Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01514


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Full Text
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nv<
ANNO XXX. N. 168.
Por 3 mej:es adiantados 4,000.
Por 3 mezes*vencidos 4,500.
"ERgAFEIRA25 DE JUtH DE 1854.
"
Por auno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
*1
HM4
V
DIARIO DE PERNAMBUCO
=
ENCARREGADOS DA SUISCRirCAO*.
Recite, o propretario M. F. de Karia; Rio de Ja-
neiro, oSr. JoaoPareira Martins; Baha, o Sr. F.
Duprad; Macci, o Sr. Joaquim Bernardo deMen-
donca; Parahiba, o Sr. Gervazio Vctor da Nalivi-
dade: Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Peruira; Arara-
ly, o Sr. Antonio de LemosRraga; Cear.o Sr. Vic-
toriano Augusto Borgcs; Maratiho, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos
CAMBIOS-
Sobre Londres 26 5/8, 26 1/1 ao par.
Paris, 365 rs. por 1 f.
Lisboa, IOS por 100.
c Rio de Janeiro, a 2 0/0 de lebale.
Accoes do banco 40 O'O de premio.
k Ja companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros a par.
Disconto de lettras a 6 e 8 0/0.
METAES-
Ouro. Oncas hespanholas...... 299000
Moedas de G?OO velhas. 163000
de 69400 novas. 169000
de 49000...... 99000
Prala.Palaces brasileirat- ..... 19940
Pesos rolumnarios..... 19940
mexicanos........ 19860
EXTERIOR.
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f> '.
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-.'
CORRES PONDENCI AS I"0 SI ARIO DE
MkRMAMBUCO.
FarllStlJ"ho
franca.O corpo legislativo durante a scsan que
acaba d encerrar-e mpiegou ama laboriosa e ac-
tiva solliciludc em votar as leis apresenladas pelo
governo: ha leis de interesa commiioal e departa-
mental, ha oulras de raaior inleresse eral que lem
um carcter real de melhuraraenlo progressivo:
O projeclo sobre a exntelo em urna colonia pe-
nitenciaria da pena dos trabalhos forrados, consa-
gran a iniciativa feliimente lomada para llvrar a
m patria do ftagetlo dos cairelas e proporcionar
ao condemnado urna vida de trabalho ulil e das con-
dicoes melhores rie tnoralisacio. A abolicnio da mor-
re civil seo causar enfraquecimenlo na represso
penal irlirnina do cdigos francezes os diversos
vestigios de urna ficcao rigorosa, as mais das ve/.es
contrariada pela bomanidade c pe n razio. Urna
le sobre medidas de polica orgauisa de urna forma
raais eflicaz esta instituyan aomesmo lempo ulil ao
patrio o ao operario. A tensan dada aos limites
da cabotageni permute ao comnicrcin urna navega-
c,o mais fcil e sohreludo mefl is dispendiosa na
novas paragens que ella declara iccessiveis. A mul-
tiplicado das linhas telegraphicas e do pessoal res-
pectivo, a diminuirlo dos presos da telcgraphia par-
ticular,a re lncclo da laxa das trras oflerecda corno
premio a emanciparn que torna o servico mais r-
pido e menos caro, o para todos inconteslaveis !><-
ueflcios.
A propriodad litterara foi dolada eom urna lei
que.a fortifica e desenvolve-lhe o gozo. Na. instruc-
(5o publica, i impotencia das 86 academias tle-
parlamentaes surcado de ora em vanle a vilalidade
enrgica dn 16 prlncipae* dislticlos, verdadeiro fo-
cos donde luz concentrada irradiar mais brilhsn-
tc sobre (oda a superficie do paiz. Emfim a con-
rlusio do I.ouvre qje dota Paris com urna nica ma-
ravilha foi regulad* por tresprojeetos de lei.
/nglalerrmi^aeoa-sa um ministro secretario de
estado da/'tuerra, e eonseguirilemeute operou-se
ujjjjjp^fficaclo no gabinete presidido por lord
erdecn. O duque de Newcaille que,segando as
antigs usancas tinha sido at ernio, na sua qusliris-
de de secretario je estado das colunias, encarregado
das luncr;- activas de ministro da guerra, passou
para o lugar de secretario de estado da guerra : til-
ma tnb a sua exclusiva directo as diversas admi-
nistrado que dependem desta pasta, raje que con-
serva a sua organisafao actual : O enromando sai
chefedo exercito nu administradlo do pessoal eo
movimenlo das tropas, o grao-nieslratlo da arlillia-
ria, a directo do corpode eagenheiroi, a intenden-
cia e a secretaria da guerra encarregala quasi ni-
camente do movimenlo dos fundos na'pasta, r
George Grey anligo ministrado interior,' no gabine-
te presidido por lord John Rusiel fui nomeado se-
cretario d estado das colonias : he uina pasta moi
importante e na qual os Ifabalh rs e em multipli-
cado de tal serte depois da paz, que o ministro das
miomas tornou-sc um dos mais occiipados do ga-
binete.Lord John Russellniiniaisam pasta substituc
a lord Grandville como presidente do comellin priva-
do^ tem a directo dos debales na cunara dos com-
muns. He a primeira vez qne i presidente docon-
selhoprivado na he tirado da caara \ lords.
Altribuirces mai importantes sao ligadassaaasltnt
cries : Alm da presidencia de lorloi o leaballio-
ilocouselho privado que abracara urna ja^Blicao
mui extensa, nido quaolo diz respeilo naeWcc-lo
publica depende desta repartieran. Kcsultam desla
circumslaneia retardes mui umlliplcadf e mu gs-
trefla* estire a isrejjite a presidencia doemtretho pri-
vado ; sera lalvcz a parte mais delicada das novas
funcces de lord Jobo Kussell que nunca fora popu-
lar na igreja anglicina, eqne anda he o presidente
era ejercicio da sociedade deinstrucejo publica dos
disii.lente. Lord Iirandvillc foi nomeado chancel-
ler do ducado de Lancastre em substituidlo de M.
Strost qae dexa defazer parte do ministerio. Este
lugar he, como se anbe. quasi urna sinecura, mas
aufmanla-se-lhe a Importancia, conservando-se a
lord Grandville o voto qu elle linha no conselhn e
que o seu predecessor nao gozava. Em definitiva
estas modifiraroes inleressam as pessoas, mas terso
pouca importancia sobre a poltica do ministerio ;
provam tmente qnc o crdito dos Whigs ganliou
alguma cousa no interior do gabinete ; resta saber
se isto he para elle urna circumslaneia feliz.,
Portugal.A imprensa portugueza contina a se-
guir eom grande iuteresse os negocios do Oriente, e
.i eicipcaode um jornal insignificante do partido
miguelista, falla com urna sympalliia nolavel era
favor da poltica das potencias occidenlaes. O jo-
ven re parti, e na ante vespera da sua partida To-
ra visitar com o regente e o infante D. I.uiz, ao du-
que de Saldanha: a saode do marechal 13o grave-
mente atlacada raelhoron depois de alguna dia<, os
mdicos esperam salva-lo. A corveta franceza JVeie-
fon vollou a 30 de maio para Lisboa depois de ler
dehado a escolta do re I). Pedro no cabo Fiuistcr-
ra. O coiUmandanle do Sewtnn gaba muilo a alTa-
bilidade e aa maneiras francas rio joven re, que se
acba agora em Londres.
Grecia. O novo ministerio de re Ollion se
caanpoe de M. Marocordato, presidente do ronselbo
M. M- Kalergi, Palamidcs, Argyropanlo, Calligas
e Irika. M. Canaris incluido na lista ministerial
recusou aceitar as fnnec,es que Me foram olTere-
cidas.
O socego se vai reslabeleceodo lodosos dias.
Rutiia. As diversas correspondencias remetidas
dcS. Petesborgo aosjornaesaliemiles mencioiiam as
medidas que a Russia toma para sustentar enrgi-
camente urna guerra que ella parece estar decidida
a prucraslinar. As guarnirles das cidades situadas
sobre o golfoide Finlandia recebem todos os dias no-
vo reforvos, se guarnece a embocadura do Neva
com fortes trabarnos de defeza, e o general duque
Constantino inspecciona os Irahalhos que se exequ-
lam as fortalezas de Swealiorg, Frcdnksham, We-
borg. Reval, Higa c Cronstadt. lina proclamacao
foi dirigida a 21) de maio pelo ministro da polica
russar em que se prescreve o comportamento que dc-
verito ter os habitantes de S. Pclcsburgo no raso de
nm assedio ou de um bloqueio. Se Cousladl ca-
liir em poder das frotas adiadas, as mullieres, os
meninos,')- vclhosderjo abandonar immediatamen le
a capital, e refugiar-se no interior do paiz, as casas
serio destelhadas, a cidade inteiramente descalr'iida,
e os sinos ras grojas ortodoxas assimrorno as santas
imagens transportadas para Moscow. Entretanto o
ministro russo termina a na proclarnaCHo, asseve-
ramln que todas estas medidas serio imitis, e que
a frota Inimiga perecer sobre os rochedos debaixo
das bateras de Ornstadl. A intendencia militar
do reino ahastecimeiilo dos armazens f das fortalezas. A
guarnirn de Varsovia acaba de ser augmentada com
* rcgimuiilos: nm de carabineiros e tres de grana-
riciros ; numerosas ronccn'rar;{ies de tropas tem lo-
gar sobre as fronteiras da Galliria; urna divisin de
infamara composta de 6,0011 homens se pistn ao
longo do Serelb, fazendo Trente para Bukwinc, c
novas tropas anda se esperam do interior do impe-
rio. As correspondencias allemias, ralcnlam em
90,000 homens o efTeclivo das tropas russas collo-
cadas perto da< fronteiras austracas. Nilo pensa-
mos que as eiplicarcs dadas ao gabinete de Viem
icerca dcstas conrentrarnes de Iropfls possi(^azer
parar as medidas de precaucio que c enverno aus-
traco penetrado da eranrieza dos seus deveres lem
de lomar, e as quaes cm toda a parte tem encontra-
do o mais vivo asscnlimenlo.
Afudio de SilMriu. A 29 de maio um novo
ataque ri"s Irugsijs foi vicloriosjnieiite repellirio pela
giiarnicAo, que esperava Indos os dias que o general
em chele, das forras otlomanas frente de 90,000
humos que elle "rene sobre u Danubio lize-se le-
vantar o assedio. Omer Pacha deilon Sctiumla a
2(i; a morisiilade da marcha das Iropas turcas e an-
glo-frnrezas ncsla circumslaneia he explicada pela
indienle do Danubio que Irasbordou, inundando as
ilhas, forrando os Russos abandonar as baleras esla-
belecidas'por ellcs, einvadindo varia minas queja
eslavam preparadas para funecionar, em fim a pon-
te de balis eslabelecidaem Kolarasch c pela qual os
Russos. se communicavam com a mar jom esquerda
fui levarla, c o solo impregnado d'aHun por loria a
parle pareca dever adiar as operaees por Ircs se-
manas. O assedio levantado de fado do lado do
rio, lem do lado opposlo onde ha urna rcuniao
de Iropas consirieraveis rnmpnslas de una paridlo
corpo de l.uders vindo ra Dobrusrlia, augmentada
rom a rliv'slo do general ClirulelT e com a riivisiio do
general Pawloff, seguida de un brigada da duisilo
Soimanuff e das reservas do general Uodclshi. Na
imite do iS, os Turcos dirigirlos por Mussa-I'acha
altacaram as forlilicacocs dos iHussos que foram o-
^lirieados a se retirar; no da 30 elles dcstruirain as
fortilicaces avancadas e rravaram as pecas, a ill
Mussa Pacha fez umu nova sortida.Como os Russos
visseui que lodos os seus esforcospara tomar de viva
Torca aos Turros as forlilicaci'ies avancadas da piaca
niii davam em resultado M nao a perd de milita
gente iuullilmente, resolvcram enprehender um as-
sedio recular; a m:irosidade nevilavel desemelhan-
tc operario Ij/ peusar que os Russos uao tct.io um
ron liarlo mai- decisivo, pois que as tropas al liada,
lerio lempo para chegar. As noticias seguidas que
recebemos e que chegamalc 8 de junho, annunciam
que os Russos conlinuam sempre a soflier revezos c
perdas consirieraveis, o que poderia sem duvirla oc-
casinnar o levantamcntodo assedio antes da cheguda
das forcas alliadas : dizem que Mussa Pacha o ^tre-
pido defensor de Silislna frtra mortn por uraa milla
de peca, e substituido uo commando por Hrgich-
Parha: como esle boato veio em linha recial e Bo-
chares!, pode ser considerado al mais aatfla niil-
ca como um ardil ros Russos.
Autlria e o .em intercales emprnhaitUUlqxies-
tao do Oriente.Dizem que a evacuaba* das pro-
vincias Moldo-Valachias pelos Russo, segando loda
a apparencia, Uavia lirio um cornejo rie eiecucao;
um despacho de Vieuna refere que os eorpo russos
em marcha alcm de Jassv rereberam ordem para re-
(rogradarjiara o norte ai Tergu-Formas na direc-
ro de Bdsowina e da Gallicia. O quartel general
do principe PasWie^ilsch seria transportado para
Jassj, e o proprio principe era esperado de ti a 13
na capital da Moldavia com todo o seu estado raaior,
Ser Uto urna condescendencia leal do rur para
com o cnnipnrlanieiiio do governo austraco? Ser
pelo contrario urna manobra para embahir toda a
Europa? Agora que o comportamento enrgico e
franco da Austria Um arrasla.lo toda a Allemanha
para o lado da usura e da razio, agora que a I'rus-
sia e todos os estados secundarios da confederar,o
depois do tratarlo de Berln e ra sessao dn diela de
:H de maio, abandonaram completamente o czar,
dar-sc-ha que esle queira um armisticio, na espe-
ranja de fazer que a Allemanha torne a entrar na
hesilarilo d* urna poltica vaga, incerla e Ouctnante,
e eaiihnr o lempo necessario para escapar s conse-
quencias de sua injustificavel aggresso? Nao con-
vem que um sri catado alm do Rbcno se deite il-
ludir por semelhante tctica: Baluarte e Irincbeira
da civilisarau moderna na Europa, contra as inva-
sOes da Rus.ia, a Allemanha; seria responsavel e
quasi solidaria com todos os soccesSos se. nao resis-
tisse em massa ao imperador Nicolao, senio mos-
Irasse que esle conquislador atrasadn.^fati enganj'k'
na dala, e qne boje os engrandecjmonlos se fazem
de ora emvante no mundo moral e inlelleclu.il. e
fora das circumslancias terriloriaes.
O imperio d'Austria, o primeiro de lodos os esta-
dos da confederacio que tem francamente inaugura-
do a era das resistencias, deve persistir corajosamen-
te nesta estrada ; entre os inleresses que as circums-
lancias prsenles ponn em duvirla, os seus esli em
primeira linha. A sua situar;.lo geographica, os ele-
mentos heterogneos que o compoem, os diversos
aconlecimeulos de que elle tem sido o lliealro, ex-
plicara qoSuto o reinarlo do tlatu quo he necessario
para a conservarn dessa herauca da velha casa dos
llapsbaurgs, hoje mis mios de joven principe, de
quena as circumslancias presentes lem feilo uina das
persuuasens contemporneas mais consideraveis.
O imperador Francisco Jos fundn depois dea
acontecimenlos de 1818 urna obra de rentraKsacao
e de abselulsmo, que a sua oriaem demasiado re-
cente mal defendera contra urna crise, e se elle per-
millsse qae os acoulecimentos occasionassem a per-
turbacao rlcnlro ilug limites do seu imperio, feria de
comhatcr tenlalivside coralilucionaldarie e de fede-
ralismo que recoberiam urna compeosaclo.
PARTIDA DOS COnlOS-
Olinda, lodos os dias.
Cuniar, Bonilo c Garanbuas mdiis 1 c 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex e Oucuiy, a 13c 28.
(loiaiina e Parahiba, segundas e urtas-feras.
Victoria^..Natal, as quintas-fe'tiS.
PREAMAR DE llF.
Primeira s 4 horas e 30 minas la tarde.
Segunda s 4 horas e 5i mnulfldrntinhia.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commerco, segundas e quintas-feiras.
Rolacao, terijas-feiras c sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juo de or[ilios, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara docivcl, segundase sextas ao meio dia.
2.' vara do civel, .ruarlas c sabbados ao meio dia.
EPIIEMER1DES.
Julho 3 Quarto eresccnle s 4 horas, 1 mi-
nuto e 48 segundos da larde.
10 Lache'tas 4 horas, 6 minutse 48
segundos da manha.
17 Quarto minguanle a 1 hora, 44 mi-
nutos e 48 segundos da manha.
25 La nova aos 47 minutos e 48 se-
gundos do larde.
DIAS DA SEMANA.
24 Segunda. S- Francisco Solano m.
25 Terca. S. Tiagoap.; S. Chrisiovo m.
26 Quarta. Ss. Symphronio e Olympio mm.
27 Quinta. S.Panlalco medico'm S.Sergio m.
28 Sexta. S. Innocencio p.; Ss. Narciso e Celco.
29 Sabbado. S. Mariha-v.-, Ss.BeatrizeFlora mm.
30 Domingo. S. Anna mai da SS. virgem mai de
Dos; S. Donalilla; S. Rulino ni.
cm 7 racas, as quaes tem tedas urna existencia inde-
* pendente, sem que sejam unidas por laco on por
svmpathia: a populacao austraca, segundo as e|^i-
tislicas olli. iaes se eleva a 37,443,033 habitantes : o
numero dos Allomaos de todo o imperio he apenas
de 7.980,920 anda ncslc numerolisuram I .!.".<;, iki
A Heaos da lliinsria, 1,727,950 da Bohemia, c raais
de-.OOiiJXW qoo rs-iar. expalhados r-m .Hiwio, em
Corinlhie, em Carinle, sobre o lillara! do Adriti-
co, em Gallicia, emTransylvania nos cunfins mili-
lares, e que sii lem conservado a pureza tda sua na-
cionalirlade as cariarles ondo eslao agglomerados.
Segundo os mesmos clculos os Slavos formam
ama populacao de l.'i, 170,602 almas, os Slavos se di-
videin em tres familias: os Polacos na Gallicia, 'os
Tcheques na Bohemia e na Moravia, e na Huugria
septentrional ou Slava, e em fim osIII> ranos ou Slj
vos mcridiouaes; os Italianos da Lombardia e da
Vencza sSo avaliarlos cm 5,063,575. Contam-se i
prteos Frioulezes, meio Italianos, meio Slavos em
o numero de 393,951 almas. Os Romanos ou Vala-
ques, ramo destacad da familia latina e transplan-
tado para os Carpalhos. formam ao lado da Moldo-
Valacbia turca 2,686,492 almas ; os Magyars inclu-
sive ol Szeklers, que sa os primeiros magyars che-
gados na Hungra, formam 5,418,773 almas. As
oiiIras popularles da Auslria sao os Israelitas em o
numero de 746,891; Armenios, Albanezes, Gregos, e
em fim urna das mais curiosas e das mais infclizes
popularles que elisia re baixo do sol, os ciganos
que chegam a 100,000 almas.
A agregaeo de povos 12o diversos nao' consltue
urna naci propriamcnle dita, nao be um corpo que
vive vida commum, e esta a cada momento exposlo
a urna dissolu;o.
A omnipotencia absolla do joven imperador dala
-rnente de 20 de agosto de 1851: Era depois ras
guerras da Hungra, acalma elle de receber em
(iliniit / o czar que Ihe bavia prestado um assignala-
do servicn, e vinha dar-lbe conselhos sobre a admi-
nistraran interior dos seus estados. Sob a imprrssao
destas conferencias publicou elle ordenancas, em
virtaric de cujos termos o ministerio nao devia ser
mais do que u orgio executivo supremo da vonlade
imperial, e riahi em vanle fcava exclusivamente
responsavel para com elle, e isenlo de quaesquer
objecres semelhatiles para com todas as outras au-
toridades polticas, f.i/ia do conselho do imperio,
que linha sido ale enlio urna especie de conselho de
estado, seu proprio conselho.
Anles desla dala, se pausara urna poca de Iransi-
eao cuja lembranea anda est Uo Irosca que dentro
de pouco lempo nao pode ser apagada em memoria
alguma, anda mesmo na de Francisco Jos. Anles
do estado actual de cousas, ao sabir dos successos
em que se inaogurou o novo reinado, ha na caria de
i de mareo de 1849, que, pondo de parte toda a idea
de des-cnlralisacao e de provincialismo, era muilo
liberal para consagrar os principios fundamentaos
de lorias as couslilu(5es modernas, a lbcrdade in-
dividual, a lbcrdade religiosa, a liberdade da im-
prensa edo ensino, o dircilo de associaro, a res-
ponsabilidadc dos minislrbs, a indcpeiidencut dos
poderes judiciarios, e na ciiumeracao dos territorios
a que era applicavel, para naoesquecer nem a Hun-
gra, nem a Croarla e Transilvania, nem o reino
lombardo vene/.rano. Ella fazia minio cloros
(kara constituir a supremaca da raca allemia sobre
as outras raoaa, mas dissrmulava isto d melhor ma-
neira que Dijera possivel, declarava Vienna sede
do governo, mas proclamava que as rajas sao iguaes
entre s, e que cada urna lem um dreito inviolavel
o manirlenrio da sua nacionalidade. As attribui-
cOes rio imperador eram mui semelhant<>s dos res
consllurionaes, eicrcia o poder legislativo de acor-
do com a diela do imperio e de acord com as dietas
provincacs. A dieta gcral se compunha de duas
cmaras.
Os Miembros da cmara alta eram escolbdos pelas
dietas re cada provincia, o censo da clegibildade
era fixado pela le eleiloral em500 florins, acamara
baila era formada pela elcicio directa, era eleilor
todo o cidadao austraco maior, gozando de direilos
civis e polticos, pagando o censo lixadn pela le.
Era elcgivcl lodo aquello que linha a idade de 30
annos. Nao baria indeinnidade para os membros
da cmara alia, maso principio era admiltido para
os da cmara haiva.
Os diversos captulos desla caria regulavam as al-
liiboicOa do poder executivo, a responsabildade
dos ministros, a oreanisario do conselho do impe-
rio, cslabeleciam a inamovihilidade dos juizes, a se-
pararao dos poderes execulivos e judiciarios, a in-
Iroilucrio do jury no nlgamenln dos crimese dclic-
los polilicos, o tribunal rio imperio destinado a jul-
gar os crimes de eslado, os ministros, os governado-
res accusarlos, a poblicaciodo huilgct c a orcanisa-
5io doexercilo. O imperador pela grnra re Dos
reconhera que a consliluiro oulorgada, porlia ser
modilicada pela primeire diela, admilliao principio
ao mesmo lempo conservador c liberal da revisio no
fuluro, ordenando smplcsmente que as dielas suh-
sequenles ncuhuma mudanza poderia ler lugar sem
a presenra lias duas cmaras de Ires quarlos pelo
menos re lodos os memhros e a approvacio pelo me-
nos de dous tercos ros membros presentes.
A Austria, esta patria secular da immobiriaric
caminhava com passos rpidos na estrada do pro-
grcs, e va o sen organismo renovado desrices seus
aliceres. Depois desla caria, que cnnliulia lanas
promessas eenerosa, sem todava chamar a nma
igualriadc le vida social 15,000.000 de Slavos llly-
rianos, Schei|iiese Polacos quo nio liuliam mais ne-
cessidade para representar um grande papel do que
achar-se na mesma linha que 01 Allemies. O im-
perador Iracava ja a sua obra e aprnveilava-so ra
crise revolucionaria para constituir em lime da re-
volucio, mas em definitiva em proveilo da coroa,
nma ,idmini-Iraoo renlraljroreilia aos povos i cus-
a dos lidalgos despojados, lorias as litierilnries civise
mnuici|iaes para recusar-Ibes rlepois as liberrlarles
provinciaes, alvo principal do seudesejo.
O partido Jo feJeralismo agilou-sc; quera que a
igualriarie enlre os povos viesse a ser urna verdade,
que ja nio liouvcsso na Auslria privilegio algum
concedido a um povo sobre os seus rivaes; quera
que o governo deixasse a cada povo lodos os direitos
compatveis com a anidarle do imperio; quera mi-
nistros especiaes, perlencentes a rada urna das na-
cionalidades, que o numero desles ministros se ele-
vasse a 7, um Alloman, um Trheqoes, nm Pollaco,
um Magyar, um Romano, nm Illyrio e um Italiano.
Os Slavos prelendiam que nao tinham que receber
desenvolvirnento algum sob a tutella germnica;
que o predominio offlcial rio povo austraco era ca-
paz de despertar-Ibes a idea do l'anslavismo, digna
de consideraran para os Al lema es, e que era preciso
a liberdade para lodos, cousa inconciliavel com a
ri'iiiralisarAo do imperta. Cada vez mais cenlralisa-
ator e tarde aos prulM||k*dajraUMs qne perliam
sete dlvisrVes adailnistralWu Jawa os sele povos do
imperio, opiverno mutliplicM a delimitadles, do-
lando ao mesmo lempa as provincias da Austria.por
este modo relalhadas com instiluicOes administrati-
vas e com lberdadcs regulares, que ellas anda nio
tinham renhecido. Elle recnoii ante as'dinc.ulila-
desdaor isar;ao poltica da Hongria e da Com-
hanlia, ad pura e simplesmente.
A rlesj laprecedenlesqirclisonseavam mili-
tas espa Kspeilo destes pmloslos que pesa-
vam no o Imperador Francisco Jos deu a In-
das ai a do sea edificio centralisador o mais
rompiera'! Unis pesado ros despotismos, e lirn
uBla a udia todas as liherdarles que raziara para as
7 racas diversas, elementos do seu imperio, as suas
ais charas garantas. Depois ras guerras ra Lom-
bardia c da Hungra, as ordenancas de 20 re agosto
de 1851 aluiliram a carta de 4 de maio de 1851, e foi
proclamarlo que o imperador que havia dado espon-
tneamente e por sua plena vonlade as carias pa-
tentes de 4 de marro, nunca se obrigra a seu respei-
lo, nem por nm juramento que tivesse prestado,
nem por urna concessan od abandono qualquer da
sua autoridad.' imperial, que na eslava nbrigado
a cingir-se a lellra desta constituirlo que deve ser
enllocara entre as medidas que o soberano no exer-
ecio do sea pleno poder adopta, modifica ou abroga
segundo a saa convicio, e pelo que s he respon-
savel peante Dos.
He escusado dizer que a liberdade de imprensa
foi abolida; um decreto prescreveu o deposito pre-
vio de torios os jornacs peridicos, urna hora anles
da publicaran, a captura immedala, se fosse possi-
vel, a suspenco ou a inlerdc?ao absoluta, depois
de tres advertencias de lorias as folhas julgadas per-
gosas, a obtencao de uina aulorisarAo previa para
qualquer editor de cscriptos peridicos.
Depois desla obra, por mais completa que seja,
fora imprudente acreditar na Austria que drale no
castello do poda&restabelecido. O acolhimento fro
e al glacial ilaW ao imperador em Millilo e em Ve-
neza, na Hungra e na Croacia, durante a sua via-
gem neste mesmo anno de 1851, a nova tentativa
dejnsurreicao Teita em Miln a 6 de fevereiro de
1853, a tentativa de assassinato coinmeltido na mes-
ma poca pelo hngaro Lebcnye, provam quanto os
povos dependentes da coroa da Austria esto longe
de ser confundidos em nma cbuimunho de inters-
s e de syoipathias, e quio facilmenle as probabili-
dades eyenluaes da crise europea poderiam occasio-
nar rompimentus entre os difierentes elementos he-
lrOgeneos que seeulos de um mesmo dominio lem
Os povos subioellulos ao seu dominio se dividen, deixado lio estranhos, para nao dizer tao hoslis uns
L
para com os oulros. Fora am erro crael se o impe-
rador Francisco Jos, por ter recasado o federalismo
dentro dos seus dominios, soffrewe um retaihamento
dos seas es|ad"S.. Releva qi **vra seu comporta-
mento para sa>m o czar, gii, seu espirito esta
phrase do principe ScbartzemberK rae allu/lia Apo-
li.liwijustriaea a^resoeilo diRussia ,Veu alliadocou-
traaHanana: rtipsfltre um ui.t* Europ,, vom
a minha ingratirllo.o
Deve coplinuar corajosamente a resistenciV por
elle inaugurada, deve ser levado a isto por eenstae-
racoesde segnranca pessoal, assim como pelo inte^
ressado equilibrio europej, einfiradeve lembrar-se
que nao he simplesmenle o imperador da Auslria,
masque he ao mesmo lempo rei|de Hungriaede Bohe-
mia, rei do reino lombardo veneziano, de Dalmacia,
Croacia, Slavonia, Gallicia, Lodomerie e lllj ra, ar-
chiduque d'Austria, duque de Salzbourg, Slyra,
Corinlhia, Carinle, grao duque de Transilvania,
grao Waiyo.le da Servia, Morgrave da Moravia, tiu-
que ile Silislna, de Autchwilz e de Zalor, de'i'es-
iben, Frioul, Raguse c Trara, conde suzerano de
Hapsburgo, Tyrol, Kybonrg e Gradiska, prncipe de
Trenlo e Brnxen, Margrave de l.uvaee e de Istira,
conde de liohenems, Feldckirch, Begenz, Sonnem-
berg, seiihor de Trieste, Cal la ro e das Windes, e qae
tem a niissio de conservar i sua coroa imperial lodos
os seus numerosos fiordes.
Negociafoes e nperaroes.
O imperador francisco Jo-e el'rci Frcdcricu liui-
llierme 11 vera ni iiurt cnlrcv isia'nas fronteiras da Bo-
hemia, afim pe conferirem com os condes de Buol e
Alveusirdien sobre as evenlualdades previstas pelo
(retado de Berlim. A Prussia reconbece agora em a
ola feila a 3 de junho pela Auslria o carcter da
intimarlo prevista pelo tratado de 2 de maio, ella o
apoiar* sein enviar a San Petersburgo nova intima-
rlo : desta forma se explica a missao de M. Manteu-
Ifel junio do czar.
Pelo que loca esquadra anglo-franceza no Blti-
co, foi aununciado que urna divis3o acaba de incen-
diar osestaleirus de construirlo e os armazens de
muirnos navaes de Urachesiad e de Uleaborg no
fundo do golfo de Bolhnia, assim como os navios que
se achavam naquelle porto. O correspondente do
Times julga que a frola nio emprehender nada
contra Helsnigfors: as formidaveis fortilicaces que
ah si" construidas sao armadas rom 800 peras de
arlilharia. Alera disto estas fortificacoes de granito
sao consideradas como capazes de nppur ama resis-
tencia extraordinaria s balas, e anda suppondo
que sepossaexpelliros Russos dos fortes.de Helsiog-
fors, fora mister para guarda-Ios um corpo de desem-
barque muito mais numeroso do que u que esl a
disposicio da esquadra.
Tuda induz a crer que os planos de campanha
adoptados na conferencia de Varna enlre os chefes
ras tropas turcas e anglo-francezas vao ser postos
mu prximamente em execuco.
A 5 de junho um corpo auxiliar anglo-francez
composlo de 25,000 homens se dirigi a Varna para
unir-se aosexercilos turcos rio Danubio. Pela ma-
nha de 29 de maio os 7, 19, 29, 33, 77 e 88 de in-
fatuara ingleza parliram no Cambera, o .-indi.- o
l'ictoria. o Cuiden Fleece e rluas oulras fragatas,
rebocando os Iransporles. O reslo parti em a noi-
te do mesmo dia, e durante o fim da semana. A 25
o-exercito francez havia remorado o seu movimen-
to, embarcado no Magellan, no Mogador, no t-'au-
ban, no Cacique, fragata a vapor franceza e no
.Vi.', no Madjidi, no Chakichadi, fragatas a vapor
turcas.
A Auslria esl orcupando a Albania: a Porla
Iran-millio a autoridades otlomanas das provincias
re Janina. Tricla, Hcrzegorvnc, Bassir, Scular,
Salnica, Albania, Epro, Servia e Romelia ordem
para recebaran amiajavelmcnle as tropas do impe-
rurtor Francisco Jos. Por oulro lado os Monlenc-
grinos tem invadido o dislricto de Galzko ; o sen pla-
no de campanha he obra do coronel Kowalevvski e
dos officiaes russos que se acham enlre elles. I.evam
as suas iiicurses al o corarn de Herzegowine,
mas seja qual fura volla quepossa lomar a sda ag-
gress3o, cr-se geralinenle que os Slavos de Bosnia
nao darlo i Porta motivo algum de susto ou inquie-
tarlo.
Ao passo que urna parle das tropas alladas al-
ranram o lliealro da guerra, urna reserva contina a
oceupar Gallipoli e a fortificar a pennsula: esta cida-
de tornou-se a prara de deposito do exercito fran-
cez. assim como Audrinopole he a rio cxercilo hirco.
Em ConsUnlinopla houve urna mu lauca ministe-
rial. Resrhid Pacha se relrou do ministerio dos
negocios eslrangeiros, onde foi substituido por Cbe-
kib-Klli'ioli, mas isto na passa de um acto proviso-
rio, c lem por causa motivos de saude e desgoslos
rie familia. Alguna correspondentes annunciam to-
dava que esla re rada assim com a ile Muslapha, o
grao visir, substituido iillimamcnle he o resultado
de urna lula rie influencia pessoal, mas que nada
lem com a poltica.
A 5de junho comcrou-se a dispor as cousas em
Jassy para inslalar-se o quailcl-gencral rio principe
l'askiewilsch; para esle fim ja haviam chegado al-
arais olliciacs rio eslado-maior do mesmo General.
0 principe devia partir de Kalaresch no dia 25 para
Jassy.
Recebemos pelo Crea! It'catern, chegado cm Sou-
tampton, nolciasrie Buenos-Av resale i rie maio ; rie
Montevideo at 3. e do Ro de Janeiro al 16. Sou-
bemos rom prazer que no dia Iode maio verilcara-
se a inauguracin rio primeiiocaminho de ferro cons-
truido no Brasil, hen/.ido rom grande apparato pelo
hispo rio Rio; souhemos igualmente que Sloiilevido
permanece tranquillo sob a prolecrfio ila riiviso
brasileira, que o goverpo de S. Magestarie D. Pedro
II iiinti.l.it,i para a prolecclo do governo oriental.
a. m.
HM-------------
LISBOA.
6 de Julho.
Estamos cm calmara : bem poucas sio a> novi-
X
dades que ha ; noticias que possa' f eressar os lei-
lores de paiz lio afaslado como es esta, casos c cir-
cumslancias particularesqudebwr\ista. nao lem
chegado ao nosso conhecimenlo, tkbem farejamos
por essa Lisboa, e de vez em qutddespraiaruo-nos
pelos pontos cardeaes riesle reininllo; mas nada
de novo. Conversemos.
Iamos, lem-te, nao caas, obsenivo, reflectindo,
pos quando menos cnidavamos,,ma voz assim
modo d'alma do oulro mundo, nobradava aos no-
villos, e o Sr. Diario ai da nos vida, que have-
roos de fazer 1 a enlio pernas pai |ae le quero a
foms em corpo gentil dar as atetes de jardim de
S. Pedro de Alcntara, c alli vim. drnis homens re
roca idade, que conversaYaratrajuwes; he agora
dissemos. j os nio largamos, ten anteria ; estes
senhofes (irovavelmeitte estao* aausMfltido do pr-
ximo, e nao nos encanamos, poiadjaHm dellcs de-
pois de ler tomado a sua pitada, piar-se no seu
lenco de paniiinhncncarnadn, ^trapaar o guarda
chuva debaixo do hra^o, disseem Tallare e intel-
ligivel para o seu companbeiro? ent; como vai o
caixa de oculos ? acestamos o envido, desfarcanrio
quanto podamos, colioeamo-noide mieira que nao
nos escapasse nenhuma palavra da aiinlar ron ver-
sarlo ; o individuo que linha feito apgunla fincou
a ponlcira rio suarda-chava no chao, ee-oslando o ca-
bo n ilharga, disseem voz comesinha.'dtmque fo pa-
ra Cinlra; eraisso.exactamenteoqtieqtriamosouvir,
afim tle atinar com o sujeito ra prici rlaqucllcs
dous mal fi/.cuie ; um delles, o rln .narria chuva
que ero re panninho verde, apertadoio centro por
urna argola de lalio, donde penda un tira mui es-
Ireila do mesmo panno, qne la direo prenrier-se
a ponleira. A nutra figura nHo era nnos curiosa,
i raja v a um casacn cor de pinho, da el dos AITonsk
nhos como se diz vulgarmente, un .iapeo de seda
tirando a caf pela sua muita idade sube depois
que lie um hom clerign, que linha silo ade ararinnn.
porconseguinle Egresso,na litigue letal, nni.ivel
pela sua propenso irresislivel rlc trarar tas vidas
allieas, vicio ou pocha que nos sarvi muilo para
satisfazero nosso illuslre amigo o i. iiariu de l'cr-
nambuco. Tenha hem rie niemoji eles doos prr-
sonaacns, e nao fui sem i n leu rao (pe lie esbocamos
os retratos; que I rabal hn que nos fo ds.sviando. e lal-
vez nos tenha dcslcmbrario do origi dialogo cmqiie
se eulrelinham e que he tambera wajimpto princi-
pal do nosso artigo, pela nalurezaetaen contexto.
Enlio como vai o c.iiva d'oriilostlzra o rloguarria
chuva, e conlinuantlo romarsegreero,dizem que
foi para Cintra, finalde cuntas wn asaber, que o
sobredito caixa d'oculos era o nore Dsiqne tle Sal-
danha, que anda nio ha muilos as parti do Cu-
miar para Cintra esperando ter Mi algum alivio,
pois restabelecmenlo he escusado, gando all imam
os praticosque o tem observado, tas esles amaldi-
roarios praticos falham nos seus fogno-tu o, c nio
lia que fiar em ningum, e muiuneno nelles ; e
'tanto isto he verriade, qae j ha em diga que o
hotnem amia melllo, ou uiclteii-e eom um troca-
tintas, que passa ncsla cidade por orar pelo syslcma
Raspail, por cojo nume lornpu-seonhecirlo. "Tudas
estas rrmsaj ouvimos pelas boceas .quenas dos dous
estafermos que j riescrevemos ; .'stes scuhores pur
mais oulras muilas cousas que assenim, mcrecem
muito da sua palria ; fallaram a Russia, que be
boje o niolho rlc pastclcro de muta gente, da mais
descontente das cousas aclnaes .1 Occidente ; para
esses entao o espada&lo do imperdor da Russia ha
de ser a salvaran do mundo; sei, elle nio se faz
nada, nem ha sociedade possivel infelizmente ou
antes por mal dos nossos peccadoy o Occidente to-
mn it parte do Crio Turco ; despotismo por dcs|K>-
tismu antes u do Czar, esse sim, d.'todas as esperan-
ras rie paz e concordia entre o principes e res
rbrista Estas cousase outras quekaes.diziara entre
.-4 tt ..-,- n.,-,.:.- ,,,,o J |.,tcoioi rf,, relavo i"r^
sua distraerlo, e de quem liver n Varienria rlc nos
aturar, dando-nos as honras da leiura, e bem se v
pelo burlesco do trajo e sentido dodialogo alias i ri-
oso, que pertenciam aqiiclle parido tremendo, po-
so, chamado na velha Euro a. legilimista, e
nestei-niilinho de Portugal, pelas inguas grosseras,
Mi-'ueli-la ; nio queremos dizer om isto, que nao
baja (ainlit'iii no seio desle partido numeroso cdtno
he, elegantes c sents homens, le mister dizer a
verdade nua c ma, lem ludo isb, de muito bom
gusto, e tem anda muito mais. O dous exemphrcS
que lhe apresentamos perteucen i aerarlo que
cunta mais de melade desle secuto e nio admille
mudaucas neste valle de. lagrimas, i todas estas tro-
cas e baldrocas em que lemos Aidario por mal de
nossos peccados, ha de acabar (Beo o queira e s
o imperador de lodo as Russas bandas e por haver
he capaz rie por termo a ludo islo : o mais he (con-
fessaudo a verdade) quaas vezes trtziam seus argu-
menlos especiosos, rieiranrio-nos ce cara banda ;
por exemplo, diziam elles, se a Eunpa { senbora rie
muita ra pandarle e capataz do tmido em peso) nao
tirar sob n influencia do Czar Nird.io, ficar sob a
de Napolelo 3.', e eu nao dou nad por esle rapaz,
acudi um delles com intentlo ; he. sobriuho do Sr.
seu lio. Dizem (continuando) que o Occidente, ou
as incoes alladas v,nolivrar a Tuquia da oppressao
da Russia, pois nao a h,1o de opprinir menos os Srs.
alliados; nao bao de servir, gratt pro Deo. De
mais o Grao Turco nio he chrisllo, e he Uo despota
como o Czar. Abundamos ou altes concordamos
com algumas dcstas ideas ; o Dos do sultao ser
muito bom, mas sempre he turco, tunca fiando ; e
nestes ullimos lempos amnou-sc com o prophela, e
nao o deixa por pe em ramo verde. S agora depois
3ue se vio com as costas quentes, enlendeu que au
evia continuara fazer orelliasdemereador. Oslacs
mas-adores riepoisde amianvelaltertarao. edeporem
os pudre do prximo a moslra, tiraiam os chapeos,
11 \emos entao nrra-iao de admirar tuas calvas res-
pcitaveis ; rieram araras a Dos, pois davam as Uni-
dades, que por soa infinita miserjeoalia os conserva-
ra de boa saude a qual ellcs lio mal empregaramem
vizivel malquerenra do sea semelbaile; foram ler a
ra Dirrua do Lorelo leja rio colioeiro da viuva
rie Manuel Joan Ouini.n ii. 61, beber urna pinga de
vinho de Buccllas. Esla Sr. viuva accumulacom a
sua arle de fazer colxOes, um armaztmzilo de vnbns
que loa no fundo da sobredla luja para onde se
entra pur tima porla pralicada no centro ; todo e
qualquer curioso que liver a boa lembranra de
olhar para dentro, Jia de ler o goslo de ver muito
subditos rioSr. D. Pedro 5.- delodasasrlasses cpro-
lssoes, com lodo o commcdimenln e gravidade, sa-
boreando a tal pinga de Burellas, que segundo a
dita viuva lie a mais pura possivel; he o sumo da
uva extreme. Todos os laberneiros dizem oulro lano,
nao admira ; mas he certo qae goza de grandes cr-
ditos, entre os entendedores, j se sabe.
Acabemos rom esle bolelim de frioleiras e vamos
Iralar do cousas mois serias ; todava uSo fiqne en%
olvido esta idea, que sempre livemos em vista ; no
lurvelinho dos apontamentos que dexamos teilo
vislumbra o pcnsamenlo do eslado de desordena e iu-
qriiclaclo a que chegou a Europa ; estado tal que
nao he possivel indicar, nem inesnao bosquejar o ter-
mo (nal a que hao tlevir parar os negocios da Euro-
pa, lio baralhada se acha, 13o turvos eslo os seus
liorisontes polticos.
Podcntlo apena dizer-aa, qne seja qual for o des-
fecho que liver, o Occidenle mudar completamente
o seu deslino, ser bem diverso do que lem sido al
agora, com visivcl engrandecimenlo e preponderan-
cia da greja do Oriente. As paixoes que atormen-
tara e dao impulso ao imperador da Russia, que an-
cia c ar rosta o genio moscovida, esto as vistas pro-
virionciaes ; e na lea mvslcrosa dessas paixoes rics-
laca-sc o lio da eterna vonlade.
Tratemos de Portugal ; parca j lhe tlissemos nao
ha cousa de cuidado, ha paz podr; algum escarnalo
sinho reli e mais liarla; rousasquo facam arripiar os
cabellos, eslimulem a ruriosidade desla sociedade
gasta, nio apparccem.Sti o nobre marque/ de Valla-
aja, rlc quem j livemos a honra rie lhe fallar, lem si-
rio o boneeo mais curioso da cmara dos pares, o ho-
memquersc fazer celebre, na parvoice, he um goslo
como qualquer oulro ; Deos'Uie fat;a a vonlade;
ello que sostena lauto, brulinho que mal far cm
conservar esle.
Mas diga-se a verdade, o marquez as vezes lem
boas leinbrancas, c falla com cabera, mas porque
nio ha tle ler mais gravidade, mais circutnspeca-ilo
as suas maneiras, mais cordura no seu prontlrr;
ignora elle por ventura que lem rie lular e affron-
lar o Hroririgo, velho arleiro que jaga pcrfeilaineu-
le com os seus cslravios ; pois he pena, porque o
nobre marquez lirado dos seus ridiculos que por
honra sua devia corrigir, nio he rao rapaz; S. Evc.
ltimamente na cmara lem dudo que fazer ao minis-
tro da jiislra, esle cavalleiro torna-se nolavel pelo
esmero e mimo com que engrarha e da luslro aos
seus cabellos, amia sempre mui bem pcntearlo. n-
parla-os rom um geilo especial ; moaV se nao fos-
se ministro, est lio contente depois que salsfcz a
sua vaidade pueril, que nao cabe n'uin sino, pois
assim se di/, de i|iialquer lomcncas que conseguc o
que rieseja.
Dizem que he u grao-meslrc do rilo cscossez ; nao
se polo negar fino laclo a esles irruios ra issimos um.
lio boas escolas, c que aspirara a arailes cousas le-
udo a frente tan balo I rindo.
Tem re mais a hunra de ser irado rio riefunlo
conde ilas Antas, be casado rom una riel lierdeira
filha do celebrado rapitio-mr de Cinlra. Eslas no-
ticias nao parecero ociusas para Ierra como essa, on-
de vivem lanos porlaguezes curiosos de saber quem
sao os homens que governam o seu paiz.
Aprcsenlou na cmara muilos projeclos tenden-
tes a reformas da pasta a seu cargo, que be a da jus-
lita; alguem houve que nolou no meio daquella pa-
pelada, a falla de um syslema rapaz de resolver se-
ii.tr> todas,'muitas das difticuldades que em empe-
cen! a administraran da juslh-e, que oeste paiz he
deploravel.
A cmara dos rieptttadosoccupa-se na discussio do
ornamento, salvo os incidentes, o mais nolavel foi o
parecer da commissio. de poderes declarando vaga
a cadeira do visconde de Pinheiro, por nio concor-
rerem naquelle fidalgo os requisitos que a lei ex-
ige.
O novo jornal Progrtsto continua* fazendo honra
a imprensa; us seos redactores sio mancebos de pro-
birlaoe e intelligencia. prendas'que isoladas nao a-
proveitam nada, nem fazem cousa de presumo.
Jaba de ter chegado a essa trra o vapor brasilei-
ro Muge, que foi aeompanhar o juven rei de Por-
tugal e seu irinio pur ordem do emhaixador do Bra-
sil, o Sr. Maciel Monleiro ; este diplmala por gra-
ciosa deferencia para com el-rei regento assim o dc-
lerminou ; S. M. a quem elle deve toda a estima, e
que he tao gentil cavalleiro como principe magnifi-
co, fez-lbe merc ta gro-cruz de Christo. Nos pri-
meiros dias do correle mez muda-se do Hotel Bra-
ganra onde resida, para o palacio do conde d'Alva
S. Pedro de Alcantra, que ficar sendo a residen-
cia definitiva de S. Exc. e lambem do expediente da
leparlo.
No dia 23 de junho houve aqu urna procisso na
greja le Jess; levava 19 .indures, 33 anjus, i ban-
das de msica.
Os sanios eram prclos e ruancos, iam diversas ir-
maudades, nma riellas era tic prelos;ha muilo lem-
po que se nio va tanta fralernidade, assim no co
como na Ierra ; us anjos que nio sao vestidos com
o primor e magnificencia com que abi se ataviam as
rroanra symboloisamlo us potencias celestes, (e, em
que os Brasileiros nao lem rivaes); faziam rir a gen-
te mais grave; era nma completa c mal entendida
mascarada, por exemplo o menino Jess ia no seu
andor vestido a I.uiz \I V,c com a commenria de Chris
to ao peito.
As pessoas de compostura e juizo afflgiram-se com
aquella grosseira in.iiiifesiac,io de piedade; realmen-
te cusa a crer que n'uma capital como Lisboa, a
popularlo teiiha um sentimento tao torpe do divi-
no. O que foi curioso, tambem, era a mullidlo que
se apiiibou uas ras do transito da procissio, a gen-
te de raa muida corra em massa, aos cardumes pa-
ra ver aquello desconchavo. Nao, mi he possivel
que nenhum carcter de juizo, e bons inslinctos pos-
sa levar a bem, que se faca bambochada, patuscada
de cousas em que lodo o acatamenlo c respeilo he
pouco. .
Este anno nio houve arrayaes como he coslume
nos das dos SS. Antonio, JoSo e Pedro f foram pro-
hibidos pur um edilalda cmara municipal, com ge-
ral aceitarlo da genio sizuda, pois lambem era un-
ir grosseira manifestarlo, intempestiva c inde-
cente.
O negociante Carlos Krus annunca a rhegaria do
vapor Tocantins, barco da companhia Brasileira de
paquetes a vapor; estimamos e desojamos a essa as-
sociacjio toda a casia re augmenlos e prosperidades.
Tem sido exlraordinar a exportadlo de trigo para
Inglaterra, e no Porto a garlo para o mesmo paiz
nao be manos. Espera-se ou fallase aqu na volla
du Sr. Ilrumond anligo encurregado dos negocios
rio Brasil ncsla corle ; j se sabe vem, como particu-
lar.
Acabamos esla correspondencia riando-lhe parle
que rchenlou urna insurreir-ioSm Hespanha ; parle
da guarnirlo de Ma.lrt!, assigualarlamenlc a cava!-
laria varios ,011 io-rules tloftlacartns nos sulmrbiu
leudo alguus generaos dslinctos, revoiu'irm-se con-
tra ,1 aclualidade governamenlal. O mais circums-
tanciado ver nds jornaes.
Anda nao se sabe o resultado final; reina a maior
confitsao uas noticias do reino vizinho.
He provavel que lhe remellamos tima correspon-
dencia mais noticiosa e parlicularisada sobre tal as-
sumpio nossuhsequenles vapores.
pos ; hoje, em minha opinilo. nao lem forca alguma.
Emqoanlo a tribuna foi o unicg.orarulo qae se poda
consultar para se formar j
das tendencias do governo
que podia ter eabmen
a imprensa poltica es1
representativo se tem
he quasi condecido por t
acerca da marcha e
paiz, eslqu persuadido
io. Mas hoje, que
da, que o syslema
uco aperfeir-oado, e
; hoje que os partidos c
opinioes polticas eslo ja extremados, definidos; hoje
que os membros chamados ao ministerio represen-
tan! estas opinioes; boje, emfim, que a publicidade
dos actos do governo chega a todos os pontos do im-
perio, estou persuadido que neslas circumslancias
aquella razio nio prevalece. Note V. Etc. que posso
aflirmar com toda a certeza que n5o ha depulado ou
senador que se aprsente na sua cmara no dia 3 de
maio sem que traga ja bem resolviria a quesllo de
confianza ou desconfianza.
Allegam tambem outra razad, e vem a ser a ne-
cessidade de esclarecer paiz sobre os actos do go-
verno. Esla razan he imperiosa, he forte, eu o reco-
nheco; funda-se em urna das condires essencaes do
syslema representativo ; mas ainda entendo que nao
procede no que toca discussio do voto de araras ;
prevalecei e prevalecer em loda a extensao na tlis-
eusaao das leis annoas de lixaclu das forras de mar e
trra, e das despezas publicas.
A dscussao do voto de graeas nao ptle esclarecer
o paiz; um debate instituido sobre proposic/Ses gc-
raes, sobre pensamenlos solados formulados pela
corda, nao pode ser senio vago e confuso, nSo pode
Ilustrar o paiz. Mas na dscussao daquellas leis que
conslituem, por assim dizer, a historia administris
va, que consignam todos os fados do governo, que de-
finem lorias as necessidades do paiz sobre esses non-
ios, em presenta dos ministros que sao chamados
para assslr a esse debaler estou persuadido que se
pode instituir urna dscussao luminosa que esclarece
o paiz ; He nessa occasao que cabfazes censuras ao
ministerio, que pederemos fornecer ao paiz dados,
lmenlos seguros, para que ajuize se he boa ou m
a marcha seguida pela administrarlo.
Ainda se allega como razio, em favor da'pralica
actual, um artigo da cousliluicao que manda exami-
nar se ella tem sido observada. Entendo que he de-
ver do parlamento instituir, logo no cometo das ses-
s0 um t'Mirae sobre a admoistrajao, afim de eo-
nhecer se a cousliluicao foi ou nao guardada. Esla
ra7,lo he forle ; rcconher,o esse tlever sagrado du par-
lamento ; mas continao a pensar que melhor ser
esse dever salisfeilo na dscussao das leis annuas do
que na do vol de graeas, pelas razes que j al-
leguci.
Alm de que, jase ponderou que esle dvcr seria
melhor preenchido, no segredo do gabinete, pelas
commisses de urna e de outra casa encarregadas de
velar na guarda da ronslituico ; a essas commissoes
perlencc fazer o proeesso, apresenlar consideradlo
do parlamento proposirOcs definidas, fados sobre que
verse a discussio e possa recibir urna dccislo das c-
maras. v -* ,
rVllega-sc lambem a favor da pialiea seguida nao
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO.
SENADO.
\ Dia 7 de Jubo.
As 10 ,'j horas da manha, estando reunido nume-
ro sufiicicnte de Srs. senadores, abre-se a sessao cap-
prova-se a acia da anterior.
O 1 .Secretario ai conla do segninte expediente :
Um offirio do 1 secretario da cmara dos. Srs. de-
puladosaconipanhandn a seguinle
o Propoticao.
a A assembla giiral legislativa resolve : '
Arl. 1. Fca o governo atilorisado para refor-
mar a aula do commerco da capital rio imperio, po-
dendo desde j execular o novo plano, na parte em
que esle nio importar acrescimo de despeza exce-
dente de tiJOtISOOO ao que actualmente cusa' esle
ensino.
a O governo he oulrosim aulorisado a elevar a con-
iribiiie.o annual dos alumnos al a quanlia de rs.
20-3000.
Arl. 2. Fkam revogadas as disposjrdes em con-
trario.
Paco da cmara dos deputados G de junho de
1831.I'isconde de Baependy, presidente. fran-
cisco de Paula Candido, 1" secretario. Antonio
Jos Machado, 2" secretario.Vai a imprimir.
Oulro do mesmo, acompanhando as segrales
emendas fetas approvadas pela cmara dos depu-
tados e proposla do poder executivo, que fixa as for-
Cas de Ierra para o anno financero de 1853 a 1836 :
a Acrescenle-sc no lugar competente
a A assembla geral legislativa decrela :
Arl. 3 (additvo.) Fca o governo aulorisado a
conceder s provincias o numero conveniente de re-
crulas para preenchimcnlo dos curros de polica, rtao
sendo esle meio excluido pelas respectivas leis pro-
vinciaes que regularcm a organisarao de laes corpos.
a Arl. 6(addilivo.) Ficamrevogadas as disposires
en) contrario,
a Paco da cmara dos depulados cm 6 de junho
tle 1831.I'isconde de Baependy, presidente.Fran-
cisco de Paula Candido. 1 secretario.Antonio Jos
Machado, 2 secretario.A' cotrimisso de marraba
c guerra.
Ficam sobre a mesa as folhas do utoidio dos se-
nadores vencido no primeiro mez da presente
sessao.
Passando-se ordem do dia, sao approvada sem
dbale cm lerceira dscussao, para ser remellida c-
mara dos depulados, indo primeiramcnle commis-
sio rie reriacrSo, a resoluro da cummissio de ins-
Irurran publica, au'ori-ando o governo a mandar ma-
tricular no I" anuo do curso jurdico de Olindu a
Jos Maria de Valle Jnior, e em segunda c ultima
dscussao a emenda do Sr. Monlczuma, potada emo
I do corrente, sobre a publicaran dos Irahalhos do
senado.
Entra cm nllimadiscsso o projecto de responda i
falla do lineen.
O Sr. I isconde de branles : Sr. prcsidenlc,
chamarlo prsenle discussio, devo declarar a V.
Exc. e ao senado que entro nella com muila repug-
nancia. A minha repugnancia nasce da ronviccad
em que eslou, ha alguns annos a esla parle, de que
mais nos convira adoptar a pratica ingleza, do que
continuar na que temos ale hoje seguido, e nislo sin-
lo divergir-do nobre senador por Pernambtico que
cm nma das sessoes passadas suslentou o contraro.
Tcnho por certo, Sr. presidente, que a pratica in-
gleza he a melhor. Ella consiste cm nio instituir-
se um dbale vago sobre a resposla ao discurso da
curta. A dscussao be alli de mera corlczia, de mera
formula ; e parece que quando o nosso regiment den
resposla ao discurso da coroa o titulo de voto de
grabas, quizqtieatlmllissemosa pratica ingleza. En-
tretanto muilos lluslres oradores pensara diversa-
menlc;en(euilcm queanossi pratica actual devo con-
tinuar.
Allegam em eu abono, em primeiro lugar, I con-
veniencia rie resolver-se logo a quesllo de confianza
ou nao confian.;,! no ministerio. Esla razo, Sr. pre-
sidente, seria boa, poderia prevalecer em oulros lem-
que a colleceilo que existe na secretaria de estado
fosse examinada, e lenho aqui a resposla de que al
marco de 1853 nada consta em laes lvros a respeilo
da impulacao feila ao nobre ministro. Mas, dado
aiuda que esse ido exslsse, que essa calumnia por
(al reconliBfida'pelo nobre senador, se livesse levan-
tado, esse fado, essa calmunia, eslavara dislrnidos
par fados posteriores que j foram eipostos na casa.
Senhores, nao era essa consideradlo pessoal, quan-
do ella exslsse, a causa da nao revogacSo do WM.
A causa ja foi aventada pelo nobre senador pela Ba-
ha, com cujas opinioes eslou de acord a esle res-
peilo. A causa he esta supremaca que se disputa a
que se quer exercer .exclusivamente; essa supre-
maca que foi annunciada ao Basado debaixo da
formula cicis romamu um. He natural que a no-
va Roma nao queira que se ergam novas Carthagos.
A Gra Bretanlta, favorecida pelas vistas philantro-
picas das oulras nadies, abusou do seu poder, e vio-
ln a nossa soberana com a publicarlo do bil Aber-
deen.
As circumslancias que podiam justificar esle aclo
em presenra do mundo civlisado desappareceraro
todas; o trafico est exlincto; a Graa Bretanha reco-
nbece que empregamos esforcos para a extineco do
trafico e que s os estorbos do nosio governo e do
nosso paiz puderam dar cabo desse abominavel con-
trabando. Mas apezar de mudadas as circumslan-
cias, o bil nao he revogido, e porque? Por causa
da supremaca; quer-se conservar aberla a ferida
feta na nossa soberana; nio se cnsenle na revo-
garao sem que concordemos por tratado que nossos
mares.territoriaes sejam devassados pelos navios in-
glezes, a correspondencia das nossas autoridades a-
berla, a polica de nossos portos feta por vasos bri-
tnicos ; isto he o que se quer.
E enlio. senhores, um proeedmento realmente
lio revollanle, devia ler excitado lagrimas ao nobre
senador? Nao, nem o seu coiacJa brasileiro podia
leva-lo a recorrer s lagrimas; e*n recurso he lio
estril como o foi ao ultimo rei de Granada. Osen-
timento que isso lhe devia inspirar era o da indigna-
rlo re que lodos nos nos acharaos, possuidos, afim
de darmos ao governo a forca.moral.necessaria para
resistir a urna tal violencia; censerve-se aberla a fe-
rida, vible-se a nossa soberana, mas faca-o a Ingla-
terra baseada na soa forca por conseiilimento nosso
nao o consintamos. s t i
Agora passarei resposla. En dse que at ao
i. dia de discussao nada tinha de responder; o sena-
rio examinar, vista do que vou dizer, se era ou
nio bem fundada a minha opinilo.
Os nobres senadoras, corame^aram por atacar a
resposla, prodmindo contra ella em massa, nao con-
tra o primeiro periodo smenle, a allegacSo de qae
lavrava no paiz a corrupcao; que a illuslre commi-
sao, em vez d redigir urna resposta, poro jeho de
discurso da coroa, dev era appellar para o Ihrono a-
fim de que nos salvasso, porque se achava o gover-
no representativo em decadencia, porque o paiz
marchava para nm abysmo. TS foram as alega-
r-Oes dirigidas contra a respeajl falla do tlirono.
Icicm s-camant movi tili\TOrdurartiira- Bxamioe^as-heUnoilo de pJs|em o por partes.
ros das de sua rcuniao. Esta razio, quanlo a mim.
nao he exacla, e quando o fosse nao podio prevale-
cer. Nao he exacta porque sempre. em urna e uulra
cmara, ha trabalhos para ocenparem os primeiros
das du sessao; mas ainda que assim nao fosse, per-
guntn, o que ganhamos com debales vagos e confu-
sos, que s vezes se tornara pessoacs, que nos desa-
gradan! a,todos, que nos mortificara? O que ganha
com islo o pait, como he que elle tica esclarecido ?
O que ganha o syslema representativo, que devemos
conservar pelo menos na pureza possivel ? Em lal
caso dre, usando dessa phrase de que se servio o no-
bre senador pelo Rio Grande dn Vre, antes passear
na ra do Ouvidor do qne assslr a laes debates.
O Sr. D. Manoel:Peco a palavra.
