Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01506


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Full Text
i
i
t
t
1
1
ANNO XXX. N. 180.
Por 3 mezes adiantados 4,000
Por 3 mezes vencidos 4,500.

H
-
DIARIO DE
a
SABBADO Ib ub Jul.. L. io4.
Por Anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor-
-*****
NAMBUCO

V
\
KNCAIMIEGADOS B.\ SUBSCRIPCAO'.
Recife, o proprielario M. F. de Faria; Rio do Ja-
neiro, oSr. Joo Pemira Marti ns; Rahia, o Sr. F.
Dttprad ; Macei, oSr. Joaquim Be-nardo de Men-
dong,i; Parahiba, o Sr. Gervasio Yictor da Nativi-
dade; "xalal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Araca-
ly, oSr. Antonio de Lomos Braga ; Cear, o Sr.Vi-
rtoriano Augusto Borges; Maranhao, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.

CAMBIOS.
Sobre Londres 26 5/8, 26 1/2 d. por 19
Pars, 365 rs. por 1 f.
Lisboa, 100 por 100.
c Rio de Janeiro, a 2 O/o de rebate.
Atces do banco 15 O/o de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconlo de letlras a 6 e 9 0/0
-^r
METAES.
Ouro. Oncas hespanholas......2919000
Moedas de 69400 velhas. 169000
de 69400 novas. 169006
de 49000...... 99000
Prata. Patacoes brasileiros.....19940
Peso columnarios...... 19940
mexicanos.......19860
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Ronitoe Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa Bella, Roa-Vista, Ex e Oricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas"e sexta eiras.
Victoria, e Natal, as quintas feiras.
PREAMAR DE no.li:.
Primeira-s 8 horas e 30 minutos da manha.
Segunda s~8 horas e 54 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e qnintasfeiras.
Kelacao, tercas feiras e sabbados.
Fazcnda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphaos, segundas e quintas s 10 horas,
l.'vara do civel, segundase sextas ao meio dia.
2." vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
EPIIEMERIDES.
J ulho 3 Quarto crescente as 4 horas, 1 mi-
nuto e 48 se gundos da tarde.
10 Luacheia as 4 horas, 6 minutos e 48
segundos da manhaa.
17 Quarto minguante a 1 hora, 44 minn-
tos e 48 segundos da manhaa.
25 La nova aos 47 minutos e 48 se-
gundos da larde.
PARTE OFFICIAl.
GOVERNO DA-PROVINCIA.
Expediente do dia 11 de Jultao.
(inicioAo general Jos Ignacio de Abroo Lima,
inleirandu-n de o haver ((Junado pura fazer parte
i i' immissn que lem de dar o seu parecer acerca
lo requerimento do Ileso & Brrelo, despachado em
5 do corren te, e recommendando que .enra em atlen-
ro nao > os estragos que soflreu a ruchiua de refi-
nai assucar deque ellei Iralam, mas tambero a aoa
'"uorlancia, novidade, e vanlagcns em reanlo ao fa-
l>,ico e manipulacio do assucar. Igual o Dr. Mu-
noel Joaquim Carneiro da Cunta ; o i oramunicou-se
ao l)c. Jos Mamede Alves Ferrcira. _
WT0Ao inspector da thesonrari* 'tflrttztnda, dc-
volvrndo a conla era duplcala das diarias abonadas
a seis recrulas vindos da comarca de Garanhuns,
,dim de que seja paga a sua importaitT^Vislo Mr o
ex-delegado daquelle termo salisfeito a exigencia da
quarla seceso da contadoria da mesma thesouraria.
. DitoAo mesmo, inteiraudo-o de haver o jui roo-
nicipal de Caruar, bacharel Christovilo Xavier Lo-
pe, participado que.em 22 de maio ultimo entrara no
exerekio da vara de dir i lo pela aasencia do sen pro-
prielario, o bacharel Manoel de Kreitas Cesar Garcez.
Litera m-se as necessaria* conimunicagoes.
DiloAo mesmo, transmit indo o-avisos de lel-
tras sol) ii*. 2i e 25 na importancia de 97S0OO r*.,
saccadas pela thesouraria de ramuda da provincia do
Kio (jrande do Norte sobre a desta. e a favor de Joa-
quim Jos Barbosa Mun lei ro.-M'arl ici .ioii-sc ao Eim.
presidente daquella provincia.
DitoAo momo, remelleudo a rclagao dos cida-
dos que loem sido nomeados por decretos de 15 de
abril, e 17, 27 e 30 de maio ltimos o lieiaes superio-
res da guarda nacional dos municipios do Recife,
Cabo, Caruar, Bonito, Villa-Bella, Ingazeira, Taca-
ral e Gnianua, afim de que espera ordena, para que vista da mencionada relcelo teja
receida a importancia dos direitos e emolumentos
correspondentes s patentes dos ditos olciaes.
lielarao a que se refere o o/ficto cima.
Municipio do Kecile.
Chele do eslado-maior, Sebastiao Lopes Guimaraes.
Direitos .s $
Sello..... 9160
Emolumeutos 16300
165160
Municipio do Cabo.
Commandanle. luperior, HarSo de Ipnjuca.
Direilos ....
Sello.....
Emolumentos .
tOftjOOO
9160
2ffcO latoieo
Chele da eslado-maior, Bernardo Toleutino Manso
da Cotia Rcis.
Direitos .... 809000
Sello .(,,.... 9160
Emolumentos 169000
96.1160
Municipios do Bonito e Caruar.
Commandunt superior, Francisco Pereira de Vas-
concello Torre.
Direitos 1009000
Sello..... 9160
Emolumentos 209000
1309160
Tencute-coronel commandanle do batalhao do iiuiui-
, ripio de Caruar, Jos o Vieira de Mello.
Direilos .... 8090011
Sello..... 910
Emolumentos 16J000
%J|60
Major commaudtnte da seceso de halalhao da reser-
va do mesmo municipio, Silvestre Antonio de Oli-
veira Mello.
Direilos .... 70S000
Sello..... 9160
Emolumentos 149000
S9160
Tenenle-coronel commandaute do batalhao do mu-
nicipio do Bonito, Jos Antonio da Porciuncula
Laage.
Direilos.....8O9OOO
Sello..... 9160
Emolumentos I69OOU
96J160
Major rnmmamlante da aecrAo de ba'alhoC)
va do meimo municipio, Jos Vieira de Men
Direitos
Sello '
Emolumentos
9160
149000
89I6O
Ctele do estado-maior dos muniripios do Bonito e
Caruar, Manuel Gomes da Cunlia Borba.
Direitos .... 80jO00
Sello ..... 9160
Emolumentos ., i69000
969160
Major coniuinniImite do esquadro de cavMIari dos
meamos municipios, Vicente ferreira Padillia
Calambi.
Direilos .... 703000
Sello..... 9160
Emolumentos 149000
849160
Muuicipios da Villa-Bella, Ingazeira eTacarat.
(.piiiiiiaudaule superior, Manoel Pereira da Silva.
Direitos .... 1009000
Sello..... 9160
Emolumentos 209000
1209160
Chefe do estado-maior, francisco Miguel de Siqneira.
Direilos ... 80.-4XH)
Sello 9160
FOLHETIM.
11.4 HISTORIA DE FAMILIA. (*)
POR vIMli.
~**~
X.
1 Continuaran.'
Urna cniHlti de advojudo.
Voltando i casa, Saint Servis echn Pascoal Grc-
vin, seu raigo, seu cmplice, seu' confidente, rapaz
pcrlencenle natureza mora, espe:ic de vegetal
ambulante I'asroal lembrava-se da promessa fei-
la no passeio publico antes da partida para Saint
Mande.
Estooem kakis disse Pascoal a Saint Servis ;
f rotestaran-me, emprazaram-mc, 4 ilgaram-me, e
f Midemuaram*me revelia. Releva pagar ou ira
Uiclry;
Pois bem, respondeu Saint Servis dislrabidn,
releva pa^ar. Clidiy lie urna liabitaeSo docntia para
11 m lapa? qu tem boa saude.
-- Releva pasar, releva pagar, lornou Pascoal
rom urna voz que fazia-se ameacadora, mas comque
dinlieiro devb pagar*
Com peras de cem sidos ou com ouro. ou rom
bilholeftdabanco. Queres fumar um charuto4
11 brisa 11 o...
B*9*"'e nlu'' Par* livrar-tc di-sse embararo ?
I'alia-mo a primeira peca de cem solJosj e
unto rom lig.
Ali! comas comiso! pois, meu charo, nao pa-
dias chegar em pewr occasiao, estou Laido ao naipe.
Toma emprestado.
Tomar emprestado pensaste liem nissn! nao
ha mais usurarios, os filhos familias os arriiiuaram.
Ah! rerims-me! loriiou-Pascoal com voz as-
pera, pois hem, adeos...
Onde vais, Pascoal?
Vondenuuci.ir-le ao promotor publico...
Oh! disse Sainl Servis com um riso secco, la
anie.ica esla prevista, eu a esperava. I)ir-le-liei o
que Ji/.ia Cicero a RuOus no meio do ribuu il 1 T
le pardes penlendo-ine. .. Eramos dous em Saint
.Mande lu e en.
Vide o II ir. j 11. 190,
Emolumentos
:r
DAS DA SEMANA.
10 Segunda. S. Selvano m. ; S.Bianor rain.
11 Terca. S. Sabino m. Ss. Silvano e Abuendio.
12 (.iiiaria. S. Joao Gualberto Ah. ; S. Jason.
13 Quinta. S. Anacleto p. m. Ss. Jaoele Esdras.
14 Sexta. S. Boavisnlun B. Card. Dr. Serfico.
15 Sabbado. S. CamillodeLes Fundador.
16 Domingo 6. Triumpho da S. Crua ; N. S.
il-' Carino. O Anjo Custodiodb Imperio.
169000
969160
Municipio de Goianna.
Tenenlc-coroael coromandanle do batalhSo de reser-
va das froguezias de Goianna, Tijucupapo e tam-
be bacharel Jos Ignacio da Cnnha Rahello.
Direilos
Sello .
Emolumentos
809000
516(1
169000
96,9160
Teuenle-coroncl commandaute do batalhao de infan-
taria da fregnezM de Tijucupapo Jos de S de Al-
buquerque Mello Gadeiha.
Dh-eiloa .... 809000
Sello..... 9I6O
Emolumentos 169006
969160
Tone ni '-coronel com mandante do lu al ha o de infan-
laria da freguezia de Itamb, Joaquim Francisco
Cavalcanli l.ins.
Direilos .... 809000
Sello..... 9I6O
Emolumentos I69OOO
969160
Oflicioo-se i respeilo aos respectivos commandan-
tes superiores.
DilnAo capilSo do porto, para mandar pdr em
'iberdade o recruta de m irinha Manoel llodrigues.
da Silva, visto ler apresenlado iseucSo legal.
DitoAo juiz de direilo do civel, remetiendo os
reqoerimentos de Florencio Domingues da Silva,
Maiiruiano Francisco Kigueira Duarle, Luiz da Cos-
ta Portocarreiro, Miguel Joaquim de Faria Braga,
Joao dos Sanios Porto, Joaquim Pedro Brrelo de
Mello Reg, Jos Ignacio Soares de Macedo, JoSo
Facuudo da Silva Guimaraes, Luiz da Veiga Pessoa
Cavalcanli e Thomaz Antonio Maciel Monteiro, pe-
dindo a servenlia vitalicia do oflicio de quarto tabeU
liSo de olas desla cidade, creado ltimamente por
lei provincial, os quaes foram devolvidos com aviso
do ministerio da justica para serem preenchidas as
formalidades do decreto n. 817 de 30 de agosto de
1851, cuja execueflo rerommenda a Smc.
DitoAo juiz de erphios desle termo, Iransmil-
tindo o requerimento em que Miguel Arrhanjo Fer-
oandes Vianna pede a serventa vitalicia do oflicio
de secundo escrivAo do orphaos, creado ulliman.....le
nesta cidade por lei provincial, afim de que Smc.
preencha as formalidades do decreto n. 817 de 30 de
agosto de 1851.
Dito. Ao director das obras publicas, appro-
vando a deliberaran que Smc. tomou de ajustar com
o pintor, Luiz de Franca Sonto, pela quaulia de
3609 rs. a pintura do forro claraboias do raio do
norte da casa de delencao. Communicoa-se a the-
souraria provincial.
Dito. Ao major encarregado das obras milila-
res, para qoe com toda a brevidade trate de dar exe-
cur.'m a ordetn da presidencia de 28 de junlio ulli-
mo, relativa aoseonccrlos das prisOes do quartet das
Cinco-ponlas. Communicou-se ao chefe de polica.
Dito. Ao director do colle > dos orphaos, re-
commendando qne mande apresVntar ao director
do arsenal de guerra os orphaos educandos daquclle
collegio, Manoel Machado Fernandos eJoAo Baptis-
lade Paula, que passam a pertcncer companhia
de aprendiz.es menorerao mesmo arsenal. Com-
municou-se este. *.
_ Diio. Ao inspector da thesouraria provincial,
dizendo que pode Smc. empregar o secretario da-
quella thesouraria, durante larde no e-.aine das
contas atrazadas da. mesma thesouraria, em lugar de
Joaquim Mariiihu Cavalcanli de Albuquerque.
Dito. Ao mesmo, inteirando-o de haver o di-
rector das obras publicas, participado que Pedro de
Alcntara dot Guimaraes Peixolo, entrara em 8 do
corrente no exercirio do lugar de ajudanle de enge-
nheiros daquella rcparlc,ao.
Parlarla. Concedendo a exonerarn que pe-
dio o bacharel Carlos Augusto da Silveira Lobo, do
cargo de segundo supplente do delegado do primeiro
disirielo do termo desla cidade. Communicou-se
ao chefe de polica.
12
OflicioAo coronel commandanle dos armas, in-
teirando-o de haver expedido asconvenierfles ordens,
nao s para que 110 primeiro vapor que pastar para o
sal, sejam transportados para a corle com suat fa-
milias, os lenles Jos Antonio Ferreira Adrin, e
Antonio Cabraidc Mello Leoncio, mas tambem para
que se Ihes passe gua de soccorrimento.Expedi-
r m-se as ordens de qne se (rala.
DitoAo inspector da thesouraria de fazenda,
enmmunicando haver deferido o requerimento em
que o lenle do 7. batalhao de infantaria Jos An-
tonio Ferreira Adrin, pede para 'consignar de seu
sold nesta provincia, a contar de setembro prximo
futuro, abril do anuo viudooro, aqnanliade 209
rs. mensaes, a qual dever ser entregue a Francisco
Pinto da Cosa Lima ^ Filho, fazendo-se na guia
desse ollicial- as convenientes declaracoes. Igual
commuuicacao s fez ao coronel commandaute das
armas.
DitoAo mesmo, remetiendo, para que file d
execurio. copia da labella que approvou da avdia-
fAo da elape para a Iropa de primeira linha no cor-
rento semestre.Tambem se remellen urna copia ao
coronel commandanle das armas.
DiloAo mesmo, inteirando-o de haver o juiz
municipal de Garanhuns bacharel Joao Francisco
Duarte Jnior, participado que no dia 1.do corren-
te. deix'ra o exereieio da vara de direilo; por a ter
reassumido o respectivo proprielario. Igual com-
mnnicacSo se fea ao conselheiro presidente da rea-
can.
DitoAomesmo.Apparecendo-me aqui Antonio
Brochado Soares Guimaraes, a quei xar-sc de nao
qoererem receber no mercado as sodulat rxas da
509 rs., que elle apresenlara a V. S., julgo coaveni-
enle que se forem verdadeiras sejam trocadas na the-
souraria, visto que me parece injusto queo Ihesouro
recuse as sedulas que omine.
DiloAo chefe de Delicia, declarando haver Irans-
niitlulo thesouraria provincial, para ser paga estan-
do nos tormos legaes, a conla que Smc. remellen,
ilas despezas fritas com o sustento dos presos' pobres
da cadeia do Bonito, nos mezes de abril a juoho dis-
te anno.
DitoAo director das obras publicas, dizendo, em
vista de seu oflicio n. 317, que pode Smc. lavrar o
termo de recehimenlo da obra dos concertos da ca-
deia da villa do Bonito, passando ao mesmo lempo o
competente certificado, afim de que o respectivo ar-
rematante posa receber na, thesonraria provincial,
para o que licam expedidas as convenientes ordens,
o que se Iheeslivcr a dever relativamente aquella
obra.Officiou-sc a respeilo a mencionada thesou-
raria.
DiloAo mesmo, inteirando-o de haver deferido
favoravelmentc o requerimeeto em que David W.
Bowman, proprielario da fundirn da rifa' do Brum,
pede licenca para enllocar nm guindaste no caes da
ra da Aurora, para desembarcar os productos da-
quelle estabelerimento.Igual ramiiiuuiraro te fez
a cmara municipal desla cidade.
lutoAo i'U|oclor da Ihrtouraria provincial, para
que, a vista da conla que remelle, mande pagar a
C. Starr & C, quantia de 6359600 rs., em que im-
porta um rolo de ferro fundido, e mais ferragens
que o director das obras publicas maudou fazer para
om cylindro comprestor de empedramentos a Mac.
Adam.Cunimunicou-se ao referido director.
DiloAo mesmo, autorisaudo-o, vista de sna
informarlo, a mandar pagar ao agento da companhia
das barcas de vapor a quanlia de 129 rs., importan-
cia da passagem na barca Implrudor, de um deser-
tor e dous soldados do corpo de polica desla pro-
vincia que vicram da de Alagoas.Communicou-se
ao supradilo agente.
DitoAo commandanle do corpo de polica, de-
volvendo o processo de investigaco feito ao alferes
daquclle corpo .Manuel Fcrnandes de Albuquerque
Mello, pela fuga do capitSo da guarda nacional Joa-
quim Alves SimOcs, afim de que fa$a cumprir 0 pa-
recer proferido pelo respectivo conseibo,
DitoAo commandaute superior nomeado para a
guarda nacional do municipio de Cimbres, remetien-
do, para que llic de evecuco, copia do decreto n.
1,388 do 3 de maio ultimo, que organisou a mesma
guarda nacional.No mesmo senlid ofliciou-se aos
commandantes superiores da guarda nacional dos
municipios do Bonito e Cama.11, Villa Bella, Inga-
zeira e Tacaral e do Cabo, remtlcndo-se ao 1.
copiado decreto n. 1,391, ao 2. do de n. 1,392, e
ao 3. do de n. 1,393, ludo datado de 24 do meucio-
uado mez de maio.
DitoAos directores do Iheatro de Santa Isabel,
aecusando recebidos os exemplares que Smcs. remel-
teram, dos eslalulos confeccionados para o bom r-
gimen do conservatorio dramtico desla provincia, e
dizendo que faz votos para que semelhante cslabele-
cimenlo prospere c produza os bens que se lem em
vista.
DitoA' cmara municipal do Cabo, dizendo ficar
inteirado de havercm sido arrematados pela quantia
de 7029500 rs., os impostos de afer<;6es de pesos e
medidas, c de ,500 rs. sobre cabeja ao g;do vaceum,
passagem dos alagadizos de Piudoha eCaxito, eode
f mscales e hnceteiras pertencenles aquello munici-
pio, e declarando em resposta que approva scmelhan-
tes arreinalacoes.
PortaraMandando admitlir o paisano Francisco
Pereira de Carvalho, ao servico do exercito como
voluntario por lempo de seis annos, abonando-te-
Ihe alm dos vencimentos que por lei llie compelirem
o premio de 3009Fizeram-se as necessarias com-
munica^Oes;
DiloAo director do arsenal de guerra, para fazer
substituir por outra, a Africana livre de nome Joau-
oa, que fui mandada para o collegio dos orplilaa.A
alim de cnipregai^!* noserrico danelle eslabeleeP '
uu.'llln.
Tua amcacaetti prevista, cu a esperava? rc-
fnicou Pascoal, amanhaa screi, levado a Clichy, e
lenlio de comer favas'-cinco annos nesse eslabeleci-
menlo. Pois bem, favas por lavas prefiro as de Tou-
lon, porque ahi faz Calor e a gente passeia no mar
todo odia. Alem dlsso, estou pondo as cousas no
peior caso. Ha clrcumslancasatlanuaulcs para mim.
Sou eu que denuncio-mc jutltca, tu fosle que
commetteste o crime. -A justica lera piedade de um
mzeravel como eu j^xrrei quando mut uondem-
i.nlo a dous anuos de gales, e ganliarei Ires annos
obre Clichy. Tens-mc dito muilas veze que sou
um imbcil, Saint Servis; pormconfessa que csse
imbcil nao raciocina mal ueste momento.
Saint Servis balen no hombro de Pascoal e dis-
se-lhe:
Vejamos, vejamos, meu charo denunciador,
quanlo Ihc falla'.'
Oitocenlos e ses-cnla e qualro Trancos e trinta
e sele cntimos.
CJae! passas letlras de cambio desse valor?
O capital be de Inventos francos, o mais sao
as cusas... Nanea pagaste cusas?
Nunca 1 Isso he enorme 1
Sim, disse Pascoal, he enorme... Todos d-
zem: Ah mo podes pagar (rtenlos francos, pois
bem 1 pagaras oilorcnlose sostena e qualro e lanos
cntimos!
Oh se houvessem s os cntimos!... Pascoal
liei dcircflcrlir uisso.
Adeos, Saint Servis, vou ao palacio da jus-
tica.
Espera, espera, Pascoal! Esse palife lorna-sc
hramio!... Oh conversemos nm pouco. Que Taras
depois que pagares esta divida'.'
Nao-ei; pois MU pobre. (Juein pasa urna di-
vida he para cuniraliir oulra. Devc-se passur boa
vida.
E todas as vezes que le achares porta de Cli-
chy viras ameacar-nte com lua denuncia?
Pascoal nao respondeu. Saint Servis passeiava
[-He cabea baixa volvcndo olhos ferozes como se
slivesse medilando alsuma cousa horrivel para l-
vrar-se de mu homein, (|ue liaviadc ser para sempre
0 loriiientn de sua vida. I!m abismo allralie oulro,
di/, o livro santo, o nico livro que tem sempio
razao.
Saint Servis agl,ui-se vivamenle roinu para ar-
rancar da cabeca um pensamenlo hoirivel, tea sera-
TRIBUNAL DA RELACAO
SESSAO' "EM 11 DE JULUO DE 1854.
Preiidencia Bxm. Sr. conselheiro Azecedo.
As 10 horas da manha, achando-se presentes os
similores deaembamadores Villarc*, Bastos, I.eao,
Souza Rebello, Luna Freir, Tellts, Pereira Mon-
teiro, Vallo e Santiago, o Sr. presidente declara
aberta a sessao na Torma da lei.
EXPEDIENTE.
Foi lido em mesa um oflicio da presidencia da pro-
vincia, communicando haver nomeado o cidadSo
Antonio da Silva Gusmo Jnior para servir o ofli-
cio de tabelliao do registro de hypothccas, durante o
impedimento do proprielario. Foi acosado o re-
cebmenlo.
dem, communicando ter concedido quarenla dias
de licenca cora o respectivo ordenado ao promotor
publico do Brejo Manoel de Albuquerque Machado,
para tratar de sua saude. Ficou-se sciente e foi
respondido.
dem, comntanicando qne o bacharel Rodrigo Cas-
tor de Albuquerque Maranhao entrara em eiercieio
do lugar de juiz municipal c orphaos de Paje de
Sores no dia 19 de junho prximo lindo. Ficou-
scienle c foi acusado o recehimenlo.
dem do juiz de direilo da comarca da Imperaliiz,
communicando que linha entrado no exercico do
dito lugar em o dia 9 de marc,o do corrente anno.
Julgamentos.
Aggravos de peiicsn.
AggravanleJcs Dias da Silva Guimaraes; asgrava-
do Jos Pedro Velloso da Silveira. Deu-se pro-
vimento ao aggravo.
Aggravante o Dr. procurador fiscal da fazenda pro-
vincial ; aggravado Paulo Pereira Smoes. NSo
lomou-se conhecimeulo do aggravo por nao ser ca-
so delle.
.Vggravan'le Antonio Pires Ferreira e oulros; aggra-
vada D. Elvira de Moraes Pires Ferreira. Den-
se provimenlo ao aggravo.
Aggravantes D! Mara Francisca Pires Ferreira e
Joao da Silva Varias; aggravado o juizo. Deu-
se provimenlo ao oggravo da execuiada, e negou-
te provimenlo ao exequente. *
Aggravanle Joaquim Duarte Pinto c Silva ; aggra-
vado Antonio de Carvalho Siqueira.Deu-se pro-
vimenlo aoggravo.
Appellares civeis.
Appellanle Jos Das da Silva; appellado Joaquim
da Silva Mourao.Annullou-se o processo-por fal-
la de conriliaco.
Appellanle Jos l-stevao de Barros Lobo e sua mu-
Iher; appellado Joaquim Jos de Miranda.
Julgou-se nullo o processo por falta de conci-
liacSo.
Appellanle c appelladu Joaquim Antonio dos Sanios
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que cansou admiraran ao amigo, ao qual disse com
bondade:
Ouvc-me, Pascoal, a vida que passas lie impos-
sivel em Pars, jumis deixars de fazer Inliccs. Po-
derias viver honestamente em oulra parle, e casar-le..
NSo. ouve-me, fallo serio. Es moro, tcns boa pre-
senca... nao es mo rapaz, quando um meirinhonao
anda em leu alcance. Podes casar em paiz cslran-
gerocom urna herdeira e vver feliz.
Sm, disse Pascoal, o que desejo he rousmo ca-
sar com urna rica herdeira ; mas carero de dnheiro
para viajar.
Nao le d isso cuidado. Se eu te vr bem dis-
posto a seguir meus conselhos darei os primeiros
Tundos para leu eslabelecimento... Primeiramenle
pagarei tua divida... ensna-mc a rasa do meirinho.
Eis seu bilhetc de visita... Kua de Bourdon-
naes...
Bem! enviare) meu criado esta imile... Depois
aconselho-tc que nao percas um instante. Tirars
um passaporte amanhaa...
Para que paiz?
Que importa o paiz? A Blgica, a flollanda,
Allemanha Todos os paizes se assemelham quan-
do sao cslrangciros. Ha herderas por toda a parte
e o nome francez esta muto afamado por canga de
nossos vaudevilles. Se eu nao estivesse retido aqui
por urna inulherque me ama, e que nao faz minlia
felcidade, partirla com ligo. Algum dia se conse-
suir romper esta paixo, onesse habito darei um pu-
lo da ra de Provenca ao caminho de ferro, e adeos
Paria!
Ol I isso convein-me, Sainl Servis, disse Pas-
coal alegremente. Tirarel meu passaporte. Adoro
as viaaens e sou casamenleiro desden berro...
Ficars satisfeilo de mim, Pascoal," iulerrom-
peu Saint Servis. Primeramente quando le vr
senlado no ica^onoancoradouro, le remelterci urna
boa sniiim 1, e rrcebers depois tua mesada pelo cr-
relo... urna mesada de chucutos c cincoenla fran-
cos... Sangro-me em ambos os bracos para assegu-
rar-tc a feliridade; por tanlo casa-lc logo para pou-
pares-me a mesada.
Pascoal no caminho da alegra confundio-se em
excusas, c agradccimcnlos. e Saint Servis recebeu
ludo rom nina frieza mal dissimulada, pois bem eo-
nlieria seu valor; mas como era inleressaduem cum-
prir lodas as >iias pinmessas u3o e.queceu se de ne-
niiiima. lis dous falsos amigossepararam-se depois
Andrade, e Joro Cardoso de Mesquila. Confir-
mou-se a sentenca,.
Appellanlcs Joao Chrisotlliomo de Oliveirae oulros;
appellado Raymundo da Costa Lima. Julgou-
se a habililacao dos herdeitas.
Appellanle Joaquim Alves Barbota; appcllados Pau-
lo Jos Gomes e sua mulher. Confirmou-se a
sentenca. \
Appellanle Loorenjo Jos de Fguered\appella-
do Francisco de Paulo Buarque.Despretl~rte os
embargo! do appellado.
Appellanle Sebastian Jos de Mones Bello; appt
lado Manoel de Oliveira do Prado.Nao foi anda
lancado o accordao. .
Diligencia.
Appellacies civeis.
Appellanlesilgnacio Carneiro de Soiza esua mulher;
appellados D. Luiza Maria de Jess c Jos Ber-
uardo da Silva o oulros. Maadou-sc avahar a
causa para o imposto da ditima e com visto ao
curador geral para ofllciar por parte da menor
Francisca Maria de Jess.
Appellanle Joaquim dos Reis Gomes; appellado o
prelo Pedro por seu curador. Com vista ao Dr.
curador geral.
Detignacoes.
Appellaccs civeis.
Appellantes Hermenegildo Coelhoda Silva e oulros;
appcijado Jos Jacome de Araojo.
Appellanle Frederico Robelhard; appellado Ma-
noel Lopes da Silva.
Retoet.
Appellares civeh.
Passou do Sr. desembargador Tillares ao Sr. de-
sembargador Bastos a seguinle appellac,ao em que
sao :
Appellanle Joao Francisco Barboza Cordeiro; ap-
pellados Francisco Rodriguct Tavares e sna mu-
lher.
I'a- ir, mi' do Sr. desembargador Leao ao Sr. de-
sembargador Souza as seguintes ppellacOes cm que
sao :
Appellanle Manoel Pires Ferrcirl a outros ; appel-
lado o senador Francisco de Paula Cavalcanli de
Albuquerque.
Appellantes Joaquim Aurelio de Gusmo Uclioa e
outros; appellado Antonio de Meiidone.i .Marcan.
Passaou do Sr. desembargador .Snuza aoSr. de-
sembargador Rebello a segrate appellar^ao m
que sSo:
Appellanle Jos Candido de Carvalho Medeiros ; ap-
pellados D. Candida de Barros e seu filho Jos
Candido de Barros.
Passou do Sr. desembargador Rebello ao Sr.
desembargador I jma Freir a segninte appellaran
em que s3o :
Appellanle 1). Conslanlina Jacinlha da Mota; appel-
lado Manoel Jos da Costa c oulro-.
Rassaram dA Sr. desembargador Talles ao Sr. des-
embargador Pereira Mouleiro astepuiules appella-
c,es cmque sao:
Appellanles a viuva e herdeiros d Manoel Lopes
Machado; appeltadn o juizo dot fl-ios da fazenda
desla cidade.
AppelLtnle Antonio Teixeira, thesoureiro do patri-
monio do|Senhor doBom Fim; appellado Filippe
dos Santos.
Appellares civeis.
Passou do Sr. desembargador Santiago ao Sr. de-
sembargador Villares a seguinle appellacao em que
sao :
Appellanle Sancho Alves de Sonsa ; appellado Ma-
noel Vicente Ferreira.
Recurso crimes.
Passou do Sr. desembargador Rebello ao Sr, de-
sembargador Luna Freir a seguinte appellacao em
que sAo :
Recurrente Manoel Joaquim de Bitancourt eoutros;
recorridos Raphael Pinto de Moraes e oulros.
Levanto 11-e a sesslo as 2 horas da larde.
com a clausula de ser seu proprielario indeinnisado,
nao o leudo sido at hoje. A' commissao de justi-
ca civil.
De Lourcnco Marechal, subdito francez, pedindo
ser naturalisado ma Isa brasileiro. A' commis-
sao de consliluicao e poderes.
Continua a lerceira discu-sSu das torcas de torra.
O Sr. D. Francisco : Sr. presidente, eu pedi a
palavra hoalem quasi que s para que nao passasse
de repente urna queslo de semelhante natureza,
quesiso que todos reconhecem ser muito importan-
te ; e tambem por isso n3o lhe quero dar simples-
eute um voto symbolico. Direi pois alguma cou-
i^Bo com esperauca
lixar cssa materia, afim de que nao se commetam
novos atlentados contra a nossa lei fundamental ; e
afim de que se estabelcca urna norma certa e inva-
riavel.
Esto arligo additivo lem feito apparecer urna im-
portante discussao, e tem feito com que se apresen-
tem diSerenfes opinies sobre a materia. Eu cn-
londo que|,occaiao e o lugar mais competente para
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO
CARIARA DOS SRS. DEPUTADOS.
Dia 31 da malo.
A' hora do costume, feila a chamada e achando-se
reunido numero sullicienle de membros, o presiden-
te declara aberta a sessao.
Lida e appravada a acta da antecedente, ol. se-
cretario d.'i conla do seguinte expediente:
Dons officiosdo ministro do imperio, enviando duas
representaees da cmara municipal da cidade de
Mims Novas,fla provincia de Minaes Geraes, pedin-
do em urna aereadlo de urna provincia com os mes-
mos limites do hispado na Diamantina ; e na outra,
que o novo hispado da Diamantina seja elevado ca-
tegora de provincia. A' commissao de eslalislica.
Do mesmo, enviando copia do decreto pelo qual
S. M. I. hoiivc por bem fazer merc da pnalo an-
imal de I2O9 ao guarda nacional de cavallaria da ca-
pital da provincia de Minas Geraes, Francisco Ma-
1 heos da Silva. A' commissao de penses e orde-
uados.
Um requerimento de Jos Joaquim do Reg Bar-
ros, Scbastiao Jos de Barros Brrelo, Manoel Joa-
quim do Rogo Brrelo e Joaquim Francisco Pacs
Brrelo, pedindo a iudemnisacSo de um terreno si-
lo em Santo Amaro, provincia de Pernambuco, pro-
priedade dos supplicaiites, que por urdam do gover-
no imperial foi doado para cemilerio dos Inglezes
de elucidar a materia, mas
com b-fthrxto francamente declarar a tninha opinin.
