Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01517


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Full Text

ANNO XXX. N. 171.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
-
SEXTA FEIRA 28 DE JULHO DE 1854.
HH-----------
Por auno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
IIIWII-------
DIARIO DE PERNAMBUCO
ENCARREGAITOS DA SCBSCRIPCAO'.
Recife, o pronrictario M. F. de Faria; Rio He Ja-
neiro, oSr. JoaoPereira Martins: Babia, o Sr. F.
Duprad; Macei,o Sr. Joaquim Bernardo doMen-
donca; Parahiba) Sr. Gervazio Vctor da Nativi-
dad; Natal, oSrrJoaquini Ignacio Pcreira; Araca-
tv, o Sr. Antonio de Lemos Braga; Cear, o Sr. Vic-
toriano Augusto Bordes; Maranho, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues pPar, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 26 5/8, 26 1/ par. '
Paris, 365 rs. por 1 f.
Lisboa, 105 por 100.
Rio de Janeiro, a 2 0/0 de rebate.
Aupes do banco 40 0 0 de premio.
da companhia de Belwrilic ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras a 6 c 8 0/0.
MKTAES-
Ouro.Oncas bespanbolas..... . 293000
Moedas de 6100 vclhas. . . 16*000
de 65400 novas. . . OSDOO
do 4000..... 0300o
Prata.Pataces brnsileiros .... lSO'iO
Pesos coliimnarios .... 1300
meMcanos....... 18G0
PARTIDA DOS CORREIOS*
Olinda, todos os dias.
Caruari, Bonito c Garanlmns nos dias i c 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Kxii e Ouricurv, a 13e2S,
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-eiras.
Victoria c Natal, as .|iiintas-feiras.
PRKAMAIl HKIIO.IF..
Primeira s 6 horas c 5 i minutos da manlia.
Segunda s 7 horas c 18 minutos da tardo.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commcrcio, segundas e quintas-feiras.
Rclaeao, tercas-foirs c sabbados.
Fazenda, tercas c scxlas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphos, segundas c quimas s 10 horas.
1.a vara docivcl, segundas c sextas ao meio da.
2.a vara do rivcl, quarta o sabbados ao meio lia.
EPIIEMBRIDES.
Jullio 3 Quarto crcsccnte s 4 horas^ 1 mi-
nuto e 48 segundos da tarde.
10 Lacbeias 4 horas, 6 minutse 48
segundos da manha.
i) 17 Quarto minguamoa 1 hora, 44 mi-
nulos c 4S segundos da manha.
25 La nova aos 47 minutos c 43 se-
gundos do tarde.
DAS DA SEMANA.
24 Segunda. S. Francisco Solano m.
25 Terr;a. S- Tiago ap.; S. Cbrisiovo m.
26 Quartt. Ss. Symuhronio c Olvmpio mm.
27 Quinta. S. Panlaleo medico m., S.Sergio m.
28 Sexta. S. Innocencio n.; Ss. Narciso e Celen.
29 Sabbado. S. Martha v. Ss.BeatrizcFlora mm.
30 Domingo. S. Anna mai da SS. virgem mi do
Dos; S. Donatilla; S. Rufino ib.
PARTE OFFICIAL.
O Courrier io Hilado luidos, iln 12 noticia urna nova risa provocada pelo Anotr-.Yo-1 oblonga, he porm hihs esparosa, e a cordilhcira
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dU 25 de julho.
Offlcio.Ao commandanle das armas, dizendo
que, visto fazer-se necessaria a presenta do rapio
Jos Lzaro de Carvalho para o ajuste de tontas
, com o bal al bina que ellepertcnre, pode S. S. man-
da-lo vir a esta- capital.
DitoAo mesmo, communicando que, scaundo
conslou do aviso da guerra de 19 de junho ultimo,
eiMiiccileu ao alteren do dcimo batalllo de hifan-
taria Joaquim Cavalcanti do Alliuqucrque Bello, li-
cenra para ir esludar na escola militar, devendo go-
za-la mu dezembro ueste anuo, e recommendando
qnc ordene a esse ollici.il que, avista da unta que re-
mete por copia trato de pagar quinto antes a impor-
tancia ilos emolumentos correspondentes a seme-
ntante licenca.OHiciou-se ueste sentido a Ihesuu-
raria de fazenda.
Hito.Ao cnsul da Sardenha, remetiendo os pa-
pis da divida de que pedem pagamento Francisco
Cassiano Hispo e Jos Luiz dos Santos, que conduzi-
ram para esta capital a bordo de suas barcadas di-
versos ohjorlo- perlenceules ao brigue sardo Carnli-
na que naufragou na nraia das libela., c rogando a
S. S. sirva-so de expender o que lite orcurrer acerca
de semelhanlespretencoesdevolvciidoosreferidos pa-
pis-
DitoAo inspector da Ihcsourara de fazenda,
transmitlindo para os convenientes ames, copia
da acta do conselho administrativo para foroecimen-
to do arsenal de guerra, datada de 15 do corrente.
*Dilo.Ao commandanle da estarilo naval, para
mandar por cm lber Jadeo recrula de marinha Jofio
da Silva Coinibra.
Hilo. Ao mesmo, recommendando que mande
y receber no arsenal do marinha, e recolher a bordo
do brigue Leqalidade, cincoeuta saccas de familia.
afim de serem enlregoes uo presidio de Femando
onde devera tocar o mesmo brigue. Communicou-
se ao inspector do referido arsenal.
Hito. Ao presidente do conselho administrativo,
dizeodo que pode mandar entregar ao director do
arsenal de guerra, afim de terem o conveniente des-
uno, a* nejas de panno que leudo servido de amos-
tras at o presente, existen) depositadas n'aquella re-
partirlo.
Hilo. Ao ioipeclordo arsenal de marinha, Irans-
milliudo por copia o aviso de 10 do correle em
que o mesmo Sr. ministro da marinha, a cujo conhc-
cimenlo foi levado o termo com que Smc. conlralou
com JoSo (arlos Augusto da Silva a compra de
varios objeclos necessarins ao pharol da barra riesla
cidade, declara que om comparadla de que se tem
pralicado na corle, parece avultada a commissAo
de -j por cenlo, exigida por esse contralador.
Hilo. Ao mesmo, dizendo (car scicnle de haver
Smc. nomeado a Alfonso Alves de Reg Villela.para
solistiiuir interinamente ao escrivao do brigueescuna
Ixgalidade, o qn.it seaclia docnte, Comniunicou-
se ao commandanle da cstaro naval.
Hilo Ao capiUto do porto, transmitlindo por
ropia o aviso circular de 12 do corrente. no qual o
Exm. Sr. ministro da marinha, nao s determina
que as relames dos recrutas d marinha, enviados
para a corle, contenham os signaes caractersticos de
cada um dos dilos recrula, mas (amhem cuminuni-
ca que se mandou recommendar aos commandanles
dos paquetes de vapor da companhia brasileira, o
maior cuidado nc guarda dos recrutas que Ibes fo-
rem entregues rinsemclhanle destino.
Hilo Aojuiz do civel, remetiendo o requeri-
menlodo A la do |< >VnV' que lainhem remelle por tupia do
r.itnsellieiri residente da relacSo, proceda Smc. co-
mo cuicnuV Je juslica e rquidado na fortaa da leM
Dito. Ao juiz de dircito do Rio Frmoso, in-
Icirando-o de haver concedido I res mam de licenca
ao escrivao do civel C d'orplios e lalielliao dn judi-
cial c notas da villa de Barreiros, Jos orbcrlo Ca-
sado Lima. Fizeram-se as nutras rommunicaces.
hilo. Ao curador dos Africanos livres, rominu-
nicaudo haver a africana de nomc Joanna, existen-
te no arsenal de guerra dado i luz urna crianca de
cor prela do sexo masculino.
Dilo. Ao inspeclot da Ihcsourara provincial,
para mandar entregar mais ao IhesoureirO pagador
da repartirn das obras publicas 1:2005 para a obra
da casa de detengo, visto ter sido insuflicientc a
quantia pedida no corrente mez para a mesma obra.
Coromunicou-se ao director daquella reparlieAoa
Hilo. Ao mesmo, inlcirando-o de haver, em vis-
la de sua informaran, deferido favoravelmcnle o re-
3omnenlo de Joo Francisco Antones arrematante
a Iluminaran de Olinda, devendo a despeza com a
factura e enllocarn dos lampeo.es deque trata o snp-
plicanle.scr paga pela verba das eveuluaes, confor-
me Smc. indica. Communicou-sc cmara muni-
cipal de Olinda.
Hilo. Aa director das obras publicas, iuleiran-
do-o de haver approvado o orramenlo, que Smc.
remellen dos_reparos precisos nos 2. e 3.a lancea da
estrada do Norte, e recommeudando que cmprcile
com alguem a exennjao dos mencionados reparos.
Commuuicou-se Ihesouraria provincial.
Dito. A'cmara municipal de Caruaru', aulor-
sando-a nao s a mandar fazer os reparos de que ne-
ccssila o quinbl da casa daquella cmara, mas lm-
belo levantar a parole precisa para seguranca do
respectivo archivo, devendo guiar-se na exeruco
desses reparos pelo ornamento que remelle por copia.
thing.
He nina Hila cuja denominaeao he nada sahem ;
ha um individuo a que rhamam o anjo Gabriel, que
se oceupa cm pregar publicamente os principios da
sua seila, qaasi todas as vezes que este anjo appa-
rece lia urna desordem. A organisacao desta seita
he secrcla.
Diz pois o Courrier :
O anjo Gabriel depois de ter pregado no Tark
emba ron cm Soulli-Ferrv no meio do numerosa
concorrcncia de povo.
Loso que chegou a Brooklyn, prximo d'Allanlic-
slrcct, cnconlrou reunidos T.tXXI habitantes desta
cidade c :l,tKK> curiosos de Wiliamsburg, que vie-
rem de proposite para observar a briga.
Porm os iOO olliciacs estacionados as visinhan-
cas e os tres regimentos de milicia, em armas, im-
pozeram respeilo mullidao, que al tarde esleve
soedgada.
Todava, cm quanto o anjo Gabriel, n'um carro
se diriga para Soulb-Fcrrj, afim de vollar a
Nevv-\ork, alguns Irlandczcs aliraram-lhe com pe-
dras, c Icnlaram cmbargar-lbc a jornada.
Estes individnos foram logo presos e conduzidos
com urna escolta forle casa da cmara de Broo-
klyn.
Porin anles de ah ebegarem, um bando de Ir-
landczes atacon a escolla c libertou os presos.
Immediatamenle os agentes da polica armaram
as suas pistolas c dispararam. Ficaram feridos al-
guns individuos ; he provavcl rom ludo que os ofli-
ciaes de polica bajam alirado para o ar, porque
alias leriam bavido bstanles morios, pofquca mull-
lito eslava muilo compacta.
O clero caihoiico, especialmente o hispo Longbin
conlribuiram podcrosameulp para evitar urna rixa
mas sanguinolenta.
As noticias da llavana aleaneam al 8 de junho.
Rafia Iranquillidade na Iba. Corra o boalo de
que o vapor Guadalquivir Uvera um cmbale com
dous patachos, que aprezara prximo de S, Thiago
de Cuba.
As tropas andavam cm conlinuos exerricios, e os
preparativos para resistir a qualquer invasao prosc-
guiam com artividade.
O invernador publicou urna circular desmentindo
o boalo da abolieio da cscravalura. Comludo allirma-
va-se que iam ser pcrmitlidos os casamcnlus enlre
a rara branca c a de or.
L
ILllAS SANDWICH.
A legislatura reonin-se em ."> de abril. A cmara
alia consta de > membros, comprcliendcndo o re,
a rainha c qualro ministros, lies dos quacs sao es-
Iraugeiros. A segunda cmara rompoe-se de Inte
c sele membros, dos quacs oilo sao estrangeros.
Conforme o relalorio do ministro da faz -la cu-
Irr m no porto, cm 1S50, ic,o n,,. .5 .
^.iti ; cm ls:>2, 2X>r?9t
Iro propo/. que fosso decan
do Honolul ; c uuc fosse a
n a cidade, c prolegTr jwm^^rio a vapor
Kr*
EXTERIOR.
ESTADOS NIDOS-
A quesUo do Blaek Varrior volta novamente a
arena. O jornaes americanos insistem na sua lin-
guagem descomedida e guerreira, manisfeslando os
mais vilenlos desejos de que a L'niito se aproprie da
ilha de Cuba.
Na cmara dos-representantes Mr. Clastam, depu-
tado pela Georgia, fallou nos mesmos termos em-
pregados pelos jornaes.
O Netc-York Herald diz que no da 15 a queslao
de Cuba sera tratada no senado, ou precedendo
urna mensagem do presidente, ou urna proposta de
al'-um senador.
No Massachussells o presidente Picrce e rouilos
dos seus princpaes agentes foram queimados em es-
tatua pelos abolicionistas, islo he, pelos que desejam
a abolirao da esclavatura nos estados.
Exislem em Sandwich Vii"l csrolas publicas uralui-
tas, sendo os profesores indgena--, o ensino he em
lingua bawamana,; 3i deslas escolas silo proleslau
les o 79 calholcas : 12,000 rapazes as frequentam,
sendo o lermo medio de :lfi por rada esrola. O cos-
leo destes estabclecinicnlos'custa S2|:2(> por auno.
Alm destas, ha mais nove escolas particulares, a
lingua inglcza cada vez se vulgarisa mais.
O numero dos delielos e Crimea mais ou menos
graves he, lermo medio, de 3:173, sendo 1:0,')!) pro-
cedidos da emhriagucz.HOO daisensualidadc c adulte-
rio. Parece que as ilhas de Sandwich se observa
grande rigor cm quanlo aos coslumcs ; estes melho-
ramcnlos s.lo devinta aos missionarios protestantes
ou ralholiros.
A |i"piil irn indgena diminuc com incrivcl rapi-
dez, no auno panado houvcram 1:.)I3 nascimeulos o
&026 bitos, haveudo urna dill'erenja de (>,512 con-
tra o augmento da populado.
Hccorridos alguns anuos mais a cmara indgena
ser apenas urna recordacao. As bexigas, as bebi-
das espirituosas, os vicios que arela a invasao da
raca branca, cqtie os naluracs na sabemcombalcr;
a preguira. o uso inmoderado das fruclas que o so-
lo produz csponlaneamenle, ludo conlribue para a-
breviar a cxtinccilo da raca indgena. O principe
l.iholiho de balde so esforca, por meio le previden-
les medidas, para afastar urna criseque lodos os das
mas se aproxima. Os indgenas slo absorvdos pe-
lo elcmcnlo citrangeiro, que conserva mao grado
scu, os seus costumes, os seus babilos e loma parte
activa na governanra do paiz, que em pouco Ibe
pcrlcnccra exclusiva mi.1 n le.
Em breve, diz um jornal americano, as Ibas San-
dwich perlcncerAo a alguma das grandes potencias
martimas do globo, que naturalmente ser a niao
Americana, a qual nao pode consentir que a Franca
ou a Inglaterra se apossem deslas ilhas, que pela
sua posicao gcograpbca, pela sua populacao quasi
loda de Americanos s< podem perlenrer aos Estados-
Unidos.
a-frfotai----------
GOLPHO DA FINLANDIA 1IELS1NGFORS
E S\\ EABORG.
A ilha de Hogland, siluada na parle oriental do
golpho, por lodos os lados offerece* ancoradouros
de montes que corre de um a outro extremo da I lia
concorre para tornar os ancoradouros limito abriga-
dos.
Vbora, no extremo de urna balda que entra pela
Ierra o espaco de dez leguas, he capital da Carelia
que faz a primeira provincia da Finlandia conquis-
tada pelos Russos, que dclla estilo de posse desde
1721.
He urna praca forte defendida por urna cidadella,
e por urna muralha dr roebedos a sua populariio
be de 3 a :000 almas. O porto nao tem altura
sufliciciile para receher naos, porcm na baha ha ba-
cas profundas e abrigadas, formadas por ilhas, lias
quaesse entra porum estreito chamado Trans-Sund.
Esta baha he lambem urna posirao militar magni-
fica.
Helsingfors be a capilal rusa da Finlandia, es-
la pra^a he como (Una cidadella avancada a celebre
praca de Sweaborg, appcllidada da Gibraltar do
Norte.
Helsingfors be urna cidade de 10:000 habitantes,
nao inrlnindo os soldados e homens do mar, Cica si-
luada n juna posicao forte, sobre um promontorio,
no meio de uina baha, cuja entrada be defendida
por Sweaborg.
Em frente, na distancia de quiote leguas, fica o
porto de Revel, na costa mcridioual do golpho da
Finlandia.
De sortc que os tres grandes postos militares da
Russia, Cronstadl, Helsingfors e Revel acbam-se
reunidos neslc golpho, hora como S. Pelersburgo.
O porlo de Helsingfors tem Irnta ps de agua ;
podem nellc ancorar as maiores naos, l'ossue um
dique aborto na rocha viva. A cidade esl bem for-
tificada, e he alm disso flanqueada por dous fortes
Ultlic-Borg, c Bouberg. Na distancia de dous a
tres kilmetros para a frente, esta a fortalcra de
Sweaborg, que be a reunio de sele fortalezas levan-
tadas sobre outros lautos Iheoi unidos por diques.
Estes Ihcos, dispostos em elipse, tem no centro um
porlo magnifico que d entrada para o porlo de
Helsinglors, espacoso c magnifico ancoradouro.
Os baluartes e as hateras de Sweaborg sao do po-
dra vermclha. Algumas soahcrlas na propra ro-
cha, na altura dequarenta e cinco pcs. O para-pcito
he formado de Ierra coberta de uazon para evitar
que" as balas balen lo na pedra a tacata sallar em
pedamos.
N'um dos ilhcos existe um pharol. O rr.ais exten-
so deslcs lheos he o Slor OEsler Svallie a grande
ilha negra do leste), porm o mais importante he o
Guslaf-sferd a espada de Gustavo) onde estilo a ci-
dadella, e grandes cisternas que fomecem a agua
iieccssaria aos demais fortes que dclla carecem.
Ha um oulro ilheo, alm dos sele c separado lid-
ies, chamado Tkanlz-Landet [ilha dos Reducios) on-
de se levantan! duas formidaveis bateras dirigidas
4Bi'ra os que se aproximaren! do Sweaborg, c final-
mente o pequeo ilheo de Kungsbolm Banqueia o
anierinr rom duas fcatmto.
I> imperador Nicolao maonu i (instruir, ha poDs-
"^t os, um dique que liga SweWg ,a.HersTrn-
fortateza chamada Gu<(afsvoern, c de cada lado um
bom ancoradouro. O rabo de Hungo he umaex-
rt'llcnlc posirilo militar para servir de estario a qual-
quer esquadra.
NJo lio possivcl entrar no porlo d'Abo senao atra-
v c/. dos cauaes tortuosos do seu arcbipclago, Uo ex-
tenso como o de Stockolm. No porlo d'Abo so po-
dem miliar navios mcrcanles; porm os navios de
guerra ancoram da parle de fura, na baha d'ErsIa,
que he urna clarcira no meio um grande grapu de
ilhas prximas urnas dasonlras. Abnconla dozemil
habilantes, e possuc magnficos edificios, foi oulr'ora
capital da Finlandia, por ser a cidade mais visinhl
de Slockolm. Os Russos transferirn! a sede do en-
verno e a nniversidade para Helsingfors, porque cs-
la cidade fica mais prxima de S. Pelersburgo, lam-
bem porque as suas forlificaces, o scu arsenal mar-
timo, a fortaleza de Sweaborg ea presenta de urna
esquadra lornam-na um poni de apoio mais forle
para o dominio da Russia.
O reino da Suecia perdeu a Finlandia em 1808.
por culpa dorci Gustavo i.", principe que tinha um
carcter extravagante, e que soohava com cinprezas
superiores s suas Turcas c ao scu genio. Tornndo-
se o D. Quitle da legilimidade, deelarou a guerra
a Franca na poca em qucNapoleo 1. pelejava no
norte contra a Prussia c Russia. Depois da paz de
Tilsitl, Gustavo, proseguindo na guerra contra a
Franca, na Poiuerania.ousou lonca e temerariamente
declarar a guerra Russia, dizendo que era urna
vergonha a amisade de Alexandre o de Napolcao.
A tiaro sueca recusou afinal ajudar nos seus loucos
hlenlos um principe, que era cvidcnlemcnlc um
doudo poltico. A Suecia perdeu a Finlandia com
esta funesta guerra.
A popularlo nao se oppoz conquista. O exerci-
lo sueco, descontente e dcsmoralrsado pelas extra-
vagancias do rci, careca dos ncressaros recursos.
Sweaborg c a esquadra foram entrems aos Russos ;
um general, sacrificando a palria aoscu odio contra
Gustavo, enlregou a fortaleza, julgaudo talvcz que
seria restituida depois da paz.
A Russia domina bojesem rival n'um mar, em que
a Dinamarca e a Suecia nao lem forra suflicienlc pa-
ra a conlrahalanrar.
(Jornal do Commereio de Lisboa).
Lord John Rnsscl submcltido a recleirao por cau-
sa de sua Hornearn para o lugar de presidente, do
conselho privado, foi recleito. quarla feira pausada
pela cidade de Londres. Anda que Mr. Urqueharl
tivesse annilnciado sua candidatura, c elle eslivesse
presente no sali do Guldhall, cnlcndeu que nao
davia fazer pro por seus serviros por nenhun de
seus amigos; por esta razao a elcicao nao foi contes-
tada.
Lord John llusscl, depois de ler respondido al-
gumas qucslies relativas a neuocios de inlercssc lo-
cal, que ili lindan) sido fritas, agradeceu aos clci-
tores ncsles Icrmos:
n Agora, senhores, eu vos fallarci da qucslo do
dia, daquella que absorve ;: allenrao gcal, a poni
I inopia fossem pergosos para a tranca o Inglaterra,
as nados da Allcmauha deveriam considera-tos romo
una npprcssao para ellas ; por osla razan o impera-
dor d'Austria e o rci da Prussia so moralmentc por
mis, c espero que a guerra, que comecanios, hade
ser urna guerra feita ao imperador da Russia por
cinco potencias e nao por duas.. ,lpplausot.)
Sci muito bem que havia gente, que dizia :
Nao socrorraraos os Turcos! e invocavam diver-
sas razoes e diversos pretextos. Uns allegavam que
os Turcos cram um povo Uo brbaro c seu ovcrno
to mo, que devamos abandonar.
Este argumento, senhores, nao be novo, ja o Ic-
nios ouvido em outras pocas ; mas devenios saber,
que o fin, a que se propunlia chegar coin es|e argu-
mento, nao era censurar os Turcos, nem leva-Ios a
mclhorar seu governo, mas sim salisfazer o impera-
dor da Russia. ( jpplaunot.)
He fcil fazer sobresahir, n.lo sou eu quem o ne-
-iie, os defeilos, digamos melhor, a m adminislra-
cao c a crueldade que se lem podido fazer ver no
governo turco. Mas be disso que se trata boje "? A
qnestao era resistir as iuvases da Russia, pela ini-
nha parle naoduvidoque, se resistirmos com surecs-
so s invatOes daquella polenca, o prosresso das
insliluirOrs turcas ca prosperidade dos christaos vas-
salios do sultao rcsullarao desla resistencia e dcste
successo. (Ippiausos.)
De oulro lado, se o imperador da Russia devesse
triumphar, cumpre nSo esqueccr que seria a v doria
de um governo, que procura supprimir por loda a
parte loda a liberdade de pon-amento ( applausos ),
um governo do qual neuhuma liberdade polilica ou
religiosa nada pdem esperar ; seria a victoria de
um poder mortal para a Europa, que Tilia final-
mente atacar as nossas instituales, como ncompati-
veis com a monstruosa tyrannia que elle lem con-
seguido eslabeleccr cm seu paiz. ,,/p/iaiisos. (An-
da se tem dito que loriamos obrado com mais acert,
se houvcsscmos abandonado os Turcos a si mesmos.
He esle o argumento do imperador da Russia. Elle
b-in dilo constantemente : Este negocio s diz res-
peilo a nos ; nao vos metais nclle ; dcixai o sultao
culender-se coniigo ; tenharaos nos dous una con-
ferencia amigavel, e nao lia duvda de que bave-
mos de accommodar-uos amigavclmeiilc. {Jlisadas c
applausot.)
Nos, senhores, temos pensado que, sendo o impe-
rador da Russia o mais forte dos dous, cssa confe-
rencia amigavel nao podera terminar senao de una
mancara falal para os Turcos, c vemos que o governo
accilou contente nossa cooperar.lo, a qual j lhc tem
sido inuilas vezes til. Agora vou fallar-vos do mo-
do de se fazer esta guerra.
Permilti primeramente que cu vos fara observar,
como se fez com muila razao na cmara dos com-
praos, que nao podemos esperar desta guerra nc-
nhuma das vantagens, que tem podido resultar para
nos das guerras prcccdcnles, como por excmplo, a
conquista da Jamaica ou da ilha da Trindade ; nao
se pode fazer o mesmo com a Russia. Nao aceita-
ramos ncnhuiiia ilc suas posscsses, se no-la ofierc-
imperador dos l'rancc/.cs, com as outras potencias,
se, como confio, as outras potencias se reunirem
comnosco nesla lula para a independencia da Euro-
pa. Demais os termos desta paz dependern da for-
tuna da guerra, do successo com que operarmos
contra os halalhcs russos; mas o que posso entretan-
to affirmar altamente, be que nao faremos una paz
insullicieiilc ; he que nao deporemos as armas se-
nao depois de termos nhlido garantas para o futuro
( applmtsos ettroitotot); he que depois de se ler
feito os grandes esforros, que lemos feto, depois de
termos ronhecido os designios da Russia, seriamo
os mais lolos dos nortees, se fossemos assignar urna
paz sem garantas, que pcrmillisse ao nosso inimigo
de boje espreitar a occasiao, c esperar que dissen-
ces enlre outras potencias lhe des-cm um momen-
to favoravel para conseguir seus lins. ( tpplausos ).
Ora a ronsecurao desles fins, que sabemos, seria
falal liberdade da Europa, (applauso.i) c cu vos
pero que cniprosuois lodos os metes, que evilcm a
roiisiunmacao de laes acontccimenlos. Creio que os
coraroes, a valenta, o genio c o poder dos Inglezes,
associados aos dos nossos alliados, apoiados pela
svmpaihia da Europa, e nao s da Europa sena0
'ambem de bumanidade loda, nos taran chegar ao
grande resultado que proseguimos, e peco a Dos
que para este nobre tira, conceda a victoria s ar-
mas de S. M. ( Applausos prolongados.)
( Journal des Debis.)
industraes, os princpaes officiaes, e os chefes do de-
partamento, assim como os directores sirj. Paxlou e
M. Loing.
Apoz ellcs vinham a rainha, o principe Alber-
to, o re de Portugal, a familia real. S. M. R. o du-
que do Porlo, o seus respectivos acompanhamenlos,
o arcebspo de Canluaria, os ministros em exercicio,
os embaiadorcs, os ministros eslrangeiros. Na vol-
ta do cortejo, S. M. senlou-se denovodebaixo do do-
ccl; os minislros e os cmhaixadores tomaram tam-
bem os lugares, que oceupavam, oarcebispo fez ama
sopplica, implorando a henean de Heos sobre a em-
preza, e a orcheslra executoo o choro de Alle-
luia.
< S. M. proclamou depois com voz clara c firme,
no meio dos mais vivos applausos, a abertura do pa-
lacio de crvslal.A orcheslra executeu de novo o Gorf
sacc lhe Queen, rctirando-sc a rainha no meio de
sua cxecurjlo.
Unanlo iodo o dia de honlem trabalhou-secom
grande artividade nos preparativos para a recepeo
de S. M. ede sua comitiva, afim de inaugurar-se ho-
ja este edificio.
o No alio das naves eslavam arvoradas 18 ban-
deiras de diversas nacocs.
a Durante lodo o da, o caminho eslava m toda a
extensilo, cobcrlo de cavalleros e de homens a pe.
Era um espectculo brilhanle e animado.
(Preste.).
fors, icndo como pontos de apoio alguns ilhcos de-
serlos. Esta ronslrucrao, que est armada commui-
las hateras, augmenlou consderavelmente a torea
das duas pracas. Ambas possucm eslaleros de cons-
Irucrao, oflirnasde fundcSo c de todas asqualida-
des, espacosos armazens, quarleis vaslissimos, em
summa ludo quanlo pode exigir um inmenso arse-
nal. Helsingfors e o scu porlo be a estaeSo habi-
tual de una das tres esquadras russas do Bltico :
Sweaborg he mas particularmente destinado cs-
quadrilha de guerra, armamento martimo indispeu-
savcl neslas paragens.
O aspecto de Sweaborg he aterrador, por toda a
parle se veem altissimas escarpas, bateras c baluar-
tes de granito abertos na rocha viva, como cm Gi-
brallar, e que orrostam com lodos os meios de dos*
(ruicao mais terriveis. Desde que o braco de mar,
que separava estas duas pravas, esta cortado por um
dique nao he possivel entrar no ancoradouro de
Helsingfors senao pela passagem de Sweaborg, que
fica entre o ilheo da cidadella* c o dos Reductos, pas-
sagem muilo estreila, e exposta por lodos os lados a
um fogo cruzado.
- Este primor d'arte de archilectura militar, cons-
truida pelos Suecos, he considerada como nexpugna-
vel. Todava alguns militares pensara que nao seria
mpossivcl lomar a ilha dos Reducios, que est so-
lada do grupo dos fortes, e que dcste poni poder-
sc-hia, se nao lomar, pelo menos bombear Swea-
borg, para incendiar os estalciros, iiose aesquadri-
Iha de guerra. Seja como for, os habilantes de Hel-
singfors eslao alerrados. Os habitantes esiao per-
suadidos que a esquadra combinada lalvcz lente for-
rar a passagem, atravessando-a com rapidez, favore-
rida por venlo de feicao, correntio o risco do fogo
cruzado : ou cotao que.dexando Sweaborg a direi-
(a, a esquerda viril alacar Helsingfors pelo lado do
oeste. Parece que o governo russo cemprebendeu
esle perigo, por isso que fez transportar para S. Pe-
lersburgo.o dinheiro do banco da Finlandia.
Sahindo de Sweaborg na direccao da cidade de
Abo, dobra-se o cabo de Hango, que he o extremo
mais meridional da cosa finlandeza, e domina a en-
trada do golpho do lado norte, como a ilha de l)a-
o a domina pelo sul. N'uma ilha em frente do ca-
bo de Hango ha um pharol, e no cabo existe urna
Londres 10 de junho. Abertura do palacio de
cryslal de Sydenham.
" A rainha proceden lioje i abertura do palacio
de cryslal de Sydenham. As portas do palacio foram
iberias s onze horas, c o povo preciplou-sc sem
desordem no seu recinto.
o No numero das prjmciras pessoas chegadas, es-
lavam o conde Walewski, cmhaixador de Franca, o
conde Granville, lord John Russcll. M. Disrali, lord
Grey, o conde Derby, lord Stanley, lord Beau-
mont, o conde de Aberdcem, lord Polmerslon, sir
George Grey, o ministro Americano, o hispo de
Londres, o marquez de Weslminsler, ele.
Urna hora pouro depois, o lord-mairc c o con-
selho municipal de Londres cheearamem corpoefo-
ram applaudidos cm sua passagem. Cada um lo-
mou o lugar que Ibe foi assignalado pelo program-
mi oficial. Urna circumslancia das mais iulcressan-
es da ceremonia foi a chegada de urna deputacao da
nacilo f(auceza. Anda que os membros desla depu-
tacao viessem cm carros particulares, sem pompa nem
ostenlacao, cspalhou-ic a noticia deque era a depu-
tacao franceza, e logo applausos calorosos c sustenta-
dos provaram esla depulacilo quanlo a sua preseu-
ca era bcmaculliida.
S. M. e seu Ilustre marido sahiram do palacio
Buckingham pouco depois de duas horas, c partiram
para Svdenham,'onde chegaram s tres horas em
ponto.
>o palacio e pelo caminho S. M. fui aclamada
pelos Icslemuiibos de sympalliia que seus subditos
sao Tcii/.cs viu |iiu'naViz,u-Viie. Os convidados lo- palavia, nao sorprende, se
.olidas, que eu liuba esperado fi,- -*i6seri_; nlo ha ama s dolas, que, poli minha par-

