Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01505


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Full Text


***
...
l'.
?


ANNO XXX. N. 159.
Por 3 mezes adiantados 4,000
Por 3 mezes vencidos 4,500.
nim
DIARIO
SEXTA FEIRA 14 DE JULHO DE 1854,
Por Armo adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
E PERNAMBUCO
___________________________________________________________________________________________________________________________________
ENCAMtEGADOS DA SEBSCRIPCAO*. CAMBIOS.
Recite, o proprielario M. F. de Faria; Rio de Ja- Sobre Londres 26 5/8, 26 1/2 d. por 19
neiro, oSr. Joo Pereira Martins;Bahia, o Sr. F. Paris> 365 rs. por 1 f.
Duprad ; Macei, oSr. Joquim Bernardo de Men- Lisboa, 100 por 100.
doea; Parahiba, o Sr. Gen azio Yictor da Nativi- Rio de Janeiro, a 2 O/o de rebate.
Hade; Natal, o Sr. Joaqun Ignacio Pereira; Araca- Acedes do banco 15 O/o de premio.
ly, oSr. Antonio de Lemos B raga ; Cear, o Sr.Vi- da companhia de Beberibe ao par.
oriano AugustoBorges; Maranhao, o Sr. Joaquira da companhia de seguros ao par.
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos. | Dtsconlo de Ultras a 6 e 9 O/
METAES. v
Ouro. Oncas hespanholas....., 2S'*'000
Moedas de 69400 velhas. 16W >0
de 69400 novas. 1690i,'
de 49000......99000
Prata. Palacoes brasileiros.....19940
Peso columnarios......19940
mexicanos.......1P860
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e16.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e Oricury, a 13 e 28.
anna e Parahiba, segundas e sextas feiras.
Victb-Kja, e Nalal, as quintas feiras.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira a\7 horas e 42 minutos da manhaa.
Segunda sSJioras e 6 minutos da tarde.
PARTE
OFICIAL
rem, o premio de 1)009. Fizeramse M necessaras
communcajoes.
GOVERNODA PROVINCIA.
Expediente do *la 10 de Julho.
OfBcio Ao commandante da arma, aulorisan-
do-o a lazer extensiva ans ofliciaes commandante
dos destacamento do reconcivo a ordem da presi-
dencia de i de junho ultimo, rercii de vencimen-
tns adiantados pracas de primeira linda que com-
pile os mencionados destacamento. Commun-
coii-se a thesouraria de fazenda.
Dito Ao memo, para mandar por cid liberda-
de o recruta em deposito Manoel Vicente de Soma,
\islo ler presentado se' -ao legal.
Dito Ao mesmo, Ira.ismillimlo por copia o avi-
so do ministerio da guerra ile 8 de junho ultimo, no
qual se declara haver-e deterininadn que pelo dci-
mo lial.illi.iii de nfanlaria se pusse novo litulo de di-
vida, smente da importancia do lar lmanlo devido,
ao ex-soldmlo Remigio Jos Alves, por ter sido inu-
lilisado pelas irregularidades que continha o que se
Me deu em 7 de maio do anno prximo passado.
Dito Ao director interino da instrucjo publi-
ca, mandando por noramente a concurso a eadeira
de instroecan elementar do primeiro grao de Alagoa
do Baixo.
Dito Ao inspector da thesouraria de fazenda,
Iransmillindu os aviso de ledras sol ns. 22 e 23 na
importancia de 3:0259 sacadas pela thesouraria da
provincia do Rio Grande do Norte sobre a desla, e a
favor deManoel dos Santos Martin Romano e Joao
Chrisosloiiio deOliveira. Particlpou-se ao Exm.
presidente daqutlla provincia.
Hilo Ao mesmo, devolvendo os documentos das
daspezas fritas pelo lenle Jos Manoel de Son/a, i-
fim de ser paga a sua importancia, visto ler sido mi-
vida a duvida suscitada por aquella thesouraria rela-
tivamente a dala anlecipada de ura do mencionados
doc menlos.
