Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01507


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Full Text

ANNU AU. N. Ibl.
SEGUNDA FEIRA 17 DE JULHO DE 1854
Por S mezes acliantados 4,000
Por 3 mezes vencidos 4,500.
Por Anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
'
i
--
EWARBEGAOOS. DA SUBSCRIPCAO'.
Recife o preprietario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro oSr- -lo0 Pereir Martins; Bfihia, o Sr. F.
Duprd ? Manei, oSr. Joaquim Bernardo de Met-
dona jParahiba, oSr. Gervazio Vctor da Nativi-
dadrt N"1' Sf; Joaquim Ignacio I'ereira; Araca-
t, a Sr'. Antonio de Lomos Braga; Coar, o Sr.Vi-
euriano Augusto Borges; Marachao, o Sr. Joaquim
M Bodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Ltmdres 26 5/8, 26 1/2 d. por 1
Pars, 365 rs. por 1 f.
Lisboa, 100 por 100.
Rio de Janeiro, a 2 O/o de rebate.
Acedes do banco 15 O/o. de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de letlras a 6 e 9 0/0
METAES.
Ouro. Oncas hespanholas....., 299000
Moedas de 69400 velhas. 169000
de 69400 novas. 169000
de 49000...... 99000
Pratt. Palacoes brasileiros.....19940
Peso columnaros......1990
mexicanos.......19860
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda, todos os das.
Caruar, Bonito e Garanhuns nosdias 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e Oricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundase sextas feiras.
Victoria, e Natal, as quintas feiras.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira s 10 horas e 6 minutos da manha.
Segunda s 10 horas e 30 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e quinlasfeiras. |
Relacao, len-as feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e'sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphos, segundas e quintas s 10 horas. I
1.* vara do civel, segundase sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia. |
EPIIEMERIDES.
Julho 3 Quario crescente as 4 horas, 1 mi-
nuto e 48 se gundos da tarde.
10 La cheia as 4 horas, 6 minutos e 48
segundos da manha.
17 Quarto minguanle a 1 hora, 44minn-
tose48 segundos da manha.
> 25 La nova aos 47 minutos e 48 se-
gundos da tarde.
DAS DA SEMANA.
17 Segunda. S.Marinhav. Ss. Aleixo c Victoriano
18 Terca. S. Acylino m. Ss. Butilo b. e Frederico
19 Quarta. S. Vicente de Paula.
20 Quinta. S. Jeronymo Emiliano ; S. Elias.
21 Sexta. S. Prxedes v.; S. Daniel profeta.
22 Sabbado. S. Mara Magdalena (peccadoradoE.)
23 Domingo 7. S. Apolinario b. nr. ; S. Libo-
rio b. S. Primitiva ; S. Erundines.
A
t
s
l
a
w

PARTE OmCIAL.
MINISTUMO SA JTJSTICA.
Snior.1H) proco feilo pela auditoria da mari-
n ha di provincia de Pernamhucn por occasiao do
apressmente do hrigue sardo Cilrolitut se deprehen-
de useguinle:
Odilo brigue, em viagem do Rio de Janeiro para
Piriambuco, accommettido por temporal na madru-
gara de 14 de marco de 1852, bateu nos recifes da
peora do Conde, e arrojado pelo mar, tendo quebra-
da a* mirra a que se occornira, fri encalhar na
aia do Coslinha, freguezia de Una, termo do Rio
>rinso daquella provincia.
Oeapitao do mismo brisue, l'"elice Dodero e o seu
pilao director, perdida toda a c.perancn, Iralaram
de M"ir--i> em Ierra eom a tripularn, com pasta de on-
za tessoas, e procuraram salvar em burearas as velas,
aofarellios. rnanlmenlos, etc.
Juspeilando-se que do brigue assim abandonado
tiessem desembarcado Africanos, correndo mesmo o
bollo de que isso uvera lugar, o chefi: de polica in-
irino de Pernamburo. indo a lugar do naufragio,
pocedendoi visloria do navio oncalhado, e ouvindo
aw ofilciaes c marinheires delle, e a luirs pessoas,
tendeo, que devia apprrhende-lo como suspeilo do
trafico Ilcito, i visla dos sgnaes que apresentava, a
ssber:
t. Substituiro do verdadeiro rnpiLlo por otitro de
Vandeira on nominal.
2." Falla de alguns papis exigidos por lei.
3.* Existencia de rious diarios de navesaco.
t. Urna quanlidade de esleirs superior s neces-
idides da genle de bordo.
i. A ilaronilicacso voluntariamenle feila ao bri-
gie pela sua (ripnlaeilo.
Como nao podesse o referido chele, de polica na'
cialidade de apprebensor proseguir na causa, passou
iconbecer dellaojuiz mouicipal competente, o qual,
caminando documenlos e cxlligindo provas, julgou
^procedente a apprehensao e appellou da sua sell-
enca paca o :on Confrontando os fundamentos da dila sen tenca com
os documentos e provas constantes do processo, a sec-
ivi'i lem por evidente a improcedencia julgada.
O signaes que induziram o apprenensnf ao acto
que pralicaram depois de averiguados com mais a lien -
'Mr, licaram sem o alcance que pareceram ter.
.Sao havia siibsIitnicJIndo verd leirn capitopor ou-
tr> nominal, verificando-sc smenle que, por ronsen-
tmento dos propietarios do brigue, o piloto Blesich.
i |>C" vigoroso, diriga a naveg.ic.lo, a que nao poda
tender o capito Dodero, velbo septuagenario.
Trazia o brigue o seu passapnrle reg alrmenle pas-
ado pelo consulado geral de Sardn ha, nesta curte,
naniestn e despacho da mesa do consulado do Rio
de Janeiro e algaus papis eligidos pela iiossa lei ( a
que alia* nao sao ohrigados os navio eslrangeros ),
menos a caris de afretamento por Iwiver sabido em
lastro, afim de carregar em Pe ruara juco por conla
dos seus proprietarios Fratelli Zignaso.
Examinados os dous diarios reconbcceu-ie quea ra-
bos se achavain eseriptos pela nstma letlra, que un
era o quaderno d bordo, ou de bilocla, em que es-
tavam lancados todos os Tactos que < passavam,
que o outro era o jornal de nsvega^lo exigido pelo
artigo 21 do cdigo commercial de Sardenha nume-
rado, rubricado e autenticado pelo cnsul sardo nes-
ta corte, em que estavam lanzados de accordo com
aquella quaderno os fados relativos mesma nave-
sacio.
As esleirs em numero de cinroenla cuma, linbam
-vln compradas, romo atlestaram ludas as pessoas de
tordo debaixo de juramcnlo para sei sirena de ros-
giardo ao rairegamenlo de assucar, que o brigue ia
rceberem Pernamburo.
E a damniticarnu do navio segundo varias teslcmu-
llias do naufragio Coi cau*trfn pcla^ rasaa rfo marc
peta gente de Ierra que acudir aaprovcilar-se iloal-
iun< despojos do rasco encalhad) na (raa.
Alm disso todas as nessoas de bordo que foram in-
queridas ji^raram sem discrepancia, que o brigue lar-
gara em lastro de rea, do Rio de Janeiro para Per-
lambuco, e d'alli para o Medilerranto, e que nessa
'iagem al o lugar do naufragio n.lo tocara em porto
ilgum. E os ditos dessas testemanhas acham-seem
armona com o que secollige do exame dos papis
re a data dos despachos do consalado desla corle, e o
dado mesmo naufragio.
Por outro lado nao consta que o proprio ebefe de
lolieia apprehensor, por ruis dUigeaciaa, que fizera,
i\e*eci>:i-ei uido provas nem descoberlo vestigios ou
ndiriosde liavcr-se cRectuado naquel a occasiao des-
mbarque al nni de Africanos n liltnr.il da referida
provincia.
Pelo que he a stccAo de parecer que bem.jnlgada
fii a improcedencia do apresamento lo brigue sardo
"arolina, naufragado na praia do Coslinha.
Vosaa Magmlade Imperial se iliguar i resolver o qae
for mais juste.
Sala das conferencias da seceso da juslii.a do conse-
Iho d'eslado em 3 de abril de 1SH. Visconrte de
Mirantes. Caelano Mara Lo|ies Gama. Paulino
Jos Soares de Souza.Como parece. Paco 17 de ju-
ho da 1851.Com a rubrica de S. M. o Imperador.
Jos Tliomaz Nabuco de Araujo.Cumpra-se. Pa-
lo 21 de juntio de 1854.Nabaco dc'AMujo.Con-
firme.Antonio Alces e Miranda Varejao, offical-
naior interino.

Seohor.A seceo de juslir;,i do conselhn de estado
e'.aminou o processo organisado na auditoria de ma-
nilla da provincia de Pernamauco, e no qual fui a
evunn nacional Serta-feira, outr'nra salela liano-
ieriniA7/ee Eltenc julsada boa pr,!sa por te nial i-
\a de imjMirl iro de Africanos, proci-sso que Ihe foi
emeltido em virtude de appella ;ao do auditor da ma-
nnba da dita proviucia, com aviso d.i secretaria de
islado dos negocios da justica'dn 15 d abril prximo
pissado. A teccao avistados funda menlog. da sen-
tinca do auditor e documentos juntos aos autos em
nue se basea, e da inconcludeucia da lefeza apreseu-
uda, ao menos pelo qae respeila especialmente dila
enharracAo, jiilgaque a dila sei lenja merece ser cem-
frmada, sem que obste a circumstar eia que se pre-
l'iide provar com o documento a II. 129, de ser a mes-
na emliarcario de marcha dillicil e demorada, por-
(uanto como pondera o segundo lenle Guilherme
Jos Pereira dos Santos, a II. 126, poma ser sso oc-
casional devido mudanra no apparelho, arrumaco
ni lastro ou a oulra circumslancia.
Vossa Magilade Imperial, porm resolver o que
firmis acerlado.
Sala das conferencias da secca) de juslic,a do conse-
bode estado em 13 de" malo de 1854.Paulino Jos
Stares de Souza.Visconde de Abr nles.Caetano
Varia Lopes Gama. Como parece. Paco 17 de ju-
nliodelHH.Com a rubrica du S.4l. o Imperador.
JosThomai Nabuco de Aran. o.Cumpra-se. Pa-
co 21 de junhn de 1K>1.Nabuco de Araujo.Con-
forme, Antonio Alees de Miranda f'urejo, ouicial-
maior interino.
DECRETO N. 1403 DE TE^UMlO DE 1854.
D noca ori/anisaeSo guanta nacional do mu-
nicipio de (aranhuns da procincix de Pernam
buco. ,
Alleodendo proposla do presiden:e da provincia
de Pernainhuco, hei por bein decretar oseguinle;
Art. I. rVa creado no municipio de Garanhuns
da provincia de Pernambuco, nm commando supe-
rior de guardas nacionaes,o qunl comiirehender um
esquadrao de cavallaria e quatro balalhOes de infan-
" i dous de oito companhias, das pravas qua-
i freguezias de Garunhiins c Aguas-Bel-
i os de seis, formados das placas qualilira-
luezias de Papacara e Buque, todas do
-lervico aclivo.
llavera mais urna stcciio de balallao de Irescom-
panlrias du rviro da reserva, formada da* pracas
i|ualilir; das as referidas freguezia*.
Arl. 2. Os corpos leroas sus paralas nos lugares
que Ibes forem marcados pelo preside ale da provin-
cia na ronformidjide da lei.
Jos Tliomaz Nabuco de Araujo, do meu consplbo,
miiiislro e secretario de eslado Cos negocios da jusli-
ra, assim o tenha entendido e faca execulnr. Palacio
do Rio de Janeiro em o l.o de julbo do 1854, Irigesi-
mo-lerceiro da independencia e do imperio.Com a
rubrica de S. M. o Imperador.Jos Thoma. Sabu-
co de Araujo.
OOVEBNO DA PROVINCIA.
Excediente do da 1J da julho.
OfllcioAoExm. bipo diocesano, remellcndo
os rasos em que devem ir os Safios Ole js para o pre-
sidio de Fernando.
DHo Ao director geral da instrnrcao publica,
conceilendo a autorisacAo'que pedio para seremen-
caiiilbados os trabados mandados distribuir pelas
aulas de iiislrrierflo primaria, afim de eom facilidaile
serem applicados as respectivasclases. v
Hilo tu rnnimaiidanle das irmas interino, re-
comrucndaiido a expedieo de snas nrdeas, para qne
o ei-aireres do corro de polica Manuel Rodrigues
de Araujo l.iina seja recebido como preso ira quarlel
do Hospicio, visto ler de responder a prneesso ins-
taurado poi occasiao do desfalq ie do inesmo rurpo.
Commaliiroa'-se ao presdeme do respectivo con-
sol hocriiniaal.
Dilo Ao mesmo, recommendando a exptdicjio
de suas ordens, para que um dos cornos de primei-
ra linha, preste urna guarda de honra com bandeira
e msica nn dia 16 do correle as nove horas da ma-
nha, para assistir a Testa da Senhora do Carmo, que
devera ler lugar naquelle dia.
Rito Ao inspeclor da Ihewuraria de fazenda,
para que visla das contas qne remelle mande S. S.
indemnsar o arsenal de marinha, da quanlia de ris
1:377970o, que foi despendida pelo inspeclor do mes-
mo arsenal com o escora ment dos pilares da ponte
do Recife.Communicuu-se ao supradito inspector.
Dilo Ao mesmo, remetiendo as conlas das des-
pezas feitas pelo capilAo do porto al o dia 30 de ju-
nho ultimo onm o- indis id tus e alugucl das janga-
das que suceorreram as pessoas que se achavam em
perito em alguns lugares desla cidade, dorante a
enclieule dos rios Capibaribe e Beberibe, e bem as-
sim com manlimentos e outros objeclos fornecidos a
pessoas indigentes, alini de que nao havendo incon-
veniente, seja a sua importancia 2189687. levada
em Conla ao almnxarife do arsenal de marinha, con-
forme indica o mencionado capito do porto. Com-
municou-se a esle.
Dito Ao mesmo, para fazer remetler para o
presidio de Fernando alguma familia de mandioca
da que se aclia comprada por conla da presidencia,
procedendo-se depois a competente indemnisaejo.
Ofiiciou-se ao inspector do arsenal de marinha", para
mandar que no patacho Pirapama seja recebida e
conduzida a seu deslino a familia de que se traa.
Dilo Ao mesmo, para fazer fornecer ao major
commandante do esquadrao de cavallaria da guarda
nacional do municipio do Recife, os Objeclos cons-
tantes da reac.lo que remelle por copia. Commu-
nicnii.se ao respectivo commandante superior.
Dilo Ao mesmo, dizendo que vislo schar-se es-
golado o crdito concedido para a rubrica guarda
nacional nn exercirio de 1853 a 1854, o aulorisa sb
a responsabilidade da presidencia a satisfazer as des-
pezas que se lem mandado fazer relativamente a
mesma guarda nacioual.
Dilo Ao mesmo, dizendo que pode S. S. man-
dar abrir a porta que se acba lapada no quarto do'
official da guanta d'aqaella Ihesouraria, vislo nao
haver nisso inconveuienle. Communiroo-se ao co-
ronel commandante das armas interino.
Rilo Ao chefe de polica, inleirando-o de ha-
ver transmittido a Ihesouraria provincial, afim de
serem pagas, estando nos termos legaes as conlas
que S. me. remelteu das desptzas feitas com o sus-
tento do< presos pobres da cadeia do Cabo nos mezes
de abril a junbo desle anno, e bem assim' com a fac-
tura de calcas e camisas pira os dous sentenciados
empreados na limpeza daspontes desla cidade.
Dito Aojuiz dos feilos, inteirando-o de haver a
regente do recolhimento do SS. Corarjao de Jess na
villa de Iguarass, participado que s Africanas l-
vres Germana e Januaria, que foram para all re-
mellidas deram a luz a primeira a urna cria de cor
preta, que foi baptisada com o nome de Amaro, e a
segunda urna enanca mora. Igual communicacSo
se fez ao curador dos orphaos.
Dilo Ao inspeclor do arsenal de marinha, re-
commendando que faca construir n'aquelle arsenal
urna nova barca de vigia, que de conformidade com
a ordem do llicsouro nacional sol) n. 38, lem de ser
feila para o servico da alfandesa dcsta cidade, cerlo
de que nesta data se expede ordem a Ihesouraria de
fazenda para mandar pnr a disposirao de S. me. a
quanlia de seis conlos de reis, que para esse fim foi
volada pela mencionada ordem. Fez-se i respeito
o necessario expediente.
DitoAo commandante superior da guarda na-
cional (leste municipio, dizendo que vislo poder o
segundo balalhao ila mesma guarda nacional prestar
urna guarda de bonra para assistir aVesta da Senbo-
ri do Carino do Frootespicio, expeca *'. me. suas or-
f......p*"" tc n" da 21 do curren, A seja postada
em frenle da isreja \o Ca^rr-o a rcfe.rajTJf-uarda, que
dever all permanecer at o Te Deum a noitc, dan-
do as descargas do e-lslu. Ofliciou-se ao director
do arsenal de guerra, para fornecer medanle a com-
petenle indemnisaen o caiinvaine de mosqueteria
sem baila que for preciso para as mencionadas des-
cargas.
Dito A inspectora da Ihesouraria provincial,
communicando haver concedido dous mezes de li-
cenca com ordenado ao professor de primeiras letlras
da freguezia de San Lourenro da Malla, Aureliano
de Pinho Borges. Igual communicacSo se fez ao
director geral da ni.truecan publica.
Dilo Ao Ihesoureiro das loteras da provincia,
inteirando-o de haver approvado o plano que S. me.
remellen para a extraer da primeira parle da se-
gunda lotera concedida em beneficio das obras du
hospital Pedro II, e enviando urna copia do referido
plano, para que tenha exerucSo.Igual copia se re-
melteu a Ihesouraria provincial.
Dilo Ao dircclnr do Iheatro de Santa Isabel.
Inleirado do que informaran? Vmrs. cm 12 do cor-
rente, sobre o nquerimento de alguns artistas do
Iheatro de Santa Isabel, que se propoem a lomar a
si a empresa do mesmo Iheatro, devolvo-lhes o dilo
requerimenlo, para que cm vista das condicues nelle
oflerecidas, das que Votes, lembraram na referida
informacao, e lendo em considerarlo as bases do ul-
timo contrato, formulcm e apresentem-me para ul-
terior ileliherae"u, um projectode contrato, no qual
convm ler muiloem .iiiencao a responsabilidade que
devem ler solidariameulc lodos os membros da fu-
tura empreza.
------ "HIOIBM
esquadrao de <
fL laria ; s-nulo di
"^1 lineadas as fr
~H Us, ensoulioi
^das nns fregu
a>i Servico activo,
I llavera ma
dor julgar conveniente, c em nenhum caso poderao
durar atm de dezembro do coi rente anno de 1854,
cm que termnam os 12 mezes de subsidio que o
governo imperial foi aulorisado a conceder ao gover-
no da repblica pela lei n. 723 de 30 de setembro
de 1853, salvo se o governo imperial fr para istono-
vamenle aulorisado.
Arl. 3." As preslaecs que o governo imperial
se obriga a fazer pela presento convenc.10 serao en-
tregues no principio de cada mez pelo ministro do
Brasil em Montevideo na estacan publica, e pessoa
que para esle fim fr aulorisada pelo governo da re-
pblica.
Arl. \. Os documenlos dados na entrega dessas
preslaroes servirio de titulo da divida do governo
oriental para com o do Brasil, afim de serem rcsula-
risadosc pagos em lempo competente, e vencerlo o
juro de 6 por cenlo ao anno, contados de sua dala.
Art. 5. A importancia total do empreslimo que
faz o governo de S. M. o Imperador pela presente
convengo ser addicinnuda aquella de queja lhe he
devedora a repblica Oriental do Uruguay, por ef-
felo da cutivencao de 12 de oulubro de 1851, e bem
assim a do empreslimo de 30,000 palacoes desde o 1
de dezembro do anno de 1853 ate o ultimo de abril
do correnle anno, em virlude das notas reversaes tro-
cadas entre o governo da repblica e o ministro do
Brasil em Montevideo em 31 de Janeiro do correte
anno de 1851.
Arl. 6. O pagamento dos dous emprestimos ci-
ma mencionados, a saber, o de que trata esta con-
vencao, e o que lem sido fornecido ao governo orien-
tal, em virlude das notas reversaes de 31 de Janeiro
do correnle anno, ser realisado no lempo e pelo
modo declarado nos arls. 7, 8, 10, II, 12 e 13 da ci-
tada convenro de 12 de oulubro de 1851. Estes r-
ligos terao, pelo que diz respeito aos dous referidos
emprestimos, a mesma torta e applicacau como se
fossem aqu inseridos palavra por palavra.
Arl. 7. O governo da repblica reconbe como
divida sua ao governo do Brasil a importancia de
81,000 pesos com os juros vencidos, que a casa de
Guimaraes & C. emprestou ao'govcrno da repblica,
por contrato celebrado cm 9 de maio de 1853, me-
diante os bons otlii-ius do ministro residente do Bra-
sil, qoeassislio i eclebrarao do contrato, lomando o
governo imperial a si o pagamento desle empreslimo,
com declaradlo de que os juros de 1 por cento fi-
carao reduzidos a 6 por cenlo ao anno, desde a dala
cm que a prsenle convenro for ratificada, e de
que este empreslimo ser pago pelo governo da re-
publica do lempo, pelo modo e com as condces es-
tipuladas no artigo antecedente, relativamente os
outros emprestimos de que elle trata.
Art. 8, Conformando-se o plenipotenciario de S.
M. o Imperador com as declaracoes que lhe fez o
plenipotenciario por parte do governo da repblica,
no aclo de eclebrar-se a prsenle convenci, oob-
veio-se as segundes enndires :
1," Que o governo da repblica continuara a or-
cupar-sa incesanlemenle da liquidacAo c rlassifica-
Cao.da divida do Estada, para ser logo convertida cm
lihtlos de divida publica consolidada.
2. Que as prestares de que Iralatn os artigns an-
tecedentes, a contar do ldc marro cm diante, nao
poderao scrappliradas ao pagamenlodc dividas an-
teriores, nem no todo, nem era parle, nem consumi-
das por aniccipac.ui. Sero exclusivamente applica-
das s despezas futuras das repartieras da guerra, ma-
rinha, eslrangeros e ioldrior, a contar do mesmo dia
1 de marco em dianlc.
Art. 9." A troca das ratilieaces ser feila o mais
promptameule que fr possivel na corle do Rio de
Janefto.
Em leslemunho do que, nos os abaixo assignados,
ple.iipolenciarios de S. M. o Imperador do Brisil e
do presidente da repblica Oriental do Uruguay,
em virlude dos nnssos plenos poderes, assignamos a
presente convencao com osnossos punhos, o lhe fi-
zemos por o sello de nossas armas.
Feila na cidade de Montevideo no dia 1 do mez
de junhn do anno do nascimeuto de Nosso Senhor
Jess Chrislode 1854.
(1 S.) Jos Maa do Amoral.
(L. S.) Maleo Magarinos.
(Jornal do Commercio.)
COMMANDO DAS ARMAS.
Quarlel do commando das armas de Pernam-
buco na cldada do Recife, em 15 de Julho
da 1864.
, ORDEM DO DIA K. 117.
O coronel commandante das armas interino, de-
clara para os fins convenientes, que boje conlrahi-
ram engajameuto nos lermos do regulamcnlo, appro-
vado pelo decreto n. hisii de 14 de dezembro de
1852, precedendo inspeceo de saudc, o cabo de cs-
quadra Luiz I'ereira, e "os soldados Feliciano Da
Lima, e Rufino Soares da Silva, lodos do 4. bala-
lhao de artilharia a p, osquaes servirao por mais
de seis anuos, prreenendo alm dos vencimentns
que por lei lhe compelirem, o premio de 4009tKK)
ris, pazos em parles isuaes, nos primeiros dez me-
zes do engajamento, e lindo este, urna dala de Ierras
de 22,500 bracas quadradas, como he expresso no
artigo 2. da lei n. 618 de 18 de agosto du dito
anno de 1852.
Desertando, incurrento no perdimento das vanln-
gens do premio, e daquellas a que lem dircilo pelo
artigo 1. da citada le; serao considerados como re-
crutados, e no lempo do cngajamcnlo se descontar
o de prisan. em virlude de senteuca, averbando-se
esle descont e a perda das vaniagens nos respecti-
vos ttulos, como estii por lei determinado.
Assienado.Manoel Muniz Tacares.
Conforme.Candido Isal Ferreira. Ajudanle
de ordens encarregado do delalhc.
EXTERIOR.
REPBLICA ORIENTAL DO URUGUAY.
Convenci' de subsidio prestado pelo Brasil.
Em nome da Sanlissima e Indivisivel Trindade.
S. M. o Imperador do Brasil e o presidente da
repblica Oricnlal do Uruguay, reconhecendo que
o eslado actual da falla de recursos pecuniarios a
que estf reduzida a repblica he nm dos maiores
obstculos que se oppoein organisacao do paiz,
assim como as reformas que he indispcnsavcl em-
prrhender para firmar a paz e melhorar a receila
do Estado, concordaran! em ajuslar e regular urna
nova preslaco de soccorros pecuniarios ao governo
da repblica Oriental do Uruguay, e as garantas
que esta dever prestar ao Brasil.
Pora este lim nomearam por seus plenipotencia-
rios, a saber:
S. M. o Imperador do Brasil ao Illm. e Exm. Sr.
Jos Marn do Amaral, commendador da imperial
ordem da Rosa, cavalleiro da deChrislo e seu envia-
dn extraordinario e ministro plenipotenciario junio
da repblica Oriental do Urucuay.
E o presidente da repblica Oriental do Uruguay
ao Exm. Sr. I)r. D. Maleo Masaruos, seu minislro
c secretario de eslado na reparlicoos do governo e
relaees exteriores.
Osquaes depois de lerern trocado os seus plenos
poderes respeclivos, que foram adiados cm boa e de-
vida forma, convicram nos arligos seguinles :
Arl. 1. O governo de S. M. o Imperador do Bra-
sil fornecer, por emprittimo, ao da repblica
Oriental do Uruguay, a quanlia mcnsal de sessenla
mil |ni unes, 3 ronlar do 1 de marro lindo em
dianle.
Arl. 2." Eslas prcslaces poderao ser diminuidas
ou retiradas quando o governo de S. M. o Impera-
INTERIOR.
RIO
DE JANEIRO
SENADO.
Dia 1. de junbo.
A's 10 horas e mcia da manha, estando reunido
numero sutliriente dos Srs. senadores, abre-sc a ses-
sao e approva-sc a acta da anterior.
O 1." Secretario d conta do seguinlc expedi-
enle : '
Um ofllcio do I. secretario da cmara dosSrs. de-
pulados, participando que ella adoptou, e vai dirigir
sanecao imperial, as duas rosulucocs : urna autori-
sando o governo para indemnsar a coufraria de N.
Senhora da Conceirao dos prejuizos que houver sof-
frido por nao se verificar o seu cemilerio no terreno
que para esse fim comprou ; e oulra approvaiuin a
aposentadoria concedida a Francisco Man ins Vian-
na.Ficou o senado inleirado.
Outro do mesmo, aeompanhando urna proposicau
all approvada.
L-se e vai a imprimir o seguinte parecer :
A rnmmissao de instrucc/tn publica examinou
os requorimenlos c certifcalos junios que os cslu-
danles Benjamim Frankln de Oliveira e|Mello e
Francisco Sevcrino Cavalcanti de Souza Leilo, dirigi-
ram a esta augusta cmara, solicilando : o primeiro,
dispensa do examc da lingua ingleza, e o segnndo, do
de philosophia. para se poderem matricular no 1.
anno do curso jurdico de Olinda.
Conformando-se com os principios que a diri-
gem sobre esle assumpto, c que ella j lem expendi-
do em anteriores pareceres, a commisso prop5e que
o senado conceda as dispensas requeridas, e oflerece
para isso o sesuinte projecto de resnlucao :
A assemblca geral'legislaliva resolve :
Arl. 1. O governo he aulorisado a mandar ma-
tricular no 1. anno do curso jurdico de Olinda ao
estudante Benjamim Frankln de Oliveira e Mello,e
admitli-lo a fazer aclo do dilo anno, mostrndose
para isso approvado no examc da (lingua ingleza.
n Art. 2. He igualmente aulorisado a mandar ma-
tricular no mesmo 1. anno dasobredita academia ao
outro estudante Francisco Sevcrino Cavalcanti de
Souza I.cao, eadmilli-lo a fazer o aclo respectivo,
sendo previamente approvado no exame dV philoso-
phia.
Arl. 3. Ficam revogadas as dispusices cm con-
trario.
a Paco do senado, em 30 de maio de 1854.Jos
de Araujo Oliceira, Baptista de Oliceira.n
Continua a discuasto adiada do projecto de respos-
ta i falla do Ihrono.
^Julga-se discutida a materia, e he approvado o
projecto para passar ultima discussao.
Continua a primeira discussao, adiada na sesso
antecedente, da indicaban do Sr. Vivciros. apiada
cm 27 do mez passado, sobre a publicaco dos traba-
dlos do senado, com as emendas apoiadas.
O Srs.-Montezuma e Fernandes Chaves reti-
rara por musen lmenlo do senado as suas emendas ;
e o Sr. Montezuma offerecc esl'oulra :
a Que se contrate com o Jornal dn Commercio.
Montezuma.
Be apelada.
Julga-se discutida a materia, e he rejeilada a
indicaco dojSr. Viveiros e approvada a emenda do
Sr. Montezuma, para passar ; 2.a discussao.
Sao approvado", sem debate : em 1. discussao pa-
ra passar 2.', o parecer da commissfio de marinha e
guerra sobre o requerimenlo de D. Mara Magdale-
na Gonzaga ; e em segunda discussao para passar i
3.*, o projecto de resoluco da commisso de consti-
tuirlo aulorisando o governo a conceder caria de na-
liiralisaciin de cidado brasileiro ao Dr. Jos Fran-
cisco Sigaud.
Entra em primeira discuss'io o projecto de resolu-
c'io da commisso de assemblas provinciaes decla-
rando que deve ser sanecionado o decreto n. 281 de
9 de novembro de 1853 da assemblca legislativa da
provincia de S. Pedro do Rio Grande do Sal, que
fixa a forra policial da mesma provincia.
O Sr. D. Manoel diz que, apezar do respeito e
considerarlo que tributa a nobre commisso de as-
semblas provinciaes, na qual conla amigos, e um de
amizade de mais de 30 annos, nao pode resolver-se
a conservar o silencio quando se traa de urna ques-
lo importantsima sobre principios de direilo pu-
blico constitucional. Esl longe de negar as boas
iiitenees com que procedeu a assemblca legislativa
da provincia deS. Pedro do Ro Grande do Sul.'mas
esl long tamhem de partilhar a< opiniues dessa as-
semhla acerca da verdadeira e genuina intclligen-
cia do arl. 30 2." da constiluicio, combinado com
o 2 do art. II do aclo addicional ; pelo contrario
adopta completamente os lundamenlos em que o pre-
sidente da provincia se baseou para negar a aneco
proposicao a que o parecer se refere.
Tendo a assemblca provincial decretado a forca
policial, assim como os meios dea lomar effecliva,
declarou na proposicao que se o presidente da pro-
vincia nao podesse completar as forras por meio dos
cngajamenlos voluntarios, laucara m3o do recrula-
inenlo na forma das leis existentes. Nessas palavras
basca a nobre commisso o prembulo do projeclo ;
nao pode porlanto deixar de reconheccr o principio
que he fundado na costilairao, que a iniciativa so-
bre recrulamenlo compete cmara dos deputados,e
que pur lano nao podem as assemblas provinciaes
em caso alcum decretar recrulamento. Mas comn a
assemblca da provincia de S. Pedro se servio dos ter-
mosna forma das leis existentes,eoncloio que
urna vez que essas leis nao se alleravam, e nao se fa-
lla lei sobre recrulamenlo, nao linba fundamento a
negaliva da sanecao.
Ha nimia subleza, tanto na araumcnlac u, do
prembulo como tamhem nos motivos que leve a as-
scmbla provincial para mandaran presidente a pro-
posicao assim concebida. Essa assemblca, cora essa
ilisposicau. diz ao presidente : a Fazei o que esl
determinado naS leis sobre o terrutameulo, empregai
taes agenles, emfira recrutac segundo o modo marca-
do nessas |es. Nao dccrclou assim o recrulamen-
to '.' He fura de quesillo. Tomn a iniciativa so.
hre um ohjcctu que he da exclusiva altriuuic.lo da
cmara dos depulados.
iliespon lere-'oa a isln que a assemblca provin-
cial lem dircilo de fixar a forra policial sob propos-
la do governo da provincia, e que se ella nao liver
nutro meio, se pelo do engajamenlo nao poder obter
o numero de pracas indispensavel, deve lancar man
do recrulamenlo. He o equivoco era que labora a
nobre commisso c a assemblca provincial.
O aclo addicional marcou nos arligos 1(1 c 11 do
modo mais claro os objeclos sobre que as assemblas
provinciaes podem legislar ; ludo o que nao se achar
na raa desses dous arligos est fora das suasalribui-
'.'"o-. Mas o recrulamenlo nao se acha comprchen-
dido nesses arligos, logo "esl fora da aleada das as-
semblas provinciaes. Nao tendo por oulro lado si-
do rev osado o arl. 36 2. da constituicao, segue-se
que foi elle violado pela assemblca provincial.
Mas, pergiintar-se-ha, como levar a cuello a lei
decrelada? A asscmhlea provincial se quizer ron tra-
te a premio. Assim como ella legisla sobre imposlos
meramente provinciaes, lambem pode convidar os
cidadaos a virem servir como pracas do corpo polici-
al. Diz-sc porem que a medida nao he proficua,
que pelo engajamento difcilmente se poderao nbter
essas pracas. O orador admira-se dessa impossibili-
dade: administran du&Sprovincias, postu que peque-
as, e sempre leve completa a forca policial com os
contratos a premio, para os quaes al havia empe-
nhos. Mas dando de barato qne com efleilo nao he
possivel por meio do engajamento elevar o corpo ao
eslado completo, pode observar-se o que se diz na
roiisiiiiiicAn e no aclo addicional, islo he, represen-
tar ao governo geral pedindo o auxilio de urna me-
dida para esse fim. Na cmara dos depulados se vn-
lou ha punco urna disposicao muito judiciosa para
remover semelhante 'obstculo.
E o caso nao he novo, observa' o orador : differen-
les assemblas legislativas provinciaes tcm legislado
uestes sentido e em oulro mais lato, porque aulori-
saram os presidentes a recrutar, mesmo sem accres-
cenlar as palavras de que se servio a assemblea da
provincia de S. Pedro ; e lendo sido essas leis re-
medidas ao conseibo de eslado, sempre as secrdes
dos negocios do imperio foram de opiniilo que deviam
ser revogada<, porque offendiam o aclo addicional e
a constituirn do eslado, e os presidentes receberam
avisos do governo neste sentido, e al copias daquel-
les pareceres.
Sa eslivesse (esta do governo da provincia de S.
Pedro, e a assemblca lhe enviasse a proposicao que
mandn ao actual presidente, o orador nao a saneci-
onaria c havia de expor os mesmos motivos por elle
dados. E ainda mais, se a lei passasse pelos dous
tercos, n.lo a niandava executar, em virlude da le
de 12 de maio de 1810, que determina que os presi-
dentes nao mandem executar as leis que sao evi-
dentemente contraras constituirn.
Por eslas consideraces nao pode prestar o seu
voto i resoluco que se discute. Nao se embaraca
com a iitilidade da medida quando esla ulilidade
lem coulra si a justica. He o caso da resposta do
grande general grego : a Qneimar as naos sera me-
dida til, mas injusta.
O Sr. Fcrnamlet Chaces comer por declarar qne
nunca se envolveu cm urna discusao com lano aca-
nhamenlo como na presente. Tendo contra si a o-
piniao de um dislincto amigo bem conhecido por
seus talentos e esludos, c de diversos consclheiios de
eslado ede jurisconsultos muito nolavcis, he impos-
sivel deixar de sentir algum rereio, nao saliendo
mesmo se bem poder encaminbaras ideas que tem
de olterecer consideracao do senado.
Mas he signatario do parecer, tcm necessidade de
suslenln-lo, e portanlo alguna dircilo a ser ouvido
com indulgencia.
Reconhecc rom o precedente orador o preceilo
constitucional que cmara dos depulados com-
pele a iniciativa sobre recrulamenlo : mas a que
recrulamenlo se refere a conslilnico ? Ao do exerei-
lo de mar e Ierra ; nao se refere nos dos enrpos po-
liciaes, que foram creados posleriormcnle, porque
antes do aclo addicional sera dos corpos do exercilo
que s.ihiain as pracas para os diflercnlcs corpos de
policia das provincias; o recrulamenlo deslas eslava
contundido com o geral.
A commisso diz no seu parecer que se a assem-
blea provincial tratasse de fazer urna lea respeito de
recrulamenlo excederla sem dus ida das suas allr-
buires, mas uliserva que ella nao fez mais du que
mandar appliear as leis geraes relalivas ao rerrula-
menlo. O nobre senador a quem responde diz que
mesmo essa. applicaco nao compela assemblea
provincial.
Na opiniao du orador as assemblea provinciaes lem
o direilo nao so de se apropriarem dessas leis, mas
de fazer urna lei especial para o recrulamento dos
corpos policiaes.
Deduz esle dircilo do aclo addicional, que he mui-
to expresso, pois diz que compete s assemblas pro-
vinciaes fixar a forca policial, c nao. era possivel que
Ibes deateai taes altribuiciies sem se Ihes darem os
meios imlispensavcis para torna-las efferlivas. Se-
ra preciso suppor muila leviandade da parte do le-
gislador para crer que elle desse urna atlribuir.m |0-
da nominal.
Mesmo no que disse o nobre senador acha o ora-
dor um argumento em favor da sua opiniao. Elle
concede s assemblas provinciaes o> dircilo de enga-
jar ; mas d'onde o deriva ? ha de ser do principio
de que dando o aclo addicional s assemblas pro-
vinciaes a atlrihuiciio de fixar a forca policial esta
inherente a essi allribuirao o meio iudispensavcl
para preencher as forcas.
Supponha-sc que em urna provincia qualquer, co-
mo se (cm dado.muilas vezes, nao ha individuos
bastantes para o engajamento, o que resalla ncsle
casu ? que n,1o haver forra policial, que pao fica
em vigor o principio do nobre scnadorT~"Se s as-
semblas provinciaes compele engajar, he para que
possam lomar eflectiva a sua allribuirao de fixar a
forca ; mas se ellas nao podem desempenhar essa al-
tribuico por meio do engajamento, a consequencia
lgica de principio do nobre senador he que devem
laucar mo do recrulamenlo.
Demais, as palavras fixar a forra policial, enten-
dido o artigo litlcralmenle como quer o nobre sena-
dor, nao est romprenhendido o dlreito de cnsajar
que elle reconbece as assemblas provinciaes. He
por urna inlerprctac.ao que elle deduz esle dircilo ;
mas se, romo j observan, pode o enuajamenlo ser
impossivel, deve a interpretadlo ser mais extensiva,
dev ir al o recrulamenlo. He a consequeucia l-
gica do principio do nobre senador.
Concede o nobre senador is assemblas provin-
ciaes a faculdade de engajar ; mas dar elle i pala-
vra engajamenlo lodo o seu valor ? Engajamento
he o aclo pelo qaal se obtem voluntariamente o in-
dividuo para o servico. Mas observa-se que nin-
guem se sujeila voluntariamente chbala cm um
paiz como o Brasil, onde os meios de subsistencia
sao lao facis; nao se pode imaginar que um indi-
viduo "se desprenda dos commodos da vida civil pa-
ra se enlregar voluntariamente s fadigas da vida
de soldado. O individuo que se engaja lem diantc
de si a perspectiva de ser ohrigado a servir ccrlo
numero de annos oq de engajar-sc ; sojeila-se ao
engajamento porque se o nao fizer ser recrutado.
Pode dizer-sc que islo seja acto espontaneo e livre
da parle ilo engajado ? A cunsequenria he que o
engajamenlo vem a ser um meio de recrulamento
mais suave sim, debaixo de fcires mais doces, mas
nao dcixa do ser recrulamenlo.
Cumprc nltcnilcr ao espirito sob que foi redigido
o acto addicional. Nes era a das franquezas provinciaes, <|iieria-so doscen-
Iralisar a administraran, conhereu-se que as pro-
vincias nao pndinm ir bem se nao fossem doladas
de certas altribuices que estavam lodas ligadas ao
governo central. Na mesma occasiao lodas as pro-
vincias se achavam cm anarchia, nao havia exerci-
lo ; a ordem publica eslava merc dos anarchis-
tas. Para se sabir desse chaos creou-se na corle
urna forca policial, c a eiemplu do qae aqui se fez
quiz dar-se s provincias alguma forca para pode-
rem garantir a seguranca individual c fazer face s
faccoes que exisliam. Nao se pode pois suppor que
os autores do aclo addicional quizessem dar s as-
semblas provinciaes urna allrihuico nominal, e
ella se lornava com elTeito nominal se aquellos que
livessem de exorc-la scjdcvcsscm limitar nicamen-
te a representar ao governo geral, faculdade que ja
linham os conselhos geraes de provincia.
A maneira por que foi entendido o acto addicio-
nal justifica exhoberatitemenle a opiniao do orador.
Todas as assemblas provinciaes sem excopeo ad-
mitliram o recrulamenlo desde o principio. No Rio
Grande sempre se pralicou ; presidentes muilo no-
taveis que esliveram tesla da administraeao nun-
ca negaram sanecao s leis que Ibes concediam au-
torisaeao para recrular na falla de engajamento.
Nao fallando de oulras provincias moilo importan-
tes, lembrar o que se passou na do Rio de Janeiro
em cuja assemblea iiveram asseulo grande illaslra-
cue-, da qual faziam parte na sua origera aquelles
mesmos que linham lumado parle na redaccao do
aclo addicional, os Srs. Paulino, Rodrigues Torres,
Jos Clemente e outros. Essa assemblca desde
1835 ale 1841 fez as mesmas leis com a mesma re-
daccao.
A primeira lei que se aprsenla he assgnada pe-
lo Sr. Rodrigues Torres, que enlao era presidente.
Seguiram-se as de 1836 al 1839, todas assig-
nadas pelo Sr. Paulino. As duas ultimas de 1840
e 1811 sao assignadas pelo Sr. visconde de Bae-
pendv. Di sado se oppunham s ideas seguidas pela assemblea
legislativa do Rio Grande do Sul. O orador apr-
senla autoridades mnilo respeilaveis, algumas das
quaes lomaram grande parte no acto addicional, e
um dos membrus da commisso he conselheiro de
estado. Se por lano se invocam autoridades nao
faltam ellas ao orador, e lodas muilo de cenlrali-
sacSo. .
Por ultimo aprsenla um argumento tirado do
aclo da interprelrac,ao. As ideas exageradas lem
qoasi sempre rcarjao. Ilouve urna poca em a que
nao se Callas a seno cm franquezas provinciaes, nu-
tra em que s se traten de cenlralisacao ; primei-
ra pe lenco o aclo addicional, a segunda o aclo da
interpretarn, o este he bem moderno. Nessa oc-
casiao lodas as ideas tcodiam a coarctar quanlo mais
podesse ser as altribuices das assemblas provin-
ciaes ; lirou-sc-lbe ludo quanto se Ibes pode tirar,
quanto se julgou qne era uppustn boa marcha dos
negocios pblicos. J enl.1o exisliam leis com dis
posicoes semelhanles, linham sido remeltidas ao
conselho de estado e a ambas as cmaras, e linham
sem duvida sidu revistas pelas respectivas eommis-
ses. Pois tira-so no aclo addicional ludo quanto
se podia lirar s assemblas provinciaes e nao se re-
voEam essas leis ? Persuadc-se de que esle argu-
mente he de algum peso.
Tendo assim desfeilo, em soa npinao, Indo quan-
to foi dito contra o parecer pelo nobre senador pelo
Rio Grande-do Norte, e mostrado que a assemblea
legislativa da provincia de S. Pedro nao violn de
modo algum a constituicao, enlende que o mesmo
parecer deve ser sustentado, passando o projeclo i
segunda discussao.
O Sr. Dantas pronuncia-se contra o parecer. Po-
dia dispensar-se de fallar depois do discurso do no-
bre senador pelo Rio Grande do Norte, que disse
quanlo se poda dizer snnre a questao. Mas como
no fim desse discurso lhe occorreram algumas rcfle-
xes apresenta-las-ha.
A queslo pode dividir-sc em duas : I.", a inicia-
Uvada cmara dos depulados consiste nicamente
em fazer as leis para o recrulamenlo '! 2., poderao
as assemblas provinciaes dar faculdade aos presi-
dentes para rccrularem para a forra policial'?
Quanto primeira, nao pode annuir ao que quer
a nobre rominissau ; enlende que as palavras ini-
ciativa sobre recrulamento nao comprebende s
a faculdade de fazer Iris -ubre o objeClo, mas tam-
hem a de determinar romo, quando e quantum.
He o qne se faz lodosos annos; o guveruo prope o
quantum e a assemblea fixa a forja.
A segunda queslSo lambem s poile ser respondi-
da pela negaliva. A constituicao he clara, dizque
o recrulamenlo he para o excrcito, como se vdoij
10 do arl. 139. O recrulamenlo ha una calamida-
de que s pode ser justificada pelas necessidades do
Eslado, e quem julga dessas necessidades he a as-
semblca geral, que lem nislo uma.altnhuicn muilo
imporlantccomque eontrabalaaaja a do poder executi-
vo de declarar a guerra ; nao pode portanlo ser dada
s assemblas provinciaes. Demais, se, romo quer
a nobre commisso, a allrihuico da assemblea geral
he uniracamente a de fazer a lei, lodas vezes que
ella decrelasse una ordenanca para o exercilo po-
diam as assemblias provinciaes mandar fazer appli-
caco a rerlas disposires, como as'relalivas as penas
e a outros objeclos.
Mas disse-se qne se as assemblas provinciaes lem
dircilo de fixar a soa forca bao de ler o de fazer o re-
crulamenlo. O orador responder, roncluindo, que
aquello direilo est incluido'no que ellas tem de
dispor de seus dinbeiros podem com elles engajar o
numero de pracas. de que |necessilarcm.
O Sr. Rodrigues,Torres nao linba lene "o de fal-
tar sober esla quesiao, mas resolveu-se a pedir a pa-
lavra porque sonhe que na oulra cmara se argu-
mentava com a sua opiniao, fundando-se quem a in-
vocou no fado de ero orador executado orna lei da
assemblea provincial do Rio de Janeiro mandando
recrular para o corpo policial, citarn feila lambem
hoje por um nobre senador pelo Rio Grande do Sol.
Tendo de votar contra o parecer da rommissao e
nao desejando ser laxado de contradictorio, he seu
dever dar algumas explicar es.
Nao pode alucinar, nutre algumas duvidas a esse
respeito, que saoccionasse una lei aulorisando o re-
ri ni. menlo pira o corpo policial ila^ provincia, mas
dar que a fizesse. Deve notar-se primeiramenle
que foi isso anterior inlerpretarn do arto addicio-
nal, c em secundo lugar que elle orador era presi-
dente de provincia o devia conformar-se com a in-
lelliscncia que o gnveruo geral dava enlao as dispo-
sires dessa parte da constituicao do imperio. Hoje
porm que n3o se acha nessa posieao he livre para
pensar diflerentemente. Est persuadido de que as
assemblas provinciaes nao lem pelo n;lo addicional
direilo de legislar sobre o recrulamenlo, porque essa
iniciativa pcrlcnce acamara dos depulados.
Disse-se que o recrulamenlo de que falla a consli-
luiro s se refero aos soldados necessarios para o
exercilo e armada, visto como os corpos de policia
que perlcnrcm s 'provincias sal i. nn do exercilo
quando sefoz o acto addicional. Este argumento be
contra producenle, porque a constituicao determi-
nando quea inicialivado recrulamento perlencesses
cmara dos depulados em lempo em que os corpos
de policia faziam parie do excrcito, delerminou-o
lano a respeito do exercilo e da armada como da
forra que enlao era destinada para policia.
Disse-se que a assemblca provincial de S. Pedr o
do Sul mandn apenas executar leis existentes, e que
estas leis tivnram iniciativa na cmara dos depula-
dos. Mas cumpre notar que quando a assemblea ge-
ral faz urna Iri sobre recrulamenlo nao pode deixar
de 1er cm visla o numero de homens que se devem
recrutar, porque asdisposicocs dessa lei devem ser
mais ou menos ampias, conforme as necessidades do
servico. Se as assemblas provinciaes mandara ap-
pliear essa lei para praencher os corpos policiacs.vao
causar grandes embaraces ao desempenbo das func-
Coes do governo geral, poique vio dar lei orna sig
nilicaco mais lata do que era possivel que ella tives-
se. (Apenados.)
Demais, quando a assemblea geral decreta urna lei
de recrulamento tendn iniciativa na cmara dos de-
pulados, obriga desle modo ccrlo numero de indivi
dos a ficarcm expostos aeran das leis militares ;
mas se todas as assemblas provinciaes (ornarem essa
lei extensiva aos curpos policiaes para preenchimen-
lo de suas vaga, he claro que cream aquella obriga-
C3o para muilo maior numero de pessoas do que o
marcado pela assemblea geral, e exerrem porlanto
una allribuirao que Ihes nao compele. (Apoiados.J
Invucoue o aclo addicional, allcgando-se que por
elle lem as assemblas provinciaes o direilo de fixar
sob proposta dos presidentes a forca policial, e disse-,
se que ueste direilo est o de legislaren sobre o re-
crulamento. Nao ; a conslilnico do imperio den
lambem assemblea geral o direilo de fixar a forca
sob informacao do governo geral, mas nem por isso
deixou em oulro artigo de dizer que cmara dos
depulados pertencia a iniciativa sobre recrulamen-
lo. Se o argumento do nobre senador be valioso
para que serve o artigo da constituicao que determi-
na que a iniciativa perlencc cmara dos depulados
quando ella enr artigo anterior ja havia dilo qne
assemblea gerai perlencia o direilo de fixar animal-
mente a forc da Ierra e mar'! (Apoiados.) Sao exac-
tamente as mesmas palavras de que se serve o aclo
addicional quando trata da forca policial em ielaeo
s assemblas provinciaes.
Mas disse-se que essas assemblas lem direilo de
decretar a forca que devem ter os respectivos cotpos
policiaes, e que esta faculdade deve envolver lodos
os meios necessarios para ser levada a efleilo. Nao
se segu ; porque ellas podem, quando o meio que
lem sua disposicao seja inaufllcienle, requerer ao
poder compeleote lodas as providencias afim de se
habi lila rom a desempenhar asfuncresque o acto ad-
dicional lliesdera. (Apoiados.) A cmara dos depu-
lados acaba mesmo de tomar urna providencia mni-
lo denlro da consliluic.o, que lorna inleiramenle
intil o exercciu dessa faculdade que o nobre sena-
dor enlende qut tem as assemblas provinciaes como
consequencia forcosa do direilo que Ibes assiste de
lxarnnnualmenle a forra policial.
Via insistir mais sobre a materia, porque os ora-
doresque o precederam nada cm sua opiniao deixa-
ram a desejar. Se lomou a palavra sobre esle im-
portante assumpto, foi, como disse, porque cilou-sc
um aclo seu, e poderia parecer conlradiccao ter
sanecionado esse acto leudo de volar contra o parecer
da commisso, como ha de fazer, posto que com bas-
tante magua.
O Sr. I'ergueiro, se fosse o presidente do Rio
Grande do Sul. sano uara a lei da assemblca pro-
vincial ; porque querendo culcnder-se a constitui-
rn franca e lealmenle, nao se pode deixar de ficar
convencido de que as assemblas provinciaes esto
aolorisndas para legislar sobre recrulamento.
l)iz-se qoe be privativa da cmara dos depulados
a iniciativa sobre o recrulamento ; mas he preciso
entender a constituicao e o aclo addicional de ma-
neira que nao resulte a anomala de depender da
cmara dus depulados a iniciativa de urna lei, que
lem de ser feila pela assemblea provincial.
A conslilucao diz que he allribuirao da assemblea
geral fixar animalmente, obre a informacao do go-
verno, as forcas de mar e Ierra ; mas querendo que
a iniciativa de algumas materias fosse privativa da
cmara dos depulados, dispoi que as leis sobre re-
crulamenlo entrassem neste numero. Depois foram
creadas as assemblas pros inriaes, cujo poder nao es-
l dividido em dous ranius, como o da assemblea
geral ; sendo assim. a nirialiva sobre todas as ma-
terias nao podia deixar de ser das assemblas pro-
vinciaes, c cscusado era determinar a quem perten-
cia em laes ou laes casos.
Ora, se a constituicao diz que a assemblea geral
compele fixar annualmenle. sobre informacao do
uoverno. as forras de mar e Ierra, lambem o aclo
addicional dispe que compele as assemblas pro-
vinciaes litar, sobre informacao do presidenle da
provincia, a forra policial respectiva. He exacta-
mente a mesma attnbuicao, com a differenra (que a
palavra governo he substituida pelas de presi-
dente da provinciao se nao declarou a quem per-
teocia a iniciativa sobre recrulamento, foi porque
as assemblas provinciaes nao estilo divididas em
duas cmaras como a assemblea geral.
/ Nem pode deixar de entender-se assim, porque a
mais he burla, nao tcm oulro nome. D qne servia
dizer as assemblas provinciaes: podis fixar a
forra policial, se nao Ibes fosse lcito mandar re-
crular para preencher essa forca? E se nao se apre-
senlarcm voluntarios cm numero suflicienle, de que
meio bao de as assemblas provinciaes lancar mo '.'
He claro que n io Ihes re-la oulro seno o recrula-
menlo. Sera urna felicidade poder-se dispensar se-
mclhanle meio de completar o exercilo e a forra
policial das provincias ; mas por emquanto nSo ha
nutro, e enlao que fazer?
O orador enlende que nSo pode restar dvida de
que os poderes dados s assemblas provinciaes fo-
ram urna limitaran dos poderes da assemblea geral.
Antes do acto addicional nao havia outro poder le-
gislativo seno a assemblea, geral; mas logo que fo-
ram creadas as assemblas provinciaes, e se Ihes dis-
se podis legislar sobre laes e taes objeclos. n fo-
ram limitados os podees da assemblea geral.
O honrado membro pela provincia do Rio de Ja-
neiro reconheceu, que outr'ora vogava o (principio
sustentado no projecto, isto he, quando se eslava
mais perlo da constituicao e do actu addicional,
quando havia mais respeito por estas leis, quando se
Ihes dava verdadeiro senlido.
Disse-se que o meio de remediar os inconvenien-
tes da inlelligencia que agora se quer dar i consti-
tuicao e ao acto addicional, he /lar s assemblas pro-
vinciaes o dreito de dispor,' para os corpos poli-
ciaes, das sobras do recrulamenfo felo pira o exer-
cilo e armada. Islo importa o mesmo do que dar
s provincias as migalhss que cahera de orna mesa
(aimiila,e que nao lem iguarias su lucientes para ma-
lar a fome dos que nella se sentam. Se o reernta-
menlo nao he bastante para preencher o quadro do
do nosso exercilo, como ha de dar sobras soflicienles
para os corpos policiaes das provincias ? Regeta .
pois o meio cmo ineficaz, e lambem por inconsti-
tucional, polque vista da constituicao, nao se pode
negar as assemblas provinciaes o direilo de mandar
recrutar para os corpos policiaes.
O orador acha que ltimamente lem havido mui-
la desconliaiiea das assemblas provinciaes, entre-
tanto que el'|as. coitadas fazcm ludo aqoillo que se
Ihes manda/ Ovala que nao fossem (ao submissas !
Em conclusao declara que reprova a deliboraro to-
mada pelo presidente da provincia do Rio Grande do
Sul, de nao sanecionar urna lei 19o constitucional-
mente adoptada pela assemblea provincial.
O Sr. Bodrigues Torres esl convencido de que
o seu raciocinio nao foi bem comprehendido pelo
nobre senador que acaba de senlar-se, e que o erro
em que S. Bx. labora provem da confusao que faz
entre o dii elo de fixar a forca e o de iniciativa so-
bre recrulamento.
A constituicao diz que a assemblea geral compe-
le fixar, sobre informarn do governo, as forcas de
mar c Ierra ; o acto addicional dispe que s as-
semblas provinciaes respectivas cabe fixar, sobro
informacao do presidente da provincia, a forra po-
licial respectiva. Sao disposices idnticas, e das
quaes resulla qte a iniciativa no primeiro caso he
do governo, e no segundo dos presidentes de pro-
vincia.
Istoqoann) fixaro da forca ; mas quanlo ao re-
crulamento, dispe a constituicao que a iniciativa he
exclusivamente da cmara dos depulados. Nao sa-
be pois o orador como quer o nobre senador, das dis-
pu-ieoesda constituicao e do aclo addicional relativas
tixaeo de forra, deduzir para as assemblas pro-
vinciaes a allribuirao de legislar sobre recrulamen-
lo, quando a conslilucao d exclusivamente a ini-
ciativa sobre esla materia cmara dos depulados:
Tem-se ust otado que a assemblea geral tem
sua disposicao meios para preencher o quadro do
exercilo e armada sem que se torne preciso o recru-
lamento. Pois acha-sc islo possivel quando se tra-
ta de urna forca de 25 ou 26 mil homens, e oio so
julgasufflciente para 2 ou 3 mil homens dos corpos
policiaes das provincias'.' O oradar acredita qae in- '
dependente do recrulamenlo he possivel ter oestes
corpos o nnmero de pracas preciso para o servico,
dando maior vencimento aos voluntarios, ou usan-
do de outros meios.
Parecen ao nobre senador ridiculo dar as provin-
cias migalhss que cahem de urna mesa faminta. Mas
se os que se sentam essa mesa estn encarregados
.da defeza geral do imperio, e o nobre senador reco-
nbece que elles esiao famintos como quer augmen-
tar essa mizeria, e prisa-Ios de poder devidamenle
desempenhar deveres tan importantes e elevados ?
Se o recrulamenlo nao fornece o numero de pracas
exigidas para o exercilo e armada, como quer o no-
bre senadordiminuiresse recurso j tao tenue de que
pode dispor o governo imperial, dando s assem-
blas provinciaes o direilo de mandar recrular para
os corpos policiaes '.' He conlradiccao manifesla.
Tem-se querido allribuir as assemblas provinciaes
o dircilo de legislar sobre o recrulamenlo, deduzin-
do-o do de fixar a forca policial ; mas o orador esl
convencido que a conslilucao quando deu s assem-
blas provinciaes u allrihuico deorganisir os corpos
de policia, nao teve em vistas demudo algum per-
millr que cada urna deltas podesse dispor de um
exercilo. (Muilos apoiados)Sirin urna prova de pou-
ca sabedoria dos autores do aclo addicional, c escu-
sado he enumerar os pergos que dabi deviam resul-
tar. Convm porlanto que nao se d tal expanso
a um direilo limitado Com oflensa grave de ootros
preceilos consliiucionaes de alta magnilude.
Vola, pois, contra o projecto que se discute.
O Sr. Soares de Souza nao lomara parle na dis-
cussao se nao fosse chamado a terreiro pelo nobre se-
nador pelo Rio Grande Sul.
O orador sustenta o projecto de que se trata, por
entender qoe na al tribuico dada s assemblas pro-
vinciaes para fixar a forca policial est comprchen-
dida a' faculdade de mandar completar essa forca me-
danle o recrulamento.
Se se entender qae o direilo de fixar a forca poli-
cial limila-se ;i designarn annual do numero de pra-
cas, a quem incumbe enlao a organisacao dos corpos
policiaes, eslpul ico de penas c maneira de julgar '.'
Nao se pode deixar de julgar que tudo isto esl com-
prehendido na allribuirao de fixar a forca, bem co-
mo o direilo de mandar recrular para completa-la
no caso de nao serem para isso su lucientes oulros ex-
pedientes, como engajamenlo de voluntarios, aug-
mento de sencmenlos, etc.
A constituirn deu exclusivamente cmara dos
depulados a inirialiva sobre o recrulamenlo para o
exercilo c armada, por grandes razes polticas; mas
ninguem dir que essa iniciativa se eslende aos cor-
pos policiaes, nem que aquellas razci lem applica-
co as assemblas prov inriaes. Nao acba pois que
com razo se possa ir buscar na eunslilucu a lirai-
lacSo do direilo que o aclo addicional deu assem-
blas provinciaes de fixarom a forc policial, c que
nao podo deixar de imporlar o de dar-lhe orgauisa.
eSo, ele.
Argumenlou-se com os abusos que podem resultar
se as assemblas pros inriaes liverera o dreito de le-
gislar sobre rerrulamenlo ; mas ellas nada mais ta-
an do que dar a aulorisarao ; quem faz proceder
ao recrulamenlo be o presidenle da provincia, isto
lie, um delegado do governo imperial, que na.
.

.
,
.

'



DIARIO OE PERNAliBUCO, StUHDA t-tlKA 1/ Ut JULHU ut ibo.
s*
.

abusar, c que se o lizer sr dci ntido. N8o enxer-
ga porl.inlo esse perigo.
O cobre orador faz oulras .oniiderajoes, que nao
podemos ouvir bem, ero consequencia da S.E. fal-
lir eni voz baixa e mu i rpidamente.
Conclue declarando qus estas opinie nao sao de
hoje; alo conscienciosai; 3 ha nrailo que as profes-
sa. Vola, (mis, pelo projeelo da nobre commissao
de asseiublas provinciae.
O Sr. visrondt de Olivia acha mui clara aques-
tao de que Mrela. Reenohece que as assemblas
proviuciacs lem exercido 1 altribuijao de legislar so-
bre recrutamenlo ; masen leude que nao se deve ar-
gumentar com urna pralica abusiva, tanto mais que
o eonselho ile estado linda nao cessou de reclamar
contra ella.
Entend que as assemblas provinciaes nao podiam
legislar sobre recrutamenlo, ai ndi mesmo que a cons-
tituirlo nao tivesse dado a inicia .iva desta materia 11
cmara dos deputados, porque aiattribuijSos das as-
semblas provinciae? estao marcadas nos arts. 10 e
11 do acto addicionil ; e como nellas nao se inclue
odircitode legislar sobre recruimento, e lie prohi-
bido s assemblas legislai sobre ludo quanlo nao be
all expressamente oonsi|;nado, a conseqnoncia he
que u3o podern legislar so ire recrutamenlo.
He verdade que o acto addicional d s asseni-
bleai provinciaes o direilo de lijar a forja policial,
as-i m oimo a consli luirlo con fe re assembla ge ral
a altribuijao de fixar a (crea di; mar e Ierra ; mas
porvenlura quando a cooitituijao concede esta pre-
rogalva a assembla geral, d-lhe o direilo de legis-
lar sobre o recrutamentc ? Nao, seo nao delrmi-
nasae |iositiva e expressamente, nao poda ser llalli
deitizido, como os nobres senadores entendem.
Non se diga que, vigorando esta uitelligenca,
seria a altribuijao dada i assemblas de legislar so-
bre fixajao de forja policial; o orador pode apre-
sentar ejemplos de objeclos sobre os quaes as assem-
bbjas provinciaes podemlegislar sem que todava os
seus actos se lornem completo:' sem o concurso do
poder legislativo geral. lie assim quelites he per-
mittido 8x*r a farja policial, sera que todava pos-
sain legislar sobre recruta nenio para preenche-la.
Se nisto tem o goverao peccado, he pelo eicesso
de indulgencia com qun deia que corram certas
leis provinciaes que infringen) disposijes constla-
eionaei.
Em con rlusu. acha a q es Uto limpies, porque des-
de que o acto addicional, nos arls. 10 e 11 nao in-
clue entre as.altrihuicSes das assemblas provinciaes
a de legislar sobre o recrularuento, he evidente que
nao tem este direito.
Vota contra o projeelo
O Sr. Souza Ramoi julga a materia esclarecida,
mas lem de dizer algaroai palavras por ter sido cha-
mado discojslopelo nobre senador pelo Rio Grao-
de do Norte.
Ha decisd.es do govern > impe rial declarando que
as assemblas prwinciae* nao podem legislar sobre
re ci ut menlo; e, pois, o presidente da provincia do
Rio Grande do Sulno poda deixar de proceder da
maneira por que mui regularmente o fez.
O orador dir mais. lie se achasse nos conselhoe
da cora, embora a aun opinio individual esteja
e pressada no projeelo di que ae trata, conlribuiria
com o aeu voto para sustentar 'o acto do presidente
daquella provincia ; porcue o |(|HM lem lomado
deliberajoes nease sentido, e etn materias de tanta
magnitode nao conven oslar innovando cada vez
que ha mudanja de administrara. De outra ma-
neira ns decisdes do goveino perderiam toda a forca
moral. Assim havia de sostenla-las, emquanto o
corpo legislativo nao legislaste com sentido op
posto. ^.
Como membro do corpo legislativo julga-estar li-
na para proceder de outro modo. As decises do
governo nestas materias nao sio definitivas; a inter-
prclacilo authenlica s pode ser dada pelo poder le-
gislativo, e neste caso o orador julga dever sustentar
a si;a opinao pessoal.
O nobre senador o Sr. viscontle de Olinda he de
opinao que as assemblas provinciaes nao tem o d-
retu de legislar sobre recrutamenlo, por nao ser islo
evpresso uos arta. 10 e 11 do acto addicional. O
orador enlcnde que este he o principal ponto da
que-l.i i. A commissaS distingui o acto de fazer
uina lei sobre recrutamenlo, mandando proceder a
elle segundo as regras nessa lei prescriplas, do arlo
de decrelar que se procec a ao recrutamento segun-
do as leis existentes, feilis por autoridade compe-
tente como a da assembla geral. Reduzida a ques-
I. a a usles termos prete clare que as assemblas
provinciaes tem a altribuicaodc aulorisar o recrula-
mento, guardadas as formalidades dasleis geraesque
regulam esta materia.
Do contrario seria, como .se disse, Ilusorio o di-
reito que o acto, addicional confere s assemblas
provinciaes de legislar sobre luaoao de forca poli-
cial. Ese do direito que a assembla geral tem de
fixar a forra de mar e Ierra nac he que o nobre se-
nador deduz a atlribuijio de legislar sobre recruta-
menlo, entao d'ond pode ella provir i essembla
geral 1 Se nao est comorehendida naquelle direi-
to a8o est em nenhuma outra disposijao da cons-
tituidlo. .
Darido-se s assemblas "prov inciaes o direilo de
llxar a forra policial.rom prebenden) os nobres sena-
dores qne combaten) o projeelo a necessidade de dar
mesmas assemblas os meios de faier preencher
o* qandros do* corpos policiaes das provincias, |c
lembram para esse lim o recurto assembla geral
para lerem recrutas. O orador acha que este expe-
' diento preila-se a aboses que podem trazer males
i icaU ulaveis; e a este respeilo faz algumas observa-
roes que nao podemos ouvir bem.
RcHumindo, faz sentir a diflorenra entre decretar
o recrutamenlo segando as leis exisleales, o que jul-
ga de altribuijao das asiemblas provinciaes, e le-
gislar sobre maneira de recrular, o que decidida-
mente ngo he da competencia das mesmas assembl-
.is. Continua, portanlo, a jotar peto projeelo da
commissao de que he membro.
O Sr. I'ergaeiro diz que nao tem onvido argu-
'ikmiIos que o deroovam de suti opiniau, a qnal con-
tinua a sustentar.
Diise-seqoe liona elle orador confundido dons ar-
tigos da constituido, islo he, o qne antorisa a as-
eiibla geral a fixar ano nal mente a forra e o que
il a iniciativa do recrutamenlo i cmara dos depu-
lados. N8o ha tal confosao. A autorisacao para o
rerru lmenlo est no 11 do urt. 15 da constituirn,
quanda manda que o corpo legislativo fixe annoal-
menle a forca sob inforiiiarao do governo, disposijao
concebida nos meemos termos em que o acto atrai-
ciona! se exprimi*, respeilo das assemblas provin-
ciaes. Mas foge-se daqai, vai-se ao titulo onde vem
algaraas especialidades u favor da cmara dos depu-
tados, eutre as qoaes esli a, de tomar a iniciativa so-
bre o reerntameuto, pata concluir-se que as assem-
blas provinciaes offendem csie direilo de iniciativa
se mandaren! recentar para os seus corpos policiaes!
N' o he parece bom modo de argumentar. Nao ha
tal ofleosa, e pela inlelligenc a contraria toniar-se-
hia fantstica, como j fez ver, a autorisacao dada s
provincias para formarem a -ua forca policial.
Ferias estas observaepes, orador explica a sua,
propositoreslos de urna mesa faminla.Onvio
dizer qee se quera lar s provincias os recrutas
' q ie restassem depois de feito o recrutamenlo para o
xercito ; ora, se este nao lem podido romplctar-se
nao pode dar restos para aquelle lim, e se os der
serao insignificanles, nao chegarao para -inteirar os
corpos policiaes, quando alias he indispensavel, no
estailo em qne se aeJia o iiaiz, que essas forjas
eslejam completas.
O Sr. D. Manotl oliserva que a queslao tem litio
um dcscnvolvimenlo digno do objeclo sobre que
versa, c que se tem manifestado quanlo todos de-
sejfm acertar com a verdadeira intcllitrencia ta
cnnsiiiuirfni e do aetu addicional. Felizmente nao
lem dominado iia diieussao o espirito de partido.
O oobre senador por Minas vio re certo com pra-
ter -nas opiniBes abracadas pelo nobre senador
pelo Rio de Janeiro. Portanlo, o senado nao pode
deisar de tomar um i delheracao acedada, ha de
volar conscienciosamciilo, dando coosluirao a
verdadeira inlelligentia qu. ella Um, suslenlan-
do ao mesilla lempo os direitos das assemblas pro-
wadaes.
Rcspandendo ao Si. Feniandes Chaves comer
por notar que ha grande diflerenca entre o contrato
acto espontaneo entre duas pestoas e o recrutamen-
lo. A assembla provincial decreta em urna lei
qe o presidente da provincia contrate com taes
coi (tienes individuos para servircm no corpo poli-
cial, e na execurao desla imposicao faz-se o mesmo
que enlre particular?*, cel?bra-se um ajuste que
impoc rondijes inultas, mas em qne ha verdader-
ra expontaneidade. Nio ha paridade alguma. rom
o re.a ni.menlo, em que o individuo se sujeita dis-
ciplina militar porque he a isso torrado.
Disse que as assemblas provinciaes linham o
direilo de engajar, nao porque o acto addicional
faja menean i assemblas provinciaes a faculdade de fixar a
forca policial, deu-llies o de lanjar mito de todos
os meios com excepcao daquelles que nao estao
na sua aijada.
As isaembias podem fazer contratos, mas nao
podem coagir, purque esse direilo tremendo deu-o
a coustiluijSo do estado exclusivamente ao poder
legislativo geral coni inciativa ua cmara dos depu-
dos cujos membros estao, como se disse, mais em
contalo com o povo a quem elles tem de responder
como uestes e oulros pontos desempenharam o sen
mandato.
Nao se pode pois, argumentar dizendo-sc que, as-
sim como se d o direilo de eugajar, se deve (am-
bem dar igualmente o de recrular. Violencia nao
he vonlade. A coiwliluijao quando falla de recru-
tamenlo uo Irata de contrato a premio, trata desse
meo forjado de cu^ir o cidadao a alislar-se no
exercilo ou na armada. Mas nao se poda lembrar
de ludo quanlo he voluntario e espontaneo.
E por esta occasiao dir que u3o pode concordar
com o Sr. s i-conde de Ulinda quando elle nega s
assemblas provinciaes o direilo de contratar forja
policial. S. Exc. diz que he isso levantar forja.
Mas quem pode din dar de que ellas tem direilo de
levantar forja para a polica de suas provincias?
Fixar forja sobre proposla dos presidentes nao sig-
nifica outra cousa.
Disse ainda o nobre senador pelo Rio Grande do
Sul que da allribuijao de fixar a forja policial se
segu romo consequencia necessaria que as assem-
blas provinciaes podem empregar todos os meios
de fazer elfecva e-a disposijno do arto addicional.
Contestar esse argumento com um raciocinio de
paridade. O acto addicional marcou s assemblas
provinciaes os objeclos sob que podem lanjar im-
poslos : mas supponha-se que urna assembla nao
leudo com elles os meios de salisfazer as despezas
decretadas, lanja mao de um imposto nao marcado
no acto addicional; proceder em regra ? Ninguem
o dir. O principio do nohre senador seria verda-
deira se nao tivesse limites na consliluijao.
Tendo reproduzido a observaran do sea primeiro
discurso quanlo difliculdade que se disse existir
de completar os corpos policiaes por meio do enga-
jamenlo, passa ao argumento que para contrariar
a sua opinijo se foi lirar da pralica seguida al a
interprelajiio do acto addicional. Nao se pode ne-
gar que presidentes milito Ilustrados, como os que
o nobre senador aponlou, saccionaram leis com dis-
posirao idntica i que se encentra na de que se
traa. Mas compre que se atienda s pocas.
Primciramenle o acto addicional era pouco co-
nhecido, dava occasiao a grandes qiiesles, a discus-
sOes acerca da sua verdadeira inlelligencia; em
segundo lugar, com o espirito da poca c sob um
governo transitorio e de pouca forja, como sao os
das regencias, ^era necessario contentar muito as
provincias, allcndcr ao ciume que nellas havia, em-
bora se tivesse de dar ao aclo addicional urna in-
lerprclaran mais lata do que se devia. Seria muito
pcrigsoo em pocas taes disputar as provincias at-
tribuijoes que ellas tinham comejado exercer.
Mas paseada a poca da miuoridade, cessaram es-
ses receios; porque todo o Brasil correu a abracar-se
com o dirimo; era-necessario dar forja ao poder que
eslava mais que muito entorpecido. A interprela-
caanVcin addicional cortou alguns inconvenientes,
*fu a inlelligencia, e eslabelcceu regras que hoje
dirigem a-asaembla geral. Era indispensavel entao
como que reivindicar os direitos que as assemblas
provinciaes se tinham arrogado para restilui-lo a
quem pela consliluijao compete, isto he, aos pode-
res geraes; era necessario acabar com a descenlra-
lisajao do poder, porque tinha-se commettido um
grave erro deseenIralisando o poder eao mesmo lem-
po centralisandn a administraran. He por lauto
muito importante altender s pocas. O que se fez
antes de 1S0 foi talvez um acto de prudencia, mas
se depois se continuaste no caminho ja trilhado com-
promeler-se-hiam gravemente os inleresses do paiz.
Combale em seguida o argumento qae se fundn
na pretendida dinerenca entre as expresses de-
cretar recrutamenlo e legislar sobre rerrulameulo,
e o que se deduz do supposlo direito das assemblas
prov inciaes para legislar sobre a disciplina e impor
penas as prajas dos corpos policiaes.
tjiianln a esle ultimo observa que se ludo quanlo
est connexo com a forja policial he da compelen-
ca das assemblas provinciaes, podem ellas al im-
por as penas de gales e de morte. Veja-se o perigo
extraordinario de levar-santal principio al ao infi-
nito, como fez o nobre senador pelo Rio Grande do
Sul. He por cssa rasilo que houve as assemblas pro-
vinciaes que crearan) juizes dos feilos da fazenda.
Mui bem se notaram os perigos que podiam resul-
tar de dar-se s assemblas provinciaes o direito de
recrular como lhes parecesse. Nao he tanto para o
presente, mas para quando as provincias chegarem
a tal ponto de civilisajao e de prosperidade qne lhes
convenha, dominadas por alguma faijo, chamar to-
dos os cidadao as armas, organisar um exercto forte
e por ventura servir-se delle para combaler o ex-
ercilo da l niao. s
O Sr. Souza Ramot:Os presidentes sSo agen-
tes do poder geral.
O Sr. D. Manoel diz que isso nao obsta, que o
nobre senador foi presidente de provincia, pode fal-
lar com conhecimcnlo de causa, sabe as difliculda-
des com que lutou. O presidente nada he, mas
quem sabe o que pode succeder daqui a 20, 38 ou lo
anuos.
Veio a discussao a emenda da cmara dos depila-
dos, e eniergou-se nellas grandes perigos. Mas se-
ja qiwl for a medida que se eslabelera, a delibera-
ran qae se tomar, ha deter suas vantagens, seas pe-
rigos. Que preigo ha porm, em mandar que os
presidentes de provincias lirem dos recrutas apura-
rados para o exercilo o numero necessario para se
preencher a forja policial ? O orador entende que
a medida he mnilo sensata, porque vai por termo a
cssa exorbitancia das assemblas povinciaes, acabar
com essas legislajoes em que se lem consagrado co-
mo ireilo mandar recrular para preencher a forja
policial. Estando o governo armado cora tal aulo-
risajao. terminan) de nma vez todas estas discusses.
O nobre senador pelo Rio de Janeiro, que he au-
Inridade nesla materia, porque al foi membro da
commissao qut\ interprelou o acto addicional, e leve
de cstuda-lo, de combiua-ln, coTu a consliluijao, e
com ludo quanlo com a raesma malcra lem relajao
disse boje que quando se Iratar de eslender o aclo
addicional cumpre nao ficar embarajado com os pe-
rigos qae pode fuazer (al ou (al disposijao, que nao
se deve entender \ma lei deste ou daquelle modo
s porque resultan) taes on taes inconvenientes. Mas
o nobre senador nao se fez cargo de provar que o ac-
lo addicional linha na parle de que se trata alterado
o arl. 36 S 'i- da consliluijao. Nao se argumenta
com os temores, com os perigos da lei; argumenta-sc
com a constiluirao, dizendo que o direito em ques-
lao he inalienavel, que ninguem mais pode asar del-
le, porque o aclo addicional nao o dea a ningaem,
remulleren que a consliluijao nesta parte devia ser
mantida rigorosamenle,quc o direito nao podia com-
petir sean ao poder geral, com iniciativa na cma-
ra que reprsenla mais p roximamente o povo.
Coneluindo diz que nem ao nobre senador a quem
se refere, posto que, como disse, reronheja que he
auloridade na malcra, nem aos dlferentes oradores
que lem sustenlado o projeelo, ouvio razes que o
demovessem de soa opinao. Continua porlanto a
volar no mesmo sentido que declaren no seu pri-
meiro discurso.
A disrassao fica adiada pela hora.
A ordem do dia de hoje he:
A prmeira e segunda discussao das proposjes da
cmara dos Srs. deputados:
1. A o I ni isa ndn o governo augmentar mais 200
aos ordenados dos correios das secretaras de estado.
i. Approvaudo a peuso concedida a D. Rila de
Cassia da Conccijao.
3. Approvando a pensao concedida a D. Crabcli-
na l.eal Kerreira Montciro.
4. Approvando a pensao concedida a Jos Rodri-
gues dos Santos Neves.
I.cvanla-se a sessao a mea hora depois do meio
dia.
1 ir I lian de notas do termo de Iguarassa da provincia todo desanimado, vejo um futuro cheio de dissabores
23
Por decretos de 20 do correte raez :
Foi apresenlado o padre Antonio Hitarte do Valle
no beneficio da ordem presbv lera I que se acha vago
na rathcilral do Maranhao. \
Teve merc Francisco Xavier Cavalcanli da *-
venlia vitalicia do cilicio de escrivao do civel e ta-
de Fernambuco.
Por decreto de 21 do mesmo mez foi commulada, a
Jos Antonio de Campos Jnior, e Francisco Anto-
nio de Campos Braga, em 100$ cada um para o hos-
pital dos Lazaros desta corle, a pena de 30 das
de prisaoe mulla queilhcs foi imposta porseolenca
do juiz municipal da 1." vara da corte.
I.1 de julbo.
O paquete /.a Plata, entrado esla nianha, Ira/.
dalas de BuenoA> re* at 21, e de Montevideo al
2i do mei passado. Conlinuava % reinar a maior
Iranquillidade em ambas as repblicas do Prata.
Por acto legislativo de 23 do passado s.lo admiti-
das na Kepublica Oriental como moeda circulante
as moedas de ouro e prata do Brasil, dos E-ladus
hispann-americanos e da Franja, com os valores
segundes:
Prata.
Peso forte hespanhol, dilo hcspano-amaricaiio e
palacan bra-iIrire. centesimos 1,000
Peseta de Hespanha. t 200
Moeda de francos. d 200
. Ouro.
Ilenpaiiha : poja de S pesos fortes pesos 6
Brani: peca de 21(1000. ... 13,160
de 109000. ... 6.480
Franca: peja de 20 francos. 4,400
A cmara dos representantes tinha approvado um
projeelo de lei apresenlado por um dos seus mem-
bros para que o coronel Flores fosse promovido ao
poslo de hrigadciro-gcneral. O Sr. D. Venancio
Flores linha declarado porem que nao aceitara
urna promojao decretada durante a sua presiden-
cia.
As cmaras legislativas foram prorogadas por um
mez.
Por decreto de 9 lo mez passado ordenou o go-
verno orieutal, que todos os olciaes de linha que
se arhavam com (cenca no territorio argentino, se
recolhesseni a Montevideo sob pena de serem de-
millidos.
De Buenos-Avres temos apenas a noticiar a aulo-
risajao dada pelas ramaras ao goveano para des-
pender at a quanlia de 1,200,000 pesos correales
na construcrao de urna ponte de embarque e desem-
barque de passageiros e sua bagagem.
As grandes remessas metlicas (pilas ltimamen-
te para a Europa elevaram o prejo das onjas em
Bucnos-Ayres a 351 pesos. No dia 21 tinham des-
cido porem a 337 pesos.
3
Por decretos do 28 de junho prximo passado foi
perdoado a Manoel Joaquim de Mallos a pena de
um mez de prisaoe multa corrcspondenlo metade
do lempo, em qae foi condemnado por sentenja do
juiz de direilo da 1 vara criminal da corle.
Foi commutada em gales perpetuas a pena de mor-
te imposta ao reo Antonio Cabelludo, cscravo, por
sentenja do jury do termo de Urub.
Foram nomcados:
Majores ajudantes de ordens do commaudo supe-
rior da guarda nacional dos municipios de Sania
Barbara e Caeth, da provincia de Minas, Carlos
Jos dos Santos e Ovidio Cesar Pinto Coelho da
Cunha.
I'.a [lilao secretario geral do mesmo commaudo. Jos
de Magalhacs Silva.
Capiao quarlel-roestrc, dito, dilo, Rodrigo Alvos
de Souza Coutinho.
Capitaocirurgiao-mr, dilo, dilo, Dr. Domingos
Rodrigues Guerra.
Major ajiidanle d'ordens do commaudo superior
da guarda nacional dos municipios da capital e villa
de Sania Luzia do Norte, da provincia das Aalgoas,
o alteres Manoel Marlins de Miranda.
TeenIc-coronel commandante do 2 batalhao da
guarda nacional da provincia da Paralaba, Antonio
Teixeira de Vasconcellos.
Majores ajudantes d'ordens do commando superior
da guarda nacional do municipio da cidade de rea.
da mesma provincia, o major Antonio Gabino de
Almera Mcndonja e o capitao Manoel Gomes da
Cimba Lima.
Capitn secretario geral do mesmo commaudo, o
tenente Frauusco Alves Gama.
Capitao-quartel-mcstre, dito, dito, o alteres Ma-
noel Marlins de Olivcira.
Majores ajudanles d'ordens do commando supe-
rior da guarda nacional do municipio de S. Benlo,
da provincia do Maranhao, Jos I,ni/ Teixeira c
Joao Francisco Regis da Silva.
Capiao secretario geral do mesmo commando,
Tlioma? Marianno Ferreira de Memlonja.
CapiUlo quarlcl-mestre, dito, dilo, Joaquim Lean-
dro Ribciro..
Foram reformados nos mesmos poslos:
O major do extiucto esquadr.lo de cavallaria da
guarda nacional do municipio do Il, da provincia
de S. Paulo, Jos Eg> dio da Fonscca.
O coronel da exlincla 2<* legiao da guarda nacio-
nal do municipio da Campanha, da provinjia de Mi-
nas Geraes, Francisco Xavier Lopes de Araujo.
O lente coronel do extinelo 2 batalhao da guar-
da nacional do municipio de Cimbres, da provincia
de Pernambuco, Candido Xavier Pereira de Brilo.
O tenente coronel do exlincto 2 batalhao de
guarda nacional da capital da provincia da Parahiba,
Manoel Soares Nogueira de Moraes.
O tenente coronel do exlincto 1 batalhao da guar-
da nacional do municipio da cidade de Ara, da
mesma provincia, Claudino do Reg Toscano de
Brilo.
O lenle coronel do exlincto 3 batalhao, dito,
dito, Antonio Jos Goujalves Lima.
O tenente coronel commandanle do exlincto 2
batalhao da guarda nacional do municipio da villa
da Independencia, da mesma provincia, Amaro Jos
Coelho.
O major ajadanle d'ordens do exlinclo commando
superior da guarda nacional dos municipios de Ma-
manguape e Pilar, da mesma provincia, Vicente do
Reg Toscano.
O tenente coronel commandanle do 2 batalhao
de infamara da guarda nacional do municipio da
capital da provincia do Cear, Jos da Rocha Molla.
Por decietos de 30 do mesmo mez foram perdoa-
das: *-----
A Jos de Oliveira Campos Jnior, a pena de um
mez de priso e mulla qae lhe foi imposta por sen-
tenja do juiz municipal da primeiri vara da corte.
A Pedro Rico, a pena de qnatro mezes de gales
que lhe foi imposta por sentenja do jury do lermo
de Mangaraliba, da provincia do Rio de Janeiro.
Por decreto do 1 de julbo rorrele maudou-se
conservar as honras de major que tinha na antiga
guarda, o actual commandanle da Ia companhia do
3o batalhao da guarda nacional da cidade de Sanio
Amaro, da provincia da Baha, Joaquim Paulino de
Carvalho.
5
Suicidou-sca noilepassada oSr. commendador Joao
da Silveira Caldeira, dando com urna navalha um
lalho no pescojo. O Sr. Jos Pinto de Magalhaas,
subdelegado da freguezia da Lagoa, uos communi-
ca a respeilo desta triste oceurrencia o seguinte :
a Na o o i Ir de 4 do corre ule, serian) 10 horas, foi
chamado para fazer o rorpo de delicio no cada-
ver do commendador Joan da Silveira Caldeira, que
nessa occasiao tinha ido encontrado morto na casa
n. 22 da praia de Bolafogo, em que habilava o sea
fallecido irmo.
Esle lastimoso acoutecimenlo, segundo informa-
rOes que obtive, foi precedido das seguinlcs circums-
laneias:
Pela manhaa dcixou o fallecido o sea escripto-
rio dizendo ao guarda-livros que, achando-se sua so-
gra incomiaoiiada, parda para ai Larangeiras, sua
residencia. Nao appareeeu mais nesse dia.
Um dos seus caxciros que coslumava dormir na
casa de Bolafogo e a quem elle pedir pela manhaa
a chave dessa casa dizendo que linha de ver com os
uvaliadnres os trastes do fallecido seu irino, e que
elle caixeiro fosse nessa tarde s horas e mea pa-
ra receber a chave ; na occasiao em que all chegou
encontrn a casa loda fechada por denlro, e baleado
por al -i i m lempo ninguem I be responden.
Resolveu-se a ir casa do lllm. Sr. Dr. Pereira
da Silva, amigo do fallecido, parlicipar-lbe o occor-
rido, c este senhor arudindo logo acompanhado do
Sr. depulado Augas(o de Oliveira, rhamou o irts-
peelor de quarleirao para arromlKir a porta. O in-
feliz commendador Silveira foi encontrado morto
deilado n'uma cama ; suieidra-se dando um golpe
de navalha no pescojo.
No bolso da sobrerasaca fui eucontrada urna
caria dirigida ao Sr. Dr. Pereira da Silva. Eis o
sen ronteudo : ,
me sinlo eotu animo de continuar a viver ; e*(ou de
e inquielajoes, Dos perde a quem he causa de lu-
do isso, esse j detcanja das fadigas desla vida, e
morreu no meio de lodos os gozos e na persuaso de
que era muito rico.
i Ser-lhe-ha entregue urna carta dirigida ao com-
padre e neII,i urna para minha logra. Quando jul-
gar opportuno, tenha a bondade de l'ha entregar.
Por um papel sellado e lacrado com lacre preto,
deixo algumas dUposijes, entre ellas nomeio o meu
charo compadre lestamenleiro e invenlarianle. Ouei-
ra, pela amiade que siempre me tem mostrado, acei-
lareslasduas nomcujOes. Proteja, defenda minha
pobre familia, que fica nesla vida s enm a prolecjao
da av e da sua prolecjao; V. he pai e bom marido;
defenda minha memoria, sou infeliz esou honrado;
morro porque nao posso desempenhar os eugages to-
mados por outro em minha ausencia.
a A caria a V. dirigida e o papel lacrado com
minha assignalura, e o rotulo para ser abarlo depois
do meu fallecimenlo acha-se na minha secretaria,
un escriptorio de Silveiras 1 rmaos.
- A deo-, meu compadre, a leu* para sempre.
" Seu compadre e amigo verdadeira e obrigado
Joao da Silceira Caldeira.
< Rio de Janeiro 4 de julbo de 1854.
8
Foram nomeados para a faculdade de direilo de
S. Paulo:
Lente da cadeija de direito administrativo, o
actual lente de pralica Dr. Jos Ignacio Silveira da
Molla.
Lente da cadeira de pralica, o lente substituto Dr.
Joaquim Ignacio Ramalho.
Lente da cadeira de direilo romano, o lente subs-
tituto Dr. Joao Crispiniano Soares.
Substituios: os Drs. Gabriel Jos Rodrigues dos
Santos, Martim Francisco Ribelro de Andrade e
Antonio Joaquim Ribas.
O Sr. Dr. Prudencio Giraldes Tavares da Veiga
Cabral lente cathedratico de tima das radeiras do
3. e 4. annos, foi agraciado por S. M. o Imperador
com o titulo do conselho.
ii san n
S. PAULO.
21 de junho.
A ultima semana correu por enlre a expeclajao
do povo polilico.rujo animo se conservoa[suspenso e
curioso. Aguardava-se a abertura da prmeira ma-
la que esralasse do porto Santista; essa mala que,no
entender dos iniciado/, devia trazer micos por cor-
das. A gente que ainda boje er nos annuncios dos
nossos vapores, mais pontuaes que um axioma ma-
Ihemalico, poslava-se no largo do Collegio, mira
do suspirado correin, pois que 7 dias de caresta de
pasto do espirito mandava que os ruriosos se arrepc-
lassem*com a lenlidao do porta-mala, qae, ao que
parece, viaja a p
Os pretendentes, d'entre todos, mais soffriam ; os
preteodentes, que, hoje mais que nunca superaban
i la m na cidade : a nemearau de juizes municipaes,
de direilo, de lentes calhedraticoa e substitutos, de
bibliotecario e secretario da faculdade, al mesmo
de empregados do correio, e futura repartijio agra-
ria, he um n que traz muitageute arroxada, olhan-
do para as columnas do seu Jornal como o depula-
do para a folha do subsidio.
Aliual ahi abordam nao menos de tres vaporea, pa-
ra malar a curiosidade geral, que vai recrudescen-
do, por isso qae ainda desla feita as noroeajoes sao
um caso omisso, e o sen Jornal de novo s nos d a
aposcnladora do Dr. Pacheco, e a nomearao do Sr.
Torres Homem.
Dizem os enfurecidos pelas cousas polticas, que
sao estes dous tactos salientes de concillarn ; como
lacs tem servido de Ihema para as conversajfies c
dos provincianos. So vamos neste andarla vai pe-
los ares a flor do fallecido partido luzia, dizem os
interesados; o governo vai chamando para seu gre-
mio osesleios rom que contamos; he d mister re-
fundir aprata relha, e formar partido novo : esle
vai gasto c infado na linguagem caslija.
Os pretendentes, mallogrados por seu turno, tam-
ben) refleclem ; he melhor armar carranca de luzia,
que ella allrahe o pito de lo. Vai Invrando a conci-
liar.io. e d'aqu a pouco, todos os luzias pretenden-
tes dao-se por conciliados.
He islo o que por aqui se rosna, com raz3o on
sem ella ; o que lhe nao posso asseverar sem reclio
quim Bonifacio, o chefe do partido luzia em Cam-
pias, preparou una feslividade fnebre. Cuidou-
sc de transferir os ossos das victimas do galvanisado
patriotismo para lugar sagrado.
Teve logar, ha poucos dias, deseoterrando-se 12
cadveres quo se puderam encontrar. Depois de rc-
colhdos i grande urna foram conduzidos em procis-
so ao templo do Rosario, onde se celebrou o ollicio,
sendo orador o Dr. Galvao.
Foi urna pompa funrea, onde resumbrram o
deveres do chriitao, e a reprovajan do sabio,
fulminando ao rico, que em sea orgulho arrastou
a morte o pobre ignorante dos mysterios polti-
cos...
A lei de 3 de dezemhro servio de pretexto ou in-
centivo para lamanha expiaran; e a mesma le
de 3 de dezembro serve hoje de sombra c garanta
aos chefes que exitarao o combate! Severa lijao
para o humilde que se deixa arrastar pelo gran-
de I
A provincia proseguc na paz e Iranquillidade ;
a casa policial niio lem sido sobresaltada pelo
correio das villas, e a eslalistica criminal nao tem
tomado vulln ; apenas de Braganja escrevem as-
sim :
aAnte-hnnlem foi sepultado um sujeilo, de no-
roe Ray mundo, que fra assassinado por um seu con-
cuuhado, tirando ainda em perigo de morte um e
cravo de Francisco de Araujo Braga. Ainda se
ignora as circunstancias que rodearam 13o brbaro
delicio ; mas se diz que o assassino fez emboscada
em urna porleira, achando-se prevenido por urna
espingarda c pistola. Viudo o seu concunhado a ca-
vallo na garnpa do escravo de Braga, ahi fez fogo,
de que resultou instantneamente a morte. O as-
sassino, nao contente, disparou urna garrocha con-
tra o prelo, qne se acha em risco de vida.
J lhe nolicici o allomado commettido contra
Savary, residente Cm Santos. Accrescenta a Ciar-
la Commercial que esle individuo provocou o cri-
me pelo brbaro Iralamcnlo dado a seus escravos.
Acharam-se cm sua casa oulros companheiros cruel-
mente algemados.
Declino de reflexionar sobre esle tacto e oulros
que se vao continuamente dando na provincia; re-
cejo cahir no desagrado de alguns senhores, que
tcmem o direilo natural como urna visao, c o direito
civil immutavel.
Afinal cessaram os furtos, roubos e investidas
s lojas e armazens. A polica redobrou de cui-
dado, e j nao temos a registrar essas procsas que
em cada noilc deixavam Ihema para a ronversaj.lo
do dia seguinte. Devenios s boas diligencias dos
Srs. Roberto de Almeida, e Coutinho, a Iranquil-
lidade de nossas rasas. Assim, pois, j nao temos
de exclamar como ainda ha poucoliberta decut
et anima nottra iu dulrio sunt.
Oiintidiaiameuie se fazem em palacio inspec-
jes sobre os recrutas, que de tempos a esta parle
acodem capital. Parece que as autoridades nao
dormem ; ao menos a quantidade de caca qae ahi
assoma assim o revela.
Cabe fazer um reclamo por meio do seu Gor-
ila/. .-
O crdito para as despezas feilas com os re-
crutas j l se foi com o do engajamento. Urna
immensidade dcsles caminharam para corle, sob
as expeusas do coronel Olinto, qne j orjam em
mais de 5009000.
Alero disto, os delegados e sub-delegados j sao
credores da fazenda, cm virtude de etapes que sao
aulorisados a abonar a esla gente. A presiden-
cia e Ihesouraria tem reclamado pela falta de cr-
dito para esla especialidade ; mas at o prsenle o
mini-tro da guerra nao lem providenciado. Que-
rcr Vme. servir de empenho para qae se satisfar
esla necessidade publica T
Retrocedemos ao lempo em que o diabo sein Iro-
melte com (oda i sem ceremonia no physico humano.
Vmc. ha de saber que ha cerca de 50 annos eram
frequenles os casos em que urna ovelha se apresen-
lava ao vigario para que lhe tirasse o demo do cor-
po, o que elle fazia lecniramenlc txorciimando,
islo he, conjurando os demonios com as palavras do
ritual.
Pois nao se maravilhe quando lhe digo que, na
cidade de Guaralinguel, appareeeu urna mulher
que se declara com tete diabot no estomago. Faja
eremos que sempre o serao, c a'nosso ver impressio-
nar mais a enferma o quolidiano cortejo de pa-
dres, povo, agua lenla, sanio lenho, e a forte insis-
tencia do cxorcisla, qae obumbrado pelo erro Irans-
mitte-o ao vulgo : ao vulgo que, arraslado pela no-
vidade, e lendondo leimpre para o maravilhoso, dis-
posto a actediUr em ludo qoe lhe dizem em nome
da religiao, apresenla-nos aos olhos dos estrangel-
ros, que por curiosidade (em" concorrido a esses cs-
peclacolos, como urna horda de barbaros, como
um povo dislanle Ires scrulos do aeculo XIX.
a Gaaralingue, 6 de junho de i(M.
De Sanios nos annuneiam que um vapor enca-
Ihoii com grande perigo pentro <1 barra. Eis como
o capillo do porto reala o acontecido:
o Ao romper do dia de honlein '16 de juhho) que
um vapor entrado na vespera, aoanoilecer, eneallia-
ra para denlro da barra. Fiz logo o cumpelente
signal, e reunido numero sufiicienle de gente
para ajudar a do soccorro em lies crises fiz
largar a lancha com os pelrechos ncressario*. acom-
paohando-os eu no meu escaler. Nesla occasiao o
delegado Beruardino Ferreira da Silva offereceu-me
o vapor Fluminense, a elle consignado, e que ia sa-
bir do porto, para coadjuvar no misler; aceitei para
levar a reboque as embarrajes que chegaram ao
lugar do perigo s 7 horas da manhaa. Logo depois
alraquei no vapor de guerra Guapiassu', encalhado
na cora 7/ueuj)ara,achando-o j convenientemente
espiado. Fiz entao espiar o ancorle qne levei c-
mico, mandei deilar os ferros do navio para a minha
lancha, passar as amaras a popa, c s pode chegarao
aliado proposlo depois das 5 da tarde, sem que fe-
lizmente o navio sotlresse avaria.
" Cumpre-me ainda asignalar que a causa do en-
calhe foi devida a Cacto eslranho, vonlade do
commandanle, que nao quiz perder as horas da mi-
te. afim de no dia seguinte ao amarillecer comecar
o recebimento do carvno. Tendo conhecimento do
rio, tentn entrar; porm havendo do lado opposto
aquelle em que encalhou bom numero de pescadores
aos quaes compria dar resguardo, c mesmo a illu-
sao procedida pela luz, fazendo o persuadir aehar-se
mais prximo daquelle lado, puxou para lado oppos-
to. Porm o rio nesle lagar he estreito, e depois de'
prnmar em Ires brajas encalhou.
Espero o Fluminenie, por oude lhe Iransmitli-
rei o que houver de ola. Bem sei qae a impres-
slo dos trabalhos das cmaras tomam o espajo de
sua folha. He por isso qae fajo ponto, deixando
de inscrever quanla cousa por aqui vai, e que bem
nota merece*
28
=*=:
idea do harulho que l vai, pois o vigario se fez
do chamar desagrado, he que as ideas luzias vo a- i cargo de arrancar essa commituilo infernal do pw}-
sico da infortunada. Em Ierra limitada, onde abun-
dan) os prejuizos do povilo, como subir de ponto
ama aventura lao extraordinaria !
hindo : desacreditadas no conecilo do povo repmj-
uandocom as circumstancias da actualidade, repelli-
das pelo povo, que he essencialmento monarchisla,
e que desconfia dos relos que ahi licaram assignala-
dos na historia contempornea, vao entrando na ca-
ducidade. O partido (lista, forja he confesor ho-
je que elle mingua consideravelmente, j "nao d a-
balo na provincia ; o prestigio dos 6 aunos que vao
corren lo, o progresso que se ve no paiz, a deserj3o
dos homens de boa t, vem trazendo sua total ani-
quilaran. Daqui ou se ha de dividir a najan em duas
novas parcialidades, com diversa denominaran, di-
versa handeira, ou por largos annos ha de perdurar a
sil uarao. Continuar o mesmo trillio de ideas, ir
flor da agua a gcnle luzia, enflaquecida como esl,
he urna absurdidad?, dizem os pensadores. Assim
como oulras fraejoes de antigs eras se tem disolvi-
do, seus membros se tem agrupado diflerenlcmcnte,
a actual denominajao luzia ha de baquear, suas i-
das se refundirn, e novo periodo.se aprcsealar ao
historiador.
Declaro-Ule desde ja que estas coasas nao vao aqui
por minha conta e risco ; Vmc. nao me encarregou
de fazer rellexOes a seus asignantes, e nem eu, pro
fano como son, as admittiria. Mas nao soa eu quem
assim falla, be a opinao publica que clama, e eu
que ponho os meus ouvidos sua disposijao, nao fa-
jo mais do que confiar-lhe -O que se vai passando-
E antes qae algnm inconciliorel me lance a sua
maldirao, deixe que passe a outro ponto.
Ja tarda o Sr. Sarava ; muito para os desaffei-
joados do Sr. Josiuo, e pouco para aquel les que pou-
ca importancia dio- a esta verstilidade de gover-
nanja.
Ja o novo presidente era esperado a 16, e o correio
de hoje nao lixa a sua entrada. A demora nao dei-
xa de influir nas cousas publicas: um presidente
despedido dedica-se ao expediente mero ; os grandes
trabalhos da admiiiislracao ficam para o successor, e
o Sr. Josinn, especialmente, julgou nao dever trans-
pr esta regra. Muitos contratos se de ven.un assig-
nar no correte mez com difiranles empresarios;
enlre elles figuran) os da ponlc de Jacarehy e Ilu-
minaran publica, que ficram suspensos : o Sr. Jo-
sino entendeu queja lhe nao incumba rigorosamen-
te decidir estes negocios. O mesmo faria eu ou
Vmc. : a safra faz urna poca perigosa quando a
maledicencia figura em alto grao. Ora, quem pre-
sa o abono de soa conduca deve pr-se a coberto
das presumpjes malvolas. Nesle poni de mora-
lidade Vmc. ha de pcrmiltir que eu abone o ex-pre-
sidente, pois que os seus meamos inimigos comiso
concordam que desla vez a cadeira presidencial nao
ficou marcada pelas nodoas da improbidade.
Vao-se recolliendo os viajores que l foram a Cam-
pias festejar o Espirito Sanio. A pompa com que
se annnrava os festejos deste anno rhamou grande
muliidao desla cidade, qoe aproveitou o ensejo para
afaslar-se da raorosa poltica que domina a capi-
tal.
Um dos festeiros me refere que foi esla urna das
festividades que com mais hrilho o esplendor se tem
all visto. Para mais de 6,000 pessoasagrupiram-se
ua cidade, e por espajo de urna semana durou a
folganja. Rodundoii o sarao, a recita, e toda a es-
pecie de diverlimenlo popular, pois a companhia
publica ii Macedo para ahi concorreu, fazendo
que os Srs. Joaquim Augusto.e Henrique,princpaes
actores, oblvessem completa ovaran.
A cidade de Campias lem altingido a urna grande
civilisajao incrivel, quando os Campineiros formao
um povo que niio convive com urna academia. Is-
to vai com vista ao l'elho Brasil. Um Fluminense
que lhe he bem familiar-leve occasiao de presenciar
os fetejos da poca ; elle que refira de viva voz se o
povo Campineiro nao Iraosluz enlre o primeiro da
provincia.
A proposito de Campias.
Sabe Vmc. que ipos o laincnlavcl cmbale da
rinda Crandc, lugarejo proumo a Campias, na
revolurao de 1842, grande numero de cadveresjun-
cram aquellos campos ; muilas vidas se extingui-
rn), muios cidados se perderam por umi idea in-
ventada por mos homens.
Esses cadveres, depois do estridor das armas, dos
gritos dos ftidos, da desesperadlo dosvencidos, fo-
ram sepultados no mesmo sitio do combate.
Aeora que as cousas se arrefecrani, que as loucu-
ras do falso patriotismo foram succedidas pela refle-
xio, veio urna idea humana e religiosa. O Sr. Joa-
Oi.e leiam os seus leilores o que a esle respeilo
acaba de escrever-sc daquella cidade;
Nesla cidade ha poucos dias appareeeu urna mu-
lher parda, de nome Mara, uatural de Pouso Ale-
gre, com 22 annos de idade, solleira, para ser ex-
orcismada porque ha cinco annos vive vexada de sele
demonios no estomago. Co>u)ta-nos que nesla cren-
ja ficra imbuida desde que ouvio as missoes de
uus capuchinhos, e com elles confessou-se em Mi-
nas. Passando a examina-la, notamos qae conver-
sava com acert sobre ludo, menos no tocante s
suas apprehenjftes, pois que entao principiava a
fazer nma aoalyse cariosa dos cffeiios que se ope-
ravain em seu corpo, bem como observamos muilas
conlorses na face, movimenlos rpidos e irregula-
res sobre quasi lodos os msculos do corno quando
ouvia pronunciar palavras sagradas. Esla mulher
he de temperamento nervoso, j solTreu por algum
lempo de flores-brancas: he magra, denotando
urna tristeza habitual ; tem as conjunctivas esbran-
quir.tdas, batimentos de coracSo mais fortes que no
estado normal; os ps constantemente frios, calor
na cabeja, tristeza e vonlade de chorar quasi todo
o dia; soiTrc de urna bola hystcrica, que s vezes
quasi toma-lhe a respiraran, e comqaanlo tenha a
menstruajo no estado regular, he comludo nesle
lempo que exarecbam-se seuspadecimcnlos; os ca-
lamentos sao sempre acompanhados de clicas ute-
rinas, e quando solTre muito apparecem-lhe vmi-
tos nervosos. Submeltida aos exorcismos, a doentc
principia por ter a respirajao curta e frenquentc,
simulando a dyspna, e a iropallidecer; sobrevem-
Ihe suores copiosos; luma-se o pulso pequeo e
frequente ; a physionomia abatida, denotando mui-
la anxicdade, e ora filando com fervor os olhos na
imagem que lem nas maos, ou na que est no al-
tar, ora horrorisando-se de encara-la ; e articulando
palavras sem nexo, como por exemplo : M safo, eu
saio '. para onde cou ? ao que o exorcisla sempre
com ardor responde : exi ad inferum ou levan-
lando- -e e (colando sahir precipitadamenle do tem-
plo, ou .'rilando e fiugindo o mugido da cobra c o
latido do cao ; e neste estado espuma, sua, vomita
bilis, cospe nos circunstantes, encarando-os com
olhares obliquns. Se a esle quadro se ajeniar o cru-
cifixo, a agua benta, o som montono do sacerdote
psalmejando, fazendo cruzes, laucando Iwiijans e
implorando dos circumstantes jejuns e orajes para
poder cxpellir os demonios da infeliz rreatura, que
rola conlorcendo-se sobre a Ierra, ter-se-ha urna
idea da impresso que pode um tal espectculo
exercer sobre os espirites fraros e supersticiosos.
c Muilas tem sido as opinioes philosophicas sobre
as monomanas, e nenhuma satisfaz lauto como a de
Cali. Esle sabio reronheu a necessidade de dividir o
cerebro em muilosorgaos dislinclos, ecom suas ten-
dencias parliculares ; porque vio elle que muilas ve-
zes um individuo eslava com o juizo translornado
sobre certa ordem de ideas, entretanto qne raeioci-
nava perfeilamenle sobre qnaesquer oulras. Se o
cerebro trabalhasse em (otalidade, desde quo csli-
vesse com um corlo numero de ideas desvairadas,
devia estar com todas ; por isso que tendo um a sua
en nd ira 11 devia ser a mesma para (odas as suas func-
joes. Gall ohservou mais que pessoas ha que j
nasreni, como vulgarnicule se diz, poetas, pintores,
msicos, incihenialicos, etc. ; sendo o bom niaihe-
malico muilas vezes inhbil a ser bom poeta, e o bom
msico a ser bom pintor.
(t Se o cerebro fosse nico no seu trabalhar, as
lendcncws seriam iguacs, eos talentos pela mesma
ra/.ao. Vede, diz elle, um orgao cerebral funecio-
nando anormalmente, conservando-se os oulros no
seu perfeo estado de inlcgridade, all leudes a mo-
nomana. Cada orsao funrciona por si. c be dolado
das facilidades pliilosophicas, como allcnjo, com-
parajo, raciocinio, ele.; a harmona de lodos cons-
tiliic a ra/.ao; a vonlade nao he mais que o desejo
no seu maior grao, e esle he a tendencia do orgao
para o objerto que lhe agrada, de modo que elle he
essa mesma tendencia, e sendo muilo forte constitue
paixan. Quando as faoildadessuperiores combinam-
se com as tendencias dos orgaos apparece a vonlade
esclarecida, que nSo he senao a liberdade.
(i Muilo loriamos que dizer sobre o tralamenlo,
porm agiiardamo-nos para oulra occasiao. Al
o prsenle os exorcismos tem sido infructferos, e
Na madrugada de hontem leve aqui lugar um fac-
i que, se cu lh'o uao referisse sob a f de corres-
pondente, Vmc. talvez puzesse sua duvida em aco-
Ihe-lo como verdadeira : foi urna especie de roachi-
nismo (healral, operado debaixo de todo o rigor das
regras.
Seram 3 para I horas da madrugada, quando a
sentioella da cadeia publica se ronservava bem a seu
salvo oo interior da guarita. De quando em quao-
doos guardas, a cuja vigilancia eslava nessa occasiao
confiada a seguranja da*prisOes, se correspondan)
pelo cordao do alerta, e nenhum pensamento de des-
conGanja passva pela cabeja da soldadesca, pois
que o edificio foi de pouco concertado, e novos meios
de seguranja o Dr. chefe de polica, cauteloso como
he, soube eslabelecer. Alem de que, como Vmc. se
recordar, j lhe annuncie o projeelo de fuga que
este mesmo anno abortn, descobrndo-sc urna mina
praticada no interior da prisao forte, que para logo
foi posta em seguranja, preparada bem prepara-
da de modo quo nao oflerercssc|aos inquilinos o he-
roico desejo de passear.
Eis que de improviso a senlinella das armas v,
quasi diante de si, um abysmo, e delle sahir com a
rapidez elctrica, um aps onlro, Ires dos inquilinos
da priso forte, qae por seu turno foram fazendo
prajeejao por ahi alem.
Faca idea do verdadeira dcsapontamcnlo da guar-
da, e muilo mais do guarda chaves, que, ua revista
diaria, encontrn ludo justo e perfeito, sem a menor
sombra de evas.ni ?
Immcdiatamentc correu o signal de alarma, e a
senlinella, correndo para a bocea da mina, evitou
que os demais collegas de casa acompanhassem os
primeiros sabidos.
Refiro-lhe a- ora como se fez que surdissem
largo da cade' o- amigo* preso*, quo o mundo
leiro reputan- %guros, dormindu o snmno da inno-
cencia na prisao forte, tao severa e inflexivel como a
cara do carcereiro.
Os amigos presos viram com (oda a magoa do co-
rac.o que o sublime projeelo de evasao por meio
da mina pralicada na prisao ha alguus mezes mallo-
groa-se, estando por um Iriz a triumphar urna idea
que, para realsar-sc, consumi lana noile, tanto
engenho, trabalho e fadiga. Esperaran) que fossem
transferidos paro oulra prisao, emquanfo a forte se
fortalecesse; que oseepirilosse tranquillisassem, que
j nada se falasse em foga, afinal que fossem devol-
vidos para a antiga residencia, bem segura e are-
jada.
Trabalharam de novo no mesmo projeelo. A-
briram nova mina ; mas desla vez com oulra arle,
com duplicado trabalho ; porque a rez do chao nao
proporcionava facilidade de nella se pralcar urna
mina. Mas para o preso a solidez do carrera nao faz
urna difliculdade : a mina foi aberla com ama cau-
tela que assombra. A Ierra que se exlrahia era cui-
dadosamente depositada em sacros conduzidos para
nio cxprcssivam os carlazes qae nestas occasioesi en-
gordan), c que, ua opinao do malvolo, especo|am
com a alegria popular.
Do novo presidente nada posso por agora dizer-ihe
senao qae lem manoiras roulo flveis e urbaniai;
como individuo posso cono que jtrar nas sua* pala-
vra, pow que aqui he conliecido di poca acadmi-
ca ; como governo na., M, porque n,0 sou advj.
nho. E Vmc. permita que eu dedhe de proilun-
ciar-me sobre a conducu governaUv1 ; nao quero
que algum amigo descubra nesla corespondetncia
urna lombra de incens, qaando alias imparWal.
He bstanlo que eo va astignalando a sia marclia e
aclos mais significativos ; irei iUin|0 n premisiy
firando asconsequencias l para o seu escp|nriu
. Na estrada de Jundiahy acabam de omme((er'
um assassinato. Dous camaradas da (ropa je z-,,,7,,.
Iravaram-se de lula, morrendo o mais fracs ^ ,!,,,_
bate.
Do interior da provincia nada lem vindo qie me-
reja ola.
Na capital, depois dos esforjos da polica, ossa-
ram os roubos quolidianas. e j se podo dormir em
paz. Ao quo parece, dissoKeu-se a tal mtconmia,
que se fazia cargo de saquear o commerrio. Dgo
maconeria, pela circumstancia de Irabalharem le
noile; nao he com animo da injuriar a inaliloijjo
que nada tem de palacuada, neirAe urna biincadei-
ra feita por homens serios, como dizia urna aroemi-
nenci, que j foi de nos trra. Nem eu seria lao
corajoso que lanjasse a urna sociedade tao poierosa
urna injuria desla ordem ; porque nao quereri;. por
cerlo qae meu corpo fone queimado, e militas
queridas cinzas laucadas aos abymotdo mar, oide
o fluxo e refluxo etc., etc.
A proposito de maconeria: fez-se aqui a hs-
lanja de S. Joao, como he usual,deelaranrln-se guer-
ra do exterminio a lodo u cidadao que tivesse o arn-
jo de cruzara cidade. O arrojo, slm ; porque.*
garotos armavm-se de ama machina de gnerra, de-
nominada busca-p na lechnologia fogueteira, e a
esse instrumento volante julgavam-te com dirlo
inconcusso de incendiar-nos com toda a legalida.c.
Diz urna poslura municipal, que he prohibo
usar dessa arma, pois que nenhuma lei declarou qie
o homem seja considerado materia combustivd,
nem a pulvora e enxofre revogararo o cdigo crimt
nal. Mas o facto he que a postara enferman, e ti
vemos anda no seculo da < oucilianw de presencial
os homens serios a correreropor ahi alem, persegui-
dos pelos moleques. Concluirei eslelopico consignan-
do que um s dos incendiarios nao visitn a cadeia.
por conseguale anda est em p o direilo de nos
assassinarem pelo syatema inquisitorial, boje mais
sommario, pois que dispensa o apparalo da proas-
sao e fogueiras.
Felizmente o seu correspondente escapon deu
actos de f, mas como nao estou segure de sobrevive
nas vesperas de S. Pedro, em que reslabelece-se <
diverlimenlo de caado, vou j protestando contra
o uso brbaro, aqui pralicadomesmo na vespera de
S. Jorge, quando sahem em' procisso os cavaltos de
estado.
Ainda a proposito, por fallar em S. Jorge.
O Sr. Dr. Josiuo ao retirar-so da presidencia, quiz
legar-nos ama institujao qae recordasse sua pis-
soa.
Reuni a classe militar em palacio epropoz a fut-
dacao de umt irmandade deS. Jorge, composla d
milaren e cavalleiros de toda* a* ordena. Foi ap-
provado o compromissn, e transferido o santo para
a igreja do Collegio, onde se dir ama missa mensal.
A irmandade fica obrigada a concorrer para a testa
de Corpus Christi, no qoe diz respeilo ao sen orago.
Fez-se j a elcirao, sendo eleilo provedor o briga-
deiro Tobas.
O Fluminense nao espera : paro aqui, reser-
vando tanla cousa que por aqui vai para a seguale
moncao, se nao morrer queimado na vespera de S.
Pedro, como he provavel, grajas eflicacia da posta-
ra municipal. ( Carta particular )
( Jornal do Commereio.^
--------latoiw-
'".I
oulra cavas que de anlemaos haviam preparado no. seductora, seria injustija n.lnha; por taulo para miro
mesmo recinto da prisao. Quando j ella chegav
profundidade convcnvenienle para accommodar um
hornero dep, deu-se-lhc a direejao da ra, fazen-
do arrebcnlar no largo a pequea distancia da calja-
da do edificio.
Em occasiao conveucionada, quando era de presu-
mir que algumas senlinella*, j fatigadas, passas-em
a rena, como alguma vez acontece, surdiram os Ires
passaruhos mais felizcs. E os oulros l licaram pa-
ra melhor occasiao. mergulhados na mais profunda
conslernarao. Figure Vmc. a po-ir.o do quarlo cri-
minoso, que, ao querer romper a marcha aps o ler-
ceiro, encontrou embargada a sahida pelo guarda
lerrivol que se lhe oppoz de haoneta calada.
O Dr. chefe de polica leve de madrugar, pois
sua presenja foi logo requerida.
Indagados os presos que sahiram, achou-se falta
em tres criminosos rondemnados pena ultima, c a-
pellado* pelo juiz de direilo.
A polica esl procedendo nas averiguajoes com-
petentes, ej ex pedio circulares s autoridades do
interior para a captura, qae he muito provavel, vis-
to que se mandn os signaes de cada om com loda a
individoajao.
O prndenle da provincia nomcou os engenhciros
Porfirio c Monteiro para examinara prisao e ouero-
cer orjamenlo das despezas qnecumpre fazer em or-
dem de segura-Ja.
Concluo este tpico com urna consequencia neces-
ssaria de todos estes negocios; vem a ser que a
prisao foi le de lempos a esta parle he exaclamen le
a prisao fraca.
Parece-me que he o terceiro arromhamento a que
ahi se procede ; nem ser talvez o ultimo, reato como
os inquilinos que para ahi vao, mestres do of/icio, e
capazes seguramente de se escaparen) da propria for-
taleza de Ifdc que falla o Alcxandre no Monte
Christo.
No dia 2i o Sr. Dr. Saraiva fez a sua entrada
na capital pelas 5 horas da larde.
Foi um dia de fcsla para o povo, que enm grande
apparato concorre nesla- occasiocs. A entrada de
uro presidente faz-sc aqui debaixo de toda a solcm-
nidade. A guarda nacional arruma em grande gala,
posla-se no largo de S. Gonjalo.o parque de arlilha-
ria, e as torres dio o signal da approiimajo do se-
quilo que acompanha a nova auloridade.
O novo presidente leve urna recepjo solemne.
Nao sei se fajo alguma asneira nolciaudo-llie qae
la itefunta opposjao so appareeeu o Dr. Brotero
b'ilho, que me parece conserva as antigs relajoes de
academia com u Dr. Saraiva.
No dia 26 se vestio de galas o paro da munici-
palidadc, para receber a carta imperial e dar posse
ao novo presidente.
Alguns oflicosos houvcram qne se enrarregaram
de obscquia-lo, mandando adamascar o recinto cm
qae se deferio o juramento, nao fallando os foguetes
do estylo, as bandas de msica e algazarra dos sinos
com que aqui se annuncia a eslra da governanja.
Segalo-se soleninidade do Te feum a parada ou
cortejo do estylo, e um sumpluoso banquete que o
Sr. Dr. Saraiva oflreceu aos que o acompanharam a
palacio.
A companhia dramtica quiz tomar a sua |iarle
na rerepro do presidente. Dea esperlarulo em
grande gala em applauw feliz viagera e posse, co-
V
I
t
X

I
a*
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO SE
PERNAMBUCO.
Rio de Jaoeir o 9 de jalao.
Amic.e! Salutem plurimum interest te ralere.
Pode receber sem locar esse latim, pois he de bou
quilate, i.ni real e perfeilamenle latim, como o que
o padre Antonio Pereira, como o failava Cicero, rom
o escrevia Horacio. Hoje que e-lao descnbertns, pe
los dignissimos Silveira da Molla, e Rucha, contra a
opinao do dignissmo Correia das Neves, os lalins
de carallaria, infaittaria e fuzileirot, he misler
muia cautela com esse mercado, para que nao com-
pre, galo por lebre.
Eu lenho a bossa da latinidade, como dizia um
phrenologico, muilo desenvolvida, por lauto Bao te-
ma pelos qoe receber directamenle de minha man ;
nao corro porm o risco dos que passarem pelas d*
seus compositores, pois elles no mesmo portugoez.
qol lhe mando, fazem melamorphoses horriveis. Na<
quero culpa-Ios absolutamente por isso, porque me
lembro do rifaoescreva qnem quizer, e leia quen
souber; mas somonte previoi-lo, para que oto s<
persuada de qae en lambem escreva portugus di
cavallaria. *
Primeiro qne todo don-lhe parte, de que nao
Clendo ir a Nieteroy, com recejo de ficar ao re-
to, como succedeu a muila gente, pela oeeo-pajae
de todos es botis, passaria um S. Joo inspido,;
ralado de saudades dos nossos amigos, de nossas fo-
gueiras, rojfies, sortes, inaprecaveis bollos, saborosos
milhos verdes, e impasavel cangica, que n'esle mo-
mento me faz vir agua a noca; se nao fora o amavel
acolhimenlo de urna familia, em que brilham Ires
jovens, romo tres estrellas em ceo sereno, qae me n-
zeram esquecer, por momentos, bollos, emgiea, i
milhos. Dizer qul d'ellas he mais amavel, mai;
*
-i
guardo o que sjnlo a respeilo.
Posso asseverar lhe, que n'esta grande capital i
noite do Baptista nao tem aanimajao, a poesa, qm
tem l no nosso Norte. A excepcao de amas sortes
sem f, tiradas em algum livro de forjadas quadras
de uns taes estallos, que deitam fogo, amenVas,
desenchabidos versos, muilos dos quaes tem o a-
sumplo em casamento, baplisado, e mais qaanlo
quer a liberdade peelica;de rolletes de caima assada
de talhadas deinAamecozido (causas por deatetiT^ir'
sipidas, e prosaicas) nada mais ha, nao fallando nas
pacificas rstollas, nas pueris bichas, nasfnoflensiva-
rodinhas, nada mais vi qae ilislinsuisse a miste-
riosa, folgazona, e augureira noile de S. Joao. Creic
que porreas joveus consullam n'ella sibylla sobrt
seu futuro deslino, poucas indagam da sorte asqua-
lidades e profisslo de seu futuro. NSo sei se n'elh
tambero] qui preparam os sortilegios, e tomam i
grao de roestre os feitireiro*....
O qne de mais notavel conslou-me ter havidon'a-
quella noite, foi um baile na Tijuca, era casa I
negociante Beregaro, de phaulesia, no qual houve-
ram, ao que me dizem, crescidos anarhronisnios
Seria muito para ver aquelle misto, de diflerenic.-
e longinqnas pocas em urna sala, dnnsando a mo-
derna.
Quando se persuadiriam nossos trelosos avoengos
de rabirho, cabelleira, e polvilhos, de caljocs curio-
o capote, que os figuraran) dansando as montonas
c por demail quietas qaadrilhas"
Ccrlanicnlc nunca. Os homens das dansas pu-
ladas, e figuradas, do movimcnlo, e asilajo se da-
riam por deslionrados em araslar os ps nos pre-
guijosos e inloleraveis passcios |do seculo 19.
Para qaadrilhar, diriam elles, no he misler in-
commodar nossas cinzas, qaalquer animal de dous
ps, sem peonas, e inda com ellas, o faro. Em ver-
dadeque as quadrilhas phanlesia he nma oOensa
ao bom gosto de nossos aves, urna injuria a sna me-
moria, ninguem contestar.
SS. MM. fizeram sen passeio na vespera de S.
Joao a Nicteroy, e vollaram no dia 27. Houve all
Te Dcum, grande parada, cortejo, beijamao, thca-
tro, procisso, e fogo. Foi ama Testa completa, e
muilo para ver-so. Concorreu immenso povo, e ua
Milla um dos vapores quasi abalroa oulro. ou ain-
da chegou a abnlroar, c outro quasi fica enca-
lhado.
Por esse motivo aonaervei'-roe ero casa, no que nao
fiz mal.
A nossa sberia continua ardcnle. O D. Mano-
el tem ido as do cabo conroExm. Paran, co Mon-^r
lesuma est quai ministerialisla ; mas o quasi he,
tao magro, lio iinperceptivel, que qualquer o lo-
mar por um minisleriahsta dosqualro costados.
A conriliaraa. essa deosa da paz, essa salvaran Brasil, essa palavra feliz, esse invento admiravel.
que lem de trazer-nos a idado de ouro, foi o IIiciim
do D. Manoel. As cousas mais santas pudem ser
tomadas em mao lim. A concillaran foi almohada
de immoralidade, corruprao, peita. suborno e quan-
lo quiz aquello senador chamar! '.' Sacrilegio in-
fando !.'
Por ventura a sania madre igreja nao adnullc a
riiilinionll.nl dn- liis OS pecradol es cnutl irlns, e ai-
rependi'los "' Porque ra/o a polilira u.'io ha de ad-
millir comiuunhao dos amigos os convcrlidos?
Qual o homem que nao Tira um n>co de pao dos li-
llios para da-lo a um hospede '.'
O D. Manoel nao quer ser dos conciliados ? Nin-
guem o obrga ; mas dcixo. que -os mais o sej un.
Ha pouco Ii em um peridico d'esta corle as. se*
guiles quadrinhas, que, por me parecerem curiosas,
lh'as remello :
o Aos empregos, meos amigos, aotempregos,
n Quisto d'euxada, e d'ench,
o Nosso pai enlerrou, o nosso av
li'uiii so golpe morreu com noss'av.
Como transcreve em seu espajoso Diario as dis-
ciissos (las cmaras, por sem duvida veni, t seus
leilores, o que tem u'ellas havido; mas nem por isso
deixarei de fazer minhas observajoes sobre a que
rae parecer mais notavel.
NSo lhe posso dizer rom seguranja u peasamen-
lo da opposirao a cercada conciliaeao, e nem roes-
i"
fi

i-



ki ixii Ar\r\
>
^
i
m


-.
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mn o ilo partido dominante. Quindn t'nlo sondar
esse Ierren., dizein-mo uns que ella he acoeila por
aquello, oiilros qne n.1n; estes que o piulido domi-
nanle a quer, aquelles assoyeram que ola. Alguns
mesmo iliznni, que nao ha mais partidos, e estes
admiltem a cooeiUacSo em fado ; outros levam sua
rrcdulidadr, ou seplicismo, que bem nao sei o que
lie, a asteverarcm que nao existe o par ido viqui-
rema. Eu, ronfesso-llic minha insnlioienci,., no
mcio d'cstas opimoes contraria* e dispar ii.nl,i-, nao
posto firmar a minha. Eslou cemo frgil baixel
enlre as enipuladas ondas da duviila.
Quizcra conversar com um d'esses polilicos de
pulpa pra ouvir sua opiniao; mas esses anilam
actualmente lito arropados em aempanhar as dis-
russoes parlamentaren, em colher o inejior signal,
que Ihcs sirva.para solur.lo dos grandes prohlemas
l'.-111 i-n-. quo llicsprijam as importantes caberas,
quo/nie nao prcslam allencAo.
0 futuro a l)os pertcnce, e he tauilo tolo quem,
rulre nos, com olle se can.;.1. H'im a politira a
quem com lia se oerupa, e" trato de cuidar de meu
estado linanceiro, pois como disse nm peridico:
Vt es mares empolados, *
N una rola embarcara 1,
Furioso furacao
Deixar os mastros quebrados,
Ver contra si conspirados
Osdespolas do mundo inleiro,
Soflrer d'um forte gaerreiro
O furor, o saque, o pratilo,
N. 1 [. causa tormento tanto
Como a falta de dinbeiro.
K eu que o diga. Assim, pois, direi romgo, o
que disse o divino mestre as mulhtres que o lacri-
ma va niclioraisobre vos, e vossns fillios. Nomeio
do embate dos poderosos tolo lie o fraco, que se
dcixa ficar, di Tornando Sybera, o Monlesnma rema geral
applicaeSo de Indica, enredo e Ireat, a todas as ac-
ensaros* do I). Manoel, o desapontou e incommo-
dou bastante de sorte, que. salvo melhnr juizo, a
mlrnie cortleale entre ello- durar pouro. llecer-
to qur, ao que me parece, os bomens polilicos sao
leem muila reminiscencia das niTeiisas; mas como
noi'So regule quanlo ao prsenle, noqual olios nao
imiitu sensitivos, contino em minia opiniao de que
muito brevo. deixarao asjustas de cortej), c come-
tario um daelo a todo o transe. As galenas estimam
muito o terem em que se divertir.
Quanlo a mim o resultado dessa Iota be indilTe-
renle, porque qoalquer que elle sejn Irar, os mcsiuns
eueitos, que o de outras.
Os bonicos sao sempre os mesmns, traeos e pecca-
dores.
As q 11 estoes, em verdade, leem subido minio, e te-
1I10 ouvido principios cerca das ailribuiroe* do che-
fe da N.io.io, que me nao parecem em harmona rom
os que ensinam os sustentadores do governo cons-
titucional, os uoalyslas desse complicado e sublil sys-
tema.
A angosta ja est em meia ehulicao ha da. Des-
cnvolveu-sn urna iiidisposicjto parlamentar contra
Minas, momo na Svberia, |>or ser um pouco na,Ira-
ca, e nflo dar (nio coslume anligo} recrulas para o
exercilo. Appareceram ns mappns, o ltimamente a
dttelaracao do Sr. de Caxias, de quo o nosv) exercilo,
que tantos lomos eolheti em Monle-Cazeros, e a
parte que ticou em observaco, cnniposta de quasi 18
mil hnmei.s, apenas contava cerca de 160 e tantos
Mineiros !
Os dignissimos de Minas prolcstaram contra a cer-
tera do calclo c evaclidao dos mappas, veracidade
das a cias physic emalhemattea e asse"eram qoe no teu
paiz nao ba malcra recrutavel.
Boceas que la', dissesfes !! Os dignissimos das nu-
tras provincias, cada qual denudo por seu mudo a
nova molera recrutavel, que falta em Minas, foram
arrumando conforme poderam. Em qualqucr sen-
tido em qne se queira tomar a tal materia recruta-
vel, qualquer que seja a definicao que Ihe queiram
dar, eu cnteiido que Minas, com suas qui'nze mil
leguas quariradas, com scu milbar e trpenlos mil
habitantes, he t< paiz mais feliz do mondo, porque
nao tem materia recrutavel, porque tendo a sexta
parte dos habitantesdo imperio, a quinta parte dos
represenlanles nacionaes, concorre com cont e mais
melade de soldudos para um exercilo de lezoito mil
bomens, que tem de sustentar dignidacle nacional,
de defender as instiluirOes do paiz. He muilo feliz
Minas, cojos ha hilan 1 es leem occu| acSes licitas ; sao
moralisados, mineram, pastoram gados, criam Dr-
eos, fazemqueijos e tangem bestat. He muilo feliz
Minas, que d carne, feijao c touciuho paraa corte.
He muilo feliz Minas, que ignora quem commetleu
seus cento e Irene homicidios em um ano, a tora os
111 nnmero< de que nao lomaram ci nheciinenloos Iri-
bunaes e as autoridades ; e aquelles que sendo su-
jciloa ao jury no lem chegado anda ao c.inhecimen-
to da presidencia !
O general Seira defini a tal materia recrutavel,
por homens capazes de se bater, e susleniou que ns
digpissirao* linliam ra/nodo coufessar-se baldos des-
sa materia, porque della so ha em Pernambuco, Ba-
ha. Bio de Janeiro c Bo (irande do Su I.
OsMineiro proleslarain altamente, e com ener-
ga, appetlan lo para seus feilos d'armas e hislora do
paiz.
1 Perdoe-me o Sn general, mo Uve elle razao, por-
que, enibora os Mineiros nao gostem de d ir recrulas,
i
{
Ahi nao chegn minlia acanliada espliera. Eu a-
presento minha duv idas, aos lalcntns perlcnrc sol-
ve-las; corlo de que nenhuma solucao me tem at
hoje salisfeilo; e por isso disse, que essa quesillo nao
csl resolv ida pelo paiz, c que potanto nao poda
sobre ellaemltir opiniao nlguma.
Aguardo-me com muilos companheiros, para a
experiencia.
Tive lodo esle trabalho para servir de prembulo a
sucinta narraran das iillimas occurrcncias da c-
mara temporaria, alim de quo a I mima palavra escapa
ao correr da penna -nao sirva de Knlia conductora
ao indino de meu pcnsamenlo, que, em verdade,
nao est anda firmado definitivamente a tal res-
pcto.
1 ItiiuaniL'iil.! o dignHirno Ferraz, no orramenlo
da [atonda, pedio a palavra, e dorlarou-sc em op-
po-io.iu ao pcnsamenlo do gabinete e ao mes-
mo gabinete. O que eniao disse ver do Jor-
nal' lo Commerrin, sendo cerlo que suas as-
sesses foram n'aquclle momento apoiadas por
urna grande maioria, ou porque ellas eslives-
sem de accordo com o pcnsamenlo da maioria, ou
porque a sorpreza arrancas a esla inconsiderada-
mente seus apoiados j
O Exm. da r.i/en,l,i respondeu, e quando o d-
gnssimo Ferraz leve de sustentar seu pcnsamenlo
nao achou lodo o arolliimeiilo, que a principio Ihe
foi dado.
A discussilo azeedou-sc nm pouco enlre os dous
contendores, mas felizmente fui trovoada sccra.
O Exm. da Justina, cuja aulordade tora invocada
polo li-ni--uno Kerrazem um discurso pronunciado
no anuo passado, leve de mostrar, que aquello dis-
curso est de harmona com o actual pcnsamenlo
dn gabinete : c fez una brlhante alloruran digna
certamente de sua alia capacidad?. He digno de
ser lida e rno,lila.la. Oulros oradoressusteolaram
o peusamcnlo ministerial, o que, como sabe, nao he
novidade.
Finalmente passou com quasi unanimidade o or-
Camenlo, e por lano dissipnu-sc a nuvem negra,
que o senador .Munlo-uin 1 via'no horisonlc, e que
linba de dar-lhe o signal para ser ministcrialsla
i/uand mfme; mas, apear dsso, aprcsentouum pro-
jeclo de rolha par o senado, com o qual quer arro-
Ihar ao seu amigo 1). Manoel, sem duvida para
que com suas (reos niio arruinQsua saude.
Eu conveubo com a lal rotlia, pnis experimenlei
no auno passado sua eficacia nos parlamentares ;
mas parece-me. nao seio o porque, que o Montesu-
ma nao era o mais proprio para querer arrolhar o
senado. Tmpora mutant, cthomine mutantur in
illit \ .
A aiigutla tem feito, com toda a economa, alguns
cidadans brasileos, sero arande embararo. I )op i-
que o iliEiiissimo Ferraz dcscobrio que o Exm. Pa-
ran podia-so chamar o Brasil, tem havido muito
quem queira ser braileiro.
O Exm. Sr. 1). Manoel lem estado allacado de
lesejos de ser minislro, ej:ikfezopcao pela pasta da
guerra, que, diz o Exm. da dita, be boa; mas nao sei
como elle conseguir companheiros para organisar a
torneira.
Estamos baldos de vapor para ahi, da nossa com-
panhia, c nao sei se esla poder seguir boje, como
pretendo.
F'ui visitar o gatomelro da illuminaro publica,
que, de pnssagem seja dito, tem ciado pessima n'es-
les ltimos dia, e nao fui acceilo, porque nao leva-
va um pat$6 do Sr. baro de Mcu, Creio que lia
reccio ilo que com os olhos se gaste o gaz, e venha
assim fazer elle falla. Nada posso por tanto dizer-
Ibc a re-peilo d'esse sogredo d'abelha.
Fui um dia ao muzeu, para dar-lhe informaroes.
e, apezar de asseverar que nao pretenda tirar, nao
me dernm entrada. Sube depois que fui por j ha-
ver soado duas horas no relngio da casa; se assim foi
anda elle muilo adiantado; por que das depois, n'u-
111a quinta feira, c dia santo, fui quando o ponleiro
do meu relogio pousava sobre dez horas, e achei a
parla (echada.
Fui lamhem fazer nina visita casa de corrcccao, e
nao me deixaram entrar, por que nao eslava presen-
te o Sr. director !
Veja pois como esl este mundinhn de dependen-
rias. Recusa-se um bipede no muzeu, nm curioso
no gasmetro, e um cidadao na casa de |corrcccao.
0 progresso progride em progressao progressiva.
Podemos dizer com o Exm. Ilollanda:
Andaremos, ailaremos,
D'aqiii nao sabiremos: /
Ooein me dera um marlello,
l'"ra quebrar este caslello.
A -alnhriiladr publica continua sem novidade;
mas vai grassando urna epidemia suicida, que me-
loin posto a scismar.
Na noitedo dia tsuicidou-e ocommendador Juao
da Silveira Caldeira. De una caria encontrada na
algibcira da casaca concluia-sc, que assim pralicra
em conseqnencia de compromellimcntos de sua casa
cninmorci.il, contrahidos por scu administrador em
sua ausencia. Dizem porcm que seus compromclti-
to de loucura.
Na manhaa do dia 5 atirou-se ao mar de um dos
vapores do Nicleroy urna Iprela, qne disse ao lan-
car-seque eslava aborrecida^si viver. Feliz-
mente foi salva.
Peco a Dos, que me nao de lal aborrecimento.
Os viveros, c mais seeros de p:uncir nece li.rpticarao do saldn.
Perlenee a caixa geral a saber:
Km letras ...... l:071i>9i->
Em recibos por adianla-
meuto.......1:6I2SW
------------687*599
Perlenee a caixa especial da obra do hospital Pe-
dro II a saber:
Em recibos por adiunla-
mento
Em notas e cobre
1::i60000
5:0231684
(i::$R5fiSi
'.I:(l7:t5277
Adniinislraoao geral dos cslabclcrimcnlos de ca-
ridade II dcjulho de 1851.
O thesourciro,
Josr Pire Ferreira.
O cscrivao,
Antonio Jos Gomes do Correio.
MAPPA do movimento dos estaljeleci-
mentos de candado do 1. de
jttllio de 183 adO de junlio de
18.->i.
IIOSPITAI. DE CAKIDADE.
Exisliam
Enlraram
1 Curados
l.iit'dUos.....
Melborados ....
Nao curados ....
Morrcram -'
Km-'.,-ni
[as i horas de entrada
Depois desla e;|Mica.
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33
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HOSPITAL DOS LAZAROS.
V. p
C ZJ

c
s 0
" -*-
lentes juize, nflo ennsculindo, que o povo fique pri-
vado por mais lempo dcsle man celestial.
J que Ihe fallei em juizes supplentes desla inle-
liz Ierra, digna de mclliur sorte, quero coutar-lhe
mais oulra novidade, do que deve ir fazendoscus a-
ponlamcnlos.
Temos aqtii nm hirliinho de orolhas grandes, cor
denevoa, comedor de mimosos lemimes ; chamado
em Franja I.apin, que vive purgando seos pec-
cados, folfrcndo, sem culpa ter rommetlido, gaiola
lodos os dias, c mi se queixa de sua pouca sorte ; c
nissso o acho clieio de razao.porque depois que exer-
ceu esse fardo de supplpncia, o escrivao nao Ihe con-
cede por a cabera fra da porteira da maldila gaio-
la, he forte arrogancia da parte do lal escrivao, po-
rcm que ha de fazer esse juiz, se he soldado da guar-
da nacional de-de lugar, e o escrivao teneute-coronel
commandahlc desse balalhao ?
Mais oulra, meu amigo : dizem que o tal conde (a-
quelle honiem, que Bati disse, que preudia a fehrc
amarella desla Ierra), dra una parlo ao Exm. presi-
dente conlra o subdelegado, ignoro o raolivo : oca-
so he, que o nosso mundo vai as avessas, porque ve-
jo o torto criticando do alejiado, e o rolo do estam-
pado, l se hajatn, mas dizem aqui, que a Tel sabe
de tildo, porque (em vislo o Bcnlinho fazer a barba
do sea subdelegado, sem ser persentido, que meni-
no 1 desses de cerlo, boje ncm na Penha se
acham.
Oulra aimla pequenina: llvez ouvisse a vclha
Genoveva contar, que as antigs prncissoes de cin-
zado Hecife.hia na frcole nm jagmles barbado, com
tima fieira de meninos acorrentados chamados mar-
lyres, pois, mou compadre, aqui appareceuum caso
quasi igual no mez passado, sem ser dia de quarla-
feira de cinza : eslava na feira em um dia de sabba-
dn, pelas 11 horas dn dia, oslando ja a feira bem a-
pihhsda de compradores e vendedores, lohrigo pertn
um .irruido de povo, c posto em observacao, quem
lal diria | eram os presos da radeia desU Ierra ac-
correnlados, sujos e esfarrapados.com lodos os sig-
naos de fomc no rosto, pedindo femlas, porque nao
havia quem Ibes desse de comer na radeia : bem diz
a Telo dos cachos, que Dos cscaudatisado de nossas
culpas, nos vai .irran lo pouco a poucvj ao paga-
mento da divida.
Basla por boje. Lemhrancas a comadre, crea na
sincera amizade de sen aleicoado compadre.
Buryti.
COMARCA DO ROMTO.
S de Julbo .
A pouro Ihe reinetti :t heni btu e esliradas epsto-
las ; e como bri hoje para ah um bipede sobre um
r/ualripedeqcT,i approveita-los paraltar-lhc noli-
cas; desln cimlinho, onde ludo be lama e agua.
I'inalmcnle o Sr. Appollnsc appre-enlou nos seas
fososos montes, c pri/.idio o dia de hoje, que foi br-
lhante ; naluralmenle o vrlhn invern quiz ceder i
pedido de D. Ierra o lugar ao re dos asiros para
aquecer seus filhosquc, coilados! j nao poriam por
mais lempo sofi'rcr as impertcncias do lal enregela-
do, qne poz em pantanas muitos cnsciihos, acudes,
gente, bixo, etc. etc., que cumprimeolos para Ihe
dizer que livemos um bomriia deso I
Depois de clamorosa tempe-lado.
Noclurnas sombras, syhilanle \etilo,
Traz a manhaa serena claridsdc
Esperanza de porto e salvamente- ;
A noile anda esta maior que o dia. porque a cas-
la diva appareccu no nosso bello cu com todo o seu
cortejo de Mlreltias. Aflirmo-lhe que nao parece
ser urna noile de invern, o se eu fose poeta pin-
lar-la-hia; pois Vine, me nao impanzina com versos?
dra talvez, sim senhor, mas um ou oulro sabe de
minha chachla e os mais nao sao meus ; c se militas
vezes nao ponhu embaixo o nome de quem os fez.
he para ao menos deixar aos que os nao houverem
lidu em alaiini autor ua duvida de seren ou nao I sol o vapor Luzilania, Irazendo-nos jornaes do Bio
ooro minha. Por essa experlcza.ou descobcrla '
creio nao me cabera por cerlo o premio Monlryon.ou
algum brevet, porque nao son o primeiro, poisj
linba scenria dsso aquello que disse Aos verscu-
los feci tulit alier honores,e por conseguinleaioda|i'/t
illo tempore haviam desses que fazem corles ias com
o chapeo alheio. Nada |lenho que dizer-lhe. por
que nada ha por c de mais, depois das que Ihe es-
crevie por sso limiln-me a cnpitr-lhe urna car-
la que rorebi de um amigo, o qual anda me falla do
que fe/ a endiente dorioComo me pedio algumas
noticias, commuuico-lhe queem Pirangi c Caluama
(Bonito) foram-se oto casas, 1 quartno e 2 rezes.
No Oiceiro lt casa e urna olariaEm Agua Prela
os eiigenhos : Volla. Souza, Tacanicas det'.amusim,
Almeccaa. Carasstpe, liba Grande perderam par-
le da casado pursrar. oavallos e gado. a freguezia
de Una, os encenhra: Batel, Una, Duas Piabas, Bom-
lom, Judca. Barra porden parle da caa de purgar.
Araguaba.Em Barreirus,64 casas cahram o foram li-
radas as imagens em jangadas. Em SornbSem os
engentas: Duas Barras, Caxocira-Liza, Pacas, nrsle
Exislnm
Entraran)......
(airados .
vMelhorados .
Xsocurados .
Morrcram.....
Existcm.....
20
6
0
o
o
4
38
II
0
0
o
9
1(1
CASA DOS BXPOSTOS.
Exisliam.
Enlraram
Sahiram
Morrcram
Exislcm.
Na-iii horasdaenlrada.
(Depois desla poca .
.s>. 'O!.
c 3 es S
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150 178
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328
911
56
2
7:1
.290
COlIOICAIMr.
Adminislracao geral dos cslabelccimenlos de ca-
ridade II de julho de 1854.
O escrivao
Antonio Jos Gomes do Correio.
DIARIO DE PEB.WMBICO.
Anle-bonlem pela manhaa entrou dos porlos do
sao Brasileiros e lodosos Brasileiros batem-sc como 1 de rontinuam cariatimog, por escassrVobrigada pelos
leoM. especuladores, que aqui lia de palenli".
Os qoe no da 2 de fcvereiro.nesie dia luluoso ede
triste recordaba), fizeram adinirar-sc pelos cslran-

c
seiros em urna bem sangrada lula, os que depois de
longa e causada marcha moslraram que seu valor se
nao arrefece pelas privacoes e trabamos, eram Bra-
sileiros de todas as provincias, quo, unidos ;i Per-
nambucanos, no vollaram as cosas 1 Pernam-
bucanos.
Chamen) aos Mineiros sensatos, chamem-lbe man-
drioes, mas neftar-lhcs o valor, nunca, nunca !
A lal quesio tomou grande incremento, e urna lu-
cidez conveniente a fazer com que aquella provincia
r arreen o con) a sua quola parte do pesado ouus, que
mais forUmente gravita sobre as nutras.
Depois dessa quesio surgi oulra pirlameiilar-
meute chamada de tribus capel/i, que versava so-
bre a permissao de matricula a um esludante no
curso jurdico antes do examc de inglez. 1-a/ia rir
o denudo cora que os lentes, propter dignilatem.
i'ombatiaro a conveniencia de um lal favor.
Ouoreni ser ellesos nicos dispcnsadoies dos favo-
res escolares e acadmicos, qnerem que ns patrona-
dos nicamente ebeguem ale olios. He muito justo
esse zelo por seus privilegios e diieitos migis-
traes.
Finalmente apparecen a grande queslto, qne lan-
o lera inleressado uestes ltimos dias a altenrao pu-
blica, qne lem oceupado as altas caberas, que tem
chamado s galeras nm concurso s coraparavel s
-iii-hoiiles do theatro lyrico nos dibouts de cantoras
de boa phisonomia.
Eu.xnmo sabe, nao Icnbo quena para a poltica,
c por iso temo emaraubar-me em questes nm pou-
co melindrosa, que Ihe digam respeilo Minhas c-
pislcdas, ale hoje, uadateem de polticas, e se em
um, ou nutro poni dellaslralo por acoidens dessa
especie, he mais por distrajo do quo por convic-
530, por manilestar pensamento meu. s"^
Aettialmeiite ella est mais melindrosa, porque,
quanlo a mito, apresenta-se a grande quesio da con-
'iliarao, e o paiz ainda a nao di-culio, anda nao
declarou o sentido em que a recebe. As cmaras a-
inda sen.lo dec! araran) a ber lamen I sobro esse sentido.
os jomaos nuda tem dito, os partidos ainda seno"pro-
nunciaran; ; portanlo, nao lere eu a cusadia de 0-
miltir urna opiniao. Tenboal aqu ouviilo os pa-
receres pro e contra de um, ou oulro senador, de um,
ou oulro depulado, algum artigo de jornal; assim
romo sei que poneos do partido da opposicao a leem
recebido de tacto. He cerlo que o ministerio jii de-
fini a uta conciliario ; mas a pralica e seus resul-
tados, talvez, he que leem de decidir as cmaras a
darem seu parecer expresso. Alguns artigos tenbo
lido ; mas nao leem o descnvolvimenlnquc eu qui-
zcra. nao denotara screm trabalhos das melhores
peonas do ambos oslado-. Muilosdo- homens do
partido acloal e muilos do decahido, particularmen-
te moslram-se mal salisfeitos, nao com a conciliarao,
mas com a iniclligencia que se Ihe d.
Eu adoplo a conciliarao, porque eir verdade, pa-
ra mim nin b.iveria especUculo mais I rilhanle, mais
agradavel do (|uo a confraleruisacao dn lodos os Bra-
sileiros, e faeo votos aos cos, para que ella se rea-
lisc ; mas nao posso resolver certis qoestoes que se
me apresen lar 1, sempre que pensa ola.
Nao podemos deixar de admitir, que os dous par-
lulos em que dislinclos pensameiitos. Um quer o progresso re-
pentino, a maior somma de libi rilado : oulro quer
o progresso pausado e refleclido, quer a moralisa-
jo, e entenila que para isso he mislcr nao admillir
maior liberdade por em quanlo. lu qner reformas
no senlido liberal;o oulro s admiile reformascocr-
civas, tendentes repretsao dos crimis e fazer res-
peilar autoridade. Ambos qierem chegar ao mes-
1110 fim que iniraram, per camnhos oppostos, e am-
bos sustentan! com lenacidade a profeienca de seus
mcios. .
Para qe r-begiiem a ama conciliarao, he misler
que um delles renegu a seus principios, o que mo-
ral mente he impossiyel, porque sao elles tradircio-
u.io.. p- .,0 oiicain,idos 0111 si, ci n-lilu un suas os-en-
riase bao de constituir a csseueia do partidos, que
ni-cessariamenle bao de existir 110 seio do s>stema
ounsllucional ; ou enlo que amlM.s modiiiquciii
sen- principios chegaudo-se a orn temo incln.
Ii--.i o -aditiiMcao importa a meu ver, urna victoria
1I0 partido liaeral sobre o oulro, queililncilmentees-
te quereri couceder, mxime quando com ella lem
de sollrcr quebra em seu principio vjUI. Tanta s-
sobe assim, que ao passo em que a aclualidade ofle-
1-ecea conciliario, propOc refoimas tendentes a di-
minuir a impnnid ido. mais soveras, mais rigorosas
lo que as que sempre admillio ; o que bem indica
que ella nao esbi disposta a chegar-se ao pensrmelo
do partido liberal.
Enlenleremos a conciliarao pela admissao de no-
vos adeptos ao peiisamenlo do partido saquarema '!
Essa todos os partidos a tiverun, pirque nenhum
repellio de suas fileins os indiviriuis, que modifi-
cndose non.amen lo. as procuraraiii.Ainda essa fie
irrcalisavel. porque os homens de couvicres se con-
servarao firmes em seus poslcs.
Tem n conciliarao por fim aproveilar as inlclliBcn-
cias sem Ihe importar as erenr as f Qual dos partidos
se rernnhece baldo de nielliiiencia< para lodos os
cargos ? Consciencosamente nenlnm. Essa amal-
gama, que nao be filha di necesdade, Iran a
qualquer dos partidos que a lentar a contoiao ba-
b>Inica, na qual uns pedirn ledra, c scrao servidos
de barro.
Mas, diz-me-ba, uo quer a conciliacao? Quero-
a, suspiro por ella. Como tlfectua-la 1 lloc opu.s,
hic laUti e mentos nao eram (amanhos,que o le\a radoa jangada.
Ah meu amigo, hnuvcram muilas pcrdas'com es-
sas chelas, e ainda nao sei de ludo.
Coularam-me que L'na passou no rio urna ro-
da de mandioca moendo, c esta parece-nic que he
de mais. Tamben) quando cu era menino me ron-
lavam que no Capibaribe em urna -ncjiente que en-
[0 houve, passou urna mullid com una almofada
izcndo renda! foi com esla que me satei. Quando
.rereferiram a da roda niociidn, eu disse : ainda
Bm nao he nada, porque em tal lampo etc., c conlei
a historia que me pepegaram qunixtt, puer.
Sube que muilas serrasse lascaran); aqui, a serra
Azul, c oiiiras.onjo nome me nao lembra.Adtns;para
eneher vai esta poesa, que nao he minha, mas cujo
autor nao ronhero. Em um lbum :
Nao posso ser mais extenso, por qix- ^nhn de ir
um Icihln, onde quero ver se enccMnrut liaralinh-i,
um bocadinho de sahedoria, sobras de algum mos-
trado lilterado, com a qual possa toruar-me oolabi-
lidade. Au revoir.
PERNAMBICO.
RECIFE 15 DE JULIIO.
AS 6 HOBAS DA TARDE.
RETROSPECTO SEMANAL.
Depois dos dias melanclicos porque passamns, em
conseqnencia da coposissima chova que durante
elles cahio, e da extraordinaria euchento dos rios,
que alagaram urna boa parte desla cidade. causan-
do estragos consideraveis i a n lo|nel la como nos seus ar-
rabaldes, nenhuma noticia mais lem chocado ao
nosso conliccimentn, alm das que temos constante-
mente Iransmitlido aos nossos leilores, acerca dessa
lamenlavel catastrophe. Com os olhos na Providen-
cia, e confiados nos scntimenlos patriticos do go-
verno, assim como na generosidade c phlantropa
dos particulares, esperamos o ressarcmento de lan-
os males.
Foi pronunciado prisao e livramento como in-
cur.-o nos artigos OU, -ff e 208 do cdigo criminal,
o esludante do curso jurdico, A. J. Telles da Silva
Lobo, que desacatara o presidente da rehiro
desla provincia, ao pastar este cin seu carro pela ra
da Aurora, succssoesle ja por mis noticiado.
No dia 3 embarcou no vapor .S. Salvatlor, com
deslino corte do imperio, o Sr. brigadeiro Lcilc
Pacheco, inspector das (ropas, assistindo ao embar-
que urna guarda de honra.
Em um dos primeiros dias desla semana evadi-
ram-se varios presos da fortaleza do Brum, njo nos
lendo sido po-sivel al o prsenle obter com exac-
tidao as particularidades dessa fuga, assim como a
relaco dos criminosos....
Em a tarde do dia 14,sahiodo porto desta cidade a
escuna nacional Sociedade Feliz,* qual, bordejando
aindaa noile no lamcirao. abalroou um patacho all
fundeado,(icandn a mesninescunaconvalguma* avad-
as. A capitana doporlomandouo pralico^mr em seu
soccorro, logo que pela manhaa de boje, observen
ler olla iliss, precisilo, por se adiar em perigo ; em
consequencia do que vollou arribada para o mos-
qnero. *
Acaba de chegar ao porlo, procedente do stil, o
vapor ingiez Luzilania, cujas noticias mais inlercs-
aiitosenoonlrarao os leilores nos lugares competen-
tes.
Enlraram dorante a semana 14 cmbarcacies c sa-
hiram 15.
Kendeu a alfandega 46:ti79$7.Vi rs.
-IMOHI
COMARCA 1)0 L1MOEIR0
30 de mam.
Amigo e Sr. compadre Lopes.Muito eslimo sua
saude e a de sua Exm.a familia,a quem dedico meus
cor,liaos respelos : desojo muilo saber novas suas.
que, ha muilo privado vivo dcsle goslo, e para u.ao
sei 'lavado de ingrato, pa-.o a dar-lhe- noticias mi-
libas e deslc lugar.
Tenbo passado hem de saude, temos tido algumas
chovas, e com ollas vera apparecendo os novos legu-
mes, gracas a Divina Providencia, e por ea razao,
desde j o convido para saborear com nossos vclhos
enmaradas as bellas cangicas c pamonhasde milho
verde.
>ao quero deixar de conlar-lhe algumas no\ ida-
des, que corlo eslou, muilo ha de apreciar.
lia poucos das, deu-sc nesla villa um caso horro-
roso, que lem oceupado o tenso ulimo das pessoas
honestas dcsle lugar : em um dos dias do mez de
mu,ido anno corrente, foi preso para'as bandas de
Ribeiro Fundo, distante desta villa urna legua, um
Chico Furao, com feitOes de gente, chamado Manoel
Eslaco Nio da Silva, casado, por lercommctlido o
chine de estupro com violencia, em sua filha legi li-
ma menor de 17 anuos ; e se eu nao visse a proprij
mulher e filha, deporem em juizo e infonnarjocs de
pessoas honestas, visinhas desse monstro, por cerlo
nao dara crdito a semclhanle fado ; e como esse
monslro nao havia de pralicar essa celo, se lem cara
de condemnado '! porcm, infelizmente esle nao lie
o primeiro caso que suocede : e qual ser o motivo,
porque enlre nos Vlo-ae reproduzindo eslas barbari-
dades '.' inclino-iiie a crer, que ser, por nao screm
punidos severamente esses malvados. Grabas deve-
nios tributar ao nosso subdelegado edelegado, que
com muilo acerlo fez prsenlo desse bicho ao Dr.
chefe de polica, c-pcier he, que mo conlam que
andn aqui um prenle desse malvado, mendigando
attcslados c outros papis, para delles formar um pa-
luii, e ver seconseguea sollura desse bicho ; mas,
meu compadre, ser poasLvel que monslro igual mo-
viM compaixao de rrealura humana ? Eu n,1o sei,
o rie allegar um lal protector, o cerlo he, queja
mulher do tal criminoso, he conbecda por mulher
honesta ; e os visinhas, que tamben) depoem conlra
elle, sao verdadeiros e disenleressados: aquieslaco,
esperando o do-fecho dessa novidade.
Al aqui.ainda nao deseen n nosso Capibaribe, es-
tando a.cotia perto desln lugar ha muilos dias, mas
dizem os peritos, que he motivado semelhante fen-
meno, por causa daenchenle dos grandes juizessup-
plenles dela Ierra, que se roovertem em graudetpe-
dras.e como mans enormes obslam a passagem d'.i-
,cua, porm, isso pode ser remeiliado pelo nosso
Exm. presdenlp, enviandopara tslelugar os conipe-
Minha Julia, um consclho de amigo,
eixa em Hrauco esle livro gentil ;
Urna s das memorias da vida
Vale a pena guardar enlre mil ;
Essa n'alma em silencio gravada
Pelas roaos do mislerio ha de ser,
Que nao lem lingua humana palavrasr
Nao lem Icllras que a possa escrever.
Por mais helio e variado que seja
De urna vida o tecido matiz,
Um s lio da lela bordada,
Um s fio ha de ser o felix.
Tudo o mais he illuso, he mentira,
Brilho falso que mu lempo -|lu/.
Que se apaga, que morro, que he nada,
Quando o sol verdadeiro rcluz.
De que serve guardar monumentos
Dos engao, que a psperauca furjou,
Vaos desejos de um sol que lardava !
On vans sombras de um sol que passou !
Cre-mc, Julia, mil vezrs na vida
Eu c'o a minha ventura sonlic,
E urna s d'cnlrelantas, eir juro,
Urna s com verdade ciicontrei.
Ella entrou-mc pela alma lo firme,
To segura por dentro a feixou.
Que o passado fugo da memoria
Do porvir nem desejo ficou.
Toma pois, Julia bella, o conselho ;
Deixa em hrauco este livro gentil.
Que as memorias da vida sao nada
E urna s se conserva enlre mil,
Au revoir.
BALANCO DA RECEITA E DESPE/.A DOS ES-
TABEI.ECiyUiM'OS DE CAKIDADE. VERI-
FICADO NO ANNO FINANCEIRO DE lc.53 A
1854.
Receita.
Por saldo cm 30 de junlio de 1853 I saber:
Letras.......1:07i?9i">
Notas........5:5909000
Cobre........ 559
Subsidio volado pola lei do orramenlo
para os Eslabejeomeiilos ....
Dito para a obra do bnsplal Pedro 11 .
Dito para os reparos da casa do hospital.
Dito para dotaoo de cxposlos. .
Kcudiincuto dos predios do patrimonio.
Dito de curativos e l'orneciincnlo de
medicamentos....... .
Dito do segundo andar da casa dos ex-
po.-ln-. ,.........
Dito de foros..........
Dito de corrijas de parcos.....
Dito de cunlas c legados.....
Dito de cxposlos reclamados por seus
prenles..........
Dilo das multas das carnes verdes na
forma do respeclivo contrato .
6:6659504
Ki.-.iOOOOO
lli;tl. lt..NIK>
tKfttKKI
1:4009000
15:1119098
9:9895'i2i
87,1500
1:00091100
(35270
1685065
7149240
13:0568200
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de Jauero al 8 do correulc e da Baha ato 13.
A cmara dos depulados reelcgen o seu presiden-
1c, vice-presidenlc e secretarios para senirem du-
rante o presente mez.
No da 2 regeilou a raesma cmara tudo quanlo
eslava cm dscus*ao acerca de dispensas para matri-
culas de estudanles.
No dia 6 approvou em urna s discussao a resolu-
tao, que aulorisa o governo a conceder caria de na-
luralisae.in ao subdito hespanhnl Antonio Dio loro
Pascoal.
Approvou mais no dia 29 do passado .1- aposen-
tadoras concedidas ao desemhargador Femaudes
Pacheco Jordn o ao hachare! Cvrinn Antonio de
Lcmos, no lugar de secretario do supremo tribunal
de iuslica.
Tinhasidn igualmenlc approvado o orramenlo da
guerra.
No dia 28 tomou assento o Sr. Dr. Eduardo Fer-
reira Franca, como supplcnle pela Babia, em lobsti-
liiic.o ao depulado o Sr. Dr. /adiaras 'de Ges c
Vaconcellos.
O senado oceupou-sc ullimamente com a lixacao
das forjas de Ierra, e entrando em discussao o pro-
jeclo da ratra cmara sobre crmes commetlidos por
Brasileros era paiz estrangoiro, ro, a roquerimento
do Sr.\JL_JUanoel, ubmettido s commssoes ds le-
gslacao e diplomacia.
Acha-se nomoado chefe de polica interino da cor-
le, o Sr. Dr. I limpilo Bibero de Rc/.cnde.
Por decreto de 5 do correjterfoi noinado director
doarsenal de guerra da provincia do Mallo-Gross,
o I" lente quarlel-mcslre do l" regivien'o de ar-
liliiana a .-avallo. Joaqun) Antonio Xavier do
Valle.
Por decreto da mesma dala foi promovido a'se-
gundo cirurgiao alteres do enrpo de saude do exer-
cilo, o Dr. Fortunato Augusto da Silva.
O Sr. capitn de mar c guerra Pedro Ferreira de
Olivcira fui nbmeado encarregado de negocios da
repblica do Paraguav, e oSr. Dr. Harmodio de To-
ledo Monte/iima,addido de I.' classe para a legaran
de Bncnos-Ayres.
O Sr. Dr. Jos Manoel da Fonseca foi escolhido e
j esta reconbecido senador do imperio pela pro-
vincia de S. Paulo. |
'F'o agraciado com o olh>alato di Bosa.o Sr. Dr.
Antonio Pedro Tcixera, dePinliamnnhangaba.
O Sr. Baro de Ilamaraty foi 'Borneado fiscal do
Banco do Brasil, em sohsliliiicui do Sr. ronselheiro
Ferraz, qu se recusou a servir esse lugar. O mesmo
conselhciro pedio demssio do cargo rte procurador
fiscal do llie.ouio, mas dizia-se que Ihe sera ne-
gada.
O ramiiilin de ferro de Mau soifreu um pequeo
desarranjo : dous carros sahiram do Indio ; que-
brou-se una pera, mas nada soffreram os passagei-
ros. que foram logo modados para mitro carro.
No dia 26 do passado.s 11 horas.foi lanrada a pr-
meira podra do edificio que lem de servir para prac,a
domercado na capital da p-ovincia do Rio- de Ja-
neiro, em present de SS. MM. II.
F'alleccu ullimamente na corle o homeopatha
Joao Vicente Martins, bem condecido nesla provin-
cia, onde residi por algnm lempa.
Conlinuavam os suicidios na corte; e alm do que
em oulro lugar vai narrado, mais um foi praticado
por corto individuo, que sendo perseguido alta noi-
le por dons ladros, den um talho na garganta com
urna navalha, c logo minen, consegoiudo aquelles
esoaparcm-se da palrulha que os persegua.
L-o nn Jornal do Cammercio :
a Correra ile Indios.Cartas de Jaguar} na pro-
vincia de S.Paulo, doladas em 20 do mez passado,
aiinuucjam que as margensdo Mngy-Merim appa-
recCrn um bando de Indios ooiupn-lo de 300 a 400
almas, os quacs all se dividirn) em grupos de 30
a 40, lalvez por nao acharem alimentos para tanta
gente, c tomaran direcces diHerenlos,
" Um desses grupos, que coiitavaUtt pessoas, sendo j
um cacique, Ires homens feilos, rnco mulliercs c
dezenove menores, npprnximoii-sc .1 Jaguar) noda
Itido psenlo. Os moradores da vizitihanca que os
enconlraram no mallo ronduziram-os. sem que fos-
se preciso empregar a menor violencia para o silio
do Sr. Joo Ponciano. All se dcinoraram dous dias
apparenlemenle distrito*, c, propondo-se-llies a
sua reinoco para IMrilla, annuirani. No moinenlo
da partida suscilou-se porm urna disputa enlre um
dos Indios e um dos conduclore*, e o cacique lau-
cando logo mo de urna fouce ferio gravemente a
um genio de Policiano. Travou-sc logo um conflic-
to do qual resullou a morle do cacique, e o feri-
Uiculo da maior parte dos ludios c do* conductores.
Terminada a peleja foram condozi.los lodos os In-
dios para Jaguar;, onde os feridos receberam o rae-
Ihor Iralhmenlo.
ii Nos dia* 18 e 19 foram fistos alguns Indios na*
mallas das immediarocs da villa, e presnmia-se que
perlcucessem a oulro grupo do* sabidos de Mog)-
rim. O povo eslava de sobrc-avi*o.
11 Dizia-*e geralmenle que estes ludios vinham das
margens do Rio Grande, onde parece que havia
Em lodos os lempos o hornera foi sempre indaga-
dor, e desejoso de conheccr as causas, cujos efleilos
observa tanto ne mundo plivsiro como no moral,
de dar a razao de lacs picnomcnos. e que a da
conforme as doutrinas de que est possuido : passo
a Iralar da cousa,he a suppressao dos dias santos,
he urna observado a materia de que vou fallar: ve-
jamos em geral o que he um dia sanio, he um dia
cm que a rrealura cessa os Irahallins materiaes para
do-emh 11 .ic.id 1 contemplar a graudeza e misericor-
dia de seu Creador c Bcdemplor, c agradecida de
(autos beneficios lanto na ordem da nalureza como
da graca, adora-lo, ama-lo, cngraiidcce-lo, cheia
sempre de humildade, conhecendo o seu nada diinle
de sua omnipolencia, e a falla de merecimentos pa-
ra ter recebido e continuar a receber lanos favores.
Ora desde a creacao do mundo o selimo dia da
semana para ole fim foi pelo mesmo Creador san-
tificado e mandado santificar, c que depois foi mu-
dado para o primeiro chamado domingo em honra
da rcssurroico de Nosso Senhor Jess Chrislo. mas
como as gracas e misericordias de Dos sao infinitas,
e se lizeram ese fazem sentir em muilas occasioes a
pcs*oas parlirulares c mesmo a nares, quando em
suas necessidades de molestias, pestes, em ataques
de inimigos, de incendio e innundacao invncam o
soccorro divino, e sao validas, enlao locadas pela
impressao do alivio, impressao lano maior quanlo
maior era a norc*si.tadc, entilo querendo dar urna
prora de sen agradecimiento sanliiicavam um dia no
anuo com a invncarSo do titulo de que se linliam
servido para oidora grara; por cxempln, Cbagas de
Chri-to, Coradlo de Jess, ele; tamben) se linliam
ohlido a graca por iiiterces*ao de SS. Virgem, como
por cxcmplo, patrocinio de Nossa Senbora, No*sa Se-
nhora mai do povo, ele, e se por intercessao do al-
gum santo santificavam scu dia etc., e como entre os
calholicos romanos os negocio* espiriluaes sao, e de-
vem ser anlonsados e confirmados pelo snmmo pon-
tfice, recorreram pedindoo eslabdecimcnlo da san-
UflcacSo de taes dias, fazendo as razoes e motivos,
o que S. S. conforme o alegado confirmava conso-
lando c congralulando-se por ver o SS. nome de
Dos honrado, c seus fillius espiriluaes contentes c
agradecidos divina bondade ; isso pouco mais ou
menos foi a causa de sanlificarem-se cortos dias :
mas depois que apparercu a rcvolurao franceza fo-
co de blaspbemias e impiedades reduzindo ludo a
simples calculo de interesse malcra!, rcbelaram-se
conlra os das sanios, porque diminua os das de
trabalho, o at conlra o domingo, a respeilo do
qual dizem rerlos cscrptores contemporneos, que
at os animaes irracionnesoppozcram-se, porque nao
se sujeilavam ao trabalho no stimo da (domin-
go c por esla causa obrigaram a rcspela-lo;
porm depois de passado o lempo da revoluco pedio
a Franca dispensa do* dias sanios (as grandes cha-
gas dexam grandes cicatrizas): foi enlo a scu exem-
plo qoe comeraram outras nares lamhem a pedir
lacs dispensas; eis-aqui donde vem os pedidos da*
dispensas dos dias sanios; rosaos antepassados pe-
dirn) para santificar, e nos pedimos dispensa, se he
possivcl dizer-se para profanar; voltemos a causa
sempre alegada, que be a diminuirn dos dias de
trabalho consegiiiulemeiile segundo "os senborcs cal-
culistas diuiiiiiicaodo producraii;ora,senliorrs, par
que se engaara e engaan) os dentis? Saibam que
nciilmm trabalho tem bom resultado, quero dizer,
be productivo, se Dos o nao abeni.oa, o que se ob-
serva em qualquer momento, em qualqucr lugar, o
que quer dizer gneros, que secorrompem cm lempo
tan breve, com que se nao conlava. outras perdas
inesperadas apezar das precauroes convenientes,
plsntages que nao produzem os frutos, insectos de-
voradore que dcslroem as lavouras, pesies nos ho-
mens c nos anmaos, que ou os matam 011 inulilisam,
seccas que devastan) matando a sode. homens, ani-
mis e al os veselaes; outras vezeschuvas to copio-
sas ecxcessvas que parecem tudo afogar demol ndo
casas, distruindo plantajes, senocasligns da Divina
Providencia para humilhar o homem soberbo, ingra-
to e desprezador do rosmo Dos, de quem se nao
lemhrn, c quando lembra-se o despreza, porque Ihe
nao presta o amore adorado devidos, e ainda peior
que ludo alguns chegam al a ncga-lo desgrarada-
mcnle, dzendo uns que entao em duvida, se elle
existe, outros que niln he possivel existir, oulros pos-
to que taes blaspbemias nao pronunciem. mas cojas
acrcs sao nina nogaeo por obras, outros ainda que
so digam christaos, mas lamben) suas obras sao um
contraste inteiramenlc oppostu aos precelos calho-
licos, pnrque nao ouvem mi--1. nao se confessam,
quando devem, nem cumprem os demais precelos,
era fazem cumprr a aquelles, tos; quanlas pessoas, que mnram as cidades. villas
e povoacOe*, que nao cumprem as obriaqe,e de ou-
vir mista nos lias de prcccilo? Se is!o acontece nos
lugares povoados, onde com a maior facilidade se
pode assislir .10 santo sacrificio da inisa, que dire-
mos daqiiellesque habitamnomalolQuc lambemou
nao qnerem, 011 Ibes be difliculloso rumprir, e muilos
que reservam essetdiai para cerlos trabalhosobigan-
do a escravos, caixeirns e.anmaesaexecula-lo*. como
em geral fazem os senhores do ciigeiihn ; e outros
movidos pela amhiro e avareza, que nao do des-
canso a seus escravos, ou dao illusoriameule, porque
o do com a condcilo do escravo trabalhar para ves-
lir-so, quando s3o elles ohrcado* a nao consentir
que os escravo; trabalhem e a provercm-osdo neces-
saro pira alma e para o corpo, fazendo santificar os
da* de guarda com assistencia da missa, entino de
douirina. descanso, ele.; lamhem cuino praioam
os logislas e outros para nao continuaren] a dar tao
jtl'Sllue escndalo, a munioipali.ladc foi <0,i iu ,,la a
impor mollas a aquellos, que eslivesseri) com a porta
aberta nos dias de guarda;emquantoao mais prova-
velmenle nao cumprem. por i*'so quantas vezes que-
bra*, prejuizos, em summa perdas, que slo allrbui-
das a causas visives, e a verdadeira esl occulla ;
oulros ainda peior, pnrque se entregara nscs dias
ao.jogo. a aula, a embriaguez, a rapia c a lbi-
dia! Que esperar se nao castigos para corrern*? As-
sim pois, homens avarentosde peccados, se fardes 11-
cfirrigiveis, c quizerdes viver afogados no vicio co-
mo ale agora, poder i aparecer urna inniindarao. que
vos faca morrer afogados n'agua, e quando nao, u3o
fallara pe*lcs e oulros flagelos que vos po*sam termi-
nar esta vida criminosa ; em ipoio de que levo dilo,
observo que no dia do SS. coraco de Jess, um
dos dias santos supprimidos, e o primeiro anno, em
que leve lugar c*la suppressao, foi que apparcceu
esla cheia espantosa, de que nao ha noticia de oulra
igual nesta provincia, e as adjacenlcs. parece que
esla cheia veio eneher de nlllieeao os corarnos va-
stos do amor do SS. corarlo de Jess ; que ettrvr
gos nao fez? Mas lambem que prodigio nao se ma-
nifestou. A mulher de I,ni/, dos Sanios, morador
em Pao d'Alho, depois de demolida sua casi pela
cheia, e levados seus.lilbos pelas aguas, he lambem
levada involla ncllas tendo em sua mo a imagem
de SS.virgem da Conccico, c vai parar depois do
transito de urna legua por debaixo d'aguas nn lugar
chamado Quatorzo adormecida, mas viva, que ma-
ravilha! I.aus Deo, Virginiquc Matri.
Exporlncao .
Ilai collona com escala pela Parabiba. polaca bu*
panhola Lince, da 22 toneladas, cuuduzio o segan-
te : 408 saccas com 2,22' arrobas e 30 libras de
algodao, 176 couros com 4,299 libras.
KECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Hcn-lmenlo do dia 15 ..... 1:655870
CONSULADO PROVINCIAL.
Bendimenlo do da 1 a 14.....28:7549105
dem do dia 15........7959056
29:549*161
PIUCA DO RECIFE 15 DE JULHO, AS 3 HORAS
DA TARDE.
Revista semanal.
Cambios- Sacou se sobre Londres a 26 3|4,
91 )]8 e 26 1,2 d. por 19. mas bo-
je esl frouxo; sobre o Rio sacou-
se ao par. e sobre a Baha a um
Eor cenlo de disconto.
intraram 82 saccas, c ns procos
coiiscrvam-se firmes de 69IOO a
692OO por arroba.
Assucar-------------As entradas se tem redozido a pe-
quena qiianl.lade embarcada, e
a* ven la* foram limitadas por nio
haver deposito. Os preros foram
firmes, o branco venden-so de 29
a 39. c o mascavado do 19850 a
29200.
Couros-------------Vcnderam-sc de 180 a 185 rs. por
libra, c sao procurados, havendo
poucos em ser.
Bacollio----------O consumo lem augmentado nm
Eouco. rolalhando-se dcT9a1l5.
listem no mercado 3,800 bar-
rica*.
Carne serca- Vendeu-sc de 39500 a 39700 a de
Montevideo, e de 39500 a 49000
do Rio Grande; c ficaram no mer-
cado 30,000 arrobas de ambas,
rarinha de trigo- O consumo lem augmentado; ten-
do-sc vendido de 269 a 279 por
barrica da de Philadelphiae Bich-
n 01 I. e de 269 a 289 a de Geno-
va; fu-ando em ser 3,300 barricas.
Manleiga----------Tivemos um supprimcnlo de 370
barris da ingleza e 100 da france-
za : a primeira veiideu-*e a 600
rs. por libra c a segunda de 480 a
530 rs.
Descont Rcbateram-sc letras de 6 a 9 por
cenlo ao anno, sendo as de menos
prazo as mais baratas. Ha abun-
dancia de dinbeiro, cm conse-
quencia da falla de gneros.
Frote* Nao tem havido transaccoes.
Ficaram no porto 57embarcarnos, sendo: 2 ame-
ricana, 1 argentina, 41 brasileiras, 2 fraurezas, 1
hamburgueza, 1 hespauhnla, 1 hollandeza, 7 ingle-
zas e 1 -porlugueza.
que-,\ id"nnn A ni mi Martin*..l., Concalves Bel-
Irao, Antonio Joaquim Correa de Araujo Seraphim
Muniz Brrelo.
Consellio administrativo.
O conselho administrativo em virtode de aulori-
saro do Exm. Sr. presidente da provincia, tem de
comprar os objeclos segrales:
Para o hospital regimenlal.
Livro em branco de formalo grande, com 400 lo-
nas, 1; dito com 300 folhas, 1; dito com 200 fo-
Ihas, 2.
Quem os quizer vender aprsenle as suas propostas
em carta fechada na secretaria do conselho as 10 ho-
ras do dia 18 do coi rente mez.
Secretaria do conselho administrativo psra frne-
cimenjo do arsenal de guerra 11 de julho de 1854.
Jote de Bnio inglez, coronel presidente___Bernar-
do Pereira do Carmo Jnior, vogal e secretario.
Perante o Illm. Sr. contador de marraba tem
de arremattr-se as 12 horas do dia 17 do correote.na
sala da mesma repartido, um relogio de parede,
dous aparadores e um lavatorio de amarello, com
baca de loura, um sof, urna mesa redonda, duas
bancas e dezoilo cadeiras de angico com assento de
palha, duas banquinhas de amarello, seis cadeiras
americanas usadas, tres escrivaninhat de Uto ditas,
um jogo de linlrirus dceslanbo dilo, urna caixa pe-
quena de folba dilo, e um reposleiro de panno azul
dito ; sao por tanto convidados os que interessarem
em dita arrematara.) a coroparecerem a hora e no
lugar .-cima indicado. Contadura de marinha II
de julho de 1854.ChrlovSo Santiago de Olivei-
ra, servindo de tereciro otlical.
De ordem do Exm. Sr. director geral interino,
faro saber a quem eonvier, que est em concurso a
cadotra de intlruccao elementar do primeiro grao,
da Lagoa de Baixo, com o prazo de 60 das, contados
da data darte. Directora geral 12 do julho de 1854.
O amanuense archivista.
Candido Eustaquio Cesar de Mello.
Tribunal do commercio.
Pela secretaria do tribunal do commercio da pro-
vincia de Pernambuco se faz publico, qne foi matri-
culado nesle tribunal, naqualidade de commercianle
de growo trato e a retalho, o 9r. Antonio Francisco
Pereira, cidadao brasileiro, domiciliado nesta ci-
dade.
Secretaria 13 de julho de 1854.Joao Ignacio de
Medeiros Reg, no impedimento do secretario.
. O hiale Sergipano recebe a mala para o Cear
no da 17 de julho de 1854, as 10 horas da manhaa.
MOVIMENTO DO POSTO.
Sucios entrados no dia 15.
Bo de Janeiro13 das, galera ingleza Rosamond,
de 355 tonelada*, capillo John J. Golbina, equi-
pagem 18, em lastro ; a Jolinslou Paler & Com-
paiihia.
dem e Babia7 dias, vapor inglez Lusilania, com-
mandanle James Brown. Passageiros para e-la
provincia, Dr. Braz Florentino Henriquesde Suu-^
za. Joo Andad. Manoel Calbo, Aulonin Jorge de
\Ira-i la Figueiredo, Floriano Correa de Brilo,
Bo.lolph StcfTen, Jacob (iaeuly.Seguiopara Liver-
pool e portos intermedios, levando desla proviucia
os passageiros : F'rderico Veonnec, Carlos Fer-
reira dos Santos e Silva, Dr. Joaquim Gomes de
Souza, Gualler Jo* Bibeiro, Jos Maria de Sam-
paio, Joo Antonio Carpinteiro da Silva, Possido-
tiio .Munci da lanilla. Rolierlo Hammond.
Rio de Janeiro12 dits, brigue hespanhol Pepe, de
265 I meladas, 1 apilao I/.i.Iro Heran, equipagem
15, em lastro ; a Viuva Amorim & Filho.
Observarao.
Enlrou arribada por avaha a|escuna brasileira
Sociedade Feliz, que tiuha saludo honiem para o
Para.
Savios sabidos na dia 16.
Canal-Brigue inglez Surinan, .apilan Donald .Mc-
Kenzie. carga assucar.
Barcelona pela ParahibaPolaca hc*panhola Unce,
capitn Francisco Maristany, cm lastro.
AsiiBriaue escuna brasileiro .\faria, capilao Ma-
nuel Jos Vieira, em lastro.
NOTICIA MARTIMA.
A barcara N. S. do Rosario, boje pelas 8 horas da
manhaa c*teve a poni de naufragar na prala da
forlaleza do Brum. levada pela inipelunsidadc das
vagas c tartas rajadas de vcnlo S. E., que alias acoi-
ta o nos*n porlo. a nao ser o promplo soccorro que
Ihe foi dado pela Capitana do Porlo, a qual depois
dea ler lirado do perigo a ronduzio para dentro do
mosqueirn, onde se acha livee de perigo, reparando
algumas avarias as velas c uin*treacio. O seu des-
tino era para Goianra, e a carga diversos gneros de
comesliveis e fazendas, a qual nada soreu.
Recita a beneficio do director da or-
chestra
THEOLXIRO ORESTES.
I.HVTV FEIRA 9 DE JULHO.
Depois da execuran da nova ouverlura, intitulada
Perciosa do maestro Mane, lera principio a
representado do muito applaudido vaudeville em
3 actos
0 REMENDAOE SIYRNA
UM DIA DE SOBERANA.
Msica de composico do beneficiado.
No fim do primei^i acto, o beneficiado executar
em secna na sua rabeca urna phantasia de composi-
0,10. a qual tuialisar tocando em ama s corda.
No fim do segundo acto, o professor Antonio Jos
de Araujo, executar no pistn fcias engranadas va-
riarnos acompanhadis pela grande orcheslra.
No fim d.> lerceiro acto, o beneficiado 'executar
en/sNTTfltbeca a muito applaudida e excellenle wal-
sa Ai'. Jess.
Todas as ouverluras e mais peras de msicas exe-
011 la,las nosinlervallos,ao novas. ^
O professor Francisco Correia de. Qdeirox, em nm
dos inlervallos, executar ua flauta urna rsui apre-
ciavel pera de msica.
I-'1 miara o ospe.-li culo cun una engracada comedia
em 1 acto .iutilulada
CABRION E PIPILET.
O beneficiado espera do generoso publico desla
cidade a sua prolecrao. pelo que se confessa desde j
summaraente agradecido, assim como companbia
dramtica a graluita coadjuvaeao com qoe so pres-
in.
Principiar s8 horas.
EDITAES.
Despexa.
Por urna imagem para a capetla dos
lazaros...........
Com a coiiclusao da mesma repella. .
Com os ordenados dos empregados. .
Com as mcnsalidades das amas. .
Com o jornal dos enfermo-iros c sr-
venles...........
Com a dolarao de expostas ....
Com o cosleio dos eslabelecimenlos. .
Com a obra do hospital Podro II.
Por um retrato de D. Thomaz Jos de
^Mello fundador da casa dos cxposlos e
"ToSpilal dos lazaros......
Por fa/.endas..........
Por gneros......' .
Por medicamentos .......
Por sanguesugas........
Com o aluguel da rasa dos cxposlos. .
Com os reparos dos predios e casa dn
hospital.........,,
Com movis e utensis j- .
Com o aluguel de movis e mais ulen-
sis por occasio do anniversario dos
eslabelecimenlos .
Com o pagamento de foros.....
Com o aluguel do armazem do hospital
de caridade......, .
Com a coudocco dos alionados para a
corle............
Com despezas judiciacs......
Com o expediente e impresses. .
IOOsOOO
2:1069710
6:l!l.5s000
3:887*651
1:102>500
1:4509000
17:6989692
25:5749947
1003000
5389720
8:6fOSHI
1:7513701
3919075
IMOTroOOO
1^149080
6309819
1119720
69165
I2O9OOO
855000
348520
37SOOO
Por saldo em caixa
72:7123021
9H)733277
81 .-7859)01
urna guerra de exterminio enlre algumas liibus.
Era lugar competente ii\u,i.i mais os leilores va-
rios despachos, que ha pouco forain publicados, o
entreelles os de lenle* esubstilutot para a faculdadc
de iiiflo de S. Paulo. Tambem Iranscrevcmos as
ni lima* noticias de Montevideo c Buenos-Ayrcs, al-
cansaii.loas primeiras a 2i cas segundas a 23 do
passado.
Da Babia pouco ou nada lia de inlercsse.
I.-se no Correio Mercantil o egiiinlc :
11 O da 2 foi solemiii*ado cun o mainr enlbusi-
asmo,nem jamis ser esquecido um dia que nos
Ira/ a memoria os heroicos feilos do* bravos que nos
campos de l'iraja e Cabrito souberam -iusleiilar o
lirio nacional, a>-
a Como de coslume, na vespera desse dia foram
rnnduzi.lo* da prara da Picdadc l.apinlia o* d ja-
cunos Iriumphacs : 16 balalbes a pe, e duas roin-
panhias de cavallnria de patrilas acompanharam os
mesmo* carro* ao som de matices, por toda a par-
le por onde passaram vicloriados, edemuitas ca-
sas bnuveram rccilaces poolicas anlogas as-
siimpln lo sublime : os halalhoes se apresoniaram
asscia.lo*, nao pudendo deixarmos de fazer especial
meneas dodisiincio c brioso batalhao dos veteranos
que avara o estandarte com que enlrou o exercilo
em 1822:
No dia 2 houve grande parada an mando do Exm.
Sr. in.,11-,-h.il Jos Joaquim Colbo, qiu fez sua
entrada da l.apiuba, pomposo Te Deum, em que
bem orou o Sr. padre Rodrigo. No lerreiro de
Jess scaprcsculou urna bella c elegante illiiiniua-
ru por parle da sociedade Dous de Julbo.
Hoje 5) dcsaboulparlc de um sobrado de tres
andares i ra das l.araugeiras, perleuccnle ao Sr.
AnlonioMaria dcMoura e Mallos. Dizem que a de-
innliraode oulra propriedade pegada aquella occasio-
nra lal desabamento. I.020 depois dcsemellianle.le-
sa-lre, apresentou-se all o Sr. Dr. chefe de polica,
dando as providencias que o momento reclamava,
e, segundo a opiniao dos Sr*. engonheiros,Agujar o
Mello. Felizmente nada fatal nerasionon um tao
inesperado soccesao.
111
Seuhores redactores : Vivendo por algnm lem-
po sob o mesmo ledo com o finado Joaquim Jos
Ferreira, que sempre me honrou rom a sua confian-
ca, enlregou elle a minha guarda lo la* as suas joias
de uuro, prala e pedrat preciosas. Rcliraudo-me
de sua rasa, porque assim exigiam neos nter esses,
re*lilui-llie linalmenle ludo que me havia entregado.
Mas como me conste, que alguem suppc que eu me
aprovclasse menos dignamente da bondade do mes-
mo Sr. F'erreira, abusando de sua conlianca, rogo-
llie* a bondade de puhlicarem o reribo junio, eoju
original olfcrcro ao exam de qualquer curioso em
minha casa n....
Sou de Vates, venerador e criado.
Joo Goncnlces Ferreira.
a Rccebi do Sr. Joo Goncalvet F'erreira lodas as
alfaias e joias de 011ro c prala, e bem assim podras
preciosas, perlenrenles ao meu casal, que por morle
de minha presada imilher havia confiado a guarda
do mesmo Sr. Ferreira, quando esle enlrou para a
minha casa* Passagem 2 de mato de 1853.
ti Jotu/arm Jas Ferreira,
COMMERCIO.
PRAGA DO RECIFE 15 DE JULHO AS 3
HORAS DA TARDE.
ColacGes ofliciaes.
Descont de Icllras de 3 e i mezes7 1|2 *; ao anno.
AI.FANDEGA.
RemlimeiUo do dia 1 a li 111:00)3277
dem do dia 15........5:7513319
116:7563596
6O3OOO
5983000
Descarregam hoje 17 de julho.
Barca inglezaTown nf Liverpoolmorcadorias.
Barca inglezaGovernordem.
Escuna hollandezaGoudkenttdem.
Barca inglezallanlsguano.
Iliate hespanholCeriliddiversos gneros.
Sumaca brasileirallortenciafumo e charutos.
Importacao'.
Sumaca nacional llortencia, viuda da Babia, con-
signada a Domingos Alves Mallicu-, mauifeslou o
seguinle:
50 pipas vinlio linio, I volunte lapes, 6 ditas fa-
zendas, 2 eai\ocs cochiin de linho, 1 cmbrulbo cs-
cuinilba, 105 caixas .- 6S8 Cdixiuba* charutos, 150
mullios piassaba, 36 fardos (abaco, 1 barrica quarli-
nhat, 13 ditas goniuia, 30 dilas fumo, 66 saccas caf,
3 ditas fio do algodao ; a ordem.
6 caixas fazendas : aScbalbeillin A; C.
i pipas azeile de palma; a Dellino Gonoalves Pe-
reira Lima.
i barricas farinha do mandioca, 6 boie* de bar-
ro, S algiiidare*; a Domingos Alves Malheus.
20 sseess o 2 barricas farinna de mandioca ; a Ma-
noel Ignacio de Olivcira.
150 alqueires farinha de mandioca ; a Jos Mendos
de l'rcilas.
I calilo com I eadeira de armar ; a Manoel los
Meuczcs e Silva.
llialc Conceirao Feliz, viudo da Babia, consig-
nado a Domingos Alves Malheus, inanifcsloii o se-
gunde :
1. Vil 1 alqueires de farinha a granel, 6 uilas de ta-
pioca ; a ordem.
CONSULADO GERAL.
Rendimento.ln dia 1 a 15.....9:3919251
dem do dia 15........ 130917J
II Illm. Sr. direclor das obras publicas, de
conformidade com a ordem do Exm. presidente da
proviucia de" do correlo mez, manda convidar as
pessoas, que quizerem contratar o fornecimenlo
de pedras para o calcamenlo das ras desta cidade,
semclhantes as que se acham depositadas no largo
da Penha, para que comparceam na mesma repar-
tirilo no dia 18 do convide mez o meio dia, vislo
que o menor prero al boje ollrccido foi de qualro
mil reis a tonelada.
Secretaria da directora das obras publicas 8 de
julho de 1854. O secretario, Joaquim Francisco
de Mello Santos.
. O Illm. Sr. inspeclor da Ihesouraria provin-
cial, era cumprimenln do disposlo do arl. 34 da lei
provincial n. 129, manda fazer publico para co-
nltecimeulo dos credures h\pothecarios e quaesquer
ioleressados, que as propriedades abaixo declaradas,
foram desapropiadas, e qoe os respectivos propie-
tarios tem de ser pagos do que se Ibes deve por es-
ta dos.ipropnaco, logo que terminar o prazo de 15
dias, nuil,idos da dala dcsle, que he dado para as
reclamarnos. *
E para constar se mandou allK.ir o prsenle e pu-
blicar pclu Diario, por quinze dias suecessivos.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 30 dejuuho de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira u"'Annunciac.Zo.
Lina casa de taipa, sila n dirocr.io do
21. lanco dn estrada da Victoria, per-
tcncente a D. Rita de Cassia Pessoa de
Mello, pela quantia de.....,
Um Unes de muro e umt parle do silio
no lugar do Piza, na cidade de Olinda,
pertcucenle ao Dr. Antonio Jos Coe-
Ibo, pela quantia de. .....
Conforme. O secretario, Antonio Ferreira da
Annunciarao.
A cmara municipal desta cidade, usando da
aiitnri-acao que Ihe confero o arl. 15 da lei n. 34K,
publicada nesle jornal, 11. 140 de 20 do correnlc,
marca o prazo de 11111 mez, contado do primeiro ao
ultimo de julho subsequenle, para no decurso delle,
seren pagos ns imposlos atrasado! sobre eslabeleci-
menlos induslriaes; lindo o qual, c nao realisada a
robranra, lieain os contribuinles sujcilos a urna
mulla igual ac duplo do valor do imposto, como
dispoe o citado actigo.E para que chegue ao co-
nhecimcnlo de quem competir se manda publicar o
prsenle. Paro da cmara municipal do Ber i fe
cm sesteo de 28 de junho de 1851,Rarao de Ca-
pibaribe, presidente.No impedimento do secreta-
rio. 0 official-maior, Manoel Ferreira Accioli.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial em cumpriinenlo da ordem do Exm. Sr. presi-
dente provincia, de ti do crrente, manda fazer pu-
blico, que nn dia 20 do corrente, perante a junta da
fazeuda da raesma Ihesouraria, vai novamente a pra-
ca para ser arrmala I> a quem por menos fizer. o
forueriinenlo dos medicamentos e utencilios para a
enfermara da cadeia desla cidade, servindo de base
a iiiri-in iiai-ao o ahaiiincnio de :W)por cenlooffereci-
ln pelo licilanle Mannel Elias de Moura.
A arrematado sera feila por lempo de onze me-
zes, i contar do primeiro de agosto do corrente an-
no ao liui dejuuho de 1855.
As pessoas que se propozerem a esla arrematarlo
ooinparocain na sala das sessoes da mesma, junta no
dia cima declarado, pelo mcio da, competentemen-
te habituadas, que ah lho -erao prsenles o formu-
lario e condico"* da arremalarao.
, E para.constar se mandou aflixar o prsenle e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria de Pernambuco 8 de ju-
ho do ls.Vi. O secretario, Antonio Ferreira ia
Annunciarao.
O' Dr. Francisco de Astit| Olivcira Maciel. jniz
municipal da segunda vara desla cidade do Rccife
por S. M. I. c C, ele.
Faro saber aos que o prsenle edlal virem, que
nn dia 5 de agoslo prximo fuluro, se ha de arrema-
lar por venda a quem mais dcr. depois da audiencia
dcsle juizo, c na noria da casa da residencia do mes-
mo, na ra estrella do Rosario n. 31, urna casa ter-
rea com solao e sele ineias aguas to quintal ns. 5 e
7 da ra da Florentina avallada em 5:7009000, pe-
nhorada por cxccuoo da cmara municipal desla ci-
dade, a Jos da Rocha Paranhos o Jos Dias Gui-
marCs e oulros.
E para que chegue a noticia de lodos, man,lei pas-
sar edilaes que serao publicados pelos jornaes e alB-
xados na prara do commercio e casa das audiencias.
Dado c passado nesta cida.h do Rccife aos 14 de ju-
lho de 1851.Franrisro de Assis Oliveira Maciel.
Pela m*;i -oc.in da alfandega se faz publico,
que no dia 18 do corrente, depois do meio dia e no
lugar dn coslume, se ha de arrematar em basla pu-
blica a seguinle madeira cxlrabda do forro da sala
de abertura : 174 laboas de pinhu, avahadas cm
1183; 30 ditas de louro, avahadas em Ib : 40 barro-
las de piiiho por 123; 5 laboas de pioln e 50 de lou-
ro, cm inao estado por 318750; 3 barrotes e15 liras
era mo eslado pof 8, e nina porco de madeira
carcomida de copim por88.
Alfandega de Pernamburo 15 de julbo de 1851.
O inspeclor, Benlo Jos Fernamles Barros.
!l:520;7:10
DIVERSAS PROVINCIAS.
Ren.linienlo do dial a 11
Iiir-JHII
DECLARACOES.
CORREIO GERAL.
Carlas seguras viudas do sul para Christovao Gui-
Iherme lino Uleld. Manuel Lobo de Miranda llenn
AVISOS MARTIMOS.
REAL COMPANhTA DE PAQUETES INGLEZES
A VAPOR.
No din 21 des-
la mez espera-se
do sulo vapor
Tliomes, com-
mandanleStrutt
o qual depois da
demora do cos-
lume seguir pa-
ra a Europa ;
para passageiros
trata-se com os
agentes Adam-
son Un c & Compauhia, ra do Trapiche Novo nu-
mero 42.
Para o Aracaty,
Sahe com muila bicvidnde o bem conhecido hiate
Anglica : quem nellcquzer carregar ouir de pas-
sagem, dirija-se a ra da Cadeia do Recite n.49, pri-
meiro andar.
Para o Maranho e Para sabe com muila bre-
vidade o muito veleiro brigue Reciten, o qual ja
lem a maior parte rio scu carregamenlo promplo ;
psra o restante e passageiros, trati-se com o censig-
nalario Manoel Francisco da Silva Carrifo, ra do
Collegio n. 17, segundo andar, ou com ocapitao
Manuel Jos Ribeiro.
COMPANUIADENAVEGACH) A VAPOR L-
/'I-HKASII.EIIIA.
Os Srt. accionistas
desla companhia sao
convidados a realisar a
quarta presUgiode saas
acroes com a maior
brevidade, para ser remedida a direccao na cidade
do Porto, dirigindn-se ao baixo assignadona ra do
Trapiche n.26.Manoel Duarte Rodrigue.
Para o Aracaty.
Segu em poucos dias o bem conhecido hiale Ca-
pibaribe, mestre Antonio Jos Vianna: para carga
e |n g.'iro* trala-sc na roa do Vigario n. 5.
Companhia de navegacao a vapor Luso-
Brasileira.
O primeiro barco des-
la companbia, o elegan-
te e rico vapor D. Ma-
ria II, comraandantc o
$& primeiro lenle Thom-
psnn, deve aqui chegar no dia 22 do corrente, c de-
pois de demorar-se 12 horas seguir para S. Vicente,
Madeira a Lisboa, para onde recebe passageiros. To-
das as cartas e jornaes sao recebidos francos, na ra
do Trapiche o. 26, casa de Manoel Duarte Rodri-
gues.
Para a Baha segu em poucos das, por ter
parte de sua carga prompta, a bem conhecida e ve-
leira sumaca llortencia : para o resto da carga Ira-
la-se com o seu consignatario Domingos Alves Ma-
lheus, na ru da Cruz u. 54.
LEILOES
Terra-feira, 18 do corrente, as 101|2 horas da
manhaa, o agente Vctor far leil.lo no seu armazem,
ra da Cruz n. 25. de grande e variado sorlimento
de obras de marciueria, novas e usadas, de differen-
les qualidade*, relogios para algibcira de metal gal-
vanisados, diversas obras de prala de lei, chapeos
brancos de castor, e pretos, charutos da Babia, 100
esleirs de palha de carnauba com pequea avaria,
c oulros muitos objeclos quo estarlo vista no dia
do leil.in.
O agente Oliveira far leilao de um completo
sorlimenlo do mobilia, consistindo cm cadeiras, so-
fscontlos, cadeiras de balance, dilas deliraros,
bancas de jogo, (miradores, comino.las. lavaloriot,
guarda louea, armarios, mesa de jantar com apara-
dores, secretaria, camas de venlo cora armario, lan-
lernas, mangas de vidro c muilos oulros objeclos in-
clusive caslicaes e outras obras de prala, ditas de
ouro, como sejam Iransellins etc.: quarla-feira 19
do correnle, as 10 horas da manhaa, no tereciro au-
dar da casa u. 17 LEiLAO'
da armaran complela de unta taberna situada na ra
da Praia*, com eanleiros, balanza, pesos e mais uten-
cilios : vender-se-ha pelo maior prero, segunda-feira
17 do corrente, ao meio-dia.
AVISOS DIVERSOS.
Aos moradores de Olinda.
Um padeiro do Rccife manda vender pao nessa
ridade no dia 18 do corrente, sendo pan crioulo, de
familia, redondo c de Provenea, espera o mesmo
que os senhores Oliudcnses|lhes desse preferencia pa-
ras cuiiliiiuaco. pois promellc serem bem servidos;
o pao se achar exposlo venda na ladeira de San
Benlo as seis horas da manhaa.
Domingos Rodrigues de Andradc comprou
meio billiele da decima lotera dn Eslado Sanitario
do Ro de Janeiro n. 1911, porconla dos Srs. "Anto-
nio Jos de Oliveira Castro e Francisco Antonio Car-
neiro Monleiro. da cidade do Ic.
Antonio Ferreira Braga, morador na rea da
Praia, faz scienle ao respeilavel publico c parlicu-
larineute as pessoas com quera lem transacces, que
por haver ostro do igual nome, de hoje em dianlr
se a-siguarn Aulooio Ferreira dg Molla Braga,
l
>
-






J
LOTERA DO HOSF.T.L PEDRO II.
O cautelista Antonio Jos Rodrigues
de Souza J unior avisa ao respeitavel pu-
blico, que tem exposto i venda as suas
cautelas da primeira parte da segunda
lotera a beneficio lo Hospital Pedro II,
aos precos abaixo, cuja lotera tem o
andamento de suas rodas era 18 de agos-
to prximo futuro, as quaes se acham a'
venda, na piara da Independencia, loja
n. 4, do Sr. Fortunato Pereira da Fon-
seca Bastos, ns. 13 e 15 doSr. Joaquim
Pereira Arantes, n. 40 do Sr. Antonio
Jos de Farra Machado, ra do Queima-
do, loja de ferragem n 57 A dos Sis.
Souza 4 Freir. ,
Quartos 2S700 ,
Oitavos 1S440
Decimos ls200
Vigsimos 600
O mesmocautelista, notando que mili-
tas pessoas desejaDi comprar billietes
isentos do imposto dos oiib-por cento, tem
resolvido tambem expor as mesmas lo-
ias cima notadas, bilhetes e meios bi-
lhetes da mesma loteria, qu tem rubri-
cado com o seu nome, obrigando-se a
pagar os mesmos sem o referido descont
dos oito por cento, vendendo-os pelos
precos abaixo declarados
Bilhetes 11 $000
Meios 5S500
-K
Hornee opathia.
CLNICA ESPECIAL DAS M0- (X
LESTIAS NERVOSAS. J?
Hysteria, epilepsia ou gota co- 5
ral, rheumatismo, gota, paralv- J
sia, defeitos da falla, do ouvido e 9)
dosolhos, melancola, ceplialalgia ()
ou dores de cabera, encliaqueca, $
dores e tudo mais que o povo co- (A
(Qf nhece pelo nome genrico de ner- g*
tvoso.
As molestias nervosas requeren] militas ve-
les, alm dos medicamentos, o em prego de
uA outros meios, que desperlem nti abalam a
V^ sensibilidade. Estes meics possuo eu ago-
kI ra, e os ponho a disposicjlo do publico.
Consullas lodos os das (de graca para os
pobres), desde s 9 horas da manliAa. al
as duasda larde, ru de S. Francisco (Mnn-
do-Novo, n. 68 A. Dr. Sabino Olegario
Ludgero Pinho.
$$$$s-$s$s$$$
i CONSULTORIO DOS POBRES
25 HITA DO GOZ.Z.SGZO 1 ANDAR 25.
O Dr. I*. A. I.nbo Moscnzo d consullas homeopathicas lodos os dias aos pobres, desde 0 horasd a
inanMa al o meio dia, e cm casos extraordinarios a qualqucr hora do dia ou noile.
Oflerece-se igualmente para praticar qualquer operaban de cirureia, e acudir proniplamcnlc a qual-
quer mulher que esteja mal de parlo, c cujas cirriimstanoias nao permillam pagar ao medico.
NO IIM'LTRIII DO Dll. P. A. LOBO MSCZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo do r. G. II. Jalir, traduzidoem porluguez pelo Dr. Moscozo, qualro
volumes encadernados em dous :................. 20SO00
Esta obra, a mais importante de lodas as que Iralam da liomeopalhia, inleressa a lodos os mdicos que
quizerem oipcrimeiitar a doolrina de Ilahneinann, e por si proprios se convcncrrem da verdade da
mesma : inleressa a lodosos senhores de engenho e fazciideiros que eslSo longe dos recursos dos mdi-
cos : inleressa a lodosos capilaes de navio, que nao podem deixar urna vez ou outra de ler precisan de
acudir a qualqucr incommodo seu ou de seus tripolanles ; e inleressa a todos os chefesde familia ene
por circnmslancias, que nem sempre podem ser prevenidas, so nbrigados l prestar soccorros a qualqucr
pessoa della.
O vade-mecum do Iiomeopalha ou Iraduccjin do Dr. Ilering, obra igualmente ulil as pessoas que se
dedicam ao esludo da liomeopalhia um voliimc grande.......... 8(000
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, analomia, pliarmacia, etc., etc.: obra indis
pensavel as pessoas que querem dar-sc ao esludo de medicina........ 4)000
Lma carteira de 24 tubos grandes de finissimo chrislaleomo manual do Dr. Jahr eo diccio-
nario dos termos de medicina, ele, ele.......-........ 105000
Dila de 36 com os mesmos livros.................... 459000
Dila de 48 coro os ditos. ,.................. 509000
Cada carteira be acompanbada de dous frascos de linlurasindispcnsaveis, a escolha. .
Dita de 60 tubos enm dito?............,......... 609000
Dila de 144 com dilos........................ 1005000
Eslas sAo acompanhadas de 6 vldros de tinturas escolha.
As pessoas que em lugar de Jabr quir.erem o Ilering, lerao o abatimento de 10JO00 rs. em qualqner
das carteiras arima mencionadas.
Carleiras de 24 tubos pequeos para algibeira............... 8J000
Ditas de 48 dilos......................... 109000
Tubos grandes avulsos....................... I9U00
Vidros de roeia once de tintura....../T............. 23000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um paso seguro na pratica da
liomeopalhia, e o proprielario deste eslabelecimento se lisongeia de Ic-lo o mais bem montado possivel e
uinguem riuvida boje da superioridade dos seus medicamentos.
Na mesma casa lia sempre venda grande numero de tubos de crvstal le diversos tamaitos, e
aprompla-se qualquer encomroenda de medicamentos com loda a brevidade e por precos muilu rom-
modos. \
O cautelista Salustiano de Aquino
Ferreira avisa aos possuidores do meio
bilhete da segunda parte da quinta lote-
lia da matriz da Boa-Vista n. 211o, em
que sabio o premio de 10:000^000 rs.,
e do bilhete inteiro n. 2847, em que
sahio asorte de 4:000$000 rs., podem ir
receber na ra do Trapiche n. 00, se-
gundo andar, logo que Sabir a lista geral.
Perriambuco 14 dejulho de 1854.__Sn-
lustiano de Aquino Ferreira.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Resumo da extracto dos premios da 9.
loteria concedida a beneficio das obras
publicas da imperial cidade dcNicthe-
rohy.extrahida em o primeiro de iulho
de 1854.
1 N. 1926..... 20:000.1!
1 1055; .... . 10:0005
I 5255. .... .... 4:000$
1 480...... . 2:000,7
ti 2003, 2936 , 4597 ,
4427, 4955 , 5705. 1:000#
10 691, 1024 , 1837 ,
1863 1982 2052 ,
3129 5452 , 5471 ,
5434..... *-, 400
20 267, 453 676, 848'
872, 1155, 1205,
1340 2894, 5049.,
5364, 3985 , 4192 ,
4210, 5048, 51 r, ,
5189 5667 , 5705,
5848..... . 200$
60 203, 225,297, 567,
656 61 , 845 ,
1591, 1538 , 1564,
1711 1751 , 1765 ,
1779, 2018 , 2028 ,
2174, 2234, 2371 ,
2533 2581 , 2674 ,
2784, 2914, 2942 ,
30*7, 3086, 5126 ,
3190, 5274, 5291 ,
3488 3529 , 5582,
3643, 3747, 5785 ,
3808 3906 , 3976 ,
4000 4037 , 4510 ,
4534, 4543, 4558 ,
4082, 4845, 4985,
5027 .5163 , 5267,
5501 5525 , 5445,
5497, 5678, 5747 ,
5888 5896. 100$
100 de...... 40<
1800 de: fc ; . .... 20$
10:0005000
5:0005000
2:0003000
1.0003000
5001000
2000 premios.
Sahio nesta provincia a sorte de 2:000$
no numero 480, e a sorte de 1:000$ no n.
4955, alm de muitos outros premios de
400$, 200$ e lOOtf, os possuidores podem
vir- receber os competentes premios, cpie
sao pagos sem demora as loja emque
foram vendidos.
Acham-se a' venda os bilhetes e meios
bilhetes originaes da loteria dcima do es-
tado sanitario, cujas rodas andam a 19
do corrente, os premios serao pagos logo
que se lizer a distribuico das listas.
Alora mentos.
Aloram-sc terrenos no sitio da Soledade, com o
fundo que convier aos forei-os, e por preco comino-
do : os pretendenles c irijam-se ao sitio do Maugui-
nho o. 5.
O bilhete inleiru da srgunda parte da quinta
loleria da matriz da Boa-Vista, em que sabio o pre-
mio de 4:0009000, foi vendido na praca da Indepen-
dencia, loja decalcado de Antonio Aucusto dos San-
tos Porto ; na meama acham-se venda os bilhetes
e cautelas de Saluslia 10 de Aquino Ferreira, para a
primeira parle da segunda loteria de Pedro II, pa-
gos sem o descont do governo.
Bilhetes llgOOO
Meios 58300
Qoartos 23700
Decimos i5200
Vigsimos 600
Deseja-se faljar com o Sr. Jos Joaquim Alves
Ras, na ra da Cidria do .Recite a. 44 ; queira an-
nunciar por este Diario a Ma morada, para ser pro-
curado.
O abaixo assignado deixou de ser
caixeiro dosSrs. Machado & Pinheiro, des-
de o dia 10 do corrente, e laltaria a um
dever se pelo presente deixasse de agra-
decer obom tratamento que dos mesmos
senhores receben durante o tempo que
em sua casa esteve.
Antonio Francisco Goncalves.
Precisa-se de una ama que tenha bstanle lei-
le, e seja livre e desembarazada, forra ou captiva:
na ra do Amorim r. 85,
OtTercce-se para caixeiro de loia de fazendas,
miudezas ortterragens, um moco brasileirodclS an-
uos, o qual lem pralica disto de 4 para 5 annns :
quero o pretender, dirjale ao aterro da Boa-Vista
n. 48, a tratar co-m < Sr. Guimames.
A pobreza, na |>adaria da ru da Senzala Nova
11. 30, achara bolacha americana por 120 rs. a libra.
Lava-se e engonma-se com ascio e perfeicSo,
por preco razoavcl : alraz da matriz de Santo Anto-
nio n. 22.
Precisa-se do urna ama para oserviro interno
de urna casa depouca familii: na ra doQueimado
esquina do becco do Peixe frito.
Precisa-se de urna ama que tenha lm leile,
forra 011 captiva : na ra do I.ivramento n. 4, se-
gundo aodar.
Precisa-se de orna ama que saiba bem cozi-
nliar, engommar e faier o mais servico de urna casa
e dir quero precisa.
RETRATOS
PELO SYSTEM CRYST4L0TVP0.
J. J. Pacheco, lendo de se retirar para o K10 de
Janeiro, avisa a quem quizer aproveitar esta ultima
occasiAo para pussuir um retrato de cores fisas e tra-
eos inlelligiveis, que queiram dienar-se procura-lo
em seu eslabelecimeuto importante, no aterro da
Boa-Vista n. 4, al ao fim do corrente mez, desde as
7 horas da manilla as 4 da Urde.
Publicado Iliteraria.
Instiluices de Dircito Civil Porluguez por M. A.
Coelho da Rocha, lenlc da facnldade de direilo da
universidade de Coimhra, lerceira e nilida cdicAo,
em 2 volumes cm oilavo, adaptadas ao foro do Bra-
sil, com a legislarlo brasileira vigente, e algumas
notas explicativas estrabidas das obras dos mais exi-
mios Icios para melhor lluslracjlodas doulrinas nes-
se escellenle rompendio ensinadas, por Antonio de
VasconcelIosMenezes de Drummond, hacharel for-
mado em sciencias jurdicas e snriaes pela academia
de 1 ilimla. advogado nos auditorios do Recifc. Para
a publicado desa obra lAo inlercssanle e iudispen-
savel a todos os senhores juizes, advogados e mais
pessoas, que se dedicam s mesmas profisses, ou alias
precisam possuir urna minuciosa c methodicacompi-
larlo do Direilo Civil Patrio, tendente a adquirir
pleuo conhecimenlo dos seus direilos e ohrigares ;
subscreve-se cm Pernamburo, na praca da Indepen-
dencia, loja n. 6 e 8 ; no pateo do Collenio, rasa n.
29, tojas u. 6 e 20, e na ra do Hospicio n. 9. O
prero da assignalura ser de I65OOO. pasos a en-
Ircaa de cada exemplar, e logo que haja numero de
assignaturas sulliricnte para satisfazer as avultadas
despezas da imprrssan, ir para o prelo, 110 dia da
publicarlo da mesma, cncerrar-sc-h a assigoatura,
vender-se-ha mais caro.
Ao publico.
RETRATOS A OLEO E MGIERREOTYPO.
AULA DE DESENHO.
Cincinato Mavignier, retratista c pensionista de
S. M. o Imperador, avisa ao respeitavel publico
desla capital, que o seu eslabelecimento de pintura e
daguerreot\ po, est sendo montado em srande es-
calla por isso que espera o extraordinario maclii-
nismo dasuerrcotvpo viudo da Europa, a sala da
machina lie illuminada por urna immensa claraboia
de trinta vidros de vinlc pnlcsadas, dando urna luz
lio bella e regular que -aturan os retratos magnfi-
cos; cssa claraboia vai servir poremquanto a machi-
na que existe no mesmo eslabelecimento, co aunun-
cianle convida ao respeitavel pubticu a visitar este
eslabelecimento esperando grande concurrencia,
pois far com que saiam retratos os melhores nesle
genero. O annunriante vai principiar os Irabalhos
.de cabellos para formar riquissimos quadros. onde
representar tmulos, ciprestes e oulros emblemas
de saudade, e aflixnca que serSo de urna execuro
agradavel a seusfreguezes. Us irabalhos do eslabe-
lecimento principiam das 10 horas da manliAa s 4
da larde. Aterro da Boa-Vista n. 82 primeiro e se-
gundo andares.
GRANDE ADLA DE DESENHO.
Cincinato Mavignier, retratista e pensionista de S.
M. o Imperador, tendo de demorar-se mais alguns
mezes nesta capital, abri urna aula^de deseuho a
pedido de muitos de seus amigos pois est sendo
bastante frequentada ; as pessoas que quizerem se
matricular podem comparecer a qualquer hora na
mesma aula, esta aula vai ser ornada com a melhor
escola de Julien, Kaphael e Murillo, em grandes
modcllos vindos da Europa; assim como lambem
bastos, esta loas de gesso, ende se copiam os csludo.-
do n, he agradavel este Irabalho e pela sua regula-
ridade muito se aproveita. O annuncianle se en-
carraga de qualquer desenlio sobre papel, marfim,
vidros, taimas, etc., etc. A1rro da Boa-Vista n.
82, primeiro e segiftido andares.
.: pyy@.
Cincinato Mavignier, retratista e pensionista de
S. M. o Imperador, leudo sido leslemuulia dos es-
tragos feilos pela grande cheia de 22 e 23 prximo
passado nesta cidade e seos a'rrabaldes, deu-se ao
Irabalho de tirar os paineis dolorosos de semelhanle
siluaco com as vistas dos lugares e a endiente; este
Irabalho est sendo pausado a oleo, pois vai ser apre-
senlado a S. M. o Imperador, que olferecc o seu
pensionista cima mencionado, antes de seguir o
seu deslino, iulga o annuncianle que ser bom ex-
por o quadro em lugar onde este publico veja, e pos-
sa dar o seu parecer.
LOTERAS DA PROVINCIA.
O thesoureiro Francisco Antonio de Oliveira avi-
sa ao respeitavel publico, que se acham i venda os
bilhetes e meios bilhetes da loleria do hospital Pe-
dro II, a qual corre imprelerivelmcnle no dia 18 de
agosto ; os billa tes vendem-se nos lugares annun-
ciados, c na mesma Ihesouraria das loteras, rna do
Collegio n. 15.
Bilhetes 109000
Meios 59000
Aluga-sc o Segundo andar n. 21, silo na ra
Nova : a tralar na ra da Aurora n. 58, segundo
andar.
Aos 143000
Precisa-se alugar urna prcta pera vender na ra,
no se procura ter habilidades : na ra do Pabre
Kloriauo n. 27, que achara com quem tratar.
Tiburcio Antuncs de Oliveira embarca para
o Rio de Janeiro o seu cscravo crioolo, de 15 anuos,
de nome Ciraco.
Em virlude d annuncio no Diario de 14 do
corrente mez, assigntdu por Francisco Jos da Sil-
va Macicira, em que se diz que uinguem lara ne-
gocio eom a casa perlenccnle a Francisco Pereira
Marques, sita um Bcberhc, por se adiar embarga-
da, o abaixo issignado declara que dila casa e sitio
Ihe eslao hypothccados por escriptura, celebrada aos
7 de agosto de 1852', e devidamcnlc registrada, c
que desde ja protesta pela preferencia que Ihe rom-
pele. Recife 1 de julho de 1854.Mathiai Lopes
da Costa Alaia.
Pcrgiinta-ie a quem soubcr responder, se sen-
do de lei ir prara os fornecimenlos de medicamen-
tos para as eslaroes publicas para serem fornecidos
por quem mais vantasem oflercra, e tendo-se posto
em pralica romo se f dos edilaes do ronselho de es-
tarlo naval, publicados em dilTereutes Diarios, con -
vidando-sc para o dia 10 de junho prximo passado,
e sendo rcrchidas dill'crenles proposlas, nao se dece-
disse nesse dia, 1ando-se a espera para o dia 25 do
referido mez, de jnnlio, a al boje se esteja a espera
dessa respoita, consta que eni urna das proposlas se
offereccra :10 por cento de abate em favor da blen-
da, entretanto parece que se continua a fnrncrer sem
cssa vantazem. Procedern em regra e com legalida-
de os que assim procedem Ser decoroso que assim
se trate a quem se convida por editaes para oflcreccr
proposlas'.' Qualquer resposla contentar.
Um dos qne comparecen.
D-se a premio a quanlia de 300?000 rs., ou
lodo ou cm palles, sendo com sesuranra : na ra
larga do Rosario 11. '18, segundo andar.
No dia 8 do rorrenle dirigio-se a cocheira do
abaixo assianado, sila no Mundo Novo, bairro de
Santo Antonio, um individuo brauro, de estatura
regular, ir. jado de prelo, afim de alugar um cavallo,
e como at boje nn lenha apparecido, o que d lu-
gar a desronliarse de tal demora ; gralilica-se bem
a quem na referida corheira der noticias do eavallo,
o qual lem os signaes scguiiles: bstanle Rraode,
um p branco, estrella na testa, os qualro ps rala-
dos nas juntas, sendo os das mans mais visixeis, an-
da baixoe be inteiro.Jos Pinto da Molla'Suncs.
Jos Carneiro dn Cunlia tcnilo suas
tres fabricas bastante sortidas de tellias
e tijolos de lodas as qualidades, avisa a
ciuem interessar, que de boje em diante
so vende a dinbeiro a' vista, c por isso
mais Imrato que onlro quMquer.
Aluua-se urna casa terrea ao p da fiiudiran,
em Santo Amaro : a fallar com Jos Jacintlio' de
Unalbo,
PIANOS.
Paln Nash & C. acabam de receber do Londres
dous elegantes pianos, feilio vertical, de Jacaranda,
iguaes cm qualidade e vozes aos dos bem coubecid
autores Collard A; Collard, ra do Trapiche Nov
n. 10.
f DENTISTA FRANCEZ.
Paulo Gaiguoui, estabelecido na ra lama ;i
du Rosario n. 36, segundo andar, colloca den-
tes com gengivas artiflciaes, e dentadura com- 5:f
S(! pela, ou parte della, com a pressao do ar. $$
Tambem lem para vender agua dentifricedo @
tj Dr. Picrre, e p para denles, lina larga do $$
.5 Rosario n. 36 seguniTo andar. ig
fe?* S@
Na ra de llorlas, primeiro andar, junto a igre-
ja dos Martyrios, necessila-sc de una ama para o
serviro interno e externo de casa depouca familia.
Precisa-se de urna ama que saiba cozinhare en-
gommar : na ma Nova n. 52, segundo andar.
Precisa-se alugar una prela escrava que lave
engomme e na falta deste servico csteja prumpla
para qualquer outro servido de cozinha ou casa : no
cilio 11a Magdalena que foi do Sr. Guerra ou na ra
da Cruz escriptorio 11.42.
ftlobilias de aluguel.
AlugSo-se mobilias completas, 011 qualqucr traste
separado a vonlade, tambem se alugao cadeiras em
grande porco para bailes eoulcios: na ra Nova ar-
mazem de Irasles do Pinlo,defroute da ra de Sanio
Amaro.
Aluga-se urna rasa terrea, sila na ra do Sebo,
por '.i.-ikhi rs. mensaes : a halar na ra da Aurora
n. 26, primeiro andar.
Offercce-se urna ama para casa de homem sol-
teiro, para cozinhar, engommar e fazr todos us ser-
vidos de portas dentro, muilo boa e lid: quem qui- '
zer, dinja-se ao becco doSerigado n. 13.
Precisa-se de um caixeiro de 14 a 16 anuos de
idade, que escreva soflrivelraeiite c tenha pratica de
motilados, nao se olhaudn a nacionalidade, com lau-
to que garanta sua conducta : trata-se na ra da Au-
rora, passando a fondiro, alm da taberna, primei-
ro porlAo.
Lino Ferreira Pinto vai Eurnpa tralar de sua
-| saudc, e deixa por seus procuradores em 1." lugar a
seu mano Augusto Ferreira Pinto, e cm 2." o Sr.
Beulo Candido de Moraes.
^^ O bacharel formado cm malheniali- ^^
sS* cas, Bernardo Pcrpirado Carino Jnior, en- ^J
^$ si na arithmelica, algebra c geometra, dos 5^
S4 s 5e meia horas da la(de : na ruaNova ^a>
sobrado n. 56. 53
J0A0 Pcetro Voeeley, fabricante de pianos, afi-
na e conceda com loda a perfeicAo, leudo chegado
recenlcmenle dos porlos da Europa, de visitar as
melhores fabricas de pianos, e tendo ganlio uellas to-
' dos os conliecimenlos e pratica de conslrucc,oes de
modernos pianos, offereceo seu presumo o respeita-
vd publico para qualquer concert e alinarcs com
lodo o esmero, tendo loda a certeza que nada fica a
desejar as pessoas que o incumban! dequalquer Ira-
balho, tanto em brevidade como em mdico prero :
na ra Nova n. 41, primeiro andar.
Est justa urna quinta parte da rasa terrea e so-
lAo sita na ra do Filar em Frade Podas o. 70, se
alguemse adiar com dircito annuncie para ser procu-
rado.
Precisa-se de um feitor para o campo c enge-
nho, que d conhecimenlo de sua conducta : na ra
Nova n. 50.
Domingos Alves Matheus, lem para vender em
seu escriptorio na ra da Cruz 11. 54, muito superior
retroz do Porto, bezerros envernisados, chapos de
fcllro, roxins de linho para montara e haelilha de
algodAo, penuas de pato muito superiores e de aro
para cscrever. ,
Domingos Alves Matheos, tem para vender no
seu escriptorio da rua da Croz n. 54 muilo superior
panno de algodAo trancado da fabrica de Todos os
Sanios na Bahia.
O abaixo assignado arrcmalantc da ponte da
Magdalena, declara que apezar dos prejuizos que
soffrera na factura da mesma, tem pago a lodos e na-
da deve, e se por acaso alguem se julgar seu crednr,
baja de o declarar e aprcscnlar a sua conla. Recife
10 de julho de 1854.Jos Goncalves da Porciun-
cula.
THEATRO DAPOLLO.
A commlssAo administrativa da companhia de ,-n--
cionislas, convida pela terreira vez a lodos estes se-
nhores para a reuniAo ordinaria de assembla gcral,
que deve ler lugar no domingo 16 do corrente, pelas
10 horas da manhAa, como he determinado na ulti-
ma parte do art. 17 dos estatutos da mesma compa-
nhia, afim de se darcumprimentoao disposlo nos SS
do referido artigo.
Aluga-se urna ama forra 011 escrava para casa
de pouca familia, paga-se 10JO00 rs. mensaes : na rua
das I.arangeiras n. 13.
Precisa-se alugar urna sala e urna alcova, 11a
um gabinete de 1 ou 2 andar para homem soltei-
ro: quem livcr annuncie.
Francisco Jos da Silva Macieira faz Mienta
ao publico que niugucm faca negorio Coma casa
cita cm Beberibe pertencentc a Francisco Pereira
Marques, por estese adiar em litigio, judicialmente
embargada por divida que deve o dito Marques ao
Macieira.
Attencflo.
Chegou loja de miudezas da rua do Collegio n.
1, um grande sorlimenlo dos seguinles objedos :
redomas com dores proprias para cima de* mesa, di-
to com crurilixos, ditas com dilferenles santos e
santas, crucifivos de jaspe com anjos em baivo, di-
tas sem anjos, com dicrentes sanios c santas, ditas
de pu com pia em bajo, quadrinhos, mcdalhas,
coriicoes, e oulros muilos, ludo de jaspe com diffe-
rentessanios e santas dentro, muilo proprias para
enfeites de or-torios, garrafas com igreja dentro, e o
padre celebrando missa, ciixinhas com o Minino
Dos feito de cera deitado dcnlro, una porrAo de
bixinhos de pu em ponto pequeo muilj) prnprios
para presepe, urna pon;Ao de ralnnga diversos co-
mo sejam ; carros, canoras, josos.hoiiecos, estriba-
ras, arriliquins, soldados e oulros muilos que se
sdeixam deannunciar.
Os abaixo assignados avisam ao respeitavel pu-
blico, c com especialidad* prara, qoe dissolveram
de commum acrordo c amisavelmenle a sociedade
que tinbam no cstabcleciuieiilo de livros na rua do
Collegio, eqoe gVrava sol a firma social deRicar-
do de Freilas & Clirando o socio Ricardo de Fre-
las Rihriro com lodo o eslabelecimento, comprehen-
demloo arlivo e o passivo, e ficaudo o sucio A. J.
Oliveira desonerado de toda a responsabilidadc pas-
ada, prsenle, e futura ; a qual dissolur.lo leve lu-
gor por papel privado no da sele do rorrenle mez.
0 socio A. J. Oliveira desoneron ao socio Ricardo
de Freilas Riheirn de loda a responsabilidadc para
rom elle pessoalmenle, de modo que d'uin em anleo eslabelecin culo perlenre exclusivamente ao
dito Ricardo de Frailas Ribeiro, a cojo cargo t-
menle fica loda a responsabilidadc da casa, e a quem
compelein todos01 ilireitos eaecoes ao activo con-
trolado durante o lempo que existi a sociedade, a
qual prineipiou a negociar em 5 de nulubrode 1852.
Rcrife 13 dejulho de 1851. ticardodc Freilas
Ribeiro. A. J. Oliveira.
Aluea-sc um preto para lodo serviro:
na rua do Cabag loja de Joaquim Jos
Fajozes.
Quem precisir de nina ama deleite, .1 melhor
po-sivel, dirija-sc ao paleo do Paraso, 'irado que
\olla para a rua da roda.
liento Alves Rodrigues Topinambi, faz pobli-
ro para que nAo haja reda rna cao para o futuro, que
romprou na forma da lei a parle da casa da rua da
tiuia de dous ailares 11. 57, a Albino Aulero de
Souza Reis, qoe Ihe locou por beranra de sua tinada
111A1 Auna Antern das Dorrs.
Na rua de Hurlas n. 142, primeiro andar, pre-
1 sa-s de urna prela esrrava para o servir de
ileopura familia.
Precisa-se de urna escrava para o servirn de
urna casa de pouca familia : na rua do Hospicio :|a
casa nuva i direila daponda panu o qnarlel.
g Antonio Ayrtpino Xavier de Bnto m
m Dr. em medicina pela facnldade m
B medicada Babia, reside na ruaNova S
. 11. ti", primel'PO'andar, onde pode S
5 ser procurado a qualimer bora para 0
B o exerncio de sua prolissao.
O abaixo assignado por si e por parlcdc seus
irnians Honorio Tellcs Furlado e JooTelles Furia-
do, moradores lodos nesta comarca de Garanhuns,
previnem pelo presente ao publico desta provincia e
limilrophes, para que de nenliiinia forma negOcem
rom a madrasta dos mesmos, a Sra. Mara de Sn-
ta'Anna Leile Furtado, a respeilo do dominio de
urna escrava parda, de nome Sabina, que se ada em
poder da dila senhora, no valor de ruja esrrava lem
os annunriantcs suas colas-parles, que em inventa-
rio por lallecimento do pai commum, Ihes roube; e
para evitarcm qualqucr fraude ou pretexto de icno-
ranria, fazemo prsenle. Villa de (iaranhuns 9 de
milia de 1851.Jote Telles Furlado.
:KS@33S
O Dr. Joan Honorio Bezerra de Menczes,
formado em medirina pela faruldade da Ba-
bia, olferecc seus prestimos ao respeitavel pu- Cp
W blico desla capital, pudenda ser procurado a
qualqucr hora em sua rasa rua Nova n. 19,
segundo andar: o mesmo se presta a rurar
gratuitamente aos pobres. iy
@35:* S@
I). \V. Baynnn rirurgiao denlsla americano
reside na rua do Trapiche Novo n, 12.
J. Jane dentista,
contina rczidir na ruaNova, primeiro andar n. 19.
#3c:al
O Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho mu-
dou-se para o palacete da rua de S. Francisco
]> 'mundo novo) 11. 68 A. f*
Convida-se pelo prsenle a Jalo Ferreira Lei-
le, que se presume estar actualmente em Cariri-Ve-
Ibo, provincia da Paralaba, lillio do velbo Pedro
Ferreira Leile, hroes bem condecidos na comarca
de Bonito desta provincia, para que venba quanlo
antes satisfazer a quantia de rs. 205000, constante
de urna letlra que aceitn no dia 7 de abril do cor-
rente annn, nesta comarca de Garanhuns, a prazo
de 23 das, em favor de q'uom elle bem sabe : se o
nao lizer rom brevidade se fara publico lodo esse ne-
gocio, que he sobremodo desairoso ao dito Leile.
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, rua do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, linas e grossas, por
precos mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
coes, como a retalbo, amanendo-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
.abrio-se de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglesas, francezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto oll'erecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietano deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venbam (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da rua do
Collegio n. 2, de
RS Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
i BBKpRp tBKSB&fUmBSmA
O Dr. Firmo, nnxlico, mudou sua
residencia para a rua estreita do Rosario
casan.00, scgiindo. andar
Olfercce-se umaama de boa couducta para ca-
sa de homem solteiro 011 pouca familia, servido de
portas para dentro, para lomar conta de casa : auem
pretender, dirija-so a rna Augusta n. 5.
Precisa-se de 1:0O0jO00 rs. a premio com hy-
polbeca em dm sitio perlo desta prara : a quem con-
vier, dirija-se rua de Sania Rita Nova n. 46, que
ah achara quem o gala.
Aluga-sc um molcquc para todo o servirn de
casa e roa, O qual sabe cozinhar : una ierro da'Boa-
Vista n. 17.
Antonio da Silva M-ia, morador na rua do
Crespo n. 8, faz scienlean respeitavel pnblico, que
em virlude de apparecer mais algumas pessoas rom
igual nomo, de boje em diante se assignara Antonio
Ferreira da Silva ligia.
Joaquim Pereira Arantes avisa a seus amigos!
fresuezes, que contina a vendar bilhetes e meios
bilhetes da* loteras do Rio de Janeiro, oricinaes dos
que ja lem venda, da derima loleria do Estado Sa-
nitario, e paga qualquer gremio con* dr rslanic.
Precisa-se de urna nina para casa de pouca fa-
milia, que compre e coziuhc ; na rua da Cruz n. 7,
lerceiro andar. ,
(juem annunciou qnercr comprar um cabriolel
com robera eos competentes arrcios, dirija-se a rua
da Cadeia do Hecife 11. 62, armazem de Fox Brollirs.
Aluga-se um moleque para servico de casa, o
qual sabe cozinhar o diario : quem o pretender, di-
rija-sc praca da Independencia, loja n. 5.
COMPRAS.
Compra-se um cabriolel rom cubera, novo ou
cm bom uso, com os competentes arreios e com ca-
vallo, ou sem elle : quem liver annuncie por esla
folln para ser procurado.
Compra-se urna casa terrea na povoarao dos
Afoliados: quem tiver annuncie.
Compram-se duas casinhas terreas no bairro
de Saulo Antonio : quem livor annuncie ou dirja-
se a esla lypograpbia que se dir quem quer.
Compra-se prata brasileira e hespa-
nbola : na rua da Cadeia do Recife n.
24, loja de cambio.
Compra-se um prelo canoeiro que seja perito,
moro ou mesmo mais velbo, assim como urna canoa
de carreira que seja segura e boa: na rua da Cadeia
do Recife n. 54, loja.
Compram-se peridicos para embrulho a 3S800
a arroba, garrafas e botijas vsias de lodos os tama-
itos e qualidades, vidros lambem de lodos os tama-
itos e potes de graixa, tudo usado: no pateo do
Darmn \ ruda da esquina da rua de Hurlas 11. 2.
Compram-se acc,oes do Banco de Peruambuco:
na rua da Cruz, casa n. 3, de Amorim Irmaog.
Compram-se 2 quarlos que sirvam para carga:
a tratar na balanca das Cinco Ponas com Manocl
Jos da Ressurreiro.
Compra-se prata brasileira e hespanhola : na
rua da Cadeia no Recife u. 54, loja de fazendas.
Campra-se urna casa terrea, que lenha boa
ronslriicro ecommodos para familia, sendo emal-
uma das ras seguintes: prara da Boa-Vista, rua
do Arago, pateo da Sania Cruz, c rua do Sebo: na
rua Direila 11.83, se dir quem compra,
FARINHA SUPERIOR.
A bordo do hiato Conrciciin, fundeado no caes do
Ramos, ha para vender muilo superior farinha de
mandioca, por preco commollo : para tralar, 110 es-
criptorio de Domingos Alves Matheus, na rua da
Cruz n. 34.
No armazem de Davis & Companbia
tem para vender-se os seguintes gneros,
na rua da Cruz n. 9 : 50 barricas de b-
lacba americana ina, 25 ditas de carne
salgada, 25 ditas de porco dita, 1,000
galoesde mel estrangeiroemmeias pipas,
15 caivis de fumo americano, cba' preto
e bysson superiores, e outros muitos ob-
jectos.
Vendc-sc urna mulata viuda do matto, pren-
dada, com 24 anuos, um mulato rozinheiro e sapa-
teiro, e de boa conducta, um nearn de nac,An. aa-
nhador de rua, e urna escrava, crioula. com habili-
dades e de boa conducta : na roa da Seozala Velha
n. 70, segundo ou lerceiro andar se dir quem
vende.
Vendem-se superiores camisas fran-
cezas com aberturas de linho e de mada-
polao, por preco commodo: na r.ia da
Cruz n. 2(i.
Vendem-se aberturas de linho e de
niadapoliio, para camisas, muito bem fei-
tas: na rua da Cruz n. 20.
Vendem-se, aos caradores, espingar-
das francezas de dous catinos, frun\adas
fingido, por preco commodo : na rua da
Cruz n. 20.
Vendem-se as bem conhecida? a-
mci\as francezas, por preco baiatinbo,
em latas de 12 libras : na rua da Cruz
n. 2C.
Aos amantes da bella fuinaca.
Acham-se exposlos no haicAo da loja de Boavenlu-
ra Jos de Caslro Azcvcdo. na rua Nova n. 52, os
verdadeiros- charutos de S. Flix, qne vendem-se pe-
lo diminuto proco de IJXHM1 rs. a raixa. e aaranlc-se
a qualidade ; e alud cxisle un restante dos da Ba-
hia, que foram annunciadns a 800 rs. a caixa, ami-
gos nao deixem passardesapercebida semelhanle pe-
chincha.
Navalhas do muito acreditado John Bar-
ber, vendem-se na na doQueimado .n. 9.
As mais superiores navalhas que a esla praca "lem
\indo sAo as do celebre John Barber: este autor por
va da aturada applieacao c allencao consagrada ao
rabrico de navalhas, lem conseguido produzi-las to
superiores em qualidade. que crangearam a prefe-
rencia nos principaes mercados da Europa ; passou a
marra-las com o sen proprio nomeJohn Barber,
confiado no honrado coinincrcio que ninguem viola-
ra o seu direilo, ao passo que era iivre a cada um
cxccde-lo. se podes.se, cm vez de concorrerem com
elle por men da justa competencia, alguns fabri-
cantes liveram a haixeza de marcar as suas espurias
c inferiores iraitaeocs com o nome de J. Barber.com
Idlras impressas e gravadas como as delle, que
evidentemente podem passar por taes. Para preve-
nir que o publico seja por mais lempo Iludido por
tal lalcihcac 10 desla natureza. oblive da rorporacao
dos eutileiros a autorisarao para cunhar as minhas
eenuinas navalhas rom o quadro e o compasso, cuja
iinilacao sera urna olfensa penal, porlanlo d'ora em
diante as minhas navalhasserao marcadas cam John
Barber.
Vendem-se todos o perlences de urna padaria,
com pouco uso, por 4O3OOO: no aterro da Boa-Vis-
ta n.18.
Vendem-se as mais novas e melhores semen-
les de hortalice viudas ltimamente de Portugal,
pela galera GratidUo, bem como milho muilo novo
em saccas : na rua da Cadeia do Recife n. 56, loja
de ferragem de Francisco Custodio de Sampaio.
endem-sc superiores queijos do serllo, tanto
nteiros como a libras: na rua Augusta taberna de
Victorino Jos Correia de S.
Vende-se urna colcha adamascada com fios de
prata dourada, usada ; charutos resala da Bahia,
marca A. F. por mil rs. a caixa; aletria a 160 rs.
a libra ; mantcga inglcza a 480 rs. a libra ; vinlio
do Porto ha 10 annos enaarrafado, a 1S000 a gar-
rafa : na laherna da rua da Guia n. 57.
T y,e,,d,em-se ,0 escravos, sendo 5 molecoles de
idade 14 a 18 anuos, 2 escravos de bonitas figuras, c
3 prclas mocas : na rua Direila n. 3.
A laherna do largo do Carmo, quina da rua de
llorlas n. 2, est novamente surtida de todos os g-
neros novos. romo sejam : mauteiga ingleza e fran-
ecza a 400, i80, 360, 640 e 800 rs.." queijos a 1440 e
1?.>20, cha de 5, 6 e 7 patacas a libra, azete doce a
610. vinhq a 400 e 480 a garrafa, toucnho de Lisboa
a 360, de Santos a 280, sardinhas de Nantes, latas
grandes, a 800 rs., pequeas a 600 rs.. traques fortes
I 140 a carta, papel machina e de peso a 2^800 em
resmas e meias, graixa em latas a 100 rs., alhos
em inaiinsasa 110. arroz hrancoa 140, de casca a20C
rs., milho a 240 a cuia, bolaehinha ingleza e aletria
a 300 rs.. cravo da India 600 rs.. Muro a 100 ts.
a libia; lambcui esta sqrlida de louca nova. ,-J
Farinha da terra.
Saccas com farinha muilo fina por 5500 : na rna
du Crespo n. 21, loja de Bernardiao Maia da Silva.
Vendse um mulatinho de 16' an-
nos com principio de bolicir<>: 'jjo lar-
go do Capim, cocheira de Paufo C Silva.
A 260 rs. o covado.
Chita franceza com i palmos de largura, e de lin-
dos desenlias : na rua do-Crespo n. 16 A.
Iiislniccao para o servico das guardas da guar-
nic-ao de Peruambuco, exlrahido da legislado mili-
lar, e accommodada a disciplina e pratica do exerci-
to bratileiro : vende-se na lirrara n. 6 e 8 da prara
da Independencia, a 320 cada exemplar.
Vende-se um excellente carrnho de 4 rodas,
mu hem construido,eem hom estado ; est exposta
na rua doArago, casa do Sr. IS'esmen. 6, onde po-
dem os pretendenles examina-lo, c tralar do ajuste
com o mesmo senhor cima, ou na rua da Cruz uo
Recife n. 27, armaaem.
Aproveitem a occasio.
Com o Iraspassc da chave, vende-se por baralissi-
mo preco urna armaran de gosto moderno, 110 aterro
da Boa-Vista 11. 49, que pode servir para qualquer
eslabelecimeuto, menos para taberna ; sendo o alu-
guel na casa 109000 mensaes; a Iralar na mesma
rua, loja de miudezas n. 54.
Com pequeo loque de ropiui, vende-se panno
fino verde rr de garrafa, de superior qualidade, e
prova de Inuao, a .39500 o covado : na rua do Cres-
po, loja da esquina qoe volla para a cadeia.
R@@ttte-SS jt$89 9
9 CARRO E CABRIOLE'!. #
ende-se um carro de qualro rodas com 4l)
qualro assentos e um cabriole!, ambos rom *
# pouco uso. e cavallos para ambos: na rua No-
va, cocheira de Adolpho Bourgeau.
Aviso interessante aos sapateiros.
Xa rua Nova 11. 52, loja de Hoavantura Jos
Castro Azcvedo, compra-se calcados de lodas os
manhos c qualidades.
Compra-se urna escrava que seja boa coznheira
c engommadeira: na rua Nova n. 50, primeiro
andar.
Compra-se um traiirclim fino de ouro, sem
feilio, c urna canoa grande em bom eslado, appare-
lhada para navegaran cnsteira ; c precica-se frelar
una barrara para ir ao Rio Grande do Norte.
VENDAS
a tratar
da Costa
Vendem-se couros de cabra : na rua da Cruz
no B rrie n. 43.
Vendem-se cliarulosda Bahia de superior qua-
lidade a 33000. por caixinha de 100 : na loja de 4
portas n. 3ao lado do arco de Santo Antonio.
Vendem-se na rua das Croles n. 14, pranchOes
cerrados de Jacaranda, talvez o melhor qne tem vin-
do a esle mercado.
Velas de carnauba do Aracatv,
Vendem-se na rua da Cruz armazem de'courns c
sola n. 15, excellentes velas de 6, 8 e 9 em libra,
em ra ivas de 30 a 50 libras cada urna, e por commodo
prero.
SACCAS COM MILHO.
Na loja n. 26 da rua da Cadeia do Re-
cife, vendem-se saccas com' milho por pre-
co commodo.
Vende-se um piano por prejo commodo : na
rua Nova 11. 50.
Aos fabricantes de velas.
No armazem de Domingos Rodrigues Andrade &
Companhia, rua da Cruz n. 15, vende-se muito supe-
rior cera de carnauba do Aracatv e Ass. em poreflo
e a retalho; e alm de se pesar na occasiAo da entre-
ga se descontar urna libra de tara em cada sacco,
como he costme. ,
Nos Qualro Cantos n. 1, vende-se urna preta
crioula, anda mora de 30 annos, com as seguintes
habilidades: engomma bem, cozinha, lava de var-
rella, faz labyrintho, e dore de todas as qualidades ;
por preco commodo, s por ter urna perna indiada
de hcrysipela, porm nada Ihe empala, nem da-lhe
mais.
@@ @ @ 3
:-i Vende-se o deposito no paleo do Carmo, 09
W perleiicenle a padaria do Amorim no Coelho : 9
S5 a tratar com o mesmn, ou com Cmbelino, loja 4$
$j) de miudezas, no largo do I.iv ramelo.
Na Ponte Velha, no quarteirXo da casa do Sr.
Catan, casa 11. 9, vende-se urna escrava de idade de
30 a 35 annos, que sabe bem fazer o srevic,o de co-
zinha e lavar roupa. <
A 1S cada um chales
de algodlo de cores bonitos padres, assim como cor-
les de brim trancado de cores de puro linho e muilo
bonitos padrc.es a 19730, grvalas de seda de cores
debomgosln a600rs., ditas de chita a 200 rs., se-
tim azul claro a 500 rs. o covado, corles de collete
de fustao os mais modernos a 12O0. boncles france-
zes de velude de cores para menino a 800 rs., ludo
he baralissimo para acabar: na loja de Leopoldo da
SHva Oueiruz, rua do Queimado 11. 22.
Relogios inglezes- de patente.
Vendem-se a preco commodo, em casa de Barroca
ti Castro, na rua da Cadeia do Recife n. 4.
Esteiras e chapeos de palha baratos.
Vendcm-se esteiras novas de palha a I'15 o cento,
chapeos de dila alicorelo, cera amarella e cou-
riolios de cabra: na rua da Cruz do Recife n. 33,
casa de Si Araujo.
Chitas francezas largas a 200 rs.ocovado.
Na loja da esqoina da rua do Collegio n. 5, ven-
dem-se chitas francezas largas de lindos padroes, pelo
barato preco de 200 rs. o covado ; e oulras minias
fazendas por prero muilo commodo.
PARA A FESTA.
Sellins inglezes para homem e sen h ora
Vendem-se sellins inglezes de pa-
tente, com todos os perlences. da me-
lhor qualidade que tem viudo a esle
mercado, lisos e de burranne, por
prero muilo rommodo : em casa de
Adamsou Honie & Companhia, rua
do Trapiche 11. 42.
Vende-se urna balanca romana com lodos os
seus perlences. em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se rua da Cruz, armazem u. 4.
A 500 RS. A YARA.
Brim trancado branco de puro linho, muilo cn-
rorpado : na loja da esquina da rua do Crespo que
Milta para a cadeia.
COBERTORES.
Vendem-se coberloresdetapelea 800rs.,ditomul-
to grandes a t100, dilos broncos com barra de cor a
l280,colclias brancas com salpicos a IgOOO : na loja
da rua do Crespo n. 6.
BRIM DE PJTRO LINHO. PROPRIO PARA
1 MILITARES.
Vende-se hriin de linho branco muilo ericorpado
a .MO rs. a v.i\. vrlcs de cauroira elstica a 4JXHX),
PMim ./ni para Tardas de guarda nacional a 39000
e 49000 o covado, dito prelo para palitos a 8pM0.
49OOO e 49500, lencos do seda de 3 ponas, proprios
para senhora befar pelo* hombros a 610 cada um. e
muilo mais fazendas em conla ; na roa do Crespo,
loja n. 6.
Vendem-se bichas de Hamburgo
em porcoes a O.sOOO 11!. o cento: na
traversa da Madre de Dos n. 9.
Vende-se nm escravo peca, crioulo, (inicial de
sapateiro c cozlnheiro: na na Direila 11. 83, se dir
quem vende.
Vende-se urna bonita escrava de 25 anuos, boa
cozinheira e lavadeira, e de oplima rondurta : na
rua de llorlas 11. 60 se dir quem vende.
ATTENCAO'! L'M VESTIDO PARA NOIVA.
Vende-se um vestido e rapella para noiva, acaba-
do ha dias, no ultimo gosto. por preco muito cm
conta: no aterro da Boa-Vista 11. 51," loja de bar-
beiro.
\ endo-se um erando e bonito carneiro proprio
para sella : no aterro da Boa-Vista n. 73.
MECHANISMO para enge-
nho.
\A njNMG&O' DE FERRO 1)0 EM.ENIIEIRO
DAVID W. B0.YSW. M RU O BRIM.
PASSA&DO CBAFARIZ,
ha sempre um grande sortimento dos segoiatesob-
jeclos de mechanismos proprios para engenhua, a sa-
ber : inociidas e meias moendas da mais moderna
conslrurrao ; taixM de ferro fundid t balido, de
superior qualidade, e ilc lodos os lainaiihos ; rodas
dentadas para agua ou animaes, de todas as propor-
rOes ; crivos e boceas de fornalba e registros de bnei-
ro, aguillifies.brunzes parafusos c cavilhocs, moiubos
de mandioca, ele. ele.
A MESMA FINDICAD'
se eiecutam bulas as eiiroinincndas com a superiori-
dade j conliccida, e com a devida presteza e commo-
didade em prero.
Punios.
Os amadores da musir acham continuadamente
em casa de Bruno PraeSer c\ Companhia, rua da Cruz
n. 10, um grande sortimento de pianos fortes e fortes
pianos.de dillcrenles modcllos, boa ronstrurrao e bel-
las votes, que vendem por inodiros preros ; iissim co-
mo luda a qualidade de instrumentos pira msica.
Vende-se azeite de nabo Clarificado,
proprio para eandieiros dentla por ser
iiiiiiin liiin, a I.sSihi rs. a medida: no ar-
mazn de C. .!. Astle) v\ C, rita do Tra-
piche u. .".

LENCOS DE CAMURAIA l)E LINHO A 58000 A
LZIA.
Na rua do Crepo n. 5, esquina que volla para a
rua do Collegio, vendem-se lencos de cambraia de
linho finos cm carnudas rom lindas estampas, pelo
barato preco da 49500 rs. a duzia, para acabar urna
pequea porcSo qne anda resta.
CERA I)E CARNAUBA.
Vende-se cera de carnauba, chegada agora do
Aracatv por prero mais barato' do que cm outra
qualquer parle: na rua da Cadeia do Recife n. 49,
primeiro andar.
Alparka de seda de cires.
Vende-se alparka de seda de cores de goslos mo-
dernos : na rua do Queimado n. 38, dcfronle do bec-
co da Coiigregar.no.
CHEGUEM A PF.CHINCHA.
Os mais modernos padroes de chitas
francezas, com i palmos de largura, pelo
diminuto preco de 260 rs. o covado : na
rua do Crespo n, 10, segunda loja quem
vem da rua das Cruzes.
NO ARMAZEM DE C.J.ASTLEY
, ECOMPAMHA, RIA DO fUNCU N :,,
ha para vender o seguinte :
Cal branca franceza.
Folha de Flandres.
Estando em verguinha.
Cobre de 2* a 28.
Azeite de Colza.
Champagne, marca A C.
Oleados para mesas.
Tapetes de la a para forro de salas.
Formas de folha de ierro, pintadas, paia
fabrica de assucar.
Aro de Milao sortido.
I.azarinase ca vi notes.
Papel de paquete, ingles.
Brim de vela da Rusta.'
Graxa ingleza devernizpara arreios.
Arreios para um e dous cavallos, guarne-
cidos de prata e de latao.
Chicotes e lampeOes para carro e cabriolel.
Cabecadas para montara, para senhora.
Esporas de aro plateadas.
Chumbo em leo col.
Vendem-se em casa d S. P. Johns
ton & C, na rua de Senzalla Nova o. 42.
Linho do Porto superior engarra&do.
Sellins inglezes.
Relogios de ouro patente inglez.
Chicotes de carro.
Farello em saccas de 7> arrobas.
Fornosde farinha.
Candelabros e catidieiros hronzeados.
Despenceira de ferro galvanitado-
Ferro galvanisado em folha para forro
Cobre de forro.
SANDS.
SALSA PARRILHA.
Vicente Jos de Bnto, nico agente em Peruam-
buco de B. J. I). Sands, chimico americano, faz pu-
blico que lem chegado a esta praca urna grande por-
So de ft-ascos de salsa parrilha de Sands, que sao
verdaderamente falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devem acautelar os consu-
midores de tilo precioso talismn, de cahir neste
engao, tomando as funestas conseiruencias que
sempre coslumam Irawr os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela mao daquelles, que aolepoem
seus inlere&ses aos males e estragos da humanidade.
Porlanlo pede, para que o publico se possa livrar
desla fraude e distingua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recenlcmenle aqui chega-
da ; o annuncianle faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em sua botica, na rua da Cnnrcicao
do Recife o. 6t; e, alm do receituario que acom-
panha cada frasco, lem embaiio da primeira pagina
seu nome impresso, e se achar sna firma em ma-
nuscriplo obre o iiivoltorio impresso do mesmo
jracos.
Vende-se om cabrioiet com sua competente
coberla e arreios, ludo quasi novo ; assim como 2
cavallos do mesmo j ensinadose mansos : para ver,
na cocheira do Pedro ao pe do arsenal de marinha, e
para tratar, na rua do Trapiche Novo n. 14, primei-
ro andar.
DEPOSITO DE PANNO DE ALGODAO
DA FABRICA DE TODOS OS SANTOS
NA BAHA.
Vende-se o superior panno de algodao
desta fabrica, proprio para saceos e roupa
de escravos : no escriptorio de Novaes &
Companhia, rua do Trapiche n. 34, pri-
meiroa andar.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons ell'eitos ja' experimen-
tados : na rua da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
Vender arroz pilado a 1
arma tem de Tasso limaos.
Veude-se queijn'suisso, presuntos para fiam-
bre, licores francezes e mais gneros, tudo da melhor
qualidade e precos commodos : no armazem da rua
da Cruz n. 5.
Vehde-se a loja de fazendas do ater-
ro da Boa Vista n. 44, com pouco* fun-
dos, oitcom aquelles que o comprador
quizer, propria para um principiante por
ter commodos para morada, e tambem
se faz negocio s com a armacao: a tra-
tar na mesma loja.
a arroba : no
h
Bom e barato.
Paulos de panno Ano a 129000, ttSOOO. HigODO
e 209000 ; dilos de alpaka de rordao. a 79000 ; di-
tos de dila prcta, ~9000e 89000 ; ditos de prinec/a
de cor, a 5c; ditos meia rasemira, a5* ; calcas dera-
semira a 59800 e69; colleles de din prelo, a 4> e
59 ; ditos de fustao, a 19600 e 2 ; eMiras muila<
obras ornis baralo que e pode SMMlrar : na rua
da Cadeiado Recife n. 3.
Vende-se leite pagSo todos os dias x>
de manhaa, a preco do costume : era
frente da taberna do Campos, rua das
Cruzes.
Vende-se sola muile boa, em pequeas e gran-
des pcartes, chegada nllimameota--dtr"Xracaly : a
rua da Cadeia do Recife n. i^-primeiro andar.
VELAS DE CERA DE CARNAUBA.
Vendem-se velas de cera de carnauba, em canas
pequeas c grandes, de muilo boa qoalidade, feilas
no Aracatv : na rua da Cadeia do Recife n. 49, pri-
meiro andar.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se cera lauto em grume, como em vellas, coa cai-
tas, com muito bom sorlimenlo e de seperior quali-
dade, cheaada de Lisboa na barra GratUao, assim
como bolachinhas em talas de 8 libras,e farello muito
novo em saccas de mais de 3 arrobas.
9 Deposito de vinho de cham-
($) pagne Chateau-Ay, primeira qua-
9 lidade, de propriedade do condi
de Mareuil, rua da Cruz do Re-
- cife n. 20: este vinho,- o melhor
de toda a champagne vende- V
se a 36$000 rs. cada caixa, acha- Q
il se nicamente em casa de" L. Le-
1 comte Feron & Companhia. N. B.
9 As c.iixas sao marcadas a fogo
@ Conde de Mareuil e os rtulos
das garrafas sao azues-
1
.;
f
*
&
Vendem-se relogios de onro e prata, mai
barato de que em qualquer outra parle
na praca da Independencia n. 48 c 20.
Bepoiito d* fabril de Todo* o Santo* na Baha.
Vende-se, em casa de N. O. Bieber & C., na rua
da Cruz n. 4, algodad trancado d'aquella fabrica,
muilo proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por prer,o commodo.
Vendcm-se cm casa de Me. Calmont & Com-
panhia. na prai;a do Corpo Sanlon. tl.o sccuinle:
vinho dnMarseilIccm eaixas de 3 a 6 duzias, lindas
em novellos ecarreleis, breo em barricas muilo
grandes, aro de milao sortido, ferroinglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias inoenclas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Na rua do Vigario n. 10, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao c flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho^
tickes, modinhas tudo modernsimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Ateneo de Edwln M,
Na rua de Apollo n. 6, armazem de Mr. Calmnl
& Companhia, arha-se constantemente lions sorti-
inenlos le taixas de ferro coado e batido, lano ra-
sa como fundas, moendas incliras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa. etr.. ditas para a nnar em madei-
ra de todos os tamaitos enldelos osiiiais modernos,
machina bol sonta! para vapor rom forra de
i i.nallos, cucos, passadeiras de ferro eslanhado
para rasa de purgar, por menos prero que os de co-
bre, esco vens para navios, ferro da Suecia, e fo-w
I has de flaudres ; ludo por barato precio.

1
%
N> rua do Vigario n. 19 primeiro andar, tem pa-
ra vender-se chapeos de castor brancopnr commodo
preco,
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade de/.inco, superior quali-
dade, por precos commodos: na rua do
Trapiche Novo n. 16.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua* do Brum, pastan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-s a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se en carro
sem despeza ao comprador.
Vende-se peixe seceo de varias qualidades e
muilo bom : na rua da Cruz 11.15. segundo andar;
assim como bolins de couru pelo diminuto prero de
29500 o par.
5$000 cada um.
Vendem-se chapus de sol de seda, boa qualida-
de, por 59OOO rs. rada um, dilos de panninho, por
19280 : na praca. da Independencia n. 35.
Vendem-se cobertores de algodgo grandes a
640, e pequeos a-500: na rna do Crespo n. 12.
QUEIJOS E PRESUNTOS.
Na rua da Cruz do Recife no armazem n. 62. de
Antonio Francisco Martin*, se vende os mais supe-
riores queijos londrinos, presuntos para fiambre, l-
timamente chegados na barca ingleza l'alpa-
raito.
Na rua da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem de Henrjque Gibson :
vendem-sc relogios de ouro de sibonele, de paten-
te inglezes, da melhor qualidade e fabricado* em-
Londres, por preco commodo.
Na rua do Vigario n. 19 primeiro andar, tem i
venda a superior flanella para forro de sellins che-
gada recentemente da America.
Moinhos de vento
"ombombasderepuxopara regar hortas e baiial
de capim. na fundicao de D. W. Bowmaa : na ra*
do Brum ns. 6,8 e 10.
Padaria.
Vende-se orna padaria muilo afreguezada: a tratar
com Tasso & Irmios.
Aos senhores de engenho.
Cobertores escoros'de algodao a 800 r., ditos mui-
lo grandes e encorpados a 9IOO : na roa do Crespo,
loja da esquina que volta para a Cadeia.
Devoto Christfio.
Sabio a luz a 2. edicao do livrinho denominado
Devoto ChrisUo.mais correcto e aerescenlado: vnde-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de om s panno, muilo grandes e
de bom goslo : vendem-se na rua do Crespo, loja da
esquina qoe volta para a cadeia.
AOS SENHORES DE ENGENHO. '
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregad nas co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-Io no idioma portuguez, em casa de
. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz, n. 4.
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto, em
barris de 4., 5. e 8.: no armazem da rua
do Azeite de Peixe n. 14, ou a tratar no
escriptorio de Novaes & Companhia, na
rua do Trapichen. 54.
1
'

<
ESCRAVOS FGIDOS.
Ao amaiiherer do dia 7 de julho corrente, fogio
da rasa do vigano de Jahoa'o o seu escravo Joan,
idade 23 para 21 rmnos pouco mais ou menos, com
os signaos secuinles : pardo ciaro, cabera pequea,
cabellos pretos, estirados e curtos, rosto desramado.
falla de um denle de cima na frente, tem pouca bar-
ba e esla um pouco crescida, falla pouco e um tanto
baixo, e oo he regrista, tem o semblante triste, pa-
rece aparvalhado, grosso do corpo e pernas, c*pa-
daudo, lem os ps mal teitos e grosseiros, levou cha-
peo prelo de baeln de aba larga, 4 camisas, :) de cor
e I demadanolao, 4 calca, 2dccasemira, 1 prcta e 1
esverdiada desbolada, 1 de algodAo trancado aznt e
outra de brim tambem esverdiada, 2 aquetas de qua-
drinhos zoes: roga-se a todas as autoridades policiaca
e a quem o pegar o favor de manda-lo entreear an
seu seiihor em Jaboato, e no Recife ao Sr. Silverio
Joaquim Martina dos Santos morador na rua da Cam-
bo,-1 do Carmo n. 18, qoe ser generosamente recom-
pensado.
Ausentou-se da casa do Sr. SebasliSo Antonio
do Kego Barros, em agosto de lv'it, em occasio que
se achata morando no aterro da Boa-Vista, o seu es-
cravo, pardo, de nome Vrenle, de altura resolar,
que reprsenla ler 30 unos de idade, pouca barba,
bous denles, olhos na flor do rosto, rorpo e peritas
bem frita-, lendo nos cotovellos dos bracos dous lo-,
biolios ; suppc-sc eslar acontado em una casa nos-
la cidade, e seu enhor pVolesla dcade j por pardas,
damnos, dias de servirn. etc. ele.; assim como gra-
tifica a quem o apprehcnder.
Antonio, moleque, alio, bem parecido, cor aver
melhada. naro Congo, rosto romprido, barbado no
queivo. pescoco grusso, ps bem feilos, lendo o dedo
iqrle\ da m9o direila aleijado de om talho, e por is-
so o traz sempre fechado, com lodos os denles, bem
Indino, ollicial de pedreirn e pescador ; levou roupa
de alzolilo e urna palhora para resguardar da clin-
va. lia loda probabilidade de ler sido seduzido por
alguem ; fgido a 12 de roaiodo corrente auno, pe-
las 8 horas da mauhna. tendo obtido licenra para le-
var para Santo Antonio una bandeja eom roupa :
roga-es, porlanlo, a todas as autoridades e capilaes
de campo, hajam de o apprehcnder e leva-lo An-
tonio Alves Barbosa, na rua de Apollo n. 30. ou em
Fura de Portas, rua dos tiuararapes, onde se paga-
rio lodas as despeza.
Dcsapparereu no dia 15 de Janeiro do corren-
te anno o escravo Jos Cacenge, de dede 40 anuos,
poucii mais ou menos, rom falla de denles na frente,
testculos cresridos. e cicatri/es lias nadesas ; grali-
lica-se generosamente a quem o levar ao aterro da
Boa-Vista n. 17, segundo andar.
Para.Ty 4. Nt. T. o r.ru, 18M.


mutii Ano


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