Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01516


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Full Text
INNO XXI l 170.
QUINTA FEIRA 27 DE JULHO DE 1854.
-.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o snbscripinr.
mw
DIARIO DE PERNAMBUGO
m vrrmmhs i.\ stnscMP^AO''
K> if>\ o prvnrietsrio M. F. de Faria; Hio do Ja-
neiro, oSr. oolVreirs Martins; Raliia, o Sr. F.
lVi|>r.l; Macei, o Sr. Joaqun) Bernardo rkiMen-
donra; Parahiha, o Sr. Gcrvaxio Vctor da Nalivi-
dade; NtU^.oSr.JoaqMimlcnarioPcroir; Ara-
il Sr. Antonio desmos Braga; Guara, o Sr. Vie-
toriano Augusto Borgos; Maranlio, o Sr. Joaqun
MiHodiiguos; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIO
Soliiv Londres 36 5/8, H6 1/2 ao par.
Paite) 303 rs. por 1 f.
Lisboa, 103 por 100.
a Hio Arros do lianro 40 0 0 do premio.
da rompanliia do Rehcrilio ao par.
da eorapenhia da seguros ao par.
Disninto do leltras a 6 e 8 0/0.
.MK1AKS-
Ouro. Olajas hespanliolas.....
Meadas do 69400 venas. .
de 6*400 novas. .
de 4*000.....
Prata.Palaries brasilciros ....
Pesos rolumnarios ....
mexicanos.......
?9?000
165000
169000
99000
199-VO
1590
19860
PARTIDA DOS dominios. AUDIENCIAS.
Olinda, todos os dias. I Tribunal do Commereio. segundas e quinlas-ciras.
Carnen, BoniloeGaranhuns: m .ln,l e 15. Ret teri.as.fciras 0 ?abfc,0J.
Villa-Rolla, Boa-Vota, h\u e Ounrury, a 13e2S. '
Gianna o Parahiba, segundas o sextas-feiras. Fazcnda, ten;as e soxtas-feirass 10 horas.
Victoria o Natal, as quintas-tetras. Ihzo de orphfws, segundas e quintas s 10 horas.
l'RKAM.Vn DE HOJE, L
Primeira te 6 lioras c 6 minutos da manboa. v,n do r,vcl gandaseexlas *> mcio da.
Segunda s 6 lioras c 30 minutos d.> larda. 12." vara ilo rivel, rpiartas e. solidados ao meio dia.
il'tii.Mii'.llii:-..
Jiilbo 3 Quarto crcscunlc s 4 lioras, 1 mi-
nuto c 48 segundos da tarde.
10 La ebeia te 4 horas, 6 minutos e 48
segundos da manha.
u 17 Quarto minguante a 1 hora, 44 mi-
nutos c 48 segundos da manha.
25 La nova aos 47 minutos e 48 se-
gundos do tarde.
OAS DA SEMANA.
24 Segunda. S. Francisco Solano m.
25 Terca. S. Tiago ap.; S. Christovo m.
26 Quajta. Ss. Sympbronio e Olympio mm. '
27 Quinta. S. Panlaleao medico m., S.Sergio ni.
28 Sexta. S. Innoeeocio n.; Ss. Narciso c Celen.
29 Sabhado. S. Marlha v.; Ss.Beatrize Flora mm.
30 Domingo. S. Anua mai da SS- virgen) mi de
Dos; S. Donaliila; S. Bulino ro.
PARTE OFFICIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
BM de aa Jalhe.
Ofllcio. Ao coronel commandande das armas.
inteirando-o de haver expedido as convenientes or-
den, para nilo ser trausportado para as Alagoaa
no primeiro vapor que se capera do Norte, o altores
Joaquim Bello, mas lambem do passar*guia de sor-
commento a esse nfllcial.
Dito. Ao mesmo, remetiendo copla do aviso d.>
ministerio dasuerra de 11 do corrento, no qual se
declara haver-se concedido quatro mezes de liccnca
enm vencimr-nlo ilo sold e etape, para vir a esta
provincia, ao capilao do i", halalhito de mliniana
redro Alfonso Ferreira que se cha no Para.Com-
muuicnu-se n Ihesouraria de farenda.
Dito. Ao cliefc de polica, Iransmillindo copia
n.lo so ilo aviso ilo ministerio dn guerra de II do
correte, mas lambem do decreto a que elle se re-
fere, pelo'qual foi annistado o2.cadete ."sargento
do exlinclod.'rMtalhaode caradores MannelCriolano
dos Santos, que se aclia pronunciado pelo crime de
rebclliao em que tornou parle ncsla provincia. I-
- Dilo. Ao mesmo, dtendo|qiic, segundo consten
do viso que remelle por copia, o qual foi espedido
pelo ministerio da guerra em 8 do.cnrrcnle, se con-
ceden passagem para a companhia 0\i de cavallaria
desta provincia a Anlonio Francisco da Koclia, sol-
dado do batalllo de deposito da corte.
Dilo. Ao inspector da thesoeraria de fazcnda,
transmillindo por Copia o aviso do ministerio do im-
perio de lo do rorrele, no qual se declara as quan-
lias que na distribuido do crdito d'aquelle minis-
lerio concedido na lei n. 719 de 28 de setembro de
Ittill, locaram a esla provincia par as despegas a
cargo do mesmo ministerio no exercicio de I n > i a
IMS.
Dito. Ao mesmo, recommendando que nao ha-
vendo inconveniente mandasse alionar ao lenle do
7. hatalhao de' infantaria Jos Antonio Ferrei-
ra Adrin, que tem de seguir para o sul na prjmeira
upoprtnnidede, nao s os, vencimcnlns dcste mez
mas lambem os de agosto prximo vindouro, ajus-
tando-se nesta occasio as suas cuntas. Coramu-
nicoiKe ao commaudanle das armas.
Oilo. -^-aVe director da academia deOlinda. remet-
iendo de conformidade afn o aviso do minislerio
do imperio de 12 do corrente, o incluso reiiiicnmen-
io em que Julio Armando de Ca.tro pede ser admli-
tido a fazer aclo das materias do anim aliin de que
S. S. infurme a respeilo enm o que llic occorrer.
Ditq. Ao rapiUtu do porto, dizendn que, com a
copia qne remelle da inforniaciTo do major rqmman-
dante interino do halalliitodcartilbaria da guarda na-
4 ciunal deste municipio, responde ao oflicio em que
Smc. peire para ser eliminado da lista do servico ac-
tivo da mesma guarda nacional, o palrSo das embir-
caces pequeas do tranco to porto, Francisco Can-
dido Saraiva.
Dito. Ao ebefe de polica, remetiendo copia do
aviso do ministerio dajuslira do primeiro do corre-
le, declarando que os individuos esirangciros pelos
actos que perpetraren) s esto sujeitos ao procedi-
mentn criminal ou policial que segundo as leis do
paiz for competente.
Orto. Ao mesmo, dizemlo que fica expedida a
conveniente ordem ao inspector da Ihesouraria pro-
vincial, para mandar pagar ao cirurgiKo encarregado
da enfermara da cadeia desla cidade, a conla da des-
peza Coila com a lavagem da roupa da mesma enfer-
, miria oos sele mezes decorridos de dezembro do an-
uo prximo passado a jiinbo lilo, e que quanlo ao
I.jO leneiiese 6t) camisas que rcqaisitou o referid
-. urnrwi.'TnVidilu Smc. aulorisa-lo a mandar fazer.
Ilikk m\o ins|iclir dd arsenal de mariiilia, na
mandar por em liberdad ao recrula de marmita'
Anslrilimo Amelio de Uollanda Chacn, visto ler
sido julgado incapaz para o servico da armada.
Oilo. Ao iiiz de (lucilo da I1, varai inleirando-
n de baver designado a Smc. para servir de auditor
de marinha no conselho de que traa o arl. 113 do
i'i'gulamento das capitanas de 19 de maio de 18ll>,
corlo de que o capilao do porto llic dar parte du
dia e bora em que lver de Cunccionar o referido
conselho. Ofliciou-se nesle sentido ao mencionado
capilao do porto.
Dilo. Ao director das obras pblicos, dizemlo
que pode mandar comprar pelos prcros indicados
em -ni oflicio u. 3i nflo so o papel de dczeulio,
mastambem o cemento de que Irala n cilado oflicio.
Communcou-se 'lbesouraria provincial-
Dito. Ao mesmo, concedendo a aulorisacto que
pedio para mandar reparar quanlo antes o lauco da
|ionle do Hccife que fica sobre o pi'.ar cabido, re-
ncltendo depois a competente conta, fim de ser
paga.
Dito. Ao director do arsenal de guerra, trans-
miltiudopor copiao avisodo miuislcrio da guerra de
lili de junho ultimo pelo qual se mandnti entregar a
D. Juliana Raposo de Albuquerquc um de scus fi-
llios que se acbam com praca na compaubia de
apreudizes'daquelle arsenal, deixandn a cscolba ao
arbitrio da wpplicante que fica iscnla de salisfazcr
qnalquer despeza proveniente' da educaco do dilo
svu filho.
v Dito. Ao mesmo, recommendando a expedidlo
de suas ordens, para que de novo yolte ao collegio
das orpbAos o africano Augusto, fim de substituir
ao que alli se acba de nomc .1 oo, conforme requi-
silou o director daquelle j-nlleg.
Dito. Ao inspector da Ihesouraria provincial,
^ communicando baver aulorisado t director ila< obras
~* '"?(iililicas a compra para a obra da casa de detenran,
oilo qilinlaes de chumbo em barra a I!)s200 cada um
quintal ; 10 duzias deparatozos a 1-yi00 a duzia ;
(lu.is limas grandes a800 rs. cada urna ; 20 Toldas
de papel lixa a 100 rs. a ful ha, e seis pilleis gran-
des a 19 rs. cada um. Ofllciou-sc nesle sentido ao
mencionado director. .
Dito.'--Ao mesmo, recommendando que mande
suspender a praca para a arrematarn da obras dos
rimcrrlns nao s das cadeias do Cabo e Serinbaem,
ina.tambemdoquartelda 1." d'aquellas villas al que
se proceda a novo ex.imc em as menropadasobras,
visto suppor o dircc|or das obras polticas que s res-
pectivos orraincnlos sito prcscnleinenlc insufllcien-
les, ltenlos os estragos caus idos pelas endientes dos
ros. Communicon-se ao mencionado director.
Dito. Ao mesmo, approvando a arremataeflo que
fez Barlholuinco Francisco de Souza do fornecincn-
lo de medicamentos para a enfermara da cadeia
leila cidade com o abate de 4-'i ", c dando por fiador
llenrique Jorge.
Illo. Ao commandanle superior da guarda na-
cional do municipio de Garanhuns, Iransmillindo
por copia o decreto n. 1W3 do l.do correle, pelo
qual foi organisada a guarda nacional daquelle mu-
nicipio.
Portara. Concedendo nova prorogacilo al odia
1." deoutnhro prximo vindouro para dentro desle
prazo concluir o arrematante do 9.lanroda estrada
do sul. Francisco l'ereira de Carvalho, as obras do
scu contracto. Fizeram-sc as necessarias commu-
uicaUos.
24
Oflicio.Ao commandanle das armas, Iransmil-
lindo por copia o aviso do ministerio da guerra de 22
de junho ultimo, no qual se manda por a disposicAo
ilo befe de polica o pardo l.uz, que sendo escravo
do menor Rufino Coclliu da Silva se arha alistado
no 9 iMialliao de infamara com n nome de Jos
Lua, .ifim dn que aqnctlc magistrado prncedendo
cuino for de direlto, o mande restituir a Fernando
de Si e Albuqucrque que o reclama na qaldade de
tutor dn referido menor.Igalt copia foi remcllida
a<> siipraditocbefcde policin.
Dilo-rAo mesmo, communicando baver o Exin.
Sr. ministro da guerra determinado ein aviso de 10
du rorrenlc. que se adianto ao nlferes do <| batalbn
do iifanlaria, Anlonio Mallozo de Andrade Cmara
Ins mezes do sold para sorem ilc>conlados pela
quinta parle, c recomendando que ordene a esse
nfllcial que Irale quanlo anlcs de pagar os emolu-
mentos que por esse favor compclem a rcparlirOn da
guarta, ni que n(0 pode ler execocao o rilaii
aviso.Olllciouse a respeilo Ihesouraria de a-
zenJa.
Dito.A" mesmo, inteirando-o le baver o juiz
municipal de Santo AnUlo purticipado.quoo soldado
do >. balalhande infaulaiia Anlonio l.iliorio Apo-
linario foi coudcinnado |hIo jury daquelle tormo a
mu mez de priso.
pilo.Ao inspector da Ihesouraria de lazenda,
inlcirando-o de baver om visla de sua informacao
ileferido favonivelmenle o requcrimenlo, em que
Jos da Silva Noves pede liccnca para vender An-
lonio .Vives Barbosa a pqsse do terreno de marinha
n. S'.l A, aje lugar de Fura do Portas.
'l)il.__Ao juiz relator da junta de juslca, trans-
mllindo para ser relatado emsessiloda mesma unta,
n nrocesso verbal do corneta do9.balalb3o de iufau-
taria Joaquim Pereirj da Cunha.Communicou-se
ao i iiinmandanlc da arma.
Dilo.Ao presidente do tribunal do commercio,
r......nmniidaudo a expeilicp de suas orden, fim de
que c.iinparec.im no dia 96 do correle as 10 horas
l.i inaudita, lia sata das audiencias, os empregados
daquelle tribiiual, Joilo Ignacio de Medeiro Kego,
Masiraiano Fraotiseo Duarle, Joao Facundo da
Silva liuimarAes, Anlonio Correa Maia e Diuame-
i no Augusto dn Itego Kangel para deprete, como
toslemunhas, no prncesso instaurado por crime de
respnnsabilidade contra o amanuense do mesmo tri-
bunal (iustavo Adolpho Hamo. Ferreira,Commu-
nicou-se ao juiz de direilo da segunda vara.
Hito.Ao chele de polica, dizemlo que j orde-
noii aojuiz municipal do termo de Iguarassu, Pi-
rra; io da le provincial n. :KM, podendo Smc. i
visla dos regulamenlos policiaes, resolver o que jnl-
gar arcrlado sobre o que Ibc consulla o delegado
daquelle tormo.
Ditn.Ao inspector do arsenal de marinha para,
mandar fornercr ao commandanle da corveta a he
lice .1/fljc, l.V) toneladas de carvo de podra e os
mantiinentiis necessarios para o sustento da guarni-
rn da mesma corveta, em 19 das.Commumcon-se
ao commandanle da eslacao naval.
Dilo. Ao major encarregado das obras milita-
res, dizendo licar inlnirado de quanlo Smc. commu-
nira acerca dos reparos feilos as prises do quarlcl
das Cinco Ponas, e da fortaleza do Itrmn, e decla-
rando que pode contratar com o dono de alguma
das funilices cslabelccidas nesla cidade, a factura
das Ircs grades de que necessilam as prsocs do refe-
rido quarlcl, enviando a cnmpelente conla afim
de ser salisfeila pela verba obras-militares.
Dilo. Ao inspector da Ihesouraria provincial,
inteirando-o deque, pnr nrdem da presidencia, foi
recebida provisoriamente a obra do 19" lance da es-
Irada da Victoria, c recommendando que visla do
compelenlc certificado mande Smc. pagar ao res-
pectivo arrematante a importancia da terecira pres-
tarn de si>u contrato. Communicuii-se an direc-
tor das obras publicas,
Dilo.Ao subdelegado da freguezia dos A togados,
aecusando recehido o oflicio em que Smc. pede a
conslruccilo de urna bomba na estrada nova da Mag-
dalena, para esgoto das aguas pluviacs que licam es-
lagaadas ao ladodusilio dos herdeirosde Jusliniauno
Antonio da Fonccca, e dizendo que, segundo decla-
riui o director das obras publicas, a referida bomba
ser comprehendida no orcamenlo dos reparos da-
quella estrada; aos quacs se est procedendo.
Dilo. A adminislracjlo dos eslahelecimenlos de
caridade, dizendo que s devem ser recebidas na
cas dos exposlos, aquellas mininas que estiverem
no caso dos estatutos respectivos. i
Portara. Ao agento da compaubia das barcas
de vapor, recommendando que mande dar passa-
gem para o l'ar.i o vapor que se espera do sul, por
conla do governo, Jo;lo dos Sanios, Thomaz liun*
calves da Coiireicao e Prudencio Pcreira, que livc-
ram hixa doserviro do exercilo.
Dila. O presidente da provincia, atlcndendoao
que Ibc requereu Manoel Alvcs de branles, alle-
gando ler'ja servido no exercilo, resolve que seja el-
le admiliido uovainenlc ao mesmo servico, como vo-
luntario por lempo de seis anuos,contados do dia em
que se verificar o sen alistament, visto ler sido jul-
gado apto para c nando-sii-lhealcm dos vencimcnlos que por lei llie
competir, o premio de Irezenlos mil re, pagos nos
termos do rcgiilamcutn de 1 de dezembro de 1S.">2,
ficandn-lhc porcm salvo o direilo de baver o reatan-
la para o completo do premio mencionado na pri-
meira parle da arligo 16 do rilado rcgulamento, se
porvcnlura prov.ir que ja servio no exercilo o lem-
po porque era obrigado. Fizeram-sc as necessa-
rias coinmunicacoes.
TRIBUNAL DA RELACAO'.
SSSAff E.\I2"> DE ICCillO DE-1854.
. Vi etidencia dn lixm. Sr. conw.Uieiro .-Izeveio. .
As 10 huras da maubaa, arbe do-se presentes ot
sciihnres desembargadores Vi' -ns, Basles, |,e,r
Soiiz.i, Rebollo, I.ma l'Veire, es, Pereira .Mo-
leiro. Valle e Sanlingo,.o Sr residento deolar.i
aberta a aesso na forma da lei.
Jnlqamentns.
Recursos crimes.
Recorrenle o juiz de direilo ; recorrido, Florencio
de Mcdeiros Coala.Julgon-se improcedente.
Abellacos crimes.
Api" liante o juizo ; appellado Marcolipo Anlonio
do Espirito Santo.Mandou-sc a novo jury.
Appellanlc o juizo; appcllada Ignez Mara da Con-
ceicao.A' novo jury.
Appellante o juizo ; appellado Manoel Pedro Ca-
valcanli.Nao se lomen ronhccimcnlo por ser
apresentada lora do lempo legal.
Dia de ajiparccer.
Appcllanles, Jos Rodrigues de Olivera Lima e ou-
Iros ; appellados Antonio Pedro Alvcs da Cruz
c outros.4ulgou-sc deserta e nao seguida,
AppellacOcs civeis.
Appcllanles os admioislradorcs d'i casa fallida de
Joaquim Anlonio de^Faria Abren e l.inia ; ap-
Iiellados o padre Ignacio Francisco dos Santos i_\;
Compaubia.Reccbcram-se os embargos, c refor-
mou-.e o accordam coiilirmando-sc a senlcnga
appellaila.
Appellante Paulo Caelann de Albuqucrque ; appel-
lailmijuizo dos feilos.Aprescnlou-se o accordam
asignada reformando a senlenra appellada.
Appcllanles Joaqdim Aurcliann (iosmao Uehoa e
oulro ; appellado Antonio ilc Mendonra Alarcao.
Reformouse a aenlenea' annallando-aa as duas
parlilhas.
Appellanlc SebasliHo l.uiz XV.inderlex Padrnho ;
appellado o juizo dos feilos das Alagas.Confr-
mou-sc a senlcnca.
Appcllanles JeXO Jos Rolclho c sua muiher ; ap-
pellados I). Antonia Francisca de Oliveira e ou-
Ints.(ainlirmnu-se a scnlenca.
Appcllanles Caetauo da Cosa Mnreira e outrns ; ap-
pellados Deane Voulciii Companhi.Confirmou-
se a senlcnca.
Appeilantcs Jo> Manoel da Paixao e sua muiher ;
appellado Francisco Antonio da Silva-.Rcccbc-
ram-sc os embargos.
Appellante Antonio Jos domes Arantes ; appella-
do o juizo pela batanea de Joaquim Jos da Costa
l.eilao.Confirmon-sc a senlcnca.
Diligencia.
Appellaces cves.
Appellanle Joao Francisco Uarliosa Cordero; ap-
pellados l-'ranciscb Rodrigues Tavarcs c sua mu-
iher.Mandou-sc avahar para averbar o imposto
ou pagar-se a dizima.
Pctii/narve*.
Appellaces riveis.
Appcllanles 1). Mana Francisca dos Prazercs Duraes
e Silva e outros; appellado (i duiel Antonio.
Appellante Anlonio da Cimba Soares duimaraes :
appellado nsolirihidor dos residuos.
Appellanle o juizo de ausentes desta cidade ; appel-
lado l.uiz douzaga Cafareua.
Reei*B$.
Appellaces riveis.
Passon do Sr. desembargador Villares ao Sr. dc-
sembargador llaslos a scguinle nppellacao em que
s"'o:
Apnellanle Joaquim da Silva Mourao ; appellado
Victoriano Augusto Horgcs.
Paason do Sr. drsembarfador Bastos ao Sr. de-
sembargador l.eilo a scguinle appellacao em que
silo :
Appcllanles Thomaz Joaquim de Oliveira e Andr
Das de Araujo c oulros.Mandn-se proseguir
na revisan -vista nao se adiar na casa o Sr. de-
sembargador domes Ribeiro.
Passaram do Sr. desembargador Souza ao Sr. dc-
scmhargi'ujur Heledlo as seguiutes appellaces em
quc.sao :
Appellanlc Manoel Percira Magalbiles; appellado
Jos Rodrigues do Passo.
Appellanlc Jos l.uiz Caldas Lina ; appellado Ma-
noel Jos donealvcs Braga.
Appellanle D. Mara Dorolhca Joaquina ; appella-
do Joo Jos de Mnracs.
Passaram do Sr. desembargador Rebello ao Sr.
desembargador Luna Freir as segundes appellaces
em que sao :
Appellante Manuel Pires Ferreira e oulros; appel-
lado o senador Francisco de Paula Cavalranti de
Albuquerque.
Appcllanles Jo- Bernardo de Maquille e nutro;
appellados os berdeiros de Francisco Joaqun! Pc-
reira de Carvalho;
l'assnu do Sr. desembargador Talles ao Sr. de-
sembargador Pcreira Monlciro a scguinle appcllacilo
em que rao :
Appellanle Ksle\.ln Cavalranli de Albuquerque ;
appellado Salyro Percira Lima.
Passaram do Sr. desembargador Valle ao Sr. de-
sembargador Santiago as Kguinle appellaces em
que sAo
App-llanle o juizo dos feilos ; appellados os berdei-
ros deSelirisliio Francisco llelcm.
Appellante Jase domes Duarle ; appellado Joan Mo-
reira da Silva. ,
Appellaces crimes.
Passou do Sr. desembargador Luna Freir ao Sr.
desembargador Tellcs a seguinte appellacao em i|ue
silo :
Appellanle o juizo : appellado Antonio Francisco
dos Sanios.
Passou do Sr. desembargador IVIles ao Sr. desem-
bargador Percira Monleiio a seguinte appellacao em
ques,ln :
Appellanlc o Dr. juiz de direilo ; appellados Anto-
nio Joaquim l.eite Brasil e oulros.
Passou do Sr. desemhargador Pcreira Monleirn
ao Sr. desembargador Valle a scguinle appellarao
em que lia :
Appellanlc Manoel Joaquim de Sanl'Anna ; appel-
lado ojuizo.
Passou do Sr. desembargador Santiago ao Sr. de-
sembargador Villares a scguinle appellaro em que
sao :
Appellanlc o juizo ; appellado Jos dos Santos Mar-
ques Reg.
. Lcvanlou-sca renga as 2 horas da larde.
INTERIOR-
RIO DE JANEIRO.
SENADO.
Da 8 de Junho.
A 10 horas e mcia da manliaa, eslando reunido
numero sulllcienle de Srs. senadores, ahre-sc a ses-
sao, e approva-se a acia da anterior.
0 primeiro secretario d conla do scguinle expe-
diente :
L'm oflicio do ministro da ju-lica. remetiendo um
dos aulograplios sanrcionados da resolucflo que csla-
bclece a rompelenria*dos auditores de marinha para
processar e julgaros reos mencionados no arl. 3."
da lei n. .">8I de i de selcmbro de 1K"i0. Fica o
senado inleirado', e manda-se rommuuicar cmara
do Srs. depulados.
Oulro do ministro da marinha. dando as informa-
cues que Ibe foram pedidas em 23 do mes panado
acerca da proposicilo da cmara dos depulados que
antorisa o governo a ii.inferir para o corpa de enge-
nheiros, na qaldade de alferes alumno, o gnarda-
marinba Antonio da Costa Barros VellosoA quem
feava requMejto.
Oulro do I. secretario da cmara dos Srs. depu-
lados, participando baver sido sanecionada a reso-
lucao que concede lotcrias innandade do Santis-
simo Sacramento da enliga S desla corle, ao novo
recolhimenlo de Sania Thercza, matriz do Rio
Novo, c de Sanio Antonio da Parahibuna.Fica o
senado inleirado.
Dous oflicios do mesmo ncompanhando as seguin-
les proposices:
1. A assemblca gcral legislativa resolve :
a Arligo nico. Fica afiprovada a aposentadoria
concedida por decreto de 2i de agosto do anno pas-
sado, com o vencimento annual de t^OOf, ao de-
sembargador da retartt do Rio de Janeiro, Gabriel
Mendos dos Sanios ; revogadas para esic lim as dis-
posicoes em ro.drario.
a Paco ila cmara dos depulados, em 7 de junho
de lK>i. Viteond de llaepenilij, presidenlc,
FrancUco de Paula Candido. 1. secretarioFran-
cisco Scier Patt Hrrelo i." secretorio.
2. A assemblca geral legislativa resolve :
Artigo nico. Fira pertcncendo cmara nio-
nicipal da cidade da Victoria, capital da provincia
/> Espirito Sanio, o lelheiro que oulr'ora servia
,iara arrecadacao do dizimo do peixe, afim de es-
tablecer elle urna praca de mercado ; revogada"
para esle lim as dispusieres em contrario.
Paro da cmara dos depulados, em 7 de junho
de IS.->4. l'ttcond de llacpendij,' presidente.
Francisco de Paula (andido, l.o secretario. An-
lonio Jos Machado, 3." secretario.
3." A assemblea gcral legislativa resolve :
Artigo iinico. Fica o governo aulorisado a pa-
gar a Manoel Ignacio da Silvqjra a quantia de rcis
2:3019980, valor do seu hiale I'cnsamento Feliz, que
foi lomado para o servico da nacao no Rio Grande
do Sul em IS27; revogadas para esle lim as disposi-
cesem contrario.
Paco da cmara dos depulados, em 7 de Junho de
18."it.l'iscondede Baependy, presideute. Fran-
cisco de Paula Candido I. secretario. Anlonio
Jos Machado, 2. sccretrario.
1." A assemblea gcral legislativa resolve :
Arligo nico. O governo fica aulorisado a man-
dar pagar ao bariio de Itapicurii-inciim e ao couse-
Iheiro Anlonio Manuel de Mello asqunliasque Ibes
s.o devidas como gratificaces, que nao receberam
quando directores da fabrica de ferro de S. Joao de
Vpanema, revogadas para este fim as disposicocs em
contrario.
Paco da cmara dos depulados, em 7 de junho
de 1854, Tisconde de llaependy, presidente.
Francisca de Paula Candido, l. secretario.
.Framisco Xavier Paes lirtelo, 2."secretorio.
'>." A assemblca gcral legislativa resolve :
i Artigo uuico.Fica approvada a aposentadoria con
cedida por decreto de 30 de selcmbro de 1811 a Joa-
quiniAnloniol.eilAo, no lugar de ollicial-maor da se
atetara da Ihesouraria da provincia da l'arajiba.com
o ordenada que Ihe competir na forma da lei de Idc
oulubrnde 1831, em attenrao s molestias que o
inhabilitan de continuar no referido emprego, on-
de conla I!) anuos de bous servicos ; revogadas pa-
ra esle lim as disposines em conlrario.
n Paco da cmara dos deputodos, em 7 de junho
de IK."it. lisconde le llaependy, presidenlc.
Francisco de Paula Candido, 1. secretorio.Fran-
cisco Xavier Paes Jlarreto, 2. secretorio.
ti." A assemblea ceral legislativa resolve :
Arligo nico. Fica apprnvada a aposentadoria
concedida por decreto do primeiro de junho do anno
paaaado a Jos Lopes Rosa, no lugar de I. escrip-
lurariu da conladeria da Ihesouraria da provincia de
Pcrnambiiro, com o ordenado que Ihe competir, na
forma da lei de i de oulubro de 1831 em altencao
ao seu esladode molestia, que o inhabilita de con-
tinuar no referido emprego, onde conla :U anno* de
servico ; revogadas para este fim as disposices em
contrario.
Paco da cmara dos depulados, em 7 de junho
de 1831. lisconde de liacpcndij, presidenlc
Francisco de Paula Candido, 1. secretario.Fran-
citctl Xavier Paes llarrcto, 2." secretario, n
". A assemblca geral legislativa resolve :
Artigo nico. Fica approvada a pensilo annual
de 120>s rs. concedida por decreto de 22 de maio de
1131 a Valeria Maria da Conceicao, viuva de Jos
Pcreira Cont, mora quando fazia parto da escolla
que persegua osassaasinos do hachare! Trajano Aly-
piode Uollanda Chacn ; revogadas para isso as dis-
posices em conlrario.
a Pacoda cmara dos depulados, em 7 de junho
de 183*.lisconde de llaependij presidenlc. Fran-
cisco de Paula Candido, |.o secretario. Franetieo
Xacier Pan liando, i secretorio,
i 8. A assemblea geral legislativa resolve :
1 Arligo nico. Fica approvada a pensno annual
de TOOBJ rs. concedida por decrclo de 10 de abril
desta anuo a D. M.ilhildc Del Ana de Caslro, em re-
muneracJo dos servicos prestados por seu fallecido
marido o chefe de divisan Francisco Bibiano de Cas-
lro ; revogadas para esle fim as dispusieses em con-
lrario.
Paco da enmara dos depulados, em 7 de junho
de 1831. l'itconde de llaependy presidenta.
Francisco de Paula Candido, |.o secretario.
Francisco Xacier Paes Brrelo, -2." secretario, a
Vilo a imprimir, nao o estando.
I.em-se os scgninlcs pareceres:
ii A coiuinissao de marinha e guerra, a quem fo-
ram prsenles as emendas da cmara dos Srs. depu-
lados i proposla do governo que lixa as torcas de
Ierra para o anno finanrCiro de 1833 183(1, he de
parecer que eulrem em disenssfio, reservando-se pa-
ra fazer as suas reflexoes vista -das informar/ies
verbaes que der o Evm. Sr. ministro respectivo.
Paco do senado, em 7 de junho de 1831. .
Mrquez ieCaxka>Uollanda Cacalanli. M.
F. deS. e Mello, n
' 0 2." cirurgiAo reformado da armada nacional
Francisco Mariano de Araujo Lima allcgou qne,
ronservainlo-se em estado de servir e sein que pea-
ccdcssc pedido se, fora reformado ; e pedio as-
semblca geral, em rcquerimenlo 'dirigido a cansara
dos Srs. depulados, ser de novo contemplado no
quadro do carpo de saude.
O cirurgiao-mr da armada informou esla pre-
tenCilo, reconheceielo ler prestado serviros com zclo
e dcdicacilo ; caccrescenla que infelizmente nao tem
o supplicanle habilitarlo alguma legal para excrcer
nem a cirurga ; mas que a lleudando ao seu compor-
lamento julga que deve ser readmit ido i |. elasse
sem direla necesso, e s para adquirir direilo a
mclhor reforma.
neral da marinha concorda rom esta opiniao.
a A cmara dos Srs. depulados, tomando cm con-
siderarlo a prelencao do segundo cirurgian Lima,
assim informada, adoptou c envin ao senado a pro.
posicao junto, de 2li de maio ullimn, aulorisando o
governo a reslituir ao quadro do corpo de saude o
dilo2." cirurgian reformado.
n A commssao de marinha e guerra, leudo de e-
mitlir juizo sobre a proposicilo, rcquei imenlo c nials
papis annevos; ns examinen cuidadosamente, epen-
sa que o projcclo de resolucao da cmara temporaria
nAo deve ser ipprnvado pelo senado; porquanlo o
governo eslava aulorisado pela lei n. 3:11 de 13 de
maio de 1830, para reformar os cirurgics que por
qualquer motivo consideraste incapazes para o ser-
rico ; c ninguem de cerlo desconhecera que a falla
de hahililaccs legaes seja motivo suflciente para
embaracar o exercicio da medicina e cirurga.
n Se a legislacHo vigente impc penas aquelles que
sem eslas habililacoes se d.to ai arle de curar; se os
boticarios sao puniveis quando aviam rercilas fir-
madas por laes individuos, se o poder legislativo
lem entendido que he nereisario cinliracar o ex-
ercicio da medicina c cirurga a quem nilo lem mos-
Irado possuir os conhccimenlos precisos, parece .
commissao de'marinha guerra que, sem manifesto
conlradiccao a sentir em menosprezo i saude c vidas
dosofliciacs e mais pracas de inarinha c guerra, nilo
se deve permiltirque o 2." cirurgio Lima, sendo
incluido ilcr novo no quadro da armada, Irale dos
lenles desta class*t
ii Puco do senado, 3 de junho de 1831. M. F.
de Soasa e Mello.Mrquez de Ca.rius. a
Son de parecer que enlrc a proposicilo em dis-
cusso, e seja approvada: mesmo pela iiifornfac.lo do
cirurgiilo-mr da armada, que diz seria um acto
de equidadu fazer nina excepcSo em favor desle ci-
rurgiao, por ler sempre servido hem, c continua a
servir, apezar de reformado, o por ter boa conduela.
Uollanda Caialcanli. n
VAo a imprimir, c com o primeiro parecer a pro-
posla do governo e as emendas da cmara dos Srs.
,depulados.
Passandose ordem do dia, continua a ultima
Jmi.Ho Jo ,.,j^0i jQriy^tai ,, Talla .lo Un um...
O Sr. I.impo de. Ahreu Ministro dos Segocios
Fslranger-i,: Tenho, Sr. presidenlc,-de raspn-
der aos discursos de alguna nohrcs senadores que
tem combalido a poltica seguida pelo governo.
Sinto calicr-mc a palana depois que honlcm oc-
cupou a tribuna o aobre senador relator dacommis-
silo do voto de grajas. Eslou cerlo de que nao pos-
so dizer mais, nem melbordo que S. Ex. Enlretan-
lo nao posso esquivar-me ao dever de accrcsccntar
algumasobscrva^es aquellas qnej havia apresen-
tado quando o voto de gracasesleve cm 2." dsenssao.
Tem-se suscitado nesle dbale questes que considero
de importancia, e por isso peco liccnca ao senado
para anda occupar-mcdellas.
