Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01515


This item is only available as the following downloads:


Full Text
.
-w
ANNO XXX. N. 169.

!
/
i
i
i
%
I
.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 meces vencidos 4,500.
iim-
QUARTA FEIR "vffitvtiB DE 1854.
Por auno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO DE PERNAMBUCO
excarregados d.\ scrscripcao*.
Recife, o pronrietario M. P. de Faria; Rio de Ja-
neiro, oSr. Joao Pereira Martim ; Rahia, o Sr. F.
Ouprad; Macci, o Sr. Joaquim Rernardo de Men-
doza ; Parahiba, o Sr. Gervazio Victor da Nalivi-
dade; Natal, oSr. Joaqun. Ignacio Pereira; Araca-
ly, o Sr. Antonio de LemosRraga; Ceari, o Sr. Vic-
toriano Augusto RorRes; Maranhiio, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.,
CAMBIOS-
Sobre Londres 26 5/8," 26 1/2 ao jar.
a Pars, 365 rs. por 1 f.
Lisboa, 105 por 100.
Rio de Janeiro, a 2 0/0 de rebate.
Acnes do banco 40 0/0 do premio.
da companliia do Reberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras a 6 e 8 0/0.
METAES-
Ouro. Olajas hespanholas. .
Moedas de 6100 vellias.
de 69400 novas.
de 4000. .
Prala.Patardes brasileiros .
Pesos columnarios. .' .
mexicanos......
299000
168000
169000
9000
19940
1*940
19860
PARTIDA DOS UORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caniar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Relia, Boa-Vista, Ex e Uatteurv, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e *Mas-feiras.
Victoria e -Natal, as quintas-fehts.
PREAMAR DKIIOJE. 0
Primeirn s 5 horas e 18 minutos da manlia.
Segunda s 5 horas o -12 minutos da tardo.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas equintas-feiras.
Rclar.ao, tercas-feiras c sabidos.
Fazenda, tercas c sextas-feiras s 10 horas.
| Juizo de orphaos, secundas c quintas s 10 horas.
l.Tpfcdocivel, segundase sextas ao meio da.
2-* *er do civel, quartas o sabbados ao meio dia.
EPHEMERIDES.
Jullio 3 Quarto cresccnlc s 4 horas, 1 mi-
nulo e 48 segundos da tardo.
10 Lacheias4 horas, 6 minutse48
segundos da manha.
17 Quarto minguante a 1 hora, 44 mi-
nutos e 48 segundos da manha.
25 La nova aos 47 minutos e 48 se-
gundos do tarde.
DIAS DA SEMANA.
24 Segunda. S. Francisco Solano m.
25 Terca. S. Tiago ap.; S. Chrislovo m.
26 Quarta. Ss. Symphronio e Olympio mm.
27 Quinta. S. Pantaleao medico ra., S.Sergio ni.
28 Sexta. S. Innoce.ncio p.; Ss. Narciso e Coico.
29 Sabbado. S. Marlha v. Ss. Bea irire Flora mm.
30 Domingo. S. Anna mai da SS. virgem mai de
Dos; S. Donatilla; S. Rufino ni.
parte ornciAL.
OOVERN0DA FBOVIMCia.
Ta odelo de ate 20 4o jalao.
Ofllcio.Ao Exm. presdeme da Parahiba, ro-
dando que se sirva logo que for pnssivel ordenar a
vinda para esta provincia das prajas do 10. batalhao
de infantera que all se acliam, visto haver falta
nesta capital de pravas de Ia. linha. para f.i/.cr sua
guarn jo.
Dita Ao commandante da armas. Revcrtcndo
o conselho de inveitigajo a qne V. S. mandou pre-
ceder i elo facto da Tuga dos presos de juslija, que
se achavam na fortaleza do Itnim, nao posso dei-
lar de reparar na circunstancia de nSo ser achado
em culpa nenhum dos responsaveis pela seguranja c
disciplina da fortaleza, de donde m vSo evadiodo os
presos. E por isso campre-me recommendar c es-
pero qne V. S. lance suas villas para.aquella forta-
leza afim de taea acn tecimn los se nao repelirem
mais, diodo as providencias que julgar necessaras.
Dito. Ao inspector da thewuraria de fazenda,
recommendando qne a vista do documento junto,
Hade entregar ao lente Joflo M irinlio Cavalcan-
ti de Albnquerque, subdirector da colonia'militar
de Pimenteiras a quantia de 1:0619(00 rs. para pa-
gamento do sold etape, gratificarlo e preslajes
dos respectivos colonos no correnle mez e no de a-
gosto, praticando-se o meamo a respailo dos venci-
mentos dos oulrqi mezes mediante cntelas assig-
nadas pelo director d'aquella colomnia, asquaes se-
rfle resbaladas /pelos prets mensa. Communi-
cease ao referido director.
Dito. Ao commandante da estajSo naval, acen-
sando recebido o oDicio em que S. S. procura saber
si, cuan a extiajejao da conladoria de marinha pode o
ronselho de jadministrajao creado pelo decreto n.
nccionar comente rom daos mcmliros, ou se
contador d'aquella repartirlo qne fazia parte do
mencionado eouselho, deve ser sabstituido por al-
gum empregado da thesouraria de fazenda,e dizendo
em resposta que compra que o referido conselho pro-
ceda a rispeilo de conformidtde com o parecer que
remelle por copia.do procurador fiscal da hiesma the-
souraria, com o qnal eoacorda al qne o governo.
imperial resnlva a respeiln o que julgar convcui- 1residenle das Alagoas.
enle. Nesle seulide oflicioa-se ao capilao do
porto. j.
Dito Aojaiz relator da junla de juslica, trans-
aiillia-ji para ser relatado em sessao da mesma
Junta, o processo verbal do soldado do 10. hatalliao
de infanlaria Jos do Carmo Baptiza de Mesqni-
ti. Communicou-se aa commaadanlc das armas.
Dito. Ao director do arsenal de guerra, recom-
mendando que com brevidade mande fornecer ao
10. batalhao de infanlaria, de conformidade com o
avia qa; remelle por enpia, do ministerio da guerra
He 10. A; abril ultimo,ns objeolns constantes do pedi-
da que timbern em duplicata remelle, devendo Srac.
substituir por sobrceasacos as frdalas de qne trata o
mencionado pedido. Commnnicou-se ao comuian-
dante das arniaJl.'
Dilo.Aocammandaute superior da guarda nacio-
nal do Rtcite, dizendo que,mandando ouvirao com-
mandante das armas acerca dos dous tambores pedi-
dos pelomajor commandante interino do batalhao de
artiiara da mesma guarda nacional, declaron
elle que presentemente nao ha tambores disponiveis
que possam ir fazer servios eni dito halalHao, e que
quanto ao ensino dos aprendizes pode consegoir-se
mandancsi o referido niajor aprescnla-los no quarlel
do hospicio, nos dias uteis de manha e a tarde, a fin)
do all receberem a necessaria instruejo.
Dito. Ao mesmo, reoarnmendando, em vista de
sua informseSo, que expefjajsuas orden* afim de sc-
rem dispenses do servijoattivo da guarda nacional,
os guardas Jos Ribciro da Silva e Joao Pedro da
Rocha, visto charem-se empreados nos chafarizes
desta cidade. Communicou-se directora da
companhia de Reberibe.
Dilo. Ao agente da companhia das barcas de
vapor, dizendo que, com a copia que remelle do pa-
recer da conladoria da thesouraria de fazenda, res-
ponde aooflkio em que Smc. pede o' pasamento do
frete de cinco caixas com fardamento e dous fardos
com esteras que pelo arsenal de guerra foram re-
meltidos com destino a provincia das Alagoas.
Portara. Ao mesmo, para maudar transportar
para a Babia no primeiro vapor que passar para o
tul, a um desertor do brigue escuna Canpo. F-
zeram-se as necessaras communicajes.
Dita. Nnmeando, de conformidade com a pro-
posta do commandante do >, batalhao de infanlaria
da guarda nacional do municipio do Recife, a Igna-
cio Pinto dos Santos Sazes, e Agostinho Jos dos
Sanios para alferes do mesmo batalhao, este da 8."
aquelle da 1". Communicou-sc ao respectivo com-
mandante superior.
Dita. Concedendo a demissSo, que pedio Joao
Jos de Carvalho Moraes Jnior, do posto de alferes
do 2. batalhao de infanlaria da guarda nacional do
municipio do Recife. Communicou-se ao respec-
tiva cwiimandante superior.
21
OfllcioAo coronel commandante das armas in-
terino, Irau-miltindo, por copia, o aviso do minis-
terio da guerra de 4 do crrente, peloqual se manda
dar baixa do servijoao soldado particular de ura dos
corpos em guarnijao nesta provincia, Manoel Jos
Serpa.
DitoAo mesmo, commnnicando, afim de qne o
faca constar ao lenle do 11 batalhao de infanta-
ra Joaquim Jos dos Santos e Araujo, que, segun-
do constan de aviso do ministerio da gnerra de 10
de junho, fra indeferidoo reqnerimento em que
o mencionado lenle pedia passagem para um dos
corpos estacionados no RiojUrande do Sal.
Dilo Ao mesmo, remetiendo copia do aviso do
ministerio da guerra de 6 do correnle, no qual se
communica havB-se concedido passagem para o !)
batalhao de infanlaria, ao primeiro sargento do 2' de
arlilharia a pe Jos Francisco Ribero.
Dito Ao inspector da thesouraria de fazenda,
Iransmitlindo, por copia, o aviso de 6 do correnle,
em que o Exm. Sr. ministro da marinha manda fa-
zer constar a S. S. em resposta ao cilicio de 9 de
junho ultimo, acerca da deficiencia que apparecera
na verbahospilaesno exercico prximo lindo,
que nada ha a provitfenciar sobre setnelhante objec-
tu, visto que ji se mandn suppriressa insufficien-
ca com a quantia de 3119100.
DiloAo mesmo, comraanienndo qae, por decreto
de 3 do correnle, segundo conslou de participarlo
da secretaria de estado dos negocios da juslica, foi
aposentado o desembargador da relactlo dcsle dis-
Iricto, Pedro Rodrigues Fernandes Chaves, com o
ordenado annual de 1:2009.Igual coinmunicac.ao
se fez lo consclheiro presidente daquelle tributfal.
DiloAo presidente do conselho administrativo,
para promover com toda a urgencia a compra das
fazenda* e mais objectos mencionados na rclacSo
que remelle, os quacs sao necessarios ao arsenal de
guerra para poder fornecer o pedido de fardamento
para as prajasdo 10 balalliao de infanlaria Fize-
ram-se as necessaras communicacoes.
DitoAojaiz relatar da junta de juslica, Iransmit-
lindo, para ser relatado em sessao da mesma junta,
o processo Yerbal feito ao soldado do 8. batalhao
de infanlaria Anlonio Jos.Parlicipou-se aoExm.
DiloAo presidente do tribunal do commercio,
communicando que, segundo conslou de participarlo
do ministerio da juslica de 6 docorrente, concedeu-
sb 2ezes deliecnca com o respectivo venci-
maata, au oflicial da secretaria daquelle tribunal,
Joao Facundo da Silva tiuimaraes, para tratar de sua
saudc.
Dito-f^ojuiz do civel desta cidade, remetiendo o
I reqterimeiHO em qne Jos Francisco do Reg Barros
Jnior pede n graca de ser prvido em algum dos
oflidos de juslica ulilmamenlc creados nesta provin-
cia, afim de serem precnchidas s formalidades do
decretan. 817 de30 de agosto de 1851.
DitoAo inspector do arsenal da marinha, acen-
sando recebido o officio em que Smc. pedia
cimentas acerca dasomeacao de um escriva
servir no briguc-escuna Legalidade,
exlincla a conladoria de marinha a
dor competa propdr pessoa idnea para esse
fim, c dizendo em resposta que proceda Smc. a res-
pe lo de conformidade com o parecer, que remelle
por copia, do procurador fiscal da thesouraria de
fazenda.
DiioAo director do arsnal de guerra, recnmmen-
se dando que.n.loso mande receber a bordo do vapor
Imperatriz cinco caixSes que foram enviados pelo
Exm. vice-presidente da provincia das Alagoas con-
tando o armamento de que trata a guia, que remelle
por copia, mas tambem concertar naquelle arsenal
com toda a brevidade o referido armamento, afim de
ser Iransmilliilo a mesma provincia acompanbado da
competente conta. .
DitoAo inspector da thesouraria provincial, de-
volvendo a conla da despeza feila com a acqnisicao
de varios objectos que foram torneados ao. profes-
sor publico de primeir.is lettras da freguezia da Es-
cada, padre Francisco Verissimo Bandeira, afim de
qne mande pagar a sua importancia (1119800) a
Manoel Rolembergue de Magalhaes Bastos, confor-
me reqnisilnu o direelor geral interino da instrurcao
publica.Ommnnicou-se a este.
DitoAo mesmo. rhmmunicandn que, segundo
conslou de ollicio do director das obras publicas, a
obra da casa da barreira da ponle dos Carvalhos ji
se acha construida c em estado de ser recebida pro-
visoriamente, e recommendando que mande nao su
pagar ao arremtame daquella obra, vista do com-
petente certificado, a importancia da segunda pres-
tarlo a que elle lem direilo, mas tambem por em
hasta publica o pedagio da mencionada barreira,
serviudo de base a essa arrematadlo a quantia de
1:0009 conforme indica o referido director. Com-
municou-sc a este. *
DitaAo commandante superior da guarda nacio-
nal desle municipio, inleirando-o de haver expedido
nrdem nao so ao director do arsenal de guerra para
fornecer ao te nenie-coronel commandante do 2.
FOLHETIM.
Oh HISTORIA DE FAMILIA. (*)
Pl.Il MtllV
XIV.
(Coriffiuacao.)
OaU a rato.
Terminada a aria, Saint Servis levantou-se, to-
mn um charuto observando o relogio, e procurou
a bengala,; o chapeo.
Que' j se vai? disse-lhe Isaura, que horas sao?
Ah'. responden Saint Servis, he pe to de meia
ro le.
J '. dsse Isaura cruzando as mns.
Isaura, eis ah um ju que eu pagara bem caro
se fosse rico... A proposito, csqiiccia-me... voss
lem anda meu* dons bilhetes de mil francos 1
Pens, que nao voaram... o senhor vai v-los..
mas v-los someole... Ei-los...um e dous... Oh '.
senhor. que qoer fazer com esles doif bellos bi-
lhetes '.'
Tenho de pagar algumas dividas...
Mr. Saint Servis, o senhor nao he sincero co-
ntigo... Cuitado !...' Suspeilo-o de querer fazer mau
uso deste diimetrt)... O senhor tem alguma condessa
clandestina que ama as'ped as preciosas...
Ol .' que idea interrompeu o rapaz rindo.
Ou clao destinara esles bilhetes para essavia-
gem de Cdnlrcs...
Jcouviemos que nao irei, bella cosa !
Todava firarei mais Iranquilla guardando es
bilhetes... Tudo bem relleclido, guirdo-os... he um
deposito... um deposito sagrado... Eis aqu um an-
ncl que responde pelos bilhetes. Elle val seis mil
francos, ; v.diacao de minha lia... Guardo o anncl
tambem... Veja como elle assenta-nic no dedo Ju-
ro-lhe servir-me do annel ante do trocar os bilhe-
tes, e Ihe moslrarei o annel lodas as noiles. Enve-
me seus credo res, en Ibes moslrarei os bilhetes, e
i-o Ibes dar paciencia. Um credur he um ininign
qne deve ser pago lentamente afim de desgosla-lo
le scu ollicio infame. Haveriam muilssimos crc-
itorcs se foorin lodos salisfeilos sem demora c cnl.io
que seria des devedbres I
Oh dase Saint Servis, vejo que devo resig-
nar-me. Dos me livredc tomar-lhc os bilhetes
tarca.
Oh rao temo a tarta de um honiem quando
fonheco-lhe a delicadeza... Veja, eis aq ni a pro va...
deponho os dous bilhetes sobre esta mesa, diaule do
senhor... c-Uu certa de qae n.io lirar.i... Bem sa-
be que es>es bilhele* sao minha garanta i-oulra i par-
tida com qut> amearoii-me. Km.punto elles eslive-
{) Vide u Oiurton. 165.
batalhao de infanlaria da mesma guarda nacional, os
objectos por Smc. requisitados em officio n. 200, mas
tambem ao inspector da thesouraria de fazenda para
mandar abrir assenlamento de prara aos cmelas
Andr Rodrigues Heirelles e Manoel Pereira da
Costa que se rngajaram para servrem no referido
batalhao.Expediram-se as ordens de que se trata.
PortaraConcedendo ao arrematante do 15 la-
en da estrada de Pao d'.Vllio Francisco Rodrigues
dos Pasaos, seis mezes tic prorogaeao a contar do dia
17 do corrente, para dentro deste prazo concluir elle
aquella obra.Fizeram-se i respailo aa necessaras
communicacoes.
Illa
COMMANDO DAS ARMAS.
Qaartel do caamuada das anua a Peraam-
baeo aa cldada a Beclta, na 22 di jnlho
. a 1854.
ORDEM DO DIA N. 121.
O coronel commandante das armas interino faz
publico para conhecimento da guarnicao e necessa-
rio eTeilo, o ollicio da presidencia desta provincia de
19 deste mei, com referencia i circular do ministe-
rio dos negocios da gnerra de 10 de main, ao decreta
n. 1319 de 18 de mm-co do crreme anno, a tabella
dos emolumentos que devem pagar na respectiva se-
cretara de estado os officiaes do exercito pelas auas
plenles, e finalmente a reanlo nominal daquelle.
cujas patentes foram remullidas mesma presi-
dencia.
OFFICIO.
Illm. Sr.Transmillindo i V. S., para scu conhe-
cimento e direcrao, copia do aviso do ministerio da
guerra de 10 de maio ultimo, no qual se declara ha-
ver S. M. o Imperador determinado, que a respeiln
da e\pedico dos patentes dos officiaes do ezercto, se
observe o mesmo que se acha estabelecido para os of-
ficiaes da guarda nacional pelo decreta junio por
copia n. 13(9 de 18 de marco desle anno, recommen-
do V. S. que d suas ordens, para que cada um dos
officiaes, mencionados na relacao tambem por copia
junla, Iralc de picar na repartcao de rendas inter-
nas desla capital, i vista da tabella constante da co-
pia inclusa, a importancia dos emolumentas corres-
pondentes s suas palcntcs, que se acham na secreta-
ra deste govemo ; e bem assim que me declare quaes
os fficiaes que, por eslarem fra desta prm-inria.nan
podern receber a* respectivas patentas, afim de serem
ellas devolvidas aquello ministerio como ordena 0
citado aviso.
Dees guarde V. S. Palacio do govemo de Per-
nambuco 19dejoJbo de 185(.Jote Denlo da Cu-
*ha e Figueiredo. Sr. coronel commandante das
armas interino.
CIRCI LAR.
Rio de Janeiro. Ministerio dos negocios da gnerra
em 10 de maio de 1851.
Illm. e Exm. Sr. Determinando S. M. o Impe-
rador que, a respeito da cxpeflftao das patentes dos
ofllciaes do exercito, so ol-ser* I mesmo que se acha
estabelecido para as dos nfficia ida guarda nacional
pelo decreta n. 13(9 d 18 de arco deste anno, in-
luso por copia, remello.. V. tjA mencionadas
relaeSo annexa, fim de queTeriham os devidos
sendo pagos os dirqjtus e emolumentoscom-
ta* que as acompanham. E porque pode
acontecer que ja nao eslejam nessa provincia algum.
dos oOtriaes contemplados na dita relarao, declaro a
V. Exc. que neste caso dever devolver a esta secre-
taria de estado as respectivas palcntes.
lieos guarde a V. ExcPedro de .ilcanlara Bel-
legarde. Sr. presidente da provincia de Pernam-
buco.
Decreto n. 1349 de 18 de marco de 185*.
Estabelece para maior facilidade da organisac^o da
guarda nacional das provincias,a maneira porque de-
vem ser expedidas as patentes dos respectivos officiaes
superiores, e do eslado-maior.
Para maior facilidade da organisaeo da guarda
nacional das provincias e commodidades dos meas
subditas nellas residentes hei por bem, em conformi-
dade do art. 102, paragrapho duodcimo da consli-
luic.ln e ilo imperio decretar :
Arl. 1. As patentes dos officiaes da guarda nacio-
nal das provincias, serao pela secretaria da Justina ex-
pedidas e remedidas aos presidentas tallas, logo que
bailar o decreto respectivo, afim de serem entregues
aos agraciados quando elle* apresentarem o conheci-
mento do pagamento dos direitos, sello, joia ou emo-
lumentos que pelas mesmas patentes forem devidos.
Arl. 2. A patente ser acompanhada da ola de
que tratam os decretas n. 632 de 27 de agosto de
18(9,rl. 12,13,14, e n. 673 de 15 de junho de 1850;
por essa nota se far o pagamento como os ditos de-
cretos determinan).
Arl. 3. O secretario do govemo, i vista do conhe-
cimento respectivo, certificar o pagamento no verso
da patente.
Arl. 4. A remessa dos conhecmentos e da impor-
tancia dos emolumentos, que secretara pertencem,
sera fela mensalmenle e na mesma occasio.
Jos Thomai Nabuco de Araujo do meu conselho,
ministro c secretario de estado dos negocios da jos-
tica, assim o lenha entendido e faca executar.
Palacio do Rio de Janeiro em 18de mareo de 185(,
Ingesimo-terceiro da independencia e do imperio.
Com a rubrica de S. M. o Imperador.Jos Thomaz
Xabuco de Araujo.
rem naquelle armario, parecc-me que o senhor nao
deixarn a Franca. Se he urna illusao, dcixc-m'a.
Sem duvida. bella Isaura. lie urna illusao; pois
se eu quitesse partir, rssea lillietas nao me releriam;
porni minha palavra val mais do que essa garanta:
licarei. Voss tem razo, cu nao (ornara a achar
em parte alg'uma o que perdera... E todava crea-
me... no inlerf.se do minha Iranquillidade devia
afaslar-me algum lempo de Pars.
Ha algum perico para o senhor ? perguntou
Isaura com orna emocao natural.
Pergo... nao precisamente... mas como sou
um verdadeiro s\ barita, temo mais as intrigas que os
pengas. Assim por cicmplo, nao tamo um duelo pelo
duelo, pois son meslre reconhecido a respeito de ar-
mas ; porcm temo o escndalo, os processos, os jor-
naes, e lo.la a dc*nrdem quo segu um duelo. Meu
principio lie remar dianle de linio o que pertrba-
me o descanso, a serenidade, c o somno. Tudo slo
deve licar sepultado entre mis doui. Nao posso oc-
cullar por mai* lempo um segredo a urna mulher
que me ama... algum dia Ihe conlarei isso circums-
tanciadamente... He ama historia anliga .. Mella
ha nma moca que allrahio me a um laco para casar
comigo... um velbo pai rahusento, um rival ameri-
cano milita fcio que nao merece ser visto... Em urna
palavra cse negocio enfadou-me. Nao gusta dos
pas que inlromcllem-sc noque Ibes nao diz respei-
to. nao goslo das mocas que reclaman) o casamenta,
nao (testo ilos riyac* que querem ser morios para me
impedirem de vver Iranqoillamenle. Se tosa essa
gente, que (note bem isloi tem mais inlercsse em
alahafar o negocio, dispertar c vexar-me, esluu
agora certa de adiar aqu junto de voss um asilo
contra lano* enfados.
Isaura muilo embararada por essa meia confiden-
cia c -obre ludo pela concluso, e nao podendo dar
urna resposta satisfactoria, balbuciou algumas pala-
Iras inintelliciveis, que o amor proprn de Saint Ser-
vais explicou em sen favor. O signal de meia noile
veio a propo-ilo como um lerceiro ohsequio*o em
soccorro do embarace de Isaura, ella eslrcmeccu, e
cxclainou em um ton) meio cmico meio serio.
Meu Dos que dir o porteiro ?
Saint Servis respondeu com um are amanlma,
e sihio com a precipitaran que inspira em lodas as
casas o signal de meia nnile,co lemordoporteiro.esse
eterno l> ramio de Paris.
Firando so, Isaura rruzou os bracos sobre a cabe-
ca, depois c. iizamlo-os sobre o pcilo, caminhnu vi-
vamente, parou, sentou-se. Icvaulou-se, c embora
digam que o monologo nao he natural, fez este :
Elle quera partir !... Que pensara Mr. de
Si)llauzc?arrusar-mc-hia de l-lo expellido decasa.,
rectamente... As-im foi-me preciso ret-lo. Quan-
los ardis. quanlas mentiras foi-me necessario cm-
pregar para obedecer M inlenres.de meu beiutai-
lor Kinllm elle nao partir! enranlei-o, nao o fa-
remos no.-., iiiiinivo.
Ilepoisde una pausa, ella arrresceutau :
Farere-nie que Mr. de Sullauze teme dema-1
TABELLA dos emolumentos que devem papar a'sta secretaria de estado dos nego-
cios da guerra, o oflciaes do e\ercito pelas suas patentes em conformidade do
artigo 52 do regulamento de20de abril de 184i, do decreto de 6 de maio de
1851, e do artigo 11 dalei n. 648 de 18 de agosto de 1852,________________
Graduapiei.
Effeetitm.
Marechalde eiercito.
Tenenlc general .
Marerhal de campo
Rrigadeiro......
Coronel.......,
Tencnle coronel.... ..
Major...........
Capliio..........
Tenenlc ou 1."' lente.
Alferes ou 2. lenle. .
Alferes alumno. '. .
2." eirurgio altares. .
Capello.........
Pelos
decretos ou con-
sultas.
3(1:000
38:800
21:6011
. ,17:280
" 14:400
Gradua-
dos.

