Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01518


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Full Text
ANNU XXX. N. 172.

SABBADO 29 DE JULHO DE 1854.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por*3 mezes vencidos 4,500.

* e..
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.

DIARIO
ENCARBKGADOS DA SrBSCKIP<:AO\
Rtscife, o proprielario M. F. do Faria; ttio de Ja-
nuiro, oSr. JooPereira Mariins; Babia, o Sr. F.
Duprad; Maeeiu, o Sr. Joaquim Bernardo deMcn-
doocs; Paraliiba, o Sr. Gcrvazio Vctor da Nativi-
dade; Natal, oSr. Joaquim Ignacio Pereira; Araca-
ly, o Sr. Antonio de Lemos Braga; Ceai, o Sr. Vic-
toriano Augusto Bordes; Maranbo, o Sr. Joaquim
51. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
i:\miiios-
Sobre Londres -2G 5/8, 26 1/2 ao par.
l'aris, 36o rs. por i f.
' Lislioa, 105 por 100.
a Rio de Janeiro, a 2 0/0 de rebate.
Ardes do banco 40 0 0 de premio.
da companbia de Bebcrihc ao par.
da companbia de seguros ao par.
DiscoDlo de lettras a 6 e 8 0/0.
HETAES-
Ouro. Onras bespanbolas. .... . 293000
Moedas de 6 100 velbas. . . 105000
de G^MOO novas. . . 1 (9000
de 4*000..... 99000
Prata.Palares brasileiros .... iD'.liO
130
mexicanos....... 180
PARTIDA nos cohiieios-
Olioda, todos r>s das.
Cariiar, linnito c Garanbuns nos dias 1 c 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex e Uurinuy.a 13e2S".
Goianna e l'arahiba. segundas e scxlas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PREAMAR l>K II0.1F..
I'riineira s 7 boras e -i2 minutos da inanbaa.
Segunda s 8 boras c 6 minutos da lardo.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commcreio, segundas cquintas-feiras.
Rclaco, terras-feiras o sabbados.
Fazenda, torras e sextas-feiras s 10 boras.
Juizo de orpbaos, segundas e quintad s 10 horas.
1." vara docivcl, segundase sextas ao meio da.
2.a vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
BPHEMEBIDE6.
Julbo 3 Quarto cresconle s \ boras, 1 mi-
nuto c 48 segundos da tarde.
i) 0 Lachoias4 horas, 6 minutse 48
segundos ila manhia.
) 17 Quarto mingiiante a 1 hora, 44 mi-
nutos e 4S segundos da manha.
25 La nova aos 47 minutos c 48 se-
gundos do tarde.
DAS DA semana.
24 Segunda. S. Francisco Solano m.
25 Terca. S- Tiago ap.; S. Chrislovo m.
26 Ouarta. Ss. Symphronio e Olvmpio rom.
27 Quinte S. Panlaleo liedico ni., S.Sergio ni.
28 Sexta. S. Innocencio n.; Ss. Narciso o Celen.
29 Sabbado. S. Marlha v.; Ss.iielrizuFInra min.
30 Domingo. S. Auna mai da SS. vjfccm mii de
Dos; S. Donalilla; S. Rulino m.
/
INTERIOR.
\

RIO DE J ANSIBO.
SENADO.
Bla 9 de junho.
X't 10 horase meia da manliAa, quando eslexe
reunido numero sufficiente de senadores, abre-se a
sessao, e approva-se a acta da anterior.
., Nio havendo expediente, enlra-se na
Ordem do da'.
Contina a ultima discussao, adiada pela liora na
- i antecedente, do projecto de resposta i Talla
do tbrono.
O Sr. Hollanda Cacaleanli: Sr. presidente,
lomci a palavra tiesta occasiao por presumir que a
ii.iii teria mais oppertuna de emiltir a minba opi-
ni.i sobre o estado das nossas cousas polticas. En-
tend que era accasiao de examinadnos as causas
que nos tcm desvairado da marclia mais convenien-
te ao nosso paiz ; e entend lamlicm que esta era a
occasiao na i- conveniente de procedcr-se a exame,
porque, Sr. presidente, que outra cousa se pode en-
tender da pralica havida desde que enlrc nos lia
parlamento na discussao da resposta .-i falla do Ihro-
' no".' O que lie ella ? Discule-se alguma le? Ila ai-
puma un-.I>. 11 a lomar? Aquelles que sao veteranos
no nosso svslema que me dgam o que lemos feilo?
Nada; absolutamente nada.
t Eu direi, senliorcs, que ota discussao nao lem si-
do outra cousa senao o cumprimenh) do preccto
da constituirn, que nos manda que no principio de
cada sessSo averigemos se a coiislituicao lem sido
guardada para provermos como fr justo. Parece-
L rae, senhores, lerj assislido noparlamciilu, nao me
record quando, discussilo de urna proposta acer-
ca de ama mensagem a coroa em relarlo aos Srs.
ministros, nao sei porcm se essa be das melhorcs
platicas. .
Bem emulando, bem refleclindo sobre as reanles
que deve liaver enlre as cmaras legislativas e o mi-
nisterio; entre a assembla gcral o a coroa, cu en-
lendo que nada pode ser mais respeilosn, mais pro-
ficuo aos interesses pblicos do que o debate ou exa-
me na abertura do parlamento, de ser ou nao guar-
dada a constituirlo; isto be o cun prime uto do arti-
go ila roti-ifUiiig.il> que isso nos prescreve.
Esse meio me parece moito mais curial e vanla-
joso do que esses oulros emprestados das pralicas de
oulros parlamentos. Eu mo djgocom islo que so-
ja sempre convcnicnle seguir-se a nossa. pratica;
m i a-iAo liavcr.i em que iso nilo srja conveniente, c
pode um on nutro memoro allegar ocslvlo de ou-
tros parlamentos paca justificar o scu proccdimenlo.
Quem sabe mesmn se cu alguro da seguirei o exem-
plo desses parlamentos para furlar-me, para evitar
*V esla discussilo; mas nunca negarci o direilo que lem
^ qualquer membro da casa de fa/.cr esse exame na
^ presente discussao.
Dsscram algn, oradores qoc nao acbavam agora
ronvcncnle esla discussao, porque poder i.i firar
^ pira qnnndusr-|ialaMe das leis annuas da fixacao
fias ru.ciis.Ir^i^a; Ierra o doi orrainenlos; mas en
pero licenra .ios Srs. senadores, que emitliram e*M
npiniSn, para observar-Ibes que esa inlellgeucia lie
um pouco forrada, porque a constituirn recom-
nienila que tal exame se fara no principio das ses-
soes; c mesmo porque de ordinario as leis annuas,
nao so aqu como em quasi todos os paizes onde lia
parlamento, sao apresentadas s ornaras s no fim
das scsses.
A lei de fixacao de forjas nao tcm tanto cabi-
mento para exame da observancia da constituirn,
como a resposta ao discurso da corda, porque essa
lei rcslriyge-so a taes c laes disposires, e essa Ihco-
ria de eonfianra, em que se basearam alguns sende-
res senadores, permitase me que diga, que a rojis-
lilnir.io nao a reconhece. Esse cxemplo de oulras
narocs nao tem entre nos a mesma forra que lem
entre ellas. Nflo quero com isso dizer que a assem-
bla geral nio possa manifestar a sua eonfianra ou
desonfianra no ministerio, e mesmo a presen I,-ir al-
guma proposta tendente a demonstra-la, mas a
constituirn previne os casns em que possa dar-se
essa falla de con Maura, c diz: Emquanto a forra
de mar ou trra nao for alterada para mais ou para
menos, tubtlir a queentao houeer; de maneira
que o poder exerutivo pode marchar independente
dessa fixarao, anda que as cmaras manifestem es-
sa falta de confianra nos Srs. ministros. Isto lie
bem oxpresso na constituirn, e a mesma precaucao
se da a respeilo da lixarao das despezas, porque a
'pil^l^Hinr^p, diz que as contribuicoes continiiarao
emquantonao fbrem revogadas cxprcssanienle pelo
corpo legislativo.
Admira-mc, Sr. presidente, que os scnbores que
lauto appellam pira este meio, se illudam a si pro-
prios, pois julgo que nao pdenlo Iludir o senado.
I'or ventura podemos nos dizer que ha dscu*sao
dos orrsimeulos no senado ? Qual lie a pratica de-
pi>is que temos parlamento"! A le dos orramcnlos
vem aqui no fim da sc-sao, e se aigum membro co-
mo succedeu no anno passadn, reclama que peln
menos se separeni as materias estranhas fixarao das
despezas, levanlam-se logo e dizcm : aqui de el-re,
que isso be ronlra a constituirn, e lian dexam que
essas reelamarocs sejam attendidas. Quer-se que a
lei passe tal qual, e pedem que so nao disrula. Ora,
enlinres, se islo anda succedeu no anno passado,
romo he que se vem dizer aqui que se reserve o ex-
ame que ha a fa/.cr. se a consliluicao (em sido guar-
dada para quando se tratar das leis do orramento '.'
Isto, Sr. presidente, permitla-se-mc que. diga, s
se he. paraliigarellar, mas para couvcnccr c discutir
1 =.... =
*
*
couvircps e argumentos que so nilo respondcm.nao.
Senliorcs, cstudemos as narocs eslrangeiras, es-
ludcmos esse governo que se lem illustrado, c que
tem feilo a sua felicidade com o aaxilio de urna re-
presentarlo nacional, mas esse esludo nao nos leve
a ponto de csqucccrmo-nos das nossas insliluirOes,
dos nossos coslumes, c do nosso vver, porque nao
eramos barbaros quando adoplamos a forma de go-
verno que nos rege. (Apoiaio*.) A constiluro, Sr.
presidente, contin disposires mu claras, prescreve
as circunstancias segundo as quacs a coroa pode ne-
gar a sua sancrao nos actos legislativos; e, que ou-
Ira cousa seria mais conveniente para o governo do
Brasil do que essa disposrao da constiluro '! Mas,
os senliorcs senadores, imitadores dos outros paizes,
ou creadores d urna nova entidade inleiramenle em
divergencia com a consliluiro, dizcm : Afilo te u.r
turnea do reto, porque a mofarla dos representan-
tes da HOfiJ representa a soberana tiarional, e tu-
sim niio se ronle que a cania actual deij:c de at-
ienda- a qualquer cotarao da maioria. Oh Sr.
presidente, islo para mim he horrivel, eu repillo se-
incllianle opiniao. Ai de mis, se 03 poderes com-
mcltidos coroa pela constituirlo nao forero por el-
la exercidos em toda a sua plenilude ; ai de mis,
se as instituirnos fundamenlaes do paiz expozerem
a coroa ao ludibrio das facrocs, dos ranchos poli-
ticos.
Nao pens ania : desojo a constiluro execulada
em toda a sua ntegridade. e sao estas as minhas cs-
perauras para a salvaran do paiz dos perigos que por
vcnlura nos antearan). Uiz-sc, senbores, que se
espalda urna propaganda contra a furnia do governo
monarebico representativo, mas nao he milito que
assiin aconlcca quando os governos, em lugar de es-
ludarem os seus coslumes, as necessidades c conve-
niencias narionacs, querem imitar regaiente a um
governo que, Km davitla deve causar a admiraro
dos seculos, como bem disse o Iradutor de Tcito,
de-ti nio a opiniao dcste celebre escriptor que disse
que nao era possivel urna tal forma de governo ; es-
ses governos, digo, que abandonando a sua posi^ao
peculiar nao mcrcccm sanio o despreso dessa gran-
de nare.
Senliorcs, TOS que cstudasles a forma do governo
inglez, permilli-mc que vos pcrgunle : Conhc-
cei-la !
Sr. presidente, cu tenho lido c visto muila cousa
que se lem eseripto a respeilo da Inglaterra, cquan-
10 mais luio e vejo, tanto mais desconliio que nada
sei do govcrnn iuglcz. Adiis pnr ventura 110 go-
verno inglez alguma paridade com oulros governos ?
I'ois qucn lie o governo inglez '.' O que he cmara
dos lords. senliorcs I l'm lord no scu paiz lem inte-
resses iguaes ao do scu proprio re ; a monarclua
lem solidos sustentculos na rasa dos lords, c por
isso descanra sobre os seus inleresi.es: e entre nos
ha alguma cousa que com isso se pareja '.'
Ilcspondain-inc os scnbores que saben! das colisas
inglczas, que querem Irazc-las para o afatto paiz cm
detrimento dos Hns bem cirosle roaintfesios da nos-
a constiluir;"ie. A lei da socccss.1i ingleza lem al-
uima semelli.-iiiri.....m a le da suco sao braslleira V
-Ni" lera essa legislara.- ..m (.;::.:/ [! 1 i I pira o
povu nclez ciu cl.iran ao nusso".' Ha Wgutma pari-
dade cutre as nossas discusscs c disciissoes do
parlamento inglez, 19o citadas, tan gabadas, c que
lanos tem desojo de imitar '.' I'or ventura be dado
a algum profano conhcccr da marcha pratica da for-
ma do governo inglez '!
Ha de corlo mula cousa escripia, e por mu aba-
lisados cscriplorcs acerca da Inglaterra, e mutns
Inglczcs goslam c sorriem-sc, todas as Tena que os
estrangeiros cscrovem a respeilo das suas cousas, to-
das aSTCaea que cnlram na informarao dos seus ne-
gocios os c.slrsngciros, porque ellcs dizcm a seu res-
peilo muila cousa bonita, mas nenhuma verdadeira.
Como sao as eleires entre os Inglczcs".' Tem algu-
ma paridade com as nossas"? All, ou o grande
propriclurin, ou o senhor das Ierras, 0110 rico capita-
lista beque fazcm as eleiroes ; o governo nao en-
tra em eleires, porque tcm as suas atribuijoes ;
definidas, elle sabe o risco que teria -se se met-
lesse em eleiroes, e mesmo nao lera necessi-
dade de ncllas se envolver. Entre nos. porm, o
que snreede ? O roitado do proprielario neo lem vo-
l, porque vai pedir ao governo que Ihe diga cm
quem ha de votar para que a sua propriedade seja
rcspeilada ; c assim o governo usurpa quasi sempre
os direilos desses pobres liomcus. O que sao no
nosso paiz essesricassns, essas assoriacoes, esses in-
teresses que nos oulros paizes estao era contarlo com
a marcha da civilisarao Representar;! acaso enlrc
nsessacivilisacaootlub Fluminense ou a ra da
Quitanda ? (Arto).
He necc-sario, Srs., milito desojo de querer com-
parar para adiar essa paridade que eu ato reconbe-
co Srs., que mal faz que discutamos na cmara dos
Srs. senadores ; penca mais pelo silencio do que pe-
la palavra ? Pois na occasiao em qne a cmara tem-
poraria est de acord unnime com os renos do
governo, nessa occasiao he que se estanta que um
011 oulro orador queira discutir no senado ? Agora
lie que se achaa conveniencia dse nao discutir res-
posta a falla do tbrono, o apprcva-la como urna sim-
ples formula, sem nos iuiportarmos com o exame do
estado do paiz ". Pois o estado do nosso paiz he tilo
prospero que passamosdescanrar 011 mesmo repou-
sar sobre a vigilancia c soliciludc dos Srs. minis-
tros'! E nao seranos memhros do poder executivo
os mais inleressados no dctempenlm dos seus devores
c do sen crdito'! Niio reclama a marcha dos nego-
cios administrantes que os proprios Srs. ministros
convidem e animem a disetMtto.
FOLHETIM.
m HISTORIA DE FAMILIA. (*)
"^> POR 1II.U. .
XVII-
(Confmiciroo.)
Boa meses depols.
lia urna rousa que mais temo, turnen Isaara.
'Qual, senhora".' perzuntou o conde San Nereo.
Nao quero parecer pralicar a mi hule com pre-
mi-,lit.i,;ao, c |.or infeliridade as apparenrias silo
riinlra mim. Um lioiuem menos justo c menos in-
MHunla que Mr. de Sullauze poderia ver umasa-
-iz tctica de mulbcr na maneira de vver por mira
aqu adoptada.
I'or isso amar ,|0 desejo qne Icnbo de lomar a
ver Mr. de Sullauze.eu quizera anda prolongar meu
, i-nlainento alem de iimanno, e at mais.alim de pro-
, var-llio que son menos indigna de sua afieirao ou de
su., benevolencia. Hc uto fcil a una mulber guar-
dar nina conducta retirada dorante dous mezes
orno*, ocha scu mleressc nessa prudencia hypocri-
U^ O senhor conde San Nerco comprchcide-me
Cnmprdieudo 'perfeiUmente, senhora ; mas
* -rea qne mea SOgro ha it asraderei-lbc esles dous
lue/es. Ln, reino de um anno ao teria pleiteado
indhnr em sen favor.
Domis, disse Isaura rimln-so, |,a sempre al-
enmas horas recreativa* neasea e,,r.i.,s de mulber
Ml.ada. lelil.. ..lh naquella bureta nina cdlcrrao de
cirlas rain curiosas, cada urna das quaes dverfio-nie
' neo minutos...
Ah moslrc-me algumis, disse San Nerco
Os homens que nao escicvem livrostem a'ma-
jcira .le escrever as muflieres, tornou Isaura m-
i.iiellis me escrevem |ier prolissao prefercm faMar-
ll.-s. leudo feilo empri' e-la otiservarao.
r .loa-.r"'" "'"'" hoct"' """' a^uias carias ao
,\ Vida o iurion. 1<7.
Eis aqu urna de lord... tornou ella, Icio-lhc
o principio.
a Eu vivia em urna feliz indilTerenra. qi'iaudo la
divina formnura radiou diante de mim, deslum-
brou-mc os olhos, rommuvcii-me a alma, e pe tur-
bou minba lao dore Iranquillidade. Es Titania a
densa dos sonbos ".'rs Myrrha a mulber das realida-
des :'.... a El celera... Ouatro paginas deslo es-
lylo. *
Com,cireilo, isso he inuitn recreativo, observen
San Nereo.
Eis aqui mili de un mercader de ouro do f?Ae-
apside... Qucr l-la ?... he muito cavalleirosa.
Quero, disse San Nereo lomando a carta. Ve-
jamos.
Senhora,
a llontcm passei no l.cicestcr-squarc, qnarleirSe
inglez das bellas Krancezas.dei des libras a um criado
para saber scu nnine, e esrrevo-lbc cora minba fran-
queza ilo liauqimirn. lia un proverbio, iran.loz que
diz: 11 l'ra ui.iriubeiro que parte e urna mulber que
diosa tem sempre necessidade de quinlientas libras
esterlinas. Arhei o marinheiro, c espero a oulra
metade do proverbio. Edmundo Spieghers.
Como he insolente esse senhor dis-e Isaura.
Oh !... eis aqu una de oulro seero.... be de um
Mudante de Oxford... Elle rila Pope. Sliakspeare,
Slieri.lan. |l\ r.ui, e propo-me segui-lo s nioiilanhas
do paiz de Galles, o/n/e as florestas, as torrentes, os
laqns, os pomba, rn da da unicersitladet.... o amor l Que exrellenle
rapaz!....... (Juer ver outras, senhor ronde San
Nereo.
Basla-me essa amostra. A senhora lem duzen-
las an menos. ,
Sim. Iciihn d'i/.enlasao menos... Deixiwne o
conde de Sullauze encerrada aqur um anuo ueste
hotel, e lisnngeiu-mo de mnslrar-lhe depois de mi-
nba icrlusao o csl)lo epistolar de toda a (rila Brete-
ulia mucnlina,
Assim o creio, disse San Nereo.
Note bem, lornoii Isaura, que nao tiro nenhu-
ma vaidade desse diluvio opUMar. Em meu lu-
eai qualquer oulra Franrcza rhegaud a Londres
rom um w'-li.lo de l'aris, rereberia n...........nume-
re de cartas un mesmo espado de lempo, e urna In-
gle/.'aNsolada, jo\en, lors, e lnguida que apparo-
Eu, Sr. presidente, Iciihu sido ministro algumas
vezes, e cniao nunca dscussao alguma me incora-
inoduu, e eu lulo era ministro de um governo abso-
IqIo, pelo contrario me chamaron cobarde, porque
eu como ministro nunca julguei que podesse fazer
cerlase definidas cousas romo lem feilo oulros mi-
nistros ; sempre aprerie as discussoes e nunca a op-
posirao rae fez mal algum. Enlcn.lo senhores, que be
melhor vir fazer censura ao ministerio na tribuna
pelos erros que porventura tenba coinincllido, do
que lias reuiiies particulares tramar c intrigar as
pessoas dos ministros. \,.tpoiados\
Srs., eu nao sei como me classificam, para mim
lie isso indiir.Tciile. nao fundado em riquezas nem
era profusao. mas o fundamento que tenho para des-
prezar a opiniao rpie de mim se li/er, quer da parle
dos Srs. ministros, quer da opposirao, he uiiicanicn-
le a minba ronsciencia, (apoadosj, e n.lo he islo
una vida dinerada linnlein. ju assim pens de ha
muito. Por isso quando alguem me vicr aqui com
os proiars, porque eu avanro urna qualquer pro-
posir.lo, eu direi : nao quero, porque na miuha |>osi-
rao nao venlio aqui para fazer proiars. '/Ipoia-
dos).
Se algum dia cu calumniar alguem, se porventu-
ra usar do recurso da tribuna para laucar censuras
inmerecidas contra algoem, eu tenho me rebaixado
da minba posirAo ; posso avanrar taes e taes cousas,
mas nao calumniar.
Sr. presidente, linda que destoque um pouco o
meu discurso, devo dizer alguma cousa que aiuda
rae esqueeeo quando fallava da Inglaterra. Eu pe-
ro a altene.lo dos nobres memhros lidos c versados
US cousas inglezas, para que allcndam muito para
cslirquesiao que cu vou apresentur.
Como se mudam os ministerios cm Ir.nlalerra ?
Por ventura lie pela mesma maneira por que se mu-
dara entre nos'.'
Sr. presidente, segundo o que tenho observado,
as questoos eslraugciras sao as que dan na maior par-
te das vetea a mudanca de gabinete na Inslalcrra, a
Inglaterra liaran eminentemente adianlada o pode-
rosa, conbece bem o que val pelo mundo, desoja
mesmo envernar o mundo, deseja dirigir as cousas
fra de scu paiz, especialmente para subordina-las
s conveniencias e inlcresses delle ; mas limitas ve-
xcsas opinioesdominantes, as opinir.es do seu gever-
110 acham-se embarazadas com o desenvolvimento e
a marcha de oulra- nades.
Eslaorcurrenrias as outras nardes fazem-b'a con-
hercrqueaquellesqiielem certas opinioessobre a mar-
cha dos negocios estrangeiros, n prios para miidar-lhc a direerao ; enlao esses mea-
mos homens acham conveniente relirar-se para vi-
rem oulros que estilo mais aptos para dirigir os ne-
gocios do paiz, scL'tindn as ncrorreucias dessas oulras
nares. Islo be inleiramcolesubordinado, Sr. |irc-
sidentc, s altas conveniencias nacionocs, nao en-
trara nestas me lirares de'polticas no gabinete 111-
Klejrtnteressea mesqorohos, interesses de parcialida-
des ; os homens polticos lem por fim o bcni de scu
paiz, c quendo as conveniencias externas exizcm
taes ou laes mo lifiracOes, tac ou la.....ludancaa na
Mirecao dos negocios na inglalerra, easea meamos
homens sem inimi-ade, com loda a cordialidade dao-
sc as maos e cedem o scu lugar. Ha alguma cunsa
entre mis (| ue-e pacer rom isso? Nao; digamos
bornes lidos as rousas inglczas; nao, entre nos
quer-se desgraradamonle certas opinioes, quer-se.
dominar, quer-se acabar com ludo que nao se ligar
com ellas.
Supponham os nobres senadores que as rellenes
exteriores em virlude de urna neccssidade.se estabe-
lece urna poltica momentnea, nma poltica filha de
crcumslanciasdo momento, mas que os homens que
a adoptaran! reconhecem que essas circumslancias
nio sao senao momentosas, que cm breve lero de
ser mudadas : nao, recoubecerao esses homens que
devem entregar o poder aquelles que por ventura
mcreco mais connanea, nao s no scu paiz mas no
eslrangeiro, para dar a direerao uecessaria s conve-
niencias do paiz ".' Assim o parece : mas nio se ca-
lende assim entre nos; entende-so que s ellcs ou
os sens amigos, c entilo diz-se no parlamento [ que
cousas tenho ouvido nesta casa,l dizcm os proprios
ministros, dizemos seus defensores nao digo que
a poltica he boa, mas nao ha melhor. Quem vos
disse que nao ha melhor ".'
Nao ha melhor para vos, que assim emmaranhas-
les as nossas causas, c que despeito das grandes
conveniencias nacionacs, teimacs cm querer levar o
paiz ao abvsni,,...
O Sr. D. Manat : Apiado ; islo nao lem res-
posta, sao verdades.
O Sr. Hollanda : Estou mnito inrommodado,
Sr. presidente, mas ainda vou dizer alguma cousa
mais. U
Sr. presidente, como se mudam os nossos minis-
terios '.' Senhnres, nos sabemos que nao be por falla
de maioriz, raro lem sido -^ministerio, a nilo dizer
ncnlium, que por falla desunen se tenba mu-
dado : eu tenho sido ministro; em 1832 live urna
maioria contra mim, mas, permitta-se-mc dizer,
provocada por mim mesmo ; en j expliquei na casa
esta minba posirao, o paiz sabe quem me levou
ao ministerio em 1832, c os motivos que me im-
pclliram a aceitar a pasta ; tive a fortuna de con-
seguir o grande fim a que me prppunha, mas nao
pude dcixar de reconbecer qne me era mulo diflicil
marchar sem a conlianea da regencia e sem a con-
fianra dos memhros que estavam identificados cora
ella.
Se por ventura quizesse remontar a esse triste
acontecimento que rric levou ao poder, eu o poderia
fazer ; mas s direi que a minba posirao fez-me pro-
vocar urna volaran |.rompa e inmediata, desejoso
de sabir, poique via nao poder servir bem ao meu
paiz. Tive com effeilo essa maioria e sahi do minis-
terio. Talvez nilo hajam dous casos deslcs ; a maior
parte dos ministerios sihem rom maioria. Como se I
faz pois a modaaea dos ministerios enlrc nos ? I'ns
dizcm que estao canrados, oulros..... nao posso ex-
plicar, eu nao posso explicar muito isso, 0 caso be
quesahem com maiorias. E como so laten) essas I
maniras '.' Nao ha rousa mais fcil ; mas faeil, bem '
entendido, mas diflicil para os homens honestos,
porque os homens honestos uao s-, poden]juntar cora
os padres Ceias, mis os padres Ceias sao muito ne-
ressarios na forma do governo das maiorias...
O Sr. I'rcsilente ; Essa proposir.lo se lem re-
ferencia maioria das cmaras, parece-mc que be
oll'cnsiva deltas, c que o nobre senador nao pode
(presentar proposrocs que ofiendam a maioria das
cmaras, se tal be o seu proposito, est fora da or-
dem.
O Sr. Hollanda : Nao me refiro s maiorias das
cmaras, fallo dos nossos erros, quero que emen-
demos a roo, nao fallo deslc nem daquelle ministe-
rio ; estou no meu lugar, nioslro os nossos erros e
os nossos defeilos. Nao desejo que se faro laes e
laes cousas boje, e que amanha, quando se vir pra-
ticado o mesmo, se grite aqui d'cl-re, que sao bar-
baridades, suppond que s clles nasccram para go-
vernar os outros homens.
Sr. presidente, sem duvida ha homens que Icni
cerlos ututos para governaros outros homens.quaes
as virtudes, os conhecimentos e o alio merecimento.
Mas um comportamento inleiramenle reprovado nao
d direilo a dizer aos ontros que nao podem fazer o
que clles lem feilo ; o que compre, o que nos lodos
llevemos desojar, he n bom do nosso paiz.
Sr. presidente, convmattendat aludo, he neces-
sario prevenir ludo. Supponhamos que a coroa cha-
mava qualquer dos membros da casa ou una pessoa
cslrauha para organisar um ministerio, esupponha
V. Exc. que o paiz esleja montad., de una maneira
exclusivamente a dar o poder a certos individuos
por lodos os meios possiveis ? Que ha de fazer esse
homcm '.' Eu j.i me arhei oestes circumslancias, e a
nabre senador pela Baha que para mim olha (o Sr.
Alves Brauco) o padre Ceia do nos-o lempo, como
se hade deslocar lana posi;ao, como se ha de ser-
vir a coroa e livra-la de uaijugo que por ventura llic
queiram impr'.' Evos nao observis o erro cm
que estis, os niales que idos fazer ao nosso paiz,
leudes por ventura vos necessidade disso, nao snis
distinclos brasileiros. nao ten.les garantas ciuilra
todas as prcveneO
E ha alguma cousa na In-
cesse lodos os das a urna varan.la da ra Kivoli se
verla sitiada da mesma surte pelos oculus, e bilhe-
tcs do lerraro de Feiitlans.
Isso tcm-se visto e v-se todos os dias, disse
San Nerco.
O senhor acouselba*me que mostr esla col-
lecco a Mr. de Sullauze'.' perguntou Isaura ahrindo
oulra hcela.
Cerlamenle, he al seu dever.
Eis aqu oulra collecrao, tornou Isaura. To-
dns os das 1 erebo 11 m ou dous hilheles de .amarles
de primen a ordem para o Iheatro de Sua Magcsla-
de OU para Orury-I.anc. Guardo os hilheles c en-
Ireleuho-me em ler o Sonho de urna noite de rerao
ou as Mullirrrs alegres de ll'ndsor 011 Horneo e
Julieta, ou Macbclh...
No original'! perguntou San Nereo.
Sim senhor 110 original. I,er Sbakspcare em
urna Iraducca.i he abrir um suarda sol para passeiar
rlari.la.lc da loa. l-'iz j Ircs viasens a Inglaterra,
sabia um pouco a lingua do paiz quando ebecuei, c
adtanlei muito miuha educacao uestes dous ltimos
mezes de residencia.
Quern ser inleiramenle fidalsa, quero de ora em
dianle fazer de la.h ao natural.
Tenho sempre reparado, disse San Nereo, na
faclida.le com que urna mulber nascida cm rondi-
rao ordinaria faz-sc lidala era poueo lempo. A 11a-
lureza recusou aos homens esse privilegio de trans-
formarao.
Creio que o senhor conde San Nereo lem ra-
zan. Conhcri um boiiiein polticojquo linlia-sc eleva-
do s mais alias resines do eslado alrevcssando lodos
os saines de l'aris. elle fallava superiormente, linha
0 mais celebre alfaiatc, o melhor rabclleireiro, cal-
eava as tovas sem dar una prega nos dedos, e os t-
palos como uina Despalillla de .Madrid ; porcm
nunca pode fazer-se elegante.
Asemelhava-sc sempre ao pai. um homem muito
mal creado que venda panno de linbo cr em una
aldeiasem uoina>
Senhora, disse San Nereo Icvaiilaiido-sc, eslou
onranlado de ver que vmc. corresponde por instinr-
lo e de seu niolu proprio as iuleuces secretes do
ronde de Sullauze. A senhora Ihe dar grande pra/er
quando v ollar.
Sou apenas reconhecida, disse Isaura ahajan-
do os olhos.
glalerra que se pare \i. senhores, lidos as cousas
inglczas, cora islo ? E queris qua nos nao discuta-
mos a resposta a falla do llirojio, porque na Inglater-
ra dizeis qne n:lose discute; o que nao he assim,
porque lem llovido casos cm que at lem passado
emendas na resposta i falla do Ibrooo, a o ministe-
rio se tem ilemilldn.
Mas, quando assim fosse. be preciso que allcnda-
mos aos in.-si.s cestti-nesj as nossa riislituic/ies, que,
por mais que se diga, qnmii mais as esto lalUOS,
mais recoubecemos que ellas slo adoptadas a nossa
felicidade ; sao as mais proprias para o nosso paiz.
.Mas roiitesluu-se esla minlu opiuiau cerca da
discussilo rcsposla falla do Ihrono, dizendo-se
que os praeeltosmarcadeana consliluiro nada eiam
era vista do exemplo da Inglaterra.
Scnbores, como se pode dizer islo quando as ins-
lituirr.es do paiz dclerminam oulra cousa '.' He verda-