Este attigo addilivo faz com que delle saiam duas
quesles : a primeira he se as assemblas provinciaes
lem ou nao competencia para legitlarem sobre o re-
crutamenlo? A segdnda se ellas tem on nao o direi-
lo de, nao leji-lau rtwibre o recrutamento, pode-
rem applicar s suas premunas a lei geral que exis-
tir sobre tal malcra ? (Adiados). Creio que a vista
daliossa consliluicao* ninguism sustentar que as as-
semblas provinciaes tem o direilo de legislar sobre*
o recrutamento ; porque he esta materia de especial
iniciativa desta cmara, e no acto addicional nem de
leve se falla era semelhanlc aliribuics s assem-
blas provinejaes.
E muito mellior veremos Slo se com lodo cuidado
atlendennos-ao que dispoe o art. 15 11, que quaa-L.
do falla em relarao a asscmbla geral diz que flxaV a
annualmenle as forras .le mar c Ierra he materia de
sua especial compelencia ; e se altendermos tam-
bem e applicarmos o quedspc o art. 36 2, que
d a iniciativa sobre recrutameulo a esta augusta c-
mara.
Ningiiem e.v vi de Ucs arligos e sua combinarlo
sustentar que asasscmolas provinciaes podem le-
gislar sobre o recrutamento. Agora, senhores, va-
mos a ver se podero as assemblas provinciaes ap-
plicar as leis geraes do recrularaenlo s suas"prec-
sOes ; podcrSo ? Tambem digo que nao ; porqu
quando o aclo addicional falla nessa materia se ex-
prime dizendo simplesmente fixar a forra policial,
e esse fixar a forca policial nao Iraz coinsigo a ne-
cessidade do recrutamento.
Eu nao tenho como claro b que se deva entender
pela forca policial; se dever sor a torca policial de
toda a provincia, ou a forca policial para cada mu-
nicipio, islo he, a forja policial provincial 011 muni-
cipal; para mim he claro que he forja policial muni-
cipal; Iporquc se esses fossem soldados laes quaes
sao os soldados de primeira linha, havia urna grande
incongruencia e al absurdo, porque os soldados que
ervem nos corpos do polica, seis, nove ou mais an-
nos, quando acabam sao recrulados para o exercito,
serveni de novo.
Nao vemos porlanlo que assra se dar um horri-
vel absurdo ? Por conseguiute a torca de que trata o
acto addicional he forca policial de cada municipio.
Peco cmara que, com osconhecimenlos de que
sao d dados os teas membros, elucide esta malcra ;
pois embora pareca-mc que mo ha duvida, nimio
po*so aproveilar com a discussao e luzes dos meu
nobres collegas.
Vamos agora para oulro lado : essa forca policial
qucfuluro offerece a um pobre oflicial ou toldado
que serve por muilos annos ? Sabe-se, ao menos he
liquido para mim, que as asambleas provinciaes nao
podem aposentar nem reformar, e por conseguinte
onde est o futuro desses homens, que depois de ser-
virem 20 ou 30 annos nao conlam com descanso,
com recompensa alguma ?
(Ha um aparte).
E porque urna outra assembla provincial lem
aposeulado, seguc-se que lenham dreito para isso ?
n3o; senhores, he um abuso.
Algumas assemblas provinciaes lem exacta-
mente legislado sobre a applicaco do recruta-
mento s sdas provincias, creio que o Para he urna
dellas, o Maranhao com toda a certeza, e nesta pro-
vincia a assembla respectiva fu a forra policial,
eslabelecc para ella o recrutamento, e a sujeila ao
regulameulo do conde de Lippe {apoiados) ; mas is-
so he um abuso...
O Sr. Sayao lbalo Jnior : Praticado
lanlcmente na provincia do Rio de Janeiro.
O Sr. Pereira da Suca d um aparte.
O Sr. Barbosa : Mas nao se lia de eslar todos
os dias cunteslando.
O Sr. Sayao Lobato Jnior: Eu hei de pro-,
var. ,
O Sr. D. Francisco : Mas esses exemplos nao
formam direilo, c n3o se deve argumentar com abu-
sos; a lei he o verdadeiro pharol que nos deve guiar,
e convm antes eslirpar os abusos do que-scgui-los.
(Apoiados.)
Eu mesmo como doputado provincial pelo Mara-
nhao nao deixei.ni.ii) grado meu, de concorrer para
a factura de tacs leis ; mas declare!, logo que live
oela primeira vez assenlo, que o fazia Toreado, eque
julgava abusivo o modo de entender o tal acto ad-
dicional, que (aeja dito "de passagem) desde seus
principios nunca mcieceii-me, tal qyal foi c he,
grandes syinpalhias.
l'ozes: Oh!
urna disciidBb jBjdasobrc islo sera quanlo Iratar-
mos de lei^os afll Hjfas provinciaes que sao re-
putadas exh'irDJM Hplgumas das quaes j esto
em poder da tJBfmr commissao. Seria conve-
nient que. sfrado>esse artigo, fi/.esse parle de um
projecto de qne te tratasse especialmente e com
toda a largueza, qae reqner um assompto ISn impor-
tante.
O Sr. Aguiar : Etse addilivo nada resolve so-
bre esta quesis 1.
OSr. D. Francisto : Oartigo resolve implci-
tamente a questao, e por taso, julgo mellior que elle
faca parle de um nnhjjlprnjecto, como j disse ; to-
dava, tendo vonladc de ver se concilio de alguma
maneira as differentes opinies apresentadas na ca-
(.", vou mandar a mesa unta emenda para que esse
artigo tenha urna disposicSo permanente, c islo por-
que o nobro depntado pelo Rio Grande do Sol fal-
lou, e ponderou muito bem que nao sera conveni-
ente decretar-so urna dispusiro do tao grande al-
cance em urna lei annua.
Vai mesa a seguinle emenda, que depois de apoi-
ada entra em discussao :
% A disposicSo desle artigo he permanente. 4*
Francisco, n
O Sr. Barbosa observando aue a discussao se lem
tornado om pouco mait complreida nicamente por
se qnercr riaf emenda a torca de urna inte:preta-
c3o aulbontica do artigo constitucional na parle re-
lativa autorisar.Hfl que alguns desejam dar s as-
semblas pmv iucia. para decretare*, o recruta-
monto e que outros negara, diz qu se tal fosse o
seu alcance volara contra ella; nao porque te per-
suada que as assemblas provinciaes lem o direilo
de ordenar o recrutamento, mas penque como nter
prelacao essa emenda sera neflicivz.
Para que a emenda, continua o orador, fosse'uma"
inlerpretacan, como se "tem pretendido, aira preciso
que, consignada em lei a doulrina della, rnl*itaii ni
missivel a doulrina daquelles que desejam dar f as-
semblas provinciaes direilo de ordenarm o re-
Manir I0111011 una expreslo de braudura singular I desta cuuversacSo, comodnus iuiuigos dissimiiludos.
Saint Servis licando t enconlroo-se pela piimeira
vez em presenta dos remorsos.
Esse nomcm tinba-o assustado como um juiz, csse
cmplice pareca um vingador. Entao entrevio era
um horisonte lonsinqun e vaporoso como a garra de
um sonho, lodos os preparativos formidaveis d um
tribunal, ouvo pronunciar seu nome em urna sala
sonora, c urna voz grave que dava urna senlenga c
vingava a sociedade. O mancebo deixou cabir a ca-
beca as rnaos, c cobrio os olhos par nao ver a clari-
dade do dia que pareca accusa-lo tambem mostran-
do remorsos ou terrores em un., temblante de-
vastado.
Porm esse momento nao foi long8. Sainl Servis
indignou-se logo de ter pago sua divida ao remorso,
ergueu altivamente o corpo, e mudoo de pensamen-
tos. O futuro se Ihc aiilollmu risonho. Pascoal pre-
parava-se para partir, e Damocles uao via mais es-
pada, lm duelo com Mr. de Sullauze era impos-
sivel, a juslira dos homens nSosaberia-jamais de na-
da, e a justica de Dos era um precnnceilo vulgar.
Nflo havia receiode parle alguma.
S urna prcvisSo o inquictava. Em alguma noile
sombra elle poda ser atacado de improviso pelos
seus dous inimigos em algum lusar deserto.
Mas, disse comsgo designando um par de pis-
tolas de algibeira, aqui esOo dous amigos que nao
me dcxarn jamis.
XI.
O Clame do pasudo.
No lugar mais deserto do campo de Marte o ronde
Caelano c San Nereo achavamsc face 1 face, e o
semblante do primeiro exprima ao mesmo lempo
urna admirarlo e urna colera superiores ao poder re-
productor da pciina e do pinrel.
Que exclamou o primeiro, esse mzeravel a-
Ireveu-se a dizer semcllianle infamia! e voss 1 vos-
:* nao o dcsmculo na cara !
Sau Nereo guardava um silencio estpido.
Voss deu entao crdito a essas calumnias
horriveis! proseguio o conde Caetauo.creu o que elle
Ji/ia !...
Urna risada estridente arompanhou eslas ultimas
iialavras. San Nereo permaneca calado.
Oeu que minha lilha he cmplice dte ho-
rnera .' acresreulou o pal.
Oh uo he pns-ivel San Nereo, lam nao in-
iiillou-se a es>e ponto !
Meu Dos, quequer 1 disse o mancebo no cu-v
mulo do emba.n.o. Que pode-so responder a quera
O Sr. D. Francisco : Eslabelccido pois que
nao lem direilo as assemblas provinciaes nem para
legislaren! sobre o rccrulaiuenlo, e era para appli-
carem leis geraes que a elle digam respeilo ; esla-
belecido lamben) que he s por abuso que ellas tem
legislado sobre cssa materia, he da nossa obrigacao
nos diz sso cm face, cora olom da cerleza, e da ver-
dade ?
Oh anda insisto inlcrrompeu o conde Cae-
tao. Pois bem San Nereo. Perdo-lhe cssa hor-
rivel suspcila que he vicio de sua uatureza.e nao de
seu corac,3o. Ven ha comigo. Vou fazer o que um pai
nunca fez
Ha um grito de mulher que seus ouvdos nao co-
ndecen), e que voss vai conhecer, he o grito da in-
nocencia. > eolio ni i bocea aviltada pode imilla esse
grito, elle sa como um echo do co, c aquelle que
ouve-o pela piimeira vez, cabe de joclhos e pede
perdao !... Vamos.
O conde de Sullauze levou San Nereo, subiram a
um carro, e atravessaram em pouco lempo o espino
que separa a explanada dos Invlidos do jardim do
l.uxemburga. Nenhuma palavra foi pronunciada du
cante o trajelo.
Chegaram casinha do quarleirao Vaugirard, o o
conde enlrou adianto dizendo Sao Nereo :
Nao me deixe, he o essencial, veri que nao
preparo nada.
Debaixodc diversos pretextos o conde Caelano des-
pedio os dous criados e chamou sua lilha Branca, a
qual de.-een .1 alguns minutos depois.
A moca, que julgava o pai sosinbo,vendo San Ne-
reo, parou e ia retirar-se ao jardim, quando una
or,lem el km.1 de autordade a releve.
Branca, disse o pai, lua presenca he necessaria
aqui. Nao estamos mais nesses momentos felizes de
tranquillidadc, nos quaes cumprem-so os deveres
pequeos di sociedade segundo sua etiqueta riso-
rosa .
Nao he preciso que ninguem se prepare para re-
ceber 11111 cslianho, quando una existencia domes-
tica esta transtornada como a nossa, nao ha mais con-
trariedades, cuidados, nem desgostos, ha a desgraca,
Indi)ornis dcsapparece. Assim nao hesito pdr de
parle lodas as considerares ordinarias para experi-
mentar lua forja e lua coragem neste momento
cruel.
Mr. de Sullauze pronuncien eslas palavras com
voz comovida, e grave ao mesmo lempo.
Branca asscnlou-se e suslcnlou a rabera com as
maos; pois ciinipreheudia queo pai ia fzer-lhe al-
guma revelarau. San Nereo apoiadn na chamin li-
nha os olhos litos no assoalbo, e esperava em urna
desoi'dem de espirito inexprimivel o que ia pas-
sar-se.
se i porlanlo qual a razo que pode diflicnltar a sna
|dopcSo.
O orador diz qu, posto alguns deputodos lenham
asseverado e por muilas vezes, que se lem recrula-
do eUcctivamenle para corpos de polica, nao pode
asseverar se isto acontece ou nao em todas as pro-
vincias do imperio, mas aflirma que naquellas de
que lem mais conhecimento, cano sejam Minas e
Rio de Janeiro nao se recruta' paea os corpos de po-
lica, e quando mesmo em algumas provincias isso
se pralque, exclama o orador, quantas leis provin-
ciaes ofleusivas das altribuices dos poderes geraes
nao podem se Irazer para provar que certos pon-
tos conslituconaes tem sido algumas vezes en-
tendidos de maneir.i absurda! O que he certo he
que a inlelligencia geralm'iite~aeella e firmad| pe-
la governo geral do estado, i qual nao se podem
lireilo
criilamcn lo.
Mas desdo que refleelirem em .que a doulrina da
emenda pode ser apptDvada sem prejuizo desse di-
reilu que podem tqr as assemblas provinciaes na
opiniao de alguns acohores, convencer-sc-hao igual-
mente de que a emenda nao lie interpretativa.
Toda a questao reduzindo-so a saber se a emen-
da he orna intcrprclarao da qucslSo constitucio-
nal relativa faculdade de ser o rccrutamdnlo or-
denado pelas assemblas provinciaes, direi a minha
opniao.
Parccc-me, Sr. presiddnle, que admiltida a don-
trina da emenda, isto he, permittindo-se que o go-
verno geral coosinta qn pelo meio adoptado para
prcenchimenlo db exercito se rompletom os corpos
de polica, nem por isso a queshlo do direilo das
assemblas provinciaes fica prejudicada, qualquer
que seja a snlucSo. (Apoiaot.) Assim podem as
assemblas provinciaes ler o direilo de decrotar o
recrulamenlo, mas esse recrutamento em urna pro-
vincia dada, por muilas c variadas circunstancias
serioeflicaz; pode mesmo'o recrutamento toreado em
urna provincia nao dar os individuos sufllcienles pa-
ra fazer o servico de polica nessa mesma provincia;
pde-se emfim figurar outras muilas hypnlheses de
que apezar do direilo que se quer reconhecer as
assemblas provinciaes de decretaren! o recrutamen-
to, os corpos policiaes 11S0 possam preencher-se por
csse meio, e seja preciso recorrer ao recrutamento
feito pelo governo geral.
Porlanlo a emenda nao prejudica a inlelligencia
do artigo constitucional favoravel a opiniso daquel-
les que dio s assemblas provinciaes o direifo de
autorisarem o recrulamenlo.
E aquellos senhores que pensarem de. maneira
contraria eu peco que observem que elles julsando
absurdo o supprimenlo de recrulas pelo governo ge-
ral aos corpos de polica, na deficiencia de pracas
para oomplclarem esses corpos, se as assemblas pro-
vinciaes tiverem o direilo de decretarem o recrula-
menlo, condemnaro aquellos que entendem nao
ser contra a conslilnicSo autorisar-se o governo ge-
ral a auxiliar as provincias com quaesquer quautias
para despezas provinciaes, por isso que as assemblas
provinciaes tem o direilo de eslabelecerem impostos
para a sitisfco de suas despezas.
leo mesmo que se daria as circunislancias ac-
tuaes. As assemblas provinciaes tem o direilo de
eslabeleccr impostos para satisfcelo de suas despezas
mas entretanto ninguem daqui conclue que o go-
verno geral steja privado, te o corpo legislativo o
aulnrisa, como actualmente, a auxiliar as proviucias
com os dinheiros tirados dos cofres geraes. Assim,
ainda dado s assemblas provinciaes o direilo de
precncher os corpos de polica com recrulas, nem
por isso, no caso desse meio falhar, se pode negar que
governo geral, autorisado pelo corpa legislativo,
possa tambem concorrer com recrulas tirados de to-
do o imperio para precncher 03 mesmos corpos quan-
do aquello meio eja ineflicaz.
Dcslas e outras obvias razcs concluo eu qlic a c-
menda nao envolve orna iulerprelorSn, e te en-
volvessc esta interprelajao era insufllcienle ; nao

ijeixar de conformar 0% presiden les de provincia, he
*que as assemblas provinciaes nao podem decretar
lei de recrulamenlo para preenebimento dos corpos
de policia ; e desde que esse fado existo, seja boa
ou m essa inlelligencia, he necetsario acautelar a
deficiencia dos corpos de policia, em quanlo a in-
lerprelacao authentica nao he pioferida, ou seja no
sentido em que querem os nobres deputados ou seja
no sentido da opinio contraria.
1
Ha um mal, urna necessidade de momento que he
necessario remediar sem prejudicar a deciso fiual
que se deva tomar.
He neste sentido que volarei pela emenda.
Sia ldas e apoiadas as seguintes emendas.
a A' emenda do Sr. Pereira da Silva acretcenle-se
nao sendo esto rujio contrario s leit provinciaes
pe que se resercm os corpos de policia. Bar-
bota, a
< Na falta absoluta de voluntarios poder na cor-
le a torca policial ser completada pelo recrulamen-
lo, e as provincias, se esta disposigao nao for con-
trara deliberaran das respectivas assemblas pro- \-
vinciaes.S. a. Lima e Silva Sobrfnho.' ?*!,
O Sr. Styao lobato : Sr. presidente, nao ata''
cnlhusiasia do que vulgarmente te chama frauque-
zaa provinciaes ; porm aqnillo -qae est positiva-
mente proscripto no acto addicional, que he hoje
parle integrante da nossa consltolcao, deve ser re-
ligiosamente' observado.
'Palo art addicional compete s respectivas as-
semblas provinciaes fixarem a sua forca de policia.
He este um direilo ioteiro, ampio e perteito que el-
lastem; curapre por tanto garantir-lhes este direi-
lo" constitucional.
Ora, pela emenda pruposla se nao he derogado,
he moito coarctado tal direilo, por isso que se pro-
p5e> que ao governo fique o conceder no numero
que julgar conveniente os recrulas para formaro
da forra policial. Se o recrulamenlo for o meio ni-
co, segundo as circunstancias do paiz, de se poder
alcancar a torga, esta visto que, sendo o governo
arbitro, o supremo dispensador desle meio em tal
propoivao que elle bem queira distribuir por cada
urna d_as provincias, ser realmente quem tenha de
fixar a forea policial que tenha -de servir em cada
urna das mesillas provincias. Cumpre por tanto at-
lender para as circumslaocias do psfcz. c ver se as
cousas vao-se pondo em termos de que Aya somente
do recrulamenlo que se possa esperar a ellecliva for-
ja policial. \^
Senhores, nos vivemos em um paiz que ainda pa-
ra os cargos os mais honrosos, he misler o emprego
de meios coercitivos. A nassa legislacao da disto
testemunho ; o honroso mandato de eleitor, o pre-
eioso direilo de jurado, a lei suppoxque nao fossem
expootaneamente einreidos, impoz ama molla, um
meio coercitivo, porque, segundo as circumstancias
do paiz, era necessaria tal mposicao. Os cargo*
de primeira confianza, os, de delegado,'subdelega-
do, e mesmo de chefe de policia, sao obrigatorios,
a-lei os impe como um dever indeclinavel, e.ar-
mn de-meios ao governo para obler ai realitarao
desses servidos.
Ora, em um paiz cojas circumstancias notorias
sao taes, pode-se esperar que baja muitos indivi-
duos idneos, capazos de bem servir, que venham
voluntariamente se engajar como simples guardas
policiaes ? Pode-se esperar islo na quadra actual,
quando pela deficiencia de bracos escravos, pela et-
cassez de serviros, al aqui desempenhados por es-
cravos, tem extraordinariamente encarecido o ser-
vico da gente livre, apta para o Irabalho ? Pode-
se esperar islo, quando, j nao digo um simples of-
ficial de qualquer oflicio, mas um mero servente de
obra, tem um salario alto, qual nao'pde ter o
guarda policial ? Nio, meus senhores ; he convic-
io de lodos que s do recrulamenlo se pode razoa-
vclmenle esperar a organisaco da torga policial. A
demon-irac.n est mesmo na emenda proposla. O
nobre ministro da justica, o homem de experiencia
administrativa, aqui nos declarou que a emenda
era necessaria, porque sem ella nao se complelam
os corpos policiaes, e a emenda propoe que se auto
rise o recrutamento.
Reconhecamos pois que o recrulamenlo he neces-
sario como meio de se fazer ellecliva a torca poli-
cial. r~
Constitu agora o governo geral nico arbitro,
nico distribuidor dos recrulas para as differentes
provincias ; he elle que realmente lem de fliar a
torca policial ; e enl.10 nao fica absorvido o direito
que pela consliluicao perlcuce as respectivas assem-
blas provinciaes ?
Allcga-sc a consliluigao clara e positivamente
di a esla cmara a iniciativa do recrulamenlo. Mas
i I
Minha fillia, lornou opal,nao devemos mais
encnbrr-lc nada. Teos soffrido com urna resignaran
heroica o silencio de que le hei rodeado al hoje.
Agora vai levajilar-se urna pona desse veo tene-
broso.
Esse homem sem nome, esse homem do crime, j o
conhocemos, j o adiamos.'..
Branca fez um movimenlo nervoso, mas conservou
sua attilude de abatimento.
Esta manhaa o conde San Nereo leve urna en-
trevista com elle...
L'm duelo! interrumpen Branca assulada, e
encarando a San Nereo, o qual fez um tignal nega-
tivo.
Nao, minha lilha, lornou o pai, Iranquillisa-
le... Nao farcinos a csse homem a honra de medir
nos-as esnadas com a sua, havemos de obriga-Io a
expatriar-sc ameagando-o com um processo crimi-
nal.
L'm relmpago de satisfago passou pelo semblan-
te pallido da inora.
Acora ouve, minha filha... e islo vai probar-
te que nao quer enrobrir-lc nada... Ouve o que
disse esse homem a San Nereo : auirmoii que l
mesma o linhas convidado 110 passeio publico, que
elle le coiihccia na provincia, e que tii n esperavas
00 jardim de Saint Maud...
O ininilavel grito da innocencia soou como o ar-
razoado de Dos. A moga Icvaulou-se repentina-
mente Icndo o peito arquejaute, os olhos em fogo, e
as niSos nos cabellos, e preripilaudo-sc sobre Sau Ne-
reo, exclamou rom voz inaudita :
E o senhor acreditou-o !
Nao responden o rapaz cabrado aos pes de
Branca.
Muito bem disse o pai chorando.
O co he leslemiinha de que eu le-lo-hi.i apu-
nhalado no mesmo lugar ; mas linha jurado a seu
pai ser calmo diantc desse homem.
He verdade disse o conde Caelano, ello cum-
prio a palavra.
Agora permilta-mc que me retire, lornou
San Nereo, est prceiichido o fin de nossa vi-
sita.
Branca cncarou o rapaz com ar admirado, c at
urna lagrima hrillinu-lhe nos olhos.
Que disse o ronde Caelano, deixa-nns as-
sim ?
- A enhora Branca lem necessidade Je re|>ouso
depois de urna comraogao iao forte ; mas espero que
nos tornaremos a ver brevemente, pois que esta casa
me he nm menle abcrla.
Ella nunca foi-lhe fechada, disse o conde, e a-
gora tenho raz5o de crer que ni tamos as nossas pro-
messas antigs.
San Nereo balbuciou algum lempo anles de
adiar a palavra de sua resposla mas emfim
disse :
Meu charo conde Caelano, o senhqr couhece o
mais ardenle de meus votos. Nada pode mudar-me.
Sou o que era 110 mez passado.
Bem sei, meu filho, lornou o conde apartan-
do a mao do rapaz, nos tambera somos o que era-
mos.
Branca cncarava firmemente San Nereo, e em seu
instincto de mulher comprehendia que elle conser-
i a va ainda algum segredo no fundo do cora-
gao.
O conde linha julgado que a sabida precipitada do
rapaz era natural, e alm disto eslava tao alegre de-
pois de lo crois angustias, que nao quera servir-se
de sua perspicacia para procurar o que havia de e-
quivoco nessa repentina sahida, nSo motivada por
iicnhum pretexto ou por urna boa razao. Mas na-
da engaa os olhos de urna mulher e de nina a-
nianlo.
San Nereo inclinou-te diante de Branca para des-
pedir-sc. O pai lomon um de seus sorrisos dos bel-
los dias, e disse-lhe dando-lhe um leve impulso no
hombro:
Enlao, charo ttoivo, nao abraca?
San Nercu loman a atlitude confusa de um eslu-
dante tmido que recusa oque julga nao ler mereci-
do, respondeu com ura sorriso infantil bem fingido,
como mentira de physiouomia, e dirigio-se resolula-
menle para o corredor.
Branca inquieto, inclinou-sc ao ouvido do pai, e
disse-lhe : ,
Elle ocrulla-nos eerlainento alguma cousa Si-
ga-o e procure saber. .
O conde Caelano pareccu obedecer por compla-
cencia, e disse com voz forte :
San Nereo, espere um instante, saturemos jun-
ios.
I) rapaz pareccu 11S0 gustar dessa chamada ; to-
dava aceitn graciosamente o braco que o conde of-
fee. eii-lbe .1 eiilrada Je una das grade* do jardim
do I II M'llllilll o.
(Conlinuir-se-ha.)


2
- .
--
DIARIO DE PERNAMBCO, SABBADO 15 DE JULHO DE 1854
.
ciim i|ue condijo, para que fim di ella la inicia-1
liva.' Para a organsacao diciendo c da roarioha,
e nao para os corpos policiaes. E de diias nma, ou
oscorrios policiaes sao parle integradle do exercilo,
e desde ja o recrutamento est aul uisado para cllcs,
he escusada esta emenda, >u nao fazem parle do
CMralo, nao sao corpos de linda, c por tanto a c-
mara nao tema iniciativa do recru(aiucnlo a tal res-
peilo.
Mas, senliores, poder-sc-lia negar, anda quando
he qui/esse levar a dcsiguajao da iniciativa do re-
crulamenlo ao ponto da sua mera applicajo, po-
der-se-ha negar que s assemblas provinciacs as-
siste este bom direilo, scguudo o acto addicion.il '!
En sustento que ainda nesle. caso nao se pode negar
este direito as assemblas provinciaes.
Quando a conslilijao do eslado, no capitulo res-
pectivo, determina que a cmara dos deputados lem
a iniciativa do recrutameul >, lambem diz que lem
a iniciativa do imposto ; enlrctanto, segundo o aclo
addicional, as assemblas provinciacs poden) impor,
he direiio seo. Nao declara o acto addicional que
ellas lem a iniciativa, porque nao o poda declarar
era devia, visto que sende a asamblea provincial
"nica, a ella seguramente caba a iniciativa. Fu-
ta a declarajao cipressa 'le que cmara dos de-
putados perteucia a iniciativa do imposto, a inicia-
tiva do recrulamenlo, porque sendo o corpo legisla-
tivo peral composlo de dais cmaras, o legislador
conslilninle quiz que fosse confiada a trela 13o im-*
portante de iniciar imposlos, de iniciar o recrula-
menlo. islo lie, o sima ico o mais oneroso que pode
ser laucado populacho ; quiz que fosse confiada
esta trela aos immediatos representantes da najao,
aquolles que peridicamente sao renovados, e que
por isso pareceu ao legislador conitiluinte que se-
rian os mais diguos de iniciareni disposijes lao
onerosas.
E, pergunlo eu, a asscmbla provincial nao esta-
r uas mesmas coudijoes? Naq aillo que perlence
iesphera de suas atlribui j es nao he ella Uo sobe-
rana como o corpo legislativo? Nao he, como a
cmara dos deputados, representante immediata do
paiz^renovada peridicamente, e por tanto em lu-
do digna dessa confiauja que bem merece a cmara
dos deputados '!...
O Sr. Sitveira da Molla : Mas o acto addicio-
nal naolhc deu a competencia.
O Sr. Sayao Lobato: Deu-lhe a competencia
para fuar a- forja policial, o nisto esl a oulorga de
todos os meios proprios necesarios c essenciaes para
conseguir-se esto lira...
O Sr. SUteira da Molla : Era preciso que
fosse dada expressamente.
O Sr. Sayao fjibato: Eipressamenle esl no
espirito o mesmo na lcllra do acto addicional ; o se
nao vem declinada a palavra iniciativa, he porque
era ella inaplicavel ao caso da asamblea provincial,
que por si so delibera sem assistencia de outro car-
po conjunctamenie deliberante. Ora, e asseroblea
provincial nica e delusivamente compete fijar a
fori;a policial, compcte-lhc seguramente o comple-
xo de todas as faculdades proprias e necessarias
delermioaco desta forra.
Mas, senliores, qual he a verdadeira hypothese da
queslao? Nao ha propramente necessidade de inicia-
tiva de lei sobre recrulamenlo ; esta lei esl feila,
as medidas estao tomadas; todas as coudjfles com
que osle servico deve ser clTecluado estao devida-
mcnle reguladas pelo acto competente, que de mi-
to lempo serve deregra para esle importante servico;
o que uDicamenle tem a fazer as assemblas provin-
ciaes he empregar discretamente este meio hoje or-
dinario do governo, meio autorisado, meio legitima-
do, meio reconhecido como indisptnsavel para esle
servico.
Queris sustentar que dando o acto addicional s
respectivas assemblas provinciacs a faculdade ex-
clusiva de fixar a sua forja policial, lhcs negasse. meio necessario de levar islo a efl'cilo ? Queris
suslentatjqUe esta tarefa cenfiada as assemblas pro-
vinciaes como sendo negocio que por ellas mclhor
poda ser decidido, visto que se Iratava de prover
sobre necessidades locaes, deve dcllas ser desviado c
enlieguc ao goveruo geral i ,
E,senliores, porque razo se'irope boje esta ab-
sorp,.ao? Porque se diz qu nao podo contar com rcenlas para o exercilo, por-
que lodos serflo desviados, ficarao pelas provincias.
Senhorcs, cu entendo que esle inconveniente nao
he de receiar, on pelo menos que pode ser fcil
devi Lmenle-removido pelo governo, lendo boa von-
tade, e empregando meios convenientes. Quacs sao
os ejecutores das leis provincial ? Os presidentes
das mesmas provincias, que sao delegados do gover-
no, os enrarregados por elle paia determinar todo
esse servico do recrutamento para o exercito o ma-
rraba.
Como pois receiar-se que empreados de seme-
Ihanle ordem procedam lao desaslradamenle que
causem irreparivel d,un no a um ramo de servico lao
importante '.' Nao he presumivel, ou pelo menos
ser muilo temeraria presumpcao, pois que he sup-
por-se que esses empregados geraes, csses delegados
do governo geral fallaran sua miss3o para com
o governo que os emprega, os mantera e os pode
destituir !
Sr. presidente, a verdade he que ncm ha fundado
motivo para um tal receio, vislo que por muilo gran-
de que seja a provincia a forca policial respectiva
sempre he muilo mdica, c para se completar tal
forra nao he misler tomar lodos os recrutas fcitos
paraoeierciloemarinha. Alias de ha muito faltariam
recrulas para exercito c marinhapois que, como ja
foipouderado,em quasi lodas as provnciasjrcalmcnlc
lem sido lirados dos recrulas os individuos para a
guarda policial, sendo alistados nella ou como taes,
ou como supposlos voluntarios.
Mas, senliores, admilliudo a procedencia da alle-
fiacAD da falla de recrulas nao he certo que oestes
lempos ordinarios em que est firmada a paz e se-
guranza publica, o servico publico mais se inleressa
pelo precncliimcnlo da forja de polica, do que mes-
mo pela de linha, cujo emprego, alias de mxima
importancia, he principalmente requerido para a
ile 'e/a da najao ? N5o he pois cerlo que na qua-
dra actual de paz segura que logramos, as coitvcui-
enciasdo servico recommendam principalmente i
melhor organsajao da forja policial, necessaria e
iiidispensavcl para a salva-gnarda de lodos os drei-
tos iudivduaes, de lodos os legitimo* interesses ?
Nos lempos de paz a vaulagem da servijo da for-
ca policial nao pode ser contestada ; ahi est para
o demonstrar a experiencia de lodos os dias, o o
que no prsenle acontece nesla corte he a sua mais
clara demonstraran, come muilo bem o sabe o nobre
ministro da juslija, que me ouve. Nesla cidade do
Kio de Janeiro exisle um corpo de polica que de-
veudo ler oitocenlas pracas, al hoje nao pode chegar
a seu eslado completo,apezar de lodos os recursos c
vanlagensquc sobre os outros pontos do imperio of-
ferece esta capital, e apezar das diligencias do seu
aclual e digno cornmandantei apoiados}; essa forja
nao lem al hoje pedido contar mais de 6U0 pracas,
eutretanto que aqoi existe lambem um forja de li-
nha lalvel excedente a 1,501) pi ajas ; o corpo de po-
lica assim mesmo reduzido ortega com um immen-
so servijo, e satisfactoriamente o deseinpcnha, acode
a i.udas as diligencias ordenadas pela auloridade po-
licial, faz rondas e d guardas (apoiados) ; da forja
de linha, lao superior, nao tem sidopossivcl obler-se
at o. presente nem ao menos oguarnijo da praja
einalguus ilias E, porlaulo, razo tenlio para sus-
tentar que uestes lempos de paz inalteravel deve-te
[referir que a forja policial esleja preparada e com-
pleta; e.pos.o supposlo desfalque de recrulas com
" preeucbimento dos corpos policiaes.nao conslituc
esse grave attcnlado contra as conveniencias do ser-
vijo, nem importa caso de detrimento de servijo,
quecumprede lodosos roodoi evitar.