O Sr. Limpo de Abreu:Peco a palavra.
O Sr. Hsconde de branles : Tenho pos, Sr.
presidcnlcluslifirado a minha repugnancia; mas nio
foi s com este fim que submetti considerarlo do
senado eslas breves reflexoes; live lambem em vis-
ta explicar urna palavra, lalvez mal cabida, de que
me serv em un aparte. Eu disse que na segunda
dscussao mucooiproraetlia a tagarellar. Eu me ex-
plico. Entendo que lagarello quando fallo rom a
convicriode que nao sou ulil ao paiz, quando de
minhaspalavraspde, pelo contrario, resultar algum
tlamno, quando fallo por desfaslp ,ou passalempo.
Islo foi relativo a mim, nunca live cm vista empre-
gar o termo com significaciio que fosse cabida ao
discurso do nobre senador a quera de o aparte, que
alias lem convicrao contraria minha, c enfeude que
sempre'falla com utilidad.' do paiz.
Agora vou i resposla ao discurso da cora, para
cuja discussao fui provocado. Em um aparte, no 3
ou i. dia da discussao, declarei ao nobre senadorque
havia i n si i luido n debate que al entao en nada linha
que responder; que apenas ajustara com elle algu-
mas rontas. Em verdade crcio que o senado fez
juslita a esse meu aparte; s do i. dia da discussao
cm dianle 4oi que o voto de graeas comerou a ser
combatirlo, quando se tralon. da poltica exlerna,
particularmente da seguida no Estado do Uruguay.
Vou principiar pelo ajusle das contas, e depois
moslrarei que com raz3o al ao 4. dia do debate eu
nao me considerara obrigado a defender a resposla
falla do Ihrono.
A minha primeira conla com o nobre senador
consiste as rilarnos qae elle aqu fez de Tcito, e
de um moralista francez, e .lambem na admoesta-
to que dirigi a todos os nosso collegas para que an-
tepuzessem o dever ao inleresse.
Quanto i cilaco, pelo que rcsullou do seu discur-
so o senado conheceu que o nobre senador linha em
vista prevenir o ministerio para que se puzesse em
guarda contra seus amigos, ou dcsconfiasse delles.
Mas permita o nobre senarior que lhe rogue que
para outra vez seja mais fiel Interprete dos pensa-
menlos dos escriptores cuja autor idade invocar ; suas
ritaciies nio foram hem trazidas. Tcito nao falln
de amigos, mas de lsongeros; a dislncrao he pal-
pavcl e evidente. O moralista francez fallou de a-
migos franceza, como dizemos era bomjiorttiguez,
mas nao de amigos. O nobre senador se pur ventu-
ra leve era vista classificar os membros da cummissio
enlre os aduladores de Tarilo ou entre os Sycophan-
las do moralisla francez, nio nos fez juslica, nem
lao pouco ao ministerio actual; porque o nobre se-
nador, quaesquer que sejam suas antipathias, deve
conhecer que nio ha uelle um s membro que seja
imbcil a poni de confundir o amigo com o lison-
geiro.
Quanlo a adinoeslaco do nobre senador, creio
que soa legitimo orgara de lodos os mcos collegas de-
clarando que nao aceitamos a lirio de moral. As-
sim como o nobre senador, fallando do estudo e lei-
lura, declaran que isso nio era' monopolio de iiin-
gtiem, permilta lambem que lhe observe que .o sen-
lmenlo de honra e digndade que uos leva a ante-
per o dever ao inleresse nao he monopolio de nin-
guem.
A segunda conla que desejava ajustar com o no-
bre senador eousislc cm ler allriliuido a tuna ronsi-
dcraclo meramente pessoal a nio reyogasao do-4i/
Aberdeen. Tenho a curiosidade de ler os livros
azites; linha-os lido e nao me rerordava de que o
nomc do Sr. Honorio llermlo Carneiro Leao, ou
visconde de Paran, se achasse consignado em algu-
ma tle suas paginas como prolorloi do trafico rie es-
cravus; rerordava-mc de fadlar-se de oulra persona-
gem.
Nao confiando purm em minha memoria, ped
Quanto a corrupcao que lavra no paiz nao se alle-
gou se nao fados oceurridos as eleires d S. Panlo
que j se fizeram, c de Goaz que eslao por fazer.
Nao entro na queslao se devem ou nao os membros
rio governo, como individu, influir as elcic6es*s-
taquesUo, quanlo a mim,est decidida por lodosos
partidos, por todas as opinioes. Yon s oceupar-me
da argumentadlo fundada na corrupcao.
Sr. presidente, palavra corrupcao be sempre em-
prcgarla era todos os discursos da opposirao de lodos
os paizes que tem governo representativo; a allega-
rio d eorropcao eleiloral sobretodo he a arma de
quemis seservem asopposires, sem se lembrarem
lorias a de que he arma de tantos gomes que fere
todos os partidos,lodos os ministerios,e nao s aquelle
contra quem se dirige. r
O Sr. presidente do conselho j explicou os fados
oceurridos em S. Paulo, e eslou persuadido de que
o senado firou pelo menos com a convicclo de que
o ministerio adnal foi muilo mais feliz do que os
anlcredcntes; nem um s acto de violencia se re-
vclou ; os actos manifestados em um discurso feito
por um nobre senador por Minas podem pertencer
e atacar a ministerios passados, ao actual nao de
certo.
Pelo que tora i imputarlo geral de corrupr,lo,
reconheep que he urna especie de cancro existente
em lodos os governos representativos; esse cancro
pode ser que seja um dia extrahido, mas a sua for-
ra he sempre grande, c a prudencia daquclles que
amam o governo representativo deve consistir em
empregar os pallativos c calmantes necessario pa-
ra que csie cancro, que nao he possivel exlra-
hir, dexe de ser muito nocivo ou muito dolo-
roso.
Agora, quanlo ao appello que prelendiam os
nobres senadores adversarios do projecto de respos-
la que fizessemos ao Ihrono, reconhec) esse direito
sagrado do parlamento ; lemos o direito de appel-
lar para o Ihrono, e digo mais, senhores, ao senado
e ao paiz: nunca esse appello ser vao para o Ihro-
no actual. Mas o que caba i commissao qae re-
riigio a resposla? Verificar se eslavamos no caso de
recorrer a esse appello. A commissao lambem exa-
miuou todos os fados, c o nobre senador pelo Rio
tlrande do Norte nos asscverou que havia examina-
do, mas "trou conrlusAo contraria, porque vio por
outra lente, por lente diversa da'do nobre se-
nador.
Como era possivel que a commissao dissesse ao
Ihrono que o governo representativo se achava cm
decadencia enlre nos ? Quem acredilaria na com-
missao? Nacionacs e eslrangeiros oliservam qne
cmquanto favra urna rerelo contra os governos re-
presentativos, eraquanlo se prega abertamenle urna
cruzada contra o parlamentarismo, cmquanto mais
de urna tribuna se tenha extinguido, ou ten lia
emndeeido, no Brasil as cmaras se reunem pacifi-
camente, o Ihrono se rcsozija por v-las em torno
de si, a nossa tribuna goza de plenissima liberdade
como todos presenciamos.
He neslas circumslancias que podamos dizer que
o governo representativo eslava em decadencia?
Poderiamos lambem dizer com verdade que o paiz
marcha para um abysmo? Quando todos observara
que lemos feito progresso e progresso real nos l-
timos v inli' annos, que a nossa adminislraco se
vai pouco a pouco desenvolvciido e aperfeicoando,
que os nossos partidos polticos se tem acalmado,
que os cspirilos convergem para urna fuslo e con-
riliaro; quando as nossas rendas augmentam,
quando o ndsso crdito se consolida, quando melho-
ramenlos maleriaes ou eslao comer.nlns ou em se-
ria considerario ; quando ludo isto se observa po-
deriamos dizer ao Ihronovede que o paiz mar-
cha para um abysmo?Nio seriamos acreditados.
Depois da argumentado que toda se fondou no
corrupto, c sohreludo na corrupcao eleiloral, que
mais se allegna na discussao da resposla falla do
Ihrono al ao terceiro ou quarto dia ? Allegou-sa
que um periodo relativo paz c tranquillidadc
eslava cm contradicho com oolro que exiga me-
didas para tornar mais eflicaz a seguranca publica
c individual, emonslrou-sc que lal conlradic-
r.lo nio exsla, e creio que o senado ficou conven-
cido.
Depois allegou-se ama antinomia enlre o perodo
das finanras a o relalori da fazenda ; lambem ft>
demonstrado que lal antinomia nio exslia. Por
esla occasao o nobre senador pelo Ro Grande do
Norte declarou alio e bom som que o relilorio da
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DIARIO DE RMMBUCO, TERCA FElRK 25 D JULHO D 1854,
fazena era cslc anuo estril, que para nada pres-
lava. Peco licenca ao nobra senador para declarar
formalmente, que nao dou grande peso s aprecia-
oes que a opposirao roslunta fazer dos relat-
nos dos ministros. Dir-lhe-hci o que me surce-
deu.
Entrando para o ministerio da hienda em 1828,
achoi-me com o anligo erario, e com alguns con-
tadores que linhain a rutina dessa administraran em
completa decadencia; contadores geracs, direi de
passagem, que eram desta nalureza. Encarregao-
do-os eu do urna circular s alfoudegas, enconlrei
ua pasta provisoes j organisadas pelo contador gcral,
dirigidis ;ts alfandegas .le Minas-eraes e (ovaz.
Procurei nessa poca dar una idea geral das ren-
das do imperio, porque todos os ornamentos ante-
cedentes limitavam-sc provincia do Rio de Ja-
neiro, mas nao pude acompauha-la de tabellas nem
de oulras demonstrares, porque nao havia quem
as uzease. O relatorio que assim apresentei foi re-
putado plitisico pela opposicao. Em 1829 junlci mais
alguus materiaes, apresentei um relatorio com di-
ferios csclarecimcntos, acompanhado de algumas
tabellas, sahio um pouco mais vulumoso: qual foi
ejuizo da opposicao Chamou-o prosodia. (Mia-
da*.) Ora, por experiencia propria, permita o no-
bre senador que eu nao d grande peso aprecia-
Co que a opposicao costuma fazer de taes docu-
mentos.
O que mais se disse, senliores, coutra o projeelo
de retposta i falla do throno que a commisso fc-
digio Foi chamado ramalhete, bouquel, insenso,
pouco sao, panegyrico, lisonja, etc. Ora, como nao
se demooslrou que esses epilhelos eram bem cabi-
dos, escusado be que Ihes d resposla.
Sr. presidente, repito o que ha pouco disse: a
resposla falla do throno s foi combatida quaodo
te entrou na poltica exlerna. O mesmo nohre se-
nador, que at essa occasiao me dispensou de res-
ponder-lhe, emprazou-me enUo, e julgo-me obri-
gado a dar-lhe urna resposla.
Fallou-se do Paraguay. O nobre senador nao
al.icou esse tpico da resposla, guardou certa reser-
va que juico muito bem cabida, lias o nobre sc-
Dador pela provincia da Bahia, a quem tambem
acompanho neste particular, julgou do seu dever
mostrar qual a situadlo em que dos achavamos para
com aquella repblica.
Esta situarlo, como o nobre senador demonslrou,
esla definida. Ella eil definida pelo que loca a na-
vegara o fluvial por jm artigo do trabalho de allian-
ca que celebramos com o Paraguay ; e, accrescen-
lo, esl tambera definida quato aos limites pela
clausula do tift possedelis, que temos feito valer, e
que tm sido aceita por todas as repblicas nossas
limitrophes.
Estando assim definida a situarlo, doixcmosa pru-
dencia do governo esclarecer o presidente do Para-
guay.
Estou convencido de que esse Ilustre cidadao ha
de abrir os oovidos a reflexoes sensatas, apreciar a
sua posirSo, e tambem a nossa, e por termo i ques-
13o pendente, mui pacificamente, sem recurso,
guerra. Eis a miuha :onvio;ao. e creio que tambem
do goveruo.
Agora, pelo que tota ao -:stado Oriental, o nobre
senador pelo Rio Grande do Norte, examinando to-
dos os documentos que lhe foram presentes e infor-
miroesque receben, tracou nqni um quadro da nos-
Ka situadlo relativamente aquella repblica dema-
i admente earregado, Creio que deu mais au es-
pirito de opposicao do que sqggestao do seu patrio-
tismo.
Quadros nao se comparan) senao formando ontros
quadro*; eeu,que tambem examioei os documentos,
que tenho tambem nformarocs, vou apresentar 0
meu quadro da situar," o em que nos acliamos: o se-
cado ver etao que com razio a resposla falla
do throno exprimio-se da maueira por que esl redi-
|ide.
Declara a resposla que na poltica adoptada pelo
governo em retacan aquelle estado forain guardados
os nteres-es do Brasil.
Deroonslrarei esta proposito ; mas vamoi ao qna-
t ro que me compromt-lli a offerecer.
Sr. presidente, a sitt ario em que nos achavamos
relativamente ao Rio da Prata antee do anno de
1850 era deplorawel.
Nenhum Brasileo se pode recordar della sem
profunda magna, sem irrando lastima. Nossa mg-
naoimidade foi traduzida pui 'cobarda ; a impreusa
ea diplomacia de Rosas insullavam-nos: liumilham-
nos por toda parte, l'orcoso foi trocar essa situa-
ban por nutra ; a al I anca de IHOe o emprego das
nossas armas trouxeram essa oulra situbaos Rosas
C Oribe deixaram de hoslilUar-uos e insultar-nos ;
um governo regular foi esUbelecido no Estado O-
riental.
Mas essa siluacilo nova era, por ventura a mclhor,
absolutamente fallando'.' Nao. Nem o govfrno o dis-
se, nem n afllrmamos, Ella he sujeibi censura
e cootraridade. Mas era a mclhor relativamente
fallando. Comparada com a anliga psito, era me-
nos m ; porque, se na anliga poupavamos diohei-
ro com armamenlos, pqrdamcs todos os dias a hon-
ra ; e na nova, se gastamos dinheiro e mais Jinlici-
ro, salvamos a honra. A honra, que he ludo para
um individuo, tambem ue ludo para urna narao.
Achavamo-nos nessa nova siluarao, quando o pre-
sidente legal do Uruguay, por motivos que n3o he
aqu cabido discutir, mas que j foram apreciados
por alguns oradores, entendeu que devia aban-
donar o governo, c asylar-se em paiz estrangero,
que linio importa por-*; dcbaixo da proloccao de
umabaudeira cslrangeira, e nesse estado exigi do
Brasil o casusfaderis.
Nao era possivel preslir-se o auxilio que pedio no
momelo, nem depois foi elle preciso. J esl ave-
riguado pelo nobre ministro dos negocios eslrangci-
res,! e pelo nobre senador da Bahia, que o casusfw-
deris Dito se deu com o Sr. Gir; e o que mais he, o
Sr. Gir reconhceu que nao se dava.
Abandonado o governo pelo presidente legal, or-
ganisou-se um governo provisorio. Beveriamos re-
conliece-lo t Nenhum principio de direilo publico,
nenhum artigo de direilo convencional o erabaraca-
va. Foi porlanto reconhecido.
O Sr. Costa Ferrcira : )E o presidente do se-
nado '.'
O Sr. titeando de branles : Eo l voo, men
nobre collega.
Aceito o governo provisorio pelo paiz, exigi de
nos o casus faderis. Era quettao se esse caso se da-
va. Se altendermos lcltra do tratado ce allianra,
nao se dava esse caso,poique neis nos compjmelle-
nios pelos arls. 5, 6 e 7, n auxiliar por quatao anuos
o governo legal que fosse eleilo, e cuja durarlo era
tambem de quatro annos ; mas o goveruo provisorio
nao foi eleilo, e por cqnsequen -ia podamos deixar
do auxilia-lo : isso he o que se deduz da leltra do
tratado.
Mas o espirito desse tratado de allianca, e oulras
roosiderarOcs graves, movaram o governo a reconhc-
ccr que se dava o catus faderir, e prestos o auxilio.
Digo que o espirito de allianca foi um dos motivos
que le va rain p governo adopeo da polilica de que
tratamos, por quanto c fim do tratado de 1830, ou
dessa allianca, revela o espirito della. O fim foi obri-
garo goveruo daquelle e dado, para que mantivesse
a sua dignidade e firma.-se os seus hbitos conslilu-
cionars.
Ora, se este era o um da allianca, talrez alguem
dissesse:
Vos faltis a esse fim, c ao espirito do tratado,
se |>or ventura recusis o anxilio, nao estando anda
esgotado o periodo dos quatro annos, durante os
guac vos obrigastes a auxiliar aquellc goveruo. Um
governo fin substituido por oulro, mas est dentro do
periodo dos qualro anuos. Assim pareca que o
exiga de nos o espirito da allianca.
Pelo que diz reipeito s oulras ronsderarOes, que
quanlo a mim tambem moveram o governo, sjo to-
das graves.
Qual seria o resultado do auxilio da denegarlo do
au \i impedido, do abandono em que deixasscmoso Es
tadaOrienlal ?
S Sem duvida a anarchia, o compronicllimenlo
de grandes interesses nossos ; as nossas frouleiras se-
ra perturbadas, a propriedade pecuniaria e pes-
soal dos subditos brsileiros que habitara o Estado
Oriental continuara a ser, como foi oulr'ora, victima
da violencia, c devemos protecrao a esses subditos
braiileroe,
Ora, todas estas outras considerarles quer deriva-
das lo espirito da allianr i, quer do risco imminente
que iamos correr, u3o constituirilo urna necessidade
imperioaa, que moveu o goveruo a adoptar a poli-
ca que adoplou ? Emendo que sim.
Mus, Sr. presidente, una reuexo cabe aqui: essa
mesma nova poltica que he como urna lerceira si-
tuado, porque estou persuadido que he sitnaedo no-
va, nao he a coiinuacAo da oulra ; essa nova poli-
tica tambem he a melhor ? Nao ; nem o governo o
disse, nem nos o alirmamos. He una poltica dic-
tada por urna necessidade imperiosa ; foi forcoso a-
ceila-la, mas nao he boa em nossa opniao. Todos
sabemos pue ella est sujeita censura o contrarie-
dade ; a prova j a temos.
Auxiliamos, e pretendeu-se, logo que iamos esla-
beleeer um protectorado, que o povo oriental repelle
com a mesma razao com que repcllimos oulro que
se quer eslabelecer entre nos.
So nos li nao estivessemos, se nao preslassemos
auxilio, se abandonassemos o governo oriental, o que
diran) ? O mesmo que da Suecia, como lembron
um nobre senador, se disse relativamente Franca
que aspiravamos urna fcil conquista. Porlan-
to, cntalado entre estas duas contrariedades, entendo
que o governo ohrou com sabedoria e prudencia es-
colhcndo aquillo que era menos odioso ; antes a idea
de protectorado lo que a de desejo de conquista,
que ho muito mais odiosa. Alcm de que, compro-
mellcudo-nos a auxiliar aquelle estado aindo pelas
annos quo fallam para preencher o periodo marcado
na allianca, somos animados pela esperanca de fa-
zer um bem ; porem se, ao contrario, abandonasse-
mos aquelle estado, Imitamos a certeza de que faria-
mos um mal a elle e a nos.
Mas, Sr. presdeme, allega-se contra isso, c allega-
rain dous nobres senadores, que so por ventura nao
se dava o eatxu ficdetii rom o Sr. Gir, todava elle
se dava com o presidente do senado, que era seu
substituto legal; e por conaequencia, para bem cura-
prirmos o tratado de allianca, para o nao calcarmos
aos ps, como aqui se disse, dev criamos Icr antes
auxiliado o presidente do senado do que a um re-
belde.
Sr. presidente, se os nobros senadores cstivessem
informados dos factos que se passaram no Estado
Oriental, se livessem mesmo examinado alguns dos
acto que se acham escrplos e publicados, de certo
uao se leriam servido na tribuna de semelhante ar-
gumcnla;ao.
O presidente do senado, senliores, collocou-sc na
mesmissima posicjlodo Sr. Gir, acompanhou-o, asy-
lou-se em paiz estrangero, abandonou o poder ; e
como era pois possivel que, em lacs circunstancias,
o governo do Brasil preslasse auxilio ao presidente
do senado, substituto legal do governo decahido?
Se o fizesse corra os mesmos riscos que se susten-
taste o Sr. Gir; podia eternisar a guerra civil, e
reprodnzir, como j lembron o nobre ministro dos
negocios'estrangeiros, as scenas que passaram entre
Rosas e o listado Oriental. Forcoso foi porlanto, re-
pito, reconhecer o governo provisorio, e prestar-lhe
auxilio.
Tambem por occasiao da poltica seguida no Esta-
do Oriental um nobre senador aecusou ao ministro
residente oaquella repblica de haver tido parte as
revolucOes que all se Iramaram c se consumaram ;
declama mesmo o nobre senador que o nosso minis-
tro all residente havia feito ao chele da revolucao
um empreitimo deduzenlose tantos coulos, e que fu-
ra por isso reprehendido.
O nobre senador equiepoo-se; e nos documentos
que se acham annexos ao relatorio do nobre mi-
nistro dos negocios estrangeiros eslo as pravas do
seu equivoco.
O emproslimo de' quo se Irala de 8i mil pesos for-
tes foi feito, he verdade, debaixo da garanta do mi-
nistro residente do Brasil, em dias de maio, ao go-
verno existente, sendo ministro Castellanos. Esse
empresiimo foi applicado s neeessidades mais ur-
gentes do estado, tirando dos gravsimos embarassos
ao governo oriental; e nenhum celil desse'dinheiro
foi appllicado revolucao que entao se tramava. E
como, senliores, um auxilio pecuniario dado ao go-
verno em maio poderia 1er concorrido para acorosoar
os descontentes e os revolucionarios que fizeram seu
primeiromovimcnlo em junho, e depois cousuma-
ram a revollo em selembro ? Ha porlanto mani-
fest equivoco.
Sr. presidente, sinlo que o meu estado de saude
nao permita que eu me aloogue em varias consi-
deracOes que deveria fazer ; mas o senado consin-
la que eu nao omitta urna que me parece impor-
tante.
Senliores, luamos com graves difliauldadccs as
relacoes que necessitamos ter-n*u as repblicas nos-
sas Umitroplio. ^>
A rivlid,ule que herdanyos de nossn rcspcclivas
raclropoles, a dffercnca entre a forma do governo
miman hiro constitucional, que faz a nossa uniao e
grandeza, e a do governo democrtico absoluto, que
lem feito a desunan e a desgrana dessas repblicas;
o natural cuime e a desconfianra com que um oslado
menos forte olha sempre para um estado mais forte,
que lhe faz aberturas ou avanzos; (udo isso sao
difficuldadcs ndccliitaves quejiaa dependem de nos
e com que temos de hilar era nossas relacoes com os
estados vizinhos.
S o lempo, si'i a nossa perseveranra, s os actos
de moderarao que mostrarmos, s os fados benficos
que pralicarmos, poderao desilludir essas repbli-
cas, destruir essas preoecuparoes, esses preconecitos
que existem entre os povo da lingua hespanhola
que nos rodeam. Appellemos para o lempo, pode
ser que com a civilisarao oblenhamos esse deiidera-
lum. Grandes preoccupacOcs e pceconctjilos nacio-
nacs se tcm destruido modernamente ; nao deses-
peremos porlanto de acabar com os que a nosso res-
peln nulrem as repblicas nossas vizinhas. i
Mas se temos de lular com essas dilliculdades, que
s com o lempo poderao desapparefler, nao ere
grande imprudencia da nossa parle augmentar anda
taes embarazos com nulrosqitc poojainni evitar? Pa-
ra que senliores, havemos de dizer no parlamento
que o nosso governo calca aos ps os tratados que cc-
lcbroti. queos nao cumpro, que os Ilude'.1 Para
que dizcf cm nossa tribuna que protegemos a rebel-
des, e que damos um Iristissmo exemplo aos povos
civiWsados ?
Eu quizera que lodos nos compenetrassemos da
necessidade cm que estamos de levar a bem cami-
nho a nossa poltica externa. Ella he diflicil na A-
merica do Sul. Nos lemos inconlestavelmcnle di-
reilo de exercer aqui urna influencia benfica, mas
devemos desenvolver grandissima prudencia, mui-
lis-ima habilidade para pdennos um da gozar os
fructos dessa influencia benfica ; nao augmenlemos
porlanto as dilliculdades.
Anda outrn reflexo permitlir o senado que cu
faca ; ella me foi disperlada pelo nobre senador pe-
la Babia.
Enlendo o nobre senador que convem por um
termo a es-a allianca que nos oliri?a a dispender nos-
so dinheiro c fazer correr o nosso saogue em defeza
do Eslado Oriental.
Disse mais, que antes convinba que gaslassemo
nosso dinheiro em fortificar as nossas fronteiras, do
que intilmente.e talvcz sem esperanca de que pes-
iamos conseguir o fim que lemos em vista, que he
manler a independencia e conservar a ordem do Es-
tado Oriental.
Sr. presidente, acompanho ao nobre senador na
primeira proposicao que emiltio, e estou persuadido
de que tambem o governo do paiz o acompanha.
Nao he possivel manler em bem do Brasil, e direi
mesmo em bem do Eslado Oriental, urna allianca
como a que celebramos porTongos e indefinidos
annns.
Nao he isso possivel, na s porque nos induziria
a sacrificios enormes, como porque contribuira pa-
ra que no Estado Oriental os partidos continuassem
a pullular, sempre acoroc.oados pelo apoio que o go-
verno do Brasil deveria dar em tal caso aquelle que
veucesse.
Esle eslado he prejudicial aquellc paiz c he intei-
ramcnle gravoso para nos; um limite deve-se-lhe
marcar. Eslou persuadido que o governo se nao
podera exonerar do peso desse auxilio anles de esgo-
tado o periodo marcado no tratado ; logo que esse
periodo se extinga a poltica ha de mudar.
Quanlo foitifica;ao de fronleiras, se por ventu-
ra o nobre senador leve em visla a conslruccao de
algumas, divirjo da sua opiniao, e elle me permitlir
que produza as razos que a sso me obrigam.
Nao valen boje fortiflcagftM de fronleiras, Sr. pre-
sidente ; valoram oulr'ora ; a muratha de Trajano o
diz, a muralha da China tambem o diz. Nos podc-
rianios, he verdade, aslar mais utilmente o dinhei-
ro que consumimos no Estado Oriental se o appli-
cassemos nossa navegaraofluvial e a outras empre-
zas ulcis ao paiz ; mas para fortifica{oes de fronlei-
ras, nao, porque eslou persuadido que nao ha mu-
ralha que nos defenda hojedas iocurscs de que po-
demos ser v clima-".
O Brasil dove cooperar para que a ordem se man-
lenha as repblicas limitrophes, para que governos
regulares se estabcleran) nellas, porque s dahi po-
derao emauar os beneficios de urna boa vzinhanca ;
de oulro modo as fortififanes sao indleis.
Ponho aqui termo ao meu discurso, e peco perdao
ao senado por hav-lo oceupado por tanlo lempo,
sem mesmo ter inlenco de o fazer.
O Sr. D. Manoel respondendo ao precedente ora-
dor acerca do modo segundo o qual enlendo que o
senado devia proceder na diicusrao da resposla fal-
la do lli.rono, afllrmandoque seria conveniente, que
seria mesmo de grande utilidadc que nessa discussao
se limilasse elle apenas a um vol symbolico, de-
xando todas as grandes quesles relativas poltica e
administracio para as Icisda forja de trra e mar
e para os orcamenlos, como sepratica na Inglaterra,
diz que nao lhe parece bem cabido esse exemplo, o
qual he al contra produccnlem, por quanto as gran-
des quesles polticas sao alli tratadas em geral na
discussao do voto de gratas, sendo reservadas para as
leis annuas somente as quesles administrativas, e
que ainda concedendo-se ser esla a pratca seguida
no parlamento inglcz, he innegavel que a pratica
contraria he a que ha vinte c tantos annosdomina no
Brasil.
Depois de algumas oulaae considerarles, o orado'
continua da maneira scguinlo: _
Passaroi agora, Sr. presidente, a discorrer sobre os
tpicos do discurso do nobre senador, eseja o primei-
ro o que respeta corrupto.
Senliores, querer-se hoje demonstrar que os go-
vernos lem corrompido o paiz, quo nao ha no paiz
senao um espectro de governo representativo, he de-
monstrar um axioma, e tos axiomas nao se demons-
tram ; ho o que todos senlcm, he o que se
diz em (odas as conversas particulares, mesmo nes-
la casa. Todos dizem : o Em que osta'do nos a-
chamos, onde se vio j duas cmaras Unnimes volar
objectos da maior importancia qoas sem discussao,
ele. He o que lodos dizem sem excepcao deum
s as conversas particulares. Eu appello mesmo pa-
ra a consciencia do nobre viscunde, S. Exc. estada,
conhece o paiz, o esta habilitado para formar delle
um juizo impaacial ; estou persuadido de que S.
Exe. deplora, eomo.eu deploro, o estado a quechega-
mos no systema representativo.
Mas o nobre senador falla em tribuna e mprensa !
Tribuna tambem a havia em Buenos-Ayres, e a ha
em I' rauca, e alguem dir que nesses paizes havia
systema representativo tomada esla palavra na sua
verdadeira accepcao 1
Fallase em imprensa I O que he entre nos a ira-
prensa Vos mesmos a tendea conpurca.lo, desmo-
ralisado, aniquilado, reduzido nullidade. Nao me
alircm a pedra, porque at boje nao escrev um arti-
go para a imprensa, apenas cm Campos um susten-
tando urna opiniao minha sobre urna questao para-
mente jurdica. Por tanlo posso atirar a pedra, a
mim nao a podem atirar. Quaes sao entre os nossos
homens conspicuos aquelles que nao tem conspurca-
do a imprensa ? Queris que vos faja a historia des-
le ltimos lempos, de folhas que vos escrevicis, que
apoiaveis, que susteotaveis com o vosso nomo? Pois
no Brasil ha alguem que ignore sso Nao ha im-
prensa, e he a razao porque ninguem fazcaso della,
he a razio porque nem o goveruo trata de tra-la
desse eslado a que a aclta reduzJa. En nao quero
referir o que a imprensa diz diariamente.
Falla o nobre senador em tribuna l... Qaal tribu-
na ? Pois ha tribuna com unanimidadequasi cm am-
bas as cmaras ? Tribuna em que nao ha senao elo-
gios, senao louvores, senao lisonja ? Em que ha qua-
tro ou cinco homens qae nao lera motfo, que arros-
tam o poder era toda a sua forja, que estao promp-
los pera camprir o seu dever, acontera o que acon-
tecer ? Tribuna l... He o que nao ha no Brasil. Mas
he preciso fazer juslica, o senado e a cmara gostam
das dscusses ; quando se v uro governo pratcando
toda a sor te de immoralidades, quando se v um hu-
mera chegando an apogeo da grandeza, disputando
quasi com o throno, he agradavel ouvir urna voz que
nao oceulte sto, que diga ao menos : Haveis de
parar na carrerra, -porque haver urna voz que vos
denuncie no senado c na cmara dos .depulados. a
Tribuna !... Quando apenas so faz uso de urna ou ou-
lra expresslo mais forte, quatro ou cinco homens di-
zem logo Ordem, Sr. presidente Parece que
nao leem o que se passa em outros paizes. Qual he o
minislro que so importa com urna expressao, mais
forle de um opposiciooista ? Elle otive a expressao,
e dahi a pouce pede a palavra, raoslraque a aecu-
sacao foi injusta, que a expreslo nao foi apropriada.
he a maneira porgue nesses paizes responden) os
cralides mnisln. Aqui se se falla em agolgem,
se se falla em Ccsar.se se falla em corrupcao, srita-se
logo : a Ordem, ordem. Oude he que viram isto ?
O que eu creio lie que nao lem, ou se lcm nao que-
rem fazer applicac,3o do que lcm.
Mas, disse o nobre senador, como j cantando vic-
toria, que factos se allegaram para provara corrup-
cfio ? A respeilo das cleiroes de S. Paulo c Goyaz o
nobre senador passou como galo por brazas, pcrmil-
(a-se-mc esta expressao.vulgar. Esl provado, disse
elle, que nao houve a menor coacSo, j gandamos
muito, porque nao bou e hacamarte ou faca de pon-
la, nao houve mortes. Como? Pois estando a machi-
na infernal monlada como se acha he necessario isso
para vencer cleiroes ? Nao; a machina esla monlada
de lal maneira que basla o firman do Sr. presidenle
do consclbo mandando clcgr laes o laes individuos
e excluir cerlos nomes. Se. fosse necessario ernpre-
gar a forra, de cerlo o governo a mandara empregar,
para que as suas ordens fossem cu'mpridas.
Eu nao considero oaclual ministerio melhor do
que o passado ; pelo conlrario, no passado havia ho-
mens que, em minha opiniao, merecam muilo mc-
lhor conceilo do que os acluaes. Nao he porlanto bo-
je necessario mandar malar; basla mandar o fuman
c quem ha de resislir ? O dsuo ex-presidenle da
minha provincia nao resisti ; oque fez foi nao cum-
prir, resignou o posto ; honra a csso Ilustre cida-
dao; anda ha Brasileiros independenles qae se nao
cuivam aos acenosiniquos dos minislros.
Quera o nobre senador que cu viesse aqui de-
monstrar mais extensamente o que todos sabem?
He evidente que a corrupcao lavra cm lodosos
poros da sociedade brasileira, lodos lamenlam esle
eslado, c agouram um Irisle futuro. Mcrobros de am-
bas as cmaras que apoiam o ministerio me lem feli-
citado por levantar a minha voz contra os corrupto-
res, e por dizer verdades que devem ser ditas e re-
petidas muilas vezes. Ao menos, disse um dclles,
ha quem seopponha aos lees que querem devorar u
paiz.
O orader censura os^]ue fazem pomposos elogios
ao governo, e adverlc-os de que assim obrando lal-
vez vcnliam a causar ao mesmo grandes embarazos,
por quanlo 'pode acontecer que convencido de que
scus actos sao realmente dignos desses louvores,
continu nelles e leve o paiz a um abj sino. Por es-
ta occasiao cita varias mximas pan mMlrar quan-
to sao perlgosos os llsougelros.
O orador diz que o relatorio da fazenda apresen-
lado esle anuo nao presta para cousa alguma, que
nao conlm urna s idea laminosa, que he apenas a
relcelo de algumas cousas que se tem passado na
respectiva reparlicao, entretanto elogia os relatnos
da justira. marnha, exlraiigeiros e impeli, os quaes
considera dignos de serem apresentados ao corpo le-
gislativo*.
Explicando o seu modo de pensar, o orador diz
que nao he o espirito de partido ou de oppo-icao
que o leva a jnlgar lito dcsfavoravelmenle do rela-
torio da fazenda, por quanlo esse espirito nao ebe-
gar jamis ao ponto de faze-lo negar a justija a
quem ella pcrleucc, mas procede assim, porque re-
almente o relatorio para nada presta.
Nanea, continua o orador, negarci o llovido m-
rito aos meus adversarios, e he assim que se adqnire
a eslima publica : o opposicionista n.lo deve ser in-
justo, o norte da opposicao he a juslica ; o verda-
deiro opposicionista deve elogiar o que he bom, par-
ta donde partir, e censurar o que he mo, venha
donde vicr.
Passandti a Iralar dos negocies do Uruguay, o ora-
dor e\prme-se da maneira seguinlc : _^#
Para que o nobre senador pudesse defender ca-
balmente o ministerio era de misler que se remon-
lasse ao lempo anterior a 18 de jtilho do anuo passa-
do, em que arrebentou a primeira rcvolla contra o
presidente legal ; mas S. Ex. nao se deu a esse Ira-
balho, c occupantlo-sc com os acontecmcnlos poste-
riores a 25 de solcfnbro, cm que houve a segunda
revolla, tralou de mostrar que nao se dra o casuf
f'ederin, o queja havia fcilo o Sr. minislro dos ne-
gocios estrangeiros.
Os acontecimentos de 25 de selembro estavam pre-
vistos. Os discursos proferidos nesta casa pelo no-
bre senador pela Babia e por mim na sssHo do an-
uo passado eslao impressos.
Nos sabamos com certeza qne o governo do Brasil
nao eslava contente com o Sr. Gir, que quera im-
por-lhe urna poltica sua, que quera ecrca-lo de cer-
los homens em quem elle nao linha confian ca. Em
verdade o Sr. Girrimdesceuden em parle, mas nem
sempre icgoio opuselhos do nosso agente diplom-
tico, o qual, prevelvemenle em obediencia s or-
dens alo governo.rincipiou a tramar a queda do Sr.
Gir.
Estou persuado deque o Sr. Prannos leve mul-
ta parte nos acoecimentos de 18 de julho e 25 de
selembro. O Sr. r j linha perdido bastante com a
revolla de julho apezar das concessoes que fez ao
Sr. Paranhos, niaereditara na lealdade delle, nem
do governo do btsil. Todas as sympathias do Sr.
Paranhos eram ra um dos maiores adversarios do
Sr.Gir ; fallo l coronel Floros. As facetes co-
mecaram a pollir, e contando com o apoio do Sr.
Paranhos, fizeraia primeira revolla de 18 de julho,
e depoisa de 25asetembro, que obrigou o Sr. Gir
a asylar-se n locao franceza, porque j nao con-
lava com o apoido Brasil.
Eis, senhoren resultado da poltica do- governo
imperial ; poiila opposla aos tratados, moral, e
al aos verdacesi inleresses do Brasil. Um gover-
no que por na liado est ubrigado a sustentar o go-
verno legal oistado-Orienlal por 4 anuos devia
assim proceder s porque esse individuo n3o lhe
agradava, ou lagradava ao partido colorado ? E
tanto isto he tssi, senliores, que o governo impe-
rial nao recomen (nesta parte falhou o nobre vis-
conde de Abnas) o governo provisorio, senao de-
pois da dvisao.i partido colorado: cmquantn o par-
tido colorado este unido, o foverno imperial nao
reconhceu o g'erno provisorio ; o reconhceu u-
nicamente depoiqoe n partido colorado se fraccio-
noo porque o enenho dn governo imperial era for-
talecer o partidoolorado e fazer a guerra ao blanco,
porquanto o pardo colorado he chamado saquarema
em Montevideo.
O Sr. Prc'iditc do contelho: He o contra-
rio. (Continuar-te-ha.)
11101
13 de julho.
Foram convoco hoje os accionistas do Banco
Rural e ilypotKario para Ihes ser presente o se-
guinte relator)** diroccao :
Nao obstan o curio esparo de fiO dias decorri
dos desde que Basco entrou em operaroes, enten-
deu a direccilquelera le seu dever convocar-vos
para preslar-D conlas de sua gerencia administra-
tiva nesse peqtno periodo, olTerecehdo vossa con-
siderarlo o banjo do eslado do Banco.
a Como vera, senliores, o movmenlo da caixa
foi por entrad(inclidos -2:000 primeira chama-
da do capial)e 9,936:1519102, existindo no ultimo
dia d junho caldo de 4O8:015$tO8, o que habilitou
a direc^ao a epregar em operaces permillidas pe-
los estatutos 868:7373709, que deixaram ao estabe-
lecimeutoo I tro livrede 62:092>il7, que divididos
por 10,800 aiOrs, deu a cada urna o diVideodo de
58700, que c ni razao de 85 'i por cenlo an-
nuacs do ca tal realisado, resultado dev do quasi
nicamente i diflerenra na laxa do juro e do des-
cont.
n Bem qtiiz-a a direccjlo empregar todo o capital
recolhido em mpreslimos sobre hypothecas ; mas
respeilandoa nclusAo do disposlo no 1 doart. 50
dos estatutos, imilou-se a aceitar aquellas que jul-
ga livrps de qulquer embarace, aguardando o maior
desenvolvimetaocsteimportante ramo de operaroes
para quando s nalisarein os niel luir ment, que se
promovem ni ;gsla que, como salis tcm merecido a mais seria allen-
i;Ao do Exm. s\ministro da usiica, e que he de es-
perar se cons que assim dura* ida e incremento ao crdito predial
que al asora erre nos lem eslado no mais deplo-
ravel abandono.
a Acolhido helenamente pelo commercio, a quem
lem prestado lod o auxilio que permiltem seus li-
mitados rccursos.hem depressa vio o Banco elevar-
se o premio de sss ac;es, pelo que cnlendendn a
direrrau opportua a occasiao para emittir.as 4,200
que ficaram poilistribuir das 15,000, assim o fez
pelo modo quetnlendeu mais justo e conveniente
aos vossos intcreies, obtendo o premio de 758 em
3,644.e o de 858tm 556,o que produzio a quantia de
320:5608 para ludo de reserva do estabelecimenlo,
hoje elevado coma porcenlagem semestral que he de
4:1718942, a 3247318942, forle e bella garanta que
resguardando o tanco de qualqucr eventualidade
prejudicial lhe asegura urna existencia dcsassombra-
dae um futuro fliz.
A' commissa deexame que lendes de eleger da-
r a direcro todo os esclarecimenlos a seu alcance
para que vos poss informar de ludo qus entender
conveniente aos i teresses deste importante estabe-
lecimento, que el lem lulo a honra de dirigir com
lodo o zelo e de 'cacao de que he capaz, embora
sem as precisas lilnlitaroes para bem desempenhar
a ardua tarefa dique se acha encarregada.
Concluindo.snteitde a ilirccc^o dever commu-
nicar-vos que lotos os empresarios leem cumprido
suas obriza jos cin zelo e inlelligcncin, ecomquan-
to e-leja conferciindo o regiment interno, o poo-
co lempo que leniido tle execu^o nao Ir? su luciente
por* .(.,... ojn iijStn nci.tr. OCCRSIIIU I) VtM^ ippCOVa-
53o corrigido pe! experiencia.
a Salada dlrer;ao"doHanco llrale Hypolhecario
13 de julho de 184.Barlio de S. Gonratoarito
to empenhn a 11} por urna medida, vgesma-qoarta
parle de alqueire, como infelizmente acontece agora,
tambem ignoro.
O presidenle c commandante das armas acaba de
fazer sabir rpidamente para a mesma fronleira, duas
das nossas burras eanhonciras, a independencia e a
Isabel, sob o criminando do primeira lente da ar-
mada Antonio Joaquim Ferrcira Ramos eseu imme-
diato o lente da arlilharia Francisco Nones da
Cunha ; o fim desta expedirn nao se sabe, mas pos-
suindo o presidente a plena e geral confianca dos ha-
btaulcs, ninguem se incommoda, ccnlenlando-se os
mais curiosos comdizeremsansegredos degabiocle,
elle l sabe,he urna diplomacia fina das do cos-
ime, ele.A proposito de diplomacia foi o Sr. Le-
verger ha pouco lempo visitado por um grupo de
pacifico* Bolivianos, uns emigrados, oulros enviados
a pedir, por meio de muila meluria, e at de mi-
mos, auxilio de armamento para a sua continua con-
tradansa de precidente a bajo, precidente a riba ;
S. Exc. recebeu-os com aflabilidarie, mimoseou-os
tambem, e declarou-lhes que fazii ardentes votos pe-
la felicidad!- da Kepnblica Boliviana, ele, etc. ; e
quanlo ao pedido, S. Exe. ladeou, ou antes bordejou
coro tal geito, que, safando-se dos escullios, fez v ol-
lar os homens muito satisfeitos, lendo-lhesdado tan-
to armamento quanlo rae deu para ir coroar-me im-
perador de Marraros.
O meu collega ou companheiro advogou com toda
a juslica a causa dos cadetes e dos ofllciaes inferiores
de liuha quede ha muilo aqui servem sem promo-
i;ao ; com nao menos direilo farei oulro tanto a res-
peilo dosempregados da thesouriria geral, que estao
a 200 e 4008 de ordenado animal, tendo sido propos-
los em 1852 para os novos lugares que Ihes d a re-
forma di reparlicao, e al agora esperara pela ajt
provac.o do (hesoiiro, aTrontaudo com suas familias
o subido prcc.0 e a falla tos gneros de primeira ne-
cessidade, como o sal, cujo valor j notei, e outros.
S o inspector com om chele de seceso e dous ofO-
fim ostensivo relalar-lhe os occorridos, e occorrenles
nesla porr,ao do srande mundo, que merecam admi-
ra o e a honra da publicidade. Esforcar-me-he por
ser ingenuo, e fiel nodesempenho da minha larefa
tarefa, que espontneamente a mim imponho ; e
nunca espere deparar om miabas epstolas os lindos,
e froridos ramalheles da rhelorira, nem 13o pouco as
harmonlosas, c dulci-sonas cxpressOes da peclica :
sem oulra instrurcAo mais que a elementar, restrin-
iir-mc-hci ao circulo da minha rude impericia, c
farei por gy rar, e limlar-me espbera do meu nada
Iliterario ; procurando smeote referir-lhe o caso
como elle houver succedido, nao oceultando, ou dis-
famando a verdade tal qual chegar ao meu co-
nhecimento, respeilando svezes a individual
susceptibildade ; mas nao poupanrio ao virio, nao
Eerdoando asaeces, que sem oflsnder a moral pa-
lies. Parcerepertonis, dictre de tiliis : eiso meu
programma.
Agora urna palavrinha acerca da minha nalla en-
lidade.
Sou um ser racional, pois que pens, sintu, ra-
ciocino, c combino; conlin&enle e como tal pe
dendo ser, ou deixar de ser : existo, porqaanlo ain-
da percebo desenvolverem-se ledas as minhas fa-
culdades, ainda queja um lano emboladas por doze
lustros, qae ho decorrido desde que minha m.li
com feliz successo deu-me a luz, e por um terrivel
rheumatismo, cujas dores tem-me demasiadamente
acahrunhado e abatido.
Dir-me-hao : Vclho idiota e caduco, para que te
sobrecairegastede um onus quic bem penoso, e
insopporlavel para alguem mais idneo, robusto, e
hbil que tu ? Que adverso fado le persegue ? Que
m estrella te guia ? Que negro genio te inspira 7
Son indio, responderci, e o s desejo de pro-
mover de alguma surte o adiantamenlo, os interes-
ses o bem de minha Ierra... um aclo de euergico
querer fez reagir era mim o moral sobre o mrbi-
do physico, e deu-me forca bstanle para esta mi-
ciaes da secretaria eslo nomcados definitivamente ; nha empreza, exlinguindo por um pouco o enlorpe-
,., ue jMMlu UO mi.----ltl m. w .-. UVHlUlb-----llllt no V". '-|nw uwic na auiISVUn OTUIilOS. .
do PitarJoao laptista da FonsecOAntonio Ri-, -"16. Padre Joaquim Antonio da Silva arfa-
dos mais todos, uns eslao ainda com os seus anligos e
insignificantes v encmenlos, como o inspector da ex-
tincta_ pagadoria militar, pai de numerosa familia,
com 7208, e oulros al com menos do que linliam ;
e ludo isto quando se augmenton o lempo do traba-
lho als 3 horas da larde, e noves-fora os dias san-
tos ; como servir assim ? O Sr. viiconde de Paran
qae os valh.i.
Note Vmc. que nao sou, nem pretendo ser em-
pregado publico, e anito merras lfandegado ; de
lides adoaneiras, lioera me domine ; nenhum inle-
ress individual, portento, me liga ao que digo e je
disse na minha antecedente.
Estamos espera do negociante Souza Neves, en-
carrtgado da compra de fardamenlo e instrumental
para msica da guarda nacional, segundo j disse a
Vmc. o mencionado correspondente, ao, qual pe(0
licenra para addir ao caso urna pequea explicarlo.
O Sr. I.cvergcr, a quem cabe a gloria de ter elevado
aguarda nacional da provincia ao grito de proiperi-
dade em que se acha, sabendo que os officlaes resi-
lientes nesta ridade [iretendiam obsequia-lo com
um baile, dirigio-se por urna carta particular ao
commandante superior uterino, lenente-coronel
Manoel Aniones de Barros, declarando que aceitava
o milito agradeca mais esla prova de eslima qae
queriam dar-lhe, e pedindo mais um favor, qual o
de deslinarem a quanlia que linham de dispender
com o baile compra do material para a msica dos
tres corpos do municipio da capital, para o que es-
perava ser-lhe permiltido concorrer tambem, visto
ser objecto cm que todos se inleressavam, etc., e lo-
go iraz, zas, enviou 2008 I
, Entao, que diz Vmc. ? o homem tem ou nao lem
dedo para levar o bicho povilo onde quizer? Nao
sei se os oilicaes entenderam bem o riscado; o com-
raandanle lem a precisa actividade no sea posto ; ea
Cii por mim julgo qne semelhantes pedidos n3o sao
mais nem menos que bem encaixados- mandados: o
cerlo he, que reuniram-se n'um ai subscreve-
raro cada um enm a quola correspondente aos sidos
que vencera' em um- mez, e apromptaram quasi
3:0008 que enlraram em caixa, dando-se-lhes logo o
devido e j sabido deslino.
Fique o mais para oulra occasiao.
N. B. Verificou-se, pela apararlo geral dos vostos
para a etei$to dos 20 membros da assembla provin-
cial, o que aniiiinricia Vmc, islo he, que os parli-
dos unidos vio ser igualmente representados.
Aqu transcrevo a lisia dos eleilo_ para a 11. le-
gislatura provincial, ou biennio irr 1854 a 1855.
Lieos Ibes poulu a virlude.e a mim que nSo desam-
pare.
Apuracao final para membros da asstmtla provin-
cial de Matto-Grosto. .
(Votiram 70 eleilorts.)
OsSrs. :
1. Exm. hispo diocesaao D. Jos Aolonio dos
Re*............... 60
2. I.apilao l.eupoldino I.ino de Faria .\. 54
3. Padre Manoel Pereira Mendes 51
4. liento Franco de Camargo......54
5. Tenenle coronel Albano de Souza Osorio. 53
6. I Ir. Jos da Costa l.eile Filcao. .51
7. Joaquim Pires da Silva.......50
8. Tenenle Benedicto Jos da Silva Franca. 48
9 Jo.lo BaptisUJjHpncio.......47
10. Joo BaplsW^^Oliveira......46
11. Capitn lopMim fluadie Lei.....44
12. Tenenle-csronel Manoel Antunes de Bar-
13. Maior I.uizda Silva Prado .... y,
14. Jos Delfinn de Almeida. .
15. tiapljo Uuiz da Fonscca Moraes.
beiro Fernande$7orbei Francisco Casimiio da
Cruz Teixeira. i
. Bataneo do tanto Itural e Hupothecario.
Acvo.
Accionistas. ........ 5,431:6808000
Caixa........... 408:0158308
Ledras proveniertes de empresti-
mos sobre hv pulieras, pechores c
desconlos.........7,942:9088422
Mohilia. ...'.... 98080001
cmenl da velhice, e tleixando rcapparecer o vigor,
a robustez da j.i passada e suidosa juyentude ; baja
porm quem diaue-sc alliviar-ine tlesle peso, que
volnnUnaunente lome, que tle bom grado cederei
esta gloria, se gloria cabe aescriptor do meu jaez.
Oh i queju7os lemeraiios, que supposiccs infun-
dadas nSo ira suscitar a apparirao desla minha cor-
respondencia Que conceitos bons e maos nao ferve-
rao as caberas tle alguns meus conterrneos a prol,
ou contra o aldeao da E-cada 1 Quanlos mesmo
nSo se escusarao de dar um juramento d'alma em
como ea nao son cu, o vclho n|p be velho, o aldeao
nao he alde.lo l Tanlo peior ps nesse caso mais
distantes, e imposstbilitados ficarao de travramisa-
de c com a pessua. Transformar-sc-ha oladrao
em fiel, o boi em homem.
Apagel queja me ia desviando do mea escopo!
Mas beque a mana de digressar tambera inJeccio-
nou-me ; e entao em lugar de seriedade, e.eircums-
pectao propria de um sexagenario, moslreftne gr-
rulo e pedante: desculpe e releve a esle seu velho
amigo. Ah 1 meu lempo 1
Partamos de principio.
Ha annos era a Escada feudataria de SI. Autao ;
mas em compensarlo de seus bons serviros e sub-
missao, era cabalmente raenosprezada, espezinhada :
aquelles que eram constituidos para dirigir os seus
destinos, parece que adrede forcejavam por iou-
tilisar os elementos de seu progresso, porquanto lon-
go de velarem sobre o seu. pessoal, alias concor-
riam, oujacililavam os meios para sea aviltamenro
e completa nullidade : a perpelrarao dos crmes, os
roubos, o uso de armas defezas era tolerado com o
maior dos escndalos,, e disse ama certa autoridade,
que estas se permittiam no malo, por ser isto de
Turne i i
irm Dos consenle, mas nSo para sempre, di-
da minha av" loria.
O progresso da civilisarao, as luzes do scalo es-
lendcram-se, e toraram por sua vez nesle aben^oa-
ilo torraosinho. Hoje, louvores ao Senhor, j nao he
a Escada a orphaa desvalida de algum lempo, j nSo
he aquella pobresnha, que s trajava os andrajos da
mendicidade, e coja voz supplicanle, terna, e ge-
mebunda quando mnito -y fazia voltar a vista da
coropaiiio. Ah I hoje apreaipta-se ella ufana, e ai-
rosa em suas galas; boje he a joven seductora, de
forma esbelta, bellos contornos, cintura redonda,
ps delicados, olhos travessos... he o cumulo da per-
feirao que attrahe, que encanta ; boje emftm goza a
do^ufa do presente, e nutre-a a esperanca do porvir.
Os acluaes encarregados da noticia mostram haver
melhor comprehendido a misso, que Ihes fra con-
fiada, a pesar deque, em despeito a mais perspicaz vi-
Cancia, ainda se rcprodUzcm scenas, que so, e exu-
antemenle coraprovam a estupida feroeidade de
cerlos entes, cajo inslinclo he proprmenle das hye-
nas, ou barbaros selvagens.
todos os escadenses, elevo por clles minha voz
peranle o Exm. presidenle, para que digne-se
occorrer esta necessidade e remediar este mal.
A cheia de 22 de junho foi espantosa, pois eu, que
presenciei a de 17%, fiquei com o coraro em pal-
pites, e o credo na boca; tendo excedido igualmen-
te a de 42, para mais de Ires covados, produzio ler-
riveis cataslrophes. Todas as casas situadas beira
do Ipojuca arrearan) bandeira, e abaleram-se, mes-
mo algumas, que linliam sido respeladas nos annos
que cima me refiro. O Ipojuca esc.umava iroso, e
medonho, tomando mais corpo, e forras rom as la-
grimas que arrancava, de envolla coro os estragos,
com o terror e consternacao, que por toda a parle
occasionava. Varios engenhos soflreram averias ; e
seus prop ielarius, alem da perda desses-^diTicios,
ou parle d'riles, ficaram sem os melesj c aneares,
que conservavam guardados: o Herr o, e A"iuarai:y
d'agua, desmoronaran! em parle, ficaodo em arvore
aerea, o liba da I.iberdade foi Iodo a pique: em o
Aguas-Claras perecern) qualro llhos menores do
rendeiro enlao existente ;desgraca esta occasionatla
pelo arrombamenlo do a(ude, e mais por impruden-
cia do mesmo rendeiro, que em vez de fugir do pe-
rgo imminenle, deizou-se ealar em casa, que foi
arrebatada pelo fluido elemento. Por lobre o mal
prsenle, lemos bem fundados reccios da folla de
farinbt para 0 futuro; porquanto as ror,as, que aqui
haviara em abundancia foram damoificadas pelas
chavas.
O dia 16 havia sido marcado para se proce-
der as eleiries dos vereadores, que tem de unc-
clonar na nossa nova canaca; mas a Uustrissima da
Victoria oflinou para este fim aojuiz de paz h 2.
dislricto, quando he ao do primeiro que compete
presidir ditas elevos: quando se remrdiou esse
equivoco ja nao havia luaar para avisar-sc aos Srs.
eleilores, pela proximidad!-: acbam-se affcadosedi-
taes designando o dia 20 de agosto vindouro: aguar-
do-me para participar-lhe do resultado.
Urna lembranc.! traz oulra, e em mim se opera
mui frequentemenle isto a que chamara associaco
de ideas. Quem falla em cmara, recorda-se preci-
samente de fiscal, pelo que hei de locar Desse per-
sonagem, que o he presentemente ; mas como esta
me parece j demasiadamente prol xa, ergo eofado-
nha, rescrvo-inc para a oulra.
As dhuvas por c coolinuam, e leem dado lugar
caresta 4*s vveres, que he um Dos dos acuda,
pois lem difficullado, ou quasi impossibililado os
caminhos, arrancando as pootes, formandosumidor.-
ros e perigosos lamaraes, em urna palavra vedando
o transito ah para essa praca, que lie donde nos
vem o pao nosso de cada dia. Nao sei se a queslag
russo-iurca, ou turco-russa Umbem ha influido para
tal penuria, mas o cerlo he que n3o manducamos
apezar de c eslar ara exccllenle padeiro, que ain-
da nao deu pravas de si, o bello p3o, e as bolachas,
que se venden) na villa sSo caras, mas, e moradas.
A fanuha chegou oilo, alqueire ; mas sabbado passado subi a viute e qua-
tro em razao dos azilhadores, que abundaran) na
feira : a polica deve olhar para islo. A carne con-
serva-s com pequea alturarao de mais," e de me-
nos, qualro mil ris. As feiras lem sido pouco
abundantes.
Se esla minha primeira missiva merecer a heora
de ser curada em o seu Diario, dar-me-ha com isto
urna prova de sua bontla le, e desl'arle far-se-ha
credor da gralidao e recouhecimento doDe Vmc.
obligado servo. O Velho Alicia.
(Carta particular.)
i ralOW o.------
COMARCA DO LIMOEIRO.
18 dejalha.
RESUMO.Programma ; desavenca entre o sub-
delegado e om sea supplente ; nosse do jaiz nru-
nicipal; quem vence a delegara ; remessa de
dous criminosos; o supplente isjuh. municipal;
embarazos para a posse do esenvao da arpliaos
interino ; efleitos da cheia. ^--^.^
Podendo dispor de algumas horas vagas, es
comprometi a assumr o honroso cargo de corres-
pondente noticioso do Diario de Pcrnambuco nesta
comarca. No desempenho deas* encargo, e que vo-
luntariamente aceito, s um pezar me acompa-
nha, e qual he nao poder faze-lo com a pericia
que desejara, porque a tanto uao me ajiida o enge-
nto e arle ; mas em eompensacao disso tomaren por
norte a verdade dos factos, e a mais severa na-
parcialidade. Q caso contarei, como o caso for :
eis mea invnriavel programma.
E assim preenchidas as formalidades do estyte,
passarci ao.que pode interessar.
Vamos aqui me maior novidade, rorrendo lado
em boa paz, mas nao eom a armona que seria para
desejar, pois o subdelegado desla freguezia se acha
em antagonismo perfeito com om dos seus sup-
ura somos chegados aos fados, qae he o que mais | picales, conheci-Io geralmente por Bud. Sempre
don .,..'........~F t ?*
17. Tencnte-coronel vlexandre Jos I.eteaV 44
18. Tenenlo Celestino Crrela da Costa. 44
19. Jos dietario Me (ello........44
20. Capitao Antonio Peixoto de Azevedo. 43
(Carta particular.)
(Jornaldo Commercio.)
*m ft a
Rs. 13,783:5838730
Capital. .
Ledras a pagar
Cuotas correutes
Sello. ...
Fundo de resea
a saber :
Importe do premio
de 3.108 acedes,
a 758000. .
dem dos 6 por cel-
lo sbreos lucris.
I'aisivo.
. -
6,000:0008000
7,145:7908906
308:7268204
3:9323180
255:6008000
4:1718942
Commisso dadiaecloria.....
Primeiro dividenlo relativo s ac-
5esns.lal0,00. ...'..
Lacros e perdas.......
259:7748912
3:2688021
61:5608000
5328417
Rs. 13,783:5833730
Banco Rural eHypolhecario do Rio de Janeiro,
em30 de junho ob 1854.HenriqueNogueira Mu-
ral, guarda livroi do Banco.
N. B. Para o Tundo de reserva falta realisar-sc o
importe relativo 792 acces, fraccao das 4,200 que
restaran) emillir, e que se distribuirn) ao Srs.accio-
nislas na razao de urna por tres.O resultado das 792
arenes importan' o em rs. 61:9603000, que ha tle ac-
cresccr aos 25516008000 cima, realisar-se-ha al
30 de julho.
Movimentoda etnta de lucros e perdas do Banco
/l*mt e Hypolhecario,
Desperas geraes........ 3:319-305
Juros...........91:466479
Ordenados e gratificacOes..... 3:5048958
Sello do capital........ 2168000
Fundo de reserva....... 4:1713912
Commisso da directora.....' 3:2688021
Primeiro dividendo......61:5608000
Saldo conla nova.
5328417
Desconlos-
Commisses

Rs. 171:0398222
171:0138112
259810
Rs. 17:0398222
Banco Rural e Kypothecario do Rio de Janeiro
em 30 de junho de 1854.Henrique Sogueira Mu-
ral, guarda livros do bauco.
CORBESPONDENGIA DO DIARIO DE
PEBNAMBCO.
PARAHIBA.
17d*Jalho.
Ponco tenho que lhe dizer e uao de admirar por
que as novidades sao como as mares, que urnas sao
rhcias e outras vazias, e agora he noca das mares
chcias, na corte, e vazias as provincias, e por tanto
as vistas estao dirisidas para a corte alim de verem
os beneficios que recebemos dos nossos dignissimos;
os quaes de certo (em trabalhado a vapor, e como sao
muilo amigos do seu paiz tem-se exmerado em re-
mediara falla que sentimos de bracos livres para a
agricultura, mandando dar carta de naluralisarao a
quanto padre ou doutor em qualqucr sciencia, ha
estrangero no paiz, e parecc-me que breve algum
depulado apresenlar um projeelo, quej apparcceu
ha lempos na cmara, para serem engajados seis es-
trangeiros para oceuparem as pastas, e islo ser urna
completa felicidade.
A nossa assembla provincial concluio os seus
Irabalbos que foram augmentar ordenados, e crear
novos em pregue, augmentando assim a despeza.mais
nata fizeram.
As chuyas tem diminuido, porm os ros achar-
se ebeios.
O nossso vice-presidente mandou o engenheiro da
provincia examinar o desasir da Jardea, e este de-
pois de ir la disse, que linha sido urna ribanceira
que linha desaliado eom a foros das aguas.
Ha dias apresentou-se um atlo digno dahis'nria;
um Portuguez por nome Francisco Marlioho de
tal empregadn no commercio, morreu sem deixar
testamento nem hcrdeiros.pelo que o juizcompeten-
le tomando cunta dos bens do fallecido, nome-
ou orna commisso liquidadora,conforme com o nos-
so codiao commercial, e exslindo entre os bens do
finado urna escrava que quera se forrar, a commis-
so seoppoz dizendo que devia ir a leilao para dar
mais, visto haverem perlendenles que a queriam
comprar por capricho ; nao se lembravam os Srs. da
commisso que esla preta era sua patricia, poiSseus
ascendentes eram da Costa d'Africa.e sendo os llhos
nao emancipados perlencentes a narfio de seus pais,
esta prela qae henlnu de seus pais a escravidio, que
os portugueses patricios d'elles deram, nao podia
perder o foro de cidadao porluguez por oslar coagi-
da contra lodos os direi tos Jioje reeonlieridos. Mor-
reu mais o pnrlucuez Jolfo Cordeiro de lal. Os
frailes do Carino fizeram a sua festa de N. S. do
Carmo. como luxo do coslume. Continuara alguns
casos de febre aaBarella.
O nosso mercado continua froxo conservando as
ultimas colarnos.
Saude e toda a casia de felicidade lhe desejo.
MATTO-GROSSO.
Cuiah. 13 de abril.
Tendo escripto a Vmc. a minha primeira carta a
23 do passado, fechado a 28, e remedido a :i do cor-
rente, eis que com grande satisfcelo c al sorpreza
minha c de muilas, vimos aqui chegar nodia segra-
te, 4 do mesmo, o seu Jornal de 27 de Janeiro, 1ra-
zendo na primeira columna a"*caria noliciosa daqui
enviada a Vmc. com dala de 23 de outubro do auno
passado. Ora grecas a Dos !ja ha. qual a formida-
vcl Irombela que temos de ouvir no valle de Josa-
pliat, urna voz inlerrompedora do sepulcral e longo
silencio reinante Felicito, pois., a Vmc, pela ac-
PERMfflBUCO.
COMARCA DE S. MfAO'.
Villa da Escada 19 de julho.
Depois jle mil conjecluras, depois de mil perple-
xdades, levadoile um lado pelo estimulo da cinala-
cao, c de oulro pela presuinpt-ao de que lalvez a
meu lu no ac r rete minha pulir nidria, hoje villa da
Escadqj algum interesse, alguma ulilidade, alguma
vaiitagem ; depois finalmenledemuilo hesitar, rom-
p os diques da irresoluro, escalio as moralhas da
duvida e to receio, e mclli maos ubra: a peona
quisicao, e a esla importante provincia, por deparar ,quc por una duzia de vezes lomara, c largara suc-
rnilim, com um patrila que, temando a peitoo bem-
cstar della, publique com lucidez c precisan as suas
mais palpitantes neeessidades, alim de seren reme-
diadas, ou ao menos minoradas. Pela minha parle,
o meu primeiro proposito, depois tic ler com muito
prazer a referida carta, cm cujo autur reconhero lo-
daAperspicaeia e superioridade descriptiva, foi o tle
recwlier-me aos bastidores peralta Vmc. a expres-
an, pois bem sabe que este mundo he um thcalro, e
toilos nos somos adores) : porm reflecliutlo mais de
esparo, e lemhraodn-me que no caso de ambos com-
municarmos as mesmas orcurrencias, Icremos ah o
quod abundal non noeet ; e quando um de nos
omiltir qualqucr noticia, o outro potler supprir, c
vicc-versa, nao duvdarci retomar o prascenio, se
Vmc. me nao impuzer silencio. Dado esle cavaco,
e visto eslar com a man na mana, vamos historiar
um pouco r bem pouco, atlciidcndu que ao receber
desla estar Vbc. clieio tle Irabalbos aerrescidos com
a publicaran dWdbales das duas cmaras legislati-
vas.)
J os habitantes da fronleira do Baixo-Paraguav
viram o milagre ile apparecer-Ibes um barco a va-
por, que foi mandado pelos Eslados-Unidos a explo-
rar os rios Paran c Paraguay, chegando al a povoa-
rTio do Curumb, a 100 leguas desla capital ; a ra-
zao porque Washington tomou a diauleira ao Rio
de Janeiro nesle negocio, u3o sei eu qual he ; a cau-
sa de nao ler viudo al agora una embarcaran nos-
sa, de guerra ou mercante, i vela ou a vapor, na es-
leir ou a exemplo daquctla para nos trazer ao me-
nos o sal, fim de o nao coinprarmos aqui com mui-
ci'ssiv menle sobre o meu liuteiro de loura, toma a
ser encaixada entre meus trmulos e descarnados
dedos; c cisque entro a rascuuliar, procurando for-
mar urna correspondencia, e desl'arle modelar-rae,
e scuuir os exeniplos que bao dado as demais loca-
lidades j desla provincia, j de quasi todas as
do imperio.
Desde o eoiicrliiir.cn lo deste meu projeelo, at o pre-
sente, emque busco leva-Io a eflcilo, me nao lem
importa, c comeremos lanrantlo um olhar retros-
pectivo.
Na noite de 13 de maio passado foi cruelmen-
te assassinatln em o eugenho Maravilhas desta fre-
guezia, um pardo condecido por Manoel Oleiro, sen-
donraticado esse- aclo de covarde barbaridade por
unrqudam Caminlia. e mais Ires spqua7.es, brande a
viova da victima com alguns filhinhos menores na
maisdeploravel mizeria. Consta-meque esle homici-
da se acha horrisiado no engentan Alalaia, de Ipojuca,
sem que se baja (ao menos que eu saibn) procedido
as Turmas do processo, e ex|>edido as precisas e ter-
minantes ordens de prisao ; e assim afronta a moral
publica, menoscaba das leis, vive em mansa e paci-
fica Iranqntllidade, e caminlia sem o menor reboco
lano que foi visto nesta villa em urna das feiras.
He o suprasummuin do descaro e da oasadia 1 Sr. W.
ip.ojucaiio, tqme con la, delle sove-ol Ah o deixo
sob sua inspeccio.
Em junho um decrepito, que mendigava o pao da
caridade, anles por demencia, do qae por livre arbi-
trio, iiconteeeu pr-se em eslado indecenli- na ra
do Compra-fiado; para corrigi-lo desle desacato
pessoa e familia, em cuja porta era postado, ap-
plicou-se-lhc urna dzc de sip-po, e desta surte abre-
viou-se-lhe o transito deslc valle de lgrimas para a
vida das (locuras. N'So consta que a enhora polica
lomas-e em considerar.lo esle acto pos subce cri-
minoso de banal deshumanidade.
Temos r um Canto da subdelegada doSr. Hen-
rique Marones um desses alliviadores do fardo da
vida alheia, que estando preso c sentenciado, logrou
evadir-se da cadeia di Victoria : est no santo ocio,
e passeia publicamente.
Coro igual recominendacao. di/.-se, e com alium
fuadamento, existir no engenho Viola desla fregue-
zia o Xarcta, prfugo da cadeia da Parahib-i, ou de
ama escolla que o cooduzia para essa capital: des-
cansa em paz.
Em dias da semana atrasada, foi preso emfla-
graote.no engeaho lames, pelo Sr. coronel Jos Pe-
dro, um curioso, que contra a vonlade de sea dono
pregara a oulro a peca de seis, on sele focadas; pe-
lo que o paciente suppoe-se (se j nao usufrue) de
passaporle para a mclhor: j foi enviado para a Vic-
toria.
Talvez que Vmc. j (enha ouvido follar no Ma-
noel Padre; pois he aqui bem perlo que elle excr-
ce o seu diablico ministerio; he muito obediente,
e ponlual na eiecnrao das ordens, que lhe sao da-
das: s se presta aos vivos, e que eslo cum boa sau-
de ; mas em Ihes fazendo urna das suas coslumadas
visilas, deixa-os logo com a encommendacao de cor-
po prsenle. As autoridades locaes sabem perfeita-
menle o seu antro; e nao sou quem deve ensinar o
Padre Nosso M vigario.
Afora os mencionados, allirmara-me, haverem ou-
lros mais destros na lal bricandeira, e churinadas,
at mesmo no centro da villa ; entre os quaes (he o
que se me conta) ha um que enviuvara por si para
coulrahir novo matrimonio. Ah 1 se os eu conhe-
cesse, po-los-hia no oHio da roa !
Ao escrever estas lluhas, cm que. formo urna lal
qual clnica de monslruosos sceleratos, que invadem
esla terrinha que eu lano amo, veio assaltar-me
um terror nao pnico, red, com a noticia de que
novamente piza o nosso soto escadrusc o celebre as*-
sassiao Borbolela, o qaal, evadindo-se dessa forta-
leza do Ilrum, foi encontrado a semana passada em
Ierras desta freguezia, com mais alguns do sequilo
armados, e de aspectos horrendos e amearadores.
Confesso-lhe, meu amigo, que soffri miabas cli-
cas, e .
Arrepiani-se as carnes, c os cabellos.
A mim, e a-lodos s tle ouvir... e ve-Ios.'
Fazem-se consequentemente precisas as mais
promplas, e enrgicas providencias para a captura
desses flagellos da humanidade, que sem respeilo s
leis derramam seniel)ianca da colera-morbus por
onde passam a mbrle,'% o terror.
Costo de fa/er" distincrao das classes, por sso fon-
do lhe follado dos ssaSsinos, Iratarei agora dos
cabreslos aferidot. '
Oh I isto he um -naaea acabar Vivem por c
cerlos mocos, que desejando ostentar de grandes per-
sonagens, appropriam-sc do alhcio cm mais cere-
monia, cora impudencia c audacia inaudita, insinu-
ando-sc mesmo no sigrado do asilo do cidadao paci-
fico; de sorle qne luz do dia roubaram de Tbomaz
Insista um relogio com as corren les. esl vislo, que
elle conservava peiidurado na sala ; e um ca alio
do padre coadjutor, que lioha-o na estribara con-
tigua casa ; deixaiulo de mencionar o sacrilt-uo
roubo commetldo na nossa pobre matriz, por disto
j se ler oceupado o Victoriensc, e arhar-se o ao
lor (considerado lal) em gurda segura. Desla feila
previno meus conterrneos, c quem este aviso
chegar, que ajaran o olho eom um tal Adao, cscra-
vodo.Sr. E. que ad cautelan Iraz cabreslos afl'e-
[ridos; e o Faustino inr asscverou que este he ver-
sado e useiro no manejo do verbo surripiar. Ah!
ucrn !
I.ogo no principio do andante mez, foram presos
em Ipojura, c remedidos esta subdelegara do Sr.
fgido to prnsaincnlo a idea tos embararos e dif- Barros cinco galanos, que se piesumein ser tle un
ficaldadcs, com que irreniissivcimente lem de lular coito evislenle nas malas da Cacu.i, Tres-Braros c
aquello que pie I ende escrevt-r para o publico.
Oh escrever para o publico | Anjo liento San-
io breve da marca He mislor ter cabellos no cora-
ro E sou eu que -Hadando na maiscrassa igno-
rancia ooso appajsffor peranle cslc inexoravel
juiz '.' Ue ser por demais atrevido e audaz !
. E demais, ler de obler noticias, e nesta freguezia
que be um mure maijnum... procurar levar o evi-
dencia a v nacida tr dos faelos, j nan he pequeo Ira-
lialho. (Jiiem pois me ha tic fornerer os materiaes
para a conslruccao do meu edificio '.' Hic opus, hic
labor est.
Ah Sr. rcdarlor, que tentaran foi e-la nimba cm
querer ser seu correspondente'i Nem se quer fazer-
me Vine, a eiiconiinciida do serinao. porque alen-
lar-me-hia a esperanca da recompensa! Oxal sir-
va-me islo pira descont dos meus neceados !
I.onge de querer imitar s habis e Ilustres pru-
na-, que cscrevem para seu bem conceiluado Dia-
rio, pois que nem Ilustraran, nem sal adobara a n-
Sibir Gnudc, mul foram adiados ha pouco lempo
alguns cavados amarrados: seguiram para Vic-
toria.
Sa-nos ca aos ouvidos o desaurailavcl sussnrro de
nue vagara enlre nos scdulas falsas; o Fauslino ain-
tla nao descnbrio o judirioso e philanlropico in-
Irudurtor, |>or mais que baja csptolliado; mas o
que he cerlo he, que lem dado tle sota e basto.
De vez cm quando aqtii surgem certas notabili-
dades, cujas existencias eonserv-iiii-e sob o maulo
do incogiiilo e do misterioso. Ah! se a polica
diligcnciasscmergulhar nessa insumavel profutitk-za,
que piliis nao filara I Mas qual ah poderao vi-
ver romo Malhusalcm sem que srjam incommo-
dados ainda na exigenria do sen salvo conduelo.
O Cavalcanli inspector he diligente e activo, e
lem dado pruvas de tledicacao e adherencia a seu
cargo; mas quem o eximira do peccado '.' nao care-
ce de vonlade, porm he-lhe assaz sensivel a falta
da um destacamento para as operaeftes policiaes : e
sipide; do-raeus pensaiiientns, be nicamente incu' reconhecenilo t-u ser ela mesma falla evtensiva e
que se encontrara e leem occasaoi, allerram mais
do que manda a decencia, c exerce um coutra oii-
tro todas as vindictas, que a lealdade e a generosi-
dade illameale reprovtm. Eqirt-lanlo esses dous
encarnicados adversarios anda seinio propozeram
telizmeale) a a'r s do cabo ; apenas ;i maneira de
galles mefinos, arrastam a ara om ao oulro quando
se encontram, e vao le apartando escqtacando sem-
pre. j se deixa ver.
Ha pouco t%conIraram-se no aro municipal
em tHa de sessao, e foi um Dos iuis acuda : derara
de linctia, qae fazia l o-ln. Ngf rliuu arriairicc
que sendo jogassem rectprocamqsTfe !
Como promelli dizer a verdade, com severa im-
parcialidade, forja he eonfessar qae o Bud tem
eslado imprudente e dcsarazoauo, perdendo at do
seu criterio, pela maneira porque se tem empe-
ntado nessa mieravel iotrisa ; mas reconhero que
o subdelegado lem tola a tendencia para desmora-
Hsar-se, e suffocar a forra moral que devem conser-
var os funecionarios publicse TrrcfleUdo, desar-
raujado do cerebro, elle, segando creio, nao' com-
prchentle o erro em qae lem permanecido.
Accresce a isso, que sendo elle irioco inexperienle,
e de um espirito perfoitamente inculto, nao lem
um accessor esclarecido e prudente que o oriente
no exercicio de suas arduas funcres.
Infelizmente a venturosa poca dos dcoses, de
que taa-minnciosameole nos folla a senhori mylho-
logia, nao vollar jamis, e por isso nao posso es-
perar que a virtuosa Minerva, ou outra qualqaer
deosa igualmente ben elicenle, por aqui appareca
melamorphoscada em crealura humana, alim de
guiar os que, cegos de espirito, precisaren) de gota.
Abl se tal aconlecesse, outro gallo noscauUria:
enlo j loriamos de pazes feilas as narre* bri-
ijai-i I
O Dr. juiz municipal Bezerra Cavalcanli, fon-
do chegado a esta comarca, entrou cm exer-
cicio de seu cargo no dia 4 do corrente, lando no
mesmo assumido avara de juiz de direilo. O Dr.
Cosa Comes, que na qqalidade de primeiro sup-
plente daquelle juizo, eslava no exercicio dste,
passou a oceupar a vira municipal, tendo DOelerior-
raenle deixado-a o segundo supplente, que be osen
roano Henriques.
O Sr. Revoredo, em consequeneia do impedi-
mento do Sr. Aguiar, esta em exercicio da delega-
ca, preenchendo-a salisfotoriaraenle.
Da cidade da Victoria acabara de serem remet-
ilos para a cadeia desta villa, dous sugeilos qua
dizem ler culpas c em nosso carlorio, por enteo-
ilrrem que deviam prestar tal tropos, o serviro
de ajuda-la no ceifomcolQ da humanidade, privan-
do da existencia a alguns infelizes.
Os novos tuppleulcs do juiz municipal j esli
juramentados, excepto porem o lerrciroe quinto, que
diz-se nao aceilarao as uomeares, aquellc porque
desejara ser primeiro em vez de lerceiro, esla
porque diz j eslar cansado de prestar serviros, que
nao s3o apreciados.
O Guimaraes, que fra nomeadn para servir in-
terinamente o lugar de escrivao de orphao*, por
impossibilitlade permanente do cllcclivo, e que ahi
deve estar, nao foi anda erapossado, e creio que
nao o ser jamis, porque o juiz de direilo dcscobrio
incompatibilidades cm servirem no mesmo formo
dous escrivaes coucunhados, vislo como o Gnima-
rae-Uie casado cora urna imraa da mulhcr do escrivao
do crime.
Creio, c posso eslar engaado, que essa inconi-
palibiilade nao he proccdcnle, porque vejo que
ahi nessa ridade existem escrivaes casados eom ir-
maas de jui/es, peranle os quaes servem, e m
Nazarelh um escrivao he irrnao do jaiz de di-
reilo.
No que ha incompatibilidad!-, segundo me affirma
sob palavra de honra, o Figueiredo (meu particu-
lar amigo) he no exercicio de escrivao cem o de
commandante de haialh.to da tiarda nacional.
EnlreUnlo parece que o juiz tle direilo ainda nao
descobrio essa oulra incompalibilidade, porque o es-
crivao do crime, sendo lenle coronel comman-
dante de um batalllo, continua em exercicio de
sea empreeo. O Figueiredo, que nao diz as cousas
para ser contrariado, reforca a sua opiniao com o
que se dera com um escrivao de S. Aniao, que para
poder continuar no commaudo de um balnlhao, pe-
dir tlt-miss3o da escrivania.
Se ha inexactidao no que digo, he com o figuei-
redo o negocio, porque eu nada mais faco do que
ser o org.lo de suas opiries, com as quaes me con-
formo nesta questao.
Muilo de proposito deixei para rrupar-mc por
ultimo da endiente do mez lindo, que maisralo rolle,
porque nao quera entorpecer as rufas, com a se-
rie de ilustraras que me vem a memoria, sempre
que pronuncio a palavracheia,-depois do dia 22
para 23 to fatal junho.
i .Miando vi o Cnpibarlve erzuer-sc de seo cito,
para visitar as ras desla tilla, lemhranca que,
consultando as mais remlas dalas, nanea cle uve-
ra, eu trem de espanto e tle opprcssao. Nao era
s a minha perda que eu Cerna, era a de innmeras
victimes que se me anlolhava. A misericordia di-
vina porcni acodio-nos.
Com a mesmaa precipitaran com que esse cauda-
loso rio so atrever a visitar-nos, fez a sua do-pedi-
da, rcrolbendo-se as inargens, depojs tic causar a
esta comarca perdas que ahi senao avahar devi-
danu-iile, e nem eu poderci dcwreve-las.
B-la villa pouco daniuiticou, mas naPirauhira le-
v ou 22 casas, e arruinou oulras lanas.
O ae,udc que o patriotismo da assembla provin-
cial nos ronccdeti, e no qual se saslaraui segura-
mente 3:OXKJ8000 rs., nao resisti as aguas. O Cap-
baribe o arrebalou, sem que nos houvessc elle ainda
prestado a menor utilidadc.
Ha quem diga, e ca o creio, que o l.d acude ncr-
deu-se por eslar mal construido, apezar das in-"
tlcmnisacoes que se concedern). Se a obra fosse
executada com mais seguranra, o acude poderia
ler re/i-li lo i rorrele das aguas.
Pela mi cierucao da obra pao farei somente car-
ga ao.arrematante, porque a maior falla esta em
quem o recebeu.
Felizmente uomeio do terror em que nos vimos
su urna victima rae consta qU,-fizevse oCapibaribe,


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DIARIO DE PERNAMBUCO, TERCA FEIR 25 OE JULHO DE 1854.
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que foi MMM de um moio que quiz alravessa-lo
a nado na Pirauhira.
Para a primeira vez, fui massanle de mais ; dcs-
cnlpe-me, pois, que occasics lerei, eiu que pcrde-
rei por laconiro.
Sou um seu servo.
l Al fere Joaquim.
(Idem.)
IlEPARTiqAO DA POLICA.
Parle do da 21 de julho.
Illm. c Eini. Sr.Parlicipo a V. Exc. que, da
partes lionlemc liojc recetadas ncsla ropartioao, cons-
ta terem sido presos; i ordem do snbdclegado da fre-
guezia de S. Fre Pedro Goncalves, o pardo escravo
Mu Imli i requerimcnlo do senlior, os marujos in-
glezcs James Seibe e Robe Fernaz. ambos pan ave-
riguarles policiaes, o pardo Jos Fcruaudes por sns-
peito ; a do subdelegado da (resuena de S. Antonio,
os prelos Jos Vicente de Sanf Auna, por crime de
roubo do carne, Marcelino e Mara de Tal por des-
ordera ; i do subdelegado di freguezia de S. Jos, o
jirel" escravo Clemente, por andar fgido; i do sub-
delegado da fregueiia da Boa-Visla, o pardo escravo
Pedro,cm declarar: do motivo, e Mariaescrava de
Jos Antonio Moreira Dias a requerimento do senhor.
Por ollicio de 22 do correle, parlicipoo-me o de-
legado do termo de Olinda, que pelo subdelegado da
freguezia da S lhe fora communicado que, no dia
anterior as 9 para as 10 horas da manhaa, dera a eos-
la pouco adiante do rio Tapado ama barcaca que se-
gua deste porlo para a ilha de Ilamarac, levando
seo bordo 9 pessoas, sendo 5 passageiros e 4 da tripo-
lecao, das quoes perecern 3 liomens o 1 mcuina
menor de 10 anuos, nao obstante o promptn soccorro
que na occasiJo prestaran) o capataz do lugar e alguns
pescador.
Dos guarde a V. Etc. Secretaria da polica de
Pernambuco 24 dejulbode 1&"4.Illm. e Eim. Sr.
consellieirn Jos Benlo da C un lia e Figueiredo, pre-
sidente da provincia.Luiz Cario de Paita Tei-
xetra, chefede polica da provincia.

.

K

I
DIARIO BE PEBN4MBIC0.
As noticias que lioolem demos acrescenlaremos
mais as seguinles :
No dia 15 de junho a guarnirlo de Silislria aju-
daila por um corpo enviado da Schumla por Omer-
Pach, lahindo dessa fortaleza atacou os Russns
em lodos os pontos, repellindo-os para o outro lado
do Danubio aonde furam obrigadosa testemuuhar a
desiruiciio de suas bateras. Alravessando o rio, os
Russos destruirn) as ponles que haviam construi-
do para o pa madas e desmoralisadas pelas repelidas derrotas que
tem sofrrnlo qoo julga-se impossivel que possam ser
levadas a operar oulra vez iliante de Silislria ; en-
tretanto o general Lipraudi marchava a toda a pres-
sadeSlatina para aquella fortaleza. A guerra tem
sido all ta j activa que cinco generaes russos acham-
se feridos, inclusi ve o principe Paschiewilsc'i com-
mandanteemchefe, e o principa GortschakofTcom-
mandanle do corpo investidor, tendo lambem sido
ferido o comrearldaute turco da fortaleza, Mussa-
Pach, o qual veio oepois a morrer.
De Duchares! annunciam que se faziam prepara-
tivos para a retirada dos Russos, a qual devia come-
ter uo dia 27. mas o Monilfur annuncia sobre a
mais alta autoridad* que o sitio de Silislria esta le-
vantado, e. que os Russos tinham evacuado Giurge-
vo retiran io-se para o Prulh.
Ao passo que.os Russos se vilo assim retirando,
um exercilo turf o de 20,000 homens marcha em sc-
ente de Rassova, avanzando l; mberr Omer-Pach
com toda sua forja para o Danubio,
Noticias de S. Pelersburgo annunciam que n im-
perador Nicolao ordenara ao principa Dolgorouki,
seu niDislrjo da guerra, que partase para os Princi-
"Hdos/ftniubianos alam de reinelter-llie de i um re-
atorio circumtlanciadosobrea posicao dos negocios
debaixo do ponto de vista militar, especialmente so-
bre asapernc,oes bellicas dianlede Silislria.
O czar sal ira para o sol, e depois de ama breve
pausa em Kaiew corre que ir a Crimea para inspec-
cionar as fortalezas do Mar-Negro. As obras relati-
vas a forlilicaciodeS. Pelersburse conlinuam com
activirlade.
Os Husos evacuaran os principados, segundo de-
clarou o pruprio czar como um signal de alta con-
sideraco a respeilo para com a \ustria, mas os or-
gos a causa real da retirada dos mesmos lio o reacio de
erom atacados e esmagados pelos exercilos alija-
dos.
O barao Meyendorf,ministro russo em Vienna, foi
ltimamente revocadodaquclla 'jrlc, mas nao obs-
tante Isso, ninguem cria all gnu as relacOes diplo-
mticas entre os dous paizes senam interrompidas,
entretanto um corpo russo de 40,000- homens se ia
gradualroenle aproximando das 'ronteiras da Galli-
cia, e os ofllciacs commandanles dos destacamentos
estacionados ao longo das mesinas, tinham recebido
ordena do Irausmitlirem aos quarleia generaes todas
as informacoes que podessem obler a reapeite dos
mnvimentos das tropas austracas.
Este prooedimento da parte da Rusta he ocasio-
nada ajelas ultimas medidas tomada) pela A tria.
Um corpo de 30,000 homens auslriacos eslande-.se
desde as fronleiras da Dalruacia at t o comianto desie exercilo foi lado ao general de
Hess, o qual lera debaixo de suas ordens o Archidu-
que Alberto e o general conde SchlicW, commnmian-
do a cavallaria o general conde Claro.
A nomeaco do general de-Hess tem a mais im-
portante significar, porqnanln alcmde orna capa-
cidade de primeira ordem, une as mis patriticas
tendencias, alm de gozar de grande popularidade
entre o exorcito. Gg-ie que o imperador nao poda
_ manifestar sua poltica ptssoal mais claramente do
' que por esra nomeacao. a qual coneiliara breve-
mente lodos os adversarios de sua polica.
Alm disso ordens foram enviadas-pelo Iclcgrapho
a Trieste para que lodos os navios auslriacos de guer-
ra em estado de se fazerem ao mar sahissem para o
Oriente.
Urna convenro fora concluida a l dejunl en-
tre a Austria e a Tarqoia, relativamente aos porlos
danubiano. Foi concordado quo se a Russia reti-
raste voluntariamente suas forras dos principados,
as tropas austracas enlrariam all e formariam urna
linha de defeza entre a Prussia e Turqoia, se pelo
contrario o czar se recusassea isso, a Austria tomara
as medidas que julgasse necessarias para conseguir
este Gm. lima carta de Schumla annuncia que as
tropas auxiliares de concert com a esquadra e de-
bati d<> c< rnmando do general SI. Aniaud iam ein-
prebender urna expedirlo contra a Crimea, e para
eaac fim 200 transportes estavam sendo preparados
em Varna ti Baltschick.
Na Circa isia os Russos lem solTido tambero varios
revejes. O EmirMeheincl derroloa-os em Dariel,
junio de Kiresch.mataudo-lhes pe.-to de 2,000homens
e tomando llies tres peras de artilharia. Scbam I o
chele dos montanhezesdestruio lambem os fortes rus-
sos de Ananer e Duschet matando 1,400 homens e fa-
zendo 1,000 prisiooeiros ; este lerrivel inimigo dos
Russos acha-se acampado entre Muchraro Gori eTiflis
e preparav> se para marchar sobre esta ultima cidade
frente de um exercilo de 23,000 liomens e 50 pecas
de arlilharia.
Depois de um rendido combteos Ciicassianos apo-
deraram-sc do passo de Mosdok cortando assim a coin-
mi.nicajao do exercilo russo na Georgia.
Aapa e Soujaksao actualmente as nicas posic/ies
pertencentes ao imperio turco entre o mar de Azof e
os limites asiticos to mesmo que permanecen! em
poder dos Russos. ,
No Bltico, segum') annuncia o Monileur elfec-
tuara-ste a iuuccao di esquadras ingleza e franceza
no dia 13 de junho ) Boromend. A bandeira in-
gleza foi hasleada ^ todos os navios, e o almirante
francez ordenoo q/ue sse saudada com 15 tiros de
peca.
Os Tnglnzes a|>oder.ram-se no dia 8de junho da
pequea cidade de Tornea situada na embocadura do
rio do mesmo nomo, isso em nenhuma opposicjo, a
cidade he habitada por 1000 almas, mas em Gamla
Karlehy sofireram um cnnsideravel revez. Tendo
desembarrado ama porrao de Irnpa, foi esta atacada
de emboscada, do que resol tnu a mor le de uns e o
aprisionimciitode outros.
Os rommaniJanlrs do esqaadrAo alijado no mar
Branca tinham recebido ordem de fazer elfectivo o
bloqueio dos porlos russos naquellas aguas.
Corra em Mil.1" que um acaripameolo de 10,000
Auslriacos ja formar-se em Votta sobre o Mincio, os-
tensivamente para evolugoes militares.
Foi dissolvido o'cordSo militar aoslriaco sobre a
fronlsira do cantan de Ticino.
Em aples procurando nm asente francez com-
prar gado para supprimcnlo do exercilo do Oriente,
o aoverno sabendo disso piiblcou Om decreto prohi-
bindo a eiporlacilo de gado das Duas Sicilias.
O cerdlo militar austraco em torno do cantan de
Ticino foi dissolvido em virlude de um arranjamen-
lo entre o imperio e a conferhrarau pelo qual a
Suissa obrigoii-se a fazer sahir para fora do paiz lo-
dos os exilados, revolucionarios notorios c activos,
devendo os outros refugiados ser internados no
paiz.
A confe-lcrarao prometi alm disso altendcr as re-
rlaiiiare da Austria, e enva sempre ao gover-
no imperisrurm lisiados fugitivos residentes na
Suissa.
Dos mais paizes nada encontramos digno de ser
mencionado.
foi essa cousa a historia das heran^a* de menles,
que. em virlude de alguns rallecimcntos, lem aber-
lo ollios a eubicn e ouvidos inveja. A mais gorda
dentro ellas ha sido a do (inado Manuel Rodrigues
Cosa, c lambem para ah se dirigirn) lodas os o-
Ihares da philanlropica companha. Collorada a
grande qneslao social ueste ponto transcendente e
sublime, o lal palacho nao foi mais do que um epi-
sodio a tamuria scntimculal em nome da qual se di-
rigi ao governo porluguez lao imprtame quao re-
commendavel quena.
Ha em verdade nesse documento os nomos de pes-
soas que supponhu haverem-no feilo de boa fe, c
essa crtica assenta em que lenho oilvdo dizer a al-
guem qjjc o assignra, suppondo referir-.e somenle
a questao Arrogante.
Entretanto, mais de mil assignaluras por all se
leem, e lodas sellando e sauccionando quanto inven-
laram os autores da representaran, sendo -impossi-
vel que todos e cada um tivessem pleuo conhecimen-
lo e inleira convcco acerca de faclos que involvem
responsabilidnde, nao s da autoridade portagueza,
a qoem feriam, como das autoridades brasilcras,
que inlervieram na arrecadac.ao das heran$as. He
crivel que loda essa gente houvesse andado de car-
torio em cartorio, desenterrando autos e revendo
cuntas a ponto de por sua coala e risco aventuraren)
proposroes UM uflcnsivas do creditade ftiiiccionarios
pnblicos 1 Foram pois victimas de algura mal in-
tencionado que, adiando no arrogante urna bella s-
peculacao, no dnvidou de por em provanca asen-
sibilidade de pessoas incautasarrasladas milas ve-
zes pelas primeiras informacoes, c facis em acre-
ditar bous e leaes aquellos que trancen) com os no-
bres seolimentos de humanidade e philanlropia.
Nao tenho no animo fazer defeza a ninguem. Os
Srs. Moreira e Alves defender-se-ho ccrlamenle pe-
rante o seu enverno que julga-los-ha como fjir de
sua imparcial joslira ; e os empresados brasileiros,
que accidenlalinsntc foram lambem censurados pe-
rante um governo cstrangeiro, nao h.io mister de
defeza minha. Tendo a meu cargo, em qualidade
de solicitador do consulado, os proccssaias heran-
cas jaeentes. n.io. pos-o licuar incoluflaSaf asseve-
raees calumniosas que so fazem na priaieira parle
da rcpresenlarau e na quacs se poda por ventura
envolver-me. Os pralicos do foro saben) o que he
que esta a cargo dos solicitadores no que respeita a
inventarios, arrecailacAo c liqaidarao de herancas ;
sabem o que he mister de diligencias, cuidado e ac-
lividade empregar-se para o bom andamento e x-
ito das quesles qae regular c necessariamenle soem
em laes processojajipparccer. E, pois, n3o posso con-
servar-me em afjencio, qundo vejo aventurarse
nessa celebre representafao que hoave falla de
aclividade, extravio de bens liberlameoto e ar-
remataran de escravos por metade do sao valor,
prclerijao de formalidades na hasta publica, pa-
samento de avultadas dividas sem especie algtima
de processo e sem ao menos juslificacao. Asserces
desla ordem lem o mo efleito de parecerem verdi-
cas pela invero-imillianra da audacia presumivel era
quem as taz com falsidade, em virlude da authen-
licidade de laes aclos c da facilidade com que se
pode a mascara arrancar a quem 13o pouco se pre-
sa. Se, porm, esse mo efleito se d>, d-se tanfcjJ,
bem a facilidade de que teuho de fallar, resultando
(Tahi flear descobcrla a roilo de om inimigo ranco-
ro-o qae revolve papis pelos cartorios, pintando
com falsas, cores o que he aullientico, e envolvendo
n'uma causa qoe hypocritamente denomina huma-
na e philanlropica inlercsses particular asimos de
quo so podra ler conhecimento ou o inmediata-
mente fnteressado oa qoem guiado por enlranliavel
odio busca a todo o transe ferir repiilajes que nio
pode por si e a descoberto marear.
Pois beep ; dessa facilidade me fsdrei para r
luz do da a deslealdade de qoem querqae seja que
ousou autorisar suas mendacidades com as assigna-
luras de centenares de incautos que converten em
instrumentos de urna Yinganca sera cavalleirismo,
e por tras dos quau conservou-se occullo e aga-
chado.
Pondo de parle ludo quanto de vago c insul-
luoso se diz na celebra; represcnlaeio, buscarci ape-
nas destruir as as*enaes positivas ; porque cvlhido
em flagrante falsidade o autor de semelhanle pora,
o publico sensato ajoizar de lado o mais que eons-
lilue o seu conteudo. E tan pouco nao enarare
no exame da saperioridade da ulica legislarao acer-
ca das herancas de estrangeiros ausentes, sobre o de-
creto n. 855 de 8 de noverabro de 1851 ; neste pon-
to avenha.-se o autor da representacao cofn os le-
gisladores do paiz, sendo apenas para notar a ceguei-
ra do odio que prefere um curador ao agente con-
sular da nacao a qne o finado ponencia. He ver-
darle que todos os males da nova legirlacao devem
desnpparecer com a demissao dos Srs. Moreira e
Alves I
O quese diz acerca do procedimenlodo Sr. con-
sal no sequestro do expolio de Manoel Riidrioass
Cos nilo merece resposta.44w quf>lq4i)lo" y
representacao se acnberla com a formula banal/-
como te diz e affirma.
O documento n. 1., abaixo transcripto,-Jl>va :
que em nada concorrido lem o consulado para a
delonga da arrecadacHo desse expolio, sendo que lo-
go no romero leve de lular com a opposicao do res-
peclivo procurador qnah lado de subdito portuguez ; que os be:is da
lieraiira so acliam tuvcnlarados, o avallados nao
constando que o cnsul se lenha opposlo era a en-
trega dessa heranea c nem das oulras quese tem ar-
recadido ; que os herdiros de Costa nao apresen-
tara m no juzo da arrecadacao os autos originaes de
Ii.ilolitaraii ; e que esses aulos subiram relarao
por appellarao nterposta pelos propriof herdiros.
O documento n. 1 prava quo o cnsul nenhuma
opposicao fez habilitarlo dos herdiros de Costa
na primeira instancia ; e qne, tendo os mesmos her-
diros appellado para a relardo, ah limitou-se o
cnsul a fazer algumas observacoes de dreito, sem
contestar de modo 'algum a qualidade de herdiros.
E serilo as razOcs ah apresentadas pelo Sr. cnsul
lilhas dodesejo de conservar indebidamente em sea
poder a heranea de Costa, ou por forra de salver sua
responsabildade no carcter de cnsul 1 Nao me
cabe discutir to importante queslo ; mas parece-
mo qae o autor da representacao de outro modo
pensara, se um mo espirito de vinganca lhe nao
guiasse a penna em lano fel ensopada.
O documento n. 3 prova, qoe a appellacilo nos
aulos de habilitarao foi inlerposla nao pelo cnsul,
mas sim pelos proprios herdiros.
Estes documentos s por si sao soflicienles para
derrocar esse edificio de alcives onde, de envolla
rum a reputarn dos Srs. Moreira e Alves, oulras
rcpul irnos sao atrozmente leridas.
Bem vio o autor da representaran que se inten-
tasse exlrahr documentos, estes scr-lhc-hiam ad-
versos ; e por isso empregou urna mizeravcl escapa-
toria dizendo que nao documentara as acaisa-
coes pelo fado de estarem os autos na relar.3o,e nSo
se poder por isso exlrahir documentos quando
lie sabido por todo o mundo que no tribunal da re-
lacao se franquean! as cerlidOes que os iuleressados
pedemde quaesquer autos ou processos, nao cu-lau-
do mais Irabalho do que o de urna petirao ao presi-
dente do tribunal e a respectiva importancia ao es-
crivao que as cerlidOes fornece.
O documento o. 4 prova que os escravos perlen-
cenles i heranea do finado Jo foram arrematados em hasta publica, precedemlo
edilaes, anniinciosc as mais formalidades doeslylo;
sendo para lamentar que o autor da representacao
nao concorresse arremataran para esaW os precos
dos ditos escravos de maneira a salislazer a sua dif-
ficil consciencia.
Pelo que respeita ao espolio do finado Francisco
Jos da Silva Araojo, se o representante qaer saber
o fim que leve, passe os olhos pelo documento n. 5
que cabalmente lhe responder.
0 documento n. 6 dcstrepela raz a falsidade de
ler pago o cnsul acuitadas dicidas, tem processos
e nem pelo menos juslificacoes.
O documento n. 7 mostra ajas nao lieou sem con-
Iraproteslo o protesto que contra o consol se publi-
rnu. i frente do qual prolcslo l-se o nome do Sr.
Manuel Joaqun) Ramos e Silva, i quem muilo res-
peito e acato. He sabido com que intuito se foram
apadrinhar sol a capa de nm commorciaale honra,
do ; mas esperamos do Sr. Manoel Joaquim Ramos
e Silva nao deixar sem resposla tamanho abu-
so ; assim o pode a honra que lodos lhe reconhe-
cein.
Diz a representacao quo o Sr. cnsul se assenho-
rera de todo o actiro de rVat/u", tomo se fora he-
"5o>aem Um"
-'
______CORRESPOMCIA.
Srs. /ledartores Tendo lidu no Diario de Ver-
nambuco n. 156, a representaran esrripla ncsla ci-
dade e dirigida contra os Srs. cnsul e vce-consul
de Portugal nesla provincia, lepan i nessa peca
com prop sirnrs por lal modo falsas e contradicto-
rias, que nunca |>ensci fossem aventuradas e assig-
nadas por nenie qae se diz de crferio e levadas
pi escura Je um governo illuslrado e recio. Ev de
feilo, esse riocumeiilo, alm do tedio que inspira a
quem o I' de sangue fro, lanos aleives ecalum-
nias levanta, que demonstra o firme, mas (inmo-
ral proposito do intrigar o dcsmoraljsar a todo o
transe dous empregados, digno; por muilos lilulos
da eslima c consideraran de todo o hornero de honra,
marcando-lhes, sem respeilo a seu carcter partir li-
jar, i reputaran de que justamente goram.
y liando por esta cidade se prcpalou a noticia des-
sa celebre representacao, acredilei que era ella ten-
denle questao por demais ci.l'adnnh.i do patacho
Arrogante; mas agora vejo qae o tees representan-
tes, desconfiados do bem xito ra rel una que or-
goeram, e nao esperando muilo de sua apregoada
philanlropia, se agarraram i cousa que molhor de-
nunciare o espirito de viaCMajn que os animava;
N. 1. Galdino Temistocles Cabrtl de Vasconcellos
escrivao de capellas, residuos c ausentes n'esta ci-
dade do Reciteeseu lernio porS. M. I. e C, que
Dos guarde, ele.
Certifico que revendo os autos de que Irala a pe-
licao retro, o sequestro procinlido nos hens do fina-
do Manoel Rodrigues Costa, delles consta que o
doutor procurador fiscal interino da fazenda pro-
vincial Antouio de Menezcs Vasconcellos de Druni-
inond reclamou contra o modo da arrecadacao do es-
polio daquclle Costa por ser subdito brasileiro, c
nao porlogiicz ao que se oppoz o cnsul de Portu-
gal juntando documento para provar .que Manoel
Rodrigues Costa era portuguez. Certifico mais que
os bens sequeslrados se acliam inventariados e ava-
llados, nao constando dos ditos autos que o cnsul
de Portugal se lenha opposlo entrega da heranea
d'aquellc Cosa, e nem dos mais aulos do meu cari-
no consta que se lenha oppnslo a entrega de qual-
quer outra heranea. Certifico mais, que es herdi-
ros habilitados de Manoel Rodrigues Costa nao apre-
seularam n'estc juizo os aulos originaes da habili-
tarn, os quaes tinham subido para o tribunal da
rolarn p,,r apnullarn que ellos illterpozeram. O re-
ferido he verdade e consta dos ditos aulos a que me
reporto, em visla dos quaes passei a presente, cuni-
prindo o despacho retro; n'esla cidade do Recife em
18 de julho de 1854. Esrrevi e assigiiei.O cscri-
\o, Galdino Tcraislocles Cabial de Vasconcellos.
N. 2. Antonio Ignacio de Torres Bandeira, caval-
lero da ordem de Chrislo e escrivao de appclla-
roes e aggravos da relacao desla provincia de Per-
nambuco, por S. M. o Imperador que- Dos guar-
de etc.
Certifico qae revi os aulss de que faz menean a
pe(ic<1o retro e delles consta que nenhuma foi ao'ppo-
sicofeita pelo cnsul portuguez na primeira instan-
cia, ser o llieor das allcgaces apresentadas por este
no superior tribunal da rolar o o seguinte -
(I autor he carecedor da prsenle accao como de-
monstraremos. Quanto ao aggravo no auto do pro-
cesso a (I. 15, entendemos que nao pode elle ter
provimcnlo nem serem altendidas as allegacnes de
apellaco de fl. 84, porquanlo he absurda e nao ca-
bivel a inlerprelacao combinada dos rticos da caria
de le de 4 de oulnbro de 1841, e 32 do regulamenlo
n. 1G0 de 9 de maio de 1812, com o decreto n. 855
de 8 ra os casos deste deerelo as disposices daquella car-
ta de lei e do referido artigo 32 do mencionado rc-
gulamento de 9 de maio e 9 do de 27 de janho de
1845. Com efleito, o decreto n. 855de 8 de novem-
bro de 1851, dado para regular as allribuires dos
cnsules brasileiros no cstrangeiro, e dos estrangei-
ros no Brasil, dado o caso de ser adoptado em rci-
procidade pelo governo a quem pcrlenccr o cnsul,
o que se veriOcod com o governo de S. M. Fidelissi-
ma regula entre oulras altribtiiccs de cnsul, as de
sua intervengan e administrar/ dos bens c heranea
de subditos de sua narao, fallecidos no paiz orifi-
cada a nacionaldadecslrangeira dos herdiros, man-
dando em tata casos proceder o inventario ex-ofllcio,
arl. 2., e confiar os bens a administradlo eliqui-
dacao do agente consular, arl. 3.", jVlendn este,
lDdo o anuo, c nao prudendo questao judiciaria so-
bre a hora ora, pagos os dircitos fiscacs ou verificado
que nao tem lugar o seu pagamento dispor da heran-
ea, e remeller o seu producto a quem dedireilo,
segundo as inslruccoes que liver, sendo ento consi-
derado pelos Iribunacs do paiz como representante
dd*herdeiro ou herdiros, para com os quaes sera o
nico responsavel, art. 4., d'onde bem se deprehen-
dc que nao ha propriamenle heranea de ausente,
visto que pela cnlrega della ao agente consular lica
rcconliecida a existencia de subdito eslrangeiro her-
deiro, a quem deve ser devolvida a heranea, sem
mais dapendenria de jiotilieaeao do mesmo her.lei-
ro perante os Inbiiiiaes do paiz ; vislo como o reco-
nhecimento do herdero e a entrega da heraaca a
sen legitimo rcprcsentanle, linda a iatenrancaa da
juizo e dos ditos Iribunacs. eurremU o mais q'ae oc-
correr sobre a entrega da heranea aos herdiros pelo
comal,, sb a responsibildailc do cnsul, a qual s
pode ser verificada pelo seu governo, e pelajnslira
de seu paiz. Assim, porlanlo. rinda a jurisdirao juizo com a entrega da heraneu, todos os mais actos
de adminitracao, liquidadlo c remessa do producto
ou entrega delle, sao actos cslraiihos aos tribunaes do
paiz, que para laes efleitos nao pdem aceitar nem
sao coropeusiits para reconhecer juslificacao e hahi-
lilacao dos herdiros, que deve ser fcila ou no paiz
onde residir herdeiro ou ante o cnsul, vislo que
he esta entrega regulada pelas suas nstrucrcs, que
nao podera ser nutras senao as de seu governo, e
debaixo de sua responsabildade. com o que nada
tem que Tar, ncBTO-jnizo de ausentes que lem linda-
do sua laisso e jurjtsdfao, nem as autoridades do
paiz a que nao porleneer nem o liecdeirn, nem ti cn-
sul, o que lie expresso e terminante nestas palavra,
poder .lispor da mesma beranra, e remeller o seu
producto, etc.sendo smenle a nica obrigaro do
agente consular a de mostrar qae nao exisle qeslSo
pendente judiciaria sobro a heranea de subditos do
paiz, e que estn pagos os djreilos liseaes, os quaes
nao sao outros senao o pagamento da laxa da heran-
ea decretada pelo alvar de 17 do junho de 1809,
regulada pelo decreto de 28 de ..brl de 1842, como
bem deprehende das palavras Inaes do artigo 3.
Para sj verificar e tem ou nao |ugt/ o pagamento de
ilireilos, ilevera o gente cnsul, mostrar por i >,
eiiuienlossufllcientcs cdevidamcule tecalis idos, qual
lieogre do parentesco enlre o fallecido e oherdei-
ro ou banJciros, pela qual laxa que pertence a fa-
enda^jrovincial.be o mismo cnsul responsavel como
repreejjtanle do herdeiro e administrador da heran-
ea do riasmu modo por qne o sao os testamenleiros
na forma do alvar de 2 deoulubro de 1811. E do
que fica expnslo se v que a habilitarao e justifica-
Cao de herdiros do modo porque foi internado no
prsenle processo perante as autoridades do paiz he
urna extravagancia, e procedimenlo que \aem ma-
nifc-la opposicao com os principios exposlos e dis-
posicees terminantes do referido decreto. E de fei-
lo que lem que yer as autoridades judiciacs do paiz
com a heranea lozo que foi ella entregue ao legili-
timo representante do herdeiro, sondo o herdeiro e
o representante delle subditos estrangeiros, e sujei-
los em lal caso jurisdican das autoridades, de seu
paiz. as quaes somenle podem verificar a responsa-
bildade do cnsul como Jie expresso no arl. 17 do
referido decreto 0.853, vis/u como s nos casos de-
terminados no dito artigo est elle sujeilo s Icis do
imperio. E poder semelhanle h limitarn. Icgiti-
mnco ou juslificacao obrigar ao cnsul, que so he
sujeilo s autoridades do imperio nos casos do arl.
17 citado. Ou poder elle obrar somenle na confor-
mi la de das inslruccoes que livsr, sendo o nico
responsavel para com o herdeiro ou herdiros ?'!
cortamente que s na couformidade dcslas inslruc-
coes poder obrar, e que a sua responsabildade s
se poder fazer eflecliva pelas autoridades de sen
paiz. He isto por tal modo evidente que escusamos
maior desenvolvimento. E sendo assim como lica
exposlo, lao clara e terminantemente a fuiccao do
cnsul, e estando por lal modo limitada ajurisdic-
rao das autoridades do paiz, he cxtravagaule, re-
pelimos, a acrao presente, e nao cabivel para os
elicilos requeridos no libello de lis., devendo jul-
gar-se o autor carecedor da aeco, mandando-se que
proceda de modo legal, para haver a heranea que a
foi entregue pelas autoridades do paiz a qaem de
direilo, como legitimo representante do herdeiro
ou herdiros Mostrada assim a carencia da accao m-
lenl?da, que nao he'cabivel na especie, e moslrada
a nao jurisdieeo e incompetencia dos tribunaes do
paiz para os efleitos pedidos afl libello de folhas,
quasi quese tornava excusado traanla especie de
que trola as allegares de fls. 84, porque sao ellas
fundadas as disposires do artigo 37 do regala-
mcnlo de 9 de maio, que nao podem ter vigor pa-
ra o caso prsenle. Certamenle estas disposicies e
a interferencia do procurador fiscal seria cabivel so
o fundamento della fosse o mesmo no caso de se fa-
zer entrega das herancas de subditos estrangeiros
aos cnsules de sua naco, mas nao o sendo porque
a base d'aqoella disposirito ora o recolhimcnlo da
heranea aos cofres nacionaes. debaixo de adminis-
trarlo de um curador della, lie vislo que nao haveu-
do tal recolhimenlo e deposilo, iiemhavcndo acura-
' "vel
Ira-
ranca sua. E esta Nao'i
Hloyque o con-
scus actos
termina
snl arrecada os espolios riy> por ajhilno" seu, n
por forca da legislarao que mo A^r h confere 7
O autor da representace arece um homem
alheio a lodas as nocoes de dreito civil e interna-
cional i inimigo acrrimo das frmulas, nao allen-
de a que um funecionario eslrangeiro deve /egular
"os com a legislacao internacional.quc lhe de-
orbila de snas allribuires
Nao ha mais do que receba aqu e enlrczar aco-
la Os prazos legaes ; a conservarn da heranea
nos cofres do consulado por um corl esparo de lem-
po ; as cautelas legitimas quer acerca dos credores.
qner dos direilos nacionaes, sao cousa nenhuma !
Venhaa heranea ja e ja ; do contrario, o cnsul he
prevarra-lor I Sou herdeiro, logo a lei he minha
volitado, e o funecionario publico que soflra lorfa a
especie de insultos, porque sabe inanlcr a dignidade
do seu tugare nao oflusrar-se ante essasconidias de
conloa de res que lanas impaciencias prodiizem.
lanas vingancas excijam, tantas cubicas dcsperlam !
E laiiiaiiha boa voraeidade do Sr.cnsul que ale
se emporra Iba com urnas pralas vclhas, romo se quer
fazer acreditar no Diario de l'ernambiim de 18 do
crrenle, quando se sabe qne laes ohjeclns conslam
do sequestro, que polo sequclro he que se ha de dar
ronta da heranea, c que um pequeo engao de
avaliaro que cscapou ao proprio procurador fiscal
so pode forneeer armas quem nao se julya livre
de praticar ignominias tao avilladiiras. Entretanto
alu ra como resposla sem replica o documento
n. 8. r
Parecc-mc, Srs. redactores, que tenho ileslrnido
esse arlrfnclo de calumnias que se den o nome de
representaaw, e que se nao leve pojo de levar a
prcseiira de um governo imparrial e illuslrado. Sei
qne vou expor-mc aos insultos anonsmos que cho-
verao sobre mim; mas tenho bastante sciilimento
de minha dignidade para n.iodarresposla a quem,pa-
ra menoscabar a minha honra, julaar conveniente
einbucar-se n'um capole que todo o homem de hon-
ra repelle com desprezo. A mizeraveis que nao
ousam mostrar-se luz do dia s se pode responder
com desprezo e muilo desprezo.
E queiram dar publicidade estas linhas e docu-
mentos, com o que muilo ohrigarao ao seu assig-
nanle. Joaquim de .Ubvquerqvet .Vello.
doria sugeita ao juizo. nem e piirasctido cabi
a justificar ou habilitarn como ja lica demonst...
do, he claro que lal i nicnco nao pode haver lugar
porque nan hav endn causa cessa o efleito. Qne a ba-
se desla disposieao do arl. 32 cerroborada pela do
artigo nove do decretod27 de uaftrk, era o deposilo
dos cofres da fazenda, prova o 5 do arl. 2
d'aquelle regulamenlo, mas esta disposieao e onlras
que boje nao lem mais logar nos casos do' arl. 2" do
decreto n.855, traz como consequenria que as dis-
posicies emanadas d'aquelle fundamento, lamben)
nao podem ter lugar pela razio dita de eessar o cf-
feilo quando nao ha causa. Assim era necessaria a
juslificacao de habilitarao de herdeiro para a entre-
ga dajicranca pelojuizo. quando se preceda a arre-
cadacao c mais aclos do inventario, como de ausen-
tes e recolhido o seu produelo aos cofres para delles
ser hayido pelo herdeiro ou herdiros legilimamcn-
le habilitados pelo juizo, pois que leudo para ellcs
enfrailo com uloridadc do juizo, como deposilo ora
preciso sabir delles lambem com aulorjdade (o jui-
zo, reconhecida a qualidade dos herdiros pelojuizo
que lenha de fazer entrega, c rom assislcncia do
procurador fiscal, porque nisto era inlercssada a fa-
zenda, vislo como a nao ser conhecidn o herdeiro e
sendo a ncranra vaga dcvolvia-se a Fazenda nacional
S i" do arl. 3" do referido decreto de 9 de maio, mas
boje qoe segundo as disposiees do decreto n. 855,
nao pode haver lusir nem aquello deposito, nem
aquella arrecadariio |ior rueo da curadora nem
aquella adminislracao dp mesmo curador e quo o ar-
recadador guarda e o administrador he o cnsul,
que he o representanle b limo do herdeiro e o
muco responsavel para ci :n elle, dcvolvcndo-se a
heranea ao governo d'ondo era o subdito finado, a
que vema hahililaean presente, e o quemis hc.essa
interferencia do procurador fiscal com fundamen-
to no artigo 32 do citado regulamenlo de 9-de
maio de 1812, e mais no 9 de 27 de junho do 1845
qne nenhuma aplicarao lem como est exu-
berantemente e cabalmente demonstrada. Cortamen-
te que a especie dos autos nao foi osludada nem se
atienden ao fundamento dcslas diversas disposiees
riladas, porque e ao fosse, certamenle que se lria
juhzado desde o romero o autor carecedor da accie
inlenlada. Assim esperamos- facn-se joslirae rustas.
Oflerero Jos Bernardo Galvlo Alroforad'o. E final'
mente consta er appellanle o juizo. E mais aenfeo
coiitmb i em ditasallegacHea aquiflelmenle copiadas
do proprio origiual que so ada ni ditos aulosque
flcam em meu poder e cartorio aos quaes me repor-
to. Vai aprsenle sem causa que duv ida faca, por
mim subscripta e assignada e conferida e enneer-
lada na forma do estj lo. Cidade do Recife 18 de
julho do auno do nascimenlo de Nomo Senlior
Jess Chrislo da 1851, Irteeahae terceiro da inde-
peiiflencia do imperio do Brasil: ftz e-crever, mb.
crevi e aasignei. Em f de verdade,-- Antonio Ig-
nacio de Torres Bandeira.
N. (.Antonio Ignacio de Torres Bandeira, cavalleiro
da ordem de Chrislo, e escrivao de appellares e ag-
gravos da relacao desla provincia de Pernambuco,
por S. M. o imperador que Dos guarde ele.
Certifico que revi os autos de que faz mencao a pe-
tirao retro, c delles consta que havendo o respecti-
vo juiz proferido a sentcnca a fl. desla aggravra
Joanna Rita e seu marido, para o tribunal da rola-
rn lindando o sen aggravo em nao ler o sobredilo
juiz appellado ex-offlcio como lhe era determinado
pelo arl. 32 do regulamenlo de 9 da maio de 1842,
e nono do de 27 de juuho de 1851, o qual ags.-avo
fora recebido pelo accordao de 22 de oulubro de
1853 que mandara o juiz reformar aquella sentcnca,
o qual dando cumprimento ao dito accordao appl-
lra para o tribunal da relacao em o mesmo da, mez
e anuo supra mencionado. O referido he verdade,
e aos ditos aulos me reporto. Vai a presente sem
cousa que duvida ftca por mim subscripta e asig-
nada nesla cidade do Recife de Pernambuco a 19 de
julho do anuo do nascimenlo de Nosso Senhor Jess
Chrislo de 1854, tricsimo terceiro da independen-
cia e do imperio do Brasil. Fia osero ver, subscre-
vi c assignei. Em f de verdade. Antonio Igna-
cio do Torres Bandeira.
N. 4. Galdino Temisloclas Calmil de Vasconcel-
los, escrivao.vitalicio de capellas, residuos e au.
senles nesla cidade do Recife e seu termo por S.
M. I o C. que Dos guarde etc.
Certifico visla dos autos de aequeslro procedido
por fallccimenlo de Joo Rodrigues Neves que para
aarrsmalacao dos bens precedern) edilaes, aiinun-
cios c as mais formalidades precisas para aquellos
aclos judiciacs. O referido he verdade e passfei em
virlude do despacho retro nesla cidade do Recife em
!8dejulhode 1854. Escrevi e assignei.O escri-
vao, Galdino Temistocles Calmil de Vasconcellos.
N. 5.Galdino Temistocles Cabra! de Vasconcellos,
escrivao vitalicio de capellas residuos e ausentes
neste cidade do Recite e seu termo por S. M. i.
e C. que Dos guarde.
' Certifico a visla dos aulos de inventario qne se
procede neste jnizo a requernenlo do cnsul de
Portugal por fallccimenlo de Francisco Jos da Sil-
va Araujo, que os bens inventaiiados imporlam em
1:5929005 rs, sendo 301*19 rs. em dinheiro,
3479200 rs., em ohjeclos daaWje 9009000 rs., va-
lor de urna casa terrea. Certiflfll que lambem faz
parle da heranea 5G5i000 rs., emlettras, aceitas por
Antonio Goncalves da Silva, tildo a sor o valor
total da heranea daquelle Araojo2:157*005 rs., que-
se acha em poder do cnsul de Portugal. O refe-
rido he verdade e consta dos aolos de inventario a
que me reporto em vista do qual passei o presente
cumprindo o aespacho retro, nesa cidade do Reci-
fe em 17 de julho de 1854. Es-re i e assignei.
O escrivao Galdiuo Temistocles Cabral de Vascon-
cellos.
N. 6. Galdino Temislocles Cabra, de Vasconcellos,
escrivao vitalicio de capellas. eresiduos, auzentes
nesla cidade do Recife e seu temo por S. M. I. e
C. que Dos guarde etc.
Certifico visla dos autos existentes no meu car-
torio pertencentes a arrecadacao dos subditos poitn-
uezts, que dos mesmos nao consb que o cnsul de
Portugal lenha feilo pagamentos sim aulorisacao ju-
dicial. O referido he verdade, c tatsei em virlude
do despacho retro nesla cidade do Recife em 18 de
julho de 1854. Escrevi e assignsi.' O escrivao,
Galdino Temistocles Cabral de Vjsconcellos.
N.7. Galdino Temistocles Cabral de Vasconcellos,
escrivao vitalicio de capellas, residuos e ausentes
desla cidade do Recife do Peinambiico ele.
Certifico que revendo o protocolo das audiencias
ste juizo d'ausentes, delle coisla ser o llieor do
conlra-prolesto feilo pelo suppSeante, o solicitador
Joaquim d'Albuqucrque.Mello,em audiencia de 13
do coi-rente, na qualidade de procurador do cnsul
Purluguez, da forma c maneira iegninle :
Travasso, por Joanna Rilta o Jos Pinheiro aecusa
o prolesto contra o cnsul de Portugal, e requer
que nuloadsubaa conclusao. Comparcceu o soli-
citador Mello, c por parte do cnsul de Portugal,
disse que r.oiilraprotesla o proUlto, nao s por aa
lhe reconhecer direilo, como por ser inexacto o que
seallegava, eassisuou. E mais se nao conlinlia em
dilo euntia-prole-lo aqui transcripto por cerliilu do
mesmo protocolo, ao qual me reporto.
Recife 18 de julho de 1855, Iriiesirao lercciro da
independencia e do imperio do Brasil.Kiz escrever
e assignei o escrivao, Gaidino 'Iemistocles Cabral
de l'asconeello.'. '
N. 8. Galdino Temistocles Cahril de Vasconcellos,
escrivao vitalicio de capellas, residuos nesla ci-
dade do Recife de Pernam'iuco e sen termo
por S. M. I. e C. que Dos gu;rde ele.
Certifico que na classificacaodis bens sequeslrados
por fallcciincnlo de Manoel fiodrigne* Cosa foi
considerada como prata velha ledos os objectos de
pralas, constantes da avadaran juila aos aulos, enlre
os quaes seachava um par de adrigniias.e um par de
fuellas. Certifico mais ler-se procedido a seques-
tro mis bens seguinles: ama rlarqucza, urna se-
cretaria, urna commoda, urna rr>lsa de janlar. duas
mesas pequeas, quinze cadeiraf diferentes, Reper-
torio das ordenacOes,Chronica dqjD. Joiio I. Direilo
Mercantil do Silva.J,ihoa. -ij.,, Civil por Mullo
rreJra, Itcpertoria geral das lci-H;stravagantes, Me-
dicina forense, Luslituiees de eennomia polilira,
Diccionario jurdico rommercial..".onlralo mercantil,
Direilo cambial,- Sentelogia, Segaroa marilimos,
Contrata de risco e a varias, l-'nnte do codiso, 11; sei -
laees jurdicas por Ferreira lorges, cinco vo-
lumes da Voz da Religiao, O frades julgados no
tribunal da ra/o. A meditar. sor Jos AgosUnho
de Macedo, duas mangas de vidrj, cojos beiist^cima
mencionados assim como unu porcAo oc roupa
como consta de urna ola apresMtlada pelo cnsul
de Portugal, que foram arremaUdas por Jos Nu-
nes de Faria e Manoel Goncalves Dias por cenlo
eonzemilreis. O referido he verdade e consla do
sequestro a que me reporto, e paiso a prsenle em
virlude do despicho retro, n'esla cidade do Recie
em 19 do julho de 1854. Escrevi e assignei. O
escrivao, Galdino Temislocles Cabral do Vascon-
cellos.
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 24......52 '.;.158
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do da 1 a 22
.dem do dia 24 .
35:4948:105
872g939
3b:3G7j>2!4
He*
PALIA
dos preros correales do assucar, algodno', e mais
gneros do paiz, que se desparltam na mesa do
consulado de Pernambuco, na semana de 25
a 29 de Julho de 1851.
Assucarcmcaixasbranco 1. qualidade
no
a
2.a
n n mase........
bar. csac. hranco.......
mascavado.....
refinado ...........
Algodo em pluma de 1. qualidade
n 2.a
i) n 3.a n
em carco.......... a
Espirito de agurdenle.......caada
Agurdenlo rarhacn........ o
fl de calina.......
deslc
w
PIJBLICCAO A PEDIDO.
(
A DMA FLOR.
Mensageiras do amor eda saudade,
Meigas (lores genlis, quemfvos nao ama'.'
onralces Dias.
Pobre fiorzinha esmolada...
Querida sers guardada,
Por haveres sido della :
Della, sim, qu'embora occulla
Minha paixao cresce, atolla,
Ao ve-la sempre tao bolla !..
Embora fosse outra mo,
Qne talvez por irrizao,
Te me desse, pobre flor !
t Como lenibraiiea querida
Minha seras toda vida,
Murclio (ananas d'amor I...
Serias idolalrada
lie j no I luis adorada
.Se do sua milo viesse.:...
Nao importa !...fosle della
Sers fiorzinha singella
Sempre invocada com preces.
En que na Ierra vagando
Ando smenle evocando
Urna sen le ha d'anior ;
Ouanlo minh'alma deseja
Quanto anhela, quanto almeja
Por li venha, minha flor!
Pobre florziuha esmolada,
Por seu balito aspirada,
Tens para mim valor inflado,
Seras suave lembrauca
I.m encanto, una esperanr i.
Um soiil saudosa c lindo...
Seris Ilorzinlu singella '
Para mim sempre a mais bella
Sempre a mais querida flor :
Sempre junio de meu peilo
Sentirs lodo o elfeilo
Deste meu occullo amor !
J. D. fl. C.
COMMEHCIO.
PIUCA DO ECIFE2 DE JULHO AS 3
HORAS DA TARDE.
CotarOes ofllciacs.
Descont de ledras de 3 mezes6 ao anuo.
. AI.FANDEGA.
Rendimenlo do dia 1 a 22 195:1599135
Idom do dia 21........ 43679696
Gencbra.

Licor .
caada
i

cenlo

r estilada
............ n
.............bolija
............ caada
................. garrafa
Arroz pilado duas arrobas, um afqucirc
em casca........... .
Azeile de mamona.......
" mendoim e de coco. .
de peixe........
Cacan..............
Aves araras..........
papagaos.......,
Bolalias.............
Biscoitos ....... ...*. ,
Caf bom...........,
restolho...........
com casca..........
1 ninidn............
Carne secca..........,
Cocos com casca........
Charutos bous..........
. ordinarios.......
regala e primor .
Cera de carnauba........
em vens..........
Cobre novo mo d'obra.....
Couros de hoi salgados......
espixados ........
b verdes ........
de onea .........
de cabra corlidos. ,
Doce de rada..........
x goiaba.........
> seceo ..........
jalea.........'.'.'.'
Estopa nacional.........
eslfinseira, mo d'obra.
Espanadorcs grandes......
pequen.is......
Farinlia de mamlioca......
inillio........
aramia.......
Feijao..............
Fumo bom......... ,
ordinario.........
em folha bom.......
" ordinario ....
restolho.....
Ipecaciianba..........
Gomma.............
Gengibre............
Lenha de achas grandes. ....
pequeas.......
loros ............
Prancbasdc amarello de 2 costados. .
i) louro..........
Costado de amarello de 35 a 40 p. de
c. e 2 ; a 3 de 1.......
de dilo usuaes........
Costadinho de dito.......
Soalho de dito............
Forro de dilo.............
(ai-lado de louro...........
('..-I,eludi de dito..........
Soalho de dilo.............
I-o i o do dito. '........... .
redro............
Toros de lalajiiba. .
Varas de pan en a. .
u aguilhadas
quiris. .
2*700
25300
19900
700
19950
39200
69250
59850
SUSO
11563
9800
Sf"0
9520
3470
9480
9220
9180
9220
49600
l&litK)
9880
15280
13280
59000
urna 105000
um 35000
55120
75680
59500
4-9000
3-5600
69100
3)800
25-560
19200
9600
25200
75000
99000
9160
918.5
9200
9090
1.59000
5190
9280
9160
#400
1-5280
19000
29000
19000
29560
29000
691KK)
49800
79000
39000
89000
49000
39000
329000
39000
19500
29560
19000
109000
urna 129000
o 70 KX)
209000
109000
85000
69000
395OO
69000
59200
39200
20,200
3)089
15280
19280
19600
9960

a
alqueire
. (fl
alqueire
. @


.
alqueire
. $
. cenlo

quintal
. dii/.ia
Em obras rodas desicupira para carros. ]iar 40900j
eixus o
.Melar.1.........* -
Milho.............;
Podra de amolar.........
v filtrar.......- .
rebolos........
Ponas de boi..........
I'i.iaba.............
Sola ou vaqueta.........
ScIki em rama.........
Pelles de carneiro.......
Salsa pariilha.........,
Tapioca.............'
Unhas de boi........'.
Sabao .........
Esleirs de perperi. .' .' .' .' .'
Vinagre pipa..........
Cabecas de cachimbo de barro..
169000
8240
19600
9640
69OOO
9800
49OOO
9320
29100
olmo
)190
I89OOO
29-500
. cenllo 9210
. 9090
. urna -li'ii
. 30)000
'inilheiro 5^000
. ranada
alqueire
. urna
. rento
mol lio
maio
. fal
. nina
. (a)
199:4269833
Descarregam h>jcX> de julho.
Barra inslcza llaiitxguano.
Barra inglcza(Voici-normerradorias.
Barca inglezaCamhriacarv3o.
Brigue iiiglczIlaydeharalho.
HialeDacidosogneros do paiz.
Ituoortacao'.
impoi
segmnli
Vapor ingle/.//a/ajjfci, viudo dos porlos da Euro-
pa, iiiauifcslou o segninle
I einbrulho ; a L. Leconle Fcron &Conipanuia.
I oaixa ; a L. A. de Siqueira.
1 pacote; a Ruasell Mellon &Conpanhia.
1 embrullio ; a llihbcrt Wjall.
1 dilo ; a James li ler.
3 ditos; a Deanc Voule^ Companhia.
2 diti-s ; a P. Nash iv Companhia.
CDNSIII.AIK) GERAL.
Rendimenlo do dia I a 22.....14:0219656
ldcmdodia24.....,# *. .5813671
14:603)327
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a 22.....1:2619037
Exportucao .
Li-boa, barca porlugiieza Cratidao, de 1151 lone-
ladas, coudiuio o seguinte :1,186 saceos, 139 bar-
riquiihas e 6 cascos com 7,199 arrobas o :!tl libra-
do asolear, 3,375 couros seceos salgados, 607 volu-
ntes mol, 500 mcios de sola, C2 saccas de algodo,
iiki coros de comer, 3 barricas familia de mandioca,
3 embridaos e 4 eaixiuhas doce.
HAVRE.
39 de Janho.
Ca/e.Nesles ullimos lempos, as transarles lem
sido regulares ; 110 segundo periodo desla mez ellas
tem aprsenla lo alguma aclividade, leudo os preros
experimentado alguma methora sobre quasi todas
as sorles, principalmente no que diz respeilo ao cafe
do Haili, e Rio de Janeiro.
Vendas : 3,710 saceos do Rio de Janeiro de fran-
cos :>8 a 64 e 70 por be a qualidade 5,300 do Hait
de 98a 62. Os 50 kilogrammas que estavam em
deposito, foram adjudicados publicamente por ava-
ria. Evisliam a 25 de junho 24,163 saceos e fardos
sendo7.000 do Brasil.
Na partida do corrcio esperava-so que esse artigo
prosperasse por algum lempo.
Atascar.A chegada simultanea de 12 navios das
Antilhas franco/..i- carregados de assucar petaran)
sobre o artigo, o tornaran) calmas, ,as traasacres-
Parece que nesses ltimos das deve-sc esperar ama
alia ligeira.
Nada se fez as qualidade. do Brasil.
Cauros. As transacroes nesse arligo foram
nullas ; assim lem sempre acontecido nestaesla-
cao.
Cacao.Nesle genero podem-sc cilar duas vendas
publicas, periodo 200 saccas pelo preco crreme.
Algodo.O mercado esleve calmo ; com as che-
gadas c asque exisliam do Brasil venderam-sequasi
50fardos de Pernambuco, ordinario a 103.
Londres 26 de junho.
Caf.O mercado esteve mais activo do que se
podia espetar no lim da ultima revista ;o movimen-
lo de alta parece dever mstentar-se, e os precos sao
lirmemenle maulidos.Vendas : 3,519 saccas, do
Rio de Janeiro ; o caf sao rsleve por 43 a 48 shel-
lings:1,800 saccas da Balda foram vendidas por
43 sh, o bom ordinario, o fino por 47 a 50.
O dcCevIocozou de^melborpreeo.
Assucar.O mercader esleve geral mente inactivo
com una baa que para as qualidades inferiores
nao he rr.ennr de um sheliing.
Iodos enao espera do melhor preco.
Nao cita-se nenhuma venda que inlressoao Brasil.
Couros. primeira parle do mez de junho as
transacroes, que foram muilo Mutilada*, lomaram al-
gum incremento, e o ultimo merradn de Leadenhall
foi milito animado. Todas as vendas que se Ozeram
foram de coaros do Prata.
" tlfrpool -_> de junho.
Algodao^^ procura lorna-se animada na prara,
podandoW preros realisarcm um leve favor.
A melliora das transaeces em Mancliesler.onde o
dinheiro he mais abundante coiitribuio para esta
alta.
Do Brasil as operaciies foram mais activas, e con-
servan! precos regulares.
As vendas elevain-se desdo a ultima partida do
vapor, pelo que respeila ao Brasil, iSoulhamplon 9
de junho' a 137,300 fardos, 2,500 dos quacs sao de
Pernambuco de 8 1|8 6 3il dinheiro.2,800 far-
dos da Babia de 6|8 a 6 3il, 1090 fardos do Mara-
nhOo 806 1|8a 7 l|2.
As chegadassobcm a 171,000 fardos, sendo 3,000
do Brasil.
Mar. Cafe.0 estado do mercado lio favoravel, e pare-
ce que deve prolongar-se assim.
Vendas.Vcndeam-se i,600 saccas do Brasil por
56 a 60 francos.
Assucar. Os assurarcs brillos npresentaram
um movimenlo fora do commum.
Venderam-se 4,800 sacros de mascavado de Per-
nambuco. ,
Couro: O mercado esleve inactivo. Nada
hoiivc do Brasil.
Chegaram perio de 15.000 pollc?.
Trieste 24 de junho.
Cafi. Depois de algumas transacroes do Rio
de Janeiro operadas para o Levante parece qae de-
ve eslabelecor-sc ,, calma, apezar das noticias 110
Rio. O artigo inclina baixa. Vendas : 1,596 sac-
ras do Rio de Janeiro por 30 a 39 II. 1,140 sacras
dito variadas a 31 fl., 316 saccas da Babia a :> c
39 II.
Assucar. Tem lia ido poucas transacroes ; nao
se pode pensar qoe o artigo se sustentar em pre-
senra das existencias tao considerareis dos rehilados,
e da baixa queja solTreram.
Vendas: 2.380 sarcas do Brasil IS II., e 100 cai-
xas de llavana a 18 c meio e a 19 II. a quintal.
Couros. Nao ha nenhum do Brasil.
Ilamburgo 25 de junho.
('afe. O mercado esleve man Orine. A pro-
cura aprcsenioii una aclividade bastante grande, a
qual permitlio aos detentares alcaucareni um avan-
ce de I p3 a l|8sch., porque es|ieravam ha milito
lempo. Ha rulo para prever um favor anda mais
nolavel em presenca dos fraros rehreos esperados
do Brasil. Venderam-se 21,700 fardos do Brasil.
de4|8a 5|8sch.
Assucar. --Tlouve transaeces bastante notaveis,
feilat sob a influencia de urna procura mais viva ;
as boas qualidades leem sabido de preco : e as infe-
riores que de alguma sorte lem sido" abandonadas
sito um ponco mais tracas.
Ultimo preco : da Babia que nao lem dado lu-
gar a nenhuma Iraiis-icrn so colisa : smenos 13
1|6 a 15 3|4, hranco a 7|2 m. br.
Couros. Continuam firmes e sem varUc/ies,
anda que sem procara. As vendas comprehen'dem
1,200 do Rio Grande, salgados, 500 de Maracaiboe
800 da Balavia, mais alguns burdos.
Exislem acerca de 46,000 pelles.
Cacao. Esl sem variaran, e as Iransacrno. h-
iiiilani-sa as necessidadcs do consumo, que tem di-
minuido.
Cilam-sfi I,.500 saccas do Par vendidas em pri-
meira mo a 27(8 s.-li.
Madeira de tinturara. Tem havido muilo
poucas Irasacres.cslaiido os precos sem variaran :
os dcleiitorcs nao se moslram dispostos a afrouxar
a mao para realisar as provisfles que uo mercado
lem estado muilo limitadas.
Nao se cita venda alguma uas sorles de Pernam-
buco.
Amesterdao 27 de junho.
Eslc mercado nao lem apresentado nada do
Brasil.
As transaeces parecem querer reanimar-sc.
Antuerpia 27 de junho.
Cafe.Como se podia ver segando as precedentes
noticias, o caf lem dado lugar a um movimenlo
bastante importante com alias que se melhoram.
A falla de chegada do Rio de Janeiro loma as com-
pras do caf do Brasil cada vez mais difliccis; pelo
que a altase lem resentido desla escassez, e lem
eiprimenlado alguma mclhora.
' Venderam-se 6,200 sarcas do Brasil, 10,900 sac-
cas de S. Domingos e 1,800 saccas de Java pouco
mais ou menos pelos procos sczainles.
Ultimo.precoDoqaxesl em deposito vindo por
ptfvilhao eslrangeiro da Brasil fino verde a 98 1(2 a
99 cent., verde a 2Lb 28 J|2 cent., esverdeado a 25
l|2ea 27 cent., bom ordinario, a 24 l|2ea 251|2
cent., baixo ordinario a 23 112 e a 24 cent. S. Do-
mingos a 27 e 28cent.
./.-<'ir..Morcad) fraco; nada do Brasil.
Cornos.Assignala-sc ama alia, que nada apro
veita ao Brasil.
que aos dias 8, 9 e 10 de agosto prximo vindonro,
se ha de arrematar perante a junta da fazenda da
uicsina Ibesonraria, a qaem mais ilr, o lil.o do
jardim botnico da cidade de Olinda, servinu>dc
base arremataran o ollerecimenlo de 2:0009000,
feilo pelo licitante Manuel Peres Compeli Jacome
da Gama.
As pessoas que se propozerem a osla arremalacao,
rompareram na sala das sessoesda mesma junta nos
dias cima declarados, pelo meio dia.
E para coustnrse maodou aluzar o presente, e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ibesonraria provincial de Pernam-
buco, 20 de julho de 1851.-O secrelario,
Antonio Ferreira Annunciarao.
DEGLARACOES.
BOLETIM. r>
LISBOA 6 DE JULHO.
Prtro corrente dos gneros de importarao do
Brasil.
Por baldearan.
Algodo de Pernambuco. 130
DilodoOar.......... ... 120 '
Dito do .Mamullan....... 120
Dilo do Para.......... ,, no 120
Dilo dito de machina.....D 110
Caeio. .............. a 29000 29100
Caf do Rio primeira sorte. 29950 39000
Dito dito seaunda dila...... 29750 29850
Dilo dilo lerceira dila..... 29100 29500
Dito dilo cscolhti boa...... 29000
Dilo da Babia......... 29800 3)000
Dito do Para.......... 19650
Couros si-oros espichados ....,, 147 177
Dilos salg. de P. e Ccir 28 a 32 137 157
Dilos dilos dito 26 a 20 .... 137 157
DilosdilosdoMaranh3o28a32. 137 157
Cravo girte.......... 320
Dilo do Maranlian....... 100 140
Gomma copal.........,=,, 29000 58800
Ipecaruaiilia..........% 800 18088
Ouruc............n 100 185
Salsa parrllia superior: uj) IS96OO 15sO0O
Dita dila mediana......." 99600 109500
Dila lua inferior....... 69500 8)008
Captivos de direilos.
Assucar de Prriianibuco bramo a 1S600
Dilo do Rio deJaneinjk. ... 19500
Dilo da Babia. ^P. ... 19400
Hit" 'lo Para, bruto. ...... n 19300
Dilo mascavado......... 19250
Dilo refinado no paiz em formas 39200
Dilo dito quebrado (pil). ... 29500
Dilo dilo em p (rap)......m 29200
Vaquetas de Peni. e Cear ama 19400
Ditas do Marauhao....... 19400
Chifrcs do Brasil pequeos. mil 3)200
Despachados
Arroz do Rio..........nq, 59100
Dilo do Maranhaii e Para ord. 59100
Dilo dilo do melhor. ..... 59800
Dilo dilo superior......... 8)888
Dito dilo miado......... a 49500
Karinba de pa'o do Brasil ... qi 700
Pao campeche.........qq >J800
Tapioca............,v 191Q0 .
J'recos corrente dos genero de exportara para
o Brasil.
Captivos de direilos.
Amendoa em milo doce do Al-
19900
15550
15550
19358
19450
19800
15600
49000
59500
55GO0
&>M0
I5I00
(fi> ^9">no
alq. 19100
900
110
9 400
1) 400
1) .39100
B 3)888
9200
a 490O-
90
inuio 1*150
i) I9000
11 19150
340
290
B 310
0 300
alm 39600
p.20O500O
caix. 89000
son
19200
500
800
I9OOO
19200
19100
19200
345
305
49700
895OO
carve........,
Dilaeni rasca couca, .
Dila dita molar. .
Nozes.........
Ameixas........
Figos do Algarvc ....
Presuntos.......,
Chouricos.......
Carne ensaccada ,
Toucinlio.......
lia-di 1 ,le porro........
Pinenta deGoa.........
Sal groase a bordo.......
Dilo redondo idom......
Dito ii-igiieiro graaaa idem .
Cera branca por baldeara,,. .
Dila ainarella dem. ..;...
Dila em grume idem......
Dila em vellas a bordo ; .
Azeile, idem..........
Agurdenle encascada 30 graos.
Vinho iiniscalel de Selubal. .
Vinho tinte marca F.S, a bordo, pipa 849080-
Djtoditodilo, dem......auc. 889OO
Dito dilo marca B.eF., idem. pipa 849000
Dilo dito dito, dem......anc. 889OOO
Dito dito 1. P. e Filhos, idem. pipa 749000
Ditoditodrto. idem......anc. 80)888
Dito hranco marra F. S., idem. pipa 869000
Dilo dito dito, dem ...... anc. 91)000
Dito dito marca B. e F., idem pipa 849000
Dilo dilo dita dem.......anr. ks.- m
Dito dito marca P. G., idem. pipa 929000
Dito dilo dilo, idem. ..... anc. 94)000
Dilo marca T. P. e Filhos, idem. pipa 719000
l)i|o dilo, idem.........anc. 809000
Unto marca F.S.idem. pipa389000
|a B. c F., dem pipa 369000
m. P- G.. idem .... pipa 09000
maacal P. e F.", idom pipa 3<9000
Jiranao -jf. g., dem. pipa 40.3OOO
Dato tito marca.B. e l-.,ideui pipa lio.fOOO
Dlo dito marca*, (i., idem. pipa349O00
Dilo dito dilo T P e F. idom pipa 405OOO
EMBARCACO'ES ENTRADAS.
Janho 8 brigue brasileiro Ocano, capilao R.
D. de Senoda.
dem 19 de Sanios palacho brasileiro, O. Pedro
V, capilo F. G. Rosa.
dem 10 do Rio de Janeiro, vapor nglcz Creat
ll'eslern, r-apilflo J. A. Brevis.
Itlem 22de Pernambuco, brigue porlugaez San
Miguel I.
Idem 23 idem brigue porlaguez Bom Succesto,
rapiHe f. J. de Menddnca.
SAHIDAS.
Junho 8 para o Rio de Janeiro, brigue porlu-
guen nesolcido, capilao A. da Pena.
,.''!.cm ** porlugiieza Oliceira, capilao I.
M. Riheiro.
Idom 14 vapor nglcz Thame, capilao \V.
Slrutli para Pernambuco, Babia e Rio de Janeiro,
na qualidade d.; paquete.
dem 21 para o Maranhao brigue portuguez Ur-
bano, capilao F. J. dos Sanios.
dem 21 para o Rio de Janeiro brigue sueco
lilheim Fermedem, capilao E. J. Sodciman.
dem 21) idem brigue portuguez BtperaHna, ca-
pilao M. A. Marques.
dem 25 idem brigue portuguez SopkUt, capi-
lao A. S. Rosa.
dem 25Para, brigue portngae/. Triumpho, capi-
pitao F. A. da Silva.
A" CARGA.
Para o Rio de Janeiro barca nartugueza As-
sumprao.
dem patacho portuguez Marn Ignez.
dem brigue porlugucx Sitia II.
Babia brigue porlueucz Del/im. 1
dem brigue brasileiro Ocano.
Rio de Janeiro brigue sueco, Gellhar.
dem brigue brasileiro Empresa.
dem barca franceza L'Acenir.
Idojn brigue portuguez Fortunato.
Jdem brigue sueco Frilz.
Mera Lugre portuguez Emma.
dem galera porlugneza fobim I.
BANCO E PERNAMBUCO.
O presidente d;i assembla geral do
Banco de Pernambuco, por convite do
consellio de direcrao do mesmo.. e decon-
formidade com o artigo 18 do* estatutos,
convoca a assembla geral para reuniao
ordinaria no dia 31 do corrente, as 11
lloras da manhaa, na casa do mesmo Ban-
co, alim de levar a ellito o disposto nos
artigos 30 e 31 dos referidos estatutos.
Recife 19 -le julho de 1854.Pedro Fran-
cisco de Paula Cavalcanti, presidente.
Jos Bernardo Galvo Alcoforado, pri-
metro secretario.
Pela delegacia deste primeiro districlo do Re-
cite, foi apprehendido no dia 19 do corrente ao pre-
to Joan, escravo, um a miel de cabello engastado em
ouro ; qaem for seu legitimo dono com'parera na
meima delegacia, que aprescolando os iignses, lhe
ser entregue. Delegacia do primeira districlo aos
20 de julho de 1854.
Consellio administrativo.
O conselho administrativo, em virtude Je autori-
sarao do Exm. Sr. presidente da provincia lem de
comprar os objectos seguinles:
Para o-10 balalhao de nfanlaria.
Bonetes 274; panno verde para sobrecasacas e cal-
ras, covados 1002 ; hollanda de forro, cavados 1197;
panno prelo para polainas, covados 20; brim braoco
liso para frdelase caifas, varas 1497; esleirs 184 ;
algodaozinho pira camisas, varas 563; bolOcs brac-
eos de osso, grozas 25 ; dilos prelos de dito, grozas
36; cordao de laa prela para vivos de sobrecasacas,
varas 1370.
Quem os quizer vender aprsenle as suas propostas
em carta fechada na secretaria do conselho, as 10 lio-
ras do dia 29 do rorrete mez. Secretaria do con-
selho administrativo para fornetimenlo do arsenal de
guerra 24 de julho de 1854. Jote de Brito Ingtes,
coronel presidente. Bernardo Pereira do Carino
Jhnior, vogal e secretario.
Por esta subdelegada se faz publico, qne fora
preso na noite do dia 23 do corrente, por estar f-
gido, e se acha recolhido i cadeia, um prelo de nome
Clemente, que diz ser escravo de om GusmSo, padei-
ro, na ra Imperial. Subdelegada da freguezia de
S. Jos do Recite 24 de julho 4a 1854.Manoel Fer-
reira Accioli, subdelegado supplenle.
Acham-se nesla subdelegada 2 cavallos que
foram apanhados sollos sem saber-se quem sejam
seos donos ; a quem os mesmos pentencer, pode com-
parecer, que provando lhe sero entregues. Subde-
legada da freguezia da Vanea 34dojulhode854.
O subdelegado, Francisco Joaquim Machado.
^!^^
brevida
do Porlo, _,
Trapiche n.
Quarla-feira 2G do corrente, dar a companhia
a ultima recila a favor do artista Periiamhucano,
ANTONIO LOPES RIBEIRO,
Apresentando ao respeitavel publico o drama deno-
minado,
REMFLARD Eft HESPAM
e a jocosa larra,
.Lssy sus eisar^iBia &&s.
O meritissimo director da orefiestra preheiielier
os entre-actos com pecas de msica dignas de sua es-
culla ; o protegido recitar un monologo da gratidao
aos seas benemeaUos protectores.
Principiar svlloras.
AVISOS MARTIMOS.
COMPANHIA DE NAVEGACAO A VAPOR IX-
ZO-BRASI1.EIRA.
Os Srs. acciouislas
desla companhia sao
convidados a realisar a
quarla prestarlo de suas
acjoes com a maior
ara ser remedida a direcrao na cidade
igindo-se ao baixo assignadona ra do
>.Manoel Duarte Rodrigues.
Para o Aracaty sabe com muita brevidade o
bem moliendo bia'.e a Anglica : qaem nelle qui-
zer carregar ou ir de nssagem, dirija-se roa da
Cadeia do Recife n. 49, primeiro andar.
Companhia brasiletra de paquetes de
vapor.
O vapor brasileiro S.
.S'o/ri/i/r.r.rummandan-
te o primeiro lenle
Santa Barbara, espera-
se dos porlos do norte
at 26 do rente, e segoirii pare Mace, Baha, e
Itio de Janeiro, un dia seguinte da sua entrada;
agencia na ra do Trapiche n. 40, segando andar.
LEILO'ES.
OSr. F. A- Zclz, cnsul da'Sueda e Noruega,
estando a relirar-se para a Europa, lar leilao por
nter enrao do agente Oliveira, da mobilia da casa
de sua residencia, consisliudo em bellos tofas, con-
splos, cadeiras tanto de balanro e de braros, como
oulras de moldes usuaes, cspelhos, mesa redonda e
mais objectos para adorno de sala de visitas, mesa
elstica grande, aparadores, cadeiras, e mais ar-
tigos neressarios para sala de jautar e oulras, commo-
das. marquezas, toucadores, Icilos para casados, e
outros pequeos para meninos, globos, lanternas,
quadros riquissimos, louras para mesa e sobre-mesa, -
apparelhos para cha, machinas pata cafo, obras de
cryslnl, bandejas, urna ptima machina para en-
gommar, e muitos uniros artigos, como ulcn-
cilios para cozinha e para sitio, e varias' obres de
prata etc. qaarla-feira, 26 do correnle, as 10 horas
da manhaa, no armazem do Sr. Auiorim, ra de
Apollo.
Terra-feira 25 do correnle, as 10 1|2 horas da
manhaa, o agelc Viclor fari leilSo no sea armazem
ra da Cruz nr 25, de grande e variado sorlimenfo
de obras de marri noria novas e usadas, de dilTeren-
tesqualidades, rclosio de metal galvanisado para al-
gibeira, diversas obras de prala de lei, um rico ea-
iii.u com jogo de damas, tabulas c copos de marfun,
chapeos hrancos de castor o prelos, 400 esleirs de
d.dba de carnauba,550 chapos de dila, 5 caixas com
velas de carnauba superior qualidade, ama machina
dn Iirar retratos, 40 arrobas de junco, bolo inglez e
oulros objectos que estarao vista no dia do leilao.
O agente Borja Geraldes, quinta-feira 27 do
correnle s 10 '. horas da manhaa, far leilao de um
grande surlimento de obras de marrineria de toda
a qualidade, obras de ouroe prala, como bem relo-
gios, colheres, palileiros, ele. ele, o outros mui-
tos objectos de dillerenles qualidades que estarao
paleles no mesmo armazem.
AVISOS DIVERSOS.
MOVIMENTO DO PORTO.
.Varo entrado no dia 2.
Bahi7 dias, palacho brasileiro Flor da Sonto, de
216 blindadas, capilao Bcrnardino Antonio de Si-
queira, equipasen) 13, em lastro ; a Domingos Al-
vos Malhcus. Veio receber pratico e seguio para
o Assi.
yaci tahidos no mesmo dia.
I.i-hoa o porlos intermediosVapor porlazucz D.
Mara II, commandanle Jos Thompson. Pas-
sageiros, Antonio Jos Coimbra Guimares, D.
Maria da Assumpco Cunta Guiarte*, Pedro
l.niirenro da Cosa, JoSo Simos 'inicnta, Joa-
quim Rodrigues Duarte, Antonio Joaquim dos
Sanios Andrade, Viclorino de Caslro Mourd, Ale-
x.indre Jos da Silva, Manoel Jos Salgado. Lino
Ferreira Piulo, Ivo Francisco l.inhares, Manuel
Guies Villar, I). Jeurina da Trindade Rang.-I,
Jos ile .Mallos Itaiid. lenle Jos Paulo Pires
de Mello. Joaquim Pereira da Costa Larangeira.
Sospendeu do lameirao.
NamlucketBarca americana Samtuchet, com a
mesma carga que trouxe. Suspenden do lameirao.
CanalEscuna ingleza Mercurij, capilso Gcorge
Wall, carga Batucar.
Rio Grande do Sul por MacciiVBrisue brasileiro
Sania Buroara Vencedora, caprtSo Joao Viclori-
no de Avcllar, carga assucar, carne secca e baca-
Ihao.
Rio de JaneiroBrigue inglez Minstrel Boy, com a
mesma carga que Irouxe. Suspenden do lameira.
EDITAES.
O Illm. Sr. inspector da lliesourariu provincial
einrumprimenlodaordemdo Exm. Sr. presidente ,.
da pro nria, de 18 do corrente, manda fazer publiro I dirija-se ao beco doCerigado n, 13.
LOTERAS DA PROVINCIA.
O fliesoureir geral daslotetias avisa,
((tic se acliam a venda os. Iiilliel 's c mcios
da primeira parte da segunda lotera a'
benelicio do hospital Podro ll.,nathc-
soiirari.i das loteras, ra doCollegion.15,
nn praea da Independencia 11. 4, e na
loja do Sr. Arantes n. 13, ra do Qnei-
madons. 10 e ."i!), ra do Livramento n.
li, aterro da Boa-Vista n. 48, praca da
Boa-Vista n. 7. Corre a mesma lotera
impreterivelmente no dia 18; de agosto, as
!> horas da manhaa ; eos hilhetes estao'a'
venda ate o dia 17 as 6 horas da tarde.
Preco inteiros iOi'000
raeios jjOOO
AKandrc Jos da Silva, pela brevidade do
sua viagem no vapor porluguez D. Maria II, nao
lhe foi possivcl despedir-sc do lodos os seusamigse
afeicoados, aos quacs pelo presente Ibes reca quei-
ram aceitar suas despedidas, e dispor de seu dimi-
nuto presumo na cidade de Lisboa e Porlo, ou em
qualquer parte emque se adiar: dcixaudo por leus
procuradores : 1. o Sr. Jos Rodrigues Coc lio ; 2. o
Sr. Manoel Rodrigues da Silva ; 3. o Sr. Francisco
Antonio de Almeida.
A pessoa que quizer comprar urna boa escrava
parda, inora, bem premiada para casa de familia,
sem vicios nem molestia, dirija-se a ra dos Quar-
leis. n. 24 : advere-sc que s se vende pana esla
provincia.
Ouerece-se urna parda j demeia dade, niiiilo
boa e fiel, para ser ama de casi de homem solteiro,
cozinha, engommae ludo faz com muiloaceio e lim-
peza, porem nao sahe para comprar : quem quizer,

afea-eas


-------nnj
_.
T

DIARIO OE PERMMBCO. TERQA FEIM 25 OE JULHO DE 1854


Par conhecimento daquellesa gaem possa in-
leressar, se publica a seguinte verba testamentaria,
e desde j se protesta contra q lalquer Irunsacrloou
aclo, que por ventura offenda o direil) eventual pela
meima verba cunferido aos sohrinhoii do leslatlor o
reverendo padre Joo Francisco Maciel Mnnteiri).
Ratifico a doaejo causa mor s. que Ita a men ir-
man Thomaz Antonio Haciel Moni 'iro por escrip-
tura na nota do tabellio (juilherme Patricio lie-
> /erra Cavalcanli cm toda a sua cilenfo, smenle
com a clausula o declararle, que -uceedencb> fal-
te lecer sen filho legitimo .lo;'o, ora em Portugal,
antes delle mu ftai, ou anda depcis do estado de
menor ou sem succetsao, e fallecondo tambeni u
n mcu irmao sem oulros filh legtimos, os beos
doadns passarSo livremonle a lodos os meus tobri-
nhos legtimos, fllhos de minba imjaa 1). Francis-
ca Hequelina Maciel de Carvalho, e do senador
I .Manuel de Carvalho Paes de Andr.ule.
ATTENCAO'.
Desappareceu no dia 15 do correnlc o prelo, cri-
oulo, por nome Etaquicl, de :0 a H> anuos de ida-
de, percas bastante arqueadas, no andar abre bstan-
le os decios dos ps, tem falta de alguna dente*, he
bastante humilde e manso em sua* fallas; julga-se
ler ido em companhia do prlo Miguel, crioulo,
perleneente a Illma. Sra. viuva Latierre, por lerem
ambos dcsapparecido no mesmo di, bem como ha
toda probabUidade de ter seguido em directo a villa
de Sobral d'onde veio: rega-iie pois a todas as auto-
ridades policiaes, a captura du mesino, gratificando
-se generosamente a quem o levar a ra do Cabu-
lii, loja da esquina n. 2, asen seuhor Jos Peres da
Cruz.
258000.
I- urtaram do engenho Cedro, no Cabo, um caval-
lo alasitnde 7 aonos, gordo, s-jm andares, tem mar-
ca de jcreiuum na sarnelhn, n alm de oulros ferros
lem ha pouco lempo um C Ji na perna esquerda :
quem o pecar, receben a gritificarao cima, enlre-
gaudo no dito engenho, ou o cirurgiao Silva, na
ra do Yigario.
Pievine-se aos Srs. relojoeiroi, ourives, ele,
que foi subtrahido da ra do ilerro da Boa-Visla n.
6, um relogio de senhora, leudo de um lado umi
firma cun duas leltras R W, c do outro lado urna
coroa di; Barao, nao tem esmalte, he todo liso, e da
fabrica de Lamarche : portan o a pessoa qoe o tiver,
d rija-si ao lugar indicado, pois quo todas as provi-
dencias esleto dadas. ,^
Antonio Xavier Marques da Cosa Soares, fi-
lho de Jos Marques da Coslt Soares, faz publico,
que de boje em dianlc se asgnar. Antonio Mar-
queslSuares.
Precisa-se de urna ama que saiba eozinliar al-
guma censa e compre na ra, para urna cata de pon-
en familia : na ra da Cruz d. 7, terceiro andar.
Quem precisar de urna ama para eusaboar, en-
gommir e coser chao, pode dirigir-so ao pateo do
l'araizo, sobradoque volla pira a ra da Roda.
Roga-se a todos os subditos portu-
gueses soteiros aqu residentes, e que ti-
verem alguns bens de fortuna, que faram
seu tatamente aiim de nao darem in-
commodos ao respectivo cnsul Joaquiui
Baptista Moreira, com os quaes elle mui-
tissiraose constrange, pois que osespo-
lios que teem Jeisado alguns subditos,
nao lhe tem dado o menor interesse.
I'reeisa-se de om caizeiro porluguez de 12 a
1 Kannos, para taberna, eque d fiador d sua con-
ducta : na ra da Senzala Nova n. 1.
Oflercce-sc urna ama para casa de familia, a
. qual da fiador a sua conduela: na ra da Senzala
Nova n. 122. ,
Constando aoabaiio atsgnado que Manuel An-
tera ce Souza Res Jnior, quer vender a parle que
lem ua casa da ra da Guia u. 57, que lhe tocou por
lieran ;a de sua finada mai. declaro que o mesmo Sr.
dore 3 aonos de decimas e de de ja protesto contra
semillante venda nao sepel divida cima declarada
como lanibem por me dever, e para todo lempo cons-
tar faoo a prsenle declarado. Benlo Airen Rodri-
gues Tupinambo, tutor dos brdenos.
W Antonio Aprigino Xavier de Brilo, l'r. em
$ medicina pela I acuidad medica da Babia, re-
98 side na ra Nova n. 67, priraciro andar, on- ?;
9 $ ejercicio de sua proli-sao. A
* g$ s @
Babados recortados.
No aterro da Boa-Vista n. 12, recortaav-se baba-
dos de toda e qualquer fizenda e de diversos dese-
nhos pelo prejo de 200 r. cada vara. Na mesma ca-
sa precisa-se de urna Negra qoe saiba eozinliar, la-
var, engommar e fazer compras, e que sobre tuda*
teja fiel.
Tendo oSr. Manoel Dias Fernandes apresenla-
do ama proposia aos senhores redores de Antonio
Jos de Azevedo, obrigando-se assignar letras com o
abale de 75 por cento, caso lodos elles annuissem, e
como al o presente nao se lem realisado esta tran-
saccao, e mesmo porque o dito Sr. Azevedo lenha-
se Curiado ao que so obrigon, o abaixo assigna-
do como procurador bastante do Sr. Manoel Dias
Fernandes declara que Oca sem e Yeito dila proposta,
e por conseguinle nao aceita lelnalguma.
Firmino MOtra da Costa.
Alirgam-se as tojas da casa n. 44 da ra da
Guia : a tratar na ra do Collegio n. 21, segundo
andar.
Boa-Vista n. 16.
Pummaleau tem a honra de participar ao respei-
lavel publico, que acaba de receber pelo ultimo na-
vio vindo de Franca, um sorlimeoto de espingardas
de um e de dous camos, mu leves e Irulicitada?, de
[irimeira qualidade, polvarinhos, chumbeiras, espo-
etas da marra ti, urna rica guarnicSo uu apparelbo
para carro, e lanlernas de metal cliamaiioMelcbior,
varios gales ricos para dito, chicotes de balea, ditos
coberlos de tripa para bolear, lr>?ios, esporas, estri-
bos, esponjas, escovas para lavar, chicoliohos soru-
llos, cabei-adas de seda vegetal, e tambem de couro
daqui, urna grande variedade de cachimbos, nns
iiarguills para fumaren) 4 pessoas, oulros de espuma
domar, de porcelana, demadeira ele,fumo preparado
it melhor, tesouras para jardineira, ditas para cos-
tureiras, de nnhas etc., e oulros instrumentos de den-
tista, lancetas, facas de mesa, trinchadores, navalhas
de barbear com cabo de tartaruga, de marfim e ou-
lros ; garante a boaqualidade de ludo quanto est
cima mencionado; escovas para denles e un has,
pentes para bigodes, de tartaruga, cliaroteiras com
agulhas de marear, caiiiuhas de massa para preser-
var o acoda ferrugem.
Os abaixo assignados fa/.:in scienle ao Illm.
Sr. Dr. Jos Narciso Camello, que o Sr. JoaoOzorio
de Castro Maciel Monlern Ibes liedevcdorda quan-
tia de 909000 rs., importe de joias que Ibes com-
pro i, de que passou documento, o qual se acha em
juizo. Moreira & Duavle.
ESTAMPAS DE SANTOS E SANTAS.
Chegou loja de miudezas da na do Collegio n. t
um grande sortimenlo de estampas de santos e san-
tas em ponto pequeo e grande. Nossa Senhora do
Rosario, Nossa Senhora do Carroo, Nossa Senhora
daS Dores, Rainba dos Alijos, Nossa Senhora da Con-
ceicao, Nossa Senhora na cadeira, Sanl'Anna, Santo
Antonio, S. Jos, S. Scbastiao, Sania Francisca,
Santa Joanna, Santa Maria, Seuhor Crucificado, Se-
uhor no Horlo, collecOes da %ia sscra com 14 cs-
lampas, assim como outras muas que se deizam de
anounciar, retratos de Napoleao I., ditos do 111., e
su i esposa. collecOes do Gil-Braz, ditas de Gonzalo
de Cordova, ditas dos Misterios de Pars, ditas da
rcvoluto ftanceza em 1848, retratos de D. Micuel
o sua esposa.
Srs. redactores.;Como filizmente nao fallo com
o di.-ibo, por isto sem que esto fique bronco, nio
pretendo responder a pergunta feita no Diario n...
, c :d.virto a esse iustigader, que quem se nao receia
do incgnito maternal captiveiro, pode como en. as-
sii nar-se. Assim conclueli'ias Emiliano Ramo!.
ATTENCAO'.
Declaro eu abaixo assignad), que leudo compra-
do o deposito das Cinco Pona < n. 42, aos Srs. Joo
da Aniinnciarao Cesar de Mello e sea irmo Joa-
quim de Souza Galvo, c como os ditos senhores dis-
stMsem-me que nada deviam, peranle teslemunbas,
por isso ti/, a dita comp.a, c por 'ser verdade faco
publicar o presente anmincio.
yoio Gonralces de Souza Guimare*.
Desappareceu no dia 11 de Janeiro a preta Ma-
ria, de nac,o Congo, baia, cheia do corpo, peitos
pequeos, ama marca no rosto do lado direito, urna
lellra E o F no peito eiquerdo, urna marca no bra-
co direito, a junto do p esqu:rdo virada para den-
tro, os denles abortos na frente, idade pouco mais
oo menos 30 anuos : qiem a pegar leve-a :i ra do
Cildeireiro u. 86, que (cr 50u0u rs. degralificacao.
Precisa-se de urna ama de lete, forra ou cap-
tiva : na ra do A mor i m n. 25.
ATTENCAO".
l'a^a-se uenerosamenle a quem der noticia de
urna salva de prsta, obra do Porto, quasi com palmo
de dimetro, a quil furlnram no domingo, 23 do
correnle, do primeiro a-adar do sobrado n. 6 da ra
do l.iviaraenlo.
Precisa-se de urna ama que saiba coznhar e
fa/.er lodo o maisserviro de urna casa : no largo do
Tere/) n. 27, segundo andar.
PRETA FGIDA'
Ausenlou-su no dia 22 do corrente, de casa de seu
senhor, a preta Quintiliana, estatura baila, cheia do
corpo, com falta de denles e cicatrizes no pescoeo do
lado esquerdo ; levou vestido de cassa escura c pan-
roda Costa; esta preta andava venderdo na ra :
quem a pegar leve-a n ra da I.apa n. 2, que sera
gonerosameute recompensado.
Deseia-se saber onde se acha Francisco Ban-
deira de Mello, que morando na Capunsa, se muda-
ra para a Passagcm da Magdalena, c agora dalii de-
sapparecera em haver noticia para onde : quem
dille souber commun que por obsequio ao abaixo
assignado, ou aquello senhor em vista do prsenle
anuuncio, queira eutemler-se com o mesmo abaixo
assignado, morador na Oipunga.
Jos /j'iiz de /izeredo.
ANTIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da na do Trapiche
n. 15, lia muito superior potasia da Rus-
sia e americana, ecal virgem, cliegadaha
|:otico, tudo por preep commodo.
(>de-se um sili queaccommodaanniinlmcnle
ib vareas de leile, coi i a rondiejo de quem u pre-
bniler comprar as vaccas e o mais que no mesmo
existir : na ra do Qw-imado, loja n. 31.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 BA DO COLIaEGIO 1 ASffDAB 25. ,
O Or. P. A. Lobo Moscozo d ronsullas Iiomeopalhc lodos os dias aos pobres, desde 9 horas da
manha alomoio dia, c em casos exlraorriinario* a qualquer hora do dia ou noile.
' MieiTcc-se igualmente para praticar qualquer openi<;ao de cirursia* ** acudir prumplamenlc a qual-
quer mulher que esteja mal de parto, e cujas circuimlanrias nflo permiltam pagar ao medico.
NO COnTORIl) 00 DR. P. A. LOBO flOSCOZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo do Dr. G. H. Jahr, (raduzidoem porluguez pelo Dr. Moscozo, qualro
v ol limes encadernados em dous :................. 205000
Esta obra, a mais importante de todas as qoe Iratam da homeopalhia, inleressa a todos os mdicos que
quizerem experimentar a doutrina de llahnemann, e por si proprios se convencerem da verdade da
mesilla: inleressa a lodosos senhores de eneenho a fuzcnlcros que cslaolmge dos recursos dos mdi-
cos : interessa a lodosos capiles de navio, que nao podeni deixar urna NM oulra de ter precisao de
acudir a qualquer incommodo seu ou de seus tripolanles ; e interessa a lodos os cheles de familia ru
por circumstancias, que nem sempre podem ser prevenidas, sao obrigados a prestar soccorros a qualquer
pessoa della.
O vade-mecum do homeopalha oo Indocto do Dr. llering, obra igualmcule ull s pessoas que s
dedicam ao estudo da homeopalhia um volme grande ,.......
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pbarmacia, etc., etc.: obra indis-
pensavel is pessoas que querem dar-sc ao estudo de medicina....... 48000
Urna carie ira de 34 tubos grandes de tinissimo chrislal com o manual do Dr. Jahr e o diccio-
nario dos termos de medicina, etc., etc.......-........I 408000
Dita de 36 com os mesmos livros................... i y- Dila de 48 com os ditos. ,.................. 005000
Cada carleira be acompanhada de dona frascos de linlurasindispcnsavcis, a esculla. .
Dita de 60 tubos com ditos...................... 6OJI0O0
Dila de 144 com ditos..........'.............. lOJOO
Esta* sao acompanhadas de 6 vldros de tinturas esculla.
As pessoas que em lugar de Jahr quizerem o Hering, lerao o abatimeulo de 10)000 rs. em qualquer
das carteiras cima mencionadas.
Carleiras de 24 lobos pequeos para algibeira...............
Ditas do 48 dilos ...................}...... tMM
Tubos grandes avulsos......................
VidrOs de meia onra de (inlura..................... 2Q000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar om paito seguro na pralica da
homeopalhia, e o proprietano desle estabelecimento se lisongeia de te-lo o mais bem montado possivel e
ninguem duvida hoje da soperioridade dos seus medicamentos.
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de lubos de crylal de diversos lamauhos, e
aprompla-se qualquer eucommenda de medirameuloscom toda a brevidade e por presos muito com-
modos. *. -
RETRATOS
PELO SYSTEM CRYSTVLOTYPO.
J. J. Pacheco, tendo de se retirar para o Kio de
Janeiro, avisa a quem qulzer aproveilar esta ultima
occasiito para possuir um retrato de cores fixas e tra-
eos inlelligiveis, que queiram dignar-se procura-lo
em seu eslabelecinieuto importante, no aterro da
Boa-Visla u. 4, al ao bm do correnle mez, desde as
7 horas da manhSa as 4 da larde.
Publicaco litteraiia. .
Insliluirocs de Direito Civil Porluguez por M. A.
Coelho da Kocha, lenle da laculdade de direito da
universidade de Coimbra, lerceira e ntida edeo,
em 2 volumesem oilavo, adaptadas ao foro do Bra-
sil, com a legislarla brasileira vigente, e algumas
olas explicativas exlrahidas das obras dos mais exi-
mios Icios para melhor illustracAodas don trinas nes-
se excellente compendio ensinadas, por Antonio de
Vasconcellos Menezes de Drummond, hacharel for-
mado em sciencias jurdicas esociacs pela academia
de Olioda, advogado nos auditorios do Bccife. Para
a publicado dessa obra lao leressante e iudispen-
savel a todos os senhores jpzes, advogados e niais
pessoas, quescdedlcam ismesmas profisses, ou alias
precisara possuir urna minuciosa e mcthodicacoropi-
larao do Direito Civil Patrio, tendente a adquirir
pleno conhecimento dos seus direilos e ohrigacfies ;
subscreve-sc em Pernambuco, na praca da Indepen-
dencia, loja n. 6 e 8 ; no paleo do Collegio, casa n.
29, bijas n. 6 e 20, e na ra do Hospicio n. 9. O
preco da asignatura ser de 16JO00, pagos a en-
trega de cada exemplar, e logo que haja numero de
assignaluras sufOciente para salisfazer as avulladas
despezas da impressao, ir para o prelo, no da da
publicaco da mesma, encerrar-se-h a asignatura,
vender-sc-ha mais caro.
Ao publico.
RETRATOS A OLEO E DAGliERREOTYTO,
AULA. DE DESENHO.
Cincinato Mavignicr, retratista c pensionista de
i. M. o Impeaador, avisa ao respeilavel publico
lesta capital, que o seu estabelecimento de pintura c
dasuerreotypo, est sendo montado em grande es-
calla por isso que espera o extraordinario maehi-
ni-nio daguerrcolypo vindo da Europa, a sala da
machina he Iluminada por urna imniensa claraboia
de trinla vidros de vinte pnlegadss, damlo orna luz
lo bella e regular que saturno os retratos magnili-
cos; essa claraboia vai servir por emquanlo a machi-
na que existe no mesmo estabelecimenlo, eo annun-
cianle convida ao respeilavel publico a visitar este
estabelecimento esperando grande concurrencia,
pois tara eoin que saiam retratos os raelhores neste
genero. O annunciante vai principiar os trabalhos
de cabellos para formar riquissimos quadros, onde
representar tmulos, ciprcsies e oulros emblemas
de saudade, e affianca qoe sero de urna execuco
aeradavel a seus freeuezes. Os Irabalhos do estabe-
lecimenlo principiam das 10 horas da manbaa as i
da tarde. Aterro da Boa-Visla n. 82 primeiro e se-
gundo andares.
GRANDE AULA DE DESENHO.
Cincinalo Mavignier, retratista e pensionista de S.
M. o Imperador, tendo de demorar-se mais alguns
mezes nesta capital, abri urna aula de desenlio a
pedido de muilos de seus amigos pois est sendo
bastante frequenlada ; as pessoas que quizerem se
matricular podem comparecer a qualquer hora na
mesma aula, esla aula vai ser ornada com a melhor
escola de Jiilien. Baphael e Murillo, em grandes
modellos vindos da Europa; assim como tambem
bustos, estatuas de gesso, onde se copiam os esiudos
do n, he agradavel esle Irabalho a pela sua regula-
ridade muilo se aproveita. O annunciante se en-
carroa de qualquer desenho sobre papel, marfim,
vidros, taboas, ele, ele. Aterro da Boa-Viste n.
82, primeiro e segundo andares.
Cincinato Mavignier, retratista e pensionista de
S. M. o Imperador, temi sido lettemnuha dos es-
tragos feitos pela grande cheia de 22 e 23 prximo
passado nesla ridiule e seos arrabaldes, deu-se ao
Irabalho de tirar os paineis dolorosos de semelhante
siluaco com s vistas dos lugares e a endiente; esle
Irabalho esl sendo passado a oleo, pois vai ser apre-
senlado a S. M. o Imperador, que ofTcrece o seu
pensionista cima mencionado, e antes de seguir o
seu deslino, juica o annunciante que ser honi ex-
por o quadro em lugar onde este publico veja, e pos-
sa dar o seu parecer.
Aluga-se urna das casas dacidade nova.de An-
tonio Jos Gomes do Correio: a tratar com o mes-
mo.
mudo sua
i
i
i
PIANOS.
Patn Nash & C. acabam de receber de Londres
dous elegantes pianos, feilio vertical, de Jacaranda,
iguaes em qualidade e vozes aos dos bem cun herid
autores Collard & Collard, ra do Trapiche Nov
n. 40.
DENTISTA FRANCEZ.'
Paulo Gaignoux, estabelecido na ra larga 3;
do liosario n. 36, segando andar, enlloca den- g
tes com gengivus arliliciaes, e dentadura com- @
flela, ou parle della, com a presso du ar. Q
Tambem lem para vender agua denlifricedo 9
Dr. Pierre, e p para denles, lina larga do i
NEGOCIO.
Umaprela de menos de 30 anuo, e quesibefazer
lodo o servifo de ama caso de familia, se ofTerece a
servir medanlo urna paga rommoda mensal, a quem
lhe emprestar 1709000que lhe fallam para sua al-
loma, prometiendo caran.lir lal con ira lo porescrip-
tura assignada por sea carador: os plendentes
podem driir suas propostas i pracinha i^i Indepen-
dencia n. 6 e 8.
Precis-sc fallar com o Sr. Thoaillibeiro lio-
mes dos Santos : na na Direila n. 66.<
Arronda-so a propriedade denominida Can-
delas, com 8 mil ps de eoqoeiro* de fruclo, e 6 mil
pe* dando o primeiro fruclo. militas malas, lenha c
p.m para carvAo, Ierras para plnulacao e criaeo de
gados que pdem comer dislantc 2 leguas de rosln,
e boro curral de coslit, pedras para cal fina e preta,
bom foruo para cozer e boni lugar de venda, mais
ludo quanto for conveniente ao proprictarin.oHerece-
se ao arrendamenlo porque o proprielario que nclla
exisle nSo tem escravo algum e nSo poile morar nel-
la, por isso pa-sa-se o arrendamenlo a qualquer um
que queira, pois lodo negocio se farn: quem preten-
der dirij.i-se casa de Gabriel Antonio no paleo do
Carino.
O Sr. Joo Cvpriano sirva-se mandar receber
urna enconimendn que lem na ruado Queimado n.
K, por ignorar-Mina morada, nao se lhe manda en-
tregar.
Lino F. Pinto. Cendo seguido viagem (honlem)
a bordo do vapor porluguez /'. Maria II, para Eu-
ropa, pede descolpa a lodos os seus amigos de nao
poiler ir fazer-lhes suas despedidas, falla esta occa-
sionada pela rapidez do vapor.
Precisa-se de um criado e urna criada, que te-
jara ambos de meia idade : no aterro da Boa-Visla
n. 18.
Attencao.
Chegon loja de miudezas da ra do Collegio n.
1, um grande sortimenlo dos segaintes objectos ; re-
domas com flores proprias para cima de mesa, ditas
com crucifijos, ditas com diflerentes santos e san-
ias, crucilixos de aspe com anjos em baixo, dilos
com pas para botar tgua lenla, sendo de jaspe e de
madeira, ditos com diversos santos e sanias em bai-
xo, quadrinhos, medalhns, corapJes e oulros muilos
objectos, todo de jaspe e vidro, coro diflerentes un-
ise santas, muito proprios pira ornamento de ora-
torios, caitinhas com o Menino Daos deitado, urna-
porreo de calunga*,mil proprios para presepc, car-
ros, carrocas, jogoa;ibomcos, estribaras, arlequins,
soldados, pe^as de Irtilltaria e ouiros muilos que se
deixam de annunciir.
Dcsapparerec no dia sabbado 22 do correnle
mez, iim mulato, ato, Irigueiro, lem urna marca de
um talho na testa, es grandes, cabello mo, chama-
do Luizde Franca, levou chapeo de baca cinzento
calca e jaquela de brim de cor, um lenco amarrado
no queixoporeslarcom dor de denles : quem o ap-
prehender, leve-o lo paleo de S. Pedro n. 2, que se-
r gratificado.
Precisa-se d< um feitor para um engenho, pre-
ferindo-se ser prosmamenlc chegado das libas : a
ATTENCAO'.
Ainda e vende a armacao do deposito da ra Di-
reila n. 84, cm r^zo dos compradores que tinham
jaslo nio apparecerem mais ; vende-te por preco
commodo, e serve pan taberna, fabrica de charutos,
ou nnlro qualquer estabelecimento : a tratar na ra
da Calcada n. 8.
NO CONSULTORIO HOMEOPATHICO
DO
DR. P. A. LOBO M0SC0S0.
Vendem-se assrguintcs obras de homeopalhia em
francez :
Manual do Dr. Jahr, 4 voluntes
Itapou, historia da homeopalhia, 2volumcs
Harlhman, tratado completo das molestias
dos meninos, 1 volume
A. Teste, materia medica hom.
De Fayolc, doutrina medica hom.
(dinica de Slaoucli
Carling, verdade da homeopalhia
Jahr, tratado completo das molestias ner-
vosas
Diccionario de Nyslen
Atteiicao ao barateiro.
Vendem-se charutos de S. Flix 13o baratos que
admira ao comprador : na ra da Senzala Velha n.
70, terceiro andar.
sieas:@gcssitsie
Bicas romeiras de fil bordadas, pelo com-
TC modo preco de 48000 cada urna: na ra do
# Queimado, segunda loja vindo do Bosario
75 n. 18. A
Vendem-ge meiaa elsticas de bor-
racha para inchaqoes de erysipelas : na
ra da Guela do Recife, loja n. 51 de
Joaoda Cunba Mngalhaes.
S8:5!caa
NAO PODE SER MAIS BARATO.
Na ruado Queimado n. 10.
16*000
11^000
ojooo
ooo
78000
oSOtKl
49000
IISIIMI
105000

O Dr. Firmo, medico,
residencia para a ra estreita do Rosario
casa n. 50, segundo, andar
Loteria do hospital Pedro II.
O cautelada Antonio Jos Bodrigucs de Souza J-
nior, avisa ao respeilavel publico que seus bilhelcs
inleiros, meios bilhetes e cautelas da lotera cima,
seacham venda pelos precos abaixo, na praca da
Independencia loja u. 4, do Sr. Fortunato, n. 13 e
15, do Sr. Arantes, n. 10, do Sr. Faria Machado, e
na ra do Queimado n. 37 A, dos Srs. Souza &
Freir, cuja loteria temo andamento de suas rodas
no dia 18 de agosto prximo futuro. O mesmo cau-
lelisla se ohriga a pagar por inteiro os premios de
10:0008000, de 4:MWJ|00 e de 1:0001060, queos di-
tos seus bilhetes inleiros e meios obtiverem, os quaes
vao rubricados com seu nume. *
Itil heles 11*000
Meios bilhetes S9SO0
(Juarlos 2700
Oilavos 18500
Decimos 1*200
Vigsimos 600
O solicitador Gamillo Augusto Ferreira da Sil-
va, pode ser procurado para ludo que disser respei-
lo a sua probssan: no escriptorio do Illm. Sr. Dr.
Joaquim Jos da Fonseca.
Aluga-se um moleque, que cozinha o diario de
urna casa, e faz lodo o mais servido : quem -o pre-
tender dirija-se a praca da Independencia-loja n. 5.
Nao ha melhores no mercado.
No anligo depo-ito das bichas de liamburgo, na
ra eslreila do Bosario n. 11, lie chegado novo sorli-
menlo de bichas le liamburgo, qtlese vende por
atacado, aos ceios e meios centose a relalho, e tam-
bem se alugaro por menos preco do que em oulra
qualquer parle.
Quero liver para vender uro pardo de 15 a 18
anuos de idade, boa lisura e sadio, dirija-se casa
de Lniz Gomes Ferreira, no Mondego.
Em i ii indo do annuncio do Sr. Jos Narciso
Camello, como procurador do Sr. Joilo Ozorio de
Castro Maciel Monlern, responde Antonio Ferreira
Lima por seu procurador, que o referido Sr. }aio
Ozorio lhe he devedor da quantia de 53-5310 impor-
te de gneros que comprou cm 26 de dezembro de
1851, cuja quantia esta assignada por o mesmo Sr.
Ozorio (declara nao estar ajuizada).
Aluza-se duas casas lerreas sitas na ru do
Sebo ns. 52 e 54 : a tratar na roa de Aurora n. 26
primeiro andar.
Furlaram no dia 17 do correnle me,z, da cusa
n. 33 da ra Nova, um relogio de ouro, palenlc in-
slez D. 18,537, com correnle chave tambem de ou-
ro : roga-se a qualquer pessoa a quem fr offereci-
dodito relogio, de apprclicnder o leva-lo na refe-
rkla casa, que ser generosamente recompensado.
Arreuda-se um sitio naCapuuga, mnrccm do
Capibaribe, com una grande plaa de capim, que
sustenta annual qualro cavallos e qualro vaccas, c
ve.ide-se capim, cot cenlo c lanos ps de enquei-
ros, cajueiros, jaqueiras, mangueiras e bastante pas-
lo para vareas, com Ircs.moradas de casas, senzala
para prelos, cochelra, estribara para seis cavallos, e
um grande hnnaneiral : quem o pretender, procure
na ra larga do liosario n. 25.
Manoel Amonio Teixeira,declara que o bilhar
que annuncia para vender, eslava na ra do Trapi-
che armazem n. 14.
Rosario n. 36 segundo andar.
WMW9838Sa8t)
Na ra de Horlat n. 142, primeiro ndar, pre-
cisa-se de ama prela escrava para o servico d pou-
ca familia.
Precisa-se de urna escrava para o servico de
nma casa de pouca familia : na ra do Hospicio 3*
casa nova a direila depois de passar o qnarlel.
(illerece-se ama ama para casa de homem sol-
leiro, para cozinhar e engommar, rouilo boa c liel :
quem quizer dirija-se ao becco do Scrigado n. 13.
Quem liver para vender urna parda ou ci nu-
la, de idade 16 a 22 innos, boa figura, e que saiba ao
menos coser bem, dirija-se a cata de Luiz Gomes Fer-
reira, no Mondego.
Exposicao de noite-
J. J. Pacheco, convida ao respeilavel publico a
visitar sua gallera surtida de retratos, pelo antigo e
novo eslylo, todas as noites das 6 as 9 horas al o
lim do correnle mez. He esta urna excellente occa-
siao principalmente para commodidade dassenhoras
que quizerem aproveilar o fresco da noile : no ater-
ro da Boa-Visla n. 4.
Na ra da Cadeia do Recife n. 49, primeiro an-
dar, vendem-se colhurnos de bezerro de Ires solas e
sapatOes para invern em porreo.
Bnga-se a pessoa, a quem o fallecido Dr. Pai-
va talvez emprestasse o volume das Icis do imperio
de1832, que falla na respectiva culleccao, ou oulro
qualquer volume da sua livraria, o obsequio de re-
melle-lo casa onde resida, e liuha escriptorio o
mesmo finado Dr.
D. W. Has non cirurgiao denlisla americano
reside na ra do Trapiche Novo u, 12.
Aluga-se umaprensa no Foite do Mos: a
tratar com Lniz Gomes Ferreira, no Mondego.
A drecclo da associa<5ao comiuercial desta pn-
ea. convida a reunirem-se no dia 25 do eorrcnlc,
pelas II horas da manbaa, na sala de suas sessoes,
lodas as pessoas que se dignaram assignar a subseri-
peo pela mesma promovida, em favor das victimas
dos aconlecimenlos occorridos no dias 22 e 23 do mez
prximo passado, para elcger-se a commssao que
deve fazqj a dislriliuieflo da iinporlaucia subscripta.
Salada associa^flo commercial de Pernambuco aos 19
de julho de 1854.Antonio Marque* de Amorim,
secretario.
Urna pessoa habilitada para caixeiro e para as
oceupacoes abaixo mencionadas, offerece seu pres-
iono a quem possa coovir, o abona seu compurla-
menlo para escripia, para, veuda de assucar, para
armazem de assucar, cobranca, ele: a quem con-
vierenlenda-sc eojao Sr. Francisco Jos Leile na
ra do Collegio n.w2, ou annuncie para ser procu-
rado.
A PREMIO.
Precisa-se de 1:0008000 com seguranza em um si-
tio, meia legua distante desta praca: nesta tvpogra-
phia te dir quem quer, ou annuncio.
Manoel Francisco d Silva Azevedo faz publi-
co praca do commercio, que tem vendido sua ta-
berna, sita na ra do Rangel, aos Srs. Gnimaraes &
Azevedo, ficaudo os mesmos senhores responsaveis
pelo activo e pastivo ledenles ao mesmo estabeleci-
menlo.
Precisa-se alugar om sitio pequeo para um
homem solleiro : quem o liver pode dirgir-se ra
do Trapiche n. 38, armazem do Sr. Miguel Carueiro.
Manoel Antonio Teixeira v*me o seu bilhar c
todos os seus pcrlences: a tratar na I.incela n. 2.
Aluga-se a sala da frente do Io andar do so-
brado ii. 17, na ra da Cruz, propria para escripto-
rio : quem pretender dirija-se ao armazem n. 25.
ua mesma ra.
Roga-ae ao Sr. Jos Noberlo Casado Lima, o
favor de dirigir-se ao palco da ribeira de S. Jos n.
11, a negocio da aeu interesse.
Quem pretender um feitor para um engenho,
dirija-se i ra do Hospicio n. 15.
Lava-se e engomma-se com toda i perfeicjlo e
aceib: no largo da ribeira de S. Jos, ua loja do so-
brado n. 15.
Presisa-se de um criado e urna criada, ambos
de meia idade : no aterro da Boa-Visla n. 18.
@e :3B@
C O Dr. Jou Honorio Bezerra de Menezes,
formado em medicina pela faculdadc da Ba-
hit, ofTerece seus prestimos ao respeilavel pu-
blico desta capital, pudendo ser procurado a
Ti qualquer hora em sua casa ra Nova n. 19,
segundo andar: o roesmo se presta a curar
gratuilamente aos pobres. 9
:g @@3
J. Jane dentista,
contina re/idir na rna Nova, primeiro andar n. 19.
9$@^@&&$$:$&*e9
)Q O Dr. ftbino Olegario Ludgero Pinho mu-
;:; dou-se para o palacete da ra de S. Francisco
mundo novo) n. 68 A. i_
Y @S38e
tratar na ra de Apollo armazem da viuva Pereira
lia Cimba.
Precisa-se alisar duas prclas para vender na
ra : quem liver, dirija-se a ra Culalioucu n. 6, pa-
ra contratar.
Aluga-se um grande silio'no Arraiil, da Illm.
Sra. D. Francisca la Cun lia Bandeira Mello: a Ira-
lar na ra Direila n. 14.
COMPRAS.
a Chita franceza com barra a 240
S Dila ingleza com barra a.....200
j-, Cansas finas de cores a vara. 500
- Brim de linho para calcas a vara 600
9 Dito de nlgodao o covado.....240 "
g Corles de caaemirn de 13a ... 48000 "
* Ditos, dita de Igodao <. 18600 9
Barege escocez de lila e seda para ves-
tidos de senhora, o covado 360
Chales de cambraia bordada de seda. 20(l0 *
Fuslao para collete, o corte .... IJOOO
Riscados franrezes o covado 200 9
J Cortes de cambraia de teda .... 581 KM
* Lencos de seda para grvala 18280
V ende-se urna prela da Cosa, moca, quitan-
dera, sabendo engommar e ensaboar.sem vicios nem
molestias, a razan porque se vende se dir ao com-
prador: a tratar no aterro da Boa-Vista.H. 8.
\ endese duas pretas mocas boas quitandeiras-,
e para todo oervic,o sem vicios nem molestias,o que
se aflianc : na ra dos Quartcis n. 24.
DEPOSITO DE POTASSA E CAL DE
LISBOA.
Na ra de Apollor armazem de Leal
Reis, contina a ter as legitimas qualida-
de de potassa da Russia eda America, e
cal virgem em pedia, tudo por preco a
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias ingleza e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz, n. 4.
Vcndcm-te superiores redes pintados o bran-
cas, de um so panno, e bonitos padrees ; e tambem se
vende cera amarelli : na ra da Madre de Dos
n. 36.
LFNCOS DE CAMBRAIA DE LINHO A 4J500 A
DUZIA.
Na ra do Crespo n. 5, esquina qne volla para a
ra do Collegio, vendem-se lencos de cambraia de
linho finos em caixinbat com lindas eslampas, pelo
barato preco da 49500 rs. a duzia, para acabar urna
pequea porreo qne aiuda resta.
LOJA DO BARATO,
Ra do Crespo n. 14, lado do norte,
de Das e Lemos.
Chitas aeabocoladas com novos desenhos e pannos
rouilo encorpados, cores fixas, a 160 o covado. ditas
de pacimos mi odilo a 180, ditas de cores cora pa-
droes fingindo cassa a 200 rs., riscadinhos de quadros
miudos, cores fixas, a 160 o covado, dilos francezes
com 4 palmos de largura, fazenda muilo fin, a
240 o covado, orles de cassa chila com ramagens de
de cores a 19800, alpacas pretas a 400 rs. o covado,
ditas finas com lustre a 700 rs., ditas tavradas a 800
rs., sarja de laa da primeira qualidade por ser en-
corpada a 560 o covadn, sargelim lavrado para forro
a 180 o covado, riscadnho de linho de Ultras miudi-
uhas a 200 rs. o covado, algodao mesclado e de lis-
Iras, muito encorpado, proprio pata servico decam-
po, a 180 o covadn, rufao, fazenda de algod.lo mes-
clado, de varias cores, propria para calcas e palio'.
a 200 rs. o covado, corles de meia caiemira de qua-
dros e lislras a 19300, ditos de brim de quadrinhos a
1-;200, cobertores brancos de'algodao da fabrica da
Babia a 560, e grandes a 640 cada om ; finalmente
nesl loja ha mu rico snr'imenlo de lado,; e par isso
aproveile quem quizer comprar bartlo, dando se
amoslras de ludo quanto se aHiiuiiofta, deixando seus
competentes penhores.'
Com pequeo toque de copim, vende-se panno
fino verde cor de garrafa, de superior qualidade, e
prova de limao, a 39>0 o covado : na ra do Cres-
po, loja da esquina que volla para a cadeia. *
CARRO E CABRIOLET. 9
Vende-se um carro de qualro rodas com 0
# quatro assenlos e oro eabriolel, ambas com 9
6 pouco uso, e cavallos para ambos: na ra No- 9
@ va, cocheira de Adolpho Bourgeau. 9
*!* 9 -*
Velas d carnauba do Aracaty,
Vendem-se na ra da Cruz armazem de couros e
ola n. 15, etccllenles velas de 6, 8 e '.) em libra,
em caixaide 30 a 50 libras cada urna, e por commodo
preco.
Aos fabricante de velas.
No armazem de Domingos Rodrigues Andrade &
Compra-ieprata brasileira c liespa-
nhola : na ruada Cadeia do Recife*n.
2i, loja de cartbio.
Compram-sc il celleces dos peridicos Bei-
ja FlorHsnicraldil'iolelaBrinco das Damas e
Recreio das Belhs: quem as liver dirija-se a ra
Nova n. 52, loja di Sr. Boaveplura Jos do Castro
Azevedo.
Compram-seduas pretas, tendo urna moca e
oulra de meia idade, mas que tenham algumas habi-
lidades, e sejam de boa conducta : na ra das Cruzes
numero 20.
Compra-se o aluga-se urna casa lerrea, que
lenha ba conslrucejo ecommodos para familia, sen-
do as roas seguinlts, do bairroda Boa-Vista: praca
da mesma, ra do .Irajio, paleo da Santa Cruz e ra
do sebo : na ra Direila n. 83, se dir a pessoa que
pretende.
Compra-se a grammatica franceza de Burgain:
na ra do Crespo, lija de Sanios Neves.
No aterro da Boa-Vista, loja de miudezas n.
82, compra-se um alim, urna canana c nm sellim
para o esquadrao di cavallaria.
Compra-se un collar de ou.ro de le, sem feilio,
que lenba de urna vara e meia n duas : na ra Di-
reila n. 611.
Compram-se labolas pira jogo de gamito : na
ra Nova n. 4.
Compra-se un espivilador de prala : na ra do
Queimado n. 33.
como he cosame
Relogio inglezes de patente.
Vendem-se a preco commodo, em casa de Barroca
& Catiro, na ruada Cadeia do Recife D. 4.
PARA A FESTA.
Sellins ingle/les para homem e senhora
satisfazer aos seus antigos e novos fregu- ^S^^^'^i^^^!^
zes. e a ratalho; e alm de se pesar na occasiao da enlre-
Vende-se una escrava com algumas habilida- ga se descontar ama libra de tara em cada laceo,
des ; na ra da Sania Cruz n. 36.
Vendem-se linguas superiores, lano de aalmou-
ra como seccas, herva malte, cuas e bombas para
tomar a mesma.cal virsem chesada ltimamente de
Lisboa, tudu no armazem do Telles & Companhia,
ra do Vigario n. 11.
Aos amantes da boa pitada
^ Vende-se na ra larga do Rosario n. 35, loja de
Neves & Coelho, o verdadeiro rap Paulo Cordeiro,
Meuron grosso e mein crossn ; assim como os verda-
deiros charutos de S. Flix, para os amantes da boa
fumara, c nutras fazendas baratas, bem como cha-
peos finos francezes e de outras qualicfades, ludo por
pi eco commodo; he pechiucha, a elle* frtguezei an-
tes que se acabem !
Vende-se chocolate, francez de su-
periorqualidade: na ruada Cruz n. 26,
primeiro andar.
Vidros pitra yidracas.
Vcndera-se caixos comvidrosde todos os lama-
uhos : na ra da Cadeia do Recife, loja n. (4.
fifj Vendem-se chapeos do Chvle
JmB finos, ditos de fellro para te-
AS
Vende-se tola mait boa, ero pequcoas e gran-
det porrcs, chrgada ltimamente do Aracaly : na
ra da Cadeia do Recife n. 49, primeiro andar.
Vende-e superior potassa nacional,
em barriquinhas, por preco muito com-
modo : a tratar no armazem n. 14 de Can-
dido Alberto Sodr da Motta, na ra do
Azeite de Peixe, ou na ra do Trapiche n.
o\, comNovaes ACompanhia.
Vende-se um mulatinho de 16 an-
nos, com principio de bolieiro: no lar-
to do Capim. cocheira de Paulo & Silva.
CERA DE CARNAUBA.
Vende-se cera de carnauba, chegada agora do
Aracaty por preco niaii barato do que em oulra
qualquer parte: na ra da Cadeia do Recite n. ,
primeiro andar. .
Vende-se unyexceUenle carrlnho de 4 rodis,
mu bem construido,eem bom estado ; esta exposto
na ra do Arasao, casa do Sr. Netme n. 6, onde po-
dem os prctemlentes examina-lo, e IraUr do ajutle
com o roesmo senhor cima, ou na rna da Cruz oo
Recife n. 27, armazem.
Na ra das Cruzes n.22, vende-ie urna oplim
parda de 22 aonos, perita engommadeira e cozinha
ra, cote chao e lava de sabao; urna croula de 40 a
nns com as rnesmas habilidades, e Ires escravo de _
bonitas figuras, sendo nm crioulo, enlro de Ango-
la e oulro da Cosa.
VELAS DE CERA DE CARNAUBA.
Vendem-se velas de cera de carnauba, em caitas .
pequeas e grandes, de muito boa qualidade, feilas
no Aracaly : na ra da Cadeia do Recife n. 49, pri-
meiro indar.
Na roa do Vigario n. 19 primeiro andar, lem pa-
ra vender-se chapeos de castor braucopor commodo
preso,
Vendem-se prego americanos, em
b'arris, proprios para barrica de assu-
car, e alvaiade dezinco, uperior quali-
dade, por precos commodo : na ra do
Trapiche Novo n. 16.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' c^e ferro de D. W..
Bowmann na ra do Brum, pauan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimenlo de taixas de feno
fundido e batido de 5. a 8 palmo de
bocea, as quaes achamne a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em cario
sem despeza ao comprador.
Vende-te peixa tecco de varias qualldadcs e
rouilo bom : na roa da Cruz d. 15. eeundo andar;
assim como bolina de couro pelo diminuto preco de
39500 o par.
Vendem-se cobertores de alzodao grandes a
640, e pequeros a 560: na ra do Cretpo o. 12.
QUEMSE PRESUNTOS.
Nn ras da Cruz do Recife no armazem n. 62. de
Antonio Francisco Martin*; te venda oa mait supe-
riores queijos londrinos, presuntos para fiambre, l-
timamente chegadoa na barca "ingleza Vulpa-
raiio. i
Na ra da Cadeia do Recife q> 60, arma-
zem de Henrique Gibton :
vendem-aa relogios de ouro de sabonte, de paten-
te inglczet, da melhor qualidade e iVfctictdo* em
Londres, por preso commodo.
Na ra do Vigario 19 prtmeiro andar,!
venda a superior flanella para, forro de sellins ehe-^
gada recenlemeade da America.
Moinhosde vento
'ombombasderepuxopara regar horlas c baixal
de capim. na fundicaSde D. W. Bowman : na raa
I
Vendem-se sellins inglezes de pa-
tente, com lodos os perlencei. da me-j do Brum ns. 6, 8e 10.
Ihor qualidade que lem vindo a le P^la.'?
mercado, lisos c de burranne, por
preco muito commodo : em casa de
Adamson llonie & Companhia, ra
do Trapiche n. 42.
nbora t94jpmcm, brancos, rxos.
Jl
Vende-se umkrcscrava de 22 annos d idade,
com habilidades, efle bouita figura; na ra larga
do Rosarion. 26, segundo andar.
Vende-se umi muala de 32 annos pouco mais
ou menos, que sabe bem engommar, cozinhar, ensa-
boar e fazer lodo o mait servico de urna casa de fa-
milia : quem quizer, diiija-se n taberna n. 25. dos
qualro cantos da Boa-Vista, que se dir quem
vende.
BARATO SIM, FIADO NAO.
Para liquidaba 400rs. o covado 11 !
Vendem-se as n ais proprias fazendas modernis
para vestidos de sc.ihora c meninas, intitulada or-
lcans.deseda furia-cores, com msela, pelo diminu-
id preco de 400 rs. cada covado : na ra do Quei-
mado loja n. 17, ao p da botica, de F'aria & Lo-
pes.
' > ende-so una taberna na I.insuda n. 3: a
tratar as Cinco Fontas largado Terco n. 141, ta-
berna.
REMEDIO INCOMPARAVEL.
caslanhos c preti dilos de palhinha franceza do
melhor gosto qnP^'B possivel, dilos francezes de
Termas modernas \a\a pnca da Independencia, loja
n. 19e21.
Na ra do ario n. 19, primeiro andar, ven-
de-te cera lano dni gramc, como em vellas, em cai-
xas, com muilo bom sortimenlo e de seperior quali-
dade, chegada de Lisboa na barca GralidSo, assim
como bolarhinhas em latas de 8 libras,e farello muflo
novo ero saccas de mais de 3 arrobas.
Deposito de vinho de cham-
fiagne Chateau-Ay, primeira qua-
idade, de propriedade do condi
de' Mareuil, ra da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a champagne vende-
se a 56<0G0 rs. cada caixa, acha-
se nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. B.
As caixas sao marcadas a fogo
Conde de Mareuil e os rtulos
das garrafas sao azues.
O Sr. Antonio Joaquim de Almeida
tem urna carta na livraria ja o' e 8 da
praca da Independencia. |
Precia-se de urna ama, yirefere-se
escrava ; agradando paga-se bem : na ra
da Gonceicao du Boa-Vista n. 9.
Aluga-se o terceiro andar da casa
da ruado Vigario n. 5 : a tratar na den.
7, primeiro andar.
Precisa-se de 400-j a premio com hv potheca em
um sitio no Remedio, que ha pnucos mezes foi com-
prado por 7509: quem quizer darannuncie, ou diri-
ja-so ao passcio, loja n. 13.
O abaixo assignado declara que o Sr. Antonio
Jos Duarlcdeixou de ser seu procurador nesla dala;
e para a lodo o lempo constar faz a presente decla-
me, .in.Joao Coelho de Carcalho.
A pessoa que por esla folln tem annunciado
querer comprar um nioinho.grande de podra, o qual
se acha ao pe da alfandega : querendo comprar um
dirija-se i ra do Queimado loja u. II.
O cautelista Salustiano de Aqtiino
Ferreira avisa aorespeituvel publico, que
as suas cautelas ofTcrecem mais vanlagero, do que as
cautelas dos oulros cautclislas, e abaixo vilo notados
os precos dcllas.
Preco das cautelas dos oulros.
25700 2:30O900O\ Sortc correspondente
19500 1:15090001 aos 10:01109 rom ocles-
19200 '.1209000 cont de 8 por^do im-
46o900/poslo geral.
90090001 Sorle correspondente
4(1080001 aos 4:0005, com o des-
3681000(cont de 8 por ; do iin-
1849000; poslo geral.
2309000) Sorle correspondenle
1155000 \ a 1:0005, com o descon-
029000(lo de8 por j do mpos-
46500o; tei geral.
LINGtEKTO HOLLOWAY.
Milhares de individuos de lodas as nacoes podem
I i'sl e ni u n ha ras virtudes desle remedio incoroparavel,
que e provar, en cato necessario, que, pelo uso
dclle ti /.era ni, lera seu corpo e membros iuleiramenle
saos, depois de htver empregado intilmente oulros
Irataroenlos. Cada pessoa poder-se-haron vencer dessas
curasmaravilhosai pelaleilura dos peridicos que lh'as
relalam todos os das ha muilos annos; e, a niaior
parte dolas san lio sorprendentes que hdmiram os
mdicos mais celebres. nanlas pessoas recobraram
com este solieran remedio o uso de seus bracos e
lernas, depois de ler permanecido loagu lempo nos
tospilaes, onde deviam soffrer a amputado Helias
ha muitas que havendo deixado esses isylos de pa-
decimento, para so nao suhmctlcrcm a essa operacilo
dolorosa, foram curadas completamente, mediante
o uso desse precioso remedio. Algumas das laes pes-
soas, na efusao de sea reconliccimenlo, declararan!
estes resultados benficos clianle do lord corregeclor,
e oulros magistrados, alim de mais auleulicarem
sua alliruiativa.
Ninguem desperar'a do estado de sua saude so
tivesse bstanle coolianra para cnsaiar esle remedio
constantemente, seguindo algum lempo o Iratamen-
lo que necessitasss a natureza do mal, cujo resulla-
ro seria provar inconleslavelmcnle : Que tudo cura!
O ungento jeguinlet casos.
matriz.
Alporcas.
Cambras. Lepra.
Callos. Males das pernas.
Cinrcres. dot peilos.
Cortaduras. de olhos.
Dores de caber,-. Mordeduras de reptis.
das costas. Picaduras de mosquitos.
dos membros. I'ulmoes.
En Tenuidades di culis em Queimadelas.
geral. Sarna.
Enfcrmidadcs do anus. Supurac,oes pulridas.
Krupc;0cs escorbulicifs. Tinha, em qualquer parte
Fstulas no abdomen. que srja.
Frialdade ou fall de ra- Tremor de ervos.
lor nas extremidades. I leers na bocea.
Quarlos
Oilavos
Decimos
Vigsimos 600
Quarlos 29700
Oilavos 19500
Decimos 19200
Vigsimos 600
Quarlos 29700
Oilavos 19500
Decimos 1J200
Vigsimos 600
Preco de suas cautela.".
(luarlos 29700 2:500000, Sorle correspondenle
Oilavos 19500 1:2509000f aos 10:0009. tero odcs-
Derimos 19200 1:0009000 (conlo de 8 por j do iro-
Visesimos 600 5009000; posto geral
Ruarlos 29700 1:0008001)1 Sorle corrcs|ioiideiile
Oilavos 1500 50090001 aos 4:0009, sem o des-
lleriinos l.-jm .f009000(conln de 8por do in-
Viuesimos 6110 2009000 J|ioslo geral.
Quarlos 29700 3500000) Sorle correspondenle
Oilavos 1,9500 1259000(a 1:00(19, sem o descon-
lleeiroos 12(M) 1009000(to de S por dn iii[his-
Vigesimos 600 509OOOII0 evral.
Salmliano de Aqiiino ferreira.
do /gado.
das arlicularcs.
Veaslorcidas, ou muladas
nas pernas.
Frieirat.
Gengivas escaldadas.
InchacOes.
Inllainin.ieao do figailo.
da bexiga.
Vende-se esle ungento no estabelecimento geral
de Londres, 244, Straiid, o na loja de lodos os boli-
carios, droguistas e outras pessoas encarrenadas de
sua venda em toda a imerica do Sul, Uavana c
llcspaiilia.
Veudem-se a 800riS;cada bocclinha conlcm urna
instruceflo cm porluguez para explicar o modo de
fajar uso cleste uiiguenlu..
? deposito geral he em casa do Sr. Soum, phar-
marculico, na raa da Cruz, n.B, cm Pernambuco.
NAVALHAS A CONTENTO E TESOURAS.
Na ra da Cadeia do Recife n. 48, primeiro an-
dar, escriptorio de Augusto C. de Abren, conli-
nuam-se a vender a KglXtU o par (prec,o fixo) as ja
bem conhecidas e afainadas navalhas de barba, feilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na expusir.io
do Londres, as quaes alm de durarcm exlraordina-
riamcnle, nao se senleni no rosto na aeran de corlar :
vendem-se com a condjilo de, nao agradando,' po-
dercm os compradores devolve-las al 15 dias depois
da compra restituindo-sc o importe. Na mesma ca-
si ha ricas lesourinhas para unhas, feilas pelo mes-
1110 fabriranle.
Pianos.
Os amadores da musir acliam continuadamente
em casa de llrunn Praeaer c\ Companhia, ra da Cruz
n. 10, um criuide sorliineulo de pianos fortes e fortes
pianos.de dillerenles modellos, ba eonstruccilu e bel-
las vozes, que vendein pnr mdicos precos; assim co-
mo luda a qualidade de inslruinenlos para msica.
TYPOr.RAMIA.
Na ra das Flores n. 37 primeiro andar vende-se
una lypographia nova com lodos seus pertences.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Cobertores escuras muito grandes e encorpados,
dilos brancos com pello, rouilo grandes, imitando os
de Ua, a 19100 : na roa do Crespo, loja da esquina
que volta para a cadeia.
As jovens do boro gosto
Para poderem brilhar,
As cambraias genovezas
He preciso vir comprar,
a 320 o covado : na ra do Crespo, loja da esquina
que volla para a cadeia.
Com pequea avara.
Peras de madapoln a 29500 e 39500 : na ra do
Crespo, loja da esquina que volla para a cadeia.
Vendem-se superiores velas de cera de carnau-
ba de 0 cm libra em caixas de 30 e lanas libras, as-
sim como de urnas niiuda- em ceios ; sapatOes de
lu-lrc, dilos de couro ele bezerro c bode, rouilo bem
feilos, com orclhas ; dilos de 3 solas para soldados,
e bolins de boa qualidade ; lodo por preco muilo
commodo: na ra da Cruz n. 15, segundo an-
dar.
Na (ahorna do pateo do Carroo, quina da ra
de Hurlas n.2, vende-se Romma de aramia pura a
160 rs., 1 liouiiras a 400 rs.,bolarhinhas Napoleao a
400 rs., e assucar mascavido a70rs. a libra.
Cera em velas, sortidas, e em caixas
de 100 e de 30 libras ; vende-se por preco
barato para lecho de cernas : trata-se na
rita do Vigario n. 19, segundo andar, es-
criptorio de Machado & Pinheiro.
FARINIIA SUPERIOR.
A bordo do hialc Conceicio, fundeado no caet do
Ramos, ha para vender muito superior farinha.de
mandioca, por preco commodo : para tratar, no es-
criptorio de Domingos Alves Malhcus, na ra di
Cruz n. 51.
Vende^He superiores camisas ran-
cezas com aberturas de linho e de madp-
polao, por preco commodo: na ra da
Cruzn. 26.
Vendem-se aberturas de linho e de
maclapolao, para camisas, muito bem fei-
tas: na ra da Cruz. n. 'M.
Vcndem-se, aos caradores, espingar-
das franceza de dous cantos, frunxadas
fingido, por preco commodo : na ra da
Cruz n. 2(i.
* Vcndem-se as bem conhecidas a-
mcixas liance/.as, por preco baiatinho,
em latas de 12 libras : na ra da Cruz
11. 20.
Vende-se urna balam-a romana com lodos os
saus pertences. em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se i ra da Cruz, armazem n.4.
k 500 RS. a VARA.
Ilriio Iraiuado brinco de puroinho, muilo rn-
corpado^*WsSo1S%a^s(mndjLJua do Crespo que
olla para a cadeia. ~-^~>
CORERTORES.
dem-se cobertores de tapete a 800 rs.,i.itos Inul-
to araeres a 19400, dilos brancos com barra de cor a
19280,colchas brancas com salpicos a I9OOO : na loja
da ra do Crespo n. 6.
brim de puro linho. 4proprio para
militares;
Venderte brim de linho branco muilo encorpado
a 500 rs. a vara, corles de cisemira elstica a 49000.
pauno azul para fardas de guarda nacional a 39000
e 49000 o covado, dito prelo para palitos a 39000,
49OOO e 49500, lencos de sed* de 3 ponas, proprios
para senhora botar pelos hombros a 640 cada nm, e
muilo mil*, fazendas em' conla; na roa do Crespo,
loja n. 6.
SANDS.
SALSA PARRILHA.
Vicente Jos de Brito, nico agente em I'eruam-
buco de B. J. D. Sands, chimico americano, faz pu-
blico que lem chegado a esla praca urna grande por-
(3o de frascos de salsa parrilha de Sands, que sSo
verdaderamente falsificado* e preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devem aiaulelar os consu-
midores de tilo precioso talismn, de cali ir neste
engao, tomando as funestas consequenciat que
sempre coslumam Irazer os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela mito daquellcs, que aulepoem
seus inleresses aos males e estragos da humanidade.
Porlanlo pede, para que o publico se possa livrar
desta fraude e distingua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recenlemente aqui chega-
da ; o annunciante faz ver que a verdadeira se ven-
de nnicamente em toa botica, na roa da CouceirAo
do Recife n. 61 ; e, alm do receiluario que acom-
panha cada fraseo, (ero embaixo da primeira pagina
seu nome impressu, e se achara sua firma em ma-
nuscribi sobre, o invollorio impresto do mesmo
jreos.
Vende-se um cabrioiel com sua competente
robera e arreos, ludo quasi novo ; assim como 2
cavallos do mesmo j ensinados e mansos : para ver,
na cocheira do Pedro ao p do arsenal de marinha, e
para tratar, na ra do Trapiche Novo o. 14, primei-
ro andar.
mi, Vende-te ama padaria muilo afreguczida: a tratar
com Tasto & Irmaot.
Devoto Clristao.
Sahio a las a 2.t edicto do livrinho denominado
Devoto Christao.mais correcto e acrescenlado: vende-.
se nicamente na livraria n. 6e 8 da prafa da la-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes acelchoadas,
brancas e de corea de um s panno, mu lo grandes e
de hom goslo : vendem-se na ra do Crespo, leja da
esquina que volla para a cadeia.
CAL E POTASSA.
Vende-se superior cal de Lisboa c polassa da Rus-
sia, chocada recenlemente : na prac; do Corpo San-
io, trapiche do Barbosa n. 11.
Vendem-se 9 escravo, tendo 4 lindos aaelc-
ques ck idade l(a 18 annos, 3 escravo* de bonitas
hguraf a 3 pretas de quitanda: na roa Direila n. 3.
Vendem-se ou aforam-se pequeos ob grande
terrenos na passagem defronte da Capunsa, com 100
palmos de frente e perlo de 800 de fondo, junio ao
sitio que foi do Sr. Andrade, na beira do rio, bom
para se fazer um sitia : quem pretender, pode ir ao
tillo do Cajueiro tratar. Vo mesmo terreno tem ama
olaria.
Vende-te ama molalinha de 22 annot, pren-
dada : 111 ra da Gloria o. 73.
Vende-se om negro de najjo para todo trri-
co, com 32 anuos : na ra da Senzala Velha n. 70,*
segundo on terceiro andares, se dir qoem vende.
Vende-se um negro de naran, muito fiel, da
28 a 30 annos: a tratar na roa da Uuiao, casa nica
de Ires janellat de frente, junto a lypographia da
mesma.
--------------------------tU,____________;_______
DEPOSITO DE PANNO DE ALGODA'O
DA FABRICA DE TODOS OS SANTOS
NA BAHA.
Vende-se|o superior panno de algodo
desta fabrica, proprio para saceos e roupa
de escravOT : no escriptorio de Novaes &
Companhia, ra do Trapiche n. 51, pri-
meiro andar.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons eli'eitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
&
Vende-se um casal de cachorros de fila, muilo
proprios para sitio : quem os pretender anuunric
para ser procurado, ou dirija-se a eslrada de Sanio
Amaro, passando a ponte, a lerceira rasa do lado es-
cuerdo.
Vende-se a laberna, sila na eslrada de Sanio
Amaro, muilo propria para qualquer pessoa que le-
nha familia, por ler grandes commodos para morar,
t o nlusuel ser muilo barato, e ainda offerece oulras
muitas vanlasens que se dirn ao comprador : quem
pretender, dirija-se i rna da Cruz no Recife,-loja de
barbeiro n. 43, que se farn todo o negocio.
Venden-se 2 casas terreas, no aterro dos A h-
gados, onde actualmente te acha parle da fabrica de
sabilo, tem Brandes terrenos que botam os fondos
para o rio Capibaribe, c rrndem annualmenlo 3009:
quem as pretender, entenda-sc com o proprielario,
ua praca do Corpo Sanio 11. 6, escriptorio.
Vcnde-sc nm prelo de naco, de idade 25 an-
nos. pouco mais ou menos, de bonita fisura : em
Fra de Portas, rna do Pilar n. 85, segundo andar.
Vende-se um piclorrinnlo.de idade de 30 an-
nos, proprio para o servico de campo, que por ser
defeiluoso de um olho se vender por por preco ra-
zoavel: a tralar narua de Apollo no armazem da
viuva Pereira da tamba.
Sarja de laa de duas larguras a i 00 rs. o co-
vado.
Na loja de GnimarSeei\ llenriquet, ra do Crespo
n. 5, vende-se sarja de lia prela de duas larguras,
pelo baralissimo preco de 100 rs. o covado.
Vendem-se relogios de ouro e prala, mai
barato de que em qualquer oulra parle
na praca da Independencia n. 18 e 20.
epofito da fabrica de Todoa os Santo* na Babia.
Vende-se, era casa de N. O. Bieber &C, na rna
da Cruz n. 4, algoda6 trancado d'aqaella fabrica,
muilo proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
Vendem-se em rasa de He. Calmonl & Com-
panhia, na praca dr Corpo Santn. ll,o seguinte:
vinho de Marseilleem caixas de 3 a 6 duzias, linhas
em novellos ecarrrleis, bren em barricas muito
grandes, aro de mitad sorlido, ferroinglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e metas moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de Ierro batido
e coado, de todos os tamaubos, para
dito.
Na ra do Vigario n. i9, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
A;inalado Edwln BKaw.
Na ra de A polln. 6, armazem de Me. Calmonl
& Companhia, acha-se constantemente bons sorli-
menlos de laixas de ferro coado c balido, lano ra-
sa como fundas, moendas ineliras lodas de ferro pa-
ra animaos, aeoa, etc., ditas para a rniar em madei-
ra do lodoso- lainanbo- e modelos osmaismodernos,
machina liorisonlal para vapor com Torca de
4 Davalas, cocos, paaaadeiraa de ierro eslanhado
pan casa de purgar, por menos preco que os de co-
bre, esco vens para navios, forro da Suecia, e fo-
I has de (landres ; ludo por barato preco.
ESCRAVO FGIDOS.
Na noite de 17 do correnle ausentou-se di ca-
sa de seu senhor Rufino Jos Correa de Almeida, o
crioulo de nome J0S0, de estalnra regalar, cheio do
corpo, sem barba algnma, he bem parecido, tem um
denle sepando umdo oulro na mandbula superior,
reprsenla ler de idade 25 a 30 annos, lem officio de
canoeiro-e marinheiro, foi escravo do Sr. Manoe
Antonio Fernandes, morador no Assii, e vendido
nesla r.idade do Recife pelos Srs. Jos Antonio da
Cunba & I maos : quem o pegar ou delle tiver nc~
licia, dirija-se ra da Santa Cruz da Boa-Vista,
casa n. 78, qoe ser bem recompensado.
No dia 19 do correnle, desappareceu do aaos-
teiro de S. Benlo de Olioda, um prelo, fetta, criou-
lo, de nome Coima, de 22 annos de idade, altura re-
gular, tem barba, bons denles nm joelho batanla
inchado, e por isso manqueja quando anda, e qun-
elo falla sacude coro pernas c bracos,nunca est qie-
lo, levou coinsigo nm par de raleas e camisa azul,
e oulro branco ; per lano roga-se as autoridades po-
liciaes e capilet de campo a captara do dito etvravo
e leva-lo aodito mosleiro, ou a qualquer nm dos
seus cngenhot que serao gencrosamenle recompen-
sados.
.509000 de era t ncacilo.
Desappareceu em marro do correnle anno, da casa
de Francisco Pedro da Silva, residente em Marolm,
provincia de Sergipc, um negro por nome Pedro, de
naco Angola, alio, magro, eem signaes no rosto,
falla com ilgum cmbirtro, he alm disto meio
fula ; pede-sc porlanlo as au' ridades policiaes, co-
mo a qualquer oulra pessoa, 'kie apprehendendo-o,
queiram leva-lo i ra do Tr iHc-he n. 17, onde se
ratificar com 509000. f y
JfcQ3Q3E I
Desappareceu no^Fa STaocorren-
te a escrava parda acaboclada,
de nome Matliilde cor bastante
vermelha e feia, nariz, grande, re-;
presenta ter 55 annos de idade ; es-
ta escrava he ilhado sertao de So-
bral, donde para esta praca foi ven-
dida : recommenda-e, portante,
as autoridades policiaes e capitaes
de campo, de a capturarem e man-
da rem-na levar na ra Imperial n.
51, a seu senhor Manoel Joaquim
Ferreira Esteves, com armazem de
eoiiros na mesma lua.qnese gra-
tificara'generosamente ; assim co-
mo tambem se recommenda as au-
toridades policiaes daquelle sertao
e cidade de Sobral c mais pessoas
35? particulares,a referida captura.
llesappareceu do engenlic Para, freguezia de
1 pojuca, urna escrava, crioula, de ao/u Luisa Anto-
nia, que representa ler 35 asnos de idade, alia, de
boa grossura, cor fula, maraes do rosto alias, nariz
grande, bicuda, ps grandes, tem o vicio de tomar
tabaco, pelo que ronca .-imito pelas ventas ; sabio
com um taboleiro de bolos i vender, no dia 10 de
junbo prximo passado, e suppOc-so ter tomado para
o sul da provincia por ler-se sabido noticia della al
Una, que procurava Alagoas : roga-se as autorida-
des e mais pessoas que della souber, qne a facam
apprehender, que se recompensar! bem a quem a
Irouxer ueste engenho, ou no Rceifc, na casa do Sr.
Joao Pinto de Lemos Jnior.
Ausenlou-se da casa do Sr. Sebastian Anlouio
do Rogo Barros, em agnslo de 1851, em orcasiao que
se achava morando no atorro da Boa-Visla, o seu os-
ruavo, pardo, de nome Vicente, de altura regular,
que representa ler 30 annos de idade1, pouca barba,
bons denles, olhos na flor do roslo, corpo e pernas
bem feilas, lendo nos colov ellos dos bracos dous lo-
binliot ; suppoc-se eslar amulado cm ama casa nes-
ta cidade, e seu senhor protesta desde j por peritas,
damnos, dias de servico, etc. etc.; assim como gra-
tifica a quem o apprehender.
Desappareceu no dia 15 de Janeiro do rorrrr"-
leannoo escravo Jos Cacange, de idade 10 annos,
pouco mais ou menos, com falla de deules na Irenie.
testculos rresridns. e cicatrizes nas nadegas ; grati-
fica-se generosamente riquein o levar ao aterro da
Boa-Visla n. 17, segundo-andar.

Farai.- T e M. T, a. Faria.-MU.
II I
II


Full Text
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