Afgiius nobres senadores julgam que a rcs)iosla
falla do Ihrono deve ler urna discusso larga, ain-
plissima,c invocam para islo como argumcnlo prin-
cipal a pralica que lem sido seguida as cmaras do
Brasil. En peco liccnca para diicr que discord
desla opiniao.
A' ciccpcilo de Portugal, nAo vejo que em parla-
mento algum se demore por lano lempo a discus-
so da resposla falla do tbnmo romo no Brasil. O
nohre senador pela provincia do Rio drande do
.Norte contestn bontem esta opiniao, e disse que se
consiillasseinos o grande debato que tinba ullima-
menle havido no parlamento inglez a respejlo da
questoo do Oriento, veramos que nao era exacta a
opiniao daquellcs que -ii-ioniavam que ahi era bre-
ve o debate sobre o discurso da coroa.
Eu nao neg, Sr. presideute, que quandoapparecc
zer com que eu aceitaan o sen conselho, como acei- nao seja illeglima. slo be, qne o governo nao cui-
tara cm nutras crrnmslanrias, islo he, se per esle
modo se podesse evitar us inconvenientes que acabo
de assignalar.
Tratou-s deoulra queshlo que nao considero an-
da bem desenvolvida, e he a que se refere i presi-
dencia do conselho.
O nohre senador pela provincia do Rio drande
do Norte disse que a presidencia do conselho exer-
ria allrihuicocs que nao Ihe compeliam, e que an-
nullavam a responsabilidad!- dos ministros. O no-
hre senador nao demonslrou, na minlu opiniao, a
proposicaoqnc enuncioii.
Cilou, caire outros, alguna fados que se referan
repartirn dos negocios cslrangciros ; mas eu devo
dizer ao nohre senador que esses netos nao foram
exigidos pela presidencia do conselho ; foram espon-
tneamente praliradns pelo ministro dessa repar-
ticao.
Esse ministro enlcndeu desde muilo lempo, como
entendan nobre senador, qno a presidencia do con-
seibo nao era urna inslituicao v.la, intil.
Essa presidencia eslaheleceu-se por decreto de
18i7.rsNeslc decreto se delcrminuu que o conselho
faria o rcgulamento pelo qual se devesse dirigir.
Nunca se fez tal regulamenln ; o minislro que re-
rerendoii o decreto n.lo o fez, aquelles que se segui-
ram ao ministro que referendou o decreto, c que li-
veram sempre como urna necessidade a insliluicao
do conselho de ministros, nao fizeram tal rcgula-
menlo.
Eu enleudi e declare na cmara dos Srs. depu-
lados i|hc nao devia fazer-sc um rcgulamento escrip-
lo que cstahelecesse as relceos entre o presidenlc
do conselho e os mais ministros, porque me persua-
*dia que o boa sonsa c a pralica iriam entinando e
firmando essas relacoes c as regras que se deviam
observar.
O presidenlc do conselho lem o dever de fiscalisar
se os actos de todas as reparlices eslao decoufor-
midade com o pensamento segundo o qual o minis-
terio foi organisado. Esle principio, que he de evi-
dencia, deve, na minha opiniao, dar ao presidente
do conselho o dircito de exercer urna grande ins-
peccao sobre os actos que se praticarcm em todas as
reparticocs, e de fazer quu ellcs se encamuhem uni-
formemente aos lns que o ministerio se propoz
quando foi organisado.
Se por ventura quaesquer dos ministros que diri-
gen s dilferenlcs reparlices nao estiverem de ac-
cordo com o presidenlc doccnsellio sobre algum acto
que porclles lenha de ser referendado, o nobre sena-
dor sabe perfeitarnente que nesle caso os ministros
lem o direilo de solicitar respetosamente a sua dc-
mssao.
Quando porm ellcs se couformam com as obser-
varles que Ibes possain lazer lano o presidenlc do
conselho como os oulros ministros, visto como os
negorios se (ratom em conferencia, enlao a respon-
sabilidade legal pesa inlcira e plenamcnle sobre o
minislro que referendou o arto.
Nao vejo portanlo qne o nohre senador demons-
Irasso nnr forma aliimn nue o arJual cahnala DkSd
estoja em todas as eondices regulares c couslilu-
cionaes.
Tcpho-inc referido, no que acabo de dizer, s al-
Iribuices que IcgalmenU devem cnmpehr no pre-
sidenlc do conselho, qualquer que elle seja ; so nao
reciasse oflendor a modestia do nohre visconde que
aclualmenic preside an conselho de ministros, eu
pedera accresccntar que S. Ex., ainda quando nao
fosse prcsidetilc do conselho, linha motivos para
excrcer sobre seu collegas a influencia que Ibe d.to
nao s os seus lalcnlos, como os seus servicos e ex-
periencia dos negocios pblicos.
Foi tambem argido o ministerio de exercer urna
influencia Ilegitima sobre as elciees. Durante o
ministerio actual anda nao se procedeu a nenhuma
eleicao geral, so tem havido cm quatro provincias
ch'ices de senadores. Houvc na provincia do
Rio de Janeiro; mas sobre esla eJeicH os nobres
senadores nao fizeram censura algama ; rcconhcce-
rain que nenhuma inlluencia. nem directo nem in-
directa, leve o governo nesl.i eleicao.
Proccdeu-se eh-ic.o Je um deputodo na provin-
cia do Paran ; c creio que os nobres senadores lam-
bem reconlieccm que nenhuma influencia o governo
excrecu nesla eleicao.
Fallaram nicamente da influencia indevida que
u governo overeen, na opiniao dos nobres senado-
re, na eleicao da provincia de S. Paulo c na da
provincia de Goyaz. He entretanto saludo que quan-
lo a provincia de S Pauto.o governo nao leve can-
didalos. O presidenta da provincia reuni alguma
una questoo too imporlantocomo aquella a que f fluencias do partido que. alli se acha ein materia.
referi o nobre senador pela provincia do Rio dran-
de do Norte, baja necessidade de um debate mais
minucioso, mas duvido que o nobre senador possa
provar que a discusso naquelle parlamento ou.ein
oulro se demore tanto lempo, ainda quando as ques-
tes sao da mais alia importancia, como no parla-
mento do Brasil.
Mesmo'cm Portugal creio que se val reconhecen-
do a conveniencia de urna reforma a esse respeilo.
Se nao me engao, he cerlo que na scss.lo de 183:1
um dcpulado porluguez apresenlou um projcclo un
indicaran para que a resposla a falla do Ihrono fos-
se dispensada de dbale, e se cnineca'sse a discusso
pelo exme dos orcamenlos. Ocio que nao se adop-
tou anda esla medida, masa sua presentaran pro-
va que mesmo naquelle parlamento, que nao he de
cerlo daquellcs qu" nos devem servir de modelo...
O Sr. O. Manoel: Ao contraro.
O Sr. Ministro dos Segnos Fslrangciros:..lem-
sc rcconbccido j os inconvenientes de discussoes lan
arr.plas e prolongadas na occasi.lo cm que o parla-
mento lem de oceupar-se com o discurso i)a coma.
A opiniao a que me refiro desse depulado nao p-
Je reciamente ser suspeila aquelles que seguirem
is duulrinas mais liberaes; o dcpulado qne inician
l medida foi o Sr. Jos Eslevno.
O Sr, D. Manoel: drande autoridade !
(> Sr. Minislro dos Segocios Kslrangerros: Par-
anlo, parece-me que devemos admit ir que a prali-
ia do s\sleina representativo nos paizes em que elle
lie mais bem observado, lem mostrado que o discur-
ra da coroa nao deve ser sujeilo a largas discussoes:
iftaa deven reservar-es para etjectoa que mais pro-
iriamente as comportan, c que se podem prestar
idopcao de medidas de ulilidadc real para o paiz:
taes sao sem llovida nenhuma os ornamentos.
Segundo eu esla dnnlrina desde mudo lempo,
i lito deve o nohre senador admrrar-sc de que me re-
I ervasse para fallar na 3." discurri, e pedisse dis-
I icnsii de lazo-lo na 2. discusso ; porque, se cu fal-
I asse mais. de una ve; na2." discusso, concorrena
s em diivida para prolongar os dbalese a volarlo do
s cuado sobre a resposla falla do Ihrono.
O nohre senador oflercccu urna eoosideraejio que
s cra cerlamcnle para mim de milito peso. Disse o
i lobre senador que nao deviam deitar-sc sem rea-
| insla rcrliis discursos qne, pelas peSSOU que U pro-
I eriain e pela malcra que conlinhain, pudlam dei-
<.er impressao muito desfavoravcl ao ministerin.
Coucodonislo ; couvem inuiloresponder iinmcdia-
I amento a taesdscursos ; mas se o ministro respon-
. ler inmediatamente a esses discursos, aquello que o
i niiii.tro proferir fica sempre sujeilo ao mesmos in-
1 mu rnenle, na l. discusso; o senador a quem o
i niiiislro responder pode proferir tantos discursos
i, llantos quizer, sendo sempre o qne falle em ullimn
I ligar, l'm i.mili a ohservaeao do nohre senador,
I iosIo qne multo acertada ejudieiosa, nao pula fa-
c wissenlar.im essas influencias em oflcrcccr a coji-
sideac io dos eleilores tres nomes de pessoas muilo
no caso de podrem ser aposentadas escollia da
coroa. /
Havia alm dcslcs um ontro candidato perlcncen-
le ao mesmo partido, masque as influencias boje
dominantes em S. Paulo asseutarain que nao devia
ser incluido nessa lista que se oflercccu aos eleilores.
Os nobres senadores saben que o governo nao quiz,
quanlo a esse candidato, tomar parle alguma; nilo o
mandn incluir nem excluir, dizendo que o que se
devia observarcra, aqulloque ns influencias de par-
tido querim que s uzease, mas que o miuislcrio a
ninguem repcllia.
I'uri.iiilo. parecc-me evidenlc que na eleicao de
S. Paulo o gavemo nao exerecu influencia alguma,
nem mesmo a iuflucucia legtima que cnlendo com-
petir ao governo cm casos taes.
nanlo provincia de fioyaz, digo que o governo
proceden como devia proceder quando aconsclhou
que fossem apresculados aos eleilores individuos que
suslcnlassem a sua opiniao...
OSr. D. Manoel: He melhor nao fallar nisso.
O Sr. Minislro dos Segocios Fslrangeiros:....
o manifestou o desejo de que nao se coadjuvasse
a eleicao de pessoas que perlencesscm opposinlo.
Ora, pode-se censurar o governo por mauifestar este
desejo ^ \
mo censuren isso cm particular ? quem sabe / Tai-
vez que a minha polica ande mal avisada.
I) Sr. Mimslro dos Segocios Fstranjcirot :
Succedeu que o governo ciilcndissc que o presidenlc
da provincia nao devia ser conservado, mas esta de-
niissiio nao foi concedida porque o governo quizesse
impor urna chapa de candidatos provincia de doy-
az. Foram nutras as razes, como os ubres sena-
dores sabem, que moveram o governo a propor que
se concedcssc a demissao que esse presidenlc mesmo
linha pedido ltimamente.
(Jueo governodeveexerceralsumainfluenciasobre
as clciccs,comanlo que esto influencia seja legitima,
be para mim evidenlc. Se a consliluicao quizesse
excluir o governo de toda c qualquer influencia na
elciees, deveria ler determinado que os empregados
pblicos uo pudessem volar, nem ser membros das
cmaras, c a mesma pruliihicSo dcviaeslender-.se aos
miiiilru- por torca de inaior razan; mas islo itoo he
o que determina a consliluicao. A consliluicao per-
muto que os empregados pblicos, anda os mais de-
pendentes do governo, volem as cleices e pnssam
ser volado para eleilores c membros das carnizas
legislativas; a constitucao concede os mesmos direi-
los aos ministros. Portanto, o espirito da conslilui-
cao mo favorece nem apadrinha a opiniao-ilaquelles
que qiierem excluir o governo de Inda a especie de
influencia as eieices.
0 que a consliluicao quer beque esla influencia
foi apresentada, e a que prcvaleceu na providria de
S. Paulo. Na opiniao do nobre senador elle be reo
deste novo acto de immoralidade.
Tralou-se no mesmo anno de urna eleicao de i
nador pela provincia de S. Paulo, houve quem pon-
derasse ao nobre senador qne nao r.mv ira que nessa
eleicao flgurasse o nome de ama pessoa,, alias muito
distincla, muito capaz, mas que se achava ligada
por vnculos de parentesco com o nobre senador
minislro da jostira. S. Exc. nao a nimio lamhcm a
eslas ob.ervacos e a listo farmou-se segundo qui-
zeram os seas amigos, e segundo S. Exc. desejava.
Veio a listo assim organisada, e depon que a rora
fez livrcrnente a escolha, o nobre senador, que po-
llera ser acensado de immoralidade por ter inter-
na coufeccao dessa lisia, foi depois necusado
tambem, posto que cu enlendo que injustamente,
de deslealdade, c al hoje, como o npbre senador sabe
por feilamento, osla escolha, em que alias eslou per-
suadido que o nobre senador nenhuma parle leve,
esla escolha separou-o das influencias da sua provin-
cia, c deu lugar arguirjo de nao ler o nobre senador
sido com ellas Uto leal comodizem que tinham di-
reilo de' esperar. Nao he minha intenego acensar
ao nobre senador, mas veja o'nobre senador que elle
nao quiz enlao evitar urna interferencia as clei-
ces, que boje me autor isa a fazer-lhc censuras, se-
gundo os scus principios, e que foi causa dos des-
gostos a que o nobre sanador esto condemnado
ilepois que essa cscolba de senador foi feita. Se o
nohre senador tivesse seguido o prnicipio de moral
que boje nos prega, eslava livre de ludo islo ; en-
tretanto porque os nao seguio tom soflrido desgua-
to- que eu nao desejara que soflresse.
O Sr. l'ergueiro : enhiins.
O Sr. Minislro dos Segocios Ettrangeirot:Sr.
presidente, dc-me muilo a censura que fez ao mi-
nisterio o nobre sanador por Minas deraes. Ad-
mitto-a com resignacno quando ella me he feita
por alguns nobres senadores que nunca exerreram
o poder, e porlanlo nao oflerecem precedentes para
se Ibes provar que o que elle dizem nSo he o'que
pratcaram ; mas que nos venda dar lices de moral
en, materia de cleices urna pessoa queja Toi minis-
tro, e que quando ministro pralcou aquillo que.ar-
gue, e he convencido com provas evidentes de a ter
toilo...
O Sr. l'ergueiro : Neg.
OSr. Ministro dos Segociot Estrangeiros :...
islo ; Sr. presidenlc, declaro com toda a franqueza
ao senado, he o que me costo ouvir, e me obriga a
rcpellir laes proposices com maior vehemencia do'
que eu desejara.
OSr l'ergueiro : Pee/ a palavra.
O Sr. Ministro do Negocio Eslrangeirlis:Hou-
ve lempo cm que o paiz nao eslava Ulo esclarecido,
em que nao havia tonta publicidade nem lano amor
leitura. Nesse tempo as vozes de um senador ou
dcpulado eram escotadas como outros tolos orcu-
los. O nobre senador exerceu com a sua vozuma
grande influencia as cmaras e no paiz, c assim
aconlcreu por limito, anuos. Mas lemhre-se o no-
uin nohre senador pela provincia de Minas-deracf- l.re umilnr do i..^. ....,_!-----.-------....,i..cti1ii ;'o paizniose
contena de aiteuder ao arenlo de vozes mais ou
menos fortes, examina o que se diz, val confrontar
as palav ras com es toctos que se pralicam... .
O Sr. D. Manoel: A pinado.
O Sr. Minislro dos Negocios Estrangeiros:....
c dahi lira as-uai coiicliises. Estalle tuna das i a- .
ze por que o nobre senador dan exerce hojea
mesma influencia que exerceu em oulros lempos ;
njlo a exerce nem no parlamento, nem oo paiz, nem
na provincia de S. Paulo.' Nao allribua islo a ou-
tras causas senao a estas.
O Sr. Fergueiro : Pois ha oulras, o nobre mi-
nislro sabe-as muilo bem. '
O Sr. Minislro dos Segocios Estrangeiros : Na
minha opiniao be esla a principal causa.'' llavera
oulras, mas sao causas secundarias ; a principal cau-
sa be porque o paiz esto muito esclarecido, he por-
que o lempo tem avanzado, as ideas lem*inarchado,
c o nobre senador nao as tem acompanhado.
O Sr. l'ergueiro : Nao tenho sallado de um
lugar para ontro. > '
O Sr. D. Manoel: Apoiado.
O Sr. Ministro dos Negocios Estrangeiros:Nao
he isto o que dizem; V. Exc. est separado hoje das
influencias do seo partido "em S. Paulo, quef aecu-
sam de graves colpas.
Mas as ideas sao oulras. O nobre senador exer-
>ceu urna grande influencia as cmaras quando vt
ideas lendiam para a deslruirao do poder, de todo
quanlo era autoridade ; hoje as tendencias nao sao
estas...
O Sr. l'ergueiro : Nem nunca foram as mi-
pregue a promessa, a anieaca, a fraude, a violencia,
para vencer as cleices, que devem ser muito livres;
a consliluicao porcm nao veda cerlamcnle que os
minislro se reuiiam com os scus amigos, discutan)
rom ellos e os aconselhcm sobre as pessoas que Ibes
parerereni mais aptas para seren eleilores, ou para
seren membros das cmaras legislativas.
Piaseae que era muilo di flicil fazer dislinrrilo en-
lrc a influencia do ministro o a influencia pessoal.
Nao ha dunda ; mas quando se demonstrar que os
membros do governo nao empregaram a promessa, a
ameara, a fraude para vencer urna eleicao, tem-se
provado evidentemente qaea influencia queelles cx-
ereeram foi u maio fluencia legitima, aquella que he
inilli.lc pcoa lapeonsliluieao.
O Sr. f. Manoel: com forra) : NJo apoia-
do Nao empresto esas absurdo consliluicao.
O Sr. Minislro dos Segocios Estrangeiros : Se
sronsclhos dados pelo minislro...
O Sr. D. Manoel: A consliluicao he muilo
sabia.
O Sr. Minislro dos Segocios Estrangeiros : Se
osconselhos dados pelo ministro...
O Su. D. Manoel : Respondere logo.
O Sr. Ministro dos Segocios Estrangeiros: ...
se a discusso com osseus amigos a respeilo dos ho-
men que olees julgam mais aptos para lercm assen-
to no parlamento fosse ma influencia illeglima, ns
minislro nao deviam ser membros das cmaras le-
gislativas, os minislros nao deviam discutir com os
depnlados nem com os senadores, porque dir-se-bia
que se n.lo poda fazer dilTcrcucaaejitrc a opiniao do
minislro, a que os nobres senadores d.io tanto im-
portancia, c a opiniao do dcpulado ou senador que
he ministro*
O Sr. D..Manoel: Novo direilo publico !
O Sr. Minislro dos Segocios Estrangeiros :Por
conscqucncia, cinquanlo a consliluicao pcnnillir
que ns empregados pblicos possam volar e ser vo-
lados, que os ministros possartt ser membros das c-
maras, disculir e sustentar suas npinies uo parla-
mento, digo que a cunsliluica nao exelue a influen-
cia legitima do miuislcrio a respeilo de qualquer c-
lecao de qne se trate.
O Sr. D. Manoel : E cu digo o coulrario.
O Sr. Minislro dos NegociOt Estrangeiros : Se
cu quizesse, para sustentar esla opiniao, invocar os
precedentes de quasi todos os ministerios que lem
havido, cu poderia rilar fados, a que os nobres se-
nadores nao pbderiara responder.
O Sr. n. Manoel: Nao eslava por isso quando
esleve na opposicao.
O Sr. Minislro dos Negocios'Estrangeiros :
Hoje se diz : u A inlliiencia que o ministerio exerce
sobre as cleices lem derramado cm lodo o paiz urna
tal immoralidade que o amcaea de nina prxima dis-
sulucao. i>
O Sr. I). Manoel: Apoiado.
o Sr. Ministro dos negocios estrangeiros :
(.tiicni cnunciou esta proposicao no senado '.' F"oi
_ u pela .
Sr D. Manoeli I! o senador -adi, piotltoc
do Rio drande do Norte.
O Sr. Mini'lro dos Negocios Estrangeiros V.
Exc. nunca fui minislro.
O Sr. I). Manoel : Nem quero ser.
O Sr. Minislro dos Segocios Estrangeiros : Es-
la proposicao parti do nobre senador pela provin-
cia de Miuas deraes, que foi minislro em 1817, anno
em que houve urna eleicao. geral, e em que houve
urna eleicao especial de senador na provincia de S.
Pauto. Permuta o sonado queeu lance urna olhada
retrospectiva sobre as eieices a que acabo de refe-
rir-mc, e qiie pcrgunle ao nobre senador pela pro-
vincia de Minas Cloraos como foi que elle proceden
nesla occasio.
Nao examinarci como a elcicito gcral se fez em
algumas provincias...
O Sr. D. Manoel: Nao falto em- Pernambu-
co f
O Sr. Minislro dos Segocios Estrangeiros:Es-
quereu-me Pcrnamhuco, logo fallarci nellc.... Re-
ferir-me-hei agora eleicao que se fez na provincia
do Rio de Janeiro c no municipio neutro, sobre a
qual o nobre senador pela provincia de Minas de-
raes eslava no-caso de excrcer maior vigilancia, afim
de que ella se lizesse lio estranba ,i influencia do
minislerio, como o nobre senador agora deseja que
se faja.
He sabido, Sr. presidente, por lodos nos que esto-
nios prsenles, c por lodo o paiz, que os amigos do
minislerio de ente combinram n'uma listo com o
nobre senador, enlao minislro da judien. Nao oac-
caso po-aislu segundo os principios que sigo...
Sr. D. Manoel:Hoje.
O Sr. Minislro dos Segocios Estrangeiros:...
mas o acenso, segundo os principios que o nobre se-
nador proclama.
Cnmbinou o nobre senador, enlao minislro da jus-
lca, sobre urna lisia de'depulados que se devia
aprescnlar aos eleilores dn provincia do Rio de Ja-
neiro, mas ncsla lista eslava o nomc do magistrado
qne tinba pronunciado o nobre senador como cabe-
ra de una rcbellao ; o nobre segador oflercccu so-
bre este nome a scguinle consideracao :que acei-
lando-oeomo candidato, pareca remanecer at certo
ponto a justica com que lora pronunciado, e por-' ,"la minislTO do imI'erio
lano insista em que esse nomc fosse eliminado.
Obscrvou-sc porcm a S. Exc, que, se esse nomc
fosse eliminado, a lista luda correra muilo risco ;
poderla enlrar un ou mais mombros da opposicao,
c o nobre senador inmediatamente ceden a esla
ohservaeao. >
O Sr. l'ergueiro (com forra]:Neg !
- O Sr. Ministro dos Negocios Estrangeiros
Ceden,
() Sr. t'ergueito :Neg!
O Sr. Ministre dos SegociorEstrangeiros .Al-
irmo.
O Sr. l'ergueiro :Neg !
O Sr. D. Manoel:Nao sci; elle la se catea
'dem.
O Sr. I). Manoel- Quem sabe se V. Exc. imTs-y 0 Sr_ .i/,ns,ro dos Negocios Eslrngeirof s(aa
Sr. l'ergueiro]:O nobre senador lenha a honda-
de de ouvir-me, c depois responda-mc. Ceden, e
esse nomc, isto he, o nome do magistrado que o
havia pronunciado como chefe de urna rcbelliao foi
eleilo dcpulado nessa eleicao. Ora, segundo os
principios do nohre senador, S. Exc. podia ter
sido acensado de ter pralicado um acto de alia-im-
moralidade.
Vamos eleicao de depulados pela provincia de
S.Paulo, a qual leve lugar no mesmo anuo. Foi
lambem cm casa do nobre senador, entilo ministro
da justica, que elle Iralou com os seus amigos de
organisar urna listo que devia ser apresentada aos
eleilores da provincia de S. Paulo.
Urna pessoa que enlao linha rclaees, c nao sci
se ainda as tem boje, rom o nobre senador, e que
fui convidada para a reuniao. fz-lhe diversas pon-
deraeos para ser eliminado da lisia um mime, c
substituido por oulro; o nohre senador nao iicetou
a subslitiiicao, apezar de que a pessoa indicada be
muilo distincta por seus servidos e sua capacidade,
mas linha a ufclicidade de nao merecer as afleces
do nohre senador pdr Minas.
O Sr. l'ergueiro :Esto engaado.
O Sr. Ministro dos Segados Estrangeiros :Em
ronsequeneia desla divergencia entre a pessoa a
quem me refer e o uolire senador por Minas enl.io
minislro dajosRra, essa pc-soa reliron-s, e a lisia
suslenlada pelo nobre senador minislro da juslca
nhas.
O Sr. Minislro dos Negocioe Estrangeiros: ....
as tendencias agora sao de dar a torca necessara n
autoridade publica, sao de censurar a autoridade
quando ella se desv ia das leis,- das regras constitu-
cionaes, mas nao sao cerlamente de combater a au-
toridade s porque be autoridade.
O nobre senador repeli este anno um discurso
que o anuo passado proferio contra certas autorida-
des da villa de S. Jos dos Pinbaes. Ainda que o
discurso do nobre senador fosse victoriosamente
combalido pelo nobre senador pla Babia que era
O Sr. D. Manoel: Nao apoiado, n.lo foi tal."
O Sr. Minstro dos Negocios Estrangeiros:...o
nobre senador pela provincia de Minas veio este an-
no repetir-nos ipsia cerbis o discurso que prnmiu-
cion o anno passado nesla tribuna ; faltou-lhe um
episodio muilo pequeo, que foi urna eiplicaco da-
da pelo nobre senador pela Babia que eolito era
ministro do imperio. O nobre seuador aecusoun
governo por esses toctos na sesso pasuda, e nesla
sesso veio repetir a mesma acensarlo.
Ora, o nobre senador pode ignorar que o minis-
lerio procedeu como podia o nobre senador desejar
afim de que os toctos dcploraveis occorridos na vil-
la de S. Jos dos Pinhacs fossem punidos ? Taolo o
presidenlc que euUo era da provincia e que he hoje
depulado assemblea geral, como, o presidente que
se Ihe seguio, romo o governo, expedirn todas
quantas providencias se podiam desejar para qoe os
autores desse crime fosse m punidos.
O Sr. l'ergueiro : Fo ram ?
O Sr. Ministro dos Negoios Estrangeiros ; O
governo mandn para aquclle lugar urna forja com-
mandnda peto ofllcial que era commandanle do cor-
po fix, ofllcial de todo o merecmcnlo e que goza-
va de una inlcira coofianea ; mandn que o chefe
de polica, que para isso nomeou eque era juiz de
direilo na provincia, instaurarse um processo ; o
como podesse acontecer que o"promotor que exislia
no lugar eslivesse mais on menos relacionado, e fos-
se mais ou menos parcial a respeilo desse aconte-
rimenlos, iionieou-sq um promotor de fra. Nesta
medida de ss nomear um oulro promotor diverso
daquelle que eslava no lugar, o nohre senador me
parece que achou motivo para censurar o governo ;
entretanto as razes por que se proceden assim se-
r3o lidas como procedentes na opinio de lodos que
quizerem apreciar rom imparcialidade os arlos do
governo ; ninguem dir quedovesse confiar-se a de-
uuncia dos crimes anles a um promotor residente
no lugar e com relacoes nellc, do que a oulro que
leudo alias os requisitos necessarios nao tinba rela-
jes uo lugar, nem podia ser suspeilo de preven-
ees a favor ou centra algneni. Inslaurnu-se o pro-
cesso. e delle resullou culpa a Ires individuos : um
dcllcs lu .aquclle a quem allribuio ter dado o

k' rrii Ano




DIARIO DE PERNAMBUCO, QUINTA FElRA 27 DE JULHO O 1854,

primeiro liro no juiz de pai ; iido foi pronunciado
*pnnpic na occasiao do procoso ja eslava modo, en-
tretanto verilicou-se que era culpado. Proiiunciou-
sc oulro individuo contra o qual depuzeram as les-
lemuntiM que linlia dado um liro no cadele com-
m.unante do destacamento de prfmeira llnh.i, c pro-
nuncoii-sc o subdelegado* por indiciado de 1er lido
urna influencia Ilegitima na eleirlo.
Parece que o nobre euador nao ficou salisreilo
rom o resultado desle processo, .
(1 nobre senador, que tanto clama aqu pela in-
dependencia do poder judieiario, querer* impugnar
agora un processo lindo, organisado por autoridade
competente, e sentenciado vista das provas que se
oulhcram? Querer o nobfe senador declara cri-
minosos aqucllcs que o nobre senador entender que
a sao, c nao aqucllcs contra os quaes as testemu-
llhas depuzeram? Diga o nubre senador o que fez
u governo que nao devesse fazer, qual foi a provi-
dencia que o governo deixou de dar, devendo-a
ilar; diga-mc cm que o juiz falln ao-scu dever
qii.iiiiln inslaarou esse processo. Parece que o no-
bre senador disse que se podiam pronunciar entras
pessoas.
O Sr. I'ergueiro: Nao fallci de pessoas.
i) Sr. Ministro dos Segocios Eslrangeiros :
Ento declare qual be a razao qo lem para censu-
rar o governo pelos actos que pralicou para punir
os autores nu cmplices nos acontecimenlos desgra-
nados que ocrorreram em S. Jos dos Pinbacs ; so-
're islo he que deve versar a censura, ludo o mais
be licrlamar. O nobre senador aecusou o governo,
mas acciisoii-o vagamente, declamando, entretanto
nao piocarou provar o que disse, antes ha de ser
obrigado a recoohecer que o governo fez o seo de-
ver em todas as providencias que deu para punir
os autores daqoeltes factos. Digo mais, duYido qtie
o nobre senador possa mostrar que faltn ao gover-
no lomar urna providencia, por mais insignificante
que fosse, para que se conieguissc a punirn dos
criminosos. Em oulro lempo a declamaran valia,
culhiisiasinava ; ncsle lempo nao vale.lauto. Para
os homens sensatos pouco Tale a declamaran, be
preciso que se exhiban) provas, que se falle i intel-
ligencia.
Nao crcia o nobre senador que hasta fallar aos
ouv idos e ao corarn de quem nos escuta ; reconhe-
jo que s vozes convem fallar ao coracao ; mas pro-
ferir palavras para impressionar os ouvidos daquel-
Ics a quem nos dirigimos, e nada mais, como mul-
las vezea faz o nobre senador, perde-mc que llie
diga, nao he desle lempo, he um anachronismo.
Eu respailo muito o nobre senador, foi nicu mes-
tre, respeilo-o pela sua idade, mas en lambem ja
nao son moro, enlendo que nao me pode ser cslra-
nliada esla liberdade coiu, que me dirijo ao nobre
senador. Como S. Ex. lamhcm eslou cheio de ca-
bellos brancos, eslou velho, e na velhicc nao ha
diflercoja de graos; arabos estamos velhos, por tan-
to nao me podo ser eslraohado dirigir-me ao nobre
senador com mais alguma liberdade, apezar do res-
peilo que me merece, como acubei de dizer, pelos
seus servijos, pela sua idade, e por oulras mullas
qualidades que lhe reconhejo.
Disse-se que nos estamos a caliir em um abysmo
por cansa da immoralidade em eleijao, para a qual
eu ja provei, se ella exislp, que muilissimo concur-
ren o nobre senador por Vinas.
O Sr. Vergueiro : Disse o qoe quiz.
V Sr. Ministro dos Segocios Eslrangeiros:
Parecc-me que o provei ; os fados em que,me fiyi-
dei sao notorios ; o mesmo nobre senador nao duvi-
da delles.
O nobre senador pelo Rio Grande do Norte, co-
mo prova de que estavamos a caliir em um abys-
mo, disse-nos que o governo 'Finito unanimidade as
cmaras, e apresentou este farto como prova de
urna crise prxima e irremediavcl. Ora, fizerara-me
inipressAo eslas palavras do nobre senador Tive
de examinar a historia do nosso paiz para ver quacs
eram as cmaras ossyroplomas que precederam
a duas crises por que lemos passado, urna em 1881,
oulra em 1837. *
Em 1830 linha o governo unanimidade as c-
maras quando aconteceu cssa srande c lamcnlavel
crise a que o uobre sonador se referi honleru ?
0*Sr. V. Manoel : He lamenlavel ? Tome-se
nota disto, nao esqueja.
Sr. Ministro dos Scgocios Eslfangeiros : Nlg
Unlta Vv^miinnrla cual pr a phyr-ionom.n 1
semtica geral ucsae lempo, vcujuius i|ue opposicao
eslava em maioria na cmara dos deputados ; havia
alauns homens illuslrados, dedicados, que suslcnla-
vam o averno do paiz, mas a opposicao eslava em
maioria.
Em 1837 houvo oulra crise ; o regente foi obri-
. gado a abandonar o posto : qual era a physionomia
da cmara dos (tepulados nesso lempo ? A opposi-
jo eslava lambem em maioria, algumas medidas
do governo necessarias i marcha da administraran
cahiram naqoella cmara. Por tanto nao me pare-
ce que o nobre senador lenha razao cm deduzir a
prbximidade de urna crise do faci de ler o ministerio
boje quasi unanimidade as cmaras, como S. Ex.
diz.Este symploma, quantoa mim, deve pelo contra-
rio indica* que a orden) publica nao lem a receiar,
que o paiz ha de continuar a marchar as vas do
progresan e da prosperidade.
Se porm acontecesse o que o nobre senador en-
Icnde que he bom symploma, e o ministerio em vez
de ler o apoiu quasi unnime das cmaras livase
una opposicao qoe se podesse fcilmente lomar em
maioria, e esla opposicao nao professasse principios
tic ordem e amor is instituirnos, emito he que esse
symploma para mim seria muito assuslador, pedia
indicar urna crise.
Eu recordo-me qoe anda na sessfto passada ama
das vozes mais eloqucnles qie se ouvem na tribu-
na do senado chamou a attenjao do ministerio para
a divergencia que apparecen enlre o partido que al
ento tinha apoiado o ministerio desse lempo. Kc-
lirn-me ao appareeimenln do parlido parlamentar,
(liando esse symploma appareceu, quando hou-
ve desuniao nos membros da cmara dos dcpulados
que apoiavam o ministerio," recordo-mc de que um
nobre senador por Pernambuco, a quem lodus nos
tributamos o devido respeito, airn a sua voz e disse
ao ministerio : Vede que este symploma indica
a existencia de um.mal cave que cumple remediar,
evitai esla divisao que apparece no parlido que vos
sustenta.
O Sr. D. Manoel: Ahi esta a ciplicac.au da
sceosao do actual ministerio.
" Sr. Ministro dos Negocio* Bttrangeiro :
Creio por tanto que o nobre senador pelo Rio Gran-
de do Norle nao lem razao alguma no receio que
mostron de urna grande crise, qne na sua opiniao
esta muito prxima.
O Sr. D. Manoel: Dos o ouja ; eu quero
errar.
O Sr. Ministro ios Segnos listrangeiros :
Esla ero a physionomia da cmara dos deputados as
iluas pocas de que lenlio feito menjao ; a physiono-
mia do senado qual era ? Em 1830 o nobre senador.
por Minas, a quem me tcnlio por vezes referido,
exerria urna grande influencia no senado, era chefe
de urna opposicao, posto que nao muito numerosa,
todava violenlissima nos meios de aggressAo que
empregava ronlra o governo do paiz, en j disse que
Mrn lempo a voz do nobre serrador excrcia grande
iufluencia ; creio qne se deveu i influencia das suas
vozes o adoplar-se pelo senado a interpretarn quo
a cmara dos deputados ha muilo lempo rcrlamava
do artigo (1 da conslilnijo.
O Sr. I). Manoel da um aparte.
O Sr. Ministro dos Negocios lislrangeiros : Se
nao se deveu soa influencia, assevero ao nobre se-
nador pela provincia do Rio Grande do Norle que o
nobre senador por Minas defeodeu cuiao calurosa-
mente essa inlellgencia, contra a qnal volon depois
em 1815. Consulte o registro*o>sse lempo ; o nobre
senador por Minas Geraesera chele de urna oppo.-
jao forle qne havia no scuado contra o governo dcs-
sa epoea. e consegua oma ou oulra vez arraslrarou
levar o senado as siiasopimr,es.
Em 1837, poca da segunda erisc, recordem-se rf
nobre senador ensenado que havia lambem urna
grande opposiro M governo ; quasi qe eslavam di-
\ idi.los IgMlKMttte os que sustci.tavam o governo c
os que o romhatiam : c eniao he s.bido que u nobre
S|.....,l'" ,,r "*'" Geracs perlencia ao numero da-
qoelles que suslenlavam o governo. Mas j enllo li-
nharn ftconto oito anuos depois-da primen-a po-
ca, a voz do nobre senao^ir eslava um pouco enfra-
.quecda, asna influencia linha diminuido ronsdera-
tedisse huntcm que nao havia liberdade de tribuna,
pela incsma razan por que se di unanimidade em
ambas as cmaras. (Ira, parece-inc qriepolc haver
uuanimidaile dcopiniocs, c haver ao mesmo lempo
liberdadede tribuna.
Mas, admilliudo mesmo esse principio do nobre
senador, pcrgiintarci quaes sao os meios que exis-
lein"vedando, caretudo a liberdade da tribuna?
No senado nao exislem.
O Sr. D. Manoel : Explquei-mc bem clara-
mente.
O Sr. .Ministro dos Xegoclos llstrangeiros :
Creio que foi esse o pensamcnlo do nobre senador.
Nao hl liberdade de tribuna ; pois bem, cu per-
cunlurci quaes sao os meios que vedam, que cer-
cam a liberdade da tribuna? A nao ser o regimen-
t de cada urna das casas, nao vejo que baja razan al-
guma para se dizer que a tribuna nao lie inteira-
mente livre.
O Sr. I). Manoel: Pcaar na casaca lie um ex-
cellenle meio ; nao lie para fallir, he para volar, o
he que nielhor.
o Sr. Ministro dos (iegodot Eslrwtgeiro :
Enlendo pelo contrario que ha demasiada liberdade
de tribuna, porque is \czes se dizem cousas que
considero pouco convenientes.
En nao desejo de inaneira nenbuina cortear a li-
berdade da tribuna, porque enlendo que ruin o pre-
texto de eoarctar os abusos delta se pode impedir
o uso, e islo sem duvida seria nm grande mal que se
faria ao paiz.
Eu enlendo, e dissej francamente, que o regi-
ment do senado no me pareca muilo judicioso ;
mas cpero que o bom sonso c a pralica nos vao
mostrando que podemos por mis mosnios reformar
o regiment, nao usando da palavra tantas vezes
quantas elle permiti que so use na segunda dis-
cussao.
Espero pois do lempo cssa corrccco do regimen-
t ; e cu priucipiei a dar o exemplo quando disse
que oa secunda discusao nao fallara mais de una
vez. Confio que mis praliranicntc liavemos de rc-
conhcccr o inconvcnieii'c de se fallar tantas vozes
com o prcjuizoqne resulla de Dio ,se lomar em con-
sidcraeo objeelos mais importantes.
O Sr. D. Manoel:Nao he exacto; o anno
passado Iralou-se de ludo quantn havia.
O Sr. Ministro dos Negnos /istrangeiro' :
Espero pois do lempo cssa correcrao ; mas diua que
as nossas aMCUSsuea apparccem is vezes expresses
que naojulgo conveiiieiites.
Pero licenra ao nobre senador pelo Rio Grande do
Norle para dizer-llio....
O'Sr. D. Manoel : Pois nao....
O Sr. Ministro dos Scgocios Kstrangeiros;...
queem ligan de scus discursos elle, referindo-se aos
chefes de alguns Estados, me parece qne empregou
expresses que cu desejaria nao tivesse empregado.
O nobre senador, cm urna das sessoes passadas,
Icndo-se de oceupar dos negocios pa repblica Ori-
ental do L'ruguay,*dssc que o chefe desse Estado
era um rebelde.
O Sr. D. ilanoe\ : Era nao : linha sido, agora
n.lo he mais.
O Sr. Ministrados Seoros /istrangciros-.l'n-
receu me ouvir que o uobre senador tinha dito que
o actual chefe daquelle Estado era um rebelde, que
linha ganho o poder pela espada, pela rorrupcao e
pela agiotasen). Ora! alm de que estas expressoes
.nao munciam a verdade dos Tactos, digo que anda
quando a enuncassem seriam ellas inconvenientes.
O Sr. D. Manoel: Eu podia ir adiaulc se qu-
zesse.
O Sr. Ministro dos Segocits l-strangeiros:
Enlendo que sao inconvenientes, porque llevemos
tratar com consideraran a lodos, he urna obrigaro
que nos he imposta pelo regiment, e muito mais
ao clicfc de um. Estado do quem somos amigos c al-
liados.
O Sr. I). \Manoel: Ponha too em gripho.
O Sr. Ministro dos Scgocios fcslrangciro*.:
Ncm vejo que inlercssc resulte para o paiz do exame
das causas que levaram ao poder o chefe de um Es-
lado : para que pois usar de taes epilhelos .' Eu
depois moslrarci que as expresses do nobre senador
nlo enuncian! a verdade dos faclus; mas enlndi
que ilevia fazer desde ja esta oliscrvaeo.
lloutcm o mesmo unhrc senador no sen discurso.
rele ndo-sc ao chefe de um grande Estado da Eu-
ro(a
O Sr, i'. MOMOel: u iii?sc que puzesse au-
tcrata am lugar prmeiro nao retiro nada.
O Sr. Ministro dos Segocios Kslrangeiros :
llem, coiitiuuarci aoceupar-nic rom as oliservacc--
qne o nobre senador fez sobre o Esladodo Uruguay.
O nobre senador diste que o governo do Rrasil l-
nlia concorrdn para as duas crises por que passou
aquello Estado, sendo a primeira no dia 18 de ju-
lho,e a segunda em 2o de selenibrodo auno passado,
e que o ministro do Brasil uaquella repblica, cum-
prindo as iuslruccoesque tivera do governo, pro-
mover cssas crises, aflu de que subisse ao poder o
partido colorado, ao qual se dirigiam lodas as alTei-
res do ministerio.
O nobre senador u\o procurou demonstrar estas
proposiees. Enlendo que o contrario disto liejus
tame.ile e que se aclia demonstrado por documentos
ollicacs.
O ministro do Brasil procurou evitar a primeira
crise, islo be, a crise de 18 do jullio de I8J3; c como'.'
Em primeiro lugar o ministro do Brasil acousclhou
semprc o governo do Estado Oriental que levasse a
cITcito a poltica que liuha sido estipulada no accor-
do de oulubro e no tratado 'feito rom o Brasil no
mesmo mez ; que promovesse a conciliarAo dos par-
tidos que infelizmente dividem aquella repblica.
Nao se conlcnlou, porm, em dar estes consclhos,
os quaes nunca foram abracados, porque a adminis-
trarlo que foi llena, logo depois da queda de Oribe,
seguio quasi a mesma marrha qoe at entao seprala
o partido colorado do parlido blanco, nao admiltndo
para os empregos, anda os de menor importancia,
senao os que professavam u ideas do partido blanco.
Apezar disto, apezar de ver o ministro do Brasil que
seus consclhos nao eram ouvidos, que a poltica des
Ora, nolc-se que a administraran do Sr. Gir nu
dia 17 de jullio requsiluu do ministro do Brasil
foreas para combatir aquellas que queriam fa/.ci
um movimoDlo revolucionario, O ministro do Brasil
disse que nao tinha torcas que pudesse prcslar-lbe,
e de faeto nao as linha. Os amigos da administracao
do Sr. Gir cnlendciii que o aconlccimcuto de 25 de
sclembro foi urna consequencia necessaria do roo.
viinento de 18 de julho....
O Sr. I). Manoel: Apoiado !
O Sr. Minhtro dos Segocios ICslrangriros :
Pois bem, cm 18 de jullio a administraran do Sr.
Gir sabia que o ministro do Brasil nao linha foreas
de mar onde Ierra para impedir qualqucr movimenlo
revolucionario ; e qual fui a razao porque a adtui-
nislrarno do Sr. Gir nunca se dirigi ao governo do
Brasil.......
O Sr. Monlezinna : Apoiado be verdade.
O Sr. Ministro dos Scgocios l-strangciros :....
parajndicar-lhe a ncccwidida que havia cm vrludc
dos tratados de que em .Montevideo houvcssc urna
forca di'ponivcl que podase suffocir qualqucr mn-
viiiieuto revoluciomrio '.' Como se explica Mi si-
lehcio do Sr. Gir Nao se pude dizer que elleigno-
rava, porque o ministro do Brasil disse cm 17 de
jullio : Eu nao tenlio forras ueste rninto que pos-
tara impedir movimenlo revolucionario que se est
operando.
Coinbne-se este silencio da administracao do Sr.
Gir desden 18 de julho al -"> de Miembro com a
nota ipie a administracao da Sr. Gir dirigi ao mi-
nistro do Brasil em 35 de sclembro, quando lhe
disse : c Se vos queris auxiliar-nos, e nao leudes
forca dispouivel, dirigi-vos as legarnos de Kranea
e Inglaterra, que vo-la prestarlo para c-so lira.
Combine o uobre senador estas cireumslancias.......
O Sr. D. Manoel : Sini, senhor.
OSr. Ministro dos Scgocios stranjeiros:...
e cu deixo ao -ou bom juizu lirar a illacao que lhe
parecer.
O Sr. D. Manoel : He mnilo simples.
O Sr. Ministro dos Segocios strangeiros:Para
mim he muito simples ; he que a administrarlo da
Sr. Gir nao quera intervencao de forca brasilcira
no Estado Oriental; accilava porem benvolamente
e com salisfarao a inlcrveiirao de forras da Ingla-
terra, la l'ranra, ou de qualqucr oulro paiz no ter-
ritorio da repblica. Esla lie sera duvida a illacao
que liro.
J se v que nao fajo a menor censura ao Sr. Gi-
r como presidente da Repblica Oriental, fajo a
censura da sua administraran, censuro aquellos que
mal o acoiisclliarain, aqucllcs (pie uioslraran por
fados inconteslaveis que, ou nao compielieiidiain
bem o* tratados de allianca entre o imperio c aquel-
la repblica, ou desconfiaran) sempre da sinecrida-
de com que essa allianca linha sido celebrada.
Deu-se a crise de 25 de dezombro, que addmillo
que fosse una rniisequcncia natural c necessaria do
moiiincnlo de 18 ile julho. O nobre senador pela
provincia <\o Rio (rande do Norle rccouhcceu que
nao se deu o casas fadtris, que as cireumslancias
em que ficou o paiz depois daquelle aconlccimcuto
o governo do Brasil nao era, cm virlude do trata-
do da 12 .le outubro de 1851, obrigado a intervir
com o auxilio.de forjas de mar cierra ; maso no-
bre senador acrescehlou que se nao se dava o casus
ficderis para se intervir a favor do Sr. Gir, dava-
se para sustentar a autoridade do vicc...
O Sr. D. Manoel: A autoridade legal.
O Sr. Ministro dos Scgocios lislrangeiros : ...
para sustentar a autoridade legal que devia subs-
tituir o Sr. (iir.
Note o nobre senador que eu disse entender que
nao se dera o rasas firieris, por isso que o governo
do Brasil nao devia intervir como parle principal,
mas sim como auxiliar do governo legal. Nao se
dera o casus fir.deris linda por oulra razao, porque
o governo do Brisit nao devia intervir (piando o go-
verno que liuha sido elcilo cm 25 de setemliro tinha
sido aceito o era obedec lo por lodo o paiz ; porlan-
lo nao me pareca que o governo do Brasil devesse
sobrepor cssa autoridade legal a que o nobre sena-
dor se referi ao principio da soberana e indepen-
dencia do Estado Oriental. Ora, estas razes, que
foram as que aconselliaram ao governo do Bra-
sil a nao intervir a favor do Sr. Gir, procedan)
com a mesma forja para nao intervir a favor dessa
autoridade que devia suli-lilur ao Sr. Gir. As ra-
llo governo devia ser o mesmo, quer a respeito do
Sr. Gir, quer a respeito da autoridade que devia
subslilui-lo.
Islo que acabo de dizci'he tilo exarlo, que cu ja
aqui deelarri que o proprio Sr. Giro, na nota que
dirigi ao ministro do Brasil em Montevideo, com
data de 3 de novembro do auno passado, reconheccu
que nas cireumslancias em que entao eslava o paiz,
nao se dava o casus firderis. Esla confissy fcila por
esiriplu pelo Sr. Gir parece que devia dispensar
qualquer oulra dcmonslrajao.
Por esta occasao lenbo de fazer algumas observa-
rnos sobre a mancira porque foi elcilo em Montevi-
deo o governo provisorio em 5 de sclembro do an-
no prximo passado.
A admnistrajao do Sr. Gir linha aulorisado o
ministro do Brasil cm Montevideo para oflcreccr ao
parlido wlorado certas conccsses, contanto que es-
te se prestasse a algumas exisencias que o governo
do Sr. Gir julzava necessarias.
Oiiajnlo o ministro do Brasil nrnsemija com lodo o
zelo e cllicacia ncsle enipAibo, quando elle linha
quasi conseguido os fins que se havia proposlo e pa-
ra que fora aulorisado, o Sr. Gir recolheii-sc ca-
sa da lega{3o franceza e dcclaruii de>ois que o exer-
cicio de -na autoridade liuha ressado na capital da
repblica, c que clleprovia i sua seguranja pcssoal.
Foi porlanln na occasao em que o gorero da rep-
blica fora abandonado pelo Sr. Gir que o Sr. coro-
nel Flores toinou a si a dircejo dos negocios.
Eu cstou persuadido de que se o Sr. coronel Flo-
res, nas cireumslancias em que o paiz ficou colloca-
do pelo abandono feilo pelo Sr. Gir, nao lomasse
esla rosolujilo, o paiz firaria exposlo i devastarao e
| altante, Parerc-mc porlanto que o acto pralira-
porque passaram, acliarji que o mellior meio que lem, i ripios que se ilcioni applirar quando a inlcrvcnjao
he dicereni que a uomcacao do Sr. Flores nao he de-' nJu he solicitada pelo proprio governo onde ella he
vida a sua prnpria influencia, is sympalliias de que evercida, mas he Imposta a forja pelo governo que
elle goza no pai/, ios servijos qne presin, mas sim I a exerce. No evo da circular de lord Casllcreagli
lio devida aos meios que empregnu a legaran bflsi- Iratava-'C de urnainlervcnjaoque nao era solicitada
pelo governo em CUJOS estados ella era evercida.
Por oda occasao o nubre senador pela provincia
da Baha observou que seria conveniente ler-sc de-
leira. Entretanto a monearan do Sr. coronel Flo-
res lem urna cvplicacao natural, obvia, incontcsla-
vi'l ; esta explicajAo rejeila-se, c vai-se procurar
urna explcajao que lem contra si lodas nas con- clarado o lempo, a poca em que a dvso brasilci-
drcs. ra dcvc-ise relirar-se do Eetado Oriental. Esla oh-
O Sr. coronel Flores era alsnm homcm desronhc- | servajaoocrorrcu ao ministerio, e lembruu a algum
rido na Ue[iublira Oriental: Nlo era um militar dos membros do gabinete que seria conveniente in-
rhein de serviros ? Nao liuha sido por vezes minis- scri-la; mas refletimns em que as rreumstancias
tro du Sr. Gir'.' E slemais. na occasao cm que se I pudes-ciu aconselhar que cssa forja se relirasse an-
lizcrain as eleijon, Sr. coronel Flores reuna elle les desM poca Ruda, juluu-se que era mais pro"
o governo da repblica, linlia j fallecido o ce- dente no determinar lempo, fleando livre ao go-
noral l.avalleja, c depois dille Fructuoso Rivera,
eslava por elle s posse do poder: esta rrrums-
tanoia s par si favoreca naturalmente a sua clo-
CSo. Alsuran pessoas influeiiles do partido rolo-
verno du Brasil retirar a forja quando lhe pareresse
que o devia fazer.
Nolou o nubre senador que isso poderil lambem
Irazer inconvenientes, Aerada com a retirada da de-
rado tinhatn-se manifestado contra a inlervcnjao do vlsio brasilcira o Estado Oriental exposlo a novas
Brasil, c romo a inlervonrao do Brasil era muito desordens e n guerra civil. Aasim lief O nobre sena-
popular, acontecen que os individuos que dspula-
vain com o Sr. Flores liubam dccaliido da alTcijao
de alguns dos scus cciiiidados ; esta circumslancia
pois foi lambem favoravel para facilitar que o Sr.
coronel Flores reunisse maior numero de votos nas
cmaras daquelle paiz do que qualquer dos outros
candidatos.
Esta, repilo, he a verdade dns fados, verdade que
dor deve estar convencido de que a retirada se ha
de fazer sempre con) aviso previo; nao se ha de reti-
rar a forja sem que antes dosse arlo n.governo da-
quelle paiz estoja prevenindo c Icnla um c-pajo de
lempo siitliciento para lomar as medidas quejutzar
necessarias a beneficio da ordem e da paz publica.
Porlanln o inconveniente notado pelo nobre senador
pela provincia da Babia desaparecer se o governo
so confirma pelas inslrucjos que foram dadas ao do Brasil proceder, romo ha de proceder, com a ne-
tralados nao era observada, todava, quando se Ip- : do pelo.Sr. coronel Flores nao se pude considerar
pmviiiiava a crise de 18 de julho, islo he, cm mcia- romo um acto do rebelda ; cur enlendo que elle nas
dos do mez de inaio, vendo-se em grandes apuros a
admlnislraju do Sr. Gir pela falta de meios pecu-
niarios para pagar os vencimcutns dos empregados
publicse da tropa, o ministro du Brasil, apezar de
nao ter aulorsajaoexprrssa e positiva do governo,
todava sol) sua responsablidade auturisou o empres-
timo de 81,000 pesos, para que a admnistrajao do
presidente legal da repblica podesse satisfazer as
iieeessidades enique se va.
(. Ora, se o lni du ministro do Brasil fosse fazer ra-
bil a adminislrajao do Sr. Gir, c substitu-la por
oulra da partido rolorado, como asseverou o nubre
semrdor pelo Rio tirando du Norle, o Sr. Paranhos
teria arriscado a sua responsablidade sem aulorisa-
ja expressa do enverno, paia qoe se lizesse esse
empreslimu de S mil pesos fortes, que liubam por
fim manter c sustentar a adminislrajao do Sr. Gir.'
Parece que esla prova he tao evidente, que devia
desvanecer lodas as suspeilas que no espritu do
nobresenador lenham produzdo informajoes menos
exactas que possa ler rocebido.
O Sr. D. Manoel-. Nada.
U Sr. Ministro dos Segocios, lislrangeiros: A
adminislrajao 'do Sr. Gir cabio no dia 25 de sje-
lembro ; os seus amigos bao de procurar acharas
causas desle aconlccmenlo cm fados que nao pos- lubro
sam molestar ao presidente legal, que em 23 de sc-
lembro abandonen osen cargo ; islo he muito natu-
ral, eu os dcsculpo pelos esforjos que cmpregaoi
alim de conservar litarla a reputaran que cllcs qiie-
rcm que tenha a adminislrajao do Sr. Gir. Mas os
fados provam o contrario ; provam qne a adminis-
lrajao do Sr. Giro dcixou de existir apezar dos esfor-
jos dominislro do Brasil para srtstenlar essa admi-
nislrajao. E nnte-se que sau esfurjoi des la ordem,
sao recursos pecuniarios dados i adminislrajao du
Sr. Gir pelo ministro do Brasil cm Montevideo, sem
autorisajao expressa que tivesse recebido do governo
imperial.
Aproximava-se o dia 18 de julho ; o ministro do
Brasil vio que a crise ainda se podia evitar, se acaso
se nao lizesse a rcuniao de forjas que a adminislra-
jao do Sr. Gir queria que se lizesse. Aronselhou
pulanlo an governo daquelle paiz que se nao reu-
nisse a forja nu dia 18 de julho, e disse mais que.
se o Sr. Gir quizesse reunir a forja, pelo menos
"eparasse a tropa de linha da guarda nacional ; para
cireumslancias cm quo se aehou fez um impurlanlc
serveo ao scu paiz, livrando-o sen) duvida da anar-
cbia a que Diaria exposto sera governo, sem pessoa
alguma que o diiigisse.
O Sr. coronel Floros foi cleilo com os generaos
l.avallrja c Fructuoso Rivera para membro do go-
verno provisorio ; foi elcilo tao logalmentc como as
eircumatanefan podiam pcrmiltir. O governo pro-
visorio tralou comludo immcdiatamcnlc de legalisar
a siiuajao convocando urna assemblca conslituinte
para examinar a conslituijao, c prover sobre ludo
quanto conviene. Esta assemblca con-tiluinle reu-
nio-se em um dos dias do mez de marco ; approvou
ludo quanto se havia praticadn, c alem dtsso clegcii
presidente legal da repblica ao Sr. coronel Flores.
Disse o nobre senador que esta eleijao era devi-
da i_ influencia da legajan do Brasil cm Montevideo,
lie oulra proposijao que o nobre senador avanjou
sem as necessarias provas. Eu Iculio por vezes do-
clarado nesla casa que as insIrurjOesqiic foram da-
das ao enviado extraordinario c ministro plenipoleu-
ciario do Brasil cm Monlevido lhe prescrevein, que
nao se iiilromi'll i cm negocios internos daquelle
paiz, limitaudo-sc a exigir o cumprimcnln daqucl-
las ohrigarocsquederivcm dos tratados de 12 de oti-
le 1851; e sei, porque aquello ministro o
velmenle.'o nobre senador no pode sustentar o go-1 evitar o contrato enlre ellas." A-administraco do
verno di prmieiro rcenle do acto addiciona!. Sr. Gir desprezou estes conselhos, nao atienden a
O Sr. D. Manoel: Era bom que fosse mais ex- ellos. Deu-se porlanto I rrise, apezar dos consclhos
pimo S()lire gjgg, plll0Si ge j)le aproycssc. q|IC par, Cila.,a gn 0 millMro an Brf,B| a,
" Sr. Ministro dns S,
mandn dizer, que elle se absteve completamente
de loda a especie de interferencia na elcijao do prc-
sidcnle quo liuha de cr nomeado ; se o que eu di-
go merece menos crdito a alguns nobres senadores
do que as informares que riles pnssam ler de
oulra origem, nao sei como poderei levar a convierto
jo scu espirito. He natural qiieeu g|ja contestado,
que se me diga: Isso nao be exaelo; o ministro do
Brasil interven) neasa eleijao. a I tigiio os nnires se-
nadores, como posso eu contestar proposi(On taes ?
i.iiiandn a pessoa a quem se falla est prevenida,
disposla para nao admillir argumento algum, pro-
va alguma que se oflcrcja, he impossivel em laes
cireumslancias convcnc-la. O que Ibes posso as-
severarhe que esta he a verdade, que consta tanto
das inslrurres que foram dadas ao nosso ministro
actual cm Montevideo, romo das participarnos que
elle de l:i lem feilo.
A rcspeilii da nomeajn do Sr. roronel Floros pa-
ra presidente da Repblica Oriental do l'mguay,
estamos no nicsmo caso que com o abandono da au-
luriladc do Sr. Gir. Os amigos do Si. Gir, para
explicar o abandono que elle julgnn dover fazer de
sua autoridade, dizem que este fado be devido
influencia da legajan brasiltira : os amigos dos can-
cgoeios Bftrmgeiro* : O dos rerursus que o ministro do Brasil don para us-. didalos q,.....So obtiveram a maioria das cmaras
imnra rnador pela provinf do Rio Grande do N.u-f lenla-la ? Islo I
lie o que prnvain os fados.
|do Esfadn Oriental, para explicsrem e1e desguslo
ministro do Rrasil cm Montevideo, verdade que se
confirma pelas parliripajocs que esse ministro tein
feilo para esla corle. Se isto nao baste para levar
a convicj,1o ao espirito dos nobres senadores, decla-
ro que me vejo na impossibilidade de Ibes minis-
trar oulras provas. Tem-se combatido a intervenjo
do brasil na Bepnblica Oriental. Senhores, nao
me parece bem cabida esla censura. A poltica da
inlervcnjao esla approvada pelas cmaras, foi ap-
provada nas mson de 1852 e 1853, e ltimamente
me parece que foi approvada quando o minisleriodc
que fajo parle, vio pedir ao corpo legislativo aulo-
risajao para fornecer um auxilio pecuniario qne
nao cxccdessc a (30,000 palaccs por mez ao gover-
no da Repblica Oriental.
Em I85 a Inglaterra c a Franja iutervicr.ini no
Estado Oriental, e |>or rirenm^tancias que occor-
rram o Brasil ficou solado, nao lomou parle nessa
inlervonrao. Rerordo-me de que esle isolamcnlo
em que lirou o Brasil fui muilas vezes censurado em
ambas as cmaras, muilas vezes se perguntou que
figura fazia o Brasil, quando se viam duas potencias
da Europa intervindo em urna repblica vizinha, c
o Brasil ficava de lado iulciramenlc isolado. Adop-
lou-se una poltica conlraria, a poltica da inler-
vcnjao ; sao uolarios os beneficios que resollaran]
dcsla pohlicaquoacalioucoiu urna tyranniaquepesava
em Buenos-Ayrcs c com a guerra que devastava a
Repblica do Uruguay ; adoplou-se esta poltica,
digo, c esla polilica merece iguacs nu maiores cen-
suras a alguns nobres senadores. O nobre senador
pelo Rio Grande do Norle, referindo-sc a esta poli-
lica, rbamou-a nefanda, tres vezes nefanda.
O Sr. D. Manoel:Nao he a de inlervcnjao,
he essa que o governo leve com o Sr. Gir.
O Sr. Ministro dos Segocios lislrangeiros :
Adopta entao a polilica da intervenjao'.'
O Sr. Dr. Manoel: (ue pergunla.
O Sr. Ministro dos Segocios lislrangeiros :
A polilica que leve o governo do Brasil para com
u Sr. Gir, cu j disse ao nobre sonador como pen-
sava que ella se justifica va, e nao me parece que o
nobre senador rombalcsse os argumentos cm que eu
me fundei no primeiro discurso que live a honra de
proferir. Como nao he a poltica de intervencao a
que elle combate, eu nada niois dirci a esse res-
peito.
l"m nobre senador disse, porm, que a poltica
que o ministerio linha seguido nao era proprlamcnlc
a polilica de inlervcnjao seguida al 1853, nem lio
pouco podia ser derivada da lettra do tratado de alli-
anca de 12 de oulubro de 1851.
Sr. presidente, eu concordo com o nobre senador
a quem me retiro cm um ponto, islo lie, que o go-
verno do Brasil, cm virlude da lettra lo tratado de
al lia ora de 12 de oulubro de 1851, nao era obrigado
a intervir no Estado Oriental rom auxilios de for-
ras d mar o torra, por isso que estes auxilios, na
lumia do tratado que aealiei ue citar, so deviam ser
prestados ao governo que ronslilurionalmcnlc livcs-
sc sido cleilo uaquella poca, e s no caso de depo-
sicao do presidente, ou de se querer tentar contra a
sua autoridade constitucional. Concordo pois que da
lettra deste Iralado nao derivava obrigajao para o
governo do Brasil de iulervir no Estado Oriental
com forjas de mar o Ierra.
Enlendo, porm, que os fins que o governo im-
perial se propoz quando. colebrou este tratado, c de
subsidio e outros com a Repblica Oriental, n.lo se
prcencheriam por forma alguma so acaso se consc-
imissc a pacilicajilo daquelle paiz o o estahclcci-
nii-nio de um governo solido c eslavcl. Estes fins
foram aquellos que o governo leve em visla dosem-
penhar-quando accedeu a requisijau que lhe fui
feita para entrar no Estado Oriental urna divisao
do exerrilo brasilciro. O governo nessa occasao
podia sein duvida recusar-sc a cssa requisijae Man-
de que ella nao se fundava nas eslipulajcs do trata-
do. Mas sendo do interesse do guveruo do Brasil a
pacilicarao do Estado Oriental e o estabclcrimenlo
de um governo solido e duravel, c sendo estes os fins
que se livcram cm vista no Halado de alianja e nos
outros qu? se relebraram em 12 de oulubro com o
governo imperial que podia preslar-se a essa requi-
sijao, embora nao fosse um dever imposto pelo Ira-
lado, mas como meio voluntariamente concedido
pelo governo para queso obtivessem aquellos fins, e
por consequencia o objeclo do tratado deallianja c
dos outros tratados celebrados.
Pcrsuado-me de que esla poltica nao foi adoptada
nicamente no interesse no Estado Oriental, foi a-
dnplada lambem, e lalvez leudo principalmente em
viste os nleresscs do imperio. Os nobres senadores
nao podom ignorar que as revolujoes que occorrem
no Estado Oriental....
O Sr. D. Manoel: \\i por ahi qne vai bem.
Apoiado.
O Sr. Ministro den Segocios lislrangeiros:....
inlluem in.mcnsamcnte no imperio, com espcciali-
dade na provincia do Kio Grande do Bul. Eslas rc-
voluees prejudicam sempre a seguranja das nossas
fronleiras o outros inleresses ps-enriaes; porlanto,
como mete de evitar estes grandes malos, cnlcnden
o governo que lhe ronviiiha acceder a requisijao fci-
la pelo governo do Estado Oriental.
I'm Bonn senador disse: Mas/ ueste caso, o mes-
mo direito que lem o governo do Brasil para inter-
vir, leni-o a Franja c a Inglaterra. Dcvo declarar
an uobre senador que a intervencao que aclnalmcn-
exercemn na Repblica oriental do (ragnaj he
una intervenjao solicitada pelo governo daquelle
paiz, nao he urna inlcrvencao que fosse imposta pelo
imperio. Felizmente nao se deu a neressidade de
intervir contra a vontsde do governo da Repblica
Oriental; interviemos solicitados, instados pelo go-
verno legal dessa repblica; interviemos porque a
nossa seguranja c os inleresses cssenciaes do Brasil
nos aronselhavam quedeviamos acceder i requisirao
que senos fez. E eu dirci desde j por esta occasao
que o governo do Bi ail ja lem receido de alguns
governos respostas i circular de I! de Janeiro desle
anuo: os governos mais interesados na independen-
cia di Repblica Oriental, como o da Confcdcrajao
Argentina e da provincia de Ruenos-Ayrcs, rcspnn-
deram por un naneira satisfactoria. Responden
lambem o governo de S. M. Britnica, receb I este
respeito urna nota do ministro aqui acreditado.
Ora, nessa nula cu vejo cstahelccidos os principios
que b governo ingtez segal acerca da inlervonrao ;
esles principios estilo declarados na circular dirigida
ao corpo diplomtico por lord Castlereagb em lf. de
Janeiro de 1821. A cxpoMjao .lestes principios lie
pouco mais nu menos a resposla que o governo de S.
M. Britnico mandn dar circular de 19 de Janei-
ro desle anno.
O Sr. I). Manoel:Porque nao eshi isto no re-
latorio com as mais pecas'!
O Sr. Ministro dos Sigotm lislrangeiros:Nao
vcio a lempo, Dz-se sem llovida nessa nota que o
governo do Brasil nao excrcer protectorado algum
sobre um paiz visinho mais fraco do que elle, mas os
principios da ola sao, como disse, os da circular d.
de 1!) do Janeiro de 1821 dirigida ao corpo liplnma-
- por occasiao da inlervcnjao da Austria, Prussia
Reo
o Russia no- negocios de aples.
Devo porem notar que a actual intervenjao do
Brasil nos negocio, de Monlevido mi solicitada pelo
respectivo governo. Esla eirciiinsLiiicia faz ruin
que nao -e po-.sain aplicar a e-de cas iodo-, o- prin-
cessaria cautela, prevenindo com anticiparn ao go-
verno do Estado Oriental da occasiao em que a tru-
pa (cr de retirar-se.
O mesmo nubre senador oceupou-se com a mate-
ria do trafico. Aaradcjo-lho a apreciaj.lo que fez
dos actos do governo tendentes a conseguir a aboli-
j.lo desse rommcrcio illicilo.
Como era de esperar, o nobresenador sorprendeu-
sc de que anda nilo lenha sido revngado o bil que
ujeitou os navios lirasileirns a visita c busrailHS*cru-
zeiros inglezcs ; e oulro nobre senador pela provin-
cia do Rio Grande do Norte, fallando lambem ncsle
objeclo e mostrando os mesmos sentinicnlos, "disse
que as esperanjas que linha dado o nicu nobre an-
tecessor no relalorio do anno prximo jpassado, li-
ubam sido completamente roallogradas. Mas creio
que o meo nobre antecessor, no relalorio que apre-
sentou assemblca geral, nao disse lano quanlo pa-
receu ao nubre senador pela provincia do Ro Gran-
de do Norle, Eu trago esle rotatorio...
O Sr. O. Manoel: Eu lambem o trago cscrip-
(o nessa parle ; esta aqui. fMostrando um pa-
pel.}
O Sr. Ministro dos Segocios lislrangeiros : O
mcu nobre anleeessor, referindo-se a este objeclo dis-
se O seguale. .,I.f.)
Ora, j v o nobre,senador que da maneira
porque se ach enunciado o pcnsamenlo de S.
Exc. o Sr. cx-minislrodos negocius eslrangeiros nao
se deriva a roncliislo que quiz lirar o nobre seua-
dor....
Sr. 1). Manoel : Esperanjas.
O Sr. Ministro dos Segocio lislrangeiros : ..
i orno suppoudo que o bil devesse estar j revo-
gado.
O Sr. D. Manoel: Esla concluso nao li-
rei cu.
O Sr. Ministro dos Segocios Eslrangeiros : Pa-
rercu-me que queria tirar esta concluso.
O Sr. P. Manoel: Nao.
O Sr. Ministro dos Segocios lislrangeiros :
Ora, as ordens e inslrucjOes que deu o mcu nobre
anleeessor sao as niesmas guc exislem. O ministe-
rio actual lem feilo successivas recommendajocs ao
nosso ministro em Londres para que accclcre esta
negociaran, faja estes ajustes, para poder depois ter
lugar a aprcsenlarao do Mil que deve revogar o de
181-5.
Ten) occorrido dilliculdades. O gabinete inglez
lem estado oceupado na solujo de qiicsles de alia
importancia; e com eslas eoutras causas lem-se de-
morado as conferencias que s.lo necessarias para que
se ebegue a um accordo sobre os arligos da conven-
cao que se lcn de celebrar. Todava asseguro aos
nobres senador. que no me Icnho esquecido desse
importante objeclo.
O Sr. I). Manoel : Nem cu disse islo.
O Sr. Ministro dos Scgocios lislrangeiros :
Dftvn fa/er psl:i rcrlamacn. nao Ole lenlmeSUUecidn
de recommendar a couclusio desse importante objec-
lo, e todos os meins que se puderem empregar para
se chegar aiim accordo, c pira fazer ces*ar esse aclo
de violencia que pesa sobre o paiz, hao de setn du-
vida ncnhiima ser empregados pelo governo.
Felizmonle durante o lempo da minha administre
jHo nao occorreu senio o fado de urna visita feita
cm alto mar por umaombarcajao de guerra portcn-
conte ao cruzeiro de S. M. Britannca, cm urna em-
barcaran brasilcira. Proteste!, reclamei contra esse
fado ; c depois dellc nao me consta que se lenha
praticadu outrn algum.
Mas reconhejo que nao hasta que o KU dn 181.5
nao se execute ; he necessario sem duvida que elle
soja revngado. Nao ha motivo algum de direilo que
pudena justifcalo quando foi promulgado cm 1815 ;
nesse lempo, porm, aconteca infelizmente que o
trafico de Africanos se fazia no Rrasil. Nao era islo
motivo para que esse bil se proinulga.se ; mas hoje
ncm ao menos existe no Brasil o Iraliro, que nessa
occasiao servio de pretexto para se pedir e obler do
parlamento urna lei que oflende lo gravemente di-
reilos de nossa soberana e independencia.
Os csfnrjos que o artual miuislcrio lem continua-
do a fazer para por Icrmo a esse commcrcio lem sido
coreados dos mais folizes resultados ; porquanto des-
de fins do auno de 1852 nao coma ao governo que
tenha havido um s desembarque de Africanos nas
cusas do Brasil.'
Asseguro, pois, aosmibres senadores, que o gover-
no continuara a reclamar com instancia e cllicacia a
revngajan do KU de 181.5 ; e, como o meu nobre
antecessor^ tambera conecbo esperanjas de que, fci-
tos os ajustes previos, esta medida umversalmente
reclamada pelos Brasileiros ser adoptada pelo go-1
yerno de S. M- Britnica.
O Sr. D. Manoel : Duvido por ora que essa
esperanra se realiso, c cnlretauio desejo muilo que
olla se rcalisc. Disse o Sr.... na MI nota que os l-
timos despachos que recebera do scu governo
lhcdAo coiivicc.au conlraria, que o bil nao ser rovo-
gado.
OSr. Ministro dos Scgocios lislrangeiros ;Sr.
presidente, por essa occasiao dirci ao nohrc senador
pola provincia do Rio Grande do Norte, que tenho
recebido algumas notas do ministro de S. M. Brit-
nica, cm que me participa fados como aquellos que
referi o mesmo nobre senador ; e eu culccd.o que,
recebidas cssas parlicipajoes, nao pode o governo do
Brasil deivar de proceder aos ames c indagafUn
necessarias para se verificar se ellas sao ou nao exac-
tas.
O Sr. O. Manoel: Nao don ao governo inglez
direito para nos lomar cuntas nesla parle.
O Sr. Ministro dos Segocios lislr angeiros :
Enlendo que he a parlicipajao de um fado que se
leva ao conher.imcnln de um governo.
I) Sr. O-Manoel: lie mais do qoe isso.
O Sr. Ministro dos Scgocios lislrangeiros :...
sendo assim, c devendo o governo proceder aos nc-
cessarios exames e averiguacoc*. quando recebe sc-
mclhanlcs commisscs de qualqucr pessoa, como nao
devela proceder de fgaal modo parlindo as commis-
Bw do urna pessoa Uto allanante enllocada? enlen-
do que o governo do Brasil nao deve repellir essas
parlicipajcs....
O Se. I). Manoel : Sao exigencias.
O Sr. Ministro dos Segocios lislrangeiros:...
deve arcita-las pelo contrario, deve proceder s ave-
riguaefin e examos necessarios; c. no caso de ser
verdadero c evado o q je se diz, proceder na forma
que as lois delcrminarcm.
O nobre sonador pola provincia da Babia, referin
do-sc i correspondencia havida entre o ministro do
Brasil no Per e o governo daquclla repblica, no-
lou que nessa correspondencia nao se fizesse decla-
ra jao de que o direito que lem os ribeirinbos a na-
vegaran dos rios he um direilo impcrfcilo...
O Sr. Mnntezuma:Pcrdoe-me V. Exc. nao
admiti direito algum a lites. O que nolci foi que
nas iiulasduiios.il ministro no l'erii se admiltissc o
direito perfeilo aos ribeirinhos. que se nao admil-
lissc a distinejo entre direilo perfeilo c direilo im-
perfeilo.
O Sr. Ministro dos Segocios lislrangeiros :Me
persuado que o nosso ministro na Repblica do Pe-
ni nos-as notas que diriga aquello governo Irans-
erevia aspalavrH do tratado di I de oulubro de
1851. Vi isso rpidamente, mas parece-ine que se
referi ao tratado.
Alm dsio, r.iiiviii dizer ao nobre senador que
cssa correspondencia nlo coiilinuoii. porque o de-
creto de 15 de abril de 1853, sobre que versa va a das
enasto, foi explicado por um decreto posterior de 4
de Janeiro do corrate anno, c assim leminon ads-
cusso.
Tenho anda de fazer nina declararlo aos nobres
senadores.x O nobre senador pela provincia do Re
Grande doiorlc perenalou se acaso a circular de
19 de Janeiro desle auno dirigida ao corpo diplom-
tico linha sido redigida na secretaria ou se eram
evaclis as inlormajocs que ltic deram de que ella
fra redigida fura da secretara. Sr. presidente, a
circular de 10 de Janeiro desle auno fui expedida pe-
lo governo era consequencia de lema alguns mem-
bros do corpo diplomtico conferenciado comino e
julgado que couvinha explicar as causas e os nns da
intervenjao, Eu, annuindo as observajes que me
linluffh sillo feilas por parle de alguns representen-
les de governos amigos que exi-tem nesla corte, prn-
puz aos meus collegas c aprsenle! a S. M. a conve-
niencia de expedir urna circular, cm que se esplicas-
se circunstanciadamente as cau-as c os lius da in-
Icrvcnjdo do Bra-il na Repblica Oriental do Uru-
guay.
I)ecidio-so que se lizesse isso. Eu quiz depois
proceder de acord com o ministro dessa repblica,
e live lambem com elle urna conferencia sobre esse
objeclo. Ocio que cssas di llrenlo- conferencias que
live com os outros ministros c com o do Uruguay be
que deram orgem s informajoes que leve o nobre
sanador. Ouvi sem duvida a este ultimo ministro,
oblive ilclle muilas iiilonnaro-, c nada mais hoove
senao isso. Esoque meoernrre para dizer.
O Sr. D. Manoel:As informarnos foram por es-
criplo oo de viva voz'.'
O Sr. Ministro do< Scgocios lislrangeiros:De
viva voz.
O Sr. Presidente:Tcm a palavra o Sr. Ver-
gueiro.
" sr, I'ergueiro:(uando foi anteajado pelo
nnbrc ministro (ai ne'ocios eslrangeiros de ouvir
provar nesla casa a minha immoralidade, nao dei-
xou islo dedar-me algum abalo ; posto que, consul-
tando a minha conscicncia. achc errus muilos, im-
moralidade nao. A lin-.il-v erilieoii-vi n diln do poe-
la : Parturient maules, el nascclur ridieulht mu* '.
Eu nao tinha neressidade de defender-mi do que
o nobresenador cha non immoralidade, porque he
tao frivola a aecusajo que nao merece a pena refu-
ta-la ; ainda que corresse sem commoulario cm na-
da prejudicava a minha reputaran. Rcduzio-se an
que eu pratiquei cm diversas eleires, parece que
todo o mundo sabe a parle que netlas live. Fui con-
sultado sobre urna lisia fcila nao sei por quera.' Eu
conbecia alguns dos individuos, outros nao, e disse
francamente a minha opiniao, porque nao julgo que
a pessoa que oceupa um lugar no ministerio esteja
inhibida de dizer o que pon-a.
O Sr. Ministro dos Segocios listrangeiros :
Apoiado, he isso mesmo.
O Sr. I'ergueiro :Disse francamentefulano c
fulano, nSo conhero. nao sei se servem; fulano c fu-
lano parecem bous; fulano c fulano nao posso ap-
provar.
O Sr. Ministro dos Segocio* lislrangeiros :
Apoiado ; estamos de accordo.
O Sr. I'ergueiro:Depois sabio eleito um dos
que eu ilesappmvoi. eis aqui. Mas dlsse-M que cu
redi quanlo a um, islo he, aquello que me linha
pronunciado naquelles lempos tenebrosos cm que o
uobre senador soflreu o mosmo que en.
O Sr. D. Manoel:Tambem nao for pelo que eu
liz. ^Risada*.)
O Sr. I'ergueiro:Declaro que nao redi.
( .Sr. Ministro dos Segocios listrangeiros :As
mmlias informares dizem o contrario.
() Sr. I'ergueiro :Nao sao exartas.
O Sr. Ministro dos Scgocios listrangeiros .-Po-
de ser; mas ouvi-o a leslcmunhas maiores de loda a
excepeo.
O Sr. I crguciro:Contares o que honve.
O cidadao que me tinha pronunciado foi ter co-
ntigo e pedir a minha prolecrilo; cu respond fran-
camente : Nao dou protecjao'a niuguem, porque
eu nao intervenho em cleijes de modo algum ; pro-
cure porlanto a sna vida como quizar. Elle ins-
'oii e rcinstou, ate-que alinal eu dim-lhe : O Si.
uer que cu lhe di-' lodo o meu pen amonto a sen
v>cito"! Pois cu oca. Nao approvo a sua can-
futura visla da nlm pronuncia : nao pelo fac-
i de me pronunci ., mas pela diligencia que em-
pregou no processo para cse lini, al pelas razes
frivolas*quc aprsenla na pronuncia.
Com cffeilo a primeira era nao me ler opposlo
clara e maduradamentu rcvolla ; entretanto cu es-
lava cm um canto, cm nina cxlrcmidade da provin-
cia, cm um serian. As nutras razes eram igualmen-
te frivolas. Eutrclaulo desenganou-sc O hunicni e
foi-se embora : eivaqui, nAo ha mais nada. Se lhe
contaran! oulra cousa, enganaram-o. Nao redi, nem
podia ceder ; c isso he que seria immoralidade, por-
que craconlraa miuha consciencia. A minha op-
posijao uao era pelo fado da pronuncia: se eu co-
iihccessc que elle se linha podado romo magistrado
honesto c honrado, se visse que linha conscienciosa-
mentc procedido bem ; mis nao foi assim que elle
procedeu. Inlorroaava primeiro as leslemiiiihas, e
quando nao diziam nada contra mim, despedi-as c
chamava oulras. Releve algumas por espajo de dous
mezes em S. Paulo ; e quando diziam que nada sa-
biam, ou sabiam o contrario do que elle queria, nao
recebia osdepomcnlos. Como csl.es, pralicou outros
fados. Ora, o magistrado que assim procedeu, quer
fosse contigo, quer com nutra pessoa, nao era dig-
no da minha approvajilo para depulado.
Agora a respeito das clcices'dc S. Paulo. He ver-
dade que alguns cidadAos dessa provincia foram
minha casa | esl na casa quem peda bem informar
sobre isso ) consultar-me sobre as pessoas que de-
viam ser escolhidas para dcpulados. Ora, nao he
de cslra nbar islo porque cu nao era consultado como
ministro.
O Sr. Ministro dos Negocios listrangeiros :
Apoiado, he isso mesmo ; os mais he que foram.
OSr. I'ergueiro:Eu eslava coslumado aser
consultado para as clcijes.
i) Sr. Ministro dos Segocios listrangeiros :
Nao, senhor, mas eonceda-me o mesmo.
Sim, senhor ; os mais he que nao eslavam.
O Sr. I'elgueiro : Ora, seou eslava acosturaa-
do a ser consultado nao houvc nada de novo, ncm
que eslranbar. Consullaram-me, dei o meu parecer,
foi a lisia para S. Paulo ; depois la glozaram alguns
dos que cu approvei ; nao me escandalisei com is-
so ; a maioria quiz oulros, l so avciibam. E nte-
se bem que nunca live um alilbado. Nas discusses
cu Iralava sempre de principios; una das cousas que.
eu queria era fazer penar romo mxima enlre os
cleilores as incompatibilidades. No que eu insista
mais era na suslenlajao de principios. l)-se aqui
alguma immoralidade'.'
O Sr. Ministro dos Segocios listrangeiros :
O Sr. t'elgaeiro: Se eu coslumava ser consul-
tado sobre esses negocios, se apenas dava o meu pa-
recer, cm que consiste a accusajio '.' Esl muilo de-
licado oliobre senador por Minas 1
A respeito da scualoris, cuidei que o nobre sena-
dor me queria lambem imputar a escolha, a Ho-
rnearn.
(( Sr. Ministro dos Segocios lislrangeiros :
Nao ; o 'que eu disse foi que era accusado.de urna
immoralidade c de urna Iraijao.
O Sr. I'ergueiro: Pela mesma razao que me
consultaran! para a chapa dns deputados, ronsolta-
rani-mc para a de senadures. Vi alguns nomos de
pessoas muito estimaveis, muito rapazes, mas que
nao eslavam no caso, que me pareca que tem amas-
sados trian ao senado se fossem nomeados ; eenlo
disse que nao julgava conveniente fazer urna chapa
daqueltn.
OSr. Ministro dos Segocios lislrangeiros:
Apoiado ; he o mesmo que fazem lodos.
OSr. lerguciro: Allcrou-sc I chapa, fez-se
nutra. Nao ha de porem constar em ncnlium dcslcs
casos, a respeito dos quaes o nobre senador me ar-
ge, que cu fallas-e oii*Scrcvcssc a alguma autori-
dade prolcgendo a algum dos candidatos.
O Sr. D. Manuel: Como fez o Sr. presidente
du conselho ; isso he que be imiiioralidadr.
O Sr. I'ergueiro : Eu Tui alheio i escolha :co-
mo, pois, ainda se me atlrbuc? Felizmente tenho
na rasa Icstcniuubas de ludo islo.
Quando chcgnii a S. Paulo a lista trplice eslava eu
gravemente doenlc ; tolos sabem que eslivea morlc.
Quando me acliava nesse estado foi que se fez a no-
meajao ; por consequencia nao poda intervir nella.
Ja anteriormente, como na lista trplice vinha pessoa
muito relacionada remigo, dei-me de suspeilo ; de-
larei aos meusrollegas que nao queria intervir na-
nobre senador fazia Unta bulla, lanas ameajas, J.
zendo por tantos dias que havia de v ir' expr ao se-
nado a minha immoralidade'.'
O Sr. Ministro dos Segocios lislrangeiros :
Et reo confesso.
O Sr. Vergueiro : Bem, pois o senado que jul-
gue se ero tuda islo ha immoralidade.
Agora suppe o nobre senador que cu argn o
governo de semelhanle procedimeuto 1 Eshi muilo
enSanado, nem Ifttef o governo de immoral. Eu
disse que o procedimenlp do governo a esle rce-
lo ia produzir inmoralidades nas extremidades da'
administracao ; ahi he que s vai prodozir: parece
que quem lem algum conhecimento do iulcrior do
paiz nao po slo cm duvida.
O governo expede suas ordens aos presidentes das
provincias, quer que sejam nomeados lacs e lacs
islo he muilu diverso de virem consallarem quando
j era rostume ouvirem-mc antes. O governo agora
impc.
" Sr. n. Manoel: Apoiado. Muilo bem !
O Sr. lerguero : Ale segundo a opiniao de
um nubre senador os presidentes nao pdem fazer
chapa quando o governo nao a tem ; he este J o
principio seguido, nao soi porqoe ; mas o que aroii-
lecc regularmente he isto. Nao he sempre que *u-
verno geral manda chapa ; mas recommenda aos
presidentes que as eleirfin recaiain naquelles que
suslendmo governo, que se cxrluam os outros.
O Sr D. Manoel: Tcm aqui corre loros.
O lergueiros: Islo he que lie inlervir, abusar
da autoridade, he muito dille-rente do meu caso, nao
lem semelhanja nenhuma. Eu eslava com muilo
receio da aecusajao de nobre senador; mas ludo se
reduzio urna cousa va.
Passarei agora a algumas observajes qoe servi-
rlo de supplemeulo a um discurso que aqui fiz, por-
que estando presente quando falln o Sr. presidente
do conselho, o deleito do meu ouvido fez com que
nao o comprehendesse bem. Julgoei-o mais inno-
renlc do que elle se me apresentou verdaderamente
no discurso que depois li impresso. Se se tratas
nicamente da verificajio de fados, nao insistira,
deixava passar; porem trala-sa de principios, e o vi-
cio de um principio he mais perigoso do qoe urna
centena ou niilhar de*factos.
O uobre presidente do conselho admilte como
principio a iulervuncao que o governo deve ler nas
eleijoes, e para islo recorred ao cdigo criminal e
lei da responsablidade dos ministros, e disse que
nem no cdigo, nem uaquella lei est prohibido que
o governo inlervenha nas eleijoes. Ja aqui lirou
um corollario que nao he exacto ; ao menos a lgica
da minha jurisprudencia nao o admilte. A todo o ci-
dadao he livre fazer aquillo que nao eshi prohibido
pela lei ; esle direilo proven) da liberdade natural
.que o rulad .lo lem, provean da natureza mesmo ; he
direilo que esl garantido. Mas esle direito que o
cidadao tcm de fazer o que nao esl prohibido pela
lei, lie muilo diflercnlc do poder que a autoridade
lem ; esla exerce um poder legal, suas atlriboijes
lateo limitadas, o que nao cabe nassuas allribuijcs,
olla ujo pdc fazer. Portaulo, nao se segu que
por no estar prohibido no cdigo nem na lei da res- "
ponsabilidade dos ministros, o governo esleja aoturi-
sado a inlervir nas eleijoes; era preciso que a le
lhe- pcrmillisse isso.
Demais, creio que se formos a examinar isto bem,
liavemos de achar alguma cousa, isto he. o caso de
abuso do poder; eshi mesmo ua lei da responsabli-
dade. Nao he s quando o ministro viola a lei que
he criminoso, mas lambem quando osa mal do poder
discricionario que lhe he confiado. Porlanto nao os
considero inicuamente livres das disposijes penao-;
mas nao he este o lugar para entrar em tal exame ;
o senado he juiz, era oub~o logarse deve fazer a ae-
cusajao. Nao tratarci, pois, de confrontar o que o
nohrc ministro disse com as ieis criminaos ; s o con-
frontare! com o cdigo do honesto.
O Sr. D. Manoel: Apoiado. E V. Exc. lem li-
do muila bondade cm responder a cousas queso com
o riso, s com o despreso se deve respouder.
O Sr. I'ergueiro: Primeira mente a clcijSo mais
iiotavcl de que Iralooo nobre presidente do conselho
foiadeoyaz; oque ha nessa eleijao? Ha urna
ordem do presidente do conselho de ministros ae
presidente da provincia para apoiar taes e excluir
laes; parece que ilo mesmo elle confessou no sen
discurso, nao sei se leu mesmo alguma parte do ofti-
o que a tal respeito dirigi ao presidente. O pre-
sente |orcm nao esleve por isso; mas qnal. foi o re-
iltado? Ser dcmillido o presid*ile. serjilW^L:
i rdem numrico (los viee-prrW/tenles, *6A&-*erW
se liouvc mudanja do chefe de pelicia. Depois ex-
pediram-se as ordens que li5o de ser puntualmente
executadis. Eu fallei no caminho com pessoa quo
eslava ao fado (lisio que me disse: Fulano foi l
dchalde; foi um trahalho intil. Agora nao ha du-
vida nenhuma ; depois das medidas qoe se (ornaran)
esl ludo a favor dclle. Ora, isto compadere-se com
o coligo do honesto 'f Nao he um abuso do poder ?
O Sr. D. Manoel: He mais, he urna vinganja
atroz.
() Sr. I'ergueiro : Um cidadao que linha me-
recido a contianja do governo ha tan pouco lempo,
s porque nao quiz cumprir nma ordem Ilegal he
dcniitlido!.... Parece que islo no he iuslifieavcl.
Nao fui de actos desla natureza que o nobre senador
me a/guio.
Admiltido o principio, admiltida a pralica do prin-
cipio, a sua execujo, o que resulla? Onde vai parar
o syslema representativo ? Torna-sa ora completo
phanlasma; lie o que j be hoje. Hoje nao ha sys-
Ihcma representativo, porque nesse syslema o poro
lem interferencia; mas pial he a interferencia que
tcm u puvoqnando aquellos quo lio de vir seros ac-
cusadores ou julgadores dos ministres, ou pelme-,
nos scus censores, sao designados pelos proprios mi-
nistros? Acabnu-se o syslema representativo, deill
de existir. O que me importa commelter nm rri-
me se tenho direilo de preventr-me, de Hornearos
meus amigos, aquello- que me bao de absolver, para
meui juizes. c mesmo evitar que eu nao seja acensa-
do? Quem he que ha de lomar conlas aos ministros?
Assim, nao vejo. O syslema representativo desap-
narece completamente adoptado esse principio.
Agora uole-se que o nohrc presidente do conselho
d a isto lana consideraran, que parece ler urna se-
cretaria regularmente montada rom os registros com-
petentes para a expedijo destes negocios, pois que
nos mostrou copias nao sei se de cartas, se de ullicu>>r!
He urna secretaria de negocios pblicos em parti-
cular.
O Sr. D. Manoel: He isso. Apoiado.
O Sr. I'ergueiro : Mas se essa secretaria por
Dndc se expenden) os negocios pblicos em particu-
lar, no tivesse o auxilio da nutra, entao lalvez nao
valessc milito; porm nao, quando asrdeos expe-
didas pela secretaria particular nao produzcm seus
efleilos, vem logo a oulra em soceorro para se darem
as demisses, ele. Assim nao ha syslema represeu-
talivo.
{Entra na ma o Sr. presidente do conselho.)
Como disse, rcpulava o Sr. prcsdenlc do conse-
lho mais innocente a respeilo da eleijao da provincia
de San Paulo; suppunha que o governo nao linha
lido parle alguma nella. Mas nao, senhor, nao a
abandouou ; pelo registro da secretaria particular
do nobre presidente i\o rousetho ve-se quo nao s
mo a abandouou, como que tralou muilo dola.
O Sr. Presidente do Conselho: Tralou mlilo
de abandona-la.*
O Sr. I'ergueiro :O que fez foi exercrr una
especie de diplomacia muilo afilada para nao esean-
dalisar nenhiim dos pretendentes. Ora, em S. Pau-
lo, inlervir ueslas cleijes, quando a pequea parte
ilaoppo-ir.lo que ainda pude respirar, tinha abando-
nado a urna era inleiramenle desnecessario. Mas
he porque o nobre presidente do conselho mo se
contenta em que vcnliam pessoas qne decididamente
o lijo de sustentar ; qaer* mais alguma cousa ; quer
cscolher ainda os mais enrgicos.
OSr. D. Manoel:Apoiado v qaer impor tw po-
der moderador.
OSr. I'ergueiro :Mas ao mesmo lempo, romo
havia seleconcurrentes, nao quera esramlalis-ir nc-
nlium ; esse he que foi o grande Irabalbo- Alm d
foram-se apurando ; fierran) qualro cm campo, o ou-
lros por toril,, i diplomtica foram renunciando. Pen-
da ainda una duvida, porm como o nobre presi-
dente do roBselho linha entregue I""* '" presidente
da provincia, nao quiz recitar. Eolio o presidente,
que lamhcm afteclava nao querer ter parle nenhu-
ma nas clcijes, nao qniz lomar sobre si a respnns.i-
bilidade, c chamou all mas cinco pessoas escomi-
da) por elle como representantes da provincia Dta-
culio-se o negocio ev'otou-se; c como eram qualro
os (trelendenles, hivia de ficar um excluido. Elle,
que dzia que naosemcllia em eletjss, eonsenlio
que a chapa, assigoad pelos dj rcuniao, salusse da
secretaria com o sello imperial, e com lodas as notas
do servijo publico! Ora, que mais intervencao du que
islo O pobre cleilor, que repara logo nas armas
imperiaes, que v a derlarajao dectvijo publico
dc expedid pela secretaria da presidencia, o
une lia de fazer ? Hei de ser contra o governo .'
diz elle ; nao pode ser ; liavemos de votar na chepa.
E ah esta. .
Kepilo islo para que os nobres ministros se ron-
venrom ''e que, anda uhandonandii as eleijoes, nao
Icm'feiio nada, o mal contina. A machina infernal
esla montada ; c cm lodos os lugares remoto*, nas
Devengan pequenas, he mais audaz, porque rsl lu-
do na'auloridaVIe policial...
O Sr. U. Manoel:Apoiado. He isso.
O Sr. Vergueiro :...c como esa nao tcm influ-
encia nenhuma por si, mas s qne lite da O poder,
o-l.i prompia a commelter Indas as iniqnidides. Rom
se v que algumas vezes rliega iiiesmo a derramar
sangue impunemente ; porque Boje se dquire carta
de iropunidade por serviros eleiloraes, nao silo pu-
nidos os delirio- |Mtr eleijoes.
O nobre ministro dos negocios eslrangeiros qniz
sustentar qoe o ministerio linha procurado punir os
cinco assassinalosque bouve em S. Jos do l'inhaes.

quillo. Ser> islo immoralidade ? He ron islo que o | feo ha duvida de qne se eipedir am para inm ..ideas
MUTILAD



DIARIO DE PERNUMBUCO, QUINTA FEIM 27 DE JULHO DE 185..
nao lia ilu\i de polica.. nAo ha duvida deqne seajustou por pro-
jo alio um promotor ildAoc, porque (alvo/ se pode
dizer que nAo havia conllaiica iro que l eslava, e
etcio que esta escolhs al causen grande escndalo.
Agora diz-se : a Foram pronunciados Ir-, Mas no-
te se como isso searraujou, nflo lie pelas rnortes ; as
morios foram ciuco, e por ellas so fui pronuiu'i.iJo
um.... ^\
OSr. Ministro dos negocio/ Ustrangeiros :
Don*, w ,
(i Sr. l'ergueiro :O outro tinha morrillo ; que
dilliculdade havia em pronuncia-lo ?Se mais mor-
ressero, mais pronunciados haveria...
o Sr. 'rendente do Conselho:V. Exc. pre-
tende respoosabiliiar todos os ministerios futuro* por
mws fados de 1859 >
O Sr. D. Manoel :V indo, va indo ; val hem.
O Sr. l eryueiro :So eu vejo a mesma Mar-
cha. !...
O Sr. O. Manoel : Apoiido, a mesmissima.
0 Sr. l'ergueiro :Eu j; moslrei as irregulari-
dades, os abusos. As cousas vAo correndo assim. J
don alguma providencia contra os delegados e sub-
1 delegados que ciu S. Paulo estilo f.uendo essas des-
orilens T
O $r. 'residente do Conselho :Denuncie, essas
clisniJiis, precise fados positivos da aclualidade, pa-
^i que puosa dar-se providencias...
<) Sr. D, Manoel : V indo, v indo, muilo
bem.
O Sr, lirsidente do i'.onselho :Quem se con-
tena com declamacocs pode dizer : tt Muilo bem.
Mas pcco-llie que preciso os fados acluaes, porque
desojo dar as providencias.
* O Sr. ergueiro :Eu nAo esloumuilo em con-
\ laclo com as Justinas...
\0 Sr.Prndenle do Conselho:Enlao quer di-
zeis a Nao ,^V Sr. l'ergueiro^... mas infelizmente algumas
vezes lenliosoffrido. l'or cxemplo : fngio-me um
colnuo ; eu quiz manda-tn buscar, porque elle esla-
ta a visla, lace de lodo o mundo. U juiz de paz,
# he verdade, fez passar precatoria ; mas foi-se ao de-
legado para dar loica, porque labia-te que a fami-
lia n negava e oppuuha se a entrega; e o delegado,
pessoa que nunca vi. disse que como era para miin.
O Sr. Prndenle do Conselho :Em que anuo
Ib i isso?
) Si", l'ergueiro:Este a n no, ou no fim do an-
uo passado. Ou.ui.lo fui daqui achci la esla novida-
de. Kequeri oulra precatoria, lornou-se a por o
ciimpra-sc,mas o delegado emhirrou, nAo foi pos-
slvcl obter-se a forja. Alinal prendeu-se, mas por
acaso. Ilavia urna sucia na povoajo, urna reala da
Sania Cruz, que ordinariamente costuma dar lugar a
palusradas, pensou-sc que elle ira l, entilo o juiz
de paz chamou um |ierniancnle, e disse-lhe : I'ren-
da a fulano, esc Ihe pagar oservico. Foi assim que
se conseguio prender a esse individuo ; mas fot por
um aconlecimcnlo extraordinario que se pode pren-
i der.
Nao fallo senito daquilln que me perlence ; c tc-
nlio osle fado ; negou-se-mc allameule juilira sen)
melivo nciibum.
l'assan do o presidente da provincia por la, conlei-
llie o caso, e lamliem mais algumas cousas a respeito
das quaes nflo quero esiar lomando o lempo ao se-
uado : alinal elle despedin-se de mim, o eu disse-
? Ihe : o A miulia colonia lia de ir adianle, a menos
que eu nflo morra em breve lempo. Quer saber o
senado o qc elle respondeu ? a V remando, ainda
que seja contra a maro, n (Riso) Neuliuina provi-
delicia deu ; limilou-se a um bom conselho.
Se en livesse de fazer a historia dos fados .le que
tenho conhecimenlo a cale respeito, seria preciso
Irazer aponlimcnlos, porque nao tenho memoria
para decorar lodos; mas entilo havia de ser um ca-
lila majo tremendo !
Eis o estado em que cslAo as cusas ; nega-sc jus-
tija a lodo aquella que nao he l do gremio dos que
aiiMliam ao coverno.
O Sr. n. Manoel: Muilo bem.
OSr. l'ergueiro:E porque auxilian) o governo?
Nao he por opiniao poltica; he a ambijao: nao va-
lendo nada por si querem ler consideraban cima dos
uniros que. a merecen) pelas suas cirrumslancias;
de maneira que boje as influencias indurara e-lo
sujeitasa esses esbirros, que. sao escoliados na poior
classe.
O Sr. Manoel : Apoiado.
O Sr.'l'ergueiro: Hcconhejo que ha excepjes,
ha alguiis limares cm que a polica esla bem, nao ha
novidade nenliuma....
O Sr. Prndenle do Coiuellio : S o senhnr he
que tinha habilidade para escolhcr meiores autori-
dades em 18i7.
OSr. l'ergueiro: .... mas isso acontece onde
os amigos piincipaes do governo lem lesitima in-
fluencia c coxisiderajao ; isso aconteca qn.uulo a o-
piniao liberal esleve de cima; e nos poneos.losares
ondeo contrarise davanao era por motivos leilo-
raes. A opiniao liberal lmbcm podia dizer que li-
uha unanimidade e violentaros cleilores; mas nun-
ca o quiz fazer, e por isso as inas eleijes sempre
foram pacificas.
Dino poisque sao actualmente mu poucas-as po-
vuajiin ondea pulicia e-la soffrivclmeulc montada,
c onde nao se fazem dcsws injustijas; para as mais
he nceessario providencia radical.
E nao sen; desmirralisar a popularSo apresenlar
minoridades la Ellas nAo silo para as grandes de-
mandas, para ^-'h'miu.....; -m para aii irirnai
pequeas que locam a polica, a que muilo avoltam ;
e he em lodos esses pequeos negucios que a |wpula-
cAoesUem cnnladn com autoridailcs lo perversa-
mente escolhidas! Eis-aqui a causa principal da im-
moralidadc.
Nao acfto o ministerio de immoral; o que digo
rom a mais intima ronviccao he que a marcha do
ministerio desmurado o povo. Nole-se bem que
onde vou procurar o grande mal he as iillimas raas
da autoridade. As autoridades sao mirl escolhidas,
nao lem nenliuma influencia, nenliuma considerajao
local, sao puros instrumentos decleicoes.
Ouando um Iioiiifiii proprielario, recommcndavel
por seus coslumes, oceupa m emprego, as cousns
vo s mil maravilhas: nao he preciso forra,f urna
vez que h.ija moraliiladc. Na minha colonia, que
ronsla hoja de quinhentas e sessenki c tantas pessoas.
ha mais ileiniio mo lem havidndasaguisadonenhum.
\conieceu essa Tuga, mas foi incilada pelos irmaos
do colono que vieram de fora trama-la. E porque
he que esse povo se conserva assim, apezar de eslar
em contarlo com a massa de cscravos "! He pela
moralidadc ; he porque esmero-mc em cumprir os
mens ile\ore- para cum ellos, e exijo enrgicamente
que cumpram os seus. Eis como eslabeleci a mora-
lidadc na minha colonia, e marcha ludo muilo bem.
l'or sercm cslraugeiros nao se crcia que sao da mc-
llioi gente; al alguns nao vieram para c por milito
l"in; entretanto, achandn-se assim em companhia,
c vemln que se cumprem exactamente os deveres
i onti.ibiilos para com cites, sem nenliuma violencia,
sera iienhum relardameulo, iodos elles tamliem cum-
prem os seus deveres.
Eisa cxplicacjo que don immoralidade ilc que
fallei; nao tralci o governo de inmoral ; mas os
seus actos, o estahelccimenlo dessa pralica a qoe
r^iinarei anarrhica e inconstitucional,o prinri-
'^'f^FSla inttrvenjao do governo as eleijesbeque
faz ludo. '
NAu he nceessario que o enverno faca chapas;
quando nAo as lizer, os seus amigos as taran, c islo
cm nome do governo. Na ultima eleicAo dcS. Pau-
lo acontecen isso. Pois no se publicara m urnas car-
las escripias por amigos do governo e apoiando-se
uelle para inlroduzir um candidato '.'
Nao querendo entrar na anahsc dessas carias, sou
Indavii nlirizailoa fazer um protesto a favor de um
lionrado l'aulisla, que iu lireclmenlo he oO'endiilo
nellas. Ilizcm essas carias que o'Dr, Jos Manoel
da l'onscca lie amfgo do ci-dclegadn de Pindamo-
nhangaba, do famoso cx-delegario que lodo o mundo
ronliece. Mis nAo se devocrer nisso; sAo caracte-
res que se repcllem, nAo he possivcl que o Sr. Dr.
Jos Manoel da Fonseeaseja amigo do cx-dclcgado
de Piidanimihangaha. Se lal aconlecessc, eu em
nieu canhenho o passaria do primeiro para o ultimo
Iniar.
l'or lano, se querem moralidadc no povo, procu-
ren! que baja moralidadc uaqucllas autoridades que
c*t.lu mais em contacto com o povo, c nAo preliram
pessoas cujos serviros consislcm em fazer mal.su-
jeilos dcslemidos, "capazes de levar nma eleirao a
li i amarle quando he necessario, c de fazerem outras
proezas scmelhaulcs. lie preciso que esses hemeus
sejam exclunios da polica e a ella sujeilos.
. llel de repetir sempre que a immoralidade se pro-
i paca....
" sr. n. Manoel: Apoiwlo.
Or, I ergueiro: .... debaixo das ordens do
gormo..
OSr.P. Manoel: Apoiado.
OSr. ; ni/iiriro : .. edos seus actos.
O^rl f). Manoel: Apoiadissimo.
o Sr. l'ergueiro: llei de clamar contra isso,
einqn.inlo me for penuiiiiln levantar a voz nesla ca-
ca, ainda que lenha de repetir sempre as cousas pe-
la mcsinas palavras, como se noloo que en fiz a res-
iwilo de S. Jos dos Pinhaes; cmliora isso aconleja,
hci de clamar sempre.
Na minha a\aneada idadedevo prezar aquella mo-
ralidalc que prexei desde o principio; nAo he agora
que lici de banir de mim esse proposito ; pelo con-
liario, se cu livesse lido algumas coasas em que pn-
ilo-seser lachado de immoral, era orcasio de mu-
darde vida ; mas nao lenho que mudar a esse res-
peito.
As censas vAo mal e muilo mal. E digo que 0
llrasil ranihiii., para umabvsmn; senhores, cu con-
sidero duas parles na civilisajAo : lia a civipsar.lo
material, he aquella que aqu sedsse que nos veio
ila Coala d'Africa ; e ha a eivilisajAo moral. A r.
vilis.ie.Mi inalorial lem progredidn espantosamente,
he vcidadc; masa evilisncAo inoral tem ido muito
para Iraz. Iloje poc-sc em duvida o que be \ du-
do en qnehe rrime; epara islo he que os nobresmi-
nislrnsrnucorrcm; nao se alia mais com o que seja.
He nceessario ler algiim dsccrnimcnlo para separar
alaf conaas, porque ha crimen que sAo aulorisados,
virdidcsque sao prohibidas ; he slooque cu lasliino
e que bel de emiiinuar a lanrar cm rosto ao minis-
lerio eniquaiiloellc nao arripiar rarrerra.
n$r. I). Mainel: Muifo liem.
A liscnssilo Rea adiada por nao haver casa.
11prrsiilrule marca a ordem do da e levanta a
---ao .1- iIujs huras e nm qviarlo.
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE
PERNAMBUGO.
Parahiba 31 do jalho.
Meu charo.Eis chegado um dus dias mais azagos
(da semana; para mim, eslou como sabe, engajado n
eserever-lhe nas sexlas-feiras, dando algumas no*
IjriM dota lrra, deste povo ; da quinfa para exla
fico em clicas, porque sciiAu escrevo peza-me a cons-
cieneia, dcixando os meus patricios sem terem de que
fallar, c buscando saber, qui'.mm, fazendo os seus
caslellos em ilespanha, tirando as suas illacoes, o por
fnh bab.io, se vou escrever, oh Iiuc opus, hic labor
cst, foue-me a musa, lieo bronco, borro o papel, mas-
so-o um pouco, ou melhor bastante, e por lim. ainda
babao : valba-me S. Gregorio que nAo sci o que faca,
mas ja quecomecei, la vai.
Ora saib, que principio hoje esla minha missiva
acoii-ellianilo-o, que quando soubcr que algum mui-
lo Rvd. missionario vai fazer as suas orticas ou
mi-siles, bom sera que Vine, obrigue os seus compo-
sitores i ir assisli-las, para Ver se elles me rcstilucm
os meus pontos c virgulas, que elles me tem rouba-
do, que a nao ser assim ficamns malper omina sr-
cala sirculorum amenassim lambem desde ji Ihe
declaro, que pelo primeiro portador seguro que li-
ver, Ihe remetlerei toda a hienda dessa qualidade,
que os mesmns senhores liveram a nimia boudade de
me fazerem prsenle. Vmc. de minha parte Ibes agra-
ilecaf, que eu Ihe agradecerei lambem.
Para nao perder o costume de The fallar da assem-
bla provincial, Ihe participo, que felizmente se arha
ella encerrada, leudo tido s<> Ires dias de prorogajao,
c assim foi bom. porquc.se ella continua por mais
Iuinzc dias, ereio que empenhavam ao meu amigo .1.
avalcanli os rondimenlos da provincia dos anuos
de 36, .17 c ">S pira fazer face as despezas de 55, ta-
maita foi a prodisalidadc dus laes meus Srs. depu-
lados, cu s senti nao ler ilcivado mais dias antea o
convenio, para filar algunia lela provincial para ir
chupando, lluha certeza do a obler, pois sou amigo
intimo do Coco, como ja lleve Vmc. saber, e isso me
bastava para aleanear ludo quaiilo prclendesse, fui
lulo, paciencia, que sempre ando larde e a ms ho-
ras, assim mesmu espero serguardador de papis com
a gralilicajiio de cinco cenlecoa de mil rcis, lugar
creado ud Aocpara cerlo menino, porque ando em
busca do pilha-lo em meu mond.
Os senhores eleilosda provincia foram-sc de urna
vez, e com vento em popa, porm tristes c pezarn-
sos, pois lii-aiani por estes mezes sem a mmala de
ijiHU rs. diarios, e a habililarAo ile serem pailrinhos
de q ti a ti lo bicho careta os prncurasse ; cnconlrei viu-
do de fra, rom alguns ilclles, que se recolhiam para
seus m jquiei.is, c iam collados! ... cantando
TAo alegres que viemos,
B 13o tristes que voltamos ;
Acabouse a brincaeira
Q'com goslo nos chuchamos.
live pena delles, c como os vi assim, d?i-lhes al-
guns cobres para comprarcm doces, com o que do-
ran mais salisfeilos.
Os nossns negocios administrativos continuam em
sen stalu i/uo. c legando ouvi dizer ao meu amigo
lenlo Macaco o Exm. viro-presiilenlc se tem visto
em urna lida para por cobro cm ccrlos desvarios ( de
despeza ) da assembla provincial, isso o lem alfligido
bastante, e tcin-uo limitado ao simples expediente,
merecendo a administrar.") as sympathias de meus
comprovincianos, tanto badas, como descosidos, c di-
go issd porque o DOMO contemporneo do A'yos nada
ha dito a respeito.
As estars liscacs lamhcm vio indo l, l, pan sa-
blcmcnl, para a Ihesoiiraria da fazeuda lem viudo
alguns empreados para completar o seu pessoal, se
bonsou mos, nao sci ; s aim que iillimamcnlc veio
um rhefe de secjAo que heum lauto surdo.mascomo
elle be da Babia, isso nlo faz nada ao caso : vamos
adianle, alegro-mc lambem cm parUcipar-lhe que
nena mesma reparlijAo se eslao defenilendo Ihcses
sobre linanjas, assim muilo breve lerembs doolotea
cm mais essa facaldade, e sem dispendio do gover-
no ; cu lambem vou-me propor a defenders minhas,
c estou-as arranjando, o nbjecto dellas he dcscrimi-
nar, qual se fez primeiro, se o ovo ou a galinha, dir
algucui, que isso nao he linancas, mas pcrgunln eu,,
ludo isso nilo cusa dinheiro '.'...logo, ergo, por con-
sequencia, financa me feril, eslou na regra, e hei de
ser doutor em linanjas, e veja l quanlo gaiihci em
dcixar o convento ; quem abe, sabe.
Asdemaisrcparlijoes rouliiiuam sem diferenja .li-
gnina, o que me faz penuria de noticias.
O comincrcio anda lambem pouco animado, do in-
terior poucas entrada- tem apparecido, c essas pou-
co ou nada lem influido, lem sabido alguns carrega-
menlos de algodAo das safras alrazada c pastada, e a
que principiou no 1 deste, nAo sci com que phvsio-
nomia se lera aprescnlado; deslas nolicias o Barroso
pouco me diz, visto que tem um cnsajamenlo xiii
generls com o meu collega, e leudo de noliciar-lhe
assesundas-feiras nas sextas esl exauridu, do sorlc
que j andocm busca de um outro cicerone para no-
liriar-me do Sr. Varadouro.
_Esl aqui o nosso amigo Moretes pedindu-me que
nao o dcixc prende, que quinto anlcs Ihe noticie a
oomeajAo do Mimlcllo para serrelario interino da
provincia, sim senhor, foi elle nomeado, e creio em
meu pobre pensar, que o Exm. vice-presidentc fez
urna boa escolha do Sr. Miudello, se cm llgaiDM
cousas Ihe fallar a pralica de cerlos negocios, por uu-
Ira Ihe asdsla lino sulTicieiilc para se poder regular,
boa e la consciencia ; assim nomcanle e nomeado
Dos os fade bem : ora est o Alcrclcs socegado, o
vclho j se vai tornando impertinente.
NO dia Ifi deslc lizeram os religiosos do Carn" a
fcsla da Senhora dessa invocajao, tendo precedido
nove,nuiles de novenas e Te-eum ;' /c no dia da
fcsla ; lauto as novenas como a fcsi nAo esliveram
m. csempre com grande concurre iS, o Te-Deum
oi nm ponen mosqoinho, porque ; i'iisira estove
inuemoniada, a as vezes era tal a di rdnneia, que
si> me pareca u msica de Kocrrs' Diabo, quan-
doellc esta em oracAo no templo ; sent esse synislro
ao Itvd. direclor da musir, porque elle lem sido in-
cansavel, c nSosei como Ihe pode succeder isas, na
verdade, romo disse um compadre do Rvd., o ra-
pazes inerecem urna rejireheiisao em ordem do dia.
Traia-se da fosla da SeTmnra das Noves, padroeira
desla cidade. e creio que ser feila rom todo o es-
plendor, ludo'sAo preparativos para essa soleinnida-
dc : foram nomeadas diversas pessoas para procura-
dores das nniles das novenas, legando o uso eslabe-
lecido nesla nossa Ierra. Asimiles sAo dadas a diver-
sas classes, e lodos se esmeram cm sobresahir aos
doin li-, o como liara esse liin he preciso haver os
cum i/uibus, and.im os diversos procuradores com
'Siibscripces a pedirem esmmas para as suas nidios, e
cu me lenho visto alropellado, porque lodos me pc-
lein dinheiro para as novenas, cada um me julga de
sua classe, c por isso quer dinheiro, vicram-me pe-
dir esmula para a noite das mojas, e esquivei-mede-
clarando que j nao vigo pela cabera, cm conse-
queneia do que findoii essa analoga entre mim e o
sexo feminino, ao que altendendo os marrecos fui
absolvido, porem para nutras nuiles cahi como sanio
no sen da, rico a espera dessa selemmdadc, e dclla
Ihe darei ronla pelo miiido.
Tenho lido militas saudades de minha anliga casa,
e nao sci se Ihe diga, queja cstou arropendido de
ter largado o hurcl, se elle me privava de ccrlos pra-
zcros. me assogurara por outro a meu dulce far
nienle, que s a frades he dado gozar, e seno fosse
a esperanja que lenlm de filar algum empregq ren-
dse, ede casar com cerla menina de quem confesso,
ston apaixonado, voltava sem mais lardanja para o
teclo do santo padre, que he tiio bom, que "lem ludo
quanlo se desoja, casa, cama, mesa e al capimpara
o cavallo, e com esperanja de licar em breve com o
cemitero publico no quintal, o que pouparia o tra-
balho de me carregarein longo caminhu. quando me
resolver a passar desla para a melhor, nAo fallando
em alguns cobres que apanhava para pagar a enguiu-
madeira, que me (rata da rnupa.
J que Vmc. me lem feilo alguns olTerecmcntos
lo seu valiuso presumo, voudclle ulilisar-mc fazeudo
o incgnito d mais ampia lihcrdade
zcr.
A-scnleifi. pois, cnmsigo.de rerebor minhas mssi-
vas com muila niorosidade, alientos os obslaculns
que acabo de relalar-lhcs, c porora se conloiilein
coma que Mies tinlia preparado c enviado cudala do
10 de maio, e que era assim concebida.
Minha primeira missiva estampida cm seu Diaria
de -Ji de abril do correnle anuo, pedia nma segunda,
c ci-la, com a devida venia ao Cmela, que parece
andar agora l para as parles do Nazarelh, e pro-
vavelmcnlc s tslar ca no mez de iulho ou
agosto. '
Fiquei de informar a Vmrs.das vias de coinmiini-
cajAo a da agricultura desle municipio. Vamos as
estradas.
Em 1850, se hem me lembro, fez-sc urna c-lrada
desla cidade para a capital, c com a qual se di-pen-
deu a quanlia de l&OOOfiOOO rs. ; mas Vmcs., ven-
do a tal estrada, nao dariam nada por ella, c antes
leiiam recelo de a percoirer ltenlo seu mao estado.
Cabe aqui nma censara ao governo, que sappozque
1S:000;stMl() de rs. era quanlia rafllcicnte para se fa-
zer una estrada de S leguas de evleusao, c com as
condiees estipuladas no cntralo que se cele-
bren.
Desoll ronlos de reis era, cm meu humilde en-
lender, quanlia intnlficienla para se fazer a melado
daquella estrada ron forme as condijoes do contrato,
c mais que sullicionle para se Tazer outro lano .lo
que se fez. Mas a culpa nao lie sn do governo, he
lambem dos agentes do governo. encarregados de lis-
ralisar as obras publicas, os quaes quasi sempre in-
formam catleslam favoravelmcnle aos arrematantes
e emprezarios de tais obras, com grande prejuizo
dos cofres c do publico, que nesses jogus sempre le-
vam de codilho.
Nao desconhecn nom censuro, que quem vai arre-
matar lima obra publica, v com a mira no lucro ; e
nein o governo deve qnerer u prejuizo do arrematan-
te : mas he de lastimar que queiram lucrar demais,
e que sempre encontrlo liscalis.idoresa sen modo,
08 quaes, a meu ver, sAo mais criminosos, por isso
quesedeivam corromper pelas promessas e recom-
pensa- pecuniarias des arrematantes.
Destacadamente muilos escndalos dessa ordem
se lem dado nesla provincia, repartindo os dinheirns
pblicos pelos especuladores arrematantes, e polos
agentes fiscalisadores. A' visla disao me inclino
opiniaodaquelles que preferema arremalajAo o svs-
lema de admiuisIracAo, emhnra reronheca lambem
quenesse genero ha especuladores de mito rheia ;
porm oni o governo fondo certa dosede energa rc-
siste facilincnib nos-pedidos indiscretos dessej zau-
gcs, e vai poianraa'o verdadeiro homemilc bem,
que qual industriosa abolha, sempre faz cousa boa e
prnvelosa.
Passemosagora as estradas e cnminhns do inuni-
eipio. Dos nos acuda He quasi incrivcl romo na
quadra actual se lem a corauem de andar por nos-as
estradas c caminhos, que ordinariainente sao prati-
eadus em escarpadas sorras, cheias de precipicios
medonhos E entretanto a cmara municipal, os
liscacs e autoridades policiaca dormem o snnino da
indolencia! E porque nao se cuida de molino ar es-
sas estradas? Porque aqui ainda se nao compre-
hendeu que as eslradas c vias de commiinirajAn sao
boje o primeiro e mais importonle niclhoramenlo.
Melhbrai, senhores da muiiieipalidade de arcordo
coma policia, melhurai os caminhos a estradas; con-
vidis lodos, promovei urna sulisi ripean ja i|iic por
incuria vossa nao lem a cunara dinheiro para es-as
despeas o com o concursa do dinheiro dos con-
tribuinles, dos ficaese dos inspectores do quarlcirao,
lentaiie se pode fazer lignina cousa em ordem a
mclhorar as eslradas, alargando-as, eseavandocaplai-
nando, roeaiulu e cndireilaudo. Nao precisa vezara
popularan ; convidaia quem esliver nas circumstan-
cias de contribuir, persuad oulros que possam coail-
juvar cum cscravos ou trabalhadores seus, e cum o
produelo da suhscripc.lu pacai a uniros menos favo-
recidos, e acharis muilo que fazer cm beneficio des-
le importante municipio. I.aneai VOSSM Villas para
as principacs eslradas, como as do sertto, Alagda
Nova, Alaga-Grande, Binaneiras c Gnrabira, etc.,
etc. melhorai-as quanlo poder ser, e lendc o cui-
dado de mandar renovar esses mellinranieiitos no
principio e no fim do invern, c no cabo do poneos
annosterenio-, sean estrada-', ao menos bous rami-
nhos Irausilavcis por onde allluir ao nosso merca-
do maior.somma.de vveres, -. por consequoncia os
teremospor menor prc"o. Os bins caminhos ec-
tam e chamam o coinmcrcio : tendo melhorcs ca-
unnlius. elles scrao mais frequenlados. c porlanlo
crescer ocommcrcio, fonle de riqueza, porque mu-
tos que tem de ir a outro mercado, darao preferen-
cia a esle, pela rommodidade das eslradas. Os trans-
portes dos gneros do municipio serao lambem mais
commodos c facis cm suas sabidas para a capital,
ou para oulro qualqucr poni.
Allendei que convom muilo melhorar os nossos
caminhos, principalmente os que wdirigcm a estra-
da de Mamaiiguape, pola vanlagem que boje ofirece
a eondaerio dus nossns gneros para aquello poni.
Seria conveniente que em Mamangoape se traba-
lliassc no mesmu sentido, com o lim de mais so apro-
ximaren! as distancia* entre os dous municipios,
prorurando-se melhorar o camiiiho que mais breve
tor, lirpndo-lhe quanlo ser posta, as loriuosidadcs
dedKdo que se podesso reduzlr as IS leguas a 10 ou
t^. liado esse pasM imporlanle, nao menos para |
ns, do que para tylamanguapc, os assueaies c mais
eros dijnoss i niuni'ipin -oriain p ira all Irn-- I
^rl.nlos por ilion,ir proco, com ir.ai- segnranca o .
brovidade, c seria urna vanlagem nao pequea para .
a agricultura c commercio, rujo destino anda sem-
pre ligada s boas vias de comniunicarAo.
Esla j vai muito extensa, deixarei o mais para
oulra occasiAo, e deseulpe a demora.
llO-
Nao sei se ja Ihe lera chegado as mAos minha re-
tardada missiva de ->i do correnle. Eu nAo preten-
da esorcver-lhc agora, mas para aprovoilar nm
porlador seguro, vou dizer-lhn alguma cousa em
conlinuacao da minha anterior.
A agricultura ncsle municipio, comn enj (oda a
provincia, segu a mesma rolina de nossos bisa vos.
Aqui s se condece a amada, a foucc c o masado,
essa Irindadc diante da qual recuam c desaniman.
os premurosos, a cuja inmensa IcgiAo lenho a honra
de perlencer.
He de pasmar que os instrumentos agrarios de bo-
je sejam os mesmos.que aqui se usara ni desde o lem-
po em que se fez o primeiro rojado. (loando linio
neste mundo anda a vapor, e o mesino vapor parece
que j nao basta para acompanhir o ilumnenlo do
progresso; quando por todo o mundo rivilisado ludo
se arhaadianlado; quando na Europa, nos Esta los
l'nidos, em Cuba c oulros paites conla a agricultura
inuumeraveis nomnenlos e machinas, que siipprin-
do os. bracos e facilitando o Irabalhn. augmenlam a
producjAo c riimpcnsam as fadigas do agricultor, he
triste ver os nossos patricios aforrados a rutina, como
ostras a molledos. Pobres agricultores, que latan
com lanas dilliculdades, e cm beneficio dos quaes
nada se lem feilo.
A Ici do primen > de nulubro de ISJS incumbe
aos vereadnres de adquirir mdelos de. machinas ou
das artes, para que se fajam eonheeulai dus agricul-
tores c industriosos. Tamliem Ibes incumbe de ha-
ver nnvosanmaes uleis ou de melhorar as rajas dos
exilenles, assim como de ajunlar sementcs d plan-
las intcressaiites e arvores rrucliferas e prestadlas,'
para as dislribuirem pelos lavradores.
E como se lem comprlo essas disposirOes de le
enlre 6*f Nao olliando para ojias.
O zoverno geral remelle as cmaras municipaes
exeinplarcs de inleressanle peridico Auxiliador da
para di- vidar, m sacrificar a propria vida, para salvar das
garras das aguas a esses inl'elizcs, viclimas sem du-
da, a nao lorem sido de prompto sorrorridas ; live
ao menos a salisfajAo de saber que o governo da
provincia foi sollicilo-cm providencias durante a
criso, o nao foi sordo as vo/.es dessa pobre genle
que licou sem morada, e sem comer, mandaudo-lhes
distribuir dinheiro o alimentos. Ilnnra a esses be-
ncmerilos cidadAos, e louvnres ao Exm. Sr. eonse-
Iheiro Jos Bcnlo. I'eriianibuco muilo lem soffri-
du ha hem pouco a vnorra, e depois urna lerrivei
pesie dizmoii seus habilanles, e airora una inun-
daran sem exemplo assola seus campos, c nos re-
duz ao oslado que lodos Silbemos, c quem sabe se
a jusla colera divina se lera applaeado! Basta
desle assomplo que muito meroinmove.
/etuUlovjoumpluiirefigieiixHHjuorietoleili
Byroo, nllosej se elle lona iiiuili razAo, cvprimin-
do-se por esle modo, porque um dia de chava
lambeiii lem o seu bello enibora seno aprsenle lao fnrmosa, como quando
o astro re i l do Himno lirillianlo em que esta sen-
tado musir rom seus luminosos dedos a mais re-
cndita obra da crcacAn, mamfcsiu todava assaz
quinto he grande o poder de Dos ; o se Byron
morasse no serillo mudara por cerlo de parecer, c
havia de adiar aprazivcl um dia de Chava, por-
que all, quando o con esl carrancudo, e carreja-
do de grossas niivens, diz-sc, quAo bonito esta o
lempo! e os scrlanejos lem sua razan, porque sAo
victimas de repelidas seccas, e s com chuviS he
que elles sao Mizos. O sol amanheceu hoje fulgu-
ranle, e premelle r al a lar.le, mas em lomno'de
invernlulo ha que liar,pois a mudo que ".oli-
scar le Soleil quer melter os cavallo; nas cockeira*,
porque ihfcslan simptomas pluviosos.
19
O lempo lem estado imphibio, ora ehove, ora faz
sol, e as vezes venia sollrivelmenle, o que me in-
cominoda bstanle, se bem que nAo eiilouquejo co-
co succedia ao philosoplio Didcrol [ti mr semble que
rscriptose instructivos como a lislrcu ole. O que he
islo sonaoinvoja'.' Oulro nome nao podemos dar, sal-
vo se o despoilo e o odio dominan) esse critico sem
sal.
Innmero- peridicos litlcrarios, producjes de
jovens e-i ni lan.le- le talento Dito vulgar, cujo Futuro
por sem duvida deve ser bonanoo-o, bem poilero
provar n talento da mocidaile BKASII.EIItA, que
soffregade fazcr-sssenipre digna desle nome, queima
as sus pestaas em tosca lux, oceupada noites in-
teiras ei-i cultivar sua frtil m.igiuaja~o.
Em ISO quando luis acliavamo.all la lamentan lo
OS innmeros piejuizos e desgrajas provenientes do
rendido combate de2 de fevereiro, que deixou-nos
conslernados por longo lempo, e quando us arha-
vamns cun as ideas preoecupadas nas perdas de nussos
prenles, linbamos pof lenitivo a DOSSa dor. e por
dislrarco 1,1o Iristes e lgubres pensamenlos, lin-
dos peridicos cleaiilemenlc eserptos, como: o /o-
rrein (/< Helias. Hciju Fflor, /esmeralda, l'iolela,
e Brinco lias Pamas, atuja leilura nos applicava-
mos ncaala horas quando cansados, depois dessas
grandescri vamos o toeego e a medilajAo.
I '-ponan lo no horisonle da litteralura esses as-
iros luminosos que espraiavam por Inda a parle os
seus vivificantes ralos, os saadAmos com jubilo, e de-
mos ao BELLO SEM) PEUNAMIilT.ANO, a quem
elles dirigiram-se ou a quem se inclinaram, os de-
vidos parabens, e flzemos votos para que elle sene-
roso c philanlropico como se ser, arnlhesse de bom
grado es-as loriis producroos de habis c lalenlo-
sosm icos, prolegendo desla sorlc urna lAo ardua cm
preza.
ila puncos dias sabio luz nm peridico depeque-
no formato que, polo eslvlo que lem adoptado, e pe-
la esculla dos escriplns, prometi um songeiro por-
vir, lambem oirererid ao BELLO SEXO que se
constitae o protector da litteralura.
A flonina: eis o seu Ululo, 7 numeros que tem
sabido demonstram utlenlo dos illoslres redactores.
j'ai Ccspril fon dan* le* grandi tentt, dilia elle,) COJOS Domes nao declaramos por modestia, os quaes
lenho muila raiva quando cstou osrrevendo que
urna impertinente anu/eai leva-me a papel de cima
da mesa, cuino me lem hunlcm e hoje soccedido.
O apparecimenlu das clicas falanges, lie talvez um
aifnuneio favoravel para a viuda ilo Sr. de Tele:
c queira o Altissimo, que arrume sua Irona o in-
vern que bem moslrou merecer o epitelo de vclho,
pois caducou, c eadaeou bastante esle anuo a pon-
i de com seus detirios fazer o que fez. Por esles
meas rodcios hade sem duvida ler conhecido que
ando por c as apalpadellas, sim, meu charo; mas
o lerinomelro que por toda semana ha estado ahai-
xo de zcro, subi esla larde alzuina cousa, um pe-
queo erenement, felizmente sem sinidro al-Mni :
Misiieur* le< precenus dispostOS ao que desse e ries-
se l nlian ajustado enlre si ,com excepjcs,) que
qnando fosse o carcereiro abrir radeia, elles ar-
rojariam para a porta, c diriampenas para que
le quero. O Antonio (ionios, que nao quera ar-
riscar o baiidutlto, avisado do lal complot foi ler
cun o delegado conlar-Ihe o nefando e triste caso
c os rcreios que seriamente nutria a respeito de
seu lodo corpreoo Dr. Hollino* dirisio-so logo a
caileia, c ad cautelan!, mandou por em segurau-
ja um irmao de um dos presos, que ha dias morava
cis-cs da cu|a, e sesuppunhl haver ministrado
um pao agujado para dentro da referida. Depois
ilo que reuni ui.ias doze pessoas, alm de tres sol-
dados que eslavam na guarda, e fez abrir a prisAo.
(indo eulraram o lenle coronel Bczerra, o sub-
delegado com ilous ou Ires horneas armados, c o
tal cuur.ierge. Deu-sc una busca geral, e acbnu-sc
um prego ilo tronco quebrado, c com indicios de
que lenlavam !:mi i cousa, um ou dous paos rom
pona, jii podan) servir para Turar a parede ou
algum abdomen, Ailirmo-lbe a nao ser a vigilan-
rta que ha, j.i os laes encarecrados leriam dado as
gambias, porque prescnloinenle s< guardan) Ires a
qnntro soldados a vintc c um presos! o que val be,
que o delegado loda a noite manda reforjar com
paizanos.
O direclor da colonia de Fimciitciras ja entrn no
exerricio do subdelegado llalli, e para signal man-
duu ha .1 dias um garrn que s nao lem o que he
bom. Teve esle cantarada una desavenja com urna
niessalina, porque esla o nao quiz apud Ihorum, e
em desalalo de non amour Offent foi-lhe a ra dos
nueitos, e deu-llto ninas ripoadas; por eslase nutras
causas que nAo dizem muito bem do qual clhiope,
mia mgerett, inaiiJou-o para c o capilAo Maga-
llles. A fariiiha j den na feira passada a i t pala-
cas, u feijAo e o milho esli baratos, aquello a 210 a
cuia, e esle a i vintens,
VARIEDADES.
Floro tendo cm visla as frcquenlos viagens de
Adriano, imperador de Boma escrcvcu-lhc familiar-
mente o seguale lidie t.':
Ego nolo Cirsar esse,
Ambulare per Brilanos,
Sevlhicas pali prunas.
O imperador en/iou c mandou-lhe itnaiediakimcu-
le o que se legue :
Eco aolo Floras esse,
Ambulare flcr tabernas,
Lalilarc per popinas.
Clices pali rotundos.
Traducca.
Eu nao quero Cezar ser,
Viajar entre os Brctes,
Scytilicos gelos soirrer. ,
Fai nAo quero ser Floro
Nas tabernas viajar,
Saciando em botequins,
E BOMcopos embigar.
Discurso redimido par Quinto Curcio, c recitado
pelos cinliaixadorcs que os Srylbas enviaran) a Alc-
F.
unios aos borros de bonjalengos zoilos, continuam a
Irilbar o brilhaulc caminho que encolnram ; c sem
recein de errar podemos allirmar, que he um dos me
Ihorcs peridicos que entre nos tem apparecido
Avaiilc.jovens c-orp!oros, nao descornjoeis, cntre-
gai estes crticos de inri'! noite ao mais soberano
desprez-o, dando assim una prova do vosso dc-
nodo.
E vs.gealis Pernamliacanas protectoras do mri-
to, animai a enea vossos adoradores, prnlcgci a cm-
prezn ile que cslAo encarregados, c dai rom islo oc-
casio a que elles, ciilhusiasmadns e chcios de juhi-
bilo, digan) em alias vozes VIVA O BULLO
SEXO PEKNAMBI.CANO acolhei a pudibun-
da lloiiina digna dos motores elogios, c sobre ludo
do vosso arulhimento, analv sai-a com attcnjo, c as-
sim leudes cumplido o vosso dever!
Basta, nao nos queremos consliliiir panegvrisla' da
Hollina OU de seus redactores, para que nao nos la-
chen de aduladores.habilidade que nunca tivemos c
que de bom grado dispensamos.
Anlcs porem de liaalis'armos osle icqucno com-
municado. comprimos um dever dando os merecidos
parabens aos autores dos arligos que lem por eptura-
plie s Lagrima c o Suspiro p a linda poe-
sa intitulada sm '!...... inserta na /ion i na n.
6. e que abuso vai transcripta sem mais observa*
JOS.
E aqui firialiso.
SIM 1.....
Don/ella formse,
" Porque vergonhosa
Te esquivas de mim ?
Nao salios que a vida
Em llores colbnla-
lem gozos sem lim J
ii Escala, don/ella,
NAo fojas de mim.
Nao sabes que as llores
Tambem lem amores
Vivendoemjardim'.'
a One luis aem desejns
Festeja com beijus
A ro*a,o jasmm '.'
n EsCUla, ilnll/ell.l
NAiifujas de mim.
au vis a cslrellnha
K l,):ie lllillia a llliilinlla
N'uin co de selim '.'
n NAo sabes que a murle
Tem ella por niore
TAo paluda assim
Escola, donzella,
o NAo fujas de mim.
Ai lu que es lao bella
Nao sejas como ella,
One he triste o seu lim !
o Fagueira innocente,
Sorri-lc p'ra mim....
n Ful.mo a don/11a
Besponde-me: Sim?....
las forjas navaes combinadas, do imperador e de
sua mageslade brilanuica.
Pars \\ de junhodc 1854.
Derlaraciio rrlalia ao blni/ueio dos (tortol anco-
radouros e. angras russas do Bltico.
feparticao dos negocios eslrangeiros.
Fica declarado pelo prsenle que o ministerio
dos negocies eslrangeiros recbeu a rommunicajao
oOlrial de nm despacho dirigido por Sir Charles Ra-
ptor, que cnmniaiida as forjas navaes de sua BMgesta-
dc brilanuica no Bltico, aos lords conimis do almiranl ido inglez, cm data de 2H de maio ulti-
mo, aununriaiido que os porlos de Lidian e de Win-
dan na cusa de Curlande, e lodos os outros porlos,
ansias, aucoradouros ou cnseadas, desde 55*-63 de
lalilude norte at o cabo Bager-Orl, para o nor-
le, inclusivo os porlos de Riga, Perada, e lodos os
mili o- porlos, aucuraduuros, angras ou cascadas no
golfo de Itiga, se achavain, desde aquella poca,
bloqueados pur irieio de nina forra ullicienle, per-
lencente s esqoadras combinadas do imperador e
le sua magostado.brilanuica ; que todus os porlos,
ancoradouros, angras ou cnseadas a leste do cabu
Baser-Ort, inclusive llapsal, a ilha de Wermsa,
l'orl-Ballicu, Bevel c oulros porlos intermediarios
da costa de Ksllionia al o pharol de Ecklndm af-
luido pelo .">'.)" i.V de lalilude aorlc e V'-W de lou-
gilude leslc : e dalii na direcjAn norle oeste al
lloliinforse Sveaborg, na rosta de Finlandia ; con-
tinuando para ueste, Baio-Souad, llango-llead,
Oro e Abo, inclusive o arrhipelago d'Aland, e us
porlos intermediario^ ; dahi para o norte inclusive
Nvsiad. Bioraeborg, ClnrislinesUdt, Vasa, as ilhas
de Walgrund, pequea Carleby, Sacoslad, grande
Cardebv, Galiti, Kalawki, Brahestad, ITeahorg, ilha
le hard, Fio, lieslila, Perneo,' pona de Forneo,
iliiada na lalilude pouco mais ou menos de bV>"
"O" norle, 2\'' t.V lou_iiu le ste, e lodos us pprlns,
ancoradourus. angras e cnseadas ranas intermedia-
rias, no gallo de Bollunia sAo e eslavam desde
aquella poca estrictamente bloqueados, por mcio
de urna larca sullicionle, perlcncenlo as esquadrasj
combii adas do imperador e de sua mageslade hri-
lannica.
E he alm dtao declarado pelo prsenle que to-
das as medidas aulorisadas pelo direilo das gentes a
pelos Iralados respectivos existentes enlre o impera-
dor c as dilfercates potencias nculra*. serao adopta-
desempregadas relativamente contra todos os navios
qup tentaron violar os ditos bloqueios.
Eeqitadra* combinadas no Mar Segro.
Em roasequearia da pnssagein do Danubio pelo
exerrilu russn, da nccupacAo de Dobrutscha e da lo-
mada das posaeases das emboeadoras assim romo
das duas margena do dito rio :
Nos abaixo assigaados Vicealmirantes romman-
dando em chefe as forjas navaes combinadas de
I ranea e Inglaterra ao Mar Negro, declaramos pelo
prsenle, em nome dos nossos girvcrnos respectivos
e levanio- ao conhecimenlo de lodos aquellos a
quem pussa ialeressar. que temos eslabelcridn o
hloqueio ctreclivo do Danubio, am de embargar
qualqucr. transporte de provises aos excrcilos rus-
sos.
l'.-lao comprclicndidas no blnqucio todas as cm-
bnscaduras do Danubio qac comuiuicam com o
Mar Negro, o advertimos polo prsenle a lodos os
navios de qualquer nacAo que nao podcrAo entrar
uaquolle rio cm quanlo nao liouvcrcm novas ordens.
Feilo em llillelnk no 1 de jiinlio de IK5I.
LEILQES.
O agente Borja (ieraldes. quinla-feira SI do
crrenle as 10 '. horas da manliAa, farleilAode um
grande sortimonlo de obras de marrincria de loda
a qualidade, obras de ouroeprala. coino'licm reo-
slos, cotheres, palileiroi, ele, ele, e oulros mui-
los ubjecto de difiranles qualidades que-cslarao
palenles no inesmo armazem.
AVISOS DIVERSOS.
Vire almirante,
enininaiiilanle cm cliefc
Esquadra franceza.
Assignado Hamelin.
Vico almirante,
roniinandanle em chefe
Esquadra britanaicd.
Assignado
S. II. II. Hundas.
Sendo a agricultura a fonle de maior riqueza para
o Brasil, c tiio imprtanle quanlo c querida pelos
nossos representantes; c leudo o Exm, Sr. Dr. An-
tonio Coelio de Sa e Albuquerque, mu digno de-
pulado i assembla ^oral por esla provincia, em mu
[ cloquele discurso prolcriuo na se*sAn deste anuo,
ichamado altenjAo da mesma assembla e do gover-
j no sobre osle impirlaatissimo aisumplo ; nao poso
I deivar de, como agricultor, c como brasileiro aman-
pen.s emna.xauores que .^ srv Ibas envaran) a Ale-1 *". "'f". **1 r.c,l.Jer ,,icvid104 radeeiinentos a
andr de Macedn., quando esle procarava con- te'icv^depulailo por lAo relevante sen,jo, c de
quislar aquelles povos._Se os Deoses, Ihe dizem el- SSl^ITS V Pf SS as vcrda.les por elle
proferidas no parlamento produzam os melhorcs re-
Ihc urna encomeuda. qneroque Vmc. me procure por i Industria ttacwnal, obra ulili-sima a Indos os ros-
en Irci os rapazes de sua amisado, um que seja esvel- \ pcitns; eo que faz a cmara com esses exeinplarcs-;
lo, bonito, olhos pretos e vivos, cabellos apenas ane- Amontoa-os no seu archivo, c muguen) sabe o que
lados, qoe seja arranjado de io luna, Ikindado. ama- '. clls cncerram.
vel, aITcilo as regras da soeioitade, cornil a j an- Nao seria mais proveiloso que os vercadores lessom
nos de nude c que lenhanomcdcJanuario; perguu- esses peridicos, e dessera conla ao publico por edi-
l.io-ine-lia Vmc. para que prororoum mojo comi- laes dos arligos intcress.intes ii agriciillura, as rlese
das essas qualidades? eu Iho digo, eslou enrarrezado industrias, para que lulos tivessem noticia dos me-
porrerla yaya de Ihe arranjar osen casamento, | Ihoramenlos, machinas e iavcm oes uteis?Sem do-
Manto a exigir esse nome, he porque no dia de S. vida.
Joan Ihe foi designado.esse iiumc como o do seu fu- Aosque quize-sem ler e meditar sobre qualqucr
turo, quanlo as qualidados. ciileudamo-nos, a moca, I artigo nolles contido. deveria a cmara franquear ce
minha constiluiilo, he bella, amavel, prendada, se- evomplares do Auxiliador da Iniasiria. leudo um
nAo rica, lem com que viver inlopondenle, de um
genio dcil, emlim lem Indas as qualidades para una
boa esposa, c para isso he preciso cpie o noivo mere-
ja a noiva ; faca Vmc. diligencia para me obler o
que Ihe pejo, que pelo portador desla, Ihe mondarri
urna sopeara de doce d'ovos, e alzuus sequilhos do
noivado. Esqueei dizer-lhe, que em o arranjando
m'o remella para c por portador seguro, ciidcrc-
jniulo-ii a agencia dos paquetes de vapor, que l o
irei procurar.
Nos por c v amos passaudo som novidade, os ami-
gos thuggs audain por ora soceuados ( na capital) e
Heos o conserve assim, por que na verdade muilo
qiiaderao ou prolo.-ollo caique se lizesse apoala-
meato das pessoas que os lomavam por emprestimo
para sa nao deseocaminharem. Proceda a cmara
assim c ver que desse seu proceder resonara ulili-
dade.
Felizmente, Vmc. (om (ido a Icmbrauja de ex-
Iraclar em sea Diario .dunas arligos daquella cx-
cellenle publicajio, c por minha par-te rogo-lhe
que continu a publicar quanlo de bum, curio-
so e ulil encontrar, nAo s no referido peridi-
co, romo em nutras quao-quor obras, que Iralem de
agririillura, industria e arles
Em oulros paites mais adiantados na eivilisarJio
custa a um cidadAo acabar asna existencia por do- i b,-,, romo sabe, jorn es e peridicos esperiaes para
lerminajAo dos laes individuos, e lauto mais quanlo cada classe dos cnladios: mas romo entre nos ainda
elles se considralo impunes, por si ou por seus pa-I se nAo pode realisar esse peo-miento, sappra-o
drinhos. i Vmc., fazendo do sea Diario urna cncvclope lia,
Quando Hver porlador segoro mande noticias do i onde lodos Hespimos aclicm pasto proveiloso. Con-
vapordo Sul, que al o fazer desla nada ronsla a sou linue Vmc. nes-a honrosa larefa, e lera frilo um
respcilo, e isso j me causa cuidado, pois cstou a mi-; ser vico relevante; c talvez que adquir -por isso
ra de algum despacho que me faja cunta, v. g. de- maior numero de asignaturas.
sembargador, ou mesmo hispo in paslibus, nao se | Desviei-me muilo do que quera infurma-lo, que-
esqueja de me dar nolicias, e se forem alegres tan-
to melior.
Sobre o casamento temos historia larga, mas he
larde, lie justo que tamliem d descanso ao eorpo.quc
amaniata tenho lia-tanto que fazer, assim lieos o
goarde para amparo dos seus, como Ihe deseja o seu
Jos Jara.
-----l-v^or-f------
Cidade da Arela 21r.ejunho.
Mnilo ha que eu devera ler comprido minha pa-
lavra de lomar aos prelns, mas ncm sempre se pode
fazer aquillo que mais se deseja. Massabem Vmcs.,
c mal esporava eu, que tantas causas servissem de
obstculo aenlrega de minhas missivas.
Antes ile |(|0 |, prpcisoMizer-lhes que ai pre-
tenda ocupar as columnas do seu Diario, quando
muilo una vez por mez, porque puiiro ha a dizer-
Ihes, olanles porque prelcndia dizer cm pouco o
muilo que aqui se pode e deve remediar em benefi-
cio o comino. de todos ; fi, cpal de miabaescas-
sa correspondencia.
Por felicidade urna caria que Ibes dirig, voll-ui-
me as maos depois de muila demora, e quando cu
ja senta um ligeiro drsaosio por suprior que Vmcs.,
lendo-a recebido, n.j se dignaran de a mandar in-
serir no sen Diarlo.
A causa, porm, da nXoentrega, foi mero descui-
do do porlidor, que me reslituio a mencionada car-
ta, dizendo-me quesebavia esquecido de a entregar.
Avalicm Vmcs.,de minha inquielajan, peiquaut os
portadores para ah sAnraros na prsenlo estaca, eo
ro dizer dos productos aercolas desle municipio; e
como o pouco lempo que me concede o porlador
desla, nao d lugar a infurma-lo devidaiuculc, dei-
xarei para oulra occasiaoopporluna.
O Bepectadnr^,
P. S. Por aqui lem rhiividn extraordinariamen-
te, o muilos prejuzos lem soffrido ns lemimcs. As
nolicias de cheias siu geraes. Tambem lem desalia-
do por aqui algum is casas velhas. e entuma noite
destas cabio um pedajo da isreja do Rosario, dcixan-
do arruinadas ludas as' paredes da sacrislia.
les. te huuvcssem dado um corpo do tainanho dos
leus ambiciosos desejos, o universo seria muilo pe-
quena para li.
Se com urna mao locasse no Oriente e com oulra
no Occidente, islo ainda seria pouco para li, llaves
de qnerer seguir o sol no sou caminho. Nao sabes
que as grandes arvores levain anuo a crescer, c nao
basta sendo urna hora para sercm destruidas? que
le importas- comnoseo? junispozemos os ps no leu
paiz. Vio lie licito a um povo que vive nos bos-
ques, ignorar quem lu s, e donde venal Ndo que-
remos obedecer cncm mandara ninguem. Tejadas
de vir exterminar os ladrees, e l so maior ladran
da Ierra. Tens assotado esaqueado todas as najes,
que has vencido. Depois de lera invadido a Lv-
dia, le lizestesenhor da Pcrsia, Siria e da Bactriana;
projectas entrar na India, e |iassas aqui para roubar
nussos rebanli >s. He sorlc que, o que possues, ai
serve de le fazer mais ardoiilcmenle desolar o que
nAo pi-sues. Porm acredita, que a fortuna he in-
cnnslaiile. V que ella le nao dcixc. Pc limiles a
loa felicidade, se he que queres gozo-la. Se s
lieos, deves fazer hem aos hoiaeas.e nao despuja-los;
c se s liomein. |K-nsa sempre no que *tu s.
Aquellos a quom dcixares na paz, serao verdadei-
rameole leus amigos; nao julanes que vencidos le
possam amar, porque nao existe amizade enlre se-
nhor e escravo ; una paz forjada traz muilo cedo a
guerra. Os Scv Ibas foram vencidos, e o vencedor
marchan para as Indias, di/ o historiador donde ti-
ramos esta passagem.Au reroir.
HEPARTIQAO DA POLICA.
Parle do dia 'i de julho.
[Din. e Exm. Sr.participo a V. Exc. que, das
parlo boje recel.las nesla reparlijAo, coasta lerem
ido presos; a minha ordem o pardo Bernardo Jos
(ionjalvcs para remita ; a lo sulidelegadu da fre-
guczia de S. Fr. Pedro Conjalves, o rrioulo Benlo
Jo-i' da Silva, por ler feilo um rundo cm urna ca&i
na ra da Penha, dorlarando depois' de preso, ser
desertor da crvela BertUga, c do -J." batilhlode
fuzilciros; a do subdelegado da rcuezia de S. Jo-
s os cscravos Antonio pardo, e Feliciano prclo,
ambos pa averiguajoes pnliciaes: c a, do subdele-
gado da frciiczia da Boa-Vista o indio Manoel Ma-
chado, lambem para averiguarnos.
l'or ot'.icio de ->\ do correnle parlicipou-me odc-
tegadodo lermo de Piiod'Albo. queno dialT.nn dis-
trieto da Luz, Joaquim Jos Alves por antonomasia
llurapor discordia que Uvera rom Francisco de
Sena, dea nesle um tiro, o qual vendo-se ferido ac-
coinmettrra ao dito Alvos, cm que dera algumas fa-
cadas, e do que resultara inorrer imiucdialamoiitc o
mesmo Alves. sendo que Plancheo de Sena se ocha-
va om perigo de vi*i; o inesmo defecado arresccnla
que dei a as precisas providencias, nao s para ser
instaurado o competente proceaso. mas I mlionireco-
Itiido cadeia o mencionado Francisco de Sena,
quando sobreviva du gravo rcrimcaloquc rece-
bera.
O delegado do termo de Cmaro em nflicio de 2
desle mez, parlicipou-me que no dia 9 de jnnho lin-
do, na povoajao do Allinh, sedera urna alleroacao
enlre l.nurenc.i ,lo Parias l.eilo. e Francisco Bcito
da Ciinha, da qual resultara ferirem-se reriprora-
monlc poiulo-sa depois em fn-a ; c roncluc afilr-
mam: i que por este fado est procedendo o compe-
tente siiinniario, c lem dado as providencias precisas
para -eroin capturados os criminosos.
lieos guarde a V. Exc. Secretaria da policia de
Pcrnamburo (i de jaldo de IK.Illm. e Exm. Sr.
conselheiro Jos Beato da Cunha e Figticircdo, pre-
sidente da provincia.Luis Carlos de Paira Tei-
xeira, chefe de policia da provincia.
PERMB11C0.
CMAICA DO BO.MTO.
li de jaibo.
. lie ainda sol M mais dnlorosas ImpTOSSoes do qac
se ikissou nesle termo, nos tusares viziabos, e du
quesuhe pelos jomaos c carias dahi receladas, que
Ib Irajo estas liabas, sim. inca amigo, a ler as
noticias dos estragos produzidos pela chela, nao
pude deixar de derramar urna lagrima; e era pre-
ciso nAo -er biiiao'u para me nAo sensibilisar ao re-
cordar essas locantes o desastrosas scenas appareci-
das na lavaste dos rios.
Mas. se descripjio dus Inmeulavcis suressos,
o cnrajAo se me aparlava de tristeza pelo que sof-
frcrain essas familias, que alm de verein a morle
diante dos olhos. liraram reduzdas pos horrores da
ini/eria. live an. monos a salisfacao de saber, une
carreta em Ierra pequea nao lem segredo, e nm i ainda exislem alnias.beuifazejas como as ,l Ibo.
correspondenle sempre estima o orogmto, porque < ionio Piixuto, l.uiz doRego eoolros, que ao da-
COM\!!)0.
salladas.lim agricultor de S. Amaro de Jaboalao.
COMMERCIO.
PRCAOT)
ECIFE(; HE JfLHO AS 3
IlOltAS DA TARDE.
Colajcs ofllciacs.
Assncar branco 3.' qualidade boma 39050 .por
arroba. ,
ALFANHEC.A.
Kendimento de dia 1 a 35 2l-:23-2SS"i
dem do dia 26........IO:K9l5"i2
22tM2;fil5
Desearre.gam hoje-Ti de julho.
Barra iuglezaCambriacarvAn.
Barca iuglezaCocernormerca lorias.
Barca nglczal/anlsgaaoo.
Barra liollandezaftemlirandlmcrcadnriaa. .
Briguc amcricano-^zVrrercfarinha c bolachinlias.
Importacao'.
Patacho americano llreeze, vir.dndaPhiladelphia,
-i ii i -luiii di; a Matlicus Austin oV Corrnjiauhia, mani-
fesloa o seguinte :
2,30S barrios c 120 meias ditas farinha, 01 raixas
cha, ti lianas hanha do |Mirco, 511 caixas algodAo de
cor, 5 barricas graixa. 202" barriquinhas bolachinha,
1 borras de ferro, 90 barricas bolacha, 20 raixas
cidra, 1 maslros, I cama de borracha, I par de mo-
las para carriuhu, -Jll duziasdc vassnuras, I carrinho
para menino, :i caixas i^nora-se ; aos consignata-
rios.
CONSULADO CE BAL.
Hendimenlodo dia I a 25.....|f:K.153iXG
dem do dia 2f......... S9921
IMVERSAS PROVINCIAS.
lien lmenlo do dia I a 25 .
dem do dia 2(i......
Exportacao .
Paranagu, briguc nacional Paran, de lili to-
nel el i-, conduzo o seguiule :2,5tN) alqueires do
sal do Ass, 1(10 duzias de cocos de beber agoa,
2,200 ditos com casca,
H tliia, hiato Amelia, de 63 toneladas, conduzio o
seguiule :1,098 voluntes gnerosna-ionaes.
HECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS CE-
RAES DE PERNAMBCCO.-i
Rendimenln do dia 26......r2o,.;"i',,
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenln do dia t a 25.....37:5i0,>.).'>
dem do dia 26........i,'7-tsn
1.-.:309107
1:261(037 liicsid
t::'>9KHO
38:f6"37l.i
O espantoso progresso que vai tendo a lillcralurc'
sem duvida um dos ramos da civilisajAo. a qual ha
um dos mais bem construidos alicerec- em que o bo-
inein se tirina, o numero dos jovens, que venecudo
os majorca obstculos, e solfrcado innmeros dcs-
goslos iiitliibilavelmcnlccxciladospcla inveja c, mais
que ludo, pelo genio exquisito de criticar, atiram-se
corajosamente au vasto campada litteralura, he dig-
niT na rcalidadedc nossas reflexoH smenle didadas
pela, consciencia. Sem termos em visla lisonjeara
esle ou aquello rpic mais se (cuba esforcado em cul-
tivar seu laleulo, c que melhorcs escripias lenhailailo
a luz, pira nao accarrclar odio c rivalidade, apunas
pretendemos pagar um trilmlo a mrito, e anles de
o razermos permilU-se-nude passagem pedir aos jo-
vens escriploresque longe de dar nuvidos n rrilicas
immerecidase injustas de ab.'ons svropbanlas que
rbidos pela inveja alrevcm-sc ridictihimcnte a cen-
surar em vio, dcixem-os clamar no deserto que
bem cedo amargaran o fruclo da sua audacia. Mas
quem sao esses zoilos, esses eoripheo que reusuram
p-T.iiile o publico illuslrado ? Mediocres rernnlie-
cidus' salvas honrosas excc|>cOcs | c pedantes que ,1c
nada valem. Sirva do exemple eertoindividuo, que
ei|i vez ile cumprir comale as rbaceSes do sen ma-
gislkrio, ede dar ronla de seus- Iradalhns juridicos
emprega oseu lempo em analysor jornaes alia- bem
MOYIMENTO DO PORTO.
No dia 26 n.io houve entrada ncm sabida?
^EDITAES.
________-*
O Illm. Sr. inspector da Ihesourariaprovincial,
em cuinpi imealo d,t ordem do Exm. Sr. presidente
da prnviucia.de 21 do correnle, manda fazer publico
que nos dias li.ltie I7de agosto prximo vindouro,
se ha de arrematar pcranle a junla da fazenda da
mesma thesouraria, quem mais dr, o rendimcnlo
do nedazin da barreira da ponlc dos Carvalhos, a-
v al lado aiiuualmenle em I UXMtJOOO,
A arremalacn ser feila por lempo de 10 mozos,
acontar do I.- do -.domino do correnle anuo, ao
fim de jnnho de 1855.
As pessoas que se propozerem a esla arremalajao,
romparejain na sala das sesscsda mesma junla nos
dias cima declarados, pelo meio dia, competente-
mente babililadas.
E para constarse mandou anisara prsenle,c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pcrnam-
buco, 22 de julho de IK5I.O secre(ario,
Antonio Ferreira iCAiinaiiciacio.
' DECLARACO'ES.
CONSfl.ADODE PRAKCA EM PERNAMBCCO.
i; vi i dudo do Monileur de 18 de junhu de 185i.
Parte official.-
Dcclaraco relativa ao bloqueio das haceos do
Danubio. '
Repartirn dos negocios eslrangeiros. ,
Fira declarado pelo prsenle que o ministro dos
negocios eslraiiueiros receben a cnmmuiiicarAo olli-
cial de um despacho do vice almirante Hundas, qoe
coinmaada as forjas navaes do sua magostado bri-
lanuica, no Mar Negro, dirigido los lords rommis-
sarios do almiranlado inglez, na dala do I.' dejn-
1 iihn, annonciando que u Danubio foi lilui|iioadd pe-
O ronsclho de revisia, que se acha funcrionandu
na casa da cmara municipal desla cidade. lem de
inspeccionar os guardas nacionaes abaixo disisnados,
no dia 28 do correnle pelas 10 horas da minina.
Fregosla da Boa-Vista.
(.aciano de Carvalho Raposo, Manoel Francisco de
Sonta Lima, Francisco Valentim de Lima, Joaquim
Milelo Mariz, Jos Joaquim de Araujo, Joao Cer-
inano-dn Espirito Santo, Jusliniano Augusto dos
Sanios Paula, Manoel Joaquim Dias, Jos Pedro de
Santa Auna.
Fregiiezia de S. Jos.
Miguel Francisco Marinhn. Manuel Francisco de
Paula. Beriiardiaode Alineda Ferreira, Luiz Anlo-
nio da Ponseca Barro, Francisco Antonio de Mello,
Manoel lavares de Mello, Joaquim Tlicophilo da
Boa Mortc, Alcxaadriao Podro de Souza, Originis
llonoralo Flavianun do Reno Mouleirn, Augusto
Cezar Bodrigoei da Silva, Jos Joaquim Coclho,
Augusto Jos Pcrcira, Eduardo Frederico Baukes,
Francisco Demetrio da Silva, Miguel dos Sanios
Ferreira, Djogo Baplisla Frnandes, Mogo ;Bap-
lista Frnandes Jnior, JuAo Baplista d'Albuqucr-
que. Tarquiuio d'Albuqiierqiie Nascimcnlo.
BANGO DE PERNAMBUGO.
O presidente da" issetiililea geral do
Banco de Pernainbuco, por convite do
conselho de diieccio do inesmo. e Jecon-
formidade com o artigo IS dos estatutos,
convoca a assembla geral para retiniao
ordinaria no dia 7t do C0)ientc, as II
horas da manhaa, na casa do mesmo Ban-
co, alim de levar a ell'eito o disposlo nos
artigo* ~>0 e Til dos referidos estatutos.
Kecifel asnillo de I sr V.Pedro Fran-
cisco de Paula C.ivulcanti, presidente.
Jos Bernardo Galvao Alcolorado, pri-
meiro secretario.
' Conselho administrativo.
O conselho adminislralivo. em > rindo do anlori-
saeaodoExm. Sr. presidente da provincia lem de
comprar os objeetm seguinlcs :
Para o lie balalho de infanlaria.
Bonetes il; panno verde para sobrecasacas e cal-
cas, covados OU ; hollanda de forro, rovados 1197;
panno prclo-para polainas, covados -J(); brim branco
lio pera fardelasecaigas, varas li!7 ; esleirs 181;
algodSozinho para camisas, varas .">:); bniocs bran-
cos de osso, grozas 95 ; dilos pretos de dito, grozas
38 ; rordAo de lAa prela para vivos de sobrecasacas,
varas 1370.
Quem os quizer vender aprsenle as suas propostas
em caria fechada na secretaria do ronsclho, as 10 ho-
ras do dia *) do correnle mez. Secretaria do con-
selho adminislralivo para rorneiimcalodo arsenal de
guerra i% de julho tic tttji. Joscde frilo Inglez,
coronel presiden le. Bernardo Per eir do Carmo
Jnior, vogaje secretario.
Por osla subdelegada se faz publico, que fora
preso na noite do dia t do correnle, por star fu-
aido, e se acha recolhidu cadeia, um preto de nome
Clemente, que diz ser escravo de um CusmAo, padei-
ro, na ra imperial. Subdelegara da freguezia de
S. Jos do Bccifc -2 tic iullm de 1854.Manoel Fer-
reira Arcioli, subdelegadosupplcnte.
Conselho administrativo.
O conselho adminislralivo, cm cumprimenlo do
artigo*32 do' regulamenlo deli de dezembro de
\&~r>. faz publico qua foram arceilasas proposlas de
Francisco Jos Ba|K>/.o, Itoth Bidoolac e Souza ,
Irinjo, para forncrciVni : o primeiro, qtialm du-
zias de taboas de assoalbo de louro a :U>3000 rs
segundo, 271 cobertores de laa a -A>i00 rs. ; o
ceirp, ti ps de ferro a I5O8O rs., f, cuchadas a 760
rs.. 7 machados a 7M1 rs., 1(1 pares de linleiros e
arieiros a fiUl rs., 2 caivetes para pennas a 30 rs.;
e avisa aos supradilos vendedores que devem rcro-
Iher ao arsenal de guerra os referidos objeclos no
dia -2H do correnle me/..Secretaria do cnbselho ad-
minislralivo para fornecimenio do arsenal de guer-
ra, 2( de jollio de 1854.Bernardo Pereira do
Carmo Jnior, vogal o secretario,
NAo se lendo cfTecluado boje a venda em Icilao
publico, na |Mirla do almoxarifado desla reparlijAo,
de nina porcAo de ferro velho. conforme se havia an-
niiuciado, por ler comparecido um si concurrente ;
manda n Illm. Sr. inspeclor fazer publico, que licuu
consegiiinlcnienle transferida para o dia 27 do cor-
renle me/, pelas II horas da manhaa. Secretaria da
nspeocan du arsenal de marinha de Pcrnamburo em
24 de julho de 1854.O secretarlo,
Ale.randre liodrigues din Anfoe.
AVISOS martimos.
Real companhia de paquetes inglczcs a'
vapor.
'No da i I
desle mez cs-
pera-se da Eu-
ropa um dos
vaporeada real
companhia, o
qual depuis da
demora do cus-
turne si'jilira
para o sul :
para passauciros Irata-sc com os agentes Adamson
llowie v C, ra do Trapiche Novo 11. 42.
Passagens para a Babia. 21 palarcs.
para o Ilio de Janeiro. 50
n para Montevideo. 110 a
ii para Bucnos-Avres. 120 a
COMPANHIA DE NAVECACAo A VAPOB LL-
7.0-BKASII.EIKA.
Os Srs. accionistas,
desla cumpauhia sAo
Na livraria n. 6 e 8 da (iraca da In-
dependencia, precisa-te follar oSr. An-
tonio Joaquim de Almeida, vendedor de
escravo*.
Peraunla-scao Sr. Joaquim de Albnquerqnc
Mello, solicitador do cumulado, porque titulo lied-
le cidadflo Brasileiro, para uceupar o posto de ca-
pilAo da guarda nacional e ser solicitador dojuizo,
lugares eposlos que exclusivarr.enle compelem aos
cidatUos brasilciros ; ao Sr. promotor recomroeoda
o abaixo assignado a indagarlo desle procedimenlo
tivisla do arl. I ti do cod. crm.O carne secca
ANDRADE LEAL
COM
FABRICA DE CALDEIREIUA-RIA
Na ra Imperial n. lt*S e 120, e deposito na
ma Nova a. 27.
ScientiQcam aos destiladores e scohores de enge-
nho, que com algum Irabalhn c despendi, consc-
guiram um novo melhoramcnlo para os alambiques,
para cnnjtinrlamente rcslilarcm o caxixi, produziu-
tlo em cada ile-iilac.ui sem arcumular como ale aqoi
acconlece, ou misturar com a garapa ; pois com este
novo raclboramentu haccoiiomiade combuslivel e de
lempo, podeode elevar-se a maior grao alcoolicc, e
alcm disso mclhura a qualidade da agurdente que
nAo saldr impireumatica (ou p qoe vulgarmente se
chama esturro oo queima.la,)
Necessila-se de urna pessoa que esteja nas cir-
eurastancill de poder lomar conla de urna padaria,
sendo dita pessoa entendida nesle negocio, o que so
exige para melhor poder se desenvolver no manejo
da mesma, dando-se um solTrivel ordenado : quem
esliver nestas circumstancias, dirija-se mesma
padaria, ra larga do Bosario n. 48.
Joaquim Francisco de Alem lera justo a com-
pra ila parle que (em no predio n. K, no largo da
Assembla, com Sr. Ileiirique da Fnnseca Cntilinh-n.
Se este ncaocio prcjutlica a lerceiro. queira declra-
lo por esle Jornal, no prazo dc8 dias, lindos os quaes
ser ollectiiada a compra.
ASSOCIACAO' COMMERCIAL DE PER-
NAMBUCO.
A commissao noraeada pelos senhores
subscriptores para distribuir importan-
cia agenciada por esta associarao para os
prejudicados com a inpundario de 22 de
jnnho, convida aos que mais soflreram
coui tao funesto acontecimento e licaram
edu/.idos a' indigencia, a apresentarem
seus requerimentos acoinuanhados de at-
iesados circunstanciados de pessoas res-
peitaveis do lugar de sua residencia, para
serem a Hendidos. Devendo faes requeri-
mentos serem entregues ao archivista da
aSSOdacSo, no largo do Corpo Santo, ate
o dia I de agosto prximo futuro A. V.,
da Silva Barroca, secretario da commis-
sao.
A direcrao da associacao cominer-
cial desta praca, de conformidade" com
osEi-tigos20e21 do capitulo terceiro dos
estatutos que a regem, convida a todos os
senhores socios ell'ectivos da mesma, para
a assembla geral, epte deve ter lugar no
da 5 de agosto docorrente anno, pelas 11
horas da manhaa, na sala de sitas sesses.
Sala da associacao commercial de Per-
nambuco aos 20 de julho de 1854.An-
tonio Marques de Ainorim, secretario.
,0 abaixo assignado em resposla a oulra que de-
ra o Sr. Francisco Bandeira de Mello, no Diario d e
honlem a nm annuncio. lem a dizer que infame he
quem obtendo de um individuo, de qooln se d)zia
amigo, quanlia de 3M$ por momentneo eropres-
limo, di/.endo ser para pagar a compra feila de nm
escravo, c nAo poder vir ao Becifc trocar urna ceda-
la de OOJ que leve astucia de a presentar', em con-
sequoncia de estar o transito innundadn pela cheia,
se retirara occnllamenle da morada, que liona no
lugar da Capunga : que infame lie qoem por um
lal motivse retirando de sua morada, altribue ago-
ra sua retirada i molivo qne nao he explieilo: que
infame, finalmcnle he quem rerehendo aquella
quanlia em lAo boa f de quem Ihe a emprestara,
ousa nejar o debito, mas que leen do ser delle ton-
vencido em juizo, apezar do qoe se jactara.
Jos l.uiz de Azctedo.
Quem precisar de urna ama para casa de ho-
mem solleiro ou de punca familia : dirija-se tra-
vcisa do Mundo Novo n. 16.
JOIAS.
Os abaixo assignados", doosda nova luja de ouri-
ves da ra do Calinga n. II, confronte ao palco da
malrizc rua Nova, fazem publico qoe eitao comple-
tamente sorlidos dos mais ricos e bellos goslos de to-
das as obras de ouro, necessarias tanto par salido-
ras, como para humen- e meninas, e cootinuam os
precos sempre muito cm conla ; os mesmosse obri-
gim porquaesquer obras que venderem a passar ama
conla com respuusahilidade,es|>ecilirindoa qualidade
do ooro de 14 mi 18 quilates, (loando assim sujeilos
por qualquer duvida que apparerer.
Serafim & Irmao.
Attencao.
Furlaram no dia 25 do correnle da casa do abai-
xo asssn.ido *< 11 horas para o meio dia, do sobra-
do que foi do Peixolo defronte da matriz nova de
S. Jos os scgninles objeclos: urna caixinha devi-
dro franceza, duas polciras de miro lavradis, sendo
nma rom urna pilmi esmaltada de azUl e perelas,
dous alfineles de pello de ouro lavrados, sendo um
com esmalte azul, nm par de argolas de ouro em
esmalto, um par de botoes pequeos mira punhos
uro lcnr,o de cambraia de linho bordado com bieo,
eas iniciaes' seguintes I,. X. S. no centro, tendo-
estas ledras feila; com linha de marca azul c en-
carnada, Ires pares de luvas, om de seda e'doos de
pellica, um palileiro de prala, dun pecas de brincos
de prata perfumados de ooro, um enfeite de ouro
para peseoeo de manca, urna Inalha de madapollo
'.'J| com bahados de rassa, adverle-se que j m icham
presos Ires, um lie escravo de Francisco dos Beis Nu- -
nes ('ampollo, oolro da vuva do eapilao Francisco
dos Keis Campcllo, c o terceiro de Manoel Jos Pio-
lo : roga-sc as auloritlades polieiiei que livercm o
cpnhccimenlo ilos dilos objeclos qoe os apprehcu- '
tlam; e se algom particular lambem soubcr e levar
na dita casa ser generosamente recompensado.
Juo Xavier e Si Ira.
O Sr. Dr. Joaquim Jos dos Sanios Amazonas,
lem urna tarta \ inda de Macei, na roa da Cadeia
do lle-ifo lo ja de Bastos & Cnneilve.
A pessoa que pelo prsenle Diario do i'aSK'
do correnle, annunciou ter adiado um papajaio,
queira por favor declarar la morada para ser pro-
carado.
I )e-1pparecou no dia 24 do rorrenlc de manhaa,
um menino de idade 7 para R aniios com os sig-
naos scEiiinfes ; araboenadn, c.iludios comprido* e
cacheados, rosto redondo, olhos grandes, muilo >-
porto, de nome Antonio Uarle de Souza, muito eo- '
nhecido pelo nome de carrapalinho, na otteasin em
que desappareceu foi em caniisAo e calcado: roga-
sc a toda e qualqucr peina que der nolida deslc
menino, dirigir-se a Iravcssa da Madre de lieos
taberna n. 1, que ser recompensado.
l-'urlarim da rua llireila do sobrado n. til),
um baln de 11 .unir, azol contendo os objeclos se-
2iii ule-: urna casara prela nova, ama dita cor de '
caf redonda, dous eolletes pretos, sendo nm de
Iraspasso, urna calc de rasemira de cor, um lenro
branco com as lellras P. I... dous pares de spalos
de marroqoim amarillo, um palito de alpaca mes-
riada, j usadoe ama Inalha do labyriulho nas pon-
las : pede-se i quem forem nffererdoe os objeclos
cima, que os aprelo una e leve an dilo sobrado,
que era generosamente recompensado.
Desappareceu no dia 18 do aterro da Boa-Vis-
ta n. 12. um eaeliorro grande lodo preto, com um
risco branco de-de o peseoeo al os peilosv, o qual
acode ao nomo de Soolouque: quemo levar a dita
casa ou delle der noticia ser (ratificado.
O Sr. Manoel Ferreira Coclho (andarely, pas-
sageiro do vapor I). Mara II.do Rio de Janeiro, ou
alguem a qncm o dito senhor enlregon abordo para
razer para Ierra, c a fazer -entregas ao abaixo a-
sigftido de urnas enrommendas que receben oa dita
dade dos senhores Bocha Pinto A;.Copes, baja de
hrevdade, para ser remollla a direcoilo na cidade
do Porto, dirigindo-se ao liaixo assignado na rua do
Trapiche n.26.Manoel Duarle Rodrigues.
Companhia brasilcira de |>a<|uetes de
vapor.
t> 0 vapor brasileiro S.
,S'a/(-rii/t'r,cnmitiaiiia li-
le o primeiro lenle
Sania Barbara, espera-
se dos porlos do norle
al 2(i do correnle. e seguir pura Macei, Babia, e
ilio de Janeiro, no dia seguiule da sua entrada:
agencia na rua to Trapiche n. 10, secundo andar.
Para n Para pelo MaranliAo, segu com muila
hrevidade. por ler parte da carsa prompl.1. o briitue
llebe : para o resto trala-e com o ronsiEiiatario
Manoel Alves Cuerra Jnior, na rua do Trapich
n. 1(. ou com o capilo Andr*Antonio da Foncc-
ca, na praea.
Para o Asu' c porlos intermedios, segu em
poneos dias I lancha Viril / -peronea : para carga
o pasmfeiros lraia-e na rua da Caeta re Ktrife,
luja u. tl,
convidados a realisar a
quarli prests cao.le suas mandar entregar no cscriptono da roa do Vigano
arenes com a maior 4, primeiro andar.
Jos Baplisla da Fonsera Jnior.
Aloaa-se a raa grande junto a ponte pequea
da Passasem da Macdalcna : a tratar junio ao sitio
de Francisco Bibeiro de Brilo ou no pateo do Car-
mo luja de larlarogoeiro n. 2.
S'r. Redactores.-Clu?gando ao meo conhecimen-
lo qoe aLiiinU- correspondencias lem sitio publica-
das ronlra os senhores ca pitaes, Antonio F'ranci-c,,
I'ore o a c Claudino Benicio .Machado, por occasiAo da
qii.iliina. ,1o da guarda nacional, c aluum dos meus
dcsalleiruados ilo-nic essa palernidadc ; declaro
'que cm quanlo ao primeiro nAo Iridio rclacAo al-
guma de amisatlee uem mesmo inimisade, e ao sc-
-uuilo (rhnto .mu-.ido e respeilo. nAo senda de
meu curador e costume. delrabir de pessos alguma
mormente em sua ausencia, Bem fazer publicas cor-
respondencias annimas porqu esse |>rnrcdimeDlo
s he filho da infamia edu vil calumniador, c rogo-
lhe Srs. Iteilai tures qoe por obsequio declare se es
aununriosqiic lem sido publicado conlr.i osmesmus.
lom idopoloabaixoassigaado./rancuco de Paula
Machada.
O Sr. Paula Machado nnlrtniu' correspoiidenoia
:i|.turna v^-\ I> poerapliia.O' Redactores,
miitm Znn
/






uiaitiu ut rtflMMHUI, guii'iM rema // uc julou uc ioa<
Ai ll-.M.Al
J)eeapparei-eu no dia-15 do correnle o prcli
muo, por nonio Kxaquicl, de ^0 a 40 anuos do, peritas bastante arque.nas, no andar abre baslan-
Ic os dedos dos pos, lem falla liaslanle lioinililc e niniiso cni suas bllaa; julga.-*
ter ido cm ronipauliia do preto Miguel, riioulo,
prrleurrnle a I lima. Sra. viuva Lassrrre, |>or lerem
anihosdesapparecln no mesmo da, bcm como lia
loda probahilidaile do ler seguido cm dircrcao a villa
de Sobral d'onde veiu: roga-se pois a todas as auto-
ridades pliciacs, a captura do mesmo, gratificando
--e generosamente a quem o levar a ra do Ca<>u-
g, loja da esquina n. 2, aseu seuhor Jos Peres da
Croa.
3SS000.
I'urtaram do rngenlio Cedro, no Cobo, un val-
lo alasSo le 7 aonoa, gordo, em andares, lem mar-
ca de jereinum na sarnelha, e alm de outrns ferros
lem fia |hiuco lempo un C E na perna esquerda :
quem o pegar, receber a gratificarlo cima, enlre-
gau lu no dito engenho, ou ao cirurgiSo Silva, na
ra do Visario.
Prcvino-se aos Srs. relojooiros, nurives, etc.,
que foi sublrahido da ra do aterro da Boa-Vista u.
C, um relogio de senhora, Icndo de un lado una
firma rom duas leltras K W, e do oulro lado urna
coro*, de llarau, nao (em csuialte, lie loilo liso, e da
fabrica de l.amarche : portanio a pessoa que o liver,
dirija-sc ao lugar indicado, pois que todas as provi-
dencias c-i.'io dadas.
Roga-se a todos os subditos portu-
{juezes soltaros aqui residentes, e que t-
verem. alguns bens de fortuna, que fajara
seu testamento aitn de nao darem in-
comtnodos ao respectivo cnsul Joaquim
Bu|>tistaMoreira, comosquaes ellemu-
lissimose constrange, pois que osespo-
Jios que teem deixado alguns subditos,
ijhe tem dado o menor interesse-
sa es:
jt Antonio Aprlgino Xavier do Brito, Dr. em
@ medicina pela laculdade medica da Babia, re- i;
S side na ra .Nova n. t>7, primeiro andar.' on-
DJJ .; ejercicio de sua proGssSo. 2
Alugam-se as lojas da casa n. 11 da ruada
tuna : a tratar na ra do Collegio n. al, seaindo
andar."
ESTAMPAS DE SANTOS E SANTAS.
Cbegou a loja de miudezas da rna um grande surlimeiilo de estampas de santos c sati-
las em poni pcqueuo e grande. Nossa Senhora do
Kosario, Nossa Senhora do Carmo, Nossa Scuhora
das Dores, Kainha dos Aojos, Nossa Senhora da Cou-
ceicao, Nossa Senhora na cadeira, Sanl'Anna, Saulo
Antonio, S. Jos, S. Sebasliao, Sania Francisca,
Santa Joanua, Sauta Mara, Seuhor Crucificado, Se-
uhor no llorlo, eolleces da via sacra com i i es-
tampas, assim como outras muilas que se deixam de
anuunciar, retratos de Napoleilo I., ditos do III., c
sua esposa, eollecoes de Gil-Braz, ditas de Goncalo
dcCordova, ditas dos Misterios de Taris, ditas da
rovolufo frauceza em 18i8, retratos de D. Miguel
e sua esposa.
ATTENCAO'.
Paga-se generosunuto a quem der .milicia de
urna salva de pralaTbbra do Porto, quasi com palmo
de dimetro, a qual furlaram uo domingo, 23 do
rorrenle, do primeiro andar do sobrado (i da ra
do Livramento.
O Sr. Joo Cypriano sirva-se mandar receber
nma encommendo que lem ua ruado Queimado n.
35, por ignorar-9c sua morada, nao se Ihe manda en-
tregar.
l'recisa-se de um feitor para um engenho, pre-
fcrmdo-se ser prximamente chegado das Illias : a
tratar na ra de Apollo armazem da viuva l'ereira
da Cunha.
Precisase alugar duas prclas para vender na
ra :. quem liver, dirija-se a ra Calabouco n. pa-
ra contratar.
Aluga-se um grande sitio no Arraial, dalllm.
Sra. t. Irancisca da Cunha Bandeira Mello: a Ira-
lar na ra Uireita n. 14.
Precisa-se comprar urna carroea em segunda
CONSULTORIO DOS POBRES
25 RUA DO COaLZiECrlQ 1 A3MDAH 25.
O Dr. I'. A. Lobo Moscoio il consultas boineopalhiras lodos o lij.s ao-, pobres, desde ;| horas da
manhaa al o me.o dia, e cm casos extraordinarios a qualquor hora'iluda ou imite.
Ofleiece-se igualmente para pralicar qunlquer opeaco do eiroTgia, e acudir pron.pl menle a qual-
quer mulherque eslrja mal de parlo, c cujascirciimslaucias nao permillam pagar ao medico.
KO CONSULTORIO DO DR. P. A. LORO 10SG0Z0.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo do Dr. G. II. Jahr, traducido em porluguez pelo Dr. Moscozo, qnalro
volumes encadernados em dous :.................. 20.^0110
Esta obra, a mais importante de todas as que Iralam da homeopalhia, interessa a lodos os medico* que
quizcrcni experimentar a 'outiina de llahiicniaiin, e por si proprios so convenceren da verdnde da
mesma: interessa a lodosos senliorcs de engenho e fa/eudeiros que estilo longe dos recursos dos mdi-
cos : interessa a lodosos eaplSes de navio, que no poden] dcixar urna vez ou oulra de ler precia io de
cudir a qualquer incummodo -cu ou de seas tripulantes ; e interessa a lodos os cheles de familia ru
por cirriinislancias, que ncm scniprc podem ser prevenidas, silo obrigadus a prestar soccorros a qualqucr
pessoa dclla.
O vade-mecum do hnmcopalha nu Iradnrcao do Dr. Bering, obra igualmente til spessoasque se
dedican) ao esludo da homeopalhia um voliimc grande..........
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, phainia'cia, etc., ele.: obra indis
pensavcl s pessoas que querem dar-se ao esludo do medicina.........
Urna carleira de 21 tubos grandes de finissimo rhrislal rom o manual do Dr. Jahr c o diccio-
nario dos termos de medicina, ele., ele................
Dita de :i(l com os meamos livros....................
Dita de 4K com os ditos......................
Cada carleira he arompanbada de dous frascos de tinturasindispcnsaVcis, a cscolha. .
Dila de 60 tubos com ditos......................
Dita de 141 com ditos........................
Estas sao acompauliadas de ti vldros de tinturas esculla.
As pessoas que em lugar de Jahr quizercm o llering, lerao o abatiment
das cariaras cima meuciunadas.
Carleiras de 24 lubos pequeos para algihcira............... SOCO
Ditas de 48 ditos.......................... 169000
Tubos grandes avulsus....................... I54K10
Vidros de lucia enea de.tintura.................... SKK)
Scm verdadeiros e bem proparados medicamentos nao so pode dar um pasto seguro na pralira da
homeopalhia, e o propriclario dcsle estabelecimenlo so tisongeia de le-lo o mais bem montado possvel e
uinguem duvida boje da superioridade dos cus medicamentos.
Na mesma ca aprompla^sc qualqucr cucoimnendu de iiicdieameiilos com loda a hrevidade c por precus muilo rom-
mudos.
89000
(9000
409000
159000
JtWXHJ
609000
..... lotiaoo
de tOfOOO rs. em qualqucr
Compra-so urna ranoa abarla que pegue dcKiHi
a 1,1X111 lijlos ,1o alionara crossa, j.i usada, porem
em boni estado, enibora precise de concert: na ra
do Itangei n.'.i, sobrado.
l'ompra-so palaeoes brasileiros e liospanhes,
em grandes o pequeas porcies : na ra do trapi-
che, armasem n. :is, de Miguel Carneiro.
Compra-sa ouraloga-se nina prela quesaiba
fazer lodo servieo de una casa ilc punca familia, e
saia i ra para comprar: r>l ra .Nova n. ti"), se-
gundo andar.
Compra-so um rollar de ourode lei, sem feitio,
que lanha de urna vara e meia a duas : na ra Di-
reila n. (i'J.
Compram-sc talwlas para jogo de gamau; na
ra Nova n. .
Compra-scum espiviladorde piala : na ra do
Queimado n. it:t.
Compra-so una i-taina de marinare onde pe-
dra fio Lisboa, que lenha li a 7 palmos de altura, e
que scji propria para emblema do um Inmolo : quem
li\er annuurie.
C.onipra-se una esi'rava prela, f|ue soja boa cn-
gommadeira : ua ra do Trapiche n. Id. segundo
andar.
Comprn-se uma cscrava de dezoito
a vinte cinco anuos, do bonita gura, que
tenba liai cozinheira: na ra do Trapichen. II.
Coinpra-se una correle de ouro de le sem
feilio que pese l"> aISoiUnas: quem a liver an-
nun e.
VENDAS
PIANOS,
I'alon Nash & C. acabam de receber de Londres
dous elegantes pianos, feilio vertical, dejacarand,
iguaes cm qualidade c votes aos dos bem conhecid
autores Collard & Collsrd, ra do Trapiche Nov
i. 10.
@) DENTISTA IKANCICZ.
;.-; Paulo Gaigoous, estabdecido na ra larga ;:."
@ do Rosario u. 'Mi, segundo andar, enlloca den- 4a)
lescom gengivas arliliciaes, c dentadura com- @
pela, ou parle della, com a pressSo do ar. @
Tanilicm lem para vender agua denlifrircdo
J Dr; l'ierrc, c po para denles. Una larga do $$
.:= Rosario n. 36 segundo andar. s
?c;;*U0fsm S,S
Na ra de Hurlas n. l'c>, primeiro mular, pre-
cisa-sc de uma prela escrava para o servieo de pou-,
ca familia.
Prccisa-se do urna escrava para o servieo de
uma casa de pouea familia : na ra do Hospicio 3a
casa nova a direila depois do passar o qnarlel.
Na ra da Cadeia do Recite n. i!l, primeiro an-
dsr, vendem-se eotliui nos de bezerro de tres solas c
sapatdes para invern em porCSo.
I). \V. Baynon cirursiao denlista americano
mao; qnem a liver para vender dirija-se ao pateo
do l'ai.n/.o segundo andar, junio a igreja.
Oflercce-se um rapai brasileiro o qual da fia-
dorasua conducta, para escriplurar por parlidas
dobradas os livros de qualquer casa commercial :
quemdeseu preslimo se qnizer ulilisar dirija-se ao
Sr. I.uiz Gonealves Agr, na ra da cadeia defronle
ua mesma.
Desappareceu da casa do coronel Favilla um
pcqueuo de 10 anuos de idade, lorio de um olho
levando vestido urna calca de casemira azul clara c
riscada, he forro, e foi entregue ao dito coronel pe-
lo proprro pai do pequeo, com uma obrigacAo de
so a.elle pai o entregar, c com a assignalura das
tesleiuunhas: quem o tlver em seu poder podera le^
va-lo ao Gorredor do Bispo sobrado que foi da fa-
milia do Sr. Manuel de Garvalho, pois que se preten-
de a lodo o cusi fazer eflecliva a obrigacao passada.
Aluga-sc um bom armazcm proprio para re-
colher gneros da alfandega na Iravessa da Madre
de Dos n. 11: a tratar ua prata do Corpo Santo
Quem quizer uma ama de leile, dirjase a ra
Imperial, casa do fallecido francisco das Chagas, ja
no fin da ru procurando a ponte.
Beruardiuo da Gosla Campos, tendo contratada
a compra da padana sila na ra de Domingos I'ircs
n. i.seiuresponsabilidade dos dehilos e onus a
que a mesma estoja obrigada,previne por esle aimun-
cio ao respeilavel publico para que no prazo de 3
das, apparejam em dila padaria com scus crditos
ahm de seren realisados,depois do que o mesmo an-
nunciante se no respousubilisar.
RETRATOS
velo Sistema grystalotypo.
J. J. Pacheco, leudo de su rellrar para o Rio de
Janeiro, avisa a quem quizer aproveilar esla ultima
occasino para possuir um retrato de cores fisus e tra-
eos inlclligiveis, que queiram dignar-sc procura-lo
em seu eslabelecimeulo importante, no aterro da
lloa-Visla n. ale ao fim do rorrete mez, desde as
7 horas da manliaa as 4 da larde.
Publica rao litterai a.
Insliluicocs de Dircito Civil Porluguez por M. A.
Coelbo da Kocha, lenlc da faculdade de direito da
universidade de Coimbra, lerceira e ntida edicilo,
cm 2 volumes em oilavo, adaptadas ao foro do Bra-
sil, com a legislarlo brasileira vigente, e algumas
notas explicativas extraalas das obras dos mais exi-
mios lelos para melln illsii acaodas doulrinas nes-
se exrellenle compendio ensilladas, por Antonio de
Vasconccllos Mcnezes de llrummond, hachare! for-
mado cm sciencias jurdicas e snciacs pela academia
de Olinda, advngado nos auditorios do Kecife. Para
a publicaciio dessa obra lio iuleressante c iiulispen-
savel a lodos os senliorcs uzes, advogados e mais reside na ra do Trapiche Novo n, 12.
pesoas, quesededieam smesmas profissoes, ou alias Aluga-se uinaprensa no l'oiledo Mos : a
prerisam possuir uma minuciosa c mclhodieacgmpi- j Iralar com I.uiz Gomes Ferreira, no Mondego.
laeao do Direilo Civil Patrio, tendente a adquirir lua pessoa habilitada para caixeiro u para as
pleno conheciinenlo dos scus dirtilos c olirigaeoes ;' oceupaees abaixo mencionadas, ofierecc seu pres-
subscreve-se cm Peinamburo, na praea da Indepen- timo a quem possa convir, e abona seu comporla-
lencia, loja n. (i e 8 ; no paleo do Collegio, casa n.
!), lojas n. G e 0, ^ na .ra do Hospicio n. 9. O
preco da assignalura sera de IbXMH), pagos a en-
trega de cada exemp'ar, o logo que baja numero de
assignaturas sullirionlc para salisfazcr as avalladas
despetas da impressSo, ir para o prelo. no dia da
piiblieaeao da mesma, cncerrar-se-h a assignalura,
vender-so-lia mais caro.
Ao iiiiblieo.
RETR4T0S \ OLEO E HAGIERREOTVI'O.
AULA DE DESENHO.
Cincinalo Mavignicr, retratista o pensionista de
S. M. o Imperador, avisa ao respeilavel uibli o
desla capital, que o seu estabelecimenlo de pintura c .
daguerreolvpo, est sondo montado em grande es-1 # qualquer hora fam soa casa ra Nova n. 19, f;
calla por i'sso que espera o extraordinario machi- I segundo andar: o mesmo se presta a curar
ment para escripia, para venda de assucar, para
armazem de assucar, cobranca, ele: a quem con-
vicr cnlenda-sc com o Sr. Francisco Joso Leile na
ra do Cullegiu n. 12, ou aiinuncie para ser procu-
rado.
Precisa-se alugar um silio pequeo para um
homem solteiro : quem o liver pode dirigir-se ra
do Trapiche n. 38, armazem do Sr, Miguel Carneiro.
Manuel Aulonio Teixeira vcmlc'o seu bilhar 0
todos os seus pcrlences: a Iralar na Litigela n. i.
Lava-Sea engomma-sc.com loda a perfeicilo c
aceio : no largo da ribeira de S. Jos, na loja do su-
e@S@ @:@@S5
?t O Dr. Joiio Honorio Bczerra de Mcnezes, j$
v{ formado em medicina'pela faculdade da Da- @
Q la, ofierecc scus prestimos ao rcs|>eilavel pu- $
blieo dcsta Capital, pudendo ser procurado a f"
nismo daguerreolvpo viudo da Europa, sala da
machina he Iluminada por uma immensa claraboia
de Irinla vidros de vinle polegadts, dando urna luz
lao bella c regular que sahirao us retratos magnfi-
cos; essa clacpboia vai servir poremqnanto a machi-
na que existe no mesmo eslabelccinieulo, co annun-
ranle convida ao respeilavel publico a visitrosle
eslabelecimeulo esperando grande concurrencia,
pois far com que saiam retratos os melborcs neslc
genero. O ainuinriantc vai principiar os Irabalbos
de cabellos para formar riquissimii_ rcpn*seular luinulos, ciprcsles c Oumas emblemas
de saudade, e ailianca que serao de urna execueao
agradavel a scus fregnezes. Os Irabalbos do eslalic-
lermcnlo principian! das 10 horas da manhaa s i
da larde. Aterro da Boa-Visla n. 82 primeiro c SO-
gutidu andares..
GRANDE AULA DE DESENHO.
jialuHa,nenie aos pubres.
' g s: g a h mus n w 8 9 s;;: t
J. Jane dentista,
contina residir na ra Nova, primeiro andar n. 19.
?; ti Dr. Sabino Olegario l.udgero Pinho mu-
ilou-sc para o palacete da ra de S. francisco ja)
' inundo novo) n. 68 A. tj^
9 >.S@
O Si. Anluiiio Joatpiim de Alrnciilu |
tem urna carta na livraiia n. (i e 8 da
penca da independencia;
Il iUC.\<;.\0' RELIGIOSA.
Saino luz o novo Mez de Mara, adoptado pelos
reverendi-simos padres capucbinlios de N. S. da Pe-
ulia desla cilade, augmentado com a novena da Se-
nhora da Conccicao, e da milicia hislorica da mc-
dallia milagrosa, cdeN. S. do Bom Conselho : ven-
de-so nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da
Independencia, a 19000.
Vendem-se 2 bonitos escravos muilo mocos,
bous para armazem de assucar, do que lem pralira,
I dos quaes he ineslre refinador de assucar, sem vi-
cios nein molestia : na ra larga do Bosario n. 2,
se dir quem vende.
Jacaranda' de muito boa qualidade:
rendem Antonio de Almeida Gomes A
Companliia, na do Trapiche Novo n. 10,
segundo andar.
Cola da Baha, de qualidade esco-
llada, e por preco commodo : a tratar na
rua do Trapichen. 10, segundo andar,
com Antonio de Almeida Gomes c\ Com-
panliia. ^
Lauca vidrada, recbala na pouco
da Bahia, com bom sortimento : vnde-
se na rua do Trapiche n._ 10, segundo
andar.
Genebra verdadeira de llollanda,
em l'rasfjueiras, chegada esle me/., sendo
alguma da mais superior que se faz. na-
(ptelle reino ; vende-se na rua do Tra-
piche n. 10, segundo andar.
Vende-se fumo em olha, de varias
qualidades, escolhidas e boas : a tratar
com Antonio de Almeida Gomes & Com-
panhia, na rua do Trapichen. 10.
At ten cao,
O baraleiro da rua do Crespo n. 11, lem para ven-
der Archivo Thealral.conloiido 11 pecis dramticas
encadernadas em um volme r, por diuerenles au-
tores. 1 dito cncadernadu, rontendo dramas, I di-
to eucadernado coulendn '.'> dramas: diccionarios de
trances porFonseca c Koqaet,dilo ingle/, de pronun-
cia, e geometra,pelo marque/, de Paranagu, orllio-
graplua ou a arle de escrever e pronunciar a liiisua
|iorliigue/.a, |ior Joan de Moraes de Madureira Fei-
j. carias pelo padre Antonio Vieira, e cdigo do
bom lom.
Vendem-se charutos de Havaua da nielhor
qualidade c prcro diminulo : no armazem da rua da
Cruz n. 5.
Cemento Knmano
vende-seoa ruada Cruz armazem n. 13.
Chitas baratas.
Vendem-se rilas linas do cores lixas, padroes ca*
rose cacuros alO, 140, l(0, 180 c 200 rs., dao-sc
amoslrns com pcnbor: na rua Nova loja n, 16,de Jo-
s i.ui/. Pcreira i\. I'ilho.
Venderse um braco de balanca de ferro grande
do autor Rondo, com conchas e correles de ferro,
proprio paraqualquer armazem de assucar, 2 embo-
nos de cedro, 2 canoas de carrera novas : os prc-
lendeiites. dirijarn-se a Antonio Leal de Barros, na
rua do Vigario n. 17.
Na loja da rua do Cullegiu n. 3, vendem-se
Vende-se nm relogio muilo novo, com caiva
de prala, minio bonito, por proco rninmudu : na
rua do Kangel n. II, sobrado.
Vende-se um est ravo proprio para o servieo
de campo, do rpie lem bastante pralira, por preco
commodo, e lainbein se troca por uma cscrava : na
rna do Itangel 11. 9.
fo aterra da Boa-Visla n. so, vende-se aom-
ma para eugommar a 100 rs. a libra, ltimamente
chegada do Araralj.
Quem deixara' de comprar fazenda* por
menos do sen valor,
como sejam : corles de casmiras lisas de cores com
msela a I^OIXI. rnrlcs de rolletes de gorgiirao de li-
ulio c (le seda de novos padroes a I96OO, merino pre-
lo sclim muilo lino a 29000, lirios trancados de liobo
de cures modernas, fingindo casmiras. a 800 rs. a
vara, dilos pardos de puro linlio muilo lino a CIO a
vara, chita franec/a de qnadroa a 200 rs. o rovado, e
nutras razendas por liaixo preco ; na rua do Quei-
mado, loja n. 17, ao pila botica.
Vende-se uma mulata de :|J anuos pouco mais
lmar c fa/cr lodo o mais servieo de urna casa de fa-
milia : quem qnizer, dirija-se a taberna n. 2">. dos
qualru cantos da Boa-vista, que se dir quem
vende.
HABATO S1M. FIADO NAO.
Para liquidaran a iOOrs. o covado !
Vendem-se a* mais proprias fazendaa modernas
para vestidos de senhora e meninas, intitulada or-
leans, deseda furia-cores, com msela, pelo diminu-
lo preco de, 100 rs. cada covado : na rua do Quei-
mado loja 11. 17, ao pe da botica, de Paria & Lo-
pes.
mi Hivsit ionio IIIIU I (ll> V I IIK II
m. P, A. LORO M0SC0S0.
\cndein-se assegninles obras de homeopalhia em
francs:
Manual dn Dr. Jahr, i volumes 161000
Bapou, historia da bumeopalhia, 2 volumes 1C000
llarthman. tratado completo das molestias
dos meninos, I volunte 10^01X1
A. Teste, materia medica bnm. KjOtKI
De tajle, doulrina medica bom. 7.-000
Clnica de Slaoueti 680110
Carling, venlade da homeopalhia -IM'(l
Jahr, tratado completo das molestias ner-
vosas t;>oon
Diccionario de Nvslen in.-iiiiii
@@S2s;S!;KSs:SRe^ffiSKaiH
Ricas romeiras de fil bordadas, pelo rom- S
2 modo proco de 49000 cada iima : na rua do
Queimado, segunda loja viudo do Bosario ff*
5} 11. 18. j
SS*SSS:ia41jpsBd*a>
V1MIO DO PORTO MUITO FINO.
. Vende-se superior vnho do Porto, em
barrisdei., 5, eS.: no armazem da rua
do Azeite de Peixe n. 14, ou a tratar no
escriptorio de Novaes & Companhia, na
rua do Trapichen. 34.
NAO l'ODi: SKK MAIS BARATO. M
Na ruado Queimado n. 10.
*< Chita franre/.a com barra a .
-,> Dita iuglc/.a rom barra a.....
^ Casias linas de cores a vara. .
Brtmde Ihihopara calcas avara .
W INlo de algoiMo o covado......
2 Corles de casemira de 1.1a ....
<* Dilos, dila de algod.o......
y* l'arege ascocez le laa e se'da para ves-
lidos de senhora, o covado
seda.
240 I
200 ;..
500 I
000 m
210 "
INHHI
1>(iO0 g
360
25000 a
1>O00 @
300 S
'i^XKl &
i>2sn m
Vende-se ou aluga-se nina prela que ro/iuha e
engomina: a Iralar na ruado Queimado 11. 41.
Vendem-se 3 vaecas louriuas.l novilho touriuo
de rica pura e algumas vareas da Ierra : para ver
na Estrada Nova primeiro lio de portan de ferro, c
paia Iralar 110 Chora Menino primeira casa do Ind o
esquerdo antea da puulesinha.
Vende-se nma labema na l.ingueta n. 3: a
tratar Das Cinco Ponas largo do Toree n. 111, la-
Dcrna.
AOS SF.NIIOI5ES DE ENGENHO.
O arcano da invenrao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, inpregado as co-
lonias inglezas ( liollandezas, com pan-
de vantagem para o melhorament do
assucar, acha-se a venda, cm Latas de 10
libras, junto com o methodo de emprc-
ga-lo no idioma porluguez, em casa de
S. O. Bieber & Companhia, na rua> da
Cruz,' n. -i.
LFNCOS DE CAMBRAIA DE I.I.MI A lyiOO \
di/.ia7
Na rua do Crespo n. esquina que volia para a
rua do Collegio,- vendem-sc lencos de rambrai.i de
linlio linos em caivinha- com lindas eslanipas, pelo
barato preco da IjiiOO rs. a du/.ia, para acabar una
pequea porejao qne anda resta.
LOJA DO BARATO,
Rua do Crespo n. 14, lado do norte,
de Das e Lemos.
Chitas aeahocoladas com novos desenhos e pannos
muilo encornados, rores lixas, a ICO o covado, ditas
de padroes miudinhosa 180, ditas de core com pa-
drees lingiudo cSjdsa a 200 rs., riscadnhosdequadros
miados, cores livas, a 160 o covado, dilos francezes
rom i palmos de largura, fazenda muilo fina, a
210 o covado, cortes de cassa chita com ramagens de
de cores a l-"5800, alpacas pretas a 400 rs. o covado,
ditas finas com luslrc a 700 rs., ditas lavradas a 800
is., sarja de laa da primeira qualidade por ser en-
corpada a 560 o covado, sargelim lavrado para forro
a 180 o rovado, riscadiuho de linho de lislras miudi-
nliasa 200 rs. o covado, algodSo mesclado e de lis-
lras, muilo encornado, proprio para servieo decam-
po, a 1x0 o covado, rufao, fazenda de algedflo mes-
ciado, de varias cores, propria para calcas c palitos,
a 200 rs. o covado, cortes de meta casemira de qua-
dros c lislras a 19300, dilos de brim de quadrinhns a
l>200, cobertores brancos de algodilo da fabrica da
llalii.i a "iiiii. e grandes a 610 cada um : finalmente
nesla loja lia um rirosorlimenlo de ludo, c por isso
aproveile quem quizer comprar barato, dando-sc
amostras de ludo quanlo se auniincia, deivando seus
compclcnles penhores.
Com pequeo toque de copim, vende-se panno
fino verde cor de garrafa,, de superior qualidade, e
prora de liman, a 39300 o covado : na rua do Cres-
po, loja da esquina que volla para a cadeia.
Velas de carnauba do Aracaty,
Vendem-se ua rua da Cruz armazem de couros e
sola n. 15, evrellcnles velas de 6, 8 e !l em libra,
rm caivas de 30 a JO libras cada uma, e por commodo
preco.
Aos fabricantes de velas.
Xo armazem de Domingos Rodrigues Andrade &
Companhia, rua da Cruz n. 15, vende-se muilo supe-
rior cera de carnauba do Araralj e Ass, em porean
e a relalho ; e alm de se pesar na occasino da entre-
ga se descontar uma libra de tara em cada sacco,
como be cosame.
Vestidos de seda.
\ ciulem-se vestidos de seda cscoceza liados. rom capulmlio rllele, proprios para meiii-
nasde 14 anuos, pelo barato preco de 125000, avista
do proco e qualidadeda fa/enda. muguen, deiiara
de comprar na rua Novaoja n. 16, de Josc I.uiz Pe-
reir i\ tdlio. .
1 aiitos lrancem. &
& Vendem-se patitea francezes de brim c &
M- Iwelanhn a.&jOO c vsot r... dilos de alpaca i
a prctos e de cores a XtfKM, ditos de panno lino
M prelo e de cores a 16,18 < 208000 rs., ludo
j da ullima moda e bcm acabados na rua
Nova, loja n. 16, de Jos |,uj,. Pcreira &
J5 iiiho.
^Stjs3[:S8oaoBGsaa^^s^
Chales de ramhraia bnrdada de
i; FusUo para rllele, o corl .
B Ki-rados francezes o covado .
Corles de ramhraia de seda .
f Lencos de seda para grvala .
8;:.as*s: asi- a
DEPOSITO DE POTASSA E CAL DE
LISBOA.
Na rua de Apollo, armazem de Leal
Beis, contina a ter as legitimas qualida-
des de potassa da Russi eda America, c
Cal virgem em pedia, titilo por preeo a
satisfa/.er aos seus antigos e novos I'regiie-
/.es.
Vende-se chocolate francez de su-
perior qualidade: na rita da Cruz n. (i,
primeiro andar.
Vendem-se chapeos doChvlc
1i\ finos, dilos de fellro para se-
--* ni.ora c homem, brancos, rxos,
rastanhos e prelos, ditos de palhinha trncela do
mclhor goslo que he possvel, dilos francezes de
formas modernas : na praca da Independencia, loja
n. Ule 21.
Na rua do Vigario n. 10, primeiro andar. vr;n-
de-se cera lano en. grumo, cumoem vellas, em cai-
lOVasdepellicq branca e de cor. lano para liojnem, xas, com muilo bom sorlimenloc de superior qtia'>-
A pessoa que por esla folha lem annnnciado
querer comprar um moinho grande de pula, o qual
se acl.a aft p da alfandega: querendo comprar um
dirija-se rua do Queimado loja n. 14.
O cautelista Salustiano de Aquino
Desappareceu 110 da 23 do correnle, o iirelo
inariubeiro de nome I.uiz, pcrlcnccnte' a Iripolaran
do bngue Santa Hartara l enredar, o qual repr-
senla ler 30 anuos de idade, cor fula, baixo, nariz
chalo, tem algumas marcas de hexigas, e pouca bar-
ca, o qual he natural das Alagoas ; roga-se por tanto
a todas as autoridades polciaes c caplaes de campo
a sua apprchencao, e leva-lo a rua da Cadeia du Re-
are 11. 3, escnplorio de Amorim Irmaus que sera-
generosamente recompensado.
: *"'?"' Co'ela dos Prazeresl-'erreira, viuva
do rallecidoManoel Joaquiln Ferreira, faz sriente
que tem aulorisado a seu filho Jos Egidio Ferreira,
para Iralar de todos os seus negocios.
frecisa-se fallar com o Sr. Jacinlho Ferreira
llamos, na rua do Queimado loja n. 29./. M.
Lopes.
Em observancia do disposlo no arl. 19 das ins-
Irocroes de :il de Janeiro de 1851, lem de ser arre-
matados cin hasta publica, depois da prxima au-
diencia do Sr. Dr. juiz dos fcilos da fazenda nacio-
nal, os bens seguinles: urna armario de loja da rua
Direila, do pinho, pintada e envnlrarada, no valor
deoOSOOO.rs., peuhorada a Joao da Ora ; a renda
annual da casa n. 18 sita na rua de S. Francisco em
< Miuda, por O43OOO rs., a Francisco Vicente do Sa-
cramento; dem, idem, da casa n. 4, na rua do Car-
ino em Olinda, por 48&0O0 rs. a viuva de Silvestre
BarlM.sa ,- dem, dem, da casa terrea u. 28, na rua
de Xavier de Sauta Rosa em Olinda, por 245000 rs
a Auna Joaquina de Meimonca l.ima ;idem, idem!
da casa 11. 27, na bica de S. Pedro em Olinda, por
230O rs., a Antonio Marliado;-idein, idem, da ca-
sa 11. 12, na rua de S. Pedro cm Olinda, por 25O00
rs., a Mauoel Viccnlc de Moraes; um relogio d
una de mesa,' por 305000 rs, a Joaquim Francisc
Cincinalo Mavignier, retratista c pensionista de S. Ferreira avisa ao respeitcvcl publico, ue
M. o Imperador, leudo de demorar-se mais alguns
mezes nesta capital, abri urna aula de desenlio a
f
. -----1...... rancisco
fcsleves Clemente; dozc cadeiras madeira de jaca-
randa com asscnlns de pama, por 48.WHHJ rs.; e mi-
nar de consolos da mesma madeira pur 305000 rs
aPagi;-a pretcndenlesdirijain-se ao lugar no dia
c honiido coslume./oor/uim Theodoru lteet, so-
licitador do juizo. '
Juao Aulonio de Mallos, subdito portuguei
reUra-ae para o Rio de Janeiro.
Roga-se a pessoa que recebeu no dia 17 do
crrenle, Ircs cadeiras de um preto, de mandar en-
tregar na rua da S. Gonzalo n. 20, que ser recom-
pensada. .
A 20 do crrente mez desappareceu uma ne-
grade naoao Calmuda, de nome Isabel, com os si--
iiaes seguinles: corpo secco, cara com marcas de L-
xicas, saia de algodao azul, panno da Cosa com bien
pela hcira, a o,ual vcudia miudezas o sapalos: quem
a pegar leve a rua eslreila do Rosario sobrado 11. 35.
<|ue ser.i recompensado
..... O AKTIARROGANTE
I criodicn dos Portuguezes em fcruambiico eslranho
aos negocios do Brasil.
Tendo cessado a publicarlo do perioifico o Cos-
mopoUia. cuja apparijao fui lembrada para snslen-
lar.orfortes motivos que linbam os Porlugoazes re-
sidentes nesla provincia para requererem a punido
dos cnipiegados do consulado, o para que nao 'li-
quen! em abandono os negocios dos mesmos Portu-
guezes, agora, que aquelles empregados estilo mori-
bundos, vai publicar-sc um novo peridico sol. o li-
,!-O Mtarrogante- que seguir a mesma
lareta debano dos auspicios rte todos us homens que
ilesej.ini o bcm de seus eoneidadaos. Subscreve-
sc, vende-se, e recchc-se correspoiulenrias para
elc peridico na livraria da rua do Collegio 11. 9.
Serie de 20 nmeros. 2501x1
Numeras avulsos. ... l-jo
'ublicar-se-ha as segundas e quinlas-feiras, -
pedido de muitus de seus amigos pois est seudo
bstanle ircquentada ; as pessuas que quizerejn se
matricular podem comparecer a qualquer hora .na
mesma aula, rsla aula vai ser ornada com a mclhor
esrola de Julien, Raphael e Manilo, em grandes
modellos vindos da Europa; assim como lamboni
bustos, estatuas de gesso, onde se copiam os estudos
do n, he agradavel este trabadme pela sua rcgula-
rdade muilo c aproveila. O annuncianlc se en-
rarr.iga de qualquer desenlio sobre papel, marlim,
vidros, laboas, etc., ele. Aterro da Boa-Vista n.
82, primeiro e segundo andares.'
A reiu.
Cincinalo Mavignier, retralista e pensionista de
S. M. o Imperador, leudo sido Icsleinunha dos es-
tragos fcilos pela grande ebeia de 22 c -23 prximo
passado nesla ridade e seus arrabaldes, deu-se ao
Irabalho de tirar 05 paineis dolorosos de semelhanle
situacao com as vistas dos lugares e a enchcnlc; esle
trabadlo est sendo passado a oleo, pois vai serapre-
seulado a S. M. o Imperador, que luTcrcec o seu
pensionista cima mencionado, c antes de seguir o
seu destino, Ul|ia o annuncianlc que ser bum ex-
por o quailro em lugar unde osle publico veja, c pos-
sa dar o seu parecer. *
W O Dr. Firmo, medico, miidou sita
residencia para a rua eslreila ilo Hosa.no
casa 11. (), segundo, andar
Lotera di 1 hospital Pedro II.
O cautelisla Aulonio Jos Rodrigues de Sou/.a Ju-
s suas cautelas oflerccem mais vanlajem, du que as
cautelas dos oulros caulclislas, c ab,i%i vau notados
os procos dolas.
Prero das cntelas dos uniros.
Qoarlos 23700 2:3tX) Olavos 18500 l:i;5030001 aos 10:000 com o des-
Dcimos 12IX) 9208000(cont de 8 por do im-
4lk)5KW poslo geral.
!r2O.50O0v Surte correspondente
4600000! aos 1:0005, com o des-
36R5(KX) (conlo de 8 por';, do im-
I8I5OOO) poslo geral.
2305000) Sorlc correspondente
1l5s000(a 1:000>, eota odescon-
9290001 lo de 8 por | do impos-
469000 J lo geral.
Prcro de snas cautelas.
23700 2:5005000, Surte correspondente
15-JOO 1:2505000(aos 10:0005, seniodes-
Decimos 15'M) 1:0IKStKKHcont de8 por do im-
Vigesimos 6W) 5003OOO; poslo geral .
Qnartos 2700 1:0009000] Sorte correspondente
oiiavos. 19300 30O9OOO, aos 4:0009, sem o dea-
.40050001'conlo de 8 por "doim-
aOcOOO) poslo geral.
250^000 \ Surte corrcspnndenle
12590001a 1:ii00.> scmodeseoR-
lOQsOOOrlo de 8 por",do impos-
OsOIIOJIo geral.
Vigcsinius 000
Ovarlos 25700
Oiiavos 1.5500
Decimal 152IKI
Vigsimos 000
Quarlns 25700
Oiiavos 19500
Decimos 15200
Vigsimos (Xl
Ojiarlos
Oiiavos
Decimos I32110
Vigsimos litio
Ouarlos 25700
Oiiavos I95OO
Decimos I521XI
Vigsimos WXI
como para senhora, a 15000, 8(XI c liill rs,
NAVAI.IIAS A COMENTO E TES01IRAS.
Na rua da Cadeia do Kecife 11. 48, primeiro an-
dar, escriptorio do Ansuslo C. de Abren, eon-
nuam-se a vender a K51MMI o par iprcco lixo; as ja
bem ou.hernias e afamadas navallias de barba, fcilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na cxposicAo
de Londres, as (|uaes alm de duraren! extraordina-
riamente, na,,-e sen lem no rosto na accSo de cortar ;
vendem-se com a condicau de. nao agradando, po-
derem os compradores devolve-las al 15 das depois
da compra reslituindo-se o importe. Na mesma ca-
sa ha ricas Icjouriulias para uulias, feilas pelo mes-
mo fabricante.
Planos.
Os amadores da musir acham continuadamente
cm casa de Brunn Praccer >\ Companhia. rua da Cruz
n. 10, um grande sorlimenlo de pianos fortes e fortes
pianos,de diflerenles modellos, boa conslruccao e bel-
las vozes, que vendem por mdicos precos; assim co-
mo luda a qualidade de instrumentos para mosica.
Quem quizer possuir orna negra rrioula. mui-
lo moca, que no oslado de boje era para 7005000 rs.,
vende-se por lTNKIO.", o motivo se dir ao compra-
dor : na rua Direila n. 11), se dir quem vende.
Vende-se por muilo commodo preco, mais da
melado dn sobrado de Ircs andares n. 112 na rua
da Senzala Vclha junto a coebeira : a tratar na rua
do llangcl n. 56.
Vende-se um preto moco de naro Costa, bas-
(anlemcnte robusio, c que pode ser appliradoao ser-
vieo de assucar un padaria: quem o pretender pode
procurar na rua da Senzala Nova 11. II.
Vendem-se os mais ricos pianos
coinexcellentes vo/.es e por piceos cotn-
modos: na rua do Trapiche n. em ca-
sa de J. C. Ka he.
No nrma/cm de Jos Joaquina Petcira de Mel-
lo, lefroiile do rae d air.iiidi'a, \cn rom duxias de Rarrefu du vinho de caj.
dade. rlipcnla dcLi>lioana barra tiratiilin, aasi i
romo boitii'hiulias em lalOfl novoem sarcas de mai> de '.\ arrobas.
A
@ Deposito de vinho de cham- (Si
() pague Chateau-Ay, primeira qua>
M liilade, de propriedade do condi
I
i
#-
Scomte Feron& Companiia. N". i. w>
Asea i xas sao marcadas a fogo W)
) Conde deMarcuil e os rtulos
t& ilas {jrralas sao azues.
Kelojjios inglezes de patente.
Vendem-se a prr<;o commodo, cm casa de Barroca
i\ Castro, na rua da Cadeia do Kecife n. 4.
PARA A FESTA.
Sellins ingle/.es para homem c senhora
Vendem-sc sellins ingleses de pa-
tente, com lodos os pertenres. da mc-
lhor qualidade que lem viudo a esle
mercado, lisos c de hurranne, por
preco muilo commodo : cm casa de
Adamson llonie & Companhia, rna
do Trapiche 11. 42.
Vcndc-sc uma balanca romana com todos os
seus pertenres. em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se .1 rua da Cruz, armazem u. 4.
A 500 RS. A TARA.
Ilrim trancado branca de puro linho, muito en-
cornado : na loja da esquina da rua do Crespo que
volla para a cadeia.
COI1ERTOKES.
Vondcm-sccobertoresdelapetea 800rs.,i ilosmni-
lo grandes a 15400, dilos brancos com barra de cr a
l52S0,colchas luama'. rom salpicos a I9OOO : na loja
da rua do Crespo n. 6.
IIKIV DE PURO I.INHO. PROPRIO PARA
MILITARES.
u de linho branca muito eurornado
cortes de casemira elstica .1 ttJrwO,
fardas de guarda nacional .1:1? >m
>, dito prrto para palitos a 351)00,
XtfSS de seda de .'I ponas, proprios
para senhora' botar pelos hombros a lilu rada um, e
muilo mais fazendas cm conla ; na rua do Crespo,
loja n.
Vende-se solaHnuilo boa, em pequeas e gran-
des porees, chegada ltimamente do Aracalv : na
rua da Cadeia do Recite n. 49, primeiro andar.
Vende-se superior potassa nacional,
em harr(|uiiihas, por preco nmito com- .
modo : a tratar no armazem n. \\ de Can-
dido Alberto Sodrc da Mulla, na rita do
Azeite de Peixe, ou na rua do Trapiche n.
V, com Novaes i\ Companhia.
CERA DE CARNAUBA.
Vende-se cera de carnauba, chegada agora do
Aracalv por preco mais barato do qoe em oulra
qualquer parle: na rua da Cadeia do Recite n. 49,
primeiro andar.
Vende-se um eieellenle carrinho de 4 rodas, "
mui liem construido,eem bom estado ; est evpo-lu
na rua do Aragao, rasa do Sr. Nesme o- 6, onde po-'
dem os pro lem Ion les eiamina-lo, e Iralar do ajuste.
enm o mesmo senhor cima, ou na rua da Cruz no
Recife n. 27, armazem.
VELAS DE CERA DE CARNAUBA.
Vendcm-se velas de cera de carnauba, em caivas
pequeas e grandes, de muilo boa qualidade, feilas o
no Aracalv : na rua da Cadeia do Recife n. 49, pri-
meiro indar.
Na rua do Vigario n. 19 primeiro andar, tem pa-
ra vender-se chapeos de castor brancopor commodo
proco,
Vendem-se prego* americanos, em
barra, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade dezinco, superior quali-
dade, por precos cofnmodos: na rua do
Trapiclie Novo n. 16.
Xaixas para engenho s.
Na tundir o' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Briim, pastan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taivas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-sc em carro .
sem despeza ao comprador.
Vende-se peixe secco de varias qualidades e
muito bnm : na rua da Cruz n. 15. segundo andaj;
assim como botina de couru pelo diminulo preco de
2)300 o par.
Vendem-se cobertores de algodao grandes a
640, c pequeos a GO: na ma do Crespo n. 12.
QUEIJOSE PRESUNTOS.
Na rua da Cruz do Recife no armazem n. 62. de
Antonio Francisco Martn, se vende os mais sa pe-
eres qtfeijos londrinos, presunlus para fiambre, l-
timamente chegados na barca inglesa t'alpa-
raito.
Na rua da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem de Henriquc Gibson .
vendem-se relogos'de ouro de abnele,'de paten-
te inglczcs, da nielhor qualidade e fabricados em
Londres, por preco commodu.
Na rua do Vigario n. 19 primeiro andar, lem
venda a superior llanella para forro de sellins che-
gada recentemenle da America.
Mohnos de vento
*-
Vende-se b.
a ."i00 rs. a var,
panno azul >
e t -< i o rn\
45000 e 45.V)
propric
de Mareuil, rita da Cruz do Ke-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a champagne vende-
se a nC.SOOO rs. cada cai.xa, acha-
se nicamente em casa'.de L. Le-
I
Sahitliano de .tquino ferreira.
LOTERAS da provincia.
O thesoureiro geral das loteras avisa,;
ios
nior, avisa au respeilavel publico que seus tullirles inteirus, mems hill.ctcse cautelas da luleria arima, : ...... j ,,,,i i,
se acham n venda pelos procos abaixo, na praca l)a 1 da primeira palle da segunda lotera a
primeiro numero sahirnodia 27 do correnle julbo.
ttlfererc-sc uma ama para casa de pouca fami-
lia, a qual cozinba c engumuia, esabe fazer o servi-
eo de ponas dentro: no" beceo do Pocinho
r.'i7incia.mA!! ^t""" '"" l),i(,e ase"lar-se desla
deveodo ao abano assiga(|0._ ,, ^^ '
I rcrisa-se de urna criad, r,...........
--'"-i.d^^^-rrp^
-ilac.el Munteiro
ios mirrto, como' SSS^JStSjS^T^
em nulas do labeliilo Cuilherm I'a 1 l1'01'1'"'
I de (ralo cm seu poder. e uln **
Aluga-se uma
deir
Ihe he llovedor da
pe
Independencia loja 11. 4, do Sr. Fortnalo, n. 1:1 e
15, do Sr. Arantes, 11. 40, do Sr. Faria Machado, c
na rua do Oueimado 11. :17 A, dos Srs. Souza 0\
Freir, cuja luleria lem O .....amento de snas rudas
uo dia 1S de agoslo prximo fulur. O mesmo cau-
lelisla se oi.nga a pagar por inleiro OS premios de
I0:0IHWHH), de :00NKK) e de l:OQOf00O, queos di-
tos seus liill.eles iulcirnse lucios ubliverem, os quaes
vilo rubricados com seu uume.
Ililbeles 115000
Muios bilheles 55O0
t.) liarlos 700
Oiiavos I>VH1
Decimos |200
Vbiesimoa oiki
O solicitador Camillo Augusto Ferreira da Sil-
va, i'de ser procuradu para ludo que disser respei-
lo a soa'prqjtaio: no escriploriu do lllm. Sr. Dr.
Joaip.iin Jos-da Fonseca.
Prccisa-sc de um feilor para um sitio : no
aterro da Boa-Vista n. 43.
Nao ha mclliores no mercado.
No anligo depsito das bichas de llamburgo, na
roa eslreila do l'.osario n. II, be rbegadn novo sorti-
mento de bichas de llamburgo, que se vende por
atacado, aos ceios e inems ceios e a relalho, e lam-
ben) se alngam por menos preco do que em oulra
qualquer parle;
Fnrlaram no dia 17 do correnle mez, da casa
n. \' da rua Nova, um relogio de ouro, patente in-
gle/. 11. 8,5XT, com crrente e chave tamhcm d ou-
ro : roga-se a qualqucr pessoa a quem for oll'ereri-
dodito reloeio, de apprebender e leva-lona refe-
rida casa,-qne ser generosainenlc recompensado.
Arrcnda-se um silio naCapunga, a margem du
Capibaribe, com uma grande plaa de capim, que
Sostena annual qualrn ravallos e qualro vareas, c
vende-se capim, com cenlo e lanos ps de coquei-
ros, cajueiros. jaqueiras, inangueirasc bastante pas-
to para vaecas, com tres muradas de rasas, senzala
para prelos. cucl.eira, estribarla para seis cavallos. e
um grande l.ananeiral : quem o pretender, procure
na rua larga do Rotarlon. 23.
l'recisa-se de um criado e tuna criada, que se-
jam ambos de meia idade : no aterro da lloa-Visla
... 18.
ANTICO DE1JOSITO DE CAL E
POTASSA.
No anligo deposito da rua do Trapiche
n. 1, ha muito superior potassa da Kus-
sia e americana, ecal virgem, chegada ha
pouco, tttdo por preco commodo.
reneucio do hospital Pedro II., nathe-
souratia das lolenas, rua do Collegio n.l.">,
na praca da Independencia n. e na
loja do Sr. Arantes n. 15, rua do Qnei-
madons. 10 e Ti!), rua do Livramento 11.
22, aterro da Boa-Vista n. i8, praca da
boa-Vista n. 7. Corre a mesma lotera
impreterivebnenle nodia IS de agosto, as
'.' horas da manhaa ; eos hilhetes estao a
venda ale o dia 17 as horas da tarde.
Preflj inteiros 10J000
mcios .SOOO
Alexandrc Jos da Silva, pela brevidade de
sua v iageiu no vapor porluguez I). Mura I, au
Ihe foi possivel despedir-sc de lodos os scus amigse
afeicoados, aus quaes pelo presonleJhrs roga quei-
ram aceitar suas despedidas, c dispor de seu dimi-
nulo preslimo na cidade de Lisboa c Porto, ou em
qualquer parte emqe se adiar; deivando por seus
procuradores : 1. o Sr. Jos Rodrigues Ceibo ; 2. o
Sr. Alanoel Rodrigues da Silva ; '.i. o Sr. Francisco
Antonio de Almeida.
A pessoa que quizer comprar urna boa escrava
parda, moca, bem prendada para rasa de familia,
sem vicios neni molestia, dirija-se a rua dos Ouar-
leis, n. 21 : adverlc-se que s se vende para esla
provincia.
Precisa-se de nina ama de leile, forra ou cap-
tiva : na rua do Amorim .1. 25.
Roga-se nos Srs. Jos da Costa Alluiqucrque,
Antonio Jos Pcreira de Mondonga, Manuel da Cos-
a Alccrim, Angela Maria Custodia, Francisco Al-
ves Casins, Manuel Jos de Almeida Cosa, Francis-
co Munizde Almeida. Manuel da Silva liiiimaraes,
lenlo Martins CioucaUes Lisboa, Joao Ferreira da
Cosa, Joaquim Jos de Atbuqoerqoe, Jos Martina
Ferreira Cnilinhn. Antonio Jos Martilla, Manuel
da Silva Coulo. Thomaz Times, apparecerem no
aterro da Boa-Visla n. 15, segundo andar, a negu-
cio.
Precisa-sede urna ama para casa de pouca
familia, porem quesaiba bem coziuhar e eugommar:
na rua do Crespo, loja 11. 21.
Aluga-se uma prela captiva, que lenha bnm
leile para amainc-ilar uma crcanca : quem a liver
dirija-se aos 4 cantos da lloa-Visla 11. 1.
- wiuga-se urna escrava, encllenle en-onum
''r,|,C"m''n,'C,,r:': M Pra;"'a "oa-Vi"a ^V
- Ouem perdeu um papagao annuncie, que dan
. os Biguaes Ihe sera entregue.
l'rela oafiram u.u ,' rre-''"'"--' -le Agua- |,;1 ,. r.el, para ser ama de casa de homem sol'eiro,
- Prel"ia-Z 71 ',Z, T\T l""uT^ "#**< ''''^inniae ludo faz com muiloace... e lini-
nusdes Sanio : n ru Di euan Z" K,"r fifi i""-'l Mh,e ,.';,r:,1 r,n'?r : "" **"
ireiia n. 00. 1 dinja-sc aU beco do Cengado n. 13.
Cede-sc um silio que ir, omino la ,1 .ni lmenle
10 vaecas de leile, com a condico de quem u pre-
tender comprar as vaecas c o mais que no mesmo
evistr : na rua do y..cunado, loja n. .'II.
Oue'rece-se 11111.1 parda j ilemeia idade, innilo
COMPRAS.
Compra-se urna carrora e um boi : na na do
Sebo sobrado amarello.
Compra-se uma escrava de 20 a 2G
pie saiba coser e engom-
annosclc.iai
mar ; agradando nao se ollia a preco
iiuem a liver podera1 levara 1 ua do.Vi-
blha
P
C. STAKK di C
respcilusamcnlc annunriain que no seu extenso es
tabelccimei.to em Sanio Amaro, conlii.ua a fabricar
con. a n.aioi perfeiro c proinplidao.loda a qualidade
de machi.li-mo para 0 uso da agricultura, navega-
ro emanufactura, c que para inaior commodo de
seus numerosos freguezes e do publico em geral, tem
aherlo em um dos grandes arn.a/.ens do Sr. Mesqui-
ta na rua do Ilrum, aira/, do arsenal de mariuba
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas uo diloseu cstahelccimenlu.
Alli acharo os compradores um completo sorli-
menlo de moendaa de canna, com lodos os n.eil.o-
ramcnlos (algOBS dclles novos corginaes) de que a
experiencia de muilos anuos lem inoslrado a neces-
sidade. Machinas de vapor de baila e alia pressan,
laivas di todo lmanlo., lano batidas romu fundidas,
carros de mao c dilos para conducir formas de assu-
car, machina- para muer mandioca, prensas para di-
to, tornos de ferro Iratido para lariul.a, arados de
ierro da mais approvada coustriiccau, fundos para
alambiques, cr\os c portas para furnalkas, c nina
inlinidade de obras de fono, que seria enfado.dio
enumerar. No mesmo deposito existe uma pessoa
intclligenle c habilitada para receber ludas as cn-
cominendas. ele., etc., que os.ai.nui.cianlcs contan-
do com a eapacdade de suas oflicinas c macbinistnu,
e pericia de seus olciacs, se roniproinetleni a fazer
evo...lar, coma maior presteza, peifeico, e exacta
eonlormidade com os modelos uu desenhs, c inslrnc-
cs que Ihe foiei.i lornecidas.
MOENDAS SUPERIORES.
Xa fiuidicao de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de caimas todas de ferro, de tun
modcllo e construccao muito superiores.
TAI.VAS J)E FERRO.
Na fiindicao' d'Aiuora em Santo
Amato, e tamhcm no DLTOSITO. na
na do Brum logo lia entrada, c defron
te do Arsenal de Marinha ha' sempre
um {ande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os Ion-ares
existem cpiindastcs, para carregar ca-
noas, ou carros livies de despeza. O
precos sao' os mais comniodos.
- Ven le-se fin de sapaleiro, bom : em casa deS.
garion. 19, segundo andar, no escnpio-1 P> .j0|ms,,, 4 Companhia, >,.a .*. SensaJaNovo
rio.de Machado .\ Pinlieiro,
pan
i Iralar. n. 4->.
AOS SEMIOKES DE ENGENHO.
Cobertores oscuros muilo grandes c encorpados,
ilil's brancos com pello, muilo grandes, imilaudo os
de laa.'a l~i(Ki: na rua do Crespo, luja da esquina
qoe Volla para a cadeia.
Sao rhegadasas j bem condecidas velas de
carnauba da fabricado Sr: Manocl Dias.do Aracalv,
por prcro Commodo : na rua da Cadeia do Recife lu-
ja de miude/as ... 7, de Antonio Copes l'ereira de
Mello & C. Na mesma luja existe um cmplelo sor-
limenlo de caivas com chapos de fellro da bem cn-
uhecida fabrica de Jus de Carvalho Pinto ,\ C. du
Um de Janeiro ; assim como chapeos du Chile muilo
linos, IhiIo por preco commodo.
Vende-se nma escrava crionla, de bonita lisu-
ra, com una cria de um auno, perila ensummadei-
ra e cozinheira, e de oplima conduela, vende-se por
nao se precisar della : na rua de Hurlas n. (l, se di-
r quem vende.
Vendem-se superiores velas de cera de carnau-
ba de '.1 em libra emraixas de30 e lanas libras, as-
sim como de unas iniudas em rentos ; sapales ele
lu-lre. dilos de rouro de bezerro c bode, ivuifu bem
fcilos, com orelhas ; ditos de > solas para suldadns,
e liolins de boa qualidade ; ludo pur preco muilo
commodo : na rua da Cruz 11. 1 >, segundo a-
ilar.
Na taberna do palco do Carmo, quina da rua
de Hurlas n.2 vende-se gninma de aramia pura a
160 rs., (hondeas a 1IMI rs.,bolachinha Napoleo a
000 rs., e assucar Riascavado a'Ors. a libra.
Cera em velas, surtidas, eemcaixas
de 100 e de50 libras ; vende-se por preco
barato para fecho de cotilas : trata-se na
rua do Vigario h. l). segundo andar, es-
criptorio de Machado & Pinheiro.
Winlem-se superiores camisasran-
cezascom aberlurasde linho e de Diada-
polao, por prjco commodo: na da da
Cruz 11. 20.
Vendem-se aberturas de linho e de
madapolao, para camisas, muito bcm fei-
las: na rna da Cruz n. 20.
Vendem-se, aos caradores, cspingpr-
das (rancezas de dous cannos, frunxadas
fingido, por preco commodo : na rua da
Cruz n. 20.
Vemlem-se as bem o'inliccidas a-
mei\as fiaiicc/.as, por preco J);ualinlin,
em latas de 12 lunas: na rua da Cruz
11. 20.
Vende-se um casal de cachorros de fila, muilo
proprios para silio : quem os pretender annuncie
para ser procuradu, ou dirija-se a estrada de Sanio
Amaro, passando a punte, a terecira rasa do lado es-
querdo.
Vende-se a taberna, sila na estrada de Santo
Amaro, moilopropria para qualquer pessoa que le-
nha familia, por ler arailes co.mmodos para morar,
e o aluguel ser muilo barato, e anda otTerece outras
muilas vaiilagens que se dian ao comprador : quem
pretender, dirija-se rua da Cruz no lleeife, loja de
barbeiro n. 13, que se far.-i Iodo o negocio.
Veodeni-ao^ casas lerreas, no aterro dos A ro-
gados, onde actualmente se acl.a parle da fabrira de
sabio, lem grandes lerrejios que bulam os fundos
para) o rio Capibaribe, e rendem annualmcnlc 3009:
quem as pretender, entenda-sc com o propriclario,
na praca do Corpo Santo n. (i, escriptorio.
Vende-se um prelo de naoao, de idade 25au-
nes, pouco mais ou menos, de bonita figura : em
l-'nra de Portas, rua do Pilar n. Ki, segundo andar.
Vende-se um prelo rrj,,ulo, de dade de 30 an-
uos, prnpio para" o servieo de 1 ampo, que por ser
defeiioo-o de 11 m olho se vender |ir por preco ra-
zoavel: a Iralar na rua de Apollo no armazem da
viuva Pcreira da Cunha.
Sarja de laa de duas larguras a i 00 rs. o co-
vado.
Na luja de (iuimares A llenrique,rua do Crespo
n, .1, vende-se sarja de laa pela de duas larguras,
pelo l.aralissnio preco de 400 rs. o rovado.
SALSA PARRILHA.
Vicente Jos de Brto, nico agente em feriiam-
buco de II. J. D. Banda, chinaco americano, faz pu-
blico que lem chegado a esta praca uma grande por-
5O0 de frascos de salsa parrilha de Sands, que sao
vcrdadeiramcnle falsificados, c preparados no llio
de Janeiro, pelo que se devem arautelaT os consu-
midores de Uo precioso talismn, de cahir neste
encano, lomando as funeslas consecuencias que
sempre coslumam Irazcr os medicamentos falsifica-
dos e ela'norados pela milo daquclles, que anlcpocm
scus inlereeaes aos males e estragos da humanidad.-.
l'orlanto pede, para que o publico se possa livrar
desla fraude e dislingua a verdadeira salsa parrilha
dcSands da falsificada e rccenlcmei.le aqui chega-
da; o annuncianlc faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em sua botica, na rua da ConceicAo
do Kecife n. 61 ; c, alm do receituaro que acom-
panha cada frasco, lem embaixo da primeira pagina
seu nome iinprcsso, e se achara sua firma em ma-
nuscriplo sobre o involtorio impresso do mesmo
jreos.
Vende-se nm rabrioiet com sua competente
cubera e arreios, ludo quas novo ; assim como 2
cavallos do mesmo j ensillados e mansos : para ver,
na edeheira do Pedro ao p to arsenal de marinha, e
para Iralar, na rua do Trapiche Novo 11. 14, primei-
ro andar.
DEPOSITO DE PANNO DK ALGODAO
DA FABRICA DE TODOS OS SANTOS
NA BABIA.
Vende-se o superior panno de algodo
desla fabrica, proprio para saceos eroupa
de escravos : no escriptorio de Novaes &
Companhia, rua do Trapiche n. V, pri-
meiro andar.
"umbombasde repuso para regar borlase baixal
decapim. nafundicade D. W. Bowman : na rua
do Km mus. 6, 8 e 10.
. g Padaria.
Vende-se orna padaria muilo afreguezada: a lial/r
com I,i-so & Irmos.
Devoto Christao.
Sabio a luz a >." e.lieo do livrinho denominado
llevlo Cbrisino.mais correcto eacrescenlado: vende-
se unicamenle na livraria n. 6 e 8 da praca da In-
dependencia a tilo rs. cada etemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s panno, r aUo grandes e
de bom goslo : vendem-se na rua d' >e>pv, loj^ jl*
emfutna ,foc voll jiaril cadeia. w
CAL E POTASSA.
Vende-se superior ral de Lisboa e potassa da Rns-
sia, choeada rcrenlemenle : na praca do Corpo San-
to, trapirhe do Barbosa n. 11.
Vendem-se> 9 escravos, sendo 4 lindos mole- .
ques de idade 14 a t8 anuos, 3 escravos de* bonitas
(guras c :i prelas de quitanda: na rua Direila 11. 3.
Vendem-sc nuaforam-se pequeos on grandes f
terrenos na passagem defronle da Capuuga, com 100 '
palmus de frente e porto, de 800 de fundo, junto ao
-dio que foi do Sr. Andrade, na beira do rio, bom
para se fazer um silio : quem pretender,, pode ir ao
sitio do Cajueirotratar. No mesmo terreno lem uma
olaria.
POTASSA BKASILEIHA. <$)
(^ Vende-se superior potassa, fa- ($)
^ b rica da no Itio de Janeiro, che- (g>
fti gada recentemente,' recommen- f.
^t. da-se aos senhores de enrjenho os ^L
s[ eui bons ell'eitos ja' experimn- w
J tados : na rua da Cruz n. 20, ar- W
'& inazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
<
^
Vendem-se relogios de ouro e prata, ma*
barato de que em qualquer oulra parle
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Beponto da l'abrioa de Todos oa Santo na Babia.
Vende-se, em rasa de N. O. Bieber &C., na rua
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aquella fabrira,
muilo pioprio para saceosde a.surar e roupa de es-
cravos, por 0ren commodo.
Vcndcm-seem casa de Me. Calmont & Com-
panhia, na praca do Corpo Santn. II, o seguinle:
vinho deMarseilleem caixas de 3a 6 duzias, linhas
em novcllus e rarreteis, breu em barricas muilo
grandes, ac de milau so'Mido, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimenlo continua a
ver um completo sortimento de
das e metas moendas para enjjcnho,
chinas de va
e coado,
dito.
da
ha-
moen-
ma-
e taixas de Ierro batido
de todos os tamauhos, para
por
Na rita do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, "violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Agenciado Edwlu H, '
Na rua de Apollo n. 6, armazem de Mr. Calmon!
& Companhia, acha-se constantemente bous sorl-
meulos de laias de fetro coado e balido, tanto ra-
sa romo fnndas, moendas inetras todas de ferro pa-
ra aniniaes, agua, etc., ditas para a rinar em inadei- !
ra de lodos os lamanhos e modelos os mais modernos,
machina borisunlal para vapor com forca de ]
4 cavallos, eiVos, passadeiras de ferro cslaidiadu 1 jjoj.y^^g. ,7, segundo andar.
para #casa de purgar, |Mir meiios preco que o-, de eo- I______________________________
bre, esco vens para navios, ferro da Suecia, e fo- 1
I lias de flaudres ; ludo por barato piejo. I Para, Ty
ESCRAVOS FGIDOS.
Na noite de 17 do correnle ausenlou-se da ca-
sa de sen senhor Hirlino Jos Correa de Almeida,
rroulo de nome Joao, de estatura regular, cheiodo
corpo, sem barba alguma, lie bem parecido, lem um
denle separado um dn oulro na mandbula superior,
representa ler de idade 25 a 30 aunus, lem vibrio de
eanoeiro o inariuheirp, foi escravo do Sr. Manoe
Anin.o Fernandes, morador no Assai, e vendido
nesla ridade do Becife pelos Srs. Jos Antonio da
Cimba \ limaos : quem o pe;,ir ou delle liver nc-
1 ici;i. dirija-sc rua da Santa Cruz da Boa-Vista,
casa n. 78, que ser bcm recompensado.
lteOOOde graliliracao.
Iir-sapparcceu cm marco do correnleanna, ds casa
de Francisco Pedro da Silva, residente em Maroim,
provincia de Sergipe, um negro por nome Pedro, de -
liaran Angola, alio, magro, sem signar no rosto,
falla com algum embiraco, e lie alm disso n.010
fula ; pede-se portaulo as anloridadrs polciaesjjsa^,
mu a qualquer oulra pessoa, qua apprehejidenmvoT^
queiram leva-lo rua do Trapiche n. l"7. onde se
gralilicar n.m 509(100.
.i Desappareceu no aja 2 docor*ren- M
M le a escrava parda acaboclada, M
S de Nome Mafhildc cor bastante S
.^ vermelba e lea, nariz grande, re- i
te presenta ter 35 a unos de idade ; es- W
M ta escra'va he iilhado setto de So- I
ffi bral, donde para esta praca foi ven- *|
jgt didu : recommcnda-e, portante', |
jgp as autoridades polciaes e ca pitaes jjg
| de campo, de a capturarem e man- gg
M darem-na levar na rua Imperial n. 31
I ~il, a seu senhor Manoei Joaquim 8
I Ferreira Esteves, com armazem de |
8E otii-os na mesma rua,qne se gra- g
M tilicara'geneixwamenle ; assim co- |
S mo tambera se recommenda as au- *
I toridades polciaes daquellc scriiio
^ e cidade ue Sobral e mais pessoas
g pnrticulai*os,a referida captura.
MWWstlO^MWMMMSSX'^ISM
Desappareceu no da II de Janeiro a prela .Ma-
ra, de nacao Congo, baia, ebeia do cerpo, ptilos
pequeos, uma marca no rosto do lado direilo, uma
letlra E ou I' no peito esquerdo, uma marca no bra-
co direilo, a junio do p esquerdo virada para den-
tro, os denles aberlos 111 frenle. idaiie pouro mais
ou menos 30 anuos : quem a pegar leve-a i rua do
Caldeiiciro n. Kt,-que lera 505000 rs. de graliliracao.
PRETARGIUA.
Auscnlou-so no da 22 do correnle, de casa de en
senhor, a prela Quinliliana, estatura baia, ebeia do
corpo, com falla do denles e cicalrizes no peseoro do
lado esqurrdo ; levou vestido de cassa escura e "pan-
no da Costa ; esla prela andava vendrndn na rua :
quem a pegar leve-a i rna da Lapa n. 2, quesera
generosamente recompensado.
Dcsapparereo no dia sabbado 22 do correnle
mez, iim mulato, alto, Irigueiro, lem urna marra de
um lalbo na testa, pos grandes, cabello man, chama-
do I.uiz de Franca. Icvou chapeo de baela cinzenln,
cabja e jaquela de brim de cor, um lenco amarrado
no ipieixo por estar com dor de denles : quem o :.p-
[irelien ler, leva-o ao paleo de S. Pedro n. 2, que se-
r gratificado.
Ausentou-se da casa do Sr. Sebasliao Aulonio
do Reg Barros, cm aeosln de 1K51, em orcasiao qne
scachava morando no alerroda Boa-Visla, osen os-
cravo, pardo, de nome Vicente, de aliuuj regular,
que representa ler 30 anuos de idade, pouca barba,
bons denles, olhos na flor to rosto, corpo e nemas
bcm feilas, lendo nos cotovrllos dos bracos dous b>-
biidins ; suppAc-se eslar aroulado cm uma casa oes-
la cidade, e seu senhor prolcsla desde ja por perdas,
dainos, lias deservido, ele. ele.; assim como gra-
tifica a quem o apprchcnder.
Desappareceu no dia 15 de Janeiro do corren-
le auno o escravo Jos Ccame, de idade 10 annos,
iHiuco mais ou menos, rom Ma de denles na frenle,
testculos crescidos, e cicalrizes as nadegas.; grali-
lira-se generosamente a quem le,;,r ao aterro da
**, r. 4a r.ru. -IgJU.
MUTILADO
/


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