Tambera se presenta coma grave objeejao aos
que impognam a emenda que, sendo o recrutamen-
to um verdadciio imposto, sem inconveniente nao
podara o governo provincial legislar sobre elle, por
isso que se ia encontrar com o governo geral que
tem uceessidade de fazer uso Jelle para o exercilo
e pai,i a mai Julia. Sr. presidente, *eu nao conipre-
heudo a forja c alcance de semelhante argumeulo,
apenas descubro nelle a supposijao pouco orthodoxa
do antagonismo eulre o goveruo geral c o governo
proviucal (apoiado), a ilagomsmoque nao deve c
nao pode existir, porque o geverno provincial faz
parle do governo geral ; aln de que, senliores,
quando se atiende para a populajo do imperio e so
considera a limitada forja de linha decretada para o
exercito c marinha, nfu so pode suppor que falte
genle recrulavel para o servijo dos corpos lano da
aunada e exerrito, que apenas oceuparao 23,000 ou
'4,000 homens, como para o servijo da polica, ca-
jo pessoal nao exceder por lodas as provincias a
(,000, numero esle por cerlo limitado, que mesmo
sem mcllcr em cauta alguna voluntarios que por
ventura apparcjam, deve com certeza ser folgada-
mcnlc fornecido pelo recrulamenlo ; o ponto he
que o goveruo queira 'acertadamente empregar os
raeios,lque os tem lodos a ma disposijao.
A' vsla doexposlo, Sr. presidente, ou consider-
se a i men da em si e pelo principio de incompetencia
desta cmara de regular materia qiie pela conslilui-
jao perlence s assemblas provinciaes, ou mesmo se
considere (e nislo vou de accordo com o illuslre mi-
nistro da juslija, e com o nobre deputado que me
a*lecedcu na tribuna que essa emenda nao pode
ser meio de fuar-se a intcllgencia do artigo consti-
tucional, como alias o pretenda o positivamente o
declarou na casa o scu aulor, acompanhado e ap-
plaudido por alguus outros Srs. deputados, eu en-
tendo que tal emenda nao esl no caso de ser aceita,
e por isso continuo a volar contra ella.
O Sr. Ferraz diz que respeilando muilo o nobre
dcpuladoquc o precedeu tanto pela Ilustrajao que
o distingue como,e especialmente pela maneira lumi-
nosa com que sempre discute na casa, far todava
algumas reflejos nao s a respcilo da questao de
conveniencia do ^recrulamenlo para os corpos poli-
ciaes, mas anda sobre a questao de intelligeDcia da
conslilijao, oude competencia das assemblas pro-
vinciaes sobre o recrulamenlo.
Para mostrar que o direilo ou obrtgacao que tem
as assemblas provinciaes de fuarem a forja de po-
lica de suas respectivas provincias nflo implica, eomo
enlendeu o deputado a quem responde, o direito de
lanjar mao de todos os meios para a composijao e
complemento desses mesmos corpos, o orador apr-
senla um simile lirado da conslilijao.
A asserabla provincial, diz elle, lem obrigacode
fijar a despeza da provincia ; a esla obrigajao cor-
responde a de creajo de meios qne julgar necessa-
ros para fazer face a essas despezas. Estes meios
sao os impostos, os emprestimos, os privilegios desles
ele. etc. Logo nao era misler que o acto addicio-
nal fizesse distincta menjo de urna e outra atlribui-
jao, mas esta dislincjao fez o acto addicional, como
o havia feito a conslilijao, nao s a respeilo da fi-
xajo de despeza e impostos, como da fixajao de for-
ja c do recrulamenlo. E se ueste caso nao esl,
esta dislincjao fo feila por cerlo a respailo do re-
ci [llmenlo ; a lacnna do acia addicional importa
um preceito, e a prohibijno desla materia ser rega-
lada pelas assemblas provinciaes. E notar devo
ainda a casa que na attribuijo de decretar impos-
tos o aclo addicional foi mais alera, tracou um cir-
culo dentro do qual as assemblas provinciaes po-
diam funecionar ; e lhes prohibi a crcajao daquel-
lcs que pudessem ferir as imposicoes geraes do Es-
tado.
O nobre deputado enfeude, e nislo principalmen-
te assonla a sua argumentajao, que as assemblas
prov inciaes podem fazer aquilloquc o aclo addicio-
nal lhes reda : cu ao contrario, julgn e sustento qne
em materias como esta asatlribuijoesse naosubenlen-
Am, que as assemblas provinciaes smente podem
Bgislar sobre os objeclos expressamenle exenciona-
dos pela conslilijao, e accrescentarequ este prin-
cipio aulorisa um absurdo que nao he compalivel
com o rgimen constitucional, y
FeUas mais algumas rcflexflesr orador passsa a
tratar da qucslao de conveniencia.
Sendo a morigerajo de suas prajas a condicao
essencial de um corpo de polica, que tem por fim
manlcr a Iranquillidade publica e defender a segu-
ranra individual, e nao apacentando o recrula-
menlo entre tvds nenhoma vantagem, antes sendo
um mal, un/ defeilo, julga o orador melhor que os
corpas policiaes nao estejam preenchidos do que o
sejari) por meio de pessoas que nao podem dar a ga-
ranta que se exige.
O orador conclue o seu discurso locando em nm
ponto relativo primeira questao que discuti e he,
que suppondo-se que o direito de fixaco importa
direilo a lodos os meios precisos para o preenchi-
mento do pessoal, forja ser admillir-se lambem o
cngajamenlodo cstrangeiros como consequencia ne-
cesseria : quem quer os fins di os meios.
O Sr. Macario faz breves observajoes sobre a ma-
teria, oppondo-se ao artigo additvo do Sr. Pereira
da Silva.
O Sr. Xabuco (ministra da juslija): Sr. pre-
sidente, tenho necessidade ainda de insistir na decla-
rarao que hontem fiz nesta casa relativamente ao
carcter que supponliona emenda de que se traa ;c
esla declarara!) he tanto mais necessaria quanlo di-
versas inlerprelajflcs lem sido dadas a essa emenda
por alguns nobres depnlados que a defendern).
Sebe licito aos"nobres deputados interpretaren! a
emenda no sentido que lhes apraz, n3o deve causar
cslranheza que o governo,que lera de ejecutar a lei,
diga o sentido em que a eutende ; porquanlo en la o
ser livre aos nobres deputados que pensara de um
modo diverso volar roica a emenda.
E em verdade, senliores, se aulhenlica en consi-
derasse a dcclarajao dos nobres deputados que tem a
emenda como terminante e decisiva a respeilo da
qucslao da competencia das assemblas provinciaes,
nao me importarla a sorle da emenda, porque, com
loda franqueza o digo, ,me parece irregular que se
decida por esla lei annua urna questao Lio importan-
te. (Jpoiados.) Qualquer que seja o principio que
o governo deseje que triumphe, nao he esle o meio
competente para con5gna-lo o o dolermina-lo. '.Imia-
dos.)
As leis de algumas assemblas provinciaes lem de-
cretado o recrulamenlo ; essas leis esiao sujeitas ao
juizo da cmara ; a discusso dcllas me parece a oc-
casiao mais propria para se decidir urna queslao des-
la natureza (apoiadof); releva ainda dizer que leu-
do sido consagrado ou reconhecido pelos poderes
geraes do Estado que nao compele s assemblas pro-
vinciaes o direito de legislaren] sobre o recrulamen-
lo, essas decisocs dos poderes geraes do Estado, res-
pcilaveis, dignas de toda a cousiderajo como ellas
sao, nao se devem arriscar s contingencias de una
sdiscussao, perfuucloria, nao profunda, nao prece-
dida dos tramites que a madilrcza exige.
Desojo pois que fique consignado que o governo
emendo que esta emenda nao decido a qucslao prin-
cipal, nao rcsolve, nao prejudica a queslao da com-
petencia das assemblas provinciacs.
Compele s assemblas provinciacs o direilo de le-
gislar sobre o recrulamenlo ? Pois bem, esta me-
dida, como cu disse hontem, servir para com-
binar e [conciliar o direilo das assemblas provin-
ciaes com o direilo dos poderes geraes, porqne
em ultima analvse o recrulamenlo sempre ha de ser
regulado pelas leis geraes, ha de ser feilo pelos po-
deres geraes; e quando, senhores, ha mingoa de gen-
le para o recrulamenlo, he essencial que o governo
geral inspeccione o regule o numero, porque alias
todos os recrulas seriara para os corpos polici >es,vis-
to que he mais commodo servir nesses corpos do que
na tropa de linha,a necessidade mais immediala pre-
ferira mais remota.
Se hoavesse superabundancia de numero, cu ad-
mlliria as razes do nobre deputado pelo Rio de Ja-
neiro que ha pouco fallou, mas ha falta de gente,
he preciso que se combinem s necessidades do ser-
vijo da polica com as necessidades do exercilo, he
preciso que o governo inlervcnha sobre esse numero.
Mas nocompele s asscrablcas provinciacs o direi-
to de decrctarem o recrutamento ? Pois bem,
medida he conveniente, be um auxilio para que es-
ses corpos se preeiu bain. A qucslaoipois se reduz
ueste caso conveniencia do auxilio.
Quanlo a miro, ha loda conveniencia. A casa sa-
be que o exercilo nao se acha em seu eslado comple-
to, nao pode prestar-se as necessidades da polica ;
j fiz sentir quanlo seria inconveniente distrahir da
industria os suardas uacionaes para emprega-los no
servico policial: que fazersenao prcencher os corpos
policiaes'.'
Disse um nobre deputado pela Babia : a Nao ha
conveniencia oeste relo ;dcvemos lrar soldados pa-
ra os corpos de polica d'cnlro a rlasse moriseraria, c
o rcrrulamcnto smenle se faz na classe mais nfima
da sociedade. Mas, senliores, queftranlia de mo-
ralidade presta o engajamento V Que classe da so-
cjedade fornece os engajados t
Para responder a islo basta ver que nao ha indus-
tria no paiz que ollereja menores vanlageus que os
rodos dos corpos policiaes ( Apoiadoi. )
E, senhorcs, esse argumcnlo nao procede, porque
tem contra si a experiencia. O exercito se compoe
por meio do recrutamento dessa gente nfima da so-
ciedade ; mas he dessa geulc que lem sabido muilos
bravos do nosso paiz, a disciplina lem feilo como
por milagre que esses homens de mosque eram, se
lornem militas veza hroes e dignosdo uome brasilei-
ro. ( potado* ).
Nesla oecasUto me occorre urna vantagem que o
recrulamenlo para os corpos de polica poda trazer,
e lie a disciplina, porque, corresponden! e nao re-
pugnara ao recrulamenlo as leis militares ou leis mais
efiieazes para a disciplina, nao assim quando o meio
nico para preencher csses corpos fr o engajamen-
lo de voluntarios: desde que liouvcr recrutamento,
lie possivel que as assemblas provinciaes possam es-
lender a csses corpos leis mais fortes, leis que pos-
sam conseguir com mais cfTlcaca a disciplina.
Duas emendas foram rcmellidas mesa, nma pe-
lo nobre depulado pelo Rio Janeiro, e nutra ( urna
sub-cmenda) pelo nobre depulado pela provincia de
Minas (eraos.
O Sr. Pereira da Silva : As emendas sao de
don- deputados de Minas, o Sr. Lima e Silva, e
Barbosa.
O Sr. Nabuco ( ministro dajutlir.a ): Pareca-
me que urna era do Sr. Sayao Lobato.
Nao posso admiltir a emenda proposla pelo nobre
depulado pela provincia de Minas Geraes, porquan-
lo nao conten a clausula do numero, e esta medida
he essencalmenle governaliva,havendo, como ha,fal-
la de gente ; e nao devendo os corpos de polica ser
prccncliidos comdelrimcnlo dos corpos do exercilo,
o governo, como j disse, deve regular o numero/A-
ceilo porem a sub-emenda que leude a reconhecer
uas assemblas provinciacs o direilo do decretar a
compo-icao dos corpos policiaes exclusivamente pe-
lo meio do cngajamenlo: quando ellas quizerem es-
te meio nao lhes podemos impor o recrutamento.
Quanlo emenda do nobre deputado pelo Kio de
Janeiro, repilo, ella nao prejudica nem resolve a
questao da competencia das assemblas provin-
ciacs, a qual deve ser tratada de um modo maduro e
regular.
O Sr. Magalhaes Castro vota contra a emenda,
nao porque ella prejudique a qucslao principal, mas
por que vai permiltir o que nem o acto addicional
permiltio s asscmblea3 provinciaes.Uto he, que se-
jam guardas policiaes, homens recrutados, o que he
contra a lei e repugna com a ndole dos corpos de
polica as provincias. >
O Sr. Saraira diz, que dar-se a inicialiva'do le-
crulamento s assemblas provinciaes he atacar mui-
lo directamente as liberdades publicas, he aeixar a
cargo de um poder muilo dependente asorle dosdi-
reilos individoaes, he erigiros presidentes de pro-
vincia em potencias, em arbitros da sorle dos direi-
lo* polticos do cidadaos braii'-iros.
Julgada a materia suftlcl .nlemenle discutida, e
procedendo-se votaran, lie apnrovada a emenda
do Sr. Pereira .da Silva com e additamento do Sr-
Barbosa.
E a finl adoptado o projeclo assim amendado, he
remedido commissao de redaccao.
Continua a 2.* discussao do projecto que delermi*
na competir aos ofliciaes de ." classe do-exercilo os
mesmos vencimenlos que) aos da \." quando empre-
gados em servico proprio desta ultima, com os ar-
llgos addilivos apoiados em nma das sessOes ante-
floras.
O Sr. Aguiar obtendo a palavra pela ordem re-
quer que se lea a informajao que o governo deu
acerca do assumplo de que trata o projeclo.
O 1. secretario procede Icitura desse docu-
mento.
Nao havendo quem peja palavra para fallar so-
bre a materia, e indo-se por a volos, susriia-sc urna
muito breve questao de- ordem se a votajao deve
ser por escrutinio secreto.
O Presidente" consulta cmara se, nao obs-
tante a deliberajao tomada em sessao de 6 de marjo
de 1850, devia-se volar por escrutinio secreto um
projeclo em 2. discussao, o qual ainda lena de pas-
sar por urna lerccira quaudo alguns de seus arlgos
comprehendessem materia de interosse particular.
A cmara delibera arrmlivamenle.
I'rocede-se votajao symbolica sobre a emenda
do Sr. D. Francisco, que contera disposijao geral e
he approvada.
A emenda do Sr. Rbeiro de And rada fica com-
prchendida na votajao.
O arl. do projecto be julsado, prejudicado e por
isso nao he submeltido votajao por escrutinio se-
creto.
Entrando em discussao o artigo addilivo assgna-
do pelos Srs. Kibeiro de .Vndrada c I). Francisco, he
approvado sem dbale, e passa o projecto a 3.a dis-
cussao.
Eutra em 3. discussao o projecle n. 13 desle anno
que determina o foro onde devem ser processados e
julgados alguns criraes commetlidos por cidadaos
brasilciros fora do imperio.
V io a mesa as segainles eme mas.
o Arl. I. Scro processados, ainda que ausentes
do imperio, ejulgados quando a ello voltnrem ou
forcm Irazidos por virludc de exlradij.lo ou poslos
a disposijao do governo do Brasil, os cidadios brasi-
leros que em paiz eslrangeiro perpetraren! criraes:
a Contra a independencia, integridade e dignida-
de da nacao. (Til. 1. cap. 1. do cdigo criminal.)
a Contra a conslilijao do imperio e forma do go-
verno (Til. 1. cap. 2. do cdigo criminal, i
cdigo criminal.)
Moeda falsa;
o Falsdade; .
Insiirreicao de cscravos;
a Art. 2. Esla disposijao he aplicavel ao eslran-
geiro que for adiado no imperio e tiver perpetrado
em paiz eslrangeiro qualquer dos crlmes referidos e
o de trafico de cscravros.
Sero lambem processados e juhzados, quando
ao imperio perpetraren) contra Brasilciros qualquer
dos crimes particulares previstos pelo cdigo crimi-
nal, havcmlo queixa do ofTendido, ascendentes, des-
cendentes, conjiigcs, senliores, tutores e curadores,
a A penas impostas em lodo caso scrao as do c-
digo criminal.
Do mesmo modo ser punido qualquer dos refe-
ridos crimes commettidos por Brasilciros contra cs-
trangeiros n caso de reciprocidade.
a Arl. 4. Fica o governo autorisado a dar regula,
ment para ejecujao desta le, estabelecendo lam-
bem a competencia dos tribnnaes do imperio c for-
ma do processo:
i. Para conliecimcntn das aejocs civeis, prove-
nientes de daino resultante dos delirios commetti-
dos em paiz eslrangeiro por qualqner pessoa nacio-
nal ou cslrangeira, residente no imperio ;
ii 2. Para execujao das sen lenca- cves dos tribu-
unes cstrangeiros;
3. Para o julgamcnto e punijo dos criraes com-
metlidos a bordo dos navios brasileros no alio mar
ou uospor|os eslrangciros, havendo reciprocidade.
4. Para o julgamcnto e punijao dos crimes per-
petrados a bordo dos navios cstrangeiros particulares
contra pessoas nao perlcncenles liipolajao, salvo
neste ultimo caso a reciprocidade e perlurbajao da
Iranquilidade do aiiroradouro ou territorio mar-
timo.
Arl. Ti, 0 governo determinar a auloridade
competente fura do imperio para formar corpo de
delicio, colligir proras, o proceder a quaesquer
artos e termos preparatorios do processo de respon-
sabldadc dos empregados pblicos, e quaesquer a-
genles do governo em paiz eslrangeiro.
O arl. 2. passa a 3.
Sala dassesses, 31 de mao de 18-ii.Sabuco
de Araujo.B. A. de M. Taques.-Silva Ferraz.
L. A. larbosa.
O Sr. D. Francisco requer que fique adiada a
discussao al se imprimir o projecto substluilivo no
Jornal do Commereio, licando porm incluido na
ordem do dia sendo apoiado esle a ti.miento. O Sr.
Ferraz observa que julgava mclhor que elle -e os-
len de-so ale 24 horas depois de impressas as emenda
O Sr. Siquera Qucirozmauda mesa um addita-
mento para que fique adiada a discussao al que sa-
jara impressa, e distribuidas as emendas da com-
missao e liadas para ordo m do dia.
O Sr. Nabuco ministro da juslija. impugna o a-
diamcnlo proposlo pelo Sr. Siqueira Quciroz e ap-
prova o do Sr. 1). Francisco.
O Sr. Siqueira Queiroz sustenta o adiamcnlo por
elle proposlo.
O Sr. Aguiar pronuncia--o. em favor do que fra
proposlo pelo Sr. D. Francisco.
Julsada ftnaimenle a malcra discutida, lie appro-
vado o requ rimenl i do Sr. D. Francisco sendo pre-
judicado o do Sr. Siqueira Queiroz.
Entra cm3.' discussao o projecto n. 30 de 18.50
sobre a aula do commereio.
O Sr. Francisco Oclavtano : O anno pasea-
do quando a commissao de inslrucjo publica sub-
nielleu considerajao desla casa o projecto que ora
se discute, reconhcccu no parecer que precede ao
mesmo projeclo a necessidade de urna grande refor-
ma na aula do commereio da corle.
A commissao ponderou a anarrhia e o mo syslc-
mdeesludos dessa aula, las limita*, ige apenas a in-
dicar urna medida jue'lhe parecen a mais ui^ante-
Esla medida nao sana todava lodos os incon-
venientes daquelle mo systema. A commissao,
seguramente recelosa da morosidade com que nos
corpos colleclivos se costuma Iralar da organisa-
jao do rnsino professional, lmilou-se, como eu
disse, a pedir smplesraenle a iliscrimnajo de cer-
tas materias que compunhao a segunda cadeira,
divdindo-a e m duas. a
Mas ser esso o tnico e o principal fim da re-
forma? Satisfar lao aeanhadn recurso a todas as
necessidade da instrurjao commercial? Por cerlo
que nao, A reforma, rcstnngmdo-se desta modo,
ser ineflicaz e deixar subsistir o defeituoso pla-
no de e-i mos que vigora presentemente, coro urna
modificajio insignicante.
A cmara sabe a organsacao das escolas com-
merciaes de Leipsic e de Pars. O ensino ahi nao
se circumscreve a nojes ridas c pouco proveilosas
de arithmelca c conlabllidade. Isso conslilni a
ciencia do mero caixeiro e nao a importante car-
rcira do negociante.
O i onliei inienio dos cambios, das tarifas, dos pro-_
duelos da industria dos diversos povos, a legi
cao commercial, a eslalistfca, as linguas mais fua-
es, entran no quadro daedurajao mcrcanli
ludo nao se pude prescindir de um cstpefo especi-
al da geographia em rolarn aos recodos dos paizes,
ao scu (rafego especial, aos seus uso de praja, s
suas necessidades,
Ha ainda a considerar que^fma aula de commer-
eio sem exercicios pralicaf, simultneos com os
Iheorcos ou posleriores^a ellcs, nao d os resulla-
dos desejaveis. Assim a escola de Pars, fundada
por notabilidades da ordem de Casimiro Pricr,
Chaplal, Ternaux, Jacques Laffitle e outros, tem
um escriptnro onde se simulan transaejes mercan-
lis, e cjpti; se adan em deposito as amostras dos
indnslriacs de todos os povos. Na Ingla-
e na Hollanda lem-se dado tanta imporlan-
aos ronhecimealos pralicos que at quasi qne nao
se requer a scienc das escolas. Masa razao, como
bem diz Blanqui, he porque na Inglaterra o na
IIollanpa o habi dos negocios he familiar a lodas
as elasses, c se eoconlram casas c escriptorios rom-
mcrciaes qoc podem rvalisar com os modelos mais
perodo de escolas normaos para o commereio, Nes-
ses escriptorios pulido e aprendem com grande
frnclo os mojosqie so dedican a esla carreira...
O Sr. Ferro:: Al paga-sc. '
O Sr. F. Octniano: Al paga-se, segundo
observa o honrado membro. Cunipre no eslaulo di-
zer cmara que dous importantes documentos of-
liciaes recentes, a saber, o relalorio dos rommissa-
rios da ejposij3a de Londres, e a memoria do Sr.
de Cocquiel mandado pelo governo belga examinar
a organsacao do casino professional na Inglaterra ;
segundo esses documentos, digo,a causa da inferio-
ridade desta najo Franja as industrias da arle
procede da insignificancia daquelle ensino.
Todas estas considerajes fizeram com que a aclu-
al commissao de iaslrucjao pnblica nao se contcn-
tasse com o projecto que se discute. Convinha subs-
lilui-lo por oulro mais ampio, mais estudado, mais
til. Mas, senhores, se a nossa tarefa devia ser es-
sa, temos a sinceridade de confessar que nos fal-
lecan esclarecimentos e dados para precnche-la sa-
tisfactoriamente.
At que ponise tem desenvolvido as IransacjOcs
da nossa praja* Quessao as suas relajos com-
metciaes mais directas e proveilosas'.' Que linguas
se vem preferir d'enlre as modernas para as Itabi-
litapes do commercianle ? Al que ponto a rece-
(a do eslado comporta um accrescimo de despeza
nesta reforma geral que vai cntendendo com os
diversos ramos do eusino publico ?
Eis-ahi urna serie de quesloes que s o poder
adminislractivo, dispondo de oulros auxiliares, de
outros recursos qne nao possuimos, ser capaz de
resolver com acera.
Assim pois, enlendeu a commissao que consulla-
va melhor os interesses do ensino c do thesouro
commeltendo quelle poder a reforma da aula do
commereio da corte, e me incumbi de apresentar
considerajao desla casa um projecto substitutivo
ness sentido.
L-sc e he apoiado o seguinle projecto substitu-
tivo:
c Fica o gojjerno autorisado para reformar a
aula dQ rninmeraiii dando-llie a organsacao que fr
mais conveniente, e podendo desde logo por em
execujao a reforma na parte cm que n accrescimo
de despeza dola proveniente nao exceder da quan-
lia de 5:0009 annuaes sobre o que, actualmente se
despende com este ramo de servijo publico.
a Fica lambem autorisado para elevar a conlri-
buj.lo animal dos alumnos al a quanta de 209000.
a Ficao revogadas as leis e disposiroes em con-
Iraro.
n l'ajo da cmara dos deputados, em 31 de maio
de 1854.
J. J. da Rocha. F. Oclaviano. Dutra
/tocha.
O Sr. Ferraz : O honrado membro, digno re-
lator da commissao de inslrucjo publica, me pre-
vena cm grande parle a respeilo da materia deste
projecto. Entretanto nao sei se o nobre ministro o
aceita.
0 nobredoputado demonslrou que a inslrucjo que
cabe aos que se destinan) carreira e profissao do
commereio nao se limilava s materias que na esco-
la respectiva desta crle actualmente se ensinam.
Em verdade esta escola, como se acha organisada, se
nao be intil, pelo menos ncm vulgarisa a sciencia,
nem prepara commercianles. (Apoiados.)
Nao sei aloque ponto a nobre commissao deseja
ilar desenvolvimento ao ensino commercial; as rc-
flecjoes teitas pelo nobre deputado foram muito sus-
cinlas; permittir-me-ha portanlo que alguma cousa
diga a este respeilo.
O ensino commercial como se acha entre nal nao
preenche o seu fim, repito. O coramercilute nao
precisa smente do ensino do calculo aritltmetico, da
contabilidade mercantil da escripturajao ; nao de-
ve se ligar a um profundo direilo mercantil, como
quera (alvez o projeclo cm discussao ; o commer-
cianle alm de ccrlos preparatorios, alm do conhe-
cmento das linguas vivas que llie he essencial, ne-
cessila de alguma cuusa mais importante.
O conbecimento da Iegislajo industrial do paiz
comparada com a das najos civilisadas, da parte da
nossa Iegislajo relativa aos contratos c sua forma,
da parle da legslajao relativa ao direilo commercial
miquillo que joga mais especialmente com as tran-
saejes diarias e mais usuaes (digo mais especial-
mente, porque em verdade loda a materia de direi-
lo commercial asseota sobre as relajdes que dao lu-
gar s transaejes), da legslajao das nossas alfaode-
gas, comparada com a dos demais povos cultos, llie
he indispensavel. Do mesmo modo o s.1o o esludo
das larifas, que pe Manee economa poltica, o es-
tado de ludo quanlo diz respeilo circularan mone
laria, de Indo que diz respeilo organsacao de
bancos, ao commereio de transporte, de portos fran-
cos, a en(roposlos,ao syslcma de transito, a vias de
communcajao ;esludo de ludo islo, senhores, e
de algumas oulras materias accessorias, he una ne-
cessidade palpitante para ns que estreamos a car-
reira dos melhoramenlos maleriaes. "Apoiados.) A
eslatistca, a geographia commercial, o conhecimen-
(o do syslcma da do pesos e medidas comparados
com os do difiranles paizes, sao materias indispen-
saveis ao negociante, e nao s ao negociante como
ao administrador.
I.imilarmo-nos por consequencia nicamente, co-
mo eslava no projeclo, quillo que he especial ao
direilo mercantil, era fazer cora que a raocidade
uaslasse algum lempo tal voz sem qae pudesse habi-
llal-se para logo cnlrar na carreira commercial.
Digo mesmo era inulilisa-la, porque de ordinario
naquellcs d'enlre ns que se metiera nesses esludos
de direito mercantil, nascelogo o prurdo de ir mais
avante, ou de eiifranliarmo-nos cm negocios foren-
ses, e por consequencia a nossa mocidade cabina in-
falivclmcule no (rato de legisla que para o futuro
ha de iuulilisar umita gente.
Eu creio que o nobre ministro accede a eslas mi-
nh.is ideas. A nica objeccao que so lhes poderla
nppr era temos pessoas profissonaes para pro-
fessores ? Se este argumeulo pode produzlr ago-
ra alguma sensajao no animo dos Srs. deputadus, em
lodo o lempo ha de produzi-la, purque ncsle caso
nunca teremos os elementos necessarios para obter
esle fim, ou cscassamenle os teremos. O governo
deve prcpara-Ios. Em nimba opnio ueoliunia ins-
lrucjo lio mais necessaria ente us que a nslruccao
1 r diioiul ; ella nos falla em lodos os ramos da
industria e da publica adniini-lcicao. (Apoia-
dos.)
Urna tos : E deve fazer parle da ducacao na-
cional.
O Sr. Ferraz: Tenho para mim que o governo,
cja lesla c na admnislrajao do imperio se acha
urna pessoa de lauta illnstrajo, deve fazer mais al-
guma cousa a esle respeilo, nao deve limitar-se^f
meias medidas, quo nada aproveilam. ^T
O homam que sobe ao ministerio v-so c^*5ca,]0
sempre cui urna triste posiejo por falla subMlla,|os
com a idonedade e inslrucjo precsaaJMg possam
desenvolver o scu pensamcnlo, porJnta de Ilustra-
da coadjuvajao de pessoas quo flncialmenle o ro-
deiam. De ordinario principiad acabara victimas
da rol i n,i, e lahem rolineiifC
Por falta de subordinaos que possao bem desen-
volver o sen pensamorlfo, porque entre nos nao se
ensinam as maletas administrativas ; por falla de
pessoas Ilustradas que o posam coadjuvar, porque
he sabido que o direilo administrativo a a scienci de
admnislrajao se aprcudem por acaso, por um es-
forjo particular ; de ordinario se aprendem as posi-
joes/!
/A proposito, repelirc aqui as palavras de nm gran-
de hornera da Inglaterra, cujo nome passa de seculo
em seculo sempre respeitado ; fallo de Bacon. Di-
zia elle que se deviam crear escolas propriat onde se
ensiuasscm as materias necessarias para formar o
bom administrador, e que smenle enlao nao se ve-
riam lesla dos negocios do eslado ministros feilos
pressa, que nao aprcsenlam ao publico senao t-
lenlos supo.tos, e que s conhecem os seus deveros
pelas fallas que coramellem.
O celebre professor Mohl, cuja auloridade nesla
materia nugucm pode contestar, tratando do eslado
excepcional em algum dia se achou a Allemanha,
disse o seguinte em um dos seus escriptos : a Na
Allemanha, n poca a que me retiro, a admnislra-
jao propramente dita eslava entrecue a duas elasses
muilo disscmelhantcs em relajan a inslrucjo que
possuiam. Urna era a dos legistas: esles enlravam na
admnislrajao rr.al daixavam os bancos da Universi-
dade. Nao possuiam estes funcionarios senao nojoes
perfanclorias das sciencias administrativas na poca
em queoecupavam seus I upares, e mudas vezesal o
fim de sua carreira. Ao lado desles se achava a
classe dos pralicos. Occupados desde sua infancia,
e sem alguma educajao scientifica, cm alguma esla-
j3o, comejavam pelo misler de copistas ; logo depois
passavam a negocios ;de ponca importancia, e assim
raarchavam da modo que adquiriam pouco a pouco
a pralica das formalidades administrativas, e o co-
nhecimeulo das leis c cslylos applicados mais fre-
quentemenle, qae ja os legislas predominavam, e
preenchiam at as funejoes, j os rolineiros se ele-
vavam s posijes mais eminentes, e que em arabos
os casos o resultado era o mesmo, os negocios eram
maneados por homens destituidos de necessaria e a-
propriada inslrucjo, c por consegoinie ligados ser-
vilmente rolina a mais cega.
Sobre a classe dos legistas cumpre ainda fazer urna
observajo escudado pela auloridade cilada.
Ns somos lanos legislas nesta casa... Eu lambem
sou legisla perinilta-se-me alguma franqueza.
Bom legisla, mediocre administrador : eis aqui o
quo se er feralmente. O espirito do legisla acos-
luma-sc sublilczas casusticas, sciencia ou arle
do commcnlador, aquillo que he especial para a iq-
terpretajao das leis, o que demanda o esludo das
disididas do direilo romano ou do direito civil, e de
inslrucjo. Esle espirito que nos adquirimos as
escolas o levamos a loda a parte, e li prejudicial
admnislrajao, e por isso dzia lambem Emylio G-
rardin na sua obra sobre inslrucjo publica: a Desse
espirito procede a eslerilidade do systema represen-
tativo na Franja.
A lgica rigorosa do jurisconsulto applicamos
quesloes administrativas, esquecemo-nos de que a
equidade he a base do direito administrativo, e com
os nossos rgores na applicacao da lei ludo empece-
mos e muilas vezes mallogramos. Assim quc|na Al-
lemanha, assim como ntrenos, smenle per accident
por acaso, aos homens que se dedcavam exclusiva-
mente ao estudo de direilo administrativo e da
adminislrajo, c quasi sempre pelas posijes em que
scachavam collocadns, os oulros serv iam-ilic sempre
de Iropejo.
Por mim declaro cmara que avallo lodos os meus
collegas legislas.
Aprcsenla-sc urna idea, e eu fujo delta, reprovo-a
nao pelo simplesv/aclo de ser urna innovaejo, mas
porque nSo a sei aquilatar, lemo-a como as nossas
vclhas lemiam a rnuminajo a gaz, suppondo qne o
Rio de Janeiro (icaria lodo em brazas na hora emque
comejasse. Os nossos homens que se achara na car-
reira administrativa, nao digo os do conselho de es-
lado e do ministerio, porque lemos homens bastan-
te Ilustrados, mas em empregos menos elevados, la-
is, senliores, que juizo fazem de um administra-
dor on de um empregado hbil, como o avadara 1
Diz-se : a He um mojo que d esperances, a E
porque? Porque copia muilo, lem seu peculio. Eis-
aqui o mrito que dao ao hornera de tlenlo. Apre-
ciam-o pelo muilo que copia, e nao pelo esludo que
tenha feilo, era consequencia do qual podem nao s
coiainlelligeuca execular a lei, desempenhar seus
deveres, mas coadjuvar com o seu contingente Ilus-
trado a admnislrajao, e fazer que ella nao acha Iro-
pejos, como actualmente acontece.
E nesle eslado deploravel em que nos acharaos o
que snecede '.' V. Exc. sabe, Sr. presidente, que a
maior somma das aposentadoras se basa na falta di'
aptidao dos individuos. O governo nao tem onde
escolher ; e as snbslitnijOes dos aposentados de or-
dinario sao cm prcjnizo do publico. A reforma das
secretarias urnas aps oulras o provam, desorle que
qualquer inslituijao nova he logo estragada por fal-
la de pessoal idneo. Digo pessoal idneo, nao por
que as pessoas nao sejam raudo capazas, nao tenhara
illuslrajo sobro lilteralura, ele,, mas porque nao
tem a inslrucjo precisa, professional; porque nao
conhecem a sciencia da adminislrajo. A este res-
peilo nterrogue-se a consciencia dos nobres minis-
tros quando eulram para o ministerio : he preciso
que ellos (raballiem por si ou lenliam ,um amigo
muilo dedicado que lhes ajude, e s vezes as infor-
majflcs de que precisara exisicm na secretaria, nos
archivos, sem que se decm por ellas.'
Ora, o qne dizia o sabio Mohl a respailo da Alle-
manha, disse o Laboulaye a respeilo da Franja ;
quaes sao os homens i nterrogava elle) quo entre nos
lem aprendido a sciencia da adminislrajo, qne
lem-se aperfeijoado na sciencia administrativa, com
o eusino necessario bebido em nma escola ? Talvez
uenlium.
Se ha dez, he o mais que pode haver. Todo o
que sabem os nossos fuucciooarios em geral tem
aprendido por experiencia on trabadlo particular,
feilo depois de empregados. Daqui lodas os males
que lamentamos.
Deplorava igualmente esle Ilustrado tacriplor a
influencia dos legislas sobre a adminislrajo em seu
paiz, c dizia : a Acoslumados s inlerprelajdes, aos
com raen lar ios, s sublilczas e formulas jurdicas, a a
considerar as rousas mais pelo lado contencioso do
que pelo econmico e poltico, sao i usen si vel mente
forjados a lomar a forma como o principal em qual-
quer materia, e o fundo como accessorio. Os le-
gislas, que vem todas as najoes viver com leis, ima-
ginam fcilmente que eslas leis sao a mesma vida das
nardes, e lomando o resultado pela cansa, creni Icvia-
namenle que se piule dirigir um paiz romo o nosso
como dora de saber redigir um projeclo de le ou
de regulamenlo em termos convenientes, com ttu-
los, captulos, arligos e paragraphos bem numerados,
Os nossos empregados da adminislrajo em geral
silo homens rolineiros, que a forja de urna cega pra-
lica que adquirem as cslajOes publicas oblem um
conhecimcnlo macbinal das formas e eslylos adopta-
dos, das leis e regulanienlos mais cm uso, sem que
procurcni emprchender a adopjao de una idea de
melhoramcnto a de progresso. Eulre elle- lalvez
se cont um pequeo numero de homens superiores
que a si mesmo, a seus esforjos particulares devem
sua educajao professional. A inslrucjo desles l-
timos he a maior parle das vezes um instrumento
intil, seno infeliz ; porque nem s.lo comprchca-
didos por seus chefes, ncm pelos seus subordinados,
e quando emprehendem algum mcllioramento, nao
sao sustentados, nem pela admnislrajao (excepto se
he negocio nimiamente fiscal) ncm pelos que os ro-
deara.
Assim fallava Laboulaye a respeilo da Franja....
Nada dire sobre o nosso paiz, porque o simile be
perfeito. A cmara toda sabe o que entre ns se
passa. Nem nos lio dcsairoso esle eslado : somos
novos, e por elle j passou a Franja, e a propria Al-
lemanha, que actualmente esta lao adantada neste
poni.
Nesle uliiin.i paiz o ensino da* sciencia1; jurdicas
para os que se dedicam a carreira administrativa
entra boje em diminua parte, vre-versa do antigo
lempo. Ne-i.i parte devenc- servir de pliarol.
alas dir-se-ha:Temos urna cadeira de direilo ad-
aislralivo no curso jurdico, por consequencia ces-
ra todos os males relatados. Urna nica cadeira de
direilo administrativo creada no curso jurdico ha de
produzir o mesmo effeito que a cadeira eslabclecida
na faculdade de Pars c nos departamentos da Fran-
ja. Em 1819, creo cu, quando Royer Collard pro.
raoveu acreajao na faculdade de direilo de Pars de
urna cadeira de direilo publico administrativo....
O Sr. F. Oclaviano :Foi creada em 1809.
O Sr. Ferraz :Ha engao ; uma lei de 1801
mandou crear uma cadeira de diredo administrativo,
o que parece nao foi levado -a effeito depois Napo-
Itao eslabeleceu em 1809 esse grande viveiro de ad-
ministradores unido ao conselho de Eslado que gran-
des bens produzlo.
Em 1819 Royer Collard eslabelecea essa cadeira
de direilo publico administrativo na faculdade de di-
reilo de Pars, e depois oulra foi creada em 1832,
1836 e 1838, cm cadafaculdade dos departamentos;
entretanto a propria commissao do corpo legislativo
france/ declarou e aflrmou qne uma cadeira de di-
reilo administrativo, como se achava as referidas fa
cuidadas, nao volgarsava a sciencia, nem preparava
os administradores (ha um aparte), que eram preci-
sas pelo menos duas cadeira, e o declarou depois de
serem oovidos todos os professores de direile admi-
nistrativo das diflerentes faculdades, depois de serem
ouvidos os redores das mesmas faculdades, e a com-
missao dos esludos de direilo, composta de grandes
homens....
Uma Voz :Os quacs lodos se oppozeram des-
anncjacao das faculdades.
O Sr. Ferrar.:Nao estou fallando da desanne-
vae.o, eslou fallando de nao ser sufficienle uma s
cadeira administrativa. Entao se moslrou que o pro-
fessor apenas podia ensinar a parle do [contencioso
administrativo, a qual nao era sufficienle para pre-
parar bous administradores e vulgarisar a sciencia.
Eu creio que os nobres depnlados sabem dos es-
forjos que fez o ministro Salvandy a esla respeilo.
Mandou uma pessoa digna de lodo o respeilo pelas
suas luzes, o Sr. Verg, estudar o ensino de direito
administrativo e da sciencia da adminislrajo na Al-
lemanha, e o modo porqne era vulgarsado. Essa
pessoa aprcsenlou o seu luminoso relalorio. que fo
estudado pelos homens de estado desse paiz. Alm
disto appareceram escriptos dignos de toda alleuco
e muito profundos ; um delles foi o de Laboulaye
sobre o ensino desla sciepcia na Allemanha, onde se
encontrara observajoes e informajes dignas de todo
o aprejo, e pelo nicsm^ lempo as carias polticas de
Duveyrier.o escrplo que me refer de Mohl ele.
De lado quanlo a esle respeilo hei lido e estudado
resulta-me a profunda convjcjao de que nma nica
cadeira de direilo administrativo he iusuflicicnla
para preparar bons administradores e para vulgari-
sar a sciencia.
Eu digo qoe n3o he suflicientc por uma razio.
Senhores, eu repito o que disse, principiamos na car-
reira do desenvolvimento dos interesses maleriaes e
raoraes; para acompanhrmos a civilisajao nesta pon-
to he mister administradores, os administradores se
cjeam por meio de um ensino aperfeijoado ; a ins-
lrucjo per funcin a, qual a que se pode aprender em
uma cadeira assim organisada, he sempre infeliz, e
um embarajo na adminislrajo publica.
Digo islo com experiencia. O ramo administrati-
vo entre nos he mais complicado do que na Franca
e em oulros paizes. (Apoiados".) Nos temos a espe-
cialidade da legslajao provincial, a qnal varia con-
forme as provincias ; temos grande parle de nossa
legslajao embrulhada e perdida em um sem nume-
ro de leis. Deslas, raudas nao sao contiendas, ou-
lras estao esquecidas, e quasi lodas imperfeilas. as
materias administrativas estamos muito alrazados, e
nao se pode obter pessoas qoe bem administren! sem
os necessarios elementos de inslrucjo professional.
Eu s vezes, Sr. presidente, lamento a posrao de
um ministerio na procura do presidentes de provin-
cias. O compromellimento desles empregos he gran-
de, a necessidade de inslrucjo ainda he maior. A's
vezes o goveruo o que faz? Pede por favor a um seu
migo especial que v presidir ama provincia,
elle diznao eslou habilitado, nao rae de i ao esludo
desle ramo.Pens que em 1831 on em 1833 pes-
soas que nunca podiain souliar em administrar pro-
vincias forao recruladas patjp esle importante lu-
gar I
Creio necessaria uma escola dedirelo administra-
tivo e de adminislrajo. E ser possivel u'd-la de
commereio de que traa esta lei 1 S* nao he possive'
unamos ao menos a esla escola nma cadeira de direi-
to adminislraliv o, c grande parle das materias que
nella se ensinam entrara no ensino da sciencia ad-
ministrativa. Esta escola assim organisada algum
bem far. Fajamos este ensaio.
Senhores, eu hontem aqui com o meu nobre colle-
ga da provincia de Pernambuco fiz a somma do pes-
soal empregado : as (besourarias e os (hesouros oc-
cnpam 731 peaaoas; lodos esles empregados tem ne-
cessidade da algum conhecimenlo do contencioso ad-
ministrativo.
As alfandegas oecopam 1,036 pessoas. O governo
s vezes v-sc na necessidade de andar (procurando
quem pode servir de inspector de alfandegas e acha-
se collocado em muilos embarajos pela falta de pes-
soal idneo. A adminislrajo das alfandegas a res-
peilo do eslrangeiro s vezes d lugar a mudas recla-
ma jes que taca tigan na ignorancia do direilo ad-
ministrativo. .-*
As secrelariasocenpam 10 pessoas, o conselho de
eslado 12, alm dos altos funecionarios ; isto he st
para esle ramo de (naneas. E os empregados pro-
vinciaes, as secretaras dos presidentes de provincia,
nao cecupam tantas pessoas '? De certo que sim : he
preciso pois abrrmos um circulo largo de pessoas
idneas onde o governo possa escolher, e eu vou j
declarando cmara que emquaoto nao li vermos es-
les elementos as reformas bao deirapparecando urnas
apoz oulras sem ulilidade alguma (apoiados); e en-
lao o que acontece he o ministro ler necessidade de
aposentar homens por nSo lerem as precisas Habili ta-
jos, homens que sao apenas copistas. Lembro-ma
agora de um fado ; leudo um ministro lanjadn ao
lado de um escripto ama ola, em que ordenava co-
mo devia ser feila a resposta, um dos nossos mais ha-
bis empregados copou o escripto o a nota sem na-
da alterar para servir de resposta. (Risadas.)
Haver muda despeza na creajao das cadeiras
que lembro? Creio que nao, porque a parle da eco-
noma poltica que diz respeilo ao commereio entra
lambem' no ensino qne desejo; a parle da geogra-
phia commercial, o conliecimcuto da legslajao,
das alfandegas, a comparacao de suas tarifas, o
conhecimcnlo dos cosluincs internacional'-, o sys-
tema de impostas, o conhecimenlo dos eulreposlos,
dos porlus francos, da transito, vias de eommuuira-
jao, etc., tndo islo he Id5 luhereific "3o negociante
como ao administrador e finauceiro.
Todos estes estudos nos fallam (nao fallo dos ali-
le-, quando a cmara dos depnlados nao lera mais
do que volar os fundos precisos a pedido do in-
vern.
Os ministros, nao digo os acluacs, fallo cm ge-
ral, quando achara alguma dfliculdade em dar uma
decalo, empurram o negocio para o corpo lc:s-
lativo.
E chega a confusao a tal poni, Sr. presidcnlc,
por falla de necessarias nojoes de direilo admiras
Iralivo, que eu tanho lulo na rollecjo de leis or-
dens em que o ministro diz :o lnlniu.il de tal rc-
solvcu isloc a resolujao importa uma medida
gulamentar, as vezes uma nlcrprclajao ou cxpli-
cacao da lei, ou de rcgulameulos do poder ejecu-
tivo I
Ora, nnguem podo dizer que um tribunal admi-
nistrativo qualquer possa lomar a s a parle que
perlence ao poder execulivo, o uso do poder dist.ri-
cional para a execujao das leis, artos de su ramo
imperio. I
No entretanto ha ministros e bous ministros que
assim. o tem pralicado V. Exc, Sr. presidente,
por accaso, passando os ollios pela collecjo das leis
desles ltimos 10 anuos, lalvez nao encontr urna
pagina da lerja parle dessa colleccao em que nao ve-
nha algumas deslas ordens!
\ indo a queslao principal, entendo que o ensaio
seria proveitoso... Na0 sei se o nobre ministro ap-
provar as rainhas nicas; quando nao as approve,
sorver esle meu tosco discurso para chamar a alleu-
co do governo para esle nto importante. Pa-
rece-me til que esUblc{amos islo, c a escola de
economa poltica e industrial seria de grande prn-
veilo, porque entao naohaviamos de ouvir princi-
pios falsos elevados a precedo de uma Iegislajo pu-
ra. Sou pois de opiniao que se faja a ensaio ; a
cadeira de economa poltica, repilo, regida por ama
pessoa que se compenetre bem de auasmissoes puras
far um grande servijo.
Nao sai se o nobre ministro seguir a opiniao
dease sabio hespanhol que ha pones fallcceu (Donoso
Cortez,) que considerava que o socialismo era filbo
da economa poltica, e condemnava a economa
poltica em virludc da falsa applicacao que o socia-
lismo e commufrismn nao feito de seos principios.
Senliores, o socialismo tem lanjado mao al da
Biblia, e lodos nos sabemos que a religiao rhrisUi
nao pode aulorisar o socialismo e commuiiismo, e
todos esses svslemas estravaganles qae uestes lti-
mos tompos com perda da ordem.publica tem sido
propalados. Que culpa tem a economa poltica
da faUa applicajao de seus principios? Creio
que a-sim como da religiao e das palavras da Es-
criplura ao Um dcduzido absurdas, e doulriuas ira-
moraes e subversivas da ordem publica, lambem de
qualquer principio sao e puro de oulras sciencias se
podem deduzir falsas consequencias.
Senhores, he preciso compenelrarmo-nos do nosso
eslado de atraso ; e se queremos marchar na car-
reira do progresso e dos melhoramenlos maleriaes,
nao devenios desprezar os progressos raoraes (re7>-
idos apoiados); porque sean tivermos escolas bem
montadas apresenlar-nos-heraos face do mundo
como uma najo sem fundamentos de forja e poder,
pois que nao podemos chegar ao zcnilli da illus-
lrajo, que d a verdadeira forja e poder despre-
zando os meios mais indispensaveis para consegai-
la. (Muilos apoiados.) Senhores, a inslrucjo as
nossas provincias esl muilo alrazada, esl mesmo
desprezada em alguns lugares, e he apenas agora
que para 'a da corte vamos procurando-lbe algum
desenvolvimento [apoiados); tando-nos esquecido
al hoje desse bem lao essencial para tndo i apoia-
dos,) lemo-lo sacrificado a mesquinhas quesloes
polticas. O nosso futuro pode ser muilo brilheiue,
mas para podermos conseguir esse fim, necessario
se torna ir preparando a nossa populacSo com a
inslrucjo necessaria, indispensavel. {Muito bem.
(Muilos apoiados.)
O Sr. Pedreira ( ministro do imperio): Sr.
presidente, os dous nobres deputados que me prece-
dern! na discussao desle projeclo llveram a bondade
de dispensar-me do trabalho de demonstrar a neces-
sidade da aulorisa jao que em nome do governo soli-
cilei em meu relalorio para a reforma da aula do
commereio. Com di luzas de que sao dotados, e cora
a cloquenra de queeu nao sou capaz ( nfio apoia-
dos ) (ral iram cora a maior precisao e clareza de le-
var ultima evidencia a urgencia de dar-se aula
do commereio ama orgauitajAo mais perfeito im in-
tuito de (ramios dessa aula os bons resallados, que
insliluijes semelhantes tem produzido ero ontros
paizes.
Eu reconhejo com os nobres deputados que real-
mente o curso da aula do commereio, como boje se
acha constituido entre nos, nao pode apresenlar uli-
lidade real. Ha verdadeira necessidade de dar-se
oulra desenvolvimento ao plano de estados que a
formar, de sorte que possam os alumnos que a fre-
queutarem tirar habilitados nao s para cora prove-
lo se applicarem depois ao commereio, como lam-
bem para serem utilmente empregados ao menos nos
primeros graos da escala dosFlngares administrati-
vos quando mais nao possamos conseguir.
O nobre deputado que me tem feito a honra de
por vezes conversar comigo sobre estas materias sa-
be perfeilamenle quaes minhas ideas a esle respei-
lo, sabe qae em geral adradlo c adopto todas as lu-
minosas ideas que elle hoje apresentou considera-
jao desla casa relativamente necessidade de om
curso do sciencias, que habilite a nossa mocidade
para a carreira administrativa.
No meu relalorio desle anno en fiz ver que, ape-
I zar dos tr ibaihos elaborados pelo goverao^ara a re
forma da inslrucjo no nosso paiz, eu nio achava
ainda completa essa reforma nicamente-com as me-
didas estabelecidas acerca dos estados superiores.
Eu disse que duas lacunas ainda continoavam a exis-
tir, e uma dcllas era essa que o nobre depulado aca-
ba de referir-nos ; era a de um curso de sciencias ad-
minilralivas ( permiltam que me exprima assim )
qua habilite a mocidade brasileira para diversos em-
pregos dasociedade, por sem. duvida muilos e Ta-
ados, em que alias se podem al cerlo ponto dis-
pensar os estudos jurdicos propramente ditos.
Algumas dfliculdades porm se me anlolhatn nes-
le ohjeclo para dar desde j reforma da aula do
commereio nm desenvolvimento lao ampio como o
nobre denotado deseja, e como eu desojara se taes
ditliculd.idcs me nao pareceasem reaes, alenlas as
nossas circnmslancas.
Por isso mesmo que, como disse o nobre depulado
pela Bal ia, comejaraos agora a cuidar seriamente
da educajlo nacional, por isso-raesmo que agora Ira-
tamos de encelar uma nova va de progresso nesle
importanlissimoramo, quando digoagoranao me
refiro smente ao lempo do ministerio actual, fallo
de certa poca em dianle ( apoiados^, por isso mes-
mo,digo, lemos anda de lular com duas grandes dfli-
culdades, sendo a primeira proveniente da falta de
homens de estado lem profundos conhecinienlos
deslas e oulras malcras, e sao necessarios. E se
tiyessemos escolas onde se aprendessem, em vez de
mandarinos vir da Europa engenheiros que nos
habillem a celebrarmos os contratos sobre cami-
nhos de ferro, loriamos homens habilitados para es-
se Om.
(lia um aparte.)
Eu coufesso minlia ignorancia, e nao me he
desaroso esle procedimenlo. Por certo, senhores,
se me apresentarem uma idea econmica, se se der
em meu paiz a indicaran de um iielhoramento, um
phenomeno econmico dos que commumente appa-
recem no mercado europeo, cu vacillarci, Iremerei
e fugirei, permitae-iue a comparajo, como os
nossos indgenas fugiram no Amazonas com a appa-
rijao do primeiro vapor. (Risadas.)
Mas ser impossvel eslabcleccr-se islo que indi-
co Qual ser a somma precisa'.' fn>io qne mln
podera haver maior gasto de 4:0009000, lalvez me-
nos, e se o governo der -ralilioacOes a pessoas habili-
tadas para o ensino : algumas pessoas, que nos as
lemos professinnacs, se. podero incumbir disto sem
grande despeza, c depois laucando o germen desla
inslrucjo, ludo mais se conseguir.
Mas dir-se-ha :L'ma esrola desle modo ficar
mperfeila, porque a ndllliliitrariln nao rnmpreliendc
-omento o ramo de fiuauras.lie verdade, ooinpre-
bende lambem a parle da diplomacia, c oulros ra-
mos ; mas se us nao podemos habilitar todos para
ludo, ao menos habilitaremos para a parle essencial,
que lie a afinanecira, que oceupa pello ou mais de
2,000 pessoas.
A parte do contencioso administrativo nao appre-
scnla tantas dilliruldades'.' Ora, cu lembro urna cou-
sa : ha uma lei absurda de 1S32 que faz depender
da cmara dos Sis. depulado-, ou do corpo legisla-
tivo, ludas as den-Ocsdos oulros poderes independen-
r
r

!
funecionarios) porque todos sabem que os nosso| pessoal habilitado para o ensino de lodas as materias
que exige uma reforma mais ampia. Nolem os no-
bres dcpulados que, pelos ultimes estatuios, foram
creadas novas cadeiras de lentes que, ainda nao es-
tao em exercico, tanto para as faculdades de medi-
cina como para as faculdades jurdicas, cadeiras que
lodas sao muilo importantes, que j exigem raudas
habillajes da parle das pessoas que as liverem de
prcencher.
lu curso de sciencias proprias para a carreira al-
minislraliva do qual se possa tirar proveilo real
abrange grande numero de materias, lodas mu
Irau-cer denles. Alm das que u meu honrado ami-
go acaba de expr a asa casa, oulras ha. como sabe
perfeilamenle, que reclamara pe-* raudo grande
e muito habilitado. O uobre depulado sabe mudo
bem que o curso admini-tcalivo.como he formado na
Prussia, renne nao pequeo numero de cadeiras.
Alm da cadeira de direilo administrativo em geral,
e da parle propriameuls relativa s fiuanjas. que
por sua importancia deve ser ohjeclo de uma cadeira
especial, he misler que um tal curso onlre nos, para
que possa ser completo, conlenha as cadeiras das
sciencias que conliecemos com o nomo de sciencia*
sociaes. Precisa, pois, da uma cadeira de direilo na-
tural, de oulra de direilo publico, da analvse d.i
conslilijao do imperio, do direilo das gentes, da
diplomacia, ele.
Alm lisio o nobre depulado sabe bellamente que,
mesmo era Franja ainda hoje nao pareccm bem as-
sentadas as ideas, ncm bem resolvida a queslao acer-
ca da melhor manara de conslilur-sa um curso d
sciencias adiiiinislralivas. 0 nobre deputado sabe
que all asopuies a esle respeilo ainda boje se di*
videra. Qucslionou-se, nao ha muilo, se csso curso
deve ser estabclccido cm separado ou cumulativa-
mente com o esludo da jurisprudencia. II opinioes
que iMd.Mi.lem que o ensino da jurisprudencia deve
preceder aoda ciencia- administrativa*.

i i-rii A r\
t
y----------


DIARIO DE PERNAMBUCO, S&BBADO 15 DE JULHO DE 1854.
-
1
s
.-
OSr. t'errai : Coiiiidcram estas o segundo
gl'.icl.
o Sr. Vcdrcira ( ministro Jo imperio): lie
pois de milito grande importa acia o oslabclcciiiicnto
ile nina tal instituido. Conv.'in quiS a estallemos
bem, i- que preparemos o lerreno para Iratispl.uita-la
opporluna c proficua mente.
A nutra ditliculdade lie a da grande despeza que
ora exigen! asnossas faculdades superiores para que
lenliam o conveniente desenvolvimonlo.
l'or todas estas razoes.en por ora me conteni com
menos do que o nohrc depulado deseja. Tratemos por
cmquanlo de nrganisar melhor e do aperfeicoar o
curso da aula do commer'rio, e de ir ao inesmo lem-
po por esto primeiro ensao preparando o terreno pa-
ra o complemento do ensino administrativo que, Uto
ardentementc como o nobre depulado, desejo, e,
emquanlo (iver a honra de estar nos conselhos da co-
ra, nao me descuidare! de promover os elementos
que nos liabilitem para a realiscno desle fin.
Na reforma da aula do commercio procurare! dar o
maior de-cnvolvimenlo possivel a esta insHtiirao,es-
lahelecendo as cadeirasnecessar aspara lornarocurso
tan completo quanto possa ser entro is,c dando um
plano de ensino de que resulten) para a mocidade as
habililaees para que o alumno possa lornar-se um
verdadeiro commerciante, munido do conhecimenlo
de ludas as materias que forern para isso indispen-
saveis ; que ao mesmo lempo o 'labitom, ao menos
para os pnmeiros grao dos empregos qae formam
a carreira administrativa. Nesla parle o nobre de-
puiado pmic contar que me esforzare! para qae seus
desejos, seu.i no lodo, ao menos em pnrle, sejam sa-
lisfeitos. Nesle proposito adopto o projncln sobstilu-
livapue se discute. [Apoiados. Muito han!)
O Sr. Presidente designa a ordem do dia a lev an-
ta asessao as 12horas e 35 minutos da tai
PERNAMBUCO.
*___
REPARTZgAO DA POLICA.
Parte do dia 14 du julhi.
Illin. eliani. Sr.Participo a V; Eic. que,'das
parles hoje recebidas nesla repiTliflo,.consta teretn
sido presos; minha ordem .lost Fratciscoda Rocha,
para .-ivcrigiiaroes. e Marcellino Joo de Queiroz,
por ser criminoso na provincia i'o (loar ; a ordem
do juiz do rivel da seguuda vara, o orVcial da jusli-
;a Marcelino dos Keis l.ins, para correccAo a or-
dem do subdelegado da freguezh de S Fre Pedro
(ionralves, Prudencio Pereira, e o p(elo Manuel,
ambos por briga ; Manuel Libralo d; Barcellos, e
o manijo portuguez Antonio (encalves ; ordem de
subdelegado da freguezia de Sanio Antonio, o esrra-
vo Luiz; a ordem do subdelegado da freguezia deS.
Jos, o pardo Leocadio Jos da Concedi, lodos sem
declararlo do .motivo; e orden do subdelegado
dos Afogados, Jos Das do Espirito Sanio, para a-
veriguacoes policiaes.
Dos guarde a V. Esc. Secretaria lia polica de
Pcrnamliuro 14 dejnlhodc 1834.Tiln, e Eim. Sr.
consellieirn JofBento da Cunhii e Figueircdo, pre-
sidente da provincia.Luiz Carlos de Patea Tei-
xeira, chefede polica da provii cia.
C0MMIMCA10S.
Estas machinas de nieo sao preferidas para o
nossQclima, porque o grande calor e humidade nao
poderlo dcixar tirar um retrato perfeilo, maior do
que osque oSr. Pacheco tira. Lenificamos pnrlanlo
ao publico que quitar possair nina fiel copia de suas
fcicoi's para memoria de ana familia, que nao devem
dcixar de se ulilisar do prestimo deste sublime ar-
lisla, pois julgamos que jamis om nona provincia
vira um moco, dotado de fio* encllenles maneiras,
salisfa/endo os nossos caprichos, mostrando-nos
militas vetea um defeilo em nossos retratos, que a
nossa vista inexperienle nao pode divulgar. O Sr.
Pacheco tinalmente. a cusa de l annos de longas
experiencias lem suHicieolcmenlc engrandecido seu
crdito por Inda a parle, e pelo nosso mesquinhojul-
gar, nada mais llie fazemos que juslica.
O Sr. Pacheco lein-nos feito o obsequio, convidar-
nos a ver suas obras. Receba o insigne artista
nossos agradccimenlos. e creia que licamos salisfci-
tos nao s por seu Irado polidoe maneirasallaves,
como de vermos a sua importante galeria enrique-
cida de lindos quadros, excellenles caivas de marru-
quim. 'harao. massa, tartaruga, velludo, aneis, alu-
nles, cassolelas, etc., sobresahindo no meio de ludo
islo magnficos retratos de algumas jovens Bahia-
nas e de oulros lugares. Receba o Sr. Pacheco as
nossas expressocs sinceras, e crea que nao sao lson-
geiras. Recife 14 de jnlho de 1854.
CORRESPONDENCIAS.
PROTESTO. .
Apezar dos esforcos supremos fcmp-egados pet
cnsul de Portugal J. R. Moreira, dunnlc esse con -
Micto desesperado, que ha mais de seii mezes lem
havido entre elle e quasi tudos os cidadiios porlngiie-
zes, residentes nesla cidade, anda nao Ihe fui possi-
vel destruir a imputaran de inepto funecionario
publico e delapidador da fortuna dos Porluguezes
aqu fallecidos.
As graves e justas accasacoes fritas ac Sr. Moreira
nao sao vagasdeclamarnos, fundam-sc om fados n-
conleslaveis, comprovados por documentos fidedig-
nos, e alguns dos quaes foram eitrahidos da prnpra
chancellara do consulado portuguez nesla cidade.
ntrelanlo. sem embargo da videncia das aecu-
sacoes que pesam sobre o Sr. Baplisla Moreira, nao
ha roeio algum, por mata repugnante que seja, de
que elle nao lenha laucado mi para defender-se
peranlco governo de S. M. Fidelissima. afim de
conservar-se no lugar que infelijmente anda ejer-
ce, nao obstante achar-sc o Sr. Moreira completa-
mente desconi eluado ante a nriniao publica, nao
obstante j ter perdido toda a fon. a moial para com
quasi todos os cidados portuguezes aqu residentes.
Empeuhos, adulacOes, intrigas.' calumnias, menti-
ras, a ludo o Sr. Moreira' j. havia recorrido para
cwlenlar-ee no lugar; entretanto ltimamente, elle,
pelo orgAo de dei Porluguezes degenerados, consti-
tuidos em conselho, leve a audacia de iriandar qua-
lfirar de urna roaneira avilladdra os cidados por-
luguezes, -malarios da repre*entar.io enderezada
ao governo de S. M. Fidelissima contra n sea agente
cousular nesta capital.
He contra este ridiculo acto de demencia do Sr.
Moreira, que os signatarios da dita representaran,
possuidos da mais santa indignadlo, ve n protestar
ante o publico desla cidade, c aflirmar scleinnemen-
le que eslo convencidos de que diz nesta representarlo he verdadero, e que ludo
esta cabalmente provado perante o governo de S. M.
Fidelissima. Asscveram igualmente que as 1068 as-
signaluras sao urna pura realidade, e s dez homens
impudente!, sem carcter algum otlirial.que os ponha
em relaro com lodos os Porluguezes cris,entes nesla
cidade he que leriam a estalla e absurdi preteuciio
de querer conhecer 1068 pessoas e as respectivas as-
signaluras.
Os signatarios sao qualificados pelo oosellm dos
dez comnwrrantes, como artistas, ofliciaes, traba-
jadores.em ilifTerenlos ofllcios, logislas, etc. ,c(c.
Semelhatle qualifiraeoean nada ofrende los signa-
tarios, qles s ambiciona m ser honrados, eso se es-
fi rcim para ser homens de ben; mas como este
acto fui praticatlo com segunda tencilo, por isso torito
alguma* obtervac/ies que fruslrem o pensamento s-
nsiro que presidio ao conselho dos dez.
Srt. Redactores.Bem queri" fosse publicado no
sen Diario o decreto n. 1:154 de 6 de abril do cor-
rele anno. rogo-lhcs insiram segunda vez os segua-
les artgos do mesmo.
Arl. 20. Os ofliciaes que forern nomoados devem
apreseolar-se fardados e promplos para o servico
dentro dos segunte* prazos, contados da data das
respectivas pateles, sol pena de sercm privados dos
poslos:
Os residentes no municipio da corle, um mcz.
Na provincia do Rio de Janeiro, dous mezes.
as provincias de Goyaz, Malo-Grosso e Amazo-
nas, oito mezes.
E as outras provincias, seis mezes.
Estes prazos podero ser prorogados pelo governo
ou pelos presidentes as provincias, quando necor-
raro circuinslaucias altendives a | favor do norncado,
nao ilcvcndo era caso algum exceder melade do
lempo cima marcado.
Arl. 38. Todo o oOicial.oflicial inferior, ou prara
he obrisado apreaeular-si! fardado e armado para
qualquer servido que lenha a prestar, ou para qnal-
quer acto a que teuba de conrorrer na qualidado de
otlicial, oflicial inferior nn praca da guarda nacio-
nal.
Os conimandantes leriocm vista as possihilidades
das praras, para marcar-lhes prazo em que possAo
commodamente farda/-se.
Os ofliciaes inferiores, cabo?, cornetas, rlarius c
tambor* que o nao lzerem dentro do lempo indi-
cado no arl. 20 scrilo rebaitados.
Avista pois dos referidos artigos he evidente que
neiihiim commandante de batalhao deve marcar 1"
das para se fardaren] os guardas, como fez o do ba-
talhao de Sanio Anlouio, t muito menos Iranrafia-los
no calafiuui.u porquenaoexecularam lao iniqua como
absurda ordem ; poU se a um oflicial a le da 6 me-
zes, um guarda deve ler um anuo ; salvo se se pro-
yar (o lalvez nao csteja longe,1 que os ofTicaes ga-
nham menos do que aquelles. Estes e outros abusos
que j.i se van dando na infantil guarda nacional devem
produzr os mesmos resultados que n'anlga ; c iic
onde vem estes males'f Quanlo a mim da falla de
inlellieencia, e do conhecimenlo dos bros militares,
que deve ter lodo o homem a quem se concede urna
banda, para nao abusar dos drritos dos seus subor-
dinados. Todos os das se comniettem vexamesna
lal cousa chamada guarda nacional, e os que fnrein
chegando ao nieu conhecimenlo os ire transmillndo
a Vmcs. de quem he constante leilor O vigiada lei.
fazer a quem n collogl quiz molestar ; se o que fui
nella dilo esta nos autos, ineu amiguinho, ha muilo
lempo que Resale de profunda clamad : concilio no
periodo da sentenea que ella nao foi publicada ; c
quem he c culpado listo ? A senlenca lie de 27 de
abril, a 211 do mesmo mez fifi o Sr. Dr. Antonio Car-
os para a assembla proviucial, o ficou no espedi-
ente o 4. supplenle o Sr. JoSo V.ilcntim : va
vendo.
Ainda repote o collcga a palavra anecia, e posto
que nao soja relogio de repelilo, sempro digo que a
irilelligenria do nieu collega e sehhor acha-se enfer-
ma, porque me parece que he sabido de todosque
affeda a qucslo ao tribunal superior, ao inferior s
cumpre exondaras senten^as daquelle, e assim lendo
sido a qucslao decidida na relac.no, ao nosso juizo s
compete execular a senlenca :va vendo.
