Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01513


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Full Text

ANNO XXX. N. 167.
Por 3 mezcs adiantados 4,000
Por 3 mezes vencidos 4,500.
a- -^
SftJftft>tlRA 24lD'4M01>tnr854.
N
Por Anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
DE PERNAMBUGO
l
EXCARRECADOS DA SI RSCR1PCAO*.
Recife, o proprietario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, oSr. Joo Pernira Marlins; Baha, o Sr. F.
Duprad ; Macei, oSr. Joaquim Bernardo de Mefl-
donra; Parahiba, o Sr. Gervasio Vctor da Nativi-
dade; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Araca-
ly, oSr. Antonio de LemosBraga; Cear, o Sr.Vi-
ctoriano AugustoBorges; Maranhao, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 26 5/8, 26 1/2 ao par.
Piris, 365 rs. por 1 f.
Lisboa, 105 por 100-
Rio de Janeiro, 2 O/o de rebate.
Acedes do banco 40 O/o de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconlo de lettras a 6 e 8 0/0
MF.TAES.
Ouro. Oncas bespanholas....., 29*000
Hoedas de 69400 velhas. 169000
de 65100 novas. 169000
de 49000...... 99000
Prata. Palacoes brasileiros.....19940
Peso eolumnaros......19940
mexicanos.......19860
PARTIDAS DOS GORREIOS.
Olinda, todos os das.
Garuar, Bonito e Garanhuns nosdias 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e Oimry, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundase sertas friras.
Victoria, e Natal, as quintas feifcf.
rni'.AMAlt DE HoSe.
Primeira s 3 horas e 42 minutos da tarde.
Segunda s 4 horas e 6 minutos da manha.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e quintasferas.
Relaco, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphos, segundas e quintas s 10 horas.
1." vara do civel, segundase sextas ao meio dia.
2." vara do civel, quarlas e sabbados ao meio 'dia.
KI'IIKMEMDES. .
Julho 3 Quarto crescente as 4 horas, 1 mi-
nuto e 48 segundos da tarde.
10 La cheia as 4 horas, 6 minutos e 48
segundos da manha.
17 Quarto minguante a 1 hora, 44 minn-
tose48 segundos da manha.' *
> 25 La nova aos 47 minutos e 48 se-
gundos da tarde.
DAS da semana.
24 Segunda. S.Francisco Solano m.
25 Terca. S. Tiago Ap. ; S. Christovao m.
26 Quarta. Ss. Symphronio e OXmpio mu.
27 Qointa.S. Panlaleao medico m.; S. Sergio ni.
28 Sexta. S. Innocencio p.; Ss. Narciso e Celeo.
29 Sabbado. S. Martlia v.; Ss. BeatrizeFloja mm.
30 Domingo 8. Anna Mi da SS. Virgem mi de
Dos ; S. Donatilla-; S. Rufino m.

PARTE OFFICIAL._____
MINISTERIO DA i'USTXtJ A.
3.a Seccio. Ministerio dosrecocios riajuslica.
Rio de Janeiro, 4 dejulho de 18i.lllm. e Exm.
Sr.Constando, por meio de repiesculagao do hispo
diocesano di;>sa provincia, qae ojuiz de direito da
comarca de Ilapicuni mandrajjjheutar cm cor-
reioao osllVros do as*cntos dahaplismos e bitos
das igrejas parnchiaes ; lia por-',Mn S. M. o Impe-
rador Aiandar declarar a V. Es.', para o rommiini-
c:ir ao referido juiz de direito, qn os livros de nas-
imenlos bitos dasigrejes pamrhiaes 11A0 sAosn-
jeilo* i eorreigjo, por qiunto o S 1:1 ilo capitulo X"
do decreto n. 8-14 de 2 de oiitnbro de 18.il, se refe-
ro aos livros de nascimeuto* bitos instituidos pe-
lo decreto u. 798 de 18 de junhe de I8.">t. arl. -11,
qu* se So estaoeiecaram ; irtrido que o dito $ 1:1 da
lei he boro claro, vtato como he expr casamente re-
missivo ao ililo decreto ir. 798 de 48 de junho ilc
1851. art. 22.
Daos guarde a V. Ex. Jon< Thomaz Sabuco
*" Araujo. Sr. presidente da provincia do Mara-
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quenria da chamada qae 0 governo desla repblica
fez o anuo prximo passado a todos os eslrangeiros
que qtizcsscm vir estabelecer-se no Amazonas, of-
ferecendo pagar-Ibes o transporte desde os portos
desla costa alraves dos Andes, e dar-lhes longas da-
tas de terreno has margeos daquelle rio para tiraren)
de das reas ouro a ponhados, lia em Australia e
California mais de 10,000 liomens dispostosa vir bus-
car ouro no Amazonas. Todos vecm perfeitamente
armados j e ajulsar pelos primeiros que j chega-
ram aqu, e para l partiram, mo futuro nos espe-
ra. Elles lem commetlido no caminho toda a espe-
cie de tropellias, inclusive a de matarem cdad.ios
pacficos porque Ihe reclamavam os seus animaes,
que aqnelles Ihe tinhaiji roubario tal he a gente
que vai formar a primeira colonia Yankee Peruana !
E se isto succede quando sAo poucos, o que ser
quando esliverein inultos reunidos !
fCarta particular:,
BUENOS-AYRES.
Tntcrpcllaces ao ministerio sobre a poltica do
Brasil no Estado Oriental.
Sessflo do senado,em 8 de junho.
10 Sr. Marmol: Pergunlo ao Sr. ministro se
receben a circnlarde 19 de Janeiro dirigida ao cor-
poi diplomtico pelo governo imperial Fe* r a
guando nao he herdeiroeu legatario, e a autor- mJnlro ,lus negocios eslrangeiros alguma recl
dade que o dect arbitrar.
Hei por bem, fe, couformidade com a roinha ini-
modiata e imperial resolocAo tomada sobre consulta
da -ecciodejiislica do conselho de espado, de 6 de
junho prximo passado. decretar o segunde:
Art. i;* O premi que ao teslainenteiro compele,
quando nao he herdeiro ou legatario, sera em alien-
lo aocostume do lugar, qiiantia ila heranga e tra-
balho da liqudagu. arbitrado pelo juizo dos residuos
e capaila*, com os recursos legaes.
Arl. 2. O referido premio nao poden exceder de
cinco por cento, e ser dcduzido smente da lerga,
quaudo houverem ascendentes ou descendentes, e de
toda a fazenda liquida em ontros casos.
Jos Thomaz Nahuco de Araujo, do meu conselho,
ministro e secretario de eslado do negocios da jnsli-
ga, a-siin o lenha entendido e fac i etecutar. Pala-
cio ilo Ro de Janeiro, em tres de julho de mil oito-
centoi cincoenla e quatro, trigesimo-terceirq da inde-
((videncia e do imperio.Com a lubrica de S. M. o
inperador. Jote Thomaz Sabuco de Araujo.
DECRETO N. 1406 DE 3 DE JCI.HO DE 185*.
Declara de nenhum effeito, e implcitamente reto-
gado o decreto de 19 de fecerero de 1838, que
encarregou a* relames o eonhecimento dos re-
curtos d roroa patos abutos des autoridades ec-
cleatticat.
Hei por bcm.deconformidade coma minha im-
mediala e imperial resolorflo de vintc oilo de junho
prximo passado, tomada sobre consulta da serrao de
juslica do conselho de estado, declarar de nenhum ef-
feito, c implcitamente revogado pela fei de vinte e
tres de uovembro de mil oitocentosqnarenla e um,
que crcou o conselho de eslado. entlribuio sua ju-
lisdicco os recursos_ a cora pelos abuso das autori-
dades ecclesiastid*a|Kreto de dezenove ile fc\ e-
reiro de rniTujJ^n|os^piola e oilo, que encarregou
fl||*!rTTnheJim*1od*-
Thomaz Naboco de
ministro e secretario de eslado dos negocios da
mierra, assim o lenha entendido e faca executar.
Palacio do .'Sin de Janeiro, em Inc. de julho de 1854,
trigsimo lrceim da indeptndciieia < do imperio.
Com a rubrica de Sua Mnimtads o Imperador.
j"oic rSoniiii ybueo de Araujo.
JtTiSlSTERW DJiar/EBlAA.
HECBETO N. 1107 DE 3 DE ICtHO DE 1855.
Crea urna companhia de pedelm para o munici-
pio t*T*ry-it**iK na pi imtmit rf9~J/frWWHtor -
llei por liem, nos termos do paragrapho terceiro
do artigo primeiro da lei n. seteceotos e quinze de
dezenove de selembro de ty>3, mandar croar urna
rnnipaiihii de pedestres pira o municipio de Tury-
prio para muito longe do seu ponto de partida. E
nistose devia fizar a allonr.ln do ministerio para
ii'm consentir que o Brasil fzesse partir a sua inter-
vengo de um tratado celebrado enmnosco.
Por poltica interior devia proceder tambem assim
onosso governo. Seo general Urquiza enlendeu
que diriair assumpios pblicos he o mesmn que go-
vernar urna estancia ; se o.lo disse urna palavra so-
bre esle negocio, quera eu que as provincias vissem
que somos seus irniaos, e que, longe de qnerermos a
guerra, zelamo direito* que san commun* ; que se.
o seu governo nao sabe dar importancia aos gravea
assumpios da nacao, ha em Bucnos-Ayrs quem cui-
de dellec.
Assim pois, por onde'quer que este assumpto se
eucarc, salla aos olbos a conveniencia de que o mi-
nisterio se puzesse em aceito.
Vou concluir. Nao lormularei urna
piiliatMtil *."Wmslro quesefrar a
a me ja poda fa/cr.on oler infringidoumdever reslric- vel que o Blho desle diploi
lo. O primeiro admitte explicado e nSo tem ulleri-
oridades, o segundo atcarretai respOTsabilidade so-
bre o estado. Que o governo do Brasil inlervenha
por tal ou tal motivo, falso ou verdadero, he um ac-
to de um governo, o qual nao trax consequencias,
nem pode arraslar-nos nem eotnpllear-oos de manei-
ra alguma. Assim, anda que nileriasd de mas
fazer n'qne disse p uobre senador, crcio que o ler
deixado de faze-lo nao Irar ulleriurWades,e urna vez
qae o paiz se compenetre desla verdade deiappare-
cerSo os receiosque parecenropprimir o Sr. senador.
Neohama influencia Ido poecu pode exercer so-
bre as provincias irmnas que o governo de Buenos-
A\res lenha deixado derepellir umdoi fundamen-
tos em que a Hra*it baseava sua Blerveoe^o.
Os effeito* desla* palavras lifW*H^iii.or,i arle-
s nj'iin>Kri
que Brteno'-Avresi
palomo eulpa-
gumas das ideas que enunciei, as medite irogebine- filn de una jran te. He elle o encarregado da poltica e*ern*i. En [importancia ao fado do que cito Wece ; au e\a-
cumpri p meu dever.
oSr.
ama
cao?
O Sr. Minittro: Nao senhor.
O Sr, Marmol: He um assumpto da raaior im-
portancia. Entraram no territorio oriental 5,500
homens e oceupam hoje a prai;a de Montevideo. O
soverno imperial determinou as causas dessa enfra-
ila, e entre os> motivos que apresenlou na circular
que receben 6 nosso governo, e sobre a qual iienhu-
ma reclamatb fez, diz que a intervengan he basca-
da lamhem na cunveucan preliminar de 27 de agosto
de 1828, celebrada entre o imperio ea Repblica Ar-
genliua.
Ilastar-me-ba fazer ama breve narrarlo dos anle-
cedentes daqoella conrensao para demonstrar com
elles e com a mesma con ventilo o nenhum direito
qae lera o Brasil de inlcrvir, em virlude daquelle
pacto, nos negocios orlen tacs, e o dever qae lu I .a o
ministerio para repcllir lal prelenc.o.
Para faz lo nao precisava de guerras, de canhes
bastava urna simples cominunicacSo.
He anliga como a conquista dcstes paizes a con-
lenda entre as coras de Cas'.ella ede Portugal sobre
as possessoes septenlrionaes no Rio da Prala. Esta
conlenda berdaram-a os sucessores das duas metro-
E)les ; herdou-a Repulica Argentina, herdou- o
rasil.
Em 1817 foi oceupada a provincia de Montevideo
por un excrcilo porlugue* exactamenle pelo mesmu
motivo por que boje entra um e-verrilo brasileiro,
para que eslivessem quietos os Orienlaes e tranquil-
las as fronlcira* do Rio Grande.
O congresso chamado Cisplalino lavrnu a acia qae
encorporava essa provincia ao reino de Portugal,
Brail e Algarves. O governo de Buenos-Ayrcs pro-
teslou.
Completada a emanciparlo total da America rom
a independencia do Brasil, houve um momento em
que era dado crer que o novo Eslado, que se levan-
lava,respeilaria os (lircilosdosoutros Estadosdo con-
O Brasil porm.cousagrou a usurparlo por-
os :Di-
,e a nie-
B. O eo-
he possivel
plantar, no
tugueza.'^'V,^
de independen
Apresentou-r%jyilBuenos-A\res um agente im-
perial pediudo o recoiU*
du imperio, mas insisti
Oriental. O agente foi recebnl
nos cultos recbeme ou.vcm nimio b*m aos envia-
dos de olrosgovejMos,i,i"<,a que.nilo esleam regu-
larmenle recorilie3Bs; mM I"WS0 governu recu-
sou o reoDnhecimenii.qi'e soluilava, vislo como iu-
sislu o Brasil na aprourVCO-dc Montevideo.
A guerra veio lo^o, es5e triste recurso das ques-
les, extremas.e veio logof convenro dea!) de agos-
to pijr lerm a larga quefir pelaj^lopgo de um
meio exectivo. ,' ^%w_^
Cada um dos Estados ontendr mies aborcnva sua
O Sr. Ministro dos Negocios Etlrt
rei quatro palavras ao Sr. senador.
Ilior poltica nesle assumpto seria o
verno esleve e est oceupadu em vef
que as instituicAes que. comecamos
meio das ruinas de tantas adminislracs fahida*,
de tantas guerras promovidas, podem enraizar-se no
nosso paiz.
O governo cr intimamente que nao e chegaria a
esle grande resallado de dar estabilidade aos elemen-
tos da nossa vida interior seno procurando que na
dilicil actualidade por que passamos sejamassuas
rela;des exlernas as menos possiveis, prquanto, se
muilas vezes sao ellas fecundas em bons resultados,
alguma* vezes causam desordens na administragao.
O governo lem a corisriencia de que comprehende
a questao. Devo declarar que nao enlrou em urna
polmica de direito com que intervem o Brasil nos
negocios orienlaes, porque, em primeiro lugar osdi--
reitos que poderia invocar o Brasil ou -Buenos- Ayrcs
que he a con veneno a que se lez referencia, caduca-
am depois dos siiccessos e guerras continuadas cm
que se lem visto o Eslado Oriental. O governo nao
se demorn no esame da questo da inlervencao bra-
sileira, porque oEslado Oriental, que he o verdadei-
ro interessado.no Ihe dirigi urna s nota sobre este
negocio. Pez perfeta abstraccjtode Buenos-Ayrcs,
c por isso nao se ere esle com direito de inlervir,
pois considera que a miervencan csUi as convenien-
cias daquelle Estado, visto como lem a approvacito
do seu governo, e que nao tem direito de interrom-
per um aclo que aquello governo podo aceitar por
ser um Estado soberano e independente.
Mas sobreludo entendeu que nesta questao era
mais opportuno dcixar ao lempo aquilloque nao po-
demos fazer; nao podemos julgar das ulteriordades,
e o mediar he occorrer a ellas quaudo se apresen-
tem. Talvez enlSo lenha variado o eslado das cou-
sas. At agora o governo nao recebeu insinuacao
seno do Brasil, qae intervem com consenlimento
do Eslado Oriental. Buenos-Ayrcs naoapprnva nem
desapprova porque er que o Brasil contrado urna
obrigaean face de lodo o mumto, e he isto o que
Bucnos-Ayres aceita por sua parte. Conscguinle-
mente declara o governo nada ter a alterar na pol-
tica seguida al hoje, poltica de reserva, de espera,
de disciiss ni, imposta nao smente pela nalureza dos
assumpios occorridos no exterior, senao pelos intc-
resses mais vilaes da nossa conservado.
m4Sr- Marmol: O Sr. ministro levou a ques-
'"" urr l8r|f|||__.............I singular. Eu nao
neguei qne o gove7f.' .litmui. pedisse a interven-
cao. Tratci nicamente de demoTrsfrw.r aue o Brasil
nao pode inlcrvir em virlude da con> engao oT 1828,
OSr. Ministro : ,\a opiniSQ do ministerio' es-
sa convenidlo cadueou.Tem ella por si vi coudicaoaV
pie jut*da a eonslilufrS&' cinco -jumos dpbif pd-
derao inlervir as parles contraanles. Preenchida
esta coudicao a nada nos obriga o tratado.
OSr. Marmol:Nao, a con ven cao nao cadu-
cou. O que ato tem applicaciio he o art. 10. Po-
as-, na provincia do Maraub.lo^ conforme o plano^tTra-fr, declitiotLjijj saHHThCoas encontrada.-lf*l*o-nos no caso da a'bsorpgao do Estadoi Orientan,
que haiiou com o decreto numero selecentos trinla^ convuido em orniar um EstadP independente na Que post^^nmamos .' Por isso que o art. 1W j
- '-im appirn^kj) qU
dousde dezenove de abril de mil oitocenloscincoen-
la e um. Pedro de AlcanWa Bellesarde. dn meu
conselho, ministro e secretario de estado dos negocios
da guerra, o lenha assim eataudid i, e expega os des-
pachos uacessarios. Palacio do Rio de Janeiro, em
tres de julio de mil oitocenlos cincoenla e quatro,
trigsimo Urceiro da independencia do imperio.
Com a rubrica de Sua Mageslade o Imperador.
Pedro de .cantata Bellegmrde.
OO VEBNO DA PRO VINCI A. >
lllm. e Euq. Sr.Tendo a houra de participar a
V. Etc. que asta provincia conli luaa gozar detran-
quillidade, cinpre-me em addiamenlo ao meu ofli-
eio n. 434 doJK do corretite dar a V. Exc. mais al-
gumas informages a'respcilo dosacontecimenlos pro-
venientes da griideenchente do C8pibaribe,edas pro-
vidanciaa que lenho continuado a tomar. Para sa-
tisfaz i primeira parle julgo sulTiciente Iransmitlir
a V, Exc. mesmn em orignalo cilicio que conlin
as olletas, qae ped ao director das obras publicas,
por onde se couhece oscslragos. le que sevao rece-
liendo informages e tambem o* faclo. j anterior-
mente parritfipados, com as suas circunstancias e
raclieaces, taes como a respeilo da ponle pensil
do Garbang, que suppondo-se ter sido drsmanlella-
da, salvou-se felizmente medanle a enragem de
dou Individuos que com muito uforgo poderam li-
vr-1adai iiraodea arvores, que com arorrenteza do
r,o que a ce lirio, causaran! seu desmoronamento;
mas que aliual soffreu apeuas urna escavagao ou es-
boroaaBMatu no muro de encost Pela inclusa co-
pia do orllcio do capitn do porto, vera tambem V.
Exc.adaioHcausados aos aos aqu surtos, e
as margena do Capibaribe, e batiineiitu em al-
guna higari oo caes da ra da Aurora, e do Capi-
baribe.
E qae fallo no capitao rio porlo e inspector do
arsenal de marinba capitn tenene Eliziarin Anto-
irio dos Santos, mu recommeudavel por sna aclivi-
dade e intrllgencia, permita V. Exc'que tambem
faga especi il mensao do director das obras publicas
o Dr. Jos Hamede Alves Ferreira, que incansavel
se ha mvj'lrad'iu i desempenhn de seus deveres, me-
recendo tambem ser aqu lembrados alm de oulros
asentes policiaes ediversos particulares que bao ma-
nifestado muito presumo e dedieacao o comman-
dante do corpo de polica lenle coronel Pedro Jos
Carneiro Monleiro, o delegado supplenle o Dr. An-
tonio Jos da Costa Ribeiro, e o Tiscal do Pogo da
Pauella l.uiz do Reg Barros.
Apezar de liavcrem cessado as e.huvas. como noli-
eiei a V. Esc. ede lercm as agus escoado progres-
ivameulc, reappareceram aquellas desde o dia 25
noile, posto que nao tan copiosas, nem tan perennes
como na semana passada ; o que todava lem dado
lugar a qae o rio Comece iiovamoile a encher, mas
tem que al este momento inspire maior susto.
fncessanle em recommendar a esecugo das roi-
nha ordens j expedidas e communiradas V. Etc.
lenho turnado todas as providencias, que os fados
pedem e n bumauidade acnnselba.
Etamuaiido por miin mesmo o estado de deso-
lago e penuria a que licaram n lu/nlas muitas fa-
milia* pobres que habilavam ns povoados margein
do mencionado rio. e que ln-aram sem lelos que
. se abriguem e expostas aos rigores da fume, lomci a
deliberac.au d nomear rommisiAcs compostas dos
subdelegados das freguczias do l'oco, Vanea e A lo-
gados, edos respectivos vigarios para deslribuirem
alguns vivires e mesmo algiim dinheiro aos mais ne-
cessitados, como ver V. Exc. da copia n. 3. Nao
me descuidando tumbem de olhar para o estado do
mercado, diin de coro lempo poder evitar as espe-
culacoe* que por ventura qui/essem tentar fazer
com os gneros de primeira necessidaric, no cao de
falla por mais lempo de communicag.o da ridarie
em o interior, teHino tornado a lal rc*peilo as cau-
telas devids, manadmlo lanibci i aprerar nina por-
rao de fariuha para o que poder acontecer.
Dando parte a V. Exc. de tacs providencias, que
espero mereganir ua approvaco, ouso invocar o
ar.rvsolado patriotismo de V. Exc. rogando-lbe dg-
nc-se de, levando lodo o oceorrido ao eonhecimento
do governo imperial, ohter que ainta mais esla vez
se manifeslem cm pro desla provincia os generosos >
humanos sciiiimcnlos do mesiim governo, dando um
auxilio aos cofres provinciacs.qiic j i mu sobrecarce-
gados de despejas com diversas e inleiessantes obras,
cerlamenle nao podero por si ai sopporlar os gas-
tos que lao infelices acontecimenlos ora Ibes accar-
relam.
Dos suirde a V. Exc. palacio do governo de
l'ernambiKO 7 de junhode IH'ii.lllm. c V
Sr. l.uiz l'odi eir de Coolo Perra*, mioislr t
rrelario de Eslado dos negocios do imperio.-
liento da Cunha e Figueiredo,
i llliciou-sc tambem ao Sr. ministro da iuslii_ ..
provincia Oriental. Para isso na smente Ihe crea- nao lem appiici^^ qUc eu nao quero qn_ u Br-
ram a sua independencia poltica nao que eslipu- sil se funde nelle. "Dise que o Brasil ."ao pode por
laram os meii de organisar-ae i^* noyo Estado, um pe no Estado Orlnial sem cae Benos-Ayres
Nessa convenco, que faz a maior honra a Rcpabl- ponha o seu. Inlerveujj, v,riude do tratado de
ca Argentina, nada espoeceu qui! pudesse convir ^JJjt-, IB IB H42-afrbvenrao de 1828.
Jo_e- OJjr.J'inistro : O'minis
quelle Eslado nascenle. Eslabelt'ceu-se roodS
EXTERIOR.
COUrNISACAO PERIANA PARA O AMAZONAS.
Lima, 25de abril.
Dir.tin oh peridicos desla cap lal ,\ em ronse-
0 lempo de eleger os seus represen tan, es c_ajy1ea.
gao de um governo provisorio : eslipulou-se sobre a
propira conslituigao que devia decretar essa rep-
blica esobre a saa revsao pelas duas altas partes
contraanles. Tal foi o principio da sua indepen-
dencia.
Altendendo-se poim a que o Eslado que acabava
de ser creado passara por lodas as couvulses da
guerra, e que era fcil eahisse na anarchia, os go-
vernos contraanles couvieram em que pelo termo
de cinco annos conservariam o direito de inlervir
em favor do governo legal.
Alem disso, eslabeleceu-se tambem na convenco
que posteriormente em um tratado definitivo se li-
tara o lempo e o modo de defender a independen-
cia do uovo Eslado ; mas, emquanlo nao se liza-se
esse tratado, nao havia direilo de inlervir senao
dentro dos cinco anuos.
O tratado definitivo nao se fez. Decorridos pois
cinco anuos, cessou nos Eitados contraanle-* o di-
reito de intervengan uo Eslado Oriental.
<'.(uniudn diz boje o governo imperial, que inter-
vem nos negocios orienlaes em virlude da convenco
de 1828. Mas tal iuterpretago v-se que be arbi-
traria ;econsenlirmos nos como nosso silencio que
assim se viole o espirito e a letlra de um documento
em que somos parle principal, he desvirtuar o nosso
proprio direito a conservaran uo urna independencia
que creamos perfeita ; e crearmos urna siluagao, ou
anles fazer-mo-nos solidarios de urna situaran pre-
nbe de perigos ilumnente, he violar a f de um
parlo publico. E, pois, como he que Buenos-Ayres
nao repellio urna lal iuterpretago, urna semelhante
aprcriaeao da convenco de 1828?
O governo imperial d na sua circular oulro pon-
i de partida | sua intervenco ; basea-se no tra-
tado de allanga de 12 d onluhro de (851. He este
de feito o seu ponto de partida, prquanto por esse
Iralado se eslabelece a obrigago reciproca de se
prolcgerem mutuamente os governos legaes dos
rious Estado). Nao Iralarei de averiguar se a inlcr-
vrntfto veio a lempo, t era ao governo actual de
Montevideo ou ao anterior a quem devia proteger :
essa questo he oriental. A' parte da Repblica
Argentina he qu llevemos allender.
Se se me re-pender enm a nossa silnacio actual,
eu replicarci que se se nos reconhececapacidade po-
ltica para se nos .lar um aviso, nao se nos pode ne-
gar o direito de repouder. Anda que nao livesse-
nin nenhiima peisonalida le poltica, anda que o
Brasil au quizesse receber ama nota oflicial do nos-
so lera no, nao poderamos declinar do dever de
sustentar ns nossus direitos. E nesle ponto nao s-
menle fallaramos em nosso nome, mas em nome de
loda a nacao ao fallar de nos mesmos, porque he
esle umdever enmmum a todos. Se o governo das
provincias nao leve valor para levantar a saa voz
nesle negocio, quero que fique a gloria ao governo
de Buenos-Ayrcs de erguer a sua em um assumpto
que perleucea toda a nacao. Se assim abandona-
mos direilos to cuslosameule adquiridos, por certo,
Sr. presidente, que leria direito a alma de lira.I/en
para vir. com o seu esquadrao de bravos, pedir-nos
a vida que intilmente Ihe fizemos perder.
All onde o Brasil der um paseo no Estado Orien-
ial, ah ileve por o seu pe a Repblica Argentina.
Recorra o Brasil ao tratado de 1851, mas nao n con-
vengao de 1828.
Nao sabemos onde pararSo os successos. A rara,
os hbitos, o svslema de governo, a Indicio, a his-
toria, ludo arcuinula elementos de opposieao entre
o imperio co Eslado Oriental. Peco a Dos que nao
hajaseuao paz ; na* par isso mesmo que podem
ver-se compromet!.los no futuro os Orienlaesc os
Brasileiros. nao quero que slose apoie em um pac-
to celebrado comnosco para ponto de partida jos
seus cii'mproinissos. E para isto nao se nos pode
negar personalidad! polillo. Mas, a*sim mesmn an-
da qnanilu lal personalidide se nos negasse, o Bra-
sil he opovo dos homens de eslado por cteellencia
que tem a America, e nao ignora qne mesmo se irlo
tvessemos governo. nem se quer nina simples mu.
nicipalidade, seniprc como povo pesamos inuilo na
1 batanea dos R sumos chamados, quer como parle da nacao, quer
como us iue*inos, a ser una grande uncn.
Rstoo convencido de qiie egabinete imperial nos
ne-ta qucslao. Para islo nao se neceasflam
i: basta repcllir com una nota oflicial a iu-
goabsurda de um tratado. E, pois, tanta
a di conservagio de um direilo, como por
Conveniencias proprias, deviamos defender a .con-
venco'de ISS.
No Eslado Oriental cada dia se iullamm un in.ii-i..
nimos.
Tenhn plena conlianca na lealdade do imperador ;
tcnlio plena eonlinnea na leahlade do povo brasilei-
ro, mas uo a lenho nos successos. Esles precipi-
lam militas ve/es a palilioa em medidas ptlremas.
Militas vezes os partidos poltico, arr.islam as colisas
por motivo da sua eonservacau nu do seu amor-pru-
gajemos os objeclos c as consequeaeias e nilo cau-
eWis alarma. Encarandoja's consas com o sangue-
frio saibamos aprecia-las como devem ser ; foi este
o objecto que Uve em vista, sem querer todava en-
trar em urna questao.
O Sr. Marmol : Tarbbem sem entrar em riis-
cii-s.lo alguma compraz-me muito ver que o Sr. se-
nador est de aerordo comigoMU base do me dis-
curso, islo be, que o Brasil no'lem direito de in-
lervir em virlude da convenco de 1828. Agora S.
S. teme que se tenba hvperbolisado um pouco as
consequencias que resullarao de nao ter o -governo
combatido e-se fundamento, creio porem que. lam-
lii'in elle hv perbolisou os seus reeeios; nada se dis*e
aqu que possa causar alarma, nao sei que especie
de vidro seja a opinio publica que se possa que-
brar com o que se tratou, quando nlo-.bouve oulro
objecto senao pedir ao ministerio|qoe respondesso
parlcipacao do Brasil.
Disse o Sr. senador que n3o ha .perigos futaros.
Em boa hora o lenha dito, roas desde que podem
haver o meu dever he tratar de evila-los. He cerlo
que a nada nos comprometiera o nao ler o ministerio
etpressado-sc no sentido que indique!. Eu quero
nao obstante qne se cori-terve puro o direito que nos
da a convenga e 1828 para po perraillir que o
Brasil ponha um peno Estado Oriental sem que a
Repblica tambem o ponha. Quiz que o ministerio
ao receber a communicagao repellisse um dos fun-
damentos em que ella se basca para inlervir no Es-
lado Oriental; para isso nao lie preciso guerras,
hasta nma simples commanicag2u oflicial; nem be
preciso que a cmara indique ao ministerio um
programina poltico, porem que Bnenm-Ayres nao
deitc de descuiihecer os direito* que Ihe rompelein.
O passoque se deu hoje cnsiuma-se dar em Indos os
corpos legislativos, c muito bom he quando nao s.lo
acompauhados de oppo'icao ao ministerio. O meu
desejo he que o ministerio lenha na actualidade
amigos em todas as cmaras.
O Sr. Ministro : Pens que melhor leria sido
o silencio sobre este assumpto do que ter dito cuu*a
alguma, pois o que ve nlg.ui urna falla do ministe-
rio, o nao ler elle combatido um dos fiiudamriilos
da parlicipacao ollicial do governo do Brasil, foi o
que o ministerio achou mais insignificante e o que
menos coiivinha combaler. nao s porque a seu ver
esse fundamento radiicuu, como porque a todo o
lempo teria Bueiios-Av res o direilo de inlervir
fundado no mesmo artigo da convengo em que o
Brasil se basca.
O Sr. Marmol: Nada mais lenho a dizer so-
bre o assumplo.
I.evanta-se a sesso s i horas da larde.
(Crnica., -
IJonal do Commercio.)
V
'
i ministerio entende que se
esses tratados devessem ser lomados an p da letlra,
era do nosso dever ler inlerv indo no Iralado de l-
mites.
O Sr. Marmol: A convengo, Sr. ministro,
nao diz urna palavra sobre lmites. Vejo qae o mi-
nistro se entrincheira em suas reservas apoiado na
siliiagao'actual. Comecei o meu discurso reconbe-
cendo a siluago actual. Nao ser a minha voz que
a alterar ueste lugar. Entretanto, sustento qae a
questao que uscitei nao he de conflicto. Quera
simplesmenle que sedirigisse urna nota oflicial que
nenhum perigo encerra.
OSr. Ministro: Creio que o mais prudente,
o menos rom prometiente, seria nao entrar em urna
discussio sobre esleassumpto.
O Sr. Marmol: O Sr. ministro diz que o mais
prudente he nao fazer nada ; eu, como representan-
te do povo, dir-lhe-hei que o mais prudente teria
sido fazer alguma cousa.
O .Sr. Alsina : Comquanro me parega que
u'uma *e*sau ennm a presente, pedida por um sena-
dor para o lm nico de dirigir algumas pergunlas
ao ministerio, ninguem deva tomar a palavra seno
esse senador c o ministro a quem se dirige, todava
como u Sr. senador nao lem em vista, se bem que
o nao declarassc, tirar disso consequencia alguma
que possa servir a um debate ulterior ; como elle
nao pretende em vista das declaragOes do ministerio
formular um projeclo, devenios todos presumir que
com esta sessJo se^cncerrar o assumpto.
He por isso, Sr. presidente, que, julgando que al-
guma cousa do que se tem dito pode produzir ideas
exageradas a respeilo da materia, e lemendo que o
efleilo deltas seja pernicioso ao paiz, me animo a pe-
dir brenca ao senado para emit ir succinlamenle al-
gumas deas sobre os principios que lem sido deba-
lidos pelos Srs. senador, e ministro interrogado ;
porque na verdade a julgar pelas ideas do senhor
senador, pois nao devo chamar verdaderamente in-
lerpellai .ios as qae se fizeram ; a julgar pelas suas
palavras dir-se-hia que Buenus-Ayres, islo he, o seu
governo, he culpado de omissao e de imprevisao. e
como as fallas dos governos pesam sobre o paiz, jul-
go domen dever dizer alguma cousa afim de atle-
nuar o elleito dessas palavras c das consequencias que
deltas se podem tirar. Cingir-me-hei etclusvamen-
te ao seu nhjcclo.
O quo disse o Sr. senador pode redur.ir-se ao se-
guintc: O governo imperial na poda inlervir nos ne-
gocios do Eslado Oriental fundado na convengan de
1828, e quaudo ao governo de Buenos-Avresfoi com-
municado um documento em que eslava consignada
esta cvprcs-,10 devia rcpelli-hX Creio que s,lo estas
em resumo as ideas do Sr. senador.
Completamente de accordo com elle cm que o go-
verno imperial nao lem esse direilo fundado na con-
veneao cita la.-o me oceuparei como segundo ponto,
c quando digo que estou de accordo, n.lo se julgue
que he urna opiniao formada nesle momento : nia-
nifeslei-a com muila anlicipacao. Para prova disso
pcrinitla-me o senado que relira urna circiimslaucia.
Em 1852 o general l rqui/a. como encarregado da
drecgao das relares exteriores da Repblica Ar-
gentina, resolved nomear um pleiiipolcncio junto
corte do Brasil. Este plenipotenciario que devia
partir e uan parti, homem de muito tlenlo e de
muila pralica nes negocios diplomticos, quiz ter
contigo una ron lerenda apezar de me adiar eu nes-
H lempo iiiteiramenle desligado dos negocios ctter-
nos coecupado exclusivamente rom os do interior.
A conferencia leve de feito lugar, e una das cousas
que cu Ihe disse foi que nenhum objeelo va na sua
missao. Tralava-sc eniao da dcmarrac.io de limites,
cm que na minha opinio a Kepiilica Argentina nao
linha direilo de inlervir, opinio que parecen sor-
prender ao general moneado. Entrando este po-
rem em etplicaeoes parecen conformar-se.
Eslas etplicaeoes haslarao para prora o que eu
disse ha pnucu.e para mostrar que anda mesmo que
o Eslado Oriental quizesse boje cnlicgar-se an Bra-
sil, linha o direilo de fa/.e-ln, porque lem o direilo
deilispor de sua existencia, pois he esle o valor das
palavras independencia e soberana.
I'orem, quaulo a dizer o Sr. senador que era do
dever do governo combaler a proposicao cslabcleci-
.la pelo Brasil, de que interven! em virlude da con-
venco de 1SJ8, concordo que o governo nao fazia
nada de mais repelliudo essa proposigo, mas cnlcn-
do tambem que do laclo de o nao ler feilo iicnbiim
ind futuro pode resollar.
Supa5nlia-se que sobrevem successos ulteriores, e
que leu, lu-ar a absorpgao do Estado Orienlal, como
diz o Sr. senador : se isso succeder he porque succe-
dru, mas niio porque nos lenhamos (ornado respnn-
saveis smenle pelo fado de haver, entre as varias
raides allegadas pelo Brasil para inlervir, uina que
nao he evarta.
Esla he a iiiinba opinio, Sr. presidente. Eui
verdade en desojarla que assim se eiicara*se esla
quesCiu, poique encarada por esle modo, que em
LitaoA
28 dejunho de
As parlicpagoes da lelcgraphia elctrica viudas
as seguales :
___ho as 11 lloras da mantilla.
Dizem de Bucharesl-em dala de 1(. As operago
de sitio conlra Silislria estao suspensas desde odia
13 sem que conslem oulras pirticularidades. Duvi-
da-se que seja causa da suspensao o reforgo de tro-
pas mandado em auxilio da [iraca e que a eslas ho-
ras ja tora chegado.
O principe Corlschakoff est ferdo. Ao gene-
ral Schilder fez-se amputarlo da perna.
Dilo, 20 s duas da larde. Slatina foi eva-
cuada.
A missao de Faud-Effendi leve completo etilo
em Tcliainavvria. Prevesa, e Arla. ,
dem s 4 horas da larde. floram nomcados
senadores. Mr. David, antiao ministro, o prefelto
Sivry, os generaes Stanley, I'ernely e Cramever.e
o deputado Chassiron.
Recebemos jornaes de Pars do dia 20. A corres-
pondencia Havas transmita assegnntes parles lele-
graphiras.
(".-inslanliiuipla 10 de junho. Confirma-se a morte
de Mussa-pach, goveruador de Silislria. Foi morlo
por urna granada no dia .11 de maio depois de um
assasto vigorosamente repelllo. Mussa-pach mor-
reu pobre: linha recusado dous milhOcs que Ihe li-
nha oliereririo Paskewilsch para que enlrcgasse a
praea. A' noticia desla morle Omcr-pach envin
Seiram-pach com 30:000 homens, o qaal lendo si-
mulado a presentar ha lal ha ao eterrilo russo, obr-
gou este a fazer um movimenlo, ero resultado do
que o general turco conseguio introduzir dous mil
homens de reforgo na praga.
Espera-se hoje o prncipe Napoleao que va.
marchar com o seu'cnrpo de exercilo para Bourgas
O general Rosque! approtima-se a Andrinopolis com
20,000 homens.
o Di/.-se que loda a Circassa armada deve coope-
rar para, o projeclado ataque da Crimea. O campo
de Schamv l est forlilicado pelos europeus : o emir
vai lomar do novo a oflensva. Organisoa-se o ex-
ercilo d h.ii--.
Alhenas 12 de junho. Os jornaes desla rdade
confessam que o nsurgenle Karatassos, depois de ler
conseguido duas pequeas vaiilagcus, foi derrotado
e posto em fuga.
porre que lladji tomn a cidade de Trcala, e
lem urna braga de quasi 6,000 homens.
Os rmbaitadores das potencias alliada* negociam
urna -uhini-s.io honrosa, e espera-se chegar a um
ajuste.
Vicua 19 de junho. Parlicipam do campo do Si-
lislria para Vienua por va telegraphica, que no dia
13 urna bala de canhao levou urna perna do gene-
ral Schilder no aclo do fazer um reconliecimento
praga.
O mareehal P.iskewilsch chegou a Jassy.
Escreve a Patrie.1< Recebemos tamban um des-
pacho telcgraphico acerca oTtjnorle'de Mussa-pa-
ch, acorlecida, segmido se diz, no da 31 de maio.
a Sem meios de desmentir este desgragado acn"-
(ecimenlo, diremos que as ultimas corresponden-
cias de Silislria sao do 1. de junho de larde, e nao
fallam nclle. Posteriormente, pois, a esla dala he
que acontecera essa desgraga, caso que seja exacta.
Nao sabemos a que nos havemos de alar fila-
mente visla de noticias lao contradiclorias ; mas,
eremos que se deve dar mais crdito ao despacho
tclegraphicu de Conslanlinopla.
( O Moniteuer publica o seguinlc.Recebemos de
Conslanlinopla em dala 1 as scguinle. informa-
cocs que complclam e rcclificam a noticia dada pe-
lo lelegraphn acerca da mudanra rcenle no pessoal
do cabine otlomauo. Nesles ltimos mezes Rescbid-
pach linha por vezes appre-enlado a sua deuu-o
ao sultn allegando o seu m.-io eslado de saude. Em
virlude da,comhnacao ministerial que prevalecen,
Reschid-pach -conserva o Ululo de ministro dos ne-
gocios eslraiigeiros. mas esla reparligao ser adini-
iiislrada por Chekib-pach, que era presidente do
conselho de justica, Reschid-pach continuar a lo-
mar parle as deliberagoes do divn. A presidencia
do conselho de jnsliga he provsoriamenlc confiada
a Kiamil-pacli, um dos iiicinbros mais nlln n',e-
desla Cnrporae'io.
n Escrevcm de Widdin aos 5 de junho. Chcga-
garam aqu honlcni as quatro pras d^arlilharia lo-
madas aos riissos em Slatina. Foram conduzidas
rom grande apparato, e numeroso arompanhameiilo
le curiosos cnladella, donde \io scrdpedidas pa-
ra Srhumla ; 3(1 a 10 prisioneims c oulros lano*"fo-
ndo* Russos. que esli anda em Kalafai sern Irans-
feridos manbla para Widdin. Acaba de chegar um
correio portador de nina espada de honra,enviada por
Ornar-pacha a Sender-bey, que commandava 100
bachi-bozouks no confiiclo de Slatina e que com cs-
pecali.lale se distingui nesta aegao. o
A embaitadn rossa de Vienna receben na tarde
de 13 um correio procedente do quarlcl general do
principe Paskievvistch ; os offtcios de que foi porta-
dor cslavam bem longe de ser satisfactorios. Os Rus-
sos cumegaram de novo no dia 2 de junho o bom-
bardeamento da pequea fortaleza de Rasovva. leu-
do cercado a praga ha um me*; no dia i inlenla-
ram o Mallo, e foram repellidos pelos sitiados.
Di* a Correspondencia liaras. Era esperada
em Vienna rom impaciencia no da lia resposla do
czar ; havia poseas esperancas de que osse salis-
fai'lnria. O embaivador rutan, l.uio deMev-eu-
nada prejudica io e-lado de Hlenos-A v res, nu hedor ll leria demorado por esle molivo ale 22 a sua
in ; e era muito prova-
que o titilo desle diplomtico, que tambem se
esperava. fosse o portador daquclla resposla.
O filho do antigo embaitador russo em Vien-
na, conde de Maden, enlrou aqui honlem com ofli-
cios importantes para a legagao russa. O que dizem
os jornaes acerca de nma proposla de armisticio fei-
la pelo baro de Meyendoril, carece absolutamente
de fundamento ; e a'prova segura disso esl na con-
tinua marcha de tropas austracas para os territorios
orienlaes do imperio. Quando os rcgimenlos da
frunteira da Croacia, qae s sahem de seusquarleis
quando esta imminenle a guerra, se encamiuham
para provincias lao remotas como he a daliizia. he
de crcr que estao prximos pondero;os acontecimen-
los.
I.e-e na Preese:
n O imperador da Rossia etpede para diversos
pontos, entre elles Cronstadt. Helsingfors, Odessa,
Arkangel, etc., goverdadores militares enm in-1ruc-
eos secrMas, encarregados de se communicarem di-
rerlamenle com o exarve vigiar os offlciaes gene-
raes que rommandam Misas pragas.
a .Urna carta particular de Hon-Koug, dalada de
22 de abril, annuncia que o almirante russo Panin-
linc. encarrc?ailo de urna misso secreta ao JapSo,
naufragou as costas de Sikof, teudo-se salvado o
alniir.in'.o e parle da Irpolagan. B
Nao encontramos nas folhas mais rcenles noticia
alguma do Bltico. {Rerolucan de Seiembro.)
UtOMaa*
CORRESPONDENCIAS SO DIARIO DE
PERNAMBUGO.
HAMBRGO
20 de junho.
O inlercsse publico na Allemanha se preoeenpa
presentemente com dous objeclos: as decisoes da,
assim chamada, conferencia de Bamberg, composla
pelos estados intermediarios da Allemanha, a navie-
ra. Wrtemberg, Satonia, Hanover, Bade, Hesse
Crao-Ducal, e Eleiloral,' p a entrevista entre o rei
da Prussia c o imperador d' Austria em Tetschen na
Bohemia. "Anibus cales acoiilecimentns se acbam
em contacto immedialo com a questao orienlal, e se
a conferencia de Bamberg fora mais ou menos em
favor dos inleres*es russos, parece que a entrevista
em Tetschen leve um resultado mais em favor da
poltica dos estados occideutaes. Nao se sabe anda
nada de etacto acerca da ultima, porm o que he
positivo, be que ein consequencia da mesma fora di-
rigida urna nota commum da Austria c Prussia aos
governos da conferencia de Bamberg dcllesexigindn
a simples c positiva adhesAo ao tratado d'allianga
anstro-prussiano. Nao se pode prever qual ser o
resultado deesa ola, porm cada dia mais se lira
convencido de que as decises da conferenra de
Bamberg nao serao capazes de por um mpedimen,lo
cfleclivo a um progresso serio de parte das duas
grandes potencias alleinas.
Entretanto essas decisoes foram publicadas ; fa-
rcinos seguir as partes csseuriacs : Os estados, que
eompe a conferencia, estao de accordo que a sua
adhesao a allianga de 20 de abril s deve ter logar
na Dieta Allemaa. c s no caso em qne no aclo da
apresenlagao do Iralado austro-prus-iauo fosse dado
a asserrao de parle das duas grandes potencias allc-
inaas : l., que a iulimacJo que lem por fin a re-
tirada d'uina das polencias belligeranles, fosse com-
pletada pela siippo-ieAo de cessarem ao mesmo lem-
po as hostilidades por mare por trra a da retirada
correspondente das oulras polencias; 2., que depois
da adhesao allianga em lodas as negociagoes qne
se seguirein. a Dieta ser reprcscntaila na sua qua-
lidade como potencia federal por enviados especiaes,
e iionicad.imeule, com referencia a arl. \I.IX da
acta final de vienna, nas oegociages de paz, alim
de que a |)iela, romo lal, conlrbia para u conscr-
vacAo do.equilibrio europeo ecuarde os oulros inte-
resses da Allemanha; e X nessas negociagoes seja sebreludn exigido, a illimila-
da liberdade deroinmercio c navezagao sobre o Da-
nubio, aprolecgao, por todos garantida dos christaos
que se acharo debaito do governo turco, c a cou-
servarao do reino da di cria.
O que nllimameiiteescrevi a respeilo da apparen-
cia d'uma mudanra da po'.iliea du gabinete de Vi-
enna, felizmente nao se confirmou, continan! os
.inu uemos e ajuiitamentos de tropas cuntra as
fronteiras da Russia na talicia. assim como em Se-
benburgen, sendo elTecluados com grande energa.
Tambem parti com effeilo no principio desle inez,
a ola do gabinete de Vienna ao de S. Pelersburgo,
e que j tinba sido annunciada tanlo lempo an-
te- e se talvez a sua forma que,como se diz o he ba
lanle moderada,naoadmitle a denominacao dejjjti-
matum, comludo emquanlo ao seu conleudn, 'deve
ser considenura como lal.
A nota ctgn da Russia a immediata evacuarse
dos principados do Danubio, c musir a perspectiva
d'uma inlervciigao armada para forgar essa evacua-
cao no caso de resposla negativa.
Ao mesmo lempo linha sido dirigida] urna nota ao
egabinele prussiano, etigindo que a Prussia de\U
star prnmpta em caso de rcspostajuegalrva, para urna
accao commuin.segiiudo o Iralado. Aessanola seguio
a entrevista cm Tetschen e desde entao os boatos de
urna moblisagao da Prussia se tem renovado, e se
inoslram mais positivos. De resto nina re-posta do
gabinete de S. Pelersburgo, negativa ,-. do da Austria
lera primeiramente por consequencia um ultim-
tum formal, que deve ser passado pelas duas gran-
des potencias alleine-. antes de se tratar d'uma in-
gerencia militar de parte da Austria e Prussia. A
resposla do gabinete da Russia nao poder chegar
antes de 21 al 21 do corren le. S entao he que se
podem ver claro nesle negocio, se a diplomacia rus-
sa nao souber dar uina resposla lemporisadora, a
qual se n,lo tiver elTeito sobre a Austria, ao menos o
lera sobre a Prussia, porque apezar de apparente-
mente ler gaulio a supremaca o partido anli-rus-o
na Prussia depois da entrevista de Tetschen, com
tudu mulo se deve receiar urna mudanca de opi-
nies.
Em todo caso all se suslentan na idea de uculra-
lidade, e preferem sobreludo a paz. Uin boato fal-
lava ltimamente de urna nova tentativa de conci-
liagao, para cujo lim teria lugar urna conferencia
entre o rei da Prussia e o imperador Nicolao. Po-
rem nada mais se fallou a esle respeilo.
Na Russia, em consequencia da direccao um pon-
en anli-russa, tinba bavido uina ronrilagoeulreo
rei e o prncipe da Prussia, a fcsla do casamento de
prala do ultimo, o que na Allemanha significa o25.
aniversario do casamento, leve lugar cm toda
Prussia debato da mauifestagao do jubilo geral de
loda populac.lo, c mostra a grande populardarie que
o principe gauhou pelo seu comporlamcnto no ul-
linio lempo.
Presentemente elle J do novo enlrou no cterci-
cio das -uis fungues militares, c tanto elle rumo
o rei se acbam viajando nas provincias, alim de ins-
peccionar o etercilo.
Lisboa 29 de junho.
Estn resolvdos ambos os negocios em que eslava
inleressadoo visconde do Pnheirn. c mais que mor
librado o duque de Saldaiiha.
i.liian'o -leic i de depuladn por liuimaraes. a
cmara intmnu-o para se apresentar barra afim de
a defender no tocante ao ponto contestado da nacio-
nalidad.', mimaran a que respondeu o visconde d-
zendn que nao compareca na cmara m quanlope-
rante um conselho de guerra nao illiha*sea sua con-
ducta das impulagos que se Ihe faziam a respeilo dos
negocios de Angola. Ora romo deputado eleito, Xi-
meiies s pedia ju-vificar-se peranle a cmara des pa-
res, c foi islo o que se Ihe insinuou, mas elle insis-
ti, e cm resollado a commissao de poderes deu um
parecer no qual declara que o lugaresta vago, visto
que o elcilo senao apresenlou no lempo marcado a
legalisar a elcigao. Esle parecer anda nao foi discu-
tido, mas sabe-se que lie approvado por grande
inaioria.
O parecer anligo sobre a celebre subscripeo d'-
Angola para o mesmo visconde. foi approvado na ses-
so deanle-hontein por ini.iiiimila.lc, com espanto
de muilos que suppuuhan que a cmara se riivdisse
a esle respeilo. Parece que Rodrigo da Fonseca Ma-
galhaes fura quem preparara esta volagao que deve
ler allligido muito o pobre duque de Saldanha. Esle
parecer lanr i urna grave e odiosa censura sobre
cunara municipal de Luanda que decrelou a suln-
cripcAo para Ximenes, e sobre iniiilos actos do go-
verno deste, coneloindo que o ministerio o* deve cas-
tigar para que mais senao deem lao perniciosos exem-
plos. Assim se desatlronlou a cmara de um peso
que lano a lem vetado, nao sil pelo lado da elcicAo.
como pelo da subscripggo do visconde do Piuheiro.
Foi elle, homem ambicioso e de inediucre inlelligeu-
ca, quem se fez eleger depuladn. para i ssegiuar a
sua duvidosa naconalidade, C d'ah passar a ser Ho-
rneado par do reino que he lodo o seu desidertum.
Agora ha de Ihe islo ser maisdifllcil;entretanto como
verdadrira padrorira de Portugal hoje cm dia he
Santa Rita, nada temos j por iuipos*ivcl.
A cmara ser adiada at 15 de julho prximo,
para se cuiiclnir, sobreludo o orcamenlo, que nados
deputado*, .iberia ha seis mezes anda esla por aca-
bar Nao lem bavido dbale ou incidente nolavel,
etcepto a nlerpellarau feila pelo deputado Jos Es-
levan, a respeilo do cnsul de l'ei n iiuhucu ao lliinis-
IroJervis em sesslo de Iti du crrenle que fui eslre-
ptosa, e que ia produzindo nm rompimento entre as
relaroes que etislem entre o cloquete caudilho da
inaioria actual e o triste ministro dos eslrangeiros.
Comegou. por perguntar Jos Eslevao a Jervis su ja
li ulia vindo a resposla do cnsul, havia tanto lempo
promeltida ; e respondendo-lhe o ministro que sim,
e que ia manda-la para o procurador geral da cora,
para com o parecer detle resolver o negocio, Jos
Eslevao eslranhou enrgicamente que em tal assump-
to o mioistro seno soubesse' determinar, reronhe-
ceudo que embnra o cnsul se justifique e se saia pa-
ro como um scraphim, nao pode continuar all como
agente consular vala a boslilidadc permanente em
que os subditos porluguezes oslan para com elle, e
vice-versa. Fallando por segunda vez o ministro,
Jos EslevSo o nlcrrouipeu com vehemencia, toman-
do a palavra e protestando que nao dava por termi-
nada esla inlerpellagan emquanlo sen
ultraje que os sotcessos dt*patr1iu ,ir\
tivaram em Pernarobuco. Asfcssao lornou-se desor-
denada, qnerendo lamhem hrsMr parte nella o dea
pulado A. da Cunha, e por epradinu-se a resolugao
della para quando viessem acamara os documentos
de riefeza do consol que o minislru firou de mandar
tanlo para esta cmara como para a dos pares.
Dous dos documentos da defeza j foram hontem
publicados no Progresso. Um he vergonhoso real-
mente ; que vem a ser um auto, feito em familia, para
verificar da vida, occupacaoecostumesdos portugue-
zes qne assignararn a represenlagAo dirigida a el-rei.
O segundo da-no* a saber qoe ha apenas 27 porlu-
guezes cm Pcrnambuco que pedem que o cnsul e
vice-consul sejam conservados Dos oulros docu-
mentos nao lenho noticia, mas se forem como estes,
temos inqueriges liradas sobre a verdade do que re
tem dito e escriplo sobre o nosso agente consular de
Per namburo. O ministro bem quiz ver se o conser-
vavn, mas vai-lhe o negocio de mal em peior.
Honlem ouvi dizer na praga do Commercio, que se
linha lavrado perante um lahellian daqui um proles^
lo de um subdito porloguez, que o ronsuWinha fei-
to retratar do que elle linha dito e asignado como
passageiro do patacho Arrugante, indo o homem
preso a ordem do cnsul quando Ihe exigi semelhin-
le relraclagao! au tallemos mais nislo que faz asco.
O rei c sea irmAo estn anda em Londres onde lem
sido muito festejados, Chegou aqui urna companhia
para fazer o caminho de ferro de Cintra, indo pela
beira Tein at Belem. He poderosa e Iraz um ence-
nheiro bem conhecdo Mr. Ybri. O duque de Sal-
danha foi para a sua casa de Cintrare continua (len-
le. Estamos com ptima estagao, a saude publica
he excedente ; o trigo prometle boa polheila, mas a
molestia dasvinhas comeca j a appareccr.
6 de julho,-
Pouco ou nada se me offerece accrescenlar mi-
nha preceden le carta que foi pelo vapor Maj. Na
cmara dos depulados procede a discussSo doairga-
inenlo sem incidente nolavel.
O inareeh il continua a etpdrimeut.ii- melboras em
Cintra. Aqui lem causada grande sensagao, como
era de suppor, n pronunciamenlo, ou snblevagAo
de parte da guarnigao de Madrid, a cuja trente se
poz o inspector da i-avallara, general Dulce, a que
se uniram os generaes O Dannel, Ros de (llano e
Meiua. Publicaran! um'extenso manifcslo, em
que se queixam da marcha do'governo que esligma-
tisam de hostil s liberdades coiistilucionaes, e de
praticar arlos de immuralidade na adjudicagao dos
eaiidiihns .le ferro ede oulras obras put.licas. As
Iropas que si ronservavain liis ao governo tiveram
um recoulro com ns sublevados, c dizem os bolclius
e as folhas ilo partido do Enverno, que os rebeldes
foram batidos. Porem o corto he que nao eslAo de-
bellarles, e honlem rouslava que liaviain lomudo
poseUo cm Araujuez.
Em Mnima parece que esle movimenlo be umar-
|"mS'VJi. PBW| Dem o niovimeiito lo mareChal sialdanha se Tez 51-
legando-se a desmoralisagao do minislerio Cabral. e
a sua tendencia ao absolutismo.
Os primiros passos dados pelo regenerador por-
tugus foram pouco bem succedidos, encontrando
em inda a parle reaislenci j ou apalbia : afinal Iri-
umphou.
Veremos o que succede lenlaliva regeneratoria
dos nossos tiziiibos.A energa all agora desenvolvida
he extraordinaria. Nao tmente a capital, mas loda a
monarchia, no conlineule foi declarada em estado
de sitio.
Parlicipe diHusamenlc na minha ultima carta a
quesUio relativa ao Ximenes. Agora diz-seque com
elfeito vai responder a conselho de guerra.
He punto lora de toda aduvida, que o seu pro-
cedimcnlo ser declarado iltibadu. Drpois o ma-
reehal naturalmente ha de insistir em que se Ihe de
um publico testemunlio de cousideragao, que o in-
deinnise des dous dissabores porque ultimamcnle
passou. Ser feito par '! Jolga-se que nao. Cunde ?
Grio cruz ? Ambas as cousas, lem probabilidade.
NS6 sei se j ootiriei, que o barlto da Luz foi eleva-
do a visconde. e que o Silvino, relator do supremo
tribunal dejuslig mililar. foi agraciado com o titu-
lo de barao de Aguiar.
P. S. O correio annuncioo para hoje a sabida do
vapor. Por isso fecho aqu a minha carta, se sabir
ani.uiiia, e houver alguma cousa que accrescenlar,
escreverei de novo alias nao ser necessaria se-
gunda caria. \
INTERIOR.
S. PAULO.
7 de julho.
Mais um sol que se foi esconoer no occaso. mais
um nome decahido das portaras goveruamenlaes,
mais urna pbase em que prorompem os .Ibyssinios:
o Sr. Dr. Jo tecimenlos que vo rolando na formosa Paulica ;
urna caria imperial aquietou-ibe o pensameiilo, e
seus cuidados passaram a oulro que a esla hora sen-
tado na eadeira de espinhos, allronla.o vendaval fu-
rioso que se ao destino mandar por ah alm.
Mais una phaso que se proporciona aos Abyss-
nios. sim ; porque uina farda recamada de lino ouro
be imn para a seila apedrejadora.
Mas lodos lem seu da : desla feila os apedreja-
dores nao vieran a flor ri'agua, e Vine, pdc, eu Ihe
asseguro, dar os emboras ao Sr. Josino. que leve a
bahilidadedpfazer urna maravilhosa etcepgao resra
geral dos presidentes, que, ao largar da farda, aqui
haquei.iu na obscundade, porque jnaosnbsrrevi-m
o expediente. ^^^
Para aquieta-lo de^Bfcielheconleo quesepassou
depois que o Sr. Josinaj^Hregou a provincia ao Dr.
Saraiva..
Seja porque OW. Josino be homem de qualida-
des recommendaveis, seja porque na direccao dos
negocios escrupulosa va, seja enilim porque a sua
alfahilidaile e al|BCoe* com que acolhia o povu que
o procurava BBependencias publicas chamava
svmpalbia, o queme ci dizer he que este homem
lornou-se o presidente svmpalicu da capital.
J Ihe noliriei o grande, baile offereridn pelos mi lita-
res quedeu urna noitecheia aos amadoresdesla dis-
Iraccao....Pois nao parou neslecirculoasdemonslra-
goes de estima que esle ex-prcsidenle leve de re-
ceber.
O corpo da oflicialidadc da guarda nacional quiz
demonstrar ao Sr. Josino a cousideragao que Ibes
mereca. Aj deitar a eadeira presidencial devia rc-
ceb-la.j irm solemne teslcmunho Ihe foi assigua-
l.nlo quando ja nao era o director dos negocios.
Tqpe pois lugar segundo baile ; mas esle com
pompa extraordinaria, ondeo Sr. Dr. Josino rece-
bcu de um por um dos concurrentes os protestos cor-
riiaesde. e-luna que aqui liea.
Pcgo-lbc liceuca para omiltir a dcscripcAo da gran-
de fesla. Grande testa na verdade, porque ah cou-
rorreu a flor dos habitante* da trra, c se deu um
sarao correspondente a civ ih-acn do lugar. Toda-
va, como digo, declino da riescripgo ; lenho com-
pleta negacau para piular estas cousas : arrepiam-se-
ine os cabellos qumido mo vejo obrigado exercer
a minha vea potica. Mas como talvez Ihe anime o
desejo de ouvir alguma rousa, succorro-mede um dos
enllaboiadores do Correio Paulitlano, que me li-
vrou das aperturas dando um summario do festim.
Ouga o que elle diz :
Baile da t.'iMnJa Siironat: Um baile nao
se descreve, senle-se, go/.a-se.rfg
K A briosa uflici.ilidade da gjiardaiiaciou'il(|ueria,
rmnii diran os convites que expedio, dar mu pu-
blico le-leinnnho du alio aprego a consideraran que
tribuaaoF.tm. Sr. Dr. Josino do Nascimcnlo Silva,
e he nossa opinio quo o cooseguio, porque tildo
.pino S. Paulo possue de mais uobre c Ilustrado
acudi ao convite que Ihe fora feilo.
A reunan foi a mais numerosa de que ha ex-
enqilo nos fastos dos bailes paulislanos. A casa es-
colhida beuin dos mais decentes e vastos predios
da capital, e nAo obstante bayia sido de anleuiAo
preparada por nm costo especial e bullanle : ricos
movis, deroragoes de luto .In appareceram des-
lumhrando a visla rom o relicto de centenares de
luzes.
As msicas do 1." e 2.' batallles locavam no
..mu ni alternadamente lindas nuverliiras durante a
culi a.la das familias que erara rerebidas por nlliciaes
e precedidas por inferiores conduzindo brainloes
accesos.
Pelas 8 horas e meia da noite nma nuvem de
foguetes annuncia a entrada do Exm. Sr. Josino e
sna familia. SS. Exs. ao descer do carro foram rece-
bidas por urna commissao cumposta do Sr. comman-
dante superior e oMlriaes mais graduado* dos corpos
queconduziam SS. Exs. aos saldes, onde foram rece-
bidas e comprimeutadas com a satisfagao que Irans-
lu/ia em todos os semblantes. Aaflabilidade do Sr.
Josino e de aua familia he proverbial, e por isso dis-
pensamo-nos de mencionar as expresses de honda-
de com que correspondern! durante toda a noite a
esta xOvai.Ao. Se j nao houvessem conquistado a
amisade dos Paulistas le-lo-hiAo conseguido nesta
occasiao....
a S. Exc. o Sr. Dr. Saraiva honroo tambem com
saa pro-cuca o baile da guarda nacional.
n Aordem e harmona que presidio toda a reu'nio
ue foi composla de pessoas de lodos os partida*,
eantrbuio para a olemnidadajlo diverlimea-
to. A profuso e delicadeza do servco foi pouco
commum.
As 3 ^ horas da madrugada a fadiga se havia
apoderado de todos, e por isso forga foi terminar
essa reuniao, de qae s nos firaram saudosas e agra-
d aveis recordages.
a S. Exc. o Sr. Dr. Josino recolhendo-se sua
residencia levava urna prova da affeicao dos Paulis-
tas, prova de alia signilicagan porque lbe foi dada
quando ja nao tinha nas mns o leme dos negocios
pblicos.
Anda o Sr. Josino. E que remedio': A se-
mana orecupou-fe exclusivamente com elle, e eu,
que lenho de registrar seus acontecimenlos, nao
posso anda transpor este circulo de ideas. Alm de
que na minha ingenua opinio sempre o reputei um
cavalleiro digno de nossas altenroes. nao Heixe Vm.
que eu engrosse o numero dos Abyssiuios: nao foi
a farda borfjada que conduzio a penua do sea corres-
pondente quejado lanas vezes Ihe fez boas ausencias.
Esgole-se pdjro que ainda ha na materia, e acom-
panhemos o nosso bom ainaf* al ia avenidas da
cidade.
S. Exc. parti no dia 4 para Santo*. O Dr. Sa-
raiva mandou-lhe fazer as ultimas honras olficiaes, e
com grande sequilo acompanhou-o al o Ypiranga.
J Vm. ve que este dia foi marcado por grande con-
currencia do povo que quer ver passar o grupo go-
vernameutal. A ruada lloria, os canana do Cemi-
lerio fatalmenle he o Cemilerio o primeiro arrabal-
de que aqui eucoutra a governanga ), e o largo de
S. Cunalo se afinharam de habitantes ; a guarda
nacional, que chama os dilctlapiUi com sua msica,
e o parque de arlilhana, fizeram o seo papel atroa-
dor dirigindo s ultimas continencias do estylo.
O Sr. Dr. Saraiva riespedio-ae no Ypiranga. F'oi
abi que vimos o ex-presidenle de um a um dar o
abraco de despedida aos Paulistas que o acoropa-
nharam.
Mas ainda se envolva na cavalgala um grupo.
Era o grupo dos verdadeiros amigos do Sr. Dr. Josi-
no, qne qui/.eram no Valle da* Lagrimas, a legua o
meia desla cidade, proferir o ultimo adeos. Ahi o
vimos derramar urna lagrima de recordarlo pelos
habitantes de S. Paulo.
Desejamos S. Exc. urna prospera viagem ; eu
que fago numero onlre aquelles que o coubecem de
perto, que amam saas nobres qudidades, fago um
vol sincero, o futuro que as recompensa.
S. Etc. disse levar de nossa pjrra bem gratas re-
cordacoes ,- em compensacAo aqui dexa muila aflei-
go, muito amigo.
O Sr. Dr. Saraiva segu am paz na adminis-
IragSo.
A folha da apposico recebeu-o com benignidade
mas requerpara si a dcsigcio da marcha que S.
Exc. deve lomar.
Aqui para nos : se isto nao he urna nacedade be
um paradoto. A opposieao tomando a curadora
Wc'iajs}a! JtaV 4)e.antever qo. aullr.
saraiva nao qaizrra pupinagem, no Ypiranga se le-
vantar um pelouritiho.
S. Exc. ainda nao conhece a provincia ; nada lem
podido fazer. A eslra da governanga em geral se
limita em langar as semenics da adminslragao. He
o que o novo presidente esl fasendo.
S. Etc. dirigi circulares aos inspectores de estra-
das, reclamando a sua opiniAo sobre os melhora-
menlos que exigern as vas de commanicaces, orde-
nando que viessem os urgamentosdas obras quecum-
pre lazer. Parece que S. Exc. pretende dedicare
a esles melhorameulos, qae na realidade impertam
a primeira neressidade da provincia : as estradas de
carro, a meu ver, ficro reservadas para as /.alendas
gregar.
Todava no dia :)0 do mez passado foi oBerecida
ama proposta assignada pelos Sr. Coulinho, Quar-
tim, e Jos Elias Paiva.
Como lbe aiinunciei, realisou-se a publicarn
de urna folha diaria, dedicada aos inleresses provio-
ciae. i
Esle jornal veio encher urna lacinia bem sensivel
na provincia deS. Paulo, que, ha 5 annos, raminha
a largos passos.
Pareca que a insliluigo'de am peridico diario
era urna planta extica n capital, oude falham os
recursos lypographicus: pensava-se mesmo que nau-
fragara uo comego da viagem. Mas seja porque a
redaego Irabalha com esforgo, ou porque os recur-
sos de que dispe podem sustentar a publicarlo, o
caso be que o Correio sabe regularmente, e aioda !
nao deu falta.
Urna pnblicagao diaria, iiasproporres do Correio,
imparcial, franca a lodos os principios, ollerecendo
imprenta licre como se propoe, far servco assigna-
lado i provincia, pois se me diz que a redaeco
conla correspondentes nas localidades mais impr-
lantcs.
A empreza he de Roberto Marques & IrmAo, a
quem desejo loda a prosperidade ; reconhego as
grandes vantagens que podem provir de urna publi- '
cagao desla ordem. e por isso soccorro-me do seu yor-
ua para pedir o.mtiliu dos nossos patricios em prol
da nova publicagAo. *
A redaegao, que por ora he incognila, diz que
nao professa fno jornal) opinio poltica. Todava
cnxergo ahi um cerlo cheiro de saquaremismo que
me nao engaa.
Nada de nolavel quaulo tranquillidade pu-
blica.
De Taabate nos referem o seguinle facto. Hoje
10 dejando, pela volta da 10 para as 11 horas do
dia, no sitio do Jambeiro, na freguezia deCagapava,
o prelo Joaquim, escravo de Ignacio Alvcs, entran-
do em casa, e adiando sua seuhora a sos com duas
prelas, precipitou-se sobre a infeliz, que he j de
bstanle idnde. Qeu-lhc profundos c repelios gol-
pes de fouce pelas costas, bracos e cabega. Quando
julgou-a mora, largou a foure e fugio. A victima,
poslo que na hora em que cscrevo anda respire, o
seu eslado he lal que nao pode contar com mullas
horas de vida.
Em Cagapava ha annos se repelem fados seme-
ntantes. Tenho ouvido dizer a algumas autoridades
qae a causa destes fados he a impunidade, que, para
cunservarem livres suas pessoas, vem-se obligadas
muitas vezes a nao proceder romo Ibes dicta a cons-
cieucia. pois que o jury absolve a torio e a -direilo,
sendo que a parte odiosa da applicacAn da lei recabe
s sobre a auloridade, que vive rodeada de ameagas.
Poderia fazer um grande desenvulvimenlo em
abono das opinies do Sr. Nabuco relativas aojary
conservado no p em que se acha. Mas receio fa-
zer aqui algum plagalo, sendo que mulo mais me
arreceio do Exm. Sr. D. Manoel, que, para descubrir
estas cousas, nao dorme.
O evadido ./uo Caviao, condemnado morte,
urna da* niais preciosas' pegas do musco da justiga
foi panhado. Depois de insano Irabalha para abrir
a mina, s gozoude Ires das de ai puro. Refugiou-
se em casa do Dr. Gavio, qne leve o cuidado de
dzer-lbe que a bandeira ueste/ negocios mito cobre
a carga, cuiduu de envia-lo para o chefe de polica
facilitando o proprio doulora captura. A estas horas
esl o preso em sua casa bem cerlo no principio, que
mais dilicil be segurar-se um evadido ca por fora
do quearrombara myts Batlilha.
Muito ganbou o Dr. Jos Ignacio Silveira da
Molla no circulo dos enrpregados publico, quando
aqui se leu o discurso ero que a Ivoguu a sua pas-
sagem para oulra rlasse. a verdades. Exc advo-
guu urna causa justa,
O Dr. Brotero passou a redaegao do Ypiranga.
Dizcm-me que um c*eolastico se fez o redactor
provisorio : lercinos muilo palavro para nos distra-
liir nas boras vagas. O Caloirismo tambem diverte
e apresta mesmo. (Cartaparticular.)
Jornal do Commercio.)
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PKRNAMBUCO.
Rio 15 de Julho.
.Imice! Salutem plurimum etc. Que desassom-
brado do diluvio, -mu perigo de accommcttmento
do tuicidi-mania, com a bolsa bem recbciada, e em
paz interna e externa, caminho ovante no progres-
so civilisador c conciliador, dosnielboramenlos mo-
raes c malcraos, gaz e a rapor, assas estimo. Eu
afora urna delluvao, que ha (lias tem brincado conti-
go, nada lenho deque me queiv.u .qu.inlu ao phisi-
ea, mas quauluau moral, oh! bao he mnito dilferen-
le; lenho sollrido, e soffrido bastante. Nao pense
que meiis iiirummodos nasceni da leilura de meia
duzia de ensj clopedias, de urna duzia de peridico*!
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omni scibile, de u.n rento (le folkelin, e oulros
tantos romance, para rcclieiar ratnhas epstola* rom
centenarrs de nonus pomposos em ludas as liugnas,
vivas e mort?s;con mal iilinhavado* trechos ilc au-
tores de nota sobre os roiiliecimenlos variados, que
Ihes dcem vizo de cubera derclalhos; coni um
milliAo de peusameiito* e sentonras alheias enrama-
das a martello, que me obriguero a fazer para el les
minhas apouquentiidas lindas: nao se persuada de
que me deixei dominar pela maldita ambirao, e que
coufeccioiin um pa 10 de salgar s altas e lucrativas
postoes a Ijciii ila patria: lujo julgur que elaboro
algum plana de rtl'oimas, que temlam salvar o
paiz dos ahysraos, que todo* xcni em quanto nlo lo-
mam o leme da au do estado: nao er finalmente
que procuro urna ddinicAovigoiosamciiledeiitro dos
preceilos do velbo Cerniente para a conciliario, da
qual de passagem >ja dilo todos entendem nao sa-
tisfazer n nl.i do qua disserara Moraes, Conslaniro,
oulro qualquer lexirogiapho, ate boje conhecido,
N.i" si'iilinr. tiendum des-es objeelos. ino oceupa, e
iicm linda aquello. hiil'ianlcs olbos do baile do
club, por amor dos quaes o seu correspondente da
Parahiba me quii lixar, como um prego, no pavi-
mento do sabio; e nem mesmo fclggm brilhanles
negros, pelos quaes briga oulro seu correspondente
do Kio tiran le. do Norte como nao sei que cavallei-
ro ailante, defensor ulliei.il dos brilhanles d'aquel-
la cor. Nada disso me. incoinmoda nada me oc-
eupa.
Estouquanto am m, coraos primeros symptomat
da siiiridi mania.Naa.se istaslc.porq ne essamorrinlia
smenle be fatal, qoatido os aneciados sAo fracos de
espirito, e destituid! la resignarlo precisa para *of-
frer, e alTrontar os revenes da sorle.
Eu cstou, romo s diz mililarmcnle, i prova de
bomba ; e nao me deixo aterrar pelas caretas do fu-
turo, por man fcias que ellas me parecam ; pois le-
nlio reeonhecido que o futuro be mu pliaulasma tan-
to mail luirme! quanto mais distante. Este prin-
cipio, rciict da experiencia, he um ponco exagera-
do pelos sectarios do laitcr faire, laitter patser ;
mas nem por isso ileixa de ser verdadeiro.
Tornando a miiii. repilirei dizcndo-lhe, qae Icnbo
estado nestes dias jidxsraado em urna tristeza, que
So sei definir, e cuja causa nao posso explicar.
Tudo me enfastia, ludo mo aborrece, tudn me in-
commoda. Meu ipirito recusase u aclividade,
suag faeuldades nao querem funce ionar. SAo es-
tas a< verdadeira doras ininguadas dos escriplorcs
de folhetins, seman.it, folha menores, e epittolas.
Esta tristeza, este aborrecimento da vida, esta inap-
lidao para odkjeurso, he sera duvida, o preliminar'
do suicidio, "wbsi.Tvando-a em mim, que gasto
sempre bom humor, ao mesmo tempo em que os
suicidio* se esto generalisando aqui, induz-mc i
rrer, que ella he orna epidemia, como qualquer on-
tra, que tem sua cansa cm miasmas imperceptiveis,
e espalhados na almospbera, que um dia podem
ser determinadas, o prevenidas pela seieoria me-
dica.
Convida muilo que a commissao de bygiene pu-
blica se piicarragassc de um exame, de escrever urna
memoria sobre' lal atsumplo.
O negocio he serio, e importante. Depois de
' minha ultima, mais om suicidio, e urna tentativa
apparereram; porta ilo nao tome por disparate esta
minha opiniao, ou por deveneio de imaginaran ex-
altada pelo ipleen, de que n'este momento me sinlo
apoderado. A pon os das ouvi i om dos mdicos
imprtenles d'esto orle, que a illuminacSo a gaz he
desinfectante, e qun por isso llovera demiunir a c-
pidemia com a novf lluroinarao.e tanto que elle li-
nda propoelo a governo cm um projeclo para que
m cada om lugar escuro domestico houvesse um bi-
co de gaz, alm de oulros roilhoramenlos; e quem
nos diz, que o gaz, que esses bons cffeilos appresen-
la, nao he cansa da tal epidemia sut'cidj-manaca ?
O vapor tambero he desinfectante e a Inglaterra que
he o paiz do gaz c tupo be lambem o paiz do ilpeeu
suicidios, loucuras
Aos liomens entendidos, e desoecupados, pertence
estadar esta quesUo, que talvez tenba muita relacao
om o magnetismo animal, que hoje sabemos da'lar
dos lempos ante-diluvianos, como nos lem provado
altes, e Ilustrados talentos.
Qaem dira aos nonos antepasados, que os ma-
gos, feiticeire; esculapio, e mais obradores de
maravilhas, nAo rain mais do que eximios magne-
llsadores? Quem dira aquellos, que elles eramos
Jotes Bollamos de sua poca '! Ccrtamenle nin-
guem, dje o diz qualquer artiguwta do Jornal do
Commereio ou do Mercantil, quequizer recommen-
darao publico as maravilhas de sua pvllionisa so-
nmbula lucida.
5 para que me liavia de dar o men humor ?!
Antes assim, e j.i que cstou com a mAo na massa
daii maravilhas, dir-lhc-bei, que be Tinado o grande
Joao Vicente Marlins, incansavel apostlo da do-
meopathia, que morreu christamente, reconciliado.
e nos bracos de sua rnaior inimiga, a allopilhia .'!
Quem dira que aquclle bomem, alias de cxccl-
Icnles qnalidade moraes, linha lao pouca confian-
te |em sen syslcma, que o desamparara in
articulo mortis ?
Eu nao sei, a nao andar o dedo divino em lal
resolucio, a que atlribua semclhantoconverslu, se
nao a pouca confanos no svsteme liladoses mni-
ma* ; mas tambem consider, que elle primeira-
menle foi allopatha, e que ua primeira mu-laura
nao pode ser allribuida a especulaco mizeravel,
pnrquaulo nao era ambicioso, moslrou sempre moi-
la pbdanlropia, e morrea pobre, tendo alias ga-
ndo grandes soturnas, que todas dispendeu na pro-
paganda ileseu syslcma, e em estabelerimentos de
piedade. iraqu ron -hu smente, que he ^erlo, que
0 homem esta neste mando sempre em um mar de
incertezas, e que no ha ystema, cujos sectarios
confiera absolutamente nelle.
Como continua o meu mo humor; permillir-me-
ha, que ainda o oceupe de consas tristes.
Tive, ha poneos das, por obsequiar a um amigo,
de aeompanhar ao cemiterio de S. Jo3o Baptisla o
cadver-de urna pessoa, que Ihe era chara. Foi
sempre para mira un dos o sequos mais pnugentes,
e que mais me coristiangei i, o assislir a laes actos.
Nao sei se he egosmo, |>or me furtar a sensibili-
dade, que elles imnim; se he repulsan a imagen)
da morte; se he fraqueza de contemplar nada
que somos nos ombraes da eternidade; se he final-
mente por nao poder remediar o mal, que as saudo-
sas lagrimas dos charos objeclos do inanimado ca-
dver me revelam; tmente o que sei he que tico
em um doloroso esta lo moral, no qual todas as mi-
nlias faeuldades se onceniran c perdem n'um va-
cuo ISo incommensuiavel, lo obscuro, como a mes-
maelernidade; e quinde torno a realidade deste
mundo he crendo menos nelle o em tudo o que me
cerca; em um (al estado de pesimismo, que nada
me agrada, tudo mo parece filho da lnucura e de f-
Imsoe tilo vAas, quedvido, que os demais homens
acrediten), tanto nellas, quanto mostrara qae o fa-
zcm.
Nao he pouco dnlnrosa a convicrao, cmhora mo-
mentnea, da miseria dos objectos, que leem mere-
cido todas as nossas silencies, Iodos os nossos cui-
dados, todos os nossof Irabnlhoi c vigilias. He cer-
Minenle urna dolorosi deceacao a convicrao de que
sao urna phanlasmagoria tolas as que criamos rea-
lidades.
I)'aqui nasce talve;; a negaco, que lenho em che-
jar-me ao I amulo, onde existe a solurao do proble-
ma vida.
He aquella morada de finados bastante arredada
do centro da eidade.e cm um plano quasi rodeado de
morros. Est elle ainda n-j aeu comrco. Quem o
vir com sna casa de .ampo issobradad, com scus
ranteirosem muilo boa ordem, com *oas flores, cer-
tamente lomar por um b(-m ordenado jardim, que
vai surgindo debaixo da direccao de um hbil e pa-
cienlejardineiro; e so urna cruz de negro marmore,
enlicduas pvramides, que marca o centro do jardim,
un* pequeos paus negros com sna numeraran em
tinta branca as cabeceiras de uns como que cantei-
itis de trra, previnirto ae visitante, que all ha al-
guma cuusa de fnebre.
Quem ao entrar do porta i de ferro ouviro somdc
tinados, que o recebe, quaudo em companhamen-
lo, enlira que um lugubre som Ihe rpefcute no
(orarao ; mas cm ba de procurar com a vista o
campanario fonde fogem, ou i capella, que ipdi-
cam ; entretanto pon m que a capella est disfarca-
la em rasa de hahitaeao, a rujo mister tambem se
1 resta ; mas para aqueles ios quaes a necessidade
uhrisa ao triste servicc de corheiros.
Os sons sao puncos, depressa a dolorosa impres-
sao se esvaere ; mas rouco adianlc ella reapparece,
embora nao lao pungente, como quao.lo aquelle acto
lie aroinpanhfldo de cimnonias fnebres, e em um
lugar triste e lugubre. A ausencia doi tristes e me-
lanclicos subeenile e rquiem, a que nao sao ohri-
izados a asistir o amigos, o ar livre que se respira,
i preseura da natureza, as llores e lindos arbuslos,
qne nos cerram, com que diminnen pavorosa lem-
branra da morte, qui aqnelis espectculo nos esrila.
Parece que o tmulo perde parte de seu horror.
C.onfesso-o, a imprcsiSo nao foi em mim t^o pun-
;enle ; tinha mais de saudosa do qne lerrivel.
Corrido espirito olmo, embora impresionado, as
'lillrrentes sepulturas." li os epitafios de bastantes,
vi as oirrendasque i piedade filial, ou amor ron-
jusal, depositara obrjellas, que sao religiosamente
respeitadas ; vi as flores, urnas murchas, e oulras
virosas, que iiians saudosas sobre algunas rspalliaiii;
e convenc-ine de que deve conceller grande prazer
aquelle que considera, que lera um dia quem sobre
o tomulo Ihe derrame urna lagrima, e algiimas liores.
vi mais de urna linda rosa as roseiras sepulcraes;
mas nao me atlrevi a colber urna, e duvido que ha-
.:a_ quem o faca, (emendo commctler uma_pTofaua-
,io. Se aquella flor cobrisse a sepultura de um
onle, que me fosse riiaro ; cntaocu a eolheria, eu
i aperlana sob**co-arao.
No centro existem as sepulturas d'aquelles, que
leem pessoas, que querem assenlar-lhes urna cam-
pa, que passe seu nome a poslcridadc ; dos la los,
om sepulturas lasas, s quaes servem decampa moi-
_las de arbustos aromalicos, lxislcm o pobres, aos
quaes a mizeria perscaiie at dpois de morios, fa-
zemlo esquecer seu jaxign.
Nolei que o grande laxo ainda all senao inlrodu-
zio.....
t) cadver que ia aeompanhar foi laucado na se-
pultura por qualroim ividuo de tnica parda, cn-
aia por urna fila, e ao depois nina caita rom cal,
orna pa de m nleira. foram postas dtsposief* de
nos oulros, para preslarmos o ultimo obsequio aofi
nado, dando-lbe urna pouca de cal..... Assim o li-
bemos......
(.reia-me que me retirei d'aquelle lugar com o
reracJo saturado de saudades.- Nao sei de quem ;
mas eu assentiH. '
Sera que o meu coriio recr.nheceu, que aquella he
n vcrdadeira cidade, que Ihe pertence, ou elfeilo do
magnetismo
Proponha esse problema aos Mmosos, e eu darei
uro. premio u qnem o resolver.
D'*RI0 DE PRrUIBUCO, SEGUNDA FERt 24 DE JLHO DE 1854.
Vamos tentar um esforjo para entrar cm outras
materias.
Cliegarain as diligencias vcarrosi mandados fazer
cm Franca pela companbia, que tera de emprega-
las na estrada de Minas.
Achei-as olidas c airosas. Em Ires dias poder-
sc-d fazer a viagem de Minas, porque deve-se an-
dar noile e dia; e lem de descansar mais as bestas
dos .Mnenos, em coja* larnelbas erara felas (aes
viageus. He um imporlan(e melboramento. Quan-
do o teremos |,i pelo nosso norle ? mas, segundo me
inliu-iiiHin, as mfsas estradas nao cortam terrenos
mais ingrato*.
A talubridade publica vai sem allcrar.io ; e a I-
luuiiii ican a gaz, apejur da incommunirabilidade
do gazometro, vai eirrrflrcsso. Noiles lem havido
em que alguns dos lampeocs de azeile de pcixe, que
ainda eiislem un Campo de Santa Anna para bau-
sas, dAo ligas a scus succcssorcs, e os fazem enver-
gonliar. Oulro lano, porcm, nao acontece aos cn-
carregados dclles, que llcam com a lata lao impas-
sivel romo o viidro dos lampees.
As ras estilo quasi todas inlransitaveis a carro ;
porque cm urnas o eucannameiito do gaz para a il-
liiiniuac.-'o publica, e casas particulares, em oulras
o rale iincnio, em oulras os raonlcs de Ierra, e cas-
calho de pedra, lancadoi pelas laes ca rucas da lim-
peza municipal vedam a passagem. He urna ran-
da e dillicil arle a do cocheiro ; porque he mister sa-
ber toda* as roas, que de momento scacliam inlran-
sitaveis; c os pvUftlres, rara abominaucl e ins-
lenle, nao admitiera, nem relevam um qui proquo
de bolieiro, sem darem com o carro no deposito, e
ohrigarem ao passageiro, se nao quizer aturar as
embinancias dos homeus da polica, a seguir para
casa calcante pede, sem a menor contemplado, nem
anda para com o heilo sexo.
Os thealros coutinuam a funeciooar ; e Mdame
Cliarlon a merecer ovacne-. O sceuograplnl foi \ ic-
toriado por urna soena que pinlou para o lyrico, e
em verdade merecen o voluntario eiilhusiasmo, que
excitou. Nunca vi illusao mais completa.
(,onesso-llis que vi relledir as aguas de um la-
go, levemente agitadas pelo bafejo da briza, a cla-
ridade da lint com toda a sua belleza. Suppuz-me,
por un momento, em um romntico lago, cercado
de cerranias, ao p de um castello, verlendo urna
lagrima sobro um tmulo em bella noile deluar.
O mesmo que cu senli senlirara lodos ; e mais
de um all o lenco, movido por nevada miio, agi-
lou-se saudaodo o hbil pintor.
No senado o Sr. D. Mayoel interrumpen suas re-
boes ora o Eira. Montesuma por causa das tri-
cot ; e brou com o Exm. Jobim, com quem pro-
testou nunca curar-, por goslar dos frasquiudos
liomcopathicos. Creio queja Ihe dai essa noticia; mas
nao Ihe nnticiei, quero Exm. presidente do sena-
do foi um pouco acre cnin Exm. Costa Ferreira,
o que indispoz os Exms. Montalegre, Pedro Cha-
ves, I). Manuel c oulros. que Ihe lembraram, que
se exceda um pouco sua competencia. Quasi
que apparece urna edicto na Syberia.
Passou em primeira discussao a rolda com treze
voto conlra vinle e poucos. Entre os que volaram
contra nolam-se bastantes importancias do partido
saquarema; assim como muitos dos luzias volaram
a favor. Ser isso efieito da concifiafSo ou trica
da opposir.ni, que nao se deu bem no quinquenio,
com a liberdade oratoria ou dearrhea, como foi
chamada no senado ? Veremos se passa a tal rolha
em terceira discussao.
Apparcceu na augasta o projeclo de reformas, c
este causn grande movimenlo. I.ogo que elle foi
lido, muilos oradores se inscreveram pro e conlra, e
comeroii um fogo vivo e, animado. Comquanto
aquelle projeclo n3o fosse minislerialmenlc apresen-
lado, com ludo o Exm. da juslica est nelle assig-
uado, c he sabido que be filho do governo ; perian-
to era de assombrar, que da inaisri.npie ha bem pou-
co* dias tinha protestado apoio ao governo, sahissem,
ecorn lauta pressa, os campces que linham de com-
balc-lo ; digo com tanta press'a, porqne nao quize-
ram esperar pelas discutses, e o atacaram anles de
ser julgado objeclo de deliberarao.
O primeiro oradorqueocombatleafoio dignissimo
Sayilo Lobato, protestando ab initio sen minisleria-
lismo. Seus iirguraenlos, baslanlemenle apoiados,
me parecern, de alguma forca, e cerlamente nao fo-
i am destruidos pelo dignissimo Barbosa, que era ul-
limo rosnlladi pareccu conlentar-se com que o pro-
jeclicid\& fosse feito l pela segunda discussao,
quando eativesse mais (aludinho, t nao ao nas-
cedoui i. Fallou lambem conlra, e bem, o dig-
nissimo Siqueira Queiroz, ao qual responden, como
cosluma o dignissimo Viriato.
Este, como acontece a quem defende ex-oflicio,
cabio em algumas conlradiccoes ; mas parlamentar-
menle fallando, estas nao se' eslranham, por que
muilo leria que fazer quem fosso contar as coutra-
diccCcs dos homens polticos.
Enlre todos recommendo-lhe o discurso do dignis-
simo Eduardo Franja ( opposicionilta verda'dai-
ro) que analysou, com escalpello seguro em mao
de mestre, a conciliacAo, e o projeclo.
ardaqui um pequenu Iransumpto do seu dis-
curso, porque elle corrobora quanlo Ide tendo dito
em minlias ultimas epstolas a respailo da polilica.
Assevcrou que o paiz se aclia dividido em dous
partiilos, que tem sua origem na nossa propria
constituirn : Um quer dar|maior amplid.io aojprin-
cipio da aulordade, o oulro qner dar rnaior de-
senvolvimento ao elemento popolar. Da discussao
moderada con inuim elle, e calma, dcslas duas
opiniSes deque pode nicamente nascer a verda-
de. (Apoiadosl. ..
O minislerio (ainda he elle quem falla) parece
ler tomado por bandeira da sua poltica a idea da
conciliaeao. A elle pareceu isso possivel ; porem
sua franqueza obriga-o a confessar, que suas espe-
ranzas se desvanecern); porque nao cntende qae
seja conciliaeao chamar este ou aquelle membro da
onposir.io pa um lugar mais ou menos importan-
te. Sem a concessSo mutua de ideas, sem que ca-
da um por snn parte faca algum sacrificios, no
se pode dar a conciliaeao. No seu entender o
primeiro patio para urna vcrdadeira conciliaeao
era a ditolucv.o da cmara actual; porque cada um
depulado na sua consciencia senle, que o paiz uo
foi dctidamenl consultado as ultimas eleic.as.
(ReclamafSts.) '
Daqui ver que a conciliaeao nao he recebida pe-
lo partido decebido sem que o outro faca sacrificio
de suas ideas, como Ihe Ihe disso em minha penl-
tima caria, e o que mais he, no que nao pense!,
sem que elle passe pela* torcas caudinat^ se con-
fessando, que i actual cmara temporaria nao he
genuua expressao da vonlade nacional. E nao
liveeo sobeja razo.apezar de myope, qoando disso.
que viadilliculdades realisacito dessa bella idea?
O projeclo de reforma o Sr. Franca quem o diz) porque em vez de ser pro-
gresso he urna reacrao, porque restringe cada vez
mais o elemento popular. Com elle esta aniquilado
o jury, porque alera de o concentrar as calieras das
comarcas, ainda o governo se reserva o dircito de
esrolher essas calieras. Elle lambem ferc a liber-
dade da imprensa, porque se em um artigo se diz
que o juryjulgar os crimes da imprensa, logo a-
baixo vera o correctivoa injuria ou calumnia pela
imprensa sera considerada fra da aleada do jurv
e quem quer sabecomo de fcil classifiar cal un-
uia, ou injuria, qualquer arcusaco ou censura.
O dignissimo Ferreira de Asmar responden ao
Sr. Franca. Finalmente fallou oExmv da juslira, e
disse que o pronunciamenlo inexplicavol de algn*
membros da maioria, na primeira discoae de um
projeclo apresentado pelo governo, quindoa primei-
ra discussao be nicamente consagrada utilidad-.
ou nao ulilidadc desse projeclo, importava sua re-
geicao, e que por isso enlrava na discussao. Que
aquella opposiean pode nao mi ser onsiderada urna
falta de deferencia, mas at vai de encontr a um
principio de direilo constitucional ; porque se he li-
cito aos immigo* de urna adminislracao o cnmbale-
rcm completamente qnalqucr projeclo iniciado por
ella, nao o he aos amigos, lano mais quando o go-
verno manifesla estar dispnslo a aceilar qualquer
modificaran, que a discussao mostrar uecessaria.
Que a reforma lie musleriaUJ o mesmo projeclo.
Est hoe aqiieslaoco!M||i no mail melindroso
terrena possivel, e em visnVHH Moda cmara.
nao sei qual ser sua (olucao. i5qoro de-ta ve/
campar de esperto, mas creio que^pfojecto nao pas-
sar desneompanhado das incompatibilidades direc-
tas de ccrlo* funrcionarios publica, frinripalmcnlc
dos juizesde direilo.
Em visla da leclaraoao do ministro parece que se-
ria indubitavel resultado, que os opposirionislas do
projeclo siispcndessem seus ataques, deixaudo-o en-
trar em discussao ; porcm assim nao acontecen, e o
fogo continua como no principio. Veremos o que d
a discussao.
O dignissimo Silvcira da Molla apresenlou orna
'.ndicaelo, para se acabar com a volacao por escru-
tinio srcrclo nos negocios de inleresse particular.
(. 11 imiMile as laes duas bolas, dmnea e preta. que
gyravam lias mos dos dignissimos, me pareeiam ver-
gonliosus. O que significa occullar um represen tan-
to da narao sen vol ? t itium oilit lucem ; mas ttjus-
lica deve apparecer em todo o seu esplendor. Quem
nao tKercoragem de obrar com independencia, nao
aceite o honroso cargo do representante da narao.
Se en fora dignissimo desla vez estara de accordo
com o dignissimo Silveira da Motta.
O dignissimo Candido Bornes mandou mesa urna
indcacao para que seja ouvida a commissao respec-
tiva sobre o direilo, qne leem as assemblas provin-
cia corpo policial.
Vai reappnrecer essa grande questAo, que j rou-
liou bastante tempo augusta.
Os vapores, ou quem os dirige, andam mal dispos-
los com os pequeos liaren- nesfa badia, iie sorte que
he perigoso dar um passeio ern faina. Ha pouco
lempo um vapor, que segua paW a Europa, dividi
em dous um bole, -em que iam dous individuos, que
fcli/.menlc foram salvos. Ilonlem, s oilo c mtia
da manliaa, urna barca, que vinha de Bola-foso, mel-
len a pique um lite, escapando felizmente os rema-
dores por sabercm nadar. Se todos tivosscm a ha-
Idli la le de urna prefci, que no tbcalro, em urna vis-
ta de mar, atravessou as ondas rom um copo d'agua,
maravilha nao annunriada no rarlaz. cerlamcnle que
niio seria muilo para temer a brincadeira dos senho-
res vapores; mas com a facilidado merguldaliva, que
naliiralineiite temos, he por demais perignsa, c digna
de considerarlo da sendora poliria desta corle, que
cntende que o mar he territorio neutro, segundo o
direilo das gentes britnico.
Ainda continua o tuicidio mana !! Neste momen-
to sei que honlem no adrede San Benlo, suicidou-se
com ama navalhada na garcanla (sysllu-ma nobre do
L. .">.) o porluguez Dinnizio Correia Augusto Mon-
leiro i'.nimaries tem cinco nnmes, nao he da alca-
da do dai aeo sem que dexasse posleridade os mo-
livo i de 'lesgosio rontra esla ordem de comas. Con-
fesou-se no mesmo convenio com Fr. Jos de Santa
Maria, ouvio missa c comungou !! Como qoiz Ilu-
dir sua consciencia I.' Porveulura sin* proficua urna
confissAo na qual elle oceultava o horroroso alterna-
do que premeditava?
Em suas algibeiras enconlraram se s cartas,
datadas de 12, urna dirigida mulher, que reside em
Poiiusal, e onlra a um compadre. Em oenhuma
dellas faz allusoao suicidio.
Nao quiz cerlamente, cotno j aconlcceu a oulro
cm quasi idnticas circumslancits, que sua caria
servisse do ccrlidAo de ohilo. Nao posso ser mais
exlcnso, pois o Maria 11 se gueamanhBa.as malas fe-
cham-se boje, e os liomens do correio nao brincam
com a pontualidade.
PERNAMBICO.
RECIFE 22 DEJLLHO.
AS 6 HORAS DA TARDE.
RETROSPECTO SEMANAL.
Ja l v.io 22 dias que cessou nesla cidade o mo-
nopolio legal da venda das carnes verdes, a que o
governo da provincia enlendeu dever recorrer para
salvar a populacho des espoliaces de outro mono-
polio mais cruel e deshumano, que outr'ora nos (1a-
gellava, o monopolio resultante da concenlracao da-
qiielln ramodn industria as mos dos especulado-
res cbamados marcKhnte. Sob o dominio da livre
rnnrurrencia o preco da carne tem barateado, e des-
de o 1 do correle lem abundado esse genero no
mercado, a 8,7 e 6 patacas a arroba, acommodan-
do-se assim s posses dos consumidores. Resta so-
menle que o governo, sempre vigilante e solicito,
nao dcixe vollar as cousas ao seu antigo estado,
lomando para esse fim as] providencias necessarias,
em ordem a obstar o tibarcamenlo dos gados, c todos
esses artificios immoraes, bem conhecidos, com o au-
xilio dos quaes couseguem os especuladores podero-
sos frustrar a concurrencia, deslruindo os pequeos
cslabelecjmenlos rivaes. Na industria, assim como
cm tudo mais, s a liberdade pode manter o bem
estar; as rlese no commereio s ella assegura ao
publico o mais baiio proco, a melhor qnalidade dos
productos ou dos gneros, e por onlro lado a legi-
tima recompensa do trabalho.
A fuga dos presos da fortaleza do Brum, de que
fallimos cm nossa revista passada, eflecluou-se a 1
llorada manliSa do dia 10, por um arrombamento
feito debaiin da tarmba da prsao, cu)a parede de
pouca espessura e mo material fcilmente se pres-
in a Uso. A prisao conlinlia 27 presos, d'entre os
quaes evadiram-se JoJo Hispo de Barros, Pedro An-
tonio de Carvalho, Joaqufm Jos de Brilo, Antonio
Francisco dos Sanios, SeverintfAlvcs Brrelo, Esle-
vao Rodrigues deSouzae Deodalo Ferreira Lima,que
logo depois foi capturado, achando-se molestado pela
queda quesofireu ao sallar a muralha. Os fugitivos
tornaran] a directo da rampa do nasccnte.sem em-
bargodasentinellaaliicnllocada,aqualfoiferida leve-
mente com duas pundaladas, egalgando a muralda,
seguiram depois pelu isllimo alo a cruz do Palro,
onde alravessarara o rio, sendo perseguidos por nina
escolla mandada da fortaleza. Felizmente a senli-
nella da prsao pdde presentir a fuga, c obstar a sa-
bida de todos os presos ; c consta que um dos evadi-
dos fallecer* ao alravessar a mar pequea, suppon-
do-se que talvez fosse ferido pela sentinella.
No dia 16 leve lugar a Tesla de Nossa Sendora do
Carino no convento dos scus religiosos, que a li/eram
com n pompa possivel. Ponlilicou o Exm. raonse-
nlior.Muniz Tavares, easslsliram as primeira- auto-
ridades da provincia, omitas pessoas gradas e grande
concurso de novo, aedando-se a maior parte dos as-
sistenles decentemente vestidos e especialmente as
senhoras com decente compostura. Foi pregador da
fesla o padre cx-provinciil. Fr. I.ino do Monte Car-
mello, e a Urde houve urna procissao que' percor-
reu o paleo da igreja e algumas ras vizinhas.
Por cartas de nossos correspondentes tivemos no-
ticias de varias comarcas do interior, nao havendo
em nenluima dellas novidade de maior alcance. S-
menle em Nazarelh, om horrivel assassinalo e duas
tontainas do mesmo crime indicavam a ronlinua.Tu
desse dcploravel estado em que se acha a nosa pro-
vincia, pelo que respeita segurauca individual, a
despeilo dos estorcos da presidencia' c das diligen-
cias das autoridades policiaes par* mclhora-lo. i
Tivemos igualmente noticias do sul pelos vapores
Imperalriz e Thamet, aquelle entrado no dia 20, e
este no segu n te.
A capital do imperio continua qusi no ttatu
quo, trabalhando as cmaras legislativas regular-
mente ; roas a poltica da conciliario, inaugurada
pelo actual gabinete, principia a encontrar obstcu-
lo da parte dos exagerados mais interesseiros de am-
bo* os partidos.quelngemde.sconliece-la,ou n.iosaber
defin-la. Entretanto para qualquer homem de bom
senso, c que sabe pospor os inleresses is ideas e aos
principios, nada pode ser mais simples nem mais
claro ; e so nao cntende a conciliaeao quem nao
qner conciliar-se. Se fossamos poltico, s veramos
juslo motivo de queixa e torio objeceo, quando o
governo, em igualdado de merecimculos c vitudes,
picferuse os adversarios aos amigos sinceros e dedi-
cados.
EmAlagoas assim como aqui o invern ha sido
rigorosissmo, lendo havido cheias cm varios rios, e
alguns estragos por ellas occajionados. A cidade
de Macei solfreu de mais o Magollo da febre ama-
relia.
Desde alguns dias tem reinado nesla capital um
venlo sul tortissimo, que encommoda os proprios
viandantes pelas ras. O porto lem-se conservado
agitado, e particularmente no Lameiro varios na-
vios, all fondeados, (cera soflridn|com o mo tempo.
Ainda no da 19 garrn a polaca hespanhola Promp-
ta, a qual foi logo socorrida pelos pralicos da barra,
e con inzua para o mosqueiru, coi rondo risco de vi-
da algumas pessoas que para esse fim se dirigiam em
urna halccira, i qual viraudo-se, foram aquellas
salvas por oulra que a segua.
Pelos documeutus que ahaixo transerevemos,
verAo os leilores o estado em que se ncha a subs-
cripcAo promovida pela associacao commercal, de
que tallamos em urna das revistas passada*.
Kntraram durante a semana 1 embarcacoes c sa-
liiram oulras tantas.
Rendeu a alfandega 78,4Q2:339 rs.
Valleceram 36 pessoas : 7 liomens, 6 mulhcres e
14 prvulos, livre* ; 4 homens, 2 mulher es e 7 pr-
vulos I SITNOS.
Illm. Sr..\ innnndio.io causada pola extraordi-
naria endiente do rio Capibaribe acaba de por em
conslernacao a muita gente pobre, que dabitava as
soa* margeos as freguezias da Vanea e Poco.
O governo da provincia lem mandado minislrar
alguns soccorros de vveres aos que lio.iran redoli-
do* ultima penuria, mas isso nAo do sulTicente;
porque lem do pao que elles pedem, fallam-llies
os pequeos ledos que as aguas llies roobaram.
i.embro-me de que o commereio he assaz gene-
roso para olhar com indiferenca para semelhanle
calamidade publica, e deixar do vir-lhcs em soccor-
ro, abrindo ama subscriprAo voluntaria i favor dcs-
sesinrelizes, que se achara exposlos aos rigores do
tempo.
He por isso que prevaleccndo-me da fortuna de
ser membro honorario da A-soeiarau Commercial de
Pernambuco, ouso rogar a V. S. que, cm qualidade
de sea digno presdeme, sirva-se de convida-la
ergner mais nm monumonlo de philanlropia, qne
milito dever recommendar as benrAos da posleri-
dade.
Sou com a mais perfeila consideraran De V. S.
etc. eleJos Benlo da Cunha e Figueiredo.
Illm. e Exm. Sr.Tive a honra de receber a pre-
sadissima carta de V. Exc. datada de 85 do corren-
te, em que V. Exc. compungido pelas desgrara* que
a extraordinaria endiente dos rios. motivada pela in-
cessante chuva, que ainda contina cahir, tem
causado a tanta gente pobre privando-a de lodos os
recursos e alguna al de srus pequenos teclos, e i
quem V. Exc. ja lem acudido com todos os soccorros
possiveis e proprios de seu benfico coracAo, lem-
brando-se alm disso de promover urna sbscripro
para minorar seus males pela Associacao Commer-
cial de quo V. Exc. faz parta como digno membro
honorario, c me convida iiaaualidadc de presidente
a agencia-la. Ilonrando-mrnutto a escotha que V.
Exc. de mim fez para promover esta obra pliilanlro-
pica, vou parlicipatMde que convoquei sessao para
1'^.V e ne"'' l're,pndo nao s aprcsenlar n rartu de
V. Exc. como advogar.a causa de tantos infclizcs, c
leudo esperanca* de que o commereio concorreri
com ba vonlade para alivio dessas desgraras, o que
levarei ao ronhecimento de V. E\. cura a iirevidade
possivel. Aproveito a oceasiAo para me assignarcom
respeito considerado.fe y. Exe. mu0 allcn.
cioo criado.Mannel Ignacio de Oliveira.
Recite 27 dejunho de 1854.
Illm. e Exc. Sr.A direccao da AjspciarAo Com-
merrinl desta prara adhorindo ao convite," que V.
Exc. como seu socio honorario, se dignou fazer-
llie para promover urna subrscripcao pelas pes-
soas do commereio, cm favor das victimas da innuu-
dacAo porque acabamos de passar, trm a honra de
levar ao ronhecimento de V. Exc. que as quanlias
subscriptas ale doje inoniam a 8:()I08IK)0, pouco
mais ou menos^ e que leudo .le proceder-se a clei-
cao ile orna commissao, que lem de cncarregar-sc da
distribuirn deslc diniciro, vem rogar V. Exc. se
disne subministrar-lhe os osclarecimenlos necesaa-
rios para que recaa este beneficio nos verdadeiros
neressilados.
Dos guarde i V. Exc. Sala da Associacao Com-
mercial de Pernambuco aos 19 de jullio de 1854.
Illm. e Exm. Sr. couscilieiro Dr. Jos Benlo da
Gamba e Figueiredo, muilo digno presidente desta
provincia.Mantel Ignacio de Oliceira, presiden-
te. Antonio Mar pies de ,1marim, secretario.
Illms. Srs.Recebendo o favor qne Vv. Ss. me
dirigirn em data de boje, solicitando-me esclare-
rini utos necessarios para que a commissao que a
Associacao pretende nomear para distribuir pelos
sorda leu os necessilarios o produclo da subscripcau
que fra lirada em favor das victimas da innunda-
cao, tendo nicamente dizer, que ninguenimellinr
do que a conimissAo, que liuiiver de sabiamente ser
eloil.i pe* AssociacAo, poder conliecer quaes slo os
verdaderamente merecedores da beneficencia do
commereio, como mu bem condecerio aquellos que
foram Horneados pelo governo para ministraren) soc-
corros publico*.
Beata-Ole agradecer Associaclo Commercial a
benevolencia com que adherio ao convite que Ihe fiz,
como seu socio honorario, para levantar a menciona-
da subscripcAo, que sem duvida ser muito applau-
dida pelos coracoes pdilanlropos. E para que nao
seja eu pqvado d lomar urna pequea parle em
obra 1,1 meri loria, rogo Vv. Ss. que se dignem
Iransmitlir-me a respectiva lista, afim de nella me
iiwrevej lambem.
Son com a mais perfeitl considerarlo de Vv. Ss.
etc., etc.Jote Benlo da Cunha e Figueiredo.
Hecife IDdejuIhode 1854.
COMARCA DO RO-FORMOSO.
1S JulBO.
Anda que tarde, principio com os estragos cau-
sados pela* grandes chela* dos ltimos das do mez
passado. A nossa cidade, posto que situada em um
lugar que a preserva do* pergos das grandes inun-
difoe*, por nao ler rio algum caudaloso qucaameacc
com enchenles, enconlrava em laes occasles promp-
to essoto das torrentes na* immensas planicies alaga-
gadas pela mar, que Ihe licam visipdas; assim po-
rem nao tem acontecido depois do aterro feito ao
norle da cidade no espraiado das mares, sobre o lei-
lo do pequeo riacho, chamado por anti-phrnse
Rio Formte. He cerlo que foi um grande bene-
ficio para esla cidade semelhanle obra, beneficio in-
contestavel, se dirigido rom a pericia esperada nos
liomens professionaes que a detalharam.
O aterro sopponho que lem 230 bracas de exlen-
sAo, para mais c nAo para menos, no entanlo que a
ponte somente tem 8 bracas, espacu muito insudi-
cien(e para o esgoto das aguas, se atleudermos a
grande planicie que Ihe fica superior. que recebe
as torrentes das colimas que cercam a cidade, defei-
lo esteqae prejudica especialmente a ra Bella, e
aquelle* lugares par* onde se encamnham as edi-
heaces modernas, assuslando os moradores, quo
pela maior parte contervim por all es seas eslabe-
lecimentos de commereio, com innundacOes por oc-
casiocs de -amiodados aguaceiros.
Nesla grande invernada mudaram-se quasi lodos,
por alta noile, para oulro lado da cidade evitando
a cheia, que espantou a provincia, depois do que
procuraram de novo ana* moradas, daudo-se com-
ludo algum desabamento de casas. Tirando desapru-
madoo sobrado que all edifica va proprielarioHen-
rique Luiz de Almeida.
Porm o que socredeu n'esta cidade foi um pal-
udo refino das desgraras e prejuizos solfridos oas
propriedades que licam margem dos ro* Srinha-
cm e Una ; lodos as quaes soffreram, ficando algu-
mas inteiramente deslraida.
Causou grave inconveniente *s communicacoes
com os populosos centro da comarca, o desmancho
da ponte de (iindahy, a dnas leguas d'esla cidade,
sobre o Rio Seriuhaem. Obra solida que lendo re-
sistido precedentes cheias, foi desla vez arrebata-
da pela correte qae s respeilou os tormidaveis pi-
lares,que por sua fortaleza supponho seren de coni-
IrucrAu hollandeza ; opinio i|ue me foi ronleslada
por um activo agricultor, que me assegurou seren
construidos pelo antigo capitSo-mor Maduro, urn^ps
gloriosos ascendente* da familia Wanderley. ino
sou archeolog, c respeito as Irad'ires honrosas, mas
nAo me convenco fcilmente de legados 1,1o philan-
(ropicos por parle de nossos carunchosos capilaes-
mores.
Afora os prejuizos de quasi todas as propriedades
que (irar.nn ao alcance da edeia, lamentamos des-
gracas qae compungem o coracAo: diversos afoga-
menlos, e enlre estes o dos cinco li Idus de nm Al-
meida, iriiiAo do inl'eli/. JoAo Antonio, victima de
um faci que tanto deshonra a nosa moralidnde,
por quanto palenteia a falta de applicarAo das Icis
penses. A honrada familia propnelariado eogenho
Almeoosa. sorprendida pela innundaco procurou
abrigo na casa do engenho, onde passaram urna an-
gustiada noile, enlre as agua* cresccnles, vendo a
cada instante o teclo do mesmo desaliar sobre si.
Kinlim esta comarca sofireu lodos os episodios do-
lorosos que conslituem urna ralanvdade publica.
O nosso povo congrntulando-iie por hver padeci-
do proporcionalmenlo menos do que a circumvisi-
nhanea feslejoa no domingo de 9 do corrente, ao
glorioso S. Jos, nosso padroeiro, cura reverencia e
jubilo religioso, se bem que*seja para lamentar que
nao cncontrassem o mesmo ardor de devocSo em
SCUS cheles espirituacs.
Saiba tambem que a cheia depois de ser tragica
(leu-nos urna comedia. Cahind alguns asuaroiros,
espaldou-se o boato derrombam'ento dos acudes de
Minguilo e Xnngu, o que causara grandes estragos
na cidade ; com esa npticia appareceu am pequeo
alvoroco enlre o puvn, o qual nao passaria disso a
nao scrcm as eloquente palavras de um sacerdote,
o padre J. Gomes que o excilava para destruir o
aterro, que elle sappanha causa do reprezamenlo
das aguas.
Foi entao queacredilei no poder da palavra; quem
resistira a este Chrisoslomo, sacerdote da paz. pre-
gando a destruicAo"' ja se aproxima va a hora fatal do
aterro. O povo era ronduzido pelo novo Pedro
eremita que preceda o ajuntamenlo descalco, e por
alia noile, ao dai fui dos archotes, distioguia-s a a-
gilacAo de sua alma. Ab 1 qusnlo perdn o nosso
paiz nao cultivando aecuradamente a inlelligcncia
daquelle borne, queja provada.como jurisconsulto,
poda, no caso de ler cursado as aula moraes, ser
orgulhosamente apresentado pela escota-ullramon-
lana como feliz rival do trnsfuga l.amenais? Mas
nAo sei porque fatalidade algucm espalhou enlre o
ajuiilainenlo, que o nosso Iribuno era dos faualiros
sectarios do Bartochetm com o que immediatn-
menlc perdeu o prestigio; c desamparado, lendo a
polica em frente, recolhcu-sesilencioso, e amanhe-
ecu como d'ants, pobre e mizero lumbciro. NAo he
a primeira de-aiipario.io lugubre de tao fatal me-
teoro. 1 ^
Para compi'n*r esses desgostos, livemos o prazef
de ver a rhcga>*a do illuslrissimo Dr. juiz de direi-
lo, o qual assiimiu logo o exercicib de seu alio em.
prego na comarca. Caplivando a todos por suas af-
faveis maneiras, eneramos tambera que faca urna
completa orsanisac.i do toro, lendo sua frente
dignos funcrionarios.
J est na Ierra o nosso Barcocheba que fez a
sua topitia entrada uesla cidade em pleno da, Ira-
zendo um digno companheiro de viagem. Pelo se-
quilo se conhece o prophela. Foi comprimen lado
pelos membros do club tenebroso, sendo seu orgAu
o pardo Santos Vital. A comarca os conhece e apre-
cia os seus caracteres. Com sua vinda espriharam-
sc diversas noticias, dizendo-se que n retirada do
nosso delegado fui exigida e humildemente execu-
lada pelo governo, c oulras deslc quilate que deno-
tam a cslulUcisrrtos sectarios, c a ptica em que vi-
ve o Barcuchebas, suppondo-se com o poder de um
czr e cora riqueza uperior a de Rollschilds; ainda
que estoja asscnladn que elle, nAo obstante os seus
poderosos recursos, ja deu o seu cach, e nao volta-
r mais' idac d'ouru. No dia dachegada foi ap-
plaudido com salva imperial de cento e um tiros l
para as bandas do Siqueira, morada do Dr. Caldas
Lins, ha pouco casado na familia d'um opulento
agricultor da Escada. Permaueceudo entre nos es-
se Dr., prometi ler um futuro risonho. '
Pelo que diz respeito polica, continua fe-
lizmente, como delegado, o capilAo Wanderlev, e
posso afllrmar-lhe que durante o seu exercicio, a
aulordade serarcspeilada, pois capacilo-irte que nAo
apparecerAo mais desses actos que tanto faziara te-
midos a certos mandos.
Dous factos atteslam a sua vigilancia : acha-e re-
colhido na prisAo desla cidade o escravo Simplicio,
e procedendoi; ao seu inlerrogatorio, declarou ser
filho da escrava l.uzia, ha minios annos em poder
de Jos Luiz de Caldas Lins, cuja e-nava ha mui-
to fugira da casa de seu legitimo senhor Emigdio
Jorge de Lima, negociante em Porto Calvo. O ne-
gocio he importante pela posicAo dos intenssados,
e do sea desfecho Ihe noliriarci cuuvcnicntemenie.
Deii-se no dia 12 do correnle a apprehedsgo de par-
le das armas que guarneciam o CatttHO'Sibir,
sendo a delegacia dirigida pelo proprio capilAo de-
legado, deixaudo-se de cercar o castello por ficar
fra de sua jurisdicao. nole-sc que o Senhor-Feu-
dal nao se deu por olfendido, por conliecer a torra
moral do nosso delegado.
Faria elle o mesmo juizo da aulordade quando
aqui deram em pleno dia culiladas no infeliz advo-
gado Leitao 1 Respoda-me, Sr. Lopes, que moilo
bem sabe quem cram as autoridades deeulAo: ar-
roslaria o Sr. Lopes a colera desses dous senhures '?
A consciencia publica da comarca o decidir.
He de um funecionario dessa estofa qae o nosso
Burcochebas foi tramar a retirada, pretendendo,
sem duvida montar a polica de lamida, em que so-
gro, genro, cunhado e feitor, feram ao mesmo lem-
po agentes jioliciaes, predominaudo sobre lodos o cele-
bre Antonio troido. que. impunemente, e face das
autoridades JMHIU ssSlus desalios. Nessa des-
grarada pora conneceu-sc praticamente a profun-
deza do pensamento de Tdiers n nada mais cruel
(loqueo homem sem luzes e educaciio constituido
em rcenle aulordade. n Descanre o Barcachebas
que esse tempo nAo vollar mais, pois In.je s nelle
acreditan) os seus sectarios, que ohservam os nego-
cios pelo prisma engaador de sua fatudade.
He cerlo que logo teremos a retirada do nosso de-
legado : he offirial do rverdn c esli cm urna com-
missao, mas nAo sera isso devido as.exigencias do Sr.
Lopes, c sim s conveniencias da nossa organisacao
administrativa, sendo os seus serviros de\ idamente
apreciados pelo governo, que felizmente j vai dis-
tinguindo o merilo, pondo-o superior ao despei-
lo de faljos invejosos.
De vez em quando apparece nesla comarca um
boato sobre desembarque de Africanos, e al cons-
tou i polica deslc Icrmo que no dia 23 do passado
entrara um patacho na barra de Japaratuba, provin-
cia de Alagoas : nao obstante as prcvenrOes, desoja-
se mais aclividade dos nossos cnueiros, para que se
nAo diga que os nrgreiros cegara os nossos sirgos,
ou qae os nossos martimos Aunidaes enconlram no-
va Capua em Ilamanriar.
Deram-sc uns assassinalos no engenho S. Vicen-
te, lermo de Serindaem, dos quaes deve ler
conliecimenlo, c se fallo dclles a Vine, de smenle
para lembrar-lhe, que nAo obstante o grilo do paiz
conlra a desmeralisacAo, a impunidade continua do
mesmo modo, o o castigo incerto, o que para mim
he a causa primordial da nossa lamcutavcl estilsti-
ca criminal.
Com as innundaees eslAo os nossos malulos apro-
veilandn as plaulaies arruinadas pelas aguas, com
o que o proco da farinda csl a 320 ris. e os mais
gneros por preensregulares: n.io de por agora que
sentiremos os el'eilos das edeias. Ilamherna.
(Carta particular).
REPARTICJAO DA POLICA.
Parte do dia >> le jullio.
Illm. e Exm. Sr.Partfeipo a V. Exc. qne, da*
parles doje reredidas nesla repartiese, consta terem
sido presos; a ordem do subdelegado da fresuezia
(le S. Fr. Pedro Gooealvea, o preto Pedro, esrravo
de Luiz Barbosa de Brilo. para iveriguacoe* poli-
ciae ; do subdelegado da freguezia de S. Jos, a
prela Hosa Maria da Concejero, para correc.lo, Ma-
nnel Francisco do Sacramento, Jos Human Lopes da
Silva, e Francisco Antouio Severiano, ludos por
desordem ; e do subdetorado da frrguezii ds A.
togados, o pardo Tertuliano de tal, o preto Jacinto
Jos de Santa Auna e o cabra Joao Anacilo Da-
masceno, sem declararAo do motivo.
Deus guarde a V. Exc. Secrelaria da polica de
Pernambuco 22 dejulbodc 1854.Illm. e Exm. Sr.
contelheirn Jos Benlo da Cunha e Figueiredo, pre-
sidente da provincia.i; Carlos de Paita Tei-
xeira, chefe de polica da provincia.
DIARIO DE PERNAMBUCO.
No da 22 do correnle, chegou de Lisboa a curve-
la brasileira a vapor Mag, ronilruida em Inglater-
ra por conla do govern. Esle vaso he cm ludo se-
melhanle ao Beberibe, c da mesnia marcha. Vindo
da Europa as circunstancias acluae*, apenas trou-
xe "lucios para o governo, em mala para o correio.
Temos reparado que os vasos de guerra brasileiros
poucas vezes conduzcm mala, mesmo de urnas para
oulras provincias, o que desodre modo extranhavcl;
por quanto, sendo os navios mercantes obrigados a
dar parle ao correio de sua sabida, c a irem bus-
car malas, debaixo de penas, com maior razAo o de-
vem fazer os de guerra, que sin sustentados e m*n-
lido* a cusa do publico. Esperamos.pois. que o Exm.
Sr. ministro da marioha remedeie esla falla, que
alisse torna bem sensivel.
tanBni--------
Entrn honlem neste porto o vapor llahiami, vindo
de Liverpool, o qual nos trouxe gazclas inglezas e
francczas.cujasullima* datas chegam aleo 1 de julho,
e carias do nossos correspondentes em Hamburgo,
Paris Lisboa. No lugar competente deixamos trans-
criptas as correspondencias de Lisboa e Hamburgo,
as quaes conlm as noticias mais importantes Irazi-
das pelo mesmo vapor, faltando a correspondencia
de Paris que daremos em o numero seguale.
Ao que nos dizem o* nossos correspondentes
acrescenlaremos o seguinte : As diversas cartas di-
rigidas de S. Petersburgo aos jornaes allemaes tra-
tam das medidas que a Kussia empresa afim de sus-
tentar enrgicamente urna guerra que ella parece es-
tar decidida a procrastinar. As guarnieses das cida-
de situada sobre o golfo de Finlandia recebem dia-
riamente novos reforcos ; se guarnece a emboca du-
ra doNeva com fortes construcres de defeza, e o
grao duque Constantino, inspecciona os trabalhos
qne se execulam as fortalezas de Svreabore, Crons-
tadt e oulra*.
Urna proclamarn com data de 20 de maio foi
dirigida pelo ministro da polica ras*, na qual elle
preere*e o eomporlamenlo qae devem ler os ha-
bitanle* de S. Petersburgo, no caso de qne venha ler
lugaralgum aasedio ou bloqneio. Se Cronstadl cn-
hir em poder ds frotas adiadas, a* mnlheres, os
meninos e velhos deverAo abandonar immedata-
mente a capital,e refugiaren!-* no interior do paiz;
os toldados das casas serio arrancados, a cidade in-
teiramente descalcada, e o* ino* das igreja* orlhodo-
xas, assim como a sanias imagen* transportadas a
Moscow. O ministro russo termina todava a pro-
clamai.-Ho. atseverando'que todas esta medida* erao
inuteis, porque a frola inimiga perecer sobre o* ro-
chedos e aos tiros das pecas de Cronstadl.
A intendencia militar do reino de Polonia se orcu-
pa com aclividade com oabasleciraentodosarmazens
e fortalezas. A guarnirn de Varsovia acaba de er
refojoada com qualro regiment, um de carabinei-
rosc tresde grauadeiros; numerosas concentracOe*
de tropas se lm operado as fronteiras|da Gillicia;
urna divisAo de infanlaria de 6,000 homens esten-
deu-se pelo Serelh, fazendo frente Boukowine,
e novas Iropas c esperara do interior do imperio.
A correspondencias allemas avaliam em 90,000
liomens o clfectivo da tropas rnssas situadas perlo
das fruiiieiras austracas. Nao pensamos que as ex-
plieaces dadas ao gabinete de Vieiroa acerca dcs-
las concentraces de tropas possam fazer parar a*
medidas de proranoao que a Austria, convencida
da magnitude dos seus deveres, dever tomar e
que tem encontrado por lodo o Danubio o mais
vivo assentimento.
As tropas alliadas de acord com a frota, e sob
0 enmmando do iniirecli.il SI. Arnaud devem em-
prehender urna expedirn contra a Crimea; de-
scmbarcaiao adi e se apus-aro do paiz a titulo
de pendor. Era Varna e em Baltshch se estavam
preparaudo 200 navios de transporte*.
No dia 29 de maio um novo ataque dos Rossos
foi victoriosamente repellido pela guarnico qae
esperava Ijdosos das que o general era edefe da
torcas ollomanas, frente de 90,000 horneo, que
elle chamou sobre o Danubio lizesse levantar o *-
sedio. Omcr Pacha chegou a Shumla no dia 26 ; a
1 en I dii da marcha das Iropas lurcase anglo francezas,
nesla circumslaneia, explicava-se peto crescimcnlo
das aguas do Danubio, que innundaram as ilha, tor-
eando os Russo a abandonar as batera por elle*
osla belfo idas, e invadindo diversa minas. A pon-
te de balis eslabelecida em Kalarasch e pela qual
os Itu-us rommunicavam com n lado esquerdo foi
levada, o solo .impregnado d'agua por toda parle
pareca dever demorar as operacoes por tre se-
manas.
Na Asia os Russos lem igualmenlo soflndo grandes
""Jobrigados relirar-e; no dia 30 destfuiram as
c.'in.siriicces a*ue se achavam adiautadns, cravando
as proas, e no dia 31, Mus Pacha operou nova sor-
lida. Como os Russos visaem qne todos os seus es-
fiircos para apoderarem-s* de viva forca das forlifi-
cajcj turca da praia tossem infnaijjferos, e Ibes
causassem intilmente grande ptjjhlw-resolverana
emprehender nm assedio regular; ijfit*as dem
ljilaveis de semelhanle empreza dei^ai2l>jl'n,ar
1ue osRusso nao terAo melhor resulfaio, pois que
a Iropsj alliadas lerlo lempo de cliegar, alm de
que as mitin;,. que edegam e alcancam al 8 de ju-
nho, meucionam qot. os Rus/os conliuuam a toffrer
perdas, o que pude fazer lea-alar o atsedto, antes
proceilend
noticia de Bucharest, pude ser considerada, al
mais ampias informacoes, como urna manobra dos
Russos.
No assedio de Silislria houve grande morlandade
de parle a parle, mas os Russos foram completa-
mente derrotados.
Entrn honlem do sul o vapor D. Maria II, tra-
zendo-nos jrnaes do Rio de Janeiro que alcancam a
16 do corrente, e da Baha a 21; e carta de 'nosso
correspondente na primeira das mencionadas cida-
des.
Com a differenca de 1 e2dias, pouco on nada adi-
anlain esses jornaes.
A cmara dos depulado approvuu no dia 15, por
grande maoria._ o projeclo de reforma judiciaria do
Exm. Sr. Dr. Nabuco, ministro da juslica.
Foi rscolbidu senador pela provincia do Paran o
Sr. barAo de Antomin.
No dia 16 devia ler lugar na corle a inslallacao
da sociedade de Estatiilici, na sala do museu, que
serve para as cssoes da sociedade Auxiliadora da
Industria Nacional.
O Sr. barAo de I Limarais lomou posse no dia 15
do logar de fiscal do Banco do Brasil, para que foi
nomeado, por ler pedido demissAo oSr. conselheiro
Ferraz.
O mesmo vapor D. Maria il, recebeu do Rio
de Janeiro 180 passageiros. 4,362 saceos, e 82 bar-
rica* de caf, 8 de arroz, i de farinha, e 2 de aitu-
car ; este enrregamento deve produzir lucros que
muito devem animar a eompanhia para dar pressa
cm eslabelecer com regalaridade a linha a que se
propoz.
Da Babia nada temo* a mencionar.
na villa de Mamanguape, e se lenho tido parle cm
algum* das correspondencia dalli publicadas, ou de
parle alguma.
Coma inserc.Ao deslas linha moilo penhorarao
\mc. ao seu assignanlc c constante toilor,
FraiiriscoJocia fornicante de Albuquerque.
Parahiba 17 de junho.
Esto he a primeira vez queyreceb*mos Ultras do
Sr. Jovila. 0, fedaclore.
VARIEDLE.
ALtlUNS PREADORES DA QUARESMA.
O padre Lacordairo he o verdadeiro chefe da esco-
la da predica contempornea. He lie que a lem re-
novado, ainda que primeira vita pareja que a elo-
quencia sagrada, immulavel camo a le divina, de
que ella he org.lo, deveria rslar ao abrigo de (oda
reuovnclo. Porm do mesmo modo que, como diz
Bossuel no principio de seu sermAo sobre a predica
evanglica, a verdade de Dos, que de a le immu-
lavel, lem dous estado* difTerenlcs, um qne diz res-
peito ao secuto presente, oulro que so refera eter-
nidade, assim tambem aeloqueucia sagrada tem dous
estados, um permanente, como a tradico ; o outro
variavcl, como o espirito do secuto. Ella nAo he so-
mente o orgao da Ici, he o remedio das alma, ees-
te remedio deve ser apropriado enfermidade. Por
esla verdade (levemos.agradecer a Mr. I.acordaire o
ler tentado renovar a predica christaa por nova*
qualidades oratorias, e trazer aos enfermos do noso
lempo o remedio de urna eloqnenria original. Seus
discpulos, o quaes apparecem hoje em'algn* pul-
pilos de Pan, o imilam visiveimenle, como oo-
Ir'ora os discpulos de Mr. V. Hugo imilavam seu
mestre ernando-se de seus defeilo. Elles lambem
lem em pensamento combinar em ama assisada
uniAoessa abslraces teednicas e essas irragens. que
fazem parecer as Conferencias do padre I.acordaire
urnas vezes com um tratado scientifico, oulras veze
coa algum livro de poesas ; elles seguem nao s sen
eslyo. senao lambem sen melhodn, persuadidos sem
duvida de que elle lem compredendido dem o espi-
rito do secuto, e no* tem fallado precisamente a lin-
guagem, que temo necessidade de ouvir. Parece-
meque legitima admiracn que-elles sentem por
seu mestre, o engaa aqui. Lendo oulra vez, da al-
gum lempo, a* Conferencias do padre Laccrdaire,
perguntava a mim mesmo, se elle linha lido, para
servir-me de urna sua expressao. o verdadeiro diag-
nostico de nossa enfermidade. Elle nps traa sempre
pelo atdeiano ou peto voltairianismo, fallo do mo
voltairianismo, que nAo er absolutamente em nada,
e zomba de ludo. Ora, sera encarecermos com is^
lo as nossas virtudes, podemos afilrmar que de ne-
nhum modo somos alheos, e que o famoso retrato,
que Mr. de Maistre fez de Vollaire, nao be certa-
mente o nosso.
Esla guerra intempestiva conlra os alheos c ve-
lhos vollairianos tivera suloopporluna talvez no tem-
po de Mr. de Frayssinons, e procurando outro dia
um lugar entre a mullidao anciosa, que cerca o pul-
pilo do padre Lavigne, eu pensara as conferencias
do bispo de Hermopolis, as quaes foram o* primei-
ro modelos do padre I.acordaire e do ibbade de Ra-
vignam, e attraniam em mullidao para Sainl-Sulpico
a mocidade do imperio c da Restauraclto. Mr. de
Frayssinou linda de fallar aos lillios de Vollaire, el-
le o sabia e cumpria sua larefa com a liberdade do
xame, apresentava nbjeceOe* e a* provocavada pr-
le do seu auditorio, que Uva trsnsmitlia alguma ve-
zes por escripto e elle discuta publicamente ; e re-
vendo assim o* argumenlos do secuto XVIII, elle
collocava a apologtica christaa ao nivel d* (Cien-
cia e da philownhia rio lempo. Mr. de Frayssinons
linda o direilo de Irovejar conlra os alheo, e ainda
assim fazia-o com mais moderacao que Mr. de I.a-
cordaire ; elle linha o direilo de fallar do pulpito a
essa mocidade incrdula, melanclica qae precisa va
de crenca, e todava fallava-lhe ama lingmgem af-
fectuosa e benvola, e nflo se moslrava lao pouco co-
mo om, hemfeilor, que vai derramar sua urna de vi-
da sobre labios abrazados dos povo sdenlos. Sao
eslas as imagens, de que se compra/. Mr. Lacordaire:
Vos sonres, exclama elle constantemente, choris,
vinde estender vossas mos sobredorase diris: es-
tamos nos trevas, temos fro, temos ede, temo* to-
me ; alluraiai-nos, aquecei-nos, farlai-no, siciai-
nos. i) Mr. d* Frayasinnus apresentava com menos
oslenlacAo ao* odo dos povo a profndela de sna
miseria, e coraludo as geranios saludas da revnlucAo
franceza e aquellas que viram nascer Rene e Manfre-
do, eram alguma cousa mais mizeraveis, que as nos-
sas. Rene he morlo, como Manfredo, como o barAo
de Holbach, e pregar hoje conlra Rene, Manfredo e
Hnlharh, he om puro anachronismo. A Realaura-
Cao qae ouvia n palavra eloquente de Mr. de Frays-
sinou, escutava tambem a de|Royer-Colrard, e em-
quanto o bispo de Hermopolis faza seu dever em
Saint-Sulpice, a philosophia espiritualista cumpria o
sou em Sorbonna. Subiuitn o pulpito em Nrjjij-fa.
me, o padre Lacordaire act*u Idiante ^^Xy\\\y au-
ditorio igqat-ao que vai dojo ourr_a-^vra do "
dre beliz, um auditorio, pilque OT miis scoplico,
dade demonstrada, que todo philosopho he ucces-
sariamenle um patilheiala ou um alheo. Infeliz-
mente parece-me ser esto o principio, de que parle
o padre Flix, c he o que pode diminuir aos odos
de militas pessoas o valor de sua argumentarlo.
O objeclo de suas conferencias esle anuo lem sido
a caridade. O maior mal do nosso lempo, diz o
padre Flix, be o egosmo ; o remedio he a cari-
dade. n A caridade ser o grande poder contem-
porneo, porque o egosmo he o grande flagello da
poca. So ella poder curar as Iros mizeria do
seculo : a mizeria do corpo, sto he, o pauperismo ,
a dos coracoes, o odio social ; a das almas, a irre-
ligiii. Mas para bem applicar o remedio, cumpre
saber exactamente o que lie l caridade. Os piulo-
soplios a ignoram, e quando fallam delta, lie em
sentido contrario. Porque? porque os pdilosopdos
que fallara da caridade sAo fildos de Vollaire, sao
os berdeiros do egosmo personificado; ora a phi-
losophia de Vollaire nAo creou nem dogma, nem
moral, nem caridade: Ella obrou como os veue.no>,
ella gelou : poz em todos os espiritos om principio
de divisao, em todos o coracoes o fri do egoismor.
E quando esle espirito de Vollaire tomou forma na
mullidao, o mundo pareceu o inferno, O philoso-
pdo pois nada cnlendem absolutamente da carida-
de : irnhaiii elle* islo por dilo. posto que em sum-
ma soja nm philosopho, en que mais he, pagan, o
que primeiro pronunciou no mundo esta billa ex-
pressao : Caritas generit httmani, (1)
Para que a caridade possa faxer a trplice cura
da nossa trplice mizeria, cumpre que a procurem,
onde ella se acjia. Uto he, no chrstianismo. O
chrislianiamo de a caridade mesmo. O padre Flix
o. prova com tres argumentos: 1. o diri*llois-
mo de caridade em sua vida intima, 2. em sua orga-
nisacao ou funcro de su vida, 3. cm ua acnio,
manitoslacao ultima e completa de sua energa.
(i; Cicero, De legibus, liv. l. cap. 23.
O padre Flix deaanvolve metlindtcamenle estas
tres prova, e para qae e jefgue ao mesmo tempo a
arle um punco subtil e escolstica de scus desenvol-
\ intentos, e o carcter de seu eatylo demasiado sci-
enlilico. como parece, para o popito chrislAo, cita-
rei o desejivolvimento desta prova: O chrstianismo
he a caridade em sua organisacao.
o Toda vida na creacao receben para cumplimen-
to de soa funecao o que setliama organismo. O or-
ganismo do cdrisliauismo de a gerarchia ecclesi-
nst'irn iMXilor.co_liQ aifii.i l.. ..... *:..;..
sabido victoriosa, em lodo ojesrfro. -" 5!S2!!5?5?!?5-,"l^ 0^W$o .d. lei ra0Tal- d
Em a noile_da^gros'tafeo dirigidos por Massa
I aeda iacaranj as roustriicroc dos Russos, que fo-
espirilualidadeeda immorlailidadcd'alma, das penas
e das recompensa* da oulra (vida. Eis-aqui o vol-
lairianos de boje.
Receto que Mr. Lacordaire e seus discpulos nAo
tenliam compredendido benj esla murianca profunda
3ue se operou no auditori- chrislAo, depois de Mr.
e Fraywinou ; elle nAo lem visto nem lem queri-
do ver Ulvezoi-efieitus daj philosophia espiritualista,
e tem contHruan a obra de bispo d'Hermopori do
PoniJM!tn que elle a linha-doixado, sem apercebe-
COIHMUIGADO.
Oconal c osporlugueze em Pernambuco.
Sabbado larde (22i, rhegando esle porto,v indo
do de Lisboa o vapor braaileiro Mag, cpalhoa-*e a
nolicia de que o governo portuguez nao deferir fa-
voravelmc'nle a ropre-euiacao, que contra o cnsul
Jnaqujm Baptista Morcira e sea rhanceller Micuel
Jos .flve, Iheilirigiram centenares de porlnguezes
estaheleridos nesla cidade. Alguns do affeiroado*
esles dous rmpregado) nAo poderam conter o aeu
jubilo, percorreram a/pias, nAo deixando pela ma-
neira porque se poctflvam, de dar nlo equivoca* pro-
xas da sua boa c.tornean !
Quando exarta tora a noticia, o cnsul, o vice-
cnsul e os amigos destes, deviam ler em vistas que
o Iriiimpho, se tal nome se Ihe pode dar, era devido
a proleeciio de que tanto se jactava o primo i rn acen-
sado, e nAo ao mererimenlo de ambos, c aue osla
causa o modo de vencer he ma* para deplorar, do
que para eslimar aquelle, que preferc o bom nome
aos lucros ilo emprogo I'erra-se lun di/.ia o im-
perador Francisco'; mas nao se perra a honra !
Os pnrlusuezes, signatarios da reprcsenlacAo.lcem
consciencia de si, e quando vcrdadeira seja, ou ve-
nda de futuro verifirar-se a noticia do nAovencimen-
lo do mais justo pleito entre elles, e os empreaadns
acensados, toda a moralidnde da decisAo cadera cm
pai lilha ao governo.
Os porlnguezes teem a salisfacAo de que, quei-
xando-se de dous cmpresarios.eslav.im em seu direilo;
nao receiam a pedia do ralumniadores porque ao
quanlo ronlra esses empregadosallegaran! pelo mo-
do possivel lizeram legal prova; ao que tudoarcresce
o vrrrm ainda no campo e em lodo o sen vigor e
energa o fados argidos, sustentando a juslira dos
qucixosiis e da causa .-I derisiiex do gorerno por-
tuguez a retpeito, vencerSo, mas no roncenecrao
aos liomens de bom senio de quem queremos o
juizo.
CORRESPONDENCIA.
Sr*. fedaclore.Alguera, ruja prnlissan exclu-
siva de nesla Ierra enredar o calumniar, maliciosa-
menln se lem incumbido de fazer rrer por aqui,
que sou cu um de scus correspondentes na villa de
Mamanguape, pretendendo desl'arle l'azcr pisar so-
bremeus debis hombros ludo quanlo deodioso c re-
prehcnsivel lem appareridu em algumas- dencia dalli, publicadas em seu acreditado Diario; e
com quanto esse algucm, Srs. Redactores, seja lio
condecid" nrsta cidade, que para se duvidar de
qualquer faci, hasta ser contado por elle; comludo,
para prevenir aquelle que podem ignorara origem
de semrllianles lualos, por via de duvida, arredar
de mim a responsabilidad"' de fados aldeios, rogo-
Iheso especial favor de declarar pelo sen ronieilua-
i\nPiara, e son eu .ilmni dos son- oorrespoiidenles
rava a volta da* aln'.ni* para o rhrittianismo, enllo-
cando oulra vez no -rundo dos espirito* a base mesma
da (, re*usciland-oe rohnslecendo com prova* *
idea*, sem a* qua es o edristiaoismo lie impotsivel,
quero dizer, a errnea n'alma e em Dos. Os prega-
rte, he designar cerlamente os orgAos mais emi-
nentes da predica chrstSa ; presenleracnte s quero
fallar doabbade Baulain.profesior excedente, ainda
mais que pregador, o qual ensina com Unto successo
a moral, e de lempos a tempo* arremessa contra a
philosopliia epigramma tao elegantes nessa mesma
sala, oude Mr. Royer-Collard, apostlo eloquentissi-
mo do (eapiritualisrao, empregava a pdilosoplii* no
ervijo da rcligiAo. NAo fallo lAo pouco do padre
Ventura, nem do abbade LccoOrlier, do* quaes ten-
larei depois apprcciar a conferencia para as mu-
lhcres. lie aos prosadores, que se dirgem aos ho-
rneo, (esta divisao passou agora em uso, a conferen-
cias dos homens lem sobretodo por objeclo conver-
te-los; asdas mulheres faze-las perseverar; urnas
sito controversias, as oulra exorlaces), he a elles
que eu snbmelto humildemente urna obiereAo geral.
Porque elle pareccm dirigir-se sempre s duas das
se*de pessoas, isto he, aquella que creem perfeila-
menlc. e aquellas que nao creem absalulamenle, ios
bon calholicose aos alheos. Ha urna terceira clas-
se, a qual os oradores chrislaos se dirigen) poucas
vezes, e que todava nao he indigua de sua atlencAo,
lie a dos homeus, que se conservam entre o icepli-
cismo e a orlhodoxia, em um juslo meio phitosophi-
co e pacifico, no qual elle julgam adiar o repouso
de sua consciencia e a regra de sua vida. Estes in-
crdulos sao honesto* e convencido* ; elles nao exal-
tan] tora de limite* a rzo humana, mas nAo a des-
prezara; creem adiar nella urna lux bastante clara
para dirigir sua conducta, urna disciplina bstanle
forte para todos os seu deveres. Nao aliram con-
lra algucm esse gracejo voltairiano, que e Ihes ex-
proba; elles nAo lem de neulium modo o famoso ric-
tus tU- que falla Mr. de Maistre, reipeitam as outras
opinies em nome da mesma libeidade, que elle* in-
vocan) para fazer respailar as *uas; nao arrastam
para o p do pulpitocdrisloseuscepticismolacrimo-
so, como diz o padre Lacordaire, mas repelen) que
se por acaso Ihes moslrassem que elle* se engaara,
qua sua luz he falsa, que sua regra de conducta he
frgil, que sua moral nao tem sancrio.que o mais le-
ve sopro pode abalar o edificio, onde sua conscien-
cia se refugia, elles exprimiran) um reconhecimen-
to sincero, e nAo opporiama esta demoustracau ne-
ulium pertinacia de orgulho. Por lano elles me-
recen) mais que ninguem, que o oradores chrislAo
so dirigissem a elles. Demais de contra elles prin-
cipalmente que, no inleresse mesmo da religiAo, a
predica deveria vollar seu estorcos. NAo sao' elle,
sem o quererera, os mais lemiveis inimigos, ueste
sentido de que por sua doneslrdade se tornan) viva
objeccoe conlra a necessidade da f, e fazem pen-
sar aos fiis algumas veze, que tora da orlhodoxia
Cle-se ler virtudes sufirienle* para bem merecer
o e a seu prximo I Por esta razilo be bem pro-
funda e bem justa a expressao sle Bossuel a um jo-
ven pregador, que se propiinha pregar contra os
alheos. Pregai anles conlra os libertinos, lite disse
aquelle grande lumiein.
El* aqui o qu tora ulil adiar na predica chrslAa
um esforco particular em rcconduzir essa classo par-
ticular de incrdulo-, uma .loinoiislrac.iu bem clara
e bem decisiva, quanto o dogma de absolutamente
iiidispensaycl, c sem elle a moral nada vale; um ar-
gumento vigoroso ronlra a razAo para Ide provar,
com razOes preremplorias, que ella nao podo nada
sem a f. Porm quasi sempre os oradores cdrislo
a cxemplo do padre Ventura em suas conferencias
ja publicadas, eslabelecem no principio, como um
axioma, que s lia urna razan, a ra/.an calholica ",
urna s philosophia. a pdilosopliia dcmunslraliva da
igreja, a qual d aoliomem luda a verdade, por op-
pnsirAo pliilosopliia investigadora dos pensadores
livres, que a procurara seinnre sem a descubrir ja-
mis. Este iiielliodo que tem seu valor sem duvi-
da. nAo lie taivez o miis proprio para vigorar
aquellos que creem, c persuadir aquelles que nao
creem.
Se .ilsuem pode emprehender aoulamcnlc esla
grande demonslracr.l.i, de que fallu, tao necessaria
actualmente, de cerlamente o padre Flix, uas con-
ferencias em que elle rene em redor de s um au-
ditorio lAo numeroso, tao cscoldidu c lao alenlo.
Alera dMe elle tem grandes qualidade* oratr'"<
tem a exprcssAo fcil, o alenlo e o cesto e
vn, o goslo dos grandes dcseiivolvimenlos,
vsrtes regulares e do que se dame na Alien
ennstruccoe lgica*.
Demai* elle se lem prpoto. desde o anno pa7
sado, cini ha in- os erros os mais perigosos do secuto,
e nAo pode ver nelle perigo maior para a verda-
des, que elle defende, que o cxemplo desses liberti-
nos, dos quaes falla Bowuet, c ruja modestia, he
ainda una cxpressAu do grande bispo, he um mo
incitamento para o* fiis. Purera a primeira ron-
dicAo para romorar esle importante debate, seria
nAu confundir de proposito o racionalismo rom o
mo vuli.iiriaiiisino. r- nao admitii rnnm urna ver-
attica : poder-se-hia difini-la am organismo divino
ehumano, constituido para reproduzir e perpetuar
na bumanidade a vida christaa. A organisacao ehris-
tAa be pois a caridade. ira como vida, coja tune-
cao ella cumpre. Vede-a dcscuvolvendo-sc no
seto da bumanidade em sua mageslade divina ; nella
como em toda jerarchia bem constituida, ha funce/ies
superiores, interiore, c medias, lia rariedade euni-
tade. A unidade he para todos a obrigarao radi-
cal e suprema de cumprir um ministerio de amor ;
.i variedade de o grao cm que cada um deve /aje-
lo, segundo a posicAo que ocenpa ; nesla gjsrarcTii
elevr-se cm lionra, de elevarse no amor, e subir
um degrao, de augmentar para si o dever de chegar.
Segui em sua ordem ascendente os Ir grande* de-
graos que resuraem lodos os outro-: da funccA pas-
toral funecao episcopal, da episcopal ao "pontifi-
cado supremo chegare* em tres pasto*. PobJ bem,
medida qne des subiodo adiis no bomem am a-
mor, que e faz cada vez mais imagen do amor
divino, cuja funecao elle ejerce. Em cada parochia
ha um hornera constituido gerarriicamente, orgao
immedalo da vida christaa : que fax ett homem
em urna parochia ? Ama! he o pai da* alma gera-
das peto amar, e como todo pai, elle ama I Elle he
pastor das almas sustentada* e alimentada* pelo a-
mor, e como lodo pastor elle ama He victima das
almas resgaladas e salvas pelo amor, e como toda
victima voluntaria, elle deve chegar te morrer !...
Subi mais cima, alargai os dorsontes, chaqui a
diocesc. Ha tambera nella om homem, um homem
collocado mais alto, islo he, consliludo por um amor
mais vasto, Este homem he tambera pai, p*tor
victima, porem quanto ma* elevada he sua pater-
nidad, maior he seu rebanho, mais doloroso he seu
sacrificio A* tornaras do pai, as solicitudes do
pastor, o soUrimenlo da victima augmentam-a pa-
ra elle e elevam-se com seu dever, que oulra consa
nAo he senao um amor constituido para produzir,
vigiar e suffrer mais.
Subi ainda. Agora estis no come da jerarclna,
o mais alio cuino da santa montanda, voso liori-
sonte he um mundo, he a calholiddade, isto he, a
universalidade. Ahi ha um homem anda, o qual
lem por dover e por le amar lio elevado como sua
dignidade, Uto vasto com sua jurisdicao, lAo pro-
fundo, uto pleno como so soberana, o amor o mais
aproximado dease amor, cuija funcAo total elle exer-
ceua bumanidade. Elle lambem de pai, pastor, vic-
tima, porm de pal, r> "itltr* do mundo in-
leiro, isto lie pai, pastor- '/^.Ski calhollca..rt.
Assim em daixo, no n> TIm^tUaJcra
ralholica, portod. a pfr\* no t01***
,. rle he o minislerio do i...^
que cresse augmenta e se eleva com a dieuidadrdf-*
ver e poder.
Sem fallar desle e*lylo christSo, que se retente
muito da lingua da phyaiologia, e mesmo da do fou-
ncrismo, poder-se-hia dizer qne esta gradacio ora-
toria do amor, qne tam ama tAo bella aparencia,
nao lie em summa mni olidamenje eslabelecida ;
porque se o cura da parochia tem finalmente por
pratica amar al morrer, sabemos ra verdade o que
podena fazer mais obUpo.e mesmo o soberano pon-
itlfe. Mas deixemo* as minuciosidades. O padre
Flix provou estes don pontos, que a caridad be o
ctiristianismo, e que os philosopho nada entendem
a caridade. Se isto for verdade, o chrijanismo
^sedequeum^^ralUdo depois a ^X ^'f^^^^SSSt^
1
i
--
o domens em rrj|!c** harmonios. A esta res-
peitojejje^eslebehlce estas aaetlOe bem pouco cla-
ras: Qual er^ ponto de paVdac de alguma orle
o ponto gerador do rtoda verdadeira caridade?
O acto de amor Heve partir e ao prximo? ou partir anta do prximo para ir a
Dos e a mim? ou partir de Dos para refluir 4
Dos sobre o prximo ? O ehritlianismo resportde
mu naturalmente, que o acto da caridade devepar-
tirde Dos. Masa philosophia nao deixa de respon-
der, conforme o padre Flix, que oeu be o termo ge-
rador do amor do prximo, ou de amor de Dos, em
oulros lermot nao deixa de faier do egosmo o pii
da caridade. Nao sei romo a philosophia te haver
nijto; todava recondeco que ha philosophias, que
lem tomado o eaoism por base do seo yttem.
Mas outro baque lem escolhido un principio mais
nobre. o dever, por exempto. e he joslo distinguir
entre o philosopho, como se no deve confundir
rertos philosopho com a philosophia.
O padre Flix nao taz estos distineftes : baata-llie
alfirmar em geral qae depois qae o chrisllanismo
liavia subordinado o egoism neeeswrio, quer ao
amor do oulros homens, qner ainda ao amar divi-
no, o egosmo ou o eu se ereneu depoi* philotophi-
camenle para combateresla caridade que o tinha su-
bordinado sem o satisfazer.n Nada ha que responder.
Assim como o o chrislianUmo lem a verdadeira
norao da caridade, lambem ao elle tem a renladeira
npcao da fraternidad. O* philosopho* nao rorapre-
ndedem c a deslroem ; elle al lem dous modo* de
destruir dogmticamente a fralernidade : a fralemi-
dade be a unidade entre muito seres viv ; a ver-
dadeira nocAo da fratenridade encerr pois assen-
rialmciile a unidade e a pl uralidade. O primeiro mo-
do do destruir dogmticamente a fraternidnde, he
deslruindo a unidade; o segundo modo, destruindu
a pluralidad!'.
.. A philosophia anlechrisiaa commettea este duplo
attentado ; urnas vezes negando nossa unidade de
vida e de sangue; ella nao deixa subsistir em nm
senao urna plnralidade em unidade, islo lie a e-
paracao ; oulras vezes, negando nossa plnralidade
substancial e vital, dciaa sulisistlr cm nos urna
uuidade sem pluralidade, islo lie, a iienlificaco
O primeiro erro mala a pateridadc de AdAo,
supprimindo a unidade de nossa rac.a, o seguodoana-
la a patcrnidade de Dos, supprimiiido a dlatinctao
de nossa vida, a A negacao da unidade de raca o
panthcismo ao de boa fe os doas erros da philoso-
phia ; dua philosophia, e quizerem, nAo he a phi-
losophia. Mas o padre Flix despreza ainda nma
vez as dislinccOes. Fallando mais adianto desla o-
pimao impertinente, qne nAo tem querido ver no bo-
mem scno um aperfeicoamento do macaco, o padre
Flix romera imputando ao naturalistas e acaba ar-
cusamlo o philosophos : a (n andes untura I islas fo-
ram mirar-vos na phisionomia nao sei de que ma-
mfero, mas visinho da rontormacao humana, para
ver se ah sorprenderan) algum fulgor dessa
rliamma de inlclligencia c de amor, de que Deo
lem i liiiiiinado nossa fronlcs, chamma generosa
sympathica, ele. Oh PMloopho\ oh sabio! oh rc-
demplores! ol regeneradores do mundo! (ooroiie
vos dais todos este nome ) se a fraternidnde iio
lem perecido noniiindo, nao he por vossa culpa' )
O podre Flix termina com umlanallema conlra
\ oltairc, depon de ler jurado anteccdenleraer/te
sellar com seu sangue todas as verdades, que elle
acaba de confessar : ,, Eslamos promplo para mor- .
rerdefendeudo o direilo do pai do calholcismo,
o qiial protege para sempre. com a paternidade Ailao, a fralernidade do genero humano ; para de-
fender cm os direilo desle pai da calholicidade, o
titulo scrular deste primeiro pai de toda a luimnni-
dade; e o raartyrio em caso de necessidade, con-
fundira era ama mesma onda et iniguefralernal
conrundidu em urna mesma tonto.
Ninguem duvida que padre Flix eslea promp-
lo para derramar seu sangue. era caso de necessida-
de, em defeza da paternidade de Adao ; mas" nin-
guem rre seriamente que, mesmo cutre os pdiloso-
phos inslenles, os quaes proruram a chamma swn-
palluca no mamfero mais viziuho, se trate de man-
dar o padre lelix ao marlyrio. Pondo de liarle esta
defeza mais apaxonadaquc til dos direilo do nos-
so primeiro pai, essa llieoria scicnlifica da caridade,
c*s':s',esnvolvlmpillos abslractos, symctricamcnlc
divididos, nos quaes succedem-se confusamente a
lloguagem da phxsiologia, a da medicina e a da cs-
rolaslica, c medindo com espauto a com pezar a
distancia, que nos separa boje da eloqucncia simples
porosa de Bossuct c de Boiirdalone, pergunla-
* nos raesmos, se, depois de ler assislido s
trencias do padre Flix, um s de seusouvinles
f razido no fundo de seu espirito urna idea mais
da caridade, no fundo do seu coracAo um ine-
enlimento e se ter dado um bolo de mais
ao pobres collocado em seu raminho. Ao ver essa
mullidAo ltenla, obre a qual desdara estes discur-
so doulissnios.o quaes s cdegavam.tcom rere),
ao ouvido do ouvinte, rerordava-me da bella nia-
gem de Bossuel, desa comparacu da palavra rbris-
la com urna espada, cora que o orador deve ferir o
peccador, e que ele deve por si mesmo embebe-la
mais dentro para alargar suas feridas. Ha pouca
senle na igrejas e-la semana sania, diz elle, muilo.
i
Ha*!


OIHIU UE PfcRMMBUCO itUftU htlH 14 Ut JULrlu Ufe IK>.
vero para os pregadores un puro ni lis para consigo. Elle pergunta a si
mesnii em sen prefacio : Porque ra/.ao nunca se
pregou inais que hoje, porque a predica jamis nao
foi mais estril ? A rcsposta lie fcil : he que o*
pregadores niln nos procuram com muito cmpenho a
boa forluna.quc urna vez level.a Bruzre : Acabo
um pregador que prega o Evangelho. Procuren!
pois pregar simplesmenle o evangelho os oradores
enrulaos de nossos das, aos quaes naolfall* certa-
menta rTem zeta nem tlenlo : aer esta a maior e a
mus un das novidades. {Journal des Debat.)
COMMERCIO.
PRAVA UO RECIFB22 DEJULHO AS 3
HORAS DA TARDE.
Cotacoes ollkiaes.
Cambio sobre Londresa 26 3|t com 90 drv.
Descont de lellras de 3 raezes7 ; ao anuo.
ALFANDEC.A.
Rendimenlo do da 1 a 21 188:6019880
dem do dia 22........ 6:5579255
Detcarregam hojeiidejulho.
Barca inglezaMariisguano.
Barca inglezaCambriacarvao.
Barca inglezaGovernormereadorias.
Brtaue inglezHaydebacalhao.
Polaca liespanlmlaPromplapipas de vinho.
CONSULADO tiERAL.
Rendimentododia 1 a 21.....i.1:363i7.1
dem do dia 22...... 65818:t
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rcndimento do dia 1 a 21.....1:2609832
dem do dia 22........ 30185
prestam bastante allene/o, mas nao he o ouvido
uem o espirito que Jess Christo pedo ; o que lie
preciso he que a palavia chrisiaa mella a mao di-
rectamente em nossas ferelas. Se o golpe nao he
bastante fundo, lomemos nos mesmos a espida e a
enterremos mais denlro. Oala a fizessemos en-
trar i.ici profundamente, que a feriita se faca doer,
pie o coraban seja aperlado'pela curopune.lo, que o
sangue das chagas corra pelos olhos, quero elixir as
lagrimas, que S. Agostinho chama 13o.elegantemen-
te o san gao d'ilma ; entao nao he que Jess Chris-
to tar- prendo. /
O padre Flix he um orador hbil, mas nao prega
com a espada na mao : elle nao faz em niuguem es-
sas chagas salutares, nem inusmo nos philosophos,
quesahem los e salvos de zrande guerra que elle
ihes teni declarado. Sais conferencias alrahero um
grande numero de oovinles, rm reeeio que elles
sejam inais cariosos que vordadeiros discpulos :
O ditcarto chrislo tornou-se um espectculo,
ja o dizia La Bruyere na idade de caro da eloquen-
cia agrilla. Qooito Jia elle agora t
Diese mais cima que a exprsalo do padre l.a-
cordiire era inleiramente abstracta e chela de m-
seos, doiita e potica. Retirando-se dos pulpitos de
Pars, o celebre orador parece ter partilhadoiua he-
ranca, entre os padres Feliz e l.avtane : o padre Fe-
liz lie por assim dizer a metade scieulifira e ratoavel
do padre I.acordaire ; o padre I.aviene he a metade
ilramatira e piltoresc.i. I'm, faz para assim dizer a
confereoca em disserlacOcs, o ootro por imagens.
O padre Lavigae he um orador de physionomia be-
nvola,com ama ezpreuan singular le conten lamen -
lo e uma voz tu bem feita pin exprimir as ideas
de felicidad, que elle prega incomparavelraenle
roelhor sobre as felicidades do paraizo do que sobre
os tormentes do inferno, os quaes elle nao poderia
diier. como eatau certo disto, em um certo aceito
de doce resignaran : Meus irmaos, vos seris con-
demuados! Alera disto elle lem a voz bella, e
quaiidn se entrega is suas euiirneraeoes porque elle
hedeaicuma sorle daquelles que La Bruyere chama
enumtredore) faz corresponder ;i gradado de suas
idea* um a gradaran vocal, que elle conduz at os tons
mais elevados. Tem a etocuclo fcil, o gesto so-
brio, man tem um gosto pronunciado pelas figuras -
elle procede por iaaagens. Algumai veres elle toma
urna imi'gem para objeelo de um serinau ; sao ima-
nen que forman) a sua divisao. Assim elle presa-
r especialmente para demonstrar que a dor de Ma-
ra era; I immensa como o mar; 2 profunda como o
mar. Elle difluir a mrjrle.- fom professor que
cousa maravilhosa I fazaeu curso em cinco palavras:
En verei; tu nao rae esperars ; eu le levarci, etc.)
Compilei a analyse de orna de suas conferencias so-
bre o miro final: ella d com muila exactidao a
idea de seu modo de pregar.
Primeiro poni: Que ver o peccador no juizo fi-
nal 7 Vera : 1 a elernidade : nuadro da eternida-
de; 2 ver-se-ha com mus percutios: quadro de sua
torpeza ; 3 vera o demonio, que' vira acabar a con-
fisso, que o peccador apaas linha esbocado, e re-
velar e que linha oecntlado.
Segnndu ponto : Que responder o peccador no
juizo final Y Responder : 1 que nao linha a f ;2
que nao linha a graca ; 3 que nao tinha o lempo ; 4
que nao linha valor* Refutat.ao destas argumentos
diversos jior Deea, que toma a palavra. Dialogo en-
tre Dos e o peccador.
Tereeiro ponte: Que snArer o peccador no'juizo
Anal Y 1.' e proprio jnizo : quadro do juizo, doqual
o orador d ana ideia, apresentando ao audotorio
a imagen de um tribunal do juay, com os juizes,
os advogados, o reo, o publico, eleIncidentes do
jiilgamenlocondemnacAo, n dos do condemua-
do ao Pal, ao Filho, ao Espirito Santo, Santa
Virgen, etc. Desee ao inferno para soflrer sua pena,
ardendo em um foso eterno.
O que domina oeste sermao, (a analyse he sofflci-
enle para julga-lo >, as scena* de eloquencia dramti-
ca e piltoresca, urnas vezes brilhantes, outras com-
mons, mas quasi sempre mais proprias para inle-
ressar o espirita dos mundanos do que para edifi-
car as ciinsciencias christaas. Nao se enconlram mais
as tradices eUsiea* da predica as conferencias do
padre l.av igne, do que as do padre Feliz, porem
aeha-se igualmente esees traeos de mao gosto e de
um romantismoenvelhecido, os quaes, iracas ao co,
depois de lerem abandonado os oulros gneros litte-
rarios, parece que se refusiaram na eloquencia sa-
grada de nosso pniz. Todos fazem esforcos hoje
para ser simples e fallar um lingnagcm sa e razoa-
vel; su i loquencia sagrada acollie com urna sor-
te de prodilecclu as imagens exageradas, os falsos
efltilos dramticos, os procesaos antiquadosdo estylo,
as.lrivialidades premeditadas de I i nguagem, que nsou-
tros seeros de eloquencia desprezam. Se quizeseem
referir a umi data precisa de nossa historia Iliteraria
a predica contempornea, eu a faria remontar antes
ao scalo quinze ou dezeseis, do que ao secuta de-
zesete, idade classica da eloquencia do pulpito.
Estamos na verdade mais prximos de Barlelte, de
Merrot c de MaiUard, do que de Bossuet, de Bour-
dalone e de Massillon. Poressa ra/.Ao quasi que nos
asaociamusao voto do principe de Ligue, o qual de-
aejava que os prosadores franeezes recilaasem antes
as obras decgrandessernionario do que pregar mal
par sua coala; acertcentava, no wat algoiM
irreverenri.i na compararlo : Dir-se-hia: vamos
oayir boj* Bourdalone, cmo se diz: vamos ou\ ir
hoje Corueille na ComediaFrance/.a.
lie anda um awompto .bem inleressanle de es-
tudns as enoferenrias ilaatinadas as anulhercs, e sen-o^
tirei larmiiur este artigo sem dizer algamas palavras ilanteiga----------Vende-se a
193:1599130
14:0215656
I:264037
de 19250 n 29300 rs. a arroba, conforme a sua quali-
dade : c refinado do paiz em formas a 39200.
ArrozEnlraram 3,168 sarcas de (ida, 123 do Rio
de Janeiro, e 1,340 de Cabo Verde. Os embarques
foram 70 saccas para a Madeira ; as vendas para con-
sumo ai ao dia 20 montaram a 243 arrobas e 18 ar-
ralis ; nos dons das restantes da semana houve
mais animacao no merrado de consamo ; os precos
livres de desperas para os compradores sao por quin-
tal, de 79800 a 49500 rs. ; nacional arroba 19300 e
19400.
BacalhaoEnlraram 1,800qaintaes da Terra No-
va ; do nacienal falta; os presos actuaes so : lavra-
dor 19700, e da trra 19750.
Caco^Nenhumas vendas ; preco por baldeacao
29000 a 29100 a arroba.
CamellaEnlraram de Ga 376 saccas a prero des-
pachado libra 300 rs.
CravoEmbarcaran) 110 pacotas para Gihrallar ;
precos por baldeacao, girofe 320, do Maranhao 100 a
110 rs. a libra.
CafDeram entrada 1,070 saccas ; e houve ape-
nas um embarque de 4 saccas para a Madeira ; e pa-
ra consumo al o dia 20 as vendas montaram a 267
arrobas e 27 arralis; e no restanteda semana algu-
mas vendas se Qzeram : precos por baldeacao arroba
de 291100 a 49400 rs. conforme as suas differentes
qualidades.
CeraHouve um embarque de 15 gamellas da -
marella para Marselha ; nao hoaveram vendas para
consumo, por'os compradores recusaren) dar o preco
da suacolisacjlo.
DilaemgrumeEmharcnrsm 126 arralis parao
Para : preco a bordo 310 e 330 a libra.
Dita r-m velasOs embarques foram 768 arralis
para o Rio de Janeiro, 1,542para o i'ar, e 120 pa-
ra Liverpool; precos para os portos do Brasil 330 a
360 a libra ; para consumo, da nacional a 390, e de
Angola a 360.
CliEnlraram 70 meias caixas de New-York ; as
vendas para consumo al ao dia 20 montavam 1,947
arralis, e nos dous das reatantes houveram algumas
vendas ; o hyson novo subi 100 rs. em arratel, fican-
do de 650 a "I9OOO rs. a libra, parola 800 a 900,
uxim 400 a 450, sequim 280, h\ son 400 a 500,
panchoreg 600 a 800, paho 880 e 900.
Gomma copalAlgumas vendasse tem effectuado
da de boa qualdade para consumo, a preco por bal-
deacao de 49OOO a 59 r>. a arroba.
ManleisaNao houve enlrada, e poucas vendas
para consumo ; libra 260 a 265.
MarfimNao liouveram vendas ; precos os da nl-
lima colisacAo.
1 SalEmbarcaran) 1.2711 motas para portas eslran-
geiros : para os portos do norte 19200 o moio, e para
os do Brasil de 19000 e 19100 segundo a sua qual-
dade.
UrzellaEmbarcaran) 2,815 arrobas para Ingla-
terra.
VinhoOs embarques esta semana montaram a
18,706 almudes para diversos portos eslrangeiros. Os
preco conservam-se firmes.
VinagreEmbarcaran) para o Rio de Janeiro 936
almudes, e para a ihla da Madeira 86.
cas addidas de cada companhia, contendo 100 folhas,
sendo 80 para soldados e 20 para ofllciaes 4; ditas,
em hrauco paulados de 200 folhas 10; ditos de 150
folhas 35; ditos de 100 folhas 8; copo de vidro 1, pra-
lo de liiuid 1, bracos da ferro para lia lauca com 35
polcgadas de comprmanlo 4; pas de ferro 6, enxa-
das 6, machados7.
10 batalho de inf.inl.iria de linha.
Carlas de a, b, c, 20, traslados de linhas 20, ditas
de bastardo 20, ditos de bastardinho 10, ditos de cur-
sivo 10, taboadas 20, pedras de lousa 10, caivetes
para pennat 25; linlciros 10, areeiros 10, pares de
sapaios 200.
Provimenlo dos armazens do arsenal de guerra.
Caixas com vidros 2.
Officinas de 1* e 2> ciaste.
Costados de pao d'olo 6, taimas de assoalho de
louro, duzias 4. ^
Diversos batalhes. *
Maulas de laa, ou cobertores de papa271. Quem
os quizer vender aprsenle as suas propostas
em caria fechada na secretaria do conselho, as 10
horas do dia 26 do crrente mez.Secretaria do
conselho administrativo para fornecimenlo do arse-
nal de guerra 18 de julho de 1834. Jote de Brilo
ingle:, coronel presidente. Bernardo Pereira do
Carmo Jnior, vogal e secretario.
27 de jnnho.
PRECOS TORRENTES DOS GNEROS DE IMPORTACAO' E EXPORTACAO'.
POR BALDEACAO'.
Quanlidade. Prteoi.
Exportacao .
Falmoulh, barca ingleza l'hilo, de 383 toneladas,
concluzio osesuinle :4,497voluntes com 26,112
arrobas de assucar.
dem, escuna ingleza Mueury, de 236 toneladas,
cuniliuio o segiiinle : 2,166 volumes com 14,144
arrobas de assucar.
I1ECEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Renilimenlo do da 22......2:082{922
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do dia 1 a 21.....34:5299244
dem do da 22 ,.....9639061
a respeilo de seus oradores privilegiados, os padres
Leraurtier e Ventara: do primeiro porque, se ha
alsuma resIricSo a guardar no juizo rigoroso, que
so de ve fater obre a eloquencia sagrada de hoje, he
cerlamenti: em seu favor; do sej;unilo, porque, poa-
suindo qualidades de espirito eniinentes, tem alm
dista uin ltalo, qae tornara iodulsenle o gosto o
mais sevcri); o titulo de estraugeiro. O padre l.e-
eourtiec oljem o matar aoccesso em suas conferen-
cias, e he um successo merecido.
Elle tem em primeiro lagar todas] ai qualidades
externas do pregador, ama voz iienetraote, um ges-
toj|iersuaivo, uma ac^lo oralori.i eheia de graca e
de ilislincJo. Ama tambem as imagens; elle dir
de boamenleeom Cicero e Minucius Flix, que con-
ven edillcir em sua alma um templo a Deu ; de-
finir o recolliimenlo da quaresma uma restauraran
desle tanto edificio, o qualsoffreu alguma detero'ra-
rjto durante auno, e levando ao flm o parallelo,
comparar seo auditorio com a icreja de Nolre-Da-
me, em redor da qual anda se aeham os andaimes;
comparar 1 ai mesmo com um deasea operarios, que
arrancara re pedras carcomidas pelo lempo, e or-
nan) de esculpturas elegantes aquellas que n lempo
tem respciido. Mas elle aprsenla com tanta de-
licadeza todas as seraelhanras, que fura reprehensi-
vcl acensar de aueclacao uma eloquencia Uo ama-
vel. C.omjiraz-se com ancdotas e mesmo com c|>i-
grammasino(rensivos, qae fazem sorrir as mocas. So-
nhei, dizia rita altimamente, que vos via observar
urna quaresma perfeita, uma quaresma peniteute,
na qual todo* re abstinha m de todos os gozos sensuaes
(aqni o orador em ama peripluase engenhosa eo
1110 as de_ abbade DeliUe, proscr^ve de sua quares-
ma perfeita cha, os bullidlos, etc.,) u uma qua-
resma, em que nao se substitua os movimentos
cadenciados do corpo peta prazi-r musical do oavi-
do; em qae se nao fazia da caridade, esta lilha do
co, a dama protectora de um baile, e em que nao
llie punham na mAo ecothurno da dedaniacao ou
o burzeguira da comedia em guiza de bolsa de c
molas. Mas vem vedes, senhoras, esta quarasina
perfeita era um sonho. i> E Mtas nialhercs sor-
riem-se e d /.em sesredinlios entre si e olbam para
seu orador com om ar tntelligenle, como Philotlieo
devia nluar algumas vezes para S. Francisco de Sal-
les. O padre Lecourlier se parece alguma cousa
i um S. Francisco de Salles, mas repita, tambem se
parece com DeliUe. Elle (ora perfeita, se tivesse
menos espirito.
Para se poder julgar bem o padre Ventara, llve-
se ler aa hornilla*, que elle pregn em S. Laii
d'Ainta, e foram panucadas com este titulo: At
Mulhere 4o Keangelho. O padre Ventura cniu-
prehende maravilhosamenle os deveres da pdica
rhristaa. Repelle para tange de ai, pelo menos elle
o aflirma em ara prefacio, a esta eloquencia mun-
dana, lux* vio do* espirito* levianos, a qual se eva-
pora en deicripcoes frivolas, em palavras sonorrs,
em flores, en ornatos, em artificios, que o gosto
mais indulgente nAo pode perdoar, mesmo no ro-
manee, e cuja verdade he obrigada a corar, como
ama inuluer honesta veodo-M colierta com o maulo
de ama eartcsAa. V-ae que o padre Ventura jul-
ga anda can mais severidade i|ue nos, a predica
de nasta poca, qae elle defini em oulra parle:
urna cloqui-iira escandalosa. O que elle pede, lie
que moradores marebem pelos Itacos luminosos de
Exeelleale conselho na verdade mas difficil d
se'juir! Acrescento qae elle procura seguir cssi e-
10 mais louvavel ctforco ; que d'senvolve
35:494305
PRACA DO RECIFE 23 DE JULHO, AS3 HORaS
DA TARDE.
Rtvitla semanal.
Cambios- -Sacou-se sobre Londres a 26 3|4-
26 e 1|2 o 265|8, mas he de sop-
pur que se uao nossa continuar a
obter esle preni por falla de g-
neros. Sobre Lisboa saeou-se de
100 105 por cento de premio.
Algodao- -'- A poucaentrada (95 saccas), tem
dado lugar i nao so sustentar-se,
como obter 6:250 e 6:3000 rs. por
arroba de l.sorta, c ha dilllculda-
de de augmentar a entrada, por
causa do estado das estradas, que
mullas pcnlas devem trazer.
Assucar- A venda se tem limitado alguma
para as provincias do imperio, e
como nao na deposito, e a safra
pode-se considerar acabada, os
precos sao nomnaes.
Agoardentt- Tem obtido dc90s959 por pipa,
e he grande a falla.
Coaros-------------Ha poucos, e as vendas continua-
ra m de 80 i 85 res a libra dos
seceos salgados.
Azeile doce-------Vendeu-se de 2:300 2:600 por
gallo do do Medita) jaco.
Bacalhao----------Tivemos um carregamenlo de
1700. barricas, que tai vendido
IO920O a 109300. Retalhou-se de
I09 a 119, e existem 110 mercado
de 4:200 a:4:600 barricas.
Batatas--------------Venderam-se a I9OOO ris por ar-
roba.
Carne secca- Vendeu-se de 39600 a 49IOO ris
por arroba do Rio tirando, e de
39600 a 39900 a de Montevideo: da
primeira existem uo porta 18:000,
arrobas, e da segunda 8:000.
Chombo dem a 229por quintal do de mu-
nicio.
Farinha de Irigo-ldem a, 27 por barrica da de Phi-
ladeTphla. de 269300a 279 de Ri-
chmond, e de 279* 289 a de Tri-
jm este. Fcajn efJJT ser de 2:300 a
3:000 uarriciu)""
,na A d* Hussia subi de 329 a 369
por peca
~ rt60n
I a 520.
I934O, os fia-
libra 130
do Maranhao ... . #. B A 120
a de machina..... 110 _
do Para...... )) 110 a . 115
Cacao.......... arroba 29000 a
n 39800 29800
Dito do Rio segunda sorte . t a __
Dito do Ro terceira sorte , . , n 29400a 29300
29IOO
Dito da Babia....... . 29800 __
Dito do Vara........ . 19700 __
Cera das colonias amarella . s . libra 290 a 310
Coaros espichados. . 134 a 162
Ditos salgados, Baha, Para e Cear . . 135 a 178
Ditas ditos do Maranhao. . . -. 140 a 175
Ditos seceos em cabello .... 145 a 155
Denles de elefaute, lei..... . 19150 a 1*250
Ditos ditos meao...... 1) 19050 a I9IOO
arroba 500 a 292OO a 900
Gomma copal........ 69500
Ouruc.......... libra 100 a 180
Pimenla de Goa...... 93 a 100
CAPTIVOS DE DIREITOS.
Assucar de Pernambuco. . arroba l600 a I988O
Dita do Rio de Janeiro .... I93OO a 19550
Dito da- Baha. j. . 19*00 a 19550
Dito do Para bruta...... 19300 a 19360
19250 a 19W0
Urzella d'Angola ...... . , quintal 59400 a 69800
69800 a I935) a 1400a 79000 19830 18600
uma 0
Ditas de Pernambuco ....
DESPACHADOS.
A de Milita....... quintal 89600
Dito de Suecia....... 69000 a 69700
Alcalrao......... barril 99000
Arroz do Maranhao e Cear ordinario . quintal 59500
Dito dito superior...... )> 79OOO .
Dito carolino........ 79660 a 89000
Dito nacional....... i 59200 a 59600
arroba 49200 a 49100
n 49000 ._
Diieitut da paula por en-
trada.
10(1 arralis
20



*


I
1 arratel
.
B
)00 arralis
lamo
39500
B
B

B
ljsoo
300
D
B
B
100
B
200.
19000
39000
! > >
5


B
va a
100 arralis
Caparroza.............quintal
Carvao de podra......., .
Cha perola.......... .
Cha Hysson. ...........
Cha Uxim, Sequim, Seaxim c Soml .
Chumbo em linguados.......
Dito em rolo ou pasta.......
Dito de municAo.........
Dito em barras pequeas.......
Crmor trtaro.........
Eslanho em barrinhas........
Ferro em barra da Saecia......
Dito em barra inglez. ...,'...
Dito em barra coado........
Dito em verguinha da Suecia. ....
Dito dito inglez .... N_. .
Dilo em arcos para pipa.......
Dita em ralba da Suecia......
Dito em folha inglez ........
I.inbiis de Pernau, Riga e San-Petersburgo
Pedra hume........: .
Pao campeche..........
Polassa............
Sal de chumbo..........
Salitre bruto...........
Dilo refinado..........
Sarro de vinuo Unta. .......
Dito de vinho branco
tonelada
libra
B
B
quintal
B
libra
qaiutal
B
costal
quintal
a
arroba
libra
quintal
arroba

19100
19800 a
19000 a
800 a
480 a
79OOO
79>50'
89500
79OOO
49800 a
240
49150
3*200
19650
59000
392OO a
49000 a
89600 a
19800 a
179000 a
39050
29100
29500
140
11,7000
39600
*M
29000 a
59000
19200
19200
700
B B
B B
a a
B
a*
a a

''a
a
tonelada
11 arralel
*
100 arralis
59200
59000
49300
99100
(19200
i IIJOOO
39800


B
B
50
B
39OOO
B
160
B
100
19240
B
100
so
180
o
B
100
19200

100
100
80
B
a
120
50
100
50
35000
vela* de carnauba superior qualidade, uma machina
de tirar relratos, 40 arrobas de junco, bolo inglez e
oulros objeelo* que e-larau a vista no dia do leilAo.
AVISOS DIVERSOS.
Tendo o Sr. Manoel Das Fernande* apresenla-
do urna proposta aos senhores credores de Antonio
Jos de Azevedo, ohrigaudo-se assignar letras com o
abate de 75 por cento, caso todos elles ann uissem, e
como at o presente nAo se lem realisado esta iran-
saccao, e mesmo porque o dilo Sr. Azevedo teoha-
se furtado ao que se obrigou, o aballo asigna-
do como procurador bastante do Sr. Manoel Dia*
remandes declara que (ira sem effeito dita proposta,
e por conseguinte nao aceita letra alguma.
Firmino Moreira da Costa.
Alugam-se as tajas da casa n. 44 da ra da
Guia: a tratar na ra do Collegio n. 21, segundo
andar.
O abaito assignado procurador dos herdeiros,
filhos do finado Joao Porfirio da Molla, declara em
virtude do annuncio felo no Diario de Pernambuco
de 20 desle mez, sob a assignalnra do Sr. Jos Nar-
ciso Camello, que JoAo O/orio de Castro Maciel
Monleiro, deve a casa dos mesmos herdeiros a quan-
tia de mais de 8:6009000 rs., a cota pagamento hy-
pothecou um sobrado silo na ra do Hospicio n'e-la
cidade, onde morou o Sr. general Seira.Por pro-
curado de Lino Jos de Castro AraujoManoel de
Araujo Castro. m
9x#3>9$> S S S:a#a) _
9 Antonio Aprigino Xavier de Brita, Dr. em
9 medicina pela laculdade medica da Babia, re- Q
side na ra Nova n. 67, primeiro andar, on- 9
9 de pode ser procurado a qualquer hora para o X
-; exercicio de sua profissAo.
3
PRECO CORRENTE DOS CEREAES E VARIOS GNEROS NACTONAES.
e a l'rance/.-i nV ,-j!
Quejos----------- dem du I9OOO
mensos.
Vinho-
Em consequenca da baixa que
soll'reii no Rio de Janeiro, os pre-
cos esfriaram, e os que chegaram
de Hespanha nao obliveram mais
de 1809 a 2009 ris por pipa.
Accoes do Banco-Tero obtido 40 por cento de pre-
mio.
Descont Os rebates conlinuam favoraveis,
por quanto desconlaram-se lettras
de 6 a 9 por cento anno.
Fretes ----------Nomnaes.
Ficaram no porta 52 em barracos, sendo: 1 ame-
ricana, 1 argentina, 35 brasileiras;' 2 fraocezas, 4
hespanholas, 1 hollandeza. 7insieras e 1 portugueza.
-------- wta*i-
Irada
qualidade* preciosiseinus, como'sejam : a nudez da
seieuca theologica, o oonhecimeol o profundo da es-
criptura e do* sanies padres, uma grande tarca de
raciocinio ; porm elle rahe tamlem em ama subti-
leza de dialctica, que Bossuet nAo permute a si
mesmo, scnilp acobert>mlo-a com o brilho de sua i-
maginarao. Esta (ubtileza manifesta-se ingeuua-
mente nn padre Ventura, quando elle esluda, piir
i-M-iiiplo, a historia da Olha do Jaire, no sentido
immediato ou Hilera!, tropolglco ou moral, ana-
gofiee a relativo vida futura ; e quando elle ba-
sca un discurso inleiro em uma ilistincrjio entre a
igreja mti, e a mai igreja. Muilas vezes anda elle
l>roi".e a ai qoeslOes, muito boas lalvrz para deba-
ler-se em un livro, e nao em um pulpito, e sobre
ludo peranle um auditorio de mulheres ; por exem-
ploetla: Porque razAo Dos, tendo querido for-
mar o homem, formou-o de modo que, nem o ho-
rneen pode gozar son a raulher, nem a mulher sem
o homem Y Em oulros termos, acresccnla elle,
para nao dcixar nenhum vacuo era seu peusamcolo:
porque Dos nJo' fez o homem de um s sexo, no-
----- WW-.-- LWIII U1IIB b> 1IWI-IB *-
linguagem, qae nao posso rcproduzir, nAo" s.lo pelo
meos lao curiosos como elle. Mas, lenho dilo, em
materia de gosto e d* eshta, deve-*c perdoar as
maiore audacias do cstrangeiro. Se alguem qui-
zer ler a* Mulheres de Ecangelho, deve preparar-se
de ante m3o para certas descripcoes muito precigas.e
que a delicadeza franceza teria eoberto com um
veo, sobre todo a das impudicicias da Magdalena
quando ella a rompe todos o* dique* do pudor e
o* do amor platnico, de que ella se sent abrazada
por Jess, quando o vio passar laa grande, |go ori-
ginal e 13o helio, u Todas esta* minuciosidades sao
de ara gosto miis italiano que fr; ncez ; porm nao
deixa de haver nestas homilas un fundo solido >
moral aa e de piedade persuasiva. He viniente
para tentir qae o padre Ventara, fflo justamente se-
LISBOA 19 DE JIMIO.
Revista do mercado na semana inda em Vi de
junho.
A* nolicias recebdas do Rio de Janeiro pelo ulti-
mo paquete virim dar nova animaco ao com-
mercio dos vinhos. As ultimas vendas regularan) all
a 3159000 res a pipa. He um preco que convida os
especuladores, e o mercado de Lisboa senlio-sedes-
la alta, porque os vinhos de embarque sahiram, de-
vendo-se Islo a esta circunstancia, e tambem as no-
ticias de se ter desenvolvido consideravclmente a
molestia nasvinhas.
Os fretes subiram em proporcao, e o* embarques
para o Ro de Janeiro progridemconsderavelmenle.
As exportacOes dorante a semana foram de 13565 al-
mudes, devendo nolar-sc que s houveram 4 das
atis.
Depois desta,as exportae,des mais importantes con-
sistirn) em trigo, ceblas, sal, cera, gomma copal, e
urzella das nossas colonias. As rceiportagoes foram
limitadas sendo a principal em azeile, como se vedo
resumo que abaixo publicamos.
EfTectuaram algumas vendas de assucar para con-
sumo, esahiram diversas partidas por transito para
o Porto, e para a ilha da Madeira, reexportado. Sus-
leutam-se os precos das ultimas cotacoes.
Venderam-se diversasjparlidas de couros para Hes-
panha, e despacharam-se alguns para consumo.
Parao cacao do Brasil encontram-se difficilmenle
compradores; ha falla do do Para.
Poucas vendas se effectuaram em cafjmas os pre-
ces nao tem afrouxado.
A cera ltimamente chegada das nossas possessoes
ahaslereu o mercado, mas por emquanta nao se tem
euecluado venda* importantes.
O* precos dos cereaes tem afrouxado nao obstante
o* embarques eflectuadus, e as compras taitas para
exportaejao para luglaterra e Franca. He isso dev-
do esperanza de urna colheita abundante.
Euecluaram-se diversos embarques de las para
Inglaterra, e lie de crer que continen).
Os fundas publicas conservam-se firmes, mas a al-
ta que se manifeslou a semana passada nao tem pro-
grediiln. Deve-se allribuir ista noticias ltima-
mente recebidas da baixa que soflreram em Pars e
Londres os fundo* eslrangeiros. e flucluarao cons-
tante dos mesmos naqnellas duas pravas. Os preQOS
das aece das compauhias soffreram poucas altera-
edes.
Os cambios sobre as diversas pracas da Europa ef-
fecluaram-se durante a semana pelos precos que j
publicamos. Pode-se dizer que desappareceu o des-
cont sobre o oaro amoedado. Tanto as pecas, como
os soberanos trocam-se a prala ao par, sem diflicul-
dade.
Semana de 19 a 24 de junho.
Contnuou a esportacao de vinhos ; no fim desta
emana algn* navios alleslaram na carga : o na se-
gunda feira prxima o Emma principia a receber
carregamenlo, a logo que o completa, um oulro prin-
cipiar a loma-lo : a exportacao no vinagre e na
agurdenle foi moderada, e no azeile pode-se dizer
quo os embarque* eessaram, e he de suppor que os
exportadores desle genero nao tenlem por emquan-
to embarques, emquaulo as noticias dos mercados
do Brasil nAo forem mais favoraveis ao nosso. Nos
mais gneros os embarques corrern) regulares,
excepcAo dos gneros das colonias e do Brasil que fo-
ram insignifiaiiles, excepta a urzella que tomod al-
guma animaran.
AduellaAs entradas foram 20,100) de Nova-
Vorlt, e veta ontro carregamenlo do mesmo porta,
mas como fosse dia santificado nAo apresentou o seu
manifest : milheiro'da grossa 105.7900, eda delgada
a 859000 rs., a prazo de 6 masas.
AlgodaoNao houve entradas ; chegou um carre-
gamenlo de Pernambuco, que anda se nao deu ao
manifest, e que dizem ser de 397 arrobas e 17 li-
bras : poucas vendas, c lmilaram-se ao consumo ;
preco de 110 a 130 a libra.
AzeileEst com tendencia para baixa os em-
barques foram muito insignificantes: o preco posto ;i
bordo em diversos vasilhames 39800 a 49400 rs. oal-
made.
Azeile de purgaeiraNao houve embarques: pre-
co posto a bordo almude 396OO, para consumo 3}
res.
AsfdcarEnlraram 30 sarcos do Rio de Janeiro ;
alm disto entraran) mais dous navios de Pernam-
boeo, o* quaes ainda nao apresentaram os seus ma -
nifesloa por serem dias santificados. Os embarques
foram 44 arrobas e 22 arralis rrystalisado para a
Madeira ; as venda* para consumo n au dia 20 fo-
ram 3,806 arrobas, e no resta da semana as vendas
foram regalare*. O preejr. captivos de dirtitossAo
A bordo,
iiardenlc de trinta grsos.......f pipa
, -'le............. almude
,01 tica n. 1 de 3 grossurasproprias para rolhas quintal
10, <.Oj'a.n. 2 de.irrs gowuras........ MBat
tJila n. 3 de tres grossuras....... o
Dita n. 4 para pescaras........ a
Batatas nova........... arroba
Laranja^loce.....
Sal grosso ......
Dita redondo .' .' ,
Dita fino da Ierra ....
Dita Irigaeiro grosso. .
Vinho superior encastado.
Dito mediano de ... .
Vinagre......,
trigo do reino rijo ,...... alqueire
Ditodo reino mole ......... n
Dita das ilhas...........
Cevada do reino..........
Dita das ilhas...........
Milho do reino...........
Dilo das illias...........
Centeio do reino..........
DESPACHADOS.
Feijao branco das ilhas........
Dilo branco do Porta e Figueira.....
Dita rajado............
Dito fradinho...........
Grao de hico...........
190900 a
392OO a
7rlW
6C000
49300
29100
140 a
caix. franc. 49800 a
moio I9120 a
b 1 I9OOO
I93OO
19200
pipa 909000 a
* 659000 a
309000a
460 a
520 a
500 a
300 a
280 a
400 a
360 a
300 a
600 a
550 a
430
480 a
550 a
200,7000
39800
160
59000
I92OO
929000
759
365000
560
600
520
330
310
420
380
340
630
580
520
650
Direitos de taida.
al muda
por
20
19000
jyOUO
por almude
1 por
10
5
livre.
B
B
I9OOO
MOVIMENTO DO PORTO
Navios entrada no dia 22.
Lisboa, Madeira c S. Vicente23 dia, corveta a
vapor brasleira Mag, commandante o capilao-
teuenta Lnurenco da Silva Araujo Amazonas.
Passageiro para esta provincia, Francisco Jos de
Son/a e Jos Candido de Barres.
Rio de Janeiro21 dias, polaca franceza Courier,
de la Mer Noir. de 170 toneladas, eapilao Band,
eqoipagem 9, em laslro; a ordem.
Naci taido no mesmo dia.
Soiilhamptnn e portas intermedios Vapar inglez
Thames, commandante Slrutl. Pas provincia, Jos Antonio de Meudonca e I filho,
Rodolpho Steflen, Herma un Mehrtans, Ricardo
Royle.
Navios entrados no dia 23.
Liverpool e porlos intermedios22 dias, vapor ta-
%\n Bahiana, commandante Daniel Groen. Pas-
sageiros para eta provincia, Francisco Antonio da
Rosa, Manoel Ignacio da Silva Teixeira, Emilio
Marlins de Floz, J0S0 Frederico George Kladt,
George Baleme Le Lieure, Thomaz Wrght Hall.
Seguiop?ra os portos do snl.
Gibraltar28 dias, brigue inglez Minttrel Boy.de
244 toneladas, equipasen! 11, carga sal ; a or-
dem.
Liverpool65 dias, barca hollaudeza Rembrantt
Van Rhyn, de 312 toneladas, capitn ,1. II. Van
Wyngoarden, eqoipagem 23, carga alcalrao e
mais seeros ; ao cnsul.
Rio de Janeiro c Babia6 dias, vapor porluguezO.
Mara II, commandante Jos Thompsnu. Passa-
geiros para asta provincia, Luiz Pereira Franco,
Jos Marlins da Silva Caldas. Manoel Baptisla
Cear, JoAo B. Mullier, Mauoel Antonio Alvesde
Brita, Victorino d S Passos.
Barccllona 53 dias, brigue hespanhol Romano, de
123 toneladas, capitn Salvador Suris, equipagem
12, carga vinho e mais gneros; a Viuva Amorim
& Filho.
Navios sahidos no meemo dia.
Barcellona pela ParahibaHiale hespanhol Cecilia,
captao Pedro Marislany y Elias, em laslro.
HabaBrigue escuna bollan,le/. Goudkusl, capi-
lAo C. Ouwchand, carga parle da que trouxe.
rs., 2 e 1|2 libra* de rap 19000 rs.. 29500, caa-
da c 1|2de vinagre por 960 rs., 3 garrafoe* 800 rs.
cada um, 40 cascos vasios por 19200 rs., uma arma-
i.-i) com 2 caixSes envidraoaxlns por 80*000 ; cutas
nbjei los foram penhorados Silveira & Ferreira por
execucAn de Manoel de Mello Pires.
Toda a |>cssoa que em ditos objectos quizr tancar,
o poder fazer no dia cima indicado na porta da
referida taberna, onde se darAo os necessarios pre-
gues ; e para que chegue ao conhecimenlo de lodos,
mandei passar o prsenle, que ser publicado pela
imprensa e aflixadDnus lugares pblicos e designa-
dos por lei.Recife 13 de julho de 1854.Pedro
Tertuliano da Cunha, cscrivo, o escrevi.Custodio
Manoel da Silva Gutmaraes.
TiFa^T. au AtjQ'r.g
EDITAES.
O Hlm. 6r. inspector da thesouraria provincial
emcumpriinenlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia,de 18 dororrenle. manda fazer publico
que nos dias 8, 9 e 10 de agosto prximo v 11.huiro,
se ha de arrematar peraute a junta da fazenda da
mesma thesouraria, quem mais dr, o sitio do
iardim botnico da cidade de Olinda, servindo de
base arrematado o ouerecimento de 2:0009000,
feilo pelo licitante, Manoel Peres Campello Jacome
da Gama.
As pessoas que se propozercm a esta arrematarlo,
i'omparecaui na sata das sossOes da mesma junta nos
dias rima declarados, pelo meio dia.
E para constarse mandou aduar o presenta,e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco, 20 de julho de 185.O secretario,
Antonio Ferreira o"'Annunciarao.
O Dr. Custodio Manoel da Silva Guimaraes, juiz de
direito da 1. vara do commercio ncsla cidade do
Recita de Pernambuco, por S. M. I., que Dos
Guarde etc..
Fajo saber aos que o presente edilal v'Tem, em
como por esta meu juizo e prac,a publica no dia 2V
de julho, al hora da tarde, se ha de proceder lei-
lAo nos objectos que se acham na taberna sita na
uma, 11 hules braneix, pintados 320 rs. cada um,
40 ourinoes brancos320 rs. cada um, 3 eangirdes
640 rs. cada um, 14 duiias de czaos de chicaras e
pires a 720 rs. a duzia, 12 Oundres para manleiga
100 rs. cada um, 14 1 i solas e panelas de barro par
19000n., 4 pipasvasias, arqueada* de ferro 59000
rada ama, 1 barril de arco de pao por lOOO rs., 4
I libras de caoella por 960 rs., 150 abanos por 1* >ou
Cartas segaras vindas do sal para os Srs, :
Anua Luiza de Barros, Antonio de Moraes Gomes
Ferreira, Francisco Ignacio Tinoco de Souza, Izido-
ra Senhorinha Lopes, Joaquim Rodrigues Coelho
Kelly, JoAo Saraiva de Araujo Galvao, padre Ma-
uoel Pires de Carvalho.
Tendo a Hlm. Sr. inspector do arsenal de
mirinba. em cumprixenlo de ordem do Exm. Sr.
presidente, de Hornear um escrivao interino para o
brigue escuna de guerra nacional Isyalidadc, con-
vida i quem habilitado qoeira servir assim esse em-
prego, a apresenlar-se com loda a brevidade nesla
reparlirao. Secretaria da inspeccao do arsenal de
marinha de Pernambuco em 22 de julho de 1854.
O secretario, Alexandre Rodrigue! do* Anjas.
Tendo esta repartiera de vender em leilo pu-
blico uma porco de ferrn velho. mauda o Hlm. Sr.
inspector fazer constar, que isto tara lugar no dia 24
pelas lt horas da mauhAa, na porta do almoxarifado.
inspeccao do arsenal de marinha de Pernambuco
em 20 de julho de 1851. O secretario, Alejandre
Rodrigues dot Anjos.
BA^eO DE PERNAMBUCO.
O presidente da usscmbla geral do
Banco de Pernambuco, por convite do
conselho de direcrao do mesmo e decon-
formidade com o artigo 18 dos estatutos,
convoca a assemblea jeral para reuniao
ordinaria no dia 51 do corrente, as 11
horas da manhaa, na casa do mesmo Ban-
co, a limle levar a elFeito o disposto nos
artigo 50 e 51 dos referidos estatutos.
Recite 19 -le julho de i 85 i-.Pedro Fran-
cisco de Paula dvalcanti, presidente.
Jos Bernardo GalvSo Alcoforado, pri-
meiro secretario.
Pe-la delegacia deste primeiro dislrclo do Re-
cafe, foi apprehendido no dia 19 do corrente ao pre-
to Joao, escravo, um nnnel de cabello engastado em
ouro ; quem for seu legitimo dono comparera na
mesma delegacia, que apresentando os signaes, Ihe
sera entregue. Delegacia do primeiro dislriclo aos
20 de julho de 1854.
De ordem do Exm. Sr. dreclor geral interino,
faco saber a quera couvier, que esta em concurso a
culona de instriircao elementar do primeiro grao,
da Lagia de Baixo, com o prazo de 60 dias, ronlados
da data deste. Directora geral 12 de. julho de 1854.
O amanuense archivista.
Candido Eustaquio Cesar de Mello.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, em virtude de autori-
sacAo doExm. Sr. presidente da provincia tem de
comprar os objectos seguintes :
Para o meio batalho da Parahiba.
Livro mestre impresso para resistro das pracas
cffeclivase aggregadas, contendo 300 folhas, sendo
220 para soldados, eso para ofllciaes 1; dilo para re-
;istro das pracas addidas, contendo 1.30 folhas, sendo
10 para soldados e 40 para nflh-iaes 1; dilo para
registro das pracas cffeclivas e aggregadis de cada
companhia, tendo 150 folhas. sendo 110 para solda-
dos e 40 para ofriat-. 4; dito*, para resiilro das pra-
0 ARTISTA ANTONIO LOPES RIBEIRO,
NATURAL DE PERNAMBUCO,
AO RESPE1TAVEL PLBLICO.
Combatido pelos azares inherentes a um velho ar-
tista, que tarde ahancou a poca da prosperidade
la arle daamatica, sacrificado na minlia juventude a
esta arle, enlao desvalida, apenas hei vegetado em
meus ifias asss longos, sem nunca prosperar na car-
reira da vida Vendo-me viuvo.no fim de 54 annos,
pelo coslumc de ter uma companheira com quem
desabafasse meus males, conlrnhi segundas nupicias.
Oh que bem tange eslava eu de pensar, que o co,
qae sempre me negou filhos, agora abeucnando esle
h> minen, me concedesse esle ilom celestial I Po-
rm quando I* Oh 1 meo Dos I Quando meus
dias v8o a findar-se, quando nao posso mais adqui-
rir-Ibes o po Que fazer ? !.. A reforma da arte
dramtica, o explendor em que hoje se acha, rae fa-
ziam perder a espranos de ser digno de pizar o
palco a par de lao dislinclos artistas, nesle reeeio,
definho'a 6 annos, supportando uma existencia abor-
recivel, a qnal apenas he suavfcada pela companhia
da consorte, pela vista dos queridos filhos Afora
disto, as pmaces do mais neeessario.....Ago-
ra .. no altimo quarlel da minha vida /1 Eis a
partilha qu me coube Mas um rato de luz alu-
miou o meu fraco enlendimento, e disse comigo :
Se nutr'ora foi o velho lbe.ilro de Pernambuco o ve-
hculo pelo qual familias desvalidas soeeorriam-se,
obras da provincia eram auxiliadas, a sorte dos Infe-
lices minorada, os desastres de outras provincias re-
parados^ at.alm do Atlntico,foi o Iheatro.o canal
por ondeoshabilantesda Ilha Terceira receberam con-
forto em suasaf!)ces,porque pao heid'ee,velho artis-
ta, obter peta mesmo meio, o mesmo fim ? Porm
hoje as circumstancias muda vam ; nao ha, como en-
lao, ora emprezario irresponsavel ; o thcalro he do
governo, tem uma coramissao.um administrador ;os
artistasso-meeslranhosn, a o publicse ha enfastia-
do de tantos beneficios ; nestas considerares eu su-
cumba Eis que de repente bale-me o coracjlo, e
novameiile refleclindo, comigo exclamo: O Ihea-
tro he do governo sim, mas quem he o presidenta da
provincia ?! Nao heoKxm. Sr. eonselheiro Jos
Bento da tamba e Figueiredo, que por tantas vezes
eha mostrado um pai solicita em promover o bem
de seus filhos'!'. Nao he elle p Mecenas que lera ele-
vado ao auge da grandeza este mesmo Iheatro, que
Ihe he devedor de um conservatorio dramtico ? Nao
he elle a egide sol a qual prosperan! nesla provincia
asarles, e as sciencias ? Que ainda bem pinico no
meio dos horrores de uma devaslaco originada pe-
las aguas, as mais criticas circumstancias, acodia a
seos governados, da maneira mais prompta e efli-
caz ? O Exm. Sr. Jos Bento he o pai pos Pernam-
bucanos, eu enlro no numero dos seus filhos, elle lia
de condoer-se da minha sorte. A commissao he
romposta de cidadaus benemrito. nistrador he prestavel e humano. Os artistas sao li-
beraos e philanlrnpos, hao de allender ao espirito de
classe. O publico ? I Oh! esse he composto de Per-
nambucanos, e os que o nao sao, ou bordaran), eu
comparlilham suas virtudes ; todos ao cidadaos be-
ucmerilns Este publico sompre foi o mea amparo;
desde a minha juventude, que foi raen protector, e
se nao me voltau as costas, quando eu joven vigoro-
so, menos o far agora que me reconhece velho, e
pai de familia. Nao foi sonhada a minha esperaoca !
Lancei-me aos ps do pai, recebeu-me como seu fi-
lho, a illustre commissao accedeu ao meu pedido, o
dignu administrador esta prompta a proteger-me, o*
eximios artistas a cooperar para minha felicidade, na-
da tenho a receiar, o triumpho he certa I Alegra-te
oh esposa, exultai queridos filhos em breve a ge-
nerosidade de meus concidadaos derramar em nos-
so domicilio a paz e aleara ; meus rogos nao serau
em yao, o exiloser feliz, e enlao uma lagrima de
gratidao se deslizar em minha rugoza face, como
leslemunho de gratidao, a 130 Exm. presidenta, a
uma tal commissao, administrador e artistas, e um
publico, caja magnanimidade he manifesta.
Na quarla-feira 26 do correle, dar a compaohia
a ultima recita a favor do artista Peruambucano,
ANTONIO LOPES RIBEIRO,
Apresentando ao respeilavel publico o drama deno-
minado,
REMFLARD EM HESPANHA
e a jocosa tarca,
..asm, isa sisnrrPiBis sss.
O .-oritissimo director da orcheslra prehencher
os enlic actos com pecas de msica dignas de sua es-
colha; /O protegido recitar ura monologo de gralido
aos seus benemritos protectores.
Principiar s8 horas.
O actor Jos da Silva Reis, extremamente penali-
sado pelo incommodo que liveram os seus convida-
dos e mais publico em geral em a noitc de 22 do
corrente, indo ao Iheatro e adiando transferida o es-
pectculo a propria hora, faz sciente que nao leve
culpa em a dita transferencia, nem ella foi moltva-
vada por causa ordinaria, mas sim pela doenca re-
pentina da senhora D. Leonor Orsat Mondes, com-
probada com o attestado do Illm. Sr. Dr. S'bino Ole-
gario I.misero Pinho, que esleve exposto s vistas
do publico no pharol do Iheatro em a mesma
noile.
Tendo, porlanto, esta doenca repentina luear, is
6 horas da tarde, nao leve o beneficiado lempo de
desavisar os seus convidado e mais publico em ge-
ral, o que espera Ihe seja relevado alenlas as razOes
aprescul.idas ; assim como espera Ihe nao sejam de-
vohidosVis bilhetes passados, os quaes leem entrada
no dia de sabbado 29 de julho com o mesmo expteta-
culo annuin indo.
O resto dos bilhetes contina a estar i venda em
mao do beneficiado, largo do Paraizo n. 18, primeiro
andar.
Francisco Lucas Ferreira, com co-
clteira de carros fnebres no pateo do
Hospital n. 10, encarrega-e de qualquer
funeral, sendo padrea, msica, cera, ar-
mai-fio na igreja ou em casa, carros de
passeio e tirar guia da cmara, e ah en-
contrarao tudo com aceio, segundo dis-
pOe o regulamento do cemiterio.
SYSTEMA MEDICO DE HOLLOWAV.
Buhados recortados.
No aterro da Boa-Vista n. 12, recorlam-se baba-
dos de toda e qualquer fazenda e de diversos dese-
nlies pelo preco de 200 rs. cada vara. Na mesma ca-
-la precisa-se do uma negra que saiba cozinhar, la-
var, engommar e fazer compras, e que sobre ludo
seja fiel.
No dia 18 do correnta, desappareceu do aterro
da Boa-Vista n. 12, um cachorro grande, lodo pre-
lo. com um risco branco desde o petcocp al ao* pei-
los, elle responde ao nonre de Soolouque: quem o
levar a dita casa ou delta der noticia ser gratificado.
No dia 19 do corrente, desappareceu do raos-
teirode S. Bento de Olinda, um preto, falla, eriou-
lo, de nome Cosme, de 22 annos de idade, altara re-
gular, sem barba, bong deutea, uro joelho bastante
iridiado, c por isso mauqueja quando anda, e quan-
do falla sacode com pernas e bracos, nunca ota quie-
to, levou comsigo um par da calcas e camisa azul,
e oulro branco ; por tanta roga-se a* autoridades po-
liciaes e capites de campo a captara do dilo esvravo
e lvalo aodilo mosteiro, 011 a qualquer um dos
seus engenhos que serao generosamente recompen-
sado*.
Offerece-se uma ama para casa de familia, a
qual d fiador a sua conducta : na ra ta Senzala
Nova n. 122.
Constando ao abaixo assignado que Manoel An-
tarode Souza Reis Jnior, quer veuder a parte que
tem na casa da ra da Guia 11. 57, que Ihe locou por
heranca de sua finada mai. declara que o meemo Sr.
deve 3 annos de dcimas e desde l protesta contra
semelhanle venda nao speladividaacima declarada
como tambem por dever-lhe, e para|lodo lempo cons-
tar faz a presenta declararan. Bento Alces Rodri-
gues lupinamb, lulor dos herdeiros.
Pelas 9 horas do dia 23 do corrente, no becco
da Congregaco do bairro de Santo Antonio, dous
pardos sendo um de p no chao, furtarara uma ban-
deja que uma prela tavava cubeca, denlro da qual
ia um vestido de cambraia de salpicos de folhas,
duaa saias, uma camisa, um par de borzeguins ro-
xos, uma roupinha de menino, ura vestido rouxo,
um annel com tres brilhanle, um annelao com o le-
Ireiro amizade,uma pulceira de ouro com pe-
dra verde, om passador com uma eacpleta: quem
der noticia na ra do Vigario n. 20, ser recom-
pensado.
Roga-se a todos os subditos portu-
guezes solteiro* aqui residentes, e que ti-
verem alguns bens de fortuna, que facam
seu testamento alitn de nao darem *in-
rommodos ao respectivo cnsul Joaquim
BaptistaMoreira, cornos quaes elle mui-
tissimose constrange, pois que osespo-
lios que teem dei&ado alguns subditos,
nao Ihe tem dado o menor interesse-
Existem em poder do abaixo assignado, procu-
rador bstanle do Sr. i.a-imir Garner& C.,nm man-
dado de penhora da quanlia de 1:5259871 rs., de
uma letlra que foi posta em juizo pela primeira va-
ra escrivao Cunha, contra Joao Ozorio de Castro
Maciel Monleiro, uma letlra do E. JJolli de 8203000
rs., qoe foi posta em Juizo da primeira Var escrivao
Molla, e um val de 218000 rs. de feilios de obras
taitas por Carlos Gillaim.Frederico Chaves.
PILLEAS HOLLOWAY.
Este inestimave! especifico, composto intelramen-
ie de herva* medicinaos, nao contara mercurio, nem
oulra alguma substancia delectares. Benigno mais
lenra infancia, e oompleico mais .delicada, he
igualmente prompto e seguro para desarraigar o
mal na compleic^o mais robusta; lie inleiramente
innocente em suas operarles e efleitos; pois busca a
reniove a* doencas de qualquer especie e grao, por
mais autigas e teoaze* que sejam.
Entre militares de pessoas curadas com cate reme-
dio, militas que j eslavam porta* ila morle, per-
severando em seu uso, 1 onseguiram recobrar a sa-
de e tarcas, depois de haver tentado intilmente,
todos os oulro' remedios.
As mais afilelas nao devem cnlregar-se deses-
perac^o: fagain om competente ensata dos efficazes
eltaitos desta assombrosa medicina, e presles recu-
perado o beneficio da sade.
Nao se perca lempo em lomar esse remedio para
qualquer das seguales eutarmidades:
m
Accidentes epilpticas.
Alporcas.
A m polas.
Areias (mal d';.
Aslhma.
Clicas.
Convolsoes.
Debilidade ou extanua-
co.
Debilidade ou falla de
tarcas para qualquer
cousa.
Desinteria.
Dor de garganta.
de barriga.
nos rins.
Dureza no venlre.
En Tenuidades 110 ligado.
i venreas.
Enxaqueca.
Herysipela.
Febres biliosas.
interniitlenlcs.
o de toda especie.
Gota.
llcmorrhoidas.
li>ilro'isia.
Ictericia.
Indigesliies.
Inflammac/tes
Irregularidades da mens-
traacao.
l.ombrigas de loda espe-
cie.
Mal-de-pedra. "^J-
Manclias na culis.
Ohstruccao de venlre.
PhlUitica ouconsuropcao
pulmonar.
RetencSo d'ourina.
Rheamatismo.
Syinplomas segundino.
Temores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).'
Vendem-se eslas pilotas no estabelecimenlo geral
de Londres, n. 244, Strand, e na taja de lodos os
boticarios, droguistas e ontras pessoas encarregadas
de sua venda em loda a America do Su!, Havana e
Hespanha.
Vende-so as tiocelinha? a 800 ris. Cada uma dol-
a- rontm uma intlruccgo em porluguez para ex-
plicar o modo de se usar destas ptalas.
O deposito geral he em casa do Sr. Soom, nliar-
maceulico, na la da Cruz n. 22, em Pernambuco.
Homceop a t hi a.
CLNICA _ESPCLVL DAS MO-
LESTIAS NERVOSAS.
Hysteria, epilepsia ou gota co-
ral, rlieumatismo, gota, paraly-
w sia, defeitos da falla, do ouvido e
& dos olhos, melancola, cephalalgia
ou dores de cabera, enchaqueca, i)
dores e tudo mais que o povo co-
nhece pelo nome genrico de ner-
voso.
As molestias nervosas requeren) militas ve-
zes, alm dos medicamentos, o eroprego de
ontro meio*, que despertara ou abatam a
seusibilidade. Estes meios possuo eu ago-
ra, e os ponhn a disposicfto do publico.
Consultas lodos os dias (de graca para os
pobres), desde s 9 horas da manhaa. al
as duas da larde, ra de S. Francisco (Mnn-
do-Novo, n. 68 A.Dr. Sabino Olegario
W Ludgero Pinho.
Precisa-se de om caixeiro portuguez de 12 a
16 annos. para taberna, e que d fiador da sua con-
ducta : na ruada Senzala Nova n. 1.
Antonio Uoncalves Pereira l.ima, vai ao Rio
de Janeiro.
Manoel Antonio Teixeira, declara qae o buhar
qae annuncia para vender, eslava na ra do Trapi-
che arma/.eni 11. 14.
Pcrgunla-seao Dr. Malungulnho se he verda-
de que Smc. esta segoro com grude de sapateiro,
porque sendo pela afirmativa quer fazer-lhe mimo
de um* liga de Angula.O Miguel Maculo.
Arrenda-se um sitio naCapunga, margen) do
Capibarihe, com uma grande planta de capim, que
sustenta annual qoalro cavallos e qualro vaccas. e
vende-se capim, com cenlo e tantos ps de coquei-
ros, cajueiros, jaqueiras, mangueiras e bastante pas-
to para vaccas, com tres moradas de casas, senzala
para prelos, cocheira, estribara para seis cavallos, e
um grande bananeiral : quem o pretender, procure
na ra larga do Rosara n. 25.
Antonio Xavier Marques da Cosa Soares, fi-
lho de Jos Marques da Costa Soares, faz publico,
que de hoje em dianta se assigaar Antonio Mar-
ques Soares.
Quem precisar de ama ama qoe engomma e
cose perfeitamente, dirija-se ra da Senzala Velha
11. 70, lerceiro andar.
' Precisa-se de uma ama que saiba cozinhar al-
guma cousa e compre na ra, para um* cata de pou-
ca familia : na ra da Cruz n. 7, lerceiro andar.
AVISOS MARTIMOS
COMPANHIA DE NAVEUACO A VAPOR 1.U-
ZO-BRASII.EIRA.
Os Srs. accionistas
desla companhia sao
convidados a rcalisar a
quarta presttcaode suas
_ accoes com a matar
brevidade, para ser remedida a direcrao na cidade
do Porto, ilirigiidn-se ao baixo assignado na ra do
Trapiche 11.28.Manoel Duarle Rodrigues.
Para o Aracal;# sahe com iiiuil.i brevidade o
bem condecido hale Anglica : qurm nelle qui-
zer carregar ou ir de passagem, dirija-se ra da
Cadeia do Recita n. 49, primeiro andar.
Companhia brasileira de paquetes de
vapor.
O vapor brasileiro S.
A'alcodor.eoniinanil.in-
te o primeiro lenle
Sania Barbara, es pe a-
^Ti:-~^.f^iS:', se ilos porlos do norte
at 26 do correuta, e seguir para Maceta, Babia, e
Rio de Janeiro, no dia seguinte da sua entrada;
agencia na ra do Trapiche n. 40, segundo andar.
LEILO'ES.
OSr. F. A. Zelz, cnsul da Suecia e Noruega,
estando a retirar-se para a Europa, far leilao por
inlervenc,ao do agente Oliveira, da mobilia da asa
de sua residencia, consislindo em bollos sofs, con-
solos, cadeiras lano de bataneo e de bracos, romo
outras de moldes usuaes, espellios, mesa redonda e
mais objectos para adorno de sala de visitas, mesa
elstica grande, aparadores, cadeiras, e mais ar-
ligos necessarios para sala de janlar e outras, commo-
das. marquezas, louradores, Icilos para casados, o
ontros pequeos para meninos, globos, linternas,
quadros riquissimo, taca para mesa e sobre-mesa,
apparelhos para cha, machinas para caf, obras de
cryslal, bandejas, uma ptima machina para en-
gommar, e muitos oulros ardaos, como (lien-
cillos para cozinha e para sitio, e varias obras de
prala ele. quarta-feira, 26 do correnle, as 10 horas
da manhaa, no armazem do Sr. Amorim, ra de
Apollo.
Tfrca-feira 25 do correnle, as 10 1|2 horas da
nianbiia. o agenta Vielor tari leilao no seu armazem
ra da Cruz n. 25, de grande c variado sortimento
de obras demarcineria novas e usadas, de difieren-
tes qualidades, relogio de metal galvanisailo para al-
giheira, diversas obra* de prata de lei, um rico ga-
iiiau com jogo de damas, tabulas e ropos de marfim,
chapeos bramos de castor e prelos, 400 esleirs de
Jaiba da earii.iubi, ViO rhaposd* dita, 5 raita cum
AO PLBLICO.
No armtzem de fazendas bara-
tas, roa do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, finas e grossas, por
precos mais baixos dp que em ou-
tra qualquer parte, Unto em por-
coes, como a retalho, amanendo-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
aliricse de combinacao com a
maior parte das casas commrciaes
inglezas, francezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto offerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietarto deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem do*
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
258000.
Furtaram do engenho Cedro, no Cabo, um cavJi-
lo alasaode 7 annos, gordo, sem andares, tem mar-
ca dejeremum na sarnelha, e alm de ootraa ferros
(em ha punco lempo um C E na perna esquerda :
quem o pegar, receher a gratificarlo cima, entre-
gando no dito engenho, ou ao cirorgiao Silva, na
ra do Vigario.
Previne-se aos Srs. relojoeiros, ourives, ele,
qite foi sublrahdo da na do aterro da Boa-Vista n.
6, um relogio de senhora, Jendo de um lado ama
firma com duas lettras R W, e do oulro lado ama
coroa de Barao, nao tem esmalte, he todo liso, e da
fabrica de I.araarche : porlanto a pessoa qae o tiver,
dirija-se ao lugar iudicado, poia que todas a* provi-
dencia* eslao dadas.
Na noite de 17 do correnle ausentou-se da ca-
sa'de seu senhor Rufino Jos Correa de AlmeMa, o
crioulo de nome Joao, de estatura regular, cheiodo
corpo, sem barba alsuma, he bem parecido, tem um
denle separado um do oulro ua mandbula superior,
representa ter de idade 25 a 30 annos, lem olTicio de
canoeiro e mariuhriro, foi escravo do Sr. Manoe
Antonio remandes, morador no Ass, e vendide
nesla cidade do Recife pelo* Sr*. Jos Antonio da
Cunha & Irmaos : quem o pegar ou delta tiver no-
ticia, dirija-so ra da Santa Cruz da Boa-Vista,
Quem precisar de uma ama para ensaboar, en- > casa n. 78, qae ser bem recompensado,
gommar e coser chao, pode dirigir-sc ao paleo do I Quem pretender um feitor para um engenho,
Paraizo, sobrado que volta para a ra da Roda. dirija-se i ra do Hospicio a. 15.
FUND1CA0' E MAIS OFFICINAS
RA IMPERIAL N. 118 E 120. E DEPOSITO NA RA NOVA N. 33.
Respeitosaincnle avisan) ao publico, e particularmente aos senhores de engenho e destiladores, etc.,
que este estabele imenlu se acha completamente montado com as proporees necessarias para desempe-
uhar qualquer machina, ou obra coiicernenle no mesmo. Os mesmos chamam a altenrao para as se-
guintes obras, as quaes construidas em sua fabrica compelen) com as fabricadas ua Europa, na qualidade
.- mao d'obra, e por menos preco, a saber :
MACHINAS de cobre continua* dedelilar, pelo melhod do autor francei Derosne, as melhores machinas
que para este lim al hoje lem apparecido.
ALAMBIQUES le cobre de todas as dimemCts.
TODOS OS CORRES necessarios para o fabrico de assucar.
TAIXOS de cobre para n-fmaoa".
TAIXAS de dilo para engenho.
DITAS de dilo movis para dita.
BOMBAS de cobre de picota, de repudio, de roda c de pndolas.
l.St.KI VAMMI AS de latan dos melhores modellos.
DITAS de dita galvamsadis.
SINOS de lodo os lmannos.
OS APRECIAVE1S FOtK)'ES de tarro econmicos. .
BURRAS de ferro as mais bem construidas.
CARROS de dito de ni,lo.
PORTO'ES de ferro. *
VARANDASdedito. I
GRADIAMENTOSdedilo.
TAIXAS de dito.
t.ALDEIRASdedilo.
BANHF.IROSde rioeo e de folha para hanho da choque.
*>-*?<
. t.-.


DIARIO OE PERMMBCO. SEGUNDA FEIRA 24 OE JULHO OE 1854
'
Nu armazem de materiaes da ruii l. Concnr-
frente e oilAo leru labolcla, lia mullos bons lijlos de
atvenaria grossa e balota, I -drlbo quadrado o coru-
phdo, lapameutu. lellia, ladrilho para Turno de pi-
(l,n i,i, cal branca e prela, arel e barro, c manda-se
bolar as obras, por prei;os cnmmodos. No mesmo
alugaru-sc carnea para qoaesquer conduce-oes, e
tambera vende-so om quarto para carga : esper n
abaim assignado ser procurado, omi parlicularida-
de pot lodas as pessoas de seu conhecimenlo.
Jos Pinto de Magalhaet.
Pede-ae a quem lavou em livro com amoslrai
de lilas de seda, da ra doCabuga, loja d. 4, com a
firma de Castro & Irmao ; que Cafa o favor da re>-
i il ni- o, do contrario leru de ver cea Dome publica-
do ueste Diario.
LOTERAS DA PROVINCIA.
O thesoui-eiro geral das loteras avisa,
que se acham a venda os bilhetes e meios
da primeira parte da segunda lotera a'
beneficio do hospital Pedro II., na the-
souraria das loteras, ra doCollegion.15,
na piara da Independencia u. 4, ra do
Qneimadons. 10e 39, ruado Livramento
n. 22, aterro da Boa-Vista n. i8, praca
da Boa-Vista n. 7.
Pieco inteiros 10$000
meios 5$000
ATTENCAO'.
Veude-se un excediente remedio para quem pa-
dece do ar de veuto, que sao as reeoinraendadas
pulceiras de poro ajo: so se vendem na ra Nova
n. 5S!, loja e fabrica de chapeos de Boaveotura Jos
de Castro Azevedo.
Augusto Hebrard, leudo aununciado relirar-sc
desla provincia, o abaixo assignado pai do annun-
ciante, convida as pessoas as quaes o dilo seu fllio
possa dever qualquer cousa, apresenlem suas cou-
las na ra do l rapiche-Nov o n. -JO e 22 dentro de 5
dias para serem salisfeitas, declarando ao mesmo
lempo que depois desle praan nao se responsabili-
sara por quantia alguma.Hebrard Ptre.
Lava-se e engomma-se com toda n perleirao e
aceio : uo largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado n. 15.
fresisa-se de um criado e urna criada, ambos
de meia idade : uo aterro da Boa-Vista u. 18.
^*& :;**$#
O r. Joao Honorio Beierra de Mene/es,
CC formado em medicina pela (aruldade da Ba- Q
% l'ia, offerece seus prestimos ao respeilavel pu- ;
@ mico desta capital, podendo ser procurado a
g qualquer hora em sua casa ra Nova o. 19,
59 segundo andar: o mesmo se presta a curar *
03 gratuitamente aos pobres. a
^4sW*.s*
J. Jane dentista,
contina residir ua ra Nova, primeiro andar n. 19.
9 O Dr. sabino Olegario Cudgero Pinlio mu- gr.
> dnu-se para o palacete da ia de S. Francisco U
0 inundo novo) n. 68 A. *r
-r abano assignado por si e por parle de seu
ii maus Honorio Telles Furtado e Joao Telles Furia-
do, moradores-lodos nesta comarca de Garanhuns,
previ oem pelo prsenle ao publico desta provincia e
limilrophea, para que de nenliuina forma negociem
com a madrasta dos mesmos, a Sra. Maria de San-
la'Anna Leite Furtado, a respeilo do dominio de
urna escrava parda, denome Sabina, que se acha em
poder da dila senhora, no valor de cuja escrava lem
os .iiinunciaules suas cotas-parles*, que em inventa-
rio por fallecimento do pai comniom, llies cnube; e
para evitaren) qualquer fraude ou pretezlo de igno-
rancia, fazem o presente. Villa de Garanhuns 9 de
unlio de 1854.Jote Telles Furtado.
Na ruada Soledade n. 70. ha muito grande
wiedade de rosas novas, muito dillerenles entre si
para aquellessenhores que dellas se queiram servir'
para seu recreio e ornamenlo de seus jardins, assir
como lambem oulras flores.
O anciSo abaio assignado, bem conhecido nes-
ta provincia pelo seu uascimeulo e probidade, tendo
ha pouco soflrido o golpe cruel da perda da sua arua-
vel consorte, foi promplo a convocar a dous (ilbos e
quatro nelos, nicos herdeiros da raearao dos bens
que .iislcm, para que amigavelmenle 'enlre lodos
como maiores que sao. e emaucipados se acham se
avaliasse e se dmdisse seus quinhes, o que lodos
assim concordaran) ; mas, o que havia de surceder'
he que o herdeiro Sebasliao l.ins de Hollanda Cavai-
cau de Albuquerque, este ingrato e desrespeiloso
rielo, maudaese citar ao abaiio assignado, pa>a iu-
dicialmeule ser feito esse inventario: coja (orina
cura que requereu ral sem aquella venia da le, une
ale ormino naqnellc requerimenlo ser o abaivois
signado seu avo!? Ufe eslranho procedimenlo en-
tre luslratfo de familia:... O abaixo assignado faz
constar a todos os oulros herdeiros. que instado por
aquello avarento e desobediente nelo/ lular deve no
cam,K) estreposo da juslia,em cujo lerreno o mesmo
re c raxao. ludo Jato cessar com o acordato pro-
cede!. que cm eonsideracao, tomarcm os herdeiros
IKA.SebaHxio do.< Oculot Arco Verde Pernam-
buco Cacalcanti. am^
THEATRO DE APOLLO.
Imdo-se terminado no 1. do correle mez de ju-
Iho, o ultimo contrato de nrrendamenlo deste Ihei
tro, que se acha preparado do necessario para diver-
tannos pblicos ou particulares, a commissao ad-
ministrativa da compauhiu de accionistas, pronric-
tanos .10 mesmo Ihealro, aluga-o nvamele pelo
lempo e com as coiid.t6es que se couvei.cionarem
os pretenderes queiram dirigir-se a Miguel Jos
Alyes. presidente da commissao da referida compa-
nhia, ra do Trapiche, casa n. 16. p
O Sr. Antonio Joaquim de Almeidt
tem urna carta na livraVia'n. 6 e 8 da
praca da Independencia.
Precisa-se de urna ama, prefere-se
esej-ava ; agradando paga-e bem: na ra
da Lonceicao da Boa-Vista n. 9.
- Maooel Rodrigues, suhdilc por|U8ue, vai .
viSca1."'* *"etm *"* POr">8 d" "or,c~ d"la Pro"
- Aluga-w um prelo proprio de lodo o servico
Ti ?;r. T6 Par* ".f *"** que tem ni
dea : oarua Novan. 41. p
Aluga-se o terceiro andar da casa
da ruado V.ganon. 5 : a tratar na den.
7, primeiro andar.
- Precisare de OOjia premio com l.vpotheca em
um sitio no Remedio, que ha poneos me'/es fni S
prado por 7505: aJq.iwKS o dW
ja-se ao passeio, loja n. 13. airl
- O abaiio asignado declara que o Sr Antonio
Jose Ouarledeiion de ser h-u procurado, 4 d"
e para a odo o lempo constar fax. a presen, doria'
rarao.-yoo Coelko de Carral/u prMen" ,lec",-
- A pessoa que por -da folha lem annunciado
querer comprar um moinho grande de!
se acl.aa. p da albudeca : aerPiidn PfmA q"al
dirija-se i ra do Queimado ?ja P "
_0 cautlala Salustiano de Aquino
lerreira ay.sa aorespeitnvel publico, que
as suas cautelas oflerecem m ,.,___j M
tzxs -" ".trias
Prero das cautelas d-n oulros.
ser SiiSS)..-^^---
Itecimos 19-200
Vigsimos 600
Quarlos 70O
OiUvos 10500
Decimos lij0O
Vigsimos 600
Ouartos 2700
Oitavos 1ij500
Definios 15200
Vigsimos 600
aos 10:0009 com od.s-
wS55!> 4:00- '< o des-
HsSba). i"r'eCurre3po"llenle
Q-Sr,r!>f i0005, rom Jcon-
^QDO odeSpor'.doimmw.
Prero de sua* cautelas
Decimos
em o des-
t'sfc^r
Quarlos
Oilavos 19,500
Decimos I92110
Vigsimos 6W)
Quarlos 29V00
OiUvos lojoo
Decimos i!200
Vigsimos 600
29700 1:00090, 1 Sor.e corresponden.e
SS;iosn,,o0a,eera8,P0r'd0m-
Si!) !"jl C0"P"ndenle
SS:^de'ra8,.,,0r"",0mp"S-
Mustiano de Aquino herreira.
Para conhecimenlo daqiiellesa ni, _
leressar, se publica a segninle erbi TesJ?T '""
dtsde ji se protesla cintra J^^^SSS,.
acto, que porvenlura olMida direi.u evenlu u ,
mesma verba conferido aos Mbrinh? do"X '
reverendo padre Joao Francisco Maciel \i ,uir
Ralihcoadoacaocau*. <* qne fiza meuir'
,,* r, r no* o.UbelliSo Guilherme P.lrirYo |
-'m a^aVo ula'l"? fe" S SUa -". *5
.. re"raSecai,flrha0 r4rma,raiaoque surceds,,do ,ai-
ames delle seu pai u ,i,H ,ra- Tf urlM^
m.nor ou sem ucce"^,,,,'1d:,r.d|ePol3Hdo f"f e
meuirmao sem ut os '(t "e,"do ,amb!,n u
'doadcpa^raolivrem"le^J|,-^l,^,0' 01 f1?
"los legilimos, filhoa de min SL* TV 'b-'~
.. a Mequelina Maciel da & ?, i"""" '? Fra,,'
Manuel de Carvalho Paos de A,SdS ,ena
ArrENCAO-,
DesappareceiiBo dia 1, do correnlc o 1
nulo, pornome Eiaquiel, de 30 a 40 aunl a T"
te, per, bstanle aVque'.das. *Sff&JS*l
eosaedosdosps, lem falla ce algun^n e,
.asanle humilde e manso em .uas f.Z, *' ''e
ler ido em companhia .lo prelo Miguel,

perleucenle a Illma. Sra. viuva Lassern- por terem
a.nhosdesapparecido no nesmo dia, be) como | '
toda probabihdade de ler seguido en, direc nTo ,'0
r;I!irf r'pi; "* a ssssis
sam.n. ."'e8,"u' r''''l'a"lo-^ genem-
^meule a quem o levar .-. ra do I^Ijuks loia .I.
quiM B.2, a seu senhor Jos PoiCJdaCruz
CONSULTORIO DOS POBRES
25 BA DO GOX.X.BGIO 1 ANDAS 25.
0 Dr. P. A. Lobo Moscnzo d consullas horaeopalhiras todo os dios aos pobres, desde 9 horas da
nuuilaja aleo meio dia, e em rasos exlraordmarios a qualquer hora do dia ou imite.
. ODerece-se igualmente para pralicar qualquer operacao de rrursia. e arudir promplamente a qual-
quer mulherque esleja mal de parto, c cujas circunstancias nao permitlam pagar ao medico.
KO CONSULTORIO DO DR. P. A. LOBO M0SC0Z0.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
Manual cmplelo do Dr. H. Jahr, traduzidoem portugus pelo Dr. Moscozo, quatro
voluntes encadernados em dous :................. -209000
Esla obra, a mais importante de lodas as que tratam da homcopathia, iutcressa a todos 09, mdicos que
quizerem eiperimenlar a doutrina de llahiiemann, e por si proprios se convcncercm da verdade da
mesma: nleressa a Iodos os senhores de engenho c fazcidciros que eslao longe dos recursos dos mdi-
cos : nleressa a lodos os capiles de navio, que nao podera deixar urna vez ou oulra de ter precisao de
acudir a qualquer iucommodo seu ou de seus Iripolanles ; e nleressa a lodos os cliefes de familia ru
9000
49000
409000
455000
509000
6O9OOO
IOO9OOO
NEC.OCTO.
I'ma prela de menos de 30 anuos, e que sabe fazer
ludo o servido de una casa de familia, se oflerece a
servir mediante urna paga commod* mcnsal, a quem
Ihe emprestar 1709000 que lita fallam para sua al-
forria, prometiendo garantir lal contrato por escrip-
lur assiguada por seu curador : os prclendentes
podem dirigir suas proposlas a praciuha da Indepen-
dencia n. 6 e 8.
COMPRAS.
por circumslancias, que ucm sempre pudem ser prevenidas, sao obrigados a prestar soccorros a qualquer
pessoa del la. .
O vade-mecum do homeopalha ou Iriducjao do Dr. Heriog, obra igualmenle til as pessoas que se
dedican) ao esludo da homeopalhia um volumc grande..........
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatomia, pharmacia, etc., etc.: obra indis
pensiivel as pessoas que querem dar-se ao esludo de medicina........
Urna carian de 24 tubos grandes de finissimo chrislalcomo manual do Dr. Jahr e o diccio-
nario dos termos de medicina, etc., ele.......-........
Dila de 36 com os mesmos livros...................,
Dila de 48 com os dilos. ,............
Cada carleira he acompanhada de dous frascos de tinturasindispensaveis. a escolha. .
Dila de 60 tubos enm dilos......................
Dita de 144 com ditos................., !
Estas sao acompanhadas de 6 vldros de tinturas escolha.
As pessoas que em lugar de Jahr quizerem o Hering, lerio o abatimenlo de IO9OOO rs. em qualquer
das carleiras cima meucionadas.
Carteiras de 24 lubos pequeos para algibeira............... 89OOO
Dilas de 48 ditos..................... 169000
Tubos grandes avulsos....................... I9OOO
Vid ros de meia onca de tintura..........'.......... 29OOO
Sem verdadeiros c bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro ua pralica da
homeopalhia, e o prophelario deste eslalielecimento se lisongeia de le-lo o mais bem montado possivel e
ninguem duvida hoje da superioridade dos seus medicamentos.
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de lubos de crvslal de diversos laniaiilins, e
aprompla-se qualquer eucommenda de medicamentos com toda a brevidade e por prerot muito rom-
Compra-se prata brasileira e Iiespa-
nliola : ha rtia da Cadei do liedle n.
2i, loja de cambio.
Compram-se as collerAesdos peridicos Bei-
;"a FlorEsmeraldaVioletaHrinco das Damas e
Recreio das Helias: quem as liver dirija-se a ra
Novan. 52, loja do Sr. Boaventura Jos de Castro
Azevedo.
Compram-sc duas prela*. sendo urna moja e
oulra de meia idade, mas que teuham algumas habi-
lidades, e sejam de boa conducta : na na das Cruzes
numero 20.
Compra-se ou aluga-sejuma casa terrea, que
(eolia boa conslrurrao ecoinmodos para familia, sen-
do nas ras seguinles, do bairroda Boa-Vista : prac,a
da mesma, ra do AragAo, paleo da Sania Cruz e ra
do Sebo : na na Direila 11. 83, se dir a pessoa que
pretende.
Compra-se a grammntica franceza de Burgai:
na ra do Crespo, loja de Santos Neves,
No aterro da Boa-Visla, loja de miudezas n.
82, compra-se um talim, urna cauana e ura sellim
para o esquadrAo de cavallaria.
Compra-se Hl'iviivanienlc brunze, lalo e co-
bre velho : no deposito da fondicAo d'Aurora, na
ra do Brum, logo na entrada n. 28, e na mesma
l'umlirao em S. Amaro.
modos.
iu huios
PELO SVSTEMA CRYSTALOTYPO.
J. J. Pacheco, lendo de se retirar para o Rio de
Janeiro, avisa a quem quizer aproveitar esla ultima
occasiAo para possuir um retrato de cores lizas e Ira-
dos iutelligiveis, que queiram dignar-se procura-lo
em seu eslabelecimeulo imporlanle, no aterro da
Boa-V isla n. 4, al ao fim do curren te mez, desde as
7 horas da mauha ai 4 da tarde.
Publicarlo litteraiia.
InstiluirOes de Direito Civil Pnrluguez por M. A.
Coelho da Rocha, lente da faculdade de direito da
universidade de Coimbra, lerceira e ntida edicto,
em 2 volumesem oilavo, aduladas ao foro do Bra-
sil, com a legislarlo brasileira vigeule, e algumas
notas explicativas enlrahidas das obras dos mais exi-
mios Icios para melhor Ilustradodas doulrinas nes-
se eicellenle compendio ensilladas, por Antonio de
Vasconcellos Menezes de Drummond, hachare I for-
mado em inicias jurdicas e sociaes pela academia-
de Olioda, advogado nos auditorios do Rccife. Para
a publicado dessa obra lSo iuteressanle e indispen-
savel a todos os seuhores juizes, advogados e mais
pessoas, quesededicam asmesmas profisses, ou alias
precisan) possuir una minuciosa e melhodicacompi-
la^So do Direilo Civil Patrio, tendente a adquirir
pleno conhecimenlo dos seus direilns eohrisan.es:
subscreve-se em Pernamhuro, na praca da Indepen-
dencia, loja 11. 6 e 8 ; no paleo do Colleaio, casa n.
29, lojas n. 6 e 20. e na ruado Hospicio n. !i. O
pro da assignalura ser de I69OOO, pagos a en-
Irega de cada etcmplnr, e logo que haja numero de
assignaluras sullicirnle para satisfazer as avultadas
despezas da imprrssau, ir para o prelo, 110 dia da
publicaran da mesma, ncerrar-se-h a assignalura,
vender-sc-ha mais caro.
Ao publico.
RETRATOS 4 OLEO E DM.IEI.RE0TYF0.
v. AULA. DE DESENHO.
Cineinato Mavignier. retratista e pensionista de
S. M. o Imperador, avisa ao respeilavel publico
desta capital, que o seu eslabelecimenlo de pintura c
daguerreolypo, est sendo monlado em grande es-
calla por isso que espera o extraordinario machi-
nismo daguerreolypo viudo da Europa, a sala da
machina he illuminada por urna inniiensa clarabnia
de trinla vidros de vinle pnlegadas, dando urna luz
lo bella e regular que sahirao os retratos magnfi-
cos ; essa claraboia vai servir por emquantu a machi-
na que existe no mesmo eslabelecimenlo, eoannun-
ciaule convida ao respeilavel publico a visitar este
estabelecimento esperando grande eonciirrencla,
pois I,ira cun que saiam retratos os melhores nesle
genero. O annuncianle vai principiar os Irabalhos
de cabellos para formar riquissimos quadros, onde
represntala tmulos, ciprcsles a oulros emblemas
de saudade, e atlianca que serAo de una execucjio
agradavel a sesfreguezes. Os Irabalhos do estabe-
lecimento principian! das 10 horas da manhAa s 4
da larde. Aterro da Boa-Vista n. 82 primeiro e se-
gundo andares.
GRANDE AULA DE DESENHO.
(.nimialo .Mavignier. retratista e pensionista de S.
M. o Imperador, lendo de demorar-se mais alguus
roezes nesta capital, abri lima aula de desenho a
pedido de mu i los de seus amigos pois esl seudo
bstanle frequenlada ; as pessoas que quizerem se
matricular podem comparecer a qualquer hora na
mesma aula, esla aula vai ser ornada com a melhor
escola de Julien, Raphael e Murillo, em grandes
modellos vindos da Europa; assim como lambcm
bustos, estatuas de gesso, onde se copiam os esludos
do n, he agradavel este Irabalhoepela sua regula-
ridade moilo se aproveiu. O annuncianle se en-
carraga de qualquer desenlio sobre papel, raarfim,
vidros, tahuas, etc., etc. Aterro da Boa-Vista n.
82, primeiro e segundo andares.
Ciucinalo Mavignier, retratista e pensionista de
S. M. o Imperador, leudo sido leslemuuha dos es-
tragos feios pela graude cheia de 22 e 23 prximo
passado nesta cidade e seas arrabaldes, deu-se ao
Irabalho de tirar os paineis dolorosos de semelhanle
siluacao com as vislas dos lugares e a enchenle; esle
trabalho esl sendo passado a oleo, pois vai ser apre-
senlado a S. M. o Imperador, que offerece o seu
pensionista cima mencionado, e antes de seguir o
seu deslino, julga o annuncianle que ser bom as-
par o quadro em lugar onde este publico veja, e pos-
sa dar o seu parecer.
Aluga-se urna ama forra ou escrava para casa I
de penca familia, paga-se IO9OOO rs. mensaes : na
ra das Larangeiras n. 13, 1" andar.
Aloga-se urna das casas dacidade nova.de An-
louio Jos Gomes do Correiu : a tratar com o mes-'
mo.
f O Dr. Firmo, medico, mudou sua
residencia pata a ra estreita do Rosario
casa n. 30, segundo, andar
Lotera do hospital,Pedro II.
O cautelisla Antonio Jos Rodrigues de Souza J-
nior, avisa ao respeilavel publico que seus bilhetes
inleiros, meios bilheles e cautelas da lotera cima,
se acham a venda pelos prcros abaixo, na praca da
Independencia loja n. 4. do Sr. Forluualo, n.*13 e
15, do Sr. Arantes, n. 40, do Sr. Faria Machado, e
na ra do Oueimadn n. 37 A, dos Srs. Souza &
Freir, cuja lotera lem o andamento de suas rodas
no da 18 de agosto prximo futuro. O mesnio cau-
lelslu se abriga a pacar por inteiro os premios de
10:0005000. de 4:0009000 e de 1:0009000. queos di-
tos seusl>ilheles inleirose meios obliverem, os quaes
vAo rubricados com seu nome.
Bilhetes II900O
Meios bilheles .VvVmi
Quarlos 2*700
Oilavos 19500
Decimos 10200
Vigsimos 00
O solicitador Camillo Augiislo Ferreirada Sil-
va, pode ser procurado para ludo que dis-er respei-
loa sua prolissao: uo escriploro do Illm. Sr. Dr.
Joaquim Jos da Funseca.
Aluga-se um nioleque, que cozinha o diario de
lima casa, e faz lodo o mais servico : quem o pre-
tender dinja-se a praca da Independencia loja n. 5.
Nao lia melliores no mercado.
No anligo depsito das bichas ra eslreila do Rosario 11. II, he chegado novo sorli-
mento de bichas de Ilamhurgo, que se vende por
alacado, aos ceulos e meios ceios e a relalho, e lam-
bcm se alugam por menos prec;o do qu em outra
qualquer parle.
Precisa-se de um fcilor jardineiro, de boa con-
duela para un sitio perlo da praca : no paleo de
s. redro n. 4.
Convida-se pelo presente a Joao Ferreira Lei-
e, que se presume estar actualmente em Cariri-Ve-
II10. provincia da Parahiba. lillio do velho Pedro
rerreira Leile, hroes bem conhecidos na comarca
(te Bonito desla provincia, para que venha auanto
antes satisfazer a quantia de rs. 2OO9OOO, consUmle
(te urna lellra que aceilou no dia 7 de abril do cor-
rele aiino, nesla comarca de Garanhuns, a nrazo
de 23 das, em avor de quem elle bem sabe se o
nAo zer rom brevidade se far publico lodo esse ne-
gocio, que he sobremodo desairoso ao dilo l.eile.
yuera liver para vender um pardo de 15 a 18
anuos de idade, boa figura e sadio, dirija-se casa
de Luiz Gomes Ferreira. 110 Mondego.
Em virlude do aununcio do Sr. Jos Narciso
Camello, como procuradur do Sr. J0S0 Ozorio de
Castro Maciel Monleiro, responde Antonio Ferreira
Luna dr seu procurador, que o referido Sr. Joao
zorio Ihe he devedor da quantia de 53n310 im|ior-
e de gneros que comprou em 26 de dezemhro de
'*>!. cuja quanlia esla assiguada por o mesmo Sr.
"0110 (declara Dio eslar ajuizada;.
Aluga-se duas easn le reas sitas na ru do
seno ns. ,, e 34 : a Iralar na ra de Aurora n. 26
primeiro andar.
PIANOS.
Paln Nash i C. acabain de receber de Londres
dous elegantes pianos, feilio vertical, de Jacaranda,
iguaes em qualidade e vozes aos dos bem cunhecid
autores Collard & Collard, ra do Trapiche Noy
n. 10.
f-C DENTISTA FRANCEZ.
@ Paulu Gaignoux, estabelecido na ra lama {*
S5 du Rosario 11. 36, segnndo andar, enlloca den-
? les com gengivts articiaes, e dentadura com- S(
pela, ou parte dola, com a presso du ar.
Tambem Icio para vender agua deolifricedo
# Dr. Fierre, e p para denles. Rna larga do {$
,-.;: Rosario n. 36 segundo andar. 6$
&?,{srset^a @
Na ra de Hurtas 11. 142, primeiro .ndar, pre-
cisa-se de uma prela escrava para o servico de pou-
ca familia."
Precisa-se de urna escrava para o servico de
uma casa de pouca familia : na roa" do Hospicio 3
casa nova a direila depois de passar o qnarlel.
Pcecisa-se de urna ama que leuha bastante lei-
te, e sja livre e desembarazada, fnira ou captiva :
na ra do Amorim n. 25.
OITerece-se uma ama para casa de liomoni sol-
teiro, para cozinhar c engommar, muito boa e fiel :
quem quizer dirija-se ao becco doScrigado n. 13.
Quem liver para veuder uma parda ou crioo-
la. de idade 16 a 22 anuos, boa figura, e que saiba ao
menos coser bem, dirija-se casa de Luiz Gomes Fer-
reira, no Mondego.
Exposicao de note.
J. J. Pacheco, convida au respeilavel publico a
visitar sua gallera sorlida de retratos, pelo anligo e
novo eslylo, todas as imites das 6 as 9 horas al o
ltm do cor ron te mez. He esta uma excedente occa-
sio principalmente para commodidade das senhoras
que quizerem aproveitar o fresco da noile : 110 ater-
ro da Boa-Visla n. 4.
Na rna da Cadeia do Recife 11. 49, primeiro an-
dar, vendem-se colhumos de bezerro de Ires solas e
sapatoes para invern em porcSo.
Rnga-se a pessoa, a quem o fallecido Dr. Pai-
va lalvez empreslasse o volumc das leis do imperio
de 1832, que falla na respectiva collecc,o. ou oulro
qualquer volume da sua linaria, u obsequi de re-
melle-lo casa onde resida, e linha cscrip.lorio o
mesmo tinado Dr.
Precisa-jede um feilor de campo, para o en-
genho Sanios Mondes na comarca de Nazarel, nacio-
nal 011 e-lraii'joir", que lenha pratica e aclividade
para o trabalho; leudo estes predicados, se Ihe dar
um bom ordenado: quem pretender dirija-se ao dilo
engenho.
lu t.iram no dia 17 do correle mez. da cssa
n. 33 da ra Nova, um relogio de ouro, patente in-
glez n. 18,537, com crranle e chave lamben) de ou-
ro : roga-se a qualquer pessoa a quem for offereci-
do Hilo rehjgio, de apprehender e ieva-lo na refe-
rida casa, que sera generosamente recompensado.
D. W. lia; non cirurgio den lisia americano
reside na ra do Trapiche Novo 11, 12.
Aluga-se umaprensa no K 01 le do Mos: a
Iralar com l.uiz Gomes Ferreira, no Mondego.
A dro cAo da a-sociacao conimorrial desla pra-
i;a. convida a reunirem-se 110 dia 25 do eorrenle,
pelas 11 horas da manhAa, na sala de suas sessocs,
lodas as pessoas que se diguaram assignar a suh-cri-
l;ao pela mesma promovida, em favor das victimas
dos acnlecimon los nceorrdos no dias 22 e 2.3 do mez
prximo passado, para eleger-se a commissAo que
deve fazer a distribuicSo da importancia subscripta.
Sala da associac,Ao commercial de Pernambuco aos 19
de julho de WH.Antonio Margues de Amorim,
secretario.
Uma pessoa habilitada para caixeiro e para as
oceupacoes abaixo mencionadas, offerece seu pres-
umo a quem possa convir, e abona seu comporla-
menlo para escripia, para venda de assucar, para
ainia/em de assucar, cobranza, elc.:^auuem con-
vieren lenda-se com o Sr. Francisco Jos t.eitc na
ra do Cullegio n. 12, ou ai.uuncie para ser procu-
rado.
A PREMIO.
Precisa-se de L0O09000com seguranca em um si-
lio, meia legua distante desla praca : nesta typ,gra-
phia se dir quem quer, ou aiinuiicie.
( CONSULTORIO HONEOPATHICO.
urawtito ?ara os ;:eis.
*9 28 KUA O AS l-ItLZKS 28.
) O Dr. CASANOVA medico franco/, d (Vft
consultas todos os dias, o pode ser procu- ?l
rado a qualquer hora. (ff)
<<& No mesmo CONSULTORIO RA DAS .#,
TT CRUZES N. 28, aoude morou o Sr. GOS- w
tJ) SET BIMO.NT. acha-se i venda um gran- &)
,<\ de sortiuiei.io de CARTEIRAS de ledos /f.
W os lamanhos, por procos commodissimos. W
^ ELEMENTOS de homeopalhia e palhoge-
lA nesia brasileira. Esla obra he muito im- ST
V portante para as pessoas que se querem 1p9
Iralar a si mesmo, seudo a maior parle Ira- ft
. duci.Ao das obras do Dr. JAHR, accommo- W
\HF) dada a inlelligeucia do povo, 4 volumes, (A
@polo baralissimo prego de. 65000 i/t\
1 carleira de 60 tubos grandes. 305OIKI '>
B 1 dila de 48........229000 O
ZL, 1 dila de 36........169000,11
W 1 dila de 24........129000
A i dila de 24 tubos pequeos. (foOOO Sk
1 dila de 24 dilos......49OOO W
$9 Tubos grandes avulsos a cscolher 500
lk Dilos pequeos idem..... 300 /*,
*J ,' onca de tintura a escolha I900O W
') Avia-se qualquer eiicomnieuda compres- (S
lesa, e por precos muito em conla.
Este eslabelecimenlo esl bem conhecido w
(0) e bstanle acreditado em Iodo o imperio, e Aj
ygfc. acha-se o mais bem monlado possivel, e es- 2
V^ clisado he querer elogia-lo. (0)
(dSSSS SSS@:@S-S@^
AVISO AO COMMERCIO.
.Manuel & Villan lem a honra de participar aos
Srs. logislas, que se achira sempre na sua fabrica,
ra da Cruz n. 50, um esplendido sorlimenlo de
chapeos de sol para homens'c senhoras, lano de
seda como de panno, os quaes vendem-se em porcia
de uma duzia para cima, e por preces mdicos.
Heurique Amante Chaves ain, morador ua ra
das Larangeiras n. 18, segundo andar, se offerece a
ensinar a ler, escrever e Iraduzir rorrreclamenle a
liugua franceza. Ser natural da Franca e j ter
residido nesle imperio por esparo do 36 anuos, sao
circumslaucias que o habilitan, a ensinar a discipli-
na a que se prope com alguma perfeicao. O an-
nuncianle se prestar a ir peasoalmeute dar licoes
nas casas de familias que se quizerem utilisar de seu
presiono.
Na ra das Cruzes 11. 40, taberna do Campos,
ha porrAo de bichas hamburguezas das melhores que
ha no mercado, que se vende em porees e a relalho,
e lambem se alugam.
Manocl Francisco da Silva Azevedo faz publi-
co praca do commercio, que lem \eiulido-ua la-
lierna, sila na ra do Rannel, aos Srs. Gnimares &
Azevedo, tirando os mesmos senhores rcsponsaveis
pelo activo epassivo lendentesao mesmo estabelecj-
menlo.
Precisa-se alusar um silio pequeo para um
hniiiem solleiro : quem o liver pode dirigir-se ra
do Trapiche n. 38, arinazem do Sr. Miguel Carneiro.
Manuel Anlonio Teixeira vende o seu hilhar e
todos os seus pcrlences: a tratar na Lingoeta n. 2.
Aluga-se a sala da lente do I andar do so-
brado 1.. 17, na ra da Cruz, propria para esi ripio-
rio : quem pretender dirija-se ao arroazem 11. 25,
na mcsir.a ra.
Roga-se 10 Sr. Jos Noberlo Casado Lima, o
favor de dirigir-se ao palco da ribeira de S. Jos 11.
II, a negocio de seu inleresse.
509000 de uralilicac.lo.
Desappareceu em mar^o do eorrenle anuo, da casa
de Francisco Pedro da Silva, resllenle em Maroim.
provincia de Sergipe, um negro por nome Pedro, de
Mfie Angola, alto, magro, .sem signaes no roslo,
falla com algum emhararo, e lie aliu diaw meio
fula ; pede-so porlaulu n autoridades poliriais, co-
mo a qualquer outra poaaot. que apprehi-iiilei.do-o,
queiram leva-lo ra do Trapiche 11. 17, onde se
gratihear com 509000.
VENDAS
Vendc-se uma prelada Cosa, moca, quitan-
deira, sabendo engommar e eiisaboar.sem vicios nem
molestia*, a razAo porque se vende se dir ao com-
prador: a tratar no aterrada Boa-Vista n. 8.
Vende se duas predas mocas boas qulaudeiras,
c para lodo o servico sor viciosuem mole-lia-... que
se aflianca : na ra dos Quarteis u. 24.
** 3S'*:i:-3*st:-:
NAO" PODE SEK MAIS BARATO.
Na ruado Queimado n. 10.
340 J
200
500
600
240
49000
19600
}'*
360 >
seda. 29000 M
. 1*000
. 200
. 5&000 K
I980
Chila franceza com barra a
.- Dila ingleza com barra a.....
g, Cassas linas de cores a vara. .
" Brim de linho para calcas a vara .
9 Uilo de algodAo o covado.....
* Cortes de casemra de lAa ...
W Dilos, dila de algodAo......
* Farege cscocez de laa e seda para ves-
lidos de senhora, o covado .
iK Chales de cambraia bordada de
FnslAo para col le lo, o corle .
4$ {tincados francezes o covado .
Corles de cambraia de seda .
ti I,ticos de seda para grvala .
Attenrao ao harateiro.
Vendem-se charutos de S. Flix lo baratos que
duiir.i ao comprador : na ra da Senzala Velha n.
70, terceiro andar.
(-> nicas romeiras de fil bordadas, pelo com- $
K modo preco de 4sO00 cada uma: na ra do
9 Qutimado, segunda loja viudo do Rosario $.-
9 >8- m
S99dJ41$:.@@3i3@99@
Vendem-se ninas elsticas de bor-
racha para inchace de er\ sipelas: na
rita da Cadeia do Recite, loja n. 51 de
Joao da Cunlia Magailies.
NO 4 0\*l l.onatl UOMEOFtlllll o
O
DR. P. A. LOBO MOSCOS!.
Vendem-se as seguinles obras de homeopalhia em
franco/ :
Manual do Dr. Jahr, 4 volumes
Rapou, historia da homeopalhia, 2 volumes
Harlhman, tratado completo das molestias
dos meninos, 1 volume
A. Teste, materia medica hom.
De Fayole, doutrina medica hom.
Clnica de Staoueli
Ca lini:, verdade da hunicopalhia
Jahr, tratado completo das molcslias uer-
vosas
Diccionario de Nysteu
DEPOSITO DE POTASSA E GAL DE
L1SROA.
Na ra de Apollo, armazem de Leal
Reis, contina a ter as legitimas qualida-
des de potassa da Russia eda America, e
cal virgem em pedra, tudo por preco a
satisfazer aos seus antigos e novos fregue-
ses.
Vende-so uma escrava com algumas habilida-
des ; na ra da Santa Cruz n. 36.
Vendem-se inguas superiores,tanto de aalmou-
ra como seccas. herva malte, cuias e bombas para
lomar a mesma.cal virgem chegada ltimamente de
Lisboa, ludo no armazem do Telles & Companhia,
ra do Vignrio u. II.
Aos amantes da boa pitada
Vende-se na ra larga do Rosario n. 35, loja de
Nev* i Coelho, o ver.Udeiro rap Panto Cnrdeiro,
.Meiiron grossn emeio srosso ; assim como os verda-
deiros charutos de S. Flix, para os amantes da boa
Tuinaca, e oulras fazendas baratas, bem como cha-
peos finos francezes e de oulras qualidades, ludo por
preco commodo; he pechinclia, a elles fregueze an-
tes que se acabem !
AOS AMANTES DO DEZENHO.
Na ra Nova n. 52, loja e fabrica de chapeos de
Boaventura Jos de Castre Azevedo, vendem-se as
melhores caizas de descuho que tem apparecido no
mercado, contendo cada u-na dellas 10 eslampas de
dilTereules figuras acompanhadas de um rollo que
explica um methodo mui fcil para se desenliar
qualquer figura, e vende-se por muito barato preco,
afim de se ver augmentar os alumnos de lao dis-
tincla arle.
' A autiga e bem condecida loja de Cruz Bas-
tos, da ra dos Quarteis n. 24, e hoje pertencente a
Cruz 4 Gomes, lem para vender aos seus freguezes
e as roais pessoas em geral, um lindo e eiplendido
sorlimenlo de miudezas de lodas as qualidades, as
quaes eslarao patentes, e se franquear as amostras
para todas as casas de familia que se quizerem pro-
ver do bello e necessario: luvas de seda para senho-
ras e meninas, ditas de lio de Escocia para senhora e
hnmem, sendo de cores e mescladas, leueos de seda
para homem e senhora, pentcs de tartaruga para se-
gurar cabello, dilos de marfim para alisar e tirar bi-
chos, ditos de bfalo para alisar, filas escorezas de
sarja, dilas de setim lavrado, dilas de velludo de co-
res e prelas para eufeitar vestidos, chapeos de sol de
seda e de pamiinho, bengallas finas de canna, meias
de algodAo, seda e fio de Escocia para senhora, dilas
para homem, brancas, cruas e de cores, ditas para
meninos e mrninas,ricas aboluaduras para rolletes,
mantas de selira macode cores e pretas para grava-
tas, grampas linas em camniias, las de cores para
bordar, e lalagarca. papel de faula/ia pan os rapa
zes, dilo paulado, dilo alma, o ede peso, e de cores,
bolees do seda edourados para casaca, e oulros mui-
tos objeclos quese nao enumera... para nAo ser fasti-
dioso o aununcio.
Vende-se chocolate IVancez de su-
perior qualidade: na na da Cruz n. 26,
primeiro andar.
Vidros para vidraras.
Vendem-se caitos com vidros de 'todos os laraa-
ulios: na ra da Cadeia do Recife, loja n. 64.
103000
169000
109000
89000
79000
69000
49000
UNCOS DE CAMBRAIA DE LINHO A 45O0 A
DUZIA.
Na ra du Crespo u. 5, esquina que volta para a
ra do Collegio, vendem-se lentos de cambraia de
linho linos em camuas com lindas estampas, pelo
barato preco da 4500 r. a duzia, para acabar urna-
pequea porcao que ainda resta.
LOJi DO BARATO,
Ra do Crespo n. 14, lado do norte,
de Das e Lemos.
Chitas acabocoladas rom notos desenhos e pannos
muitoeneorpados, cores uvas, a 160 o covado, dilas
de padrees miudinhos a18o, ditas de coreTom pa-
drees fingindo cassa a 200 rs., riscadinlios de quadros
miudos, cores fizas, a 160 o cavado, ditos francezes
com 4 palmos de largura, fazenda muito fina a
240 o covado, corles de cassa chita com ramagens de
de cores a l.-soo. alpacas pretas a 400 rs. o covado,
dilas finas com lustre a 700 rs., ditas lavradas a 800
rs., -ai |a de Ua da primeira qualidade por ser en-
corpada a 560 o covado, sargelim lavrado para forro
a ISO o covado, riseadiiiho de linho delislras miudi-
nhas a 200 r>. o eovado, algodao mesclado e de lis-
tras, muito encorpado, proprio para servico decam-
po, a 180 o covado, rulan, fazenda de algodAo mes-
clado, de varas cores, propria para calcas e palitos,
a 200 rs. o covado, corles de meia casemra de qua-
dros e lislras a 19500, ditos de brim da quadrinhos a
19200, cobertores brancos de algodao da fabrica da
Babia a 560, e grandes a 640 cada nm ; filialmente
nesta loja ha um rico sorlimenlo de tudo, e por isso
aproveite quem quizer comprar barato, dando-se
amostras de tudo quanlo se annuncia, deiando seus
competentes penhores.
Vendem-se duas a Ires arrob as de papel sujo
para papelao : na ra Nova n. 5, segundo andar.
Vende-se arroz pilado a 1;200 a arroba : no
armatem de Tasso rmeos.
Vende-se ou aluga-se um silio em Sanio Ama-
ro, com dous ricos viveiros: quem pretender dirija-
se a Antonio Jos Gomes do Correio.
AVISO AO ESQUADRAO'.
Na ra do Queimado n. 50 ha para vender por
preco commodo um sellim e seus perleuces e um
faramenlu completo para um guardada cavallaria :
quem pretender dirija-se a mesma casa, que achara
com que'ii Iralar.
Com pequeo toqoe de copm, vende-se panno
fiuo verde cor de garrafa, de superior qualidade, e
prova de limito, a 39500 o covado : na ra do Cres-
po, loja da esquina qoe volla para a cadeia.
CARRO E CABRIOLET. K
w Vende-se um carro de qualro rodas com
R quatro asseulos e um cabriole!, ambos com SI
pouco uso. e cavados para ambos : na ra No-
va, cocheira de Adolpho Buurgeau.
' Vendem-se chapeos do Chyle
finos, dilos de retiro para se-
JL
iihora e homem, brancos, rozos,
castanhos e prelos, ditos de palhiuha Tranceza do
melhor gosto que he possivel, dilos francezes de
formas modernas : na praca da Independencia, loja
n. I'.te Hl.
Vcnde-se sola umita, boa, em pequeas e gran-
des porgues, chegada ltimamente do Aracalv : na
ra da Cadeia do Recire u. 49, primeiro andar.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se cera lano em grume, como em vellas, em cal-
zas, com muito hom sorlimenlo e de seperinr quali-
dade, chegada de Lisboa ua barca Gralidao, assim
como bula, bullas em latas de8 libras,e farello muito
novo em Saccas de mais de 3 arrobas.
OoOOO
109000
NO ARMAZEI DE C. J. ASTLEY
ecompamiaTkia do tapichi k 3,
ha para vender o seguinte :
Cal branca franceza.
Folha de l'landres.
Estanhoem verguinha. ,
Cobre de 2i a 28. m
Azcite de Colza.
Champagne, marca A C.
Oleados |ara mesas.
Tapetes de laa para forro de-salas.
Formas de folha de Ierro, pintadas, pai a
fabrica de assucar.
Aro de Mdo surtido.
Lazarinas e clavujotes.
Papel de paquete, nglez.
Brim de .vela da Russia.
Graxa ingleza deverznipara arreios.
Arreiospara umedous cavallos, guarne-
cidos de prata e de latao.
Chicotese lampefles para carro ecabriolet.
Caberadas para montana, para senhora.
Esporas de aro prateadas.
Chumbo em lencol.

a
Na ra do Crespo loja ama re la
n. i, de Antonio Francisco Pe- (&
reir, vendem-se fazendas chega- ^
das ltimamente de Pars. ~
Para homens. *2
Palitos de bomba/.im preto da J
China, 10$000 <
Ditos de panno fino preto e de ($)
cores, 10*000 ,,
Chapeospretos I Camisas de cores de ir.urim fran- /a
S <^ez> 2*500 2
2 Ditas brancas de murim fran- W
5 ce?- 2*000 W
W Duzias de lenco brancos de linho (^
< muito ino, 7*000 ^
Wk Para senhoras. A Ricos chapeos de seda com plu- 3
:* mas, 16*000 g
S Ditos de Italia com ricas guarn- 5
5 Sr>e$' 14*000
9 Cortes de mi mes do eco, fazenda ($
W) toda de serla, 8.S000 ($>
@ Dftos de seda de quadros esco- ($
(ajj, cezes, 12*000 S
Z Camizinhasdelile de cambraicta ^,
(y. com manguitos bordados, -V*000 2
9 Camisas de fil cor de -osa, 5*000 ^
jg Ricos adornos de filetes, de fio- W>
W co e de fil, guarnecido de bico ($1
!g> de blonde, a 5*. 1.0* e 15*000 '&
') riscada um. A
h Mantas de fil de seda de blon- (j*
<$) de 6S000 Z
S '-' outras militas fazendas de seda 2?
K e linho mais baratas do que em r?
outra qualquer parle; faculta-s w
W as familias de mandar levar em
(3 casa para verem e comprar. wk
AO BARATO.
Na ra Nova u. 32, loja e fabrica de chapeos de
Roaventurajos de Castro Azevedo, vcudem-seas fa-
nadai.abaiso mencionadas, c oulras muilasquc por
se querer acabar com 'ellas mo se cngeila lucro por
mais diminuto que seja : luvas de seda preta
para homem a 150IK) rs-, ditas de fio de Escocia a
500 is., ditas de torr-al para senhora a 040rs., lin-
dos estojos de escovas a 25000 rs., que so a ca va vale
o dinheirn, lenrinhos de cambraia pintados e rom
malamcs pela l.eira J 2K0 rs., dilos de bom lama-
nho de um chales 400 rs.. sapatinhos de lila para
menino a 500 rs., touras de laa para menino a 500
rs.. encllenles correles de ouro da California a
2|500 rs., chaves |iara relogio do mesmo ouro a OO
rs.. varios b/inquedos para enfeiles de correnles a
160 rs., charulciras a 40 rs.. bengallas de gancho
a lliirs.. bol.1- esmalla.los para puuhos, rolari-
nhos e camisas de menino, a SO rs. o par, aliadores
para navalhasa 80 rs., boloesde linha para camisa
a 20 rs. a duzia, espelhos de p a 240 rs., pentcs de
chifre para amarrar cabelle a 40 rs., suspensorios de
borracha a 40 rs., lindas aboloaduras para palito de
alpaca a 100 rs., medidas para alfaiate a 80 rs.,
urna lata de esrellenle ur.n\a que d um lustro lo
fino com o verniz a 80 rs., os aprcriaveis alline-
les de cabeca dr cristal para ornamenlo de senhora
a :M rs. a raiva, urna dn/ia de meias de aliMdii a
I381JU r urna grande porc/to de folguedos para ine-
ninns: lodas eslas fazendas sern vendidas em qual-
quer lempo pelos precos aruiunriadns.
9 Deposito de vinho de cham-
($ pagne Chateau-Ay, primeira qua-
Q lidade, de propriedade do condi
^ de Mareuil, ra da Cruz do Re-
" cife n. 20: este vinho, o melhor
W de toda a champagne vende-
j| se a 36$000 rs. cada caixa, acha-
ji se nicamente em casa de L. Le-
9 comte Feron & Companhia. N. B.
Q Ascaixas sao marcadas a fogo
& Conde de Mareuil e os rtulos
^ das garrafas sao azues.
Md988 8S0SS@0
Barato sim, fiado nao.
NT loja n. 17 da ra do Queimado, ao pe da liollN
ca, lem para vender a dinheiio vista paj* liquida-
cAo, as seguinles fazendas : poras de ehitiis france-
zas de quadros escocezes a 65000, e em covado a 200
rs., petas de madapolao largo e fino com pequeo
toque de pifo a SJjjOO. corlas de casemiras" finas de
msela a 48000. ditos de dillerenles gostos c cores a
5)500, cortes de casemiras mescladas com pequeo
toque de mofo a 29500, brim trancado de linho de
cores moderno a 800 rs. a vara, chapeos de sol de
seda a 59500, e oulras fazendas por baratos precos.
AOS SENHORBS DE ENGENHO.
Cobertores escuros muito grandes e eneorpados,
dilos brancos com pello, muito grandes, imitando os
de laa, a 19400 : na ra do Crespo, loja da esquina
que volla para a cadeia.
As joven- do bom gosto
Para poderem brilhar.
As cambra i.is genovezas
He preciso vir comprar,
a 320 o covado : na ra do Crespo, loja da esquina
que volla para a cadeia.
Com pequea 1 varia.
Pecas de madapolao a 29500 e 39500 : na roa do
Crespos-luja da esquina que volla para a cadeia.
Vendem-se '.I ese ra os, sendo 1 ptimo niole-
que de idade 15 anuos. 4ditos de todo servico, um
dellesoflicial de pedreiro. 1 mulata, l escrava de lo-
do servico, e 2 escravos de servico de cambo: na
ra Direila n. 3.
Vende-se uma sabia muito cantadora, com
urna gaiola muilo grande, viuda de Inglaterra : no
Recco-largo n. 42 se achara com quem lrutar.
Vendem-se superiores velas de cera de carnau-
ba de 9 em libra em caisas de 30 e lanas libras, as-
im como de urnas muida- em ceulos; sapales de
lustre, ditos de couro de bezerro e bode, muito bem
feilos. com orelbas ; dilos de 3 solas para soldados,
e bol ios de boa qualidade ; ludo por preco mnito
commodo': na la da Cruz n. 1 j, seguodo an-
dar.
Na taberna do pateo do Carmo, quina da ra
de Hurtas n.2, vende-se gomma de araruta pura a
100 rs., bolineas a 100 rs..bolachinhas i Napoleo a
400 rs., e assucar mascavado a 70 rs. a libra.
Cera em velas, sortidas, eemcaixas
de 100 e de 50 libras ; vende-se por preco
barato para fecho de contas : trata-se na
ua do Vigario n. 19. segundo andar, es-
criptorio de Machado A- Pinheiro.
Vende-se superior potassa nacional,
em barriquinhas, por preco muito com-
modo : a tratar no armazem n. 1 i de Can-
dido Alberto Sod* da Motta, na ra do
Azeite de Peixe, ou na rita do Trapiche n.
o, com NonTes FARINIIA SUPERIOR.
A bordo do biale Conceiro. tundeado no caes do
liamos, ha para vender muito superior familia de
mandioca, por preco commodo : para tratar; no es-
criptorio de Domingos Alves Malheus, na ra da
Cruz n. 54.
Vendem-se superiores camisas fran-
cesas com aberturas de linho e de mada-
polao, por preco commodo: na ra da
Cruzn. 26.
Vendem-se aberturas de linho e de
madapolao, para camisas, muito bem fei-
las: na rita da Cruz n. 26\
Vendem-se, aos cacadores, espingar-
das francezas de dous cannos, frunxadas
fingido, por preco commodo : na ra da
Cruz n. 2(i.
Vendem-se as bem conhecidas a-
incixas francezas,. por preco baiatinho,
em latas de 12 libras : na ra da Cruz
ji. 2G.
Vende-se um mulatinho de lo' an-
uos com principio de bolieiro: no lar-
go do Capin, cocheira de Paulo & Silva.
Vendem-se luvas de lorcal muilo boas, para se-
nhora a 000 rs. o par, dilas para menina a 500 rs. :
quem quizer ver a qualidade, venha na ra do Quei-
mado a. 53, loja de miudezas de Jos de Azevedo
Maia.
Vende se na Ponte Velha. quarleirSo de casas
do hr.Catao u. 9, um oplimo mulato, ollicial de pe-
dreiro e cauteo. e urna preta que eulende bem do
servico de cozinha e lava bem rnupa.
CERA DE CARNALRA.
Vende-se cela de carnauba, chegada agora do
Aracalv por preco mais barato do que em outra
qualquer parle: na ra da Crfdeia do Recife u. 49,
primeiro andar.
Veade-ee muilo boa manteiza ingleza nova a
500 rs., e a 040 rs., c a 720 r. a libra : na roa das
Cruzes n. 20.
Vende-se um excellt-ni* carrinho de 4 rodas,
mili Ih'iii construido,eem hirm eslado ; esl exposln
na ra do Ansie), casa do Sr. Nestne n. (i, onde |hi-
dem os pnleiidenles eamii)a-h>, e Iralar do ajuste
comi mesmo senhor cima), ou na rna da Cruz un
Recife ii. 27, armazem.
Vendem-se charutos da Rabia de superior qua-
lidade a 39000. por caixinha .le 1IMI : na loja de 4
portas ii. 3ao lado do arco de Santo Antonio.
Velas de carnauba do Aracaty,
Vendem-se na ra da Cruz armazem de araros e
sola n. 15, encllenles velas de 6, 8 e 9 em libra,
em caixas de 30 a 50 libras cada uma, e por commodo
preso.
Aos fabricantes de velas.
No armazem de Domingos Rodrigues Andrade &
Companhia, ra da Cruz n. 15, vende-se milito supe-
rior cera de carnauba do Aracalv e Aswi, em porgan
e a relalho ; e aiiu de se pesar na occasio da eulre-
ga se descontara uma libra de (ara em cada aaeco,
como he costume.
Relogios inglezes de patente.
Vendem-se a prejo commodo, em casa de Barroca
& Castro, na ra da Cadeia do Recife u. 4.
PARA A FESTA.
Sellins inglezes para homem e senhora
Vendem-se sellins inglezes de pa-
tente, com lodos os perleuces. da nie-
Ufar qualidade qoe lem viudo a esle
" cercado, lisos e de hrranue, por
|*cu muilo commodo : em casa de
Adamsou Hovtie & Companhia, rna
do Trapiche n. 42.
Vende-se uma balanca romana com todos os
seus perleuces. em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se ra da Cruz, armazem u. 4.
i 500 RS. i VARA.
Brim transado branco de puro linho, muilo en-
cornado : na loja da esquina da ra do Crespo que
volta para a cadeia.
COBERTORES.
Vendem-se en hedores de tapete a 800 rs., kilos mul-
to arandes a 19400, ililos brancos com barra de cor a
I9280,colcbas brancas com salpicas a 191)00 : na loja
da ru.i do Crespo n. 6.
BRIM DE F IOUNHO, PROPRIO PArT"
TJIUTARES. V
Vende-se lirim Ue linho branco muilo eucorpav
a 500 rs. a vara, cd les de casemra elstica .1 49OOQ*
'" iC2w?iuI Pe*"1 de suarda nacional a 39000
e ijooii o corado', dito preto para palitos a 3g00$
45000 e 49500. lencos de seda de 3 ponas, proprios
para senhora botar pelos hombros a 610 cada um, e
muilo mais fazendas era conla; na roa do Crespo,
loja n. 6.
SANDS.
SALSA PABRILHA.
Vieenle Jos de Brilo, nico agente em I'ernam-
buco de B. J. D. Sauds, chimico americauo, faz pu-
blico que lem chegado a esla prac/i uma grande por-
cao de frascos de salsa parrtha de Sands, que sao
verdaderamente falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devem acaulelar os consu-
midores de tao precioso talismn, de cahir nesle
engao, tomando as funestas consecuencias qoe
sempre coslnmam Irazer os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela mao daquelles, que antepoem
seus inleresses aos males e estragos da humanidade.
Portanto pede, para que o publico se possa lvrar
desla fraude e dislingua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recenteraenle aqni chega-
da ; o annuncianle faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em sua botica, na ra da Couceirao
Jo Recile n. til ; e. arm do receituario qoe aco'ra-
panha cada frasco, lera embaixo da primeira pagina
seu nome impressu,. e se achara sua firma em ma-
nuscrpto sobre o invollorio impresso do mesmo
jreos.
~ Vende-se um cabrioiet com sua com plenle
coberla e arreios, tudo quasi novo ; assim como 2
cavallos do mesmo j ensinados e mansos : para ver,
na cocheira do Pedro ao p do arsenal de marmita, e
para Iralar, na rea do Trapiche Novo n. 14, primei-
ro andar.
DEPOSITO DE PANNO DE ALGODAO
DA FABRICA DE TODOS OS SANTOS
NA BAHA.
Vende-se o superior panno de algodao
desta fabrica, proprio para saceos e roupa
de escravos : no escriptorio de Novaes &
Companhia, ra do Trapiche n. 54, pri-
meiro andar.
Vende-se um silio na estrada dos AlBicta, com
boa casa de vivencia : quem o pretender, dirija-se a
prac,a da Independencia n. 35.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado nas co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assuoar, aclia-*e a venda, em latas de 10
librjy, junto com o methodo de emprc-
ga-fo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Iiieber & Companhia, na ra da
Cruz, n. 4.
Vende-se farinlia da Ierra em barricas, qoe lem
mais de um alqueirc. viuda de (joianaa, por moilo
paralo preco: na ra larga do Rosario n. 39.
Vendem-se superiores redes pintadas e bran-
cas, de um so panno, e bonitos padrdes ; e tambem se
vende cera aroarella : na ra da Madre de Dos
n. 36.
Na ra das Cruzes n. 22, vende-se uma ptima
parda de 22 aons, perita engommadeira e cozuhei-
ra, cose chao e lava de sabao; uma crioala de 40 au-
'"" ''""' as mesmas habilidades, e tres escravos de
bonitas (guras, sendo um crioulo. oulro de Ango-
la e oulro da Costa. "
VELAS DE CERA DE CARNAUBA.
Vendem-se velas de cera de carnauba, em arias
pequeas e graude, de muilo boa qualidade, feita*
no Aracaty : ua ra da Cadeia do Recie d. 49, pri-
meiro andar.
Na roa do Vigario n. 19 primeira andar, tem pa-
ra vender-se chapeo* de castor braucopor commodo
preco,
- Vendem-e pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade dezinco, superior quali-
dade, por precos com modos : na ra do
Trapiche Novo n. 16.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua hater ura
completo sortimento de tai xas de feri o
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcain-se OU carregam-se em cario
sem despeza ao comprador.
Vende-se peiie secco de varias qualidades e
muito bom : na ra da Crusn. 15, segundo andar;
assim como bolina de couro pelo diminuto preco de
-2500 o par. .
Vendem-se cobertores de algodao graadea a
640, e pequen a 560: na ra do Crespo n. 13.
QUEIJOSE PRESUNTOS.
Na ra da Cruz do Recite no armazem n. 62. de
Antonio Francisco Martin, se vende os maia supe-
riores queijos londrinos, presuntos para fiambre, ul-
limamenle chegados Da barca inglesa Valpa-
raso.
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem de lienrique Gibson :
vendem-se relogios de ouro de abnete, de Dten-
le inglezes, da melhor qualidade e fabricados, en
Londres, por preco commodo.
Na ra do Vigario n. 19 primeiro andar, tem i
venda a superior Panel la para torre de sellins che-
gada recenlemente da America.
Moinhos de vento
'ombombasde reputo para regar norias e banal
decapim, na fundirn de I). W. Bowataa : na rae
do Brum ns. 6,8 e 10.
1 Padaria.
Vende-se orna padaria muilo afregoeieda: a tratar
com Tasso & rmeos.
Devoto ChiistSo.
Sahio a lux a -i." edicto do livrinho denominado-
Devoto Christlo,mais correctoe acrescentado: vnde-
se nicamente na linaria n. 6 e 8 da prara da In-
dependencia a 640 ri. cada eiemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de corea drum t panno, moilo grandes e
de bom goslo : vendem-se na rna do Crespo, loja da
esquina que volla para a cadeia.
CAL E POTASSA.
Vendc-se superior cal de Lisboa e potassa da Bas-
sia, cbceada recenlemente : na praca do Corpa San-
to, trapiche do Barbosa o. 11.
Vendem-se 9 escravos, sendo 4 lindos molo-
ques de idade 14 a 18 auno*. 3 escravos de bouita
figuras e 3 prelas de quitanda: na roa Direila a/3.
Vende-se urna negra moja que en gomma per-
feilamenle, faz labyrnlho, marca, taz doces e cozi-
znlia o diario de uma casa : na rna eslreila do Ro-
sario n. .14 primeiro andar.
Ven para forro de hilhar, sendo de lia pura, e e meUior
que lem viudo a esle mercado: na Soja de* portas ao
lado do arco de Santo Antonio.
Vendem-se queijos do serto moilo frescaes :
na ra Direila n. 106.
Vendem-se ou aforam-se pequeos ou grandes
terreos na passagem detronle da Capunga, com 100
palmos de frente e perlo de 800 de fondo, juulo ao
silio que foi do Sr. Andrade, na beira do rio, bom
para se fazer um silio : quem pretender, pode ir ao
silio do Cajueiru Iralar. No mesmo terreno lem urna
olaria.
Veude-se uma rnulalinha de 32 aDuea, pren-
dada : na roa da Gloria n. 73.
Veude-se om negro de nacao para lodoeerri-
50. com 32 annos :. na ra da Senzala Velha u. 70,
segundo ou terceiro andares, s dir qaem vende.
Vende-se um negro de naeio, muilo fiel, de
28 a 30 anuos: a Iralar oa ra da L'uiao, casa nica
de Ires janellas de frente, junto 'a l\pographia da
POTASSA BRASILEIRA-
Vende-se superior potassa, fa- 0
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons eli'eitos ja' experimen-
tados: na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem drL. Leconte Feron &
Companhia.
R^lr
Vendem-se relogios de ouro e prata, mai
barato de que em qualquer oulra parle
na praca da Independencia 11. 18 e 20.
Deposito da fabrica, de Todoa oa Sanio, nm Babia.
Vende-se, em casa de N. O. Bieber & C, na ra
da Cruz 11. 4, algodao trancado d'aqnella fabrica,
muilo proprio para saceos de assocar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
Vendem-se em casa de Me. Calmonl Si Com-
panhia, na praca do Corpo Sanio n. 11, o segninle:
vinho dcMarseilleem caivas de 3 a 6 duzias, linhas
em novel los eearreleis, breu em barricas muilo
grandes, aro de mi lao sorlido, ferro ingles.
AGENCIA
Da Fundicao Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento contina a ha-
ver um completo sortimento de moen-
da e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Na ra do Vigario n. 19, puimei-
10 andar, tem para vender diversas m-
sicas pura piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernsimo
chegado do Rio de Janeiro.
Afeada de Edwla
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmonl
& Companhia, acha-se constantemente bons sorli-
nienios de laizas de ferro coado e balido, lano ra-
sa como fundas, moendas inetiras lodas de ferro pa-
ra animaes, agoa, ele, dilas para a miar em madei-
ra de todos os lmannos e modelos os mais modernos,
machina horisonlal >ara vapor r0,n forra de
cavallos, cocos, pistllli 1111 de ferro eslanhado
Cara rasa de purgar, |.or menos preco qoe ns de co-
re, esco vens para navios, ferro da Sueria, e fo-
I has de (landres ; I udq por barato preco.
ESCRAVOS FGIDOS.
.-- *-< 1im u h*.I f^Mmkmarmaaaaaaaaai
JLesappareceu no da 2 docorren-
te^r a escrava pai-da acaboclada,
de nome Mathilde cor bastante
vermelha e feia, nariz grande, ivs-
presenta ter 55 annos de idade ; es-
ta escrava he filhado setto de So-
bral, donde para esta praca foi ven-
dida : recommenda-e, portanto,
ag autoridades pociae e capitaes
de campo, de a cap tura rem e man,-
dai-em-na levar na ra Imperial n.
51, a seu senhor Manoel Joaquim'
Ferreira Esteves, com armazem de
couros na mesma ra, qne se gra-
tificara' generosamente; assim co-
mo tambem se recommenda as au-
toridades policiaes daquelle sertao
e cidade Je Sobral o mais pessoas
particulares,a referida captura.
Desappareceu do engenho Para, fregueua de
Ipujuca, uma escrava, crioula, de nome I.niza Anto-
nia, que representa ler 35 annos de idade, alta, de
boa grossura', cor fula, maraes do rosto altas, nariz
grande,.bicuda, ps grandes, tem o vicio de lomar
tabaco, pelo que ronca moilo pelas ventas ; sahio
com um labuleiru de bolos vender, no dia 10 de
junho prximo passade, e anppoe-se ler lomado para
o sul da provincia por ler-se sabido noticia della at
Una, qoe procurava Alagoas : roga-se as autorida-
des e mais pessoas que della souber, qoe a fac,am
apprehender, que se recompensar bem a quem a
irouier oeste engenho, ou no Reeifc, na casa de Sr.
Joao l'inlo de Lemos Jnior.
Desappareceu no dia 13 do eorrenle mtz, um
escravo cnoeiro de nomo Miguel, reprsenla ler
quarenla annos de idade, com os signaes seguin-
les: he bastante espaduado, e j com cabellos bran-
cos. cabeca pequea, com todos os denles arrui-
nados, a* raaos muilo callejadas e feridas, qne diz
elle serem cravos; ausentou-se s 5 horas da ma-
nida deste dia indo para o servir,., de cauoa tirar
areia, ignora-se com qu roupa eslava vestido, le-
vou uma (rouxa com a roupa de seu uso, enlre a
qual uols-se uma calca de baicla prela e uma cami-
sa de pamiinho lambem preta por estar de lulo, va-
rias calcas de riscado de cores brancas o de /liarle,
camisas brancas de madapoln e algodaoziuho e uma
de haiela azul, cobertor de algodo branco, etc.;
julga-se ter ido acompaado por um escravo do Sr.
Jos Peres da Cruz, crioulo, de nome Eiequiel, fi-
Ihn do Cearo, he provavel si-am para aquella pro-
vincia e caminho, c mesmo por ser filho do Pa o
sobredilo escravo Miguel, comprad' ha lempos ao
Sr. Fonseca: por isso roga-se a lodas as autorida-
des policiaes, capitaes de campo on a qualquer in-
dividuo que o apprehender, o favor de mandar le-
va-lo sin senhora na Capunga silio da viuva 1.a-
se'rrn. i.u ra do Calmita loja de miudezas n. 6,
que ser generosamente recompensado.
Ausenlou-se da casa do Sr. Sebaslio Antouio
do Reg Barros, em agosto de 1851, em occasio que
se ochava morando no aterro da Boa-Visla, o sen os-
cravo, pardo, de noine Vicente, de altura 'regular,
que re present ter 30 annos de idade, pouca barba. .
bons denles, olhos na ftor do rosto, corpo e peruas
liem bitas, tendo nos colovellos dos bracos dous lo-
binhos ; suppc-se eslar acoulado em uma casa nes-
la cidade, e seu senhor protesta desde j por peda-,
dainos, dias de servico, ele. etc.; assim como gra-
lilica a quem o apprehender.
Desappareceu no dia 15 de Janeiro do corre-
le auno o escravo Jos Ctense, de idade 40 annos,
pone.1 mais ou menos, com falla de denles na frenle,
testculos ere-eidos, e cicalrizes nas uadegas ; grali-
I11 a-sr generosamente a quem o tevar ao aterro da
Boa-Vista 11. 17, .cundo andar.
\
Pera.- Tf 4a M. F. Ca Tarta.
1 JI IT1I a rv

<


Full Text
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