FOLHETIMsx
DIA HISTORIA DE FAMILIA. C*)
POR IMERV.
XIV.
(Continuaciio.)
O ssrao' 4o dcimo quinto da.
Sainl Servis lomou urna carruagem na estacao \-
sinlia c ordeiiouao coebeiro que ocnndiuissc i en-
trada da ra de Vaugirard com a maior rapi-
dez.
Durante o trajelo elle preparou urna phrase sa-
gaz e decente para reclamar seu deposito o qual
presuma cstoiivadamente guardado por Isaura.
Demais elle n.lo menlia quando confessava assim
seu apiolo aoporteiro da casa da ra de ProvcnrT
Seu amigo Pascoal linha-lhc lomado ludo de urna s
vez na cslaroilo caminho de ferro, e como um ins-
linrlo vago aconsclhava sempre a Sainl Servis urna
prompta emigrac.ao, csses dous mil francos, oulr'ora
superfluo* linham-se-lbe tornado necessarios para
exccular um projeclo do viagem. Assim nessa noi-
ledoussenlimeulos conduziam esse rapaz casa de
l-aur.i.o habito e a necessidade.
A ra de Vaugirard eslava quasi deserta quando
Sainl Servis apcou-se ; pareca que o relogio do
J.uiemburgo liaba dado meia noilc duas horas ail-
los.
Elle dirigio-sc ao quarteirilo Innginqno, oinre
bajira eslahelcicra scu novo domicilio. Essa isla
interior que funecona em nossa alma as horas so-
lemnes da vida, e nos da o que Chmara os prescnli-
inenlos, revelava a Saint Servis alsuma cousa de
lgubre nessa zona de Paris, onde o loque de reco-
lher parece soar anda ao anoitecer, assim como
siva liara os ohreiros do palacio de Mediis.
Todava elle caminhava com precipilarno, c para-
va repcnliiiamcnlc de quando cm quando para ver os
imineros das rasas cscassamenteallumiadas por mu
poucos lampeos de 2az. A" medida que aproxuna-
va->e do fim. eiperimeu^iva emocSesale esse mo-
mento desrimhecidas, as quaes atribua a Iristna
dorna desae quarteiraosolilarlo.
Seus olhos rpidos filavam-st-em todas as direc-
t') Vide o Diario n. 107.
tOes para conjurar um ataque de sorpreza ; mas a
sombra de um rorpo humano nao se moslrava cm
parte alguma, e es-.i ausencia da vida trauquillisava-o
c o aten ava ao mesmo lempo.Alravez das grades dos
muros ouviam-se murmurar surdamenle as arvures
dos jar lins c as grandes avenidas do Luxem-
burgo.
Saint'Servais guiado pela serie dos nmeros che-
gou a casa designada, e respirou um instinto, depois
locoa tmidamente a companhia, e a porla abri-
se como por si mesma. Saint Servis cnlrou, tornou
a rccha-la, e alravcz das trovas do vestbulo vio um
corredor luminoso que lerminava em urna sala muito
bem esclarecida. Caininhou alegremente para ella,
e achou-a moniliada com elegancia, mas descra.
Todava o rapaz nao clranhnu iso, porque mallas
vezes na ra de Proveooa Isaura fazia-se esperar na
sala, como fazem todas as raulhcres que lem sempre
de mirar-se pela penltima vez no espclbo para mos-
Irar-se a um adulador irrcprchcnsivclmcnlc atavia-
das.
Fin s movel dcsdnurava cssa sala ; mas Sainl Ser-
vais julgoii adevinhar logo seu desuno muilo exilen-
le e sorrio : era una mesa estreila e desmedida-
mente, tonga coberta de nm tapete verde.
Muito bem, penson elle, enmprchendo agora o
sentido orcullo no bilbele (ie Isaura. Aqu nesle
quarleirao deserto ella poder dar lucrativos serocs
dejogo sem recciar urna visita da policia. Esta
mesa enriquecer a doua, ella ama lano o di-
nheiro !
Saint Servis continuando a examinar minuciosa-
mente lodos os remlos desse salAo deparou rom um
qtiadro rolierlo de preto, suspenso parede do ou-
lro lado da mesa, ecnearou muilo lempo esse nb-
jcclo mvsierinso com urna especie de enriosidade in-
quiela. Depois adianlnu-se Icnlamcnle, c subindo
em una cadeira levanlou ovo.c vio dous retratos no
mesmo quadro Primeirameiite reconheccu Isaura,
I depois recunlieceu o oulro.
Eslava esenpto cm haixo do quadro : O rtinde c
a emulessa de Sullauze. Era impossivel engar-se,
os dous relralos eram semclhanles e execulados por
mao de nicslre. Pareca ver-se o nrginaes.
Es:i espantosa apparicao de retratos truuxc-lhe
memoria a outra do salflo de Sainl Mand, um suor
fri Bclou-lhe o sanaue, as railes dos caliellos abraza-
ram-lhe a frnnle.elle vnllou-se coinoem Sainl Man-
d e vio um hornera de rosto paludo, o espectro do
conde de Sullauze, o qual disse-lhe :
Sou eu anda moslraiido-lbe Os orfi -ios de
duas pistolas de alcance.
zer pastar no seto n^-rirUnienloTraTa'~a1igTreTar
os dircilos civis e religiosos de um grande numero
de no*sos compatriotas, fossem antes desprezadas que
discutidas, c retiradas mais por deferencia para com
a opinao publica, do que por causa da opposirao
que ellas lem podido levantar no seio do parlamen-
to. Esta grande quest.o, seuhores, lie a guerra em
que estamos empenhados
Nilo entrarei nos longos debates, que sSo familia-
res a lodos vos, relativamente orgem desta guena.
O governo, como sabis, lenlou por todos os mcios e
por lauto lempo, cm quanlo pode abrir caminho pa-
ra um arranjo pacifico, c crcio que, obrando deslc
modo, estavamos de accordo com o scnlimciiio geral
do paiz. ('Bem '. hein '. ) Os beneficios da paz, de
que gozamos ha quarenta annos, nao eram de lao pe-
quena importancia, para que se podesse renuncia-
Ios lcviaiamcnlc. {Applausos. 1
Porlanlo, s depois de ler visto que a ambicao do
imperador da Russia nao podia contentar-so com ne-
nbiima das concessdes razoaveis, que o sultao eslava
prompto para fazer, someute depois de se ter con-
vencido, que o czar, nao obstante lodas as admocsla-
coes desprezando proposlas de lodo o genero, eslava
resolvido a reter o territorio de scu visinho, acon-
selhamos rainha que dcclarasse, que ella era obri-
gada a lomar as armas para defender um alliado 1,1o
injustamente atacado. ( Applausos. )
Fazcndo, senhores, esta declararlo, lindamos por
nos cooperarao do alliado de S. M. o imperador
dos Francezes, ( applausos ), c espero que esla bar*
monia sobre urna queslio Ulo grande, nos levar
urna permanente amizadecomo grande povo, que
he nosso vizinbo, o que representa comnosco as duas
naresmais cvilisadas da Europa.
Conllevamos, senhores, por experiencia l valenta
da uarao frauceza, como ella conhece a nossa, e co-
mo ir mos d'armas, nao duvido que desenvolvamos
essas qualidades, de que at aqui lemos dado
prona, sobreludo na guerra de uns coulra os outros
( Applausos.)
Todava, senhores, ha outras nares, qne nao lem
menos nleresse que a Franca c a Inglaterra, em de-
fender a independencia da Europa contra una po-
tencia ambiciosa : quero fallar dos grandes oslados
da Allcmauha. Crco que, se os succcssns da Russia,
sea conquista da Turqnia c a oceuparao de Constan-
Saint Servis (cot immovel em pe sobre a cadeira
como paralysado pelo terror.
Posso desla vez, disse o conde (".aciano, posso
matar-te sem nenhum risco ; esl cm minha casa,
Isaura he minha mulhcr.... Eis-aqui meu contrato
de casamento, podes l-lo.... Porm advirto-le de
que se arriscares um passo para passar cssa mesa,
farei fogo.
0 conde linean com um gesto de dcsdeni para o
oulro lado da mesa, urna folha de papel com urna
lamina de chumbo.
Ordeno-te que lomes esse papel,o o leas. Meus
dedos apertam dous calilhos ; nao me irrites. Nao
respondo mais pela minha vonlade.
Sainl Servis tornando a si de um sbito accesso
de terror, julgando-sc feliz por nao ler sido mnrlo no
primeiro momento, lomou um desses ares humildes
que abrandam a colera nos coraroes generosos, e
obedecen a ordem do conde. Apanhou a folha do
papel, c leu-a rpidamente sem todava perder de
vista as duas boceas de fouo assestadas sobre
elle.
Terminada a leitura, den mais liiimil lade ainda
ao scu porlo, e resignado romo um gladiador venci-
do, julcou dever aventurar estas palavras :
Scnhor conde de Sullauze, eu nao saba que
Isaura era sua mulhcr.
1 ma risada nervosa sahin em olas estridentes do
pcito do conde, o qnal exrlamou :
Ah '. que reflcxao sagaz Nao trata-se aqui de
minha mulher, be minha llia, minha filha que sri-
la-me vinganca c que cnifim a oidora esla noilc !
Es-aqui o que venbo pedirle invencivclmenle : la
vida esl em minina m.los, esl nestes dous ramos
de pistolas. Recusaste combater, recusaste ama sa-
sfiH-ao de honra, pois bem lomci minhas medi-
das Quero matar-te c diaer juslira : Esle mize-
ravel veio a minha casa cora um pensamenlo adul-
tero ; correi-o que Ibe acharis sobre o peito o re-
tralo de Isaura cm inedallia, aas carias que cscre-
vil minha mulhcr. Icde-as. L'sei do dircito dos
maridos, matei o infame ao |> do leilo conjugal.
Neuhuma voz nem mesmo a da jn-tiia. dar o no-
mc de crime ao mais justo dos castigos.
Saint Servis abaixou a cabera cm si-nal de ad.be-
sao.
F;nlo reconbecesque posso malar-l aqui sem
ouiro prembulo, e que la morte nao atlrahir so-
bre minha cabera iieuhiima punirn ?
Todas as apparencias so em seu favor, diss
limidainenle Saint Sevas, u senhnr oreansara sa-
gaziueule sua vinganca: mas o seuhor he liomeui
honrado, e nao me assassinar. Juro conceder-lhe
iunanhaa a salisfaro que recusci-lhe...
Amanhila amanhaa inlerrom|ieu o conde de
Sullauze, julgar-me louco. Eu deiiar-le escapar
segun la vez quando lenhn-tc as m3os Olive, c ve-
rs se sou homem honrado como dizes. Ha um pas-
so diante... levanta o lapele que cobre csss mesa,
e acharas duas espadas, tscolhe a la, envia-me a
outra, c defmide la vida, se poderes. Oh! corta-
mente, se hesitares, cessarei do ser generoso, matar-
Ic-hei sem combate. j
Sainl Servis fez siqnal de que ia obedecer, abai-
xou-sc, levanlou a franja do lapele, procurou com
urna mo as espadas, cujo ferro relinio, e com a ou-
tra lirondo da alcibeira urna pistola levantou-a ra-
rapidamenle c fez fogo sobre o inimigo na distancia
de qualro passos.
I m srilo lerrivel resoou ao mesmo lempo, o con-
de respondeu, c Saint Servis ferido por duas balas
cabio niorlo sobre o assoalho.
O conde ferido no hombro procurou um ponto de
apoio un encosln de urna poltrona, c assenlnu-sc
Icndo os olhos Otos no sanguc que corra dcbaixo
das franjas da mesa, e chegava-lhe aos pcs.
Tudo sso linha-se execulado com a promplidilo
do relmpago. Alguns minutos depois, um rumor
de porta iberia e tornada a fechar, chegou aos ouvi-
dosdo conde. Era San Nereooqual cntrava e cami-
nhava com a prudencia do soldado que farejou una
emboscada, c esla promplo para dar a morlc antes
de recebe-la.
San Ncrco, meu filho disse o ronde com voz
dbil, venha, vcnlia, ludo osla acabado...
Enlflo o rapaz estucouopasso.e deu um arilo de
dor vendo o conde de Sullauze hanbado cm Singue,
c com o rosto eoberte da pallidex da agona.
Eu ferido I elle morlo disse o conde apun-
tando para o nutro lado da mesa, onde jazia 0 cad-
ver de Sainl Servis.
l'niscnliinentocenerososuflocou l curiosidade de
San Ncrco, o qual nao olhouparau logar designado,
prodigahsou seus cuidados ao heroico ferido, scu nobre
vingadoi-, nnslurou suas lagrimas enm o saugue que
rorria da ferda, e depois que cerlifirou-se bem de
que a bala india somenle furado a carne sem i:ile-
ressar a artiruUro do hombro, poz as rnos e reu-
deu graras a Dos m urna orarao mental. Depois
chegando-sea mesa, xioo cadver, e deu-lhe esse
olhar de piedade que ura homem generoso concede
sempre a um inimigo morlo.
(i rondo Castaoqaehavia previsio todas as rom-
lnn.icr.es provaveis dessa lerrivel uoile, disse a San
Nereo :
le, cu fjsssaj tansasL ( Risadas. ) Ha oulra coosa.
Somos orgulhos da gloria adquirida para a Inglater-
ra por Hetera em San-Vicente, ou por Decan cm
Camperdown ; mas estas victorias foram alcanzadas
por ellcs sobre valenlesinimigos, que vinham otTerc-
cer-lhcs balalba (applausos eslrondosos), que sc&prc-
seutavam denodadamente em combates, nos quaes
podamos oppor-lhes o valor ea audacia de nossos al-
mirantes marinhdiros. Desta vez nada lemos que fazer
com nm inimigo, que esconde suas esquadras cm
muralhas de granito ( risadas), que pe suas naos
por defraz dos muros de pedra carrcgjdos de ca-
nhes, e que nao ousa em neuhuma parle afrontar
nem a Dundas nem a Napier (applausos ) parque,
se o fizesse.ni, nao ha duvda que estes bravos almi-
rantes soubcssem, segundo a expressao consagrada,
dar boa conla das esquadras russas. ( Risadas e ap-
plausos ).
Que podem elles emprchender agora '.' he o que
nao me pertenre decidir, posso somenle dizer, que
temos confiado os commandos a valenles e habis
almirantes ; que ellcs bina tudo que permitlr a va-
lenta c habilidade ; e que ellcs se conduzirao como
os dignos filhos da Inglaterra. ( Applausos.)
De oulro lado, senhores lemos fcilo, o que se nao
tinha visto anda em nenhuma guerra. Desde o
principio enviamos nm exercilo terrestre cm defeza
do nosso alliado. Nossos meios militares sao sem
duvida inferiores aos das grandes monarchias ronli-
mentacs ; nao temos a conscripriio para augmentar
de repente nossos exercitos em 80,000 ou 100,000
homens ; nossos exordios levanlam-se cuslosamen-
Ic, clles s recrulam voluntarios, comludo o excrci-
to, queja temos enviado orcupa urna das princpaes
fortalezas do imperio, c lem dado um reforro con-
sdcravel a esse exercilo turco, que o valenle c h-
bil Omer Pacha commanda. 'Applausos ) para hilar
rom os Russos na empreza, que vamos tentar junios.
.Mas nao he somenle a paz depois da guerra, a paz
que queremos solida, duradoura e honrosa. Fora
urna presumpcao extraordinaria da minha parle e
urna falla de meus deveres, se eu vos dssesse, quacs
Sao as condirocs com as quaes o governo est
prompto para olhar a paz romo solida, duradoura c
honrosa. Alm disto he esta urna quesillo, que nao
diz respeilo somenle ao governo inglez ; a este res-
peilo leremos de entender-nos com o nosso alliado o
Naoconvem perder nm instante ; vou a casa
do promotor publico fazer meu relalorio, moslrar-
11 io minha ferida, e cnnduzi-lo aqui. Previ ludo,
sei onde mora o magistrado a que devo dirigir-me
nesla hora adinnlada da noilc. Amanhaa irei fallar
ao ministro da guerra que he um de meus antigos
amigos, c compauheiros de armas. Nossa tranqnil-
lidade domestica nao ser perturbada um instante,
e graras ao meu fermento providencial nem mesmo
lerei necessidade de constilur-me prisionciro por
formalidade. San Nereo, meu filho. Va buscar-me
urna carruacem, e vosse me acompanhar. No ca-
minho lhc conlarci com todas as circunstancias esta
historia, da qual vosse apenas vio o fim.
As apparencias cram tilo favoraveis ao conde de
Sullauze que ludo aconleceu segundo seus desejos, e
suas prevses. Elle foi al o lini, e de urna maucira
favoravel o vingador de sua honra.
De toilas as palavras que foram trocadas no fim
desse grande dia enlre o conde Caelano c o genru,
ronvem ainda para a completa inlclligencia desla
historia recolher as seguinlcs:
Meu filho, disse Mr. de Sullauze, vosse acha-
ra minha lilba em Calais, he para la que vou condu-
zi-lo, se minha ferida permiltir-me a partir a ma-
nha.
Branca nao est em Paris ? disse San Nereo
^om nina especie de espanto.
Alguin dia, meu lilho, hci de cxplicar-Ihc lodo
o plano que execulei para chegar ao resultado desla
noile. Nao Icnha nenhum recco. Vosse tornara
a ver brevemente minha filha, sua mulher, e depois
nic faro umservico, um grande servico... raas.em
Londres para oulra mulhcr.
Quando o scnhor pedir, obedecerci, disse Sau
Ncrco.
XVII.
Dous mexes depois.
Quando urna historia ehega a ultima peripecia, ao
ponto culminante de ulerease, parece nao dever
mais guardar um dia scguinlc para o leilor. Toda-
va como o inlcresseque lem-se ligado s persona-
gens nao se extingue repentinamente, ronvem s ve-
zes quando ha proveilo para a moraldade da obra
conlar esse dia seguinle, e fazer brilhar ao menos
um rail sobre o futuro de urna familia, depois de
passada a borrasca.
Nosso dia seguinle ser de dous mezes, e as coli-
sas do presioile que se vo ler, se salieran cousas des-
rnnliecidas de un passado de macula dias.
Em mu mlBo do Joney's hotel vm Leirc-dor squa-
re Isaura coudessa de Sullauze esta asseutada e pa-
rara admitilos nos reparlimeuUM do orle e do
meio-dia. Ellcs cncheram toda o edificio, excepto
o rcparlimcuto do centro da nave, reservado para a
ceremonia,
Um pequeo numero de asecntosera reserva-
do para o corpo diplomtico, para o acoropanha-
menlo de S. M., para os membros da cmara dos
lords e da cmara dos connivan-, c asses personagens,
pela maior parte vestidos de corle, davam ceremo-
nia um aspecto grandioso.
o O Himno de S. M. eslava dchaixo de tira docel
levantado cima de um estrado situado no centro do
edilicio. Em face desse docel, renuram as duas ho-
ras e meia os directores c os prmeiros empregados
vestidos de grande gala. O arechispode Canluaria,
os ministros de S. M., os altos funecionarios e os
emhaixadorcs estrangeros eslavam direita o a es-
querda do Ihrono.
Os corposmuiiicipaes ficaram cm face do docel,
c com clles os coramissarios eslrangeiros, os commis-
sarios reaes da cxposicSo de 1851, e das exposic,oes
de New-Vork, Dablin, Paris, e os presidentes das
sociedades sabias.
ir Enlre ellcs ohservavam-se o general Morte, di-
rector do conservatorio imperial das arles e ofiici-
nas, e presidente da expsito universal; o conde de
l.uscps. ministro plenipolenciariode I .'disse, mem-
bre da mesma commisso, c M. Arles Dufour, mera-
bro da cmara de commereio de Leao e scesetario
_ri.il la commissito imperial.
a S. M. a rainha, o re de Portugal, o duque do
Porlo, a familia real c sua comitiva chegaram s 3 ho-
ras. S. M. subi ao Ihrono, para onde aconipauha-
ram-n'a os oflicaes da corte c os funceionarios do pa-
lacio. A sua chegada, um choro, composto de 400
instrumentos e 800 cantores, os quaes jiertcnciam as
diversas sociedades musicaes do reino, executaram o
God jare Me Queen, que produzio um grande ef-
fcito.
Logo quecessou a msica, os directores da com-
panhia aproximaram-sedo docel, e o presidente leu
a S. M. um discurso em que narrou a origcm e cx-
poz o lira da empreza. S. M. respondeu-lhe gracio-
samente.
a Hepos que apresenlaram varios objeclos a S.
M., formou-se um cortejo cm frente do qual esla-
vam os inspectores dos trabalhos e os princpaes em-
pregados, os empresarios, os architectos dos cursos
rece absorta na leitura da historia de Hume. Entra
um criado, c annuncia o conde San Nereo. Isaura
fecha o livro, depe-no sobre urna mesnha, c levan-
ta-se para receber o joven conde.
Kinlim. senbora, disse San Nereo aportando
duas maozinlias offerecdas, em fim Irago-lhe una
boa noticia...
Bem dilo seja Heos disse a mo^a sallando de
alegra.
O condo deSullauze chega a Londres amanhaa,
lomou San Nereo scn(ando-se ao lado de Isaura.
Elle esl intciramenle restabslccdo da ferida que
receheu no duello.
Dous mezes disse Isaura, dous seculos 1 A
senbora coudessa de San Nereo deve estar muilo
alegre.
Ella revive, respondeu o rapaz. Ah senbo-
ra, desde odia em que vim busca-la cm Calais para
conduzi-la a Londres, lem-me dado mais lagrimas
do que sorrisos. Casmo-uos aqu para obedecer s
ordeos de um pai; o conde, romo a senhora sabe,
nao qu'iz dsixar que aguardassemos o scu reslabelc-
rimcni i. Seeu morrer, c-crevia-me elle, quero sa-
ber anles de minha morte que vosscscslSo casados.
Ser isso a consolaran de minha agona...
Ah conde San Nereo disse Isaura com um
susto retrospectivo, o senhor tinha-mc enlao occul-
tado o estado asustador de meu marido I
Eu obedeca, senhora. Essa ferida que ao
principio pareca leve tomou depois um lerrivel ca-
rador de gravidade.
Meu Heos! disse Isaura pondo as mos. E cu
que allribuia essa fardanra aos seus negocios !
Kniliiu. elle esl fora de pergo, a scnliora o
vera amanhaa. ,
E a senhora rondcs ainda o casamento do pai ".' pcrguutnu Isaura.
O conde Caetauo reservn para si o praxer de
anniiiiriar scu casaraenlo a minha mulhcr... respon-
den San Ncrco.
Hitas estas palavras, cllclevantou-sc, e ollian-
do pela j.mella ahcrla accrescentou :
Temos um bello dia de oulono. Minha car-
ruagem esl porta ; quer dar um pasaste a llydc-
Park? ,.
Oh nao comecarei minhss sabidas hnje, disse
Isaura com viveza ; emquanlo meu marido nao li-
ver chegado a Londres, nao sabires desla sala.
A senhora lem estado presa dous mezes, disse
San Nereo rindo-se.
E ficarii presa loda a vida, se o conde de Sullau-
ze em pessoa nao me abrisse as portea da prisjo.
AS ESPERANCAS RAZOAVEIS E HESRAZOA-
VES HA HUNGRA.
Damos ampio descont s loucuras, aos desalios,
e ate violencia dos patriotas hanidos. Sabemos
qu"io amargo he o pao da caridade, quao suflbea-
dor he o ar do exilio. Comprehendemos cabalmen-
te que, para homens creados as planicies hngaras,
ou uascidos dcbaixo do eco ilaliauo, as mas de Chel-
sea e o clima de Bayswaler devem ser pouco prefe-
riveis s paredes e (ciliados de urna masmorra. Syra-
palhisamos plenamente com a lonca impaciencia,
com o cruel desespero de refugiados infelizes, por-
que, em trra estranha, c cercados de eslrangeiros
negligentes, de aspecto eslranho e fallando lingua
nao familiar, vcem lodos os dias as suas esperanras
frustradas, o seu horisonte entcnebrecer-se, os seus
meios de subsistencia consumir-se, a alvorada dos
dias mais brilhanles repentinamente nublar-se, a
dourada opportunidade a que aspiravam para a sal-
vadlo e livranca ir fugindo sem deixar ulilidade al-
guma. He natural que, sob circiimslancias 19o ator-
mentadoras, o bom senso abandonc-os; que se apro-
vrilcm de qualquer accidente, posto que insignifi-
cante-de qualquer tentativa, posto que desespe-
radade qualquer cooperario, poslo que Iracocira
ou sinislraque lhes proporcione a mais ligeiro pro-
jeclo de liberdade para o seu paiz ou de livranra
para elles. Al nao deve admirarse, desengaados
as suas esperanras de coadjuvacao pela sympalhia
do bem e da liberdade da especie, procurarem as
paixocs interesseiras do maligno e do mo. N'uma
seajtoueu |bjugsios,
vendo (uc^Miuni-a e a lnglatfri so toriian^sur-
das s suas supjmtal**Mai|llfaiica e redempcao, se
vollarcm desesperados para a Russia, c accilarem do
interesse de um inimigo activo aquillo que em \3o
haviam solliclado lnguida benevolencia de ami-
gos inactivos;se dissercm oulra vez como disseram
ha um secuto,
Flecleie si negulo superos, acheronta mocebo.
Mas poslo que esle humor desesperado nao cause
iidmiracao. he dguo de ser deplorado. Em homens
que lem prelences ao ttulo de estadistas, be al
merecedor de severa censura. Temos para nos que
poucos dos admiradores de hossulh podem ler lido
ou ouvido sem ainirco e sem dor essas passageus
dos seus receules discursos em que elle falla da pro-
babilidade dos seus compatriotas, privados dosoccor-
ro da I ngla i erra ou do arrepeudimento da parle da
Austria, se laucaron nos bracos da Russia, aceitan-
do armas e soccorro da parle de Nicolao para se in-
surgreme se tornarem instrumenlos entre dous des-
polas qne oulr'ora se combiniram para esmaga-loi>.
Confessamos que de todus os syslemas de polilica
suggeridos pela loucura uu aceitos pelo desespero,
esle parece-nos o mais vulgar e o mais falal. Em
verdade, no nos sorprenden ouvirmos dizer que sc-
melb inte projeclo entrara em dscusso; dissemos
ha dous mezes que urna tentativa para excitar sa-
blcvarcs na Hungra e as provincias selavooias
seria urna das operamos estratgicas da Russia, no
caso que a Austria se declarasse ou ameacasse de-
clarar-ge conlra ella; mas quasi que nao esperava-
mos que o popular e sagaz chefe magyar caliisse Uo
depressa na rilada, e quizesse representar o mesmo
papel de loucura que os mizeraveis Gregos. I lilli-
cilmcnie podemos conceber urna poltica mais certa
para dividir e arruinar a Hungra do que a de urna
insarreieo a instancias da Russia, pelos meios ros-
sos, c para fins puramente russos. Releva que os
Hngaros consideren! a questo sob um aspecto mais
particular.
Era primeiro lugar, que probabilidades'de trium-
pho teria scmelhantc movment ? Concedamos
que a sublevarn se effectue (o que uo he fcil, se
alien dennos a numerosa forra militar que actual-
mente a Austria lem eslacionada na Hungra, a
i'ondieao desarmada da populacao, e a ausencia pe-
la morte ou pelo exilio de quasi lodos os seus che-
fes)mas admitamos a cousa como effecluada;
A senhora deve ler lido enfados uestes longos
dons mezes.
Tenho lido muilo, tornou Isaura, tenho-me
cxerclado na lingua ingleza, tenho esgaralujado ma-
ros ilc papel para aprender a escrever inlsllgivel-
menlc. Oh! nao tenho perdido o lempo.
Bem sei. bem sei, disse San Nereo com urna
inlenrao manifesta. Sei lambem que a senhora tem-
se visto obligada a fechar a porla a muitos visitado-
res enfadonhos....
Imagine pois o que me teria acontecido, se cu
tivesse sabido I disse Isaura rindo. Todos os dias
appareco alguns instantes janella, c Heos he leste-
nimba de que nao olho para oulro homem -en io
para o Lcicesler de bronze que .esl a cavallo no
meio do square. Pois islo basta para atlrahir-me no
dia seguinle vinte carias assgnadas lord ou sir,
que pedem-me o favor de me fazerem urna visita
na hora conveniente do lunch.
He certo isso he incrivel, observou Sau Nereo;
mas sabemos que he verdaile.
Londres toma os defeilos de Paris, continunu
Isaura. Em Pars urna moca isolada que tem a fe-
licidade de n3o ser fcia, atlrahe a si todos os velbos
sollcirrs, lodos os mancebos sem amor, e todos os
maridos infelizes.
__ Tem razao .' disse San Nereo rindo-se.
__ Em Londres os mesmos coslumes se nalurali-
sam, c he isso mais um beneficio dos caminhos de
ferro. A mulher que nao he protegida, como ilizem
aqui, n.1o he respeitatel. O hotel em que estoa n3o
lie respeitatel, este xqare nao he respeitatel. Tenho
ja feito despedir tres criados desle hotel que nao be
respeilavcl ; porque culravam emquantn cu dorma,
c ilepiiiiliam sobre a minha mesa um sortimcnlo de
carias, hilhelcs de visite, joias, e rainalheles. A ca-
da instante depois de meio dia a camarista annun-
cia-me um lord, um negociante, um gcnlleman bem
vestido, um Franccz de viagem, um depuladn da
opposicao, um tenor italiano, um coronel omprega-
do no servico de sua roagestade, um lianquero ero-
pregado no servico de lodos, um administrador de
caminho de ferro.,. nAo sci mais quem. Debaldc
recuso receber alguem, a esperanra permanecesem-
pre em minha escada. Cada qual diz romsigo: Serc
mais felizque lodos ossYilros.e todos os outros racio-
cinam da mesma mancra. Emfim islo vai acabar .
Ainaiihaascrei urna mulher respeilavcl, amauliaa
lerei urna prnlerrao .
__ Sim, disse Sau Nereo, amanhaa as tres lio-
raso conde de Sullauze ha de vir tira-la desse hotel.
( Conlinuar-te-ha. )
J

J MUTILADO



DIARIO DE PERNAMBUCO, SEXTA FEIRA 28 E JULHO DE 185'..
lupponbamBs ama extensa disirihuijan do armas e
le muiiicoes pelos agento russos'posto quo os
agcnlcs russos na se moslrein ;) supponlianios mrs-
mo do, em varios regimcjilos austracos possam desor-
lar c vollar para a trra natal,as vanlagcns con-
tra cites anda seriara mata enormes. Compre
observa? <|c loa a forr i da confederaran germ-
nica, da l'russia, da Baviera, do Wnrteinbcrg, da
Saioaia. so ligara por tratado para ajtidar a Aus-
tria a esmaga-los. Os compromisos rcenles entre
as corles de Uerliin o de Vieniia tiveram especial-
mente em vista esta contingencia. Nm Tcrdade,
lie possivel que em tal evenlualidade a influencia
rom se esfurrnria para induzir os estados germ-
nicos a negar' a sita coadjuvajio Austria, mas em
preeenca. de intoresses pessoacs e de tratados for-
maes, cuja tintaainda naocstsecca, difficilmcnte esta
inllueucia seria bem succedida. EnUio, que coad-
uvaon activa e efllcaz as tropas russas proporrio-
nariam aos insurgentes hngaros? Ellas mal lem
podido sustentar a sua propria causa contra os Tur-
cos sosindos; lem sido desbaratada em quasi todos
povo por molestia e casualmente; e parece que j
os reconteos, lem perdido un numero enorme de
se vio retirando dianlc da junejao realisada das
torcas alliadns. Parece provavel que dentro cm
pouco ellas tero de tornar a passar o Prnth, e pro-
curen! defender a Crimea. A Austria esl guar-
dando as passagens dos Carpallios, por onde as tro-
pas russas somonte poderiam marchar em soccorro
dos Hngaros; e os Iriumphos da Turqua c as po-
tencias accidcnlaes permilliriam que a Austria vol-
lasse (oilo o sen poder contra os infelizes insurgen-
tes. A Hungra prestara grand.
a Kussia prestara insignilca
gria. Ccrlamcnlc urna insun
deria quo a Austria prcslasse
potencias occidenlaes na guerri
justa aggrcssao ; mas nito daria
jco a Russia :
vico i Hun-
hungara impe-
a coadjuvajao s
ellas contra a in-
ootro resultad
Prolongara guerra: nao 1 he modificara material-
mente a < i.ii.Im-...
Eulao, srmelhantc mov motilo collocaria a najan
hngara ero urna siluajo mui falsa. Ella, um po-
vo livre, pelejando em favor de urna constituirlo
antiga, se adiara par a par com urna raja para
quem lilier.lade e conslituijao sao igualmente dos.
conhecidas sao, para a maior parle, vocabulos
ininlelligiveis. Ella pelejando em favor da sua
propria independencia, se adiara nssociada na mais
eslreita lliaura com a potencia que se est esfor-
zando para destruir a independencia de um vizinho.
Ella, um povo denodado o mui intclligcntc, se a-
cliaria pelejando a injusta balalha do maior dspota
do mundo. Os exercilos enviados para coadjuvar
a grande lula cm favor da liberdadc se comporiam
de escravos, e seriam commandados pelos proprios
generaos por quem ha cinco annosclla foi subjuga-
d. N'uma palavra, fora islo a mais estranha al-
lianra entre ama causa boa e urna causa m a
maior protunarSo de um nobre estandarteque a
hisloria nunca recordou. O sol, no scu ampio cur-
so, nial (miliaria sobre ora espectculo mais triste
ou mais extravagante. O grande colossal autcrata
de ambicio pelejando em favor da independencia de
urna naci e contra a independencia de outra !
Anaci mais nobre e mais intelligeule da Europa
oriental, sujeitandn-se a comprar a sua propria
omancipajao, aceitando o soccorro de um hediondo
criminoso, e consentindo no sacrificio de urna victi-
ma innocente !
A Inglaterra e a Turqua sao dous alijados e ami-
go da Hungra, a Inglaterra, pela sympalhia de
aristocracia e conslituijao, a Turqua, por urna
especie de consaoguinidade, pela semeldanja de
linguagem, pela relajao de scnlimenlos e de inslilui-
jes militares. Verdade he que o nosso goveruo
nunca fez eousa alguma em favor da Hungra, nun-
ca proferio urna palavra para anima-la, unnea le-
vaulou um dedo para soccorre-Ia ; mas onde foi
que- os osforjos hngaros cnconlraram mais ardcnle
svmpalhia, oude foi qne as offensas hngaras exci-
luram lao vehemenlc indignado, onde foi que os
patrilas hngaros cm todo o tempo, e igualmen-
te os Iv ramios hngaros enconfraram um acolhi-
inento too singular, como na Inglaterra ? Porven-
|ura j se esqueceu Kossulh da sua propria jornada
triumphal por meio da nossa patria '! urna jorna-
da lal.Q.Q pcafjis, sao os soberanos nativo,; nilC le
frSi gozado de semCUtanlc. Eiilrclaj^rxene ,|espja
collocar a >ua najao cid Bli siluajiio de doslida-
dc comnosco ; alm disso, se a Hongria 9e lomar a
adiada do nosso principal inimigo, e entrar na guer-
ra con Ira o nosso alliado ostensivo, torna se, ipso
fuclo, eincvitavclmeole, o inimigo aclivo do estado
em favor do qual empunhamos as armas. Se ella
impedir que a Austria se una comnosco se ajudar
a Roarfa pela retaguarda, levantando um poderoso
exercilo em seu favor ; ajuda a Kussia a zombar de
mis, e a conquistar e escravisar a Turqua. He lao
inimga da Inglaterra c da Porta Ollomaua como se
os nossos exercilos seenconlrassem em actual colli-ao.
Obrigar-nos-ha, nilo cerlamente a coadjuvar a Aus-
tria a subjuga-la, mas a deixarmos que a Austria
empregue loda a sua forja contra ella, c que a Prus-
sia empregue (odas as suas forras auxiliare na luta,
isenla de qualquer ameaca no Rheno.
Alcm diiso, consideremos o negocio como de sim-
ples poltica e de seguranra. Se a Hungra se le-
vantar ao aceno e a instancias de Nicolao, ella deve
conhecer e saber que vai servir de instrumento.
Deve saber que elle n5o pode desojar c nao ha de to-
lerar a existencia de urna najao magyar livre. Os
Hngaros nao se podem esquecer que he a elle que
ilevcm a sua subjugajao em 189, e a sua triste con-
diju actual ;que elle se interpoz para esmagar as
suas liberdades quando a Auslria se achava 13o fra-
ca para faz-lo ; que as suas tropas incendiaram as
suas povoajes, saquearam as suas cidades, violaram
as suas mulheres, assassinaram os scus cidadaos.
Sabem quo cite he, por natureza, por convierto,
|ior necessidade, o inimigo implacavcl da liberdadc
roiistilucional, quer aristcrata, quer republicana ;
que elle os coadjuva agora somonte alim de impedir
que a Austria Ihe seja hostil; que os abandonar as-
sim que houver rcalisado os scus intentos, ou assim
que a paz e a soguranja, podercm ser compradas,
dcsamparando-os. Sabem, oudevem saber,que elle
pode ser um alliado somonte pro hac tice. Sabem
igualmenteao menos lodos aquellos que silo esla-
distas c nao meros demagogos, sabemque a Hun-
gra, solada e indcpendeule, ainda quando fosse li-
vre, nao poderia subsistir por cinco anuos. Ha so-
monte tres possibilidades para a sua querida nacio-
nalidade: uniao com a Austria sob formas cons-
lilucionaes e sob garantas ; eslreita alanja cen a
Turquasendo a Turqua independente, garantida
c poderosa; ou existencia sob protecjaoda Russia
al que a Kussia possa absorve-Ia. Se nao conse-
guir conquistar a sua indepcndenia,ccomo certamen-
te acontecera, a sua condJfSo seria mais triste c
inaisdcploravcl do que raeamo agora: perdera lo-
dos os sent amigo-,e exasperara cada vez mais o scu
poderoso inimigo. Se fosse feliz, o scu trumplio se-
ria de curia durajao. Nunca mais se unira com a
Auslria; alienara a Turqua em consequencia da
sua egoisla e nAo generosa boslilidade; ficaria sosi-
nha, impotente, cercada de dous crueis ioimigos c
de um protector que ella devia temer mais do que
os dous inimigos. A Russia promplamenlc a devo-
rara ; o scu desliuo seria peior que o da ItaliaSo-
ria o da Polonia, da l.'kraine. da Crimea; seria ab-
sorvida por um despotismo odioso mas que o da Aus-
lria, porque he mais poderoso. Se alguem acre-
ditar que a Kussia mais do que a Anslria solfrcra
urna Hungra livre junio dos seus dominios, ou que
s airona urna Hungra constitucional, encorporaila
com a ita pode fazerpodemos dizer que a sua fe he (al
que acredita no movimento das monlauhas.
Temos para nos que estadistas hngaros persisli-
lao na ameaca de unir-sc Russia e de rcbellar-se
com o, soccorro dclla, com o intuito de perturbar a
Austria no liiimana comporlameulo ou induzi-la a
alleii.ler aos termos decorosos de restauraran ; o bom
be que a Auslria saiba que existes scrnelhanlc pos-
sibilidade. Como j.i temos repelido (antas vezes
ueste jornal, pensamos que seria prudente como po-
ltica ohrislaa da parle da Franca c da Inglaterra
demonstrar com vigor i edrtc de Vicua forja que
a Austria gnharia, na independencia da inflocacia
russa e do apoio russo, e recobrando a sua alta po-
sirao como potencia de primeira ordem; se rcsliluis-
sc a Hungra a stia ronsliluiro, c fizesje della ou-
BOLUCTIM HEBDONADARIO DA IM-
PRENSA ESTRANGEIRa.
Farls 13 de junho.
As gazetas inglena c allemas se lem mostrado,
bem como as frar.cczas, cxlromamenlc sobrias de
conjecturas sobre o principal incideule da semana,
is'.o he, sobre o encontr inopinado'do imperador
da Auslria c do rei da Prussia cm Teschcn. Nos
primnos momentos, o Times deelarou quo dilficil-
mente sahna dessa entrevista alguma cousa que
fosse igradavcl as potencias occidenlaes. O Moni-
leur cnunciou urna opiniao contraria c be esta ul-
tima opiniao que parece prevalecer presentemente,
bem que Iridiamos observado!, como acabamos de
dizor, urna reserva asss nolavel, c que nos |rausa
grande impressao, sobre ludo-toa imprensa britni-
ca. He assim que vemos a Murning Chronicle en-
carar essa entrevista com urna circumspecrao que
iiflo fica abaiio da prudencia obrigada da iinprensa
franceza. O que segu nao parecer perigoso cm
nenhum paiz do mundo :
Os ^governos da Auslria c Prussia guardaram
provavelmcnte solrre o resollado de sua conferencia
um sesredo tan profundo como sobre o que Dalla se
Iralou. A nica inducciio que se pode agora tirar
de sua entrevista, be que a mais perfeila intcllison-
cia reina entre as dnas corles allemas. Os mouar-
chas aliaiidonam a sous ministros o cuidado de dis-
cutir as qucslos contestadas, c quando se reiinem,
pode-se com loda seguranra presumir que estilo ja
realmente dencrordo.
Eiilretanlo o Momiiuj Chronicle leva a audacia
ao poni de continuar nos scguinlcs termos :
noticias annunciando a probabilidade de urna res-
posta negativa do c/.ar ao pedido relativo i evacua-
rlo dos principados, e o imperador da Auslria lera
desojado consultar sen alliado antes de adoptar urna
deciso definitiva. O conde Huid nem o bario de
Mantoulfel nao excrceram na enlrcvisla de Teschcn
urna influencia opposla a pnlilica que os protoco-
los successivos de Vicua lem al certo ponto sanc-
cionado.
O Morning Chronicle conrlucque no tolal a en-
lrcvisla das duas testas coroadas ser encarada com
mais inquietara.) cm S. Pclcrsburgo do que em Pa-
rs c Londres.
Em um artigo que lem ja alguns das de dala, o
Tima e\primio-sc nos seguidles termos sobre a si-
tuarlo da Allemanlia cm frente das potencias mari-
limas :
ce .Muiln nos regozijamos com a uniao de pensa-
mcnlos c inlcresses que existe entre as potencias al-
lemas c as potencias occidenlaes; mas observa-
mos ao mesmo lempo que asoperaros de Inglater-
ra e tranca sao inteiramenlc independentes do
que farao ou nao faro as potencias allemas. Por
mais que folguemos de ver a Allcmanha vir para
mis, posto que a passo lento, nao deviamos esperar
por ella, bem como com effcilo nflo esperamos, pa-
ra obrar. Os Russos (cm perdido muiln terreno na
Allcmanha, mas anda nao abandonaran! a parlida.
Em Bcrlim o palacio esl cheio de agentes russos ;
os empregados liberaos ou animados de espirito na-
cional foram demillidos e sabemos que o governo
est as maos de urna c.imarilha que espora fazer
converlcr em proveilo da scu amo, o czar, al as
proprias disposjocs do Iralado concluido com a Aus-
lria. Em Vicua, o barao de Mcvcndorff, posto que
lenlia perdido a influencia que linha sobre as mais
alias personagens, ainda conserva todava alguma ;
mas estamos persuadidos que as duas cortes nada
seria mais proprio para fortificar a posijao de nos-
sos agentes do que a noticia de sucressos importan-
tes oblidos pelos exercitos alliados assim em Ierra
como no mar. Por isso, pois, os protocolos nao dc-
vem retardar um s da as operaroes, porquanlo so-
menlc ellas Ihes darlo cITeilo.
A conclosao de urna allianra do imperador da
Russia rom o khan de Khiva talvc/. com o de Itok-
hara e com Dosl-Mohamcd foi urna das noticias da
semana (Manda; ella era de iialurcia propria a fazer
mais sensaran em Inglaterra do que em Franca.. Os
alarmistas de alm da Mincha virara immcdialamen-
tc o imperio das Indias a dous dedos le sua perda.
O Times procurou Iranquillisa-los nos seguintes
termos :
ii Annunriam-nos que o rzar, nao podendr) adiar
BMiplieSiatftB O' gnatMB da. Enr,QC.a._filra.m)is ^jaljrterM, -
firaznicnlc rnnlra um de nossos poslos, de ha milito
que o teria fcito. Rclalivamcnle i li^a que se sup-
poa rxislir culrc csses formklavels soberanos, ella
nao be possivel, pois nonliuui dclles lem poder nem
desejos de servir por um so momento do auxiliar ao
outro, c se um destacamento russo de qualquer or-
dem chegasse algn da a seu paiz, elles aprovcila-
riam a n< -asan para urna vez na vida se porcni de
accordo alim de o dcsbaralar.
Como pois se podera suppor que a Russ'a, a qual
nao lem sido jamis rapaz de triumphar no Caticasn,
e que !)om romo boje se v,Da"0 pode mesmo assonlar
sua dominaro cm provincial limitrophes, (cuba os
lucios de obrar a mil leguas de distancia a Iravcz do
invcucivcl obslaculo dos sclvagens da Tartaria c do
Aglianistaii ? Nao duvidamos de que os chefes (ar-
laros eslejam bem disposlos a fazer lodo o mal pos-
sivel, e nao estamos longo de pensar que a Russia
lem envidado lodos os esforros para por cm movi-
mento cssas excellciiics disposiroes;mas seria obsur-
do rrer que cssas intrigas possao Icr um resultado
serio.
n Oexercilo da ludia, o mais poderoso que se tcm
visto na Asia, esla pcrfcilamcnlc organisado para a
defensa exterior. A fronteira do noroeste esl pro-
tegida por forras consideraveis, c he sobre esle pon-
i que o governo indio lem precisamente concen-
trado seu poder. Crer que Khiva e Cabul, obede-
cendrf ii insligarao russa, podem atacar com sucecs-
so um imperio assim defendido,he como se sedisses-
se qne os Pollos Vcrmelhas da bahia d'lludson po-
drriam alravcssar o Atlntico, desembarcar na cosa
de Devonsbire c renovar os aconlerimenlos da in-
rasan normanda, d
A Dinamarca est em ebulicao. Una correspon-
dencia dirigida daqucllc paiz ao Aflonbladelde Slo-
rkliolmo moslra-nos os Dinamarquczes mui preoc-
cupadosda presenra das esquadras alliadas no Blti-
co. 0 povo que segundo a correspondencia, he in-
Iciranrgnlc anli-rusno applaudio vivamente a rcen-
le victoria dos luglczcs dianlc de Hanso, mas para
fazer brilhar completamente son enlbusiasmo, es-
pera um resultado mais inquirante: espera a lo-
mada de Cronsladl ; e lo grande lie a confianca
que deposita na forra das esquadras alliadas, que
cunta com urna inteira satisfarn r-este respeito.
O inlercsse que a Dinamarca loma pelos aclos das
potencias belligeranles leva o correspondente a exa-
minar qne posiraoser ella chamada a ocrupar cm
um futuro prximo. Perseverar cm sua neulralK
dade ou representar um papel activo no conflicto?
O primeirn partido seduz a inuila gente, principal-
mente aquellos que ralo o repouso e que afferram-
sc a retina. Motivos de diversos gneros sao allega-
dos por elles para suslentarcm sua opiniao. I.'ina5
vc/.es fazem sobresabir a magnifica prosperidade
que o reino tirn da ncnlralidade no fin do serillo
passado ; outras vezes exaltara as alias qualidadcs
pessoacs do imperador Nicolao e os beneficios sem
numero de que a Dinamarca Ihe be devedora. a Que
ingralidao. exrlamam, cao he declarar-nos contra
um visinho lao magnifico demais que perigo nao
correr o paiz para o futuro fazeudo-sc seu inimigo! n
Dopois comparam a siluarao respectiva da Dina-
marca e da Sneria. Que a Suocia arme-se contra a
Kussia, isso parecc-llies natural, pois lem muito sof-
fi ido da aiubirao moscovita ; a tomada da l'inlian-
dia por si s rlama eternamente vmganra, mas a
Dinamarca nh a Dinamarca nada de melhor pode
fazer do que boijar os ps do czar c celebrar os es-
plendores de sua politica!
Os partidarios da netralidadc diiiamarquezaas.se-
mclham-se muilo aos fidalgoles prussianos ; o mesmo
espiritos domina, elles fazem valer quasi os mes-
inos argumentos. He urna felicidad.: que sua pe-
quea igreja nada lenha de coinnium com o parti-
do nacional. Essc partido, como cima dissemos,
he eminentemente anli-russo. A nculralidadc pe-
sa-lhc ; elle aspira sarudi-la. I.nngc de temer para
a Dinamarca os pericos futuros da inimizade da Kus-
sia, rrc firmemente pelo contrario, que ella ser para
o futuro lano mais segura quinto mata cfficazmenlo
concorrer no prsenle para araimar o monslro. O
partido nacional dinamarqoez anpporta impacicnie-
inenlc o jugo da Russia e os obstculos de todo o ge-
nero que a influencia dessa potencia oppe sua
legitima evpanso, por isso promove enrgicamente
una allianra olleiisiva e defensiva cora a Franca c
lado pela provincia de Minas, llcracs, assim como
lambeni pelo nobre depulado por S. Panto que fal-
lou honteiii em ultimo lugar.
As llovidas aprcsenladas pelo nobre depulado de
Minas-Cicraes fundam-sc nos iiirnmouieutes da
appliraca., do arl. 1)0 do cdigo criminal aocrime de
abuso da liberdadc da imprensa coiiiinetlido era paiz
eslrangciro.
Moslrou o nobre dcpoladn, c a nieu ver lucida-
mente, esses inconvenientes que en reronhero ; loda
a argumenlarao porem do nobre depulado netta sen-
tido foi cm vio, porque o arl. 90a que so elle refe-
ri nilo est comprchendido no projeclo.
O projeclo nao pune lodos os rrimes do titulo I."
do cdigo criminal, mas somonte os do capitulo !.
2.- e V desse titulo ; o arl. !)0, nao sendo parle do
algiimdosdilosrapilulos exprcssamcnlc enumerados,
esl fora de queslo, c cerlaraculc para excluir a
parle do Ululo 1." que se insrrevc assimDisposi-
res rommunshe que o projerlo referi nomeada-
mcn(eos capitnlOt 1,* 3.* O 3.*, porque alias, se o
projeclo comprehendesseas disposires communs do
lilulo !., deveria dizer smenleos crimes do li-
tlo 1.-
O nobre depulado pela provincia de S. Paulo con-
siderou ocioso o S !' do rtico I.', que se refere as
aeros cveis provenientes de damiio resullanlc dos
delirios commcllidos era paiz eslrangeiro por qual-
quer pessoa nacional ou cstrangeira resllenle no im-
perio; tambera me pareccu ocioso esse artigo, quando
o nobre depulado pela Babia, nieu amigo, m'u iudi-
cou como necessario, porqnnnlo he principio cor-
renle que as acres civeis ou se fundem no remralo
e quasi-conlrato, ou no delicio e quasi-deliclo, qual-
quer que seja o lugar aonde esse contrato c delicio
se derara, podem ser intentadas no foro do reo,
aonde elle reside ou se acha, seja nacional ou eslran-
gciro.Actor teguitur forum reital he a mxima
do direito romano, por loda a parto seguida cora
mus ou menos exceproes, adoptada na Inglaterra c
Estados-Unidos como iltolam Slor e Wealon, ad-
miltida lambein pela Franca e Estados da Allcma-
nha ; ao depois, scuhores, acolhi a idea do nobre
depulado pela Babia, porque a considerei necessaria
pelas mesmas razies porque ao nobre depulado ella
parece ociosa.
Segundo o nobre dcpnlado, desde que o projeclo
eslabcleccu a competencia para a punirau dos cri-
mes commcllidos no eslrangciro, cstabelcceu impli-
rilamenlc a competencia prra as aeros civeis que
resuKaui do damno causado por esses crimes. Aqu
mesmo he que esl a duvida. Se o projeclo punisse
todos os rrimes que o cdigo pune, nao haveria du-
vida alguma ; mas o projecto pune cortos rrimes. c
por consequencia pode vir cm duvida se sao cabi-
veis ou admissiveis arjes veis pelo damno prove-
niente dos oulros crimes commetlidos cm paiz es-
lrangeiro e nao punidos por esle projeclo, Era ne-
cessaria urna disposiro que declarasse que as res-
tricrcsdesle projeclo se ieferiara smente puni-
So c nao a satisfarn do damno, a qual pode ser
pedida ainda que o damno prpvenba dos crimes que
esle projeclo nao pune, c sao alias previstos peto c-
digo criminal; essa duvida tamhcm se suscitou cm
Franca por cansa dos ar(s. .- (">. c ". do cdigo
de nslrucrao, que, comocslc projeclo, s pune ccr-
los crimes e nao todos os crimes commcllidos em
paiz eslrangeiro ; para tornar mais claro este pen-
samenlo, urna emenda vai ser submellida appro-
varao desta augusta cmara.
O nobre depulado tambora entende que o 4."
do art. i." do projeclo nao be claro ; esle paragra-
phodiz: a Para o julgamcntu c punirlo dos erimes
perpetrados a bordo dos uavios estrangeiros particu-
lares contra pessoas nao pcrtenccnlcs tripularao.
ou contra as pessoas da tripularn, salvo nesle ulti-
mo caso, a reciprocdade e pcrlurbacao da Iranquil-
li.lado do ancora.Inoro ou Icrrilorio marilimu.
A ci.nlu-.iii segundo o nobre depulado, vem das
expressocssalvo ueste ultimo caso a reciprocdade..
O Sr. Siloeira da Mofla d um aparte que nao
ouviraos.
O Sr. Ministro da Justica Acolho as observa-
coe- do nobre depulado, c nesse senlido oflercro urna
emenda para evitar quaesquer llovidas ; o pensamen-
lo do projeclo he que os crimes commcllidos a bordo
dos navios mercanlcs cslrangciros que se arbarem
feliz na Tartaria indeprndeulc c qne um grupo de
barbaros, um emir e dous kliaus inclusive, dao-lhc
a mo com ora fim de aggressao.
Um agente russo, dizem que acaba de concluir
um Iralado com o khan do Khiva, c presume-se
que o khan de Bokhara c o nosso v cilio amigo Dosl-
Mobamed estta disposlos a entrar na liga. As for-
ras desla quadrupla allianra deierao marchar para
a India ingleza, a qual ser assim conquistada no
inlercsse commum. As primeiras palavras dcslc c\-
poslo podem ser verdadeiras, mas a concluso nao
passa de ridicula.
Toilo o principe asitico, sejam quaes forem
seu lilulo e sna residencia, esl sempre promplopara
entrar em intrigas, islo he certo ; e be mui verosi-
inel queaprovcilando eslas, disposiriies, os agentes
russos tenham feilo ludo para montar machinares
do lado do Oxo. Nao hesitamos cm crcr que os
kans de Khiva e de Bokhara cscutassem as propos-
tas da Russia, mas pelo que diz respcilo a Dosl-Mo-
hamcd, eremos que nao levar a mal qne o consi-
(/'rrsse.)
INTERIOR.
Salmeo ilc .traujo./.. A. Barbosa. Taques."
O .Sr. Ferros discorre sobre o principio da nerao-
ualidadc das leis penaos, sobre a medida declarato-
ria em consequencia, da qual todas as aeces civeis a
que derem lugar damnos provenientes de rrimes
commeltidos no eslrangeiro podem ser admillidas
nos Iribunaes do paiz," c finalmenle sobre os rrimes
commcllidos por pessoas pcrlcnccnles a urna em-
barradlo nculra uo porlo ou territorio martimo do
Brasil.
U Sr. Siheira da Motn falla lambem sobre a
queslao, depois do que, julgaudo-se a materia sufli-
cienlcinenle discutida, he approvada a emenda su-
bstitutiva com as siib-emcndas cima Iransrriptas.
Du 7.
A' hora do cosame, reunido numero suflieienlc
de mcuibro*. abre-se a scsso. Depois de lida e ap-
provada a arla da a ulero.leu le o l.sccrc!ario d
conla do seguidle expediente :
l'inofiirio do t.n secrelario da assembla provin-
cial de S. Paulo, pedin lo que a comarca de Sapu-
cahy da provincia de Minas Geracs fique pcrlenccn-
do provincia de S. Paulo.A' commissao de esla-
Isi i en.
Rcquerimenlos de Kinnino Dias l.cal, Jos An-
tonio (lomes c Manocl Gomes da Cimba Bueno, pe-
diodo o lugar vaco de continuo desta cmara.A'
commissao de polica.
Do I" lenle reformado Fernando Anlouio Wi-
louvy Sayao, pedindo a roucessao da quinta parle
do sold.A commissao de marraba c guerra.
Acliam-se sobre a mesa, e vio a imprimir para en-
trar na ordem dos Irabalhos, os pareceres da lerceira
commissao de ornamento relativos s despezas das
repartices de marinha e guerra.
He julgado objeclo de deliberarao, e vai a impri-
mir para entrar na ordem dos Irabalhos, a seguinle
resolucao :
a A commissao de pensos c ordenados, leudo de-
v idamente evaminado o decrclo de AT de maio de
IS-Vi.que roncedeu ao juiz de direito Alexandrc
Joaquim de Siqueira, chefe de polica do municipio
da corle, asna apnsentadoria com o ordenado annual
de i :2005. por assim o haver requerido; e conside-
rando quao dignos de recompensa sao os serviros
desle magistrado, cujas molestias o inhabilitara de
poder continuar a presla-los : he de parecer que es-
ta augusta cmara adopte a seguinte rcsolurao :
n A assembla geral legislativa resolve :
Artigo I. Fica approvada a apnsentadoria con-
cedida por decreto deg 1 de maio de I sr, ao juiz de
direilo Alexandre Joaquim de Siqueira, chefe de
polica do municipio da corle, cora o ordenado an-
nual de hgiHi-.
Arl. 3. Revogam-so as disposires em con-
trario.
Paro da cmara dos depulados 6 de junho de
185*.O. F. Baltazar da Siheira.J. B. de S.
S. Lobato.Comes Uibciro.
Sao approvados os seguinlcs pareceres:
Os capellacs militares peden que o intersticio
para o accesso dos poslos de alferes a lenle e de
lenle a capillo seja de dous annos.
a commissao de marinha e guerra, para poder
dar o seu parecer deseja que a respeilo se peram in-
formai;es ao governo.
e Paro da cmara dos depulados 6 de junho de
1851../. C. Sera.I'ereia da Silva.
A academia das bellas arles desla corle, fundada
em 18lli rom alguns artistas distinclos, mandados
vir de l'ranra pelo ronde da Barca, foi inaugurada
10 anuos depois, em 183t>, no ministerio do viscoude
de S. Leopoldo.
c O programma de scu ensino romprebendia as
seguintes cadeiras nessa poca,
(i I.-' Pintura histrica ;
a 3.'i Esculplura;
3.a Archilelura ;
I." Mecnica ;
5.a Deseuho ;
0.a Paisagem : ,
llavia, alm disso, um suhslilulo para o dese-
nlio, dous para a esculplura, um dos quaes era gra-
vador de mcdalhas, c um pensionista que devia subs-
lituir o professor de arcbileclura quando impe-
dido.
Esle programma lem soflrido pouras allerac
nos nossos portes e ancoradonros contra pessoas que; ., prcscntcmcn(c w ril,ieiras de grvala e de ana-
nao sao da Iripolarao. s-'i-tm submettidns jurisdi-' ._.,,:., i.
RIO SE JANEIRO.
CMARA DOS SRS. OEPUTADQS.
Sessao de (i de jimito.
A' hora do costume, arhando-se reunido numero
giiflirienlc de membros, abre-sc a sessao. Lida c
approvada a arla da antecedente, o 1. secretario
d cunta do seguinle expediente :
Um officio do vice-presidentc da provincia do
Rio de Janeiro, enviando 30 excmplares das leis
provinriaes promulgadas em 1853.A" commissao
de asscmblas provinriaes.
Uin requcrimcnlo de Fclisberlo Ferrcira Borges,
alferes reformado, pedindo ser restituido 3. elasse
do eslado-maior do exercilo.A' commissao de ma-
rinha c guerra.
De Joao Jos Teixcira, cobrador da rasa de
ami.ilisa._-a... pedindo cm seu favor alenma mu-
llremos como capaz de adoptar, quer contra nos. danra no que estatu o parecer da commissao de
quer contra oulros, una combinadlo qualquer, com
lauto que descubra nclla alguma probabilidade gran-
de ou mesmo pequea de lucro; entretanto resuda
disso que os Mouros da Barbaria nao sao melhor
fundados cm seus designios acluacs do que seriara
se conspirassem com o governo de Tonibouclon para
expellirem os Inglezes de (ibraltar. lanrarcm-sc
sobre os Py rencos, invadir a l'ranra e entregar|
ao imperador Nicolao as potencias occidenlaes.
Os que possuem urna carta da Asia, nao lem pa-
ra comprchender-nos, mais que examinar um pouco
os territorios em queslao. Diremos simplcsnientc
aos que nao eslo cm oslado de recorrer a esle meio
de csrlarecimenlo, que nenhum dos prinripes ci-
ma Horneados ||C bastante forte para por em alarma
a mais pequea guarniruo, alera de que achani-sc
sepirados ura do oulro por ccnlenarcsde leguascoin-
mumenle inlransilavcis. O ponto de seus estados
mais visinho dos limites da India ingleza he Cabul.
Ouanlo lempo lc\amos nos com lodos os recursos
de nm governo bem organisado, para ir da India ao
Cabul c para dahi vollar 1 Dost-Mohamed bem o
sabe, c nao sera por sua proposla-qoe so conside-
rar cousa de pouca moiila a conquista da India pelo
Cabul.
a De Cabul a llcrat na fronteira da Pcrsia, a dis-
tancia he de 700 milbas c llcrat esla separado por
urna distancia dupla do poslo asialico mais van-
eado da Russia. Suppoudo que urna forja russa ou
ao sold da Russia se acbasse anualmente reunida
cm Heral, ainda mesmo no caso de estar bem previ-
sumada e ao abrigo de luda a inlerruprao de mar-
cha, ser-lhe-hiao precisos seis mezes, pelo menos,
para chegar fronteira ingleza mais prxima,
guardada por un dos mais poderosos exercilos do
mundo.
o Para que wn exercilopodesse chegar smargens
do Indo com 100,000 liomcus, islo he com urna
forra suflieienlc para medir-sc com a,resislcncia que
Ihe seria opposla nesse terreno, a campan ha deveria
abrir-se com 300,000 homens jielo menos; ora sabe-
mos que o czar nao pode sania com muila diflicul-
dade apromplar melade dessa forja para fazer a
guerra sobre o Danubio. Nao se couduziria urna
lal forra do I i l torc do mar Caspio s bordas do Pun-
ja!) em menos do dous anuos, quando mesmo o tra-
jelo podesse fazer-se por estradas transilaveis ; no
eslado actual do paiz, valcria isso oulro lano que
fazer marchar um excrcilode Serra Lena para as fon-
tes do Nilo.
Mas ainda euncedendo que uma cvpedirao hos-
til ehegasse ao Indo, uossa dominarlo no Mar Negro
nos permilliria rorlar suas communicaroes e alacar
la irrcsislivclmeiile pelo flanco. Demais entretan-
to que a Kussia marrhasse pcnivclmcnle alravez d
Pcrsia, do Bclouchislan ou do Cabul, poderiamos a
cada instante por csses paizes cm eslado de declara-
rcm-sc por nos, vollaudo-sc contra o invasor. Uma
ial empreza da Kussia conlra a India ingleza ajuda-
ra x>s designios secretos dos mais racorosos inimj-
gos do czar.
o Os Whans de Khiva e Bokhara esl.lo sera duvida
promplos para receberem ajuda e promessas de aju-
Ira vez.0 scu braro direilo,fazendo juslira, ella da para roubarem um ao oulro ou para roubarcm de
ganharia ao mesmo lempo peder, crdito^ e seguran- P"rcria a um terceiro, mas nenhum dclles pode
ra para o fuldro. Mas ludas as esperancas so per-enviar 500 cavallos a 500 milbas de distancia. O
deriarn so Kossulh precipitare os seus compatriotas j cniir ,,c Cabul lem sua di'posirao forjas superiores
no in ii.slruosc erro de procurar cmaucipar-se de um j;|S dea khans, mas nao lem que sejam bstanles para
Ij lanno pe,, eoailjusarai) de nm lyranno ainda mais i ajudar a quem quer que seja em um ataque poderos)). {The ICeonomi-'t. lo poder britnico. Se elle livmee podido obrar ef-
VFL-
pen-oes e ordenados relativamente an seu orde-
nado.A' commissao de pensos c ordenados.
I.cm-se, c sera debate approvam-se, varias redac-
res c os seguintes pareceres:
A commissao de pensos e ordenados, lendo
deviilamenlc examinado o rcquerimenlo dos em-
pregados da caixa de amortisajao com excrcicio na
secrao de assgnalura c subsliluijao do papel-moe-
da, que pedera augmento dos seos vencimentos,
visto que lodos os mais empregados daquella repar-
tirn j orequereram e tiveram parecer favoravcl,
lio de parecer que seja ouvido o governo a tal res-
peilo. romo lambem foi na orrasiao allegada pelos
peticionarios.
i Paro da cmara dos depulados, 6 de ju-
nho de 185*.D. F. U. da Siheira.Comes fti-
beiro.
ii A commissao de polica, a qocm foi prsenle
o rcquerimenlo de Francisco Jacinlho Fcrnandes,
porteiro-mr desla augusta cmara, cm que pede
para ser elevado a 8009000 rs. o scu ordenado de
70Of000 rs. que actualmente percebe, allegando nao
poder corresponder esle ao esanrego que oceupa,
pois que alm do serviro da casa lie obrigado a
acompanhar as depularcs ao paco imperial, pre-
sentar as leis, aendo que tambera o porteiro-mr
da raniara dos Srs. senadores, de igual categora,
percebe maior ordenado, ruja dlcreura he de
lOOgOOO rs., julga ser de equidade a prclenjSn do
supplicanle, c por isso he a mesma commissao de
parecer que seja elevado a 8009000 rs. o ordenado
de 7009000 rs. que actualmente percebe o porteiro-
mr desla augusta cmara Francisco Jacinlho F"er-
nandes, conservando-se-llie a gratificarlo que j
perrene.
ci Pajo da cmara dos depulados, cm 6 de junho
de 185*.l'isconde de BaepenAy.Francisco d<
Paula Candido.Antonio Jos Machado.
O Sr. Lisboa Serra requer cmara urgencia
para aprcseular o seguinle projerlo, o qual funda-
mcnla com diflcrenles razes.
A assembla geral legislativa resolve :
(i Art. I.- A isenjao do imposto do sello conce-
dida pela lei n. 38C de :', de julhu do auno passado
s olas emittidas pelo Mauro do Brasil he extensiva
ao do seu capital encorporado.
Arl. 3.* Ser gratuitamente cunhado todo o
ouro de loque legal que for levado casa da inoeda
por conla do mesmo Banco.
Arl. 8.' Ficara revogadas as disposires cm ron
Irario..
a Paro da cmara dos depulados, cm 3 de junho
de 185*.Lisboa Serra.
He approvado um parecer da commissao decons-
li liiic.ii. e poderes que reronbece depulado supplenle
por Pcrnambiiro ao Sr. Francisco do Reg Barros
Brrelo.
Arhando-se na ante-sala esse senlior, he introito-
zido rom as formalidades do eslylo, prcsla jura-
menio c loma Bsenlo.
Passando-se a ordem do dia.
Crimes commcllidos por Brasileos fura do
imperio.
Continua a :i. discussao do projecto que pune
crimes de Brasileiros fura do imperio, o qual lionlem
ficou adiado pela hora.
O Sr. Sabuco (ministro dajustiea):\ dis-
cussao me parere Icr rhogado a scu lermo, mas
anda lenlio |ir neressario fazer breves explirares
a respeilo das du> idas suscitadas pelo nobre depu-