Vamos logo a historia do tal Sr. pleito, que a mim
por cerlo nao inleressa, c por cuja validude e legiti-
midade das decisocs nao son confpetenle para decidir,
assim como o meu collcga o rcriadeiro.
Os her.Irires decantados do rassag fizeram urna
pardilla amigavel. qua me parece foi sentenciada pe-
lo commandantcsiipcrior Andr de Albuquerque,
caja senlcura dcixando de ser controvertida, alguns
herdeirns muilo lempo depois requerernm inventario
judicial, e esle foi feito ; oulros herdeirns julgando-
se prejudicados embargaran! a senlenca do inventa-
rio judicial, cajos embargos rorreado osseus lermo,
foram sentenciados pelo Sr. l)r. Francisco Antonio
Jnior, nullificando o inventario judicial, desla sen-
tenca as partes embargadas appellam para a relarao
do dislricto, a qual confirmando a senlenca dos em-
bargos, devolve os aulos para sua devida execurao, e
parece-me, que o Sr. Dr. Antonio Filippe, como
juiz supplenle em exercicio, for quem delerminou o
seu cumprimenlo.Nesle enlrelanlo-as parles deca-
hidas requercm de novo inventario, o o Sr. br. An-
tonio Carlos, que como 1." supplenle entrouem ex-
ercicio, alhein sem duvida a todos aquelles tnovi-
mentos, mandou citar as partes para se proceder o
inventario, quando pedem vista, e apresentam cx-
cepcao de causa julgada, embargos ou nao sei o que,
em opposioo. lindando como dociimeulns comproba-
torios tres senlencas, urna da parllha amigavel, ou-
Ira dos embargos que nullifica o inventario judicial,
efaz prevalecer as parlilhas primitivas e finalmente o
accordao da rclacao que confirma a sentenea desem-
bargos, pelo que a vista da relevancia da materia foi
dada a senlenca quecopiou o tal verdadeiro. como
permute o manda a le:vai para assembla o Sr.
Dr. Antonio Carlos e as parles embargadas, embar-
gan! esla senlenca, o mandando o Sr. JoSo Valenlim
sequeslrar logo os bens para o inventario, sentencia
a nullidade de todo feito. Esla be a historia que cor-
re como verdadeira, e contra o qual o verdadeiro
nao pode nem deve contrariar sem documentos.
Quem ohrou bem. quem nhrou'mal eu nao se,
porque o3o entendo de direlo, nao quero perguo-
l,n aos licenciados da torra, c nem lao pouco sujei-
lar-mc asvaias que tem levado o lal terdadeiro; all
oslan osadvogadus, eos Iribiinaes uue o decidam.
Iieiciidonjo o meu amigo, eu nao qnero tomar a
carga de abandonar o Ordeiro elle que tem a
sua poinia bem aparada, e que na verdade nao pode
negar ser genle de pulso, que responda ao verdadei-
ro na sua parle, mas todava sompre quero dizer,
que mesmo com elle foi o verdadeiro injusto, por
que nao vi em suas expressoes urna nica offeusiva :
contoii. trouxc ao conhecimenlo do publico a discus-
s.lo daquella quesillo, sem emillir o seu juizo, e em
termos comedidos c delicados, e deste meu pensar
appello para o publico, c para o mesmo verdadeiro
para que me diga onde est a offensa ; c anda mais
injusto quando allrihoindo a rodacc-ao do (Jodriro ao
O cnsul e os Portuguezes em Pernambuco
No Diario de Pernambuco n. 159 de sexta feira
14 do corrente appareceram o cnsul portuguez, c
seu chanceller Miguel Jos Alvcs com o seu an-
nuncio, protestando em tempo exigrem os docu-
mentos comprobatorios, ou oulras pravas do quanlo
calumniosamente Ihes impularam os Porluguezes
signatarios da represenlacao ao governo portu-
guez !!
Esle annunco he a mais qnalilicada e-procedenlc
prova de que o cnsul e seu chanceller tem de lodo
perdido a cabeca !
Os Portuguezes em Pernambuco, nao podendo por
mais tempo soflrer o desregrado proerdimenento
iles*os Srs. Moreira e Alvcs, cnsul c vce-consul,
usando da faculdade|qiie Ihcs'conrere a lei, repre-
seularam contra elles, formularam a sua queixa. do-
cumcnlaram pelo modo possivel os fados e mal-
versaees argidas; avista da queixa todo o Por-
tugal se ergueu contra lano escndalo, e a mesma
representadlo nacional em cortes se tem conspira-
do contra lanas malversadles; o cnsul e seu
chanceller menosprezando a sua repulacao, assim
como nao so importando como dgnidade do governo
r}iic tlcgracadniuepie os nomcou, nao lem respon-
dido em sua defea : e asora vecm ao publico di-
zeudo, bao de exi'Mr.provas do quanlo se Ibes im-
puta ? /
Os Porluguezes cm Pernambuco que represen-
laram c assignararu a queixa contra o cnsul u
vicc-consul nao lem medo do Papo : eslao firmes
no seu proposito de nao deixir pelos uos legaes
de mostrar ao governo, s corles o ao mundo in-
teiro, que o cnsul Joaqnlm Rnplisla Moreira c seu
vice-cousul Miguel Jos Alvos, nao (em as hahilila-
cies c predicados que sao alisolutamcnte necessaros,
para cxercereni o emprego que Ibes foi conferido.
Se a primeira represenlacao for mal succedida, c se
o governo portuguez se mostrar surdo l tilo justos
queixumes, urna segunda c terecira aecusarao ser
levada s corles portuguezas, que sem duvida nao
Muo lao condesceudeutes, nao prelerirao o bem
estar do cnsul e vice-consul, aos inlcresscs de cen-
tenares de subditos Porluguezes es Pernambuco
victimas da ambicio daquelles mesmos que os de-
viain proteger.
Eia, Sr. Moreira Avanln Sr. Miguel, ficamos a
espera dess momento em que nos promeltcm cha-
mar a prova do quanlo assoveramos, eliqucmVV.
SS. certos de que nos darao muilo goslo, propor-
ciouaado-nos occasiao de moslrarmos, que somos
Porluguezes.Matbeus Antonio de Miranda, Joa-
qun) T. da Silva Salles, Manoel Antonio de Car-
\allio, Antonio Jos Moreira Antonio Fernandes
Ramos de Oliv oir. Jo.lo Flix de Mello. Jos An-
tonio Monteiro, Antonio l'errcr Braga, Pedro
Jos da Cosa, Aulonio Jos da Rocha. Fortunato
Jos Marques, Jos Cordeiro do Reg Puntes, An-
tonio Piulo de Souza, Fortunato Francisco Mar-
ques, /dirim Doniingues Moreira, Domingos Itifici-
ro da Confia Oliv eir. Domingos Correia de Resen-
de Reg, Antonio Rodrigues Costro Campos, Ma-
linas jorge da Silva, Manuel Casia Borgcs Silva,
Joaqum Comes Duarln, Joao de Vveiros Patricio,
Manoel Antonio
mu honrado e dislinctoSr. Dr. Antonio Carlos, prqr
cura-o morder a furto, quando lodos sabein que sao
desabafos de inimigos pequciiinos.
O verdadeiro parece lor nina inlclligcncia (urta e
grossa, c mostra em ludo nina extraordinaria indi-
Dacio animalidaile irracional ; porquanlo, disse-
me uui entendido, que o lal arresto no triduo da lei
devia entender-se, que elle nao dola lugar naquelle
caso, e nao censura ao Sr. Joao Valenlim, porque
como lodos sabem. albeio completamente de cousas
laes, quaiidoo fizesse sem muila rega eslava cmseu
direlo.
Na verdade. o nosso amigo Dr. Antonio Carlos he
urna das especialidades da nossa Ierra, moco esjudo-
so e de lalenlo,>de bstanle fortuna, muilo ronrei-
luado entre os seus comprovincianos: occupnu o lu-
gar de juiz municipal, 2" supplenle desle termo por
um quatrieno, e quasi sempro em exercicio; foi re-
couduzido para o logar de primeiro pelo Exm. Dr.
llandeira, lem sido elcito depulado provincial por
Ires legislaturas 'desde que formou-se), foi eleilo na
passada legislatura Io siipplcnte da depataeaogeral,
por nina difierenra inesquinha do ultimo depulado,
e assim nao erro dizendo. que quem cm Irlo punco
tempo lano lem merecido, he especial, e com o que
respondo ao tal verdadeiro com muilas sobras, por
que o meu amigo, bem conhecido, escarnece do cao
que ladra la.
O rerdddeiro condece bem os ignorantes, estpi-
dos, aquelles que lanr.am inao.... e inandam passar
papis de doacoes em nonio de algun.a alma, os ralo-
ueiros, faquislasda nossa trra, para o que quemqul-
zer de laes legumes pode a elle dirigir-sc sem peri-
go de recambio ; mas nai5 ao capilo Pulqucrio, por
que esle cidadao, que mais de ui.ia vez tem sacrifica-
do a sua pcsso.i e seus bens, pija servir a ingratos,
e livrar os gratules de vergonhas vergonhosissiinas,
nao lem o costume, cotno provarei se necessario
for, de ajusfar que-loes, receber a paga e mandar os
constitu ules tahua, deixandotudo ir sabe Dos co-
mo. Aquello meu amigo be que deve merecer o
titulo de especial no sentido em que lomaes, nao he
assim? foi islo mesmo que quizeslc dizer, uSo he as-
sim '! clao houvc erro de memoria.
Deixe perianto o verdadeiro de morder como co-
bra cascavel a furto, diga o que quizer sem reliuco,
para se poder responder, porque cousas vagas nao
se bola senlido ; e assim todos podem dizer ; o
Sr. m-i/itjrivi maln lal, niaiuloii dar tacadas, sur-
ras, roubuu. raplou tal prostitua etc. ele; mas ludo
islo sem prova, nada vale, he clamante em deserto,
como diz Jorginho, que quando ningiicm lhe queira
responder, eu nao dexare passar esse camalcilo pc-
Iha malha, e assim allrmo como palavra de ni
de bem.
.. da r.nneoican Mallos, Manoel de
Atevcdo Canario, Francisco Antonio Martins, Ari"-
tauio Correia Cabral, Joao Ignacio Figueiredo Ti
Cada um dos onze armazenarios a que se refere o Jnnior, Miguel Marques tfngueirai Antonio Fcrrci-
couselho qualilcadur, tem innualrnente Iransaccrs
coiiiiiierciaes que montam a 500 cootos leris; lo-
gisla de Yazendas nesta praca equivale cm Portugal a
meroador""fci>annos o cappellisla ; laberneiro aqu
o piivalc l ayfi'iade Pc;o ; vendedor.-s de carne
socca sao indivioluos que compram e vei.deni carne
secca em grande Wuantidade, os quaes en Portugal
equivalen] a irmazeWrios de hacalhao, e vendedo-
res de assucjr nesta. cidade sao homens a quem os
rubores de engenh> consignam este gen -ro. e entre
elles alguns ha, cu as Iransacres montam a mais de
du/.enlos conlos. \
Nao ha aqu Porlugijczes titulares nem eondeeora-
dos, todos sao obscuros; cSkjnda quando os I Olisque a--
signaram a represeularocentra o Sr. Moreira nada
possuissem, doham sempre o direlo de invocar a
proleccao da lei do seu pai/. coutra as prepotencias
c delapidaces de um mo funeci inario publico, e
de consideras^ cidariaos porluguezes : da mesma
surte que o iirma-enario de a/suar, o taberneiro,
os doui logislas de fazenda, ocaxelro do gerente
do banco, os dous negociantes, o loginla de ferrt0
gens, t/ue constituiram o conselho do de:, creado
pelo Sr. J. B. Moreira.
Os signatarios da represenlacao.
TRIBUTO AO MRITO.
Com bastante pezar nosso temo-noticia que o Sr.
Joaqum Jos Pacheco, que presentemente se ai lia
eslabelecdo entre nos com ama esplendida galeria
de retratos (a roelhor que temos xislo ) lem de reti-
rar-sc breve para a corte.
Por certo quenuncaem Pernambuco vimos retra-
tos iguaes cm nerfeico aos do Sr. Pacheco : lie ver-
dade que ha tres annos passados aqu esleve o Sr.
Carlos F'redericks, que muilo bem retratava pelo
sistema eloctrotvpo ; porcia, romquanlo seus retratos
lossem lielfii Miliresahem na belleza os que aclual
nicnle tira o Sr. Pacheco pelo iis'.ema crystalolypn,
pelo que se anreciam todas as core lao vivas e na-
luraes que nos faz crer que na ni n-lnua de Mr. l)a-
guerre nao se p'odeT levar o Irabalhn a maior per-
feicSo. Devemns. boa ndole do Sr. Pacheco, o tor-
mos examinado lodos os apparelhos de-le insigne
artista, que na verdade offu>cam a todos que lemos
visto, nao s no Brasil, como cm algumas partes da
Europa ; anadiaremos um dos ditos aiiarelhos que
enlrclodos sobresalte pela sua conslrurcao, nven-
lado pelos Srs. W., W. II. & Lcwisdos Estados-Uni-
dos, be elle construido d'uuia roda de ferro de 60
potegadas decircumfereiuia, envolladeum ixo, que
rodando sobre urna immcnsiladc de rolos de bromrfanttlnileiro que as parles que pugnam pe
lem urna macizea tal, que basta dar-lhcum impul
rom o p para rodar mea hora 1! Serve
ra de Luna, Manoel Jos Marques de Abreu.
Jfrsotitl- ------
i Srt. Redactores.Venho tambem sahir do meu
serio, e escrever para o Diario : bem sei qae nao te-
nlio inslractlo para lano, mas quando vejo todo
mundo daqui rahiscar, quando vejo mesmo a cora-
gem despropositada deste meu senhor, que apelidou-
se de verdadeiro, dizendo lana asneira junta, que
eu, que nao andei no estado, couheci logo que li, e
rujo juizo foi confirmado pui tolos qae linham co-
nfie menlo da tal correspondencia, nao duvidei tam-
bem escrever asseguintes linhas para responder ao
lal verdadeiro.
Como j disse, nao tenho illusIracXo, c por isso he
de bem crer, que innmeroscjam os meas erro-,
mas no que vou diur, haveudo todo fundo de ver-
dade, urnas cousas porque vi, e oulras' porque disse-
ram-me pessoas;certa, pero desculpa aos leilores para
os meus troperos, e vigilante alinelo para a respos-
ta que vamos dar ao tal verdadeiro.
Principio
O verdadeiro esta metlido no numero das corres-
pondavuias avnlsas do Diario de 19 dejunho corren-
te : achi engracado islo, porque elle leve saas von-
tades de ncachar-se no numero dos roloboradores
do Diarit; e principiou lodo presumidoa minha
missivat^o meu collega logo volto^Jmas o dis-
tinelo Sr. Figueinia, qae nao temo seu Diario para
desabafo de paixes particulares, e porque conhece a
bondade da pruna que nao he ser peior a minha, foi
remetiendo o verdadeiro para seu devido lugar ;ora,
islo na verdade he digno de gargalhadas, e de cier-
nas luminarias, como dizia meu lio .Nicolao ; eu faro
idea de como flcou a vaidade daquelle verdadeiro :
s ea quera agora ter aprendido ladm para fazer
um verso, ou lirar um mole.
Vamos ver de que consta a correspondencia : um
comboy de atrevimenlosquenao cabe nt bocea do ho-
mem de beme por lim huidos raivosos contra oSr.
Dr, Antonio Carlos esle moco he meu intimo amigo,
o verdadeiro seu iiiimigo, e ainda que ninguem me
encommendasse o sermao ; cumpro o dever da am-
zade.
O tal verdadeiro mostrando dio smenle levianila-
des, desvarios c loucuras, formn seu nogenlo cas-
lello sobre urna bx pediese mili gratuita, suppondo
sem duvida o lluslrado Sr. Dr. Antonio Carlos uni-
dos coloboradores do Diario, para o qual escreve snb
o litulo deOrdeiroo por issnchama-llieespecial :
supposices laes, bem como que o Sr. Dr. Francisco
Jovicla he o autor do verdadeiro e oulras prodiirroes
sstNtlhantes, podem condu/ir ao absurdo inqnaliifi-
cavcl de urna escandaloso falsidade. Mas omfnii ana-
lisemos a obra do verdadeiro : nao he una analxse
csrlarerida, mas lambcinromo he um parlo da mais
crassa ignorancia, Icnho atounia conaura em mim.
Noto primeiro una triste cunlradicao :
Acho queja respond, e esborraxei aotal, j se sa-
be meu collega o verdadeiro. e acho lambcm que o
virei de rambalholas, c portanlo agraderp a allen-
rao do publico por cala vez.
Agora devodizer no ouvido de Vine, Sr redactor,
qne eslou miiitoconlente, porque o nosso juiz muni-
cipal, o mu digno e circumspeclo Sr. Sebasliao, dis-
se a urna pessoa qae j sabia tanto de Mamangnape
como de sua casa, e que os-assas-dnos pozessem-se no
andar da ra. porque elle havia dcacossa-los, e cum-
plir as precatonas que vieran) de longe contra mis
cousas, que dziam, estarcm salvos. Oh I lempora !
oh mores! Bcmdilo seja o teu nomc, charo juiz :
velve os carlorios, conhece as insignificancias, e ex-
clama comigo Mainanguapc desidioso, qual he o
leu crime ? Que geracao he a la 1 !
Por ultimo pero a Vine, que mande virgular bem
o meu cscripto, c escrever os nomes certos, para nao
acontecer como ao meu verdadeiro, que ospixeiros
das vendas e tojas liveram o desaforo de apellidar a
sua p intuac.o e escripia de labu ; nao sei o que
quer dizer labp.
Depois quo li o meu papel, fiquei amorado da
minha obra, c |ior aso, acabando, digo ao meu ro-
nhecidiifrdadeii'o, que fico na porta esperando por
elle, e faijo ponto, pois o Eugenio e Serrano eslo de
viagem para acidadella. Jote das l'estias.
Mamangnape28 de junho de!854.
rillLI(\(;\0 A PEDIDO.
Acompanhansento ccordou ao someto cossaco,
publicado no Diario n. 167 de 12 do cor-
reme.
SONETO.
Cossaco trovador, novo Trancoso, %
Invocas lieos vaamente no Danubio!
All, o Russo audaz, de credo ilubio (*)
Brandi contra o civismo o gladio iroso.
a Va gleba, do Konol, lypo ominoso
Serado coukaso sanio, nulno.'..
Sinope, impoz a Odes^a nutro vesuvio,
E o co manlem Sislria.lie criminoso?
A grei de Christo a ferro, oh desalio!!
A Polonia rlirisfila anniquilada
Da ini Russia detesta o credo, c o sino.
Jugo Europa,o czar heni alio lirada :
Expire a liberdade!Val esle bvmno '
Da Franca, d'A'lbion, da Europa a espada!...
(...) .-
UTTER4TIRA.
>
sle appa-
rnlliu para burnir chapas em que he estampado o
retrato. Ja nflo ha quem ignore os elidios de um
retrato lirado n'uma chapa suja c mal p dula : esse
d.'feito, pois, jamis poilc existir cim a machinado
Sr. Pacheco.
Diremos tamhcmalgtima cousa sebre a rhamera
(machina qu tira os rclralos) he ella do nellior au-
lor americano C. C. tfarrson, a he a de meio lania-
nfio. isto he. a melade das maoro- que exisleiii cm
Franca e na Inglaterra ( oois ex sle una, fela de
encominenda nos Estados-Unidos, aqual tira retratos
em lamauho natural;, as quaes j lvemos oerasiao
de ver mesmo na mao do Sr. Pacheco, e na do Sr.
Fredericka e ainda ha poneos das \ irnos una na
alfandtga desla cidade, vinda para mu particular.
inventa-
rlo judicial decahiram na rclacao.e quencslc processo
ofliciou o Sr". ^r. Francisco Antonio Jnior, mas que
depois intentando nova aeran nella ofliciou o Sr.
Dr. Antonio Carlos, c enlrelanlo disse que ambos of-
liciaram no mesmo processo : v vendo. Disse mais
o mea collega naturalmente ha de querer ser meu
collega} que o Sr, Dr. Antonio Carlos nao reronhe-
ceu a sua incompetencia, como disse o Ordeiro; ain-
da falln a verdade o collosa, por quanlo eu d na
mesma correspondencia do Ordeiro o segunlcque
nao lomara conhecimenlo de urna questao affeda,
;nole-se) e decidida pela rclacao ; por lano, o colle-
ga eslevede cataratas quandn'quiz ver a inrontpeten-
PETRARGA E SEU SEGULO.
(Continunrio.)
Eu nao conheco ranc.lo, em qne Pelrarca melhor
se lenha revelado, em que lenha mais apparecido o
seu patriotismo, a sua piedade, a sua nobre indepen-
dencia, o seu carcter enrgico, aquella sensibilida-
dc virgilana que o fez poda, o sen odio pelos eslran-
geiros estipendiados por ludas as farroea, e todos os
principes da liada.
Nada obstante elle lem de drigir-se bem de pressa
a esses mesmos eslranoeiros.vislo como csgolou toda
a sua cloqueada em prrg?r a seus compatriota*.
de quem nada obleve em couseqiicncia de sua am-
bicoosdiscordantes, e do seus odios estupdamenle
cegos. Diri:e-se a Carlos IV. que se dizia re dos
Romanos. Chama-o. lisonjeia-o, supplica-o que
salve a sua chara Italia. O que esperar porem de um
Cczara quem um raruicero de Wnms linha captu-
rado em sua passagem por urna divida, e que nao
disse o P'idc sabir desla riiladc amotinada seirio depois de
ler tomado emprestado ao hispo a quantia desse cr-
dito* Carlos IV. que licrano fundo da Alh-m.inha.
levou Ires annos para responder, c Petrarca foi de
novo conslrangidn a depositar suas supplicas c espe-
raneai aos ps de Clemente VI, que afmal pareca
commover-se com o ruido de lanas calamidades.
Qoatro rardeaes acabavam de passar os Alpes, c cis
a iinaeinacao de Pelrarca inflammada. Suas cartas
precedemnos cm Roma ; elle falla aos Romanos de
] Tamhem urna nolinha. A dnulrinn orlbodoxa
diz: fura da igrejtt Humana niin ha salvarao. Se
esta mxima he indubilavel, lao longe est dola o
duhio Anglicano, o crenle .Mahometano, romo o scis-
cia pessoal, no que devia entender incompetencia co-1 marico heterodoxo Crego-Russo-Slavo, ele., ele., lo-
mo juiz da inferior instancia :v vendo. j dos lem inisler da grara, que he i
Yranscrevpii mais o dilo a senlenca dos embargos; nico julgador do genero huinaui.
rerlamenle que foi a detora mae- bonita que poda-e I loqnp a tino de Mo l.ou.,. njo lem oadallo.
sua anliga gloria ; invoca as sombras dos Public-
las, dos Mandos, dos Cincinnalos. Apenas porem
a.hieren Clemente VI, renasceram as deaordens. O
poeta qucixa-se enfilo dos mdicos do pontfice ; as-
signala-os romo charlalaes e os estismalsa em qua-
Iro livros de invectivas. Os mdicos accosam-no
lanificio de ler fallado mal do papa, c ultrajado a
santa s. Elle confunde osseus adversarios, e, para
aiiiquillarvraliimnia, d conta de toda sua vida,
om urna epstola posteridade. Clemente nao sabe
mais o que deva dar-llie para leslemunliar-lhc a es-
lima que lhe consagra. O lugar de secretario do
pontfice he-lhe olferecido pelos cardeacs de Bolo-
uha o de Talleyrand. Pcdiam-lliesomenle que mo-
derasse o estyjo, demasiadamente elevado para o"se-
cretario co servo dos serves de Dos. F'oi isso a sau-
dacao de sua independencia : elle suhmelleu-se a
esse novo genero de provas, c, como elevava-se cada
vez mais, foi declarado incapaz de ocenpar esse lu-
gar. Correu a Vaudusa para dar gracas a Dos por
le-lo salvado de um lao grande perigii, c a morlc de
Clemente VI. ibrignu-n contra esta honrosa perso-
guicao. O novo papa Innocencio nao a renovou. J
livn occasiao de dizer que ello o tratara romo feili-
cciro, c Petrarca nao procuran lra-lo dessa crenra,
recciandoqueseus favores viessem inquitar-lhe ore-
tiro. Vaiulusa era enlao o lemplo da paz, o hos-
picio da Iraiiqiiillidade ; passare ah o resto de mi-
nha vida, escrevia elle a lioccace : Ah encontr a
liberdade, o descanco repouso e a solidao, quatro
colisas, que formam a minha felicidade. i Nao
tinlia ainda porem partido esta caria, e j o vago de
seusdesejos (ornava-lhe esla solidao insupportavcl.
Moje nada mais desejo do que ausentar minha resi-
dencia, escrevia elle a Dndolo; para onde irei po-
rem ? Eis ah a diffleuldade. E com elTeito, el-
le nao sabia para onde encaminhasse seus passos.
< >s Florentinos o esperavam. ha dous anuos, para
invesli-lo na posse de sua heranra. Nicolao Ac-
ciajoli, grande senechal de aples, o chamava
ao gozo do bello co desla capital; seu amigo En-lius
convidava-o para que viesse residir cm Roma : Dn-
dolo instava com elle para que aceitasse ura asJo
cm Veneza ; o rei JoXo, que abibava de subir ao
throno de Franca, ollerecia-lhe cm Parisum honro-
so reliao ; seus amigos de Correggio, de Verana ede
Padua nflo cessavam de chama-lo para junio de si.
Tanta soliciliidc augmenta soasincertezas. Elle par-
te, apezar disso, sem saber que norte lomasse, quan-
do sbitamente soubc-se que eslava em Milao, junio
de Joao Visronli. Nao podiam seus amigos conce-
ller como elle livesse ilado preferencia a um despota,
contra quem acabavam de ligar-se os Couzagas, os
Sciliger, os seuhores de Ferrara, os hospedes os mais
charos do poeta. Que habitaro para um solitario
c para um philosopho nao era a corte mais ruidosa
da Italia Cumpre trazer a lemhrauca o seu patrio-
tismo, o seu verdadeiro desejode pacificar seu paiz,
e rcslituir-lhe a unidade, para explicar a sua nova
preferencia. Elle tinlia procurado por toda a parle
um homem qne podesse realisar suas esperancas, c
lodos o haviam engaado. Achava cm Visconli
urna alma forlc, obstinada, urna voulade nahalavcl,
urna amhicAo vasla mais patritica, uoida urna po-
ltica hbil, e a graca a mais Insinuativa. Os Mda-
nczes -andarain si sua ascencao ao Ibrono como urna
felicidade publica. Os historiadores npresentar.ini-
no depois como o modelo de todas as qualidades
reaes ; gabaram-lhe a piedade, a juslica, a magna-
nimidade, a doeura dos coslumes, provando o seu
reinado que elle saba simullaneamenle manejar o
sccplro, a cruz o a espada. Tnha submeltido a Li-
guria por saas armas c por Seus beneficios. Os na-
vios de t'ienova e os Dorias dominavam os mares sob
seus pavilhSes. Elle havia confiado Rolonha ao papa;
liuha-se adiado aos Pazzis, aos Ubnldinos, a todos os
exilados de Floreoga, para abater esla repblica ; e
o joven Oligano, que Paulo Jovc den como lilfio na-
lural do priucipe-arcebispo, perreorria a Toscana
frenle do de/, mil cavalleiros escs mil infantes. Ex-
commungado pelo papa, obligado a vir dar conla da
conquista de Rolonha, respondeu humildemente) que
eslava promplo a obedecer, mas que quera appare-
cer na crlc do pontfice cm om estado digno de sa
calhegoria, para o que reuni qualorze mil homens,
que fizeram comprebender ao papa o senlido de sua
resposla e revogar as senlencas 4 santa s.Visconli
linha seduzido os povos do condado distribuindo pe-
los hospilaes, pelus conventos, pelas familias pobres,
as inmensas provises que a grande custo linha fei-
to para esla singular viagem. Esle trtico de carc-
ter, suas maneiras cav.dleirosas linham cncanlado o
povo; e Petrarca li o negociador de um principe que um dia podia u-
nir a liara'sua coroa hereditaria. Amorte ceifou
porem sbitamente as esperancas do poeta, e os pro-
jcclos do poderoso arrehispo ; seus Ires sobrinhos
perderam-se por suas discordias; Petrarca que linha
permanecido como seu confidente e sen guia, de-
sesperan de sen Iriumphn. Sendo a dor de ver des-
inoron.ir-sc o seu poder cm Genova, arrebatado por
nina revolucao popolar,nRo podendo seu palriolismo,
desanimado ser dispertado pela ehegada de um im-
perador, cuja impotencia linha j conhecido.
Carlos IV manifestau todava o desejo de ve-lo,
para o que linha descido Italia com urna esrolla
n.ais modesta que a-de um canino, nao apparecen-
do lodavia nesse paiz scnilo paraMeshonrar-sc. Pe-
trarca foi encnntra-lo cm Manlu; passoa oilo dias
em sua companliia, c julgnu-o lio bem que recusou
seaui-ln rapilal do mundo calholiro. Elle leve
mesmo a desdenhosa ofuffem do a>poiider ao Ctfrar,
4|ne desejava a dedicaloria de um de seus livros, que
lh'a concedera se o julgassc digno della. Carlos ele
l.uxcmhurgo nao mereceu esta honra. Elle linha
|iouco goslo pela guerra epouca adeicaopela Italia.
Seus desejos limilavam-se a collorar sobre a rabeea
Ires coras imitis, e o pipa, qne o conhecia, pres-
lou-se generosamente a esla phanlasia de um prin-
cipe que era indiguo de traze-las. Em Aix-la-Cha-
(lelle linha eingido a coroa de prala de Carlos Ma-
gno ; tomn em Monza a coroa de ferro dos Lom-
bardos, correu a Roma para receber a corda de ouro
das maps de um legado; e fiel promessa que fizera
ao papa, nem mesmo chegou a dormir na cidade,
caja soberana imaginaria acabavam de ronferir-lhe.
Sua volla foi ama fgida vergonhosa ; os povos nao
o acolhiam seaao com desprezo. Em Pza, urna po-
pulacjao amolinada espancou osseus criados e amoa-
riui queimn-lo em seu palacio. Fecharam-lhe as
porlas de Cremona, e, ao cabo do duas horas de es-
pera, os magistrados nao lhe permiltiram entrar se
nao como simples viajante, sem armas e sem sequilo.
Por lod a parle receben aflronlas em vez de homc-
nageus, levando desle modo Allemanha tres co-
ras manchadas da lama qne lanrava-lhe a indigna-
cao dos Italianos.
Esto nao era o homem que Petrarca procurava.
Tcndo ficadn na l.ombardia, lamenlou as torpezas
dessa viagem ridicula : t< NSo gostu destes Cezares do
Norte, dizia elle. Tudo he gelado uesses climas,
dehaixo de cuja influencia ocoradles nao podem ser
aquecidns por aquello nobre fogo que eleva as al-
ma. ()' fortuna, se nao nos podes dar Cezares ro-
manos, por ventura podes dar-nos Severos de frica
ou Theodozios de Hespapha '! Ao mesmo lempo o
poeta dii ge-se aess* phantasma de Cczar: Conhe-'
eeis mal, dixia-lhe Petrarca, o preco do que desa-
jaslcs. Adquirisles sem Irabalho o qae tanto cubi-
cou vosso av, a liada, Roma, um scoplro, que na-
da voseustou, um diadema qtfc n sanguc nan linha
ainda maculado. Renunciis a ludo isto. Envias-
tes-me com miniatura a magem de Augusto. O
que nao dira ella, se podesse fallar, para impedir-
vos qae fizesscis urna retirada ISo vergonhosa Es-
las censuras nao hastavam colera de Petrarca. En-
camando pelos irm.ios Visconli de urna embaixada
junto lese mesmo principe, nao accila essa honra
sean para tentar de novo vencer a sua apalhia ; elle
porem nao obleve senao favores pessoaes, aque dava
muilo poura importancia. Carlos IV honrou-o, se
bem que contra sua vonlade, com o titulo de conde
Palatino. Deu-lhc mais tarde parle do nascimenlo
de sen lilho Venceslao, em cuja occasiao enviuu-lhe
urna laca de ouro de um rico trabadlo, renovando
minias vezes suas instancia! para altrahi-lo sua
corle. Estes lestemunhos do crdito e respeiio de
que go/ava Petrarca nao lentaram sua independen-
cia. Em 1351 eulrou em Milao, nao, como muilas
vezes se lem dilo, para gozar o prazer de estabelecer
se cm face do pretendido jardim deS. Agoslinho, e
da o apella, em que S. Ambrosio baptisoo esse augus-
to noopli vio, senao para cumprir os deveres que ha-
via contralllo romo padrinbo de um dos Ires sobri-
nhos que Joao Visconli tinha fi'-'do a sua paternal
sollicilude. Peturra sonhe 'lodavia isolar-se no
meio desla corte lumoMiosa. Poz-se a esludar
rom ardoc nm manuscrito de Homero, que Nicolao
Sigeros tinba-lbe enviado de CoManlinopla, o pri-
meiro lalvez que lonha a Italia possuido depois da
rrna-renca daslcllras. AsdissenaOes da familia du-
cal acaharam comludo por faliga-lo. Elle foi pro-
curar reponsn na aldeia de Carignano, bandada pe-
las ondas do Adda, cm urna casa modesta a que cha-
ma o seu Lintcritum, como Icmbranca da casa de
campo de Scipiao cujas facanhalinha cantado. Com-
po/. alli em l.alim o Tratado daboa e da m for-
tuna, para consolar sen amigo Azzon de Corregi
das desgraras que liuliain-llie causado sua impru-
dencia, c que eram o castigo tardo de suas perfidias.
