Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01509


This item is only available as the following downloads:


Full Text
ANNO XXX. N. 163.

^l -*"*w ""*
.
!


'
r
' r
w-
f
Por 3 mezes adiantados 4,000
Por 3 mezes vencidos 4,500.
QARTA FEIRA 19 DE JLHO Ot 1854.
Por Anno adiantado 15,000-
Porle franco para o subscriptor-
DIARIO DE PERNAMBUCO
ENCARREOAHOS DA SCBSCRIPCAO'.
Recife, o proprielario M. F. di) Fari;; Rio de Ja-
neiro, oSr. Joo Pereira Mari ns; Baha, o Sr. F.
Duprad ; Macei, oSr. Joaqun Bernardo de Men-
doza Parahiba, o Sr. Gervar.io Viclor da Nattvi-
dadc; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Araca-
ly, o Sr. Antonio de Letnos Braga ; Cear, o Sr.Vi-
etoriano Augusto Bordes; Maranhao, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 26 5/8, 26 1/2 d. por 19
Paris, 365 rs. por 1 f.
c Lisboa, 100 por 100.
Rio de Janeiro, "a 2 O/o de rebate.
Aeces do banco 15 O/o de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras a 6 e 9 0/0
METAES.
Ouro. Oncas bespanholas. ..-.., 298000
Moedas de 69400 velhas.
de 69400 novas.
de 49000....
Prala. Pataros brasileiros .
Peso columnarios....
169000
169000
99000
19940
19940
mexicanos.......19860
PARTIDAS OS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e Oricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas feiras.
Victoria, e Natal, as quintas feiras.
PREAMAR DE.HOJE.
Primeira s H horas e 42 minutos da manhaa.
Segunda s 12 horas e 6 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e qnintasfeiras.
Relaro, torcas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphos, segundas e quintas s 10 horas.
1-* vara do civel, segundase sextas ao meio da.
2." vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
EPIIEMERIDES.
Julho 3 Qtiarto crescente as 4 horas, .1 mi-
nuto e 48 se gundos da larde.
10 La cheia as 4 horas, 6 minutos a 48
segundos da manhaa.
17 Quarto minguante a 1 hora, 44 minn-
tos e 48 segundos da manhaa.
25 La nova aos 47 minutos e 48 se-
gundla tarde.
DIAS DA SEMANA.
17 Segunda. S.Marinha*. Ss.Aleixoe Victoriano
18 Terca. S. Acylino m. Ss.Rufilo h. e Frederico
19 Quarta. S. Vicente de Paula.
20 Quinta. S. Jeronymo Emiliano ; S. Elias.
21 Sexta. S. Praxedesv. ; S. Daniel profeta.
22 Sabbado.S. Mara Magdalena (peccadoradoE.)
23 Domjngo 7. S. Apolinario b. m. ; S. Libo-
no b. : S. Primitiva ; S. Erundines.
PARTE ornciAL
GOVERNO DA PROVINCIA
Expedante do da 14 de Julho.
Ilflicvo AoExm. presidente ila Parahiba, rugan-
do sirva-se expedir suas ordens afira di! que seja en-
viada para aqu una das boas do porto desta cidade,
que, tendo dad' costa ua barrn de Gitano a, foi ap-
prehendida pelo inspector da preia do tuagir.
Commuicou-e ao capillo do ]iorto.
Dito Ao Exm. juiz de dirito de Sanio Aullo.
dileudo que S. Exc. procedeu rm regra, juramen-
tando o* bichareis Jos de Si Cavalcanli I,in* e
francisco Corris de Queirot Barros, para servirem
o priiiielrn na qualidade de sopplenle do juiz muni-
cipal o na de supplenle do delegado ludo
d'aqucHe termo, visto nao se ter po lido reunir a
respectiva cmara municipal.
DitoAo inspector da thesouraria de fazenda, pa-
ra mandar passar guia de soceornmetilo ao soldado
reformado Messias do Couto Lomos, que com licenca
do governo fora residir na Babia.
DteAo cliefc de polica, :ileiraodo-o de haver
transmiUidoas lliesourariasgenio provincial os do-
cumentos ii con tas que Smc. rainetleu, das despeas
lalas com o,alaguel da casa qoi: oervt de quarlel ao
destcame ato de i'adrasdo Fogo, no qualrn mezes
decorridus de fevereiro a junlio ultime, com- o for-
necimenlo de luz para o mesmo quarto.I.e com osus-
leulo dos fireso pobres das eadnias ile linda. Igua-
raas c l"ianua desde abril al junlio deste anno, P>ezia, visto nao haver inconveniente em S. me. en-
pobres da eadcia do Rio Formoso, durante os mezes
de oulubro do anuo prximo passado al jnnho ul-
timo, e com o fornecimento de luz e agua para a
guardada ribeira da freguezia da Boa Vista.
DitoAo inspector do arsenal de marinha, re-
eommendando que d pressa aos concertos que se es-
tilo fazendo no patacho Pirapama, alim de que o
mais breve possivel possa elle seguir ao seu destino.
Dito Ao director do arsenal de guerra, dizendo
que, para poder resolver acerca do que S. me. pro-
poz em scu oflcio de 12 do corrente, he preciso que
envi una retarlo do armamento de que trata o ri-
lado ofliro, com dcsignaclo das autoridades a quem
foi furnecido e quando.
Dito Ao inspector da thesoararia provincial,
recommendando a eipedirao de suas ordens, para
que nos termos da lei neja desapropiada urna casa
da viuva Mana do Nascimento, a qual tem de ser
demolida, visto achar-se na direcrlo do quinto lauco
da rainili cacao da estrada do sul para a villa do Cabo.
Dilo Ao mesmo, dizendo-que, com a copia que
remelle da informaran do inspector da thesouraria
de fazenda, responde ao ofticio em que S. me. pede
esclareciinenlo acerca do pagamento dos ordenados
idos professores das aulas Ideolgicas do seminario de
Olinda.
Dito Ao mesmo, para que prestando o vigario
da freguezia da Varzea, Feliciano Pereira de Lira,
fianca idnea, mande S. me. entregar-lhe pela ver-
ba do artigo 14 da lei do ornamento vigente, a quan-
*ia de 2:0005 para os reparos da matriz daquella fre-
afim de que seja paga a sua importancia.
DitoAi major encarroado das obras militares,
dizeudo, que com as copias que remelle do ollicio n.
118 mais pipis relativos ao augmenta do qaarlel
da Soledade, satisfaz a requisito que Smc. fez.
DiloAo director das obras publica, approvando
a deliberadlo que Smc. lomou de comprar para os
reliaros das estradas os objectos constantes da -rela-
o que Smc. remellan.Communicu j-so a thesou-
raria provincial.
DitoAo romraaudaiite da colonia militar de Pi-
menleiras, dizendo que, com a informadlo que*re-
melle por copia, do capitn do |iorli..iesponde ao of-
licin da Smc. relativo as licencia concedidas a Bal-
lliazar Feij de Mello o Manoel Carduzo da Fonseca
para tiraren) madeirasde amarillo as mallas desla
provincia.
DiloAo commandaute superior da guarda nacio-
nal do Recita, recommendando a expedirlo de suas
ordens afnn de seren dispensados do servico aclivo
da mesma guarda nacional,em qiiaulo esliverem ot-
cupanuo as funcc,5es de inspectores de quarleira na
fregaezia da Boa*-Vista, Pedro Paulo dos Sanios,
Jlo Joaquim de Souza Abreu e Lima, Jos Fran-
cisco da Costa Lobo, c Joaquim Clemente de Lemos
Duarte.Commiinicou-sc ao cliefe do polica.
PortaraAo agente da companhia das barcas de
vapor, para fazer receber c transportar para o Cear
no I vapor que passar para o norlc, nlo s ao preso
Marcoliuo Joiio de Oueiroz, mas lambem a escolta
que o aeompanhar.Comnxio cou-s ao dieta de
polica.
DkaConccdcndo a exonerarlo que pedio o ba-
charcl Antonio Joaquim de Muraes c Silva dos luga-
res de carador geral dos orphaos e ausentes c pro-
motor de capellas e residuos do termo do Recife.
Fizeram-se-as necessarias communica;oes.
'^Ollicio Ao coronel commandaute das armas in-
flrino, declarando haver transmiltido a thesouraria
de fazenda. afim de serem pagos, estando nos termos
legaes, os documentos que S. S. remollen das despe-
zas taitas pelo capitn commandante do destacamen-
to volante das comarcas de Nazurelh Goianna.Frau
cisco Antonio de Souza Camiso com aluguel deea-
valgaduras.
Dilo Ao mesmo, recommendando a espedirn
de suas ordens, para que seja recebido como preso
no quarlet do hospicio, o ex-alfcres do corpo de po-
lica Hermenegildo Coelho di Silva, que tem de
responder ao processo instaurado poi occasio do des-
falque daquelle corpo.. Conmun cou-se ao coro-
nel rommandanle do conselho criminal.
Dilo Ao inspector da thisouraria, recommen-
dando a expedirlo de suas ordens ao inspector da al-
fandega desla cidade, para que fa^B comparecer no
dia 19 do corrente as 10 horas da manhaa, na sala
das audiencias os empresados daquella reparti-
rlo Francisco Sergio de Mallos e Luiz da Vega
Pessoa, alim de depnrem no processo instaurado
por crime de responsabilidade contra o ex-inspec-
tor da mesma alfandegn Luir Anlonio do Sampaio
Viauna. Communicou-se ao juiz de direilo da se-
gunda vara criminal.
Dito Ao chefe de polica, reme lleudo por copia
nao s o aviso da repartido da juslica de 2G de maio
ultimo, mas lambem a circular do ministerio dos es-
Iraugeiros sobre o modo de eump ir as resolucoes
, que,ero razao da guerra declarada inlre a Gra Bre-
tanlia e a Franca por urna parla,c a Russia pela ou-
tra, houve o governo imperial por bem adoptar re-
lativamente aos corsarios. Veste sentido olliciou-
se ao juiz de direilo da primeira vara crime desla
cidade, eaos juizes de direilo do Cabo, Rio Formoso
e Goianna.
Dito Ao mesmo, inleiraiido-o de haver trans-
.miltido a thesouraria proviucial, para seren pagas
estando nos termos legaes, as i nulas que S. me. re-
inelteu il s despezas taitas com o sustento dos presos
tregar, segundo S. me. declarou.
Dito -Ao director do collecio dos orphaos, re-
commendando cm vista de sua informarn que man-
"Se entregar a Joanna Bap|ista Neves de Seixas o seu
filho de nomc Manoel Raymundo educando daquelle
collegio.
Dilo Ao commandaute do corno de polica, de-
volvendo o processo do soldado daquelle corpo Jlo
Alves Barbosa, alim de que fafa cumprir a decisao
proferida pelo conselho de senlenca. '
Portara Ordenando ao professor publico de
priroeiras ledras do Rio Formoso, Anlonio dos Santos
Vital, que sb pena de maior responsabilidade trate
de cumprir quanto aules a portara que lhe foi diri-
gida em 10 de maio ultimo, dando razao porque o
nao tem feito.
Dila Ao agente da companhia das barcas de va-
por, para mandar dar duas passagens de estado paia
o Par se houvereui vagas' no primeiro vapor,que
seguir para o hurte, a Carlos Ernesto Mesqaita Rai-
do c a Joao Pinlo de Veras.
Dila Ao mesmo, recommendando a expedirlo
de suas ordens, para que oo primeiro vapor que pas-
sar para o norte sejam transportados para a Parahi-
ba, a disposico do Exm. presidente daquella provin-
cia, os desamores Leandro de Souza e Joao Alejan-
dre da Cuulia. Igual acerca do desertor Joaquim
Themoleu que tem de seguir para o Maranhao.
Fizcram-se as necesariascommunicaccs.
COJEUOEANDO DAS AHMAS.
Quartol do commando das arma* de Ptrnim-
baco na cidade do Recite, em 18 de julbo
da 1853.
ORDEMDODIAN. 118.
O coronel commandanle das armas interino, em
vista das communicaces receblas da presidencia
em dala de hontein, fazcerlo paraconliecimento da
guarnirn e lin-. convenientes, que O goveruo de S.
M. o Imperador houve por bem, por aviso do mi-
nisterio da guerra de 19 de junho ultimo, prorogar
por Irqs mezes, a licanr,a com que se acha na corte o
Sr. primeiro lenle do quarto balalhao de arlilha-
ria a p, Jos de Cerqueira Lima, e por dulro aviso
de 38 do rataino mez, prorogar por igual lempo a li-
cenca que goza o Sr. altares do nono de infautaria,
Theodoro Joaquim dcAlmeida Fortuna.
Asignado.Manoel Muniz Tavarct.
FOLHETIM.
1114 HISTORIA DE FAMILIA. C*)
POI MERY.
dio.
C'i
TJm paisel Xvragchampa
O conde scparandp.^Bd-rillia, reuni lodos os
seus pensamenlos soMJum plano novo que couvi-
nha improvisar iniiyWiatainenle. Era prcri-n a lo-
do o cnslo salvar San Nereo e a lilha, e al faztr
mais.._ ^J^d^d^ vellio apeznr de appamicias enga-
la perdoado, nada linlia esquecido.
^segua San Nereo, seguia-o lam-
A posirao ie-umia-se assiin
orvel verdaile :
a ao cumiepiclano urna rc-
Qmo le Cacljyiu reciisava a
ifo p da urda ten eir reparaco, a
ais borrivcl de lodas as viu-
nio vipiadvk por um suici-
O i CaelarHi sallia que San Nereo-t,i im-
placavtl1 ^n sa-vjgauca, c mmulrvol eni sua reso-
I'rjjW. 'RWhoBlrn liowcm ler-se-hia podido conriar
i11 T.ril^^^H^ irm amanea na i -oguidii de execu-
C*M* eo'o San .Nereo essa espeuora ronsladnra
er^MBIm Terminados os jainzo dias, a mrlrlla
oi'SIjHg j> que linha prometilo, mu crime aln /
puniwHlliit'Servis, com o mesmn golpe malaria o
assa*Soi>, o do>honraria sua .....rm ti a em utik piz
ohlle os coslim.e- da- un nlanhas insula-
res a**1 rjtW.ein* legilinu) bocror. i '.hogar ;io\pira-
loiloj '|uinze dias pedir una dilaeo a San Nereo
o esperar Jenfempu pascado o abran Lmenlo do odio,
e e.quecimenlo da vinginea. era anda liar-se no
absunlde no Impossivcl. San Nereo, bem conheci-
do polo conde (".aotano,linha orna dogal ndoles que
nao <(;,-.|ue.-i'iii de na la, e que ternam a tenar no
dia segiiinlc ao acordar lodos us |n>nsameiilns irri-
laiitesdavospora.com um creseuno de dio, es-
pecie de juro mural amonloado de dia em dia no Ibc-
MJiiro das vinganoas no Cundo do curaejln.
O e.anlo r.aelano, coja imiginaco ohava expe-
Yide o IHarion. Iti.
nhado dos cavalleiros que cora elle se achavam pela
manhaa, appareceu na plataforma, e immediatamen-
te o auditorio saudou o hroe da reunido com applau-
sos frenticos.
Mr. Alderman foi chamada eadoira presiden-
cial, e, depois que se adoptaran! varias resolu-
coes.
Mr. R. Elliolt propoz o seguinte :
A Inglaterra se vai collocar em urna impruden-
te e perigosa psito, procurando em consequencia
desla guerra urna alliani-a com a Austria, a qual,
com vil incralido, parlicipoo dos despojos da Polo-
nia,oulr'orasua libertadora ; e a qual, por causa
doslas posscsses polacas, ha de se oppor neeessaria-
mcnle ao reslabelecimenlo da nai ionalidade polaca ;
a qoal reina agora na Hungra, nao por le ou direi-
lo, mas pelo soccorro de urna invasao russa ISo in-
jusiilicavcl como esta, contra a qual agora nos va-
mos oppor. Assim, como urna allianca com a Aus-
tria na prsenle guerra, seria neorssariamenle sub-
versiva dos justos designios da Inglaterra, da Franca
e da Turqua, fora mais prudente que estas poten-
cias proeurassem alliados nessas nacionalidades que
hao sido despojadas dos seus direitos pelas combina-
coos do despotismo do que em qualquer governo que
parlilhot do crime de somclhante combinarn, que
licaria anda mais garantido no gozo dos seus despo-
jos pela allianca com eslas potencias.
A resolueao foi adoptada unnimemente. I
Mr. Kossulh lev.mlou-se, e fui recebido com im-
mensos applausos. Quando os applauso cessaram
elle falln da maneira seguinte :
Senhorcs, aceilci a honra do convite que roe fi-
zcsles, porque considerei como Um dever solemne,
dar um teslemanho com a minha prosonea commu-
nidade da causa da Polonia e da Hungraalleslar
por mnhi presenca que repulo a cossa causa ser a
mesma. Nada menos me houvera induzido a le-
vnlar-mc oulra vez dianle de urna assembla in-
gleza. Se eslivesseis no meu lugar*, verieis que te-
uho febre quando sou obrigado a repetir discursos.
Mas se ordenis que me snbmella s regras habi-
tuaes da occasio, cnlSo concedei-me ser antes fran-
co e verdadeiro do que adulador. Pero licenca pa-
ra fallar as fallas do passado e nos deveres do' pre-
sente.
Senhores, nunca houve talvez um problema po-
ltico, cuja solueo fosse mais completamenle defini-
da pelos precedentes historios jJo que a qucstAo
oriental. N'esle ponto haveis de concordar comino,
quando vos lembrardes de que a supremaca da Rus-
sia, con Ira a qual, e a conservarlo da Turqua, cm
favor da qual lendes empunhado as armas, nao he
urna questao nascida de um momento para oulro. He
orna quesISo antiga, que remonla a secutas ; mas
particularmente i batalha que o beroieo Carlos XII
da Suecia perdeu em Pullawa.em 1701, e ao laclo
de que o grao vizir, Mehemet BatIadsh,peilado pelas
adulacSes e pelos diamantes de Calharina, deixnu es-
tapar o czar Pedro em Talezi, ro Pruih, em 1711.
Desde este lempo lem havido.r.^ encadeamenlo con-
tinuo do mesmo drama que Va. ,..t represen-
lando.
As conquistas parciaqs da Turqua, a sabjtlga-
c,a dos Tarlarus independentes da Crimea, o des-
mmbramelo da Polonia, a Finlandia arrancada
Suecia, a campanha de Napoleao em Moscow em
1812, a oceupacao da Moldo-Valachia em 18W, e a
invasao da Hungra em 1849, so actos do mesmo
drama. A historia deslas acontecimentos olTerece
urna dellnioo lo clara da poltica exigida na pr-
senle crise que, teas suas admoestacOes forem des-
prezadas, podemos predizer "com certeza que os vos-
sos actos sero infructferos, e todos os voisos sacri-
ficios inuteis.
Na vida publica das naees nada he accidental;
nella ludo he causa e effeilo ; e, pelo contrario cau-
sas emelhantes produzem efleilos semclhanles, he
smenle as licies praticas da historia que podemos
ber quaessaqus fallas que devemos evilar, quaes
j *^----------------- a ^^ -^-^ ._-....., uun^d
Contarme.Candido Leal Ferrtira. Ajudanle so os meio* que devemos empregar, e qual he o
de ordeus eucarregado dodelalhe.
'CITERIOR.
MR. KOSSUTH EM SHFFIELD.
Depois da graude remullo em Shedield, na praca
do Paraizo, segunda-feira ao meio dia, houve ou-
lro meeting na larde do mesmo dia no salan de mu-
sica, em favor de um assumplo semellianle ao ante-
cedente, considerar a aspirarlo de reconstituir a
Polonia em umanacao iodepefedente. o
O auditorio nesla occasio foi pouco numeroso. O
salao de msica estav quasi vazo. Com efleito,
melado dos centenares das peasoas prsenles nao era
igual a nielade dos in'.hares na pra^a do Paraizo.
indiiliilavelmenlo esta diminuico de numero pro-
\nha de que aadmissao ao salao era pqbilhele'os
quaes cuslavam respeclivanjenle 2 s. 6.^. t s. 6 d.,
e 1 s-, segundo as ctass;*. A plataforma eslava oc-
cupada principalmente por urna classe de homens
que, em consequencia las barbas c do trajo continen-
tal, eram fcilmente reconhecidos como refugiados
polacos e hngaros. O meeliug derla comecar s C
lloras, mas a paciencia da assembla foi contrariada
por algum lempo em consequencia de urna demora
preliminar, a qual, como foi explicada por um mem-
bro da enmmissao, foi uccasiooada pela nao chegada
de M. Alderman Carr, que segundo o ajaste, derla
propora primeira resol ucSo. Mr. Kossulh, acompa-
dienles para os successos vulgares admirava-e de
nao adiar nada que rclivesse a mao de San Nereo,
ellederram:ivaj!agrrr.is sobre omacalaslrophe tor-
nada inevilavcl, e pensava em sua pobre lilha Bran-
ca ferida lambem do mesmo golpe que malasse a
Saiul Servis e Ssn Nereo. O desgranado pai ajun-
lou as mos enrgicamente, e olhou para o co como
para podir-lhc urna u-praeo ; pois a Ierra recusa-
va-Hic ludo.
Urna idea rabila o inesperada cabio no espirito do
conde Oielano, elle ferbou-se no quarlo e escreveu
esle bilhele:
Bella Isaura,
Venha exporimenlar um coupc novo, e um ca-
vallo deliro, que a esperarao esla lardo s cineo
ii lloras na quina da ra de San-Jorge e da ra de
(i Provenca. A porlinhola se abrir diafile de vos-
s.
Se quando receber esle bilhele, ostiver rom
gcnle em casa, nao falle, nein deixe lor nada no
semillante : bem sabe quanto ndoro as mulheres
discretas. I( De Verricres.
Escriplo c tachado esle bilhele, o conde Cactano
deseen, ahraron Branca, disse-lhe que linha neces-
sidado do sabir, qucjanlaria an cidade. c foi lerrom
um fabrcame de carrnagena visinho para comprar
o ravalln c o cnup. I'm mensageiro bem munido
ilcnslrucroos do prudencia levou o bilhete ra de
Prnvenea n. Ii".
Nesse paswio apparenlcmcnlc cheio de incdonlcs
frivolos ia decidir-sc o fuluro do conde Cactano c de
San Nereo.
I'niii-o aulos deeinro horas o conde Caclano esla-
va, no mais clegaule dos coops, na quina da ra de
San-Jorge, o rom os otlios filos na \olraca esperava
Isaura. Esla tai exarla, a porlinhola ahrn-sc como
por si mesma, nina nulo ajodou-a a subir, cuma
voz dissp ;io (oeheiro: \'amos !
Ali !,o seiihor faz-me dessas snrprczas! dsso a
moca ajiislxndn ao mesmo lempo o chapeo, o xes-
lido, a mai>liha, as luvas. o o loiicinho de pesceco:
mas nao quero agraderor-lhe anda.... F.in, sonhor,
d-nie contad- sua ion lucta, por onde andnu nesles
ltimos lempos I ninsuem o vio mais. Meus pe-
queos sernos de i ha liioram poni. Procurei-o no
Ranelash. Oh eis aqu seu aiinol, pouco falln que
nio doixasso empciihailo em caa do meu proprie-
lario no lim do julho. Elle esperar o fin de ou-
lubro, e descre doos quarleis. Mas disa-me, o se-
nlior da-ine esle rou|i'?... Oh se as lilas do cha-
pee lian me iueommiidasscm eu o abracara '. yue
coup magnifico : (edi e ataodn or loila a parlo !
comporlaroento que devemos adoptar em pol-
tica. 1
n Agora ha ^loos axiomas videalemente indica-
dos pelos prccedeolet do grande drama poltico no
Oriente. O primeiro he, que o dever de um acto de
moralidade poltica nunca pode ser desprezado com
impuuidade ; que semelhante desprezo involve a ne-
cessidadede cipia-lo com sacrilicos, de multiplicar
os meios empregados, os qoaes nunca podem reme-
diar o mal, anda quando o damno occasiooado pelo
desespero, seja reparado. Em poltica urna falla be
equivalente a um crime, portanlo ncnbum passo po-
'litico errado nunca deixou de ser punido. O segun-
do he.neuhuma allianca he vantajosa;porque s ve-
zes ter um inimigode mais heocaminho mais se-
guro para a vicloria, e as vezes ler um alliado de
mais he a ruina mais positiva ; compromelter-se al-
guem em urna allianca nio nalural e desprezar urna
natural he cousa igualmente perigosa. Permilt-me
illuslrar eslas asscrQes por meio de alguns fados
adaptados.
Desde o lempo cm que a Russia comecou a cres-
cer, lornou-se urna hereditaria mxima de poltica
occidental que a independencia da Turqua he nc-
cessara Europa. Enlrelanto a Inglaterra e a
Franca commelleram o erro de nao comprehender
que urna Polonia livre e urna Hungra livrelambem
sao indispensaveis, nao s independencia da Tur-
qua, como ao mais elcvadodesignio europeu i que a
independencia da Turqua he reputada nocearia.
que rolchOes macios I Mas para que nao responde,
senhor, quando o interrgalo !
Se voss fallar sempre, dlsse o 'conde rindo,
nao posso retmniJcr-!lio...
Pois bem, .nao fallo mais.
Eu eslava de viagem, fui visilar minhas pro-
priedades na Inglaterra.
Oh! o senhor lem propriedades nesse paiz !
Amo os Ingle/es. sao bonsrapazes, c generosos como
lords. Nao vi o cu vallo, de que cor he ?
AlaHo.
Ah adeviuhou meu goslo! Que homcm cx-
cellenle !... Oh 1 he preciso que cu faca mudar es-
tas fitas!... Veja, apertam-me muito ilcbaxo do
queixo... E neocheiro, pertenec-me lambem?
Certamcnte, mas ser preciso paga-lo lodas as
semanas.
He mullo cedo, no sabbado nunca lenho di-
uheiro.
Voss o recebera na sexla feira de tarde para o
dia segundo.
Oh! que amor de liomem! previo ludo!...
Que maldilas lilas !... J que estamos na ruada
Paz facamos parar o carra i porta de minha modis-
ta; ella me arranjar a* lilas cm um abrir c fechar
de ollios.
Que, I-aura 1 He assim que voss se esque-
ce... 1
Ah inlcrrompeu a nioca.csquccia-mc de que
o onhor anda sempre incognilo comigo !... Mr. de
\ orrieres, desconfi de que o senhor "lie victima de
urna grande desgraca... Aposto que o senhor he ca-
sado !
N'Ao aposto, Isaura, porque perdera.
O senhor osl inleiramcnlsolloiro t
Al ao prsenle, sim.
Ma porque loui sempre niedo como os homens
casados ? *
Nao quero que ningiicm seiba o que taco.
lem mulla razao, Mr. de Verricres r lio. hor-
I rivol viver-se rodeado de espas. Em Paris nao ha
jUcoredos. Estamos scmpro entre o ullio de um por-
lere-e a lingua do urna vendedora de fruclas. El-
los sabem mellior que nos o que lxenlos. As vezes
csqiiecu-me do que z mi espera, porguulo ao
meu porteiro, c elle diz-mo ludo sem eugaiiar-so.
Isaura, julga vosso que. habilaria com pra-
zeroulca cidade' l.ondrc-por exemplo.
Londres he meo sonuo uma cidade oheia do
Ingtazo-, e de vordadeirns Inglezes, pois os tres ovar-
lo* nos Inglezes da ra Rivoii sao raaos como bilhe-
le- do banco do cinco libras esterlinas. Ku adoro
Em vez de comprehenderem esta verdade, cahiram
no erro de pensar que o desptico chefe do anmalo
compostochamado colleclivameiite Austria obrara co-
mo orna barreira contra a prepondewnda da Russia.
E em consequencia deste erro a Austria se toruno a
mimosa dos ministros e do parlamento da Inglater-
ra ; nao do povoporque dista, a minha propria hu-
milde pessoa he uma testeniunho vivo. E, feliz-
mente, os ministros e o parlameofo patsaro, e o po-
vo fica.
Eis-aqni a questao,quem era justo, o povo ou
o governo '! Na minha opiniSooi Cielos sao o me-
llior criterio da rectidilo de qnalquar poli tica. Toda
vez que um certo Ibeorde polUieajem pleno e fran-
co campu para mostrar a sua eWeacia, enlao, so ve-
mos conseguido o fim proposto, podemos dizer que
a poltica era recta ; massevennsaconlecer o con-
trario, enlao devemos julgar que a poltica era err-
nea. Pens que isto he claro. Agora, pergunlo-vos
eu, dar-se-ha caso que lodos os aTagos e assonins da
Austria se leuliam mostrado eficientes ao fim de
conservar a independencia da Tuquia erepellir a
preponderancia da Russia 1 Nat ; estis obrigados
a ir para guerra por esla mesmi razao. Eis ahi a
resposta.
Ora, pelo amor de Dos, nao consintis que o
vosso governo persista em um nnipurtamento que
lem contra si to bella experiencia, e se lem mos-
trado lio eminentemente injusto, e alm disto,
tem sido al provetoso rrescaite supremaca da
Russia. Senhores,muda e rumo; dai oulra dir -,;,.< a
vossa poltica, ii lieai-llie a estrada do bom senso.
Persistir obstinadamente em seguir orna ilireceo
tortuosa fora o contrario do bom senso.
a Por oulro lado, he lambem im fado que a Po-
lonia leve de ser esquarlejada, que a existencia
constitucional da Hungra leve de ser destruida,
alim de lornar-se possivel a oppressora preponderan-
cia da Russia. Estes dous crime) injuslificaveis lem
servido de degros para o poder la Russia lornar-se
perigoso Europa. Se islo he nm fado, enlao lam-
bem he um fado que se a Polonia ainda exislisse e
a Hungra fosse livre, nema evidencia d Turqua
eslaria cm perigonem a Russiastria demasiadamen-
te poderosa. Com elTeito, ajudaia Polonia e a Hun-
gra a ser o que devem ser, e a vossa causa esl ga-
nha ; send fizerdes islo, nao a ganbareis. Nao se
Ilude a iocxoravel lgica da historia. Nislo v-se o
dedo do Altissimo. Nao ler mais cedo pesado a lgi-
ca destes fados he a culpa que tesa agora sobre vos
como uma maldieo. Tendes azora a expia-la por
meio de trrenles desangue e por meio de innme-
ra veis niilhes ; e se nao renta-urdes esla culpa, e
obrardes nesla coiitarmidadereparai bem as mi-
nhas palavras, pois que serSo jus.iicadas pelos fados
que bao do acontecerlodo o vesso sangue ser der-
ramado om vao, e o sacrificio do vossos milhoes nao
ser de proveilo algom.
n A Turquia s, esla contato he devida sua
perspicacia o ao seu bom senso,a Turqua s conhe-
ceu esla verdade acerca da Poleoia e da Hungra.
Emquanin foi dado \ Sublime ^ori.i seguir os seos
proprios impulsos nunca Iuhivq ii moviinenlo cons-
tilucionalislo he, o roovimenio anli-austriaco na
Hungra, que os Turcos nao coadjuvassem. E quan-
lo a Polonia, tanto a Turquia reconheceu a necessi-
dade de conservar a nacionalidade polaca que, al a
diviso da Polonia, quasi que nunca houve um Ira-
lado entre a Turquia e a Russia, no qiial os Turcos
nao eslipulassem a liberdade e a independencia da
Polonia. Coropulsa o inflado de Talezi, artigo 3 ;
no primeiro artigo do primeiro tratado de Conslan-
tinopla, 1,712 ; no artigo 12 do segundo tratado de
Conslantinopla, 1720 ; e veris que cuidado live-
ram os Turcos em estipular a que o czar nunca se
apropriaria de fraecu alguma do territorio polaco,
nem se inlromelleria nos negocios nem no governo
da naco polaca, mas se unira com a Turquia para
sustentar os direitos c privilegise a constiluirao
daquella repblica, n
a Senhores, he um fado nolavel digno de ser
lembrado agora, quando ainda tendes de escolher
um processo para a presente guerra. Se esla pruden-
te poltica houvetse sido pralicada conforme e reci-
procamente, a Russia nunca se houvera tornado pe-
rigosa ao mundo, nem actualmente a existencia da
Turqua teria sido ameacada, nem a Europa junta-
mente com ella.
a Infelizmente, lano a Polonia como a Turquia
se separaram outr'ora desta polticaa Polonia no
lempo em que a Turquia, apoiando um dos movi-
menls nacionaes da Hungra, avanrou al o ponto
de sitiar Vicua em 1683. Eutao foi Sobieski, o t-
lente rei da Polonia, que salvou a dynaslia austra-
ca sob as mralhas de Vienna. Naquelle dia o des-
tino da Polonia tai sellado, laucadas us bases da
decadencia da Turquia e do engrandecimcnlo da
Russia. Sobieski, recorrendo a uma allianca nao na-
tural com a Auslria, em vez de lomar por alliados
a Hungra e os Turcos, privou a Turquia da tarca
necessaria para-fazer effecliva a solicitado para com
a iudependencia da Polonia ; e a dvnasliaaustraca,
cuja historia he smenle uma recordaco de menti-
ras, de juramentos violados, e de vil ingralidao, rc-
compensou a Polonia, associaodo-a ao crime da sua
diviso.
fc A Turquia lambem amigamente desviou-sc da-
quella saba poll>ca. A nossa propria conlenda le-
M'4"gar em ISS. Enlao olla nem los coadjuxou,
nem ao menos se conservou neutral ; pelo contrario
pcrmillio que o scu territorio, dinheiro, provisOcs,
e meios de transporte das suas provincias ajudassem
a aggrcssao russa. De enlao para c apenas se tem
passado cinco annos, e por isso a Turquia lem a ex-
piar uma culpa por meio de um esforro supremo de
vida e morle.
Por esles dous fados, vos vedes o que he con-
irahir uma allianca nao natura), e o que he despre-
zar alliados naturaes. Enlrelanto, como nenhuma
culpa cm polilica escapa ao castigo, a propria In-
glaterra esl obrigada a ter sua parle na retribui-
dlo, porque, em 18*8 a Inglaterra tambem parli-
Ihoit da culpa,se nao commedcu maisdo que uma
culpa, como vospassarei a demonstrar agora mesmo.
O czar oceupra a Maldo-Walachia, violara a
inlegridade da Turquia, conculcara n sua indepen-
dencian'uma palavro, fez tudo o que lendo feilo
agora oulra vez, infelizmente desperlou muilo larde,
a vossa indignar.i al a guerra ; arada mais, dirigi
a guerra pelo territorio turco contra nos. Enlao, o
ministerio iuglez acnnselhou a Turquia a a nao in-
tromcltcr-se em nenhuma colliso hostil com os seus
irais poderosos visinhos para manulencflo da sua pro-
pria nculralidade. Eu vi os mais sabios e os me-
lhores patriotas turcos chorar lagrimas amargas de
desespero sobre a fatal necessidade de ceder a seme-
lhante conselho.
No dia cm que osle conselho foi dado a presen-
te guerra lornou-se inevitavel. L'm conselho cou-
Irario vos houvera poupado lodos os perigos e sacri-
ficios actuaes. Com ludo a Inglaterra nao parou
ocsle passo de perniciosa polilica. Quando o czar
commelleu o audacioso crime de inlervenro arma-
da na Hungra, e desl'arte naos deu um passq gi-
gantesco na sua ambiciosa carreira de supremaca so-
bre a Europa, mas especialmente preparen o golpe
presente, usurpando o territorio turco, nao vos lem-
brais de que maneira o governo inglez recebeu o
tremendo golpe"? Declarou, solemne o (inicial-
mente, que o govfho de sua mageslade nao con-
sidera va a occasio opporluna para uma manifestacao
formal da opiniao da (iro-liretanha sobre o nego-
cio. Assim, a imperiosa necessidade da guerra ac-
hual moslra que nao por compaisao para com a
Hungra, mas pelo inleresse da Inglaterra, fora do
dever do vosso governo impedir esla usurpaclo na
Europa por lodos os meios ; em vez disto, elle nifc
leve opiniao alguma a manifestar sobre o as-
sumplo. o
Islo tai uma animadlo manifcsla foi um pri-
vilegio de impunidade concedido ao czar^bara usur-
par as I i !>ei lades da Europa. E vos eslais agora
admirados de que o czar ache um pouco eslranbo e
inesperada a palhelica solicitude da Inglaterra para
com oque ella chama a independencia das oaroes !
Elle pralicara cousas iguacs ou petares no mesmo'
Iheor ( refiro-me Polonia e Hungra., e pao s
nao ene..nli ou opposiean alguma da parle da Ingla-
terra, mas antes cucoulrou o protesta animador de
que u a GrSo-Bretanha nao linha opiniao alguma
a manifestar acerca do negocio. Ecomtudo aquel-
Ic perigo, e com elle a guerra actual, poda ler sido
evitado sem sacrificio algum da vossa parte.
> Em um periodo da uossa lula, miando ja o pe-
rigo da iisurpajo russa era evidente, cu mandei um
agentado governo a Londres, solicitar a mediaoao
da Inglaterra. Baslava quo o vosso governo hou-
vesse dilo i Austria. Desejamos que resolvis com
equidade a lula com a Hungra ; nao podemos per-
niillir que a independencia da Turquia neutral seja
violada, nem o sen territorio lomado, usurpando-o
Europa, e a q'ueslao leria sido resolvida de uma
vez. A Auslria nao leria vencido, e nos agora se-
riamos um povo modesto e pacifico ; ter-nos-hia-
mos comentado com a conservarlo das nossas tais,
lacs como sao.
Eu linha al um precedente para o meu recur-
so i Inglaterra. N'um recurso semelhante a Ingla-
terra ja fora oolr'ora medianeira de paz entre a mi-
nha naco, em revuluco, e a Austria. Foi em 1711,
e desde cnOu a-honra da Inglaterra ficou empeoha-
da como garanta dos direitos e da ronstiluicSo da
Hungra. Islo leve lugar em uma simples Iota
domeslica ; a uossa conlenda, em ISIS, segundo a
propria exposieao de lord Palmerslon na casa dos
communs, a linha o carcter e as proporr,es de uma
importante Iransaccao europea. Todava lembrai-
vos qoal foi a resposta do vosso gorverno ao meu re-
curso : o O governo de sua mageslade nao pode
receber comniunicaroes acerca da Hungra seno
por meio do orgao diplomtico 'do imperador da
Austria nesla corle. Uest'arle tai halada pela In-
glaterra essa Hungra em cujas balalhas se pelejava
a liberdade do mundo a vossa propria paz e a po-
scao de boje. E refieel bem no progresso.
Quando recorr mediarlo ingleza, apresenlei
ao vosso governo ccrla opporlunidade para pou-
parvos uma guerra futura, alias inevitavel. Por
ventura ped eu o vosso dinheiro ? Ped cu o
vosso sangue '! Nem um penny nem uma glla ;
somonte uma palavra uma palavra, que sem a
despeza de um shilling inglez, sem o sacrificio de
uma golta de sangue inglez. vos leria poupado a
guerra actual. Essa palavra foi recusada ; remet-
leram-nos insultuosamente ao miuislro austraco.
Foi um cortejo assignalado Auslria, mas tendes ago-
ra de paga-lo cusa de ros de vosso sangue e de
milhOesdo vosso dinheiro. A tempeslade checa al
vos. Aquella insulluosa resposta paira como uma
nuvem prela sobre o palacio de Wcslminslcr e sobre
a ra Downins.
" Agora, pergunto-vos cu, ser recordado na his-
Loodres; passei ahi uma eslavo como coripheo ; eu
morava em Fleel-Street um pouco distante do Orn-
ry-/.ano; mas no verlo em Londres eu nao reociava
andar de noite. Oh Londres 1 o senhor vio a lon-
(ra que come peixiuhos em'Zoological Carden '!
Nao.
V ver isso quando for a Londres, he diverti-
do como uma pellolica de Aurol. Eu linha oulra
razao para morar em Fleet Street, eslava pcrlo da
oreja catholica da cidade. Quem tem urna re-
ligao dexe segui-la, pois niuguem sabe o que pode
acontecer.
Isso he mal exprimido, disse o conde; mas he
heni pensado.
Ah exprimo-ine como posso nao repare. No
principio de nosso conhecimiito eucra tmida dianle
do senhor, nao alrevia-me a fallar, procurava as
palavras romo pero'.as no fundo de um sarco, lloje
nao escrupuliso cm dizer ludo o que quero. Tanlo
poior!
Isaura, vosso he uma boa moca, disse o conde
com voz cheia de lu andina.
Sim, Mr. de Vcrrieres, sou uma bea moca, res-
ponden Isaura cm um lom modulado por um sbito
enlernecimenlo. Mclleram-mc muilo mal nos so-
ciedades e sso me perder algum dia. Os homens
nos arcusam! Issotcnc faz vir lagrimas de sangue
aooolhos! Conhecc os humen*, Mr. do Vorrieres'.'
Nao muilo.
So as mulheres os conhceem. Se ludas as mu-
lheres que sabem posar da penna, escrevessem fran-
camente suas memorias, lodos os seus mcslres de
comedia lomaran] o lugar de esludaiilcs. Aos de-
zoseis anuos ou linha um professor de msico qui-
nte promellia maravilhas, quera fazer-me grande
artista, c fazer viajar pelos Estados-Unidos deban
de chuvoros de dolan. Nossa idade a genio er
ludo. Fu aeroditei cm ineu engcuho, e nos chuvoi-
ros de dolais; o professor impo/.-mc uma condcAo.
No fim de Iros mezos acor-tai um da sem engonho,
sem professor, e soni dollars.... Forcosi era viver,
viv. Meu professor publirou um livro no qual in-
juriou as mulheres peecadoras, cgaiihou o premio da
virludc... l'orm nao fllenlos mais nisso que he
muilo Irisle, as lagrimas allciajn o temblante e pre-
ciso da frescura de minha lez.
Sil,lom razio, Isaura, fallemos de omisas mais
risouhas. Miga me. como passa os seres quando
nao ha danta no ll.uielagh'.1
Obi queru-llie mal, Mr. de Verrieres. por ter-
mo abandonado assim! (Insto dos seres cm qui-
tada- n- poltronas eslo ucenpadas. A conversar
loria que he uma polilica hereditaria para a Ingla-
terra o parlilhar do crime do despotismo austraco ?
Pergunto-vos en, com estas admoestacOes da historia
anle os vossos olhos, ainda persistir a Inglaterra na
errnea politic decorlejar a Auslria,que ja vos cau-
sn semiHhante damno, e cuja allianca, ainda que
sejais vencedores ou vencidos, somenle ser falal
a vs '.' Dignai-vos smente considerar quanlo esla
perniciosa falla embaraea o eomporlamento da In-
glaterra ja neste mntenlo. Se em algum tempo hou-
ve uma verdade evidente fora de qualquer duvida
inconlcslav el he a verdade que, excepto a Finlan-
dia, he someute na Polonia e pela Polonia que a
Russia he vulncravel.
Bombardeando Odcssa, Sebastopol, Cronsldl,
fazendo prozas russas, incendiando a esquadra rus-
sa ( se pdenles alcanca-la),'ainda mesmo, incendi-
ando al S. Petersburgoludo islo pode ser estrepi-
toso, bom alimento para as garcas. mas he ape-
nas um palliativonunca de um effeilo permanen-
te. Os proprios Russos podem talvez- incendiar S.
Petersburgo, como incendiaram Moscow ; nem por
isso ficareis em mclhor posico. Se o vosso intento
he combaler o despotismo russo se o vosso alvo
he ropollir a ascendencia russa e rcduzir a prepon-
derancia russa, he na Polonia, he pela Polonia que
deveis obrar (applausos) on pe "jluntrario nunca
a i ti ngireis o vosso alvo ; nunca. *" resorreicfio da
Polonia nao he para vs limado de campaixao que
se esconda em alguma, parle por Iraz do anteparo
das transaeces dijilomalicas no fim da guerra ; a
resurreicao da Polonia re para resuma necessidade
de momento, estratgica, urgente, palpitante; a
resurreicao da Polonia he para vos nao s uma aspi-
raco nacional na presente guerravmashe tambem
um meio iulspensavel para consegoiroH qualqner
alvo'racional.
Ora, vos estis em guerra com a Russia ; por
lano nao he redmenlo por amor de Indiscreta in-
dulgencia para com a Russia que a Inglaterra aind^j
nao praticou o que o dever,a jusla expiaco das pr^
milivat culpas, e a prudenciada prsenle necessida-
de aconsclham a praliear.. Semelhante indulgen-
cia para com um inimigo fora fraqueza pon leudo
para eonluio, loucura peudendo para o ridicula.
Enlao, romo he que esles senhores (aponlando para
os refugiados polacos presentes/ anda eslao pleitean-
do a causa da Polonia anle uma reunio cm Shef-
field, em vez de eslarem a desembarcar de bordo
de vapores inglezes de guerra em Samogilia, e
a bradar no solo jialai, a Valenle Polonia, re-
surreicao c liberdade t Como '.' semelhante prn-
cedimcnlo he pura complacencia para com a Auslria
e para com a Prussia.
" O vosso governo ennhece cabalmente que tara
absurdo ^pensar que as pulsarOes de uma ressurreioo
nacional podiam ser limitadas a um dedo do p, ou
a qualquer nutro membra, equesc nao espalhariam
portado o corpo. Sabe-se cabalmente na ra Dow-
iiing que uma simplesreconsliluicao do que agora se
chama Polouia-russa fora simplesctaridade de la ;
e portanto, como a Au-'.ria e a Prussia consrvaram
parte do roubo que leve de ser dado, por atleucao a
elle, principalmente dosamlosa Auslria, ello ainda
despreza fazer islo sem o que nao podis ser bem
succedidos na vossa guerra. He umfacto.(Apoiados.)
Reflecle, povo da Inglaterra reflecta. Olha
para a hisloria ahi, no espelho do passado, o
leu proprio futuro esl daguerreotijpado. I.omna-
le da campanha de Napoleao em Moscow no anuo de
1812. Aqu esl o meu amigo o coronel Idvsikow-
szky, que pelejou na campanha. ('Applausos.) Na-
poleao tencionava repellir a ascendencia coroada da
mesma sorle que vs agora.. E, seja dito com lodo
o respeito dev ido aos lords Raglans e aos marechaes
SI. Arnauds, o humilde cabo de esqnadra sabia al-
guma cousa da arle da guerra. Sabia que a Russia
posto que nao mui formidavel no exteriorhe
forte na detaza interna. A tarca que elle erapre-
gou monlava a (>0O,0OO homens, 182,000 cavados, e
1.372 pecas. O que he o cxcrcitoauglo-francez no
tllenle em cumparaco a islo?Urna revista de
moslra em Chobham. Sabia que nao era no mar que
uma batalha decisiva podia ser peleijada contra a
Russiadirigio-se por Ierra. Sabia que sem gran
de cavallaria nao havia possibilidade de acampar-so
noile por espado de 21- horas contra um oxercilo
russo, e tralou de prover-se de minia cavallaria.
"S a cavallaria de reserva do seu centro orruvaa
40,000. Quantos cavallos, pouco mais ou menos,
leudes vs no Orienta? Elle nao desprezou o fulil
expedienta de substituir nacionalidade polaca
idea delegioes polacas, como comeris agora a prali-
ear no Orienta. Alm dsso, tambem procurou al-
liancas como eslais fazendo. Apenas poltico me-
nos hbil do que soldado, dirigio-se a potencias tar-
tas,dirigio-se a Austria e a Prussia, precisamente
como o vosso governo est pralicando. Mas elle li-
nha maior jus -i Ii.taludado da Auslria do que vs
Tendo de dispor da existencia da Auslria, elle per-
doou-a, salvdu-a, e, para assegurar a allianca, casou-
se com a filha do imperador F'rancisco Jos de Aus-
lria. Tanta a Auslria como a Prussia cederam aos
corlejos do poderoso czar, tornaram-se seus alliados,
e dcram-lhe dous exercilos de cavallaria, contra a
Russia. Vs sabis o resto.
Napoleao perdeu 552,000 homens, 167,000 ca-
vallos, e 1,222 pecas. Um dos seus alliados trahio-u
no campo de batalha, o oulro compromclle'0"-o por
inaclividade ; c ambos (um deltas ora seucunhado
vollou-sc contra elle, e mandou-o morrer, como um
particular adormecc-me. Todas asnoiles as nove,
horas vejo entrar.....o senhor bem sabe.... aquello
homcm de estatura alta que ganhou-lhe quarenta
luiz..- fiados....
, Sim, sim, disse o conde com o ar de querh re-
corda-sc, e procura um mime, o senhor... o scflior.
Saint Servis, lomou Isaura... Pois bem, Mr.
Sainl Servis faz economas do Ihcalro -em minha
casa, c enfada-me sob pretexta do adorar-me. He
um dos homens -que confunden! o habito com o a-
mor. Be avarcnlo como um voltio millionario. Se
jogamos elle trapacea, se nao jogamos, falla-inc iu-
scssanlemcnle do si, dosrrovc minuciosamente sua
tarmosiira, pretende ler servido de modelo para o
Apollo do Belvedere! conla-me seus amores com as
duquezas. I.'ma princeza russa furlou-o uma noile
depois da opera, a seuhora condessa... a senhnra
baronesa.... a seuhora marqueza... e todas as estrel-
las do ceo tem morrido de amor por ello.... Sou
urna pobre miilber ; mas quando esse '-ftoniom ale-
gra-mecom sua ausencia, sinlo que amara qualqucr
valeludinario que me fallasse em um laro do fila ac-
cresecntado ao meu vestido da vespera. Isso be
mu punca cousa, isso he ludo '. he a altaica, he o
pensaincnlo da inulher, be o esqueeimenlo de s.
Ha verdade no qne voss diz. observen o con-
de Caelano, o qual lomaxa por essa mullicr um inle-
resse al entilo dcsconherido. Assim Mr. Sainl Sor-
vais occnpa-lho lodos os seres'.'
Todos, senhor, alo meia noile... Porm o majs
curioso lio que elle julga dar-meum prazer exlromo
com suas visitas, e jiilgaqueo adoro. So ou Iheilis-
sese cm face que o detesto, nio me creria, se o ox-
pellisge una noile, voltaria no dia seguinta para con-
reder-me.seu perillo. Essa especie de homens nao
he conherda, os naturalistas perderan! com ella o
lempo. Oh! crea que darei um bailo sosiidia no
dia cm que esse honioin for fazer-se adorar em ou-
lra parlo. Dansarei loda a noile.
Isaura, disso ao ronde, ouca minha volha ex-
periencia, nao aprosta um rompimonto com -Mr.
Sainl Servis. Pelo rolralo que xoss faz-me dosso
hornera, creio quecouvom usar de corlas altoneoos
com olio. Ini adorador de proflssao, que julgae
adorado dillicilmcnle renuncia sua illusio, e -loan-
do adqnire a certeza contraria, i ebenla-lhe na cabo-
ca i... furiosa oxplosao de amor proprio que inventa
mil moios de vingar-se do uma mulher. Para dos-
pedir um bomei sem correr o risco de fa/.o-lo ini-
iuko, devr-te proceder coi uma sagacidade melho-
dics, dfve-e cada dia faw-lhe perder insensivel-
menle urna pollegada de terreno, leva-Io assim al
a porta,-e ilizer-lhe o ultimo adeos chorando.
Fico-lhe obricada pelo seu cousellio, Mr. de
Verrieres, hci de aprpvcilar-me delta.
emais nao sci a que Ululo esse mancebo esl
em sua rasa, e...
A que Ululo inlcrrompeu Isaura; mas elle nao
lem titulo. He um simples frequenlador do meu
sabio. Veja o mal que tal homem fai a uma mu-
lher! Compromelle-me sem proveilo para elle nem
paramim. Afasia de mim os amigos, e os que dc-
sejaram so-lo. Impcde-me de eslabeleccr-me. Ei-
lo lodas noiles dianle de mim como um alvo de ad-
iniraeo. Elle espera que cu ataque sua virlude.
Que 'lalica! A culpa lem a Iragedia hysterica de
Phedra. Todos aquellos que julgam-se Hippolv tas
aguardan) uma declarara de amor, para conccdcrem
seus favores as miillieres. Phedra l'oz-nos muilo
mal. Como fican os homens orgulhosos c elegante
quando se reprsenla essa Iragedia Imaginam que
lomos accessos de frenes amoroso quando vemos li-
ma casaca! Imbecis! Eu por oxemplo o que peco a
um homem lie alguma atninde para mim, muilo
e muilo dinheiro para nos ambos. Os homens nos
aecusam de amar o dinhero.por ventura ellos o de-
testara? Fazem desse maldito dinheiro uma necessi-
dade de lodos os minutas, c dSo grandes gritos qnan-
do uma pobre mulher que apenas lem uma tarmo-
siira de poneos das, loma cedo suas procaurnes para
nao morrer de fri c de Tome uo. hospital!
Acalme-sc, acalmo-so, bcllaa Isura, disse o
conde sorriiido, ha lambem milita verdade no que
vosso diz.
Como? ludo he verdade. O que faz a desgra-
nadas mulheres beque os homens nos aecusam, e nos
nunca nos defendemos. Eis ah um, ette Mr. Saint
Servis qne canUrulauma aria de vaiidoville, ouem
baria rom seu balito lodosos meus ospelhos miando
digo-llie om voz alta que carece do dinheiro para
pagar aluguel da casa. Mandara mellcr em um
quailr o primeiro escudo que calir-lbe da mo o o
enviare! ao musen dos pheiiomenos. I m dia dcsles
elle chogou com um homcm carrogado de um paro-
le, baleu-me cnrac/io julgando no Irazia-mc todo
armazem vondndi om leilo depois de fallimenlo, e
forinava ja o pi ojelo de abrir urna luja de novidados
no passoio publico, he esse o me -unVo.Escnda-
nle bem islo em algum canlo.disse-nie elle com ar
misterioso.E qne nomo lom i' Obi test vef, respundeu-me elle. Vio tire ma-
do um de cada vez, e vo-is --e retTeiara como nina
gigante agrilhoado, not rochedos de Sania Helena.
.Applausos.y
Professores superiiciaes vos ensinaram as esco-
las que foram os generaes Ciada e Fome que desba-
rataran! Napoleao. Nao, elle tai desbaratado por ler
tomado a Austria e a Prussia por alliados. Nao du-
vidareis dista, te vos lembrardes da verdade, que
sem a Polonia reconstituida em uma naco indepen-
denle nenhuma expedico contra a Russia pode ser
bem succedida, cujo objeclo he reduzir o poder da
Russia a proporees iuoofeosivas independencia da
Europa. A idea de reduzir o poder da RiUtia nao
tem apnlicac" pralica sem una Polonia reconstitui-
da. Pensis vos que Napoleao, cora o seu vasto t-
lenlo nao coiupreliende esWverdade? Certamen-
te romprehendeu-a. Enlao, como aconlcceb que
elle avanca-se contra a Russia sem ter primeirameo-
le reconstituido a narao polaca ? Com efleilo, este
esquecimento tai um falal corollaro necessario da
sua allianca nao natural com a Auslria e a Prussia.
Reconstituir a Polonia russa smenle fora en tan,
como he agora, c ser em qualquer tempo, um rid-
culo compromisso entre o ceu e o inferno, pelo qoal
alma alguma pode ser salva. Fora uma segunda
odelo de repblica cracoviana, sentenciada na mes-
ma hora da sua creacao a dependencia estrangeira e
reiterada absorpeo. Napoleao conheceu isto; de-
clarou-o. Mas reconstituir a Polonia com a Galicia
e o Posen, seus membros vitaes, nao- podia elle fa-
zer, porque era alliado da Auslria e da Prussia.
Assim esla allianca nao nalural privou-o da
possibilidade de realisar esla medida sama qual bu-
Ye ehademencia em crer que a Russia ha de ser ven-
cida. O esqoecimento de reconstituir a Polonia trou-
xe a fome que com a geoda arruinaram Napoleao.
Reflecli bem nesla evidente Jicao da historia. Es-
tais no mesmo estadoa sitoacao he a mesmaas
condioves iudispensaveis ao triumpho sao as mes-
maso perigo de allianca nio nalural he o mesmo
a nica difiere ;a na siluacao he,' que no entretanto
a Rassia se tetn tornado tarta, particularmente por
vossa culpe, o qe nao tendes omexercito de 600,000
homens no campo. Se, com todas estas evidentes
admoeslasBes praticas da historia, a Inglaterra anda
persista em cortejar os fa Isos favores da Austria, e
desl'arte persiste cm paralysar aquellas duas nacio-
nalidades, sem o que nem a Turquia pode ser con-
servada, nem o poder da Russia reduzdo, nem uma
solida e durad, ui. paz europea conquistada a logia-
Ierra ir-se-ha pouco c ponco cmaranhaodo em in-
geutes difliculdades, cahindo de uma falsa siluacio
em oulra, assim como lem ido cahindo desde o ro-
meco al boje, e o fim sero inuleis sacrificios, ro-
as e vergonha. (Applausos.)
o Senhores, li ltimamente no seimao do Rev. J.
Cromplo, de Norwich, as palavras segrales :
Os peccados pelos quae a Polonia, a Hungra e a
Italia tarara sacrificadas, indubilavelmenle estao
agora recatando sobre a Inglaterra. Nao desfaree-
mos o fado, nem o escura-amos por mciode phrases
vagas e de fingida religio, mas contassamos que te-
mos percado, presenciando em silencio a injusticia
taita, o os mi,. 11 mo esmagados, e a liberdade
violada. Boguemos a Dos que pelos onasos pecca-
dos de poltica nacional c pelo esquecimento de de-
veres pblicos nao sejamos punidos em virlude da
liberdade que sofijre cm nossas mos. Applausos.)
o Senhores, crede-me, ha profunda sabedora oes-
la palavras verdaderamente chrislas. Os pecca-
dos do passado vao recalando sobre a Inglaterra. No
caso da Polonia, eslava o peccado do esquecimenla
do dever de moralidade polilica, cojos resultados
lom lomado lal extenso, que sem reparar o erro
commeltido, n3o podis nutrir, esperanza alguma de
triumpho tu vosea guerra. No caso da Hungra,
esle esquecimento j lem laucado a Inglaterra no
mais injustificavel eomporlamento poltico. J leu-
des a lamentar o effeilo ; entretanto, escudado com
o meu direilo, e fallando a homens livretqoetabem
apreciar a verdade, brado livre e denodadamente
Orgulhosa Inglaterra, reflecta bem I Ha cinco annos
por mera complacencia para com a desptica Austria,
impediste a allianca entre a Turquia e a Hungra,
histricamente preada ser nalural a ambas, e neces-
saria i liberdade da Europa. Evita nao cnmmel ler
oulra vez o mesmo erro. Medita sobre as lices da
hisloria ; repara que uma colpa repelida com pre-
meditado cootcieoriosa lornt-se um crime poltico;
e nenhuma culpa em polilica, nunca escapa ao cas-
ligo. Repara, que este destino ipexoravel, que pre-
side a lgica dos aconlecimenlos, nem. sempre se con-
tenta smenle com limitar a expiac.10 de erros poli-
ticos a libras esterlinas, a shillings, ea peonys-
(Apoiados). Quanto errnea e falsa poltica de aban-
donar allianca- naluraes e cortejar nio naturaes,
ainda podem haver nulros inconvenientes na abun-
dancia da relrbujraO que nao uma duplicada i'nco-
me-tax, ou um augenloda divida, nacional, posto
que isto de alguma sorte j nao seja cousa insignili-
canlc. (Applausos.)
c E realmente, senhores, nunca povo algum leve
uma estrada a seguir mais claramente trocada do
que a Inglaterra na occasio presente. Tudo quanlo
necessitais, he lixar no vosso espirita', com escrupu-
losa precisan, o alvo que pretendis alcanzar por
meio desla guerra. Nao vos contentis de gritar
a Pelejamos em favor da liberdade,pelejamos con-
tra u despotismo, pelejamos em favor da juslica,
pelejamos pelas liberdades da Europa Tudo
sto he muilo bem dilo; mas se a vossa polilica na-
raiuha. Abr o pacota, era um mnniao de litros.
Masque livros! que horrores!
Eram livros velhos? pergunlou o conde astu-
tamente.
Todos erara novos, senhor! encadernados como
mssacs, cheirando a patchouly, e dourados lias bor-
das ras Tullas. Abr dous ou tres e fechei-os
com aversao. Que! disse-lhe eu, ha bomeus que
passam a vida escreveudo abominaees, e gravando
essas imagen, e o senhor ousa ainda aecosar as mu-
ltan o-! Por ventura alguma mulher coidou jamis
em compor semelhanles infamias? Os homens poze-
ram-nns em circularao para corromper-nos, perder-
nos, eavillar-nos! Qne horrivel oflirin he o desses
escriplores,, c eraxadores! Procrue um offcio seme-
Ihanle om lodas as prolisluiccs! E esses auloros
livoram por cmplices lodos o^tcilorcs, islo he qua-
si lodos os homens! Acense ainda as mulheres 1
E que disse Mr. Saint Servis? pergunlou in-
dolentemente o conde.
Ello ra; mas eslava muilo emhararad com
sou pacota. Uisse-me depois que uma marqueza
da ra ds Saulos Padres, havia feito baixe-
zas para ler essa hibliothcca. Neguei-lhe na cara
a existencia dossa marqueza, e maudei remoller lo-
tos esses rrimes encaderuados na adega, onde os ra-
los os roerao.
Muilo bom! Isaura, disse Cactano com gravi-
dade. l>oixoi-a fallar ooin loda a liberdade de seu
pensamenlo para conhoce-la bem a fundo. Agora
vejo quo voss ni dissimula nada, e que merece
uma xida mais feliz.
Isaura passou da alegra louca ao euternecimento,
onchngnu furtivamente algumas lagrimas, e disse
com um sor riso hmido :
Nao quero que me vejam chorar em I-oug-
champs.
Julga que os passciauores dos Campos Elseos
I lem ver-nos?
Elle lem sempre modo de ser visto? lomou
Isaura rindo as gargalhadas. Desconfi que o senhor
occnlla-me seu verjladeiro nome;coiifcsseqnelie um
ministro disfarcado em lioniom.
Voss nao deixa talvez de ler absolutamente raza
disse o conde rum ar serio. Isaura fez um movi-
inenlo convulsivo, o encaro firmemente seu com-
panheiro de passeio.
Eia. Isaura, lomou o conde, oucame. examine
hein. e diga-me se uma vida lal qual vou piular-lhe
seria de seu goslo. ^
Vejamos essa vida.
Comintrr--e-A(!.j
'

