Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01512


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Full Text
^amp"*

ANNO XXX. N. 166.

Por 3 mezes adiantados 4,000
Por 8 mezea vencidos 4,500-
SABBADO 22 DE JULHO DE 1854.
Por Anuo adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
,
rordmezes vencidos 4,500. ~*%?% WT Porte franco para o subscriptor.
DIARIO DE PERNAMBUCO
V
ENCARREGADOS DA SUBSCR1PCAO'.
Recife, o proprietario M. F. di) Fariti; Rio de Ja-
neiro, oSr. Joo Pereira Martins; Bahia, o Sr. F.
Duprad; Macei, oSr. Joaquim Bernardo de Mon-
donga ; Pirahiba, o Sr. Gervazio Vctor da Nativi-
dade; fatal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Araca-
ly, oSr. Antonio de Lemos Braga ; Cear, o Sr. Vi-
ctoriano AugustoBorges; Maranhao, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Par,. oSr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 26 5/8, 26 1/2 d. por 1
c Pars, 365 rs. por 1 (.
Lisboa, 100 por 100.
Rio de Janeiro, a 2 O/o de rebate.
Acedes do banco 15 O/o de premio.
da companhia de Bcberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras a 6 e 9 0/0
METAES.
Ouro. Oncas hespanholas......295000
Hoedas de 69400 \elhas. 165000
de 65400 novas. 16JW00
de 49000...... 99000
PraU. Patacoes brasileiros.....19940
Peso columnaros...... 19940
mexicanos.......17860
PIRTE OFl'ICIAL
A.
I

/**
4
r

GOVERNODA PBOVnrGXaV
Expedante 4 41a 1S ate Julko.
OfSninAo commandaarfe da.' arma-, communi-
cindo, que, segundo consten d parlkipao.lo da se-
cretaria do ministerio da gnerr; do 23 de junlio ulti-
mo, de-se ensaa de redacto lia circular expedida
en t do asesino mea, eonl o fim uNs corrigir o erro
typographico com que est pulilioado na collccrilo
das lea o iinal de art. 16 do repulamenlu de 1 de
dezembro le Iri, e remetiendo copia nao s da
rilada participarlo, mas tamban dnnvisnquelemde
aabstilair t mencionada cifcr. ,t
DitoA* roesmo, remolteniio, para ter a devida
execucio, copia do aviso do ministerio da guerra de
15 de abril ultimo, visto ter o alteres Joaquim Ca-
vateinli dt Albuqiiernue Bello, exhibido conheci-
meoto de liaver pago a importancia dos emolumen-
tos caf respondentes a passagan que pelo rilado nvi-
so lhii foi concedida da compaoliia flxa do Espirito
oarji o 11 balalhao de iufantaria.
Ao cliefe de poficia. lateiramlo-o de ha ver
traoiBiiltitlo a Ihesoararia provincial para sercm
paga i estando nos termos legaes i eot tas, que Smc.
remilteo :ls despezas feitas con o sustente dos pre-
sos pobre das cadaias do Brejo t Pao d'Alho, desde
Janeiro iihi junha> tiesta anno.
HitoAo juiz de direito de Garanlmns, duendo
que,para podar ser lemeltido ao poder moderador o
traslado qne Sane, enviou dos auto* da tormacan de
colpa, jurgamento, e condemoa>ao a pena ultima
pelo jar) .'aqun termo dos cfous eicravos Silvestre
e ladero, qoe foniro os exocu lores do assassinalodq
infelii Josn BatiUo -le Freitas l'eliolo, faz-se pre-
ciso que saja lie aeorapanhado de um relalorio tm
qoe se decUrem toda* as rircumstanciasitn fado oanpa
eiprnasamiiote determina o arl. 3" do decrelo de 0
de maree de 1Ss7, o quaW sera por Smc. enviado
cota leda i brevtdade.Igual ao juiz de direito de
Goiaana acerca daprela Francisca, escrava n.Tssas-
sina do capillo Francisco Cavateanti da Cunta Yas-
eont ellos, ,' *^S
DitoA o inspector do arsenal de nvarinha, appro-
vando o ccotrato que Smc. fez com Jos Antonio de
Araojo, pjira continuar a lornecr o carvAo de ptdra
que for seiido prnciso aquelle arsenal at o ultimo
dejnnho do anuo'proumo vindouro.Comrauni-
coa-ise a llieaoura'ria de fazenda.
DitoAo inspector da thcaouraria provincial, in-
teiraodo-e de ha/ er prorogado por dous mezes com
meUde dosresaftdivo encmenlos, a licenra com
^Uese^eeiaj^rorestor publico de primeirs Miras
da CabrOb, Luiz Cyniaai da-Silva.Igual comrau-
nicae^ose tez ao director geral da instrucrao pu-
blica.
HitoAo mesmo, recommendainl em vi-la de
soa iatonaacAu dada acerca do ri-qiicrinaoplo de Ma-
noel Pirsii.am|ielloJcoioe du Gama, que maidc
por em bata publica o proprin provincial denorai-
naji^arilUa atetGi _
remataci. a quantia de &6t0jB0rrrs;, offtWfcida p
suppliemle.
HitAe commandanle superior da guarda nacio-
nal desle municipio.inteicando- de liaver expedido
as convenientes ordeasjp.inspector' da thesouraria
de fazenda, para'mandar entregar ao raajor com-
maodante interino do balalliS, de arlilharia da mes-
ma guarda nacional, a qaantia de :i:(MjO0Or3., Ipor'
conta do que se lem de dispender com o corrame
que j se aelia Bromplo para o mencionado tiatallio,
e ao director do arsenal de gama para fornecer'por
eoiprestimo X minas.^Bxpedir4m-s orden* de
que se Ira la. \
HiloAo mestuo, recommendaaslo a expedirSo de
suasj^H, alim de ser dispensa* do servico da
guarda nticional c cidadao Eulalio Rodrigues da Sil-
va, em qumestiver oceupando o lugar de inspec-
ter ile quirteirao na freguezia da Boa-Vista.Com-
miinicqq-se ao chele de policio.
rlanuDemillindo, de conformidade com a pro-
M doi:hcfe de polica,a Manoel Anlonio da Fon-
do cargo de subdelegado do ilistriclo de Ca-
saras termo do Bonito, e nomeando para o subs-
tituir. Andr Alves Espinla.Communicou-se ao
referido chete.
19
Ofltcio Ao coronel commandanle das armas,
transmlindo copia do aviso do ministerio da guerra
de 10 de.maio ultimo, no qual se declara haver-se
determinado que, a respei'.o da expedirlo das pale-
les aos olficiaes do exercilo, se observe o mesmo que
se itetta istabelecido para os da guarda nacional pelo
decreta.il. 1319 de 1K de marco desle anno, e re-
caimnemlaudo que d suas ordens para qne cada um
dos ofticiiies mencionados na rclar.'io que lamhem
remette por copia, Irate de pagar na recebedoria de
rendas inlernas a importancia dos emolumentos cor-
reapoadeates as suas patentes que so acham'na secre-
laria da iiresidencia, e bem assim que declare quaes
os oflicUesque poreslarem fora da provincia, nlo
podera raaberas respectivas patentes, alim de se-
ren ellai devolvidas .i aquelle ministerio como or-
denava "rilailo aviso.()fliciou-se a respeito ao ins-
pector da tbeseuraria de fazenda.
DitoAo mesmo, inteirando-ode haver Iransmil-
tido Ihcsouraria de fazenda os recibos que S. S. rc-
melteu, aiini de qne estando ello- jnos termos legaes,
seja o commandanle do deslaca meulo volante da co-
marca de Flores indemnisado da quanlia de 538760
rs. que dispeudcu com aluguel de cavallos para per-
correr em servico aquella comarca.
DitoAo inspector da thesouraria de fazenda,
commnnicando que, lendo em vista a soa informa-
ra", deferio favoravelmenle o requerimenlo em que
Rosa Maria Serpa, pedia licenra para vender a Bar-
tholomeo Francisco de Souza pela quanlia de 1:^009
rs. a cocheir.i da ra da Koda n. ">, sita em terreno
demarinhas.
DitoAo presideule do conselho administrativo,
para promover a compra dos sapatos mencionados
na relaco qne remette, os quaes silo necessarios no
arsenal de guerra para dar cumprimento ao dspos-
to nojaviso da repartir^ao da guerra de 28 de juoho
ultimo.
DitoAo juiz relator da junta de juslica, trans-
millindopara ser relatado em sessao da mesma junta
batalh
PARTIDAS DOS CQRREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex* Oricury, a 13 e 28.
(ioianna e Parabiba, segundos e sextas feiras.
Vitoria, e Natal, as quinta feiras.
PRF.AMAR 98 HOJE.
Primeira as 2 horas e 6 minutos da tarde.
Segunda s 1 horas e 30 utos da manhaa.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e qnintasfeiras.
Relacao, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara do civel, segundase sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
F.PIIEMBaUUES. DIAS DA SEMANA.
Julho 3 Quarto cresceMe as 4 horas, 1 mi- 17 Segunda. S.Marinliav. Ss.Aleixue Victoriano
uto e 48 segundos da Urde. 18 Terca. S. Acylinq m. Ss.Ruiilo b. e Frederico
10 La cheia as 4 horas, 6 minutos e 48 19 Quarta. S. Vicente de Paula.
segundos da manhaa. I 20 Quinta. S. Jeronymo Emiliano; S. Elias.
17 Quarto minguante a 1 hora, 44 minn- 21 Sexta. S. PraxcdesV.; S. Daniel profeta.
tos e 48 segundos da manhaa. 22 Sabbado. S. Mam Magdalena (peccadoradnE-f.
25 La nova aos 47 minutos e 48 se- 23 Domingo 7. S. 4polinario b. m. ; S. Libo-
gundos da larde. rio b. ; S. Primitiva ; S. Krundines.
tualmenlc pagas, e a indo crrenle se pagar a de
junho, cousa nunca vista nesta Ierra.
Para pagar em dia lem o governo tomado dioheiro
ao juro de 1 .'.,' 1 ji por % ao mez, em ledras so-
bre a thesouraria, verdadeiro milagro, porque antes
estesdocumenlos nem a 10 por \ do seu valor se po-
diam descontar. No melhor lempo do|Sr.Gir, i;lian-
do ludo era esperanza e coufianra, laei empreslimoi
se faziam a 3 por % ao mez sobre as rendas da alfan-
dega. A divida exigivel vai se amortisando por um
modo igual e equitativo.
_ Na arrecadaejk dos direilos da alfandeaa, e repres-
sao do rniilrabandn qa zelo e vigor ; mullos dos an-
ligos abusos, que aqni se cbamam facilidade ao com-
mercio, lem desapparecido e por isso dado lugar a
queias. Ha dias foi urna depularao ao ministro da
fazenda pedindo a revogac^o ds algoma* das taes
aedidas que dizem vexatorias do commercio. Tem-
sc ouvido que o ministro da fazenda declara antes
demiltir-se, do que fechar os olhos ao contrabando.
O rigor na avaliacao dos gneros francezes e ingle-
zes lem suscitado a grita de alguns interessados que
dizem ser prejudicial ao paiz, porque embaraza o
contrabando para o Rio Grande.
Na discuaaso do orcamenlo deelarou o ministro
da fazenda que os seus collegas da guerra e do inte-
rior tinham corlado largo, porque nao eram ellos
que se viain em apuros para arranjar dinheiro, e qne
o processo verbal feilo ao soldado de meio u.i
. ., L L .- .. Pr "Mn aceitara todas as reducedes que as cmaras
provisorio da Parahiba.RoQno Joso Francisco.Par- f,zessem, declarando mais que em sua opiniao todos
(icipou-se ao Etai. presidente daquella provincia.
DitoAo chefe de polica, inteirando-o de liaver
transmiltido a thesouraria provincial,alim de ser pa-
ga estando nos termos legaes, a conta que Smc. re-
melteu das vesperas feilas com o fornecimenlo dos
presa* pobres da cadeia de Caruar nos raezes de
abril i junho desle anno.
DitoAo director do collegio dos orphtos, dizen
do ara vista de sua informarlo, que pode Smc. en-
tregar a Minnel Elias de Moura, o menor seu sobri-
nho de nome Ricardo Benedicto de Moura, educan-
do d'aquellc collegio.Communicou-se adminis-
tradlo do patrimonio dos orphaos.
TartariaAo agente da companhia das barcas de
vapor, para mandar dar transporte para a corte por
conta de governo,no 1 vapvjr que passar para o sul,
ao 1<> cadete Manoel Uoncal
Comniuuicoii se ao coror 1 commandanle das ar-
mas interino.
Pereira Lima Jnior.
os ornamentos se deviim reduzlr a um terco. Esta
linguagem pouco parlamentar tcm sido censurada
por uns e elogiada por outros.
A retirada paran Rio (irando do Sut da guarda
nacional brasileira causou aqu sensacSn, porque
muitos receiaram que se retirasse toda a forra expe-
dicionaria. Esta se lem podado muilo bm, sem
ter ha*Mo um s caso de desgosln.
Urquiza tem tentado reunir urna divisan em Santa
F ao mando do coronel Cosa, ex-chefe de Oribe e
Um dos qne sitiavam a Buenos-Ayres; mas nlo lem
conseguido soldados, porque todos desertara-para
Buenos-Ayres, para o inlcrior o al para os Indios,
de modo qne vai desistir do intento. Em Buenos-
Ayres tamliem nao he possivel alistar gente nem
mea** para guardar as rronteiras contra os Indios,
^esta dispositao do povo conlra tudo que pode chei-
rar a guerra est a mais solida garanlia do paiz.
{Carta parlicnlar.)
{Jornal do Commercio.) ,
he hoje com
ia um mez.
pouca di (Te-
INTERIOR.
VIDEO
Jola.
A situara dess1
Tenca a mesiuaque'
Algus poliliets apaix (nados de varias cores dgo o
paiz como descontente J descoaGado do futuro : na-
da dislo he verdade e djous fados evidentemente o
provam.
Shen que os comniercianles sao aqu exlrema-
ments cautelosos, que apenas sonham em rcvolu-
x3o. auspendem as transac^Oe^ sohretudn para a
ampanha. Ora, o rorhmercio ha muilo lempo que
uao linha a aetividad de boje, e para a campaulia
se fia com omita facdjdade. \g
Quaodo na camfiuiv.x ha siznaes de d^sronteiila-
ento que anieiicein'rovolta, os estanceiros Iralam
todo preto. Assim que no
i pissadn iiaixou o gado cha-
.do de cria de 5 a aviesos. Moje querem 7 pesos
e nao se pode comprar, porque nao ha quem o
Yenda.
A popularao, longo de ler diminuido como em
pocas criticas, lem augmentado. Islo se sent na
subida dos alugueis, as militas casas qoe se edi-
taiA concertam, e rio augmento nolavel do con-
tumo. De outro modo como explicar o bugmento de
renda nos peiores mezes do anno ? Maio, jnnho e
jullio silo onlinariamenle de pequea renda, por-
que o mo estado doseaminhos embaraca as remes-
sas para arampanh ; no enlanlo em maio a reuda
foi de ttViOOO pesos, e no mez de junho orcou por
is-o.
U portaolo confianca na Iranqoillidade du paix,
e islo aqrn' be ludo.
Me vfdade que se pode censurar ao actual presi-
dente algumas nomcaijoes do pessoas, honradas sim.
mas sem aneces-aria idooeidadevs porque sao seus
amiso* ~Mas esto defeilo nasce da dissidencia pes-
soal de alguns dos seus antigos alliados e admirado-
res ; e a verdade he que o aclual presidente enverna
com dedicarlo e honradez, que lem respeitado to-
das at pessoas e propriedades.que nao se I lie pode as-
sacar um sii acto de violencia.
Tcm respeitado a imprensa apezar das aggresses
muilas vezes descomedidas que della sodre, nao
usando da Ici que lhe da a faor.ld.ide de suspender
jornaes e fechar typographias.
O Sr. Flores, nao obstante a desconlianra de que
parece possuido para com os que se dizem conser-
vadores, que sao os dissidentes do seu partido, lem
raminhado para elles e al para os do partido blan-
co. UrnaTirova desta assersao be o fado notorio de
haver offerecido o lugarde Ihesourciro geral ao ex-re-
presentanle blanco Dorotheo Garda, ante os amigos
dissidenles Hordeuhana e Munhoz o lugar de the-
soureiro geral.
Passou um um projeclo para consolidaban da divi-
da publica de conformidade com a; estipolarOes da
convenci de subsidios entro a repblica o o" impe-
rio. Foi esforco do presidente e prova de fidclida-
de aos seus comprnmissos, como primeiro magistra-
do da najao, pois os especuladores e agilas tinham
laqueado a boa f dos representantes e senadores,
sustentando a idea de urna caixa de amorlisacAo. O
presidente foi assislir discusso, que correu veloz,
e isso Ilie cuslou algumascensuras dos aristarcos da
imprensa.
as huanras se nota scnsivel mclhora. O ministro
da fazenda esl longe de ser um Necker, mas he hoq-
rado e aclivo, e islo he o essencial, digam o que
quizerem* As rendas da alfandega e corraes esl.lo
completamente livres. As listas de maio foram pon-
FOLHETIH.
IMAfllSTOfilA DE FAMILIA. C*>
POR MER1.

i
XIV.
Gata a rato.
Vollaudo para casa Isaura s poda tomar conse-
Ihodc si propria, para dirigir-sc .i posicao emba-
razada qoe acabava de crear-lhe a^resumida parti-
da de Saint Servis. Todava i forra de reflectir so-
bre etsa parlida, que airuinava-u todas as bellas
esperancis, ella balen na fro-ile; e disse com sigo
misma : ^~
E fe elle nao liver parlido !... Se tiver ido
acompanhar o oulro... o que linha um Irage de via-
jante '.... He acaso razoavel suppor que Saint Servis
la aferrado sua bihliolheca, venda de seus mos
livros, e ao seu dinheiro tenha partido sem fazer-me
urna ultima visita de inleresse'.'... Sim, ha algunia
esperanza. Esperemos.
Duendo isso, ella dispoz-se a receber Saint Ser-
vais segundows instrucr/ies do conde de Sullauze ;
masa medida q*io* o dia se aproximava do fm, sua
es|ieran>;a se desvaneca.
A's nove horas da noite Isaura eslava mergulhada
na mais viva ansuslia, quando a rampainha do relo-
gio casou-se com om tmido toque de sinela que re-
velava a mgo eommovida de um visitador.
Saint Servis entrn, e ella recebcu-o segtmdo
rosluraava, sem empeuhoe sem frieza. Saint Servis
recostou-se sobre um divn como urna pessoa fami-
liar livri' da ceremonia, e disse :
Receben minha carta, bella Isaura ?
Xa hora marcada.
Como aclion-a ?
O principio recreoo-me muilo ; mas o fim
nnz-me em um cruel embarato. O senhor deu-mc
trahalbo para duas horas. Veja minhas maos, gaslei
as unhas sobro as/apas.
BllUo Mr. lalters veio ?
Elle nao, seu primeiro caixeiro.
l'ois coiile-me logo isso ; vendoii ?
Mr. Saint Servis, uao inc d mais scmclhan-
tes cotninisses.
Prirneiramente nao sei regatear. Veja, eis aqu
una tonca mui simples, eu pedia le-la por ciucoenl.
francos, ecomprei-aporscsseiila...
Una por ella sessenla francos ?
Nao, porque nao os linlia a mo, nao pagaei
anda ; t se uao rae chesareu os fundos,' au a pa-
gare! minea. Demais esta touca fez a modista ven-
der rie .cola ; ella deve-me pois a menos sessenla
francos pelo rasu Irabalho de exhibido.
() Vid* o Don'on. 16*. ~
BZO DE JANEIRO.
SENADO.
DU 3 da junho.
A's 10 horas e mea da manhaa, feila a chamada,
acham-se presentes os Srs. Mafra, D.Manoel, Dantas
Fernandos Torres, Tosa, Cunha Vasconcellos, Jo-
bim, marquez de Valenga, marquez de Itanhacm,
visconde de Paran, Soares de Souza, Vergeiro,Men-^
des dos Santos, Vianna, Vallasques, Souza Ramos,
Mattoso, AUncar, Paula. Pessoa, Rodrigues Torre,
Soma a Mello, Araujo Uibciro, Paes de Andrade,
Fernandes Chaves, Limpo de Abren, e Miranda Ri-
beiro.
Parlicipam acharein-se docoles os Srs. Vivciros e
Alves Branco.
O presidente convida os'Srs. senadores presrnlcs a
trabalharem as commissoes, vsloiViao haver rasa.
Coiiiparecein depois da diaiuada os Srs. Oliveira
CouGnlio e Kfoalczunia.
5
A's 10 horas c meia da manhaa; feila a chamada,
acham-se prsenles os Srs. Mafra. D. Manoel, Mon-
des dos Sanios, Aranjo Vianna, Tosa, Souza e Mel-
lo, aaarquez de Ilanhaem,Cunha Vasconcellos.Mello
Mallos,' Limpo de Abreu, Souza Ramos, Vianna,
Aranjo Ribeiro, Soares de Souza, Vergueiro, mar-
quez de Casias, Jobim, Fernandes Chaves, visconde
de branles, Fernandes Torres, visconde de Olinda,
Paula Pessoa, ollanda Cavalcauti, Mattoso Cma-
ra, e Miranda Ribeiro.
O presidente declara nao haver casa, e convida os
Srs. senadores presentes a uceuparera-se em traba-
Ihos de commissOcs.
Dia 6.
As 10 horas c meia da manhaa, estando reunido
numero suflkicntc de Srs. senadores, abre-sea sessao;
approvam-sc as actas de 2, 3 e 5 do correle.
O l.* secrclaro d contado seguiole expediente :
Um officio do l.- secretario da cmara dos Srs. de-
polados, participando que a mesma cmara aduptou
as emendas do seuadoi leisdeamorlisacao favor de algumas corporales de
mao-morta e de diversas irmandades ; e que vai di-
rigir as respectivas resolucde* sancho imperial.
Fica o senado inlerado.
Tres unidos do mesmo, acompanhando as segoin-
proposicocs :
o 1. A assemblca geral legislativa resolve :
a Art. 1.' I'ica concedido ao monte-pio geral dos
servidores do Estado o usofructo do proprio nacional
sito na travessa das Relias-Aries, onde actualmente
se pagam as pcnses do mesmo monte-pio.
trario.
Pajo da cmara dos deputados, em 2 de jnnho
de 185i.-f'ixconde de Baependy,presidente.-Francis
co de PaulefCandUlo, 1.- secretario.Joaquim Fir-
mino PereiiaJorge, H.' secretario.
o 2." A assembla geral legislativa resolve:
a Arl. I.- Fica approvado o privilegio exclusivo
por espaco de 20 anuos que o decreto de 21 de ou-
lubro de ISOconcedeu a Honorio Francisco Caldas,
ou i companhia que formal, (ara eslabelecer urna
linha deommbus enlra a capll do imperio e a villa
de Iguassu', naproviucUdtaiio de Janeiro, na con-
formidade das clausulas faandirOes que acompa-
nharam o referido decrttfi
o Arl. 2.- Fica igualmenloapprovada a conditao
do arl. 12, a que se refera decrelo de que trata o
artigo anteceden le, na paste relativa senijao do
imposto das barreiras peraJMaote receila geral ;
bem como de qualquer onas aclualmenle decretado
pelas leis em vigor.
(i Arl. 3.- Ficam revogaJJMi disposic,0es em con-
trario.
Pac.o da cmara du dert*jfes,.em 3 de junho
de 1854.riseone de BaeptMy, presdenle.An
Ionio Jos Machado, 2.* seeMario, servindo de 1.
Joao ii'Hkeni de Matlsf, aer.indo de 2.* secre-
tario.
3. A asserbla geral legfctiva resolve :
Arl. !. Fica approvada a pensao annual de
1:2009000 concedida, pordecrato de 11 de agosto de
1853, a D. Francisca do Reg Brrelo Pereira, viuva
do coronel Francisco Jacintha Pereira, e s suas
qualro fillias solteiras Maria Jaeintha Pereira, Fran-
cisca Jacintha Pereira, Joaquina Jacintha Pereira e
Umlielina Jacintha Pereira, MBdu dous tercos'para
a vuva e um Ierro para as filhas repartidamente.
Arl. 2.- As agraciadas pereeberao esta pensao
desde a data do referido decreto.
Art. 3.- Ficam revogadaaaf disposicoes em con-
trario.
Pac,o da cmara deputados, 3 de junho de 1854.
t'iteonde de Bacgeitay, presideule.Antonio Jote
Machado, 2.- secrettpa, servindodel.-JoSo IVil-
kent de Mattos, saqpdo de 2.- secretario.
4.* A assembla geral legislativa resolve :
Art. 1.' Fica approvada tflttilao annual de
1508 concedida por decreto de feno de 19 de
agosto do 1851 ao guarda iiarioBdlAnfonio da Cruz.
ferido cm combale na provincia do-Rio Grande do
Sul.
Arl. 2/ O agraciado perceberi a mencionada
pensao desde a dala do referido decrelo.
Art. 3." Fipam revogadas as disposicoes em cou-
trario. \
Pago da cmara dos depulados, 3 de juoho de
1854.l'isconde de Baepeiy, presidente.Anto-
nio Jote Maehado, 2.* secretario, servindo de !
Joao tnikens de Mallos, servindo de 2.; secretario.
Vo a imprimir. v- *
Cm oflicio do \ice-preSdenta da provincia do Rio
de .1 aiirii. remclteudo 10 exemplares impressos da
collecrao das leis da mesma provincia, e dos regula-
mentos da presidencia, promulgados no anno passa-
do.A' secretaria.
Um requerimenlo de Joaquim do Valle e Silva,
pedindo o lugar de porteiro do senado. A' com-
mi-sa da mesa.
Lem-sc os segninles pareceres/:
1. A commisso de marinhaje guerra, a quem
foram prsenles as emenda-, da ritmara dos Srs. de-_
(uauloa pruposla do KovcriMruiie frxa^u forras na-
vaes para o anno finanreiro de 18551856, he de
parecer que enlrem em.discusslo, reservando-se
para fazer as suas rellexes visla das informa-
cOes verbaes que der o Exm. Sr. ministro respec-
tivo.
o Paco do senado, em 6 de junho de 1854.M. F.
de Souza e Mello.Hollando. Cacalcanli.Mar-
quez de Caxias.
a 2. A commisso de negocios ecclesiasticos e de
consliluirAo a quem foi remellida a proposico da
cmara dos deputados erigindo em matriz a rapella
de Santo Antonio dos Pobres dcsla corle, depois de
bem examinar os documentos e reclamaces da ac-
lual rmandade de Sanio Antoni*dos Pobres e Nos-
saScnhora dos Prazeres, que administra aclualmen-
te aquella igreja, he de parecer que a dita resolncao
seja substituida por esta, que tem a honra de propor
i considerarlo do senado.
A assembla geral legislativa decreta :
Arl. I. Fica o governo autorisado para crear
na cidadedo Riode Janeiro, com a denominaran que
jalear conveniente, una nova freguezia, que ser
composta de parte das freguezias do Sacramento, de
Sanla-Anna e de S. Jos.
u Art. 2. Emquanto esta freguezia nao tiver
igreja matriz propria, servir para esle fim a capella
de Santo Anlonio, ficando o governo autorisado a dar
> irmandade que actualmente a administra urna in-
demuidade annual em proporcSo das accomodacOes
necessarias para o servico da freguezia.
a Art. 3." Nadita igreja nao haveroiitra irman-
dade senao aquella, que ser ao mesmo lempo do Sa-
cramento de Santo Antonio e de Nossa Senhora dos
Prazeres.
Art. 4." Ficam revogadas as disposicoes em con-
trario.
a Paco do senado, em 3 de junho de 1851.Jos
Martins da Cruz Jobim. P. J. S. de Souza.
C. J. de A. Vianna.V. de Olinda.Araujo fi-
beiro. .
O primeiro parecer fica sobre a mesa, c o segundo
vai a imprimir.
He lida e approvada a redacca da resolurao do
Mas tornemos aos meus livros, bella Isanra,
foram elles vendidos ?
Sim, c o senhor foi muilo feliz. Achei um
imbcil que deu-me por ellesdous mil francos. Rou-
lii'i-o como em um bosque. Era descarameulo seu
pedir qualro mil francos por essas abomnacesl
Elles cusiaram-se seia mil, palavra de honra 1
E que disse-lhe o caixeiro de Flalters *'
Examinou lodos os livros, ons apoz/jas uniros,
sem rir nem fallar, como liiuucm habituado a estas
especiaras de camarimgjc depors penjntou-me e
preco. Eu disse-lhe dWatro mil francos, "eelu dea
urna arande gargalhada. S linha tlsto' rir .assim
urna vez em 1853 no dia 1t de julho anniversario da
tomada da Bastilh; no qual eu devia pagar" alu-
guel da casa. Meu qu artel era de dzentos francos,
e ral l a\,un-me dczluzes. Ajimlei lodosos vestidos
velhosquc posuia, e chamei um adelo.
Quanlo pede por isso ? pergunlou-me esse mer-
cador ambulante.
Dez luizes, respondi-llie.
Enlao comcrouessa famosa risada de que aca-
llo de fallar-lhe. A rjgunda pertcnce ao caixeiro de
Mr. Flalters. Julguc de minha alegra quando pu-
de concluir seu licencio pela nielado, segundo 'suas
nslrucces. O adjrlo s deu-me dez francos pelos
dez luizes pedidos.
Obrigado, bella Isaura, e mil perdoes por lan-
os trabalhos... Eia, escolha o dia e a hora para o
iiusso jantar de San Germano.
Oh dpixemos passar essos grandes calores do
vero S jauto com sorvetes de bauuilha no mez
de julho.
Enlao, bella Isaura, deixemos essa parlida de
prazer para I fesla de Loges em setembro.
Pois bem, seja em setembro.
E cm setembro, bella Isaura, voss me amar
ainda '!
Como hoje, senhor. Ah esl contente ?
Mas... a proposito... creio que esqueceu-se de
dar-me os dous mil francos do caixeiro de Flal-
ters.
Nlolh'osdei oh isso he jocoso enlao devo
le-los. Essos dona buhles nao misluram-se com os
meus... E-la no armario... O senhor creria que
nuuca loquei cin um hilhete de banco 1 Quando saiu
a pe procuro por toda a parle na rua ; perdem-se
Unios, segundo dizem os annnucios das esquinas...
Um dia desles annuneiaram seis perdidos com d-
zentos francos de recompensa.Nao comprehendo bem
isso, eipliquc-nic.
bsobe simples, Isaura, quem nerdeu seis mil
francos promelte drenlos quem aclia os hilhelea e
os reslilue.
Ol! que asneira ia eu fazer, se o livesse a-
chado !... Mas n.lo he asneira, pelo contrario !. Se
eu acbasse os seis bilheles de banro enviara dzen-
tos francos a quem os linha perdido para reeompen- naes omino:
sa-lo da boa acrao que bavia feito perdendo seis mil Oh !
francos na bolsa de urna pobre miilher qoe nao li-
nha nada. He Dreciso ser muilo rico para perder seis
mil francos, Nineuein os perde volunlarinmenle !
Eu quizerapcrile-los ; pois me ficaria oulro tanto em
casa, e nao Icnbo os que ficariam.
O caixeir de Flalters psgou-lhe enlao, com dous
bilheles de banro ?
M_ l'i disse.
; -*Mh I bella IsVora, nao oavi. Elle teria podi-
'famt-nw qualro bilhetes de quiuhentos fran-
^^Ess caixeiro de Flalters lem um officio abomi-
riavefl ^
' Por pagar com bilheles de banco '? disse Saint
Servis aferrado o rerebimcnln do dinheiro.
Oh l^omp'rehenda-inc mclhnr !... Por vender
lodos essesalfarrahios le Sardanapalo aos rapazes
que sahem doscollegins coroados de louro.
Essa'eaaa, disse Sainl Servis, tem ganho tres
milhOes pelo menos.
Oh I em Paris as especialidades sao sempre bem
saecedidas...
Prefiroa espccialidade dos bolos do Gymnasib,
interrompeu vivamente Isaura. Emlim nao'fallemos
mais disso... Os homens de nada se eiiversonham
quando ha dinheiro no fim de nina especiatidade
qualquer !... Oh Mr. Saint Servis, leio-lhe o pen-
samenln nos olhos... osenhorquerjogar um*iouco...
Pois bem, acclo... as carias esiao promplvs como
v... Quem lem complacencia om esse Arlhur !...
ellp|me far amar o jogo Assenle-se ahi em fren-
te... Eia, inlercssoenormemente ganhar esta noite...
Com lano que nao joguemos meus dous mil
franco, bella Isaura.
Menos que isso, jogaremos jinsso retrato a da-
guerreotypo... Quero possuir seu relralo... J tenho
o lugar...!) senhor deve ter-se feilo desenliara da-
guerreolypo vinle vezes pelo menos :
Que diz ? mais de cera Pedem-me de lodas as
parles.
Assim o creio !... As mnlheres dispulam enlre
s o retrato desse monslro !...Terei o cculesimo pri-
meiro, iso he iu.liii -rcuie !