r.io territorial ; que os crimes [tojiT' ^ftrnfjl8ll''l,>'; l
ITrea imvos "ilnMI ftcssoa^da iripolarao sii fiquem
sujcilos jurisdirao tcrrilorial no caso de perlurba-
r.io dalrinquillidadc do territorio; tal he, senhores,
a legislajao ou jurisprudencia das nares cultas.
Com esla dislincro fica respeilada a jurisdijlo lerri-
(orial do navio, o qual se considera conlinuajo do
territorio do eslado a que perlcnce. Com esta dislinc-
ro ficam concilladas as leis de polica c seguranra
do porlo com o rgimen c disciplina internos do na-
vio. Esla distincj3o finalmenle lem por si a aulo-
ridade de Dupin, Dalloz, Orlollan e oulros cscriplo-
res de direito internacional; assim como o parecer
do conseibo de eslado de Franja de 30 de novembro
de 1806, transcripto ha obra de llellie, cujo texto
vou 1er, e desojo que soja inserto no raep discurso:
O consclho de eslado, clc.fiuvido o rclatorio da
sorcao de legislajao ledenle a regular os limites da
jurisdiejao que os cnsules dos Estados Unidos da
America nos porlos de Marselha c Antuerpia recla-
mam quanto aos crimes commcllidos a bordo dos ua-
vios de sua naco nos porlos e ancoradouros da Fran-
ja, ronsiderando que um navio neutro nao podo ser
absolutamente considerado como lugar neutro ; que
a prolccjao que Ihe he concedida aos porlos da Fran-
ca nao pode prejudicar a jurisdiejao tcrrilorial nu
que loca aos inlcresses do estado; que nm navio neu-
tro admitilo em um porto do eslado esl em pleno
direilo submisso s leisda polica queoregem; que
as pessoas e sua cquipagem sao igualmente justija-
veis pelos Iribunaes do paiz pelos delirios que ah
commctlem mesmo a bordo conlra as pessoas que
nao pertenrrm mesma cquipagem, assim como pe-
las convenjcs que celebram ; mas que se al esle
ponto a jurisdiejao tcrrilorial esla fra de duvida,
nao he assim a respeilo dos crimes que se commel-
tem a bordo do navio conlra pessoas da mesma cqui-
pagem ; que neste caso os dircilos do poder neutro
devem ser respeilados, porque se traa da disciplina
interior do navio, em a qual a nutoridade local nao
deve ingerir-se, salvo se o seu soccorro lie requisila-
do, ou a Iranqiiiltidadc do porto compromet!.la ; he
o parecer que'esla distinejao, rotiforme ao uso, be a
regra a secuir-se nesla materia ; e applicando esla
doulrinas duas especies sobre as quaes versan as rc-
clamajes do cnsul dos Estados Unidos; conside-
rando que cm uma dcllas lra(a-se de urna rixa llovi-
da no cscaler do navio americano Ae Xeirton entre
dous inarinheiros do mesmo navio, e na oulra de
um ferimenlo grave, fcito pelo capilao do navio La
, lendo desappareoiejo s swadro do ensino a tic.
mecnica. Os subttulos acloaes nlu om numero ,ic_
qalro ptHI s'seguinlcs materias : desenlio f-
Icclura, anatoma c pintura historien.
Os erros da direcrao desle eslabelecimento ale
corlo lempo, a lula dos seus professores conlra essa
dircejao, a incfficacia de scus premios e de suas aca-
udadas cxiHisirocs desde 1839, era que leve lugar a
primeira obtida por M. Debret do ministro do im-
perio Clcmenle Pereira, ludo isso pouco ntereasa a
esla cmara. O que Ihe inlcrcssa, porm, be saber
que nem o programma de cstudos, -nem a organisa-
jao interna daquella academia correspondem s ne-
cessidades do ensino profcssional que a 1 Ii se deve
dar.
a Houvc erro no plano primitivo, adoptado rom
pequeas altcrarOes at boje, por se fandar um cs-
labecimcnto cima das necessidades do paiz. Quan-
do se precisava de dar os elementos da edurajo in-
dustrial, quando se devia desenvolver e generalisar
o ensino do desenlio, base para o aperfciroamcnlo
em todas as arles, cuidou-se logo era preparar escul-
tores e pintores do genero histrico, para nflo terem
oceuparao quando sabem das aulas 1
o Na academia nao se ensina aquella parto das
matbrmalicas filo necessariasao artista. E no enton-
to nenhum discpulo pode conhecer a perspectiva
e os clleilos da luz sem que se Ihe ensinem a
geometra descriptiva, a ptica e mesmo os indis-
pensaveis elementos da mecnica, lo uleis ao ar-
chlelo.
a A academia nao lem uma escola onde se ensine
a desenliar e modelar ornatos, escola de lano pro-
veilo para os cnlalbailorcs, ourives, canteiros, mol-
dadores, fundidores, estucadores, e para os mais ar-
tfices.
a Compre insistir na necessidade do ensino do
desenlio c de scu desenvolvimenlo, porque sem isso
na.) pi.de. haverregularidade, nem aperfeijoamento
as arles, c he o ensino mais -eral raen le necessario.
He regra infallivel que a industria e as arles de um
paiz estn na razan directa da rultura do desenlio.
Todos os governos esclarecidos procurara dar-lhe a
maior exlensao. Accrescc que sem desenlio nao pode
bav er arcbileclura, e a arcbileclura be urna das arles
que deve de preferencia oceupar na aclualidade a
alioneio do corpo legislativo. A estatuaria e a pin-
tura s pdem ser consideradas e florescer depois
daquella.
A comrrssao de nslrucj.lo publica altendcndo
a todas oslas considerajes e s que se acham con-
A rcquerimenlo do Sr. Ferraz lem esta resolujao
urna su discussao, na qual he approvada por 51 vo-
tos contra II.
Tambera be approvada cm uma s discussao, a pe-
dido do Sr. F. Octaviarlo, a resolujao n. 18 desle
anno, que arparen a pensao de 6009 concedida
viuva docoronel Antonio Kodrigucs de Araujo Bas-
tos, por 31 volos conlra 38.
Entra em primeira discussao a resolojSo n. 19,
marcandoo numero dosempregados da caixa de amor-
lisaro eseus vencimentos.
O Sr. Ilenriguet:A rcsolurao apresentada pela
nobre commissao de penses c ordenados conside-
raran da casa nao me parece de acronlo c harmona
com o contexto de seu parecer, pois que em primeiro
lugar a commissao juica convir que fique suhsisiindo
um dos lugares de trocadores, entretanto que na ta-
bella que acompanha a rcsolurao nao menciona ne-
nhum dcsles lugares ; cm segundo, a commissao lem
o mesmo pensaiuento acerca dos segundos escripliira.
rios ; e na tabella trata nao de segundos, mas de ler-
ceiros escriturarios.
Alm dislo cu noto que o projecto como que se re-
fere ao servijo da caixa da amorlsarao cspcrialmen-
tc, e a nnbre commissao comprehendeu na tabella
empregados oceupados no Iroco c subsliluijao das no-
las, que he uma serrao adjunto a caixa da amorli-
4 sacao.
Notando portante este desaccordo, nao posso oci-
ar de pedir explicarles a algum dos nobres membros
da commissao, alim de poder votar com conhecimen-
lo de causa.
O Sr. Gomes flibeiro pede qne se llic mande vir
da secretaria os papis rotativos a esla resolujao, c
sendo salisfeito faz alguraas observaroes sobre a ma-
teria cm discussao.
O Sr. Augusto de Olieeira :Nao me levante com
intento de fazer opposijao resolujao que se discu-
to, mas nicamente, seguindo o cxcmplo do nobre de-
pulado pela Parabiba, para pedir ahumas informa-
jes Ilustre commissao.
Se sao realmente fundados os rcreios que lem o
governo de se poder dar alguma diminuirn na re-
coila do estado, nao me parece a poca favoravel para
augmentar de dia em da a despeza. Em minha opi-
niao esle projeclo nao devia ser discutido antes de
ser ouvida sobre elle a commissao de orramento. que
lie a competente para saber se esla despeza pd'e ou
nao aflcrtar os cofres pblicos.
Alm dislo a cmara ja vio qoe a mesma commis-
sao de penses e ordenados lem alguma duvida acer-
ca do projeclo que nao pude dar o csclarccimento
que pedio o Sr. depulado pela Parabiba, e por isso
pedio o adiamenlo da discussao al araanbaa. Ora,
exislindo duvidas, julgo que a ramara nao pude, nao
deve volar hoje o projeclo.
Ainda mais ; o molivo allegado pelos empregados
da caixa da amortisajao, de que elles ainda boje tem
os mesmos vencimcnlos que foram marcados na lei
da sua creajlo, nao he suflicienle, emquanlo a mim,
para se Ihes. augmentar os ordenados ; porquanlo ha
empregados de reparlijcs publicas que ainda boje
perccbein os mesmos ordenados marcados na sna ins-
iiluir,i... A principiar pelos altos funecionarios do
eslado, vemos que os consclheiros de eslado ainda
leem os mesmos ordenados da lei da sua insliluico ;
o subsidio dos membros do corpo legislativo ainda
be o mesmo. Nao lie pois razao suflicienle o que al-
legan) os supplicanlcs.
Mas a razan principal que teuho para nao volar
pela resolujao, e para pedir o scu adiamenlo, be para
ouvir a commissao do i.remenlo, alim de saber se
este augmento de despeza nao vai de alguma manei-
ra inhibir ao governo de lomar outras medidas que
possam ser mais uleis. He opiniao geral que be pre-
ciso ir cuidando dos melhoramcnlos maleriaes do
paiz ; por consequencia devenios ser um pouco eco-
nmicos naquillo que diz, respeito despeza com o
pessoal. Se de dia em dia a cmara fr volando des-
pezas, fr augmentando o j muito avultado dispen-
dio que se faz rom o pessoal, com penses, ordena-
dos, ele, de certo nao poderemos ir cuidando dos
melhoramcnlos malcraos do paiz, que viro assim a
ficar prejudicados.
Pejo pois licenja a V. Exc. e casa para apreseu-
lar P Tmenlo de adiamenlo, afim de que a re-
s' 'ida i ,-ommissn do oreaan>
,o o rcquerimenlo t\\^ \

1
Swiy, cm um i os seus inarinheiros, por lerdisposlo ,____.,. .
, "' K, signadas no rclatorio da reparlijao do imperio, para
do escalcr sem sua ordem: he o parecer que a rerla-
mar.io seja altendida, e prohibido aos Iribunaes fran-
cczesoconlicciineulo desle negocio.
Aiinal, Sr. presidente, me resla offerecer a consi-
derarao da casa algumas emendas que, coran essa de
que fallei, lem por fim tornar mais claro o pensa-
mcnlo do projecto, eslo, por assim dizer, o resolla-
* do do debate luminoso e profundo que sobre a ma-
teria lera havidn.
Lm-sc c apoiam-sc as seguintes sub-cmendas:
as quaes chama a allcnjao desla casa, recoiihecendn
que a academia das bellas arles da corle nao deve
continuar pelo modo porque se adiaorganisada, sem
proveilo para as classes induslriacs e com um dis-
pendio intil ; considerando finalmente que he pre-
ciso reforniar-sc a dila academia de sorle que o ensi-
llo que alli se der seja real, positivo e pealo o. em
relajan s necessidades acluaes, e nao a um futuro
remoto; he de parecer que se adopto o projeclo a-
preseutado na sessao de 3( de maio desle auno pelo
ii No arl. >.- da emenda supprimam-se as palavras gr. depuladn Candido Mendos de Almeida, aulori-
c o Iralieo de escravos.
No arl. 3.", depois das palavras curadores
diga-se E o promotor publico, sendo o offendido
pessoa miscravcl.
a No arl. 3., depois das palavras no caso de
reciprocdade diga-se Sendo admilli.lo o cn-
sul pelo oftendido.
a Arl. 3. Considercm-se arllgos disliiiclos os
Ires membros do artigo 3. que coniejam assim:
o Seriio lambem, etc.
a As penas, etc.
Do mesmo modo, etc.
Arl. 4. Em vez das palavrasi forma do pro-
cesso diga-se forma preparatoria do procesan.
Arl. *. g 1. Conslilua um artigo dlslinclo re-
disido assim: ,
a As disposijcs desle projeclo nao reslringcm as
acjes civeis provenientes do damno resultante de
sando semclbanle reforma.
a Sala das rommisses ti de junho de 18.5*. F.
Octariano.Dutra Itoclia./. /. da locha.
Procedcndo-sc eleijao da mesa qoe lem de servir
no correnlc me/, sabem elcilos :
Presidente.
O Sr. Viscondc de Baependy, com 67 Volos,
l'ice-presidenl.
O Sr. Barbosa, com ."> volos.
Secretarios.
1., oSr. Paula Candido; 3.", o Sr. Paos Brrelo ;
3,", o Sr. Machado ; .<\oSr. Pereira Jorge
Sitpplentes.
Os Srs. WiUtens de Mallos, c Pereira da Silva.
O presldenle declara que vai-sc olTiciar ao goveruo
para saber-sc o dia, lugar e hora em que S. AI. o
Imperador se digna receber a diputaran quo lem de
qualquer delicio commetlido cm paiz eslrangeiro aprcsenlar-lhc o vol de grajas. Btatela para esla
depulajao os Srs. Pereira da Silva, Paula Baplisla,
Jacinlho de Mcndonja, .Mendos, Macario, Sobral,
Barros Brrelo, Jagunribe, Araujo, Jorge, Kibeiro
da Luz, Vorsiani, Rodrigues Horia, Pimenta de Ma-
galhaes, Assis Kocba, Caslelln Branco, Kaposo da
por qualquer pessoa, nacional ou eslrangeira, resi-
dente no imperio.
a Art.*.*3. Onde dizHavendo reciprocda-
de diga-se onde este direilo houver.
< Arl. 4." S i." Substiluam-sc as palavras finaes
salvo aleo fim, pelas seguinles: salvo o caso
da Iranquillidade do ancoradouro ou lerrilorio ma-
rtimo, ou havendo requisijao da auloridade eslran-
geira.
a Onde se diz o arl. >." pansa a :!." diga-se^
lo arl. 3." do projerlo soja o ulliiuo. ,v/r Ferraz.
. ^,i. domes tbeiro renjjerj'adlamcnlo
cussaoal o diac-gunte, c concordando nisso o .Sr.
Augusto de Olivcira pede para rclirar o scu rcque-
rimenlo, no que a cmara conscnle.
Sao apprnvadas em primeira discussao e sem deba-
to as seguinles resolujes:
a A assembla geral legislativa resolve :
a Artizo nico. Sao concedidas, em beneficio das
obras do hospicio de Pedro II da cidade do Recife,
capital da provincia de Pernambuco, dez loteras,
conforme o plano das que se conccdcram sania ca-
sa da Misericordia ; das quaes se cxlrahir urna por
anno nesta corte. Kevogadas para esle fim as leis e
disposijes em conlraaio.
a Pajo da cmara dos depulados 13 de maio de
185*.Francisco Joaquim Comes Ribeiro.
a A assembla geral legislativa resolve :
a Art. 1. Sao ronredidas igreja de Nossa Senbo-
ra das Dores, da cidade de Porlo-Alcgrc, loteras
que serlo cxlrahi las na corle, conforme o plano das
concedidas santa casa da Misericordia, devendo o
seo producto ser applicado concluso daquella
igreja.
a Art. 2. Do mesmo modo, e para igual fim, sao
concedidas ootras 5 loteras ao collegio de Sania The-
reza, da mesma cidade de Porlo-Alegre.
Arl. 3. O producto liquido deslas loteras, de-
pois de cxlrahida cada uma dellas, scri posto i dis-
po.ic.io do presidente da provincia de S. Pedro para
a applicajao cima indicada.
a Arl. 1. Ficam revogadas quaesquer disposijes
em contrario.
a Pajo da cmara dos depulados cm 37 de maio de
18.j3.-S. a R.Oliveira Bello.
a A assembla geral legislativa resolve:
o Arl. 1. Sao concedidas ao novo hospital da cari-
dade da cidade de Macei, capital da provincia das
Alagas, cinco loteras, que scrao cxlrabidas nesla
corle, conforme o plano das concedidas santo casa
da Misericordia ;' ficando o produelo a disposijao do
presidente da mesma provincia para a crenjlo de
uma casa apropriada, c manulenjo do mesmo hos-
pital.
a Arl. 2. Ficam revogadas quaesquer disposijes
em contrario.
a Pajo da cmara dos depulados cm o 1 de ulho
de 18j3.Jos Correa da Silva Tirara. Manoel
Joaquim de Mendonra.Gomes llibeiro.Casado.
a A assembla geral legislativa resolve :
a Art. 1. Ficam concedidas ao hospital da sania
rasa de Misericordia da cidade da Campanha duas
loteras, as quaes scrao cxlrabidas nesla re, con.
forme o plano que rege as da santa casa fia Miseri-
cordia.
a Arl. 3. O producto deslas loteras ser emprc-
gado em .quilico da divida publica, afim de servir
de fundo do eslabclccimeulo, podendo a mesa admi-
nistrativa dispender sumen le os juros das mesmas.
a Arl. 3. Ficam revogadas as disposijes em con-
trario.
Sala das scsses Sdejiilbode 18'>3.J. D. Ri-
beiro da Luz.
A assembla geral legislativa decreta :
a Art. 1. Ficam concedidas duas loteras, uma a
favor da igreja matriz da villa de liberaba, coulra a
favor do collegio de Campo Bello eslabelecido na-
quelle municipio.
a Art. 2. Eslas loteras scrao cada uma do valor
de 130:0005, e extrabtdas nesla corle.
a Arl. 3. Ficam revogadas as disposires cm con-
trario.
a Pajo da cmara dos depulados 8 de junho de
1853.A. 1. da .Siten.
A assembla geral legislativa resolve :
Arl. 1. Sao concedidas matriz de Nossa Se-
nhora da Candelaria da curie oilo loteras para o fim
de auxiliada na ronlinuaj.ro de suas obras.
Arl. 2. So-lhes applicadas as leis cm vigor so-
bre loteras.
a Pajo da cmara dos depulados cm 30dejulhode
1853.Pereira da Silva.I', de Baependy.Can-
dido Borges. /.. Pedreira. Brrelo Pedroso.
Teixeira de Macedo.J. A. c'e Miranda.F. Ot>
taviano.Ignacio Barbosa.itodrigues da Silva.
lloclia.Belisario.Fausto A~ de Aguiar.Siguei-
Pajo da cmara 10 de agosto lie 1S52. A.
de Magalhes Taques. A. J. Ilenriques. I', de
Baependy.})
Entra em primeira discussao e he approvado o de-
creto que eslabelece o sysluna melrico como regula-
dor dos pesos e medidas do imperio ; depois do que o
presidente designa a ordem do dia seguinle c levanto
a sessao.
CORRESPONDENCIAS o DIAR10DE
PERNAMBUCO. ^^
MAKANHAo.
San Xrta 7 de |iho.
O fado mais nolavel qoe temos a narrar-lhe per-
leiiceiile actual quiuzena, he o cmplelo rcslabc-
lecimenlo do Exm. Sr. presidente da provincia e
que honlem j lomou conla das redeas da admiuis-
trajo. Mullas pessoas asseveram que S. v.\r. de-
vera para mais larde enlregar-se a too pesada larc-
fa, elle que lem a sua disposijao, nada menos de 0
mezes de licenja rom o respectivo ordenado, para
go/.a-la aonde bem Ihe conviesse, e que. se acaso
acha-se reslabelecido, islo he, fora de perigo,lodavia
ainda se conserva como que abalido do mal porque
passoa ; de ordinario como se sabe, as recibidas sao
pciores do que as primitivas molestias, em lodo o
caso sera bom que S. Exc. nao se enlregne lo afin-
cadamente como coslumi, aos grandes Irabalhos que
eslo a seu cargo. Com algum cuidado podar elle
harinonisar porfeitamente as suas oecupajoes com os
deveres que por oulro lado lera a cumplir para com-
sigo.
Dando-lhe esla noticia.nao posso deixar de render
grandes homenagem e parabens ao hbil medico o
Sr. I)r. Jos Sergio, que durante todo o curso da
molestia de S. Exc. foi o seu assistenle, empregan-
do para com elle nao s lodos os deveres da om boih
medico, como os de um verdadeiro amigo. A elle
pois deve caber a gloria dessa briilianlc cura, que
nao deixa lambem de ser parlilhada pelos mdicos
conferenles os Srs. Drs. Maia e Jauflret.
A assembla provincial acaba de conceder a au-
lorisajo de um empreslimo de 300 ionios de rcis
ao governo, para serem applicados varia obras de
que mais necessidade temos. A lei do orjmenlo j
passou em lerceira discussao : segundo ella, a dispe-
za monto cm perlo de 300 conloa.
Consta, que na Passagem-Franca um eerlo Frau-
csco Pacheco, criminoso de antiga dala, mandou
assassinar no lugar denominado Pindobal a um seu
les a fe i coa i lo. O Observador dando conla dessa no-
ticia, accroscenta, que um oulro individuo, cujo n-
nie nao souberam dizer, por caosa de intrigas par-
ticulares, mandara pelo famigerado Camino, capan-
ga dos Pachecos malar a um oulro sujeilo ; mis fe-
lizmente nao chegoo, senlo a feri-lo com um liro,
que nao be em lugar perigoso. O mandante foi lo-
go presoe o mandatario evadise para as mallas,
sob a prole, ran dos scus palres.
Em Cavias, por nccasUo d noile de S. Joo hou-
veram seus disturbios entre os amaules do bumba
meu boi, e os aliradores de fugeles do qoe nada
resullou de serio,sera duvida devido raoeira euci-
gica cora que se portaran) as autoridades policiaes.
Consta igualmente, que as immediajes da faten-
da do Sr. Val, no Codo, tem apparecido suas cor-
reras de selvagens com o nico filo da pilhagem.
As autoridades locaes e os bons cidadaos de harmo-
na com o governo tratan yle chamar aquella gen-
te, quando nao ao gremio da civilisajab, pelo me-
nos a esse esladn pacifico, de qne elles sao soscep-
livcis.
Do Brejo lambem consto, que a mulber dt ura
por tugue/, de nome Ignacio Francisco de Souza, mor-
rera de um susto que logo depois de um perigoso
parlo Ihe causaram os espoletas de um tal Alexan-
dre Francisco Rodrigues, tcnlando assassinar o ma-
rido mesmo junto aojleilo da infeliz. A causal de
lodo isso era ser o bomcm alguma cousa feliz em
seus negocios, e (er lido a infelicidade de haver dei-
xado o sen umbigo em Portugal.
Os que dirigirn! es-a especie de molim, fnrara
um (al Vicente Jos da Cruz, ourives, Jaouario de
tal, ambos elles capitaneados por Jos Francisco
F'aim Berlrand, que por sua vez havia sido inspira-
do pelo supra citado Alexandre Rodrigues.
O jornalismo entre nos contina a vegetar na
mesma apalbia.
Por desavenjas entre o Dr. Reg, inspector do
(bealro e o emprezario, acaba aqoelle de pedir sna
demissao, a qual Ihe foi concedida. Anda niugucui
foi nomeado para aquello lugar.
Esqueceu-me dizer-lhe, que no da 30 do pruximo
passado mez, o emprezario do lliealro com loda a
sua companhia assisliram, no reeolhmenlo de Nos-
sa S. uliora dus Remedios, a uma mis-a cantada.
que elles mandaram dizor, como era salisfajo
promessa feila peto mesmo emprezario ao completo
re -1 a be Ice i in en lo de S. Ex.
Consla-me, que dentro em pouco uma oulra or-
dem de promessa (em de ser rumprida pelo
mesmo motivo : quero fallar de- um grande baile
que vio dar os negociantes desla praja. Como v,
alm das promessas que em maior numero aneciara
aos santos, outras exislcm, que diiem respeilo aos
diieclantcs : d'abi bem podara Vmc. calcular al
onde chega a alfeijo geral de que "oza o Exm.
presidente. I
I lira amento leve lugar o beneficio D. Manoe- >
la, o qual esleve eont-orrido o mam ,lie era pos-
sivel. O drama fui a Gabrino, em cuja parto a il-
luslre actriz apresenlou-nos ludo a que podia- che-
gar o gnu immiueole tlenlo. Alm das flores, das'
fitas, dos versos, das coroas, receben ella -!o nobre
publico um rico aderece de subido cusi.
Tambera no da 13 do crrenle O lierm.inn fez O
seu beneficio, levando o Othelo, cm cujo papcl;con-
venecu elle a mudos de seus dcsaQcicoados o quan-
to pode o esludo e a vocajlo, quando aspiram a es-
se grande alvo da vida arlistica, a gloria. O Ger-
mino, que, como sabe, goza dos foros de.excellen-
le actor, foi frenticamente applaudido naquclla
parle, que, como nlo se ignora, he uma das mais
sublimes coucepjcs da arto dramtica', orna das pre-
ciosidades do divino Shardeau, e cuja execucio be
da maior diMculdade possivel
Por esto vapor ebegou-nos o Dr. Pedro Camello ,
Pessoa, juiz municipal da primeira vara da capital.
Parecen-nos ser mojo de cvccllenles maneiras, c de
inlelligeucia : o que confirma a opiniao geral, qoe
dclle ludamos.
Pelo mesmo vapor llvemns a infausto noticia do
mergolho por que passou essa bella cidade : feliz-
mente nlo houveram viclimas. Em quanto aos es-
tragos, esses nada slo, se allcndermos ao patriotis-
mo dos seus lillius, e aos cuidados do actual digno
presidente, que 13o sabiamente preside os seus des-
tinos. O Recife em pouco urdir mais bello c lou-
c-io qoe if antes d'enlre as aguas com que ha pouco
brincou.
A barca de rsc.ivac.1o vinda dessa provincia ja
aqu chegou, ha qualro dias, em paz e i salvamen-
to. Ora, grajas a Dos, que vamos ter algum me-
Iboramenlo no uosso porlo, lalvoz que leudamos
agora em bom andamento a obra do aterro do clss-
sico caes da Sagrajlo 1 Com que p de boi nao ca-
minham entre nos as obras publicas, urincinalmen- t
le aquellas que correm pelos cofres y-*~ ;,,, -^ **
Se nao Ihe disse da vez passada qual o rend mcn-
lo .da alfandega no ultimo mez, dir-lbc-hei agora :
foi de rs. 7(i:.'Hfi>H3. O assoogue publico dorante
o mesmo lempo rendeu: 1:23*9170. 4
I


Cmara, l.ima, Antonio Candido, Paula Santos, Viei- ra Vueiro;.
ra de Mallos, II. J. Soares de Souza, J. M. Ferrcira
de Abren, Lisboa, c AzcredoCoutinho.
Entra em primeira diowaalo o projeclo n. 17 des-
le asneo que concede pando do 8005 viuva de
Joaquim Teixeira de Ma.edu.
A assembla geral legislativa resolve :
.. Artigo nico. Os atlesUdc s de residencia dos
parochos, para obranja de sua; congruas, ser.lo pas-
tadea |>elos diocesanos nu por seus delegados; revo-
cadas isdiaposieoesem contrario.
RIO CRANDE DO NORTE.
Natal 23 4e Jolito.
Principiarci esla dizendo-lhe qoe aqu ainda ebn-
ve a canliros, e que cu tomo muito, e muilo. que o
men tolum corporetun nao venda a sentir algum in-
commodo, com lao dcscommedido invern. Sempra
leu eraos de andar us extremos ; ou muilo invern,
ou muito serra.
Hoje aqui chegou o vapor do sul, que ha muito
era esperado, e cuja demora muilo toma dado que
fazer a mais de qualro dos nossos polticos, que to-
lurisavam grandes causas dessa demora; principal-
mcnlc os sul islas, que em ludo dcicobrcm uma os-
eada para poder, gritavam om cada cantocahio o
ministerio, oulros servindo-se d'uma carta do D.
Manocl, diziamhe mndanja de presidente, porque
o nosso patriarcfia nos diz que o Passos breve ser \
mudado; e outros sonhos semelhanles, que feliz-
mente foram desmentidos pela chegadado vapor, que
nada adianlou, ficando o ministerio em seu estado
de conservajao, e o Exm. Sr. Passos no scu poste cm f
que Dos o conserve por muilos annos para licm da
provincia, c -raiva dos sucios.- Admira ver-se de f
certo tempo para c, como oamalrlissimo correspon-
dente do Liberal, trata ao Sr. ?* I De. que
nascc islo nSo sci : dizem uns que he em virtade de
orden superiores, oulros porm allirmam que lie es-
ponlaneidade do correspondente, depois que vio bur-
lada certa prelenjao ; disso oio sei eo, e nem me
disse nada o Padre Eterno I o qoe sei he qoe minha
prophecia se realisou, o porque nao quero saber.
A nossa legislante ni '"'lo menos m ; projeclos
nao faltom, e me di o Caotalice qoe se continuar a
endiente, ainda 8 mezes de sessao sero pouco pa-
ra suas discusses, nao porque os dignissimos sejam
la ncnhuus (agareltos, nao, senhor ; porque elle se-
guem a regra da prudenciacalar para nao errar;
mas porque muilos sao os projeclos qoe exisiem na
casa e alauns de grande importancia e utilidad" :
por esse lado pois, esl justificada a boainlcprSoquo
nulrc qualquer dos dignissimos : por cxcmplo, um
que manda construir sobre o rio que banda esla ci-
dade uma ponte pensil, ou sobre barras, para farili-
(ara rommunicajilo cora o interior : mas os quttses
com que realisar essc projeclo d'onde vira'.' I loe
opus!
Em dias do mez passado dous individuos assassi-
naram a tocadas e caectadas, a um prelo cscravo de
om irmao do vigario de Paos de Ferros, foi preso um
dos assassinos, e a polica anda na pista do outro.
No dia 16 do correnlc David Manoel de Tal, mo-
rador em Papari, assassinou com pauladas ao p da
Santo Cruz, na cidade de S. Jos, um individuo,
cujo nome rae nao disse o Kocba ; foi capturado o as-^- '
matine, J
Acha-se presa na caiieia desta cidade, una mu-
'
'



DIARIO DE PERNAMBUCO. SEXTA FE IRA ->8 D JULHQ D 1854.

*
%
llicr que ful remellla pelo subdelegado de Llinga,
lorque se suspeilahaver assassiuado suapropria mai,
a pulicia esla procedendo com loda a vigilancia, a
respeilo das provas desse faci, de cujos promenores
ainda nao sc ; o faci lie da nalurczn daquelles con-
tra a qual se devo erguer a sociedade em |>eso para
esmagarsen autor.
Eucerrou-sc no dia 15do corrcnlea primeirases-
ao do jury da villa de Extremos, furam julgados (i
reos a sal>er : Manoel Claudino, necusado por crime
de inorte, foi coudemnado a galos perpetuas, Igna-
cia Snares Severiano da Costa, iccusadopor uso l'ar-
mas, foi rondemnado a :I0 das do prisao ; JoAo da
Cosa de Moraes, complicidade de tenlaliva de inor-
te, absolvido ; francisco Jos de Mello, ferimcnlos,
absolvido ; Jaito da Costa Cocurula, ferimenlos, con-
demnado a :10 dias do prisao ; JoAo de S. Tiago Bar-
bosa, ferimenlos, absolvido. NAo poso moralisar os
julgamentos, mas me inclino a crcr que foram jus-
tos porque muito confio na inteireza 1)0 juiz de rcilo interino.
O prometlido lie devido : be axioma antigo do
qual me 11A0 aparto ; por isso com esta achara a ccr-
lidAodas leltras aceilas pelo meu amigo l)r. Amaro
a favor da lliesouraria provincial, por cuja publica-
do mefcomproraetli na minha de H de jiuilio, da
qual ver Vmc. e" o publico, que ambos invoca-
mos por juiz, que foram ellas a ceilas pelo l>r. a fa-
vor da lliesouraria, como arrematante, c nao como
socio, segundo disse elle na sua correspondencia a
que respond. Por csquecimcnlo meu j l!ie nao
linha remettido essa certidao, c com a clicgada do
seu Diario, e publicado da minlia de 5 do cor-
rente em que nao vinha publicada a certidao, vi fa-
zercm-mc acres accusaccs.-e por isso agora lbe re-
mello, afim de que se convencam que nada digo que
nao prove, e ao contrario seria indigno de sua con-
fianza.
Agora queja lbe sntisfiz a obrigaran emque eslou
de noticiar-lbe o que por c lera apparecido, qnize-
ra que me^respondesse a seguinte pergunla, que lbe
faz mirilla enriosidade : Manoel Flix Ferreira da
Silva, teniendo que por occasiao d'uns inventarios
em que elle figurara como herdeirn, lbe apparecesse
una qaeslao, por prevenrSo procurou nm advogado.
e ajuslando com elle a queslao por WQfOOO rcis o
maciltavelico advogado exigi urna lellra do pobre
Manoel Flix, porm elTecluando-sc o inventario,
nao liouve qucs(Ao,mai o advogado ape/ar disto exi-
ge o pagamento da leltra : ser pois de justira pa-
Rar-se Eu acho que nAo, mas o Palangana diz
que sim ; como se resolver a quesillo ? Se eu fora
Manoel Flix, protestara nao pagar, por que ospro-
tcslos tudo resol ve m, e oslan em dia Mas fallando
rons curiosamente nao ser isto um furto '! Larra-
ga que decida.
Adeos saude, e que Dos o livre de advogados sem
consciencia etc. etc.
P. S. Nao posso deitar passar em silencio urna
caria do padre Casaco, aoExm. ministro de justira,
publicada do IJberal n. 523 contra o meu integro
Ur. Rsliello, e em que nao so fallou a verdade cm
ludo quauto disse, romo ate leve o destacamento de
adulterar urna portara do Dr., e por que j a hora
est adianlada, eu llie protesto inelhor desenvolver,
e mostrar as razOes das quexas daqucllc padre Ca-
saco contra o Dr. Rabello, ainda que nada mais
possa eu dizer que j nao saiba o publico, pois que
prinripalmante cm l'crnambuco he elle mais conde-
cido do que cu o poderei pintar, lodavia be mister
locar-llie, j qoc elle assim o quer. Suspenda por
ora o publico seu juizo acerca da caria publicada, e
me comprometi a breve acclarar essa qucslao.
Saude e patacas ele. etc.
.JoAo Kaoricio da Costa, precisa por cerlidaoo llic-
or das ledras aceitas pelo Ur. Amaro Carneiro Bc-
zerra Cavalcanli a favor da Ihesouraria provincial,
que se acham juntas aos autos de exoruran, que con-
tra o mesmo move a referida lliesouraria no juizo
dos feilos desla provincia; pelo que pede a V. S.
Illin. Sr. Ur. juiz dos feilos da fazenda (tatarimcnlo.
E. It. Me.
l'asse na forma requerida.Nalal 20 de jiilbo de
!&>./tabello.
Certifico ser o theor das leltras que o supplicanlc
pede por certidao osoguinte:
N. 155. Nalal 17 de abril de 1832. Bs.
No dia 17 de Janeiro de 1833 pagar Vmc. por
essa unten vra.de lellra na lliesouraria provinrial do
Itio-lirnnilo di Norte, a qiiantia de 1:1203000 rs.,
imn-n laaci.J 'M prcslar.lo da arrematara DM pUj
relebrada hKnr.iino dos gados ila freguezia doApo-
di, producido na era de 1H50 a 18.il. No sen ven-
cimenlo far Vmc. prompto pagamento como coslu-
ina; e o nao fazendo pagar os juros de um por ren-
to ao mez, como esta expresso lias respectivas con-
liccs do contrato por mim assignadas na qoalidade
de seu socio e fiador.Sr. Dr. Amaro Carneiro Be-
/.erra Cavalcaoli.Como procurador dos fiadores,
Bonifacio Francisco Pinheiro da Cmara.Aceito.
Amaro Carneiro Bezrra Cavulcanli.
Tcm-sc rcalisado algumas vendas d'alsodao e rou-
rns n'essa praca. producios d'csla provincia, tudo a
Hcspanlioes, ipie nAo pioroin esperar, como os lu-
ulczes, a solurao da guerra da Europa, para com-
prar gneros.
Oa procos desses negocios tcein sido variaveis, e
flurluaram, o algodo entre 69300 rs. e "5000, e os
couros de .9200 a 38400, ludo por arroba posto
a bordo.
Despacharam-se as scgiiinles dalas, c partiram a
seus destinos, os navios abaixo notados :
Em 30 do passado para o Cabo da lloa-lispcran-
ca, a barca maleva Miranda, manifestando as fizeii-
das que se salvaran! da finadu Counstc Em 18 do concillo para liarrclona o brigue hes-
pauhol Julio, com a carga de 900 sacras d'alsodao.
fcm 21 para Liverpool a barra nglcza ('reamare,
manifestando 320 sacras d'algodao, 3,600 sarros de
assucar mascavado. Q :lll rouros sercos salgados.
Ficam n'eslc porto carrejando algodAo para Bar-
celona a pula' .i licspanliola I.ijnce, c o pallabole
Cecilio da niesma naran.
Na imporlarAo nooircrcce iiolavclallorai-iio.
PERNAMBUCO.
IlEFAUTICAO DA POLICA-
Parte do dia 27 de julbo.
Illm. c Exm. Sr.Participo a V. Exr. que, das
parles boje rerebidas ncsla repartilo, consta lerein
sido presos; a minha ordem o pnitaucz Anlonioda
Silva, por ler sido encontrado s 3 horas da madru-
gada no corredor de urna cana na ra da Florentina;
do D\ delegado do primeiro districlo dcste termo,
Pedro Francisco Airee, por suspeila de ser desertor;
,i do subdelegado da freguezia de Sanio Antonio a
prcta Joaquina Hartado Rosario, para eorreecao ;e
do subdelegado da freguezia de S. Jos o pardo es-
rravoAntonio, para averiguarnos policiaca.
Oros guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pcriiamhuco 27 dojiilliodi; 1851.Illm. F Exm. Sr.
consclheirn Jos lenlo da Cunta c Figucircdo, pre-
sidente da provincia.l.niz Curios de l'aica Tei-
.reira, chele de polica da provincia.
dd
DEMONSTRAR AO ua i0taUdadc das rezes, i/tie foram moras {ora do contrato, e que pa-
garam a malla de IO3OOO rs. por cabera, applicadu para as obras do hospital de earidade Pe-
dro II. trilito principio arecepeo das ditas multas, no dia 10 de dezembro prximo pausado, al
110 de junlio do corrale auno ; demonstrndose o totalidade das rezes moras, dias em i/ne o fo-
ram, o importe da* multas, e o sen liquido recolhido ao cofre daquellc hospital, abatida centagem de 3", conforme a resolnro da presidencia de 21 de dezembro prximo passado, en-
dose cerificado o recolliimeiito das mesmas por parccllas, como se VC pela dita demonstrara!
isso em lempo upportuno como foi publicado por este mesmo Diario.
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RELACO.
Dita.

REZES.
DATAS.
Dias.
Meze.
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Dezembro.

Janeiro.
Fcvereiro,
Mano.
Abril.
Maio.
Junlio.
Anuos
\l olor das mullas
i Calor din mul-i abatida a por-
tas. | cenlagcm de 3 %
1873
1871
lilil!
7303000
3103000
5305O0O
5101000
4(108000
5309001
(WOMKH
5208000
5MI.-IHHI
4805000
5300000
5509001
(308001
420000
7IO31IOO
1009000
5408000
5809000
(i( 1.311(1(1
3909000
4IIWKKI
6008000
7I09OOO
I003000
3003000
210.3IHIO
13:160900
i barricas ; a J. It. Lasserre iV C.
1 parole ; a D. Mara Candida Melchilcs.
1 dito ; a Jos C. de Azey^lo.
(i sarcas e 3 penciras ; a Jos da Silva Nevos.
1 raixolc ; a Manoel Joaqnim da Silva Draga.
I barrica ; a Denlo J. 1'. Burros.
1 encapado ; 1 laltbar >.V Olivcira.
2 caixas ; a l.uiz Ribeira da Cunta.
CONSULADO liKKAL.
Rendimentodo da 1 a 26.....15:1300107
dem do dia 27........ 2849180
15:7143587
DIVERSAS PROVINCIAS.
Itcndimenlo do dia 1 a 26.....
dem do dia 27........
1:3259880
1539214
1:4789094
-

-5vd
7278300
30037(10
5339300
1949700
1469200
5019400
6598600
5049400
5339500
1659600
5149100
5335500-
6115K1O
407,8400
6889700
3889000
5339800
5639600
4169200
3789300
3979700
6UO93OO
6889700
3889000
4K39MIII
2039700
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n 3C

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n p

13:a>682'M
Fscalisacao do conlralo das carnes verdes 30 de junho de 1854. 0 fiscal das carnes verdes,
Joo dos Sanios Porto.
DIARIO DE PERNAMBUCO.
OOiANNINHA
17 de jatho.
O que ha de melhor a gozar-se, sinceramente llie
ilesejo etc. Vou salisfazer ao que me prrgiintou so-
bre o oslado desla villa : o jury aqu Iralialhuu un
mez passdo : entre os dezesetc reos, que com-
parecern!, conlava-se Francisco Rodrigues, rento de
matar quantia, los criminosos pelos assassinalos dos
soldados, c (irada dos presos da cadeia desla villa.
Eslc reo. alcm da pronuncia, nada linha com o pro-
cesso : foi absolvido ; mas requisirilo do rhefe de
polica (em de ser conservado uaquella casa, de que
se nao paga aluguel, c onde se leni sempre urna
guarda de honra: Dos o tenha l por anuos esque-
ridos.
0 jury (rahalhou consriencosamentc ; mas, n3o
sci por que, absolveu a Jos dos Santos Marques ar-
rufado do assassiuatode Joao Pocarpo, e mais urna
Icnlaliva de morle'. O juiz de direilo interino o
doulor Kabello soubc corlar os espores eslc dcs-
communal procedimento do jury ; appellou da sen-
lenca, o tal Marques anda esl privado de f.izer de-
funto's?-^
Como entrn em julgamento o Francisco Rodri-
gues pelos assassinalos dos soldados, he convcnienle
dizer-lhe que o livramcnlo de Eslevao llermogencs
Ferrcira da Silva, um dos reos do mesmo crime, es-
l ei.nina iii.li de S. Pedro: oconselho de julgamen-
loalem de ser composlo de dous parcDtes daquelle
llcrmogenes, saber Francisco IlerculanoBarbalho,
Manoel Flix Ferreira da Silva, sendo esle filho Ic-
gilimo de um irmao do liermogcnef, nao preslou o
jiiramcnlo.
Esla frca se conhece do proresso que, segundo
ilizcm, seguio para a rolaran. Que cm um crime de
Ires assassinalos, arrombamento da cadeia, lirada dos
presos, nem o juiz de direilo, nem o promotor ap-
pollassc, ifao admira, foram jubileos daquelle saq-
doso lempo ; mas que cnlrassem na couqiosico do
roiisrlho doussobrinhnsdo reo.... c para cumulo de
immoralidadc nAo se defeiisse o juramento aos
Miembros \o consclho.... so se acredita porque rons-
la dos autos. Paremos aqu, e liqucmos de alalaia
para vernios e que obrar o promotor publico.
A polica neslc lermo he pessimento. administrada;
c para se fazer urna ajustada idea do que ella be,
basta dizer-lhe que o delegado he Jos da Costa Vil-
lar Jnior, aquello mesmo, que no lempo da admi-
nistrarn do Sarment foi dimillidodo cargo de de-
legado, por serem prsenles a S. Exc. de cnlAo os
liilheles do mesmo delegado dirigidos criminosos,
quando per accidens linha de expedir mira clles
algo ma tropinha : os buhles, de que trato, reque-
1 menlo de lguem, foram registrados na secretaria
do governo para honra immemorial do delegado
Villar. O quesera dcste termo entregue vonlade
de semelhante emprtgado Sobre esle poni direi
algiima cnusa de nutra vez.
No lia 2 do correnle foi chamado o vicario desla
freguezia Manoel Ferreira Borges a lomar asscnlo
na assemblea provincial, na qualidade de deputado.
Os solistas ficarain de fel c vinagre, porque con-
1 lavam que o doolnr Amaro seria o deputado ; mas a
nuiioriada assemblea, que nao eslava pelas nulli-
dades insanaveis dos mefei rara* de ''illa Flor vo-
lou a favor do reconhccimenlo do vigario Borges, fi-
rando o doulor Amaro um deputado das galera.
i Al boje ainda estilo mines sul islas em consullas,
* vendo o seu Atlonil excluido do circulo da assemblea
e nao acreditando: dar-st-h urna birra maior 1
A invernada vai em seu progresso : o mesmo sol,
quando casualmente apparece, he encolhido e tre-
mendo ile fri. Ficara o mais para oulra occasiao.
que ser breve.
Do seu amigo. K.
Velo vapor S. Salvador, culrado bonlcm dos por-
los do norte, recebemos gazetas do l'ar que alran-
f am a 12 do correnle, do Tiauby a 13 do passado,
do Maranho a 16 do correnle. c do Cear a de-
zoilo.
Todas cssas provincias pcrmailccem no gozo de
inalleravel Iranquillidade.
Nos dias 33 e 25 do passado chegaram a Bclcm,
prcccdenlcs do Rio Negro, os vapores Rio Segro c
Monarcha, dacompanhia do Amazonas, lendo dei-
xado a cidade da Barra em socego, e sem novidade
alguma de inleresse.
Pela meia noite do dia 9 do correnle sabio da ca-
pital do Para o vapor Paracnse, levando a seu bor-
do o batalhAo II de infanlaria,c mais algumas pra-
rasde arlilharia, sendo ignorado o tugara que se
destinavam.
Nomesmo vapor seguio para os dislrictos de Cha-
ves e Macap o chefe de polica da provincia, ilci-
\a mili em sen lugar inlcriiiamenle o delegado do pri-
meiro districlo.
Em sen n. do 1." do correnle, pubcou o Treze
de Maio o seguinle quadrn do rendimeuto cobrado
as eslares fiscacs do Par, por onde se v o grande
incrcmcnloque alli liveram as rendas publicas, tan-
to geraes romo provinraes :
Rerdimculo cobrado as reparliroes abaixo
mencionadas em lodo o mez dejiinlio prximo
lindo.
Alfandcga c mesado consu-
lado rs......0 .
Exerririo de 1853185t*r* .
Reccbedoria das rendas in-
ternas rs.......
Bcndimciiln da recebedoria
no mez de junho ....
Dito de Ver o-pesoidem. .
Rendimeuto provincial ar-
recadado pela recebedo-
ria no semestre que de-
correu de Janeiro a junho
de 1853.......
Dilo dilo do Ver o- poso. .
Rendimenlo provincial ar-
rendado pela reccbedo-
ria no segundo semestre
que derorreu de Janeiro a
junho de 1851.....
Dilo dilo do Ver o-peso. .
nNola-sc que o rendimenlo de Ver o-peso lem a
diHereiira no semestre do correnle auno de 1178)93
para menos, dilTcrenrn devida a diminurAe do im-
posto do arroz cm casca, que pagando noaiino pas-
sado 60 rs. por alqucirc, a lei do orraineuto muni-
cipal vigente oreduzio a rodado : este imposlo he
fixo, o por isso 11,10 augmenta com o valor do gene-
ro. Observa-se que liouve esle augmento de renda
provincial apezar da diminuirn de difirentes im-
postes em muitus gneros, que os pngavam uo auno
passado. i>
Do Piauhy nada temosa menrionar ; e quauto ao
MaranhAo, remellemos os leilores para a caria do
nosso correspondente que vai transcripta cm oulra
parle.
No Cear, enlrou cm exercirio do cargo de inspec-
tor da lliesouraria de fazenda, no dia i do correnle,
o Sr. Joo Baplista de Castro e Silva
No mesmo dia i, foi assassinado na cadeia da ca-
pital, o criminoso de morle de nome Guilhcrme.
por JoAo Francisco, tambem criminoso de morle,
dando motivo a isso ama pequea questao na occa-
siao da comida. He para nolar-se que JoAo Fran-
cisco, por sua vez foiferido-na larde desse dia com
duas lacadas, que lbe deu um preso escravo.
Do Rio (1 ran lo do Norte falla a caria do nosso cor-
respondente, exarada em lugar proprio.
107:0219550
1,388:6103717
1:8938942
32:711858'.
384889I
187:5919839
-rt*>.!50928
312:0508010
10:0329691
parle, do decreto de 23 de oululiro de 1850 pela fal-
ta de cnmprinienlo do arligo 2 do mesmo de-
rroto; e se alguma cousa pode influir no animo de
S. Ex. o pnlido de um pobre caixeiro, cu Ihc roga-
ra que casligosse na bolsa o Sr. Machado com 1003,
mximo da referida mulla, c mnimo para o que elle
beni merece, e dcsl'arle S. Ex. allD de um arlo de
jostica que pratirava. tornara esse commaiidaiilc
interino mais exacto no riimprimcnlo dos devores,
mais rcspeilador das leis c mais civil e humano com,
os seus subordinados.
O caixeiro brasileiro,
VARIEDADE.
SL'PPI.ICA DOS MI SIT.MANOS.
Para o successo de suas armas contra os
Banana.
Depois que o siiltao AbodiilMcdjid lrou da
bainlia a cimelarra de Eyonb, depois que o sandjnc-
cheriff, estandarte sagrado dos Osmanlis, sabio das
suas Irese rapas de muro, de seda c de casomira,
guerra foi a nica preoccuparAo de lodo o vasto
imperio do Islam. Ha seis meses apenas, cnconlra-
xamos as faldas dos montes noalis, tribus de Ara-
bes iiidcpcndeiilrs. que marchavam em soccorro
do sullAo. Algumas semanas mais larde, junio s
ruinas de Baalbek, acampavamns no lado dos Ir-
regulares do descro de Palunra, montados cm osso
sobre cavallos selvagens; ellos seguiam a marchas
forradas o caminho de Anatolia. para ir poslar-sc
dianle da harreira dosBalkans: cidadellas de mon-
lauhas, primeiro balnarte de Constanlnopla. Es-
forraino-nos enlan, em noma Carlas datadas da Pa-
lestina ou da Syria, em esborar WWS grandes mo-
vimcnlos de armas que abalavam o Oriente. Qui-
zeramos boje altrahr mais parlicularmenlc a allen-
cilo de nossos leitorcs sobre o movimentn religioso
desla guerra. A religi.lo lio giierrcira 110 Islam :
os.-postlos marcham asombra dos estandartes des-
doblados, e o prophela apoia-ec cm urna espada
nua. A grande caravana de Mccca he um rxerriin
de renles. Dos dous lados do Danubio, pozeram
diante dos ollios das maesas o prelexln da causa re-
ligiosa. N'uma e n'oiilra parle guerra ai lual he
nina guerra santa.
Cunipre fazer juslira ao governo turro: em quanlo
foi possivel, firou fura desse movimento ; resisti s
provocarnos habis c framente calculadas dos ulc-
mas, assim como aos impclos cegos dos derviches.
He sabido que o Cheikhul-Islam loi recentcmenle
supprmdo em Constanlnopla, c que o sulfilo quer
boje prescindir do seu felca, oulr'ora indspensa-
vcl para a validado de seus aclos. Mas, longc do
poder ceulral, a auloridadc religiosa he sempre
soberana sol o espirito das popnlarocs musulina-
hoje, a Syria he toda theocratira.
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Exportarlo .
llici Grande do Sul, palacho brasileiro Atra, de
117 loneladas, condoli o seguinle :800 alqueires
sal de Lisboa, 300 dilos dilo do Ass, 3,900 cocos
seceos, 2 pipas espirito, 50 ditas cachara, 30 barri-
cas com 373 arrobase 29 libras de assucar.
Para, escuna narional S. Jos, de 45 toneladas,
conduzio o seguinte : 12 volumcs gneros cstran-
geiros, 517 dilos dilos narionaes.
Parahiba, Mate nacional Clor do llrasil, de 28
toneladas, conduzio o seguinle : 155 volumes g-
neros eslrangeiros, 5.50 ditos ditos nacionaes, 350
arrobas de carne.
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia 1 a 26.....38:1678715
dem do dia 27 .'.......4099080
38:5708795
PARAHIBA.
2 de Julbo,
Puncas novidades ou nem urna posso llie dar, por-
que o Carvalbo esl muilo oceupado com as testas
le N. S. das'Nevcs, e pelos mesmos motivos, lam-
n 111 nula m, vislo acliar-mc cncarregado procu-
rar csmojlas para a noite dos laberneiros, e como
quasilodBi-sJlo Porlugtic/.es, e estes nada q iiercni
dar. lonho-me visto cm embarazos.
I'arei por dar-lhe nolirias exarlas da fesla.
Quauto a saude vamos bem ; porque os Srs. medi-
COS vftO-M esquecendo das epilcmias. '
A eslacao lem se conservado mais benigna pando
lugar a reparar as ruinas fcila pelo invern. ,
, ( nosso mercado de gneros poma allcrarAo lem
lido depois da minha ultima missiva. As entradas
de algodio seguein diminutas, e o que apparece no
mercado* oblein o preco de 38700 e .58800 rs. com
animacn. Em couros pouco se lem felo, comtudo
ostentan) 49700 c 400 rs., em ronsequencia de
screm necessarios para preencher certas qunlidades
vendidas. Suppoe-se que islo oflccluado alguos
compradores relirar-se-hao do mercado, e este ge-
nero enlo lera de haixar.
O invern camnha maisrazoa\el, e as safra que
ili'Noinus rollur d'as.urar c algodAo leoni boa ap-
pareiuia.
Srt. Redactores. Caixeiro e brasileiro, nAo te-
nho remedio scnaoqiieixar-mc do alro|>ello em que me
acho, hitando no coinmerrio com o pecendo original
da uacinnalidade, vejo-me agora abarbado com o
meu runiin,unanlo inlerino de balalliAn que. guiado
inicnmenle pela lei do mais forle. o sir tolo, sieju-
beo, ninnda-me fardar no prazo de 15 dias, sob pena
de prisAo.
O meu ordenado apenas chega para veslir urna
jaqueta e ealear sapalos do Aracaly; c romo rom
lAo fraros recursos fazrr fardaineiil cm lAo rurlo
esparo de lempo'.' Confessoquc cm cerlos momentos
tenho amaldiroado a hora cm que nasci, e preferi-
ra cem xczes ler vislo a primcira luz na eslranja,
piirque seria feliz nesla Ierra cm minha carreira. te-
ria certeza de um futuro prospero, c estara livre da
carranca do Sr. Machado que, quando falla rom um
guarda nacional, moslra nina cara dejudeu errante.
Ainda islo nao he tudo: solTro molestias pelas qua-
ef em fare da lei nAo posso perlenccr ao serviro ac-
tivo, provo com documentos legacs os meus pado-
rimenlos, requeiro aoconselhn de qualiilcarao pas-
sacem para a reserva, son ndeferido, recorro para o
couselho de revista, mas o presidente do oonselho de
qualiliracAo muilo de proposilo demora a remessa
que dentro em oilo dias Ihc ordena o arl. -21 do de-
creto de 12 de marro do 1853, e 11A0 posso ler deci-
da do meu recurso, o qual, leudo cITcilo suspensivo
son lodavia forrado pelo meu rominandanlc inleri-
no a fazer o serviro torno se tal rocano nAo tivesse
inlcrposlo.
Todas as opiniocs polticas rrnuilierem boje a ne-
cessidade e con\enicnria de nacionalisar o commor-
cio miudo ou a retallm; por (piera/.Ao, pois, nAo se
hade facililar ao mancebo brasileiro lodos os meios
que ocolloquem cm psito de dedirar-sc exclusiva-
nenie ao serviro do palrAo, lodos os dias c a qual-
quer hora, scn reccio de ser embarazado por oulro
onns, rivalisando assim rom o raixeiro eslrangeiro?
Dos caixeiros se formam os romnicrriaules; e urna
vez iscnlos aquellos do rccrulamen'.o, e guarda na-
cional, essa mocdade esfaimada que agora aliilba a
sccrelaria do governo com centenares de pclires
mendigando um muero lugar de 4008 rs. de orde-
nado, correr ao baldo, e ah por meio de activi-
dade, dedicarlo o Irabalho conquistar urna posicAo
commercal, que em poucos anuos dar em resulla-
do a uacionalisarao do rommercio a rclallio, c aca-
bar de urna vez rom este eslrihilbo, conilao mgico
de quanlo pcloliqucirose quer levantar porahi com
fumaras de pai da patria. s
Em quanlo, pois, so nao adoptar esla medida, cm
quanlo eu eos meus companheiros tormos obrigados
B servir na guarda nacional, fallando por lano ao
serviro de nossos palrocs, desgostando-sc esles, prn-
nirarao de proferencia caixeiros eslrangeiros que de
futuro os substituirn; alimcnlando-se permanenle-
menlc esse foro de desordene, rivalidades c odios
que sera o espaulalho c embaraco continuo do pro-
gresso c amonisaro de nossos coslumcs cvis.
Ecmn comniandaiilcsqiicpor esse lugamuho sao
como macaco por bananas, que goslam de moer um
guarda, e por d c aquella palha mcllem-o no cala-
bonen com a mesma facilidadc rom que se come um
per' assado svezes IAoignoraiiles,-que toram a es-
tupidez, enfatuados cilos, ludo ir perdido, n.lo
Picar empresario um s raixeiro brasileiro, por que
prenriciido-os por qiialqucr pequea falla ou ridicu-
lo capricho, e despedidos pelos patraa; progredir
a classe dos vadios e yagabnndos, c a miezri nua c
descarnada se associar nossa niocida.le commcr-
canle.
r'elzmenle j me disseram. niio sci se sera exaclo.
(po S. Ex. o Sr. presidenle da pro\incia, enleodeu
ero soa jnsllta conveniente iaaparan men comman-
ilanle inlerino, a mulla do arl. 91, S 1,, segunda
Estas poocas linhas lalvez accresccnlcm mais in-
leresse ao seguinle documento, que nos foi envia-
do por um dos nossos amigos de Beyroulh. lio
una supplira eomposla recentcmenle por um Mu-
derris do paiz, e que os h'halibs e os Imans rcrilnm
dianle do povo do 'alio de sua mchrab cm lodas
s mesquislas da Syria, depois do khoulbi; ou sup-
plica oflical da sexta-Caira. He o original arabo,
que nos foi enviado por um chrislAo que o 11A0 com-
prchendia, Oll'ereccmos pois aos leilores um frag-
mento completamente medito, e da mais fresca no-
vidade.
Supplica.
(ranrie Dcos! nos te conjuramos pelos versos sa-,
grados do Alcoro, e pelas luzes celestes de Ma-
homel.
Grande Dos! conjuramos-te pelo merilo dos pro-
phclas e de lodos os leus enviados, conserva o impe-
rio ollomano.
tirando Dos faze resplandecer a sua gloria.
11 raudo Dcos! fortifica o su poder; esclarece o es-
pirito de seus chefes.
Nos le rogamos, grande Dos Doos rico! Dos
inliuilamcnlc digno de louvorcs libertador! Iu
que leves resussilar-nos! Iu que esls sentado so-
bre um Himno de doria '. que salisfazes infallivel-
incnle lodos os leus desejos, lodas as las vonladcs !
guarda, conserva o Sultn dos dous continentes, o
seberano dos dous mares, o SullAo, filho do SullAo,
Abdoul-Medjid!
Grande Dos! conccdc-lbc'lcu auxilio e la as-
sisleucia; moslra-le seu guarda, sen defensor e seu
fiel protector ; allinge por sua espada os principes
impos e inflis que mostram-se rebeldes pera com-
ligo, para com os leus reinos terrestre e celeste.
O' Senhor do universo! Dcos! concede a victoria
sarnas mussulmanas; nao pormillas que os iui-
migos da grande cidade Icuhan lugar de rigosijar-sc
com as nossas desgraras!
Grande Dcos I ifngenta c dispersa m inmigos dos
verdadeiros creles.
Grande Dos! nao admitas 110 numero dos elcilus
os inmigos de la sania religiAo.
Grande Dos! livra o paiz-.la presenea dos la-
is.
Grande Dos! entrega os seus bens e as suas Ier-
ras aoa .Mii-uinaiins.
drando Dcos! lorna as suas niulheres \iuvas.
Grande Dcos! loma os seus lilhos orphos.
Grande Dos 1 entrega a sua carne aos lecs.
Conjuramos-te pelo mrito le nosso seolioi Maho-
mel, o sello dos enviados, allende nossos votos. Fa-
ze com que os infieis vcnhain a ser a preza dos Mu-
sulmanes. Amen.
Esla supplica, cuja iuterprelaejo fiel podemos sa-
ranlir, nAodeixn leser, como he patento, una cor
oriental lisiante sustentada. Sob o ponto de vista
do dogmatismo religioso, podc-se dixer que ella be
completamente deisla ;o dei-mn he o fundo du Al-
coro. Como obra Iliteraria ella he no original de
um esplendor de formas, que lalvez possa ser ap-
preciado, anda mesmo sob o veo da Iraducrao. Pa-
rccc-mc pois que alravcz do fervor lessas eupplicas
de um povo amcacado.nao sil em na independencia,
mas cm sua propria vida, adevinha-ee urna sorlc de
grandeza calma, c aquella resignacAo soberana, que
be o trajo mais saliente do carcter musulmano, as-
sim romo he a ultima palavra do Islam. A forma
lilhurgica assemelha-se um pouco a de nossas lariai-
nhas calholicas. Dir-se-hia que o homcn acha por
loda a parle as mesmas nvoeaoftea e as mesmas pa-
lavraspara exprimir a Den os mesmos desejos cas
mesmas necesidades.
{Itlustralion.)
MOVIMENTO DO PORTO.
.VVii ios entrados no dia 27.
Para C porlos inlcrmcdiosI i dias c 8 horas, vapor
brasileiro S. Saltador, rommarulanle o primeiro
lente Santa Barbara. Passageirns para esta pro-
vincia, Jos Saboia, 1 filha c Seacravos, Constan-
tino Joso Viaiiiia, Jos da Silva Nevcs, Antonio
Pcreira de Almeda, JoAo Tliomc da Silva e 1 es-
cravo. Antonio Seraphim da Silva, Antonio de
Olivcira Borges, I). Thcreza, Rosa Morcira, An-
tonio IsnnCMVaS OO JuiIO O l PSrrnvV, I.IIIZ Hl-
beiro da Cuiiha, Caelano da Silva Azevcdn e I
crii Jo, Caelano do Reg Tnsrano, Antonio da Sil-
va Campos, Jos de Souza Vieira, Eslacio da Sil-
xa Braga, Auspicio Antonio do Abren Guimar.1cs,
Manoel de Oliveira Basles, llernardo do Caslro
Monleiro, e 2 cscravos a entregar. Segu para o
sul: lenle Heiirique Frolerico Benjamim Elure
sua familia, D. Auna S. Bnllh c sua familia, Alc-
xandre Wargrer, capitn Allonso dn Almeda Al-
Imquerquc, 3 cadetes, 1 cabo; 11 soldados, 47 re-
0 ni las para o exercito, 2 desertores, 8 recrulas
para a marinha e 12 escravos a entregar.
Rio de Janeiro20 das, brigue brasileiro Hrma,
de 172 loneladas, capitn Manoel de Frcilas Vc-
tor, cquipagem II, em lastro ; a Novan & Cotu-
pauhia.
Sanios sabidos no mesmo dia.
Rio Grande lo SulPalacho brasileiro Amizaie
Feliz, capitn .Malinas Jusc de Carvalbo, carga
assucar c agurdenle.
Buenos-Ayrcs por MontevideoBrigue hcspanhol
llomano. com a mesma carga que trouxe. Sus-
penden do lameirao.
5o'norle, 21 15' longitnde osle, o lodos os porlos,
ancoradouros, angras c cnseadas"rutsas intermedia-
rias, 110 golfo de Bolbfnia ido c eslavam desde
aquella poca estrictamenlo bloqueados, por meio
de urna forra anfliciente, perlcnrenle s esquadras
rninbiiiadas do imperador e de sua mageslaJe bri-
lannica.
E he alera diSSO declarado pelo presente que lo-
das as medidas aulorisada pelo direilo das gentes o
pelos halados respectivos existentes cutio o impera-
dor c as dillVrenles potencias neutras, aerao ailopla-
lesempregiulas relativamente contra todos os navios
que toiilarnn violar os dilos bloqueiot.
Esquadras combinada no Mor Negro,
ICin conseojiicncia da passagen lo Dauuliio polo
exercito rnsso, da occupac,ao le Dobrotsclia e da lo-
mada las p-is-e-ses das onilioradiiras assi 111 romo
das duas inargoiis l> dilorio :
Niis abaixo nssignadoa viee-almirantea eomman-
dando em rhefe as toreas navaes combinadas le
Franca c Inglaterra no Mar Negro, declaramos pelo
presente, em nonio dos nossos gavernoi respectivos
e levamos ao conbecimenlo de todos aqucllcs a
qiiem possa inleressar. pie lemos eslabelerido o
bloqueio eireclivo lo Danubio, alim le embargar
qualqiier transporte de provscs aos exercilos rus-
sos.
EsLao comprebendidas no bloqueio lodas as ero-
hosrailuras do Danubio pie coiuiiiuuiraiii rom o
Mar Negro, o advertimos polo prsenle a todos os
navios de qnalquer liaran pie nao poderlo entrar
naipiolle rii em quanlo nAo hoiiverem novas ordeus.
I-cito em Ballchik no 1" de junho le 1851.
Vire almirante,
eommandanle cm eliefe
1-l-i 111.1 11 .i franreza.
Assignado Man' 111..
\ ice almirante,
eommandanle cm rhefe
Eaquadra britanniea.
Assignado
S. II. D. Dundas.
O consclho de revista, que se acha funecionaudo
na casa da cmara municipal desla cidade. tem de
inspeccionar os guantas nacionaes abaixo disignados,
no'dia 28 do currento pelas 10 horas da manliAa.
Freguezia da Ba-Vista.
Caelano de Carvalbo Raposo, Manoel Francisco de
Souza Lima, l'rancisco Valentn! de Lima, Joaquim
Hlelo Maiiz, Jos Joaqnim de Araujo, Joao Ger-
mano do Espirito Santo, Juslifliano Augusto dos
Santos Paula, Mauocl Joaquim Dias, Jos Pedro de
Santa Auna.
Freguezia deS. Jos.
Miguel Francisco Marinho, Mauocl Franc'sco de
Paula, Bernardiiioile Almeila Ferreira, Luiz Anto-
nio da Fonseca Barros, Francisco Antonio de Mello,
Manoel lavares de Mello, Joaquim Thcophilo la
Ba Morle, Alejandrino Pedro de Souza, Originis
Hollnalo Flavanno do Reg Monleiro, Augusto
Cesar Rodrigues da Silva, Jos Joaquim Coelho,
Augusto Jos Pcreira, Eduardo Frcderico Baukts,
Eraneiseo Demetrio la Silva, Miguel dos Santos
Ferreira, Diogo Baptisla Fernandos, Dioso .llap-
lisla Fernaudes Jnior, Joao Baplista d'Albuqucr-
quc. Tarqoinio d'Albuquerquc Nasciincnlo.
BANGO DE l'EUNAMBLCO.
O presidente da assemblea geral do
Bunco de Pernambiico, por convite do
consellio dedireccao do mesmo e decon-
formidade com o artigo 18 dos estatutos,
convoca a assemblea {jeraI para rcuniao
ordinaria no dia .11 do corrate, as 11
lloras da inanliaa.jia casa do mesmo Ran-
eo, afim de levar a ell'eilo o disposlo nos
artigo*. 7)0 c -"il dos referidos estatutos.
Recite l) -tejuino de 185*.Pedro Fran-
cisco de Paula Csvalcanti, presidente.
Jos Bernardo Galvo Aleoforado, pri-
meiro secretorio.
Consellio administrativo.
O consellio administrativo, em virluile de autor-
sacAo do Exm. Sr. presidenle da provincia lem de
comprar os objeelos scguinlcs :
Para o 10 halalhao de nfaularia. '
Bonetes 271; panno vcnlc para sobrecasacas c ral-
cas, covados 1002 ; hollauda de forro, rovados 11'.17 ;
panno prelo para polainas, covados 20; briin bronco
liso para frdelas e calcas, varas 1497 ; esleirs 1S1 ;
algodaoziuho para camisas, varas 583i bolcs hran-
cos de osso, grozas 2) ; dilos prctos de lilo, grozas
.'16 ; cordao de laa prela para vivos de sobrecasacas,
varas 1:170.
Quem os quizer vender aprsenle as suas propnslas
em carta fechada na sccrelaria do conselho, as 10 ho-
ras do dia 29 do correnle mez. Secretaria do con-
selho administrativo para fornccimciito do arsenal de
guerra 21 de julbo de 1K."ii. Jo.sc de llrilo Inglcz,
coronel presidente. llernardo Pcreira do Carino
Jnior, vogal esecrelario.
Por esla subdelegada se faz publico, que fora
preso na noilc lo dia -\ do correnle, por estar fu-
gido, c se acha recolbiilo i railcia, um prelo de nome
Clemente, que diz ser eseravo le um (iusmAo, pariei-
ro, na ra Imperial. Subdelegara da freguezia de
S. Jos do Recite 21 de juihc de 1S.il.Manoel Fer-
reira Accioli, subdelegado su pplcnle.
Conselho administrativo.
> coiiseino aitiniiiislralivu, ein runiprimcnlo do
arligo 22 do regulamenlo de 11 de dezembro de
!K.~>2. faz publico qun foram arceilas as propnslas de
Fr.iiici-eu Jos Rapozo, lulh Biduulac e Souza >\
Iriniio, para fomecerem : o primeiro, qualro du-
zias le laboas de assoalho de lomo a :icnii>ii rs.; o
segando, 271 coberlorcs le Ifln a 2>100 rs. ; o Icr-
ceiro, ( ps le ferro a 13080 rs., 6 cuchadas a 760
r*., 7 machados a 760 rs., 10 pares de liuteiros e
arieiros a 610 rs., 2 caivetes para penuas a 190 rs.;
e avisa aos supradilos vendedores que devem reco-
Ihcr ao arsenal de guerra os referidos objeelos no
lia 28 do correle mez.Sccrelaria do cobselbo al-
minislraliro para fornecimenio lo arsenal de guer-
ra, 26 de julbo de 1R">1.llernardo Pereira do
Carino Jnior, vogal e secretario.
EDITAES.
O Illm. Sr. inspector da thcsoiirara provincial,
em cumplimento da ordem do Exm. Sr. presidente
da proxlucia,de 21 do correnle, manda fazer publico
que nos dias 11, llie 17le agoslo prximovindoun,
se ha de arrematar perante a jimia da fazenda da
mesma lliesouraria, i quem mais dr, o rendimenlo
do nedagio da barreira da ponte los Carvalbos, a-
\ aliad a animalmente em 1:0005000,
A arremala;3o ser feila por lempo-de 10 mezes,
i contar do 1.* de selerobro do correle anuo, ao
fim de junho de 1855.
As nenian que se propozerem a esla arrematarlo,
comparecain na sala das sesses da mesma junta nos
dias cima declarados, pelo meio dia, compelcute-
ineule habililadas.
E para constar se mandou anisar o presente, c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pcrnnm-
buco, 22 de julbo de ISVi. secrelario,
Antonio Ferreira d"Aiinumiaiao.
FUNDIDO' E MAIS OFFICINAS
NA
RA IMPERIAL N. 118 E 120. E DEPOSITO NA RA NOVA N. 27.
Respeitosamcote avlsam ao publico, e parlicularmenlc aos senliores de engenho c lesliladores, ele,
que esle eslabelc iinenlo se acha completamente montado com as proporjies necessarias para b-eiupo-
uliar qualquer machina, uu obra concernenle ao mesmo. Os mesmos chamam a alleuro para as se-
gundes obras, as quaes construidas em sua fabrica enmpetem cora as fabricadas na Europa, na qualidade
e iuai ri'ohra, c por menos proco, a sabor :
.MACHINAS le robre continuas de destilar, pelo melhodo do autor fraucez Derosne, as melhores machinas
que para esto l'un ale boje lem apparecido.
ALA.MBliJI'ES de robre le lodas as liinrnsCes.
TODOS OS CORRES necessarios para o fabrico de assucar.
TAIXOS le cobre para rclina;an.
TAI XAS de dito para engenho.
DITAS de dilo movis para dilo.
BOMBAS lecobre le picle, de repucho, de roda c de pndolas.
ESCItIVAMMIAS de lalao dos melhores modellos.
HITAS de dilo galvanisadas.
SI MIS de lodosos (amanhns.
OS A PRECIA VEIS FOI.OES de ierro econmicos.
III HKAS de ferro as mais bem construidas.
CARROS de dito de nio.
PORTO'ES de ferro. f
VARANDAS de dilo.
GRADIAMEMTOSdedilo.
TAI XAS de dilo.
LALDEIRAS de dilo.
BANIIEIROS de zini'o e de folln para banhodc choque.
*

m
I
8
i
Aluga-sc no lugar daCapunga, um grande si-
lio margemdo rio Capibaribe, com casa de mullos
cummudos para familia, enrheira, estribara para
mais de dous cavallos, grande baixa de capim :
quem o pretender, dirija-se a ra do Colovcllo, casa
11. 1, segundo andar.
Homceopathia. f,
CLNICA especial das mo-
lestias NERVOSAS.
Histeria, epilepsia 011 gota co- ^
ral, rlieumatismo, gota, paraly- w
W si.i, defeitos da talla, do ouvido e ^
'^) dosollios, melancola, ceplialalgia ^'
'& ou dores de caliera, encliaqueca, (0)
Bn dores e tudo mais que o povo co- (\
fa nhece pelo nome genrico dener- ifi\
tvoso. 2
As moleslias nervosas requerem militas ve- Jr
zes, alm dos medicamenlos, o empregode fs)
fe*, oulros meios, que desperlem ou abalam a (K
w seusibilidade. Esles meios possuo eu ago- w
('; ra. e os ponho a disposicilo do publico. t&i
/A Consultas lodos os dias (de grara para os j^
'*'' pobres?, desde ;is 9 horas da manha, ale w
(A as loas la larde. jt.
,j. As ronsullas c vislas, quando nao poderem "?
y; ser fcilas por mim, o scrao por um mediro yfi)
(() (le minha maior cnuliaiicn: na de S. Fran- (\
*^ i'isro (Mundo-Novo, 11. 68 A.Dr. Sabino j
^5) Olegario l.udgero Pinho.
tu
DECLARACO'ES.
COMMERCIO.
PUACA lid RBCTFBS? IIKJIT.UO AS 3
IIOHAS DA TARDE.
Ilojc nao IiiuiMT.iiM cola;i"ies.
ALI'ANIEC.A.
Rendimenlo do dia 1 a 26 226:124*616
dem do dia 27........1:1:I7:1J998
239:29cV5(ili
Desearreqam hojeiHdejulho.
Rarca inglezaCambriacarvao.
I are a ingle/allallisguano.
Barca inglezaGoternormemulonas.
Barca hollandezallcmbiandlidem.
Brigue americanollreezeidem.
Importacao'.
Vapor brasileiro S. Sallador, vndo dos porlcs
do Norle, manifcsloii o seguinle :
6 caixas; a Brandan A liiogenes.
2 sacras ; ,1 Manuel Joaquim Ramos e Silva.
1 halio ; a Joaqnim A. le lana Rarliosa.
1 caixa ; a Cyriaro A. los Sanios e Silva.
r
.
CORI1EIO.
Carln seguras vindas do noria para >s senlio-
res :Antonio Jos le Alcovia, Alio l.ellcs Mo-
raes Reg Jnior, Bclarmino B. Correa, Fran-
cisco Jos Araujo Vian'na de Almeda, Joaquim
Antonio Faria Deserta, Jos dos Sanios Nevcs, Rosas
Rraga \ Companhia.
As malas que leve
conduzir o vapor S. Sal-
vador para os porto* do
-t^MiiJj^WT rj~> sul, priiiriiiiaiu-se a fc-
V-' .^jfeE.^^^vS' rhar boje (28) ao meio
dia : c depois dessa hora al u momenlo. de lacrar
recobein-se correspondencias -om o pnrle luplo : os
jomaos deverao achar-sc no correio :i horas nulos,
CONSULADO DE FRANCA EM PERNAMBUCO.
Exlrahidodo Monileur le 18 de junho de 1831.
Parte official.
Declaraciio relativa ao bloqueio dai boceas do
Danubio.
/lepar!ir-o dos nei/ocios eslrangeiros.
Fira leclarado pelo presente que o luiu-lm dos
negocios eslrangeiros receben 1 communieaelo ofli-
cial ile um despacho do vire almirante Hundas, que
roinniauda as forjas navaes de sua magcslade bri-
tannira. no Mar Negro, dirigido aos lnrds commis-
sarios lo almiranln'lo ingle/, na dala do 1." deju-
nlio. aiinuiiciaiido que o Haniibio foi bloipieado pe-
las toreas navaes combinadas, do imperador c de
sua magcslade britanniea,
Parts 13 de junho de 185.
Declarafo relativa ao bloqueio dos porlos anco-
radouros c angras ranal do llallico.
/leportiro dos negocios eslrangeiros,
Fica derlarado pelo presente que o ministerio
dos negocios cslraijgciriis receben a rominunicacan
oflical de um lespacho dirigirlo por Sir Charles Na-
pier, que commanda as forras navaes do sua magcsla-
de britanniea no Bltico, aos InrU roiumissarios
lo auniranlado inglez, cm dala de 28 le maio ulti-
mo, aniiuncianilo que os porlos de Lieban e le NVin-
dan na rosta le Corlando, e lodos os nitros porlos,
angra, ancoradouros ou enseadas, desde 35*-58 le
lalilnile norte at o cabo Bager-Orl, para o nor-
te, iurliisixe os porlos de Riga, Perada, e lodos os
oulros porlos, ancorailouros, angras ou onseadas no
golfo de Riga, se achavam, desde aquella poca,
bloqueados por meio de urna forca sullicicnle, per-
lenccntc as esquadras combinadas do imperador c
le sua magestaile brilannica ; que lodos os porlos,
Lancoradouros, angras ou enseadas a lcsle do cabo
Bagor-Orl, inclusive Ilapsal, .1 illm de Wormso,
Porl-Ballico, Rcvel c oulros porlos inlcrmciliarios
la rosta de Eslbonia al o pharol le Erkholm ( si-
tuado pelo 59" W de lallude norle c 2V-18' de lon-
giluilc leste ) ; e dnhi na direerSo norte oesle al
llehnforse Svenborg, Da cosa de tintan lia ; cou-
linunndo para oesle, Baro-Sonml, llango-IIoad,
Oro o Abo, inclusive o archipclago d'Aland, e os
porlos iulermcdiarios ; lahi para o norle' inclusive
Nystad, Borneborg, Cbrslinesladl, Vasa, as ilhas
le Walgrund, petpicun Carb'by, Saeoslad, grande
Cardeby, Cahls. kalawki. Bralicstad, Ulealiorg, illm
ido Kara, FIO, 1 .estila. Fnico, pona de Fnrneo,
! Minada na lattude ponco mais ou menos de <>">"
ILEGIVEL
Tendodc fccliar-sc o Ihealro por algum lempo al
'aberrara da uuva empreza, lera lugar a ultima re-
presenta rao
SABBAD0 29 DE Jl'LIIO.
Em beneficio do artista Jos da Silva Reis com o
drama em cinco actos:
O PIRATA AMONIO OU A ESCRAVA
ANDREA.
Terminarn espectculo a graciosa brea :
OS DOUS SEM CALCAS.
Continuando a estar ncommodada a senhorn I).
Leonor Orsal Mendes, ser o papel de Andrea subs-
tituido pela senhora I). Anua C<*la, que p>r espe-
cial obsequio se presta a esle sacrificio ; e o benefi-
ciado, assim como a nova aclril, rsperam que o pu-
blico indulgente desculpe algumas faltas que possam
apparecer; promcllemlo empregar lodos os seus cs-
forcos para salisfazer aos illuslres eapeeladore.
()s bilbeles passados para 22 do correnle lem en-
trada nota noite.
AVISOS martimos.
Real companhia
de paquete! inglczcs a
vapor.
No dia 1 de
agoslo espe-
ra-se da Eu-
ropa um dos
vaporeada real
companhia, o
qual depois da
demora do cus-
turne seg ira
para o sul :
para passageiros Irala-sc rom os agentes Adamson
Bowie & C, na do Trapiche Novo n. 12.
Passagens para a Babia. 25 palarocs.
para o Rio de Janeiro. 5(1 "
i para Montevideo. IK' "
a para Buenos-Ayres. 120 '
COMPANHIA DE NAVEI.ACAO A VAPOR L-
ZO-BRASILEIRA.
Os Sr. accionislas
desla companhia sao
convidados a reajisar a
quarla prestido de suas
arenes com a maior
brevida.le, para ser 'remedida a direccio na cida.le
do Porto, dirigindo-se ao baxo assignado na ra lo
Trapiche 11.26.Manoel uarle Rodrigues.
Paran Par. pelo Maranho, segu com minia
brevidade, por 1er parle da carga prompla, o brigue
llebe para o resta Irala-sc com o consignatario
Manoel Alvos Guerra Jnior, na ma do Trapiche
n. II. ou rom o capilo Andr Antonio da l-oncc-
ca, na praca. ,.
Para 0 Ano" c porlos intermedios, segu em
poucos dias a lancha Sova '^"^[^'l'J'S^
c passageiros trala-sc M
Jija n. O,
ra da Cadeia do Recita,
Para a Baha segu a velera sumaca Hortft-
ria ; para o reslo da carga, Irala-sc com seu consig-
natario Domingos Alves Malhcus, na ra da Cruz
n. 54.
AVISOS DIVERSOS.
Manoel Augusto de Henezes Costa.
protassor da arte de msica, olTcreec o seu presumo
ao rcspclavcl publico, para lecciouar na mesma ar-
le vocal c instrumental, Unto em sua casa como em
casas parlcularis : quem de sou presumo se quizer
ulilisar, dirija-se i ra do Aragao n. 27.
Antonio Marques Soires, ri.la.lao brasileiro,
vai fa/er una viagoin a Europa.
Festa da Senhora Santa Anua na orde
tercetra do Carmo.
Os irmos meslrc, e os noviros da veneravcl ordem
lerceira do Carino, lendodc festejaren!solemnemen-
te a sua especial padroeira a gloriosa Sania Auna no
da :lll do correnle, c como preleudem fazer um acia
poiiipuso, por isso convi lain aos irmiios mesars e
maisirmosda mesilla ordem para sssislirem a esle ar-
lo religioso. O tastejo ser celebrado da mancira
seguinle : na madrugada do dia 29 levanlar-sc ha a
bandoira depo de l^r percorrido o palco dn mrsma
ordem. arumpanhada pelo Rvdin. padre commissa-
rio, c la msica lo 2." halalhao da guarda narional
sob a lireii.an do hbil profesor o Sr. ilermoae-
nes. Ao moio ilia se Bollaran \ girndolas le fuge-
les, c a miisi a locaia algumas poras ; a noilc exc-
mM.p .- l.- ,.n^-i. limas ,> (......U...!..^ '11,(1, p .I,.,..,.
las vesprias. Na da :m as-Hi horas lo dia principi-
ar a -la. rom urna excedente musir dirigida pelo
profonsor o Sr. Palririo, e leudo por celonrante o
Rvdm. padreCommissarin Fr. Joaquim de Sania
alaria C.,c por prcgailor o Rvdm. padre molre
provinrial Fr. Joilo da Assumpoo Moura, c na or-
casiao lo gloria se soltara um nasirn artificial de fo-
guclcsnunca xslonosla cidailc, felo pelo |crilo ar-
tista brasileiro o Sr. Jos Francisco Monleiro, acaba-
da a Cesta subir aos ares um hablo elctrico resplan-
dcscenlc suslcnlano por um anjo, obra digna de ver-
se, ooraer felo por um curioso. A noile llavera
urna grande illuininaraoc Te Deum, sendo pregador
o Rvdm. padre -provincial Fr. Lino do Monte Car-
mello, depois terminara o acto com o lirar-se a ban-
deira, nesla occasiao sollar-se-ha urna galera clorida
de fugeles, de um apurado desenlio c admiravel
gusto, "feila pelo mesmo artista o Sr. Monleiro.
O abaixo assignadoavisa a quem inleressar. que
reeolben ao deposito geral a chave da venda de An-
tonio Vicente le Azevedo,
Joaquim /.. Monleiro da Franca, '
A pessoa que desoja saber onde se acha o pa-
pngaio aiinuiiciadu no dia 2"i : dirija-se ao pateo do
Collegio 2." andar, n. 37.
I raspa-,i-i' o arren,lamento de um sitio, na
estrada do Rosarinho : a fallar na ra das Cruzes
n. 10.
Na ra do Rangcl n. :is, se di dlnhciro a juros
sobre pen'inres de ouro c piala.
Prcci#a-se le 9001 rs., com seguranza em urna
escrava: nesla lypographia se Ihc dir quem pre-
cisa.
(Jucm precisar alugar um escravo prelo, para
o servu-o de casa c ra, para qualquer armazcm, cs-
palazia, trapiche c prensa de algoililo, dirija-se a
qualquer hora do dia ra da Soledaile, que segu
para o Manguind, no sitio dos i Iones, que achar
com quem talar.
Appareceu no engenho Vclho do Cabo urna
vacea enin um bezerro : quem fr sen dono, dirija-se
ao mesmo engenho para llie ser entregue.
O secrelario interino da irmandade de S. Jos
la Agonia, erecta no convento de N. S. do Carino,
por ordem do provedor da mesma, convida a lodos
oa irmos para urna mesa geral, domingo 30 lo cor-
rele, asil horasda manha, para o fim de eleger um
secretario.
Prerisa-se de urna prela para carrejar caixes
rom ahnoros ejnnlares ; quem a liver para alugar,
lirija-sc alraz da malriz de Santo Antonio, casa da
esquina 11.20.
Tem le se arrcmalar na porla do juiz Je paz
da freguezia de S. Jos do Recita, no dia 31 do cor-
renle mez de julho, um quarto eaatanho c oulros
objeelos de venda, por esecorao Ir Malinas Jorge da
Silva, rnnlra Alexandre Jorge de Oliveira: qnem
pretender, dirija-se porla do juiz de paz, no dia
indicado, as i horasda larde.
Pelo juizo de orphos lo lermo de Olinda, em
praca publica no 1. le agoslo prximo, se proceder
a arremaiacao lo litio denominado Pandan, ole ou-
1ro dilo em Beberihe de baxo, e de um silio de Ier-
ras 110 lugar de Agua-Fra de baxo, e do silio Cam-
po Cranilc, junto a povoacAo do Bebcribe, com una
engeuhoca, 1.a inoemla, cableiras. e la escrava
Joaquina, como pcrlcncenles ao tinado Joao de Al-
tama Cisneiro, para pagamento da legitima le l>.
Maria Antonia le Agolar, la qual, dilo Joao le
Allemao Cisneiro lora lulor.
__Quem precisar de um feilor para um sitio, para
tratar de nm ludo, dirija-se ao boceo dos Acougui-
nbos 11. 26.
__ Aluga-sc um silio muilo grande, em Santo
Amaro, com lous viveros, muilo arvoredo de frnclo,
boa casa le vivenda, baixa com capim, c lem pasto
lodo o anuo para 6 vaccas : os prclendenlesdirijam-
se h ra de Apollo n. i A.
__ [So da 23 do correnle, pelas 9 horas la ma-
nlula, iiulo urna prela velha alravessainloo largo lo
Collegio com urna bandeja na cabeca, na qual amos
objeelos abaixo declarados, dous homens (pardos),
scuilo um descairo, chegaram-se a prela c em quanlo
um lbe (lava um tremendo bofclao que proslrou
por Ierra o oulro levou-lhea bandeja. Na ra llirci-
la 11. SK, tereciro andar, ou na ra lo Vicario 11. 20,
da-se .VKiOOO de grlilicarao a quem indicar quaes
foram os ladres, que com tanta audacia pralicaram
o roubo cima referido, ou poder apprebender al-
gum dos objeelos ronhailns. Indicando a pessoa que
o liver. O roubo consiste cm 1 passador rom em-
lela, I annelio, lannd rom lelreiroamixade, 1 lilo
com 1 biilhanis, I pulccira esmaltada do verde, 1
par de borzeguins rdxos para senhora. 1 penle de
larlarngii para alar cabello, 1 vestido de easn rva.
c oulro braneode cambraU le salpico, 1 manteleta
do seda ron furia-cores, o roopa de menina ele. ele.
ANTIGL'IDADE E SDPERIOR1DADB
DA
SALSA PARU1LII.V DE Bl'.ISTOL
sobre
K S.\LS\ PiUlLBA DE SJkRBS.
Attencao'
A SALSA PARIUL'.IA )E BRISTOL dala do
de IS32, c lem conslanlemenlc mantillo a sua re-
putaro sem nccessilalc de recorrer a pompwos
annunrins, le que as prepararnos de menlo; podem
dispensar-se. O surcesso do Dr. BKISIOL lem
provocado infinitas ovejas, e, entre atrae, as dos
Srs. A. R. I). Sanos, le Nrw-\ork, preparadores
e proprielarioa da salsa parrilha ronhecida pelo no
"' iores socilaram a agencia de Salsa par- na led
rilba de Hrislol, ecomo nao o podessem ohler, fa-
bricaran! urna imilaciut de Hritlo\.
Eis-aqui a rarla que os Srs. A. R. D. Saiids es-
ereveram ao llr. Brislol no da 20 de abril de 1812,
e que se acha em nosso poder:
Sr.'Dr. C. C. Britlol.
Bfalo, &c.
Nosso apreciavel senhor.
Em todo o anno passado lemos vendido quanli-
dadet consideraveis do rxtraclo de Salsa parrilha de
Vnic., e pelo que ouvimus dzer de suas tirludes
aquellos que a lem usado, julgamos que a venda da
ilila medicina so auginojilar; 1 muilissiino. Se Vmc.
quizer fazer um convenio romnosco, eremos que
nos resudara mula vanlagem, lano a nos como a
Vmc. Tomos muilo prazer "que Vmc. nos responda
sobre esle assumplo, e se Vmc. vier a esta cidade
daqui a um mez, ou cousa semelhante, loriamos
muiio prazer cm o vercm nossa botica, ra de Fut-
an, n.79. '
Ficam s ordeos de Vmc. seos seguros servidores.
(Assignados) A. R. 1). S-xNDS.
CONGLUSAO'.
l.e A anlignidade da salsa parrilha de Brislul he
claramenlc prov ada. pois que ella dala desde 1832,
e que a de Sands s appareceu cm 1842, poca na
qual esle droguista nao pode obter a agencia do Dr.
Brislol.
v!2.A superioridade da salsa parrilha de Brislol
he incouteslavel; pois que nao obstante a concur-
rencia da de Sands, e de urna porro de outras pre-
parares. ella lem maulido a sua reputarlo em qua-
si toda a America.
^Vs numerosas experiencias feilas com o uso da
salsa parrilha em todas as enfermidades originadas
pela impuref do sangue, e o liom exilo oblido nes-
la corle pelo Illm. Sr. Dr. Sigaud, presidenle da
academia imperial de medicina, pelo Ilustrado Sr.
Dr. Antonio Jos Pcixoto cm sua clnica, e em sua
afamada casa de saude na Gamboa, pelo Illm. Sr.
Dr. Saturnino de Olivcira, medico do exerr.ilo, e
por varios oulros mdicos, permittem boje de pro-
clamar admenle as virtudes cllicazcs da salsa para
rillia de Hrislol veudc-sc a .iSOOO o vidro.
O deposito desla salsa mudou-se para a bolic-
Iranceza la ra da Cruz, cm freule ao chafariz.
REMEDIO NCOM?ARAVEL.
n
v
E
f
I
IM.IEMO IIOLLOWW.
Milharcs le individuos le ludas as narocs podem
Icslcmunbaras virludcs dcslc remedio nromparavcl,
que e provar, cm caso necessario, que, |>elo uso
delta llzoram, toin seu corpoe membros uteiramenle
siios, depois de haver empregado i nulilmcnle oulros
Iralamenlos.Cada pessoa podcr-se-haconvencerdcssas
curas maravilhosas pela leilura dos peridicos que Ih'as
reala 111 lodos os dias ha niuilos anuos; e, a maior
parle deltas sao lAo sorprendentes que admiram os ^
mdicos mais clebres. Olanlas pessoas recobraram \
com eslc soberano remedio o uso de seus bracos e
pernas, depois de ler permanecido longo lempo nos
ho-pilaa-. onde deviam sullrcr a amputarn! Dolas
hn mudas que liavendo deixado esees asylos de pa-
1 ion meu l' 1. para se nao submetterem a essa operarao
dolorosa, foram curadas romplelamenle, medanle
o oso lesse prerioso remedio. Algumas das laes pes-
soas, na efusao de seu recoiiheciincnlo, declararan!
esles resudados henejicos dianle do lord corregedor,
e oulros magistrados, afim de mais autenticaren!
sua aiiiiuialn a.
Niuguem desesperarla do estado de sua saude se
tivesse bstanle conlianca para ensaar este remedio
constnnlemenle, segundo algum lempo o iraiamen-
lo que necessitasse a nalureza do mal, cujo resulla-
ro sera provar inconleslavelmenle: Que todo rural
O ungento, te til mal particularmente no
seguinte caso.
Alporcas. matriz.
Cambras. Lepra.
Callos. Males das pernas.
Canelos. dos peilos.
Corladuras. de olhos.
Dores de cabera. Mordeduras de rcplis.
das cosas. Picadoras de mosquitos.
dos membros. Pulmoes.
Enfermidades da ni s em Queimadelas.
A
<4
H
Sarna.
Supurac/ies ptridas.
Tinha, em qualquer parle
que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
das arlicolacocs.
Veas torcidas, ou nodadas
as pernas.
geral.
Enfermidades do ano*.
Eruproes escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Fhaldadcou falla de ca-
lor cas extremidades.
Friciras.
(iengvas escaldadas.
Inchaccs.
liillaminaoan do ligado.
da hcxiga.
Vendc-se eslc ungento no cslabclccimento geral
de Londres, 2U, Strand, c na loja de lodos os boti-
carios, droguistas c outras pessoas cnrarregailas de
sua venda em toda a 4merica do Sul, Havana c
llrspnuha.
Venilem-se a 800res cada bocelinha conlm urna
ins|rue;."io em portuguez para explicar o modo do
fazer uso dcste ungento.
O deposito geral he cm casa do Sr. Soum, phar-
maecutico, na ra da Cruz, n. 22, cm Pcrnambuco.
'J
i
Esles .
C. STARR&C.
rcspeilosamenle annunciam que no seu extenso es
labclccimenlo em Sanio Amaro, continua a fabricar
com a maior |>erfcc0 e promplido.toda a qualidade
de machiuismo para o uso da agricullura, navega-
cao e manufactura, c que para maior cominodo de
seus numerosos freguezes e do publico em geral, tem
aberlo em um dos gratules arinazens do Sr. Mosqui-
ta na ra do Bruro, alraz do arsenal de mariuha
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dilo seu eslabelecimenlo.
\lli acharad os compradores um completo sorl-
mclo de moendas de canna, coin todos os melho-
ramenlos (algmis deltas novos e originaos) de que a
experiencia le mnilos anuos lem mostrado a neces-
sidade. Machinas de vapor de baixa c aJUprenA,
laixas de lodo lamanho,tanto nalidaa romo fundiilas,
carros lo man e dilos para conduzir formas de assu-
car, maeliinn para moer mandioca, prensas para di-
lo, fornos de ferro balido para fariuba, arlos de
ierro da mais approvada cunslrucro, fundos para
alambiques, crivos e portas para lomaras, una
mullida.U: de obras de ferro. <\ac lena onradonlio
cnunii'iar. No mesmo doposUa existe uniapo>soa
nlelligenlc e habilitada para rcreber eomiuendas, ele, ele, que 01 annnnciantes "Bulan-
do com a rapacidade de suas olli. inas c niarliinis no,
c pericia le sousolliriaos, se coiiipr.iinellcn a i.zer
CtceaUr, toma maior presteza, peilei.-ao.^o x..cta
conlormida.le rom os.nodolos.ou descula, e in-trnc
Oes que lhe forcm tornerida".
Pianos.
O. amadores da musir arhan, ro,,.,noadamenle
T.i quali.la.le de inslrun.enlos i^ra mus.ca.
r
\
. .


N
QlftRIO DE PERNAMBCO, SEXTA FEIRA 28 E JULH DE 1854
U
ATTENC.ll''.
Desappareceu no din 15 do corrente u prelo, cri-
uulu, por boom \o(|ui<'l, de 3 a 10 anuos ile ida-
de, pernas bastante arqueadas, no andar abre bstan-
le os (ledos dos pos, lera falla tic algUDj denles, lie
bstanle Innnilde a manso ein fu- fallas } julga-se
le- ido cm companhia do prelo Miguel, crioulo,
perlcucoiile a Illina. Sra. viuva l.asserrc, por lereui
ainlio-. desapparecido no memo da, bem como lia
loda nrolialiilidade de ter seguido ein direcrao a villa
de Sobral d'onde vcio: roga-se pois a ludas as auto-
ridades policiaes, a captura du mesmo, gratificando
-se generosamente a quem o levar a roa do Calin-
ga, loja da esquina n., aseu sculior Jos l'cres da
Cruz.
OJSUOO.
I m tarara do engenho Cedro, no Cabo, un caval-
lo abasan-de 7 auno, gordo, sera andares, lem mar-
ca dejereiuum na sarnelha, e aleni de Oulrns lerros
tero ha pouco lempo um C E na perna esquerda :
quem o pegar, recbela a gratificarse cima, entre-
gando no dito engcubo, ou ao cirurgiao Silva, na
ra do Vigario.
6; Antonio Origino Xavier de Brilo, Dr. cm
i medicina pela laculdade medica da Babia, re- g
fe- side na ra Nova n. (7, prirociro andar, on- C*
& de pode ser procurado a qualqucr hora para o fj*
5 ejercicio de sua prolissao. @
.Wi #:##Sfe
Alugam-se as lojas da casa n. H da ra da
duia : a tratar na ra do Collegio n. 21, segundo
andar.
Precisa-se de um feitor para uro engenho, pre-
fermdo-se ser prximamente chegado das libas : a
Iralar na ra de Apollo armazem da viuva l'ercira
da l.un11.1.
Precisa-sc comprar urna carrosa cm segunda
raao; qnem a liver para vender dirija-se ao paleo
do Paraizo segundo andar, junto a igreja.
Desapparcceu da casa do coronel Patilla, um
pequeo de 10 annoa de idade, lorio de um olbo,
levando vestido urna calca de casemira azul clara e
riscada, he forro, e foi entregue ao dito coronel pe-
lo proprio pai.do pequeo, cora urna abrigarlo de
so a elle pai o entregar, e com a assignalura das
lesicniuuhas: quem o liver cm seu poder podera le-
va-lo ao Corredor do Bispo sobrado que foi da fa-
milia do Sr. Manocl de Carvalbo, pois que se preten-
de a lodo o cusi fazer efectiva a obriga^ao passada.
Aluga-se um lioni armazcm proprio para ic-
co'jier gneros da alfandega na Iravessa da Madre
de.Dos n. 11 : a Iralar na praca do Corno Sanio
u. 13.
Quem quizer urna ama de leilc, dirija se a ra
Imperial, casado fallecido Francisco das Cbagas, ja
no lim da ra procurando a ponte.
Bernardino da Costa Campos, lendo contratado
a compra da padana sita na ra de Domingos l'ircs
n. H, sem responsabilidaele dos dbitos c onus a
queamesma esteja obrigada.previue por este aunan*
rio ao respeilavel publico para que no prazo de 3
dia, a ppa recan cm dita padaria com scus crcdilos
alim de seren realisados, depois do que o mesmo an-
nunciante se ni)o responsabilisar.
Desappareceu no dia 23 do correnlc, o preto
marinbeiro de nome Luiz, pcrlencenle a Iripolarao
do brigoe Santa Barbara l'enredor, o qual repre-
senta ter ;l anuos de idade, cor fula, baixo, nariz
chalo, lem algumas marcas de bexigas, e poura bar-
ca, o qual be natural das Alagoaa; roga-se por lano
a lodas as autoridades policiaes c capules de campo
a sua apprehenrao, c leva-lo a ra da Cadcia do Re-
rife n*. 3, escriplorio de A mor m Irmaos qoe ser
generosamente recompensado.
^Francisca Colela dos Prazercs Ferrcira, viuva
do fallecido Manoel Joaquim Ferreira, faz scieule
que lem aulorisado a seu fillio Jos Egidio Ferreira,
para tratar de todos os seus negocios.
l'rccisa-se fallar com o Sr. Jacintbo Ferreira
Hamos, na ra do (Jucimado loja n. 2'.).J. M.
Lopes.
Em observancia do disposlo no arl. l'J tlasins-
IrOccoes de 31 de Janeiro de 1851, lem de ser arre-
matados cm basta publica, depois d prxima au-
diencia do Sr. Dr. juiz dos fcilos da (alenda nacio-
nal, os bens seguinles: urna armario de loja da ra
I incita, de piulio, pintada e envutracada, no valor
de5t000,rs., penhorada a Joao da Ora ; a renda
annual da casa n. 18 sita na roa de S. Francisco em
linda, por 213000 rs., a Francisco Vicente do Sa-
cramento; idem, idem, da casa n. 4, na ra do Car-
ino em Olinda, por 483000 rs. a viuva de Silvestre
Barbosa ; idem, idem, da casa terrea n. 28. na ra
de Xavier deSaula Kosaem Olinda, por 219000 rs.,
a Anua Joaquina de Mendonea Lima ; idem, idem,
da casa n. 27, na bica de S. Pedro em Oliuda, por
2t000 rs., a Antonio Machado; idem, idem, da ca-
sa n. 12, na ra de S. Pedro cm Olinda, pur 219000
rs., a Manocl Vicente de Moraes; um rclogio de
cima de mesa, por 3O9O00 rs, a Joaquim Francisco
Esleves Clemente; doze cadeiras maileira de jaca-
rando com asscnlns de palba, por 189000 rs.; c um
par de consolos da msma madeira por 303000 rs..
a Pugi; os prelencntesdirijam-sc ao lugar uo dia
e hora do costume.Joaquim Tlteodoro Altes, so-
licitador do juizo.
Joao Antonio de Mallos, subdito portuguez,
relira-se para o Rio de Janeiro.
A 20do correte mez desapparecen urna nc-
-KW^tcWptfe^
xicas,saia de algndo azul, pann da'Cosla rom bico
pela beira, a qual venda miudezas c sapatos: quem
a pegar leve a ra eslreila do Rosario sobrado n. 35,
que ser recompensado-
. 0 ANTIARROGANTE
Peridico dos Portuguezes em Per-
nambuco
ESTRANHO AOS NEGOCIOS DO BRASIL.
Tendo cessado a publicaran do peridico o Cos-
- mopoii/a, cuja apparicao foi lembrada para susten-
tar os fortes motivos que tinham os I'ortuguazes re-
sllenles ncsla provincia para requererem a punico
dos empregados do consulado, e para que nao fi-
quem cm abandono os negocios dos mesmos Portu-
gueses, agota, que aquellos empregados eslao mori-
bundos, vai pnblicar-se um novo peridico sob o ti-
tulo -O Antiarrogante que seguir a mesma
larefa debaixo dos auspicios de lodos os bomens que
desejam o bem de seus concidadAos. Subsctcve-
se, vende-se, e recebe-sc correspondencias nara
este peridico na livraria ja ra do Collegio n. 0.
Serie de 20 nmeros. 29000
Para oulras provincias. 29500
Nmeros avulsos. .... 120
Publicar-se-bi as segundas e quintas^feiras, e o
pnmeiro numero sahio no dia 27 do correle julho.
OfTerece-se una ama para casa do pouca fami-
lia, a qual coziuha e engomma, esabe fazer o servi-
jo de porlas a dentro : no beceo do Pocinho
n. 17.
O Sr. Jos da Silva Correa Collares
ra na loja da ra do Oueimado n. 29.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 BA DO CO&X.ECrIO 1 &ZS&A.1X 25.
O Dr. I1. A. i.nbo Muscnzu tl consultas humcopatliirHs lodos os dibs aoa pobres desde 0 horas da
nianhaa ateo meio dia, c ein casos extraordinarios a qualquer liora do dia ou noile.
Oileivce-se igualmente para pi.al.car qualquei' operar., de ciruruia, e acudir promplaiuentc a qual-
quer^niulherque estoja mal de parlo, c cujascircunislaiuias n3o peni.U.m. papar ao medico.
NO C011MRI DO DR. P. A. LOBO IOS.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual completo do Dr. (j. II. Jahr, traduzidoem portuguez pelo Dr. Moscozo, qualro
folumea oneadernadea cm dous :................. 2OJO00
Esla obra, a mais imporlanlc de lodas as qoe Iratam da bomcopatbia, iulcressa a lodos os mdicos que
quizercm eiperimenlar a doulrina de llabneniann, c por si proprios se convencerem da verdade da
mesma: interessa a lodosos senbores de engenho e faieudoiroa que estilo tonga ilos recursos dos mdi-
cos : interessa a loilosos capiles de navio, que niio podein deixar urna vez ou oulra de Icr precisao de
acudir a qualqucr urommudo seu ou de scus Iripolantes ; e interessa a lodos os chafes de familia ene
por circnnistancias, que uem sempre podem ser prevenidas, sio obrigados a prestar soccorros a qualqucr
pessoa della. -<
O vadc-mccuin do homeopalha ou Iraducco do Dr. ilering, obra igualmente til s pessos que se
dedican) ao esludo da homcopalbia um volme grande ,....... 89000
O diccionario los lemos de medicina, cirurgia, anatoma, pliarmacia, ele, etc.: obra india
pensivel s pessoas que quercm dar-sc ao esludo de medicina........ IjOOO
Urna carlera de 21 tubos grandes de linissimo cbristalcoino manual do Dr. Jahr co diccio-
nario dos termos de medicina, etc., ele.......-........ 41WXX)
Dila de 30 conj os mesmos livros.'................... 458000
Dita de 48 com os ditos. ,.................. 50)000
Cada carlera be aconi[iaubada de dous frascos de tinturas indispensaveis, a escolba. .
Dila de 00 tubos com dilos...................... 608000
Dila de H1 com dilos........................ lOOjOOO
Eslas sao acompauhadas de H vldros de tinturas escolba.
As pessoas que cm lugar de Jahr qui/.creni o llciing, lero o abalimenlo de 10JO00 rs. ein qualqucr
das carleiras cima mencionadas.
Carleiras de 21 tubos pequeos para algibera............... 8! Ditas de 18 dilos......................... 1I9IKKI
Tubos grandes avulsos....................... I9OOO
Vidros de roela onca ele untura.................... 29000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nio se pode dar um passo seguro na pralica da
homof.pathia, c o propiietario desle eslabclecinienlo se lisongeia de tc-lo o mais bem mouladu possivel e
iiinguem dtivida boje da superioridade los seus meilicamenlos.
Na mesma casa ha sempre a venda grande numero de lubos de crvslal de diversos lmannos, e
aprompla-sc qiialquer cncommenda de medicamentos com loda a brevidade c por procos muilo cora-
modos.
S
RETRATOS
PELO SISTEMA CRYSTALOTYPO.
J. J. Pacheco, leudo de se retirar para o Rio de
Janeiro, avisa a quein quizer aproveilar esta ultima
occasio para posauil um rclralo de cores lisas e tra-
eos inlelligivcis, que queiram disnar-sc |irocura-lo
em seu eslabelecimcuto iiiiporianle. no alerro da
Boa-\ isla n. 4, al ao lim do correle mez, desde as
7 horas da manilla as 4 da larde.
Ptiblicnrao littcrai a.
Instiluicoes do Direito Civil Portuguez por M. A.
Cocllio ila Rocha, lente da laculdade de dircilo da
universidade de Coimhra, tercena c ntida edirAo,
em 2 voliimcscm nilavo, adaptadas ao foro do Bra-
sil, com a lcgislaco brasileira vigente, e algumas
notas explicativas extrabidas das obras dos mais exi-
mios lelos para melhor illustracnodas doulrinas nes-
se excellentc compendio ensilladas, por Antonio de
Vasconcellos Uenexes de Drommono, bacbarel for-
mado cm sciencias jurdicas e sociacs pela academia
de Olinda, advogado nos auditorios do Rerife. Para
a publicado dessa obra Un intercssanle e iuilspcu-
savcl a lodos os senhores juizes. advogados e mais
peSMttS, queseiledic-am sinesmas piolissoes, ou alias
precisam possuir una minuciosa e melliodica compi-
laran do Direito Civil Patrio, lendcnlc a adquirir
pleno couheciinenlo dos seus dreitos e obrigares ;
sub-ereve-sc cm l'crnambtico, na praca da Indepen-
dencia, loja n. ti e 8 ; no paleo do Collegio, casa n.
29, lajas 11. 6 c 20, e na ruado Hospicio n. 9. O
preco da assignalura ser de IG9OQO, pagos a en-
trega de cada exemplar, e logo que baja numero de
assignatoras sullirieule para satisfazer as avalladas
despezas da imprtssao, ira para o prelo, no dia da
publirarao da mesma, cnccrrar-sc-h a assignalura,
vender-sc-ha mais caro.
Ao publico.
RETRATOS A OLEO E DAGtERBEOTYPO.
AULA DE DESENHO.
Cincinalo Mavignier, relratisla c pensionista tic
S. M. o Imperador, avisa ao respeilavel publico
desla capital, que o seu cslahelecimcnlo de pintura c
daguerrcolypo, esla sendo montado em grande es-
ealla por isso que espora o extraordinario marhi-
uismu daguerreohpo viudo da Europa, sala da
machina he Iluminada por urna immensa claraboia
de liinla vidros de viute polegadas, dando urna luz
liio bella e regular que sahirao os retratos maguili-
eos; essa claraboia vai servir por cmquanto a machi- U cailtellSta Sullistiano de AqtlIDO
na que existe no mesmo cslalieleciincnlo, co anniiii-
ciante convida ao respeilavel publico a visitar este
atljAteri"........,.--...,^n -.....1- ...............;,.
pois tara com que sai.ini rclralos os melhorcs ncsle
genero. O dniiinriantc vai principiar os trahalhos
de cabellos para formar riquissiino* quadios. onde
representar tmulos, ciprcslcs c oulros emblemas
de saudade, e allianca que serao de una cxeeueao
agradavel a seus freguezes. Os Irabalhos do estabe-
lecimcnto principiam das 10 iioras da manhlta s 4
ila larde. Aterro da Boa-Vista n. 82 primeiro c se-
gundo andares.
GRANDE ADLA DE DESENHO.
Cincinalo Mavignier, retratista c pensionista de S.
M. o Imperador, lendo de demorar-se mais alguns
mezes nesta capital, abri ma aula de desenlio a
pedido de muilos de KUI amigos pois esl sendo
bstanle frequentada ; as pessoas que quizercm se
matricular podem comparecer a qualqucr hora na
mesma aula, esta aula vai ser ornada com a melhor
escola de Julien. Raphacl e Murillo, em grandes
modcllos vindos da Europa; assim como lamben]
bustos, estatuas de gesso, onde se copiara os esludos
do n, be agradavel esle Irabalho e neDl sua regula-
ridade muilo se aproveila. O aniiiincianlc se en-
carraga de qualqucr desenlio sobre papel, marfini,
vidros, laboas, ele, ele. Aterro da Boa-Vista n.
82, primeiro c segundo andares.
MULO.
PIANOS.
Paln Nash & C. acabam de recebar do Londres
dous elegantes pianos, feitio vertical, de jacarando,
gues cm qualidade c v07.es aos dos bem conhecid
aulores Collard k\ Collaid, ra do Trapiche Nov
n. 10.
DEMISTA 1RA.NCEZ.
Paulo Gaignoux, ettabelecido na ra larga m
ilo Rosario 11. 3ti, segundo andar, colloca den- @
(5 les com gengivss artificiaos, c dentadura com-
@ pela, ou parle della, com a pressio do ar. (*
ij Tambem lem para vender agua dentfrico do @
@ Dr. Picrrc, c p para denles. Rna larga do a
$5 Rosario n. IMi segundo andar. ${
Na ra de Dorias 11. 112, primeiro andar, prc-
cisa-se de urna prcta escrava para o servico le pou-
ca familia.
l'rccisa-se de una escrava para o servico de
urna casa de pouca familia : na ra do Hospicio 3a
casa nova direita depois de nassar o qnarlcl.
Na ra da Cadeia do Itceife 11. 19, primeiro an-
dar, vcudem-sc colmenos de bezerro de tres solas c
sapaloes para invern em porcSo.
1). W. Bavnnn oirurgiao dentista americano
reside na ra do Trapiche Novo 11, 12.
Precisa-se alugar um sitio pequeo para un
boincni sollciro : quem o liver ptklc dirigir-se a ra
do Trapiche o. 38, armazem do Sr, Miguel Carneiro.
Manoel Antonio Teixeira vende o seu bilbar c
todos os scus pcrlcnces : a Iralar na l.ingoeta 11. 2.
I.ava-se < engomina-se com loda a perfeirao c
aceio : no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado n. 15.
&fi^**'.vr-*'"'>l*'^lT:. -f -^>.*-?T.-.-(!>,.*.a-*. -^Sifii
SI O Dr. Jou Honorio Bezerra de Meuezcs, jg
formado em medicina pela laculdade da Ba- @
i??- bin, on'erccc seus prcslimosao rcspeilaxcl nu- '.^
4; buco dcsta capital, pudendo ser procurado a {;{
$; qualqucr hora em sua rasa ra Nova 11. 19, @
,-.; segundo andar: o mesmo se presta a curar
^ graliiilaiuenle aos pobres. t^-
S0fe'?i:Si;i@-,3?5.:SBSKy3
J. Jane dentista,
Cunlina rc/.idir na ra Nova, primeiro andar 11.19.
gKiiK:;:{SS;'
^ O Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinbo mu- >
}y) dou-sc para o palacete da ra de S. Francisca @
j3> 'mundo novo) n. t.s A. @
y >.t:- 5-5i;:';..": fi.':;:;:::t^nt$
A pessoa que por esla folha (era annunciado
querer comprar um moinlio grande de pedra, o qual
I se acha ao pe da alfandega : quereudo comprar um
lirija-ss ra do Oueimado loja 11. 14.
A direcrSo dn associacao commer-
cial desta praca, do conformidade com
oscili{;os20e21 do capitulo terceiro dot
estatutos que a rece, convida a todos os
senliores socios cllectivos. da mesma, para
a assemblea geral, que deve ter lugar no
dia o de agosto do correnlc auno, pelas I I
liorus da manliaa, na sala de suas sessoes.
Sala da associacao com inercia I de Pei-
nambuco aos 2(i de julho de ISol.An-
tonio Marques deAmoriui, secretario.
De-apparcceu no dia 18 do alerro da Bo-Vis-
la n. 12, um cachorro grande lodo prelo, com um
risco braneo desde o pescoro al os peitos, o qual
acode aouoinc de Soulouque: quemo levar .1 dila
casa ou delleder noticia ser gratificado.
l-'urlarain da ra Dircila do sobrado 11. H'.l,
um hah iU' flandres azul contendo os uhjeclos se-
guidles: nina casaca prela nova, una dita cor de
cafe redonda, dous colleles prelos, sendo m ele
Iraspasao, nina cale* de casemira de cor, ura leneo
brauco com as Icttras P. I... don- pares de sapatos
de marroqoini amarillo, nm palil de alpaca mes-
ciada, j osadoe uinaloalha de labyriolho as pon-
las: pede-se quem forein oflerecidos os bjeelos
cima, que os appreheinla c leve ao dito sobrado,
que sera guiicrosanienle recompensado.
Desapparcceu no dia 21 do correnlc dr mandila,
lim menino de idade 7 pjra S anuos com os sig-
naos seguinles; acabocolado. cabellos rompridos c
cacheados, rosto redondo, olhes grandes, muilo es-
perto, de nome Antonio Diiarle le Souza, muilo co-
nlicriiKi pelo iionic de carrapalinhu, na occasio cm
que desapparereu fui cm camisdo e calcado: roga-
se a loda c qualqucr pessoa qoe der noticia desle
menino, dirigir-se a Iravessa da Madre de Dos
taberna n. t. que sera recompensado.
O Sr. Dr. Joaquim Jos dos Sanios Amazonas,
lem mu.1 caria vinda de Macei, na ruada Cadcia
do Rceife loja de Bastos & lioncalves.
A pessoa que pelo presente Diario do dia 20
ilo correnlc, annuncioii ter adiado um papagaio,
quera por favor declarar sua morada para ser pro-
curado.
Allencao.
Furlaram no dia 25'do crranle da casado abai-
xo assiguado s 11 horas para o meio dia, do sobra-
do que foi do Peixoto delimite da matriz nova de
S. Jos os seguinles objcrlos: urna caixinha de vi-
deo franceza, duas pulsciras de 011ro lavradas, sendo
una rom una palma esmallad.1 de azul e pcrolas,
dousalOnetes de pcito de ouro lavrados, sendo um
com esmalte azul, um par de argolas de ouro sem
esmalte, um par de boles pequeos para pimlio*
ura lenco de cainhraia de linho bordado com bico,
eas iniciad seguinles I.. X. S. no centro, sendo
estas letlr,.s fcitas com linda de marca azul c en-
camada, tres pares de luvas, ura de seda e dous e
pellica, um palileiro de prala, duas pecas de brincos
de prala perfumados de ouro, urr. enfeile de ou:'o
para pescoco de crianca, urna toalba de madapoUlo
cora buhados decasM, dvcrlc-sc que ja se achara
presos Ires. um be escravo de Francisco dos Reis Nu-
iles Campello, outro da viuva do capitno Francisco
dos Reis Campello, co lercciro de Manocl Jos Piu-
lo : roga-scas autoridades policiaes que livercm o
couhccimeulo dos ditos objeelos que os apprcbeu-
dam; c se algiim particular timbera souber c levar
na dila casa ser generosamente recompensado.
Juo Xacier e Silca.
Roga-se a pessoa que receheu no dia 17 do
correle, Ires cadeiras de um prelo, de mandar en-
tregar na ra dcS. lionealo 11. 20, que ser recom-
pensada.
Quem precisar de ama ama para casa de bo-
racm sollciro ou de pouca familia : dirija-se 1 Ira-
vessa du Mundo Novo 11. 10.
COMPRAS.
Ferreira avisa ao respeilavel publico, que
as suas cautelas offerecem mais vaulagcm, do que as
os presos dellas.
Preco das cntelas dos oulros.
25700 2:3002000} Sorte correspondente
1-5500 1:1.50-5000(aos 10:0005 com odes-
liOO 92070001 cont de 8 por do ira-
iliflSIO/ posto coral.
9205000} Sorte correspondente
4005000(aos 1:0005, com o des-
3G8-5000 (cont de 8 por do ra-
I8I5OOO) posto geral.
23(V>000) Sorte correspondente
1155000(a 1:0005,com odescon-
925000 (to de 8 por do impos-
4(i-5O00) lo geral.
V'
I
f
Decimos 13200
Vigsimos 600
(Juarlos 2S700
Oilavos 19500
Decimos 15200
Vigsimos 000
)
v
appare-
Osabaixo assignados, donosda nova loja do ouri-
ves da nu do Cabug o. II, confroiileao palco da
malrizerua Nova, fazem publico que cslo comple-
(araente sonidos dos mais ricos c bellos gustos de to-
das as obras da ouro, necesarias tanto para senho-
ras, como para domens e meninas, e continuara os
presos sempre muilo era conta ; os mesmos se obri-
gam porquaesquer obras quovenderem a passar urna
conta com rcspousabilidade.especilicaudoa qualidade
do ouro de 14 on 18 quilates, (cando assim snjeilos
por qualquer duvida que apparecer.
. >. -. -Sera"n cv Irmao.
ANDRADE & LEAL
COM
IAIUUCA DE CALDEREIHARIA
Na ra Imperial a. lXs 120, e deposito a.
ra Nova a. 27.
Scieiiticam aos destiladores e scodores de enge-
nho, que cora algum Irabalho e despendi, conse-
guitam um uovo raelhoramenlo para os alambiques,
para conjunclamenle rcslilarem o caxixi, produzin-
do cm cada deslilacito sera aceumularcomo al aqui
accontece, ou misturar com a garapa ; pois cora este
novo mclhnramcnlo bacconomiade combuslivel e de
lempo, podeudo clevar-se a maior grao aleoolice, e
alcm disso niclhora a qualidade da agurdente que
nao sahira impireumalKa ('ou oque vulgarmente se
chama eslurro ou queimada.)
Necessita-se de una pessoa que esleja as cir-
cumstaucias de poder lomar conta de urna padaria,
sendo dita pessoa entendida ueste negocio, o que se
exige para melhor poder se dcscn\olver no manejo
da mesma, daudo-se um sollrivel ordenado : quera
esliver neslas circunstancias, dirija-se mesma
padaria, ra larga do Rosario 11.48.
Joaquim Francisco de Alem lem justo a com-
pra da parte que tem no predio n. 8, no largo ila
Assemblea, com Sr. Ilenrique da Fonseca Coulinho.
^e ole negocio piejudiea a terceiro, queira declra-
lo por esla jornal, no prazo dcSdias, lindos os quaes
sem eflecluada a compra.
ASSOCIACAO' COMMEIICIAL DE PLU-
NAMBLCO.
A commissao nomeada pelos senliores
Mtlisciiptoies para distribuir imjioitan-
Cia agenciada por esla associacao para os
prejudicadoscom a innundacao de 2> de
junlio, convida ao.; que mais soreram
com tao unesto acontecimento e licararo
icluzdos a indiseil(.ia( a apresenlarem
seus icipievimenlos acompanhados de al-
lest.ulos circunstanciados de. pessoas res-
peitaveis do lu/jar de sua residencia, para
serena attendidos. Devendo taei reriueri-
mentos seren entregues ao archivista da
associarjo, no largo do Corpo Santo, at
odia I5deagst0|)ro\iinoluluroA. V.
da Silva Barroca, secretario da commis-
sio.
OSr. ManoctFerreira Coelho (andarelv, pas-
s.goiro do vapor D. Mara //, do Rio de Janeiro, 011
aiguem a quem o ditosenhorentregou abordo para
si'^i1"";' l''na- a fmer entregas ao abano as-
unas enroi.......ndas que receben na dila
*** dos .....||0rps
mandar eolregar
4, primeiro andar.
Jote llaptista da fonseca Jnior.
Rocha PintoA- Lopes, baja de
no escriplorio da ruado Vigario
Cincinalo Mavignier, retratista e pensionista de
S. M. o Imperador, leudo sido tcslemuuha dos es-
tragos reitos pela ".cande clieia de 22 e 23 prximo
passado nesta ridade c seus arrabaldes, deu-se ao
Irabalho de tirar os pamela dolorosos de seinclhanle
siluacao com as vistas dos lugares e a endiente; esle
Irabalho esl sendo passado a oleo, pois vai ser apre-
senlado a S. M. o Imperador, que oll'crecc osen
pensionista cima mencionado, e antes de seguir o
seu destino, julga o annuiicianle que ser bom ex-
por o quadro em lugar onde esle publico veja, e pos-
sa dar o seu parecer.
Lotera do hospital Pedro II.
O caulclisla Antonio Jos Rodrigues de Souza J-
nior, avisa ao respeilavel publico que scus bilbetcs
iuleirns, meios hilhctcse cautelas da lotera cima,
seacliam venda pelos precos ahaixo, na praca da
Independencia loja n. 4, do Sr. Forluiialo, u. 13 e
15, do Sr. Arantes, n. 40, do Sr. Faria Machado, c
na ra do Oueimado 11. 37 A, dos Srs. Souza iV
Freir, cuja lotera temo andamento de suas rodas
no dia 18 de agosto prximo futuro. 0 iiicsino cau-
lelisla se obriga a pagar por inlcirn os premios de
10:0005000, do 1:0005000 c de 1.0006000, que os di-
tos seus bilheles inleirose meios obliverem, os quaes
vio rubricados cora seu nome.
Bilheles II5OOO
Meios bilheles 50500
Quartos s.700
Oilavos laoo
Decimos lft20tl
Vigsimos (MKI
O solicitador Cimillo Augusto Ferreira da Sil-
va, pode ser procurado para lulo que disser respei-
lo a sua prousso: no escriplorio do lllm. Sr. Dr.
Joaquim Jo- da Fonseca.
. Precisa-se de um feitor para uin sitio : no
alerro da Boa-Vista 11. 43.
NSO lia melliorcs no mercado.
No anligo dcpilo das bichas de llamhurgo, na
ra estreita do Rosario u. 11, |ie chegado novo sorli-
mento de bichas de Mam burgo, que se vende por
atacado, aos ceios e meios ceios e a relalho, e tam-
bera se alugara por menos preco do que em oulra
qualqucr parle.
Furlaram no dia 17 do corrente mez, da casa
n. 33 da ra Nova, um rclogio de ouro, patente in-
glez n. 18,537, rom correnlc e chave lamben) de ou-
ro : roga-se a qualqucr pessoa a quera fSr efloreci-
do dito rclogio, de appreliendcr c leva-lo na refe-
rida casa, que sera generosamente recompensado.
Prerisa-sc de un criado e una criada, que se-
jara ambos de incia idade : no aterro da Boa-Visto
n. 18.
ANTIO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da ra do Trapiche
n. 15, lia milito superior potassa da Rus-
ta e americana, ecal virgen), chegadaha
pouco, tudo por preco commodo.
Ccdc-se um sitio que acenmmodaanimalmente
llivaecas de leite, com a condicao de quera o pre-
lendcr comprar as vareas c o mais que 110 mesmo
existir : na ra do Oueimado, loja n. 31.
O bacbarel Chrislovam Xavier Lopes declara
qncoSr. Joao Ozorio de Castro Mariel Monlciro
he he devedor da quanlia de duus contos eseiseen-
los mil ris, como consta de urna escriplura publica,
em nol^s do lobelilo Cuilberinc Palricio, e um pa-
pel de Iralo ein seu poder.
Aluga-sc urna escrava, excellentc engorama-
deira e enzinbeira : ua praca da Boa-Vista n. 10.
Quem perdeu um papagaio annuncic, que dan-
do os signaos Idc ser entregue.
Deseja-se fallar ao dono 011 dona de urnas Ier-
ras denominadasTapado, na fregue/ia de Agua-
Prela : queiram anniiiicar para ser procurados.
Precisa-se fallar rom o Sr. Thom Ribeiro lio-
mes dos Santos : na ra Dircila 11. fiti.
O Sr. Jaao Faure nao pode ausenlar-se desla
provincia sem njuslar suas cnnlas.e pagar o que est
devendo ao abaixo assiguado.A. Lacaze,
Quartos
Oilavos
Decimos
Vigsimos 600
Quarlos 28700
Oilavos I95OO
Decimos 1-5200
Vigsimos 600
Quarlos 25700
Oilavos 1.5500
Decimos I52OO
Vigsimos 600
Preco de suas cautelas.
Quarlos 25700 2:5005000, Sorte correspondente
Oilavos 15500 1:250500(l( aos 10:000, sem o des-
ocamos 15200 1:0005000(cont de8 por",do ira-
Vigcsimos 600 SOOfOOO) posto geral
Quarlos 2c700 1:0005000) Sorte correspondente
Oilavos I95OO 5005000( aos 4:000-5, sem o des-
40g0001 cont de 8 por do im-
205000jposlo geral.
2505000) Sorte correspondente
I255OOO (a !:0005, semodescon-
1008000?lo de 8 por',do impos-
509OOO) to geral.
Salustiano de .quino Ferreira.
LOTERAS DA PROVINCIA.
O tliesoureiro geral das loteiias avisa,
que se acbama venda os bilbetes e meios
da primeira parte da segunda lotera a'
henelicio do hospital Pedro IL.nallic-
souraria das loteiias, ra do Collegio n. 1 i,
na praca da Independencia 11. 4, e na
loja do Sr. Arantes n. 1 o, ra do Qnei-
mndons. 10 e 7), rita do Livramento 11.
2, aterro da Boa-Vista R. 18, praca da
Roa-Vista n. 7. Corre a mesma lotera
impreterivelmenle nodia 18 dearjosto, as
I horas da manhaa ; e os bilbetes cstiio a'
venda ate'O dia 17 as (i horas da tarde.
Preco nteiros lO.sOOO
meios 5JOO0
Precisa-se de urna ama de leilc,.forra ou cap-
tiva : na ra do Amoriiu n. 25.
Roga-se aos Srs. Jos da Cosa Albuquerque,
Antonio Jos Pcrcira de Mendonea, Manocl da Cos-
a Alccrim, Angela Maria Custodia, Francisco Al-
ves Carina, Manoel Jos de Almcida Costa, Francis-
co Muuizde Almcida, Manoel da Silva Gormarles,
Bcnlo Marlius Goncalvcs l.isbtla, Joflo Ferreira da
Costa, Joaquim Jos de Albuquerque, Jos Martins
Ferreira Coitinho,
Compra-s urna escrava de 20a 2(i
anuos de idade, pie saiha coser e engom-
mar ; agradando nao se ollia a preco :
quem a tiver podera" levara ra do Vi-
gario n. 19, segundo andar, no escriplo-
rio de Machado i\ Pinbeiro, para tratar.
Comprase palacoes brasileiros e hespanhes,
cm grandes o pequeas porcoes : na ra do Trapi-
che, armazcm n. 38, de Miguel (.larnciro.
Compra-se una estatua de marmorc ou de pe-
dra de Lisboa, que lenba 6 a 7 palmos de altura, c
que seja propria para emblema de um lumulo : quem
liver annuncic.
Compra-se urna escrava piola,que seja boa cn-
gommadeira : na ra do Trapiche n. lli, segundo
andar.
Compram-sc escravos de 10 a 22 auno* para se
exportar, leudo boas figuras e habilidades paga-se
bem : na ra Dircila n. 66.
Ka ra das Flores n. ;7, primeiro andar, com-
pra-se nutre dame de Paris, de Vctor llugu, era se-
gunda nio. \.
Compra-se lima escrava prela' ainda moca,
bem narcciila. sem ttmUcii:, o vicio nlguin. o ene "se
venda por alguma outra circumstancia, que saiba
coser, engommar, cozinbar. lavar, c sirva para caa
c ra : quem a liver, dirija-so a qualqucr hora do
dra a ra da Soledade. logo ao sabir para o Mangui-
nho, no silio dos i lcoes, que achar cora quem tra-
tar.
Compram-sc cITeclivamente Diarios para era-
brulbo a 35-500 a arroba : na ra larga do Kosario'
junto ao quarlel n. 8, 15 c 17.
Compram-se patacSes brasileiros r
hespanhes : na ruada Cadcia do Recife,
loja de cambio n. 2-i-.
Compra-se urna escrava le de/.oito
aVinte cinco anuos, de bonita figura, pie
tenha habilidades e sobre tudo seja boa
Cozinlieira: na ra do Trapichen. 11.
Compra-se una corrente de ouro de lei sem
fcilio que pezc 15 alSoilavas: quema tiver an-
IIUIICIC.
Vestidos de seda.
Vendcm-se vestidos de seda escoceza de 2 a Iba-
hados, com capolinbo c collele, proprios para meni-
nasde 11 anuo-, pelo barato preco de l25tMHI, visla
do proco e qualidade da fazenda, uinguem deiiara
de comprar na rna Nova loja n. 16, de Jos Luiz Pe-
rcira ij, Filho.
Cemento Romano
vende-sena ruada Cruz armazem n. 13.
Chitas baratas.
Vcndcni-se chitas linas de cores linas, padrocs cla-
ros c escuros a 120. 110, 160. t80 c 200 rs.. dio-te
amostrss cora penhor: na ra Nova lujan, 16,deJo
s l.uiz Pcrcira & Filho.
Vende-se um braco de balanca de ferro grande
do autor KomAo, com conchas e crrenles de ferro,
proprio para qualquer armazem de Mancar, 2 embo-
nos de redro, 2 canoas de carreira novas : os pre-
teiidcnlcs, dirijam-se a Antonio Leal de Barros, na
na do Vigario n. 17.
Na loja da ra do Collegio n. :t, vendem-se
luvas de pellica branca c de cor, lano parahumem,
romo para senbora, a ISMH), 800 c 650 rs.
Quem quizer possuir una negra rrioula, mili-
to moca, que no estado de boje era para700-5000 rs.,
vende-se por UVe-OliO ; o motivo se dir ao compra-
dor : na ra Dircila n. 19, se dir quem vende.
Vende-se por muilo commodo preco, mais da
melado do sobrado de ires andares u. 112 na ra
da Sen/ala Velha junto a cocheira : a Iralar na ra
do Kaugcl n. 56.
Vendem-se os mais ricos pianos
com excedentes vozea e por precos rom-
modos: na ra do Trapiche n. o em ca-
sa de J. C. Rabe.
No alerro da Boa-Vista n. 80, vende-se gom-
ma para engommar a 100 rs. a libra, ltimamente
chegada do Araralv.
Ouem deixara le comprar fa/.enilas por
menos do seu valor,
cmo scjan : corles de casemiras lisas de cores com
msela a i.-'OOO. corles de colleles de gorgurSo de li-
n bo c de seda de novos padrocs a I56OO, merino pre-
lo selini muilo lino a 5000, brins (raneados de linho
decores modernas, lingiiido casemiras, a 800rs. a
vara, dilos pardos de puro linho muilo fino a 640 a
vara, chita francesa de quadros a 200rs. o rovado, e
mitras fazendas por baixo preco : na ra do Quci-
mado, loja 11. 17. ao p da bolicn.
HABATO SIM, FIADO NAO.
Para liquidaran a .'lOOrs. o covado !
Vendem-se as mais proprias fazendas modernas
para vestidos de senbora c meninas, intitulada or-
lcans.de seda furia-cores, com msela, pelo diminu-
to proco de 100 rs. cada covado : na ra do Qnei-
mado loja 11. 17, ao p da botica, de Faria & Lo-
pes.
AO < OVSI i.TOI 10 IIOMEOPATHICO
DO
v DR. P. A. LORO HOSCOSO.
v endem-se as seguinles obras de honieopalbia cm
franeez :
Manual do Dr. Jahr, '1 votumrs
Bapou, historiada homeopalbi-i, 2voluntes
llarlhraan, tratado cumplido das molestias
dos meninos, I volunte
A. Teste, malcra medica bom.
De Fayole, doulrina medica hora.
Clnica de Staoueli
Carting, verdade da homcopalbia
Jahr, tratado completo das molestias ner-
vosas
Diccionario de Nyslen
g s m .> a 9 8 #Qm:mwQmQ n
(?J Hicas romeiras de fil bordadas, pelo com- 5*
M modo preco de 50(K cada urna : na ra do J
@ Oueimado, seguuda loja vindo do Bosario @
3 n. 18. ;
*-:8^M?StiSf:-;3KK3^?5
VIM10 UO PORTO MLTTO FINO.
Vende-se superior vinlio do Porto, em
barrisde4., 5. e 8.: no armazem da rna
do Azeite de Peixe n. 14, ou a tratar no
escriplorio de Novaes S Companhia, na
ra do Trapichen. 34.
##>#>?: g)>iiai>t
NAO" PODE SEB MAIS BARATO.
S Na ruado Queimado it. 10.
55 Chita franceza com barra a .
Dila ingle/.! .iiiin barra a
No armazem de Jos Joaquim l'ercira de Mel-
lo, defronle do caes da alfandega, v endera-se caitas
cora duzias de garrafas de vinho de caj.
Vendem-se 't vaccas lourinas.l novilho tourino
de raca pura e algumas vaccas da Ierra : para ver
na Ksirada Nova primeiro silio de portan de ferro, e
para tratar no Chora Menino primeira casa do lado
esquerdo antes da puutcsinha.
AOS SENHOBES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle cm Berln, empreado as co-
lonias inglezas e hoUandezas, com gran-
de vantagem para o meUioramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de emprc-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz, n. 4.
LFNCOS DE CAMBHAIA DE LINHO A 19500 A
Dl/.IA.
Na ra do Crespo n. esquina que volla para a
ra do Collegio, vendcm-se lencos de cambraia de
linho fino* em ramullas cora lindas estampas, pelo
haralo preco d* 19300 rs. a duzia, para acabar urna
pequea porcilo que ainda resta.
LOJA DO BARATO,
Ra do Crespo n. 14, lado do norte,
de Das e Lemos.
Chitas acabncoladas com no vos desenhos e pannos
muilo encornados, cores livas, a 160 o covado, ditas
de padroes raiudinbosa ISO, ditas de cores com pa-
dres liiigiudo rassa a 200 rs., riscadinhos de quadros
niiudos, cores lixas, a 160 o covado, dilos franecze*
com i palmos de largura, fazenda muilo fina, a
250 o covado, corles de cassa chita cun ramagens de
de cores a I98OO, alpacas prclas a tyX) rs. o covado,
ditas linas cun luslrc a 700 rs., das, lavradas a 800
rs., sarja de la da primeira qualidatte por ser cn-
corpada a 360 o covado, sargelira lavrado para forro
a ISO o covado, riscadiiiho de linho de listras miudi-
nlias a 900 rs. o covado, algodao mcsclado e de lis-
Iras, milito cncorpadu, proprio para servico de cam-
po, a 180 o covado, rufau, fazenda de algod.lo mes-
ciado, de varias cores, propria para calcas c palitos,
a 200 rs. o covado, corles de meia casemira de qua-
dros c listras a I5.OO, dilos de brim de quadrinhos a
1?200, cobertores hrancos de algodilo da fabrica da
Babia a J60, c grandes a 6i0 cada um ; rinalmente
o la toja ha um rico sormcnto de iudo, e per isso
aproveile quem quizer comprar barato, dando-sc
amostras de ludo quaulo so aunuucia, deivando seus
compelenlcs penhores.
Com pequeo toque de copim, vende-se panno
fino verde cor de carrafa, de superior qualidade, e
prava de limSo, a 3(500 o covado : na ra do Cres-
po, loja da esquina que volla para a cadeia.
Velas de carnauba do Aracaty,
Vendem-se na ra da Cruz armazem de couros c
sola n. lo, encllenles velas de 6, 8 e t) em libra,
cm caivasde 30 a .'iil libias cada una, c por commodo
preco. ;
Aos fabricantes de velas.
No armazem de Domingos Rodrigues Andrade &
Companhia, ra da Cruz 11. 15, vende-se muilo supc-
OaOOO r'or rcra MOOO c a re,a"10 e alnl dc se Pcsar na occasio da enlfe-
' j ga se desconlar orna libra de tara em cada sacco,
como lio costurar.
169000
I63000
IOOOO
9000
69000
10;000
jg, Cassas finas dc cores a vara.
200 @
500 S
600 S
-50 S
l-SKK)
1>600
VENDAS.
PBLICACAO' RELIGIOSA.
Sabio .1 luz o novo Mez dc .Maria, adoptado pelos
reverendissimos padrescapuriiiuhos de N. S. da Pe-
ona dcsta ridade, augmentado com a novena da Se-
nbora da Cunceieao, e da noticia histrica da mc-
dalha milagrosa, cdeN. S. do Uun Conselbo : ven-
de-se nicamente na livraria 11. 6 c 8 da praQa da
Independencia, a lOOO.
Vende-se azeite de nabo clarificado,
proprio para candieiros de mola por ser
muito lino, l.sSOO rs. a medida: no ar-
mazem de C. J. Asile} & C, ra do Tra-
piche n. 7).
Vendem-se em casa le S. P. Johns
ton i\ C, na ra de SenzaUa Nova n. hi.
Linho do Porto superior engarraiado.
Sellins inglezes.
Relogios de ouro patente inglez.
Chicotes de carro.
Farello em saccas de arrobas.
Fornosde f'arinha.
Candelabros e candieiros bromeados.
Despenceira de ierro g.ilvanisado.
Ferro galvanisado em lblha para Torro.
Cobre de forro.
Saccas com mil lio.
Na rna do Vigario n. 33, vendcm-se saccas com
millni. por preco commodo.
Vende-se I carro de 1 rodas para 2 ravallos,
, Antonio Jos Marlius, Manuel -mujlo bonito e nianeiro, novo, que foi mandado fa-
lla Silva Coulo, Thomaz Times, apparercrem no zerJre cncommenda para icssna particular, e de bom
alerro da Boa-Vista n. 15, segundo andar, a nego-
cio.
Precisa-se dc una ama para casa de pouca
familia, porera que saiha bem cozinbar e engommar:
ua ra do Crespo, loja n. 21.

n
360
2!O00 O
1?OO0
200 1
'200
12280
costo : na Iravessa do Ouvidor," na cocheira, para
ver e ajustar.
Vende-se urna prela, crionla, ranea, de bonita
ligiua. propria para campo, ou para vender na ra:
na cocheira da Iravessa do Ouvidor.
^ ende-se urria porcao de sal, por preco com-
modo : na rna da Praia .:(2.
S endem-se opliraos terrenos para edificarcra-
se casas, uas ras do Alecrim e Palma : a fallar rom
II. Carneare.
Vende-se lia de difiranles cores: na roa do
Trapiche n. Ki.scgundo andar, cm casa de Antonio
de Almcida (ornes i\- C.
Vende-te a armacSo da loja da rna Direita n.
II, com o traspasso das chaves da mesma, a qual he
propria para qualquer cstabelccinicnlo : a tratar na
ra do Livramento n. 29.
Vende-se una estante c diversos livros nuti-
cos, sendo unta taima por C.illcl, c oulra por Nov ie,
c um mappa, ludo em bom uso : quem pretender
annuncic.
TAIXAS DE FERRO.
Na funili;ao' dAurora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
ra lo Brum logo na entrada, e del'ron
te do Arsenal de Maiinha ha' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional
batidas, fundidas,
Francisco Lucas Ferreira, com co-
cheira de carros fnebres no pat:o do
Hospital n. 10, encarrega-se de piahpier
funeral, sendo padres, msica, cera, ar-
maran na igreja ou cm casa, carros de
passeio e tirar guia da cmara, e ah cn-
contrarSo tudo com aceio, segundo dis-
poe o regulamenlo do cemiterio.
AVISO AO COMMERCIO.
Manoel & Villan lem a honra de participar aos
Srs. legistas, que se achara sempre na sua fabrica,
ru.i da Cruz n. 50, um esplendido soiiimeulo dc
chapeos dc sol para bomens e senhnras, lano dc
seda romo de panno, os quaes vendem-se em porcao I mente, iiriosesentein no rusto ua arrao dc cortar
de urna duzia para cima, c por precos mdicos. I vendem-se com a rnudicao de, nao agradando, imi-
Na rna das Crnzes n. 10, taberna do Campos, j dereui os compradores devolve-laa al 15 das depois
ha porcao de nidias hainhurguezas das inelhores que da compra rcslitoiudo-ie o importe. Na mesma ca-
la no mercado, que se vende em porcei e relalho, sa ha ricas le-ourinhas para unlia?, fcilas pelo ines-
e (aisbcm se alucam. uio fali 'icaiile.
como estrangeira,
grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e ein ambos os logares
existem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres le despeza. O
precos sao' os mais commodos.
NA VALAS A CONTENTO E TESOURAS.
Na ra da Cadeia do Recita n. 18, primeiro an-
dar, escriplorio de Augusto C. de Abroo, conli-
nnam-se a vender a K-y.MH) o par preco fivo) as la
bem conbccidas e afamadas navalhs de barba, fcilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na expssieao
de Londres, as quaes alm de duraren) eilraordia-
MUTILADO
llrim de linho para calcas a vara
!? Dito de algodSo o covado .
9 Corles dc casemira dc 1 a 1 .
* Dilos, dila dc algodilo ....
f Parece esrocez ilclAaae seda para ves-
5 tidos de senbora, o covado .
Chales de cambraia bordada de seda.
J:J l-'uslilo para collele, o corle ....
Riseados franrezes o covado .
.'; Orle-ilo rainhraia de rila ....
fe Lencos dc seda para grvala .
DlirOSITO DE POTASSA E CAL DE
LISBOA.
Na ra de Apollo, armazem de Leal
Reis, continua a ter as legtimas qualda-
des de potassa da Russia eda America, e
cal virgem em pedra, tudo por preco a
satisfazer aos seus antigos e novos fregue-
zes.
Vende-se chocolate franeez de su-
perior pialidade: na ra la Cruz n. 26,
primeiro andar.
Vcndern-sc chapeos do Chyle
finos, dilos de fellro para se-
nbora e homem, hrancos, rxos,
caslanhos c prelos, ditos de palhinha franceza do
melhor gosto que he possivel, dilos franco/os de
formas modernas : na praca da Independencia, loja
n. lile 21.
Na roa do Visario n. 19, primeiro andar, ven-
dc-se cera lauto cm grume, como enf vellas, cm cai-
sas, cora muito bom sorlimcnloc de seperior quali-
dade, chegada dc Lisboa na barca Gralido, assim
como holai-hiiihas cm latas de H libra-.e farello muilo
novo em saccas dc mais de 3 arrobas.
*) Deposito de vinho de cham-
) pajjne Chaleau-Ay, primeira ma-
M lidade, de propriedade do condi
5 de Mareuil, ra da Cruz do Re-
" cife n. 20: este vinho, o melhor
W le toda a champagne vende-
gj se a 56|O0O rs. cada (jaixa, acha-
1 se nicamente cm casa de L. Le-
P comte Feron & Companhia. N. B.
As caixas sao marcadas a fogo
$ Conde de Mareuil c os rtulos
f^ das garrafas sao azues.
IMtM #' @8S &
AOS SENHORES DE ENCENHO.
Cobcrlores escuros muilo grandes c encorpados,
dilos hrancos cora pello, muilo grandes, imitando os
de Ua, a l^iOO : na ra dn Crespo, loja da esquina
que volla para a cadeia.
S3o chegadasas j bem condecidas velas dc
carnauba da Mrica to Sr: Manoel Dias.dd Aracatv,
por preco conimudo : na ra da Cadeia do Recite bi-
ja tic miudezas n. 7, de Anlonio Lopes l'ercira de
Mello & C. Na mesoja loja enisle um completo sor-
timento dc caixas cora chapos de fellro da bem co-
nhecida fabrica de Jos de Carvalbo Pinto & C. do
Rio de Janeiro ; assim como chapos do Chile muilo
linos, tutlo por preco commodo.
Vende-se ama escrava rrioula, dc bonita figu-
ra, com una cria tle um auno, perita engommadei-
ra e cozinheira, c tle ptima conduela, vende-se por
au se precisar della : na ra de Hortas 11. 60, se di-
r quem vende.
Vendem-se superiores velas de cera de carnau-
ba de t em libra cm caixas de 30 e lanas libras, as-
sim como dc urnas miudas em ceios; sapaloes tle
lustre, ditos dc couro tle bezerro c bode, muito hem
feitos, com orelhas ; ditos de solas para soldados,
e boiras de boa qualidade ; ludo por preco milito
commodo: na ra da Cruz 11. 15, segundo an-
dar.
Cera cm velas, soiiidas, eemcaixas
de 100 e de50 libras ; vendse por preco
barato para lecho de con las : trata-se na
ra do Vigario ti. 19, segundo andar, es-
criptoro de Machado & Pinbeiro.
Vendem-se superiores camisas lran-
cezascom aberturas de linho e de mada-
poln, por preco commodo: na ra da
Cruzn. 20.
Vendem-se aberturas de linho e de
madapolo, para camisas, muito bem fei-
tas: na ra da Cruz n. 20.
Vendem-se, aos caradores, espingar-
das francezas tle dous cannos, frnn\adas
ungido, por prero commodo : na ra da
Cruz n. 20.
Vendem-Se as bem condecidas a-
meixas francezas, por preco baiatinbo,
em latas de 12 libras : na ra da Cruz
n. 20.
Vendcm-se casas terreas, no alerro dos Afo-
gados, onde actualmente se acha parte da fabrica de
s.'ilj.o. lera crandes terrenos que botara os fundos
para o rio Capibarihc, e rendem annualmenlc 300?:
quem as pretender, enlcnda-se com o proprielario,
na praca do Corp Santo 11. ti, escriplorio.
Vende-se um prelo crioulo, de idade tic 30 an-
uos, proprio para 11 servico tle ampo, -que por ser
defoiluoso tle um olho se vender por por preco ra-
zoavel: a Iralar na ra dc Apollo 110 armazem da
ivuva l'ercira da Cuulia.

Relogios inglezes de patente.
Vendem-se a precio commodo, em casa de Barroca
i Cajlro, na ra da Cadeia do Rerife n. 4.
PARA A FESTA.*
Sellins inglezes para homem e senbora
Vendcm-se sellins inglezes de pa-
Icnlc, com lodos os pcrlcnces, da me-
lhor qualidade que tem viudo a este
mercado, lisos e dc hurranne, por
preco muilo commodo : cm casa de
Adamson Honic & Companhia, ra
do Trapiche n. S2.
\ ende-sc urna balanca romana com lodos os
seus pcrlcnces. cm bom uso e dc ,000 libras : quem
a pretender, dirija-se ra da Cruz, armazem 11. i.
A S00 RS. A VARA. .
Brim trancado branrn de puro linho, muilo cn-
corpado : na toja da esquina da ra do Crespo qu
volla para a cadcia.
COBERTORES.
Vciidem-sc cobcrlores de tpele a 800 rs., t.ilos mul-
lo grandes a ISlOO, ditos bramos com barra de cor a
I580,colchas brancas com salpico a I5OOO : na loja
da ra do Crespo n. 6.
Vende-se oraa escrava, crinula, que engomma
e co7nb;>, urna d'la que engomma pouco c vende na
ra, tres eses] sde meia idade, tic muilo boa con-
duela, ludo fireco razoavcl ; na ra Dircila
n. l>6.
?. \ eude. se n negro dc meia idade: na ra de
1 (tortas 11. 11I
Vende-se urna "prela, criolita, de idade d 30
anuos, a qual rozinha com perfcicoo diario de urna
casa : na ra du Jardim n. 29.
SALSA PARRILHA.
Vicente Jos de Brilo, nico agente em rernam-
hueo tle B. .1. I). Sands, cbimico americano, faz pu-
blico que lem chegado a esta praoa urna grande por-
reo tle frascos tle salsa parrilha de Sands, que silo
verdadeiramcnle falsificados, c preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devem acaulelar os consu-
midores de tilo precioso lalisman, de cahir ncsle
engao, lomando as funestas consequeiirins que
sempre roslumain Irazcr os medicamentos falsifica-
dos c elaborados pela mito daquclles, que autepoem
seus inlercsscs aos males e estragos da humanidade.
l'orlanln pede, para que o publico se possa livrar
desla fraude e dislincua a verdadeira salsa parrilha
de Sands ila falsificada e rccenlcmenlc aqui chega-
da ; o annn.odan.te faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em sua botica, na ra da Coni-eie.io
do Recife n. (it ; e, alem do receituario que acom-
panha cada frasco, lem embaixo da primeira pagina
seu nome imp'rcssu, e se achara sua firma em ma-
nuscriplo sobre o iuvoltorio impresso do mesmo
jracos.
Vende-se um cabrioiet rom sua compelcnle
cobcrla c arreios, ludo quasi novo ; assim como 2
ravallos do mesmo j ensillados c mansos : para ver,
na cocheira do Pedro ao p do arsenal de marinha, e
para Iralar, na ra do Trapiche Novo 11. 14, primei-
ro ailar.
DEPOSITO DE PANNO DE ALGODA'O
DA FABRICA DE TODOS OS SANTOS
NA BAHA.
Vende-se o superior panno de algodao
desta fabrica, proprio para saceos e roupa
de escravos : no escriptorio de Novaes &
Companhia, ra do Trapiche n. 5i, pri-
meiro andar.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons elleitos ja' experimen- 1
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Lecnte* Feron Companhia.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. & C. cm
Santo Amaro acha-se para vender ara-
dos '"ferro de -arrior qualidade.
MECHAMSMO PARA ENGE-
NHO. S
IVA FIMHCAO' DE FERRO DO EMHEIRO
DAVID W. MWIAN, KA REA DO MI,
l'ASSVMH CIIAFARIZ,
ha sempre um grande sorlimculo dos seguinles ob-
jeelos de mechanismos proprios para engeuhos, a sa-
ber : limen.la- e meias moendas da mais moderna
conslrucco ; laixas de ferro fundido e balido, de /
superior qualidade, e de todos os tarriaiihos ; rodas
dentadas para agua ou animaes, de lodas as propor- .
oes ; rrivos e boceas de tomaina e registros de boei- ,
ro, aguilhocs,bronzcs parafusos e cavilhes, morados
de mandioca, etc. etc.
a mesma mmk$'
se ciecutam lodas as encommendas enm a superiori-
dad!- j., coohecida, e com a devida presteza e commo-
didadc em preto.
Attencao,
0 baraleiroda ruado Crespn. 11, lem para ven-
der Archivo Thealral.conlcndo 11 petas dramalicas
cncadernadas cm um volme f, por lilTerehles au- ^
lores, 1 ilo encadernado, contendo 5 dramas, 1 di-
lo encadernado contendo 3 dramas; diccionarios de
franeez por Fonseca e Koquet.dito inglez dc pronun-
cia, e geometra,pelo marquez de Paranagu, orlho-
-1 apli 1 a ou a arle de escrever e pronunciar a lingua
portugueza, por Jno de Moraes de Madoreira Fei-
j, cartas pelo padre Antonio Vieira, e cdigo do
bom tora.
Vendcm-se charutos de Havana da melhor
ualidadc e pre^o diminuto : no armazem da ra da
ruz 11. 5.
Jacaranda' de muito boa nbal idade :
vendem Antonio de A lim ida Gomes &
Companhia, ra do Trapiche Novo n. lli,
segundo andar.
Cola da Baha, de pialidade esco- *
Ib ida, e por preco commodo: a tratar na
ra do Trapichen. 16, segundo andar,
com Antonio de Almeida Gomes S Com-
panhia.
Louca vidrada, recebida ha pouco
da Babia, com bom sortimento : vende-
se na ra do Trapiche n. 16, segundo
andar.
Genebra verdadeira de 11 ol and a,
em frasciueiras, chegada este mez, sendo
alguma da mais superior que se faz na-
quelle reino ; vende-se na ra do Tra-
pichen. 16, segundo andar.
Vende-se fumo em lolha, de varias
qualidades, escolhidas e boas : a tratar
com Antonio de Almeida Gomes & Com- J
panhia, na ra do Trapichen..16.
Palitos It ancez.es.
$2 Vendem-se palitos fraucezes de brim e
V hrctanha a 39300 e 48000 rs., ditos de alpaca
prelos e de cores a 88000, ditos tle panno fino k/
prelo e de cores a 16,18 e 205000 rs., ludo *
ila ultima moda e bem acabados : na ra
Nova, loja n. 16, de Jos Luiz Pereira 4
Vende-se sola muito boa, em pequeas e gran-
des porces, chegada iillimameute do Aracaty : na
ra ila Cadeia do Recife n. 49, primeiro andar.
Vende-se superioi potassa nacional,
em bai-rit 1 timbas, por prec*o muilo com-
modo : a tratar no armazem n. 1 -i de Can-
dido Alberto Sodre da Molla, na ra do
Azeite de Peixe, ou na ra do Trapiche n.
, com Novaes V Companhia.
CERA DE CARNAUBA.
Vcnde-se cera de carnauba, chegada agora do
Aracaty por preco mais barato do que em oulra
qualquer pane: na ra da Cadeia do Recife u. 49,
primeiro andar.
Vcnde-se um excorenle carrinlio dc 4 rodas,
mui bem construido,eem bom estado ; esl eipostu
na ra do Aragao, casa do Sr. Nesme n. 6, onde po-
dem os prclendcntes eianjina-lo, e tratar do ajusle
com o mesmo senhor cima, ou na ra da Cruz no
Recife n. -27, armazem.
VELAS DE CERA DE CARNAUBA. *
Vendem-se velas de cera de carnauba, em caixas
pequeas e grandes, de muilo boa q no .Aracaty : na ra da Odeia do IMaHte 11. 49, pri-
meiro andar. p|i
Na ra du Vigario n. 19 primeiro andar, tem pa-.
ra vender-e chapeos de castor brancopnr commodo
preco,
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvatade dezinco, superior quali-
dade, por precos commodos : na ra do
Trapiche Novo n. 16.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' dc ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um i
completo sortimento de taixas dc ferio
fundido t batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acbam-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vende-se peixe secco dc varias qualidades e
muilo bom : na ruada Cruzn. 15. segundo andar;
assim como botina dc couro pelo diminuto prero de
-29300 o par.
Vendem-se cobertores dc algodao grandes a
640, e pequeos a 560: ua ra do Crespo o. 12.
QUEMSE PRESUNTOS. _.--".
Na ra da Cruz dn Recife no armazem n. tri. de
Anlonio Francisco .Marlius. se vende os mais supe-
riores queijos londrinos, presuntos para fiambre, l-
timamente chegado* na barca inglcza Valpa-
raso.
Na rita da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem de Henrique Gibson
vendem-sc relogios dc ouro de sahonele, dc pale-
le inglezes, da melhor qualidade e fabricados em
Londres, por prero commodu.
Vendem-se relogios deooroe prala, mai
barato de que em qualqucr oulra parle
na praca da Indepeiulcncia n. 18 e 20.
Vepoiito da fabrioa de Toiloi oa Santa* na Baha.
Vende-se, cm casa tleN. O. Bieber &C, na ra
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aquella fabrica,
muilo proprio para sarcos de assucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
Vendem-se em casa de Me. Calmont & Com-
panhia, na praca do Corpo Santn.II, o seguinle:
vinho dc Marscillcem caixas de 3 a 6 duzias, linhas
era novcllos ecarrolcis, hreu em barricas muilo
grandes, ac de milao surtido, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de Ierro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
SCJam, quarlrilhas, valsas, rcdvwas, scho-
tickes, modinhas tudo modernissmo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Aceaeiade Edwla Haw.
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmont
(i Companhia, acha-se constantemente bous sorh-
mentos de Uixas de ferro coado e balido, lano ra-
sa como forilas. moendas inelras lodas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., dilas para a rmar em madei-
ra tle Indor. os lamanhos e modelos os mais mudemos,
machina linrisontal para vapor rom forra de
i ravallos, cocos, passadeiras de ferro eslanhado
para casa de purgar, por menos preco que os de co-
bre, esco reos para navios, ferro tl.i Suecia, e fo-
I has de (landres ; ludo por barato prec,o.
Na ra do Vigario n. 19 primeiro andar, lem
ventla a superior flaoella para forro de sellins che
gada recentemente da America. .
Moinhoa de vento
nm bomba stlcrepu xo para regar borlase baiat
decapim. na fundicao de D. W. Bowman : ua rna
do Brumns. 6, So 10.
Padaria.
Vende-se urna padaria muito afreguezada: a tratar
com Tasso & Irmaos.
Devoto Cbtistao.
Sabio a luz a 2.* edicto do livrinho denorai nido
Devoto Chrislao.mais correlo e acrescenlado: vende-
se nicamente na livraria n. 6e 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s panno, muilo grandes e
de bom goslo : vendem-sc na ra do Crespo, loja da
esquina que volla para a cadeia.
CAL E POTASSA.
Vende-se superior ral de Lisboa c potassa da Rus-
sia. chegada rercntemente : na pra^a do Corpo San-
to, trapiche do Barbosa u. 11.

ESCRAVOS FGIDOS.
509000 dc gralificacSo.

Desappareceu cm marco do correnlc auno, da casa
dc Francisco Pedro da Silva, residente em Maroim, ,
provincia de Sergipe, um negro por nome Pedro, de
ii-i-;"< Angola, alto, magro, sem signaes no nulo,
falla com algum embaraco, e be alem disso meio
fula ; pede-se porlaulo as autoridades policiaes, co- .
mo a qualquer oulra pessoa. que apprehcndeudo-o,
queiram leva-lo a ra do Trapiche n. 17, onde se -
gratificar com 50JKX.
Desappareceu no dia 11 de Janeiro a prela Ma-
ria, de nacjio Congo, baiva, cheia do cerpo, pcilos
pequeos, urna marca no rosto do lado direito, urna
lcllra E ou K 00 peilo esquerdo, urna marca nu bra-
co direito, a junio do p esquerdo virada para dea
Iro, os deules aberlos na frente, idade pouco mais
ou menos 30 anuos : quem a pegar leve-a a ra do
Caldeireiro 11.86, ,ue lera 509000 rs. de gralifieacSo.
Ausenlou-se da rasa do Sr. Sebastian Anlouio
do Mego Barros, cm agosto de 1851, em occasio que
se achava morando no aterro da Boa-Vista, o seu os-
rravo, pardo, de nome Vicente, de altura regular,
que representa ler 30 aiuioa de idade, pouca barba,
hons denles, olhos na flor do roslo, carpo c peritas
bem feilas, lendo nos colovellos dos bracos dous lo-
limbos ; suppoc-se estar acouladocm urna casa nes-
ta ridade, e seu senhor protesta desde j por perdas, ^
dainos, dias de servico, ele. etc.; assim como gra- i
tilica a quem o apprchcnder. .
Desappareceu no dia 15 de Janeiro do crran-
le annu o escravo Jos Cacauge, de idade 40 annos,
pooco mais ou menos, rom falla de denles na frente,
testculos erese tu-, e cicalri/es nas natlegas ; grali-
i uca-aa generosamente a quem o levar ao alerro da
I Boa-Vista n. 4". segundo andar.
Para.- Tf M.T. r.ru.-l8*.
- .
\ LEGIV L




Full Text
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