Esla obra leve um successo prodigioso; foi Iraduzida
em italiano, cm hespauhol, e francez, anginenlando
desle modo a fama de Petrarca, cajos versos c prosa
eram lidos com sucia. O hrilhantismo de suas pro-
ducocs, as honras que lhe faziam, exctavam em lo-
dos osespirtos de escolba um estimulo, rojos resul-
tados bem deprcs'n teve que deplorar. Innme-
ros escritores; cujos nomes a posteridade lem esque-
rido, julgavam-se obrigados a fazer-lhc homeuagcm
dos prodtidos de sua magiuacao; aliravam-se sobre
elle de todas as parles, com dizia o poeta ao abbade
de Santa-Benigna : chegavam-lho escritos da Fran-
ca, da Allemanha. da Inglaterra c du Grecia. Ha-
via j milito lempo qne faziam-se versos em Pars e
as provincias; o lempa dos trovadores nao era an-
da passado. O Provencal (iudofredn de l.uc fazia
ainda versos bella Flandriua de Flassans, que a
principio foi sua discipula, exce,lcndo-o depois em
suas poesas. Elle linha eslabelecdo pedo da ahba-
dia du Thorouel urna academia, oudc vinham br-
Ihar Ko-iaing de Cuers. Cuilhcrme de Pingun e ou-
lros fi dios espirito- da Provenra.Depoisde.ler e(ran-
gulailoseu marido, a rainha Joannade aples duba
fgido dianlcda baudeiras negras de l.uz ele Hun-
gria;procurando em Avinhao e na endura das ledras
disfrceles dignas de seu espirito esclarecido. Ella
duba manlido ama corte dcamor, em que tinliam-
s distinizuido Ciiilhermc de Sabrn, Anselmo du
Monslcr.Poalevino de Marchebrusc.Rerlrand de Pe-
zars, c a senhora de Oraison. sua mnlhcr.Madama de
Romann linha lomado o lugar deJosnuaqoe a for-
tuna linha chamado a eu reino, o s Pugcls, os Al-
lamonnns, os Enlreeaslcaux, os Demaiidols, os Cas-
manco lieterocloxot.rego-Kusso-Slavo. ele, ele., lo- |||0ns, os Balhis, os l.ascaris de Vinlimlle compl-
elos lem inisler da grara, que he dadiva de Dos, n I nham redondillose sirventes para as bellas Proven-
pa
caes que embellerium essa .orle de amor Parasol
de I i-leron, o mais anliga dos poelas trgicos mo
tornos, compunha enlao a sua lllamanda c asna
Jolmnnala, que lhe valeram um canonicato c una
pro henil a.
Ricardo de Rarbezieax raalava a bella Clara de
Berre e mademasella de Pontevez. A poesa era
Icnnradaem Franca desde o re Filippe Augusto, que
fazia canlar o poeta Hlvnand durante o seu jamar.
Thibaiid de Champagne e lodos os principes do lem-
po de S. l.uz linham feito versos; o romance da
llosa fazia, ha cem annos, as delicias dos aprecia-
dores da literatura. O ronde Poiloii, que para o d-
anlc foi o re Filippe o Lougo, linha cullivadn a po-
esa maneirn dos trovadores; o seu esrudeiros,
linham composto sodios c canres para as suas bel-
las. No lempo em que couduziinos Pelrarca para
alli, brilhavam em Franca os podas Joao Dupin,
Joao l.o F'evro e o celebre liastao Phcebus. Frois-
sart tinha composto j a sua EtpineU amorosa c o
seu Paraso de amor. Joao de Venelte escrevia o
sua historia das Tres .Varias em quarenta mil ver-
ses, onde, segundo a opniaodo abbade Guujel, nao
acbam-sc dous versos sotTrivcis. O thealro nao ex-
ista enlao. O de Saint-Maur s foi levantado
trila annos depois da inerte de Pelrarca ; mas ha-
va um germede arle dramtica as dansas e reprc-
senlaces que divertiam os festins dns res o prnci-
pes de F'ranca. Esses festins chamavam-sc nessa -
poca enlremets (prato de meio.i Eram a rida de
Santa Barbara, o Trespasso de Notta Senhora. o
fillio de perdicilo, que malou o pai, enforcou a mai
e depois detesperou-te, e oulras muilas moralidades
da mesilla forra, com que os autores podiam muilo
bem render homeuagcm a Petrarca. Na Allemanha
liiiliam desaparecido os Miniie-Singer, especie de
trovadores phanlaslieos que linham comecado no
lempo de Frederico Barbaruxa sua vida coiuempla-
tiva e a alluviao de suas sadrs contra os vicios d
humanidade. Mas os Aeister-Singer florviciain en-
lao na Alsacias e na Franconia, e essas corporai0cs
ranlanlcs de artistas -allemes deviam necessaria-
mente por-se em communicaran com o poeta que
cnclie a Europa com sua fama. Ignoro os nomes
dos escritores nglczes cujas homenagens excilavam
o mo humor de Petrarca; desse tempo conheco a-
penas o velho Chaucer, que tinha ja publicado sua
Corte de amor. Mas as stiras do nosso poda nao
podiam cahir sobre este inglez a quem linha conhe-
cido e apreciado dnrantc nina misso que elle viera
desempenhar era Genova por parlo de Eduardo III
Petrarca nao linha nomeado esla mullidao de reina-
dores importunos de que linha que qiieixar-sc, lo-
dos quaes o Inmavam por juiz de seus escriptos. pe-
dindo-lhe nma resposla como um ltalo de immor-
lalidade. Era o Vollaire de seu tempo ou mais an-
da, por quanto linha por amigo lodos os principes
e grandes da Ierra, nenhum dos quaes lenlou jamis
persegui-lo, tomando-o pelo contrario a maior par-
te delles como alma de seus coaselhos, ao mesmo
passo que os povos consideravam-no como o inter-
prete de suas queiaas, como a esperanca de suas m-
zerias.
Em 1359 Boceare vcio visita-lo em seu novo re-
tiro, c estreitar os lacos da amisade que os uniam.
l'ma mis-ao de Gales Viconli o arrancn pouco
lempo depois a seus estados, encarregandn-o de ir
comprimenlar o rei Joao, que o tratado de Breligoy
arabava de restituir ao seu povo, e negociar o casa-
mento de Joao Gateas, o seu lidio, com Isabel de
Valos, lidia do rei de Franca. Nao sei qual o fun-
damento da iudignacao do historiador Mezcrav
quando trata deste casamento. He verdade que elle
pretende que o rei vender sua filha por seisceulo*
mil escudos de ouro ao senhor de Milao, pa1*o-
cabar de pagar seu resgate, eAuqtielil accrescenta
Uue esle expediente desagradou a urna corte que nao
linha visto ainda os nohres rebenlos de urna familia
revlicarem-se pela seva das linanras. Nada porm
atiesta esle mercado romo observa o mesmo Anqiie-
til, apezar do Icstcmunho de Villani; e para dizer
ludo cm ama palavra, a casa de Franca puda dar
urna lilfia a um principe que fazia-sej distinguir
por sua aplidao nos negocios, por seus esludos serios
e cujo pai linha desposado umaprinceza de Saboia.
Nao linha a casa de Franca consentido j as nup-
cias de urna filha do Fili|>pe de Vafois com um sim-
ples duque de Brabante? Nao tinha Filippe o Longo
ra ples conde de Nevera '! Nao desposon soa segunda
lidia Isabel o bario de Faulcoguey, simples- senhor
do condado de Borgouha'! A casa de Visconli linda-
se enriquecido por meio deeussaqucs,i!iiz Anqnctll.
Bella raziio para um principe do secuto XIV 1
mas o prncipe arcebispo a linha Ilustrado, como
se itliisir.iv.iin entilo todas as familias reaes pelas
armas e pela poli tica.
Seja porem como for, o certo he que Pelrarca
appareceu de novo na corle de Franca, que nao
va al)0 annos. Pode assistir aosregosijos occasio-
nados pela volla do rei Joao, que linha gaslo seis
mezes para vollar a Pars, leud o sen casamento
sido deinnradn durante o sna residencia em Calais.
As festas foram magnificas. O vinlm correu pela
primeira vez das tontos ; mas esla alegra popular
nao demorn por muito lempo o nosso poeta. Foi
nesso mesmo lempo que surgram de todas as par-
les essas bordas sclvagons de ladnes e as.assinos
que lomavam o nome de grandes cninpnnhias.
Petrarca appressou-se em alcaucar a Italia cerca-
do dos signaesde estima que lhe Icslcmunharam o
re e o Delfun, que depois cliamon-se Carlos o Sabio,
e sem consagrar urna s Icmbranca sua casa de
Vanelos devastada por un grupi-desses bandidos,
entrouem sua solidao de LinUrnum, onde nao a-
ehou o repouso que vinha procurar. A discordia
reinaia na familia ducal que linha adoptado.
Galeas eBarnab Visconli linham ja envenenado
seu milito Matheos, vivendo o primeiro dos dous
rom perpetuo medo do ambicioso Barnab, que as-
suma .iberiamente os designios do poderoso arcebis-
po, seu lio. Tiuha-se formado urna liga formdavel
'mira os dous irman* : Florenea, Pira, Mantua,
Vcroua, c Ferrara linham entrado nesta coalisSo, a-
poiada pelos analhemas do papa ; o marque/ de
Monlferrat viera associar-se-lhe, levando a devasla-
caoao Milano/. Esla guerra nuedurou nove annos
custoa segundo a opinan de Paulo Jove. trezentos
milhfies de ouro aos dous irm.ios, o que era sem
duvida excessivo, porquaolo esta somma excedera
boje a rail milhoes ; ecomo nesse mesmo lempo os,
Visconli ronslruiam com grande dispendio pontos,
'ida-ledas, hospicios,e monumentos de todo o genero,
he iliflicilcrer que os impostes, e saques pudessem
occorrer a lautas despezas. lima paz nimiamente
vantajosa terminou esla guerra, se bem que nao es-
livesse no poder de lodos estos principes restituirem
o i ep iii-o a Italia, que era mfestada e devastada co-
mo a Franca por bandos de salteadores, quetraziam
em sua companha lidalgos arruinados, on avenlu-
reiros ousados, precursores condottieri que foram
depois o flagello dos mesmos paizes. L'ma dessas
hordas assolava a Marcha de Ancolia, guiada por
um Provencal, por um eavallero hospitaleiro, cha-
mado .Montee ,| ou Mortal.o qual depois de ler ser-
vido ao mesmo lempo o rei de Hungra e o papa,
mal pago por um e por oulro, recrulou ou recolbcu
doze mil salteadores de todas as uac/u-s, e fazia guer-
ra por sua conla.' Tcndo Moutre.il sido preso c en-
forcado, esta horda adoplou por chela om conde de
Lando ou Landi, que linha combalido pela
liga e que com grande cuato pode salvar-se da
balalba de Caza, em qne os Visconli aniqula-
Jam seus adversarios. Landi depois de ler
devastado a Romana, volloii sua companha para o
reino de aples. Oulra companha porm mais te-
mivel India-!' formado de lodos ossoldados eslraugei-
ros que os dons partidos linham licenciado, acoule-
cendoqueos vagabundos Hdanos que linham sido
alrahdns pela sede de ouro a esses bandos elevassem
o sen numero ao de doze mil salteadores que impes-
lavam a l.ombardia e a Toscana. Ao cabo de qua-
lorze anuos a pesie I:li7 veio reunir-sc a esses lla-
gellos dcvasladorcs, c Petrarca reciiou diante delles
com sens livros que sem duxida lemia nao encon-
trar mais em seu /.internum: eu nao fujo da mor-
le procuro repouso. n Elle porm eslava mais for-
talecido do que alfeclava pnrece-lu. I'oi sem duvi-
da enlioque vollando s niontaiilias alini de procu-
rar um ar mais puro, alravcssuu a cidade de Bcrga-
nia, onde um rico curives chamado Capra to'.-lhe
prapria cusa nma recepijao de principe. Dalli des-
een clle Verana, Padua, refugiando-se liualmen-
tc em Veneza onde nao encontrou mais seu amigo
Dndolo, dcixando sobre o caminho alguns objeclos
de suas afleires. A peste raubou-lho ssc filbo de
nma mai desennbecida, que longe de 'azer esquecer
o vicio de sen uascimrfito, nao foi para elle mais do
que urna tonto de tribularocse amarguras, l.uz de
Bois-le-Duc, seu Socrales, Azzon de Corregi,
seu aiiltoo hospede. Francesco Nell, a quem chama-
va seu Simondes, Bhalo de Siilmnuc, Cello Sle-
phani percceraui cm poucos dias dos ataques [do
mesmo llagedlo. As homenagens dos Vene/.ianos
dslrahiram todava sua dor. Foi-lhe assignalado um
palacio para residencia. Esla soberha repblica,
que milites ve/es pode ser laxada de ingrata, acolheu
como grande homem o hospede celebre qne envina
vam-lhe as desgraras do lempo. Elle foi assentado
direila do Doge Lonreuro bclsi durante osjogos c-
queslres que segairam-se victoria de Tuchino del
Verme sbreos Cretenses. Foi duraule essa res-
denria em \ eneza, e em pagamento dessa gloriosa
hospilalidade, diz Daru, que ello fezdoacSo de sua
bihlinlhera a republica com a rundirn expressa de
que seus livros nao seriam dispersos, nem vendidos;
Mas he provavel que elle desespera.se do repouso da
Hada, e a siluacao ele Veneza oltorecia-lhe abrigo
mais seguro conlra as devaslares dos barbaros. O
procuradores de S. Marcos aceilnram esse presento
com um respeilo religioso, mas depois de sua morle
essa bihliolhera, que a dcscoberta da imprensa lor-
nou menos preciosa foi abandonada os vermes
ao p, O hispo Tomasni de Padua a encontrou
Ires serulos depois cm urna cmara obscura ; os li-
vros eslavam meio apodrecdos e dilacerados.
Boceare, expedido romo Pelrarca pelo contagio,
veio euionlralo cm Veneza, trazendo-llic para sia
rnmpanhia o famoso Leoncio Peate, o mais fcio.
o mais inmundo dos homens ; porem o mais sabio
discpulo de Barlaam. Elle tinlia ensillado o grego
em Florenea por espaco de dous annos. e para
nosso poeta foi essa urna iiova occasiao do continuar
ese estado. Esse professor fez-lhe prsenle de
una obra de Sophoelcs, o de urna Indctil
latina de Hornera que alem do mais tnha o mrito
de haver sido eopiada pelo'punhn de Bobeare.
Porm o meslre era lao inconstante, como o nsci-
pulo. Leoncio dilate passou pinicos mezes em Vene-
za ; aborreceii-sc dallada, vollou a Coilstantinopla;
c levado aoAcIrialioe pelo o nojo que o seguia por
toda a parle, foi fulminado por um rain em o na-
vio, que o roudiizia, ficaudo assim livre do peso da
velhice e ca desgraca da vida.
Elle n3o o un cu l rara Petrarca na cidade dos doecs.
Imadisputa ridicula o havia feito sahir dessa cidade.
i.in dio manrebos que a principio testemunhararo-
Ihe alguma sx mpalhia, tornaraiu-sc depois seas per-
,e?iidnre- os mais encarnirado pm causa do doulor
ai alie Averroes, cujas doulrinas philosnphiras elle i
havia combalido. Segundo o leslcmunbo de Rnv-
luundo Lude, queaccosara Axerrois e seu meslre
Aristteles peanle os concilios e a corle de Avinhao,
parece que Petrarca tratara o doulor rabe de alheo
e de materialista. Os quatro mancebos venezianos
linham tanto mais razando ahrao.tr a defeza de Aver-
rois, quanto mai este ensillara existencia de Dos
o .oei-pirilnadado d.i alma. Elles porm procediam
mal injuriando um andan protegido pelo respeilo,
que lodos lhe Icstomuuhavan, trazeudo-o barra
de um tribunal de fanalicos que loucamcnle o de-
claran como um homem simples e sem conheci-
menlos ; finalmente cobrindo de ridiculo um chris-
to que havia censurado um rabe por ler dilo,
que a religiio chrislaa era impossivcl. Pelrarca
lambcm coinmellera grave falla,repondendo sen-
Irnca absurda desses philosophos imberbes. Enlre-
lanlo assim o foi, na viagem de Veneza a Pava co-
merou seu Tratado da ignorancia de si mesmo e dos
outrot, o qual era ao mesmo lempo urna repularao
e ama stira conlra os juizes que devera desprezar.
Em Pava elle enconlrou-se rom (dea- Visconli
que, havendo deixado o peso dos negocios a seu ir-
mao Barnab, cuja perfidia lodavia nao deixava de
recetar, dclelava-se em seu ocio, enlregaudo-se um
pouco ao cutio das rlese detnasiad.-iiiente lber-
linagem. Sua belleza, e sua magnificencia attrahiam
as alinenos de todas as nuil fieros. Sua prapria
lia, Isabel de Fiesquc, enamorou-se dellc, e nove
on dez filhos iialuraes foram os fruidos de seus
adulterios. Mas nesle ponto foi excedido por seu
rm3o Barnab. que tnha trinla e seis vivos, o
a quem Paulo Jove arrasa de nutras muitos faltas.
F'oi pelos conselhos de Petrarca que Galeas fon-
doua bihliolheracauniversidadede Pava. Elle nes-
sa mesma poca edificava um palacio, que fazia a
admirarn do poeta, e cujo parque linha qnii/o le-
guas de circumferencia.
Toilas essas maravilhas nao podiam comtudo fi-
xa-Io junto desse poderoso amigo. Ponen lhe im-
porlava qae os camnhos eslivessem infestados de la-
droes; elle leve o capricho de dcsccr o Po cm urna
barca, desprezando os conselhos daquedes que que-
riarii dele-lo em Pava. Os marinheifos morriam
de medo no cnconlrn dos 1.atis, que subam pelo
rio, ao simples aspecto dos bandos armados qae ap-
pareciain sobre a praia. Petrarca liava-sc em sua
gloria, e o successo o justificou. Cabido em poder
de urna horda que dispunha-se a saquea-lo, deu-
se_ a conhecer, c os bandidos proslraram-sc-lhe aos
ps i epeiiuilo os seos bellos versos. Assim chegou
Ferrara sob a egido de sna fama, nao recebendo em
sua viagem se nao testemunhos ele respeilo e de
admiradlo nesse mesmo paiz, em que, quatnr/e
annos autos, o imperadorCarlor IV o accolhera com
otTensas e aui" u.-as. Tal era o ascendente de seu
genio, que hornea* considerados por aeui talentos
ou seu nascimenlo snllicitavam delle cartas do re-
conimendarao para soberanos, a quem elle nunca
vira, e essas carias eram por (oda a parle favora-
yelmenle acolladas. Ede Iralava de igual para
igual com as potencias, vista de. todas as provas
que lem chegado a nosso onhecimenlo, nao se
coniprehende como Mr. de Sismondi na binzraphia
de Galeas II, pode dizer que Pelraica procuraVa as
suas boas graras mediante as mais baixas lisonjas.
Mais juslica elle tem feito os autores inglezes da
Historia universal, uslcndo a extrema parrimnnia
de seus loovores, mesmo para com os grandes hoJ
raens de seu secuto. O epigramma do republicano
Sismondi laboravaemuin falsosuppolo,eparaprova-
lo basta-nos entrar em Miln com Petrarla, no mo-
mento eni que l.ionel, duque de Clarenca. segun-
do filho de Eduardo III. rei de Inglaterra, apre-
senla-.se para desposar a lidia de Galeas, Volante
Visconti. O principe ingle/, obesa acompanhado
de dti/onljjD genlis-homens, no meio dos quaesdis-
tioguem-se o conde de Northampton, e o cceebre
ravalleiro Haivivwood, que negociara em esse ca-
samento. Esses barftes, esses grandes senhoresto-
main parto no feslim, se bem que eoi mesas par-
ticulares. Um s homem est sentado na mesa da
familia, e esse homem he Petrarca. Quem era o
lisongeiro c quem o lisonjeado'.' A magnificencia
de lialas espantouos proprios Ioglezes, que a li-
nliaiii ni ilivaJo. .flteasde prala, armaduras de um
Irabalho prerinsolRMidns laxooados de ouro e de
pedrarias, sclenfa^itavallos da mais rara belleza,
ricamente ajaezados, foram seus presentes de noi-
vadn, e dez mil homens mal poderes* devorar os
restos do feslim. Enlao nao havia na Europa um
soberano, que podesse competir no fausto e na
opulencia com os Visconti, e essas bodas celebra-
xa m-seao estrondo dos analhemas da igreja, e das
armas do imperio,que Iramavmn a ruioa dessaca*
sa rom lodosos principes cuja existencia ella ame--
aeava. (ontinuar-se-ha
A cmara municipal desta cidade} faz publi-
co, que nesla dalalhefez Antonio Bernardo Quintei-
ro declaracao de haver montado um eslabeleci-
meulo.de carros fnebres na ra Nova n. 63, com
as rondicSes do til. 7arl. 51 a 56 do rcgulamento-
do remilcrio.
Paco da cmara municipal do Recife 12 de julho
de 1894.Bario de Capibarihe, presidente. Ma-
noel Ferreira .tecioli, oflicial-maior no impedimen-
to do secretorio.
O Dr. Custodio Manoel da Silva Guimaraes jniz da
direito da I" vara dn rivel cesta cidade do Recife
de Pernambuco, por S. M. I. e C. o Sr. D. Pedro
II que Dos guarde, etc.
Fajo saber aos que o presento cdilal vircm,e delle
noticia liverem. que pela lei provincial n. 335 de
6 de abril do corrale anno, foi creado mais um of-
licio de tabeliao de olas desta cidade do Recito ;
em ccuiscqueiici.i do que convido os pi-demientes ao
referido offirio para que, no prazo de sessenla dias
contados da publicaran desle, aprsentelo por S, OU
por seus procuradores bastantes, seus requerimenlos
competentemente assignados, e acompauhado de
en tidn de dado, folha clrrida, exame de sutlictcn-
cia, c mais documentos qae julgarem rain emento
Ljuntar, sendo tudo devidamente sellado, segundo o
disposlo nos arls. 11 e 14 do re"ulamento n. 817 de
30 de agosto de 1851.
E para que chegue a noticio de todos, mandei pas-
sar o presente edilal que ser publicado pela im-
prensa.c outros do mesmo theor que se amuraonos
lugares mais pblicos de cada urna das quatro fre-
guezias, c aa sala das audiencias. Dado e ,passado
nesla cidade do Recito de Pernambuco* aos 23 do
maio de 1851eu Manoel Jnaquim Baplisla escrivo
i uterino o esc re viCustodio Manoel da Silva Gui-
maraes.
DECLARACOES.
GOMMERCIO.
PRACA DO RECIFE ttDK JL'LIIO AS 3
HORAS DA TARDE.
Cotacoes ofliciaes.
Desconlo de ledras de mezes7 1|2 "., ao anuo.
ALFANDEGA.
Rendimeiito do dia 1 a 13 1in>:SIsi'.Kl
dem do dia 14........lfiliil-IM
A adinini.lr.-irii geral dos estabclecimenlos de
raridade manda fazer publico, que em todas as quin-
las-fciras que nao forern dia santo, continua a praca
tas casas que ainda nao toram arrematadas. Adm'i-
m-Ira rio coral dos r-tafieleamentos de caridade 11
de julho de 1854. O escrivo,
Antonio Jote Gomes do Crrelo.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo cm vlrtude de aulori-
sacan do Exm. Sr. presidenta da provincia, tem do
comprar os objeclos seguinles:
Para o hospital regimentad
Livro em branco de formato grande, com 100 In-
dias, 1; dilo com 300 folhas, 1; dilo com 200 fo-
Ihas, 2.
Quem os quizer vender apresenleas suas propostas
em carta fechada na secretaria do conselho as 10 ho-
ra- do dia 18 do correnle mez.
Secretaria do qonselbo administrativo para forne-
cimenlo do arsenal de guerra 11 de jolho de 1854.
Jos de Brito 'figlez, coronel presdeme.Bernar-
do Ptreira do Carino Jnior, vogal e secretario.
Peranle o Illm. Sr. contador de marraba lem
de srremalar-se as 12 horas do dia 17 do correote.na
sala da mesma repartirn, om relogio de parede,
dous aparadores e um lavatorio de amarado, com
baca de louca, um 'sof, nma mesa redonda, duas
bancas c dezoito cadeiras de angico com asrenle de
palha, daas banquinbas de amarado, seis cadeiras
americanas jadas, tres cscrivaninhas de Utp dilas,
um jogo de linleirosdeeslanhn dilo, ama caria pe-
3pena de folha dilo, c um reposteiro de panno azul
ito ; silo por tanto convidados os qae inleressarem
em dila arrematadlo a comparecerem a hora e no
lugar cima indicado. Contadura de marinha 11
de judio de 1851.CArisroefio Santiago de Olivei-
ra, servindo de lerceiro oflicial.
Por estaasubdelegacia se faz publico, que se
acha legalmeule depositado um cavado preto e com
oulros sigoaes, que foi apprehendido ao dia 9 do cor-
renle por suspeita de ser furtado : quem se julgar
com direlo. comparara, qae, provaedu,lho ser en-
tregue. Afogados 10 de jnlho de 1854.
^, Pereira Urna.
De ordem do Exm. Sr. director geral interino,
faso saber a quem couvicr, que est em concurso a
cadeira de inslrurro elementar do primeiro grao ,
da Laga de Baixo, com o prazo de 60 dias, contados
da dala desle. Directora geral 12 de julho de 1854.
O amanuense archivista.
Candido Eustaquio Cesar de Mello.
Tribunal do commercio.
Pela secretaria do tribunal do commercio da pro-
vindade Pernambuco se faz publico, que foi matri-
culado ueste tribunal, na qualidade de commercianle
de grosso Iralo c a retalho, o Sr. Antonio Francisco
Pereira, cidadao brasileo, domiciliado nesla ci-
dade.
Secretoria 13 de julho de 185.Joo Ignacio de
Medciros Reg, ao impedimento do secretario.
I11:0059377
Desearr.egam hoje 15 de julho.
Barca iuglczaTown'of Liverpoolmercaduras.
Escuna hollandzaUouikmtdem.
Barra inglczallantsguano.
Sumaca brasilcirallorlenciafnmoc charutos.
CONSULADO GERAL.
Rendiinenlndo dia 1 a 13.....8:765s513
dem do dia 14........ 625g7:l8
9:39192.51
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rcndimenlo do dia 1 a 13.....1:08781.55
dem do dia 14........ 38}662
1:1259817
Exportacao*.
Rio de Janeiro, paladn nacional Galante Maria,
119 3)4 toneladas, conduzio o segunte : 46 vo-
luntes gneros estrangeiros, 4,291 ditos ditos nacio-
ii a es.
Canal, brigue inglez Surinan, de 261 toneladas,
conduzio o segrale : 3,420 saceos com 17,015 ar-
robas de assucar.
RECEBEMOK1A DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 14......1:6179508
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia 1 a 13.....28:2121311
dem do dia 14........5119791
28:7519105
MOVIMENTO DO PORTO.
Navio entrado no dia 11.
Barcclloaa50 dias, sumaca hespanbola Guadalu-
pe, de 118 toneladas, capillo Joan l'cmlanclls de
i lliveira, equipagem 10, carga yloho c mais gene-
ros; a Aiauaga & Bryan.
.Vario tbidos no mesmo dia.
ParaEscuna brasileira Sociedade Feliz, capilo
Joaqum Antonio tjoncalies dos Santos, carga as-
sucar e mais gneros. Passageiro, Manoel Gon-
calves Torres.
BabiaBrigue brasileira Navegante, com a mesma
carga que trouxe. Suspendeu do lameiro.
EDITAES.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, cm cumprimenlo do disposlo do arl. 34 da lei
provincial n. 129, manda fazer publico para co-
nhecimenlo dos oradores hypolhecarios e quaesquer
inleressadas, que as propriedades abaixo declaradas,
foram desapropriadas, e qae os respectivos proprie-
larios lem de ser pagos do qne se lnes deve por es-
la dr-.ipropnaoo, logo que terminar o prazo de 15
dias, contados da data desle, que he dado para as
reriamacoes.
E para constar se mandn afllxar o prsenle c pu-
blicar pelo Diario, por quinze dias successivos.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 30 dejunho de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira Urna casa de laipa, sita mi direreao do
21.' lauco du estrada da Victoria, per-
tencente a D. Rila de Cassa Pessoa de
Mello, pela qoantia de......(OcOOO
Um lauco de muro e urna parle do sitio
no lagar do Piza, na cidade de Olinda,
perlencenle ao Ur. Antonio Jos Coe-
Iho, pela quantia de. .....598.000
Conforme. O secretario, Antonio Ferreira da
Annnnciar'w.
A cmara municipal desta cidade, usando da
autoritario que lhe contera o arl. 15 da lei n. 318,
publicada ueste jornal, n. i '> de 20 do crrante,
marca o prazo de 11111 mez, rundido do primeiro ,10
ultimo de julho subscqneule, para no decurso dellc,
seren pagos os impostes atrasados sobre -estabeleci-
menlos industriaos; lindo o qual, c nflo realisaila a
cobranca, ficam os i-ontribuinles sujeilos a urna
mulla igual ac duplo do valor co imposto, como
dispoe o citado arduo.E para que rhegue ao co-
nhecimenlo de quera competir se' manda publicar o
presente. Paro da cmara municipal do Recito
em seasRo de 28 de junho de 1851.tlaro dr Ca-
pibaribe, presdeme.No impedimento do secreto-
rio. O oflicial-maior. Manoel Ferreira Accioli.
O Illm. Sr. inspector da llir-ouraria provin-
cial cm cuinprimento da ordem do Exm. Sr. prrsi-
dcnlc provincia, de li dn correnle, manda fazer pu-
blico, que no ida 20 do crrenle, peranle a junla da
l'azenda da mesma thesouraria, vai novanieiile a pra-
ca para ser arrematado a quem por menos lizer. o
foriierimciito dos medicamentos e atencidos para a
enfermara dacadeia desla cidade, servindo de base
a arrcmatr.rilo abatnenlo de 30por rento olfereci-
do pelo lidiante Manoel Elias de Moura.
A arrema tacan sera fela por lempo de onze me-
zes, contar do primeira de agosto do rorrele an-
uo ao fu n de junho de 1855.
As pessoas que se prapo/.orem a esta arrematarlo
compnrecam na sala das sesses da mesma,junla 110
da cima declarado, pelo meio dia, rnmpelentcmen-
te habilitadas, quealii Ihcserao prsenles o formu-
lario e condciies da arremataran.
E para constar se mandou afiliar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da llie-uuiaria de Pernambuco 8 de ju-
lho de 185S. .1 secretorio, Antonio Ferreira da
AmnmciaeHo. .-
SABBADO li. DE JULHO.
Recita a favor do actor
ROZENDO.
Depois da execacto de urna escolhida ouvertura,
a pedido de muilas pessoas, subir a -cena o magni-
fico vaudeville em 3 actos
0 REMENDAD DE SMIRNA.
que lano agradou ao beneficio do Sr. Moaleiro.
Terminar o espectculo com.a linda e muilo ap-
plaudula comedia cm 3 actos
o Noviqo.
Tomarao parle no espectculo em grande obsequio
ao beneficiado os Srs. lie/erra. Monleiro, Costa,
Mondes, Pinto, Sania Rosa, Pereira e o beneficiado ;'
asSras. D. Amalia, D. Leonor, D. Luiza e II. Je-
snina.
Esto he o espectculo que pela primeira vez lem a
honra de aprcsenlar ao Ilustrado publico desla pro-
vincia, o lienofiriado. para o qual de boa mente se
preslam os seuscompanheiros, e, fiado na benignida-
de dos coraepes desle mesmo publico, que sempre
eslti promplo a proteger as arles, espera que pela pri-
meira vez que os invoca seja altendido.
O beneficiado penborado pelo obsequio que acaba
de receber de seus rompanheiros, pois que nao ten-
do direito a ler beneficio segundo o contrato, mesmo
assim gratuitamente se preslam com lio boa vonla-
de a ajuda-ln, jnlga opporluna esla occasiao para
manifcstar-llies sua gralidio e cierno reconheci-
mento.
Os ludiles acham-sc a disposicao do respeitavel
publico, na ra das Aguas-Verdes n. 3, e no escrip-
lorio do thealro uo da do espectculo.
Principiar s8 horas.
AVISOS MARTIMOS.
------------------1-------------------------------.--------------------------------------------------------------._______
REAL COMPANHA DE PAQUETES INGLEZES
A VAPOR.
No dia 21 des-
le mezespera-se
do sul o vapor
Tliomet, com-
maudanleSlrulI
o qualdepois da
demora do cos-
tume seguir pa-
ra a Europa ;
para passageiros
:^-~i/4 Irat3-se com os
CSicaK/- -^3/r40"* agentes Adam-
son llowc & Companha, ra do Trapiche Novo nu-
mero 12.
Para o Tarn saho a escuna S. Jos; anda
pode rereber alguma carga : Irala-se com Caelano
C.da C. M., ao lado do Carpo Santo, toja de massa-
mes n. 25.
Para o Aracntv,
Sabe com muila hrevidade o bem conhecido hiato
Anglica : quem iiellcquizcr carregar ou ir de pas-
sagem, dinja-se a ra da Cadcia do Recife n.40, pri-
meiro andar.
Para o Maranhjjo e Para sabe com mnila hre-
vidade o muilo veleiro brigue Reciten, o qual ja
lera a maior parto do sen cu regimiento promplo ;
para o restante e passageiros, trala-se comocensig-
nalario Manuel Francisco da Silva Carriro, ra do
Codcgio n. 17. segundo andar, ou com o capilao
Manoel Jos Ribeiro.
COMPANHA DE NAVEGACAO A VAPOR 1.U-
ZO-BRASI1.EIRA.
Os Srs. accionistas
desta ooinp,! nliia sao
convidados a rcalisar a
cpi.ii la preslhcode suas
-3SD21? arenes rom a maior
brevidade, para ser remellda a dirccc.ao na ridada
do Pollo, dirigindo-se ao baixo assianado na ra do
Trapiche n.26.Manoel Duarle Rodrigues.
Coinpauliia de Liver|iool.
Espera-se boje ova-
, pnr/.Ui/ania.comman-
7 lik^7Y\K^r^tT danle J. Broian, o de-
pois ca demora do cos-
ime seguir" para Li-
verpool, locando nos porlos de S. \ cente, Ma-
deira e Lisboa : para passageiros e mais esciare-
cimenlos, dirijam-se a Deane \ oule 6. Companha,
ra da Cadeia Velha n. 52.
Para o Aracaty.
Segu em poucos das o bem conhecido hiato Ca-
pibaribe. meslre Antonio Jos Vianna : para carga
e passageiros Irala-sc na ra do \ igario 11. o.
__ Vende-se abarcaija S. Antonio de Lisboa, mue-
lo nova, completo de .udo, e quepega em 22 caixai
por muitissinio barato, preco; defrante do trapiche do
algodo : quem pretender dirija-sena ltoa-\ isla nec-
eo do Martin-., n 3.

'
141 11-11 a rv
i


J4-
"
DIARIO OE PERNAMBUCO SABBADO 15 DE JULHO DE 1854.
LEILQ'ES.

Tcrc,a-fcira, 18 do correnle, as 10 \\1 horas da
roanlia, o agente Virlor far leiliiogio scu armazem,
ra da Cnu n. "-!. de grande c variado sorlimeulo
de obras de uiarciaeria, novas c usadas, de difleren-
les qualidade*, relogios para nlcibeira de metal gal-
vaouados, diversas obras de prala de le, chapeos
bramos de castor, e pelos, charolo* da Baha, I(X)
esleirs de palha de carnauhn cora pequea varia,
e oulros muilos objeclus quo eslaro a vista no dia
do leilao.
O agente Oliveira far leilao de um cmplelo
sortimento do mobilia, consislindo em cadeiras, so-
las cnnsolos, cadeiras de balauco, ditas de bracn-.^
bancas de jogo, Inucadores, coinmodas, lavatorios,
guarda lotiza, armarios, mesa de jantar com apara-
dores, secretaria, camas de vento com armacao, lau-
teruas, mangas de vidro e miiitos oulros nhjeclos In-
clusive caslicaes c outras obras de prala, ditas de
ouro, como sejam transellins etc.: quarla-feira 19
do correnle, as 10 horas da manhaa, no terceiro an-
dar da casa u. 17 ua roa ilo Collegio.
LEILAO'
da armacao completa de urna taberna situada na ra
ila l'rai i, com canteiros, batanea, pesos e mais ulen-
cilios: vender-se-ha pelo maior preco, segunda-feira
17 do crtenle, ao meio-dia.
AVISOS DIVERSOS.
LOTERA 0 HOSPITAL PEDRO II.
O eautelista Antonio Jos Rodrigues
de Soii7.i Jnior avisa ao rcspeitavel pu-
blico, que tem exporto a' verruajas suas
primeira parto da segunda
#
i
1
i
i
cautelas da
lotera a beneficio do Hospital Pedro II,
aos procos abaixo, cuja lotera tem o
andamento de suas rodas em 18 de agos-
to prximo futuro, as venda, na piara la Independencia, loja
n. 4, do Si*. Fortunato Pereira da Fon-
seca Bastos, ns. 37 e 39 do Sr. Joaquim
Pereira Arantes, n. 40 do Sr. Antonio
Jos de Faria Machado, ra do Queima-
do, loja de ferragem n T>7 A dos Srs.
Souza & Freir, praca da Boa-Vista, loja
de cera do Sr. Pedro Ignacio Baptista
Quartos 20700
Oitavos 1$440
Decimos la'200
Vigsimos 640 .
O mesmocautelista, notando que mui-
las pessoas desejam comprar billietes
isentos do imposto dos oito por cento, tem
resolvido tambem expor as mesmas lo-
jas cima notadas, bilhetes e meios bi-
l etes da mesma lotera, que tem rubri-
cado com o seu nome, obrigando-se a
pagar os mesmos sein o referido descont
dos oito por cento, vendt;ndo-os pelos
presos abaixo declarados
"'etes II $000
oos ,"i.s.")00
(A Homceopathia. (
(A CLNICA especial DAS MO- &
LESTIAS NERVOSAS.
Hystcria, epilepsia ou gota co- 2
ral, rheumatismo, gota, paraly- j
sia, defeitos da falla, do ouvido e w
dosolhos, melancolia, cephalalgia (&)
ou dores de cabera, enenaqueca, (0)
dores e tudo mais que o povo co- (A
^J) nliece pelo nome genrico de ner- (&
(Si voso- (
7 As molestias nervosas requerem militas ve- W
IJs9 es, alm dos medicamentos, o emprego de (A
if\ oulros meios, que desperlem ou abalam a ak
V sensibilidade. Estes meios possuo eu ago- *
ra, e os ponhn a disposieilo do publico. 9)
Consultas lodos os dias (de g rara para os *^
pobres), desde s 9 bnra's da manb.la. ale Vp)
S(JJ as iluis da larde, ra de S. francisco i.Mnn- (Ai
7^ do-Novo, u. G8 A.Dr. Sabino Olegario T
O cautelista Salustiano de Aquino
Ferreira avisa aos possu dores do meio
bilhete da segunda parte da quinta lote-
ra da matriz da Boa-Vista n. 211 em
que sabio o premio de 10:000.S'00O rs.,
e do bilhete inteiro n. 2847, em (pie
sabio asorte de 4:000x000 rs., podem ir
receber na rita do Trapiche n. 00, se-
cundo andar, logo (pie Sabir a lista geral.
Pernambuco 14 dejulho de 1854.Sa-
lustiano de Aquino Ferreira.
Jos Carneiro da Cimba tendo suas
tres fabricas bastante sortidas de tedias
e tijolos de todas as qualidades, avisa a
quem iuteressar, que de boje em diantc
so vende a dinheiro a' vista, e por isso
mais barato que outro qualquer.
A pessoa (pie annunciou estar justa
a quinta parte da casa terrea' em Fora
de Portas, queira nao concluir sem que
se entenda com o abaixo assignado.
Joaquim Lopes de Almeida.'
Aluga-se urna casa terrea ai p da fundicao,
em Santo Amaro: a fallar com Jos Jacintho de
Carvalbo.
D-se a premio a qu.inlia de 3005000 rs., ou
lodo ou em parles, sendo com seguranza s na ra
larga do Itosario o. 48. segundo andar. '.
I'ergunla-se ao Sr. que tem por costume ir por
certas casis Tallar mal de portuguezes, se elle- lbe
devem alguma coasa ou se vivem s suas sopas, pois
eslou bem persuadido que esse senbor he quem seja
desedor ou comedor das sopas dos ofiendidos ; se
continuar ver seu nome publicado ueste jornal.
O defensor.
No dia 8 do correnle dirigio-se a cocheira do
abaixo assignado, sita no Mundo Novo, bairro de
Santo Antonio, uro individuo branco, de estatura
regular, (rajado de preto, afmde alugarumcavallo,
e como al hoje nao Icnha apparecido, o que da lu-
gar a desconfiar-se de tal demora ; gratilica-se bem
a quem na referida cocheira der noticias do caxallo,
o qual tem os siguaes seguiutes: bistante grande,
um p brinco, estrella na testa, o- quatro ps rala-
dos as jnntas, sendo os das maos mais visiveis, an-
da bainoe lie inleiro.Jos Pinto da Atolla .\unes.
Pergunla-se a quem souber responder, se sen-
do delei ir i praca os fnrnecimenlos de medicamen-
tos para as estates publicas para serem fornecidos
por qdem mais vanlagem offereca. e tendo-se posto
em pralica como se v dosc lilac- doeonselbo de es-
larao naval, publicados em dilTereutes Diarios,con-
vidaudo-se para o dia 10 de junho prximo passado,
e sendo recebidas dillerentes proposlas, nao se dece-
disse uesse dia, dando ,-o a epera para o dia 25 do
referida rnez de jnnho, a al hoje se esteja a espera
dessa resposla, consta que em una das proposlas se
offerecera 30 por cento de abate em favor da fazen-
da, entretanto parece que se contina a fomecer sem
cssa vautagem. l'rocedero em regra e com legalida-
dc os que assim procedem '.' Sera decoroso que assiln
se trate a quem se convida por edilaes para offereccr
propostas? Qualquer resposla contentara.
Um dos i/ne compareceu.
J uo lie a primeira \ez que o Sr. Joaquim
Raplisla Moreira, cnsul porluguez nesla cidade,
empurra baforadas de honradez, para levar o vapor
para Lisboa, mas apparecc resposla, e cniao torna
bo do 1O(X?00O de que tratou a publicarlo 110 Libe-
ral Pernambucrno n. 507 de 20 de jubo prximo
passado, foi depois, e por doas vezes desafiailo para
negar a existencia de tal recibo nes termos referiilos;
mas a tal desalio n.ln se atrevem apresenlar a menor
duvida, e vai agora o vapor com mais esta prova da
sua embecilidade ; osearnos seccas respingan! s suas
qoalilicaces notermo de exanie,is assianaturas
da representacilo dos portuguezes cootra elle e seu
cbauceller, c ambos apparecem a arrotar desarenla
no Diario de boje n. 159, e serio taes senbores ca-
pazesde semoslrar verdadeiros, ao menos nesta ul-
tima arrancada?!! Que poehiclia .' mas os sujeitos
em tal nao cahem, o que be de muito pezar para le-
rem os porluguezes masdesfrucle.
A luga-se o segundo andar n. 21, sito na ra
Nova : a tratar na ra d Aurora n. 58, segundo
andar.
Aos 1'jaOOO
Prccisa-sc alugar urna preta fira vender na ra.
nao se procura ler habilidades: na ra do l'abrc
I-Inri,11 o. 11. 27, que achara com quem tratar.
ASSOCIACAO' COMMERCIAL DOS
LOGISTAS.
lie convocada a assembla geral pata
-domingo, lli do corn-nte, as 10 horas da
manhia, na casa das suas sessOes.
Tihurcin Antunes de Oliveira embarca para
o Kio de Janeiro o seu esi ravo crioulo, de 15 anuos,
de nome Cariaco.
Em virtude do anuuncio no Diario de 11 do
correnle mez, assignado por l'riniisco Jos da Sil-
va Macicira, em que se diz que iiinguem laca ne-
gocio eom a casa perlenicnte a Francisco Pereira
Marques, sila em Beberibe, porseachar embarga-
da, o abaixo assignado dudara que dila rasa c sitio
llio esto In polhecados por escr'rslura, celebrada aos
7 d>" agosto de 1852, e levidamenlc reeislradn, e
que detde ja protesta pela preferencia que Ihe com-
pele. Recife II de julliode 18.5f.Malliia
da Coila Maia.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 RA OO GOZ.X.SGIO 1 ASETBA 25.
O I'i. P. A. Lobo Mosco/o di consultas homeopalhicas todo* os dibs aos pobres, desde 9 borasd a
manba aleo meio dia, c em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noile.
Ollerece-se igualmente para pralicar qualquer operario de cirurgia. r. acudir promplamente a qual-
quer inulberque esleja mal de parlo, c cujascircunulancias n3o pcnniltam pagar ao medico.
NO C01ULT0KI0 l) DR. P. A. LOBO MOZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE SE O SEGUINTE:
Manual cmplelo do Dr. (i. II. Jahr, Iraduzidoem porluguez pelo Dr. Moscozo, qualro
volumes encadernados em dous :................. 205**00
Esta obra, a mais importante de todas as que Iralam da homeopathia, inlcressa a lodos os mdicos que
qoizerem experimenlar a i'oulrina de Ilahnemann, e por si proprios se convenrerem da verdade da
mesma : inlcressa a lodosos senbores de engenho e fazeodeiros que estilo longe dos recursos dos mdi-
cos : interessa a lodosos capilacs de navio, que nao podem deixar urna vez ou oulra de ler precisio de
acudir a qualquer incommodo seu ou de seus Iripolanles ; e interessa a todos os cheles de familia cue
por circunstancias, quo nem seinpre podem ser prevenidas, sao obrigados a prestar soccorros a qualquer
pessoa dclla.
O vade-mecum ilo homeopalha ou trsducc.lo do Dr. llering, obra igualmente til s pessoas que se
dedicam ao esludo da homeopalhia um volme grande.......... 80OOO
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pharmacia, etc., etc. obra indis
pensavel is pessoas que querem dar-sc ao cstudo de medicina........ is<)00
Urna carleira de 21 tubos grandes de finissimo chrislal com o manual do Dr. Jahr e o diccio-
nario dos termos de medicina, etc., ele.......-........ IOjOOO
Dita de 36 com os mesmos livros.................... laOOO
Dila de 18 com os ditos. ,................... 005000
Cada i-, 11 hora he acompanhada de dous frascos de Unturas indispensaveis, a cscolha. .
Dila de 60 lobos com ditos...................... 605000
Dila de 141 com ditos........................ IOOjJOOO
Eslas sao acompanhadas de 6 vldros de tinturas esculla.
As pessoas que ero lugar de Jahr quizerem o Heriug, lerSo o abalimenlo de OJOOO rs. em qualquer
ilas carlciras cima mencionadas.
Carleiras de 21 tubos pequeos para algibeira............... 85OOO
Ditas de 18 ditos......................... 168000
Tubos grandes avulsos....................... 18000
Vidros de meia ouca de tintura................... 25000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pralica da
homeopalhia, c o proprietario desle estabeleciroeoto se lisongeiu de Ic-lo o mais bem montado possivel e
ninguem duvida hoje da superioridade dos seus medicamentos.
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de tubos de cr\ stal de diversos tamaitos, e
aprompla-se qualquer encommenda de medicamentos com toda a brevidade e por precos muito com-
modos.
RETRATOS
PELO SVSTEM4 CRYSTALOTVPO.
J. J. Pacheco, tendo de se retirar para o Rio de
Janeiro, avisa a quem quizer aproveitar esta ultima
occasiflo para possuir um retrato de cores fitas e Ira-
ros intelligiveis, que queiram dignar-se procura-lo
em seu eslabelecimeulo importante, no Ierro da
Boa-Vista n. 4, at ao fim do correnle mez, desde as
7 horas da manhaa as 4 da tarde.
Publicacao Utteraiia.
InslituirOes de Direilo Civil Porluguez por M. A.
Coelho da Rocha, lente da faculdade de direilo da
universidade de Coimbra, lerceira e ntida edicao,
em 2 volumes em oitavo, adaptadas ao foro do Bra-
sil, com a legislaco brasileira vigente, e algumis
notas explicativas extrabidas das obras dos mais exi-
mios Icios para melhor illuslraraodas doulriuas nes-
e excellenle compendio eusinadas, por Antonio de
Vasconcellos tlenezes de Drunimond, bacharel for-
mado em ciencias jurdicas esociaes pela academia
de Olinda, advocado nos auditorios do Recife. Para
a publicaran dessa obra tao interessante e iudispen-
savel a lodos os senbores juizes, advogados e mais
pessoas, quese dedicam s mesmas profisses, ou alias
precisara possuir urna minuciosa c melhodicacompi-
lac.io do Direilo Civil Patrio, tendeule a adquirir
pleno conhecimenlo dos seus direilos e ohrigaces ;
subscreve-se em Pernambuco, na praca da Indepen-
dencia, loja n. 6 e 8 ; no paleo do Collegio, casa n.
29, lojas n. 6 e 20, e na ruado Hospicio n. 9. O
preco da assignalura ser de 168000, pagos a en-
trega de cada excmplar, c logo quo haja numero de
assignaturas sulTirienle para salisfazer as avultadas
despezas da impresso, ir para o prelo, no dia da
publico;,in da mesma, encerrar-se-h a assignalura,
vender-se-ha mais caro.
Ao publico.
RETRATOS V OLEO E D.GIERREOTYPO.
AULA DE DESENHO.
Cincinalo Mavignier. retratista c pensionista de
S. M. o Imperador, avisa ao respeilavel publico
desta capital, que o seu eslabelecimenlo de pintura c
dai;uerreol> po, esla sendo montado em grande es-
ralla por isso que espera o extraordinario maibi-
nismo daguerreohpo viudo da Europa, sala da
machina he iluminada por urna immensa claraboia
de trila vidros de vinte polegadis, dando urna luz
lao bella e regular que sahiro os retratos magnli-
cos; essa claraboia vai servir por emquanlo a machi-
na que existe no mesmo eslabelecimeulo, eo annun-
cianle convida ao respeilavel publico a visitar este
eslabelecimeulo esperando grande concurrencia,
pois far com que saiam retratos os melbores ueste
genero. O auuuncianle vai principiar os Irabalbos
de cabellos para formar riquissimos quadros, ondej
representara tmulos, ciprestes e oulros emblemas
de saudade, e allianca que sero de unta exeruro
acradavel a seus freguezes. Os Irabalbos do eslabc-
lecimcnto principiam das 10 horas da manhaa s 4
da larde. Aterro da Uoa-Vista n. 82 primeiro e se-
gundo andares.
GRANDE ADLA DE DESENHO.
Cincinalo Mavignier, retratista e pensionista de S.
M. Imperador, leudo de demorar-se mais alguns
mezes nesta capital, abri nina aula.de desenho a
pedido de muitos de seus amigos pois est scudo
bastante frequentada ; as pessoas que quizerem se
matricular podem comparecer a qualquer hora na
mesma aula, esta aula vai ser ornada com a melhor
escola de Julieu, Rapbael e Murillo, em grandes
niodellos vindos da Europa; assim como tambem
bustos, estatuas de gesso, onde se copiam os estudos
do n, he agradavel esle Irabalboc pela sua regula-
ridade muito se aproveita. O aiinuncianle se en-
carraga de qualquer desenlio sobre papel, marfim,
vidros, laboas. ele, etc. Aterro da Boa-Vista n.
82, primeiro c segundo andares.
h ray@.
Cincinalo Mavignier, retratista e pensionista de
S. M. o Imperador, leudo sido teslcmunha dos es-
tragos feilos pela grande ebeia de 22 e I prximo
passado nesla cidade e seus arrabaldes, deu-se ao
1 rabal lio de tiraros paineis dolorosos de semelhanle
siluacao com as vistas dos lugares e a endiente; este
trabadlo esl sendo pausado a ole, pois vai ser apre-
sentado a S. M. o Imperador, que offerece o seu
pensionista cima mencionado, e antes de eguir o
sen destin, julga o annuncianle que sera %om ex-
por n quadro em lugar onde estepiblico vej.1, e pos-
sa dar o seu parecer.
Tendo-se desencaminhado do abai-
xo assignado a copia de urna escriptura
do sobrado de dous andares na rita das
Aguas Verdes n. 86, (juasi defronte do oi-
tao deNossa Senhora do Terco, declara-se
que s ao annunciante pertence essa casa.
Jos da Costa Dourado.
Attenco.
Chegou :\ loja de miadezas da ra do Collegio n.
1, 11 m grande sorlimento dos seguiutes ohjectos :
redomas com flores proprias para cima de mesa, di-
to com crurifito, dilas com difiranles sanios e
santas, crucifixos de jaspe com aujos em baixo, di-
las sem anjos, rom difiranles santos c santas, dilas
de pau com pia em bailo, quadrnbos, medalbas,
coracoes, e oulros muos, lodo de jaspe com Wre-
rcotessantos e santas dentro, muito proprias para
enfeiles de oratorios, garrafa* com igreja dentro, e o
padre celebrando musa, caixinhas com o Minino
Dos fcilo de cera de lado dentro, una porrao de
bixinbos de pu em ponto pequeo muito propiios
para presepe, orna porcao de calungas diversos co-
mo sejam ; carros, carrosas, jogos.bnuecos, estriba-
ras, arriliquius, soldados c oulios muitos que se
deixam deannunciar.
Os abaixo asignados avsam ao respeilavel pu-
blico, ccom especialidade praca, que dissolveraoi
de commum accordo c amigave'lmenle a sociedade
que inili,mi no eslabelecimenlo de livros na ra do
Collegio. eque cvrava soh a firma social deKicar-
do de Frailas Clitando o socio Ricardo de Imi-
tas Kibeiro com lodo o eslabelecimenlo. comprehen-
dendn o arlivn e o pasivo, e ficando o socio A. J.
Oliveira desonerado de loda a responsabilidade pau-
sada, prsenle, c futura ; a qual dissoluro leve lu-
gor por jiapel privado no dia sele do correnle mez.
O socio A. J. Oliveira deoncrou ao socio Ricardo
de Frailas Kibeiro de toda a responsabilidade para
rom elle pessoalnnle, de modo que d'ura em d-
aiilco eslabelccimen'o perlenre evilusivameule ao
dlo Ricardo de Frailas Kibeiro, a rujo cargo l-
mente lira loda a responsabilidade da casi, ea quem
competem lodos os direilos eaccoes ao activo con-
Irabido diiraiilcolempo que existi a sociedade. a
qual prinripiou a negociar em 5 deoiitubrodc 1852.
Recife l:l dejulho de 1854. ficardode PrtUa*
fibeiro. A. J. Oliieira.
Aluca-sc um prelo para lodo servico: a Iralar
na ra do Cabug loja de Joaquim Jos da Costa
Fajozes.
PIANOS.
Paln Nash & C. acabam de receber de Londres
dous elegantes pianos, feilio vertical, de jacaraud,
iguaes em qualidade e/\ozes aos dos b em conherid
autores Collard & Collard, ra do Trapiche Nov
n. 10. .
1 DENTISTA FRANCEZ. @
9 Paulo Gaignoux, estabelecido na ra larca vi
rj9 do Rosario n. 36, segnndo andar, colloca den-
les com gengivas arliliciaes, e dentadura com- 9
S pleta, ou parte dola, com a pressao do ar.
$$ Tambem tem para vender agua dentifrice do Q-
f$ Dr. Pierre, e po para denles. Rna larga do S
5 Rosario n. 36 segundo andar. g
PASSAPORTES.
Tiram-se passaporles para dentro e fra do impe-
rio, despacha m-se escravos e liram-se ttulos de re-
sidencia ; para esle liui, procure-se na ra do tjuei-
mado n. 25, loja de miudezas do Sr. Joaquim Mon-
teiro da Cruz.
Na ra de Hortas, primeiro andar, junto a igre-
ja dos Mari; rios, necesaila-se de urna ama para o
servico interno e externo de casa de pouca familia.
Precisa-se de urna ama que saiba cozinhar e en-
gomraar : na ra Nova n. 02, segundo andar.
Precisa-se alagar urna prela escrava que lave
e eiigomnie e na falta desle servico esleja prompla
Para qualquer outro servico de cozinha ou casa : no
cun na Magdalena que foi do Sr. Guerra ou na ra
da Cruz escriptorio 11.42.
Mohilias de aluguel.
Alii-.u-.-e iiiubilias completas, ou qualquer traste
separado a vontade, tambem se alugao cadeiras em
grande porjao para bailes e ufilcios: na ra Nova ar-
mazem de trastes do Pin(o,defronle da ra de Santo
Amaro.
No dia 10 do correnle mez dcsappareceu da
casa de seu senbor o prelo Joan, crioulo, com os sig-
uaes seguintes :cor fula que parece cabra, altura
regular, rlieio do corpo, falla descancado, e leve be-
xigas ha pouco tempo que ainda esla com as marras
bem visiveis, tem oflicio de serrador, c tem o andar
descancado ; levou calca de algodao azul e camisa
branca,' lie lilho do seriao do Sorbi: roga-sc a quem
0 pegar, que o leve" ra Nova 11. 58, primeiro an-
dar, que sera gratificado.
Aluga-se urna casa terrea, sita na ra do Sebo,
por 98000 rs. mcusaes : a Iralar na ra da Aurora
11. 26, primeiro andar.
OOerccc-se una ama para casa de homem sol-
leiro, para cozinhar, engommar e fazer lodosos ser-
vicos de portas dentro, muito boa e fiel: quem qui-
zer, dinja-se ao becco do Serigado 11. 13.
Precisa-se de um caixeiro ile 14 a 16 annosde
idade, que escreva soflrivermenle e lenha pralica de
molinillos, nao se olhando a nacionalidade, com tan-
to que gameta m11 conduela : iraia->e na ruada Au-
rora, passando a fundi^ao, alm da taberna, primei-
ro portao.
1 Precisa-sc de urna ama qoc saiba bem cozinhar,
engommar e fazer lodo o mais servido de urna casa :
em Fra de Portas, ra do Guararapes, por cima da
1 adaria, se dir quem precisa.
No dia 8 do correnle desappareceu do sitio do
Maiiguinho, de Albino Jos Ferreira da tamba, nm
preto crioulo, de nome Sebastiao, baixo, gordo, cor
meia fulla, olhos grandes, de idade pouco mais 011
menos 20 aonos, levou vestido, calca e camisa de
algodao de lista, e levou urna Irobxa de roupa ; de--
conla-se que tomou o caminho do I.imoeiro : quem
o pegar pode enlrega-lo no mesmo sitio, ou na ra
das Cruzes n. 41, ou no L.imoeiro a Jo,1o Jos Fer-
e 1 ra de Mello, qoc ser bem recom pensado.
tWK5iOS@-@aSiS
leiuiii o iiini. eExm. Sr."presdeme acaba-
;" do com o privilegio dos carros fnebres, pelo v
regulamenlo ha pouco inserido no Diario 11. ;4
134, onde deixa livre a concurrencia, e es- ,}:;
lando o abaixo assignado prvido de carros @
^ fnebres de todas as classes com os compelen- .
^ tes panuos, assim como de carros de passeio
gM para acompanbameulo, armaces de ecas
grandes c menores, brandes, velas, cartas de t
g convite, e ludo mais que uestes actos se prc- .i
cisam, como sejam msica, padres, tirar liceo-
ca etc., incumbe-se de lomar coula de lodo $
t-i e qualquer funeral, sem cnlrelanlo levar cou- f.t
9 sa alguma de sen Irabalbo, descauraudo des- Q
Si l'arle ao doloroso. Kua Nova 11. 63, dcfronle @
da cmara municipal.. Antonio Bernardo ;.-
3$ Quinleiro. @
#8@s-se@s
Domingos AlvcsMalheus sacca sobre a provin-
cia do Para pelo primeiro vapor.
Lino F'erreira Piulo vai Europa Iralar de sua
saude, e deixa por seus procuradores em I." lugar a
seu mauo Augusto Ferreira Piulo, e em 2." o Sr.
Benlo Candido de Moraes.
0 bacharel formado em malhemali- ^
cas, BernardoPerairadoCarmo Jnior, en- ^T
siua arilbmetica, algebra e geometra, das ^
4 s 5e meia horas da tarde : na ra Nova 2^
sobrado n. 56. 99
mwsmmnmmmmm -.
Antonio Agripino Xavier de Brito
n Or. em medicina pela faculdade
S medica da Babia, reside na ra Nova
5 n. 67, primeiro andar, onde pode ??
S ser procurado a qualquer Iioraj)ara |
f, o exencicio de sua prolissao. "
O abaixo assignado por ai c por parle de seus
irmii- Honorio Telles Furlado e JooTelles Furia-
do, moradores todos nesla ruinan a de Garanhuns,
prewncm pelo prsenle ao publico desta provincia e
limitrophes, para que de nenhiima forma negociem
com a madrasta dos mesmos, a Sra. Maria de San-
ia" A una l.eilc Furlado, a resDtilO do dominio de
urna escrava parda, de nome Sabina, quese acha* em
poder da dila senhora, no valor de cuja escrava tem
os annunciaulcs suas cotas-partes, que em inventa-
rio por fallecimcnto do pai commum, Ibes roubc; e
para evitaren) qualquer fraude ou pretexto de igno-
rancia, fazem o prsenle. Villa de Garanhuns 9 de
iiuliit de IS54.Jos Telles Furlado.
StS.}g:SS@@
O Dr. Joo Honorio Bezerra de Mcnezes, 95
@ formado em medicina pela faculdade da Ba-
hia, offerece seus prestimos ao rcspeitavel pu- @
tilico desla capital, pudendo ser procurado n @
9 qualquer hora em sua rasa ra Nova n. 19,
;:* segundo andar: o mesmo se presta a curar
graluilamenle aos pobres.
@&:8 IMIHWHW
D. W. Bavnon cirurgio dentista americano
reside na ra do Trapiche Novoii, 12.
J. Jane dentista,
contina rezidir na rna Nova, primeiro andar n. 19.
s@@ee:sffi
9 O Dr. Sabino Olegario I.udgero Pinho mu-
9 dou-se para o palacete da ra do S. Francisco
9 'mundo novo) o. 68 A.
y se
Convida-se pelo presente a Joao Ferreira Lei-
te, que se presume estar actualmente cm Car ir 1- \ e-
llm, provincia da Parahiba, lilho do vellio T'edru
Ferreira Leile, hroes bem conliccidos na comarca
de Bonito desla provincia, para que venha quanto
anles salisfazer a quanlia de rs. 2009000, constante
de orna lellra que aceilou no dia 7 de abril do cor-
rele auno, nesla comarca de Garanhuns, a prazo
ile 23 das, em favor de quem elle bem sabe : se o
nao fizer com brevidade se far publico lodo esse ne-
gocio, que he sobremodo desairoso ao dilo l.eile.
Precisa-sc de urna escrava para o servico de
urna casa de pouca familia : na ra do Hospicio 3
casa nova direita depois de passar o qnarlel.
Na ra de Dorias 11. 142, primeiro andar, pre-
cisa-se de urna prela escrava para o servido de
de opuca familia.
O Dr. Firmo, medico, mudou sua
residencia para a ra estreita do Rosario
casa n. 50, segundo, andar
Pedc-se ao Sr. J. M. C. que lenha a bondade
de vir pagar o que nao ignora, na ra larga do Rosa-
rio casa de pasto da diva da linca, seno ter odis-
sabor de ver o seu nome por exlenso por muilaa ve-
zes nesla folha. Angelo Custodio de Azevedo.
OITerecc-se urna ama de boa conducta para ca-
sa de bomem solteiro ou pouca familia, servico de
portas para denlro. para lomar cunta de casa : quem
pretender, dirija-se a roa \ ;i_u-la n. .1.
Precisa-se de 1:0008000 rs. a premio com hy-
polheca em um silio perlo desta praca : a quem cou-
vier, dirija-se ra de Santa Rila Nova o. 46, que
ahi achar quem guie.
A mesa regedora da veneravel ordem lerceira
de Nossa Senhora do Monte Carmello, nesla cidade,
tem a honra de convidar seos carissimos irmaos.
comparecerem domingo 16 do correnle pelas 9 horas
da inanb.'i.i. na igreja da mesma ordem, para assisli-
1 em a fesla de >ossa Senhora do Carmo no convento
da mesma ; para que foram convidados pelo inui dig-
no Kvdm. Sr. padre provincial.
AO PIM1C0.
No armazem de fazendas bara-
tas, rna do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de faendas, linas e grossas., por
precos mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
coes, como a retalho, adiancando-
se aos compradores um s preco
"para todos : este estnbelecimento
ahrio-se de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, france/.as, allemaas eViis-
sas.para vender fazendas mais cm
conla ilo i|iki se tem vendido, epor
isto oilerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
nropretatriflf deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos diRolim.
i
Aluga-se um moleque para todo o servico de
rasa e ra. o qual sabe cozinhar : no aterro da Boa-
Vista n. 17.
Antonio da Silva Maia, morador na ra do
Crespo n. 8, faz scienteao respeilavel publico, que
em virtude de apparecer mais algumas pessoas com
i.'iial nome, de hoje em diante se assigaar Antonio
Ferreira da Silva Maia.
COMPRAS.

AVISO AO COMMEUCIO.
Manoel & Villan tem a honra de parlicipar aos
Srs. logislas, que se achara sempre na su.i fabrica,
ra da Cruz n. 50, um esplendido sorlimento de
chapeos de sol para homens senhoras, lanto de
seda como de panno, os quaes vendem-se em porcao
de urna duzia para cima, e por precos mdicos.
Joilo Peelro Vogeley, fabricante de pianos, afi-
na e roncera com loda a pe Ion-u, Icndo chegadu
recentemente dos portns da Europa, de visitar as
melhores fabricas de pianos, e leudo -j.iiiIio nellas lo-
dos os conliecimenlus e pratca de construcc/ies de
modernos pianos, offerece o seiijire.-limn ao respeila-
vel publico para qualquer concert e alinaces com
lodo o esmero, leudo loda a certeza que nada Tica a
desejar as pessoas que o inciunbain dequalquer Ira-
balbo, lano em brevidade como cm mdico preco :
na ra Nova n. 41, primeiro andar.
Esl justa urna quinta parle da casa terrea e s-
lito sila na ra do Pilar em 1-ra de Portas n. 70, se
alguemsc adiar comdiro&o annuncic para ser procu-
rado.
Precisa-se de um f*llor para o campo c enge-
nho, que d conhecimc'ito de sua conduela: na rna
Nova n. 50.
Domingos AlvcsMalheus. lem para vender em
sen escriptorio na ra da Cruz n. 5i, muito superior
relroz do Porlo, be/.erros envernisados, chapeos de
Tcllro, coxins de linho para montara e baelilba de
algodao, pennas de palo muito superiores e de ac
para escrever.
Domingos Alves Matheos, lem para vender no
seu escriptorio da ra da Cruz n. 54 muito superior
panno de algodao trancado da fabrica de Todos os
Santos na Rabia.
t) abaixo assignado arrematante da ponte da
Magdalena, declara que apelar dos prejuizos quo
soflrera na faclura da mesma, lem paco a lodos c na-
da deve, e se por acaso alguem se julgar seu rredor,
baja de o declarare apresenlar a sua conla. Recife
10 de julhodc 1854.Jos Gonralves da Porciun-
cula.
Compra-se um cabriolcl com cubera, novo ou
em hom uso, com os .competentes arreios e com ca-
vallo.ou sem elle : quem tiver anninicie por esta
folha para ser procurado.
Compra-se urna casa terrea na povoacao dos
Afogados: quem liver annuncie.
Compram-se doas casinhas terreas no bairro
de Santo Antonio: quem liver annuncie ou dirija-
se a esla Ivpographia que se dir quem quer.
Compra-se prata brasileira e hespa-
nhola : na ra da Cadeia do Recife n.
'1 loja de cambio.
Compra-se um prelo canoeiro que seja perilo,
moco ou mesmo mais velho, assim como urna canda
de carreira que seja segura e boa : na ruada Cadeia
do lenle n. 54, loja.
Compram-se peridicos para embrulbo a 3J600
a arroba, garrafas e botijas vanas de lodos os tama-
nhos e qualidades, vidros lamhem de lodos os tama-
itos e pule-de graixa, ludo usado: no pateo do
Darmo venda da esquina da -rna de Hurlas n. 2.
Compram-se acces do Raneo de Pernambuco:
ua ra da Cruz, casa n. 3, de Amorim Irmaos.
Compram-se 2 quarlos que sirvam para carga:
a Iralar na balanca das Cinco Ponas com Manoel
Jos da Rcssurrcico.
Compra-se um alambique pequeo, de cobre
estanhado, ou mesmo por estndar ; no trapiche do
Ramos n. 8.
Compra-se prala brasileira e hcspaubola : na
ra da Cadeia no Reciten. 51, loja de fazendas.
Campra-se urna casa lerrca, que lenha boa
ronstrnecao ecommodos para familia, sendo em al-
guma das ras seguiutes : praca da Roa-V'isla, ra
do Arago, pateo da Santa Cruz, c ra do Sebo: ua
ra Dircila n. 83, se dir quem compra,
Aviso interessante aos sapateiros.
Na rna Nova n. 52. loja de Unavontura Jos do
Castro Azevedo, cu>iora-se calcados de todas os ta-
iiiaiiIiii- c qualidades^ ^--
Compra-se urna escrava que seja-hoa rozinheira
c engommadeira: na ra Nova n. 50, primeiro
andar. Vendem-se 20 pipas vazias: na ra do Rrum
n. 28.
Em o armazem de Davis & C. tem para ven-
der os seguintes generes: 50 barricas de bolaxa ame-
ricana fina, 50 dilas carne de porro salgada, 1.000
gallos de mel eslraugeirocm meia. pipas, 15 caixas
de fumo americano, cha prelo superior e hvsson, e
oulros muilos objectos : ua ra da Cruz n. 9.
99-;:Ke
CARRO EXABRIOI.ET.
Vende-se um cilgip de qualro rodas com
S qoalro assentos e nm'rabriolel, ambos com
pouco uso, ecavallos para ambos: na ra No-
va, cocheira de Adolpho Bourgeau.
-9
Vendem-se couros de cabra : na ra da Cruz
no Recife n. 43.
Vendem-se charutos da Babia de superior qua-
lidade a 3000, por caixinha de 100 : na loja de i
portas n. 3ao lado do arco de Santo Antonio. -
Vendem-se na ra das Cruzes u. 14, pranclioes
cerrados de Jacaranda, lalvcz o melhor que tem vin-
do a esle mercado.
Com pequeo loque de copim, vende-se panno
fino verde cor de garrafa, de superior qualidade, e
prova de limao, a 35-500 o covado : na ra do Cres-
po, loja da esquina que trolla para a cadeia.
Navalhas do muito acreditado John
Barbee.
As mais superiores navalhas que a esla pra^a lem
viudo sao as do celebre John Barber: este autor por
via da alorada applicac.o e attenco consagrada ao
fabrico de navalhas, lem conseguido produzi-las lao
superiores em qualidade, que grangearam a prefe-
rencia nos principal- mercados da Europa ; passou a
marca-las com o seu proprio nomeJohn Barber,
confiado no honrado eoinmcrcio que ninguem viola-
ra o seu direilo, ao pasto que era livre a cada um
excede-lo, se podesse, em vez de concorrerem com
elle por meio da justa competencia, alguns fabri-
cantes liveram a baixeza de marcar as suas espurias
c inferiores un taces com o nome de J. Barbcr.com
ledras impressas e gravadas como as delle que
evidentemente podem passar por taes. Para preve-
nir que o publico seja por mais lempo Iludido por
[.tal falcificacao desla natureza, oblive da corporacao
dos culileiros a aulorisacjo para cunhar as minhas
genuinas navalhas com o quadro e o cumpa-so, coja
imiiacau ser urna ofTensa penal, porlanlo d'ora em
dianle as nimbas navalhas sero marcadas rain John
Barber.
No aterro da Boa-Vista, loja de miudezas n.
82, vende-sc urna escrava, propria para vender na
ra c para lodo servico.
Vcndem-sc todos os pertcnces de urna padaria,
com pouco uso, por 409000: no aterro da Boa-Vis-
ta n. 18.
Vendem-se queijos do sertao, muito frescacs
por preCo commodo : no paleo do Carmo, casa ter-
rea n. 4.
Vendem-se as mais novas e melbores semen-
Ios de horlalire vindas uliimameiilc de Portugal,
pela galera Gralidao, bem como milho muilo novo
em saccas : na ra da Cadeia do Recife n. 56, luja
de ferragem de Francisco Coslodio de Sampaio.
Vendem-se superiores queijos do seno, lano
nteiros como a libras: na ra Augusta taberna de
Victorino Jos Correia de Sa.
Vende-se urna colcha adamascada com los de
prata dourada, usada ; charutos regaba da Babia,
marca A. F. por mil rs. a caixa; olena a 160 rs.
a libra ; manleiga inglcza a 480 rs. a libra ; vinho
do Porlo ha 10 annos engarrafado, a 15000 a gar-
rafa : na taberna da ra da 1 mi'a n. 57.
a Vende-se una armadlo, propria para fabrica
de charutos, ou deposito : quem a pretender, diri-
ja-se ra da Calcada, rasa n. 8.
\endc-se queijn suisso, presuntos para fiam-
bre, licores franeczes e mais gneros, ludo da melhor
qualidade c precos commodos : no armazem da ra
da Cruz n. 5.
Vende-sc urna mulata de 22 annos de idade,
com tmlas as habilidadese com um lilho de 6 mezes;
na ra Velba, casa n. 73.
Vendem-sc-10 escravos, sendo 5 molecotes de
idade 14 a 18 anuos, 2 escravos de bonitas figuras, e
3 prela- mocas : na ra Direita 11. 3.
A taberna do largo do Carmo, quina da ra de
Hurlas n. 2, est novamente -minia de lodos os g-
neros novos, como sejam : niauteiga ingleza e fran-
ceza a 400, 480, 560, 640 e 800 rs., queijos a 19440 e
15520, cha de 5, 6 e 7 patacas a libra, azeile doce a
640, vinho a 400 e 480 a garrafa, toueinho de Lisboa
a 360, de Sanios a 280, sardinhas de antes, latas
grandes, a 800 rs., pequeas a 600 rs., traques fortes
a 140 a carta, papel machina e de peso a 238OO em
resmas e meias, graixa em latas a 100 rs., albos
em maosas a 110, arroz br.incoa440, de casca a 200
rs., milho a 240 a cuia, bolachinha ingleza e aletria
a 300 rs., clavo da India a 600 rs., louro a 400 rs.
a libra ; tambem est -c 1 lula de louca nova.
Farinha da trra.
Saccas com farinha muito fina por 53500 : na rna
do Crespn. 21, loja de Bernardino Maia da Silva.
Vendse um mulatinho de 16 an-
nos com principio djg bolieiro: no lar-
go do Capini, eocneira de Paulo & Silva.
A 268 rs. o covado.
Chita franceza con 4 palmos de largura, e de lin-
dos desenhos : na ra do Crespo 11. IG A.
AVISO AOS ARMADORES.
Na entrada da rna do Rangel, de fronte do n. 5,
vendem-se pennas de guaras, por preco commodo.
Na ra do Queimado n. 50, loja de fer-
ragem,
vende-se o seguinte, por muito razoaveis precos :
Superior rourn de lustre, marca castello.
Apparelhos de metal finos para cha.
Bules e cafeteira- di los, avulsos.
Facas de mesa de cabo de marfim. ,
Ditas de dita dilo de aro.
Trinchantes de cabo de" metal.
Ditos de dilo de ajo.
Balaiosde fila, obra muito delicada.
Capachos de dila para enllocar jarros.
Ditos de dila para collocar lanlernas ou candelabros.
Bandejas finas com elcganles pinturas ; e outros
muilos objectos, que s visla.
Instruccio para o servico das guardas da guar-
nido de Pernambuco, extrahidoda legislacSo mili-
lar, e accommodada a disi i filma e pralica do exerci-
(o brasileiro : vende-se na livrara o. 6 e 8 da praca
da Independencia, a 320 cada excmplar.
Vende-se um excellenle carrlnho de 4 rodas,
mui bem construido,eem bom estado ; est exposto
na ra do Arago, casa do Sr. Nesme n. 6, onde po-
dem os prctendentes examina-lo, e tratar do ajuste
com o mesmo senbor cima, ou na ra da Cruz no
Recife n. 27, armazem.
Aproveitem a occasiao.
Com o ir i-pas.o da ciiavc, vende-se por baratissi-
mo preco urna armacao de goslo moderno, no aterro
da Boa-Vista n. 49, que pode servir para qualquer
eslabelecimenlo, menos para hiberna ; sendo o alu-
guel da casa 10?000 mensacs; a Iralar ua mesma
ra, loja de miudezas n. 54.
Velas de carnauba do Aracalv,
Vendem-se na ra da Cruz armazem de courns e
sola n. 15, excellenles velas de 6, 8 e 9 em libra,
em caixas de 30 a 50 libras cada urna, e por commodo
prer,o.
SACCAS COM MILHO
Na loja n. -2ti da rita da Cadeia do Re-
cife, veniem-sesaccas com milho por pre-
co commodo.
Vende-se um piano por preco commodo : na
ra Nova u. 50.
Aos fabricantes de velas.
No armazem de Domingos Rodrigues Andrade &
Companhja, ra da Cruz n. 15, vende-sc muito supe-
rior cera de carnauba do Aracalv e Assii, em porgan
c a retalho ; e aim de se pesar na occasiao di entre-
ga se descoular urna libra de tara em cada sacco,
como he costume.
Nos Qualro Cantos n. 1, vende-se urna prela
crioula, anda moja de 30 anuos, com as seguintes
habilidades : engomma bem, coziii'ia, lava de var-
rell.i, faz labyriiilho, c doce de todas as qualidades :
por prcro commodo, s por ler urna perna ochada
de bei _\ -fela, porm nada Ihe empala, nem da-lhe
mais.
9S9399$30
Vcude-se o_deposito no pateo do Carmo, 9
perlenceute a padaria do Amorim no Coelho:
9 a Iralar com o mesmo, ou com Umbelino, loja
9 de miudezas, no largo do Lfvramento.
99%- @& 9a @9999
Na Ponte Velha, no quarleirio da casa do Sr.
Clao, casa o. 9. vende-se urna escrava de idade de
30 a 35 annos, que sabe bem fazer o srevico de co-
zinha e lavar roupa.
Vende-se para fra da provincia nm preto,
crioulo, de idade de 24 a 25 annos, pouco mais ou
menos: quem pretender, dirija-se ra do Sol n.13.
Na ra das Cruzes n. 22 vendem-se doas escra-
vasmveas, engommadeiras e cotinheiras, cozem bem
chao e I .i.ini de sabio, assim como dous bonitos es-
cravos de 22 annos.
Veude-se urna loja de miudezas, com poneos
fundos, c na mesma ha commodos para familia ;
tambem se vende s a armacAo, a qual oceupa urna
porta da mesma loja, sita na roa Direita n.89 : quem
a pretender, dirija-se a rna do Queimado, loja n.
14, para tratar.
' AIS cada um chales
de algodao de cores bonitos padres, assim como cor-
les de brini trancado de cores de puro linho e muito
bonitos padres a 19750, grvalas de seda de cares
de hom goslo a 600 rs., ditas de chita a 200 rs., se-
liin azul claro a 500 rs. o covado, corles de rllelo
de fustao os mais modernos a 10200, bonetes frauce-
zes de veludo de cores para menino a 800 rs., tudo
he barais-iino para acabar: na loja de Leopoldo da
Silva Queiroz, ra do Queimado n. 22.
Relogios inglezes de patente. *
Vendem-se a preco commodo, cm casa de Barroca
& Castro, na ra da Cadeia do Recife n. 4.
Esteiras e chapeos de palha baratos.
Vendem-se esleirs novas de palha a 149 o cenlo,
chapeos de dila a 129 o cento, cera amarella e cou-
rinhos de cabra: ua ra da Cruz do Recife n. 33,
casa de Si Araujo.
Chitas francesas largas a 200 rs.ocovadov
Na loja da esquina da ra do Collegio n. 5, ven-J
deni -e chitas francezas largas de lindos padres, pelo
barato preco de 200 rs. o covado ; e oulras mullas
fazendas por piern muilo commodo.
PARAAFESTA.
Sellins inglezes para homem e sen hora"
Vendem-se sellins ibRlezes de pa-
tente, com todos os pertences, da me-
lhor qualidade que tem vindo a este
mercado, lisos e de burranne, por
proco muito commodo : em casa de
Adamson llowie & Compaohia, ra
do Trapiche u. 42.
@. ees
Farinha de mandioca.
Vende-se muito Iwa farinha de mandioca ,
a burdo do brigue nacional Inca, chocado de 9
Santa C.ilbarina : para porres, trala-se no _
escriptorio da ra da Cruz n. 40, primeiro 9
andar. 9
9K@a@S35
\ ende-se urna balanca romana com lodos os
seus pertences, em bom uso e de 2,000 libras : quem
a prcleudcr, dirija-se ra da Cruz, armazem n.4.
i 500 RS. i TARA.
Brim trancado branco de poro linho, muito 011-
corpado : na loja da esquina da ra do Crespo que
volla para a cadeia. r
COBERTORES.
Vendem-se cobertores dla pete a 800 rs., ditos mui-
lo grandes a 19400, ditos broncos com barra de cor a
Io2so.colchas brancas com salpico* a 19000 : na loja
da ra do Crespo n. 6.
BRIM DE PIRO I.INUO. l)ffPHIO J?ARA
MILITARES.
Vende-se brim de linho branco muito eocorpado
a 500 rs. a vara, corte* de casemira elstica a 49OOO,
pauno azul para Tardas de guarda nacional a 39000
e 49000 o covado, dilo prelo para palitos a 39000,
49000 e 49500, lencos de seda de 3 ponas, proprios
para senhora botar pelos hombros a 640 cada um, e
muito mais fazendas em conta ; na roa do Crespo,
loja n. 6.
Vende-so um bonito molecote de 2-> annos,
bom carreiro, e Irabalhador de enxada, sem vicio ;
um prelo de meia idade, bom canoeiro, por 83Q00O
rs. ; nina prela quilandcira e coziuheira : DI ra
dos i.iii.u 1 i-i- n. 24,segundo andar.
Bom e barato.
Paulos de panno fino a 129000, 149000. I69OOO
c 209000 ; ditos de alpaka de cordao, a 79000 ; di-
tos de dila prela, 79000e 8000 J dilos de princeza
de cor, a 5e;dilos meia casemira, a59 ; calcas de ca-
semira a 59800 c 69; culi oles de selim prelo, a 49 e
.55 ; ditos de fustao, a l8600e 29 ; e oulras mullas
obras ornis barato que se pode encontrar : na ra
da Cadeiado Recife n. 3.
Vende-se lete pagao todos os dias
de manhaa, a preco do costume : em
frente da taberna do Campos, ra das
Cruzes.
Vende-se sola moilo boa, em pequeas e gran-
des poroi.es, chrgada ltimamente do Aracaly : na
ra da Cadeia do Recife 11. i!i, primeiro andar.
VELAS DE CERA DE CARNAUBA.
Vendem-se velas de cera de carnauba, em raigas
pequeas e grandes, de muilo boa qualidade, fcilas
00 Aracalj: m ra da Cadeia do Recife n. 49, pri-
meiro andar.
Vende-se um can-inlio de 4 rodas,
novo, muito elegante e maneiro, vindo de
Franca : na ra da Cruz n. 26, primeiro
andar.
Vende-se vinho branco de Bordeau\,
em garrafas, a 9#p00 a duzia : no Reci-
fe, ra do Trapiche, em casa do Si. He-
brard e Fernando de Lucas.
Na roa do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se cera lanto em grume, como em vellas, em cai-
xas, com muito bom sortimento e de svperinr qaali-
dade, chegada de Lisboa na barca Gralidao, Mm
como bolachinhas em hilas de8 libras,e farello muilo
novo em saccas de mais de 3 arrobas.
.Deposito de vinho de cham-
pagne Chateau-Ay, primeira qua-
lidade, de propriedade do condi
de Mareuil, rita da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a champagne vende- w
se a 56<000 rs. cada caixa, acha- M
se nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N.- B.
As caixas sao marcadas a fogo
Conde de Mareuil e os rtulos
das garrafas sao azues.
Na ra do Vigario n. 19 primeiro andar, tem pa-
ra vender-ge chapeos de castor braucopor commodo
prec.
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade de zinco, superior quali-
dade, por presos commodos: na ra do
TrapicneNovo n. 16.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Rrum, passan-
do o cliafariz continua liaver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
prec_p commodo e com promptidao' :
embarcam-sc ou carregam-se em carro
sm despeza ao comprador.
Vende-se peixe secco de varias qualidades e
muilo bom : na ra da Crnz n. 15. segnndo andar;
assim como folios de couro pelo diminuto preco de
29500 o par.
5^000 cada um.
Vendem-se chapeos de sol de seda, boa qualida-
de, por 590011. cada um, dilos de panuiuho, por
19280 : na praca da Independencia n. 35.
Vendem-ae cobertores de algodao grandes a
640, e pequeos a 560: ua ra do Crespo n. 12.
QUEIJOS E PRESUNTOS.
Nn rna da Cruz do Recif* no armazem n. 62. de
Antonio Franrisco Martina, se vende os mais sope-
ro.res queijos londrinos, presuntos para fiambre, l-
timamente chegados na barca ingleza Valpa-
raixo.
Na rita da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem de Henrique Gibson :
vendem-so relogios de ouro de sahonete, de paten-
te inglezes, da melhor qnalidade e fabricados em
Londres, por preco commodo.
Na ra do Vigario n. 19 primeiro andar, lem i
venda a superior flanella para forro de sellins che-
gada recentemente da America.
Vendem-se bichas de Hamburgo
em porroes a OsOOO rs. o cento: na
travessa da Madre de Dos n. 9.
Pacos
mo
VENDAS:
Lotera da Matriz da Roa Vista.
Na ra Nina n. 16, luja de Jos Luiz Pereira (\,
Filho, foi vendido o meio bilhele n. 2113 em que
sahio a -iil,- do 10:(HM!-v, opussuidnr do ililu bilhele
pode ir receber o dilo premio em casa do raulellis-
la Salustiano de Aquino Ferreira, na ra do Trapi-
che n. 36, segundo andar.
Benlo Alves Rodrisues Tupinambt, faz. publi-
co para que nao baja red.mi 'cao para o fuluro, que
comprou na forma da lei ti parle da casa da ra da
(loria de dous andares n. 57, a Albino Antcro de
Souza Keis, que Ihe lorou por heranra de sua Uada
mili Anua Anlero das Dores.
Perdeu-se urna lelra de 8O9, sacada por Benlo
Candido llolelbo de Azevedo, e aceita por Inunreu-
d6 (arria Chaves apagaren! 11 de deremhrn de
1854.
Oiieni precisar de nina ama deleite, a melhor
/Mpes I possivel, dirija-te ao paleo do Paraizo, sobrado que
'volla para a ra da roda.
Aos amantes da bella fumaca.
Arhani-sceipwtos no balean da loja de lioaventu-
ra Jos de Castro Azevedo. na ra Nova n. 52, os
verdadeiros charolo de S. Flix, qne vendem-se (ic-
io diminuto preco de 19000 rs. a caixa, e garaute-se
a qualidade ; e aindt exisle iimi restante dos da Ba-
bia, que foram annunciados a 800 rs. a caita, ami-
gos nao deixem passardesapercebida semelhanle pe-
chincha.
Vende-sc a loja de fazendas do ater-
ro da Roa Visla n. H, com poneos fun-
dos, ou com acuelles que o comprador
quizer, propria para um principiante por
ter commodos para morada, e tambem
se laz negocio s com a armacao: a tra-
tar na mesma loja.
Vende-se arroz pilado a 19200 a arroba : no
armatcm de I a-so 11111,10--
MEGHANISMO PARA ENGE-
NHO.
M FUDICAO DE FERRO DO EXftEKIlKlRO
IMIinV. IWIV..IM lili DO BRIM,
PASSANDO CIIAFARIZ.
h.i empre um 2rande sorlirnenlo los sepuiulcs o!>-
jectos 'le mechauismo* proprios pira engenta, a m-
her : moeiiilns c meias modulas da mais moderna
conslrucrilo ; laixas de ferro fundido e balido, de
superior qualidade, e de lorio* os tamaitos; rodas
dentadas para agua ou animaes, de. lorias as pro por-
roes ; crivos e hocras de femaUa e registros de hoci-
co, ftizuillujes.hrouzps parafusos o caxilhes, monillos
le mandioca, ele. etc.
THEATRO DAPOLLO.
A enmmissao administrativa dacompanbia de ac-
cionistas, comida pela lereeira lez a todos esles se-
nbores para a rctiniito ordinaria de a ipn- ilr.i' ler losar no domingo 16do correnle, pelas
10 horas da manbia, como be determinado na ulli-
ina parte doart. 17 dos estatuios da mesma compa-
nhia, alim de se darcumprimentoao disposlo nos S5
do referido arliso.
AroRa-se urna ama forra ou esrrava para casa
de pouca familia, paca-se UljOOO rs. n*>nsaes : na roa
das l.aranseiras n. 1:1.
Precisa-se alujar urna sala c nina alcova, ou
nm gabinete de 1 ou 2 andar para bomem soltei-
ro : quem liver annuncie.
Francisco Jos da Silva Macicira faz. srienle
ao publico que iiiuu'iiem faea negocio rom a rasa
cita ei/i Beberibe peileneenle a francisco Pereira
Marques, por estse adiar rm litigio, judiiialiueiile |m ewrulam l.nlas n enronimenri com a iiperinri-
embargada por divida que deve o dito Marques ao | dade j;i condecida, e cun a devida presleta e coinino-
Macieira. didade em preco.
\ IESNA PIADICU1
DE CAMIIKAIA
DUZIA.
Na ra do Crespo n. esquina que volla para a
ra do Collegio, vendem-se lencos de cambraia de
linho finos cm carnudas com lindas estampas, pelo
barato preco d,15500 rs. a duzihi, para acabar urna
pequea porc,ao qne anda resta.
Rita do Queimado n. 1.
Conliuua-se a vender os lencos trancos proprios
para meninos e meninas a 100 rs., peras de brelanha
de linho com ti varas, a 29300 ; peras de cambraia
branca lina com 0 varas, a 2$O0 e 33000 ; corle
dei alca- de I nuil ile lindo de cor de quadros e lia-
Iras, a 1-tfOU; dilos de brim escuro transado a 1&400;
chitas francezas largas, a >0 rs. o cavado ; coberloj
res de dous pelos, a 1200; lencos deretroz, a 19
chitas de cr muilo boas, a ISO rs. o covado ; e ou-
lras mullas faicndas por barato preco.
CEISA DE CARNAUBA.
Vende-se cera de carnauba, chegada agora do
Ararat) por preco mais barato do que em oulra
qualquer parte: na ra da Cadeia do Kccife u. 49,
primeiro andar.
Planos.
Os amadores da msica acliam continuadamente
cm casa de Rrunii Praeger &Companhia. rna da Cruz
n. 10, un zrande sorlimento de pianos fortes c fortes
pianos,de dillerenlcs modellos, lioa ennstruceau e bel-
las vozes, que vendem por mdicos presos; assim co-
mo toda a qualidade de instrumentos para msica.
Vende-so azeitc de nabo clarificado,
proprio para candiel ros de mola por ser
muito lino, a l.sSOO rs. a medida: no ar-
mazem de C- J- Aslley& C, rita do Tra-
piche n. 5.
E. Didier & C, ra da Cruz n. 51, tcem pa-
ra vender : conros grandes euvernisados para co-
rla de carros, molas superiores para dilos.
NAVALHAS A CONTEMO E TESOl"RAS.
Na ra da Cadeia do Recife u. 18, primeiro an-
dar, escriptorio de Ausnslo.C. de Abrcu, conli-
nuam-se a vender a SStKK) o par preco fixo) as ja
bem conhecidas e afamadas navalhas de barba, feilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na eiposiclo
de Londres, as quaes alm de duraron eilraordina-
riamenle, nlo sesenlcni no roslo na aceito de cortar;
vendem-se com a condicilo de, mo asradando, po-
derem os compradores devolvc-las al 1"> dias depois
da compra restituindo-se o importe. Na mesma ra-
sa ha ricas lesouriiibas para uubas. feilas pelo mes-
mo fabricante.
TYPOGRAPHIA.
Na ra das l-'lores n. 'X primeiro andar, vnde-
se urna lypograpitia nova eom torios seus pertence*.
Alparka de seda de cOre*.
Vende-sc alparka de seda rie cores de gobios mo-
dernos : na ra rio Oueinurio D, !IS, defronle rio bec-
co da Conare^acHo.
CHEGUEM A PECHINCHA.
Os mais modernos padroei de cliitai
(ranreza*, com 'i palmos de largura, pelo
diminuto preco de 'titl rs. o covado : na
ra do Crespo u. lli, segunda luja tiuem
vem datiladas Citi/.cs.
SALSA PARRILHA.
Vicente Jos de Brito, nnico agente em Pernam-
buco de II. J. D.Sands, chimico americano, faz pu-
blico que lem cneoado a esta praca urna grande por-
cao de frascos de alsa pari a de Sands, que s.lo
verdadciramenle falsificados, e preparado* no Rio
de Janeiro, pelo que se devem acautelar os consu-
midores de tao precioso talismn, de raliir neste
engao, tomando as funestas consequencias que
sempre costumam Iraxer os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela nulo daquelles, que anlepoem
seus interesses aos males e estrago da liumauidade.
Porlanlo pede, para que o publico se possa livrar
desla fraude e distingoa a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e receulemenle aqui chega-
da ; o annunciante faz ver que a verdadeira. ae ven-
do nicamente em sua bolica, na ra da Conceicjo
do Kccife n. 61 ; e, alm do receituarip que acoro-
panba cada frasco, tem embai&o da primeira pagina
seu nome impresso, e se achara sua firma eei roa-
uuscripto sobre o iuvoltorio impresso do mesmo
jracos.
Vende-se um cnbrioiet com sua competente
coberla e arreios, ludo qoasi novo ; assim como 2
cavallos do mesmo j eosinados e mansas : para ver,
na'cocheira do Pedro ao p do arsenal de mariuha, e
para tratar, na ruado Trapiche Noto n. 14, primei-
ro andar. .
DEPOSITO DE PANNO DE ALGODA'0
DA FABRICA DE TODOS OS SANTOS
NA BAHA.
Vende-se o superior panno de algodao.
desta fabrica, proprio para saceos e roupa
de escravos : no escriptorio de Novaes &
Companhia, ra do Trapiche n. 34, pri-
meiro andar.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons elTeitos ja' experimen-
tados :. na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron,
Moinhos de vento
"ombombasdcrepuxopara regar borlase baiat
decapim, flfundicade D. W. Bownian : na ra*
doBromns. 6,8el0.
Padaria.
Vende-se orna padaria muiloatreguezada: a tratar
eom Tasso & Irmaos.
Aos senhores de engenho.
Cobertores escoros de algodao a 800 rs., ditos mui-
lo grandes e encorpados a 19400 : na roa do Crespo,
loja da esquina que volla para a Cadeia.
Devoto Chtistao.
Saldo a luz a 2.* edicao do livhnho denominado
Devoto ChriiKo.maii correcto e acrescenlado: vnde-
se nicamente na livrara n. 6e 8 da-praca da In-
dependencia a 640 rs. cada ejemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s panno, moilo
de bom goslo : vendem-se na ra do Cre
esquina qne volta para a cadeia.
AOS SENHORES DE ENGENI
0 arcano da invencao' do Dr.
do Stolle em Berlin, empregado nasN co-
lonias inglezas e hollandezas, com gjran-
ae vantagem para o melhoramentd do
assucar., acha-se a venda, em latas Me 10
libras, junto com o methodo dejfmpre-
ga-lo. no idioma portuguez, efJcasa de
.N. O. Bieber & Companhia rna ra da
Cruz, n. 4. I
VINHO DO PORTO MLTO FINO.
Vende-se superior vinho'do Porto, em
barris de 4., 5. e 8.: no aymazem da ra
do Azeite de Peixe n. 14/ou a tratar no
escriptorio de Novaes r3t Companhia, na
ra do Trapichen. 34./
ESCRAVOS FGIDOS.
Ao amanhecer dodia" de julho correnle, fugio
da casa do vigario de JaDoatSo o seu escravo 9o.
ou menos, com
cabeca pequea,
o, rosto descarnado,
1^.3SS:tSsSs5V fallaue<"n aeule de cima na frente, tem pouca bar-
Companhia.
^ -^ " ij(hJS_ illa'le 23 ParJ -' anuos pouco milis i
^t""o* sinaes seguales : pardo claro, c
yz cabellos pretos, estirado e curtos, n
&
Vendem-se relogios de ouro e prala, ma8
barato de que em qualquer oulra parte
na praca da Independencia n. 18 e '20.
Deposito da fabrioft de Todos o Santos aa Baha.
Vende-se, em casa de N. O. Bieber &C, na ra
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aquella fabrica,
muilo priipnn para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
Vendem-se em casa de Me. Calmonl & Com-
panhia, na praca do Corpo Santn, ti, o seguinte:
vinho de Jl.irseillcem calas de 3 a 6 duzias, lindas
em novellos e cairelis, breu em barricas muilo
grandes, ac de mila sortido, "ferro i nglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ru da
Sen zal nova n. 42.
Nestc estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das c metal moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, c taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Na rita do Vigario n. 10, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao c flauta, como
sejam, quadriUias, valsas, redowas, scho-
h c esla um pouco crescida, falla pouco e um lanto
baixo, e no be regrisla, lem o semblante triste, pa-
rece aparvalliado, grosso do corpo e pernal, espa-
daudo, tem os pos mal feilos e grosseiros, levou cha-
peo preto de baca de aba larga, i camisas, 3 de cor
c I de madapoln, 4 calcas, a de casemira, 1 prela e,f
esvrrdiada desbotada, 1 de alcodao trancado azol e
oulra de brim tambem esverdiada, -Jjaqurlas dequi-
drinhos zoes: me.i-se a lodosas autoridades policiaes
c a quem o pegar o favor de mauda-lo cnlrecar ao
seu senbor em Jaboalo, e nn Kerife ao Sr. Silverio
Joaquim Martins nos Santos morador na ra da Cam-
boa do Carino n. 18, que ser generosamente recom-
pensado.
Ausenlou-sc da casa do Sr. Sebastiao Antonio
do lleno Barros, em acost de 1851, em occasiao que
-caricas a morando no aterro da Boa-Vista, o seu es-
cravo, pardo, de nome Vicente, de lisura regular,
que representa ler 30 annos de idade, pouca barba,
bons denles, olhos na flor do rosto, corpo e pernas
hein feilas, tendo nos cotovellos dos bracos dous lo-
biubos ; suppoc-se eslar acouladoenroma casa nes-
la cidade, e seu senbor protesta desde ja por perdas,
llamos, ilias deservir, etc. ele.; assim como gra-
tifica a quem o apprchcnder.
Antonio, moleque, alto, bem parecido, cor aver
melhada, narao Congo, rosto comprido, barbado no
queivo, pescoco grosso, ps bem feilos, tendo o dedo
ndex da ni in lireila aleijado de nm laido, e por is-
so o Ira/, sempre fechado, com lodos os denles, htm
ladino, oflicial de pedreiro e pescador ; levon roupa
de alodao r urna palhoc.a para resguardar da chu-
sa, lia toda prohabilidade de ler sido srduzido por
alguem ; fuzidn a 12 de maio do correnle anno, pe-
tickes, modinhaS tudo iliodcrnissimo las S horas da mauha.i. tendo oblido licenca para le-
chegado do Kio de Janeiro.
Aiencla de Edwin Wiw,
Na ruado A polln, t, armazem de Me. Calmonl
\ Companhia, acha-se couslanlemenle bons sorli-
mentos de taixas de ferro coado e balido, lauto ra-
sa como fundas, moendas jneliras lodas de ferro pa-
ra animaes, auna, ele, dilas para a miar em madei-
ra de lodos os lamaiiliose modelos osnMUmodernos,
inachiaa liniisoiilal para vapor com furca de
i cavallos, cocos, uassadeiras de ferio estanbadu
para casa de purgar, por lueiraa preco > >.....- ro-
bre, eseo vens para navios, ferro da Saecia, e fa-
llas de llandres ; ludo por barato pceo.
var para Santo Antonio nina bandeja com roupa
roga-se, porlanlo, a todas as autoridades e capilar-s
le campo, hajam de o apprebcndcr e leva-lo i An-
tonio Alves Barbosa, na ra de Apollo n. 30, ou em
l'iira de l'orlas, ra dos tiuararapes, onde se paga-
rjo (odas as despezar.
Desappareceu no dia 1.1 de Janeiro do corren-
le anmio escravo Jos Ca^aii'-'e, de idade 10 annos,
punco mais nu menos, com falla de deules na frente,
lesiiciilns erescidos, e rieatriis as uadecas ; grali-
fira-sageneroaaraenle a quem o levar au aterro da
Roa-Vista n, 17, seuundo andar.

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