Isaura Isaura nao lenha ciumes bem sabe
que detesto esse defeilo '
O senhor o adora, hypocrita !... Oh que juga-
remos ? .
Um jogo do3 ceios para variar.
Pois bem 1 gosto de lodo o jogo... Agora sou a
ma... Vio o cmela '*
Ainda nao... Elle pc-se anles de meia noile.
Temo um sessenla no principio, guardou os
paos t
Eslo no descarte... e meu qualorze tambem.
Ah bem !... o senhor nao emita nada.
Sobre a mesa... dezesele. Carlas iguaes.
E eu quiuze... Cr que os cmelas sejam sig-
ile um preconceilo popular...
senado que aulorisa o governo a mandar matricular
no primeiro anno juridicodeS. Paulo aThomaz An-
tonio de Paula Pessoa.
Passando-se a ordem do dia, sao ^approvadas sem
dbale em 1. e 2. discusso para passarem 3.", as
Saposieocs da cmara dos depulados : 1., augmen-
ndo mais 2009 aos ordenados dos correos das se-
cretarias de estado ; e 2.', 3.a e 4., approvando as
pensOes concedidas a D. Rita de Cassia da Conceicao,
a D. Umbelina Leal Ferreira Monleiro, e a Jos Ro-
drigues dos Santos Neves.
O presidente declara csgolada a ordem do dia,
convida os Srs. senadores a trabalharem as com-
laiaeiai, ed para ordem do dia : 1., 3.* discusso
da re-oliieao da commisso de inslruccao publica
autorisando o governo a mandar matricular no 1."
anno do curso jurdico de Olinda a Jos Maria do
Valle Jnior; 2.", 2." discusso da emenda do Sr.
Montezuma relativa publcaclo dos Irahalhos do
senado; e 3., a ullima discusso do projecto de res-
posta falla do Himno.
I.evanla-sc sessao ao meio dia.
m a. a i
CARIARA DOS SRS. DEPUTADOS.
Sessiio de 5 de junho.
A' hora do costme feila a chamada, e adund-
se reunido numero sufficieole de membros, o.pre-
sidente declara aborta a sessao, e depois de lida e
approvada a acta da antecedente, o 1. secretario
d conta do seguinte expediente :
Um oflicio do ministro da juslica, enviando o de-
crelo pelo qual foi aposentado o juiz de direito Ale-
xandre Joaquim de Siqueira, chefe de polica desta
corte, com o ordenado annual de 1:5009. A' com-
misso de pensos e ordenados.
Do ministro da guerra, devolvendo o requerimen-
'o cm que slenles da escola' militar e da academia
de marinba pedem augmento de ordenados, remet-
iendo ao mesmo lempo a informadlo dada pela con-
(adoria geral da guerra. A' commisso de mari-
nha e guerra, que fez a requisirao.
Do mesmo ministro,devolvendo o requerimenlo
em que o 1. lente reformado Manoel Soares de
Figueiredo pede o pagamento de 1:2009 de sidos
atrasados, e ao mesmo lempo enviando copia da in-
formaran da roo i a. loria geral da guerra. A' lercei-
ra rommissao de o ramelo.
Acha-se sobre a mese, e he remellida commis-
so de fazenda,. a dcmoiistraco geral das operarnos
do preparo, assignalnraesubsttuicslo do papel moe-
da na corte e municipio do Rio da Janeiro, a cargo
da junta administrativa da caixa da amorlisacSo,
desde 24 de dezembro de 1835 at 31 de maio de
1854.
Um requerimenlo da commisso da companhia
Sul-Americaha de navegacao geral a vapor, pedin-
Jo as mesmas isencoes e favores concedidos' linha
de vapores de Soiithamptoni. A' commisso de
commercio, industria e artes.
' L-*e e sem dbale approva-se a redacro do pro-
jecto que aulorisa o governo a rerormar a ao* do
commercio da capital do imperio.
O Sr. Paula Candido, i.9 secretario, propoc ur-
gcncia'para apresentar um requerimenlo, para que
a cmara delibere sabr a mancha porque se dever
fazer a folha do subsidio dos membros da mesma, e
a urgencia pedida he regeitada.
Passando-se ordem do da, julgamento de cri-
nies commcltidos por Brasileiros fura do imperio,
continua a 3. discusso desse projecto com as emen-
das apoiadas.
O Sr. l'irialo depois de um breve exordio, no
qual moslra que lhe cabe fallar em urna ogcmo
ingrata visla dos discursos brlhanles
dos por duas illuslraces da casa, sustenta
da d,'icummis>aoexprniindo-seda mancira seguinte
He innegavel, senhores, que a lodas as naces ca-
be o direilo de tratar da sua propria conservado.
Para o coercido desta direilo he preciso' que ellas
tenham o poder de punir aquellas pessoas que pra-
ticam aclos contra a sua existencia, prosperidade e
independencia.
Ellas tcm o direilo simplesmente de processar e
punir dentro do seu territorio, enleiidendo-se tam-
bem como territorio de urna narao as aguas encra-
vadas uesse terrilorio, os porlos, os navios de guerra,
mesmo navegando nos mares que s3o do dominio de
todos, os navios nacionaes ainda mesmo ancorados
em porlos estrangeiros.
Esse direilo de julgar c punir nao se estende ao
territorio eslrangciro, quero dizer, urna nac3o nao
pude perseguir em territorio estrangeiro qualquer
pessoa que ti vcr_rom melli. I um acto criminoso con-
lra essa narao, na i pode fazer effeclivas contra es-
sa pessoa as penas que se tiver decretado no paiz.
E, senhores, alera dos fados criminosos contra a
independencia e cnservaco dos estados, pralicados
0m seu territorio, existem outros factos pralicados
fra do territorio, que podem ser tamliem Iropecos
para sua conservacao, queprejudicam a estabilida-
de dos estados. Qualquer pe fora do pan. a que perlence, que sejam causa da rui-
na desse paiz. Itava pois necessilade de punie.lo
desses delinquemos. O direilo que creava esta ne-
Toma cha esta noite ?
Sim, urna chavena com leile... A proposito,
que he feilo desse Mr. de Ferrieres... de Plombic-
res... de...
De Verrieres... N3o tenho nonas e temo urna
cor... Oh veja o que lomei no baralho cinco
sele .'...
Voss lem noventa sobre a mesa, bella Isau-
ra !... Meu poni he bom... Dezeseis e seis vinte e
dous, quatorze. nvenla e seis...
Cmo be feliz esse senhor.'
Nao lomen a v-lo Isaura?
Quem
Esse Mr. de Verrieres ?
Se eu guanlasse as espadas, meu poni era
bom. Evilava a repique .'... Oh 1 o senhor ganhou
a primeira mo.
Essa Isaura he jogadora como ama caria!...
Porm nao ouve o que lhe digo t
Perfelamenle, o senhor tem om dezeseis, o
ponto e qualro az, ouvi bem.
Eu pedia-lhe noticias de Mr. de Verrieres.
Elle eclipsou-se om urna perda de duzenlos
luizes. '
Que pensa vose desse homem ?
De veras I Como eslou infeliz Tomo dous
quatorze.
Tenho ambos. Se met ponto he bom, voss
he ainda repique... Tenho seis carias.
Quanlo valcm 1
Cinroenla c nove, bella Isaura.
As minhas s \alem eincoenta c oilo. Pcrdi.
Vinle c oilo e seis, noventa e qualro... Ga-
nhei as duas maos...
E meu relralo... quer cm medallin, com lou-
cado inglcz e vestido afoeado, e alnele de dous
pombos que amam-se lernamenle, em mosaico, ou
cora o vestido de collete branco abotoado com dol-
an"
Como quizer, querida Isaura.'sua esculla se-
r a minha.. Porm voss deixon-me duas pergen-
ias sem resposla...
DO-me urna desforra, c depois conversaremos...
Ah! preciso de um jogo de eincoenta e duas carias
para a desforra...
Justamente, disse Sainl Servis, voss lem ahi
os restos do nosso lansquenel... Eu nao pude jamis
dar desforra a Mr. de Ferrieres... de Barrieres...
Como chama-se elle ?
Silencio agora I Se o senhor conversar, con-
fundirei os dez com os nove, os res com os vale-
tes... Nao me distraa... Tenho a desforra de Ma-
ra Antoinette, he amis bella... Conhece-a?
Perfelamenle. Lign urna idea sua desforra.
Como diz isso com ar maligno !... O senhor he
um bello palito !... Sim, tenho urna idea.
Qoer salier em que idade se casar.ln as rapan-
gas em sua familia ''
ceasMade era contestado por alguns eecriplorcs e
apoiado por outros. Na Grecia, e cm Roma, como
disse o honrado ministro da juslica, seguia-se o prin-
cipio do estatuto local, jsto he, nao se paaiam fac-
tos criminosos pralicados fora do paiz. Com o andar
dostempos, na idade media, admillio-sc a personali-
dade das leis, eslabeleceu-se como regra ttlae inva-
rievel que bavia direilo para as narei de punir, de
entrar na indagarlo dos Tactos criminosos pralicados
fora dos seus territorios.
Esse principio foi abracado pelas naces mais ci-
vilsadas, excepr.lo da Inglaterra e dos Eslados-
Unidos. Estas nares porm hoje, reoonhecendo
os mole a)a principia -entrarie, s embaraces por
elle produzidos contra a sua prosperidade, a ser se-
guido rigorosamente, o lera modificado por dillercu-
les vezes, de forma que, como disse o nobrtr'depn-
tado pela provincia da Halda, pode-sc (firmar que
a propria Inglaterra1 e a America Ingleza tem pra-
ticado actos que demonstran! qoe seguem o princi-
pio do eslaluto pessoal.
A malcriarte se discute, senhores, hcde.muita
era villa, lo, tcm prendido a atiendo do publico ; he
misler que a nacao saiba que a legislarlo que que-
remos adoptar se ada adaptada por todos os paizes
Ilustrados da Euqapa; he, misler que ella saiba
quaes sao essas uarOes que admitiera taes principios.
Recouhccendo pois, senhores, anacessidade de tor-
nar mui claras as bases ou os. motlvosMjue oslevam
a abracar se.melh.inte medida, nH onjvido ora can-
sar talvez a cmara, citando as napes estrangeiras
que seguem o principio >la pcrsnnalidide das leis,
pedindo mesmo que estas clacoet fiquem estampi-
das no Jornal do^ommercio, para que o publico le-
nha conhecimcnlo dellas.
A Franra nos seus-arligos 5." e 7. do cdigo de
inslruccao criminal diz o seeuinlo Todo Fruiccz
que conunelter fra do terrilorio da Franca um cri-
mc contra a seguranra do estado, que fabricar moa-
da l.ils.i, papis pblicos, bilhetes de banco, ser pro-
cessado, julgado e punido enq\yranea pelas leis fran-
cezas. Esta disposirao 'do cdigo francez foi se-
guida immedialamcnle pelo reino das Duas Sicilaa,
nos arN.'li." e 7." das leis do processo criminal, pu-
blicadas em 1810. '
Os Estados Pontificios no 82 do sen rcgul|oienlo
para a inslruccao criminal admillem o mesmo prin-
cipio da persoualidade desles. .
A Blgica na sua lei de 30 de deiembro de '1836,
arl. 1..
Os Paizes-Baixos no seu.cndigo de inslniccao do
processo criminal do 1. de ontubro de 1838, arti-
go* 8, 9 e 10.
A Sanlenha no sen codig* penal da 1830. A Aos.
tria no seu cdigo panal, arl. 3.". A l'russia no
seu cdigo de inslruccao criminal, 97 c 98. A
Havicra, o gro-ducado da Ofdembufgo, c os Eeladon
da Allemanha lem disposires scmclj^iitcs.
O principio he esle, senhores, pjior o reincg^
que fra do territorio liver commeltido acto crWI
on'.'.'.i .......i'.eii.leiicii
^^WHoof compara depois
moslra nlo s que elle esl conforme com os prn-
._ t r~ m a mu v aviLiiiu
opios eslnbelecidos do direilo privado internacional,, ^ rcri<1m(,nle a ,.9
senao l.imbemjfom a Icgislacao dos paizes civili-' isiem _____
sados da Europa por elle citados. Em seguida
aprsenla varios argumentos p?ra provar a juslica
'fundamento la doulrina eonlida nos outros arli-
)?os da emenda da commisso, pela qual conclue vo-
tando.
A discaasao fica adiada pela hora.
Enlraem discusso o projecto de resposla falla
do throno.
Acham-se prsenles alm dos Srs. miuistros que
silo deputados, os Srs. presidente do conselho' e
minislro don negocios estrangeiros.
O Sr. Presidente {depois de lido o projecto):
Est em discusso. (Pausa.) Nao havendo quem pe-
ca a palavra vou por a volos. (Patita.) Os senhores
que dio a materia por discutida....
O Sr. Viriato:Peca a palavra conli
O Sr. Prmidiae :Tem a palavra.
O Sr. Viriato :Sr. presidente, poucas observa-
c,5es tenho a fazer acerca da resposla falla do
(lirn, e ellas se limilam a um nico ponto. De-
pois que roe miMJrem nao conlinuarao a eslranb.tr
que eu lenha pedido a palavra contra. Cabe-mc
cumprir um dever sagrado *do qual nao posso de-
clinar. Na resposla ao discurso da corea falla-se
ainda em conjplcacoes, em enlerrapcao da boa har-
mona enlre o paiz e o estado do Paraguay ; e
esles fados que dalam do anno passado duram al
boje. Nao tenho dados alguns para poder julgar
que tenham cessado os embaracos i continuaran de
nossas relaccs com aquelle estado. Como repre-
sen!.mi da n.ir.lo eleilo p'ela provincia de Mallo-
Grosso corre-me a obrigacao de pedir uformares
ao honrado minislro dos negocios c peito dcste negocio. Eu me explico melhor.
O nosso paiz caminha a largos passos para o pro-
gresso : eslabelecemos por lodos os lados vas de
communicacao vapor ; prinripia-se mesmo a ex-
perimentar i> uso do grande motor da prosperidade
publica, a estrada de ferro. A provincia de Malto-
Grosso, que tem estado como que separada do resto
do imperio, lem direito, c quer tambem entrar, co-
mo rico conviva que he, para o gremio da eivili-
sacao, Moslra desejos e principio de enecucao de
acabar com a distancia que xisjg entre eH n ca-
pital do Imperio.
Nineuein poder negar a juslica de emcihanles
aspiraroes, e menos os resultados felizes que poda
produzir para todo o Brasil a ressaeSo de tal dis-
lncia. Estabeleceu-jc pois urna companhia para
a navegacao vapor para a provincia deffatto-
Grosso, pelas aguas do Paraguay, do S. I.oarenco,
do Caayb, al ao porto da capital dessa provincia.
Mas teme-se que semelbaulc idea nao pona ser rea-
lisada por causa de complcacSeg nossas com o esta-
do do Paraguay.
Ouro dizer, mas vagamente, sem dados alguns
cerlos, que o presidente do Paraguay qpo quer ce-
der s nossas propostas para que os nosaos vasos pas-
sem por Assumpcao, desconhecendo as grandes
vanlagens que podem resultar mesmo para a> pu-
blica da navegacao a vapor entre o Rio dn Janeiro
e a provincia de Matto-lirosso : que leraa em ne-
gar a concesnio para a passagem dos vapores pelas
aguas que nanliam seu lerritorio.
As pessds.qne eslabeteceram essa companhia de
oagegarao adiam-sc no estado de duvida ; sabem *
sement que (em de esperar grande embaraco para
a realisaelo de urna idea de progresso Uto vasta, de
conseqejielas tao salnlarcs para o paiz. Bem v
a cmara a neeessidade, O dever que linha de pe-
dir ao honrado ministro dos negocios estrangeiros
algumas explicarles a respeito. Sei qne nestas ma-
terias nip se pode ser Uto ra ro como era para de-
sejar; sei qi o honrado minislro tem de guardar
certa reservan ; mas tudo que disier a respeito se-
r um passo de gigante na nossa tentativa de pro-
gresso e de civilsacjro.
Sto as unioi-s obaervarts qoe tenho a fazer acer-
ca do prnjecla i falla do throno. Nao toco nas
grandes dqneas do reino mineral que pessuo aquel-
la parle do imperio, perdidas ha lano lempo por
falta de rpidas communicasaea.com a oulras
provincias ; nlo toco em muilo* uniros pontos, por-
que eslou mu lo fatigado presentemente, e sio quasi
geralraeule conheeidos.
Ah! Mr. Sainl Servis, nao pronuncie diante
de mim essa palavra casamento. Ella irrila-me os
ervos como o vento sul, e quando ouco pronun-
cia-la
dro... Sim? ligo urna idea i minha desforrra, e o
senhor bem a coiihecc... Esse maldito re de ouro*
tem pressa de sabir!... Sempre o primeiro !.. Bem I
eis-ah o rei de paos.
Ah 1 bella Isaura, perdeu I fo-sc a sua des-
forra !
Espere 1 o senhor me fez por um oi(o cm la-
gar de noce... Ah isso he de mais Eis-ah o rei
de copas Dir-se-hia que esses Ires reis ajuslaram-
se para sahirem como na Epiphania! Mas resta-me
ainda alguma esperanra... He cousa jocosa, eslou
com movido... Eis o quarto re I Os azes, os dous, os
tres, os quatro esto rompidos cm seu lugar ; tu-r
do o mais nada val. Ha cm cada casinha frailes de
lodos os conventos. Fo-sc a desforra Oh 1 ganhei
a enxaqueca neslc jogo! Tomemos cha.
Porm, bella Isaura, eu nao pude saber ain-
da qual a idea da desforra.
Descarado mentiroso, faz-me o favor de calar-
se !.... Oh que enxaqueca 1...
Foi esse imbcil rei de copas que m'a den !... Eu
inleressava-me por minha desforra '.' Quao loucas
somos nos mulheres inquielamo-nos por tudo, e
os homens nada nos agradeceni! As mulheres nunca
sao ingratas, e a prova he que todos fallam s dos
ingratos.
A ingralidao he um vicio masculino... Que, Mr.
Saint Servis, o senhor deixa-me fallar sozinha co-
mo se eu livesse razan 1 Conlrarie-me um pouco.
Isaura, cu eslava dislrahdo, pensava em ou-
(ra cousa.
Em oulra cousa 1... Que monslro !... Isso quer
dizer cm oulra mulher. Somos cousas para esses bel-
los senhores 1
Nao, Isaura, fallo serio, lenho um projeclo na
cabera, c tremo idea de communicar-Ih'o.
Isaura levaulou-se vivamente, e foi assentat-se
sobre um sof ao lado de Sainl Servis com urna in-
quictacao real; mas cujo verdadeiro motivo o ra-
paz niio podia suspeilar.
Ah disse ella com voz rommovi.la, o senhor
nao ousa dar-rae parle de sen projeclo ".'
Sim, bella Isaura, vou causar-lhe pena, c com
ludo...
Oh nao deixe-me assim sobre os espinhos !
falle !...
Vou viajar.
Ah 1 que dea lula! viajar he tao feio quem
levanta -se de manhaa em urna diligencia Que um
bello rapaz como o senhor pode decdir-se a seme-
Ihanle loucura 1
Isaura, assim lie preciso.
E porque be preciso '.' Que r,i/tem o senhor
de deixar Paris para ver provincianas e mulheres
grosseiras.
,0 Sr. Lijpo de Abriu (ministro dos negocios
etlrangros) -r^a procuiarei dar ao nnbre depulado
ras exulicacQes que o possam salisfazer. O
depiilailo deve reconhecer que o objecto de
que se oceupcu, e sobre o qual fez observaeoes sem
duvida alguma muilo judiciosas, pelo estado na qoe
se ada deve. acousclhar n governo a ter muila re-
>Eu dase no mea relatarle tudo
devia dizer sobre at rela-
overno do paiz a respeito
e era urna discusso eia
uo senado, accresceulei
aiincxado alguns dor-
lo teriam. fioValli paWKn^anAe por
anteriormente nSo n livessem tido ara al-
InaU cirio. ._-:
As relares. em qae se acha'o governo do Brasil
para com o governo da repblica do Paraguay nao
ic o governo desejaria qoe exis-
c as causas que para isso concorreram sao
sabidas da cmara dos Srs. depulados e do paiz. As
difficuldades que existem fazem com que nSo sa
tenha podido allender s grandes necessidades a
que o nobre depulado se referi ; com ludo, este
objecto oceupa seriamente a attenejo do governo,
e eu asseayro cmara qne o governo ha de empre-
gar lodos os ineios afim de que se possam restalle -
as relaoSes enlre o governo do paiz e o da
publica do Paraguay, c pbssamos entrar em^ajus-
te e ncgociares que tacilitem, como o nobre depu- ,
lado deseja, a navegacao entre a capital do imperio
e a provincia de Mallo-Grosso'. Todos os meios que
para islo poderem concorrer hao de ser mprega-
dos pelo governo. entretanto he um objecto este
que depende de neeocaces e ajustes em qne o
governo ha de entrar, mas que ainda nao pdde
encelar.
Nao havendo mais quem peca a palavra julga-se
discutida a materia, e posto o projedo votarAo
he approwado para ser remettido commisso de
rcdacr.ao-
Conlinpa a discussas adiada na presente sessao do
projeclo sobre juicamente de crimes commettidos
por Brasileiros em paiz eslrangciro.
O Sr. laques :Faz algumas cousiderares pre-
liminares, depois das quaes' exprime-ee da mancira
seguinte:
O projecto, Sr. presidente, me parece de ma ne-
eessidade evidente. Tenho ouvido a algumas pesso-
as observaren! que o projecto he desnecessario,' que
a jurisprudencia eslabelecia j aquillo que o projec-
to dispc. En entendo que nao. Lendo o nosso
cdigo criminal, nao encontr artigo algum donde
possa deduzir que as suas disposicoes possam ser ap-
plicadas aos i rimes commettidos fra do paiz.
O nobre depulado pela minha provincia que orou
na ultima sessao aponlou dous artigos do cdigo cri-
minal em que se classificavam crimes que pela sua
natureza devam ter lugar em paiz estrangeiro. O
Eu bem sabia que ia rasgar-lhe o corarlo, dia
se Saint Servis tomando a mao de Isaura.
, Mas nao deixo .rasgarcm-me o corara assim !
arece-me que limam-me os denles cora vi- jaS tenbo um corarn, e nao quero que ninguem
apanhe os pedamos delle em mnn,eslarao de cami-
nho de ferro... Eja, reflicta^beril; que faria o se-
nhor de noile'.'
- Oh ja pensei nisso !
Ira a algum botequim de Marte on dos Ami-
gos, alumiado com azeilc, onde encontrara urna
mulher linta de beterraba no escriplorio, e um guar-
da campestre reformado, que joga o domin com
um guarda nacional e ataca o governo quando nao
he feliz I ,
Eis os scres que o ameacam. As provincias n3o
sao paizes. Se todos os provincianos podessem fa-
Sr-se parisienses, Pars seria 13o grande como a
auca. Reflicta que vai perder ludo era urna va-
eem, perder sua eleeancia, sua dislinceao, seu cs-
pil%o, e at seu semblante ; porque forra de ver
provincianos, a gente vem a mila-los. O senhor se
parecer com um sino de aldeia, quando voltar, on
com o secretario de om subprefeilo. Ah o senhor
licara bello !
Isaura, nao me atrevo a ntcrromp-la, por-
que experimento um deleite iulinito em ouvi-la ;
mas essa tenga salyra das provincias era intil, por
que cu vou para paiz eslrangero...
Oh! lano peiorl interrompeu Isaura, os pai-
zes eslrangch-os sao isT provincias das provincias.
Preliro as pedreras darfflotitmartre a qualquer paiz
eslrangero...' E que paiz escome o senhor *
Pretendo ir a Londres... t -
Oh escolbeu bem O senhor tem a mao mais
felfa nas carias A Londres! urna cidade cheia de
I nglezes que fallam com os denles I urna cidade que
inventou a chava docarvao, que acende gaz ao meio
da para economisar|o sol..que faz bebidas com hor-
riveis tartarugas, que pe as conlias nas adegas,
quo tem rasas prclas como as fillias dos peleados
morlaes, que tem jardins pblicos plsnlados de rlieu-
matismos, que lem estatuas com cabelleiras de hron-
ze O senhor nao ir a Londres, prolribo-lhe. Nao
enviarei meu relralo a Londres, pois teria molo de
Londres oh I
m i'dilica-la.
Guerra aos tijrunnot!
Are. Oh snto muilo te-
nho duas razes para isso.
__ Voss he encantadora, l.aura, e comprehendo
e adevinho ludo o que nao me diz. Reconhece-se
sua alma pelo calor de suas palavras... Tranquilse-
se... ficarei.
Ah o senhor fez-mc um bello medo, charo
senhor !... Pouco faiteo que nao crease nos sonhos...
sim, a noite passada... Oh '. estremeco conlindo-
Ihe isso...
Coule-me isso. Isaura, disse o rapaz quasi
commovido.
i i < i. 11 i nunvan av ~ ------------' ,-w.^.
que elle conslipasse por contumacia. L
que horror!... S os Inglezes podan
Ahorreco osglnelezes !...
Sinlo nao ser Joanna d'Ar
A noile passada... sonhei que o sanhor parta
para... um paiz dcsconhecido... O senhor sabe co-
mo os sonhos sao tolos... Eu era o escripluraro da
oslarlo do caminho de ferro do Norte... dava os bi-
lheles de parlida e sellava-os... O seuhor aprescu-
lou-se no escriplorio... O senhor nao ia sosinho...
ia com... urna mulher loura como eu ; que linha
urna voz de contrallo... O senhor pedio-me'doas bi-
lheles... en rocusci-lh'os claramente... Deram cin-
co horas... O senhor perdeu-se na mullidao com seu
contrallo louro, e acorde! sobresaltada dizeodo:
Elle pa'rlio!
Esse sonho he verdaderamente eslraulio dis-
se Saint Servis sorrindo seriamente. Sim... ha al-
guma cousa de verdadeiro no fundo de urna menti-
ra... live essa idea... vi mesmo 4e perlo o camiolm
de ferro... mas parei... Voss he urna mulher peri-
eosa, bella Isaura... Deve-se acata-la... voss v
claramente em seus sonhos... Pois bem, tranquilli-
se-se, tiro unto de voss.
Muilo bem, Mr. Sainl Servato I ei-lo oulra
vea sensalo... Oh a enxaqueca abandonou-nie.
Que felicidade Onde linha o senhnr tomado essa
idea de ir a Londres '.'
Nao fallemos mais nisso, Isaura... Voss sa-
be... ha momelos...
Momentos de enfado, interrompeu Isaura ;
porm todos os tero, e todava ninguem vai a Lon-
dres. Se todas as vezes que tenbo enfado, fossea
Londres, o senhor nao me vera mais em Paris, es-
tara sempre na estrada de Calais.
Desses momentos de enfado voss exceplna
nossos serSes, nao he assim :'
Elle adoVinha ludo diste Isanra, he fino co-
mo nma mulher sim, senhor, faz-se ama excep-
rao em seu favor, Ninguem parle de noite para
Londres. Esl contente ?
Voss he adoravel, Isanra.
Isaura assenlou-se ao piano, e canlou a aria de
r.crman Delavigne:
Jamis o Inglcz reinar. -'
Ness i poca n5o se canlava oulra cousa, isso pa-
ra yexar Mr. Goizot e Luir. Filippe. Germano De-
lavigne e Hatevy, os mais pacficos dos homens,
linham declarado guerra aos Inglezes em ama ope-
ra. Qiiebravara-sc muilus pianos para aterrara
lord Palmcrsfou. Na cmara dos coramons os mi-
nistros inglezes eram aecusados de entregar a Ingla-
terra a Mr. Guizot, e o povo nos meetings cantara
tambem :
Jamis na Inglaterra
O Francez reinar!
Nada he tao jocoso como os preconceitos polticos
(piando vnliamo a cabera os vemos em um passado
de dez annos.
(CoBinuar--/ia.)
31
_


*"

>
DIARIO QE PERMNBUCD. SABBAOO ii D JULHO D 1854.
nobrc depuUdo, porm, uAo pode deiiar de reco-
nliecer que esUs duas disposijoes 13o especiaos nao
eslabeleccm icgra. l'or isso mesnin que em poucus
casos o cdigo crimiuallraloude Tactos lucilos fon
do imperio, seguc-sc que 11S0 he regra do nosso c-
digo que suas disposijoes sejam applicaveis a crimes
praticados fra do paiz. No cdigo do processo cri-
miual (ambem nada enconlro que mostr que a le-
gislajao criminal do paiz teulia applcajao a factes
praticados Tora dclle,c ncsla opiniao son mais forta-
Ici ilu quando cumparo a nossa legislajao criminal
com a da Franca. Ni temos tomado da Franca
ni ii.i- das suas instiluijes, temos adoptado graudc
parle de sua legislajao, os nossos cdigos crimina-
es se rescnlcm manifestamente dessa orgem. O c-
digo de iustrarjao criminal da Franca principia por
disposijoes preliminares as quaes>e trata da mate-
ria e se eslabelece quaes os crimen que perpetrados
fra da Franca serAo punidos nu forma da sua legis-
larlo pelos seus trbunaes. Tambem o nosso cdigo
do processo cometa por disposijiies preliminares,
mas nessas disposijoes nao ge trata de tal materia.
A cxclasao portanto das disposijoes que so conti-
nbam no cdigo da Franja sohjreesle objeelo, c que
nao l'oram copiadas no nosso, revela siiflicienlemen-
le que o legislador brasileiro nao leve intenjao de
appticar, de estender a nossa legislajao criminal aos
Cactus praticados fra do paiz.
Na falla de Ici exprs-a a este reipeito podia-se
recorrer i jurisprudencia nao derrama lu bastante
neste objecto; fallo da jurisprudencia moderna, a
des lempos mais remotos nao pude consulta-la, e nao
sei niesmo se ella poda conler regras soffleientes
para o naso. tHgo porm que ua jurisprudencia da
nossa nacao r>lo se euconlram decisoes que possam
esclarecer esto assumplo ; fados mesmos bstanle
graves me parece que indica m que a jurisprudencia
adoptada no paiz nao era aquella que poda servir
para reputar desnecessario o projeclo que se discute.
As pessoas que do attenjao aos negocios pblicos
saliem que, tendo do apretado injustamente no
alio mar um navio brasileiro,se rebellra a tripote jlo
desse navio contra a que nclle puzera o captor, e
tendo tido lugar varios assassoatos na mesma equi-
auloridade das leis criminaos do estado deve expirar,
como dizem os publicistas, as suas frooteiras.
"Tambem urna razao dcjbrdem c de juslija mostra
que o principio territorial he o que deve vigorar em
materia criminal; porquanto lie o paiz onde o cri-
roe he coameltido que tem ioteresse em sua pun jao;
ho aordem desse paiz que he abalada,'c, portanto
he uesse paiz que se encomia justificado o exercicio
dnjustija penal.
Depois, seuhores, se em materia criminal o prin-
cipio ou estatuto lerritorial he applicado lodos os
dolidos, quero dizer, se lodosos crimescommettidos
dentro do territorio de um paiz esli sujeitos sna
legislarlo criminal, sem excepjao alguma, quaesquer
que sejam as pessoas, nacionaes ou estrangeiras, que
os tenham commetlido, e se, quanlo os crimes
perpetrados fora do paiz su he applicavel a legisla-
cao criminal em certos casos, e sob certas condijdes,
me parece claro que o principio lerritorial he a re-
gra na materia, que o principio da persoaalidadc das
leis lio a excepjao, como aquelle que he applicado a
poucos casos.
Nao quero sustentar que um principio provm do
outro, que um he limitado pelo oulro ; adopto a
doutrina do distiucto jurisconsulto francez Ilelie
Fausliu, que estabelece que esses estatutos sSo dis-
linctos, um e outro concorrem na applcajao das leis
criminaes ; ora rege um quanto aos crimes perpe-
trados dentro do paiz, ora rege uutro quanlo aos cri-
mes comincltidos fora do paiz.
Mas, se un tem applcajao em todos os casos, e
o outro s em cerlos c determinados casos, me pa-
rece que o principio mais importante em materia
criminalhe o territorial, e que o outro s he applica-
do como excepcao.
O Sr. Ferraz : Elle nao admitte a excepcao,
diz que ambos concorrem conjunctamente.
O Sr. Taques : Me parece que a sua doutrina
neste ponto tem alguma cousa de ulil: os dous prin-
cipios sao disliuctos ; mas sa um he applicado um-
versalmente, e o outro smenlo em certos casos, de-
vemos concluir que o primeiro he applicado em re-
gra e o segundo por excepcao
A indi naquelles ptizes que punem os delictos per-
ma, qualquer que seja a natureza do crime, publico
ou particular, contra, o estado, contra os cidadaos ou
contra os estrengeiros, poder-se-ha sustentar que
predomina o estatuto pessoal : onde^essa doutrina
pagem, foram os reos levados aos tribunaes da In- petrdos fora do seu territorio sem dislincjao algu-
claterra. Os juizes iuglezes julgaram-se incompe-
tentes para conhecer desse facto, e em consequencia
dessa decisao foi o facto, segundo son informado,
subneltido de novo aoconhecimeulo dos Iribuuaes
do paiz, e apozar de um julgado desta ordem que
devia laucar aula luz sobre a materia, apezar deum
julgado que lazia honra aos tribunaes da najo em
que tinha sido proferida, os tribunaos do imperio se
julgaram tambera incompetentes.
. O Sr. Ferro::Foi um erro, porque a embarca-
cao era brasileira.
O Sr. Taques:De sorlc que um Cacto JB grave
nao pode ser punido nen na Inglaterra nem no im-
perio.
O nobre depulado me inlerrompc duendo que foi
um erro; e cu tambem estou persuadido disso.
Se o navio era ira preza, era brasileiro e 'fazia
parte do nosso territorio, deviam portanto ser-lhe
applicadasas leis do paiz.
O Sr. Ferrar.Alero disso eslava em alto mar.
O Sr. Taquet: Se porm sobre urna materia
que, segundo o direilo,. me parece a mais clara, .ps
Iribuuaes do. paiz proferiram urna decisao que o no-
bre denotado lacha de erronea,conio poderiaalguem
persuadir-se de que em outros casos emquant a
tactos praticados realmente fra di).territorio brasi-
leiro, poderi.i ser admittida pelos tribunaes do im-
perio a jurisprudencia de que craia applicaveis as
suas leis ? .
Poder-se-ha tambem dizer que poderemos recor-
rer i jurisprudencia das najoes crilisadas. Porm,
senhores, s: jurisprudencia deesas najos a esse res-
peito varia milito. J se lem dito, a jurisprudencia
inglesa cioge-se ao principio territorial ; por sua le-
gislajao nao sao punidos os fados perpetrados fra
do territorio inglez. A jurisprudencia das nijes
do norte da Europa lie aulra .admitte gcralmcnle o
cstiloto pessoal. As najoes do meo dia da Europa,
entre as quaes a Fpanja e algnns paisa da Italia,
soguera o meio termo desses principios. Qual seria
paranlo a jurisprudencia das najees civilisa Jas que
leames do seguir na falta da nossa 1
Demais, senhores, se corhpulsa a legislacAo es-
trangeia, vejo que nos cdigos de todas as nacoes
civilizadas se tem estatuido sobre a materia. As
suas disposijoes variam unas das nutras ; mis todos
os cdigos modernos tem tratado da malcra que se (dade.
non he recebida como na Franja, di Inglaterra e
entre nos, n3o sei como se poder sustentar que
o estatuto pessoal prevaleja ou esteja a par do lerri-
torial.
Eu quando dTgo que certas nacoes adoplam
principio territorial, e outrns o principio da perso-
nalidadc das leu, nSo quero dizer que em nacao al-
guma se adoplajqualquer desses principios sem que
em nada iuflu o outro.
O honrado membro por S. Paulo nos disse que, na
Inglaterra, %ogava o principio territorial sem excep-
*>
lie verdade que no imperio da Crao-Brclauha e
nos Estados-Unidos he adoptado de modo muilo ge-
ral o principio, mas nao sem excepjao; ha casos em
que o ontro principio lie tambem adoptado. Pe jo
licenja ao honrado membro por S. Paulo para Ira-
zer sua* lembranja o qoe a esse respeito diz o
distinelo publicista americano Wheaton :
Segundo a jurisprudencia reconhecida pelos Es-
lados-Unidos da America e pela GrSo-Brelanha, a
juslija penal de cada paiz he considerada como ter-
ritorial e deve (car estraoha a repressfio de quaes-
quer delictos commettidos fora desse territorio. En-
tretanto tem sido este principio posto de parte pela
legislajao dos dous paizes que, manda proceder pe-
rante.os seug mesmos tribunaes por offensas contra
suas proprias leis, commellidas por seus ci-
dadaos dentro dos limites lerritoriaes de paizes es-
Irangeiros.
Nao he portanto sem excepcao o principio territo-
rial na Inglaterra, adopU-sc tambem o oulro prin-
cipio. *
O honrado deputado pela rhioha provincia j a-
ponlou alguns casos era que domina o principio con-
trario, e recordo-me tambem que em materia de ac-
quisijao de escravos ha estatutos na Inglaterra que
a nao permitiera aos seus cidadaos em paiz eslran-
%eiro, sujeilando-os por esse motivo penalidade.
Nao lie portante sem excepcao o principio territorial
na Grlo-Bretanha e nos Eslados-TJnidbs, onde esse
principio he alias observado na sua maior geuerali-
dscute, u3o tem deixado isso i jurisprudencia. Al
legislijio frauceza, a legislajao de mullos outros
paizes da Europa he expressa a esse respeito. Se vi-
gorasse a doutrina da que pao eram necossai ias dis-
posijes a esse respeito, porque promulgado om c-
digo penal, as suas disposicocs linliam applicacao
aos Tactos perpetrados dentro ou fra dSterritorio
nacionalera intil que nessas najOes so oonsiauos-
>cra disposijes a semclhante respeito. *
Note mais ii cmara urna circumstaociamuitopaF-
ticular. Na Franja les de- se>s cdigos a juris-
prudencia era que as leis do reino linliam applica-
jjo aos crimes perpetados fra do paiz em certos
casos ; porm, apezar dessa jurisprudencia, a Fran-
ja, quando leve de orgauisar os seus cdigos crimi-
naes, nao julgou poder*dispensar-se de legislar ex-
presamente sobre a materia.
Seportanlo naquella nacao, em que havia urna ju-
risprudencia fixada a esse respeito, julgou-se necessa-
rio clarameDle dispor sobre o assumplo nos seus c-
digos, como poderemos dispensar-nos de urna lei a
semelhanle respeito, nos que nao temos sobre o as-
sumptojurisprudencia alguma firmada?
Seuhores, eu entenda mesmo qua o estado da ju-
risprudencia de um paiz que tem a sua legislajao
codificada, lie difTerente do da,qulleque a nao tem.
as nacoes em que a legislajao s: acha espalhada e
troncada tica urna marge raui larga para a jurispru-
dencia ; as najoes porm em que ha cdigos, a ju-
risprudencia deve por forja eocolher-se, limilar-so
a um campo multo mais eslreito, nao tem essa lati-
tude fra dos cdigos.
Se em verdade se pudease adoptar a doutrina de
que pela nossa jurisprudencia as leis'criminaes do
imperio er;im applicaveis aos fados perpetrados fra
do Brasil, seguir-se-hia que estaan sujeitos a essa
legislajao lodos os fados, todos os crimes ; e eu
creio que nao haver ninguem que queira sustentar
semelhanle opiniao.
No projedo que se discute nao se admitte urna se-
melhanle ibutrina, de modo que auas disposicocs a-
branjam lodos os crimes sem dist inejao alguma. O
projecto, as emendas, as opiniocs eos honrados depu-
tados que se bao feito ouyir nesto dbale, todos sao
unnimes tk pensanjento delimitar as (lisposijoes do
projeclo a -erloscriines.
O Sr. Fmfax Apoiado.
O Sr. Taque : De modo qoe seguir-se-ha
que, pela lei sejulgax-se eonvasieute adoptar o
projecto, a legislajaocrimioal do imperio s ter ap.
plicajo a certos fados criminosos perpetrados fura
do inperic-e nao atados: entretanto que sem lei al-
guma lesiarn as .lisposijoe do nosso cdigo de ser
appliradaa it lodos os fados criminosos commellidos
fora do (oirilorio do impcrioeo excepjSo algnai,
o que mu parece absurdo : jolgo portante que o pro-
jedo satis "ai urna necessidade ; nao be una lei de-
claratoria, be urna lei nova.
(J honr.do uwolbro pela miaba provincia,- qne
fallou em oulra sessao, disse qnc as lei. crimi-
naes cmn relativas capacidade moral dos indivi-
duos, o que a capacidade moral sendo regulada pelo
que so chana em direilo estatuto pessoal era
claro que as sois criminaes vigorava o estatuto pes-
soal.
Creio puiem, Sr. presidente, qae a doutrina do
honrado membro, a quera tribito lodo o respeito,
nao he iu -oncussa.
As leis criminaes nao estaluem sobre a capacida-
de dos individuos : as leis criminaes sfo relativas aos
aclos illicilos ; he so por incidente que as leis crimi-
naes enleiides com a capacidade ; portanlo, no
sao leis nUativas "capacidade, sao leis relativas a
aclos ; e, sendo assim, as le :riminaes deve vigo-
rar o esta alo territorial e nao > estatuto pessoal.
Nlo quero inlerpor-me nessi quesiao de estatuios
entre o honrado depulado pela mioha provincia e o
honrado depulado pela provin 'ia de Pernambuco,
que com tanta distinejao dirig* a reparlicSo dos ne-
gocios da juslija: non nobit lanas componere Ules.
Mas, Sr. preside ule, me parece que a opiniao que
susteula qoe em materia de crimes lem princi-
I.alenle lugar o principio, o estatuto territorial
he a mais aceilavcl.
Esta opiniao rae parece eslir conforme com
principio de soberana, a que se icha ligado o exer-
cicio da juslija criminal. A soberana de um estado
Passando deslas consderares ueraes, o orador cin-
fce-se s disposijes do projecto, as quaes sustenta
como sendo fundadas em juslija e de interesse pu-
blico.
O Sr. Slrrira ia Molla acha dteitos no pro-
jecto substitutivo, principalmente no$l.a do artigo
t.; mas nao obstante isso, er que pode dar-llie o
seu voto adoptando como principio fundamental do
raesrao o principio do eslaluto real e deduzindo-o
vasta espliera comprehende lodos os elementos so-
ciaes, inclusive a industria, e que todos esses ele-
mentos lem a sua poca de doseuvolvimenlo, que al-
trahe a attenjo dos espirlos, exalta o patriotismo e
as paixScs generosas. Sem irmos a outras incoes, a
Blgica he o exemplo do que acabo de dizer. Vendo
os restos de sua riqueza quasi perdidos, oceupada
com lulas esteris, a Belgiea acordou aos primeiros
ruidos da revolujao industrial ; suas forjas para ahi
convergiram : seus homens notaveis foram apro-
veilados pelo enverno, e de tal sorte que 'toda a
sciencia, processo e instrumentos do progresso in-
dustrial eram levados para a Blgica, e os Belgas
os transportavam para o contineute ; e desse modo
esse paiz pequeo em territorio fez-so prospero, ri-
co, civilisadoe feliz.
E s o Brasil nao ser suceptivel de raelhora, em
hbitos e principios f
O nobrc depulado a quem tenho.a honra de res-
poudcr, por um desses desvos que se nao explicara,
quiz apreciar e caraclerisar a marcha do governo
pela simples nomcajao do qualro on cinco ilrasi-
leirosde opiniao opposta para empregos civs ;e dahi
concluio que a poltica do actual gabinete nao he a
poltica de couciliajao, mas a de enfraquecer as li-
leiras de seus adversarios por meio dos empregos:
que lie a poltica do iuteresse contra todo o senli-
mento de dever.
He para mim, Sr. presidente, um acto de afflicj3o
ter nossa parle de entrar em hita eom um honrado
adversario quo muito me merece ; pcjo-lhe, pois,
permissao para convenc-lo de que elle envolveu-se
em urna serie de proposijes, urnas mal concebidas,
outras inexplicaveis, e at mesmo contradictorias, as
quaes lhc nao podem dar em resultado, urna opiniao
segura e feliz. Desejava que o nobre depulado es-
tivesse presente...
O Sr. Ferraz : Eslou presente, e o ouvindp
com muito goslo...
O Sr.Paula Baptista : .IJesejava, como dizia.
que o nobre depulado, que me ouve benvolamente
com sua boa f e cora os recursos de sea la lento e
illuslrajao, se dignasse anda,,em outra qualquer
occasiao, acompanhar o mea pensfnenlo nesse pon-
to pira contrariar-me.
Depois de Ama poca de lulas, senhores, o pri-
meiro passo ho o da moderajao, he o passo que ten-
de a destruir as desconfianzas, as esquivan jas e ex-
clusdes sem motivos justos. E donde veio o direilo
de excluir dos empregos de fazeuda e de Icllras to-
dos quanlos nao partilham urna s opiniao poltica'.'
Sois vos, senhores, e nao o governo, que julgais
esse direilo de exclusao tao solido e 13o liquido, a
ponto de nAo admittirdes 'nenhumas nomeajoes dos
que seguem diversa opiniao, sean como um meio de
corrupjao; e desse modo considerando os empregos
aomo uiocln para comprar convicjes apparentes,
vos injuriis injustamente o governo, c apunhalais
profundamente os nomeados, apresentando-os como
despidos de todo o sentimento de nobreza : assim,
quando dizeis que queris a conciliacao, e condem-
nais o procedimenlo do governo, vos desafiis reluc-
tancias, e obstrus o caminho para qne a conciliajao
se nao faja. (Mullos apoiaios).
Quer o nobre deputado, como (loriaron, que o go-
verno, abandonando a rutina e obstinnjao, procure
o merilo onde elle estiver ? Eu tambera o quero,
lodos nos applaudiraos tao louvaveis desejos, e he is-
so que quer o governo. Mas vede bem o que co-
migo aconteceu, e comparai com o que quer o nobre
deputado. Dizeodo-me alguem, quando chegue
corle, que o governo eslava no intento de nomear
para nieslre de urna de nossas academias de direilo
um Brasileiro condecido por muitos de nos (o Sr.
Gabriel Bodrigues dos Santos), regnzijei-me com es-
sa noticia ; porque, senhores, o homem a quem allu-
do, alera de seu grande talento e illuslrajao, lem
urna linguagem rica de formas, viva e insinuante.
Entretanto, creio gue he essa urna das nomeajoes
que o nobre deputado tem alirado face do governo
como um aclo de desdouro, e nao como um acto de
acorto e imparcialidide ; he urna de suas mais fortes
e injustas recriminajoes. (Apoiados).
Disse o nobre depulado que quera poltica de con-
ciliajao por meio de eleices puras e genuiuas.
Senhores, seremos tao crian jas que possamos crcr
que os espirlos mais indispostos contra incia duzia
do nomeajoes do individuos que proressam diversa
opiniao, para empregos civs, queiram realmente vo-
to Iivrc para os seus adversarios (apoiados) 1 que
quem nao tolera sem vivos desgostos essas pun-
cas nomeajoes, tolere pelo voto livre as menores
victorias de seus adversarios Um s pensaracnto
de Tocqueville desfaz todas essas illuses do nobre
depulado. Diz esle escriptor : Quando o mal est
no paiz e nao nos leis, deve-se primeiro reconhecer
aquillo de que elle precisa, para se tentar depois re-
formar as leis ; o contrario he mortificar o doenle
em vez de cura-lo.
Assim digo eu : se o nobre deputado quer real-
da nossa consliluijao. do nosso cdigo criminal, em- raeolc vol "vrc- l,e Prec,4 Pnme,ro Yer 90lll
lira da nossa jursdiejao lerritorial, a qual podemos ; lle *ue Pri*"os; he preciso qae desterremos nos-
estender a todos os /actos illicilos praticados nos pa- *y ta estrangeiros que poderem affeclar a nossa socie- ''
dade.
A dlscossao Tica adiada pela hora.
O prfjimlc marca a ordem do dia e levanta a
sessao.
do
DISCURSO DO SR. PAULA BFIISTA NA
SESSAO DE 30 JUNHO.
O Sr. Paula Baptista : Sr. presidente, ha oc-
casies em que, em presenja do cjrcumstancias de
transcendente interese, as virtudes polticas man-
dara que se espere: essa considerajo, 'senhores, he
quem me mantinha em om silencio meditado; nao
porque hesilasse dar ao governo o mea apoio ; pois
que esse he tranco e decidido; mas porque linka re-
celos ( e anda agora os tenho ) de que, devendo tai-
vez proferir algumas verdades delicadas difficeis
de se dizerem, nao fus-e alm de certas convenien-
cias. Vendo, porm, as miabas IconvicjOes comba-
tidas por um dos distinctos talentos desta cmara,
acudo boje ao reclamo do raeu dever, pois que en-
tendoqae o povo, no que respaila aos seus inleres-
ses,|lcra direilo de ouvir de seas oradores, anda Tra-
eos como eu sou, suas sinceras opinies.
Quando, senhores, o globo se vai cinglado de es-
tradas de ferro, qoe aviznham as najoes e operara
prodigios immensos, o Brasil nao poda viver con-
demnado a urna immobilidade eterna. Enjoado de
suas lulas polticas, elle volta a face para o grande
muvimento industrial que vai no mundo : quer
prender um novo vocabulario que nao seja odos
direitos do homem, da liberdade e 4a tprannia,
ele. ; possuio-se desse desejo, sentk) a cmulajao,
requerhoje a sciencia, pede a applicaj3o ea pralica.
Dahi novas tendencias, novas conviejoes, novas crti-
cas e novos interesses ; dahi a necessidade de nova
direcjo do espirito publico, que saiba aproveitar
lempos tranquillos de urna poltica que exprima
fielmente a f nacioual, e de um governo que se fun-
de as neeessldadcs e exigencias do lempo.
Eis ahi, senhores, qual he a poltica de concilia-
jao : nao venho brigar por amor de palavras : im-
porlo-me, sim, com o Tundo real das cousaf. Esta
poltica em sua alta mi-sao nlo quer, c ne.pode
querer urna ordem que cmbala era defeza do dicai-
tos, que creou para s ; mas urna ordeai que racio-
cine pacificamente, e procure diflundir-se por toda
a parte: nao urna ordem eslreita, circomscripta, c
por coaseguinte imperleila, masque se torne soli-
daria em todos os movimenlos de Curca e de vida ;
urna ordem, erofim, que deixe de representar o pa-
pel de balisa ou Irincheira, e reprsenle o papel de
moderajao e de liga : he a poltica da ordem e pro-
gresso a sombra de nossas inslilujes juradas: a sua
primeira condijao he o esquecimento de todos os
erros plisados : Mis bella de suas victorias he fa-
zer com que as guerras iatestiaas sejam unnime-
mente execrada. ( Muitos apoiaios.)
He essa i poltica, ajBhorcs, que nem he a Tekre
das paixes polticas, aera o marasmo que a malig-
nidade de alguna atlriboia a essa cmara, quando
em suas dscusioes e operajes parlamentares mar-
chava rcfteclida, c onde cada um por sua vez dava
a sua opiniao livre sbreos meios de fazer prosperar
a nossa agriealtura e outros assumplos imporlantes,
ese dscorriaem auxilio dasconcepjes do governo,
sem que dahi se inferisse opposijo aoattnioistros.
He essa a poltica que offerecc um terreno com-
mum, em que as opiui6e< pdem legtimamente ser
modificadas, desistir de seu passado, cobrar novas
aupirajoes, elevar sua moralidadc; e por conseguinle
que est as condjes de que falla Henrique Ton-
frede, oque o nobre depulado peta Balita, nao pela
forja do raciocinio, mas pela lei de livre arbitrio,
nao quiz enxergar as cireamstancias actuaes.
O nobre depulado pela Bahia, senhores, Ilustrado
naolrauscendeas suas raas; e consequenteuiente a| como,lie, nao pode ignorar que a poltica em sua
go o voto livre requer preparajoes triuuiphacs,
contrario nada se poder fazer.
Dai, senhor, nova nota s paixocs, concilai o zelo
dos crales a se rennirem em vosso sanctuario pol-
tico : dahi conduzi-os a essas lulas exageradas e in-
lerminaveis, preparai-os pata as resistencias e para
os odios, e dtaei-me, no fim de ludo isso esperis,
por melhor que seja a lei de eleijes, o voto livre
como o verdadeiro meio de conciliajao 1
Deixemos por emqaanto essas nomeajoes, e exa-
minemos a marcha do governo cm relaja a outros
objeelos, por exemplo, o recrulamealo.
Apezar de nao couvir lerabrar o passado, creio
que com tino e prudencia se o pode descortinar,
lauto quanto deixe apparecer erros e violencias
que nenhum partido deve repetir.
Como era dantcs considerado o, recrulaniento ?
Era considerado como meio de govemar, que que-
ra dizer: um partido recrutar smenle uo outro
sem respeito s iscnjcs da lei, e como meio de en-
fraquecer as lucirs de seus adversarios. E que de
iojustijas e barbaridades se nao commettiam 1 Era,
senhores, urna parle da populajao cm constante si-
tio e bloqueada pela outra : entretanto cora grande
satisfajao se v hpje que o recrutamento sa faz in-
distinclaraente cm todos os partidos, ou antes sem
allenjOes a partidos, e que as isenres da lei j nao
sao ledra mora. Em Pernambuco e na Bahia, on-
de eu eslive alguns das, o recrutamento faz-se com
moderajao c j nao he urna perseguijao: invoco nes-
sa parle o leslemunho dos honrados diputados pela
Babia e o do seu digno presidente.
Em 1850, senhores, cu levantei nsta recinto a
ninha.voz contra o modo porque se fazia o recru-
lameuto: nao parecamos um povo civilizado. No
presente auno j me conservei silencioso na caloro-
sa dscussao solir.- o numero dos recrulas na pro-
porjao da populajao de cada urna das. provincias,
pois que pelo lado das violencias e malfeilorias, que
era u que mais magoava o meu corajSo, vivo salis-
fcito, esperando que mcllioremosanda muito e mui-
to. As boas obras semlo improvisara, se nao com-
pletara repentinamente ; esse privilegio infernal da
celerdade he mais proprio do espirito de deslruijao.
Nao quer o nobrc deputado pela Baha as faejes,
mas sim partidos polticos com seus homoas esTor-
jados, habilitados a ganhar as posijOcs oflciaes;
Este desejo li nobre, est na ndole do governo cons-
titucional, he o movel de grandes esforjose de gran-
des virtudes. Mas para isso o que he preciso ? Que
lodos os partidos marchcm para as suas victorias
c triumphos, pela moralidade de seus principios e
pela ascendencia de suas virtudes ; mas quando,
senhores, se entender que nenhum dos que nao pen-
sao como nos tem direilo a exercer um emprego
publico, c desde que se continuar nessas excluses,
nao (eremos continuado lias rcacjics ? nao creare-
mos siluajes desesperadas ? E como nesse terreno
se poderestaherlcerurna marcha segurae ascenden-
te para chegarmos ao fim desejado l Creio portan-
to que antes de ludo ser ainda necessaro um go-
\eiuo moderado e conciliador que dsponha os es-
pirites a nao se aborrcccrcm, e a buscarcm a som-
bra das aossas insliluijc.es, certos de qae essa be-
nigna sombra Ihcs nao Tallar. [Apoiados.)
N3n estou portanto divergente em ludo do nobre
deputado ; a nossa principal divergencia esl as
condijAcs de pralcabildadc, esl em o nobrc depu-
lado, meu honrado adversario, nao allcnder muito
para aordem natural das colisas.
O nobrc deputado, em fim, enganoa-sc perfeila-
mente quando nessas iioineaces, nica arma que
tem manejado, achou motivos para a mortc de de-
dicajes sublimes, ao ponto de coojectarar a possi-
bilidade da indilTerenca e do egosmo o mais con-
demnavel, substituir os deveres mais sagrados de to-
do o Brasileiro. Em nome da meas amigos depu-
lados por Pernambuco eu declaro, que tal possibili-
dade nem he licito imaginar ; qae aprevenios e sus-
tentamos a polilici moderada e de conciliajao. (Apoia-
dos dos deputado de Pernambuco.) As nossas dis-
seujAes nos lem cuitado caro; lemos visto encher-
se o calix da amargara, temo-lo provado, he preci-
so que os nossos soOriuMblos cessem (apoiados dos
diputados de Pernambuco), e como verdadeiro in-
terprete da honra e briot dos Brasileiros asseguro
que ellos nao hao de medir em tempo nenhum -,
grandeza dos destinos da sua patria pela insignifi-
cante regra que o nobre deputado lhes olTerece (mui-
tos apoiados); nao, senhores, nao sao peqaenos des-
gostos, e tsses infundados, que uos fsrao abandonar
sagrados deveres. (Apoiado.) Na defeza de nossas
insiluijoes os Brasileiros esquecem ludo e at a vi-
da. (.Vuites apoiados.) Marche, pois, o governo de-
sassombrado, seu programa he aceite ; muilo prin-
cipalmente quando temos um ministerio Ilustrado
c om presidente do conselho, que pela apreciaran
de seus sacrificios, de seus servijos e suas devojOes
publicas us merece plena confian ja. [Muilo bem,
muito bem. O orador he comprimentado por va
ros deputados.) .
***
10 de julho.
Entrn o paquete inglez Camilla. Traz datas de
Buenos-Avres at 3 e de Montevideo at 5 do cor-
rente. Nenhum acouteciotento nolavel tinha occor-
rido as repblicas do Peal).
Eslava decidida em Montevideo a questao da divi-
da publica. Em 4 do cocrenle foi sanecionada pelo
governo a lei da assemUa geral legislativa que re-
conhece como divida nacional o montante de lodos
os documentos liquidados pela junta do crdito pu-
blico, e teda a demais divida que se liquidar perten-
cente aos annos anteriores a 1852, procedente de em-
penhos do estado para com particulares.
Esta divida sera convertida, emiltindo-se, em subs-
titu jao dos ltelos que a representara, apolices da
divida consolidada eom joro de 1 por cenlo ao au-
no, a contar do 1 de jaeeirode 1855, augmentando-
e mais 1 por cent a este joro cm 1858, e mais 1
por cenlo em 1861, -ficando assim convertida, com o
joro de 3 por cenlo, a divida publica nos prazos es-
tipulados.
At apolices sero emitlidas pelos valores de 100,
200, 500,1,000 e 5,(00 pesos, e fie ar ao isenlas de to-
do e qualquer imposte que se eslabelecer ; as possui-
das por estrangeiros ficarao Igualmente isentas de
sequestro, embargo su represalias, mesmo em caso de
guerra.
Ao pagamente dos jaros e da amorlisajao ficam es-
pecialmente hypothtcadas todas as rendas do estado
presentes e futuras, considerando-so violajo da T
publica e das estiputajOes internaconacs todo o aclo
ou lei que desviar os fundos destinados aos ditos litis,
e como tal irrite e nao obedecido por aquelles a quem
se ordene n seu cumprimenlo, sob pena de matver-
sajao e prevaricacat dos dinheiros pblicos. Para
maior ponlualidade no reccbimenlo dos fundo- ne-
cessarios aos dividendos e amorlisajao, o thesourciro
da junta recebar todos os mezes 60,000 pesos, dos
quaes se applicarao mensalmente 10,000 para amor-
lisajao.
A assembla geral autorisou o governo a ratificar
a convencilo de subsidios com o Brasil.
O Comercio del Piala de 5 do corrrente, alludin-
do no seu retrospecto mensal dtvsio brasileira es-
tacionada no estado oriental, diz :
a Me verdaderamente excmplar a condada dessa
Iropa e da sua-toflicialidade. Nao tem chegado ao
nosso conbecimento felo algum que acense de indis-
ciplina a essa forja amiga. A populajao a v com
coufianca e o paiz senle que conta nella um dos seus
elementos auxiliar daquelles, que a nacao olTerece
para a conservajo da paz publica.
De Buenos-Ayres nada lia de interesse.
-15 '
Pelo paquete a vapor Guanabara, recebemos Tu-
llas do Bio Grande ate 7 e de Porlo-Alegre at 2 do
correte.
O presidente da provincia, continuando no seu
svslenia de examinar de perto as necessidades lucaes
de todos os dislrictos, havia passado 8 dias na colo-
nias de S. Leopoldo.
Tomou posse do cargo de chefe de polica da pro-
vincia o Sr. Bernardo' Machado da Cosa Do-
ria.
Pelo patacho Sptimo, remelle a presidencia ao
Sr. ministro do imperio dezenove toneladis de car-
rao de pedra da proviucia, fira de ser aqu experi-
mentado.
Do retrospecto mensal do Mercantil de Porto-A le-
gre extratamos o seguinte :
a Desses Tactos criminaes, que servem de lgubre
colorido chronica de todas as provincias do impe-
rio, '|uas nenhum temosa mencionar oceurrido du-
rante o mez.
a Nos ltimos 'lias de maio he que tiveram lugar
no municipio do Pija ti nv ai dous homicidios: um Al-
lemn unirlo no Piso do AlTaiate, por outro indivi-
dno que ah o esnorava ; e pelo lenle da guarda
nacional EmvgdiolKodrlgucs da Silva o ferimenlo
mortal do Triilo de Lima.
As circunstancias de que esses assassoiosforam
acompanhados, indicara que elles tiveram por ori-
gera rixas anteriores.
a Foi morto tambem em peleja com um pacifico
cidado, o facinora Jos da Maia,alcuohado Juca da
Eva.
Esta morle nao foi sensivel, pois livrou o res-
pectivo districte de um malvado que nem proprie-
des nem vidas respetava.
De enveiicnamcnlo houve recentemente um fac-
to nesla cidade.
Um escrvo de Joaquim Manoel Pereira propi-
nou veneno tanto a este como a sua senhora, e a
urna joven filha da casa.
A polica descobrio em poder do escravo varias
substancias venenosas, das que servem as prepara-
joes dos tinlureiros, a cojo officio pertenciafo re-
ferido Pereira. O escravo acha-se preso, e em pro-
cesso.
cr. Deu-se um rapto nesta capital. Um individuo
de profisslo martima, voltando de ama viagem, nao
achou em casa nem sua mulhjr, nem sua pequea fi-
lha, netn urna soturna de dinlieiro, alimentos, etc.
Descobrio-se quea mulher tinha ido com outro indi-
viduo, levando comsigo sua filha e aquelles objee-
los. O negocio est sob a cjao da polica.
o Agora entramos a mencionar tres fados salien-
tes, e que, cada um delles segundo o seu carcter,
desejamos que seja de\ idamente apreciado.
a He e primeiro o de lerem sido condemnidos
pn-an o liv ramalo os redactores dos tres joraaes da
cidade do Rio Grande, a-saber :
a Bernardino Berlink, redactor do Rio-Gran-
dense. ,
a Antonio Jos Caelano da Silva, do Diario.
i E Pedro Bernardino de Moura redactor do peri-
dico Carij.
a Esta noticia dada descarnadamente, depois que
um jornal daquella cidade leve a impavidez de dizer
que se retrada ao sitando (emendo violencias, etc.,
poda ser errneamente interpretada. Explicaremos
pois o facto. .
a O redactor do Rio-Grandense, aecusado por um
cidado de crime de calumnia, por urna correspon-
dencia que publicou, deelarou logo quem era o au-
tor desseescripto, porm renegando este a palernida-
de, e nao tendo-se o Sr. Berlink munido das suffici-
entes cautelas, leve de ser condemnado por calum-
nias que oulro forjou. mas das quaes achou-se elle q
nico responsavel perante a Ici.
Os redactores do Diario e do Carij foram com
juslica condemnados pelas injurias insolentes, e por
ventura pjenlas, que se joaavam reciprocamente,es-
caodilisando a cidade do Rio Grande. Provado o
crime dos dous, crime de que rada um delles ac-
tusou o outro, a lei calilo sobre ambos com igual ri-
gor.
Na cidads do no Grande formou-se umbsnco
commercial e em parle hypothecSTio. No dia 18 do
mez passado reuniram-seanaquella cidada 38 nego-
cia mes e capitalista', e tomaram entre si 618 acjes
de2009 cada urna, ou 136:0009 ao todo, quantaque
se julgou sufSeienie para a inslallajo do banco.
Continuaran) porm esassiguaturas, e no dia 28 re-
unindo-se todos os accionistas vio-se que estavam lo-
madas 1,618 acjdes no valor do 323:600$. Proce-
deu-se eniao ooineajao da directora, e obtiveram
maioria de votos os seguintes accionistas.
Presidente.
O Sr. Dr. Cansanso,
Secretarios,
Os Srs Dr. Luiz de Frcitas Castro e Antonio Jos
Pedroso.
Dirertores,
Os Srs. Manoel Ferreira Porto, Jos Innocenco
Apolices de 6 $. .
proviociaes
-------o x%
.... 85gex-div.
(Jornal do Commercio.)
DE
CORRESPONDENCIA DO DIARIO
PERNAMBUCO.
Macelo'M de Julho.
Alvijaras, Sr. correspondente, que as Alagoas vai-
se tornar celebrrima nos annaes da historia pela
miraculosa e imporlantissima descoberta do infalli-
vel remedio para orheomatismoI|Vmc.,qae tem tan-
tos amigos poderosos na corte, mande por quero he,
solicitar um brevet d'invention, para o heroico vo-
luntario das lucirs de Esculapio qae leve a fortuna
de adiar cousa mais preciosa que a pedra philoso-
phal, mais i ti teres-a tile que o motu continuo, mais
diflicl que a quadralura do circulo e mais til que
o carvao de pedra. O'vos todos que padecis acer-
bissimas dores rheumaticas, e que nao podis servir-
vos dos memliros dos vossos mimosos cornos, vinde
em romaria s Alagoas e cahi de joelhos aos ps do
Dr. major Pnheiro
Rogando-lhe logo em continente,
Que vos livre dessas dores de repente,
Da ti do-vos a beber a mesma cousa,
Q'impedio-me d'eslar hoje sobre a lousa.
' Diga-lhes, Sr. correspondente, que por mais inve-
terado e enrag que seja o mal, e por mais eucarau-
guejado e paral} tico que esteja o individuo, tirar
como favor de Dcos e a tisana doPinheiro, sao,e em
quanto o diabo esfrega um olho : aetrescente, para
Ibe darem crdito, qtie fallo por experiencia pro-
pina ; pois mediante o milagroso especifico estou
quasi boro do execrando rheumatismo Quera dira
que depois de se mostrar essa terrivel molestia reni-
tente sapienlissima therapeutica do Pinho, Porto,
Bahia, Amazonas, et reliquos hara de ceder a
benla triaga do Dr. major ? No enlanlo, Sr. corres-
poudenle baslaram 3 garrafas, (as mais milagrosas
que hei visto) e no fim da terceira fiquei 13o leste
f robusta em que desta feita ser bem espancado e
surrado o genio da insipidez que aqui exislia/tedo
e mantedo. i ale.
Pereira, Lopo Conralves Basto, Lourenjo A. Pinto
I- ilti". Jos Luiz Crdoso Salles, Joaquim Lopes de
Barros, e Jos Pedro Alves.
O vapor Guanabara, loco gue deixou a mala desla
corte no Ro Grande, oio para Moalevidv, afim
de couduzir para a provincia^e S. Pedro do Sul
parte da guarda nacioual destacada que acompanhou
a divi'.o imperial, e qae, como j dissemos, leve
ordem de relirar-se por ser suflieienle para o serv-
jo em que h empregeda a forja de .linha daquella
diviso.
PRACA ii DE JULHO AS 5 HORAS DA TARUE.
Colaroet ofpciaes.
CambioLondres: 26 3|Vd. a 60 e 90 dias, Ti d. a
60 das,
Acjes do Amazonas : '2009 de premio hontem.
As transaeces de boje limitaram-se a vendas in-
significantes ae cafe, e a saques por qaanlas mode-
radas sobre Londres a 6 :(|i o 7 d., e sobre Ilam-
burgo a 670 rs.
As transaeces em cambio desde a sabida do ulti-
mo vapor de Soutamptoa sao eslimadas em 300,000
sobre Londres, 770,000 marcos sobre llaiaburgo,
e 1,050,000 francos sobre Pars, ele.
"cambios.
Londres 26 :i]i, 27 d.Lisboa, nominal.
Pars. ... 366 a 370 rs. |Hamburgo 670 rs.
META ES E FLNDOS PBLICOS.
METAES. Oujas hespauholas 309100
i) da patria. 309100
a Pejas de 69100 vclhas. 168000
Muedas de 49.....99000
v Soberanos.......9Jt00
Pesos hespanhes 19910 a 19960
n da patria .... I9S6O a 19880
/> Palaces.......19860 a 19940
lampeiro e agfl, que pretendo dar proras nao equi-
vocas de ligetreza em a primeira represenlajao de
Mr. James i caja companhia tenciono encorpo-
rar-me.
' Apresso-me em commanicar-lheqae amainaram-
se as furias da tabre am.irella qne, se nao tem total-
mente desapparecido, ao menos j nao se apresentam
casos Tal.nes: nao crea, porm, Vmc. que honre al-
guma inltrvenjo humana que ajudasse a combaler
a peste ; temos de render grajas lo somante i Di-
vina Providencia que de nos se amerceou minoran-
do o terrivel flagello.
Acamara municipal, segando eu receava.fez tan-
to caso das medidas hygienicas lembradas pela junta
medica, como eu das prodaraajes do autcrata de
(odas as Russias, e quando me persuada que linham
sido religiosamente executadas as sobreditas medidas
que na opiniao dos mdicos diminuiramos efleitos da
febre, he quaudo sube que 00 dia 25 a 26 do pas-
sado.appareccra um ollicio da illustrissima i S. Exc,
pedndo os necessarios meios para executar as or-
dens que lbe tinham sido dirigidas no dia 5 1 Dis-
se-me o Muaiz rindo-se, que os Ilustres vereadores
animaram-se a Tazcr o sobre-humano esTorjo de di-
rigir aquelle officio presidencia, por saberem qae
naquelles dias apresenlaram-se casos aterradores da
febre.
Conslou-me que enlre osobjectosmais imporlantes
e esseuciaes que os diligentes camaristas requisita-
ram para salisfazer difficile pensum, avultava urna
duzia de ordenan jas para cada um dos respeilaveis
fiscacs, que deciararam nao poder exercer as impor-
laniissmas funejoes de que se achavam encarrega-
dos, se nao fossera acompanhados de ordenanjas co-
mo uns generaes.
Tambem lemos de render grajis ao Altissimo, por
preservar esta cidade dos horrores da inundajao : no
interior apenas soubemos que a colonia militar Leo-
poldina e alguns engeuhos ao norte da capital soBre-
rain pequeos estragos.
Participo-lhe que brigaei*com o mea amado -Pipi-
let, e nao sei se tive ou nao razSo, he o caso : correo
o boalo que ao norte da provincia se projectava um
desembarque de Africanos por contrabando ; imme-
diatamente Tez S.Exc. sahir o brigue Caliope, acra-
zar pela costa, e mandou urna forja de 40 pracas sob
as ordens do prestente delegado supplente Teixeira
de Oliveira : todas estas evolujoes tiveram lugar no
dia 19 do mez passado, e no entente s vim a saber
do caso quando j era charro e sabido por todos; dei
o cavaco, e resolvi-me a ir temar zuna satisfajao ao
meu amigo por nao me haver informado de um Cacto
de lana pondera jao. Quema baria elle de respon-
der?
Meu charo, tambem de nada sube seno ha 2
oa 3 dias: as providencias foram dadas debaixo do
maior sigillo, e creio que o proprio secretario foi qae
se desunhou nos ofilcios: consta-me, porm, agora,
que foi rebate Talso, e que Ierra ntrique nada en-
contraran) qae fizesse suspei lar existencia oa prepa-
rativos para tal contrabando. Despedi-me do meu
amigo bastante zangado, pois ajo comi a moca que
me quiz elle pregar.
A administrajao da provincia continua ptima-
mente, um dos matares escullios das presidencias sao
por cerlo as nomecjes: para qualquer emprego va-
go ou creadoapparece urna chusma de pretendenle-
qae se agarram com quintos santos ha paraserem os
escollados,o beroaventurado nomeadu,apezar dos em-
penhos. persuade-se logo que foi juslija e nao favor
que lhe fizeram ; os enforquilhados sao rancorosos
desafeijoados qoe grangeia o pobre presidente I
Tem havido nestes dias exames em palacio para
provimento de cadeiras de primeiras ledras, creadas
ltimamente pela assembla provincial para ambos
os sexos : o Fvlinlho El; sio, que foi om dos exami-
nadores, disse-me que se apresentaram ao concurso
varias senboras ifiui habilitadas ; de maneira que
ser mais um enlrave para a presidencia a diflicl
escolha ou preferencia, pois segando a regra cima,
tem de adquirir tambem desataijoes enlre o bello se-
xo, de coja linguinha (seja aqui dito em segredo) li-
bera nos Domine Se fosse ea qae tivesse de fazer a
a escolha, digo-lhe com franqueza, ver-me-hia em
talas, pois Vmc. sabe muilo bem a grande queda que
tenho para o sexo amavel, e nao sei como me resol-
vera adesgostar uniacrcalura pertenceute aquella a-
mavel classe : creio que o major Paulo he de miaba
opiniao sobre esle delicado assumplo.
Contina lisougeiro o estado de seguranja indivi-
dual, e o Sr. Dr. Manoel Jos da Silva Neiva conti-
nua a dar exuberantes provas de sua capacidade, in-
teireza e illustrajao, peuhorando-nos cada vez mais
pelas suas maneiras urbanas. Nesta quinzeoa temos
tao smenle a registrar um facto deploravel saccedi-
do no tabolero de Sapocaia, termo de S. Miguel: es-
se casosnistro foi devalo imprudencia do delegado
de polica da Anadia,que remellen para a capital 4
presos escollados apenas por 5 prajas Prenles e
amigos dos presos, reuniram-se e atacaram a escolla
uo supracitado tabolero*resultando do conflicto a
morle de um dos soldados da escolta e a fuga de 2
presos. Seria muilo para desejar que as autoridades
polciaes fossem mais cautelosas quando tivessem de
rcmellcr presos de circuinslancios n3o he esle o
primeiro caso fatal resultante da raqueza ou exi-
guidade das escoltas ; se ellas fossem mais numero-
sas e bem muuiciadas,por ser davda nsoseanima-
riam a alaca-las, para lomrem os presos sob sua
guarda c uo se reproduziriam tantos casos funestos
dcsle genero.
He de pasmar a tendencia que ainda hoje ha para
se protegerem facinora-, e o que mais admira he ve-
rem-se horneas bons apatrocinando-os e envidando
lodos os estar jos para subtrahi-los justa puuijSo re-
clamada pelas leis Ccgos, que nao veem que mais
cedo ou mais larde, seio elles por seu turno tam-
bem victimas desses tigres de Torma humana, a
quem procuram agujar garras e denles. O jury de
cuja bella inslitujao se esperavam tao proficuos re-
sultados, Icm-sc abastardado a ponto de se tornar um
tribunal de absolvijes, esero desidertum dos cri-
minosos, c para moslrar-lhc a que ponto tem chega-
do a coafianja que na bonbomia dos jurados depo-
stala os malvados,vou reTerir-lhc um Tocio occorrido
nestes ltimos das : um sugclo appellidado Ven-
lani.i, tai preso para recrula c mandado sob bom re-
cado i presidencia, quando chegou a occasiao de ir
embarcar, deelarou o hroe que nao podia seguir,
porque se ai rusa va de varias mu res e ainda ltima-
mente, accrcsceotava o arrojado assassino, malei cm
Garaiihuns a um Joo Francisco que me havia Tur-
lado ura cavallo A' vista de semelhanle despejo
desraramento. Coi o celebre Ventana reenviado po-
lica para averiguajes etc, e nada mais lhe digo
tire Vmc. do facto a moralidade que quizer!
Estamos ameajadosde urna endiente de diverti-
mentos, coosta-me que a socieddedramatica Ma-
ceioeuseprepara-nos urna bella noile, e chegou a esta
cidade ara peloliquero denominado James, cuja na-
cionalidad? ainda lie para mimproblimalica : lecho
COMARCA DE YVZUlt,II.
30 de Julbo.
lle hoje por aqui a ordem do dia o assassinalo
do infeliz Manoel Ferreira da Silva, da que ja fiz
menjio na miaba precedente, pelas cireamstancias
que o revestirn). Havia-lhe eu dito que o infe-
liz Ferreira nao tinha fnilisposjes, sean com um
septuagenario, por causa de um casamento que
se nao effecluou enlre pessoas da familia dcsle, e
daqoelle; igualmente havia-lhe dilo, que recahi-
am algumas suspeilas do crime na familia do pro-
prio assassinado.
Pois bem: esle negocio hoje nao he mais ara mis-
terio, grajas a habilidade com que se houveram
as invesligajes a que procederam, para o desco-
brimento da verdade, os senhores delegado de po-
lica e capito Camisao, cora quem todos se congra-
tulan!, e especialmente este seu criado, pelo zelo e
activdade que desenvolvem esles dous funeciooa-
rios, em ordem a nao licarem impunes delictos se-
melhanles: e o que mais be, todos os coropromel-
lidos nesse horroroso attenlado, um dos mais gra-
ves de que me record, acham-se na cadeia: aos
jurados cumpre fazer o reslo 1
Digo que esse attenlado he um dos mais graves
de qae me recoido; porque os seus autores nada
menos san do que a mulher, um flho miserabile
dictu!) e um piotegido da infeliz victima, por de-
claracao dos mesmos em presenja do Sr. delegado
de polica e de mais de 20 pessoas I Todas as ve-
zes que esses miseraveis vao a pergunts, ha ama
anciedade crescenle em ouvir suas declarajes, de
maneira que a casa do Sr. delegado apinha-se de
gente, e todos sahem admirndissimos por verem o
c; nisiiio daquelles reos contessos.
Desejar sem duvida, a rea jao dos motivos que
levaram aquelles miseraveis a pralicar tao enorme
delicio: eu lh'a Tarei, per summa capita. Haveri
3 anuos, que o infeliz Manoel Ferreira, coodoido
da miseria de Manoel Cavalcanli, por alcunha sel-
leiro, oacolheu em sua casa: de cerlo terspo para
c comecaram a notar algum escndalo entre Ca-
valcanli e a mulher do infeliz, qae nao sei se avi-
sado por alguem, ou por sua mesma conscieneia,
principiou a moslrar-se pesaroso e reservado para
com os dous cmplices, que por suas declarajes
mais historias que contara, parece que premedila-
vam descarlar-se do Ferreira para livrarem-se do
seu justo reseolimenlo.
Na noile, porm, do delicio, isto he, em 9 do cor-
rente, a mulher conhecendo que seu marido eslava
de mos humores, leve de sahir para orna casa de
fariuha, onde eslava Cavalcanli e um seu lilho. Fer-
reira que a v sabir vai seguindo-a, e chamando-a
para vir agasalhar-se; mas ella em vez de vollar,
diz a Cavalcanli qae sea marido a quer matar, e
quecuidenelle;euliloCavalcanti diapara-lheum tiro;
o infeliz que sente-se raorlalmente ferido, deite a
correr sem drzer palavra, ella segue-o gritando ao
filho que tambem lhe alire, e este (horresco refe-
rens!) dispara-lhe o segundo tiro, embora digam
que ao mooUo; adianle cahe o infeliz, e eis que ebe-
ga Cavalcanli, e a molher, se tal nome merece, e
acabam de o malar com mais um liro e tres taca-
das, ser.do duas dadas por tila, segando dizem 11
Depois de ludo concluido vollaram para casa, e
pozeram-se em conselho sobre a maneira porque de-
veriam encobrr tao brbaro procedimeoto, e entao
invenlaram aquella tabula de liro disparado no ter-
reiro, como ja lhe disse, depois chamaran) os escra-
vos, e fizeram-lhes as maiores ameajas, caso desco-
brissem alguma cousa ; mas a verdade tem muila
forja, e nao pode estar encuberta por muilo tempo:
o Sr. delegado manda vir os escravos, interroga-os,
acarea-os, e eis que todo se descobre ; entao, vendo
os reos que nao lhes era mais possivel obslinar-se em
urna negativa caprichosa, fazem a seu turno suas de-
clarajes, qae sio asqueicam relatadas. A mulher
he de 44 annos da idade. trigueira, cabellos griza-
Ihos, olhos pequeos, escoliados e scintilanles, e,
quando tai ao interrogatorio, trajava vestido de chi-
ta preta, trajada com km cobertor de chita, e com
urnas grandes contasde rezar ao pesco jo I Cavalcan-
li he de 20 para 21 annos de idade, filho de um Jo-
s Luiz de Franja, qoe est *.m Fernando, onde di-
zem que tambem estivera > -i.
Cabe-me agora dizer, q >nde cousa he a im-
punidade! essa mulher h a de Antonio lava-
res de A ndrade, que em Ai ecca tem pralicido
actos (aes, que. bem podiam .er-lhe alguns annos
de Fernando, se nao Tosse. .. nao sei b qoe; e sem
duvida, nao deixaria de mirar em seus calculosa
Tacidadc com que o seu nobre irmao se lem sem-
pre escapado.
Consta-me que o capilo Camisao lem-se visto nos
maiores vexames com a guarnijo da cadeia, visto
como, com a escolta que acompanhou diversos pre-
sos para essa capital, com o desracamento de Pedra*
de Fogo, e m Mais alguns doenles, acha-se o des-
tacamento redolido a nove ou doxe prajas desponi-
veis, que esto eCleclivaraente jla goarda, sendo que
por isso elle mesmo tem ido dormir ao quartel algo-
mas noiles, afim de prevenir qualquer descuido, oa
casualitlade, que facilite a ev lo de 15 ou 16 raes-,
tres de armas, que all exister. .
A cmara municipal tem eslado em sefe3o ordina-
ria desde o dia 17 ; consta-me que despedio o pro-
curador, mas por ora nao sei quem Coi o nomeadu ;
Dos permita que olhe para as ruis desta cidade, e
sobre todo de Tazer com que seja removida a ester-
queira da porta da matriz, o que he um escldalo
revoltante e digno de reparo.
Hontem principiou-se a execalar a pena de 1,200
acuites, imposte pelos jurados a Joaquim Grande,
por ter morto ao parcero : desta vez o Moraes cjue-
rendo mostrar que nao manda ajoilar as paredes,
como o aecusavam os Talladores, maudoa-o puxar
para o quintal da cadeia onde o leem servido.
Teem chegado alguns gneros, mas nao chegam
ainda para o abaslecimento do nosso mercado, e por
isso ainda esto muito cares; e os do paiz na esto
meos.
Saude, e al mais ver. .Y.
(Carta particular.)
uieami-
como pelo crdito dos jovens e prestantes reli-
giosos.
Come jando pela decora jao do templo, o mais gran-
dioso e bem Cumia Ju de quanlo* ha em Pernambuco,
diremos que esleve aceiada, lauto quanlo he possivel
urna casa que nada, ou quasi nada possue de para-
mentos proprios para seus aliare, para suas arcadas
e portas, que exceden) es de todas nossas igrejas ;
porque ludo tai desbaratado, sumido e comido por
alguna dos bons prelados autigos do convento : e o
dzemos a vista de documeutes.... Porem quanto a
decorajlo da capella e altar mor, esteve como nunca
esplendida, rici e Iluminada ; e quando nao fus-e
a profuso dos adornos bastava possuir o seu real e
nico santo adorno, a bellissima e tocante imagem
da SS. Vrgem Mara, a mais bella, a mais perfeita
estatua que delta temos, e que he possivel ter Oh I
se no Ceo, a mi do Dos reveste as TeijOes humanas,
he certamente a imagem do couvenlo do Carmo do
Racite, o seu mais aproximado lypo. Felizes os *r-
lislaa qae lhe tornearam todas as pertaijoes, que lhe
jmprimiramo mais natural, o mais duradouro en-
carne l Celebroa mssa de pontifical o Illm. raouse-
ohor Muniz Tavares, por comraissad de S. Ese. Re-
verendissima o Sr. Bispo Diocesano, que assislio
cora o Eira, e orlliodoxo Sr. Jos Bento da Conha
Fgueredo, digno presidente de Pernambuco, toda
a mssa, em Iribuuas decentemente decoradas. Assis-
rara tambem varias oulra autoridades e pessoas
mais gradas da provincia;; sendo o auditorio nume-
rosissmo, qual mui potteas vezes se tem visto em
Pernambuco, e nio he peesivel reunir em nenhum
outro templo nosso: com tudo, mais brilhanlee cons-
picuo ainda seria no seu todo, se na verdade nao Tal-
lasse alguma cousa de polica em ni isigrejas, m-
xime em occasiao de festividades tflo magnificas:
sim, porque urna nurem de mulheres horboUta,
devolas a mor parte por vadiajlo, que invideiu e
obsiruem o> templo* i libras muilo antecedentes, e
que apossadas do mbito das igrejas nao deixam
lugar para maisninguem; nem dao lugar s senbo-
ras mais decentemeblt Irajada, e quem fazem
guerra, e s;1o capejiesje galgarem at o IhroaodoSan-
tissimo, se as deurem.
Tem-se formado esta legiio de baratas papa. fel-
la, de certo tempo a esta parte para invadir as
igrejas e chamar-se i posse eiclusire da devojao.
Perdoe-se-nos a digressao. A grande igreja lo Car-
mo esleve aperladamente cheia de espectadores, e
em verdade que se nlo deu em Uo numerse con-
curso o que tanto recetara e iaculcam os maliciosos
da PenhAAfailo nos felicitamos qae o noteo povo
se cumpene^pdos teas deveres moraes na cesa de
Dos.
Has, se em ludo que foi cencernente u Testa de
X. S. do Carmo vimos asseio, decencia, religieeida-
de e bom gostok oalretanto nao pdeme* dizer a
respeito da msica estrumeolal e vocal do coro, es-
teve com effeito urna mizeria, e por mais pecado a
escolha da composi jao, Tai mesmo de quera a tal
respeito nao sabe a qoautas anda. Nio sabemos se
o deleito Coi original do prejo, oa da direcjo artsti-
ca 1 Com eCCeito, esoolber para tal igreja, e no dia
de Uo vasto coocurso ama compssijao de zim, zim,
flbj, chi. chi, be descaradamente dizer nao um
oucam: O auditorio lhe fez a voolade deixando
miar os tees gatinhos, que sao niesmo uus gal indos,
a quem poucose ouvia, e a quera o digno nieslre
condescendente por demais sujeilava o seu compijo
as vozes, quaudo elles demoravam as notas, em vez
de-tajeilar as vozes ao campajo Algoos nossos
artistas msicos desempenham suas partes cono qne
pordesobriga de conscieneia : o se possuem da
execujao, nao se inOammam, toeame cantam Ma-
ra vai-te cont as outras fechatsm o sea desem-
penho tocando i noile, no fim doe-Deura, surra-
dissima symphonia tenha dinhnro tari por-
que tai pasco ?
Gurdeseos filiar do panegrico ciara o fim, por
ser isto o primeiro luziraento de urna testa sacra.
Orou o Rvm. ex-provincial Frei LinoV,
(iaceramenle o parabem de seu bom el conta-
do nao lie encubriremos que o acharaos mais correc-
to e mais firme na primeira, que na segunda parte '
do seu bello discurso. Seria por estar je cansado, e
porque orar em um auditorio Uo numeroso cerla-
menle acanha un orador que principia agora sea
tirocinio. Foi bella, e bem lembrada a aposlropne
eom quo sua Kvma. potoedta o sea discurso, ainda
antes de-persignsr-se. "Muilo bem 1 e sem ser-
mos orador (vernos c do nosso cantinho a mesma
idea, e desejaramos que fosse mais palhetica doque
foi obsequiosa para o aadttorio. Os improvisos
nem sempresko completos. Mru pode o Sr. podre
raestre licar cerlo que brilhou muito bem em urna
Cesta de tanta pompa. A perfeijao mimica,)a solem-
nidade da voz o tempo lhe trar : a sublimidade dos
discursos o Haber lhe ministrar, e o saber se adqoi-
re todos os dias. Receba em Cira o yen orador eer-
milila nosso encomio pelo seu ultimo invtatoro a
seus ouvintes : e recebara todos os re igioeoc do Car-
mo o parabem de Pernambuco rM 10 e rege-
nerado. O Esf Mdor.
REPARTI^AO DA POLICA.
Parte do da 21 de julho.
Illm. e Bxm.- Sr.Participo a V. Exc. qoe, das
parles hoje recebidas nesta reparlijao, consta terem
sido presos; a ordem do snbdelegado da freguezia
deS. frei Pedro Gonjalves, Damasio, escravo do
commendador Manoel Gonjalves da Silva, a re-
qucrimenio do senhor ; a do subdelegado da fregue-
zia de Sanio Antonio, Francisco, escravo de Manoel
Jos Gonjalves, sem declarajo do motivo ; e a do
subdelegado da Treguezia da S. Jos, Paula, escrava,
por crime de furto.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambuco21 dejulhodc 1854.Illm.e Exm. Sr.
conselheiroJosBenlo da Cunha e Figoeiredo, pre-
sidente da provincia.Imz Carlos de Paiva Tei-
xeira, chele de polica da provincia.
DIARIO DE PERSAMBl'CO.
Entrn hontem i larde do sol o vapor inglez T\a-
mes, trazendo-nos jomaos do Rio de Janeiro at 15
do cotrenle, e da Baha at 19.
A cmara dos deputados principiou no dia 13 a
3.a distossao do orjmenlo do imperio.
Discnlia-se na mesma cmara o projecto de refor-
ma judiciaria, lendo o seu'autor, o Sr. ministro da
jastja, prouunciado naquolle dii, um discurso que
foi muilo applaudidn.
O senado oceupou-se no da 12 com a terceira
discussao da reforma do regiment, sendo a indica-
jo, com o parecer da mesa, approvada, como ha-
via passado em primeira e segunda.
Acha-se nomeado presidente da provincia das Ala-
goas, o Sr. Dr. An'.onio Coellio de S e Albuquer-
que, deputado por esla provincia.
O Sr. Anionino Jos de Miranda Falco foi des-
pachado director da casa de correejao da corle.
Foram condecorados : com a comineada da ordem
da Rosa, o Sr. Dr. Francisco de Paula Candido;
com o habito de cavalleiros da mesma ordem, 03
Srs. Dr*. Bento Mara da Cosa, Jos Teixeira de
Souza, Luiz Correa de Azcvedo, Jos Firmino Vel-
lez. e Sitverio Jos Lessa.
O Sr. conde deMeder., enviado extraordinario o
mini-tro plenipotenciario de S. M. 0 imperador da
iiu-sia, apresentou no dia 12 a sua recredencial i
S. M. o imperador, sendo removido no mesmo ca-
rcter para os Estados-Unidos, e substituido na cor-
te pelo Sr. d'Ewars, com o carcter de encarregado
de negocios.
O Sr. Jos de Vasconcellos c Souza, enviado es-
Iraordiuario e ministro plenipotenciario de Portu-
gal, devia relirar-se com lice.uja, a bordo do vapor
Mara II, ficando na direceoda Jegajao, com o ca-
rcter de encarragado de negocios interino, o Sr.
Joao Gomes de Oliveira Silva, secretario da mesma.
Por decrelo de S de julho foi reconduzido no
mesmo lagarto juiz municipal de Campos, Jos Ma-
noelda Cosa Bastos.
A illumiaajao a car. csleadeu-sc no dia 10 ra
da Lapa, caes da Gloria ; ras do Prncipe.Prnceza
e Calleti, e praa do Flamcngo accnJendo-se 5
lampeos no ra Nova do Conde. Com este ultimo
augmento de 126 lapees, checa o numero total dcs-
les t 1071.
Km oulro huar deivamos transcriptas as noticias
de Buenos-Ayres e Montevideu, que alias sao desti-
tuidas de importancia.
Quanlo a Baha nada adianlam as gazetas, que
mereja ser mencionado. **
COMUNICADO.
APRECIACAO DA FESTA DOS CARMELITAS.
Antes da Ilustrada redar jao do Retrospecto se ein
carregar da comniemorajao da explcndda fesla, que
a 16 do trrenle, exibiram os religiosos do convenio
do Carmo desta cidade excelsa padroeira do mundo,
livemos por um dever de reconbecmeuto dirigir aos
mesmos religiosos, um vol de lotivor em nome do
publico pernambucano, qoe de certo, neste objeelo
he conforme com nosso enthusiasmo, nao s pela
edificaco religiosa, proveniente de Uo pomposo acto.
Ji
CORMSPOMCIAS.
Sr. Redactores. Permittam Vmcs. qae por in-
termedio do seu eslimavel jornal, eu leve a^resea-
ja do publico e das autoridades os incomraodoscru-
eis, scnSo barbaros, qae tenho soflrido na fortaleza
do Brum, onde me acho prese* _
Esmagado pela aecusajao do enorme crime de as-
sassinalo na pessoa do infeliz Fidi, nao tive a fe-
lidade de convencer meus juizes de minha inno-
cencia ; o arraslamento da opiniao adrede formada
contra mim os levou a me fulminarem com a pena
de gales perpetuas em qaalidade de mandante d'a-
quelle assassinato ; protestei por novo juigtmento e
espero resignado o desTecho desse drama inTorluna-
do; tendo confianja ampia em minha conscieneia e
na imparcialidade dos novos juizes que me nao da
julgar.
Esl viste, qae nenhum ioteresse posso ter ero
evadir-me da prisao onde me acho; pois ainda encon-
tr na lei recursos contra a seotenja injusta de que
son victima.
Entre tanto, inimigus qoe se me ergaem Ha seea.-
bra e que pareccm ter interesse em qae teja eu a
victima sacrificada,|buscam tormr-me odieeo, e pro-
palara que tenho a intenjao de evadir-me da pri-
sao. Por mais estupida que seja ama semelhanle
nvenjao, ella tem sido acreditada pelo Sr. comman-
dantc, e eis-rae da prisao em que me achava nada-
do e recolhido om calbaboujo immundo de mis-
tura cora muitos condemnados de crimes mais oa
menos atroz.es.
Tenho feito sentir ao Sr. commaudanle da forta-
leza a i ilquida.le de um tal procedimenlo para eom-
migo; mas nada se move esle senhor, e allegan-
do a possibilidade da minha Tuga, tortura-me por
este modo, pOe era perigo a minha existencia e pro-
cura tornar-me solidario com actos para os quaes *
nenhum interesse rae move i concorrer.
Porque razao persiste o Sr. com manda ule em os-
tentar um procedimenlo Uo ponco explicavel ? Pois
oao v o Sr. commaudanle que a minha evas.lo as
circumslauciaseasajue me acho Tora un passo Uo
imprudente que excede as raas da verosimilhanja?
Onde esUo essas provas de um crime, que eu nao
possa completamente desTazer ? Porque motivo hei-
de preterir a minha inteira desgraja e a de minha
familia mostrar a minha innocencia perante juizes
menos prevenidos?
Nao me restando pois outro meio sean este, eu
levo ao conhecmento do publico das autoridades -
o procedimenlo do Sr. commandante para conti-
go, e protesto allami-nle contra os Talaos boatos que
por ventura se lenham espalhadu acerca de minha
evado. Fortaleza do Brum 20 de julho de 1851. .
Francisco Altes de Moraes Pirm.
Srs. Redactores.Leudo u em seu Diario de 20
do correnle, a parte de pulicia do dia 19, com sor-
preza deparei com o meu nome coroojprcso, por ter
querido inspeccionar a ama patrulhae altercando
razoes ; se nao Tosse o dever que corre a todo o ho-
mem que se preza pugnar pela sua ropolacSo, e lam-
ben) para tazer constar ao publico, e com especiali-
dade aos meas collegas inspectores cora quem hei ser-
vido sempre em boa harmona, o motivo de minha
prisao, eu de bom grado deixaria passar desaperce-
bida a supracitada parte, mas pelos motivos que le-
jo exposto, passo a eslabelecer com a mxima pos-
sivMjjxactdao o facto tal qual se passou. *
NanoHedodia 18do correnle, receb ordens do
Sr. subdelegado da freguezia de S. Jos para rondar,
o que effedivamenteexecutei acompanliado do ins-
pector Joao Baptista Fortado Jnior.
Percorroiido quasi lodos os dislrictos da freguezia,
encoiitrei urna unir palrnlha as II hora* da noile,
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DIARIO OE PRNAMBUCO, SABRADO 22 DE JULHO OE 1854.
dqrmindo nos Barros Baixos; acordado] por mim, c
advertido da sua Tallan argento As-is. commandan.
le da dila patrulha, conhecendo-me como inspector
petos insignias que me acompanhavani.econliccendo
igualmente a falla pin que linl a cahido, respondeu-
me com palavras ohcena;. que n,lo me conliecia co-
mo auloridade, nem ao subdelegado, por cujo mu-
livo o prend a ordem do mesmo senhor, porcm elle
usando da forca deque rslava armado, repcllio-me,
e deu-mevozde prisa i ordem do subdelegado, e
quaudo chegoa ao quarlel das Cinco Ponas enlre-
gou-me como presa i ordem do delegado, ao paiso
que cu me rend pris.li para evitar un connielo
qun leria serias conseque icias : o dalinquetite Gcou
cm liberd.ide, depois de i -lar preso por mim como
parlicipei ao Sr. offlcialdc estado.
Para que algum mal intencionado nao altribua a
miaba priso a oulro mol vo menos digno, fajo esta
declarara.) em lempo, e publico o ouicioabaiio trans-
cripto.
Queiram, Srs. Redactores, publicroslas linlias,
como que milito obsequiaran o sea constante lei-
tor e assignante.Isidro Pereira de Andrade, ins-
pector do 9." quarleirao,
Recito 21 de julho de i:so. V
Illm. Sr. subdelegado.-- Participo a V. S. que,
roldando hontem por ordum de V. S. esta fregueiia,
e leudo corrido os districlos de Cinco Ponas,
ra Augusta, Caldeireiro, e 'S. 'Jos, s enconlrei
s 11 horas da noile ums nalnilha nos Bairos-Bai-
xos da qual o commanda(.'dormia.'sentado em urna
calcada, pergunlando-lbe te havia alguma novidade
Viada me respondeu, por onde conheci que eslava
dorraiudo, repeliudo-lbe a pcrgunla, respondeu-
me infadonhalneeto que nao havia nenbuma novi-
dade, e como n'oulros dislriclos que rondei nao en-
contraste nenhumn patrulla, pergunlei ao dilo com-
maiulanle que dislricto roiidava para poder dar par-
le a V. S., respondeu-me rom aspereza que rondava
onde quera su Ihe fazia canta, dizeudo-lhe eu que
era Inspector de quarteirSve mosirando-lhe as o-'
signiasqu* me acomnanhavam, diaHe-lhe que es-
Uva rondando pororctom de W^e desejava saber
o que lhe pcrguutava para poder em minha parle
ioteirar a V. S. do occorrido, respondeu-me que
no liona, nada com V. S. mudo menos cora ins-
pectores; disse-lhe eu entiio qun de ludo informa-
ra a V. S., relorquio-mn comjpalavras obcenas nao
so dntagtorisando-me a mim, como a V. S. na pre-
sen; do inspector Fartado que comigo rondaba.
Futas motivos cima exr osios prendi-o ordem de
V. S.,a elle depois de estar pres puxou pela espada,
e daii-me a mesma ordem, difse-llie eu que um
pre> nao podia prender a ninguem, ameacando-me
elle enlao com palavras, e usando das armas da que
eslava armado, empregou a violuncia a que me ren-
d para avilar im conOiclof depois. Fui condu/i-
do i prsele* de Sr. officb 1 de estado, do corpo de
polica, que era Sr. capillo Guedes, ana presen-
ta dos Srs. capilla* Carneiro Monleiro, e Sevcrino,
e do lente quarlel-mestro, e mais alguns senhores
qu pelo npme nao conhec,, confesson que eslava
senl.ido por ter um calo, segando o I ficto de es-
lar dormindo, pergunlado pelo official de estado,
porque motivo me tiuha prendido, respondeu ella,
por eu o (er prendido, dizendo que me linha prendi-
do ordem do IHra. Sr. delegado, quando me ti-
iiha dado a ordem deV. S.; depois de ser euresjnlhido
ao ladres, ficou o dito com man Jante impune, pos o
vi da manida em liberdad j.
Me qaanto lenho a oomniunicar a V, S. Inspec-
tora do nono quarleirao .9 de julho de 1854.
O CNSUL E TICE-CONSUL PORTUGEZ.
Paasades sSo ja libje 8 das depois que estes senho-
res protestaram pernte o inblico chamar a respon-
sabilidade os signatarios da rectilicaeo publicada no
n. 15S desle iDiBrio.de stia-toir.i 14 do correute.ti-
nha-ae assegu^adoqae,douidistinclosadvogados nes-
la cidade eran! os eecairegidos dessa accao judicial,
verendo estos, uniros nao recusavam o
palrscinio da causa ; apezar porcm de se encontrar
dous amigos Uto denodados o fado lem mostrado
que os Srs. cnsul e vice-cchsul leiu arripiado c*r-
reira.
Nlo pensaram estes sanhores, antes de protestar
que a falla de cumprinientt de sua proraessa era mais
un fracasso ua'sua vida publica- Passa para Lis-
boa o vapor, os seos amigo: em Lisboa espera ni no-
ticias, quando nlo da decslo do |!rteess7 peto ue-
nos do sea comeo em juizi, e qual seri a admira-
rlo oonhecendo que fleoit na caassa dos possiveis
o protesto e ns desejos os S rs. cnsul e viee- cnsul
em vindicar o seu bora non e!
Parjee que estes senhore desistiram da mpreza
sopara ni* dar aoscarnes seccassignatarios da
redilu-aco o goslinho do seu triumpho.
Nao bastavam j asreiclaces sem conslraugi-
meiilo que Ss. Ss. fizerarr. apparecer escripias p%
los signatarios da represenlacao, qae' vergouhosa-
mnl; foram desfeilas; nao basliva*iaepto exa-
mendas assignaluras.da' re irescntaclo pelo conselho
do Dez, qae arvorando-so em commerciantes nao
pe.iitram de classili< hr i;mlabcrneirosvadios,
"os, fallidos, e rcos'le polica, aquellos a quem nao
eram supertores em i lerilo : um oulro teslcinunhe
do desvario quizeran dar Ss. Ss., e foi o protesto
arrogarate de chamas i responsabilidadeaquelles que
am si (em as pravas o quaulo Ibes haviam impu-
Udo! v
Qne mtris lerao de Vi
Ot carnet teecas.
*>
i maos, a quem roubava o companhero desse longo
cslradar, que vai da vida ao lomlo... arrojou para
la das campas lodos os scus e allteios sonhos de ven-
tura nadando em lagrimas! !... Improvidencia hu-
mana !... brincava na superficie d'um tmulo, co-
mo se forajjnlre flores! bem semelhanle ao infante
que, a borda do abysmo quo eucerra objeclos de seut
folguedos, estbde para elle os debis bracinhos, nio-
ve os ps, e rrndo-se esperauca d'alcan^a-los,
d o salto mortal que o transiere deste mundo de il-
luses aquelle onde lado lie real f..
Ei-lo eslendido sobro a eca !! !... E como pod-
le, mortc, inlepor-le entre elle e a borla ; offere-
cer-lhe leus descamados e livdosbraros, e em quan-
lo elle tcnlav tocar nos escarlatinos lios daquella ?!
Como, ao parlires para elle, nao se te vergaram os
joellios de dor'.'! Como, ao desfechares o golpe, esta
Touce fatal- nao se mostrou sega ".' 1! As enlranhas
da niorle sao de pedra, corarao jamis leve a liy-
dra impa. (1)
Sim; nao le valcram, collega, todas aquellas fon-
tesinevliauriveisde cabadaes inlellectu es, nem lo-
das aquellas virtudes encerradas no sacrario de la
alma, M pSra, brilhando um pouco na curta car-
reira que preparaste, plaular no corarao daquellcs
que te conheceram urna saudade Uto viva, como a f
que elles lem de que sacias a sede de leu amor por
Dos, as fentes copiosissimas de sua augusta mora-
da. (2) Ueos se no vosso regaco tem assento aquelle
que leva suas candidas azas Uto pnras como lh'as
desles, porque nun:a leve de alravcssar o lago im-
puro, que se chama sciedade, onde, quasi lo-
dos se mancham... mellior assento ser o daquclle
que, o atravesando, conserva-as tao puras tomo
d'antes... Elle era justo... elle est no co.
Companhero, se urna lagrima de dor nao foi ha
mais lempo venida ao de cima de la campa... se es-
te brado, que ora solamos, ja vem tarde, n.ojul-
gues, que ella s agora nos assbmasse aos ollios...
que elle se desperlasse hoje O golpe que ferio-le
veio repercutir, bem forte, no seio de nossa alma ;
mas, esperando que essa dor, qae devia magoar tan-
tos corardes. fosso manifestada pala Ettrta (que, s
assim tomara, por momentos, as cores d'um peri-
dico academieo-olindense, pranteando morlc d'um
dos seus orgaos, embora mudo), exprimimos por lon-
go lempa os brads de nossa alma. Agora, purm,
qne este peridico surgi garrido e loucan como
d'antes, tratando de mostrar essas obras primas de
liueratara, que elevam seus autores s grandes alia-
ra, onde se cru;am os 1.amartilles, Laeordaires,
Damas, Garrelts, Ilereulanos, Mendes Leaes e oa-
lros de iguaes cataduras, sem ss lembrar que devia
urna lagrioia la memoria... :;i aqu estamos nos
que nao jatando-nos de commungar os evanglicos
principios de fralernidade e ignaldade (como alguns),
desfolhamos sobre a fra lapide de leu tmulo um
ramo de cypresle, qae, ao desfolbar de cada folha,
acompanha urna dirida lagrima, como se essas fo-
lhas estivessem entrelacadas com as fibras de nossa
ilma.
Vale. por um bahiano.
Olinda 17 de julho de 185*.
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O TI?

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k- .o
s
3

!
Em respsta ao pr metro soneto que aqu appa-
receu em favor da BassJa, um anoaymo apre-
entou ontre pe:.o mesmo couoantea, a fa-
vor da Turqua el-lo t
O CNSUL E f .PORTUEZES EM PER
/NAMBUCO.
Quando no Diario de Pernaml'uco a. 139 de 14
do torrente appareceram o cnsul Joaquim Baptisla
Moreira, e o vice-consul Miguel Jos Alves, pro-
testando ao publico em lempo chamar os signatarios
da reclificacao inserida em o n. 158 do Diario de 13
de albo qae corre, dissemts com animarloanda
Por tu jal tem homent!
Esperavamos iodos os di; s peladora,em qoeves-
se lu;;ir o promeltido chamamenlo para dirnios as
razoes do quaulo se ha affirmado do cnsul e vice-
cnsul ; linhamos numerado nossos documentos, col-
ligido aossas provas para nos pormos impvidos em
marcha para o lugar do desafio ti que eramos con-
vidados, flualmeiilc tranquillos era nossas conscien-
cias aguardavamos perante as jnicas do paiz ver
Iriurrpbar a causa da hamanidade opprimida, mas o
qae tem acontecido'.':
' Oito diassao j pasudos, e o codsuI e vice-cousul
nio tom apparecido a desempenhar a sua palavra,
dar cumprimento ao sen prjteslo solemne Icilo ao
publico 111
Srs. empreados do consi.lado, se estis seguros
em vmsas consciencias, se tundes convierto d que
quanto de vos se lem dito sean poder prova'r, e vos
julgais offendidos,aao receicis das jusliras doipaiz.fa-
zei cailigar esses que appeilidais de calanviii.idores,
todo Pernambuco vos espreila, a vossa honr i, a, vos-
sa dignidade, e a da najio, e ludo que ha; de mais
seguro a sustentar-vos as posires que ceenpas,
exige o cumprimento do vosso protesto.
Os signatarios.
% A PEDIDO.
Avante, mahonelano bel ticoso !
Reconquista teut lares no Danubio:
Ao gritoLiber.ladenbnca dubio,
Nao tens, nao, ru temer despota iroso.
Raja embora, q jil'tigre rancoroso.
Do norte, o urso louco. fero, nubio ;
De Pelersburgo em breve no suburbio
Ver-ae-ha prostrado o monslro criminoso.
Avante 1 A hypjcrisia cm desatino.
Por ti, pelo anglo-franco anniquilada.
Os tons nao valerao do ingente sin.
Agora heAlliancaque alto brada
Aos Ires poyos de hroes este almo hijmno :
Por Dcot e Ltberdadea Russia ao nada!
Em retpotta ao sonrio a favor dot Turcos appare-
ceu estr'oulro a favor dos Itussos; fi-/o :
SONETO.
Quem chama ao Turo hroe deprava o termo ;
Herosmo nao toca a povo infame,
Impdico, idiota, sem examc
De crtica, as aeces ceg estafermo.
Rebatido de Mahorael, em paiz eram,
Tal forasua orgem, antes que enxame
De ferozes bandidos o proclame
O povo occidental caucado, enfermo ().
Encaixado na Europa esse cardume
D'Arabes sensuaes, ladres, sicarios,
Nao melhoram de le nem de eostume.
/Kis o povo de hroes, por quem nefarios,
O Dos! mundo secuto de lume !
\ D'ouro t sangue se oslen la m perdularios 1! I
Varianl> desle ultimo (crelo: y
I Kis o povo de hroes, que os dons nefarfbs
Extinguindo no peiloo sacro lume.
VNesle sec'lo suslentam solidarios! I
AO MESMO ASSIMPTO.
Dos mares o tyr.'inno bombardeia
A pacifica, neme Copenhague... .
E nao dispara uta raio o eco, que o csiuague,
Nem a Ierra de infernos o bloqueia !
He sen jus essa f jrra que alardeia,
Seu dos ouro, em quautia que o alague ;
E que arda Odessa, o opio a China*estrague,
He nova illuslrccao, que no orbe eslreia.
Quem dest'arle conculca o jas das gentes
La vai cicilisar de mao armada
Os Russos, que a seu ver sao dclinqucnles I
Alio l !tirila v&z mais potciibida
A que fim Ir- esquadras'.'...Insolentes !
i'urqnia cumpre o lr;alo, ou volve ao nada !
NECROIOIA.
A senlidissimamortedeCaraillo Lellis Vcrissimodo
Aojos, estudante do 5. anuo em Olinda.
He sempre um oiin? esta existencia,
Vmjonho horrhel, ,/ue se esvae na morle.
Caslilho.
Mais ama existencia riscjida do zrande livroda vi-
da I:., mais nm eumpriinmlo aos decretos do Al-
lisstms! !... Morrea o nosse collega Gamillo J.ellis !!
Aquelle qae no rouvavel enipenho de accumular co-
nhecimentos consuma as tongas doras d'um dia ol-
vidado de ludo qne se pa--iva no mundo phvsico,
ra lambem consumido pelas dores da ntolcslia re-
belde que, se augmenlava, a propor^ao que os ac-
cumuljva... Em quaulo elle caminbava, descuida-
de da 'norte, confiado nos vigores da moridade, pa-
ra um porvr brilhaule... einquanlo elle olhava pa-
ra os males de sua patria c dtzia de si para si /
sollra minha palria, que esse leu solrer vai lr mi-
nar... ea preparo-me as se encias que cnsinam re-
medin aos leus males, e vo i applica-lus ao le so'bre
elles.., em quanto elle, com ump no ultimle
grojli estreita arena academie, ja linha o outro\
suspeuo, presles a firmar na vasta arena social,
desprendendo do seus labios um sorriso, como um
a dos -'a loa esse lempo que passava levando comsi-
go mil recordar oes, a mort cavava bem fundo um
tmulo ; e allim, Iravando-llie dos bracos, sem con-
doer-se dos afflctiyos gemidos de urna desolada mai,
sem ouvir as mprecacoes acerbas de nm velho pai,
a quem quabrava as maos IremuLis o basiao de sua
velliire, em roinpuuair-se los solucos dos c/haros I df ra i dos Turcos.
i
Officio do reverendo vigario desla freguezia a c-
mara municipal desla capital.
I! luis. Srs. Semire obediente ,'is autoridades
ilo i ni-ii paiz. c severo respcilador de suas decises
e or/dens, procuro execula-las e cumpri-las com Ic-
adtade, mas nunca aulhomalicamente, e por isso per-
mijllam-mc Vv. Ss. que eu nao s Irate de sabir das
din idas em que entre i acerca de dous quesitos (sen-
do alias tres) que a I Um. cmara me fizera a hon-
ra de eimereear em data de honlem, para os cun -
iirir e fazer cumprir c respeilar|provisoriamenle,
durante a prsenle epidemia, como tambem recla-
me sobre ellos no que respeila igreja.
Principiando, pois. pelo priinciro quesjlo Con-
servar abertas. ao menos durante a immolarao,
as portas ejanellas dos templos. Parece-meque
a film. cmara quer referir-se au lempo, em qu<*i
se celebra o santo sacrificio da missa.
i Quanto execucao deste quesito, nao ha din ida ;
s rae sorprendeu a .recomiiiendaeao de urna cousa,
que por sua n,ilure,:a era ja ejecutada; pois nao
consta que os actos divinos, e com especialidade es-
te sejam celebrados a porlas fechadas ; mas poden-
do acontecer que nem sempre todas as porlas e ja-
nellas se abram. dei immedialamcule ordem para
que iii-iiliuma licasss fechada nessa occasiao so-
lemne.
Quanto porm ao tegundo. Prohibirilo dos en-
terro) com pompa, e privacao absoluta de dobres
I (I) Laurindo Habello.
v,-i-Conselhero Bas'.os.
;3) Paiecera exolico ilgaem, mislurarmos com as
queixas i,le v_na alma os enredos desse peridico
todo celebre ; mas, sti se pensar um pouen, ver-se-
ha que islo devia de sr dito... a quem, treslouca-
do, caminha no encalco de vSa sombra, deixando
a pos si aquillo quej justamente he seu... c dito oeste
lugar.
rata invasao dos barbaros do norle que prece-
de sinos por morle de qualquer pessoasem pre-
tender desobedecer a Illm.* cmara, julgo do mea
dever pedir-Ib: primciraioenle eselareciineulos mais
positivos sobre a primeira parte desto quesito, para
poder lhe dar eni.io o devido cumprimento, visto
que nao sei a lallitode significativa em que a Illm.
cmara lomara a phraseenterras com pompa,
ue vem na primeira parlo do referido quesito ; por
uanlo consultando a Moraes sobre o termo
pompaacheiquesignificava acompanhamentos por
cortejo, em triumpho ou enterros. Ora, nao ha-
vendo enterro- som acompanhamento maior ou me-
nor (salvo-scudo o cadver conduzido por nimia
pobreza, ou por desprezo, a pao c corda, ou em al-
guma mizeravel padiola), sezue-se que todo enter-
ro he mais ou menos pomposo, mais ou menos no-
taveluma vez que se ;io ordene abandono total do
cadver, como se pratica com os morios com infa-
mia, o que na presento crisc seria urna barbarida-
de revollante.
Mas crendo eu firmemente que Vv. Ss. nao tive-
ram em mente tao honrosa idea para acabar com os
enterras pomposos, mas sim o nobre peusamenlo de
alteuuar a imprcsso aterradora, que elles pn lem
csusar na populaen por meio dos cantos fnebres,
de que sao acompauliados no seu transito pelas ras
da cidade, entend dever supprimir (provisoriamente)
esses cantos, permittindo-os somenle as igrejas, e
as casas particulares, cujas familias menos soscep-
liveis de toes impressoes, os reclamarem como urna
demonstrarlo final do seu nffeclo c piednsa despe-
dida ao finado. Se porm Vv. Ss. exigem mais do
que islo, hajam por bem declarar-mc, mas anles
que o fai.-ain, pe i niilian que eu reflexione um pou-
co a respeilo, embora mindas reflexes sejam pre-
feridas por outras metbores, que, a bem da huma-
nidade por ventura apparecam, o que muito me
alegrar. m
Os funeracs, Illms. Srs., !So os ltimos deveres
que se rendem aos morios. Em lodos os povos, em
todas as religiOes do mundo, o amor, a amizade, n
gralidao" (e nio pnucas vezes a vaidade) bao con-
sagrado estes deveres pelas mais augustas ceremo-
nias. Urna dor sincera acha alivio msnifestindo-se
por signaes externos. Lamentacoes simuladas lam-
bem necessilam de igual exlerioridade para seren
cridas como verdaderas. Finalmente, se acrescen-
tarmos a ludo islo o seulimenlo ntimo e quasi uni-
versal da immorlalidade da alma, e a incerteza do
seu estado depois de sua separado do corpo, ser
por ventura preciso mais para explicar o accordo, a
unanimidade, o pendor de lodos para fazer fune-
raes aos seus defunlos '! Quanto ao modo e maneira
he qne he preciso allendermos, viilo cohhecer-se,,
que em lacs actos o povo segu mais o uso e cos-
tme do que a ra/.ao. e nesla considerarlo me pa-
rece que qualquer medida tomada dechofre nao le-
ra forca bastante para obliterar n'um povo os seus
usos e coslumes, mxime ueste objecto. Acho, por
tanto, temeridade ( permitta-se-me qae assim me
eipresse) prohibir, mesmo provisoriamente, os en-
terros com pompa. Elles poderao ser modificados,
como fiz execular. mas supprimi-los nao he possi-
vel. Entretanto Vv. Ss. em sua sabedoria resolve-
r3o como mellior er.leuderem.
Em minha hnmildi; opiniao, seria mais prudente
que tal prohibirlo deaapparecesse, mesmo para cr-
dito da Illm.a cmara ; mas como padre, me dou
de inspeilo para emllir um vol conlrario ao das
illustraces medicas do paiz, de qnem emanara a
idea anti-funeraria, como medida hygienica, que
Vv. Ss. adoptaram com lana precipitaro, sem se
lembrarem, que 18o tyrannico Jie privar um po-
vo dos seus recrcos lcitos, como pretender ( seja
debaixo de que pretexto fur ) suffocar os seus ais,
impedir o curso natural de suas lagrimas, impor
preceitos ;i sua dor e tristeza, em urna palavra, ve-
dar a pompa triste e silenciosa, quo cada um quizer
e poder dar aos enterras dos seus finados, a qual
nao pode jamis locar os sentidos dos enfermos, que
jazem clausurados. Pode ser que nesta prohibicao
absoluta exista hygicne publica, mas falla-lbe cor-
tamente piedade ; e na cscolha das duas, cu, como
padre, prelcrirei sempre a segunda, lisongeando-
me de 1er a men lado a maioria dos corajes senli-
menlaes e religiosos.
Passando segunda parle do quqsito em questao.
Privacao absoluta dos dobres de sinos por morle
de qualquer pessoa nao pero esclarecimenlos
Illm. cmara,, peeo-lbe venia paradizer o que sin-
lo a respeilo.
Nao posso persaadir-me que Vv. Ss. estojara com-
petentemente aulorisados para me intimar seme-
Ihante privacao, ou por oulra, para fazer posturas
relativas i igreja, as quaes por cerlo so deveriam
partir do prelado diocesano, a quem develan previa-
mente recorrer ; mas para mostrar a deferencia,
qae trbulo a Illm. cmara, anda mesmo exorhi-
tando das suas altribuicScs, mandei immedialaraen-
le supprimir esses dobres, esperando que Vv. Ss'.
melhor advertidos pela prupria prudencia, farao des-
apprecer esse escndalo, mandando logo o conlra-
rio, ou solicitando do poder competente a devida
antoiisarao : por aqu ver3o Vv. Ss. que o meu fim
nao he desmoralisar com desallenciio qualqacr de
minha parte urna corporaco Ilustrada, que muito
respeilo, mas fazer-lhc sentir que a minha obedien-
cia nao foi cega no cumprimeno de lal ordem,
foi sim, e he puramente obsequela, na expectativa
de quo por este meio raarcharemoVoJos de accordo
ao mesmo fim, ao bem da humaniuade alflicla.
Quanto ao ultimo quesito Que se supprima o
toque de sinos para a chamada de irmaos, que
acompanhamo Viaticopermiltam-me Vv. Ss. di-
zer-lhes, que nesle quesito levaram anda mais lou-
ge a sua presumida auloridade na igreja, do que no
precedente. Quem pode impedir a um parocho de
convocar os fleis petos meios, que a igreja tem posto
ao seu alcance, para acudir de prompto a um mori-
bundo, que reclama o sagrado \ ialico, como a ulli-
ma consolaran e conforto, que I be resta levar desle
mundo para Iranspor-se aos umbraes da eternidade
na graca e paz do senhor? Dirao Vv. Ss. que nao se
impede tal: sim, nao te impede, mas diflicullam-so
os meios, prohibindo-se a chamada dos irmos, c es-
te obstculo he urna impiedade lamenlavel. Digo
lamentavel, porque, se anda tocando-se a Nosso-
Pai, lenta e diflicullosmenle se ajunlam os irmaos
precisos para o Santissimo sabir com decoro e decen-
cia, maiores difliculdaes e demoras haver sera esse
loque, convidandoe os irmaos a um por um em
particular. E demais, quem ha da fazer esses con-
viles* Dever ser o vigario, que j carrega com in-
nmeras obriga;oes, oa o sacristao que esl de
guarda igreja nessa occasiao? Nao he possivel; s
os prenles e amigos do enfermo poderao desempe-
nhar este dever de candado. Mas pcrguulo cu an-
da, lodos os enfermos teem araieos e prenles, que
Ibes possam prestar estes ofHcios?
lia muito, Illms. Srs., queeu lamenlavaem silen-
cio a invasao, que um dos poderes lemporaes (a as-
sembla provincial) havia fcito as allribuices da
igreja nesta provincia, legislando sobre os dobres
de sinos, como se a igreja desle bispado nao livesse
urna lei fundamental, que rcgulasse esses dobres
pelo modo mais conveniente (I); e como se esse po-
der sacular eslivesse autorisado para revogar, abo-
lir, derogar, ou reformar qualquer artigo dessa lei;
como se finalmente esta igreja fosse um corpo acc-
phalo, ou peto conlrario um corpo que podesse ter
duas cabecas (o teu hispo e a assembla proviucial)
para ambas dirigi-lo ao mesmo lempo em seu re-
gimen interno e externo! E quando islo aindame
contrislava por nao oavir al boje soar urna voz ge-
nerosa, que se erguesse no recinto, da representa-
cao provincial para fazer cahir e desappareccr esse
monumento vergonhoso, que tonto depe contra os
legisladores d'cutan ; eis que vejo subir um oulro
poder meramente administrativo laucando a barra
adianto daquelle, que por roulo favor aos defun-
los Ihes concedOra um s dobre, e tirar-lhes abso-
lutamente todos; e nao salisfeilo com islo manda
que se supprima lambem o toque de sinos para a
chamada dos irmaos, que acnmpanham o Viatico,
contra o disposlo na citada le (2) 1
Respeilo muito a sabedoria; mas quando nao ve-
jo sobresahir no seu cortejo o temor de Dos, como
principio e guia das suas decises, receio muito que
ella decline da sublimidade, a que aspira.
Nao se d mais um s dobre de sino, que se re-
fira aos morios, para nao aterrar aos que anda es-
tao vivos (dizcm os investigadores da causa ou cau-
sas da epidemia) e alguem talvez acresceole, como
medida salnlar, que nem se Ihes falle mais em
coufessar-se e sacrameolar-se, porque semelhanle
lenihranca poder atacar syslema nervoso dos en-
fermos e dar com elles mais depressa no tmulo.
Nada direi sobre o alcance desla medida, com-
quauln rmr fosse fcil o mostrar pela experiencia
que me tem dado o ministerio sacerdotal de min-
ios anuos, nao ser exacto este pcnsamcnlo; pois
que nao teem numero os enfermos ou sentenciados
a pena ultima, que suecumbidos c aterrados com
a idea da morle, parecem reassumir novos espiritas
depois do contestados e sacramentados para espe-
rarem com resignarlo heroica sen passamento,
quer no leito, quer no patbulo, e esta coragem
verdaderamente christaa, naseida ('0 conforto es-
piritual e da graca sacramental, nao poucas vezes
tem levantado da cama enfermos, que reanimados
marebam logo a passes largos para um completo
restabelecimeuto. Quem nao conhecer o desanimo
e tristeza de urna alma gravada de remoros, o o
quanto este mao estado espiritual pode influir no
phvsico? Dahi este excessivo medo de morrer que
lauto se desoja evitar, sacrificaiuto-sc-lde alo usos e
coslumes religiosos, -alimonados pelos niel dores
seclos do chrislianisnii, o que certainente me paro-
ce pouco ortodoxo. Mas seja como for, a medida
de desviar dos sentides de um enfermo a idea da
eternidade, e do fim certo que o espera, poder ser
hygienica, mas nao se livra da pecha de anti-ieli-
siosa, offensiva moral rlirista, e contraria s leis
da igreja c do seu divino fundador, que constante-
mente ensillara a preferir a salvacao d'alma per-
da do corpo.
Nao quero dizer com islo que se nlo lomem me-
didas sanitarias; cu as ilesejo e faro votos por ellas,
mas nao peto meldodo adoptado. .'Os dobres de si-
nos com moderacao, cau.o manda a emKtitni{no do
bispado, c as chantadas de irmos para o sagrado
\ ntico, do mesmo modo, nunca alcrraram a povo
algum calholico, pelo coslume de ouvi-lns ha do/e
seculos c meio. S os impios, as almas obstinadas e
corrodas de remoraos quo nao quercm se reconci-
liar com Dos nem ainda mesmo em seu leilo de do-
res, he que ternera a eternidade, he que se afltigcm
com o som dos sinos, por lembrar-llies aquillo, de
que elles u3o qucreriain lembrar-se, convencidos,
mao gradoseu.de que o futuro, quens aguarda, nao
Ibes sera glorioso a visto dos seus percados c criincs.
Mas um christao resignado como seu lim iuevilavel,
(1) Vid. Const. do bispado liv. 4 til. 48 ns. 828
e829.
(I Vid. liv. 1", til. 29, n. 102 do const. do bis-
pado.
c que confia na misericordia divina, nao se deixa im-
pres.ionar jamis de semelhanle terror. Sua alma,
pura cmanarao da divindade, esto sobre ludo que
nao he a mesma divindade.
Ainda eorre-me o dever de ponderar duas cir-
cunstancias: 1." Que-a igreja catholica allribue ao
som dos sinos a virtude de fugenlar as potencias do
ar; 2.a Que desde o anno 503, em que o papa Sabi-
manu'empregara o uso des sinos nos templos at o
presento, s os hereges da Hollauda, nos esludos do
re de Prussia, eem alguns outros paizes, se lem-
braram de supprimir o dobre dos sinos pelos morios:
depois delles os Turcos lambem so lembrarara dot
sinos, privando de seu uso os chrisUos da sua obedi-
encia, nao por molivos religiosos, mas porque o som
dos sinos poden.i servir de signal para execucao de
alguma revolta.Estaremos noit no caso de seguir
o exemplo dos herege se dos Turcos na presente epi-
demia, s porque ha quem leuda medo dos dobres
de sinos pelos defunlos, e das chamadas dos irmaos
do Santissimo ? Ser illustrarao; mas bem Ilustra-
da me parece a Irlanda nao fallando na Italia, Al-
lemanda, e oulros paizes, em que nao passeia a li-
benlade constitucional e desde que o uso dos sinos se
estabeleccu em Inglaterra, no secuto oilavo al ho-
je, nao consta que all (na Irlanda) te sapprimisse o
dobre dos sinos, nao obstante aquelle paiz tambem
ter sido visitado da coleu-morbus, pesie mais horro-
rusa que a febre amarella.
Prescindindo da ludo que fica dilo, pergiratarei
ainda : nao merecer entrar em linha de conla um
Padre nosso com urna Ave Mara, on mesmo um
Dos se lembre de sua alma que multas pessoas
piedosas costumam resar, quaudo ouvem dobrar o
sino pelos morios?Muito pouco*, dr-se-ha, se oc-
cupam boje com islo.Pois nem ; concedo que se-
jam poneos, io poucos, qne nao se possa contar de
dez iini, nem mesmo de cera dons; mas de cada mil
sempre se poderao contar pelo menos 4 fiis que as-
sim pratiquem. Ora, tand esta cidade hoje mais de
cinco mil habitantes, porque se ha de privar o triste
finado de viole P. e vinle A. M. alm dos ou-
lros sufTragios, que pode receber por meio dess do-
bre de sino ? Ah! para na impio islo nao val nada
mas para um chrislio qae er mais na forca efficaz
das orantes da igreja, do qne nos milagros do ma-
gnetismo, val muito, e muito vl toda.
Finalmente, illustrissimsenhores, fazendo justi-
ciaos senlimenlos religiosos de VVi SS. devo crer,
e realmente r.reio, que a itluflrisima cmara, como
orldodoxa, da de compenelr-SBdesdas verdades, e
ceder a forca da razao, qu* falla por mim, sem mais
oulro apoto que o da rcligiSo, que eii-ie gravada em
seus coraros, mandando'suspender medida tao op-
posla s suas convicees, como essa sippressao de um
nico dobre do sino pc sua alma ao Creador,' e n chamada de irmaos do
Santissimo Sacramento para o prompto desempenho
da mais sagrada das suas obrigaea.Dos guarde
a VV. SS.Macei7 de junde de 1*54.illms. Srs.
presidente "e mais membros da cmara munici-
pal dcsta cidade. O vigario. Jobo Barbosa Cor-
dc"0- (O Philangelho.)
COMMERCIO.
PKACA DO RECIFE2I DB JULHO AS 3
HORAS DA TARDE.
Colares officiaes.
Cambio sobre Londresa 26 d. 1|2 60 div. a prazo.
Dilo sobre diloa 26 3i4 90d(V. a vista.
ALFANDEGA.
Rendiraento do dia 1 a 20 175:95996:18
dem do dia 21....... 12:642242
188:60180
Detcarregam hoje 22 de julho.
Barca inglczaToicn of Liverpool carvao.
Barca inglezaGovernoraterrador ias.
Barra inglezallantsguano.
Barca inglezaCambriacarvao.
Polaca be-panbolal'rnmpt-idiversos gneros.
Sumaca hespaoholaCuadulupedem.
Importacao'.
Barraca .V. s. do Bom Successo, viuda da Para-
luna, mauifeslou o seguinle:
4 fardos fazendas; a Jos Rodrigues Pereira.
2} pipas vazias; a Francisco Radicd.
150 loros de mansuc; a Manuel Joaqun de Jess.
Vapor brasileiro Imperatriz, viudo dos portos do
sul, raanifeslouo seguinle:
1 raixolc ,- a Fortunato Corris de Mello.
1 caixole ; a Antonio Pereira de Oliveira Ramos.
2 caixoles; a G. A. Caslro.
1 sarca ; a J. J. Voule.
1 caixa; a A. P. Voule.
I caixa ; a Joao Tal) ne.
1 caixa; a F. M. C. da Fonseca.
1 dila ; a Deane Youle&C.
2 barricas; a ordem.
1 caixole; a Joao Francisco dos Santos & C.
1 embrulbo; a Antonio Ferreira da Costa Braga.
1 enviuda ; a viuva Amorim Ftlho.
1 resta ; a Ignacia Rutina do Espirito Santo.
1 embrulho ; a D. Maria do Carvalho Figueira
de Mello.
1 entilo; a Jos Viera de Mello.
1 caixo; a Luir de Moraes Go'-nes Ferreira.
1 lato ; a E. H. Wyati. J
I roilirolho ; a Joao ValentinjVilleM.
1 einbnillin ; a Francisco <.' Jiq I..i..
1 caixinha ; a L. B. Soares Souza.
1 boceto; a Jos Antonio de Oliveira Botelho.
1 pacolinho; a Amorim & Irmos.
1 embrulho; a Joao Jos Innocencio Pogge.
5 caixas; ao Exm. presidente da provincia.
Hiale nacional Duvidoso, vindo do Aracalv, con-
signado a J. M. Marlins, manifeslou oseguile:
75 saceos cera de carnauba, i tordo e 2 fardinlio
sapalos, 10 mullios esleirs e 48 ditos, I fardo pen-
nas de ema, 310 couros salgados, 71 molhos couri-
nhos e 3,750ditos, 100meios desoa, 1 caixole rap,
4 pacoles cera de abelha, 89 caixas velas, 1 lato se-
bo, 1 barrica miudetas; a ordem.
CONSULADO GERAL.
Secretaria da Ihesnurara provincial de Pernam-
buco 17 de julho de 1854.0 secretorio,
Antonio Ferreira a"'Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arremataran.
i." As obras serao feitas de conformidade com
planta e orcamento approvado pela directora em
conselho eappresenlado approvacao do Exm. Sr.
presidente da provincia importando em 5509000 rt.
2.a O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de um ine/.'e as concluir no de 3 mezas, ambos
contados na forma do art. 31 da lei n. 286.
3.a A importancia da arremalaco ser paga em
3 preslacOes iguaes : a Ia depois de feila a metade
das obras: a 2 depois da entrega provisoria ; e a 3
depois do recebimcnlo definitivo, qae verificar-se-ha
Ires mezes depois da entrega provisoria.
4.a Para ludo que nao esliver disposto pelas pre-
sentes clausulas, nem no orcamento, seguir-se-ha
que dispe a respeilo a lei n. 286.
Conforme.O secretario,
Antonio Ferreira a"Annunciacao
_ O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia, manda fazer publico, que no dia
24doagoslo prximo vindouro, vai novamsiite
prara para ser arrematada a quem por menos fizer
a obra dos concertos da cadeia da villa de Seri-
nhaem, avaliada em rs. 2:7509.
A arremalaco ser feila pelo maior lauco offere-
cido em carta fechada.u.i forma da lei provincial n.
342, de 15 de mato do correle.
As pessoas que se propozerrm a esto arremalaco,
compareeam na sala das sessoes da junto da fazenda
no dia cima declarado pelo meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou afflxar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 30 dejuuho de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira (CAnnunciacao.
Clausulas especiaes para a arremalaco.
1.* Os concertos da cadeia da villa de Seriuhaem,
far-se-hao de conformidade com o orcamento appro-
vado pela directora em conselho, e presentado a
approvacao do Exm. Sr. presidente, na importancia
de 2:750 rs.
2.a O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de um mez, e dever conclu-las no de seis mezes,
ambos contados oa forma do artigo 31, da lei nu-
mero 286.
3. O arrematante seguir nos seas trabalhos to-
do o que lhe fr determinado pelo respectivo enge-
ndeiro, nio s pirra boa execucao '.das obras, eomo
em ordem de na innlilisar ao mesmo lempo para o
serviccr publico, todas as partes do edificio.
4.a O pagamento da importtnciatda arremalaco,
lera lugar jm Ires preslacOes iguaes^ a primeira de-
pois de feila a metade da obra ; a segunda depois da
entrega provisoria ; e a lerccra na entrega defini-
tiva.
5. O pra/o de responsabilidade ser de seis me-
zes.
6.a Para ludo o qae nao se acha determinado as
presentes clausulas, nem no orcamento, seguir-se-ha
o que dispe a respeito a lei provincial n. 286.
Conforme. O secretorio, entonto Ferreira da
Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da|thesonraria provincial,em
cumprimento da ordem do Exm, Sr. presidente da
provincia, manda fazer publico qne no dia 24 de
agosto prximo vindouro, vai novamenle praca pa-
ra ser arrematado a quem por menos fizer a obra dos
concertos da cadeia da villa do Cabo, avaliada em
8239000 rs. A arremalaco ser feila pelo maior
tonco olTereri.lo em caria fechada na forma da lei
provincial n. 343 de 15 de maio do crranle anno.
As pessoas que se propozeaema esta arremalaco,
compareeam na sala das sessoes da juntada fazenda,
no dia cima declarado pelo-meio dia, compelen te-
niente habiladas. .
E para constar se mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretoria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 17 de julho de 1854. O secretorio,
Antonio Ferreira da Annunciarao.
Clasula' especiaes para a arrematae'ao.
1.a Os concertos da cadeia da villa do Cabo, far-
-e-h ni de conformidade com o orcamento approvado
pela directora em conselho, e apresenlado appro-
vacao do Exm. Sr. presidente, na importaucia de
8255000 rs.
2.a O arrematante dar principio s obras no pra-
zo de 15 das, e dever conclai-las no de 3 mezes,
ambos contados de conformidade com o art. 31 da
lei n. 285.
3. O arrematante seguir na execucao Indo o
que lhe for proscripto pelo engenheiro respectivo,
nao s para boa execucao do trabalho, como em or-
dem de nao inulilisar ao mesmo.lempo para o ser-
vico publico todas as parles do edificio.
4.a O pagamento da importancia da arremalaco
verificar-se-ha em duas preslacOes iguaes: a primei-
ra, depois de feilos dous tercos da obra ; e a seguo-
da; depois de lavrado o termo de recebimenlo.
5.a Nao llavera prazo de responsabilidade.
6.a Para ludo o que n3o se acha determinado na..-
presentes clausulas nem no orcamenlo, seguir-se-ha
o que dispe a le n. 286.
Conforme. Antonio Ferreira da Annuncia-
cHo.
Rendimentodo dia 1 a 20
dem do dia 21 .
12:86-18105
499J068
13:3635173
UIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimentodo dial a 20.....1:1995871
dem do dia 21........ 605981
1:26058.-)J
Export,icao".
Barcellona pela Parahiba, hiato hespanhol Ceci-
lio, de 123 toneladas, conduzio o seguinle : 40 to-
neladas de lastro de pedra.
KECEBEDOKIA DE HENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 21......(665269
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia 1 a 20.....3i:08692l
dem do dia 21........4425323
34:5295244
MOVIMENTO DO PORTO.
yavios entrados no dia 21.
Aracalv16 dias, hiale brasileiro Duvidoso. de 43
toneladas, mostr Joao Henriqnes de Almeida,
equipagem 5, carga sola o mais gneros ; a Jote
Manuel Marlins. *
Rio de Janeiro e Babia7 dias. vapor ingles Tha-
mes, commandaule Strutt. Condaz 68 passageiros
para o uorte.
Navio sabido no mesmo dia.
Para c porlos intermediosVapor brasileiro Impe-
ratriz, commandaule o primciro-lcuenle Jos
Raymundo de Parias. Passageiros desla provin-
cia, Auzuslo de Barros Correa, Sebasliao Paes de
Souza. Dr. Flix Gomes do Reg, Joao Pinto de
Veras, I). Guilhermiua de Frelas Falcan, 1 cria-
da el escravo, Carlos Ernesto Falcan. Dr.Tdomaz
Waller, Bslevao Alves de Oliveira, Antonio Jos
da Siqueira e I escravo, I)r. CdrrUovo de Barros
Lima c 1 escravo, Jo3o Ribero de Vasconcelos
Pessoa, Olinto Jos Mein e 1 eaetavo, 1 preso
com 2 praras e 2 desertores.
EDITAES. '
_ O Illm. Sr. inspector da Ihesnurara provin-
cial, em cumprimeulo da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia, manda fazer publico, que no
dia 21 de agosto prximo vindouro vai novamenle a
prara para ser anematado a quem por penos fizera
obra dos reparos a tozer-se na casa destinada para
cadeia oa villa do Ouricurr, avaliada em 2:750lO00
res.
A arremalaco ser feila peto maior lauco offere-
cido ornearla fechada na forma da le provincial n.
313 de 15 de maio do rorrete anno.
As pessoas que se propozerem a esta arremalaco
compaieeam na sala das sesses da juuta da fazenda
no dia cima declarado pelo meio dia competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandft*aflixar o presento e pu-
blicar pelo Diario. '
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernambu-
co 17 de julho de 18.51.Osecrelario.
Antonio Ferreira tAnnunciarSo.
Clausulas especiaes para a arremalaco.
i.' Todas as obras serao feitas de conformidade
com o orcamento c planta apresenlado a approvacao
do Exm. Sr. presidente da provincia, na importan-
cia de 2:7509000 rs.
2. As obras serao principiadas no prazode 2 me-
zes, c concluidas no de S mzes, ambos contados de
contorinidade com os arls. 31 e 32 da lei provincial
n. 286 de 17 de maio de 1851.
3.a O pagamento da importancia desla obra ser
feilo em urna s piestarlo quando ellas cstiverem
concluidas, que seo logo recebidasdefinitivamente.
i.-1 Para ludo o mais que nao esliver determina-
do nas presentes clausulas, seguir-se-ha o disposto
ua referida lei provincial n. 286.
ConformeO secretorio,
Antonio Ferreira d'AnnunciarSo.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincia
manda tozar publico, qae no dia 24 de agosto pr-
ximo vindouro. vai novamenle a prara para serarre-
malado a quem por menos fizer a obra dos concertos
do quarlel da villa do Cabo, avaliadoem.5505000 rs.
_.\ arrematarn sera (cita pelo uiaiur lauco ofl'ere-
cido em caria fechada na forma da lei provincial n.
343 de 15 de maio do cor rente anuo.
As pessoas que se propozerem a esta arremalaco
compareeam na sala das sesses da jaula da fazenda
no dia cima declarado peto meio dia, competente-
mente habilitados.
E para constar se mandn afiliar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
DEGLARAQO'ES.
leudo esla repartico de vender em leilo pu-
blico tima porcio de fenn velho, manda o Illm. Sr.
inspector fazer conslar, que isto ter lugar no dia 24
pelas II horas da mandaa, na porto do a I mu xa rifado.
Inspccca i do arsenal de marinha de Pernambuco
em 20 de julho de 1854. O secretorio, Alexandre
Rodrigues dos Anjot.
BANGO DE PERNAMBUCO.
O presidente da assemble'a geral do
Banco de Pernambuco, por convite do
conselho de direccao do mesmo.. e de con-
formidade com o artigo 18 dos estatutos,
convoca a assemblea geral para renifio
ordinaria rio dia 31 docorrente, 11
lloras da mnnhaa, na casa do mesmo Ban-
co, aim de levar a cll'eito o disposto nos
artigos 30 e 31 dos referido* estatutos.
Recite 19 de jullio de i85i.Pedro Fran-
cisco de Paula Cavalcanti, presidente.
Jos Bernardo Gulvfio Alcoforado, pri-
meiro secretario.
. Pela delegada desle nrimeiro dislricto do Re-
cito, foi apprehetidido no dia 19 do corrcnle ao pre-
lo Jo3o, escravo, um annel de cabello engastado em
nuro ; quem for seu legitimo dono compareca na
mesma delegacia, que aprescnlaudo os signies, lhe
ser entregue. Delegacia do nrimeiro dislricto aos
20 de julho de 1854.
Oc ordem do Eim.Sr. director geral interino,
toco saber a quem convier, que esl era concurso a
cadeira de instrurro elementar do primeiro grao,
da Laga de Bailo, cora o prazo de 60 dias, contados
da data deste. Directora geral 12 de julho de 1854.
O amanuense archivista.
Candido Eustaquio Cesar de Mello.
Conselho administrativo.
O conselho admiiiislralivo, em virlade de autori-
sjeao do E\m. Sr. presidente da provincia tem de
comprar os objeclos seguinle* :
Para o meio balalhio da Parahiba.
Livro me-tie impresso para rezislro das pracas
effeclivase agsregadas, cerniendo 300 folhas, sendo
220 para soldados, e 80 para officiaes 1; dito para re-
gistro das -pracas addidas, contendo 150 folhas, sendo
110 para soldados e 40 para officiaes 1; dilo para
registro das pracas effeclivas e aggregadas de cada
cumpanhia, lendo 150 folhas, sendo 110 para solda-
dos e 40 para officiaes 4;|ditos, para registro das pra-
Cas addidas de cada companhia, coutendo 100 folhas,
sendo 80 pura soldados e 20 para officiaes 4; ditos,
em branco paulados de 200 folhas 10; ditos de 150
folhas tj; ditos de 100 folhas 8; copo de vidro 1, pia-
lo de louga 11 bracos da ferro para halanc.i com 35
polegadas de comprimenlo 4; pas de ferro 6, eusa-
das 6, machados?.
10 balalhio de infanlaria de linda.
Carlas de a,*, c, 20, traslados de linbas 20, ditos
de bastardo 20, ditos de bastardinho 10, ditos de cur-
sivo 10, l alio.id as 20, podras de lousa 10, caivetes
para pcnii >s 25; linleim- 10, areeiros 10, pares de
sapatos 200.
Provimenlo dos armazens do arsenal de guerra.
I'..ii\.i- com vidros 2.
Oftiriiias de Ia e 2a classc.
Costados de pao d'olo 6, tahuas de assoalho de
louro, ilu/.i.is i.
Diversos lialalhocs.
Maulas de laa. ou cobertores de papa 271. Quem
os quizer vender aprsente as suas propostas
em carta fucilada na secretaria do conselho, as 10
lloras do dia 26 do correte mez.secretaria do
conselho .administrativo para fornccimciito do arse-
nal de guerra 18 de julho de 1854. Jos de Itrito
Ingles, coronel presidente. Bernardo Pereira do
Carmo Jnior, vogal e secretorio.
TRIBUNAL DO COMMERCIO.
Pela secretaria do tribunal do commer-
cio la provincia de Pernambuco se faz
publico, que se matriculara ni ueste tribu-
nal, o Sr. Domingos Henrujue de Olivei-
ra, na qualidade decommerciante de gros-
so trato e a retallio, cidadao brasileiro,
domiciliado na cidade do Natal, provincia
do Rio Grande do Norte, e o Sr. Caetano
Cyriaco da Costa Moreira na qualidftde
de commerciaitte de grosso trato, cidadao
brasileiro, domiciliado nesta cidade.'
Secretaria do tribunal docommercioda
provincia de Pernambuco 0 de julho de
1854, Joao Ignacio de Medeiros Reg,
secretario interino.
'1'eii.lo e-la capitana demandar visitar os na-
vios nacionaes anles de sahirem desle porto, para
impedir que nenhum siga sobrecarregado, e levaudo
carga no convez, causando perigo, cumprindo assim
o disposto no artigo 33 do regulamento das capita-
nas, sendo a vizila feila quando estiverem no auco-
radouro de franqua, por ser o era que se pode ve-
rificar isso, era consequencia de eslarera prestes a
sabir e assim nao torera de receber mais cousa al-
guma ; manda, pois, o Illm. Sr, capto do porto
fazer constar nao s todo o eiposto, para conbeci-
menlo do commercio, mas ainda qne, emqoanlo nao
se fizer a visita, nao se dario nesla capitana os
passes para a saluda dos mesmos navios. Capita-
na do porto de Pernambuco em 21 do julho de 1854.
O secretorio, Alexandre Rodrigues dot Anjot.
DE SI*
SABBADO >'> DE .111.110.
Ultima recita extraordinaria em be-
neficio do actor
JOS DA SILVA RES.
Ir scena o drama em 5 actos de Aleandrc
O PIRATA ANTONIO
on
A ESCHAVA ANDREA.
A parle principal ser representada pelo benefi-
ciado.
Em segaimcnlo dar fim ao espectculo a mui
linda c applaudida comedia em 1 acto.
A Moleira de Marly.
O beneficiado achando-se descraprecado ha seis
mezes, espera merecer do respeitavel publico a mes-
ma pioteccao, que jporvezes lhe tom prestado; e
aproveita a occasiao de agradecer aos seus compa-
nheirosde arto o obsequio a que sem repugnancia
se prestara entrando nesle espectculo.
Principiar s8 horas.
?VISOS MARTIMOS.
COMPANHIA DE NA
ZO-
ACAO A VAPOR LU-
I LEI KA.
Os Srs. accionistas
desla companhia sao
convidados a realisar a
quarla presUraode suas
arenes com a maiiir
brevidade, para ser remeltida a direccao na cidade
do Porto, dirindo-se ao baiio assignado na ra do
Trapiche n.SSKManocl Duarle Rodrigues,.
Para o MaranhSo e Para' sahe no
dia 24 do corrente o muito veleiro brigue
Recife, ainda pode receber alguma car-
ga e passageiros, para cujo fim trata-se
com Manoel Francisco da Silva Carrico,
na ra do Collegio n. 17,.seeundo andar
ou com o capito Manoel Jos Ribeiro.
Companhia de navegacao% vapor Luso-
Brasileira.
O primeiro barco des-
la companhia, o elegan-
le e rico vapor D. Ma-
ria II, commaodanlco
' primeiro lenle Thom-
pson, deve aqu chegar no dia 22 do corrente, e de-
Siis de demorar-se 12 horas seauir para S. Vicente,
[adeiraa Lisboa, para onde recebe passazeirns. To-
das as cartas ejornaes sao receidos francos, na ra
do Trapiche n. 2(i, casa de Manoel Uarle Rodri-
gues.
Para a Bahia segu em poucos dias, por ter
parle de sus carga prnmpla, a bem condecida e ve-
leira sumaca Horlencia : para o resto da carga 09-
to-se com o seu consignatario Domingos Alves Ma-
Iheus, na ra da Cruz n. 54.
. Para o Aracaly sahe com mui la brevidade o
bem conhecido hiato Anglica : quem nelle qui-
zer carregar ou ir de passagera, dirija-se ra di
Cadeia do Recito n. 49, primeiro andar.
LEILOES
OSr. F. A. Zeitz, cnsul da Suecia e Noruega,
estando a retirar-se para a Europa, faro leilao por
inlervencao do agente Oliveira, da mohilia da cata
de sua residencia, eonsistindo em bellos sofs, con-
solos, cadeiras tanto de bataneo e de bracos, como
outras de moldes usuaes, espelhos, mesa redonda e
mais objeclos para adorno de sala de visitas, mesa
elstica grnelo, aparadores, cadeiras, e mais ar-
tigos 11 ere -a ros para sala de jantor e oulras, eommdB
das, iiiarquc/.as, toucadores, leitos para rasados,
outros pequeuos para meninos, globos, linternas,
qua Iros riquissimon, louras para mesa e sobre-mesa,
apparelbos paro cha, machinas para caf, obras d
crystal. bandejas, urna ptima machina para engom-
mar. irm piano usado, e mohos oulros artigos, como
uicncilios para cozinha e para sitio, e varias obras de
prata etc. quarto-feira, 26 do correle, as 10 hora
da m.mlia, no armazem do Sr. Amorim, ra d
Apollo.
Terca-fefra 25 do correule, as 10 1r2 horas da
manhSa, o agente Vielor tora leilao no seu armazem
ra da Cruz n. 25, de grande c variado sortimento
de obras de marcineria novas e usada, de diHeren-
Irsqualidades, relaeio de metal galvanisado par al-
gibeira, diversas obras de prala de lei, um rico ga-
mito com jogo de damas, tabulas c copos de marfim,
chapeos broncos de castor e pretof, 100 esleirs de
palha de canianba.550 chapeos de dila, 5 caitas com
vetos de carnauba superior qualidade, orna machina
de tirar retra'los, 10 arrobas de junco, boto inglez e
oulros objeclos que eslarao vista no dia do leilao.
Vigsimos 600
Quarlos 29700
Oilavos 1500
Decimus 1200
Vigsimos 600
Quarlos 2&700
Oilavos I9500
Decimos 10200
Vigsimos 600
AVISOS DIVERSOS.
ALTO.....Ej-PERHLARM!.....js*
Pergunla-se a um rapilao, commandaule interino
de certo bata I hilo da guarda necional, seaaavonUdc
he superior disposicao do decreto do Exm. Sr.
ministro da Justina, o qual determina que nenhum
suarda seja chamado para serviro alsiim em quanto
(elle guarda.??; calende, senhor commandanle*.) liver
pendente algum recurso, entretanto no meio de urna
cidade como esta, onde ha autoridades militares
muito cima de ana merec, v-se com admirarn a in-
fraccao de fifi develo. Esperamos, pois, que se nos
responda, ou alies, que a lei seja restrictamente
cumprids, enlo o capricho de quem quer que seja ;
e em quanto nao se nos fizer jnslira, em quanto nao
for atlendido o nosso direito, nos o lerabraremos, e
mesmo reettreremos auloridade superior i sua
merci: islo protesta oTambor de fuzileirot.
Tendo o Sr. Manoel Dias Fernandes apresenla-
do urna proposta aos senhores credores de Antonio
Jos de Azevedo, ebrigando-se assignar letras com o
abate de 75 por cenlo, caso lodos elles annuissem, e
como'ale o presente nao se lem realisado esla Iran-
saccao, e mesmo porque o dilo Sr. Azevedo lenha-
se furlado ao qne se obrigoa, o baiio assigna-
do como procarador bastante do Sr. Manoel Dias
Fernandes declara que fica sem elfeilo dita proposta,
e por conseguinlc nao aceita letra alguma.
Firmino Moreira da Costa.
Alugara-se as tojas da casa n. H di ra da
Guia : a tratar na ra do Collegio n. 21, segundo
andar.
Segu para a Europa Jos de Mallos Rangel,
levaudo cm sna companhia sua irmaa Jesuina da
Trindade Rangel.
Hoje 22 do correle, as 4 horas da larde, na
porta do Illm. Sr. jiiiz de paz do segundo dislricto
de Forado Portas, por-ser a ultima praca, se ha de
arrematar um retogio horisonlal com caixa de prata
dourada, c um tranceln! fino de ouro de lei.
- O cautelista Salustiano de Aquino
Ferreira avisa ao respeitavel publico, que
as suas cautelas offerecem mais vanlagem, do que as
cautelas dos outros cautelistas, e abaixo vao notados
os preruf dellas.
Preco das cautelas dot oulros.
Ouarlos 29700 2:300000\ Sorte correspondecte
Oilavos 19500 1:1508000 (aos 10:0009 com o dea-
Decimos 19200 9209000(conlo de 8 por $ do im-
49600/posto geral.
02090001 Sorlecorrespondenle
4609000(aos 4:0009, com o des-
3689000 cont de 8 por % do iin-
1849000; posto geral.
23090001 Sorte correspondente
1159000 \ a 1:0009, com o descon-
D25000 i lo de 8 por % do impos-
469000) lo geral.
Preco de tuas cautelas.
Quartos 29700 2:5009000, Sorlecorrespondenle
Oilavos 19500 1:25090001 aos lOKJOO, semodes-
Decimos 19200 1:0009000 (cont de8 por do im-
Vigesmos 600 5OO9OOO) posto geral
Quartos 29700 l:fJ009000l Sorte correspondente
Oilavos 19500 .50t9000f aos 4:0009, sem o des-
peamos I92OO 41109000(cont de8por %doim-
vigesunos 600 5609000} posto geral.
Quartos 29700 2S%000) Sorlecorrespondenle
Oilavos I5VOO 125*000(a 1:0009, ssmodescon-
ecimos 9200 100000(to de 8 pordo impos-
Vigesimos 600 5O9OOOJ lo geral.
Salustiano de Aquino Ferreira.
Precsa-se de 4009a premio com bvpotheca em
um sitio no Remedio, que ha poucos mezes foi com-
prado por 7509: quem quizer dar annancie,on diri-
ja-se ao passeio, toja n. 13.
O abaixo assignado declara que o Sr. Antonio
Jos Duarle deixou de ser seu procurador nesla dala;
e para a todo o lempo constar faz a presente decla-
rara o.Joao Coellio de Carvalho. .
A pessoa que por esta folha tom annunciado
querer comprar um moinho grande de pedra, o qual
se acha ao p da alfaudega : querendo comprar nm
dirija-se ra du Queimado toja n. 14.
. O abaixo assisiuado declara que oSr. Joao do-
rio de Caslro Macicl Monleiro lhe he devedor da
quantia de 609, importancia de um colxao de mar-
roquim e duas almofadas que lhe comprou era 29.de
novcmliro de 1851, da qual tem documento em
sea poder.Diogo Jos Leile Guimaraes.
Aluga-se o terceiro andar da casa
da ruado Vigario n. 5 : a tratar naden.
7, primeiro andar.
ASSOCIACAO" COMMERCIAL DOS
LOGISTAS.
Pela segunda, vez he convocada" as-
semble'a geral para domingo 23 do cor-
rente as 10 horas da manhaa, na casa de
suas sessOes, e desta vez em virtude do ar-
tigo 49 dos estatutos, deliberara' com o
numero de socios que comparecer.
Aluca-se a sala da frente do I* andar do so-
brado-J, na roa da Crus, propria para escripto-
rio : quera pretender dirija-se ao armazem n. 25,
ua mesrn ra.
llorase ao Sr. Jos Noberlo Casado Lima, o
favor de dirigir-se ao pateo da ribeira de S. Jos n.
11, a negocio de seu interesse.
O abaixo assignado, procurador dos herdeiros,
filhos do finado Joao Porfirio da Molla, declara em
virtude do annuncio feilo no Diario de Pernambuco
de 20 desle mez, sob a assignatura do Sr. Jos Nar-
ciso Camello, que Joao Ozono de Caslro Maciel
MooteirOi deve a casa dos mesmos herdeiros a quan-
lia de mais de 8:6009000. a cojo pasamento hypo-
Ihecou um sobrado, sito na ra do Hospicio nesla
cidade, onde raorou o Sr. general Sera.
Manoel de Araujo Castro.
_ Em virtude do annancio do Sr. Jos Narciso
Camello, como procarador do Sr. Joao Ozorio de
Cas;o Maciel Monleiro, responde Antonio Ferreira
Lima por seu procurador, que o referido Sr. Jlo
Ozorio lo he devedor da quantia de 539310 impor-
to de gneros que comprou em 26 de dezembro de
1851, cuja quantia est assignadt por o mesmo Sr.
Ozorio (declara nao estar ajuizads).
Beato .Jos Pereira, salhfazendo ao annnncio
feilo pelo Sr. Dr. Jos Narciso Camello, come. cu-
rador de Joao Oiorio de Caslro Maciel Monteiro,
declara que elle he credo'r de duas ledras sacabas
pelo dilo seu curado a seu favor, sendo urna da quan-
tia de rs. 953000 ha 6 mezes, passada em 1. de Ja-
neiro de 1852, oulra de rs. 989000, passada em 1.
de marco de 1852 hi 10 mezes. Proposta a acojo
competente pelo juizo da primeira vara, escriv3o
Baptisla, estando em go de execucao pela quantia
de rs. 2833301 contados 110 rosto da sentones, sendo
ditas quantia* provenientes de dmheiros de empres-
limo.
O abaixo assignado previne ao* seus credores,
cujas cuntas se vao venceodu, qne leudo recebido
das roaos d* sargento Antonio Jos de Souza, ama
sedula de 2009000 que veio trocar a mandado do Sr.
capilo Joan Jos Lanca. fra-lhe esto apprehendida
pela subdelegara de S. Fr. Pedro loncalves para se
averiguar, se porvenlura fdra ella tirada a um cat-
iro do Sr. Cardoso por am escravo do mesmo ae-
rar, qae nao sabe precisamente aonde trocou-a, on
se be aquella que recebeu do faltado sargento.
Joaquim Ferreira Coelho.
Maooel Francisco d Silva Azevedo faz publi-
co praca,do commercio, qae tom vendido sua ta-
berna, sita na rui do Rangel, aos Srs. Unimaraes &
Azevedo, ficando os mesmo* senhores respoosavets
pelo activo epassivo tendentes ao mesmo estabeleci-
mento. .
7- Antonio Alves de Souza Araujo, vendo o an-
nancio publicado 110 Diario de 20 do crrante neto
Illm. Sr. Jos Narciso Camello na qualidade de cu-
rador do Sr. Joao Ozorio de Caslro Maciel Monleiro,
declara que este janhor lhe he devedor da quantia de
509000 de alugxun da casa qne oceupa, de cinco me-
zes vencidos no dia 23 do corrente, nao tendo con-
tra o mesmo senhor aceito atouma em juizo.
Roga-se ao Sr. J. G. O. L. o obsequio de vir
pagar urna ordem da quantia de 69OOO que deve.na
toja de miudezas da ra do Collegio n.1, e nao o fa-
zendo, ter de ver seu uome por extenso e d quem
he caixeiro.
IRMANDADE DO DIVINO ESPIRITO SANTO.
O secretorio da irmandade do Divino Espirito San-
io, erecta no convenio de Santo Antonio do Recito,
em nome da mesa regedora. convida a todos os seus
irmos raesarios para comparecerem no dia 23 do
corrente, pelas 9 horas da manhaa, no consistorio da
mesma irmandade, para deliberaren! a respeito das
catacumbas.
Precisa-se alugar um silio pequeo para nm
hnniem solleiro : quem o liver pode dirigir-se ra
do Trapiche n. 38. armazem do Sr. Miguel Carneiro.
Roga-se aoSr. Elias Emiliano Ramos tenha a
boodade, em abono da verdade, declarar se o enig-
ma de sua charada publicada no Diario n. 163 deste
mez, se se enlende com alguns dos mdicos que o
nspecetonarara ou se he com algum dos officiaes
que compozerara o conselho, qne indeferio o seu re-
querimento, fondado no parecer de tres mdicos, e
se o nao fizera ser lido por malicioso.
O abaixo assignado declara, qae he credor do
Sr. Joao Ozorio de Caslro Maciel Monleiro, da quan-
tia de 2819667, sendo 1509000 rs. principal de urna
lellra aceita pelo mesmo senhor, 859100 de jurosde
dou-- por cento ao mez, contados no rosto da senton-
es, al 6.de marco ultimo, e 469567 de castas da
mesma sentones, pelo juizo da primeira vara, escri-
vo Baptisla.Jote Ricardo Coelho.
A mesa regedora da irmandade de S. Jos de
Riba-Mar, convida a seus irmaos para no dia 23 do
corrente comparecerem no seu consistorio para a
eleicSo dos novos mesarios, e pede que nao lhe fal-
lero.
Maooel Antonio Teixeira vende o seo bilhar e
lodos os seas perlcnces: a Iralar na Lingoela n. 2.
l it iE y 1 fW i3
-,-- C OM \
3 II > y
FNDICAO' E MAIS OFFICINAS
NA
RA IMPERIAL N. 118 E 120. E DEPOSITO NA RA NOVA N. 33.
Respeilosamenle avlsam ao publico, e particularmente aosseilioresde engeuho e destiladores, etc.,
que este esluhelc menlo se acha completamente montado com as proporees necessarias para desempe-
nhar qualquer machina, ou obra eoncernenle ao mesmo. Os mesmos chamam a atleiicjo para as se-
suinlcs obras, as quaes construidas em sua fabrica cnmpelcm cora as fabricadas na Europa, na qualidade
c iiiiio d'obra, c por menos preco, a saber :
MACHINAS de cobre continuas de destilar, pelo melhodo do autor francez Derosne, as melhores machinas
que para este lira ale hoje temapparecido.
ALAMBIQUES de cobre de todas as dimens!es.
LDDOS OS CORRES uecrssarios para o fabrico de assucar.
TAIXOS de cobre para retinaran. -
TAIXAS de dilo para engenh.
DITAS de dilo movis para dito.
BOMBAS de robre de picle, de repudio, de roda e de pndolas.
ESCRIVAMNHAS de lata dos melhores modellos.
DITAS de dito galvanisades.
SINOS de lodos ns lamanbos.
OS Ai'KECIAVEIS FOtiO'ES de ferro econmicos.
BURRAS de ferro as mais bem construidas. .
CARROS de dito de mao.
PORTO'ES de ferro.
VARANDASdedilo.
I i UA I il AMENTOS de dito.
TAIXAS de dilo.
LALDEIRASdedilo.
BANIIEIROS de zinco e de folha para baalto de choque.
1 Al I
II A f-N


-\
4
DIARIO DE PERNAMBCO, SABBADO 22 DE JULHO DE 1854
.
i laclaos honestos de ludas as nares, santelmos
denodados do cdigo sacro,anlo da liumanilailo, que
nesta poca medonha e lacrniavel vivis vida briosa
e cheia de herosmo inexhausto e iinmaculado, glo-
rilicai, repassados de saiilissimn prazer, a Divina
Providencia pela grara eflii ienle de que inspirara aos
generosos Brasileiros, caos meas rollogas benvolos
acadmicos jurdicos da cidade de tMuida, esperan-
fas, glorias e doce ornan 'ido da liberdade, alhana
e i .....onle proloccao pn-l.cda a un seu desvelado
amigo, wflrego de amor | elo immarcessivel trium-
plm universal dos humauos, que lia lanos secnlos
sollrom o infame e horror jso jupo da Ivranniat
lisl comprada a typosr apia para a impressao do
.limitlo do Norte. Esla lilha. ingenua da natu-
re/a denomina te Typog -apia Republicana Fede-
rativa l'nicersal.
Briosos cidaditosdo univ;rsot (ugi desses peslilen-
les lugares (as corles}, onde os linmens (assim o diz
Allieri), pelo milito que d 'sejam, nao s3o para cou-
saalsunta, e donde, pelo muito que se conliecem, e
reciprocamcnlc se odeiaix, e por nao ousarem pu-
blicar o seu reciproco despiezo, liramassubtise deli-
cadas maneiras de olfendoi, lisnngcar, implorar, ie-
gar e pretender, porque appreuderam as arles de
equilibrara alegra com a tristeza, de agradecer as
injurias dos raaudoes, de r dicularisar a virlude, de
premiar a corrupeo, de timar es povos frivolos e
inconstantes, a jurisprudencia um lahyrintho nex-
tricavel de injuslicas. para reiiuzr a humauidade ao
lasiimoso estado de penuri i e desespero; cis porque
todo o cortezao he mais funesto do que a peste. Lm
verdade, quem poder conteslar a scnlenra seguinle
de Sipliorles: Quem entra nos palacios dos reis,
torna-te logo eirroro. Repel, briosos cidadAos do
universo, o juramento de Bruto: Juro nao consen-
tir, que, emRoma, nemelln, tem oulrem reine. Ju-
ro, neo Uos, neo allium quemque reguare liorna'
pasaurum,"
O redactor do Apostlo do Xorl4.
No armazem de maleriaes da ra da Concor-
dia, ultima casa ao sul do lado do nascenle, cm enja
freiilo e oilao tem labolcta, ha muilos bous lijlos de
a I ven,ira grossa e batida, lidrilho quudrado c coiu-
prdo, tapamento, lelha, ladrilho para finio de ps-
ci,ii a. cal branca e prcta, aia c barro, e manda-se
bular as obras, por prerot commodos. No mesmo
alagam-ee canucas para ( uaesquer rondiioees, e
lambem vende-sc um quarlo para carga : espera o
ahaiio assignado ser procurado, com particularida-
dc par lodas as pesaoas de i.eu conheciniento.
Jos l'iitu de Magulhes.
Augusto Hebrard relira-se para fra do impe-
rio : as pessoas que se julcarem seus credores po-
clem ipresenlar as suas conlas no prazo de 4 das,
na la do Trapiche Novo n. 20, primeiro andar.
Pedc-se a quem levou um livro com amostras
de lilits de seda, da ra dot^abugn, loja n. 4, com a
hrma de Castro ,\ Irmao ; que faja o favor da res-
lilui-li, do contrario lera de ver seu nome publica-
do nes le Diario.
LOTERAS da provincia.
O l.liesoureiro geral das loteiias avisa,
que se acliam a venda os bilhetes e meios
da primeira parte da segunda lotera a'
beneficio d hospital Pedro II., nathe-
souraria das loterias, ra doCollegian.l,
na praca da Independencia n. i-, "ra do
Qneiznado ns. lOe 59, ruado Liv^mento
n. 22, aterro da Boa-Vista b. 48, piara
da Boa-Vista n. 7.
Preqo inteiros 10000
<< meios 5J000
ATTE.NCAO'.
Vende-so um aicellenle remedio para quem pa-
dece co ar de vento, que sSo as recoramendadas
pulceiras de puro ajo: s st vendem na ra Nova
ii. 52, loja e fabrica de chapos de tioateolura Jos
de Catiro Azevedo.
Augusto Hebrard, renda amuinciado retirar-se
desla proviucia, o abaixo atsignado pai do aniniu-
ciante. convida as pessoas as quaes o dito sen IHho
possa dever qualquer coos, apresenlem suas con-
las na ruado Trapiche-Novo n.aie dentro de 5
dias para seren salisfeitas declarando ao raesmo
lempo que depon deste pra'.o nilo se responsabili-
sara por quanlia alguma. 'lebrard Pere.
I,ava-se e engomina-s-com (oda a perfeicao e
aceio: rio largo da ribeirade S. Jos, na loja do so-
brado n. 1.
Presisa-se de um cria lo e uina criada, ambos
de maja idade : no aterro d i Boa-Vista n. 18.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 STJA DO COLLEGIO 1 ANDAR 25.
o l)r. P. A. Lobo Hoscnzo d consullas homeopathicas lodos os dias aos pobres, desde 9 horas da
ii'anli ia aleo meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noite.
(HIerecc-se igualmente para pralicar qualquer operaban de cirurgia. e acudir promplamenlc a qual-
quer mulherque esleja mal de parlo, c cujascircumstaiicias nao permitan pagar ao medico.
SO ClttS'lTORIl) DO DR. P. A. LOBO M0SC0Z0.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE SE O SEGUINTE:
Manual completo do l)r. G. II. Jahr, traduzidoem porluguez pelo l'r. Moscozo, qualro
voluntes encadernados em dous r................. 20J000
Esta obra, a mais importante de (odas as que l rala m da homcopalliia, inleressa a lodos os mediros que
quizercm experimentar a doulrina de llahnemann, e por si proprios se convenrereht da verdade da
niesma: inleressa a tollosos senhores de engenho e faze.ideiros que eslao lunge dos recursos dos mdi-
cos : inleressa a lodosos rapitcs de navio, que nao podem Adiar urna vez ou oulra de Icr precisan de
acudir a qualquer inrommodo seu ou de seus Iripelantes ; e inleressa a lodos os chefrs de familia ru
por circumslancias, que mu sempre poilem ser prevenidas, silo obrigados a piestar soccorrus a qualquer
pessoa della. jf^V"
O vade-niecuin do liomeopalha ou Irailccao do I>r. llering, obra igualmente ulil s pessoas que se
dediraoi ao esludo da homeopathia uui volme grande ,....... 8&000
O diccionario dos lemos de medicina, cirurgia, anatoma, pharmacia, ele, ele.: obra indis
pensavel as pessoas que querem dar-sc ao esludo de medicina........ 48000
Urna carleira de 24 lubos grandes de fnissimo cbrislal com o manual do Dr. Jahr e o diccio-
nario dos lermos de medicina, ele, ele.......-........ 40.^000'
Dita de 36 com os mesmos livros.................... 4S-0O
Hila de 48 com os ditos. ..,....*............. 503000
Cada carteira he acompanliada de dous frascos de Unturas indispensaveis, a escolha. .
Dila de 60 tubos com ditos...................... fiOcDOO
l)ila de 144 com ditos..........-.............. 1009000
Estas sao acompauhadas de 6 vldros de unturas < escolha.
As pessoas que cm lugar de Jahr quizerem o llering, ler.io o abatimeulo de 108000 rs. em qualquer
das carleiras cima mencionadas.
Carleiras de 24 lubos pequeos para algibeira............... 83)000
Dilas de 48 ditos......................... 1(oOOO
Tubos grandes avulsos....................... I5000
Vid 1 os de meia on;a de untura ..'.................. 28000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um pasto seguro na pralica da
homcopalhia, c o proprielario desle eslabelecimenlo se lisongeia de le-lo o mais bem montado possivel e
ningiiem riuvida hnje da superioridade dos seus medicamentos.
Na mesnia casa ha sempre venda grande numero de tubos de cryslal de diversos lmannos, e
aprompta-se qualquer encommenda de medicamentos com toda a brevidade e por precos muito com-
modos.
0 O Dr. Joo Honorio liezerra de Meuczes, y
$$ formado em medicina pela faculdade da la- ij?
hia, olTerece seus prestimos ao.iespeitavel pu-
41 blico desla capital, pudendo ser procurado a &
$t qualquer hora em sua caa ra Nova n. 19, J
tjt segundo andar: o mesmo se pfesla a curar i&
0 graluilamenle aos pobrei.. <$
:# J lia8
J. Jane dentista,
contina rezidir na ruaNova, primeiro auar 11.19.
9 *' "r. Sabino Olegario Ludgero Pinho mu- 9
(ff d-ju -se para o palacete d; roa de S. Francisco @
9 'inundo novo) n. 68 A. igj
** ; *ca*:SiS!fiM0
O abaixo assignadn por si c por parle de ou
irniaiis Honorio Telles Fflrledo e JooTelles FuruP
do, miradores lodos esta comarca de tiaranhuns,
previQcim pelo presente ao publico desla provincia e
limilrophes, para que de nenliuma forma negociem
com a madrasta dos mesmos, a Sra. Mara de San-
la'Anna Leile Furlado, a r?speilo do dominio de
urna c-trava parda, denomc Sabina, que se acha em
poder da dila senhora, no valor de cuja escrava lem
os annuncianles suas colas-parles, que em iuvcnla-
rio por falleciiiicnlo do pai c iiiimun, I lies coube ; e
para evilarem qualquer fraude-ou prctonto de ino-
rancia, fazem o presente. \ illa de Garanhiins 9 de
unho do 1854.Jos, Telles Furlado.
Precisa-se de uma amn qu^ienha bom leile,
e queseja branca, ou parda : na ruaNova n. 52, se
gundo andar.

<&
RETRATO
PELO SYSTEIA CRVSTALOTYPO.
J. J. Pacheco, lendo de se retirar para o K10 de
Janeiro, avisa a quem quizer aproveitar esla ultima
occasiilo para possuir um retrato de cores fizas e Ira-
ros inlelligiveis. que queiram dignara procura-Io
em seu eslabelecimculo importante, no aterro da
Boa-Vista n. 4, al ao fim do corrente mez, desde as
7 horas da manliaa as 4 da tarde.
Publicacao litteraiia.
Instiluiroes de Oireito Civil Portuguez por M. A.
Coellio da Rocha, Ienle da faculdade de dimito da
universidade de Coimbra, lerceira c niliila edirao,
em 2 volumesem oilavo, adaptadas ao foro do Bra-
sil, com a legislaran brasileira vigente, e algumas
notas explicativas eztrabidas das obras dos mais exi-
mios Icios para mellior illuslra^odas doulrinas nes-
se excellente compendio ensilladas, por Antonio de
Vasconcellos Menezes de Drummond, barharel for-
mado em -ciencias jurdicas e sociacs pela academia
de Olinda, advogado nos auditorios do Kecife. Para
a publicacao des-a obra lao inlercsJBnte e indispen-
savel a todos os senhores juizes. avogados e mais
pessoas, quesededieam smesmasproflssocs, ou alias
precisa 111 possuir uma minuciosa e methodica compi-
lado do Di re lo Civil Patrio, tendente a adquirir
pleno conhecimento dos seus directos e ohrigarOes ;
subscreve-se em Peraamburo, na praca da Indepen-
dencia, loja n. 6 e-8 ; no paleo do Collegio, casi n.
29, lejas o. 6 c 20, e na ra do Hospicio n. 9. O
pre^o da assignatnra ser de IGJflOO, pagos a en-
trega de cada ejemplar, e logo que haja numero de
asignaturas anffiricnle para salisfazer as a\ altadas
despezas da iniprtssao, ir para o prelo, no dia da
publicarlo da mesnia, cncerrar-sc-hi a assignalura,
vender-e-ha mais caro.
Ao publico.
RETRATOS A OLEO E DAGIERREOTYPO.
AULA DE DESENLIO.
Cineinato Mavanicr, retratista c pensionista de
S. M. o Imperador, avisa ao rcspeilavel publico
desla capital, que o seu estaheleeiinento de pintura
daguerrcolypo, esl sendo motilado cm grande es-
calla por is-o que e-pera o extraordinario maebi-
nisino daguerrcolypo viudo da Europa, a sala da
machina he Iluminada por uma immensa claraboia
de Irnla vdros de vinlc polcgadas, dando uma luz
lab bella e regular que sahirao os retratos magnfi-
cos ; esaa claraboia vai servir por emquaulo a machi-
na qii* existe 110 mesmo eslabelecimenlo, eoauiun-
ciante convida ao respeilavet publico a visitar este
PIANOS.
Patn Nash & C. acabam de receber de Unid 1 es
dous elegantes pianos, leilio vertical, de Jacaranda
iguaes cm qualidade e vozes ao dos bem conliccid
autores Collard & Collard, ra do Trapiche Nov
n. 10. 6*
@@@@a *._
& DENTISTA FRANGE/.. @
Paulo Gaiguoux, eslabelecido na ra larsa IrP
(g do Rosario n. 36, segnndo andar, collera den-
tes com gengvas artificiaos, c dentadura com- &
pleta, ou parte della, com a pressao do ar. $(
Tambem lem para vender agua denlfrice do ;;
-; Dr. Fierre, e p para denles. Rna larga do $
35 Rosario n. 36segundo andar. d
Mf ^@ es@s@
Na ra de Horlas n. 142, primeiro andar, pre-
csa-se de uma preta ascrava para o servico d pou-
ca familia.''
Precisa-se de uma escrava para o servico de
uma casa de pouca familia : na ra do Hospicio 3a
casa uuva i direita depois de passar o qnarlcl.
Precisa-se de uma ama que lenha baslanle le-
te, c seja lvre e desembararada, forra ou captiva :
na ra do Amorim 11. 25.
Aoramentos.
Aforam-se terrenos no sitio da Soledadc, com o
fondo que convier aos foreiros, e por preco commo-
do : os preteodenles drjam-se ao silio do Mangui-
nbo n. 5.
1 uleree e-se uma ama para casa ce liouiem sol-
leiro, para cozinhar e engommar, iniiito boa e fiel :
quem quizer dirija-se ao becco do Sergado n. 13.
Quem liver para vender uma parda ou crin-
la, de idade 16 a 22 anuos, boa figura, e que saiba ao
menos coser bem, dirija-se casa de Luiz (ornes Fer-
reira, no Mondego.
Exjwsirjo de noite.
J. J. Pacheco, convida ao respeitavel publico a
visitar sua gallera surtida de retratos, pelo algo e
novo e-i\ lo, todas as imites das 6 as 9 horas al
fin do correle mez. He esla uma excellente occa-
sao principalmente para comrjiodidadc das senhoras
que quizerem aproveitar o fresco da noile : no ater-
ro da Bua-V-ia n. 4.
Na ra da Cadea do Recite n. 19, primeiro an-
dar, \ eiiili'in-se cothuruos de bezerro de Ires sullas e"
sapales para invern em porrao.
Rnga-se a pessoa, a quera o fallecido Dr. Pa-
va talvez emprestarse o volume das lcis do imperio
de 1832, qne falla na respectiva collcrcao. ou oulro
qnalquer volume da sua Nvraria, o obsequio de rc-
melte-lo i casa onde resida, e liaba cscrploro o
mesmo finado Dr.
Precisa-sede um feilor de campo, para o en-
genho Sanios Mendesna comarca de Nazarelh, nacio-
nal ou eslrangeiro, que lenha pralica e aclividade
para o Irabalho; leudo estes predicados, se llie dar
Vende-se farinha da Ierra em barricas, que (em
mais de um alqueire, viuda de tioianna, por muito
paralo pre?o: na ra larga do Rosario n. 39.
Vendcm-se superiores redes pintadas e bran-
cas, de um s panno, e bonitos padres ; e tambem se
vende cera amarelli : na ra da Madre de Dos
n. 36.
Vende-se um moleque pe<;a, sem vicios nem
achaques : na rna Bella n. :li.
Na ra das Cruzes n.22, vende-se uma oplima
parda de 22 anuos, perita engommadeira c cozinhe-
ra, cose chao c lava de sabao ; uma crinla de 40 an-
uos com as mesmas habilidades, e tres escravos de
bonitas figuras, sendo um crioulo. oulro de Ango-
la e oulro da Cosa.
LOJA DO BARATO,
Ra do Crespo n- 14, lado do norte,
de Dias e Lemos.
Chitas acabocoladas eom novos desenhos e pannos
muiloencorpados, cores fixas, a ICO o covado, dilas
de padres miudinhos a 180. dilas de cores com pa-
dres fingindo cassa a 200 rs., riscadinhosdequadros
muido., cores fixas, a 160 o covado, dilos francezes
com 4 palmos de largura, fazenda inulo fina, a
2O o covado, corles de cassa cbila com ramageos de
de cores a 1)800, alpacas prelas a,' 400 rs. o covado,
ditas finas com lustre a "00 rs., ditas lavradas a 800
rs., sarja de lat da primeira qualdade por ser en-
corpada a 560 o covado, sargelim lavrado para forro
a 180 o covado, riscadnho de linho de lslras min.li-
nhas a 200 rs. o covado, algodao mesclado c de lis-
Iras, muito encornado, propro para servico decam-
po, a 180 o covad, rufao, fazenda de algodao mes-
clado, de varias corea, propria para caifas e palitos,
a 200 rs. o covado, cortes de meia casemira de qua-
dros e listras a 19500, ditos de brim de quadrinhos a
1*200, coberlores hrancos de algodao da fabrica da
Babia a 560, e srandef 640 cada um ; fiualmenle
nesta loja ha um ricosorlimenlo de ludo, c por sso
aproveile quem quizar comprar barato, dando-sc
amostras de ludo quanlo se annancia, deixando seus
competentes penhores.
AOS AMANTES DO DE/.ENHO.
Na ru.l Nova n. 52, |0ja e abrica de chapees de
Boavenlura Jos de Castre Azevedo, vemlein-se as
melhores caixas de desenlie que tem apparecido no
"Mercado, eonlendo cada ivna dellas 10 eslampas de
dilferentus figuras aoropanludas de um rollo que
e|ilica um melhod^ roi faril para se desenliar
qualquer lisura, e veodeVie por muito barato preco,
aliin de se ver tagMnlf os alumnos de lao d'is-
lincla arle. -^
NAVALHASA CONTENTO ET"ESOi;RAS.
Na ra da Cadeia do Recife u. 48, primeiro an-
dar, cscrjilorio de Aususti- {'.. de Abren, conli-
nuam-se a ven ler a 8)000 o par (preco fixo) as ja
bem contiendas afamadas uavalhs de barba, feilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na exposirAo
de Londres, as rnaes alm riamente, nAosesenlem no rosto na accAo de corlar ;
cndcm-se com a condi derem os compradores devolvc-las ale 15 dias depois
da compra restiluindo-se o importe. Na mesma ca-
sa ha ricas IcsourLhas para unlias, feilas pelo mes-
iuo fabricante.
Pianos.
Os amadores da msica acliam ronlinuadamente
em casa de Bruna Praeger ciCompanbia, ruada Cruz
n. 10, um grande sorlimenlo de pianos fortes e forlcs
pa nos,'le clillerenti's modello-, boa conslrucrflo e bel-
las vozes, que vendem por mdicos presos; assim co-
mo loda a qualdade de inslrumenlos para msica.
Vende-sc azeite de nabo clarificado,
proprio para candieii-os de mola por ser
muito fino, a l.S'SOOrs. a medida: no ar-
mazem de C. J. Astley & C, ra do Tra-
piche n. 5.
Vendcm-se em casa de S. P. Jolms
ton & C, na ra dfc Senzalla Nova n. 42.
Linho do Porto superior engarrafado.
Seins in^lezes.
Relogios de ouro patente inglcz.
Chicotes de cairo. **
Farello em saccas de 3 arrobas.
Fornosde farinha.
Candelabros e cndiciros bronceados.
Despenceira de ferro jalvanisado.
Ferro (jalvanisodo em folha para forro
Cobre de forro.
TYPOr.RAPHIA.
Na ra das Flores n. 37 primeiro andar vende-se
uma typographia nova rom lodos seus pertences.
A anligae bem cimbornia loja de Cruz & Bas-
tos, da ra dos Quarteis n. 2, e boje pcrtcncenle a
Cruz & Gomes, lem para vender aos seus fregu-yes
c as mais pessoas em geral, um lindo c cxptendidq
sorlimenlo de miupezas de tocias as qualidadcs, as
quaes eslarao patentes, c se franquear as amostras
iro-
ho-
Vende-se chocolate francez de su-
perior qualdade: na ra da Cruz n. 26,
primeiro andar.
Vidros para vidracas.
Vendem-se caixos com vdros do todos os tama-
itos : na ra da Cadea do Itccifc, loja n. 64.
*fe Vendem-sc chapeos do Chyle
finos, ditos de fellro para sc-
- nbora e liomem, braneos, roxos,
caslanhos e prelos, ditos de palbiuha franceza do
mellior goslo que he possivel, dilos francezes de
formas modernas : na prira da Independencia, loja
n. 19 o 21.
Vcndc-se sola muile boa, em pequeas e gran-
des porres, checada ltimamente do Aracalv : na
ra da Cadea do Recfe n. 49, primeiro andar.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
dc-sc cera lauto cm grume, como em vellas, cm ca-
xas, com muilo bom sorlimenlo c de siperior qual-
dade, ebegada de Lisboa na barca (rnlidtlu, avnin
como bular tu uhas em latas de 8 lihras,e farello muilo
novo em saccas de mais de 3 arrobas.
Deposito de vinho de cham-
figne Chateau-Ay, primeira qua-
idade, de propriedade do condi
de Mareuil
cife n. 20:
de toda a
e
na da Cruz do Re-
este vinho, o mellior
champagne vende-
se a 56S000 rs. cada caixa, adia-
se nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. R.
As caixas sao marcadas a fogo
Conde de Marcuil e os rtulos
das garrafas Sao azucs.
Estampas de santos e santas.
Ghcgau loja de niinilezas da roa do Collegio n.
I, um grande'jMirlimcnlo de eslampas de sanios e
santa, ciajxnlo pequeo e grande : N. S. do Ro-
ario, l ,Carmo, N. S. das Dores, Rainha dos
Hornee op a thia.
CLNICA ESPECIAL DAS MO-
LESTIAS NERVOSAS.
Jlysteria, epilepsia ou gota co- J
ral, rheumatismo, gota, paraly- *^
tta, defeifos da falla, do ouvido e (0
dosolhos, melancolia, cephalalgia ($1
ou dores de cabect, enchaqueca, (i
dores e tudo mais que o povo co- fA
ntiece pelo nome genrico dener- S
voso. ^
As molestias nervosas r 'querem militas ve- w
res. alm dos medicamentos, o emprego de (A
uniros meios, que desperlem ou abalara a JZ
sembilidade. Estes meios possuo eu ago- 59
ra. e os ponho a dispn-i ;,io do publico. i'f*,
Consultas lodos os dias (de gra^a para os *
pobres), desde s 9 horas da manhaa. al <0
as duas da larde, ra de S. Francisco (Mnn- /A
do-Novo, n. 68 A.Dr. Sabino Olegario T
/.udgero Pinho.
estabelecimento esperando grande concurrencia, um bom ordenado: quem pretender dirija-se ao dilo
pois far rom que saam retratos os melhures ncsle
genero. O annunrianta vai principiar os Irabalbos
de cabellos para formar rquissimos quadros, onde
repie-eniai tmulos, ciprcsles e oulros emblemas
de saudade, e allianea que serfio de una exeeuco
agradavel a seus fregnezes. Os Irabalhos do estabe-
lecimento principiara das 10 horas da manbaa s i
da larde. Aterro da Boa-Vjsta n. 82 primeiro e se-
gundo andares. t
GRANDE AULA DE DESENHO.
Cinrinalo .Mavianier. relralisla e pensionista de S.
M. o Imperador, leudo de demorar-se mais alguus
mezes nesta capital, abri ma aula de .desenho a
pedido de muilos de seus amigos pois est scudo
baslanle frequenlada ; as pessoas que quizerem se
matricular podem comparecer a qualquer hora na
mesma aula, rslaaula vai ser ornada com a mellior
escola de Julien, Raphael e Murillo, rm grandes
modcllos % indo- da Europa; assim comu tambem
buslos, estatuas de gesso, onde se copiam os esludos
do n, he agradavel esle Irabalho e pela sua regula-
ridade nuiilo se aproveita. O annuncianle se en-
rarr.ma de qualquer desenho sobre papel, marfim,
vidros, latinas, ele, etc. Aterro da Boa-Visla n.
82, primeiro c segundo andares.
ipy.
"Na ruada Soledade n.70. ha muilo grande
vaned.ide de rosas novas, muilo diferentes entre si,
para aquelles senhores que dellas se qneiram servir,
para seu recreio e ornamento de seus jardns, assim
como I niibeni oulras dores.
O anciao abaixo assgnado, bem conhecido nes-
ta provincia pelo seu nascimento e probidade, lendo
ha pou:o sodrido o golpe cruel da perda da su.i ama-
vel consorte, foi promplo a convocar a dous fillios e
qualro relos, nicos herdeiros da meacao dos bens
que existem, para que amig.ivelmcnle entre todos,
como niaiores que sao, e emancipados se acliam, se
avalias e se dividisse seus quinJies, o que todos
assim concordaram ; mas, o que havia de succeder!..
he que o herdero SebasliAo l.ins de Hollando Caval-
canti de Albuquerquc, este ingralo e desrespeiloso
nelo, mandasse citar ao abaixo assgnado, para ju-
dicialmente ser fcito esse iuventario; cuja forma
com que requereu foi sem aquella vena da le, que
al omiilio uaquelle requerrnenlo ser o abaixo as-
signado seu av!'!.. tan eslanbo proccdimenlo en-
tre lustradlo de familia!... O abaixo assgnado faz
constar a todos os oulros heideiros, que instado por
aqiielte avarento e desobcditnle nelo, tular deve no
campo ustreposo da juslira, cnicujo lerreno o mesmo
ignora, o fiel da balanza para onde pender a moral,
le e a,io. Tudo isto cessar com o acordato pro-
ceder, que em considerarlo, tomarcm os herdeiros,
que laca pasaos no deram. Recife 20 de julho de
IHji.SebasliBo dos Oculoi Arco Verde Pernam-
buco iiualcanti.
THEATKO DE APOLLO.
I'endo-se terminado no 1. lo rorrele mez de ju-
lho, o ultimo contrato de arrendamento deste lliea-
Iro, qus so acha preparado do urces-ario para diver-
linenliM pblicos ou particulares, a enmmissao ad-
ministrativa da companhia le accionistas, propric-
larios do mesmo Ihealro, aluga-o novamenle pelo
lempo, e com as condi^es qne se convencionarcni :
os pi ol -'Hlenles queiram dirigir-se a Miguel Jos
Alves, presidente 4ommsiiJo da referida compa-
nhia, rna do Trapiche, casa i .'16.
Aluga-seuma prela que en'ende de coznha e
de lodo o arraujo deuma casi: na ra do Sol n. 1.
O Sr. Antonio Jcaquim de Almeida
tem uma carta na linaria n. C e 8 da
piara da Independencia.
Precisa-se de urea ana, prefere-se
escrava ; "agradando paga-se bem: na ra
da Conceirao da Roa-Vista n. 9.
Manoel Rodrigues, subdito porlucucz, vai fu-
zer uma vagem aos portos do norlc desla nr-
vincia. '
OtTerecc-sc uma moja capaz para ama de casa
ile lamilla: quem precisar, dirija-se ao aterro da Boa-
\ista r. TI.
Alugase um escravo ozinheiro c proprio pa-
ra oulro qualquer servido ,sin vicio: na ra Nova
n. 67.
Aluga-se um prelo proprio de todo o servico,
principalmente para casa eslrangeira.de que lera pra-
lica : na ra Nova n. 41.
Aloaa-se duas rasas terreas sitas na rna do
sebo ns. r>2 e :>!: a tratar na ra de Aurora n. 26
primea:.i andar.
Cineinato Mavignicr, relralisla e pensionista de
S. M. o Imperador, leudo sido leslemuulia dos es-
tragos feitos pela crande cheia de 22 e 2:1 prximo
passadn ncsla cidade e seus arrabaldes, deu-se ao
Irabalho de tirar os paines dolorosos de semelhanle
siluarao com as vistas dos lugares e a endiente; esle
Irabalho est sendo passado a oleo, pois vas ser apr-
senla.lo a S. M. o Imperador, que olTerece o seu
pensionista cima mencionado, e antes de seguir o
seu desuno, oiga o annuncianle que ser bom ex-
ime o quadro em lugar onde este publico veja, e pos-
sa dar o seu parecer.
Aluga-se uma ama forra ou escrava pau casa
de pouca familia, paga-se 10^000 rs. mensaes : na
ruadas Larangeiras n. 13, 1 andar.
Aluga-se uma das casas da cidade nova,de An-
tonio Jos Gomes do Curreio : a tratar com o mes-
mo.
O Dr. Firmo, medico, mudou sita
residencia para a ra estreita do Rosario
casa n. 50, segundo, andar
Lotera do hospital Pedro II.
O caulelisla Antonio Jos Rodrigues de Souza Ju-
niur. avisa ao respeilavet publico que seus blheles
inteiros, meios blheles e cautela da lotera cima,
se acliam venda pelos preros abaixo, na praca da
Independencia loja h. 4, do Sr. Fortunato, u. 13 e
lo, do Sr. Arantes, n. 40, do Sr. l-'aria Machado, e
na roa do (.inclinad i n. 37 A, dos Srs. Souza &
Freir, cuja lotera'tern o andamento-de suas radas
no dia 18 de asosto prximo futuro. O mesmo cau-
lelisla se obriga a pasar por inteiro os premios de
10:0003000. de 4:0005000 c de 1:0008000. queos di-
tos seus blheles inteiros e meios obtiverem, os quaes
v3o rubricados com seu nome.
Ililhetes 119000
Meios hillictcs .V-.'ki
Quarlos 2s700
Oilavos 1*500
Decimos 1(200
Vieesimos 600
O solicitador Canillo Augusto Ferreira da-Sil-
va, pule ser procurado para ludo que dis-ef rjgpei-
to a sua profisso: no escriplorio do-Illm. f. Dr.
Joa.pnin Jos da Fonseca.
Aluga-se um moleque, que coznha o diario de
uma casa, e faz lodo o mais servico : quem o pre-
tender dirija-se a praca da Independencia loja n. 5".
OHerecc-se um bmi cnzinhero francez, lano
para praca, como para embarcar, que en leude de to-
da a qualdade dccozinenlo francez : quem o pre-
tender, dirija-se a ra das l.araugeiras casa do Sr.
Antonio Maia Corle.
Nao ha melhores no mercado:
No antgn deposito das bichas de llamburgo, na
ra e-lreil.c do Rosario n. 11, he cliegado novo sorli-
menlo de bichas de Hamburgo, que se vende por
atacado, aos ceios e meios ceiosea rola lm. e tam-
bem se alugam por menos preco* do que cm oulra
qualquer parle.
Francis.ro Jos Fnrreira relira-se para Porlu-
ral, juntamente com sou tilho Joaqiiim Jos Fcr-
gera.
I'recisa-se de um feilor jarc'inoiro, de boa con-
duela, para um sitio pifio da praca : no paleo de
S. Pedro ii. 4.
Os Srs. Jos Jnrcnymo Correa (ourives;, Jolo
de Souza Lima all'aiale.i, e Ignacio Francisco dos
Sanios nieslrc pedreiro), drjam-se ra do Colle-
gio n. 12, que se llie dc;scja fallar.
Gonvida-se pelo presente a Joo Ferreira Lei-
le, que se presume estar actualmente em Cariri-Ve-
Iho, proviucia da l'araliiba, tilho do vellio Pedro
Ferreira Le te, lieres bem conliccidos na comarca
de Bonito desla provincia, para que venha quanlo
anlcs -aii-fa/or a quanlia de rs. 20(tj000, constante
de uma lellra que aceilou no da 7 de abril do cor-
rente armo, nesta comarca de Garanhuns, a prazo
de 23 das, em favor de quem elle hem sabe : se o
uilo lizer cora brevdadose far publico lodo esse ne-
gocio, cine he sobremodo dcsairoso ao dito Leile.
Quem (ver para vender um pardo de 15 a 18
anuos de idade, boa figura c sadio, drija-sc casa
de Luiz Gomes Ferreira, no Mondego.
engenho
Furlaram no dia 17 do corrente mez, da casa
n. 33da ra Nova, um relogio de ouro, patente in-
glez n. 18,537, com corrente e chave tambera de ou-
ro : roga-se a qualquer pessoa a quem fr offereci-
do dilo relogio, de apprebender e teva-lo na refe-
rida casa, que sera generosaiqenlc recompensado.
Troca-se por duas escravas, que sirvam para a
ra, um pequeo sitio junto a esta cidade, muito
propro para morar, plantar c criar, pois est lvre
da ni,n.ir cheia que possa lia ver, o qual esta situado
cm lerreno proprio, e tem muilos e exrellenles ps
de fruclciras de lodas as qualidades, e minias oulras
proporcoes que se farao ver a quem o pretender : a
tratar em Fura de Portas, casa o. 55. .
D, y. Baj non cirurgiao dentista americano
resido na ra do Trapiche Novo n, 12.
-,Os Srs. Joao Caroeiro Rodrigues Gampetlo,
JoSo Xavier Carneiro Rodrigues ('.ampollo. Francis-
co Xavier Cavalcanli e Antonio de Hnllauda Caval-
canli, tenham a bondade de entender-se com o abai-
xo assgnado, na ra do Collegio n. 12, ou declara-
ren! sua residencia.Francisco Jos Leile.
1). linaria Joaquina Lopes da Silva, vuva de
Jos Dogo da Silva, faz publico que lendo no prin-
cipio do crrante mez de julho, dado uma apodada
assignada em branco (o esla com sello antigo e eni
papel almarn azul) ao seu procurador judicial Rufi-
no Jos Correia de Almeida, para juntar a justifica-
cao de obilo de seu finado pai, esle lendo entregue
ao cscrivao Cunha em seu carlorio, fora desencami-
nhada; e como lalvcz fosse algnma pessoa que a Ic-
vasse para algum fim sinislro, declara que nada deve
nem nesta, nem em oulra provincia, e que qualquer
recibo que passar a seus devedores, sito lodos escriptos
e assignados pelo seu punho, e s exisle assignada
por lia essa apudacla extraviada, uma procuraran
passada ao seu procurador Rufino nesta cidade, a
seu irmao Jos Antonio Lopes no Rio-Formoso, ao
Sr. Antonio Francisco Marlins, tambem no Rio-
Formoso; eemSerinhaem ao Sr. Joo Damascono
Barros, somenlc para chamar a conciliacAo a um se
devedor; e qualquer documento que apnarecer fir-
mado por ella excepcao destes mencionados, declara
ser falso.Recife 19 d'c julho de 1854.
Aluga-se umaprensa no Forte do Mallos : a
tratar com Luiz Gomes F'erreira, no Mondego.
i A direcc,ao da associarAo commercial desta pra-
ca, convida a reunirem-se no dia 25 do eorrenle,
para lieini'in e scnliofa, pentes de tartaruga para se-
gurar cabello, ditos de marfim para alisar e tirar bi-
chos, dilos de bfalo para alisar, fitas escocezas de
sarja, ditas de sclira lavrado, dilas de velludo de oc-
res e prelas para cnfeilar vestidos, chapeos de sol de
seda c de panninlio, bengallas linas de caima, meias
de algodao, seda e fio de Escocia para senhora, dilas
para hornera, brancas, cruas e de cores, ditas para
meninos e meninas,ricas aholuaduras para col leles,
manas de selim maco de cores c prelas para grava-
las, grampas finas em eaixinh's, las de cores para
bordar, e lalagarca, papel de fanlazia para os rapa-
zes, dilo panladu, dilo a I maco ede peso, e de cores,
botos de seda edourados para casaca, o oulros mui-
los objeelosquese nao enumeran para nao ser fasti-
dioso o annuncio.
Aos amantes da boa pitada
Vende-sc na ra larga do Rosario n. 35, loja de
Neves & Coellio, o verdadeiro rap Paulo Cordeiro,
Mcuron grossn emein grosso ; assim como os verda-
deiros charutos de S. Flix, para os amantes da boa
fumara, e oulras fazendas baratas, hem como cha-
pos linos francezes e de oulras qualidades, ludo por
proco commodo he pecliiucha, a elles freguezes an-
tes que se arabetn !
Aojos, N. S. da Conceirao, N. S. na cadeira, San-
l'.Vnna, Sanio Anlonio. S. Jos, S. SebasliAo, Sania
Francisca, Santa Joanna, Santa Mara, Senhurf.ru-
fcificado, Scnlior no borlo, rolleceoes da Via Sacra
com 14 e-tampas, assim como outras militas que se
deixam de anuunrar: retratos de Napolen I, dilos
do III e sua esposa, colleccies de Gil Braz, dilas de
l,mralo de Cordova, dilas dos Misterios de Pars,
dilas da revolucao franceza em 1818, retratos de D.
Miguel e sua esposa.
Balaios de Italia.
Na loja de mudezas da ra do Collegio n. 1, an-
da exisle um resto dos balaios ha ponco annunria-
dos, os quaes se vendem por menos do seo valor, s
por acabar.
Barato sim, liado nao.
Na loja n. 17 da ra do Qucimado, ao p da boti-
ca, lem para vender a dintieiro vista para liquida-
ran, as -canilles fazendas : peras de chitas france-
sas de quadros escocezes a 69000, e em covado a 200
rs., pecas de madapolao largo o fino com pequeo
toque de mofo a 35,)00. cortes de casemiras. finas de
meseta a 15000. dilos de difiereules goslos o cores a
59500, corles de casemiras mcscladas com pequeuo
loque de mofo a 29500, brim trancado de linho de
cores moderno a 800 rs. a vara, chapeos dt sol de
seda a 59500, e oulras fazendas por baratos procos.
Medalhas milagrosas.
Clicgou loja de miudezas da ra do 'Collegio n.
1, uma grande porrao de medalhas milagrosas dos
seguinlcs notnes de santos e santas : S. Francisco,
Sanl'Anna, N. S. das Dores, Son Ion- Crucificado,
V>rgem ante- do parto, no parlo e depois do parlo.
Sagrado Coraran de Jess c de Mara, N. S. da Boa
Morte, assim como oulras muilas que se deixam de
anuunciar.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Cobertores cscuros muito grandes e eucorpados,
dilos braneos com pello, muilo grandes, imitando os
de ISa, a ~nti : na ra do Crespo, toja da esquina
que volta para a cadeia.
As jovens do hora gosto
Para poderem lirlhar,
As cambraias genovezas
He preciso vir comprar,
a 320 o covado : na ra do Crespo, loja da esquina
que Milla para a cadeia.
Com pequea avaria.
Pci;as de madapolao a -29300 e 35500 : na rna do
Crespo, loja da esquina que villa para a cadeia.
Vendem-se9 escravos, sendo 1 ptimo mole-
que de idade la anuos, 4ditos de todo servico, um
driles Quicial de pedreiro, 1 mulata, t escrava de lo-
do servico, e 2 escravos de servido de. campo : na
ra Drcila n. 3.
Vende-se uA saba muito cantadora, com
uma gaiota muilo/grandc, viuda do Inglaterra : no
Becco-largo n. 4f se achara com quem tralar.
Vende-se superior manteig ingle pelo ba-
rato preco de 480 c 560 rs. a libra : na ra larga do
Rosario,taberna de 1 porlas n. 39, defronle da groja.
Vendem-sc superiores velas de ceta de carnau-
ba de 9 em libra cm caixas de 30 e lanas libras, as-
sim como de unas miudas em rentos; sapaloes de
lustre, dilos de cooro de bezerro c bode, rouito bem
feilos, com orellias ; dilos de 3 solas para soldados,
e botins de boa qualdade.; tudo por prero muilo
commodo : na ra da Cruz n. 15, segando an-
dar.
Na taberna do paleo do Carmo, quina da ra
Vendem-se duas a tres arrobas de papel sujo
para papelo : na ra Nova n. 5, segundo andar.
Vende-se um sitio na estrada dos Afllictos, com
boa casa de vivencia ; quem o pretender, dirija-se
prac;a da Independencia n. 35.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invenrao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglesas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhorament do
assucar, aclia-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo tle emprc-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz n. 4.
\ eiiilc-se arroz pilado.a l200 a arroba : no
armazem de Tasso Irmaos.
I ATTENGAO'.
Oiintigo haraleiro lem para vender os"livros se-
guidles : In-iiiinrcii'scle Dircilo Civil Brasileiro,
2 voluntes IjOOO, Cartas patriticas a 160, o Coro-
nel ou o pai culpado a ICO, a escravidao moderna por
F. Lamennais a 160, diccionario das flores a 160,
Horacio grande 7)000, livros em branco de varios
precos, le Genie du Christiaoismc por Chateaubri-
and, historia de llcspantia, 5 volumes : na ra do
Crespo n. 11.
Vende-sc ou aluga-se um sitia em Santo Ama-
ro, com dous ricos viveiros: quem preleuder dirja-
se a Antonio Jos Gomes do Correio.
AVISO AO ESOl'ADRAO'.
Na ra do Queimado n. 50 ha para vender por
preco commodo um sellim e seus pcrlenccs e um
f ar, i,i moii lo completo para um guarda de ra vallara :
quem pretender dirja-sc a mesma casa, que achar
com quem Halar.
Com pequeo loque de copm, vende-se panno
fiuo verde cor de garrafa, de superior qualdade, e
prova de liman, a 39500 o covado : na ra do Cres-
po, loja da esquina que volta para a cadeia.
8 CARRO E CABRIOLET. P5
Vende-se um carro de qualro rodas com
qualro assentos e um cabnulet, ambos com
pouco uso, e cav.tilos para ambos: na ra No- @
va, cocheira de Adolpho Boorgeau.
pelas 11 lloras da manhaa, na sala de suas sessoes,
lodas as pessoas que se diguaran assignar a subscri-
pto pela mesma promovida, era favor das victimas
dos nricuteoimcniis neenrrdos 110dias22e 23 do mez
prximo passado, para eleger-se a commissAo que
deve fazer a distribuirlo da importancia subscripta.
Sala da as-ociaran commercial de Pcrnanibuco aos 19
de julho de 1.854.Antonio Marques de Amorim,
secretario.
Uma pessoa habilitada para caixeiro c para as
oceuparoes abaixo mencionadas^ oerece seu pres-
umo a quem possa convir, e abona seu compurla-
menlo para escripia, para venda de -assucar, para
armazem de assucar, robraura, ele.: a quem con-
vier enlenda-sc com o Sr. Francisco Jos Leile na
roa do Gullegio n. 12, uu annuncio para ser procu-
rado.
A PREMIO.
Prccisa-sc de 1:0008000 com seguranra cm um si-
tio, meia legua distante desla praja: nesta typogra-
phia se dir quem quer, ou anuuiicic.
COMPRAS.
Compra-se prata brasileira e bespa-
nhola : na ra da Cadeia do Recife n
2i, loja de cambio.
Comprarae as collccoes.dos peridicos fei-
ja FlorEsmeraldaVioletaBrinco das Domase
Recreio das Relias: quem as liver dirija-se a ra
Novan. 52, loja-du Sr. Boavenlura Jos de Castro
Azevedo.
Compram-se peridicos para cmhrulho a 3?K00
a arroba, garrafas c botijas vasias de lodos os tama-
itos c qualidades, vidros tambera de lodos ns lania-
nhns e potes de graixa, ludo usado: no paleo do
Darmo venda da esquina da ra de Dorias n. 2.
Compram-sc duas prelas, sendo uma moca e
oulra de meia idade, mas que tenham algumas habi-
lidades, c sejam de boa conducta : na ra das Cruzes
numero 20.
No alerro da Boa-Visla, loja do miudezas n.
82, compra-se um talim, uma canana c um sellim
para o r-.p ladran de cav aliara.
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toja amarella
Francisco Pe-
VENDAS
TA1XAS DE FERRO.
Na fundirao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
na do Bruin logo na entrada, c defron
te do Arsenal de Maiinha ha' sempre
um grande sorlimenlo de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
existem buindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. Os
presos sao' os mais commodos.
Na ra do Crespo
n. 4, de Antonio
reir, vendem-se lazendas chega- S
das ltimamente de Paris. S
Para homens.
Palitos de bomba/.im preto da *^
China, lo.sOOO W
Ditos de panno lino preto e de ($
cores, 16$000 $
Chapeos pretos de merino. 6^000 A
Camisas de cores de murim'ran- /*\
cez, 2,$500 *?
_ Ditas brancas de murim fran- W
W cez, 2o-00 W
W Du/.ias de lencos braneos de linho ($)
<$) muito lino, 7.S000 ^
(ft Para senhoras. (Ak
A Ricos chapeos de seda com plu- m
2 mas, IGjjUOO g
,k Ditos de Italia com ricas guariu- 7?
2 roes, HsOOO,p
5) Cortes de mimos do ceo, fa/.enda- W
'$) toda de seda, 8000 i$i
(^) Ditos de seda de quadros esco- ^
@ cezes, i2$000 (g,
g. Cainizinbasdefile decambraieta
M com manguitos bordados, 4^000 jS
a? Camisas de lil cor de rosa, o.S'000 w
w Ricos adornos de filetes, de fio- W>
co e de fil, guarnecido de bico (
de blonde, a 5s, 0| e lojOO tt
reis cada um. ^
Mantas de fil de seda de blon- fl
de, G.SOO
e outras militas lazendas de seda
e linho mais baratas do que em
outra qualquer parte; faculta-se
as familias de mandar levar em
%9 casa para verhi e Omprar.
(SSSSS ss-@@^sss^
AO BARATO.
Na rna Nova n. 52, loja c fabrica de chapeos de
Boavenlura Jos de Castro Azevedo, vendcni-scas fa-
zendas abaixo mencionadas. C oulras muilas que por
se querer acabar com ellas no se engeila lucro por
mais (liininulo sjcie seja : luvas ile seda preta
para homem a 13000 rs., dilas de fio de Escocia a
OO rs., ditas iie{prr,al para senhora a (>i(lrs., lin-
dos eslojos de escoVas a 2?MHH1 rs., que s a caixa vale
o dinheiro, leneinlios de canihraia pintados e rom
inalames pela beira a 2M) rs., dilos do bom tama-
ito de um chales i OO rs., apatinlios de la para
menino a OO rs., loucas de lia para menino a MU)
rs excedentes correles de ouro da California.a
2?-"i00rs., chaves para relogio do mesmo ouro a .VX)
rs., varios hrinquedos para cnfeiles de correnles a
IGO rs., charulciras a 240 rs., bengallas de gancho
a 2Ors.. boi.es esmaltados para punhns, colari-
nhos c camisas de meninos a 80 rs. u par, afiadnres
para navalbasaiSO rs., bolesde linlia para camisa
a 20 rs. a duzia. espedios de pe a 2'iO rs*., pentes ric
chifre para amarrar cabello a 10 rs., suspensorios de
borracha a n rs., lindas ahotoaduras para palito de
alpaca a ICO rs., .medidas para alfaiatc a 80 rs.,
uma lata de excedente graixa que d un lustrd tau
lino romo o vernii a 80 rs., os apreriaveis alfine-
les de cabera de cristal para ornamento de senhora
a OO rs. a caixa, una duzia de meias de algodao a
I98OO rs., orna urande purcan de folguedos para me-
ninos : lodas estas fazendas sedo vendidas em qual-
quer lempo pelos preros anuunciados.
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8
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de Horlas n.2, vende-se gomma de araruta pura
160 rs., chicurira- a400 rs.,bolachinhas Napoleoa
400 rs., e assucar mascav do a70 rs. a libra.
Cera em velas, sortidas, eem caixas
de 100 e de 50 libras ; vende-se por preco
barato para fecho de emitas : trata-se na
ra do Vigario n. 19, segundo andar, es-
criptorio de Machado & Pinheiro.
Vende-se superior potassa nacional,
em barriquinhas, por pretxj muito com-
modo : a tratar no armazem n. 14 de Can-
dido Alberto Sodr da Motta, na ra do
Azeite de Peixe, ou na ra do Trapiche n.
34, com Novaes ; Companhia.
FARINHA SUPERIOR.
A bordo do lo ale Conceico, Tundeado no caes do
Ramos, lia para vender muilo superior farinha de
mandioca, pur proel commodo : para tratar, no es-
criplorio de Domingos Alves Malheus, na ra da
Cruz n. 54.
Vendem-se superiores camisas ran-
cezas com aberturas de linho e de mada-
polao, por preco commodo: na rita da
Cruzn. 26.
Vendem-se aberturas de linho o de
madapolao,.para camisas, muito bem fei-
tas: na ra da Cruz n. 20.
Vendem-se, aos caradores, espingar-
das francesas de dous cannos, frunxadas
fingido, por preco commodo : na rita da
Cruz n. 20.
Vendem-se as bem conhecidas a-
meixas francezas, por preco baiatinbo,
ein latas de 12 libras : na ra da Cruz
n. 20.
Vendem-se as mais novas e melhores semen-
les de tiorlalire v indas ltimamente de Portugal,
pela galera Gratidao, hem como midi muito novo
em saccas : na na da Cadeia do Recife n. li, loja
de forrauem de francisco Coslodio de Sampaio.
A tabana do largo do Careno, quina da rna de
Horlas ii. 2, esbi nova mente sorlida de todos os g-
neros novos. romo sejam > mauteiaa inglcza e fran-
ceza a 400, 180, 560, 640 eSOO rs., qneijos a lM0e
1,>20, cha de 5, 6 e 7 patacas a libra, azeile doce a
610, vinho a 400 e 480 a garrafa, (oucinlio d Lisboa
a 360, do Santos a 280, sardinlias de Nanles, talas
grandes, a 800 rs., pequeas a 600 rs., traques fortes
a 140 a carta, papel machina c de peso a 2-3800 em
resmas e meias, graixa em lalas a 100 rs., albos
em mantisas a 110, arroz hr.inroa i itl, de casca a200
rs., milho a 240 a cnia, bolachinha ingleza c alelria
a 300 rs., cravo da India a (00 ts., louro a 400 rs.
a libra ; tambera est sorlida de lou-;a nova.
Vende-se um mtilatmho de 10 an-
uos com principio de; bolieiro : no lar-
go do Capim, cocheira de Paulo & Silva.
Veiuicm-se luvas de terral muilo boas, para se-
nhora a 600 rs. o pr, dilas para meuina a 500 rs. :
quem quizer vera qualdade, venha na ra do Quei-
mado n. 53, loja de miudezas de Jos de Azevedo
Maia.
Vende-se na Ponte Vclha, quarteirao de casas
do Sr. Calan n. !l, um ptimo ululato, oflicial de pe-
dreiro c ranlo. e uma prela que enlendc bem do
sertiro de co/.inlia c lava tem roupa.
LINGOS DE CAHBRAIA DE I.1.M10 A 15500 A
Dl/IA.
Na ra do Crespo n. 5, esquina que volta para a
ra do Collegio, vendcm-se lencos de cambraia de
linho linos era ciixinlias cora liinas estampas, pelo
barato preco da (9500 rs. a duzia, para acabar uma
pequea porrao que a inda rcsla.
CERA DE CARNAUBA.
Vende-se cera de carnauba, chegada agora do
Aracalv por preco mais barato do que cm oulra
qualquer parle: na ra da Cadeia do Kecife u. 49,
primeiro andar.
Vende-se muilo boa manteiga ingleza nova a
560 rs., o a 610 rs., c a 720 rs. a libra : na rna idas
Cruzes n. 20.
Inslruccao para o servico das guardas da euar-
nicao de Pernainbuco, extrahido da leuislarao mili-
tar, e arcommodada a disciplina e pralica do ejerci-
to brasileiro : vende-se na lirraria n. 6 e 8 da praca
da Independencia, a 320 cada cxentplar.
Vende-se um excellente carrlnho de 4 rodas,
mili bem construido,eem bom estado ; est exposlo
na ra do Araso, rasa do Sr. Nesmeu. 6, onde po-
dem os preteiidi-nlea examina-lo, c tratar do ajuste
com o mesmo senhor cima, ou na rna da Cruz no
Recife ii. 27, armazem.
Vendcm-se charutos da Babia de superior qua-
ldade a 35000, por caixinha de 100 : na loja de 4
portas n. 3 ao lado do arco de Sanio Amonio.
Velas de carnauba do Aracaty,
Vendem-se na ra da Cruz armazem de couros e
sola n. 15, excedentes velas de 6, 8 e 9 em libra,
em caixas de 30 a 50 libras cada uma, e por commodo
prejo. t
Aos fabricantes de velas.
No armazem de Domingos Rodrigues Andrade"&
Companhia, ra da Cruz 0. 15, vende-se muilo supe-
rior cera de carnauba do Aracalv e Ass, em porcan
e a relalho; e alm de se pesar na occasiao da entre-
ga se descontara uma libra de tara em cada sacco,
como he costme. ^
A 15 cada um chales
de algodao de corea bonitos padres, assim como cor-
les de brim trancado de cores de puro liuho^B moilo
hondos padres a 15750, grvalas de seda-ite cores
de bom gosto a 600 rs., dilas de chita a 206ti., se-
lim azul claro a 500 rs. o covado, corles de eollele
de fuslAo os mais modernos a 15200. bonetes france-
zes de velude de cores para menino a 800 rs., ludo
tic baralissimo para acabar: na loja de Leopoldo da
Silva Queiroz, ra do Queimado n. 22.
Relogios inglezes de patente.
Vendem-se a preio cc^atodo, em casa de Barroca
i\ Castro, na ra daCau ia do Reciten. 4.
PARAAFESTA.
Sellins inglezes para homem e senhora
Vendem-se sellins inRtezes de pa-
tente, com lodos os pertences. da me-
Ihor qualdade que lem viudo a esle
mercado, lisos c de burranne, por
proco muilo commodo : em casa de
Adamson Honie & Companhia, ra
do Trapicheen. 42.
Vende-se uma batanea romana cor lodos os
mus pertences. em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se ra da Cruz,' armazem n.4.
k 500 RS. A YARA.
Brim trancado branco de poro linho, muilo en-
cornado : na loja da esquina da ra do Crespo que
volta para a cadeia.
COBERTORES.
Vendem-sc coherlorcs de la pelea 800 rs., utos mul-
lo grandes a I5O0, dilos branco com barra de cor a
18280,colchas brancacom salpicos 15000 : na loj
da ra do Crespo n. 6.
BRIM DE PURO I.INHO, VlOPRIO TABA
_ JUILITARES.
VendMe brim de linho branco muilo eucarpatfn
a 500 rs. avara, corles de casemira elastieja .(*0OO,
pauno azul para fardas de guarda nacional a 39000
o 45OIX o covado, dito preto para palitos a 35000,
45000 e 455OO, lencos do seda de 3 ponas, proprios
para senhora botar pelos hombros a 640 cada um, e
muilo mais fazendas cm conla; na roa do Crespo,
loja n. 6.
SANDS.
SALSA PARRILHA.
Vicente Jos de linio, nico agente em rernara-
buco de B. J. D. Sands, chimico americano, faz pu-
blico que (em cliegado a esla praca uma grande por-
can de frascos de salsa parrilha de Sands, que sao
verdaderamente falsificados, e preparados no Bio
de Janeiro, pelo que se devem acaulelar os consu-
midores de Uto precioso talismn, de cahir neste
engao, lomando as funestas consequencias que
sempre coslumam trazer os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela 111,10 daquelles, que antepoem
seus interesses aos males e estragos da humanidade.
Portanto pede, para que o publico se possa livrar
desla fraude e dislingua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e reren lmenle aqu chega-
da ; o annuncianle faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em sua botica, na ra da Conceirao
do Becife n. 61 ; e, alm do receitnaro que acom-
panha cada frasco, tem embaixo da primeira pagina
seu nome impresso, e se achara sua firma em ma-
nuscripto sobre o invollorio impresso do mesmo
jracos.
Vende-se om cabrioiel com sua competente
coberla e arreios, ludo quasi novo ; assim como 2
cavados do mesmo j ensinadose mansos : para ver,
na cocheira do Pedro ao p do arsenal de marinha, e
para tratar, ua ra do Trapiche Novo n. 14, primei-
ro andar.
DEPOSITO DE PANNO DE ALGODA'O
DA FABRICA DE TODOS OS SANTOS
NA BAHIA.
Vende-se o superior panno de algodao
desta fabrica, proprio para saceos e roupa
de escravos : no escriptorio de Novaes &
Companhia, ra do Trapiche n- 54, pri-
meiro andar.
VEGAS DE CERA DE CARNAUBA.
Vendcm-se velas de cera de carnauba, em caixas
pequeas e grandes, de muilo boa qualdade, relias
no Aracaty : na ra da Cadeia do Recife n. 4, pri-
meiro indar.
Na ra do Vigario n. 19 primeiro andar, tem pa-
ra vender-se chapeos de castor brancopor commodo
prero,
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade dezinco, superior qual-
dade, por precos commodos : na ra do
Trapiche Novo n. 16.
Tabeas para engenhoB.
Na fundido' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 3 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao :
embarcam-se ou carregam-sc em carro
sem despeza ao comprador.
Vende-se peixe secco de varias qualidades e
mudo bom : na ra da Crox n. 15. segando andar,
assim como botins de cooro pelo diminuto prejo de
23*500 o par.
Vendem-sc cobertores de alp>dao grandes a
610, c pequeos a 560: na roa do Crespo o. 12.
QUEIJOS E PBESUNTOS.
Na ra da Cruz do Kefjfa no armazem n. 62. de
Antonio Francisco Marina, $f*vende os """?*8Pf'
rinres queijos Inndrinos, presuntos para fiambre, ul
limamciile chegados na barca, ingleza Pulpa-
raito.
Na rita du Cadeia do Becife 60, arma-
zem de Herique Gibs<>n
vendcm-se relouios de ouro de saboneta) de plen-
te inglezes. da mellior qualdade* c fabricados em
Londres, por pree_o commodo.
Na ra do Vigario n. 19 primeiro andar, lem *
venda a superior flanellapara urro de sellins the-
gada recenlemente da Amwicti
Moinhos de vento
'nmbombasde repuxo para regar horlas e-baiat
decapim, na fundii;adde 1). W. Bowman : na roa
do Brum ns. 6,8el0.
* Padaria.
Vende-se orna padaria muiloafregRxida: a tralar*
com Tasso & Irmaos. j
Devoto Christao.
" Sahio a luz a SLraIi(So do livriobo denominado
Devoto Christo,mais correrlo e acreseefctado: vnde-
se nicamente na livraria n. 6 e-8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Bedes acolchoarfas,
brancas ede cores de um s panno, muilo grandes o
de bom goslo : vendem-se na ra do Crespo, toja da
esquina qne volta para a oadeia.
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto, em
barris de*., 5. e 8.: no armazem da r.ua
do Azeite de Peixe n. 14, ou a tratar no
escriptorio de Novaes & Companhia, na
ra do Trapichen. 34.
Vende-se um preto de uarSo Aogola, de idad
40 annos, pouco mais ou menos, que serve para todo
o servir : na roa do Rosario da Boa-Vista n. ii.
Vende-se uma negra moca que engomma per-
feilamenle, faz labyrinth, marca, faz doces e cozi-
zinha a diario de uma casa : na roa estreita do Ro-
sario n. 34 primeiro andar.
Vende-se panno verde eom lar-ura sufticienle
para forro de buhar, sendo de laa pura, e o mellior
que lem viudo a este mercado : ui.loja de4 porlas ao
lado do arco de Sanio Anlonio.
Vendem-se queijos do sertas muito frescaes:
na ra Direita n. 106.
i
POTASSA BBASILEIBA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Bio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
' seus bons ell'eitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron iS
Companhia.
&
Vendem-se relogios de ouro e prala, mai
barato de que em qualquer oulra parte
na praca da Independencia n. 18 e O.
HVpomlo da fabrica de Todos om Santos na Babia.
> ende-se, em casa de N. O. Bieber & C, na ra
da Cruz n. 4, algodafi tranca.lo d'aquella fabrica,
muito proprio para sarcos de assucar e roupa de,-cs^
cravos, por preco commodo. t
Vendcm-se cm casa de Me. Catmonl & Com-
panhia, na praca do Corpo Santn. 11, o segoinle:
vinho de Mnrseillcem caixas de 3 a 6 duzias, I inhas
em novcllos ccairelis, breu era barricas muito
grandes, aro de mila sortido, ferroinglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moer.i-
das c meias moendas para engenho, m; i-
chinasde vapor, e laixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, par a
dito.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
cicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Bio de Janeiro.
Agencia de Edwia BKaw.
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmo-irt
Companhia, arha-se constantemente bons sor .t-
menlos de laixas de ierro coado e balido, -ianlvra-
sa como fundas, moendas incliras todas ra animaos, auna, etc., dilas p- ,.-.. rnr,. era madei-
ra de Indos os Limndose mu Jetos os mais modernos,
machina horisontal para raptor rom forra de
i cavados, cocos, passadeiray de ferro estuhado
para casa de purgar, por menos >.reeo que os de co-
bre, esco vens para navios, ferro utu huecia, e fo-
lliasde llaudres ; tudo por barato prejo. ,
Desappareceu no clia
ti; a escrava parda
de nome Matliilde^ cor
vermelha e feia, nariz grr
35 presenta ter 55 annos de idad ; es-
ta escrava he lilha do settao de So-
bral, donde para esta pra^a foi ven-
dida : reconlmenda-se, podante,
as autoridades p^bliciae fe capitaes
de campo, de a capturarem man-
fflJSSSTB? rHa Imperial n.
3(1,' a seu senhor Manoel Joaquim
Ferrjeira Esteves, com armazem de
couros na mesma na, qne se gra-
tilicara' generosamente ; assim co- ]
mo tambem se recommenda as au-
toridades policiaes daqtielle sertao
c cidade de Sbrale mais pessoas
articularas,arferida captura.
Desappareceu do eitgeiilioPera, freguezia do
Ipojuca, uma escrava, criouja. de nome Luiza Anto-
Sia, que reprsenla ter 3 annos deidade, alta, de
oa grossura; edr fula, maraes do rosto altas, nariz
grande, bicuda, ps grandes,, lem o vicio de tomar
tabaco, pelo que ronca muijo pelas ventas; sabio
com um taboleiro da bolos al vender, n dia 10 de
junho prximo passado. o iupffec-sc Icr tomado para
oul da provincia por ter-se slbido noticia della al
oa.queprocurava Aiagoas :]roga-se as autorida-
des e mais pessoas que della fnuber, que a focara
appreliender, que se recomp isar bem a qoem a
irouxer nesle engenho, ou no eeife, na casa doSr.
Juan Pinto ile I.eraos Jnior. I
Desappareceu no dia 15\}o corrente mez, nm
escravo cinoeiro de nome Mguel, reprsenla ler
quarenla anuos de idade, eos,- os siguaes seguin-
les: he baslanle espaduado, e jA^om cabello bran- .
eos, cabera pequea, co* lodo os denles arrui-
nados, as mos muito callejadas \ feridas, que diz
elle serem cravos; ausenlou-se s 5 horas da ma-
nhaa desle dia indo para o servico de canoa tirar
areia, ignora-se com qoe roupa eslava vestido, le-
vou orna trouxa com a roupa de seu nao, entre a
qual noia-se uma calca de baiela prela e uma cami-
sa de paiiniulio tambem preta por estar de lulo, va-
rias calcas de rscado de cores brancas e de zuarle,
camisas brancas de madapolao e algodSozinho e orna
de baiela azul, cobertor de algodao branco, etc. -
julga-se ter ido acompanhado por um escravo do Sr.
Jos Peres da Cruz, crioulo, de nome Ezequiel, fi-
llio do Ceam, he provavel sigam para aquella pro-
vincia e caminho, e mesmo por ser filho do Par o"
sobre.lilo escravo Miguel, comprado ha lempos ao
Sr. Fonseca: por isso roga-sc a lodas as autorida-
des policiaes, capitaes de campo ou a qualquer in-
dividuo que o appreliender, o favor de mandar le-
va-lo sua senhora na Capunga silio da viuva La-
serre, ou a ra do Cabug loja de miudezas n. 6
que ser generosamente recompensado.
Desappareceu no dia 8 de Julho, o prelo da na-
cao Costa, por nome Ignacio, idade 24 annos, pouco
mais ou menos, estatura regular, sem barba, odios
-ramles, lem costume de andar apressado ; levou
calca azul, jaquela branca e barrete encarnado:
emula ler andado pelas Cinco Ponas e aterro dos
A rogados : quem o pegar pode leva-lo ao seu se-
nhor, na ra do Hospicio, casa terrea n. 42, -ou na
roa da Senzala Velha n. 84, padaria.
desappareceu um prelo Tulla, de idade de 30
anuos, .le nome Joaquim, crioulo, quaudo est assus-
lado uaiiueja, a ponto de levar bem lempo sem res-
ponder, toi do Sr. capilao Manoel de Albuquerquc
Cavalca un eco, do lugar de Papacata, no sitio Ca-
jueiro : he alto, rosto descarnado, quando anda abre
os bracos, sabio domingo 16 do corrente : quem delle
liverjloiietavqueira leva-lo a ra da Praia casa de
Ma/nocl Jos Dantas, que ser bem recompensado.
jr- No dia 17 do currcnlc auseutou-se o escravo,
urdo,- de nome Scverino, de idade de vinte e tantos
annos, levando calca de castor escuro, camisa de ma-
dapolao e chapeo de palka de carnauba, e alm des-
les signaes lem mais muita sarda no rosto, feridas no
pescoco c deliaixo do braco direilo : roga-se porlau-
lo a quem o apprebender, leva-lo ra do Crespo
n. 16, ou no Brejo da Madre de Dos Jos Maga-
Ihacs da Silva Porto, que ser gratificado.
Ausentou-sc da casa do Sr. Sebasliao Antouio
do llego Barros, em agosto de 1851, em occasiao qne
se acbava morando no aterro da Boa-Vi||a, o seu os-
rravo, pardo, de nome Vicente, ae* llura regular
que representa Icr 30 annos de idade, pouca barba'
bons denles, olhos na flor do rosto, corpo c peruas
bem feilas, lendo nos cntovellos dos bracos dous lo-
binhos ; suppoc-se eslar acoulado em uma casa nes-
ta c i i,lile, e seu scnlior protesta desde j por perdas,
dainos, dins de servico, etc. etc.; assim como gra-
tifica a quem o apprebender.
Antonio, moleque, alto, bem parecido, cor aver
mediada, naco Congo, rosto comprido, barbado no
queivo, pescoco grosso, pes bem feilos, leudo o dedo
index da man direila aleijado de om indio, e por is-
so o Iraz sempre fechado, com lodos os denles, bem
ladino, oflicial de pedreiro e pescador ; levou roupa
de ali:.celan c uma palhora para resguardar da cliu-
\a. Ha loda probabidade de ler sido seiluzido por
al gdem ; rugido a 12 de maiodo rorrete auno, pe-
la i 8 lioras da manhaa, leudo ohlido licenra para le-
v ir para Sanio Antonio uma bandeja coin roupa
n ign-sc, portanto, a lodas as autoridades e MMiiaes
"lie campo, bajara de o appreheudur e leva-lo An-
tonio Alves Barbosa, na ra de Apollo n. 30, ou em
Fra de Porlas. ra dos Guararapes, onde se paga-
rlo todas as despeza.
Desappareceu no dia 1 de Janeiro do rorreu-*
le auno o escravo Jos Cacante, de idade 40 aonos
pouco mais ou menos, rom taita de denles na Trente'
testculos cresridos, e cicalrizes as nadeeas ; aralil
(ica-s generosamente a quem o levar ao aterro da
Boa-Vista n. .7, seguudo andar.
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