. U;;1I:520
itfcUHO
7:200
5:040
4:320
19:340
22:560
18:240
18x000
1(:400
10:800
8:6(0
7:200
5.-780
5:0(0
3:600
2:520
2:160
Refirma-
dos.
15:000
12:000
9:000
7:200
' 6:000
4:800
4:200
4000
2:100
1:800
Da 2. M-
nhaou ho-
norarios.
54:800
43:200
ORSERVACO'ES.
Pelas patentes de comman-
danles das armas se deve co-
brar um e meio por rentadas
gralifiraces de um anno.
Os commandanles de cor-
pos devem pagar alm dos c-
molumenlos da patente do
posto,mais pelo commando, 1
e meio por cenlodas gratifi-
cacoesde 1 anno.
Alm dos emolumenlos,que
na Turma desla tabellaper-
:t7:800 leneern a secretara da guer-
27:000 ra.ae devem cobrar porcon-
18:900 la dos officiaes da secretaria
16:200 do conselho supremo militar
OS emolumentes que Ihrs per-
tencem na forma das ordens
em vigor.
Secretaria de estado dos negocios da guerra em 10 de 1854.
Libanio Mguslo da Cunha Mallos.
Das pateajtes que por aviso desta data sao remettielas para aprovincia de
Pernambuco.
MIMES.
Anlonio Gomes Leal......
Andr Nanea Cardozo.......
Andr Accioli Pinheiro.....
Anlonio Jos de Souza Coussciro. .
Antonio Manoel de Oliveira Rotas. .
Antonio Pedro de S Brrelo. .
Antonio Maria de Castro Delgado. .
Barao da Boa-Vista......
Bcnlo Jos Lemcnha I.ins. .
Cactano tiaspar Lopes Azevedo Villas-
Boas ,........
P. Chrislovo de Hollauda Cavalcanti.
Ilemeterio Jos Vellozo da Silveira.
Fernando Antonio Rosado. .
Francisco de Asss Ijuimaracs. .
Francisco Jos Gomes......
Franci.ro Mauorl Cnclho dos Sanios.
Jos Angelo de Moraes Rcgo de Albu-
querque. ,.....
Jos Joaquim Capistrano. .' .
Jos Albann Wandcrley.....
Joaquim Antonio Pientznauer. .
Jos Joaquim Alves .......
Jos do Barros Pimental. ....
Joaquim Cardozo da Costa. .
Jos Cyriaco Ferrcira......
Ignacio Gomes de S Queiroz. .
Jes Ignacio Coimhra. ...'*.,
Jos Joaquim de Barros. ....
Joao Mari o lio Pac* Brrelo. I .
Jos MarcePao da Araga. '.' .
Joaquim Pedro de Souza Magalhaes.
Joo de Souza Teixeira.....
Luiz de Franra Leite......
Manoei de Campo Leile Penliado. .
Manoel Fernandes da Cru. .
Manoel Sabino de Mello.....
Malhias Vicira de Aguiar
(lavabo Alves de Souza. ,
Pastos aetuae.<.
Poslos,cujas palentes se remellan.
Tencnle coronel do esta-
do maior de 2.a rlas-e.
Teneute retarmado .
Capitn......
Opilan reformado. .
Capitn.......
Coronel reformado. .
Capillo......
Coronel do estado maior.
de 1 classe.....
Coronel reformado. .
Tencnle.....
Capello reformado .
I." lenle reformado
CapitAo......
Tencnle......
Tenenlc reformado .
Capitao de 2.a classe.
1. lenle.....
Alferes do 2,'dc infanla-
ria ......
Capitao reformado. .
Capitao do 9. de infan-
laria......
Tencnle do 10. de i
fanlaria.....
Alferes reformado. .
lenle do 8. de infan-
laria......
Tencnle reformado. .
Tencnle ilo 9.de infan-
laria......
Olegario Cesar Caboss. .
Pompeo Romano dajaCarvalho. .
Scbastiao Anlonio dPRego Barros
Salvador Coelho Drummond de Albu-
querque.........
Scbastiao Lopes Guimariies. .
Segismundo de Aguiar.....
Vicente Paul de Oliveira Villas Boas.
Vicente jie Paula Rios de Oliveira.
Capilao do 9." de infan-
laria......
Tencnle do estado maior
de -J. classe. .
Tencnle do 2.o de Jntan-
laria......
Alteres reformado. .
Capitao do 2." de infan-
laria. '. .
Capitao do 8. de infan-
laria.......
Capitao do 2. de infan-
laria......
Capilao reformado. .
Tencnle do 8. de infan-
laria......
Tencnle do 8.' de infan-
laria. ; .
Alferes do 10. de.infan-
laria......
2." cirurgiao alferes.
Capilao reformado. .
Capitn da companhia fi-
za decavallariade Per-
nambuco. .
Capilao graduado do es
lado maior de, 2.a class.
Major reforma.lo .
Alteres .lo estado maior
de 2.a classe. .
Coronel. Nao vai porque
est no Rio Grande do
Sul, c por isso sahio da
relaeao.....
Tenenlc do 9.' de infan-
laria......
'atante de tencnle coronel graduado.
dem de lenle.
dem do lente.
dem de capitao reformado.
dem de alferes, de lente, ede capi-
tao.
dem de commandante das armas de
Peruambuco.
dem de lente.
dem de lenle coronel graduado, ede
lente coronel.
dem de commandante das armas de
Pernambuco.
dem de lente.
dem de capello da fortaleza do Brom.
dem de primeiro lenle.
dem de capilao e de lenle. (Pagas.)
dem de alferes.
dem de alferesajudanlc,c de teneute.
dem de capilao honorario.*
dem de primeiro lenle.
dem de altares.
dem de lente,
dem de lenle.
dem de alferes ajudanle.
dem de segundo lente,
dem de alferes c de (cuente.
dem de lenle.
dem de lente.
dem de 1. lenle ; nao vai por ler
sillo entregue ao proprio.
saude, o soldado da oitava companhia do batalhao n.
10 de infanlaria Miguel da Rocha, que servir por
mais 6 annos, percebendo alm dos vencimentos que
por tai Ihe compelirem o premio de 40OJJ000 rs., pa-
gos em partes iguaes nos primeiros dez mezes do en-
gajamenta ; e fiodo esta urna data de trras de \inte
duas mil e quinhedtas bracas quadradas, como he
expresso no art. 2 da lei n. 6(8 de 18 de agosto do
dilo anno de 1852.
No caso de dcserc^lo, inrorre no perdimento das
vantagens do premio, e daquellas que lem direilo
pelo arl. 4 da lei citada; ser considerado como re-
crulado, e no lempo do engajamenlo se descontar o
de priso em virtude de sentenca averhando-se este
descont, e a perdn das "vantagens no respectivo li-
(ailqeomo est por lei determinado.
Pado.Manoel MunX^Tatares.
Conforme.Candido /.enl Ferreira, ajudante de
ordens encarregado do delalhe.
EXTERIOR.
dem de capilao.
dem de lente.
dem de altares.
dem de alferes reformado,
dem de altares o de capilao.
Moni de capilao.*
dem de capilao'.
dem de capitao graduado.
dem de (enente.
dem de (enente.
dem de alferes.
dem de altares 2." cirurgiao.
dem de primeiro lenle.
dem de passagem para a 1.a classe.
dem de capilao graduado.
dem de capilao graduado, e de major
graduado.
dem de alferes.
dem de commandanle do 1." balalhao
de caradores.
dem de tencnle.
Secretaria de estado dos negocios da guerra em 10 de maio de 1851.Libanio Augusto da Cunl*
Matas. o,
AssignadoManoel Muniz Tarares. m
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudante de ordens encarregado do delalhe.
siadamente os inimigos... Felizmente tudo isso vai
acabar... Oh como eslou j habituada dea de
meu casamento Bem se v que as mulheres nns-
cem para se casaren), assim como oshomens para Pi-
caren) solteiros... Caso-mc Oh .' quizera viver em
Paris para salpicar de lama todos os dias com as ro-
das de minha carruagem. a meu professor de msi-
ca e a Mr. Saint Servis !
Tendo dito isso, ella assentou-se e derramou algu-
mas lagrimas.
Quanto seria feliz... disso cita, so tasse digna
de um casamenta tao bello !... EnTim, Mr. de Sul-
lauze mo he menino, sabe o que faz... Elle lomou-
me nn Rauelagh... O casamento he o segundo bap-
lismo das mulheres.
Depois balcndo na fronle, disse levanlando-se:
E a carta ah esquecia-mo da carta !... Eis
um Irahalho escrever a Mr. de Sullauze um ho-
mem que falla como um aulor! E anda se podesse
escrever-Ihe a vercMc, a verdade pura !... Mas nao,
he preciso mentir... mcnlir a elle eu que adoro a
verdade! Foi urna mulher que inventan a men-
(>ra, e tai um homem que condemnou-a a essa in-
vene,ao.
Tomando papel e um maco de penj-as, Isaura me-
ditan milito lempo antes de escrever a primiira pa-
lavra. A aurora embranquecia j as vidracas da
sala, quando esta carta qualro vezes transcripta com
um cuidado, meticuloso estaudco-sc sem palavras
riscadas sobre qualro folhasde papel assclinado.
Meia .Vota.
Espero que meu honrado bemfeitor se dignar
dcsculpar-me as faltas de iirlhographia ; pois nao li-
ve professor de graramalica, eslava escarmentada
com o professor de msica. O senhor ordenou-me
que lhcescrcvessc, devo obedecer-lhc com os olhos
fechados ; veja com os meamos olhos, c dcsculpe-mc
as fallas.
Acabo de passar com um prazer infinito um se-
rao muilo eiifadonho ; senta grande alegra secre-
ta em seguir suas rccommcndacoes ; meu dever era
parecer naluralmentc amavcl di'ante de um homem
que aborreco. meu papel assemel ha va-so ao de urna
actriz, e cu ra inleiiormenle vendo-mc representar,
lie pena que esas sernas nao tenham lestemunhas.
Se cu livcssc podido colloca-lo nos corredores, mi-
nha alegra leria sido completa.
,." Eta homem he um enigma para mim. Um
da elle dissc-mc : Em amar sd goslo tas conquistas
unpnsiiceis. Parece que fez-me a honra de classiti-
car-me nesse genero de conquistas. Eis aqu sua
lachea para contigo : subjuga-nic, fascina-me com
scu olhar hmido, com sua altilude phanlastica, e
cea sua belleza ; desdeuha o ataque como cousa fra,
e muilo certa de um Iriumpho fcil, quor a forra
de seduccan forc,ar-mc as ultimas trincheiras, e obr'i-
ear-inea cahir-lbe aos pos como urna bacchante em
jejiini. Tumo adzer-lhc, apelar de ser fastidioso
esse homem he muilo deleilavel !
ii Esla imita elle licou contente cima deluda a
expreslo ; todava nao moslrei-me exlraoidiuaria-
-24
ORDEM DO DIA N. 122.
O coronel commandante das armas interino faz
publico para sciencia da guarnirlo e devido efleilo,
que, segundo constan do aviso do ministerio da guer-
ra de 11, referido m officio da presidencia de 22,
S. M. o Imperador houve por bem, por decreta de 7
tudo do correnle mezdejulho, amnistiar o Sr. se-
gundo cadele segundo sargento do extinelo sexto ba-
Tendo algons jornaes fallado nos boatos de abdi-
carlo do imperador Nicolao, julaamos conveniente
Iraduzir o segumle artigo do Boletim de Paris. Co-
mer a tomar corpo ni Allemanha, em Franca e na
Inglaterra o boalo, de que o czar poderia vir a ab-
dicar. Nesta caso aeria chamado ao Ihrono o grao-
duque Alejandre, que conla trila e seis annos de
idade, o qual provavelmenle^o seria Uto pertinaz
ni guerra actual. Como todos os governos novo,
lalvez quizesse arreigir a soa dominaran no interior
antes de tentar qoalquor reacr.lu no exterior, e por
esta forma a Europa voltaria paz.
Temos com ludo fortes razoes para accreditar que
o czar seria nimiamente prudente na realisacao des-
le acta, e s o levar a efleilo no dia, em que cofthe-
cer impossibilidade absoluta de resistir Europa
colligada. A' similhauca do rei Carlos Alberto nao
largara o govemo seafio depois que perder a sua ha-
blilla de Novara, legado ao seu successor as finan-
cas do oslado em comtala desorden), o exercilo des-
contente c dasanimadn, o povo exgotado pelas exi-
gencias da guerra, e um grande imperio meio des-
moronado. O imperador Nicolao uasceua 7 de julhn
de 1796, comerou a reinar no 1. de dezembro de
1825. Assim parece que a horade largar o Ihrono
nao tardar em balcr para elle.
Observaremos, de passagem, que raras vezes os
soberanos commcltcm as suas mataros faltas na mo-
cidade; nao he esla para ellos a poca do infortu-
nio. 0segundo periodo do seu reinado cosluma
ser menos feliz do que o primeiro. '
Asseguram tambem que a saude do czar esla bas-
tante deteriorada. Os cuidados, as coleras violentas,
as preocenpaces agitam-no de maneira que appres-
sam a hora, em que elle, por vonladc ou por forja,
ha de abandonar o Himno.
As ultimas noticias de Allemanha fazem accredi-
tar que se realisar a entrevista com o rei da Prus-
sia ; duvida-sc porem quetenha o resultado quees-
pera. No oslado actual das omisas urna evacuaran
condicional dos principados nao pode ser aceita, fA
Russia deve resolver-se, nao s a evacua-los parafli
simplesmenle, teno tambem a consentir que o seu
territorio soll'ra alguma diminuirn. Agora que a
guerra esta em aceito, he mistar que o Occidente al-
cance garandas solidas para o futuro, c se o gover-
uo russo nao quizer voluntariamente concede-las,
os soldados e os mariuheiros da Franca e da Ingla-
terra saberao de certa have-las por forja.
Diz o Morning -Chronicle que he indispensa-
vel que o almirante Napicr intente alguma opera-
ran, que indemnise do desapontamenlo de Hareco,
eoo desastre do Votuae e do (klin
lerhy.
Escrevcm de Berlira que o' governo russo en-
commcndou moitas machinas a vapor para navios de
guerra, s fabricas de Berlim. Porm eomo esta ar-
tigo be considerado contrabando de guerra, julga-
se que o governo nao permitlir que sejam expor-
tadas.
Conforme se l na Correspondencia Hacas
em Madrid corra que no dia de S. Joo he que
devia rebentar a revolucao, porm o governo esla-
va previnido, c suObca-la-bia se appareresse.
Por aqu se v que socontava com um movimen-
to em Madrid.
O governo inglez fez urna grande protnojao no
exercito : 58 lenles generaos foram promovidos a
generaos; 73 majoresgeneraes a lenles generaes,
e 108 coronis a majores generaes.
Le-se no Shipping Gazttte :
Confirma-se a noticia do levantamenlo do creo
de Silistria. He o acontecimento mais importante
da guerra.
O invasor fei batido nicamente pelos turcos, sem
que para isso concorressem as tropas alhadas. Po-
rm agora o dever dos alijados da Perla he aprovei-
larem-se das vaulagens alcanzadas : a Europa assim
o espera, e a honra dos alliados acha-se nisso com-
promcltida. A e-laclo he ptima, nao ha lempo ^i
perder. J passou o dia maior do anno, c a pro-
porrao que diminuem os dias, crescem as vantagens
para a Russia, echegadoo invern, cessam os peri-
gos para esla. *
O Precursor d'Anlucrpia publica um resumo
/ das pro/as taitas desde o principio da guerra. A ma-
rinha russa mercante tem perdido 47 navios (11:100
toneladas) e a marinha ingleza 11 ('2,800 toneladas.)
A total i lado desla Innelagem representa urna som-
ma de mais de 3 milhoes de francos.
[Jornal do Commercio do Lisboa).
mente amavcl para obedecer as suas ordens ; mas
linha involuntariamente um humor mais agradavel
pensando no futuro que o senhor me d. Man gra-
do meu, essa alegra hrilhava-me no semblante, e
elle que de ordinario v-me sufiocar um bocejo de-
haixo do taque ou do lenco, eslava mais radioso que
nunca, nao vendo em mim nenhum signal de enfado
ou de impaciencia. O senhor me censurar talvez
esta falta ; mas promelto-lhe io rommettc-la a-
manhaa.
Espero suas cartas, e suas novas ordens.
Sua humilde serva, Isaura. i>
Depois de ler recnmniendado camarista que le-
vasse essa carta ra de J. J. Rousseau antes de
nascer o sol. Isaura opprimida de emojes ede fadi-
ga inclinnu involuntariamente a calleja sobre o en-
cost avelludado da poltrona c adormecen.
XV.
Quinte dia* depois.
Ncsla pliase de Meen historia supprimireinos as
minuciosidades que sao indispensaveis no principio
para animaras personagens, e dar urna idea comple-
ta de scu carcter, fazendo-as obrar c fallar em lar-
gas proporcrs. Quando chega-se s peripecias su-
premas do desenlace, e o chao arde, os ps nao pa-
ram mais, he preciso correr : Proximus ardel. Po-
demos pois sem novo commenlaro previo confiar na
tnlelligcucia e nos clculos do condeCaetano. e nao
nos admiraremos de saber sem ociosas particularida-
des que sou rasamente com Isaura tai nao celebrado,
mas sepultado na osa do Maire do segundo distric-
to. Na noile de ,eu casamenta a senhora condessa
de Sullauze vnlton ao seu domicilio da ra de "Pro-
venra para ahi continuar scus hbitos anligos, espe-
rando a viagem ii Inglaterra quo o marido Ihefjrn-
mettera. Tudo o que acouleccu-lhe no dia do ca-
samenta parorcu-lhe extraordinaria, jocoso, e mis-
terioso. Ella pensou mesmo que aquello grave ma-
gistrado em pedante slo tapete verde da sala doshj-
meneos era um actor do Odeon disfarjado em Mai-
re. e Icndo rom a seredade de nm comedanle osar-
tigos 212, 213. 214, do cdigo civil; mas na atuios-
phera nebulnsa desse dia linha distinguido clara-
mente c locado com a pona do dedo militas ruusas
positivase materiaes : um esplendido cnxoval, um
aderejo de podras do maior valor, dous dos mais
verdadeiros chales da India. Tinha ganho esses
Iropheos rcacs por iim encontr phantastico na sua
casa da ra de Provcnra, e se o sonho matrimonial
se dcsvancccsse, havia com qne consolar-sc larga-
mente pela compensado dessas realidades palpar
veis.
Tres dias anlesda enpirai.-o da quinzena decisiva.
Branca arompanhada de sua aia e de um criado, sol-
dado velho cKperme otado nos dous serviros, linha
partido paro Calais, onde devia esperar n pai no ho-
tel Quillar. (i ron .h- bauu fei I o a lilha entrever
que a talii-idade de lo dos dependa de uina viagem i
Inglaterra, e Branca sempre cegainenta submissa
lalhn de cajadores Manoel i.m ulano dos Sanios,
pronunciado pelo crime de rebellio em que tomn
parte ncsla provincia, mandando que se ponha em
completo esquecimento os actos pralicados pelo dilo
cadete, e que deram lugar a pronuncia.
O mesmo coronel commandante das armas decla-
ra, que boje contrado novo engajamenlo nos termos
do regulamcnlo approvado pelo decreto n. 1089 de
14 de dezembro de 1852, precedendo inspeejao de
considerava ja como um principio de ventura essa
mudanja de ar e de horisonle.
Apenas com a partida de Branca, a casa do Lu-
xemburgo ficou deserta, o conde Caetano couduzio
para ahi Isaura, ordenando-lbe que lizesse um si-
mulacro de inslalarao ; todava a noivn ia ainda
passar as nuiles na casa da ra de Provenja.
Assim era preciso, dizia o ronde respondendo
a objecjoes tmidas, para nao dispertar nenhutaa
snspeila, para nao dar pretexto a nenhum escndalo
at que ebegasse o momento da partida para Lon-
dres.
Isaura passeiava como senhora pelo jardim per-
fumado de flores, apparecia porta de cabeja des-
cnbcrla c em Irage caseiro, como se usa as provin-
cias as tardes de vero c os viznhos mui curio-
sos nesse quarteirao camponez admiravam-sc de
ver a joven Parisiense. De noile a condessa de Sul-
lauze tornava-se Isaura, lomava a manlilha taita nos
hazars eronomicos c sombra de um fiacre ganhava
a margen) dirrita para confnrmar-se s intcojoes
mysteriosas, mas sagradas de seu nobre marido.
Na manha do dcimo quinto dia, San Nern che-
gnu de Ruo, e una hora depois o conde Caetano
ape l.i\a-lbe a mio dizendo : Uceo il di '. Eis o dia I
o que responda ao seu : Al mi destino. As duas
cilarfies italianas erain liradas da mesma tanta, do
mesmo aulor.
Agora, disse San Nereo, espero que o senhor
me explicar tudo.
Tudo se explicara por si mesmo, meu charo fi-
Ilio. os aconlccimenlos fallarn, c nao devo fallar
antas ilrih-. Dei\e-se guiar cegamenle nesle cami-,
nbo, onde meus olhos apenas se lem fechado algu-
mas horas de ha quinze ilias a esta parta.
Sim, charo conde Caetano, tenho inteirn con-
fianja no senhor. continu sua obra. He impossi-
vel que o fructo de sua meditajao seja perdido. .Meu
pai dizia-mc s vezes : Meu amigo, Caetano he um
desses homens que lendo necessidade, acham segre-
dus que nao existem.
Emfim, disse o conde, faro quanln posso para
ser bem succedido, quando a taliciil.ade dos outros
he o alvo de minhas pesquizas... San Narco, chega-
mos a urna hora solemne, chamemos em nosso auxi-
lio todas as uossas faculdades do coraran e do espi-
rito. Esses quinze ilias de exilio e de r. llevan sola-
da nao produ/.iram nenhuma mudanja em suas rc-
uluro.-, nao he assim ?
Nenhuma, respondeu San Nereo com firmeza.
Li isso i-m seu semblante, San Nereo. Assim,
meu filho, se amanhaa eu resliluir-lhc a libcrdade,
voss...
Irei dir clmenle a Saint Servis, inlerrom-
peu vivamente o rapaz, c farei o que disse. Quin-
zediasou quinze anuos passarao, mas eu permane-
cer i o mesmo. O ipie he justo a meus olhos boje,
s-ln-lia sempre.
Passei duas semanas na solido e na rellean, nao
fallei a ninguem, nao uu.i outra voz senao a da
Durante os qualro primeiros mezes do anno cor-
rente o numero total dos passageiros cliegados por
mar a S. Francisco da California, foi de 18:608,
scudo 15:141 homens, 2:991 mulheres e 476 meno-
res.
Duran* o mesmo periodo o numero dos que sahi-
ram foi de 6:969, sendo 6:560 homens, 295 mulhe-
res e 114 menores. De forma que a popularan teve
um augmento del 1:639 individuos.
So no mez de abril as entradas excederam as sa-
bidas em 4:614.
muiidan de urna cidade, urna voz que nao diz na
da. Assim nada pode dislrahir-me, meu pensamen-
(o iluminas el eslava sempre em minha fronle, qoiz
julga-lo lodos os dias com urna severdade imparcial,
bem decidido, apezar das tradijoes de meu pai/., a
deixar viver esse homem, se ums instante de du-
vida se elevasse no exame.
Terminados os quinze dias, achei-me o mesmo.
Esse homem execravel he nm condemnado que me
perlence, sua vida he minha. De todos os crimino-
sos de nossas monlanbas nao ha um que lenha me-
recido melhor essa juslija que entre nos chama-se
vinganja....
Agora, conde Caetano, o senhor me entregar
meu punhal, nao he'.'
Nao.
San Nereo recnou dianle desse nao inesperado, e
disse em tom respeilosamente firme :
O senhor esqueceu-se cntao de nossa.s condi-
joes?
- Nao esqueci nada, meu filho, tornou o conde
Caetano lentamente ; mas seu punhal he urna arma
intil boje. Se eu Ih'o resliluisse, voss leria o di-
reilo de deixar-me logo e ir exercer sua juslija...
Bem v que lembro-me de nossas condijes... As-
sim guardo sa arma. Voss a achara esta noile
em minha casa.
Conde Caetano, torno a dizcr-lhe que minha
resolujao he inabalavel.
Bem, San Nereo, eslon certo sobre esse ponto.
Nao fallaremos mais nisso, c eu conlava lano com
a firmeza inabalavel de sua resolujao que lomei til-
das as minhas)-medidas em consequeucia.
Esla noile s dez horas voss ir a p ra...
junio do jardim do l.uxcmburgo, ir armado... sim-
ples medida de precaujao... Ver com o numero
22 urna casinha colierla por arvores. Eisaqui a cha-
ve da porta. F.nire, c percorra a andar terreo sem
fazer rumor ; ande sobre ns ponas dos pes, faja por
ver anlcs de ser visto, e lenha os dedos nos aali-
Ihos d*s armas,sempre promplo para fazer fogo se
for amearado.
Tudo ser feito assim, disse San Nereo era tom
de resolujao calina.
San Nereo, se vos nao mc-livesse dado nos-
les ltimos dias a prova de grande firmeza, eu nao
leria contado com seu auxilio em um desses mo-
mentos cm que o mais bravo corarn pode esmore-
cer.
Cm.lie ont mim, tornou San Nereo, nao que-
ro saber nada, nao quero interroga-I.>, esse mysterio
extraordinario, esse perin desconhecido agradro-
nle. O senlujr da-me emfim urna parle de accSo em
um negocio tenebroso ; obrigado, meu charo conde,
quando a hora chegar, estarei prompto.
Itera v, meu charo filho, accresrenlou o conde
Caetano, que Iraln-n coma quem ronhece sua cora-
gem, e seu sauuue fro, duas qualidades que nein
sempre se reunem. Fallri-lhe francamente, c seu
semillante ficou iiupaivel como se Ihe houvesse
Se a emigrarn pela va martima progredisse
na mesma escala, calcula-se que no fim do anno
lia vena um accrcscimo na populajo de 30:000 al-
mas.
A emigrarn da China occopa um lugar impor-
tante. Acabavam de chegar de Hong-Kong cinco na-
vios, com 1:700 passageiros. Outros navios estavam
promptos no mesmo porto para conduzir a S. Fran-
cisco 5:570emigrados. Continuando este movimen-
to emigratorio da China para a California, dentro
em poco a populajo cbineza, que al boje tem
sido conlrabalancada pela franceza, ocoupar o
primeiro lugar logo depois da populajo america-
na.
De sorle que n3o he para admirar que em S. Fran-
cisco se publique um jornal chinez com o titulo de
Golden Hills News (noticias das serras d'ouro.) He
assim que os Chinezes chamam California.
Agora vai 'cliegar aos Japonezes a sua vez : alm
da expedijo federal, urna outra expedijao. mas par-
ticular," se organisa para ir enlabolar relacoes com
elles. M. E. Burrows rico negociante de S. Fran-
cisco, embarcou com seu filho a bordo d galera
Mdy-Pierce, dirige-se corte imperial do Japao,
por inspiraro propria, a tratar de assomptos com-
merciaes. Leva riquissimos presentes, e se obtiver
o que pretende, presentear o imperador com o seu
navio.
Do rest as minas ltimamente descoherlas nos
valles de Coasl-Range, allrahem um grande nume-
ro de ax enlureirns dos districles prximos. Em ge-
ral as noticias das mioas solo lavoraveis como as
melhores de 1849.
lm pedajo d'ouro do Irinta libras e Ires onjas,
tai encontrado pela companhia de Mr. Slerling, em
Vellecita, na Calaveras. Um grao de urna libra,
outro de onze onjas e oulro de seta foram tambem
apanhados nos ltimos dias.
O barco a vapor Bell exploran o rio Sacramento
at 323 milhas cima da cidade deste mesmo nome, e
reconheceu que he navegavcl.
Parte da cidade d'Ireca ardeu oo dia 12 de maio.
Avalia-se a perda em lettsWOdel. (/dea,)
aiii>m
Nota dirigida pela'Conferencia de Damberg s
corles de Austria e de Prussia.
a O abaixo assignado teve a honra de submetter
a seu augusto soberano (mutatis mutandis) a Nota
do.......e seus appendices, pelos quaes o enviado
imperial (real) dignou-se decommunicar. em nome
de sua angosta corte, ao nosso governo o tratado de
allianja offensivae defensiva concluido a 20 de abril
entre a Austria e a Prussia, assim como as declara-
enes do gabinete imperial (real) que Ihe sao relati-
vas, S. M. tomou conhecimento desla communicacao
con) sincero regozijo e viva salisfajo, e encarregou
o abaixo assignado de responder o seguinte :
Pela coipstoiSo da allianja de 20 de abril, o go-
verno real ve realisar-se a esperabja que devia ani-
mar c sustentar lodos os governos allemes no meio
das serias complicajcs do momento. -V intima
untoda Austria e daPraasia bode novo sellada por
este acta, e o goveraoreal parlilha com jubilosa con-
fianja a conviejo de que esla allianja far appare-
cer, em sua maior extensa*, a unidade, a Adeudado
e a forja da Allemanha para o -maior bem da pa-
tria rommiim. Como a vonlnde exprimida petas al-
tas parles contratantes de proteger os direitos ensin-
teresaes da Allemanha contra todo'e qnalquer ata-
que nao pode deixar de reunir lodos os membros da
Confederarse debaixo da bandeira commum da in-
depcudencia^aaBUIamanha, o governo real sauda
tambem com salisfajo particular no dita tratado um
novo penhor em favor do ponto de vista que nao
considera o terreno dos inleresses e dos empenhos
allemes como limitado ao estricto circulo das pos-
sessoes puramente allemas dos dous mais poderosos
Estados confederados.
i O governo real reconhece no convite de adhesao
que Ihe foi dirigido, contarme o artigo 4 do tratado,
urna prova precita de sentimentos verdadeiramenle
| federaes, em consequencia do que julga dever res-
poudera este convite, declarando qual hade ser o
seu vota na Dieta germnica reunida, qual pde-
se contar que a allianja ser communicada. Elle
julga-se antorisado ja a considerar as eousas deite
modo, nao s pela cotajao, conlida no dito artigo 4,
do artigo 47 do acto final de Vienna, o qual, da
mesma sorle que o artigo 40 do dilo acto, prescreve
o modo de votajo na Dieta germnica, senao tam-
bem pela considerajao de que o artigo 3 do tratado
estabelece para os Estados que Ihe prestaren) a soa
adhesao, empenhos, cuja aceitajo seria, conforme a
consliluijao federal, dependente do assenlimento da
Confederarn.
Parlndo desta ponto de vista, o governo real
devia examinar as disposires da Consliluijao fede-
ral, que respeitam a allianja annunciada. Devia re-
conliecer por isso que a evenlualidade citada no ar-
tigo 2 desta ultima, e desenvolvida uo artigo addi-
cional, nao era prevista na Consliluijao federal;
mas que, contarme as disposijoes do artigo 46 do
acta final de Vienna, a execujo da alfianja auslro-
prussiana em si mesma nao locara em nada Con-
federa jo ; que pelo contrario, e como as proprias
alias corles contratantes o reconheceram, trala-se de
urna exlensao de qjipcnhos federaes, de urna aejao
da Coiifederajo fura do circulo de seus empenhos.
O governo real a todos os confederados nlo poderia
cerlamente duvidar de que o fim da allianja expres-
so no artigo 2, e a maior importancia que as cir-
cumsianaias acluaes do a este fim nao impoem
proposto nm passeio, ou um divertimeolo. San Ne-
reo, eslou salisfeilo de voss.
Oh disse o rapaz aportando as mos do conde
Caetano, quem est prompto para ludo, segundo a
divisa dos San Nereo ai omnia paratas, ouve lado
de sangue fri.
Meu amigo, tornon Caetano, as nobres divisas
herldicas aller ini-se euvelhecendo, a sua est ainda
pura como urna medalha que acaba de ser runfiada.
Agora posso expor-lhe algumas particularidades,
e aperfeijoar meu plano, o qual apresenlei-lhe
broto.
O conde Caetano parou om instante como para
reflectir.
Falle, disse San Nereo tranqnillameote.
Dez pasaos distante da casa voss achara nm
lierrn escuro, um ngulo to qual est obstruido por
materiaes de ronstruejo, escolher ahi sen posto
c observar. He preciso mesmo chegar antes das
dez lloras.
Von paca l agora, interrompeu o mancebo.
San Nereti, tornou o coude com brandura, faja
o que Ihe tligo : o menos ou o mais seriara duas
imprudencias iguaes. Os melhores planos matlo-
gram-sc no momento do successo quando despre-
za-se o alomo esquecido no caminhu...
He verdade, observoo San Nereo.
Pode ir de dia, tornou o conde,examinar o pos-
to que ha de oceupar de noite. Tenha cuidado de
passar por esse quarteirao com ar de indiflerenca.
mui natural, como se fosse barreira de Mohlpar-
nasse. Nao olhe firmemente para nada, e veja
ludo.
Fique tranquillo, disse o mancebo, confie em
meu inslinclo de montanhez. i
As dez horas ver nina sombra insinuar-se oai
Irevas ale a porla to numero 22, nao procurar re-
conherer essa sombra, e tirar immovel. A porta
se abrir, c tornar a fechar-so no mesmo instante.
Entilo sahir da emboscada, mas a passo natural,
sem auerlajao, porque nos quarleirOes mais desertas
um passageiro p,vde encontrar-se por fatalidade do
accaso, c suspettir urna idea em um homem isolado
quo cminha com precaujao suspeila.
O senhor prev tudo, disse San Nereo sor-
rindo.
Assim he preciso, tornou o conde.' Tenha pois
a vista sobre esse passaaeiro previsto, v i porta, e
passeic em todo o comprimenlo do andar terreo al
ao muro do jardim. Caminhe de maneira que se o
passageiro sobrevier en lio, jnlgue que vosee corneja
a passeiar, c continuar al alem do muro do
jardn) para esperar que esteja sosiulio no quartei-
rao.
Comprchendo-o, disse San Nereo.
' Este passeio nao deve durar mais de dez mi-
nulos, prnseguio o conde. Passado esse lempo, a-
brir a polla sera fazer o menor rumor, Previ as
pejas que pregan) as tachaduras nessas oecasies, a
chave funccionar.i como sobre cera, e a porta gyrar
-
anata


