Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01510


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Full Text
f


i*
I
r
ANNO XXX. N. 164.
Por 3 mezes adiantados 4,000
Por 3 mezes vencidos 4,500.
A FEIRA 20 DE JULHO DE 1854.
Por Anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO DE PERNAMBUCO
ENCAKREGADOS DA SUBSCRIPCAO'.
Recife, o proprietario M. F. de Paria; Rio de Ja-
neiro, oSr. Joao Pereira Martins; Baha, o Sr. F.
Duprad ; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
donca; Paralaba, o Sr. Gervazio Victcr da Nativi-
dade; Natal, o Sr. Joaquim IgnaifPe reir; Araca-
ty, oSr.Anlonio deLemosBraga ; Cear, o Sr. Vi-
ctoriano Augusto Borges; Maranhao, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.

CAMBIOS.
Sobre Londres 26 5/8, 2fi 1/2 d. por 1*
Paris, 365 rs. por 1 f.
Lisboa, 100 por 100.
Rio de Janeiro, a 2 O/o de rebate.
Acedes do banco 15 O/o do premio.
da companhia de Buberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de letlras a 6 e 9 0/0
META ES.
Ouro. Oncas hespanholas. .
Moedas de 69400 velhas.
de 69400 novas.
. de 49000. .
Prata. Patacoes brasileiros .
Peso columnarios....
> mexicanos
299000
169000
169000
99000
19940
19940
19860
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e flricury, a 13 e
Goianna e Parabiba, segundas sextas feiras.
Victoria, e Natal, as quintas feiras.
PUF,AMAR DE 10JE.
Primeira 0 e 30 minutos da urde.
Segunda O e 54 minutos da aenha.
\ri>ii.\i i\s.
Tribunal do Commercio, segundas e qnintasfeiras.
Relacao, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orpbos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara do civel, segundase sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
F.PHEMEPJDES.
Julho 3 Quarto crescente as 4 horas, 1 mi-
nuto e 48 se gundos da tarde.
10 La cheia as 4 horas, 6 minutos e 48
segundos da raanhaa.
> 17 Quarto minguante a 1 hora, 44 minn-
tos e 48 segundos da manha.
25 La nova aos 47 minutos e 48 se-
gundos da tarde.
DIAS DA SEMANA.
17 Segunda. S.Marinhav. Ss.Aleixoe Victoriano
18 Terca. S. Acylino m. Ss.Bufilo b. e.Frederico
19 Quarta. S. Vicente de Paula.
20 Quinta. S. Jeronymo Emiliano ; S. Elias.
21 Sexta. S. Prxedes v. ; S. Daniel profeta.
22 Sabbado. S. Maris Magdalena (peccadoradoE.)
23 Domingo 7. S. Apolinario b. m. ; S. Libe-
rto b. ; S. Primitiva ; S. Erundines.
PARTE OFFICAL.
GOVERNODA PROVINCIA
Eupadlaate do dia 17 da Jalao.
Ollicio Ao Eirn. bispo diocesano, dizendo que,
com a informarlo qae remelle piir copia do inspec-
tor da t'iesouriria. de fazenda, responde ao oflirio de
S. Exe. acerca do pagamento dos ordenados do* pro-
fesseres do seminario episcopal de Olinda.
Dito-^Ao Exm. conselheiro presidente da Tela-
rlo, commanicaudo que,segundo conslou de partici-
paran da secretaria do ministerio da justica, conce-
den -se tres metes de licencia ao cscrivao.de orphaos
do termo de Recife, Flvt^ano Correia de Brilo, para
tratar de su l gande. Fixeram-su as oulras comtno-
nicac,oes.
Dito Ao coaamandanle das armas, irausmiliin-
do para os Rus convenientes, as njlas das altereces
que liveram, durante os metes de ruarlo.a mao des-
le anno, os capilies Miguel Jeronymo Francisco Antonio do Carv o, ( iienl* Manoel Por-
firio de Catiro e Araujc j alfces Jpiio Damasceoo
da Silva, que | ao ilecim) batalhao de
infanlaria,iKliai lado na JivisSu imperial es-
tacionada m Montevideo.
Dito Ao raesrno, dizendo qje, pln leilura do
aviso que remelle por copia do ninist rio da guer-
ra de 19 de jnnlio ultimo, Mear 5. S. ferio de que se
prorogou por tres mezes a licenc eoni que se aclia
na corta o primeiro lente do qoart batalhao de
rlilharia a p, Josda Cerqueir; Linin. Commu-
nicou-se lliesourara de fazenda.
Dilo lio mesmo, remetiendo p' copia o aviso
da repartir o da guerra de 28 de junio ullimo, do
qual cuneta liaver-se prorogado por tres mezes a 1-
ceuc com que se ada o alfares Jkpno batalhao'
de iufautaiia, Theotonio Joaqun de Almeida For-
tuna. Ii'loiroa-se lliesourara de fiaenda.
Dilo Ao mesmo, communirindo, alim de qtJe o
faca constar ao cadete do quarto batalhao de arlilha-
ria a p, Joo Rofino Ranos,' qtie. secando conslou
de aviso do ministerio da guerra de 25 d junho ul-
timo, foi i deferido o requeriminlo en qat o men-
cionado cadete pedia prorogaejo de licenri para t%-
ludar preparatorios neeessarios a matricula da esco-
ja militar.
Dilo Ao mesmo, fnteirando-o de que, segando
roasloa de aviso do ministerio da gteerca de 26 de ju-
nho ultimo, se conceden licenri. ao alferes da com-
panhia fin de cavatlaria desta provircia, Leopoldo
Al ves Bando, para de dezembro provino futuro em
dianle eettidar na escola militar, e remetiendo a no-
ta dos dirt los e emolumentos que esse omcial lem
de pagar para poder fruir a mencionada lieeora.
Communie ou-se a thesbararia de fazenda.
IHto Ao inspector da thesonraria de fazenda,
Iransmiltiodo por copia o aviso do ministerio da
guerra do primeiro do correle, alim de qae' nao s
faca suspender o pagamento de qualquer consigna-
co que di) seu vencimcnlu lenlia fcilo o capitn ilo
batalhao ile caradores de Mallo Irosso Fraoc isco
Carlea Botuto Deschamps, mas tambem informe com
. urgencia de que provcui a divi la que elle satisfaz
por meio dessa consignac&o.'e inda quinto resta a
pagar para sua total indemnisacao.
Dito Ao mesmo, para mandar fornecer ao com-
mandante superior da guarda nacional dos munici-
pios de Olinda e Iguarass, os livros e objeetns cons-
tauta das relacSes que remelle por copia. Com-
muuicou-se ao referido romniandintc superior.
Dita Ao mesmo, commuuieando, alm.de que o
faja cooslar ao inspector da alfa ndesa, que, segundo
conslou de aviso do ministerio da'justrca de .28 de
junto ultimo, foi declarado pela secretaria do impe-
rio que d'oraem diante serao assignados pelo official-
maior da raesma secretaria, os passsporles dos pa-
quetes de vapor que navegam entre este e os oulros
porlos do Imperio. Communicou->e tambem ao
capilflo de porto.
*Dilo Ao mesmo, rommunicindo que, por decre-
to de 22 dejando ultimo, segundo conslou de aviso
do ministerio da fazenda de) d) correle,foi Hornea-
do ollicial da secretaria d'aquella thesoeriria o ama-
aense da mesma, Carlos Joao de Sonta Correia.
Dilo Ao chefe de polica, inleirando-o de liaver
transmittido a lliesouraria provincial, afim de screm
pagas, estando no* termos lgaos, as coutas que S.
me. remellen das despezas feilas com algetnas, for-
necimentn de luz e sustento aos presos pobres das
cadeias de tiaranhuns, Flores e Tacar al, nos mezes
de marco a jnnlio deste anno.
Dito A o inspector do arsenal de marinlia, para
mandar timar os conccrlos de que precisa o brigue
Ceartntl. Communicou-se ao commandanle da
estaco naval.
Dilo Ao director do arsenal de guerra, recom-
mendando em rumprimentn do aviso que remelle
por copia do ministerio da guerra de 20 de junhu ul-
limo. que nao consinla por emqaolo vender-se a
particulares porreo alguma de plvora grossa, bom-
barda e de fuzil da que tem sido remettida para a-
quclle arsenal. '
Dilo Ao mesmo, transmittindo por copia, para
sen conhecimenlo e execucao, nao s o aviso do mi-
nisterio da guerra de 28 de junho ultimo, mas lam-
liema iufurmacao que dera a reparticnodeqoartel-
meslre general sobre as conlas demonslrativas da re-
ceila e despeza das oflicinas daquelle arsenal, relati-
vas ao me/, de abril denle anno.
Dilo Ao mesmo, para que, em cumplimento do
aviso do ministerio da guerra de 28de juulio ultimo,
'mande fotfaecerao dcimo batalhao de mfanlaria os
objectos constantes dos pedidos que remelle. Com-
munlcon-se ao coronel commandanle das armas.
Dilo Ao juizde dircilo do civel, remetiendo c
reqUerimento em que Joao Carlos Cavalcanli de Al-
huqucrqne pede a pra^a de ser nomeado par qual-
quer vaga de olflcros de escrivSes e tabelliacs, afim
de quesejam preencliidas as formalidades dodecreto
n. 817 de 30 da agosto de 1851.
Dito Ao procarador fiscal da thesonraria de fa-
zenda, para comparecer no arsenal de marnha em
qnalquer dos dias desta semana, afim de assislir ao
consumo que se lem de dar a diversos objectos inu-
tlsados existentes no almoiarifado do mesmo arse-
nal. Commamlcou-se. ao respectivo inspector.
Dilo AcfMnspeclor da Ihesouraria provincial,
autorisando-o a mandar pagar ao Dr. 'Antonio Jos
Coelho a quanlia de 598$, pela qual foi jusft a desa-
proptiacao de urna porcd do seu sitio na segunda
parte do primeiro lan$o da eslrada do norte, e a D.
Bita de Cissia Pessoa de Mello a de 1105, porque tam-
bem foi justa a desapropriaran de urna sua cata ter-
rea sita no 21. anco da eslrada da Victoria.
Dito- Ao mesmo, para que entendendo-se com
o proprietario do Diario de Pernambueo, veja por
quanlo querer elle contratar a impresso de lodos
os trabalhos das reparli;Oes proviociaes, e porquan-
lo smene quellei de que ralla S. me. -~~"
Portara Ao agente da companhia das barcas de
vapor, oara mandar dar urna, passagem de estado at
a corle, no vapor qae pastar para o sol, ao desem-
hargador Antonio Baplisla Gilirana.
Dita Mandando admiltir o paisano Florenrio
Jos Goncalves Braga ao servico do exercito, como
voluntario, por lempo tle seis annos, abonando-se-
Ihe alm dos vencimenlos qae lhe compelirem a pre-
mio de 300). Fizeram-se as necessarias commai-
nicaces.
---------fOMKANDOUM AMIAS
Quartal do cmaaado daa armas ala P
buco na cldada do Bacila, aan 19 da Julho
de 1884.
ORDEM DODIA NMi.

O coronel couimandanl das armas hrtpnno, m
vista da ronimiinigic"" recebida da presidencia em
data de honien^Kiz publico para conhecimenlo da
guarnirao. c devida observancia, q4a wawi'na de
S. M. o imperador bouve por bem, por aviso do
miniterio dos negocios da guerra de 15de abril do
crrente aono, conceder passagem para o batalhao
n. 11 de infantina, ao Sr. alferes da companhia fio
do Espirito Sanio, Joaquim Cavalcanli de Albuquer-
que Bello.que por ordem c o mesmo goveraoseachaem
ervico oesla provincia. Determina prtenlo o mesmo
coronel commandante das armas que o mencionado
Sr. alferJMntinue addido no batalhao 9 de infini-
tara. eaaKianto nao segu para o Para.
AssignSdo.Manoel Mum: Tacares.
Conforme.Candido ral Ferreira. Ajudante
I de ordena encamisado do delalhe.
rOLHETIM,
UMA HISTORIA DE FAMILIA. (*)
por nmv.
XIII.
A propona Inesperada.
Pobl que o conde Caelano se houvessc preparado
desde a vespera para essa scen, senlio Iremer-llie
a voz no mldenlo decisivo. Assostado de urna
ilclerininarao que abracara rom ardor, dispuulia-se
a dar i conversacao unadireceflu in|.:irainenlo op-
Sosla ao seu lim, quando a lemijranca repenlina da
Iba, de San-Nereo, e de urna :alasli-ophe inevila-
vel lornoii a lanca-lo no caminho da dedicaro. El-
le pronunciou mentalmente as tres palavras que de-
terminan) o homein enrgico, e fecharn-llie os olbos
anda sobro as bordas de um precipicio:Astim he
precito!
Tornando a dar voz o desembarazo coslumado,
rom i un..u assim a conversaban:
Possu dar-lhe um marido mui rico, porcm ve-
llio; iii marido que procura ama rimpanlieira. e
nao urna amante. Es leva-la-hia para Londres, e irii morar em urna des-
das casas de dous andar, que acbam-se por toda a
parle naquella cidade. Voss habitara o primeiro
andar, e seu marido o segundo. Elle nada lhe re-
cusara para seus enfeiles, fanlaiias, e dislraccoes, e
llie rcconlieceria ducentos mil francos no cntralo
de rasainenlo. Em troca exigiia de vosse urna boa
conduela, urna vida regular, peuca mu-a. como v.
tjue pe:isa,desla proposta. I-ama.1
Isaurtkiitra^ilou os olbos avelludados, balburiou
ilsiinu* pnlavrus, e pela [innrira vez sua liugua
prucuronMima phrase e nao a ai bou. O conde Caela-
no insulto para provocar umn respusla, e ento a
Elirase esperada deslisou-se pcnivelmoiilc pelos la-
ios da mora.
Se lal prono-!,i me fosse finta seriamente, res-
ponden ella,en a aceitara immcdialameute. Duvi-
ila disso 1
Ella lie mui seria, lornoo o ronde; j fallei
alguma eous ao que lhe tenba promcltido?
Nunca, gehbor.
Poisliem! seu carcter agrada-ue. Isaura, sua
lasarellire rerreia-in; quero d ir-llic uin estado.
Mas, Mr. de Verrieies, -i nilo fura meu pro-
le-sor de msica, eu seria boje nina boa mili de fa-
milia, leria casado com um horncm honesto, .lina
primeira falla que nao velo de nim, injurion-mc aos
olbos ila Mcicdadc; mas meu professor vive honra-
do, venerado, coudccoradr, rccibeu uin premio de
virludc polo sen livro moral, f< coroado de rosas.
Dccm-meos meios de viver lioneslamenle, e vurao
que be mu fcil ser virtuosa a quem lie rica.
Isaura. voss disse em oulros lormos esle verso
Mi verdadairo:
Aot ewwgtt felizetat ririues s'io facis.
Eu nao mnlii'ria esse veno...
He nm peiisamenlo que pode entrar na cabera
de todos os i ni" 'l i/.--!, lornoulo conde Caelano. Isau-
ra, faate no alrevc-se a perguntar-me qual lie o
; Vide o Diarion. 1K3.
EXTERIOR.
Asearlas que recebemos de Roma, datadas de i
de maio, dlo-nos inlerc-santcs esclarecimeulos so-
bre o processo relativo ao assassinato do conde
Rossi.
1 ii/eiii-no-, qae muitos jornaes enganaram-se an-
niincian.il- esse processo crime como acabado. JF
cansa s foi levada o mez prximo passado, peranle
o tribunal encarregado de a jnlgar, em consecuen-
cia de dillcrenles incidentesjudiciarios; e anda que
o processo, o que chamamos em Franja o acto de
aecusarao, estivesse promplo desde o mez d{ jullio
de 1853,0 julgamenlo amprimo torno foi pronuncia-
do a 2 ou a .1 do mez, e vai ser promplamente sub-
mellido ao secondo torno, isto he, i revisao deliui-
tva c final, se por accaso as revelarOes importantes,
que julga-se ter sido feilas por um dos ndneipaes
accusados.'duraute o cursa dos dbales, iinaikigirem
um segundo processo a prhri. Nosabe-se anda o
Priont
texto da senleuca. Entretanto a Europa honesta
senlio bastante este assassinato, e muitas saudades
consagra memoria da Ilustre victima .para nSo ter
inleresse em saber o estado da causa, qne a juiz
processante submetteu ao supremo tribunal. Mas
devemos dizer que os nomes que vamos publicar,
,io revelados pelo acto ollicial, de que tamos fal-
lado ; he elle qucrcvela igualmente os faetos ana ac-
cusac,es.
O processo he qualificado crime de lesa-mages
lade, e juntamente de homicidio na pessoa do conde
Pellegrino Rossi, ministro de estado. Es-aqai
como se cunta o facto :
O conde Pellegrino Rossi, rainislco dninteriore das
financas, foi assassinado a 15 de novembro de 1848,
dia da abertura da cmara dos depotados romanos.
A assembla razia suas sessoes no palacio chamado
della Cancellaria. A entrada principal desle pa-
lacio da para urna praca bstanle vasta, e a segunda
entrada para urna ra eslreita chamada Vicolo dei
Lenlari. Desde as oilo horas da raanhaa, a guarda
cvica oceupou o palacio, e as duas sabidas ; alcm
disto funecionarios da mesma guarda foram enlloca-
dos no primeiro andar, na porta da sala dos depu-
lados. Estes nao tardaram em cliegar. O corpo
diplomalico e um publico numeroso enebiam as tri-
bunas. Sabia-se que o conde Rossi devia pronun-
ciar seu discurso programma, e todos esperavam o
ministro com ama viva anciedade ; na praca, no
vestbulo, no paleo do palacio e al as escadas nma
mullidno de hnmens de todas as romliroe- e de lo
das a< ida des o esperavam igualmente. Distingua-
se na multidao muitos grupos de reduci, (volunta-
rios vindos de Bicence, que vollando para Roma,
se tinham separado de seus irm3os de armas, que ti-
nham lirado com o coronel Ualelti ; esles ltimos
continuaran! o semejo militar, ao passo que es re-
duci nao se organisaram oulra vez em legiao, mas
depois da morle de Rossi), estes rerfuci eram facis
de ser conhecidos pela sai lunica militar e pela a-
daga que Mies penda ao lado. De todos oslados ou-
viam-se uestes grupos palavras como eslas : a Ha-
veis de ver que elle nao vira ; quando chegar ess-
algoz (bria), para que o bifemoi '.O vclhutco tem
medo emlim devemos acabar com islo etc. ele.
No momento em que o deputado Pietro Slerbini,
lo diriair-se a cmara.appurcccu na praca da Cancel-
laria, foi saudado por nm inmenso viva e ouvnvse
no grupo dos rednri; Attencao! lie chegado o mo-
mento (altenli che ei e poco). Alguns minutos
depois, nm ee-iii.1 ce-lo annunriou a chegada do
conde Rossi. Immcdialamenlc muilas vozes lira
daram no pala-o, e cerca de scssc'nla reduci cor-
reraro a formar duas alas desde a enlrada do vest-
bulo interior at o primeiro degro da oseada. Rei-
nara silencio ne? paleo e no veslibulo. A carrua-
gem do ministro velo parar na distancia de dotis me-
tros louge da cscada, O conde Rosai vinlia rom
icavalleiro Rigbelti, seu suhslilata na pasta das ii-
nan^as. No momento em que elle JBceu, levan-
tou-sede todas as partes o jritalroWfc : Matai-
o! O eoude encamiqha-se impcrlurbavel por entra
| aulnaalade rednei q*-il senado-ea violen-
lamente enconlroado na poma direita,volla-se com
'desprezo para aquellos, |qiu> o tinham locado, sem
demorar nem precipitar sua marcha. Mas ja os re-
duci, por um ilumnenlo simultaneo e uniforme, ti-
nham conseguido separa-lo do cavalleiro Righetli e
conserva-lo s no meio delles, e immediatamenle o
feriram com um punlial na cartida esquerda. No
momento em que elle cabio, ouvio-se muilas vozes
pronunciarem : a E falto, a, fia ; acabou-se,
salvemo-nos. Immediamenle todos as fardas de
reduci desappareceram de dentro do palacio : alir-
ma-se que se vio no mesmo instante muitas unios
erguerem-se no meio da multidao, como para recla-
mar socego, a que muilas boceas repetiram : o Nao
he nada, nao he nada.o
Rossi foi levantado moribundo pelo aeo criado
Gean Piuadier e pelo cavalleiro Rigbelti, e levado
por ellas para oTposento do cardial Gazzeli, situado
no primeiro andir do palacio, onde elle morreu al-
eaos minutos depois, sem ter podido pronunciar
urna palavra.
A noticia do assassinato foi sabida pela guarda c-
vica, qual eslava confiada a guarda do palacio da
chancellara ; nem um saldado se moveu. ,
Os carabineiros (gendarmes pontificios; e seu co-
ronel Calderari,reunidos no palacio Baromeo na dis-
tancia de uns cem metros tambem soaberam o laclo,
nem nm s carabineiro se agilou. Esta noticia ape-
nas causou pequea sensarac nos depntados, qne
esperavam em seus assentos a chegada do ministro
e deviain ter mi vi do o rodar de sua carrnagem as
pedras do patee. Alguns representantes honestos e
os niemb os do corpo diplomalico re'irartm-se a-
pi-estadameute, manifestando sua indisnarao. Os ou-
maridoque lhe proponlio, lalvet tenba adevinbado,
vou diter-lhe claramenle... Sou eu. *
O senhor! exclamou Isaura, oh! se houvcsse
lugar aqu, cahiria ajeu< ps! iO senhor Acaso a
gente sonha sem dormir4; Meu Dos I lenho medo
de endnudecer! a alegra sobe-me ao cerebro!...
Acalme-se, Isaura, interrompeu o conde, sai-
ba ser felit com (ranquillidade. Quer agradnr-me ?
Pois bem, aceite a felicidade como urna cousa indif-
fereute.
Isso he diflicil, disse Isaura, mas em lim, j o
senhor o exige.
Agora, lornou o conde, voss ennhece meuc-
racler, ha muito lempo recommendo-lhe o segredo
mais absoluto, ouve-me'?
Como para o coup, como para o annel, iuler-
rompeu Isaura, sim, senhor.
11,i mohos de casar-nos sem eslroodo.
Incgnito, disse a mofa, conhero seus goslos.
Venal tem ainda pai e mai?
Tenlio mAi somenle, a qual mora na ra dos
Franc'Bonrgeois.
Havemos de casar-nos nesse dislricto ; mas vos-
se nao deixar mmediatamente seu aposento da ra
de Provenga. Esperar que eu a avise.
Farei ludo o que o senhor quizer, Mr. de
Verrieres.
Esse nao he o meu nome, chamo-me de Sul-
lau/.e...
Tanlomelhnr! inlcrrompeu Isaura, madama
de Sullauze, he um nome mais elegante... Esta noi-
te despedir! a Mr. Saint Servis.
Uuardc-se bem disso, Isaura !... Nao fac na-
da sem consollar-mc previamente... Receba Mr.
Sainl Serviis como co'sluma. Nao mude nada em
sua maneira de viver. Amanhaa irei Tallar ao Maire
e abreviarei os preparativos do casamento. Escre-
verei para Londres a um amigo.o qual nos preparar
urna casa commoda, onde iremos morar daqui a duas
semanas, lie preciso que. ludo ande com rapidez.
O dinheiro supprime todas as vagarezas.
E que farei dos livros de Mr. Saint Servis?
Elles lean algum emprego, Isaura; nao lhe
d Isso cuidado. Pensarci em ludo.
O senhor n,1o he um homem, disse Isaura, he
urna fada. Dessas rousas a gente s v na Opera.
Meu Dos, isso be possivel I Oh! se fosse umsonho
eu j lena despertado Oh exislo! vejo nuco!...
All cstao os Campos Elseos... o Arco de Trium-
pho... os merradores de cavados... Obi nao cstou
loriiiiiido, nao.
Isaura, eu a conjuro, deixe-se de exaltaran !
O semblante conserva vestigios della, e descohreal-
uma cousa aos curiosos.
Mas mo vejo curiosos. Tranquillise-se, Mr. de
Sullauze, de fon nada pode-sc distinguir alravs
das vidracas do coup...
Isaura. iulcrrnnipeii o conde, Ionio minhas
inorauroi's para esta imite... nao quero que Mr. Saint
Servis observe ve-lisios de agitacHo em seu sem-
Maule... A proposito diga-me; elle escreve-lhc s
vezes?
Escreve-me lodosos dias! He oulra mania
destes homens, npprimem-nos com cartas em pa-
pel cor de rosa com cupidos, trechas, coraces in-
ilaiiiinados. e phrases um lano communs.*.. Oh !
jiistamenle! buje ao descer. o porleiro enlregou-mc
urna carta de Saint Servis! Ei-la, ainda nao livea
ciiriosidade de abri-la.
Bntao elle nao ir asta poite, pois escrevea-lhe
de manha '.'
Ah o senhor nao o conhece! Elle escreve-me
todas as manhaas e vem todas as noites... Quer co-
nheccr seu eslylo?*
Oh I nada inleresso nisso, respondeu o conde
com iinliil'ereiija.
Vou sempre l-la.
Pois lea, se lhe agrada.
Elle tem um lettra microscpica, fimhomem-
zarrosomefhaute!... Eis aqu seu eslvlo: e Que-
rida Isaura... Bem v que elle he familiar.
Querida Isaura, deixei-a a meia noilepara escre-
vcr-lhe. Nao pnde entregar-me s ilorur.i- de Mor-
pheo. i. Ainda falla em Morpheo: O dos do
somno fugio-medaspalpebras, eeiclameicomo Saint
Preux: Que felicidade! achei Unta t papel 1 De
veras, Mr. de Sullauze, Saint Preux disse isso?
Sim, Isaura, em termos proprios.
Pois isso pao faz honra a J. J. Rousseau! lor-
nou Isaara. Digo a cada inslanle cousas desse va-
lor, e nao me sao impressas!
Mas ron I ii ne a ler, disse o conde.
Sim... (i Quanlo be ditoso poder commimicar
seus pejusamenlos em tao grande distancia Bemdilo
leja o inveulor das pennas, como disse madama de
Sevign... Ella disse isso ?
Sim, lsanra.
Tambem nao he cousa famosa, o inventor das
pennas, he um pato...
Mas contiuue, Isaura.
Eslou louc, descalpc-me... Continuo: Sim,
muito me alegra pensar que voss. lera eslas Indias
quando acordar, e me conceder sua primeira lem-
hranc>l
Qe grande fatuo! quando acorde, pensei no
.meu quartel de julho. u Tomei urna delerminacao
concernenle minha bililiolbera ertica. Voss re-
ceber-minlia caria s nove horas da manha.
Bem calculado recebia s cinco da larde, n En-
vi um agenle casa de Flattcrs, a ra e o numero
estao indicadas abaixo; elle compra os livros amoro-
sos, n Chama isso livros amorosos! He bello o leu
amor!
Mas leia, disse o condo rindo.
Sim... Peca por qualro mil francos. Eu
nao daria qualro di.iheiros. a Elle ofTerccera dous
mil. Ajuste o aceite. Nao encubro-llie que lenho
precisao de dinheiro, mas porrinos i parte alguns
luizes para um hom janlar em San Germano ou em
Vcrssilles "brisada, a Tenba bem cuidado antes
da ebesada de Flallers de a pagar un riscar meu nn-
mc das capas das ediees desse pecle, a Oh! elle
infada-me! veja i, coinmissauque med esse Icixuso!
Na verdade. ilisse o ronde lomando a caria'
eis um aulliograplm digno do ser conservado como
nm monumento de lolice humana I... E que pre-
tende voss dizer-lhe, quando pedir-lhe noticias de
Hallara*.
Tocar-lhc-bci una polka no piano.
-r- Oura-ine, Isaura, nao eoiivem que esses livros
sejam vendidos ; mas se voss nao os vender, elle os
veuderi. He preciso impedir-lhes a circularan...
Disa-lhe que os veudeu... e eiitregue-lhe estes dous
bilhetes de mil francos.
Na verdade he pena. Mr. de Sullauze, pagar
i an caru essas atrocidades.' Que bellos brincos de
orelhas se poderia comprar rom esles dous pedacns
de papel!
tros depulados nao se tnoveranx, eoadvosado Stur-
bineti, presidente, abito friatnete a tessao, sem que
de sua bocea nem da da seos ministros prsenles sa-
hisse nma palavra relativa aa riaee apenas consu-
mao I I
Deve-ae tiolar, para bem di terdade, que se a
poputa0odacdadene>deuneoum signal de repro-
vaci aparente, nada fea conheiar al a noite oseo-
timenlo, que a dominava naqadlo memento. Po-
da^Bprr alrm disto indisnacao eatalguis, o pesar sem rc-
pulsao-em oulroa.
Eniruianio nao se deye aeat haioria dos ha-
bitantes de Roma, de ler UM %u parle qual-
quer na msnifeslacao seliageiHrB*noile, em que se
levou o assassino do conde Raipeui trinmpno pelas
ras, bradaudo-se : Vita lerSro Brutus e can-
I a m loe por urna das arias palrtioat do en tao : fe-
nedetta la mano che Roisi pugmto (bem dita seja
man que apunbalou Rossi.) Carabineiros e dra-
gues ponlilirios lomaram parle testa salurnal deca-
nibes. Viram-uos passar por ebaixo dasjanellas
da casa da espusa e dos filhos di vielima. Nao lia-
via ahi ceuloe rinrnenlape-soase nesse numero nao
enlravam lalvcz vinleRomanos.
No dia segainte ao do assassinilo, 16 de nuvembro,
apareceua revoluran deque esta homicidio foi um dos
aclos necessarios, Pi IX, crcalo em stu palariu, e
lendo (icio um de seus prelados mirlo por ama bala,
quasi aos seus olbos, enlendedque, para prevenir
oulros homicidios muilo provatiis, devia aceitar o
novo ministerio, que lhe impona a sublevaran vic-
toriosa al o momento em que, livre de sua pessoa
e de seus aclos, podesse protesta-, como Papa e como
soberano, conlra aquellas violticias. O ministerio
de que acabamos de fallar, conecoa nm simulacro
de devassa para descobrir o assssino do conde Rossi,
mas esta comedia hypoerita foiibandonada. A3 de
novembro de 1819, depois da j?staurar;3o papal em
Roma, he que o processo deste rime foi seriamente
emprebendido. A' principio elk apreseotou-se todo
cheio de difllculdadcs e sem ionio cerlo de par-
tida. Mas a 12 de Janeiro de t$>2, as revelafes de
um dos criminosos permillirara que os magislrados
processantcs proredessem com menos ^esilacao. A
luz apareceu depois deslas rewlaces, e elles che-
garam s concliisoes segunle:
i.' Que o assassinato do coide Rossi linha sido a
obra de urna conspirarlo, qm procurava deitar por
trra o governo pontificio, seido o talento e a cora-
gem daquelle minislro um olataculo para a mesma
conspirarao. Aclo de accdsadjo, pagina 8.)
2.- Que esta conspiracao, cue linha rainilicarr.es
rum os demcratas loscanos e piemonlezes, havia
creado nmeros proselylos, mismo entre os soldados
doexercito e entros carabiiciros pontificios; que
ella linha tres centros ou club principaes na cidade,
dos quac um, que recoubecif como cheles a Angelo
HriineIIi. chamado Cicerocaihifi, Slerbini, Gueriui,
Bezzi e oulros, se reuna umiivczes em urna taber-
na da ra Ripella, oulras vezis.jna praca da ilcspa-
nha, j na casa de Brunelti, cjii ain um armazcm de
enn diwvicolo delle Ca*eiun^:-iuuuln ara.enni|>oe-
lo pela maior parle dos adeptas do bairro dos Mon-
li (bairro da plebe)" e fazia suis reunios na ra de
Marfosio, na Ipja dos i i ruaos Faciolli, ebenislas, c al
gumas vezes em oulros lugares visinhos do C.-ilheo
ou do bairro della Regola (este bairre he habitado
pelos curlidorese operarios de semelhanles in.liis-
, Iras); o terceiro club, croposto quasi todo de re-
duci de Vicence. e de Veneza, sob a direc^ao de
l.uiz (jrandoni, linha suas reonies sempre noctur-
nas no Ibealro Capranica, no centro de Roma.nf Aclo
de aecusarao, p. 8 e ,1. '
3.- Que prximo ao dia 15 de novembro, os tres
clubs se reunirn], sem kater fusao, debaixo da di-
recto dos ehefes do Circule Popular, o qual te reu-
na no palacio Fiano ; os qnaes ehefes erao ou pro
prietarios ou redactores dos jornaes revolucionarios
o Contemporneo, don Pirlone e oulros. ( Aclo de
accusaolo, p. 9.)
4.* Que o assassinio do cande Rossi foi premedi-
tado e decidido, por qne o ministro quera oppr os
meios legei, que a consliluicjo lhe dava, aosdesen-
rolvimentos anli-lcsaes da revoluran [irojeclada.
(dem pag. 9.)
5.- Que em nma reuniao de 13 de novembro, foi
decidido por Slerbini. Uuerini, Brunetli e oulros, que
o assassinio seria tentado a 13, e se deram aos con-
jurados presentes, armas e inslruccOcs relalivis.
(Idemp. 10.) I
6.- Que na reuniao de 14, Slerbini, Brunelti, e
oulra personagem fizeram claramenle conhecer aos
membros do Circulo Popular o que devia ler lugar
no dia seguate ; que nessa mesma noile muilus dos
ehefes da conspiracao se reunir m no Iheatro Capra-
nica com os'i-{elid, aos qnaes se impot o dever de
vibrar o golpe, dcsiguando-se-lhe o lugar e o modo
do crime. Seis ou oilo reduci prometteram coocor-
rer materialmente para o assassinato, e achar-e no
logar, afim de favorecer o crime, e anxiliarcm, se
fosse preciso, quelle que o commellesse. (dem p.
9 elO.;
7.* Que o dia 15 de novembro, cerca de sessenta
legionarios reduci, vestidos de tnica e com adagas,
se acharara no palacio da chancellara, onde o mi-
nislro receben nm golpe mortal dado por um indi-
viduo vestido corno reduci. (Pag. 10 e ti.)
8.- Que os conjurados lendo sido felizes em seo
projeelo de assassinio sem encontrar sombra de obs-
tculo, e sem que hoovesse vislumbre de protesto
era da forrar publica, nem da popnlacao, adiaram
para o dia setuinle o projeelo de se dirgirem an
monte Quirinal, e, derribando o peder pontificio,
acabarem a revoluco comerada; que de noile, o
assassino do conde Rossi foi levado em triumpho ;
que 16, stiou-se o Quirinal, etc., etc. (dem pag.
lie seguintes.) .
Resulta deslas ronclusoes, que os debates bavidoa
peranle o supremo tribunal, versaran, sobre Ires
pontos.
i." Conspirarlo contra a pessoa do soberano e con-
lra o governo estaliclecido ;
2.: Assassinio com premeditarlo do conde Rossi ;
3." Atlentados de lesa-mageslade commetlidos no
da 1C de novembro de 1848.
Os individuos aecusados pelo juiz processante ex-
ercendo as funcees de promotor publico, se dividem
em duas oalhegoras : os contumaces e os presos. Os
contumaces sao numerosos.
Os criminosos presos sao i dezeseis. Eis aqu seus
nomes, sua idade, seu paiz e sua profissSo :
I.uigi Grandoni, i.lade de 10 annos, nascido em
Roma, negociante ; Sante-Constanlini, 2i annos,
natural de Foligno, escolptor, aecusado de ler dado
a punhalada ; Francesco Conslanlini, 21 annos, na-
tural de Foligno, ebenisla ; Giachino Selvaggi, 2
annos, nascido em Boma, relojoeiro ; Paolo Pappue-
ci, 26 anuos, tambem de Roma, resalan ; Alexa'n-
der Testa, 32 anuos, de Roma, calador de aves; Jo-
seppe Carravani, 20 annos, filho de Roma, curtidor;
Cesari Diadei, 28 annos, natural de Albano, seg
Ruggero Collooello, 50 annos, nascido no rei
Voss ter os brincos, e gaardar os livros at
nova ordem. I'ara o que lhe digo, seonora.
Cegamente, Mr. de Sullauze.
Isaura, o carro vai levar-ine ao bairro de San-
Germano, alraves-areinos a praija da Concordia, c
passaremos a paule; assim re9tam-nos poucos mi-
nutos de con versaran. Quando voss lirar sosinha,
recolha-se, e pense bem em seguir exactamente lo-
dos os conselhos que lhe dei. lima indiscrcao,
urna falla, um esquecimenlo pode destruir seu futu-
ro de riqueza. De boje em dianle deixe-se guiar por
miiii. Voss receber duas cartas por dia e obrar
rosamente segundo minhas recommendaces es-
cripias. Adcus, Isaura, adeos... O cocheiro est
as suas orden-, e lhe ensillar a cocheara. Turno a
recomiiiendar-lbe que seja muilo pulida com Sainl
Servis, pois sou nteressado nisso como sabe. Nao
nos malquistemos com niuguem antes do nosso ca-
samento, l'oderiam desfa/.e-l >... Sim, hainimigos
mais periso-o- ainda que amigos. Esla noile voss
me dar conla com alguma minueiosidade da visita
de Saint Servis, irei procurar sua carta amanhaa no
correio.
Isaura ouvio estas palavras com urna ltenlo re-
lieiosa, c tomando rcspcitosamenle a mao do conde,
beijou-a. O ronde apeou-se na quina da ra de
ourgogne, e dirgio-sc lentamente para a oulra ex-
Iremidade do bairro de San-Germano.
Elle disse-me: Rccolba-se e reluca, disse
comsigo Isaura quando ficou s no carro. Sao duas
palavras que eu s conhecia de reputacao, equeme-
recem ser aprnveiladas. Sim o cslouvamenlo faz
rommeiler muilas fallas : todas as minhas vem da
irrcllexao.
Eobedeccndo ao preceilo do eoude Cactano.a mo-
ca quiz preparar-se pelo recolhimaoto para a visita
da noile, medilou sobre a conducta gue devia ler,
para roul'oruiar-se :.. miencoes de sen bemfeilor, e
seu papel eslava pcrfeilamenle afranjado na previ-
sao da visita de Sainl Servis.
Por um desses acasos singulares assaz cnmmuns
nessa immensa capital, o lilbury 4e Saint Servis
cruzou-se na praca dn. Concordia com o coup de
Isaura, ella recoslou-se repentinamente no fundo
para nao ser recoiihecida, e urna curiosidade mui
natural aconselhoo lhe que seguhse a Saint Servis.
O rapaz nao eslava sosinlio no (ilbury, oiilro ra-
paz corpulento aeompanliava-o em Irage de viagem.
Isaura leve um penaamento que a fez estremecer,
e jnslificou sua curiosidade ; ella deu repentinamen-
te sua voz lao branda um lom grosseiro, e disse ao
cocheiro. que seguisse a galope o lilbury, que com o
dedo designava.
O lilbury cauboii o pas-eio publico, secnio-o al
a ra Ilauleville, c cliegando praja de San-Vi-
cenlc de Paulo, lomnu a dircila e dirigio-se para a
eslarao do caminho de ferro do Norle.
Um.suor fri gelou a fronte de Isaura, a qual poi
couvulsivamenl as maos e disse:
Meu Dos meu Dos! eslou perdida Elle
parle e Mr. de Sullauze me accosar de desobe-
diencia julgar que o expelli I... Todo g meu bello
futuro esl desvanecido I e lomando um momento de
serenidade ficticia, disse ao cocheiro que parasse no
canto da ra, para laucar um ullimo olhar sobre o
lilbury.
A duvida nao era mais permillida. Saint-Servis
parta para a Blgica. Isaura julgou intil ver mais;
Sao julgados objectos de deliberar jo. e vao a im-
primir pera entrar na ordem dos trabalhos, os se-
guales pareceres :
a A roremissao de pensoes e ordenados, tomando
na devida consideraran os bous e muilo valiosos ser-
vicos que por espaco de 34 annos preslou na carrei-
rada magistratura o conselheiro Miguel Joaquim de
Castro Mascarenhas, e bem assim attendendo a que
atamilia daquelle honrada magistrado, em conse-
oefcncia de seu fallccimcnto,, se v hoje reduzida a
muilo desfavoraveis eircumstancias, julga quer-'a
pensan annual de 1:0003 que por decreta de 24 de
maio do correle auno foi concedida viuva e as
qualro lidias legitimas do mesmo conselheiro, est
iiicunlesUaaamcnle" no caso de merecer a approva-
efio do corpo legislativo ; e porttuito prope que
para lal fim se adopte a resolunlo segainte :
r A assembla geral legislativa resolve :
Artigo nico. Fiea approvada a penso an-
nualfde 1:0003, concedida por decreto de 21 de maio
do,crrenle anno a D.' Germana Joaquina de Castro
Mascarenhas, viuva do conselheiro Miguel Joaquim
de Castro Mascarenhas, sendo 5009 para a mesma
viuva, e igual quanlia para anas qualro fllhas, D.
Maria Clementina de Castro Mascarenhas, I). Ma-
ris Joanna de Castro Mascarenhas, D. 'Mara Fran-
cisca de Castro Mascarenhas e 1). Juanea Carlota
de Castro Mascarenhas, repartidamenle.
k Paco da cmara dos depntados, 2 de junho de
1854^- J. C. de N. S. Lobato. Gomes Ribeiro.
D. Francisco Balthazar da-Silveira.
a l-'oi presenuV comnjbsao de consliluicao o re;
querimenlo'deaJXourenco Marechal, subdito ran-
cez, pedindo carta de naruralisao' de cidadio brasi-
leiro sob a allegr.o que prova de residanlo imperio
ha ^1 atinas, rtr duas lilbasasrr viuvo, havendo
j feilo a declararlo conveniente peranle a Illm.
cmara municipal desla corle.
c A commissao de consliluicao. em vista do ex*
posto e dos documentos que acompanbam a pelirao
do apMbnte. he de parecer que se adopte o se-
guinle r*\jeclo :
a A assembla geral legilatfMi resolVe :
ArL 1. Fica o governo autorisado a cpnceder
ra la de nalurali-ario ao subdito francs l.oureuro
natural de Palestina, ebenisla ; Pbilippo Vaeciotli,
SO anuos, tambem de .Palestina, ebenisU ; Josepe
Giovanelli, 40 anuos-, natural de Posi.*sapaleim ;
Pbilippo Capana, 43 annos, nascido em Roma, pro-
prietario; InnocenzoZeppacosi,29anoos,de Roma,
vendedor de pcixe ; Joseph Fabiani, por antonoma-
sia Carbonareto, id anuos, nascido em Roma di
Papa ; Pbilippo Bcrnasconi, 28 anuo, natural de
liorna, allaiale. Muitosdesles sao anligos reduci.
O aclo de aecusarao he formal contra estes, e os
fados aggravanles ou atindanle- que Ihes sao rela-
tivos se achain, com o nome de cada um delles, na
peca que analysamos, referidos com urna clareza
muilo nolavel. {Monileur.)
igetjfc '< Arl. 1
no le Icaria depii
anrios,]MareehaV
aples, cscadeiro; Bernardina Facciotti, 30 anuos,' Marechal, dispensado 6 lapso.de tempo exigido pela
INTERIOR.
RIO SE JANEIRO.
CARIARA DOS SRS. DEPUTADOS.
Sessao de 2 de junho.
A' llora do costume, feita "a chamada e achando-
se reunido numero sufllcientc de membros, o pre-
sidente declara aberla a sessao, e depois de lida e
approvada a acta da antecedente, o 1." secretario
d conta do segoinle expediente :
Um ollleo do ministro da marinha, enviando o
dperelo pelo qual S. M. o Imperador honve por bem
aposenlar a Ricardo Alves Villela, escrivao da in-
tendencia da marinha da corle. A' commissao de
pensoes c ordenados,
Do depulado Manoel Tlieophito Gaspar de Oli-
veira, communicando que nao comparecen a aessao
de honleni, nem comparecer i de boje pdr se adiar
iocnmmodado.Fica a cmara inteirada.
l"m requerimento da camanrmunicipaf da villa
de Jaguary da comarca de Sapueahy, provincia de
Minas Geracs, pedindo que o sen municipio seja an-
nexado provincia de S. Paulo.. A' commissao de
eslatislica.
Dos commercianles de agurdenle desla praca,
pedindo a decisaode ama represenlac,o- que o anno
passado dirigiram a osla aognsta cmara. A' com-
missao a qne ae acba affeclo este negocio.
De Joao Jos da Silva,' pedindo o lugar de conli-
uno desla cmara. A' mesa.
De Joao Pinto de l.acerda, pedindo que seja dado
para ordem do dia o parecer acerca da queixa diri-
gida por elle contra o cx-rainislro da justica, o con-
selheiro Gustavo Adolpho de Aguliar Panloja. Ao
presidente.
fez vollar o coupc, e em seu desespero conversava
comsigo mesma em um monologo febril :
Sim, dizia ella, ha em ludo isto nm'myt-
terio, que nao he preciso esclareeer-se para assuslar-
me.... Saiut-Scrvais c de Sullauze sao doos inimi-
gos... dous nvaes... Oh nao... nao he por meu res-
peito... Sou cu lalvez ?... Que idea absurda I.....
Sim... agora me record demuilat eoosas, qne pare-
ceram-me indiflerenles... Sainl-Servais...,ainda l-
timamente... sim, Saint-Servis... dava moslra de
desconfiar de Mr. de Sullauze... pareca temer en-
contn-lo em miuha casa... Elle airela sempre es-
quecer-se do nome de Verrieres... isso nao he natu-
ral... creio mesmo ler reparado nislo... Engano-me
lalvez... Se esse faluo de Sainl-Servais nao cresce
firmemente que o odoro, leria iiiterrompido suas
sitas por causa de Mr. de Sullauze...., O que par.
Iranquillisa-lo he mtu amor... por ventura elle*__
estpido ?... Mas, que ha de verdadeiro no fundo
de ludo isso ?... Pcrco-me lalvez sobre todas a con-
jecluras... Ah o que be verdade he a partida ou
fgida de Sainl-Servais.... E que dire ?... que posso
escrever nessa carta pedida, c esperada, na qual nao
posso annunciar a partida de Saint-Serva]*... porque
tinguen) er no acaso dos. enconlroslorluilo*. Forcoso
me ser mentir.... mentir ao meu bemfeitor I... Meu
Dos meu Dos! quanlo be bnrrivel minha posi-
rao... Eu eslava tao conlenle 1... Ha um mo genio
que meaicrsngue... isso he evidente
Assim ah- na por eslas dolorosas relleies, Isaura
voltava para sua casa ila ra de Provenca, onde nao
cria rereber mais a visita odiosa, porcm, necessaria
de Saint-Servis.
Ora, eis aqu o que se passava no mesmo iiislaulc
na estarlo do caminho de ferro do Norte.
Saint-Servis acompanhava seu amigo, ou para
melhor dizer seu inimigo Pascoal Grevin ale aos li-
mites do mundo parisiense, e essa afleicjlo nascia de
um sentimento, que nada linha de commum com a
amisade. Sainl-Servais quera ccrlificar-se pelos seus
proprios olbos da partida de um homem, qoc inquie-
lava-liic a vida como um remorso vivo, e um denun-
ciador mudo, promplo para abrir a bocea na primei-
ra occasiao.
Sainl-Servais que linha aprendido as finezas da di-
plomacia particular, pelas necessidades de sua posi-
cao pareca muito Iristc pela partida-de Pascoal, e
dava-lbe conselhos palernaus para esclarecer sua
inexperiencia em paizes eslrangeiros. Pascoal ouvia
com a distracjaclde um viajante, que nao receben
(oda a sua provisao de dinheiro de seu caixa natural,
e que aguarda um prclcxlo na conversacao para re-
clamar o contigonle promellidn.
Os dous rapazes pas-eavam na grande sala de es-
pera no meio da mullidlo dos viajantes, e suas pala-
\ras perdiam-se nease tumulto, que acompanha as
mil despedidas de urna partida de caminho de ferro
nettas abubadas immensas cheias de echos indus-
Iriaes.
Sim, dizia Sainl-Servais nos ullimos iuslanles,
sim, meu charo Pascoal, eu desejaria estar em leu
lugar, e por a pona da bola no degro de um wa-
gn ; mas ja te disse o molivo que me relem em
Pars...
Ah disseste-me sim interrompeii Pascoal,
sempre dislrabido ; mas parece-rae qne o esqueci.
Essa mulher essa mulher!
Esqueci tambem a mulher...
lei de 23 de notubro de 1
trario.
o Paro ila cmara, 2 de junho de 185*. ^. M.
Figueira de Mello. f. D. I'ereira detVaicon-
ceilos.
Sao ap^irovadas \ arias rc.l.icres e seguidle pa-
recor :
Manoel Jos Pereira da Silva Jnior de novo
requer a nonieacio de professor da aula de I,
sraphia, que wra'creada em virludc
da le de 22 de ooluuTaalde 1836, e cuja cadeTra a-
cba-sc vasa desde o annaWadSO.
'. A mesa, a quena foi presante o requerimento dn
supplieanlc, he de parecer.qa* SO lia que ilellerir a
esla prolenran, \ islo ler sido supuriuiida pelo artigo
TT"da lTU.'luJH W II rK-^ei^uJuTO"rI8''T!r,Sa
de que se traa.
ic Paco da ramara dos depulados, 2 de juulio de
1854. V. de llaependy. ^Francisco de Paula
Candido. Antonio .lolm Machado. Joaquim
Firmrf Pereira Jorge Joao tVilliieni de Mal-
los semndo de 4. secretario.
priameule nesle projeelo o direito de eilradicao ;
isaoao subditoportugnetpadre Jos lavares Cae-1 vejo mesmo que pordiiTereutes arligns qne se se-
ho, procede-se suavotacao por escrutinio sacre-lguem, o honrado Sr. minislro, e a commissao que
Tendo ficado encerrada a discussao da rcsolu(ao
que aulorisa o soverno a. conceder carta de natura-
I
Iho
to.He rejeitada a resolncao por 30 volos conlra 29.
He lido e jdsado objecto de deliheracaoo seguin-
mB projeelo, que a pedido de seu aulor he remedido
commissao de eslatislica :
A assembla geral legislativa decreta .;
Arl. 1. As divisas .entre as provincial de Sania
Caiharn* e*!tfo Grande do Sul sao os rio* Mampilu"
b, o Arroio das Canias, o rio Pelotas e o Uruguay ;
e entre aquella provincia e a do Paran s3o : o rio
Sahy Grande, o rio Negro e aquello em que elle
desagua. m
Arl. 2. licam revogadasas disposiroes emeon-
trario.
I'aro da ramara dos depulados, 2 dejnnhode
I8.V1. Soaquia Augusto do Licramcnlo.
O Sr. Mendt* dt Almeida manda mesa os dous
projcclns que se seguem, requereodo que seja o pri-
meiro enviado i commissao ecclcsiastica, e o segun-
do de fazenda :
A assembla geral legislativa resolve :
Arl. 1. O governo he autorisado para impetrar
da Sania S as necessarias bullas para a crearlo de
um bispado na provincia do Amazonas, tendo por
sede e limites os que presentemente tem a dila pro-
vincia na administraran civil.
_ ArL 2. O prelado desta diocese ter a mesma
congrua egozar dos mesmos benesses emolumen-
tos que percebe o bispo do Para.
a Arl. :!. Sao revogadas todas as disposiroes em
eontraro.
Paco da. cmara dos depulados, 2 de junho de
1854. Gandido .Vendes de Almeida.
b A assembla geral legislativa resolve :
a Alt. 1. A uaveaacAo de cabolagem he permillida
aoeslrangeiro por estico de 15 anuos entre os porto
alfandesados do imperio ao Norte do Cabo deS. Ro-
que, c entre estes e os da mesma especie ao Sol do
dito Cabo-
|4 Art. 2. Ficam revogadas todas as leis em con-
trario.
a Paco da cmara dos depulados, 2 de junho de
1851. Candido Alendes de Almeida. i
Entra em 1.a discussao a resotcao que approva
a aposeiiladoria do Sr. desembargador Mondes dos
Santos, que a pedido do Sr. Paula Candido tem
urna s discussao, na qual he approvada por 49
contra 10.
Entra em 1' discussao a resolucao que. marca a
pensan viuva do chefe de divisao F. Bibiano de
Castro, a requerimento do Sr. Augusto de Oliveira
lem urna s drscussao.
l O Sr. V. Francisco : Desejava dber alguma
cousa relativamente triste surte desta senhora.
O Sr. Presidente: A discussao nSo pode prin-
cipiar senao por opposicao.
O Sr. D. Frandtpo : Como muitos membros
desta casa podem ignorar os valiosos serviros do cke-
fe de divisao Francisco Bibiano de Castro, e a triste
posicao em que se ada a sua viuva, alguma cousa
.quera*dizer...
Procede-se volaran, e a resolucao he approvada
pin 57 contra 12 votos.
Continua a 3.' discussao do projeelo que marca
a maneira pela qual devem ser julgados cerlos cri-
me commetlidos por Brasileiros fra do iropers
com as emendas apoiadas.
O Sr. Sebias: Diz que considera a legitiacto
quo ae trata de eslabelercr, quer 110 projeelo primi-
tivo qnet n emeuda que o substituto, como um
complemento da nossa lei penal para os pontos a que
ambos se referera ; que posto 11,10 seja urna novida-
de o peosamento qoe pelo projeelo se pretende
plantar no,paiz, antes achando-se elle mais ou me-
nos adoptado nos difiranles cdigos (Jas nares
civilisadas da Europa, pajeara todava a fazer algu-
maspbservaces, visto eneonlrar nelle dulas mui-
to seras.
Desenvolvendajajas duvidas, o orador etprime-se
da maneira segirnRe :
O primeiro artigo do projeelo substitutivo deter-
mina-que os Brasileiros qae commetterem cerlos
crimes contra o.imperio em paiz estrangeiro, serao
processados e julgados pelas leis do imperio quando
a elle voltemt ou quando sejam Irazidos por et-
Iradir.lo ou por accordo dos governos. .
^^J^rj^uto HftjITf IT TfTHJWI sVaTaiTalaf "IT~" dosou-
fros paizes,e sobretuilo daquefles que vivem com o im-
perio cm perfeila paz e haruionia. em estrellas re-
la ee de amisade e commercio, euronlro um obsta-
ndo muilo serio nesle primeiro artigo.
Nao trato de fallar aqu sobre a evtradicao, sobre
o modo porque ella aera realisada,. sobre os crimes
ou casos mais 00 menos graves que podem juslifi-
ca-la, pois quePoio tratamos agora de fizar pro-
A mulher da ra de Provenca... Isaura.
Que disse Pascoal, ainda le occapas com el-
la Julgava qoe linhas reformado essa Isaura ha
tres mezes pelo menos. Lembras-te de ser constante
cum urna mulher de paisa-lempo.
Ah que queros. Pascoal? Sou assim. os se-
r&esslo difikeis de passar-se desde as nove horas al
i meia noite, e os theatros cuslam caro em Paris.
Em casa de Isaura nao pago nada, ella recebe-me
gralnilamcnle. Todas as noites represento com ella
urna comedia recreativa. Sua conversacao agrada-
me, he una mulher, que por ponen deitou de ser
artista. Demais, Isaura fa:-me um verdadeiro ser-
vido, um servico de lodos os dias, ili-trahe-me de
minhas ideas.... Cuntieres minhas ideas ?
Naomuito, disse Pascoal.
Lembras-te da tarde do pasaeio, da noite de
Saint-Mand?
Ah sim, urna noite famosa.
Lembras-le de quanlo lizeste, e disseste para
desviar-me de minha expedirlo de Saint-Mand'!
Lembro-mc lanto, respondeu Pascoal, que se
nao livessede pagar urna divida enorme, tedeixara
execular leu designio sozinho.
Pois bem, Pascoal, disse Sainl-Servais com um
lom honesto, o que nao podeste fazer com teus con-
selhos, Isaura faz com seu amor e seus encantos,
ella desvia-me de oulra expedirn,..
Que iuterrompeu Pascoal, a primeira nao
corrigio-le ?
Acaso a genlecorrigc-se? lornou Sainl-Servais.
Nascemos com nossas hn linare-, e levanlamo-nos
todas as manhaas i borda de um precipicio com urna
verligem na fronte. Se urna voz amada nao faz-nos
olhar para traz, cahimos no dia segainte como na
vespera : a verligem he mais forte que a ra/.ao.
Achei em Isaura a voz que domina a verligem, e
afas(a-me do abysmo, no fundo do qual ha um pro-
motor publico. Vs que lenho cuidado de minha
pessoa esperando urna idade madura. As paiides
mudam de selecm sete annos.
Tenho sempre a mesma, disse Pascoal.
Qual ? Nunca te conbeci paixoalguma.
Essa he boa s se s sunlo ou ceso quando
Irala-se de dar dinheiro disse grosseiramente Pas-
cual. Tenho a 1 aix.lo do dinheiro, e mo sou o nnico.
Com ella a genle espera as oulras.
Podes enriquecer em algum paiz estrangeiro,
disse Saint-Servis.
Sim, mas falta-me o primeiro sold, que me
prnmeltes sempre....
"ftanquillisa-te, Pascoal, nao me esquecerei
de li.
Tenho justamente o que he preciso para minha
viasem, c ehegando a Bruxellas, mu alojarci em um
holel.
Espera, espera, dise Sainl-Servais olhando pa-
ra o relocio da sala. Depois laron a earteira e fo-
Iheuu-a minuciosamente e com delicadeza, como se
receiasse ainai rolar os bilbeles de banco, que ella
coiilinha.
Pascoal fez um signal de impaciencia, e balen com
o p no chao. No mesmo inslanle comerou um gran-
de tumulto, aVporlas abriram-sc com estrondo, to-
dos se aln araram. e os rancidos da lecomoliva resoa-
ram romo os relinchos de um cavado de ferro. Sainl-
Servais lornou a metler precipitadamente a earteira
110 bolso, estendeado a mo a Pascoal, disse-lhe :
Sinistro, e a commissao que
iirou a emenrja substitutiva,
'deixam esta materia, para posteriores tratados, con-
^iderandci'sempre a. reciprocidade. Nao trato aqu
pois de apreciar os osos da exlradicao, nem de re-
ferir on discutir aquillo que nos dlfierenles esta-
dos da Europa se lem admillido a lal respailo, ten-
do muilo principal importancia urna celebre circu-
lar do governo franrez em 1841, que deu soluroes
importantes sobre esta materia. Eslou certo que o
oobre ministro ou o governo, quando passem dis-
posiroes que demandem a exlradicao, ha de enca-
rar o objeclo em lodos os seus pontos, ha de pro-
curar as mais convenientes soluefies em ordem a
levar-se a efleito o pensamenlo da lei,pois que o go-
verno assisle discussao como quem tem de execu-
lar o projeelo, e he com vistas patriticas que elle
aceila semelhanles dispusieses,
Mas, Sr. presidente, como ia dizendo, eu vejo que
no rl. 1. se eslabeIece que os Brasileiros commet-
lendo um crime conlra o imperio em paiz estrangei-
ro, serao chamados e sujeitos a legislaran e foro na-
cional ; he esle um ponto muito grave, sobre o qual
cbaino a alteocBo do uobre ministro.
Uei de enviar-te esta mizeria a Bruxellas pelo
correio. '
Pascoal encarou firmemente sen intimo inimigo, e
cruzuu os bracos.
Os viajantes!- os viajantes I grilou urna voz
atroadra.
Entio, disse Pascoal,-nao me corapreheodes?.
Nao tardes para nao perderes o combos. disse
Sainl-Servaiseropurrando Pascoal para os wagn.
Pouco se me d de perder o combny, gritn
Pascoal.
I ni empregado loenu no colovello de Pascoal, e
disse-lhe:
Senhor, a lecomoliva parle.
A locomotiva parle, meu amigo, porm, en
lien.
Juro-Wf*aminha honra, disse Sainl-Servais,
qoa...
- Toa clrleira loa earteira f disse Pascoal, ou
denuncio-te aqu diante de lodo este povo.
Elle prende-me ao meio dia na estrada publi-
ca disse Saint-Sen ais paludo como um cadver.
Senhores, grjlou Pafcoal, eis aqu, um ho-
mem....
Saint-Servas poz urna mao sobre a'.boeca de-Pas-
coal, e cora a oulra deu-lhe a earteira.
Pilhei o traante dista Pascoal correndo ao
wason.
Sainl-Servais envergonhado como um criminoso
denunciado em publico, abaitou a rabera, e esque-
cendo-se do lilbury que o esperava no pateo, cami-
nliou precipitadamente para o passeio, e a cada ins-
lanle julgava ouvir vozes, que grilavam-llie. acaban-
do a phrase delatora comenla pelo Iraidor Pascoal.
Via aerusadores por toda a parle, lia nos semblan-
tes dos que passavam eipressoes de horror e de in-
dignado, lia seu acto de aecusarao em todas as
esquinas, Ka em todas as portas o nome Pri-
sti. SuOoeado, arquejante c ardendo em fehre,
arohu-se em um lugar descro e triste, onde na-
da aiiniinciav.i a vizinhanca de Paria. Era a 'lhe
baida das pedreiras de Molmarlre, lugar de refugio
paraos criminosos. Ahi parou e respirtu. Essa so-
iidaoserenou-lbeum pouco o espirito; porm, el-
le ouvia ainda nesa resiao do silencio olrovao lon-
ginquo que sube clernumenle das uuvens terrestres
de Paris, e esse lumulto assemelhava-se a um im-
menso grito de aceusacao.
Sainl-Servais aguardou a noile, essa proleclora
-ombra .los criminosos, equaudo julgou poder enco-
brir sua asilaran aos que passavam, vollou para a
cidade. onde um habito dominante o impellio para a
zona parisiense cm que morava Isaura. Demais, sua
resoluro eslava tomada, quera expa(riar-se no.da
scsuinle. Tudo dependa dessa visita nocturna e do
acdlhimento, que receberia na casa da ra de Pro-
venca. Se a bella Isaura lhe fizesse recobrar um
pouco da serenidade de espirito, que elle pareca ler
perdido para sempre na cslacllo do caminho de fer-
ro, elle se determinara a conservar seus bellos hbi-
tos de sybarila adorade ; pelo contraro, se o echo
da voz de Pascoal parecesse ler reunido na sala de
Isaura, urna carruagem de posta devia arrancar o
ulpado da riJade de seu crime, e mostrar-Ule um
horisoule desconhecido nas primeiras horas do dia
seguale.
. tConftMNar*-ta,;
~
1
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I
-

- -v,
2
DIARIO DE PRMiBUCO, QUINTA FEIRA 20 DE JULHO OE 1854.
"
Stbeiuos que us difli-reules cdigos eos difieren-
tes escriplores que (em tratado desla materia, tem
udoptado opiniocs diversas a respeito da exteuso e
do rigor das leis eslrangeiras ou das leis nacionaes.
Sabemos, por exemplo, que a jurisprudencia da Iq"
latera e i dos Estados-Unidos sao limito exclusi-
vas, fliam muilo posilivamer. te a applicac.au doys-
l una ou direilo lerril irial: dixem lenniuantemcule
que o crime sera pro:essado e julgado no lugar on-
de Cor commoltido ; le principio este absoluto ad-
mittido nestas duas graudes u poderosas iiares, de-
clarando muito positivamente que nenhuma oulra
nacao lera o direilo d; punir o delinquen le.
(Ha vi aparte.)
O Sr. Nebias : Perdc-me, a Inglaterra e os
listados-I'nidosadmiiii m a applicacao do direilo ter-
liiorial.
Uma voz : Para om os seos.
O Sr. Sebias : Para coiu todos, nao faz dis-
li ocelo alguma.
O Sr. Ministra da juslira : Mas nao prohi-
h :in as oulras iiares.
O Sr. Nebtas : Prohibem, c desgraosdaracnle
nos temos necessidadede resj eitar essas tendencias,
ou pelo menos de lun monisarmos as cousas de mo-
do que nao apparera algum'confliclo serio no fu-
turo em virtude de una tlisposicao propiamente do
direilo privado do Briail.
O Sr. Paranagu: Esss materias na Inglater-
ra e nos Estados-Unidos forniam a excepclo.
O Sr. Webias:Estou servindo-mc mesmo dee-
sa excepclo para mostrar aos nobres depulados col-.
limes muilo seras,com que o governo se tem de ha-
ver para executar o projectc>.
Mais ou menos o que a es le respe i lo temos sao
dnus syslemas....
O Sr. laques : Ha tres.
O Sr. Sebias: Ha Ires com o syslema tempe-
rado, ou terceira regra admiltida por algans cdi-
go e escripturas couliecidas. Ora, se.a Inglaterra
e os Estados-Unidos, duas na roes de muila aulori-
d; de, que comnosco vivera em ora contarlo eslre-
syslema temperado ; visto que o nobre ministro de-
clara que em todo o caso as penas ser.lo as do nosso
cdigo : oulra difficuldade que aclio muito seria,
muito importante, e que eu desejo que o nobre mi-
nistro de alguma maneira Irate de conciliar...
O Sr. Taques:. Ha disposieao em lodos os sen-
tidos ; nos seguiremos a melhur.
O Sr. Nebias: Sai que emmuilos paizes sedei-
xa ao arbitrio dos tribunaes applicar as penas mais
brandas; lembrei j seit estados aonde se manda pre-
ferir a pana mais humana....
O Sr. Taguts : Mais lgica.
O Sr. ebias:.......mais humana, c quando
mesmo assim nao fosje deveriamos preferir esse
syslema. No enlaolo o projeclo exclue, e quer
que se appliqucm sempre as penas do nosso c-
digo.
Os oulros arligos do projecto nao fazem mais do
que regular o modo por qne se deve dar execucSo
no nosso paiz s sentencas civeis proferidas em pai-
xes estrangeiros. Sobre isso deixa-se tudo ao gover-
no que lem de harmonisar esses regulamenlos com
os tratados, e cu nada direi, porque realmente he de
urna necessidade palpitante, visto que al hoje nao
temos um meio cerlo e fundado para se regular a ex-
ecucao de laes sentencas e a competencia dos tribu-
naes do imperio, e por ino he neeeasaro que supre-
mos essa lacuna.
O orador falla depois sobre a proscriprao a res-
peito da qual nada estabelece o projeclo, entretanto
que he esse um ponto muilo grave que se deve fi-
lar, porquanlo nao entende, como alguna, ser elle
puramente regulamenlar, anles julga ser negocio
que tem um carcter internacional.
Depois de desenvolver esle pensamento, o orador
pronuncia-s contra o artigo do projecto que clii
que so se-proceder nos orimes particulares haven-
do queixa, sendo sua opiniao que quando esses cri-
men tenham certa gravidade, se deva proceder ex-
offieio.
Passando ao artigo que dispoe que nao lera lugar
a punicao dentro do imperio, quando o crime j
res, com excepcao apenas daquelles qneaffeclam
a seguranza da honra e paz das familias e a boa re-
putado, queira agora restringir a acciio criminal
uestes casos, fazendo-a dependente de queixa do of-
fendido. *
O Sr. Siheira da Mott : Nao ha legislarlo
alguma que applique tal principio.
O Sr. Paranagu : Deaejarei ouvir o nobre
depulado a este respeito.
O Sr. Siheira da Molla: Eu assevero que
nao ha.
O Sr. Paranagu : Propugnando por aquillo
que me parece mais razoavel e mais jifsto, eu qui-
zera que os nobres depulados dessem a razao por
que fazem dependente a punirlo dos crimes com-
meltidos em paizes estrangeiros por subditos do im-
perio de queixa da parle offendida.
Digo que nao he um interesse meramente indivi-
dual, que deve regular-nos na decretadlo das leis
criminaes; o estado que aeompanha os seus subditos
mesmo fra do tcrrilorio, que prestadles toda a pro-
teccao em qualquer parle que se achem, lem o di-
reilo de exigir que nos paizes estrangeiros elles se
comportera conforme as nossas leis, e nao commel-
tam crimes ; he islo urna condirao da proteccao que
llies presta. Por tanlo, todas as vezes que o eida-
dlo brasileiro, esquecendo-se daquillo que llie he
imposto pelas leis do seu piiz, viola c infringe essas
mesmas leis, cahe, ou deve cahir debaixo da ane-
ja o penal. Creio que he mais em odio ao crime com-
mellido, e mesmo pelo interesse que a sociedade
tem de qoe os seus subditos sejam bem morigerados,
que 1 lies inflinge urna penalidadequando delinquen!;
n3o he tanlo pela salisfacao do individuo oflendido,
te por nossas relac,oes ommerciaes, aamitlcm esle liver sido julgade, absolvido, condemnado ou agra-
systema, e ale' cerlo poni i uercm legislar, como
disse um nobre depulado em ira aparte, sobre a so-
berana das oulras naco s, pergunto ao nobre minis-
tro aos illuslres mentaros da rommissao. quando
um Brasileiro perpetrar nm ci me na Inglaterra ou
uos Estados-Unidos, ou quando um Inglez, que he
mais nolavel anda, ou algum Americano, commel-
ter um crime no seq paiz,.comprehendido uas ca-
tegoras ou especies de que traa o arl. 1., e vollar
para o imperio, ser esto Brasi eiro, ser este Iuglez,
ser esle Americano piocessado e julgado pelas leis
brasileiras'.' Desejo que o nobrn minislro me d urna
(ixplicaoSo salisfaclora nesla pirte, pois que do con-
trario, pela doulrina qu>> discu timos aqu, o govenio
poder te adiar em collisOes muilo reacs cora oulra
qualquer nacao, e sobre! .ido com essas duas grandes
nares, que procurara semprn fa/.er prevalecer a
>ui legislacao interior, o sua ioteira soberana
O Sr. Ministro da Jmtica: O projtclo he cla-
ro a este respailo.