dc que os nobres ministros o seus amigos desojara
fusir n esta discussilo, o que Ibes desculpo, porque (ai-
vez eu mesmo j tenba feilo isso : nilo os cslranbo
por assim proccdcrcm, mas permiltam-rac clles que
cu insista no meu direilo e que pleileie a c.lusa, que
nao digo minba, mas do meu paiz.
Quando cu cstabclcci o principio do exame Irou-
xc o ponto principal da mo observancia da consli-
luiro na falla de rcspon.tahilidade dos ministros.
Scnbores, se eu quizesse mostrar cm que a consli-
luiro linha sido observada, por ventura cm 1, 2, :(,
ou i dias, pode-lo-bia fazer, por mais hbil que cu
fosse'? nao; trouxc o ponto principal daresponsabi-
lidadc dos ministros, mas islo nao merecen a me-
nor observaejio, ninguem se importou com isso ;
nao, o que ministros respousaveis.! Nao ; o melhor
he como est.
Srs, nao se pode conspirar mais finamente do que
pnnd,.-s,. em observancia esse principio da n.lo res-
ponsabilidadc dos ministros : assim be que se mu-
dam ns instituirnos ; on a cousa pega cala Impute c
o negocio vai marchando, ou cniao vem n risco de
urna revolurao, mas urna revolurao, dirae mullos,
o qne tem islo, que risco en corro nella, eu me sa-
herc haver nessa occasiao, se por ventura j,i o nao
fir.
Srs., mo he assim ; nao, hc um objeclo muilo se-
rio, rumprc que os ministros sejam respousaveis,
a lei da responsabildado hc parte integrante da
consliluiro, hc urna das leis regulamenlares por
ella rcconimendaila. Mas com o lal principio das
maiorias lem-sc destruido a conveniencia da respon-
sabildade.
Sr. presidente, cu eslou convencido que as nossas
insliluires rerlamam que especialmente a cmara
dos depuladosseja daopposicao, eu nilo digo n sena-
do, porque o senado na opposican, e o nosso senado,
he quasi impossivel ; a nossa idade, nossos hbitos,
a nossa oriscm, c o nosso lim parece que nos lira a
independencia,lanlnque naoreeeioquc una maioria
hbilmente afranjada e que por muito lempo se de-
more no poder, e chame para aqui todos os alilha-
lssoj he muito, senhora.
Isso nao licuada, conde San Nereo, o reco-
nherimento segu sempre n beneficio ; ms depois
torna-se um fardo, ca gcnle allivia-se delle pela in-
gralidao. I. isso no muralista Addisson urna noite
deslas. Todos os ingratos sao reconhecidos no dia
seguinte aodo serviro rerebdu.
He verdade, obsenron San Nereo.
Assim cu quizera, como dissc-lhe, ser submel-
lida a urna prova mais lonai ; porcm sua vonladc
sera a minba. Espero ronlinuar a prova sempre.
Fallando assim,a bella Isaura linha no portee na
voz urna dislincco lio nnlavel qoc fez impressan em
San Nereo. O joven conde Icmhrou-se de todas as
perturbarnos que o sosro Hie contara sobre a mulber
do Itaiiclagh, e da ra de Provenga, e se rccoi.hcca
ainda um ponen da lagarellicc vagabunda o deleila-
Vclde nutr'ora.nao rcconliecia mais a Parisiense fri-
vola na nolire la.lv do Sonare de l.eiecsler. Elle j.li-
so u mesmo dever cxprimir-lhe sua admirar.iu urna maneira sagaz c pulida.
Senhor conde, disse Isaura com cravidade, lo-
niei meu casamento em serio. Eu sabia quanto fal-
lava-me para ser digna de ineus tlores de eondessa,
c acbei todas essas cousas ausentes lomando por mo-
delo a di-lincr.lo de meu marido..NSo tovaretpeHo
delle. como diz Slwkspe.ile, stna-i urna magem Je
erra que rceheu o eunho dt< sita mo. Ah nao sou
estrella, sou um reflcxo.
San ereu pozas mus.c b,illmciuu algumas pala-
vras tornadas s iulelligivci i pela emoefla .meas
acompauliava.
Isaura rruzou os bracos sol ir o peilo, ii.rlinnu a
cabera para o lado direiio a poian.lo-se com gra-
ciosa indolencia no encost da pollronu accres-
eeulou :
O sonhor ronde San Nereo sabe pelas suas lei-
Ic.ras. ou pelo esludo da s icic dada que a educaran
do mal faz-se rpidamente. Ha um -proverbio que
li em um fabulista pouco con!, ecido :
o lista no fundo do preri, rria
Quem pite o p sobre a borda. >.
Eisa ednrac/io do mal. Datia queda be sempre
muilo rpida. A educaran du l .em he um lano mais
l'insa; poique hcpreesn Millar, lo fundo do precipicio
para a borda ; mas quem quer vnllar. vnlla sempre.
A queda dura um instante, a ubi.la um dia. (as-
ilos, para constituir 11111.1 maioria facciosa ; nao, nao
temo isto ; nao, porque dada essa bvpothese, cu re-
conhern lanos recursos nn poder exerutivo para
ueiilralisar essa maioria do senado, que nao a temo:
creio que oscilado ir sempre com o governo.
Mas pelas nossas inslluircs nilo he assim na c-
mara dos depulados ; para que as nossas institu-
roes marchcm livrcmenle, he ncressario que a maio-
ria da cmara dos depulados seja hostil ao ministe-
rio; esse he o cstudo ou o resultado do esludo que
Icnbo feilo das nos-as insliluires. Mas como pode
ella ser hostil, se lie designada pelo ministerio '.' E
sendo assim como podem os ministros temer a
responsabildado, c romo lie que o hornera honesto
pode ser ministro'.' O homem honesto dir a coroa
eu nao lenho bahilitaroes para ser ministro, cu
nilo posso ser ministro sem responsahilida.le, e noes-
tado cm que se ada o paiz principalmente ; porque
elle esta organisado e constituido para cerlos e de-
terminados individuos sovernarem. Senhores, on-
de queris levrosle paiz...
O .Sr. I). Manat: A' oligarchia.
0 Sr. Hollanda : Nao leudes senlimento nem
corarao ? nao desojis a felicidade de vosso paiz '!
onde vai islo parar ".'
1 'm Si". Senador : Islo he que hc conheccr o
paiz.
O Sr. Hollanda : Nao be s conhecer o paiz,
be conhcccr as legitimas prerogativas da coroa co
grande valor que ella tem as nossas ostiluires.
Sr. presidente, eu eslou muito ncommodado, se
os nobres senadores que se reservaram para a Icr-
ceira dscussao lixessem entrado na segunda, lea-
mos puupado mais lempo, porque apesar do man
modo de pensar, cu poderia continuara Fallar mili-
tas vetes se quizesse demorar a discussao, mas nao
o faro, mo calculo Icria se o fizesse, digo so que
loria muilos meios para isso.
Sr. presidente, lerminarei o mea discurso dzendo
que a ronciliarao dos partidos esl na cxecur.lo lid
das insliluires do paiz ; est na consliluiro: fra
dislo nao ha nada. O primeiro ministro que levan-
ten este principio fui cu, conciliar os partidos com a
eve-Mcao bel da conslituirilo.
Senliorcs, quem sabe qual ser o futuro '. Nos es-
tamos muilo longc dessa inculcada civilisarao e pro-
gresso ; o Brasil fez progresso mesmo como colonia,
c se compararmns os progressos de culonia com os
progressos da independencia, cu direi que os progres-
sos de colonia eram maores ; sim, o nosso paiz he
paiz de progresso ; mas quem sabe o futuro que nos
espera '.' Para asprennos a esse futuro he ncccssiirio
nbservarmos as leis fiuulanientacs do paiz, he ncres-
sario executa-las indepcudcnlc de svmpalhias ou an-
tipatizas.
Pcriiiilla-mc V. Exc. que eu me tente.
O Sr. I). Manuel era seu disrurso responde ao Sr.
v i-ronde de branles r.iiitraraudo-o na proposir.u
por esse senhor cmillida. deque no partimiento Inglez
liuvia pequeas diseosses por occasiao de discutir-
se a re'posi 1 falla do irono, fundamentando a sua
contestarlo com o .tnnuariu Histrico. Enfeude
que a pratica de 28 anuas que se tem seguido no Bra-
sil a este respeilo se deve continuar.
Enira em diversas considerarOcs acerca duque dis-
se o Sr. ministro dos negocios estrangeiros relativa-
mente presidencia do consclho, contestando que o
Sr. presidente do consclho Icnlia direiln influencia
que exerce sobre seus collegas cm razao de seus t-
lenlos c serviros ; porquanlo he de opiniao que no
ministerio lia membros com mais liabililarocs, e a ou-
lros respeitos, muilo mais superiores que o Sr. pre-
sidente do conselho, que he homem que tcm levado
o paiz ao abysmo, c que lem sabido smeulc lomar-
se temido, mas nao amado nem respeitado.
Quanto ao que se disse acerca de eleiroes, enlcn-
dc nao dever responder, porque as Ihcorias apresen-
tadas sao l,lo absurdas que nao merecem rcsposla,
concluindo quanto a este poni com a seguinte m-
xima.
n O direilo eleiloral be lcgitimidadc dos povos, c
aquelles que allcntam contra elle os arrastam a alten-
lar contra a autnri.la.le dos res.
Pelo que diz respeiln ao que o Sr. ministro dos ne-
gocios estrangeiros disse com relcelo ao Sr. senador
Vergueta, entende que o discurso de S. Exc. nessa
parte pari um raliuho que fez.rir a lodos.
Parece-lhe qne o Sr. ministro dos negocios estran-
geiros receia que, nao andando direilo com o Sr.
presidente do consclho, elle o mande por muito fa-
vor, para a sua scc|So do ronsclho de eslado, e Ihe
tire os 12 contos de res, que ora percebe como mi-
nislro ; e sao as palavras do proprio Sr. ministro que
assim o levara a pensar.
Acha, pois, a S. Exc. cm urna posicjlo que elle
orador) lamenta. ,
Admira-se que o Sr. ministro dos negocios estran-
geiros llie pcrgunlassc com aquella sinreridade que
Ihe lie propria. se elle (orador' admiltia a poltica de
nlcrvenrao, sendo alus elle um dos quemis pug-
naram no parlamento por aquella poltica, sendo, por
assim dizer, um dos que, de ha muilo, se lem pro-
nunciado a favor delln, porque esl convencido que
quando qualquer nac.lo veos seus interesses compro-
metlidos lem o direilo de inlcrvir, para que nao seja
tezada em suas conveniencias.
Declara alio c bom som que nao retira nenhuma
das expresses que empregnu relativamente ao actual
governo de Montevideo, porque quer mostrar que
nilo sympalhisa com as rcbcllics nem rom esses so-
vernos que sahem das suas ruinas c s trazem o cu-
nbn da audacia de tira revolucionario. Quanto po-
rcm s cxpresses que empregou relativamente a um
nnmarcha, diz que j re lisio o seu discurso de fr-
Ici dous mezes, be muito. Nao me felicite. Mr. de
Sullau/.e (inha-me dado a inao.
Oh '. quaiila alegra elle lera tornando a v-la!
exrlamou San Nero.
Meu nobie marido, proseguio Isaura nao es-
(ranhar de maneira alguma achar-mc um lano me-
nos indigna delle. Mr. de Sullauze conhece a fundo
todas as cousas dcsle pobre mundo, e sabe ludo o
que eu nao me atrevera a dizer-lbe. Osenborconde
San Nerco be joven, c posso talvez fallar-lbe com
mais liberdade....
Falle, falle, senhora disse San Nereo com
calor.
O que vou dzcr-lhe contrariar sem diivida
algumas de suas ideas sobre as mulheres, deas postas
cm circularan por moralistas celihalarius, e rabu-
gcnlos cm suas' reanles de amor Os homens in-
ventaran! as ni libere- sem corarao ; porcm nao lia
mulheres sem eorario. A mulber que nao ama, nada
arbou de ainavel, e n liomcni em seu Icrrivcl amor
proprio est sempre decidido a negar um coraran
mulber que llie resiste, lie urna casqulba {cogutttt)
Deenva essa casqulba o amante sooliado, o homem
que sabe ser mulher, c o corarao existir.
Isso parece-me justo, observou San Nerco.
Tomcni ao acaso cinco inulhcres, prosesuio
Isaura. e c.dloquein-nas romo irmas de caridade
cm um hospital ; todas aceitaran sua miss.lo, todas
farilo seu dever, nenhuma descriar do po*lo nem
nos desastres de urna guerra civil, nem nos horrores
de urna epidemia ; nesse horrivel campo de bata-
llia das enfermaras nenhuma carecer do estroudo
de urnatrombeta guerreara para excilaakna coragem,
OU de una condecorneao para recompensar sua de-
.iicacao. Todas morieran cabercira dos feridos,
ou dos empastados tem cuidaiem em lirar de sua
morle o menor beneficio humano.
Temos visto sempre isso.
Agora, contiiiuou Isaura, (omem cem homens
ao acaso para o mesmo serviro, e....
Hasta, disse San Nereo eslcndendo a m.lo para
a bocea da mora.
Sim, basta. Creio que se arhariam niuilas pes-
soas sem corarao nesses cera homens lomados ao a-
caso como iin.los de caridade... Oulra coosa agora,
e islo valla inleiramenle ao sentido de nossa eanve
sarao....
l'm li.uiieiu que souber nio ler e escrever, mas
ma que, sem miniar de pcnsanienlo as juas cxpres-
ses nao poderlo olTender a siisceptihilidade desse
niunarrha europeo. Nao acha porm que baja in-
conveniente cm proferir cora franqueza as suas opi-
nioes nesta casa, nao s porque entende que nada ha
que rerciar das repblicas do Prata, mas lanihem
porque anda tiesta parle sesue o exemplo desse gran-
eliomem Mr. Fox, que apezar da assusladora crse
cm que se aefiava, quando a Inglalerra e as poten-
cias do Norte se arliavam empandadas em urna guer-
ra devastadora rom a Franca, continuava no parla-
mento britnico a fulminar o scu goveruo' por causa
dessa guerra que elle lirbava de iniqua, injusta ede
destruirn. Assim, se o echo da importante palavra
de Fox, esse verdadeiro inglez, nilo produzio na lula
encarnizada de enlSoa menor influencia ; como per-
gunlao orador;, pnder a sua fraquissma voz influir
nos negocios do Ido da Prala .'
Nao est pois rcsolvido a accilar as reflcxcs do Sr.
presidente do conselho e do Sr. ministro dm nego-
cios estrangeiros, quando procuraran) adiar incon-
venientes as suas expresses ; ao contrario, est per-
suadido que he necessario que ludo apparcra, que
ludo se -ubi. para que o paiz possa formar um juizo
exaelo acerca do procedimenlo do governo, e assim
ccnsnra-lo ou clogia-ln. Nao acha o menor incon-
veniente 0111 que se saiba ludo, porque assim* como
Fox nao compromclleu o governo inglez em una
crse assusladora, muilo menos elle poder com-
pr..niel ler o governo em retardo sua poltica no Bio
da Prala.
Em rcsposla ao que disse o Sr. ministro ilos nego-
cios estrangeiros, quando asseverou que nao esla va-
mos 110 lempo cm que asdcclamnroes podiam produ-
zir eOeite, tantomabquando eram feilas por homens
que linliam popularidadc, dir que o paiz sempre
ouvio com satisfarao.aqucllesqiie, fallando com fran-
queza no parlamento, nao correm casa dos Srs.
mini-tros a pedir-Ibes favores ; mas. quando o paiz
observa queesses homens que combaten! o ministerio
as cmaras sao convidados por elle para um janlar
ou um rba, ou delle recehem alguma cousa, entilo n
verdict do paiz a respeilo desses individuos que alrai-
rnam a sua consccncia he Icrrivcl e iucxoravcl, silo
condemnados c sem appellacao.
Repara que se lera crapregado na discussao argu-
mentos tendentes a fazer crcr que couvem que esla
discussao seja breve c de simples formula, mas elle
orador nao ve nislo senao qucre-la evlar ; de sua
parle, porm, declara que est resolvi.Io a continuar
as suas censuras actual poltica, porque ainda mo
est convencido que o silencio seja o recurso do ho-
mem de bem, mas que se chegar esse dia, cniao dir
-- He lempo de me calar : o silencio he a ultima
piotcstaraodo homem de bem.
Sabe perfeiUmente qoe apoltica do'governo no
Kio da Prata nao foi encelada pelo actual governo,
e sim pelo seu antecessor, mas observa que o aclual
Sr. ministro dos negocios estrangeiros, assim como
o Sr. presidente do conselho apuiaram essa poltica,
o depois que so acharara no poder a adoptaram, i
sos .1 lia ni cuno sua ; c rom qaanlo o Sr. Parando*
fos-j reprehendido en. una circular, como Ihe alr-
mara pessoa muilo circii'uspcrla, cora lodo o resul-
tado dessa reprehensBo fora ser o Sr. Prannos ele-
vado ao importante carsi de ministro da mari-
nlia. Islo Ibe pareca sufliciente para provar qne o
aclual governo approvou a polilira seguida pelo
governo Iransaclo em relar.lo ao Bio da Prala, por-
que em vez dedemillir o excculor dessa poltica em
Montevideo, remuncrou-o enm o alto cargo de mi-
nistro Segundo as informado, qne lem da soa polica,
parece-lhe que a felicidade do Sr. ministro da ma-
rinha vem de um janlar. Eis como Ibe referiram o
caso:
Adiando-sc o Sr. Honorio Mrmelo Carneiro Lene
em um janlar disse a alguem que uelle se achava,
que, leudo de partir para Montevideo, anda n.ln
linha secretario. A pessoa a quem eram dirigidas
aquellas palavras, respondeu que se lvesse sido con-
sultado, indicara o Sr. Prannos, o Sr. Honorio
observou que Ibe pareca ma a lembranra, com
quanto cm nutro lempo nem mesmo se rnmpri-rcn-
lasse com o Sr. Pannhos e este o zurzisse ate no
Correio Mercantil, ( accresccnta o orador.) M.m-
darara depois um bilhete ao Sr. Prannos, dizemlo-
Ihe que, se quizesse ira com o Sr. Honorio pira
Montevideo, e que nao rerusasse. Dahi oSr. Honorio
mi procurar o Sr. Prannos no Jornal do Com-
mcreio, cm que enlao se achava, c perguntou-lhc
se eslava resolvido a ir como seu secretario para
Montevideo, ao que responden o Sr. Paranhos:
Com V.Bxt. rou atipara o interno. Eu nio
vou para o inferno com pessoa alguma, exclama o
orador : para o co com quantas quizerem. (Riso.}
E, senhores, por tal forma agradou o Sr. Paranhos,
que o Sr. Paran andan mendigando volns de porta
cm pnrla para que elle sabisse depulado, supposlo
que os elcitores estivessem mais propensos a volar
cm individuos que cites nao apelli.lavara de transfu-
gas do partido liberal.
Arcresccnta que os excmplos da historia provam
que osmonarchas anda que sabios c honcstos.rhcios
de virtudes, tcm sido sempre vctimas da perfidia
dos seus consclheiros, que Carlos I, diga-sen que se
disser, foi victima da perfidia de lord Slraford.
Declara desejar que o Ihrono tenba consclheiros
desolados, e nao daquellcs que s pre-iram o tbrono
para formaren) clienlclla, dispar delta para cm al-
gum lempo disputaren! enm elle n.lo sabe o que.
Acredita na declararn do Sr. ministro dos nego-
cios estrangeiros de que a circular da 19 de Janeiro
de 1854 nao M obra de um estrange/rn, enmo s
propalou em Montevideo.
Pede que o guverno declare se approvou a procla-
madlo fela pelo Sr. Amaral ; entende que esse do-
cumento hc inconveniente, c admira-se mesmo que
elle seja feilo por um Brasileiro dislocto que escrc-
veu artisos bem elabora lo- em uma folln desta ca-
pital.
Tambem alinde proclamaco do presidente do
Rio tirando do Sul, observando que em domnenlos
laes devera haver mais prudencia.
Enlcnde que a seguranra inmediata do Brasil,
seus interesses c-senciaes. rcclamavam a inlervenrao
nos negocios de Montevideo.
lie opiniao que o governo devia ligar-se com o
general t'rquiza, poltica concebida pelo ministerio
passado, mas abandonada pelo aclual, o que deu
causa ao tratado de S. Jos de Flores.
Diz que a estrella lio Sr. presidente do consclho
be fatal nos negocios da America, o mesmo em lodos,
pela sua tenacidade, eque por isso faz votos ao reo
para que quanto antes elle se retire dd poder.
Conctue declarando que vola contra o projecto
resposla a falla do Ihrono, porque se o approvasse
justificara com o seu voto uma poliliaa que tem
sligmalisadoda maneira a mais forte, 13o forte quau-
loo lem^iermillidosiias Iracas forcas.
feudo dado a hora, a discussao fica adiada, c o
Sr. presdeme designa para a ordem do dia a mesma
de boje, e levanta a sessao s2 Jj horas.
f
que souber amar, qucsoiiber fallar, qnesouberviver,
tomar ao acaso as classes mais impuras da socie-
dad!' uma mulber com a inleurilo de rehabilitar essa
pobre rrcaliira de Dos, de rcbaplisa-la com o bal-
samo da raridad.' chrisla, de levanta-la punco a
pomo lm de eleva-la al si, c salvo se encontrar a
rviep.;.io de nina perv.o-idade* incaravel. essa mu-
lber ressuscitar denlrc as moras vivas, ese o amor
nilo exlssse no mundo, ella o inventara para seu
generoso libertador.
Senhora, disseSan Nerco rommovido, c lcvan-
lando-se, agradeco-llic esta lirao ; ella adianlar
miuha experiencia. Creio finalmente, era ludo o que
a -cubla disse.
At amanha, disse Isaura .lcvanlando-sc tam-
bera, amanha he o dia feliz quetraz mita la noca
romo disse Thcsco a Hyppolyta.
Alo amanilla, tornou San Nereo, lerci a honra
de couduzi-la i casa de scu marido, islo de sua
ca-a.
E o rapaz saldo encantado de sua ltima visita, c
corren a referir toda essa conversaran ao ronde de
Saltante ; porquanlo bem conloo leilor adcvnlinu
talvez, o j:onde dabilava em Londres ha dous me-
zes, e siibmellia Isaura a uma ru le prova que de-
via decidir da sorlc da mora.
Por sua felicidade ella linha duas virtudes de scu
sexo, a deliraran c o re. onhcrimenlo, e cnmquanln
eslivesse livre c senliora de suas acedes, com quanto
lvesse cm sen poder bastante dlnheta pin julgar-
se rica, bastantes enfeitesc joias para completar sua
belleza, permanecen em seu isolaraenio irreprehen-
svel, c B forra ile Irabdliar para sua reliabililarao
mereceu-a c obleve-a doronde Caelauo, sen marido.
No dia sesiiinte Mr. de Sullauze, San Nereo,
Branca e Isaura cclehravam sua rcuniao em um
anlar de bodas na eslalagera de Star and Crter
"lia deliciosa aldea de Richm.in.l.
Era esse o restira do renaseitnenlo de uma fami-
lia inlcra. A inudaiiea de ar, de clima, e de paiz
pareca lanrar cm oulra vida os acnnlecinienlos hor-
riveis que lomavam u carcter de um sondo na lem-
liranra de todos. Experininilariam a mesilla sen-
sarn confosa, aquelles que revivessem ein oulro
pianola depois de le em rendido o lili uno suspiro
-obre a Ierra, lis semblantes dos quatroconvidados
de K i el ii o -u. i uoconscrvavam nenlium vestigio das
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBUCo.
PARAHIBA.
Villa de Mamanfnape 21 de julho. *
A alguns a cousa mais fcil he formar um plano
meule cu quando as cocega me fazcm tancar
milo da pennapara dirigir-lhe as nimbas cortezas,
c fazer os meus rapaps, como fazem os serlancjos
quando cuinprmeiitan.lii a algum qudam, elevara
o februario acompanliado de um sibilante assobio
al as ventas, inlo mil dillculdades e passo horas
iuteiras alenlo a ver, se, de improviso, a musa me
soccorre com algum pensaroenlo feliz, com alguma i-
dea aproveilavel, para dar priucipioas minhas can-
tilenas ; e assim mesmo quantas e quantas vezes te-
nho estado nesta posirao com a peona bem aparada,
o papel appelloso, enfroobado em uma calca e ca-
saca de nielim, cutete de setim, um bom par de ber-
zeguius como um mandarim, afun de ver se o pro-
duelo mental corresponde com o trajar, c se sou am-
parado de alguma das felizes lembranras que lauto
abond.im ao meu collega ordeiro, sem puder ao mc-
ims ligar duas ideas. Oh meu eos quando goza-
rei desta ventura! quando chocara esle .lia leli/.!quan-
do principiarei a gozar desta gloria quando pude-
rei ser igual ao monos ao meu collcga ordeiro. Mas
ah! feliz momento, hora propicia! Urna fresca brisa
que vagava pela esparo-a rampiua adornada de seus
matizet, ora se elevava al as uuvens precorreudo a ,
densa almosphera, ora dcscia c gil se conduzia ao
jardiin donde a suavidade das mais occullas llores
por loda parle se espalbava, e pelo agradavel de seus
perfumes era capaz de atrihr o mundo inicuo, ora
pareca que guiada por urna orrulla c hbil mao
procurava curaprir uma misso ; eis que de momen-
to passei de pobre a rico, de pequen,, a grande, de '
ignorante a sabio ; e a fama do pmdisio que u acaso
obrara, fazeudo sabir altos peusameiilos do mesmo,
q..c su roniinha pobres expresses ; bem como a pe-
queua (cayo que laucada ta precipiada corre-
le, cada dm#xpriroenta novos climas, ser conduzi-
da por eslescu Diario at mesmo ao mais longiquo
lugar da nossa patria para que lodos cnheram que
quando lieos quer, nada he impossivel! Porem o
que intento? Onde me ronduz o meu indiscreto
pensar f Para exaltar un lao simples prodigio, te-
cer um encomio ao meu .'Minio collega ordeiro, in-
tcnlosondar os abysmo* incnmprehesiveit dos ele-
meniiis 1 Temerario pensamento, abate o leu peque-
no yo, alerra-te, confundc-lc, adverte que os seres
limitados nao podem, e nem devemninlenlar levar
seus pequeos saltos al onde nao veem. Pcrdoc-me,-
meu amigo, nao linha utenres de massar-lhe lano,
inadvertidamente eslava-me precipitando em-um
pelago d'onde nunca mais, com os meus fracos auxi-
lios, saldra.
Vimos as novidades queserao puncas, por isso
esla tem de ser aleijada como o nosso anao Roberto,"
que lem volumosa cabera, e corpo sublil.
Eslava serena i noite de Santo Antonio o o co
limpo de uuvens ostentava o azul formse, que
lano deleita a visla c menos sereno era o animo do
vclbo licenciado, que para esparecer sua tristeza,
senlou-sc n'um mocho porta, e com aiiarba'apoia-
da no casilo branco de sua bengala, deverlia-se
com aexplnso dos buseaps e dos traques com que
os rapazes feslcjavam o nosso padre Sanio Antonio,
Dos te guie : dis desses luzeirns, que parlindo das alturas da almos-
phera, parece que se deslaca da abobada celeste, pa-
ra ir ue cu par novas posices. Trema de medo o
velho licenciado logo que principiaran! os roncos dos
bacamartes, c chegou a crer que em Mamauguape
exista a peca de Dio, e a desmesurada cumbrina de
Nanev, e quasi que morre de susto. Continuava um
divcrlimenlo n'nm sobradinho^emquemora o porta-
guez Antonio Piorga, com grande rodo de instru-
mentos, como trombetas, tambores, atabales, chara-
mellas, pfanos, e um trombelo do mestre Groe.
Foi uma noite de folzanca e de divertimenln :
sallavam,-re(ocavam, bailavam, e chuveram apupes
do povo miii.ln. c acabado este rebolico suscilou-sc
vivissimas couteslarOcs enlre os Porlguezes. Mi-
zericorilia I Vi Sanio nomede Dos I amigo meu
bradoii o velho licenciado. Que ruido he este Truc-
he issn que l ao longc, ora alveja, ora reluz as
Irevas ? He nina multidao de l'ortuguezes que, ar-
mados de puuhacs, fazem aquello grande alarido, e
querem brigar. Por la se gastem, excl.imou o vclbo
licenciado, al que clicgue uma das autoridades, que
estando cm cxcrccio, moram leguas (lisiantes desta
villa. Infunde realmente melancola ver qoe esla
villa famigerada, e lAo amplameule dolada pela na-
tureza, aprsente por erros, governalivos, o espan-
lozo quadro da anarchia a que esta reduzida. As de-
sordens apparecem lodos os dias e o autores, procu-
rando Ingo padrinhos, ficam impunes. Ainda va-
mos as foi gane as. Na noite do glorioso S. Joao Bap-
lisla houveram lao bem diverfimentos c alaridos
com muilo maior excesso, grupos de Porlguezes ol-
lavam os laes bhscaps por todas as partes por onde
passeavam; c tendo algnns se dirigido ao lim da ra
do Ollm d'Agua, snltavam para a porta em que es-
lava sentada uma familia desfrutando a frescura da
dores rcenles, sabiam da convalescencia das febres
da desgrara ; nao havia mais lagrimas para o pas-
sado, riam para o futuro.
Isaura de Sullauze fazia as honras desse feslimrora
a grat;a c dislincco de uma mulber do ll'est-end.
Urntira nilo linda recobrado inleiramenle sua tez
beiib.inlo do- dias felizes ; mas um vivo rubor espa-
Idado aqui e all em sua palidez annunciavam a vol-
la da alegra assim comoas doces cores da aurora
annunciam o dia. O conde de Sullau/.e rebentava
em ditos, e remocava-sc visivelmcnrc debaixo da
aureola de seus cabellos de prata. San Nereo s
va Branca, c dcxava raras xezes sua all tuda de
adorador para tomar parle na conversarao de seas
convidados. S fallava-se do presente e do futuro
e nenhuma palavra fazia jamis alluso sseenas de
nutra existencia. Projeclavam-se mnilas vagens o a
caria do mundo era eslcndida sobre a toalha ao lado
da lista dospralos. Fallavarsc cm ganhar Liverpool,
esse veslibulo da America." o visitar essa Ierra dcs-
rnlierla por Clirislovam Colombo. O fim do mundo
e-lava s loriasda bospedacem de Star and Crter.
Do nilo da varanda da sala do festim desrohria-sc
uma paizagem mtravilhota que nao ronlrhuia pou-
co para fzer crer em uma ressurreirao em oulro
planeta ; porquanlo nada ha que sessemc-lhe aos
i-ampos ile Kirhmond, nem mesmo o ponto de visla
de Mciidon, ou o lerraro de Saint Ccrmain, alias
duas coosa admiraseis. No fundo do valle o Ta-
misa prepara suas golas de agua para transfrma-
las em rio inmenso, erasar com o Ocano,como uma
moja pobre e ambiciosa que trabalha na escuridao
para casar rom um visinbo rico.
Todas as rollinas san roberas de virosa relva, a
planicie estende-se at au hnrisonlc teda povoada de
bellas arvores, toda alcatifada de llores agrestes da
oslarlo, he um jardim em proporrnes minuta-. O
sol dos ltimos bellos dias auinava esta immensa
paizagem da Inslalerra. e rodeando nossos qualro
convidados com sua screnidade radiosa, pareca di-
zer-lhes que cr-ssem no futuro, e desseui esperau-
ra o nomc de realdade,
i
MUTILADO
ILEGIVEL

?


DIARIO OE PERNAMBUIO, SABBAUU 23 Ufc JULHU Ut I8b.
\
dar noile, nm ilos furiosos boseapw, que devendo
cunijiiii a sua baixanilssin beljoa as faces de duas
moras, ficando tuna eom Mlcnsa eomhusllu no lado
iliriln, c .1 nutra com urna ronlusSo na testa. 111
oulro dia que cu para .li-lraliir o espirito salii l pal-
ien com o meu Bel licenciado, onvi lamentar-sc
cen azedame una intilhor, de nonie Belarmina por
Icr sido zurztla por uin Indio de noine Acoslinho.
Alaria l'aca laBil'em cliurliou sua dosc de batinga
dada por aaire Indio Aupista ele ele.
Kcmonlo-mc a fallar lestes fado* alguma cousa
anli.piarios, com tanta maior Tontada, quanlo em-
bado leoho esperado da nossa polica um desenla-
ce digno de si. A espantosa demora de provi-
dencias en*rgicw cm lacs casos apenas indica
paliativos, que dao aso a se prevenirem aquellos,
que alisdcyiaminriiiilineute soffrer a punirlo, e o
que mais anda he, nuilos nem mais larde" c nem
loso sao leinbrados, introiluziudo-sc assini uin (olal
abuso is leis, conservandn-se reos de tilo liorreudos
criincs impunes, forjan lo quo os planos de no-
nos .-atentados. Passcmos do preterilo para ao pr-
senle.
Fui informado pelo meu licenciado que em um
dcsles dias, pelas qualro horas da larde, foi issassi-
nado um indio de nome Alejandre Soares, por
Antonio Barboza lamheni indio. O malvado leudo
(adida com a victima da cxtinrla villa da Prcgui;a,
em distancia de jncia legua, rommetteu o horroroso
crime, sen indo-sc de urna faca de sen companhe-
ro, que de Coa vonlaile Ihc preslou. Perguiitando-
se ao assassino os motivos que leve de pralicar lo
uesra acrao, responden oestes lermos:malci, por-
que elle apos-ou-se de qualro arralis de carne que
me pcrleui'ianr.O here j foi processado, e adia-
se na eadeia da capital.
Continua a pesie de hoximis. i fazer victimas na
Babia da Tramo, Rio Vermclho, c segundo me in-
forma o Indiciado cm .1 acaran.
I.ogo que rhegou ao conhecimcHlo do juiz mu-
nicipal desla villa, o Illm. Sr. coronel Jlo Valcn-
lim Pcixnto de Vasconcellos, que o contado vari-
lico linha-se desenvolvido naquclles lugares, levon
ao conhecimeulo ija presidencia, e o Exm. Sr. I)r.
l'lavio Clcmcntino da Silva Freir, deu as mais
promplas providencias, autorizando ao commissario
vaccinador desta villa, o lllm._Sr. I)r. Anlonio de IIB um rl0i qilc ,Ic =., ,, A||aniieo ; prem cc
SomaNunca Plato, para nao so curar os doentcs, ., haemalgumas partes aterrado, as barracas
i Mili" ll'irn 1 i i'. i i : i .. ". ,1 ............. LiiiIa n.iln ..I ", .
cnlraui para o porto na cchenle da mare. A
ja.punha c ilispnnha cuino em sua casa. As formi-
nas at lomaram conla do templ*, c lizeram tal re-
voluto, que o marlyr das llevas, o ia sendo lam-
hem de um ilrsahamcnlo. .Mas ah anda esteva o
provedor decapelhs para noinrar um administrador
zcloso, que cuidasse do inclhor,miarlo da igreja, o
que teni feito.
Tcnha paciencia, ineu charo, Vmc. apaiihoo-mc
ilc pachorra, va oiiviudo as dctgraca* desla minha
querida Ierra. Anda a villa de Santo Anlonio nlo
sonhava de ser calcada, ja a mallo nobre, sempre
leal, e a mais anligl villa de SS. Cosme e Damilodc
Iguararsti linha um calcamcnlo antigo, sim (aluda se
nSo cooheciao systema'do ftil ftlac-Adamj ; porem
solido ehein feito. Nomino da graca de 1X51, o
calcamcnlo desla villa na parte cm que nlo est ar-
rancado, lom por cima una formidavel carnada de
Ierra cm vegetarlo ; as mas em cerlos pontos mais
baivos, como defrunle do l.ivramenlo, o defrnntc da
casa do fiscal, c loda a roa deS. Sebastiao, loruum-
se inlransilaveis, principalniente a allima, poii que,
conserva nm rio enrrendo por mcia della com loda a
poesa, ipi.ni 1.1 qualro enrhadadas hastariam para as
asnas da chuvaler oulro curso mais prosaico em ver-
dade. porem deixande mais commodidade para o
tramito. Dizem os entendidos, que sao de proveito
esses estragos plnviaes, porque val a agua carrejan-
do n Ierra al que appareoa a picarra : eno est o
municipio salvo, lomos sem o menor Irahalho, esem
vinlcm de despeza, a villa loda calcada, c de nianei-
ra, que nomo svstema do fulil Mac-Adam.iicm o de
lages, nem a de ferro, como na ra do Salan no Kio,
[segundo me disse um compadre sargento que les-
leve porto o pe podanle.
Ouca mais. Nao sei quem leve a lemhraea de a-
proveilar os malcraos ila eadeia velha, para fazer-
se urna nova com proposito para sala das sessues da
cmara, csala para audiencia do jury. O delegado,
Sr. coronel Manoel Thomaz, rompromellcu-se a dar
cem os pruprietarius do termo a madeira que fosse
necessaria ; a idea nao era pa ; principalmente por-
que aproveitavam-se as pe.iras e lases do vcllio edi-
ficio, oque ten sido j faltado. Vcio um engenhei-
ro, fez a plaa da obrabonita de ver-se cm papel,
o cm papel ficou o projeclo.
Nao se enfade ; ouca mais. He dentro da villa sa-
be um rio, que despeja mi Allanlico ; porm como
Eml7H foram kilos o aterree Varadouro de
Olinda. sendo governador da capitana Henriqoe
l.uiz Vieira Freir de Andradc. llavia urna neces-
sidade de seiiiclhaiitc Irahalho, e era o ahaslecmeii-
to d'agua potavel para esta cidade do Recite ; mas
eom que imprevideucia, com que ignorancia dos
principios mais Iriviacs da sriencia, n.lo ro construi-
da aquella ulna Era necess.irio elevar as aguas do
lado do rio para que as canoas as podessem receber
as mares ebrias, e para islo levantaran! o aterro 0
Varadouro lauto quanlo fosse mister a conseguir es-
te liiu ; mas nao se lemhraram que, menor endien-
te do lidien!].., essas aguas j accumuladas no gran-
de reservatorlo chamado pan/ano, seelevariam tras-
bordando, ou arrumbando o aterro onde se livesse
estahelerido urna crlente i|ualqucr.
Com efleilo, de cnlan para ca raro foi o anuo, em
que desde os Arrombados al o Varadouro nao se
tenham feito mullos rombos; c o trabalbo de lapa-
propria ou por uforniiiocs exactas, que me Icnham
sido forneridas, perdem quasi lodo o seu merecimen-
lo, lornaudo-sc, de elevadas que possam parecer, in-
Iciramenle rasleiras, quando depois de collisidas te-
iiham ... ile ser enunciadas por urna voz l.lo fraca.
Mas conliuueo Sr. Augusto Frcdcrico de Oliveira
I comprovar pela sua dctlioacao, pelo seu tlcsinle-
resse, pela sua imparcialidade, que be deputado do
povo e nao dos ministros ;* que pugna pelos iulcrcs-
ses da provincia e do eslado, e nflo por decorarles c
/alias; que, l'ernambuco, oboni senso, a poslerida-
de, nao julgar assim. Que maior, que mais digna
recompensa!' l'm seu amigo i,"*)
O Sr. Augusto de Olireira relira, com ccnscnli-
mento da cmara, o seu requerimenlo de adiameu-
como para a propagarlo da vaccina, leudo este ti I
limo lucio salvado muilos individuos, devido iu-
ilul.ii.ixrmenle este hem ao zelo deS. Etc.
(.luer i.uvii mais um raso raro ecelebre, cleile al-
lencao. Fm um lugarejo dislanlc desla villa cinco
leguas pouco", mais, pouro menos, um hornero bran-
do casado com nina senhora tambem branca e de
boas .pulida.le-, emprehendeu la por certa cousi-
nba, que asna chara Ihc era infiel, efingio-se doudo,
Iralou tle mallrala-la com lauta aspereza, que a
iniseravel desesperada deixou a sua companhii. e
vnllou ao lar materno:islo e o que elle queria, era
ama e a mesma cousa ;aqu heque cabe bem di-
zer-ee,encnnlrou-se a voulade rom o desejo,li-
vre elle daquelle fardo lAo pezado, que o ia suc-
cumbindo, cohrou immediatamentc perfeila samle
rom o seguinle medicamento por elle mesmo pre-
parado nos inlcrvallos lucidos ; nunca llie aconsc-
Ibarei para me use dcllc, apezar de ser i^e muita
|iioinplnl."iii,reuni urna poreo de gente, e mau-
dou em casa de um iudividuo, onde existia urna
deidade que eslava prestes a rasar, com quem de-
Iialdc linha usado dos nieios brandos c amorosos,
carrega-la afortiori, e Irazer para sua companhia,
e nata mais ; com 13o simples droga, e em tilo eiirlo
periodo adquiri o perdido ; pergunlando-se-llie
por que razSo, j eslando perfeilametile restabclc-
cido ta mania, nao ia buscar sua consorte '.' lie
poiujeu. que lirada a causa cessava o elleito, e mais
nactiisse.
Nada mais presentemente lenho a commuuicar-
Ihe. Em oulra occasiAo dir-lhc-bei certas cousi-
nhas depois que ouvir o meu velho licenciado.
Saude, venturas e mais vcnluras Ibe deseja
O Mamonguapenfe.
PERNAMBICO.
VILLA DE K.l A1IASSL'.
36 dejando.
Meu charo.Nao sei, se be a idade qoc me val
fazendo rabugcnlo, ou se lie genio meu ; se he esa
soledade que me cerca, ou seesse montaodc ruinas,
que influe sobre meu espirito. Creio que ludo islo
concorre para que seja eu o mais choran do todos os
sens correspondentes, que apezar de velhos sao fol-
g.i /...... Quando olbo cm torno de mim, e vejo rsla
Ierra abandonada, me comparo com a ave da tristeza
chorando sobre os deslrocos de seu ninbo 1 Em ver-
dade se me record d.i que foi Iguarass, e observo
a que est reduzi.lo no prsenle, lagrimas em jorro
me escorregam pelas engilhadas faces Em 1787
era en hem menino, c sahindo da escola ia com os
oulrosjbrincar na ponte. Oh.' aquillo he que
era ponte ; de um lado e d'oulro tlous mag-
nficos arros, como
dos da punte do ltecifc, da
vam una appatencia bizarra i villa, e impuuham | aponto inultos cxcmplos, he pelo recejo de me lor-
respeilo aos viandantes. Bom lempo : com meus col-' "
legas tlava pernadas por aquella ponto, que era um
, nara a.pelle
Eu j era bem
goslo Anda lenho hem prsenle, que cm um tos
niezes ttesse anoo, o ouvidor ta comarca, que entilo
eslava em correifja) nesta villa, na ponte com a fa-
milia se diverta cm atirar n'anua pequeas moc-
itas de prala embrulliadas em papel,
menino, que primeiro as apanhasse.
(ala luili.i, e decuriao da pritneira classe nao quiz
liear aira/, tos oulros em bravura ; lanro-me apoz
uina das laes moedinhas mergulbo ; mas caio em um
poco, se nao he orna alma caridosa qee me lira j
com urna porcao d'agua no bucho,cslcscu triste cor-
respondente nao veria as mizerias, que vio por esse
scculo denominado das luzes !Cuslou-mc cs-
sa graea urna pisa da vclba minha mli(boa alma,
que Dos baja ajp gloria), c oulra nao menor do meu
mestre. ,Os daquelle lempo he que sahian dar en-
sino Mas boje, meu Dos, que vejo ? A sempre
pelos velhos lemhrada cheia de 1818, que innundou
parle da villa, poni de andar-sc de canoa, carre-
gou com aquellos arcos c seus santos, arrancn a
ponte, deslroio o excellenle caes que liavia de urna
parle c nutra della '. De cnl.lo para c foi aquella
veneranda ponte decahindo, despojada' de seu mais
bello ornamento, al o e-lado, em que se a v. Tor-
nada o lea o velho, de que falla
tt Um Phrygio corcovado,
tt Masque linha mil acara-.
a Que a corcova as cosas lhe encohriam, como
diz liarrell, ida cugenheiru trepa-lhe um remend,
que nio dura um auno ; o fiscal lira-lhe os paos,
que vilo apodrecendo para substituir por oulros ja
potlres. Ora, ahicsi um pao, que ha quasi tlous
niezes foi mcio mellido, e onde vao arrancar os de-
dos os pea, que tcem a desventura de pa-s.ir pela
ponte. Basta dizer-lhe, que al os rapazes do pa-
dre l.uiz Carlos fizeram desse lugar seu gato sapnto;
ratla um arranca-lhe um laco, Hieda urna cauivcla-
da, Aorrexco refereres!
E aquella famosa casa de cmara, quo era a mc-
Ihor da provincia, que be felo della? Com esles
d eom silos respectivas comportas para abri-las em
lempo de invern ou por occasiao dascheias. Iloje
seria loueura rematada fechar oulra vez essas aber-
turas mitas ltimamente, se be que se Ion fin vista
ratialisar o Bcbetibe, e aproveilar esse iminenso ter-
reno boje alagado, e loro tle rrueis cufermitlailes.
Do lati to Capibarihe sabe-se que ludas as aguas,
que vinharo Icr ao arrala!, escoavam por Parname-
rim ( Paran-mertm, ou mar pequeo ), que era
urna especie de laco espacoso c profundo, e tao pro-
fundo que por all lcvaram os llollandezes sua* ran-
himeiras rom grossa arlilharia para atacar o arraial
le Santa Cruz. Esse lago ou Icilo esla boje comple-
tamente obstruido, cas aguas liusram diversas di-
reeees pela ignorancia daquclles que suppem, que
podem fazer mudar as leis da naiureza impunemen-
te. Em geral o Icilo do Capibarihe era muilo mais
largo o profundo, lauto que anda cm nossos dias,
mesmo no verao, cm muilo puucos lugares aleo
Carhangii tlava pawagem a vo.
As margeos do rio, eveepro tle poneos lugares,
eram cuberas tic mangues ou tic ingaseiras, cm lim
estavam povoadas de arvoredo ; a derrabada expoz
essas margeos urna insolaran tao rigorosa quanta he
a torca to sol ya zona trrida ; tlalii a diminuidlo
successiva das aguas, as coras, os comoros de areias,
c a obslruccao completa to antigo Icilo ; lendo-se
formado outro por incuria ou tleleixo de quem dc-
via zelar nos ulereases pblicos, c tambem por es-
tpida ambicilo dos particulares, que viam nesses
comoros urna dadiva do co, que augmciitava o seu
terreno.
Fstrcilailo c diminuido o antigo leilo do rio, as
aauas deviam cresccr e acctimular-sc as grandes
endientes, muilo mais porque os auligos desaguade-
ros tambem linliam sido eslreilatlos considcravcl-
menlc. Com efleilo o rio Capibaribe desaguava por
totlo o espaco onde boje existe o aterro tlestlc o ma-
liidotiro junto a fortaleza tas Cinco Ponas ale a ca-
sa chamada do intendente nos Artigados. O aterro
feito, ha 60 anuos em lempo dogovernador I). Tho-
maz Jos de Mello, eslreiloii tonsidcravelmcnle es-
sa sabida, Eedozindo-a ao canal da ponte, cujo Icilo
por successivas consiruccocs tcm sido anda muilo
mais limitado, comoacoulcccu eom a ultima cons-
Iruccilo. que se acaba de fazer all.
Por oulro lado larobcm desaguava por entre os
dous haiirusila Boa Vista c Santo Antonio, scntlo a
sua largura primitiva desde a matriz daquelle bair-
ro al melado da ra Nova. O aterro, chamado ta
Boa Vista, foi comeeado em lempo tos llollandezes,
mas acabado durante a administrado de Andr Vi-
dal de Ncgrciros. Anda ha ,'iii aunes a ponte tic
Boa Vista linha mais de 1,200 palmos, boje leni pou-
co mais ta niela.le. Obstruido o dcsaguadeiro tos
Alegados, e diminuido o da lina Vala em urna pro-
porcAo llo espanlosa, purque nos havemos tle admi-
rar dessas endientes ou dessas innundac/ics, que
dao causa a nossa improvidencia ou a nossa igno-
rancia '.'
Anda mais : o Icilo ou canal onde est a ponte do
Reeife servia tle desaguadeiro i parle das agoas do
Capibaribe c as aguas do Bcberihe ; anda por vesti-
gios conservados pode calcular-sc nesse lugar a sua
largura em tlous mil palmos ; os llollandezes a rc-
duziram quasi i melade, ohslruiuilo tlemais a mais
o leilo com um enrochamenlti artificial, c com pila-
res de grandes dimenscs, o que fez augmentar pro-
tliginsameule a rorrcnlcna direcrao vertical da mes-
ma ponte. Quem visse no tlia l dejuiiho a ponte
to Kecife lena observado que as aguas, assoberban-
do-se do lado to norte, forroavam urna elevacao de
mais de seis palmos para despenhar-sc em catadupas
por cnlrc os vaos dos arcos e tos esleios da parle do
sul.
A'visla poli do que Icmus tlilo al aqu, nao se po-
de aaseverar que nunca houvcra endiente semclhau-
Ic, nem que as aguas suhissrm lauto por clleiln de
sen veame; pelo contrario he tle suppr que, obs-
truidos os tlesaguadeiros naluraes, ellas se elevdselo
pur falla de espaco, onde se estendessem e dcslsas-
sem sem obstculo. E seremos anda lao nientccap-
los, que continuemos com esse estupido sistema tle
alerros, sem lomarmos nina medida de piecaucSo,
qiicr abriudoum novo c espacoso desaguadeiro, quor
encallando o rio, e daudo directo convenieulc as
suas aguas'?
Nao; be mister que as lices da Providencia nos
aproveilem, j que nos lulo servem a c\|ieriencia e
n saber tos povos civilisados rom t|uem vivemos em
estrellas relarcs. le mister que a auloridade pu-
blica vele na couservacao ile lodos, e faca por sua
cousa velha, porm tle ullidade '.' Deixamos i di*-1 parte aquillo mesmo que O bom senso acon-clharia
criclo dos venios as folhas de nossas coroas, porque fazer a qualqucr particular, para n.lo sermos devora-
eslao wccas, para prestarmosauenego aos louros ver- dos um dia por urna ilessas cchenles, que de futuro
semidea da provincia aiilorisou o Enverno a mandar
abrir o rio. L'm engenheiro com sen ajudanlc aqui
estovo; saslnu-se dinbeiro no esludo, e sabe qual
foi o resultado ''(I cnscnlieiro tssc que niio valia a
pena ahrir-se o rio para Iguarass, que desse eraras
a Dos ir vivendo !
Por mcio deslc lunarejo passam scmanalmenle
qualro ou cinco estfelas, e apesar tos pedidos que
se lem feito, anda nao merecen esta villa ter una
agenda, apesar de olfererer-se um asente, queser-
vissc gralis.
Este termo cm sen principio estendia-se al o ser-
ian ; foram-se diminoindo tlia a tlia seus limites.
Este anuo o juiz municipal pedio esclareciineulo
acerca tle sua divisao com os lermos visinbos, e a
commi^silo tle eslatislica, deque faz parle o Sr. Cas-
lor, que atpii j esleve, responden tirando para
S. Courenco alguna eneenhoa; o leimo queixou-se,
liraram-se mais euseuhos ; o termo reclamen, na
publicaran da le fui incluido mais um engenho,
que nao linha sitio comprehcntlidu no decreto da as-
semhla. Oh mi/ern termo, para quo vives mais ?
D-se um pedaea di da, c o resto v para S. I.ourenro, municipio neutro !
As vezes me lembro, que os Iguarassucnses se de-
voro consolar, porque au sao os nicos que sotTrein
desses esqueciuientos. Observo, que nos os.Brasileiros
somos milito iuimigos de cowtercar. Todas as uacoes
da Europa, se nao lie mentira o que leo u'alsum
livro, que por acaso me vem as maos, arremes-
sam-sc com ficucsi por cima dos caminhos de
ferro, e por mcio da fumaca para o progresso,
invesligam todos os meios tle aperfecoamenlo ;
mas conserva com religiao o que lhe excite recorda-
ees da historia, c o que apesar de velho be til. A
Inglaterra, que marcha na vanguarda do progresso,
de joclbos, com o thuribulo na uiilo deixa sabir bor-
botos do incens, no altar ta aiilicnidade, fallando
a linguagem da poesa minha contempornea. Nao
se pode iiegar, que os Ingleses sao exageradamente
patriticos, seus larda sao tilo filauciosos, que apesar
tic conhecercm, que a linsuafraurcza por sua pre-
cisao c clareza (ce t/ue n'rst pn.s cfar fietl pan fran-
nih se val tornando a lingua universal, a dcs-
prezam para rcsmuugarcm nicamente seu endia-
brado idioma. A casa publica, onde se falla o fran-
co/, merece este raro dstico lci oh parle/ran-
eis. Porm o amor ta conservacao dos coslu-
roes autigos, faz coro que os filhos ta soborda l-
bum na tlccrelarao das leis conservera estas formu-
las ero fraurez !
Anda hojcexislem, bem que em desuso, leis extra-
vagantes c barbaras, c nao ha muilo que foi revoga-
da a que pcrinitlaan marido a venda ta mulher cm
praca publica, levando-a por una corda ao pescoco.
A Franca, apesar de sen genio femenil, nao des-
lenha a anliguidadc, miles prcsla-lhe culto, e se nao
nar fastidioso, parerendo a Vmc. que faco urna di-
serlacao.
E porque motivo, meu charo, os Brasileiros, tpic
niiicaqueiam os coslunies, linda os mais ridiculos,
comlanloqucvenhaintlo velho mundo, nao o imilam
Disto 1 Porque razio deixamos ir ao cinto nossos mo-
numentos, nossos patlrcs tle gloria, e mesmo muita
los equivala bem nina obra hvdraulira mili sim- i lo apresenlado na scsso tle :l do correle.
Estala? Z^xorl^u a mCT" le",|! T l0.,1', I Con"M a diseusao do remenlo da marmita,
extensao do aterro tres ou titiaXro esgolos tic pedra e ...
com as emendas apoiadas e mais a seguinle :
Para mclhorar o porto da capital do Ccar,
mandando para isso o goveruo um engenheiro habi-
litado, 50:0005.
Paco ta cmara tos tlepulados -Jli tic junho de
1851. Jaguaribe..1/. ternandes i'ieira. Ma-
chado..Iprigio (luimaraes.Silca (luimares.
Theophih Araujo Urna.I-'igutira de Mello.
Uandcira de Mello.
O Mr. Augusto d Olireira: Tendo eu.Sr. pre-
sidente, me proposto o auno passado a discutir mi-
nuciosamente lodos os negocios pblicos relativos ii
reparlirao da mariuha, e procurado em tluas occa-
sitles considerar cada urna tas verbas desle orcamen-
lo, e cada um tos lopicos to relatorio do respectivo
ministro c secretario de estado, e sem que nimba-
npinioes sofTresscm nesla tribuna a menor contesta-
ran, n.lo falloo quem allribuisse aquello raen proce-
der antes a motivos puramente pessoaes, do que i
ronvcrao intima e sinrera da mi geslao que leva-
vamos negocios pendentes desla lito importante rc-
parlic.lo. Felizmenlc pata minha plena justificaran,
para confundir a lodos csses que roe irrogaram tilo
grave injuslica, ah osla um documento que falla
mais alto que lodos esses juicos infundados ahi esl
o relatorio to actual Sr. ministro da mariuha, o qual
encarando os interos-es da armada, dehaixo de um
ponto de vista lodo diverso, apadrinha por assim di-
zcr as minbas tristes ideas cnlo emltidas, c moslra
urna lal tlivergenria quanlo is opinies do seu ante-
cessor, que pdense afoutamenlc aaseverar que o re-
latorio do ministerio da mariuha, apresenlado esle
auno he o contraste do que nos foi apresenlado o an-
uo passado. \
O Sr. Ap rigi: O Sr. ministro actual esta de
accordo com seu antecessor sobre a emenda oflereci-
da pelo ia.bu- depurado.
O Sr. Auguro de Oliveira: Porm, Sr. presi-
denle, levo anles que ludo declarar a V. Evc, e
mesmo para tranquillisar ao nobre dcpulado que ara-
ba tle me honrar com um uparle, que eu nao ped a
palavra para fazer urna confron!ac,ao cnlre essas duas
peras officiacs, afim de lrnar saliente essa divergen-
cia e tirar dahi argumento em favor da cxcellcucia
ou Iriumpho tle minhas ideas entao emillidas; por-
que essas minbas ideas, embora sugeridas pela leilu-
ra de lvros de autores cseolhidos, adquiridas por al-
guma experiencia propria ou por informarnos exac-
tas que me tenham sido fornecidas, perdem quasi
lodo o seu merecimento, lornando-se que possam parecer, inteiramcule rasleiras, quando,
depois tle cnlligadas, Icnham de ser coordenadas cm
urna raheca lao pouco feliz c enunciadas por urna
voz lao fraca.
des, que apenas forero niiirchando Icrgo 0 mesmo
fado Eu apesar de ser o sceulo 18 fajo juslea aos
modernos, cunfesso que lea minia bravura, c muilo
adianlatlossc ai b un a lodos os respeilos, nao nos m-
guem larobcm nlgum mcrilo, nao cabpicm aos ps
as recortlarocs tos nossos fcilos.
Ora, por exemplo, quem tlcsconhece que a forta-
leza de Cahedello na Parahba, iinporlante como be
por sua posico, c pelos fados da historia, que esto
eseriptos cm suas muralhas, devora ser conservada'.'
Nao obslaute la est u mar guartlandn em seu fun-
do o que o homem esquece, c n.lu est muilo longc
o lempo, coi que a entrada da Parahiba nao lera es-
sa fortificacilo, c o cm t|uc os historiadores dtibalde
procurarlosaberonde sederam as beanhasde 1634,
e a intrepidez dos irm.los CaUutms. J Ihc Bao fal-
larei acerca do forle tle SI. Anlonio, defrunle do de
Cahedello, porque esse ha muilo nao existe.
O que lhe digo a respeilo de Cahedello, lhe pode-
rla dizer a respeilo tle llamarac, e de outras for-
talezas do imperio, e mais monumentos, se o rereio
devein tiu'iiar-sc mais funestas e ;uncni;a appelliinios para o inlcressc palriolico, para a inldi-
ceiuia e para a dedicaran que tcm mostrado o Exm.
Sr. consclheiio Cunlia" Figueiredo cm sua sabia e
prudente administrarlo, c esperamos que as nossas
vozes serilo ouvidas como tle quem nao lem oulro
iiilercsscse nao o bem publico.
Por ora he facilima a canalsacao do rio Bcbe-
rihe, desden ponte do Rccifcal a povoacilodaquelle
nonio ; porque em totlo esse trajelo nao ha o menor
obstculo, nem conslrurcfies particulares, era pe-
tlras, nem comoros; o canal apenas necessila tle di-
reccao e de algumas facis cscavac,es desde a Taca-
runa al onde o no corre cnlre margens. A nave-
garan lornar-sc-ha permanente, sem dependencia
tle mares em Inda essa exlencao, por canoas e bal-
tas jl apovoacilo de Bebcribe, donde nos pedera
vir muita madeira, rarvao vcjclal, Icnba, ele, cu-
jos arUgos cscacam no mercado tle dia em dia, e se
lornam carissimos.
Um dos primeiros beneficios tiesta obra seria Tor-
nillos vi a riqueza daquelle edificio ; o ouvidor all quem be o morlo : cm um patuti achoii-se escripia
de que cima lhe f.illci. nao rae pozesse mordara. mar um logratlouro publico para os gados destinados
Todos r;lo leudo o lim que leve o arco do Senbor
Bom Jess tle Fra de Portas, quando o lempo com
sua hijo de ferro,sem jamis encontrar a do homem,
se nao encarregar por si s de dar-lhe cabo. Mude-
mus de assumpto.
Esle auno unas puncas tlemorles lem sido feilas
neslc Icrmo ; anles de hontcm descubrio-se um ca-
dver no lugar Mondego, menea tle quarlo de
legua dictante desla villa; desconfiare ser assassi-
nalo para rotiho ; roas anda se nao pode conhecr
chava sala para audiencia, quarlos para MSblencia,
ravallaricc, cozinha. A ninguem su inenmmodava
para cousa alguma, que a casa linha boa baxellade
prala, eolias de damasco, e ludo que se pediste por
bocea. No andar terreo esta a eadeia com loda*
as cotnmoddades, leudo dcfronlc tas grades ca-
pella para missa e oracoes. Nilo ha muilo
lempo, como j disse a Vmc. urna vez ; que
na cmara lomci posse de ura lugar, para que,
ero falla de homcns.fui elcito. Hbjc, meu cha-
ro, o que resta? Oualni paredes lisnadas do lem-
po, que as conserva, como una satyra, para vergo-
iiba dos presentes. Por causa tle urna goleira, cujo
concert foi avaliado em i patacas, se n:lo me enga-
o, deixaram os senborcs do nobre senado (boje em
linguagem pro/ana vereadores da cmara municipal)
ir cm Ierra tao soherbo edificio Quamlo agora vejo
o Raimundo passar nos dias de vercacao (chamada
no lempo prsenle com lana impropr'ictladcses-
silo) com o par de linleiros de prala, nico nbjec-
lo Je valor, que resta de tanta riqueza, choro.... e
choro : poiso oflicio dos velhos lie lamentar o pes-
simismo do presente.
A grande igreja da Misericordia come se a cha '.'
Vejam os passageiros o sen recinto coberlo tle im-
mon-o mallo, c servando de asylo aos animaes im-
mundos, e urna douda lima le provincial deu-a
a irmandade tos Passof, que nem ao menos tomou
anda posse della.
0 convento tas rero!Indas s lem demelhnr o ex-
terior ; por dentro est em um eslado de mizeria, c
se nao fosse o zelo do padre Elureudo, seu digno ca-
pellio, mais nada restara, intimamente ncgou-lhc
a asscmbla geral urna esmola 1
O excellenle convento do Si-Francisco foi pela re-
vnlla pilludo, por assim dizer, por urna soldadesca
tle-fnlreiida. que arrancn Ibe ,-il porlas. O gtiar-
h ni Fr. Anlonio Machado pode a cusa de economa
azer as obras indispensaveis com um cont de rs.,
que deu a provincial. Em sua ordem lerccira
(urna boa obra) professei cu no principio desle sca-
lo, agora, meu charo ; flenho pejo |dc cortar-lhc) os
aliares acham-se despujados de suas rnagens, que no
ronsistorin existen) quebradas, sojas e irreverentes
orna parede arruinada amcaca deilar o edificio no
chao Seu patrimonio pelas unhas tos savies; meu
Dos, forlo miseria Devo aqui confcssar-lhc, que
o nosso digno juiz municipal, o r. Adelino, apenas
soube desse abandono da contraria, digno de luda a
reprelicns.lt>, deu como provedor de apellas, todas
as providencias para quefossem eleilosnoves empre-
ados, aprnveilado n patrimonio para reparo ta ca-
pella. Cousla-me, que para ver se arranca a or-
tlein drs-e marasmo, entrou de lercciro eja profes-
sou. Aceite S. S. um voto tic agradccinieiilo, que
lhe dirige um pobre velho, queja csl com os ps na
eova, e que para elle leva o consolo tle crer, que
anda ha coraije* religiosos !
A igrejinha do Rosario dos prelos tle-aboii com a
chttva. e larde otf nunca se crgucr de suas ruinas.
As iinasens oslavam cxposlas as injurias do lempo, o
ja a tluutla linha carresado com tluas : a irmandade
nao tlava um passii: foi preciso que o prbvcdor tle
capellas tndase recolbe-las no convenio das frei-
r-, cujo aclo acunrpanhou com umitas pessoas
mais.
A nossa malriz tem o que se lhe diga ; porm por
ora su Ihc direi.quc o dinbeiro que lem dado o ro-
scllio gial da provincia, apenas ebegou para algu-
mas obras |
Nao Ibe fallo no l.ivramenlo ; mas nao posso fazer
o mesmo acerca deS. Sebastiao. Essa igreja sempre
pcrlenccu lo nobre senado, que all fazia gratules
fcslas ni lempo em que comparecan! seus menlbros
com suas eapas, varas, c bantleira na frente ; desde
que e%c bonito uso foi o-ipie. ido, S. Sebastiao foi
poslo de um canlo : queiu queria era o dumi da ija-
o nome Joan Alves Ferreira." A polica trata com
alineo saber da verdatle.
Finalmente foi preso Francisco do (V chefe
dos negros queandiivam no mallo, gracas s diligen-
cias tln Sr. Amaral, e iaclividade do Sr. Pedro Jo-
s Montenegro Vlllarim.que osles tlias lem eslado na
m llanca e consumo desta capital, de Olindae seus
lermos, cs(cndcndo-se da niargem do canal para o
pocnleal quasi Bcberihe, com urna legua pelo me-
nos de exlencuo; ao passo que desaparecera esse
pantano horrivel, ronle perenne de molestias end-
micas; e ira augmentar o valor de lodos esses lerre-
uos tic um e oulro lado do novo ranal, c a formoscar
a nossa primitiva capital, tpie boje tilo mal corres-
ponde sua aiiliga iiomeada (Oh! linda!
Temos queda pelas estradas, e he mania faze-las
simultneamente, essotando os nossos extorcas cm
liiihalhos militas vezes notis, sem nos lcinhrarmos
de que os ranacs silo estradas mais vanlajosas por
causa dos seus vehculos,que sao as caneas ou baleas,
cm quanlo tpic as nossas estrada* so servem para ca-
vallos. So os carros podem substituir cun vanta-
scniiis canoas, c em quanlo os nao temos, porque lia
subdelegada no impedimento daquelle. Cunfessou venios tle despicar esse mcio tos canaes, princiqal-
esse ministro, que elle e oulro foram que mataran)' mente quando os ha naluraes, comu os do Capt-
es moros dos tiuerers que dorman) cm uina bar he e do Bebcribe'!
paqueo,i casa nesse lugar, como j Ihc disse. poi
mandado de um oulro negro, que j se aclis tambem
preso. Francisco do O' confessa que fra uro dos que
a.l icol am o feilor de Monjopc ; roas naga fortemcnle
que fosse u autor da morle feila em seu senlior em
lioianna, que allribue a um mulato seu parreiro.
Moslra-se impendido de seus erimes, e diz que de-
seja morrer.
l'm dia de-tes sabindo una barraca to Reeife
para a liba coro passageiros, Icvaiitou-sc tal frnnio,
que a lia rea oa virou, inorrcndo qualro pessoas, c
entre ellas uina menina, e um moro dislinclo da
liba.
l'ugio ta catlea desla villa o preso Manoel
Dias, aerando tic crrocs em dilfercnlcs lugares da
provincia, e fusio de nina maneiraa mais commodl
possivcl. l'm soldado da suarda abri a porta coro
a chave, que o carcereiro linha deixado na nulo do
rabo, e levoii-o para o banlio, la dcu-lhc escpula,
iiitlo-o por fra de totlo o periso, c vollou muilo
descansado. O subdelegado, apenas soube, mandn
diversas palmillas, mas sem resultado. Eslo pre-
sos o carcereiro, o soldado eo cabo, e tlisse-me o I.ou-
siiiuho,quc ia-se proceder na formada lei.
A chova vid indo com inuila moderarao, nem
nox iucommoila, nem falla para o neressario ; os
ros j dao fcil pafeagem, porm os caminhos
iraqu para essa cidade anda estn pessimos.
Saude c felicidades lhe desejo sinceramente.
(Carta particular.)
COlltM&lDOS.
Alm tle que pelos erros passados comvm cminen-
dar a milo. e lomar tuna providencia, vslo que esta-
mos amcacados tle nina iiiiiuuilacilo na nossa capital
por lutlas as razoes, que acallamos de expor, e que
nao podem escapar ao juizo de pessoas anda de me-
diana inteligencia. He lamben) convenieulc levar a
cambo* da Tacarana atalm da estrada tic Jlo de
Barros com o lira tle receber todas as asnas, que se
juntam tlcsde Asua-Friac Jacar al aquella estrada.
Nesta obra, alni de una necessidade palpitante, ro-
mo o esgolo dessas alluvics que lauloeslrago lizeram
ha urna grande conveniencia, c he tornar faril a con-
dcelo tle inalcriacs para militas ronslrurrOes, que
se teriam ja feito sem esta grande dificuluade.
Oualqaer eslraugciro de mediana iuslruccao, que
rhcgi ao nosso pas, c observa o seu primoroso solo,
lirada com indisuacao contra o nosso atraso e igno-
rancia. Temos ni Ib rala,lo o mais rico palrimuiiio
que us legou a naiureza. dcstruindo lotlas as suas
vanlasens, ccreamlopara mis mesmos tlilliciililades e
cmharacos para o futuro. Cumpre pois arripiar cai-
rera, c volver sobre nossos passos, ominen.laudo
quanlo for possivel nossos erros, o preparando um
poivir mais risonho c mais lisonseiro.
f<"onfiiittar-se-/ta/l.
l'HA INTROL'CCAO'.
Ahaixn se transcreve um longo e bem iiilercssau-
le discurso do digno deptilado por esla provincia, o
Sr. Augusto Frcdcrico de Oliveira. Nflo duviilamos
que esle discurso seja litio, ou seja litio por indiffe-
renlc c al enfatlonho por leitores tle outras provin-
cias do imperio ; mas sc-lo-ba em Pernambuco'.'
Tc-lo-ho Pernambucanos por infundado e improce-
dente ? Parece-nos que o indifiercnlismo polico
que agora nos apndrece, 'tanto quanlo oulr'ora nes
abrasiva o phreaesl tas rusgas e bemardas, nao se
estendeu a lanto!
Nao diremos que seja o discurso do Sr. Augusto
tle Oliveira, proferido na sess.lo de 21 tic junho p. p,,
o mais profundo ede inlcressc geral que se baja pro-
duzido na cmara electiva, esle auno: mas certa-
mente foi o mais preciso sobre as nccessitlades vilaes
da nossa provincia, o que frisou mclliorameulos mais
urgente! que nos fallam, o que ahrangeu mais lata-
mente muitas especies que laboran), e estn presen-
Passamos, ha pouco mais tle um mez, por urna
calastrophe, quedevia ser considerada como urna l-
cotlii Providencia Divina ; entretanto que, lunse tic
; approveitar-nos, j della nos esquecemos, cquasique
; ninguem se oceupa mais tle seus funestos resollado-.
| No tlia 11 de junho prximo passado esla bella cida-
i tic to Rccifc foi amoscada por una innntlariio como
nunca se havia visto ; parte dos bairrostlc Sanio An-
lonio c Boa-Vista esteve cobcria d'agua por esparo de
algumas horas; e o mal IcriSiilo irremetliavel, se a
Providencia Divina se lulo livesse roiuloitlota sorle
destn immensa popularlo, (anudo bailar a cnchen-
Ic, c desassombranilo o povo espavorido e quasi dcs-
esperado.
Treze tlias do una rliuva continuada em quasi lo-
da a provincia causaran! um verdadoiro diluvio ;
mas anda nos faltara dados para fallarmos das di-
versas comarcal onde a alluvilo foi medonha; pr
tira otenpar-nos-hemos desta tapital e seus arroba! lesna masillarn do digno icpresciilaule, c compro-
tles. O certo he que um espaco tle mais tle i le- | va que elle continua a par das colisas que se demo-
frar!,,.?,o"',ra.m* S't ""'* "'" '"" m^' i vcm "a vM'' ,loI''- Temos tido a paciencia de
lerraneo ; em minios locares cresreram as aguas '
mais de SO palmos, o por um ralculo lano mais
evado, quanlo he o ronliecimento que temos tic to-
do esse Irrreno, a (llura nidia tas aguas em lodo
este longo espaco nao foi menor tic '> palmos.
Aintla assim nao he possivcl asseverar-se, que fu-
ra esta a maior tas iinund.-u ics to Capibaribe e do
Beberibe, visto que boje os tlesaguadeiros desles
dous ros eslao reduziilos, por una improvidencia
indest ulpavel, a pequenos caiuies, bem por sureessi-
VOS alerros, OU per conslrucriles, que lera obstruido
lodas as saliidas tas agua*. Pisemos a provar a
ama assercao.
Icr lodos os discursos da dcputarilo periiaiubucana
na actual sessao ;os que ha publicado o Diario), e...
ficjucnios aqui.
Ilaum preconceito misterioso, quisa, mais pro-
veniente de reprovado orgulho, que de eonvicfaa,
conlra as loriibrares desse tlepuladu pornambuea-
no ; c ninguem o reronbece melhor do que elle
mesmo. .... minhas ideas tliz elle, ebeode modes-
tia embora ingeridas pela leitura de lvros de auto-
res escolhidos, adquiridas, por alguma ei|>erieucia
Anda boje, Sr. presidente, assim como o anno
passado, me Iraz a esta tribu.a uin tlever imperioso,
qual o de justificar urna emenda que se ada sobre a
mesa, propoodo para continuarlo do mdhorameiilo
doporlo tle Pernambuco uina consgnarao superior
marcada na tabella anima aoorraniciilo; correndo-
me a obrigacilo tle chamar a alienlo da casa sobre
essa obra, cuja utili lado ha sido dcsconhccida por
todas s legislaturas passadas, por todos os ministe-
rios transarlos, continuando nlo sei porque falalida-
de a n.lo ser aintla boje devidamente apreciada e al-
lendida pelo actual Sr. ministro da mariuha.
Anles que pasee adianto releva ponderar que, em-
bora eu reconheca que sendo a mariuha cnlre mis
um esleio permanente do ordem e um clemcnlo de
futuro engrandcclmento para o pala, alenla a sua
organisacilo territorial, de seus inleresses pouco se
trata nesta casa ; todava, daaislindo da palavra an-
les doboutem, tambera havia abandonado o proposi-
to tic provocar esla vez nma discussao mais circums-
lanriada sobre esla repartirlo, afim de adherir a essa
vontade. geralmcnlc manifestada na casa, de nao
demorar esle anuo a lei do oreamenlo; mas infeliz-
mente algumas palavras proferidas pelo Sr. minis-
tro da mariuha, carecendo de breve resposla, sou
forrado a contrariar nesta parte a vontade da rasa,
eom cuja indulgencia cont por esla falta. Nao me
tlcmorarei cm lomar a demonstrar qual a transcen-
dencia de semelliaiite melhoramento, por ser quesllo
que nflo admiti a menor duvida ; todo o meu em-
penho, pois, limilar-se-ha em fazer sentir a esta au-
gusta cmara que aquella obra nao ha lido o impul-
so que paicee reclamar o lim de ulilidade iuconles-
lavel que ella tcm de satisfazer, nem para sua exe-
curo hilo sido applicados aquellos meios exigidos
em alinelo aogro de importancia da localidade a
que ella se refere.
Para fazer-se urna idea do alcance desse melhora-
mento, basta laucar os olhos sobre o mappa, consi-
derando a excellenle c ventajosa posirao geographi-
cado porto de Pernambuco, o qual, situado na par-
le mais saliente c oriental da America Meridional,
parece pela naiureza destinado a ser um ponto de
escala para lodo esse immenso commercio de longo
curso feito da America do Norte e de toda a Europa
para dlTercntcs parles da frica, Asia e America
Meridional. Podesse cmc porto dar fcil c segura
entrada s embarcarnos de grandes tlimcnsoes, que
seguramente todos esses numerosos navios, que par-
ti lo daqucllas parasen* para rhegarem a seus des-
linos, e anles de doblar o cabo da Boa Esperanza ou
cabo de llura, sempre locam em um ponto inter-
medio, que he a ilba de Santa Helena ou a da Trin-
dade, de preferencia procuraran) o porto de Per-'
nambuco, que por perlencer a uina cidade popuiusa,
c que tem um mercado sufcicntcmunte abastecido
deludo quanto he ucetssario, outras vantagens otlc-
rcre to que essas duas insignificantes ilhas que acabo
de mencionar.
Mas, cultores, infelizmente al boje n.lo se tcm
allcndido a uenhuma dessas considerar/tes as quaes,
verdatleiras como sao, evidentemente rcvelam que a
realisarlo desse melliommcnlo tende a tornar um
ponto desle imperio o emporio de lodn esse i inmen-
so commercio de longo curso a que ha pouco alludi;
sendo lalvcz esse o mcio de fazer reviver o commer-
cio directo com a India, que cm oulro lempo j exis-
ta cm grande escala entre nos, o do qual se apossa-
ram os Americanos do Norte, que sio os que boje
Irazem para os mercados do Brasil as mercadorias
daquelle paiz. Caso os Norte Americanos, por con-
veniencia propria, escolbesscm o porto de Pernam-
buco como uro ponto tle escala ou estarlo para re-
paros de avadas que quasi sempre sofl'rem os navios
cm lio loiisas viagens, de cerlo ellos linham mais
interesse cm tleixar logo all as mercadorias da In-
dia do que leva-las para os Estados-Unidos, afim de
lomar a (raze-las oolra vez pira os mercados do
Brasil, (.potados.)
Nao se pense, scnltures, que a cxeqnihilidadc de
scmclbanle obra seja um problema que nlo estoja de
ha muitu cstudado e resolvido, ou que a sua reali-
sarao niio esleja na aleada das inlelligencias mais
mjopes; nflo, ella apenas consta de excavaees para
.-profundar a entrada c ancoradouro daquelle porto,
c de outros Irahalhos tundentes a remover as causas
que prono.vem a iccumulacao dasarciasnesses lusa-
res, e conscguitilemenlo n culupimcnlo do mesmo
porlo.
Nao pense tambem algucm que o ornamento des-
sas obras seja por deinait. exorbitante, que seja su-
perior s lorias dos nossos cofres pblicos; o com-
plemento de lodas as ubr as projecladas esla oreado
em menos tle -2,000:0003 slo he, menos da terca
parte da renda com quo aquella provincia entra an-
nualmculc para a come manto. Porem he doloroso
dizer que se queira coi idcmnar aquella provincia I
ver realisado semclhaiili i melhoramento s depois de
pcrlo do meio sceulo, p edndo-se animalmente para
urna obra oreada em pi ;rlo de -2,000 conlos a triste
consignadlo tle 60 a 80 conloa Quando alias a com-
misso que organisou o plano boje cm execuco tlc-
clarou a um dos anleci asures tle S. Exc. que para
que aquella obra pude sse Icr um andamento regu-
lar, necessiUva annu alente de ma consignadlo
uunca inferior de 1:20 conlos; sendo que o digno
presidente daquellu mi urna provincia, sob informa-
cao dos ncaa .--.idos t| a direccao da referida obra,
j com muele ao actj tal Sr. ministro da mariuha
que era indispensavcl a consignadlo annual de JI.V1
conlos.
Parece-me, Sr. presidente, que scmclhanle rae-
Ihoraincnlo tciulo um lim nao s local, porm geral,
cuiicorreiido elle para o dcseiivolvimento do rora-
mercio em geral e augmento da renda publica, de-
vralo seus beneficios rellcclir mais directamente
as outras provincias que sao contisuas aquella, e
que lhe cst.lo ligadas por tilo cslreitas relaroes com-
merciacs; a provincia de Pernambuco, que cm ren-
tlimcnlo he larras a segunda do imperio, linha di-
reilo a esperar mais alguma generosidade da parle
dos poderes do Eslado; c a Hondeado mesmo a pre-
ponderancia que ella exerce na batanea poltica e
comm'ercial do imperio, a mesma provincia lambes
devia esperar que para um lim llojuslo se precda-
le para coro ella com a mesma Igualdad* que se
observa para coro outras localidades.
O Sr. Bramido :Apoiado.
O Sr. Augusto de Olireira :N.lo scrci eu, Sr.
presidente, que censure cm lempo alsuin a esle ou
aquello soverno, mesmo aos do credo poltico ad-
verso ao meu, por despender quantias avallada* com
objeclos relativos aos mellioramentos materiacs do
paz; apenas lamento que quasi loda a renda do Es-
lado se esce em despezas rom o pestoal; por lauto,
longe de censurar, anda lou'vo boje, como fiz o au-
no passatlo, ao governo, que leudo de dolar esta ca-
pilal com um 'lencficio que lhe era ndispcnsavd,
rumo fosse oencanamcnlo tle aguas pola veis do rio
Maracanaa, oblcve para esse fim aulorisac.io do po-
der legislativo, e com tanta promplidao se bouve na
execuco den obra, que dentro do curto prazo de
lempo de I a 2 annos a pode concluir, embora fosse
(oreado a despender militares de conlos.
Tambem nflo fallarei de outras canslrucrcs que
absorverain grandes sommas.ncm lao pouco me op-
ponhoa todas essas quantias avtilladas que se lem
gasto com a suslentaclo dos t boa tro- desla cidade,
porque son o primeiro a reconbeccr que conslituin-
do os Ihealros urna necessidade propria da rvilsa-
{3o do seculo cm que vivemos, a capital de um tao
vasto imperio como esle, perdera os foros de urna
cidade cvilisada se n.lo livesse Ihealros correspon-
dentes e ailcquadosao goslo c ideas geralmcnle ad-
millitlas ; c Ihealros desta nrtlem por loda a parle
sao alimentados por subvenees dos cofres pblicos.
(Apoiados.) Porm a cmara ha de permllir que cu
diga que fallam a lodos os principios de justica dis-
tributiva que deven sempre presidir aos seus actos
os poderes do eslado, quamlo para urnas localidades
alleodcm a essas necessidades com lana promplidao
c liberalidade, e para oulras procedecom tanta moro-
sidade, com tanta mesqiiinhcz, e mesmo com nina
lao rov olanlo tlcsigtiuldadc.
OSr. Aprigio :Oh homem !... Sr. Nabuco, le-
nha pena de Pernambuco. /cio).
O Sr. Augusto de Oliveira :Cumpre porm des-
de j declarar, aprovcilando-me alias da adverten-
cia conlida no aparte que acabo de ouvir, que das
palavras que acabo tle proferir, nem do que lr le-
vado a dizer mais adianto, se deve inferir a menor
censura a membro algum do gabinete actual, e me-
nos ao actual Sr. ministro da marinha, porque eu
seria por tlemais exigente se quizesse que o nobre
ministro, apenas haquatro raezes na direccao da re-
partirlo da marinha, livesse podido dar plena o sa-
tisfactoria solucao a lodos os variados assuraplos ho-
je submeltidos i sua considerarlo. E mesmo algu-
mas providencias j adoptadas por S. Exc, para que
os trabalbo- desta conslrucrjao nlo fnsscm interrom-
pitlos no mez de fevereiro ou marco desle anno, por
se haver esgnlado a quola volada, me haviam feilo
conceber a lisongeira esperanra de que o nobre mi-
nistro da mariuha eslava tlisposto a cncarregar-sc da
tarefa, alias muilo honrosa, de reparar a injustra
litio da emenda, satisfar nesla parle aosdesejos alias
lo justos de una depullrao inlcra, e lunge de nos
contrariar cm um empenho lio nobre, anles preferi-
r aspirar, caso lenha lunga vida ministerial ( oque
espero e desejo;, de atiunnciar dentro tic pouro lem-
po cm urna circular a ludos os cnsulescstransciros,
que o podo de l'ernambuco offerece entrada franca
c segura aos navios le todas as lolarcs. Fazcndo
S. Ex. Ilu relevante sen ico ao imperio, torhar-se-
ha digno dos encomios, dos applausos dos habilaules
d aquel la provincia. {.Ipoiados.)
Digo mais que be tle toda a conveniencia, mes-
mo para o governo, que seja approvida a emenda
cm qucslo, porquedizendo o nobre ministro noscu
relatorio que foi necessariodispender a quanlia de
00:0003000 no cnrrenle anno financeiro. serS. Exc.
por esla razio obrigado a augmentar a consignarlo
de 0:000:000 volada no excrcicio de 18311835,
nao pudendo ron-egui-lo senfle por meio de uniere-
prensa nfficial conlra mim, chegando-sc a dizer al
que eu linha ultrajado a honra e reputarlo do olll-
cial maior daquella secretaria. Felizmente boje soo
justificado pelo proprio Sr. ministro da marinlia.que
nos diz no seu relatorio que essa repartirlo, atlcn-
dendoos vicios de sua organisaelo, nlo pode desem-
penhar satisfactoria mente iodo o servieo a seu cargo;
e S. Ex. aerresecnta qoc os trabalhos da serrelaria
resentem-se do methodo porque slo excrulitlos, por
nlo conlcr um pessoal orsanisado em secrocs romo
designa a especialidade do servido...
O Sr. Apgio: Os Srs. ministros da justica e
do impeo dizem o mesmo.
O Sr. Augusto de Olioeira: Nlo dnvido, mas
eslou juslifirando-mc com as proprias palavras do
Sr. ministro da marinha, mostrando o acert das nb-
scivacocs que fiz o anuo passado., Eslimarei que o
nobre ministro possa mclhorar a sua secretara ; el-
le nos diz no seu relatorio que pode conseguir este
lim com algumas disposirOcs regulamentares; es-
despeza
tlito supplr.nieiil.ir. Ora, a cmara sabe que, em-
bora esteja o governo aulorisado para abrir crditos j timarei qne o faca, mas sem augmentar a
sunplemcntares para conlinuarao de obras j decre- eom o pessoal.
ladas, todava deve sempre evitar tic (azer uso de se-
roclbanlc aulorisaclo.quantlo pode conseguir o mes-
mo lim coro um meio muilo mais regular, preferiutlo
anles, opportunamente urna cnucessao especial ex-
pressa na lci do orcamcnlu, do que lancar ra.lo de
'Juariel-general da marinha. Fui prevenido
em grande parle relativamente ao que linha a dizer
sobre esle lopico pelo nobre depulado pela Babia.
Anda suslenlo a minha opimioja exposta o anno
passado ; em verdatle he urna perfeila anomala se-
que a este respeilo ha sido praticada para com
provincia tle Pernamhucn; porm declaro a V. Exc.
que, vista de algumas palavras pronunciadas pelo
Sr. ministro da marinha na ultima hora da sesso
passada, cslou um poucu desanimado.
Disse S. Ex. no seu relatorio que o soverno est
disposlo a approvar algumas alteracoes ao plano de
obras ulteriormente adoptado, c que sSn proposlas
pelo ensenheiro inslez o Sr. Ncalc, que foi incum-
bido de ir examinar o estado da mesma obra. Eu
peco licenea ao nobre ministro para dizer-lhe, que
nlo seria lao fcil cm dar o meu assenlimeiito a sc-
um crdito cuja aulorisarlo foi concedida na hv po- mclhante eslabelecimento, mas como quatqnrr mo-
tlese de que nu interv alio das cmaras se verilicasse dlicaclo que elle carera depende de urna nutra crc-
aeao, de que bei de oceupar-me mais adianic, ospe-
rarei que o nobre minislro para u- anno inicie algum
projeclo. Pcdirei lodavia ao nobre ministro que
me explique como be que o secretario do encarrega-
do do quartel-general da marinha percebe comodo-
nas de ollicial embarcado, vencimenlos que s per-
teurem aos rommandantes de navios, on aos secreta-
rios dos dictes de divisao e esquadra, em vrtude de
urna consulta do conselho supremo militar.
O uobre ministro nos diz que o material da arma-
da necessila do augmento reclamado pela natureza
de serviro boj* a cargo da mariuha. Applaudn i S.
Exc. nesta parle, e desde j pode contar com a mi-
nha fraca coadjuvarao para ludo qoanto f*r mclho-
rar o material da nossa armada.
0 nobre ministro diz com toda a razio qee a re-
prcsslo do trafico he quesllo e dever para o paiz.
Toda a Europa se compraz cm reconhecer a religio-
-id.olo com que o Brasil lem cumprdo at hoje lo-
dos os coniprnmissos cuntidos nos tratados quo cele-
brou com as naces estrangeiras. o que he porem
doloroso he ver qoc essa naeo que insultando a nos-
sa nacionalidad* e honra, veio com seus eanhocs
chamar-nos ao cumprimento dos nossos deveres, nlo
ten ha cumplido nenbuma das condiees dos tratados
celebrados comnosco anteriormente aquellos cuja
observancia ella de nos reclamava de urna maueira
lio brutal. Al hoje o governo inslez conserva em
seu poder avullados capilaes brasileiros, furtando-se
a entrar na liquidarlo de certas dividas, oegando-se
ao pagamento das dividas j liquidadas, que j obli-
veram seulenra favoravel dos prnprios Iribunaes in-
glezes.
Mis sem embargo de um procedimento lao desi-
gual enlendo que o governo imperial deve conti-
nuar n linha de conducta j bagada, c levar a cruz
ao Calvario.
Conheca portanlo a necessidade do augmento da
nossa armada, do seu melhoramento, tanto mais que
este melhoramento oblido segundo os ltimos lysle-
mas iperfeicoados hoje em vosa, embora dispendioso
Iraz comsigo ao menos a grande vanlagera de que o
serviro a bordo desses novos navios carece de ura
pessoal menos numeroso.
0 nobre minislro no seu relatorio indica a neces-
sidade tic novas construccOes navaes, entre as quaes
osla o nm prebendla a de urna fragata e corveta a h-
lice, sendo tambera a sua opinlo poderem ser fei-
las nos nossos arsenaes ou eslaleiros prtieulares ; po-
rem, pcrmitla-me, o nobre miuistro que eolhe peca
que consulte a experiencia, a qual lalvez nao abo-
ne as ftinslruccoes navaes de grandes dimenscs fei-
las no paiz, e antes aconselha as que sao realisadas
cm pai/es eslrangeiros.
Eu desejra Sr. presidente, que o nobre miuistro,
me inforroasse dus meios de que elle pretende ser-
vir-se paraohler lodos esses gneros de qne neces-
sitam os nossos arsenaes de marinha para o forneci-
mento da armada, e que nos vcfn to eslraugeiro.
Supponho que o nobre minislro lalvcz j estejs con-
a necessidade de um augmento tle despeza para a
continuaran do uina obra j decretada. Ora, noca-
so tle que tratamos, sendo exactas as informarles
dadas pelo nobre ministro, pondo alias de parte as
asseverarcs do tola a dcpulico pernambucana,
cumpre j providenciar sobre esse augmento de des-
peza, allis intlspeusavel, anles pelo meio proposto
na emenda, do que querer que o guverno carregue
com a responsabilidade tle um crdito supplemen-
lar.
Aintla ar.crescenlarci : se a cmara nlo approvar
esta emenda, o governo deve renunciar ao arbitrio
de salisfazer esle augmento tle despeza por meio de
um crdito supplcmentar, porquanto a rejeirio da
emenda nada menos importa do que o voto da cma-
ra contra esse augmento tle despeza. Ora, por mui-
lo elevada que seja para mim a importancia desla
obra.mais importante me parece a harmonio que de-
ve sempre existir enlre os poderes polticos do esla-
do, e era lal hypolhese haveria falla de harmona, e
mesmo urna especie de desacalo, se o governo ama-
nilla fizesse abrir um crdito supplcmentar, julgan-
du necessarioum ausmculo de urna despeza, quando
na ve-pera a cmara dus senhures deputados em sua
alta -abo lona houvcssejulgadu tlesncce-sarin esse
mesmo augmento. (Apoiados.)
lina oulra consideradlo em roen conceilo descui-
de valor deve levar a cmara nao sa approvar esta
medida, como oulra qualquer que se retira a fim
idntico. Sabe a cmara que U nosso Ihcsouro con-
trahio empenhos muilo onerosos para a conslruccao
de Ires grandes esledas tle ferro. Infelizmente os
graves acontccimcnlus que se passam do oulro lado
do ocano, lem feilo com que essas emprezas nlo te-
nham podido reunir os capilaes necessarios para o
fim a que se propoem, mas he muilo natural que
dentro de algum tempo, com a si ara da Divina Pro-
videncia, desapparecara lodos esles obstculos. Prin-
cipiando a primeira empreza a dar cxem^lo aos seus
trabalhos,"comecandn os capilaes eslrangeiros a vir
procurar enlre nos emprego mais lucrativo, genera-
lsando-se enlre nos o espirito de associa^ao, e dan-
do-sc o devido valor ao alcance das vas frreas, he
muito natural que os empenhos do governo nlo se
limitan nicamente as tres estradas; em um lio
vasto imperio como o nosso, muilas oulras cons-
truot .!'- neslc sentido bao de ser projecladas. Ncccs-
saramente ha de acontecer ao governo brasileiro
aquillo que acnnlcccii ao govet no francez cm 1832
cm diante, quando principiaran! a dcscnvolver-secm
Franca as emprezas de estrada tle ferro ; ua nuil i i-
plicidade de obras desle genero que forem projecla-
das, algumas bao de pesar milito directamente sobre
o Ihcsouro, niormenteaquellas que nlo oOcrecem
lucros mmedialos, mascuja construcclo lodavia se-
r o governo o primeiro a promover quando sejnm de
grande futuro para o paiz. O que cumpre oeslas
circumslanrias fazer scnlo preparar o paiz para re-
ceber todos esses grandes mclhoramciitos, tratando
meibantes allerafoes, purque a* opinies sera duvi-l desde j de retrasar esses outros mellioramentos que>
ta muito valiosas to Sr. Meaba, eu peco permisslni

/
t
a S. E\. para oppor a de um nume para mim de
grande auloridade, que muilo acato e respeilo. o'
Sr. Vautbier, engenheiro franca de um talento pou-
co vulsar (apoiados), e que por milito lempo este-
ve ao servio* ta provincia de Pernambuco, em urna
memoria oll'crecida ao governo imperial acerca des-
te assumpto, indica justamente como muito neces-
sarios alsuns dos trab albos cuja supprcssao propoe o
Sr. Neale. Ora, o nobre minislro me desculpar
se lenho mais confianza as ideas do Sr. Vanlhier,
s quaes presidirn)o devido estudo e a sullicientc
madureza, do que as opinies do Sr. Ncatc, que
leudo all eslado apenas dias, e tendo de dar conla
de outras incumbencias, nao pode dispr do lempo
necessario para meditar convenientemente sobre esse
objecto....
Alguns Srs. duputados de Pernambuco: Apoia-
do, he exacto.
O Sr. Augusto de Oliveira : Comquanlo, Sr.
presidente, nlo deseje entrar em certos detalbcs
administrativos, comludo pedirci licenra ao nobre
minislro para Icmhrar-lhc a conveniencia de confiar
a dirccclo desla obra a um engenheiro hydrauliro
com rouhccimenlos especiaes, e qne lalvez seja ne-
cessario mandar vir do e-tetnseirn. Seguramente o
governo ganhar muilo temi all um homem hbil
que possa (flanear que os dinbeiro* pblicos que f-
rem alli absorvidos tenhlo urna applcarao provei-
(osa. Esse engenheiro noder.i servir igualmente
para dar oulras informarles exactas, e ministrar al-
guns dados scienlficos precisos que possam levar o
governo a emprehender oulros melboramcnlos nao
s em Pernambuco, como em oulras provincias do
Norte, as quaes, no esquccimcnlo em que vivem,
slo dianteinM 11 que devora proceda aquellos ou" vencido do pessime svstema seguid. ato hoje na ac-
Iros. porque IcMcm nada menos qoc a desenvolv | ** ,,e ,odof esser onjeclo. relaj *. \n >wni
o n i-so cuniin .co, auiui!!.ir nossa renda, a dar
un remonto ;, das as industrias do paiz '.'
J v, poi-., :amara, que o governo deve tratar
quanlo anles, nao s de emprehender, como de con-
cluir lodos esses melhnraraciilos a que me redro, que
hoje podem fcilmente ser realisados, e quemis lar-
de nao o poderlo sor senao com muita dilliculdade,
vista das ponderarles que acabo de fazer.
Mas para que o governo rcalisc lio bello pon-a-
mento he preciso que Irale jae quanlo antes de obs-
tar ao progresso desse mal feito por essas concesscs
Ilimitadas para a reforma de eslabelecimenlos p-
blicos, c que opponha barreira forte a essa trrenle
de ausmentos de ordenados e tle aposentadorias que
se vio tornando o nico sorvedouro da reccila do
eslado. Principioo-se por crear-se essa alia aristo-
cracia de cnipregados de fazenda, passou-se depois a
augmenlar-se os ordenados de lodos os cnipregados
do poder judiciario, desde os memhros do supremo
tribunal de justica, desembargadores. juizes de di-
reilo, juizes municipaes, sl, supponho, aos mei-
rinhos e ofilciaes de jusli^a.
Urna Voz : He injusticia fallar conlra o aug-
mento de ordenados dos juizes municipaes.
O Sr. Augusto de Oliveira : Nlo Iralo agora
dos jOizes municipaes, cslou tratando do objecto em
eral, c debaixo desle poni de visla digo que he in-
justsimo que ao passo que a renda tlocstadocresce,
tambem crespa prodigiosamente a despeza com o pes-
soal, tic maueira quo a verbamellioramentos malc-
riisse conserva sempreeslacionaria.
tima voz : Duplicou.
O Sr. Augusto de Oliceira : Esl engaado ;
o anno passatlo esla verba era tic 1,1100:0009, c esle
anno he de 300:01109; logo diminuto.
Senhores, ainda nao vi um soverno mais habilita-
do, collocado em circumslaiicias mais propicias para
nos fazer sabir desse lamenlavel estado em que temos
vivido al asora, e para fundar romo que urna poca
nova enlre nos, em que se comprchenda melhor os
verdadeiros inleresses do paiz. Presidido por um
tos bonico- mais eminentes do paz, romposlo de
algumas illuslrar/ics, e por esses motivos cercado de
prestigio, e gozando de grande populnridade no paiz,
nlo tendo inimigo alsum poderoso interno ou exter-
no a conihater. pode e deve o sabinele actual apro-
veilar esse bello lempo de bonanra para curar com
descanso de todas as quesloes administrativas, regu-
larisandu todos os ramos do serviro publico, e lan-
c ui lo--: com ardor, rom eulhusiasmo, para os nie-
Iborimentos materiaes.
Eu peco pois aos nobres ministros que nos apre-
senleni quanlo anles alsunia realidade, que a neces-
sidade dos mellioramentos maleriaes niio continu a
servir nicamente de (lenla de um lopico muilo se-
ductor, de um prosramraa ministerial, como desgra-
caJam-.'iile tem acontecido com os gabinetes traii-
sactos.
Seguramente eu nao lenho a louta prctenrilo de
conslituir-mc o advogado principal de lodos os me-
Iboramenlus para as diversas localidades do imperio,
pois conheco que essas localidades tcm nesla casa
para curar dos cus inleresses leeilimos representan-
tes maishabilidatlosdoque eu cm consrqucnciatla su-
periuridiide|dc suas luzes: masnoque diz respeilo i mi-
nha provinca heide sempre empregar os meus fracos re-
cursos, bcdc sempre reclamar, rom a devida energa
quando fr necessario, puraque esses mclliorameu-
los sejam alli conveiiienlcmenle atlemlidos. Tcnlia
pois a cmara toda a tolerancia para consentir nestas
minhas reelamactjcs, c o soverno loda a paciencia
para ouvir as mtanM imperlunarcs, na certeza de
que o empenho com que o governo procurar salis-
fazer a estas necessidades, boje recon'iecidas por ser
rcni lilamente reclamadas pelos inleresses reaes do
paiz, ha de sempre poderosamente influir para de-
terminar a minha posicao nesta casa em presenra de
qualqucr sabinele, sejam quaes forero os nomes de
que elle se componba.
Precuchido este lim principal que me levou a pe-
dir a palavra, aproveitar-me-hei tli occasiao para
arriscar breves considerares sobre o presente or-
namento de marinha, solicitando do nobre minislro
al sumas iol'ormaces.
Secretaria de Estado. O auno passado tve oc-
casiao de clamar contra a morosdade do serviro
feilo pela secretaria do estado d* marinha, e sem
que proenrasse de maueira alguma individualisar
miohasobservicoes, pois que nlo proniiiiciei um s no-
tVI
i
L-f
\D~
todas nesta parte reclaman) a mais viva soliciludc do
governo imperial, (./potados.)
Ainda petlirei licenea ao nobre minislro para di-
zer-lhe que nao seria fura tle proposito que S. Ex.
mandas** tamban vir do cstransciro urna compa-
nhia de operarios ameslrados em Irabalhos hvdrau-
licos, j que nao os lemos ero nosso paiz, quer da
Molan la, da Maula ou tle qualqucr oulro losar.
Consla-nie que be justamente ta irlanda que a In-
glaterra ltimamente tcm lirado grande porelo de
operarios com que lem pudido exccular us melho-
ramenlos que lem feilo nos diversos portos das suas
posses-es das Indias Occidenlaes.
Mas, Sr. presidente, por muilos bons desejos que
lenha o -tjohre ministro de annuir a algumas ties-
tas minbas lembriiuras, n.lo sei se S. Ex. lera meios
sullit-iontes para rcalisa-las. Sabe a cmara que a
consisuaco marcada na lci do oreamenlo que prin-
cipia a vigorar do l. de julbo deslc anno be apenas
de l0:IHKi.-*XK), que a consignaclo que pede o nobre
minislro para o exerciciotle I8V>1856Iiede80-.000S.
Ora, serlo sullicienles eslas consigua^es He o
que desejava que o nobre minislro me infonnasse.
O nobre ministro nos tliz uo seu relatorio que pa-
ra que essas obras n.lo fossem interroropidas esle an-
no foi preciso dispeuder 90^0009000. Ora, permil-
ta-mc que Ibe diga que ha falta de harmona cutre
a quanlia que pede no oreamenlo (80:0003000) c a-
quella que indica no relatorio como necessaria
[MMMfOOO); cumprindo igualmente nolar que se
S. Ex. procurar informarles exactas, saber qne a
obra nlo levo um andamento mais progremive
no rorrentc auno financeiro seulo depois de cerla
poca.
Assim ja v a cmara que a emenda proposla pe-
la dcpulaclo pcrnanihucana, elevando a 150 conlos
a consignaclo para o inelhorameuto do porlo de Per-
nambuco, lera um lim duplo, islo he, nlo s aug-
mentar a consignarlo para o excrcicio de 18551856.
mas habilitar oimhre ministro para tlahi tirar a quan-
lia que elle julsar suflidcnle para supprir a defici-
encia da consignaclo volada no exercicio de 1851 a
I8.V. Marcando pois a emenda 150 eolitos para o
excrcicio de 1855I8">(i,e havendo sido volada a de
60 para o de 18541X55, o nobre minislro poder"
dispr da somma de -210 conlos para disponder cm
dous gano*.' E essa quautia de -JIO conlos tendo de
ser applicula nos dous anuos linancciros de julbo
de 1X51 a junho de IS5(>, aiuda he inferior aquella
que p.- lem os engenheiros que arbitraran) a quanlia
de. I_'H mu!.i- iinnualmculc, sendo cm lal hvpothese
necessaria a somma de l ti conlos. Pcrgunlarci pois
ao nobre ministro : aonde esl a exorbilaucia da
quautia indicada na emenda'.'
Eu espero que S. Ex., meditando sobre eslas pou-
rasreflexoes que roe animo a apresenlar i sua con
snleracjo, eevplieado portal forma o verdadeiro sen-lme na discussao, cliuv-ram torritpaailanea* n* in.-
da armada, teiido-se seguido a pratiri de se com-
praren) csses gneros -miente na oceasilo em que
elle- slo necessarios, pralira alias que s redunda
cm beneficio dos fornecedores e especuladores.
l'arece-mc pois que o governo deve mudar de svs-
lem, mandando vir lodos esses objeelos com ante-
cedencia e por cncommenda directa da Europa, vis-
to que essas compras avulladas feitas pelo governo,
e pelo nodo porque ellas lem lugar, quasi sempre
produzcm nos mercados urna alta que prejudica al"
lamnteos inleresses da marinha rrtercante.
1,un bem pedirla an Sr. ministro que lenha a honda-
da de iiiformar-iiio se approva o systema actualmen-
te seguido para o fornecimaito das miiniooes de boc-
ea e fardameulo da marinha, e se S. Exc. nlo julga
que u conselho orgauisado pan esse fim nlo he urna
verdadeira anomala, sendo elle romposlo do encar-
regado do quartel-general, do contador c do cora-
mandante do navio, figrfraodo portanlo nesse con-
selho o principal consumidor ( o comman-
dante ), e o individuo ( o contador ) que por lei
he o encarregado da contabilidade e fiscalisaco das
despezas feilas; licando por tal forma burladas e de
nenhum efleilo todas as cautelas cstabelecidis em
disposcees rcgulamcnUres para garantir nesse ponto
a fiscalisaclo dos dinheiros pblicos empreados em
tacs mi-teres.
Na realidade, Sr. presidente, os foruecimenlos aos
nossos navios de guerra al hoje nao tem sido dos
melbores, nem mesmo aquellos fiftos pelo arsenal
tle marinha da orte ; j por estar d*bai!fo~a**ms- '
peccilo immediala to ministro, j por ser o mer-
cado da corte aquello que se ada abastecido
de melbores gneros, esse eslabelecimento devia es-
lar habilitado a desempenhar esse servido de urna
mu no ira mais satisfactoria do que qualquer oulro ar-
senal ; no allanto lenho uuvido a mais de um olli-
cial de mariuha referir, que os furncrimeiilos feilos
no arsenal de minha pronuncia slo superiores em
qualidade, c muilas vezes de cusi menor.
Agora permilla-me o nobre minislro queeu recla-
me loda sua mais seria alinelo para um ohjcclo
que toca muilo de porto aos inleresses presentes e
futuros da armada, lie bem sabido, Sr. presidente
que as nossas malos, sem embargo .das devastaces
que tero solTrido, ainda conlcm em si madeiras tuf-
ficientcs para a construcclo de urna grantle armada;
mas lodavia, lal he o svstema seguido entre
nos para o corte de madeiras, que o governo so
vi1 obrgadoa comprar ao eslraugeiro grande parle
desse material tao cssencial para a eoestrncco de
nossos navios.
O methodo seguido at hoje para o corle das ma-
deiras he o mais prejudicial possivel, leudo tusar
esse corle fra da pocadas phases da la, anles que
ellas tenham allingido o grao tic siiflidcnle madu-
reza, de manara que apenas empregadas estalam e
apodrecem, aprcscnlando o phenumeno de que as
conslrucrcs modernas nao lem a tlurac^lo das anti-
gs, asquaes duravam 60 a 80 annos, cmquaulo al-
gumas modernas ha que duraran) apenas um auno
depois que sahiram dos eslaleiros, como fossem as
corvetas Sanlisla o Santa Cniz.
Pela nossa legislarlo antiga e moderna lodas as
madeiras tle construcclo naval sao das do numero
de lci; houveram diversas provisocs, avisos e or-
dens do governo portugaez para reserva e acqui-
se,lo dessas madeiras, sendo as mais celebres as
que estabeleccram as conservatorias no anno tle
179X, supponho eu, e produziram bonselTclos. Duas
conservatorias brasa credas no Brasil, cslcudendo-
se a primeira desde o Bio (raudc do Norte al os
lbeos, e a outra desde os Ilhos al o sul do imjie-
ro; e tambem foram uomcados juizes conservadores
um na cidade da Babia e o oulro na cidade do Kio
deJainero.
Porm no anno tle 1832, por orna disposiclo le-
gislativa, foram abolidas essas conservatorias, e i
guarda das malas fo confiada aos juizes de paz, era
seus respectivos dislsictos,aquelles mesmos que mais
inlcressc linham na devastarlo do objecto confiado
sua guarda. O governo ao depois, conUceeiido to-
dos os inconvenientes resultantes dessa medida h-
gislaliva, adoplou por vezes algumas providencias,
porm essas lio rircumscripias, qne nlo destruirn)
esses ineonvenienles.
Nlo sei, Sr. presidente, se a legislarlo que regia
as anligas consereatojias em suas disposlciies se ap-
proximava das celebres ordenanzas francr-zas, lo
lempo do Collierl, que embora vigorassem por baf**

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ILEGIVEL




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l-IIU UL IOJI.
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anuos, produzindo minios boc9 resultados, lodavia
porconler erntiias dsposic,oes violar,es manifeslas
'-unir o dircilo de propriedade, torn.iram-sc lao im-
populares, que a s'1 revogacao foi um dos primei-
ros actos da revolucilo franceza.
o nobre minislro da marinha a este respeilo pa-
rcec confiar muilo, segundo se v do seu rclalorio,
na eflicacia das disposicocs coudas na lei de Ierras
de 18 do setembro de 1850 ; mas permilta-mc o no-
bre mioslro que lite diga que cssas disposiees me
parecem insulficienles ; nao quererci, Sr. presiden-
te, que o nobre minislro introduza entre nos o sys-
lema actual seguido em Franca, que alias he o mais
completo e bem determinado en urna legislaco es-
pecial, debaino da denominado de Code Forestier;
e-e syslema (ra com sigo alguns inconvenientes
para nos, cnlre oulros precisar de um pc?soal mui-
to dispendioso, cojo coslcio naquelle paiz monta a
10 milhocs de francos; verdade he que as floresta*
do dominio publico alli renden (ambem mais de 200
milhoes de francos; o que cu desejava, pois, era que
onnbre minislro tralassc dessa materia com loda a se-
riedade, porque realmente ella loca muilo de perto
aos interesses presntese futuro* da armada.
Parece-me que S. Eic. nao se ach na deficiencia
de dadosjiara emprchender qualquer Irabalho me-
nos imperfeto, porquanto sobre esle assuraplo crs-
lem escripias notaveis de um juiz conservador da Ba-
ha chamado I.uiz Balthazar da Silva, euslem mais
tralialhos feilos por urna commissio de oflieiaes de
marinha, e tamben ltimamente live orcasiode Icr
urna consulta do conseibo de estado acerca da appre-
hensao de ama barraca de madeiras feila cm Per-
nambuco, e elaborado por urna das primeiras illus-
Iraces do Brasil, o Sr. visconde de branles, na
qual se conlm ideas bem aproveilaveis ; portanlo, ja
v o nobre ministro que com esse dados esl habili-
tado a emprehender algum Irabalho, mais syitema-
lico e melhodico.
Parecc-mc que o nobre ministro poderia encarre-
gar a inspeccao das nossas malas aos empregados
creados para eiecoco da lei das Ierras ; talvcz por
isso se aponte como inconveniente serem esses eir
pregados dependentes do ministerio do imperio
mas en observarei que a intendencia geral das flores-
tas em Franca, perteocc ao ministerio da fazenda
porlanto.j se v, que nao ha inconveniente de de-
pender essa inspeccao do ministerio do imperio, por-
que dahi resulta a vantagem de se poupar a despeza
com um pessoal novo c especial.
No quero continuar a tratar de outros detalhes
relativos ao material da armada, do que eu me le-
nho oceapado, porque sou o primeiro a reconhecer
os embaraces com que lula enlre mis um ministro
da marinha, lendo de dirigir urna rcparlico tao com-
plicada, obrigado a desccr a lanas minuciosidades,
e ludo por Ihe fallar um auxilio, de que dispoem os
ministerios da marinha em outros paizes; c este au-
xilio he um eonselho naval.
Regozijo-mc de ver o nobre minislro compenetra-
do da necessdade de urna 15o til crearan; porm
no seu relalorio S. Ene. a esse respeilo se exprime de
maneira que en nao posso comprchender bem qual
seja a sua verdadeira opiniao qaanlo as altrihuicocs
que devem ser conferidas a essa instituirn. Enlre
as duas organisares extremas de um eonselho mo-
delado pelo atmirantado inglez on pelo eonselho na-
val ltimamente creado em Franca debati da in-
fluencia das novas ideas que dominam actualmente
aquello paiz, vejo que S. Eic. calende que se deve
adoptar um meio termo.
A cmara sabe que as allriliuicf.es conferidas ao
almiranlado inglez sao inleiramente independenles e
deliberativas, ao passo que o eonselho naval francez
he meramente consultivo.
O nobre ministro receia que qualquer Irabalho
feitoou modelado pelo syslema inglez seja contrario
i ndole do nosso syslema representativo ; porcm o
nobre minislro ha de permiltir que eu observe que
esse almiranlado inglez, a cuja sombra, na opiniao
de varios escriptores, tem a marinha ingleza chegado
a esse grao de esplendor cm que hoje se aclia, est
justamente cstabelceido cm um paiz aonde o sysle-
ma representativo existe emsua maior pureza, e ca-
so fosse elle contrario a esse syslema poltico, he
natural que livesse soflrido ahuma alterarlo. e nao
livesse permanecido inalleravel ha perto de tres se-
rillos depois da ultima modificaco porque passou ;
emquanlo qne esse eonselho naval francez juslamcn- j
>e perlenetki.iiiii paiz enjo syslema poltico hoje se
desvia sedsWvcTmcntc do dosso.
Diz o nobre ministro tamliem cm sen relalorio
que esta a esle respeilo de accordo com as ideas do
Ilustrado aulr desse projeclo do eonselho uaval, cu-
ja approvaco pende hoje do senado; e mais adian-
le nos diz S. Exc. que esse projeclo deve soflrer urna
moililicarao tal que lhe confira certas atlribuires
administrativas, compaliveia rom o seu carcter de
corpo esscncialmcnlc consultivo c de inspeccao. O
nobre minislro ha de permiltir que eu lhe rcllirta
que um corpo consultivo e simples inspector nao
pdc ler altribuic/ies administrativas. Eis porque
nao pude comprchender a opiniao do nobre minis-
tro ueste a-sumplo, e espero que S. Exc. me d al-
gumas informacoes a esle respeilo, que muilo servi-
rao para levar a cmara a formar o seu*juizo, acer-
ca de qualqjier modificaco que a cmara vitalicia
julgar dever adoptar. "v;
Tamliem observo ao nobre minislro que, visto essa
modificaco feila no senado dever tmenle ser ap-
provada on reprovada por esla cmara, que nao po-
den alten-la, ao menos que nao seja por meio de
una fu sao, pareca-me conveniente que o nobre mi-
nistro iuiciasse, nesta casa ou no senado, um novo
projeclo para que a cmara nao se vase obrigada a
approvar smenle o que vier do senado....
O Sr. Aprigio : Quando o projeclo se discutir
no senado, naturalmente o Sr. ministro ha de ser
rondado.
O Sr. Augusto de Oliceira: Nao duvido, po-
ro o que he verdade he que s poderemos approvar
ou repprovar qualquer modificaco; e caso a discus-
sAo mostr a inulilidade de qualquer nutra alteraran.
s o conseguiremos por um meio muilo mais moro-
so ; e ese inconveniente pode ser removido pelo no-
bre minislro, iniciando um projeclo novo, qur no
senado, qur nenia cmara-.
Entendo, Sr. presidente, que nao sao procedentes
as razoes apresentadas na sessao passada pelo nobre
dcpulado da Babia, que lem escrpulos e receios de
que um eonselho naval entre nos se eomponha de
um pessoal pouco habilitado, lendo o mesmo nobre
dcpulado qmtii-ado aos olllciaes de marinha de pa-
tente superior rotinciros, e os de inferior patente
inciperientes ; se esse principio prcvalecessc, eniao
nada se faria enlre n>. Pormilta-me o nobre de-
putado que lhe observe que o pessoal da nossa mari-
nha ero ntda he inferior ao pessoal das oulras corpo-
rales do estado (apoiados); e como o nobre dcpula-
do cnlende que o eonselho naval nao deve ser com-
poUos de olliciaes de marinha, podara consegui-lo,
lanto mais quanlo esse he o espirito do projeclo que
esla no senado, o qual das cinco entidades exigidas
para esse eonselho, determina que s tres sejam nf-
iciaes de marinha.
0 que me parece urgente he que finalmente se
(ac,a alguma cousa ueste senlido ; porquo entendo,
Sr. presidente, que a nossa marinha deve eslar ao
abrigo das nossas vicissiludes polticas, j que ella
Se parlilha das vanlageos da poltica, dciamlo de
Hervir as nossas latas elciloracs ou poltica!, con-
servando-se como um corpo neutro e mero especta-
dor, apents acudlndo ao reclamo da autoridade pa-
ra auxiliar o reslabelucmcnlo da orden publica
quando pertrbala pelas opiniocs exageradas em
seu* delirio, parecc-mc jnslo e razoavel que sobre a
nossa marinha lamben no devem recaliir os incon-
venientes resultantes da pouca estabilidade dos nos-
sos negocios polticos.
Bal urna palavra, eulendo que a nnssa armada de-
ve ter urna administracao e direccao suprema que
cure de seus inleresscs vilacs c por tal forma orga-
jusada que sua prosperidade caminhe sem tropero,
sem que possa solfrer com o tirocinio dos minislro
hoyos, incvpericnles, q8 todos nao professionaes,
que diariamente se succedem uns aos oulros na re-
parlico da marinha. Muilo desejarei que o nobre
mu.istro possg ,calasar alguma cousa a este respeilo
cumprindo notar que em todo que disser respeilo
a manaba inclino-me a seguir anles os exemplos da
Inglaterra, quedecididamenle he a primeira poten-
cia martima do mundo.
ros, S. Exc. se exprime de maneira a fazer conceller
a esperanca do que pretende proporcionar a esse ou-
Iro corpo vanlageos que realmente se conforman
cornos nossosprincipios conslilucinnaes. A respei-
lo porm do hatalhao naval guarda S. Exc. profun-
do silencio ; para niim he ex i lente que as pravas
desse corpo devem ler vanlagens iguaes as de que
gozan aspracas do BONO excrcilo, e se approximcn
mais do preceito constitucional, que garante ao c-
dadao brasileiro o direilode ser prvido nos empre-
gos, quer civis, quer mililares, lendo-se s em consi-
derado as suas virtudes e servicos.
O Sr. Sera:He preciso estar habilitado para
isso...
OSr. Augusto de Oliceira:Nao neg, mas cun-
pre observar que nina praca do excrcilo pode subir
a general, no cnlanlo que por csses rcgulamculos
hoje esiahelenlos urna praca naval nao passa de sar-
genlo.
O Sr. Sean :He preciso que saibam ler e es-
crever.
O Sr. Augusto de Oliceira:Nesses regulamcn-
tos de que falle exislcm outros inconvenientes tam-
ben! muilo prrjudriaes, como soja a isensao das
prajas do batatazo naval do servin de baldcaco
c do servico de limpeza dos navios; he una desi-
gualdailc eslahelecida entre as pracas do hatalhao
naval e as do corpo de impertan niarnheiros;
iaenoBo que nao existe nal mariiihas de oulros pai-
zes, ncm ruesmo cm Inulalerra em favor dos llogal-
marinei, que alias gozam de oulros privilegios mais
importantes, porcm ao menos compaliveis com a
boa disciplina militar.
Dcsejaria, Sr. presidente, que o nobre minislro
me dissesse se esl disposlo a transferir a aquarlcla-
mento do li.ilalhao naval para esse quarlel ullima-
mcnle construido na ra de Braganca. O auno
naado live a honra de mostrar que scmelhanlc
mudanca era prejudicial, porque um corpo de ma-
rinha, que tem de servir no mar, deve estar enllo-
cado cm lugar onde va adquirindo os costumes c
hbitos da vida martima, e nao deve viver em
Ierra na posicao cm que est esse quarlel, cerrado
de lavcrnas, que concorrrm para a insubordinarao
c indisciplina desses soldados.
O nobre ministro poden appliear esse quarlel pa-
ra oulro qualquer servico, j que se gaslaram
60:0O(rcO00 rs. com urna obra intil c improfirua so
para salisfazer caprichos de um mini-tro, ao menos
aproveile-sc para onlro mistrr.
O Sr. Aprigio:O minislro pao procedeu por ca-
pricho.
O Sr. Augusto de Oliveira:Veremos se o ac-
tual Sr. ministro leva avante a idea de sen ante-
cessor.
O Sr. Aprigio :Podia ler errado, mas no pro-
cedeu por capricho...
O Sr. Augusto de Olireira:Enlo deva ler re
dido luz da discussAo ; aqu se provou a inulilida-
de dessa obra.
O Sr. Aprigio:O nobre depolado cuida que
provou, c o minislro enlendeu que nAo.
O Sr. Siqucira (jueiro::O que convence a um
nAo convence a lodos.
O Sr. Aprigio:11c mais generoso amnistiar ao
nobre ex-ministro da marinha.
O Sr. Siqutira Queiroz:Nem precisa de am-
nista.
O Sr. Augusto de Oliceira :O nobre depula-
do nao permitlir.i que eu sustente asminhasopi-
nifics, que procure levar a clleilo as minhas ideas !
O Sr. Aprigio:lslo he oulra couss, e nao
dizer que o minislro ohrou por capricho, o que
certamente imprime aluum dcsar no carcter do mi-
nistro.
O Sr. Augusto de Olireira :Ouando nao se rede
luz da discussAo, cu digo que ha capricho.
O Sr. Aprigio :EnlAo porque o nobre dcpula-
do falln, seguc-se que levou logo luz ao nobre mi-
nistro "! Nestc caso (eremos mullos caprichos da
parle do aelual Sr. ministro, porque nao concorda
com as ideas do nobre depolado, al me sino rela-
tivamente emenda.
l.'ma ro: :11c emprestar ms inlcnces aos seus
collcgas.
OSr. Aprigio:lslo he emprestar mis inlcnces?
He boa?
oceupar a alinelo do nobre ministro sobre o asvlo
dos invlidos, mas relativamente a este objeclo S.
Exc. disse quinto foi ucoessario para me salis-
fazer.
Tamben o nobre minislro me prevenio em um
poni a respeilo do qual cu quera chamar a sua al-
lenrao, que he sobre a legislarlo da armada. Na
rcaliilade, urna legislaco feila cm m| sclcccnlos c
tantos pelo governo portugoez no lempo cm que a-
qucllc reino era regido pelo svsicma absoluto, nao
pode Icr boje ppliraeao alguma entre nos ; c a es-
te respeilo creio que evisle mu Irabalho organisa-
do por nina commissao de oflieiaes de marinha du-
rante o ministerio do Sr. Candido Baptista de Oli-
veira.
Sao esta, Sr. presidente, as observaees que por
hoje sou levado a fazer, c as quaes o nobro minislro
se dignar lomar em considerarlo, respondendo-inc
sobre aquello- pontos que possivel lhe fr, atienden-
do a horaadianlada em que estamos. Nao mesen-
larci, Sr. presidente, sen palcntcar casa a diver-
gencia cm qic me acho acerca do estado de nossa
marinha como o nohre dcpulado pela Babia que
falln na ulliina sessao, debuvainio o quadro da nossa
armada com cores lao negras, c piulando o estado de
nossa marinha com cores tao pouco verdicas.
Quando a marinha lem sido chamada a prestar
servicos ao paiz, ella os lem fei lo rom loda a rele-
vancia. [Apoutiot. ) Clliinanieiitc na guerra do
llio da Prala, em presenta das esquadras das duas
primeiras potencias martimas do mundo, a nossa
marinha ah porlou-se de maneira tal, que foi elo-
giada por essai mesillas esquadras. [Apoiadvs.)
Se o nobre dcpulado quizer encarar os outros ra-
mos de servico publico entre nos com o mesmo ri-
gor porque considerou a nossa marinha, ha de che-
gar as mesmas tristes condosSes a respeilo de ludo
mais que existe no nosso paiz ; no cnlanlo o que he
incoiilcslavcl he que a marinha brasilcira lem pres-
tado relevantes serviros, quer as questocs externas,
quer as iulernas. Na minha provincia ella cubri-
se de gloria, cuinprindu observar que ao passo que
na hora do combate mustrava o maior valor, no dia
scgiiintc nAo fallara aos devores de liuinanidade lia-
ra com lodos aquellcs que cram confiados sua
guarda o contra os quaes havia combatido na vespe-
ra. ( Apoiados.) E nolc-se una crcumslancia nola-
vel, he que ale boje nciihuin cnmmandaiile de na-
vio ainda solrcu proresso algum por haver desviado
em seu provcilo particular esse triste sold que o
Esladod ao soldado, pcrleuccnle s piaras dchaixo
de seu commando. [ Apoiados. ) Esla circumslaocia
honra muilo a uossa marinha; v-se que a prevarica-
raoalli ainda nao penetrou.de modo que podemos com
lodo o orgulho dizer qne o bolAo de ancora brasilei-
ro nao s exprime coragem e valor, romo tamliem
honra e prohidade. ( Apoiados.)
Terminadas csljs observarnos, concilio declarando
que nao s voto a favor do ornamento de marinha,
como tamben pela emenda apresculada pela depu-
tacAo de Pcrnambnco.
i
CORRESPONDENCIA.
O Sr. Braiidiio :Nao se zangue, Sr. Aprigio.
O Sr. Aprigio :Nao me sango, eslou respon- I lo cm nossa correspundenci
i
*
O anno passado, Sr. presidente, eu live occasiAo de
mostrar os inconvenientes conlidos nos regulamen-
tos expedidos pelo antecessor de S. Exc. que trans-
formaran o batalluio de fuzileiros navaes em bala-
"iAo naval ; sendo sem dn vida o mais grave aquelle
que fecha as pracas desle corpo a porta para subir
a postos de accesso e de ofiieial. Quando o nobre
minem *. oeeapa do terpa de imperiaes marinhei-
dendo ao que se iliz.
OSr. Presidente :Alloncao!
O Sr. Augusto de (Hiedra :QaWdo a cabarem
coiiliniiarci.
Sr. presidente, cu lambem ehaniarci a allencao do
nohTe ministro para alguma- oulras medidas que
julgo necessaras para beneficiar a nossa navegarAo
cosleira ; parece-me conveiiienlc a creacao de es-
colas de pratirageni ; vejo que o nobre minislro j
fez alguma cousa a esle respeilo, pelo menos ex-
pedio um rcgiilamenlo sobre o servido dos pralicos
da barra de Pernambuco; dcsejaria que o nobre
ministro considerasse as difliculdades que embara-
cam a nossa navegaCiAo cosleira do norte, de Per-
nambuco al ao Para. E para esse fin pcrgunlaria
ao nobre minislro se era possivel mandar construir
dous pitaron na pona de Olinda c no Cabo de Santo
Agoslinho, vindo alias esa idea enunciada no re-
lalorio. Julgando convcnicnlc essa medida, ani-
mei-me para esse fim a assignar urna emenda que
se acha obre a mesa, e a qual aulorisa igualmente
o cstahelecimento do dous phares Hacinantes nos
baixosque exislcm na entrada do periodo P,ira. Parccc-
mc que he eslauma medida de alia importancia recla-
mada por aquella provincia, qne se Tai tornando ho-
je urna das mais interessantes do imperio. (Apoia-
dos.)
NAo desejo insistir sobro a queslAo do dique do
MaranhAo, porque os nobres representantes don
provincia j disseram ludo quanlo harta a esle res-
peilo ; mas permita o nobre minislro que cu ob-
serve que a quanlia marcada no orcamenlo nAo esl
de accordo com a indicada no seu relalorio como
necessari. Diz o nobre minislro que dcnlro de 4
anuos aquella obra pode ser feila mediante a con-
signado animal de 80:fHKroOIK) rs., e no (remenlo
a quanlia marcada he de 10:0005000'. Que reccio
lera o nohre ministro cm que se augmente essa
consignado ? NAo diz S. Exc, que essa obra sendo
de grande utilidade, e mesmo indispcnsavel para
a nossa marinha, conven que seja concluida quan-
lo anles? O anno passado foi volada a quanlia de
100:000^000 rs. para a dique da ilha das Cobras ;
nao seria niclhor lirar desla verba a quanlia pre-
cisa para salisfazer ao augmento da despeza ne-
cessari para o dique do MaranhAo, porlo de Per-
nambuco, phares, ele?
O nobre minislro nos diz no seu relalorio que o
pessoal efleclvo na elasse dos olliciaes da armada
nao satisfaz as uecessidades do servico nos seus di-
versos ramos, e accrcsceula : < A notada deficiencia
se faz sentir, nao s no cffectivo total da 1.' elasse,
lento lambem no dos differentcs poslos, quando se
quer allender s exigencias da jerarchia militar e
s conveniencias do servico publico. Assim que
nAo poucos conimandos eslAo confiados a subalter-
nos, havendo officiacs superiores que se conlam na
lisia dos disponixeis.
lie maneira que muilos commandos eslAo con-
fiados a subalternos, havendo olliciaes superiores
que eslAo na elasse dos disponiveis. Ora, islo o que
indira? que a clisse dos oflieiaes superiores nao he
suflirienlc. Se os olliciaes superiores, por qual-
quer motivo que eu nao quero indicar, nao podem
salisfazer ao servico que dellcs se deve exigir, aug-
mente o ministro essa elasse, islo he, cmplele o
quadro, ou alterc-o na elasse dos olliciaes superio-
res. Kcalmcnle o nosso quadro da armada repre-
senta urna px raiuide assenlada na base de um gran-
de circulo.
Que a elasse dos oflieiaes superiores deve ser aug-
meulada, isto me parece evidente a menos que o no-
bre minislro nAo queira passar esles oflieiaes que.
nao prestam mais o devido servico para a segunda
elasse, qucsiao cm que nAo quero entrar, porcm o
que sustento he que os olliciaes subalternos que fa-
zem o servido dos superiores deven gozar das mes-
mas vanlagens c honras conferidas aquellcs que el-
les substiliiem.
O nobre ministro nos diz que he necessari urna
lei de promoQes ; mas cu observo que anles de se
fazer essa le convm pagar servicos j feilos. Essa
lei de promocijes nao pode providenciar scnAo quan-
lo a servicos futuros, salvo se o nohre minislro quer
que ella tenha effeilo retroactivo. Convm que a-
quclles que lem j prestado servicos sejam promo-
vidos aos postos a que lem dircilo. Na elasse dosse-
guudos-tcuentes ha quarenla e lanas vagas, e o no-
hre ministrodeveria providenciar a esle respeilo.
Eu nAo quero prolongar mais esla discussAo, pois
vejo que a cmara quer volar; lilil. inietieui de
Urna succima reiposta ao Sr. deputade Sea'ra.
Loado o supplemcnlo do Jornal do Commercio
sob n. 171, nellc deparamos com um discurso de S.
Exc, por occasiAo da discussAo do orcamenlo da
guerra, em que trata ao mesmo lempo da inspeccao
bavida nos hospilacs da Babia e Pernambuco. S.
Exc dirigindo encomios ao meu antecessor o Sr. l)r.
Percra do Carino, qundo se defenda da acciisacao
feila pelo Sr. I)r. llego Maredo, na qualidade de
inspector dos referidos hnspitacs, por haver elle au-
lorisado um pagamento que foi julgudo Ilegal, diz :
Se eu soulwsse que se havia de analisar esse
meu aclo com tao m f, eu, cuja couscioncia ainda
de de ler consentido no pagamento de una quan-
lia lio pequea para um medico que la bem desem-
penhou os seus deveres, islo he StfOOO por dia, se eu
soubesse, digo, que se havia ventilar este negocio,
eu leria mandado pagar muilo mais, prncipalinen-
le ira medico, que Incumbida da direccao de um
hospital, nao sealimentoii com gneros dessa repar-
lico e nunca mandn aviar as receilM de sua cl-
nica na botica da lacao. Terminando o seu
discurso, diz S. Exc. Oala que se podesse di-
zer a iin-m.i cousa .i respeilo de algucm, que*actual-
mente est cncarregado do hospital da minha pro-
vincia !!... n
Nao he nossa inlencAo occullar o mrito do nosso
collega o Sr. Ilr. Pcreira do Carmo, n.1o ; e ncm
pretendemos dirigir-lhe cxprcsses, que possam of-
fcudc-lo ; porm nao podemos deivar de cnvolve-
ler sillo o a pre-
sentado por S. Exc. para lenno da comparadlo ;e
por isso pedimos pcrmissilo a S. S. para nos servir-
mos ilo sen noine, e quiea Irazcrmos para o dominio
do publico alguma cousa da sua ultima administra-
rlo, romo eucarregado do hospital regimental.
Sendo us que se dirigi S. Exc. quando termi-
nou seu discurso, forcoso he que lhe apresentemos
os documentos capazes de desmentir sua proposicio,
se por ventura tinha conviccAo, quando a apresen-
lou ; ou de esclarerc-l. se menos bem informado
se abalancou emilli-la anle o parlamento do seu
paiz, sem que ilella tivesse conhccimcnlo : c espe-
remos que S. Exc. venha cm publico aprescnlar os
domnenlo- comprobatorios, sendo que seu silencio
sera sufliciente para confirmar nossa assersAo.
Julgavamo-nos livresde mais deveres oflererendo
ao publico os documentos sob ns. 1 a 14 que bem
drixam ver quao falso he o pensamculo do discurso
de S. Exc. em referencia mis ; mas como sahmos
i luz instigados por seu mesmo discurso, ama-nos
permitilo pergunlar S. Exc. se lem couhecimcu-
lo em que a din in il rara foi tratado o seu boleciro
Eslevad Soares tiarcla, quando fracturou urna per-
na ; se se recorda do relalorio do Exm. Sr. minis-
lro da guerra aprescnlado asscmbla geral no au-
pergiinlar a que ordem se lirava aiiuillo, oque lam-
bem posso aflianrar a V. S. lie que eu lambem nun-
ca ordcuei lirar das dietas nem viuda de gneros pa-
ra mira, e isso juro sob minha palavra de honra e
podo desla V. S.a/.cr o uso que quizer de minhares-
posla. De V. S. respeitador amigo o obrigado,
Firmo.
Hcrile 28 de novembro de 1853.
N. fi.lllm. Sr. I)r. Prxedes tinmes de Souza
l'ilanga. Em prol da verdade declaro que dorante
o lempo que Idilio servido no hospital regimental
nunca fui sabedor de que se lirasse cousa alguma
para o uso de V. S. Sou de V. S. amigo c collega.
Di: Miguel Joaqtiiin de Castro Matcareiihas, se-
gundo cirurgiao.
N. T.lllm. Sr. Ilr. Prxedes (nmes de Souza
Pilanca,Declaro. V. S. que nunca aviei receila
para docnle particular, que incluase no receituaro
do hospital, he quanlo me compre declarar dchaixo
de minha palavra de honra. Sou de V. S. respeila-
dor e criado. Jos Mara Freir Gameiro.
Sua casa 18 de jullio de I8>1.
N. 8.Comprimi 0 despacno snpra da adini-
nislracao geral do eslabcleciunviln de caridade, lau-
cado no rcqucriinenlo do Dr. Prxedes Gomes de
Sopza l'ilanga.(eolio a responder que durante "lem-
po que esleve affectn a este hospital, o forncrimeiilo
de medicamentos para hospital regimental nunca
aviei receilas parliculare dosupidiconle. por inter-
medio do receituaro daquelle hospital, que consta-
va de una folha assignada pelo medico do dia, e ru-
bricada pelo ofiieial de eslado, e depedidos extraor-
dinarios (ellos pelos meamos mdicos que cram abo-
nados na folha do dia segiiinle. lie quanlo SOI acer-
ca do pedido do supplicaoleo que jurarei se preci-
so for.
Botica do grande hospital de caridade 21 de ju-
Iho de 1834. O boticario,
./'lo laptista dos Ouimar'ies l'eixolo.
N.!).lllm. Sr. Dr. Prxedes Gomes de Souza
kl'ilanga.Em rcsposla a caria por V. S. a mim di-
rigida, leuho a declarar que medicamentos alguns
lem sahiilo deste cslabclimenlo a meu cargo, cm
provcilo de qualquer peaaoa do novo, nem tilo pouco
receila por V. S. passada, lenho aviado ; assim como
dos medicamentos por mim aviados e reincllidos pi-
ra serem distribuidos pelas enfermaras, me consta
que V. S. tenha delles se utilisado em proveilo de
alguma pessoa cstraiiha, c o que posso amanear he
que V. S. lem administrado com inlelligcucia. zelo,
e dedicaco este eslahelecinieolo. lie o que se me
ofrerece a dizer a V. S. como quem he de V. S. al-
iento venerador.Antonio Jos de tirito, farmacu-
tico ilo hospital.
N. 10.lllm. Sr. Dr. Prxedes Gomes de Sou/.a
l'ilanga.Em resposla a prsenle caria de V. S. di-
rei que,durante os mezes de abril, maio e junhode
1853, e do I" de jullio corrale al boje que servi c
sirvo de agenlc do hospital regimeulal desla provin-
cia, nunca V. S. se ulilisou dn genero algum do
mcsuiii hospital por mais insignificante que fosse,
nao s porque semelhaulc uso deobjcclos destinados
ao servico dos doentes, uto se combin.iva com o ca-
rcter probo de V. S. como porque de minha parte
na qualidade de por elles responsavel, nao concor-
dara a que fosse qualquer objeclo nacional empre-
gadoem uso particular. Declaro mais que nunca
me roiistnu que V. S. em lempo algum 1'nc.asse mo
de qualquer dos il i los ohjeclos para seu servico do-
mestico. De V. S. atiento respeitador e criado.
faiimundo Souato da Silva.
N. 11. lllm. Sr. Dr. Prxedes domes de Souza
Pitanga. Em resposla prsenle caria de V. S.,
son a dizer-lhe, que durante os mezes de abril a
junho do presente anno, que servi de agente do
hospital regimental a cargo de meu lnlalhao. nun-
ca V. S. se ulilisou de genero algum ihi mesmo hos-
pital, por mais insignificante que fosse, nao s por-
que semelhaulc uso de ohjeclos destinados ao servi-
co dos doentes nao se comhinava com o caracler pro-
bo de V. S. ; como porque de miuha parle, na
qualidade de por elle- responsavel, nao concorda-
ra jamis a que fosse qualquer objeclo do servico
publico desviado para uso pailicular.
Declaro mais, em abono da verdade, que nunca
me constou haver V. S. cm lempo algum laucado
mao de qualquer dos dilos objectos para sea servico
domestico.
Tenha desta forma salisfelo o qoe V. S. de mim
exigi c prompl fico ao seu servico romo compa-
nlieirn c criado aflccluoso. S. C. 10 dcjunliodc
18)1. Leopohliun da Silva Aseada.
N. 12. lllm. Sr. Dr. Prxedes domes de Souza
l'ilanga. Declaro (fue durante o esparo de tres
mezes que servi copio agente do hospital regimeu-
lal, entAo a cargo drHialalliAu2." de infanlaria, nAo
vi, nem ouvi dizer que o Sr. Dr. Prxedes domes
de Sooza Pitanga se servisse de ohjeclos pertenccii-
ics ao mesmo hospital, nem laopooeo aviaste recei-
las a particulares a cusa do sopracilado hospital :
s me cumprc dizer que, desde odia 1. de Janeiro
al o ultimo de marco do crrenle auno o Sr. Dr.
Pitanga era incansavel, zeloso e humano nos tra-
I enlos dos doentes a seu cargo, e que nao podia
haver maior asseio as dietas c enfermaras do mes-
mo eslalielecinienlo, lado devido s dislinctas qua-
lidade! que caracterisam o mesmo Sr. Dr. He ludo
quanlo lenho a dizer jurando sobre a miuha pala-
vra de honra. Kecife 18 dejulho da 1851. Ca-
briel de Souza Guedes.
N. I.'t. Declaro que dorante o lempo cm que
fui agente do hospital regimental a caigo do 0." ha-
talhao de infanlaria nos inezes de jullio, agosto c
setembro do rorrele anno, nunca me constou que
o Sr. Dr. Prxedes Gomes de Souza Pitanga, eu-
carregado do| mcsmohospital. pedisse genero algum
aln daquelle- para as dietas, e que ncm me colis-
in que dcslcs se utilisasse.
Quarlel do 9. hatalhao de infanlaria 21 de no-
vembro de 18:t.Joaquitn Antonio de Montes.
N. 11. lllm. Sr. Dr. Pitanga. Em resposla *
caria de V. S., em que me pede para, sol minha
palavra de honra, dizer-lhe se durante o lempo que
fui agente do h -pil.il. live noticia de que mandas-
sc V. S. fazer almnco por cnnla das dictas dos (len-
les para si, ou se fazia, pedindo gneros, devo dc-
clacar-lhe que quando fui agente do hospital achei
indio a pralica de se dar almoro e jantar ao)mcdico
do dia ao hospital ; e sendo cerlo que V. S. era so-
mente dellc eucarregado, nao podia por isso sercom-
prchendido no numero daquellcs que faziam dia.
Supponlio Icr satisfeito sua exigencia feila cm di-
ta carta. Sou sea venerador c criado. O lente
lose Antonio Ferreira Adriiio.
aprescnlado asscmbla
no de 1853, no art. Keparlicao de Saudc.
S. Exc o Sr. minislro lerminnu esse artigo com
o scgiiinlo trecho Ncnhuma relarAo razoavel
guardam enlre si as despezas (ellas com os curativos
dos soldados, j nAo digo cm diversas provincias,
mas ainda na mesma, c quasi sob as mesmas cir-
cumslancias ; e para nao (aligar vossa allencao rc-
sumir-mc-hci datando, que na provincia de Pernam-
buco apean de lodo o zelo do seu presidente, gas-
lou cm seis mezes o hospital do Recife quasi o mes-
mo valor de medicamcutos, que o hospital militar
da corle cm um anno.
Se S. Exc. o Sr. Scra quizer saber qual a ilile-
renca bavida na despeza feila, nos lhe podemos mi-
nistrar os documentos ; hasta que por em quanlo S.
Exc. saiba que a fazendaloacional dispendeu de me-
nos em nossa administraran no espaco de um anuo,
quantia superior cinco coutos de ris. cqu a mor-
lalidade deseen menos um (erro, se nao mais,
guardadas as proporc/ies. Terminamos aqui ; e esperamos que S. Exc. se
digne de responder, se nos qui/.er ohrigar a entrar
entuma analvsc comparativa das duas administia-
ces, para o que nos adiamos promplos. t
Sou Srs. Redactores, respeitador e servo. Dr.
Precedes Gomes de Souza Pitanga,
DOCUMENTOS.
N. 1.lllm. Sr. Dr. Prexcdcs domes dcSouza Pi-
tanga. -Dcclaro-llic qiicjdesdeoda7ilejuuhodel85i,
poca cm que principie) a servir rom V. S. no hos-
pital regimeulal, nao lenho visto nem me lem cons-
tado o que V.S. manda que declare, islo he. ulili-
sar-se V. S. dos gneros, medicamentos e oulros
quaesquer ohjeclos; bem como aittorisadh) de recei-
las aviadas para doentes de sua dioica civil, ao con-
trario lenho presenciado esmero, zeloc molla arlivi-
dade cm ludo que diz cespeilo ao cuiiiprimcnto de
seus deveres.Sou de V. S. rcspcilaih.r.
Dr.Jos Antonio de Andrade..
'N. 2.HlmSr. Dr. Prexcdcs domes de Souza l'i-
langa.Em resriosta carta ilc V. S., devo decla-
rar que dorante o lempo cm que lenho servido rom
V. S. no hospital regimcnUl, me nao consta have-
rem sabido gneros para sua utilidade, n^m Icr V.
S. mandado forncrer medicamentos pela botica do
mesmo hospital para seus doentes particulares, nem
se haver servido de ohjeclos perlcncenles nacAo.
De V. S. respeitador,
Dr. Jos Muniz Cordeiro Gilaltg Filho.
Sua casa 20 dejulho de 1851.
N. 3.lllm. Sr. Dr. PitangaPrcscindindodclo-
dasas considerarnos de amisade para com V. S., res-
pondo, que durante o lempo cm que com V. S. le-
nho servido, nunca lirei quaiili.lade de alimento,
por mnima e de qualquer qualidade que fosse, pa-
ra servir de uso a V. S. ; e sini a snnicnle preciso
para a diela dos doentes de>lc hospital. Orando as-
sim respondido lambem o ultimo paragrapho de
sua carta. Sou de V. S. amigo e collega.
fozendo Aprigio.
Hospital na Soledade 27 de- novembro de 1853.
N. 4.lllm. Sr. Dr. l'ilanga. Rebeb a carta de
V. S. de 22 do correnlc, em que ule pede que decl-
rese durante o lempo que servi no hospital regi-
meulal com V. S., inandei tirar diela para aliimco
de V. S. Em resposla lenho a dizer a V. S. que
nunca dei semclliaiilc ordem, nem mesmo me cons-
tou vez alguma que V. S. se nlilisa-se de dicta algu-
ma dos docnles daquelle eslahclecimcnlo; que a die-
la (pie se lirava diariamente, era para os mediros de
dia, eque islo dalava. segundo me constou de longo
lempo, (alvez que de criarlo daquelle hospital, su-
jeilando-se a isso lodos os mediros, quer paisanos,
quer mililares, que faziam alli dia. leudo cnlao ces-
sado este inveterado costme era Janeiro dcsle an-
no. He ludo o que sei a esse respeilo.Di; V. S.
collega e amigo.
t Dr. Franrisco Gonnih-es de Maraes.
N. 5.lllm. Sr. Dr. Pitanga.Em resposla a car-
la de V. S. lenho a dizer-lhe qne fui empregado
ncsle hospital regimental cm das de dezemhro de
1851, cexho.ieradoem fins de Janeiro de 185.'), an-
uo ainda correnlc e que durante esle lempo nAo me
consta que ncm V. S. ncm seu antecessor dessem
ordem alguma para das dictas dos doentes tirarse
comida para os medico, ncm lao pouco mandar vir
gneros para esse fim. O que sei lie que ao medico
que enlrava para oserviro diario da casa, dava-se-
lhe alguma comida e isso couslava-me que era prali-
ca muilo e muilo aulig.i, assim nunca se me dea de
L1TTER4TIJRA.
CIlANNTNd, O PIIII,SOPIIO AMERICANO.
J se ral comecando a conheccr confusamente em
Franca, nao as obras corlas, mas smente o nome
do grande philosopho e do grande apostlo Chau-
ning, que simples minislro da sua igreja em Ilusin,
encheu a America das Mas predicas vehementes em
favor do chrisiianUmo concillado com a razAo indi-
vidual c aliberdade de pensar ; do seo pleito ante-
le em pro do deserdado. do abandonado, do pobre ;
dos seus evangelicose temos conselhos a rlasse mais
expusla as dores doahalimenlouioral;aqiidlaque tem
fome, aquella que sollre, aquella que lem o eiMSSO
de Irabalho, a ausencia do cultura, de trazeres de-
licados, entregue as mais das Teces n brutalidade
das manciras, nlemperanc,a, e, por estas duas ler-
riveis veredas, i degradacao Anal.
Chaniiiiig he morto ha dez anuos. A sua popu-
laridade. immcnsa na America (e peta-nos no ler
nossa disposieao oulro Tocbalo mais expressivo c
menos profano que Iraduza o sciilimcnlo de vene-
r:,cao c de fervor admirador que os seus roncida-
d.los tem conservado acerca delle c que Tai crescen-
do inrcssanlemcntc,) a sua populandade, diremos
nos, ainda durante a sua vida. Irangpoi a Inglaterra,
ondeas suas obras j lem lldo muilas edir/ies c onde
contaa sua doctrina na elasse operara numerosos e
pios adeptos.
Foi o anuo passido smenle que um membro do
instituto e professor no rollegiude Franca, M. Edu-
ard de l.aboulaye, descubri por assim dizer ao
nosso interese M. Channing, e tratou immediala-
mi'nle de revelado aos lelores do Journal des De-
buts cm dous arligos, dos quaes a opiniao publica,
por mais preoccopada que se achasse e ainda se
ade, se moslra vivamente impres-ionada. Um col-
lega de lalciitu e de grande discrico foi o primeiro
que rhainou a nossa allencAo sobre o Irabalho de M.
de l.ahoulave. No enlhiisiasin de que se arhava
possuido, ia elle pela cidade, rutando como l.a l-'on-
lainc: Ja leo Channing t a Desejava que nosrtae-
mosda parle todas as nossas oceupacoes, e tratasse-
mos de passar para a nossa Magua a's obras do gran-
de philosopho americano, o Feneloii da Cnio, como
lem sido propriameulec mullas vetes denominado.
Esle senlimenlo e esle desafio de repente se
loma rain nossos, quando mandamos buscar In-
glaterra a edicao popular dos numerosos escrip-
los deste illustrc hornera de bem, que elevou a
caridade c a virlude ale ao genio. Muilos trabo
llios queliiihamosehlremaos c de ordem inferior,
infelizmente nao nos\|icnnittirani cxcmlar, ncm
mesmo incelar semelliaou empreta ; ditemoa : fe-
li/.inciite, porque M. l.ahoulave, que he mais habi-
litado do que nos para fazer raducees. sP encarre-
gOU da empreta. Sement o discreto traductor e
insto elle fin sem dnvida bem inspirado, leudo cm
cunta as circumstaneiai e o gremio ciicumscrevcii
volunlanaineiile o sen Irabalho, anles que livesse-
mos dado principio ao nu-sn. licanios-lhe obliga-
do,porque a obra social de Channing, islo he,aquella
que especialmente se rcrerc s nossas mais rcenles
comorocs intestinas, e as uecessidades mal dirigidas,
mal interpretadas,mas rene-,que se tem confesamen-
te englobado dehaixo do nome de socialismo, e que,
par muilo lempo entrevistas e por muilo lempo des-
prezadas, afinal se colloearam em estado de proble-
ma coniniiiialoriu c insisleute, de no gor lio que nAo
pode ser corlado e que s o espirito, ajudado da ca-
ridade desala.
lia tres homens em Channing: o phitosopbq, o sec-
tario eo socialista. A rallar a verdade, o philoso-
pho eo rhrislAo saoum nellc, e nislo he que est
a originalidadc da doulrina religiosa de que elle he
diere c onde apparece o roturo do protestantismo.
Queremos rallar du unitarismo, fraccAo dissidenta
da llefurma, nova igreja radical na igreja evang-
lica, de que Channing he o promotor c que j tem
conquistado para sua f arrazoada militares de cliris-
taos.
M. de l.ahoulave resume-a da maneira seguintc,
na sua introducto obra de Channing : O seu
principio que nao be em esscncia seno o principio
lun lanienlal da reforma na sua consequencia final
e na sua cxpresso mais precisa, he que a rcvclacAo
e a razAo, dadas ambas aos bomens para a sua di-
reccao, sao nccessariamenlc de acord e nunca se
podem contrariar ambas, segundo a compararlo
de Channing, sao urna mesma luz, rom a ililferriira
da aurora au meio dia ; nina he a peiTcicA e nao
opposieaoda ou Ira ; complcla-a c nAo a deslruc.
Donde resulla a runsequencia que aonde o evange-
llio ca raza se nao hannonisam, he no sentido na-
tural c razoavel que se deve interpretar o livro di-
vino. Tai he o principio do unitarismo moderno. O
qoe o constrio nAoho smente regeilar os dogmas
que sao considerados como o (undamcnlo do chris-
lianismo ; he nao rccoiihecer, mesmo cm malcra de
t, oulra autoridade ionio a razAo. n
A' scmelhanca de l.ocke, Channing he lambem
um racionalista eluisUo. Com cITeito, vio que
desde que se a.lmil:e ojuizo individual, a verdade
religiosa moda de caracler e torna a entrar na elas-
se de Indas as verdades humanas. Ella j n.lo he
exterior, iudcpeiidcnlc ; pelo contrario lorna-sc pro-
pria de cada individuo, segundo o grao e eslorco do
espirito. A unidade de crenca supporia a iinifor -
midade das iiilelligcncias, que nunca existi ; Por
tanto nao devenios procurar o impossivcl.
Como so v, Channing he 13o rouscqueulc como
M. de Maistre, mas no sentido contrario. A sua
doulrina nao he simples pllilosophia, pois que se
apoia sobre a religiAo que he o seu remalc. o ulti-
mo verbo. A rcligio he o espirito de verdade que
opera sob .todas as formas e em todas as communhoes.
A igreja he universal ; he a reunan de todos aquel-
lcs que cstiidam e pralicam o evangellio
O cvaugelho nAo contcn nada que se nao dirija
directamente ao raciocinio c ao coracAo. As suas
parbolas nao sao oulra cousa mais do que um ap-
pcllo rallo humana. O que elle uos reconienda
antes que ludo e cima de ludo, he amar a Dos e
aos nossos scmelhantes. I.ogo liberdadc de pensa-
mculo c caridade inexgnlavcl sao as duas uecessida-
des supremas do liomcm e do rhrislAo. Era dillicil
separar-se mais lgica e mais intrpidamente dcslc
resto de absolutismo, c de intolerancia que a maior
parle das conlisses reformadas tinham conservado
da igreja r.atholica, coiidemnando-as toda-.
Todos lem noticia das maldic,es, mesmo prolcs-
l a n le-, que chuveram sobre Channing c sobre a sua
igreja. Nem por isso elle se agitou ; conlinuou a
sua obra como verdadeiro apostlo, iusensivel aos
alfaques assim como sdistincciics humanas, c o nu-
mero cada vez maior dos seus leilores e dos seus
discpulos atiesta cahalmcute que, desenvolvendo as
suas doutrinas, elle fundou um edificio duradouro.
Como socialista nao he pengoso, c nunca precipi-
lara o povo em rcvnluccs, cojo fardo mais pesado
recabe logo sobre elle mesmo. Nao espera de Icgis-
lacAo alguma um allixio para os males da elasse ope-
rara ; porque, diz elle no discurso sobre a lempc-
rauca, Icis iguaes para lodos e aliberdade civil
nao podem fazer desaparecer o contraste affliclivo
das condieOea que aprcsenlam boje lo.las as socie-
dades civihsadas. l'm progresso interior, espiritual,
julgo que he o nico remedio eflicaz contra os males
sociaes. U que precisamos he una propagaran nova
da fralernidade chrislaa, que excile os poderosos c
os felizes a soccorrer libcralmeiilc c a animar os inre-
lizes ou os traeos ; o que precisamos he urna nova
diflusao de (orea moral e inlellcctual, para que o
povo satisraca por si propro as suas uecessidades, se
habitu a regular o seu romporlamento c adquira o
espirito de independera,que despreze pedir ou rece-
ber um soccorro intil.
Nao so Channing nAo precipita o povoem insurrei-
Ccs perigosas. arriscadas, no o embala com espe-
ranzas engaadoras ou prematuras ; mas lhe acon-
celha a cada instante o socego e a paciencia, repre-
cntaiido-lheo immenso progresso que lem feilo na
cspbcra da iulclligeucia, do respeilo pessoal e do
bem eslar. NAo ha muilo lempo, diz elle, a respei-
lo da educacao pessoal, que a nacAo era a pruprie-
dade de uins homem, que arrscava lodos os inle-
resscs populares cm guerras continuas, nicamen-
te para engrandecer a sua familia ou submetler ne-
vos territorios. A sociedade eslava dividida em duas
classes, os fidalsus e o povo, separados uns dos ou-
lros por um abysme lao insondavcl como o que divi-
de os esrolhidos c os reprovados. O individuo
nAo tinha.valor algum, o povo formara urna massa,
urna machina na milu dos seus amos... O signal dis-
lincto dos lempos modernos he para o povoa sabida
de lima degradacao embruleccdora, o reoonheci-
menlo gradual dos seus dircilos, a dillusAo crescen-
le de condicoes de progresso e de relicidadc, a crea-
c,o de um novo poder no estado, o poder do po-
vo. E he digno de reparo que esla revolucAo he
deviila rcligiao, que, enlre miOS habis ou'ambi-
ciosas, havia curvado a cabera do povo al o chao,
mas que, com o lempo, comecou a realisar a sua
misslo de lbenla le. ll
Depois de scmelhanlc progrcsso de fe, quando
elle nao perde occasio alguma de elevar o nivel mo-
ral c religioso do povo, Channing no ser suspeilo
de tendencias subversivas, e merece er acreditado
quando se eleva enrgicamente contra a m pro-
pensa de certos ricos em crer que se lenta contra
as suas bolsas, c cm ver naquvlles que nAo posadero
nada oulros tantos inimigos, espoliadores de inlcn-
glo ou de laclo.
Parece-me, diz elle, que se lia algum perigo
para a propriedade, esle perigo nao vem do opera-
rio, mas daquellcs que se apressam demasiad.en-
le cm r.izer fortuna.... Permilla-sc-me pergiintar.
quem he quena sociedade eicculacni grande escala a
obra da espoliacao!... Nao lem alguns especuladores
sem principios s Tetes causado soll'rinienlos c males
mais extensos do que lodos os roiidemnados de nina
prisao publica? A propriedade 'leve temer mais
daquellcs que correm aps das riquezas, do qtie da-
quellcs que vivem a cusa dosnor do rosto,
Comtudo creio que ella nao lem cousa alguma a
lenicr nem de uns nem de oulros. Todos os pro-
gresos que rcalisados. pela industria, pelas arles
otis, pelo commercio, pela sciencia, pela jurispru-
dencia, pela uniao fraternal c pelo christiauismo
pralico, sao oulras lanas muralhas levantadas em
torno de urna forluba honestamente adquirida, ou-
lras tantas barreiras contra a violencia e rapacidade
revolucionarias. Portanlo nao us adujamos cum
terrores vaos, c, alcni disso, nao nos irritemos nos
contra os oulros por meio de mutuas calumnias.
Onde lodos lem um interesse commiim.iiAo nos deve-
los dividir cm dous campos. He una maneira
de impellir os bomens ao crime o emprestar-Ibes
designios criminosos. Nao dclcnderemos a nossa
propriedade conlra os pobres.accusando-os de Iracar
o plano de um saque universal; e nao he o meio de
be disparo rico em favor da sociedade o deiiun-
ci. 10 c esligmalisa-lo como iuimigo do povo.
L.sforcam-nos, nao para fazer conhecer, mas para
la/.er aperreber Channing por meio dcslas cha-
ces. NAo temos nada a acrescenlar a islo. Segun-
do o que precede se pode ver que esle grande es-
pirito c este grande coracAo, se revivesse ou se as
suas obras oblivessem cnlrc nos a justa celebridade
que que Ibes lie|devda,mercccriam a mesma alinelo
e o mesmo respeilo, que elle recebou na Inglaterra
c na Allemaiih.i.
(Exlraclos remedidos pelo Sr. Slruz.)
em cumplimento da ordem do Exm. Sr. presidente
da prolucia,de 21 do correnlc, manda fazer publico
que nos dios I i. 16e 17de agosto prximovindouro,
se ha de arrematar peranle a junta da fazenda da
mesma Ihesouraria, quem mais dcr. o rcndimcnlo
do pedagio da barreira da punir dos Carvalbos, a-
Taliado anniialmcnle em 1:0110^0110,
A arrcmalaco ser (cita por lempo de 10 mezes,
acontar del.* de sclcmhro do correnlc anuo, ao
fim do junho de 1855.
As pessoas qne se propozerem a esta arrematara.
romparecam na sala das sesscsda mesma junta nos
dias cima declarados, pelo meio dia, competenle-
meiite habilitadas.
E para constar se mandou afiliar o presente, c pu-
blicar pelo Diario.
Secretara da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco, 22 de jolho de 1851.O secretario,
Antonio Ferreira a"Annunriariio.
DECLARARES.
BANGO DE l'EKNAMBUCO.
O presidente da issemblca geral do
Banco de Pernambuco, por convite do
consellio de direccao do mesmo.. e decon-
Coimidtidecom o artigo 18 dos estatutos,
convoca a asscmbla geral pata reuniao
ordinaria no dia .ll do corrente, as Jl
Iioras da inanliaa, na casa do mesmo Ban-
co, aitn de levar a cllcito o disposto nos
artigo* 30 e l dos referidos estatutos.
Recife 1 ) 'tejuino de 185 V.Pedro Fran-
cisco de Paula Cavalcanti, presidente.
Jos Bernardo Galvao Alcoforado, pri-
meiro secretario.
Consellio administrativo.
O eonselho administrativo, cm virlude de aulori-
sacao do Exm. Sr. presidente ua provincia lem de
comprar os ohjeclos scgiiintcs :
Para o 10 balalho de infanlaria.
Boncles 271; panno verde para sobrecasacas e cal-
cas, corados lOtt ; hollanda de rorro, rovados 1197 ;
panno prclo para polainas, covados20; lirim hranco
liso para-frdelas cairas, varas 1497 ; esleirs 181 ;
algodaozinho para camisas, varas 583; bolAes nu-
cos de osso, grozas 25 ; dilos prelos de dito, grozas
Mi; cordao de laa prela para vivos de sobrecasacas,
varas 11170.
(lueinos quizer vender aprsenle as suas proposlas
em caria fechada na secretaria do rousclho, as 10 ho-
ras do dia 2tl do crrenle raer.. Secretaria do eon-
selho administrativo para fornccimciito do arsenal de
guerra 2 de jullio de 1851. Jos de rito Inglez,
coronel presidente. llernardo Pereira do Carino
Jnior, vogal e secretario.
Por esta subdelegara se faz publico, que tora
preso na noile do dia 23 do correte, por estar f-
gido, e se acha recolhido cadeia, um prelo de nome
Clemente, que diz ser cscraxo de um (iusmao, padei-
ro, na ra Imperial. Subdelegara da freguezia de
S. Jos do Rccire 21 de julho de 1851.Manoel Fer-
reira Anioli, subdelegadosupplcnle.
Pelo presente sao chamados para comparecer na
sala das sessoes do eonselho de revista da guarda
nacional do municipio do Recife, na osa da cma-
ra municipal desla cidade,as 10 horas da manliaa do
dia 31 do corrente, os individuos aba! designados.
I'rcguezia deS. Jos.
Beroanlioo de Abneida Ferreira. Manoel Tavarcs
de Mello. Joaqulm Theophilo da II .a Morle. Jos
Joaquun Cnelho, Augusto Jos Pereira, Eduardo
Frederieo Baockes, Manoel Joaquim de Soma Vi-
ana, Francisco Antonio da Silva Tenorio, Jos
Carlos da Silva, Jos Itomao Lopes. Jos Francisco
dos Sanios Miranda, Tboinaz de Carvalho Pacs de
Andrade, Jos Finia de Mello, Joaquim de Paula
Meira Lima, Franrisco Jos (ialxao, 11 conque Jor
ge de Britu, Marlinho Jos de Sooza Rcgo, llcr-
merncgildo Jos de Paula, Manoel llanoso da Silva
Juvenil, Manuel Jos Cainciro, Miguel Seralim de
Castro Nuiles, Dioso Jos do Reg, Francisco da
Silvcira Martina Leal. Eugenio Villa Nova, Ma-
noel Fernandea Chaves, Jos Marlins da Cruz.
O juiz dos feilos da fazenda faz audiencia nos
(lias quarla-reira e satinado de cada semana, as 10
lloras da manhaa.
Para o Assu' e porlos intermedios, segae em
poucos dias a lancha Aura litperanea : para carga
e passageiros trala-se na na da Cadeia do Recife.
i ja n. 50,
Para a Rabia segue a veleira sumaca llorten-
r.ia ; para o resto da carga, Irala-se com sea consig-
natario Domingos Alves Malheus, na roa da Cru
n. 54.
LEILO'ES.
Terra-reira 1. de agosto as 10', horas da ma-
nhaa, o agente Vctor far leilo no seu armazem
na ita (.ruz n. 25, de um grande sorroento de obras
de inarriueria novas e usadas de diflerenles qtiali-
dades, algumas obras lie prala de le, candieirospa
ra meio de sala, linternas de ps de vidroo casqaV
liba, esleirs do palha de carnauba, chapeos de dila,~v
illcanoinhas para deitar agua ero vellas de barcari,
charutos da liahia e outros muilos objeclos que s-
larao avista no dia do leilo.
AVISOS DIVERSOS.
O Sr. Jos' Norbcrto Casado Lima,
queira dirgirxe a uara n. 6 e 8 da
praca da Independencia, a negocio que
llic diz respeito.
JoSo Pinlo de Lemos Jnior, lendo de embar-
car para o Rio de Janeiro, c nao pudendo pessoal-
mente despedir-se de lodas as pessoas que o honran
com a sua amizade, principalmente aquellas que o
obsequiaran durante o lempo da sna prisao, roga
desrulpa por esla falta involuntaria, oflereceodo a
todos os seus limitados prestimos.
NOVIDADE.
Ricos camisus de relroz bordados a matiz, chales
de dito, romeras de dito matizadas, chapos de se-
da e de crep para meninas, ornados de plumas o
llores, dilos para senhora, sendo esles a 85, e aquel-
les a "9, paslilhas aromticas para queimar e deixar
agradavel aroma por espaco de 21 horas, lendo de-
mais a propriedade de afugenlar as moscas e raoriro-
cas pela continua*? do cheiro. Vestidos para ca-
samento muilo rcos,1icos de verdadeiro linho, di-
tos de blond, ditos a imitaran de buho, e oulros
muilos arligos que se venderao por pTero razoavel ;
assim como um variado sorlimenlo de calungas pa-
ra folguedos de criancas por preco raizeravcl : no
Bazar Pernambucano, ra Nova n. 33, onde se ven-
de a prodigiosa agua de Malabar por l.ascombe.
Prccisa-se de una ama para casa de pouca fa-
milia : no aterro da Boa-Visla n. 73.
Ha para alugar um molcqae fiel propro para
qualquer servico, saliendo bem cozinhar : quem pre-
cisar procure na cscadinha da alfandega armazem
n. 3.
Roga-se a Sr. Jos Noberlo Casado Lima, o
favor de dirigir-seao pateo de S. Jos u. 11, a ne-
gocio que lhe diz respeito.
Aluga-se urna preta, perila cozioheira e engora-
madeira por 18B000 rs. mensaes: na roa do Quei-
mado n. 44.
No dia 9 de julho aasenlou-se da casa de seu
senhor o esersvo Jos Mendon^a, idade 40 anuos,
corpo regular, boa estatura, pclle lisa, bem ladino,
j aprsenla alguns cabellos brancos, c sabe Iraha-
Ihar de oleiro : rogase porlautn a pessoa qoe o ap-
prehender o laca conduzir a povoaeao de Pedras de
Fogo, a eulregar ao Sr. Flix Francisco de Brlo, e
ncsla praca, na loja u. 5 do Passcio Publico, que
ser gratificado.
Dcseja-se saber aonde mora a Sra. 1). Mara
Jezuina C.avalranli para se lhe fazer entrega de 2
cartas vindas de Caravcllas, as quaes muilo lhe in-
teressam. -, .
A pessoa que lhe fallar om cavado rardiAo-
zilbo, o qual apparercu na olaria das BarrerasTl 6,
que dando o signal dos ferros lhe ser entripo*, pa-
gando as despezas que lem feilo.
Jeronvmo Jos Ferreira, brasileiro, leva para
o Rio de Janeiro os seus escravos Jos e Malheus.
O Sr. Adolpho Manoel Camello de Aratrjo, de
Iguarassii, Icnha a bondade ncsles 8 dias dirigir-sc
praca da Boa-Vista, a negocio que Smc. nao ignora.
lie inconleslavel, que avista dos arligos 11 c 12
do nosso cdigo commorcial, lodas as casas de neg-'
ci devem Icr osseuslivros lechnica o regularmente
escriptos, c que as desgracas de urna familia de um
negociante, as vezes sao provenientes do mao arrau-
jo em qne se acham as re-pcrlixas iransarecs, cm
consequencia do eslado de confusan da sua conla-
bilidadc. Assim urna pessoa que lem tonga pralica
de o-.-ripliirarao mercantil, por partidas dnbradas
ou singlas, por haver oceupado osle emprego du-
rante alguns annns em nma das principaes casas de
commercio desla praca, se ollerece para escripturar
os livros de algumas casas de negocio de pequeo,
ou de uina de grosso Iralo, com lodo o aceio e prom-
lidao possiveis : quem qurzer se ntilisar do seu pres-
umo, annunde por este jornal, on dinji-se casa
dos Srs. Cbappront et Berlrand. relojoeiros, na pra-
ra da Independencia, que dir3o quem secadia em
taes circumstancias.
U mnibus Pernambncana contina
as suas viagens para Apipacos, e dal-
li regressa no mesmo dia para esla
COMMERCIO.
PRACA IX) RECIFE 28 DE JULHO AS 3
HORAS DA TARDE.
Iloje nao houvcram colac,es.
x'alfam)Ei;a.
Rendimcnto do dia 1 a 27 .'
dem do dia 28......
239:2089614
7:87!>J074
2i7:177j Descarregam hoje 2".) dejulho.
Barra inglezaCimbriacarvao.
Barca inglezallanlsguano.
Barat hollandezai:rii,i,r,w Briguc americanoSreesalarinla c bolaebinh'as.
O NSULA 1)0 IERAL.
Rciidimentodo dia 1 a 27.....1."i:7ll;.V.7
dem do dii 28........ (0.19113:1
I&38093-20
DIVERSAS PROVINCIAS.
Hcndimenlo do dia I a 27.....
dem do dia 28 .
1: 789091
I9f388
I: I75H2
Exportacao .
Paco deCamaragibc, hiale nacional rVooo Destino,
de 21 toneladas, coudiizio oseiuinle:381 voluines
gneros eslrangeiro-, >~ rli(os ditos nacionacs.
Aracaly, hiale nacional Capibarilie, de 39 tone-
ladas, roiiduzio o seguidle :KM voluntes gcacros
cslraiigeirus, 20 dilos ditos nacionacs.
RECBBEDORlA DE RENDAS INTERNAS (E-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia 28......718577!)
CONSULADO PROVINCIAL. 2^~
Rendimento do dia I a 27.....38rfr7B795
dem do da 2S........1:2909339
39:8739331
MOVIMENTO DO PORTO
Sarios sahidos no dia 28.
ParahibaHiale brasileiro Flor dn Irasil, meslrc
Joan Francisco Marlins, carga varios gneros. Pas-
sageiros, lira/. Ferreira Maciel Piuhciro e Joo Pe-
reira da Silva.
BabiaHiale brasileiro Amelia, mostr Joaquim
Jos da Silvcira. carga (azeudas e mais gneros.
ParEscuna brasilcira S. Jos, meslre Paulo Jos
Baptisla, carga varios gneros.
Rio de Janeiro e porlos intermediosVapor brasi-
leiro S. Sallador, rommandante o primcirn-le-
nente Santa Barbara. Passageiros, Antonio Bau-
tista Riheim de Farias, B. da Cosa llavden, Vi-
cente Ferreira da Silva, alfcres Manuel Joaqun
Bello c 1 soldado, Joao Pinto de Lemos Jnior, 1
menor, 8 escravos e 1 criado, Antonio Concalves
Pereira Lima, Manoel Joaquim da Silva, alfares
Francisco Jos Marlins Pamplona. Paulo Augusto
lleibrard, Antonio Jos Armando, Antonio Rav-
inuiido de Araujo, Joao Antonio de Mallos e 2 es-
cravos, Thoma/Soares Brinco, Lucio Joaquim de
Araujo c 1 soldado, I.uiz Pereira Francisco, de-
sembargador Antonio Baptisla (iilirana e 1 csrra-
vo, Luiza da Conceicao, lenle JoscAnlnnio Fet>
rcira.Adriao e sua familia. Antonio Cabral de
Mello Leoncio c sua familia, 1 cadete, 1 cabo e 18
escravos.
Em commissaoBriguc oscuna de guerra brasileiro
/gnlidade, commandanle o capian-lenenle Pedro
Aulonin de Lima Ferreira, conduzindo 31 presos
de jiistira e o passageiro Joaquim Canuto de San-
l'Anua.
EDITAES.
f
MUTILADO
O lllm, Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
Tcndo de (echar-se o Ihealro por algam lempo al
a abertura da nova empreza, lera lugar a ulliina re-
presentacao
SABBAD029 DEJULHO.
Em beneficio do artista Jos da Silva Res com o
drama cm cinco actos:
0 PIRATA ANTONIO OU A ESCHAVA
ANDREA.
Terminar o espectculo a graciosa Tarca :
OS DOUS SEM CALCAS.
ConUniiando a eslar incommodada a renhora D.
Leonor Orsal Mondes, ser o papel de Andrea subs-
tituido pela senhora I). Anna Cosa, que por espe-
cial obsequio se presta a este sacrificio ; e o benefi-
ciado, assim como a nova actriz, esperan) que o pu-
blico indulgente descu I pe algumas faltas que possam
apparecer; prometiendo empregar lodos os seus es-
lor(;os para salisfazer aos Ilustres espectadores.
Os bilhetes passados para 22 do corrente lem en-
trada nesta noile.
AVISOS MARTIMOS.
lteal companhia de paquetes inglczcs a'
vapor.
No dial de
agosto espe-
ra-se da Eu-
ropa um dos
vaporesda real
companhia, o
qual depois da
demora do cos-
tme seguir
para O sul :
para passageiros trata-sc com os agentes Adamson
llowic Ov C, ra do Trapiche Novo n. 12.
Passagens para a Babia. 25 patacOes.
a para o Rio de Janeiro. 50 "
n para Montevideo. 110
para Buenos-Avrcs. 120
COMPANHIA DE NAVEliAC-VO A VAPOR LU-
ZO-BRASILEIRA.
Os Srs. accionistas
desla companhia sao
convidados a realisar a
(piarla presUcode suas
aecoes com a maior
brevidade, para ser rcmellida a direccao na cidade
do Porlo, dirigindn-se ao baivo assignado na ra do
Trapiche n.86.Manoel Duarte fodrigues.
Para o Para pelo Maranhao, segu com muila
brevidade, por ter parle da carga prompla, o brigue
Ilelie : para o reslo Irala-sc com o consignatario
Manoel Alves lluerra Jnior, na ra do Trapiche
n. 11. on com o capilo Andr Antonio da Foncc-
ca, ua praca.
praca ; os bilhetes de entrada >endem-se no deposi-
to da roa Nova n. 57. O propietario do dito mni-
bus faz seicute que pessoa alguma lera ingreso no
Pernambucana, sem que pagua primeiro a sua en-
Irada ao subir para o mnibus ; fu/ este aviso para
que nao se rhamem a ignorancia, e por nao poder
sofl'rcr mais calotes.
Aluga-sc um grande armazem com solao, silo
na ra da Praia n. 3i : os pretendentes queiram di-
rigir-sc com seus requermentos assignados pelos fia-
dores, lodos os dias uleis das 9 horas da manhaa a 1
da (arde, no consistorio da veneravel ordem terrena
de S. Francisco, oa fallar com o irmao procurador
Anlonio Pereira Mendcs.
<)|abaivo assignado -faz publico, qne nesla ci-
dade, he o procurador da Sra. D. Mara da Concei-
rao da Silveira Maciel Monleiro, residente em Lis-
boa, casada com o Sr. Joo Ozorio de Castro Maciel
Monleiro, como consta das procuraefies em seo po-
der.passadas na dila cidade de Lisboa em 21 de abril
do anno eorrenle.Joaquim Baptisla Moreira.
Pcrdeu-se desde o Recife al a Passagem da
Magdalena, um lenco branen com barra azul, con-
lendo dentro um recibo de 2009000 rs. e em dinhei-
ro a quanlia de -189000 em sedulas, sendo 2 de 209,
1 de 59000, 1 do 29OOO e oulra de I9OOO : quem o
achou, querendo reslitoir, dirija-se a padaria da
Passagem da Magdalena, pois he o dito dinheiro de
um homem pobre, que ser muilo bem gratificado.
O Sr. acadmico, primeiro annisla, J. C. M.,
queira ter a bondade de ir a ra de Santa Thereza
11. 20, ultimar o negocio que den principio no dia
13 do eorrenle, em a ra da Cadeia, delronto do boc-
eo Largo, no bairro do Recife, e no caso de se negar
ao cumprinicnto deste dever, teta de ver seo nome
por extenso, conlando-se o negocio circomstanciada-
menle.
Pcdc-se ao Sr. Joaquim de Alhuquerque Mello,
que n'o fa^a ouvidos de mercador, responda e mos-
tr que lie brasileiro, e que no exerre o ofTirio de
solicitador sem o poder exerrer; veja qoe ludo quan-
lo reqoerer nao aproveitar aos seus constituintes.
Tambem se pede as autoridades tanto civis como
militares enlrem no examc deste negocio.
O carne secea.
Prccisa-se de urna ama para cozinhar, comprar
e engommar, que seja de idade : quem quizer ap-
pareca na ra da Senzala Velha n. 131, sobrado da
dous andares, defronte do becco do Campello, que la
achara com qoem tratar.
Uesappareceu no dia 25do corrente, dedefrou-
le do sitio do Sr. Bispo, um papagaio, e consta que
no silio immediato foi pegado; portanlo pede-se a
pessoa que o liver adiado, qaerendo-o restituir, di-
rija-se a ra da Cadeia de Sanio Antonio o. 20, ou
aiinuurie, que se paga a despeza.
AO BELLO SEXO E AOS SEUS AMANTES.
Hoje sahe laz o 11.9 do mu deleitante peridico '
intitulado Bonina, olTercrido ao bello seto pernam-
bucano, o qual se vende a 80 rs. cada numero, e aeei-
lam-se assignaluras a 800 rs. por trimestre : quem
pretender, dirija-sc ra Nova n. 52, loja de Boa-
ventura Jos de Castro Azcvedo.
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rVflU KTr.T. .*tmm& -rf-i **\lv is/
fr^WA 1 W$f*\ M 9W' m i
FUND1CA0 E MAIS OFFICINAS
NA
RA IMPERIAL N. 118 120. E DEPOSITO NA RA NOVA N. 27.
Reapeiloaamenla avisam ao publico, e particularmente aos uraboraa de engeuho e destiladores, ele,
que ole cslabele iincnlo se acha coinplelainenlc montado com as proporefles necessaras para desempe-
nhar tpiil.pi -r machina, ou obra conceroenle ao mesmo. Os mesmos rharoam a alleurao para as se-
guiutes obras, as quaes construidas cm sua fabrica compelen) com as lahriradas na Europa, ua qualidade
c ino d'nlira, c por menos preco, a saber :
MACHINAS de robre continuas dedeslilar, pelo melhodo do autor (rancez Derosne, as uiclhorcs machinas
que para esle lim al boje tem appareridn.
ALAMBIQUES de robre de lodas as rlimenscs.
TODOS OS CORRES necessarios para o (abrico de assucar.
TAIXOS de cobre para rclinarito.
TAIXAS de dito para engenho.
DUAS de dilo movis para dilo.
BOMBAS de cobre de picle, de repucho, de roda e de pcudolas.
ESCR1VANINIIAS de lalap dos melhorcs modcllos.
DITAS de dito galvauisadas.
SINOS de lodos os lmannos.
OS APRECIAVEIS FOO'ES de Trro econmicos.
BI'RRAS de Ierro as mais bem construidas.
CARROS de dilo de mSo.
I'ORTO'ES de (erro.
VARANDASdedito.
(iRADIAME.NTOS de dito.
TAIXAS de dilo.
tA LUCIRS do dilo.
BANHEIROS de zinro e dn folha para hanhode choque.
LEGIVEL




uinniu uc ri.
. __.,1L|U V
+\
y
\
Nn dia ::\ do coirc'iiti". pelas 0 horas da m;i-
Ithaa, indo urna prcta velba alia\casando o largo do
Coliegio com ama bandeja na cabera,na qual amos
objeelot abaixo declarados, dous liumcns (pardos),
seudu um descalco, chegaram-se a prela e em qianlo
un llie dar mu Irrmcn lo hofelao que proslrou
por Ierra o oulro le\nu-lliea bandeja. Na ra Direi-
la n. SS, lercoiro andar, uu na ra do Vicario n. O,
da-se .jOgOIIO de grlifict.can a qucm indicar quaes
foran os ladrdM, que com lana audacia pralicaram
o roubo cima referido, ou poder apprchendcr al-
guin dos objeclos ronbados, indicando a pcssoa que
o (ivcr. O roubo consiste cni I pamdor com casso-
Icl.i, 1 aunelao, I anuel cum lelreiro amizade, 1 Jilo
com 3 brilliantes, 1 pulceira esmaltada de verde, 1
par de borzeguins rosos para scnhora. 1 pentc de I
Uriana* para alar cabello, 1 vestido de cassa rosa,
e oulro braucode cambraia de salpicos, 1 mantelete
de seda roxa furla-corcs, e roupa do menina ele. etc.
Quem precisar de um feilor para um sitio, para
Iralar de nm ludo, dirija-se ao beceo (los Arougui-
nhos n. -2i':.
Aluga-sc um sitio milito grande, cm Santo
Amaro, com dous viyeiros, mullo arvoredo de fruclo,
boa casa de vivenda, baja rom capim, c lem pasto
lodo o auno para 6 vaccas : os pretcndenles dirijam-
se a ra de Apollo n. K A.
l'clojuizo dcorpliaos do lermo de Olinda, cm
praca publica no 1. de agosto prximo, se proceder
a arremataran do sitio denominado Fundan, ede ou-
lro dito em Beberibc de bailo, e de um sitio de Ier-
ras no luaar de Agua-Fra de baixo, e do sitio Cam-
po Grande, junto a povoacao de Bcberibe, com una
engenhoea, I.' nmenda. 5 caldeiras. e da cscrava
Joaquina, como pcrteucenles ao finado Joao de Al-
enla Cisneiro, para pasamento da legitima de I).
Mara Antonia de Aguiar, da qoal, dilo Joao de
Allemo Cisneiro fura lulor.
Apparecco no engenho Velbo do Cabo urna
varea enm um bezerro : quem tor son dono, dirija-se
ao mesmo engenbo para lite ser entregue.
O secretario interino da irmandade de S. Jos
da Agona, erecta no convento de N. S. do Carmo,
por ordem do provedor da mesma, convida a lodos
os irmSos para urna mesa ccral, domingo 30 do cor-
rate, as 51 horas da maulia, para o lini de eleger um
secretario.
l'recisa-se de una prela para carregar caixes
com almocos e janlares ; quem a livor para alugar,
dirija-se alraz da matriz de Santo Antonio, casa da
esquina ii. lili.
Na ra do Kangel n. 38, se d dlubeiro a juros
sobre perl'iores de ouro e prala.
Precisa-se de 200 rs., com segiiranra em urna
cscrava: nesla typograpliia se lite dir quem pre-
cisa."
Quem precisar alugar um eterno prelo, para
o serviro de casa e ra, para qualquer arinazcm, ca-
palazia, trapiche c prensa de algodao, dirija-se a
qualquer hora do dia ra da Solcdadc, que segu
para o Maiiguinbo, no sitio dos 1 leoes, que achara
cum qucm Iralar.
Antonio Marques Soarcs, cidad. olirasilero,
vai fa/.cr urna viagom a Europa.
Aluga-se no lugar da (apanga, um grande si-
lio .i margem do rio Capibaribe, com casa de muitos
commudos para familia, cocheira, estribara para
inais de dous cavallos, c grande baixa de capim:
quem u pretender, dirija-se a ra doColovello, casa
ii. 1, segundo andar.
Festa da Scnliora Santa Anua na ordem
terceira do Carmo.
(>s irmaos mostr, e os llovios da vener.-.vel ordem
terceira do Carmo, Icndnde feslejarern solemnemen-
te a sua especial padroeira a gloriosa Sania Anua no
dsi 30 do correle, c como prelcudcm fazer um acto
pomooso, por isso convidam aos irmaos mesarios e
interinaos da mesma ordem paraassislirem a esto ar-
lo religioso, festejo ser celebrado da maneira
. scguinle : na madrugada do dia -*) levanlar-se-lia a
A bandeira depois de ler percorrido o palco da mesma
ordem, acompanhada pelo Kvdm. padre commissa-
rio, e da msica do *2. balalhao da guarda nacional
sob a direccao do hbil professor o Sr. Ilermogc-
nes. Ao meio dia se soltaran 4 girndolas de foguc-
las, e a msica locar algumas pecas i a noile exc-
, rnlar-sc-hao pecas novas e cscolbidas, antes e depois
das vesperas. Na dia 30 s 10 horas do dia principi-
ar a fesla, com urna exccllenlc msica dirigida pelo
professor o Sr. Patricio, e leudo por celebrante o
Kvdm. padre commissario Fr. Joaquim de Sania
Mara C, e por pregador o Kvdm. padre niestre
provincial Fr. JoSo da Assumpro Moura, e na oc-
casao do gloria se soltara um masiro arlilicial de to-
guetesnunca visto nesla cidade, feilo pelo perito ar-
tista hrtsilciroo Sr. Jos Fraucisco Monleiro, acaba-
da a festa subir aos ares um balito elctrico resplan-
dcscenle sustentado por um anju, obra digna de ver-
se, por ser fcito por um curioso. A notc haver
una grande illumiuaoSoe Te Dcum, sendo pregador
o Kvdm. padre ex-provncial Fr. Lino do Monte Car-
inello, depois terminar o aclo com o tirar-se a ban-
deira, nesta occasiosollar-se-ha urna galera rlorida
de foguees, de um apurado desenlio e admravcl
gosto, "fcila pelo mesmo artista o Sr. .Monleiro.
Traspassa-sc o arreiidaincnlo de nm sitio, na
estrada do Kosarioho : a fallar na ra das Cruzcs
n. 10.
O Sr. .Manuel Ferreira Coellio (iandari-lv, pas-
sageiro do vapor D. Mara II, do llio de Janeiro, ou
ulgucm a qucm o dilosenbor culregou abordo para
razer para trra, c a fazer entrega; ao abaixo as-
signado de urnas eneommciidas qucrccebcu na dita
dade dos senbores Rocha Pinto & Lopes, hija de
mandar eulregar no cscriptorio da ruado Vigario
u. 4, prinieiro andar.
Jos Baptitta da Fonstca Jnior.
Ofterece-se urna pessoa para tomar conla de
una taberna por balauco ou sem elle, porque lem
bastante pralica, cuja pessoa anda est arruinada, e
despede-se da casa cm que esl por nflo estar salis-
fcilo : quem precisar annuncic para ser procurado.
Domingos Francisco, com taberna de cigarros
na ra larga do Rosario n. 21, faz scienle ao publi-
co, que por haver oulro de igual noinc, se assignar
d'hoje em dianle Domingos Francisco da Cruz.
Alugam-sc as tojas da casa n. 44 da ra da
Guia : a Iralar na ra do Collego n. 21, segundo
andar.
Precisa-se de um feilor para um sitio : no
alerro da Boa-Visla n. 43.
Aluga-se um bom armazem proprio para re-
colher goneros da alfandega na travessa da Madre
de Dos d. 11 : a tratar na prara do Corpo Saulo
n. 13.
Dcsappareceu no dia 23 do corrente, o preto
marinheiro de nome Luiz, perlenccnte a tripulara..
do brigue Santa Barbara Vencedor, o qual reprc-
seula ler 30 auuos de idade, cor fula, baixo, nariz
chalo, lem algumas marras de bexigas, e poura bar-
ca, o qual he natural das Alaguas ; roga-se por tanlo
a lodas as autoridades policiaes e capilaes de campo
a sua apprelieucao. e leya-lo a ra da Cadcia do Re-
cfc n. 3, cscriptorio de Amorm IrmSos que ser
generosamente recompensado.
SSOCIACAO' COMMEKCIAL DE PER-
NAMBUCO.
A eommissao nouicada pelos seniores
subscriptores para distribuir importan-
cia agenciada por esta associarao para os
. prejudicadoscom a innuiidarao de 22 de
jiinlio, convida aos (pie mais soll'reram
com tao funesto acontecimento c licaratn
redu/.idos a' indigencia, a anresentarem
seus requerimentos acompapliados de at-
Iestados circunstanciados de pessoas res-
peilaveis do lugar de sua residencia, para
seren attendidos. Dcveudo taes reuueri-
inentos serem entregues ao archivista da
associarao, no largo do Corpo Santo, ate
odia 15 de agosto prximo futuro A. V.
ila Silva Barroca, secretario da commis-
sao.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 21UA DO COJalaEGIO 1 ANaAR 25.
O Dr. I. A. Lobo Mosco/o d consultas hoincopalhicas lodos os das aos pobres, itosile 5) horas da
m.'inha al o meio dia, c em casos exlraordinarios a qualquer hora do dia ou noile.
Odcrece-se igualmente para pralicar qualquer operarn de ciroreia. e acudir piomplmenle a qual-
quer mulherque ataja mal de parlo, c cujascrcunislancias nao permitan! pasar ao medico.
HO C01ULT0RIU DO DR. P. A. LOBO 10SG0Z0.
25 RA DO COLLEGO 25
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo rfu Dr. G. II. Jahr, traduzidoem porluguez pelo Dr. Moseozo, qualro oii*iinn
voliinies cncadernados cm dous :................. Ji >oiio
Esla obra, a mais importante de lodas as que Iratam da bomeopathia, inlcressa a lodos os medicm que
quzercm experimentar a .'oulrina de llaliiieinann, e por si proprios se convenceren! da vort.atto da
mesma: inlercssa a lodosos seuhores de engenho c fazeildeiros que eslilo Innee dos recursos dos mdi-
cos : inlcressa a lodosos capilaes de navio, que nao podem deixar urna vez ou oulra de ler Macis.10 de
acudir a qualquer iucommodo seu ou de seus Iripolanles ; e iulereaN a lodos os rhefcs de ramilla ene
por circnmslaiicias, que uem semprc podem ser prevenidas, sao obrigados a prestar sorcorras a qualquer
pessoa della. .
O vade-niecum do homcopallia ou Irsduccfio do Dr. llcring, obra igualmente ulil as |>esSoasa^M
dedicam ao esludo da bomeopathia um volme grande ..........
diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pharmacia, ele, etc.: obra indis-
pensivel s pessoas que querem dar-sc ao csludo de medicina.......
a carleira de 24 tubos arailes de linissimo chrislalcomo manual do Dr. Jahr co diccio-
A dirixcn
cuil desta praca,
Veildc-sc boa carne do serlau a 200 rs. a libra :
na ra Augusta, >' '
\ i;o.\ l'ITADA.
Rap lie Lisboa do ruis fresco que lem viudo a
este mercado cm bules de libia: vende-se na ra
doQueiinado n. 9, luja do Antonio l.uiz de Oliva-
ra A/.cvcdo.
Vendc-SO urna parda moca, que enenmma rom
! |ierfeicSo, cose, coxioba, corta vestidos e camisas,
Ivcslebemuma scnhora e ha de boa conduela: na
huas da manhaa, na sala lesnas sessoes.! ra dos Quaricis n. 4.
Sala da associarao commercial de Per-I ,^^^^,^'<^^'>^^^^^^)
ila associarao coinuu'i-
de conformidade com
os ili;osl)e2l docipitulo lerceiro dos
estatutos(|ue a regem, convida a lodosos
senhores socios efleetivos da mesma, para
a assemblea geral, que deve ler lugar no
j de agosto do correle auno, pelas I 1
ilia
nambuco'aos 2(i de julliO de IS.i-,A11-'
tonio Marques deAmorim, secretario.
a
rOOO
SiHX)
Urna
105000
4.1.-000
jt>>000
609000
OOJOOO
nario dos termos de medicina, ele, ele.
Dila de 311 com os mesmos livros...................
Dila de 48 com os dilos. ,.....'..........;.
Cada carleira be acompanhada de dous frascos de tinturas imlispeusavcis, a escolha.
Dita de (10 tubos com ditos.....................
Dila de 141 com ditos...........t............
Estas sao acompauhadas de fi vldros de linluras i escolha.
As pessoas que em lugar de Jabr quzercm o Bering, lerao o abalimcnlo de lOffOOO rs. em qualquer
das carleiras cima mencionadas. Raima
Carleiras de -21 tubos pequeos para algibeira............... iSESi
Ditas de 18 ditos......................... "*
Tubos grandes av ulsos....................... S53
Vidros de meia onca de untura.................... ">-
Sem verdaderos e bem preparados meilicanionlos nao se pode dar un passo seguro na pralica homcopalhia, c o proprelario deslc eslal.elccimcnlo se lisongeia de le-lo o mais beni montado possivel c
ninauem duvda hoie da superioridade dos seus medicamentos.
Na mesma casa ha semprc a venda grande nomero de lobos deicrjstal de diversos lmannos, c
aprompu-se qualquer encommeoda de niedlcamenlos com toda a bre^riade e por precos
modos.
limito 10111-
Pliblicacao litteraiia.
lnsliluicoes de Direilo Civil l'ortugue/. por M. A.
Coelho da Rucha, lente da faruldadc do direilo da
iiniversidade de Coimbra, terceira c ntida edicao,
em '2 volumes em oilavo, adaptadas ao foro do Ilra-
sil, com a legislacio brasleia vigente, e ahumas
olas explicativas extrabidas das obras dos maisexi-
inios lelos para inelhor illustracilndas doulrinas nes-
sc cxeellenlc compendio ensilladas, por Antonio de
Vasconccllos Alenezcs de Druminnnd, bachdrel for-
mado em rciincias jurdicas e sociaes pela academia
de Olinda, advogadO nos auditorios do Itccifc. i'ara
a publicacflo des-a obra tan interessante c iudispen-
savel a lodosos senhores juizes, advocados e mais
pessoas, qoesededicam tmesroas profissOcs, 011 alias
precisam possiiir nina niinuciosa e melbodcacompi-
laran do Direilo Civil Patrio, tendente a adquirir
pleno conhecmenlo dos seus direlos c ohrigaces ;
subscreve-sc OBI l'ernamburo, na prara da Indepen-
dencia, loja 11. (> e 8 ; no palco do Collecio, casa n.
5), lojas n. 6 c ^0, e na ra do Hospicio n. 51. O
preeo da asignatura ser de 165000, pagos a en-
trega de cada exemplar, e logo que baja numero de
assignaluras suflriciile para salisfazer as astilladas
despezas da impressao, ira pai*a o prelo, 110 dia da
publicacao da mcsnia, cnccrrar-sc-ha a assignatura,
vender-sc-ha mais caro.
SVSTEMA MEDICO DE 1IOLLOWAY.
PIULAS HOLLOMAY.
Este neslimavel especfico, composlo inlciramen-
Ic de hervas medicinaos, nao rontin mercurio, nem
oulra akuiua substancia dcleclerca. Ueiigno mais
lenra infancia, e compleirao mais delicada, he
igualmente prompto e seguro para detanraigar o
mal na coinpleirau mais robusla; lie iiileiraiiieiite
innocente em anas operaees c efletos; pois busca c
reinovc as ilocncas de qnalqaer especie c grao, por
mais enligas e lena/.es que sojain.
Entre militares de pes-oas curadas cnni esle reine-
dio, mullas queja cstavam s portas da morlc, per-
severando em seu uso, lonseguiram recobrar a sali-
do e torcas, depois de haver tentado inulilinenlc,
todos os oulros remedios.
As mais allliclas nao devem entregar-so i deses-
peraeflo: facam um oompelcnlc ensaio dos eflicazcs
efleiloa desta assombrosa medicina, e prestes recu-
perario o beneficio da saude.
IS'ao se perca lempo em lomar esse remedio para
qualquer das secundes eufennidades:
PIANOS.
Patn Nash & C. acaham de rereber de Londres
dous elegante* pianos, fcilio vertical, de Jacaranda,
iguaes em qualidade e vo/.es aos dos bem conbccid
autores Collard .V Collaul, ra do Trapiche Nov
11. 10.
A DENTISTA IUANCEZ. S5
3 Paulo liaiguoiix, eslabelecido na iua larga
^ do Itosario 11. :t(i, secundo andar, rolloca den-
J les com uengives arliliciaes, e dentadura com- QS
$} pela, ou parte della, com a pres-ao do ar.
f; Tambem lem para vender agua ilenlifricedo
jf Dr. Pierre, e po para denles. Hita larga do ;:;
;5 Rosario n. 3G segando andar. 81
Na ra de Norias 11. I priineiro andar, pre-
cisa-se de uina prela eterna para o servico ilt pen-
ca familia.
Precisa-se de urna cscrava para o serviro de
urna rasa de poura familia : na ra do Hospicio 3J
casa nova a direila depois de passar o qnarlel.
Na ra da Cadeia do Kccife 11. 19, primeiro an-
dar, vendem-sc colhurnns de bezerro de tres solas e
sapaloes para invern em porcao.
Precisa-se alocar um sitio peqjeno para um
homcni solleiro : quem o liver pode dirigir-se ra
do Trapichen. .18, armazem do Sr. Miguel Carneiro.
Manuel AntonioTcixeira vend;o sen bilhar e
lodos os seus pcrlcuces: a tratar na l.ingoela n. -2.
I.ava-se e engomma-se com loda a perfeicao c
aceio : no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado 11. 15.
O Dr. Joao Honorio liezeira de Mene/.es, ^
0 formado em medicina pela faculdade da Ha- A
hia, offerece seus prestimos ao rcspeilavel pn-
@ blico desla capital, pudendo ser procurado a
@ qualquer hora em sua casa ra Nova n. 10. @
$8 secundo andar: o mesmo se presla a curar @
@ graluitamcnle aos pobres. @
"393? ;->e@S3@v8
J. Jane dentista,
Dcsappeccn no dia 18 do alerro da Boa-Vis-
la n. \2. um cachorro erando lodo prelo, com um
risco blanco desde o pescoco alo os pellos, o qual
acode ao nome de Soulouque: qucm 0 levar ,1 dila
casa ou dflledor noticia sera gratificado.
O Sr. Dr. Joaquim Jos di Santos Amazonas,
lem urna carta viuda de Maceio, na ra da Cadeia
do Recite toja de Bastos D. \V. Baynon cirnreo dentista americano
reside na ra do Trapiche Novo 11, MI.
A'ITEM.A"'-
Desappareceil no dia 15 do corrente o prelo, cri-
nlo, por mono Exaquiel, de :!0 a 10 anuos de ida-
de, pemas bastante arqueadas, no andar abre bstan-
lo os dedos dos ps, lem falla de alguns denles, be
bstanle humilde c manso cm sua' fallas ; julga-se
ler ido em compauhia do prelo Miguel, crioulo.
perlenccnte a lllma. Sra. vinva l,a-seire, por lercni
ambos dcsapparecido no nie-mo dia, bem como lia
loda prohabilidade de ler seguido em direccao a villa
de Sobral d'nndc veioi roga-se pois a lodas as auto-
ridades policiaes, a captura do mesmo, gratificando
-se generosamente a quem o levar .1 roa do Canu-
ca, loja da esquina n.2, a seu senhor Jos Peres da
Cruz.
239000.
Furlaram do engenlio Cedro, do Cabo, um caval-
lo alasaodc 7 anuos, gordo, sem andares, lem mar-
ca dejeremom na sarnelha, e alcm de oulros trros
lem ha pouco lempo um C E na perua esquerda :
quem o pecar, receber a cralilicaco cima, entre-
gando no dilo engenho, ou ao cirurgiao Silva, na
ra do \ icario.
0 AMIVIlRIKiAME
Peridico dos Portuguezes em Per-
nambuco
ESTHAMIO AOS NEGOCIOS DO BRASIL.
'feudo cessado a publicacao do peridico o Cos-
mopolita, cuja apparcSo foi lenibrada para suslen-
lar os (orles motivos que linhaiii os Porluguazes re-
sidenles nesla provincia para rcquerereni a punicSo
dos empregados do consulado, e para que nao li-
qiiem cm abandono os negocios dos mesmos Portu-
gueses, agora, que aquellcs eraprecados eslao mori-
bundos, vai poblicar-aa um novo peridico sob o li-
tuloO .Inliarrnganle que seguir a mesilla
larefa dehaixo dos auspicios ilc lodos os honicns que
dcsejain o bem de seus muebladnos. Subscreve-
sc. vende-se, e recebe-ae correspondencias .para
esle peridico na livr.inada ra do Collecio 11; 5).
crie de "20 nmeros. 2?0U0
Para Mitras provincias. 29-jOO
Nmeros avulsns. 120
Pnblicar-se-ba as segundas e qoiolas-feiras, o o
primeiro numero sabio no da 'Si do correle julbo.
Ofieroce-se urna ama para casa de pouca fami-
lia, ti qual co/.inba e eucomma, esabe fazer n servi-
ro de portas a dentro : no beceo do Pocinbo
11. 17.
i-'
\
m
i
I
bonilos deseubos
i
9f
m
3
i
m
$
PAZENDAS ISA ISAAS.
Ra Nova p. lli. de .lose LuizPe-
reira & Fillio.
Vendrm-se chitas linas a 110 c Hl rs. (
covado,
Cassas francesas de
400 rs. a vara.
Canibraias abortas cr de rosa c azul
38300 rs. o corle.
Vestidos de cambraia rom barra azul a cor
de rosa a 3300.
Dilos de 1 a :l hallados ti 18000.
Dilos de seda escoceza de 2 c bahados a
1*e IXtOOrs.
t'.amhraias de seda a ItrJOOO rs. o corte.
lias cscocezas padres novos, a 800 rs. o
covado.
Romoiras de lil e cambraia bordatla a
A 295U0 rs.
* Capolinbos o camisas do dila, ,V?O0D r*.
>$) Dilos de seda prela c de cores, l:teOOO rs.
. Chapeos de seda para scnhora, a 129000 e
') Ditos para meninase'meninos de jjoo .1
K 7-^HK) rs.
Chales grandes de cambraia, a 1>i00 rs.
Ditos de lAa e se la a -.'SHM) c 29100 rs.
Lencos de seda niiiitn grandes 11 29000 rs.
Dao-se amostras de ludo com penhores.
BARATO SIM. FIADO NAO.
Para liquidarSoa 400rs. o covado '. '. !
Vendcm-sc as mais proprias fazendas modernas
para vestidos de scnhora e meninas, intitulada nr-
Icans. deseda furia-cores, com msela, pelo dimiiiu-
preco de IHI rs. cada covado : na ra do Quei-
cV lo-
Saccas com intliio-
Na roa do Vigario n. 38, vendem-sc saccas com
milbo, por prcro rommodo.
Vendc-se I carro de 4 rodas para -2 cavallos,
miiiln bonito c maneiro, novo, que foi mandado fa-
zer de ciiroiiimeuda para pessoa particular, c|de bom
gofio: na travessa do Ouvidor, na cocheira, para
ver c ajusfar.
Na alerro da I!.m-Vi-la n. 80, vende-so gom-
ma para cngoniniar a 100 rs. a libra, ulllmanente
chocada do Aracaly.
Quemdeixara' de comprar fazendas por
menos do seu valor,
como sejam : corles de casemhraa lisas de cores com
msela I fc&OOO, corles decollles de "nrgur.ln de li-
nho o de seda de novo* padroaa ti I96OO, merino pre-
lo selim muilo lino a 28)000, brins trancados de linho
deeores modernas, linaindo casemiras, a 80j0rs.a
vara, dilos pardos de puro linho minia fino a 610 a
vara, cbila francesa de quadros a OOrs. o covado, e
nutras fazendas por baixo proco : na ra do IJuei-
mado, loja 11. 17, ao pe da botica.
Vende-se por muilo cummodo preco, mais da
melaile do sobrado de (res ailares 11.* 112 na ra
da Senzala Velha junio a cocheira: a Iralar na ra
do Rangel u. 56.
LOJA DO BARATO,
Ra do Crespo n. 14, lado do norte,
de Dias e Lem os
COMPRAS.
Accidentes epilpticos.
Al poicas.
Anipolas.
Areias (mal i').
Asthraa.
Clicas.
Convulses.
Debilidade qu cxlenua-
cao.
Debilidade 011 falta de
forras para qualquer
coosa.
Desiuleria.
Dor de garcanla.
a de barriga.
11 nos rins.
Dureza no venlre.
Enl'ei midadt- no ligado.
venreas.
Enxaquera.
Herysipela.
l'cbres biliosas.
inlermilleules.
(i de loda especie,
(iota.
Hemurrboidas.
Uvdropisia.
Ictericia.
Iiulicesloes.
Inllammaroes.
Irrecularidtidcsda mens-
IruaeAo.
Lombrlgas de loda espe-
cie.
Mal-dc-pedra.
Manchas na culis.
Obslruccao de venlre.
Phthisica ou consampflo
pulmonar.
lielcuco d'ourina.
Uiieumalismo.
Svmploinas segundario.
Temores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo mal'.
ntina rczidir na ra Nova, primeiro andar 11.151.
g 0 Dr. Sabino Olegario l.udgern Pinito mu-
fj dou-se para o palacete da ra de S. Francisco @
f 'mundo novo) n. GS A. t$
> f.SovS >4.*J-.. .,....i. -o-..
O cautelista Salustiano de Acjuino
Ferreira avisa aorespeilavel publico, que
as suascautelas offerecem mais vanticein, duque as
cautelas dos uniros cautelistas, c abaixo vto notados
os preces dolas.
l'rero das cautelas dos oulros.
finarlos 2J700 2d00S000j Sorte correspondeRte
Oiiavos 1$500 I:l309000(aos 10:0009com odes-
Decimos 19200 OlWNK)
Vigsimos oll l(ClO
Ouarlos 2gl00
Oitavos 1o-'00
Decimos 1200
Vigsimos 000
Qoartoa 2S700
Oiiavos Ijs-IIK
Decimos If^OO
Vigsimos 600
Preco de suas cautela.'.
Ouarlos -2?700 :,">005000", Sorte correspondente
Oitavos IViOO Ir250a000(aos I0:IHXI?, semodes-
Deeimos 18200 t:0tKI^KXIfcont de S por do im-
Vigcsimos 000 5OO9OOO) posto goral
(.loarlos 23700 1:0009000} Sorte correspondente
Oiiavos 1^)00 500>0(Kllaos i:(HiO?, sem o des-
Decimos \?M) 4O0O001 cont de 8por ?do im-
Vigcsimos 000 -.Ou-rOOO'poslo gcral.
1 loar 1 ns 2-5700 2."i0f!O00\ Sorle correspondente
Oiiavos 1&'i(I0 12,">9 Dccimos I5200 1003(KK)/to de 8 por",,do impos-
Vigcsimos 000 505000) lo geral.
Itconlo de S por do im-
)/ posto geral.
2o--,ooo \ Sorle correspondente
'.liti-MKKilaos 4:0008, com o des-
IHiSCNlOO l.coiilo de S por do im-
1843000 J posto geral.
2303000) Sorle corrcspondenle
11.VSIOOl a 1:000-3, com o dcscon-
'.Inmio I lo de ti ior 5 do iinpos-
tiMiooJlo geral'.
C. STAKK & C.
rcspcilosamenlc annunciam yque 110 sen extenso es
labeleciuienlo em Sanio Amaro, continua a fabricar
com a maior perfeicao c promplidao.toda a qualidade
de niaeliinismo para o uso dti agricultura, navega-
do cmauufarlura, e que para maior rommodo de
seus numerosos freguezes c do publico em coral lem
abcrlo cm um dos grandes armazens doSr. Hesqui-
ta na ra do Brum, alraz do arsenal de niarinha
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dito seu cslabelccimenlo.
' di acharo os compradores um completo sorli-
meuto de moendaa de caima, com lodos os niellio-
1 tmenlos(alcuns dclles novos coriginacs) de que a
experiencia de1 muilos anuos lem mostrado a neces-
sidade. Machinas de vapor de baixa e alta presso,
la. vas de lodo lamauho, lano batidas como fundidas,
carrol de mao o dilos para condozir formas de assu-
car, machinas para moer mandioca, prensas para di-
to, tornos de ferro balido para farinia, arados de
ierro la mais appiovada couslruccSo, fundos para
al. mli ques, crivos e portas para frnalbas, e una
St v r''S ,lc rr"-que seria enfado.,
enumerar. No mesmo dciwsii,, C\isl,. runa
mlcllisenle e habilada .ara reXr ', a, a
ZZnV^H .eUi- lo.0111 alapacida.lcde suas enicinas-c inacbinisnio,
0 penca de seus oflicaes, se comprme le /e
cvecular coma maior preatesai l'e.feicn ac a
raspase, una cale, de easemira decir, um leu o
branco com tis lellras P. I.. ,|u, J' "t"\.,-
demarroquimamar..,,uXTt,:a;t
hu... ja usado o uma.oalhade Uhvri.....o'as ,,, .
' ,ed.-se i quem forera oflerec.dos os obierlos
Mina, qu,, os apprehenda e leve ao dito sol r,
|ue sera geiierosamenle rcconi|iciisado.
Vendcm-se estas pilulas no cslabelccimento geral
de Londres, n. 241, Slrand, e na loja de lodos os
bolicarios, droguistas c oulras pessoas encarrecadas
de sua venda cm loda a America do Sul, Uavana c
Despatilla.
Vende-se asboectinhas a 800 ris. Cada una dol-
as conten una inslruccao em porluguez para ex-
plicar o modo dse usar deslas pillas.
O deposito geral he cm casado Sr. Soum, phar-
maceulico, na ra da Cruz n.22, cm Pernambiico.
Lotera do hospital Pedro II.
O cautelista Antonio Jos Rodrigues de Sonsa J-
nior, avisa ao respeilavel publico que seus bilhclcs
inteiros, meios billiclese cautelas da lotera cima,
se nrhain ti venda pelos precos abaixo, na praca da
Independencia loja 11. 4, do Sr. fortnalo, n. 13 e
15, do Sr. Arantes, n. 40, do Sr. f'aria Machado, e
na ra do Qneimido 11. 117 A, dos Srs. Souza fa
Freir, cuja lotera temo andamento de suas rodas
no dia 18 de agosto prximo futuro. O mesmo cau-
telista se obngs a pagar por ioteiro os premios de
10:0005000, de 1:0005000 c de ItOOOjOOO. queos di-
tos seus bilhclcs inleiiose meios oblivcreni, os quaes
To lubricados com seu nome.
Buhles H3000
.Meios buhles 53500
Guiarlos 25700
Oitavos 19500
Decimos Ist-tHI
Vigsimos 600
O solicitador Cimillo Augusto Ferreira da Sil-
va, pode ser procurado para tirto qiiedis-cr respei-
lo a su,1 prulissiio: 110 escriplorio do lllni. Si. Dr.
Joaquim Jos da Fonseca.
Nao lia melitores no mercado.
No ulico deposito das bichas de HamborgD, na
roa ealreit do Rosario n. 11, be chegado novo sorii-
inenlo de bichas de llainburco, que se >endc por
atacado, aos ceios c meios ceios e a rrlalho, e Itim-
bem se aluctim por menos preco do que cm outra
qualquer parle.
Precisa-se de um criado e urna criada, que se-
jam ambos de lucia idade: no aterro da Boa-Visla
11. 18.
ANTIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da ra do Trapiche
n. lo, lia muilo superior potassa da Itus-
sia e americana, ccal virfjem, cliegadaha
pouco, tudo por preco commodo.
Cede-ee um siUoqnoaeeommodaannaalraente
lli vaccas de leilc, com a coudicao de quem o pre-
lender comprar as vticcas c o mais que no mesmo
exislir : na ra do Oueimadu, loja 11. 31.
Salustiano de .l'/uino Ferreira.
LOTERAS DA PROVINCIA.
O tbesoureiro geral dasloteiias avisa,
(pie se acliama venda os bilbetes e meios
da primeira parte da segunda lotera a
beneficio do hospital Pedro II., na tlic-
souraria das loteras, ra do Collcfjio 11.1 ">,
na praca da Independencia 11. i, e na
loja do Sr. Arantes n". 1^>, ra do Qnei-
niadohs. 10 e "!), ra do Livramento n.
22, aterro da Boa-Vista H. S, piara da
Boa-Vista n. 7. Corre a mesma lotera
mpreterivelmenle nodia 18 de agosto, as
!> Iioras da manlifta ; eos bill.eles eslao a
venda ate o dia 17 as (i horas da tarde.
Preco inteiros lOsOOO
ii meios .").S0
Roga-SC aos Srs. Jos da Costa All.tiqucrqne,
Antonio Jos Percira de Mondones, Manocl da Cos-
laAlecrim, Anecia Mara Custodia, francisco Al-
ves Casins, Manoel Jos de Almcida Costa, Francis-
co Muniz de Alincida, Jlanoel da Silva Cniiinaraes,
lenlo .Marlins (imirahes Lisboa, Joao Ferreira da
Cosa, Joaquim Jos de Albuquerqne, Jos Marlins
Ferreira Coilioho, Antonio Jos Martina, Uaooel
da Silva Coulo, Tboniaz limes, apparecerem no
alerro da Boa-Visla 11. 55, segundo andar, a nego-
cio.
Compram-se patacoes hrasileiros e
bespanhes : na ruada Cadeia do Recife,
luja de cambio n. 24.
Compra-se nina porcao de ps de larangeiras
da China, proniplos cm caixolcs para crr.harquc :
quem os liver, querendo vender, falle na praca do
Corpo Sanio n. Compra-se a Irocode lijlos de todas as quali-
dade-, um preto anda mesmo de meia idade, mas
sem vicios nem achaques: qucm pretender aiiiiuu-
cie.
Compra-se nina eserava de 20 a 20
anuos de dade, iitie saiba coser e engom-
mar ; agradando nao se olha a preco :
picn a tiver podera' levar a ra do Vi-
gario 11. 1!), segundo andar, no cscripto-
rio ile .Machado i\ Pinheiro, para tratar.
Compra-se patacoes hrasileiros e hespanbcs,
em grandes e pequeas pnredes : na ra do Trapi-
che, armasen! n. :iS, de ^liguel Carneiro.
Comprti-sc una estatua de marmorc 011 ile pe-
dra de Lisboa, que lenha II a 7 palmos de altura, c
que seja propra para emblema de um lumulo : quem
liver anuuncie.
Compra-se una eserava prela, que seja boa en-
gommadeira : na ra do Trapiche 11. 16, segundo
andar.
Compram-se escravos de lo a 22 annos para se
bem'-'"; SftJSS .fBT' "abUidaa" p"8'-11 T<-diui"" -Kf
- Na roa das Flocs 37. p.lmeiro andar, com-! | ^JS** tA"? "
b
inado loja n. 17, ao pe da botica, de Fariti
pes.
Vndese urna prela. crinla, moca, de bonila
licura, propria para campo, ou para vender na ra:
na cocheira da travessa do Oioidnr.
Vendem-so oplimos terrenos para edificarcm-
sc casas, as ras do Alecrim e Palma : a fallar com
M. Carneiro.
Vende-se laa de differenlcs cores : na ra do
Trapiche n. ll>,secundo andar, em casa de Antonio
de Almcida Gomes & ('..
Vende-se a arn.acao da loja da ma Direila 11.
II, com o Iraspasso das chaves da mesma. a qual he
propria para qualquer estahelecimeulo : a Iralar na
roa do l.ivramenlo 11. 29.
Vende-se 11111 oilanlc c diversos livros nuti-
cos, sendo una laboa por Calle!, e oulra por Nov ie,
e um niappa, ludo cm bom uso : quem pretender
annuucie.
MI t\M iror.si IHMIEOP.VTHICO
DO
DR. P.A.LOBO MOSCOU.
\endein-se assecuinles obras de homcopalhia em
francs :
Manual do Dr. Jahr, i volumes llftOOO
Itapou, historia da homeopalliia, 2 volumes KigiHlO
lltirlhmtiii. tratado completo das molestias
dos meninos, I volunic 10.^000
A. Teste, materia medica bom. 8J0OO
Do Payle, dootrina medica bom. 7.nkki
Clnica de Slaoueli (islKKI
Carliiig, verdade da homcopalhia 49000
Jahr, tratado com pelo das molestias ner-
vosas Or-OOO
Diccionario de Nvslen 11*7000
S@fe'@g;ft?5t>(K@3S:SS?3@eeS3:
vC' Hicas romeiras de tibi bordadas, pelo com- vt
$i modo preco de 4-^100 cada una: na ra do @
@ ijueiinado, segunda loja viudo do losario
i u. 18. :$
#S:@@8
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto, cm
barrisdei., 5. e 8.: no armazem da ra
do A/.cite de Pcixe n. li, ou a tratar no
cscriptorio de Novaes & Companbia, na
ra do Trapicheo. 34.
;sgiSi@sf*:r:is@@s
NAO' PODE SER MAIS BARATO. *
Na ruado Queimado 11. 10.
lis Chilti franecza com barra a .
g Dita inglesa com barra a .
j-j Cassas linas de cores a vara. .
- llrim de linho para calcas avara
<^ Dito do algodao o covado .
W Corles de caseniirt de laa .
Chitas acahocoladas com novos desenhos e pannos
muilo encornados, cores lixas, a 100 o covado, ditas
de padrocs miuiliuhos a ISO, (lilas de cores rom pa-
dres fincindo cassa a 00 rs., riscadinhos de quadros
liudos, cores lixas. a 100 o covado, ditos francezes
com 1 palmos de larsura, fazenda muilo lina, a
210 o covado, corles de eassi cbila com ramagen de
de cores a 1.>S00, alpacas prelas a 100 rs. o covado,
dilas linas com luslrc a 700 rs., ditas lavradas a 800
rs., sarja de La da primeira qualidade por ser eu-
corpada a 560 o covado, sarcelim lavrado para forro
a ISO o covado, riscadinho de linho dclislras iniudi-
nbtis a 900 rs. o covado, alcodao mesclado c de lis-
iras, muilo cr.corpado, proprio para servico decam-
po, a ISO o covado, rufao, fazenda de algodtio mes-
ciado, de varias (ores, propria para calcas c palitos,
a -Jlltl rs. o invado, corles de meia rasemira de qua-
dros c lislras ti I93OO, dilos de brim de quadrinbos n
12)200, cobertores brancos de algodao da fabrica da
li.ihia a 560, e grandes a 610 cada um ; linalmenle
nesla loja ha nm ricosorlimenlo de ludo, c per isso
aproveilc quem quizer comprar harilo, dando-sc
amostras de ludo quanlo se annuncia, deixando seus
competentes penhores.
Com pequeo loque de copim, vende-se panno
ruin verde cor de garrafa, de superior qualidade, c
prova de limito, a 3950Q o covado : na ra do Cres-
po, luja da esquina que volla para a cadeia.
Velas de carnauba do Aracatv,
Vcndeni-se na ra da Cruz armazem de muros c
sola n. 15, excellenlcs velas de 6, 8 e 9 em libra,
em caixasdc 30 a 50libras cada urna, e por rommodo
preco.
Aos fabricantes de velas.
No armazem de Domingos Itndrigues Andrade &
Companbia, ra da Cruz n. 15, vende-se muilo supe-
rior cera de carnauba do Araraty e Ass, cm porfo
c a 1 elallo.; c alcm de se pesar na occasiao da enlre-
ca se deseo.ilttr.. urna libra de lara em rada sacco,
como be costme.
llelogios inglezes de patente.
Vendem-sc a preco commodo, em casa de Barroca
& Castro, na ra da Cadeia do Kecife n. 4.
PARA A FESTA.
Scllins inglezes para homcm c scnhora
<
pra-se nolre dame de Pars, de Viclor Hugo, em se-
gunda 111,10.
Compra-se urna eserava prela, ainda moca,
hem parecida, sem molestia c vicio alsum, e que se
venda por alcma oulra circiimslancia, que saiba
coser, enconimar, cozinhar. lavar, e sirva para casa
e ra : qucm a liver, dirija-se a qtitdquer hora do
dia a ra da Soledade, logo ao sabir para o Manen.-
nho, 110 sitio dos i IcOcs, que achara com quem Ira-
lar.
Compram-se cfleclivamenle Diarios para cm-
hrulbo a :;-".iki a arroba : na ra larga do Kosario'
junto ao qnarlel 11. S, 15 c 17.
Compra-se urna cscrava de dezoilo
a vintc cinco annos. de bonita (gura, tpie
tenha habilidades c sobre tudo seja boa
cozinheira: na ra do Trapiche n. 11.
VENDAS
l.o
pessoa
Osabaixo assignados, dnnnsda nova loja de nuri-
ves da ma do Cabuc n. II, confronle ao paleo da
matrizeroa Nova, fazem publico que eslflo complo-
Itiiitenle sorlidos dos mais ricos e bellos costos de lo-
das as obras de ouro, necesarias lano para seulio-
ras, como para bomens c moni.tas, e continan
procos semprc muilo em conla ; os mesmos se obri-
gam porqut.esquer obras que venderein a passar mna
conla com responsahilidade.especificandna qualidade
do ouro de II 011 IS quilates, tirando asaim snjeitos
por qualquer duvidti (pie appareccr.
Serafim i\ IrmSo.
ANDBADE & LEAL
COM .
FABRICA DE CALDEIRElRABIA
Na ra Imperial n. US e 120, e deposito na
ra Nova 11. 27.
Srienlificam aos destiladores e senhores de enge-
nho, que com alen... (rtd.tilho e despendi, ennse-
guiran ura novo melhoramciilo para os alambiques,
para eniijunelamcnlc reslilarem o caxixi, proiluzin-
dn em cada dcslilarao sem accuuiular como at aqui
acconlecr, .ou misturar com a carapa : pois com esle _
novo iDcllioramenlo haexnnomiade combiislivel e de :C mediiina pela laculdade medica dti Balda,re-
lempo, podendo olevar-se : maior (rao alroolioo, e m sida na ra .Nova n. 07, priineiro andar, on- 5f-
al.11. dissn inelhora a qualidade da agurdenle que I ti de pode ser procurado a qualquer kort para o $
nao saliir.i impieumalica ,ou oque vulgarmente se Ja) exerriciode sua pronssSo. @
chama esturro ou queimada.) ^gS** sa:SSi*@S
AO \\\M:o.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Coliegio n. 2,
vende-se um completo scrlimento
de fazendas, linas e grossas, por
precos mais'baixos do cpie emon- 'ffc
ira qualquer parte, tanlo em por- ?$
efles, como a retallio, amaneando- ^
se aos compradores um s preeo &t
para todos : este estabelecimcnto i
alirio-se de combinacao com a |
maior parte das casas commeri'iacs
ingle/.as, francesas, allemSas e suis-
sas, para vender fazendas mais cm
conla doqu se tcm vendido, c por
jj isto offerecendo elle maiores van-
p tagens do que outro qualquer ; o
C proprictario deste importante es-
| tabelecimento convida a' todos os
J seus patricios, e ao publico em gc-
>W ral, para que venham (a bem dos
8jj seus nteresses) comprar (azendas
jj baratas, no armazem da ra do
.:,> Coliegio n. '2, de
E Antonio Luiz dos Sanios &llolim.
Neressita-se de nina pessoa que estoja as cir-
ruinslanrias de poder lomar conla de una padaria,
sendo dila pessoa entendida ueste negocio, o que se
exicc para melbor poder se desenvolver no manejo
dti mesma. dando-se um sofVrivel ordenado : quem
estiver neslas circun.slancias, dirija-se mesma
padaria, ra larca do Hosario u. 18.
Joaquim 1-raucisco de Alcm lem justo a rom-
pa da parle que lem no predio n. 8, no laico da
Assemblea, com Sr. Ilrnrique da Fnusera Cnilinho.
Se esle negocio prejodica a tereciro. queira declara-
b. por esle jornal, no prazo de8 dias, lindos os quaes
ser ellecluada a compra.
t:@ n a": S g &
?) Antonio Aprigino Xavier de Brilo, Dr. em
PUBLICACAO' RELIGIOSA.
Sahio ti luz o novo Mczdc Maria, adoptado pelos
rcverendissinios padres cap.icl.it.los de N.'S. da l'e-
uha desta cidade, augmentado com a novena da Se-
nhora da Conccictlo, c da noticia histrica da mc-
dalha milagrosa, e deN. S. do Bom Cuiisclbo : ven-
dc-sc nicamente 11a livraria 11. 6 e 8 da praca da
independencia, a IjOOO.
Vende-se urna parda de 18 a 20 annos, propria
para campo ou ama por ser carinhosa, lava c lem
principio de encotnina.lo e costura, sem vicio algum,
muilo saditi c he de fura, vende-se por precisas : na
ra de I lorias 11. 00.
Vende-se una rasa terrea na ra de Dorias 11.
56 : a Iralar na ra do l.ivranienlo casa 11. i, pri-
meiro andar.
Xa ma do Trapiche Novo n. l,
vende-se:
PAPEL PARA IMPRIMIR, formato gran-
de e peqaeno.
PAPEL ALMACO azul c branco, chama-
do Marlim Superior, em resmas de O
tolhas, c oulras qualidades mais ba-
ratas.
PAPEL l)L PLSO muilo superior, proprio
para escriplorio, c outras qualidade!
maisem conta.
PAPEL DEiCORES, cm tormuto grande.
L'.MA PEQUEA porcao de lonas boas.
TAPETES de superior qualidade recente-
mente cliegados.
ALVAIADE OEZINCO, acompanliado do
competente seccante, muilo recom-
'J '".hales de camhr.lT bordada
;.; tusltlo para rollete, o corle .
j$ Kiscadns francezes o covado
$j Coi les de cambraia de seda .
S Lencos de seda part Bravata
de
2W
-200
500
600
2(0 """
43000 g
19600
360 i
seda. -_> . 1-XHN) ng
. axi a
. 58000 H
. 1?28l)
::^-;?s;@:@Scf;)t5SSS!
DEPOSITO DE POTASSA E CAL DE
LISBOA.
Xa ra de Acollo, armazem de Leal
leis, contina a&jter as legitimas qualida-
des de potassa da Russia eda America, c
cal virgem cm pedra, tudo por preeo a
satisfa/.er aos seus antigos e novos fregue-
zes.
Vende-se chocolate francez de su-
perior qualidade: na ruada Cruz n. 26,
primeiro andar.
Vendem-sc chapeos do Chvlc
finos, ditos de fcllro para
* nbnra c homem, brancos, rios,
caslanhos e prrtos, dilos de palhinha franecza do
inelhor goslo que he possivel, dilos francezes de
formas modernas : na pra^a da Independencia, loja
11. 19 e 21.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se cera lano cm grume, comoem vellas, cm cai-
xas, com muilo bom sortinicnlo c de superior quali-
dade, dictada de Lisboa na barca Oralidan, assim
romo bolachinhas em latas de 8 libras.e farello muilo
novo em sacras de mais de 5 arrobas.
Deposito de vinho de clinm-
iagne Clialeau-Ay, primeira qua-
idade, de propnedade do condi
de Mareuil, ra da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinlio, o melbor
de toda a champagne vende-
se a*oG.S'0(XI rs. cada caixa, adia-
se nicamente em casa de L. Le-
comte Fcron & Compapbia. X. B.
JL
P
m
Vcndem-sc scllins inglezes de pa-
lenle, com lodos os perlences. da me-
lbor qualidade que lem viudo a esle
mercado, lisos e de hurranne, por
prcro milito commodo : em casa de
Adamsou llonic c\ Companbia, ra
do Trapiche n. 12.
Vende-se urna batanea mm>na com lodos os
seus perlences, em bom uso e de 2.000 libias : quem
a pretender, dirija-se a ra da Cruz, armazem 11. i.
A S00 RS. A VARA.
lrim irn.....lo branco de puro linho, muilo en-
cornado : na loja da esquina da ra do Crespo que
volla para a cadeia.
COBERTORES.
Vendem-se cobertores de tapete a 800 rs.,kilos mili-
to arandes ti I3IO0. dilos brancos com barra de cor a
I3280,colchas brancas com salpicos a I3OOO : na loja
da ra do Crespo n. 6.
Vende-se orna cscrava, rrinula, que engomma
c cnziiiha, urna dila que eucomma punco e vende na
ra, Ires escravos de meia idade, de muilo boa con-
duela. luAo-yor preco razoavel ; na ra Direila
n. (>(i.
Vende-se urt negro de meia idade : na ra de
'orlas 11. l. ,
Veiir|c.S(. iiiM prcta, crioula, de idade de :I0
annos, a ipiai linlia com |ierfeii;aoo diario de urna
casa : na ra Jo Jardim n. 29.
SANOS.
SALSA TARRILIIA.
Vicente Jos de llrilo, nico agente cm rernam-
huco de B. J. D. Sauds, chimico americano, faz pu-
blico que lem chegado a esta praca unta crande por-
cao de frascos de salsa parrilha de Sands, que sao
verdadciramcnle falsificados, c preparados no Kio
de Janeiro, pelo que se devem acautelar os consu-
midores de tan precioso talismn, de cahir ncsle
engao, tomando as funestas consequencias que
sempre cosluinam Irazcr osincdicamcnlus falsifica-
dos c elaborados pela mSodaquelles, que antepoem
seus interesses aos males e estragos da humauidade.
I'..ranlo pede, para que o publico se possa livrar
desla fraude c disliagua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recenlemenlc aqui chega-
da ; o annunrianlc faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em sua botica, na ra da ConceicAo
do Kecife 11. 61 ; e, alm do rcceiluario que arom-
panlia cada frasco, lem cmbaiio da primeira pagina
seu nome impressu, e se achara sua firma em ma-
nuscripto sobre o iovollorio impresso do mesmo
traeos.
Vende-se nm cabrioiel rom sua competente
coberla c arreios, ludo qoasi novo ; assim romo 2
cavallos do mesmo j ensillados c mansos : para ver,
na cocheira do l'edro an pe do arsenal de mariuha, e
para Iralar, na ra ib Trapiche Novo n. 11, primei-
ro andar.
DEPOSITO DE PANNO DE ALC.ODA'O
DA FABRICA DE TODOS OS SANTOS
NA ItAIllA.
Vende-se o superior panno de algodao
desta fabrica, proprio para saceos c roupa
de escravos : no cscriptorio de Xovaes &
Companbia, ra do Trapiche n. o\, pri-
meiro andar.
Vendcm-sc os mais ricos pianos
cora c\cellentcs vozes e por precos com-
modos: na ra do Trapiche n. 5 em ca-*
sadeJ. C. Habe.
No armazem de JoscJoaqoim I'ercira do Mel-
lo, defronte do caes daalfaudega, vcndem-sc caitas
com duzas de garrafas de vinho de caj.
Cemento Romano
vende-sena ruada Cruz armazem n. 13.
Vende-se um braco de balanza do ferro grande
do autor RomAo, com conchas e correles de ferro,
proprio para qualquer armazem de assucar, 2 embo-
nos de cedro, 2 canoas de earreira novas : os pic-
lc.idri.tr.. dirijam-se a Antonio Leal de Barros, na
ra do Vigario n. 17.
Quem quizer possuir urna negra rrinula, mui-
lo moca, que no oslado de boje era para70usii00 rs.,
vende-se por 30a000 ; o motivo se dir ao compra-
dor : na ra Direila 11. 19, se dir quem vende.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Bcrlin, empregado as co-
lonias inglczas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, aclia-se a venda, cm latas de 10
libras, junto com o methodo de emprc-
ga-lo no idioma portugus, em casa de
N. O. Bicbcr & Companbia, na ra da
Cruz, n. 4.
1.1 NCOS DE CAMBRAIA DE LINHO A 19500 A
IHJZIA.
Na ra do Crespo n. 5, esquina que volla para a
ra do Coliegio, vendcm-se leos de cambraia de
linho finos em caixinhas com lindas estampas, pelo
barato prcro da ^TiOO rs. a duzia, para acabar urna
pequea porcao que anda resta.
Jacaranda' de milito boa nbalidade :
vendem Antonio de Almeida Gomes &
Companbia, ra do Trapiche Novon. l,
segundo andar.
Cola da Babia, de qualidade esco-
lliida, e por preco commodo: a tratar na
ra do Trapichen. 1G, segundo andar,
com Antonio de Almcida Gomes & Com-
panhia.
Louca vidrada, recebida ha pouco
da Babia, com bom sortimento : vnde-
se na ra do Trapiche n. 16, segundo
andar.
Genebra verdadeira de Hollauda,
em frastiueiras, chegada este mes, sendo
alguma da mais superior que se faz na-
quelle reino ; vende-se na ra do Tra-
piche n. 16, segundo andar.
Vende-se fumo em olha, de varias
qualidades, escolhidas e !>oas : a tratar
com Antonio de Almeida Gomes & Com-
panhia, na ra do Trapichen. 16.
^ Palitos lrancezcs.
S Vendcm-se palitos francezes de brim e
m brelauha a$OO e 18000 rs., dilos de alpaca
3 prctos e de cores a K$000, dilos de panno fino
S prelo e de cores a 16,18 e 205000 rs., ludo
3 da ultima moda e bem acabados : oa ra
3 Nova, loja n. 16, de Jos l.uiz l'ereira &
'"' :^S^M2^S^?S3aK:JK3
V.
As caixas sao marcadas
Conde de Mareuil e
das "arrafas sao a/.ues.
m
a logo S
os rtulos A

AOS SENIORES 1>E ENGENHO.
Coborlores cscuros nmiln grandes c encorpados,
dilos brallCos com pello, muilo grandes, imitando os
de Ka, a l-r+Wl : na ra do Crespo, toja da esquina
que volla para a cadeia.
meadavel pela glande superioridade de I Sao chenadasas j bem mohecidas velas-de
carnauba da fabricado Sr: Manoel liias.do Aracaly,
roiumoito : na ra da Cadeiti do Kecife lo-
MUTILADO
tinta ipie proiluz.
PREGOS D FERRO cm bom sortimento.
Carro e cabrioiel.
Vende-se um carro de rodas com asseu-
los, e um cabrioiel, ambos em ponen uso. e 5$
cavallos para ambos: ama Nova, cocheira Jg
de Adnlphe Rourgeois. ^
&$>&$SH$%$#&@> $>*
- Cassasirancezas a ~>0 o covado.
Na ra do Crespo, loja do esquina que vira para a
Cadeia, veudenxe cassas franeczas de muilo bom
goslo, a '-Y20 o covado.
CIIAKLTOS DA BAHA.
Acha-sc exupslos ao hlelo da toja de Bnavenlura
.loso de Caslro Azevcdo. na ra Nova n. ~>2, una
grande porcao de charutos da Babia, que para se
acabar cun ellos esln-sc \cidendo pelo diminuto
preco de (i'iO a caixa, c linda existe urna pequea
porcAo dos fi S. Flix, que foram aimunciados, pelo
preco de I9OOO, ca boa qualidade j sbt sabida pe-
la maior pai te dos seus amantes,
Vcndcm-sd2 mualas prendadas, 3 negros de
nacao, 1 dilo crioulo, e 1 negra premiada : na na
da Senzala"Velha n. 70, segundo ou lerceiro anda-
res, se dir quem vende.
ATLENCAO' AO BARATEIB.O.
Vendem-so os verdadeiros cbaruios de S. Flix,
peto ilimi.Uilo proco de 13200: na Tua da Senzala
Velha 11. 70. segiuuio andar.
Vendem-se lo escravos, sendo l moleeales de
idade de 15a IS anuos, 2 escravas de lodo servico,
1 ditos de servico de campo, de bonitas liguras : ....
ra Direila u. 3.
Vende-se azeite de nabo clarificado,
proprio para candieiros de mola por ser
muito lino, a l.sS(ll) rs. a medida: no ar-
mazem piche D. ~>-
AVISO AO COHMERCtO.
Manoel v Villan lem a honra de participar aos
Srs. logislas, que se achara semprc na su.i fabrica,
ra da Cruz n. ">0, um esplendido soiilmenlo le
chapeos de sol para homem e sonhoras, Itiuln de
seda como de panno, os quaes vendem-se em porrjto
de una duzia para cima, epur prtc..- mdicos.

POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa- ^
lineada no Rio de Janeiro, che- ft
;ada recentemente, recommen- /y*
(a-se aos senhores de engenho os ^*
seus bons cll'eitos ja' experimen- s
tados : na ra da Cruz n. 20, ai- W
mazem de L. Leconte Fcron & W
Compauhia. @l
i
tt
i
Vende-se sola moita boa, em pequeas e gran-
des porcoes, chegada ltimamente do Aracaly : na
ra da Cadeia do Recife u. 19, primeiro andar.
Vende-se superior potassa nacional,
em barriquinhas, por preco muilo com-
modo : a tratar no armazem n. 1 i de.Can-
dido Alberto Sodre da Motta, na ru*do
Azeite de Peixe, ou na ra do Trapiche n.
ol, com Novaes 6i Companbia.
CERA DE CARNAUBA.
Vende-se cera de carnauba, chegada agora do
Aracaly por pre^o mais barato do que cm oulra
qualquer parte: a ra da Cadeia do Recife n. 19,
priineiro andar.
Vende-se um exrellente carrlnho de 4 rodas,
mui bem construido,eem bom eslado ; est exposto
na ra do Araaao, casa do Sr. Reame a. 6, onde po-
dem os'preteiidenlesexaiuina-to, e Iralar do ajuste
rom o mesmo senhor cima, ou na roa da Cruz no
Recife n. 27, armazem.
VELAS DE CERA DE CARNAUBA.
Vendcm-se velas de cera de carnauba, em raisas
pequeas e grandes, de muilo boa qualidade, fcila:
no Aracaly : n ruada Oulei meiro indar.
a ra do Vigario n. 19 primeiro andar, lem pa-
ra vender-se chapeos de castor branropor commodo
preco,
Vendem-se pregos- americanos, cm
barris, proprios para barricas* de assu-
car, e alvaiade dezinco, superior quali-
dade, por precos com modos : na ra do
Trapiche Novo n. 16.
Tabeas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. \V.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido 'e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vende-se pcixe secco de varias qualidades e
muilo bom : na ra da Cruz n. 15. segundo andar;
assim como botins de cooro pelo diminuto prero de
28300 o par.
Vcndem-sc cobertores de atondan grandes a
610, e pequeos a 560: na ra do Crespo o. 12.
QUEIJOSE PRESUNTOS.
Na roa da Cruz do Recife no armazem o. 62. de
Antonio Francisco Marlins, se vende os mais supe-
riores queijos londrinos, presunlos para fiambre, l-
timamente cliegados na barca inglesa Valpa-
raito. -1
Na rita da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem de Henrique Gibson :
vcndem-sc relogios de onro de sabonele, de paten-
te inglezes, da melbor qualidade e fabricados em
Londres, por prc,o commodo.
Na ma do Vigario n. 19 primeiro andar, lema
venda a superior flanclla para forro de scllins che-
gada recenlemenlc da America.
Moinhos de vento
ombombnsde repuso para regar horlas e baixat
de capim, na fundicao de D. W. Bowman : na ra
do Brum us. 6,8 e 10.
&
por prec
ja (e miudezas n. ~, de Antonio Lopes l'ereira de
Mello i\ 0. -Na mesilla luja existe um completo sor-
liuirnto de caiv.s com chapos de fcltro da hem co-
iihecida fabrica de Jos de Csivalho I'inlo & C. do
llio de Janeiro ; assim como chapos do Chile uiuilo
linos, ludo por preco rnmmotlo.
Vendcm-se superiores velas de cera de carnau-
ba de 9 em libra cm calas de :10 c lautas libras, as-
sim como de urnas miudas em ceios ; sapaloes de
lustre, dilos de rouro de bezerro c bode, muilu bem
i'eilns, com orelbas ; dilos de :i solas para soldados,
e botins de boa qualidade ; ludo por preco muito
cninmndo : na ra da Cruz 11. fe, sesundo an-
dar.
Cera cm velas, sortidas, eemcaixas
de 100 c de 50 libras ; vende-se por preco
barato part lecho de COntas : trala-se na
ra do Vigario n. 10. segundo andar, es-
criptorio de Machado & Pinheiro.
Vendem-se superiores camisas Irn-
ce/.tis com aberturas de linho e tic mada- chinas d
polao, por preeo commodo: na rtta da
Critzn. 2(i.
Vendem-se aberturas de linho e de
madapoiao, para camisas, muito bem fifi-
tas: na rita da Cruz n. 2(i.
Vendem-se, aos caradores, espingar-
das frauce/.as tic dous cannos, frunxadas
ungido, por preco commodo : na ra da
Cruz n. 2ti.
Vendcm-se as bem conhecidas a_-
mcixas francezas, por preco baiatinho,
em latas de X'l libras : na ra da Cruz
n. >(>.
Vendem-se 2 rasas terreas, no atorro dos Ato-
gados, onde actualmente se acha parle da fabrica de
saban, lem grandes terreros que butam os ruados
para o no Capibaribe, e iciidem anniitdmeule 30ttf!
quem tis pretender, entenda-ae com o prnprietario,
na prtie.i do Corpo Sanio n. (i, escriplorio.
Vendcm-se relogios de ouro e prala, mai
barato de que em qualquer oulra parle
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Bepoiito da fabrica de Todos os Santos na Baha.
Vende-se, cm casa de N. O. Uicber C, na ra
da Cruz n. 1, alendan trancado d'aquclla fahrira,
muiloproprioparasarrosdeassucar c roupa de es-
cravos, por preco commodo.
Vendem-se em casa de Me. Calmonl Si Com-
pauhia, na praca do Corpo Sanion. II, o scguinle:
vinho de Marscilleem raixas de 3 a 6 duzias, liidias
em novcllos ccarreleis, breu em barricas muilo
grandes, ac de mitin sortido, ferro inglcz.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. Ut.
Neste cstahelecimento contina a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das c meias nioendas para engenho, ma-
e vapor, e taixas de Ierro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
ticas para srianb, violfio e flauta, como
sejam, quadrilus, valsas, rcdowas, sebo-
tickes, modinbas tudo modernissimo ,
chegado do Kio de Janeiro.
Alearla do Edwin SKaw.
Na roa de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmonl
Cninpanhto, acha-sc conslanlemenlc bous sorli-
menlos de laixas de ferro ruado e balido, tanto ra-
sa como fundas, nioendas ineliras Indas de ferro pa-
ra 111 imam, auoa, etc., dilas para a rniar em madei-
ra de lodos os lamanhos e moilelos osinaismorlernos,
machina liorisi.ntal para vapor com forra de
i cavallos, cocos, passadeiras de ferro eslanhadn
para casa de purgar, por menos preco que s de c j-
hre, esco vens para navios, ferro da Suecia, e fo-
I has de llandres ; I u.to por barato preco.
Padaria.
Vende-se urna padaria muito afreg'iezada: a tratar
com Tasto & Irmaos.
Devoto Chiisto.
Sabio a luz a ." edicilo do livriuho.denominado
Devoto Christao,mais correcto e acrescenlado: vendc-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da In-
dependencia a 610 rs. cada exemplar.
Kedes acolcboadas,
brancas e de cores de um s panno, muilo graneles e
de bom goslo : vendem-se na, ra do Crespo, toja da
esquina que volta para a cadeia.
CA. E POTASSA.
Vende-se superior cal de Lisboa c pnlassa da Rus-
sia, chozada rerenlcmonlc : na prara do Corpo San-
io, trapiche do Barbosa 11. 11.
ESCRAVOS FGIDOS.
03000de gralifiracao.
Dcsappareceu em marco do corrente anuo, da casa
de Francisco l'edro da Silva, residente cm Maroim.
provincia de Seigipc, um negro por nome Pedro.dc
nac,Ao Angola, alio, msgro, sem signaes no nulo,
falla com algum embarace, e be alcm disso ,meio
fula ; pede-sc porlaulo as autoridades policiaes, co-
mo a qualquer outra pessoa. que apprehendendo-o,
queiram leva-lo i roa do Trapiche u. 17, onde se
gratificar com 509000-
Dcsappareceu no dia 11 de Janeiro a prela Ma-
ria, de nacao Congo, baixa, rhcia do corpo, peilos
pequeos, 010a marca no roslodo lado direilo, urna
letlra E ou F no peilo esquerdo, urna marca 110 bra-
co direilo, a junto do pe esquerdo virada para den-
tro, os denles ahertos na frente, idartc pouco mais
ou menos 'M anuos : quem a pegar leve'a i ra do
Caldeireiro u. H6, que lera 509000 rs. de gralificacao.
__ Auseolou-sc da casa do Sr. Sebsstiao Antonio
do lleno Barros, em agosto de 1851, cm occasiae qnc
seacbava morando no aterro da Boa-Visla, o seu os-
cravo. pardo, de nome Vicente, de altura regular,
que reprsenla ler-,10 anuos de idade, pouca barba.
Imns denles, olhos na flor do rosto, cor|>o c pamas
bcn feilas, leudo nos cotovellos dos bracos dons lo-
hinhos ; suppic-se estar acontado cm urna casa nes-
la cidade, e seu senhor protesta desde j.i por peritas,
.himnos, dias deservido, etc. ele.; assim como gra-
tilira a qucm o apprchcnder.
Desappareceu no dia (S de Janeiro do mren-
lo auno o escravo Jos Cafante, de idade 10 anuos,
pouco mais ou menos, com falla de denles na frente,
testculos crescidos. e cicalrizes as nadesas ; grali-
Aea-sa generosamente a quem o levar ao alerro da
Boa-Visla n. 17, segundo andar.
Para, Tf do M> r. Sto Farla
1
I
\


ILEGIVEL


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