r
J

Confederar,5o c a seus membros o dever de conside-
raren a sua tarla em un poni de Vista mais ele-
vado que o da ledra da Con ililuir.lo, e de siislenln-
rem rom todas as suas forra- 04 interesses geraes da
.Alie 111, nlia, onde quer que apparcrara amearados.
A Confederaran lera de examinar se e at que ponto
estes ulereases txigem a aceitario ele empenhos mais
extensos.
Uchaixo desla relar.io, o governoreal nao pode
dcixar do duvidar que as disposiees coudas no prl-
nieirn paragrapho do artigo addicional, elaboradas
pola Austria e Prussia como grandes potencias euro-
peas, correspondan) mi1-> da ConfcderacAo germnica, emquanlo o con-
vite, cujo fim lie oblcr que se retire urna das poten-
cias betligeranlcs, nAo for completo pela supposi-
cao das liustilidades por Ierra e mar, ede uma reti-
rada anloga pela oulra parte beligerante. Lina lal
('uiii|H3iisarao lano facilitara o reslabelecimcnlo paz, como do lodo modo protegera os interesses al-
li-in.u's do Oriente, devendo-se cousidorar que, na
supposicao precedente, a recusa de aceitar este con-
vite foineceria Allemanliaa occasiao de inlcrvir.
O governo real espera por tanto que as.altas
partes contratantes possam fazer sobre osle ponto i
Dicta germnica declararles tac* que o colluquem
em estado de poder rotar para que a Confedcrat;ao
adhira lambem esta parle da allianra. lie com
parlicular salisfarao que o governo real v pelo se-
gundo paragraplio do artigo addicional que a respos-
taesperada, da qual dependern os passos ulterio-
res, sefli o objeclo do came de dous gabinetes, os
quaes ofTcreceram por isso ao mesmo lempo uma
cooperario conveniente Confederadlo.
O governo real suppde que se deve entender
que a Confederarn germnica, depois de sua adhe-
s,lo i altianca, ser representada por plenipotencia-
rios particulares em todas as deliberarles ulleriorcs
em sua qualidade de polenria collecliva, cooperarlo
que alio- pode ser considerada como firmada pelo
artigo i'J do acto final de Vieona com relaco s ne-
gociarnos de paz suhsequentes. O governo real es-
pera por em salvaguarda nao s o equilibro euro-
peo, mis tambera os oulros interesses allcmaes, os
quaes nbracam em parle o bem-cslar material da
patria r unmum, a prosperidade de sen-commercio e
de sua iuduslria, repousando em parl sobre s> ni pa-
tinas religiosas c naciooaes. Entre os primeiros, o go-
verno real conla a plenaliberdade de navegado ede
rummerciosobre todas as aunas que ronduzem ao mar
Negro ; entre os oulros, uma prolecrflo eflicaz e se-
gura das popularnos christas submetlidas Tur-
qua, as,ni como a durara"inviolavel ( que decorre
do principio da manuten rao das circumscriproes ter-
riloriacs 110 Oriente ) do reino da Grecia, cuja dy-
nastia allcmaa lem dircilo vivas sympalliias da
Allemauba.
O governo real, esperan lo a communicacao da
allianra de 20 de abril Diela germnica, assim co-
mo uma declararlo sobre os principios desenvolvi-
dos nesla ola cora relacio a adhesao da Coufedeca-
cao, (li'-rja sinceramente ver provadas, pela acelera-
cao dessa adliesao, a perfeita harmona e a uniAo in-
tima de loda a Allcnianha no meic dos perigos do
prsenle. Por mais dispoelo que enteja o governo a
fazer lodos os sacrificios necessarii s para este fim,
unta-se vivamente ao desejo espiesso pelas alias
partes contraanles de conseguir evitar loda a parti-
ciparlo na guerra actual, e de coalribuir ao mesmo
lempo para e reslabelecimenlo da paz eral. Elle
nulre a firme couiianca de que os esforcos da Aus-
tria e da Prussia para esse fira terSo o soccesso es-
perado, se essas potencias fizerem valer loda a iu-
fluencia de seus estados e da ConfederarAo germni-
ca na mediaran, offerecendo as potencias belige-
rantes, que confessam ter inlenre pacificas, uma
.irrnnimoJar.io justa e equitativa para todos.
a O abaixo assigrrado convida ao enviado.....
para que se digne levar as d:clara<;es precedentes
ao conliccimrnto de se alio governo. 11
Escrecc-se de Berlim 00 Monitear em 16 de ju-
nto o stguinte :
a A resposla aos Confederados de Bambcrg deve
partir esla larde. Declrame nclla que o Iraladode
_ii de abril s ser submellido Dieta no caso de
1 que a maiuria dos Estados annuiicie que llie presta-
ra a sua adlisiio pura e simplesmente. i>
(Journal de Debis. )
A IIESPOSTA DARUSSIA A" NOTA DA
AUSTRIA.
A noticia quo recebemos lionlern, annunriando
que o imperador da Kussia ansenlo em evacuar os
principados oltomanos a pedido da Austria, e que as
tropas du mesmo se eslao retirando da Valacbia, de
fiurgcvo e de Silislria para o oulr > lado do Prulb,
ar. as potencias alliadas entrar na phasc mais grave
que lem presentado at liojn a marcha da guerra.
He agota mais importante quo nanea que permane-
cimos Beis aos principios, ha pouco proclamados no
parlamento, como sendo a base da poltica dsle
paiz e seus alliados ; he agora mais cs-encial que
nunca ;;caulclarmos que esla concessAo arrancada
ao imperador da Kussia pelas Torca combinadas da
Europa se lornc uma arma contra a uniao das qua-
tro potencias, e contra nos mesmo?. De lia muilo te-
mos previsto que se, contra loda a probabilidade e
contra tida a espectaliva, a corle de San Pelcrsbur-
.go se visse forrada a submetler-se ultima e peremp-
Ioria in .imaran da Europa, e a abandonar essa g;i-
ranlia material de que se apoderou violando os di-
rcitos da Turqua desallendendo as represntateos
de Indo i os oulros estados, procurar a apresen lar es-
la restituirn do objeclo roubado corno uma compen-
sado sitisfacloria doroubo; lie poi contra este pc-
rigb que importa liojo acaulelar-nos com cuidado.
Seja como for, os re veres dos exercitos imperiaes de-
vem ler poderosamente concn ido para o efleito'po-
lilico da ultima appellaeo dos governo? allemes.
A nolicia da derrota dos Hussos diante de Silislria
e da rol.rada defiuiliva dos mesmos da Ilulgaria e da
Valacbia foi mui presumprosamenle conlradicla,
qiiando o telegrapho elcclrco nos IransmUlio, ha
uma semana, as priraeiras particularidades delta,
entretanto ludo quauto entilo nos foi enva In ptjes-
sa eonfirmou-se depois, e hoje potMbios assegurar po-
sitivamente que os desastres eiperimentados pelas
tropas russas foram at mais rpidos e mais comple-
tos do que qualquer teria podido imaginar.
Sem quo (ivesse bavido uma s accao geral, sem
ter que fazer frente do campo de b.allia a um ini-
mgo poderoso e na oslaran a mais favoravel do au-
no, em uma linha de operarnos escnlliida c prepara-
da por elle? mesmos, a rampaiiha dos Ittissos no Da-
nubio no correnlo anuo do 1851 foi una das mais
funestase das mais vorgonhosas de quantas so acbam
registradas nos annaes miniares das grandes poten-
cias da Europa, pois nao tendo podido suas tropas
forrar a linha das fortalezas ollomanas, bem que o
excrcito de invasBo esliveese inteiro e fresco, lornou-
sc-lhesimpossivel reparar sufilcicnlemeiite suas per-
das e sua derrota, de sorte que podessem minorar
oulra vez operace oflensivas contra adversarios
muilo mais formidaveis.
O principe Paskiewitjch, o general Schilder e o
general Ludcrs, que cram os cabos mais habis de
seus eicrcilos, pelas feridas que receberam, acham-
sc imposibilitados de lomar parte em ncohum com-
bate. A perda das tropas, desde a enlrada das mes-
mas nos principado?, he avaliada, segundo relat-
nos mui dignos de f, em mais de 30,000 horneas.
A confi.mca das tropas e o orgullio da nacAo eslao
abalados c desanimados. Nao s a pequea Vala-
cbia foi evacuada e o Danubio alravcssado, senao
lamben as obras feitas em Giurgcvo abandonadas,
relirando-se as (ropas imperiae de Bucliarcst.
Se rom parar mas .1 immensa supcrioridatle do exer-
rilo de invasao com a mesquinha insufficientia das
forjas que llie cram npposlas; se compararmos o po-
der lo gabado da Kussia com a fraque/a da Tur-
qua, e a arrogancia da corle imperial com a humi-
linrAo que ella lem agora que soffrer, nao podemos
deitar de recordar-nos dos sacrilegos appcllos do czar
para os justos juizos de Dos, o qual lem j disper-
sado os exercilos do mesmo, confnndiudo 6ua am-
bicSo.
Se a Kussia lem declarado sua iulcnrn de eva-
cuar as provincias turcas, a presenta dos excrcitos
alijados as provincias danubianas torna-se superfina,
pois nao acharan all inimgos que combaler: loda>
ra essa evacoacao nao he hoje mais que um dos 0I1-
jeclos da guerra. O tratado entre a Franca, a In-
glaterra e a Turqua diz expressamente que haveri
para o futuro garantas efrazes e reaes, e por ellas
entendemos, como ailtna honlcm dissemos, nWlao
dos tratados, a liberdade do Danubio, o anniquila-
mento da dominacSo exclusiva da Kussia no mar Ne-
gro e a independencia da cosa da Crcassa, mas des-
de que a retirada dos Russos para fra dos principa-
dos, remove do Danubio o theatrn da guerra, as for-
ras alliadas podem, como m eITcilo immedalo, ser
dirigidas sobre a Crimea, onde hoje smente he pos-
sivel dar um golpe que poder terminar a guerra
com honra.
Talvez que, segundo jii fizeram presentir algn9
ranos do partido rus?o, corle de San Petersbnrgo,
visto ter lomado esta resoluto, tenha a inlencao de
vir propor um armisticio e um congresso, estamos
certos de que um tal plano parecera mui suspelo
ao povo inglez. O mundo conhece boje perfeita-
mente quaes os projectos da Russia, todas s vezes
que ella pode ciecuta-los. So depois da guerra
aclual a queslao ficasse anda indecisa, 1 Turqua
nao pinlcria contar corr ootra inlcrvenr,3o semelhan-
tc em seu favor. He i nossar uniao que devemos
ludo o que al ao prsenle seHera ferio, e se como
esperamos, essa unanse mantiveralguin mezes mais,
nao duvi'lamos de que nos assegurar ludo o que te-
mos dircilo de esperar.
Desla condico depende nao smenle o Iriumpho
das potencias alliadas na lula actual, sanAo lambem
o reslabelecimenlo e conlinuarao da paz do mundo.
(Times.)
Declaraeao'. felta pela Batiera a' dieta jerma.
alca na sessao' de 24 de naaio, em segaimen-
to da declaraeao' commum da Austria e da
F rauta.
O representante da Kaviera est cncarregado por
seu governo de exprimir a franca gralidao de que o
mesmo se acba animado a vista dessa importante
cuminiinirarao, e lambem o vivo prazer que lhe cau-
l^lyccordo que ella manifcsla entre os governos da
Prussia c da Austria.
O governo bavaro rcconhcce nesle accordo o fun-
damento essenciat da uniao nabalavel da Allema-
uba, uniao que he smente o que pode garantir lo-
dos os rios desla ; elle reconheca igualmente que he
necessario que essa uuio seja devidamente manifes-
tada pelo org.lo legal da vonlade e dos aclos da cou-
federarao, alim de que ninguom possa duvidar de
que lodos os confederados Baile firmemente resolv-
dos a perman erom firme e fielmente unidos as
provacOes que o futuro poder reservar patria.
Afim deque tal manifestaran apparera ao mesmo
lempo como o resultado de uma convicrao firme e
esclarecida, produzida por maduras reflexOes, o re-
presentante pede que a commuoicarao que acaba de
ser fela assembla soja remedida a uma cominis-
sAo, para que Ha d a rc-speito o sea parecer.
Em consequenca desta declararlo e da dos oulros
membros da confederacSo, a assembla federal lo-
mou a resoluco seguinle:
1. A diela exprime sua franca gralidao pela im-
portante communicarao que lhe foi feita, e tarabem
o vivo prazer que lhe causa o accordo que esla ma-
nifcsla entre os governos da Prussia c Austria. Ella
reconhece neste accordo o fundamento essencial da
uniao inabalavel da Allcmanha, unio que he s-
menle o que pode garantir todos os interesses desla ;
reconhece igualmente qac he necessario que esla
uniAo seja devidamente manifestada pelo orgam le-
gal da vonlade o dos aclos da confederarn, afim de
qne ninguem possa duvidar de que todos os confe-
derados eslAo firmemente resolvidos a permaoecerem
firme e fielmente unidos as provagdes que o futuro
poder reservar patria.
2. Afim de que lal manifestaran apparera a mes-
mo lempo como o resultado de uma convierto fir-
me e esclarecida, produzida por maduras reflexes, a
diela cncarrega uma commsso especial de redigir
um projecto de resolnrao nrsla conformidade.
(Pretse.)
evijo ;
DIARIO DE PERNMBOCO, QUARTA FEIR 26 DE JULHO DE 1854.
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO,
SENADO.
Da 7 de jnnho.
I'.untinuarao dn n. 168.)
OSr. D. Manuel: Nao creio. Os' colorados
sao os saquarcmas cm Montevideo ; c assim como o
Sr. presidente do consclho lomou a peto unir os
parlainenlares aos saquaremas, da nicsnia surte tra-
lou de unir os colorados, para o que no duvdou re-
conhecer o governp provisorio.
O Sr. Prndenle do comelho dii um aparte.
O Sr. D. Manoel: Nao tem iluvidn ; os fados
o provam, e o Sr. ministro dos negocios estraugclros
o disse no discuto que proferid na primeira discus-
sSo do projecto de resposla n falla do throno. Eu
j lve occasiao de dscorrer largamenlc sobre esle t-
pico do discurso do Sr. ministro dos negocios cstran-
geiros.
Mas, disse o nobre visconde de branles : Era
de neressidade susleularmos um governo. De cer-
tu, -.iiboics, o Sr. Gir, hornera honesto e desinte-
resado, \cndo que nao podia contar de forma algu-
ma com o apoio do governo imperial, disse : Nao
quero continuar na presidencia da repblica, quero
entrar na vida privadHiio lonbo ambicoes \ e
cnlao que remedio havia sean suslentarmos um go-
verno '/
Mas que governo? O do presidente do senado.
Porm como siistcnla-lo, disse o Sr, vismiida-da A-
branlcs, quando elle eslava identificado com' p Sr.
Girot O tratado mandava sustentar o governo legal,
fosse elle qual fosso ; as palavras de que o tratado se
serve sAo muito nolaves. Fallando do auxilio que
deve ser prestado pelo Brasil, diz oarl. 6 do tratado
de 12 de outobro de 1851, o sesuinle : no de
qualquer movimeuto armado contra sua existen-
cia ou autoridade, seja qual for o pretexto dos su-
blevados.
llanada mais claro e terminante'.' O Sr. Gir a-
bandonoo o governo a quem convinha sustentar 1 Ao
presldenledo senado, e nAo ao rebelde que se ser-
vio da espada para deilar abaixo o govermMe-
gal- ,
Hoje a inlrvencao est nos nossos interesses, e in-
tejesses essenciaes; nao cuidis que en me opponho
iulervenco. Porrenlura podemos consentir hoje
que a anarchia domine no l'ruguaf 1 Nao, porqae a
nossa seguranca iuimciliala, os nossos interesses es-
senciaes assim o exigem. Nem era de misler invo-
car os tratados para justificar a Inlervencit.
O que raprovo sao os melos que empregastes para
derribar o governo legal ; o que reprovo he que des-
seis vosso auxilio a um rebelde que nao lem a in-
fluencia que se diz ter, e qne deve o posto em que
scacha suarjaudacia, e ao auxiilio prestado pelo
Brasil.
O que era o Sr. Flores em Montevideo ? Perten
ca a ama fraccao do partido colorado, no qual ha
homens mais eminentes do que elle ; mas India a
proleccAo do Sr. Paranhos, que cm suas notas lhe
prodgalisava mil encomios.
Emquanlo pois a dizer-se que remedio temos
nos ?cnao sustentar um governo '! nao neg, he
uma necessidade saslentar-se um governo, porque,
de corlo, se a anarchia se apossar daquclla repbli-
ca a provincia de S. Pedro do Sul muilo lia de sof-
frer de novo.
Mas fostes vos que levastes a repblica a esse es-
lado, fostes v, Srs. ministros, com a vossa polti-
ca tres vezes nefanda, indignado um governo Ilus-
trado, de um governo que est para o Uruguay co-
mo a Russia esUi para n. Deviamos cumprir os
tratados e declarar alio e bom som que sustentara-
mos o governo legal. Esta declararan bastava para
fazer com que as faccOcs nao pullulassem ; so appa-
ressescem em campo se empregariam contra ellas
os meins de que fallam os ditos tratados. Assim he
que pralica um governo Ilustrado, assim so maule-
ra a paz, a Iranqnillidadc e a ordem no Estado O-
ri"iital. O vosso procodiment trouxe a necessidade
da inlcrvenrAo armada. Gastaremos sommas enor-
mes, sem a menor esperance do embolso, derrama-
remos o nosso sangue talvez, porque nAo sci o que
ser desse governo imposto ao Estado Oriental.
NAo creio na amizade do Sr. Flores ; elle ja co-
mer a dar-nos o pago, tomando medidas extraordi-
narias sem ouvir ao nosso agenlc diplomalico... A
proposito, ia-me esquecendo: o nosso enviado extra-
ordinario e ministro plenipotenciario cm Montevideo
he autor de uma proclamarlo que foi publicada no
Jornal do Commercio ? O Sr. ministro salic ?
O Sr. Ministro dos negocios eslrangeiros : Nao
sc, nao 1 a proclamarlo que sabio no Jornal do
Commercio.
O Sr. D. Manoel: Pois esl assim Uto atrasa-
do ? Os trabalhos da secretaria dAo-lhc lano que
fazer que nao lbc resla lempo para ler aquella fo-
lha?Sahe qual he a razAo porque V. Exc. assim pro-
cede ? He porque lem a pachorra de escrever lo-
dos os das minutas de ollicios os mais simples, at
copiando palavras que se acbam na corresponden-
cia dos nossos aacnlediplomalirns. Por exemplo,
um ministro communicou-lhe da Europa um nego-
cio e dizia no oflicio : Eu n,1o dou islo por averi-
guado / am lold). O Sr. ministro na sua resposla
disse : Rccebi o seu oflicio que communica' islo e
isto, e accrescenta (/ am told). O nobre ministro
diverlc-sc ale com os nossos diplmalas Um dclles
mandou nolicias da Russia c dos negocios do Orien-
(e'muilo atrasadas, o nobre ministro disse : Res-
ponda-se-lhe mandando-llio as mais modernas. O-
liie que a miuha polica, Sr. ministro, anda na sua
ra, na sua casa, no seu salao, salAo magnifico, on-
de V.Evr. recebe aos sabbados.
O Sr. Presidente : Peco ao honrado senador
que so dirija empre mesa.
O Sr. D. Manoel : Bem ; enlAo eu digo a V.
Exc. que a minha polica esta Uto activa que ronda
a casa do Sr. ministro dos negocios eslrangeiros, vai
ale aos seus salees, e faz. mais, loma-lhe o bem cli,
come-lhe os bons bolos.
Dizem-me que he cariosa a correspondencia, es-
cripta a lapis, que S. Exc. remelle para i sna secre-
taria diariamente, por isso he que nao l o Jornal
do Commercio. Um oulro diplmala disse-lhe: Te-
nhoa honra de informar a V Exc. disto e daquillo,
ele., c que S. M. esle docnlc, mas acha-se melhor,
ele. OSr. ministro respondeu, dizendo : a Ke-
cehi o oflicio cm queme communica que S. M. csle-
vc doenlc, que esla melhor, ele, ; e acressenla :
h Parlccipo-lhe que o governo imperial ficou intei-
rado. ii Ora, para que copin esle oflicio todo ?
Por isso he que nAo tem lempo de 1er os jornacs.
Mas, como in dizendo, li una proclamaran do Sr.
Amaral, que he obra prima ; o estro parecc-se
muilo com o de nma fblha que appareceu aqni cha-
sobre gonzos de Velludo. S-ija qual for o rumor
que ouvir no corredor, nao si! moya, nem se adian-
le, espere o silencio, e cntao eomo ja lhe disse, en-
tre sublilmenlc e siga a inspirac.Ro do momento. He
bom repetir ao menos duas vezes ns coasas essen-
ciaes, mesmo a voss.
Tudo esta comprehendido, ludo est relido,
ludo ser feito, disse San Nereo com uma resoluclo
fra u apparencia.
Escale mais uma palavia.tornnu o conde Cae-
Uno. Meu plano lal qual est concebido he :onfor-
mc aci sonliinentos de justicie le > Ida le que com-
pnem ineu carcter. Amo minha filha, minha que-
rida Branca, amo a voss, San Nereo, como a meu
filho; porcm crea que sacrificara de boa vonlade
miaba llia e a voss se fosse preciso comprar a ven-
tura do ambos por um acto desleal, commellido mes-
mo contra Saint Servis. O que eu quiz conciliar
be ni uiba honra, o minha vhganca. Voss ver de-
pois se o consegu.
Ailiruio ja que o sciihor o couseguio, disse
San N'oreo, con iiHn ospera\ i esta nnre.
Meu charo filho, disse Casiano, reslam-me
anda muitasdisposiees a- lomar para a obra des-
le da ; por isso dcixo-o. Ja disse o que linha a d-
aer-lhe.
l-'arei o que devo fazer, disse o rapaz com reso-
lusao.
Elles separaram-sc abracando-sc,comoscnao espe-
rassem (ornar a ver-se. Ficaudo s, o conde Cae-
lano aise;;urou todos os seus preparativos.
A ultima carta que Isaura roe 'bou na inanha
desse da dcimo quinto era concebida nos seguintes
tormos :
Isaura, relcnlia bem islo, e siga pontualmenlc
Indas as mnhas inslruccOes, como tem feito at ao
prese lo.
Voss est na vespera de sua partida para Lon-
dres, lenho preparado tudo para sua viagem, nao
tenha cuidado de nada.
n Todava nao convem perder no ullimo da o
beneficio de sua tonga prudencia. Sahlndo de rasa,
deixara na mlo do porlelro um bilbele dirigido a
Saint Servis. Transcreva >:sle tal qual Um envo.
CAtiro senhor, o proprietnrio dispoz de meu apo-
scnl<' por considerar-me intoltmcl. .iproieilo es-
ta despedida para realisar um projecto que tem si-
do o mnho de minha vida. Vou agora morar cm
uma -arinha de um guartiiro tranquillo ao lado
do a'dim de Luxemburgo. Fui apanina! t de im-
pronto ; mas gue importa.' s rttardo meia hora o
prazer de rf-lo.
Aignc, c indique o numero de sua casinha do
l.iixTibursii. Oporlciros: cncjrregar desse bi-
lhele.c voss o tem pago tan generosamenie que elle
ser discreto, entregando-o esta neile.
< Ootra cousa importante. Vois nao deve dei-
xar na adega o pacolo des-es livros escandalosos.
Assim d suas ordens para ras essa bibliolhera ahnmnavel neja levada ao do-
inicili) de Saint Servis. Se nao achar ilcnhum
mada Estrella i Alta. Ora, tu sel que o Sr. Ama-
ral mandou copia desla proclamacJo ao governo ;
pergunlo, qual foi a resposla qu den o Sr. minis-
tro T Uo aegredo? Seos Interesscj do paiz exigem
imperiosamente a reserva diplomtica de qne sabe
usar com tanto proveilo 0 nobre ministro, nao digo
mais nada, faco agora o mesmo que fiz quando tra-
(el do Paraguay. J sel qu lenho um apoiado segu-
ro do nobre visconde de branles ; cm an me limi-
tando i reserva, o apoiado he seguro.
O Sr. visconde- it branles : He verdade.
Devemos, diz o obra senador, empregar os nossos
esforcos pata dar ordem, paz e eslabilidade aquella
repblica, para deslrulrmos os preconceilo? que nao
s ella como as oulrns vizinhas tem contra o Brasil
pela forma de governo que nos rege, e mesmo pelo
estado de florescencia cm que nos adiamos em rela-
c8o a ellas. He lambem o nosso pensamento, o nos-
so grande empenho, estamos de accordo, s discre-
pamos nos melos. Eu anda hoje enlendo que o
mel de reduzir aquella repblica ao estado de pat
c de dar-lhc eslabilidade era sustentar o governo le-
gal. E este o pensamento do tratado d 12 de ou-
tatiro, que luppoe que, susteolando-se o governo
legal quatro anuos, a ordem, paz e a eslabilidade
renascerium para o estado Oriental, o qual poderla
coro fjrilidade levantar-se do abalimento a que o re-
duzram 9annosda mais encarnizada lula.
O governo entendeo diflerenlemenle, enlendeu
que devia deilar abaixo o Sr. Gir c subslilui-lo por
um governo que eu onso aftirmar que nao era o go-
verno que queria a maioria do Uruguay, que o a-
ceilou pela nccesiidadeesobretudo peloreceio de de-
sagradar ao Brasil, de quero eslava recebendo 60,000
palaces mensaes, de quem esperara ainda maiores
recursos, pois que o governo lhe deu adianlados mais
180,000 pataces.
O Sr. Ministro ios negocios eslrangeiros: Nao
aenhor.
Sr. D. Manoel: *- Elle pedram ese di-
nheiro.
O Sr. visconde de Airantes : Moslrram que
liiiham necessidade.
O Sr. D. Manoel: Elles esperavam ainda ser
allcudidos neste seu pedido ; nAo era para admirar
que nreila-sem esse homem que nAo linha prestigio
no Uruguay, que nAo era de certo o homem que o
Uruguay queria para seu presidente. Depois eu
disse, e quero ser conteslado,que em carias particula-
res^ uma ale de pessoa muito nolavcl.se afirmava que
o Sr. Amaral sahira de sua casa e andar de porta
cm porta solicitando votos para o r. Flores; que
haveudo dvisAo entre os Srs. Flores e Lamas, nao
se se o pa so o li I to, cuja candidatura era protegida
especialmente pelo general Pacheco y A^paral, conheceodo a importancia deste general,
andar de noria em porla solicitando votos. O qne
he verdade he que o Sr. Pacheco y Obes l sabio
para Bacnos-Ayres ; abaodonou Montevideo, nao
sel se por despeito, se com algum plano de alianca,
como alauns conjecluram.
J o filho predilecto do ministerio, o partido colo-
rado esta subdvidido, mas agora nao ha receio, por-
que o partido blanco est hoje fra das posiroes, esl
decahido. O certo he que o Sr. Flores, ao lomar a
presidencia, um dos primeiros projeclos que conec-
beu fui dar cabo da liberdade de imprensa, o certo
he que a le passou, mas no senado teve s dous vo-
tos de mais; o certo he que o Sr. ministro dos nego-
cios eslrangeiros asseveron nesta casa que o Sr. A-
mnral naotivera parte nesse acto.quo pelo contrario
se o Sr. Amaral tvesse sido consultado, para seguir
suas instrucrcs devia ter aconsclhndo que se nao
dsse scmelhanle passo.
O Sr. Ministro dos negocios eslrangeiros: As
inslraccoes s3o que nio.so deve intromelter na admi-
nistra cao...
O Sr. D. Manoel: V. Exc. foi adiante, disse
que so acaso o Sr. Flores pedisse ao Sr. Amaral um
conselllo, esle seria opposlo, isto he, que o acto nao
devia ser pralicado, e me parece que dizia bem.
Mas o que o nobre senador quer, o que eu quero,
e o que queremos todos, porque as-im o exigem os
nossos interesses essenciaes, he firmara paz, a ordem
e eslabilidade naqella repblica. O nobre senador
diz que a poltica, lufciiinusa segundo elle, que o go-
verno seguio em dejnlnr o Sr. Gir para collocar
na cadeira prcsideucnl o Sr. Flores he que ha de
produzlr esse resultado. Eu digo o contrario, digo
que n8o ha crenoa em nos, porque os subditos do
estado Oriental dzcm: Pois o governo do Brasil
nao -usi i'iitou o presidente legal,minou este governo,
protegea um rebelde I... O qne se segu 1 Fazer
rebellines sobre rebollies ; desordens sobre desor-
dens. E isso ha de socceder desde qne o Brasil re-
tirar as forras. Se acaso am Montevideo nSo re-
henlouj uma revolurfio, talvez se deva a dvisAo
cominandada pelo Sr. brigadeiro Flix, all estacio-
nada. Vede como vamos segurar a paz naqella re-
publica ? Mas podemos nos conservar attt ama di-
visan loda a vida fa/.endo uma despeca extraordina-
ria, com a certeza de que nao seremos pagos, por-
que o estado Oriental est sem meins par satisfazer
os vencimentos da dvisAo '.' Quo juizo se ha de for
mar desla poltica'! Eslou persuadido que o mesmo
juizo que eu formo, e que os amigos da administra-
rn, apezar de reprovarem semelhanlc poliliea, nao
ousam rombatc-la, c por isso apparcer as c-
maras uma quasi unanimidade qne nem sempre he
prova de adhesao, e qne se pode explicar de multas
manctras,
Senhores, quando se v unanimidade em uma c-
mara, e quasi unanimidade em oulra, quando se nao
faz uma observaran ao governo, quando se tachara as
proposites da opposio de perigosas ordem publi-
ca, isto quer dizr symptoma de uma crise immiuen-
le; e nos caminhamos para ella sem dnvlda nenliu-
ma, a queslao he de lempo, mas a crise apresenta-se
medonha. No sei qual ser o desfecho della, mas
eslou persuadido de que a crise ha de verificar-se.
O nobre senador, a qoem lenho a honra de respon-
der, relirou-seem 1831 para a Europa, c nao sei se
disse em alguma casa as palavras seguintes: Vim
para a Europa porque quero ouvir a queda de lon-
go i) Tanto previa elle os acontecimentos desastro-
sos que se haviam de realisar em abril de 1831. As
crises medonbas, que Dos afaste do Brasil, umitas
vezes realisam-se contra nossas previses mais cedo
do qne prevemos; he necessario portanto preparar-
nos; ecom que? Comjslica, comum sincero arre-
criado que a receba na ausencia do amo,o mensagei-
ro laucar o pacote por cima dos muros no jardim-
a Acabe tog esta tarefa, e venha quauto antes.
Estou a sua espera; traga com siso sua camarista.
Conde C...B
P. S. Nao se esqueca dos retratos.
Isaura nao achon nada' de extraordinario nestas
allimas rccoiiinicndarcs; ollas parcccram-lhe inos-
mo mui naluraes, e conformes ao sistema de pru-
dencia seguido pelo conde. Domis na exallacAo
febril em que se acliava, nao poda apreciar na-
da ; seu espirito, sua razAo, e sua vonlade pcrlcn-
ciam a oulro. O fanalismo da dedicarAo, essa hu-
mana rcllgiao de quasi ludas as mnllieres, levava
Isaura em todas as direcees a que a ctiamava a voz
de seu bemfeitor. Se s vezes o instincto racioci-
nador dispertara nella, era promptamentc sutTocado
como um pensamento culpado de revolta. A n lle-
van fra he inimga da dedicacao, assim como o bom
senso he o flagcllo do herosmo.
A ultima prova imposta a Isaura pelo marido
achou-a as mesmas disposirocs de obediencia pas-
siva.
I Seguio pontualmenlc meus ltimos cnnselbo-.'
pergunlou-lhe oeondo vendo-a chegar casinha do
Loxcmburgo.
Isaura fez um signal affirmalivo, e o conde pare-
cen contrariado por esso sinal.
Fiz mal cm obedecer '! perguntou Isaura com
uma timidez cheia de grara.
NAo, nao, Isaura, tornon o conde com um cm-
bararo bem fingido.nunca se faz mal em obederer...
Mas fui eu que commelli a falta... Emfim o mal nao
he aiando... Ello achara seu hilhelo, vira, locar
a sinele, e nAo lhe sendo abarla a porta, vollar a
p pelo mesmo caminho : tanto peior 1
Quem l perguntou Isaura rindo,elle?
Oh quem enlAo"! tornon o conde. Porque
desde honlem A noilc Iranstnrnei meu plano. cvo
ir para Londres amanhAa ; mas nao podemos ir jun-
ios. Quero pois quo voss lome a ilianteira com
sua camarista. Toda a sua basagera esla ja no ca-
minho de forro. Eis-aqui sen passaportc. Alje-
se provisoriamcnlc cm Londres no Joncy's Hotel,Lei-
cesler Squarc que vose conhece. Parlirei no com-
boy de noile... Salvo algum impedimento, e cnlao
uma corla a informar de ludo... Adeos pois por
aljama? hora?... Adeos, boa Isaura... v a p ate a
ra Mazarina, ahi lome ama rarruagem na eslarao
c caminhc directamente para o embarcadouro do
caminhu de ferro.
Se quer. posso de passagem lomar a tomar
meu bilhcle ta m3o do portiro: he por l o ca-
minho.
Ah sim, disse o conde em nm.tnm mui na-
tural, sim, vosse lera uma boa ideia I NSo h preci-
so que esse Saint Servis laca uma viagem inoutil
noile a esle bairro, elle...
O conde parno. parecen reflerlir alguns inslanles
e mudando de npinlAo disse :
pendimentn, assim como se prepara o peccador para
no ter a comlcmnacau cierna. He necessario aca-
bar com esle syslema de corrupefta : he de mister
que lodos cumpram o seu dever, que fallem ao thro-
no, nao uma linguagem cheia de lisonja, mas digna
de subditos fiis, quenlmejam, que fazem volos ao
co, que eslao promplos lambem a fazer sacrificios
pela eslabilidade desse throno, porque o Himno he 0
symbolo de paz, de ordem, de eslabilidade, de pros-
peridad.'. Sem o throno o Brasil lera a sorte das re-
publicas da America Meridional. Senhores, lera-
bremo-nos da mxima seguinle, que he de um dis-
tincto philosopho moralista: Ha lana baixeza na
malnr parlo dos louvores, que estesaviltam mais os
que os do de que honrara os que reeebcm.
Ainda me resta, Sr. presidente, repelir uma per-
gunla que fiz* cm uma das sessoes passadas ao nobre
ministro dos negocios eslrangeiros. A circular que
o nobre ministro dirigi ao corpo diplomtico, que
he uma especie de exposicao dos motivos da inter-
venro, he obra de m estrangeiro, como me parece
que calumniosamente se disse em Montevideo? Ha
uma carta de Montevideo que diz que um estrangei-
ro fra casa do Sr. ministro, c o mea nobre colle-
ga senador pelo Maranhao esl miis achantado, at
me disse a hora.
OSr. Costa Ferreira: Um amigo disse me que
foi i mela-noite.
O Sr. D. Manoel: A minha polica, que anda
lAo activa por casa do Sr. ministro dos negocios es-
lrangeiros, nao foi tan vigilante como a do meu no-
bre amigo, porqu nao me enmmunicou a hora em
que o estrangeiro se dirigi casa do nobre mi-
nistro.
De rpente, Sr. presidente, me occorre o que disse
o honrado senador pelo Cear "acerca do livro azul.
Nesla rasa disse en que me constava que um minis-
tro inglez, que residi nesla corto, dirigir um des-
pacho ao seu governo, dzendo-lhe que o Sr. viscon-
de de Paran, que creio que entao ainda nAo linha
esse titulo, era o maior prolector que aqoi linhara os
africanistas, aecrasceotel que me pareca que o des-
pacho linha sido insreido no llvro atol.
Eu no 0 afflrmel nem li o livro,- mas aflirmo
que o despacho foi dirigido ao governo inglez. Na
corle esl quem sabe disto mnito melhor do que eu
sei, e me parece que alauem leu este despacho, que
era extenso, o qual, narrando o qne linha occorrido
sobre o trafico, conclua della maneifi pouco mais
ou menos:
o Como nao ha de isto acontecer, se m homem
da ordem de fulano, que islo, aqillo e esl'oolro,
ele, he o maior prolector que os africanistas eneon-
Iram em todas as suas Iraficancias ?
Tamllcm me consta que uma folh de Inglaterra
qac he ministerial, cilou esse despacho.
Aqu fez o nobre senador uma bella lirada sobre a
Inglaterra, na qual nAo o acompanho, porque nao
me parece que venha a proposito. Nao sei se a In-
glaterra quer ou nao exercer sobre o Brasil um pro-
tectorado ; esta historia nao he para agora. De cer-
to que havemos de repellir essa injuslissima prelen-
cao; havemos de protestar contra ella peranle o
mundo civilisatlo, mostrando a justica da nossa causa;
havemos de fazer ludo quanlo cm nos coubex para
repellir um protectorado que oflende a independan-
cla e soberana nacional.
Mas, senhores, nao ouvin o nobre senador o dis-
curso do Ilustrado membro pela Bahia em orna das
sessoes passadas ? Nao ouvio o aparte que lhe foi da-
do pelo Sr. visconde de Olinda? Nos lodos, os Brasi-
leros, sem excepcao alguma, estigmalisaraos o bil
de 8 de a aos lo de 1815; o Sr. ministro prolestou
contra elle, como lhe cumpra, e enviou o sea pro-
testo a todas as nacSes do mundo. Mas o nobre se-
nador a quem me refiro, e o nobre visconde de Olin-
da, que nao approvaram nem approvara esse bil,
nao podem dcixar de reconhecer que libamos dado
algum motivo para elle, molivo que hoje tem desap-
parecido.
Se o bil era fundado no nosao procedimento, em
nao cumprirmos os tratados e eonientrmos no trafi-
co, se esle foi o pretexto que eo-honestou esse Mil
perante as naces do mundo, nrmente as da Euro-
pa, as quaes o approataxam, como se pode ler na obra
publicada o anno pa- jo ptlo Sr. visconde de bran-
les ; digo, se a IngJ'.erra leve esse pretexto para
propor c ubter esse tJl do parlamento, hoje, senho-
res, na verdade esjMprelexto deixoo de existir, por-
que o nosso proredfrnenlo he jastamente contrario ao
que nos inir.ivain em josto antes do bil. Temos
feito qoanio he humanamente possivcl pira reprimir
o trafico, para exlingui-lo; e portanto a Inglaterra
esl obrigada a revogar esse bil, a acabar com esse
dircilo de busca e visita nos nossos navios.
O Sr. Visconde de branles: Nao lem razSo,
nem pretexto.
OSr. Dt Manoel: Porqae o Sr. ex-minlslro
dos negocios eslrangeiros o anno passado nos deu a
satisfactoria noticia de qne o Sr. Sergio acabava de
communicar-lhe que linha esperanca a mais bem
fundada de que a rerogacAo do >i7 seria pedida e
oblida, e que para esse fim eslava o Sr. Sergio em
negociarcs cora o governo inglez? Para que nos an-
nunciou isso, se a Inglaterra nao linha (encao, nem
vonlade de revoga-lo? O que dedazo dahi he que o
governo inglez llludio ao Sr. Sergio, ou que o Sr.
Sergio se deixou Iludir por promessas do coude Cla-
rentlon.
Espeav amos com anxicdade a realisacaa das espe-
ranca? qoe nos deu o relalorio do anuo passado, e
ilesarao idamente no relalorio ha pouco lido na oulra
cmara declara o ministro inglez, na ola de 16 de
dezembro de 1833, que o bil nao seria revogado.
Eis a razio porque fallei sobre o traben e aventu-
re"! alguns juizo? acerca do procedimento que a In-
glaterra tem tldo, em nao querer agora revogar o
bil, quando linha promettido ao nosso ministro em
Londres que ia propor, c esperar obter a revugarAo
desse bil.
Quando se nos annuuciou a revogacau do bil de
8 de agosto de 1843, nao se nos alleaou o molivo
queja se expoz oulro dia, que a Inglaterra o que
quer he obter cundirnos vantajosas a ella e des-
vanlajosas a ns; hoje he que se allega esse moti-
vo ; hoje he qoe se nos diz que a Inglaterra quer
exercer am protectorado sobre os navios brasi-
leiros 1
Para que, senhores? Se a Inglaterra lera con-
viccAo de que queremos extinguir o trafico, se fez
at elogios ao nosso govtrno pelos esforcos que
IfM) vosse n.1o lem lemnp que perder, chega-
riaj larde para a partida... Essa im boa nAo mu-
demos nada no plano. Deixcmos vir esta noilc Mr.
Saint Servis, isso lhe servir de passeio. He pre-
ciso lambem que eu me vingue dos cem luizes que
elle ganhou-me no lasquenel.
Tem razAo diz Isaura rindn.
E batendona fronte accresreutou :
Ah meu Dos esquecei-me !... Nao cnlre-
giici-lheos dous bilhcles de mil francos Que pen-
sar elle de mim Todas as noiles elle m'os pede.
F'iquo tranquilla, disse o conde, encarrego-me
de manda-Ios entregar cm seu nomo.
EnlAo he ebsolutamcnlccomo se elle os tivesse
j recelado, disse Isaura, eslou contente.
Isaura, tornon o conde com uma cmorAo con-
tida, esqueceu-se dos rclratos?
Oh nAo eiicsquccer-mo de umarecommen-
daoio sua l Quando uma palavra ou uma linha sua
chega-ine aos ouvidos, ou aos olhos, recebo-a como
nma cousa que vem do eco, rccolho-a cuidadosa-
mente, e esquero-me deludo o mais.
Isaura sem o saber perda insensivelmcnle diante
do marido as mancir.is nnlisas, e al o tom ligciro
de seu orgao ; lev.iva-se assmasuapo6ir5oaratlul-
menle para esforrar-se por ser menos indigna de
um nomo nbrc, tornado seu.
Os retratos bao de chegar-lhe s nio? daqui
uma hora, accresccnlou ella.
Daqui a uma hora disse o conde com um
leve sisnal de impaciencia, nao ser muilo tarde....
Oh! pode contar com elles, interrompeu Isaura
Mr. Vidal piomelleu-mc mui seriamente, e um gran-
de artista como elle nao falta a sua palavra. Uemais
acabo de vc-loi. EslAo terminados. Sao dous pri-
morosos desenlios.
Voss ficou verdaderamente satisfeita, Isaura?
Sim, senhor conde, ascincllianra he uolavcl.
O senhor estovo l tres horas snmenle, c Mr. Vidal
imilou-lhc muilo hem as feir.ocs. Seu semblante he
vivo, seus olhos brilham como dous relmpagos.
Nao se l'ari.i melhor com Millas de oleo.
E o seu, Isaura, nao falla-mc dellc?
O meu, se julgar pelo do senhor tlcvecslar lani-
hem muito scniclhantc... Todava parecc-me que
Mr. Vidal rmhcllezou-inc. Os artistas sAo sempre
galantes. Mr. Vidal est habituado a inventar suas
nullieres furinosis imaginarias, c continua diante
dos modelos vivo?.
Isso nAo he deleito, disse o conde com um leve
sorrso, o modelo prcslava-se a esse erro... Esta sa-
tisfeita pelo vestuario que deu-lhe?
Muilo salisfeila! um vestido de seda cor falla
secca, a maior simpliciilade, a?simcoino o senhor rc-
commendou-me.
Sim, Isaura, eu nAo quizdislrahir pelo liuotfc
vesltiario, quiz que luda a attcncAo se applicasse no
semblante.
Agora so me he permillidn fazer osla perguiila.
arrrescenloii tmidamente Isaura ; o senhor deixar
eses retratos em Pars?
nesse sentido lem empregado, porque quer ella
exercer esse direilo de visita e de basca nos nossos
navios mercantes? A Inglaterra, do-do o momen-
to em quo se convcnccu quo nos eramos sinceros,
que empregavamos tantos meios para extinguir o
trafico, fez ressar as violencias tos seus cruzeiros.
Sim, a Inglaterra pralicou para comnosco as maio-
res violencias, calcou os ps o direilo das genios,
abusn de seu poder do narao forte para com uma
narao menos lorie do que ella | mas esse procedi-
mento, indigno de uma nacAo lio illuslrida, cessou
feliz mon lo; e creio que poacos casos de visitas e
buscas tem liavido da parid dos cruzeirosiuglezes.
lenho hoje pela Inglaterra miaas tendencias,
para nao dizer muilai tendencias. Deploro que ella
nos Icoha tratado UM mal, mas vendo-a empenhada
em uma causa tojusla e 13o nobre, cu peco a Dos
que a proleja, e que a faca (sahir Iriumphante, pa-
ra que o fraco nSo seja opprlmi lo pelo forte.
Eu nao posso apoiar preten^Ces injustas, que sao
de longa data.
Defenda pois o fcobre senador pelo Cear o Sr.
presidente do consclho como quizer, estou anda
persuadido de que he elle o motivo qne embaraca a
revogacao do bil Aherdccn, pelas falsas informa-
efies que daqui mandn o miuistro inglez ao sea
governo relativamente ao procedimento de S. Exc.
com os africanistas.
Senhores, nao sel para que o nobre ministro dos
negocios eslrangeiros expedio uma circular l.o lon-
ga, tao cheia de historias, que se presta a tuntas re-
flexOes, que tantas armas pode dar contra o Brasil,
quando linha apenas de edmmunicar (e at poda
deixar de faze-lo, foi mais devocAo que obriaar.io
s nacoes dn Enropa e da America, que, para cum-
prir os tratados de 1828 e 1851, ia fazer marchar
uma forca para a repblica do Uruguay.
Para que fazer essa especie de manifest? Para
qoe ir buscar a historia da convencen de 1827, pa-
ra que ir buscar a historia dos horrores praticados
em Monlevida ? Para que tantos protestos de qoe
nada queremos de Montevideo ? Para que convidar
o mundo inteiro para a grande obra de salvar a
Montevideo, que conla menos de 200,000 habi-
tantes?
O Sr. Costa herreir ?Nao sabemos se convi-
dou a L'rqui/a.
O Sr. D. ManotUi l tom He preciso Um-
bem sabermos se convidou ao govemo de Bttenos-
Ayres. S. Exc. prometteu responder a todo; he
verdade que accrescenlonna terceira distussae; e
eu espero que hoje ou amanhAa se dignar tomar
em considoracao estas minha? humildes reflcies.
Para que esse convite a todas as nacoes do mun-
do? Talvez fosse para-qne cada ama mandasse o sea
contingente para ompor a Torca qne lem de estar
por algum lempo to estado Oriental.
Em que se funda a intervencHo? Nos tratados:
portanto bastava uma simples commnnicacSo de
qualro palavras.
He costme dos Hespanhes fallar muilo: emsiias
rommunicaoes diplomalicas usam de am eslylo flo-
rido, mas.nao lem a concisSo que eostuma a em-
pregar as sua? notas o Sr. ministro dos negocios es-
trangeiros. Creio qae S. Exc. est muilo hespa-
nbolado: nao nos perca o amor nem o anecio; nao
tome um lal amor pelo Uruguay. que al prefira ser-
v ir-se do eslylo proprio dos habitantes daquclla re-
publica.
E ser-me-ha licito agora fazer uma pergunta a S.
Exc? Que resposla lem lido das nacOes da Europa
da America a esle respeito? Fotheei este Kvro
azul. (Mostrando o relalorio) que lem capa verde;
vi a circular datada de Janeiro de 185i; Janeiro, fe-
vereiro, marco, abril, maioe junho; j he lempo tle
vir a resposla al da Turqua; que resposla deram a?
nacoes da Europa e da America a circular? Vem
coadjuvar o Brasil no empenho' de salvar o Uru-
guay das garras da anarchia, no empenho de tornar
aquella repblica estavel, no empenho de rcslabelc-
cer all a paz e a tranqaillidade ? Hs o quj desejo
que o Sr. ministro nos diga; e nio sel a razAo por-
que S. Exc. nao mandn annexar ao sen relalorio
copia das respostas sua circular, se porventnra
vieram como deviam vir.
Dezejo que o nobre minislro me csclareja a esse
respeilo com a franqueza que o caracterisa, mas sem
dj^heulo das negociarles penSenle?. So o nobre
^^^^ro entender que couvem.Muard.tr loda a re-
serva que guardn na cmara dos tlepulados c aqu
a respeilo do Paraguay, cu nao exijo que com mulli-
que as respostas dos governos a qoem enviou a cir-
cular de que estou tratando; mas se puder apresen-
lar essa* respostas, far-me-ha nisso um favor espe-
cial.
E lambem desejo que o nobre minislro desminla
da maneira a mais cathegorica esse boato qac corre
e'm Montevideo, de que S. Exc. assignou uma cir-
cular qne lhe foi dada por um estrangeiro. NSe
quero qoe liaja no Uruguay quem pense qne o no-
bre ministro de eslrangeiros, que he sem duvida
nenhuma ama das capacidades do nosso paiz, fosse
capaz de assignar urna circular de um estrangeiro,
quando lhe sobram coohecimentos para fazer nao
s essa como oulras circulares c Irabalhos muilo
mais importantes. He verdade que a circular po-
da ser feita por qualquer official da secretaria dos
negocios eslrangeiros.
Nao Doderia en, com permissao do Sr. visconde
de branles, dizer qne o Sr. minislro dos negocios
eslrangeiros (agarellou, escrevendo ?
Eu na sessao paseada chamei a alienlo do nobre
minislro sobre as nossas relaces com a Confedera-
cao Argentina c Bnenos-Ayres. NAo sei como isso
anda ; perante quem est acreditado o Sr. Silva
Ponles; n3o sei se o governo do Brasil acredilou o
Sr. Silva Pontes perante o governo de Bnenos-Ayres,
ou se peranle o governo da Confederaco Argenti-
na, ou se perante ambos. O relalorio nada diz a
esse respoito. Limitou-se nicamente a fallar do
famoso tratado de $. Jos de Flores, e das explica-
res que exigi do governo dos Estados Unidos,
Inglaterra, Franca, etc. A respeilo de nossas re-
lardes com Baenos-Ayres e com a Confederaco Ar-
gentina nao disse uma palavra, assim como se nAo
disse ama palavra na falla do throno ; o que me
faz cret qne nesle negocio ha grande reserva di-
plomtica. Se no relalorio nem na falla do throno
nada se disSe a este respeilo. naturalmente o obre
ministro nos dir daqui a poOco. Sao laes as re-
laWes em que se acba o Brasil com Buenos-Ayres
a Conredctarao Argentina, que nao posso dizer
senao que o governo se esmera em cumprir as suas
obrigacoes. Conlra islo nada ha a objeclar : mas
se as reservas diplomticas nAo exigem que S. Exc.
se conserve silencioso, cu pedlrei a S. Exc. se dig-
ne dar resposla aos quisitos que lenho a honra de
dirigir-lhe c que sao maito simplices.
E aprovelare um aparte muilo sensato, como sao
lodos os apartes do meu nobre amigo, a respeilo do
procedimenlo do governo com 0 general Urquiza :
a circular lambem foi dirigida "ao director da Con-
federaco Argentina? E qual foi a resposla deste?
Foi dirigida a circular ao govef no de Buenos-Ayres?
Qual foi a resposla '.'
Eu desejava saber, se isto nflo compromeller os
interesses do paiz, se he verdade que o ministro in-
glez dirigi uma ola um pouco energida ao nobre
ministro dos negocios eslrangeiros, dltendo-lhe qoe
i forra expedicionaria devia demorar-se o menos
possivcl no Uruguay, c me parece qae lambem se
dava a entender, se nao se dizia claramente, qae
o govorno do Brasil nao tidha direilo a querer exer-
cer protectorado sobre am paiz indepndenle. Ea
desejava saber se islo he verdade ; e, se fer possl-
vel, qne resposla deu o nobre minislro a eeM
ola.
Tambem rfa sessao paseada (Isto he para avivar
a memoria d,e S. Exc.; ella bu de responder, ha
de oceupar uma sessao inleira ; nao o quero fatigar
muito, mas nao ha remedio, preciso desees csclare-
r i mon tos, trae nao quiz dar ni 1.' e 2." discus-
sAo.) Eu desejava saber se ha notas do minislro
dn Inglaterra acerca das casa em que lia Afri-
canas cujos '.filhos se tem baplieedo como esrravos-
O faci l venladeiro, o Sr. miuistro o confirmoa
com am areno de rabera. Como couleslou 8. Exc.
essa ola ?
Eu disse ao senado em ama das sessoes paseadas
que era muilo Cariosa a correspondencia do minis-
tro inglez com o Sr. minislro de eslrangeiros sobre
o negocio do trafico, e al ped aos Ilustres colle-
gas que lessem essa correspondencia. Parece que o
minislro inglez quiz dar lires do Jurisprudencia so
Sr. ministro dos negocios eslrangeiros, por exemplo,
sobre as palavrasemancipacAo e liberdade.Ota,
a resposla de S. Exc. foi, como devia ser, muilo
jurdica, mas o eslv lo das notas nao roe agradad.
Muita allivez da parte do ministro inglex moila
submissSo da parte do Sr. ministro dos negocios es-
lrangeiros.
Sr. presidente, o senado esta cansado de pres-
tar-m a sua benvola alinelo, e ao mesmo lempo
desejoso de ouvir o discurso qae vai proferir o Sr.
minislro dos negocios eslrangeiros. Depois de ou-
vir a S. Exe. talvez peca ainda 'a palavra para res-
ponder-Ihe.
He verdade, Sr. presidente, qae por oolra parte,
quando olbo para o mea nobre collega o Sr. Ver-
gueiro, lenho vonlade de continuar! J derramei
lagrimas sobre elle; apenas S. Exc. cliegou eu dis-
se : f Mea collega, nao lhe quero eftar na pelle;
o Sr. minislro dos negocios eslrangeiros vera arma-
do de fictos e documentos para mostrarVjue V. Exc.
he muilo immoril. i Resigne-ae porlanflfwYj^Exc,
e ouca com paciencia as proras de sua immoral
de. a Creio que o Sr. ministro dos negocios
Irangeiros, que tanto falla em Dos, vai mies fazer
uma homila, para ver se conseguo converler o no-
bre senador par Minas, que j Hila mais de 70
janciros, e que deve esar prepara lo para a viagem
que todos havemos de fazer. Prtenlo o Sr. mi-
nislro vai antes oceupar o lagar de misionario,
se aecusa o peccador nao he para lhe fazer mal,
nao para eonverle-lo. Paro aqni.
O Sr. Minislro dos negocios eslrangeiros ced
a palavra que lile compela.
O Sr. visconde de Paran (presidente do conse-
Iho):Sr. presidente, eu nao desejava Tallar hoje
Hcsla pouco lempo, e desojara lomar em conside-
racAo mullos dos objectos apresentados na segunda
discussAo ; mas como o Sr. ministro dos negocios
eslrangeiros he chamado a dar varias informarnos,
e lenha pouco lempo sul dsposicAo para isso,
aprovelare alguns minutos qae possam restar para
dizer alguma cousa em abono da poliliea qoe o go-
vorno imperial lem seguido no Estado Oriental,
e desmentir perante o senado as calumnias que se
lem levantado ao cx-ministro residpitie do Brasil em
Montevideo, o actual Sr. minislro da marinha.
Sr. presidente, atlirma-se que o ministro residente
do Brasil eslava de accordo com os colorados, e foi o
principal motor da revolucSo de selembro em Mon-
tevideo; que nao s a arorocora, como entrara em
lodos os tramas qaModeriim ter lagar para qae el-
la se realh
Nao, de certo, Isaura, voss tornar a acha-los
em Londres. Aproveitei os ltimos das que esta-
mos cm Franca para mandar-nos retratar a nmlHis
no mesmo quadro por ora grande artista de Pars;
porque cm Londres os retratos nao sAo sempre se-
melhanles.
E todava, tornou Isaura rindo, o nnhor to-
mn ama precauro singular.
Que precaurfrf^crguntou vivamente o
conde.
lima preraocao que moito deu que cuidar a
Mr. Vidal, o senhor re onimondou que pozesse nos-
sos nomos embaixo dos quadros, como se nao lossem
semelhanles.
Oh is?o'he uso entre nos. disse o conde com
um leve embarace... um uso tle familia...Escrevem-
se os nomes embaixo do quadro... Devc-se cuidar nos
herdeiros.
Esla explcatelo pareceusatisfazer a Isaura, a qual
acrescenlou :
Para mais seguranza cono avenida Frochol
para ver se Mr. Vidal enviou os relralos. Sim, a
idea he boa.
A despedida do conde mnlher foi fria ; mas af-
ferluosa. Isaura que comecava a tomar sen casamen-
to em serio teslemnnhou ao principio alguma admi-
raran de ver nm marido separar-se da mnlher com
una ternura lAo moderada ; mas ama simples reflc-
xao Iranquillison-a.
Com effeto, disse ella comsigo, he somonte um
adeos por poucas horas ; nAo ha partida, viagem, ou
separarAo. Meu marido he exacto em tudo, lem sem-
pre razAo.
Durante o resto do dia o conde ajudado por s, s
acaboutlc dispor ludo para a reccprAo da noile.
Umajranquillidaae perfeita rcinava cm loda a sua
possea, e nessa tranquillidade varonil nada era fin-
gido, porquea casa eslava deserta como um tmulo.
Sealguem houvesse sorprendido o conde Cactano
no mcio de seu Irabnllin domestico, ler-lo-hia julcn-
do nm dono de rasa ocrupatlo nos preparativos de
um baile. Uma lestemunh* iniciada no segredodo
negocio, te-lo-hia comparado ao hbil jogador tle
xaque adianlando para as casas pecas victoriosas, c
tirando por prevso ao adversario loda a probabili-
dade de successo.
XVI
O sarao' do dcimo quinto dia.
Esse da que pareca dever clemisar-se chegou co-
mo os oulros noto.
Diante da casa do conde, a ra quasi sempre des-
erta durante o dia tornou-so solitaria como uma zo-
na de deserto. Um silencio profundo cabio sobre es-
so quarlcirao, especie de provincia parisiense^ Ou-
via-se mugir ao longe a grande cdade, assim como
ouve-se do fundo de um vallo tranquillo mugirem
as vagas do mar.
Um habito torna os homens exactos como rhrono-
inolros; o mudo (".aciano linha feilo esla observa-
cao. As nove horas ponto Saint Servis chpgou
a casa de lanra da roa de l'rovenra. Segundo seu
A revulurao occorreu a 25 de selembro; o aclual
ministerio fui nesla corle organisado no da 6 desse
mee; bem se v que a marcha poltica que seguio o
nosso minislro residente nao poda ter sido dictada
pelo novo ministerio, mas pelo anterior. E, pois,
so o ministro residente nao tvesse procedido da
conformidade com os tratados, com es grandes inte-
resses do pa -., se essa conducta nao fosse da accordo
com suas indrncee?, an podera declinar loda a sor-
te de responsabilidnde. Mas nao, Sr. presidente, o
ministro teve o procedimenlo mais leal, mais uobre
qne poda ser; observou inleiraraenle suas inslrac-
coes, nAo arorocoon revolacdes, procurou sempre
contraria-lae, preveni-ls, e neste sentido deu bons
conselbos.
Quando ni sessAo passada, cm selembro, o minis-
terio propoz bm subsidio para Repblica Oriental,
lendo em vistas, dar este subsidio ao geverno legal)
de certo nem o ministerio, nem o ministro residen-
te, em cejas informarles se naseava aquelle pedido,
poda querer alimentar ovn governo que o ministerio
desejasse ver cabido. Se, como procorei cntao pro-
vir, o Estado Oriental linha necessidade Ueste sub-
sidio para poder subsistir) he viilo qae al abgleiUjM
de di-Io era o que poda conduzir a uma^volociiv
Quando se tratava desta materia no senado, eu fiz
ver qne a repblica nAo linha renda sufflcienle para
pagar sla folha militar c civil. De certo, Sr. pre-
sidente, en nao queria dcscalpar intoiramente o go-
verno oriental desla falla ; reconherendo qae lrsli-
am difliculdndcs, que estas nAo dependalo do go-
verno, comtudo n.e pareca que com mais algumi
economa e regra, e mesmo seguindo outfa polili-
ea, pedera ter approximado, senao leilo .chegar
coslume elle ontravanAo secretamente, mas fazen-
do grande rumor com os ps para fazer o portiro
invejar-lhe a felicidade na falla de um invejoso mais
distinct o (o amor proprio colhe o que pode) quando
um eiiXor .' repetido (res vezes por uma voz sub-
terrnea o fez parar no vestbulo, e voltar a cabera
para a inscriprAo que ordena no imperativo fallar
ao portiro.
Lina mao salda de uma porla envdrarada e agi-
tava-se apresenlando urna caria a Saint Servis. O
rapaz lomou a carta, e chegando-sc a um candiero
avarcnlo tcnlou l-la, enao podendo decifrar a le-
tra de Isaura en Irou afoulamente no quarto, oque
excilou os murmurios do portiro.
A lgica dos porleiros he inexoravel. Saint Ser-
vis nAo o linha jamis honrado com um se he ser-
vido, e nunca sua mao depozera urna portagem de-
pois tle meia noile sobre abauqoinlia do quarto. Es-
sas oITcnsas cram suflicienfe? para justificar todos os
ressenlmenlos reunidos no corarflo do portiro con-
lra o avarcnlo c orgulhoso Saint Servis,
I.ida a caria, o rapaz dirigio-se repentinamente ao
senhor do quarto e disse-lhe :
__ A senhora Isaura nitidou de domicilio?
Essa he boa '. responden o porleiro oceupado
com oulra cousa; nAo foi por minha culpa.
Nem minha replicn Saint Servis.
Ah isso he oulra cousa, disse o portiro.
Vmc. quer insinuar que foi por minha culpa,
meu bom homem.
Primeramcnlc. tornou o portiro collocapdo-
sc cm frente tic Sainl Servis, primeramente nao
sou bom homem... rogo-lhe que meca suas expres-
soes, porque eslou cm minha casa c
Oh disse o rapaz cm lom conciliador, cu nao
quiz caiisar-lhe a menor pena. Esla carta rommo-
vcu-nic, cem minha perturbaran servi-me da pri-
meira palavra que veio-ine aos labios... Vmr. sabe
melhor que ninaucm que sou... iim-dos amigos in-
timos tic sua bolla localara, e sua repentina parti-
da contraria-nic c admira-mc ao ullimo poni.
Se ella o contrara, convinha imped-la, disse
o portiro cm tom grnsseiro.
Impotl-la c como ? perSunlon Saint-Servis
com I ingcnuitlatle do avarcnlo.
Como Irra he cousa bem simples... O se-
nhor, pnrocc-mc rico, lem um cabrolcl sem numero,
um cavado fogoso, um pagem que falla o parisiense
comn nm inglez. Se eu tivesse ludo isso pagara o
qtiartol de julbo por minha prnceta... EuUlo, fallo
claro ?
Sainl-Scrvais fez nm movimento de hombros, e
tornou a lera caria diante de uma cndala.
O propriclarn, tornou o porleiro romo fallan-
do a si mesmo, he um bom rapaz, he o rreme dos
propriflario?... O senhor pode fallar cm lodo o
quarlcirao tic Mr. Prudenrio Voyscau... Oh 1 elle
conserva ha dous anuos um pobre velho cm um
qiiarlo do qiinlo ailar, e pde-sc dizer gratis... H-
menla (raucos por qtiartol... o que faz qnalrocenlos
franros que esw velho deve a Mr. Prudencio Voy-
Pois elle nao
s|au... De certo a somma val a pena
despede esse bom velho...
Mas, interrompeu vivamente Sanl-Servais,
Vmc. esl engaado...
Que exdamou o porleiro, o senhor nega-mc
esse velho '.... Quer v-lo ? Venha, vou dizer
Vendedora de frutas, qoe fique aqni am momento
cm meu lugar.
Espere, Vroc-. nAo comprehcndeii-mc, disse
Saint-Servis relendo sen interlocutor pelo braco, cu
ia dizer-Ihe que a senhora Isaura nunca fallou-mc de
seas embaraces de dinheiro no vcncimenlo dos quar-
leis...
Ella devia Ir? interrompeu o porleiro ele-
vando tres dedos da mAo direilo ao qucixo de Saint-
Servais, sim tro- quai lois... Afllrmo-lhe que be uma
boa molher... Nos oulros porleiros sabemos tudo...
vemos paar as mascaras liante to quarlo, c dizc-
mos-lhcs : Eu te conhern lenho a melhor porla de
Pars... Quinzc apcenlos aran les. viole e cinco
medios, trinla e tlous qnarlos de homem solleiro,
vinte e (res aguas-furlailas. Eis ahi gente de todas
as qualidade-. Pois bem, sci a esse respeilo mais que
o senhor prefelo. Assim qtiautlo digoqne a senhora
Isaura he uma ba mnlher, sei o que digo...
Mas guardme bem de rontradze-lo, inler-
rompeu Saint Servis alegre de ouvir o elogio de
Isaura na bocea de um portiro.
Dcxe-me acabar, tornou esto, conhero muilas
outras que nao a valem, e que nunca se viram em-
barazadas no dia 11 para pagar no dia 15. Um ho-
mem nunca esl s, pode pr-se em nrrfles. Tcnho
tres Orleans.
Na verdade, disse Saint Servis, o qual nao es-
culava mais o portiro, ha nisso alguma cousa que
nAo comprehendo.
Xasacces dcOrlrans? pcrcunlou o porleiro.
NAo...eis-aqui, tornou o rapaz, lenho tlous mil
francos depositados na mAo da senhora Isaura.
Bem sei, disse o porleiro.
Ah Vmc. sabe entao ella rontou-lhe...
Ella fallou-me smente nesses dous mil fran-
cos....
Oh I inlcrrnmpeu Sainl Servis, nAo rompre-
hendo, que ella nao lenha-se servido to quarlo dcs somma para accommodar-se rom o seu ;roprielario.
E cu comprehendo muito bem, disse o porlei-
ro. Tenho all naquclle armario nao pouco dinheiro
confiado cm deposilo, e morreria de fome antes do
que locar cm um cntimo. Quer saber a ullima pa-
lavra da senhora Isaura ?
Diga.
Eis-aqui, senhor... Ella ia partir, e despeda-
se, collada, dando-mr um luiz... Iluberl, disse-inc
ella, lenho nesla earteira tlous bilhetes de mil fran-
cos ; mas he um dinheiro sagrado, he um deposilo.
Devo reslituir estes dous bilhetes hoje de noile ou
amanhAa.
Meu amigo, disse Saint Servis em um tom la-
mentoso, vmc. qoe sabe tudo, e conhece todas as po-
sirOes, deve saber lambem qne as apparencias de
riqueza enganam muilas vezes...
Sei tambera isso, disse o portiro com ar mvs-
Icrioso. -
Vmc. jnlga-me rico, est em nm erro comple-
to... Se en lhe dissesse que necasito desses dous mil
francos, que me responderiav Tnxc, ?... A gente nSo
he sempre rica.
O senhor cspeculou sobre a Bolsa ? perguntou
o porleiro lovcmenlo enternecido.
NAo... um accidente incrivel arruinou-me...
Uma deslas noiles v'ollando para casa... moro em um
uartoirao mu solitario.... eu linha (oda a minha
ortuna na rarleira... lodos os meus fundos em bi-
lhetes tic banco... um bandido iinpede-fflc o cami-
nho com duas pistolas... um bandido que conhecia
minha earteira... Elle me teria morlo como no meto
da floresta de Bondy... Para salvar a vida del a ear-
teira... Eis o que acontecen-me, juro-lhe pela mi-
nha honra !
E o senhor nao queixou-sc juslic.1 ?
A qucixa nAo reslituio-me anda o dinheiro,
nAo restituir jamis... Estovamos debiixo das ar-
vores, a noile era escura, e o bandido linha o rosto
cobcrlo menos os olhos. NAo pude dar polica a
menor iiifonnaraoquc possa esctarecer-lhe os passos.
Agora rom os rami olios de ferro um ladran que rom-
mcller scmclhante roulio chega no dia seguinle a um
paiz estrangeiro com uma fortuna, e he irapos?velal-
ranra-lo.
Com "quauto essa historia nao fnssc toda verdadei-
ra, a importante circunstancia do roubo bastava em
sua verdade lorrivel para dar voz do narrador um
caracler inconteslavel tic verdade.
Assim o porleiro conlinuou com voz mais branda.
E o senhor n.lo contou isso senhora Isaura ?
NAo, lornou Sainl Servis; porque ella se leria
aterrado muilo, o nao me leria mais permitlido
vollar para rasa meia noile... Alem disso eu le-
mia uma cousa. Conlando-lhc esse roubo eri pare-
cera pedir-lhe indirectamente meus dous mil fran-
cos que estn cm deposilo... e confesso que ueste mo-
mento iruho uma prccisAo indspcnsavel dessa som-
ma... rila me he iiecessaria para... viVer.^sim, eis
o verdadeiro lermo, para viver... Essa somma pro-
venido minha hiblnlheca que vend depois dn rou-
bo as minhas primeiras necessitlades de dinheiro.
Vmr. sabe qne quem vende a bihliolheca est muilo
v exado.
Oh! cerlamente, disse o porleiro, lenho alli
mis doze livros de meu pai que nAo vendera para
comprar pao.
Neste aperlo, lomou Saint Servis, eslou bem
determinado a reclamar esla noile ao menos melado <
de meu deposito.,.
Oh.' ella lh'o restituir todo, disse o porleiro.
E vouj fallar-lhc. lornou Saiut Servis dan-
do boa noile ao seu interlocutor.
"
\
t
I
'
i "
' i