O Sr. Sebias: Eu ]>elo contrario vejo urna per-
l'eila coofusUo ; no arl. 1. nao est a explicacao nc-
ressaria, estabelece pontos diversos.
A diivida.que suscito he sobre o primeiro periodo
que diz, que o Brasileiro ha de Ser punido pela le
do imperio quando cora nelter algum desses crimes
era paiz estrangeiro e vollar ao Brasil; nao vejo pois
aqu cortada a dfliculdade que aprsenlo. Estima-
ra que os nobres depulados me satisfarn), porque,
ja disse, abraco em gerat as ideas do projecto, reco-
nhi!;o que era preciso esle complemento nosia le-
gislacao penal ; vejo porem que estas contestaroea
haode-se dar muilas vez, e por isso convinha es-
clarecer estes ponlos. i; quando um tal syslema ha
seguido por duas narOes tao poderosas que sabem
fazer respailar a sua jurisprudencia, desejo que o
nobre ininisiru declare qual o ncio que te'rii para
applicar a disposieao desla le contra um Brasileiro
que commelter e*ss crimes na Inglaterra ou nos Es-
tados-Unidos.
(i Sr. Ministro la Ju.lica : Esle raciocinio
proia coutra o projeclo todo.
O Sr. Nebias: Se nao temos meio de conciliar
eslas difficuldades, entao lerei de votar contra o pro-
jeclo. Eslou propendo esta den ida, que ha muilo
lra ; desejo que me dec'.arein :omo" se ha dl"eri-
l'uar disposieao do arl. 1.
Se um Brasileiro, e tambera um Inglez ( porque,
no rjigo '2. trata dos estiangeirM J, pralicar algn)
destes crimes, poder o nobre ministro applicar nes-
te ciso, nlo obstante a juiisprud:ncia inde/.a, a di
posirao do artigo 1. que manda que seja elle proce-
sado e juejido pelas leis < o paiz '.' O nobre ministro
inenbro da um governo solidario, que sabe respew
tar nossos direilos e comr.romissos, ha de sustentar
e
a doutrina que no* parlan: eulo ti vermes estabelecido
com sua inlerveucito.
Sei, Sr.' presidenta, que ha outro syslema de que
ha piuco* das nos fallo i no are minislro, das*
leis pessoaes,*syslema que he .idmiltido na maior
parte dos estados da Europa', e em cuosequencia.
ilelle. he que o nobre rainistro, de aeccordo com os
nobres depulados que assgnaram o projecto, quize-
rampiular entre nos aquillo'que nos fallava anda;
mas lambern nesle ponto lerei de apresentar algu-
masronsideraces ao uobr: ministro.
Cumpre notar, Sr. presidente, que nao he s a,
luglaterra a os Estados-Unidos, ainda ha'mais um
oulroobstculo ; a Prussia, oulra nacao com quera
vivemos em harmona. A Prussia estabelece o casa
em que o crime seja como ellido pelos scus renhicu-
las ou nacionaes, ou por estrangeiros, e entao dispo
o cdigo da Prussia que o seu renhicula ou nacional
seja ponido pela legislarlo..
O Sr. Ferraz: Mais doce.
O Sr. Nebias : Nao, senhor, osa legislacao he
o syslema temperado; disioe que o renhicula ou o
nacional seja punido pelas leis do paiz aonde se for-
mar o processo, e que o estrangeiro seja processada
e punido pela legislarlo d< terrilMio onde tiver ptr-
pelrado.o crime. He esta a distinejao qoe estabele-
ce o cdigo da Prussia, se me nao engao. Aqu te-
mos pois outro embaraco. por isso que tem de pas-
sar o artigo 2. do projeclo que chama para o nosso
foro ou jurisdiccao criminal o estrangeiro que com-
meller o crime l fora. Desejo r u i lo ser esclarecido
e sa isfeilo. uestes meus escrpulos, porque nao he
com vistas mesquinhas que entro na discussao.
O Sr. Ferraz : Apoi.ido ; ,i materia he gcral.
O Sr. Nebias: He malcra que anecia a todos,
e eu nao quero quo o govurno, por virtude de urna
legiilacao que se decrela, se veja cm apuros com
nenim paiz do mundo, e sobre'.odo com najos a-
migas e poderosas.
Ha, como disse, outro system 4 dm leis pesso-
aes de que ha poucos diasnos fallou o nubre minis-
tro.
A maior parle dos codigjs da liuropa, como aejam
o cdigo de Inslruccao Criminal da Praqca, da Bl-
gica, dos Pazes-Baixos, daSardenha, a Ordenanca
da Baviera, de Badn, de quati todos os principado
da Alleatanha, a Auslria e as Duas Sicilas, man-
dain, todos de accordo, applicar a lei do lugar onde
se forma o procuso, sene'o assim os delinquen les,
proeessados e julgados segundo as leis....
O Sr. Ferraz : Ten i loria es.
O Sr. Nebias : Nao, senlicr, he o contraro ;
proeessados conforme as leis do paiz oada se trata
de aparar a Tacto...
O Sr. Taques : -e,Ha o syalena que mais defen-
de o projeclo.
-Sr. Nebias : Mas que ne encentra com as
duas nares, a Inglaterra e os Estados-Unidos, com
as quaes nao podemos deivar- di: estar em retacees
frequen.es.
Ora, anda admiltindo esta idn geral qoe domina
o projecto, segundo a leuislacSo Jos povos cullos da
Europa, acho uutro defeila o embaraco. O nobre
ministro qstabelece muilo positivamente, quanlo i
.pciialidade, que esses crimes sero lodos punidos
segundo as disposijoes do uosso cdigo criminal.
O nobre ministro sabe inuilo bem que para che-
gar a um accordo nessas collisoes que muilas vezes
lem de apparecer, os ditTererites estados, j em sua
legislacao, c j em seus tratados e pelas opniCcs de
seus mais acredilados esciiplore>, (em admillido o
syslema medio, o syslema empelado, Tazeiido admil-
tir-se e prevalecer a lei que fr mais favoravel..
O Sr. Taques : Islo he seguido em poucos es-
lados.
O sr. Sebias : Tao poucou n3o, as Duas Si-
cilia., na Austria, em Wiitemberg, no Hhover, no
dro-Ducado de Badn e mais alguns de que nao
me Mimbro.
Ora, sendo assim, julgo que a projeclo corla a
queslo V om modo lerminanle sen) indicar oulro
syslema, sem ao menos marcar essa modificacSo do
ciado no lugar em que fura perpetrado, o orador
pede ao ministro da justica Ihe diga qual o meio
que tem para solver o conflicto que sobrevenda da
concurrencia das auloridades nacionaes on eslran-
geiras, quando um processo .for ao mesmo lempo
inslaurado fra e denlro do paiz contra Brasileros
ou contra eslrangeiros, pois ncnliuin offerecc o pro-
jeclo.
Concluindo, diz, que lalvez ainda Icnha de apre-
sentar algumas comideraroes nicamente com o
fim de esclarecer o projeclo, pois condece que lie
necessaria urna medida complementar para os caso
nelle figurados, casos mui delicados que nao esla-
vam providenciados era em o nosso cdigo crimi-
nal, nem em nenhuma de nossas lei- eslrava-
ganlcs.
O Sr. Mugalhaes XaMro responde ao preceden-
te orador, eaccresrenla que te, paraos introductores
de Africano a legislacao 'de que poden ser proees-
sados e julgados mesmo fra do imperio, para ha-
ver coherencia, deve-se adoptar a mesma disposieao
acerca dos moedeiros falsos, pois sao irmaos em gra-
vidade os crimes por elles commetlidos, sendo em
sua opiniao moeda falsa, escravos e eleices as
Ires cousas perniciooas qne perseguem o Brasil.
O orador pronuucia-se contra o que dispte o pro-
jecto cerej da punico dos crimes particulares
commetlidos porTbVasileiros fra do imperio, e diz
qoe achava bastante que se Iralasse de^minir, d
reprimir aquellos delictos que a siluaeJo impe-J
riosainente exige que'' aejam punidos, os quaes sao
o trafico de Africanos, a moeda falsa, a falsdade
pelas suas relajees com o trafico e moeda falsa, e os
crimes contra a inlegridade do imperio pela siloa-
cao nos-a com os republicanos visindos. '
O Sr. Paranagu, depois de um pequeo prefacio
no qual mtstra a sua posc,aoum pouco desvantajosa,
visto Icr sido previnido pelos preredeentes oradores,
cujasrazes n,1o feramjaindacombaldasde forma que
eja misler retrca-las, exprime-se da maneira se-
guinle :
O principio da persoualidade das leis consagrado
as disposicoes do projecto de, a mcu ver, uro gran-
de progresso que tem de ser trasladado para a le-
cislacao do paiz ; grande gloria deve caber ao no-
bre minislro c cmara que adoptar este e oulros
mellioraineotos no nosso syslema penal.
Empenliado como se acha o enverno do paiz na
severa repressao dos crimes, no que de lempos a
esla parte inconleslavclniente tem-se feilo muilo
(apoiadoj), nksa grande cruzada que se tem levan-
tado em todas as provincias contra o crime, algu-
ma cousa sem duvda ainda nos falla para que a
aceao da justica criminal saja mais efficax. O pro-
jeclo que se discute vira sunprir nina lacuna sa-
lisfazeudo cm parte a esse desidertum; mas, Sr.
presidente, defendendo cbm enlliusiasmo a idea ca-
pital do projeclo, porque enlcudo que os delirios
devem ser severamente punidos, "cu lastimo que e
honrado minislro cque os nobres membros da com-
missao eigualarios do projeclo dessem urna appli-
cacSo (ao restricta, tao acaudada, ao principio da
persoualidade das leis, fazendo a accao criminal
dependente da queixa da parlo ouendida ou daquel-
les que lagalmeule a representara. .
Me parece, senderes, que fio sendo a repres-
sao dos crimes um interesse privado e particular
elos nfTendidos. que sendo antes de ludo um objeclo
nao somonte de ulilidade geral, senao al do rigo-
roso dever da sociedade, nSo devia depender de
urna semclhante condicao.
A resliicjao estahelecida no projecto substituti-
vo que se discute, a mcu ver desnatura complcla-
menle a grande idea da medida, esquivo os mais
bellos predicados da justica, 'a ordera moral que
deve prevalecer em qualquer tystcma de penalida-
dc, a necessidade e a conveniencia publica de que
o crime nao fique impune pelo favor das leis, fa-
zcudo avullar smentc o interesse individual, c le-
vando-o calbegoria, de etemenlo primordial na
punirn dos delinquenles; desl'arte reduz-se a pe-
nalidade a urna mera satisfajao individual, consli-
lue-se por conscguinte'a auloridadc]publira em ins-
trumento de urna vinganca particular. Quando
se trata de punir os crimes commetlidos por Brasi-
leros, nao s no territorio do imperio, mas lamben)
em paiz estrangeiro. creio que legislamos sob a in-
fluencia de urna idea nobre c muito elevada. Nao
podemos d maneira alguma, quando traamos de
infringir urna penalidade, esquecermo-nos das con-
sideracSes superiores da nrdem moral e da necessi-
dade da repressao dos crime*. O interesse indivi-
dual ollendido, a mal material podo dar lugar j
uma repararan civil, mas nSo pode por nenhiim
modo justificar a imposicao de ama pena. O qoe
justifica a imposicao de qualquer penalidade sSo es-
sas eonsideracfies de oulra ordem mais elevada a
que alindo, he a ulilidade geral, c nao a ulilidade
individual.
O Sr. Siheira da Molla : Nao he hora prin-
cipio sempre este. ,
O Sr. Paranagu : He nm principio verda-
delro, e loda a vez que nos esquecermos delle re-
baixarciuus a auloridade consliluindo-a um mero
iustrumenlo de vinganca.
Uma Voz :He a necessidade de proteger o Bra-
sileiro affendido.
O Sr. Paranagu : Nao he nicamente pela
protorcao que o imperio deve a seus subditos que se
deve cslabelccer a sanejao penal para os delictos
commetlidos fra do paiz por subditos do imperio.
Enlcndo que o honrado ministro e os nobres mem-
bros da cominissao foram guiados por uma idea emi-
nentemente moral: o crime cm quaiquer parle que
leuda sido commelliilo deve ser sempre punido ; a
sociedade tem neo um grande interesse. {Apoia-
dos.)
Nem se diga qBe, quando o crime de commoltido
fora lo tcrrilorio do imperio, a ordem social nao
soffre o menor abalo, e que por conseguinlc nao de-
ve" ler lugar a accao criminal senao erhSirtudc de
queixa do individuo que do oflendido.
O Sr. Siheira da Molla : Seria preciso re-
formar loda a nossa legislacao criminal.
O 'Sr. Paranagu : O que legitima, oque lor-
na usa a saneco penal he o crime commetlido ; a
circumslancia de ter sido commellido neste ou n'ou-
1ro paiz nada influe sobre a ordem moral, a cuja
ilransgressao nao poda ser iiidiflerente o paiz a que o
individuo perleuce.
. O Sr. Ferraz : Esta tdcoria deslrca Ihcoria
dos crimes afiianjaveis e nao affianjaveis.
O Sr. Paranagu : Eu ejuero-dar um maior
:i)ll\ ilh I lllivnln .*- iii'iii ilil.lnn _a 1.
desenvolvimento aecn publica ; e admira que o
nobre minislro, temi ha pouco presentado um
projecto no sentido de dar maior amplitude accao
publica, eilendendo-a a lodos os crimes particuia-
e ira pela correcejio que he conveniente estabele-
rr para o individuo que comraelte o crime, que se
Seve proceder contra elle. He preciso pois estigma-
Usar, punir o crime em qualquer parle que for com-
mellido pelo cidadr.o brasileiro, e nao deixa-lo de-
pentendeda queixa do individuo que solrer a oflen-
so, excepto aquelles casos que inttressando a honra
e a reputacao, o processo poderia ser um mal maior.
A idea moral do projecto morre completamente
se se deixar a accao criminal, como est, inteira-
menle dependente da queixa do individuo offendi-
do ; reduz-se a panicao a uma vinganca, rcbaixa a
auloridade collocando-a a discricao do individuo que
obedece s uas palxes, ou que cede i falta de
ineios de fzer valer o seu direilo.
O Sr. Siheira da Molla': Ter o nobre de-
pulado de prupor a reforma de loda a nossa legisla-
cao criminal.
O Sr. Paranagu : Deixo islo ao nobre depu-
lado, que at he lente, creio que de direilo crimi-
nal.
O Sr. Siheira da Molla : Nao, senhor.
O Sr. Paranagu : Nao me acho habilitado
para propor essa reforma reromniendada pela nobre
depulado, apenas aprsenlo as duvidas que tenho,
provocando explicajeS que me esclarecam afim de
poder dar om voto conscieucioso : oso do direito
que me compete.
O Sr. Siheira da Molla : Fiz somente uma
observacao deconscqaencia; acho que o nobre de-
pulado admiltindo a sua Iheoria, para ser conse-
qucnle devia propor a reforma de toda a legislacao
criminal.
O Sr. Paranagu: Creio que se eslas ideas
au se acliam inteiramente admitlidas as reformas
do processo crimiual ltimamente apresenladas pelo
honrado minislro,' alguma cousa ha naquelle pro-
jlo que se approxiraa disto, o que nao he uma no-
ide.
projeclo como esl cqncebido aniquila os salu-
bres elleitos da persoualidade das leis que se pre-
tende adoptar na nossa legislacao.
O orador fez diversos oulros reparos sobre as dis-
po-uenes do projeclo e conclue do modo seguinle :
Eslou persuadido de que uo tenho tratado da
materia como exiga a sua importancia, e como fi-
zeram os nobres depulados que me precedern) ;
mas tenho ao menos a salisfacao de haver apresen-
lado as minbas duvidas, e se nao posso Icr a pre-J
sniii pcao de convencer aos nobres membros da com-
missao, ao menos me parece que tenho o direilo de
pedir alguns esclarecimeolos.
He lido um officio do Sr. minislro do imperio,
participando que lendo sido nomeado pelo goveino
para presidente da provincia de S. Paulo o Sr. de-
pulado Saraiva, faz-sc necessario para que aquello
senhor v tomar cenia da presidencia dessa provin-
cia que a cmara sa digne concedcr-lde licenja.
He remetlido o olicio com urgencia cummissao
de consliti.iic.ao de poderes. '
O Sr. Aguinr:Sr. presidenta, de tres brilhan-
les discursos que al agora se tem proferido sobre a
materia em discussao, por infelicidade minha ainda
nenhum, ao menos, se dirigi defeza das ideas
que pretendo sustentar, islo de, ainda oenlium dos
nobres oradores que me precedern) procurou de-
fender, as emendas que a constiluem o projeclo
substitutivo que se acha em discussao, sendo pul-
anlo eu o primeiro a abrir caminho na defeza
desse grande pensamenlo, embora unidos honra-
dos membros. a quem me reliro se livesse inscriplo a
favor do mesmo projecto. Sinto, pois, que esta cjr-
rumstancia he para mim uma grande dfliculdade ;
porem julgo crrer-me a obrigacao de expender m-
nhas ideas a respeito da questao, tanlo mis quanlo
ja na segunda discussao en live a honra de pronun-
ciar-me contra o projecto primitivo, e de certa ma-
neira concorrer para que fosse elle emendado.
Sr. presidente, quanlo a mim, o honrado membro
que* falln cm primeiro lugaravancou uma verdade
inconteslavcl quando disse que o projecto substilui-
livo nada mais era do que um complemento nossa
legisla3o criminal; e cerlamcnte muitos crimes ha
que, ou pela sua natureza, ou pelo logar em que sao
comracllidos, escapara de certa forma accao da
.ustica o ajusta punoso de que saocredores, entre-
tanto que muilo convm sociedade preveni-los e
puni-los.
Convencido desla grande verdade, e sobretudocon-
vencido de que muilo importa ao Brasil reprimir
cerins crimes commetlidos fora do imperio, quer por
seus subditos, quer mesmo por estrangeiros, afim de
evitar.as funestas consequencias que delles possam
resultar i sua seguranra e bem cslar, nao duvido,
uem hessito por um s momento cm dar o mcu as-
sentimento s emendas substitutivas do projeclo,
porque ellas abraagem sem duvida em muilo maior
escala do que o projecdl primitivo os crimes sobre
que deve recahir essa punicao, embora pcrpclrados
em paiz estrangeiro.
Seiihores, qnando o honrado membro por S. Pau-
lo romcou a impugnar o projeclo, confesso que sen-
t dominar-me uma especie de susto nascdo da con-
siderara. de que a execucao desla lei poderia ou a-
earretar mu serias difficuldades ao imperio, ou nao
produzir os clfeilos benficos que o mcu espirito
pretende descubrir cm suas diffcrenles disposicoes.
. O meu maipr temor leve origem tas observarOes
fcitas pelo nobre depulado que fallou em primeiro
lugar, cana referencia legislacao da Inglaterra e
Estados-Unidos, deduzndo llalli a possibilidade de
conflictos e dcsintell'~rnca9 entre essas naces e o
Brasil, e somente ao ouvir proferir os nomes dessas
duas grandes, potencias estremec, porque sei prati-
camenlc que de nada vale o direilo dianlc da forca,
e que nao ha argumento que mais ronvenca do que
o canhao,sendo que por isso receiava concorrer com
a meu vol para que o imperio do Brasil se achasse
nessn dfliculdade c se visse na precsao de susten-
tar a sua legislacao |por meio da [orea,; enlrclaulo,
passada essa piimeira impressao, parece que os meus
temores se tem de alguma maneira desvanecido com
a idea de que nao he possivel que o abuso da forja
chege a um lal excesso que pretenda um estado qual-
quer inhibir a oulro de fazer legitimo uso dosmeios
e recursos que Ihe pareeam convenientes, afim de
punir quer em seus soldalos, quer cm estrangeiros,
crimes cuja conhecimenlo e repressao Ihe loca, e
cujos elleitos o prejudicam e o oflendem particular-
mente. lApoiados.)
Sr. presidcnle.se a Inglaterra, os Estados-Unidos
a i'ruia, e oulros muitos Estados lem legislaees
diiloientes cutre si a esse respeito, he claro que se
julgaram aulorisados a adopta-las, porque entende-
rn!, quanlo a mim com razao, que podian fazer li-
vre o uso do direilo que decorre e he inherente
soberana do nacao independciilc, adoptando aquel-
les principios que Ibes pareccram mais convenientes
e uleis sua conservacao; c se esses astados pode-
rao crear para si dis[H>ses que se enconlram, em-
bora sobre o mesmo objeclo, sem allencao legisla-
tura alheia, porque razao nao poderemos nos usar
do mesmo direilo, mis que tambem somos nacao
livre e independente?! E nem descubro razao al-
guma procedenlo pata quo no caso de dever serum
Inglez ou oulro qualquer estrangeiro processado por
virtude dessa le, se nossa temer o apparecimenlo
de queixas a reclamac^es de seus goveroos que occa-
sioncm desinlelligencias e conflictos da nacao a na-
cao, visto que (odas ellas aceitara e respeitam como
principio correnle o direilo que lem eada uma de
punir aquellas acedes que seus cdigos lem classifi-
cado como criminosas. Nlo disse o honrado mem-
bro que a Prussia e muitos principados da Allema-
nha linham disposicoes contrarias s da Inglaterra e
dos Estados-Unidos, sem que at agora hajam dado
lagar aos inconvenientes que parece temer da lei
que discutimos'.' Sem duvida o disse. E o que pro-
va islo? prova que se por veolura esses paizes po-
den) ter e aplicar legislaees differcnles s dos Esta-
dos-Unidos a da Inglaterra,nos podemos tambera fa-
zer o mesmo sem que dahi resulte inconveniente, e
sem que haja nacao que nos possa tomar contas
[apoiados); portan, se esla minha proposito he
verdadeira como pciso, se me assiste a cenviccao de
que, procedendo assim, a nao ofrendemos o direilos
de oulra narao, nem laucamos smenles de discordia
para o futuro, nao pssso deixar de arredar para Ion-
ge os temores que a principio me assallaram quando
fallou o honrado membro.
O nobre depulado. creio, qaelambem fez algumas
reflexes a respeito te ama das emendas, em virtu-
de da qual ficam subordinados todos os crimes men-
cionados no projeclo nossa legislacao penal, islo
he, ao cdigo criminil do paiz, a confesso que nao
sei bem qual a razio em que elle se fuudou para
fazer impugnar essa cisposicao. Se a lei qoe pro-
curamos agora confeccionar tem especialmente por
fim evitar que nao quem impunes, posto que cora-
meltidos em paiz estnngeiro, certos crimes que, por
suas consequencias, pidem prejudicar seriamente o
imperio; se a legislacao que queremos adoptar pre-
tende fazer com que s crime*, ainda mesmo com-
racllidos contra parlculares no eslrangeiro, sejam
punidos no sea lerribrio, nma vez que se d .queixa
do oflendido, lie ciar que n3o ha necessidade de
uma nova legislacao criminal era rclacao as penas;
e uma vez que alo sMrata de nova classificac.ao de
crimes, para que farkmoi nos uma legislacao penal?
Sao os niesinos crime previstos pelo cdigo, e sao as
mesmas penas por tile cominadas, c por isso nao
descubro razao pan que o projeclo, nesta parle,
fosse censurado, ouiqiao nao comprehendi bem a
forca da argumentado do nobre depntado.
Ainda cnlendeu o honrado membro que era di-
gno de censura o pnjeclo, porque nada liavia esta-
tuido a respeito daprescripcao, e em sustentaran
desta idea disse que po leudo acontecer que fosse
commettido um qrne por Brasileiro em paiz estran-
geiro e processado no imperio, passado o lapso de
lempo em virlude d) qual se devesse allegar a pres-
cripcao, nao se acha acautelado se nesle caso a le-
gislacao do Brasil tve ser bicrvada, ou a legisla-
cao do paiz em que o crime foi commetlido. Pare-
ce-me, sendores, qui se isso pudesse ser um grande
tropero para a execico desta lei, fcil e muilo fcil
seria o seu remedio, podeodo o governo, por meio
de regulamenlos, eirlier essa lacuna; porem eu en-
lendo que o goverm nem mesmo para isso teria ne-
cessidade de baixai qualquer providencia, porque
tendo o crime de sai processalo e punido no Brasil,
de consequeole que a sua legislacao. de a que deve
vigorar eser obsrvela....
O Sr. Nebias : Quem lde diz que nao lem de
ser julgado l fora 1
O Sr. Aguiar.: Entao a legislacao do paiz aon-
de for julgado de (M deve regular; e com tanla
maior forca de raz.u quanlo, dando-se julgamenlo
em oulro paiz, nao pode ser mais julgado no Brasil
conforme o projecl*....
O Sr. Nebias : lias pode dar-se a concurren-
cia.
O Sr. Aguiar : He possivel que islo aconteca
uma vez ; mas de un caso tao excepcional c tao
pouco provavcl que mm suscita reeeios, nem aulo-
risa uma disposieao epecial, sendo que por isso nao
vejo necessidade alguna de previnir-sc casos dessa
ordem que s podern apparecer por uma circums-
lancia extraordinari;, e ainda assim uma vez era
cada seculo. Creio (orlanlo quc.a respeito da pres-
r i i [irao, deve ella ser regul ada pela legislado do paiz
aonde o crime for pmido, sem necessidade de dispo-
sieao legislativa espeiial.
O donrado membr, bem como o nobre depulado
que fallou om ullirpo lugar, pronunciou-se altamen-
te coutra um dos amigos das emendas que exige
queixa para que sejWl proeessados c punidos os cri-
mes particulares conmetlidos em paiz estrangeiro
contra Brasileros. O illustre membro que ha pouco
deixoa a tribuna, esmerou-se em demonstrar-nos
lodos os inconvenientes que poderiam resultar desta
medida, adiando que era de lamentar que, pelo sim-
ples faci de nao ser aprtsenlada queixa, um crime
particular commellido era paiz eslrangeiro por Bra-'
sileiro conlra Brasileiro ficasse sem* a merecida puni-
cao, entretanto que es oulros crimes sao mandados
punir por inlervencae do ministerio publico.
Sr presiden le, par responder aos nobres depu-
lados, julgo iodispeasavel a muito essencial fazer
dilferenedos eiimese Ir si edoseficitos qu* elles
possam produzir cm relacao a sociedade. O pro-
jeclo quer, em verdade, que nos crimes contra a di-
gnidade e inlegridade do imperio e oulros que, por
suas consequencias, affeclam a existencia e trauqui-
lidadc da nacao, commetlidos por Brasileros em
paiz eslrangeiro, nao seja necessaria queixa para
serem proeessados e julgados; mas poderia algueni
em boa fdizer que estes crimes cstao, em razao de
seus elleitos. na ordem dos particulares, para cujo
conhecimenlo exige u projeclo queixa do effendido ?
[Apoiados.)
Puderao ser comparados em seas resultados," e ler
o mesmo valor os crimes que oflendem uma socie-
dade tolcira. e* os que oflendem a simples indivi-
duos ? Com os priniciros uma nacao soffre e soll'rem
lodos os membros que a compOc; nos segundos sof-
frem alguns individuos, sem que esse soffrimento af-
fecle muilo directamente a sociedade de que fazem
parle (apoado^sendo esta a raio da diflereaca as
disposieao do projeclo.
Se por veulura um Brasileiro tramar conlra a cx-
isleucia do imperio, contra a dignidade da nacao em
paiz eslrangeiro, esle crime nao pode ter resultados
muito mais vaslos, muilo mais funestos para a so-
ciedade brasilcira do que um simples homicidio ou
fermenlo pralicado ua pessoa de um Brasileiro ou
de um eslrangeiro'! Sem duvida que sim; logo,
por que razao nao dever um merecer mais cuidado
em sua punicao do qoe o ontro Sendores, o crime
particular pode oflender mais directamente a socie-
dade onde elle for rommettido; mas aquelles que se
acliam consignados as emendas, e para os quaes
nao se requer queixa, esses nao, porque affeclam di-
rectamente a existencia, a Iranquillidade, o bem-
estar de uma Mca7"Vortaulo, nao he de admirar
que mis sejam recommendados aos vigilantes cui-
dados do ministerio publico, entretanto que oulros
sejam dcixados ao querer das parles, conforme a im-
portancia qne Ibes hajam de dar. (Apoiados.)
Beferindo-me agora ao Ilustre depulado que fal-
lou em segundo lugar, (enho ainda necessidade de
combaler uma idea por elle apresentada, e que
ja me coube a honra de combale-la quando lomei
parle na segunda discussao desle mesmo projeclo. O
honrado membro ainda insiste na suslentscao das
ideas do projecto que foi substituido pelas emendas,
fundado em que eslas nao admitiera que os crimes
conlra a coustiluirao, contra a diguidade do imperio
e oulros desta natureza commetlido; em paiz eslran-
geiro, possam sei proeessados e ao mesmo lempo
julgados no imperio, revelia sem assistencia e de-
feza dos reos.
Para prova desse seu asserlo disse o nobre depu-
lado quc.quaudo no crime por inlrodurcao de Afri-
canos era pcrmillido proces'ar ejulgar os indivi-
duos, mismo estando fora do perra, nao via razo
para que a respeito de crimes de maior alcance nao
se fizesse a mesma sjacopjao. Eu desejaria que o
honrado membro me dissesse donde deduzio que o
crime de inlrodurcao de Africanos pode ser julgado
no paiz conlra individuos.quc eslejam ausentes...
O Sr. Siqueira Queiroz : Na lei que passou.
O Sa. Aguiar : Esl aqni o projeclo ; lenha a
bondade de d izer-mc onde ahi encon Ira essa disposieao.
O Sr. .Siqueira Queiroz : O ndc se diz o ci-
dadao brasileiro onde quer que resida.
O Sr. Aguiar (depois de lr o artigo do projecto):
acho que o nobre depulado he mais feliz do que
eu, porque au posso descubrir no que acabo de ler
disposieao da qual se conclua que o cidadao brasi-
leiro que ao acha fora do paiz, possa ser julgado
revelia. Creio que he muila violencia lctlra da
lei, e ainda maior tortura ao seu espirito o dcdzir
dell um semeldnnle precedo...
O Sr. Nebias : He como passou na lei.
O Sr. Aguiar : Pode ser defeilo da minha
compredencJo e curleza da micha intelligencia; en-
treunto ainda assevero, e eslou persuadido de que
daqucllc projeclo os donrados membros nao podero
tirar como consequencia lgica, e como deduccao ju-
rdica, que o cidadao brasileiro estando ausente po-
de seejulgado.
Sendores, eu eslou persuadido de qoe um dos pri-
meiros caracteres da boa legislacao dave ser a inva-
riavel justica de seas preseilos, afim de qoe em sua
applicacao nenhum cidadao possa queixar-se de nao
ser nella comprchendido, e especialmente em mate-
ria criminal nunca poder deixar de ser acatada a
lei que, ao mesmo lempo que pune o crime com to-
da a severidade, deixa o campo livre defeza, e nao
liga os bracos aquelle que lem necessidade de a pro-
duzir, e direilo pira o fazer.
O Sr. Siqueira Queiroz : Apoiado.
O Sr. Aguiar : Pensando desta maneira, acre-
dito que umi legislacao que coolrariasse um seme-
Ihanle principio seria, alm de iniqua, indigna do
seculo XIX. Perianto ainda nao pude compredeo-
dar a razao cm que se firma o donrado membro a
qaem merefito para impugnar o projecto, somente
porque consagra em loda a sua forca, e com a maior
clareza possivel, o dogma lirado do direilo natural
a da jurisprudencia criminal, de que niogucm deve
ser julgado tem que seja ouvido previamente esem
que se lde d lugar defeza.
O Sr. Brando : A doulrina contraria seria
ama perfeita iniquidade.
V Sr. Aguiar : Sem duvida alguma ; e entre-
tanto de esta razao por que o donrado memdro que
fallou em segundo lugar nao adopta e combate as
emendas I Oa, contestando eu, como contesto, ao
nobre depulado, que haja legislacao no nosso paiz
que oulorise julgamentos revelia, conforme elle
asseverou, he claro que sendo islo um principio ge-
ral seguido e nao derogado, quero que tambem a res-
peito dos crimes de qoe trata esle projeclo seja esse
mesmo principio religiosamente observado. ,
Foi ainda objeclo da impugnacSo do nobre de-
pulado uma das emendas que prescrive que o crime
particular commetlido em paiz eslrangeiro por Bra-
sileiro contra Brasileiro possa ser punido no Brasil
uma vez que haja queixa do oflendido, sea pal, tutor
ou curador ; adiando o honrado membeo que he
mesquinho c excessivo levar a legislacao a este pon-
to, revelando uma lal disposieao, antes proteccao
vinganca particular do que verdadelro desejo de pu-
nicao do crime uma vez que a simples desavenga da
um Brasileiro com seu compatriota, em paiz estran-
geiro, d direito ao oflendido de apresentar em seo
paiz uma queixa contra o aggressor.
Sr. presidente, ningaem poder negar que o cri-
me particular seja lanto crime qoanto he o publico,
embora a diflerenca de seus efleitos, porque se om
offende a sociedade, o outro offende aquelle conlra
quem foi pralicado. Se nos queremos que aquelles
que prejudicam a sociedade sejam punidos pelos cs-
forcos do ministerio publico,purque oflendem a todos,
que razao haveria para que privassemos do direilo
dp qucixar-e e de pedir reparado aquelle indivi-
duo que fosse aggredido, smente porque era um in-
dividuo e nao uma sociedade? (Apoiados.)
Demais, euentendo que esta disposieao, longe de
ser mesqnioha, e de produzir os mos efleitos que o
nobre depulado parece enxcrgar, ao contrario a re-
pulo uraniamente benfica, porque nao s revela
que a soliciludc da legislacao do paiz acompanha e
e protege o cidadao brasileiro, ainda mesmo em ter-
ritorio estrangeiro, porem ainda garante a qualquer
que for oflendido em paiz eslrangeiro, quando nesse
paiz nao ache a reparaco do crime contra elle com-
metlido por oulro Brasileiro, a certeza de encontrar
recurso prorapto e efllcaz na sua mesma patria. Por-
lanto, longe de ser mesquinha esta disposieao,.pare-
ce-me loda benfica a digna le ser acolhida pela
casa.
O nobre depulado que fallou em ultimo lagar
impugnoa a disposieao do artigo additivo que vou
ler:
Do mesmo modo ser ponido qualquer doste-
feridos crimes commetlidos por Brasileros conlra
eslrangeiros, no caso de raciprocidade.
Disse elle qne ainda mesmo que aa nao desse r-
ciprocidade. sendo do interesse da sociedade bras-
leira punir os erirofs commetlidos pelos seus mem-
bros em quatajtaer ligar, julgava que essa panicao*
se deveria faier efrectiva, ainda mesmo que o of-
fendido fosse estrangeiro e o crime perpetrado
em paiz eslrangeiro sem dependencia de reciproca
dade.