v1


**,*- **
..-
DIARIO OE PERNMBCO QUARTA FEIRA 19 OE JULHO DE 1854.
*
.
cional nao responder, duendo que islo lie pura re-
ligio de.palavras.
a A liberdade he um alo e sagrado uonie ; toda-
va nao t3o alioc sagrado como o nome do Altissimo,
ecomtudo este mesmo nome he invocado mullas
vezes em vao. l)efl)ni o que ei leudis por esla li-
berdade em favor da qual julgais pelejar. Desojis
nianler a independencia da Turqua ; desojis redu-
zir a desordenada ascendencia da Kussia. He um
nobre desejomas como "realUa-lo? Porque mancira
ser elle concluido '.' lie o que deveis dcilinir. l'or
ventura ja o deHiiiistes '.' Eolio podis chegar as
mesmas couclusoes que eu chego, e sao as segu n-
les :se tencionais pelejar em favor da liberdade,
nao podis unir-vos rom a Austria, ijuem se une
com a Austria desptica une-se com o despotismo.
Se lencionais pelejar em favor 1 direilos e da inde-
pendencia das naces, nao podis nnii vos com a
Austria. A Austria he a violarlo impersonificada
dos direitos e da independencia das naques. Se de-
sejais vencer o despotismo, oppoude-lhe a liberdade,
e nao a Austria,a Austria he o despotismo. ( Ap-
plausos prolougados.) Se tosejis defender a inde"
pendencia da Turqua, nao estorveisa independen-
cia da Unngria (apoiados); e, como um meio para
este lim, procurai nao impedir que a Turqua lome
a nacao liuugara por sua adiada, assim como o vosso
governo j fez e esl fazendo. Se pertendeis reduzr
o poder preponderante da Kussia. deveis ajudar a
Polonia a reronslitur-se <;m unta iiai;ao independen-
Ic, ou pelo contrario a preponderancia da Russia
nao ser reprimida. Mas eu nao digo, Reconstitu
a Polonia ; digo, ajuda a Polonia a reconslilu-
ir-se. ( Apoados e applausosj
ila urna dflerenca rsseurial nislo. Nacitesma-
nafacturadas por tratados diplomticos nunca dura-
ran! e nao sao de usoalgum. ( Applausoscontinua-
dos.) Urna dadiva haje pode ser lomada amauhaa.
Oiic'm for livre deve dar o golpe '. Se precisis
da Polonia reconstituida, ajudai a Polonia a pelejar
|taraeste fin. Prorogar a qucslo ate alguma futura
combinar" diplomtica no flu da guerra, fora erro
grosseiro. Fora nao s i ompr imetlcr a conclusao,
niaslarabcn ossuccessos las o|eraces militares du-
rante a guerra. Alm disso, quern sabe quanlas
cousas apparecerao no fin, se a Inglaterra desprezar
os meios. indispensaveis ao triuuipho'.' E eu digo,
austentai a Polonia a recoostituir-se em urna nacao
independen le. Aquello i-oja eiiulencia be dependente
de prolecco estrangeira nao he independeute. As
nar>es devem saber quern he | or ellas, quantos vi-
sinbos tem por amigos, unidos aellas por commu-
iiidade de inleressesvisinhoa com quem formem
urna barrena reciproca contra a aggressao estran-
geira; por tanto, dignai-vos timbrar disto, urna
zona de Ierra revestida om o nome do Polonia nao
sera urna nacao polaca independeute ; fora urna
liro.io e nada mais. (Ap| lauso:. So a Polonia pode
ser Polonia.
i Quem se lembrar d 1848 confesaar o d'rcito
que eu tenbo para dizer que, se ha um bomem em
tala a Europa que possa jactar-se de se ter mostrado
amigo da Polonia, sera.tnnto orno eu. (Eslrondosos
applausos. ) Ora, eu sei que protegidos al por al-
gons estadistas inglczts, ha a.'guos pretendidos di-
plmalas iuglezes com nomes polacos que eatao cor-
tejando servilmente a Austria em Constaotinopla,
com o fim de allrahi-laaoseu prujectode recompor
alguma porreo dos esquarlejados membrus da Polo-
nia,nlo sei com que fim. (Apoiadae.)
c Quanlo ao fuloro goverui da Pol*nia recons-
tituida, nao tenho cerlanenle direitoalgnm para in-
troriietter-me Disto._ He urna queslo cuja decisao
naturalmente deve ser licuada naro polaca.
' (Apoiados.) Ha meritorio ao partido a que estes se-
nbores perteocem (os \ eliii, dos sentados por traz
dille), que chamando-sedemcrata,pretenda solem-
nemente confesar que be somente a nac.ao polaca
em globo que deve dispor da sua propria nacionali-
dade. Mas posto que en nao lleva Involver-me com
os negocios domsticos d>: qualquer nacao estrangei-
ra, todavia, como verdadeirc amigo da Polonia,
devo dizer que a idea di; recompor urna porrao da
Polonia pode convir a alguna flus pessoaes ou! de
partido, mas semclhante idea uem be polaca nem
nacional. (Eslrondosos applauos.)
o Todo*, nos temos ouvido dizer que a Polonia foi
dividida pelas potencias eslranciras, mas, coolio na
lumia polaca, minea muiremos dizer que a narito
polaca empreslou as suas proprias raaos para divi-
dir o sen proprio corpo nacional. (Immensos applau-
sos.) Nao A Polonia s pode ser Polonia. Qual-
quer miseravcl substituto uao seria mesmo de
vanlagem alguma para a Enropa, porque sem pro-
toejo estrangeira nao poderi;i existir de maneira
alguma. Eanda repito; dignat-vosponderar que
se semelhanle Polonia fosse xnstiluida entre Ires
grandes potencias despticas (a llus-ia. a Austria e a
Prussia), como um paiz livre, existira com diflicul
ilade. e provavelmenle em breve perecera oulra vez
por falta de ar livre. (Apelados.) Mas a PolrfBia re-
constituida com o seo territorio nacional, o tendo
por visinhu a Hungra livre e independenle,seme-
Itianle Polonia dest'arle estabelecida, ser segura,
independenle, livre, e urna bureira invencivcl con-
tra as usurparles da Russia sobre a Europa. (Applau-
sos J S assim ser o poder di Russia rednzido ; s
assim ficar a* Turqua segura, e nao ha oulro meio.
ii Se deaejais apenas o Prulhe pretendis reconstituir algum mizeravcl
patria.para dormir sobre os vossos louros, he melhor
ir dormir para sempre sera lonro algm. Mas se
sois sinceros as vossas spiraces, enlo parece-me
que vos fora preciso primeiramenle ter a guerra
popular com o vosso proprio povo. Ora, ou cu la-
boro em erro grosseiro ou enlao o caso be para
a Inglaterra o mesmo q e temos boje teslcmunhado
oin Shefucld. A guerra be popular com o povo de
Inglaterra por que elle er que est pelejaudo em
favor da liberdade, e cs.icra que algum bem possa
ser trazido pela guerra s nacionalidades opprim-
dus. Tve grande cuidado era verificar o fado, c
estou perfeilameute convencido de que he por esta
ruzao que a guerra he popular com as massas do p .-
vi) de Inglaterra, o qual nao r.iede os grandes objec-
(os com o curtopadraodos pequeosfins departidos:
comaquelles que lem algum alvo mais nobre e mais
elevado do que ajudar os Tories ou os Ifhigs a ter
urna poltica capital sobre um objeclo particular ; e
com aquelles que nao tem um srdido senlime de dinheiro, mas um intrpido coraco n'uin ver-
dadeiro peto inglez. (Grande) applausos.)
i Ora, te a Inglaterra se unir com a desptica
Austria, c dest'arle sacrificar u Polonia, a Hungra o
a Italia, he imposivelni longa carrea larcar poei-
ra dos olhos do povo. O povo ver dstinclaraeule,
a a guerra cesar de sei popular. Alm disso, pre-
cisis do apoio da opiuiao publica no exterior. Per-
de-lo-heisse vos decidirdes em favor da Austria des-
ptica, porque aquella r,ue peleja par a par com
Austria, peleja em favor da Austria, c pelejar em
favor da Austria he pelejar contra a liberdade.
(Apoiados.) Anda repito, vos carecis, senao da
cooperado, ao menos da.boa rontadedas provincias
clirsUai da Turqua, c principalmente dos denoda-
. doeltfcervios. Ora, reflectibem no faci;seallra-
hirdes a Austria a veis, entregareis a Servia e a Bul-
ganapr ovavelmente lamben a Valachiaao czar.
Nao ha estadista algum enropeu que pretenda saber
alguma cousa acerca da comi ao real do mundo que
P>ia duvidar do faeto, de que em todas eslas- pro-
vincial a Austria be muito mais odiada do que a
Russia. (Apoiados.;
Nao preciso raciocinar acerca desle assumpto.
I'ossn indicar a oficial declaracao diplomtica do
governo Servio, dirigida a Redscliid Pacha, a 17 de
abril de I8'ii. I.cio mjs \< documento as palavrassc-
golnles:a Anda a Imilliodo que us |Kussos lentas-
sem entrar na Servia, podemos enrgicamente aflir-
mar que a estrada dos Austracos seria, mesmo neslc
c.iso, uma medida mu infeli. < luirs quacsqurr
forras auxiliares seriam preferivets s da Austria. A
nacao servia nutro tan grande saspeito, para nao di-
zer uro odio pronunciadoda'Austria, que qualquer
acco dos Servios se voltaria contra as tropas aus-'
triaras, e toda a energa da nac,5o sera empregada
contra esto inimgo, em ojjueni se observa a personi-
ficado de uma ambic,to voraz, o Nao ser slo bas-
lauteclaro".' (Apoiados.)
o E lembrai-vos^que he o enverno qoc falla desla
sorle.e ossovernos sempre usimele alguma resena,
manifestando sentimen'.os populares. O Servio anda
falla tranquiltamente no czar, mas nao pode pro-
nunciar o nome da Austria sem uma maldicao. Ora,
ohrigareis vos os valeo.es Servios a pelejar contra a
Turqua, fazendo a Tu: qnia alliada da desptica, da
ambiciosa Austria 1 A Serva est o thenlro da
guerra, e pode levantar lft.OQOllamen*. Ora, dar-
se-ha caso que e Inglaterra, tomando a Austria por
sua alliada, e forjando a Turqua a lera Austria por
um alliado, obriguc os valcnles Servio a pelejar
contra a Turqua? Na minlia opiniao, ib que preci-
sis primeiro que ludo he chamar os Polacos c os
Hngaros, em enrpe e alma, para o vosso ladoa
Polonia, sem o que a Russia nao podo ser reprimi-
da ; a Hungra, em o que nem I liberdade nem a
independencia da Polonia, ora a iutcgridadcncm a
independencia da Turqua podem ser segura. Perde-
ris ambas se lomarles a Austria por alliada. Em
fin, o que precisis da mesma sortc he a allianea da
Suecia. (Apoiados.)
ci Entre lodos os ^ovemos existentes nao'ha um
cuja allianea vos seja mais natural, e igualmente
vanlajnsa.do que a da heroica Suecia. O que be
que precisis para cinseguir slo? Precisis dar i
Suecia um penhnr palpavcl de que sois sinceros na
vossa inleneun de roduzir o poder opgressor da Rus-
sia, assim como nao permiltir que a Suecia fique ex-
posla a vinganra de um vsinbo demasiadamente po-
deroso. Islo nao he uma v.la apprehensu. Outr'ora
j a Suecia coufiou na Inglaterra, c (rabalhou ale o
fim com vosco nos voscs pciores das, e a Inglaterra
dcixnu-a na lama cuno recompensa. Islo sanecio-
nou a pcnla da Finlandia.
Agora, pergunlo-vos cu, como he que a Ingla-
terra pode dar valenle Suecia aemelhante penhor?
Ser bombardeando Odcssa,Sebastopol e Cronstadl?
Islo podis fazer boje, e amanha fazer a vessa paz
com o czar, e deixar a Suecia etposla s auas gar-
ras vingadoras. Ha um nico meio, senliores,
bliamai a Polouia armas. (Tremendos e prolon-
gados applausos.) Dest'arle daris um penhor de que
pretendis sinceran enle reduzir o poder oppressor
da Russia. Cliama a Polonia s armas, e lereis a
valenle Suecia como um alliado. Sem este penhor
el-rei Osear lera Ir.v vezes de rceclir antes de con'
liar as suas fortunas Inglaterra.
Mas talvezhajialguero que voslllongeie com a
idea de que, pela perda de todo iito, acharis ampia
rompensiigao-na activa cooperario dos exercitos aus-
tracos no campo, ao passo que vos adverlem que o
poder da Austria, passaudo para o lado do czar, ser-
vos-ha pergoso. O exerritoaustraco he cortamen-
te conspicuo pela valenta e pela iutelligencia. Nun-
ca eu desejarei commandar um exerdlo.mas valen-
le, enm tanlo que tile tenha entbusiasmo pela causa
em favor de que leu de pelejar. Mas precisamente
nao ha obstculo cim a Inglaterra na presente oc-
casio. I.cnihrai->n>i que, depois dolquc se passouem
1818-19, nao ha exjrcito na Europa no qual as bayo-
netas podessem gabar-se de mais elementos racio-
naescomo o exerciloque he denominado austraco,
mascuja maior paite he no coraco tao pouco aus-
traco como eu mesmo. (Apoiados.)
I.embrai-vos daquelles numerosos tuilhares, c
dos raos e fillios dos militares que pelejaram pela
liberdade contra i Austria, ftalejarain pela liber-
dade, dcbaixo da lUgre bant^M tricolor contra o
pavilhao amarello e prelo. Vina porrao do chama-
do excrcito austraco au gostara ale pelejar con Ira
a Russia; aontra porros nao goslaria de tomar o
partido da Inglaterra (lerr.brai-vos que ellesse tor-
naram notaveis pida sua ausencia as exequias de
Wellinglon); e ha oulra porreo do excrcito que cer-
lamenle naoquerena pelejar pelo que a vossa Ingla-
terra chama Austria. E nislo a emergencia prova-
,%el de certas complicaras de um carcter nacional,
e deveis coufessar que este exercilo, como he, nao
oppondo a sua errinente valculia c iutelligencia, se
tornara de uma ambigua vanlagem Inglaterra
uesla guerra. .
a E quantu ao perigo de ver a Austria abracar o
partido do czar, nao ha o menor perigo tiesta direc-
co. Se a dynastia da Austria for contra vos, as na-
rOcs sujetas a oppressao austraca, e que palpitam
pela liberdade, e.laro comvosco. (Applausos.) Se
o despotismo austraco for contra vos, a liberdade
das nacionalidades ser comvosco. (Applausos.) A
opiniao de todo o ;cnero humano de que estis real-
mente pelejando pela independencia e liberdade da
Europa ser comvosco. (Applausos.) A opiniao do
mundo he, que eslas realmente pelejando pela li-
berdade e independencia da Europa, e nao" pela se-
guranza dos principes do despotismo no continente
em uma das peiores formas. A opiniao do genero
humano ser comvosco. E ha um poder iinmenso
nesta opiniao. (Applausos.) N3o ha bayonetas aus-
tracas que possam compensa-lo. Com estes o seme-
lliatites alliados do vosso lado, nao deveis pensar no
perigo que piule rrovir da Austria.
n Lanrai as vussas vistas para a Polonia, c dahi a
Iravez da Hungra e da Croacia, at a Italia, evollai
para a Suisaa. Refiecli obre a Suissa, senliores!
(Appausos,) Nenlium perigo, senliores! Dentro de
Ires mezes a dynalia da familia de Uapsburgo se ha
de evaporar come um sunho, no meio da exaltarn
de loda a humanidade, e com duradoura vanlagem
da liberdade euroiea, incompalivel com esla dynas-
tia. (Tremendos applausos.) Nao.' o perigo est n-
Icirameute no outro caminho.
Snpponde que s Austria se atreves-e unir comvos-
co sinceramente contra o czar, seu redemptor, seu
salvador, seu libertador.' Com juslira deviamos con-
fesar quesera a mais monstruosa iugratidao. Os
peiores ladroesno sul, por mais que fjc,am ao res-
to do genero humano, sao comtudo fiis uus aos ou-
Iros. Mas a vil iugratidao he o principal lra(0 do
carcter llapslmrjs. A Poloniasahou-os^Polonia
foi esquartejada em recompensa. A Hungra sal-
voii-os no lempo de Maria Tlicrcza a liberdade re-
ligiosa foi supprin.ida c a consliluicao suspensa em
recompensa. Napoleo salvou-os, foi mandado para
Santa Helena em recompensa. Eu mesmo salvei-o.
em 1848.
Com cueilo, scrdiorcs, em marco de 1818, tendo
tido o poder de fallar-Ibes dentro das paredes do seu
proprio palacio imperial, eu disse, sede justo para
com a Hungra, e darai velha casa de Hapsburg
paz e scguTanra aqu em Vienna. (Eslrondosos ap-
plausos.) Tendo tirio o poder de fallar-Ibes desla
"rio, cu, nao acompanhado, s, o clles trmulos
accilaiulo a minba genernsidade quem duvjdaria
da minha palkvra quando cu disse que tinha a exis-
tencia delles na palmada mao? (En salvei-os, por
um excesso de lealdade. Oh, da falal (aensacao.)
Olha para minha patria; qual be a recompensa'.'
(Applausos vehementes.^ Alguns mezes depois a di-
plomacia de lord Palmerston salvou-os elle he
odiado em minios roracoes como recompensa. O
carrasco Haynau salvou-os foi expulso em recom-
pensa. Em Fumma, o czar salvou-os suppondes
vs que o vo combaler como uma recompensa '.'
Pois bem, podis ficar certos de que to monstruosa
ingraliatSo, s ple excitar o czar a duplicar a sua
energa,em fa/.cr. a que alias tambem ser-lbe-hia per.
foi i menle legitimo fazer, segundo as.estabclecidas
Icis da guerra. Derigr-se-ha elle a algumas nacio-
nalidades, e Ihes oHerecer a sua concurrencia o re-
clamara a deltas para punir a Austria/ I. na concur-
rencia cslranha, diris vs; eslrauba certamente'.
Tremo ao pensar na possiblidade disto; mas nao
urna rcpressio mais cstranha (loque a Inglaterra, ao
reclamar o credilo de pelejar pela liberdade da Eu-
ropa, e todavia alhando-se desptica Austria.
Grandes applausos.) Despotismo aqu, e despotis-
mo all. Adiis vs muito eslranho que, impelilo
pela poltica da Inglaterra aos extremos, s se encon-
tr cscolha em uma comparado entre o despotismo
russo e austraco ? Pode achar-se aqu alguem que
pense que, se o despotismo russo se asseuietha a a-
daciosa violencia de um poltico (adran de estrada,
o despotismo auslriaco, pode ser comparado mize-
ravel oceuparao de um raloneiro poltico (risadas c
applausos}, o qual as vezes apiinhala por Iraz.
a Toma teuto, povo de Inglaterra, toma lento!
Ol! tu nao podes sondar todas asprofundezasdo ter-
rivel scutimenlo daquelles quo serepulam Irahidns
pelas pessoas que os ilcvian ajudar. Chamando a si
a desptica Austria, a Inglaterra moslra que nao es-
t pelejando pela independencia da Europa, mas pa-
ra assrgurar a regra do despotismo em uma das suas
peiores phaseasobre n continente, ou para transfe-
rir San Pelersburgo para Viennase be a Inglater-
ra quo arranca o maduro fruto da lvranca dos la-
bios do opprimdo se he a Indalesra que impede
que a Turqua recorra s suas allianeas verdadeiras
e naluraes se he asim, be a Inslatcnaque excita
as narionalidades opprfenidas ao desespero a In-
glaterra nao ter direil') para censurarlas, se algu-
mas dolas aceaiein o proprio concursodo czar para
se separarem da Austria. (Applausos.)
ii Senhorea, ha m n perigo real! Fra loucura crer
que as nacries op| r/midas, em submisso passiva, dei-
\amu passar a opporlunidaile providencial de se-
mclhaiile romplicaco europea, sem que lentassem
quebrar os feOTos que as prendem. Qnr de uma,
qur de oulri snrle ellas lenlarao islo. Resta In-
glaterra decdjir a (lireczao. Salvar a Austria despo-
tcaj n5o deve m, nem podis; nao ha soeewro para
este icolenno.ii (Risadas.) Mas em um caso a quo-
da da execrada dynastia aprovelara liberdade, no
outro pede aproveilar Russia.
o Todavia d-so outro perigo .i que a Inglaterra
nao pede escapar so lomar a Austria por alliado, e
que lie a falta de sincerdade da Austria. Mas acer-
ca desle assumpto nao fallare agora. Talvez om
breve Icnha eu de tratar disto em outro lugar. Os
intereffes quo oceupam a vossa attenco esta tardej
sao mu graves, mu comprehensivas, por isso todos
nao podem ser discutidos de uma vez ; e, alm disso
espero que a vossa propria peneti aco comarcheuda
quo sea casa da Austria apparce em toda a historia
como uma personificarlo de constante infidelidade
e insiuccridade,anda quandu lbe seja dado a escolha
de ser fiel e sincera, na prsenle emergencia deve
inoslrar-sn infiel e insincera a Inglaterra, r>3o s pe-
la sua nalureza hereditaria, mas tambem por ucecs-
sidade.
As niinbas palavras nao do necessarias para pro-
varo que o lempo e o espado, o eco e a Ierra testifi-
can!. Alm disso, nao he principalmente sobre o
fundamento a falla de sincerdade da Austria que
eu desejava collocar dianle de vs os meus argumen-
tos de boje. Os meus argumentos lem sido, que a
allianea da Austria com a Inglaterra fora perniciosa,
desnatural e subversiva de qualquer alvo que a In-
glaterra possa racional mente ter em mira na presen-
te guerra. E tenbo smenle a acrescenlar, que a
mais perigosa das alliancas he a que deve mostrar um
claro embarar-o no caso da victoria; deve mostrar
perigo e ruina certa no raso de desbarato; c alm
disso he grvida de ulidelidade c de falla de since-
rdade. E lal deve mostrar-se a allianea da desp-
tica Austria com a Inglaterra quanlo presente
guerra.
Tenhu humildemente de agradecer ao auditorio
pela generosa ai lom.-ao com que honrou-me por mais
de uma hora. Desejo redmenle que sintis com
vehemencia, e sejais enlhusiaslas pela causa da in-
feliz Polonia, e era geral da liberdade opprmida ;
ficai ccrlos de que nao me esforce para seduzir a
vossa razao, enlerneceudo o vosso coraco. Foi pe-
la luz da razao e do raciocinio |quo lenlei penetrar
nos vossos enracoe. (Applausos.)
Talvez tenha eu sido rido e fastidioso ( a Nao,
nao 1 o e applausos),mas se cu livesse a felcidade
de ministrar algum material n reflexao comprehen-
siva, abencoaria a hora em que nos reunimos. (Ap-
plausos prolongados.)
o Senhores, eu fiz, nao recitei uma lamentacao
sobre os soffrmenlos do meu proprio paiz. Fallei
na honra da Inglaterra nos inleresses da In-
glaterra. Quanlo a mim mesmo d no que der,
tenbo bastante confianra. A immorlal liberda-
de levanlar-se-ha do seu tmulo. (Eslrondosos
applausos.) I.embrai-vos que o Salvador levantou-
seoulr'ora, assassinado, mas nao morto. (Apoiados.)
Assim conclurei, repelindo, as proprias palavras,
o que Sbeflielil me disse em una das suas meusj-
gens em 1851 Ha um futuro delegado a todas as
nacflesque tem a graudeza moral de eslimar a vir-
lude nacional em lempos corrompidos. i> (Applausos
prolongados e enlliusiaslicos.)
Depois de sentar-se. M. Kossulh levantou-se de
novo e disse,rogo que vos dipmcis conceder-me a
honra de propor uma mocao dos vossos sinceros
agradecimeulos ao vosso presidente. (Applausos es-
lrondosos.)
Mr. Worcell, que levanton-se no meio dos applau-
sos, pedio que se lbe permitlisae apoiar o que o seu
Ilustre amigo, M. Kossulh havia proposlo.
\j A resolurao foi adoptada.
O presiden te agradeceu, e enlao concluio a solem-
nidade, dando Ires vivas a Mr. Kossulh, que foram
frenticamente respondidos pelo meeling.
0_____ i (Times.)
,
A REVOLUC.XO NA CHINA.
A bblolheca imperial acaba de enriquecer-se com
Irczc brochuras chinezas, impressas em Nankingpor
ordem de Thai-png-vrng (llteralmcnte: o rei da
paz universal), chete dos insurgentes do celeste im-
perio.. A pedido do Sr. ministro dos negocios cs-
Irangeiros, ao qual a bihliotheca deve a reinessa des-
tes curiosos documentos, Mr. Slanislo Julicn, con-
servador adjunto os aualysou era um Irabalho, do
qual sao cxlrabidas as seguntes particularidades, as
qnaes, em razio de sqa jirioem, podem servir para
fixar o carcter tao contestado "Nlo movimenlo reli-
gioso e poltico, de que cssa parte do Oriente he o
Ihcatro ha nimios anuos.
Sabe-se que uma das circunstancias, que mais em-'
baracnu os primeiros observadores desla revoluto,
foi a fusao bizarra dos dogmas do cbrsliansmo com
a pretendida misso divina, que se tem atlribudo a
Tha-png-wang para provocar as DopulafOea in-
surreico contra a dynastia reinante. Este ponto
est fura de duvida pelas publcacfies de que se tra-
ta. Uma lista inserida em uma deslas brochuras
com prebende o \ cilio e novo testamento chamando-es
livros sanios: oulra conta lexlualmenle os der. man-
damentos do declogo de Moyses, os qnaes sao men-
cionados como tendo sido dados por Dos no monte
Snai, e sao acompanhados de um commentario e de
diversas formulas de oraroes.
Na terceira brochura falla-se da creado do co e
da trra, do diluvio de quarenla dias e de quarenla
noites, da sahida do povo de Israel (I-s-li ) do paiz
de Me-s (Mizr, o Egypto), da .vinda do Salvador do
mando Yc-sou (Jess), de sua enramar" no reino
de Ye-outa (Judea) c de seus soQrimentos para re-
misso dos peecados dos homens. Os autores (leste
resumo passam sem nenhnma transilo para a poca
actual. Dizem que no anno Tinglchenn (1837) o au-
gusto e supremo imperador (Dees) enviou um men-
sasero, que foi ao encontr de Tba-ping-wang c o
fez subir com elle ao co, donde foi reenviado tr-
ra para exterminar os demonios ( os Soldados trta-
ros ) e salvar os povos. Dizem mais, que no tereciro
me/do anno Mon-chin (1818), Dos desceu, elle mes-
mo, entre os homens, fazendo ver proras infinitas do
seu poder, e que no nono mez, Yetou appareceu por
sua vez, e exterminou em um grande combate uma
moltidn immensa de demonios, &c, &c.
Sem levar mais longe estas provas, passaremos a
ontros textos, em que o pretendido salvador mani-
fest claramcnle suas verdadeiras leudencias, o o
despotismo pouco moderado que elle reserva para
excrcer sobre seus partidarios.
Alm dos dous decretos, nos qnaes elle faz inter-
vir o Pai celeste, u para exhortar os mmmandau-
les e as commandanles (be inister labricar esta pala-
vra para se Iraduzira expressaodc Niu-Tciang capi-
yaines-femelles) a procederem valorosamentu dante
do inimigo, prometiendo fazer-lbes gozar um da a
felcidade do co cin.nm palacio todo resplandecen-
te de ouro, o rei da paz nnicertal toma directa-
mente a palavra. Prescreve aos gencraes e aos ca-
pilo- que nao conservem em seu poder nem ouro
uem objectos precioses. Todas as riquezas, que pro-
curaren!, deverao ser depositadas a no santo Ihesoii-
ro da corle do co. Aquelle que fdr convencido
de ter violado esta ordem, ser decapitado, e sua ca-
bera ser exposta aos olhos do povo. Por uma se-
gunda ordem, o soberano prohibe que seus subditos
fallem comas niulbcres, que acbam-se em seu ser-
ralbo, e pronuncien! os nomes dolas sob pena de
decapitaban. O mesmo castigo anteaba aquelle que
ousasse erguer os nlhos e olbar para o lado desse lu-
gar temivel. Se por ventura ouvirem algumas pa-
lavras, be prohibido repel- las: Toda niulher em-
pregada no serrallio c que ousar rommunicar fora o
que nclle se passar, sera infallvelmcntc decapi-
tada.
Citaremos ainda, como caracterstico de rostumes,
as leis relativas polica dos campos, divididas em
duas especie?, fixas e ambulantes, isto he, perlen-
centes a tropas em marcha.
Eisaqui exemplos dcstrs pr cre los. nes quaes a
moral religiosa c a disciplina militar eslao singular-
menlc assocadas :
n 1.a Dcvc-sc seguir,com respeito as ordeus do
reo ;
-2." Cnnbecer perfelamcnlc os inandamenlosde
Dos; louvn-lo ; adora-ln com respeito de manhaa c
de note ; agradercr-lhc as regras de conduela, que
elle ilcixou. assim como osdecrelos e iuslruccoes pu-
blicadas por ordem imperial;
3. Platicar a virlude, n.lo fumar upium, nem
beber vnlio. Devc-so sur justo, recto, sociavel ; nao
lisongcar as paixocsdc oulrem ; nao ter uma baixa
condescendencia para com seus inferiores, nem re-
vollar-se cootn seus superiores ;
1. Devem todo* unir seus senlimentos e suas
forjas e olicdcrcr s ordens dos chefes militares ; nao
he permillido oceultar armas, vasos, ou ornamen-
tos de ouro e de prata ;
5." Compre separar o acampamento dos homens
do das mnlhri c-, e impedir que leohaui relacfies
juntes. .
As leis, que seguem-se, sao especialmente deslina-
das aos acampamentos ambulantes :
a 1. Todo homemda quinze annotpara cima de-
ve ter armas, vveres, uma chicara, uma marmita,
azete c sal ; nao deve ler laura sem eslar prvido de
um escudo;
a -i." Os commandanles de tropas nao devem
u-urpar as funeces uns dos outros para adquirir
uma rcpulnrau ; nio Ihes he permillido ser condo-
zdos em cadeira, montar a cavallo o saquear.
< 3." Quando o eliefe ou os principes atravessa-
rem os campos, os commandanles devem relirar-se
para os lados da estrada e bradar: Nau-soui (dez
mil annos) ou ouaa-fo (dez mil felicidades) na passa-
gem do imperador, e Isieit-uui (mil annos) na do
prncipe imperial. He-lhes prohibido envolverem-
se no cortejo ou as cadeirnhas, que conduzem as
damas do serrallo).
*. Devem lodoscorrer as armas, logo que soar a
(rombeta, e se for dada a ordem de exterminar os
demonios, ninguem deve fugir para salvar a vida.
a 5.' Os homens e as mulhercs pertencenles ao
exercilo nao devem entrar as aldeias para procurar
arroz e comer ; nao devem destruir as habilaroes do
povo, nem roubar objectos preciosos ou medicamen-
tos as tojas dos particulares, ou as secretarias das
capiles das provincias, comarcas ou districlos.
a 6." Nao se deve tirar por forsa o cha nam o
arroz cozdo dos marcadores que o vendera. Nao de-
veis lo pouco sublrahir dolosamente as bagageus de
vossos irmaos de armas.
a 7.* Nao se deve dormir as lojas que se encon-
traren) no caminho, nem demorar deste modo o mo-
vimenlo do exercilo. Deve-se marchar para dianle
ou para traz, sera parar e sem sabir das Glciras.
a 8.' Nao se deve quemar as habilace do povo,
nem depositar inmundicias na estrada ou as casas,
etc., etc. *
A organisaejio doexereilo dos sublevados esl ex-
posta em uma brochara, da qual nao exlrahiremos
uma fastidiosa enumeraras. Diremos somente que
as tropas sao dividjdaa ep- cinco corpos ou campos,
suhduididos segundo mesmo principio, em fracres
cujos nomes indican a posic.ao (parle anterior, pos-
terior, esquerda, d-eita,.central). Os nmeros 4 e
5 formam allernalivamente a base da jerarohia ;
bdndciras de cores e dmenses cuidadosamente in-
dicadas sao distribuidas as diflcrentes dvsOes.
O ceremonial civ I nao be esquecido pelos revolu-
cionarios chinezes, que nesle poni moslram-se tao
minuciosos como sa/s antecessores. Um decreto de
Thai-ping-wang regula os lilulos que os inferiores
devem empregar fallando dos filhos do pretenden lo e
dos tilhos dos re--cuudarios. os quaes servem de-
baixodo seu commando.
O principe mperal deve ser chamado o joven
soberano, que vivera dez mil annos ; a filha mais
\ ciliado soberano se chamar a filha mais velha do
ceo, estimavel come o ouro e assim por diante. O
titulo do la-jiKicxcellencia, litteralmente. homcmil-
luslre be resrvalo para os ministros generaes ele.
Finalmente a previdencia dos fundadores da nova
ordem decousas no celeste imperio nao poda omil-
lr os almauaks destinados ao povo, nem a redaran
dos livros elementires, nos quaes a nova gerac,ao
deve beber seus primeiros rudimentos. O calenda-
rio reformado traz ts vestigios do clirislanismo: os
domingos sao dcsigiados nclle com o nome do Li-pai
(da da adorarn a sao marcados de semana em se-
mana alo fim do anno, que he dividido em mezes
e em vnte e quatro parles, chamadas tsie'ki.
Relativamente s obras para o uso das escolas, a
coHec^ao existente na bblolheca imperial compre-
hende duas brocbmas, cujos nomes-so lirados de li-
vros ja ronhecidos. Uma dellas, que lem por titu-
lo o lvro das parases de tres palavras he um
pequeo resumo da hisloria santa ; a oulra denomi-
nada versos para os escolares, comprebende
nma serie de prectitos, contendo os deveres para
com Dos, para cem o principe, e os deveres do-
msticos. Os ultiaos paragraphos Iralam, debaixo
do poni de vista mural, da alma, dos olhos, dos
oun'do, da bocea, das mtios, dos ps, e do pala-
cio do eco ou parzo. (Momieur.-)
INTERIOR.
RIO JDE JANSIRO.
CARIARA DOS SRS. DEPUTADOS.
.Scssfp do 1." de junho.
A' hora do coslunic feta a chamada e reunido
numero sufliciento de membros, o presidente derla-
a aborta a sessao, depois do que, lida a approvada a
acta da antecedente, o 1." secretario d conta do se-
gunlc expediente :
Um oflico do ministro do imperio, remetiendo o
decreto pelo qual S. M. o imperador houve por bem
fazer merc de uma pensao a D. Germana Joaquina
de Castro Mascarenhas. A' commissao de pensOes
e ordenados.
Do dcpulado Joo Antonio de Miranda, comrau-
nicando nao poder comparecer n sessao de boje nem
s seguntes desla cmara. Fica a cmara inlei-
rada.
Um requcrimenlo de Joo de Oliveira Coelho,
pediudo o lugar de coulinuo desla cmara. A'
mesa.
I.em-se e approvam-sevaras redacc,6es.
Sao julgados objeotos de ilileberaeJo e vo a im-
primir para enlrar na ordem dos trabadme as segun-
tes resol uroes.
Foi presente i commissao de pensoes e ordena-
dos o requerimento que a esta cmara drigiram os
empregad^s da caixa da amorlisacao, em que pe-
dem augmento de seus \encmenlos, allegando que,
ten lo.sido ella cicada pela carta de lei de 15 deno-
vembro de 1827 com o capital de 12,000:0009, acon-
tece achar-se actualmente aquelle capital elevado a
mais de 60,000:0009, e ronsequen temen le em disprn-
[Mrc.ln a esle augmento o irabalho e responsabilda-
de que sobre elles pesam.
A commissao requeren em julho do anno pr-
ximo passado que fosse ouvido o governo a seme-
lhante respeito, e que com o seu parecer houvesso de
informar acerca da conveniencia ou desconvenien-
cia do pretendido augmeulo de ordenados em pre-
senta das ra/oes que elles allegam, o que foi salis-
feilo em 22 de mao deste anuo, .ponderando o go-
verno a esla cmara que com efieilo os referidos
empregados percebem anda boje os vencimentos
que Ihes foram arbitrados na'crear,3o daquelle esta-
belecimenlo, e que, lendo crescido cousideravcl-
menle o Irabalho e a responsabilidade pelo cresci-
menlo que tem tido a divida publica fundada, pa-
rece deequidade o que requerem, remetiendo a esla
cmara a tabella pela qual enfeude dever ser r%u-
ladoo augmeulo dos pretendidos vencimentos.
a Pondera mais o governo que lendo a experien-
cia demonstrado que 'algn* lugares da serro de
substituido e troco do papel-moeda podem ser supri-
midos sem desservcp publico, tal suppressSo torna-
ra menos cravoso o augmento dos vencimenlos dos
outros empregados ; que peden ser supprimidos os
se'guinlos lugares : o de cooferente, que lendo va-
gado por aposentadora dada aoempregado que o ser-
via nao foi anda preenebido ; um dos dous lugares
de procurador, e bem assim nm dos de segundos cs-
cnplurarios. os quaes poderao deixar de ser preen-
ebido quando vagaren) por qualquer motivo ; e
que, finalmente, em vez dos dous lugares distinctos
deje fiel cobrador, bastar que subsista o de fiel, no-
meado pelo governo, alianrado como o sao os tbe-
soureiros, ao qual dever ficar annexo o encargo da
cobranca dos bilhetes da alfandega, no que liaver
evidentemente uma economa de despezas, tirando
mais bem pagos os empregados ora existentes; deven-
do porem eslas suppresses ter lugar' logo que va-
gue por qualquer motivo um ou outro dos referidos
empregof.
A' vida pois do expendido^ com que a com-
mssso se conforma, pela melhor rezularidade dos
Irabalho-e boa direccao de uma reparlco tao im-
portante, ao passo que rom economa dos dinheros
pblicos tem de ser mais bem pagos os seus empre-
gados, he a inesnia commissao de parecer que se de-
lira favoravelmcnle a prclencao dos supplicaules,
para o que ofierece consideraco da cmara a sc-
guintc iesoluro :
A assemblea geral legislativa resolve :
a Art. 1. O servijo da caixa da amorlisacao se-
r felo d'ora em diante com o numero de emprega-
dos musanlos da tabella junta, os quucs peicebero
os vcncimonlos mdla designados, licando a cargo do
respectivo contador a e-ci [plorarn do diario, lvro
uicstrc e caixa. Cma quarla parle desles ven-
cimenlos ser considerada como gratficacao, qual
s lera direilo o empregado pelo eflectivo exer-
cicio.
Art. 2." As suppressc feilas por virlude da
presente resol oran s ler Jo lugar logo que vague por
qualqucr|molivo;um ou outro dos empregados que li-
cam supprimidos, ou quando o governo julgar con-
veniente dar exercicio aos respectivos empregados
em lugares equivalentes de nutras reparticoes.
ii i'icam revogadas as leis e disposi^es em con-
trario. Par;o da cmara dos depulados, 30 de maio
de 1854. Gomei Ribeiro. D. Francisco Balth-
;ar da Sileeira.
" A commissao de pensoes e ordenados tendo de-
vdamente examinado o requcrimenlo e documen-
tos com que Joaquim Jos Morera Maia, offlcial-
maior da secretaria da polica da crtc, se dirige a
esla augusta cmara pedindo augmento de seu orde-
nado ; atlendendo que o peticionario vence apenas
1:0009 rs. por anno, sendo 100 rs. de ordenado e
6008 bem desde 1815, e considerando acathegoria do seu
emprego, grande c incessanle Irabalho que sobre elle
pesa, e a inmensa responsabilidade deque hesobre-
carregado, alem de ser de nalureza tal que nao ad-
miti escala ou accesso, lema honra de submelter
approvaro desta augusta cmara a seguinte resolu-
S0.
A assemblea geral legislativa resolve :
a Art. 1. O oflicial-maior da secretaria da polica
da corle perceber o ordenado annual de l:I009,'fi-
caudo porem sem mais direilo gratficacao que ora
tinha.
Art. 2." Revogam-se as disposices em contra-
rio.
a Par.i da cmara dos Srs. deputados, 31 de maio
de 1851. D. Francisco Ballhasar da Sileeira.
Gomes Ribeiro. /. B. de N. S. Lobato.
Passaodo-se a ordem do da, entra em primeira
discussAo o projeclo que approva a penso concedi-
da a Valeria Maria da ('."nceico, viuva de Jos Pe-
reira do Coulo, morto quando razia parte da escolta
que perseguaos assassinos do hachare! Traja no Ah
pi de Hollnnda Chacn.
A requerimenlo do Sr. Assis Rocha tem este pro-
jeclo uma s discusso, c sem debate' he approvado
em escrutinio secreto por 56 votos contra 2.
Contina a (fiscussao adiada na sessao prece-
dente.
O Sr. F. Oclaciano: Eu poda prescindir da"
palavra, porque o Ilustrado membro que hontem
falln depois de mim abundou no tenlido das ideas
da commissao de insirucc.io publica, em cujo nome
apresenlei o projeclo substitutivo que ora se discute.
O honrado ministro | lo imperio tambem lirou-me
grande parte da larefa, explicando as vistas do go-
verno, com as quaes estamos concordes. Todavia
o Ilustrado orador a quem me reporto aventnu ques-
teslao importantes, quesloes que se referemao en-
sino industrial, ao ensino professional, c outras que
enteudem com o desenvolvimenlo das scencas ad-
ministrativas, que a commissao de nslrurcjo publi-
ca julga nao dever calar-so nesla occasiao. Cum-
pre porm advertir desde j que, as breves relle-
xesque vou fazer, he de me encontrar com aquelle
distinelo orador, e he islo muito natural; porque a
verdade he s uma, e o nobre depulado por seus cs-
tudos c tlenlo te.ni ldo sempre a fortuna de tomar
uas dscussocs a boa causa. Folgo de ter esle ensejo
para prolestar-lhe publicamente minha sincera ad-
milraro.
Resumindo oseponlos do dbale, resumindo as
quesloes aventadas, posso dizer que sao as seguntes:
I', a necessidade de estudos administrativos espe-
ciaos ; 2a, o desenvolvimenlo do ensino administra-
tivo actual as faculdades de direilo ; 3, a necessi-
dade de estudos projessionaes ; e i finalmente, a re-
organisacao da alila do fcommarcio por modo que
possa esla nstilurao auxiliara administrarlo da fa-
zenda, dando empregados idneos para o Ihesouro,
Ihesourarias, alfandegas e outras estates fiscaes.
Senhores, a necessidade dos estudos especia es pa-
ra a administrarlo nao he ama idea nova que j
nao tenha mesmo sido recoohecda na nossa legisla-
cao c rcgulamentos do geverno. Hoje para a car-
reira da diplomacia j se exigem certos eonhecmen-
tos pelo ultimo regulamcnlo confcccroliado no mi
nsterio passado. Para algumas secretarias de esta-
do j se exigem diplomas que atteslem conhecimen-
los jurdicos esociaes. Finalmente, para certas car-
rciras publicas se requerem conhecimentos de admi-
nistraco peculiar, como nos lugares do thesouro.
Por mim e por mels collegas da commissao devo
declarar que acomoanhamos cordialmentc o hnra-
lo membro no rUswjo de que todas as funeces pu-
blicas sejam exfircido* por pesspa Inxiilitadas, e pa-
ra isso o estado tem necessidade de proporcionar s
pessoas que se quizemn dedicar a taes funeces os
estudos proprios. Por mais decididos, porm, que
sejam os nossos deiejos e vistas, cumpre-nos submel-
ter cmara o estado da questan para juslftcarmos-
oos de niio lhe apresenlar um trabalho completo
nesle sentido.
Anda hoje, senliores, he litigioso se os estudos
da ndminislraoo devem constituir um curso de
rm da idea de que os estudos administrativos fi-
quem corumetldos faculdades de direilo, niio po-
da proceder de outro modo senao adoptando por
emquanto o systema que vamos seguindo no nosso
paiz, de ligar esses eslados s academias de direilo-
O nobre depulado observouque era muilo limita-
do o ensino da adminislraco nesaai academias ; e
que apenas linhamo uma cadeira de direilo ad-
ministrativo....
O Sr. Ferraz : E no lerceiro anno.
O Sr. F. Oclqciano : Creio que esl ligada ao
ultimo anno.
O Sr. Ferraz : He exacto ; ao ultimo anuo.
O Sr. F. Oclatiano: Mas a reforma feita pelo
Sr. ministro do imperio d s congregarles o direi-
lo de alteraren! a ordem do programma do ensino.
Dizia eu : nao he lo acanhado, como o auppz o
nobre depulado, o campo que se den scieucia de
adminislraco nos uossas academias; anles mesmo
da creaco dessa cadeira de dircito administrativo
ns lindamos cadeiras que nao podem deixar de
enlrar na parte do ensino 'que diz respeito ad-
minislraco ; fallo da cadeira de direilo publico, de
dircito constitucional, de direilo internacional, de
economa poltica, que bem desenvolvida pede com
prehender um curso de eslalstica, e de economa
industrial.
O Sr. Ferraz : Nao he possvel pela falta de
lempo.
O Sr. F. Oclatiano : Todas eslas malcras que
foram aunexadas aos cursos jurdicos como scencas
sociaes fazem parle da sciencia da adminislraco. Por-
tante bem aproveiladas, segundo instriicroes es-
peciaos que o governo d s faculdades de dircito,
ellas podem constituir um curso parle de admi-
nislraco com o descnvolvimeiilo que as circunis-
tancias nos forera consentindo dar a esse curso.
Eis-ahi quanlo,a commissao do inslrucrao publi-
ca enlende dever expender a respeilo das duas pri-
meiras ideas Irazidas para a discusso palo nobre
depntado. \
A commissao acha lambcm.e nesla occasiao eu cha-
moa consideraco do Sr. ministro da juslira para este
objeclo, quealgumascarreirasha no paizquer preci-
sem, nao desse estudo administrativo de que acabode
tratar, mas de estudos jurdicos. Nao sei como se
commetlem no foro a um procurador ofiicioso, igno-
rante e chcaneiro, os inleresses mais sagrados do
cdadao.
O Sr. Ferraz : ?Apoiado.
O Sr. F. Oclaciano : Nad sei tambem como
se entregare os aclos mais importantes que tem de
regular os direitos de prupriedade a tabelles que
nao lem uma educaco aprapriada. Apoiados.) Cha-
mo a alinenlo do Sr. ministro para esle ponto, e
pcco-llie que, pelo menos as capiles, quanlo antes,
se exija do* prelemlentes aos lagares do labelliona-J
to ama i ns trucha o a propriada (apoiodo), e naosimJ
plesmenle um examc formalislico, oq informarse*
que se dao por condescendencia c palrorfkto. (Apoi-
ados.)
A terceira queslAo suscitada pelo nobre depntado
refere-se necessidade de ensino professional, qaer
he anda uma correlaro em alguns casos do en-
sino administrativo. Sobre essa necessidade a com-
missao concorda com aquelle Ilustrado orador :
em todas as considerarnos que expendeu mostrou-
se elle conhecedor desla materia, que anda nao
lem sido bem estudada, posto que geralmente nelt
la se falle. O men Ilustre amigo leve mesmo a
hondada de dizer honlem,que na exposicao dos mo-
tivos do projeclo substitutivo cu o havia preveni-
do em algumas ideas, que* depois elle tao discre-
tamente desenvolveu.
A commissao'pensa que em'uma poca em que
lodos os mecanismos da industria se transformara de
um modo extraordinario e progressivo, nao he da-
do ao hornera permanecer estacionario ; deve, se-
gundo se exprime um escriptor, torner-se tambem
um. utensil mais perfeito. Nos j temos no paiz
algumas instturOes proprias para o ensino profes-
sional ; sao limitadas, nio lem todo o desenvolvi-
menlo que comportara, mas podem ser aproveila-
das. Fallo da aula do commercio, do curso de en-
genharia, da academia de marraba, da- de bellas-
arteV, ele.
O nobre depulado observou que nao tiohamos as
cadeiras de economa industrial, nem as escolas a-
eronoon'cas que lano podiam set r para a prospe-
ridade do paic. A companho-o em odas es uas
judciotas observares. Son, como o nobre depn-
tado, apreciador dosesludos da verdadeira e justa e-
conomia poltica, assim como desejareique sellesen-
volvam tambem. Na provincia do Ro de Janeiro j
se rreou em um hreu uma cadeira de agicultura;
mas lendo uma organsaco toda theorica de nenlium
proveito poda ser para este ramo da industria...
O Sr. Ferraz : He o mal das cadeiras desta-
cadas. 'T
O Sr. F, Octaciano : He verdade,.Anda nes-
ser annexados s faculdades de direilo, como um
grao de ascenso nos estudos jurdicos.
O paiz que sobre esle assumpto tem discutido
scencas separado de outras materias, ou se devem la qaestiq,encontramos de novo a lula dos princi-
pios, o jogo das opinides. O nobre depntado, Ilus-
trado como he, sabe que com os exemplos de Ingla-
terra e de outros paizes, alguns economistas tem an-
coni mais pertinacia e criterio, por quasi meio se-Hendido que nunca deve ser por conla do elslailo o
culo, aira vs de quatro dynaslias e de uma infini- I ansino professional e industrial. Na Inglaterra ha
dade de ministerios compoatos de notabilidades d
lodos os partidos, a Franja, anda fljtaThe deu ni
soluco, porque mesmo a ultima (enerada em I
nao se pode considerar definitiva ; foi tomada pro-
vsoriamente.
O nobre membro perpassou o histrico desla idea
em Franja ; mas peeo-lhe venia pan expende-lo'
mais largamente. J em 1809 pesava-sc nella;
j Napoleo a consignara em nm decreto.. Cuvier,
depois, em 1820, a reduzio em nm projeclo de or-
denanca, creando o curso administrativo as escolas
de direilo, com estados communs e outros espe-
ciaes. Alahi o peosaraenlo era uniforme e limi-
tava-se a nm desenvolvimenlo do ensino jurdico,
com applicaro a certas carreiras. Mas a discusso
c as ideas germnicas trouxeram nma modificacao
as ideas francezas.
Em IS'i, o Sr. Salvandy, ministro da inslruc-
rao publica, em um relaloro dirigido ao rei sobre a
necessidade de formar-ee uma alta commissao revi-
sora dos estudos de dlreas, aventn a queslo se
seria conveniente formarte nma faculdade de sc-
encas administrativas e polticas; e em 1816, entre
os 30 qusitos que dirigi a essa commissao, nao se
esqneceu desle assumpto.
Sabo-sc que a commissao revisora, Composla de
professores eminentes das facilidades Ue direilo, e
de outros membros importantes do foro e da admi-
nislraco, opnon no sentido de Cuvier, parecendo-
lhe que sem a base da sciencia jurdica nada apren-
dera de ulil o candidato s carreiras administrati-
vas.
Vicram depois os governos transitorios da revolu-
eflo. Como sucredo sempre nessas pocas, Hxrflo-
se pressa e sem desenvolvimenlo ideas que oscil-
lavam na diseussao. Esta foi una deltas. Dous pro-
jeclos apparecram logo em 1818., O primeiro. de-
X'' i ao governo provisorio, converteu o collegio de
nra, por uma singular aberrajao de seu destino,
em collegio de administrar". A casa nao ignora
um faci curioso que se deu por essa occasiao. Os
membros do governo provisorio entendern) que
alm delles nao havia no paiz pessoal habilitado
para cusinar a admiaislrajao republicana, e com
uma modestia exemplar repartirn eulre si as cadei-
ras do novo collegio. (Risadas.) He verdade que
esses hoine'ns se chavam Lamartine, Cremieux, Le-
dra Holln, etc.; mas isso os nao desculpa, nem da< 0 Sr. minstrodo imperio na scssuo de hontem.
neos estabelecimenlos deste ensino por conta do
estado ; a maior parle dos que existem sao particu-
lares. No enlanlo nao he esse paiz, observara os
economistas da opiniao contrara, que pode ser tra-
zid para exemplo, porque em gerattolii o ensino in-
dustrial se ada em um estado embrreparo, e segue-
se a mxima de que a fabrica e o escriplorio he que
aperfeieoam a iutelligencia e a mao d'obra.
Em Franc," a mesma lula se tem dado, e na Blgi-
ca o relaloro impoilanle do Sr. Vitaehers, creio que
citado hontem pelo meu honrado migo, he mais fa-
voravel s inslituitoes lvres do que s inslituiroes
subvencionadas e dirigidas pela adminislraco pu-
blica.
. Todavia, no meio desla lula o exemplo que levou
a commissao a suppr quefc influencia do estado
nao seria totalmente nociva na direccao desses esta-
belecispntos he o que nos est dando *a Allenianha.
Alguna paizes do sul,como a lloviera e a Aiislria.que
dafcaram o.ensino professional a que chamam real
ou eirecHvefjrlependentc sement do clemente muni-
cipal, o tem visto completamente perdido ; no or.
le. pelo contrario, a Kussia, que tem tomado a di-
reccao desse ensino,por seus delegados immedialos,
o tem visto florescer.
A commissao, como j disse, aprsenla conside-
raco da casa esta lula sem se poder decidir comple-
tamente ainda por um dos lados da queslo. Nao
temos no Brasil nem os estudos, nem os inqaeritos,
nem os relatorios ofliciaes, nem trabalho- importan-
tes que nos possam decidir em qualqoer dessas ma-
lcras; por forra nos havemos de reportar a" opiniao
de autores cstrangeiros, opiniao de homens domi-
nados por uma idea, por um preconceito ou de par-
tido ou de principio econmico, que nos podem
levar i adopcao do peior expediente.
Nao seria fra de proposito que o governo dirigisse
suas vistas para estes poucos; raandasse tambem
commissarios seus estudarem mais pralcamento a
quesiao, ou desse instrueces nesle sentido a seus a-
gentes na Europa e na America.
O ultimo assumpto de que tratos o honrado mem-
bro refere-se ao desenvolvimenlo da aula do com-
mercio, creacao de algumas cadeiras que eussa au-
la podiam auxiliara adminislraco publica quando
livesse de nomcar empregados para as eslaces fis-
caes. Reporlo-me sobre esla materia ao que disse
olTerecer algumas ideas a respeilo do que exige e
espera da ropresentacao nacional a agricultura do
paiz.
O que he necessario, seuborcs, he que so lomera
geraes no paiz aquelles principios (nolc a cmara
que cu digo principios) dedu/.idos da sciencia, os
quaes principios servem para adianlar, melhorar a
agricultura. Digo principios c nao digo seiencia,
porquanlo, o que serve, f que he cflcclivl e in-
mediatamente ulil sin "*s principios. A sciencia
Irala de conbecer as .leis debaixe das quaes esse.
principios se devcnvolVem ou acluam para conbe-
ee-los melhor ; mas nma vez ronhecdo um prin-
cipio pouco importo conbecer quaes sao as leis de
seu desenvolvimenlo c as indagaefics que o desco-
brram ; quem dielle se aprovcla applca-o, e tao
vantajosamente como se fosse applicario por quino
conheccsse^lodas as suas leis, todo o valor scientifi -
co que elle' tem.
Por conseqiiencia, deveria o governo do Brasil pro-
porcionar o conhecimento dos principios pralicos
resultantes de arduas lucubracOes, de altos Iheorias,
mas simples e eternas como a verdade, principios
atis por si sos independenles do conhecimenlo das
complicadas le, qae regu|lm se desenvolvimenlo :
porquanlo, pode, por exemplo, saber-se de que he
composto o ar que w respira, a agua qne se bebe,
que brrela arveja a branca camisa que se veste;
pode-se tirar proveito .lestes conbecimenles e igno-
rar as suas ligacOes scicnUfimt; ^^ islo elige # ^
exigido as mais profundas lucubrarles para serreco-
nbcrido; entretanto sao hojecnuliecmentos Iriviaes:
a maior parle do povo nao sabe con s* descobrio e
como srilomonstra aromposicao doaredaagua nem
os complicados phenomenos da brrela. Ora, sao
esses principios e nao as grandes Iheorias qne os
domo n-lra.ni que he necessario olTerecer ao povo; sao
elles sos que lhe baslam, e que o corpo legislativo
lbe deve proporcionar.
Pascando depois afexaminar a queslo, se ao gover-
no cumpre inlervir como principal agente para es-
paldar estes conhecjmeulos em ledo o imperio, ou se
esle dever pertence s municipalidades ou mesmo se
aos pnrliuclarcs, o orador enlende que, "Vistas as cir-
cnmslancias peculiares do paiz nio se pbde esperar
senao do governo nm tal mclhorameiilo.
Jnlga-se a materia sufllcienteraente discutida e
procede-se votacao. He approvada a emenda da
commissao, adoptado o projeclo, e remedido com-
missao de redacto.
Enlra em 1.a diseussao o projeclo n. 65 de 1852
que eoncede aposenladoria a Jos Lopes Rosa, no
lugar de 1. escripturario da coutadoria da thesou-
raria dePernambuco.
1 O Sr. filiar pede que o projeclo tetra uma s
discus-o.
Approvado esle requerimenlo, roer o escrutinio.
O projeclo he appgH | por .j votos conlra 3.
F.ntra em 1." di seos n o projeclo n. 82 do 1853,
que concede aposenladoria a Joaquim Antonio Lei-
Uo no lagar de odlcial-maor da secretoria di the-
souraria da Parahiba. -
OfSr. Alnttida e Mbuquerque requer que o pro-
jeclo j tenha uma diseussao.
Consultada* casa he approvado esle requerimen-
lo, e procedeado-se volarlo por escrutinio se-
creto he o projeclo approvado por 5t votos con-
lra 6.
Entra m 2. < diseussao o projeclo n. 8 de 1854,
qua( determina o segSjente :
Artigo nico. A dspos'n;o do S 3. do art. 1.
da le de 6 de selembro de 1852 fica extensiva aos
ttulos de arrendamenlos de ros caudalosos, ou de
diflicil explorarlo.
Vai mesa a seguinte emenda :
EnT lugar das palavras aos Ululo de arren-
damento dos ros, etc., diga-se s compendias
de qae (rata o artigo 6. da lei de 24 de selembro
de 1845. 26 de maio de 1853, lieira de Mal-
tos. t
Encerra-se a discos ao sem debate e he approvado
o projeclo; assim como a emenda. ,
Enlra em 2.* diseussao o projeclo o. 49 de 1653
que concede para patrimonio da cmara municipal
da cidade da Barra do Rio Negro, capital da pro-
vincia do Amazonas, uma legua de trra em qua-
dro, mas a requerimenlo do Sr. Taques, fica adiado
por 4 dias.
Entra em .1.* diseussao o projecto n. 149 de 1853,
queda cmara municipal da cidade la Victoria lira
telheiro para nelle estabeleccr uma prara de mer-
cado. ,
Sem debate he adoptado e remettido commisslo
de redaeco.
Entra em 1.a diseussao o prejerto n. 104 de 1845,
que autorisa o governo a pagar a Manoel Ignacio
da Slveira a quanlia de 2:3013980, valor do sen hia-
to Pensamento Feliz, que foi tomado para o servico
da nacao no Ro Grande em 1827.
A requerimento do Sr. D, Francisco lem uma ni-
ca diseussao. He (approvado sem debato em] es-
crutinio secreto, e remettido commissao de redac-
5a-
Entra em !. diseussao o project o n. 86 de 1853
que autorisa o governo a mandar pagar 1K:2029226
rs. aos beriteiros de Btlanconrt e Si.
O Sr. Paula Candido requer que tenha ama a
diseussao, e assim se vence. Sem debate he rejei-
lado em escrutinio secreto por 48 votos contra 9.
Entra em 1.a iliscussao o projeclo u. 90 de 1853,
concedendo caria de naluralisa^ao ao subdito por-
luguez Manoel Dias Morera.
Approva-se que tenha uma s discussio o requeri-
mento do Sr. Siqueira Queiruz.
Procedendo-se a volitro em escrutinio secreto, ha
sem debate approvado por 53 votos contra 4.
Entra em 1. diseussao o projeclo n. 152 de 1853,
concedendo carta de naturalisaro ao padre Jos Ta-
vires Coelho.
Requer o Sr. Paula Candido que baja uma unir
diseussao, e assim se vence.
Procedendo-se votacao por escrutinio secreto re-
couhece-se nao haver casa. Fica encerrada a dis-
eussao.
O Presidente d a ordem do da,, e levanta a ses-
sao s 2 ,' horas.
preripitacao, nem da vaidade.
O segundo projeclo desse mesmo anuo, de 31 de
agosto, linda foi alm, anda qtiiz mais. Creoii o
nle nato para os discpulos do collegio administra-
tivo. Esle ronverleii-se em escola normal ende se
dara una inslrucrao variada das ledras, scencas,
direilo c admiuistracao.
I'inaliiioule em 1819 o Sr. de Falloux, reconhe-
cendo o mo svslcma desla instituirn, sprcsenlon
assemblea nacional oulro projeclo, fundando as
facilidades de dircito, um ensino de direilo pubro
administrativo, cm um periodo de dous anuos,
sendo necessario que o candidato inserprao apre-
senla'sc diploma de liarharel em sciencias jurdicas.
Este projeclo s pode ser tomado em considerarlo
pela assemblea legislativa, em cujo seio se onvio ler
o importante relaloro de Dumas, decdindo a ques-
lo uo sentido desla ultima reforma.
Se da Franca passamos a outro paiz, onde lani-
di'in se discuti a materia, fallo da Hollanda, adia-
mos que as mesmas duvidas appareceram, c que
ainda hoje all se fazem os cursos da diplomacia c
de eslalstica as escolas de jurisprudencia.
Portante, dizia eu, se a commissao de inslrucrao
publica encontrn em um paiz tao esclarecido como
a Franca duvidas constantemente reproduzdas a
respeto da que-lo, rom alguma preponderancia uo-
PERNA1B11C0.
REPARTiqAO SA POLICA.
Parte do da 18 de julho.
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. qae, das
parles hoje receblas nesla reparlco, consta lerem
sido presos; ordem do subdelegado da freguexia
de S. Fr. Pedro Goncalves o preto escravo Joaquim,
e as pardas Mara da Conceicao, Rosalina Calhariua
do Sena e Gertrudes Mara do Sacramento, estas per
briia e aquelle a requi-ico do seuhor; a or lem do
subdelegado da freguezia de S. Antonio, Mauoel
Raimundo de Azevedo para remita e Manoel Jos
Mara, por ebrio; a ordem do subdelegado da fre-
L'no/i.i de S. Jos Autonio Manoel da PaixAu, por
ter espaucado uma prela, e a do subdelegado da Boa-
Vi-la. o porluguez Luiz Gomes d'Azevedo para ave-
riguacoes policiacs.
Dos guarde a Y. Ese. Secretaria da polica de
Pcrnamhuco ts de julho de 1854.Illm.e Exm. Sr.
conselheiro JosBeuto da Cnnha e Figueircdo, pre-
sidente da provincia.Lviz Carlos de Paita Tei-
xeira, chele de polica da provincia.
O Illm. Sr. Dr. juiz de direilo chefe de polica
anda fazer publico, pata ronbccuneiilo Je aiiem
pa-s.i inleressar, qae pnto Irxtelegacia
ipi
Eis, senhores, cm resumo o que pensa a commis-
slo de in-t ruerno publica a respeilo de diversas ques-
loes importantes aventadas nesla rasa por occasiao
deete projeclo. (Muito bem.) Ella nao pretenden
avaulajar-se em ideas ao Ilustrado orador que as
susrtou ; pretenden simplcsmeute cumprir um de
seus deveres, e por ista obrgou-me a lomar casa
estes poneos momentos dcallenco.
O Sr. Pedrcira e outros senhores : Multo
bem.
O Sr. Paula Candido diz, que sendo a agricultu-
ra a base fundameni.il de nosso rommcrcu, nao H
padera dar neiiliunia direccao s deas commerciaes
sem que essa direccao parla do principio funda-
mental, da agricultura. Em seu enlender temos
andado mal comecando pela parle superior ilo edi-
ficio : islo he, tratando cora bastante largueza da
inslrucrao superior, da secundaria e at da primaria
como se esses fossem os nicos deveres a que um
governo nacional be obriizado para com o Brasil,
relativamente a durarlo como se ao lado da ins-
Irucco nlellcclual nao marchaem rrevogavel-
menle a ella ligadas a educaco phvsica e a educa-
rlo moral!
O orador continua da maneira seguinte :
Por esla occasiao, Sr. presidcnle, pero lreura
Ilustre romm* do Cabo lhe foi participado, ,ipr oflirio de 7 do eor-
renle, que cadeia d'aqaella Wlla se arda reroldido,
como fuaido, um preto africai. y de nome Joan, de
estatura regular, c delfeituoso d&uma pema, o qual
recusa declarar quem seja seu Mnhnr.Secretaria
de polica do Pernainbuco 18 de julio de 1854.O
primeiro amanuense, Jos Xaeier Faustino Ramos.
Hoje 119 i lia espectculo no tbealro de Sania Isa-
bel, em brnelicio do insigne raheauista, o director
daorcheslra do mesmo Ihcatro, o Br> TlienrloroOrcs-
le, artista cuja inlelligcucia e 'appjicarao sao assas
conhecidas do Ilustrado publico desla. capital que,
bem i'xulieraiites provas ole prester/faos arles, lu por
innmeras vezes pioriisallsudo a oiilrosque, em rir-
cu instancias idnticas, I no piocuiadn ,i olla snceor-
rer-se, e nao menos digno d. encoiilra-la sera um
l'ei n.ilnhucann, que ha cni|iTegailii lodos os meios
a seu alcance, paia bem mercerr da parte Ilustrada
desla capital os favores que rostunia dispensar a
quem delles se mostra digno.
Estamos certos de que n artista lieiielriadn lera a
casa rheia, pois, a opiniao que ha podido grangear
no exercicio de to nodre profissao, leva-uos a crer
que fruir elle, por esta vez, uma recompensa sufi-
cientemente animadora para hcn continuar a im.-
Irar-sc digno do publico sensato, a cuja beniguda-
de se socrorre.
Momentos preciosos nao se rspenram, morincu-
le quando, em una capital como esla, nos aesut-
mos sem almim outro eutrelenimenlo, que nos per-
mita passar, du.anlc a noile, algumas horas ap.
preciando o bello, que sem duvida se encontrar
as execuces que hade o benejjciadu apirseular
boje i uote.
Seria desnecessario qualquer ronvile que lires-e-
nin- cm favor do artista que bem merecido ha do

i
k
<
"
{



1
-i
x.
f

mafiaa


Y

DIARIO DE PERNAM8UC0, .QUARTA FEIR 19 DE JULHO DE 1854.
.J-N
para
li
u
publico desla capital ; |">
centrar a prolecrao que implora, nao precisa, por
certa, (po a nossa dbil vos se faca utir, menos
que nos lappoieasemos rom direilo delembraraqui|lo
que lodos nos timbramos em runiprir, queremos di-
zer, com dircilo de appresenlarmo-nus como pro-
legendo a quem de nosso Iraco apoio nilo precisa, e
iiisiuiiamli) a quera, constantes pro\as de aniniarAo
olTerecea aqiiclles.que se impctil.an no sen aperfei-
eii,imenlo.nioslrando-sc Mtin merecedor ila valiosis-
siroa Mmignidade, que be um dis mais nubres al-
Iribulos dos li.ilillanlos desla capital.
O crescdo numero de ffeijoados que Conla o Sr.
Orale, ocrescido mnucro de admiradores que licm
-al'i? in avahar o tlenlo artstico (toinesnioSr. lev am-
itos a crer que bem lee el e cm ppresenlai-se pro-
curando o apoio desaea ad niradores, desses afleijoa-
dos ; pois a recompensa c,ue lera de recebar, por
cerlo, que sera superior i aquelles que poderla ser
ambicionada. Assim o peina.
I'm amante das artes.
Hoje he odia do benfico do professor Theodoro
Orales, uin dos mais babeis artistas dcsta cidade,
inconleslavelmentr o seu maior rabequista ; e a
msica, essa arle divina que lem consolajocj para
nossas dores, e expansao rara nossas alegras, lem
esse diu de ver o grande imperio, a influencia mag-
uilica queexerecuo corajaode lodo os Pernambu-
eanoi.
Nos mas cultos paite* da Europa, os artistas de
maior inerecimeulo costuinam s vezes tambera re-
correr i prolecjao e munificencia do publico, of-
ferecendo-llic concertos admiraveis, em que genio
se compraz em vencer as raaiores diflicuhlades, j
fazen lo brotar do neito foules de ternura, ji arran-
cando de lodosos labios um grito de cntliusiasmo,
e de frenticos applauso*. He que a msica, como
todas asarlo,encontra vivas svnipalhias na nalureza
do bomem, a quem sabe deleitar, causando-llie mui-
las vezes a reforma de urna ndole perversa.
Nimjuem com elidi se pode considerar perfela-
mentc educado, se sua alma se nilo enlerneec cora
as celestes melodas de Kossini, se seu corarn nao
sabe eialtar-se com as simptuosas harmonas de
Verdi.
A msica be a poesa fallada : he por isso inesino
i doce uiiilo de duas fadas myslcriusas, de dous an-
jos de amor, que nos dAo una fugitiva idea da lin-
guagf'i dos deoses.
il $c. Theodoro Oresles, que sem educaran apro-
piada, sem o auxilie dos grandes ineslres pode at-
lingir.-cnao o grao de perfeijao que pode altingir'
em seu mgico instrumento, ao menos apptoximar-
se delle, lem de mostrar no dia de seu beneficio,
que o genio, ainda que privado de urna educando re-
gular, he todava capaz de obrar maravilhas.
He com elleito urna noHe de rosas a que nos pro-
melle esse Ilustre professor ; e o Santo babel que,
desde a ausencia da Sra. Baderna lem estado quasi
sempre despovoado, creio que desla vea ha de estar
brilhante magnifico, peb) immeiuo concurso que
ha de reunir. "r
. E quero querern de boro grado privar-se do gozo
- de alguns momentos de dolidas 13o raras neste pe-
queo desterro do houiem '(
O espectculo, que o Ilustre professor procura
proporcionar-nos mo be uina dessas pecas banaes,
' em que os equvocos e a detenvoltra reprovadas de
alguns cmicos fazem sobresahir ;\ iramnralidade e
mo gusto c seus autoros. He coasa rtelhor do que
isso. He um espectculo lodo lrico, sao as melho-
res peoasde sua eomposijao 13o fecunda e lau bri-
llianlc que elle vai exceular em seo instrumento
predilecto, sao dilTiculdades de lodo o genero que
pretende vencer ; em urna palavr,i,s3o alguns peda-
eos arrebatadores, que em obsequio ao beneficiado,
dous de seus companheiros a amigos vao tirar de
seus instrumentos. 9.
Era por cousa semcllianlc que eslava ancioso o pu-
blico.
Desengaado a respailo do thealro, qoe entre ni
esta bem longo de ter as-uinilo o papel importau-
tissimo que deve representar na sociedade, esse pu-
blico sempre generoso precisava de nova distrajao,
de alg'Jma cousa que Ihe abalasse o coraran,e Ihe li-
zesse estremecer todas as fibrasal'alma.
Nos qoe podemos dizer que anda estamos na in-
fancia da arte, podemos todava desvanecer-nos de
lar alguns msicos de premio.enlre os quaes hcgeral-
menle conhecido o Sr. Oresles.
Pobre e sVn familia, o Ilustre professor formou
nma roda de amigos.xvndo abrirem-sc-lbe as portas
das ruelhorcs casas desla enfade. Era o artista que
deatruia os prejuizos da socirdadediente do poder do
genio ; era a nata, a flor da sociedade que se com-
prazia de estender a mSo ao genio, para que me-
Ihor podesse levantar-se das impurezas da Ierra.
Esperamos pois a noite de hoje ; que venha ri-
souba e brilhante com o seu magnifico cortejo (le es-
trellas, e estamos intimamente convencidos que o il-
luslre professor encontrar no acolbinenlo e genc-
rosdade publica um poderoso ncenlivo para conti-
nuar a exercer a sua honrosa prolissao.
>
t
1
f


Oiu le penple insensible a tes cris superflus
Si fiera tes serpent', i/ue ne siflerant plus.
Aggredido pelo Sr. Joao Pinto, cm seu syslema
pernicioso de defeza, fui Coreado a explicar o meu
procedimenlo ((ara com este senlwr, que sempre des-
leal nos meios escollados a sua rehaililajao, manda
iuveclivar-me.
Na escassez de fados, que me possam envergo-
nbar, recorreu primeiro ao nome com que sou co-
nhecido, il.oula insinuando por esse Indo o ridicu-
lo, o que nio deixarci pastar, para que nao suppo-
nham aquelles que me nao conhecem, que en sou
um dewes entes, que, nascido9 cm haixa esphera,
Irazein para as posicoes que ocenpam, os nomes,
riiio os caraclerisaram por acQoes ridiculas ; nao. Em
nossa Ierra lodos sabem, que ha o costume entre as
familias de se chamaron aos l.ourenc,os, l.oulas, a
Luiz I.uj, aos Antonios Tolooios, e at Calonhs,
como temos um no seio de nossa representa^ao na-
cional ; e eis a razo por que sou conhecido maia
por esse nome, c limito conhecido, he ver'dade, par
que os humen* de minlia tempera nao podem vi-
ver na obsenridade ; muilo conhecido, he verdade,
mas nio com essa celebridade tenebrosa, que envol-
ve o oome do Sr. Jo3n Pino, ruis anda boje com
esM'processo,poroccasi3o do qual vio o publico mais
urna impuuidade aos paseadores de sedlas falsas.
l)ep js, lancou mo dessas armas forjadas pela ca-
lamina, coja ferrugem lem sempre o odio cuidado
de lmpar, pulindo e agucando o ferro empecoiiha-
do, cora o qual sou sempre ferido na parle mais seu-
sivel de meo corarav.
At boje lenbo cerregado com o peso incompor-
lavel de sravissimas mputacAes. Inimigos vis me
lem seguido occullo* as Irevas. sendo Iguarass a
seuha de que usam em suas emboscadas ; e o escudo
que oppoem a inuha defeza. #
Preciso de quebrar esse escudo pelrificador, para o
que cito a lodos aquelles que. delle se servem pcrnnle
o publico. Quero e devo pleitear a causa da mi-
li ha reputadlo. O Sr. Jo3o Pinto, pelo seu org3o,
fallou em orphandade, que gemia, em ouro, collo-
cou a palavra comprado entre linhas, ludo isso he
um roeio fcil de injuriar, e ninguem me negar o
direito de exigir explirae/ies. de pedir Tactos, a que
se possam referir essas palavras injuriosas. Se al-
inde i opposirau'que me uggredio em lodo o lem-
po que eslive em Iguaras*. lastimo que sirva hoje
de repercussao aos orgos do um partido, a que nAo
pertence; he mais urna das mizerias do Sr. Joao
Piolo, ao que baslar-me-hia oppor as arguicoes dia-
rias, que faz esse prelo em sent lo isnominioso ao
Exm. administrador da provincia ; mas quem acre-
dita nessas arauiee*"! O ebefe Jo gabinete actual
mesmo sofre at dos seus collegas do parlamento
amputaefies vergonhosas ; mas devo eu crer em sua
veracdade ? Poda cunlcntar-me oom essa resposla,
porm considerando que dcixando sempre correr es-
ses boatos, auloriso a qualqucr bilhoslrc a servir-se
dessa armadura, e que agora mesgjo qiianuVacaho
de pralicar um acto depura olTciosiuaile, sirvo de
jogo aos manejos de una deteza eslupidainente ilcli-
ueada, considerando que a nao existirem essesprc-
que possa elle eu- ( En venho depositar em suas m3os o sagrado pe-
nbor de minha innlher e de ineus innocenlcs tilh-
nhus.exordio ih']iiina suppliea;Je despacho favoravel
em causa que pendia do meu juizo ; pur.esla mesma
oceasiao confessou, que me Untia caluinniadu, sof-
Irendo impimTil que Ihe respondeau entao: o
senhor lie um vil calumniador ; levando o cinis-
mo ao ponto de declarar ser de ludo capaz, quado
se Iralava de seus inleresscs ; a que elle me julga-
va intonso a sua causa.
Pedio-nie ainda, que o adinllisse as mesillas re-
laces, que d'anles tullamos, e como eu Ihe disses-
se. que faria um grande esforro para conceder-lhe
mu Iralamcnto a|iparentc, acolheu sorrindo 13o
grande favor.
Quem poder crer que baja no inundo hornera pa-
ra isso ; pois lia ainda para muilo mas ; ha fados
de mais asquerosa hediondez.
Se eu nAo (vetee Icslcmunhu do Sr. l)r. JoSo
Francisco do Amaral e Mello, nunca o referira ; e
sempre. que o li/, fui dianle desse lestemuuho; l.o
as pessoas de Ifiuarass, que sobejainenle conhecam
o cute mzeravel, a que me retiro, como muilos ou-
tros de fora ; por tanto seja qual for a forja irresis-
tivel, de que se servir o motero para que soja ne-
gado esse fado, Ule o- poder conseguir. 'Pendo
por esses dous factos quatilicado o hornera, que, se-
gundo a sua phra*e, me per*egnia como sombra im-
placavel, julgo dever esbozar a minha situadlo em
Iguarass para que mas fcilmente se cumprchenda
a nudo, purque poderam tomar incremento as ar-
gucias do meu implacavel nimigo.
Numeado juz municipal do termo de luaras,
e pouco depois tamben) delegado, o isso quaudo ain-
da ardiam as cintas, que deixou o incendio da re-
volla, leudo i minha diuposiro mais de Irezenlas
baiunctas, comiuandadas pelo" Icncnte-coronel Fer-
reira, achei-me collocado cm urna siluacao, que
pela minha inexperiencia foi por mim ponco com-
prcbeiidida. Nao sube ver e neui poda crer nos
perigus qne me rodeavam.
Eucarregado pelo rhefe de polica de proceder
contra os revoltosos, lute logo cora mil dilikutda-
de-, sendo urna das inaores u palronalo. cuja cabe-
ja altiva senlio-se por mim lr.niiilh.nla, criei por
conseguiite odios ; pouco depois etiegou a eleico.
o lermo eslava acephalo ; achei-me com o meu ami-
go, o I)r. JoAo Antonio, frente da eleicAo, ergue-
ram-se as pretenjes da capital, liouve quem
quiesta dictar-mc ; a policia quiz ordenar, deoat-
lendi, ella bramio de raiva, na* vesperal da eleicAo
fui demiltido du delegado.
. Iieix r.ido-me guiar pelos impulsos do meu co-
raerlo feri mcquiulius iuteresses,humilhei o orgulho
de muilos, desprezci preconceitos mal entendidos, e
sem o sentir, sem o percebr ergu contra mim urna
legiao de inimigos. Alm de ludo fui candidato a
depularao geral, os mulos aliaram-se aos inimiges.
Desde esta poca que sustento lula encarnizada,
nao s com os innlos polilico*, como com a opo*i;ao,
que senndo-me sem apoio, nAo cscolheu mais os
meios de desmoralisar-me. Sabia que o roman-
ce mais inverosimil, teria echo em minhas (lleiras,
nao eslava, cscrevia, e como me podera eu defen-
der, se contra mim se conspiravam todos os elemen-
tos polticos ; frgil batel 'ajeniado no alto mar pelo
pestfero nordeste da opposicAo, demandei oancora-
dourode minha religiao poltica,tomado de assombro
vi o porto, que eu con*iderava salvador erriradn de
mil baleras, quetroavam lodas contra mim ; estre-
mec de horror!., eram os interesses feridos no am-
po eleiloral.
Sem nunca hnmilhar-me,ergu a cabeja altiva pa-
ra aquelles que dominavam do mais alio esles es-
quadres injustos, vi um Ic.o.Jque rugndo apresen-
lava-me seus agudos denles, ferindo os ares com a
juba, que ravoso sacuda linln sido por mim con-
trariado). Afrontei o seu puder.romp por eulre as
tilcras, e, como um soldado que impellido por mal
conlido enthusasmo livese cabido em campo inimi-
go, assim atravessei essa poca mcdorfha de minha
vida, respirando sempre o fumo infecto de rail li-
na da calumnia simulianeamente contra mim dis-
parados. Nunca procurci juslificar-me peranle o
poder, a minha dignidade revollava-*e a essa idea,
e assim caminliei ale hoje ndefeso, leudo resolv lo
prnvar por urna serie' de actos nunca inlerrom-
pido a falsidadc das imputaees, que pesavam cou-
Ira'mim, mas reconheco, que com o silencio nada
se consegue, e aura achn-me n'mna desse situaccs
que descreve assim A. II. .
Ha na vida lisiantes, em que o espirito se de-
udo cm machina, e em conciencia ; a machina di-
rige os urgaos, c a conciencia absorve-se n'uma
idea.
Absorlo na idea de defender-me, de provar a ini-
qoidade de mcusinimigos, eu s vi vo para i*so.
Peco pois aos meus leilorcs, que complacentes- me
aconipanhem ainda na descripjau que vou fazendo
de minha siluacilo de Iguarass, que consinlam
ir eu mesmo locando nos pontos cardaes das ac-
cusaees, que soflri, para fazerein urna succinla
idea de lodos os transes porque passe, po>suido da
mais estoica resijuacSo. Administrava anda esla
provincia o Sr. rnoarlheiro Honorio, quando che-
guu em Iguarass um juiz de direito cm correijo
levando severasrernmendacftes do adminslrador,que
prevenido coutra mim, muuioao juiz de urna lista
de culpas imaginarias.
Tudo se pnz em .iii n.-.m, lodas ai machinas de
desIruieAi, jo^aram jfolpes sobre golpes.
lin dos processos de rcsponsabilidade que soffri,
foi por enuncio do Sr. Figueira de Mello, enlAo
chefe de polica, que me tinha imposto a retirada
dclmiqba caudidalura, por Ihe parecer exagerada !
scguiwn a sna exprossAn ; c como eu Ihe respon des-
se, que liiili.i guaes habillaces s suase. perianto
mais direito do que elle, porque era filho desla pro-
vincia, julgou-se olTendido, e desde otilan a policia
esleve couiigo cm hostilidadc ; hostilidades que re-
rruilesccram, quaudo cu n8o oliedcci a ordem que
me deu o Sr. Figueira de Mello de pronunciar cm
crime de revolta ao Sr. Joao Vieira da t'.unba. como
consta de urna caria que Icnhn em meu poder, cri-
me .que nBealidadc nao havia commellido aquel-
lo Sr. ; o que den lugar n correrem boatos, de que
eu havia reebido 5:0050(KI de reis; enlrelanlu
um mez depois recebendo ordem do chefe de policia
para proceden conlra os autores de crimes, que se
derain na occasio da revolta, achei cumplicidade
qo Sr. Joao Vieira, por consentir que 9e bomisias-
-em em suas propriedades alguns assassiuos, c elle
foi por mira pronunciado-: estupidos que nem sa-
bem mentir.
Onca o publica a htoria era resumo do meu
processo de responsabitidade. instaurado por denun-
cia do Sr. Figueira de Mello, (luicin aquelle che-
movi loso una subscripeo cm favor da infeliz viu-
va, assignando de minha parle vinle mil ris, cen-
tre os que se acbavam presentes compulou a pouco
mais 'de lUsOOO ris; cnlrelanto dous dias depois,
quaudo esla infeliz viuva sabia de minha casa, um
monstro a chamou c a fez persuadir de que cu era o
marino de seu marido, c ainda ha poucos dias (li-
ante de pessoas raui fidedignas fez nesta cidade a
jactancia desse procedimento, para gabar-sede que a
elle devo a miuha deccprAo de juiz; apresentarei o
Icslemunho de urna dessas pes*o,is, se o licrc ousar
negar. He o mesmo que sempro me lem calumnia-
do: continuemos.
A infeliz viuva abalada por ?sas persuases, acei-
tn n oflercrimento que Ihe fizeram da resliluicAo
dos 8(15000 ris que linham sido encontrados em po-
der do marido, c de aleun* lien*que linham sido em-
barcados a requeriiucnto da parle contendora antes
de sua unirle, e veio por elle enviada a um advo-
gado desla cidade, que ,ou guiado pclasjuiformares
que Ihe remolieran!, ou arrastrado pelo seu bom co-
rarAo, fez a infeliz assignarum requerimenlo de de-
nuncia conlra mim ao Sr. Sonta Ramos, que inan-
dando-nie responder, as*enlci b,ue nAo o lana mais
claramente do que rclataiido-lhe o facto, e remel-
lendo-lhc as pecas de lodo o proccdimenlo ofli-
cial.
Foi enUlo qne leve lugar a portara do Sr. Souza
Ramos, ,i qual tive de responder.
O Sr. Sauz Ramos, entenda que eu nao podia
prender em flagrante a um homem que he cucon-
Ir.nlo com parte de um furto as maos, e ronfessaiido
alm disso. Fui responsabilis.nlo, as leslemunhis
da jiislicadepozeram o faci lal qual como o ieulio
cxposlo, e estas leslemunhas fnrain apontadas pelos
mcus perseguidores. As lestemunhas que olfereci
foram lodas pessoas gradas, de Inda estima e con-
ceito, foram senhores de engenho, collcctores, e
noiavei* habitanles da villa, mas para mim nao
havia defeza. Al o orgo do |>artido por
quem me lenho sempre sacrificado emudeceu;...
declarando lempos depois, quando procurava pro-
var, que so linham guardado todas as conveniencias
para com o Sr. Souza, Kamus.que eu tinha sido sa-
crificado a cssus conveniencias.Observo aqu, que se
cu livcsseiido consultado antes dessa vergonho9a pu-
blicarAo nao o consentira; nao consentira na con-
liseA i de urna baixeza do meu lado, embora aso me
honrasse.
l'ui pois condemnado por abuso de poder, e irre-
gularidadc no procedimento civil. Foi jus pro-
cessaute o Dr. Neiva. Votaram contra inim os -2
Srs. desemliargadores Tcllese Uermclindo
Eis.pois.uin esbojo dos meusactosde Iguarass; se
fallei precisan ern sua relaco, digam aquelles a
quem provoco a combate leal, e provarei com, as
pecas ofliciacs e documentos da ordem que me pc-
direm.
Venha pois a-qual ainda hoje mesmo quando o
linha entregue a esquecimento desprezador; lem
ainda a infamia de jactar-se de suas torpezas; dei-
xe o coracAo impenelravel do annimo, dcixc as
circumvolucOes deseu cslylo capcioso, abandono
folhagem dacxprcssao.onde se aliricam os rcrllis vene-
nosos ; deixe essa allocurAo tenebrosa, de que usa,
quando quer fascinar aes seus ouvinte, e negu i
exaclido de minha exposiju, acuse-me, e se nao o
fizer, se involver-se no tecido informe de iudecifra-
veis aluses, ou ridiculas declamaees, fique de nina
vez confundido, e convicio de vil calumniador. Pro-
testo nao leva-lo ao* (ribunaes; isso nao he nohre,
quero s convence.lo de alevosia peranle o ni-
co juiz que no* lem de julgar, unico poder quem
curvo respeiloso a minha cahejaaltiva, o publico,
xigooseu nome e nada mais.
o i.iiiin au Sr. Jnan Pinto, que deve eslar dando
eraras Jpor lo-lo esquecido desde o principio desta
Eiiblicacac. direi simplesmenla que Ihe perdo-o de
om grado o ler-sc acaslellado cm Iguarass, facili-
tando por ee meio urna discussAo, que mais que lu-
do en ambicionava.
Espcrei sempre, que como cobarde, que he, me
ferisse de emboscada, que procuras*^ um orgao para
isso, c que nflo pcrdes*c de vista os Iramas da mAo
sinislra, sempre traicoeiramenle armada conlra mira.
Estes entes degenerados da nalureza, que hilo po-
dem alcanrar o roiibecimciilo das verdades muracs,
sobre as quaes rcpousain os deveres do homem, e
cuja Traca razAo he dominada por paixes imperio-
sas, merecen pela maior parle que seos Iraie com
indulgencia, quando commellem" faltas; perdo-o
pois ao ente degenerado, que impellido pelo iusliuclo
de conservarlo alropellou-me quando fugia espavo-
rido aos brados da opiniao publica sob cuja sancrao
cabio esmagado.
Lourenro Rezerra Carneiro da Cunfta.
fe d policia ao presidenle, declarando que eu Ju-
mno;
via sollado um preso dando-lite o nome de Flq/i.
entretanto que o preso, que elle dizia ler eu sol-
lado, tinha sido recolhido a cadeia desla cidade por
ordem do meu antecessor, dahi sabio para o hos-
pital ilocnte de bexiaas c morrea, o que ludo pro-
ve com as rerlides do carcereiro c do hospital ;
nole-se mais, que a reclusAo e morle do preso no
hospital lave lugar anles de cu ser juiz. Tive a
sulisfacAo de apresentar o Floriano que segundo o
Sr. Figueira de Mello eu tinha sollado com nome su-
posio' ao juiz. que me responsabilisava por esse
fado. Sinlo que lenha locado oo Sr. Figueira de
Mello cm sua ausencia, nns noscguimenlo de mi
AO PUBLICO.
Consla-me que homens mal intencionados c malig-
namente aleivosos, despeilados sem llovida por mo-
tivos quo s podem caber na mente de almas pouco
generosas, acabaram de fazer-me peranle o senlior
presidenle da provincia vagas aecusaroes, no intuito
de encbovalbar o carcter ollicial, que desde apocas
remotas uceupo ueste termo, sempre que a politiza
dominante predomina, do que tonho dado innme-
ras provas do espirito de ordem e moderajAo porque
felizmente me lenho sabido conduzir; e, pois, nao
posso deixar de provocar a esses senhores para que
aprsentela pela impreosa facas que me po*sm
deslustrare que desfajara na menor cousa o couceilo
que por merce de Dos seuipre merec dos mcus
comprovincianos, a-sm ramo de Indos os dislinclos
administradores de minha provincia, com quem le-
nho servido, c carao se prova rom relalorios dos que
(cm fcito a honra de commeniorar os mcus traeos
serviros prestados a causa do Ihrono e da nrdem.
Hoje perianto que me consla fura injusta e malfica-
mente desconceiluado o carcter publico, cora que a
despeilo dosiuaiores sacrificios liei procurado susten-
tar com a dignidade de um veterano sincero e ordei-
ro, que lem acompanhado quanto lho he possivel, a
marcha eos aconlecimcnlos dessa poltica luminosa
que actualmente dirigeo paiz, hoje, digo, que me
acho informado de todas as falsas imputarnos com
que os meus gratuitos adversarios prelcuderam ferir-
me occullamcnle; prevalejo-me da presente ocea-
siao para dar-lhes o mais solemne desmentido, des-
alinndo-os a que exbibam provas de que contra mim
disseram, lob pena de lirarem lidos e Itavidos, por
infames calumniadore*.
Oitcirom, senhores redactores, dar pablicidade a
estas poucas linhas, o que em muilo obrigarao ao de
Vmcs., etc. Leonardo Bezerra Cacalcanti
Bauatteiras Ijdejtinlio de IK>i.
Censura aos criticos da Estica.,
de Barros, que lem vivido n'um inleiro esqueci-
mento.
Nao precisamos descrever aqu o estado de atraso
em que se arha esla estrada, por ser elle bem conhe-
cido de lodos ; apenas diremos que a nica obra que
o governo ha muilos anuos nella fez, limita-sc a um
dequeno aterro entre as camboas i Tacaruna e
Maiiguinho, o qual aterro quaudo os iuvernos s3o
abuiidanles do ebuvas, impellido pela forja das
agua*, nao pode resistir e arromba ; impedindu as-
sim o transito e causando grandes dainos, leudo j
acontecido morrerem pessoas que lenlam passar, co-
mo acaba de suceder na ebeia 'que livemos este an-
eo, de cujos estragos anda nos adiamos horrorisa-
dos.
Impressiot.ados dessa grande caUstronhe, os hab-
lana das estradas de Joao de Barros, Belcm e Ro-
sarinho acabara de recorrer ao Exm. Sr. presidente
desla provincia com u pelijao que abaixo (ransrre-
vemos ;e oxalque S. Exc. atienda justa recla-
niacu desses respeilaveis cidadaos, [ como o espera-
mos; e digiie-se lanjar suas vistas sobre aquella
parle desla cidade, dando assim oceasiao a que com
essa obra de lo ramio ulilidade publica, fique eler-
uisadn o seu nome, e na memoria do* habitantes da-
qucllcs lugares a lembranja desse valioso servijo fei-
lo por S. Exc.
A conveniencia de um porto de embarque itaquel-
la estrada salta aos olhos de lodos, pois que muilos
predios nao se edificara naquclles lugares, pela dilli-
culdadeda condticjAo dos malcriacs.diniculdade que
sauar o governo se abrir o pequeo espajo que ha
cutre as camboasTacaruna e Manguinho, para
o que muito pouco gastar, sendo mutlissimos os
beneficio- que causar urna semelliaolc obra.
Dizem os apaixos asiiguados, residentes as estra-
das de Joao de Barros, Belem e Rosarinho, que
Ibes sendo interdicto o ingresso desta oapilal, e Ti-
rando as suas familias iucommuoicaveis de oulras,
soffrendo al muilas privaje* quasi todos annos, em
consequencladasfrequenles endientes do Capibari-
bc, requerem ao governo provincial, que a bem da
hitmanidade e ecouomia da monicipalidade, mande
construir urna pequea ponte de marrSra na men-
cionada estrada de Joao da Barros, njjj *war em que
ontr'ora tocavam-se as duas cambj' ~~Iacaruna e
Manguinho, e onde hoje h arr(1 'aa~r 0 aten n,
que por mal aconselhado lalvez, mLBTrazer o ex-
general Luiz do Reg, sem a preciflFponle, cavan-
do-se o pequeo espajo que deale dista s mares
moras, para all licar um porto du embarque lAo
preciso nesta estrada.
S assim, Exm. Sr. firJrao as familias desassom-
bradas desse flagello peridico, e livre de perecer
algoem, como aconlcccu nesta ultima endiente -
ftcando desla inaucira a cmara municipal lamben)
livre por urna vez de fazer continuadas dc*pezas
com os estragos que sempre deixa na mesma estrada
qualquer iiiiiundaco, oecasionada por falla de urna
ponte qued passagem francas azuas dis enrhenles
causadoras de lanos dainos c atllijOes.P. os abai-
xo assignados ao Ulm. c Exm. Sr. presidente da pro-
vincia Ibes delira como requerem. E. R. Mr.
Assisuados.Viscondedn (loiauua. Descmharsu-
dor Manuel Ko lrisues Villares. Brigadeiro Joa-
ipiiui .Bernardo de Figueiredo. Majjr Joaqun)
Elias ue Moura.Dr. Antonio Vicente do asci-
mciitn Feito*a.Bacliarel Vicente Pereira do Reg.
Barharel Constantino Jo*e. da #Silva Braga___Ba-
charel Gervasio Campclto Pires" Ferreira.Baclia-
rel Jo3o llomingue* da Silva.Major Joao Bemar-
dino de Vasconccllos. GapilSo Anlonb Alves de
Paiva.CapitAo JoAo Jos Lopes.NegeciSnle Se-
ba-liao Jos da- Silva Brasa. Neenciante Jos,
l.nurenjo da Cruz.Negociante Seraphim Alves da
Rocha Bastos.ProprietarioJos da Ponseca c Silva.
Proprictario Thomaz de Carvalho SoaresBraudilo'.
.Proprictario Francisco Cavalcauti de Albuquerque
Lilis. Proprietario Jos de Atreved Souza.
Proprictario Mizuel Archanjo;|dc riguciredo.Pro-
prielario Domingos Caldas Pires Ferreira.Proprie-
tario Jos Francisco Ferreira CatAo.Proprietario
lunario Jos de Oliveira. Propriclaro Antonio
Lopes de Mendonja.Propriclaro Patricio Antonio
de Torres Bandeira.Alteres Manuel d'AssumpjAo
San-Tago. Empreeado publico Jos llenriqucs
Machado.Emprcgado publico Luiz de Atcvedo
Souza.Emprcgado publico Jos de Azcvedo Souza
Jnior. Joao Cavalcanli de Albuquerque.Joa-
qun) rdarria dos Santos. JoAo Pedro Pessoa de
Mello.JoAo Leandro da Cruz Mendouea.Aurc-
liano Miguel da Silva Masalhes.Augusto Carlos
de Souza Magalhes.Paulo de Albuquerque da-
ma. I-rumia Alevn li ma de Aglliar. Manuel
Miranda de Sooz.i.Jos Carlos Ferreira.Tbe-
molbeo Piulo Leal Jnior.Joao Chrisoslomo Ca-
valcanli de Albuquerque.Jesuino Nuiles Vianna.
Caldillo Amcriro Torres Bandeira.
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rciidimenlo do dia i a 17.....I: I7i.-.",V'.i
dem do dia 18........ '.ijutlli
1:1855015
Exportacao .
Parahiba, hiale uarional Paquete, de :il lonela-
das, couduzio o seguinle : -i I vulumcs gneros
nacionaes, 18 ditos ditos eslrangcirus.
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
' RAES DE PERNAMBUCO.
lien.lmenlo do dia 18......503C8I6
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia I a 17.....;tO:.VJ.")J!l7
Idm do dia 18........i900#399
:i-2.79(>i:il0
MOVIMENTO DO PORTO.
Navios entrados no dia 18.
BabiaII dias. barca brasilera Generosa, de 300
tonel.ola-, capilao Joaquim Gonjalves Sazes, aqui-
pagem 16, cm laslro; a Amorim IrmAos. Ficou
de quarenlcna por i dias.
Barcellona e Canarias14 dias, polaca .hespanhola
Prompta, de 175 toneladas, capilla Raj mundo
Ros, equipagem 12, carga vinho c mais g'eneros;
a Bailar c Oliveira.
Camaragibc2 dias, hiale hrasilciro Novo Destino,
de 21 toneladas, meslre Balarlo Ribeiro, equipa-
gem 4. carga assucar e mais gneros ; a Jos Ma-
uocl Marlins. Passaseiros, Jcronymn Maxlmiano
dos Santo-, Joao Baplista da Silva, Antonio Mo-
reira, Jos Alves de Moura. JoAo Evugelisla da
Silva, Francisco de Alinela Amaral.
CardilT 55 dias, barca ingleza Cambria, de 405 to-
neladas, capilao R. P. Bovy, equipaccm 16, carga
carvlo de pedra ; a ordem. Veio refrescar c com
agua aborta: seu deslino he para Sania Helena.
Nados sahitios no mesmo dia.
BabiaBrigue hamburgoez Harrieth Molly, capi-
lao C. A. Rabes, carga parle da que trouxe.
CearaHiale brasileiro Sergipano, meslre lleni i-
ques Jos Vieira da Silva, carga fazendas e mais
seeros. Passageiro, Manoel Antonio da Rocha
Jnior.
EDITAES!
cnmparcjam na sala das srsses da mesma, junta no
dia cima declarado, pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas, que ala llie-ero presentes o formu-
lario e coudijoes da arreinalacAo.
E para constar se mandou aflixar o prsenle e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria de Pernambucn 8 de ju-
lhodol85i. Oaecretarie, Antonio Ferreira da
.Innunciaeo.
A cmara municipal desla cidade, usando da
aulorisajao que Ihe confere o art. 15 da lei n. .'148,
publicada ueste jornal, n. 140 de 20 do correle,
marca o prazo de um mez, contado do primeiro ao
ultimo de julho subsequente, para no decurso delle,
seren pasos os impostos alrazados sobre cslahclcci-
menlos iudiislriaes; lindo o qual, c nao rcalisada a
robrauja, licam os contribuidles sujeitos a urna
mulla igual ae duplo do valor do imposto, como
dispoe o citado artigo.E para que cheguc ao co-
nhecimento de quem competir se manda publicar o
prsenle. Pajo da cmara municipal do Rccife
cm scssAo de 28 de jiuihode 1854.Baro de Ca-
pibaribe, presidente.No impedimento do serreta-
rio. O official-maiur, Manoel Ferreira Jccioli.
O Dr. Francisco de Assis Oliveira Maciel, juiz mu-
nicipal da segunda vara do civcl e do commercio,
nesta cidade do Rccife de Pernambuco por S. M.
I e C. que lieos guarde ele.
dia 24 do corrente o muito veleiro brigue
Recite, ainda podereceber alguma car-
ga e passageiros, para cujo tm trata-te
com Manoel Francisco da Silva Carrico,
na rua do Collegio n. 17, segundo andar
ou com o capito Manoel Jos Ribeiro.
Companhia de navegacao a vapor Luso-
Brasileira.
O primeiro barco des-
la companhia, o elegan-
te e rico vapor D. Ma-
ra II, commaiidanlc o
\S5aWnK33^S~??i.r primeiro lenle Thom-
pson, deve aqu ebegar no dia 22 do corrente, e de-
pois de demorar-se 12 horas seguir para S. Vicente,
Madeira a Lisboa, para onde recebe passaseiros. To-
das as cartas ejornaes sao recebidos francos, na rua
do Trapiche n. 26, casa de Manoel Duarle Rodri-
gues.
Para a Babia segu em poneos dias, por ler
parle de sua carga prompta, a bem conhecida e ve-
leir.i sumaca Horlencia : para o reslo da carga ira-
la-se com o seu consignatario Domingos Alves Ma-
Ibeus, na rua da Cruz u. 54.
Para a Jiahia salte no lim da pre-
I- ajo saber aos que o prsenle vircm, que por ete i v .- i^
.sent semana o Inate nacional u Amelia i. :
nha declarajAo, nao me pude furlar a isso :estou
promplo a exibir toda as provas deste-processo, e
provar rom ellas a precisao de ludo ipiaulo lenho
acabado de expor, e assim de exibir oulr provas
se for misler.
Era assim que se mancjiava a minha reputajio,
sao esses os aclos de Igiarass, que qdalquer bil-
Ire julga, poder lanrar-me em roslo.
Quando se retirou o juiz de direilo tive o prazer
de ouvir-lheeslas palavrascousola>Joras, dirigindo-se
a iiiiin.Naa%dmiro, queiao vilmenle o calumrriein,
o que admiro lio, que o fajara aquelles mesmos
que mais o deviam deflender, o que a,dmiro he, que
o queiram ferir liomciis cuberlos de rhagas horri-
veis !
Estou convencido, que se houver quem duvide
(esias palavras. ellas apparccerAo enunciadas pelo
seu proprio autor.
Passemos a adminislrajAn do Sr. Couza~Ranios,
que conheceu-me sob a mprnilo desse passado j
ronre'.tos de Iguarass, jamis ousariaro srrvir-sc j descriplo, e rourelieuclo de,mira ideas sempre des-
de men nome ; enlendo que devo provocar nina dis-
cussa>> de fado por fado, cenegridos e adullcradus
pelos meus calumniadores, a quem quero de una
vez confundir e desarmar. O Sr. Jo3o Pinto nAo
esla habilitado para entrar nessn discussao, e pois
o envi aquello que se encarreaou da nohre larefa
de inverler lodos os meus arlos pralieadoa como juiz
inutiiiipal e delegado no termo de lauarass, c de
lisnar a minha repulajao, e de manejar a minha
perda, como ha pouco* dias jaclou-sc cm um cir-
culo de qualro pessoas fidedignas.
Devo fazer voar em esl Ihajos essa massa negra,
que avulta no borisonus da minha vida, e que comy| urna tarreira iiiaccesaivel, se anlepoc ao rodar de "'
meu carro.
Devo e quero com toda a forja de minha vonla-
de, quero lo ardenlemcnle como pode desojar
aqucllc que leudo sido lmalo em meio do um in-
cendio, procara ancioso respirar o ar livre, que avis-
ta fui a do circulo que o prende.
Venham pois lodos os meus aecusadores. cilem os
fados, e arrisquera-sc em combate leal. Eu mesmo
farei a expotifOo de alguns actos invertidos, pelos
favoraveis. poi nessa poca, quo a requurifnento
de paite mandei prender a Jos Clemente, encon-
trado com parte de dinheiro que se havia perdidy
em tima carleira, c teudo-o confesado -cram MjgOOS
rcis,^
Recolhido cadeia aquello homem apoderou-se
de furor indnmavel, rixou-se c baleu-se com os pre-
sos, maltraan lo a um cruelmente, c no dia inme-
diato au de sita prisAo pode alcanjar a faca com
que se rorlavam as raroes, rom cita maln um dos
preaM rom quem se tinha rixado, ferio gravemen-
te a onlro, e com a mesma faca cm pufiho, ainda
saiiKue, conseguio abrir caminho pnr
enlrc ns guardas que linham acudido ao barulho.
-'.mli ni a rua, eahi perseguido pelos mesmos guar-
das e pessoas do povoque logo acudirn, foi ferido
morlalinciile por um policia, que iuleutou desar-
ma-lo.
Sendo informado desse aconlccimento, corri a
cadeia, proced vcsloiia no merlo, e nos feridos
eliamei a un curioso que encarreeuri da cura de
Jos Clemente no locar nAo ha medico i mandei
dar os medicamentos necesario*, e rctirei-rae, or-
Srs. Redactores,Tenho lido oscscriplo- da lis-
trea e lambein a respectiva critica que lem sabido em
seu Diario,e. se, apezar de minhas poucas habilita-
rle?, me foi dado o poder dejulgar as obrasda iulel-
ligencia, se me na de pcrmillir que eu lenha dcsco-
hcrlo milita parcialidadc nessa critica, crilicando-se
o menor dos erres do Sr. Soares Marlins, e dcixan-
du-se passar carros e carretas dos outros escriplores
ale com elogios Como he que. em lugar dccrilicar-
se seve|*amenle, elogiam-so essas eleiroes por circulo
do Sr. Bulco, B produejao peior que eu tenho lido,
'\ de um quinto auiiislia. que se anima i apparecer no
"" alio da imprenta, donde he visto por lodo o mundo,
nao podendo colher mcrilo.sequcr o darecapitulajAo
de ludo quanln se lem escriplo nesse sentido '? Co-
mo he que s se lem elogiado n Sr. Souza Menezcs,
quando a sua/eiida, que por felicidade j Rndou, he
o e- ripio mais inspido que temos lido nesse gene-
ro, pelo qual rcvelou i lodas as Ui/c- a debilidad- de
seu espirito para forjar enredos, c a falla absoluta
de cores propras, vivas e'nergicas, para a desrrip-
j.lo de quadros'! Por fallar neste defeito, quilo pro-
veilose nao seria ao Sr. Souza Menezcs nina revista
cm um sentido animador, em seu drama ltimamen-
te publicado, onde se mnstrsse o desfrucivel dessa
inlrodurjan, impropria de um escriplo serio, in-
completo desses qoadros, a frouSidAo do- cslylo, a
fre za da phrase, nAo se encontrando o que era in-
dispensavel) urna scena arrebatadora, que tiraste os
espectadores da monotona desses versos, que por
corriqueirose vulgares, pela conlinuaro, vAo nalu-
ralTenlc-rifjsliando; procurando" conrcucc-ln que
para fazer (Irania, em verso nA basta ler alguma
greca para rimar quadras e smelos, be preciso nenio
c genio superior, que sustente as srenas, para que,
nAo cali i o lo no ridiculo', nao sejam paleados!
sifh como que evle essas olas immiucntcmente
desacreditadoras de um mojo, que anda arara co-
ntera, reproduzindo em sua primeiraproduejao tu
do isso que nao lia gazetieula, por mais nojcnla que
seja, que nao lenlin-se eucarregado de o dizer.
Esperamos, portanlo, que a crilica do lerceiro o.
da listra seja mais imparcial.
quaes fui aecusado ; negai a precisao deminba ex- I llenando a pris'io du policia indiciado no feriinenlo
posiju, e a veris provada.
Venha em frenteequelle que tendo recchido de
mim ubi empreslimodedouscontos de ris, sahindo
de minha casa corra a esla cidade. c propalava que
eu Ihe pedir dinheiro emprestado, c que o esso-
lava, abusando assim da posirao de juiz em urna
rausa Sua ; e mezes depois apresentava para corro-
borar a sua infamia urna ordem minha de du/.ritlos
mil fs. sacada conlra elle, porqoe convencin.unos,
(|uc me ira dando aleum dinheiro por conla do
sua divida, raso cu precisi-so ; esla ordem foi apte-
sentada ao Exm. Sr. Honorio, enlAo presidente des-
la provinria He ale onde pode hogar a protervia
humana Provarei esse fado al com a pessoa,
que ajudou a conlar o dinheiro que eu cmtweslci,
com muitas pineal de fgnarata, a quem o infame
ronlou o favor que Ihe liz, porque em Iguarass era
elle i ion pane&vrisla ; e litialmei le cilarei as pes-
soas, a quem elle dizia aqHi nesta cidade, que eu
Ihe pe lira dinheiro O Sr. Manoel Thomaz Rodri-
uues Campello, informado de ludo, pedio-me a Icl-
Ira para ver, lo inerivel Ihe pareria esse fado, e
$ se convence!) quaudo amarroliui-a cm suas triaos.
O Sr. Manoel Thomaz Rodrigues Campello foi quem
pagou essa leltra. Em Iguarass nao ha quem ig-
nore esse fado.
Veoha em frente esse mizeravel, que etilrnu em
minha casa, onde ja o au quera receber, viudo em
romp ulna do Sr. Dr. JoAn Francisco do Amaral.
diri Illms. Srs. doulnres cm medicina c empregados
na junta revsora das prajas inqualilicadas do-
cnles pelo cousellio de qualilicajAo daguarda na-
cional desla Iregnezia de Santo Antonio.
VV. SS. scr.io facis cm tolerar uina rellcxAo,
que esle qurxoso esqueleto amargiirado por injus-
lira passa a fazer, c sua exposijAo nem levemente
ferira a qualquer que. no desampenhu de suas func-
joes obrar consrenciosamenle, e com a lei:
Tive de ser cbamado para servil' na guarda nacio-
nal de fuzlciros, e apresenlando-ue, logo dase ser
invalido : mas submclteudo-mc 'insperjao fui no
lerceiro dia, considerado oapaz liara o srrviro no-
livo 1!
Porai, Illms. Srs., esqusilo goslo tiveram seme-
lhanles professores porque cm Indo batalhlo Dio
navera um soldado que represeulc dade epivaleutc
a ininlia, alem dslo.corcovez, magreza, c falla de a-
lenlos, mormente no brajo esquerdo, tenho um les-
liculo seis vezes maior do que 0 oulro.a bocea quasi
sem denles para romper cartuvu, accresccndo a ludo
isto ler solfrido urna peloufada, dada pela gente de
Pancllas de Miranda, lendo-mc acertado ama bala,
um bastardo e urna melralha, ecsla mosquelaria en-
trando por dous buracos confuiidiram-se depuis cm
um alem do da sabida, pela qual se reuniram.lican-
do mais dous bastardos e alguma munijao, sendo
lodo esle solTrimento sobre o peilo al o brajo
esquerdo. Qual ser pois o ente que tal solTra e que
ainda possa por em si urna arma, palrona, com (O
cartuxos, muchilas, hornal ele.'! 0 guarda na-
cional, Srs., nao he sjpara olhar para um. capilao
opvBdsi, salvo se o qnalificam por vinganja para
o prenderen) quando o capilao, que sempre desrjar
commandar,gritarfirme! eellc se curvar,ja se sabe,
imitando ao inslruclur.
Eu aprcsenlei um attestado pnssado pelo lastima-
do doutor Eustaquio Gomes, cuja capacidade foi em
sua necrologa publicada por esla folha, nbjerlo di-
gno de memoria. Seria portanlo lal doulor de, por
SOm ris, ou oulro dinheiro, passar um attestado
falso'.' Seria impericia sua'.'! Verdade he, que para
alguns estes mesmos atlestadus devcrain tei mi-
nar: todava seu nome ser imiunrlal, apezar de seus
lavajosos.
Tanto cnnfiei na inspercao ocular dos Srs. profes-
sores, ani plmenle aconipanhaiido-lhes o respei-
lavel alteslado dito, que leudo um oulro entend
poupar l'.Oris de sello, e nao qui juntar esle al-
teslado; cutrelaudo olhaudo que a mesma lei diz
a o que abunda nilo prejudica espero que com lo-
dos esles e mais dous (4) sugeitos circurrispecjo de
VV. SS. se me far juslija, c rao nao obrigarao ir a
preseuja do imperante ped-la, embora mendigue o
transporte, j que as minhas elrciimslancils sao Iris-
le. Ora, mesmoeslas, se o exigirem. provarei com
pessoas igualmeulc fidedignas, seren lacs que nao
dAo os ron Hlenlos legacs a este grAo guarda nacio-
nal de tanto interesse no balalhAo !! !..... He ver-
dade que eniao terei de ser argido por credor ; ad
perpelaam ) de quem.....cujo debito excede a
l:1IMMNK) ris : sim, mas logo queeslefor requerido
pela senlenja me disparararaa esparrel dc'lrcs mc-
zes de prisAo,'a que me condemnou ( esla ambigui-
dade nao leude ao mesmo juiz ), c.os seus bens ape-
nas me darao em ralcio a quota do advogado que
ainda esta* por pagar! Finalmente direi a VV. SS.,
que se a revista principiar terbun-atl rerbnm he de
esperar (ue apparcjam muilos bvpcrbatons nos qua-
lilicados.... -
Srs, Rcdaclores, conlio de sen talento e zelo, que
corrigirAo estas Iruncadef palavras, pois a esperanja
de tres me7.es de cadeiaTeTfu1f'1nftilo tornar rapaz,
fez-me tambero recordar de una pequTrla-sVil quasi despiezada por ucapacidade
0 espectador.
11BL1CA0ES A PEDIDO.
de Jos dmenle o um rrioulo de nome Paulo,
tambera indiciado no mesmo rrime.
Que mais podera B deveria fazer a auloridade
policial! Inslanrei ail da processo contra os assassi-
uos de Jos Clemente, c constaodn-mo que o Sr.
Dr. Serpa Tri-tao e um lal Manoel Francisco Cerar,
deelaniavain pelas ras, fazciido-mc rcsponsavel por
aquelles aroiileciinenlos.| rhamei-ns para leslemu-
nlias no processo, e (lepu/.eram lano (|uaulo ao fac-
to, romo quanln aos autores do assassiuato do Jos
Clemente da forma e inaucira [lonpie eu ,cabei de
expender ; pronuncri aos assassiuos de Jos Cle-
ranli bascando a |uoi uncia no depoimenlo das re-
feridas teslemuiihas. Disam agora as jurisronsul-
tosse em lodo o meuprocedmenlo houve alguma ir-
regularidade. Nole-se bem, o|Sr. Dr. Serpa, que
assim relata o faclo.be u mesmo liomrm a ipieui pro-
nunrici em crime de icvolta, e a quem subslilni no
lugar de juiz; o lal Cezar fiii lambein preso por
mim dias depois da revulla, mas por crime de nutra
ordem.
A mullicr de Jos Clemente, que |>rocurou a mi-
nha casa depois da morle de seu marido, [(tacarla
eslava de que s elle foi quem deu causa aquelle
desgrajado acotileciminlo fui por mim recebida e
tratada rom todo afngo e rrspeito. que be devido a
infeli'-i.lade ; eslavam na minha casa nessa orrasiAu
mais de 1(1 pessoas, cujos teslemuuhos nvoearei se
for misler, e viram qu> alm dos cuidados prodifa-
li.ados por mim t pessya de minha familia, eu pro-
gis
c o -
es
5 ** S !1
? i S V
** El
i i-c-s-rir 'Ti*- f

' 5 1
i * l#
i . n w * S
1 ^ Sisa
H ~z
i -- o ^ r-s -M z
^2 -
1 s: 3 -
i1*
'-i
53 . * O |< *fi ?iv-

i-
."> tt
~- -
' T
ai **- * r"
t. . "-
0 ?Z -i
. < jj
/. X = T. ^1- .= 1- 71-?!^ '
2 !*
o ir' w


**"
=......... r
* T -^ i


i aj t* f
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia, manda fazer publico, que no
dia 2S de agoslo prximo vindouro vai novamenle a
praja para ser anemabido a quem por menos lizera
obra dos reparos a fazer-se na can destinada para
cadeia na villa do Ouricury, avaliada em 2:7503000
ris.
A arrenialajao ser feilapelo maiar'lanjo oflere-
d(lo em carta fechada na forma da lei provincial n.
4tl de !."> de maio do corrente anuo.
As pessoas que se propozerem ,i esla arremata jan
comparejam na sala das sesses da junta da fazenda
no dia cima declarado pelo meio dia competente-
nifiile habilitadas.
E para constar se mandou afiliar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernambu-
co 17 de julho de 1854.O secretario.
Antonio Ferreira d'Annuneiarao.
Clausulas especia para a arrematiyao.
1. Todas as obras ser.lu feilas de coufo'rmidade
rom o oreaniciiio c planta apresentado a approvacao
do Exm. Sr. presidente da provincia, na importan-
cia de 2:7505000 rs.
2." As obras serao principiadas no prazode 2 me-
zes, e concluidas no de 8 mezes, ambos contados de
conformidade com os arls. 31 e 32 da lei provincial
n. 286 de 17 fie maio de 1851.
3.a O pagamento da importancia desta obra ser
feito era urna s neslajo quando ellas esliverem
concluidas, que scro logo recebidas definitivamente.
4." Para ludo o mais que nao esliver determina-
do nas prsenles clausulas, seguir-se-ha o disposlo
na referida lei provincial n. 280.
ConformeO secretario,
Antonio Ferreira d'Anmtnciacao.
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial
manda fazer publico, que no dia 24 de agoslo pro
ximo vindouro, vai novamenle a praja para serarr?
malado a quem por menos fizar a obra dos concerlos
doquartel da villa do Cabo, avaliadoem.5505000 rs.
_'A arrmalajAo ser feila pelo maior lanj.o olTere-
cldo em rarla fechada na forma da lei provincial n.
313 de 15 de maio do corrente anuo.
As pessoas que se propozerem a esta arrematarAo
comparejam na sala das sesses da junla da fazcida
no dia cima declarado pelo meio dia, competente-
mente habilitados.
E para con-Kar se mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Sccrelaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 17 dejulho de 1854.O secrclario.
Antonio Ferreira d'Annunciaciio.
Clausulas especiaes para a arremala'cSo.
1." As obras serAo feila de conformidade rom a
planta e orjaipento approvado pela directora em
conselho e appresenlado approvaj.lo do Exm. Sr.
presidenle da provincia importando em OQOUO r*.
2.a O arrematante dar prinripio as obras li" pra-
zo de um mez, e as concluir ne de 3 mezes, ambos
contados na forma do art. 31 da lei n. 28(i.
3. A importancia da arrematajao ser paga em
3 preslajocs iguaes : al" depois de feita a niela.le
das obras: a 2" depois da entrega provisoria ; a 3a
depois do rcccbihietiln definitivo, que verilicar-se-ba
tres mezes depois da entrega pfovlloria.
4. Para ludo.que uSo esliver disposto pelas pr-
senles clausulas, nem no orjamenlo, seguir-se-ha o
que dispe a respeilo a lei o. 28G.
Conforme.O secrclario,
Antonio Ferreira O Illm#Sr. inspector da|thesonraria provincial.em
cumprimento da ordem do Exm. Sr. presidenle da
provincia, manda fazer publico qne no dia 24 de
agosto prximo vindouro, vai novamenle a praja pa-
ra ser arrematado a quem por menos fizer a obra dos
concerlos da cadeia da villa do Cabo, avaliada em
825-3000 rs. A arrematajao ser eila pelo maior
lauro olferecido em caria fechada qa forma da lei
provincial n. 313 de 15 de maio docorrenle anno.
As pessuasque so propnzcjem a esta arrematajao,
comparejam na sala das sesses da junla da fazenda,
no dia cima declarado pelo meio dia, competente-
mente habitadas.
E para, constar se mandou aullar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Sccrelaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 17 dejulho de 1854. O secrclario,
Antonio Ferreira da Annuncianio.
Clasulas especiaes para a arremata/So.
1.a Os concerlos da cadeia da villa do Cabo, far-
se-hao de conformidade com o orjamenlo approvado
pela directora cm coixelho, e apresentado appro-
vajAo do Exm. Sr. presidente, na irapdrtaucia de
8255000 rs.
2.a O arrematante dar principio s obras no pra-
zo de 15 dias, edever conclu-las no de 3 mezes,
ambos contados de conformidade com o art. 31 da
le n. 285.
3.a 0 arrematante seguir na execujao tudo o
que ihe for presrriplo pelo cngeitheiro respectivo,
iiaifsu para boa execujAo'do (rabalho, como cm or-
dem de nAo inullisar aomesir.o lempo para o ser-
vijo publico lodas as parles do edilirio.
1.a O pagamento da importancia da arrcmalajAo
verificar-se-ha era duas preslajoes iguaes: a primei-
ra. depois de fcitos dous terjos da obra ; e a segun-
da, depois de lavrado o lermo de recebimento.
5.a Nao llavera prazo de rcsponsabilidade.
(i. Para ludo o que nAo se ada determinado nas
presentes clausulas nem no urjamento, seguir-se-ha
o que disp c a lei u. 286.
Conforme. Antonio Fetreira da Annuncia-
3o,
_ O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumiu unen!,i da orden) do Exm. Sr. presi-
dente da provincia, manda fazer publico, que no dia
24deagoslo prximo vindouro, vai iovamente
praja para ser arrematada a quem por menos fizer'
a obra dos concerlos da cadeia da villa de Sen
nhaeiii, avahada era rs. 2:750;?.
juizo du commercio da segunda vara oblcve o exe
quente Francisco Jos Resallo Braga, senlenja de
aejao de 10 dias conlra o cxecolado I.uiz Correa
Uarle, c leudo sido intimado da dita senlenja para
pagar ou nomear bens no lermo de 24 horas, nomeou
por termo nos autos a quanlia de cento e urna pecas
de IteOOO e 22 soberanos no valor de 89500, que se
a cha depositado em poder do Ihcsoureiro dos orphaos
desla cidade Joaquim Francisco Duarle, em \ n lude
desla noineaejo se procedeu a penhora na dita
quanlia, ese requeren cm audiencia de 12 dejulho
do crrenle anno edilaes na forma da lei, o que sen-
do por mim deferido de conformidade oom o artigo
542, capitulo 4. da segunda parle do cdigo crimi-
nal, se passou o presente com o prazo de 10 dias,
pelo (licor do qual bei por citados a lodos es credo-
res incertos do mesmo executado, para dentro do re-
ferido prazo comparecer nesle juizo, e allegaren! o
que liver sobre a referida penhora, sob pena de se
passar mandado de lev a uta ment a favor do exc-
ipiente.
Dado e pausado nesta cidade do Recite de Pernam-
buco 18 dejulho de 1854.Eu Joaquim Jos Perei-
ra dos Santos, scrivao o subscrevi.
Francisco de 'Assis Oliveira Maciel.
DEC^ARACO ES.
para o resto da carga, trata-se com o mes-
tre a bordo, ou com Novaes & Compar
nia, na rua do Trapiche n. 34.
Companhia ae Liverpool.
Espera-se de
Liverpool, oo
dia 20, o vi por
Bahiana, com-
mandante Da-
niel Oreen, o
depois da de-
mora do cosa-
me seguir pa-
ra o- portee dosul : agencia em rasa de Deane Vou-
le S Companhia. rua da Cadeia Velha n. 53. Ad-
verte-se que as cartas para os por tos do imperio sao
sement recebidas no correio, e as para os purlos es-
trangciros na agencia.
LEILOES
o lempo, und| na mesma masmorra, lenho j conti-
nuado, ecoin esperance* de nella concluir, se'.conse-
guir eoordenar um periodo para alo ser lao pestillo a
Vmcs.De quem son respeilador^-fiiai Emiliano
Ramos,
A adminislrajAn geral dos eslabelecimentos de
caridade manda fazer publico s pessoas que arrema-
taran! casas do patrimonio dos mesmos cstabeleci-
mentos, e que assignaram lemos provisorios, que
comparejam na sala das suas scsscs, nas quiulas-
feiras que nAo forera dias santos ou feriados, para
assiguarem o termo definitivo e receberem as suas
cartas de lianja. AdunnisirajAo geral dos eslabelc-
cimentns de caridade 17 de julho de 1854.O escri-
vaoAntonio Jos (ornes do Correio.
De ordem do Exm. Sr. director geral interino,
fajo saber a quem convier, que est em concurso a
cadeira de instrlirjo elementar do primeiro grao,
da Laga de Baixo, com o prazo de 60 dias, contados
da data dcste. Directora geral 12 de julho de 1854.
O amanuenaa archivista.
Candido. Oustaquio Cesar de Mello.
Conselho aejsjainistrativo.
O conselho administrativo, em virlude de autori-
saj.io do Exm. Sr. presidente da provincia lem de
comprar os ohjeclos seguidles :
Para o meio balalhao da Parahiba.
I.ivro meslre impresso para reaislro das prajas
effeclivas e agzregadas, contendn 300 folhas, sendo
220 para soldados, e 80 para ofliciaes 1; dito para re-
gistro das prajas addidas, ronlendo 150 folhas, sendo
110 para suida los o III para olli a.ios 1; dito para
registro das prajas effeclivas e aggregadas de cada
companhia, leudo Mi l cllias, sendo 110 para solda-
dos e 40 para ofliciaes i;!dito, para registro das pra-
jas addidas de cada companhia, cootendo 100 follias,
sendo 80 para soldados e 20 para ofliciaes 4; ditos,
em branca pautados de 200 folhas 10; dilos de 150
folhas 35; dilos de 100 folhas 8; copo de vidro 1, pra-
lo de lonja 1. lira jos da ferro para ha la tija com 35
polcgadas de comprimen lo : pat de ferro 8, enxa-
das 6, machados 7.
10 halalho de infanlaria de linha.
Carlas de a, b, r, 20, traslados de linhas 20, ditos
de bastardo 20, dilos de baslardinbo 10, dilos de cur-
sivo 10, lahoadas 20, pedras de luusa 10, caivetes
para pennas 25; dulciros 10, areeiros 10.
Provment dos armazens do arsenal de guerra.
Caixas con) vidros 2.
Ollirinas de Ia c 21 classe.
Costados de pao d'olo G, laboas de assoalho de
huiro, diizias 4.
Diversos balalhes.
Mantas de lAa, ou cobertores de papa 271. Quem
os. quizer vender aprsente as suas propostas
aan caria fechada na^sccrelaria do conselho, as 10
horas do dia 26 do correnle mez.Secretaria do
conselho administrativo para fornerimeulo do arse-
nal dr guerra 18 de julho de 1851. Jos de Brito
Ingle;, coronel presidente. Bernardo Pereira do
Carino Jnior, vogal e secretario.
O conselho administralivo.em cumprimento do
artigo 22 do regulamenio de 11 de dezembro de
1852, faz publico que foi aceita a proposta de Joa-
quim Jos Themnteo Pinto, para fornerer um livro
em branco de formato grande com 100 folhas de pa-
pel pautado, a cora capa de pelle de cabra por 30$;
1 dito de 300 mllias por 22?; 2 ditos de 200 foljias
por 18? cada um ; e avisa ao supradito vendedor
que deve rccolher os referidos livros ao arsenal de
guerra no dia primeiro do agojto prximo futuro.
Secretaria do conselho administrativo, para forneci-
meiilo do arsenal de guerra 18 dejulho de 1854.
Bernardo Pereira do Carino Jnior, vogal e secre-
tario.
O agente Oliveira far leilao de om rompido
sorlimcnlo do mobilia, consistindo em caderraa, so-
f* consolos, cadeiras de balance, ditas de bracos,
bancas de jogo, tnucadores, enmmodas, lavatorios,
guarda lonja, armarios, mesa de jantar com apara-
dores, secretaria, camas de venlo com armacao, lan-
ternas, mangas de vidro e milites oulros abjedos in-
clusive casi iea.es e outras obras de prala, ditas de ou-
ro, como sejam Iraiicellins etc. : quarta-feira 19 do
corrente, as 10 horas da mauha, no lerceiro andar
da casa n. 17 da rua do Collegio.
Quinla-feira 20 do corrente as 10 horasem
ponto, o agente Borja far leilao dos objeclos cus-
ientes no seu armazem rua do Collegio n. 14, e de
oiurasnmilas novidades que eslarao a mostra no dia
do leilao, no seu armazem.
AVISOS DIVERSOS.
->.- o-,--,--
Ao passo que ns domis lugares dos arrababies
desla populosa cidade do Recife, sAo dolados com
inclhoramentos inatariaes, que os aformoseam c
dan-Ibes aquella elegancia e commoilidade de '.ran-
silo, que chama a concurrencia de todas as classes da
sorirdade, e desl'arle ganliam importancia e con-
fluencia da habitantes, que sAo assim iniluzidos
edilirarem predios e obras de ulilidade publica ;
nAo sabemos porque falalidade lem escapado aos ad-
ministradores desta provincia, aluda os mais dedica-
dos aos iiieiiior.imi-iiio. niairiiaes, a e-airada de lele
I
Ufficio de um inspector de i/uarleirilo a um su bde-
legadn, na Parahiba.
lllm. Sr. Sob Delegado
Arrenielto-lhc dois arriruluta, e quoge quo vao
fre, mas aveia minha mi cahiucuraigocahiu conti-
go eu pan sorlci, c o veio Migue ou pur [arta de
sobernajo ou porque mcviu pequeo desobedeceu
en cheguei pan prend pur fartar como respeilo a
huilla oslcridade como eu queiacum huma tropa em
conceio de dcligcnra.
Dos i,e.i de a V. Me.
COMMERCIO.
Al.PANDEliA.
Rendime.ilo do dia 1 a 17 .
dem do dia 18......
130:8323253
23:I52K8i
por iucapacidade pir.-ica. ou ||e-
so que me sobrerarregava : todava para a|>roveiafv_A arrematajAo ser feila pelo maior lauro offerv
cidiTeUH'aiia '.'diada.na forma da lei provincial n.
312, de 15 dcTtWio do corrente.
As pessoas que se prttpozerrm a esla arrematajao,
cumparejam na sala das sessps da junla da fazenda
no dia cima declarado pelo mVkldia, competente-
mente habilitadas. '"V
E para constarse mandou alllvar o presente e pu-
blicar pelo Diario. ^v
Secretaria da Ihesouraria provincial de pernam-
buco 30 dcjuiiho de 1851. O secretario, V
Antonio Ferreira d'Annunciacjlo.^
Clausulas especiaes para a arremalarao. \
l.a Os roncerlos da cadeia da villa de Scrilthaera,
far-se-hao de conformidade rom o orjamenlo appro-
vado pela dii eclona am conselho, e a presen lado a
approvacao do Exm. Sr. presidente, ua imporlancia
de 2:7509 r*.
2.a O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de um mez, e devera conclui-las no de seis mezes,
ambos contados na formado artigo 31, da lei uu-
mcro 28(1.
3." O arrematante seguir nos seus Irabalhos tu-
do o que Ihe fr determinado pelo respectivo enge-
uliciro, nao s para boa exeruj.lu das obra, como
em ordem de nAo inulilisar ao mesmo lempo para o
servijo publico, lodas as parles do edificio.
i.' I) pagamento da imporlancia da arreraalajao,
lera lugar era tres prestarnos iguaes ; a primeira de-
pois de feila a melade da obra ; a segunda depois da
cnlrega provisoria ; e a lerceira na eulrega defini-
tiva.
5.a O prazo de rcsponsabilidade sera de seis me-
zes.
li.a Para ludo oque nao se ada determinado nas
prsenles clausulas, nem iioorjaiiirnlo, seeuir-se-lia
n que dispe a respeilo a lei provincial n. 2W.
Conforme. O secretario, Antonio Ferreira da
Annunciaca.
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial eme.....primelo da onlrn ilo Exm. Sr. presi-
dente provincia, de (i do corrente, manda ta/er pu-
blico, que no da 20 do crlenle, peraule a junla da
fazenda da mesma Ihesouraria,'vai novamcHte a pra-
ja para ser arrematado a quem por menos lizer, o
forucrinienlo dos medicamentos e ulenrilios para a
enfermara da cadeia desta cidade, servindo de base
a arreinalacAo ai abatiiiionlo de 30por cenlo olfereci-
do pelo lidiante Manuel Elias de Moura.
A arrematajao sera feila por lempo de onze me-
zes. contar do primeiro de agosto do renle an-
uo ao Ion de joulni de 18.55.
Ai pessoas que se propozerem a esla arrematajao
I5:l:'.l8'i?'.)'i(l
Descarregam hnje 19 dejulho.
Barra ingleza7or of /.icepoolmercaduras,
llana nigle/.at.nceiiinrdem.
Brigue liollaudezGouikeiUdem.
Barra ingle/atliiiitsguano.
Sumara hrasileira//oieiciapipas de vinho.
Importacao'.
Sumara hespanhola Cnadiilupe, viuda de Barcal-
lona, consignada a Arauaga i\ Brvan, inaiiifestmi 0
segiimle :
ISO pipas, 20 meias dilas o 20 barril vinho linio,
32 larri- azeite doce, 50 saquiubos rhiimbo de mu-
nijAo ; aos mesmos consignatarios.
Barraja tonceicilode Mara, viuda de Marei,
manifc-lou o seguinte :
18 pipas vinagro ; a Joaquim da Silva Carrijo.
I barris chumbo ; a ordem.
CONSULADO i.KAI..
Rendimenlo do dia 1 a 17.....10:5198033
dem do dia 18........ 890*07!)
11:4381112
Recita a beneficio do director da or-
chestra
THEODORO ORESTES.
Ql.4P.TA- FEIRA I! DE JILHO.
Em consequeucia de se adiar bastante molesta a
Sra. I). Mara Amalia deixa de ir a comedia em 3
actos o REMEN DOe sim o vaudeville em 2 aclos
O CARA LINDA.
No fim do primeiro acto, o beneficiado execnlar
em cena na sua rabera una pbanlasiade composi-
jio, a qual finalisar locando cm nma s corda.
No fim do segundo acto, o professor Antonio Jos
de Araujo, cxeculara no pislon urnas engrajadas va-
riajoes acompauhadas pela grande indiestra.
No fim do lerceiro aclo. o beneficiado execular
em sua rabeca a muilo applaudida e excediente frai-
la Ai! Jess.
Todas as ouverturas e mais pejas de msicas exe-
ml das nos iutervallos, Ao novas.
0 prufessor Kraocisco Correia de Ouciroz, cm um
dos inlcrvallos, executar ira flauta urna mu apre-
rtavi'l peja de msica.
1 indai.i o espectculo com nina engrajada comedi.i
em 1 aclo intitulada
OS DOUS SEM CALCAS.
'O'beneficiado espera do gneros publico desla
cidade a sua protecjAo, pelo que se con (essa desde j
summamente agradecido, assim como n companhia
dramtica a gratuita coadjuvajao com que se pres-
in.
A llanda de msica do nono balalhao de infanla-
ria turara durante o espectculo no -alao mu lindas
e variadas pejas de msica era obsequio ao benefi-
ciado.
O beneficiado agradece cnrdialmente ao meslre e
hRiais professores da dila banda de msica este lavor
d(Njnal jamis se esquecer.
Prf^dpiar sS horas.
s.______________________________________
AVISOS MARTIMOS
REAL COMI'A-NHIA DE PAQUETES 1NGI.E/.ES
\^A VAPOR.
No dia 21 des-
la mez espera-se
do sulo vapor
Thiimes com-
maiidaiileSlrutl
o qual depois da
demora do cos-
ime scgiiinipa-
m ra a Europa
^|>ara passageiros
Irala-se com os
agentes Adam-
son llowic & Companhia, rua do Tra|'ic,ie Vvn nu-
mero 12.
COMPANHIA DE NAVEGACAO v'AI'OR I.U
/.0-BRASII.EIRA.V .
(>s ^5 accionistas
desla ejvJpanhia sao
convida.*10 q.tarla #resljaode suas
arroes r"" '"'"'r
brevidade, para ser remellada 'a dir'y0*10 "a c"la,,e
do l'nrlo, dirigindo-se ao bailo assign; "l0 "a rua trapiche n.20.Manoel Duarle /todi'^S""-
Para o Aracalv.
Segu cm poucos das o bem coiihccia S hiale Ca-
piharibe, meslre Anlonio Jos Vianna',"" ''?ra car^a
e pessageiros Irala-se ua rua do Vigarioj "
Para o llai-aiiliiio p pal|-a'savie no
Precisa-se alagar urna casa em Apepucos ou
no Moaieiro. para urna familia de seis a sele pes-
soas: quem a liver pode dirigir-se a rua do Trapi-
cho n. 48, segundo andar, que (achara eom qeem
Ira lar.
O solicitador Cantillo Augusto Ferreira da Sil-
va, pode ser procurado para ludo que disser respei-
lo a sua profissio: no escrplorio do IUm. Sr. Dr.
Joaquim Jos da Funteca.
Atraz da matriz da Boa Vista taberna n. 2,
precisa-se de um menino de 14 a 16 annos para cai-
xeiro da dila: qnem se quizer sujeilar dirija-se a
mesma que achara com quem tratar.
Jos Luiz Ferreira da Cosa convida a leda e
qualquer pessoa que sejulgar sen credor, relativo a
sua taberna, sila na rua de San Jos n. 2, lano de
lelras, ordens, e conlas de livro, que no prazo de
Ires dias se apretenlem para serem inmediatamente
embolsados; assim como ao mesmo lempo faz scien-
le qu desla dala em dianle fica perlenrendo a dita
taberna ao Sr. Victorino Jos Correia e Si, a quem
lem cedido lodo o dominio que linha na referida ta-
berna.
Precisa-se alugar urna ama de leile, prefe-
rindo-se sem filhos: na rua Nova n. 19, loja.
Rnga-se a pessoa, a quem o fallecido _Dr. Pai-
va lalvez enipreslasse o volunte das lei* do imperio
de 1832. que falta na respectiva collccjo, ou oulro
qualquer volume da sua livraria, o ohsequio de re- '
mllelo i casa onda resida, e linha escriptorio 0
iiirsni'i finado Dr.
Manoel Gomes Villar reiira-se para Portugal,
tratar de sua sade.'
Lotera do hospital Pedro II.
O caulelisla Anlonio Jos Rodrigues de Souza J-
nior, avisa ao respeilavel publico que seus bilhetes
inteiros, meios bilbelese cautelas da lutaa cima,
se achara venda pelos prejos abaixo, na praja da
Independencia leja n. 4. do Sr. I-or malo, n."l3 e
13, do Sr. Arantes, n. 40, do Sr. Faria Machado, e
>a rua do Queimado n. 37 A, dos Srs. Souza &
Freir, cuja lotera lem o andameulo de suaairodas
no dia 18 de agoslo prximo futuro. .O mesmo ca
(elisia se ohrtgasa pasar por inleirn os .premiosde
IlklWOSOOO, de StXIOJOOO e de t:(M)OaO00, queot di-
tos seus lo I lelos inteiros e meios obliverem, os quaes
vao rubricados com sen nome.
Bilbeles 111*000
Meios bilbeles 58000
Quarloa 28700
Oitavos 18500
Decimos Ic-iOO
Vigsimos 600
Urna pergunta.
Pergunla-se a qnem souher responder, se a lei
mandou qual licar os brasileiro9 de 15 a 16 anuos de
1 idade, ou de 18 para cima ? pergunla-se para go-
verno de alguns guardas para fardar-se
'fti guarda que pergunta com lempo.
Quem annuncioo no Diario de linntem pred-
sar de urna pessoa no principio da estrada Nova, pa-
ra tomar conla de um rancho e' casa de negocio
grande, dirjase a roa Nova n. 50, taberna.
Na rua Diteila sobrado de um andar n. 33, ao
p da botica, ha para se alagar urna prcla escrava
para lodo o servijo, menos engommar.
Ilenrique Amante Chaves ain, morador na rua
das l.ar.iugeiras n. 18, segundo andar, se ofJcrece a
ensinar a ler, escrever e traduzir corrrectamenle a
lingua frauceza, por ser natural da Franja e j ler
residido nesle imperio por espajo de 36 annos, sao
circunstancias que o habilitara a ensinar a discipli-
na a ipie se propoe com alguma perfeicSo. O an-
uuiiciaiitc se prestar a ir pcssoalmente dar lijSes
nas rasas de familias que se quizerem utilisar de sen
prestimo.
O Sr. Francisco Jos Pereira Ramos, auonncie
a sua alorada para ser procurado.
Na rua da Cadeia do Recife n. 49, primeiro an-
dar, vendem-se rolluirnos de bezerro de tres solas e
sapaloes para invern em porjao.
A pessoa que Ihe faltou urna saeca com fariuha
de mandioca nodia28 dejunh'o, que por engauo foi
entregue na rua do Pilar u. 57, em Fora de Portas,
queira procurar que Ihe ser entregue.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Hoje correm no Rio ile Janeiro as rodas
da lotera lOafavor do Estado Sanitario,
cujos bilhetes originaes se acliam a'venda.
Ospremios serao pagos logo que se fizer a
distribuiro.
No dia 17 do correnle ausenfnu-se o escravo,
pardo, de nome Severino, de idade de vinle e lautos
annos, levando calca de castor e-curo, camisa de ma-
dapoln e chapeo de palha de carnauba, e alm des-
tes siguaes lem mais muita sarda no roslo, feridas no
pescoro cdebaixn do brajo direilo : rosa-se portan-
lo a quem o apprebcnder, lev a-I o a rua do Crespo
n. 16, ou no Brejo da Madre de Dos t Jos Maga-
Inaes da Silva Porto, que sera gratificado.
Os abaixo assignados, pelo prsenle rogara aos
Illms. Srs. Antonio de Paula Hollanda La va lean ti
de Albuquerque, lenle ou alteres Antonio Carlos
Frederico Ceara. moradores na corle, que le nham a
blindado responder as cartas que pelo vapor Impe-
rador foram dirigida* em 25 de abril do correnle
anno, seguras pela adininUlrajao do correio desla
cidade. Faz-se o presente por nao se1 ler recebido
resposia das cartas que ate o prsenle lem ido. Re-
cite 18 de julho de 1854,
M. A. Caj (i Companhia.
Precisa-se de um caixeiro que lenha Ha 16
annos de idade, que escreva sofTrivelmeiile e lenha
pralica de molhados, nao se olhando a nacinnalidade,
cora lauto que garanta sua conducta : Irala-se na
rua da Aurora, passando a fundirn, alm da taber-
na, primeiro portan.
Precisa-se de nma ama, forra ou captiva, para
casa de urna s pessoa, que saiba cozinhar e engom-
mar, c para comprar na rua, prefere-sc que ande de
panno: atraz da malri de Santo Antonio, sobrado
n. 28, primeiro andar.
Desappareceu no dia 16 do correnle a prela da
Costa, de nome Esperanja, estatura regular, cheia
do Corpo, com marcas da narao, maos e ps peque-
os ; levousaia de ganga azul j usada, um vestido
de lila, branco, com rosas azues c panno da Cosa
tambera usado ; ha alguma cerlcza de andar no bair-
ro de Santo Antonio pelas bandas da ribeira e Cin-
co Ponas : quem a appreheuder. leve-a a casa de
sua aenhora, no aterro da Boa -Vista u. 8, que sera
recompensado conforme o seu (rabalho.
E\|H)sirrio de noite.
J. J. Pacheco, convida au respeilavel publico a
visitar sua gallera sorlida d retratos, pelo anligu e
novoeslvlo, todas as imites, das 6 as 9 horas al o
lira do crrenle mez. He esla ama excellente ocea-
siao principalmente para commodidade dassenhoras
que qnizerem aproveitar o fresco da noite : no ater-
ro da Boa-Vista n. 4.
Oflerccc-se uina ama para rasa de homem sol-
teiro, para cozinhar c engommar, muilo boa e fiel :
qnem quizer dirija-*e ao becco doScrigado n. 13.
Francisco Gonjalves Fortes, cidadao brasileiro
nalo, retira-se para o Rio de Jaueiro, onde preten-
de e-tajelecer sua residencia.
Quem liver para vender urna pardajpa criou-
la. de dade 16 a 22 anuos, boa figura, e ojQ saiba ao
menos coser bem, dirija-se a ca-.i de l.uiz Gomes Fer*
reir, no Mondejo.



."
*
DIARIO DE PERNJMBCO, QURA FEIRA 19 DE JULHO DE 1854.
)
P O lir. Joao Honorio Bczerra de Moner.es, $$
O formado em medicina pula faruldadc da lia- ;.;'
hia, olTcrece seus prestirnos ao'rcspeitavcl pu- JjJ
d> lilico desla capital, pudendo ser procurado a fij
5!( qualquer hora em sua casa ra Nova n. I'.l, @
9t segundo andar: o mesmo se presta a curar $
S gratuitamente aos pobres. tg>
t:@:9e3Stt&&V;tS9$@@
J. Jane dentista,
< oiil i [mu rczidir na ra Nova, prirnciro ailar n. 19.
%*#wmm%&v*: i a
S O l)r. Sabino Olegario Lodgero Pinho mu- ':.;
dnu-se para o palacete da ra de S. francisco &
cft 'mundo novo) ii. 68 A. @
Convida-se pelo prescito a Jo3o Fcrrelra l.ei-
le, que se prcs'umc estar iclualnicnte em Cariri-Ve-
Itio, provincia da Paralaba, lilho do vclbo Pedro
Forran l.eile. hroes bein conlicridos na coimfrea
de lloiiiln desla provincia, para que vcnlia avante
antes satisfazer a quantia 'de rs. -JUU5OOO, coiislanle
de una lellra que aceilou no dia 7 de abril do cor-
reule annn, nesla comarca de G-aranhuns, a prazo
de 23 da, em favor de quem elle bem sabe : se o
11.ni fuer com brevidadesc far publico todo esse ne-
gocio, que he sobremodo dcsairoso ao dito l.eile.
Da ra da Praia sobrado n. 60, ausentou-
se no domingo pelas 9 hora* da m minia, um cabri-
nha que reprsenla ler 14 anuas de idade, de nome
HyiKilito, cornos signaes segundes: cabeca oval,
olhus.pequenos, porm vivo, denles bons, ps grau-
iles e feios : foi vestido de camisa branca e ceroula,
sem chapeo : graliGca-se generosamente a quem o
levar aseu seulior, na rasa cima.
B. Kierllmam vai a Baha.
Precisa-se de una ama que lenha bom leile,
e queseja brauea, ou parda,: na ra Nova n. 52, se
gundo andar.
OOerece-se urna ama porlugueza com habili-
dades, para o servico de urna casa : quem della pre-
cisar, dinja-se ra da As. umpe o n. 64.
TAO' TIL COMO HECESSARIO.
Por vezes se lem annuticiado diversos objeclos
proprios do povo christao, sendo: lindos lerfos engra-
zados em bom rame, lindos crucifitos dourados, e
prateados em suascruzes e calaren de Tina fnadeira
envernizado, e em difrereujrmfltos, com o cordeiro
imaculado, pias e quadros.de diversos lmannos, ve-
rnicas, cruzes, e linalmeute rosarios de lodas as
qualidades; advcrlc-se que os tercos sao.") mtslerios,
e por isso muito fcil para se rezar,Taz-sc essa adver-
tencia ao povo de fra, poique lalvez ignore o que
sao tercos : vende-se nicamente na loja de miudezas
de F. A. de Pinho, na frente do I.trmenlo.
LOTERA DO HOSPITAL DE PEDRO II.
oslOrOOOs, 4:000.s e 1:000*.
No dia 18 de agosto ailara impreterivelinenle a
rodas desla lotera ; os bilheles e cautelas do Salua-
lianode Aquino Ferreira, estilo expostosa venda na
ra Nova u. 16 loja de Jos l.uiz Pereira 4 Filho,
aonde foi vendido o meio bilhele da Matriz que le-
ve a sorlc de 10:000): paga-se logo que sabir a lista
geral todos os premios vendidos nesla loja sem des-
cont algum, e Iroca-se por bilheles premiados de
oulras loteras.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 SOTA SO COLX.I5G30 1 AJJDA31 25.
0_ Dr. P. A. Lobo Mosco/o da consultas homeopathicas lodos os di..- aos pobres, desde 9 horas da
nianlia al o meio dia, e em casos extraordinarios a qualqucr hora do da ou noile.
Oflerece-se igualmente para pralicar qualqucr operacao do cirursia. r acudir promplamcntc a qual-
quer mulher que esleja mal de parlo, e rujas circunstancias nao permitlam pagas ao. medico.
M (IttSl MORID DO DR. P. A. LODO H0SC0Z0.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:
l
O abaixo assignadn por si e por parte de scus
ir man. Honorio Ipiles Furlado e JooTclles Furta-
do, moradores todos nesta comarca de Garanhuns,
previnem pelo presente ao publico tiesta provincia e
limitrophes, para que de nenhuma forma negociem
com a madrasta dos mesmos, a Sra. Mara do San-
la'Anna l.eile Furlado, a respailo do dominio de
urna escrava parda, de nome Sabina, quesoacha em
poder da dita senhnra, no valor de cuja escrava lem
os atuntunantes suas cotas-parles, que em inventa-
rio por fallecimento do pai commum,. Ibes coubc; e
para evitaran qualquer fraude ou pretexto de igno-
rancia, fazcm o presente. Villa de Ijaranhuns9 de
unlio de 1854.Jos Telles Furlado.
Precisa-se de urna ama para casa de pouca fa-
milia, que compre e cozinlie ; na ra da Cruz n. 7,
terceiro andar.
Manual rompido do Dr. G. II. Jalir, Iraduzido em porluguez pelo Dr. Moscozo, quatro P
voluntes encademados em dous :................. -JOCHI
Esta obra, a mais imporlaulc de lodas as que li ataluda homeopathia, inlcressa a lodos os mdicos que
quizerem experimentar a i'ouliiua de llalincmaiin, e por si proprios se convenceren! da verdade da
mesma : iuleressa a lodos os senhores de edgenho c fazciulciros que esto longe dos recursos dos mdi-
cos : interessa a lodosos capilaes de navioVque nao podem dcixar urna vez ou oulra de ler precisao de
acudir a qualquer iucommodo scu ou de -scus Iripolantes ; e inlcressa a lodos os cheles de familia ru
por circiimslaucias, que nem sempre podem ser prevenidas, silo nbrigados a prestar soccorros a qualquer
pessoa della.
O vade-rnecum do homeopallia ou tradcelo do Dr. llering, obra igualmente til s pessoas que se-
dedicam ao estudo da homeopathia um volunte grande ,.......
diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pharmacia, etc., etc.: obra indi
peusivel s pessoas que querem dar-so ao estudo de medicina........
Urna carleira de 24 tubos grandes de fioissimo christal com o manual do Dr. Jalir e o diccio-
nario dos termos de medicina, etc., ele.......-........
Dita de 36 com os mesmos livros....................
Dili de 48 com os dilos. ,.....!.............
Cada carleira he acompanhada de dous frascos de tinturas iodspensaveis, a esculla. .
Dita de 60 tobos com dilos......................
Dita de 144 com ditos.........'i..............
Eslas sao acompanhadas de 6 vldros de Unturas i escolha.
As pessoas que em lugar de Jabr quizerem o llering, lerao o abalimenlo de 108000 rs. em qualquer
das carleiras cima mencionadas.
Carleiras de 24 tubos pequeos para algibeira .'.............. 88000
Dilas de 48 dilos.....................\ 168000
Tubos grandes avulsos........,.............. IJOOO
Vidros de meia onca de untura..... a. .'............ 28000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamento, nao se pode dar um passo seguro na pratica da
homeopathia, e o proprietario deste eslabelecirnento se lisongeia de le-Io o mais bem montado possivel e
ninguem duvida boje da soperioridade dos seus ihedicamenlos.
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de tubos de crjstal de diversos lamaohos, e
aprompla-se qualquer encommenda de medicamentos com toda a brevidade e por procos muito cora-
modos.
Precos.
Bilheles
Meios.
Quartos.
Decimos.
Vigsimos.
88000
4?O00
408000
48O00
508000
60>000
1008000
18O0D 10:0008000
58500 5:0005000
amo 2:5008000
18200 1:0008000
600 5008000
Precisa-se de um pequeo para caixeiro, com
.ilgum.i pratica de taberna: na roa daSenzaia Nova
numero 1.
l"a/.Tse publico, qoc se acha justa a compra das
casas, sitas na ra do Codorniz n. 12 e 14, perlen-
centes a D. Thereza de Jess Ferreira ; se alsucm
se achar com direilo as mesillas casas, annuncic por
esta follia dentro em tres dias, contados da data
desle.
Quem liver para vender un pardo de 15 a 18
anuos de idade, boa figura e sadio, dirija-su casa
de Loiz Uomes Ferreira, no Monlego.
Roga-se ao Sr. Francisco Rodrigues de Almel.
da Guedes, qoeira dirigr-se i ra do Amoriip n.
35, casa de Tasso Irmaos, ou declarar sua morada
para ser procurado.
Presisa-se de um criado e urna criada, ambos
de meia idade : no aterro da Boa-Vista u. 18.
Precisa-se de um caixeiro que lenha bastante
pratica-de tabtrrna : a trata- na Soledade o. 18.
Huei quizer toinar saques sobre o Para, en-
lendai-se cem o correlor Joo Cu ie, na pra(a .do
commercio.
ESTA-SE ACABANDO A PECHINCHA.
, Os mais modernos padroes de chitas
largura, pelo
o covado: na
da loja quem
RETRATOS
PELO SVSTEMA CRYSTALOTYPO.
J. J. Pacheco, leudo dse retirar para o Ri de
Janeiro, avisa a quem quizer aproveilar esta ultima
occasiao para possuir um retrato de cores fhas e tra-
aos intelligiveis, que queiram dignar-se procura-lo
em seu estabelecimeuto importante, no aterro da
Boa-Vista n. 4, al ao fim do mi rente mez, desde as
7 horas da manhaa as 4 da tarde.
Pu bl carao I Mera i ia.
InsliluirOes de Direilo Civil Porluguez por M. A.
Coelho da Rocha, lente da faculdade de direilo da
universidade de Coimhra, terceira e attida edicto,
em 2volumcscm oilavo, adaptadas ao foro do Bra-
sil, com a legislaran brasileira vigente, e aigumas
notas explicativas exlraliidas das obras dos mais exi-
mios Icios para inelhor illustracaodas doulrmas nes,-
se excellenle compendio eusinadas.'por Antonio de
Vasconcellos .Meinv.es de Drummond, bacharel for-
mado em sciencias juridMhs- e soclaes pela academia
de Olioda, ailvogadu nos^kililorion do Recife. Para
a puhlicaco dessa obra tito iuleressante c iiidispcn-
sarel a ranos os senhores juizes. advogadose mais
pessoas, que se dedicara smesmas profisaGes, ou alias
precisam 'possuir urna minuciosa c methodica compi-
laban do Direilo Civil Patrio, tendente a adquirir
pleuo conhecimento dos seus direilos e ohrigaces ;
subscreve-se em Pernambuco, na praca da Indepen-
dencia, loja n. 6 e 8 ; no paleo do Collecio, casa o.
29, lojasn. 6 e 20, e na ruado Hospicio rt. 9. O
preco da assignalura ser de 16-;O00, pagos a en-
trega de cada exemplar, e loao que baja Humero Je
assisnaluras -nllicienie para salisfazer as avuiladas
despezas da iniprssao, ira para o prelo, no da da
publicado da mesma, eucerrar-sc-h a assignalura,
vender-se-ha mais caro.
Ao mili ico.
PIANOS.
Paln Nash & C. acabara de receber de Londres
dous elegantes pianos, feitio vertical, de Jacaranda,
iguaes em qualidade e vozes aos dos bem condecid
autores Collard & Collard, ra do Trapiche Nov
n. 10.
DENTISTA FRANGE/..
59 Paulo Gaigiioux, estabelecido na ra lar '.:;
tes com gengivas arliliciaes, e dentadura cora- Qg
;^ pleta, mi parte della, com a pressao to ar. ;:;
Tambem lem para vender agua dentfrico do @
0 Dr. Pierre, e p para denles. Rna largado
^ Rosario n. 36 segundo andar. igf
@@9@a
OQerece-se urna ama para casa de homein sol-
leiro. para cozinhar, engommar e fazer todos os ser-
vicos d portas dentro, ramio boa c fiel: quem qui-
zer, dinja-se ao beceo do Serigado n. 13.
LOTERA 1)0 HOSPITAL PEDRO II.
O raufi'lisi.i Antonio Jos Rodrigues
de Sottza Jnior avisa ao respeitavcl pu-
blico, <|uc tem evposto a' vendabas suas
patelas da primeira pUrte da segunda
(lotera a beneficio do Hospital Pedro II,
teos piceos abaixo, cuja lotera tem o
andamento de suas rodas em 18 de agos-
to pro.vimo futuro, as uuaes se acham a'
venda, na praca ia Independencia, loja
n. 4, do Sr. Fortunato Pereira da Fon-
seca Bastos, ns. 15 e 15 do Sr. Joaquim
Pereira Arantes, n. 40 do Sr. Antonio
Jos de Faria Machado, ra do Queima-
do, loja de ferragem n 57 A dos Sis.
Souza & Freir.
Quartos 2#700
Oitavs 1-J440
Decimos 1J200
V/Vsimo- 600
O m^10 cautelista, notando qu64BtY-
tas pe>*o**^ desejam Comprar btUietes
isentos dS^tposto do oito por rento, tem
rcsolvido tambem expor as mesmas lo-
jas aeima, notadas, bilheles e meios b-
llietes da'mewiMoteria, i|iie letn rubri-
cado com o 'seu nome, ohrigando-se a
pagar osmesmos sem o referido descont
dos oito por cento, vendendo-os pelos
precos abaixo declarados
Bilhetes llsOOO
Meios 5.S0U
Jos Correa dcOliveira, porlusuez : retira-sc
para fra da provincia com sua familia.
COMPRAS.
0
O bacharel formado em malhemati-
:@
sina arilhmelica, algebra e geometra, das
4 s 5 e mcia horas da tarde : na ra Nova
sobrado n. 56.
frunctas de 4 palmos de
diminuto preco de 260 rs.
ra do Crespo n. 16,
vein da ra das Cruzes'.
Lava-se e eugomma-se co
aceio: no largo da ribeira
brado u. 15.
Quem annunciou para comprar um
cabriolfit com coberta e com os arreios,
dinja-se a ra do Trapiche n. 5.
O abaixo assi&nado declara que comprou nm
bilhele inteiron. 1962 da primen a parte da seaunda
lotera concedida para edificarlo do hospital Pedro
II. epm meio bilhele do Rio de Janeiro n. 2185 da
decirla lotera.concedida para as obras que lem por
fim roelhourc Estado Sanitario, por ordem do Sr.
Manuel Dias Feruandes.
Fi'rmiio Moreira da Coila.
O arrematante dos 20 por cento do consumo
da aguardeule da comarca de Nszarelh, faz scienle
aos seus contribuinles, que cede i o dito contrato ao
Sr. Antonio Teixeira de Araujo, morador na mesma
comarca.
CONSULTORIO 'HOHEl.P.iTHlCO. tt
_ URATITITO TARA 0 F3SLES. "
28 RA DAS CRUZES 28.
($f O Dr. CASANOVA medico francez, d
^ consullas todos os dias, 'pde ser procu-
^9 rado a qualquer hora.
i
RETRATOS A OLEO E DAGIERREOTVPO.
AULA DE DESENHO.
Cininato Mavisnier. retratista e pensionista de
S. M. o Imperador, avisa ao respctavel publico
desla capital, que o seu estabelecimeuto de pintura e
daguerrcotypo, est sendo montado em srande es-
calla por isso que espera o extraordinario marhi-
nismo daguerreolypo viudo da Europa, a sala da
ecom toda a perfeico e "",^ll.in1a he illumnada por una impieosa claraboia
de S. Jos, na loja do so- ?-L1?"{? *'dros1<'e vinte plegadas, dando urna luz
lao bella e regular que sahirSo os retratos magnfi-
cos ; essa claralioia vai servir porcmquanto a machi-
na que existe no mesmo eslabelecimenlo, eo annun-
canle convida ao respeitavel publico a visitar este
eslabelecimenlo esperando srande concurrencia,
pois far com que saiam retratos os melhorcs ueste
gcuero. O dnuunciante vai principiar os (rabalhos
de cabellos para formar riquissimos quadros. onde
representar tmulos, ciprcsles e oulros emblemas
de saudade, c atlianca que se rao de una execuco
agradavel a srusfreguezes. Oslrabalhos do eslabe-
lecimenlo principiara das 10 horas da manhaa s4
da larde. Aterro da Boa-Vista n. 82 prirnciro e se-
gundo andares.

No mesmo C0NSll.T0r.10 BXA DAS *
S- v/
CKUZES N. 28, aonde morou o Sr. GOS
SET B1MONT, acha-se venda um gran-
de sorlimento de CABTEIKAS de lodos
os l iiii.inbns. por precos commodissimos.
ELEMENTOS de homeopalha e palhoge-
ne-ia brasileira. Esta obra he muilo im-
portante para as pessoas que se querem
tratar a si mesmo, sendo a inaior parle Ira-
i'.uci.ao das obras do Dr. JAII I!, accommo-
dada a inlelligenca do povo, 4 voluntes.
pelo baratissimo preco de. 6)000
1 carleira de 60 tubos grandes. 30301KI W
1 dila de 48........2230011 ffi
1 lila lditade24........lgtioo <0
1 dila de 24 lubos pequeos. 60IKI (r+,
I dila de 2* ditos......49000 jZ
Tubos grandes avulsos a escolher 500 im
Ditos pequeos idem..... 300 (1*
}, tinca de tintura a escolha 1>00 w
Avia-se qualquer encommenda com pres- (9
te-a, e por precos muilo em conla.
Este eslabelecimenlo est bem condecido W
e bstanle acreditado em lodo o imperio, e (A
acha-se o mais bem montado possivel, e es-
cusado he querer elogia-lo. (9
ANTIGIDADE E SUPEHIOKrDADE*
DA
SALSA PARRILHA DE BRISTOL
sobre
A SALSA PARRILHA DE SAM)S.
Attencao'
A SALSA PARRILHA DE BRISTOL dala do
de 1832, e lem constantemente manlido a sua re-
jmlarAo sem necessidade de recorrer a pomposos
annuncios, de que as pre warjlea de mrito podem
diS|)ensar-se. O successi. do Dr. BRISTOL tem
Srevocado infinilas invejas, e. entre oulras, as dos
rs. A. R. D. Sands, de Nev-York, preparadores
e proprieUrios da salsa p irrito* conhecida pelo no
me de Sands.
Este enhores solicilaram a anencia de Salsa par-
nlha. de Brislol. ccomo nao o podessera opler, fa-
brRira>n urna imilacao do Bristol,
Eis-aqui a caria que os Srs. A.R. D. Sands es-
creveram ao Dr. Bristol no dia JO de abril de 1842,
e'qi e se acha em no-so poder:
ir. Dr. C. C. Brislol.
Bfalo. c\r.
Nosso apreciavel senlmr.
Era lodo o anno passado temos vendido quanli-
daile consideraveis do extracto de Salsa parrillia de
ymc., e pelo que ouvimos dizer de suas tirtudet
aquelles que a tem usado, julgamos que a venda da
dita medicina se augmentar muUterimo. Se Ymc.
quizer fazer um conteni comnosco, eremos que
nos. resultara muila vaotagem. lauto a nos como a
Vdii!. Temos muito prazer que Ymc. nos responda
sobre esle assumplo, e se Ymc. vier a esla ridade
daqui a um mez, ou cous semetoanle, leriamos
muito prazer em o ver em uossa botica, ra de Ful-
ton. u. 79.
Ficam s ordens de Vmc. seus sesnros servidores.
(Assignailos) A. R. D. SaNDS.
COXCLUSAO'.
1.e A autiguida.lc da salsa parrillia de Brislol he
claramente provada, pois que ella dala desde 1832,
eque a de Sands s appareceu em 1842, poca na
BnsloT r0gUlsla naoP'Wc ollcr a asocia do Dr.
2.Asuperioridade da sais.- pafritor. de Brislol
lie nroritestavrl 5 pois que nao obstante a concur-
rencia da de Sands. e de urna porcSo de oulras p
paracoes, ella lem inanti lo a sua repulacOo em ma.
si Inda a America. '
As numerosas experiencias fritas com o uso da
saha parrilha em todas as enfennidadrs originadas
lela impureza dosanaue, c o bom xito olitido nes-
la corte pelo Illm. -ir. Dr. Siaaud, presidente d
aamemia imperial de medicina, pelo Ilustrado Sr
Ur. Antonio Jos Peixolo em sua clnica, e em sua
atamada casa de saude na Gamboa, pelo Illm Sr
Dr. Saturnino de Oliveira, medico do exercito' e
por varios onlros mdicos, permitiera hoie de ii'ro-
amenlc as virtudes eflicazes da salsa
GRANDE AULA DE DESENHO.
Cincinalo Mavignier, retratista e pensionista de S.
M. o Imperador, leudo de demorar-se mais alguns
mezes nesta capital, abri lima aulade desenlio
pedido de muitos de seus amigos pois est seudo
bastante frequentada ; as pessoas que quizerem se
matricular podem comparecer a qualqucr hora na
mesma aula, rsla aula vai ser ornada com a mcllinr
colado Julieii, Rapbael e Murillo, em grandes
odellos vindos da Europa; assim como tambem
bustos, estatuas de gesso, onde se copiara os e-ludo-
do n, he agradavel este trabalho e pela sua regula-
ridade muilo se aproveila. O annuncianle se en-
carraga de qualquer desenlio sobre papel, marfim,
vidros, taimas, etc., ele. Aterro da Boa-Visla n.
82, primeiro e segundo andares.
Cincinalo Mavignier, retratista e pensionista de
S. M. o Imperador, leudo sido leslemuuha dos es-
tragos fritos pela grande rheia de 22 e 23 prximo
passado nesla ridade e seus arrabal.!,-, deu-se ao
Iraballio de tiraros paineis dolorosos de semelhante
siluacao com as vistas dos lugares ea endiente ; esle
trabalho esl sendo passado a oleo, pois vai ser apre-
sentado a S. M. o Imperador, que olferece o seu
pensionista cima mencionado, e antes de seguir o
seu destino, julga o annuncianle que ser bom ex-
por o quadro em lugar onde este publico veja, e pos-
sa dar o seu parecer.
Aos 148000
Precisa-se alugar urna prela p?a vender ua ra,
nao se procura ler habilidades: na rila do Pabre
Floriano n. 27, que achara com quem tratar.
Dase a premio a quanlia de 3009000 rs., ou
lodo ou cm parles, sendo com seguranca : na ra
larga do Rosario n. 48, segundo andar.
Aluga-sc urna casa lerrea ao p da fundicao;
em.Sanio Amaro:.a fallar com Jos Jaciiilliu' de
Carvalhn.
Precisa-se de urna ama que saiba bem cozi-
nhar, engommar e fazer o mais servido de urna casa
de tres pessoas de familia : na ra de Apollo ti. 19,
e dir quem precisa.
Aos moradores de Olinda.
Um padeiro do Recife manda vender pao nessa
ridade no dia IK Jo correte, sendo pan crenlo, de
familia, redondo e de Provenca, espera o mesmo
que os senhores 01ndenses|lhes dessepreferencia pa-
raa continuaWlo, pois promelle serem bem servidos;
o pao se achar eiposlo ;i venda na ladeira de San
Bcnlo as seis horas da manlnla.
Joaquim Pereira Arantes avisa a seus amigos e
freiiezes, que contina a vender bilheles e meios
bilheles das loteras do Rio do Janeiro, originaes dos
que ja lem venda, da decima lotera do K-la.lo Sa-
nitario, e paga qualquer premio como de coslume.
Aluga-se urna ama forra ou escrava para casa
de pouca familia, paga-se 109000 rs. mensaes : na
ruadas Larangeiras n. 13, 1 andar.
Aluga-se urna das casas dacidade nova.de An-
tonio Jos Gomes do Coerci : a Iratar com o mes-
rao.
Perdcu-sc na noile do dia 16 do corrente urna
carleira, desde a ra Imperial em frente aruaAu.
gusta, vnllando para a ra do Alecrim em freni'j
do Caldcreiro, e de Santa Thereza at ao prirlC';.,0
da ra do Canno, voltando a igreja do Car-I10 '
de iulea ler levado desraminho, a dila cSiera .....
Iinha dentro um vale de 423300 de Marrcjfino nSL
cisco Alves da Silva e cinco ou seis se''.ia, .1. auuwi
aigumas dellas de te tres moedas .^ jVfSS,,'
de 13 uraa dita de 300 rs. e mais ^"^
isso oga-se a pessoa que a ach'Jllill0 r.lsn ocPa ue'rer
'' tSbZ 1 rU,, ,,p. Cruz do Recife ... 6,
que sera giaiifieado gfncro<.lmen,e
rJ'^'T "lS"-lSfMy.o ABodm do Reg llar-
ros que lenha a hondade ma.ao aberra, u. ,, a ^e,,ocio oe seu n|ercsse-
. ,- ?*I*; Sr- 3oa Jacinlbo de Souza o obse-
quio de apparecer n* I(lja (la rua ,, gueimado n.
para tratar de aia^ lle seu ^rl.^
n, -,,-j .i..r na rua du (luenria(lo |oja a nelocio *
.. ~ "'"'Jrse s"ar com o Sr. Izidro Jos Pereira
m
Joa Peetro \ogeley, fabricante de pianos, ati-
na e colicorta com toda a perfeicao, leudo ebegado
recenlemente dos porlos, da Europa, de visitar as
melhores fabricas de pianos, e leudo -a 11 lio nellas lo-
dos os conhecimenlos e pratica de construcccs de
modernos pianos, olferece o seu presumo o respeita-
vel publico para qualquer concert e alinaede- com
todo o esmero, tendo toda a certeza que nada Dea a
desejar as pessoas que o incumban! dequalquer 1ra-
ballio, tanto em brevidade como era mdico preco :
na rua Nova n. 41, primeiro andar.
Domiugos Alves Matheos, lem para vender no
seu escriptorio da rua da Crozn.54 muilo superior
panno de algodao trancado da fabrica de Todos os
Sanios qa Baha.
Na na de Hurlas n. 142, primeiro andar, pre-
cisa-se de urna prela escrava para o servico de pou-
ca familia.
Precisa-se de urna escrava para o servico de
urna casa de pouca familia : na rua do Hospicio 3
casa nova a direita depois de passar o quartel.
Precisa-se de urna ama que lenha bstanle lei-
le, e seja livre e desembarazada, torra ou captiva:
na rua do Amorim n. 25.
A pobreza, na padaria da rua da Scnzala Nova
n. 30, achara bolacha americana por 120 rs. a libra.
Lava-se e engorama-se cora asscio e pertei{So,
por prec,o razoavel : atraz da matriz de Sanio Anto-
nio n. 22.
Precisa-se de urna ama para o servico interno
de urna casa de pouca familia : na rua do (Juciinado,
esquina do becco do Pcixe Frilo.
. Precisa-se de urna ama que lenha bom leile,
forra 011 captiva : na rua do Livramento u. 4, se-
gundo andar.
1 O abaivo assignado dei\ou de ser
caixeiro dos Srs. Machado & Pinheiro, des-
de odia 10 dcorrente, e (altara a um
dever se pelo.presente deivasse de agra-
decer o bom traa ment que dos mesmos
senhores receben durante o tempo que
em sua casa esteve.
Antonio Francisco Gonrdlves.
Aioramentos.
Aloram-sc terrenos no silio da Soledade. con. o
fundo que convier aos forciros, c por preco commn-
do : 01 nreleudentes dirijam-se ao sitio do Mangui-
nd n. 5.
O bilhele inteiro da segunda parle da qiiinla
lotera da matriz da Boa-Vista, em que sabio o pre-
mio de 4:000)000, foi vendido na praca da Indepen-
dencia, loja decalcado de Antonio Aususto dos San-
tos Porlo ; na mesma acham-se venda os bilhetes
c cautelas de Salusliano de A quino Ferreira, para a
primeira parte di segunda lotera de Pedro II, pa-
gos sem o descont do governo.
Bilheles 118000 10:000c000.
Meios 595OO 5:0003000
Quartos 2J700 2:0003000
Decimos 13200 1.0003000
Vigsimos 600 5003000
AVISO AO COMMERCIO.
Manoel & Villan lem a honra de participar aos
Srs. logislas, que se achara sempre, na sua fabrica,
rua da Cruz n. 50, um esplendido sorlimento de
chapeos de sol para homens e senhoras, tanto de
seda-como de panno, os quaes \eralem-se era porcao
de urna duzia para cima, epor precos mdicos.
Precisa-se le um.....mi catado que He fiador
asua conducta, para tomar conla de um ramito e
casa de negocio : quem liver as babililacoes neces-
arias, dirija-se ao principio da estrada nova, pri-
meira casa azul, para tratar.
Novo svstema de acender velas !!!
lloutem (16 do corrente) vimos na igreja de N. S.
do Carmo, lias tribunas que ficam no corpo da iare-
ja, e na altura lalvez de mais de 60 pes, duas crian-
cas (pareciaro moloques de 12 a 14 anuos: aecuden-
do as velas que na cornija coslumam a por, entre
urna e oulra tribuna, e, f.i/iam pela inancira segnln-
te : dcsciam da tribuna c acendiam as velas que
licavam mais vizinhas, subiam, c descerni a mesma
tribuna acendiam as oulras velas, e assim por dian-
te ; de sorle que, havendo tres tribunas em cada la-
do, e sendo (ambem Ires os grupos de velas, fizeram
isso dando dez v iagens, isto lie. cinco vezes desceram
cinco vezes subiram, e com lana felicidade, que
toes nao escorregaram os ps naquelles torneados de
anligo gosto e Uto lisos romo se fra o proprio vidro;
deixando assim de se fazercm em nugalhas sobre
Compra-se prata brasileira c hespanhola : na
rua da Cudeia do Recife n. 54, loja de fazcudas.
Coinpra-se urna prela que saiba cozinhar e en-
gommar, cque nilo lenha vicio: na rua Augusta,
sobrado do Dr. Alcxaudrc Herma dio.
Coniora-se una casa terrea na povoacao dos
Afogados : quera liver nnnuncio.
Compram-se duas casiahaa terreas no bairro
de Santo Antonio : quem liver aiinuncie ou dirija-
se a esta Ivpograpbia que so dir quem quer.
Coinpra-se prata brasileira e hespa-
nhola : na rua ca Cadeia do Recife n.
2i, loja de cambio.
Com| ram-se peonas de cnia : na rua do Crespo
loja 11. 15.
Coinpra-se de 1 a 3 vaccas paridas, paga-se bem
entrelargo ao leile que ellas derem: no aterro da
Boa-\ jila 11. 53.
Compram-se as colleces dos peridicos Bei-
ja FlorEsmeralda I tutelaBrincoViu Damas e
Recreio das Bellas: quem as liver dirija-se a rua
Nova n.52, loja do Sr. Boaventura Jos de Castro
Azcvedo.
Compra-sc urna prela da Costa mota, bem pa-
recida, sem molestia nem vicio algnm, eque se ven-
da por alguma oulra circuinslaucia, boa quitandeira,
preferindo-se rom cria : jia rua da Cruz 11. 35.
Compram-se peridicos para emhrulho a 33800
a arroba, garrafas c botijas vasias de lodos os laina-
nhos e qualidades, vidros tambem de lodos os lma-
nnos e potes de graixa, ludo usado: no pateo do
Huinin venda da esquina da r,ua de Hurlas 11. 2.
Aviso interessante aos sapateiros.
Na rua Nova n. 52, loja de Boavanlura Jos de
Castro Azevcdo, compra-se calcados de lodas os la-
manhos e qualidades.
VENDAS
lijlos, que a sangue fro os receboi i.um.
"Todu-
rilha d
Qd
frauceza
leRris
epWu
zadar
tol vende-se a 53000 o vidro.
dcsta salsa mudou-se para a bolic-
rna da Cruz, em freule ao cliafariz.
a negocio de
rua Velba na la
^ Roga-se
nli.i a'diond.'
zalla Nova ,
en nleressc, aniiuncie 011 dirija-se a
.loa Vista, n 123.
ao Sr. Joaquim Lopes de Alenla, te-
de fallar com Jos Pereira na Sen-
., sobre a compra da quinta parle da
casa n. /U, |s,s |era preferencia, ou declare o emba-
., ,. IO5OOO.
1 recisa-se alt .jjj,. Uma ama prela 011 parda, forra
ou captiva, qu< s;lilia enoiiim.-.r bem e cozinhar;
paga-se IOS pof mn j.,^,, comi,,a c tM> a |ra.
vessa da liada
ce ile Dos n.'
. .tVi-. Firmo, medico,
estdenct a,.,,., ^^(j
"""'^.eginido. andar
primeiro andar.
mudot sua
do llosa rio
,~;j^.\'' Bayiion cirurgiao dentista auiericai.o
reslde-ar"t, do Trapiche Novo ..,12.
"1
zindo a morle em alguem; o que \^ ficaria sendo
devido ao novo syslema de acender velas; em pro-
veilo soruenle do descf,11S0, qu0 alguem enlcndeii
deveriam pennane' ,.r essas varas de pao com que
naa igrejas se f-jZ csso servico. Tanto milagre, cm
nosso entenrjeri dote ser lomado, sem duvida. como
leilo pel^'Senhora do Carmo, que nao quiz, no seu
ula> na sua propria igreja, se presencias lama-
lha>aslroplic. r
A premio.
Na rua da Cadeia, defrontedo theatro velho 11.10,
se dir quemd dinheiro a premio sobre pcuiores.
Precisa-sede uma ama de leile, forra ou cap-
tiva : na rua Bella 11. 30.
A directora do collegio da Conccico participa
aos senhores que lem de enviar suas filhas para
aquello collegio, que elle estar aborto no dia 29 do
corrente a tarde.
1 1111 aram da casa da rua Real n. I, uma
imagem de N. S. do.Carmo com dous lencos, um de
cambraia e oulro de seda, que a robriam, duas co-
roas de prata dourada, e um rosarinho de 011ro com
bentiiibos bordados tambem de ouro : ioua-sc a
quem fr oflerecido algum desle objeclos, de os ap-
prehender e dar parle na mesma casa cima, ou na
rua do Collegio n. 3, segundo andar, que alora de se
llie ticar agradecido, se recompensar.
O Sr. Francisco Jos da Rocha Bastos lem uma
caria na rua do Vigario 11. 10, segundo andar, es-
criptorio de .Machado i\ Pinliciro.
Oll'erece-se um moco porluguez, viudo do Por-
lo ltimamente, para padaria ou relnacao, que de
ludo entende bastante, c d fiador a sua conduela :
quem pretender, dirija-se rua da liloria 11. til, ua
relinacao.
Olfrroce-sc uma ama para casa de homcm sol-
Iciro ou de pouca familia, para o servico de portas
dentro, muilo boa e fiel : quem precisar, dirija-sc a
rua da Scnzala Nova 110 Recife n. 32.
Precisa-se de um hora amassador de pao c bo-
lacha, que enlenda perfeilameute de nasseira. ten-
deira e (orno: aquello que w adiar neslas. cir-
ciimlancias, dirija-se a rua larga do Rosario 11. 18,
que achara com quem tratar.
hesappareceu no da 12 do correte da casa de
aen senhor em Olimia o e-cravo (liclann cabocln,
do idade 16a 17 anuos, Ivpo ceareuce : quem o pe-
gar e levar ao aterro de Roa Vista 11. 26, ou em Olin-
Vendem-se superiores velas de cera de ca nau-
b_a de 1) em libra rjm caixas de 30 c lautas libras, as-
sim como de umastmiudas em ceios ; sapales de
lustre, dilos de coTiVo de bezerro e bode, muilo bem
Mos, com orelliast; dilos de 3 olas para soldados,
e bolius de boa qualidade ; ludo por prec/i muito
commodo: na ma da Cruz 11. 13, segundo an-
dar.
Na taberna dopaleoido Carmo, quina da rua
de Hurtas n.2, vende-se gomma de araruta pura a
160 rs., chouricas a 400 rs.,bolachinhas i N'apoleoa
400 rs., e assucr masca\do a71 lis. a libra.
V ende-sc urna boa crnica, com dous bois mui-
lo novos e bons Irabalhadores : em Sanio Amaro,
atraz da fondiclo da Aurora, taberna debaixo do
sobrado.
Na roj las Cruzes n. 22, segando andar, veu-
dc-se uma parda de 22 anuos, engommadeira c co-
zinheira, cose chao e lava de -alian, assim como dous
escravos de 22 anuos, um driles crioulo e outro da
Costa, de bonitas figuras esadios.
Vendem-se barris, pipas e quartolas de lodas
as qualidade-, ludo por preco corrmiodo : quem as
pretender, dirija-se rua da Praia de Sania Bita
11.17..
Vende-se por grande necessidade uma es-
crava de naci Angola, propria para qual-
quer servico, tanto de casa como de rua : no
principio da rua Augusta, lado direilo, casa
da esquina confronte aos portes do lado op-
poslo.
ATTENCAO-.
O antigo bnraleiro lera para vender os livros se-
grales : Insliluicesde Direilo Civil Brasileiro,
2 voluntes I3OOO, Cartas patriticas a 160, o Coro-
nel ou o pa culpado a 160, a escravidao moderna por
F. Lamennais ;i_ 160. diccionario das llores a 160,
Horacio grande 78000, livros em branco de varios
presos, le (ienie du Chrislianisme por Chateaubri-
and, historia de Hespanha, 5 volumes : na rua do
Crespo n. 11.
Vestidos de seda.
Vendem-se vestidos de seda escoceza com 2e3ba-
hados a 1.<3 rs., a vista do preco c qualidade da fa-
zenda ninguem deixar de comprar : na rua Nova
loja n. 16 de Jos Luiz Pereira & Filho. ,
Palitos irancezes.
Vendem-se palitos irancezes de brim de linho e
brelanlia aSVsJOOe-iSOOOrs., dilos de alpaca prelos
e de cores a S3000 rs., ditos de panuo lino prelos e
de cores a 163, 183, e 203000 rs.; ludo de ultima
moda ebem acabados: na rua Nova loja n.l6,de Jo-
s Luiz Pereira & Filho.
Romeiras e cr.potinhos.
Vendem-se romeiras de cambraia e fil bordado a
33OOO rs.; camisas e capuliulios de fil e cambraia
bordada a 73000- na rua Nova loja n. 16, de Jos
Luiz Pereira & Filho.
Casemiras francesas.
Veiidcm-se casemlras fraucezas, padres claros e
escuros a 4? e 53000 rs. o corte : na ros .Nora- IluT
mero 16. ____.
Iecj.astley
ECOMPAIVHU, l!l\ lio TRAPICHE N 5,
ha para vender o seguinte :
Cal branca fijinceza.
Folha de Flandres.
Estanho em verguinha.
Cobre de 24 a28.
Azeite de Colza.
Champagne, marca A C.
Oleados para mesas.
Tapetes de la para forro de salas.
Formas de folha de ierro, piuladas, pata
fabrica de assucar.
Ac de Mtlo sortido.
Lazarinas e clavinotes.
Papel de paquete, ingle/..
Brim de veta dalKussia.
Grasa ingleza deverniz para arreios.
Arreios tara um efdous cavallos, guarne-
cidos de prata ede lato.
Chicotesc larnpeoesparayano ccabriole!.
Cabezadas pan montana, para senbora.
Esporas de aro prateadas.
Chumbo einlencol.
Vendem-se em casa de S. P. Johns
Ion & C, na rua de Senzalla Nova n. S'2.
Linho do Porto superior engarrafado.
Sellins inglezes.
Relogios de ouro patente ingle/..
Chicotes de carro.
Farello em saccas de ~< arrobas.
Foruosde farinha.
Candelabros e candieiros liron/.eados.
Dezpenceira de ferro galvanisado.
Ferro galvanisado em folha para forro
Cobre de forro.
Na rua das Ouzes u. 'i0, taberna do llampo-,
ha porcao de bichas hainburuuezas das melhores que
Sal do Ass.
Vende-se sal do Ass a bordo da lancha Nota l!'-
peranra, fundeada dcfronle da rampa da alfandega.
Vende-se urna parle de um sobrado : quem a
pretender dirija-se a rua das Trincheiras n. 56.
ATTENCAO".
Na rua Direita n. 27 vende-se manteiga ingleza
de superior qualidade a 800 rs., dita a 640 rs., dila
a 560 rs., dita a .500 rs., dila a 4-10 rs., alelria a 2H0
e 240 rs., qocijos a 1.3140, 13280 e 13100; familia
de araruta muito alva a 160 c 140 rs.; bolachinlia
insleza a 1160 c 320 rs. a libra ; touciuho de Lisboa
a 400 e 360 rs. a libra ; assucar refinado a l.'IO, 1420
c 100 rs. :i libra ; rotada nova a 160 e 140 rs.; cai-
linhas de doce de guiaba a 480 c 400 rs.: paios do
reino a 100 c 360 rs. a libra.
Vende-se uma escrava crioula, que cozinha o
diario de uma casa, lava de sabao, e brrela, cugom-
ma c se atlianca a conduela, sem vicio e nem acha-
ques: na rua do l.ivramenlon. 4.
Vende-se mil alqueires de sal, por preco com-
modo : na rua da Praia u. 32.
Pelo vapor inglez Lusitania, che-
gado dos portos do sul em 15 do corren*
te? vieram bilhetes e meios ditos, origi-
naes da dcima lotera do Estado Sanita-
rio do Bio de Janeiro, os quaes se acham
a' venda na loja de Faria Machado, sita
na praca da Independencia n. 40, aonde
sao pagosquaesquer premios que nos mes-
mos sah i re i n. *
Cera em velas, sortidas, eem caixas
de 100 e de 50 libras ; vende-se por preco
barato para lecho de contas : trata-se na
rua do Vigario n. 19, segundo andar, es-
criptorio de Machado & Pinheiro.
Vende-se superior potassa nacional,
em barriquinhas, por preco muito com-
modo : a tratar no armazem n. 14 de Can-
dido Alberto Sodr da .Multa, na rua do
Azeite de Peixe, ou na rua do Trapiche n.
34, com Novaes d Companbia.
Vende-se superior farinha de man-
dioca em saccas, por preco muito commo-
do : na escadinha da Alfandega, no ar-
mazem de Jos Joaquim Pereira de Mel-
lo, u a tratar com Novaes & Companhia,
na rua do Trapiche n. 34, primeiro andar.
FARINHA SUPERIOR.
A bordo do hiatc Conceiviiv, fondeado no caes do
Ramos, ha para vender muilo superior farinha de
mandioca, por preco commodo : para tralar, no.es-
criplorio de Domingos Alves Malheus, na rua di
Cruz n. 54.
Vendcm-sc superiores camisas ran-
cezas com aberturas de linho e de mada-
polao, por preco commodo: na rua da
Cruz i. 20. /'V-
Vendem-se'abeHuras de linho e de
madapolo, para camisas, muito bem iei-
tas.: na rua da Cruz n. 20.
Vendem-se, aos caradores, espingar-
das fraucezas de dous camos, friinxadas
fingido, por preco commodo : na rua da
Cruz n. 20.
* ; Vendem-se as bem condecidas a-
mcixas liancezas, por preco baiatinho,
em latas de 12 libras : na rua da Cruz
n. 20.
Aos amantes da bella fumara.
Acham-se eipustos no lia Icio da loja de i.iat entu-
ra Jos de Castro Azevcdo. na rua Nova n. 52, os
verdadeiros chaAtos de S. Feliz, qne vendem-se pe-
lo diminuto proco de 13000 rs. a eriza, e saranlc-se
a quajidade ; e anda existe un reatante dos da Ba-
ha, que foram annunciados a 800 rs. a cala, ami-
bos nao deixem passardesapercebida semelhante pe-
chincha.
Vendcm-sc as mais novas e melhores semen-
tes de horlalice viudas ltimamente de Portugal,
pela salera (ralido, bem como milbo muilo novo
em saccas : na rua da Cadeia do Recife n. 56, loja
de ferrascm de Francisco Custodio de Sampaio.
A taberna do largo do Carmo, quina da rua de
11 Ta. ii. 2, est novamciite tortilla de lodos os g-
neros novos, como sejam : mauteiga ingleza e fran-
cezaua 100,180, 560, 640 e 800 rs., qneijos a 1440 c
IS520, cha ile 5, 6 e 7 patacas a libra, azeite doce a
610, vinlio a 400 e 480 a garrafa, loncinho de Lisboa
a 360, de Santos a 280. sardinhas de Nantes, latas
grandes, a 800 rs. pequeas a 600 rs., traques fortes
a 110 a carta, papfc machina e de peso a 23800 en>
resmas e metas, graia cm latas a 100 "Ts., albos
em mantisas a 110> arroz branco a 10. de rasca a200
rs., ruilla i a 240 a cuja, bolacbinha ingleza e alelria
a 300 rs., cravo da India "BOO rs., looro a 400 rs.
a libra; lambem est surtida de louca nova.
Farinha da trra.
Saccas com farinha muilo lina por 55500 : na rna
du Crespo n. 21, loja de Bcrnardino Maia da Silva.
Vende-se um mulatmho de 16 an-
nos com principio de bolieiro : no lar-
go do Capim, cocheira de Paulo & Silva.
Vende-se arroz pilado a 1$200 a arroba : no
armazem de Tasso limaos.
REMEDIO INCOMPARAVEL.
Vende-se ou aluga-se um silio em Santo Ama-
ro, com dous ricos viteiros: quem pretender dirija-
se a Antonio Jos Cuines do Correio.
AVISO AO ESOl ADHAO'.
Na rua doQueimade n. .iO ha para tender'por
preco commodo um sellim c seus pertenec e um
fardameuto completo para um guarda de cavallaria :
quem pretender dirija-se a mesma casa, que achara
com quem Iratar.
Vende-se urna bonita escrava de "> anuos, boa
cozinheira e lavadeira, c de nplima conducta : na
rua ile lloils n. 60 se dir quem vende.
ATTENCAO'I L"M VESTIDO PARA NOIVA.
Vende-se um vestido c rapella para uoita, acaba-
do ha dias, no ultimo goslo. por preco muilo em
conla: no aterro da Boa-Vista n. 51, loja de bar-
beiro.
Com pequeo toque de copim, vende-se panno
fino verde cor de garrafa, de superior qualidade, e
prova de liman, a 33500 o covado : na ra do Cres-
po, loja da esquina que volta para a cadeia.
. CARRO E CABRIOI.ET.
S Vende-se um carro de quatro rodas com
quatro asscnlos e um cabriole!, ambos com $
pouco uso, e cavallos para ambos: ua rua No-
va, cocheira de Adolpho Bourgeau.
IMEXTO HOLIWAY.
Miniares de individuos de todas as nacoes podem
testenfuiharas virtudes deste remedio incomparavel,
que e provar, em caso necessario, que, pelo uso
dellc llzerain, tem scu corpoe membros iuleiramenle
saos, depois de haver empregado inalilmente outros
tralainenlos. Cada pessoa peder-se-haconvencerdessas
curas niarav i Diosas pela lei tura dos peridicos que I b'as
relatan) todos os dias ha muitos annos; e, a maior
parte dolas sao Lo sorprendentes que adran am os
mdicos mais clebres. Olanlas pessoas rccolu arara
com este soberano remedio o uso de seus bracos e
Cenias, depois de ler permanecido longo tempo nos
ospilaes, onde deviara oflrer a amputado Dellas
ha miiilas que havendo deizado esses ast los de pa-
decimeulo, para se nao subinrIterem a essa operaciio
dolorosa, foram curadas completamente, mediante
o uso desse precioso remedio. Aigumas das laes pes-
soas, ua efusao de seu reconhecimento, declararam
estes resultados benficos diaule do lord corregedor,
c oulros magistradus, alitn de mais autenlicarcm
sua allii inallt a.
Ninguem desesperara do estado de sua saude se
tivesse bastante conliaiica para cnsaiar esle remedio
conslantemente, seguiudo algum lempo o tralamen-
lo que ncecssilasse a nalureza rio mal, cujo resulla-
ro seria provar incuiitestavelmente : Oue ludo cura!
U ungento he til mal particularmente nos
seguintes casos.
Vendem-se cornos de cabra : na rua da Cruz
no Recife p. 43.
Vendem-se charutos da Babia de superior qua-
lidade a SMOODi por caivinha de 100 : ua loja de 4
portas n. 3ao lado do arco de Santo Antonio.
Velas de carnauba do Aracaty,
Yeudem-se na rua da Cruz armazem de couros c
sola n. 15, excellentes velas de 6, 8 e 9 em libra,
em caitas de 30 a 50 libras rada uma, e por commodo
preco.
SACCAS COM MICHO
Na loja n. 26 da rua da Cadeia do Re-
cife, venlem-se saccas com milito por pre-
co commodo.
Aos fabricantes de velas.
No armazem de Domingos Rodrigues Andrade &
Companhia, rua da Cruz n. 15, vende-se muilo supe-
rior cera de carnauba do Aracaty e Assii, em porcao
c a retalho ; e aim de se pesar na occasiao da entre-
ga se descontar uma libra de tara era cada sacco,
como he coslume.
j Na Ponte Velha, no quai leiran da casa do Sr.
Clao, casa n. 9. vende-se uma escrava de idade de
30 a 35 annos, que sabe bem fazer o srevi^o de co-
zinha e lavar roupa.
A I .s cada um chales
de algodao de cores bonitos padroes, assim como cor-
les de brim trancado de cores de puro linho e muilo
bonitos padrdes a 19750, grvalas de seda de cores
de bom goslo a600rs., dilas de chita a 200 rs.. >-
lim azul claro a 500 rs. o covado, corles de collelc
de fuslao os mais modernos a 13200, bonetes frauce-
zes de vetado de cores para menino a 800 rs., ludo
he baratissimo para acabar: na loja de Leopoldo da
Silva Quciroz, rua do Queimado n. 22.
.-. ^ '
Relogios inglezes de patente.
Vendem-se a preco commodo, em casa de Barroca
o. Casiro. na rua da Cadeia do Recife n. 4.
Esteiras e chapeos de palba baratos.
Vendem-se esteiras novas de palha a 148 o cento,
chapeos de dilata 12 o cnto, cera amarella e cou-
riiihns de cabra: na rua da Cruz do Recife n. 33,
casa de Si Araujo.
Chitas fraucezas largas a 200 rs.ocovado.
Na loja da esquina da rua do Collegio n. 5, ven-
dem-se chita fraucezas largas de lindos padroes, pelo
barato preco de 200 rs. o covado ; e nutras muilas
fazcudas por preco muilo commodo.
PARA A FESTA.
[Sellins inglezes para homeme sen hora
Vendem-se slns inglezes de pa-
tente, com lodos os pertenceo. da me-
Ibor qualidade que lem viudo a esle
mercado, lisos e de burraiioe, por
preco muito commodo : em casa de
Adamson llottic & Companbia, rua
do Trapiche n. 42.
Vende-se uma batanea romana com lodos os
seus perlences. em bom uso c de 2,000 libras : qncm
a pretender, dirija-se i rua da Cruz, armazem n.4.
A 500 RS. A YARA.
Brim trancado brauco de puro linho, muilo cu-
corpado : na loja da esquina da rua do Crespo que
volta para a cadeia.*
COBERTORES.
Vendem-se cobertoresde tapete a 800 rs., dilos mui-
lo graudes a 18400, dilos broncos com barra de cor a
13280,colchas brancas com salpicos a loOOO : na loja
da rua do Crespo n. 6.
BRIM DE PURO LINHO.*ROPRIO PARA
MILITARE*
Vende-se brim de linho branco muilo cnenrpado
a 500 rs. a vara, cortes de casemira elstica a 49000,
pauno azul para fardas de guarda nacional a 35000
e 45000 o covado, dito prcto para palitos a^35000,
4#0IX) e 49500, leucos de sed de 3 ponas, proprios
para senhora botar pelos hombros a 640 cada um, e
muilo mais fazendas cm conla'; na roa do Crespo,
loja n. 6.
SANDS.
SALSA PARRILHA. .
Vicente Jos de Brilo, nico agentaban Pernam-
buco de B. J. I). Sands, chimico ameflKio, faz pu-
blico que tem chegado a esla praca uma^kande por-
eito de frascos de salsa parrilha de Sanos, que sao
verdaderamente falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devetn acautelar os consu-
midores de lao precioso talismn, de cahir nesle
engao, tomando as funestas consequencias que
sempre coslumam Ira/er os medicamenlos falsifica-
dos e elaborados pela mao daquelles, que anlepoem
seus interessesaos males e estragos da bu man idade.
Perianto pede, para que o publico se possa livrar
desla fraude e distiugua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recenlemente aqui chega-
da ; o annuncianle faz ver que a verdadeira se ven-
de tnicamente em sua botica, na rua da Cnnceic.in
do Recife s. 61 ; e, alm do receitnario que acom-
panha cada frasco, tem embaizo da primeira pagina
seu nome impresso, e se achara sua firma em ma-
nuscriplo sobre o iuvollorio impresso do mesmo
jracos.
Vende-se um cabrioiet com tua compelentc
coberta e arreios, ludo quasi novo ; assim como 2
cavallos do mesmo j ensinados e mansos : para ver,
na cocheira do Pedro ao p do arsenal de marinha, e
para Iratar, na rua do Trapiche Novo n. 14, primei-
ro andar.
DEPOSITO DE PANNO DE ALGODAO
DA FABRICA DE TODOS OS SANTOS
NA BAHA.
Vnde-se o superior panno de algodao
desta fabrica, proprio para saceos e roupa
de escraVos : no efcriptorio de Novaes &
Companbia, rua d.o Trapiche n. oi, pri-
meiro andar.
Vendem-se luvas de lorc,al muilo boas, para se-
nhora a 600 rs. o par, ditas para menina a 500 rs. :
quem quizer ver a qualidade, venha na rua do Quei-
mado ii. 53, loja de miudezas de Jos de Azevcdo
Maia.
Vende-se na Ponte Velha, quarleirao de casas
do Sr. Clao n. i), um ptimo mulato, oflicial de pe-
dreiro c canteo, e uma prela que entende bem do
ervieo de cozinha e lava bem roupa.
Vendem-se 411 travs de mangue de 40 palmos
de romprimenln : quem precisar, dirija-se ao Ira-
piche lo Ramos, ou enleuda-se com Manoel Das
Pinho, na rua Bireita n.2.
Vende-se um relogio paleutesiiisso, novo, rom
uma cadeia : quim quizer dirija-se a rna do Vigario
n. 99.
Ll NCOS DE CAMBRAIA DE LINHO A 59000 A
DL7.IA.
Na rua do Crespo n. 5. esquina que volta para a
ru do Collegio, vendem-se lencos de cambraia de
linho finos cm caiiiuhas com lindas estampas, pelo
barato preco d* 48500 rs. a duzia, para acabar uma
pequea porcao qne a inda resta.
CERA DE CARNAUBA.
Vende-se cera de carnauba, chegada agora do
Aracaty por preco mais barato do que em oulra
qualquer parte: ni rua da Cadeia do Recife n. 49,
primeiro andar.
A 260 rs. o covado.
Chita franceza com 4 palmos de largura, e de lin-
dos desenhos : na rua do Crespo n. 16 A.
Iiislrurc.oi para 0 servico das guardas da guar-
nicao de Pernambuco, ezlrahido da legislarlo mili-
lar, e acrommodada a disciplina e pratica do ezerci-
lo brasileiro : vende-se na livraria n. 6 e 8 da praca
da Independencia, a 3:0 cada ejemplar.
^ Vende-se um excellenle carrinho de 4 rodas,
mui bem construido,eem bpm estado ; est exposto
na rua do Arazo, casa do Sr. Nesme o. 6, onde po-
dem os pretendenles ezamina-lo, e Iratar do ajuste
com o mesmo senhor cima, ou na rua da Cruz no
Recife n. 27, armazem.
Bom e barato.
Palitos de panno fino a 128000, 148000. Iixjm
c 205000 ; dilos de alpaka de cofdao, a "5000 ; di-
tos de dila prela, 79000e 89000 ; ditos de princeza
de cor, a .">.;; ditos raeia casemira, a.'i? ; calcas de ca-
semira a 58800e68; rolletes le selim pelo, a 49 e
58 ; ditos de fuslao, a 19600 e 2s ; e ostras muilas
obras ornis barato que se pode encontrar : na roa
da Cadeia do Recife n. 3.
Vende-se lefte pago todos o* dia
de manhaa, a preco do costme : eai
frente da taberna do Campos, rua das
Cruzes.
Vende-se sol) muilo boa, em pequeas e gran-
des porcoav chegada ltimamente do Aracaty : na
rua da Cadeia do Recife n.49, primeiro andar.
VELAS DE CERA DE CARNAUBA.
\enrtem-se velas de cera de carptfotia, em caixas
pequeas e grandes, d. lo boa qnalidide, feilas
no Aracaty : ua rua da Cadeia de Recife n. 19, pri-
meiro andar. .
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se cera tanto em grumo, como era vallas, cm cai-
tas, com muito bom sorlimentoe de svnerinr quali-
dade, chegada da Lisboa na barca (iratidao, assim
como bolachinhas em blas de8 libras,e farello muilo
novo em saccas de mais de 3 arrobas.

\*
\
Deposito de vinho de cham-
>agne Chateau-Ay, primeira qua-
dade, de propriedade do condi
e Mareuil, rua da Crut do R-
ci'e n. 20: este...yinlio, o melhor
de toda a champagne vende-
se a 6$000 rs. cada caixa, acha-
se nicamente em casa de L. Le-
-comte Feron 4 Companhia. N4.B.
r' As caixas sao marcadas a fogo
Conde de Mareuil e os rotulo
das garrafas sao azucs.
Alporcas.
Cambras.
Callos.
malriz.
Lepra.
Males das pernas.
dos
Vuhos.
Mordeduras de replis.
Picaduras de mosquitos.
Pulmoes.
(Incln, telas.
Sarna.
Supuraces nutridas.
Tinha, em qualqucr parle
que seja.
Tremor de ervos.
Cceras na bocea.
do ligado. -^
das articularles.
Yeias torcidas, ou nodadas
as peiuas.
da i casa junto ao enramanJanle, ser enernsainen- I.....o mercado, que se vende em porees e I relallio,
le recompensado. > e lambem M alngam.
Corladura
Dores de cabeca.
das costas.
dos membros.
Enfcrindadesda culis era
geral.
Enfcrmidadcs do anos.
Erupces escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdadeou falta de ca-
lor as extremidades.
Frieiras.
Gengivas escaldadas,
luchacocs.
Inllammacao do figado.
da bexiga.
Vende-se este ungento hio eslabelecimenlo geral
de Londres. 214, Slrand, c na loja de todos os bofK
carios, droguistas c oulras pessoas encarreeadas de
sua venda em loda a America do Sul, Hat ana t>
Hespanha.
Vendem-se a 800rcisYada borcliuha conten uma
iiistruccao cm porluguez para |explirar o modo de
fazer uso desle tingueiilo.|
O deposito coral lie em casa do Sr. Soum, phar
inaeotitiou, na rua da Cruz. n. 22. cm Pernambuco.
NA VAI.UAS A CONTENTO E TESOl'RAS.
Na rua da Cadeia do Recife n. 48. primeiro an-
dar, escriptorio de Ausnsto C. de Abren, cunti-
nuam-se a vender a es-OO o par (preco Dxo) as ja
bem eonhecidas e afamadas navalhas de barba, feilas
pelo hbil rubricante que foi premiado na exposicao
de Londres, as quaes alm de durarcm extraordina-
riamente, nao sesentem no rosto na accao de cortar :
Tendera-as com a condicao de, nao aaradando, po-
Jercn os con.pradorcs devolvc-las al 15 dias depois
da compra resliluindo-se o importe. Na mesma ca-
sa ha ricas lesoiiiiiihas para unhas. feilas pelo mes-
ura fabricante.
TYPOCRAPIIIA.
No ruadas Flores n. 37 primeiro andar vende-se
uma Ivpographia nova com lodos seus pertenecs.
Pianos.
Os amadores da msica acham continuadamente
cm casa de liriinn Praccr O Companhia. rua da Cruz
n. 10, um srande sorlimento de pianos fortes c fortes
pianns.de dillerenlcs mo.lellos, boa construcc.1o e bel-
las vozes, que vendrin por mdicos precos; assim co-
mo loda a qualidade de uslrumenlus para msica.
Vende-se azeite de nabo clarificado,
a candieiros de mola
a IxSOO rs. a medida
C. J. Astley&C, rui
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada receaiemente, recommen-
da-'ji aos senhores de engenho os
seus bons ell'eitos ja' experimen-
tados : na rua da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Lcconte Feron &
Companhia.
Vendem-se relogios de ouro e praia, mai
barato de que em qualquer oulra parle
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Bepoaito da fabrica de Todo* oa Santo* oa Babia.
Vende-se, em casa de N. O. Rieber &C, na rua
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aquella fabrica,
muilo proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
Vendem-se em rasa de Me. Calmont & Com-
pauhia, na praca do Corpo Santn. 11, o seguinle:
vinho dcMarseillecm caitas de 3 a 6 duzias, linhas
em uovellos ccarrelcis, breu em barricas muito
grandes, ac de milao sorlido, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Scnzala nova n. 42.
Nestc estabelecimento continua a ha-
ver un completo sorlimento de moen-
das e metas moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
ticas para piano, viol&o c flauta, como
tejam, quadrillias, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhat, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Agenciada Edwia Man,
Na rua de A polln. 6, armazem de Me. Calmont
& Companhia,
Na roa do Vigario n. 19 primeiro andar, tan pa-
ra tender-se chapeos de castor brancopor commodo
preco,
Vendem-se prego americanos,'em
barris, proprios para barrica de jissu-
car, e alvaiade dezinco, superior quali- .
dade, por precos commodos : na rua do
Trapiche Novo n. 16. X
Taixas para engenho.
Na fundicao' de ferro de D. W.
liowmann na rua do Bru, pastan-
do o chafariz continua haver nm
completo sorlimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8, palmos de
bocea, as quaes acham-Se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em cano
,em despeza ao comprador.
Vende-se peixe secco de varias qualidade t
muilo bom : na ruada Cruz n. 15, segundo andar;
assim como bolina de couro pelo diminuto }>r>r,o de
2$00 o par.*
Vendem-se cobertores de alsodao grande* a
G10, e pequeos a 560: na rua do Crespo a. 12.
QEIJOS E PRESUNTOS.
*Na rna da Cruz do Recife no armazem n. tS2. de
Antonio Francisco Martin*, se vende os mais supe-
rieres queijos londrinos, presunto* para fiambro, l-
timamente ebegados na barca ingleza Valpa-
raiio.
Na rua da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem de Henrique Gibson :
vendem-se relogios de ouro de sabonete, de paten-
te inglezes, da inelbor qualidade e fabricados em
Londres, por prec,o edlnmodo.
Na rna do Vigario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flaoella para forro de sellins che-
gada recenlemente da America.
Moinhos de vento
ombombasderepuxopara regar herase baiat
de capi 111. na fundicao de 1). W. Bowman : na raa
do Brumo. 6, 8 clO.
Padaria.
Vende-se uma padaria muito afregutzada: a Iratar
com Tasso & Irmaos.
Vende-se alvaiade fino em barris
de arrobas: em casa de C. J. Astlcv &
Companhia.
Devoto Christao.
Sabio aluza 2. edi(flo do livrinho denominado
Develo Cbri-lao.raais correcto e acrescentado: vende-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes acolchoadas,
brancas ede cores de um s panno, muilo grandes e
de bom gosto : vendem-se na rua do Crespo, loja da
esquina que volta para cadeia.
AOSENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Rrrlirr>*MPregado as co-
lonias inglezas e hollandezasTcom gran-
de vantagem para o melhorainento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de.
H. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz, n. 4.
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
. Vende-se superior vinho do Porto, em
barris de 4., 5. e 8.: no armazem da rtia
do A7.eite de Peixe n. 14, ou a tratar no
escriptorio de Novaes & Companbia, na"
rua do Trapichen. 54.
i
1
i

proprio 1
milito lin
mazem
piche
acha-se conslanleinenle liona sorti-
mentos de taixas de ferro coado e balido, tanto ra-
sa como fundas, moendas Deliras todas de ferro pa-
ra animaos, auoa, ele, dilas para a miar em rnadei-
ra de linios os tamaitos enldelos os mais modernos,
machina borisonlal para vapor rom forra de
4 cavallos, coros, passadeiras de ferro estanhado
para casa de portar, por menos preco que us de co-
to I ra-j bre, esco tens para natos, reno da Sueeia. e fo-
11 has de flandres ; ludo por baralo preco.
por ser
: no ai'-
ESCRAVOS FGIDOS.
Ausentou-sc da casa do Sr. Sebastian Anlouio
do llego Barros, em agoslo de 1851, em occasiao que
se achata murando no sierro da Boa-Visla, o seu os-
cravo, pardo, de nome Vicente, de a I tiara regular,
que representa ter 30 anuo* de idarTe* pouca barba,
bons denles, olhos na flor do rosto, corpo c peritas
bem feitas, tendo nos cotovellos dos bracos dous lo-
hinhos ; suppoc-se estar acoulado em uma casa nes-
ta cdade, e seu senhor protesta desde j por perdas,
dainos, dias desrtico, etc. etc.; assim como gra-
lilica a quem o apprehender.
Amonio, moleque, alto, bem parecido, cr aver
mediada. afio Congo, roslo romprido, barbado no
queiio, pecoco grosso, ps bem feitns, leudo o dedo
ndex da mo direita aleijado de um lalhol e por is-
so o Ira/, sempre fechado, com lodos os denles, bem
ladino, oflicial de pedreirn e pecador ; levo roupa
de aluodAo c uma palboca para resguardar da Chu-
ra, la toda prohabilidade de ler sido scduzido por
alguem ; fusido a 12 de maio do corrente atino, pe-
las s horas da inanb.ia. leudo oblidti lirenca para le-
var para Santo Antonio uma bandeja com roupa :
roga-se, porlanlo, a lodas as autoridades e capilaes
de campo, bajara de o apprehender e leva-lo i An-
tonio Altes Barbosa, na rua de Apollo n. 30, ou em
Fra de Portas, rua dos Guararapes, onde se paga-
rao todas as despezas.
Ilesapparcceu no dia !."> de Janeiro do corren- 4
leannoo cscravo Jos Cacangc. de idade 10 .unios,
pouco mai* ou menos, con: Talla de denles na frente,
testculos crescidos, e cicalrizes lias nadesas ; gral-
Rca-M oeiierosameiile a quem o levar ao aterro da
Boa-Vista 11. 47, segundo andar.
*
V
1
I Pera.-- Tf d. "5. T a Faria. UM.
/
J
* ti iTii a r\r\
1% B\


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID E53A13WPN_N02ZZK INGEST_TIME 2013-03-27T16:29:31Z PACKAGE AA00011611_01509
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES