos alguns Irecbos da mensagein de Mr.
I.aiug :
Os directores ahracaram Ires principaes fins na
_ o mvnv, aaake-m dr pata e nao de am aasAtft. I acal.. '--------------'" "U "^^ *"
qw -ej. imenw,,. rt*,*,*, l I. Marlha rec.mrilia.la po, essa salanlaria. p.,-..
-_. _a f """' l,="r" lado do caplAo II. J w ,lr
- ._i estes, r miniar, de frleers inla e semblanle serio, rhoia do orsullo, e i
le a esfea- asilan-la o l^qur ram nina srara anortada.
, Minha lllu. disx rila a Auloium!. a qual e !
_e tasare!- ; ifmih. kr m pasM eaiaatiii r-e me lem pa-
B*^"r- ** H*,n =ernar bshm estalla. Nie hi Immein m..is g,.
I tome.
N asamrale ra qw H. Mailha |*-r,-.u,.,
U m allmu U- r^a. allim*. p.tav.a- um rasido Irrrirel que paja>
*** ^!h,, *?* emianka. da Ierra ler e-ln ni,. rX os
a a raraWii a tttfr- ratallnrbn|ui>kM-.. r resalta. ^..ii.i.i,,,,
'! 'I* "> S- r^raden a |l qr
a emirajj d> m- J- r***"!" qwaakta alar
.1.. I
i IH-Ianir a SM-la ls PuH'he- rain m.
columna cerrada sobre a pequea tropa de soldados
nespa nbocs.
lomando a si de urna emoco pas*ageira, os hes-
panhes desrarregaram as rarahinas i queima roupa
sobre o* pedos us dos sel vascos. As armas de fogo
pro lu/.ir.im seu oll'eiliiro.iurn.i lo. um lom numero
dedos rahiram para n.lo se levanlarem jamis, os
oulros recuaram precipitadainente e invesliram de
novo deilados sobre os cavallos impellindn com fu-
rioso arrojo alravez das couraras a pona areirada de
suas laucas.
I). Jos que linh.i-se collocado na primeira fi-
leira dava estocadas e cuidadas com sua lonsa es-
pada ; p, urui no momento em que a relasiianla com-
posta de mercadores o de mulheres procurava refu-
siar-se no centro da rompanhia, o cacique atarou-a
de improviso. Semelbanle ao tigre que escolhc sna
presa no meio de nm rebanbo de gazcllas, elle fez
o cavado sallar por sobre os cadveres que jiuicavam
a Ierra, pulou sobre a anca do corsel I,raneo em que
Anlonina a montada, e apenando a mora em seus
bracos visorosus, fngio alravez da planirie.
Acuda-nos don Jos I Acuda-nos. lan '. crilou D. Marlha. salve a nina!
O griln da viuva foi ouvido no meio da desorilcm,
o valralo raplao laiu-andn em Ierra a espada tomn
una carabina, ajustn sobre a rabera o chapeo de
abas tarca*, e parti a salope arrastando apos si al-
siiiis soldados. A horda selvasem relirava-se em
um-. i para o sul, em quanlo que o cacique fugia so-
siuho em direceo opposla.
Ah! Jess! dizia I). Marlha asilando con-
vulsivamente o taque, corram lambem os senhores!
Ouc fazem ah / Deixam aquelle selvagem levar
Anlonina ^ ___\
Se nos dispersarme! na planicie, responderam
o* da, lo-, \., liar,, sobre mi* os pasAo* que Tosem
para o ul... E quem proleser.i nossos feridos?
E nos. diziam os merrailores o as mullieres,
qtier que -ojaninsabandonadis aqu em defeza'.'
O diabo leve essa reliicuarda de iiiiilln-ro-. ei
de poliriM'-! iniirmuravam rom colera alcuiis sol- '
dados forillos. Essi gente romprn nossas fiieira*. e
se lirarmus aleijados por loda a vida, a elles o deve-
remos.
Pollres, srilou a viuva. ato ea que se ob.li-
nam a tirar -qui... No veem que 0. Jos c-la
muilo lom:e dos seo-V
i ail.ui i as-im. O. Marlha exaltada pelas suas i
pi .pria* palavra- lenl.iva tazrr-aliu das fileras sua
!i nanea parilira ; mas o animal qoe des*java bam
poiiro aveiilurarar--*' -ia planirie. rrru-ou ob-liua-
danirnle olirdercr. I'orroso f.,i poi* a viuva reiiiin-1
riar correr .ii 'n v.iItomi raplao. o qual salopava
i redoa sulla o-poreau.lo inre.intrnenle o nohro
animal que rarregava. Elle tinha deivado os tol-
da,|.,. alia/, e approximava-." iiiseiiivelmrnlr do
rae iqno. uual arquetante e rom o olbos fero/o,
exctala por meio de um atuvio elvaaem a ardor;
lo av .di, ei|ierando .ub:iabir a (r^suirao le
II. Jos.-.
lerdhr-ia b i.lado lar.ai I presa, 'donar amura
ralu ...ta,- a io|va pala abran lar a rarrrira dn mi
oncu. e\al\ar-e: |M-^m p.na /oiuhar dn min-pi I,*
'n rl|o,lo..o||,, Uau.lia rom .11 dr lliulll|.bo -u i tai-
ga fara Ihsi qon-r iTiva-la no pedo ,le Anl uu-
sua concepc.'liieinrelenimeuto c recreio instruc-
en- iililidaile rominercial. O prmeiro fim de-
via ser conseguido pcls crcacao de um novo palacio
de crystal, excedeodo muilo a estructura original de
IM"il em dimenoes c effeilo archilccluralde um
jardim c parque n'uma escala de macniScencia dis-
na do palaeioe de um svstcma do chaladles e de
engenh is d'agua que eveedessem a Indo que o mun-
do lem visto al boje.
O objeelo relativamente ao ensino abraca urna
completa illu-lraen hislnrica das arles de csculplu-
ra e de arcbileclura. desde as primitivas obras do
Egypta e da Aasyria al os lempos modernos, rom-
nreliendenda mo ledos de todas as estatuas celebras
no mundo, e as restaurarnos de alguns dos seus mais
iiolaveis monumentos.
lEiiKCieucia.ageologia, eilinnlosia, zoologa ebo-
tnica receheram lluslraoes apreciadas; cujoprinci-
pio fui combinar a exactidSo cientfica com o elleilo
popular ; e no seu ultima deseiivolvinvulo os di-
rectores se osforraram para que o palaeio de crys-
lal de I8"il se torneas* encvdopedia illosu-ada deate
sraiule e variado universo, onde loilas as aries e to-
das as ciencias devem encontrar um lugar, e onde
qualipi-r visitador deve encontrar alsuma cousa que
o inlcrcsse, e ensine pelo intermedio da vista a re-
ceber imprcsses que acceiidain o de-ojo do ennhe-
rimcnlos e desperlem os enlimenlosdo bella.
11 Combinada com a ario e a ciencia, a indoslria
recebe a sua dov ida represenlaro. A cxposicAo n-
duslrial he baseada nos principios de ulilid i I c om-
mercial. ensillados pela expenenria da Crandc Ex-
posirAo de IK.*>I. A vanlagem para os inleresses
narionaes de um lugar onde o melhores producios
das dironles industria e localidades podrtsem ser
viilos e apreciados nAo foi menos manfesla do que a
iinpnrlanca ao* produrlore* ndividuae* de vme-
Ihanles meios inimilaveis de piiblicdade, e as ron-
veuiencias para "compradores e vendedores de lae*
liellezcs do mundo evpo-ie e in.pecro dos ol>-
jeclos. e as tranaeresdc mulu commcrcio.
Como em 1KI. as pnrtiHserAo alierta* livre-
menle aiK pro-lucios de todas as nares ; e a pre-
senta de tanto, repretentanles dislinrlo* do enver-
no* eslrangciros uesla m-ra-in h ama prora asra-
davel de que o* borne i- illu.lrado* no mundo esl
vivos para vautasem de semelbanle cenlro rommum
de iiiuo amisavel. Unto para as artas da industria,
como para os mais altas interesses d.i paz e da civ-
Ii.arao. n
Todos estes srandes fin devem s pelos -forro, p.irli'-u! ir-, Supprirara o* fundos
para uina empreza que combina cm i mais de*z-
nio- de nlli lado geral do que non- i houvc prinr-
pe que projeclate. (>, homciM rujo uomet ad-
* queriram ce!cbrida a palacio de Cristal de (Sil p .< -run o* eu rr-
i viro* i dsposjelo dos directores na< suas respee-
Brajfajni.fiii A p~ntn< (.* nariraaTa d.i reale-
za, a s; mpalhia e o anota da opiuo pubiiea, a
ra.iperarJo doibomens ili-iiurlas un ron-n e
na* arle, ac-rlcraram a empreza e marraram-a
< rom um "-ara-i.-r n i<-mii il. A libcrjliid dos
gmornos eslraiiseiros abra todo* as mu mi-, c
m proporcin ou facilidades naiir.i dantas rouherdas
t para acquisrAo descre* rompilas dos mu- bellos
' Irabalho* da arle anliga c moderna, i, Asm, o
palacio eonlin copias da m.uoi parle dos Ihesouros
da arle na Europa, e he como d/.em m directores,
t urna enryclopcdia Ilustra la desle grande e varia-
rlo universo. Neubuma rabera real nunra plae,
jou nenlium Ihcsouro real,nunra execulouobra
mais palriolica e mais enobrecedra. Idem\
uli, pe-
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO,
CMARA DOS SRS. DEPUTADOS.
Dia 8 de|naho.
A" hora do coslume, achando-s<' reunido numero
sulliciente de memhros, o presidente declara aberta
a sessio. He lida eapprovada a acia da anleceden-
Ic drpos do que o |. secrelario d conta do seguin-
tc cvpcdienle :
l'm oflicio do iniii-iio da justira. remoliendo o
requerimeata em que o cabido da calbcdral r ca-
pella imperial pede que seja considerarlo como con-
srua o augmento que se Ihe deu como gralilic-icAo.
A' commissAo le penses e ordenarlos.
Do mesmo ministro, enviando a informarn do re-
verendo hispo diocesano acerca da re.irn da nova
fresuezia de N. S. dn Soceorro de S. Cbrislovan.
A quem fez a rcquisir.lo.
Do mesmo ministro, enviando um dosaulographos
da rcsoluro que approva a apnsculadoria conredi-
da a Francisco Martins Vianua.la a cmara in-
loirada.
Dn minislro do imperio, remollen lo copia do de-
creto lelo qual S. M. o Imperador houvc |ior hrm
fazer merr da pensAo animal de G0ft5 a D. Maria dn
Carmo le Son/a e Mello, viuVa do coronel de l.i li-
nba do exercilu Joao Francisco de Mello.A' com-
missAo de penses e ordenados.
Do mesmo minislro, enviando a rcpresanlacAo da
assemblii legislativa da provincia de S. Paulo, pe-
dindo que se atienda as solicitaces dos povos da
comarca de Sapucahv da provincia de Minas eraos,
para ficarem perlencendu aquella provincia. A'
commissAo de eslalistra.
Do mesmo minislro, enviando a representacao em
que a cmara municipal da villa de Uberuba, da
provincia de Minas Geracs, pede arrearn de urna
nova provincia que comprehenda as comarcas do Pa-
ran e Paracati, com o termo da villa do Catalao,
da provincia de Goyaz, c a parle dos municipios
de l'iumhv c Formga. .V commissAo de eslalis-
lica.
Do mesmo ministro, enviando o oflicio do pres-
deme da provincia do Piauhy, acompanhado de urna
represcnlacAo da cmara municipal da villa de S.
Rav mundo Nonualo. sobre a necessid.ide de crear-
se all um collegio eleitoral.A' commissAo de esla-
lislica.
Do minislro da guerra, dov oliendo o requerimenlo
em que o lenle do corpo de cslado-maior da aV '
classe l.uiz Beaurepaire Kohan pede passagem para'
a arma de infinitara e dando as informarnos a res-
pedo, como por esta cmara tai exigido.A quem
fez a rcquisirAo.
Kequerimenlosde Joaquim Bernardo Leal, Frmi-
uo Dias l.eal. Avros Baptisla da Conha Machado,
hVrnardino Jos de Sou/a. Femando Pinta de Al-
meida. e l.oorenro Jos de Moraes Cavalcanti,|
lindo o lugar vaso de continuo desla cmara..
roinini..o de polica.
De Bernardo Francisco da Coz. pedndo afsolv i-
r.u da malla que Ihe foi imposta pela junta deqia-
lifirarao da villa de Braganra, provincia do Para, por
nao ler podido romparecer, como etatar, para a or-
ganisaro da menronada junta, cm Janeiro de 18X1.
A' romuii-sio ile constituirn e poderes.
Dr Jos I lias da Silva, subdita hespanhol. pedndo
naluralisar-se ridatllo brasilero.A' coinm~a de
riin.liuiro e poderes.
Va a imprimir para entrar na ordem dos fraba-
Ihos, o seguate :
A i mnmiao dejuslra civil examnou o projee-
to niTorri ido a eta ranura peto Sr. depotada Jota
I boma/ Nalnir,, de Araejo, sobre a reforma do Ir-
loni.i-. de tommrrcio, c be de parecer qae srja ado-
ptado i-oiii 04 esuiitof addlamenlo*:
Arl. I. Em loilas as proviacias em qae beo-
icr relares haver Irlninac* cta coMmerrta.
Art.v*.*A airada eslabeleciila no arC %. sera
, IiiiiImiu da* rclatrc. quando estas julcarem as eau-
j '- rommertiae*.
> Pato da cmara IXH.OHz ttarbatn Man: Fiuza.Stcrtt da
j Molla.,wi% lloeha.
Arha-se sbre a mesa o diploma do Sr. desalada
upplM.le pela provincia da Babia, Aaccta Fran-
J risro K.iui .Va com urgencia commtatao de pe-
. der es.
Enlra cm urna nica diseatsao, a requerimeata do
Sr. Rodrigue* llorta, o projecta que approva a a|M-
-oiiladiu 1.1 cun-idida ao juz de direilo Alexandre
Joaquim dr Siqueira com o ordenarlo de I :i5Sr, e
sem debata lie approvado-em escratinio secreto por
69 voto* contra %.
Tambem he approvado em urna nica diitB**ao o
requermento do Sr. I'aranagoa. sem debata, e cm
e-rruiinio cereta, por 61 vauw a lavar e .1 contra,
a pensao de I :im- concedida i viura e.ldlia docou-
sclboiro Miguel Joaquim de Centre Masearenhas.
I.se e entra em.discussAo o egunle parecer:
A' commissAo de i-ou-iiiuirao e poderes tai pr-
senle o diploma expedido peta cmara municipal da
Babia ao Sr. depulado sapplcnta Angelo Francisco
llamo; c considerando que e d artuaimenle ama
vasa na represenlaro pela momia provincia, em
virlude da licenca coueedida ao Sr. depolado Sarai-
va. e que ua ordem da votaro se segu o dito Sr.
Angelo l-r.rnci-.-o Hamos como inmediato em votos,
he de parecer:
(jue seja elle admiltido a tomar ausento, pres-
tando o juramento do estylo. Paco da cmara dos
depulado, s re juilin de 18.H____P. D. Pereira de
latconceltoi.J. A. de Miranda.J. M. Figueira
de Mello.
0 Sr. Auguilo de Olireira: Tratando o parecer
que se arha em dhvusso de substituir ama vaga
deixada na casa por um Sr. depulado quo se acha
incumbido de urna commissAo do governo, e leudo
j a cmara providenciado acerca de dous depulado*
por Pernambuco que e achamempregadosemigoses
commisses, e que sAo os Srs. Mariel Monleiro s Se-
hasliAo do Reg Barros, cojos substituto* se acham
com apulo na casa ; parece que poridenlidade de
razan lambem deveria ser supprida a vaga do Sr. lle-
na, parecendo dizer com um geslo amearador: Se
me locares, hci de mala-la. Depois quando vio
que D. Jos aproiimava-se, desalou da cintura as
bolas presas na extromidade de uina trplice concia
de rouro. deu volla* ii arma lerrivel, e lanrou-a pa-
ra Ira/ rom lano visor que as bola reuniram na
carreira como a pe Ira que escapa de urna funda.
I). .1 o..- loria sido derribado se nAo bouvesse ahai-
xado precipilarlamenle a caliera; todava sentio am
choque assaz vilenlo, que causoo-lhe um deslum-
bramenlo passageiro. Sen chapeo levado pelai bo-
las foi rabir mi:i lonse alia/, do cavado. Erguendo-
se enlAo com a energa que inspira aos homeus co-
rajosos a vista de um pongo supremo, levanloiia ca-
rabina com o bracoestendidp, e fez fogo murmuran-
do :V.ilba-nie San-Tiago !
O bello cavado russo que levava Anlonina c o In.
dio cabio na poeira, a mora esrapou dos tiraros do
r-rique. o qual Irvuntou-o com os olhos scinlellan-
tes. e pi'unnto a ronlnuar oromhate corpo a corpo;
mas o< soldados que II. las tinha excedido na car-
reira arudiram ao rhefc. prendern*! o selvasem, c
depois de Ihe lerem dado mudas estacadas desarman-
do-o, alaram-no com os rabreslos de seos ravallo.
uiiandu Anlonina roeohrou os sentidos eslava nos
hraros re D. Jos.oqual moslrava-lhc a horda dos
l'u.'lelie. fusiiidu no horisoule.
>5o rereianrlo mais nina surpresa, os hespanhes
rvploraram a planicie, c descobriram nnsdez ludios
drsinonlados ou feridos que eslavam agarbados de-
ba ivo das alta* heras.
Quando II. Jos reunio-sr a Iropa com o racique
vencido, haviam j dez selvagens presse resisna-
dns a reerberem a mor!e.
linios de alegra arulhorain a volla da mora o do
valeroso rapilAo. D. Marlha que nao ressara ile fal-
lar nos momentos de asonia c durante o perigo.
lenlnii dar um grito de vrloria : mas siiHorada pela
emnrAo tanrou-se nos braoos da obnnlia drrraman-
I i nina trrenle ile lastimas. As duas mulbere li-
ra ram alsum taaaaa abra, a,la.; depois dos abalo
violentos que acahav nu de ot|iermenlar Indi un ne-
ces-idade de olurar e chorar.
Cominun lanlc. di.-rram o* soldado a II. Jos,
que taremn de-Ios alloadores ?
O joven eapil n rompidiondeu a pensamenln ile
scus ravaltairos. a dissc-lhes depn. ile um minuta
de lortevAn:
Mous amis's, bam mi que e-s.i genio ate da
jamis qjarlel; pori-m .lo elvis- i., para Seja-
mo mais aenorosns que ellos, vislo -rmn ebri-IAo..
\-.ini i. mrlle-lo* no rarrere de Btirmi-,-.\vrr., ondo
nao orcuparAn muito lugar, en gnvcinadjoj doi i.pra
de ua sorli'.
Onredrndo a v ida aos prisioneirn.. II. Jor redia
ao* senlimnilos do humauidade que san o man lrl-
lo apanasi dos povos civilisados. Oue podia rile
temer dabi m dianle dees tclvaseu venriib" e i
dearmadcHt
Ourria laml^m poupar a Anlonina e ua lia a
b,.rr"iidrv.e|ierlarubi ile urna everaru militar.
I'.iu-'.i a ptmro ir.I iln-b-i eu a ot b In enlrr a
|H|aena Iropa lo .ulolnn. ule alorada, as radavr-
lr. il... Ill.ll-r. ni.ti i.,, na lula I o un al,,o,l.o, I,., a ,.
almlir-. a imipanhia I.mh.iU a |aM-a> em niaiihi
rum certa idrmnidadr. > uta ha que lar i mirar a I
seriedade nos espirilos como a lembranca de nm pe-
rigo rerenle.
Aquelles soldados que haviam perdido o* cavallos
montaram na garupa alrazdc seus cantaradas. Por
lodos os despojos os vencedores levavam alsuma
laucas tomadas ao* Puelche* on abandonadas por el-
les na ucea>. Os feridos tenita a cabera ou o braro
alados com lenros, a perna, livre do peso da bola,
envidia em pannos ensanguenlados, consolavam-sc
de scus oil'i imeniu rom o peniamenlo de que leva-
vam nos corpos os siguaes gloriosos de um cmbale
feliz.
So meio desses cavalleiros vindo* da Europa para
suslenlarcm na exlremidade do Novo Mundo a hon-
ra da patria cumbioavam a pe ligados com corda
un/o ludios priiioneiros, os quaes a orle da guerra
apartara do paiz naval. O cacique, fcil de serre-
conherido pela lila de prala que atavc-lbe sobre a
fronle os rabellos negros e flueluunle*, a oa frenli;
com odio* firmes, c procurando sorprender alguin
oin iniiginqun que Ihe annunciasse urna volla of-
fensiva ila parle de seus guerreiros. Deixando cor-
rer, sem fazer caso, o sangue de suas tandas sobre
a relva ila pampa, branda para seus ps descaltos,
parri-ia ao mesmo lempo coiifoso de sua deserar, e
vergonhoso de sua derrota, como o milaphre que
perseguindo um porobo trocaz rahio no lato opassa-
rinheiro.
D. Jo-i- linha collocado os mercadores e as mu-
' Iheies em frente da tropa armada. A vla dos eel-
vagens. rujo grita rcsoava-lbe anda no uovidos, n
a lemhranra mu recenta da tentativa ornada da qual
esrapara de ser victima causavain a Anlonina lano
, lorror que nAo alrevia-lbe a olhar para Iraz. Pal-
uda e trmula, esconda o rosto drbaixo das dobras
de sua manllha de seda, e una-se lia Marlha.
Tranqnillia-le. nimba lilba. dizia-lhe a viuva
i' ronde araras a Dos por le baver salvado de lao
sranita perigo. O pas-aita cl padn. hija. Per-
d o loque na ronlusao, vejo-mo olirisada a entrar
em Biionos-Avro rom urna cnufi I r nao me alfli-
jo por i.o..'. Eia. dizc urna palavra a esse bravo
maucclHiqne le liirou do srlvagom e \cm a n.
A moi.a dirisioao rapillo ||. J,,.,. u, olhar laa-
suido, ma* Mo lomo que elle devi-e por aenereaa-
m-nta rorniiipenvnln de sua bolla rondutla. t disse
un lin.m I '-*e rom disnidadr obre a ella :
.sen .rila, sinlo-mo mais enversnnliaita de ler
dojiado 'inimis" peni liar por sor previ em mnsas
lilrira do qae al arioso de lr-ta venrido.
E ap '-liopliamlo em alia voz o enr.ta Prruiianv
que n modo lornara mudo depois do rnrontro da
l'uolrb arrrrsrrnlnn :
Sinor Ijmrnu o onri. br mai* |srettn
dn melar*, eonvenha que em rrrl". momcnln o
iIiuihIhi e o Ierro laubcm tcm al.-am mrreci
asenta!
,/.nr-~-*.
I i/'.Mn< ernaami V / mr**"* B
Isaata.
I II ilulliilrdc liw<
TlGiVEL


V -
r
DIARIO DE PERNAMBUCO, SEGUNDA FEIRA 31 D JULHO D 1854.

pulido pela Baha o Sr. '/.araras de (loes e Vascon-
cellos, presidente do Paran, n qail, scguudo me
consta, nao comparecer este anuo na cantara.
O Sr. Siqucira (Jueiroz: Nao couimunicou
cousa alguma.
O Sr. Augusto de Olireira: Tambem antesque
o Sr. Jos lenlo, presidente da^provinciit de Pcr-
nambuco, houvesse communicailo; a cmara tomou
urna providencia acerca de sua suli-liluicao, e sem
que o goveruo tivesse pedido licenra para quo elle
continuaste naquella presidegeia deu asseulo ao res-
peclivo suppleiile. Ora he evidente, e todo o mundo
sahe, (pie o Sr. Zacaras nao comparecer ncsla ses-
sao; e mesmo o Sr. ministro do imperio nos poder
dar informacoes a esle respeilu.
O Sr. l'edreira {ministro do imperio) :t-Est no
caso dos oulros.
0 Sr. .tuguito de Oliaira: Enlao tambem es-
t no caso da cantara providenciar a scu respeito no
mesmo sentido om que tem proi idenciado acerca dos
oulros. Pejo poit a V. lixe. licenra para oflerecer
urna emenda additiva ao lareccr.
L-se, e -endo apoiaili entra conjunctamentr eiu
discussao a seguiote emenda do Sr. Augusto de Oli-
veira :
Que pelos canacs competentes se convide ao Sr.
dep.itado suppleute, que na ordem da volarlo de\e
substituir ao Sr. deputado pela Baha Zacaras de
Get e Vascoeellos.S. a R.A. de Oliceira.
1 ninaiii parle na discussao os Srs. Vascoucellos,
Dulra Rocha, l'edreira (ministro do imperio.) Fer-
rar e Paula Fooceca, depon d3 que o Sr. Augusto
de Oliveira pedindo segunda vez a palavra, expri-
mio-se da maneira seguirte:
Achando-se a materia, por assim dizer, esgotada,
seguramente nao tornara a tomar parte na discus-
sao se por ventura nao fosso ci o autor da emenda
ollerecida ao parecer, a qual provocou um (ao pro-
longado e caloroso debate. Nao me farei cargo,
Sr. presidente, de defender o governo das censuras
que lhe forain dirigidas pelo nobre deputado da
Babia, nem tao pouco occupar-me-ltei da questio
constitucional acerca da liceqca que o governo de-
ve pedir cmara para oceupar alguns dos seus
iiiembros ein qualqucr commissao administrativa.
Enlendo que mu i justamente foram dirigidas ctsat
censuras ao governo, sendo para riiini motivo de
admiracio que o nobre depul.do se lembrasse hoje
de qualifcar o goveno com%infractor da constitui-
r'', qaando anda ha poucos lias se diseulio nesla
casa o voto de grecas, e nao cseolheii cssa occasiao,
sem davtda a meu ver muilo mais proprio, para fa-
zer scmelliantcs censuras.
O Sr. Dulra Rocha:A raz-lo he porque nao me
achei na casa ; quer oulra'.'
O Sr. Augusto de Oliceira:Bem; o aparre do
iml re deputado s justifica o seu prncediincnlo, to-
dava parece que nao destroe a procedencia da nii-
nlia observaoj....
O Sr. Dulra Rocha :Nao tem tal.
O Sr. Augusto de Oliceira:...."por isso que
se o gavarno conservando membros desta casa em
commssoes de sua incumbencia, quaado nao o pode
fazer sera ter pedido licenra cmara, parece que hre deputado. ; Apoiados ).
tem feito urna infracrio na conslituiro, c portento
commellido ama falta grave ; o se o nobre deputa-
do assim pensa, devia accusa-lo, e sem duvida elle
nao podera escollier una occasiao mais asada para
esse fm do que a da di se jssao do voto de grasas.
Mas, Sr. presidente, en en' endo que essaa cen
suras sao injustas, porque o governo neste caso tem
obrado de accordo com os precedentes seguidos al
hoje. (Apoiaaos.) Tem sido >pratic, |com bem ob-
servou o Sr. ministro do imperio, que todas as ve-
es que as cmaras esfti funecionando e qualqucr
dos seus membroi he nomeado pira urna commissao
administrativa, o governo pedir licenra para que
essr. membro v desempenhar a commissao ; mas
tambem tem sido pralira que quando as cmaras
estilo encerradas e qualquer dos seus mentiros est
em algum emprego administrativo, continuar no
exercicio desse emprego mesmo depois que a as-
sembla geral se inslalle, sem que o governo para
isso pe?a licenra cmara respectiva ; islo pela
dcrao. O Sr. Zacaras logo que quiz auuuir ao pe-
dido do governo para continuar na presidencia do
Paran, ilevja inmediatamente participar a esta c-
mara para que providencias-e acerca da sua substi-
tuido ; e nao lendo procedido assim, sem duvida
alguma commetteu urna falta.
O Sr. Pereira da Silca : He mcllior Iralar da
qu.csl.1o do principio, do que da questao de pessoas.
O Sr. Taques : O Sr. Augusto de Oliveira gos-
la mais de Iralar da questao de pessoas.
o Se. Augusto de Oliveira : Xao eslou tratan-
do da questao de pessoas ; Tallo do presidente do
Paran, porque lie preciso supprir a sua ,vaga nesla
casa.
Se o nobre deputado se achasse as mesmas cir-
cumslaucias cm quescacha aquelle senhor, eu faria
a scu respeilo a mesma censura. Son levado a fa-
zer estas observarnos, nao por motivos particulares,
mas para mostrar que se alguma censura ha a fazer
ueste caso, deve ser |dirigida aquelle Sr. deputado
que nao lem participado cousa alguma i cmara, e
nao ao governo que nao pode obrigar a um seu de-
legado a Picar na provincia exercendo um emprego
adminislrativo, podendo apenas para esse fm fazer
umainsinuaraoou rogativa a um Sr. deputado, ao
qual (atis rmpate entio decidir, devendo cm tal
hjpothcsc. segundo determina o regiment, commu-
uicar esta cmara qualqucr resolucao que o leve a
nao comparecer.
Sr. presideule, a materia da miiiha emenda he
innocente, justa, ecst de accordo com os preceden-
tes mais recentes testa casa. Ja disse que a apre-
scnlei porque tnlia visto a cmara dar asseulo ao
Sr. Azeredo Coutnho para substituir a vaga do Sr.
conselheiro Jos Bento ao qual competa lomar as-
sento em lugar do Sr. Macicl Monteiro. Como a
casa sabe, o Sr. Joi Bento he presidente da provin-
cia de Pernambuco, e sem que elle hoavesse anda
participado a esta cmara o seu impedimento, foi
adoptada urna providencia para a sua subslitoicao.
Parece que por idenlidade de razao deve-se proceder
da mesma forma relativamente ao Sr. presidente do
Paran, Limitme a estas ohscrvaces, continuan-
do a votar pelo parecer e pela minha emenda.
O S. Pedreira ( ministro do imperio) : Sr.
presidente, corre-mc o dever de pedir licenra ao no-
bre deputado para dizer-llic que nao aclio justas as
censuras que tez ao Sr. presidente do Paran por
ter-se conservado na presidencia sem pedir permis-
sao a esta casa, sendo membro delta. Devo decla-
rar em honra desse, em honra do Sr. presidente do
Pafci o dos oulros Srs. presidentes que esli uas mes-
mas circiimstancias, que marchando ellcs de accor-
do com o sui croo, nao cntenderam necessario pe-
dir licenja cmara, descamando na lealdade do
ministerio para com elles. E ou o ministro acom-
panliaria os precedeulesda casa; c a cmara os nao
revogava, e eulao nao baria ecessidade de fazerem
tal pedido ( apoiados >,, ou nao, e ncslc caso ao go-
verno competira o dever de solicitar a licenra.
Nao bouve pois da parte de qualquer delles a me-
nor culpa a esle respeito. Entedi de meu dever dar
esta ex.plirac,m cmara, e creio que salisfz ao no-
raiao muilo simples de que o governo nao pode
dis ir da vontade, nem forjar a um empregado de
Ciilegoria tao elevada, como um presidente do pro-
vincia, a continuar no exercicio de seu emprego.
Em tal hypolhese cumpre ao deputado, que por
(Me motivo deixa de comparecer na cmara, fazer
a necesaria communicacao para que se possa pro-
videnciar acerca da sua falta, o quo alias se acha
determinado expresamente no art. 10 do regimen-
t, da casa, que dispe que qualquer Sr. deputado
quando nao posta comparecer communique os mo-
tivos de seu impedimento ; o artigo he concebido
uestes termos: (L.) Assim, quando um membro
qualquer desla casa se acha em urna commissao ad-
miaislrativi, e recebe urna insinuaran do governo
para continuar Inessa commissao, cabe a elle, c nao
ao governo, participar a esla cmara oo cmara
municipal da provincia que representa, afim de ex-
pedir diploma ao suppleute respectivo.
Julgo, pois, que a falla ueste caso he do Sr. de-
putado da|Babia que se acha un commissao do aa-
verno presidindo a provincia do Paran, por9b"
ter (participado quaes os motivos qae o levam a
nao vir tomar assento este aun) na cmara.
O Sr. Minislr do Imperio :Nao apniade.
O Sr. Augusto e Oliveira :Ixgo que acceden
nsiuuacAo do governo de continuar na presiden-
cia do Paran, devia communicar esta sai rtsolo$fo
a esta cmara.
O Sr-. Taques :Nao esteja tao furioso contra es-
se presidente.
O Sr. Augusto de Oliveira : -r Nao estou furio-
so ; o nobre deputado f-ermillira que llie diga que
esla sua expressao he menos parlamenta.'. En' nao
disse cousa alguma que denotaste furia da rr.inha
parte contra o Sr. presidenta do Paran. Se por
ventura em urna ou outra pccasISa fallo rom mais
calor ou emprego voz mais elevada, lie .Ucfeilo de
minha orgauisaoao. .
O que expend- a respeito desle Sr. presdeme, pe-
de-se mu bem applicr a qualquer Sr. dcpuladr
que te acha Das mesmas circiimstancias. Repilo,
eulctido que quaado um deputado qualquer se acha
cm commusSo do goveroo, e nella quer continuar
estando cantara iberia, deve participar esta sua
inlencao para se providenciar sobre a sua vaga ; e
orto procedeodo assim lean commellido urna falla,
e urna verdadeira iofracrao, h<: um preceito do regi-
ment da casa.
Urna eo; : O Sr. Jos Beato parlicipou 1
O Sr. Pues Brrelo : Sim, scuhor, participou
cmara municipal do Itecife.
O Sr. Augusto de 'Meara : Insisto na mi-
ulia meada, pprque observo que a dcpularSo da Ba-
bia desden anno pastado nao se acha completa: ja
um Sr. deputado por aquella provincia dcixuu de
comparecer urna sestao mi eir sem participar ceusa
alguma a cmara para dar lugar sua substitaigao ;
no entanto parece-me que nao deve ficar ao arbitrio
de qualquer Sr. deputado deixar de comparecer as
sessoes, impedindo pelo seu silencio que elle seja
il ') llmenle subsliiuido. O Sr. Angosto Chaves nao
compareccu em toda a scs>ao do auno paseado, e j
sr tendo decorrido o piimeiro mez da presente ses-
siio, at hoje nao existe a menor participafjto a se-
11 ellianic respeito. Portanlo, acerca da llahia exis-
Icm duas vagasque cumpre supprir, a do Sr. presi-
dente do Paran, e a do Sr. Augusto Chaves.
O Sr. Siqueira (Jueiroz : E o Sr. presidente
do Para dea parte 1 '
O Sr. Augusto de Olireira: Sim, senhor, ner-
tiripou .1 cmara municipal do Recife que expedio
diploma ao sen substituto, o qual honlem lomou as-
enlo nesla casa, e admira que o nobre deputado faca
esta pergunta lendo honlem volado pelo parecer da
rnmmissao de conslituicao e poderes que alias con-
signou esse facto.
Digo mais ao nobre desatado, se o Sr. presidente
de Para participou a timara municipal do Recito e
n.io i cmara dos Sr;. depurados, foi para poupar
tempo, porque sendo Pernambuco um ponto inter-
medio entre o Para c esla cor.e, era muilo mais cor-
dalo participar a cmara municipal do Recife, que
podia immcdiatamenlc expedir diploma ao suppleu-
te qne viesse logo tomir assenlo, do que participar
cmara do* Srs. depulados para esta ao depois de-
terminar cmara municipal do Recife espediste di-
ploma ao respectivo supplenU no que haveria o in
conveniente de urna demora de dous mezes pelo
menos.
O Sr. Dulra Rocha : Esla cm coutradircao
com o que disse arespeilo do Sr. Zacaras.
O Sr. Augusto de Olivra : Nao estou;seria
necessario que o nobre dcpul&do me provasse que o
Sr. Zacaras linha participado a cmara municipal da
Baha para poder dizer que en me acbo em conlra-
0 Sr. Augusto de OHteira : Nao salisfez tal,
porque o regiment da casa he bem claro.
Julea-se a materia sufUcientcmenle disentida, c
poslasa votos be approvado o parecer e a emenda.
O presidente declara deputado o suppleute pela
provincia da Bahia ao Sr. Angelo Francisco Ramos,
o qual, acbando-sc na sala immediata, he introdu-
zido com as formalidades do esiylo, presta jura-
meuio e toma assento.
Entra em 2." disenssao a proposta do governo n;i
parte relativa ao ornamente da despeza do ministe-
rio do imperio.
O Sr. Silteira da Molla chama a altencao do m.
rustro do imperio para diuereates mellioramculos na
pr. viacie de S. Paulo, depois do que continua o sen
discurso da maneira segunde:
Sr. presidente, j loquei em alguns pontos, em al-
gumas obras geraes de que o governo tcm-sc incom-
hido de fazer as provincias, e que sao de nteres-
se geral, c agora irei fazeudo urna transieran dessas
obras para os livros c para os eslabelecimenlos sci-
enlificos.
O nobre ministro levouaocalio a reforma dos nos-
sos eslabclecinicntos sricntifieos superiores, e cu Ic-
rei agora occasiao para cniit'ir a minha opiniao so-
bre o meio de turnar completa essa reforma ; antes
porcm de entrar no que he de organisaco scienti-
fica permilta-me o nobre ministro que chame a sua
ai 1 curan sobre urna grande necessidade que sent um
estabelecimento a que eu tenho a honra de perten-
ccr : fallo da academia jurdica de S. Paulo.
Nao vejo, Sr. dresidentc, quota cm que se d a
entender que o governo tcnciona melhurar a biblio-
thara dessa academia...
O Sr. BrandSo : E a de Olinda precisa tam-
bem melhorar, e lalvcz precise mais que a de S.
Paulo.
O Sr. Silceira da Molla : Nao ifuvido, porcm
essa lem melhores orgaos do que cu nesla casa,
e eu vou fallar tmenle da academia de S. Paulo,
porque heda que tenho maisconhecimento.
A, bibliolheca da academia de S. Paulo, Sr. presi-
esl que he una vergonlia, os livros mais in-
dispensaveis para a consulta, quer dos esludnntes.
ouer dos professores, nflose enconlram nella...
I O Sr. Brandao: A de Olinda se resenle da
mesma Talla.
O Sr. Silceira da Molla ^ ... e*ccpc.ao de al-
guns livros de frailes que para all foram levados, e
excepcao de alguns donativos de livrarias particu-
lares, que quasi todas foram organisadas dehaixo do
mesmo sx tierna das bibliolhccas dos frades, alem des-
ses livros a bibliolheca nao possue oulros senao pou-
cos que ha muitos anuos o governo mandou, por
proposla de urna commissao da cougregarao.
Por algum lempo o governo continuou a mandar
vir para a bibliolheca algumas obras peridicas que
depeudiam doassignaturas na Eoropa, mas infeliz-
mente acontinuaean disso, que o governo poderia
fazer com tOOS ou -JUtla |ir auno, lem fallado, c ha
miiilos anuos que a%ioliolhora de S. Paulo nao re-
celic um livro, c creio qne esl rcduzida a alguns
peridicos que se lhe manda daqui, o que nada en-
grandece a parle scentica da bibliolheca.
Nao he s, Sr. presidente, por falla de livros para
as consultas de direito que eu fac.o estas observaees,
mas porque a bibliolheca de urna academia deve pro-
porcionar a lodos aquelles que podem ter necessida-
de de a consultado mcio de se ficar ao facto dos pro-
gressos que a sciencia lem lido, porque nlo se pode
esperar isso dos meios particulares, nem dos estu-
dantcs nem dos professores, vislo que nao ha venci-
menlo algum de empregado publico, e nem mesa-
da de esladanles qjle possam chegar para a compra
dos livros que precisam, para esludar s materias
variadas c progressivas que se cstudam nasacadamias
de dircilo, c principalmente buje que o nobre mi-
nistro com os novos estatutos uni as duas cadeiras
de direito romano e direito administrativo.
Ora, cis du js cadeiras creadas, para o estado das
quaes nao ha na bibliolheca os livros necessarios, e
entretanto vai comerar um cnsino que depende de
grandes prepararnos principalmente para o cnsino
de dircilo adminislrativo, que depende de prepara-
coes ajo s theoricas como pralicas, assim como do
conliecmcnto de toda a nossa legis!aao administra-
tiva, e nem essa ha na bibliolheca.
Eis, senhores, o porque cu enlendo que devo cha-
mar a ailenr.ni do nobre ministro para a verba das
academias, visto que nao vejo no orramento verba
que de a entender que S. Exc. tem inlenc.lo de do-
tar as academias com meios para que at suas refor-
mas identificas sejam execuladas inteiramente. Ago-
ra, Sr. presidente, que toquei neste ponto que lem
mais alguma inlelligencia com a orsanisacao scieuli-
fica das academias, pcrmi(la-mc a cmara que ainda
ouereca considerarlo do Sr. ministro algumas li-
geiras observarcs sobre a reforma:
5. Exc. emilte no scu relalorio ou parece adoptar
a opiniao que nao julga couveniente na nr=niiisar,ao
dos esludos superiores do direilo a separecao das
duas facilidades de scicncias sociacs e scicncias jur-
dicas. Eu nao intento, senhores, c-tabelecer hoje
um exame sobre esees pontos da-reforma, porque el-
la esl feila, e nem tenho (anta eonfianea as mi-
nlias ideas que as anteponha s do nobre ministro,
e nem mesmo desejo contrariar esse svstema de en-
sino que o governo ja achou admilliilo.
Nao quero estabclecer una discussao a respeilo da
conveniencia ou inconveniencia dessa reforma, por-
que ella vai spr*c\ccutada, e eu, longo de querer ti-
rar a forra moral dclla, eslimarci ter alguma para
auxilia-la ; mas pcrmitla-se-me fazer urna reflexao
sobre a maueira por que S. Exc. dispoz essas mate-
rias novas de entino.
6. Exc. parece ser da opiniao, que eu tambem si- | ral na mesma provincia.
ro, de que o esludo do dircilo administrativo, e nao
s do que he propriamente direilo administrativo,
mas das scicncias polticas, deve andar annexo ao
cstudo das -ciencias jurdicas, porque o grao de ha-
chare! e de doulor deve presuppr o conhccimenlo
de urnas e unirs, e ser babililacao para ambas as
carreas. Eu enlendo lamben) nesta parle como o
nobre ministro, divergindo apenas da opiniao de
um nobre depultdo pela Baha que ltimamente te
prouuuciou ueste ponto quando se discuti o melho-
r,menlo da aula do commerco.
Snu tambem de opiniao que no nosso paiz nao ha
ainda tantat rapacidades que te possa e-pecialisa-las
todas ; e por tanlo essa cspecialisajao poda trazer
inconvenientes, principalmente quando estamos acos-
tuinados a chamar para ludo os homens legislas,
com indo por isso muilo dar essa carreira a Ilustra.
cao de cerlos estudos que at hoje lhe faltava. An-
uexando pois s academias de direito o cnsino do di-
reilo adminislrativo, se faz um grande sen ico com-
plclando-se a educarlo do legisla.
As crearles de dircilo administrativo tem sido la-
chadas dessat cadeiras de apparalosat e de simples
ostentarlo, e nao din ido que no principio assim seja,
mas o pensamenlo da sua croaran foi grande, reco-
nheceu-se a necessidade de se ir ntroduzindo nos
noos estudos o esludo do systema administrativo, e
com essa idea vaUse reconherendo no nosso paiz
a necessidade cada vez mais imperiosa de que lie
preciso esludar essas materias.
E ainda mais, seuhores, a annexaco dat cadeiras
do direilo adminislrativo s nostat facilidades de di-
reilo, he o reconhecimcnlo da necessidade que ha
no nosso paiz de formar direito administrativo A
catta do estudo do nosso direito civil e do nosso di-
reito financelro, e da legislarlo de processo, islo he,
he o reconhecimcnlo de que ot priineros trabalhns
para a formarao do nosso direito adminislrativo de-
vem consistir na exploradlo de diversos ramos do
direito, arrancando a cada um o que lhe nao per-
lence, mas sim ao direilo administrativo ? le justa-
mcnle por esle motivo que dou a minha adhesao
idea da annexaran do direito administrativo t fa-
culdades de direito, como a le ordenou, e o Sr. mi-
nistro cumprio. Mas se por om lado cu enlendo
que isso existe um bem, por oulro lado eu julgo
que o nobre miuislro, levado pelo grande inleresse
do estudo dessas materias, deveria rcconbcccr que
anda quando na babililacao Bos novos doulores fos-
se necessario o estudo do direilo adminislrativo, se
deveria crear urna cadena separada da carreira dos
legistas...
"(//a um aparte).
Senhores, at hoje no nosso paiz ha incompatibili-
dades para muitas funcc,es publicas, e entretanto a
venladeTra incompaliblidade he a que deve nascer
da falla de habililacoes : ainda entre mis niuguem
pode ser padre sem ao'menos saber latini.
O Sr. F. Oclaciano : Ou dar llanca.
O Sr. Silceira da Molla: Emftm, sem dizer
que sabe lalim ; ninguem pode ser juiz municipal
sem ter ocurso dedireilo ; ninguem pode ler cerlos
accessos a postos militares sem ler certos estudos;
esla exigeucia tem o governo por sua jurisdccao cs-
tabelccido, assim Como a de que ninguem pode ler
empregos diplomticos tem ter cerlos conhecmen'
tqs, quando meuos sejam o de lnguas vivas; mas,
senhures, ha muitas carreras do nosso paiz para as
quaes he necessario crear-se certas habililacoes; por
exetnplo, para os empregos de fazeuda seria neces-
sario exigir-te cerlos estudos, o quo se nao faz. He
verdade que se faz as theaouraras urna cousa a que
4e chama concurso, e que deveria estar hanido, por-
que he urna formalidade que muitas vezes afasia o
mrito, e muitas vezes he um laco ao ministro h-
bil, ou um pretexto para patronatos.
Entretanto para esses empregos be preciso ter
propriamente certas habililacoes, mas nao ha de o
governo obrigar a estes homens a esludar o direito
adminislrativo, on na academia de S. Paulo, ou na
de Olinda, e tambem lies nao poderiam aproveilar
milito, esludaodo-o i-oladamenlo fe sera oulra4 pre-
paracocs ; por isso enlendo que nobre ministro,
lendo mettido peito i empre/.a de reformar os estu-
dos superiores, tratando, por exemplo. de reformar
a aula do commerco, e querendo introduzir nella
al mesmo a aula de economa poltica c industrial,
e oulras todas accessorias desse estabelecimento, o
nobre ministro para completar esse servico que faz
,10 paiz nao devia, quando baja de e. /., largar o
ministerio, deixar o sen testamento {reclamacoes)
sem ao menos algumas linha- que habilitem e regu-
Icm a carreira administrativa.
O Sr. Ministro do Imperio : Est no meu re-
lalorio.
Cm Sr. Deputado: S se traa de testamento
quando se est para morree *
O Sr. Silceira da Molla : Est engaado o
nobre deputado ; a lci manda fazer o testamento
quando se est sao...
O Sr. Aguiar : Mas he quando se esl tao da
razao.
O Sr. Silceira da Molla: Sr. presidente, en
(rouxe esas minhas observaciles para ler opporluni-
dade de chamar a altcncao do nobre ministro sobre
a conveniencia dessa organisaco. O nobre ministro
reconliece, c mesmo diz neste sentido algumas pala-
vras-no seu relalorio, aonde se l que, para comple-
tar as habililacoes da carreira administrativa, nao
sAo suflicientes os estados administrativos que esla o
annexos s escolas de direito ; mas reconhecando S.
Exc. essa verdade no 4eu relalorio, eu o que lhe pe-
ro he que na rculisaeao de suas ideas S. Ex. procu-
re tornar a orgauisaeao da escola administrativa a
mais pralica que for possivel, e que se apresse cm
rcalisa-la, porque al corlo ponto eu acompanho as
apprehensocs do nobre deputado pela Bahia quaulo
eslerilidade do estudo da ciencia administrativa
anuexa s escolas de direito jurdico ; porque enlen-
do que esses estudos nao podem ser fritos com pro-
vcilo senao aonde o governo pode por disposic,3o
desses eslabelecimenlos muitas cousas pralicas que
as cadeiras de direito administrativo nao^podem ler
sua ilisposirao.
O Sr. Silceira' da Molla : Por exemplo, as
bibliolhccas.
O Sr. F. (Mariano : Islo applica-sc tambem
ao cnsino de direito.
O Sr. Silceira da Molla : Os archivas pbli-
cos e repartires superiores principalmente ; -au ao
menos uno se as disposices na- lamento desde j a sorle do pobre hornera que
liver de ensillar direilo administrativo na npssa fa-
culdade de dircilo, cm urna provincia aond nao ha
recurso algum para ~-*e fazer esse estudo, Uto de-
pendente de variadas especialidades.
O Sr. F. Octaciano : Deve suppr-se que o
professor esl habilitado para esse cnsino.
Sr. Silceira da Molla: Pois, senhores, seja-
me peqniltido desde j sentir bem a sorle desse ho-
rnera que liver de leccin,ir dircilo administrativo
no r.ossolpaiz, aonde nao ha dejdireito administrativo
-en.io o noinc, quando a nossa legislarlo toda est
confusa a este respeito.
Entretanto, me parece que- o nobre miuislro, or-
ganisaudo urna escola de direito administrativo, em-
bora com alguns estudos accessorios ao direilo admi-
nistrativo, e oslabclcccndo algumas oulras eoudiroes
de aptidao para certos empregos pblicos, islo na ca-
pital do imperio, fazia um serviro reforma dos es"
ludo--.
O Sr. BrandSo: Para isso era necessario nova
aulorisarao ; a dada nao rhega para tanto.
O Sr. Silceira da Molla : Tambem cu nao es-
lou censurando ao nob re ministro por ter deixado
de usar da aulorisarao que linhn ; eslava expondo as
minhas ideas a respeilo do mcio qne S. Ex. tem de
completar a organiacao dos estados superiores; he
opiniao minha.
O Sr. F. Octaciano : O nobre deputado vai de
accordo completamente com o nobre ministro.
O Sr. Silceira da Molla : Parece que a anlo-
risaco que o governo leve foi para annexar as ca-
deiras de dircilo administrativo e direito romano
escola dedireilo.
O Sr. F. Octaciano :Apoiado.
O Sr. Silceira da Motta : Termino aqu as
observacoes ; que 15 liz nicamente para em alsuns
casos acordar aallmrao do nobre ministro sobre al-
guus ponlos a respeito dos quaes julgo que elle leve
informacoes inexactas, o em outros casos para lem-
brar 011 apprescnlar-lbc alcumas ideas acerca do en-
tino publico como' enlendo qoe poderia ser mais
conveniente ou mais completo no nosso paiz.
O Sr. Ribeiro da l.uz respondeudo ao prece-
dente orador, faz varias considerarles tendentes a
justificar o procedimento de alguns empregados lis-
caes da provincia de Minas pertencentes urna re-
particaa de que he ebefe, e depois chama a atlen-
So do goveroo para algumas obras de inleresse ge-
O Sr. Pedreira (miuislro do imperio) responde
aos precedentes oradores.
O Sr. Aprigio Guimariles : Sr. presidente, le-
vanto-me para dar qaatro palavras de respeitosa in-
lerrogacao ao honrado Sr. ministro do imperio.
Ha no imperio ama provincia, senhores, lodos
nos o sabemos, na qual annualmente se espreila a
vinda da' eitajSo dat chuvas, porque a sua ausencia
importa a aniquilarlo de muilas fortunas, a perda
de muilas vidas, a detolac,Bo eeral ; he esta provin-
cia a que eu tenho a houra de representar netla
casa.
Cousla-me qae o anuo passado se volon urna ver-
ba especial para que roste mandada urna commissao
de engenheiros afim de examinar quaes as causas
das seccas que flagellam etta provincia, e apresen-
lar a respeilo o seu parecer em ordem a serem ap-
licados os meios de obviar tao grande mal, e nao
me consta que al hoje cousa alguma se '.enha feito ;
apenas sei qoe o ministro do imperio, antecessor
deS. Ex., aluciara ao presideule do Cear, peratni-
tandolhe quaes at causas das seccas. He sobre es-
te ponto, Sr. presidente, que eu lenho a honra de
chamar a atiendo de S. Ex. o Sr. minittro do im-
perio.
A ulilidade de um tal exame he clara a todas as
vistas; e mesmo qaando mo se lhe seguisse i inme-
diatamente, como deve ser, a pralica dat medidas
por elle aconselhadat, ao menos as cmaras munici-
paes Bcariam habilitadas para irem iniciando postu-
ras, prohibindo o corle de certas arvores, determi-
nando a plantario de oulras, etc.; o qoe hoje nao
podem fazer, por nada se haver scieutificamenle in-
dagado sobre este ponto' com respeito provincia
do Cearn.
Na provincia da Parakiba um exame semelhan.
le se inlentou e se procede, grabas actividade do
ex-pretidenle daqoella provincia, meu honrado
collega e amigo; enlretanto nao havia para a Para-
loba, como para o Cear, urna verba especial, vola-
da para semelhanle fm...
Podera fallar sobre outros melhoramenlos, alias
secundarios, que rerlama a provincia que represen-
to ; mas nao o farei, porque a hora est muto adian-
lada, e porque me ron-la que o Sr. ministro do
imperio os tem em vista.
lnsislrei, so for mistar, sobre o ponto de que me
oceupei, porque be elle ama questao de vida e de
morlc para a provincia do Cear.
A discussao fica adiada pela hora.
O Presidente designa o ordem do dia seguintc,
e levanta a sessao s2 horat e 3 quarlos.
Dia 9.
A' hora do coslume, achando-se reunido numero
saQicienle de merabros, abre-se a sessao.
Lida e approvada a arla da antecedente, o 1. se-
cretario da con la do seguale expediente :
1. mollino do t. secretario do senado, enviando
a proposicjlo daquella cmara que aulorsa ao gover-
no a mandar matricular no 1. auno do corso jur-
dico de S. Paulo a Thomaz Antonio de Paula Pes-
soa. A imprimir para entrar na ordem dos traba-
Ihos.
Um rcquerimenlo dos directores da coir.panhia
Pernambucana, encorporada na provincia de Per-
nambuco para a navegarn costeira, pedindo iscn-
r>) de direitos ao carino e machinas necessarios
aos seus vapores.A' commissao de commerco, in-
dustria e artes.
Dos empregados da visita da polica do porto des-
la capital, pedindo augmento de ordenado. A'
commissio de penses e ordenados.
Sao approvados os segundes pareceres de com-
misses:
1' A cmara municipal da cidade daForlaleza pede
que te lhe conceda para teu patrimonio ot bens d
raz encorporados aos proprios nacionaes, que outra
ora pertenecram irmandade de Nossa Seuhora da
Assumpeao da mesma cidade.
A commissao de fazenda nao acha fundamento'
plaiisivel para semelhanle prelenco, e por lauto be
de parecer que se indefira a referida representarlo.
Sala das commisset, 7 de junho de IN.
Sika Ferra:. C. Carneiro de Campos.
Para poder dar o seu parecer sobre a inclusa re-
presentae.lo da eaayira municipal de Sania RHa do
Rio Prcto da provijria da Bahia, em que pede a
concesrao de terreUis para seu patrimonio, a com-
missAo-do-fazenda % quer que se pecam ao governo
informar/"'- sobre o. teguinles pontos.
1. Se ha terrenos disponiveis no referido muni-
cipio.2.", so convem 1 concesso pedida.3., se
cimvcm estabclecer como regra geral a conce-sao de
terrenos baldos s cmaras municipaes para scu pa-
trimonio "
a Sala das commssoes, 7 de junho de 18,ii.Sil-
ca Ferraz. C. Carneiro de Campos, b
a Para que possa a commissao de fazenda! dar o
sen parecer sobre a inclusa rcpresenlacao di assem-
bl provincial do Rio Grande do Sal, relativa me-
dida de prorogar-se o lempo da prescripcAo da divi-
da passiva da nacao, precita de informacoes do go-
verno, que por este requer.
a Sala das commssoes, 7 de junho de 185t.
Silca Ferraz* C. Carneiro de Campos, i
s Os papis que a requer ment do Sr. d epatado
Titra foram n.neUidos commissio de fazenda,
relativos indemoisaclo de despachos geraes feilos
pela lliesouraria provincial das Alagoat, nao estao
em ordem que au'.oriscm qualquer deliberarlo da
cmara, e por isso enlende a commissao de fazenda
que devem ser remedidos ao governo para qae, de-
pois dos exames necessarios, informe sobre o qae
julgar conveniente.
a Sala das sestiles, 7 de junho de t84. Silca
Ferraz. C. Carneiro de Campos.
e A viuva e herdeiros de Francisco de Godoy
Bncno pedem qoe se lhes conceda o pagamento em
prcalaces da divida a qae ficaram obligados fa-
zenda publica em virlnde da llanca a que se achava
o mesmo Godoy sujeilo, como abonador do colleclor
da .villa de Lorena, Jos Pereira Jorge.
A cora/nissAo de fazenda enlendo que he da
competencia das autoridades administrativas o favor
que os supplicantes pedem, e que por tanto devem
recorrer s mesmas autoridades.
Sala das ommissOes, 7 de. junho de 185i.
Silva Ferraz. C. Carneiro de Campos.
A commissao de fazenda precita de informa-
roes do enverno sobre o incluso rcquerimenlo da c-
mara municipal de Mangaraliba, qae para scu pial
trimonio pede que se lhe de o terreno perlenc-d,e
aos Indios, o que por esle requer.
(i Sala das commissOas, 7 de junho de 1>.~-
Silca Ferraz. C. Carneiro de Campos.
o O incluso rcquerimenlo de Jos Jnximiano
Baptista Machado, relativo s applicarO-' da le c
regulamento do sello, e imposicjlo d- -nnlla que llie
foi imposta por fallado pagan,enld dessa laxa, im-
porta um recurso de lima decisAo administrativa, cu-
jrj|conhecimentoesl forada ali;adasi,ocorPO legislati-
vo, e era laes termos enlende c he <;e parecer com-
missao de feaenda que seja indefen'do.