(Continuar-se-ha.)
W
A Al
II


BIARIO DE PERMMBUCO, QUMTft FEM 25 OE JULHO D 1854,
,..- ------'ir--
*+% ""**
'
t

a rcmla ao equilibrio cun ai despezas mais ordina-
rias.
Mas se a proposito que submetlemos enlAo ao
corpo legislativo para fornccer uin subsidio aquella
repblica se baseava rm -culi nonio- de benevolen-
cia pelo governo legal, e tarcbcni as infurmaees
que dav.i o nosso ministro residente, com que direi-
lo so procura boje celnmniar os ministros emprestan-
do Ibes o procedimento de um faccioso que procede-
ra inteiramenle contra os interessosdo Brasil? Nao
linba eu declarado HM orcatUio qae a obri.';J
em quo eslava o governo imperial de sustentar com
as armas o governo legal, era lambem umu razAo que
filia codi que o governo pretenderse conseguir esse
subsidio, afin de tirar o governo oriental do emba-
rao, e prometlia-lbo suslenlar-se manter-se, II-
vraodo-nos desse ouus de o ir manter e sustentar por
meio das armas?
O nobre senador, senhores, commetleu um ana-
rhrooismo, segu por ventura a opiniao de algn
partidarios qae, victimas da poltica ceg que prose-
guirn), viram-se nanecessidadede abandonar opo-
ner ; se hilo de esses partidarios aecusar a sua propria
nip.....i,i, que produzio a revolacAu de setembro,
appellam para as accusaooes ao ministro brasilei-
rol
Sr. presidente, ja na sessgo passada, quando ped
o subsidio, pouderei casa qae desde que se cslabe-
leeeu a poltica dos tratados que favoreca a conci-
liario, o Estado Oriental se acl ava dividido em dous
campos ; que o Estado nAo lendo mais que urna po-
pulacaode 130e tantas mil alnas, as quaes enlra-
vam cerca de 70,000 eslrangeiros, esta diviso dos
dous partidos nao poda deiiar de ser damnosa,
que era necessario goveruar-sc o paiccom urna po-
ltica de coalisAo. Tal foi o pensamenlo do accordo
de outubro. Em consequencia desse pensameulo
procurou-se dividir a eleirfio dos representantes e os
senadores catre ambos os pirulos. O ministro que
devia dirigir e fiscalisar o cuni[ rmenlo desle accor-
do desaca ilelou-se, confiou de adversarios, que fo-
ram menos leaes a execUcAo daqoelle pensametfT, e
o resillado foi que a campnha, entregue inteira-
menle ao* antig&s caudilhos que dumi avnm no lem-
po de Oflbfis.deu um vencimeuto grande ao par-
tido blanco, e elle se achou em grande maioria tan-
to na cmara dosirepresenlanles como na dos sena-
dores. \
Todava, o Sr. O ir reconhncea qae nao podia
governar c paii semWcilar essa coalisao. Organi-
sou am ministerio em\ que ha-ia dous homens per-
tencentes ,i defensa da )praca ; este ministerio porm
narj achoo lodo o a/oio na naloria das cmaras.
Era necessario, senhores, que amaiorn dos represen-
tante n(o procurasse i revolver o passado Essa maio-
ria, desvaii ada algumi 's veres, mesmo achando-se
impotente para ravogrtir am acto qunlquer daquellcs
qae sdeverflo centjnderar como la:los consuma
dos, e qne a boa poUilica ordenava c ue fossem es-
quecidos.ia reviliiiadr esse acto pondo intilmente em
contestado a sua fraudada.
Asaim, Si. presii dente, suscilavain-se de novo as
questOes eni amlni/is os partidoe e toda a odiosidade,
NessasiluacAo, o ministro brasileiro nunca procuren
sanio acalmar Fos nimos, concilla-los, apoinndo
sempreotojtfFerao eiislenle. Nao obstante, Sr.
PUpiraente, esse apeio dado pelo ministro brasi-
,eiro ao governo, as faceOes nao se coiitcotavam uem
se salisfaziam.
Do ministerio de fusilo relimu-se um mrmbro ;
entrou oSr. Floresfanas, passado, pojeo lempo, por
causa deseas que toes que a mai iria (requentemeute
suscilava, o Sr. Flores lambem se retirou.
Todos isbem que urna crlse appareceu entao; e o
Sr. Castellanos, a quem o governo do Brasil pareceu
sempre coadjuvar isto he, ao Sr. Gir e ao seu mi-
nisterio), se vio obrigado a retira r-se.
Digo qne o governo oriental foi coaijavado, e qne
o nosso ministro moslrou por elto grande benevolen-
cia garanlindo esse emp eslimo, de que se fallou de
81,000 petos que foram emprestados ein maio do an-
uo passado. A maioria, apezar dessa auxilio, que
lirou o governo dos embarazos em que se achava na
occasiao em que foi prestado, se pronunciou deci-
didamente contra O ministro Castellanos na cma-
ra dos representantes, e elle se vio obrigado a reli-
far-se.
A poltica aconsethra que se formasse um ontro
ministerio de coalisao ; mas a maioria da cmara
dos renresenlanlesiiiha o Sr. (ir em pressAo, para
apoderou-sc revolucionariamente do poder, e foi oo-
mcado um governo provisorio de que fizeram parte
o mcsmocoronel Flores, Fructuoso Rivera e Laval-
IcgA. Mas completa abstenerlo houve da parle do
ministro bra-ileuo, quer na deliberado lomuda,
quer na composicjlo do governo.
O ministro brasileiro sabia muilo bem que esses
fados Irariam complicaeocs que seriam sentidas pe-
lo ministerio ; eo ministro brasileiro sabia j entao
que era chamado a corlo para ser ministro da mari-
nha ; por conseguinte liava o intoresse publico que
devia ler em evitar que a revoluto so realisasse, e
bavia tambem o intorease privado, o inleresse de
sua propria gloria, de sua propria posioAo, em te-la
evitado.
Quaes sAo os fados quo possam mostrar a conni-
vencia do ministro brasileiro com essa rcvolta 1 Nao
se dii ao contrario que o procedimento do corpo
diplomtico existente em Montevideo fei muilo mais
favoravel so governo revolucionario do que o do
Sr. Paranhos? Todos os outros reslabeleceram in-
mediatamente as suas relatos com o governo de
facto, e o Sr. Paraulios esleve em completa abslen-
cAo, limitande-se nicamente a defender os direi-
los dos subditos brasilciros quo se a cha va m prejudi-
cados, nao entrando em transaccoes com o governo
oriental.
Nao foi o proprio nobre senador quem disse que
entre os membrus desse governo provisorio figura-
vam dous adversarios do Brasil Me o nobre se-
nador pensar que seum Brasileiro qualquer livesse
lido influencia para dirigir e eflectuar essa rcvolu-
cito, teria consentido que se cbamasse ao poder ao
general Lavallega e a Fructuoso Kivcra que bavia
pooco lempo aqu tiulia estado na fortaleza de San-
ta Cruz t
O nobre senador, senhores, agora me record que
lambem fez argido deque o governo do Brasil ti-
nha reconhecido o eoverno de Montevideo depois
da mors de Fructuoso Rivera.
O Sr. D. Manuel :Eu 1
O Sr. presidente do onselho: Est em um
dos discursos da 2. discutsAo.
O Sr. J). Manuel: He outra cousa.
O Sr. pretidenle do coruelho : Ha nisto um
anacronismo. Quando o Sr. Amara! sabiodesla corte,
n Ao se sabia aqu a noticia da mora de Fructuoso Ri-
vera. Pelo contrario, apressou-se a ida do Sr. Ama-
ral pela noticia de vcxaces que Fructuoso Rivera
eslava commetteildo na campanha, e que tornaram
necessario providencias enrgicas para protecr,Ao dos
subditos brasileiros all residentes.
Com elfeito, o general Fructuoso Rivera linha en-
trado nos seus costnmados meins, causando algumas
depredaces aos subditos brasileiros ; nao comecou
por elle, mu jn tiuha chegado a ellos, e o governo
leve de aprensar a sabida do Sr. Amaral desla corte
pola noticia que leve desles fados. As instruccoes do
Sr. Amaral foram dadas sem sciencia da morle de
Rivera ; antes pelo contrario, com consenlimento de
qne elle exista, e exista na sua antiga marcha.
As fuerces como disse, existan!, o governo i mpe-
rial nao sepropoz a aceitar este nem aqaelle cau-
dilho ; nao leva candidato i eleieo de presidente
do Uruguay; propoz-se a aceitar.a rcvolurAo, o vor
to da atsembla que se achava convocada. Empres-
(aram-se diflerentcs candidatos ao governo imperial,
um delles foi o pai do ministro aqui residente ; mas
o Sr. Amaral declaron sempre que o governo impe-
rial nao linha candidato, qae apoiaria qualqaer go-
verno que oflerecesse condicOes de eslabilidade e de
ardem, qae se tornasse apto para sustentar a inde-
pendencia do Estado Oriental c a sua tranquillida-
dc. Sem duvida. senhores, algumas das queixas que
om chegado ao nobre senador que altribue ao go-
verno imperial a sustenlacAo do Sr. Flores podem
existir, mas he absolutamente pelo contrario, he por
que o governo imperial 11,10 quiz tomar sobre si os
candidatos para os fazer valer, e apoia-los com a sua
forra, ou com qualquer influencia que podesse ler
ean semelhanlc eleirao.
Sr. presMenle, eu nao tenho concluido ; mas esta
dada a hora,.o senado est cansado ; aproveilarci
outra occasiao para continuar o mea discurso.
A discussao tica adiada pela hora.
O presidente marca a ordem do dio, c levanta a
sessao as 2 horas c mcia.
Como quer que nao lenhamos para essa capital 1 Oulro do fiscal da Boa-vista, communicando que
um correio para, com a promplidao desojada, seren as estradas da freguezia estao todas arruinadas, pre-
que formasse um ir
1
PERAMBICO.
*^
y
ministerio s;m nenhuma ms-
ela, um ministerio* exclusivamente lirado d'entre
os mais exagerados blancos.
Nessas eircumstancia, senhores, necessariamente
a minora da cmara dos representantes devia agi-
tar-se. lina minora via appronyr-so a poca das
cleicAes ; via os departamentos da campaulia entre-
gues aos partidarios de Oribe, ; receiava qne se re-
petase urna eleican goal ulliina que linha havido,
e que tornasse a dar a maioria nos blancos com ex-
cluso total do partido colorado.
Necessariamente esses membros da minora dev-
am querer mitigar essa situarao. e sem duvida preten-
diam elles, nao que fossem nomeadas exclusivamen-
te pessoa:) da sua opiniao para cheles polticos de
todos os ilepartammtos, mas que, principalmente
para tres departamentos em quo a opiniao colorada
prevaleci, fcssem normados para r.hefes pollioos
pessoasdo seu partido; e allegavam em seu favor o
accordo de oatobro, aoqual os dous partidos se pro-
pazaram .1 fandar a dividir entra si esta influencia, e
lasaban a dividir Koalmente o numen) dos represen-
tantes da repblica.
Esta divislo iaoal lirava toda a possibildade de
preponderancia de um dos parlidos, e obrigava a
governar o estado com ambos os partidos, ou com
ministerios de coalisao.
Mas qhal foi o procedimento do Sr. Paranhos,
quando acontecen essa especie de in;urreicao mili-
tar 7 (I S". Paranhos, reconhecendo a agtacao em
que estava o partido colorado, reconhecendo o pon-
go que havia em por em contacto a tropa de-linha
(que pertencia defensa da praca, e cujos chefes
estavam inteiramenle ligados cora as vistas do parti-
do colorado com o balalluo da villa da Uuiao, que
linha da ser chamado para o festejo da independen-
cia do Estado Oriental, aconsclhou que naohouvrs-
se renniao de tropa; mis o seu ccnselho nlo foi
onvido.
O partido blanco queria pralicar am acto d po-
der ; pensava qne a tropa de linha ltie eslava subor-
dinada, e que os guardas nacionaes da villa da Uniio,
seus partidarios, quciam apresenlar-tse, imporiam n
tropa de linha, e nada haveria. Mas o resultado
foi o debandamento da guarda nacional aos prirne-
ros tiros da tropa de linha.
Em taes circamstancias, senhores. o Sr. Gir fe;
aquillo que de v criarte.- fei lo sem que a in-urr orao
livesse apparecido: complelou o ministerio com
dous colorados, nomeou o Sr. Herrera y Obes e o Sr.
Flores.
Estes homens nao foram indicados pelo ministro
brasileiro. Os representantes das nadies que esta-
vam na casa do governo com o Sr. Paranhos. no
acto em que rompeu o fogo, aconsclharam ao Sr.
Gir que cliam isse para o ministerio pessoas do par-
tido colorado, e apoularam aquellos como os que
mais cenvinham na situacio en que estava a rep-
blica.
Enlraram esses homens para o poder, senhores,
e pareceu querer-sc estabelecer a eoneiliacao. El-
les exigimn que se satslizesse os cesejos de seus
amigos polticos, Humeando--,? para tres dos departa-
mentos chefes da sua opiniao. Ncte-se bem, que
nao exigiam preponderancia, na a diviso ; que-
riam ipnk se, noineassc igual numero de chefes poli-
lieos colorados^Illancos. Porm a pressAodos ami-
gos polticos do Sr. Gir nao iiermil.io que elle at-
tendesse a esses desejos a que linha promettido sa-
lisfazer.
He lo lavia cerlo que o ministro brasileiro pres-
lava apoio forte ao Sr. Gir ; n se nlguma vez nc di-
rigi aos colorados para perssadi-los a fazer islo
un aquillo, foi a rogos, a pedido de S,~. Gir.
Fim setembro, senhores, qua ado rompen revo-
lui;ao qae collocou o Sr. Flores no poder, o Sr. tu-
ro pretenden que o general Pichero y Obes sahisse
para fora da repblica, afim d d de linha. O Sr. Paranhos prtstou-se a essa 115.20-
ciarao ; mas, quando julgava le alguma sorle ler
obtido a annuencia do general Pacheco y Obes a ex-
palriar-so, repentinamente ficoa sorprcmlidn Com o
recelo un 1 in da nota em que o Sr. Gir dcclarnva
Irr-se asylado na casado enearregado do negocios
da Franca, por isso que se consideravn coacto.
O Sr. I ir demitlo-sc do ioder, dando-se por
coacto o iisylando-se na leiaro franc/a ; equal foi
o procediinenlo do Sr. Pranlos? Al-slrve-se inlei-
ramente -le inlervir.
O coronel F'lores, vendoqop por es-e' passo do Sr.
Gir e declarara nma guerra aberla So seu parlido,
COliRa DE PAO D'ALHO.
20 de Julho.
He parlido o seu velho correspondente e 3 das
sao passados, que por estes serles remotos fui bus-
car allivio lerri- el molestia que o opprimia. A
mim portanto rude escrevcnle e pobre zelador de
livros alheios, cabe o penoso e lambem honroso en-
cargo de Ihe dirigir algumas misaivas, nao lano
para me oceupar dos deleilos alheios ( os quaes de-
sojo corrigir do modo o mais dcil) como lambem
para satisfacer o verdtdeiro fim do seu jornal.
Nao serc lao austero seguidor do eslylo sal; rico
do roeu antecessor, que com as melhores ntenc,es
sem duvida ia pondo na rua as roelgueiras do prxi-
mo ; porem, se na exposir,ao dos (actos aqu accedi-
dos ou mesmo ao aventurar qualquer juizo houver
de ferr o amor proprio de alguem, entao resignado
com os desfavores que disso me. rcsullem, appellarei
para a indeclinavel jusilla dos mcus imparciats lei-
tores,que sempre me acharao firme ncsles principios
do immorlal Silvio Pellico :
Alta fedt in tulti i relti principa aggiungi il
proponinuntes dessere tu medeslmo tempre Veirpit-
Hone della verit in tulht le tue parole ed iututhe
Vopere tue.
Tenho preambulado quantum tatis e nao lendo
materia nova que discutir, por que emlim soh a ru-
brica novidades, nada posso adiantar, he dever meu
oceupar-me de um trecho da passada corresponden-
cia, por amor do qual trecho devem ler ardido
bastante espas orelhas do meu antecessor.
Tratando desse entremez (que outra cousa nao) era
de almas do oulro mum.u, noliciou aquella corres-
pondencia o facto da prisao do lenlo do Valle c da
npposirao que fizera seu irmAo Antonia do Valle, e
em seguida fez ver, que os dous irmabs das almas
roulavam com o tal patronato que vai maniendo 1-
Irsa a soberana popular.
Eslas expressoes que nada podiam conter de oflen-
sivo,deram lugar a que mu i los Ihe liiessem com me l-
tanos a seu geito, c por fim mandaram-me um Diario
com a scguinle ementa:
O autot dessa correspondencia, se fosse 10$
franco como inculco, explicara melhor este trecho
para se Ihe dar a mere;idaTretposla.
Posto que tal amcaca nao me fosse dirigida, com
ludo loca-me explicar aos venerandos interpretes,
que expressAo lo vaaa e tAo ambigua nao deve rc-
ceber allusoes (Ao malvolas como essa que altribue
a este oo aqaelle senhor de engenho da comarca, por
que cmfim esla classe de homens he a que menos in-
fluencia lem sobre o povo, de sorte que este he diri-
gido o influenciado por qualquer homem, que para
11,10 ser qualificado pobre, tenha somente com que
abastar as suas preciscs.. Seria fcil recorrer aos
exemplos) de Uto recen! dalas; mas nao requer es-
te assumplo que desea personalidades com o fim de
satisfazer curiosidades indiscretas e imprudentes.
F'alharamoscalculos dos o Antonio do Valle est pronunciado em tres ar-
ligos diversos pela resistencia, que oppoz prisao do
irmao Bento.
Seguudo me inl'orir.aiii.o.niuradoros das trras do
Moslciro de S.Bento vao soflrendo re[>clidas violen-
cias da nova adminislracao monacal, de sorte que
por falta de pagamenlos de foros e oulras iguae- con-
Iribuiroes, sao despejades de suas casas sem mais so-
lemnidadc legal, por que entre os privilegios de sua
real ordem est comprehendido o de foro e absolu-
ta independencia do poder secular.
Em fim o Moni Castro* est de accordo a voar
em soccorro daquelles desvalidos, e por cobro aos a-
busos benedictinos arvorandosc em tribuno do povo.
Dos o ajude, porem esle procedimento ir sujcila-lo
a experimentar o denle de alguma surucuc.
Noticiamos viajantesjidos c viudos dessa praca,
que j nao podem suppoilar o peso de urna contri-
buicAo a que fur.im sugeilos na passagein do enge-
nho S. Joan, onde acaba de cstabelecer-sc um anco-
radoiiro de jangadas para dar passageif aos vian-
dantes mediante o coininodo pieeo de llO rs. por ca-
da um,oquc nao he m pcclimcha, porque alraves-
sando o Capibarbe naquelle lugar de 200 a 300 pas-
sageiros diariamente, val a pcntla impertar um
privilegio exclusivo para qne se nao conclua a ponte
que em breve poder conter a riera fame* ami, por
amor da qual se lem all estabelccido tantas ser-
vcies forradas, entiilhando caminhos mais curios e
e commodos,scm que a\( boje se achasse recursn al-
gum,
levadas as correspondencias que daqu partirem re-
leva nao eslranhar qualquer demora o rclardamcnlu
na recepcao dellas, ficando cerlo de que nao dispen-
sare! opporlunidade nem ensejo para dar cumpri-
menlo aos meas tratos.
Saude, paz e dinheiro. Sou, etc. Jos do E-
giplo. ( <7 COMARCA DE INAZAttETH.
23 a julho.
No curto espacn de qualro das, que lem decor-
rido depois da ullima data em qne Ihe escrevi, na-
da consta ler occorrido do nolavel, qnanlo a segu-
ran; individual e de propriedade: nao obstante,
porem, Icrei de enlrete-lo com urna historieta, que
nao ser talvez dos peiores peliscos cora que se ali-
menta o seu Diario, que em materia de novidades,
he como gato por coco: vamos ao caso.
Ha muilo que era sabido do respeitavcl publico
desta cidade que algn membros da cmara anda-
vam pouco corren les cora o procurador da mesma c-
mara, ponto de procurarem a sua exonerarlo; e o mo-
tivo diziam ser,apropriar-seesleemprcgadodosren-
dimenlos da municipalidade. O procurador por sua
parle defenda-se como Dos era servido, c proles-
lava ler cm seu poder documentos, que muilo eom-
promelliam aos yercadores seus desairelos. Nisto
estavam as cousas.
No principio da semana passada, porm, reunin-
do-se a cmara cm scsso ordinaria, teve de despe-
dir o procurador, pela incompalibilidade que ha
entre as funcres desle cargo, a o exercicio do lugar
de escrivao privativo do jury e exerurocs crimes,
como foi por S. Exc. o Sr. presidente da provincia
resolvido soh parecer do consclheiro presidenta da
relacao. Horneando urna rommissAo dentre os seos
membros, para lomar contas no procurador despe-
dido.
Nessa occasiao comparecen a lomar assenlo um
vereador, qae nunca assislia as sessoes, talvez por
julgar-ae disso dispensado; e um dos que razia
parlada sessao'pedio sua escusa, com o preaup-
posto de o nomearem procurador. Qnanlo a este a
cmara nao jalgou conveniente deferir a sua pre-
tendo ( a quanto aquello, fez-lhc observar a mesma
cmara, qne nao podia tomar assento, em v ii lude da
lilleral disposic^o (o vereador em queslo he escri-
vao da collectoria) dos avisos de 25 de setembro de
18*8, e 6 de abril-de 1849, que declara ni incompa-
tiveis as hinchos de vereador com o exercicio do lu-
gar de fazenda, ao que oppoz-se o mencionado ve-
reador, o com o oulro candidato proeuradoria cn-
eetaram urna discussao (Ao descommuoal e lao vio-
lenta, que dissereis antes urna briga, a poni de o
vereador, que razia de presidente, urna e muilas
vetas chama-Ios a ordem, ameacando-os com a sus-
pensao da sessao, e parte ao Exm. Sr. presidente da
provincia!!
Depois desse dia cunlinuaram a sesses com
calma; mas honlem renovaram-se a scenasdo pri-
meiro dia de sessao, em muilo maior escala! Houvc-
ram recriminarnos de loda ordem ; e ato ouvi um
vereador dizer, que viera prompto para repellir urna
aggressAo de outra ordem, que so esperava da parte
dos dous recalcitaotes.
Finalmente, depois de grandes conlcslaces, man-
daran! chamar o advogado da cmara, para ouvi-lo
acerca da inlellgencia que se pedera dar aos avi-
sos cima mencionados. Esle (he o collcctor) d-
zem que dcclarou acliar toda a razao em seu escri-
vo : mas que era de parecer, que se propozesse o
negocio ao Exm. Sr. presidente da provincia para o
resolver como fossa.conveniente, e assiin lerminou
urna tal oceurreucia.
No calor das dscussGes, houvcram mu i los apartes
chistosos, dados por alguns vereadores, que nao lo-
maram parle na grande cunicmla, cnlre os quaes fi-
gura este: islo he ama cmara de..... incompnlibi-
lidades! que corre de bocea em bocea cum alguma
admirarlo.
Dizein qne a receita da cmara he estimada cm
qualro conlos de ris: se isto ha ventado muila
queixa deve lera mesma cmara dos seus procu-
radores, pois que nao lem ama carpir, om que se
assenle
Consta por aqui, que o fe
.ves fra ao engenho lio
Victoria, e entregara ao si
los, quo levara de Alaga
ser exacto; mas he fra de duvida que os donos da
dilos cava Un ja se achamde possedos meamos.
Honlem livemos anda um famoso dia de inver-
n, sendo quo por isso a reir foi pessima, e os g-
neros muilo caros.
Sade : a ate mais ver. A.
(dem.)
1 fa- o
i do Carrean
Severinn Al-
1 comarca da
lario os caval-
ao si sa isto
CMARA MUNICIPAL SO RECIPE
SESSAO EXTRAORDINARIA DE 12 DE JL I.IIO
DE .1854.
Presidencia do Sr. ba rio de Capibarbe.
Prsenles os Srs. Reg c Alhuquerquet Reg, Vi-
anna, Barata, Gamciro c F'igueiredo, abrise a ses-
sao c foi I id a o approvada a acia da antecedente.
Foi lido o seguiule
EXPEDIENTE :
Um ofllcio do Exm. presidente da provincia, cou-
cedendo a aulorisagAo que a cmara Ihe pedio para
dispeoder o necessario com a domolirAo de alguus
predios particulares, situados em diflerenles povoa-
dos deste municipio, que amea^aiido perigo, em
consequencia do seu estado de ruina, causado pela
nchente do Capibarbe, nao podem ser desmorona-
dos cusa dos respectivos donos, por falla de meios.
Mandne expedir ordem aos fiscaes do Poco,
Vanea, Affogados c Boa-visla, para dcclararcm pre-
viamente quaes os predios, que estao neste estado,
e os nomos dos seus donos.
Urna pelioao, vinda da presidencia, para ser in-
formada, de Aolonio Pires Ferreira, pedindo que
S. Ex. providenciasse fini de quo fossem juramen-
tados o 3. a 4. juizes de paz do 1. dsliclo de
Jaboalao, para poder chamar conciliacAo a duas
pessoas ; o que nao lem podido fazer por estar docn-
le c fra da freguezia o 2. juiz, e nao se lerem jura-
mentado aquclles, apesarde lerem sido chamados por
a cmara por rr.ais de una vez. Que se informas-
se a S. Ex. quo os dous juizes de paz prcslaram ju-
ramento hnje por procurarAo.
Ontro do presidente da commissAo de hygiene pu-
blica, pedindo qua a cmara desse ordem aos fiscaes
a se prestarcm aos chamados da commissAo, quando
esta tiver de proceder a examc as boticas existen-
tes neste municipio, de courormidade com o art. 18
do regulamenlo 11. 828 de 20 de setembro de 1854.
Nomeou-sc o fiscal do Recite, e mandou-se com-
municar a este, c responder aquello.
Oulro do juiz de paz JnAo Vallentim Villela, com-
municando, em resposta ao oflicio desta cmara de 7
do correnle, que na mesma data bavia passado o
enromando do 3. halalliAo da reserva da G. N., de
quehechefe, ao capillo Joao Hermenegildo Borges
Diniz, i que conlinuava no exercicio da vara dejis
de paz do 1. dislriclo da freguezia de SI. Antonio.
Inteirada.
Oulro do subdelegado do Recife, participando
que foram multados iwr aquella subdelegada Fran-
cisco Jos Alves, Antonio Rodrigues e Jos Marques
de Olivera cm dez mil ris cada um, como infrac-
tores do art. 6 til. Odas posturas, e Joaquim Ferrei-
ra Coelho cm 305rs. por infrarrAo do art. 9 lit. 11
das mesmas postillas. Que o procarador rece-
besse as mullas. -
Oulro do procurador, ,-ipresenlando o balando do
que se lem dispenddo rom a obra da capella do cc-
initerio, desde '.) de selembro rio anno passado at
8 do correnle, do qual se v que lodos os crditos
volados para dita obra, inclusive o ultimo de (>:000.;s
peliidei n. 348 eslAo gastos, restando ainda menos de
5003. Rcsolveu-sc que se oluYiasse a S. Ex. expol-
elo isto mesmo, c a necessidade da coutinuacao do
edificio, lira de prnvideuriar, visto l'allarein recur-
sos municipalidade.
Oulro, do bacharel Francisco Bernardo de Carva-
Iho, communicando que, cm 10 do correnle, entra-
ra no exercicio de delegad > de polica do I." dstrir-
to deste termo, na qualidade de 3." supplcnte.
Inleirada.
Oulro do fiscal de SI. Antonio, remetiendo o ter-
mo de vi-loria, a que proceden no dia 3 do corren-
le na 3 casas em couslrurcAo junio ao arco de SI.
Antonio, de Antonio Josdlc Magalhcs Bastos.
Qae se areliivasse. *
Outro do mesmo, informando que Jos Antonio
de Souza Queiroz podia cercar de tahuas o oilAo da
casi da rua do Ranuel n. '''), para ahi collorar arou-
gue, por-er assiin melhor, do que como esta. f'.on-
cedeu-se i licenea.
clsando de promptos reparos, principalmente as do
Mangninho, Capunga, Aflliclos, Ponte doUchoa e
Suledade. Adiado.
' Oulro do mesmo, participando ter entregado ao
thosoureiro do hospital dos Lazaros, como consta-
vado recibo do mesmo, a quantia do 138800, pro-
ducto liquido da arrematarlo de 4 porcos aprehen-
didos em corrcirao. Inleirada.
Outro do mesmo, remetiendo o termo de vistura
a que proceden na casa arruinada, que lira fra do
cemilerio, porlencenle ao mesmo.Que se archivasse.
Oulro do engenheiro cordeador, remetiendo o
plano e orcamenlo d'um lellieiro de 80 palmos de
comprmanlo, sobre 30 de largo, no centro dos quar-
leiroes da ribeira de S. Jos, para mercado do pei-
xe. Resolveu-sa nao fazer esla obra, nao s por ir
desfeiaraarea da praca actual, interceptando o tran-
sito, como por estar a cmara autorisada pela lei
provincial n. 348 a construir um mercado, regular.
Oulro do fiscal de S. Jos, participando ler cala-
do com os fortes embale das aguas das mares, par-
te da estacada que defendeo tellieiro das Cjnco Pon-
las, e parle da frente e ldo do sol do muro, que o
cerca, fazendo-su por isso precisos promptos repa-
ros, afira de que nao va k mala o estrago. Que o
engenheiro informasse qual a obra que se devo de
prompto fazer, que evite a invasto das aguas.
Outro do mesmo, a respeilo de urna casa que exis-
te arruinada e desaprumada na rua dos Pescadores,
a qual lendo sido vistoriada, cha-a ha muilo es-
corada por pender acerca della um litigio. Que
se respondesse que procedesse na forma da posturas,
mandando demolir a casa no caso de amcocar ella
perigo imminenle.
Outro do administrador do cemilerio, ponde-
rando ainda sobre a falla de arranjo que faz a casa,
qae tica fra do cemilerio, que por desaprumada
vai ser demolida, pedindo a caara (ratasse de
remediar oslo iciconvenienUv*-Ad4ado at que se
eflccliie a ilemolisacao, para anU* se resolver.
Outro do mesmo, tratando sobre iafracees do re-
gulamenlo do cemilerio, e a dihlculdado de ub-
ler cm cerlos casos as pruvas qne a cmara exige ;
c lembrando que os fiscaes em suas freguezias po-
diam Obler proras contra aquelles que conduzem
rorpns em caberas.Intcirado.
Outro do fiscal do Poco, expoudo fielmente todos
os successos e mais occurrcncia que liveram lugar
naquella frqgucza, por occasiao da cheia do Capi-
barbe, nos ltimos dias do mez de jnnlio, e a ma-
ncira porque se poftou f ara salvar as familias do
risco que corriain.Posto cm discuosAo, o Sr. Ba-
rata depois de ler louvado a aceito philantropica do
fiscal, mandn a mesa o seuuiile requerimento, que
foi appruvado unnimemente.
Em presenra da exposicAo aprescnlada a esla
enmara pelo fiscal da freguezia do Poco, relativa-
mente aos terriveis e melanclicos efleilos produ-
zdos pela cheia do rio Capibarbe, nos dias 22 e 23
do mez de juub" prximo passado: c sendo notorio
os relevantes serviros que o dito fiscal fizera nesses
das hem da classe desvalida daquella freguezia.
Requciro que a cmara Ihe faca conslar oflicial-
menle o aprer.0 e considerac,Ao em que lomou os
referidos serviros, dando-lhe por isso os hem mere-
cidos louvores. Recife 12 de julho de 1854.Ba-
rata.l.cii'-se c mandou-se adiar nma informarlo
do advogado, sobre oflicio do procurador, relativo
ao preco que pedio o liaran de Cimbres pelo seu
predio da rua do Pires, que lem de ser demolido
para abertura da mesma rua, dzendo o advogado,
que se o proco pedido be excessivo, se deve reqne-
rcr a dcsapropriacAo pelos meios legaes, ou propr
que se nomecm arbitros para dar o justo valor, afim
de evilar-se o processo rio desapropriac,Ao.
Antonio Bernardo Qunteiro dcclarou por pelicAo
que bavia montado um cslabclecimenlo de carros
fnebres na rua Nova n. 63, cm todas as condiees
do regulamenlo do cemilerio. o a cmara resolveu
que elle assignasse termo, c que so communicasse
ao procurador c administrador do cemilerio.
A vista da petizo de Adelo Jos de Mondon-
ga, como gerente da sociedade que mala gado para
consumo desla cidade, denominada feriiambucnnatt
e das reflexOes feftas peni vereajor Reg e Albu-
querque, resolveu a cmara espirar as horas da
ni,llanca de manhAa c a lardexc podendo ser ella
feila das ('. as tt hora da nianli.fc, o das 3 a G da
larde; e permitlio que acondujo de carnes para
o bairro do Recife se fizesse em cavados, emquan-
to pela ponte, nao se podesse transitar em carros ;
e bem assim, mandn expedir ordem ao fiscal de
S. Jos, para quando nao podesse assislir a maton-
ea, nao a mandar demorar a sna espera, porque
disto resulto inconveniente, podeudo mandar o seu
guarda assislir.
Foi nomeado o Sr. Barata membro da commis-
sao de edificarlo em lugar do Sr. Olivera, que n3o
lem comparecido.
Dcspacharam-se as pelc,es de Anacido Jos de
Mendonca, da mesa regedora da ordem lerccira de
S. Francisco, de Antonio Bernardo Quinleiro, de
Gaelbyt franceza, de Joaquim Bernardo da Rocha
FalcAo, de Joaquim Jos da Silva, de 1). Mara
Custodia de Barro ("ampollo, de Manuel de Sou-
za Tavares, de Marcos Ferreira da Silva, de Theo-
doroTibnrlino Courod'Anla, c Ievanlou-se a sessao.
Eu Manoal Ferreira Accioli, ofllcial-maior da se-
cretoria a escrevi uo impedimento do secretorio.
Bariio de Capibarbepresidente,t'ianna,Go-
mero,Oliceira.llego,Mamede,llego e Albit-
querque,Barata de Almeida.
sua sal ae.lo,roas por rerluua della e minha nao de-
sesperen comigo o Dr. Caroliuo, qne empregando
hbilmente novos remedios e mostrando-se cada mais
assiduo luton carajosamente rom outros ataques; di-
versas hemorragias ciaren harvama dore, pros-
Iraram a emferma, mil oulras contrariedades ate que
com admiracAo de quautos a viram no leito da mor-
le trumphou da doenra e me reslilnio minha mu-
Ihcr, saa e salva como nAo soppunha vela, mas es-
lando o melhor elogio do Sr. l)r. Carolino na pu-
blcacAo do proprio facto, presso-me em registra-lo
as columnas do seu jornal Ja quede oulro modo nAo
posso retribuir como desojo, o beneficio qae elle a-
caba de fazer a mim eai minha numerosa familia.
Sou. Srs. Redactores. nVVmcs.muilo aliento vene-
rador e criado.JoSo Chrisostomo i'mn.S. C. no
largo do Paraso n. 6, em 21 de julho de 1854'
PUBLIC4CV0 A PEDIDO.
As pessoas que se propo/.ercm a esto arremalacAo,
com ji ai oca ni na sala das sesses da mesma junta nos
dlaa cima declarados, pelo meio dia, competenle-
inenle habilitadas.
E para conslar su mandn afliiar o prsenle, e pu-
blicar pelo Diario.
Secretoria da tbesouraria provincial de Pcrnam-
buco, 22 de julho de 1851.O secretario,
Antonio Ferreira tfAnnunciarSo.
DECLARAgOES.
O comporlamento brbaro c escandaloso do cnsul
geral de Portugal em Pernamhuro, acaba de pren-
der a aitoncAo da cmara do aaaliores deputado, ra-
yendo ver ejno era necessario Ppir o criminoso, j
que elle, a despeito de toda as considerarles, abusa-
ra tAo infamemente da sua posijfio, tendo em pouco
a grandeza do seu ministerio.
Joaquim Baptista Moreira, implicado no negocio
do patacho Arrogante, que partir do mar dos Alo-
res com nina carregaoAo de esrracos broncos, ne-
goU a'protecQaoaquellos que elle devia abrigar som-
bra das prerogalivas consulares,, esqueceudo-se do
que deve a si, e patria. Joaquim Baptista Mo-
reira por este facto lie criminoso, e o castigo deve-se
fazer sentir.
Vio os seus compatriotas estorcerem-se na agonia
de um capliveiro infamante,e nAo se apressou a que-
brar oSgrilhCes que Ibes algemavam os pulsos Vio
que a mizeria e a degradando ia contaminando
aquelles corpos, e nAo deu um passo para enchu-
far Untas lagrimas para minorar tantas do-
res I .. Abusando da posicao que oceupava, escue-
cen os deveres que Ihe impunha o seu cargo de cn-
sul, insultando aquelles que pretendan) amparar-se
i saa proleccSo I
Esle facldi pasto a Iddas as consideradles, a os ar-
gumentos que dalla se devem deduzir, de modo al-
gum Ihe podem sor favoraveis.
O Sr. Jos KslevAo, vendo as escassas providen-
cias tomada pelo governo acerca de nm negocio tAo
importante, inlerpeUou sobre elle, o ministro dama-
riuha.
Com aquella eloqueneia que Ihe he natural, com
aquelle rasgo enrgico e vehemente qne arrebata to-
dos os espirilos, que rouba todas as attencoes, o Sr.
Jos EslevAo fez sentir a necessidade de demillir o
cnsul criminoso, o portugnezdegenerado, adnnran-
do-se que o governo nao livesse annuido ao voto un-
nime dos nossos rmAos do Brasil, Admirou-se que
o Sr. ministro respondesse, que nao linha procedido
contra o consol porque careca primeiro de uuvir o
procurador geral da corda. O Sr. Jos Estovan pa-
reca inspirado quando pugnava pela nossa dignida-
de tAo de-lionro-ainenlc espesinhada pelo consol de
Portugal.
Naquelles impelos onde se refleclia o verdadeiro
sentimenlo, realcava a belleza de am estylo apura-
do, arreblando o lado direto e esquenlu da enmara.
O cu ,u;.io acudia-lbe rom facilidade aos labios, e por
ir/es urna commoeo exterior, demonslreii a agila-
i.ao de que o espirito era preza.
O Sr. Jus EslevAo acaba de dar mais nma prova
da saa dedicac,Ao, pedindo juslira contra n ho-
mem qae se linha esquecido de suas ohrigacOes,
comprometiendo assim o futuro dos seus compatrio-
tas.
Esperamos que as razies a presentadas pelo Sr. Jo-
s EslevAo, movam o ministro a"dar as providencias
que o caso reclama. No he decoroso que o homem
que nAo atteudera as lagrimas a as snpplicas dos
nossos irmao, continu a ser encarregado de os pro-
teger O aggravo exige roparacAo o crime deve
merecer castigo.
O governo cumprir um dever exonerando Joa-
quim Baptista Moreira da dignidade de que se acha
revestido. Elle approvou tcitamente o commercio
infame que se Tazia da carne humana Vio a mize-
ria e o crime, e cruzoo os bracos como se tal nAo pre-
senciaste! Vio a tome e a nndez ir consumindo os
que elle devia amparar, e fechon os olhos para se li-
vrar do hediondez de um tal espectculo !
Conheceu o delicio, e sorrio, estendendo a mo ao
criminoso. Esculou as queixas deseus compatriotas,
c lolgou a occullas, saboreando o brbaro prazer
que condemnava os filhos da mesma patria a serem
escravos!
Senhores ministros de Porlogal, bem conheceis que
a reparacAo he iuclispcnsavel, a qae a oflensa nAo de-
ve licar impune. N pedimos s juslica. O escn-
dalo ullrapassou as raias do despotismo ; he preciso
castigo : a vossa juslica deve eslender-se sobre as ca-
beras dos criminosos: he mister reparadlo, e nos
confiadamente a esperamos.
(O Compiti do Vouga.)
ERRATA.
Na necrologa publicada sahbado, 22, na pagina
2, linha 14, onde l-see em qnanloleia-se, em
quanto ; na linba 35, onde se lpreparasteleia-
s -, pcrpassasle ; na linha 46,exprimimosleia-sc,
r iprimimos ; na nota 3, linha 6, onde se 16deixan-
doapns sileia-se, deixandu quem de si ; c ainda
outros, que a um leilor sensato, ser mais fcil sup-
prir, que a nos corrigir.
COMMERCIO.
PRACA DO RECIFE 25 DK, JIMIO AS 3
HORAS DA TARDE.
Cola efees ofliciaes.
Desconlo de letlras de 2 mezeW7' % ao anno.
ALFANDEGA.
Rendimeolo do dia 1 a 24 .
dem do dia 25 ..... .
BANGO DE PEKNAMBUCO.
O presidente da asseinblea geral do
Banco de Pernamhuco, por convite do
conseilio de direceao domesmOj e Jecon-
forraidade com o artigo 18 dos estatutos,
convoca a assemble'a geral para reunido
ordinaria no dia 31 do crlente, as 11
horas da manhaa, na casa do mesmo Ban-
co, afim de levar a ell'eito o disposto nos
artigo* 50 e 51 dos referidos estatutos.
Recife 19 de julho de 185 i.Pedro Fran-
cisco de Paula Cavalcanti, presidente.
Jos Bernardo Galvao Alcoforado, pri-
meiro secretario.
Consellio administrativo.
O ronsellio administrativo, em virlade de aulori-
sa$to do Exm. gr. presidente da provincia lem de
comprar os ohjectos seguinles :
Para o 10 batalhao de infanlaria.
Bonetes 274 ; panno verde para sobreeasacas e cal-
ces, covados1H02 ; bollanda de torro, covados 1197;
panno prelo para polainas, covado 20; brim branco
lio para frdelas e calcas, varas 1497; esleirs 184 ;
algodAoziuho para camisas, varas 583; bolOes bran-
cas de osso, grozas 25 ; dilos prelos de dito, crozas
36 ; eorclao de lila prela para vivos de sobreeasacas,
varas 1370.
ijuein os quizer vender aprsenle as suas propostas
em caria fechada na secretoria do ronseiho, as 10 ho-
ras do dia 519 do correnle mez. Secretaria do con-
selbo adminslraiivo para rornecimeulodo arsenal de
guerra 2* de julho de 1854. Jos de Brilo Inglez,
coronel presidente. Bernardo l'ereira do ('armo
Jnior, vor.iI e secretario.
Por esta subdelegacia se faz publico, que fora
preso nanoile do dia 1 do correnle, por estar fu-
uido, aaatafcha recolbido i cadeia, um prelo de unme
CtomanteTqne diz ser escravo de lm GusmAo, padel-
ro, na rua Imperial. Subdelegara da freguezia de
S. Jus do Recife 24 de julho de 1854.Manoel Fer-
reira Accioli, subdelegadosupplente.
QUARTA-FEIRA 21 DO CORRENTE,
dar a companhia a ultima recita a favor do artista
Pcrnambucano,
ANTONIO LOPES RIBEIRO
Em consequencia do grave* incommodo da Sra. D.
Leonor Orsal, deixa de ir a comedia RENIFLARD,
e em sen lagar vai a comedia o vaudeville em 3
actos, o REMEN DO DE SMIRNA.
Seguir-se-ha a comadia o vaudeville em doos
actos,
O CARA LINDA
ou
0 FREGADOR DE C1RT4ZES.
A Sra. I). Mara Amalia, apezar de continuar
encommodada, todava preslou-se ao beneficiado,
para que podesse eflectuar o beneficio no dia mar-
cado.
Sendo a sedirroes e rebelioes raoleslias lao iuc-
vilaveis no$ corpos polticos, como as erupcOes nos
corpo phvsicos, acontece muilas ve/os, que os de-
magogos, os pseudo-represcnlanles da opiniao na-
cional, se Iransforuicm de chofre em pota-voz do
desconlenlamenln do poro, para perturbaren! a or-
nein'e auarchisarcm o paiz, a despeito dos legili-
mos estorbos dos sinceros patriotas, que desejam ar-
denlementeo Iriumpho pacifico do un systema lao
puro, quanto oh mysterio insondavel! ) desco-
nbecido c desprezado por lodos os povo, a excepeo
desse sagrado monumento de eterna doria e orna-
mento da homanidade, os Estados Unidos ; na?Ao
cajas leis sAoraios rellexos da juslica eterna e iminu-
davel, onde a liberdade, a ordem, a philosophia, a
moral, a tolerancia, as arle, assciencias, a phylan-
tropia e beneficencia universal sao os dogmas sacro-
santos de sua poltica immacolada !
Em verdade, sem a vergonhosa alternativa de fe-
ros e desordenado prazeres, como vveriam as na-
roes da Europa e da Asia, sem fallar da mizeranda
frica, opprobrio horroroso da prepotencia doa ly-
rannos t
Hoje porem, que no Brasil, manhosos e inexora-
veis corlezOes, Busiris e Phalaris,avassalam cada vez
mais o povo com theatros e fotgancas incessaotes,
para imporein-lhc innamcraveis e despticos Iribu-
tos, sepiillando-o no horroroso abysmo da cliicana,
as denegrida e furiosa bacchanaes das eleieoes
indirectas, onde o |ivo s representa de mizeravel
espalaalho, para augmentar o estopido catalogo de
seus oppressorcs, nAo era possivel, que o Apostlo
do Sorte fosse o symbolo da auarcla, e nem osus-
lentaculo do servilismo; eis porlanlo demonstrada a
necessidade de explicar, qual seja o prograrama de
suas doalrina: 1 manifeslar (oppoudo-se, com todo
0 denodo, revoluoSes das faccfies armadas) as
vantagens de eslabeleccr-se a Repblica federativa
em todas as naoes. para relicidade do mundo : 2
convidar as provincias do Brasil,oh as mesmas cou-
dicroe,para lerem Ij pographias,peridicos directorios
republicanos: 3 demonstrar as vantagens dos magis-
1 rados obedece rem slr is,e o povo aos magistrados: 4"
estabelecer ca i xas de deposito,para o incremento dare-
publica.soba direceo do directorio republicano : Sf>
a creaeAo de liibliolhecas republicanas em todas as
provincias : 6 que o abuso da liberdade da im-
prensa jamis dever manchar os nossos argumen-
tos.nem servir de prova para fazer calar a conviceSo
do nosMisvslema,visto como nao sedeva nanea tratar
da vida privada do individuo: 7 liiialmenle.que na
nossa hpographia neuhum cscripto ou correspon-
dencia seja publicada, sem que logo se acompanhe
da asrignalura do sen autor, para que fique illeso o
dever da indispensavel responsabihdade moral e ju-
rdica, observando-se alem disso, que guardando
nos a mais perfeila e legitima iroparcialidade em
qualquer qaesto de oatrem, nAo nos negamos em
aceitar os escripias de ambas as parles, anda que
contrarias, para serem publicados.
O redactor do Apostlo 86 Nbfte.
Pcrgunla-sc ao juiz de N. 8. da Rosario do
bairro de Sanio Autonio, porque razao no dia do-
mingo, passando o andor de S. do Carmo nlo te-
ve repique, e tambem nAo se abri man a reja, se
est interdicta responda-nos.
Precisa-se de urna criada forra ou csr.rava pa-
ra todo o servido de urna casa : ra rua da Praa
n. 43.
O Sr. Jos da Silva Correa Collares appare-
ca na bija da roa do Uueimado n. 29.
O abaixo assigoado.respondendo ao infame Jo-
s Lu/, de Azevedo, morador na Capunga, que teve
o arrojo inqualilicavel de o chamar a juizo pelo awp-
poslo debito de 350; lem a dizer-lbe, em resposta
ao seu annucio de honlem, que te aeha modado pa-
ra a novoacao dos Arrombada, em Olinds, para on-
de so retirou por fugir de um lugar onde cada
momento se poderia perder, se por ventura se en-
ennlrassc com um monstro qual elle ha, e qae tAo
Iraic.ocira e vilmente o calumnia, como dentro em
poucos dias, lera de apresenlar ao publico, depois
que o tiver dc-mascaradu pelos Iribunaes competen-
les.Recire 25 de julho de 1854.Franciteo Ban-
deira de Mello.
* O ANTI-ARROGANTE
Peridico dos Porlagaarzes em Pernambueo estrarmo
aos negocios do Brasil.
Tendo cessado a publicacAo do peridico o Cos-
mopolita, cuja apparicAo foi lemhrada- para susten-
tar os fortes motivos que linham os Portnguazes re-
sllenles nesla provincia para requererem a punico
dos empacados do consulado, e para qua nao fi-
AVISOS MARTIMOS.
199:126SKi:i
15:80155041
2I5:232SH7
Des'carregam hojead de julho.
Barca hollandezaRembremdt van Rhynmerca-
dorias.
Barca inglczaCloternoridem.
Barca inglczaCambriacarvao.
Barca inglczallantsguano.
Briguc inglezllayderbacalbo.
Patacho americanoBrezefarinha, bolachinha c
cha.
CONSULADO GERAL.
Rendimentododia i a 24.....14:6035327
dem do dia 25........ 232SI59
/.O-BRASILEIRA.
Os "Srs. accionistas
'desla companhia sao
(convidados a realisar a
quarla presUcode suas
acones com a maior
hrevidade, para ser rcuiellida a direceao na cidade
do l'orlo, dirigindo-se ao baixo assignado na rua do
Trapiche u.26.Manuel Duarle Rodrigues.
Companhia brasileira de paquetes de
Vapor.'
O vapor brasileiro .?.
.SafciKlor.commandan-
le o primeiro tenenle
Santa Barbara, espera-
se dos porlos do norle
ate 26 do correnle, e seguir para Macei, Baha, e
Rio de Janeiro, no dia segtiinic da sua entrada ;
agencia na rua do (Trapiche n. 40, seaundo andar.
Para o Para, segu com muila brovidade, per
ler parle da carga prompto, o brigue llebe : para o
resto Irata-se com o consignatario Manoel Alves
Guerra Jnior, na rua do Trapiche n. 14, ou com o
capilo Andr Antonio da Forncea, na p.rai;a.
Para o Assu' e porlos intermedios, segu em
poucos dias a lancha Nova Esperanca : para carga
e passageiros trala-se na rua da Cadeia do Recito,
loja n. 50,
LEILOES
14:835*486
REPARTIQAO DA POLICA.
Parte do dia 25 da julho.
lllni. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. que, das
parles hoje recebidas nesla rcpartic.Ao, consta lerem
sido presos; a ordem do Dr. juiz dos feilos da fazen-
da, o prelo Silvestre Jos Rodrigues, por nAo ler
cumprdo o dever de fiel depositario ; i ordem do
delegado do primeiro dislriclo desle termo, Leopol-
do Ferreira Mar I rus Ribeiro, para carrerean; i or-
dem do snbdelegadO da freguezia de S. Fre Pedro
Goncalvcs, o prelo Domingos, escravo por fgido; i
ordem dosubdeleendo da freguezia do Pojo da Pa-
nclla, Aloxandre Gomes de Jess, por crime de fur-
to ; e i ordem do subdelegado da freguezia dos Afo-
sados, Francisco Joto Baptista, Manoel Francisco
da Silva, e Antonio Jos do Carmo, todos para ave-
r i: na ee- policiae.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pernamhuco 25 do julho de 1854.1 Um. e Exm. Sr.
conselheirn Jos Rento da Cunha e Figuciredo, pre-
sidente da provincia.Lui: Carlos de Paita Te-
xeira, chefe de polica da provincia.
CORRESPONDENCIAS.
Srs. Redactores.Lendo o sea bem conceiluado
jornal, n. 162 de l8do correnle mez da julho, nelle
deparei com urna correspondencia feila pelo corres-
pondente de Pau d'Allio, conten lo diversos fados
occorridos naquella comarca, e entro elles nm
que diz respeilo a prisAo de Bento c Antonio, filhos
do adoplivoBerardo Jos do Vnlle; e como j
fnse olio o lenlo, rogo ao correspondenlc de Pao
d'Albo que peca ao Illm. Sr. Dr. juiz municipal da
dita comarca, que declare a quem he devida essa
soltara, se ao patronato da soberana popular da
mesma comarca, ou a juslica...! Com o que muilo
obrigarAo ao seu criadoO Bre/ano.
Srs. Rcdatores.Permiltam Vmcs. que me aprn-
veilcdosou Diario, para manisfestar ao Sr. Dr. Ca-
rolino Francisco de Lima Sanios minha gratidAo pe-
lo zelo ereroiibrcida hbil i.bule com que acaba de
de curar a minha prezada consorte de urna doenra
gravissima.
Atacada sbitamente de urna dor que se eslen-
dia ila anea direila a planta do p em 11 de abril
prximo passado, c depois de urna inflainmarAo no
quadril a conipanbada do febre, sedaj, c faslio mor-
lal, minha niulhcr na avanoadaidade de qiinreula
e oito anuos sofria lano.que nao podia fazer o mais
ligeiro iimv imenbi.
Os facultativos a que entao recorr nao consiaui-
ram dar-llie o menor lenitivo apezarde variarem de
Iralainenlo, eulendendo uns que lulava com urna
dor scialiea, onlros com um simples reumatismo.
Assim se pasaram vinlc e cinco dias,durante os
quaes a ilocura progredia rpidamente nesse pro-
greaaa in-piiando-nit serios receios, delerminei-me
a mudar de farultativo c enlAo chamei ao referido
l>r. que, incumbindo-se loso do Iralamcntn da cin-
lonna e rcconhecciidn a existencia nao so da scialiea
como de um largo tumor na regiAo lombal, perlo
da dirru,n; cuobleve em pouco lempo, medanle a
aplirarAo de ventosas sarjadas, cataplasmas calmaii-
Ic e outros meios, por elle einpregados que dimi-
miissem de taiiianho,n lomor o as dores de inlen-i-
dade mais larde, pe ceben.lo o Sr. Dr. Carolino al-
umina florisluasAn no tumor abrio-o e desla arle den
sabida a una rhicarade pus; pouco mais ou menos
novas applieaeOes vieram em breve desvanecer as
esperanzas que aquelle facto me fez conciliar,
reaparecen o fastio ao passo que urna tobre lenta e
continua urna lossc inconstante e assustadora pu-
nbam c-in evidciilc risco a vida do minha iniilher a
qual durante um mez laucando pela abertura c do
abeesso cerca de nina chicara de pus cada dia, (con
de lal mudo debilitada que cheson alcr synropes
que Ihe einbargarain o nso da voz.
tlornTesso-lhes, Srs. Rcdarlores, que vendo a mi-
nha mulher Baaaa deploravel estado desespere! da
DIVERSAS PROVINCIAS,
Reudimenlo do dia i a 24.....1:2648037
Exportaoao'.
M,uanliau e Para, brigue nacional Recife, de 226
toneladas, conduzin oseguinle : 15 caitas per fu-
maria, 3 fardos fazendas, 20 barricas bacalbo, 130
caixas massas, 5 barris genebra, 4 caixas brinque-
dos, 20 ditos vidros, 100 gigos cerveja branca, 20
caixas espermacele, I dito pilulas, 4 ditos salsa de.
Ilrislol, 1 dila lencos, 22 (lilas folhas de Flandres, 36
saceos chumbo do miinic.ln, 1 caiva cabellen as 2 li-
bras.rabo de Jinlio. 50 quiutaes ferro da Succia, 4
caixasfaces, 1 dila rabeca, 2 ditas phosphoros, 10
gigos champagne, 8 caixas fazendas, 500 ditas cha-
rutos, 80 rolos e 10 fardos fumo, 200 pedrasde amo-
lar, 56 saccas caf, 1 caixAo quarlinhas, 4 dilos cha-
rutos, 10 caixas rap, 1 caixAo cluefc do soiaba, 250
barriquinhas assucar branco, 7 caixas perfumaras,
21 cascos vinlio, 60 barricas senebra, 100 ditas ba-
calbo, 23 barris carne salgada, 80 peras cabo de
lindo, 10 caixas espingardas, 23 volumes fazendas,
59 saceos chumbo de mnnicAo, 22 caixas folba de
Flandres, 50 botijas azeite doce, 1 caixAo phospho-
ros, 90 gigos louca, 30 barricas, 455 barriquinhas e
50 quarlos assucar branco, 100 sacras caf, 100 gar-
rames espirito, 400 caixas charutos
Rio Grando do Sul, patacho brasileiro Sociedade
Feliz, de 146 toneladas, ronduzio o scguinle :370
barricase 330 barriquinhas com 4,415 arrobas e 13
libras de assncar. 11 pipas com 7,503 medidas de
agurdenle, 1 dila e 5 barris de 5." com 363 ditas de
espirito de agurdenle, 1 caixao 50 caixinhas com 150
libras de doce de goiaba, 250 barris com 570 libras
de doce de calda, 13 hcelas com 173 libras de dito
secco.
KECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenln do dia 35......2:23l850
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendiinento do dia la 24 .... 36:3675214
dem do dia 25........1:1735291
09r. F. A. Zeilz, consol da Succia eNoracga,
estando a rclirar-se para a Europa, far leilAo por
inlervencAo do agento Olivera, da mobilia da tasa
de soa residencia, consislindo cm bellos sofs, con-
solos, cadeiras tonto de bataneo e de bracos, como
outras de moldes usuaes, cspelhos, mesa redonda e
mais" objeclos para adorno do sala de visitas, mesa
elstica grande, aparadores, cadeiras, e mais ar-
(igos necessarios para sala de jantar e outras, comino-
das, marquezas, toucadores, Icilos para rasados, c
outros pequeos para meninos, globos, lanternas,
quadros riquissimos, lour,as para mesa e sobre-mesa
apparelhs para cha, machinas para caf, obras de
eryslal, bandejas, una ptima machina para cn-
gommar, -e muilos outros artigos, como nlen-
cilios para rozinha e para silio, e varias obres de
prala ele. quarla-feira, 26 do correnle, as 10 horas
da lleudla, no armazn do Sr. Amorim, rua de
Apollo.
O agento Borja Geraldes, qunta-feira 27 do
corrento s 10 J; horas da manhAa, fnni leilAo de om
grande sortimenlo de obras de marrineria da toda
a qualidade, obras de ouroe prala, como bem relo-
gios, colberes, paliteiros, ele. etc., e outros mui-
los objeclos de diflerenla qoalidades que eslaro
patentes no mesmo armazem.
AVISOS DIVERSOS.
37:540j535
MOVIMENTO DO PORTO.
Navios entrados no dia 25.
Rio de Janeiro27 dia, brisue hranceX Pet Rio,
de 162 toneladas, capitAo C. Rio, equipagem 10,
em lastro ; a Shramm Whately & Companhia.
Philsdclphia10 dias, patacho amcrirann Rreeze,
de 241 toneladas, capilAo William S. Outerbrige,
equipagem 9, carga farinha de (rigo c mais gne-
ros ; a Mathcus Auslin c\ Companhia.
Navios sahidos no mesmo dia.
LisboaBarca porlugueza Gralidao, capitn Anto-
nio Alves Pedrosa, carga assucar e mais gneros.
Passasciro. Manoel JoAo Lucci.
MaranhAo e ParaBrigue brasileiro Recife, capilo
Manoel Jos Ribeiro, rarga assucar c mais sene-
ros. Passageiros, Jos Correa de Olivera, sua fa-
milia e 10 escravos com passaporlcs, Manoel Jos
de Souza, Manuel Rodrigues, Vctor Rehrno da
Cosa, Jorge Antonio de Almeida e sua familia,
Eduardo de Souza l'ereira, Francisco Jos Ro-
drigues.
CanalBarca inglcza PAo, capilo Gcorgc Milne,
carga assucar.
EDITAES.
O Illm. Sr. inspector da tbesouraria provincial,
em oumprimonln da ordem do Exm. 8r. presidente
da provincia,de 21 do correnle, manda fazer publico
que nos dias 14,16 e 17 do agosto prximo vi ndnnro,
se ha de arrematar peranle a junta da fazenda da
mesma tbesouraria, quem mai dor, n rendimento
do pedagio da barreira da ponte dos Carvalhos, a-
valado aun na linn le em 1:O00S00O,
A arremslaco ser feila por lempo de 10 mezo,
acontar do 1.- de selembro do correnle anno, ao
fim de junho de 1855.
quem em abandono os negocios dos mesmos Portn-
guezes, agora, qae aquelles empregados estao mori-
bundos, vai publicar-se um novo peridico sob o ti-
tulo O Anti-arroganteque seguir a mesma
tarefa dcbaixo dos auspicios de lodos os hornees qae
desejam o bem do seus concidadaos. Subscreve-
se, vende-se, e recebo-se correspondencias para
esle peridico na livraria da rua 'do Collegio n. 9.
Serie de 20 nmeros. 29000
COMPANHIA M ^VEGACAO A VAPOR IX- milea^ha^aa* aeSdw e 'quinlas-leiras, e o
primeiro numero sahira no dia 27 do correnle julho.
JoAo Antonio de Mattos, subdito porlagaez,
relira-se para o Rio de Janeiro.
Hoga-se a pessoa que receben no dia 17 do
correnle, Ires cadeiras de um prelo, de mandar en-
tregar na roa de S. Gonealo n. 20, que ser recom-
pensada.
A 20 do correnle mez desapparecen nma ne-
gra de narao Calmuda, de nome Isabel, com os sig-
naes seguinles: corpo secco, cara com marcas de b-
licas, saia de algodo ezol, panno' da Costa com bco
pela beira, a qual venda miudezas e snalos: qoem
a pegar leve rua eslreita do Rosario sobrado n. 35,
que ser recompensado-
Em observancia do disposto no art. 19 das ins-
truccoes de 31 de Janeiro de 1851, lem de ser arre-
malados em hasta publica, depois da prxima au-
diencia do Sr. Dr. joiz dos feilos da fazenda nacio-
nal, os bens segointes: ama armarAo de loja da rua
Direita, de pinho, pintada e envtdraeada, no valbr
de 503000/s., penhorada a JoAo da Ora ; a renda
animal da casa n. 18 sita na rua de S. Francisco em
Olinda, por 245000 rs., a Francisco Vicente do Sa-
cfcmenlo; idem, idem, da casa n. 4, na rua do Car-
mo em Olinda, por 48000 rs. a viuva de Silvestre
Barbosa ; idem, idem, da casa tema n. 28, na roa
de Xavier de Santa Rosa em Olinda, por 245000 rs.,
a Anua Joaquina de Mendonca Lima ; idem, idem,
da casa n. 27, na bica de S. Pedro em Olinda, por
245000 rs., a Antonio Machado; idem, dem, da ca-
sa n. 12, na rua de S. Pedro em Olinda, por 249000
rs., a Manoel Vicenlc de Moraes; om relosio de
rima de mesa, por 309000 rs, a Joaquim Francisco
Esleves Clemente; dozc cadeiras madeira de jaca-
randa rom assento de palha, por 489000 rs.; e um
oar de consolos da mesma madeira por 309000 rs.,
a Pugi; es prctendcnlesdirijam-se ao lugar no dia
e hora do coslume.Joaquim Theodoro Altes, so-
licitador do juizo.
Desapparecen no dia 23 do correnle, o prelo
niarinheiro de nome Luiz, penencenle a tripolacAn
do brigue Sania Barbara Vencedor, o qual repre-
senta ter 30 annos de idade, cor fula, baixo, nariz
chalo, tem algumas marcas de bexigas, e pooca bar-
ca, o qual be. natural das Alasoas ; rogase por tanto
a todas as autoridades policiaes e eapilfles de campo '
a sua appi'olienrAri. c leva-lo a rua da Cadeia do Re-
cife n. 3, escriptorio de Amorim IrmAos qae ser
generosamente recompensado.
Francisca Coleta dos Prazeres Ferreira, vrora
do fallecido Manoel Joaquim Ferreira, faz sriente
que tem autorizado a seu filho Jos Egidio Ferreira,
para tratar de lodos o seas negocios.
Pergunla-se ao Sr. Joaquim de Albuqnerqne
Mello, soilicitador do consulado porlagaez, se .per
ventora abe o que foi feilo do carvallo que era do
finado JoAo Rodrigues Neves (o Bexiga), e bem as-
sim se o finado Manoel Rodrigues Costa linha relo-
go e quo fim leve esse relogio,Um carne secca.
Precisa se fallar com o Sr. Jacinlho Ferreira
Ramos, na rua do Queimado loja a. 29.J. M.
Lopes.
Quem qoizer orna ama de leile, dirjase a roa
Imperial, casa do fallecido Francisco das Chagas, j
no fim da rua procurando a ponte.
O meio bilhete da 10 lotera do Estado Sani-
tario n. 4981, perlence a Antonio Moreira Vianna, e
Augusto Marlins Moreira, da cidade do Ico,
O Sr. JoAo Ozorio de Castro Mariel Monleiro,
he llovedor ao abaixo assisnado da quanlia de 409
rs., de um vale j reconhecido pelos curadores e com
despacho do Sr. Dr. juiz de orphaos para ser paga
essa quanlia.Manoel Duarte Ferrdo.
Rernardino da Cosa Campos, lendo contratado
a compra da padana sita na rua de Domingos Pires
11. 41, sem responobilidade dos dbitos e oous a
que a mesma esteja obrigada,previne por este annun-
cio ao respeilavel publico para que no prazo de 3
dias, appareram cm dila padaria com seus crditos
afim de serem realisado,depois do qae o mesmo an-
nuneiante se nAo rrsponsabilisar.
Desappareceu da rasa do coronel Favlla, am
pequeno de 10 annos de idade, lorio de um olho,
levando veslido urna calca de casemra azul clara e
riscada, be forro, c foi entregue ao dito coronel pe-
lo proprio pai do pequeno, com urna obrisacao do
a elle pai o entregar, c com a assignalura das
Icstemunhas: quem o tiver cm seu poder poder le-
va-lo ao Corredor do Bispo sobrado que foi da fa-
milia do Sr. Manoel de Carvalho, pois qne se preten-
de a lodo o cusi fazer cfferlva a obrigaco passada.
Aluga-se nm bom armazem proprio para re-
colher gneros da alfandega na Iravessa da Madre
de Dos n. 11 : a tratar na praca do Corpo Santo
11. 13.
Precia-se comprar urna carroca em segunda
mao; quem a livor para vender dirija-se ao paleo
do Paraizo segundo andar, junio a igreja.
Oflerece-se nm rapaz brasileiro o qual d fia-
dor a sna conducta, para escriplurar por partidas
dobrad.es os livros de qualquer rasa commerrial :
quem de seu presumo se quizer ulilisar dirija-se ao
Sr. Luiz 1 i.>ne.i!ve Agr, na rua da cadeia detronle
da mesma.
AOS AMANTES DO DEZENHO.
Na rua Nova n. 52, loja e fabrica de chapeos de
Boaventura Jos de Castro Azevedo, vendem-se as
melhores caixas de desenho que lem apparecido no
mercado, roulendo cada urna della 6 estampas de
ni llrenlos figuras, acompanhadas de nm rotulo que
explica um melhndo mili fcil para se desenhar qual-
quer figura, e vende-se por muit" barato prejo, afim
de se ver augmentar os alumnos de lao dislincla arle.
Precisa-se de um feilor para um engenho, pre-
ferin,l,-- ser prximamente chegado das liba- : a
tratar na rua de Apollo armazem da viuva Pereira
da Cunha.
Precisa-se alugar duas prctas para vender na
rua : quem liver, dirija-se a rua Calaboncp n. 6, pa-
ra contratar.
__ Alnga-se um grande sitio no Arr.1i.1l, da Illm.
Sra. D. Francisr da Cunha Randeira Mello: a Ira-
lar na rua Direila n. 1*.
AVISO.
Sr. capilo commandanle interino, se Vmr. nAo
quer ver-se processado pelo crime de excesso, ou
abuso de auloridadc, nAo ordene mais que se aviscm
os guardas nacionaes, que recorreram das celebr-
rimas decisocs do aeu consclho de qualificaeAo, para
comparecerem ao servico ; porquanto Vmc. e alguns
dos cus o,hciaes subalternos, se nAo sahem, devem
saber, quo os recursos do consclho de qualilrac,o
para ode revista, que nAo seconfundem cornos desle
para a presidencia, tcmcITeito suspensivo, comomui
evidentemente se deprchende da le n. 602, e decreto
n. 722 de 1850.
Vmc. e aquelle seus afliriaes lambem devem sa-
ber que 0 arl. 179 S '* da consllluicAo dsple, que
nenhum chindan pode ser obrigado a i'a/or 011 dei-
xar de fazer alguma cousa, scnAo em virlude de lei.
Em fim. Icia, lea, Sr. capilAo, o codiso criminal,
para que depois nao vem juizo aprcsenlarcomo e.r-
eepriio peremptoria, para a sue j lao cresrida res-
pon'sahilidnde, a ignorancia da lei, que, desde j
liqoesabendo, ningiicmescnsa.quanlomaisa Vmc.
quei como se costuma dizer, he macaco velho.
O 9 horas.
Deseja-sc fallar ao dono 011 dona de unas Ier-
ras denominadasTapado, na freguezia de Agoa-
Prela : queiram annunriar para ser procurados.
Precisa-sede una ama para casa de ponca
familia, porem quesaiha bem cozindar e engommar:
na rua do Crespo, loja n. 1.
Aluga-se urna prcl captiva, que tenha bom
leile para amanientar urna creanea : quem a liver
dirija-se ao 4 cantos da Boa-Visla n. 1.
O bacharel Chrislovam Xa\ ier Lopes declara
q-.ieoSr. JoAo Ozorio de Castro Maciel Monleiro
Ihe he llovedor da quanlia de dous conlos escisren-
los mil ris, como consta de umaescriptura poblica,
em olas do labeliAo Guilherme Patricio, e um pa-
pel de trato em seu poder.
Aluga-se una escrava, excedente engomma-
deira e cozinheira : na praca. da Boa-Vista n. 10.
Offerece-se um rapaz porlugucz para caxeiro
de qualquer negocio, e d fiador a sua conduela
aquelle que so 'quizer ulilisar do seu presumo an-
11 uncic para ser procurado.
Quem perdeu um papagaioannuncie, quedan
do os sisnacs Ihe sera entregue,
Pedc-sc a pessoa que na imite do dia 23 do
correnle, estove na isreja do Carme, quando tomou
a carleira de cerlo individu, qoadinja-sca rua da
Cruz do Recife n. 61. queso Ihe desoja fallar.
l'm doente do mamo mal.
Oflerecc-sc una ama para casa do pouca fami-
lia, a qual rozinha e engemma, esabe fazer o servi-
co de porlas a dentro': no boceo do Pociuho
n. 17.
Antonio de Almeida Gomes & Companhia em-
barcan! para o Rio de Janeiro o sen escravo, criou-
lo, de nome Antonio.
O Sr. JoAo Faure nao podo ausentar-so desta
provincia sem njnslar suas conlas.e pasar o que esla
devendo ao abaixo assignado.A. Ijicaze.

ji itii a rx


>

DIARIO DE PERNAMBCO, QUARTA FEIRA 26 DE JULHO DE

/*i
lara conliccimjnto diqucllesa quem p.issa in-
leressar, se publica i seguiule verba testamentaria,
c desdeja se protesta cunta qualqiier Iransac-o ou
fio, que porvcnturj otoma o direilo cvcntii.il pela
mesma verba conferido ao sobrinho>. do levador o
reverendo padre JoSo Francisco Maeiel Monleiro.
Katilicoadoacaociusa inorlis, qu> tiza meo ir-
mo 1 homar. Antonio Maeiel Monleiro por cscriii-
tura na nota do laliellio Guilherme Patricio Be-
ierra Cvalcanli cin torta a sua cxUncao, smenle
a com a clausula e declarlo, qoe succedendo fal-
lecer seu filho lesilimo JoSo, ora cm Portugal,
antes delle seu pai, on anda depois do estado de
menor u sem sntreao, e falleceudo lambem o
meu irmao sem outros filhos legitimo, os bens
doados passarflo livremente a lodos os meus sobri-
nhvs legtimos, libios de minlia irma D. Francis-
ca Mequelina Maeiel da Carvallio, c do senador
o Manoel de Carvalho Paes de Audrade.
ATTENCAO'.
Uesappareccu no ilia 15 do corrente o preto, cri-
oulo, pnmomo Exaquicl, Je 30 a 40 annos de ida-
de, pomas bastante arqueadas, no and ir abre bastan-
te os dedos do* pos, em falla de alguna denle*, be
bstenle humilde e manso em suas (alias; julga-se
ler ido em companliia do prelo Miguel, crioulo,
perlencenle a Illma. Sra. viuva Lasscrre, por lerem
ambos desapparecido no mesmo dia, bem como lia
tedaprobabilidade d de Sobral d'ondo veio: roga-se pois a todas as auto-
ridades policiaes, a capture do mesmo, gratificando
-se generosamente a quem o levar a ra do Cabu-
, loja da esquina \. 2, a seu senhor Jos Peres da
Cruz.
253000.
Furtaram do engenlio Cedro, no Gibo, um caval-
lo alasan de 7 anuos, gordo, sem andares, tem mar-
ca de jeremum na sarnelha, e alm ue outros rorros
tem ha ponco lempo um C E na peina esquerda :
quem o pegar, feceber a gratificaran cima, entre-
gando no dito engenho, ou ao cirruiao Silva, na
ra do Vigario.
Previnc-se aos Srs. reloiooiros, ourves, etc.,
que fot subtrahido da ra do aforro da Boa-Vista n.
6, um relogio de senhora, lendo de um lado urna
firma coni duas ledras K W, e do ontro lado urna
corea de Bardo, nao tem esmalte, he loilo liso, e da
fabrica de Lamarche : portanto a pessoa que o liver,
dinja-se ao lugar indicado, pois que todas as provi-
dencias eslao dadas.
.. A"10"* Xavier Marques da Costa Soares. fi-
lho de Jos Marques da Cosa Soares. faz publico,
que de hoje em diente se signar Antonio Mar-
qoesISoaros.
Precisa-se de urna ama que sai ha eozinhar al-
gurpa cousa e compro na ra, para urna ca de pou-
ca ramiha : na ra da Crui; n. 7, lerceiro'andur.
Qoem precisar de urna ama para eusaboar, en-
gommar e coser chao, pode dirigir-se ao paleo do
Pamzo, sobradoque volla para a ra da Roda.
Roga-se a todos os subditos portu-
guezes soteiros nqui residentes, e que ti-
verem alguns bens de fortuna, que fajara
seu testamento aiim de nao darem in-
commodos ao respectivo cnsul Joaquim
BaptistaMoreira, com os quaes ellemui-
tissimose constrange, pois que osespo-
lios que teem diixada alguns subditos,
nao lhe tem dade o menor interesse-
' Precisa-se de um caixeiro porluguez de 12 a
16annos, para labern.i, equsd fiador de sua con-
duela : na ruada Semala Nova n. 1.
Ofierece-se urna ama para casa de familia, a
Saal da fiadora soa conduela: na ra da Senzala
ova n. 122.
Constando ao abaixo assignado q ae Manoel An-
lerodc SouzaReis Junior, quer vender a parle que
tem na casa da ra du Goia n. 57, qne lhe locou por
lieranca de sua finad; mai. declaro que o mesmo Sr.
eleve 3 annos de decirlas e desde j protesto contra
semelhante veuda nao spela divida cima declarada
como lamhem por me dever, e para Iodo lempo cons-
Ur faco a presente de;larac.to. fieno Alce* Rodri-
gue* Tupinambo, tutor dos lierdeiros.
8S Sf*':;:@e
Antonio Apngino Xavier de Brilo, Dr. em $
medicina pela lac ildade medica da Bahia, rp-
1* side na ra Nova n. 67, primeiro lindar, on- O
0 de pode ser procuiado a qualquer hora para o Sf
9 eiercicio de sua profissa.
**@i 8S3:@@@
BabadDS recortados.
No alerro da Boa-\ isla n. 12, recorlam-se baa-
dos de loda e qualquer fizenda e de diversos dese-
nhos pelo preco de 200 rs. cada vara. Na mesma ca-
ta precisa-se de urna negra que saiba eozinhar, la-
var, engommar e fazi r compras, e que sobre ludo
seja fiel.
Alugam-se as 'ojas d.i casa n. 44 da ra da
inia : a Iralar na ra do Collegio n. 21, segundo
andar.
Boa-Vistan. 16-
Pommileau tem a I onra Je participar ao respei-
lavel publico, que acaba de receber pelo ultimo na-
vio vindo de Franca, um sorlimento de espingardas
denme de donscannoi, mui leves e Iruuchadas, de
primeira qoalidade, pilvarinhos, chuuifceiras, espo-
letas da marca G, umn rica guarnirlo ou apparelho
para carro, e lanlerna. de metal chamado Melchior,
varios saines ricos para dito, chicotes de balea, ditos
coberlos de tripa para bolear, freios, esporas, estri-
bos, esponjas, escovas para lavar, chicilinhos sorl-
dos, caberadas de sedi vegetal, e lamhem de muro
laqui, urna grande variedade de cachimbos, uns
nargnills para fumaren! 4 pessoas, outros de espuma
domar, de porcelana, de madeira etc.,fumo preparado
domelhor, tesouras ptira jardineiro, ditas para cos-
tnreiras,de nnhas ele, e outros instrumentos de den-
tista, lancetas, facas de mesa, trinchadores, navalhas
Je barbear com cabo de tartaruga, de marfim e ou-
ros ; garante a boa qualidade de ludo quanlo est
cima mencionado; iscovas para denles e unhas,
lenles para bigodes, ile tartaruga, charnteiras com
ignlhas de marear, eaiiinhas do massu para preser-
var o acoda ferrugem.
ESTAMPAS DE SANTOS E SANTAS.
Chcgou loja de miudeza < da na do Collegio n. 1
um grande sorlimento de eslampas de sanioso san-
ias em ponto pequeo e grande. Nossa Senhora do
Kosario, Nossa Senhcra do Carmo, Nossa Senhora
das Dores, Rainha dos Anjos, Nossa Senhora da Con-
:eirao, Nossa Senhora na ca eir, Sanl'Anna,Santo
Antonio, S. Jos, S. Seba-tiao, Sania Francisca,
Sania Joanna, Santa Maria, Senhor Crucificado, Se-
nhor no Horlo, colindes da via sacra com 14 es-
lampas, assimeomo outras muitas qoe se deixam de
annunciar, retratos de NapoLeDoI., ditos do III.,
Ma esposa, rol legues de Gil-Braz, ditas de Gonraln
le Cordova, ditas dos Misterios de Pars, ditas da
1 evoluco franceza eri. 1818, relralos de D. Miguel
i! sua esposa.
Srs. redactores.Como iiiizmenle nao fallo com
o diabo, por islo sem que este fique branca, nao
pretendo responder a pergunta feila 110 Diario n...
e advirto a esse iusligiidor, que qoem se n;lo receia
do >ocognito maternal capliveiro, pode como eu, as-
signar-se. Assim com;lue alia* Emiliano Ramo*.
ATTENCAO'.
Declaro eo abaixo assiguado, que lendo compra-
do o deposito das Cinco Ponas n. 42, sos Srs. Joao
da AnnuociarSo Cesai de Mello e sen irmo Joa-
tjoim de Souza Galvo, e como os dilos senhores dis-
sessem-me que nada deviam, perante teslemunhas,
|wr isso fiz a dita corrpra, e por'ser verdade faro
publicar o presente annuncic.
^ooo Gonr ikes e Soum Guimaraes.
'' ATTENCAO\
Pga-se generosamente a quem der noticia de
ama salva de prala, obra do Porto, qoasi com palmo
de dimetro, a qual furtaram 110 domingo, 23 to
corrente, do primeiro andar do sobrado n. 6 da ra
Deseja-se saber onde se acha Francisco Ban-
ileira de Mello, que mirando na Capunga, se mda-
la para a Passagem da Magdalena, e agora dahi de-
apparecera sem ha\cr noiicia para onde : quem
(hille souber communique 'jor obsequio ao abaixo
assignado, 011 aquelle wnhor em vista do presente
innuncio, queira outeider-se com o mesmo abaixo
issignado, morador na Capunga.
Jote Luiz de Azeredo.
Roga-se aos Srs. Jos da Costa Allinqiicrque,
Anlonio Jos Pereira de Me idnea, Manoel da Cos-
a Alecrim, Angela Maria Custodia, Francisco Al-
ves Casins, Manoel Jos de Almeida Gisla, Francis-
eo Munizde Almeida, Manoel da Silva Guimaraes,
Rento Marlins Gnnclves Lisboa, Joao Ferreira da
48000
40S000
4.SO0O
50S000
60&000
IOO9OOO
dedicam ao esludo da homeopalhia um volume grande..........
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pharmacia, ele, etc.: obra indis-
pensavel ospessoas que querem dar-se ao esludo de medicina........
Urna carteira de 24 tubos grandes do finssimo chrislal com o manual do l)r. Jahr e o diccio-
nario dos termos de medicina, ele, ele................
I'ita de 36 com os mesmos livros......*..............
Dila de 48 com os dilos...................'. '.
Cada carteira he acompanhada de dous frascos de tinturas indispensaveis, a escolha. .
Dila de 60 lubos com dilos......................
Dita de 144 com ditos...................,.
Estas sao acompanhadas de 6 vldros de tinturas escolha.
As pessoas que om lugar de Jabr quizerem o Hering, lerao o abalimento de OJOOO rs. em qualquer
das carleiras cima mencionadas.
Carteiras de 24 tubos pequeos para algibeira............... 8.-00(1
ilas de 48 ditos......................... 163000
Tubos grandes avulivs....................... I|OOQ
Vidros de meia on^a de linrnra.................... 2>000
Sem verdadeiros e bem preparados medirimrntos nao se pode dar om pasno segur na pratica da
homeopalhia, e o proprielarm deslc eslatelecimento so lisongeia de le-lo o mais bem montado possivel e
iiinguem duvida hoje da superioridade dos seus medicamentos.
Na mesma casa lia sempre a venda; grande numero de lubos de cryslal de diversos tamaitos, e
jprompU-se qualquer eucommenda de Bieilicameutoscom loda a brevidade e por precos muito com-
modos. I t,
CONSULTORIO DOS POBRES
25 RU DO COI.XiI.GIO 1 ANDAR 25.
(J Or. P. A. Lobo Moscozo d consultas homeopathicas lodos os das aos pobres, desde 9 horas da
manha aleo meio dia, e cm casos extraordinarios a qualqocr hora do dia ou noite.
()flerece-se igualmente para pralicar qualquer'operacao de cirurgia. e acudir promplamentc a qual-
quer mullierque esleja mal de parlo, e cujas circunstancias nao perniiltam pagar ao medico.
NO CONSULTORIO 00 DK. P. A. LOBO HOMO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo do Dr. G. II. Jahr, Iraduzidoem porluguez pelo Dr. Moscozo, qualro
\"liiincs encadernados em dous :................. 20JO00
Esta obra, a mais importante de todas as que tratam da homeopalhia, inleressa a lodos os mdicos que
quizerem experimentar a 'oulrina de Ilahneiuanii, e por >i proprios se convenceren) da verdade da
mesma : inleressa a lodosos senhores de engenho e fazeiideiros que eslao longe dos recursos dos mdi-
cos : inleressa a lodosos capilacs de navio, que nao podemdeiiar urna vez ou oulra de ter precisao de
acudir a qualquer incommodo Seu ou de seus Iripolanles ; e inleressa a lodo* os chefes de familia cue
por circumslancias, que nem sempre podem ser prevenidas, silo obrigade* a prestar soccorros a qualquer
pessoa della.
' vade-mecum do homeopallia ou tradiiec.no do Dr. Hering, obra igualmente ulil m pessoas que se
89000
Comprase palacoes brasileiros e hespanhes,
nm grandes e pequeas porcSes : na na do Trapi-
che, armazem n. :I8, de Miguel l.:arneiro.
Compra-se ou aluga-se urna prela que saiba
fazer Iodo ser vi en de urna casa de pouca familia, e
saia ra para comprar: na ra Nova n. 65, se-
gundo andar.
Compra-se ou aluga-se nina casa terrea, que
lenha boa construccincommodos para familia, sen-
do as ras scsuinltc, do bairro da Boa-Vista : prnra
da mesma, ra do Aragao, pateo da Santa Cruz e ra
do Sebo : na ra Direila n. 83, se dir a pessoa que
pretende.-^
Compra-se a erammatici franceza de Burgain:
na ra do Crespo, laja de Santos Neves.
Compra-so un collar de nurode Ici, sem feitlo,
que tenha de urna vara e meia a duas : na ra Di-
reila n. 69.
Cnmpram-se liblas para jogo de saman: na
ra Nova n. 4.
Compra-se nm espiviladorde prala : na ra do
Queimado n. 33.
VENDAS

It I TIC.i OS
PELO SISTEMA CRVSTALOTVPO.
J. J. Pacheco, lendo de se retirar para o Bio de
Janeiro, avisa a quem quizer aproveilar osla ultima
occasiao para possuir um retrato de cores Cuas e Ira-
eos inlelligiveif, que queiram dignar-se procura-lo
em seu eslabelecimeulo importante, no aterro da
Boa-Vista n. 4, at ao fim do corrente mez, desde as
7 horas da mauhaa as 4 ta larde.
Publicarao litteraiia.
Insliluicoes de Direilo Civil Porluguez por M. A.
Coelho da Bocha, lente da faculdade de direilo da
nniverstdade de Coimnra, lerceira e nilida edirao,
em 2 volumesem oilavo, adaptadas ao foro do Bra-
sil, com a legislarlo brasilea vigente, e algumas
notas explicativas exlraliidas das obras dos mais exi-
m "s Icios para mellior illustra^aodas doutriuas nes-
s)s expeliente eompendio eusinadas, por Anlonio de
VasconcellosMenezes de Drummond, bacharel for-
mado cm sciencias jurdicas e sociaes pela academia
de Oliiula, advogado nos auditorios do Becife. Para
a publicarao drssa obra 13o interessanle e indispen-
savel a todos os senhores juizes, advogados e mais
pessoas, que se dedicam smesmasprofissoes, ou alias
precisam possuir urna minuciosa e melhodicacompi-
la^ao do Direilo Civil Patrio, tendente a adquirir
pleno conhecimenlo dos seos direilns e ohrigaroes ;
subscreve-se em Pernambuco, na praca da Indepen-
dencia, loja n. 6 e 8; no paleo do Collegio, casa n.
29, lojas n. 6 e 20, e na ra do Hospicio n. 9. O
proco dg assignalura ser de iftjOOO, pagos a en-
trega de cada exemplar, e logo que haja numero de
assignaluras snfficicnte para salisfazer as anilladas
despezas da impressao, ir para o prelo, no dia da
publicarlo da mesma, encerrar-sc-ha a assignalura,
vender-se-ha mais caro.
Ao publico.
RETRATOS A OLEO E DAGIERREOTYPO.
AULA DE DESENHO.
Cineinalo Mavignier, retratista e pensionista de
S. M. o Imperador, avisa ao respeilavel publico
desta capital, que o seu eslabelecimenlo de pintura e
daguerreolypo, est sendo motilado em grande es-
calla por isso que espera o extraordinario machi-
nismo daguerreolypo vindo da Europa, a sala da
machina he Iluminada por nma immensa claraboia
de trinla vidros de vinte polczadas, dando urna luz
lao bella e regular que sahira os relralos magnfi-
cos ; essa claraboia vai servir por cmquanlo a machi-
na que existe no mesmo eslabelecimenlo, coaomin-
ciante convida ao respeilavel publico a visitar este
eslabelecimenlo esperando > grande concurrencia,
pois far com quejtainm retratos os melhores ncsle
genero. O annunciante vai principiar os trabalhos
de cabellos para formar riquissimos quadros, onde
representar tmulos, ciprcsles e outros emblemas
de saudade, e allianca que secan de urna execuco
agradavel a seus freguezes. Os trabalhos do estabe-
lecimcnto principiam das 10 horas da mauhaa s 4
da larde. Aterro da Boa-Vista n. 82 primeiro e se-
gundo andares.
GRANDE AULA DE DESENHO.
(.inrinalo Mjvignier, retratista e pensionista de S.
M. o Imperador, tendo de demorar-se mais alguns
mezes nesla capital, abri lima aula de desenlio a
pedido de muilos de seus amigos pois esU sondeo
bastante frequenlada ; as pessoas que quizerem se
matricular podem comparecer a qualquer hora na
mesma aula, esta aula vai ser ornada com a mellior
escola de Jiilien, Baphael e Murillo, em grandes
modellos vindos da Europa; assim como lambem
buslos, eslatnas de gesso, onde se copiam os esludos
do n, he agradavel este irabalhoe pela sua regula-
ridade muilo se aproveila. O annunciante se en-
carraga de qualquer desenlio sobre papel, marfim,
vidros, laboas, ele, ele. Aterro da Boa-Visla n.
82, primeiro e segundo andares.
.A@.PEDIy@. .
Cineinalo Mavignier, retratista e pensionista de
S. M. o Imperador, leudo sido lestemunha dos es-
tragos feilos pela grande clieia de 22 e 23 prximo
passado nesla cidade e seus arrabaldes, deu-se ao
Irabalho de tiraros paineis dolorosos de semelhante
situacao com isvislns dos lugares e a endiente; este
Irabalho esl sendo passado a oleo, pois vai ser apre-
sen lado a S. M. o Imperador, que ofl'erece o seu
pensionista acuna mencionado, e antes de seguir o
seu destino, alga o annunciante que ser bom ex-
por o quadrp em lugar onde este publico veja, e pos-
sa dar o seu parecer.
O Dr. Firmo, medico, mudou sita
residencia para a roa estreita do Rosario
casan. 50, segundo, andar
Lotera do hospital Pedro II.
O caulelista Antonio Jos Bodrigues de Souza J-
nior, avisa ao respeilavel publico que seus bilhe(es~
inleiros, meios billieles e cautelas da lotera cima,
seacham venda pelos precos abaixo, na praca da
Independencia loja n. 4, do Sr. Fortunato, n. 13 e
15, do Sr. Arantes, n. 40, do Sr. paria Machado, e
na ra do Queimado n. 37 A, dos Srs. Souza &
Freir, cuja lotera temo andamento de stias rodas
no dia 18 de agosto prximo futuro. O mesmo cau-
lelista se obnga a pagar por inleirn os premios de
10:0008000, de 4:0008000 e do 1:000000, queos di-
tos seus biHieles inleirose meios obtiverem, os quaes
v3o rubricados com seu nome.
Bilhctes 11$000
Meios bilheles 59500
(uarlos 2700
Oilavos 1o00
Decimos 1*200
Viaesimos 600
O solicitador Camilla Augusto Ferreira da Sil-
va, pode ser procurado para ludo quedisser respei-
loa sua proljssao: no escrplorio do Illm. Sr. Dr.
Joaquim Jos da Fonseca.
rosla, Joaquim Jos de lbuquer'qoe, Jos Martins _Aluga-se um moleque, que cozinha o diario de
I...,,;., I "..;iL..I... 1.,__- _..' ... llinn i':k:i i. I i / I...I.. n ,...,. .....;... *.....__________
Femira Coitinho, Antonio Jos Martins, Manoel
la Silva Coulo, Thonaz Times, apparecerem no
aterro da Boa-Vista n. 45, segundo andar, a nego-
cio.
liEGOCiO.
lima prela de menos de 30 annos, e que sabe fazer
lodo o servteo de urna casa d familia, se ofl'erece a
servir mediante urna paga commoda mensal.aqum
loe emprestar 1708000que lhe fallam para sua at-
forria, prometiendo garantir tal contrato porescrip-
lura assignada por seu curador : os >rele*denles
podem dirigir suas pruposlas pracinhu da Indepen-
dencia n. 6 e 8.
Precisa-se fallar com o Sr. Tliom Bibeiro Go-
mes dos Santos : na ra Direila n. 66.
O Sr. Joo Cypciano sirva-se mandar receber
tima encommenda que lem na ra do Queimado n.
35, por ignorar-se sua inorada, nao se lhe manda en-
fregar.
Lino F. Pinlo lindo seguido viagem (honleml
a bordo do vapor porluguez D. Maria II, para Eu-
ropa, pede desrolpa ,i lodos os seus amigos de nao
poder ir fazer-lhes suas despedidas, falla esla occa-
sionada pela rapidez do vapor.
Precisa-se de um criado e urna criada, que se-
jam ambos demeaidade: no aterro da Boa-Visla
n. 18.
.r.iA!e"ndrC l0S d* my,,< Pla brevidade de
sua viagem no vapor port.guez D. Maria II, nao
lhe fot possivel dcspedir-se de todos os seos amigos e
areicoado, aos quaes pelo presente Ibes ro--a ouei-
ram aceitar suas despedidas, c dispor de seu dimi
nulo presumo na cidade de Lisboa e Porte, ou em
qualquer parle emqie se achar; deixando por eos
procuradores : 1. o Sr. Jos Bodrigues Coelho ; 2o
Antonio de Almeida.
A pessoa que quizer comprar urna boa escrava
parua, moca, bem prendada para casa de familia,
sem vicios ero molestia, diri,a-se a ra dos Quar-
lei. n. 2\ : a.|>erle-w qe rf ^ rlll|,, para ,
proviucia. '
.7 Precisa-se, de ama de leile, forra ou cap-
uva : na ra do Anwrim n. 25.
urna casa, e faz lodo o mais servico : quem o pre-
tender dirija-se a praca da Independencia loja n. 5.
Nao lia melhores no mercado.
No antiso depsito das bichas de Ilamburgo, na
ra eslreila do Bosario n. II, he chegado novo sorli-
mento de bichas de Ilamburgo, que se vende" por
atacado, aos ceios e meios ceios e a relalho, e lam-
bem se alugam por menos preco do que em oulra
qualquer parle.
Furtaram no dia 17 do corrente mez, da casa
n. 33 da rna Nova, um relogio de ouro, patente in-
glez n. 18,537, com corrente e chave lamhem de ou-
ro : roga-se a qualquer pessoa a qoem Mr offereci-
do dito relogio, de apprelicnder e leva-lo na refe-
rida casa, que ser generosameulc recompensado.
Arrenda-se um silio na Capunga, margemdo
Capibaribc, com urna grande planta de capim, que
sustenta annual qualro cavalks o qualro vaccas, e
vende-se capim, com canto e tantos ps de coquei-
ros, cajuciros, jaqueiras, mangueirasc baslante pas-
to para vaccas, com tres moradas de casas, senzala
para prelos, cocheira, estribara para seis cavallos, e
um grande bananeiral : quem o pretender, procure
na ra larga do Bosario n. 25.
Manuel Anlonio Teixeira,declara que o bilhar
qne annuncia para vender, eslava na ra do Trapi-
che armazem n. 14.
ANTIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da ra do Trapiche
n. 13, ha multo superior polassa da Rtts-
sia e americana, ecal virgem, chegadaha
pouco, tudo por prec/j commodo.
Cede-se um silfo queaecnmmoda animalmente
16 vaccas de leilc, com a comlican de quem o pre-
tender comprar as vaccas e o mais que no mesmo
existir : na ra do Queimado, luja n. 31.
Offerece-se urna parda j de meia dade, mallo
una e fiel, para ser .1111:1 de cas de hoinem solleire,
ro/inlia, eiigoinmn e ludo faz com muiloareio e lim-
peza, porcia nao sahe para comprar : quem qoizer,
dirija-se ao beco duCerigado 11.13.
PIANOS.
Patn Nash & C. acabam de receber de Londres
dous elegantes pianos, feilio vertical, de Jacaranda,
iguaes em qualidade e vozes aos dos bem conhecid
autores Collard & Collard, ra do Trapiche Nov
n. 10.
DENTISTA FBANCEZ. #
Paulo Gaigooux, establecido na ra larga
do Bosario n. 36, segoudo andar, enlloca den-
@ tes com gengivas arlificiaes, e dentadura com- $8)
O pela, ou parte della, com a presso do ar.
Tambem lem para vender agua dcnlifrice do Q
f Dr. Pierre, e p para denles. Una larga do 3;
1 Bosario n. 36 segundo andar. f$
Na ra de Dorias n. 142, primeiro indar, pre-
cisa-se de nma prela escrava para o servico de pou-
ca familia.
Precisa-se de urna escrava para o servico de
urna casa de pouca familia : na ra do Hospicio 3"
casa nova direila depois de passar o qnartel.
Na ra da Cadeia do Becife n. 49, primeiro an-
dar, vendem-'sc colliurnos de bezerro le (res solas e
sapatCes para invern em porcao
D. W. Baynon cirurgio dentista americano
reside na ra do Trapiche Novo n, 12.
Aluga-se unoprensa no Forte do Mos : a
Iralar com Luiz (jomes Ferreira, no Mondego.
Urna pessoa habilitada para caixeiro e para as
oceupacoes abaixo mencionadas, offerece seu pres-
umo a quem possa convir, e abona seu comporla-
iiipiilo para escripia, para v\cuda de assucar, para
armazem de assucar, cobranza, etc.: a quem con-
vier enlcnda-se com o Sr. Francisco Jos Leilc na
ra do Collegio n. 12, ou annuncie para ser procu-
rado.
Precisa-se alngar nm silio pequeno para um
lioniem solleiro : quem o liver pode dirigir-se ra
do Trapiche n. 38, armazem do Sr. Miguel Carneiro.
Manoel Anlonio Teixeira vende o sen bilhar c
todos os seus pcrlences: a tratar na Lingoeta n. 2.
Quem pretender um feitor para um engenho,
dirija-se i ra do Hospicio n. 15.
Lava-se e engomma-se com loda a pereiean e
aceio : no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado n. 15.
*(*.*& :@3@ai@@
O Dr. Joao Honorio Bezerra de Mcuczes, ^
,' formado em medicina pela faculdade da Da- Ji;
9 l'"a. offerece seus prestimos ao respeilavel pu- @
blico desla capital, podendo ser procurado a ;
S; qualquer hora em sua casa ra Nova n. 19, 4$
j segundo andar: o mesmo se presta a curar
gratuitamente aos pobres. @
@:@8@ et@@
J. Jane dentista,
contina rezidir na ra Nova, primeiro andar n. 19.
%.$&9:$& 9 O Dr. Sabino Olegario Lndgero Pinho mu- 9
9 dnu-sc para o palacete da ra de S. Francisco (
fy 'mundo novo) n. 68 A. a
i tas:
O Sr. Antonio Joaquim de Almeida
tem urna carta na livraria n. G e 8 da
praca da Independencia. ------ engomma: a Iralar na ra do Queimado n. 44.
A pessoa que por esla folha tem annunefado Vendem-se 3 vaccas tourinas.l novilho tourfno
Vigsimos 600
Quarlos 2870O
Oilavos 18500
Decimos 18200
Vigsimos 600
Quarlos 28700
Oilavos 18500
Decimos 18200
Vigsimos 600
Decimos 18200
Vigsimos 600
Quarlos 28700
Oilavos 18500
Decimos 18200
Vigsimos 600
querer comprar um moinho grande de pedra, o qual
se acha ao p da alfandega : querenrio comprar um
dirija-se ra du Queimado loja o. 14.
O cautelista Salustiano de Aquino
Ferreira avisa ao respeitavel publico, que
as suas cautelas ofTereccm mais vantagem, do que as
cautelas dos outros caulelislas, o abaixo \ ,0 notados
os piceos dolas.
Preco dat cautelan dos outros.
Quarlos 28700 2:3008000 \ Sortc correspondente
Oilavos 18500 l:1508000(aos 10:0008 com o des-
Decimos 18200 9208000 (cont de 8 por do im-
46o800J posto "eral.
920J(M)0\ Sorte correspondente
4608000(aos 4:000, com o des-
3688000 (conlo de 8 por", do im-
18i3OOO) posto geral.
2308000). Sorle correspondente
115S0001 a 1:000, com o descon-
"25000 (to de 8 por % do impos-
468000; lo geral.
Prfo de suas cautelas.
Quarlos 2&700 2:5008000j Sorle correspondente
Oilavos 18500 1:258000f aos 10:000-8, sem o.lcs-
Dccimos 18200 1:0008000(coulo de8 por ".do im-
Vigesimos 600 5008000; posto geral
Quarlos 28700 1:0008000) Sorle correspondente
Oilavos 18500 5005000f aos 4:000, sem o des-
4000001conlo de 8 por % do m-
2008000; posto geral.
250.3000} Sorle correspondente
12.55000 (a 1:000, sem o descon-
IOO9OOO/lo de 8 por 'du impos-
508000) lo geral.
Salustiano de Aquino ferreira.
'S) Homceopathia. {j
S CLNICA ESPECIAL DAS MO- S
S LESTIAS NEUVOSAS. S
Hysteria, epilepsia ou gota co- 1
ral, rheumatismo, gota, paraly- H
. sia, defeitos da falla, do ouvido e W
0) dos olhos, melancola, cephalalgia tt
B ou dores de cabera, enchaqueca, l<)
() dores e tudo mais que o povo co- (b
(A, nhece pelo nome genrico de ner- (A
S VOSO. ,a
12 As molestias nervosas reqrrerem muitas ve- j
^k outros meios, qoe despertem on abalam a /j*.
22 sensibilidade. Esles meios possuo eu ago- *9
B "1 e "s ponhn a disposi^ao do publico. i#i
//* Consullas lodos os dias (de grara para os *.
IV pobres), desde s 9 horas da ma'nlula. ate '*';
&., as duas da tarde, ra de S. Francisco (Mnn- ,"A
SL do-Novo, n.68 A. Dr. Sabino Olegario *Z
^9 I.udgero Pinho. ^7
LOTERAS DA PUOV1NCIA.
Othesoureiro geral das loteras avisa,
que seacham a venda os bilhetes e meios
da primeira parte da segunda lotera a'
beneficio do hospital Pedro II., na the-
souraria das loteras, rita do Collegio n. 15,
na praca da Independencia n. e na
loja do Sr. Arantes n. 13, rita do Qnei-
madons. 10 e Ti!), ra do Livramento n.
22, atorro da Boa-Vista n. 48, praca da
Boa-Vista n. 7. Corre a mfsma lotera
mpretervelmente no dia 18 de agosto, as
i) horas da manhaa ; eos bilheles eslao a'
venda ale o dia 17 as G horas da tarde.
Preco inteiros 1 OsOOO
meios 5.S000
i
COMPRAS.
Compra-se urna carrosa e 11111 hoi : na ra do
Sebo sobrado amarcllo.
Compra-se tima escrava de 20 a 2(i
annos de iciade, que saiba coser e engom-
mar ; agradando nao se olha a preco :
quem a tiver podera' levar a ra do Vi-
gario n. 19, segundo andar, no escripto-
rio ele Macliudo i\' l'iiiheiro, para Iralar.
Compra-so urna canoa aberla que pp^uo de 800
a 1,000 lijlos do alvenaria prossa, ja usada, pnrem
em bom estado, embora precise de concert : na rna
do Kangel n. 9, sobrado.
PUBLICAQAO' RELIGIOSA.
Sanio luz o novo Mez de Maria, adoptado pelos
reverendissimos padreacapuchiulios de N. S. da Pe-
nba 'li'-la ciladc. augmentado com a novena da Se-
nhor da CnnceitjJlo, e da noticia histrica da me-
dallia milagrosa, e da>". S. do Bom Conselho : ven-
de-se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca dr
Independencia, a I3OOO. '
Quem deixara' de comprar fazendas por
menos do seu valor,
como sejam : corles de casemiras lisas de cores rom
msela a 48000, corles de colletes de gorgurSo de li-
nho e de seda de novos padroes a I9600, merino pre-
to sctim muilo fino a 28000, brins trancados do linho
de cores modernas, fngindo casemiras, a 800 rs. a
vara, ditos pardos de poro linho muilo Tino a 640 a
vara, chita franceza de quadros a 200 rs. o covado, e
oulras fazendas por baiio preco : na ra do Quei-
mado, loja n. 17, ao p da botica.
Vende-se nm relogio muito novo, com caixa
de prala, moilo bonito, por preco commodo : 11a
ra do Rangel n. 9, sobrado.
Vende-se um eacravo proprio para o servico
de campo, do que tem baslante pratica, por preco
commodo, e lambem se Iroca por urna escrava : na
ra do Rangel a. 9. '
No aterro da Boa-Vista n. 80, vende-se gom-
ma para engommar .100 rs. a libra, ltimamente
rhesada do Aracaty.
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto, em
barris de i., 5. e 8.: no arreazem da ra
do Aze'tte de Peixe n. 14, ou a tratar no
escriptocio de Novaes & Companhia, na
ra do Trapichen. 51.
Vende-se urna mulata de 32 annos pouco mais
ou menos, que sabe bem engommar, eozinhar, eusa-
boar e fazer lodo o mais servico de urna casa de fa-
milia : quem quizer, dirija-se a taberna n. 2-5. dos
qualro cantos da Uoa-Visla, que se dir quem
vende.
BARATO SIM. FIADO NAO.
Para liquidadlo a 400rs. o covado 1 1
Vendem-se as mais pruprias fazendas modernas
para vestidos de senhora e meninas, intitulada or-
eans, de seda furia-cores, com msela, pelo diminu-
to proco de\400 rs. cada covado : na ra do Quei-
mado loja nV17, ao p da botica, de Faria & Lo-
pes.
ATTENCAO'.
Anda c vende a armadlo do depostlo da ra Di-
reila n._84, em razo tos compradores que linham
justo nao apparecerem mais ; vende-se por preco
commodo, e serve para taberna, fabrica do charutos,
ou ontro qualquer eslabelecimenlo : a Iralar 11a ra
da Calcada 11. 8.
NO CONSULTORIO HOIEOP VT1III O
DO
w DR. P. A. LOBO M0SC0S0.
* endem-se asseguinles obras de homeopalhia em
franre/ :
Manual do Dr. Jahr, 4 voluntes 168000
Kapou, historia da homeopalhia, 2 volumes 168000
Harlhman, Iralado complete das molestias
dos meninos, 1 volume 108000
A. Teste, materia medica hom. 88000
De Fayole, doutrina medica hom. 78000
Clnica de Slaoueli 68000
Carling, verdade da homeopalhia 48000
Jahr, tratado completo das moleslias ner-
vosas 68000
Diccionario de N) sien 108000
as.its9t:sa
fifi Ricas romeiras de fil bordadas, pelo com- >
modo preco de 48000 cada urna : na ra da #
9 Queimado, segunda loja viudo do Bosario
n. 18.
Palitos franceses.
\cndem-se palitos franeczes de brim c
bretanha a 38500 e 48000 r-.. dilos de alpaca
prelos c de cores a 89000, dilos de panno fino
prelo e de cores a 16,18 e 208000 rs., ludo
da ultima moda e bom acabados : na ra
Nova, loja 11. 16, de Jos Luiz Pereira &
Filho. *
Vendem-se 2 bonitos cscravos muito mocos,
bous para armazem de assucar, do que tem pralica,
Idos quaes he inestre refinador de assucar, sem vi-
cios nem molestia : na ra larga do Rosario u. 24,
se dir quem vende.
Jacaranda' de muito boa qualidade :
vendem Antonio de Almeida Gomes &
Companhia, ra do Trapiche Novon. l,
segundo andar.
Cola da Bahia, de qualidade esco-
llada, e por preco commodo : a tratar na
ra do Trapichen, l, segundo andar,
com Antonio de Almeida Gomes & Com-
panhia.
Louca vidrada, recebida ha pouco
da Bahia, com bom sortimento : vende-
se na ra do Trapiche n. 16, segundo
andar.
Genebra verdadeira de Hollanda,
em f'rasqueiras, chegatla este mez, sendo
alguma da mais superior que siTaz na-
quelle reino ; vende-se na ra do Tra-
piche n. 16, segundo andar.
Vende-se fumo em folha, de varias
qttalidades, escolladas e boas : a tratar
com Antonio de Almeida Gomes & Com-
panhia, na rita do Trapichen. 16.
Attenco,
O liaraiciro da ra do Crespo n. 11, lem para ven-
der Archivo The.itral,centnelo 11 petas dramticas
encadernadas cm um volume s, por diiTerentes au-
tores, 1 dito cncadernado, conlendo 5 dramas, 1 di-
to encadeniado cpntendo 3 dramas; diccionarios de
frailee/, por Fonseca e Roquel.ditr. inglez do pronun-
cia, eGeometra,rielo marquez de Paranagu, ortho-
graphia ou a arleade escrever e pronunciar a lingua
porlucueza, por Jlao de Muraes de Madureira Fei-
j, cartas pelo pacVo ^ntouio Vieira, e cdigo do
bom lom.
Vendem-se charutos de Havana da mellior
ualidade e preco diminuto : no armazem da ra da
ruz n. 5.
Vende-se ou aluga-se urna prela que cozinha e
Vende-se urna laberna na I.iimuela n. 3:
tratar as Cinco Ponas largo do Tercio n. 141,1a-
nerna.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o metliodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
V. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz, n. 4.
LFNCOS DE CAMBRAIA DE LINIIO A ijOO A
DLZIA.
Na ra do Crespo n. 5, esquina qne volla para a
ra do Collegio, vendem-se lencos de cmbrala de
linho finos cm eaiiinhas com lindas eslampas, pelo
barate preco da 48300 rs. a duzia, para acabar urna
pequea pon-no qne anda reala.
LOJA DO BARATO,
Ra do Crespo n. 14, lado do norte,
de Dias e Lentos.
Chitas acabocoladas com novos desenhos e pannos
muiloencorpados, cores fitas, a 160 o covado, ditas
de padroes miudinhos a 180, dilas de cores com pa-
droes fingindo cassa a 200 rs., rfseadinhos de quadros
miudos, cores fizas, a 160 o covado, dilos francezes
com 4 palmos de largura, fazenda muilo fina, a
240 o covado, corles de cassa chita com ramageos de
de cores a 18800, alpacas prelas a 400 rs. o covado,
dilas finas com lustre a 700 rs., dita* lavradas a 800
rs., sarja de laa da primeira qualidade por ser en-
cornada a 560 o covado, sargelim lavrado para forro
a 180 o covado, riscadinho de linho de listras miudi-
nhas a 200 rs. o covado, algodo mesclado e de lis-
tras, muilo encorpado, proprio para servirlo de cam-
po, a 180 o covado, rufao, fazenda de algodo mes-
clado, de varas cores, propria para calcas e palitos,
a -J00 rs. o covado, corles de meia casemira de qua-
dros e listras a 18300, dilos de brim de quadrinhos a
18200, cobertores braocos de algodSo da fabrica da
Bahia a 560, e grande a 640 cada nm ; finalmente
esta loja ha nm rico sortimento de ludo, e per isso
^.aproveile quem quizer comprar barato, dndose
@$@8eOa:.a$9$ea9<9 musirs de ludo quanlo se annuncia, deixando seus
V endem-se metas elsticas de bor- competentes penhores.
racha para*~ncharoes de erysipela*ia Com pequeo toqoe de copim, vende-se panno
ra da Cadpia do Rerifp Inia n =1 Ao fino *crde c"r ae Rarrafa> de operlor qualidade, e
,, j ,. 11 prova de limite, a 38500 o covado: na ra do Cres-
Joaoda ttinha Alngalhes. po, loja da esquina qoe volla para a cadeia.
de raca pura e algumas vaccas da torra : para ver
na Estrada Nova primeiro sitio de porlito de ferro, e
para tratar no Chora Menino primeira casa do lado
esquerdo antes da ponlesnha.
Cemento Romano
vende-sena ruada Cruz armazem 11. 13.
JOIAS.
NAO' PODE SER MAIS BARATO.
Na ra do Queimado n. 10.
Chita franceza com barra a 240 S
Dila ingleza com barra a.....200 2
g Cassas linas de cores a vara. ... 500 S
Rrm de linho para calcas a vara 600 S
Dito de algodao o covad'o.....240 *
Corles de casemira de La .... 48000
Dilos, dila de algodilo......18600
Parege escocez de lila e seda para ves-
tidos de senhora, o covado .
Chales de enmbraia bordada de
I-'uslan para rollete, o corle .
Rscados franrezes o covado .
Corles de cambraia de seda .
Lencos de seda para grvala
Osahaiio assignados, donos da nova loja de our-
ves da ra do Cabug n. 11, confronte ao palco da
matriz e ra Nova, fazem pnblico que eslao comple-
tamente sorlidos dos mais ricos e bellos goslos de to-
das as obras de ouro, ucees-arias lano para senho-
ras, como para horneas e meninas, e coulinuan os
precos sempre muilo em conla ; os mesmos se obri-
gam porquaesquer obras que venderem a passar urna
conla com respvnsablidadc,cspecificaiidoa qualidade
do ouro de 14 ou 18 quilates, ficando assim sujeilos
por qualquer duvida que apparecer.
Serafim & Irmao.
Chitas baratas.
Vendem-se chitas finas de cores fijas, padrOcs cla-
ros eescuros a 120, 110, 160, 180e200rs., do-sc
amostras com penhor: na ra Nova loja u, 16,de Jo-
s Luiz Pereira & Filho.
Vestidos de seda.
Vendem-se vestidos de seda cscoceza do 2 a 4ba-
bados, com capolinho e collele, proprios para nieni-
nasde 14 anuos, pelo barato pre^o de 128000, avista
do proco o qualidade da fazenda, ninguem deiiara
de comprar na ra Nova loja n. 16, de Jos Luiz Pe-
reira & Filho.
. TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
ra do Brum- logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Marinha ha' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
e\istem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. Os
presos sao' os mais commodos.
HCHANISIO PARA ENGE-
NHO,
ISA IMMI \0 DE FERRO DO EMiEMlEIRO
DAVID W: KHAN, IU RIA DO IIDI,
PASSAMO CHAI HX.
ha sempre um grande sortimento dos seguintes ob-
jeclos de merhanismos proprios para engenhos, a sa-
ber : mnendas e meias moendas da mais moderna
mn-irurcao ; laixas de ferro Tundido e balido, de
superior qualidade, e de lodos os lamanhos ; rodas
dentadas para agua ou animaos, de todas as propor-
cocs ; crivos e boceas de fornalha e registros de boe-
ro. aguilhoes.bronzes parafusus e cavilhes, moinhos
de mandioca, etc. etc.
A MESMA IIMU(.V*
se executam todas as encoinmenilas com a superiori-
ilade j coohecida, c com a devida presteza e commo-
ddade em preco.
Vender azeite de nabo clarificado,
proprio para candieiros de mola por ser
muito ino, a 1^800 rs. a medida: no ar-
mazem de C. J. AttleyA C, ra do Tra-
piche n. 5.
Vendem-se em casa de S. P. Johns
ton & C, na ra de Senzalla Nova n. i.
Linho do Porto superior engarrafado.
Sellins inglzes.
Relogios de ouro patente inglez.
Chicotes de carro.
Farelio em saccas de ~) arrobas.
Fornosde 'arinha.
Candelabros e candieiros bronzeados.
Despenceira de ferro galvanisado.
FeTo galvanizado em folha para forro
Cobre de forro.
Vende-se 11111 braco de balanza de ferro grande
do autor KomAo, com ronchas e corrcnles de ferro,
proprio para qualquer armazem de assucar, 2 embo-
nos de cedro, 2 canoas tic carro-ira novas : os pre'-
leudeiiles, drijain-se a Antonio Leal de llanos, na
111a do Vigario 11.17.
Na loja da na do Collenio n. 3, vendem-se
luvas de pellica branca o de coi, lano para liomeni,
como para sciihurn, a 19000, 800 e 640ts.
360
seda. 28000
. 18000
. 200
. 58000 (fe
18280
> ende se duas prelas mojas boas quilandeiras,
o para lodo o servido sem vicios nem molestias,o que
se allianca : na ra dos Quarles 11. 24.
DEPOSITO DE POTASSA E CAL DE
LISBOA.
Na ra de Apollo, armazem de Leal
Res, contina a ter as legitimas qualida-
des de potassa da Russia eda America, e
cal virgem em pedra, tudo por preco a
satisfazer aos seus antigos e novos fregue-
zes.
Vende-se urna escrava com algumas habilida-
des ; na ra da Sania Cruz n. 36.
Vcndcm-sc linguassuperiores,lano de aalmou-
ra como seccas. herva malte, cuias e bombas para
tomar a mesma,cal virgem chegada ltimamente de
Lisboa, ludo no armazem do Telles & Companhia,
ra do Vigario n. II.
Vende-se chocolate francez de su-
perior qualidade : na ra da Cruz n. 26,
primeiro andar.
Vendem-se chapeos do Chyle
finos, dilos de fellro para se-
ihora pliomem, brancos, rolos,
castanhos e prelos, dilos de palhluha franceza
mellior goslo que he possivel, dilos francezes
formas moderna!
11. IU c 21.
W CARUO E CABHIOLET.
Vende-se um carro de qualro rodas com 9
Si qualro assentos e um cabnulel, ambos com
~ ponco uso, e cavallos para ambos: na ra No-
va, cocheira de Adolpho Bourgean. @
3
Velas de carnauba do Aracaty,
Vendem-se na ra da Cruz armazem de cooros e
sola n. 15, eicellentes velas de 6, 8 e 9 em libra,
em caixas de 30 a 50 libras cada urna, e por commodo
prego.
Ao* fabricantes de velas.
No armazem de Domingos Rodrigues Andrade &
Companhia, ra da Cruz n. 15, vende-se milite supe-
rior cera de carnauba do Aracaty e Ass, em porcan
e a relalho; e alm de se pesar na occasiao da entre-
ga se descontara urna libra de lara em cada sacco,
como he costme.
' Relogios inglzes de patente.
Vendem-se a preco commodo, em casa de Barroca
ii Castro, na ra da Cadeia do Recife n. 4.
PARA A FESTA.
Sellins inglzes para liomem e senhora
Vendem-se sellins inglzes de pa-
tente, com lodos os pertences, da me-
Ihor qualidade que. lem vindo a este
mercado, lisos c de burranne, por
prego mnilo commodo : em casa de
Adamson llonie & Companhia, ra
do Trapich n. 42.
Vende-se urna batanea romana com lodos os
seus pertences, em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se 11 ra da Cruz, armazem n. 4.
.1
do
de
na praja da Independencia, loja
Na ra do *n. 19, primeiro andar, ven-
de-se cera tanto. e, como em vellas, em cal-
as, com muilol ^Inenlo e de seperinr quali-
dade, chegada WBoa na barca Gratiduo, assim
como bolachinlu.. em latas de8 libras,e farello muilo
novo em saccas de mais de 3 arrobas.
Deposito de vinho de cham-
pagne Chateau-Ay, primeira qua-
lidade, de propriedade do cond
de Mareuil, ra da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o mellior
de toda a champagne vende-
se a 36J.000 rs. cada caixa, acha-
se nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. B.
As caixas sao marcadas a fogo
Conde de Mareuil e os rtulos
das garrafas sao azues.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Cobertores escuros muilo grandes e encorpados,
dilos brancos com pello, muilo grandes, imitando os
de lila, a 18100 : na ra do Crespo, loja da esquina
que volla para a cadeia.
Sao cbegsdas as j bem condecidas velas de
carnauba da fabrica dd Sr: Manoel Dias,do Aracaty,
por prer;o commodo : na ra da Cadeia do Recife lo-
ja de miudezas 11. 7, de Antonio Lopes Pereira de
Mello & C. Na mesma luja eiiste om completo sor-
timento de caixas com chapeos de fellro da bem co-
nhecida fabrica de Jos de Carvalho Piulo & C. do
Rio de Janeiro ; assimeomo chapos do Chile muito
linos, ludo por prejo commodo.
Vende-se urna escrava crioula, de bonita figu-
ra, com urna cria de um anno, perita engommadei-
ra e cozinheira, e de oplima conducta, vende-se por
nilo se precisar della : na ra de Borlas n. 60, e di-
r quem vende. i
Vendem-se superiores velas de cera de carnau-
ba de 9 em libra em caitas de 30 e lanas librasTaP
sim como de urnas modas em ceios ; sapaloes de
lu-lre, ditos de cuuro.de bezerro e bode, muito bem
feilos, com orelhas ; dilos de 3 solas para soldados,
e boln, de boa qualidade ; ludo por preco muilo
commodo: na ra da Cruz n. 15, segundo an-
dar.
Na laberna do paleo do Carmo, quina da ra
de Hurlas 11.2, vende-se gomma de aramia pura a
160 rs., cinturicas a400 rs.,bolaehinhas Napoleo a
400 rs., o assucar mascavado a7(1 rs. a libra.
Cera cm velas, sortidas, eem caixas
de 100 e de 50 libras ; vende-se por preco
barato, para fecho de cotilas: trata-se'na
ra do Vigario n. 19, segundo andar, es-
criptorio de Machado A- Pinheiro.
Vciidcm-se superiores camisas Iran-
cezas com aberturas de linho e de mada-
polao, por preco commodo: na ra da
Cruzn. 2C.
Vendem-se aberturas de linho e de
madapolo, para camisas, muito bem fei-
tas: na ra da Cruz n. 26.
Vendem-se, aos caradores, espingar-
das Ira ncezas de dous cannos; frunxadas
fingido, por preco commodo : na rna da
Cruz n. 20.
Vendem-se as bem condecidas a-
mei\as franceza*, por preco baiatinho,
em latas de 12 libras : na ra da Cruz
n. 26.
Vende-se um casal de cachorros de fila, muilo
proprios |>ara sitio : quem os pretender annuncie
para ser procurado, 011 dirija-se a estrada do Sanio
Amaro, pastando a ponte, a lerceira casa do lado es-
querdo.
Vende-se a laberna, sila na estrada de Sanio
Amaro, muilo propria para qualquer pessoa que le-
nha familia, por ler Brandes commodos pura morar,
e o ilugurl ser muilo barato, e linda offerece oulras
muilas vanlagens que so dirn ao comprador : quem
pretender, dirija-se i rna da Cruz no Recife, loja de
barheiro 11. 43. que se Tara'Indo o negocio.
Vcndcm-sc 2 casas terreas, no aterro dos A fu-
gado, onde actualmente se acha parle da fabrica de
sabio, lem grandes terrenos que holan os fundos
para o rio Capibaribc, e rendem animalmente 3009:
quem as pretender, entenda-sc com o proprietario,
na praca do Corno Sanio n. 6, escriploro.
Vcndc-sc um prelo de naco, de idade 25 an-
uos, pouco mais ou menos, de bonita figura : cm
t'ra de Portas, ra do Pilar n. 85, segundo andar.
Vende-se um prelo crioulo, de idade de 30 an-
uos, proprio para o servico de campo, que por sor
deteituoso de um olho se vender |ior por prcen ra-
zoavel: a Iralar na ra de Apollo no armazem da
vira Pereira da Cuaba.
Sarja de Ifia de duas larguras a i 00 rs. o co-
vado-
Na luja de Aniarles & llonriques.rin do Crespo
11. "1, vende-se sarja de la pela de duas larguras,
pelo baralis-imo preco de 400 rs. o covado.
, A 500 RS. A VARA.
Brim trancado branca de puro linho, moilo cn-
corpa.lo : na loja da esquina da ra do Crespo que
volla para a cadeia.
COBERTORES.
Vendem-se cobertores dla pe te a 800 rs., cites mul-
lo grandes a !>100, dilos brancos com barra de cor a
lyiSO.colchas brancas com salpicos a 1&000 : na loja
da ra do Crespo n. 6.
BRIM DE PURO LINHO, PROPRIO PARA
MILITARES.
Vende-se brim de linho bronco muilo encorpado
a 500 rs. a vara, corles de casemira elstica .1 48000.
pauno azul para fardas de guarda nacional a 38000
e 4000 o covado, dito prelo para palilos a 38000,
48000 e 48500, lencos de seda do 3 ponas, proprios
para senhora bolar pelos hombros a 610 cada um, e
muilo mais fazendas em conla; na rna do Crespo,
loja n. 6.
SAK.
' SALSA PARRILHA.
Vicente Jos de Brilo, nico ^agente em I'eroam-
buco de B. J. D. Sands, chiinico americano, faz pu-
blico que lem chegado a esla praja nma grande por-
cao de frascos de salsa parrilha de Sands, que sito
verdaderamente falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devem acaulelar os consu-
midores de lao precioso talismn, de cahir ncsle
engao, tomando as funestas consecuencias que
sempre costumam trazar os medicamenlos falsifica-
dos e elaborados pela mao daquelles, que antepocm
seus inleressesaos males e eslragos da humanidade.
Prtenlo pede, para que o publico se possa Hvrar
desla fraude e dislingua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recentementc aqu chega-
da ; o annunciante faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente cm sua botica, na ra da Cnuceicflo
do Recife n. 61 ; e, alm do receiluario que acom-
panha cada frasco, lem embaiio da primeira pagina
seu nome impresso, e se achara sua firma em ma-
nuscriplo sobre o invollorio impresso do mesmo
jracos.
Vende-se om cabriole! com sua competente
coberla e arreios, tudo quasi novo ; assim como 2
cavallos do mesmo j ensinados e mansos : para ver,
na cocheira do Pedro ao p do arsenal de marbiha, e
para tratar, na ra do Trapiche Novo n. 14, primei-
ro andar.
DEPOSITO DE PANNO DE ALGODAO
DA FABRICA DE TODOS OS SANTOS
NA BAHIA.
Vende-se o superior panno de algodao
desta fabrica, proprio para saceos e roupa
de escra|s : no escriptorio de Novaes &
Companhia, ra do Trapiche n. 34, pri-
meiro andar.
POTASSA BRAaSILEIRA-
Vende-se superior potassa, fa- i
bricada no Rio de Janeire, che- i
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os !
seus bons effeitos ja' experimen- J
tados: na ra da Cruz n. 20, ar- ,'
mazem de L. Leconte Feron & (
Companhia. {
Vende-se urna prela da Costa, moc,a, quitan-
deira, sabendo engommar e ensaboar.sem vicios nem
moleslias, a razan porque ae vende se dir ao com-
prador : a Iralar no alerro da Boa-Vista n. 8.
Vende-se sola muila boa, em pequea e gran-
des poreoes. chegada ltimamente do Aracaty : na
ra da Cadeia do Recite n. 49, primeiro andar.
Vende-se superior potassa nacional,
em barriquinhas, por preco muito com-
modo : a tratar no armazem n. 1 i de Can-
dido Alberto Sodre da Motta, na ra do
Azeite de Peixe, ou na ra do Trapiche n.
51, com Novaes & Companhia.
Vende-se um mulatinlio de 16 an-
nos com principio de bolieiro : no lar-
go do Capim. cocheira de Paulo & Silva.
CERA DE CARNAUBA.
Vende-se cera de carnauba, chegada agora do
Aracaty por preco mais barato do qne em onlra
qualquer parte: na ra da Cadeia do Recite n. 49,
primeiro andar.
Vende-se um excellenle carrlnho de 4 rodas,
mui bem construido,eem bom eslado ; esl exposto
na ra doAragSo, casa do Sr. Nesmen. 6, onde po-
dem os pretendentes eiamina-lo, e tralar do ajuste
com o mesmo senhor cima, ou na ra da Cruz no
Recife n. 27, armazem.
VELAS DE CERA DE CARNAUBA.
Vendem-se velas de cera de carnauba, em calas
pequeas e grande, de mnilo boa qualidade, feilas
no Aracaly : na ra da Cadeia do Recife n. 49, pri-
meiro andar.
Na ra do Vigario o. 19 primeiro andar, tem pa- -
ra vender-se chapeo* de castor brancopor commodo
preco,
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade dezinco, superior quali-
dade, por preco commodos: na ra do
Trapiche Novo n. 16.
Taixtw para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, pastan-
do o chafariz continua haver Um
completo sortimento de tai xas de Seno
fundido e batido de 5 a 8 palpnos de
bocea, as quaes acham-se a veitda, por
preco commodo e com pr^Jmptidao' :
embarcam-se ou carreganjse. em carro
sem despeza ao comprador.
Vende-se peixe secco de, varias qualidade e .
muito bom : na ruada Cruzn.'{5, segundo andar;
assim como botins de couro pe/i0 diminuto preco de
28500 o par. 1
Vendem-se cobertores uv algodao grande a
640, e pequeos a 560: na ra, a0 Crespo n. 12.
QUEIJOSE PRESh-NTOS.
Na rna da Cruz do Recite no] armazem n. 62. de
Anlonio Francisco Marlins, se)' ende os mais supe-
riores queijos lnndrinos, presu ,!, para fiambre, l-
timamente* chegado na bai^ ingiera Valpa-
raiio.
Na ra da Cadeia do Recifiie n. 60, arma-
zem de Henrique G^bson:
vendem-se relogios de ooro de sa bonete, de paten-
te, inglzes, da mellior qualidade ..e fabricados em
Londres, poi* preco commodo. \ v
Na ra do Vigario n. 19 prime
venda a superior flanella para ter
gada recentemente da America.
Moinhos de vento
om bnmbasderepuxo para regar borlase baixat
de capim, na fundicao de l). W. Bowman : na rna
do Brum ns. 6,8 e 10.
Padaria.'
Vende-se nma padaria muilo afreguezada: a tratar
com Tasso & Irmao.
f Devoto Clnistao.
Saho a luz a 2.* edfcao do livrinho denominado-
Devoto Christito.inais correcto e arrescenlado: vende-
se nnicamenle na livraria n. 6 e 8 da praca da In-
dependencia i 640 rs. cada exemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de core de um s panno, muilo grandes e
de bom goslo : vendem-se na ra do Crespo, loja da
esquina que volla para a cadeia.
CA. E POTASSA.
Vende-se superior cal de Lisboa e polassa da Rn*-
sa, cheeada recentemente : na praca do Corpo San-
io, trapiche do Barbosa o. 11.
vendem-se 9 escravos, sendo 4 lindos mole-
que de idade 14 a 18 annos, 3 escravos de bonitas
figuras e 3 prelas de quitanda : na ra Direila n. 3.
Vendem-se ou aforam-se pequeos ou grandes
terrenos na passagem defronte da Capunga, com 100
palmos de frente e perlo de 800 y> rundo, ionio ao
silio qne fui do Sr. Andrade, ni beira do rio, bom
para se fazer um silio : quem pretender, pode ir ao
silio do Cajueiro Iralar. No mesmo Ierren tem anta
olaria.
"\
; ;
<&
Vendem-se relogios de ouro e prala, mai
barato de que cm qualquer oulra parle
na praca da Independencia n. 18 c 20.
Dcpoiito da fkbrioa de Todos o* Sanloa na Bahia.
Vende-se, em casa de N. O. Bieber &C, na ra
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aquella fabrica,
muito proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por prec.0 commodo.
Vendem-se em casa de Me. Calmonl 4 Com-
panhia, na praca do Corpo Santn. 11,o seguinle:
vinhodcMarscilleemraixasdc3a 6 duzias, linhas
em novcllos ecarreteis, breu em barricas muilo
grandes, ajo de uiila surtido, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Nestc estabelecimento contina a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das c meias meendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de Ierro batido
coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
scjam.quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Bio de Janeiro.
semela de Edwla BKaw.
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmonl
Si Companhia, acha-se constantemente bons sorti-
menlos de taixas de ferro coado (-balido, lano ra-
sa como fundas, moendas ineliras todas de ferro pa-
ra animaos, agen, ele, dilas para a rmar era madei-
ra de lodosos tamaitos enldelos os mais modernos,
machina hnrisonlal para vapor com forra de
cavallos, cocos, passadeiras de ferro eslnhado
pai a casi de purgar, por menos ptecajfde os de co-
para navios, ferro ta Suecia, e fo-
udu por barato preco.
ESCRAVOS FGIDOS.
Na noite de 17 do corrente ausenlou-se da ca-
sa de seo senhor Rufino Jos Correa de Almeida, o
crioulo de nome Joilo, de eslalura regular, cheiodo
corpo, sem barba alguma, be bem parecido, tem um
denle separado um do oolro na mandbula superior,
reprsenla ler de idade 25 a 30 annos, lem oflicio de
canoeiro e roarioheiro, foi escravo do Sr. Manoe
Anlonio.Fernandes, morador 110 Ass, e vendido
nesla cidade do Recife pelos Sr*. Jos Anlonio da
lanilla & Irmaos : quem o pegar ou delle liver no-
Hcia, dirija-se a ra da Sania Cruz da Boa-Vista,
casa n. 78, que ser bem recompensado.
No dia 19 do corrente, desapparecen do raos-
teiro de S. Benlo de Olinda, nm prelo, folla, criou-
lo, de nome Cosme, de 22 annos de idade, altura re-
gular, sem barba, bons denles, om joelho bastante
inchadn, c por isso manqueja quando anda, c quan-
do falla sacodecom oernas e bracos, nunca eil quie-
to, levou comsgo nm par de calcas e camisa azul,
e outro branco ; por lano roga-se as autoridades po-
liciaes e capilaes de campo a captura de dilo esvravo
e leva-lo aodilo mosteiro, ou a qualquer nm dos
seus engenho que serio generosamente recompen-
sados.
OjOOOdc gralific-aeao.
Desapparecen em marco do corrente anno, dt casa
de Francisco Pedro da Silva, residente em liaroim,
provincia de Sergipe, um negro por nome Pedro, de
nacao Angola, alio, magro, sem sgnaes no rosto,
falla com algum embarace, e he alm disso meio
fula ; pede-se portento as autoridades policiaes, co-
mo a qualquer oulra pessoa, que apprebcndendo-o,
queiram leva-lo roa do Trapiche n. 17, onde se
gratificara com 503000.
...... ,, .ja,*w^K#a^%^n *MbMbNoMtjMuHfbNI
Desapparecen no da 2 do corren-
te a escrava parda ac boda da,
de nome Mathilde cor bastante
vermelha e feia, nariz grande, re-
presenta ter 55 annos de idade ; es-
ta escrava he filhado sertao de So-
bral, donde para esta praca foi ven-
jU dida : recommenda-e, portanto,
$ -as autoridades policiaes e ca pitaes
* de campo, de a capturarcm e man-
darem-na levar na ra Imperial n.
51, a seu senhor Manoel Joaquim
Ferreira Esteves, com armazem de
couros na mesma ra, qne se gra-
*| tilicara' generosamente ; assim co-
mo tambem se recommenda as au-
toridades policiaes daquelle sertao
e cidade de Sobral e mais pessoas
rnirticularas.a referida captura.
hre, Mea ven
Ibas de flaudres
Desapp.ireceu no dia II de Janeiro a prela Mah-
ria, de najo Conso, baixa, chcia do corpo, peitos
pequeos, urna marca no rosto do lado direilo, urna
lellra E ou F no peilo esquerdo, nma marca no bra-
co direilo, a junto do.pc esquerdo virada para den-
tro, os denles aberlos lia frente, idade pouco mais
011 menos 30 annos : quem a pegar leve-a ra do
Caldeireiro u. 86, que lera 30|0( rs. de gralificdcSo.
PRETA FGIDA.
Auscnlou-so no dia 22 do corrente, de casa de seu
senhor, a prela (Juinliliana, eslalura baixa, cheiado
corpo, com ralla de denles e cicalrizes no pescoro do
lado esquerdo ; icvou vestido de cassa yenra e pan-
no da Costa ; esla prela andava viniendo na ra
quem a pegar leve-a i ra da l.apa n. 2, que sera
generosamente recompensado.
Dcsapparereu no dia sabbado 22 do correle
mez, lim mualo, alio, Irisueiro, tem una marca de
um lailio na tesla, ps Brandes, cabello mao, chama-
do Luiz de Franca, Icvou chapeo de baeta cinzenlo,
calca e jaqoela de brim de cor, um lenjo amarrado
no queiio por estar com dor de denles : quem o ap-
prehender, leve-o ao paleo de S. Pedro n. 2, que se-
r gratificado.
Auseniou-sc da casa do Sr. Sebasliao Anlouio
do Ileso Barros, em agoste de IKil, cm occasiao qne
se ochava morando no alerro da Boa-Visla, o seu os-
cravo, pardo, de nome Vicente, de altura regular,
que representa ler 30 annos de dade, pouca barba,
bons denles, olhos na flor do rosto, corpo. e pernas
bem feilas, lendo nos colovellos dos hincos dous lo-
biohos.; suppic-se estar arouladoem urna casa ties-
ta cidade, e seu senhor protesta desde j por perdas,
damnos, dias de servico, ele. ele.; assim como gra-
fitica a quem o apprehender.
Desappareceu no dia 15 de Janeiro do corren-
te anno o escravo Jos Cacanue, de id?dc 40 anuo-,
pouco mais ou menos, rom falla de denles na frente,
testculos creseidos. e cicalrizes na nadecas ; grali-
lica-se eiierosamenle a quem o levar ao aterro da
B0.1-\ isla 11. 47, segundo andar.
*

:.
h
Fen,- Tf a JK. T, a T.rL,
II M.


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EA9CVWN5A_9G8ACX INGEST_TIME 2013-03-27T15:04:18Z PACKAGE AA00011611_01515
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES