Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01508


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Full Text
(
'A'-
~^,. *.-*. m^.
ANNO'XXX. N. 162.
I

v
.
*
\

X

Por 3 ir ezes achantados 4,000
Por 3 mezes vencidos 4,500.
TERCA FEIRA 18 DE JULHO DE 1854
Por Anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO DE PERNAMBUGO
>
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO'.
Recite, o pro prieta rio M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, oSr. Joo Pereira Mi.rtins; Baha, o Sr. F.
Duprad ; Maoei, oSr. Joaquim Rirnardo de Men-
dontja Parahiba, o Sr. Gervazio Viclor da Nativi-
dad.;; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Araca-
ty, oSr. Antonio de Lemos Braga ; Cear, o Sr. Vi-
ctoriano AugustoBorges; Ma -anhao, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 26 5/8, 26 1/2 d. por 19
Pars, 365 rs. por 1 f.
a Lisboa, 100 por 100.
Rio de Janeiro, a 2 O/o de rebate.
Aceces do banco 15 O/o de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras a 6 e 9 0/0
METAES.
Ouro. Oncas hespanholas...... 295000
Moedas de 6J00 velhas. 169000
de 69400 rvas. 169000
de 49000...... 99000
Prata. Pataces brasileiros..... 19940
Peso columnariM...... 19940
mexicanos.......15860
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda, todos os das.
Caruar, Bonito e Garanhuns nosdias 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e Oricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas feiras.
Victoria, e Natal, as quintas feiras.
PREAMAR DE lio.ir.
Primeira s 10 horas e 54 minutos da manhaa.
Segunda s 11 horas e 18 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas > quintasfeiras.
Kelaco, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1 vara do civel, segunda! e sextas ao meio dia.
2.' vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
EPHEMERIDES.
Juatib 3 Quarto crescente as 4 horas, 1 mi-
nulo e 48 se gundos da tarde.
10 La cheia as 4 horas, 6 minutos e 48
segundos da raanlia.
17 Quarto minguante a 1 hora, Vi minu-
tos e 48 segundos da manhaa.
25 La nova aos 47 minutos e 48 se-
gundos da tarde.
DAS DA SEMANA.
17 Segunda. S.Marinhav. Ss.Aleixoc Victoriano
18 Terca. S. Acylino m. Ss. Burilo b. e Frederico
19 Quarta. S. Vicente de Paula.
20 Quinta. S. Jeronymo Emiliano ; S. Elias.
21 Sexta. S. Prxedes v. ; S. Daniel profeta.
22 Sabbado. S. Maria Magdalena (peccadoradoE.)
23 Domingo 7. S. Anolinario b. m. ; S. Libo-
rio b. ; S. Primitiva ; S. Erundines. .
INTERIOR.
RIO SE JANEIRO.
SENADO.
fila 3. d junho.
A'* 10 hora! e meia da manhaa, estando reunido
numero safliciente de Srs. senadores, abre-se a ses-
sio a ipprova-se a acta da anterior.
O I. Serritario d coala do seguinle expedi-
ente :
l!m flicio do 1. secretario da cmara dosSrs. de-
putados, acompanliando a proposta do governo fi-
zando as forjas navaes para o auno linanceiro de
1855185*, com ai emendas feitas o approvadas pe-
I* mesma cmara. A' coominio deaaciuha e
guerra, iodo depois a imprimir.
i'Oulro do 1. secretario daassembla provincial de
S. Pauto, remetiendo a representara} da mesma.a--
seabla pedindo que seja atlendida > represtmtarSo
dos povos da comarca de Sapucaliy, da provincia de
Minas tienes, em que peden) liear perfeucendo
provincia de S. Paulo. A' conmissAo de eslalis-
tka.
Uro rquerimenlo de Paulino Fraa-itiin do Amaral
pedindo se llie conceda poder matricularle nsf. an-
no da escola de medicina dtela corte, cujas aulas
frecuenta, e a fazerexamc do mesato anno, depois
do ter feilo o do 1. anno.A* comm ssAo de iuslru-
rM publica.
Passando-se a ordeni do dia, continua al. discos-
sao, adiada pela hora na ultima sessfio, do pujado
de resolurao da commissao de assembleas provinci-
aes declarando que deve ser sanecionado o'decreto
to n. 381 de 9 de novembru de 1853 da aseembla
provincial do RioGranito do Sol.
O Sr. Toita: Depois da discussao que lem ba-
tido sobre o parecer da nobre commissao, eu nAo
lencionava pedir a palavra, nein etivi lver-ase nesleJ
debate, ae por ventura nao tivesse de deixar,_ pela
primera vez, de conformar-me rom as opinin de
uro honrado senador pela provincia do Rio de Janei-
ro com rroem sempre lenho estado de accorddR
Antea, porero, de submeller algumas refleftes
considerado do nobre senador a que acabo de reYeJ
rir-me, peco licenca a nobre commissgo para tozad
m pequeo reparo acerca dos fundamentos em que
baeeou o parecer com que oraie oceupa a casa.
Bise reparo, Sr. presidente,neo seitmiute: A no-
bre conimisso entendeu que a inicia iva que com-
pele i cmara do Sr. deputados sobro recrulamen-
lo nao pcteme as assembleas provinciaes quandn
tratara a> Ugialar acerca do roesmo reerutamento,
mas sim quando tratara de decrela-lo. Creio que
j* algumas. refleies toram feitas na ciiaa a este res-
pailo; mas peco a i Musir commissao que se digne
rcaponder-me se por ventara quem lem o ilireito
de decretar o mais nio poder decretar o menos-, e,
pergunto lambem se decretar o recrulamenlo nao lie
moilo mais importante do que prescrevtr a maneira
porque lie deve ser feilo*
Sea nobre coraroistao concede que as assembleas
provinciaes compele decretar recruliiniealo, como
no concert que as mesma < assembleas tenham o
direito de declarar as formas que devem ser obser-
vadas neje recrulamenlo? J so v, Sr. presidente,
que a nobre commissao nio toi coherente consigo
mesma quando, reconhecendo um poder maior nao
roacedeu um poder menor.
nao sei raesmo' onde achon a nobre commissao
.inrrfo que fez no seu parecer.. Acaso pode-
ra' ella interpetrando doulrinalmeoto o artigo da
constituirlo fazer urna dislnecao que esse artigo nao
linha feilo? He principio que a nobre commissao
couliece melhor do que eu, e que me parece comezi-
nho em jurisprudencia que, onde a lei nao distingue
o interpretador nao pode distinguir. Portanlo
nobre commissao, como j disse, nao me pareccu
perfeitomenle coherente quando entre os fundamen-
do sea parecer, dando como subsistente o direito de
mandar recrular, nao deu lambem o direito de legis-
lar sobre a maneira de proceder ao reerutamento.
Mal coherente foi oro dos seus honrados mem-
bros quando tralou desta questao. Entendeu que,
nao sanieule as assemhlas provinciaes liaban) o di-
reito de decretar o recrulamenlo,mas aiudao direito
de regular a maneira por que deveria ser feilo.
lie faci, senbores, se o direito de fixar a forra
comprehende o direito de fazer o reerutamento da
maneira porque a nobrecommisso o eutende, nao
pode haver duvida alguma de que aquelle que tem
o direito de decretar qne a elle se proceda,nAo pode
fallar a faculdade de determinar o modo porque de-
ve ser feilo. Era assim que se poda considerar sub-
sistente a plenilude de meios invocada pelo nobre
senador pela provincia do Rio de Janeiro, a quem
vou submeller alguraas considerarnos.
O nobre seoador entendeu que o dircilo de decre-
tar o reerutamento nascia implcitamente do dimito
que tem as assembles provinciaes de fixar a forra
policial, e raciociuou pela seguidle maneira: Aquel-
lo que tem direito aos fias nAo pode deivar de ler
direito aos meios iudispensaveis para id ter esses flus
Mas nesta inesma regra estabeterida pelo nobre se-
nador, com a qual perfeitamente concordo, acho a
resposla a sua doutrina. Parece que, para ser exa-
cla a coiiseqiieocia deduzida daquelle principio, o
nobre senador devia demonstrar que o recrulamenlo
he essencialmcole necessaro para se obter a forra
policial.
Note-se que digorecrulamenloentenda-se bem)
no sentido estrilo em que parece que a copsliltiicSo
toma essa palavra, e em que he tomada umitas vezes
pela nossa legislaran.
Devo lambem nolar de passagem qo a palavra
reerutamentoem seu sentido ampio comprehende
lodos os meios de levantar urna forra qualquer, ou
esses meios sejam o contrato ou engijamenlo, ou
sejam a coacrao he o alistaraentt por qualqaer ma-
neira. Mas nem he esta a aceepefto, segundo creio
que gcralmente he dada palavrareerulamen lo
nem foi tainhema significarAo em que a constituiro
a tomou dando a atribuidlo da iniciativa cmara
dosSrs. deputados.
Eu dizia que, para que e nobre senador pelo Rio
de Janeiro podesse colher algum fruclo da consc-
quencia deduzida do principio que estabelereu, ne-
cessilava provar que era i udispeiisavel o meio\lo re-
crulainenlosfnrradu para se har a elTeilo o preen-
chimenlo da forra policial. 'Uta creio que o nobre
senador nao poder por maneira alguma mostrar que
esse meio lie absolutamente indispe-nsavel; e se nao
o li, j v que toda a argumentarlo em que haseou
a sua asterrno tem necesariamente de taquear.
Ora, Sr. presidente, que nao he indispensavel esse
meio para o precorhiinenlo da forra policial, pde-
se provar com fados qne occorrem em umitas pro-
viiioias do imperio, assim como pode-se provar que
urnv.foi essa mente do legislador quando cstabe-
leceu o* corpos policiacs.
As forras poliriaes propriamenle taes, separadas
da Iropa de linha e tendo funcres absolutamente
dislinclas, nao datam, creio eu, de poca mais re-
ola do que o anno de 1831. Foi enlao que pela
(heira vez se estabeleccram esses corpos chama-
dos municipaes, depois convertidos em corpos per-
ojanentes, ou em corpos propriamenle de polica.
F nessa poca, qual foi o principio geralmente re-
cebido ? Que a forr,a de linha, por ser recrulada,
nio linha a precisa moralisacaa nem a necessaria
forja moral afim de empregar-se na polica, vista
das cireumstancias que desta se exiga. Esta idea
vogou constantemente at a occasi.io em que o acto
addicional foi votado pela assembla geral, e vogou
lambem na occasiAo em que. se considerou os r-
ticos do acto addicional qae dereriam ser inter-
pretados. Ora, como suppor que u legislador ti-
vesse alguma vez em visla que o recrulamenlo tor-
eado fosse um meio indispensavel para se preeucher
a forra policial ?
Pelos toctos, ainda agora disse que se condeca
que a pratca de muitas provincias demenstra k.
teiraincnte o contrario. Pela pratica da maior par-
te das assembleas provinciaes, lambem se prova que
nuoca repnlaram este meio nem como indispensa-
vel, nem ule como exequivel.
l'orlanto, Mo sendo o tecrjjiamenlo um meio in-
dispensay*! e cITurti 'uienteia^easario para se ob-
ter o complemento attrttxfto conrcdi somblas provinciaes / acto addicional, parece fra
deconleMaca i|ue falla o arajamen I -i apresen lado pe-
lo nobre senailor.
Porem lambem nAo vale o argumento do pobre
seuador quando discuti a interpretarlo dos arligos
do acto addicional. O mesmo nobre senador re-
conheeeu que, quando se trata de conherer quaes
s3o as verdadeiras altrilmires das assembleas pro-
vinciaes, ilcve-se ter muilo em vistas que essas
allribuires toram marcadas, por evceprAo ; que a
plenilude dos direlos mageslalicos eat nos poderes
geracs : que nao passamn para as assembleas pro-
vinciaes seno algumas eveepees. Orai aenhores..
as evcepcOes nao po.lem ser ampliadasflM podem
.er enlendidas senAo muilo reslrictamco^Be, pois,
como quer o nobre seuador que es*a e^^^Ho- acer-
ca do levantMKtito de forja policial poflPrerogar.
a regra geral eslabelecida no artigo da coustituicao
que d a inicialiva do recrulamenlo cmara do
Srs. deputados? Se a atlribuir.io da assembla pro-
vincial para a li varan da. forra policial he urna ex-
repran, nao pode de maneira alguma derogar a re-
ga geral, pode apenas limita-la, o que Re muilo
diverso. Nao sei se me Cico bem comprehender.
Reconlo-me de mn^irncipio de direito geralmea-
le nmillido, e he que s s leis posteriores per-
tffice revogar as leis auleriores; quero di/.er que nao
se pode por inanr alguma sustentar que est re-
vogada urna lei anterior por urna evcepcAo feta
nessa inesma lei,-*m que expressamentc na lei pos-
terior baja deaUrarao solemne do que o principio
i
V
FOLHETIM.
11U HISTORIA DE FAMILIA. (*)
POR IER1'.
XI.
Cantiniliirao.'
O clame do panado.
No raininho o conde de Sullanze e Sau .Nereo
guardar.uu ambos um silencio assaz longo procuran-
do urna hanaliiladc para rompe-l i. Dous embara-
zos criam sempre o silencio. Todava o conde Cae-
lauo aventurou esle gracejo rindo :
San Nereo, voss nao toi galante ainda agora
em ininha casa.
San Nereo ungi nAo comprehender, e disse :
Na verdade, meu charo de Sullauze, lenho urna
enlrevisla denegueios... de negocios de dinheiro...
na visiuhaii|ti|aall!ilsa... lenho qne fizor um ajuste
rom o mato ljente de cambio para tres por cenlo que
. i rsla a *K ha seis.mer.as, c estamos a 77. Kealisei
um lucro iln seis rail francos ; tninha compra de ren-
las era,eoas5iferaveI, como v. 'Domis s especulo
com Uiiilatiroavista, sai esperar una forte baila, e
espero tres, qualrn. cinco c seis mezes urna eleva-
cao para vender. E'te jogo he seguro. Quando a
runda esta a 68, nao se arrisca absolutamente nada
comprando com dinheiro vista; lie um curso con-
trario x cosraa.
O.eorid, Caclano ciaminou o joven companheiro
com essa jnqiiielacAo do olhar qne da-so a um ho-
rnero ile juizo suspeito de* luueura sbita, e disse
rindo-se :
Que demonio de lingua falla voss a um solda-
do velio '
A lingo i universal, re,spondcu San Ncreu. Nao
compreliendeu-me ?
Nao, meu lilho.
Ouer que Ihe repila ?
Eu o coniprelieuderia ainda menoda segunda
VCZ. I'ique insaln.
j Mas, meu charo de Sullau/.e, o senhor rom-
prehendeu ao menos que eu linha de rcuular um ne-
gocio de dinheiro rom urgenria.
Sim, um negocio da dinheiro.
Pois bem! isso explica a hr-vidado de minlia
visita, e juslilira-me aseusolhos. Ileiu :>abe que eu i
era errado, ou quando nAo eiisle urna disposirAo
tal que seja diamelralmente opposla a essa. Isto he
expresso no "'4pWc he principio que nao pode
ser contestado erirjBrisprudencia.
Sendo assim, como poderemos comprehender o
art. 4." do acto addicional sem ter em visla o arti-
go da constituiro que he anterior ? Essa lei pos-
terior uao Jm diametralmeote opposta iniciativa
do reerutamento pertencente i cmara dos Srs. de-
putados ; como pois enteuder-se que, ella nullilicou
essa inicialiva? Digonuil i lirar, porque, des-
de qae outro poder partilhasse essa iuiciativae
ella- teria acabado completamente. Logo cntendo
que ainda por este principio, se nao pode sustentar
que as assembleas provinciaes comparlilham a incia-
liva sobre o reerutamento, que he muito eiprcssa-
menle allrihuida cunara dos Srs. deputados.
Anda oulro principio foi desenvolvido pelo no-
bre senador, meu amigo, a quem me refiro. E principio foi que, logo que no acto nddieioual nao
est alguma deelaracao manifesla, clara, positiva,
indabilabel, a qual contrari um artigo qualquer da
conslituirAo, nuoca se considera de maneira alguma
esle artigo implcitamente reformado. Ha pois pre-
ciso que o artigo lenha sido declaradamente refor-
mado. Ora, o artigo que da a iniciativa sobre re-
crulamenlo cmara dos depatados nao toi declara-
damente reformado.
O nobre senador, e todos aquellos que suslen-
tam a sua opiniao, reconhecem qae ezprcssaraente
nao ha artigo no acto addicional qae d s aaaem-
bhas provinciaes i faculdade de mandar recrular.
Logo, nao sendo aquelle artigo da constiluicao de-
claradamente reformado, nao havendo no acto ad-
dicional iienhuiu artigo que positivamente altribna
s assembleas provinciaes o direito de mandar pro-
ceder ao recrulamenlo, segue-se, c me parece que
incontestavelmente, que nao se pode dizer qu se-
melhante attribuicao perlenja a assembleas proviu-
ciaes.
Agora, senbores, considerando a questao por ou-
lro lado, se examinarmos bem qual foi o motivo pe-
lo qual a conslituicjio attribuio cmara dos Srs.
deputados a iniciativa sobre*o reerutamento, vere-
mos que esse motivo se nao pode dar a respeito das
assembleas provinciaes.
Tenho idea de ler lido urna opiniao emittida pelo
Sr. Hamilton, redactor de nm desses bellos arligos
do Federalista, a qual lem bem cabido logar no pro-
nenie caso.
Sostena elle qae os poderes geraes da nar estao
Tn melliores cireumstancias para favorecer a liber-
dade do povo do que as assembleas provinciaes ; e
d as raaots. Alm de muitas oulras, recordo-me
de que aprsenla a seguate : qae as assembleas pro-
vinciaes, ou as assemhlas dos estados particulares,
achaudo-se mais em contacto com a popularan do
lagar, estao sujeitas a todas as intrigas, a todos os
inconvenientes das pequeas localidades ; de modo
que sao toilas mais pelas opiuioes do momento do
que pelos verdadeiros volos do povo. He isto o que
de ordinario acontece, e nao acontece o mesmo s
assembleas geraes.
Sendo assim. diz o Sr. Hamillon, lambem se ob-
serva que o povo cosfena ter muito mais confianza
nos mandatarios que manda s assembleas geraes do
que nos mandatarios particulares dos estados oa pro-
vincias ; he por isso que aos mandatarios geraes cos-
luma elle confiar as altribtiiroes as mais importan-
tes.
Ora, parece que esle principio foi aquelle que
delerminou a constiluicao do imperio ailribuir a
iniciativa do reerutamento cmara dos Srs. deputa-
dos ; porque na verdade nao pode haver cousa mais
importante, como bem se considerou nesta casa, do
que o trbulo de sangae.
N'ole-se qae, quando no acto aonicional se altri-
buio s assembleas provinciaes o direito de fizar
despeza e orear a receiia resr divas, deelarou-se
muiloespressamenla que as asse.Nblcas provinciaes
livessem lambem de iniciar os imjAstos uecessarios;
mas nSo se declaren da -niesrua^ianeira cerca do
imposto de sangue. De sorle que o acto addicional
i'vpressameule conferio s assembleas provinciaes o
direito de impor o trbulo de dinheiro, mas calou-
sc inteiramente acerca do tributo de sangue. Co-
mo se poderla razoavefinente entender, em legisla-
cao, semelhanle silencio da parle do legislador.
He lambem bem sabido que aquillo que a lei af-
firma de um, uega de outro : se a constiluicao re-
formada deu ezprcssaraente o poder em um caso, e
nao deu em outro, he porque nao quiz que fosse ej-
ercido.
Eu poderia, Sr. presidente, acrescentar mais al-
gumas rellevcies s que humildemente acabo de ofie-
reeer ao honrado senador pela provincia do Rio de
meu amigo ; mas os nobres senadores que
ira a opiniao que tambera professo ja as expu-
zeram ao senado com todo o brilhantismo e mais
clareza do que eu o poderia fazer.
Por tanto, limito-mc a estas observarles, c torno4V c
a lcmter que nao as ofiereci ao senado seno pa- *lue"
poder juslificar-me pe ante o nobre senador pelo
Rio de Janeiro da discordancia em que me acho de
sua opiniao. At hoja, desde mais de 30 annos,
lemos vivido .sempre unidos, suas apinioes tem sido
sempre as minhas : nunca achei no que era esseu-
cial razao alguma que me separasse do nobre sena-
dor. Sinto pois que nesta occasio en me separe em
ama questao Uo importante.
Se o nobre senador, por amor da coherencia, por
ler sLJo o presidente que sanecionou algumas leis em
que se consagrara doutrina contraria que eu sigo,
quer sustentar agora essa opiniao^. eu pedira Iicen-
ra para lembrar-lhe a rcflexao de -n celebre pbilo-
sopho, o qnal dizia a qae era preciso conceder que
os homens fossem nm pouco.incoherentes ; que nao
se pode eslranhar por maneira alguma que os ho-
mens, em suas opinloes, sejam s vezes um pouco
incoherentes, porque de outra -orl' nao poderam
elle- chegar razAo, da qual oenhum pode dizer
que deixou algumas vezes de separar-se. i>
O Sr. Coila Ferreira: Sr. presideute, a ma-
L
Vide o Diario n. 161.
nao poda fallar em Ircs por cenlo diante da scuhora
Branca.
O conde Caelano abanoo, tristemente a cabera
diantc dessa obsiinarao, edisse :
Meu charo filho, voss nao falla com sincerida-
de, o que nao se deve fazer com um amigo, com um
pai. Em ludo o que vosse lenj.feiln e dito desde a
manhaa nada se Ihe assemellMt&uss contraria evi-
dentemente sua ndole. Estranno isso tanto mais
porque tinha o direito de esperar o contrario.' Urna
vida nova devia comcrar esta manhaa para nos tres.
Merecemos um pouco de felicidade dc|iois de lanos
sol i imenlos a::ndo. ; minha filha merece lambem
recobrar seu lugar entre os \ivos. c sabir de urna
prii.lo onde expia o crime de oulrem. S voss,
San Nereo, parece por obstculo a essa alegra, vos-
s que lem dado tantas pravas de amisade ao pai, e
de amor a filha! Depois do que acaba de passar-se
em minha casa lera voss voltado s suas duvidas
injuriosas ? Ser ainda do partido da. calumnia,
e...
Oh! Mr. de Sullauze, inlerrompcu o rapaz
com calor, seja inaisjiisloem sen pensamento. Dos
me perdoe ter desconfiado um s lisiante da inno-
cencia de sua filha!
Entao, lornou o pai, nao o comprehendo mais'.
Deviamos eslar na vespera de um casamento, e vejo
que estamos hem longo.
As instancias aferradas vem sempre a triumphar
das nalure/.as nervosas. Sau Nereo deu omsuspiro de
alllirao, e disse:
Mas o senhor nao penetra meu pensamento ?
Que '. o senhor he hoinem e nAo romprcheude mi-
nha posicAo? Por ventura o Irabalho sordo das pai-
xftes nAo he o hiesmn em todas as almas nobres' Por
ventura he preciso moslrar-lhe agora a claridade ao
meio dia'.'
Cbnfesw humildemente minha estupidez, disse
o conde GieaDo, acho s Irevas ao meio dia.
Pois bem lornou San Nereo em lom resoluto,
vou terminar j esse maldito negocio de dinheiro, de
que Ihe fallci Cada nm deve cuidar em si, nem
lodosStOricos na mesnia familia. Nao quero enri-
quecer um alenlo de cambio cusa de um prente
pobre. Feitas todas as minhas ilisposicOcs, e pre-
v islas todas as eventualidades, mesmo a da morte...
laiirn-nie sobre a pisla desso bandido que pretende
despedazar um aggressor sobre o joeiho, faco-lhe
uirh lfroula rruel, e se nao for logo morlo mato-o,
como sabemos malar lias nonas innnlanha", e ja-
mis piiuhal aliium lera sido melhor dirigido.
(^ue '. disse ii runde f.aelanu roiu ar eousler-
nadu, que, meu filhu. voss loma a caliii nessa re-
snliirao Y
Mas, senhores, he somenle agora que os senho-
res ministros despertaram ? Foi o Sr. CansansAo
quem os acurdou ? Qual toi o ministro que mandn
rasponsabilisar, ou pelo menos remover presidentes
por sanecionarem leis iguaes a essa sobre qoe versa
o parecer que se disente ? A assembla provincial
do Rio Grande do Sul nio toi a nica que consagrou
semelhante doutrina, outras assembleas provinciaes
lem procedido de igual modo, essas leis lem sido
saoccionadas, e essas sanefcs lem sido approvadas
pelos Srs. ministros; porque pao creio que essas leis
nao venham aos Srs, ministros, que SS. EEx. nao
as vejara.
Disse-se qae antes da lri da interpretar ao do acto
addicional nao se entenda assim-; mas depois diss
ja tem sido ministro o Sr. Rodrigues Torres ; por-
que deixou calcat a constiluicao? porque nao man-
dou responsabilisar esses presidentes, ou pelo me-
nos porque n.lo osdemittio'. O nobre senador que
acaba de fallar lambem foi ministro, e s agora foi
que o Sr. Cansansao o acordou .' Jsto parecc-me in-
coherencia.
Apontai urna palavra vossa contra os presidenlcs
que sanecionaram essas leis incons'litucionaes. Nao
a dstes, logo.sois rosconfessos. Devcm ser acru-
sados os Srs. ministros que viram essas infraecesda
ronsliloiro e nao mondaram responsabilisar esses
presidentes, ouao menos nao os demittiram.
lie .o i-(o oque eu quera dizer; nada mais. Em-
fita, graras ao Sr. Cansoslo que acordou os Srs. mi-
nistros do somooem que eskvam !..
O Sr. rmenla Bueno: Sr. presidente, a ma-
teria est luminosamente discutida, c minhas refie-
xOcs pouco accrescenlarao ; as aproveito a occasio
para pedir ao nobre presidente do conselho urna me-
dida que roe parece conveuienle e que entrego con-
sideraro de S. Exc.
Comprando pela questao, irei que partilho a
opiniao dos nobres senadores c,uc enlendein que as
assembleas provinciaes nio tem o poder de legislar
sobrerccrulamento : he para nim urna proposiro
sem replica.
Um principio de direito publico nos ensina que a
delegarao do poder nao presume; ninguem tem po-
der sem que esle Ihe seja delegado positiva e xpres-
sameulc. Ora, s assembleas provinciaes nao foi de-
legado positiva nem expressaminic o poder de legis-
lar sobre o recrulamenlo, e se foi, pero aos meus no-
bres collegas que assim pensam que aponlem o artigo
que positiva e expressameote consagra semelhante
delegarao.
Os nobres senadores que prttenderain demonstrar
que as assemhlas provinciaes lem esse poder o de-
dimram por argumento, por iliarflo, e nao de lexio
expresso. Disseram elles: O aclo addicional deu
a torga policial ^logo ellas tem lambem o poder de
legislar sobre o recrulamenlo. Mas um principio
de direilo publiso, como j dissq, nos onsina que
quando se d o poder he por doleg.-.cao expressa e po-
sitiva, porque o poder na se pcsume. Portento
vejara os nobres neuadnrts que. -a reara que pro-
tendem cstabelccer, resultara usurparan de poder.
Ora, concordo com a (hese que os nobres senado-
res da opiniao contraria eslabelecem; mas nao com
a conclusAo. Dizem elles : Se as assembleas pro-
vinciaes tem o direilo de fixar a torca policial, he
preciso que truhana os meios de haver essa forra.
Logo os nobres senadores dednzem por illaro ; mas
pecca a conclusAo, e cm diversos sentidos. Desde
que as assembleas provinciaes tem o dircilo de fixar
a forra, he preciso que algucm lenha os meios de es-
la helecer essa forra; mas esse alguem ser de necessi-
dade as mesmas assembleas provinciaes?
O Sr. Paulino: Essa he que he a questao.
O Sr. PimenlaBueno : E urna questao cm que
se nao tocou.
Ha ainda oulra consideraran. Concordo com o
meu nobre collega que [quem da urna obrigacAo d
os meios de cnmpri-la ; mas sao aquellos meios que
estao limitados por lei expressa, aquellos meios
ao estao prohibidos. Ora, so o recrulamenlo
esl limitado por lei expressa, se esl prohibida a
sua iniciativa a qualquer outra autoridade que nao
seja a cmara dos Srs.deputados, segue-se que llave-
ra outros meios de preeucher a forja policial, e nao
esse. Depois, esse n3o he o meio nico, e emquan-
to n3o for meio nico, pode nao ser da competencia
das assemhlas legislativas provinciaes.
Eu trarei um argumento para o qual jolgo conve-
niente qae os nobres senadores dem alguma alten-
co. Tem passado como principio, e principio que
cntendo ser constitucional, que o governo imperial
nao pode eugajar eslrangeiros para o servic,odoexcr-
cito de Ierra. Eulendc-se por um argument mui-
to lgico, que a constiluicao o prohibe, porque, ve-
dando a entrada de tropas estrangeiras no imperio,
seria Ilusoria esla disposieao se se pudesse inlrodu-
zir individualmente estrangeiras para orgauisarem-
se em forja publica.
Ora, pergunlo, isto que o governo imperial nao
pode fazer, isto que depende de permissao da as-
sembla legislativa geral, ser licito s assembleas
teria (cm sido bem discutida; o senado lem mostra- legislativas provinciaes!' Diz-se : o Quem di a
do o maior desejo de acertar. Amigos polticos e
pessoaes lem estado em divergencia, signal de que o
acicale que os lem obrigado a fallar he nicamente
o amor verdade.
tedas as exigencias do
^Ja nunca me du
Nao lemos csgolado
dever ?
W Nao.
Heirla, meu filho... .
Oh ludo est reflectido, Mr. de Sullauze.
Temos feilo quaulo os humens honrados devem
fazer, execplo o processo criminal...
Oh! nao fallemos cm processo publico, inter-
rumpen San Nereo.
Excepto o assassinio, accrcsccotou o conde.
E elle nao assassinou sua filha ciclamou San
Nereo. E porque sua alma he vil, porque sua mao
lio forte quando est desarmada, he fraca quaudo,
lem urna espada, ha de reptousar sobre os louros de
seu crime? Adormecer toda a vida com a lembran-
ca da noile de Saint Mand para fazer dola osonho
de todas as noiles Oh! esse pensamento abraza-me
o sangue, accrescenlou o rapaz com urna accentua-
cao estridente, nio he possivel, n.lo ser assim em-
quanlo houvcr um punhal juslo na mao de San
Nereo!
Meu lilho! meu filho I disse o eoude Caelano
abatido, lenha piedade de minha filha. Depois -de
tantos'diasde desespero ella vio brilhar um raio de
luz esla manhaa. Nao fallo-lhe de mim, lenho forra
para soffrer... Oura-me, meu filho, o encare bem o
futuro que romera araanhia. Partimos lodos Ircs,
deivamos Paris, procuramos na carta do mundo os
mais helios pazes para atravessa-los ou habila-Ios.
Nao sejamos ingratos para com Dos que deu-nos a
riqueza. Os pobres nao podem mudar de ar, viven
o morrem debaixn do tecto que os ve sofTrer, e-qne
Ihcs recorda a lemhrauea de suas dores, a cada lis-
iante do dia. Vamos renascer era outra parle, eu
com minha falla, vosse com sua mulher. Podemos
Irocar enlre nos Ires todos os nomos que a ternura
inventou paraserem a alegra continua da alma. Por
que recusara vosse minha filha e a mim a felici-
dade qae lem nos ratos?
Elle nao me comprehende! nao me compre-
hende! disse San Nereo como em uparle. Em-
qiianlo esse homem viver. nAo pedirei nada nem a
Dos, nem ao senhor, nem sua filha, s pedirei a
niorlc delle. Esse homem est ahi, sempre ah,
noile e dia diante de meus olhos! Esla manhaa em
sua casa, em sua sala o senhor rontou-nos, eramos
tres, mentira eramos qualrn ; elle eslava l Oh !
o riuiiie do passado o senhor nao comprehendeu
jamis o chime do passado! He a rhamma que se- )
(ue o riiiidpinuailn do inferno, e que nao se apaga j
O riiiine do passado he nina lava qup torvo na ra- '
beca, mu circulo de ferio que apella o PeaCQCO, um i
SMC ai denle que queima a lingua, um delirio que I
obrigacao da os meios. n Enlao as assembleas podem
levar esse principio ultima cnosequencia, e nao s
mandar recrular, como ordenar que se proceda acn-
gajamenlode estrangeiras? Eu cntendo que nao o
aniquila a rajao; urna borrasca que muge em nossos
ouvidos, na t'aiz de nossos caoellos! O senhor diz
viajar, partir, correr o mando -Oh! o senhor nun-
ca amou nunca leve ciume I N3o seremos tres, se-
remos qualro; esse bandido do jardim, esse phaiilas-
ma de volupluosidade me seguir por toda a parle ;
acharci sempre deba i vn de meus labios os vesligios
dos delle, e esse vestigio infame s sua morte pode
apagar Para dizer ludo em fim, e se me he per-
iiiillidn servir-mc de urna compararlo que nao he
inteiramente justa nesta circumslancia, mas que
coraptcla-mc o pensamento, posso amar urna mu-
lher viuva; porem nunca urna mulher adultera...
Cumprebende-mo agora?
Em quanlo fallava assim, o joven Corso tinha-se
transfigurado, e naohavia conservado nada do dandi/
elegante que conhecemos. San Nereo nao asseme-
Ihava-se nesse momento a um desses homens que
enganam asi mesmos ostentando paixOes qucjulgam
(er, e prometiendo vingauras que nAo executar
jamis. Un" convcean Icrrivcl manifeslava-sc no
orgam o. na phisionoma do rapaz. Alem disso o
conde Caelano conhecia os San Nereo ilesde muilo
lempo, e sabia que nelles a palavra era sempre a al-
liada fiel da execurao.
Em ludo o que vosse acaba de exprimir-mc,
disse elle, enlrevejo sempre com tristeza a mesma
dcscontianca injuriosa, e...
Torno a dizer-lhe, Mr. de Sullauze, e senhor
engana-se, juro-lhe perantc Dos. NSo duvido da
innocencia de sua filha, creio na virgindade de seu
coraro assim como creio na honestidade de minha
nuda O senhor cuiiheco-mc desde o herce, e deve
saber se posso dissimurar- meus scnlimenlos; mas o
ciume do pasado he o antpoda da rallo. Sinto que
nao fallo com precisflo, couvenho que nao aprsenlo
meu pensamento de urna maneira razoavcl, dou-lhc
barato que sirvo-me de expressoes nao classificadas
as jinguas humanas ; porem ninguem pode demons-
Irar-me qne nao expcrimcnlo o que expcrimenlo.
O mecanismo de nossos senlimeulos he nvisivel para
os oulros ; mas quera o senlc fiinccionar cm si deve
admilti-lo, c obedecer-Ihe. S a idea de ler minha
mulher ao meu lado em publico, no Ihcalro, no pas-
seio, ede pensar que na mullidao pode achar-sc um
homem que diga com gracolas designando-a... Oh !
o sangue sulToca-me seu pensamento acabar...
He que ha tambara muilo amor proprio no a-
inor, disse o ronde.
Oh meu Heos lornou San Nereo, ha no a-
inoi ludo oque nelle deve haver! Quem me ensillara
a analvseque deiompuzer os elementosdcsla paixAo?
Quando lenho l'ebre, punco me importa saber as 1a-
res orgnicas que me Jilum a arteria do braco.
podem fazer; c eis-aqui um onlro meio que tambem
nao est no circulo de suas allribuices.
Ora, he oulro principio, tanto de direilo publico
como de jurisprudencia, que, sempre que duas leis
parecerem dissonanles enlre si, devese procurar o
meio de conciliar suas disposires, e s em 'nilimo
resultado se pode entender que urna le aflecta a
onlra, porque as leis sao normas da sociedade, prin-
cipios de utilidsde que fcilmente nao se julgam de-
rogados. Nesle Caso lemos urna disposieao expres-
sa da rnnsliluirao. que deu u cmara dos Srs. depu-
tados a iniciativa sobre o reerutamento; ninsoem o
duvida ; a duvida est na proposiro contraria, em
saber se essa disposieao esl limitada, e porque meio
se quer jutoa-la limitada ? Por um argumento, por
ama Miaran.' Note o meu nobre collega que nao he
esse o principio jaridico sobre limitaco de ama lei,
muilo mais quando ambas essas leis podem ler exe-
cuc.o simultanea.
Nao concordo com a nobre commissao, quando el-
la quiz urna dislinccao que, como bem ponderouo
nobre senador pelo Rio tirando do" Norte, he um
pouco inconrcbivel. A nobre commissao quiz dis-
tinguir entre decrelar leis sobre o modo ou syslema
porque o recrulamenlo deve ser feilo, e smente
applicar as leis sobre o recrulamenlo. Mas a cohs-
tituico nao quiz que proposiro alguma sobre re-
erutamento pudesse comecar senao na cmara dos
Srs. deputados ; he o que diz a palavrainiciativa.
Se pois essa lei era sobre reerutamento, nao poda ser
iniciada senao na cmara dos Srs. deputados, ou fos-
se determinando o modo porque o reerutamento de-
via ser feilo, ou fosse estendendo a ap
qualquer outra hypothese. He pois o
rao inteiramente melaphysica.
A disposieao do acto addicional que deu atli
r,lo s assembleas provinciaes de fixar a for^a
licial, pode, como j indiquei, ser execulada e e>v
tar de perfeito accordo cora as allrbuirfles que per-
Icnccm cmara dos Srs. deputados. E direi mais:
a constiluicao cm sua sabe doria ni poda dar essa
altribuicjlo s assembleas provinciaes; he preciso
nolar que o poder de decrelar leis de reerutamento-
he um poder soberano, perlence soberana da na-
rao, c nio a una fracran della.
O poder de recrular ioclue em si o poder de sugl
pender o habeas-corpus, uma das garantas constitu-
cionaes de um paiz ; he sojeitar um cidadao pri-
s8o sem processo, he forea-lo a uma contribuirao
maior do que os imposlos, he pedir-lhe seu sangue,
sua vida. Pergnnlo, nao he um poder soberano ?
He. Chiuchi que seja dado aos poderes locaes? Cer-
ta mente que nao.
Concluirci pedindo ao nobre presidente do con-
selho que tome em considerarao um rcqiierimcnto
que vou fazer-lhe. Eulendo que o governo impe-
rial deve mandar amina I meu le a cada um dosmem-
brosdo senado uma colleccAo dos actos legislativos de
cada provincia, (potados.) Todos os membros do
senado sao guardas da consliluiroc-das leis ; a com-
missao das assemhlas provinciaes por si s nao lem
lempo de rever os aclos de lodas as assemhlas c
dar sobre cHes o seu parecer; coiivem pois que ra-
da um dos nobres senadores, para bem cumprir seus
devores, tenalo animalmente as collccc,es de lodos
os arlos legislativos de lodas as provincias, para
qne nao surceda que efn quesles como estas, s de-
pois de mullos abusos lie que vcnliAo por acaso a ser
condecidos pelo senado.
A despeza nao pode ser grande. Enlenda-se o
governo com os presidentes de provincia, ou auxi-
liando a impressAo dessas leis para evitar reirapres-
..'"'-, ou providenciando de outra qualquer maneira;
e bom ser que esses aclos sejam impressos em um
s formato, para se fazer collerc/ics que pessao ser
estudadas no iulcrvallo das sessoes ou por occasio
das questiies que se apresentarem. lie uma medi-
da que trar pequea despeza e cuja utilidade ex-
cede ao valor della.
Nao havendo mais quem peca a palavra, julga-se
a materia discutida c he rejeilado o projeclo, volan-
do a favor smenle seis senadores.
Entrando em 1 "disrussaoa proposicAo da cmara dos
Srs.deputadosnulorisando o governopararestituirao
q o adro do corpo de sJudedem nimba ao2." cirurgiao,
Francisco Marciano de Araujo Lima, he apoiado c
sera dbale approvado o seguinle requerimenio :
ii Requeiro que o projeclo seja rcincllido com-
missao de marinha e guerra para que, examinando
os documentos em que se funda o peticionario, d
o seu parecer.Tosa.
Sao approvado-: sem debate em 8* discussao,
para ser enviado cmara dos Srs. depulados, indo
primeiramenle commissAo de re.larrn, o pwjcclo
de resnliicAo da cnuimissao de insIruccAo publica
aulorisando o novcrno a mandar matricular no I.
anno do curso jurdico de S. Paulo a Thomaz Anto-
nio de Paula Pestoa ; e cm 2." discussao para pas-
sar a 3.n, o projeclo de resolurao da mesma* com-
missao aulorisando o governo a mandar matricular
no 1. anuo do curso jurdico de Olinda a Jos Ma-
ra* do Valle Jnior.
Tem lugar a 1.a discussao do projeclo de resolu-
e.ao do scuado aprovando a pensao de 6099 concedi-
da a I). Maria Generosa l.oureiro, viuva do d-
sembargador Agnstinho de Souza l.oureiro. -
O Sr. Dantas diz quesera oppor-se penso, cha-
mar com ludo a atlenrAo da casa sobre algumas
quesles preliminares.
Sera licito, pergunla elle, reviver um objecto que
leve iniciativa no poder executivo e que cahio na
casa ?
Ser licito fazer reviver em uma cmara um ob-
ieclo que cahio nella.e que nao he de sua iniciativa ?
Ser lgico, rigoroso e coherente que a mesma c-
mara que mandn dizer a dos deputados, que nao
pedia dar o seuaoptfnlimenlo. va agora pedir que
ella Ihe d^ o-flE
O orador coJpie da maneira seguinte :
Esta propoitapreio da cmara dos depulados, toi
rejeilada pelo senado, o senado declarou isso mesmo
aquella cmara, e ha de ser o proprio que, no auno
seguinle, restaure o objeclo c va pedir, no caso de
approvarAo, que a oulra camera preste o seu con-
seiitimento? Acho isto incoherente. Se o uegocio
tivesse cabida na outra casa, o senado eslava no seu
direilo, mas uao textfo acontecido assim, cntendo
que uao procede afailo em regra. Se acaso a parle
juina que soffre na seu direilo, uma vez-concedida a
pensao, faca-a reviver na outra cmara ; al eplao
entendo que para nos t qaeslo morreu.
O Sr. D. Manocl diz que ha de votar para que o
projeclo passe segunda discussao, por quanlo esla
informado de que a viuva do, finado desembargador
Lourciro acha-se em pesimas cireumstancias, e que
seu fallecido marido prestara servicos ao paiz na car-
reira da magistratura*por tpac,o de 30 annoi.
Passando a Iratar da qoeslAo suscitada pelo Sr.
Dantas, evprimc-sc da maneira seguinte :
Concede o poder execntivo uma pensao e he o decre-
to com os documentos remeltido a uma das caioa-
a nao approya a pensao ; porguqtn-
Pode-se no anno
Cuido cm rurar-me c nada mais. Tcnho a peior
das febres, conde de Sullauze, o ciume do passado, e
hci de rurar-me.
San Nercu largou o braco do conde entrada da
ra de Tournon voltando a visla para Paris como
para fazer chegar, seus pensamenlos antes, de scus
pastos.
E agora, pergunloii-lhe o conde, onde vai assim?
Al tnio destino, como disse Arsace, respondeu
Sau Nereo com um sorriso fnebre.
(lue-i-ine. meu filho, lornou o conde Caelano,
o qual acabava de rcflcclir. Voss vai fazer uma
cousa boiiivel. e eu que faro-lhe as vezes de pai o
amaldirqaria, se voss a executasse. Todava con-
fesso que ha no fundo dessa vinganca que censuro,
um lado legitimo. Convem pois adiar um expedi-
ente,justifica-la...
E que expediente ? inlerrompcu San Nereo.
Ab tomou o ronde olhando para o co, a boa
inspiraeao vira de cima. Toda a descoberla exige
uma pesquiza. O que nao cxislc boje, existir aina-
nhAa. O que chamo boje assassinio, chamarei algum
dia puuirAo. Quem sabe ? Voss assustou-me, c
apauhou-ine de improviso ; mas depois de ler refiee-
lida, posso uuir-mc s suas opinics. Conceda-me
quinze dias, e do-me seu punhal; se al o liin desle
prazo nAo (ver adiado um expediente honroso c ap-
provado por voss eu Ib'o resliluirei repeinlo cu-
tan as palavras que acaba de pronunciar, cu Ihe di-
rei : l'n ao seu deslino.
Ilouve um longo inlervallo de silencio, o qual
San Nereo inlerrompcu murmurando com tristeza
eslas ualavns.
Quinze dias quinze dias !... A elcrnidade !
A clernidade lornou o conde, a elcrnidade
he a prisAo depois do assassinio. A lei, quaudo jul-
ga, nAo admita como circumslancia attemianle o
ciume do passado.
Depois de malar, a gente inata-sc, disse o ra-
pa/, com voz sombra.
A Renta mala-se e mala do inesnio golpc.uma
pobre moca e o pai, accrescenlou o conde Caelano
vivmenle eouimovido.
Pois bem, lornou San Nereo com um supremo
esforro, quero obederer-lhe segunda vez. Espera.
i o quinze dias, mas snhirei de Paris.
Sim, meu filho, sua dea he boa, c approvo-a.
Saia de Pars, e v para RuAo. He uma cidade au-
gusta que disiraho e consola rom as maravilhas de
sua piedade religiosa...
E no dcimo quinto dia ? iiilerroiiipeu San
Nereo.
No dcimo quiubi dia iiei levar-llie nm expe-
diente, e seu punlial.
esta,
lem decJ
exe-
o do
Ipiniao he
legislativo
tm mili -
:'pelopoderllIeprinjj
entro.
tas vezes dedSfe que pe
execiitiro c 4iB approvaaKs pelas carqaras, podem
depo'rs" 'kir.vreslautada*, subsisardo a base, isto he,'
o mesmo decreto. *^
A' vista petes faclos.como nao hci be surimeHer a
minha humilde opiiao do corpo legislativo, guan-
do vejo que isto se tem passado a aprazimenlo de to-
dos os jurisconsultos de ambas as cmaras, o qae nAo
he poned? quaudo vejo qil ^**p o poder exe-
cutivo, sempre de accordo com as cmaras, nao se
lem Julgado obrigado a fazer novo decreto ?
Talvez fosse conveniente tomarmos a este respei-
lo um acert, talvez fosse de muilo utilidade que o
objeclo fosse meditado e pensado pela nobre com-
missAo ; mas boje declaro com franqueza, nao inan;
darei requeriiiieulu neste sentido, porque eslou muir
lo decidido a volar paraje esla resolurao passe
ConclmnW|oi We qu lem uma propenso ex-
traordinaria para votar pensoes, c que desde que
tem assonlo na casa ainda nao negou seo vol a ne-
nliuma.
Se isso he peccado. imito doas grandes cxemplos
dados por duas pessoas cuja memoria Ihe he muilo
cara. Diziam ellas : parle ; talvez que alguma pensao nAo lenha grau-
de fundamento, mas quando o paiz gasla- centenas
de contos de rois tao mal, que muito he que se tole
uma pensao de trezentos ou qualrocentos mil res
para uma pobre viuva, para uma Infeliz que nao
lem meios, sem a qual talvez a sua vida corra pe i-
go, talvez viva na mizeria, talvez commetta cr-
ales ? i, \
OSr. Dantas insiste as observarnos, por elle fei-
tas e manda mesa o seguinle requerimenio: o qual
he apoiado.
Requeiro que o prsenle projeclo v commis-
sao de conslituirAo para dar o seu parecer acerca da
seguinle queslAo :
n So uma pensao cuja inicialiva perlence ao po-
der executivo, uma vez reprovada em uma das c-
maras, pode ser instaurada pela mesma cmara que
a reprovou. fS. R. Pajo do senado, 2 de junho
de 1854. Dantas.
O Sr, D. Manoel vota cunlra o requerimenio por
que importa a prolelaro da discussao.
Respondendo ao Sr. Dantas, diz que nao a-
cha neiihuma incoherencia e falta de decoro em to-
mar o senado uma deliberarlo contraria do anno
passado. Suppoulia o meu nobre amigo que o se-
nado o anno passado, quando entrou em discussao
esta penso, nao eslava assaz informado, c em conse-
quencia volou contra ; suppdnha que este anoo ha
pessoas na casa, como ha, que eslao muilo hem in-
formadas das cireumstancias desta scuhora a quem
se deu a pensao, assim como dos servidos prestados
por seu fallecido marido ; ser desairosu que quem
votou o anno passado contra ella por aquelle moti-
vo vol esle anno a favor, conhecendo que he justa ?
Em que ha aqui incoherencia e falto de decoro ?
Pois nos, magistrados, podemos dizer isto ? nos que
revogamos nossas senlencas ?
Quantas vezes de um came mais circumspecto e
maduro, visla de novas pravas, de novos docu-
mentos, nos acharaos que tomos injustos '.'En que
fazem os juizes de primeira instancia fazem os de
segunda. Quantas vezes nao succede islo nos casos
de embargos ? recbem-os e reformam os autos. To-
dos os dias estamos vendo islo ; nao posso concordar
que baja falto de decoro. Nao ; he juslica.
O Sr. Fernandea Chaves diz que foi um dos qae
votaram contra a pensao, masconfessa que entao nao
eslava cabalmente informado a respeito das cireums-
tancias da viuva como boje esl, pelo que d-lbe o
seu vol com todo o prazer, julgando mesmo um de-
ver de consciencia o faze-lo. .
Asseverandortiaver exemplos de se lerem renovado
no pa rame uto pcnses j uma vez rejeitadas, o ora-
dor diz que o senado nSbAi erradamente continu-
ando a seguidas, nem a cha razan para que se v
fazer agora urna excep;So qae ser toda em prejuizo
da pobre viava ; e conclue o sea discurso da manei-
ra seguinle :
No nosso regiment creio que existe um artigo
que dispne que os projeclos de lei que frem uma
vez rr provados possAo nos auoos seguales ser instau-
rados. Quando islo existe sobre, os projeclos de lei
nao sei porque o mesmo se nao possa fazer a respeito
de resoluces sobre pensoes.
Mas disse o nobre senador que talvez seja neces- .
sario ouvir novamenlc o poder executivo. Para
que ? O que a consliluieo exige he que as pen-
soes nao se concedam sem audiencia do poder exe-
r.ulivo ; este J den a sua opiniao, para que voltar
l.i t l'icam cuuipridas as solemnidades que a cons-
lituicja e\2e. J existe o decreto do poder exe-
cutivo ; nao oapprovamos he verdade em um anno
mas nao eslavamos beni informados, esle anno, qne
o oslamos melhor, approvamo-lo.
A visla dista julgo que nao ha neressidade^doad-
inento. 'Voto pois rontra elle e a favor dapensAo.
O Sr. yisconde de Olinda:Tomo parte as cir-
cunstancias particulares desle negocio. Se o meu
Voto vai embararar a conclusSo, senlirei ; mas nao
posso deixar de manifestar alguma duvida sobre o
andamento que se pretende dar. Que a cmara
pode approvar em um anno aquillo que reprovou
em oulra, e vire-vena, nao lia duvida nenhuma ; t;
posta assim a qaestao cm geral, ama pensao qae foi
em unffanno pode ser approvada em
Sau Nereo olhou em Ionio de si, a ra eslava de-
serto, tuoii a arma hereditaria, c dando-a ao conde
disse-lhe:
Eis aqu. Eu parto.
Separararn-se depois do enrgico aperlo de mao
de despedida. O ronde Caelano vollou para casa
com a vagareza que anuiincia o Irabalho febril da
reflexao. Chegando porto, elle compoz um sem-
blante sereno, e entrou tendo a mentira escripia oa
fronte.
XII.
Una passelo a Longchamps.
Rranca veio receber no vestbulo o onde de Sul-
lauze, c seu silencio reclamava eloqucntementc
uma resposla que nao tvera pergunla. O pai cundu-
zio a filha ao jardim, c disse-lhe :
Acabo de dar um lonco passeio com San Nereo
pelo Luxemhurgo conversando sobre diversas cou-
sas... Nao le enganavas, querida lilha. elle linha
no fundo do corarAo um projeclo, que nao se atreva
a communicar-nus.
Ah eu bem o sabia inlerrompeu Rranca.
San Ncreu nao pode occullar-me nada Quandoou-
ro rahir-llie dos labios uma nota que nao est em
harmona rom as palavras, digo, ha um pensamento
eucobcrlo ahi, e mo me engao, nao posso enga-
nar-me.
Muilo hem, minha filha disse o pai enterne-
cido. Vejo com alegra que vollas vida, que {alias
a teu pai, que tomas emlim inlcrcsse por alguma
cousa... Querida Branca, abrara-mc, parere-me
que assisto la ressurreicao.
Sim, meu pai, nAo encubro que a visita desta
mantisa fe/.-mo bem.
Cortamente n,lo restitnio-me a alegra deoulr'ora;
mas quando vi vmr. lambem. meu pai, tan conten-
to dessa visito de San Nereo, conceb boa esperan-
za. O que cu tema, c como vine, v nao deixava
de ter razao, ora que o crime de oiilrcni nAo me fos-
c penloado. Nossa enlrevisla desta manliAa leve um
momento cruel, mas toi breve c decisivo para nos
Ires. Esse "o que o conde San Nereo paonunci-
oii a meus pos, esse nao rpido parta do rorarao.
Oh reconbeci bem sua origem. Preliro Ircs lettras
sabidas do corarao a um longo discurso sabido dos
labios : o corarSo nao menle... Eis ah, meu pai, o
que fez-me tanto bem esta manhaa... Agora eslou
auciosa por saber o que passou-se entre vmes. dous.
l'm soldado nobre e velho que v-se reduzdo a
dura uecessidade.de meiilir, nao falla com desemba-
race, muilo principalmente diantc de uma moca cu-
jp'envido delicado sabe deseobrir uma fttiidade na
dcsba uioiii.i da palavra e da voz. O conde batano
desojara que t filha fallan sempre para iodeinoi-

He preciso porem notar uma particularidade que
lia nesle negocio. Quando um objecto que be remel-
tido de uma cmara para a outra he rejeilado na
segunda, esto communica logo primeira a sua re-
solurao. O negocio morreu. Ue o caso em que es-
tamos. Devo suppor que a mesa participou outra
cmara a vulacilo que houve ; como he que o nego-
cio se pode fazer ressuscitar agora na cmara que fez
a parloparAo ?
Pelo qae respcila ao governo nao ha duvida ; o
seu acto subsiste, porque nao esl na pratica enm-
municar-lhe estas.rejeicoes ; porlanlo nao tem lugar
a expediro de segundo decreto. A duvida he ter-
se toito a participarlo oulra cmara, e ter assim
cessado de existir o aclo.
(Uianlo pratica, nao me consto que ella seja lio
geral. Apenas me lembro de nm caso com uma rc-
- alocan que veio da oulra cmara para esla ; mas
foi l mesmo iniciada, foi acto seu.
Eu sei que volando pela ndiraro vou embararar
a conclusAo do negocio ; mas he uma questao cons-
titucional a que he preciso attender. Talvez con-
venha alterar i pratica que ionios seguido, assim
como adoptar a de communicar ao governo o resal-
tado dcstas votacGes, para que o governo no caso de
entender que deve persistir no seu acto, o renov
por oulro decreto.
Approvo o adiamento para tomarmos em conside-
raran esla questao.
0 Sr. Visconie de Paran ( presidente do conse-
lho ):Eslenegocio nao he novo, exislem na caa
precedentes a respeito. Approvou-se am parecer de
commissao pelo qaal se assenloa que estas pensoes
nao approvadas podiam ser em ootra sessao aprese-
tadas de novo. Em regra me parece que nio se deve
estabelecer jurisprudencia nova quando tenhamos
arestos que au sejam contrarios a constiluicao, e
entendo que nesta questao nao ha nada que Ibe seja
contrario.
Ao poder executivo compete conceder pensos e so
ellas nao eslo j determinadas por lei deve subraet-
l-las a approvaco da assembla geral. A approva-
cAo d sem duvida elleilo ao aclo do poder execu-
tivo, mas a recusa da assembla geral nao he uma
revogaro desse acto, elle subsiste, tanto qae nen-
huma parlicipagao Ihe tem sido feita at aqui de taes
deliberarnos. A assembla geral lem j por vezes
recusado a sua approvarao a algumas desls pensoes,
c annos depois as lem instaurado de novo e appro-
vado. Ora, como a denegacAo da assembla geral
nao revoga o acto do executivo, como elle sub-
siste, julgo que nAo ha dependencia de uma nova con-
ce-ao desse poder para se dar andamento a uma
nova proposito sobre orna pensao rejeilada.
Quanlo a marcha desta pensao deve ser diversa,
porque tendo vindo da cmara dos deputados, e
sendo rejeilada aqu, nao pode quando seja agora
approvada ser levada sanecao. He ama proposi-
ro nova, nascida na casa, que deve ser remen ida
cmara dos depulados. A que veio desta cmara
n3o pode ser instaurada ; mas nada impedo que o
senado inicie onlra proposicao no sentido de appro-
var a mesma pensao. Fuodo-me nos precedentes, nos
quaes nao vejo nada conlrario constiluicao ; por
isso nenhuma duvida se me ofierece em dar o meu
sar-se de um silencio demasiadamente longo ; mas
ella acabava de fazer uma pergunla directo, e con-
vinha responder sem embarace evidente.
Pois bem disse elle sorrindo, San Nereo op-
[o unido pelas minhas pergunlas confessou-me lu-
do... Elle commetleu umaloucura de rapaz... Oh!
nao te as-usics... o pobre mancebo careca de distrac-
cni's... Eis sua excusa... quiz dislrahir-se... um
remedio contra o outro... Especulou na Bolsa sobre
os fundos pblicos... eacciies indaslriaet.. na Boba..
Ilei de levar-le l um dia... Fazem um alarido in-
fernal... gritara como Irinla mil homens... Islo he
excellenle par quem precisa alurdir-se... Ests
rindo ? Oh quinto desejava ver leu semblante a-
legrar-sc assim diaule de mim !
Mas vejamos o resto, inlerrompeu Brauca ba-
len do lev rnenle com os dedos no braco do pal.
Eis aqui o resto... San Nereo nao foi feliz, era
o melhor que poda acoolecer-lhe. O ganho deixa
um jogador enfadado, a perd irrito-o e diverte-o..
Elle linha um socio... o senhor... nao lembro-rae do
uome... N"3o importo !... he um commerciaote de
Itu.'io.. Quando chegou o lempo de liquidar... coni-
prehendes esto palavra?... Nao... quando chegou o
lempo de pagar, o socio desappareceu... Algum dia
saberos que os socios desapparecem sempre... San
Nereo, leu charo nativo, acliou-sc pois na obrigacAo
de pagar por dous. Augmento de dislracr,oes !... To-
dava elle julgou que isso lomava-se demasiadamen-
te divertido.... Lcmbras-te do que dissesle um dia
de Uuilherme Tcll ao piano?
Sim, he demasiadamente bello. Sente-se s
\ e/es a falta de uma aria que enfade-nos um pouco...
Mas continu, meu pai.
Ninguem perde cem mil francos de bom grado,
sobretodo quem he muilo rico. San Nereo linha
pago essa sumina pelo oulro.... Has de saber que ha
em Paris pessoas que associam-se para o ganho, mas
nAo para a perd.. Assim leu charo 'noivo foi a
IluAo para chamar a juizo o socio. Ser bem ou mal
sin cedido ? He o que se decidir antes de quinze
dias. Hci de escrever-lhe a Ruaopara dar-lhe no-
licias nossas... Eis o segredo que o tomava tao ver-
gaabeaa esta .manhaa. Elle pretenda escrever-no,
ludo isso de RuAo, pois nao linha a coragem de no-
to contar de viva voz.
Cor i a menle tinha havido algumas olas falsas nes-
sa evplicacan ; mas ellas perderam-se no elleilo do
lodo, o qual foi natural e satisfactorio. A mofa nao
poz nenhuma duvida, abrarou o pai, e agradeceu-
Ihe ler provocado c'ssa explicacao de Sau Nereo.
1 aliando depois de uma mullidao de projeclos.
que linitam-se de ouro sobre o azul do futuro ; elles
se separaran!. iCowimiar-se-Aa.)
mi itii Anr.
<
II
mv--------
1% #



DIARIO OE PERNUBCO, TRQA FEIRI 18 DE JLHO DE 1854.
t,
voto .i pensao quaudo se decida a qiestao do ada-
melo, contra o qual votarei.
Fall anda o Sr. Monte/urna, depois do que nao
havendo mais quem pce,a a palavra, julga-se amale-
a discutida, c o requerimento he i -jeilado.
A resoliirlo he approvada s-;m maii debate em pri-
meira disciissao ; c, pastando segunda, he igual-
mente ipprovada para pastar lerccira.
O 'residente declara que se acha esgotada a
ordemdo dia, designa a da sendo seguate, e levanta
a sc-s-a >.
Eram 35 minutos depois do meio da.
"metalen-----
CMARA DOS SRS. DEPUTADOS.
DISCURSO O SR. BRANDAO
DEPITADO POR PERNAMBUCO, PROFERIDO
NA SESSO DE 16 DE JUN110.
O Sr. Brandao : Nao deve causar cslranheza
cmara, era 13o punco ao nobre ministro da guer-
ra, que cu, simples advogado, e sem conheciincntn
algum dosassumplos militares, ousc tomar parte na
discussao presente, porque oslando disposlo a s
prestar o raeu voto quando me adiar plenameute
esclarecido, julgo nao dever ficar silencioso rres-
ta occasiao em que se trata de urna materia 13o im-
portante como he sem duvida o ornamento que se
discuto.
Assim, pois, se me permillr que eu fac algumas
considerarles geraes a respeito do objeclo delle, e
que analysecertas verbas que me parecer dignas do
examc e attenrSo do corpo legislativo ; eotretaulo
pero ao hunrado ministro que considere as mnhas
observaroes como lilhas do desejo que leuho de con-
correr para que se far,a Justina ao mureciniento, e os
servidos sejam devidameote premiados.
Scnhores, parece-me que um s memoro nio ha-
veri nesta casa que nao conheca que a classe mili-
tar, pela sua importancia, dedicarlo e lealdade com
que tem servido ao paiz, deve merecer toda a alteu-
rito do poder legislativo. Em verdade, quando o ci-
dado descansa no seio da familia, gozando das dc-
ruras que ella prodigalisa, he o militar, he o soldado
quem corre ao campo da batalba, quem derrama seu
sangue para defender a sociedade e vingar a honra
nacional ; he ello quem se ex|M>e com resignando he-
roica aassas privires, a esses incommodns que qual-
quer um de nos reputara verdadeiras desgranas se
osse obrigado a soffre-los...
O Sr. Ministro da Guerra; Apoiado.
O Sr. Brandao : He, |>ois, o militar um ho-
rnera que merece a mais alta considerara dos pode-
res pblicos por sua vida da sacrificios, por sua mis-
sao honrosa...
O Sr. Miuitlroda Guerra : Apoiado.
O Sr. Brandlo : .... c, 'porlanto, quanda se
tratada assumptosquelhe dizem respeito, me parece
que todo, bomerq honesto deve interessar-se apoia-
dos }, visto que nada mais faz do que exercer um
adonde lustica...,
U Sr. Ministro da Guerra : A pajado.
O Sr. Biunddo: Pensando assim eu mepropo-
nho a pedir cmara e ao nobre Ministro melhora-
nenlos para cssa Ilustre classe.
Senhores, nao sci como no estado actual do nosso
paiz, com aexcessiva caresta dos genero* alimenti-
cios, e de outros artigos deprimeira necessidade, pos-
sa o militar viver com o mesqunho sold que ac-
tualmente percebe; nao sei come easc soklo possa
chegarpara a honesta sobsislencia delle a de sua fa-
milia, e aioda mais para a educacao de scus tubos,
se os tem ; considero ser una deteraca para i
classe e om dezar para o paiz cocsers'ar-sc o sold do
exercito no estado demesquinhez em que se acha ;
j nao fallo no que se d ao simnles soldado, porque
confesso que reputo urna extravagancia pretender-se
pagar-lhe os penosos serviros que presta com doze
viutens por dia ; mas pelo que dii n speilo aos otli-
ciaes, perguntarei: pde-se era boa T conceller que
os sidos acluaes da mor parle das putentcs chegucm
para n decente Iratamento daquelle* que as adqui-
rirn) a custa de longos annos de tra.ialho, de rteos
de vida, e muilas vezes depois de h.tverem soffrdo
preteriras injustas '.' Grcio que nao.
Senhores, he sabido que na poca actual, para se
obter bons servicos de qualquer cida lao, faz-se mis-
ter que te llie pague bem, que se Iba dos meios ne-
cesarios de subsistencia; c lano isto he evado, lano
a cmara tem reconhecido esta verdaile, que na pas-
saria legislatura elevou os ordenados dos magistrados
e de outros funecionarios pblicos. Ora, se a esla
classe do servidores do Estado se fez juslica, propor-
cionando-se-lhe meios de urna decente subsistencia,
porque motivooatro tanto se nao hi de fazera res-
peito dos militares, que dcseinpenham deveres tan
rigorosos e nobres ? Eu, pois, chamo aalleocao da
cmara e do nobre ministro para este" objecto ; peco-
Ihes que nao deixem em esquecimento essa classe,
que tanto nos tem servido, e para a qual se dirigen)
todas as vistas r.a occasiao do perigo.
He verdade que, segundo me arraam, os ofli-
ciaes da armada ja tem tido algum pequeo melh-
ramento...
O Sr. Sera: Nos sidos 090,008 vencimenlos
1 OSr.Brandao? Mas eu quizeia quo elle sa es-
lendesse aos do exercito de Ierra, porque considero
quo estes, bem como aquelles, correin grandes peri-
gos, e supporlam prvaces e incommodos...
O Sr Pereira da Silca : E as tempestades?
Oulro Sr. Depulado : As balas serao diffe-
rentes t
OSr. Brandan :Lembra-me o nobre depulado
us tempestades, e eu confesso que ellas na verdade
deveni ser lerriveis, porm na obstante isto he mis-
ter coovir que o exercito de trra militas vezes se
ada em situares, sen a o pei res, :io menos iguaes
do mar durante a* tempestados...
O ST. .S'ijuctra Quetroz : Isso nao.
O Sr. Brandao : Quanlo mais, senhores, que
as guerras que temos tido a bravura tem sido igual,
a dedicaran tem sido amesma da parle do exercito
e da marinha, acootecendo loiavia que a morte lem
feito mais estragos entre os ofliciaes de Ierra, como
verificou-se na ultima lula de Peroambuco, onde
morrorara'quareota. c tantos..'.
O Sr. .U/gusto de Oliveira : No ataque do dia
2de fevereiro no Recife morreram muitos imperins
mrinheiros.
O Sr. Pereira da Silva: Quaado fr preciso os
afflciaes da armada servir no mi: da mesma ma-
neira, que os ofliciaes do exercito tem servido em
Ierra.
OSr. Brandao : Nio duvido, e devo dizer ao
honrado merobro que nao estabeleco dBerenra al-
guma entre o denodo e coragem de ana e de outros ;
porcm o que digo he que os ofliciaes de Ierra tem
tido mais occasioes de perigos no nosso paiz, sem
duvida pela uatureza das latas que tem havido...
O Sr. Siqueira Queirox : Pelo contrario, por-
que os officiaesMa armada estn scrapre com o
perigo nos olhos.
O Sr. Brandao : Repito, que no meu entender
lodos ellea de mar e trra teni-se portado briosamen-
te, tem feito abnegado de suas pessoas em bem do
servio publico, sendo qne por isso julgo que os ven-
cimenlos de uus devem ser igualados aos dos outros,
pois que nao vejo razSo sufiicieule para justificar a
diHerenra que ora existe apoiados ), entretanto
que julgo de (oda a justira, que se melhore a coudi-
C.io de meilibros lao importaites d, nossa sociedade.
Tenho dito quaato basta sibre este objecto. agora
passarci a examinar algumas verbas do orearaenlo
que se discute.
Em primeiro lugar Iratarei da secretaria de estado
c suas dependencias. Entre as repartirles annexas i
mesma secretaria nota-se a commissao de promoces
do eicrcito e reparlijo do quarlel-mestre-gencral.
(xmfessoque nSo comprehendo como a primeira ab-
sorva a quanlia de 6XK)5, rampondo-se de tres of-
hciae geueraes e de quatro coadjutores ; desajo pois
ouvir ao nahre ministroa estcrespeilo, alim. de sa-
ber para qoe sao necessarios tantos ofliciaes superio-
res em urna commissau de promocOes; c desde ja de-
claro que me pronuncio contra o modo pratico por-
gue tem sido tratado este importante assumplo, vislo
como delle s tenf resultado injusliras revoltanUs e
clamorosas, segundo moslrarei no correr do meu
disciino; e anticipadamente paco ao honrado mi-
nistro que procure remediar os males causados a
Brande numero de ofliciaes por preteric/ies iniquas,
quando S. Exc. ainda nao oecupava o alio cargo em
que se acha:
Vollaodo, porm, i corataisso de promnroes di-
rei, que ella pode muilo bem ser dispensada, pou-
pamlo-se assim os seis conlos de ru que se gasta com
a sua conservaba...
lima voz : O que era melhor.
O Sr. Brandao: fias niesmas circumstancias se
acha a reparlicao do quartel mestrc-general; nao sei
como se gasta com ella a quaolia de '11:240?, com-
pondo-se dos seguales empreados, (f.) Confesso
ao nobre ministro que este pessoal me parece ex-
traordinario, alientas as faiicces daquella repart-
fio; desejara portauto que S. Exc. rae esclarecesse a
tal respeito, para cu poder dar o meu voto sem me
ficarem remorsos.
Tambem nio poiso deixar de chamar a atleucio
da cmara e do honrado miuitlro para um corpo le-
gislativo que temo* no Estado sem ser o reconhecido
pela constituirn do imperio, fallo do supremo con-
seibo militar : tenho vislo figurando na colleccjin de
nosaat leiscomo disposicoes permanentes, resolures
do supremo conselho mililar...
O Sr. Viriato : Sao areslos, casos julgados.
O Sr. Brandao : Nao se acliam all como lacs,
fguram como leis, e por isso cnlendo que he lempo
de olliar para esle objeclo, e de acabar com essas
anomalas, vislo como alm lo corpo legislativo cons-
titucional nao deve existir oulro legislando, iuler-
prelandolcis e olpaiz oobedecendo. O|uobre ministro
parece estar compenetrado como eu do que acabo de
dizer, porque no seu rclatorio declara que alguma
cousa ha no conselho supremo militar de arbitrario,
e que exige reforma; mas eu quizera que S. Exc.
lanrasse as bases dessa reforma, vislo que possue co-
nhecimeotos especiaes da materia; quizera que o su-
premo conselho militar priucipiasse quanlo anlcs a
funecionar em sua verdadeira esphera, o Dio como
poder legislativo....
OSr. Siqueira Qutroz :Oque elle fai est
autorisado pelo poder legislativo.
O Sr. Brandao : Arsenaa de guerra e arma-
sen* de artigo bellicos.Todo o paiz abe que a
respeito do arsenal de guerra da corle houveram lar-
gas discussoes no flm da legislatura passada e princi-
pios da presente; sabe mais que o Sr. ex-minislro da
guerra nao pode apresenlar ao corpo legislativo 6 re-
sultado das investigaces que se cstavam procedendo
para chegar-se ao couhecimenlo dos desfalques que
alli liveram lugar ; no entanto observo que, abrindo-
se presente sessio legislativa e apretentando-nos o
honrado ministro o seu relatorio nao nos diz urna s
palavra sobre scmelhaulc objecto, nao nos informa
a respeito do que ha liquidado e do que falta a li-
quidar ; cu, perianto, rogo aS. Exc. que me diga o
que lem occorrido, para poder formar o meu juizo so-
bre lao importante assumpto.
Agora, senhores, me oceuparei de um ponto mais
especial, tralarei da verba do 18, qae di* respeito
ao presidio da Ilha de Fernando ; vejo que o robre
ministro pede a consignado de 28:0009 para este
presidio, e nao posso deixar de fazer algumas refle-
xes a S. Exc.; a llha de Femando de Norooha (tai-
vez muitos o ignorera ), compoe-se de um dos mait
ferleia terrenos do norle do imperio ; alli a produc-
to he extraordinaria, e exultado como existe, abun-
dancia de bracos, que o gpverno pode appllcar cul-
tura de seus campos, existindo alm disto grande
porfo de gados do Estado e muilas oulras propor-
res, nao vejo razao para que em- vez de se tirar
lucros dessa ilha, seja mitatr gastar com ella viole
e oilo conloa de ris....
O Sr. Sera: Isso he verdade.
O Sr. BrandaoO nobre mfuistro ha de igno-
rar, mas eu flie posso afiancar qne a ilha de que
fallo lem sido reputada como um morgado para
algnns dos qne se lem cncarregado do command
do presidio (apoiados); sendo que muitat intrigas
se hio promovido, miiilos meios, ealguna bem pon-
honestos, 'te tem empregado para cooseguir-se
uclle commando. Declaro que nao me reflro
adrainistrafio do nobre ministro, nem a alguns
militares do met couhecimenlo que a tem comman-
dado, inclusive o actual, que me inforrnam ser
um houicni de bem; fallo de lempos anteriores.
Ensendo pois que nao sera fra f proposiio
aproveitar os recursos ngricalas dessa ilha, que bem
podem chegar ; despzas quo com ella se
fazem.
E j que loquei nesse assumpto, nao deixarei de
perguntar ao nobre minislro urna cousa que nao
su como representante da narao, mas lambcm como
advogado, desejo saber, c he a seguime: Que legis-
Jaro impera na ilha do Fernando ?
O Sr. Correa das fete* :O despotismo da es-
pada.
O Sr. Brandao:Se se tratasse nicamente de
um presidio mililar, se naquella ilha s cxislissem
soldados, eu saberia perfeilanienlc que a lei appli-
cavel a ella era o regulnmenlo do conde l.ippc :
mas alli nao habitam iinicameulc soldados, existem
paisanos, residem mulheres de presos e muitos outros
individuos que njo podem estar sujeilos aquello re-
gula melo.
O .Sr. Correa das Nem:Ja quizeram chibatar
um padre que l csUi preso.
O Sr. Brandao :Entretanto acontece o que os
meus nobres collegas sabem, que na ilha de Fer-
nando fazem-sc processos crimes, que o comman-
danle dessa ilha figura de joiz municipal, de dele-
gado e sub-delegado, procede a cornos de delicio,
inquire lestemunhas, 'edigo isto porque, como ad-
vogado, j veio a meu puder um processo deslcs ;
nao pode haver maidr absurdo.
A lei tem determinado exprrsssamenle a manei-
ra e o modo por que os processos crimes devem
ser principiados, assim como lem definido a com^
petencia das autoridades. Porlanto, nao posso
concordar de forma alguma em qua.o.'eomiiiaiidan-
te da ilha de Femando tenha o Twder de fazer
corpos de delicio, e muilo menos de inquriri tesle-
muuhas, para fazerem prova permite ostribunaes.
O Sr. Pereira da SJlva :Sao provas que colhc
para a auloridadc competente julgar ; se elle nao"
lizcr isto, quem o far enlao ?
O Sr. Brandao : Creio que haveria qnem fi-
zesse. Se o nobre depulado que me di o aparte me
apuntar um artigo da nossa legislaran que eslabelera
excepcio a respeilo da ilha de Fernando, se me
apresenlar urna disposicao que exclua da lei geral
os individuos que,alli habitam sem seren militares,
eu direi que tem razao '; mas creio que nao o poder
fazer, c por conseguinle consinta que eu nao adopte
a suaopiniao. (Apoiados.i A lei deve ser igual pa-
ra todos, e, pois, o cidadao que est em qualquer
ponto do imperio deve participar das mesmas garan-
tas, deve estar aujeito s mesmas regras ; por isso
nao posso admittir que residindo elle na ilha de Fer-
nando, nao sendo militar, e nao se adiando as con-
dicOes dos que alli eslao cumprindo senleneas, este-
ja debaixo|da auloridadc absoluta do eommandautc
da mesma ilha. (Jpoiados) Oque tenho ouvido ge-
ralmentcdizer beque naquelle lugar reina um des-
potismo igual ao da Sibcria ; nunca l fui, nem de-
sejo ir, mas se me (em aflirmado que alli a nica
lei qu te conhecc he a vootade do commandante,
e que ja houve quem mandasse amarrar hmeos li-
vres a um poste eacoula-lo.....
O Sr. Correa das Xeeet: llouve ordem do
commandante para chibatar um padre.
O Sr. Pinto de Campos: Se te verificasse o
castigo elle seria escommungado inmediatamente.
O Sr. Brandao : Nao posso designar o nome
do commandante que assim procedeu, mas asseguro
que grande terror causa alli a raiz de gamelcira, qae
he o instrumento procurado para essas eiecure*
barbaras... Peco por lauto ao honrado |mioistro"....
O Sr. Figueira de Mello : He bom quo se re-
gularise melhor as atlribuifes do commaudanle
da ilha.
veruo em diflerenles pocas servidos importantes,
havi>deixado em occasioes diversae o seio de sua
familia.feilo marchas e assislido a combales, em que
se distinguir por seu valor e pericia ; talvez a c-
mara nao se Icrabro do seu nome, talvez hoje o nao
ronbcra. porque desgraradamento em nosso paiz s
sao lemhrados os homeus que se acham na moda,
s sao considerados os felizes do dia ; mas csse ho-
mem lem umnome que em mais de urna pagina da
notta historia se ucha escripto ; esse nome, Sr. mi-
nislro, he o do tencote-corouel Jos Mana Ildefon-
so Jacomo da Veiga Pessoa. (Apoiados) Militar
bravo e honrado, que vive boje em olvido, que pare-
ce estar condemuado a nao ser altendido pelo gover-
no. a quem prestara serviros dignos do mais alto
aprero e considerarao. No me refiro aotnobre mi-
nistro.
Esse soldado da independencia, senhores, ainda na
ultima rcvolufao de Pernaiabuco, como podem ates-
tar os meus collegas daquelte provincia, servio com
lealdade a esle mcsino governo que o nao tem apre-
ciado. ( Apoiados da deputacao pernambueana. )
Ajudou as armas imperiaes a oblerem o triumpho ;
mas como se acha ello acgialmente .y Acha-se fazen-
po parle da 2.a classe do cslado-maior do excrcilo,
que importa o mesmoque estar preso em una gaio-
la de ferro para nunca mais sabir della nao sei o
que se chama 2." classe do cslado-maior ; mas lodos
os militares pralicos e instruidos me lem dito que
ella equivale i morle mililar do individuo.
O Sr. Sera : Apoiado.
O Sr. Brandao : O apoiado do nobre general
he de muilo valor ; hornera pratico e instruido, sa-
be muilo destas cousas c eu agradefo a sua approva-
{3o.
O tenenle-coronel Jos Mara Udefonos, carrega-
do de serviros e de urna numerosa familia, osla pre-
terido e esquecido !!! E isto basta para mostrar
qual he a sorlc que esla marcada aos militares brio-
sos, subsislindo o actual svstema de promoroes!
Sr. ministro, eu Ihe peco, a bem do teu nome e
da nobre classe a que S. Exc. pertence, que nao se
esqueca do tenenle-coronel Jos Maria Ildefonso :
lembre-se que, quaado mudos que hoje se acham
fcilos coronis e brigadeiros, ainda oaocingiam una
baoda, ainda nao preslavam serviros ao paiz, j elle
balia-te pela patria como mililar, j levantava sua
voz no parlamento em defeza das liberdades publi-
cas. Faco-lhe pois juslica, e a muilos outros que
por ah existem igualmente prclcridos,vislo como he
semprc nobre e honroso alien le a um irm3o de
armas qne ae lornou disuado cusa de seu pro-
prio sangue e de sacrificios.
Tenho concluido.
OSr. Brandao : .... que em alguma hora de
descanso se lembre da ilha de Fernando para regu-
larisar o servir que alli se faz (apoiados); para.im-
por deveres ao commandante, para definir as suas
aitribuir.es [apoiado', ; e finalmente para tirar del-
la as vantageiw que a ferlilidadc do sen solo e bon-
dade do clima offerecem.
Agora.senhores, vu fallar de um obejedo que se
liga ao principio do meu discurso. Eu disse que
hlvia mostrar que injusliras muito clamorosas se li-
uham feilo as proiuococs do exercito, que militares
distinclosjaziam no esquecimento, e que ao nobre
minislro corra o dever de reparar aquellas iujusli-
fas, vislo como se acha animado do desejo de bem
cumprir com as suas obrigafes. (Apoiados.)
O Sr. Pinto de ('ampos : E lem dado provas
disso.
O Sr. Brandao : l'rovarei as minhas asserfSes,
senao com muilos fados, porque nao ronhero a to-
dos os militares, ao menos com um de que agor me
recorflo.
Ha poucos annos assenlava-se neslas radeiras nm
homem respeitavel quo muito concorrera com os
seus e-forros e serviros de soldado para a indepen-
dencia do Brasil ; que por muitas vezes levantara
sua >oz ucs I a cisa cm favor das I bordadas publicas
c da prosperldade da narao ; esse homem nao s co-
mo representante do paiz, mas tambem como mili-
lar, kaviasempre gozado de urna replalo illibada,
de um credlo>em mancha ; linha prestado ao ^o-
25 de junho.
risita de Suas Magestades a Sitherohy.
Sem se impoitar com as fogueiras de S. Joo, mi-
rando para um canto os dados e o livro de sorles,
olhando de Iravex para o pialo do batatas e de caras,
para a tigella de mmica e para os roldes de canna,
suspira a cidade de S. Sebastiao, como quem soffre
das candas por ama liga que alli defronle, do ou-
lro lado da baha, Ihe est mostrando a prazen-
teira ftilherohy, capital da provincia do Rio de Ja-
neiro, trra titular que de villa real passou a impe-
rial cidade.
Na casa presidencial, hoje palacio, porque assim o
indica a bandeira que flucta por sobre o le liado,es-
to re-idiudo por um qnatrdao SS. MM. o Impera-
dor e a Imperalriz, lendo sido acolhidas no seu des-
embarque c passeios pelo mais sincero e cordial en-
thusiasmo. Ale o Grvala, a velha fortaleza des-
montada que ja linha perdido o arreganho mar-
cial, lemhrou-se de suas antigs proezas e quiz che-
gar o niorr.lo plvora. Mat como esla exalta-
dlo pudesse ser perisosa e de funestas ennsequen-
cias, o ba lalhao de ar li hara, da guarda nacional to-
mn a si fazer as honras de prara de guerra, tare-
fa que desempenhou com toda a galhardia e des-
Ireza, como oconfessou o commandante superior da
guarda nacional da corte que acompanhou os augus-
tos visitantes.
Ao enlrarem ua cidade, digo mal, ao desemharca-
rem na ponle verde, SS. MM. foram recebidas por
lodas as graduares civis, militares, luteranas, e ec-
clesiaslicas da capital, cada urna (rajada, segundo o
formulario da respectiva classe. Divisavam-se ca-
sacas bordadas, fardas da linha, da guarda cvica, e
das j esquecidas ordenanras dos vice-reis, vestes
sacerdolaes, logas de numero primeiro, segundo e
lerceiro, islo he, de juiz de drcito, de juiz muni-
cipal e de promotor, e finalmente urna casaca
de corle, de velludo prcln bordado de seda, qae
era o trajo o mais distinelo e*o de maior elegancia
que all se va.
Esle ultimo vestuario naopodia deixar de perten-
cer a alguma pessoa importante, a alguma notabili-
dade da fesla. Com efleilo portencia ao provedor da
irmandade de S. Jeo Baplisla, o agitador de Nilhe-
rohy, o i o migo da corte, que operou a espantosa re-
voIu$io nos hbitos deduas capilaes, e obtevea mu-
danra dos soberanos, embora por poucos dias para a
cidade de Marlim Alfonso, apanagio dos Tamoyos,
cujos descendentes vivem na indigencia sem gozarem
do patrimonio de seus maiores i
Nilherohy j nao he a aldeia dos Indios, j n3o he
o arrabalde onde os reis iam passar alcuns dias de
verao ; Nirterohyhe a cidade formosa,oode se reanc
o ioimres-o legislativo de ama provincia; he acidade
civilisada, de mas largas, limpas e calradas ; a cida-
de arejada e Iluminada a gaz ; a cidade da matriz,
do palacio imperial, da [arada luzida, dos pas-
seios de carruagem ; a cidade dos Te-Deum, da mu-
sica, das festividades, dos jantares opparos, dos fogos
de artificio ; emfim, Nilerohy he a primeira cidade
ou povoarao onde o Imperador entrn sem ser
ineommodado por um discurso palavroso da edili-
dade !
Est, porlanto, banido o palarrorio deta consti-
tucionalissima e imperial cidade, assim como me di-
zem que esl banida a herrara do theatro lyrico,
depois que o rouxinol francez fez alli ouvir os seus
trinados na noile de quarta-feira. Pobre rouxinol'.
j daqui eston enxergando as armadilhas que te pre-
param Cuidado com os lafos Sobretudo he fugir
de Verdi e dos aduladores que te gabarem a extenso
da voz O rouxinol he tanto mais doce quanlo, mais
temo gorgeia : grite quem quizer e quem poder, ou
antes, grilc quem s pode valer gritando. *
Nada de divagares. Nosso posto he Nilherohy :
fique o Iheatro lyrico para oulro dia, c entremos
com o povo na matriz. O edificio nao tem nada de
notnvel : he cspacso, mas com defeilos, quer de ris-
co primitivo, quer de desenvohimenlo.O engenhei-
ro que condujo esla obra, o Sr. Mendes Antas,
o3o pode ser tramado i responsabilidade por esses
deeilos, e muilo fez elle disfamando alguns, e corri-
gindo tanto quanlo pode os erros de seus antecesso-
res.
A decorado da igreja esl singela e formosa. Suas
Magestades assisliram da Iribuna a um Te-Deum no
dia da etiegada, c honlem fes'ta efe S. Joan, feila
com loJa a pompa pela respectiva irmandade, em
cuja ilirecrao st acha como digno provedor o Sr.
Dias da Molla, demonstrando victoriosamente que
o foro abraca a igreja e os aulos beijum os evange-
lios,
O palacio onde esli residindo SS. MM. nao tem
as proporrf.es desse alto destino. Enlciideiii lodos
os ministros do imperio ab initio etanle scula, que
os presidentes das outras provincias sao commissa-
rios imperiaes, c por isso devem morar em palacios
por conta do estado ; mas que os presidentes do Rio
de Janeiro sao commissarios ministeraes, e por isso
devem inorar cm casa particular por conta do porto,
isto he, pagando o Ihesouro um tanto c a provincia o
resto Ora, se ha provincia, onde a necessidade de
um palacio seja mais evidente, he seguramente a do
Rio, porque a sua capital se acha a 20 minuto- de
viagein da corle, e por consegninlc mais accessisel
honra de visitas regias.
O honrado vicc-presidenle, oSr.barilo do i!o Bo-
nito, procuroudisfarrar com o adorno das salase
das cmaras, e com o agasalho cordial, a mediocri-
dade di edificio. A hospedagem lem sido digna das
personagens elevadas que se recolhcram aquella
choupaua, c tal como era de esperar do allencioso e
delicado cavalleiro que esl fazendo as honras da
provincia a SS. MM.
Nao nevo nmitlir que a guarda nacional de Nilhe-
rohy causou espanto a lodos.querda corte, quer mes-
mo dalli. Aprescnlou-sc em grande parada com um
luzimenlo e garbo que faz honra a seus chefes. Nao
esl ainda t,1o regular, nem 13o adestrada como a da
corle, nem isso he mesmo possivcl, alienta a diversi-
dade de recursos. A arlilharia, porm, nada tem
que invejar : manobrou como se fra um corpo do
exercito. A oflicialidade de lodos os balallioes, di-
rigida pelo Sr. barao de.S. donralo seu roiiiraaudao-
te superior, Im- credora i)e elogios.
Suas Magestades j tem feilo dout grandes pas-
seios pala cidadee arrabaldes. Yisiiou ante-honlem
S. Domingos, o Inga, a celebre Tapuca ou Ilapoca,
que de gruta udlatica ja nao conserva o menor ves-
ligio, mas loroou-seum bello caes ecamiuhode com-
mumcac3o, a praia piltoresca de lcarahy, a nova ra
da Constituido e o Calimba. Honlem dirigiram-se
pela manhaa cedo ponta da Armafao, onde ouvi-
ram mista ua capelliuha da Conceirao ; depois re-
trocederam e lomaram pelo largo do Quarlel Novo
al a Pona da Arela ; e oa volla percorreram algu-
mas dat ruat da cidade, leudo mais urna occasiao de
observaren) que nao ha ra Direila no Brasil que
no seja torta I
A' tarde SS. MM. honraran) com tua presenca a
inauguraran de um asylo para a infancia descalida.
Nessa occasiao o vice-presideule, o Sr. barao do Rio
Bonito, disse singela, mas eloquenlemente, estas pa-
lavra*, que sao da mais estricta juslra :
Senhor! A honrosa visita de V. M. a capital
da provincia do Rio de Janeiro val ser neste momen-
to assignalada por um dos aclos quotidianos de reli-
giosa caridada qne lem conferido a V. M. o titulo
de pai extremoso de scus subditos.
a Neste azylo modesto, que se consagra educaran
da infancia desvalida, nio cnconlra V. M. pomposa
reccpr3o,mas he acolhido com um sen I i meu lo de pro-
funda veneraran e sympalhia por lodos os corarles
bem formados que comprehendera, romo V. M., os
beneficios desla santa inttituifao.
c I)esvaueco-me de dizer a V. M. que he devid
assembla legislativa provincial a primeira idea de
lio til estabelecimento. Correspondendo fielmente
a sua organisajao constitucional, desvelada pelo bem
da provincia, aquella assembla, apezar'da grande
allenco que lhc merecem constantemente os diver-
sos melliorameotos maleriaet e o desenvolvimenlo da
industria, nanea te detenida de prestar soccorros
indigencia, creando estabelecimentos de caridade e
aoxiliando-os efficazmeute.
Esle he um delles, para o qual couvergiram to-
dos os esforros da dminislrarao publica, e que para
maior solemnidade val ser inaugurado por V. M.
a Em nome da provincia a da assembla, Senhor,
colloco-o sob a immediala \uoleccao de V. M. e da
augusta Imperalriz, cujonome he repetido nos cura-
roes do pobre, do enferno e do orphao.
i Achem os desvalides innocenles um abrigo pa-
ternal no coraran de scus elevados protectores; lo-
mem dos etemplos desles a pralca das virtudes, e
serao no futuro ridadaos uleis e moralisados, e pais
de familia rcspeilaveis, podendo, dizer com ufana :
Fomos pupillos dasSIagestades Imperiaes c rece-
bemos a nossa educucao no asylo de Saula I.co-
poldina da irmandade de S. Vicente de Paulo na
o provincia do Ro de Janeiro.
Segaio-se a leilura da deliberaran presidencial
creando o Atylo LeopolJino edas bases para a encor-
porafSo da irmandade de S. Vicente de Paulo, qual
tica cODfiado aquello cslilielecimenlo.
O imperador respondsu que elle e Sua Magestade
a Imperalriz acedas ara .os ttulos de protectores do
Asylo.
Para essa fundafao pa coucorreram SS. MM. cora
o donativo de.">:OOOSOJO, e abrio-se urna subscripto
que logo se lornou a.ullada, concorrendo diversas
pessoas presentes com assignalaras valiosas.
A' larde, depois do Te Dium na matriz, SS. MM.
viram de palacio um magnifico fogo deartificio.cum-
plcmcnto das feslas do dia. O espirituoso provedor
da irmandade de S. Joao Baplisla leve a boa lem-
branra de ordenar un improcemenl, 'que o foguelei
ro realsou satisfactoriamente, No bouquet ou ulti-
ma peca de fogo leran-se tres inscripfoas successi-
vamente; a primeira dedicada a S. Joio, a segunda
aos augustos visitantes, e a terceira ao dia 24 de ju-
nho, dala feliz que no futuro recordar a maior das
glorias da cidade imperial.
OSr. barao deS. tioncalod hoje em sua fazem la
deCordeiros um expandido almoco a Suas Mages-
tades.
Amanhaa ou depois cornpletarci eslas noticias re-
ferindo o passeio e o recebimeulo de lao Ilustres
hospedes.
Suas Magestades mostram-sc satisfeitas pelo aga-
zalho que tem lido e pelo Incremento que ob-ervam
em urna cidade dejpoucos annos. He pena que asse-
nborasprincezas u-nbam ficado no paro de S. Chrit-
v3o : poderiam dn-crlir-se, como lio proprio de sua
idade, com as novrdadcs de urna Ierra mais livre e
mais rsouha, ondii a natreza luta aioda por coo-
servar a sua primitiva simplicidade.
OsNitherohycnses bemdizcm a hora em que lo-
maram S. Joio para seu orago, porque Ihe devem a
honrosa visita dos soberanos. Todos ellos, adoptan-
do o erro astronmico da biblia, transformam-se em
Josns e peilem ao sol que pare no meio de sua car-
reira, alim de que os quatro lias da visita se prolon-
guen) indefinidamente. Mas quem pode contra as io-
\ a-oes da sciencia'!
O enthusiasmo, as eflusesdo eorafo.os votos da
lealdade, vao encontrar-se com as heresias vic-
toriosas de Copernco e Gallileu ; e o sol, como um
vaidoso suliao auc zomba impamente dos arstos
da iuquisirlo e da infallibildade das escriptaras,
nao dispensa o minuete da Ierra e cerra os oovidos
s preces da Imperial cidade.
P. S. Na fesla de S. Joio acompanbaiam o Impe-
Sr. Brandio, o pai da pobreza, o cirurgiao graluilu
dos indigentes, eslava porta de sua situadlo. Mais
adianle, o Sr. commendador Jo3o da Costa Lima es-
peras a com toda a familia os augustos viajantes no
campo de sua fazenda, por onde passa a estrada-
Outros muilos cidtdaos tiuhtm mandado espallrar
pelo camiuho folhas e llores, e plantado os lados co-
queiros e outras arvoret.
Na fazenda de Cordeiros entraram SS. MM. por
volla das 9 ',. Iam acumpanhadat pelo vice-presi-
denle da provincia e pelo Sr. minislro do imperio.
Pastaran) por um arco de triumpho e foram apear-
te no palacete do Sr. barao de S. i.mralo. Ette
senhor e toda a sua familia receberam SS. MM. ao
saltaren) do carro, e Ihet beijaram a mi pela mer
ce que se lliesdignavam fazer honrando a sua casa"
Achavam-sc ah muitas pessoas distindas e im-
portantes da fregueza, comoosSrs. Carres, lava-
res, Jo3o Manoel, JJarros, Fooseca de Brilo, Ribei-
ros, Gomes, Velho da Veiga e outros, alm das que
linban concorrido da cidade e da corle, entre as
quaes notamos os Srs. Rodrigues Torres, .Miranda
Reg, Angelo Amaral, ele.
SS. MM.ouviram man na capelliuha da fazenda
celebrada pelo vigario capitular, o Sr. Pereira da
Silva, e ajudada por duas pessoas que moslraram
mais dedicacao religiosa do que sciencia das ceremo-
nial. epoit da missa visitaran) a casa ou palacete
dose hospede, e S. M. o Imperador demorou-se
alguna momelos na sala do bilhar jugando urna
partida com oseu medico de servir.
Soou emfim a hora mais importante daquella ma-
nhaa suave! De um vasto salto, cujas portas se abri-
rn) de par em par, diversas caroulas de pon-diana
comer.iram a exhalar perfumes delicados, saboro-
tos, embriagadores, que nio linham tido dislilladot
nos alambiques de Piver, Monpelas, Violel ou da
Sodedadc Uygienica, mas sim do lemplo da gastro-
Jbwia mais ditlicla e mais til das ofiicinas
domesticas, onde Vatel execula as ordens de Lu-
cullo.'
Quem he que pode resistir a semelhtule tcnlacao?
Nem mesmo as pessoas imperiaes que ah vio seo-
lar-te a mesa do almo;o, rodeadas de 'seus subditos,
qae, obedeceado s ordens benficas dat magestades,
tambero se assentam e na molhor ordem devoram os
per-, as trullas, os pastis, as ostras, os doces, os
crcmes, os gelados, os sorveles, e s se levantara
talvez por obedecerem etiqUeza o com bem pezar
de seu coraran quando Suas Magestades passaram a'
examinar o engenho de assucar.
Para nio cansarmos a. attenodo e paciencia dos lei-
lores, prescindiremos das antigs regras que nos Ira-
raram os chronistas das imperiaes viageos ejornadas
e oraitlireinos as palavrat que Sua Magestade profe-
rio, as pessoas a quem deu a honra de sua conversa-
cao, c nutras cousas que poderiam gastar mais de
urna penna de diamante. Assim diremos, em resu-
mo, que Suas Magestades foram muito bem acolhi-
das, que se moslraram muilo satisfeitas, qae lado
correu as mil meravilhat, e que damos o nosso cor-
dial parabem ao Sf. barao de S. Hnralo t a stia fa-
milia. E dito isto, voltemos para a cidade.
As Ires da tarde SS. MM. descansavam no palacio-
As 4 }i sahio o Imperador a cavado; Coi visitar o
cslabelecirnenlodo Sr. (ahilo Jnior, onde se pre-
paras a por um novo syslcmt a cal de marisco ; e de-
pois dirigio-se ao morro de S. I.ourcuro, autiga al-
deia dos Indios, em qae foi recebido com todas at
mostras de contentamento Ipelo resto da! populacho
aborigene que alli existe e que faz lembrar a expres-
sao do Virgilioreliquias Danaum'.
O decano desta populacho, Nstor nonagenario,
beijando a mi de seu joven monarcha, fallou-lhc a
lioguagem de corara. Ignorante das phrases da
corte, o pobre velho derramou copiosas lagrimas e
demorou-se na contemplario dos traeos de sen ben-
volo visitante. O mesmo prsticou a viuva do der-
radeiro capiao-mr daquellcs Indios. Para ambos
se abri a man imperial, esmoler como sempre.
Acapella de S. I.ourenro he um templo modesto.
O seu vigario, o Rvd. padre Marcellino Pinto Ri-
beiro Diiarle, gralo honra quo recebia o ten pe-
queo territorio parochial, dirigi ao imperador ose-
guinlc discurso
o Senhor!A^rovidenda, que dirige com dedo
rador matriz quatro dos acluaes ministros, e notoft
seque s faltaran) justamente aquelles que nunca
exerceram fuucroes publicas na provincia do Rio de
Janeiro. Os Srs. Paran, Pcdreira e Paraohos furam
presidentes daquella provincia, e o Sr. Bellegarde
perienccii como director ao corpo profesioral de urna
escola provincial de architectos medidores. Todos
elles ileitaram a sua pedra no novo lemplo, o que
nao he o seu maior titulo de gloria : coocorreram
tambem (e disso se devem ufanara para o incremen-
to e prosperidade daquella florescenlc provincia.
OSr. minislro do imperio, o Sr.bario do Rio Bo-
nito, e Sr. conselheiroBarbosa lem constantemen-
te acompanhado a SS. MM.
Estamos na manhaa de 2j do correte.
SS. MM. sabem da cidade em sua carruagem s
7 ,'i e dirigem-se para a fazenda do Sr. barao de S.
Gncalo.
A lazenda dista de Nilherohy tres leguas estira-
das: esl situada no dislricto de Cordtiros, perlcn-
cente fregueza de S. Hnralo.
A estrada que sai da cidade at esse ponto he lar-
ga, bem lanzada, acha-se em bom estado, de sorle
que os carros deslisam-se por ella suave e natural-
mente, sem iocommodo dos viajantes e sem grande
esforco dos cocheiros.
Diversas puntes e ponlilhoes se lem construido so-
bre os ros c correos que a atravessam. Em Ma-
rubs, em S. (onralo, no Mulondo, no Alcntara
eslao assentadas as mais im portantes^
A do Alcntara foi a primeira ponte de ferro qae
sahio da fundirao nacional da Pona d'Areia. De
enlao para c, remolienda a vanlagem de laes pon-
tos, tem a provincia du Hio de Janeiro mandado
fazer oulras muilas para diversos lugares.
S. M. o Imperador apeou-se para examinar as
ponles do Alcntara c Mulondo. as cabeceiras
detta nltima,o emprezarioda estrada linha plantado
na vespera symelriramenlc, diversas arvores do paiz,
carregadas de froto.'
A um quarlo de legua da cidade Mi o cemilerlo
publico, em Marnhy. O silio foi bem escomido,
porque he accessivel trra marique, por mar e por
Ierra, e nio se acha muilo afoliado da posoarao do
continente, nem das ilhas subordinadas a Nilhe-
rohy.
Na fregueza de S. Hnralo visilaram SS. MM. a
igrejinha, cujo frontispicio se est agora conduiudo
Este S. Gonralo vai decahiudo de seus antigos cr-
ditos de casamentero. Em vez de manejar oradu-
ceu das lendas christaas, parece que o santo atirou-se
s lulas da poltica e ficou dominado pela mana
eM toral.
Ninguem passa pela sua matriz sem que se recor-
d da energa com que os partidos alli pleitearan!
semprc as eleires. Todos os recursos de que se
serven) os Inglezes para a conquista do vol sao co-
iihccidos pelos chefes das parcialidades que cm S.
Gonralo se' guerrearan). O primeiro meeting pu-
blico para se tratar de urna cleirao no sedlido hostil
a um governo leve lugar naquella fregueza. lije
lodos fallam em coto Ucre ; todos motejara dessa ex-
pressao; mas na quadra a que me refiro, o tolo It-
ere era urna palavra caballislica, um pendan de
guerra, urna senha de parllo, ama aspiraran popu-
lar. Foram os S. Gonralcuses que introduziram na
circulado esse inane verbum, essa figura de cera
que se casa perfeilamente com a oulra da soberana
popular.
Per toda a estrada, na ida e na volla, receberam
SS. MM. saudacoes de seus subditos, que se apinha-
vamem diverso ponlot para as seren passar. O
nvisivcl c seguro os phenomenus quaetquer da na-
treza, foi quem Aon o magnnimo corarAo de V.
M. I., e mosco sijS vonlade para qae annuisse be-
nigno aos anhelos; rohy, e proporcionarse aos liis aldeoes de S. I.ou-
renro a chegada desto dia venturoso. Os moear-
chas, senhor, sao como o rei dos astros, cajo resplen-
dor vivificante enche de luz e de vida os seres que
tem a fortuna de ser aqaecidos por seus raos. Eu
parce sentir que o mesmo ar que respiramos hoje
nesta fregueza, como qne risonho, nos dirige seus
bem merecidos parabens pelo amanhecmento deste
da abencoado; oxal qne elle se reproduzsse mui-
tat vezes'.'. Porcm taraanha honra, esta ventura
immensuravel nao cabe na acanhada esphera dat
ambires dos filhos desvalidos do distincto e valenle
Ararboia. Embora: esta esperanza dulcificar nos-
sa saudade, contentando-sc os fiis aldecs de S.
I.ourenro com dirigrcm solos fervorosos ao Todo-
Poderoto pela diuluruidade iedefinida dos tao pre-
ciosos quanlo necessarios dias de V. M. I.. da excel-
sa e virtuosa imperalriz, e desses dous aojos tutella-
res que adornara a peanha imperial eeaque descansa
agraudeza, seguranza e prosperidade do Brasil. Ot
cos proicjam a Vos as Magestades Imperiaee?
Viva o Sr. D.Pedro 114 '
o Viva o Imperador do Brasil!
a Viv o Defensor Perpetuo do Brasil 1
(i Viva Sua MHgestaRe a Imperalrit!,
Vivam as Princezas Imperiaes 1 a
Os festejos do dia terminaran) por urna recita po
IhealrO Nilhtrohyeose. O Sr. Joao Cadmio leve
mais urna occasiao de mostrar u seo talento desem-
penhando o papel de Bencenulo Cellini. Ao correr-
se a cortina da Iribuna imperial, "SS. MM. foram
recebidas com os vivas os mais eiithutijsticos, e nes-
sa occasiao leram os Srs. Moura e Innocencio Reg
algumasexcdlentcs producrocs poticas allusivas i
visita e ao acolhimento dos augustos personagens, se-
guindo-sc-lhes o Sr. Dr, Ernesto de Souza, que em
um discurso cloquete fez realrar as virtudes da fa-
milia imperial, e prophelisou o titulo com que a his-
toria, se fr imparrial, distinguir o monarcha brasi-
lcroPedro o Bemfazejo,
Na maoha do 'da 26 SS. MM. deram nm passeio
a cas alio pela estrada de Marica, at o ponto chama-
do do Fonseca. Estahe presentemente urna das me-
lhore* estradas da provincia, depois que foi reparada
pelo Sr. l'oiubn, fazendeiro probo que se dedicou ao
servifo publico e arremalou aquella obra pelo mais
baxo preso.
A volla foi frita pnl i Cafa at a igreja do Ro-
sario, secuindo pela praia de Icarah}, Tapuca, ras
urea c Velha do Inga, praia da Boa Viascm e corte
do morro de S. Sebastiao.
A groja do Rosario, em urna eminencia, acha-se
em colicortos. Da praia de lcarahy e do caes da Ta-
puca j dissemoi no primeiro artigo que sao formosos
sitios.
Quanlo praia da Boa Viagem, fot per muilo lem-
po o lugar preferido para os banhos de mar, para os
passeios, para as mcdilacesdo poeta, para a melan-
cola dos amantes. Defrente dessa praia. a ama pe-
quena distancia que se alravessa a p emulo na va-
sante da marc, jar. um pequeo promontorio, sobre
o qual eslao asscolados um forte e a igrejinha da Boa
Viagem. He esse um dos melhores nonios de vista
da entrada c da baha do Rio du Janeiro. Na igre-
jinha observam-se muilos ex-coto, ineeriprs e pr-
senles do marinheiro uas noile* de atlribulaco,
bem como as laboas voticas do naufrago escapo das
ondas.
O corle do morro de S. Sebastiao he-sima obra de-
vida, como grande parte dos melhoramenlos de Ni-
therohv e S. Domingos, ao Sr. conselheiro Pedreira :
dispensa para se ir ao Inga o longo trajelo pela praia
e depois a dobra por S. Domingos.
Depois do almoco, o imperador foi visitar a Ihcsou-
rarij provincial e a secretaria do governo, e fez sen-
tir aos chefes dessas repartieses que observava muita
ordem c regularidade no servir publico. Visitn
em seguida as aulas de francez e de nslrucrao pri-
maria, demorando-se nellas para assislr a diversos
exercicios dos alumnos.
VoHando a palacio, saldo de novo com S. M. a
Imperalriz, edrigiram-se ao largo de Marlim Alfon-
so, onde se des ia lanrnr a pedra fundamental de urna
prara de mercado. Ah se achavam cerca de duas
mil peatn animadas do maior enlhusiasmo, que re-
ceberam a SS. MM. cora applausos reiterados. A
cmara municipal tinha mandado preparar um ora-
torio para a solemnidade deste acto. Ah se benzeo
a pedra que foi condnzida pelo imperador, e por mais
tres pessoas por elle convidadas, a saber : u vice-pre-
sideule da provincia, o rliefe de polica e o presiden-
te da cmara. A collocarao leve lugV com as cere-
monias do eslylo, e nessa occasiao cnlerrou-se urna
caixinha de chumbo conteudo algumas moedas de
ouro, urna das folhas daquelle dia (o Jornal do
Commercio ), e una inscriprao launa impressa em
pergnmiiilio. Aqu damos a sua tradcelo :
A Deot ptimo e Mximo,
D. Pedro II
Piedoto, J uslo e Clemcnle
Imperador do Brasil
pz a primeira pedra
da prara publica
de
mercado
na cidade de Nilherohy,
sendo benzida, conforme os rilo,
e debaixo da invoearao
do padroeiro da mesma cidade.
Sao Joao Baplisla,
pelas raaos do Rvm. padre Tbomaz de Aquioo. *
S. M. o Imperador, atiento em
proteger as emprezas de utilidade publica,
digoou-sc em pessoa, v
em presenta de S. M. a Imperalriz
D. Tbereza (Jirsima,
, sua augusta espota,
consagrar e fundar
o monumento,
sendo vicc-presidente da provincia
o Bario do Rio Bonito
e conforme
os desejos da cmara municipal
de Nilherohy
no dia 2ti de junho de Isi.
As ceremonias lindaran) por urna breve allocucao
do presidente da cmara, e por noves applausos e vi-
vas a suas raagesladet.
A guarda de honra para esle aclo tocou ao 2" bata-
llieo da guarda nacional.
A' larde o imperador sahio a cavallo,e atrs es-an-
do o morro do Cavallao dirigio-se ao hospital da Ju-
rujuba. Alm do vice-presidenle da provinciae de
oulras pessoas, acompanharam a S. M. o Sr. minis-
tro do imperio e o Sr. Dr. Paula Candido, que por
este has a sido convidado na cmara dos deputados.
O hospital martimo de Santa Isabel, menina dos
olhos, mimo e desvelod*meucionado Dr.*aul? Can-
dido, que te dedica por aquelle estabelecimento como
om pai extremoso pele filho querido, conieeeii a
existir em 1851 com $x denominadlo de Lazareto da
Jurujuba. Nos dous primeiros anuos de sua existen-
cia o hospital s funecionava oa s se abra qnando a
febre amarella paira va sobre o porlo nos mezet me-
lanclicos do verao ; mas do flm de 1852 para c fi-
cou em servico permanente. O decreto de 3 de Ja-
neiro de 1853deu-lhe o novo titulo que boje u cello-
ca sob a proteccao da Sr. Princeza Imperial, e creou
urna commssao sanitaria para o dirigir, compeala de
um representante do corpo consular eslrangeieo, de
dous ootros do commercio, um nacional e outrqns-
trangeiro, da autoridade do porto e do presidenta da
junta de hygieoe publica, qoe como tal fundir,
zareto, e que foi tambem nomeado por seus
presidente da commssao sanitaria.
Desde entao o hospital lomou oulra fice. O
verno deu lodos os poderes, franquean lodos os re-
cursos, e o presidente da commssao montn o eslabe-
lecimenlo de modo'a rivalsar com os melhores eu-
ropeos. As talas escuras, tristes e acanhadas do laza-
reto converleram-se em enfermaras largas, alegres e
arejadas; cahiram as paredet de divisao ; portas eja-
nellasem profusa levaram a luz, o ar e a vida aquel-
las salas ; a cal, o inimgo jurado dos miasmas, bran-
quenu-lhes al as mnralhas exlernas. Logo depois,
oo breve espaco de quatro mezet, levantou-se um
edificio com tres vastas enfermaras qae accoramc
dam cerca de sessenta leitos, domioado n seu terco
medio por um sobrado com duas grandes salas e seis
cmaras para os capilaes e pilotos. No frontispicio
l-se em branco relevo o titulo desta casa pit: Hos-
pital martimo de Sania Isabel, e como legenda da
cruz apoiada em duas ancoras o preeeito christiaois-
lmo : Dilige proximum tuum tttul te ipitim !
O servico do hospital, posto que seja nolavel pelo
asseio, decencia e caridade que alli reinara constan-
temente, nio he aioda lio aritirnvel romo o trans-
porte martimo de enfermos. TJma cxcellenle bar-
ca de vapor pereorra diaria mqVte todo o ancoradou-
ro, levando em seu seio, medieda, polyglotaa, um en-
fermeiro muUiglola, e urna oflicina polypharmica,
e val calando em lodos os navios os enfermos, collo-
cando-os em leitos apropriados, medcaodo-os logo,
de torte qne quando chegam dahi a meia bora ao
hospital j se acham em va de melhora, e nao tuc-
cede como anligamcnte qne chegavam para expira-
ren). Para se coraprehender o zelo com que o Sr.
Dr. Paula Candido e seus subordinados se dedican)
a este mister, citaremos um facto recente. A bicha,
ou por oulra, a febre amarefla, enlrou rauitu surra-
leiraraeote por volla de 9 horas da noile na barca
americana Partan e colocoe-se em torno do apilao
Nelson Smitb. Dahi a tres horas, i meta noile, j o
digno medico a que nos referimos tinha'tido noticia
do faci, j se acha va a bordo de Partan com a sua
barquinha prompta, e Invava o capilo Smitb para o
hospital, de onde sahio cinco dias depois, robusto
como nunca, e bemdizendo da caridade brasileira.
A sciencia discuti largamente sobre o foco da
pesie qae nos flagellou de 1850 a 1852. A idea mais
geral foi que era a bahia, por cauta dos navios, onde
a febre acha va mais fasorascl acolbida. O que he
cerlo be qae foi espantosa a rttorlalidade obse
nos vasos surtos no porto, principalmente na di'
nhagera. O que he certo tambera he que depois da
ioslilafcada visita dt barca c do desenvolvimenlo
que lomou o hospital, a febre foi desnpparecendo c
nunca mais leve o arrojo de se apresenlar desmas-
carada e escarnecedora, como naqeellas primeiras
quadras. ^
Qaem conhecc ou lem acompj|hado os actos da
vida do Imperador devia antev qne achando-se el-
le em Nilherohy nio deisaria de visitar, posto que
com o incommodo de atravessar um mo.cnminho, o
estabelecimento erguido .pela beneficencia do seu
governo, honrado pelo lisongeira auspicio de sua
querida lilha, e consagrado a hospitalidad para os
diat amargosos da doenca e da desgrasa. Todava o
afn, o prazer, o enthusiasmo da imperial rcccpco
has iam feito esquecer este canto remlo, e podc-se
dizer que a visita do Imperador ao hospital foi urna
lembranra todt sua, que nao eslava mencionada no
programma das minaras ofliciaes. Presenciamos a
sorpreza e o contentamento do digno secretario da c-
mara dos deputados quando o Sr. ministro do impe-
rio convidoa-o s 2 horas da tarde nesie redlo pa-
ra acompanha-lo a Nilherohy, alim de "seguircm lo-
go com Sua Magestade pelo morro do Cavallao al
Jurujuba. a
E no entanto nessa visita inesperada nSose encon-
liou no hospital a menor falta, a menor irregulari-
dade digna de censura. O servico estava-se fazendo
com asseio, com ordem c com presteza. As enfer-
maras esfavam limpas e arejadas. O Imperador
percorreu os dous edificios, examinnu as enferma-
ras, conversou com os mdicos, e iuquerio das ne-
cessidades do eslabelccimenlo.
Avisinhando-se a noile, S. M. resolveu-se a vollar
para Nilherohy no proprio vapor do hospital, e de
fado assim fez desembarcando dahi a pouco na
ponle provisoria e recolhcndo-se a palacio, onde o
Sr. Paula Candido foi admiltido a beijar a mi da
augusta Imperalriz e a'pedir-lhc a sua prolerrao pa-
ra o asvlo dos marinheir os enfermos.
Observou-sc um fado que nao escapara ao santo
officio, se ainda estivessemos naquelle bom lempo
em que se queimava o Moliere brasileiro por nao co-
mer loucinho '. Quando a regia cavalgala chegou ao
alio do morro do Cavallao, avislou-se ao longe una
ranoinlia. ao que pareca, a qual se diriga para a ci-
dade. O Sr. Paula Candido fez um aceito para esse
lado e dahi a pon o a caiioinha comerou a retroce-
der c foi avultaudo, avallando, aloque approximan-
do-se de Ierra,reronhrecu-e que era a barca da visi
ta que tinha obedecido ao aceno dos dedos do Ilus-
tre magnelisador '. Ah que seos Nitlierohyenscs
soubessem a lempo desla rorUiligitardo, seguramen-
te a cidade de Marlim Aflonso nao culraria lao cedo
no minuete cm torno do sol.
O dia 27 eslava para destinado os ltimos passeios,
para visitase exames uteis, para o acorofoamento de,
emprezas, e para novos aclos de beneficencia c de ca-
ridade.
As derraderas impressoes dcixadas no povo de-
viam de ser dignas da magestade ; deviam reve-
lar a origen) da verdadeira grandeza, deviam tradu-
zir no bom sentido a expressio do Apostlo : omflis
potcstas a Dio.
Logo as 7 horas da manhaa o imperador foi visitar
o novo quartel do corpo policial. Ah S. M. acquies-
reu a solicitaran do vire-preside ule da provincia, e
deu-lhelirenca para mandar soltar as pracasquee
achavam em prisao correccional, bem romopara per
doar a- que eslas.un ciiinprindo senlenra de conse-
Ihos de disciplina.
Em seguida dirigio-se at situaran de S. Pedro
deMamhy, a examinar o terreno que alli foi com-
prado para o cemilerio publico deNilherohy. Na vol-
la subio auliga capella do Sania Anna, onde te go-
za de urna vista pitloretca da hahia.
Era caininho para a cidade parou na casa de de-
tengan, onde o esparav* chele de polica, que Iba
raiuislrou as informar6ese esclarecmentos relativos.
Finalmente lomou para a Igreja da Conceirao, e sen-
do recebido por Inda a mesa dessa eonfraria, vhTou
o templo e a casa qae se est preparando para hos-
pital, collocada em oplima tituarSo. Ao relirar-se,
mandn por seu camarista de semana participar ao
vice-presidenle, que dava de esmola para esse hospi-
tal 6005, e qae S. M. a Imperalriz concorda tam-
bem com um donativo de 4009.
Recolhido a palacio, demorou-se apenas o lempo
necessario para almfar, e depois sahio com S. M. a
Imperalriz e dirigiram-se a S. Domingos. Ah len-
do feilo oraran na igreja respectiva, seguirn) para a
escola publica de meninas, onde tiveram occasiao de
reconhecer o adiantamenlo dat alumnas e de de-
monstrar sua satisfar professora.
S.M. a Imperalriz reclheu-sc a palacio; mas seu
augusto esposo ainda seguio a visitar o collegio parti-
cular do Sr. Tinlor e a fabrica nacional de pro-
ducios chimicos perlenceoiet ao Sr. Salasliaaf de '
Castro.
A' tarde foram recebido* em priado os membros
da municipalidade, o provedor e ofliciaes da eonfra-
ria da Conceicao, e muitat outras pessoas que procu-
raran) a honra de beijar ti mos dos augusto* hospe-
des. SS. MM. maodaram dar diversasesmolrs por
intermedio do camarista, e S. M. o Imperador orde-
nan que se fizesse urna relario de pessoa indigente,
e qae se entregaste ao chefe de polica ama qatntta
para distribuir porellas, '
A pproximava-sc a hora da partida para a corte.
Naa salas de palacio, t portal e pelo largo havia nm
concurso numeroso que quera ler a honra de com-
primentar pela ultima vez e de acompanhar a SS.
MM. Sabendo disto o Imperador mandn rearar o
seu.esUdo e resolveu sahir do palacio e p, e assim
dirigir-se ponle do embarque.
Logo qae esta resolurao foi tomada, o vce-prt-
sideule da provincia miodou que o 1. batalhioda
guarda nacional Jf.fuzileiros qoe se aditva formado
na poute fizesseaUs dahi al o palacio, o que foi
eiecuttdo conrlf^c rapidez ordem, destilando
essejpilhao depois em columnas, na retaguarda
doppto. SS. MM. tabiraoi a embarcar-se s 5
horas, procedidas e acompanhadas por uro grande
numero de pessoas distinctas da capital, pelo pre.
sedente do conselho, minislro do imperio e da mari-
6ha,e autoridades superiores da provincia.
A cfcegarem a ponte os vivas saudosos do povo
que teatalira de Um e do outro.lado doce pro-
rompram com urna forca enthusiastica e por vezes
repelidas. Suas Magestades agradecern) o cordial
recebimeulo e o agasalho de teas subditos e mat-
Vram-se summamente commovidos. Logo qne te
embarcaran) na galeota, ot vivas (izeram nova ex-
plosio, lendo tido o primeiro a dtr o excmplo o Sr.
barao ilo Rio Bonito, que em nome da pioviacia
taudou pela ultima vez os affaveis e bcmfazejos vi-
iHanles, e havendo oblido liecnoa do Imperador te-
ve a honra de os acompanhar al o paro de S. Chrfs-
|ovSo.
No trajelo da Baha receberam Suas Magestade8
JU honras do eslylo.
P. S. Nestes artigos que temos escripto da vitila
de Suas MagesUdeaeeeapram-nos algamat eircems-
landis e noticiasqus devem ser mencionada!.
Por intermedio do vice-presidenle da provin-
cia mandou Sua Magcslade o Imperador louvarao
commandante superior, oflicialidade e guarda
nacional de Nilherohy o garbo, pericia e luzimento
com que se apresentram cm grande parada no
dia 23. *
A tribuna imperial da matriz foi decorada a
expensas do Sr. Diat da Molla, qae a offereceua-s
sim | cmara municipal e irmandade de S. Joto
Baplisla,quer para o Te-Deum do da23,quer para a
Tesla do dia 24. O mesmo senhor, alm de urna
avulladajoia para esse fesla e de ceder a sua ceta
todt mobiliad.i para morada do vice-presidtnle e dos
srmanados dorante a'estada deSS. MM. em Nilhe-
rohy, oflereceu tambem matriz ama imagem de
S. Joao, que com a respectiva bandeira de prata es-
l oreada em 1:0009000. He de crer qne seja beoxi-
da e collocada no altar no dia 29 de agosto, em que
a greja commemora a degollarlo daquelle sanio.
O guiao novo da irmandade, no valor de
5004000, foi doado pelo Sr. JoSo Chollel. Os irmaos
de mesa Luiz Honorio Vieira Souto, Joaquim Das
da Silva e outros, o thesoureiro da irmandade Cle-
mente Jos de Ges Vianna, e o procurador Cyrirlo
Bernardos de Assis, coucorreram bastante para o es-
plendor da fe da do dia 21.
Nao devem ser esqueridos nesta receita (retros-
pectiva os proprietarios do hotel de Europa, que cor-
respondern) perfeilamenla honra qae Ibes dee o
Sr. bar3o do Rio Bonito, preferindo-os para o ser-
vir da hospedagem imperial. A mesa dos augustos
hospedes, a das damas, e a chamada de estado (qoe
leve sempre 10 lalheres), foram servidas com geeto,
profusao e decencia. SS. MM. dgoram-te elogiar
as iguarias c o bom servico,
Em oulro numero publicaremos as delibfracSes
presidenciaes iuslitaindo a eonfraria de S. Vicente
de Paulo e creando asylo para a iufanda desvalida,
bem como a i.nUgra da resppsla que S. M. o Impe-
rador proferioao discurso quej demos do Sr. bario
do Rio Bonito, no da da inslallaro daquelle atylo.
28 d junho.
O Sr. presidente da cmara mnnidpal de Nilhe-
rohy leve a honra de proferir honlem, "na presenca
de SS. MM. II., o seguinte discurso :
a Senhor.A cmara municipal vem peranle VV.
MM. II. agradecer a benigoidade com que accede-
rn) a seus volos, digoaodo-te asseularem a pedra
fundamental no edificio que destina pare o mercado;
e detpedindo-se de VV. MM. II., era de seu rigo-
roso dever manifestar sna gralidao por lio honrosa
visita, e o sentimeoto dcadhesio elntera dedicacao
que consagra augusta familia imperial. Tal de-
monslrar.au, purom, Senhor, nao caberia nos recur-
so- da eloqueneia, c menos na esphera de minha
acanhada intelligeucia.
a Foste. senhor, e sempre e seris, bemvindo *
nossa cidade. O regozijo publico issaz paleuteou
que no roraco do poso que vistes vos aguarda nm
throno inabalavel de que a cmara se orgulha ter o
primeiro degro.
O Todo-Poderoso coneeda a Vossas' Magestades
Imperiaes dj|atados annos de vida para gloria dos
Brasilcros e grandeza da narao. *
S. M. o Imperador dignou-se rasponder :
Agradecemos muilo cmara municipal da im-
perial cidade de Nilherohy o sentimento que nos
manife-la. e pode ella estar certa de que iguaes sau-
dades levamos do bom acolhimento que recebemos.*
MATTO-GROSSO.
Calaba' % de abril.
... Desta vez pouco tenho que Ihe commuuicar.
No dia 25 de marro ultimo reunio-se em grande
parada a guarda nacional do miiiiiripio da capital ;
desde o lempo das antigs milicias uunca se vio urna
parada 13o brilhante. Comparecern) em forma,
rompidamente fardados, K>3 guardas, que com a
Iropa de linha fez subir a forfii a sijis'de mil pr-
ras, compondo urna brigada de tres hatalhoes com-
mandada pelo tenenle-coronel Luiz Moreira Serra.-
Ouem romo eu jul-asa impossivel a reunada guar-
da nacional nesta provincia, atiente oseu estado de
insubordinarn, nao deixar de reconhecer neste
facto um phcnonirno des ido poltica imparrial do .
Sr. I.everger, que, na escolha dos officiaes; s leve
allcnrio ao mrito, sem distinci.-3) de parcialidades
polilicas.
Esla gloiria, de que com razio S. Exc. deva-se u-
fanar uesse dia, nao pi'idfe ser completa, por cau-a
de um acto de nsuhordinarao pralicado pelo roajor
Jcj Flix Bandeira, commaudanle interino do cor-
po fixo de caradores, que coinmandava o 3. bala-
Ihio em para la. Este ollicial, nutrudu rulisposi-
c.lo graciosa conlra a guarda nacional desde que
aqu chegou, nio pode tolerar que a msica do seu
balalhao passasse para a frente da brigaila.c, em de-
sobediencia a ordem superior, mandou retirar auiu*
sica para osen batalhao! procedimenlo esle que deu
lugar sua prisao e a estar hoje em conselho de in-
vestigaran. O raajor Bandeira he, segundo por '
aqu consta, o mesmo que foi no Cear, pouco ami-
go da sobordinacao, excepto para os que eslao debai-
xo das uas ordena.



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DIARIO OE PERNAMBUCO, TERCA FEIRA 18 DE JULHO DE 1854.
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O Sr. minislro da guerra tem de humear cotu-
maiidaiiles para os cornos ile arlilliaria c caladores ;
Dos i. illuiniue, alim de que fara rccaliir scmclhan-
les nornea .'ir- ein olliciaci honestos, bravos c subor-
dinados. As circuuistanoias especiaos deslcsluaares
e\igcui que os militares que para aqu Torero man-
dados, o sejaui eiu todo o sentido da pnlavra. fores-
ta occasio litio pouo de.ix.ar de insistir na promoco
dos uossos inferiores, quo sao incontestax cimente
dignos desse favor e proleccSo da lei.
O t." leiieulc da armada Autoaio Joaquim Fcrrei-
1.1 Kamos secuio para a lionteiru do II.ivi Paraguay
rom dous barros coudiizindo pelrerbos bellicos para
guarnecer a froulcira. Esse moco lie o inspector do
arsenal de marinba. Tem foito valiosos servidos, he
militar brioso c honrado, c summamentc aproveila-
x el. Podo ser tomado por norma para todas as mais
nomcaroes.
Tanto tiesta cidade, como em todos os pontos da
provincia, reina a maior tranquillidadt-, e muilase-
gurauca individual, grujas a ndole pacifica dos ha-
bitantes.
O r. A) res Augusto de Araujo, juiz municipal
de Pocon, ja parti a tomar conta do scu lugar.
Eiislindo unca vagos os lugares de juizes niuuici-
paes da capital, Diamantino o Maltu-tirossp ; nao
sei'a raiao porque o governo imperial au prove es-
tes termos, deixando que a Justina seja cm todos clles
administrada por leigus que a fjzem com grandes
sacrificios, aliu dos males que do suas decisoes po-
ilem resultar.
Ainda continuamos a sofTrer os altos presos a que
tetn chegado os gneros de primeira necessidade. O
sal cusa hoje 79200 rs. a medida ; e se Dio Tormos
socorridos cont sal da Ierra, o seu prero lera de su-
bir ; o loueinlto est a 129800 rs. por arroba, o fei-
jo a 8 o alqneire, c ludo o mais em proporclo. Nio
sei o que ser da pobreza c continuar semclliaute
caresta !
O negocio esta barrado, c o pouco que se vende
Dio clicga para as despejas do da.
(Carta particular.)
Jornal 4o Cotnmercio.)
PERMBIJCO.
COMARCA DE PAO ir Al lid.
10 da julho.
Esianios no comero do segundo semestre do anno
de 1854, he para uns o lempo de ejercicios /indos
e principio de novo anno finanettro. Para mis po-
rm que nao entendemos netn fomus destinados pa-
ra a arreeadarao do fisco, odiamos paia aquellas pa-
lavras symbolicas como o boi para palacio, uassim
nos conformamos ( porque estamos laralliarlsados i
com as pbrasas lebellias, que al a eonsumacju dos
"sVculos rliamarao o aono 4 niscimtinto da Nosso
Senhur Jess Christo, ou ana da rata e da ro-
dempeao.
Seja como for, este anno nao caire 13o.mo, como
la dizem, e o mais he exigir da Prox id enca oque
nos nao deve, nem he obrigadai Tivemoa dan an-
uos escassos de chava, aroeacjiva-nos urna enera,
vaio a chuva, chuva em demasa, ;lagou-se ludo,
e por toda a parte foi agua a cntaro)., e essa tortu-
ra dea lagar a que deste c'antiutio do mando surgis-
ss a joco-tieria lembranc.-i de qaalificar essa eiiclien-
te de diluvio provincial.
IJ quer o amigo saber de quera pt.rlio esse pon-
samento elegante, e, para tervir-me d expressao do
Ferrer, eorrweubio ; pois eu Ih'o digo, apezar das
instancias do Jos dogyplo, foi o... foi o Cam-
pello.
E o mais he que o tal Egyptn inrejaso porlhe fal-
lar tal argucia, qulz condemnar a expressio Uo fas-
hionabte do jurisconsulto inventor e classico, e et
enao qoaudo recebeu o troco em especie bem miu-
da, porque o Campello nao he para grabas, e foi
logo dizendo : Sr. Jos do Egy po, nao pense que
fallar o portuguez he o mesmo que escrever a re-
cea e despeza de alguma casa fallida, uu lomar o
caf de ama machina a que Vmc. chama zanguizar-
re, e fique saliendo quo assim como ha assemblca
geral e provincial, tambem hoitve diluvio eral, e
agora provincial. Ficou o meu hometn euvergo-
nhado, a :
A daos musa, he chegado o grao barbeiro.
Paren que a digressao vai sendo looga ; mas nao
d cavaco a v leudo para diaulcqu a achara cerno
o ddo crrente nao vai sendo lio niao como que-
rem... os roaos, est sabido.
O receio de urna fome excessiva, ennsequencia da
rigorosa invernada, est dissipado desde que sus
pendeu-se essa tremenda borrasca, o ja agora nao
fallam os vveres por preco tao commodo, o lempo
corre tao sereno que parece nao 1er sido precedido
de tantos das aziagos, e al os oosso.comrcaos vo
indo Uo socegados, qae a admira. Apenas algu-
mas leves escaramuzas, x erdadeiras seeitas de folia
popular, rraWisso nada msis lem aderado o socego
publico, de serle qne ao passo que nutras comarcas
vio contando sua meia duzia de assassiualos, este an-
uo anda nao tivemos um t.
O furor enthusiaslico pelos tacos conjngacs lea-
se desenvolvido de um modo bem singular. Conta-
se que alguns pretndanles avdis decutnprir o rres-
eile ti mulliplicamini do Gnesis, v9o recorrendo
ao salutar meio de raptar as suai ama, ais Dulcinea-,
e eulre os factos mais rcenles d-sa o de urna
viuva menor de 17 annos, que passou pelo dissabor
Me ver o seu noivo na cadea por mais de oilo das,
antes que tal casamento se effectuasse; e anezar da
ventado firme de ambos os contrllenles, foi neces-
sario iotervir a polica dividida em dous partidos,
a saber, a parte mais grada em favor do matrimo-
nio, e a mais muda leulando nao eflectua-lo a pre-
texto de ser o homem desertor do corno de polica
e ladrao de cavallos. 'Vencen aquella, nao por ser de
mais groaso calibre, mas por sercoadjuvada por um
hroe protector de douzellas c desvalidas em ludo su-
perior ao de Cervantes que nem ao menos |a-si-lio,
como o nosso, ao combale naval do Tonellcro, nem
os immarcessives louros dos campos de Mante Case-
ro, qoe I he dea o nome por que aqu he conhecido.
Vencen o hroe, porm custou-lhe mais caro do
que a I). Quixule o duelo com o Biscaioho, porqae
na noile inmediata no casamento en :onlrou um la-
ful qae procuran experimentar com um quina so-
lidez de seu i-orpo, e o Monte Caseros, gil como he,
evitou os golpes, dando em refens um pobre velho
qae foi quera mais provou das tambadas. Nao sei
ainda de que cor he o processo. que por tal facto se
tirou ; porm Ihe posso noticiar que efiecluado o ca-
samento ceiso'o crime de deserc,3o do noivo, que
achou no Iribuoal do amor urna absolvicAo e esque-
cHucnto do paasado, e tambem um alvar de soltu-
ra sem pagar carecragem.
As almas do outro mundo vieram a esta villa cau-
sar um incommodo insuporlavel, sem provcilo
algum. Em duas casas fizeram ellas mais assisten-
cia. desinquietando as moras solteiras, e destruiudo
rn-n pedradas o lelhado e loucas. Varios espectado-
res foram euchotados a podras", e al mesmo. a poli-
ca, quaudo por fim iuterveio na pacificaco daqucl-
les espiritos rebeldes.
Tanlo porm leimou o delegado supplenle em ej-
ercicio, Uo terminamos ordeiis- deu, pondo a rasa
em cerco qae as almas sahirim a bertar pelas portas
imitando as cabras, e aliual descnbrio-se que um
magauao por nomo lenlo Jos Kunes do Valle, zan-
gado nuil a lograrlo que Ihe pregou a pulira. Japa-
nhando*o em flagrante papel de alma do outro mun-
os Brasleros c Porluguezes, e para a maioria dos
habitantes do Brasil, vieram anda eslendor-se com
a nova carreira transatlntica da companhia Luso-
frasitrira, cujo prmeiro vaso o l). Marta II, e Uto
anciosanionle esperado, chesou s asuas do nosso
porto pelo lim da larde de J do mez passado.
O imperio do Brasil, este gigante que deilado ag
romprido ocrupa melade da Jmcrica meridional,
que prometi vir a ser una grande nacao, porque
lodos os das cresrc a olhns vistos em popularan,
commerco o civilisurao, ha de concorrer de cerlo
por este* meios para ueinentar a iiavenaraoj e esta
lucrar com a rapidez das noticias, que sedo apro-
veitadas para a melhor direccAo das emprezas mer-
canls.
.Ii nariies nio morrein fcilmente, eo que faz-
lltes muifo mal he a dcstsperanra de scut filhos. A,
Blgica, mais pequea em extensa que o pequeo
Portugal, est na dianleira do progresso nos me-
Ihoramentos induslriaes, e he hojea n,n;,i i que tem
comparativamente ao seu terreno ^a maior rede de
caminhos de ferro ; e todava esse incentivo he de
ha pouco* aunos. E so ella deve o seu engrandeci-
niento illuslracao do seu re, a actvidade iiilelli-
genledo governo, ea moralidadi> c (ralialho do scu
povo, porque he que com um rei Ilustrado, com um
governo activo e inlcllgcnlc, e com um povo que,
como o portuguez, rene todas as condicocs necessa-
rias para ser feliz, e que s precisa ser drigido,uao
lia de dar o mesmo resultado'! Temos f que
Portugel ha de dar iticrcniento e regularidadc ns r-
pidas coinmunicacocs por mar e Ierra, que apenas es-
t.io all em principio, proinovendo assim grande im-
pulso ao cotnmercio, augmento a .industria, e ger-
men sua nova gloria no futuro Temos f, repe-
limos, que esse bello paiz ha de atlingir ao estado
de cixlsaeao para que o habilitan! a sua cxcellenle
poseao geographica. o clima ameno, a fcrlidade
do scu slo, e a actvidade e persexeranra de seus
lilhos ; esperamos muilo no lisnngeiro porvir que
lhes augura o novo reinado que est prximo, pre-
parado pela educaran Ilustrada c paternaes conse-
llios do que j nfelzraeulc se finou, e do que afor-
tunadamente exista ; c eremos que para esse fim
nao he necessario senioser em prega Ja a vontadedos
Portuguezes, que he grande, e os meios de qae )Jo-
dem dispar, que s3o soflicentes. Do que vimos de
dizer temos urna prova iiiconlestavel na compauhia
I.uso-Brasileira, que com o auxilio de capitaes bra-
sileiros e porluguezes se nrgaiiisou ltimamente na
cidade do Porto, nessa praca caja iudole commer-
cial, como diz um escrplor portuguez, faz honrosa
excepcao ao genio pouco aveuluroso dos capitalistas
nacionaes, Meando assim eslabelecida urna erapreza
reclamada pelo interesse dos dous povos. A chega-
da do D. Alaria II s aguas deste porto em 22 do
passado, como o prmeiro valor desta nova lnha,foi
nm motivo de verdadeiro praxer, queso demons-
trou logo no animo de todos os quo anhelara a pros-
peridade da companha, c a gloria do seu paiz ou da
de seus anlepassados, apenas liveram a nolicia da
aproximaran daquelle vaso porluguez a vapor, pr-
meiro que io va oeste porto, eremos que uo impe-
rio da Santa Cruz. A sua grandeza, elegancia e ex-
cedentes commodidades ja conhecdas por lodosos
que tinliam noticia desse bello navio, augmentavara
mais os de-ojos de o ver, anda que de longe. e que
eram estimlalo- pelo acntimenlo innato no homem
de qualquei nacao, ao ver o engrandecmento do
que Ihe he mais charo. Paraos incrdulos havia
tambem chegado o momento do desengauo, o en-
canto dos duvidosos linha-se quebrado, porqae ne-
nhuma duvda j reslava, como ellesmesmos presen-
ciavam, que o ptimero vapor da enppreza portu-
guesa seachava nos mares do Brasil. Infelizmente,
com o pezar o dzemo*. a noile que se aproxima-
va e o rigor do lempo invernoso que durou ainda
porias, nao permiltindn que o xapor fuu lea-se --
Ski a grande distancia do porto, fruslrou os arden-
tes desejos de muita: pessoas que estavam preveni-
das para o rem ver, egozarrm de mais perlo, diga-
mos antes apalpar asvantagens e gozos que se podem
ler no conforto de lanas commodidades a bordo de
nm uavio, com cujo commandanle, ofliciaes e, tri-
polacao nos entendemos fcil o convenientemente.
Este vaso, que peto seu nome nos vem recordar
com saudade c reconliecimentouma das mais virtuo-
sas rathas dos Portuguezes, cuja inesperada perda
hade ser por muilo lempo chorada, nao poJendo ler
a honra de receber a seo bordo aquella que Ihe
Iransmitlio seu propro ttulo, leve a nao menos su-
bida dislinci;ao de acolher, durante a sua estada no
mageslosoTejo, a SS. MM. el-rei o Sr. D. Fernando,
o Sr. 1). Pedro V, e S. A. real o Sr. duqae do Porlo,
que Ihe fizeram urna demorada visii acompanhados
do Exm. ministro brasilero, de outros diplomticos
residentes na corle de Lisboa e dos altos funeciona-
riosdo estado, na qual a direccAo da companhia re-
presen lada pelo Exm. Sr. visconde de Caslro e Sil-
va, o commerciacle Jos Thompson a a mais officia-
lidadc do vapor, desenvolvern! para com estas ele-
vadas personageos nao s o respeilo o allcnrao que
lhes sao devidos, como a delicadeza de Iralo e ma-
nearas corlezaas, qne tanto nellet avultam, e lhes
sao familiares.
Esla visita real, us a eremos de reliz agouro para
a companhia l.u-o-ll'.isileira, e milito hadp por cer-
lo influir no prospcl^fuliiro da emproz! primeira
desla ordem que a| rere em Portugal, porque SS.
MM. patentearam o /lesejosque teem de fazerem.
qnanlo em si cabe a ra o sen bom otilo, preslando-
Ihe toda a prolccofro razoavel e justa. a Babia,
conforme as noticias queu'alli soubenios,o'D. Alaria
11 foi acolhido coma mesma anciedade.c mais feliz
que nos, pela excedencia do seu porto, e bouda.de do
lempo em que all se demorn, os habitantes da Ba-
bia noderam visitar este lindo barco, c receberem as
obsequiosas altenrCes qne com elles dispensou o seu
digno commandanle c ofiicialidadc, daudo-se de-
pois a bordo urna pequea colarlo a que asssti-
ratn o Exm. presidente da|provinca c diversasoutras
Dous pares de argolas de Carolinas etn 29000.
Tres pares de argoliuhas om SjOOO.
Duas figas com 7 otavasem SnltK):
Seis aunis com 7 olavas, em 12^800.
Urna cruz, urna Conreicao, um par de eslrellas, e
um auncl tino com 8 oilavas, avadados em 20{>900.
Dous conloes, urna cruz em um, e'oulro uns ca-
bellos engastados em ouro cora I ti oilavas, no valor
de 323000.
L'm par da dragonas de prala, avadadas em
5760.
Um par de fuellas de prala, cm :tp300.
(Mienta oilavas de prata velha, cm SoOOO.
Certifica mais que a requerimento do Dr. procu-
rador fiscal da fazenda provincial, se procedeu a no-
va axaliaran dos predios cima mencionados, para o
que selouvoii no empregado Alcxandrc Amcricn de
Caldas BrandAo, e o cnsul de Portuzal no empre-
gado Antonio Joaquim do Oliveira Baduem, osquaes
avaliaram as ditas casas era !>:003 cada urna, rs-
13:0005. .
E a casa de sobrado, cm 17:0008.
E nada mais cansa dos ditos autos segundo foi
pedido porcerlidao na pelirao retro, e passe apr-
sente em xirludc do despacho rclro, nesla cidade do
llecife de Pernambuco, em II de julho do anno do
nasrimento de Nosso Seuhor Jess Christo de 185.
Escrcvi e assigne. O eserivAo, Galdiuo Temis-
loclet Cabral de l'asconcello*,
Quem combinar estes doua documentos ver que
appareceram no segundo documento, um par de
dragonas de prata, um par de (velas do mesmo me-
lal, que nao foram descriptas uo sequeslro, docu-
mente l.o ; onde pos eslariam cssas peas que nao
sendo inventariada, foram avadadas tjlouopro-
varii o dcleixodo cnsul na arrecadaeao dos heus
das herancas dos finados ? Vera mais que sendo en-
tregue ao cnsul 8 aunis de diversos tamanhos, e
um dellescum diamanlc (documento n. 1) este eom
diamante nflo apparere avadado no documento n. 2.
Ver mais que sendo entregue cnsul 7 pares de
rosetas (documento n. 1), s apparecer'am avadados
.), como se v no documeulo ti. 2. Veri finalmen-
te prala velha avadada cada tiitava a 100 rs. ?
Vendo o letor ludo islo, s nao ver a avaharan
de movis que nao eram pouco^ -assim como os li-
vros, c mais objeclos !
Srs. Redactores. Agora que os nimos J se
achara tranquillos, por liaver se dignado a Provi-
dencia, de levantar o (errivel flagello que por algus
dias devastara esla nossa tao rica e tao bella provin-
cia, cumpre-iio*, como verdadeiros patrilas, como
sinceros amigos dos cidadilos prestantes, patciitear
nossos agraducimcntii* aquellas senhores que, nessa
occasUo, comprehendenlo a alta missao de que se
achavam encarregados, nao pnuparam esforjos pa-
ra retirar do abvsmo familias dcsnlada<,e fazer des-
apparecer tristes, prognosticos dos espiritas acanha-
dos. Se d'um lado tivemos de lamentar i nossa sor-
tc, lozo qne apparccc.u a cheia, logo vimos a ras
da fregoezia de S. Jo*oede onlras partes inundadas
de ni.Hiena, que ama canoa cora facilidade navegava
para lodos os lados, de outro, enchemo-nos de rego-
sijo. por ver que o Dr. Francisco Bernardo de Cur-
vadlo, digno subdelegado da freguezia de S. Jos,
onde habitamos, nao deiiou de procurar ludo o que
poda'tancaranan paro, quando nao fazer desappa-
recero mal, ao menos inculir no espirito do povo, a
doce consolarlo c cerleza de que suas vidas e pro-
priedades scriam fielmente suardadas. E com sutn-
mo prazer o dizemos, as lagrimas saltaram-nos dos
olhns, (pois o prazer tambem faz chorar) ao vermos
o nosso protector, o nosso pai com os pos descalzos e
cairas arregazadas, j aqu, j all o acola, mandan-
do exerutar os mais bcni coucerlados planos para sal-
vacao e pacificado do povo. Ao mesmo lempo li-
vemps o prazer de ver alerta c bastante diligentes,
todas as autoridades policiaes das oulras freguezias
deslc termo, como o Sr. Dr.. delegado Antonio Jos
da Cosa Kitieiro, e subdelegado da freguezia de San-
io Aulonio, o Dr. Manoel Filippe da Fonseca.
Kecebara, porlanto, esses cidadaos prestantes, os
encomios que tambera lhes dirigimos, esperando que
continucm era 1,1o bem estrea.la carreira, certos de
que merecern sempre o honroso titulo de benem-
ritos servidores do seu paiz.
/ m morador de S. Jos.
LITTERATLRA.
pessoas de consideracao. Esperamos em breve re-
ceber nolicia* do excedente acollinento que na cor-
lexlo imuerio se Ihe tez, contamo-lp como corto e
he elle devido, pois o Icstemunho dos passageiros
que vieram de Portugal para os diversos portas do
imperio he irrcfragavel, e todos sao conformes em
asseverar, como j aqu poblicaram alguns, as com-
modidades, aceio, e excedente Iralamentu de bordo,
juntamente com o traloamenn do commandanle Js<
s Thnmpaon esua ooTcialidade. Ovala que a com-
panhia cafflmnie sem troperos, fareinus volos ao co
para que a proleja, como j he ella protegida pelos
poderes da Ierra, e por lodos aquedes que confiada^
PETRARCA E SEU SECULO.
(Conclmao.)
Dur.uile esla guerra, que podia causar a'perda
de seas maiores amiga*, Petrarra den una grande
prova da independa de scu carcter, diriuindo hri-
Ihaules felicitacoes ao papa, que era a alma dcsta
liga. He que Urbano V pareca dispor-se a 'reali-
sar os Ires sonhus polticos do poeta : a cruzada
cnlra os inflis, a reunan das tinas grandes aroja*
e a volta da Snlil-i S Rama. O niperadnr Carlos
IV, o rei JoSo do Franca, o rei luiz de Hungra,
o re de Chjpre, o imperador do (lente Joan Palio-
logo, concertavam desde muilo rcupo para oppr
um termo s conquistas de Bajazet c Invasflo mais
terrivel de TamerlAo. Trnlava^ de tatuar sobre o
Oriente todas cusas hordas, c#m arandes eompa-
nhias que dcvaslavatn a Italia o a Franca, O Ce-
zar de Constantinopla promedia por essa prero a
siibmis-o da hzrpja sregra i sede de Boma, p Urba-
no embarcava-se eni Marselha para hir tomar pos-
se do Vaticano. Podia Petrarca ficar indifTprenlc
cm presenca desses aconteciinenlos ou desses prepa-
rativos que preparava lia rincoeula nnnos '! De to-
dos esses tres sonlms porm, un s parei-pu com-
plelar-se. O papa entrou em Itoma, aronipanhado
de urna escolta de dous mil hoinens de armas que
proteucram sua vida e sua viagein. Nessa capital
sasrou o imperador Carlos IV, deu a rosa de ouro a
Joanna de aples,que de todas as raninas do mundo,
era a menos digna dessa honra; e em urna allocu^ao
ao sacro collegio, respondeu por masnificos elogios
s felicilacOes do poda, cujas espera liras rcalisava.
Petrarca esperava delle maiores railagres ; psereveu-
Ihe para cmpeiina-lo a resliluir os coslumes do cle-
ro sua primitiva pureza ; e eraueo fortes bradns
contra a degradaran da corle pontifical. Os car-
danes, que stentiam vivas saudades de Avinhao e
do vinhode Beaunetevollam-se contra as temer-
inenle esperain vantagens solidas c duradoris desta dades do pocla. Seas amigos licaram aterrados
nova linha, ecm breve nioguem se recordar mais
das diflculdades que foi necessario vencer para de^J
sarteigar preven;Oes,excilar o interesse dos eapitacs,
e desterrar o receio dos que ternera todas as innova-
Kcs. Honra, pois, ios autores da idea os Srs. Sw-
sr e J. Marques Rodrigues c aos que se Ihe associa-
bam para a formarlo da companhia Luso-Brasileira ;
onra e auradeeimenlo s direcces passadas pelo
que fizeram a bem da elevarAo da companhia hon-
ra e louvor actual direccao, composla dos dislinc-
tos cavalleiros viscondes de Castro Silva e da Trin-
dade, e Joaquim Pinto pelo acert e esbirros com
que teem no melhor acord tratado de lodos os tra-
badlos a seu cargo. Identificada como est a compa-
uhia cora o nome e crediar%aj)las e outras esxoas
sua prosnrldadi)
reino de^?ortu-
sal euo cresecnte engrandecimento do vasto impe-
rio do Brasil*
HdejulliotfelKi. Y.
uiiiu i ni.i V linn. i Ji. IIW I^-".' *,
de confianza, espiramos (anlavna st
como temo, f no melhor futoan do n
0 COMSUL E OS PMTUGl'EZES EM PER-
NAMBUCO.
Dos documentos que baixo vio transcriptos, sendo
um a cerlidan do sequeslro failo as joias de. oaro,
pedras, e prala, adiadas em casa do finado portu-
guez Manoel Rodrigues Costa ; e nutro, a certidAo
das avaharnos desses mesmos objeclos, se v que
do, enlrou a insultar fortemenle o delegado cm lu_-. algumas pecas sequeslradas e entregaes ao cnsul,
gar publico, pelo que foi agarrado e cnnduzidu a
cadea ; roas antes que desse dous passos, veio um ir-
niAo de uomc Antonio do Valle, e inx esto a pjlru-
Iha com um bacamarlc, oppondo forte resistencia,
qncrendo alirar nos soldados, e viudo em soccorro
desles um cidad.io inerme foi ferido em nina mo,
conseguindo malograr o sllenlado. O Bcnto esl
na gaiola, porm o Antonio no mundo ambos espe-
ram um bom resultado do patronato, que at boje
tem mantido ilesa a solicrauia popular.
No da 5 do correle fallecen o capil.'o Francisco
Cavalcanlidc Albuquerqup. senhor do engenhoSi-
po, qae leudo oceupado nesla comarca lodos os em-
pregos de elecao popular, soulie grangear a estima
de seus comrcaos, os quaes sempre o julgaram dig-
no de seu voto.
He e-liquando muilo a recompensado cidadao
honesto e laborioso, que nunca soube vixer no meio
do* enredos e traicoes polticas.
Como siga para Tora da comarca c me demore al-
gousmezes, dcixocncarreaado de continuar i'diri-
gir-lhe noticias o Josedo Egypto, que o servir me-
lhor que cu.
Adcos, al a volla. Y.
(Cirla particular.)
REFARTI^AO DA POLICA.
Parte do da 17 de judio.
Illm. o Exm. Sr.Participo a V. Exc. que, das
liarles traja (.'COBYlas tiesta repartirn, consta lerem
sido .prests: ordem do juiz municipal da Ia vara;
o portuzuez Antonio Joaquim Salgado por se
achar sentenciado': a ordem do jui/. municipal da
J* vara pre(a.escrava Miiranna.sem derlararAo do
motivo ; i ordem do subdelegado da frecuezia de<
S. Fr. Pedro Gom;alxcs, o prcto Joaquim, esrravo
de Manoel Cardos da Fonscra, por liaver roubado
n seu senhor ; a ordem do subdelegado da freguezia
de S. Antonio, o prct.i escraxo Francisco, por ler es-
panradn a iiinn mtilher ; a ordem i'o suhilelegado
da frecueia de S. Jos o prcto Joao, escravo de
tle/.aria Mara da Rosa, a requerimento de-la ; c a
ordem &v subdelegado da freguezia da Boa-\ isla o
manijo franrez Eugenio Itiisati, por fcrimenlos.
Dos guarde a V. Exc. lierrelara da pulida de
Pernambuco 17 de julho de I8.">1.lllm.e Exuj. Sr.
conselhero Jos Benlo da tamba e Fisucircflo) pre-
sidente da provincia.Luiz Cario* de Patea Tei-
.irira. cete de polica da provincia.
COMMl'MCAOS.
n3o aparecern! para se lites dar valor ; assim como,
que algumas foram avadadas, nao Tazcndo parle das
sequslradas. Deixamos ao publico o exame e con-
frontadlo dos documentos olferecidos, seja elle o que
decdase se pdequcxar o cnsul, quaudo argido
pelos eslravios, m administradlo e deleixo.
DOCUMENTO N.o t.
Termo de xcquentro.Aos (i de dezemhro de 1852,
ocsta cidade do Recife de Pernamliuco, e era casa de
morada do finado Manoel Rodrigues Costa......onde
seachava o Dr. juiz dos orphaos. eausentes,supplenle
Angelo Henriques da Silva; o Dr. Joaquim Baplisla
Moreira, cnsul de Portugal nesla provincia, comigo
escrivao...................,.. se proceden a sequestro nos
hens segrales pcrtencenles ao dito fiuado.
Ouro fin obras.
I Cracifixo.
I Cruz oilavada.
t Coucci^ao pequea.
7 Aunis ,le nixerso- tamanllOS.
1 Annelcom diamanle.
1 Cruzinha com cordo.
1 Pincel de cabello com cordao.
3 Pares de brincos, com diamantes cm dous,
7 l'aresde rosetas; leudo um, diamante, c dous,
com Carolinas.
2 I'i-a*.
Prala.
lina pnrran de prala velha.
Cujos hens cima sequcslrados c inencoiiados,
foi.un enlrccuesao dito cnsul porluuucz, Joaquim
Baplisla Moreira, que dos mesmos objeclos se deu
por entregue. E mandn oditojuifazcr estelermode
sequeslro, que assiminu coniteloconsul, ochancel-
ler do consulado Miguel Jos Alves e.as lestemu-
uhas prsenles, (iuilberme Augusto Rodrigues Selle
p Custodio Jos de Carvalho GaimarSes. Eu (ialdi-
no Temislocles Cabral de Vascomellos. o escrev.
Henriques da Silva,Joaquim Baplisla Moreira,
cnsul, Miguel Jos Alves.
DOCUMENTO N. 2.
(ialdinoTemistorles Cabral de Vasconcellos, cscri-
vAo de eapellas, residnoseansentas nesla cidade etc.
Certifico, que revendo os auto* do sequeslro, proce-
dido nos bensde Manoel Rodrigues Costa, dellcsrous-
la que, requerimento do cnsul de Portugal, foi
avadado o prelo Cae!ano, por Antonio Corra Cabral,
avaliadordo juizo. e pele priroeiro escriplitrarin da
rcrchedoria JoAo Bo Foi mais avaliadr^ior lolo Marques de Miranda,
o rscripturaro-jii refcrilo, c por Joo dos Santos
Porto, avaliador do juizo, urna casa de sobrado na
ra do Queimado n. 32, m lo:iiii-imi.
Companhia Luso-Brasiltira.
As rel.irnes commerciaes existentes entre as pra-
a* de Portugal e este imperio, j muilo ax tilladas
pelos inleresses communs dos dous povos, tendem c
prometiera augmentar consideravlmnle com a faci-
lidade das rommnnicarps e da coinmodidade de
transporte*, qua ja temas as duas lirhas ingieusde
orr, e qoe com muitu meihores yin a tempeslade que ia bramir sobre sua cabe-
c. a One recciaes vos? lhes disae elle, que se po-
de fazer a um hornera que nada dpseja, e que nao
pussue cousa algum, coja perda possa allligi-iu .' Puu-
coinehiporlacjifencler.quandosiislwitoa honrada san-
ta S. A ultima de Urbano V. o defndeu contra esla
conjurarao. Elleoppz o elogio do censor as recrimi
nares dos principes da igreja, e ttslemiinlioo-lhe
por escrpto a impaciencia que'linlia de conhecolo.
Onde est pois o lisongeiro que M. de Sismondi
descohrio ? Petrarca nAo pdde resistir esta viva
e gloriosa sollicitacao : poslo que infraquecido por
urna febre pertinaz, psperou apenas a volla da pri-
mavera, cscrcvcu se;t testamento, c, julgando-se
bastan lae forte para supporlar as fadicasdaviagem,
parti para Roma, nn mez de abril de 13li!l ; mais
snas forras exhaustas ma o daixaram passar rara, onde cahio sem sentidas, tirando mais de tri-
la horas em um estado de nsensibilidadc, que fez
receiar pelos seus dias. Chegnu al a correr a no-
licia de sua morle. Era.a lerceiravez que este mi-
do nflligia a Hada. A primeira xezrfoi durante
urna vlagem de aples, que deu lugar a um poe-
ma burlesco d Bercari, intitulado: a Pompa f-
nebre de Petrarca ; a segunda vez foi de tal sorle
acreditada que o papn di*tribuin seus beneficio*.
Mas por esta ultima elle somcnle recelieit leslc-
munhos de dr e de estima. Corriant de lodas as
partes ao seu enterro. Sua volta vida susleve
esle concurso lisongeiro. Os cuidados dos sotiheres
de Ferrara cegaram at a rcslluir-Ihc bstanle co-
ragera, inspirando-lhe odesejo de seguir al Roma:
quera ir morrer na cidade sania, aos ps do pon-
tfice que acabara de rcsliluir-lhe o seu esplendor.
Os mdicos triumpharam dcsta resoluco, e para
afasia-la mais do Roma, Ireram-no transportar
Ferrara deilado em uro batel; mas una triste noti-
cia veio pcrluhar a sua r.onvalcsrenca : Urbano V.
n.lo linha podido cunservar-se ifa Jjjlia joiilra as
instancias dos cardanes franejies ; eTTso recoh-
diiziram priniciramenle a ViHrli >, depnis a Mon-
tefiascoue, e, soh irclcxlo de paciiiear a Franra o
a Inglaterra, elle vollou para Atiuh a ^ de selm-
hro de 1370, nao obslanle as antearas de Sania Bri-
gada de Suecia, a qual Ihe predisse que liavia de
morrer, se pozesse os ps no condado. Om dias
depois esta prophecia eslava cumprinda. Um novo
papa fui dado igreja,sobo nome detiregorio \I, c
Petrarca, da quem elle era o mais fervoroso admira-
dor, deixoB de renovar as suas instancias. Os cr-
denos licaram alemnrisados com isso ; niandaram es-
crever por tira monje fraucez injuriosos pamphlelos
conlra um couselheiro cuja influencia receiaxain, e
o mais caro dos volos do poeta s foi altentlido de-
pois de sua morle. As carias do novo pontifico o fo-
ram encontrar n'nni i aldcia que devia ser a sua ulti-
ma residencia. Eslaaldeia d'Aiqua era siluada nos
montes Engeos, a qnatro lesnas de I'adua, n'uma
siluacao risonha, ao abrigo dos venios do norle, no
meio de jardius e vinlias celebres. Petrarca cotislruio
esse urna casa com moda, em que oslabelcccu-se com
sua lilha Franeiscu o Francisco do- Brossano, sen
genro. A guerra porm veio anda pcrluba-lo nes-
sa nova habilacao. O senhor de Padua, Francisco
de Carrara, sonhra a deshincan da repblica de
Veii"za; seus agentes secretas luhan corrompido
magistrados, patricios, conselheiros do doge. As-
sassinos dirigidos por urna prastilula, e par dous
cheles ds salteadores, dexiam em'um da convencio-
nado apunlialar os elides da repblica,
O excrcilo do rei da Hungra eslava prompto a
sustentar o senhor de I'adua, quaudo o consclho dos
dez malogran esta eunspiracSa, Os iraidores foram
esquartejadose enforcados ; as tropas venesianas n-
vadiram o territorio de I'adua ; os tingaros victorio-
sos no prmeiro conflicto, foram derrotados no se-
gundo, e Francisca de Carrara, redolido a pedir paz,
s a oblex e medanle condiees humilladoras. Una
deslas condires nhrigava scu llho a ir pedir perdao
,i repblica, sendo Petrarca instado para acompa-
nlia-lou Vetteza. lini deahraudar a vnganca desses
teros republicanos. Nunca a anteada do nosso poeta
fora submellda a una prava Igual, foi para elle
morrer sob a parpara romana, algumas leguas distan-
tes do sea retiro. O estudo e o trabadlo oflerece-
ram-lhe todava alguma* cansolae/ues. Compdz para
Francisco de Carrara um tratado sobre a publica
adniinslrai;ao. Respondeu com a sua energa ju-
venil ao pampldelo de Bernardin, que servir de
interprete vinganra dos ordenes. Leu pela pri-
meira vez o Dccameron de Boccacc, enviou-lhe urna
Ira liircao latina do conde de tiriselidis, que diver
tia-se em recitar de memoria. Esla tradcelo foi a
sua ultima obra. A' 19 de julho de 1374, os criados
o encontraran! inclinado sobre nm livro: finita ador-
mecido para sempre.
A Italia robrto-se de d. J au existe o pai das
ledras, exclantavan de todas as parles ; a luz do
seculo extingui -se. Seus funeracs foram magnfi-
cos. Os senhores de I'adua assistiram a elles. Urna
mull J.io de outros senhores veio render ama ultima
homenagem a este grande hornera. Scu genro, le-
vautoii-lhc nm mausoleo em frente da greja d'Ar-
qua ; mais larde, consagraram-lhe um rico cenota-
phio na greja de Sant'Agalha de Parma. Poremos
n.i,mmenlos mais honrosos de sua gloria sao as in-
uumeraveis edi^oes de suas obras, as numerosas bio-
graphias de que ha -ido objecto, a especie de cullu,
que constantemente lem-lhe concedido a Italia, as
cadeiras que ella fundoii para explicar suas poezias
e espalha-las. A historia do que se lem chamado o
Pelrarquhmo, seria mais longa que a de Petrarca.
A noticia das explicares que lem-se feito de suas
obra* seria inimetisa. Elle foi um dos maiores poetas
nao tendo havido um s que lenha gozado de maiores
honras dorante sua vida. Todos conhecem a sorle
do prmeiro, do maior de lodos elles. Homero per-
curren a Creca, camo mendigo, nao comcc,ando sua
gloria senn tres seculos depois de sua morle. A
Grecia applaudia os seus tres trgicos, cscutava seus
versos com enlhusiasmo, se bem que Lophocles s-
mente fosse tratado um momento cotilo homem po-
ltico, quando sua tragedia de Jntigono foi recom-
pensada, dando-se-lhe o commando de um exercito.
Se rindaro foi mais festejado, he porque cantava os
vencedores as justas de Olvmpia, e porqae lodos os
horneas idustres de eu lempo queriam ser celebra-
dos por sua musa ; quaes foram porem snas honras?
Dnrante os jogos pv tilicos coravam-no de louros,
levantavam-no sobre um estrado, mettiam-lhe ama
Ix ra na man ; elle cantava e era applaudido, como
applatidmos hnje urna cautora ou danzarina celebre.
Os maiores poetas de Roma era,m adtnitti.los a fami-
arrdadc domestica do senhor do mundo ; nada
mai* alcancavam elles, e para isso mesmo deviam
n.in desagradado. As desgracaa do Ovidio sAo hu
tesleniuiiho de seu pouco poder. Mi larde qual foi
era Inglaterra a sorle da Shakspeare.7 A de um c-
mico divertido, que leria morrillo de fome. se nao
represenlasse por si mesmo as suas pecas. Qual foi
a de Milln ".' Nem mesmo leve bastante reputarlo
para ule-anear o perdao de sen republicanismo, nao
vendo os corlc/.os nellc. mais do que um mi-eraxrl
snheldc, que linha cscriplo um poema enfadonho e
fanalco sobre a Biblia. Em Franca, os mais afa-
mados, os mais conhecido* nao passavam alera da
alta domeslicidade da corte de Luiz XIV. Mais larde
a nacao erigio-lhes estatuas ; mas elles nao liveram
pnalo durante sua vida ; e nem os propros Cor-
neillc, Racinc, Moliere foram seqacr lao bem hala-
dos como o fora Ronsard por Carlos IX. Na Italia,
o predecessor de Petrarca, o autor da divina come-
dia, morreu bauido de sua patria, quem suppli-
caya debaldcque Ihe franqnca*sc suas parla*. Para
adianto Arioslo foi admittido um momento na inti-
midado dos senhores de Ferrara, e al empregado
cm suas negociacCes ,- mas esses senhores oAo eram
mais do que protectores orsulhosos, que o abando-
naran] desde que nao Ihe ronveio mais andar em seu
sequilo. O papa Leo X, que testemunhava-lhe
amisade antes de ciugir a tiara, julgou estar quites
para cora elle, coneedcndo-lhe a amnisto do impri-
mir suas obras. Tasso foi melhor tratado, apparc-
ccit cercado de esplendor nessa mesma corle de Fer-
rara, na de Mantua, no palacio dos Mediis ,- o
tarden! de Este foi quem o conduzio a corte de
Franca, onde n3o foi tratado seno como poeta. Seas
protectores neta mesmo pcrmitliram-lhc ler urna
opiniiio sobre as diputas religiosas, que l.ulhero e
Calvino tinliam levantado ; e quando a inveja e a
intriga perlurbaram-Ihea ssrenidade da vida, quan-
do a loucura desordenara Ihe a bella inlclligeticia,
nao experimenlou mais qae brutalidades, inquiela-
ces, leudo pnsespara refugio, das quaes seconse-
guisse evadir-sc por um momento, -nao achara
porta mais do que necessidades e miseria.
S l'drarca gozou da plenitude de urna autoridade
inconleslada, o hornera c o poeta foram conslanlo-
mentc objeclos de admtrac.no c de respeilo, durando
esse poder por espaco de meio, seculo. O brilhanlis-
mo de sua vida nao foi obscurecido nem pela injus-
lica clos homens, nem por suas prnpras frquezas.
E qual foi a origcm desla gloria V O que lia de
mais commutr, no mundo, tima paixao amorosa. El-
le porm apparecera em um seculo de amor c poe-
sa. ^ Os trovadores l nhan enchido de amor e poesa
as corles c os palacios, os caslellos e'as cabanas ; o
mesmo ar eslava impregnado dessas duas paixes.
As grandes damas nio tinliam outros prazeres, en-
tras orcitpaces, outro cnlreleniraento. Amar, e
ouvir canlos do amor, tal era a sua existencia. Pe-
trarca apparece, ama e canta, e seus cantas revelara
nnia lingua mais pura, mais fluiente, mais harmo-
nibsa que a dos Irnvadores. Eu disse oque pensa-
va de' suas poesas, a proporexio que a data de
sua composicao ascollocava aonTosbieos da penua.
NAo diiei mais |>alava sobro ellas. Procuro -rnen-
le explicar o eoito que deviam ler produzdo so-
bre os espirilos Jaobcra dispostos a acolhc-las. O
mesmo povo, que servia-se todos os das deste idio-
ma, admirou-se das riquezas, que um poela acaba-
va de encontrar nellas. O mysterio que cobria o
nome de sua amada excitava a'curiusidade. Os ri-
gores desla mulher desconherida auginentavam a
actvidade de sua versa, co vivo interesse que ns-
piravam seus versos. Petrarca, feliz em seu amor,
nao teri sido Ulvcz scnAo o poeta do momento.
Sua desgrana, seu desespera fizeram brotar a fecun-
ddade de sua imaginario, c nao ilcivaram arrel'e-
cer nem esse interesse, nem essa curiosidade. A
duraran dessa paixao provocan o desejo do canhecer
o poela que a pintava cora tanta cloquencia, tanta
delicadeza, lauta graca, encontrando sempre expres-
ses novas para lana- sensaces diversas. E o que
foi que vo-se ao apiiroximar do poela 7 Urna natn-
reza austera, um carcter grave, urna allilude que
toruava cada vez mais importante a nobre rogula-
ridade de seus traeos, a dguidade de scu porte, a
belleza de snas formas, a aifahiddade de suas matici-
ra*. Todos qjulgavam inleiraiiieiite oceupado de
Sen amor, todos xi.im-nu cheo de nina paixao mais
nobre, de au sentimento que linha produzdo qua-
si lodos os gratules homens da anfigudade, do amor
de urna patria que dominara'o mundo, e que Ya
eutao degradada, dilacerada pelas discordias intesti-
nal ,-trabicao do cstrangeiro. Esle e*Unh) de cou-
sas causa-llic indignacao, e seus canlos fazetn.pas-
sar a todos os caraces a indignacao que elle expe-
rimenta. As desgracas publicas o inspiran) mais
vivamente do que a propria dor. Convencido das
sxmpatina, populares, sabe conserva-las por urna
cominunicacAo iocessante. Escrcve para lodos, mas
dirige-se aos grandes, que sao ns nicos que podem
realisar o onho de seu patriotismo. A magestade
de -u palavras, a verdade de suas pinturas, a po-
breza de seus sentinicntos nfuudem respeilo mes-
mo uquedes que sabem tirar proveilo da guerra ci-
vil, que exploram as calamidades publicas, que d-
videm para elevar-se, qne npplimein para susten-
tar-sc. Naquillo em que outro leria encontrado
talvcz dodem ou colera, achou elle atleni-o, op-
provajao e respeito. He que todos experimenlavam
reyezes o pezares, c gcniendo era seus dias de cala-
raidade, sob o peso das desgracas que Incm a mu-
sa de Petrarca. Ncnliinu ousava censura-lo, c todos
procuravam sua amisade. Todos os grandes do mun-
do rhaniavain-no sua mais intima fdniiliaridadc,
cunscnlrado que os louvasse sera baixeza, e os re-
prehcndefse sem rever va. Elle os chamava seus so-
beranos, mas Irnlava-os como discpulos. Nunca
lhes dsfarcava a verdade, por mais severa que fos-
se, quando ajulgava ulil a seu interesse ou sua
gloria. Foi cnlao o couselheiro de lodos, o conso-
lador de suas allliccOes, mudas vezes n guia de sua
poltica. So os elogios eram desejados al pelos mais
poderosos, suasceusuras nao ns molcslavaiu. porque
SU?4 J-nnheelam a pureza, a nobreza de seus moti-
vos. Respeilavani-no at etu seus caprichos, e nos
accessos de sua colera. Elle os deixava sempre ape-
zar das mais vivas instancias, sem que todava lhes
olleudcsse o orgulho, sendo depois acolhido com a
mais obsequiosa solicilude apenas voltava. Basta-
vara suas cartas para consola-las em sua ausencia.
Sua gloria nao Ihe linha adquerido protectores. O
cardeal Coloime foi o nico que parecen proteger
sua extrcma^icidade. Sua idadeHnadura nao le-
ve senao amigos, colheudo desla maneira o fruclo
do que um poeta de nossos dias chamen a concilia-
rao de um bello talento eom um bello carcter.
Procurada por lodos os sabios di Europa, foi como
o centro dasluzes que iam derramar nella um no-
vo hrillio. Se fussse verdade que os grandes poetas
nasccssem para ser os conselheiros dos res e dos po-
vos, nnguem leria prcciichido Jesta mis.-ao quasi di-
vina com lana dignidade. Assim leve a vida mais
nobre, e mais completa que o co lenha concedido
a nm hornera que nao cingia utna espada, nem li-
nha o'lra coroa mais que a de poeta.
(/lente Contemporaine.)
Exportacao .
Ceari, hiale nacional Serqipano, de 3i toneladas,
conduzio o seguinle : 36 volumes fazendas, 47
ditos diversas mercadorias, I ditos miudezas, 2ca-
xas chapeos, 1 dita sardinha, t 'dita pedras, 4 dita
licores, 1 Jila redomas de vidro, 1 embrulho bracos,
6 voturaes ferragens, 3 caixas vidros, 32 cascos
vinlio, ."> barris a/.eite doce, 2 caixas canella, 10 vo-
lumes resmas de papel, 4 caixas massas, 4 dilas (ra-
ques, 4 dilas marrasquino. 2 ditas euxofre, 7 cascos
vinagre, 30 fogareiros de ferro, i volumes fazendas
c perfumaras, 6 barris manleiga, 2 volumes drogas,
1 pacole tapetes, 2 barricas farinha de trigo, 1 vo-
lunte livros, 1 piano, 10 caixas musralel, 4 ancore-
tas azeitonas, 1 caixa laura, 2 ditas cha, 1.1 barricas,
10 barriqunhas e 1 sacco com 149 arrobas c 4 libras
de assucar, 2 rolos com 4 arrobas de fumo, t roda
para engenho, 3 amarrados caixas de charutos, 1 vo-
lunte livros e rlbelos inipressos.
Maranhao e Para, tingue escuna nacional Laura,
conduzio o seguinle : 10 caixas espingardas, 20
fardos cuminhos e herva-doce, 1 caixa diversos oh-*
jeclos, 5 barricas genebra, 1 barril cal de Lisboa, 2>
caixas faenes, 20 dilas vidros, 1 dita tedias de vidro,
1 pacole rame. 1 arado, i caixa vcslidos, 1 caixinha
objeclos para chapeleiro, 1 paconho filas do seda, 4
cruzelas de Trro, 3 rodas de dilo, 2 camas de vento,
2 caixes barris e caixinhas de doce, 1 molho de pa-
Iha para chapeos. I raixao livros, 2 caixas cha. 1
fardo Tumo era tulla, I amarrado caixinhas de cha-
rutos, HI barriqunhas e 94 barricas com 2,707 ar-
robas e2l libras de assucar, 1 raixao papel de im-
prc-s.in, 15 fardos e 1 pacole fazeudas, 19 caixas fa-
zendas e diversos objeclos, 1 lata fazendas, 1 caixa
chapeos deso. 10 ditas latas coni sardinhas, I gigos
garrafas de champagne, <) meios barris manleiga,
60 barriqninhas o 120 barricas com 3,933 arrobas c
11 libras de assucar, 50 garrafcs espirito, 22 pipas
agurdente.
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do da 17......1:449(916
CONSULADO PROVINCIAL.
Reudiinentn do da 1 a 15.....29:5499161
dem do dia 17........1:046(766
inwia
30:5959927
PALTA
do* preco correntes do antucar, algodao', e mai*
gneros do paiz, que te detpacham na me.a do
consulado de Pernambuco, na semana de 17
A 22 de Jatlio de 1854.
A-iie,iieiiic,u\a- liianco l.> qmtlidade
'2.
n mase........ o
bar. esae. branco.......
a rnascavado.....
u refinado..........
Algodao era pluma de 1. qualidade
2.a
i) 3."* b
b pm carco...... -
Espirito de agurdente .
Agoardcule cachaca.....
caada
Genebra .

Licor ,
de canna
re-til,ida .
....
.... s
.....botija
.... caada
.............garrafa
Arroz pilado duas arrobas, um alqneire
em casca.
Azcile de mamona.......
b mendoim e de coco.
de peixe.......
a
caada
Cacan
Aves araras..........
i) papagaios........
Bolacltas.............
Biscoitos.............
Caf bom............
o restolho...........
rom casca. ..........
moido............
Carne secca...........
Cocos cora casca........
Charutos bons. .-4.......
ordinarios.......
regala a primor r. .
Cera de carnauba........
em velas..........
Cobre novo mo d obra.....
Couros de boi salgados......
espixados........
B verdes ;......
de onca f ........
de cabra corlidos. .
Doce de calda...........
guiaba.........
> secco ...........
jalea............
Eslpa nacional.........
eslranscira, mo d'obra.
Espanadnrcs grandes......
pequeos......
Farinha de mandioca......
milito........
aramia.......
Feijao..............
Fuma ham...........
ordinario .........
pin folha bom.......
" b b ordinario ....
restolho.....
Ipcraruanlta..........
Goiuma.............
(Jengibre............
Lenha de echas grandes...... .
b h pequeas.......
b b toros ............
Pranrhasde araarello de2 costados. .
b louro..........
Costado de araarello de 35 a 40 p. de
c e 2 ) a 3 de I.......
de dito usuaes........
Cosladinho dp dito..........
Soalho dp dito............
Forro de dito.............
Costado do .louro...........
Cosladinho de dil..........
Soalho de dilo............
Forro de dilo.............
redro..........
Toros de lalajuba. .
Varas de parreira. .
a aguilbadas
quiris. .
25700
29300
19900
29700
19950
39200
69200
S|800
.59400
18550
8800
8360
8460
8220
9480
8220
!HH0
8220
41400
ffODO
9680
1(280
19280
59000
ceuto
%
faz publico que foram acedas as propostas de Anto-
nio Pereda de Oliveira Ramos e Francisco Antonio
Correia Cardoso, para forneccrem: o prmeiro 2 ban-
tleiras imperiaes de 8 pannos, de filen, a 859 rs., 4
dilas de dito de 6 pannos a 79 rs,, 1 dita de seda
com as armas imperiaes piuladas por 989 rs., 1 por-
te de velludo com 2 galOes de ouro por 509 rs., 1
baste com esphera dourada por 138 rs., 1 capa de
oleado por 29 rs., 1 dita de brim por 640 rs., 1 es-
tandarte de seda com armas imperiaes pintadas por
8O9 rs., 1 porte de velludo verde com gala de ou-
ro por 509 rs., 1 hasle com esphera dourada por
139 rs. ; o segundo 8 caldeiras de ferro batido e es-
tanhadas, para 50 praras cada urna a 430 rs. a libra,
4 dilas para 100 praca- cada ama, a 430 rs.: e avisa
aos supra ditos vendedores que devem rccolher 01
referidos objeclos ao arsenal de guerra no dia 31 do
crreme mez.Secretara do ronselho administra-
tivo para fornecimeulo do arsenal de guerra, 17 de
julho de 1854.Bernardo Pereira do Carmo J-
nior, vogal e secrelario.
A administraran gcr.il dos estahelecimetttos de
randado manda'fazer publico as pessoas que arrema-
taran] casas do patrimonio dos mesmos estabeleci-
mcnlos, e que assignaram termos provisorios, que
rompan-rain na sala das suas sessOes, as quintas-
feiras que nao forem dias santos ou feriados, para
assignarcm o termo definitivo e receberem as suas
carias de fianca. Administraran geral dos eslabelc-
ciraentns de caridade 17 de julho de 1854.O escri-
vao.mtoni'i Jos Gomes do Crrelo.
De ordem do Exm. Sr. director geral interino,
fajo saber a quem convier, que est era concurso a
cadera de inslrui-co elementar do prmeiro grao ,
da Laga de Baixo, com o prazo de 60 dias, contados
da data deste. Directora geral 12 de julho de 1854.
O amanuense archivista.
Candido Eustaquio Cesar de Mello.
dpJggq*.
Recita a beneficio do director da or*
chestra
THBODORO ORESTES.
III i!!T\ FEIRA 19 DE ,111.110.
Depois da exocucao da nova ouvertura, intitulada
a perciosado maestro Mime, lera principio a
representaran do muilo appbftdido vaudeville em
3 actos
0 REIYIENDAO'DE SRIYRNA
00
UM DIA DE SOBERANA.
Msica de composicsto do beneficisdo.
No fim do prmeiro aelo, o beneficiado executar
em secna na sua rabeca urna pbanlasia do composi-
ru, a qual finalisar tocando em urna s corda.
No fim do segundo a cus. o professor Antonio Jos
de Araujo, executar no pistn urnas rngracadas x a-
a IO9OOO ^iacoes acompanhadas pala grande orcheslra.
a tuna prova
Lina casa terrea na ra do t/ieimaJo n. 21, em i urna dor bastante viva oreapparecercomo Mt'ppdcan-
:5WHKIO. le n'uma cidade, que linha-lhe conferido lanas hon-
I na casa terrea na mesraa ra, juulo a de cima,
em 500901)0.
Certifico mais, que pelos avadadores do juizo, An-
tonio Corra Cabral e Thomaz de Aquino Meodonra
foram avadados os bens >Kuintes :
I ni rrucilixio. eutna volla de cordao era 309,
Tres pares de brincos em 99600.
ras. As lininenagens que nella lornnu a rereher
nao o consolarain da htimiliacau do principe confia-
do a sua luidla. Elle vollou tristemente Pailita
volvendo para sempre a sua soltdo campestre.
Ah leve de chorar o mais anligo dos amigos que
lite restava, essse Vlppe de Cahassnle, que passando
do lii-padn Je t.jx.iillon ., le-jacin de Per usa, fura
commerco.
PRACA 1)0 RECIFE 17 DE JULHO AS 3
HORAS DA TARDE.
Cota;es ofliciaes.
Descont de ledras de 3 a 4 mezes7 K ao anuo.
Cambio sobre o Porto100 \ de premio.
AI.FANDEOA.
lien bnenlo do dia 1 a 15 .
dem do dia 17......
116:7369396
14:0759657
:9(JO0
."9120
79680
59900
19000
:!96O0
69400
:boo
29560
19-200
9600
29-200
7c000
uooo
'9160
9180
9200
9090
159000
9190
.9280
9160
9100
9320
19280
19000
29OOO
I9OOO
29560
29000
69OOO
19800
78000
390U0
KJOOO
49OOO
39000
329000
39000
19500
99560
a I9OOO
lOjtXH)
urna 125000
i) "9000
209000
109000
89OO
IrtOIK)
39500
69000
.59200
:19200
292OO
35000
19280
19280
19000
9960
o fim do terceiro aclo, o henehciadojaxecular
em sua rabeca a muilo applaudda e excedente wal-
sa Ai! Jess.
Todas as oaverleras c mais pecas de msicas exe-
culadas nos iutervallos,tflo novas. ..
O professor Francisco Correia de Queiroz, em nm
dos internados, exccolar na llanta urna ir.ui apre-
ciavrl peca de msica.
Findar o espectculo com urna engranada comedia
em 1 aclo intitulada
CVBRION E PIPILET
O beneficiado espera do generos pubficn desla
cidade a sua prolecc,.1o, pelo qne se confessa desde j
srunniamente agradecido, assim coiap a companhia
dramtica a gratuita coadjuvasSo com que so pres-
lou. m-
PrincpWr ;s8 horas.
ANTIGUIDADE E SPERIORIDADE
DA
SALSA PARRILHA DE BRISTOL
sobre
K SALSA PARRILHA DE SANDS.
Attoncao'
A SALSA PARRILHA DE BRISTOL dala do
de 1832, c tem constantemente mantido a sua re-
putacao sem necessidade de recorrer a pomposos
aunuucios, de que as prepararoes de mrito podem
dispensar-se. O soccesso do Dr. BRISTOL tem
provocado infinitas invejas, e, entre oulras. as dos
Srs. A. R. I). Sands, de ew-York, preparadores
e proprielarios da salsa parrilha coohecida pelo no
me de Sands.
Estes senhores solicitaran) a agencia de Salsa par-
rilha de Bristol, e romo nao o podessem obter, fa-
bricaram urna imitacao de Bristol.
Eis-aqoi a carta que os Srs. A. R. D. Sands es-
creveram ao Dr. Bristol no dia 30 de abril de 1842,
e que se acha em nosso poder:
Sr. Dr. Q. C. Brlol.
Bnfalo, 4c. \
Nosso apreciavel senhor. }
Era todo o anno passado temos vendido quanli-
dades considerareis do extracto de Salsa parrilha de
Vmc, c pelo que ouvimos dizer de' suas virtudes
quelles que a tem usado, jalgamos que a venda da
dtla medici a se augmentar muilistimo. Se Vmc.
qaizer fazer um convenio comnosco, .eremos que
nos resudara muda vantagem, tanto a nos como a
Vmc. Tetaos mnito prazer que Vmc. nos responda
sobre est assumpto, e se vmc. vier a esta cidade
daqui a um mez, ou cousa scmclhanle, teamos
muito prazer em o ver em nossa botica, roa de Ful-
ton, 11. "U.
Ficam s ordena de Vmc. seus seguros servidores.
lAaaignados) A. R. D. SaDS.
CONCLUSAO*.
I A anliguidade da salsa parrilha de Bristol he
claramente provada, pois que ella dala desde 183-2,
e que a de Sands s appareceu em 1842, poca na
Sual este droguista nao pode obter a agencia do Dr.
ristol.
2. A superioridad da salsa parrilha de Bristol
he inconteslavel; pois que nao obstante a concur-
rencia da de Sands, e de urna porcio de oulras pre-
pararoes, ella lem mantido a sua repulaco em qua-
si toda a America.
As numerosas experiencias fritas com o aso da
salsa parrilha em lodas as eofermidades originadas
pela impureza do sangue, e o bom xito obtido nes-
la corle pelo Illm. Sr. Dr. Sigaud, presidente da
academia imperial de medicina, pelo Ilustrado Sr.
Dr. Antonio Jos Peixoto em sua clnica, e em sua
afamada casa de saade na Gamboa, pelo Illm.' Sr.
Dt. Saturnino de Oliveira, medico do exercito, e
por varios outros,mdicos, permitlem hoje de pro-
clamar altamente as virtudes elflcazes da salsa para
rillta de Bristol vende-se a 59000 o vidro.
O deposito desla salsa mudou-se para a bolic-
frauceza da ra da Cruz, em frente ao chafariz.
AVISOS
_________1____
MAe'm'eTrJMOS.
a
alqneire

alqneire
. <$
alqueire
. 9
. cenlo
quintal
. duzia


Em obras rodas dcsicupra para carros, par 4(W0
. canana
alqneire
. utna
eixus
Mclaco..........
Milito..........
Pedra de amolar.....
filtrar.....
o rebolos...........
Ponas de boi.............cenlo
Pi'sal>a...............molho
Sola ou vaqueta............meio
a
urna
Sebo em rama
Pedes de carnciro .
Salsa parrilha.....
Tapioca........
Unhas de boi.....
-Sabo.........
Esleirs de parpar. .
Vinagre pipa......
Caberas de cachimbo de
barro.
168000
9240
I96OO
-tilo
69000
9800
49000
9320
29IOO
tijOOO
9190
I89OOO
29500
. ccntlo 9210
. S 9090
. tuna 9160
. :109000
milheiro .591100
MOVIMENTO DO PORTO.
Socios entrados no dia 17.
Talcaluiano, leudo sahido de Nexy-Bedford ha 33 me-
zesBarca americana Osear, de 369 toneladas,
cam tao SethMerchanl, equipagem 26, carga atol-
le de peixe ; ao capitao. Veio refrescar e seguio
para Nexv-Bcdford.
Da commissao Briguc de guerra brasilero Cea-
rense, commandanle o capl3o-lenenle Moreno.
Baha3 dias, sumaca brasilera Castro, de 126 to-
neladas, mcslre Manoel Aolntiio de Jesus, equi-
pagem 10, cm lastro; a Domingos Alves Malheus.
Veio receber pralico c seguio para o Assti.
Badmorc55* dias, brizae americano Hilen, de
193 toneladas, capitn Scolt Heiyter, equipagem
9, carga Tarinha de Irigo e mais gneros ; a Henry
Forster Companhia. Seguio para o Rio de Ja-
neiro depois de receber orden-.
Xacios sabidos no mesmo dia.
Rio de JaneiroPatacho brasilero (Mante Maria,
capitn Joaquim Lopes da Costa Albuquerquc,
carga sal c assucar. Passagciro, Justiuiano Au-
ciistode Oliveira Paiva.
MaceloGalera ingleza fosamond, em lastro. Sus-
pendeu do I.meii ao.
EDITAES.
130:8329253
Descarregam hnje 18 de julho.
Barca ingleu-y^ion of Liverpoolmercadorias.
Barra inglezaCocernnrdem.
Braue bullan le/Couikcntdem.
Barca inglezallantsnano.
CONSULADO GERAL.
Rendimento do dia I a 15 .. .
dem do dia 17......,
9:5209730
1:0389303
10:51990.13
PIVERSAS PROVINCIAS.
Rcndimenlo do dia I a 15.....1:1259817
dem Jo da 17........ 50j765
1:176957
A cmara municipal desla cidade. usando da
autorisacn que Ihe confere o arl. 15 da lei u. 318,
publicada nesle jornal, n. 140 de 90 do correle,
marra o prazo de um mez, contado do prmeiro ao
ull; ni 1 de julho subsequente, para 110 decurso delle,
seren pagos os imposlos alrazados sobre eslabelcci-
menlos induslriaes; lindo o qual, c nao realsada a
ruhratica, ficam o contribuimos sujclos a tuna
mulla igual ae duplo do valor do imposto, como
dispon o cilado artigo.E para que rhegite ao co-
nhccirocnlo de quero competir se manda publicar o
presente. Paco da cmara muuicipal do Rcrire
cm sessao do 28 de jutilio ile 1851.h'an'io dr ('a-
pibaribe, presidente.No impedimento do secreta-
rio. O orfical-maior, Manoel Ferrcira Ircioli.
Pela inspeceao da alfandeaa se faz publico,
que no dia 18 do corrente, depois do meio dia e no
lugar to coslumc, se ha de arrematar em hasta pu-
blica a seguinle madera cxlrahida do forro da sala
de abertura: 74 laboas de pinho, avadadas cm
1189; 30 ditas de louro, avadadas ein 9? ; V) barro-
tes de pinito por 129; 5 taboasde pinito e 50 de lou-
ro, cm mo es"lado por 3I>750; 3 barrotes e 15 liras
cm rao estado por 89, e ama porru de madeira
carcomida le copim por 89.
Alfandegade Pernambuco 15 de judio de 1851.
O inspector, fenlo .los Fernanda llarros.
DECLARACO'ES.
CORREIO.
A escena u Laura recebe as malas para o Mara-
nhao e Para, hoje (18J as 10 horas do da.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, em cumprmento do
artigo 22 do regulamento de 11 de dezembrn de 1852,
REAL COMPANHIA DE PAQUETES INGLEZES
A VAPOR.
No dia 21 des-
la mezespera-se
do sulo vapor
Thomes, com-
mandanleSlruIl
o qual depois da
demora do cos-
lumescgur pa-
ra a Europa ;
para passageiros
Irata-se cora os
agentes Adam-
son Iloxvic ii Companhia, ra do Trapiche Novo nu-
mero 42.
Para o Aracaty,
Salte com muita brevidade o bem conhecido hiate
Anglica : quem nellequzer carrecar ouir depas-
sagem, dirija-se a ra da Cadea do Reciten.49. pr-
meiro andar. *
Para o Maranhao e Para sabe enm muita bre-
vidade o muito veleiro brigue Recite, o qual ja
lem a maior parte do seu carregamento prompto ;
para o restante e passageiros, trata-se com o censig-
natario Manoel Francisco da Silva Carriro, roa do
Collegio n. 17, segundo auda, ou com o eapilao
Manoel Jos Ribeiro.
COMPANHIA DE NAVEGACO A VAPOR LU-
ZO-BRAS1LEIRA.
Os Srs. accionislas
desta companhia sao
convidados a realisar a
quarla prestscode suas
ncenes com a maior
brevidade, para ser remedida a direccao ua cidade
do Parlo, dirigndo-sc ao baixo assgnadona ra do
Trapiche 11.26.Manoel Pitarle Rodrigues.
Para o Aracaty-,
Segu em poucos di as o bem conhecido hiale Ca-
pibaribe, meslre Aulonio Jos Vanos : para carga
e pussageros Irala-sc na ra do Vigario n. 5.
Companhia de navegarao a vapor Luso-
Brasileira.
0 prmeiro barco des-
ta companhia, o elegan-
te e rico vapor D. Ma-
ra II, commandanle o'
prmeiro lente Thom-
pson, deve aqui'chegar nodia!2 do corrente, e.de-
Eois de demorar-se 12 horas seguir para S. Vicente,
la lei ra a Lisboa, para onde recebe passageiros. To-
das as cartas ejornaes sao recibidos francos, na ra
do Trapiche n. 26, casa de Manoel Duarle Rodri-
gues.
Para a Baha segu cm poucos das, por ler
parte de sua carga prompla, a bem contienda e ve-
leira sumaca Hortencia : para o resto da carga Ira-
ta-se com o seu consignatario Domingos Alves Ma-
lheus, na rita da Cruz u. 54.
Para a JJahia salte no fim da pre-
sente semana o hiate nacional Amelia :
para o resto da carga, trata-sc com o mes-
tre a bordo, ou com Novaes & Compa-
nhia, na ra do Trapiche n. 3i-.
Companhia de Liverpool.
Espera-se de
Liverpool, no
dia 20,o v-p'ir
Bahiana, com-
roandante Da-
niel Creen, c
depois da de-
mora do coslu-
me seguir pa-
ra os orlos do sul : agencia em casa de Deane Vou-
le & Companhia, ra da Cadea Velha 11. 52. Ad-
verte-se que as cartas para os partos do imperio sao
smente recebidas no correio, e as para os portos es-
(rattgeros ua agencia.
C. STARR&C.
respeitosamente annunciam qne no sen extenso ei
tabelecjmento em Sanio Amaro, continua a fabricar
com a maior perfeico e promptido.loda a qualidade
de machinisino para o uso da agricultura, navega-
cao e manufactura, e que para maior commodo de
seos numerosos l'rcguezes e do publico em geral, tem
aberlo em un dos grandes armazens doSr. Mosqui-
ta na ra do Bru, atraz do arsenal de mariuha
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dito seu estabelcimentu.
. All achara osoonipradores um completo sorti-
menlo de raoendas de canna, com lodos os melho-
ramenlos (alguns delles novos eoriginaes) de qne a
experiencia re mudos annos lem mostrado a neces-
sidade. Machinas de vapor debaixae alta preaso,
taixas de lodo la man l.o, lano batidas como fundidas,
carros de mo e ditos para condnzir formas de assu-
car. machinas para moer mandioca, prensas para di-
to, tornos de ferro balido para fariuha, arados de
ierro)lamas approvada conslriircao, fondos para
alambiques, critos e parlas para fornalkas, e urna
nlinidadc e obras de ferro, que seria enfadonho
enumerar. o mesmo depc. lo existe urna pessoa
ntelligenle e habilitada para receber todas asen-
coimnendas, etc., etc., que os annunciantes contan-
do com a capacidade de suas offteinas e machinsmu,
e pericia de seus ofliciaes, se compromeltem a fazer
cxecular, coma maior presteza, perfeico, e {exacta
eonfoi inidade coto os modelos| ou deseohs, |e inslrnc-
oes que Ihe forem fornecidas.
LEILOES
Tcrra-fcra, 18 do corrente, as 101|2 horas da
manla. o agente Vctor.far leilao no scu armazem,
iita da Cruz n. 25. de grande e variado sorlimenlo
.do obras de marcincra, novas e usadas, de dilTeren-
tcs qualidades, relogios para algbera de metal gal-
vanisados, diversas obras de prala de lei. chapeos
brancos do castor, e prelus, charutos da Baha, 100
esleirs de palha de carnauba cora pequea avaria,
o nutro- mudos objeclos quo cslaro vista no dia
do leilito.
O agenle Oliveira far leilao de um completo
sorlimenlo de mohilia, consistindo era cadeiras, so-
fasconsolos, cadeiras de balancn, dilas de bracos,
bancas de jogn, tnucadores, coinmodas, lavatorios,
suarda loura, armarios, mesa de jatttar com apara-
dores, secretaria, camas de vento com aunaran, lan-
Icrtias, mangas de vidro e mudos outros objeclos in-
clusive caslicaes e outras obras de prala, Hilas de
ouro, como sejam Iransellins ele: quarla-feira 19
do corrente. ns 10 horas da manha, no terceiro an-
dar ila casa n. 17 ua ra do Collegio.
Ouinta-reira 211 docorrcnle as 10 horas em pon-
to, o agenle Borja, far leiliio dos objeclos existen-
tes no seu armasen ra do Collegio n. ti, a de ou-
tras mudas navidades que cslanio a amo-Ira no dia
do leilao, 110 mesmo armazem.
HomcEopathia.
! CLNICA ESPECIAL DAS MO-
LESTIAS NERVOSAS.
Hysteria, epilepsia ou gota co-
ral, rheumatismo, gota, paraly-
sia, ile fui tos da falla, do ouvido e
dosoliios, melancola, cephalalgia
ou dores de cabera, enchaqueca,
dores e ludo mais que o povo co-
ndece pelo nome generico dt ner-
voso.
As molestias nervosas requeren) muitas ve-
zes, alm dos medicamentos, o empresa de
outros meios, que desperlem ou abalara a
sen-ihilidade. Esles meios possuo eu ago-
ra, c os polillo a ili-posirao do publico.
Consultas lados os dias (de graca para os
pobres), dude s 9 horas da roanhaa. at
as finas da tarde, rita de S. Francisco (Mon-
do-Novo, u. 68 A.Dr. Satino Olegario
Ludgero Pinho.
LOTERA DO HOSPITAL DE PEDRO II.
Aos 10:000^, 4:000 e 1:000*.
No dia 18 de agosto andam imprelerivenenle as
rodas desla lotera ; os bilhetes e cntelas do Salus-
tiano de Aquino Ferreira, estilo exposlosa venda na
ra Nova n. IB leja de Jos I.oz Pereira St Fllho,
aonde foi vendido o meio bilhele da Matriz queje-
ve a sorte de 10:0009: paga-se logo qae sahir a lista
geral todos os premios vendidos nesla leja sem des-
cont algum, e Iroca-so por bilhetes premiados de
oulras lolerias.
Precos.
Bilhetes
Meios.
(Juarlos.
Decimos.
Vigsimos.
AVISOS DIVERSOS.
Prersa-se alugar urna casa cm Apiparos, ou
no Monteiro, para urna familia de fia 7 pessoas;
ipiem a livor pode dtrigir-sc a ra to Trapiche n.
48 segundo andar, que achara com quem.tratar.
O sol ici 1 ador camilla Augusto Ferreira da Sil-
va, poilc ser procurado para ludo qtte disser respei-
lo a sua profisso: no escrptorio do Illm. Sr. Dr.
Joaquim Jos da Fonsera.
118000 10:0009000
59.300 5:OTJ090fJO .
'9700 2:5009000
19-200 1:0009000
600 3409000
Jos Correa de Oliveira, portagaez : retira-se
para Turada provincia com sua familia.
Piecisa-se de um pequeo para caixeiro, Cora
algumapralicade taberna: na roa daSenialaNova
numero 1.
TAO' TIL COMO NECESSARIO.
Por vezes se tem a anunciada diversos objeclos
proprins do povo rhri-l.-o, sendo: lindos tercos eogra-
zado cm bom rame, lindos crurlixo. dourados, e
prateados em suas crttzes c calvario defina madeira
envernizailo, e em differenlesvullos, cora ocordeiro
imaculado, pas e quatfros de diversos tamanhos, ve-
rnicas, cruzes, e finalmcnle rosarios do lodas as
qualidades; adverle-sctque os tercos somysterios,
e por isso muito fcil para se rezar,faz-sc essa adver-
tencia ao povo de fora, porque talvez Jguore o que
s3o tercos : vende-sc nicamente na laja de miudezas
de F. A. de Pinho, na frente fio .ixr nnenlo.
Ha ra da Praia sobrado 11. 00, ausenton-
se no domingo pelas 9 horas da manhaa, um eabri-
nha que representa ter 14 annas de idade, de nome
Hypolito, com os siuttaes segttinles : caneca oval,
oliios pequeos, porm vivos, denles bons, ps gran-
des e feios : foi vestido de camisa branca e ceroula,
sem chapeo : graliftca-sc generosamente a quem o
levar a seu senhor, na casa cima.
B. Kiedtmam vai a Baha.
Prccsa-se detitiia ama que lenha bom leite,
e que seja branca, ou parda : na ra Nova n.sl, se
gando andar. I
& 33ai&Z&ESBisKt 3H9Eai i3SK
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se nm completo sortimento
de fazendas, linas e grossas, por
prcros mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto cm por-
coes, como a retalho, amanendo-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
alirio-se de combi nacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto.-oHerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietano desle importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que'venliam (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Lu/- dos Santos & Rolim.
'
OITrece-se urna ama portusaeza com habili-
dades, para o servio de urna casa : quem dalla pre-
cisar, dirija--'- ra

^
- %
f
01 ARIO DE PERNI1BC0. TERQ& FEIRA 18 DE JUI.HO DE 1854.
L
ROB I.ArFECTEUR.
O nico aulorisado por dtcisao do consclho real
e decreto imperial.
Os mdicos dosliuspitaes rtcommendam o arrobe
LaQecleur, como sendo o nico aulorisado pelo go-
verno e pela Real Sociedade ile Medicina. Esle me-
dicamento d'um gosto agradavel, e fcil a lomar
ni secreto, est em uso na iiiarnha real desde mais
de (0 annos; cura radicalnieule em pouco lempos
com pouca despeza, sem mercurio, as afl'ecoocs da
pelle, impingens, asconsequencias das sarnas, ul-
ceras, e os accidentes dos parios, da idade critica e
da acrimonia hereditaria dos humores; conven aos
ralharros, da bexiga, as conlracces, c fraqueza
dos orgaos, precedida do abuso das ingecroes ou de
sondas. Como anti-syphililico, o arrobe cura em
pouco lempo os talos rcenles ou rebeldes, que vol-
vem incessanlessemconscquencia doempregoda co-
iwiba, da cubeba, ou das iujcc^Oes que represen-
lam o virus sem neutralisa-lo. O arrobe I.allecleur
he especialmente recomnieudado contra as doencas
inveteradas ou rebeldes ao mercurio e ao iodureto
de potasio. Vende-se em Lisboa, na botica de Bar-
ral, e de Anlonio~ Feliciano Alves de Azevedo, pra-
e> de D. Pedro n. 88, oude acaba de chegar urna
grande porjao de garrafas grandes c pequeas, viu-
das directamente de Paris, de casa do Sr. Bovvcau-
LaBecteuv 12, ru Ricliev Paris. Os formularios
dam-se gratis em casa do ageute Silva, na prac,a ds
R. Pedro n. 85. No Porto, em casa de Joaquim
Araujo; na Baha, Lima & Irinos; em Peruam-
buco, Somii; Kio de Janeiro, Bocha & Filhos, e
Moreira, loja de drogas ;_ Villa-Nove. Joao Pereira
de Magales Leite; Rio-Grande, Francisco de Pan-
la Couto &>.
Precisa-sc de um homem casado que d fiador
a sua conducta, para tomar conta de nm rancho e
casa de negocio : quem liver as habilitacAes neces-
sarias, dirija-se ao principio da estrada nova, pri-
meira casa azul, para tratar.
Novo sistema le acender velas!!!
Hontem (16 do correte) vimos na igreja de N. S.
do Carmo, as tribunas que tica ni no corno da igre-
ja, e na altura lalvez de mais de 60 pes, dun crian-
cas (pareciam moleques de 12 a 14 annos) acenden-
do as velas que na cornija costumam a por, entre
urna e oulra tribuna, e faziam pela maneira seguin-
le : don,mi da tribuna e acendiam as velas que
licavam mais vitinhas, subiam, c descendo mesma
tribuna acendiam as oolras velas, e assim por dian-
le ; desorle que, havendo tres tribunas em cada la-
do, e sendo lambem ires os grupos de velas, fizeram
isso dando dez viagens, islo he, cinco vezes desceram
e cinco vezes subiram, e comanla facilidade. que
Ihe nao escorregaram os ps nuquelles turneados de
amigo gosto e 13o lisos como se fura o proprio vidro;
donando assim de se fazerem em migalltas sobre os
lijlos, que a sangue fro os receberiam, ou produ-
ziudo a morte em alguem; o que ludo (icaria sendo
devido ao novo svslema de acender velas, em pro-
veito smente do descanso, que alguem enteodeu
deveriam permanecer essas vara de pao com que
as igrejas se faz esse servico. Tanto milagre, em
no-so entender, deveser lomado, sem duvida, como
feilo pela Senhora do Carmo, que nao quiz, no seu
dia, e na sua propria igreja, su presenciasse tama-
ita cataslrophc. r"
A premio.
Na rna daCadeia, defrouledothealrovelho n, 10,
se dir quem di dinheiro a premio sobre penhures.
Precisa-sede urna ama de leite, forra ou cap-
tiva : na ra Bella n. 20.
A directora do collegio da Conceico participa
S4S senhnres que tem de enviar suas flnas para
acuelle collegio, que elle estar aberlo no dia 29 do
corrente a larde.
Furtaram da casa da ra do Kangel n. 1, urna
imagera de N. S. do Carmo com dous lencos, um de
cambraia e outro de seda, que a cobriam, duas eo-
roas de prata dourada, e um rosariulto de ouro com
benlinhos bordados tambem de ouro : roga-se a
quem fr oflerecido algum desles objeclos, de os ap-
preliender e dar parle na mesma casa cima, ou na
ra do Collegio n. 3, segundo andar, quealm de se
Ihe ficar agradecido, se recomp;nsarw
Pede-se encareciriainenle ao Sr. fiscal da fre-
guezia de Sanio Antonio, que tenha a bondade de
Unrar as vistas sobre as rclinaces que trabalham
......lia. 11 o domiugo, visloque a fumaca incommoda
a viniihaiica, pois quaudo est echdd-csle eslabe-
lecimeuto todua-se mais incommodo porque a fu-
masa nao tem para onde respirar.
O Sr. Francisco Jos da Roera Bastos lem urna
carta na ra do Vigario n. 19, segundo andar, es-
criplorio de Machado1 & Pinheire.
- Offerece-se um moe.o porluguez, vindo do Por-
to iilliinamenle, para padaria ou relinacao, que de
ludo culende baslaute, e drt Dadof a sua conduela :
quem pretender, dirija-se ra ra Gloria n. 114, na
relitiacab.
Oflerece-se urna ama para casa de homem sol-
leiro ou de pouca familia, para o servico de portas ,i
dentro, muilo boa e liel: quem precisar, dirija-se i
ra da Seuzala Nova to Recife n. 32.
A pessoa que annuuciou por este Diario que-
rer comprar um cabriole! com cubera, quasi novo e
os competentes arreios. dirija-se il ra do Trapiche
Novo n. 6, seguudo andar.
Prccisa-se de um boin amansador de pao e bo-
aclia. que eutenda perfeilamenle de rrasseira, len-
deira e torno: aquelle que se achar tiestas, cir-
cunstancias, dirija-se a ra larga do Rosario n. 18,
que achara com quem traiar.
Desappareceu no dia 12 do correuto da casa de
seu sonlior em Olinda o cscravo Caetano caboclo,
de idade 16 a 17 anuos, lypo ceaicnce : quem o pe-
gar e levar ao aterro de Boa Vista n. 26, ou em Olin-
da i casa junio ao cuinman lauta, ser generosamen-
te recompensado.
Aluga-se urna ama forra ou escrava para casa
de pouca famili, paga-se 109000 rs. mensaes: na
ra das Larangeiras n. 13, 1 andar.
LOTERA do rio de janero.
Amanliiia (19) corre na santa casa da
Misericordia do Rio de Janeiro a roda da
lotera decima do Estado Sanitario, cujos
hilhetes originaes se acham a' venda. Os
premios serio pagos logo que se lizer a
distribtiicao das listas.
Aluga-se urna das casas dacidade nova.de An-
tonio Jos Gomes, do Correio: a tratar com o mes-
mo.
Perdeo-se na noile dn dia 1i>do correnle urna
carteira, desde a ra Imperial em frente a ra Au-
gusta, vollando para a ra do AnVrim em frente a
do Caldeireiro, e de Santa Titerera at ao principio
da ra do Canto, vollando a igreja do Carmo aon-
. de julga lo 1 levado descaminho, a Jila carleira con-
tinua dentro um vale de 42JM de Marcellino Fran-
cisco Alves da Silva e cinco ou seis sedulas de $000
algumas dolas de 1 e Ires moedas novas de prata
dej;, urna dita de 500 rs. e mais alguns papis, por
isso roga-se a pessoa que a adiou,no caso de a querer
restituir, dirija-se ra da Cru;t du Bccife 11. 64,
que ser gratificado gneros miento.
Pede-se ao Sr. Sebasliiio All uso do Reg Bar-
ros que lenhaa bondade ue apparecer na ra do Ca-
rnario taberna n. 7, a negocio de seu iuleresse.
Roga-se ao Sr. Joao Jacinlho de Souza o obse-
quio de apparecer na loja da roa do Queimado n. 29,
para tratar de um negocio du seu iuleresse.
O Sr. Joao Jacinlho Ferreira Ramos appareoa
na ra do Queimado loja n. 29 negocio.
l)eseja-se fallar com o Sr. Izidro Jos Pereira
a negocio de seu inleresse, annuncie ou dirija-sc a
ra Velha na Boa Visla, n 123.
Roga-se ao Sr. Joaquim Lopes de Almeida, te-
nha a bondade de fallar com Jos Pereira na Sen-
zalla Nova 11. 7, sobre a compra da quinta parle da
casa n. 70, pois lera preferencia, cu declare o emba-
race.
108000.
Precisa-se alugar urna ama prela on parda, forra
ou captiva, que saiba engommar bem e cozinhar ;
paga-se 10 por mez e d-se comida e casa : na Ira-
vessa da Madre de Dos n. 7, primeiro andar.
MECHANISHO PARA ENGE-
NHO
NA Fl.\DI(j\0 DE FERItO Do BtGBIHIlM
DAVID W. BOYYMAY SS\ KL.V DO BttliM,
PASSUWO CIIAFARIZ,
ha sempre um grande sorlirr etilo dos seguintes ob-
jeclos de mechanismos proprios para engeulios,' a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
coralruccao ; tanas de ferro fundido e balido de
superior qualidade, e de lodos os tamaitos ; rodas
denudas para agua ou animaes. de todas as propor-
ciie ; envos e boceas de foriialha e registros de boei-
ro, aguilhes.bronzes parafu.sos e cavilliocs, moiuhos
de mandioca, ele. etc. -
A MESMA FU.D.CA0'
se ectilam lodas as encoinniendas com a superiori-
dadeja conhec.da, e com a devida presteza e comrao-
didarte em preco.
9 ODr Joau Honorio Bezerra de !&%."%
g formado em medicina pela faculdade da Ba- S
m hia, offerece seus prestimos ao rospeitavel pu- a
9 Mico desla capital, podendo ser procurado a S
i. 9 qualquer hora em sua caa ra Nova n. 19 *:"
9 segundo andar: o mesnn, se presta a curar I
qg gratuitamente aos pobres.
9998sS
D. W. Baynon cirurgilo denlisla americano
reside na ra do Trapiche Novo 11. 12.
J. Jane dentista,
^a!^i*ila*.0Va P"m,," andar 19.
4% dou-se para o palacete da
CONSULTORIO DOS POBRES
25 UVA. DO CO&XJEEGIQ 1 ANDAR 25.
0_ Dr. P. A. Lobo Moscnzo d consultas honieopalhiras lodos os di&s aos pobres, desde 9 hora
nianlia ateo meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noile.
Ofierece-se igualmente para praliear qualquer operarn de cirursia. e acudir.promplamenlc a qual-
quer inulherque esleja mal de parlo, e cujas circumslaiiiias nao permillam pagar ao medien.
NO CONSULTORIO 00 DR. P. A. LOBO H0SC0Z0.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual completo do Dr. G. II. Jahr, traduzidoem porluguez pelo Dr. Moscozo, qualro
volumcs eucadernados em dous :....-............. SOHMO
Esla obra, a mais importanlc de lodas as que tralam da homeopalhia, inlcressa a todos os mdicos que
quircrem experimentar a doulnna de Hahnemann, e por si pruprius se convencerein da verdade da
mesma : interessa a lodosos senhores de engenho e fazcudeiras que eslao louge dos recursos dos mdi-
cos : interessa a lodosos capilcs acudir a qualquer tucommodo seu ou de seus tripolanles ; e interessa a lodos os chefes de familia cue
por circnmslancias, que nem sempre podem ser prevenidas, sao obrigados a prestar soccorros a qualquer
pessoa della.
O vade-mecum do homeopalha ou tradcelo do Dr. llering, obra igualmenle ulil l pessoasque se
dedteam ao esludo da homeopalhia um volme graude..........
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pharniacia, etc., etc.: obra indis
peosavel ispessoas que querem dar-se ao esludo de medicina........
Urna carleira de 24 tubos grandes de finissimo christal com o manual do Dr. Jahr eo diccio-
nario dos lermos de medicina, etc., ele.......-........
Dila de 36 com os mesmos livros....................
Dila de 48 com os dilos. ,...................
... Cada carleir lie acompanhada de dous frascos de lioluras indispensaveis, a escolha. .
Dila de 60 lubos com ditos.....,................
Dita de 144 com dilos................'.".!"!!!!
Eslas sao acompanhadas de 6 vldros de tinturas i escolha.
As pessoas que em lugar de Jabr quizerem o llering, terao o abatnenlo de 10SOO0 rs. em qualquer
das carletras cima mencionadas. .
Carteira de 24 lubos peqaenos para tlgibeira............... 8WXK)
lillas de 48 ditos......................... 163000
Tubos grandes avulsos....................... IJOOO
Vidros de meia on^a de Untura............'..'.'.'.... 20000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um pasio seguro na pratica da
homeopalhia, e q proprielario desle estabclecimenlo se lisongeia de te-lo o mais bem montado possivel e
mngiiem duvida hoje da superioridade dos seus medicamentos.
83000
4S000
405000
iaooo
5OSOO0
60&0t>0
IO0COU0
a pro
modos.
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de lubos de cryalal de diversos tamaitos, e
mpta-se qualquer encommenda de medicamentos com toda a brevidade e por precos muilo com-
RETRATOS
PELO SYSTEMA CRYSTALOTYPO.
J. J. Taclieco, tendo de se retirar para o Rio de
Jaueiro, avisa a quemquizer aproveitar esla ultima
occasiao para possuir um retrato de cores fizas e tra-
eos intelligiveis, que queiram dignar-se procura-lo
em seu estabelecimeulo imporlanj, no aterro da
Boa-Vista n. 4, ale ao fin do corrente mez, desde as
7 horas da mauliaa as 4 da larde.
Publicarao litteraiia.
Instiluires de Direi'to Civil Porluguez por M. A.
Coellio da Bocha, lente da faculdade de direito da
iiniversidaile df Cotmbra, (erceira c nilida nlirao.
em 2 volumes t nilavo, adaptadas ao foro do Bra-
sil, com a legislado brasileira vigente, e algumas
olas explicativas extrahidas das obras dos mais exi-
mios Icios para melhor illusIracSodas doulrinas nes-
se excellenle compendio eusinadas, por Antonio de
\ asconcellos Menezes de rommond, bacharel for-
mado em sciencias jurdicas e sociaes pela academia
de Olinda, advogado no auditorios do Recife. Para
a publicacao dessa obra 13o interessanle e indispen-
savel a todos os.enhores juir.es, advogados e mais
pessoas, queacdedlcam smaemas profissoes, ou alias
precisam paisuir urna minuciosa e mclhodicacompi-
lacao dtfTtlreito Civil Palrio, tendente a adquirir
pleno conlieciinenlo dos seus direilos e ohrigai oes ;
subscreve-se em Pernambuco, na pra^a da Indepen-
dencia, loja n. 6 e 8 ; 110 pateo do Collegio, casa u.
B9, lojas n. 6 e 20, e na ra do Hospicio n. 9. O
preco da assignalura acra de 168000, pagos a en-
Irega de cada exempljr, e logo que haja numero de I
asignaturas stifliciente para salisfazer as avalladas
despezas da imprssao, Ir para o prelo, no dia da
publicacao da mesma, encerrar-se-h a assignalura,
ender-se-Jia mais caro.
Ao publico.
RETRATOS A OLEO E DAGIJERREOTYPO.
AULA. DE DESENHO.
Cincinalo Mavignier. retratista q, pensionista de
S. M. o Imperador, avisa ao respcitavcl publico
desla capital, que o seu estabelecimeulo de pintura e
dacuerrcotypo, esl sendo montado em grande es-
calla por isso que espera o extraordinario machi-
nismo daguerreolypo viudo da Eoropa, a sala da
machina he Iluminada por urna imuiensa clarabnia
de trinta vidros de viol polegadis, dan.lo urna luz
lao bella e regular que saturan os retratos magnfi-
cos ; essa claraboia vai servir por cmquanto a machi-
na que.cxislc no uiesmo estabelecimeulo, eo aunun-
ciante convida ao respeitavel publico a visitar esle
estabelecimeulo esperando grande concurrencia,
pois far com que saiam relratns os melhores nesle
genero. O annuiirianlc vai principiar os Irabalhos
PIANOS.
Paln Nash & C. acaban) de receber de Londres
dous elegautes pianos, feilio vertical, de Jacaranda,
iguaes em qualidade e vozes aos dos bem conhecid
autores Collard Collard, 'ra do Trapiche Nov
n. 10.
_ e9$s@
DENTISTA FRANCEZ.
9 Paulo Gaignoux, eslabelecido na ra larga -i
& do Rosario n. 36, segundo andar, colloca den-
V 'es com gengivas arliliciaes, e dentadura com- 3
pela, ou parle della, com a pressao do ar. $5
Tambem lem para vender agua dentifriredn
Dr. Picrre, e p para denles. Kna larga do $$
$ Busario n. 36 seguudo andar. j
^@S
Precisa-se de urna ama que sajba cozinhar e en-
gommar : i:a ra Nova n. 52, seguudo andar.
Precisa-sc alugar urna prela escrava que lave
engomme e na falla desle servico csteja prumpla
earaqualquer outro servido de coznha uu casa : 110
cilio na Magdalena que foi do Sr. Guerra ou na ra
da Cruz escriptorio n. 42.
Mol alias de aluguel.
Alugao-sc mobilias completas, on qualquer traste
separado a vontaife, lambem se alugao cadeiras em
grande porc^lo para baile eolucios: na ra Nova ar-
nazem de trastes do Pinto.defroule da ra de Sanio
'Amaro.
Offerece-se urna ama para casa de homem sol-
leiro, para cozinhar, engommar e fazer lodosos ser-
vicos de portas dentro, muilo boa e fiel: quem qui-
zer, dirija-se ao becco do Serigado 11. 13.
6
O bacharel formado em malheiiiali-
cas, Bernardo Pereira du Carino Jnior, en-
silla arithmelica, algebra e geometra, das
4 s e meia horas da Urde : na ra Nova
sobrado n. 56.
Joao Peetro Vogeley, fabricante de pianos, afi-
na e roncera com toda a pcrfeieao, leudo chegado
roeonlomeiite dos porlos da Europa, de visitar as
melhores fabricas de pianos, e tendo gauho ncllas to-
dos os coultecimentos e pratica de ronslrueees de
modernos pianos, offerece o seu preslimu ao respeita-
vel publico para qualquer concert e anacoes com
lodo o esmero, lendo toda a certeza que nada fica a
desejaras pessoasque o incumban! dequalquer Ira-
baljio, tanto em brevidade como em mdico preco :
na ra Nova n. 41, primeiro andar.
Domingos Alves Matlteus, lem para vender em
seu escriplorio na ra da Cruz o. 54, muilo superior
1 eiio/. do Porto, bezerros onvernisados, chapeos de
fellro, covn- de linho para motilara e baelilha de
algodao, penuas de palo muilo superiores c de ajo
para cscrever.
Doiniugos Alves Malheos, lem para vender *io
seu escriplorio da rua da bn n. 51 muilo superior
de cabellos para formar riquissmos quadros. ode Panno de algodao trancado da, fabrica de Todos o*
representar tmulos, ciprestes e oulros emblemas Santos na Babia.
O abaixo assienado por si e por parle de seus
irmaos Honorio Tollos Furlado e Joao Tollos Furia-
do, moradores todos ne*ta comarca de (aranhung,
preyinem pelo presente ao publico desla provincia e
limitruphes, para que de neuhuma forma uegociem
com a madrasta dos meamos, a Sra. .Mara de San-
ta'Anua Leite Furtado, a repeilo do dominio de
urna escrava parda, de nomo Sabina, qnese'acha em
poder da lila senhora, no valor de cuja escrava lem
os annuncianles sua cotan-parlcs, que em inventa-
rio por falleciinenlo do pai commum, Ihes cnube; e
|i na cvitaroin qualquer fraude ou pretexto de igno-
rancia, fazem o presente. Villa de Garanhuns9 de
unho de 1854.Jote Tille Furlado.
Aluga-se um moleque para lodo o servir de
casa e roa, o qual sabe cozinhar : noalcrro da Boa-
Vsla n. 17.
Precisa-se de urna ama para casa de pouca fa-
milia, que compre e coziuhe ; na rua da Cruz n. 7,
lerceiro andar.
Aluga-se um moleque para servido de casa, o
qual sabe cozinhar o diario : quem o pretender, di-
rija-se prac,a da Independencia, loja n. 5.
LOTERA DO HOSPITAL PEDRO II.
O cantelista Antonio Jos Rodrigues
ue Souza Jnior avisa ao-respeitavel pu-
blico, que tem exposto a' yendaja suas
cautelas da primeiru parte da segunda
lotera abenelicio do Hospital Pedro II,
aos precos abaixo, cuja lotera tem o
andamento de suas rodas em 18 de agos-
to prximo futuro, as ipiaes se acham a'
venda, na praca da Independencia, loja
n. 4, doSr. Fortunato l'ereira da Fon-
seca Bastos, ns. 13 e 13 doSr. Joaquim
Pereira Arantes, n. M) do Sr. Antonio
Jos de Faria Machado, rua do Queima-
do, loja de erragem 11' 37 A dos Sr.
Souza & Freir.
Quartos 2J700
Oitavos IsiiO
Decimos l.S'200
Vigsimos 600
O mesmocautelista, notando que mui-
tas pessoas rJcsejam comprar bilhetes
isentos do imposto dos oito porcentq, tem
resolvido tambem expor as mesmas lo-
jas cima notadas, bilhetes e meios bi-
lhetes da mesma lotera, que tem rubri-
cado com o seu nome, obrgando-se frj
pagar os mesmos sem o rel'erido descont
dos oito por cento, vendendo-os pelos
precos abaixo declarados
Bilhetes 11 $000
Meios ojfoOO
COMPRAS.
iesla provinciaT p.ra'u'^e'n'ia^S
de urna lellra que aceilou no dia 7 de abril do cor
r^d':,D:,nM:a comarca^^^^,..pS;
de 23 das, en. favor de quetu elle bem sabe -P
.lo fizer com brevidade se fari publico lodo es*.!
ge*. Que he sobremodo desairo a dito l.eint
UDr.r.rmo, medico, mudou sua
residencia para a rua estrato do Bosario
casa 11..1O, segundo, andar
de saudade, e allianra que serio de una exerucao
agradavel a seus freguezes. Os Irabalhos do estabe-
Iccimcnlo principiam das 10 horas da mauha s 4
da tarde. Aterro da Boa-Vista 11. 82 primeiro e se-
gundo indares.
GRANDE AULA DE DESENHO.
Cincinalo Mavignier, retratista e pensionista de S.
M. o Imperador, leudo de demorar-se mais alguus
mezeg nesla capital, abri ma aula'dc desenho a
pedido de muilo de seas amigos pois est sendo
bstanle frequentada ; ai pessoas que quizerem se
matricular podem comparecer a qualquer hora na
mesma aula, esta aula vai ser ornada com a melhor
escola de Julien, Baphacl e Murillo, em grandes
modellos vindo; da Europa; assim comu tambem
bustos, estatuas de gesso, onde se copiam os estados
do mi, lio agradavel esle traballio e pela sua regula-
ridade muilo se aproveila. O annuncianle se en-
carraga de qualquer desenho sobre papel, marfim,
vidro, laboas, ele, etc. Aterro da Boa-Vista n.
82, primeiro e segundo andares.
A IFLO.
Cincinalo Mavignier, retratista e pensionista de
S. M. o Imperador, leudo sido tesleinuulia dos es-
tragos feitos pela grande cheia de 22 o 23 prximo
passado nesla rldade e seus arrabaldes, deu-se ao
Irabalho de tirar os paineis dolqrosos de semeUianle
siluaco com as vistas dos lugares e a endiente; este
trabalhn cali sendo pausado a oleo, pois vai ser apre-
sentado a S. M. o Imperador, que offerece o seu
pensionista cima mencionado, e antes de seguir o
-ou destino, julga o annuncianle que ser bom ex-
por o quadro em lugar onde esle publico veja, e pos-
sa dar o sen parecer.
_ Aluga-se o segundo andar n. 21, sito na rua
Nova : a tratar na rua da Aurora 11. 58, seguudo
andar.
Aos 14|000
Precisa-se alugar urna prela pera vender na na,
nflo se procura ter habilidades: na rua do Pahre
I-lona no n. 27, que achara com quem tratar.
Tiburcio Antuncs de Oliveira embarca para
o Bie de Janeiro o seu cscravo criuulo, de 15 annos,
de nome Ciriaco.
Em virlude do aimuncio no Diario de 14 do
correle mez, assignado por Francisco Jos da Sil-
va Macieira, em que se diz que ningucm faja ne-
gocio eom o casa pertencente a Francisco Pereira
-Marques, sita em lJeberibe, por se achar embarga-
da, o abaixo assignado declara que dila casa e silio
lie eslao hv pothecados por escriplura, celebrada aos
7 de agosto de 1852, e devidameute registrada, e
que dede a protesta pela preferencia que Ihe com-
pete. Recife 14 de julbo de 1854.Malhias Lope
da Costa Mata.
m Antonio Agripino Xavier de Brito
H Dr. em medicina pela faculdade
I medicada Baha, reside na rua Nova
5 n. 67, primeiro andar, onde pode
I ser procurado a qualquer hora para
fio exercicio de sua prolissao.
Dase a premio a quanlia de 3005000 rs., ou
todo ou em panes, sendo com seguranca : na rua
larga do Bosario n. 48, segundo andar.
No (lia 8 do correnle dirigio-se a cocheira do
abaixo assignado, sita no Mundo Novo, bairro de
Sanio Antonio, um individuo branen, de estatura
regular, tratado de prelo, am de alugar um cavallo,
e como al boje nao tenha apparecidu, o que d lu-
gar a desconliar-se de lal demora ; gralilica-se bem
a quem na referida cocheira der milicias do cavallo,
o qual lem os signaes seguinlcs: bastante grande,
um p braucu, estrella na Iesla. os qualro pc rala-
dus as juntas, sendo os das in3os mais visiveis, an-
da baixo e he nteiro.,/o.c Pinto da. Molla Ntout.
Jos Carneiro da Cuaba tendo suas
tres fabricas bastante sortidas de telhas
e tijolos de todas as qualidades, avisa a
quem interessar, que de boje em diantc
SO vende a dinheiro a* vista, e por isso
mais barato que outro qualquer.
Artma-sc urna casa lerrca ao pe da fundirn,
cm Santo Amaro: a fallar com Jos Jacintlio* de
Carvallio.
Prcrisa-se de urna ama que saiba bem cozi-
nhar, engommar e fazei o mais servico de urna casa
de tres pessoas de familia : na rua de Apollo 11.19,
e dir quem precisa.
Aos moradores de Olinda.
l.'m padeiro do Becile manda vender pito nessa
ridade no dia 18 do corrente, sendo po rrioulo, de
familia, redondo e de Provenga, espera o mesmo
que os senhores 01iiidenses|lhes desse preferencia pa-
ra,i coniinuac.". puis prometle seren bem servidos;
o pao se achara exposlo venda na ladeira de San
Beato a- seis lluras da 111 minia.
Joaquim pereira Arantes aviso a seus amigos e
licue/i-, 'que cuiilmiia a voudei hilheles e meios
billiele-das loletias du Biode Janeiro, originaes dos
que ja lem a veuda, da decima loteria du Estado Sa-
nitario, e paga qualquer premio como de cosltuue.
Benlo Alves Bodrignes Tupioambi, faz publi-
co para que nSo haja reclamarao para o fuluro, que
comprou na forma da le a parle da casa da rua da
Guia dej dous andares n. 57, a Albino Antera de
Souza Beis, que Ihe locou por heraura de sua tinada
111,11 Aona Anlero Ja Dores.
Na rua de Horta n. 142, primeiro andar, pre-
cisa-se de urna prela escrava para o servico da
de opuca familia.
Precisa-se de urna escrava para o servico de
urna casa de pouca familia : na rua do Hospicio 3'
casa nuva direila depois de passar o qnarlel.
Na rua das Ouz.es 11. 40, taberna do Campos,
ha porc.io de bichas liamburguezas* das melhores que
ha uo mercado, que se veude em porgos e a retalho,
e tambem se alugam.
Compra-se um cabriolo! com coberta, novo ou
cm hora uso, com os competentes arreios e com ca-
vallo, ou sem elle : quem liver annuncie por esta
folln para ser procurado.
Compra-se urna casa terrea na povoarSo dos
Afogados : quem liver annuncie.
Compram-se duas casulla terreas no bairro
de Sauto Antonio : quem liver annuncie ou dirija-
sc a esla tvpographia que se dir quem quer.
Compra-se prata brasileira hespa-
nhola : na rua da Cadeia do Becife n.
24, loja de cambio.
Compram-se peunus de eiua : na rua do Crespo
loja n. 15.
Cdmpra-se de 1 a 3 vaecM paridas, paga-se bem
cm relacao ao leile que ellas derera: no aterro da
Boa-\ uta 11. 53.
Ti ComPrain-se as conectes dos peridicos Bei-
a HorEsmeraldaVioletaUriiico dat Damas e
fecreio das-Helias: quem as liver dirija-se a rua
Nova 11. 52, loja do Sr. Boavenlura Jas de Castro
Azevedo.
Cumpra-se urna prela da Costa mota, bem pa-
recida, sem molestia nem'vicio algnm, c que se ven-
da por alguraa oulra circumstanefa, boa quitandeira,
prefenudo-secom cria : na rua da Cruz 11. 35.
Compram-se peridicos para emhrulho a 3:"8O0
a arroba, garrafas o botijas vasias de lodos us tama-
nhos e qualidades, vidros lambem de lodos os tama-
itos e potes.de graixa, ludo usado: uo paleo do
Darmo venda da esquina da rua de Hurlas n. 2.
Campra-se urna casa lerrea. que lenha boa
couslruccau ecommodos para Tamilia, sendo emal-
guma das ras seguintes : prara da Boa-Vista, Yua
do raigo, paleo da Sania Cruz, c rua do Sebo: ua
rua lUrcila 11.83, se dir qoein compra,
Aviso interessante aos sapateiros.
Na rua .Nova 11. 52, loja de Buavatiluta Jos de
Caslro Azevedo, copipra-sc calrados de 1-idaszis la-
manhos c qualidade.
. Compra-se utm tranceliin Tutu de ouro, sem
fcitio, e uina canoa grande em bom estado, appare-
Ihada para navegarao cusleira ; e precina-se fretar
una barcara para ir ao Biu Grande do Norte.
Compra-se effectivaineute brunze, lalo e co-
bre vellio : no deposito da tandicao d'Aurora, na
rua do Brum, logo na enlrada n. 28, e na mesma
fundirao em S. Amaro.
M
CIOSI LTftRlO H0HE0IV.TII1C0.
-, 9RATHITO PARA OS :EM!. Z.
28 KUA O AS *-i*jZIS 2H. *$)
O Dr. CASANOVA medico francez, d (
consullas lodos os dias, e pode ser procu- J
rado a qualquer hora. (&;
No mesmo CONSULTORIO RUA DAS 2
^ CBUZES N. 28, aonde morou o Sr. GOS- W
') SET BIMONT, acna-ee > venda um grau- (gft
de sorlimeulo de CARTE1KAS de lodos S
os tamanhus, por presos commodissimos. W
ELEMENTAS de homeopalhia e palhoge- ft
nesia brasileira. Esla obra he muilo im- y
portante para as pessoas que se querem '$)
tratar a si mesmo, sendo a maior parle Ira- /<*,
duceju das obras do Dr. J AIIK, accommo- J
dada a inlelligencia do povo, 4 volumes,
$>
pelo baralissimo pre^o de.
1 carleira de bO tubos graudes.
iJT) 1 dita de 48.......
Z 1 dila de 36.......
V I dila de 2S.......
(A i dita de 24 lubos pequeos.
IB: 1 dita de 24 dilos......43000
'%/) Tubos graudes avulsos a escolher 500 Dilos pequeos dem..... 300 11.
W S onca de lintura a escolha .. lOUO W
ft Avia-se qualquer encommenda compres- iG
/k tesa, e por presos muilo em conla. /.*
"99 Este estabelecimeulo esl bem conhecido W)
(A e bastante acrcdilado em todo o imperio, e /A
1^ acha-sc o mais bem inonlado possivel, c es- JJjJ
cusado be querer elogia-lo.
69000 a.
30WKKI H*
223000.
16500(1 7
125000 P
69000 (g)
Antonio Francisco Goncalves.
Precisa-se de urna ama que lenha baslaute lei-
le, e soja livre,e desembarazada, futra ou'capliva:
na rua do Amorim n. 25.
A pobreza, na padaria da rua da Senzala Nova
n. 30, achara bolacha americana por 120 rs. a libra.
Lava-se e engoinma-se com as-eio e perfeitao,
por preco razoavel : aira/, da matriz de Sauto Auto-
nio 11: 11
Precisa-se de urna ama para o servico interno
de urna casa de pouca familia : na rua do (Jueimado,
esquina do becco do Pcixe Frito.
Precisa-sc de urna ama que lenha bom leile,
forra ou captiva : na rua do Livrameiito 11. 4, se-
gundo andar.
O abaixo assignado deixou de ser
caixeiro dos Sis. Machado & I'inheiro, des-
de odia 10 do corrente, c biliaria a um
dever se pelo presente desane de agra-
decer o bom tratamento que dos mesmos
senhores receben durante o tempo que
em sua casa este ve.
A foramen tos.
Aloram-se terrenos no silio da Solcdade, rom o
fundo que convier aos forciros, c por preco riiminn-
do : os prelendenles dirijam-se ao silio do Maugui-
11I10 n. ~
O billiete inleiro da segunda parle da quinta
loteria da matriz da Boa-Vista, cm que sabio o pre-
mio de 4:0008000, foi vendido na prara da Indepen-
dencia, loja decalcado de Aulonio Augusto dos San-
tas Purto ; na mesma adiam-se a venda ns bilhetes
e cautelas de Salusliano de Aquino Ferreira, paraa
primeira parle da scaunda loteria de Pedro II, pa-
gos sem o descont do governo.
Bi Hieles -115000 lOtOOOOOO
Meios 58500 5:0005000
Qoarlos 28700 24)008000
Decimos 15200 1.0005000
Vigsimos 600 5OO5OOO
O cautelista Salustiano le Aquino
Ferreira avisa aos ponuidores do meio
bilhete da segunda parle da quinta loto-
ra da matriz da Boa-Vista 11. 211 em
que sabio o premio de 10:OOO.sOOO rs.,
e do bilbete iiiteiro n. 2847, em que
sabio a sorte de V:000.\000 i-s., podem i
receber na rua do Trapiche n. 60, se-
cundo andar, lojo que subir a lista ceral.
Pernambuco 14 de julbo de 1854.Sn-
bisliano de Aquino Ferreira.
VENDAS
Vendem-se luvas de lorr.al muilo boas, para se-
nhora a 600 rs. o par, dilas para menina a 500 rs. :
quem quizer ver a qualidade, venha na rua do Quei-
mado 11. 53, loja de miudezas de Jos de Azevedo
Maia.
Vende-sena Ponte Velha, quarleirao de casas
do Sr. Catao n. 9, um-ptimo mulato, ofhcial de pe-
dreiro e caulo, e una prela que emende bem do
servico de cozinha c lava bem roupa.
Veiidem-se.40 travs de mangue de 40 palmos
de coiuprimenlo : quem precisar, dirija-se ao Ira-
'iiienda-.e cun Manuel Dias
piche do Bamos, ou e___
nabo, na rua Direila 11. 2.
Vende-se um relogio palctilesui<,"novo,"com
urna cadeia : quim quizer dirija-se a rsmdo Vigario
- Vende-se urna parte de um sobrado : quem a
pretender dirija-se a rua das I r iucheiras 11. 56.
Veiule-se ou aluga-se um silio em Sanio Ama-
ro, com dous ricos viveiros: quem pretender dirija-
sc a Antonio Jos Gomes do Correio.
ATTE.NCAO'.
Na rua Direila n. 27 veudc-sc manleiga ingleza
de superior qualidade a 800 rs., dita a 640 rs., dita
a j60 rs., dita a 500 rs., dila a'440 rs.. alelria a 2S0
e 240 rs., queijos a I5HO, 1g280 e IglOO; fariuha
de ararula mullo alva a 160 c 140 rs.; bolacliinha
ingleza a 360 e.l20rs. a libra ; toocinho de.Lisboa
a 00 e 360 rs. a libra ; assucar relinad a 130, 120
e 100 rs. a libra ; cavada uova a 160 e 140 rs.; cai-
xiuhas de doce de guiaba a 180 c 400 rs.; paios do
remo a 400 e 360 rs. a libra. V
AVISO AO ESQUADRAO'.
BU rua do Queimado n. SO ha para vender por
preco commodo um sellim e seus |>crleiiccs e um
laroamenlo cumplelu para um guarda de cavallaria :
quem pretender dirija-se a mesma casa, que achara
com quem traiar.
Vende-se urna escrava crioula, que cozinha o
diario de unta casa, lava da'sabio, e brrela, cngoin-
ma e se allianca a conduela, sem vicio c uem acha-
ques: na rua do l.ivramenlo n. 1.
Vende-se mil alqueires de sal, por preco com-
modo : na rua da Praia 11. 32.
Sal do Ass.
Vende-se sal do Ass a bordo da lancha Sota IU-
ptranra, tandeada defronte da rampa da alfandega.
Vestidos de seda.
Vcndcm-se veslidus de seda escoceza com 2 e 3 ba-
bados a 158 r., a vista do preco c qualldaila -o' fa
zeuda uiiiguem deixarJdeciimprar : na rua Nuva
loja 11. 16 de Jos l.uiz Pereira & Filho.
Palitos l'raiiceze?.
Vendem-se palito france/r- de brim de linho c
bretanlia a 38500 c 45000 rs., dilos de alpaca prelos
e de cores 88000 rs dilos de pannu lino prelos e
de cures a 168. 188, e 2O5OO rs.; ludo de ultima
moda ebem acabados: na rua Nova loja n. Iti.de Jo-
s Luiz Pereira & Filho.
Bomeiras e ci.potinhos.'
Vendem-se mmeirasde cambraia c fil bordado a
38000 rs. ; camisas e capulinlios de lil e cambraia
bordada a 75000- na rua Nova loja n. 16, de Jos
Luiz Pereira & Filho.
Casemiras francesas.
Venilcm-se casemlras francezas, padres daros c
escurosa48e55000rs. o corle: na rua Nova nu-
mero 16.
Vendem-se em casa de S. P. Jobns
ton & C, na rua de Senxalla Nova n. hi.
Linho do Porto superior engarrafado.
Sellins iiifjlez.es.
Belogios de ouro patente inglcz.
Chicotes de carro.
Farello em laceas de 5 arrobas.
Fornosde tarinha.
Candelabros e candieiros bronzeados.
Despenceira de ferro galvanisado.
Ferro galvanisado em folba para lorio
Cobre de forro.
TAIXAS DE FEBRO.
Na tundicao' d'Aurora em Sanio
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
rua do Brum logo na entrada, e delton
te do Arsenal de Harinha ha' sempre
um grande sortimento le taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
existen) guindastes, para carregar caV
Inoas, ou canos livret de despeza. Os
I precos sao' os mais commodos.
Pelo vapor ingle/ Lusitania, che-
gado dos parios do su I em 15 do corren-
te, vieram bilhetes e meios ditos, origi-
naes da decima lotera do Estado Sanita-
rio do Rio de Janeiro, os qttaes se acham
a' venda na loja de Faria Machado, sita
na praca da Independencia n. iO, aonde
sao pagos quaesquer premios que nos mes-
mos sahirem.
Cera em velas, sortidas, eemcaixas
de 100 e de 50 libras ; vende-se por preco
barato para fecho de contas : trata-se na
rua do Vigario n. 19, segundo andar, es-
criptorio de Machado & Pinheiro.
Vende-se superior potassa nacional,
em barriquinhas, por preco m'uito com-
modo : a tratar no arma/.em n. 14 de Can-
dido Alberto Sodre da Motta, na rua do
A/.eite de Peixe, ou na rita do Trapiche n.
54, com Novaes & Companhia.
Vende-se superior farinba de man-
dioca em saccas, por preco muito commo-
do : na escadinha da Alfandega, no ar-
ma/.em de Jos Joaquim Pereira de Mel-
lo, ou a tratar com Novaes & Companhia,
na rua do Trapiche n. 54, primeiro andar.
FAR1NHA SUPERIOR.
A bordo du hiato Conceico, tundeado no caes do
Ramos, ha para vender muito superior fannha de
mandioca, por prec,o commodo : para Iralar, no e-
cripturio de Dnmiatps Alves Matheus, na rua da
Cruz n. 54.
Vende-se urna mulata viuda do mallo, pren-
dada, com 24 annos, um mulato cozinheiro e sapa-
leiro, e de boa conducta, um negro de ncelo, ga-
nhndorde rua, c urna escrava, -crioula. com habili-
dades e de boa conducta : na rua da Senzala Velha
n. 70, segundo ou lerceiro andar se dir quem
vende.
Vendem-se superiores camisas fran-
cezas com aberturas de linho e de muda-
polao, por preco commodo: na rua da
Cruz 11. 26.
Vendem-se aberturas de linho e de
madapolao, para camisas, muito bem fu-
tas: na rua da Cruz n. 26.
Vendem-se, aos cacadores, espingar-
das francezas de dous cannos, frunxadas
fingido, por preco coinrrodo : na rua da
Cruz n. 26.
Vendem-se as bem conbecidas a-
mei.vas francezas, por preco baiatinho,
em latas de 12 libras : na "rua da Cruz
n. 26.
Aos amantes da bella fumara.
Acliain-sc pvpn.ln- no balean da loja de Hnavenlu-
ra Jos de Castro Azevedo. na rua Nova n. 5-2, os
verdadeiros charutos de S. Flix, qne vendem-se pe-
lo diminuta prcc,o de 18000 rs. a caixa, e arante-se
a qualidade ; e anda existe u-n restante dos da Ba-
bia, que forara annunciados a 800 rs. a caixa, ami-
go nao deixem passardesapercebida semelhante pe-
chincha.
Navalbas do muito acreditado John Bar-
bee, vendem-se na 1 na do Queimado n. 9.
As mais superiore navalhas que a esla prara lem
vindo silo as do celebre John Darber: esle aulor por
va da aturada applicacao e alientan consagrada ao
fabrico de navalhas, tem conseguido produzi-las 13o
superiores em qualidade, que grangearam a prefe-
rencia nos prinripaes mercados da Europa ; passou a
marca-las com o seu proprio nomeJohn Barber,
confiado no honrado commercio que ninguem viola-
ra o seu dircilo, ao passo que era livre a cada um
cxcede-lo, se podesse, em vez de coucorrerem com
elle por meio da justa compeleucia, algn fabri-
cantes liveram a haixcza de marcar as suas espurias
e inferiores irnitacoes com o nome de J. Barber.enm
ledras impressas e gravadas como a> delle, que
evidentemente podem passar por taes. Para preve-
nir que o publico seja por mai lempo Iludido por
lal falcificaro desla nalureza, oblive da corporaciio
dos cutileiros a aulorisaro para cunhar a minias
genuinas navalhas com o quadro o o compasso, coja
imitaran ser unta offeusa penal, porlanto d'ora em
diunte as miohas navalhas serflo marcadas cam John
Barber.
Vendem-se lodos os pcrlences de orna padaria,
com pouco uso, por 400000: no alerto da Boa-Vis-
ta n. 18. 4
Vendeni-siBs mais novas e melhores semen-
tes de horlalice vvnrtas ullimamenle de Portugal,
pela galera GratidSp, bem como milho muilo novo
em gateas : na rua Xi Cadeia do Recife n. 56, loja
de ferragem de Fraflcjsco Custodio de Sampaio.
Veudem-sc superiores queijos do serijo, tanto
inleiro como a libras : na rua Augusta taberna de
Victorino Jos Corroa de Su.
Veude-se urna colcha adamascada com fios de
prata dourada, usada ; charutos regala da Babia,
marca A. F. por mil rs. a caixa; alelria a 160 rs.
a libra ; manleiga ingleza a 480 rs. a libra ; vinho
do Porto ha 10 annos engarrafado, a 13000 a gar-
rafa : na taberna da rua da (juia n. 57.
A taberna do largo do Carmo, quina da rna de
Hurta n. 2, esl novamenle surtida de todos os ge
eros novo-, como sejam : mauteiga ingleza e fran-
ceza a 400,480, 560, 640 e 800 rs.. queijos a 1i40 e
1^)20, cha de 5, 6 e 7 patacas a libra, aseite doce a
640. vinho a 400 e 480 a garrafaVloucinho de Lisboa
a 360, de Santos a 280, sardinhas. de antes, talas
grandes, a 800 rs., pequeas a b(Kl rs., traques fortes
a 140 a carta, papel machina e de peso a 2800 cm
resma e meias, graixa cm latas a 100 rs., alhos
em maunsas a 110, arroz braitcoa440, de casca a00
rs., milito a 240 a cuia, bolacliinha ingleza e alelria
a 300 r.. cravo da India a 600 rs., louro a 400 rs.
a libra; lambem est sorlida de louca nova.
Fariuha da tena.
Saccas com farinba muilo Gna por 50500 : na rfia
do Crespo a. 21, luja de Bcrnardino Maia da Silva.
Vende-sje um mulatinUo de 16 an-
nos, com principio de bolieiro: no lar-
go do Captin, cocheira de Paulo & Silva.
SYSTEUA MEDICO DE HOLL0WAY.
Vende-se arroz pilado a 1^200 a arroba : no
ar ma mu de Tasso I mine
Veudc-sc um escravo peca, criuulo, ollcial de
sapalciro e cozinheiro: na rua Direila 11. 83, se dir
quem vende.
Veude-se una bonita escrava de 25 annos, boa
C-aziiiheira e lavadeira, e de ptima conducta : na
rua de Hurlas n. 60 se dir quem vende.
ATTENCAOM UM VESTIDO PARA NOIVA.
Vende-se um vestido e rapclla para noiva, acaba-
do ha ibas, no ultimo goslo, por proco muilo em
conta: no aterro da Boa-Vista n. 5l[ loja de bar-
bero.'
Vende-se um grande e bonito carneiro proprio
para sella : no aterro da Boa-Visla 11. 73.
Com pequeo loque de copm, vende-se panno
fino verde cor de garrafa, de superior qualidade, e
prova de liman, a :t-MMl o envado : na rua do Cres-
po, luja da esquina que volla para a cadeia.
S@S35K;S-SSSSS!8sJ}3
CARRO E CAURIOI.ET. $
}$ Vende-se um carro de qualro rodas com #
l! qualro assento* e um cabriulcl, ambos com
Si pouco uso, e en \ a I Ins para ambos: na rua No- %
va, cocheira de Adolpho Bourgeau.
Vendem-se couros de cabra : na rua da Cruz
no R ecife 11. 43.
Vendem-se charutos da Babia de superior qua-
lidade a 3S000. por caixinha de 100 : na loja de 4
portas n. 3au lado do arco de Sanio Antonio.
Vendcm-se na rua das Cruzcs n. 1i, praitches
cerrados de Jacaranda, lalvez o melhor que lem vin-
do a esle mercado.
Velas de carnauba do Aracaty,
Vendem-se na rua da Cruz armazem de'couros e
sola n. 15, excellenle velas de 6, 8 e 9 em libra,
em rai vas de 30 a 50 libras cada urna, e por commodo
preco.
SACCAS COM MILHO
Xa loja 11. 26 da rua da Cadeia do Be-
cife, vendem-se saccas com milho por pre-
co Commodo.
Aos fabricantes de velas*
No armazem de Domingos Rodrigue A mirado i
Companhia, rua uVCruz n. 15, vende-se muilo supe-
rior cera de carnauba do Aracaty e Assii, em norman
e a retalho ; e alm de se pesar na occaiio da eutre-
ua se descontar urna libra de (ara em cada sacco,
como he costante.
Na Ponte Vellra, no quarleirao da casa do Sr.
Catan, rasa 11. 0. vende-se urna escrava de idade de
30 a 35 annos, que sabe bem fazer o srevico de co-
ziuha e lavar roupa.
A 1S cada um chales
de algodn de cores bonitos padres, assim como cor-
tes de brim trancado de cores de puro linho e mu lo
bonitos padres a 19750, grvalas de seda de cores
de bom goslo a 600 re., ditas de chita a 200 rs., se-
lm azul claro a 500 rs. o coyado, corles de rollle
de fu-i no os mais modernos a 19200, bonetes frauce-
zes de velude de core para menino a 800 rs., ludo
he baralissimo para acabar: na loja de Leopoldo da
Silva Quciroz, rua do Queimado n. 22.
Belogios inglezes de patente.
Vendem-se a preco commodo, em casa de Barroca.
i\ Castro, na rua da Cadeia do Recife n. 4.
Esteiras e chapeos de palba baratosJl
Vendem-se esleirs novas de palha a 14b o cenlo,
chapeos de dila a 129 o cento, cera amanilla e cbn-
riuhos de cabra : na rua da Cruz do Recife n. 33,
casa de Si Araujo.
Chitas francezas largas a 200 rs.ocovadJ
Na loja da esquina da rua do Collegio n. 5, ven-
dem-se chitas francezas largas de lindos padres, pelo-
barata preco de 200 rs. o covado ; e oulra multas
fazendas por preco muito commodo.
PABA A FESTA.
Sellins inglezes para homem e senhora
Vendem-se sellins inglezes de pa-
tente, cora todos o pertences. da me-
lhor qualidade que lem viudo a esle
mercado, liso e de burrauoe, por
prejo muito commodo : em casa de
Adamson Ilowie Companhia, rua
do Trapiche 11. 42.
Vende-se urna batanea romana com lodos os
seus perlences. cm bom uso e de 2,000 libras : quem
a prelender, dirija-se a rua da Cruz, armazem u.4.
A 500 RS. 1 YARA.
Brim trancado branen de piiro.linhn, muilo cn-
corpado : na loja da esquina da rua do Crespo que
volta para a cadeia.
COBERTORES.
Vendem-se cobertores de tapetea 800 rs., ditas mul-
lo grandes a 19400, ditos briiurf-.com barra dt cor a
19280,colchas branca com sal) *s a 19000 : na loja
da rua do Crespo o. 6.
BRIM DE PARO LiNHO.SROPRIO PARA
MILITARESX
Vende-se brim de linho branen muilo eUcorpado
a 500 rs. a vara, corles de caiemira elstica a 49000,
panno azul para fardas de guarda nacional a 39000
e ijjOtX) o covado, ditu prelo para pautas a dHOOO,
49000 e 49500, lencos de seda de 3 ponas, proprios
para senhora botar pelos hombro a 640 cada um, e
muilo mais fazendas em conta ; na rua do Crespo,
loja n. 6..
Vendem-se 10 escravos. sendo 5 molecoles de
idade I i a 18 anuos, 2 escravos de bouitas figura, c
I pela-mocas: na rua Direita n. 3.
Vendem-se bichas de Hamburgo
H em porcoes a O.sOOO rs. o cento : na
traiessa da Ma<-&dBGteos n. II.
UNCOS DE CAMBRAIA J>E LINHO A 5*000 A
WJZIA.
Na rua do Crespo % 5 esquina que volta para a
rua do Collegio. vendCiN-so lencos de cambraia de
linho finos cm caiiinhii.coqi lindas estampas, pelo
barata proco da 49500 rs. a duzia, para acabar urna
pequea ptjrfiioqnc anda resta.
*CETfr*r-Dj; CARNAUBA.
Vende-se cera de carnauba, chegada agora do
Aracalv por preco mais barata do que em oulra
qualquer parle: na rua da Cadeia do Becife n. 49,
primeiro andar.
A 260 rs. o covado.
Chita franceza com 4 palmos de largura, e de lin-
dos desenho : na rua do Crespo n. 16 A.
111-t r urc.iu para o servido da guarda- da guar-
nido de Pernambuco, exlrahido da legislado mili-
lar, e accommodada a disciplina c pratica do exerci-
lo bra-ib-irn : vende-se na livrara n. 6 e 8 da prac,a
da Independencia, a 320 cada exemplar.
Veude-se um excellenle carnnho de 4 roda,
mui bem construido, eem bom estado ; esta exposlo
na rua'do Aragao, casa do Sr. Nesnie n. 6, onde po-
dem os prelendenles examina-lo, e tratar do ajaste
com o mesmo senlior cima, ou na rua da Cruz 00
Recife n. 27, armazem.
Bom e barato.
Palito de panno fino a 1-23000, 149OOO. 161000
c 2O9OOO ; dilos de alpaka de oordao, a 7*000 j di-
los de dila prela, 79000e 83000 ; ditos de princeza
de cor, a 59: ditos meia easemirn, a-> ; calcas deca-
semra a 59800 e 6; colleles de selim prelo, a 49 e
59 ; ditos de fuslao, a I96OO e 29 ; c oulra moitas
obras ornis barato que da Cadeia do Recife 11. 3.
Vende-se leite pagao todos os dias
de manhaa, a preco do costum i em
lenle da taberna do Campos, rua 'das
Cruzes.
Vende-se o4a mnita boa, em pequeas e gran-
des porcoes, chegada ullimamenle do Aracaty : 01
rua da Cadeia do Becife n. 411, primeiro andar.
VELAS DE CERA DE f.A HNA1 HA.
Vendem-se vela de cera de carnauba, em oaixas
pequeas e grande, de muito boa qaalidade, feilas
no Aracaty : na rna da Cadeia do Recife n. 49, pri-
meiro andar.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se cera lauto cm grume, como em vellas, em cal-
as, com muilo bom sortimento e de Hperinr quali-
dade, chegada de Lisboa na Iwrca Gralidio, assim
olachinliM em latas dos libras,e farello muilo
1 saccas de mais de 3 arrobas.


DeposR de cham-
tagne C'.at HHmeiraqua-
tdade, dfl tjdade do condi
de Mareuil, rua aa Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a champagne vende-
a 56$000 rs. cada caixa, a cha-
l icain ente emeasa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. B.
As caixas sao marcadas a fogo
Conde de Mareuil e os rtulos
das garrafas sao zoes.
S4NDS.
PIULAS HOLLOWAY.
Este inc-flmavcl especifico, cranoslo iuleiraiiicn
le de bervas medicinaos, mo coulcm mercurio, lien
uutra algttma substancia djsjeelerca. Benigno mais
lenra infancia, e i coinpleicao mais delicada, he
igualmenle promplo e segnro para desarraigar o
mal na compleicflo mais robusta; he inleirameiilc
innocente em suas operaces c elloilu-; pois busca e
reniovc as doencas de qualquer especie e grao, por
mais antigs e leuazes que sejam.
Entre militares de pessoas curadas com esle reme-
dio, milita- quej estavam s portas da rnorlc. per-
severando em seu uso, conscguiram recobrar a sati-
de e fon-as, depois de haver tentado intilmente,
lodos os oulros remedios.
As mais atbelas nao (fcvi-iu entregar-se deses-
peradlo : facant um competente ensata dos efllcazes
cuchos desla assombrosa medicina, e preste recu-
perajAl-O'beoefici* -Ut-sade.
Nao se perca lempo ein lomar esse remedio atara
qualquer das sectale enferntidades:
de toda especie.
Accidentas epilpticos.
Alporras.
V mpolas.
Areias (mal d';.
Aslhma.
Clicas.
Couvulsoes.
Debilidade 011 cvlcnua-
eo.
Debilidade ou falla de
tarcas para qualquer
cousa.
Destalona.
Um de garganta.
a de barriga.
I nos rins. .
Dureza no venlre.
Eiifermiilades no ligado.
venreas.
Envaquera.
Ilervsipela.
i'ebres biliosas.
inleriiiilleiiles.

Cota.
llomorrlioidas.
Uvdropisia.
Ictericia.
Iiidigesloes.
Juflaiumaces. >~-
I rre;;u I ar idades da mens-
Irucao.
I.ombrigas de (oda espe-
cie.
Mal-de-pedra.
Manchas na culis.
Obslrucc^lo de vcnlrc.
Phlhisica ou consumpcAo
pulmonar.
Heoncjo d'oorina.
Ulieumatiimo.
Sv inplomat segundarlo.
Temores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal..
v SAtA PARR1LHA.
\ cenle Jos de Brto, umeo agente em Pernam-
buco de B. J. D. Sands, chimico americano, faz pu-
blico que lem chegado a esla praea urna grande por-
cao de frascos de salsa parrilla de Satrdc, que sao
verdaderamente falsificaoos, e preparadas no Rio
de Janeiro, pelo que se davem acaulelr os consu-
midores de tilo precioso talismn, de caliir ueste
engao, tomando as funestas consesasaacias que
sempre costumam trar.er os medicamento/ falsifca-
lo e elaborados pela niAodaquelles, que antepoem
o inleresse ao males e estrago da humanidade.
ortanto pede, para que o publico se posea livrar
desla fraude e dislingua a verdadeira salsa parrilha
lie Sands da falsificada e recenlemenle aqui chega-
i- o annuncianle faz ver que a verdadeira so ven-
ro
DE?
' 1 ir 11
rosi
da
de nicamente em sua botica, ua roa da Conceijao
do Recife n. 61 ; e, alm do rcceiluario que acora*)
pnha cada frasco, lem embaixo da. primeira pagiinr
seu nome impresso, e se achara sua firma em na-
nuscrpto sobre o involtorio impreso do mesmo
jreos.
Vende-so um cabrioiel com sua competente
cobcrla e arreios, ludo qnasi novo; assim como 2
cavallo do mesmo j ensinados e mansos : para ver,
na cocheira do Pedro ao p do arsenal de marmita, e
para (atar, ua rua do Tiaaiche Novo n. 14, priiuei-
lTO DE JkxNO DE ALGODAO
DA FABRICA DE TODOS OS SANTOS
NA BAHA.
Vende-se o superitar panno de algodao
desta fbrica, proprisfcpara saceos e roupa
de escraitos : no escriptorio de Novaes &
Companhia, rua doTrapiche n. 34, pri-
meirb andar.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no %Rio de Janeiro, che-
gada recen temente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons elfeitos ja' experimen-
tados : na rua da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron iS
Companhia.
Na rua do Vigario n. 19 primeiro andar, (em pa-
ra vender-se chapeos de castor brancopor commodo
preco,
Ven.dem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e avaiade dezinco, superior quali-
dade, por precos commodos: na rua do
Trapiche Novo n. 16.
Tacas para engenhos.
Na fundjcao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafan/. continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acliam-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.,!
Vende-se peixe tecco de varias qualidades 9
muito bom : na ruada Cruzn. 15. segando aodar;
assim como boln de couru pelo diminuto preco de
23500 o par.
5$000 cada um.
Vendem-se chapeos de sel de seda, boa qualida-
de, por 59OOO rs. cada um, ditas de panuinho, por
19280 : na praja da Independencia b. 35. ,(
Vendtm-sc cobertores de algodao grendasaS
640, e pequeos a 360: na rua do Crespo a. 12.
TjUEIJOSE PBESCNTOS.
Na roa da Cruz do Recife no armazem a. 62. de
Amonio Francisco Marlim, se vende os mais supe-
riores queijos londrinus, presuntos para fiambre, ul-
timameule chegados na barca "ingleza f'aiaa-
roiio.
Na rua da Cadeia do Recife n. 60, arma-
em de Henrique Gibson :
vendem-se relogio de ouro desabnele, de paten-
ta inglezes, da melhor qualidade e fabricados em
Londres, por preco commodo.
Hl
Vendem-se relogio de ouro e prata, mai
barato de que em qualquer outra parle
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Deposito da Fabrica de Todos
Vende-se, em casa de N. O.
Vendcm-se eslas pillas 110 estabelecimeulo geraP
de Londres, 11. 2ii, Strantl, e aa luja de lodos os
boticarios, droguista c oulras pessoas eocarregadas
desua venda cm loda a America do Sul, jlavana c
llespanha.
Veadem-se as bocel lonas a koo rt'.tCsda uma del-
tas eoiiliu uma instractao cm porluguez para cv-
plirar o modo de sear desla ptalas.
O deposita toral he em casa do Sr. Soum, pharnia-
cculioo, na roa da Cruz n. 22, em Peiuanibuco.
.MOENDAS SUPERIORES.
Na fundierio de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, aeha-se para Tender
moendas de calinas todas de ferro, de nm
rnodello e construccao muito superiores.
ARADOS DE FERRO.
Na fundirao' de C. Starr. & C. em
Sanio Amaro aeha-se para vender ara-
"lior qualidade.
apaleiio, boiii : em casa deS.
os Santal ci
Bieber &C., na rua
da Cruz n. 4, algodaO trancad" d'aquella fabrica,
muito proprio para sarcos de assucar e roupa de es-
cravos, por preco commudo.
Vendem-se em casa de Me. Calmont A Com-
panhia, na prae^a do Corpo Santn. II, o eguinle:
vinho deMarscilleem caixas de 3 a 6 duzias, linltas
em nov'ellns ecarreleis, breu em barricas muito
grandes, aro de milao sortido, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Nestc estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de Ierro batido
e coado, de todos os tamaubos, para
dito.
Na rua do.Vigario n. 19 primeiro andar, lem
venda a superior flaoella para forro de sellins che-
gada recenlemenle da America.
Moinhos de vento
"ombombasde repuso para regar horta e haixt
de capim. na fundicao de D.W. Bovunan : na roa
do Brum ns. 6,8 e 10.
Padaria.
Vende-se uma padaria muiloafreguezada : a tratar
com Tasso 4 Irmaos.
Ao senhores de engenho.
Cobertores escuro de algodao a 800 ri., dilos mui-
lo grandes e encorpado a 18400 : na rua do Crespo,
luja da esquina que volta para a Cadeia.
Devoto Cht istao.
Saino a luz a 2.a edirjlo do livrinho denominado
Devoto Cbrisl.lo.mais correcto e acrecentado: vnde-
se unicamenla na livrara n. 6 e 8 da pra da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um panno, muilo grandes e
de liom goslo : veudem-sc na rua do Crespo, loja da
esquina que volta para a cadeia.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-'
de vantagem para o melhoramento do
assucar, aeha-se a venda, em latas de 10
libras, junio com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em, casa de
N. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz, n. 4.
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do. Porto, em
barris de 4., 5.e8.;-) armazem da ma
do Azete de Peive a. 14, ou a b-atar no
escriptorio de Novtes & Companhia, na
rua do Trapichen. 34,
ESCRAVOS FGIDOS.
mu-
e flauta, como
dos i1" ferro de
Ven le-se lio de
P, Jolllislou v\
n. 12.
Na ruada Praia n. 18, \ende-se uma
nava para tade servico,
Companhia, rua da Sensata Novo
ba es-
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas
sicas para piano, violio
sejam, quadrilbas, valsas, redowasT'scho-
tickes, modinbas tudo modenissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Auenelade Edwta Miw,
Na rua de Apollo 11. 6, armazem de Me. Calmont
c\- Giinpaubia. arba-se constantemente bons sorli-
nienlns do laivas do ferro coado e balido, lauta ra-
i sa como fundas, moendas inetras todas de ferro pa-
ra animaes, agua, ele, dilas para a miar em inadci-
ra de ludns os laiuaiiliose mdelo-, osmais niodeinus,
machina horisoulal para vapor rom forra de
i ravallos, reos, passadeira* d- ferro e-,ianhadu
para usa de porgar, por menos procu ,\m-,, .1, co-
bra, oro vens para navios, Garro da Suecta, e lo-
I has de il.inilie- ; indo por barato preco.
~7. Ausentau-sc da casa do Sr. Sebisfilo Anlouio
do Kcao Barros, em agosto de 18..1, em orcasiao que
so achava morando no aterro da noa->"isl^o seu os-
rravo, pardo, de nome Vicente, Ae allu^reenlir
que representa ler 30 anuos u>fl'rladc, 'pifVea lrba.
bons denles, olhoa na flor doTotlu', corpo" r jSnas
liem feilas, leude nos cutoveVos dos bnfros dEs lo-
hinhos ; suppoc-se eslarcouljdo.eni ffna casa nes-
la cnlade, e seu senhor prtesis desde, j.i |kiV perdi-,
damnos, dias do servico, ele. etc.; assim" como gra-
tifica a quem o apprcheitdcr.
Anlouio, moleque, alio, liem parecido,tfr ver
mclhada, naco Congo, rusta rqmpndo, barbado no
qiiexo, pf ndex da mita direila aleijiu{o,zti--4iiii faino, e por is-
so o Ira/, sempre fechado, cum todos os dente, bem
ladino, nllicial de pedeiro c pescador ; lavou roupa
de algodao c uma palhoca para resguardar d Ao-
va, lia loda prohabilidade de ler sido seduxido por
alguem ; fgido a 12 de maiodo enrenle atujo, pe-
las 8 horas da manhaa, tendo obllo licenra para le-
var para Sanio Antonio orna bandeja com roupa :
roga-se, porlanlo, a loda as aulnridades e capilAes
de campo, hajam de o apprelicndcr e leva-lo Au-
lonio Alves Barbosa, ua rua de Apollo n. 31, ou em
Fura de Paitas, rua dos Guararapes, onde se pagi-
rao lodas as despeza.
Desappareceu 110 dia 13 de Janeiro do corren-
le .111110 o escravo Jos Caraiige, de idade Masaos,
poaeu mais ou meuos. rom fa|ia \,, dell|PS IPa fre|r_'
losliciilos cres-iilo. e ri.alr/es uas nadesas ; arali-
lioa-se geiierusainatita .1 quem o levar au alen o da
Ba-\ i-la 11. 17. segundu andar.
Par.,- T .M.r, .rata._


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