Sr. presidente, nao presumo que a razo allegada
pelo nobre depulado seja tao concludenle que possa
sustentar o pensamento que emitlio. Concordo em
que he do interesse da sociedade brasileira que o
crime commetlido ainda mesmo em paiz estrangeiro
por qualquer de sans membros seja punido, quando
os effeilos desses crimes affeclam ou a nacao, ou a
algum Brasileiro a quem ella deve proteccao ; mas
pde-se por ventura dizer qoe Ihe asusta igual in-
teresse na punicao de om crime commellido em paiz
eslrangeiro contra eslrangeiro, quando esse crime
nao a prejudiea de alguma forma ?...
O Sr. Siqueira Queiroz :Mas esse crime tem
effeito relativo.
O Sr. Aguiar :Nao tem relacao alguma com-
nosco, porque nem ao menos he commetlido por Bra
sileiro conlra Brasileiro, nao baveAo nesle caso ne-
cessidade de dar salisfacao a uma individualidade
offendida que nos pertenca.
O Sr. Siqueira Queiroz: E esse brasileiro of-
fendido nao he individualidade ?
O Sr. Aguiar : Eu fallava da crimes commetli-
dos por Brasileros eontraestrangeiros ; quinto po-
rem aos perpetrados por eslrangeiros conlra Brasi-
leros, he claro qoe devem ser punidos pela justica
do paiz em que tiveram lunar, independenle de ra-
ciprocidade, porque isso he do inleressa immediato
desse mesmo paiz. E, sendores, se por ventara um
brasileiro commelter um crine contra um inglez, e
relirar-se para o seu paiz sem ser all ponido, que
interesse lem o Brasil em punir esse crime que alem
de ter sido commellido na Inglaterra nao infringi
as nossas leis, nem prejudicou aalgamde nossoscoo-
cidadaos ?
Por consequencia, para que isso possa tar lugar e
o crime seja punido em conformidade i opiniao
do nobre depulado, he indispensavel a raciproci-
dade elle em ten lempo foi lido, e ainda hoje be
muito sympalhico : lambem nSo tem o genio diab-
lico de Mr. D. Bibas, em ludo o mais he o unssoCh-
co a mesmissima cousa. Nunca linha olhado para
elle Com allencao, conhecU-o s pela fama de ser
amigo de novidades : agora porm que o examinei
por dentro, e por fra, pens que o seu lodo expri-
ma muila finura, franqueza e fidetidade. Oh se
eu o pilhasse, outro gallo me cantara. Quizera-o,
anda mesmo qve tivesse algumas vezes uiinhas en-
tenas por causa de seu coslume de contar historias;
poderia em alguma dellas (bem entendido involun-
tariamente) ir eu roa.
Vamos ao que importa. Se ainda. Sr. correspon-
dente, em falta de nolicias, ou de um bom Chco
para m'as dar, eu fosse dolado de alguma intelligen-
cia, nao esperdcaria tanto, e tao precioso lempo em
largas meditae~.es, sem saber por onde comecar. Ke-
lizmenle,desla vez o amigo Chco me dea o princi-
pio : por quem acabarei ? Em fim sempre, I lie l>ei
de escrever, porque, quando deixa de o fuer, ha
muito por aqu quem sinla.
Vejamos alguma cousa, pela qual continu eata
enissiva, afim de satisfazer os desejos de alguem.
Vejamos...qualquer cousa,... aeontecimentos? oa-
da ; estes nao temos, que raereram ser publicados,
como j disse : algumas noiles de bello loar, de que
temos gozado? bem continuemos por ellas ; pode
ser que eu escreva alguma cousa, que Vmc. tenha
vontade de acabar de Icr. Para mim lem corrido fas-
tidiosos esles dias, mas lenho sido recompensado pe-
la friiir.io de encantadoras noiles, mas que a des-
peito do carrancudo invern se ostenta magestosa-
ni en te o lindo astro da saudadeala. esles mo-
mentos, em que mil rccordac,Ces saudosas me repas-
-am a alma, sinlo um doce arroubo, que nao sei ex-
primir por palavras, mas que cerlamente foi o mes-
mo, que animou, e fez vibrar a harmouiosa lyra de
um illustre bardo, o Sr. i. B.
Brilha, oh la em co sereuo
Manto argnteo desdobrando,
Brilhaque assim magestosa,
Teus mimos en vou notando.
dade.... *
O Sr. BraniSo: Mas quando fr um Brasileiro
oflendido por estrangeiro ?
O Sr. Aguiar :Sobreest bvpolbssej disse o
que entenda, e ainda repitire que nSo de esse o
caso de que falla a emenda que tenho procurado
sustentar.
Sr. prcsid.ente.asla dada a dora, e por isso nao
proseguir! as eoiisiderac,oe* que me delermioam a
votar por essa emenda. Se nao eslivesse 13o fatiga-
do, e se nao lemesse fal'gar por mais lempo a cma-
ra, lalvez fizesse ainda algumas reflexes contra ou-
lras proposicales que foram aventuradas no decurso
da discussao ; mas nao quero abusar da 'bondade e
paciencia daquelles que me ouvem.
O Sr. Siqueira Queiroz :E o meu projeclo nao
Ida merecen as honras da discussao?
O Sr. Aguiar :Muilo me merece, sem duvida.
e eu prometi ao nobre depntado que me d o apar-
te que, como ainda me rcsle o direilo de fallar ain-
da uma vez, nessa occasiao me oceuparei do seu
projeclo, e se o nao fiz agora nao foi cerlamente por
lde recusar a devida importancia, mas porque, fati-
gado como eslou, nao me sera possivel continuar.
Termino, Sr. presidente, declarando que voto a
favor das emendas.
A discussao tira adiada pela dora.
Designa-se a ordem do da, e levnta-sc a sessJo
s 3 lloras da larde.
PERNAHIU'Cn.
COMARCA DE SANTO AWAO'.
Victoria 17 de julbo.
Tem-se passado aqu estes dias em calma, e sem
uovidude alguma, que mereca apparecer as colum-
nas do tea mui acreditado Diario ; e o pobre Victo-
riense em lidas para Ihe esrrevcr. Se cu, como al-
guusdus seus dignos correspomlciites, livesco meu
riachoi, ou correlor de novidades, cerlamente nao
estara agora em tanta penuria ; masvejo-mc redu-
zido ao meu proprio recurso, e algumas vezes voz
do poyo, que n.lo se sabe ainda, se he voz de Dos,
ou voz do diabo.
lia por aqu um lal Chco, sabedor das chronicas
antigs desta cidade. e amigo de noticias, o qual mui-
lo me convinha ligar aos meus interesaos maso ho-
rnera parecc-me um tanto arisco : mo obslantc Isso,
pela sua prosopopa pode-se fazer delle uma idea
favoravel: enlrouj na idade decadente,sua fronlc
he espacosa e veneranda, gordanchudo como he.de-
ve ler hojuda barriga, com effeilo a lem ; enilim pa-
ra fazer-se um resumo de loda a sua figura, basta
dizer-lhe que he muilo parecido como D. Bibas do
Sr. A. Herculano, de Portugal, menos ser to feio
de cara, como um jndeu, porque em abono da ver-
Doce encanto, nao me prives
Da la vista singela :
Ah 1 como be ella tao grata :
Como he linda ah 1 como he bella !
Nos lares onde nasci,
Eu le via em imite amena ; s
Hoje te vejo mais pura,
Vejo-te agora serena.
.......*..........W
tjuem me dera lambem ser favorecido das masas
para exprimir em divinal meloda ludo o que me pas-
sa pela mente nestas noiles de agradavel loar 1
Quem ha ahi que nao lenha vagas, e doces lembrao-
cas? Qaem nao pensa no seu venturoso norvir ?
Quem nao alimenta fagueiras esperanzas ? Pobs. eu
nestes i lisiantes mello a mao em mea peilo, e s
acho om vacuo profundo,... profondo eomoum abys-
me insondavel, vacuo que de nenhuma sorle pode
ser preenchido nesle mundo. Entao medito profun-
damente ; a triste melancola me cala a alma, e es-
la cenieida da Diviodade percebeqoe a sua ver-
dadeira patria oio de neste valle de miserias. Qoe
loncos sao os homeos, cuja mola real he o orgulho,
a vaidade, a lisonja, e a mentira 1 Nao reparan)
como se passam breves e rpidos os dias desta exis-
tencia ephemera! E depois ?...
Foge a vida nat azas do vento.
Cbega a mortc, descahe fria llta ;
Tudo acaba no triste moimenlo...
Ora, Isso, aoode la eu ? Cerlamente parar em
alguma hornilla sobre o texto de JobDies mei brt-
fiabuntur.et solum mihi superist sepulchrum. Pas-
sar assim de agradavel luar noiles tao tristes, co-
mo as do misanlhropo Young, ha cousa q*e a nin-
guem lembreria cm semclhante occasiao ; salvo se
eslivesse afectado do spteen : alguem dir queoes-
live no momento de Iracar eslas lindas, tambem nao
o contesto. E agora para continuar em que aper-
lo estou ? Como lerei o animo, e desespero da amo-
rosa, e despiezada Sapho para dar asta terrivel sallo
de I.eucallies ? Jo sei. Sallarei do potico, e agra-
davel luar direito ao nosso prosaico e inspido mi-
crocosmo.
Microcosmo ? 1 I Ui! Que bicho he este ? Per-
guoloo.amadas grandes cacholas do club da... quan-
do vio antecedentemente este grecismo. Enlao,
quando mallos jaro fallar, deu um passo em fren-
t_um sabichao, formado nos Myslerios de Pars, a-
lizndo com os dedos as sebalas e lustrosas guede-
Ihas, a qaasi em gritocalem-se ignorantoes, disse
microcosmo he uma gyria, que nao he dado | todos
saber.Todos pasmados ouviram a deeisio. Que o-
raculo iafallivel Qne alta cabeca '. Que... alio....
ser.fallassa em cooce, por cerlo algum'me apauharia.
Ora bem, j nao posso escrever uma palavrnha mais
escara, em grego. ^aV,
Vamos algumas oficias do nosso mirrocosmo,
que o microcosmo do club fez retardar, he verdade
que nao sao mais do que ninhnrias. mas da ordem da-
quelles, que vio fazer .'tremer 'alguem, (bem en-
tendido, nao de medo, por c ido ha desta fazenda,
mas de raiva furor,) e a mim.veem fazer rir, vis-
to qoe sSo ninharias. O contraste he duro, porto
na ha remedie senao supporla-lo.
Ha por aqu om contrato, sdeundo o qual cada
pesio quo mede farinlia, fejAo,Vyj||io etc., na rei-
r, paga 80 rs.^pela medida ; pois, meu amigo, nao
se contentan) so con) a paga do contrato, porque exi-
gen) mais 80 rs. pelo chao, em que os malulos pou-
sam os taceos. Aonde he que VmcTJ vio pralicar-
se senielhanle abuso? digo smente abuso por mo-
destia, porque islo he mais alguma censa do que a-
bnso. Quemquizer que clasiilique, que eu Dos
ate livre. A' um podre hornera ouvi dizer em um
destes diasOh I grande delegado temos n Enlao
porque'.'Ihe pergunlei. Porque meu, senhor? !!
Eu Ihe digo. Nos eslavamos pagando quatro vio-
ln* pela medida, e mais qualro pelo xho, e agora
0 Sr. delegado prohibi courar-se-nosTfcheiro de
chao, e s pagamos a medida. Bom lidmem, bom
delegado eu vou rezar em sua tenclo rrm P. >'. a
A. M.Entao, meu amigo, que tal a ninhart ? Ex-
lorquir-se assim um dinheiro ganho com lano Ira-
balho um pobre pavo he uma minada de qoe eu
ma nao devia lembrar, quanlo mais contar-Ihe em
tao alto, e bom som. He por astas e oulras que al-
guns nao me lem amor.
Falla-se muilo por aqui em perseguicao, em pro-
CMk ele, e quem falla nao he a gente sensata, a
nem o povo, porque estesesiao salisfeilissimos, mas
meia duzia de descontentes ; (e nao mais) c pelo que
vejo a ouco, sem duvida querem esles meus sendo-
res, que o crime ande arrogante pelas ras da cidade:
(esle hom lempo j l se foi, e pelo seu goslo riscar-
se-diam alguns cap., arl., e do cdigo criminal :
mas islo fica entendido que era emquanlo nao se fi-
zaste a elles a menor offensa, porque seria um Dos
nos acoda: adi vinda a lei com todas as suas inlerpre-
laces. S se elles governassrm ? Enlao a cousa
sudia de poni. O cdigo leria uma admiravel elas-
ticidad^ : o seu primeiro artigo seria amarrar, ou
tuodar o Victorense por estar dizendo estas cousas,
mas como sao oulros, que governam muilo bem.- e
com acert, deve-se relaxar a lei. Nao venda Vmc.
dahi, Sr. correspondente, pensar que fallo de parcia-
lidades polticas. Nao, senhor: aqui nao ha senao i.n-
vejosot, e descontentes, mu todos seguimos o enligo
credo dos apostlos.
Como ia dizendo, falla-se em perseguicao, ele.
Se prende-sa um criminoso, se se melle na gaiola o
bode ligeiro. se da uqk diligencia para se colder s
mos um iiiiocculinhX que euviou para a nielhur i
ou 5, inclusive|o proprio filho, e anda em procura do
1 pai qara tambem o enviar (slo heem gyria) he per-
seguicao, tudo he perseguirn.
Se um moco escreve uma carlinha de namoro, e
he acoutado a traico por cairo, cujo sogro bale nos
peilos dizendo que lem limitas moedas de ouro
Dos Ihe faca bom proveito ) para defender ao
genro, e diz islo de maneira despeilosa ; se se proce-
de contra o que deu a tunda : ai que perseguirn !
Islo nada he. E as costas do pobre moro, que fi-
carara ( coitado '.) bastante fondas ? Elle agora
na sua amarga tristeza lera razao de dizer:
Nao roce os labios meu*, nem mais um riso
Meu terno coraco ralai saudades.
Bem sei, que podre namorado nao obron em
regra : te quera casar devia pedir a moca pessoa
competente; islo era mais natural ; porem julgo,
que lambem uma mirra assim nao era o melhor meio
de uma recusa. Tudo lio perseguicao, mas para es-
tes, que assim dizem, bastara a mais pequea pa-
lavra para uma injuria, a mnis leve accao para uma
ameara, para um grande crime, e quando se proce-
desse conlra quem pralicasse estas pequeas cousas,
nao seria perseguicao, mas rectssima justica. L
eslao aquelles, por causa de quem se falla em per-
seguicao, na sala livre muilo seu commodo, lo-
mando seu fresco e fumando seus charutos. Que
vidoca: e se houvesse perseguicao e-lan.nu assim
tratados ? Dos d lodos bom juizo, porqne delle
muilo precisam essas cacholas ocas.
Ora, Sr. correspondente, quero dar parle a Vmc.
rnenle, aqui em confidencia.,do desgoslo que de al-
gum lempo esta parle rala esle meu pobre cora-
co ; pois, mtujamigo, nao he para menos ser mal
olhado por algumas formosa* Helenas. Oh como
he islo '! pergunlara Vmc. admiradissimo, pois voss
lambem temeorarao para bellas Helenas? Por es-
sa nao esperava eu, Sr. correspondente. Nao v lo-
mar islo, que digo, ao pe da lellra, e ainda que o
lomasse, pensara que eu (cava muilo eonlcnledan-
do-me Vmc. um corarao de eslalagem '.' Vamos s
cxplicacftes. Como Vmc. ha de saber, nem ludo o
que eu digo agrada alguns, esles alguns lem pa-
rentas e mui bellas, estas naturalmente ouvem mais
a aquelles, do que ao pobre Vicloriense, c eis squi
dondem procede as zangas dellas, c o meu desgoslo.
Eu. que affronio as luna- de ludo*os Adamastores,
(ico completamente desacorocoado com qualquer
gesto de raiva de alguma de genio mais acre.
Socega-te, e respira
Eorinosa... que serablanle
He esse cheio de ira !
Ouve-me um pouco eseula-mc um instante,
Pode ser se me ouvires
calma e tranquilla esle rcpeiloconlinuo a dizer a
verdade, a qual tambem perleuce ao sexo, e eu a
acho 13o formosa, e lo linda, que me parece Icr
viudo do co, e porque julgo que veio do ceo Iiei de
dize-la ainda cusa dos desprezos das encantado-
ras beldades da Ierra. Oh quanlo padecerei Quan-
lo me cuslar islo soflrer! Nao ha remedio, lerei
paciencia.
Se ao menos ellas me pedissem para nao fallar com
lana rigidez a severidade, au por cerlo Ihe- nao po-
deria resistir : faria diligencia, apezar da minha ru-
deza, por ler uma. voz mais branda c melliflna ; c
> e-liria as minhas verdades de pomposa gala, e lou-
eania para nao apparecerem lo nuas e cruas. Mas
alguns nao querem islo, porque vio pinler s bellas
as cousasque digo com cores tao negras e feias, que
desaliara os desdea dellas contra este seu servo. Por
lodos os modos me procuram malquistar. Pende-
ram para esle lado : peior he para elles ; nao Ihes
concederei treguas. O lempo ah vni correndo, elle
uwslrar quem lem razio. Quanlo s bellas, ea le-
riu mil meios de moderar ou acabar alguma aversn
contra mim, se possuisse uma lyra d'ouro afinada por
mao eximia, para Ihes dedicar em harmonas doces
e suaves os encomios que merecem, mas como nada
possuo, ao menos posso dizer com o senhor Gar-
re!. r
Oh formosurk 1 oh doce ei canlo d'olhos.
Eulevo d'alma*, para que no ornado
Te debuxou a mao da natureza ?
Que vierte fazer do ceo i Ierra
rnalo d'anjos, divinal reverbero
Da face do Creador ?...
Seisceolai mil vezes mis, do que se tem dito, >ne-
recem as deidades d aqu; he esta uma verdade, qne
lalvez v abrandar mais o% teus desdens; te isto
acoutecer, hei de marty risar a minha cachola rqde,
grosseira, losc, bocal, jalofa le os restantes synony-
mos) para metrificar censas assim parecidas com mis
versindos ao sexo encantador, bello, talante, formo-
so, lindo, gentil, agradavel, amavel etc. Mas se o
sea rancor nao diminuir, entao adeos versos, adeos...
Bravo Sr. correspondente, estou muilo Wgre por
Ida poder escrever mais algumas inlerassamn novi-
dadezindas, que agora mesmo sube. A sua grande
bondade he a causa de abusar lanto de sua pacien-
cia. : mas respire Vmc. um pouco, tome a toa nila-
dinha e continu a ouvir-me. Eslou adrjaynt de
ver os grandes jurisconsultos, membros dagraadee e
mais Ilustrada* sociedades do reino antipoda 1 Que
discussBes tem havido, que resoluc'es lem appareci-
do Eslou pasmado a abismado com tanta aciencia.
Ora vamos ao caso ; para coalar ludo Vmc, nao
seria necessario primeiro azorragar fortamenta esta
caterva de energmeno, mas como ja passei sem o
fazer, v que seja, nao faltar occasiao de Ihes saltar
(jas ancas com um bom e forle instrumento em po-
ndo. { Aqui enlre-parenlhesjs, muilo depressa, Sr.
coirespoiidenle, quero contar-llie um sondo que Uve
ranhei qoe via ama mtlllha de rafeiros gozos la-
lindo para ama la uto bella e serena...e a indigna-
cao rae a cordera.) Vamot hiltoria interrompida,
leudo o Exm. Sr. presi sale mandado oovir a c-
mara e lambem ao Dr. ju le direito desta comarca
acerca da mudenca da f a, qoe oa negociante des-
la cidaderequereram, dltserara alguns sabiches que
isso era irregular ( o mandar oo ir o juiz da direito)
que era ama arbilrariadade do governo, eUsaeraen
cobras e lagartos ases, que quando fallara se aaserae-
Ihara a uma erupcAo volcnica, que nao tem raapeito
nem consideracao a pessoa ou cousa alguma. Nao
quero contar-Ihe ludo o que se passou porque a de-
cencia e o pejo rae fax-calar 1 Miseraveit I Jhty
below Ihe niignation ofn konest mam. Mas
Vmc. saber porque se ditfqne foi arbilrareda-
governo ? En Ibe digo. Todos sabajaao* doea-
raeler independenle e jusliceiro do nosso sempre es-
timado juiz de dlreile, ningaem ignara qoe este ma-
gistrado he um dos ornamente da magistratura bra-
sileira, e os sabiches d'aqui tendo conscieneia da
informacao, que lalvez l)r. Pirelti tenda de dar,
levaram muilo mal ser elle ouvido, porque sabara
do couceilo que esse magistrado goza em lado o iaa-
pesso ; cartamente receiam que essa iororrnaco Ihe
seja adversa. Eis, meo amigo, a causa de todo.
Deixe-me sempre contar nm faci acontecido nes-
ta comarca, e respeito delle Vme. formar o juio
que Ihe parecer. Faz lempo qoe exista ama grande
intriga entre o coronel Jos I.eao Pereira de Mello,
rendeiro do eugenho Campo-Alegre e a familia do
Dr. JosdeS Cavaleanti Lins, e chegou essa Intriga
ponto de sa precipitaren! e desertearem-ee estas
familias, rearando gente armada de parte parte :
esliveram as cousas hem feias; roas lendo disso eo-
ndecimenlo o niMo digno delegado, propoz aaa dis-
sidenles ama arrommodar.in, a qual post 1mnlo4,
tantosque labores se realisou, tirando ladea asa
completa piz. Merecem louvore* os Srt. Dr. Lint e
coronel I.eao por te portaren) com loda dignidade
nesle melindroso negocio. Eu pela minta parte nao
posso deixar de ter em consideracao o procedimenlo
do Dr. Cime lama, que eam a sua costumada pru-
dencia e maneiras urbanas, pode conseguir a Iran-
quillidade de duas familias : nao sendo esta a nica
accommodacao que lem feilo este bom delegado: de
aulras muilas tenho sabido.
O sentenciado Antonio Barbosa, lendo fgido de
uma das prisoes desse Recite, foi preso pelo subdele-
gado rorooel Uarros e Silva do segundo dislricio da
Escuda, e muilo concorrea para essa prisao o coronel
Jos Podro Vellora da Silvcra ; foi requisilado mili-
tas vezes pelo delegado. i
Muilo bem tem desempenhado as funcres a seu
cargo os enrgicos subdelegados : coroue Barros e
Silva, leneule-coronet Henrique Marques Lins, e o
roajor Jos Jeronyrao Fernandes Coelho. Consta-me
ana o delegado tem feilo a maior diligencia qne he
possivel, para serem capturados os presos qoe fugi-
ram em um doa dias da semana alrazada da fortaleza
do lirum. os quaespassaram no lugar de Cacimbas,
perto desla cidade 2 leguas, na noile do da 14: sa-
beudn-se que vieran pal estrada do Po-d'Alhe com
direccao Estada, para onde em continente o dele-
gado eipedio orden*.
Ouvi dizer que estes hons meninos lomara/ tor-
ca na Gloria, termo do Po-d'Alho, armas, eavallos,
a qne teem pralicado muilas brncadeias diana
delles pelos lugares por onde vio pastando. O Dr.
Joao Bellrao, senhor do engenho Conceicao, fazendo
caminho por ah os laes mecos, os persegmo ponto
de abandonarem os eavallos e se enlranharem pelas
maltas: eslava o dito Dr. prevenido a pedido do de-
legado. Dos queira que sejam logo presos saroe-
Idanles malvados. Mas ia-rae esquecendo, preo-
de-los he persegocao, segundo a pairase de algn*.
Pelo seu digno corresponden le do Bonito vi que
foi preso nessa comarca o Jos Alexandre requt-
sicao do delegado d'aqui, constando-me mais que
existe l o Thom: nem um, nem oulro ainda c
chegaram, ambos porm eslo l bem segaros. O Dr.
Hollino, digno delegado do Bonito, pela que vejo,
lem feito poca na perseguicao dos criminosos, e
relevantes serviros lem prestado mesma comarca*
e nao era de esperar menos da energa desle hon-
rado empiegado. Dos Nosso Senhor d lodos o,
bous empregadoa de polica bastantes esforros para
perseguir rum lenacidade a n.atvadeza, e crime : a
sociedade agradecida bemdira seus respeitaveis no-
mes.
Hoje (17) deve lar lugar a abertura da segunda
sessao do jury desla cidade. Consta-me que esto
preparados 27 procetsos. O espirito de Otos illn-
mineos juizes de faci para ciimprircm bem a sua
missao, resistiodo aos empenhos e IpeJidos, e s-
mente giriando-se por uma recta conscieneia; "e se
assim o nao fizerem; alm dos seus grande* e Iter-
riveis remoraos, arharao sempre de olho vivo o Vic-
torense, que nao cede a empando nenhum para dei-
xar de dizer i telos a pura verdade.
Em um d'isles dias foi roubado de casa de um
alfaiale um bonito palito de panno, qoe se eslava a-
cabando para o gamenho seu dono veslir; mas um
esperto nao Ihe quiz dar tao depressa este goslo: fi-
ln o palito, e foi-se... O pobre alfaiale andou de-
baixo para cima, c de cima para baixo, e nada pode
descubrir. Recorren a ade\ iohacao. e nao sei que
diabo de brochara { palavras caballislicas, que achoa o ladrio ; e quem
era o ladrao, meu Sr. !!! Era um desertor. Desla
vez servio bem a adevinhacao. Foram presos um
ladrao de eavallos, e um ladiao de palito.
Apresso-me, corro, vo. Sr. correspondente, rec-
tificar nm alenle erro que dai, quando na minha
ullima missva disse-lde. que o numero dos presos
para averiguacao linda sido 98 : nao senlior, nao de
98 mas sim 8. Naquella occasiao lambem deixai
ele mencionar 9 rerrulas, o que faco agora.
Quer Vmc. sabir como dei com esle erro ? Ouvi
um grande motim na ra, pergunlei a causa, e
responden-se-me quo a causa era ter o Vicloriense
pregado uma grande mentira, dando um axcessivo
numero de presos por averiguacao. Com efleito a-
cliei mui(o mo pregar-se assim mcnlira a luz do
sol. Mas refleclndo vi qu" a mentira poderia se
tornar em verdade.Ol chronicas antigs, se eu
fora revolver os teus tenebrosos e horrveis mysle-
rios, cerlamente Ires vezes mais do que esle numero
la oslara povoando a cadeia por tnas terriveis rr-
vellaroes. Mas e alo me. deixo esles bpedes onafriH.
com a sua conscieneia. Qncro sempre reconherer o
meu erro, Sr. correspondente, c como Indo lem sua
razao, e al o erro, cu dou-lhe a do meu. Eslava
despachando os meus navios, para irem a Russia
por Ierra, e como entre estes exislem 2 barros mui-
lo runrrriis de 98 toneladas, enganei-me om o nu-
mero ; breve mando eucalbar esles riflits barcos cm
cima de algn* oachopos, e nisso nada perco, por-
que elles eslao no seguro.
Aqu pela cidade a salulirldade vni sem alteraran ;
por fra, segundo o sacrislao da matriz, lem talle-
cido iipslat duas -ciliadas pcrlo de .1 duzias de pes-
soas, cujos cadveres se vea enterrar no cemiterio
da mesma matriz. Tem havido poucas chuvas: tem-
se observado que os dase ni quemis que chove qua-
si sempre s,lo as sextas c sabliados. Ha occasies cm
qu se parece eslar em grande verlo.
A feira de gado foi diminua ; re(allioii-*c a car-
ne de 7 a 9 patacas, nao pude saber do preco de cela
caneca.
Sabbado lambem foi pequea a feira ilc viveros
de pi uncir necessidade; a farinha esteva de '280 a
390 'cuia. nao muilo boa: o feijao de 100 a 180 ; o
milHO a 380,
t azele de earrapato a too reis a zarrafa. I ate.
O t'icloriense.
(Carta particular.)
Que em vez ele raiva, s de amor suspires.
Sem duvida J. V de Mallo*, quando modilln cm
sua urea Ivra esta, bella ode, solfria desdens de a-
mor, mas eu soflro por ser o inspido c atrevido Vic-
loriense, que no pensar das bellas daqui nao passa
ile algum velhobaboso e remeloso, epor isso afortio-
ri indigno de toda contemplaeao: pois seja, velho
baboso ou nao seja dedro todas as formosas os meus
respeilos: sempre foi servo muito rorlez, e respcila-
dor do bello sexo ; e para o grosseirao, que lambem
nao fr, eis o meuguanle, levanle-o.
A vista desla prova de adhesao aos aojos formosos ..
da trra, quem dir que quando retiro lacios d'aqui i corrido durante esse lempo,
tendo a mnima intencao de causar o mais pequeoo dizer-lhe que aseguranca
desgoslo ao sexo bailo,1 e mimoso ? De coosetencia I nestes ltimos dias, como
4


I

I*
i '--
I
i
COMARCA DE WZARETII.
13 de jalao.
Cerlas occupaccs, a que nao pude suhlrahir-me,
foram a causa de que passassem tantos dias sem dar-
Ihe noticias el'esla Ierra ; hoje porm que cetsou o
meu impedimento, vou resumir aqui o que ha oc-
i, principiando logo por
individual lem sofiriilo,
passo arefetir.
II A


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DIARIO OE PERNAMBUCO. QUINTA FEIRI 20 DE JULHO O 1854. .
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Na noile do dia 9 do mei, que vai correndo, foi
brbaramente assassiuado no lugar de Agua-Bronca
do dislricto de Alagoa-Secca o infeliz Manoel Fer-
reira da'Silva, homeni abastado, pacfico e geralmen-
te he ni quislo no lus; r.
CoDlam que o Infeliz achava-sepreslesaagasalhar-
se, quando ouvio uni liro disparado un terreiro de
sua casa, e logo una voz dizendo : j morrestes ;
diabo Futan, julgando que: leriam assassiuado a
udi sen filho, saliio a verse Ihe prestara algum soc-
corro, e eis que cucoulra-se com os sicarios, quelite
roubam a eiislenria com doi s tiros e tres Tacadas,
nao sendo o primeiro liro, scnjlo um meo de alra-
lii-lo. At boje Dio se lem podido bem conltecer
donde partir semelhanle allenlado; por quanto o
infeliz Manoel Ferreira nao cunbecia oulras indispo-
sic.6es, sendo com um septuagenario, que jurara, he
verdade, nao fazer as barbas em quanto se nao
vingasse delle, por ter estorvado um casamento tra-
bado entre um lilho d'c lie .Ferreira) e una neis do
dito septuagenario; ms, este pobre bomem, alienta
a saa idade, sua jx<-ir.i e falla de meios, certamen-
te o nflo faria ao menos por si s.
Tambem reeahem alciinias suspeilas sobre a pro-
pria familia do assassiuado, sendo que por issoj se
acham presos um filho.aquelle raesmo, a quem o in-
feliz, em sua deceprao, sahira para proteger 1 e um
commensal por nome Manoel Cavajcanti Selleiro,
cujas relares na familia san n m ponco misteriosas.
Consta-me que o Sr. Mesado de polica, depois
dos interrogatorios do eostume. mandara lambem
niooder 10 septuagenario, i vi uva, e mais algara fa-
mukB do infeliz Ferreiia, mas este inda aqui niio
ehataram.
Alagoa-Secca, Alagoa-Secci I Ha pouco dizia-
Iht eu que, o dislricto de Alasoa-Sfcca deverja me-
reter serios cuidados a outros, que nlo a mim ; pa-
rece que niinhas apprehensoes v*o-se realisando ; e
qoo a mesina polica do luur encarrega-se de as
jusliBcar ; ira da 9 deslo niez, o inspector de quar-
leiro d'allr.e fillins mandara m matar um bo porum
cerle homem;e porque niio qnizessem pasar-lhc o sen
tt'balhu, armaram com ello tima brraa, na qual In i -
lllaiam inmediatamente ulguiuits viole facas, sendo
iiecessario, que o tal lioniem, para evita-las, agar-
raste-so com ** peritas d. um que o valeu. E foi o
nspecter de quartciraO! e foram os seus filhos os
quaes dio da santo, e g'iarda-s>.
CouUm tambem que o procurador da cmara, in-
do aqoella| povoacilo cobrar uns imposlos, viera de
l um pouco bmw apressado, do q.e fra. Em lim
lodcs quantos para all se dirigen vem contando mn-
ravilfcas. Veja agora o lapice de urna carta que
aos enviaran) d'alli, ha alfan- das Acha-se este
dislricto no maior desamparo a respeito de polica:
i mesmo dentro das povnacftes os ladrees teem ala-
cado varias tabernas ; em Alagoa-Secca um pobre
humem no mesmo da, em que morre-lbe um li-
li lho, estando tambem a raulhe: para isso, he ata-
cado, e para roubarem-Ihe a taberna, deram-lhe
nina lio forte pancada, quecahio siseando, c o Ic-
rima) morto, ae a tal pancada nao perderse meta-
de da (arca em um braco de balanca. De canoas
a lavouras, nao fllenos, he um arraza ; os uo-
bies agricultores j nao podem trabalhar, oceu-
o patios dia e uoite em espiaren osrocados ; porque
apenas vai araadureeeudo alg m milho, sobra das
lrgalas, vao, al com oslentarao, buscar em ca-
i aqui bom deseuvolviilo
Aproveitando a occas.1o, apreienlq-lbe tambem o
tpico de ama oulra carlti que diz respeito, a cma-
ra municipal, e d'ella veri como esta corporacao
cumprecom os seus deveres : ti Sabem todos, que a
laiembla proviuciM na estao de 1853 supprioste
doiis districtos, ou julgados le paz, o de Cara-
"bs, e o de Terra-Nova, que e proposito foram
creados no lempo do Guada, quando, extremoso
pruleiro, fazia o que quera com os seo rao-
cho ; o que lem bavido por Caraba nao sei ;
porm o que terri havdo por este, he a Sra.
cmara, al hoje, nenhiiracas lar feito da lei ; e
por isso ainda se achara feneci oando nosdous dis
tridos os mesmo juizes de paz'que havitiu, ha i
ou .i annos, sem interrupcSo ; porque nem jura-
mentados esto os seus supplentes : deve nolar-sc.
qui; e de Alagoa-Secca he um velho parvo, que
nem ler e escrever sabe. O dislricto partido, ou
a donde procedeu o de Terra-Nova, foi a de Alngoa-
Secca. e lal divisan fi/eram, q e em Terra-Nova
ha abundancia de gente para os lugares de juizes
c pa,em quanto que aqui ha falla absoluta;e por isso
acha-se ao poleiro, ha tanto lempo, o tal mani-
rata...
No dia 10 deste mesmo mez, e na lugar da Flo-
resta lo 1 dislricto da Trcguezut de Tracunhaem,
Jos Hendes de Oliveira disparo t um tiro contra
Luir Feliz : Oliveira foi immedi lamente preso, e
achare recolhidu i cadeia desta c dade.
No mesmo dia 10, eno lugar Culungubado-2 dis-
lricto da mesma freguezia de Tracunhaem, Feliciano
de lal disparou outro liro contra Sehasliao de lal,
que ficou ferido : nao consta que Feliciano tenha si-
do preso, e, tal vez, nunca o ser ; porque... por-
que.. ludo nao se diz.
Finalmente, depois de varias tentativas, comple-
toa-se o tribunal de jurados no da 4 deste mez ; e
iiesse mesmo dia foi submetlido a julgamaolo o reo
tuiz de Franca, aecusado de homicidio); um dos
membros do cousclho que linha de o julgar, reque-
ren que fbsse o ro submetlido a um exame de sani-
dad*, visto cniqe o suppuulia louco ; foram por tan-
,o nnnteados para este eiaraa o t'r. em medecina
Sinfronio Cezar Coutinho-e o-harmaceuliro Amaro
Jos Lopes Coulinho. U l)r. siofronio, por esta oc-
casiao, oceupou a altenco da casa com um estirado
discurso, na qual fallou ilc Helena, de Sapho, de
Lucrecia, de Jorge III, e do duqu; nao Sei de que,
e, fazetido applicago, coucluio di/.endo que.o cri-
me (o reo era aecusado de ter morto a um tratante,
que seiluzio-lhe a chara metadej poda enlouque-
cer a qnalquer de juizo, qnanlo m.'.is a quem nunea
o leva)- Esta opiniao foi comparlilhada pelo collega
pharajaceulico, e, reduzindo-se ludo a termo, foi
submsjpdo ao conhecimeulo de tribunal estecoulir-
moa a loucura 4o reo ; pelo que resolveu o l)r. juiz
de dimito, que fosse elle remedido para a casa dos
orales.
Em seguida o tribunal julgou a mais 15 reos de
difierenles crimen, sendo os principaes Flix Alees
de Araujo e Joaquim Jos Flixespada. Quanto
ao 1 (lestes, nao obstante a Traca aecusarao, que fez
a promotoria, que nem ao menos replicou ; e forle
defeza do advogado, que se esforrnu por commover
oh juizes, moslrando os mnos Iralos porque lem
paseado o seu cliente, e acensando 10 goverun, como
causa principal desses maos tratos, por nao allender
as recliimar.Oes da cmara cerra da conslruccao de
urna cadeia nesla cidade ; nio obstante luda islo,
digo, fui condemnado a 16 annos e 10 mezes de pri-
so; mas o advogado, asseotando qne semelhanle
peua niio eslava de acorJo com s enormidade do
delicio, appellou para a retaran do dislricto.
Qnanlo ao 2. nao obstante tambem a forte defe-
za denuis de tres horas, qne lhc fez o scu advoga-
t a-.I n lei i, ida, mandou-se otHciar iqoelles i qnem
diz respeito esta decisao de S. Esc, para declararen!
a qual dos dous empregos, que cada um eserec, prc*
fercm servir, para poder a cmara providenciar con-
venientemente.
Outro do mesmo, autorisaudo a cmara a dispen-
der o necessario com a constroeco de una bomba na
camboa da passagem de Sania Auna, cuja despeza
foi or^adi em 1:0109000. Iuteirada, c mandou-se
por de novo em praca a obra.
Outro do mesmo, approvando a proposta feita po'r
Herculano Alves da Silva, no sentido de ser alterada
a planta desta cidade na parle relativa adirecraoda
ra projeclada da estrada da Soladadc, para a do
Chora Menino, e devolvendo o desenho respectivo
que acompanhou ao oilicio desla cmara de 31 de
maio ultimo.Inteirada, e mandou-se que o enge-
nhtirecordeador consignaste a alteracao na planta
geral, e consertasse o desenho no archivo topogra-
phico.
Outro do advogadp, dizendo quc.sem entrar na a-
preciacao dos motivos allegados por Joaquim Lucio
Monleiro da Franca, elimilando-se a informar sobre
o direilo, que lem a cmara para conceder a morato-
ria pelo raesmo pedida, entenda que, sendo a mes-
ma cmara administradora do patrimonio municipal,
nao poda conceder o beneficio implorado, visto qne,
nem pela lei do 1. de oulubro de 1828, nem por
oulra alguma Ihe he concedida semelhaule faculda-
de, e Ihe nao podem ser applicaveis as disposicoesdo
art. 37 da lei de 17 de selembro de 1851, que diz
rnenle respeito as Ihesourarias.Adiado reque-
rimenlo doSr. Barata.
Outro do mesmo, dizendo em soluto ao qne Ihe
foi recommendado em oilicio de 17 de junho ultimo,
que, nao sasexecuc,Gesdeque tralou o mesmo oili-
cio, como todas as oulras causas em que be interes-
sada a cmara, leem lido o devido andamento, nao
se csqucccndo de exigir inTormares do solicitador,
o qual por sua parle tem cumprido os seus deveres.
Dizia lambem que a cobranca movida contra l'ara-
nhos, j.i eslava c in grao de exceueo, eos beiis pe-
nhorados em prara, sendo contra elle decidida na
primeira inslaucia a causa ordinaria, que iulenlou
para baver perdas e damnos, e que a causa contra
I-ranea, eslava igualmente no mesmo p, haven-
dn-se expedido mandado de avaliarao. Intei-
rada. ,
Outro do procurador, a prsenla mo os balan (os da
reccita edespeza municipal no mez de junho ultimo
do cemilerio publico, no trimestre de abril ao dito
mea de juuho, e o mappa dos que Tallecern! de fe-
are antarella no mesmo mez. A' commissao de
ia os balan^os e de hygiene publica o
Apparecendo sobre a mesa urna peticao, lida na
sessao passa.la de Bartholomeu Francisco do Souza,
relativamente a urna casa arruinada na ra dos Pes-
cadores, sobre a qual petizo eslava lavrado despa-
cho da cmara, mandando-a remeller ao fiscal res-
pectivo para proceder na"forma das posturas,%as s
assignado por qoatro vereadores, por se ler dado de
suspeito o Sr. Mamede, em razao de ser procurador
da mesma.casa, resolveu a cmara que fosse o des-
pacho assignado por um dos vereadores desta ses-
sao.
A' vista do que, ponderou o Sr.' Reg e Albuquer-
que, resolveu-se que ficaste de nenhum efleiloo con-
trato qne se Tez com Frederico de Souza Gomes, pa-
ra a limpeza do canuo de esgoslo de sangue do ma-
tadouro das Cinco Ponas, por nao ter elle cumprido
com as condiroes do -mesmo contrato.
l)espacharain-st as petcSes de Antonio de Locio
e Sbilis, de Alexandre Rodrigues de Almeida, de
Antonio Pinto Soares, de Antonio Pedro Rodrigues,
de Bonifacio Maiimiano de Mallos, de Chrislovo de
Santiago do Nascimenlo, do hachare! Francisco de
Assis de Oliveira Maciel, de Francisco Locas l'errei-
ra & C, de l'abricio Gomes Pedresa e mitro, doiDr.
Joaquim d Aquino Fonseca, de Joao Valenlim Vi-
lella, de Manoel Jos Percira, de Miguel Al\es Li-
ma, de Norberlo Antonio de Oliveira, de Tbeodoro
Francisco das Chagas, e levanlou-sc a sessao.
Eu Manoel Ferreira Accioli, offlcial-maior da se-
cretara a escrevi no impedimento do secretario.
Declaro em lempo, que a cmara resolveu que o
fiscal de S. Jn- mandasse Tazer a limpeza do canno
de esgoslo do sangue da inalanra do gado pelos ser-
ventes oceupados em limpar as mas.
Accioli o declaron.Baraa de Capibarite, pre-
sidente.ViannaGamtiroRtgo e Albuqucrgue
RegFigutiredo.
.....!
HEPARTIQAO DA POLICA.
Parle do dia 19 de julho.
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. que, das
parles boje recebidas nesla reparticao, consta lerem
sido presos; ordem do delegado sopplente do pri-
meiro distrito deste termo o inspector de quarteirao
Izidro Pereira de Andrade, por querer inspeccionar
a urna patrulha e altercando razoes ; a ordem do
subdelegado da fregoezia de S. Fre Pedro Gonc-al-
ves, o pardo Simplicio, escravo de Domingos Pires
Ferreira, e o prelo Benlo, escravo de Francisco Jo-
s GalvSo, ambos para serem castigados ; c a ordem
do subdelegado da freguezia da Boa-Visla o pardo
Manoel, escravo de Jos Jeronymo Monleiro, a re-,
querimenlo deste.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambuco 19 dcjulhode 1851.Illm. e Exm. Sr.
conselhcirn Jos Benlo da Cunda e Figueiredo; pre-
sidente da provincia.Luiz Carlos de l'aica Tei-
xeira, chele de polica da provincia.
Iro do vigario dos Afogados, remelteudo o map-
pa dos baptisados daqnella freguezia, no semestre de
Janeiro a junho deste anuo, Que se archi-
vasse.
Outro do administrador do cemilerio, remetiendo
a nota dos procos dos carros fnebres, que conduzi-
raro cadaveres.quelle eitabelecimento, no mez de
junho ultimo, na importancia de 710^'JOO. Que
fbsse remellida a nota ao procurador para o fim con-
veniente.
Outro do mesmo, dizendo que se achava multado
em 409000 rs., na forma do art. 61 do rcgulameolo
do cemilerio, o dono da cocheira, a que pertence o
carro n. 82, por ler excedido o determinado no art.
63, no acompanhamento do enterro que se rele"]
a guia n. 7,248, assim comaeslavam compreliemli-
dos na multa de 59000 rs. do arl. 68, os que tiraran:
as guias ns. 7,251 e 7,252, por haverem infringido
arl. 67.Que se remeltesse o oilicio por copia ao lis
cal da Boa-Visla,para lavrar os termos deinfraccJHB"
solicitando do administrador do cemilerio e procura-
dor, os esclarec iiienlos e notas de que preoisar, e se
ofliciasse ao mesmo administrador, diftudo'-llie que
as parlicipares que liver de Tazer semel
respeito, se limite ao que dispoe o art. 70 10
regulamenlo, sem ser preeisB^empregaro termo mol-
lado.
Oulro do mesmo, commuuicando que as chuvas
puzeramera eslado de cahir a casa que fien Tora do
cemilerio, perlencenle ao mesmo, como se verifica-
racclo exame quq se procedeu e que remellt* ; c
pVderando a grande Talla que ella deixa, porque
servia de capella prJvisona ; en parte deila resid*
o porteiro, ah se laorigaiam os empregados as ho-
ras de comida, e se preslava a oulros misleras, e
que embnra livsse elle administrador providencia-
do de momeulo sobre oarranjo provisorio deesas cou-
Mlsso'es de Fr. Serafim aa villa do Apodi,
aa provincia do Rio Grande do Norte.
huiilef in muniluin unicersum predca-
le Ecangelium onmi crealurte.
(Maro. 16.)
Rellexo da Divind.idc, a palavra evanglica lem
exercido em lodos os lempos um poder maravilho-
so sobre os coslumes dos homens e sua Telicidade,
quando he convenienlemcnle manejada.
He o laclo luminoso, que em mo de zeloso lo-
clieiro, aqucrciido os gelados coracoes humanos,
esclarece a escada que eleva da terrena possilsa
tenebrosa ao excelso c resplandecenle solio do E-
terno... Convcm que sua luz reverbere por todos
os ngulos da Ierra, | narat-altrabir oserramesaoar-
clieo, dodo Indos eir.anaram. A imprensrpr-"
sai, todava rogava honvesse a cmara de resorrajT n* encarrega della.
T.,,1,, ni>rAa* .1.
coovenienlemenle.Resolveu-se que o Sr. vsrenjji
Vianna, depois de se proceder a vealoria em dita ea
sa,com assistencia do fiscal respectivo, nos lermos
das posturas, por nao ser regular a que mandn fa-
zer deaccordo com 0 administrador, mandasse demo-
lir a casa, e que islo mesmo se communicasse ao ad-
minislrador, recommondndo qne conservaste eir
boa guanta os materiaes provenientes da demolicao,
e que fossem aproveilaveis.
. Oulro (J engenheiro cordeador. tratando do mes-
mo Mijecto cima, dizendo ter sido chamado para
examinar a casa, e nao ser ella susceptivel de repa-
ros.Inteirada.
Aqui deixa o Sr. presidente a cadeira presiden-
cial por ler de sabir, e passa ella a ser oceupada pc-
JoSr. Reg e Albuquerque.
Leu-sc urna pelb.au dos directores da compauhla
Pernambucana, vinda da presidencia, j informada
pelo dircclor das obras publicas e lenle enge-
nbeirn medidor dos terrenos de marinha, em que pe-
dem por aforamenlo perpetuo o terreno de marmitas
fronteiro casa da asscmbla provincial, e que Tica
do, foi condemnado a gales por toda a vida, e pro- e'nlre o trapiche do Cuoha e prensa dos herdeiroi de
lesin por novo julgameutu.
Em ijeral, pode dlzer-se que os jurados desla vez, |
eomportaram-s como era do dse ar ; por quanlo,
se ahsolveram a algum traante de' crime iusignifi-
eunle, a mal pruvado, nao tiveram'a mesma con-
(emplajiopor'aquelles de crimes graves, nem de-
ram ihj vidos a prolec(3o e alicantinas. Dentro os
niesinoque foram absolvidos algins foram appel-
lados lelo Dr. juiz de direilo.
No dia |3 j por tarde espalhoo-se por aqui a no-
ticia, de que o celebre Severino Al' es com mais tres
do sen panno, entre os qaes nola-se um conheci-
do por borbulela, achava-se na Chan do Carpitta.an-
tigo fhiatro de suas devasla^des. l3om quanlo oca-
pitflo Camisan uo pedesse demover d'aqui um passo,
em razio do crescido numero de presos da impor-
tancia qne acltamse actualmente na cadeia, e a ne-
nliuma seguranca desta,que esta cahindo em ruinas.
para all marchuu pelas 9 horas da nuite dodia cima,
voltanjo no oulro da (arde, e trtzendo-nos a cer-
teza d lerem com efTcito chegado na dila Chan ilo
Carpina os mencionados faccinoras; mas que demo-
rando-se all cousa de urna hora, seguiram com di-
reecoa comarcada Victoria. Esta noticia concorda
perfeilainenlc com outra que di o proTessor de pri-
meras leltras desta cidade, o qual viudo da cidade
da Victoria, assevera teremclles passado no mesmo
dia 12 oiriAlagoa do Carro, onde doram alnumas
descargas, e lomaram alguns cavallos, sendo que os
denos desles cavallos iam em seguinento desles.
Para que o capilao l.amisl i podi;sse sabir com a
sua forra para esla diligencia, foi necessario ficar a
cadeia guardada por paisanos; mas que diTliculda-
des nao houveram em reunir esees paisanos ne-
nhum quera preslar-se, nem obedecer aos inspec-
tores de qnarleirn. Dos nos livre de que Severino
Alves qneira vir aqui emoccasiao em que mo esli-
ver a forca publica!...
Temos lido bellos dias de sol, que leem vivificado
a planlacei, pela maior parle esmorecidas pelo ri-
goroso invern.
Onosso mercado ainda coi linda escasso, com e\-
cepcao da carne fresca que et.l entre seis e dez pa-
tacas por arroba.
No domingos do crlenlo leve lugar o baile mas-
qn, de que anteriormente Ihe linba dado noticia :
no principio algumas queslOes de ordem apparecc-
ram ; mas foram aplainadas de prnmpln. O thea-
Iriulin esltnc esplendido e houveram ricas figuras;
bem como flgunias muito grolescas.Quanlo ao mais,
houve Mlliulios, confeilos, licores, ele, etc. ludo
bem arranja lo e olTerecido pela soc'edade.
Ale lioje nao ha ainda quem d rolicia da infeliz
peraD. Mara de Alencaslro O peso de minlia
naIdirno raa sobro quem a -ultlral i > !
Enccrrou-se hoje a sessao dos jurados.At mais
>er. x.
(Jdem.)
CMARA MUNICIPAL DO RECIPE.
SESSAOEXLRaORDISARIA Dr. 5 DE JLLIIO
DE 1851.
Presidencia do Sr. Barita de Capibaribe
Presentes os Srt. Reg" c Albuqu;rque, Vf.mna,
Mamcdr, Dr. Si Percira, Baralae tiameiro, abri-
se a sessiln e foi lila c approvada a acia da antece-
dente.
Foi lhlo o seguinte
EXPEDIENTE.
Um ofllcio do Exm. presidente da provincia, res-
pondendo eom a copia Jo parecer do desembarga-
dor presidente da rolarau, ao; dous o 11 icios desla c-
mara, n-.50 e 0!, o primeiro acerca da accumula-
cao dos empregos de juiz de paz e ofllciacs da guar-
da nacional; e o segundo, sobre a incompalibilida-
de do ettreleioj de juiz de paz e de tabelllao de no-
pagador eleclrico, com seus mil ios conductores,
cumpre urna missao sublime e.benfica, transmil-
lindo seus naravilhosos effeilos de eslado a eslado,
de provincia i provincia, de 'parochia parochia,.
i':!!f.rVora,1<,() a ae,a e aspirasoes religiosas dos-
lie assim que se
e assim que se vai desenVolfenuWSmprovci-
lo entre nos o syslema de .publicar pelas folhas pu-
blicas, o resultado estupendo das raissoes dos incan-
saVeis religiosos capuchinhns. Fin verdade, as ex-
posirfles previas dos Truclos colhidos nessas cDlca-
cissimas predicas, [sao incentivos, que predispoem
a'aima dos fiis a que cliegam csse cnthaasmo so-
brenatural, com que no curio espaco que duram as
missSes, se lem de improviso IransTormado os le-
Iheiros em sumpluosos templos, os escalvado9 es-
teris em acudes alagadizos feriis, ossoberbos e
olfensivos inimigos e assassiuos em humildes, iner-
mes e pacficos amigos.
Acabando esla rreguczia do Apodi de gozar im-
mensos beneficios das proveilostssinjus misses do
Rvm. Fr. Serafim de CatauiajotW'lie poisque
ellrs sejam publicados. v
Reconhecendo mais que todos minlia insulllcen-
Ei.a para desempenhar n tareTa, aprsenlo ao respei-
vel publico, em defeza de mitiba lemeridade, a
necessidade em que me collocou a posicao que oc-
cupo na freguezia. onde penua mais habilitada se
Tendo porm de tratar ao publico de outros pro-
vincias sobre fados desta villa do Apodi, no centro
da ainda tao pouco conhecida provincia do Rio
Grande do Norte, julgo conveniente dar primeira-
rameule urna lgeira idea do paiz.
A villa do Apodi, antigo aldeamenlo pelos Jesu-
tas dos ludios Payacus, que depois foram transfe-
ridos para a villa de Porto Alegre, erecta em fre-
guezia em 1766, e em villa em 1833, comprehen-
dendo o municipio os mesmns limites da freguezia,
jaz vantajosamcnle perto da margem esquerda do
rio Apodi, onde llel banha urna amena varzea de
tres leguas; ao lado do norte da lagoa do mesmo
nome, que se eslende qoasi dnas leguas para o pt-
enle, e 21 leguas da embocadura do mesmo rio no
ocano, ao norte,'onde tem o nome de Mossor.
Ella dista pouco mais ou menos da capital desta pro-
vincia 78 leguas ao poenle, 60 da do Ccar, 120 da
cidade do RccifasaSO da do A rica ty, 28 dado Assi,
12 da da Impera!*, 10 da villa de Porlo Alegre e
14 da de Mos municipio, coa fin ando nesta provincia ao sul com
ns de Porto Alegre e Impera I riz e ao norte com os
de Mossore Ass, come que tambem confina algu-
mas leguas ao naseenle, limita-se pelo poenle com a
provinria'.d.i Cear, na Treguezia das Russas e Perei-
ra, e pelo naseenle com da Parahiba ns Treguezia
do Calle, por eslar aquella Treguezia no interior des-
provincia. Tem a mesma villa a matriz com qualro
Jos Frarlciseo Belem, para ahi eslabelecer a com-
panhia, armazens para suarda de carvao de pedra e
ouffos objectos necessarios aos seus vapores,Adia-
do al a commissao do edificacao dizer acerca da
plaa do bairro do Recife, approvada oili mmente
pelo Exm. presidente da provincia.
O Sr. Gameiro mandou mesa a secuinlepropos-
la, que posta votos, depois dttsobre ella ter corrido
a discussilo, nao Toi approvadajlendo litado empalada
na votacao, pelo que o Sr. presidente usou do voto
da qualidade, desempatando contra. '
O Sr. Barata, que toinou parte na discuss3o, de-
clarou qoe posto eslivesse convencido do justo lim da
proposta, volava todava contra ella, por Ihe haver
experiencia musir lo por mais de urna vez, o mo
exilo que lera a cmara lirado de commisses comu
estaque pretende a proposla e oulras semelhanlcs,
porque os municipes, apezar de estarem lambem
convencidos de quanlo lem acamara procurado o fei-
to a favor delles, segundo os meiosque as leis teem
poslo sua dispiiiiran, mostram sempre ndifleren-
tisino e repugnancia emccquiesccr i vonladeda mu
nicipalidade.
Proposta.Atlendendo aos graves estragos pro-
duzidos pela iuundacao que acaba de ler lugar neste
municipio, e que em conseqaencia della, flcaram ar-
miadas muilas familias, e privadas de abrigo por
haverem desabado as suas casas ; altendendoque se
devem prestar soccorros a estas familia- iudigcutes,
llm de que seja modificada a sua triste posicao ; at-
lendendo finalmente, que a municipalidade deve
coucorrer pelos meios ao sen alcance, para melhorar
a sorle de seos municipes : prnponho que se no-
me uiria commissao para solicitar urna subscripr.Io,
que se distrbua por estas familias indigentes, e que
-ollreram damuo por causa da referida iuunda-
cao.
Paco da cmara municipal 5 de julho de 1854.
Gameiro.
Foi approvadnum parecer assignado pelo Sr. Vian-
na, relativamente ao oilicio do administrador do ce-
milerio, lido na sessao de 8 de junho ultimo, no
qlial diz,que posto ficasse abolido com a evecurao
do regulamenlo do cemilerio, o coulralo que havia
acamara celebrado rom Francisco Lucas 1 orreira
VC para a cominean dos cadveres, todava a mes-
ma cmara por necessidade, lolerou e rnnsentio que
conlinuassc a ser feita como era a |mesma condu-
rao, por niio haverem oulros cstabelccimenlos de
carros Tunebres, nem se puderem eslabelecer de
promplo com as condc,esdn regulamenlo, e que,
em quanlo so nao criassem, era de parecer que con-
tinuaste etle servico como d'anles ; c se porvcnlura
se n,1o estabelccessem oulros carros Tunebres, rollo
a cmara fizessecom que o actual cinprezario se po-
zesse as eondiees do regulamenlo. Igualmente di-
zia o mesmo vercador, que as iuTraccOes do arl. 67
do regulamenlo de que fez inensao o adminislrador,
deviam ser punidas com a mulla do arl. 68. Neste
sentido mandou-seofncar ao administrado do cemi-
lerio e ao fiscal da Boa-Visla, para lavrar os termos
de inTracces.
O Sr. presidente rolla e neenpa de novo a cadeira
competente.
i
aliares, sendo um na capella do Sr. dos Passos, e
urna lorre nao acabada. Tambem tem ella urna ca-
deia a receher a lellia. Os Apodienses cm geral sao
intellgenles, de ndole pacifica c morigerados, de
conhecendo-se aqu esses enretiailore* dos partidos,
ministros disfamados da inlriga, esses squitos de
guarda-costas, tribunos horriveis da morle ; mas es-
las virtudes nao deixam de is vezes ler degenerado
em patronato, ou condescendencia com algum cri-
minoso. A sua sobriedade he tan habilual, que,
esla degenerando cm apathia para o progreso e me-
Ihoramenlo irnlttslri.il. embota o territorio seja ha-
bitada por alguns fazendeiros abastados, eoffereca
muitas vantagens para scu engraudecmenlo, prn-
cipalmcnle na lagoa desla villa. 0 actual vigario he
collrlo, e tendo 70 e tantos annos, est nesta fregue-
ziadesde maio de 1810 iiannos estando ha tres an-
nos paralx lim inhabilitado para exercer seu mi-
nisterio, que me est incumbido. Fr. I.ourcnco
foi o ultimo mi.-minino que aqui pregou em 1811;
por tanto, desejando eu satisfazer as ardenles e iu-
ce-tanles aspirares dos fregniv.es, nao me tendo si-
do possivel ainils ohler a realisnsao de promecas,
que me Toram feilas pe|oJtvm. prefeilu ta Penlia,
ja ha lempos, de enviar para aqu um misionario,
p conslando-me etlar' na cidade tjo, Aracaly o Rvm.
Fr. Serafim de Catania. tlepoisde alguma hesitaran,
por eslar desuado para oulras parles, cousegui
que elle entraste uesla villa no domingo, 8 de Ja-
neiro prximo passido. Sem presenciar, nao se
pode formar urna idea do sanio eutliiisiasmo e ale-
gra, que se apodaron do povo desde a certeza da
vinda de tao suspirado apostlo. De nada mais se
IralavH as catas, as ras, as estradas, e as Ta-
zendas, sean das misses o somenle das misses, a
quem se sacrificara ludo, at a propria existencia
te Tost exigida 1
Ao alvoreccr aquello memoruvcl dia 8 de Janeiro
deslilava ta izrejd, matrir, pelo caminho ta chinde
do Aracnli, urna solrivel procisso tas irmandades
do SS. Sacramento e do Orneo, e pcrlo de dnas mil
poafuai de tudos ns sexos, idatles c gerarcltias ; nu-
mero que do meo para a lim das misses foi eleva-
do mais de cinco mil ), acumpnnhando os andores
das imagens da Sra. da Conccirao, Orago da inalrz,
de S. Miguel, de Sixo do palio rmidu/i lo por niin, c acompanhatlo
lo Rv. Joaquim Manoel de Oliveira Cusa,
encontrar as imagens que Ira/ia o Rvin. mis-ionario
conducidas em um andor |telo disvelado presllo de
devotas que linliam pascado a noile em porliatla
marcha, pela inbuspila picatla, por onde havia pas-
ar, na madrugatla, seu almejado propheln, dispu-
tando cada urna a gloria de primeiro beijar-lhc o
habito !
A consonancia das simples, mas lernas vozes
dessa pie mullid i\ euloodas em devotos canucos, c
aos Irovoes de alguns fogns que subiam ao ar, se
fez esse solemne encontr, alguma distancia da
villa, revelandu-se dm lodos ossemblanles n mais
copiosa eiTusao do sanio jubilo, que a todoselevava,
pelo agasalho i lao iniercssanlc hospede. Daqucllc
lugar vollou a procisso, arompanhando o andor do
mesmo Rvm. missimiario pela caminho denominado
Corrego da miss3o, nome que a trndirao con-
serva a um braco ta lagoa tiesta villa, onde fre l'e-
lix, e oulros autigos missionarms rcuniam os Indios
para a calechese, c enlrou na villa pelo lado da la-
goa e de Trenle para a matriz, onde o Rvm. misio-
narlo celebou, leudo depois de alguns aclos devotos
aiinunciailo, que no diaquarta-feira, II dn mez, da-
ra principio sua lama sagrada. Segtintlo a or-
tlem da tuccessao he tqui o lugar de registrar umsy-
nislro, que a lodos sensibilisou: Joaqun Jos de
Carvalho, pai de numerosa familia e membro de
urna familia boa da freguezia, aquello mesmo por
intermedio de qoem me-enlendi com o Rvm. Frei
Serafim sobre soa vinda esla freguezia, e que len-
do-o acompanhatlo, com oulras pessoas diqui, o li-
nltam deiado pela madrugada 3 legnas distante
desta villa para me vir annuneiar sua entrada pela
maiiha ; depois de sahr da igreja, ao findar-se
mista, estando conversar, ttlvez impressiouado pe-
la magnitnde dos aclos que principiava a presen-
ciar, cahio victima de um ataque de apoplexia ful-
minante, e de que nao tontn! Infelizmente tive-
mns de lamentar iguaes succetsot, no dia da sabida
do Rvm. missionarin, cm'urna molher, e no segoin-
Ic em oulro pai de familias, alem demulas tynopes
ou desmaos todos osdias.
Em verdade, pelas 5 horas da larde do da 11
aniiuiiciado, ja resoavam as aflicacissimas palavras
do eloquente apostlo, nos alenlos ouvidos dessa
miillnljo de fiis, e diifundiam em suas almas ar
ron badas de santo enthusiasmo, puro claran da Inz
evanglica Miuha dbil penna declina o teme-
rario designio de ao menos esbocar nscfleilos palhc
lieos e etpiriluaes de l.lo locante, quanlo ediDcaliva
ilnnli ina. porque lao vivas emoc,6es concebe-se. mas
nao se podem manifestar ou detc/ever De feito,
quanlo era maravilhoso observar o poder, por assim
dzer magntico, com que o eximio general da paz
manobrava, ao simples aceno de sna vonlade, esse
exercilo tao numeroso quanlo variado, dispondo-
o em continuase variadas evoluees, ora de p, ora
de joclhos.ora proslrado, ora macerando o peilo, ora
abatido cm ponto do compuncio, ora (elevado em
canucos de devocSn, ora lrabalhando, ora repou-
sando.
Quero, disse elle, renovar a obra de meus an-
tecessores, o cruzeiro de vossa malriz, Irazei-me
aqui o roadeiro para elle, n3o arrasladn, qne he in-
digno dos redimidos pela cruz, mas, carregado s
costas i imitaran de nosso Redcmplor. Os escabro-
os carrascos da Serra do Apodi foram devassados
e revolvidos ; mulos dos rijos troncos de snas anno-
sas aroeiras foram golpeados e examinados seus ama-
gos ; e 30 horas depois deste solemne pedido, perto
das duas da madrugada do dia 13, cinco depois de
annuiiciado cnlhusiastica mullidao, esl derri-
bado na distancia de mais duas leguas da villa;
eidrnu como em triampho e por encanto nella, ao
som de repiques e hymnos um loro virgeiu de aro-
eira, com pcrlo de 26 palmos de comprimento e
quasi 2 -d dimetro, sustido sobre 10 fortes vigas,
aos hombros de 20 homens, fue so alternaran)
porfa, porque todos queriam tocar aquelle lenho
feliz, destinado a lao taala obra, sendo acoinna-
nhado de mais outros, rom as dimensOes suflirienles
para o braco do cruzeiro. No dia seguinte, decla-
rando j> excessivo /.elo dos carpinas, que ti madeirn,
depn-s (re Taqueado, n3o eslava me i lo perl'eilu, por
alguma- eivas no p- aunosOttsu.be de ponln o eu-
thusiasmo a renovarao do pedido do padre missio-
nario. Novas correras se molliplicam, e se cru-
zam em differentes directOes nos arrabaldes da
villa, c depois de urna intil derribada de arvdres
dn dimtncao exigida com maiores avarias, he an-
nunciado enm o applauso, em plena missao, is 9
para as 10 horas da noile, que no intrincado e in-
transilavel silvado da serra visuha, na distancia de
mais de cinco leg las, se achara derribada urna irais
fixa arocira. Para se tirar o po daquelle lugar,
era preciso abrir urna picada a duas leguas de um
carrasco ou bosque espesso, calcado de agudo pedre-
gullo), e Incido de. mneambira poulras silvas e ar-
vores, cm que urna rigorosa fabrica levara sema-
nas de servic", c restaran dous dias para a parlda
do reverendo mssionario que havia benzer o novo
cruzeiro A nada recua o intrpido exercilo, e sem
mais armas qoe os ps e mSos, e.o nobre ardor
religioso, accommelle resoluto as mesmas horas, e
quebrando, machucando e removendo lodos aquel-
les obstculos, penetra a invia Irncheira, arrebala-
lhc oacaslellado gigante das matas, c antes de raiar
o sol, o vem apresenlar em procissjo pelas ras
desla villa, como cm tropheo, e offerecer ao nclito
c placido chefe, que demorando-se mais um dia,
alem dos nove que tinha promeltido, beu/.cu e col-
locou no lugar do antigo, nm novo cruzeiro !
" lu son um negociante, que nao vendo liado ('disse
lambem com greca e semolhanca o engeuhnso e
persuasivo orador,) miuha Tazenda he a palavra di-
vina, que ros trago cm Iroco de rostas boas obras,
quero applirar scu rendimeulo ao ar duinenlo, repa-
ro, c rnalo de vossa malriz, pagai-me avista,
Apezar ta escassez da moeda, motivada pela critica
elarAo secca, o pi negociante enlregou-me em
ponen lempo nina lista de res 68598.50, quantia
quasi toda rerebida, que enlreguei ao encarregnde
do servico da malriz !
A vehemencia de suas exhorlac^es, Tulminadas do
alto da tribuna erangelira, penetrando nos altcnlos
animos, como a lbaro la aleada no campo de abro-
Ihot e preciosidades, dexorou nidos os vicios, e a-
brilhaulou todas as virtudes 1
As inimisades e intrigas progeniloras do ediondo
assassinio, e de mil oulros flagelos dasocicdadc.assim
como tluas irmos gemeasa calumnia, a maledicen-
cia, a delraccSo, esses cancros da honra e reputaran
das familia- e da paz da mesma soriedade, Toram
conLin lidos, esligmalisados.proscriplos c suTocados,
c em scu lugar evocadas as virtudes que Ihe sao
upposlas! Que especlaculo enternecidoe tocante nao
To o s t;iiIn dos pertf'ies? Todos se proslravam para
pedir pcrd.lo reciprocamente das oOeusas ; lodos se
ahnujavam para solemnisar a fralcrnidadc da con-
ciliaco; lodos se tlerretiam em lagrimas de ternura,
lodos congrac;avam-sc, amavam, 8 so fnternisavaiii.'
Era um povo de amigos l
A soberba, rom lodo o fofo cortejo, presumpeao,
vaigloriaj ambicio, desobcdioucniele.Toi tlesenlbro-
pitada. i
A avarera, c seus quadrilhciro4*o Turto, o mono-
polio, a u suas espeluncas de traficancia, desde a do simples
olliral de oilicio ao p da inonlauha social, al a do
capitalista em seu pinculo.
A lnguida premura, mi da andrajosa mendici-
dade, que ao cheiro da precaria caca e pesca, eslava
assenlando teu hotpicio de mizeria ixas margeus desla
lagoa. foi enxotnda, e estimulado o rigoroso e enr-
gico trabalhn, pai da riqueza e prosperidade tirar
proreito dos soberanos allagados dasmesmas margeus
para seus celeiros de abundancia.
A impura concupiscencia em suas especies, estu-
pro, incesto, adulterio, concubinato, ele, foram vic-
toriosamente combatidas em seus lupanares, dcixan-
do em triumpho as opoMas virtudes!
O sacrilegio, o prejnrlo, o faualismn.a superslic.lo.
e mnitos oulros vicios, abusos e praltcas irfelgosas,
como novenas e Irezenas em casa, leulanics s mu-
sa- sanias, principalmente i S. Antonio, S. Joao,
escrpulos e opposicao tuppressao dos dias santos,
etc., etc., foram com justa indignaran reprehendidas
analhemalisados e desarroigados.
As virtudes tambem foram por elle desenvolridas
elogiadas e ensinadas. Alm das opposlas aos vicios
deque lenho feilo menean, e oulras, recommendou
especialmente a devo^oe pas pro ticas, como o Mez
Marianno, o terco das almas ele.
Da penitencia represenluu elle um elegante fesblo,
elaborado em 3 dias, enlresachado das ramificaiOes
ou parles essenciaesdella, contricrao, conlissao, e sa-
lisfacio, que muito disperlou a pa alinelo do audi-
torio, dando em trivio ser enneorrida una edilican-
lissiina procisso de penitencia por mais de dous mil
peni leu les, (porque as mulberes foram prohibidas de
acompanhar) verdadeiramenle contrclos, e vcrlcudo
copioso prauto de compuncao .' c urna concurrencia
nunca vista no purificante tribunal da penitencia,
com que nosoceupavamos todos os diis at 2 e 3 ho-
ras da larde, quasi lodos os padres, qu* assisliam as
misses ; o que vai cunliniiaudo al hoje, sem nler-
rupcao, e continuar em" toda 'quaresma. L'm
consideravel numero d armas do fugo, facas tic pona
e los, insignias da perversidade e vtidade humana,
Toi oforectdo como em holocausto, einulilsado.
O remnrso operou algumas resliluicoes, tomndo-
se notarel una de honra, que os esTorcos constantes
de mais de cinco anuos de muilas pessoas gradas do
lugir uo linliam pul lo conseguir .
Em fim lodos os vicios eerros Toram reprovados
e condemnadot; lodas as virtudes e verdades foram
rccomnieiidadas e ensinadas, ludo foi refermado, rc-
giil.it is i,lu e moralisado.
No dia 20 do mesmo mez, dcimo das misses, deu
esle exrellcnle apostlo do Senbor nina solemne des-
pedida aos Apodienses.
Na verdade eslas allectuosas palavras, proferidas
com voz lerna c mavinsa. a Adeos, miuha querida
genlc, perdoa nimbas Tallas e segu meus conselhos n
Toram correspondidas pelo mais unisono e eslrondosu
bratlo de ronslernacao e saudade, 40-e o mais amar-
gurado e copioso prAnlo fez sallar! Era sublime ob-
servar como um s homeni podia, com a ellicaca de
sua palavra, produzir tanta emocao, tanto enthu-
siasiuo I
IJepus de lao pronunciada dedicaran, is 8 para 9
horas da noile do mesmo dia, seguio o andor das
imagens do mesmo Rvd. missionario pelo caminho
da cidade ta Imperalriz, com o numeroso prcslilo de
mais de cinco mil devotos, segundo foi calculado nos
ltimos dias, parlin 11 elle pela madrugada do dia
21, acompanhatlo por mime por nutras pessoas, enlrou
naquella cidade ao raiar do dia 22. A viagem Ihe
seja prospera.
Antes de concluir estes poucos e grosseiros traeos
da pinvcilosa missao do aprcciavel Fr. Serafim, oc-
corre-me o pensamenlo do interrogar aos sabios, que
leem csludado a ndole c coslumes humanos, a cau-
sa deste prodigio moral da palavra divina enunciada
cnlre mis pelos rapiichinhos'.'
Nao se me poder convencer que elle he operado
pelasnperiuriila.lt' de inslruccaedificante ausle-
ridade de vida desses pios religiosos, sem se me con-
vencer primeiro que, todos os parochos c padres bra-
sileiros sao ignorantes e relaxados, o que felizmente
(para confusito e oprabrio tos que se esforcam cm
desacreditar o clero brasileiro; he mpos-ivel. sem
revollaulo injusli^a a mnitos tic uossos patricios ecclc-
siaslcos, que por sua sanlidade, sciencia c eloquen-
cia propriamenlc palria, sao o explendor do mesmo
clero, c t'omludo nao podem fajer os metnto) mila-
gres. Seja-me, pois, |termltido aventurar respei-
to miuha opiniao. Iraca c humilde, porm firmada
pela experiencia de alguns anuos de exercicio, na tu-
rerean de intelligcncias pouco desenvolvidas. Se-
gundo ella, a rausa queproduz lao extraordinarios
ell'eilos, he a mesma que foi manifestada pelo pro-
pliela dos propbelas. o pregador por excellencia.
nerno prophela in Ierra sua.
Em verdad; a presumpeao de urna missao Divina
mais directa e especial, com quS a cranca popular
aceili as doulrinas iusinadas pelos capuchinhns, que
falta aos patricios, fundada primeiramenlc om.sua
origcm itlica e longinqua de preeminencias religio-
sas ; c depois lambem cm sen Iraje, figura e pprle
penileutes, di por sem .dtivda s suas predicas,
esse imperio sobrenatural nos devotos ouvintes, que
lodos Ihe admiramos.
Praza a Dos qne o governo compenclrando-se
dessa verdade, facilite a maior Trequencia de suas
misses em lodas as Treguezias, que sendo assim con-
venientemente coadjuvados ns parochos, infallivel-
mente leri o imperio um povo todo religioso, lodo
morigerado, lodo pacifico, a perfeclibilidade ou Teli-
cidade humana, em fim, se ella he realisavel, e w
reino de Dos se completar.
Villa do Apodi 20 de fevereiro de 1854.Floren-
cio Goma de Oliveira, coadjutor pro-parocho do
Apodi.
ola.
Com esta data foi que minhas incetsantet oceupa-
res do confestioiiario, em qoe lenho estado so, me
permitlirSo firmar este communicado, qoe tendo-se
remeltido porvia particular aiuda me lornon s
maos agora, por motivos imprevisto, e a pezar de j
tarde, pero sempre sua publicacan.
Srs. Redactores. Com a publicacan, que Vmct.
acabam de fazer, do discurso do dislincto Sr. Dr.
Brandao, muilo digno depulado por esla provincia,
por occasiao da di-cu-.lo do projeclo de lei sobre
a fiarao das forcas de Ierra, i que esleve prsenle
o Exm. Sr. minislro da guerra, vim ao conhecimen-
lo que o mesmo Sr. depulado, depois de suas ju-
diciosas observardes sobre a materia, desojando fa-
zer juslica ao requerimeuto de queixa, que com 81
documentos enderecei assembla geral, por j ter
sido desattendida pelo goverun contra as preterirnos.
que leuho solfelo, principia sem declarar o raeu
nome com urna honrosa recordacio desses, se bem
que Traeos, porem sobre maueira leaes e desinte-
ressados serviros, nao s como representante da na-
rSo, c membro da assembla conslituinte para a re-
forma da cnusliiiiirao. sean tambem como tolda-
do de moilos annos, firme defensor das primeiras
libcrdades patrias, e da indepedencia do paiz ; e ao
d,-pois.de indicar o mesmo orador o meu'nome la-
menta qne lodavia eslejt eu condemnado ao pleno
olvido do governo, (e qui?a v iclima" da obstinadas
preteMcfies, que bem parerem pensadas, no qne foi
arolhido benignamente por quasi todos os Srs, de-
pulados, dos quaes alguns outra ora naquelle recin-
to foram meus nobres collegas.
Em verdade, Srs. redactores, os valiosos servico,
qoe prestei ao meu paiz, longe de me grangearaaai
promores, como foram aquinhoadas i Oulros muB
los, s me serviram para se me clausurar com 126
outros eompanheiros nessa segunda cltsse, verdadei-
ra caiola de ferro, ou alit o perfeito simulacro do
artigo corpo de Veteranos; visto que s pela passa-
gem desta para raelhor vida, ou reforma de um ou
oulro destes iufelizes pode qnalquer melhorar de
poslo, -enao lambem por uns eslrondosu feilo d'ar-
mas em campanil 1 '
A morosa, e raro eventualidado dessascircumstan-
cias. Taz desacororoar ao pobre militar, que coberlo
de cans, e Je -ervicos so antolha, para oseu accesso
c bein eslar, um longinquo e caliginoso roturo 1
Seria cu um indigi.o, se aleando a poderosa voz
em meu faror o nobre depulado por esla provincia,
o qual na respectiva cmara tem completamente
correspondido ao mndalo e confianza dos seus con-
cid.idao- pelas repetidas provas do sen puro Bra-
sileirismo, sem ser-me dado relrboir-lhc o mais so-
lemne leslemnnho da minha acrisolada gratidao
fe perfeila cordialidade,pcla maneira decidida, Tranca,
e generosa com que se dignou de revelar o paiz
a clamorosa iiijuslira, que por longos annos lenho soT-
frdo, chcio de resignarlo.
Receba pois csse distinelo parlamentar Pernam-
bucano, e os de mais que apoiaram a hou-
rosa menean que de mim se fez naquelle Au-
gii-lo recinto, a ingenua expressao destes meus sen-
t meu ios, na certeza de que, a despeito da vicissilnde
da miuha posirao, em que se me conlidne a enllo-
car, ser eterna a lembranc,a dessa fineza, que se
dicnai am liberalisar-me. E para bem firmar esse
sincero testcmiinho, peco-lhes, Srs. redactores, qoe
b aja ni de publicar eslas curtas liubas, tracadas
pressa, sem alindo, e propras de lem velho sol-
dado, que por cerlo nao se acensa de ler mal ser-
vido i sua palria: com o qne muilo nbrigaro ao
Do Vmes. criado leilor kuectuoso e obrigado
Jos Marta Ildefonso Jaome da Veiga Pestoa
Boa-vista 18 de Julho de 1854.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernambu-
co 17 de julho de 1854.O tecrelario.
Antonio Ferreira d'Annunciaciio.
Clausula! etperiaet para a arremalarao.
1." Todas as obras serio feilas de confo'rmidade
com o orcamenlo e planta apretentado a approvacao
do Exm. Sr. pretideole da provincia, na importan-
cia de 2r75(fcj000 rs.
2." Al obra serao principiadas no prazode 2 me-
zo, c concluidas no de 8 mezes, ambos cootados de
ConTormidade com os arls. 31 e 32 da lei provincial
n. 286 de 17 de maio de 1851.
3 O pagamento da importancia desta obra'ser
feilo em urna s pie-tacan quando ellas esliverem
concluidas, que ter lo logo recebidas definitivamente.
4.' Part ludo o mais que nao esliver determina-
do as prsenles clausulas, seguir-se-ha o disposlo
na referida lei provincial n. 286.
ConformeO secretarlo, ,
Antonio Ferreira tAnimnciaco.
O Illm. Sr. inspector da Iheiouraria provincial
manda fazer publico, que no dia 24 de agosto pr-
ximo vindouro, vai novamenle a prara para serarre-
malado a quem por menos lizer a obra dos concertos
doquarlel da villa do Cabo, avallado em550O0O rs.
A arremalarao ser feila pelo maior lanco olTere-
cido em carta fechada na forma sla lei provincial n.
343 de 15 de maio do frrenle artW^,
As pessoas que se propozerem r-dll arremalarao
I comparecam na sala dassessoes da junta da fazenda
' no da cima declarado pelo mcio dia, competente-
mente habilitados.
E para constar te mandou aflixar o prsenle a pu-
blicar pelo Diaria.
Secretaria da thesouraria proviucial de Pernam-
buco 17 dejnlbo de 1854.O secretario.
Antonio Ferreira iAmuneiacUo.
Clausulas especiae* para a arremalarao.
1.a As obras serio fi la- de ron formulado com a
planta e orcamenlo approvado pata directora em
conselho e appresenlado a approvacao do Exm. Sr.
presidente da provincia importando em 5503(1011 rt.
2.a O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de um mez, e as concluir na de 3 mezes, ambos
contados na forma do arl. 31 da lei n. 286.
3.a A importancia da arramalaco ser paga em
3 prestaees iguaes : a Ia dantos de feita a melade
das obras: a 2" depois da enlresa provisoria ; e a 3a
depoit do recebimento definitivo, que vericar-se-ha
Ires mezes depois da entrega provisoria.
4.a Para ludo que nao esliver disposlo pelas pr-
senles clausulas, nem no orcaraente, seguir-se-ha o
que dispe a respeito a lei n. 286.
Conforme.O seorelario,
Antonio Ferreira d'Annu^ewcao
O Illm. Sr. inspector da|lhesonraria provincial,em
cumprimento darordem do Exm. Sr. presidente da
provincia, manda Tazer publico qne no dia 24 de
agoslo prximo vindouro, vai novamenle a praca pa-
ra ser arrematado a quero por menos lizer a obra dos
concerlos da cadeia da villa do Cabo, avaliada em
8253000rs. A arremataran ser feila pelo maior
lauro oifererido em carta fechada na forma da lei
provincial n. 343 de 15 de maio do correte anno.
As pessuasque se propozejem a esta arremataban.
comparecam na sala dassessoes da juntada fazenda,
no dia cima declarado pelo meio dia, competente-
mente habitadas.
E para constar se mandou alfixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
PIJBL1CACA0 A PEDIDO.
Resumo feito pela Commissao de Hygiene Publica i
vista dos mappas eslatisticos das pessoas que, du- j,
ranfe o ultima semestre, falleceram na freguezia a, dep
de S. Antonio do Recife, remeltido pelo respeemo
vigario.
Idades. Ingenuos. Lber los. Escrotos.
De 1 a 10 anuos 43 12
11 a 20..... 7 8
>l a 30..... IB 2
31 a 40..... 8 1 4
41 a 50. 2 4
51 a 60..... 6 3 1
il a 70. 3 1
71 a 80..... si a)0..... 5
1 1 -1
91 a 100 ... . 1
101 em di ante . 1 1
Total. 88 . m
Obsemacoe*. *
Duas pessoas Tallecern) com mais de 100 anuos
de idade : 1 branco viuvo, e 1 africano tolteiro.
Seria para desejar que os Revds. Visarlos indicas-
sem em nula o ndVuero de annos. quando a idade ex-
cede-e de 100, como oulr'ora raziara quando remet-
tiam mappas similhantes ao exlincto Conselho Ceral
de Salubridade Publica.
Sala das sesset da Commissao, 18 de julho de
1854. Dr. Joaquim d'Aquino Fonseca, presidente.
COMMERCIO.
ALFANDEGA.
Rendimenlo do dia 1 a 18 .--^
dem do dia 19 ..... ,
153:9818940
8:312*515
162:2D7455
Dctcarregam hoje-20 de julho.
liaren inglezaTown of Liverpoolterco e carvo.
Barca inglezallanlsguano.
Barca inglezaGocemormercadoriis.
Sumaca brasileirallorlenciapipas de vinho.
Sumaca be-pan bol aGuadalupeidem.
CONSULADO liERAI..
Rendimenlo do dia 1 a 18 .... 11:1398112
dem do dia 19........ 7218081
12:1638195
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia I a 18.....1:1858615
Exportacao .
Aracaly, lilale nacional E.ralacao, de 37 tonela-
das, conduzio o segninte: I etmastra albos, 3 gi-
gos hinca. 9 caitas vidros, 2 dilas cha, 2 (Mas diver-
sas mercaduras, 1 embrulho canella, 63 caixas fa-
zendas, 3 rolumes ferragent. 3 caixoet drogat, I
caixote chapeos do Chyle. 5 caixas miudezat,- 10
quinlues ferro, I eaixa clarinnles, 6 barris chumbo,
2 raixis folhas, 1 barrica azeile doce, 1 dila haca-
ib. ni, I cauaslrn hlalas, 4 barris manleiga, 2 barri-
cas bolachas inglezat, 4 caixas paSBW,*9 aurrelas
azeitouas, 1 sacco pimeutas, 2 caixas afetria, 1 dila
traques, 1 dita enxofrc, 48 rergalhes Be ferro, 2
mllete- aro, 10 leixes arcos, 6 ditos de vergas tor-
lida's de ferro, :o barris de 5. e 2 quarlolas mel de
Turo, 100 molbos piassaba da Baha, 6 quarlolas com
730 botijas genebra. 6 barricas com 269 garrafas de
licores, 3 garraTOcsanz, jOcaixinlias charutos, 180'
caxes doce, 2 -acras com 10 arrobas de cafe, 4 bar-
ricas c 2 ineias dilas cora 28 arrobas e 56 libras de
assucar, I dita bolaclifs, 1 dila doce, 1 dila 44 tar
rafas de licores, I sacca lio da Baha, 2 laboss de
amarello.
dem, hiale nacional Aurora, de 35 toneladas.
conduzio o segrale_: 192 voluntes gneros eslran- Acamara municipal desla cidadcT
KFI^RFnARVnFKRTi'la^ intfryao. .R "'-'ala Ihe fez decl.raco Francs
Kfcx.fc.BfcOKlA DE, RENDAS:. INTEBAAS l*- reir de ler montado um cslabelccinn
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 19......1:168:228
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do da 1 a 18.....32.796131.
dem do dia 19........5418097
Secretaria da thesouraria provincial da Pernam-
buco 17 de julho da 1854. O tecrelario,
Antonio Ferreira da Annuneiacao.
Clasulas ejataes para a arrematado.
1." Os concertos da cadeia da villa'do Cabo, Tar-
se-hao de confarmidade com o orcamenlo approvado
pela directora em conselho, e apreseatado appro-
vacao do Exm. Sr. prndenla, na imporlaucia de
8258000 rs: ~
2.a O arrematadle dar principio as obras no pra-
zo de 15 dias, e devera conelui-las no de 3 mezes,
'ambos contados de conformidade com o art. 31 da
lei B. 285.
3.a O arrematante seguir na execucSo ludo o
que Ihe for prescriplo pelo engenheiro respectivo,
nao s para boa execucSo do Irabalho, como em or-
dem de afio inulilisar aOBiesmo lempo para o ser-
vico publico todas as parles do adiucio.
4.* O pagamento da imporlanef da arrematado
jferiflcaMsAa em das prestaces iguaes: a primei-
, deponne fcilos dous tercos da obra ; e a segun-
da, depois de lavrado o termo de recebimento.
5.a Nao llavera prazo de rcsponsabilhl'ade.
6.a Para todo o que nao se acha determinado as
presentes clausulas nem no orcamenlo, seguir-se-ha
o que disp.'e a le n. 286.
Conforme. Antonio Ferreira da Annuncia-
fao..
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia, manda Tazer publico, que no dia
24 deagosto prximo vindouro, vai novamenle
praca para ser arrematada a quem por menos fizer'
a obra dos concertos da cadeia da villa de Seri-
nhaem, avaliada em rs. 2:7508..
*A arremalacSo sera feita pelo maior |anc,o oTfere^
cido em caria' Techada,na^orma da lei provincial n.
342, de 15 de maio do cnfcnle.
As pessoas que se propozaerna a esla arremalacao,
comparecam na sala das scuss da jurla da Tazenda
no dia cima declarado peni meio dia, competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou afiliar o presente c pu-
blicar pelo. Diartir."" *"r"*.
, Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 30 dejunlio de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciaciio.
Clausulas especiaes para a arremalacSo.
1." Os concert da cadeia da villa de Serinhaem',
rar-se-haode conformidade com o orcamenlo appro-
vado pola directora em conselho, e aprescnlado a
approvacao do Exm. Sr. presidente, ua importancia
de 2:7508 rs. a
2. O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de um mez, e devera conclni-las no de seis mezes,
ambos contados na forma do artigo 31, da lei nu-
mero 286.
3.' O arrematante seguir nos seus Irabalhos to-
do o que Ihe Tor determinado pelo respectivo nhciru, nao s par boa execuefto das obras, como
em ordem de nao inulilisar ao mesmo lempo para o
sen iro publico, lodas as parles do edificio. <,
4.a O pagamento da importancia da arremafacao,
lera lugar em Ires preslacoes iguaes ; a primeira de-
pois de feila a melade da obra ; a segunda depois da
entrega provisoria ; e a lerceira na entrega defini-
tiva.
5.a O prazo de responsabilidade ser de seis me-
zes.
6.t Para ludo o qne n3o te acha determinado as
presentes clausulas, nem no orcamenlo, seguir-se-ha
o que dispe a respeito a lei provincial 11. 286.
Conforme. O secretario, Antonio Ferreiralda
Annuneiacao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial em cumprimeuloda ordem do Exm. Sr. presi-
dente provincia, dojfi do correte', manda Tazer pu-
blico, que no dia 20 do cnenle, peraole a junta da
Tazenda da mesma thesouraria, vai novamenle a pra-
ca para ser arrematado a quem por menos fizer, o
torii.'.amento dos medicamentos e ntenciltos para a
enfermara dacadeiadesta cidade, servindo de base
a arremalarao o abatimento de 30por eentooflereci-
do pelo licitante Manoel Elias de Moura.
A arremalacao ser feita por lempo de onze me-
zes, contar do primeiro de agoslo do crreme au-
no ao fim de juuho de 1855.
As pessoas que se propozerem a esla arremalacao
comparecam na sala das srsdes da mesma.junla no
dia cima declarado, pelo meio dia, competenlemen-
le habilita.la-, que ah Ihe serao presentes o formu-
lario e condicOes da arremalacao.
E para constar se mandou aflixar. o prsenle e
publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria de Pernambuco 8 de ju-
lho do 1854. O secretario, Antonio Ferreira ia
Annuneiacao.
faz publico, que
rancsco, Lucas Fer-
eslabelccinienlo de carros
atenebres, no pateo do Paraizo n. 10, rom lodas as
biidii.oes exigidas pelo regulamenlo do cemilerio
publico.
calves da Silva Queiroz, Francisco Anlonio de Me-
neze, Franciso Valeulim de Lima, Joan Ferreira
Chaves, Joaquim Milelo Mari?., Antonio Melquades
da Silva, Jos Joaquim de Araujo, Manoel Amancio
do Espirito Saolo, Joao Germano do Espirito Sunto,
Josliniano Augusto dos Sanios Paula, Manoel da Sil-
va Neves, Minoel Benlo Alves de Mardo, Joaquim
de Azevedo Mello, Manoel Joaquim Dias, Jos Pe-
dro de Sania Anua, Francisca de Piola Carneiro
Lefio Jnior, MiinelMartins Fiuia.
Affogadot.
Manoel Jos Aniones Torre.
A administraran geral dos tslaheteeirnentosda
caridade manda fazer publico s pessoas qoe arrema-
taran) casas do patrimonio dot meamos estabeleci-
menlos, e que assignaram termos provisorios, qne
comparecam na sala das suas sestees, as quinlas-
feiras que nao forem dias tantos on feriados, para
assignarem o termo definitivo e receberem a soa
cartas de banca. Administraran geral dos astabele-
cimenlns de caridade 17 de julho de 1854.O escri-
vaoAnlonio Jos Gomes do Comi.
De ordem do Exm. Sr. director geral interino,
faco saber a quem convier, que esl em concurso a
cadeira de inslrncco elementar do primeiro grao ,
da Lagoa de Baixo, com o prazo de 60 dias, contados
da data deste. Directora geral 12 de julho de 1854.
O amanuense archivista.
Candido Eustaquio Cetar de Mello.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, em virlude de aulori-
sacao do Exm. Sr. presidente da provincia tem de
comprar os objectos seguinles:
Para o meio balalho da Parahiba.
Livro ine.lre impreso para registro das procos
cCfectivase aggregada, contendo 300 folhas, sendo
220 para soldados, e 80 para ofuciaes 1; dito para re-
gistro das pracas addidat, conlendo 150 folhas, sendo
110 para soldados e 40 para officiaes 1; dilo para
registro das pracas effectivas e aggregadas de cada
companhia, leudo 150 Tuinas, seudo 110 para solda-
dote 40 para oTOciaes 4;|ditos, para registro das pra-
cas addidas de cada companhia, conlendo 100 folhas,
seudo 80 para soldados e 20 para officiaes 4; dilos,
em branco pautado de 200 folhas 10; ditos de 150
folhas 35; ditos de 100 folhas 8; copo de xidro 1, pra-
lo de lou(.a 1, bracos da ferro para balanca com 35
pulegadas de comprimenlo 4; pat de ferro 6, enia-
dat 6, machados?.
10 balalho de infamara de linba.
Carlat de a, b, c,20, traslados de linhat 20, dilos
de batanlo 20, dilos de bastardinho 10, dilode cur-
sivo 10, taboadat 20, podras de lousa 10, esniveles
para pennas 25; Dulciros 10, areciro 10.
Provimenlo dos armazens do arsenal de guerra.
Caitas com vidros 2.
Qfficinas de Ia e 2a ciaste.
Costados de pao d'olo 6, taboas de assoalho de
louro, duzias 4.
Diversos balalhdes.
Mantas de lita, ou cobertores de papa371. Qoem
os quizer vender aprsenle as suas proposla
em caria fechada na secretaria do conselho, as 10
hora do dia 26 do crrenle mez.Secretaria do
conselho administrativo para Tornecimenlo do arse-
nal de guerra 18 de julho de 1854. Jotdt Brito
Ingle:, coronel presidente. Bernardo Pereira do
Carmo Jnior, vogal e secretario.
_-------.----------__----------------------------
SAUDO ti DE JLLIIO.
Ultima recita extraordinaria em be-
neficio do actor
, JOS DA SILVA RES-
Ir scena o drama em 5 actos de Aleandre
Pumas,
. O PIRATA ANTONIO
. ou -
A ESCRAVA ANDREA.
A parte principal ser representada pelo, benefi-
ciado. ,
Em segoimenlo dar (ira ao espectculo a rnui
linda e applaudida comedia cm 1 acto.
A Moleira de Marly.
O beneficiado achando-se desempregado ha seis
mezes, spera merecer do respeilavel publico a mes-
ma proleccait, queja por vetes Ihe lem prestado; e
aproveila a trrasiau de agradecer aos seus eompa-
nheiros tle arle o obsequio a qoe sem repugnancia
se preslam entrando ueste espectculo.
Principiar s8 horas.
- -
AVISOS martimos.
33:337II6
MOVIMENTO DO PORTO
.Vario entrado no dia 1'J.
Terra Nova50 dias, brigue inglez llaider, de 160
loneladas, capilao Joliii Turkcr, equipagem 9,
carga 1,750 barricas com bacalhao; a Me. Cal-
men! & Companhia.
Sacio sahido no mesmo dia.
ParahibaHiale brasileiro Paquete, meslre Crpria-
no da Cosa c Silva, carga varios gneros. Passa-
geirps, Antonio dos Sanios Coclhn, Beijamira Pe-
regrino de Oliveira, Jos Lnuieuco Pereira de
Carvalho, Joaquim P. Bastos, l.uizda Rocha e Sil-
va, Jos Anlonio Pereira, Manoel Comes da Cruz.
NOTICIAS MARTIMAS,
flarrou hoje no lameirao, onde chava-se Tundea-
da, a polaca hespanhola Prompla, derido islo ao
mo lempo que ha dias lem harido, c anda conti-
na, pondo assim cm perigo as embarcaees que es-
liverem ncsle ancoradouro. Soccorrida tle promplo
pelos pralicos da capitana em servico, no que hou-
ve bstanle risco por ler virado pela muita arreben-
larao urna das balieiras que i isso diricia-sc, sendo
salvas as vidas das pessoas que a guarnecan! pela ou-
lra que mais alruz segua, oblevc-se afinal que am-
bas podessem chocar a referida polaca, ealroutcs-
sem para dcnlro do mosqueiro, sendo anda preciso
para islo, que ella largasse um ferro por man.
CDITAES.
O Illm. Sr. inspector da Ibesouraria provin-
cial, era cumprimento da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia, manda Tazer publico, que no
dia. 24 de agoslo prximo vindouro vai novaueule a
prara para ser in em alado a quem por menos lizer a
obra dos reparos a Tazcr-se na rasa destinada para
cadeia na villa do Ourcury, avahada em 2:7509000
res.
A arremalacao ser feita pelo maior lanco olTere-
cido em carta fechada na forma da lei provincial n.
'id de 1.) de maio do crrenle auno.
As pessoas que se propozerem .1 esla arremalacao
comparecam na sala das sesses da junta da fazenda
no dia cima declarado pelo meio dia competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandn aflixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
maior, Manoel Ferreira Accioli.
O Dr. Custodio Mauoel da Silva 1 luimai,les, juiz de
direilo da 1.a vara do cninmercio nesla cidade do
Recife de Pernambuco, por S. M. I. que Dos
guarde, ele.
Faro saber nos credores incertosde .Manoel Joaquim
Macirs.qucporeslejuizoc porexecurao de Deane
Yonle & Companhia', por si econio procurador bas-
tante de l.uiz Anlonio Vicira \ Companhia, Jos
Francisco de Lima e outros, Ibes fui penhorada a
quantia de 6149902 rjt, que Tora entrampada em
poder do cnsul pnrluguez, c bem assim a quantia
em se lulas de 5339000 ris em olas do Banco de
Pernnmburo, 2009000 ris, tres mondas de ouro de
16900H, importando em 489000 res, urna moeda da
209000 ris, urna dila de 99000 ris, duas moedas de
19000 ris, duas dilas de 500 ris, Ires ditas de 320
ris, qualro dilas de 610 ris, Ires cruzados novos,
duas moedas de 160 ris, sele dilas eslranzeiras, que
se acham nodeposilo geral; c para que os mesraos
credores incerlos do executado, pensara requerer a
preferencia que liverem as sobredlas quaotjat, os
chamo pelo prsenle cdital. para no prazo de 10 (lias
contados da publicarlo deste, comparecam neste ju-
izo, e alb'Uem sua picferencia, S"b pena tle sepas-
sai mandado de levaniameiilo favor dos exequen-
les. E para que rhtgue a noticia de lodos, maiidei
pastar o prsenle edilal, c dous do mesmo thenr que
serao editados na praca do enmnierrio e casa das au-
diencias, c publicado pela imprensa. Dado e passado
nesla cidade do Recife de Pernambuco aos 17 de
julho de 1851.Pedro Tertuliano da Conha, escri-
vo subscrevi.Custodio Manoel da fiilca Guima-
riies.
REAL COMPANHIA DE PAQUETES 1NLEZES
A VAPOR.
No dia 21 des-
la mez espara-fe
to sujo vapor
Thotmt, com-
mandanteSlrult
o qual depois da
demora do cos-
ime seguir pa-
ra a Europa ;
para passageiros
trata-te com os
agentes Adam-
son Howie & C.oropaabia, ra do Trapiche Novo nu-
mero 42.
COMPANHIA DE NAVEGADO A VAPOR LU-
XO-BKASILEIRA.
Os Sr. accionistas
desla companhia sao
convidados a realisar a
quarta presttcSode soas
a croes com a maior
brevidade," para ser remellida a direccao na cidade
do Porlo, dirigindo-se ao baixo assignado na ra do
Trapiche 11.26.Manoel Duarle Rodrigues. ,
Para o Maranhao e Para' sahe no
da idocorrente o muito veleiro brigue
Recife, ainda pode receher alguma car-
ga e passageiro, para cujo fim trata-te
com Manoel Francisco da Silva Carrico,
na ra: do Collegio n. 17, segundo andar
011 com o capitao Manoel Jos' Ribeiro.
Companhia de navegacao a vapor Luso-
. Brasileira.
O primeiro barco des-
ta companhia, o elegan-
te e rico vapor D. Ma-
rio II, commaodantco
primeiro tenente Thom-
pson, deve aqui chegar no dia 22 do correle, e de-
poit de dcmorar-se12 hdras seguir para, S. Vicente,
Madeiraa Lisboa, para onde recebe passageiros. To-
das as carias ejoroaet sao recibidos francos, na ra
do Trapiche 11. 26, casa de Manoel Duarle Rodri-
gues.
Para a Bahia segu em poucos dias, por ter
parte de sua carga prompla, a bem conhecida e ve-
leira sumaca llorlencia : para o reslo da carga 1ra-
lae cun o seu consignatario Domingos AlvesMa-
Iheus, na ra da Cruz n. 54.
Para a Bahia sahe no Um da pre-
sente semana o liiate nacional Amelia :
para o reato d carga, trata-ge com o mes-
J?aco|Ja cmara municipal do Recife, em sessao tre a jjorJo, OU COU1 Novaes & Compa-
de 19 domino de 18.>4.Baroo de Capibaribe, pre- -. r
Mente!N impedimento dn secrelario. o otllcial n|lla> na na do trapiche Q.'O*.
Companhia de Liverpool.
DECLARACO ES.
O conselho de revistadla guarda nacional denle mu-
nicipio tem designado o dia 21 do correle pelas 10
liaras da manli.Vi.nc. casa das sessoes d cmara mu-
nicipal, para serem inspeccinados pm junta medica,
perarte o mesmo conselho, os guardas nacionaes,
ah 1 ivti declarados conforme o disposto na segunda
parte do arl. 21 do decreio n. 722 de 25 de oulubro
de 1850.
Freguezimde S. Frei Pedro Goncahes.
Etlevao da Caoba Medeiros, Raimundo dos San-
ios Figueiredo, Paulino Jos de Sanie Anna.
Boa 1 i Caetano de Carvalho Raposo, Joaquim Viegas J-
nior, Manoel Francisco de SoazaLuna, Manoel tion-
Espera-se de
Liverpool, no
dia 20, vapor
Baliiana, com-
mandtote Da-
niel Creen, e
depois da de-
mora do cost-
me seguir pa-
ra os porlos da sul: agencia em casa de Deane You-
le & Companhia, ra da Cadeia Velha n. 52. Ad-
verlc-se que as carias para os porlos do imperio sao
-lmenle recebidas no correio, eas para os porloses-
trangeiros na agencia.
Para o Aracaly sahe conf muila brevidade o
bem conhecido hiale Anglica : nuevn nelle qui-
zer carregar ou ir de passagem, dirija-se ra da
Cadeia do Recife n. 49, primeiro andar.
LEILO'ES.
". --------------- .
O agente Oliveira Tara lelao de om completo
sorlmenlo de mobili. consisiiudo cm cadeirat, so-
Tasconsolos, cadeiras de balancn, dilas de braros,
bancos de joao, (miradores, encornudas, lavatorio,
suarda Intuy.. .rmarios, mesa de janlar con apara-
dores, secretaria, camas de vento com rmac,io, lan-
teruas, maizas de vidrp muitns oulros abjectos in-
clusive casliraes e unirs obras de prala, ditas de ou-
ro, como sejam Iranrellins etc. : quinta-mira 20to
correntc, as 10 huras da manha, no terceiro andar
da casa 11. 17 da ra do Collegio.
Quiula-feira 20 do crrenle as 10 horas em
ponto, o agente Borja far lelao dos objeclos exis-
lenles no seu armazem ra do Collegio n. 14. e de
oulras muilas navidades que eslar.lo amostra no dia
do leilao, no seu armazem.
AVISOS DIVERSOS.
O Sr. cominandaule do balalho de Santo An-
tonio, qneira mandaros requerimenlos de recurso
para o conselho, enao qneira lolher o qne lei con-
cede. Oria.
Precisa-se de urna ama, prefere-se
escrava ; agradando paga-te bem: na ra
da Conceicao da Boa-Vista n. 9.
fe
aata


"-

FRONTISPICIO
DO
r .-.%. m
Osfucarregados de festejar a Senliora do Carino
do Frontispicio, lio dia 23 do corrcnle, lein deter-
minado os festejos da maiieira seguidle: na ma-
drugada do dia 2t do correnle levantar-se-ha a ban-
deira, depois de ler percorrido as ras conduzida por
qualro figuras, com directo ,Camboa do Carino,
ra Nova, Caboga, Rosario estrella e largo, a ar-
vorar-Mua baste, em cuja occasiao se soltar um bou-
quel de fogo de nova inveneflo, feilo pelo insigue
irlisto o hr. Rufino Gomes da Fonseca; acompauha-
>la a bandeira pelo Rvm. Sr. Fr. Jorge de Santa An-
na Locio, tunta banda de msica do segundo bala-
Ihao da guarda nacional deste municipio, sob a direc-
V> do Sr. proresaor Ilermegenes. Ao meio-dia de
sabbado subiro aos ares tres gvrandolas, por occa-
siao do que referida msica tocar algumas pecas
de nova inventar e boui goslo. A' noite liave'r
vesperas, e antes e de|iois deltas tocar a msica mar-
cial algumas pecas eicolhidas. Na madrugada de
domingo liaver inissa canlada. As 11 horas do dia
le domingo lera principio a Testa, sendo o celebran-
te o Rvm. Sr. padre meslre provincial Fr. Joao da
AssumpcSo Moura, e pregador o ex-provincial o
Kvm. Sr. Fr. Lino do Monte Carmello; na occasiao
do Gloria se soltar um novo booquet grande. Fir.da
a testa e dadas as descargas do eslylo. Tender os ares
pela vex primeira nesti cidacle um balan de nova in-
venco, sustentado por urna grande figura. A' ir-
de lera lugar a rasoura, acompanhando 1G meninas
vestidas de branco, depois do que um segundo balso
imitar o primeiro, dando assim lugar a ser aprecia-
da a obra de um Fernimbucano curioso. Seguir-
so-ha o Te-Deum, sendo o (iregador o Rvm. Sr. Fr.
Joaquim daSaotissima Trindade, e em conclusose
soltara o fogo de vista, com variadas e novas figuras:
rogam, porlanlo, para maior brilhanlismo, que os
moradores do pateo do Carino orncm as frentes de
suas yarandas e janellas com coisas no dia da festa,
b as illumiuein as noites da \ espera c dia.
Nao ha meliiores no mercado.
No antigo depsito das bichas de Hamburgo, na
ra eslreita do Rosario n. 11, he chegado novo sorti-
.lento de bichas de Hamburgo, que se vende por
atacado, aos ceios e raeios contose a relalho, e tam-
bero se alugam por menos preco do que em outra
oualquer parte.
Francisco Jos Terreira retira-se para Portu-
gal, jumamente com seu Dlho Joaquim Jos Fer-
reira.
CidadAos hou<'stos de tedas as nacfles, santelmos
denodados do cdigo sacrosanto da humanidade, que
nesla poca medonha e lacrimavel vivis vida briosa
r cheia de herosmo iietthatislo e immaculado, glo-
rilicai, repassados de sanlissimo. prazer, a Divina
Providencia pela grac.a elficientc de que inspirara aos
generosos Brasileros, e aos meu< collegas benvolos
acadmicos jurdicos da cidacle de Olinda, esperan-
zas, glorias e doce ornamento da liberdade, alhana
innocente protejan prestada a um sea desvelado
tmigo, solTrego de amor pelo imimircessivel Irium-
pho universal dos humanos, que ha tantos secnlos
soflrem o infame e horrorosa jugo da tvrannia!
Est comprada a typosraphia para a impressao do
Aportlo do Norte. Esta lilha ingenua da natu-
reza denomina-sc Typographia Republicana Fea*-
ralios Vnersal.
Briosos cidadSos do universo! fagi desses prslilen-
, Alfieri), pelo muito que desejara, na' fio para cou-
sa alguma, e donde, pelo muito que se conhecenr, e
reciprocamente se oceiam, e por oto ousarem pu-
blicar o seu reciproco lespreto, tiramassubtise deli-
cadas maneiras de offender, lisongear, implorar, ne-
gar e pretender, porque apprcnderaro as artes de
equilibrara alesna cem a Irisleza, de agradecer as
injurias dos maudOes, de ridicularisar a virtudc, de
premiara corropcao, de tornar os povos frivolos e
inconstantes, a jurisprudencia um labvrintho inex-
Incavel de injuslicas, para reduzir a humanidade ao
lastimoso estado de penuria* e desespero; eis porque
todo o oorlezao he mais funeste do que a peste. Em
verdade, quem poder conleslar a senlenca seguinle
de Sophocles: yuenj entra no palacios do* res,
torna-te logo escroto. Re|>et, briosos cidadaos do
universo, o juramento de Bruto: Juro nao consen-
*""> y"*,_i/toma, nemelles, nem otrem reine. Ju-
ro, nec illos, nec allium qaemque eegnare Ramee
passurum.
O redactor do Apostlo do Norte.
D. igoaciaJeaquinaLcpes da Silva, viuv de
Jos iogo da Silva, laz publico que tendo uo prin-
cipio do crrante mezdejulho, dado urna pudacla
assignada em braaco cesta com sello antigo eem
papel alinaroazul) ao sen procurador judicial Rufi-
no Jos Correiade Almeiila, para juntarla, justifica-
rio de bito de seu (irado pii, esle lenjV entresuc
aoescrivSoCnoJjaem seu cirlorio, fora desencami-
nhada; ecomoajalvezTosse ilgnma pessoa queale-
vasse para algum Gm linislro, declara que nada deve
nenii nesla, neta' em oulra proviucia, e que qualquer
recibo que passar a seus llovedores, sao todos escriplos
< assignados pelo seu punho, e s existe asignada
por ella essa apodada extraviada, uioa procurarlo
pastada ao seu procurador Rufino nesla cidade, a
seu irmao Jos Antonio Lopes no Rio-Formoso. ao
Sr. Amonio Francisco Miirtins,' tambem no Rio-
lormoso; eem Serinhacm ao Sr. oio Damasceno
Barros, somente para cliamir a conciliacito auinaj
devedor; e qualquer docuineuto que apparecer fir-
mado por ella excepeo destes mencionados, declara
ser falso.Recite 19 do julio de 1854.
N noite de 17 do correnle, aojgnlou-sc da ca-
sa de seu seuhor Rufino Jos CorreiTlc Almeida, o
criauto de lime Joo, de estatura regular, cheio do
corno, se barba aleuma, he bem parecido, lem um
dente separado um do outre na mandbula superior,
representa ler deidacc 25 n30 annos, tem ofticio de
canoeiro e marinheiro ; foi escrayo do Sr. Manuel
Antonio Fernaujs morado! no Assu,evendido nesta
cidade do Kecife peln scuhures Jos Antpnioda CrP
nhaiS Irmaos: quem o pegar ou delle tver noticia
dirija-se a ra de Santa Cruz da Boa-Vista casa n.
78, que ser bem recompensado.
LOTERA DORIO DE JANEIRO.
Acham-sea'venda us bilhctese meios
oricjinaes da lotera cima do Estado Sani
DIARIO DE PERMiBCO. QUINTA FEIR 20 DE JULHO 0E 1854.
19
tarto, que corren no Rio de Janeiro a
do corrente. Os premios sorao pagos logo
queselizer a distribuicSodaglistag.
.,- Law-se e eugumms-se: na ruada Scniala
.Novan. 36.
A. Hebrard, subdito rraneez, retira-se para fo-
ra do imperio.
Aluga-se.uma prensa no Forte do Mallos : a
tratar com Luiz Gomes FeTeira, no Mondego.
Desappareccu um preto fulla, de idade de 30
annos. de nome Joaquim, i- ionio, quando est assus-
lado gagueja, a poni de levar bem lempo sem res-
ponder, foi do Sr. cipilao Manoel de Albuquerque
Cavalcanli eco, do logar de Papacara, no sitio Ca-
jueiro : he alto, rosto descarnado, quando anda abre
os bracos, sabio domingo 16 do correnle : quem delle
tiver iioticia, queira leva-Ir a roa da Praia casa de
ManoetJose Dantas, quesera bem recompensado.
Precisa-sede um feilor de campo, para o en-
genho Sanios Mendesna comarcare Nazareth, nacio-
nal ou estrangeiro, que leaha pratica e aclividade
para o trabalho; leudo esla predicados, se Uie dar
umbom ordenado: quem pretender dirija-sc ao dito
eogenho.
DesappareceQ no dia 16 do correnle um prela,
de idade de 30 annos, de mime Jeronyma, estatura
alta, rosto redoudo, com falta dedousdenles na fren-
te, levando vestido azul j desbotado, panno da Costa
rom listas encarnndas-e falla un tanto descansada :
roga-se, pois, a quem a pegar, a bondade de lva-
la a ra das Laraugeiras obrado de um andar n.
ti, que ser recompensado.
Furlaram no dia 17 do rorrete mez. da usa
n. 33 da ra Nova, nm relogio de ooro, patente jn-
glex n. 18,537, com corrente e chave tambem de ou-
ro : roga-se a qualquer pessoa a quem fr offereci-
dodito relogio, de appreliender e leva-lo na refe-
rida casa, que ser generosamente recompensado.
Troca-se por duas escravaaf-qie sirvam para a
ra, um pequeo jitio jonto a esU .idade, minio
vropno para morar, plantar e criar, pois est livre
da maior cheia que posa haver, qnal esra situado
em terreno proprio. e te ai muitos e ezcelleules
de fructeiras de todas as qualidades, e muitas ou
proporcoes que se uirao ver a quem o pretender
tratar em Fora de Portas, casa n. 55.
Precisa-se de um feilor jardineiro, de boa can
duela, para um sil o perto da prara : no paleo de
S. Pedro u. 4.
Desappareceu no da 8 de jolln, o preto de na-
ci Costa, por nome Ignacio, idade 24 aunos, pouco
mai# ou menos, estatura regular, sem barba, olhns
grandes, lem costme de andar aprestado ; tev'ou
ealc^ azul, jaqiicfcuranca e barrete eucaniado:
consta ler anclado |>elas timo Pona* e aterro dos
'ATogados : quem u pegar pode leva-lo ao seu se-
nlior, na ra do Hospicio, casa terrea o. 42, ou na
ra da Senzala Velha n. si, parlara.
FrancscpLu cheira de i arios_ fnebres no pateo do
Hospital n. 10, enau-rega-se de qualquer
funeral, sendo padre, msica, cera, ar-
mario na igreja Ou em casa, carros de
passeio e tirar guia da cmara, e alii en-
contrarlo tudo com aceio, segundo dis-
poe o regulamento do femiterio.
Pede-se ao Sr. Eduardo com serrana na ra da Cadeia, que venfia no prazo
.le tres as tirar os seus penhores. do contrario se
pausara a wnde-los para sen pagamento conforme
dit o papel de Iraln na ra do Rangel n. 60.
Oabaiio assignado. como curador do Sr. Joao
thono de Caslro Alaciel Monleiro, pede as pessoas
que forem credoras do mesmo scnlmr, tenhim a
hondada de o declarar ros scguiolcs nmeros dele
Oiario ale o da 23 do correnle mez, com especifica-
cao da origcm do debito, titulo deste. sua dala sua
importancia, e, se se acha ja ajuizado, por qual ,las
varas, e em que cirlono. Jos Narciso Camello.
OsSr. Joilo Francisco Duarte, Joao Pacheco
de (jueiroga, Jos Jnronj mo Correa (ourives', Joao
de Souza Lima ^alfaiale; e Ignacio Francisco dos
Santos (meslrepedreiro), dirijam-se ra do Colle-
gio n. 12, que se Ihe dse ja fallar.
."S1 Sr- Joao Caroiro Rodrigues Campello,
Joao Xavier Carneiro Rodrigues Campello, Francis-
co Xavier Cavalcanli e Antonio de Hollanda Caval-
canli, lenhaiii a boudade de enlender-se enm o abai-
xo aasignado, na ra do Collegio n. 12, ou declara-
ren sua resideqciaFnncisco Jos uil.
pes
Ira*
a
CONSULTORIO DOS POBRES
25 SUA DO COZ.Z.EGXO 1 AUSBAR 25.
O Di. I'. A. Lobo Moscnzo d consullas liomeopathicas todos os dias aos pobres, desde 9 horas da
manha atoo meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noite.
Oflerace-se igualmente para pratiear qualquer. operaejio de cirurgia, e acudir promplamenlc a qual-
quer mulherque esleja mal de parlo, e cujas circo instancias nao permita m pagar ao medico.
NO CONSULTORIO DO DK. P. A. LOBO M0SC0Z0.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGINTE:
Manual rompido do Dr. G. H. Jahr, traduzido em porluguez pelo Dr. Moscozo, qualro
voluntes eucadernados em dous : _................. 90fOO
Esta obra, a mais imporlante de todas as que Iralam da homeopalhia, interessa a lodos os mdicos que
quizerem experimentar a i'oulrina de Hahnemann, e por i proprios se convencerem da verdade da
mesnia : interessa a lodosos seiihores de engaito c fazeudciros que eslo longe dos recursos dos mdi-
cos i interessa a lodosos capilacs de navio, que nao podem deixar urna vez ou outra de ler precisao de
acudir a qualquer incommodo seu ou de seus tripulantes ; e interessa a lodos os chafes de familia cue
K3O00
48000
iSOOOO
*5000
505000
IO nbaixo assignadn por i c por parle de cus
irmaos Honorio Telles Furlado e JoaoTelles Furia-
do, moradores lodos nesla comarca de Garanhuns,
preyinein pelo presente ao publico desla provincia a
limilrophes, para que de nenhuma forma negociem
enm a madrasta dos mesmos, a Sra. Mara de San-
la'Anna Leite Furlado, a respeito do dominio de
por circiimslancias, que nem sempre podem ser prevenidas, sao "brisados a prestar soccorros a qualquer
pessoa del la.
O vade-mecum do homeopalhn ou Iraducrao do Dr. Ilering, obra igualmente til s pessoas que se
dediram ao esludo da homeopalhia um volume grande..........
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pharmacia, etc., ele.: obra indis-
pensa\el as pessoas que querem dar-se ao estudo de medicina........
Urna carteira de 24 lubos grandes de finissimo chrislal com o manual do Dr. Jahr e o diccin-
nario dos termos de medicina, etc., ele...... -........
Dila de 36 com os mesmos livros. .".....-............
Dila de 48 com os ditos. ,.....".............
Cada carteira he acompanhada de dous frascos de liuliirasindispcnsaveis, a escolha. .
Dita de 00 lubos com ditos......................
Dita de 144 com xltos..................".!!!!!
Eslas sao acompanhadas de 6 vldros de tinturas escolha.
As pessoas que em logar de Jabr quizerem o llerins, terao o abatimenlo de 109000 rs. em qulquer
das carleiras cima mencionadas.
Carleiras de 24 lubos pequeos para algibeira.........'..'.... 8SO00
Ditas de 48 ditos...........,............. 1.60000
lubos grandes avulsos....................... I9OOO
Vidros de meia onr, de tintura.................... 2J000
Sem venlaileiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um pasjo seguro na pratica da
homeopalhia, c o proprietario deste eslahelecimento se lisongeia de te-lo o mais bem montado possivel e
ninguem duvida boje da superioridade dos seus medicamentos.
Namesmacasa fia sempre venda grande numero de tubos de cryslal de'diversos lmannos, e
aprompta-se qualquer encommenda de medicamenlos com toda a brevidade e por precos muito com-
modos.
RETRATOS
PELO" SYSTEM CRYSALOTVPO.
J. J. Pacheco, leudo de se retirar para o Rio de
Janeiro, avisa a quem quizer aprdwtar esla ultima
occasiao para possuir um retrato de cores xas e Ira-
eos inlelligiveis, que queiram dignar-se procura-lo
em seu eslabelecimeulo imporlanft, no aterro da
Boa-Vista n. 4. al ao fim do correnle mez, desde as
7 horas da manhaa as 4 da (arde.
Publicarao litterajia.
Inslituiooes de Dircilo Civil Porluguez por M. A.
Coelho da Rocha, lente da faculdade de direito da
universidade de Coimbra, terceira e ntida edieflo,
em 2 vnlumcs em oitavo, adaptadas ao foro do Bra-
sil, com a legislasao brasileira vigeule, e algumas
notes explicativas extrabidas das obras dos mais exi-
mios lelos para melhor Ilustrarlo das doutrnas nes-
se excellenle compendio ensinadas, por Antonio de
Vasconcellos Menezes de Drurumond, bacharel for-
mado em sciencias jurdicas elojiafis pela academia
de Olinda, advocado nos audilorlSiMhfwecire. Para
a publicarao dessa obra lo inleressale c indispen-
savel a lodos os senhores jaizes, advogados e mais
pessoas, qaesededieam smesmas prosaocs, ou alias
precisam possuir urna minuciosae methodicacompi-
lacao do Direito Civil Patrio, tendeule a adquirir
pleuo conhecimento dos seus direlos e ohriga$oes ;
subscreve-se em PernambOco, bapracn da Indepen-
dencia, loja n. 6 e 8 ; no paleo do Collegio, casa n.
29, lojas 11. 6 c 20, e m ra do Hospicio n. 9. O
preco da assignatura ser de 165)000, pagos a en-
Ircga de cada exemplar, c loco que haja numero de
assignaturas suITMente para salisfazer as avulladas
despezas da imprBsao, ir para o prelo. no dia da
publicado da mesma, encerrar-se-h a asignatura,
.vender-se-lia mais caro.
Ao iHiMico.
RETR4T0S A OLEft E DAGGEBREOTY.
AULA. DE DESENHO.
Cincnato Muvignier. relralisla e pensionista de
S. M. o Imperador, avisa an rcspeitavcl publico
desta capital, que o seu rslabelecimeoto de pintura e
dacuerreolypo, est sendo montado em grande es-
calla por isso que espera o extraordinario marhi-
nisno daguerreolypo viudo da Europa, a sala da
machina he Iluminada por una inmensa claraboia
de Irinta vidros de vinle polacadas, dando ama luz
to bella e regular que saUrao os relalos magnilt-
cos; cssa claraboia vaisejVir poremquantoa machi-
na que existe no u)sruMllalielecimeulo, eo annun-
ciante convida ao re^Ftavel publico a visitar este
cstabelecimento esperando grande concurrencia,
pois far com que saiam retratos os melhorcs nesle
genero, anndnciante vai principiar os Irabalhos
de cabellos para formar riquissiinos quadros, onde |
representar tmulos, ciprestes e oulros emblemas
de saudade, e ailianca que serio de tuna exeruro
agradavel a seus fregoezes. Os Irabalhos do estaic-
lecimeiilo principiam das 10 horas da manhaa s 4
da tarde. Aterro da Boa-Vista n. 82 primeiro e se-
gundo andares.
GRANDE AULA DE DESENHO.
Cincnato Mavignier, relralisla e pensionista de S.
M. o Imperador, leodo de demorar-se mais alguus
mezas nesta capital, abri ma aulafde desenlio a
pedido de muitos de seus amigos pois est seudo
bastante frequentada ; as pessoas que quizerem se
matricular podem comparecer a qualquer llora na
mesma aula, esta aula val ser ornada com a melhor
escola de Jitlieii, Raphael e Murillo, em grandes
modellos vindos da Europa ; assim como tambem
bastos; oslaloas de gesso, onde se copiam os estados
do n, he agradavel esle Irabalhoe pela sua regula-
ridade muilo te aproveila. O annuncianle se en-
carraga de qualquer desenlio sobre papel, marfim,
vidros, tahMs. etc., etc. Aterro da Boa-Vista n.
8:2, primeiro e segundo andares.
' A TOIILO.
Cincinalo Mavignier, retratista e pensionista de
S. M. o Imperador,-tendo sido testemuuha dos es-
tragos teitos pela grande cheia de 22 e 23 prximo
pastado nesla cidade e seus arrabaldes, deu-se ao
trabalho de tiraros paineis dolorosos de semelhanle
situacao com as Tjstasdos logaras ea endiente; este
trabalho esla sendo passado a oleo, pois vai ser apre-
sentado a S. M. o Imperador, que offerece o seu
pensionista cima mencionado, e antes de seguir o
seu destino, julga o annuucianle que ser bom ra-
par o quadro em lugar onde esle publico veja, e pos-
sa dar o seu parecer.
Aos 149000
Precisa-se alugar urna prcta pera vender na ra,
D3o se procura ler habilidades: na rua> do Pabre
Hunano n. 27, que adiar com quem tratar.
Aluza-se urna ama forra ou escrava para casa
de pouca familia, paga-se 10000 rs. mensaes : na
ra das Laraugeiras n. 13, 1 andar.
Aluga-se urna das casas da cidade nova.de An-
lonio Jos Gomes do Correio : a tratar com o mes-
mo.
Pede-se ao Sr. Sebasliao Auonso do Reg Bar-
ros que tenlia a bondade de apparecer na ra do Ca-
marao taberna n. 7, negocio de seu interesse.
Deseja-se fallar com o Sr. Izidru Jos Pereira
a negocio de seo interesse, annuncie 011 dirija-se a
ra Velha na Boa Vista, n 123.
Vendem-se saras com millio chezado agora : ni
rna das Flores n. 21 : na taberna confronte au por-
to das canoas, prccocommodc, por o dono nao ser
morador nesta iraca.
Estampas de santos e santas.
Chejoii loja de miudezas da rna do Collegio n,
urna escrava parda, deuome Sabina, quasa acha em I1, *ri"",e wdimcnlo le eslamps de santos e
poder da dila senhora, no valor de cuja escrava tem I -Xern1 p"n1.? Pc1ue,n e W">t : N. S. do Ko-
os annuncianles suas tolas-parles, que em inventa- ?"." v %u0. L*- P; h-d Dore, Rainha dos
rio por falleciinenlo do pa commnm, Mies coube; e ?"*' o S; d? -""icao, N. S. oa cadeira, San-
psra evitaren, qualquer fraude ou pretexto de igno- 1I^"na San' An,10,,i' S-Jof S- SebaslHo, Sania
rancia, fazem o prsenle. Villa d Garanhuns 9 de f? Jf* S;""a ^t""?' ^'J Mar"': Se..bor Cra-
unho de iKH.Jo relies Furlado. cirtcailo, Senhor no borlo, colleci;Oes da Via Sacra
- Jos Correa defiliveira. porluguez: retira-se o"1 tempa. assim rumo outras mullas que se
para fra da provincia-eom sua familia. J?S? a,""""-iar i relralos de NapolaSo I, ditos
do III e sua espoda, collec^oes de Gil Braz, dilasde
Gonralo de Cordova, ditas dos Misterios de Pars,
ditas da levolucao franceza em 1818, retratos de D.
Miguel e sua esposa.
Huimos de Italia.
Na teja de miudezas da ra do Collegio n. 1, an-
da existe um resto dos balaios ha pouco anuuncia-
do, os quaes se vendem por menos do seu valor, s
por acabar.
Barato sim, fiado nao.
Na loja n. 17 da ra doQueimndo, ao p da boli-
ca, tem para vender a dinheiro vista para liquida-
gao, as seguntes fazendas : pcc.as de dulas france-
zas de quadros esepcezes a 69OOO, eem covado a 200
rs., peces de madapolao largo e (no com pequeo
toque de mofo a 3500. corles de casemiras finas de
msela a 43000- ditos de diflerenles gostos e cores a
55500, cortes de casemiras mescladas com pequeo
toque de mofo a 20300, brim trancado de linlio de
cores moderno a 800 rs. a vara, chapeos de sol de
seda a 5&VI0, e outras fazendas por baratos procos.
Medalhas milagrosas.
Chegou loja de miudezas da roa do Collegio n.
1, urna grande porreo de medalhas milagrosas dos
seguidles nomes de santos e santas : S. Francisco,
Sant'Anna, N. S. das Dores, Seuhor Crucificado,
Virgem antes do parto, 110 parto c depois do psrlo,
Sagrado Coraran de Jess c de Maria, N. S. da Boa
Morte, assim como outras muitas que se deixam de
annunciar.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
irtores escuros muito grandes e eocorpados,
eos com pello, muilo grandes, imitando os
PIANOS.
Patn Nash & C. acabam' de receber de'I.ondres
dous elegantes panos, feitio vertical, de Jacaranda,
iguaes em qualidade a votes aos dos bem conhecid
autores Collard & Collard, na do Trapiche Nov
n. 10.
DENTISTA FRANCEZ.
9 Paulo Gaignoux, eslabelecido na ra larga .':;
do Rosario n. 36, segnndo andar, colloca den- $
V les com gengivss artficiaes, c dentadura com- $f
# pida, ou parte della; com a presso do ar. K
}$ Tambem lem para vender agua den 1 i trice do @
it Dr. Fierre, e po para denles. Rna larga do @
9 Rosario n. 36 segundo andar. $9
7- Roga-se ao Sr. Joaquim Lopes de Almeida, te-
ma a bondade de fallar com Jos Pereira na Sen-
zalla Nova n. 7, sobre a compra da quinta parte
casa n. 70, pois lera preferencia, ou declare o emof-
rao.
OTJr.Firmo, medico, mudlirsua
residencia para a ra estreita do Rosario
casa n. O, segundo, andar
D. W. Bavuoii crurgao dentista americano
reside na ra do Trapiche Novo n, 12.
Lotera do liopital Pedro II.
O caulelisla Antoiiio Jos Rodrigues de Souza J-
nior, avisa an rtspeavel publico que seus bilheles
inleiros, meios hilhelse cautelas da lotera cima,
seacham venda pelos presos abaixo, na prara da
Independencia luja 11. 4, do Sr. Fortunato, n.* 13 e
15, do Sr. Arantes, o. 40, do Sr. Faria Machado, e
na ra do Quemado 11. 37 A, dos Srs. Souza cS
Frfire, cuja lotera temo andamento de suas rodas
no da 18 de agosto prximo futuro. O mesmo cau-
lelisla se ohriga a pagar por inteiro os premios de
10:000?UO0, de 4:0005000 e de 1:0008000, queos di-
tos seus hillieles inteirnse meios oblverem, os quaes
vao rubricados com seo nome.
Hieles USOOO
Meios bilheles ."igOO
Ouarlos -J-7IHI
Oitevns 19300
Decimos MSOO
Vigsimos 600
Jos Luiz Ferreira da Cosa convida a toda e
qualquer pessoa que se julgar. seu rredor, relativo a
sua taberna, sila na. ja de San Jos 11. 2, tanto de
letras, ordens, econllsde livro, que no prazo de
tres dias se apresentem para serern immeiliatainenle
embolsados; assim como ao mesmo lempo faz scien-
le que desla dala em liante tica pertencendo a dila
taberna ao Sr. Victorino Jos Correia e S. a quem
lem cedido lodo^ dominio que linda ua referida ta-
berna.
Precisa-se alugar urna casa em Apepucos ou
no Monleiro. para uina familia de seis a sete pes-
soas: quem a liver pdc dirigir-sc a ra do Trapi-
che n. 48, segundo anuar, que Jachara com quem
tratar.
O solicitador Camillo Augusto Ferreira da Sil-
va, pode serVocurado para ludo que disser respei-
loa sua prolissao: po escriptorio do Illm. Sr. Dr.
Joaquim Jos da Fonseca.
Aluga-se um moleque, que corintia o diario de
"urna casa, e faz lodo o mais -er, ico: quem o pre-
tender dirija-se a prara da Independencia loja n. 5.
1 illereei-se um bom cozinheiro franrez, lauto
para praca, como para embarcar, queeulende de to-
da a qualidade decozimenlo franrez : quem o pre-
tender, dirija-se a roa das Larangeiras casado Sr.
Antonio Mala Corte.
O bacharel formado em raalhemat- _
9 cas, BernardoPareiradoCarmoJnnior, en- 5J
^ sina arithmelica, algebra e geomclrla, das @
04 s 5e meia horas da Urde : na ra Nova ^,
obrado n. 56. 3
JoSo Pedro Vogeley, fabricante de pianos, afi-
na e concerta com toda a perfeivau, leudo chegado
recenlcmenle dos portes da Europa, de visitar as
melhorcs fabricas de pianos, e tendo ganho nellas lo-
dos os conheclmenlos e pratica de conslrucc.oes de
modernos pianos, offerece o seu presumo o respeila-
vel publico para qualquer concert e afitiar,oes com
lodo o esmero, tendo toda a certeza que nada fica a
desejar as pessoas que o ncumbam dequalquer tra-
balho, tanto em brevidade como em mdico prejo :
na ra Nova n. 41, primeiro andar.
Na ra de Horlas n. 142, primeiro andar, pre-
cisa-sa de orna preta escrava para o serviro de pou-
ca familiar
".*- Predsa-ee de urna escrava para o serviro de
urna casa de pouca familia : na roa do Hospicio 3
casa nova direila depois de passar o qnartel.
Precisa-se de una ama que tenlia bastante lei-
te, e seja livre e desembarazada, forra mi capliva :
na ra do Amorim n. 25.
Aoramentos.
Ateram-se terrenos 110 sitio da Soledade, com o
fundo qne convier aos foreiros, e por preco comino-
do : os pretendentes dirijam-se ao sitio do Maugui-
nho n. 5.
Precisa-se de um hoinnii casado que d fiador
ajila conducta, para tomar conta de um rancho
casa de negocio : quem liver as babililares neces-
sarias, dirija-se ao principio da estrada nova, pri-
meira casa azul, para tratar.
A premio.
Na ra da Cadeia, defronte do Iheatro velho n. 10,
se dir quem d dinheiro a premio sobre penhores.
Precisa-sede urna ama de leite, forra ou cap-
tiva : na ra Bella 11.20.
A directora do collegio da Cqnccicao participa
aos senhores. que tem de euviar suas lilhas para
aquello collegio, que elle estar aberlo no dia 29 do
correnle a tarde.
Offerece-se um moc,o portugoez, vindo do Por-
to ltimamente, para padaria ou relinarao. que de
ludo enlende bstente, e d fiador a sua conducta :
quem pretender, dirija-se i na da Gloria 11. 114, na
reliuacao.
Offerece-se urna ama para casa de homem sol-
leiro on de pouca familia, para o servico de portas
dentro, muito boa e fiel: quem precisar, dirija-se
roa da Senzala Nova no Recite n. 32.
Precisa-se de um bom amassador de pao e bo-
lacha, que entenda perfeitamentc de rrasseira, len-
deira e forno: aquelle que se adiar neslas cir-
cunstancias, dirija-se a ra larga do Rosario n. 18,
que achara com quem tratar.
Desappareceu no dia 12 do correnle da casa de
seu senhor em Olinda o escravo Caelano caboclo,
de idade 16a 17 annos, typo ceareoce : quem o pe-
gar e levar ao aterro de Boa Vista n. 26, ou em Olin-
da casa junto ao commaodante, ser generosamen-
te recompensado.
Offerece-se orna ama para casa de homem sol-
leiro, para eninhar e engommar, muilo boa e fiel :
quem quizer dirija-se ao becco doSerigado n. 13.
Francisco Gonealves Fortes, cidadSo hrasileiro
nalo, retirarse para o Rio de Janeiro, onde preled-
de eslabelecer sua residencia.
Quem tiver para vender urna parda on criu-
la, de idade 16 a 22 anuos, boa fisura, e que sai ha ao
menos coser bem, djrija-ee casa de Luiz Gomes Fer-'
reir, no Mondego.
Exposicao de noite.
J. J. Pacheco, convida ao respeilavel publico a
visitar sua gallera sorlida de retratos, pelo antigo e
novo eslylo, tedas as imites das 6 as 9 horas al o
fim do correnle mez. He esla urna excellenle occa-
siao principalmente para commodidade das senhoras
que quizerem aproveitar o fresco da noite : 110 ater-
ro da Boa-Vista n. 4.
Predsa-se de urna ama, forra ou captiva, para
cas de urna s pessoa, que saiba cozinhar e engom-
mar, e para comprar na ra, prefere-sc que ande de
panno: atrai da matriz de Santo Antonio, sobrado
11. 28, primeiro andar.
Desappareren no dia 16 do corrcnle a prcte da
Costa, de nome Esperanca-, estatura regular, cheia
do Corpo, com marcas da narao, maos e ps pcoue-
nos; levousaia de ganga azul j usada, 11111 vestido
de laa, bronco, com rosas azttes e panno da Cosa
tambem usado ; lia alguma certeza de andar no hair-
10 de Santo Anlonio'petas bandas da ribeira e Cin-
co Ponas : quem' apprehender. leve-a a rasa de
soa senhora, 110 aterro da Boa-Vista 11. 8, que sera
recompensado conforme o seu trabalho.
Precisa-se de um caixeiro que tenha 14 a 16
anuos de idade, que escreva soflrivclmenle e tenha
pratica de molliados, nao se olhando a nacinnalidade,
com lanto que garanta sua conducta : Irala-se na
Tua da Aurora, passando a fundicao, alm da laber-
ua, primeiro porto.
Os abaixo assignados, pelo presente rogam aos
Illms. Srs. Antonio de Paula Hollanda Cavalcanli
de Albuquerque, lenle ou alteres Antonio Carlos
Frederico Cera, moradores na corle, que lenham a
bondade responder as cartas que pelo vapor Impe-
rador Cora dirigidas em 25 de abril do correnle
armo, securas pela adminislracao do correio desta
cidade. raz-se o prsenle por nao se tr recebido
resposla das cartas que al o presente lem ido. Re-
cite 18.de julho de 1854.
Al. A. Caj & Companhia.
No dia 17 do correnle ausentou-sc o escravo,
pardo, de nome Severino, de idade de vinte e lanos
annos, levando calca de castor escuro, camisa de ma-
dapolao e chapeo de palha de carnauba, e alcm des-
tes signaes tem mais muita sarda no rosto, frulas no
pescoro edebaixo do breco direito : roga-se portan-
te a quem o apprehender, leva-lo ra do Crespo
n. 16, ou no Brejo da Madre de Dos i Jos Maga-
Ihaes da Silva Porto, que sera gratificado.
Na ra da Cadeia do Recite n. 49, primein, an-
dar, vendem-sc cothurnos de bezerro de Ires solas e
sapatoes para invern em poredo.
A pessoa que Ihe fallou urna sacca com farinha
de mandioca no dia 28 dejunho, que por encano foi
cnlregue na ra do Pilar 11.57, em Fora de Portas,
queira procurar que Ihe ser entregue.
Ilenrique Amante Chaves ain, morador na ra
das Laranseiras n. 18, segundo andar, se oll'erecc a
ensillar a ler, escrever e Iraduzir rnrrreclamente a
lingua franceza. Ser natural da Franca c j ler
residido nesle imperio por espado de 36 anuos, ato
cirriimslancias que o habililain a ensillar a discipli-
na a que se proie com alguma terteicao. O an-
iiiincianle se preslar a ir pcssoalmenle dar lines
as casas de familias que se quizerem ulilisar de sen
presumo.
Prtcisa-se alugar urna ama de leite, prcte-
rindo-se sem fillios: na ra Nova n. 19, loja.
Roga-se a pessoa, a quem o fallecido Dr. Pai-
va lalvez emnreaUMM 0 volume das leis do imperio
de 1832, que falla na respectiva colleccjio. ou oulro
qualquer volunte da sua linaria, o ohsequio de re-
melte-lo casa onde resida, e linha escrplorio o
mesmo finado Dr.
Manoel Gomes Villar retira-se para Portugal,
a (rilar de sua sade.
Alraz da matriz da Boa Vista taberna n. 2,
precisa-se de um meniao de. 14 a 16 annos para cai-
xeiro da dila: quem se uui/ei sujeilar dirija-e a
mesma que achara com quem tratar.
Homceopathia.
CLNICA "ESPECIAL DAS MO- (A
LESTIAS NERVOSAS,
lfyateria, epilepsia ou gota co- ?
ral, rlieumatismo, gota, paraly- J*
sta, defeitos d falla, do ouvdo e
dos olhos, melancola, cepbalalga *$
qu dore de cabera, enenaqueca, A
dores e tudo mais que o povo co-
nliece pelo nome genrico de ner-
voso.
As molestias nervosas requerem'muilas ve-
zes, alm dos Medicamentos, o emprego de
oulros meios, que despertem ou abatam a
seusibilidade. Estes meios possuo eu ago-
ra, e os pouho a disposisao do publico.
Consullas lodos os dias (de sraci para os
je) desde s 9 horas da manhaa, at
*da larde, ra de S. Francisco (Mnn-
do-Novo, n.68 Or. Sabino Olegario
t iMdgcro Pinho. Ca
8. Riedtmam Vai a Baha.
Predsa-se de vina ama que tenha bom leite,
e que seja branca, Mrparda : na ra Nova 11. 52, se
gundo andar.
Ollerece-se unMtama portuucza com habili-
dades, para o servico na urna casa : quem della pre-
cisar, dirija-se ra da Assumprao n. 61.
2* f f9fiB!*:., ***
S O Dr. JoairHoWjno Bezerra de Menezes, 0
formado em mefllena tela faculdade da Ha-
C} hia, ollerece seus prestimos ao respeilavel pu- $
96' blico desla capital, podendo ser procurado a (*
g qualqudr hora em sua rasa ra Nova i. 19, @
S segundo andar: o mesmo se presta a curar s;
gratuitamente aos pobres. q
J. Jane dentista,
contina rezidir na ra Nova, primeiro andar u. 19.
f^ O l)r. Sabino Olegario Ludgero Pinho mu- %
dnu-sc para o palacete da ra -de S. Francisco #
@ 'mundo novo) n. 68 A. 4*
9 ^s a-
Couvida-se pelo prsenle a Jo5o Ferreira Lei-
te, que se presume estar actualmente em Cariri-Ve-
Iho, provincia da Parahiba, filho do velho Pedro
Ferreira Leite, hroes bem conhecidos na' comarca
de Bonito -desta provincia, para que venlia quanlo
antes salisfazer a quanlia de rs. 9009000, constante
de urna ledra que aceitou no dia 7 de abril do cor-
rente anuo, nesla comarca de Garanhuns, a prazo
de 23 das, em favor de quem elle hem sabe : se o
nao fizer com brevidade se far publico lodo esse ne-
gocio, que he sobremodo desairoso ao dito Leite
TAO' TIL COMO NECESSARIO.
Por v e/es se tem suiunciad.i diversos objectos
proprios dopsvochristao, sendo: lindos tercos engra-
zados einjiorn rame, lindos crucifixos dourados, e
prateadof ujsuascruzes e calvario de fina marieira
envernizado, e em deferentes vultos, com o cordeiro
imaculado, pas e quadros de diversos tamaitos, ve-
rnicas, cruzes, e finalmente rosarios deludas 30J i.lTu
qualidades-, adverle'-so que os tercos somysterios,
e por isso muito fcil para serezar,faz-se essa adver-
tencia ao povo de fra, porque lalvez ignore o que II
sao lercos : vende-te nicamente na loja d miudezas
de F. A. de Pinho,-na frente do Livramento.
LOTERA DO HOSPITAL DE PEDRO II.
AosKhOOtty, 4:0(J0,'{ e.1:000.
No dia 18 de agosto amia m imprelerivelruenle as
rodas desla loleria ;* bilheles e cautelas do Salus-
tiano de Aquiuo Ferreira, cslAo exposlosa venda na
ra Nova 11. .16 loja de Jos Luiz Pereira 4 Filho,
amule foi vendido o meio bilhele da Matriz que le-
ve a sorle de !0:00fJ&: paga-se logo que sabir a lisia
geral lodos os premios vendidos nesla loja sem des-
como algum, e troca-se por bilheles premiados de
outras loteras.
inundar.
c^ AC
Cniertor
los branc
de laa, aijl
que volla pa
_ na ra do Crespo, loja da esquina
a cadeia.
As jovens do bom gosto
Para poderem hrilhar,
Ascambraias genovezas
He preciso vir comprar,
a 320 o covado : na ra do Crespo, loja da esquina
que volla para a cadeia. ,
Com pequea avaria.
Pecas de madapolao a 28500 e 38500 : na ra do
Crespo, loja da esquina que volla para a cadeia.
Fazendas por precos muito commodos,
na Parahiba, no Varadouro, sobrado
n. 12, loja de Antonio dos Santos Co-
lho.
Vende-se arroz pilado a 15200 a arroba : no
armatem de Tasso Irmaos.
ATTENCAO'.
O antigo baralciro lem para vender os livros se-
guintes: Insliluici.esde Direito Civil Brasilciro,
Jvolumes 15000, Carlas patriticas a 160, > Coro-
nel ou o pai culpado a 160, a escravidao moderna por
F. I.ameniiais a 160. diccionario das flores a 160,
Horacio grande 7$000; livros em branco de varios
precos, le Genio du Christiaiiisme por Chateaubri-
and, histeria de llspanlia, 5 volumes : na ra do
Crespo n. 11.
Vende-se ou aluga-se um silio em Sanio Ama-
ro, com dous ricos viveiros: quem preteuder dirija-
se a Antonio Jos Gomes do Correio.
AVISO AO ESQUADRAO'.
Na ra doQueimado n. 50 ha para vender por
preco commodo um sellim e seus pedentes a um
fardamenlo completo para um guarda de eavallaria :
quem pretender dirija-se a mesma casa, que achara
com quem tratar.
Com pequeo toque de copim, vende-se panno
fino verde cor de garrafa, de superior qualidade, e
prava de limao, a 39500 o covado : na roa do Cres-
po, loja da esquina que volta para a cadeia.
f CARRO E CABRIOLET.
Vende-se um carro de qualro rodas com
i$ qualro assenlos e um cabriole!, ambos com
pouco uso, e ravalio- para ambos : na ra No-
va, cocheira de Adolpho Bourgeao.
9
Presos.
Bilheles
Meios. "
Quarlos.
Decimos.
Vigsimos.
USOOO 10:0003000
500 5:000*000
2?7IKI 2:5004000
14200 1:0004000
600 5004000
Piccisa-se dqjum pequeo para caixeiro, com
.1I-11111.1 pratica iie taberna : na ra da Senzala Nova
numero 1.
Faz-se pubKrS, q.n- acha justa a compra das
casas, sitas na ra do Codorniz n. 12 e 14, perten-
cenles a D. Thereza de Jess Ferreira ; se alguem
se adiar com direito as mesmas casas, annuncie por
esta folha dentro em tres dias, contados da dala
deste.
Uuem liver para vender um pardo de 15 a 18
anuos de idade, Jioa figura e sadio, dirijs-se casa
de Luiz Gomes Ferreira, 110Mondego.
*- Roga-se ao Sr. Fraucisco Rodrigues de Almei'.
da Guedes, queira dirigir-se ra do Amorim n.
35, casa de Tasso Irmaos, ou declarar sua morada
para ser procurado.
Presisa-se de um criado e urna criada, ambos
de lucia idade : no aterro Boa-Viste n. 18.
Precisase de um caixetro qu^ tetilla bastante
pralica de taberna : a tralir na Soledade n. 18.'
Qoem quizer lomar saques sobre o* Para, en-
lenda-se cora o correter Joao Cowie, na praca do
coinmerrio.
ESTA-SE ACABANDO A PECHINCHA.
Os mais modernos padroes de chitas
'rancezas de 4 palmos de largura, pelo
diminuto preco de 260 rs. o covado: na
ra do Cretpo n. 16, segunda loja quera
vem da ra das Cruzes.
Lava-se e engomma-se com (oda a perleieao e
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado 11. 15.
O abaixo Minado declara que comprou um
bilhele inteiro n. 1962 da primeira parte da seguuda
lotera concedida para edificacao do hospilal Pedro
II, e um meio bilhele do Rio de Janeiro n. 2185 da
decima lotera concedida para as obras que lem por
fim melhoraro Estado Sanitario, por ordem do Sr.
Manoel Dias Fernandes.
Firmino Moreira da Costa.
Precisa-se de orna ama para lodo servico de
uina casa de moca solleira : na ra estreita do Ro-
sario n. 16.
l"ni brado de agradecimenlo a I lima, polica
da freguezia do Poco da Panclla, que muilo se pres-
tou na occasiao do triste estado em que nos vimos
por occasiao da grande cheia, e com especialidade, e
digno de loda a consideraran, o Illm. Sr. Luiz do
Reg Barros,nusso digno fiscal, que 11A0 poupou lem-
po e cstercos para soccorrer os desvalidos, at levan-
do comer e o mais ; houra seja dada a esle Mo Ilus-
tre prestante.Vm que o e-tima.
A direcctio'da associacao commercial desta pra-
K, convida a rcunirem-se no dia 25 do correnle,
pelas 11 horas da manhaa, na sala de suas sessAcs,
todas as pessoas que se dignaran assignar a subscri-
pto pela mesma promovida, em favor das victimas
dos a con leci metilos occonidn. no dias 22 e 23 do mez
prximo passado, para eleger-se a commissao que
deve fazer a dislribuicao da importancia subscripta.
Sala da associacao commercial de Pernambuco aos 19
de julho de iBHoefhtroniu Marques de Amorim,
secrelario. t'
. Sexta-feira, 21 do correnle, depois da audien-
cia do Sr. Dr. juic de direito da iirimcira vara, vai
praca para screm arrematados, urna por;o de pa-
pis de msica c alguns mais objectos constantes do
escripto que se acha em poder do porteiro, penho-
rados ao italiano Alberl, poroxccucAo de D. There-
za de Jess Azevedu.
Manoel Antonio Teixeira vende o sen bilhar e
lodos os seus pertences: a tratar na Lingoeta 11. 2.
COMPRAS.
Compra-se prala brasileira e hcspanhola : na
ra da Cadeia do Recite n. 34, loja de fazendas.
Compra-se urna prela que saiba cozinhar e en-
gommar, e que n.lo tenha vicio : na ra Augusta,
sobrado do Dr. Alexandre Bernardino.
Compram-te duas casiuhas terreas no hairro
de Sanio Antonio : quem liver annuncie ou dirija-
se a esla typographia que se dir quem quer.
Compra-se prata brasileira e liespa-
nliola : na ra da Cadeia do Recite n.
2-, loja de cambio.
Compram-se perinas de enu : na ra do Crespo
loja 11. 15.
Compram-se as cnllecoes dos peridicos lid-
ia FlorEsmrala I luirlaBrinco das Damas e
Itecreio das /le/la*: qoem as liver dirija-se I ra
Nova n.52, loja do Sr. Boavenlura Jos de Castro
Azevedo.
Compra-se una prela da Costa moca, bem pa-
recida, sem molestia nem vicio algnni, e que se ven-
da por alguma outra circumstencia, boa quilandeira,
'preterindo-secnm cria: n ra da Cruz 11. 35.
\ Compram-se peridicos para emhrulho a 34KIK)
a-arroba, garrafas e Botijas valias de.lodos os tama-
itos e qualidades, vidros tambem de lodos os tama-
itos e potes de gra^xa, Indo usado: no pateo do
llamio venda da esquina da rna de Hurlas n. 2.
Aviso interessante aos sapateiros.
Na ra Nova n. 52, luja de lloavonlura Jos de
Castro Azevedo. compra-se calcados de todas os ta-
maitos e qualidades.
VENDAS
Vende-se urna parle de una casa na ra Ve-
lha : a pessoa que pretender, dirija-se ra da Pou-
le Velha, casa 11. 1, que se dir quem vende.
Chales de lia a IMMO, cassas aberlas a 360 a vara,
chita francera com barras a 280ocovado, cassas-fran-
cezas de lindos padroes a 400 rs. a vara, chapeos de
sol de seda, ptima fazenda, a6500, e muitas oulras
Tazendas por muilo baixos preco*.
Vcndem-se9 escravos, sendo 1 ptimo mole-
que de idade 15 annos, 4 ditos de todo servico, um
delleaoflici.il de pedreiro. 1 muala, I escrava de lo-
do -orneo, c 2 escravos de serviro de campo : na
ra Direila n. 3.
Vende-se umi sabia muilo cantadora, com
urna gaiola muilo grande, vinda de Ioglaterra : na
casa n. 42 se adiar com quem tratar.
Vende-se superior mantdga ingleza pelo ba-
rato preco de 480 e,560 rs. a libra: na roa larga do
Rosano.laberna de 1 portas n. 39, dcteonle da igreja.
Vendem-se barris, pipas c quarlolas de tedas
as qualidades. ludo por preco commodo : quera as
pretender, dirija-se ra da Praia de Sania Rila
Vende-se por grande necessidade una es-
crava de nacao-Angola, propria para qual-
quer servico, lano de casa como de roa : no
principio da roa Augusta, Iqtlo direito, casa
da esquina confronte aos portee* do lado op
posto.
atukm-^ea^nniiulijp^wijia iflr ,cjra,rtrtrv|
ha de !) em libra em caixas de 30 e lanas libras, as-
sim como de urnas miuda* em ceios ; sapalOes de
lustre, ditos de couro de bezerro e bode, muito bem
teitos, com orelhas ; ditos de 3 solas para soldados,
e bolins de lina qualidade ; ludo por preco muilo
commodo? na ra da Cruz n. 15, segundo an-
dar.
Na taberna do paleo do Carmo, quina da ra
de Hurlas n.2. vende-se gomma de arail* pura a
160 rs., chourijas a4O0 rs.,bo|achinhas Napoleao a
400 rs.. e aswcar mascavsdo a"0rs. a libra.
Na ra das Cruzes n. 22, segundo andar, ven-
de-se uina parda de 22 annos, engommadeira o co-
zinheira, cose chao, e lava de salino, assim como dous
escravos de 22 anmW., um dalles crioolo e outro da
laista. de bonitas fien ra e sadio*.
Sal do Asst'i.
Vende-w sal do Ass a bordo da lancha Nora Fs-
peranca, fondeada defronte da rampa da alfandega.
ATTENCAO',
Na rna Direila u. 27 vende-se manteiga ingl
Wlfi'' SA'S ^"9 ^-ionfhofa^pelo, hombros 610 cada'
! !,.,! ,,* ?? ?1\ d^,a .i alel" 2 lo msis fazendas em conta ; na ra do Crespo,
e 240 rs., efueijos a 1440, 1J280 e I9IOO; farinhaJ
de aramia muito alva a 160 e140 rs.; bolachinha
maleza a 360 e 320 rs. a libra ; loucinho de Lisboa
a400 e 360 rs. a libra; assucar refinado a 130, 120
e 100 r. a libra ; cevada nov* a 160 e 140 rs.; cai-
xuihas de doce de soiaba a 480 e 400 rs.: paios do
temo a 400 e 360 rs. a lihr.
Vende-se mil alqueires de sal, por preco com-
modo : na ra da Praia n. 32.
Pelo vapor nglez Lustania, clie-
;ado dos porto do sul m 15 do corren-
le, vieram billietes e. meio ditos, origi-
naes da decima lotera do Estado Sanita-
rio do Rio de Janeiro, os quaes se' acliam
a' venda na loja de Faria Machado, sita
na praca da IndependencMTn. 40, aonde
sao pagos quaesquer premio que nos mes-
mos sahirem.
Cera em velas, sortidas, eem caixas
de 100 e de 50 libra*; vende-se por preco
barato para fecho de conta* : trata-se na
'* do Vigaro n. 19, segundo andar, es-
criptorio de Machado & Pinheiro. I
Vende-se superior potassanacional,
em barriquinhas, por pre^o muito com-
modo : a tratar no armazem n. 1 i de Can-
dido Alberto Sodre da Motta, na ra do'
Azeite de Pexe, ou na ra do Trapiche n.
54, com Novaes & Companhia.
** Vende-se superior farinha de man-
dioca em saccas, or preco muito commo-
do : na escadinlia da Alfandega, no ar-
mazem de Jo* Joaquim Pereira de Mel-
lo, ou a tratar com Novaes & Companhia,
amado Trapichen. 34, primeiro andar.
FARINHA SUPERIOR.
A bordo do hiato Cnnceifao, tundeado no caes do
Ramos, ha para vender muilo superior farinha de
mandioca, por prero commodo : para tratar, no es-
criptorio de Domingos Alves Malheus, na ru da
Cruz n. 54.
Vendem-se superiores camisa* fran-
cesas com aberturas de linlio e de mada-
polao, por preco commodo: na ra da
Cruz 11. 26.
-t- Vendem-se aberturas de linho e de
madapolao, para camisas,, muito bem fel-
fa*: na ra da Cruz n. li.
Vendem-se, aos caradores, espingar-
das franceza de dous cannos, frunxadas
fingido, por prero commodo : na ra da
Cruz n. 26.
Vendem-se as bem/ conliecidas a-
meixas franceza, por preco baiatjnho,
em latas de 12 libras : na ra da Cruz
n. 26.
Aos amantes da bella fumara.
Acham-seexpustos no balcao da loja de loaventu-
ra Jos de Castro Azevedo, na ra Nova n. 52, os
venladeiro* charutos de S. Flix, qne vendem-se pe-
lo diminuto preco de IJJOOO rs. a caixa, e garanle-se
a qualidade ; e ainde existe un restante dos da Ba-
bia, que foram annunriados a H00 rs. a caixa, aun-
aos nao deivem passardesapercebida semelhanle pe-
chincha.
Vendem-se as mais novas e melhorcs smen-
les i|ehorlalice viudas ltimamente de Portugal,
pe'.-i galera GralidSo, bem como milho muilo novo
em sacias : na roa da Cadeia do Recite n. 56, loja
de ferrayem de Francisco Custodio de Sampaio.
A laberua do largo do Carmo, quina da ra de
lorias 11. 2, est novamciite surtida de lodos os g-
neros novos, orno sajara : mauleisa ingteza c fran-
ceza a 400, 180, 560, 640 c K00 rs.l qneijos a 1i40 e
15-520. cha de 5, 6 e 7 patacas a libra, azeite doce a
610. vinho a 100 c 480a garrafa, iniirinho de Lisboa
a 360, de Santos a 280, sardinltas de Nanles. latas
grandes, a 800 rs., pequeas 000 rs.. traques fortes
a 140 a carta, papel machina e de peso a -j-ssihi em
resmas e meias, graixa em lates 100 rs., albos
em mantisas ti 110, arroz hrancoa440, de casca a200
rs., milho a 240 a cuia, bolachinha ingteza e alelria
a 300 rs., cravo da India a 600 rs., louro a 400 rs.
a libra ; tambem est surtida de louea nova.
Farinha da trra.
Saccas com farinha muilo fina por 59500 : na rna
do Crespo n. 21, loj de Bernardino Maia da Silva.
Vende-se un raulatinho de 16 an-
nos com principio de holieiro: no lar-
go do Capim, cocheira de Paulo & Silva.
Vendem-se couros de cabra : na ra da Cruz
no Recite n. 43.
Vendem-se charutos da Bahia de superior qua-
lidade a 33000, por caixinha de 100 : na loja de 4
portas 11. 3*o lado do arco de Santo Anlonio.
Vela de carnauba do Aracaty,
Vendem-se na ra da Cruz armazem de couros e
sola 11. 15, excedentes velas de 6, 8 e 9 enl libra,
em caixas de 30 a 50 fibras cada urna, e por commodo
prec.0.
SACCAS COM MILHO
. Na loja n. 26 da ra da Cadeia do Re-
cife, ven'lem-se saccas cora milho por pre-
co commodo.
Ao fabricante de Velas:
No armazem de Domingos Rodrigues Andradc 4
Companhia, rna da Cruz n. 15, vende-se muito supe-
rior cera de carnauba do Aracaty e Ass, em porcao
e a relalho ; c alm de se pesar na occasiao da entre-
ga se de- -untara tima libra de tara em cada sacro,
como be coslume.
Ais cada um chales
de algodao de cores bonitos padroes, assim como cor-
les de brim (raneado de cores de puro linho e muilo
bonitos padrOes a 19750, grvalas de seda de cores
debomgoslo a (iiKi rs., dilasde chite a200rs., sa-
lim azul claro a 500 rs. o covado, corle de collele
de fostao os mais modernos a 19200, bonetes trance-
es de velude de cores para menino a 800 rs., ludo
he baratissimo para acabar: na loja de Leopoldo da
Silva Queiroz, ra do Queimadon. 22.
Relogi* inglezes de patente.
Vendem-se a preco commodo, m casa Je Barroca
& Castro, na ra da Cadeia do Recite n. 4.
Esteiras e chapeos de palha haratoC
Vendem-se esteiras novas de palha a 148 o cesto,
chapt;osde dila a 12S o centn, cera amarella a pou-
rinlios de cabra: na ra da Cruz do Recite n. 33,
casa de Si Araujo.
Chitas francesas larga a 200 rs.ocovado.
Na loja da esquina da ra do Collegio n. 5, ven-
dem-se chitas france/its largas de lindos padroes, pete
barate preco de 200 rs. o covado ; e nutras muitas
fazendas por preto muilo commodo.
PARA A FESTA.
Sellins inglezes para homem e senhora
Vendem-se sellins inglezes de pa-
tente, cotp todos os pertences, da me-
lhor qualidade qoe tem vindo a esle
mercado, lisos e de burVanne, por
preco muito commodo : em casa de
Adamson lioic & Companhia, roa
do Trapiche 11. 42.
Vende-se urna balance romana com lodos os
seus pertences. em bom uso a de 2,000 libras : qoem
a pretender, dirija-se i ra da Cruz, armazem n. 4.
i 500 RS. V YARA.
Brim Iranrado branco de Duro linho, muilo cn-
corpa.lo : na loja da esquina fda ra do Crespo que
volla para a cadeia.
COBERTO
Vendem-se cobertores dla
lo grandes a 19400, ditos lira
19280,colchas brancas com
da ra .
BrUM DE PURO LINHO?
JIII.ITAREL
Vende-se brim de linho branco'-muito-eiicorpado
500 rs. a vara, cortes de casemira daslica a 49000,
pauno azul para fardas de guarda nacional a 39000
Jjy'OOgravado, dito prelo para palils a H^tO1,
osdesedade 3 ponas, proprios
Vendem-se Invas de torcal muilo boas, para se-
nhora a 600 rs. o par, ditas para menina a ow rs. .
quem quizer ver a qualidade, venha na roadouuei-
mado u. 53, loja de miudezas de Jos de Azeveuo
Maia. ,
Vende-se na Ponte Velha, quarteirao de casa>
do Sr. Clao 11. 9, um ptimo mualo, ofticial de pe-
dreiro e canteo, e uina prela que enleude bem ao
servido de cozinha e lava bem rnupa.
Vendem-se 40 Iravesde maugiie de 40 palmos
de roinprimento : quem precisar, dirija-se au^r8
piche do Ramos, ou enlend*-se com Manoel Das
Pinho. ua ra Direila n.2.
Vende-se om rdogio palele suisso, novo, com
um cadeia: qoim quizer dirija-se a ra do Vigario
n. 29.
LFNCOS DE CAMBRAIA DE LINHO A 5000 A
DL7.IA.
Na ra do Crespo n. 5. esquina que volla para.*
ra do Collegio, vendem-se lencos de cmbraia de
linho finos em caixinha* com lindas eslampas, pelo
barate preeo da 49500 rs. a duzia, para acabar urna
pequea porcao qne anda resta.
CERA DE CARNAUBA.
Vende-se cera de carnauba, chegada agora da
Aracaty por prego mais barato do que em outra
qualquer parle: na ra da Cadeia do Recite 11. 49,
primeiro andar.
A 260 rs. o covado.
Chite franceza com 4 palmos de largura, e de lin-
dos deseuhos : na ra do Crespo n. 16 A.
I nslrurcao para o servico das guardas da guar-
nirlo de Pernambuco, exlrahido da legislarlo mili-
tar, e aceommodada a disciplina e pralica do exeret-
lo brasileiro : vende-se na livraria n. 6 e 8 da praf a
da Iudependenda, a 320 cada exemplir.
Vende-se um excellenle carnnlio de 4 roda*,
mui bem construido,eem bom estado ; esta exporto
ua ra do Arago, casa do Sr. Neme n. 6, onde po-
dem os preteudeutes examina-te, e tratar do ajuste
com o mesmo senhor cima, 00 na rna Recite n. 27, armazem.
Rom e barato.
Palitos de panno fino a 129000, 149000. 169000
e 205000 ; ditos de alpalu de cordao, a 79000 ; di-
los de dila prela, 75000e SgOOO"; ditos de princeza
de cor, a 59; ditos meia casemira, a.58 ; calcas deca-
semira a 59800e69; collele* de selim prelo, a 49 e
59 ; ditos de fuslfio, a 19600 e 89 ; e outra* raoilas
obras ornis barato qoe se pode encontrar : na ra
da Cadeia do Recite n. 3.
Vende-se leitepago todos os dia*
de manhaa, a pfo do costume : em
frente da tabernario Campos, ra das
Cruzes.
Vende-se sola muilo boa, em pequeas e gran-
des porces, chegada ltimamente do Aracaty : na
ra da Cadeia do Redte n, 49,' primeiro andar.
VELAS DE CERA DE CARNAUBA.
\ emleiu-se velas de cera de carnauba, um caixas
pequeuas e grandes, de muito boa qoalidMf, feilas
no Aracaty : ua ra da Cadeia do Recite n. 49, pri-
meiro andar.
Na ra do Yigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se cera lano .em grnme, omo em vellos, em cai-
xas, com muito bom sortimento e de stperinr -quali-
dade, chegada de Lisboa na barca (iratido, assim
como bolachinbas em lates de 8 lihr,w,erf*rello muito
novo em saccas de maja de 3 arrobas.
Deposito de vinho de diam-
sagne Chateau-Ay, primeira'qua-]
idade, de propredad do condi ]
de Mareul, ra da Cruz do Rev
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a champagne vende-
se**56,S'000 rs. cada caixa, adia-
se nicamente emeasa de L. Le-
comte-Feron & Companhia. N. B.
As caixa sao marcadas a fogo
Conde de Marcuil e o rotulo
.das garrafas sao azues.
ES.
a StKIrs.,. ilosmui-
com barra de cor
ICOOO : na
ROPRIO PARA
E
leja n. ti.
SAMr
m SALSA PARRIUJA.
Vicente Jos de Brito, nico agente em rernam-
nuco de B. J. D. Sands, chimico americano, faz pu-
blico que tem chegado a esta praca urna grande por-
cao de frascos de salsa parrilha de Sands^oue\lo
verdaderamente falsificados, e preparadoJUo Rio
de Janeiro, pelo que se devem acautelara os consu-
midores de tao precioso talismn, de cajiir nesla
engao, lomaudo as funestas consequencias que
sempre costumam Irazer os medicamentos falsifica-
do e elaborados pela mao daquelles, que antepoera
seos interesse* aos males e estragos da humanidade.
Porlanlo pede, para que o publico se possa livrar
desla fraude e dislingua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recentemente aqai chega-
da ; o annuncianle faz ver que a verdadeira se v en
de nicamente em sua botica, na ra da Conceirao
do Recite n. til ; e., alm do receiluario qoe acom-
panha cada frasco, tem embaixo da primeira pagina
aeu nome impressu, e se adiar sua firma em ma-
niucripto sobre o invollorio impresso do mesmo
jracos.
Vende-se om cabrioiel rom sua competente1
colierla e arreios, ludo qoasi novo ; assim como 2
cavallo* do mesmo j ensillados e mansos : -para ver,
na cocheira do Pedro ao p do arsenal de marinha, e
para tratar, na ra do Trapiche Novo n. 14, primei-
ro andar.
DEPOSITO DE PANNO DE ALGODAO
DA FABRICA DE TODOS OS SANTOS
NA BAHA.
Veride-se o superior panno-de algodao
desta fabrica, proprio para saceos e roupa
de escravos : no escriptorio de Novaes &
Companhia, ra do Trapiche n. 31, pri-
meiro andar.
Na roa to Visarte n. 19 primeiro indar, tem pa-
ra vender-se chapeos de castor brancopor commodo
preco,
Vendem-se prego americano, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e avaiade desinco, superior quali-
dade, por presos commodo: na ra do
Trapiche Novo n. 16. -
Taixas para engenhos.
Na ftindicao' de ferro de D. W.
twaiaju, na ra do Brum, passan-
o vnafariz continua haver um
completo sortimento de' taixas de ferio
fundido e batido de 5 a palmos de
*oeca, as quaes clam-e a venda, por
keco commodo' e com promptidao' :
^embarcam-se ou carregam-se em carro
vem despeza ao comprador.
I Vende-se jieixe secco de varias qualidades e
lito bom : naiifaia da Cruz n. 15, segundo'andar;
lim como bolina de couro pelo diminuto preco de
29500 o, par.
j- Vendem so cobertores de Igodao grande* a
C40, e pequeos a 560: na rita do Crespo m. 12.
QUEIJOSE PRESUNTOS.
Na ra da Cruz do Recite no armazem a: 62. de
Antonio Francisco Mariin, se vende os mais ope-
riores queijos londrinos, presuntos para fiambre, l-
timamente chegados na barca ingteza Valpa-
raiMO. x
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem de Henrque Gibson : ?
vendem-se ralogios de ouro- de sabouete, de paten-
te inglezes, da melhor qnalidade e fabricados em
Londres, por preco commodo.
Na ra do Vlgario n. 19 primeiro andar, lem i
venda a superior flanella para forro de sellins che-
gada recentemente da America.
Moinhos de Vento
'ombombasderepuxopara regar borlase banal
decapim. na fundicao de D.W. Bownan : na rna
doBrumns. 6,8el0.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se .superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons elieitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
t
Vendem-se relogios de ooro e prala, mai
barato de que em qualquer outra parle c
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Deposito da hbriea de Todo* oa Santos na Baha.
Vende-se, em casa de N. O. Biebcr & C, na ra
da Cruz n. 4, algodad trancado d'aquella fabrica,
muito proprio para sarcos de assucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
Vendem-se em casa de Me. Calmonl A Com-
panhia, na praca do Corno Santn.11,o seguinte:
vinho de Marseilleem caixas de 3 a Aduzias. linhas
em novellos ecarreteis, breu era barricas muilo
grandes, ac de milaO surtido, ferroinglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste eslahelecimento continua a ha-
vej"-Tim completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e condo, de lodos os tamauhos, para
dito.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e llanta, como
sejam, quadrillias, valsas, redowas, sclio-
tickes, modinlias, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro. .
Agencate Edwin BKaw.
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmont
& Companhia,- acha-se constantemente bons sorli-
.....tilo- de 1,11 vas de ferro ruado e balido, lanto ra-
sa como fundas, moendas inetiras todas de ferro pa-
ra auimaes, agoa, ele, ditas para a rmar em madei-
ra de todos os tamaitos e modelos os mais modernos,
machina horisonlal para vapor com for^a de
i cavallo-, cocos, passadeiras de ferro estanhado
para rasa de purgar, por menos preeo queusde co-
bre, esco vens para navios, ferro da Suecia, e fo-
I lia- de flandres ; tudo por barato preco.
muil
assir
Padaria.
Veude-se urna padaria muilo afreuezida: a tratar
com Tasso & Irmaos.
Vende-se avaiade fino em barris
de arrobas : em casa de C. J. Astlev &
Companhia.
Devoto Christao.
Sabio a luz a 2. edicilo do livrinho itenomnado
Devoto Cltrislao.mais correcto e acrescenlado: ade-
se nicamente na livraria n. 6e 8 da prara aje 111-
dep einleiicia a 640 rs. cada exemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de core de um s panno, moilo grandes e
de bom goslo : vendem-sc na ra do Crespo, tejada
esquina que volla para t cadeia.
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto, em
barris de 4., 5. e 8.: no armazem da ru
do Azeite de Peixe n. 14, ou a tratar no
escriptorio de Novaes & Companhia, na
ra do Trapiche n. 34.
Vende-se um preto de nacao Angola^ de idade
10 annos, pouco mais ou menos, qua serve para lodo
o servico : na ra do Rosario da Boa-Vista ji. 41.
Vendem-se duas a tres arrobas de papel sujo
liara papdo : na ra Nova n. 5, segundo andar.
Vendem-se chapeos do Chyte linos, ditos de
tellro para senhora e homem. branro, rxos, casta
nhos e pretos, dilos de p.liiiiiha franceza do melhor
costo que he possivel, dilos francezes de formas mo-
dernas : na praca da Independencia, tejan. 19e 21.
Vende-se um silio na estrada dos Amctos, rom
boa casa de vivemla ; quem o pretender, dirija-se
praca da Independencia u. 35.
ESCRAVOS FGIDOS.
1 ~Z Au'Pn,0U-se da casa do.Sr. Sebasliao Antoirm
lo Reg Barros, em agoste de 1*51, em occasiao que
eacnava morando no aterro da Boa-Vista, oieuV
cravo, pardo, de nome Vicente, dcallUTa resillar
que representa ler 30 annos de idade, pouca barba'
mus denles, olhos na flor do rosto, corpo e penias
bn relian, lando nos cotevellos dos bracos dous lo-
binltos ; suppoc-se eslar acoulado em urna casa nes-
ta cidade, e seu senhor protesta desde j por perda
ilamnos, dias de serviro, ele. ele.; assim como gra-
lihc a quem o apprehender.
Antonio, moleqoe, alio, hem parecido, cor aver
mclhada, nacao Congo, rosto comprido, barbado m>
queiio. pescoco grnsso. ps hem feilos, tendo ..dedo
mdex da ino direila aleijado de um talho, e por is-
so.o Iraz sempre techado, com lodos os denles bem
ladino, ollinal de pedreiro e pescador : levou rouna
de alsodilo e urna palhoca para resguardar da rhiv.
va. ila toda probahilidade de ler sido seduzido or
alguem ; fgido a 12 de maiodo corrcnle auno, pe-
las 8 lloras da manhila, leudo oblido licenca par le
var para Sanio Anlonio urna bandeja com rouna "
roga-se, portento, a todas as autoridades e caniles
de -ampo, hajam de o apprehender e leva-lo An
tonto Alves Barbosa, na rna de Apollo n. 30, ou em
tora de Portes, ra dos t,uararapcs, onde se n.T.
rio todas as despezas. 1'"=-
- Desappareceu no dia 15 de Janeiro do corren-
le amo o escravo Joso Cai;ange, de idade 40 annol
poueu ma.s ou menos, rom Falla de denles na frente'
esliculos cresc.dos. e cicatrizas as nadecas er, i'
hca-se generosamente a quem o levar L l>. i
Boa-\'iS.a n. 47, segundo andar. a'erru di'
i
t
F.m.-T, .M.r. a rarte._uu.


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