Sala dat commssoes, 7 de jui'b ^S^ffMi**1
Silca Ferraz.C. Carneiro de Campos, o
s Para que a'commis4o de fazenda possa dar o
seu parecer aos inclusos requermentos:
" DelvoJosda Cunha e oulros, herdeiros du
Caetano Jos da Cunha :
Da directora da assocac,ao de colonisac.lo da
cidade de Pellas:
o De Francisca Leopoldina Monleiro da Franca,
viuva do major reformado de primeira linha Fran-
cisco Xavier Monteiro da Franca, precisa de infor-
macoes do governo pelas competentes repartires, o
que reqner.
Sala das commissoes, 7 de junho de IbVii.
Silca Ferraz C. Carneiro de Campos.
11 Antonio Americo de l.'rzedo, ha\ endo ubi ido do
governo inclbnramenlo deaaposcnladorla, ou jubila-
ran como lente da anliga escola medicotirurgca
desla corle, enlende que lem direito dincrenra
mreos \ encmenlos que percebe actualmente e os
que percebia em virlnde de sua jubilacAo, e pede
que se lhe mande iiidemnisar a referida dillerenca.
a A commissao de fazenda enlende que o suppli-
canle deve allegar scu dircilo ante as autoridades
adminislrativas, que sAo as competentes para aqui-
lala-lo, c he de parecer que assim se lhe defira.
e Sala das commissoes, 7 de junho de 18...Sf-
ra Ferntz.C. Carneiro de Campos, n
Sao julgadds objeclos de deliheracao c vo a impri-
mir para entrar na ordem dos Irabalbos os se-
grales projectos :
A assembla geral legislativa resol ve o seguintc:
Art. I.o Sao concedidas ao hospital de carida-
deda capital do Cear qualro loteras, que ser.1o ex-
iralndas_ na corle conforme o plauo das concedidas
sania casa da Misericordia.
Art. 2. O producto dessas loteras ser empre-
gado emapolices da divida publica, qae servir de
fundo do estabelecimento, podendo a respectiva ad-
ministrante dispor nicamente dos juros das mes-
mas.
Art. 3.o Ficam revogadas as disposirOes em*
contrario.
s Pa(o da cmara dos depulados, 9 de junho de
1854.Domingos Jos Sogueira Jaguaribe.M.
Fernanda t-ieira.J. Macario Figueira de Mello.
R. Ferreira de Araujo Lima.Aprigio Guima-
raes. Antonio Jos Machado.
t A assembla geral legislativa resolve :
Arl. I.o O lempo de residencia exigido pelo art.
1. do .|da lei de 23 de oolubrode 1832 para qoe
possa ter lugar a naluralitacSo dos eslrengeiros tica
reduzido a 6 mezes.
a Arl. 2. Noslilulos de residencia dos eslrangeros
se laucar pela competente autoridade, sem depen-
dencia de emolumento algum, urna declaracao na
liugua dot raetmot conleudo esla disposicao e as da
lei de nattiralisarno, fazendu-te a cada om antes da
entrega do ttulo urna explicarlo a respeilo das
mesmas.
< Art. 3. Se nesse acto o eslrangeiro declarar qae
desoja naturalisar-se cidadao brasileiro, te lavrar lo-
go termo dessa declararlo, sem dependencia de e-
molumento algum, que valer como se for feila pe-
ranle a respectiva cmara municipal, qual se re-
metiera por copia o termo no menor prazo possivel,
para ser transcripto nos livros para esse flm desti-
nados.
< Art. 4. Sflo revogadas todas as leis em con-
traro.
c Paco da cmara dos depulados, em 9 de junho I ment da ronslilulcan, e finalmente q facto de ler a
de 1854.Candido Mendes de Almeida. I portara da demissao por fundamento a simples cir-
Do 1. secretario do senado, enviando a proposirao
daquella cmara au'orisando o governo 1 mandar
matricular no 1. anno do curso jurdico de Olinda o
estudante Jos Mara do Valle Jnior.A Imprimir
para entrar na ordem dos-traballing.
Um reqoerlmento de Joio Ji de Almeida Cruz,
subdito portoguez, atadindo dispensa do intersticio
para se poder naluralisar cidadao brasileiro.A com-
raissao de constituido e poderes.
Sao approvados os seguinte pareceres:
o O padre Gulhcrmc Paulo Tlbury requer a c-
mara dos Srs. depulados qoe lhe sejam pagos os or-
denados que venceu como professor de inglez do se-
minario de S. Jos desla corte desda o dia era que
foi privado do exercicio da mesma cadeira al o em
que de novo enirou no exercicio de professor publi-
co de inglez detta corte, de que obleve nomearao
por decreto de 7 de fevereiro de 1848. Allega o sup-
plicante em abono de sua prclcnr,ao, qae havendo
obtido a merc de propredade da cadeira publica de
inglez do seminario de S. Jos desla corle, fra del-
la privado em 1831 por urna portara do miniatro
do imperio, a pretexlo de ser o supplicante eslran-
geiro, nao obstante ler elle carta de nalurasacio e
haver jurado a consliluirao do imperio.
De todas as allegarte produzdaspelo toplican-
tc s urna se acha proaada pelos documentos que a-
companharam e instruram o rcquerimenlo que foi
presente a 1. commissao de ornamento, e vem a ser
a de 4ua propredade de profesier de inglez do semi-
nario de S. Jos, concedida pelo Sr. D. Joao VI,
por deerto de 17 de abril de 1821, nao havendo do-
cumento algum que prove a nalnralisaclo, ojura-
A assembla legislativa resolve :
a Artigo nico. Sio concedidas em beneficio da
conclusiio das obras do hospital da santa casada
Misericordia da villa de Vale-sea, da provincia do
de Janeiro, duas loteras que se extrahirao na
corle conforme p plano das que te concederam
sania casa da Misericordia da cidade do Rio de Ja-
neiro, revogadas para esle flm as dsposiroes em
contrario.
Paco da cmara dos deputadds, 9 de junho de
1854.J. M. Pereira da Silva.
A assembla geral legislativa resolve :
Arl. I. Ficam concedidas ao hospital de carida-
de da cidade de Jacarehy, provincia de S. Paulo,
duas loteras que se extrahirao na corte, conforme
o plano das.concedidas i sania casa da Misericordia
desta cidade do Rio de Janeiro, tendo o producto
dat duat loteras applcado conclusao do referido
hospital. 4 t
a Art. 1 Ficam revogadas as disposices em con-
trario,
a Pa;o da cmara dos depulados, 9 de junho de
1854./. F. Pereira Jorge.J. O. tiebias.Cra-
neiro de Campos.Pacheco Joraao. F. Jos de
Lima Ferreira de Abreu.Antonio Candido.
a A assembla geral legislativa resolve :
o Art. 1.' Fica concedido ao hospital de S. Pedro
da villa da Barra, da provincia da Bahia, urna lote-
ra Igual s da santa casa da Misericordia,e que ser
exlrabida nesta corte.
Art. 2.o O seu producto ser convertido etM-
polices da divida publica para patrimonio do mes-
mo hospital.
Revogam-se as disposices em contrario,
a Paso da cmara dos depulados, 9 de jqnho de
1854.Salva a redacc^
des. I
a A assembla geral legislativa resolve :
t Artigo nico. Sao concedidas em beneficio da
conelusAo das obras da matriz de S. Jos do Recife
i loteras, que se extrahirao na corte, conforme o
plano das que se concederam a santa casa da Mise-
ricordia da cidade do Rio de Janeiro ; revogadas pa-
ra este fm as dsposiroes em contraro
Pa;o da cmara dos depulados 9 lie junho de
1854.F.~ .Y. Paes Barreto.Pinto de Campos.-
Seara.S e Hlbuquerque. BrandSo. Barros
Barreto.D. de Soasa Leao.Aguiar. -v_d>
Oliveira.
A assembla geral legislativa resolve:
c Art. 1. Ficam concedidas 4 loteras do mesmo
plano das da sania casa da Misericordia da corle pa-
ra auxilio do hospital de caridade do Ouro Prelo,
capital da provincia de Minas, as quaes correrao na
razao de urna por anno, cujo producto ser conver-
tido em apolices da divida publica para patrimonio
do mesmo estabelecimento.
a Art. 2. Ficam revogadas at disposices em con-
trario,
a Sala das sessoes, 9 de junho de 1854.Paula
autos.Gouca.H. Horta.Paula Candido.
Tiixeira de Souza. Monteiro de Barros* L.
Carlos.Conego Silca.Lima e Silva Sobrinhn.
Brelas. l'ieira de Maltos. Rocha. Ribeiro
da Luz.Paula Fonceca. Soares de Gouca.
A assembla geral legislativa resolve :
Art. nice. Fica concedida urna lelcria para
o hospital de caridade da cidade de I.arangeiras,
provincia de Sergipe, segando as leis em vigor a
respeilo, corridas nesla corte. Siqueira Queiioz.
Bariio de Maroim.
He lido c remedido s commissoes de negocios cc-
clesaslicos e inslmcc.io publica, a pedido do seo
autor, o seguinte projecto :
A as.icmlilca geral legislativa resolve :
a Art. i." O governo fica a 11 Inusado a crear nes-
ta corte urna faculdade de llieologia com as cadeiras
que julgar conveniente, entre as quaes se contem-
plar urna de direilo cannico, dando mesma fa-
culdade os necessarios estatutos, cuja approvasAo
depender do corpo legislativo.
11 Art. 2. Fica da mesroa sorle autorisado o go-
verno para mandar contratar na Europa professores
de reconhecido merilo para as referidas cadeiras,
qaando nao posta encontra-los no Brasil, fixando-
Ihes os respectivos ordenados.
a Arl. 3. Sao revogadas. todas as leis em con-
trario.
o Paso" da cmara do depulados, em 9 de ju nbo
de 1854.S. a R. Candido Mendes de Almeida.
He lida e f%mc(lida a VtM* > --
guinle ndicacao.
R TniV-O que o art. 10 do regiment seja modifl-
r-.Jo pela maneira seguinte :
o Ot deputadot que nao puderem comparecer de-
verao communicar a esla cmara os motivos de seus
impedimentos, e quando ellos deixem de o fazer
dentro do prazo do priniero mez de cada sessao, sa-
rao chamados os seus respectivos substitutos.
Entra cm dtcatso o parecer adiado em 16 de
julho de 1818, reprovando a pensao de 8008 conce-
dida a I). Kita Bernardina de Atmcida, viuva do
almirante Jos Mara de Alenla.
O Sr. Siqueira Queiroz combale o parecer por
injusto econelue enviando mesa a segrale reso-
lucao como emenda ao mesmo :
curattancia de ser o supplicante eslrangeiro.
o Na auseuca desles documentos, que a commis-
sao considera eisenciaes para formar um juizo segu-
ro sobre a jattija que por ventara possa assislir ao
supplicante, e para nao aventurar um parecer desfa-
voravel pretenro qae pode lalvcz ser fuudada em
direilo, enlende a mesma commissio que se devem
esperar estes documentos para se dar um parecer
definitivo sobre a materia, sendo por isso agora de
parecer que se declare ira pelic.in do supplicanle pa-
dre ('uilherme Paulo Tilhurv. que elle deve juntar
documentos que proverii os seguinles fados: nalu-
rasacio, juramento da ronsliluicAo, e demssio pela
simples circurostancia de ser eslrangeiro.
Paso da cmara, 10 de julho de lb54. Paula
Santos, Wanderleg.
Para que possa a commissao de fazenda dar o
teu parecer tobre a materia do projecto n. 91 de 1839
adiado e remedido ab sen exame em virlnde da de-
liberarao desla casa d 29 do mez passado, precisa
das seguinles informacoes do governo, as quaes,por
este requer:
t 1. Se existi em deposito ou foi recolhido a de-
posito o producto do aprezamento do brigue Ori-
ente, feito na barra do porto da cidadejje S, I.ulz do
Maranhio, pelo almirante marquez do-Mjriniwo, na
poca da independencia do imperio, e nd caso de af-
firraativa qual o seu desuno ou quant'o cm ser ex-
iste.
2. Se as redmeseles do mesmo marquez abran-
gem o producto do referido aprezamento.
Sala dat eomrnssoes, 10 de jnnho de 1854.
Silca Ferraz*C. Carneiro de Campos.
t A regente e freirs do convento dq^Sanlstimo
Coracio de Jetos da villa de Iguarassu' pedem
qnanlia de 7:2009 pan os reparos do mes'mo con-
Silva Ferram Aten- vento, que se acha em ruina.
1 A commissao de fazenda entende que esle pedi-
do nao pode ser allendido por esla cmara; nao s
porque sea objecto, considerado lem relarao cari-
dade e assistencia publica, nAo conslituc urna obrv
gacSo a cargo da fazenda geral, mas ainda porque
no ponto de vista, ou em relacao caridade e assis-
tencia publica, nao se acha dentro das raas do pre-
ceito da constitoisao quaolo a soccorros pblicos, e
menos da que sio tracadas pelos saos principios de
economa publica, c he por isso de parecer que se
indefira sea rcquerimenlo.
o Sala das commissoes, 10 de julho de 1854.
Sica Ferraz.C. Carneiro de Campos.
e O bispo de Pernambuco pede as inclusas re-
prsenla s&es:
1. Urna consignaran para as obras da matriz da
de S. Jos da cidade do Recife*.
2. Qualro loteras em favor da mesma matriz.
a O primeiro objecto desle pedido nao pode ser
considerado despeza ,a cargo do cofres geraes, e o
segando copetitae a materia de um projecto de lei
que foijolgado objecto de deliheracao.
< Nettes termos entende c he de parecer a com-
missao que quanlo ao primeiro ponto seje indefer-
do, e qne quanto ao segundo sealtenda a decisio da
casa sobre o referido projecto.
Sala das commissoes, tjj de junho de 1854.
Silva Ferraz.Cfcarniro de Campos.
a A cmara municipal da cidade do Santarem
da provincia do Pana pede meios para fazer face
conclusao das obras da matriz da mesma cidade.
ti A commissio de fazenda enlende que esle ob-
jecto nao pode constituir um artigo de despeza a car-
go dos cofres geraes, e portanlo he de parecer que 4e
indefira o referido requerimento.
Sala das commssoes, 10 de junho de 1854.
Silca Ferraz.C. Carneiro de Campos.
.n O bispo de Pernambuco pede consignaran para
obras do seminario respectivo.
a A commissao de fazenda, para dar seu parecer
sobre este pedido, precita c requer que se solci-
tem informacoes do governo sobre os segnintct
ponlcs:
o 1." Se ha necessidade para a construcsao de
laes obras.
< 2. Qaal o seu plano e emquanlo podem mon-
tar.
a Sala das comnTisses, 10 de junho de 1854.
Silca Ferraz. C. Carneiro de Campos.
" Para qoe a commissio de fazenda possa dar seu
parecer sobre a inclusa reprcsenlacao da assembla
provincial do Rio Grande do Norte, que pede a
construeco de diversas obras, precisa de informa-
ees do govor.-u sobre os seguintec ponln a., qua
,ieiu presente requer:
o I.o Sobre a necessidade ou ulilidade das obra-
indicada- na referida representaran.
2.o Sobre o plano e despeza provavel de cada
urna.
o Sala das commssoes, 10 de junho de 1854.
Silva Ferraz. C. Carneiro de Campos.
o O hispo de S. Paulo pede para a conslrucrao
de um edificio que sirva de seminario episcopal a
conoessao de cinco loteras.
Para que a commissao possa dar scu parecer a
esle respesto precisa e requer que te pesam ao go-
verno as sr.oiinios informarte* :
v 1. Sobre a uccessidade da obra, seu plano e
despeza que provavcliueiite demandar.
2.o Sobre a caBVenie>*4jdo augmento do nu-
mero das roteras concedidas.
11 A commissao de polica, sem descouliecer os
serviros do tupplicanle, enlende que deve ser inde-
ferdo o seu requerimento, vislo que a salisfacao
do scu pedido importa a concessao de urna pensao, o
que de certo nao cabe na competecia desla cmara,
o Paro da cunara dos depulado-, 10 de junho de
1854.l'iscondc de Baependy. Francisco de Pau-
la Candido. F. X. Paes Brrelo.
lie approvado o secunle parecer, ficando o arti-
go reservado para quando for discutido o orra-
mento.
O padre Leonardo Anlunes Mcira llenriqucs
requer a esla augusta cmara o pagamento de sua
congrua como vigario geral do bispado de Pernam-
buco, vencida do l.o de oiitubro de 1819 ao uU
timo de junho de 1850, o qual lhe fra suspenso
em conseqiicncia do aviso da secretaria da juslira e
ordem do Ihcsouro nacional de 9 e 12 de oulnbro
daquella anno, nao obstante haver para elle a com-
petente contignarao.
b Dot documentos que junta o supplicante a tua
petisAoconsta qae com etfeilo fra elle pagano exer-
ciejo de 1849 a 1850 smenle at o ultimo de setero-
bro de 1849 pelos fundos aberlos pela assembla
geral legislativa, mas que em virtude dos citados
aviso e ordem que te dedarram uio ettar o tup-
plicanle comprchendido na ditposisao do arl. 3.
5 9.o da lei n. 514 de 28 de oulabro de 1848 que
patsou para os cofres geraes o pagamento dos paro-
chos, e dever-se effectoar o seu pagamento pelos co-
fres prorinciaet, deixou de ser pago no sobredito
perodo da respectiva congrua a qual todava se lhe
cenlnuou a salitfazer do t. de julho de 1850 em
diente pela thesoararia da fazenda em virtude
do disposlo no. 8.0 do arl. 3.da lei a. 555 de
15 de junho de 1850.
rando que o pagamento dos magistrados corre pelos
cofres geraes, e que os vigarios geraes como juizes
dos cssamenlos e come taes competentes para conhe-
cer e julgar as cousas roatrmoniaei sao verdadeiros
magistrados eccletiasticos ; assim como que alm de
excrcerem elles as suas atlribuiroet sobre os paro-
dio- das dulc enies freguezias da respectiva docese,
aos quaes todos inspeccionara, sua juritdiccae se nao
limita ao circulo de urna s provincia, mas se esleu-
de a todas quanaat compoem a dioeese ; nao sendo
por isso de juslira, nem que sejam pastos pelos cofre*
provinciaes quando aquelles o sao nales geraes, nem
que sobre urna provincia smenle pese o pagamen-
to da congrua de funceionarios dessa ordem ; e per-
suadida por isso de qu a disposicao do 8." art. 3.o
da citada le de 1 de junho, nao lie mais do quo
uma declaracao ou intcrpretacAo do Jrt. 3. 9.
da de 28 de outubro de 1848, visto como pela assem-
geral leaislaliva foram volados posteriormente
la lei os futidos precisaspara a congrua daqucl-
cargo, como se v da iuformarAo do thestnreiro
da fazenda que instrue a peticio do supplicante : ha
de parecer qoe tem elle direito ao pagamento re-
querido, e oflerece por isso cnusideracao da c-
mara a seguinte resolurao, come artigo addilivo
le do orcamento:
r Fica o governo autorisado para mandar pagar
ao padre Leonardo Antones Mein Henriques o que
se lhe dever da congrua vencida como vigario geral
do bispado de Pernambuco, do 1. de outubro de 1849
ao ultimo de junho de 1850.
Paso da cmara dos depulados, era de junho de
1854.O. fV. da Silca.J. E. de N. S. Lo-
bato.
O Sr. Dutra Rocha: Faz uma rectifices-ao a-
cerca de um aparte por elle dado qaando orava o
Sr. Augusto de Oliveira*em uma dat sesabes ante-
riores.
Entra cm 1. discussao a resolurao que augmenta
os \ encimemos dos empregados da calza da amor-
lisaco. t
q Sr. Gimes Ribeiro: Manda mesa um pro-
jecto substitutivo, e peda a cmara .eonsinta que
a commissao retire o que esl em discussao.
O presidente declara qae o regiment da casa nao
pcrmille que se retirem projectos da discussao, que
portanlo o oderecido pelo nobre depulado Tirara so-
bre a mesa para ser lomado em consideraran quan-
do que se discute entrar cm 2. discussao.
Julga-se discutida a materia, e patta o projecto
para 2." discussao.
Continua a discussio do orcamenlo do imperio ;
lomara parle nella os Srs. SaiAo l.obalo. Barbosa da
Cunha, Lisboa berra e Bello, ficando outra vez adia-
da pela hora.
O presidente desigua a ordem do da seguinte e
levanta a sess3o.

da de
jRsla
le ca
A assembla geral legislativa resolve :
PERI.AMBIICO.
Fica a^W*-a-tns;'2 concedida viuva do
almirante Jos Mara de Almenf "Hit decreto de 7
de dezembro de isili. Revogadas as leis em con-
trario.S. a R. Siqueira (Jueiroz.
Julgando-se discutida a materia, procede-se vo-
laejfcl do parecer, que be rejeilado por 38 votos con-
tra 31.
Julga-se nbjerlo de deliberarn a resolurao oflere-
cida pelo Sr. Siqueira Queiroz, a qual enlra logo
em nica discussio por votacio da cmara a pedido
do seu autor, e afinal he approvada por 42 votos
contra 26, sendo enviada commissio de redaeco.
Continuando a 2. discussao do nrcameiilo do
imperio, adiada da sessio antecedente, oram os Srs.
S e Albuqnerqoe, Carneiro de Campos, Taques c
Braiid.lo, (cando a discussao oulra vez adiada pela
hora. 1*)
O presidente designa a ordom do dia seguiole e
levarla a sessao.
Dia 10.
A hora do roslnmc achando-se reunido numero
siiicienle de merabros, abre-sc a tessAo, c depois de
lida c approvada a acta da antecedente, o 1. secre-
tario da conla do seguintc expediente :
Odirios do ministro do imperio, enviando os aulo-
graphos de varias rcsolurcs sanecionadas. Fica a
cmara inlcirada, c vao a archivar-sc os aulographos
fazendo-se a devida participarAo ao -en,co.
Do mesmo mntro, enviando copia do decreto
pelo qual S. II. o Imperador liuuve por bem fazer
merc da pensao annual de 8003 a I). Francisca The-
odnlinda de Vascoeellos Gonoalves.A commissA
de pensos e ordenados.
I-trSSIa das commissoes, 10 de junhoaSiB8C~"
(> Os discursos pron.unciados ne*sa occasiao pe-
los Srs. S e Albuqiierqne e Brandan sin os que ja
publicamos em oulros numero*. Ot RR.
Silva Ferraz. C. Carneiro Campos.
a F'elisberlo Ferreira Borgct, alteres reformado
de 1. linha, pede ser restituido 2." classe do es-
lado maior do exercilo, e o lenle reformado Fer-
nando Antonio Wllouwy Sayio pede a 5." parte
do saldo por se adiar addido ao corpo de artfices da
corte ; a commissio de marinha e guerra, para po-
der dar o seu parecer acerca dat referidas prcten-
Ses requer, que a respeito se peram nformases ao
governo.
s Paso da cmara dos depulados, em 10 de junho
de 1854. .. C. Sera.J. A. de Miranda.
Pereira da Silca.
< Jos Joaquim de Magalhaes, rorrcio da secreta-
ria desta augusta cmara, allegando achar-se impos-
sibilitado por molestia de continuar 110 exercicio do
seu emprego, que excree ha mais de 23 anuos, como
ludo prova com documentos, pede que seja aposcu-
tado no referido limar com o seu vencinicnto.
(i A commitsAo de polica tendo por inconlettavcis
as allcgacocs do supplicante, e considerando que
nenhuma lei existe que estabelera a aposenladoria
dos empregados desla casa, he de parecer qae se
recife^2 de julho.
as 6 hors da tarde.
retrospeAo .semanal
No dia 23 ebegou ao uVssoporto, procedente do
Rio de Janeiro, o vapor D. M.Via //, dacnmpanhia
Luzo-Bratileira, o qual poueeoo nada adiautou s
noticias vindas pelos que de pelo o preeedaram. A
reforma e mudanca da acadcmi.v de Olinda, ha tan-
to lempo projecladas, e qae hoje mais do qae nunca
se liirnam indispensaveis, anda (testa vez deixaram
mallogrados os que por ellas espcr.vvam. A falla de
lentes, desde muilo sentida n'aqaelle estabeleci-
ncnlo. por se acharem ausentes em commissoes al-
guns ra Hiedra lieos c substituios, exisliodo vagas duas
substituirnos, lornou-se nesles ltimos das mais
sensivcl e prejudicial, pois que, lendoadoeido^dous
dos lenles actuaes, ot Srs. Drs. Aulran e JuaojVm
Villela, ficaram paradas a cadeira do t anno a a\eV
gunda do 2o. Consta-nos que aquella j continuo
a funecionar, com o auxilio de mais ama aecumu
lacio, porm a oulra permanece no mesmo estada
de vacancia. A este mal juula-se o proveniente do>
arrombamenlo da estrada de Olinda, o qual tem
cansado aos lentes e estudantes, moradores nesta ci-
dade, grave translomo na regularidad das viagent,
e por ventura fallas involuntarias. Entretanto In
provavel que as providencias do governo imperial a
esse respeilo nao lardarao a appareccr, e persuadi-
mo-nos de que, mais alliviado dos1 pesados trabadlos
que emprehendeu. mesmo em prolda ieslrueciopu-
blica, dar-se-ha elle presta em satisfacer as necetti-
dades do ensino superior netla provincia e a justa
expectaliva do publico, como j succedeu na cor-
to o em S. fanlo.
Tao bem (vemos noticias da Europa pelo vapor
inglez IJahiana. da companhia de Liverpool, entrado
no mesmo dia 23. A celebre contenda do Oriente
v ai-se procraslinando cada dia mais; e taes sio as
exagerarles dos crgos que fallan) pelas potencias
adiadas, que nao he possivel dar-se inleiro crdito a
ludo quanto dzem sobre o theatro da guerra e as
intensos dos outros estados, que at o presente se
nao involveram nella. O que porm he certo, he
que a repercussao do oslado agitado e crticodo velho
inundo lem-tepropagado por toda parte:a industria
e o commerco principiam a soOrer por amor da lei
inveucivel da solidariedade humana, que sugeita
os innocentes sCunestast consecuencias dos capri-
chos c desatinos dos mo?.
De lempos a arta parte Iqm-se lomado lao freqnen-
tes entre nos os casamento- pelo rapto, e acompa-
libados de tanta immoralidaiie, qu eafTa'nlam e fa-
zein tremer aquelles que olham para ai familia como
para o fundamento da soriedade.' Mojas (e al mo-
cot!) Ijo/liaviiR que, seudo menores,) sao raptadas
Itade seus pas, e d'ah a pouco estao rasadas
sem a ntervensao do cousentmento paterno! Oulras
vezes apparere o sopprmento desse consentimento
dado por juizes, pais de familia, e que mesmo con-
tra as leis o. conceden), por cnlcnderem que para te
rcalisar um casament ludo se deve fazer 1 E qual
o resultado de lio graves abusos? O enfraqacci-
menlo da autoridade paterna, a dissolufio dos mais
poderosos vnculos da familia, e consequenlemente
a desmnralisariio e o anniquilamento da sociedade.
Kermihcceudo no matrimonio o acto mais importan-
te da vida do homem, as leis eccletiaslicas c civis
entenderam que a sua realsarAo era o momento mais
adaptado c solemne, em que os filhos deviam, se-
gundo a lei de Dos, honrar aos seus pais, mostrar-se
a elles submissos e impetrar o seu conseujimento ;
a 1 leu. I endo porcm a qne a fraqueza JiJmana poda
fazer apparecer pais caprichoso e deshumanos, que
nem sempre se guiattem unicamenlc palo amor de
seus filhos e desejo da sua felicidade, a lei civil oo-
correu a este inconveniente, e nutorisoun juiz a to-f
mar, por excepcAo, o lugar de pai. Ilesgraradamen-
le ludo isso parece ler sido esqecido: excepsao
couverteu-se em regra, ou antes em moda, e ainda
assim muilos desdenham submetter-se a ellaI...
Varios fados poderiamos apuntar cm'apoio das
nossas poucas asscrres, mas (rilaremos apenas de
um soccedido ha poucos das m fregucza da Boa
Vista desta cidade. Certo rapaz, esiiidante c natu-
ral de oulra provincia, pedio e obleve a mo de una
moca ; e quando se aproxmava a celebradlo do ca-
adoplc para com o supplicante o mesmo arbitrio que smenlo, apresentou-se autoridade rompelenle
0111 idnticas circiimslaneias se lem tomado : dispon- um individuo, autorisado pelo pai ito neivo a impe-
S
ando-a de todo o serviro c ronscrvaado-sc-llie os
seus veucinienlos.
n Paco da cmara dos depulados, 10 de jonlio de
)8.'>4.l'isconde de llacpendy. Francisco de Pau-
lo Candid.y. F. A. Paes Brrelo.
Jos de Almeida Saldanha, anligo porteiro-mr
desla augusta cmara, lendo sido dispensado na ses-
sao de 1852 ile lodo o serviro, ronservando-se-lhe
todava o ordenado correspondente ao lugar que
excrceu, pede que baja esta ramara de decretar
que, pela sua morir, passe o seu ordenado a ser per-
rebid per sua tnulher Uthas solleira.
ilir a unio, exhibindo o. documentos comprobato-
rio- da inenordadc do rapaz e da denegarao do con-
sentimento paterno. Mas, qual foi o resufiado? Con-
cluir-te o casamento dahi a pouco tempo sem mais
nenhuma formalidade, e segundo o huvacel coslu-
me da poca.
Agora porem not pergunlarao os pos lelores : e
como he que se reproduzein conslantemente os faco
los desla nalureza, se at leis civis e eccletiatliras os
prohbela e condemnam '! Porventura nao he l,io
explcito e ti josln o artigo 101 do codisn crimi-
nal, que tujtila as penas de prisAo por dous mezes
a um anno e de multa correspondente i metade do
tempo, o ecelesiaslieo que rterber em matrimo-
nia a (xmtrahtntes que mt mostraren habilita-

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DIARIO DE PERMMBUCO, SEGUNDA FEIRA 31 DE JULHO DE 1854.

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dos na cnnformidade das leis'.' Sem duvida,leitores
Indo islo lie verdade, overdadcincoiitotavel; mas a
nossa resposla he c sera sempre i mesnia,tanto ueste
rumo n\ u Irus casos serqelhuutes : a causa inaudita
dos males que softre a nossa ocie lade lio o abandono
o desprezo em que se arham a suas leis, e a Talla
de rvrii \i dcslas. Ezeculem-so as leis, e nos me-
llioraremos. Pela nossa parte nao podemos una
vez por oulra, registrando os abusos, .ir,ir a .nossa
frica voz,c procurar faze-la rhcgirpelo ei.ho da im-
prensa aos ouvidos das auluridalcs competentes, a
qucm incumbe volar sobre todos nos.
iiiilir ficto, bem quede ordem diversa leve tai 1-
l'i'in lugar ua mesma fronuezia, secundo nos iufer-
maram, o qual nos ailmirou, e dci\ou perplcva a
nossa crdito! idade. Contam qu um al tomn, pro-
leslaule, pedio em casamento una menina da casa
dos exposlos, e depois de militas dfliculdadcs la
parle da respectiva administradlo, obteve o coiuco-
timenlod'eita, e enlAo passouso a scenaque vamos
referir, sem saber como denomiu.- -la. Reunidas no
salu prximo capella varias pcssoiis, estando
presmosos contrllenles, o reverendo vigario cha-
mou a si os noivos para fazerJhes as pergunlas do
eslxlo, e como a noiva seja catholica, perguntou-lhe
se promeltia educar a sua prole nesla religao ; e
tambem catbequizar o sen futurc para adopta-la ; e
respondendj ella que sim, dirigio-sc ao noivo per-
gunlindo-lhe se promettia ser dcil aos pedidos e
admoeslagcs da sua fulura espozi; e respondendo-
llie elle que sim, menos todava n<. tocante a mudar-
a de sua religao, pronuociou o vigario meia duzia
e palavras, c deu-os por casados, depois do qoe
conduzo o noivo a sua espoza para casa !... Eis o
tacto tal corno uo-lo refenram pessoas, alia de ero
claramente que esse mojo nao pode estar rom pos
sui. Era en ,eo meu pensamento, ea nalureza
c feos.E seria possivel que oslivesse -em cssas en-
tidades ? Qucm sabe se o collega he desle mundo!
O mundo he bem incomprehensivel e caberlo de fal-
ladas. Qucm nunca duvidou que no mundo ha-
viam engaos'.' E se os engaos nao he que o lornam
incomprehensivel, que veio isso que o collega dis-
se o n\ andii he bem incomprehensivel e caberlo de
falladas'! Paremosaqui, anlesque nos facain per-
der ojuizo tantas asneiras, tantas f ? > tan-
l|* I 1 (antas----------cm lugar de poutuarAo,
lautas.....que Bao sabemos se significara, con-
tinnagao ou reticencia ; nao ha urna s linha que
nao lenlia todas cssas especies de ponise em gran-
de dose. J essolou os palavrGes empollados, o'ago-
ra o recurso foi langar mao de oulro meio anda mais
reprovado pela grammatica, porque os pontos (em
seu luaar ccrlo na medirlo do peusamento, fim de
cncobrir a fraqueza de sui ntellgencia a (odas as
luz Nada temos que critica; un syslema depromocoes,
porque nada he dellc, todava Deesas ilnas lindas,
que fez preceder ao relalorio do abbade Perigore
disse disprales. As noticias eslrangeiras, que se
digna dar-nos, senao ato copiadas do Diario, como
taracen, sao Uo velhas, e ja lao sabidas por lodos,
que a ninguem podem aprovelar. Em conclusao, se
o collega nao escrever cousas imiiorlanle* e rom al-
ffa^dw2!232 formad... Teda^fl^ilo. de cuja critica no, Zha alguma nona,
l i iiii, nos admira, he a singularidade e eiceltencia
desse eco, <)ue, apezar de limpo (ou mero) de nu-,
vens s linha urna eslrellinha. Senao havaro nu-'
ven* o qachequcencobriaosmilhGesde estrellas
a-
-se
quer las, quer ambulantes, segundo o syslema pl
nelaro 1 Por (odos Mies desvarios do espirito, vi-
va nao discurriremos sobre elle, porque 030 pudo
mos acredilfr em semelhanle monslruosidade. NJo
ios parece possivel que Uin parodio ignore a forja
do irapedimsntoresullaideda diversdade dos cu-
tos cultus isparitas.) coja disp< usa s a Santa Se
he reservada, ou aos ordinarios cora detogag, nos
casos gravissimos cm que ha receiode aposlasia, ma-
nifesta ulilidadeda fe catholica, grande pobreza da
mulher, e outras altas razes que s o chele da gro-
ja, ou os lispos podem bem ava iar. Mmlo mais
ha a dizer-se ubre o casamento dos catholcos com
inflis ou herticos, j quanto ao seu valor intrnse-
co, ej quanto a sua forma ; mas, repelimos, olha-
mos o negocio como illiguido, e desejando ve-lo di-
lucidado, para aventurar-nos as nossas consdera-
res, oflerecemos desde j i< parles inleiessadas as
paginas desle jornal para a discusso do caso, deHeza
de cada urna, e restabelccimenlo da verdade, sendo
que s a gravidade do assumplo e ronior por elle
causado nosobrigou a menciona-lo.
No da 23 leve lugar a festa ao de N. Senhora do
Friuilcspicio lo Carmo, com aquella pompa e es-
plendor que os seas fervorosos (levlos eosturaaiB
apresenlar. Na madrugada de 22 houve a corape*
lente bandeira, que percorreu dgumas ras em
prncissao, ao recolher della, mista cantada: houve
tambem vesreras e Te-Deum, t i noilc um bello
rogo de vista, subir.do ao ar, tanto nessa occasiao,
como a larde logo depois de concluida a fesla, dous
balees aerostticos de nova especie ou invenfao. To-
da a solemnidade fot coucorrida por grande numero
de pessoas ; 1 tenWo esleve liem armado e com boi
illuminagAo. Er* snmma, osencirregados da mes-
ma fesla ng tornasse digna da religiaT. e merecedora dos applao-
sesdos fiis.
No da de rexla-feira 28, amanli>:ceu rr orlo na en-
xovia da cadeia deslaxidade, o pardo Jos Corroa
ile Mello, ciindemnad,a gales perpetuas, como exe-
cutor da roorle de F. A. 1-iJie, se 11 apresenlar sig-
na! algam de ferimenlo, dizendo nns na priso que
fallecer de apoplexla, e outros que asplixiado.
Aguardamos as pesquizas da auloridade a lal res-
peilo, para publicarjnoso seu resultado.
O vapor 5- Salcador, que eolrou dos portos do
norte no dia 27, nada trouxe que mereoa aqu espe-
eUl mencao, alm do rcstabelecimenlo do Exm.
presidente do Mafanhao. que enlriu noexerccio do
seu cargo, e iilguus assassinatos perpetrados na mes-
illa provincia.
Entraran! iluranlo a semana 16 embarcaQdes esa-
liiram 14.
lleuden a alfandega 63:2699533 rs.
tallecern: 36 pessoas: 8, hornees, 4 mulhcres c
14 prvulos, livres; 1 homem, 4mulheres e 5 par-
valos, escravos.
1 IMBIIh--------
BEPABTIQAO DA POX.ICIA-
Parte do dia 29 de julho.
Illm. eE1.11. Sr.Participo a V. Exc. que, das
partes hojeeicehidas nesla repartirn, consta terem
sido presos: 1 ordem do subdelegado da fregaezia de
S. Antonio,'us prefos Joao e Manuel, ambos para
ayerisuaces policiaes. Angosto Langorino, Luiz
Filippc, por embriaguez,"c dous cslrangeiros, por
estarem arrancando a rotula da janclla de urna ca-
sa ; e ordem do subdelegada da tresne/, a da Boa-
Vista, o pardo Loiz Carlos da Silva, por haver cs-
pancado a parda Verdiana Mara.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pcrnambuco 29 dejolhode 1855.Illm. e Exm. Sr.
conselheirn Jos Bento da (".unlia e Figueredo, pre-
sidente da provincia.di; Carlos de Paita Tei-
xeira, chefede polica da provincia.
COMMMCADOS.
Critica do jornalEstra
Bonn esl a'mulatio el conlentio.
Inflammi-se o zelo da scienda na
presenta de um emulo ; mas des-
cerni arena nito s tmpenheem
sendo armas dignas do decoro e
da rerdade.
Qainct. lib. 1." cap. 2.
Srs. Hedatores.He com repugnancia, e debai-
xo de una ioiprctsao desogradavel que vamos, pela
lerceira vez i impreusa, dizer algotna cousa sobre o
jornal Btlrca. Sim, lie com repugnancia e desa-
grado, porque, desgracadamente entre nos os actos
a que presiden) as melhores jWencjes e boa fe. sao
comoqae de adrede lacados pela malevolencia, e
pela intriga com lamanha dcslealdade, que se nao
enconlram espirito fortes e amizades profundamente
arraigadas, atcancaro conseguir seus nefautos fins,
que nao sao oulros que produzir a inimizade enlre
' amigos qne, por mais de um Ululo o deveriam ser
eternamente. Assm nos ia aconlccendo. E, he
tal o nosso d prazer, que seno fra termos de cum-
plir o compomisso de considerarmos a lenda
do collega Agrario, qoe agora findou, certo nos te-
riamos remedido ao silencio, por esta vez, c espe-
raramos quii as intrigas se fossem amortecendo, e
qne na Eslro apparecessm matetjas, que mereces-
f
t.
I
f
r
semeritica. Porqueem verdade, com que lucro,
com que gloria hemos de deixar nossos esludos obri-
galorios, e lanas ontras censas que precisamos esln-
dar, para virnios criticar o qoe 1 Quatro pnlavras de
cada um dos doxe escriplores, cujo numero he um
terco maior do que o numero de pagina! da pobre
Kstra ? Sent duvida que he lempo perdido, reco-
nherida inulilidade, oceupar-nos desses pequeninos
r-cripios, e de I.Tnlas trovas ao memorando 2 de ju-
lho, as quacs, paseando d-Bahia para aqu, repro-
dn/em-seaiiiiualsnenle, quasi sempre por calouros,
qne procrala tornar con hecido seu estro ou furor
potico. E tiqui cabe reprocharmos a esse celebre
redactor pela falta sensivel c lamen la v el de, no 1er-
ceiro numero da Eslrea, inda nao ter apparecido
nenlinm s escripto das materias quesc ensinam na
academia. O que dir quem 1er esse jornal, escrp-
lo por acadmicos, e especialmente dedicado aca-
demia, qnando nao encontrar urna bella disserlacao
jurdica ? Com raza o dir que ou essai materias
nao ligara Importancia, o que nao se er, ou que es-
ees acadmicos nada sabem dessas materias, o que he
mais provavel. E torga he eonfessar que muito mais
fcil lie escrever-se quatro palavras soltas de pessi-
nia lilteratura (se litleralura ee pode chamar), ri-
mar-se trolas muito ordinarias, que nenhum suco
leem, do que raciocinar-se, mostrar-se, senao pro-
fundos, algm conheciinentus de jurisprudencia, qne
se nos cnsina e qu somos obligados apreoder ; va-
cuo, que, tarde ou nunca, se preencher, alientos
ns nomes dos, collaboradores que se leem inscripto,
nao fallando do celebre redactor, que neste sentido
he o pcior dclles Basla de iifplogo; sejamos o mais
breve qne se poder ser."
Mas como, como se ha de ser breve com o mon-
l.in de asneiras, que oosa escrever o celebre redac-
tor ? I.eia quem quizer, e se tiver liom sonso, ha de
ver os disparates dessas meditaron-, o desnexo
de tildo isso, sem nada significar ; e anda assm so
disse qne-tinlianios sido parciaes, cxccssvos em nos-
sa critica, i.mh idea gigante, disst elle, aterrado-
ra e inao//Wi'(lhe -que o dominava nesse passeio
da larde, e esta Idea gigante sabem qual era '.' Era a
dea de um ministro, que linha sido pobre, e que,
depois, no iiifameSfastigio da oppuleucia, deprezava
a seus irmiios pobres. I)a-se maior despropsito !
1 ilesuperor as nossas"forras, acredile-se-nos, o pin-
tarmos o pessimo dene escriplo ; quem quizer ver a
propria cousa lea o numero lerceiro da listria e a-
char queeslivemos muilo a quem. Esse pobre mo-
co nao tem idea do que seja nma idea grande, qne,
por cxcellenea, chama-se idea giganle. Urna idea
gigante na* pide ser senao de prosperidade, a qual
embala o espirito tos dourados sonhos de um porvir
lisougero, capaz de completar a nossa felrcidade c
na Ierra. Como he, pois, que a idea que temos de
um ministro infame pode ser urna idea gigantesca ?
Nao he possivel que esse mogo tenha conscicnca do
que escreve. E se idea gigante he lal qual definimos,
que relajo Im entre idea giganle c idea aterradora c
nsoiTrive'.' uenhuma, ao contraro, sao ideas dia-
inelralmcntn oppostas, que s podem ler ligaco no
beslunto do quem nao tem conscicnca do que he.
Um brando tent ia cm mspirns desfazer-se no
esparo ; e cu vagara trhte e pensativo pelas mar-
gen do rio. (Jnem mais vive, mais aprende, he
provcbiii auligo. One oveulosopra, syhilla, sussur-
. ra cViti, conforme a torga com que as nuvens o
sola, (emo visto escriplo em grandes classicos :
mas que lamhcn suspira, islo he, toma respirarlo
mais prolongida. doque costumnm os seus pulmes.
he a primeira vez que Ionios quer emleilra redonda,
quer em man uscriplo ; e por isso j c est cm nos-
so caiihenhn. E o que nao soffrer a iinjuen-a de
I'cruainburn ueste anuo e secundes 1 Do mis de dez
UfaMSdtseeeu caminluica pressiiroto, procuran-
do abafar nn carreira de meas passos.... Assim,le-
inos que elle vagava triste c pensalivo, e an mesmo
lempo cami iliava pressado, para com o tropel de
seus pastos abafar a lal \ giganle ; islo he, anda-
va de vagar e de pressa ao mesmn lempo. Mero co
de nutens s leudo urna nnica eslrellinha. Nunca
v i mus emprimado o adjertvo mero senSo para
significar 01111 cousa pura sem mistura ; mas no sen-
tido de limpo, he coosa nova ; que seja : o qne,
tuda os effeitos tariaceis de urna reacrao moral
na vontade humana! Que sublime indagado as
altas regioes do ideialismo I Pois bem 1 nos dir al-
guem, acredito que uo haja enredo ; o queporm
nao he crvel he que esse romance, por carecer de
discripces sublimes, aprsente toda essa simpleza.
Aiiiilysenmlii
A uarracao comeca por um dialogo insipidissi-
mo enlroavelha c o fadre (conversa de velha e fra-
ile,) logo depois o romancista inlcrrompe esse dia-
joao para apresenlar, muilo sem proposito, a analo-
ga que, na creagSo, ha enlre o homem e os brutos:
tolla esta mlerrupcilo. contina o mesmo, e finda,
por o Irado consolar a mal pola morledo pai.U'aqui
por orna transirao insupporlavcl passou i dcscrever
os desejos da velha em vulgar o marido, sendo bem
singular que essa velha cornos ps no liimuloelao
religiosa que rezava a saudaclo anglica de jocllios,"
nnlisse senlimenlos (5o reprovados. Com alguma
llgscSo inlromelle-seaqui Cantillo (o filho secular,)
o qual, chegando do lugar da tentativa du suicidio,
jo fendo de amores pela toda, recusa-se aos dese-
jos da mai, sendo nao menos singular que um mogo,
a quem a vida, um momento antes, era lao aborri-
da, um momento depois Ihe livesse lamanho amor,
que nern os rugos, as lagrimas e a mesma existencia
ila mai, nem a vinganga da inorle de seu pai, nern
finalmente o amor da patria, o podessem resolver
pegar das armas. Por causa dessa recusa, ha um
dialago enlre os dous irmaos, o qual, apezar de ser
entre dous mogo, que reciprocamente procuravam
convencer, e inspirados ambos, um pelo amor dos
pas e da patria, e o uulro pelo amor da toda, he
Re frioe tan > mu animago, que era impossivel que
nenhum se tivesse convencido.
Passada essa conversa, no mesmo sitio da tenlaliva
do suiridio, o romancista descreve o segundo encon-
tr de Cimillo com Luca, por occasiao do qual Ca-
imito manitosta-lhe o seu amor e graldo, e aqui
jinda houve a mesma falta de animaran, a mesma in-
toliridade, nao pudendo aquelles poderosos incenti-
vos emprestar a Cantillo a eioqoencia da gralidao,
e muilo menos do amor. Entretanto sao estes
os principaes episodios de que se compoe esse ro-
mance. O mesmo gelo eucontra-se quando Cimillo
pedio ao pai de Lucia a sua mao, convencendo-se
aquellc qne devia abracar a causa portuguesa cm
a menor persuasSo de urna parle, e reluctancia da
oulra. A mesma frieza, ou ainda maior ja se v
que se deve encontrar, quando Cimillo, depois de
seus infortunios, resolveu-se entrar no claustro.
E desle modo descripUs assceuas mais importantes,
o romance perdeu toda a sna graca, e converteo-se
em orna narrativa montona. Por ultimo casen-
nos grande eslranhcza andar essa moga, Olha do
uro potentado, tocando instrumento pelos rorhedos
do mar, ignorando-se que especie de inslrumculo
era ; piano nao era possivel qne cstivesse nos ro-
ehedos; era talvez alguma harpa ou guitarra. Tam-
bera nao podemos desenterrar o motivo porque,
acontecendo a morte do pai de Lucia dias depois que
nu sarao prometiera a mao de sua fillia Camillu, esse
consorcio nao verilcou-se, viudo a bella e cncan-
ladora badiana jazer sob a fra lousa do sepulcro,
e o pobre Caimito encerrado nas abobadas de um
mosleiro. Porque nao se casaram ? Quem*os im-
pedia eulo ? S alaom philasopho investigador
poderia fazor semelhanle descoherla. l'or conse-
goinle, alm das mas transigcs de toda* cssas iu-
verosemelliaugas, e oulros defeilos, que esiao ao al-
cance dequalquor, o sulilime esteve bem longe des-
se romance.
Passemos algumas minuciosidades, e conclua-
mos j, pois vamos scudo mais dilTusos du que que-
remos c prometlemos. O cullega comecou, cuando
a sua propria autoridade ; giioravamos se seria
pcrmitlido um autor rilar a si mesmo, e anda
quando fosse, se o collega eslava no caso de ser
citado como autoiidade; mas por esle eicruplo,
dado por um litleralo da primeira plana, nao nos
he mais licito duvidar. A nalureza parece crear
o homem pela maneira porgue gera os brutos:
neste ponto conserva inteira semcllianca.Logo nao
parece, gera realmente o homem, como gera os
brutos. Nos dados que faculta para a nossa eiu-
cacuo he que ella diversifica.Mas se esses dados
nao apparecem depois da geragSo, ao contraro en-
Iram necesariamente na organisagao phisiologica
do homem, e essa uraanisara,, he obra exclusiva da
nalnreza, a geragao du liomem nao pode ser idn-
tica o dos brutos, e nem pode conservar tnteirse-
melhaca ; de oulra forma, existir essa inleira
semellianga, os brutos tambern eslariam na possbi-
lidade de serem moralmenle educados, o que he
um absurdo ; e he por sso que o Sr. de Bonald
disse que os brutos nascein pertoitos. He urna das
bellas colheilas que o colleaa tem felo com sim
muila litleralura. Dcpdfc disto, a que veo essa
maltoila coiapararao ? O collega qniz dizer que a
palavra mai s se podia traduzr pela palavra lilho,
c como isto, no seu enlenrlcr Iliterario, nao seria
urna verdade, se entre os brutos nao se desse o mes-
mo, trouxe a comparaeao como prova: neste poni
nao Ihe invejamus a lgica. Dous penamentos
funcaonavam deferentemente sem se poderem en-
contrar.O que ha aqui de admiragau? Se os pen-
samcutos funecionassem em um mesmo sentido,
entao poderia haver admiragao de nunca se terem
encontrado n'um ou n'outro ponto ; mas se ellos
airavam em sentidos diametralmente onpuslos, nada
mais natural o nunca so poderem enqpntrar. Foi
determinado (sem duvida por leos) 'que untho-
mens fussem felizes, e outros desgravados.Eis
urna idea grandiosa, mas smenle .pai a esses philo-
soplios moda 00 de ouvir dizer, que, precisando
de celcbrisarem-sc, lancam roao destes e quejandos
erros envelhecidos e por de mais grosseiros, repro-
vados boje geratmenle pelo boro sonso, e olhados
com d c compaivao os seus sectarios pelos homens
\cnladeiramenle Ilustrados. O vulgo nao admitte
alm dos clculos egoisltco do interesse pessoat.
N.lo admitte o que? O verbo adrailir nu devia es-
tat precedido o substantivonada.servindo de
complemento objectivo, ou oulro qualqner que sup-
portasse a sua significagao ; do modo porque esl,
he erro ou inadvertencia. O que quer dizer- ger-
men de um principio 1 No sentido proprio nSo po-
de ser empregado aqui, no sentido figurado signi-
fica tambem principio, oriaem ; logo o colleza qniz
dizer qual he o principio de um principio? Nessa
interpreza grandiosa.Inlerpreza por empreza nao
he possivel; porque inlerpreza, significandoassal-
to, sorpreza, he idea muito diucrente da de em-
preza. Tambera encontramosmais superior; mas
estamos convencidos que foi engao. I'isarbe
gallicismo muito reprovado, porque o verbo fran-
ceznier(raduz-sc perfeitamcnle pelo verba por-
luguez collimar;c, pois.'nao temos precisao mais
desle encherlo.
Nem lano qnizeramos dizer, Srs. redactores ; mas
a nossa franqueza lilha de nossa mparcialidade, que
nao cede i considerarnos, einquaulo nos mal en
tendidas, quando nao se traa de fazer favores aos
araisos on inimigos, e sim juslica, forrou-nos essa
prolixidade, e convencidos de que a coiisceiicfs. he
que lera dirigido a unssa penna, ficamos repousando
em prounda tranqnillidade.
Os Collegas.
-ilIMfl
O cnsul e os Fortuf oeies em Fernambnco.
No Diario n. 168 de lerga-toira 25 do correle
julhn appareceu o Sr. Joaquim de Albuquerque e
Mello, -ollicitador do consulado, dizendo que linha
a seu carao osprocessos das herangas jarentes, e que
por isso vihio campo para n3o deixar incolnmes as
ssevcrages calumniosas, que se fazcm ao cnsul c
que por ventura o podem envolver! Oraj r i rain
como o demo trepa na bananeira ?
Quem haver neslo mundo, que seja capaz de sus-
pcilar do senhor sollcilador do consulado, que tem
a seu carso os negocios das herangas jacentes, de
que d conta, e'he capaz de darde todas as herangas
passadas, presentes e futuras?! Qu?m j houve cm
lodaaqoesloarrogante, que se tem suscitado, e
mesmo na questao das herangas, que envolvesse o hr.
Albuquerque e Mello, ou dellese lembrasse para o
offender, nem mesmo por ponsamculo, quanto mais
por palavras c obras? Si ludo islo he assim, para
que sahe a campo o Sr. Albuquerque com ronpela
de sulliclador, elosiando seus semgos, ladrando
inepcias, c injurias-, alirando c mnrde'ndo qucm o
nao tem agaredido? Qucrcr o Sr. Joaquim de
Albuquerque e Mello tirar agora casta de valute ?
Se pois ninguemo bcliscou, ninguem o aggrcdio, c
se melle, como l dizem, em frota sem baiideira, s
a si deve imputar as conscqucncias da sua faiifar-
rice.
Nao sendo possivel responder ao solliciladcr do
consulado, c refutar ludo quanto quis apresenlar,
ou rom que quz adunar o aran/.cl. a que me retira;
porque importara ssonm tratado para que me tolla
o lempo, e faltara ao publico paciencia para o ler;
apenas me oceuparei rom o que mais serve escla-
recer o publico da verdade, que presidio a repicsen-
l.ig,lo dos Porluguezcs, que tantas s\mpaUiias leem
arangeado, o de que lauto se tem doido o consol, c
vce-consul; e aaora o senhor sulliclador, que ji
no fim do parlo se aprsenla lomando as pareas!!
Quando nesla cidade, ( diz o solicitador Joaquim )
se propalen a noticia da celebre represenlagao, a-
crcdilei, que era tendente a questao arrogante
mas depois vi que na lal represenlagao foi lamhem a
historia das herancas de ausentes, historia que nao
podiam saber tantos sianalarios, porque cslcs nao sa-
liera oque vai por esses carinos ele. etc.; c disto
conclue o liom du solliritador, que os laes signalarips
fnram virlimas de alanu mal intencionado, que quz
por rm provanga a scnsiliilidadc de pessoas inclu-
as, arrasladas pelas primeiras intormagoes etc. ele.
etc.
Os l'orluauczes t;m Pernamhucu queriam obler
do aoverno a desoBcrarao de um ronsul, e vicc-cou-
sul, que 11.10 desompenlia\ain suas obrigaces, que
oram capilaes inimigos de reflcxues, que sablam o
l'nlcr noster al 1 polirio venha nosquo se ti-
nliam roragao, nao era esle porliiauez; oncoinmcii-
ilaramnqiiein Ibes parecen a quena,esse quem quer
qne tossesabia das inazelas.sahia doproredimonto dos
ompreaados accusados por orcasio dachegada do pa-
tacho Arrogante, sabia repilo, de outras bagatelas,
que a bem faziaui a conseguir o fim da ene.uninen-
da, ou queixa, fez dolas presente aos aucixosos,
que aceitando, >ubsrreveram a represeatarjo ; unde
pois osta nesse proceder infileliilade, o abuso, e a
provanga da sensibilidade dos sianalarios? Iterla-
mou por ventara algam tos signatarias a sna ass-
gnalnra a \ista da represeulafto, o do que nelle se
lonlinlia, andando iniprossa c" por 111A0 de lodos el-
los desde 23 de marro?
Nao sabe o Sr. Joaquim de Allmquoique, que a
reclamagao a esse respeito he privativa do*signata-
rios, e que elle nao tem procuraran para isso? Con-
em reh- linua o sollcilador do consulado dizendo, que nao
Eis o romance sera lirar e nern por. fifi a se pode conservar em silencio vendo aventurarse na
nao cont mais comnosco, pois semrl(iantes parvoi-
cessao iudignas de nossas consideragoes..
O rollck Bulcao parece enthusiasmadopela lber-
dade, e a ua saudarao ao 2 de julho he urna prova.
Nesse dia, cminenleinenle bsianno,se apres-am lodos
os lilho. que nao sao bastardos, em manlfestarem
seus sentiraentos patriticos ; uns em versos (o que
he mais proprio para essas occasiftes,) oulros ero pro
sa, uns no sentido liberal, oalros no desptico, o
que he bem extico, aos anniversarios desses dias
memorandos, em que a lK'rdade j tem sido ra-
nhia, e haja vista esse soneto que elogiava os Rus-
sos. Essa saudacSo, que nao esl m para ser reci-
tada, porque ira navegar n 1- azasdo vento, parece-
nos lodaxia incompleta para servir de inlroducgao a
11ro jornal luterano, salvo se tivesse servido de co-
mer a um bello escriplo de poltica, quer geni,
quer interna, ao que preslava-s* maravillosamente,
nao estando alm das habilitagoes do collega.
Na importancia da ;us(i>j do collega (jama veri-
ficou-se perfcitamenlc omonpar/unen*de Phe-
dro. Inrontostaiolinenleo collega amesquinhou es-
sa epigraphe de lano alcance. Esperavamos que re-
moiilaudo-se aos principios aeraos da philosophia do
direlo desse largas dimensocs a essa demonslrugau, e
depois voltando-se para o caminhar das sociedades
chamasse em seu apoio innmeros fados da historia
anliga e moderna :mas nao, como que recefbso de
eneber mais de duas curtas columuas da Estra, li-
milou-se i dous ou tres lacios de pouca importancia,
e den por lindo o artigo. Talvez eslivesse alarefado
com outras cousas.
Bem qnizeramos nao ler de fallar sobre a obedi-
encia passva do collega Brandao, nao porque nao
approvcmos essas ideas lao liberaes, quanto philoso-
ficas, e sim porque qualquer cousa que tendamos de
dizer suppomos que ofrendemos a sua excessiva sus-
ccptibilidade. Nao obstante, vamos dar-Ihe umeon-
selho e heque nao esereva logo depois da lejtara
dos expositores, mormente aquelles quo escrevem
com elegancia, como desta vez B. Constan!, Silves
Ir Pinheiroe Guirnt. Torbjvia nao se pode negar
que a- phrasehe bonita, e as ideas em sua manifesta-
ran, nao san dispasstadas, como at do celebre redac-
tor, achando-se mesmo algum eiicadjaineuto.
Eis-nos bracos cora alendaJ-^Br do deserto-
do collega Agrario, e sobremodo embarazados ; por
que nao lendo nos a louca pretengflo de Iliteratos,
como sem trepidar, nos arriscaremos a millir nosso
juzu respeito daproduegao de um lilleralo.de pul-
so e polpa? Era de cerlo grande temeridade.ousadia"
mesmo. Todava como nos compromettemos. e sup-
ponios que nao seremos feraos de morte sbita, co-
mo os que nao sendo levitas tocavam n'arca santa,
com mao profana, vamos viofar essa vestal sem man-
clia, ccrlo de que desta vez seremos esmagados com
as maldges fulminadas pelo coripheo da litleralu-
ra : mas nao recuemus; u vollar o dorso seria nma
transgressao de nossos couipronJIsss, e eniao com
sobeja rzo se nos poda lachar de parciaes.
Umas produglo do collega nao tem deixado de
ser apreciada por nos ; aaora mesmo acabamos de
ler o seu drama, ltimamente publicado ; em ludo
isso temos adiado mais ou menos graga, e, senao en-
contramos futido do coiihecimentos, tambem nao se
pode dizer que sao versos de um ignorante. U
drama, escrito de maior importancia que tem sabido
da penna do collega, apesar de romo tal (disculpe-
sc-nos o ntrcv imenlo nao ler muilo merilo, he felo
em versos escolhidos, ah se em entra urna lingoagem
bonita c agradavel, cujos lermos nao so forgdos,
se defeilos tem, pertencem a esseucia do drama, aos
versos nao. Por ludo isso dissemos na nossa primeira
critica o collega tem#>yocag.ao para escritos desse
aeiiern. esperamos pois, orna bella lenda.Nossa ex-
pectativa, purem, nao foi salistoita, c achamos esse
escrito lao inferior ao mais, que em verdade, nao
devia ser honrado com cssaJirma, que algem julga
emprestada essa lenda. He coisa admiravel! Como
he que se escreve bellos versos, e urna prosa lao
desconsolada La-Marline, A. Herculano e outros
poetas, quando escrevem em prosa rimam, sem que-
rer, pcrfeilamente versos, porque da penna de um
poeta militas vezes sabe, romo que inslinctivamente,
poezia; e lie sem duvida por esla tendencia dos espiritos
poelicos, que no Chronista, romance desteultimo es-
critor, le-se esta prosaEum rocm quasi ethico
amarrado urna mangedoura, roa, cambaleando,
algum retraco depalha amarela e meia podre.Mas
o rollcaa esl na razao inversa, e torga lie reconho-
cer que nessa prosa, que nao demandava allos raci-
ocinios, masque sem ser revestida das galas quo soe
produzir una imaginagao togoza, lornava-se lal qual
se l, o seu eslro nao baqueou, nao (oi mu feliz.
Vejamos se ha razao.
O que he urna lenda t A narrativa exacta de nm
fado histrico, e tao exacta que qualquer alterarn
para mais ou para menos, afastando-sc da tradigao,
qne o transmuto, muda inronlcslaielmenle u cssen-
cial da lenda, pode ter urna oulra denominaran qual-
quer, mas de lenda nao. Nesta persuasao comega-
nius a ler esla lenda nacional de nossos dias, e quan-
do menos esperavamos, encontramos um faci da
independencia brnsileira no secuto 19, e no centro
de urna capital civilisada, revestido de circumstan-
cias miraeulosas, as quacs nao constam e nem podiam
constar de sna tradigaoUm mogo que nunca linha
amado, roas que tomou o designio de suicidar-se por
causa de amor (esla nao est m! resava de joclhos
sobre um rchelo superior ao mar, e, ao precipilar-
se, urna fada prendeu-lhe os bragos, e arrancou-o
do rochedo como se elle fosse nma manca. Que
mulher herclea A paulino urna flor do deserto
oflcreceu-lbe, e como visao desapareceu. Esla fada,
esla visSo, depois figura, como lilha de um pnrtu-
guez, chamada Lacia. Mais oulro milagreUrna
flor que ella havia lirado dos ps do Sr. do Bom-fim
tendo-a perdido, achou a depois plantada cm urna
campia chea de renovos. Ora estes milagrea po-
diam ler cabimento na descripcao de urna tonda de
nossos dias ? Alguem, a quem nao podemos cen-
surar, lem direilo com o maravilhoso alaumas leu-
das antigs, de quando o fanatismo e supersligao en-
xergava milkgre nos fados os mais simples, porque
a exaclidao da lenda esl em narra-la tal qual che-
gou ale nos, visto como em laes narrages nao se
permitte dar-s a rasao philosophica do fado, como
acontece na historia ; mas descrever-sc urna lenda
com circumstanrias miraeulosas, qnando laes cir-
cunstancias nao se deram, pode ser admltdo, mas
nanea tomos.
Nao fagamos porem questao por islo, porque o
collega parece te-la a despeito do Ululo, metamor-
foscado cm romance. O romance disse elle he o
complemento da historia moderna, abrangendo em sua amplilude larguissima. Que paradoxo
absurdo O romance pude ler sua base n'um tocto
histrico, mas nao pode ser a historia propriamenle
dla: esla lem por cssencial apresenlar os fados
laes quaes elles se deram ; o romanee, qnando nao
he fabuloso, pode contar um tocto, mas dando-lhe
colorido, reveslindo-o do sublime, e por conseguinle
desfigurando-o. Por esla differenra que ha enlre a
historia c o romaneo be, que Wallcr-Scoll preten-
den.le escrever a historia da Escocia em romances,
como mulos toctos elle apreseulasse despidos das
cores proprias, que exalam a imaginagao. foi criti-
cado, por ser mais historiador que romancista. Itual
critica lem tido alanos romances de A. Dumas,
sendo um delles^-a Duas Dianas.Por conseguin-
le nao ignorar-se os limito- que separam a historia
do romance, nao se peder dizer que este he o com-
plemento da historia moderna. Ilcixaudn estas
consideragoes que nos pareceram cabidas, e j lendo
alguma coisa dito na primeira critica obre islo, en-
caramos agora sinlheticamcnte o lodo do romance ou
leuda, ou como rueluor uome possa ler entre os li-
teratos.
De enlre algumas deas, desenvolvidas 00 nao,
cjue, apezar da nenhuma aftlndade, que as podesse
ligar, loram Lineados nos dous primeiros S, que nos
parece ser o prologo, duas, por sua acneralidade, en-
tendamos que deviam figurar nororpo do romance,
lendo alii seu completo desenvolv ment, e cram es-
las quem pode adivinhar n germen de um princi-
pio destruidor, que solapa surdamenle o carcter
moral do homem ? Ijuem pode ronheccr ao certo
a forra motriz de um braro firmidavel. gue rompe
do meio da batnlhn, braiidido urna espada ? Mas
infelizmente, por mais tratos que dessemos intelli-
acncia, nao podemos encontrar nem eslas, c nem
nenhuma das oulras que foram emillidas, ah; de
modo que o prologo desse rouianrc he nina rousa
mlri raineulo separada do resto da pega. Demos urna
liaeira d do romanee, para podermos ser acredi-
tadosUrna viuva velha, que linha dous lilbos, um
frade e o ontro secular, haveudo perdido seu marido
na guerra da independencia', arda em desejos
de vingar a morle do seu esposo, e dessa missao
queriaencarrcgar.nl filho secular ; esle, porem, a
dosobedeceii, porque amava urna fada, por tc-lo,
arrancando dos rochedos, livrado da morle. e por
causa desse amor, arceilanAi a infame condieao de
seu toturo sogrode pelejar contra a niesma'iiule-
pendeuca, foi amaldigoado por sua mai, o qual
nao coosegoindo realizar seu casamento nao sabe-
mos o porque! parece que lamhem entrn
forra molriz de um braro form idavel, a qual nao
sendo o estimlo da gloria, s podia ser mohecida
ao corlo por um philotopho investigador, que es-
represenlagao dos I'ortuguezes, que na arreradagao
das herangas ha tolla de aclividade extravio de
bens libertamenlo, c arremataran de escravos por
metade do seu valorpreterigao de formalidadescm
hasta publica pagamento de avulladaa dividas
sem especie alguma de processo, c sem au menos
juslilicarao.Fazem o mal a caramunhal
Quem haver em Pernnmbuco, que nao saiba,
que quando assassinaram o infeliz Fernando Anto-
nio t'uli, que resida no sagundo andar do predio,
cm que esta o consulado, no seu espolio desapparc-
ceram alanos objedos de valor ? O cnsul nao foi u
proprio quo por aiinuncios 110 Diario fez publico es-
le extravio, desapparecimenlo, furto, ou como em
direilo mclhor se pussa chamar ? Si o cousul, vice-
cnsul, e mesmo o solicitador do consulado empre-
gasse a devida diligencia, pozesse em pralica o regu-
lamcnto, dar-se-hia acaso esse desapparecimenlo ?
Sem duvida qun nao : logo deu-se desappareci-
menlo por falla de diligencia, por falla de aclivi-
dade !!
Quem llavera hoje em Pernambuco, que ignore,
que do espolio do finado Manoel Rodrigues Costa
alguem levou urna poican de vinhos engarrafados,
que alguein empalmou a caixa para -tabaco, sorveu
um frasco 011 bote de rap, ralou um excclleute
queijo, embigou urna caixa de doce, em urna pala-
vra, qucm nao sabe, que antes do scqueslro leve
lugar um fttnrft no domicilio do finado ? E que se-
ria do relogio do finado, que senao descreveu no
im entino ? Nao sabem lodos que |conheciam, e
rnmniuiiio.iv.im com o finado que elle pussuia um
Iiuiii relogio ? Chamar o solicitador ludu islo
aclividade na arreradagao das herangas ? Passemos
a mostrar os extravos!
Provada a existencia de taes c oulros desappare-
rimentos, e mo pudendo juslitlcar-se quem os devia
obstar, heconsequenteestar provado o extravio na
arrecailag.au de herangas ; mas ainda quero indigitar
um tocto platicado pelo senhor solicitador, que as-as
mu-ir a o seu zelo ; he o caso 1
Devendo Antonio Rodrigues Cusa Campos ao fi-
nado Manoel Rodrigues Costa a quanlia de 3700000
rs. por titulo de ledras, foi ajuizado e condemnado
no principal, jnros e rustas; e importando 01 juros
em 359060 rs. contados na eiecugao, o senhor soli-
citador do consulado perilnoti-Ihe os juros, recebando
o principal e custas como se #er do documento
junto.
Este perdao de 358060 n. provar extravio de
bens alheios ou nao provar ? Qnem nao he senhor
poilcr assim obrar ? E que dir 0 tolicilador es-
sa generosidad,-, essa corlezia fB chapeo alheio ?
Estas e outya motivam, sem davida, a suspela de
que o consuTja mais dar conta de sna adminslra-
'cSo !!
Assim como tica provada a tolla de actividade c
extravio; provaremos tambera n libcrtam'ento e
arre ni ata cao de escravos por metade do seu valor.__
O prcto de nomc Caetano, nico que possuia o fina-
do Rodrigues Costa, nao foi avaliadu por 50031100
rs., c apezar da impugnaran de tao baixo valor fci-
la pelo Dr. procurador fiscal .da tbesouraria geral,
nao toi elle libertado por essa quanlia sem que (to-
mis desse o guinto conforme o preceilo da ord. 1
i til. 11 S 4? Nao sabe lodo Pcrnambuco, que co-
nhecia o prelo, que elle valia &)0?000 a 900-3000
rs., e que quando justo fosse a avaharan devia elle
dar mais a quinta parte ? E porque o libertou o se-
nhor cnsul, que para isso nao linha poder, porque
nao era senhor; c porque assim obrou em grave pre-
juizo dos herdeiros, e da tozenda publica ? Porque
assim o liberluo nulrindo as suspeilas, de que tanto
favor ao prcto, tanto conculcameulo das leis, e do
direilo de proprieitode, tenda i recompensar o tal
pretinho, depositario de importantes segredos ? Se-
nhor cousol, Sr. vice-consul, respopdam, nao lenham
vergouha de levantar a luva, nao deixcm o seu cr-
dito em maos albeias, e em mao rfo solicitador Joa-
quim de Albuquerque, a qnem seno acredita estoja
de boa f na defeza, que subscrtveu....
Quanto aos escravos arrematados por melade do
sen valor, ainda bem rscente est o fado da dos es-
cravos de Jo3o Rodrigues Neves (o Bexga) que an-
nunciando o dia c hora, foi sala anlecipada para
que nao houvesse licuante, c com elles Picar o Sr.
Araujo, fado este que u3o duvidarao alteslar todos
os corretores c outras pessoas que nos escravos que-
ran) laucar !
A'cohonestar o procedimento havido nessa arre-
mataeM, offerece o lal solicitador do consolado urna
rerlidao do e-rrivao. em quo di/. que lal arre ma-
lario foi feila com as formalidades precisas para
laes actos judiciaes 1 E que oulra cousa podia
certificar o cscrivao, quando dos autos nao devia
constar dos manejos, negociagoes, e arranjos havidos
para que o licitante levasse os negrinhos por dez
risdemel cuado- Quem nao sabe como essas e
oulras cousas se fazem ? Tenho pressa, e por isso
passo a mostrar de corrida, a existencia de paga-
mento de a\nlladas quanlias, sem processo, ou jusli-
licagao.
Nao sabe o solicitador, que o cnsul cnlregou ou
onsentio, que no acto do sequestro feito ao finado
Rodrigues Costa, se entregasse ap procurador de
Jos Antonio Corroa Jnior a quanlia de rcis
: /669998 ? E que processo, ou mesmo justilicagao
precedeo essa entrega ? Foi tao fcil o cnsul era
entregar essa quanlia, que para o solicitodor ser pe-
quena, e suos herdeiros leaitimos e li il.litados por
duas sculcngas recusa entregar o quclem si tem
elles pertencenlc ? I Uulro ollicio, senhor solicita-
dor !
Cuasi, quasi nos ia escapando mu-.lrar que lias
arrematagoo dos bens dos aulentes^l nao guardara
as formalidades. <
_ Sabem todoseprovamosnumeros Wiar/osque rorrein
impressos.queo cnsul tem por costme, em reara fa-
zer leilao dos beus dos ausentes, o quem o autorisou
para sso ? Nao vh-am lodos o que succedeu no lei-
lao dos bens de Rodrigues Cosa, e no de Fid, em
o qual ludo foi tola,mea... a ponto de dcsapparecer
um certo sinete, e sabe Dos o que mais ? A le
manda arrematar cm hasta publica, e o cnsul faz
Icili'S ? A lei manda por em presan de 9 das os
bens movis, e o cnsul dispensa na le, dispensa
pregos, dispensa porteiros, dispensa editaes, o solici-
tador da-lha ajuda, e depois queixa-se de quem us
accosa ?
Se o cnsul he Dr. como se deixa levar a reboque
por quem tao mal o dirige, fazendo-o dar lana bar-
ricada, tonto desfrute ?
rendo-so mostrado a verdade do quanto se imputou
ao cnsul, imputarnos, que agora magoam as bste-
las do solicitador Joaquim, e o fez sahir do seu serio
e apparerer cm publico cora tanta justiga e verdade,
como quando se diz cdadao brasileiro para ser capi-
tao da guarda nacional; seja-me agora permiltido
nao deixar passar de sallo o Sr. Joaquim solicitador,
q ua ni lo diz que o quanto saMisse na representa-
gao acerca do procedimento do cnsul no sequestro
do espolio da Rodrigues Costa, nao merece resposla,
porque ahi o autor da represenlagao se acoberla com
a formato banal como se diz 'e af/ifma .' Ou-
ram todos, ouram.
O autor da represenlagao esta firme no que disse
do cnsul na represenlagao, e ao que depois della
tem dito, e escript ; e o que mai he no que de fu-
turo nade dizer, por no olho da roa, e representar
para o governo portnguez. Apparega o Sr. consol,
venha o Sr. chancellor o publico, assiauem o quan-
to diswrem, e fiqie'm certos de que em contendas
dcsla nalureza, nunca verti pelos calcanhares o au-
tor da represenlagao dos Porluguezes; nao sejam
fracos; sejustiga lem saiam a campo,nao seagachem
atraz de um solicitador: oaulor da represenlagao lem
lodo receio de se b.iler cora um captao de guarda
na ioiial, emquanto elle nao fizer publico a que 11a-
gao pertence de modo a justificar as vestes que por-
ta Basta por agora a respeito.
Contina o solicitador, dizendo que he para 110^
lar a cegucira*do autor da represenlagao.//lie pfefe-
re um curador ao ageitte consular da nttriio, a que
o finado pertencia. Omesmo Job perdera a
paciencia ao ler o que arenga um solicitador! L
Qnem uaverque ignore, nenhuma vaotagcirrreio
aos Porluguezes do decreto 835 que conforto ao cn-
sul porluguez a curadora dos bens dos ausentes
porluguezes? Nao lem visto todo Pernambuco o
que tem feilo o senhor Moreira ? Nao sabem todos
que o Sr. Moreira langa roao do espolio alheio, e co-
mo se tora seu, liberta escravos, concede servides
passivas, paga dividas, c pedoa juros aos desodores
s herangas ? E qual foi o curador que mais do que
isso lenha feilo ? <) decreto n. 855 to promulgado
para bcnelirio dos cnsules, ou dos ausentes
Mais...
Os anligos curadores prestavam franca, linham de
abrigaran entrar depois de 24 aersa com dinheiro
do espolio ejoias para a thesouraria ; e os cnsules
nilo preslam (langa, nao entrara com o dinheiro e
joias se nao para a sua burra, fechada a 7 chaves:
Essas formulas do anligo rcgulamenlo nao cram ou-
lras lautas garantas aos herdeiros ? Se isto assim he
cm verdade, para que se de o cnsul, para que la-
mento o seu solicitador, appcllidando de insulto ver-
dades miase cruas, que nao lem com lealdade e ver-
dade sido conlr.dicladas ?! Vamos ao resto : pacien-
cia lenha o leilor.
Diz o solicitador, que o cnsul nenhuma oppesi-
cao fez a habilitadlo dos herdeiros de Costa, e para
provar islo junto sob u. 2 urnas allegages finacs em
grao dc appellagao Quem leu tal arauzel, leria
visto principiar elle pela maneira seguime : Oaulor
he carecedor da presente acnio, etc., etc. e con-
cluir pelo seguinle : Cerlamenle que a especio dos
aulos nao foi esludada, nem se atienden ao funda-
mento deslas diversas disjiosires riladas, porque se
fosse. cerlamenle que se ter'ia julgado desde o co-
mer oaulor careredorda amia intentada...
Qucm em juzo pede que s julgue o autor carece-
dar da acejo, nao se oppoc i essa aegao ? Isto s
poderia sabir do cnsul e de um solicitador, que nao
pesa o que diz I Cuida o cuutul que falla aos pejxj-
nhos de Sanio Antonio I
Nem diga o cnsul, que com laes alleaaces nao
leve mitro lim alcm de salvar a sua respnnsabilidade
no carcter de cnsul, porquaulo lendo ja sido de-
cidido pelo tribunal da relarao, quo o derroto n. 855
nao havia alterado o rcaulamcnlo de 9 de maio de
1842, luda a opposigao do mesmo cnsul proceda
do desojo de reler o alheio, romo lem retido em pre-
jiiizo do torecro, quem nao quer entregar, ainda
quando ollicia para Portugal assevorando que tem
entregue toda a heranga !
Quem rahiscuu o quanto assignnu o solicitador
Joaquim leve cm vistas cnihacar alguem la cm Lis-
boa : elle bem sabia que em Pernambuco au p-
gariam asbixas. Tanta protervia enoja eso serve
augmentar a z.u.na e a raiva conlra empregados,
que nao prozam nem a sua posigao c nem a dgni-
dade du aoverno. que se rebaixam a pedir de porla
em porlaallcslares, devendo com argumentse do-
cumentos tancar por Ierra a aecusacao, e nao pro-
curar pailiinhos OuViram ?
Nao me be possivel mais; eslou raneado ; e canea-
do estar o leilor de 1er, o que a muilos pun-
cu importa; fique pois o cousal, o vce-consul,
e o solicitador, rapitao das guardas uacioqaes,
certu de que nao (Karao cada um,e lodos i'n solidum
sem resposla; ficam ao mea cuidado, nasceram para
mm, hei de cuidar delles o por cuidado em que
apparegam bem escovadinlios. Assim o qutrem, as-
sim o lenham.
DOCUMENTO.
Recelo do Sr. Antonio Rodrigues da Costa Campos
a quanlia de 420, de principal e custas desla son-
tenga, por ter perdoadoos juros. Recito 9 de junho
de 1853.Joaquim de Albuquerque Mello.Rs.
4203.Eslava reconhecido.
piblicacOes a pedido.
Urna lagrima de dr e de saudade.
Morreu j nao existo a Illm. e Exm. Sr." D.
Clemcnlina Thenuria de Medeiros o Olvcra 1 A
toice cruel da lyranna, que esprcila os melhores mo-
mentos de nossas esperungas para corlar-nos o fio da
vida, minificando assim lodos os no-sos pcnsamenlos,
os melhores desejos e inlcugoes, foi inexoravel para
cora essa dislincla senhora, boa esposa, melhor mii e
excellcnle amiga.
Sim, quando ella suppunha gozar alguns diai de
descanso, depoisdosolTrer de lanos anuos, egoza-ios
em edmpanhia de seu amado esposo, de seus queri-
dos filhus, com quem prodigalisou tantos agradse
charinhus, e a quem principiava agora a proporcio-
nar os monis de una posigao social decente, houesta
e roinrauda, lie quando inesperadamente a morle ar-
raucou-a dos bragos de sua familia, deixando essa|fa-
miiia envolla no crep da dr, e pungida da mais
aguda o vehemente saudade !
A Exm. Sr. D.Clementina, natural da cidade da
Parabiba do Norle, era filha legitima do coronel de
primeira linha do exercito Trajano Antonio Goncal-
ves de Medeiros, e de sua mnlher D. Luiza Rita Br-
relo ; nasceu no anuo de 1815, e em 1829 casou-se
com o Illm. Sr. Francisco Sergio d'Oliveira, boje
brigadeiro do exercito. Atacada de urna apoplexia
morreu na corle do Rio de Janeiro aoi2 de jollio de
1854, e seus restos roortoes foram sepultados no dia
3 no cemilerio de S. Joo Baptisla.
Tres filhoi dexou esla virtuosa senhora, que cho-
rara a falla iosuprvel de urna mai extremosa e de
urna amiga modelo, acompanhando assm no seu
profundo d ao brigadeiro Sergio, qne se acha no
estado da mais completo consternagao pelo terrivel e
inopinado passamento de sua amadssima consone.
Esmoler, caritativa, adavel, sinaella e pura, a il-
luslre finada dexou am vacuo bem sensivel entre as
pessoas, que gozavam as doguras de sua amizade, e
recebiam seus favores e beneficios, O co Ih'os re-
compense, e seja ella na presenea de Dos urna in-
Icrcessora feliz pela sorte de sua familia dexada ua
orphandade, pela de seus prenles e amigos.
Por urna amiga.
Eleijo dos juizes, escrivaes e mais devotos, que
hiio de festejar a Senhora do Carmo do Fron-
tispicio, no prximo futuro annode 1855.
Juizes.
Os Illms. Srs. Jos Norberlo Castello Branco.
Miguel Bernardo Quinleiro.
Juiz prolector.
O Rvd. provincial Fre Joao d'Assuropgao Moura.
Joizas.
As Illmas. Sras. 1). Joaquina Amalia Moreira da
Silva., mulher do Illm. Sr. rapitao
Jos Moreira da Silva.
D. Rila JPiinn ma de .V.endonga Pe-
. reir, mulher do Illm. Sr. thesourei-
ro do consulado Marcelino Antonio
Pereira.
Juiza protectora.
A Illm. Sr, D. Anna Samico da'Silva Barros, mu-
lher do Illm. Sr. capito Manoel
Eleuterio do Reg Barros.
Escrivaes.
Os Illms. Srs. Gaspar Mauricio Wanderley.
Major l.uiz Pires Ferreira.
Escrivaes.
As Illmas. Sras. D. Ignacia Mara da lonceirSo de
Castro, irina do Illm. Sr. Manoel
Jos de Castro t'mimarnos.
II. Maria Francisca Pessoa de Mello,
directora do collegio dasbrphaas.
Protectores.
O Rvd. Sr. ex-provincial Frei Lino do Monte Car-
mello.
Os Illms. Srs. lenlo Antonio Bernardo Quinleiro.
Padre mestre Antonio de S Gusmo.
Joo de Castro Oliveira Guimaraes.
Trajano Gomes da Fonseca.
Manoel Ferreira de Souza Barbosa.
Jesuino Ferreira da Silva.
Auselmo Jos Pinto de Suuza Jnior.
Procuradores.
O Illms. Srs. Manoel Jos d'Oliveira.
Manoel do Nascimcutu Rodrigues
Franja. 0
Marmullo dos Santos Pinlieiro.
Jos Elias d'Oliveira.
Heraldo Correa Lima.
Antonio Jos Rapozo.
Joaquim Eozebiode Souza.
-, Themolen Pinto Leal Jnior.
Procuradores geraes.
O Rvd. Sr. Frei Jorge deSanl'Anna Loeio.
O Illm. Sr. capito Frmino Jos d'Oliveira.
Mordumos.
Todos os devotos du nossa adorada mai Sanlis6ma
Senhora do Carmo do Frontispicio.
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"5! S 1......... s : i;: ;;;;a:i "^tBtOfjawcersWM0 o^^,^-*- 0 S3*-0|eT3-af.f5CO|^30a>S "5
Bolachinha-------Vendeu-se de 59500 a 6J000 por
barrqiiinlia.
Chnmbo O de munigao obteve de 229 a 2ij>
por quintal.
Carne scea- Vendeu-se de 5600 a *J100 por
arroba do Rio grande, e de 39600
a 39900 de Montevideo ; tiran lo
em ser H.OIK) arrobas da primeira
e 6,000 da segunda.
Farinha de trigo- Tivemos um carregamcnlo de Phi-
ladelpha que se vai retalhar ; ti-
rando o deposito hoje de 4,000 a
.'iOOjbarricas. Relalbou-se a de
Genova de 275 a 289 por barrica,
a de II1,di mu 1 I de 269 a 275, e a
de Plnladclphia de 279 a 289.
Manleiga Nao buuveram vendas.
Viuho......O carregamenlo chegado de Bar-
celona pelo brigue lomano, que
locou no nosso porto na presente
semana, nao leve maior oltercci-
mciilo do que 10O pela pipa pe-
quea, em consequencia do que
seguo para os portos dosul.
Descont Rebaleram-se letras de 6 a 7 por
% ao anno, e ha abundancia de
dinheiro.
Acges du Banco- Nao ha vendedores 1 M por % de
premio.
Freles-------------Sem Iransacgao.
Ficaram no porto 13 embarcagOes, sendo: 2 ame-
ricanas, 1 argentina, 28 brasileiras, 3 francezas, 3
hespauhnlas,l hollaudeza, e,5inglezas.
PAUTA
dos precos correales do assucar, algodao', e mais
gneros do paiz, que se despacham na mua do
consulado de Pernambuco, na semana de 31
de Julho a 5 de agosto de 185i.
Assucar e nica i vas bra uro i.'qual idade (S
1) D B I) 2.a I)
mase........
b liar. esac. branco.......
a a mascavado..... a
refinado .a,...... >
Algodo em pluma de I. qualidade
a a b 2. D 11
3. e a
B B B
em carg.0........-.
Espirito de agurdente.......caada
Agoardente cachaga........ b
de caima.......
a resillada........ a
Genebra.............. ,-
...............boiia
L|cor..............I ranada
... a..........carrafa
Arroz pilado duas arrobas, umalqueiro
_ em casca...........
Azete de mamona......,
mendoiro e de coco.
b b de peixe.......
Cacao.............
Aves araras.............ma 109000
papagaios...........um 39000
Bolachas.....
Biscoitos.....
Caf bom ....
a reslolho .
o com casca. .
caada
@
29700
29300
19900
29700
19950
39200
6925(1
59850
uo
19562
9800
9170
9520
9*70
9i80
9220
9W0
9220
15600
19600
9880
19280
192S0
59000
cenlo
B
a

b moido..........sa
Carne secca ...........
Cocos com casca.........
Charutos bons..........
ordinarios.......,
b regala e primor. ,
Cera de carnauba.........
a em velas...........
Cobre novo mo d'obra.....a
Couros de boi salgados.......
espigados...........
verdes .............
de onga............a
b de cabra corlidos......a
Doce de calda............. D
b j goiaba............ b
secco ...........
jalea............
Estopa nacional.........
eslrangeira, mo d'obra. .
Espanadores grandes .........
_ a pcqueuos.........
Farinha de maudioca.......alquoirc
a b mlbo.......... (ij)
B aramia......... n
J"e'Jo...............alqueire
tumo bom.......,..... jgj
ordinario........... b
b cm folba bom......... b
. n
. 11
. B
. alqueire
--------3/
. cenlo
. B
59120
7568O
5*500
49000
39600
69100
39800
29560
1*200
9600
29200
"9000
99000
9160
9185
9200
9090
159000
9190
9280
9160
9*00
320
19280
19000
29OOO
19000
29560
29000
6*000
49800
79OOO
39000
89000
49OOO
3.5OOO
329000
39000
19500
29560
I9OOO
b IO9OOO
urna 12*100

n
dia 31 do corren te, os individuos abaiio designados.
Freguezia deS. Jos.
Hei nu ilion de Almcida Ferreira, Manoel Tavarea
de Mello, Joaquim Theophilo da Roa Morte, Jos
Joaquim Coelbo, Augusto Jos Pereira, Eduardo
t'redcriro Bauckcs, Manoel Joaquim de Souza Vi-
anna, Francisco Antonio da Silva Tenorio, Jos
Carlos da Silva, Jos Rmnao Lopes, Jos Francisco
dos Santos Miranda, Thomaz de Carvalho Paes de
Andrade, Jos Fiuza de Mello, Joaquim de Paula
Meira Lima, Francisco Jos Galvao, Henrique Jor-
ge de Brilu, Marlinho Jos de Souza Reg, 11er-
meroegildo Jos de Paula, Manoel Barroso da Silva
Juvenil, Manoel Joa Carfiero, Miguel Seralim de
Castro Nunes, Diogo Jos do Reno, Francisco da
Silveira Marlins Leal. Eugenio Villa Nova, Ma-
noel Feruandes Chaves, Jos Martin da Cruz, Mi-
guel Jusc da Silva. Joo Rolim de Souza Pene.
Freguezia da lina-Vista.
Jos Jarome de Araujo.
O juiz dos toilos da tozenda faz audiencia nos
dias quarta-feira e sabbado de cada semana, as 10
lloras da manhaa.
Consellio administrativo,
O conselho adminislralvo, em virtode da aulori-
sagao do hun. Sr. presidente da provincia, lem de
compraros objectos seguinles:
Para o dcimobatalho de infanlara de linha.
Panno verde para sobrerasacas e calcas, covadoi
1,002; hollando de torro, ditos 1,197 ; brin branco
de Indio para frdelas e caigas, varas 1,497 ; eslei-
rs, 184 ; alendan-inho para camisas, varas583 ; bc-
les de osso brancos, grosas 25 ; ditos de dito pre-
los, ditas 36 ; pares de sapalos, 200 ; cartas de a, b,
c, 20 ; traslados de Hutas, 20 ; ditos de bastardo,
20 ; ditos de baslardinho, 10 ; ditos de cursivo, 10;
laboadas, 20; pedras de loma, 10.
Meio halalho da provinciana Parahiba.
Copo de vidro, 1 ; pralo de loga, 1 ; bracos de
ferro para balangas com 35 polegdas de eompri-
mento, 4;
Provimenlo dos armazens do arsenal de guerra.
Caixas com vidros, 2.
OfOcinas de primeira e segunda classe.
Costados de pao d'oleo, 6.
Quem os quizer vender, aprsente as suas propos-
tas era cartas fechadas, na secretaria do conselho ia
10 horas do dia 5 de agosto prximo vindouro.
***cretoria do conseibo administrativo para forne-
cimento do arsenal de gnerra 22 de jalhoada 1854.
Jos de Brito Inglez, coronel preiidente. Bernar-
do Pereira So Carmo Jnior, vogal e secreta-
rio.
O conselho administris o, em cumprimenlo
do-art. 22 do rcgulamenlo de 14 de dezembro de
1852; faz publico, qae foram aceitas aspropostas de
Antonio Pereira de Oliveira Ramos e Timm Mou-
seu > Viua.sa. para fornerer: o I.", 274 bonetes pa-
ra o primeiru halalli.lode infanlaria de linha com o
numero de metal, i191Q0rs. ; 1,370 veras decordJo
de laa prela para vivos de sohrecaeacas, a50rs. ; o
2.", 20 cavados de panno prelo para polainas, a 2J500
rs ; e avisa aos raesroos vendedores que devem re-
colher os referidos objedos ao arsenal de guerra no
dia 2de agosto prximo futuro.
Secretara do cunselho administrativo para forne
cimento do arsenal de guerra 29 de julho de 1834.
Bernardo Pereii a do Carino Jnior, vogal e secre-
tario.
Tribunal do commercio.
Pela secretaria do tribunal do commercio desta
provincia se faz publico, que a firma social frauceza
dos Srs. Ilennque do La Rocqae & Companlii, do-
miciliada na provincia do Grao Par, foi matricula-
da neste tribunal na qualidade de commercants de
grosso trato : oulro sim que a sumaca nacional Flor
do Angelim, registrada neslc tribunal, propriedade
que foido Sr. Bernardo de Souza, passou a ser da
Sr. Jos de S Lei to Jnior, fazendo-se nesta'sen-
tido as competentes notas em observancia do despa-
cha do mesmo tribunal, datado de hontem. Secre-
taria 28de julho de 1854. No impedimento doee-
rretario, ./oio Ignacio de Medeiros Reg.
um
Sala das sessOes da Commissao,29 dejulhodc1854.
Dr. Joaquim d'.lguino Fonseca, presidente.
COMMERCIO.
PRACA DO RECIFE 29 DE JULHO AS 3
HORAS DA TARDE.
Hoje nao houvcram eolaedes.
ALFANDEGA.
Rendimenlo do da 1 a 28 217:1779688
dem do dia 29........11:2509980
258:4289668
Descarregam Aoje 31 de julho.
Barca inglezaCambriacarvao.
Barca inglezallantsguano.
Brigue americanollreezefarinha c bulachinhas.
CONSULADO GEKAL.
Rendimenlo do dia 1 a 28 .... 16-1809520
dem do dia 29 *-...... 3069362
16:6869882
. DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a 28.....1:4979182
dem do dia 29 ....... 61&134
1:5589916
Expc
ortacao .
Colingiiiba, sumaca nacional Flor do Angelim, de
94 toneladas, conduzo o seguinle :-r-35 barricas ba-
callao, I volume queijos, 3 dilos massa, 1 dito vina-
Ere, 1 dito espermaceto, 2 ditos laura, I dito vinho,
7 dlos manleisa, 12 ditos fazenmis, 2 ditos miude-
zas, 40 ditos sabio, I dito assucar, 12 ditos doce, 2
duzias cocos para beber agua, 43 1|2 libras velas, 1
denladeira para engcnlio, 1 barril azelle doce, 13
carros de ferro.
Rio Grande do Sol, patacho nacional Euterpc, de
163 toneladas, conduzo o seguinle :886 barricas
com 6,678 arrobas c 23 libras de assucar, 20 pipas
agurdenle.
RECEUEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 29......1:1059331
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do da 1 a 28.....39:8739331
dem do dia 29........5279168
PRACA DO
Cambios-
Algodao- -
Assucar- -
Couros
Aguardenlc-
llacalhio -
_____ 40:1009802
RECIFE 29 DE JULHO, AS 3 HORaS
DA TARDE.
Herislu semanal.
- Mu poucas IrasacrOcs lem havido,
c estas mesmas a 26 l|2 d. por 19,
e supomos de pequea monta os
saques de que deve ser porlador
primeiro vapor.
- O punco querosina piide-se di-
zer vendido, de 69100 a 69300 por
arroba de primeira sorle, om cou-
sequenua de serem um pouco
mais animadoras as noticia! vn-
dasde Liverpool. Toda a entrada
da semana montn a 18 saetas.
Mu pouca ou nenhuma entrada
tem havido, c os pregos sao nom-
naos, por conlinuarem as noticias
desfavoraveis.
- Tambem tem sido pequciia a en-
trada, e tem conservado-sc de 180
a 185 rs. por libra.
- O prego de 90* i 959 por pipa he
nominal, por quanto os compra-
dores a regeilam.
-------Nao houve entrada, e lendo o con-
sumo augmentado, he provavel
que suba. Rclalhou-se de IO9.500
e 119 por barrica, e fu-a rain em ser
de 2,100 a 3,000 barricas.
ordinario
b reslolho.
Ipecacuanha......
Gomma.........
Gengibre........
Lenha de adas grandes.
b b pequeas.......
b a loros.........., .
Pranrhasdc amarcllo de 2 costados.' .
a louro..........
Costado de amarello de 35 a 40 p. de
c. e 2 ;, a 3 de 1.......
b de dito usuaes........
Cusladiuhu de dito..........
Soalbo de dito.......!'.".'.!
Forro.di dito...........
Oslado de louro......!!!'.". b
Cosladinho de dito.........." b
Soalho de dito........".*.".'. >
Forro dedilo...........,
cedro.........'...' b
Toros de talajuba..........quintal
I'arreira...........duzia
b aguilhadas......... n
a quiris...........
fcm obras rodas de sicupira para carros, par 409000
169000
7000
209000
10)000
890IMI
690110
39500
68000
6*980
39200
28200
.19000
Varas de
19280
19600
9960
eixus
Molaco............
Mlbo.............
Pedra de amolar.'.......
filtrar........
relilos.......
Ponas de boi..........
Piassaha............
Sola ou \aqueta........
Sebo cm rama.........
Jallos de carnero.......
Mis* parrilha.........
Tapioca.............
lidias de boi..........
Sabo .............
Esleirs de' perperi. ....'.'.
Vinagre pipa..........
Cabcgas de cachimbo de barro.
. caada
alqueire
. urna
9240
19600
96 O
6*000
9800
4*000
9320
29IOO
li-NHK)
9190
I89OOO
B 29,500
. cenlto 8210
. 9090
. urna 9I6O
. a 309000
milheiro 59000
. B
. cenlo
molho
.. meio
(S
. nma
. (g>
MOVIMENTO DO PORTO.
Varo entrado no dia 29.
Macei2 dias, brigue de guerra brasileiro Calio-
pe, commandanle o capito-tenenle Manoel Jus
Vicira.
Natas sahilhs no mesmo dia.
AracalyHiato brasileiro Ctpibaribe, mestre
lomo Jos Vianna, carga dorios gneros. I _.
geiros, Jos da Silva Bezerra Leile, Camello Ro-
drigues, Antonio Moreira ViotubjJos Joaquim
Ozurio. ^
Cabo VerdeBarca brasileira Generosa, capiUo
Joaquim Gongalves Lages, em lastro.
EDITAES.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial,
em cumprimenlo da ordem do Eira. Sr. presidente
da prov inda, de 21 do corrente, manda fazer publico
que nos dias 14,16e 17 de agosto prximo vindouro,
se ha de arrematar perante a junta da tozenda da
mesma thesouraria, quem mais dr, o rcodimenlo
do jiedagio da barreira da poule dos Carvalhos, a-
valiado a 1111 nal meo te em 1:0009000,
A arrematago ser feila por lempo de 10 mezes,
a contar do 1.- de selembro do correle anno, ao
fim de junho de 1855.
As pessoas que se propozerem a esla arrematago,
rotiipareeaiu na sala das seasOcsda mesma junta nos
dias cima declarados, 4lo meio dia, compelenle-
menle habilitadas.
E para constarse mandn afiloro presente, e pa-
tilie.ic pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pcrnam-
buco, 22 Je julho de 1854.O secretorio,
Antonio Ferreira d'Annunciariln.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, cm cumprimenlo da ordem do Eim. Sr. pre-
sidente da provincia de 18 do trrenle, manda fazer
publico, que nos dias 8, 9 e 10 do agosto prximo
vindouro, se ha de arrematar perante a junta da -
zenda da mesma thesouraria, a qucm mais der, o
sitio do janlim botnico da cidade de Olinda, servin-
do de base a arromal,ir.n o ofiererimcnlo de 2:0009,
feilo pelo licitante Manuel Peres C.impeli .lamine
da Gama. #
As pessoas que se propozerem a esla arrematago,
comparegam na sala das sessoes da mesma junta nos
dias cima declarados, pelo meio d E para constarlse mandou afiliar u presente o pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pcrnam-
buco 20 de julho de 1854.O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciarito.
DECLARADO ES.
AVISOS MARTIMOS.
Real companhia de paquetes inglc7.es a'
vapor.
No dia 1 de
agpsto espe-
ra-* da Eo-
ropa nm dos
vaporesda real
companhia, o
qual depois da
demora do es-
tume seguir
sV para o sul :
para pessageiros lra(a-sc com os agentes Adarttsou
Howie & C.. ruado Trapo-lu Novo n. 42.
Passagens para a Baha 25 pal a roes.
a para o Rio de Janciru. 50 a
para Buenos-Avres. 120 a
Para o Para pelo Maranhao, segu com muila
brevidade, poi ler parte da carga iprompta, o brigue
//'.. : para o resto tratao com o consignatario
Manoel Alves Guerra Jnior, na ra do Trapiche
n. 14, ou com o capito Andr Antonio da Fonce-
ca, na praga.
" Para o Asso' e portos intermedie-, segu em
poucos dias a lancha Aoca Esperanra : para carga
e passageiros trata-.e na ra da Cadeia do Recito,
eja n. 50,
Para a Babia segu a veleira sumaca orten-
cia ; para o resto da carga, Irata-se com sen consig-
natario Domingos Alves Matheus, na roa da Cruz
o. 54.
Companhia brasileira de paquetes de
Vapor-
(I va por brasileiro 7"o-
cantins. novo, de pri-
meira viagetn e de ex-
ilenle marcha, rom-
mandante Francis-
co Fetreira Borges, espera-soda Europa prxima-
mente al lOide agosto, e seguir depois de pequea
deirorajava a Baha e Rio de Janeiro.: lem os me-
lhores .commodos para paasageirus, e entrar para
dentro deste por lo: quem nelle pretender embarcar,
dirija-se roa do Trapiche n. lt), segado andar aa
agencia.
Para o Ararat), no dlat~5 de agosto segu im-
prelerivelmentc o hiale JJuviioso por ler sata carga
toda pjotnpla : para passageiros, Irata-se com o mes-
tre do ttfesmo, ou com Joaqtrim Lories R., do bilhar.
no beceo da Cacimba no Besito n. 11, primeiro an*
dar.
---------
LEILO'ES.
Tcrra-feira 1. de agosto s 10 Jj' horas da ma-
nbia, o ageole Vctor fir. leilao no seu armazetn
na da Cruz n. 25, de um grande eortimento de obras
de roarcineria novas e usadas de ditTerentes qtiali-
dades, alguma* obras.ik prata de lei, candieros pa-
ra meio de sala, lanternSsde ps de vidroe casqui-
nha, esteirasdo palha rft carnauba, chapeos de dita,
ellas de barcal
objectos que <
. 50canoinhas para deilaranua em vellas de barcagj,
An- charutos da Babia e oulros muilos obj
i.iiina, carga barios gneros. Paasa
BANCO JJE PEltNAMBUCO. ''
O presidente d;i assemhle'a geral do
Banco de Pernambuco, por convite do
conselho de direccao do mesmo. e decon-
formidade com o artigo 1S dos estatutos,
convoca a assemblea geral para reunio
ordinaria no jlia ~>i do corrente, as 11
horas da manhaa, iiacasa do mesmo Ban-
co, afim de levar a elleito o disposto nos
artigos TiO e\Jl dos referidos estatutos.
Becie 1!) -fejulho de IS.'ii.Pedro Fran-
cisco de Paula C.ivalcanti, presidente.
Jos Bernardo (i al vito Alcoforado, pri-
meiro secretario.
Pelo presente sao chamados para comparecer na
sala das sessoes do conselho de revista da guarda
nacional do municipio do Recito, na casa da cma-
ra municipal desta cidade.as 10 horas da manhaa do
i
larao avista noflia do leilao.
AVISOS DIVERSOS.
-----------------------------------------------------------
Vapor S. Salvador! JL-
Descmbairou do vapor S. Salvador, 'neia prela
vinda do Par, por n.io ler seu dono mandado rece-
be-la a bordo ale o moineuto-da sabida do vapor para
o sul, e nao sabe dizer quem he o sea senhor, 0 qual
so aprontar na agenda na roa do Trapichen. 40,
segundo andar ; declarando-svfiqaenao se respon-
de por morte ou fuga da dita escrava, ea por qual-
quer cousa que Ihe acontega.
Precisa-se de um caixeiro qne cntenda de bi-
lhar : na ra da Cadeia.de Santo Antonio n. 10 pri-
meiro andar.
No dia 12 de maio prximo passado, fugio de
bordo do vapor imperador, ancorado na Petitnga
provincia do Bo Grande do Norte, uni^ecr,ixo com
os signaes seguinles : baixo. ebeio do crrai, prelo,
crioulo da provincia do Maranhao, onde foi compra-
do poneos dias anles de embarcar para o Sal, cha-
roa-se Adriflo, e tem em um dos peilo- sienaes como
de carne estufada : gralifica-se com 1009000 rs. a
quem o apprehender. devendo noticiar a seu senhor
o bacharcl Abreu e l.ima, no Maranhao ; em Per-
nambuco a Joaquim Antonio de Faria Barbosa ; no
Ro Grande do Norte ao Dr. Jeronymo Cabral Bu-
pozo da Cmara.
Desejaase fallar com o Sr. lilisscs que he em-
preado no ftbnsulado provincial : na na do Livra-
mcutn n. 38, Taberna de Lisboa & Silva.
Deseja-se fallar com o Sr. Manoel Muuiz Bi-
taiiroiirl.i|ueoutr'ora linha loja ile ralrado na ra do
Aragao, ou com quem suas vozes faga : na ra das
Trincheiras n. 17, ou annode. ej
Alii'jani-so i escravos para o servigo internoe
entorno de casa por j.i ler alguma pralica, e para bo-
cquin nu holel : a tratar na ra do Vigario n. 29.
Pedimos encaroi el,iinenle ao Sr. do conimuoi-
cado dmDiario de'27 ti corrente, que por sua hon-
da, se digne dizer, se o seu elogio ao peridico deno-
minadoBbnina he sincero, ou se he por ventu-
ra una irona desfarcada : porquanlo nao he crivel
que su lenha o arrojo de dizer publicamente que esse
jornal he mm dos mais bem elaborados que lem ap-
parecido nesla provincia, sem insullar-se aos redac-
tores do Brinco das Damas e do Cidadao, (cujos es-
criptos sem rom pararon alguma melhores) salvo sea
ignorancia desse rasbicador tor Uo promencionada,
que desconhega o mrito desses homens, e para nao
passar desaperrebidamcnlc (al disparale, aguardan-
do-nos para a resposla, nos apressamos a fazer o pre-
sente, que servir de correctivo a mana de quera
quer que for. O inimigo da lisonja.
O CORBEIO l>E PJEt,".
O agento do correio da Villa Bella, elige que o Sr.
pro j o I cele, que couslado aviso transcripto no Dia-
ria de Pernambuco n. 137 de 16 de junho ultimo,
tire a mascara c declare inlclligivelmenle na pri-
meira occasiao que se Ihe offerecer. a nalureza do
seu prejuizo, a maneira porque o soiTreu e por quem
foi uccasionado ; e enlo protesta rcspouder-lhe sobre
a total cavilago do seu aviso. Villa-Bella 18 do
julho de 1854.Joaquim Goncalves Ayres.
O Sr. Emilio Xavier Sobreira de
Mello, tem urca carta na rita doQueiina-
do n. 14, loja.
__ \ pesson que Ihe faltar um cavallo cardo ro-
zilho, o qual appareceu na olaria das Barreiras n. 6,
que dando o signal dos ferros Ihe sen'' entregue, pa-
gando as despezas que tem feilo.
g


- A *, *>
"*
DIARIO DE PERNAIflBCO SEGUNDA FEIRA 30 DE JULHO DE 1854
1


Na na ilas Cruzes n. 10, taberna do Campos, i
lia poioao de bichas hainburguezas aa nielhorcs que
Ha no mercado, que se vende eio porces e a relallio,
c lambem se aluuam.
Hoa-Yista n. 16.
Pommiteau lein a honra de participar ao respei-
lavel publico, que acaba de receber pelo ullimo na-
vio viudo de Franja, um siirtinieiilo de espingardas
de ame de doas camos, mu i lvese tronchadas, de
primrira qoalidadc, polvarinhos, rhumheiras, espo-
letas da marca G, urna rica guarnirlo ou apparelbo
para cirro, e lanlernas de melal chamado Alelchior,
varios galiies ricos para dilo. chicles de balea, ditos
coberlos de Iripa para balear, Ircios, esporas, estri-
bos, esponjas, escovas para lavar, chirnlinhos sorli-
dos, cabecadas de seda vegetal, e lambem le couro
laqui, urna grande variedade de cachimbos, uns
nargnillcs para fumarem i pessoas, oulros de espuma
domar, de porcelana, denudara ele..fumo preparado
do melhor, tesouras para jardiueiro, dilas para cos-
(urciras, de unhas ele., e oulros instrumentos de den-
lista, lncelas, facas de mesa, trinchadores, navalhas
de barbear com cabo de larlarusa, de marfim e ou-
tros ; garante a boa qualidade de ludo quanlo esl
cima mencionado; escovas para denles e unhas,
pciiles para bigodes, de tartaruga, charuleiras rom
agulhas de marear, caixinhas de inassa para preser-
var o ac da ferrugem.
Desappareceu no dia 5do correnle, dedefron-
le do (ilio do Sr. Bispo, um papacaio. e consta que
no sido immediato foi pegado; porlanto pede-se a
pessoa que o tiver echado, querendo-o restituir, di-
nja-se ama daCadeiadc Sanio Antonio n. 20, ou
aiinuncic, que se paga a despea.
Ofabaixo assignado faz publico, que nesla ci-
dade, he o procurador da Sra. 1). Alaria da Concei-
cao da Silveira Maciel Monteiro, residente em Lis-
boa, casada com o Sr. Joao Ozorio de Castro Maciel
Monteiro, como cansa das procurares em seu po-
der.passadas na dita cidade de Lisboa em 21 de abril
do auno correnle.Joaquim Bapti/la Moreira.
l'erdeu-se desde o Recife al a l'assagem da
Magdalena, um lenco branco com barra azul, con-
lendo dentro um recibo de 2008000 rs. e em dinhei-
Aluga-se um Brande armazem com sotao, sito
na ra da Praia n. 34 : os prelendenlesquciram di-
rigir-sc com seus requcrimenlos assiguados pelos fia-
dores, lodos os dias uleis das 9 horas da manhaa a I
da larde, no consislorio da veneravel ordem lerceira
de S. Francisco, ou fallar com o irmao procurador
Antonio Pereira Mendes.
O Sr. Adolpho Manoel Camello de Araujo. de
Iguarassu, leuha a bondade uestes 8 dias dirigir-se i
praca da Boa-Vista, a negocio que Smc. nao ignora.
Be inconleslavel, quevisla dos arligos 11 12
do nosso cdigo commcrcial, todas as casis de nego-
cio deven) larosseuslivros teclfica e regularmente
escriplo, eque as desgranas de urna familia de um
negociante, as vezes sao provenientes do inao arran-
jo em que se acham as respectivas Iransaccoes, em
oonsequencia dq estado de cunfusAo da sua conla-
bilidade. Assim urna pessoa que tem longa pralica
de escripturacao mercantil, por partidas dobradas
ou singelas, por haver oceupado este emprego du-
ranle alguns anuos em urna das principaes casas ae
rommercin desla praca, se oflerece para escripturar
os hvros de algumas casas de negocio de pequeo,
ou de urna de grosso Iralo, com todo o aoeio e prom-
lidao possiveis : quem quizer se utilisar So seu pres-
umo, aununcie por este jornal, ou dirija-se casa
dosSrs. Chappronl et Berlrand, relojoeiros, ua pra-
ca da Independencia, que dirao laes circunstancias.
Aluga-se urna prela, perita cozinheira e engom-
madeira por I65OOO rs. mensaes: na ra do Ouei-
mado n. 44.
No dia 9 de julho ansenlou-se da casa de seu
seohor o escravo Jos Mendonca, idade 40 anuos,
corpo regular, boa esatura, pello lisa, bem ladino,
ja apresenU alguns cabellos brancos, e sabe traba-
Ihar de oleiro : rogase porlanto a pessoa que o ap-
prelieniier o faca conduzir a povoar.lo de l'edras de
logo, a entregar ao Sr. Flix Francisco de Brilo, e
cesta praca, na loja n. 5 do Passer Publico, que
sera gratificado.
eseja-se saber aonde mora a Sra. I). Maria
Jexuma Cavalcanti para se Uie tazer enlrcca de 2
cirtts vindas de Caravcllas, as quaes moilo lhe in-
teressam.
O Sr. Jse Norberto Casado Lima,
queira dirigir-se a livraria n. 6 e 8 da
praca da Independencia, a negocio que
lhe diz respeito.
WOVIDADE.
mcos camisas de retroz bordados a matiz, chales
de dito, romeiras de dilo matizadas, chapeos de se-
da e de crep para meninas, ornados do plumas e
lore\ ditos para senhora, sendo estes a 89, e aquel-
lisa /, pashlhas aromticas para queimar e dcixar
agradavel aroma por espaco de 24 horas, lendo de-
mais propnedade de afugontar as moscas e moriro-
cas-pela cnntmuacao do cheiro. Vestidos para ca-
samento muilo ricos, bicos de verdadeiro linho, di-
tos, de blond, ditos a imitadlo de linho, e oulros
mullos arligos que se vender.) por prero razoavel ;
tate como um variado sorlimenlode calungas pa-
ra rolguedos de manijas por preco mizeravel : no
Bszar Pernambucano, ra Nova n. 33, oude se ven-
de a prodigiosa agua de Malabar por l.ascombe.
Ha para alugar un moleque fiel proprio para
qualquer servico, sabendo bem cozinhar : quem pre-
cisar procure na escadinha da alfaudega armazem
n. 3.
Roga-se ao Sr. Jos {tobarlo Casado Lima,
favor de dirigir-se ao paleo de S. Jos n. 11, a ne-
gocio que lhe diz respeito.
Da ra da Aurora 11, 5*, evadie-sc um escravo
de orne J0S0, com ossignaes seguinles : mulato cla-
ro, da 16 a 18 annos de idade, estatura regular, ca-
bellos carapinhos, beijos grossos, feices regulare*,
sahio de camisa d riscado encarnado, calca derisca
lo de quadros, jaqueta de algodaosinho de listras e
chapeo de palha: quem o apprehender, pode lva-
lo 1 ra da Aurora n......segundo andar, ou ao co-
nego Fitmino de Mello Azedo em Oliuda, ou a seu
seuhor no eugeoho California, da nova freguezia da
Luz, que ser bem recompensado. Adverlc-se que
desappareceu r* dia 26 do carrenlc, e C^lous dias
depois foi encontrado em Olincla, assim romo.que fui
comprado na cidade'd Paralaba,'donde he natural c
para onde se supone que seguir.
, O procarador da cmara da cidade de Olinda,
abati assignado, declara que-oSr. Joao Osoito de
Lastro Maciel Monteiro, lie devedor ,i merma cma-
ra da quantiMe 240, constante de 2 ledras aceitas
pelo ei-procorador Antonio Nones de Mello, prove-
niente do qne ficou devendo o dito ei-procorador
sesma cmara, de cujas leltias lie o dilo Sr, Joao
Osorio de-Castro Maciel Monteiro endocante. Ci-'
ilede de Otinda 29 de jomo d(s 1854. Francisco
Candiiodat Chagas, procurador da cmara.
.Srs. Redactores O abaixo assignado, padre
Manoel Cosme Ilezerra, roga a Vmcs. tj favor
de inserir no seu Diario o seguinte.para qu o res-
lieitavel publico e as Ilustres autoridades fiquem
sabendo, que esle annuncioeludoquanlo.br. que
una prelado gento de Angola e suas qualro filhas,
que se acham em casa do St> Manoel braucisce de
Barros, residente na freguezia de S. I.ourenco da
Malta, perlencem ao annuocinnte, e que eu di
ininha fillia Maria Rota Sesostra de Barros, casada
com Manoel Francisco de Barros.^ que a dila
escrava por nomc Josefa a servase por lodo o lem-
po que ny conviesse, e en por esle principie ten lio
lodo o draeito de haver o que he meo, e nem o di-
lo Manoel Francisco ilc liarros apode \ender, fsso
lora ao promoldr, por nao m ter dado papel para
a |>odec dispor como sua, e irenos a ininha lilha o
pode lazer Unte na dila escrava Josefa como em
suas filhas : uto certo me ossiano com as tcs-
lempnhas abarle asignadas, tiripio fs de julho
d l8j4. O Eadre .Wa/ioe i"o.-mc Ilezerra.
Precisa-sede nm foilor para engenlio, prefe-
rindo-se das Ilhas on do Porlo, dos ltimamente che-
gados e qne saja solleiro. enibnra lenha poitca pra-
lica da agricdllura : dirija-se ra do Queimado n.
19, das 9 horas da manhaa as 3 da larde.
Da-se 700.SOOO rs. a juros com liy-
notheca em urna casa tei-rea, que seja em
boas ras desta cidade : quem pretender,
dirija-se ra Nova, loja n. 3i, que sedi-
ra quem da'.
* A taberna do palco-do Carmo, quina da roa
de llorlas n. 2, contina a estar sorlida de lodos os
gneros novos e de boa qualidade : manteiga ingle-
za e franceza a 4O0 e 800 rs., (oucinho da 'Sanios a
280, dilo de Lisboa a 300, banl,a 1 520, passas a 360,
holachinha a 300 rs., dila a Napolcao a 400 rs., ale-
Iria a 300 rs., cravo a 600 rs., louro a 400 rs. rliou-
riras a 400 rs., fariuha de trigo a lO rs.,aii a INiOO,
13900 e 29240, gonima de aramia a 1 GuSesoelniacc-
(e aSW) rs. a libra, azeiledocc a 600m,'viiiho a
400 e 480 a garrafa, arrt z branco a 440, feijao nrelo
e mulatinho a 400 rs., arroz de casca Abo a ciiiaA
upe als lambem se faz a 80 e 40 rs., queijone ll>440 e 19320,
peneiras de ararrit a 7 e 8O00, ceblas a 15400 ren-
lo, alhos a 110 rs., grana a 100 raff laln, papel d
peso e machina a 2*800 a resma, genebra de ilollan-
da a 460.
aIdino Lopes de Olixeira faz publico, que em
dala de anaio ou junho do correnle anno, deu-lnc sen
lioocoronel Jos Pedro Velloso da Silveira, urna
carta de abono para comprar gneros a Manuel de
Azevedo Almeida, cuja carta perdeu o annunciarrre
sem queda mesma ties blico nao s para sua resalva como para a do dilo sen
lio, e desl'arle avisando jo Sr. Almeida, que, sen-
dollie apresentada dila caria por oulra pessoa, que
nao seja o annuncianle, nao dever cumpri-la. <
1 T .aui"10 assignado faz scienle aos devedores
do modo seu irmao Joao dos Sanios Tinoco deSou-
za, que cabendo-lhe em parlilln de heranca por si c
por sua mai e mais herdeiros. ,le que he procurador
das dividas da casa Tinoco &,M.iraes,tem de liquidar
contas, e roaa aquelles que silo devedores i dila ca-
sa reiiham salisfezor seus dehilos, na rua Nova 11.
42, e lemaulorisado sen cunhado (. p. Azevedo c
seus raixeiros, psra laes dividas recebercm.
Francixro Ignacio Tinoro de Souza
Roga-se ao Sr. I.udgero Teiieira Lopes "do vir
na rua do Trapiche n 13, lerceiro andar, para Iralar
de um negocio, que Smi. nao ignora.
No dia 2 de agosto protimo, se h,1o de arre-
matar 2 casas de sobrade na rua dos Copiares n 1 e
.!. avalladas ambas por 1:0n0S6!a). por evecuea de
I. Alina MariaTheodora Pereira DurSo, conra Jo-
s Das da Silva; he a ultima praca ; as 4 horas
na porta da casado lllm. Sr. I)r. jiz municipal da
segunda vara, rua eslreila do Rosario.
O. W. Bajnon rirurgiao denlisla americano
reside na rua do Trapiche Novo n, 12.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 RITA DO GOXiJLEGIO 1 ASUBAIl 25*
O Dr. P. A. Lobo Moscozo d consullas homeopalhicas lodos os diis aos pobres, desde 9 li.ras da
manhaa aleo meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noile.
Oflerece-se igualmente para pralicar qualquer operarn de ciruraia, e acudir promplamenlc a qual-
quer mulher que esleja mal ile parlo, e cujascircumslancias nSo pennitlam pasar ao medico.
IW CONSULTORIO O DR. P. A. LOBO S0SC0Z0.
25 RUA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo do Br. G. II. Jahr, traduzido em porluguez pelo Dr. Moscozo, qualro
volumes encadeinados em dous :................. 20|00
Esta obra, a mais importante de lodas as que Iratam da homeopaUia, inleressa a lodos os mediros que
quizercm experimentar 'oulrina de llahiicmann, e por si proprios se convcncercm da verdade da
mesma : inleressa a lodosos senhores de engenho e fazeudeiros que eslAo longe dos recursos dos mdi-
cos : inleressa a lodosos capiles de navio, qne nao podemdeiiar urna vez ou oulrn de ter preci-io de
acudir a qualquer incommodo seu ou de seus Iripolanles ; e inleressa a todos os ebefes de familia ue
por circumslancias, que nem sempre podem ser prevenidas, sao obrigados a prestar soccorros a qualquer
pessoa della.
O vade-meenm do homeopalha ou Iradoc^o do Br. Bering, obra igualmente til as pessoas que se
dediram ao esludo da homeopalhia um volume grande..........
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pliarmacia, ele, ele.: obra indis
pensavel as pessoas que querem ilar-sc ao esludo de medicina........
Urna carteira de 24 lubos gratules de fiuissimo christal com o manual do Br. Jahr e o diccio-
nario dos termos de medicina, ele, ele................
Hila de 36 com os mesmos livros....................
Bila de 48 com os dilos. ,..................
Cada carteira he acompanhada de dous frascos de i mitins indispensaveis, a escolha. .
Bila de 60 tubos com dilos......................
Dita de 144 com dilos........................
Estas sao aromrfcnhadas de 6 vldros de tinturas i escolha.
As pessoas que em lugar de Jabr quizerem o Hering, lento o abatimento de 103000 rs. em qualquer
das carleiras cima mencionadas.
Carleiras de 24 lubos pequeos para algibeira............... 8JOO0
Bitas de 48 ditos......................... 165000
Tubos grandes avulsus....................... 19000
Vidros de meia onca de Untura.................... 23000
Scm verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um pasto seguro na pralica da
homeopalhia, e o proprietano desle cslahelccimenlo se lisongeia de te-lo o mais bem montado possivel e
ninguem Na mesma casa ha sempre i venda grande numero de tubo* de crystal de diversos lmannos, e
aprompla-se qualquer eucommenda de medicamentos com (oda a krevidade e por presos muilu coni-
modos.
83000
49OOO
403000
453O00
O3O0O
608000
IOO3OOO
A direccao da associar^ao commer-
cial desta praca, de conformidade com
os rtigos20e21 do capitulo terceiro dos
estatutos que a regen), convida a todosesj
senhores socios ell'ectivos da mesma, para
a assemble'a geral, qVie deve ter lugar no
dia 5 de agosto do corrente anno, pelas 11
horas da manhaa, na sala de suas sessoes.
Sala da associaco commcrcial de Per-
namouco aos 26 de julho de 1854.An-
tonio Marques dcAmorim, secretario.
. 0 ANTIARROGANTE
Peridico dos Portugueses em Per-
nambuco
ESTRANBO AOSNEQOCIOS BO BKAS1L.
Tendo cessado a publicaco' do peridico o Cos-
mopolita, cuja appari;!ro foi lembrada para susten-
tar os fortes motivos que linbam os Portuguazes re-
sidentes nesla provincia para requererem a punico
dos empregados do consulado, e para que nao fi-
quem em abandono os negocios dos mesmos Porlu-
gnezes, agora, que aquelles empregados estao mori-
bundos, vai publicar-se um novo peridico sol o ti-
tulo O Antiarrogante que seguir a mesma
larefa debaiio dos auspicios de todos os homeos que
desejam o bem de seus concidadAos. Subscreve
se, vende-se, e recebe-se correspondencias para
esle peridico na livraria da rua do Collegio n. 9.
Serie de 20 numerus. 23OOO '
Para oulras provincias. 2J00
Nmeros avulsos. ... 120
Publicar-se-faa as segundas e quintas-feiras, e o
primeiro numero sahio no dia 27 do correle julho.
Publicacao litteraiia.
InsliluicOes de Bireito Civil Porluguez por M. A.
Coelho da Ilocha, lente da faculdade de direilo da
univerdesida ed|Coimbra, lerceira c ntida edicto,
em 2 volumes em oilavo, adaptadas ao foro do Bra-
sil, com a IcgislacAo brasileira vigente, e algumas
notas explicativas exlrahidas das obras dos mais exi-
mios Icios para melhor illuslracaodas doulrinas nes-
sc eicellente compendio ensinadas, por Anlonio de
Vasconcelos Menezes de Brummond, bacliarel for-
mado em scienciaS jurdicas e sociaes pela academia
de Olinda, advogado nos auditorios do Recife. para
a publicacao dessa obra lAo inleressante e iudispen-
sarel a todos os senhores juizes, advogados e mais
pessoas, quesededlcam smesmas profissOcs, 011 alias
precisara possuir urna minuciosa c mclhodicacompi-
l.iij.in do Bireilo Civil Patrio, tendente a adquirir
pleno couhecimento dos seus dircilos e ohrigaces ;
subscreve-se em Pernambuco, na praja da Indepen-
dencia, loja n. 6 e 8; 110 pateo do Colleaio, rasa n.
29, lujas 11. 6 e 20, e na rua do Hospicio n. 9. O
preto da assignalura ser de 163000, pagos a en-
trega de cada eiemplar, c logo que baja numero de
assignaluras snfficiente para satisfazer as avulladas
despezas da impressao, ir para o prelo, 110 dia da
publicacao da mesma, encerrar-sc-hi a assignalura,
vender-se-ha mais caro.
Loteria do hospital Pedro II.
* O cautclisla Antonio Jos Rodrigues de Sonza J-
nior, avisa ao respeilavel publico que seus bilhetes
inleiros, meios bilhetes e cautelas da loteria cima,
se acham i venda pelos procos abaixo, na praca da
Independencia loja n. 4, do Sr. Fortunato, n.*13 e
1), do Sr. Arantes, n. 40, do Sr. F'aria Machado, e
na rua do Queimado n. 37 A, dos Srs. Souza &
Freir, cuja lotera lemo andamento de suas rodas
00 dia 18 de agosto prximo futuro. O mesmo cau-
telsla se obliga a pagar por intern os premios de
10:00011000, de 4:0OU>000 e de 1:0003000, queos di-
los seus bilhetes inleiros e meios obliverem, os quaes
vAo rubricados com seu nome.
Bilhetes 113000
.Meios bilhetes "i.>00
Quarlos 2?7()0
Oilavos lyaOO
Decimos 1C200
Vicsimos (00
O solicitador Camillo Augusto Ferreirada Sil-
va, pule ser procurado para lu-lo que disser respei-
to a sua prolissao: no escriplorio do lllm. Sr. Br.
Joaquim Jos da Funseca.
Nao ha melhores no mercado.
No anligo dep'ilo das bichas de llamburgo, na
rua eslreita do Rosario 11. 11, he chegado novo sorli-
mento de bichas de llamburgo, que se vende por
atacado, aos ceios e meios ceios e a rclalbo, e lam-
bem se alugam por menus preco do que em outra
qualquer parte.
Precisa-se de um criado e urna criada, que se-
jain ambos de meia idade: no aterro da Boa-Vista
n. 18.
ANTIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da rua do Trapiche
n. 13, ha milito superior potassa da Iltis-
sia e americana, ecal virgem, chegadaha
pouco, tudo por preco commodo.
Cede-se um silio queaccommodaanimalmente
16 vacras de leile, com a cndilo de quera o pre-
tender comprar as vaccas e o mais que no mesmo
existir : na rua do Queimado, loja n. 31.
JOIA.
Os abaixo assigoados, douosda nova loja de ouri-
ves da rua do Cabug n. 11, confronte ao pateo da
matrizerua Nova, fazem publico que estao compl-
tame nio surtidos dos mais ricos e bellos gostos de lo-
das as obras de ouro, ucees-arias tanto para senlio-
Vas, como para homens e meninas, e coiilinunm os
precos sempre muilo em conla ; os mesmos se obri-
gam porquaesquer obras quevenderem a passar nma
conla com respoiisabilidade.especificandoa qualidade
do ouro de 14 ou 18 quilates, licando assim sujeitos
por qualquer duvi la que apparecer.
Serafim &'/rmao.
ANDRADE LEAL
COM
FABRICA DE CALDEIREIKARIA
Na rua Imperial n. 118 e 120, e deposito na
rua Nova n. 27.
Scienlficam aos destiladores c senhores de enge-
nho, que com algum Irabalho c despendi, conse-
guirn! um novo inelhoramenlo para us alambiques,
SMacoujunelaiiicnlc resrilarem o caxixi, pruduzin-
trem cada deslilacAo sejn accumularcomo al aqu
acconlece, ou misturar com a uarapa : pois com esle
novo raelhorarru>)ilo ha economa de combuslivel e de
lempo, podendi|fclevar-se a inaior grao alconlico, e
alem disso mclhora a qualidade da agurdenle que
uao -alura inipieuiiiaiia ou o quo vulgarmente se
chama eslurro uu queimada.)
No dia 23 do un rente, pelas 9 horas da ma-
nhaa, indo una prela vclha alravessando o largo do
Collegio com una bandeja ua cabeca, naqual iamos
objeclos abaixo declarados, dous homens .pardos!,
sendo um descalco, chegaram-se a preta c em quanlo
iimthe dava um (remend bofclAo que proslrou
por Ierra o oulro levou-lhea bandeja. Na rua Kirei-
la n. 88, lerceiro andar, 011 na rua do Vgario 11. 20,
d-se 509000 de grtilica^An a quem indicar quaes
foram os ladres, qje com lana audacia pralicaram
o roubo cima referido, ou poder apprehender al-
gum dos objeclos roubados, indicando a pessoa que
11 tiver. O roobo consiste em 1 passador com casso-
Icta, 1 annelao, 1 innel com letreiro amizade, 1 dilo
eom 3 hrilbanlts, 1 pulecira esmaltada de verde, 1
par de borzeguins rxos para senhora. 1 pcnle de
tartaruga para alar cabello, 1 vestido de cassa roxa,
e oulro branco de cambraia de salpicos, 1 mantelete
de seda roxa furia-cores, e roupade menina etc. etc.
Na rua do Rangel 11. 38, se d dluhciro a juros
sobre pen'iores de ouro e prala.
Quem precisar alugar um escravu prelo, para
o seryieo de casa e rua, para qualquer armazem, ca-
patazia, trapiche e .prensa de algodao, dirija-se a
qualquer hora do dia i rua da Solcdadc, que segu
para o Manguinbo, no silio dos 4 lees, que achara
quem Iralar.
Homrcopathia. (d)
CLNICA especial das MO- S
LESTIAS NERVOSAS. ^
Hysteria, epilepsia ou gola co- J
ral, rlieuraatismo, gota, paralv- j?
8a, defeilos da falla, do ouvido e w
dos olhos, melancola, cephalalgia &
p) ou dores do caheca/'.iencliaqueca, !$>
<) dores e tudo mais que o povo o> (A
^ nhece pelo nome genrico denar- (
it As ln'!,esl'a9liervos'li rcquer.em mpilas ve- ^
^) zos, alin dos incilicainenlos, o emprego de
|i* oulros meios, que despertem ou abalr a fi.
JT seusibilidade. Estes meios possuo eu ago- W
t^j; ra, e os ponbo a disposicao do pnbliA.' \
Ci '""'"Ib's lodos os dias (de graea para os T*
pobres,, desdeas 9 horas da manhaa. al '&)
as duas da larde. (t
As consullas c visitas, quando nao poderem ^
V)t ser feilas por mini, o serao por um medico v9
(/? deniinlia maorronfianca: rua de S. I'ran- fi
7 risco (Mnndo-Novo, n. ii8 A.Dr. Sabino *2
(0 Olegario I.udgero Pinho. O
PIANOS.
Paln Nash & C. acabam de receber de Londres
dous elegantes pianos, felio vertical, de Jacaranda,
iguaes em qualidade e vozes, aos dos bem condecid
autores Collard & Collard, rua do Trapiche Nov
n. 10.
DENTISTA FRANCEZ.
^ Paulo Gaignoui, estabelecido na rna larga
9 do Rosario n. 36, segundo andar, colima den-
;* tes com gengivss arliliciaes, e dentadura com-
P5 pleta, ou parte della, com a pressao do ar.
j Tambem tem para vender agua denlifricedo
^ Dr. Picrre, e p para denles. Rna larga do
j Rosario n. 36 segundo andar.
Na rua de llorlas n. 142, primeiro andar, pre-
t isa-so de urna prela escrava para o servico d pon
ca familia.
Precisa-sc de urna escrava para o servico de
urna casa de pouca. familia : na rua do Hospicio 3'
casa nova i direita depois de passar o quartcl.
Precisa-se alugar um silio pequeo para um
homem solleiro : quem o livor pode dirigir-se rua
do Trapiche n. 38^ armazem do Sr. Miguel Carneiro.
Manoel Antonio Teixeira vende o -seu buhar e
lodos os seus pcrlences: a tratar na I.incela n. 2.
Lava-se o engomma-se com toda a perfei^Ao e
aceio : no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado 11. 15.
@:S*S3;:-t
St O Br. Joo Honorio Bezerra de Menezes,
;-:; formado em medicina pela faculdade da Ba- f
38 bit, oflerece seus prestimos ao respeilavel pu-
blico desla capital, podendo ser procurado a 55
Ti qualquer hora em sua casa rua Nova n. 19, @
@ segundo andar: o mesmo se presla a curar PC
gratuitamente aos pobres.
J. Jane dentista,
contina rezidir na ruaNova, primeiro andar n. 19.
9 O Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho mu-
9 dou-se para o palacete da rua de S. Francisco
^ 'mundo novo) n. 68 A. ^
* @@8
O cautelista Salustiano de Aquino
Ferreira avisa aorespeitnvel publico, que
as suas cautelas offereccm mais vanlagem, do que as
cautelas dos oulros caulelistas, c abaixo vao notados
os presos dellas.
Preco das cautelas dos oulros.
Ouarto 21T700 2d00?000\ Sorlc correspondente
Oilavos 1*500 l:150!jOOO(aos 10:0005 com odes-
Uccimos I92OO 920jOO(contodeSpor;doim-
Vigesimos 600 46rj0i posto ceral.
Quarlos 2Jf70O 9203000 Sorle correspondente
Oilavos 18500 4G030O0laos 4:0005, com o des-
I leomos I92OO :tifI MUt ruino ,!,. s ,-i.r .lo im-
Vigesimos 600 184jOOO) posto geral.
Quarlos 26700 2309000} Sorte correspondente
Oilavos 19500 11590001. a 1:000, como descon-
Itecmos 1200 925000(lo de 8 por do impos-
Vigesimos 600 469000; tn geral.
PrefO de tuai cautelas.
29700 2:5009000; Sorte correspondente
1900 1:2509000? aos 10:0009, sem odes-
I92OO 1:(KK)-900fl /cont de8 por % do im-
Vigesmos 600
Quarlos 29700
Oilavos l9-)00
Decimos 19200
Vigsimos 600
g
4>
i
i
COMPRAS.
Vende-se urna casa terrea na rua de llorlas n.
56: a tratar na rua do Livramenlo casa n. 24, pri-
meiro andar.
ATLENCAO' AO BARATEIRO.
Vendem-sc os verdadeiro* charutos de S. Flix,
pelo dimiduto preco de 19200 : na rua da Seoxala
Velba n. 70. segundo andar.
Vendem-e Itleicravos, sendo 4 molecotesde
idade de 15 a 18 annos, 2 esrravas de todo servico,
4 dilos de servico de campo, de bonitas ricuras: na
rua Direita n. 3.
Compram-se patacOes brasileiros e
hespanhes : na rua da Cadeia do Recife,
luja de cambio 9. 24.
Compra-se unta porcSo de pes de larangeiras
da China', promptoe em caixoles para embarque :
quem os tiver, qoer'endo vender, falte na pra* do
Corpa Sanio n. 6, escriptor io.
Compra-se a troco de lijlos de lodas as quali-
dade-. um prelo anda mesmo de meia idade, mas
sem 1 icios nem achaques: quem pretender annun-
cie.
Compra-se urna escrava de 20 a 26
anuose idade, que saiba coser eengom-
mar ; agradando nto se olha a preco :
quem a tiver podera' levar a rua do Vi-
gario n. 19, lgundo andar, no escripto-
rio de Machado & Pinheiro, para tratar.
Compra-se patacOes brasileiros e hespanhes,
em grandes e pequeas purretes : na rua do Trapi-
che, armazem n. 38, de Miguel Carneiro.
Compram-a escravos de 10 a 22 annos para se
exportar, tendo boas figuras e habilidades paga-se
bem : na rua Direita n. lili.
Na rua das Flores 11. 37, primeiro andar, com-
pra-se nolre dame de Pars, de Vctor Hugo, em se-
gunda mao.
Compra-se ama escrava prela, ainda moja,
bem parecida, sem molestia c vicio algum, e que se
venda por alsuma oulra circunstancia, que saiba
coser, on^nininar, cozinhar, lavar, e sirva para casa
e rua : quem a tiver, drija-se a qualquer hora do
dia a rua da Soledadc, logo ao sabir para o Mangui-
nd, no silio dos 4 loes, que achara com quem tra-
tar.
Compra-se urna escrava de dezoito
a vinte cinco annos. de bonita figura, que
tenha habilidades e sobre tudo seja boa
cozinheira : na rua do Trapiche n. 11.
Compra-se urna prela moca : quem tiver diri-
ja-se a Fora de Portas n. 127.
Compra-se na taberna do pateo do Carmo, qui-
na da rua de llorlas n. 2, vidros de bocea larga e
usados.
VENDAS
AVISO AO COMMEKCIO.
Manuel v\ Villan leni a honra de participar aos
Srs. legistas, que Se chara sempre na sua fabrica,
rua da t'.ruz n. 50, um esplendido aortlmenlo de
chapos de sol paia homens e sen horas, lano de
seda como de panno, os quaes vendem-se em porcilo
de urna dnzia para cima, epor precos mdicos. *
Quarlos
Oilavos
Decimos
Vigsimos 600 5009000) pesio geral
Quarlos 2700 1:0009000} '^orle correspondente
Oilavos 150 500SOOIH aos 4:0009, sem o des-
Decmos 19200 4009000/conlo de 8por 2009000; posto geral. %
2590OO) Sorle correspondente
12.V5OOO (a 1:0009, sem o descou-
IOO9HOO fto de 8 por % do impos-
.-,09000)10 geral.
Salustiano te Aquino Ferreira.
LOTERAS DA PROVINCIA.
O thesoureiro geral das loteiias avisa,
que se acham a venda os bilhetes e meios
da primeira parte dajegunda lotera a'
beneficio do hospital Pedro II., na. tlie
sourqria das loteras, rua do Collegio n. 15,
na praca da Independencia n. i, e na
loja do Sr. Arantes n. 13, rua do Qnei-
madons. 10 e 59, rua do Livramento n.
22, aterro da Boa-Vista n. 48, praca da
Boa-Vista n. 7. Corte a mesma loteria
impreterivelmente no da 18 de agosto, as
!) horas da manhaa ; e os bilhetes estao a'
venda ate o dia 17 as C horas da tarde.
Preco inteiros lOi'000
u meios 5j(000
Kosa-se aos Srs. Jos da Cosa Albuquerque,
Antonio Jos Pereira de Mendonca, Manoel da Cos-
a Alccrm, Angela Maria Custodia, Francisco Al-
vos Casins, Manoel Jos de Almeida Costa, Francis-
co M nm/. de Almeida, Manoel da Silva (luiraariles,
lenlo Marlins doncalves Lisboa, Joao Ferreira da
("osla, Joaquim Jos de Albuquerque, Jos Marlins
Ferreira Coilinho, Antonio Jos Marlins. Manoel
da Silva Coulo, Thomaz T4mcs, apparecerem 110
aterro da Boa-Vista n. 45, segundo andar, a nego-
cio.
s;stSE-@@t*:9@ses@
S Antonio Aprzino Xavier de Brilo, Dr. em JS
2 medicina pela laculdade medica da Babia, re- @
t>-side na rua Nova n. 67, primeiro andar, 011-
de pode ser procurado a qualquer hora para o
49 exerccio de sua prolissao. $
@@S@@S3:@g@@@S@
ASSOCIACAO' COMMEKCIAL DE PER-
NAMBUCO.
A commissSo nomeada pelos senhores
subscriptores para distribuir importan-
cia agenciada por esta associaco [>ara os
prejudicados com a innunduco de 22 de
junho, convida aos que mais solireram
com tao funesto acontecimento e licaram
redtizidos a* indigencia, a apresentarem
seus requerimentos acompapliados de at-
testados circunstanciados de pessoas ves-
peitaveis do lugar de sita residencia, para
seiem attendidos. Devendo taes requeri-
mentosserem entregues ao arcliivista da
assoctacao, no largo do Corpo Santo, at
o dia 1 ."> de agosto prximo futuro A. V.
da Silva Barroca, secretario dti commis-
sao.
Antonio Marques Soares, cidadfi obrasileiro,
vai fazeruma viagem a Europa.
Offerece-se urna pessoa para lomar conla de
orna taberna por balanco ou sem elle, porque tem
bastante pralica, cuja pessoa ainda esl arrumada, e
despede-se da casa em que esl por nilo estar salis-
feilo : quem precisar aununcie para ser procurado.
Alugam-se as lojas da casa 11. 44 da rua da
liuia : a Iralar na rua do Collegio n. 21, segundo
andar.
Precisa-sc de um feilor para um^sitio: no
aterro da Boa-Villa 11. 13. "V/
Aloga-se um bom armatem proprio para re-
colher gneros da alfandcga na travessa da Madre
de Dos n. II : a Iralar ua praca do Corno Sanio
11. 13.
Aluga-se um silio muito srande, em Sanio
Amaro, com dous viveros, muto arvoredo de fruclo,
boa casa de vivenda, baixa com capim, e lem pasto
todo o anno para 6 vaccas : os prclcndenles dirjan-
se rua de Apollo n. 4 A.
Precisa-se de una prela pata carregar caixoes
com almoros e janlares ; quem a tiver para alujar,
dirijo-se alraz da matriz de Sanio Anlonio, casa da
esquina n. 20.
Precisa-se de 2009 rs., com seguranza em una
escrava: nesla hpographi.i s llie dir quem pre-
cisa.
PUBLICACAO' RELIf.IOSA.
Sahio luz o novo Mcz de Maria, adoptado pelos
reverendissimos padres capucliinhos de N. S. da Pe-
nha desta cidade, augmentado com a novena da Se-
nhora da Conceicflo, e da nolicia histrica da me-
dallia milagrosa, e de N. S. do^Bom Conselho : ven-
de-se nicamente Ba livraria n. 6 e 8 da praca da
independencia, a 1Q000.
NO ARMAZEM DE C.J.ASTLEY
ECOMPAMIA, QtA DO TRAPICHE N 3,
ha para vender o seguirte :
Cal branca franceza.
Folha de flandres.
Estanho einjverguinha.
Cobre delr.28.
Azeite de Cql|a.
Champagne^ marca A C.
Oleados para mesas.
Tapetes de laa para forro de salas.
Formas de folha de ferro, pintadas, para
fabrica de assucar.
Ac de Milao sortido.
Lazarinase ca vinotes.
Papel de paquete, inglez-
Brimde vela da Russia.
Graxa ingleza deverzni para arreios.
Arreio* para nm e dous cava los, guarne-
cidos deprata e de latS.
Chicote* e la mpeoes para carro e cabriolet.
Cabecadas para montana, para senhora.
Esporas de ac prateadas.
Ch umbo em lencol. /
Vende-se 1 escravo, crioulo, de 28 annos de
idade, bonita figura, proprio para'armazem de assu-
car ou oulro qualquer snico ; aGanca-sc o niio ser
lidiado nem fujo : na rna da Senzala Nova n. 30.
Vendem-se 2 molecotes de 20 annos, de boni-
tos figuras e sem vicios, um dos quaes lie meslre re-
finador, e ambos lem muia pralica de armazem de
assucar: na rua dos Quarteis n. 24.
Vende-se um cabriolet novo com lodosos seus
pcrlences : na rua do Arage n. 6.
Na rua dos Marlyrios n. 14, se dir quem Ven-
de 1 rica cadeia de relogio, 2 pares de brincos, um
liso i oulrn lavrado, 2 enfeites para cinleiro, 1 boni-
to annelo com um grande diamante, 1 medalha cra-
vada de diamantes, 2 resplandores, um pequeo c
oulro maior. 1 volla de corda fino, tudo de ouro de
le e sem feilio.
Vendem-se peneiras de rame: na padaria da
rua larga do Kosario n. 48.
Vendem-se meias de linho para homem, peto
barato preeo de 39200 a duzia, lavas de terral a
560, loalhas de linho a 89000 a duzia, bonitos caitos
e urinal.las de flores, franjas de retroz para maule-
lele*: na roa larga do Kosario n. 48. '
Vende-se a posse de nm grande terreno no
Caldcireiro, que faz frente para a casa do fallecido
Francisco Jacinlho, com 1,010 palmos de frente, por-
que m desde a estrada do Monteiro al quasi ao
rio, a e-tremar com a Iravessa do Dr. Alcanforado,
terreno muilo bom, que esla grande cheia nao o
alagou, do lado da sombra e muito fresco, proprio e
bom para se edifirar bons predios de campo ; ven-
de-se todo por junto ou dividido em 4 porches de
230 palmos de frente com lodo o fundo que lem, a
dividir pelos fundos com o silio que fui do San pam :
quem o quizer procure ao major Antonio da Silva
usmo, em sua casa na rua Imperial, todos os dias
uleis alcas 9 horas da manhaa, e nos domingos lodo
o da, ou lodos osdias das 9 horas em dianle. no seu
armazem da illuniinaeao. rua ou boceo do Carioca.
Chapeos de sol moilo grandes, com cabos de
can na e baleas, muilo fortes, de seda de todas as co-
res e qualidades, lisos e lavrados, proprios para a
chova, por preco muilo commodo ; na rua do Col-
legio n. 4.
CHAPEOS BE SOI. A 49800.
Na rua do Collegio o. i, vendem-se chapeos de
sol de seda pretos e de cores, armaeilo de balea, ca-
bos linos, os quaes avista da qualidade ninguem dei-
\.u.. de comprar, e oulra- muilas qualidades, por
preco razoavel.
Na rua das Cruzcs n. 22, vendem-sc 3 ptimas
escravas de bonitas figuras, 1 crioula de 20 annos,
engommadeira c cozinheira, cose bem chao e lava de
saban, e 1 dila chegada do mallo, propria para lodo
servico de rua.
Para os fumantes que nao querein iucommo-
dar, nem lao pouco seren incominodados, vendem-
se muito bous nhosphorus de nova inveneao, e com
a proprcda.le de em qualquer parle acender, pos
lem composcao metlica ; cheguem freguezes, que
coniSO rs. evila-se de incommodar e ser iurnmnio-
dado : no Bazar Peruanihucauo, na rua Nova 11. 33,
Vende ae um prelo, crioulo, de 30 anuos, potw
co mais ou menos, scm \ icios nem achaques, c muilo
possanlc ; na rua do Aniorini n. 2..
Chapeos e esleirs muito barato a
dinheiro.
Vendem-se esleirs em ceios a 14>IMK), chapeos
de palha no>os, ocenlo a 129000, cera amarella, di-
la de carnauba, rourinbos miudos, sola e 2 toalhas
de la.'iM inllio com bien, ludo para liquidar contas :
na rua da Cruz do Recife n. 33, em casa de Si A-
raujo.
Vende-te una cama de amarcllo ciivcmisada,
em muilo bom estado : quem a quizer comprar, di-
rija-se as Cinco Ponas, taberna n. 71.
Vende-se una escrava por prec,o commodo que
faz todo servico de casa c ensalma : no aterro da
Boa-Vista n. 20, segundo andar.
Vende-se um prelode oacao, com25 anuos de
idade, pouco mais 011 menos, cozinhaOdiarlo de urna
casa e he hbil para lodo o servico : quem o pre-
tender, drija-se em Tiira de Portas, rua do Pilar n.
85, segundo andar ; ao comprador se dir o muli>o
da venda.
VELAS DE CARNAUBA.
Vendem-se muilo superiores velas de cera de car-
nauba, chesadas recenleinenle du Araralv, por me-
nos do que em oolra qualquer paite : na rua da Ca-
deia do lenle n. 31, primeiro andar.
Carro e cabriolet.
Vende-se um carro de 4 rodas com 4 assen- *f
4) tos, e um cabriolet. ambos em pouco uso, e (0
cavados para ambos : na rna Nova, cocheira j
de Adnlphe Bourgeois. $
ic ; @
Cassas francezas a 520 o covado.
Na rua do Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vendem-sc cassas francezas de muito bom
goslo, a 320 o covado.
Na rua do Trapiche Novo n. 16,
vende-se:
PAPEL PARA IMPRIMIR, formato gran-
de e peqaeno.
PAPEL ALMACO azul e branco, chanta-
do Marfim Superior, em resmas de 500
tullas, e outvas qualidades mais ba-
ratas.
PAPEL DE PESO muito snperior, proprio
para escriptorio, e outras qualidades
maisem cotila.
PAPEL DE CORES, em formato grande.
UMA PEQUEA porcao de lonas boas.
TAPETES de superior qualidade recente-,
mente chegados.
ALVAIADE DE ZINCO, acompanhado do
competente seccante, muito recom-
meadavel pela grande superioridade de
tinta que produz.
PREGOS DE FERRO em bom sortimento.
Vende-se boa earue do sertao a 200 rs. a libra :
naruaAufesta, n.f.
A BOA PITADA.
Rap de Lisboa do mais fresco que tero vindo a
osle mercado em botes de libra: vende-se na rua
do Hueimado 11. 9, loja de Antonio Luiz de Olivei-
ra Azevedo.
\ endose urna parda moca, que engomma com
perfeieo, cose, cozinha, corla vestidos e camisas,
veste bem urna senhora e he de boa conduela: na
rua dos Quarlcis n. 'O.
M FAZEXDAS BARATAS.
V Rua Nova r>. I (i. deJw Luiz Pe-
S reir & FilWtT -
"J Vendem-se cliilas finas a 140 e 160 rs, o
r) covado.
,* Cassas francezas de bonitos desenhos a
W 400 rs. 1 vara.
(f5) Cambraias .-iberias cor de rosa e azul a
Z 28500 rs. o corte.
<>7 Vestidos de cambraia com barra azul a cor
(\ de rosa a 29500.
2Z Ditos de 1 a 3 babados a 49000.
(y) Dilos de seda escoceza de 2 e 4 babados a
(4k 129 o 159000 rs.
*^ Cambraias de seda a IO9OOO rs. o corte.
sP) ',;las e<,'UC1''-'" padres novo, a 800 rs. o
ZZ covado.
V> Romciras de fil c cambraia bordada a
29500 rs. W *
*" Capntnlios e camisas de dita, 5J000 r.
(fj) Dilos de seda prela e de cores, 129080 rs.
Chapeos de seda para senhora, a 129000 e
119000 rs.
iS) Ditos para meninas e'maninos de 28500 a
Z 79000 rs.
W Chales grandes de cambraia, a 19400 rs.
(A Dilos de laae seda a 29OOO e 29400 rs.
2 Lencos de seda muito grandes a 20000 rs.
^) Dao-se amostras de ludo com penhores.
BARATO SIM, FIADO NAO.
Para liquidadlo a 400rs, o covado I !
Vendem-se as mais pruprias fazeadas modernas
para vestidos de senhora meninas, intitulada or-
leans. de seda furia-cores, eom msela, pelo diminu-
to preeo de 400 rs. cada covado : na roa do Quei-
mado loja u. 17, ao p'da, botica, de Faria & Lo-
pes.
Vende-se orna prela, crioula, moca, de bonita
figura, propria para campo, ou para vender na rua:
na cocheira da iravessa do Ouvidor.
Vendem-se ptimos terrenos para edificarem-
se casas, as ras do Alecrim e Palma : a fallar com
M. Carneiro.
Vende-se a armacSo da loja da rua Direita n.
II, com o Iras'passo das chaves da mesma. a qual he
propria paranualquer eslabeleciraento : a Iralar na
rua do Livrarento 11. 29.
Vende-se um oilanle e diversos livros nuti-
cos, sendo urna laboa por Cal le. e oulra porNovie,
e um mappa, tudo em bom uso : quem pretender
aununcie.
NO CO.VM LTORIO IIOIII (l> lTllll II
DO
, DR. I\ A. LOBO HOSCOSO.
Vendem-se as seguinles obras de homeopalhia em
francez :
Manual do Dr. Jahr, 4 volumes 168000
Rapop, historia da homeopalhia, 2 volumes 169000
Harlbman, tratado completo das molestias
dos meninos, 1 volume IO9OOO
A. Teste, materia medica liom. 89000
Be Fayole, doutrina medica liom. "90O
Clnica de Staoueli 119000
Carlina, verdade da homeopalhia 49OOO
Jahr, tratado completo das moleslias ner-
vosas 69OOO
Diccionario de Nysten 109000
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto, em
barrisde-^., 5. e 8.: no armazem da rua
do Azeite de Peixe n. 14, ou a tratar no
escriptorio de Novaes & Companbia, na
rua do Trapichen. 54.
DEPOSITO DE POTASSA E CAL DE
LISBOA.
Na rua de Apollo, armazem de Leal
Reis, contina a ter as legitimas qualida-
des de potassa da Russia eda America, e
cal virgem em pedia, tudo por preco a
satisfazer aos seus antigos e novos fregue-
zes.
Vende-se
CHARUTOS DA BAHA. .
Aelia-re espostes lo balcAo da toja de lloa\ entura
Jos de Castro Azevedo, na rua Nova n. 52, urna
grande porc,3o de charutos da Babia, que para se
acabar com elles est-se vcudendo pelo diminuto
preco de 640 a caita, e anda eiisle urna pequea
porfo dos de S. Flix, que foram annunciados, pelo
prejo de I9OOO. ea boa qualidade j> est sabida pe-
la maior parte dos seus amantes.
Vende-se urna parda de 18 a 20 annos, propria
para campo 011 ama por ser carinhosa, lava r lem
principio de engOOMBado e costura, sem virio akum,
muilo sadia c he de fora, vende-se por prerisao : na
rua de llorlas 11. 60.
Vendem-se 2 muidlas premiadas, 3 negros de
nacan, 1 dilo crioulo, e 1 negra premiada : na rua
da Senzala Velba n. 70, segundo ou lerceiro anda-
res, se dir quem vende.
Saccas com milho.
Na rua do Vigario n. j)3, vendem-se saccas com
milho, por preco commodo.
Vende-se I carro de 4 rodas para 2 cavallos,
muilo bonito e maneiro, novo, que foi mandado fa-
zer de eucommenda para pessoa particular, e|de bom
gosto : na travessa do Ouvidor, na cocheira, para
ver c njuslar. ^
Quem deixara' de comprar fazendas por
menos do seu valor,
como sejam : corles de cssemiras lisas de cores com
msela a 48000. cortes de col lotes de gorgorito de li-
nho c de seda de novos padroes a 1&600, merino pre-
lo setim moilo fino a 28000, brins trancados de linho
de cores modernas, fingindo casemirss, a 800 rs. a
vara, ditos pardos de puro linho muito fino a 640 a
vara, chita franceza de quadros a 200rs. o covado, e
onlras fazendas por bailo proco : na rua do Quei-
mado, loja n. 17, ao pe da botica.
iV
LOJA DO BARATO,
Rua do Crespo n. 14, lado do norte,
de Das e Lemos.
Chitas acabocoladas com novos desenhos c pannos
muilo eucorpados, cores finas, a 160 o covado, ditas
de padrfies miudinhosa 180, dilas de cores com pa-
droes fingindo cassa a 200 rs., rscadinhos de quadros
miudos, cores fizas, a 160 o covado, dilos fralteezes
com 4 palmos de largora, fazeuda muilo fina, a
240 o covado, cortes de eessa chita com ramagen* de
de cores a 19800, alpacas prelas a 400 rs. o covado,
ditas linas com lustro a 700. rs,, dilas lavradas a 800
rs., sarja de laa da primeira qualidade por ser en-
eorpada a liO o covado, sargelim lavrado para forro
a 180 o covado, riscadinho de linho de listras 4jadi-
nhas a 200 rs. o covado, algodao mesclado e dorm-
irs, muilivencorpado, proprio para servico decam-
po, a 180 o covado, rufao, fazeuda de algodao mes-
dado, de varias cores, propria para calcas e palitos,
a 200 rs. o covado, cortes de meia casemira de qua-
dros e listras a 19300, dilps de brim de quadrinhos a
19200, cobertores brancos de algodao da fabrica da
linliia a 360, e Brandes a 640 cada um ; finalmente
nesla loja ba om rico sedimento de tudo, e por isso
aproveite quem quizer comprar barato, dndose
amostras de ludo quanlo so aanuncia, deiandb seus
competentes penhores.
Com pequeo loqne de copim, vende-se panno
fino verde cor de garrafa, de superior qualidade, e
pro va de limito, a 3#300 o covado : na rna da Cres-
po, loja da esquina qoe volla para a cadeia.
Vela de carnauba dojjAracatv,
Vendem-se na rua da Cruz armazem de eouros e
solo n. 15, encllenles velas dev6, 8 e 9 em libra,
xm de 30 a 50 librffe cada urna, e por commodo
Ao*tabricantvltre velas.
No armazernTle Domingos Rodrigues Andrade &
Companbia, rna da Cruz n. 15, vende-se muilo supe-
rior cera de carnauba do Aracaty e Asen, em porgan
e a retalho ; e alm de se pesir na occasiao da entre-
ga se descontara orna libra de lara em cada sacco,
como he costme.
Relogios inglezes de patente.
Vendem-se a preco commodo, em casa de Barroca
& Castro, na rua da Cadeia do Recite n. 4.
PARA A FESTA.
Sellins inglezes para Jiomem e senhora
Vendem-se sellins inglezes de pa-
tente, com todo- os portemos, da me-
lhor qualidaae que tem viudo a este
mercado, lisos c de burranne, por
preco muito commodo : em casa de
Adamson Hoie & Companbia, rua
do Trapiche n. 42.
Vende-se urna balanza romana com lodos os
seus pcrlences. em bom uso e de 2,000 libras : qoem
a pretender, dirija-se rua da Cruz, armazem n. 4.
' COBERTORES.
Vendem-se cobertores detapelea 800 rs., kilos mol-
i grandes a 19400, dilos brancos com barra da cora
l280,colchas brancas com salpicos a 19000 : na loja
da rua do Crespo 11. 6.
Vende-se orna escrava, crioula, que engomma
e cozinba, urna dita que engomma pouco e vende na
rua. Iras escravos de meia idade, de muito boa con-
duela, ludo por preso razoavel ; na rua Bireila
n. 66.
chocolate francez de su-
perior qualidade: na rua da Cruz n. 26,
primeiro andar.
JL
Vcndem-se chapeos do Chyle
finos, ditos de fettro para se-
nhora e homem, branros, rozos,
castanhos e prelos, ditos de palhiuha Tranceza do
melhor gosto que he possivel, ditos francezes de
formas modernas : na praca da Independencia, loja
n.19e2l.
Na rua do Vigario n. Ifl, primeiro andar, ven-
de-se cera lano em grume, como em vellas, em rai-
zas, com muito bom sortimento e de superior quali-
dade, chegada de Lisboa na barca Gralidao, assim
como bolachi nhas em latas de 8 libras.e farello muito
novo em saccas de mais de 3 arrobas.
Sj Deposito de vinho de cliam-
0) pague Cliateau-Ay, primeira qua-
Q lidade, de propriedade do condi
A de Mareuil, rita da Cruz do Re-
" cife n.' 20: este vinho, o melhor
de toda a champagne vende-
ja se a nC.S'OOO rs. cada caixa, acha-
" se nicamente em casa de L. Le-
w comte Feron & Companbia. N. B.
9 As caixas sao marcadas a fogo
($ Conde de Mareuil e os rtulos
6k das garrafas sao azues. Q
MMI dOSS 3
AOS SENHORES BE ENC.ENHO.
Cobertores oscuros muilo grandes c eucorpados,
dilos branros com pello, milito grandes, imitando os
de lila, a 19400 : na rua do Crespo, loja da esquina
que volla para a cadeia.
Sao chesadas as j bem conhecidas velas de
carnauba da fabrica do Sr: Manoel llias.do Aracaty,
por preco rummodo : na rua da Cadeia do Recite lu-
ja de miudezas n. 7, de Anlonio l.opcs Pereira de
Mello & C. Na mesilla loja eislc um completo sor
lmenlo de caixas com chapos de fcllro da bem co-
nhecida fabrica de Jos de Carvalho Pinto & C. do
Rio de Janeiro ; assim como chapos do Chile muito
linos, ludo por preco commodo.
Vendem-se superiores >elas de cera de carnau-
ba de !l em libra em caixas de 30 e lanas libras, as-
sim como de unas miadas em ceios; sapajes de
lustre, dilos de couro de becerro c linde, muilo bem
leilns, com orclbas ; dilos de :i solas para soldados,
e bolios de boa qualidade ; ludo por preco muito
commodo : na iua da Cruz 11. 13, segundo an-
dar.
Cera etn velas, sorlidas, eem caixas
de 100 c de ">0 libras ; vende-se por preco
barato para fecho tic contas : trala-se na
rua do Vigario n. 19. segundo andar, es-
criptorio de .Machado A Pinheiro.
Vendem-se 2 rasas terreas, no aterro dos A fo-
cados, onde anualmente se acha parle da fabrica de
sabio, tem Brandes terrenos que bolain os fundos
para o rio Capibarihr, e reudem anniialmenle .ik 1-:
quem as pretender, enienda-se com o proprielario,
na prac.i do Corno Sanio 11. 6, escriptorip.
Vendcm-se os mais ricos pianos
com excellentes vozes e por precos com-
modos: na rua do Trapiche n. 5 em ca-
sa de J. C. Rabe.
Cemento Romano
vende-sena ruada Cruz armazem n. 13.
Vende-se um braco de balanc.a de ferro grande
do autor Romao, com conchas e crrenles de retro,
proprio para qualquer armazem de assucar, 2 emDO-
nos de redro, 2 canoas de carreira novas : os pre-
lenderitcs. dirijam-se a Anlonio I-eal de Barros, na
rua do Vigario n. 17.
Quem quizer possuir nma negra crioula. mu 1-
lo moca, que no estado de hoje era para7009 000 .,
vende-sc por 3509000 ; o motivo se dir ao com pra-
dor : na rna Bireila n. 19, se dir quem vende.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da inveneao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Rerlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o metbodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companltia, na rua da
Cruz, n. 4.
LFNCOS BE CAMBRAIA DE LINHO A 4S500 A
DUZIA.
Na rua do Crespo n. 5, esquina que volla para a
rua do Collegio, vendem-ee lencos de cambraia de
linho linos em caixinhas com lindas eslampas, pelo
barato preco da 49500 rs. a dnzia, para acabar nma
pequea porc,ad qne ainda reala.
J acaranda'j feo boa nbal idade :
vendem Antoniod Ljmeida Gomes &
Companhia, rua do Trapiche Novo n 1 6,
segundo andar.
Cola da Babia, de qualidade esco-
Ihida, e por preco commodo: a tratar na
rua do Trapichen. 16, segundo andar,
com Antonio de Almeida Gomes & Com-
panhia.
Louca vidrada, recebida ba pouco
da Babia, com bom sortimento : vende-
se na rua do Trapiche n. 16, segundo
andar.
Genebra verdadeira de Hollanda,
em frasqueiras, chegada este mez, sendo
alguma da mais superior" que se faz na-
quelle reino ; vende-se na rua do Tra-
piche n. l, segundo andar.
Vende-se fumo em, riba, de varias
qualidades, escolhidas e jRas : a tratar
-
1
AMS.
SALSA PARRIIHA. S
Vicente Jos de Brito, onico agente em I ernam-
bnco de B. J. B. Sands, chimico americano, faz pu-
blico que lem chegado a esla praca urna grande por-
cao de frascos de salsa parrilha de Sands, que sao
verdadoiramenle falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devem acaule lar os consu-
midores de tao precioso talismn, de cahir neslc
ensao, tomando as funestas consecuencias que
sempre coslnrnam Irazer os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela mao daquelles, que antepoem
seos interesses aos males e eslraaos da humanidade.
Porlanto pede, para que o publico se posea livrar
desla fraude e dislingua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recenlemtfnte aqui chega-
da ; o annuncianle faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em sua botica, na rua da Couceicao
do Recife n. 61 ; e, alm do receiluario que acom-
panha cada frasco, lem embaixo da primeira pagina
seu nome impresso, e se adiar sua firma em ma-
nuscriplo sobre o involtorio impresso de mesmo
jracos.
Vende-se um cabrioiei com sua competente
robera e arreios, ludo qoast novo ; assim como 2
cavallos do mesmo j ensinadose mansos : para ver,
na cocheira do Pedro ao p do arsenal de marinha, e
para tratar, na rua do Trapiche Novo n, 14, primei-
ro andar.
DEPOSITO DE PANNO DE ALGODAO
DA FABRICA DE TODOS OS SANTOS
NA BAHIA.
Vende-se o superior panno de algodao
desta fabrica, proprio para saceos e roupa
de escravos : no escriptorio de Novaes &
Companbia, rua do Trapiche n. 3\, pri-
meiro andar.
cora Antonio de Almeida Gdmes d Com-
panhia, na rua dotrapichen. 16.
Vendem-se palitos frartcezes de brim e
hrelanha a39500 e 49000 rs-, dilos de alpaca
pretos e de cores a 8000, ditos de pauno fino
prelo e de cores a 16, IB e 2OOO00 rs., ludo
da ulliena moda e beca acabado: na rna
Nova, loja n. 16, de Jos Luiz Pereira &
Filho.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons elfeitos ja' experimen-
tados : na rua da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companbia.
Vende-se superior potassa nacional,
em barriquinhas, por preco muito com-
modo : a tratar no armazem n. 14 de Can-
dido Alberto Sodre da Motla, na rua do
Azeite de Peixe, ou na rua do Trapiche n.
54, com Novaes & Companhia.
Vende-se nm excedente carrnho de 4 rodas,
mui bem construido, eem bom estado ; esla expotlo
na rua do Aragao, casa do Sr. Nesme n. 6, onde po-
dem os prelendentes examina-lo, e Iralar do ajuste
com o mesmo senbor cima, ou na rua da Cruz no
Recife u. 27, armazem.
VELAS BE CERA DE CARNAUBA.
Vendcm-se velas de cera de carnauba, em caixas
pequeas e grandes, de mallo boa qualidade, feilas
no Aracaty : na rua da Cadeia do Recife o. 49, pri-
meiro andar.
Na roa do Yigario n. 19 primeiro andar, tem pa-
ra vender-se chapeos de castor branco por commodo
prec,o,
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade dezinco, superior quali-
dade, por precos comtaodos : na rua do
Trapiche Novo n. fK
Tacas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o cbafariz continua haver um
completo sortimento de tainas de ferio
fundido e batido de 5 8 palmos de
bocea, as q ufe es acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
emLarcam-e*ou carregam-se em cario
sem despeza aov comprador.
Vende-se *peix\t secco de varias qualidades e
muito bom : na roa da Cruz 11.15. segundo andar;
assim como bolina de couro pelo diminuto preco de
29300 o par.
Vendem-se cobertores de algodao grandes a
610, e pequeos a 560: na rua do Crespo n. 12.
QUEUOSE PRESUNTOS.
Na rus da Cruz do Recita no armazem o. 62. de
Anlonio Francisco Marlins, se vende os mais supe-
riores queijos londrinoa, presuntos para' fiambre, l-
timamente chegado na turca ingleza t'alpa-
raiio.
Na rua da Cadeia do Recit n. 60, arma-
zem de Henrique Gibson :
vendem-se relogios de ouro desabonele.de paten-
te inglezes, da melhor qualidade e fabricados em
Londres, por preco commodo.
Na rua do Vigario t>. 19 primeiro andar, tem
venda a superior danella para forro de sellins che-
gada recentemente da America.
Moinhosde vento
'ombomlasderepiuopara regar borlase baixal
deeapim. nafundicaAdeB. W. Bowman : na rua
do Brum na. 6, Se 10.
Padaria.
Vende-se orna padaria muito afreguexada: a tratar
eom Tasso & Irmao*.
Devoto Chtistao-
Sahio a luz a 2. edico do livrinho denominado
Bevolo Cliristao.mais correlo e acrescenlado: vende-
se nicamente na linaria u. 6 e 8 da praca di In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s panno, moito grandes e
de bom goslo : vendem-se na rua do Crespo, loja da
esquina qoe volla para a cadeia.-
CAL E POTASSA;
Vende-se snperior cal de Lisboa e potassa da Rus-
sia, chegada recentemente : oa praca do Corpo San-
io, trapiche do Ba^bqsa.j, l_f-,
&
Vendem-se relogios deooroe prala, mai
barato de que em qualquer oulra parle
oa praca da Independencia n. 18 e 20.
Br poli to da futir oa de Todo* Vende-se, em casa de N. O. Bieber &C, na rua
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aquella fabrica,
muito proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por prec,o commodo.
Vcndem-se em rasa de Me. Calmonl & Com-
panhia, na praca do Corpo Santn. II, o segninte:
Vinho de M.ir-eilleem calvas de 3 a 6 dli/.ias, I i olas
em novel los ecarreleis, hreu em barricas muito
grandes, ac de milab suri ido. ferro ingles.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, c tai.xas de ierro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violiio e flauta, como
sejam,quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro,
Ajnela do Edwln Han,
Na rua de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmont
(i Companhia, acha-sc constantemente bons sorti-
menlos de laixas de l'err coado e balido, tanto ra-
sa como fundas, moendas inel iras lodas ile ferro pa-
ra animaos. a.aa. ele., dilas para a linar em inadei-
ra de lodos os tamauhos enlodlos os mais modernos,
machina borisonlal para va|>or com torca de
i cavallos, cocos, passadeiras de ferro eslauhado
para rasa de purgar, por ments proco que os de co-
bre, e-cu veus para uavios, ferro da Suecia, c tu-
llas de (landres ; tudu por barato prec,o.

)
r,
i
-
ESCRAVOS FGIDOS. .
Desappareceu no dia 23 do corrente, o prelo
in.irinheiro de nome Luiz, pertencente a tripolacilo
do brigue Santa Barbara Vencedor, o qual repr-
senla ter 30 annos de idade, rr fobj, baixo, nariz
chalo, lem algumas marcas de bexigas, e pouca bar-
ca, o qual be natural das Alaguaa ; roga-se por lano
a lodas as autoridades policiaes e capiles de campu
a sua apprehenclto, c leva-Io a rua/a Cadeia do Re-
cite n. 3, escriptorio de Amorin*' Irmos qoe ser
generosamente recompensado. -'
50t)000de gr.-ilificar.1o.
Besappareceo em marco do corrente anuo, da casa
de rranciseo Pedro da Silva, residente ero Maroim,
provincia de Sergipe, um negro por nome Pedro, de
nacao Angola, alto, magro, sem signaes no roste,
falla com algum embaraco, e he alm^disso meio
Tula ; pede-se portante as autoridades policiaes, co-
mo a qualquer entra pessoa, que apprehcndcndo-o,
'pieirani leva-lo i rua do Trapiche n. 17, onde se
gratificar co>n 509000.
. Desappareceu no dia 11 de Janeiro a prela Ma-
ria, de liarlo Congo, baixa, cheia do corpo, pcilos
pequeos, urna marca no rosto do lado direito, una
lellra E ouF nopeilo esquerdo, urna marca nu bra-
co direilo, a junio do p esquerdo virada para den-
tro, os denles aherlos na frente, idade pouco mais
ou menos 30 annos : qoem a pegar leve-a a rua do
Cableireiro u. 86, que ter 503000 rs. de gratificacilo.
Ausenlon-se da casa do Sr. Sebuslio Anlouio
do Reg Barros, em aaoslo de 1851, em oreasio que
-cachava morando no aterro da Boa-Vista, osen os--,
cravo, pardo, de nome Vicente, de altura regular,
que reprsenla tes 30 anuos de idade, pouca barba,
bons denles, olhos na flor do rosto, corpo c pemas
bem feilas, lando nos colovellos dos bracos dous lo-
binhos ; suppoc-se estar acontado em urna casa nes-
la cidade, e seu senhor protesta desde j por perdas,
dainos, dias deservido, ele. ele.; assim como gra-
tifica a quem o appreheuder.
* Desappareceu no dia 15 de Janeiro do rorrc%-
le anno o escravo Jos Cacange, de idade 40 aunos,
poocu mais ou menos, com falla de denles na Trente,
testculos crescolos, e cicalrizei as nadesas ; grali-
lica-se generosamente a quem o levar ao aterro da
Boa-Visla n. 47, segundo andar.
Ferai. T, M.T.tm FaxU.UU.
,'>


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