Dito Ao mesmo, inteirando-u de ha ver conce-
dido 40 dias de licenja em ordenada ao jnit de di-
reito da comarca do Bonito. Iiacharel Manoel de
Freilas Cczar Garcez. Fizeram-sc as nutras com-
mnnteaciies.
Dito Ao presidente do conscllto admiuislralivo,
para promover a compra dos livros em branco men-
cionados na relarao que remelle, os quaes flo ne-
testai ios ao arsenal de guerra, para satisfazer o pe-
di*) de hospital regimenial. Fizer im-se a respei-
lo a* aacesiaras commnnicajoes.
UMo Ao inspector do arsenal de mar inda, para
fazer mpregarnas obra a cargo daquel le arsenal ns
15 Indios da aloeia de Barreiros, mencionados noof-
cio e relajan que remelle por copia.
Dito Ao director do arsenal de gaerra, dizendo
ftcar iateirado de nao ser possivel remetter-se para
as AUgeas a bordo do vapor Inperaior, os sete cai-
inni 11 faldamento que linli.-im deser enviados pa-
ra feII provincia. Commuuicoii-se ao respec-
tivo pjosfdsatc. ** "
DitoAo mesmo, reromromidanoo que mande
fazer as obras da carapina de r|ue precisa o archivo
da secretaria do governo, e remella a competente
conta para ser satisteite.
Dilo Ao commamlanlc superior da guarda na-
cional do Recife, para mandar 'dispensar d servido
da nicsm.i guarda nacional, ao esludante Ignacio
Ferreira Dias de I.accrda, que se aclia qualificado
guarda do primeiro balalhflo d; fuzileirns.
Hilo Ao Ihesourciro das loteras desla provin-
cia, intoiran lo-o de haver designado o juiz muni-
cipal da segunda vara desla cidade, para presidir o
andamento- das rodas da lotera da matriz da Boa
Vista.
Portarla Ao director do arsenal de guerra, pa-
ra mandar collocar com brevi lade nos ngulos da
arca interior do quarlel do Hospicio dous Ismpeoes
que sao all iiidipensaveis, nao s para o transito
da pracas, como para a forma ura da Iropa em oc-
casiao de revistas, durante a nuite, remdMeudo a
competente conta para ser indemnisada. -IjMMnu-
alcou-sc ao commandante dos armas.
Dita Ao agente da companhia das harfa de
vapor, recomroendando a expedirn dp sitas ordens,
para que seja transportada par1 apcrle.por conta if
governo, a mulher do primei'fo-lcnente de artillara
Jos companliiade seu irmo l.uiz Gomos Ferreira.
Hita Ao mesmo, para mandar dar transporte
para acorte por conta do goverio no vapor que che-
gnu do norte, a mulher do lenle Timoleo Peres
de Albuquerque Maranhao, a qual s:guc para alli
em comp.inljia de seu marido. Igual acerca de
Joaqun) Jo; de Lemos Magalhes, que leve baixa
do servico do etereito.
Hila Ao mesmo, recomm-miando a ctpcdijao
de sua* orden, para que srja transportado para as
Adunas, um quadro que ser remullido para alli por
Cincinato MavignieV, cunlendo um retrato de S.
Al. o Imperailur, o qual dever ser entregue ao Exm.
presidente daquclla provincia.
Hita Mandan.lo admitlir iiovameate ao serviro
do exerrilo, como voluntario por lempo de seis au-
no, a Joo Pereira de Carvallo), ahonandn-se-lhe
alcm dos vencimento que porlei llie competirem, o
premio le 400Q.
Hita Maudando que seja admillido ao ser vico
do exercilo como voluntario por lempo de seis annos,
o paisano Jos; ite Santa Clara du O*, o quem se abo-
. Bira, lm dos vencimeutos que por le Ihc compeli-
COMMANDO DAS ARMAS.
Quartel do cocamaado das armas da Fernara-
baeo na cidade do Recife, osa 13 do Julho
do 1854.
ORDEM DO DA N. 116.
Tendo o Exm. conselheiro presidente desla
provincia approvado hontem a tabella da avaliajAo
dosetapes para atropa delinlia desla guarnijao no
semestre que lem dedecorrer do 1 de julho a "31 de
dezembro do corrnnle anno, o coronel commandante
das armas interino dando disto ciencia a mesma
guarnicito, tai Iranscrever em seguida a mencionada
tabella para os lilis convenientes.
Tabella doselapes para a Iropa de 1' linli.i no 1 se-
mestre do de julho a 31 de dezembro de 1851,
esercicio de 1854-1855 de conformidade com as
cartas de le de 21 de selembro de 1828," e 21 de
novembro de. 1830, tiltimameiite mandadas cum-
prir por aviso da guerra de 25 de outubro de 1852.
Valar ilosIQuanlidi-
ceneras. | des.
|a es-
pecie.
2" es-
pecie.
Farinba. . 298TKI alq. 1| 40 70 70
Carne fresca. . 39200 1 100 100
Hita secca. . 49480 H ' 70
Arroz..... 39840 ;( 'i\ onra 30
Fejilo..... 59440 alq. t|160 34
Toiciulio. . 99200 % 2| oiijas 33 35
1| onea 5 5
4) onijas 23 23
I 263| 337
I. especie............263
2.i dita. ..... 337
600
Termo medio........ 300
Pi para o hospital. .... 4480 nj ,'; a 70
Contadura da tlieourarla de fazenda de Pcrnam-
queo 7 de julho de 1851.O contador Joao Fernan-
do da Cruz.
Approvo. Palacio do soverno do Pernambuco 12
de julho do 1854.Figuciredo.
Assignado.Manoel Muiu: Tarares.
Conforme.Candido Leal Ferreira. Ajudantc
de ordens encarrezado dodetalhe.
TRIBUNAL DA RELACAO
SESSAO' EM8 DE JULHO HE 1854.
P> etidencia do Fxm. Sr. eontelheiro Azettdo.
As 10 horas da manhaa, achando-se prsenles os
senhores dccmbargadore8 Villares, Bastos, l.eao.
Souza, Rebcllo, l.una Freir, Telles, Pereira Mon-
leiro. Valle t Santiago, o Sr. presidente declara
aberla a sesslo na forma da le.
lulqamenlo*.
Appellaces civeis.
Appellanlo Antonio du Silva Gusmo; appellados
a fazeuda provincial, Francisco Carneiro da Silva
e outros.Foi confirmada a enlenea.
Appellanle Sebasliito Jos de Moraes Bello ; appel-
ladu Manoel de Oliveira do Prado.Julgou-se
nullo o processo.
Appellanie Manoel Francisco da Silva; appellado
Antonio Jos ferreira.Foi reformada a sen-
tenca. *
Appellaodcs crimes.
Appellanle Floriano Casiano Demetrio ; appellada
a juslira.Foi atisolvido o appellanle.
Dilijeneia.
AppcIlafOes civeis.
Appellanle Joaquim Jos Correa ; appellado Fran-
cisco Borges Tcueira .".avalcanli.Maudou-se pa-
gur o iinposlo de dous por ccnlo.
Dssijnaeoes.
AppellafOcs civeis.
Appcllanlcs Joaquim Alves Barbosa c sua mulher ;
appellados Paulo Jos Gomes c sua mulher.
Adpcjlaiilc Jos Dias da Silva ; appellado Joaquim
da Silva Mourto.
Appellantcs Jos Esleves de Barros Lobo e sua mu-
lher ; appellado Joaquim Jos de Miranda.
Appellanle c appellados conjunctamente Joaquim
Antonio dos Santos c Aodrade e Joo Canloso de
Mequila.
Appellanle Jesuino Rodrigues I.eile e sua mulher ;
appellados Domingos Francisco de Carvalho e sua
mulher.
Appellantcs Lourcncu Joc de Figueiredo c sua mu-
llier; appellados Francisco de Paola Buarquc e
sua mulher.
Reriiocs.
Appcllacoc crimes.
Passou ilo Sr. deseftbargador Valle ao Sr. desem-
hargador Santiago a segu inte appellacaoem que s,lo:
Appellanle o jpi/.o de direilo deTacaral ; appella-
do Ale\an ir Firnno de.So.
Passou^lo Sr. descmbiirgadnr Villares ao Sr. de-
sembargiiilor Bastos a seguinte appellac3o em que
sao :
Appellanle o Dr. juiz de direilo ; appellado Manoel
Joaquim da Silva.
Dia de apparecer.
Passou do Sr. desembiirgador Villares ao Sr. de-
sembargador Bastos a seguinte appellarAo cin que
sao :
Appellanle Jos Rodrigues de Oliveira l.ima e ou-
Iros ; appellados Antonio Pedio Alves da Cruz e
Milpa.
Recurso de revista civel da Bahia.
Pasou do Sr. desemhirgador Rebello ao Sr, de-
sembargadur Luna Freir a seguinte appcllacao em
que sAo :
Hecorrcptcs Jos Thomaz recorrido l.uiz Antonio de Freilas.
\ ppella ees civeis.
I'a-sarain do Sr. deseinbargadnr Villares ao Sr.
desembargador Bastos as sesuintes appellacftes em
que sao:
Appellanle o juizo ex-oflicio; appellado Luiz Gon-
zaga Cafarrna.
Appellanle D. Mara Dorothea Joaquina ; appeila-
dos Joao Jos de Moraes c oulros.
Appellanle Antoniu Lopes de Queiroz ; appelladoJ
Jos Francisco de Sampaio.
Passaram do Sr. desembargador Ba*los ao Sr. de-
sembargador Leo as seguintcs appellaces em que
silo :
Appellanlo Gonzalo FranAico Xavier Cavalcanti
L'choa ; appellados os herdeiros de Paulo Jos
Pereira Simes.
Appellanle a administraclto da casa fallida de Joa-
quim Antonio de Farias Abren e Lima ; appella-
do o reverendo Ignacio Francisco dos Sanies.
Appellanle o juizo dos fcitos ; appellado c appel-
lanle Antonio Bolelho Pinto de Mesquila.
Passaram do Sr. desembargador l.eao ao Sr. de-
sembargador Souza as seguinles appellaces em que
sao :
Appellanle Frederico Bobilliard; appellado Manoel
Lopes da Silva.
Appellanle Joao Ozorio de Castro Macicl Montelro;
appellado Luiz Antonio Pereira.
Pasaram do Sr. desembargador Souza ao Sr. de-
sembargador Rebello as seguintes appellaces em
que silo:
Appellanle Jos Joaquim da Silva Araujo Jnior ;
appellados a Viuva Vieira & Filhos.
Appellanle D. Candida Jacinlha da Molla ; appel-
lados Manoel Jos da Cosa e outros.
Appellanle Jos Dias da Silva ; appellado Joaqoim
daSilva'Mour.'in.
Passaram do Sr. desembargador Rebello ao Sr.
desembargador Luna F'reire as seguinles appellaces
em que ao :
Appellanle o Dr. Clemente Jos Ferreira da Costa ;
appellada D. Mara Joaquina Moreira.
Appellanle Manoel Antonio de Siqueira e Mello ;
appellados a parda Custodia c seu lilho Luiz.
Appellantes Jos Francisco do llego Barros e outros;
appellados Francisco Manoel de Siqueira e ou-
tros. .
Passaram do Sr. desembargador Luna Freir ao
Sr. desembargador Telles as seguinles appellaces
em que -io : ,
Appellanle Antonio Lope?. de Queiroz ; appellado
Manoel Duarle de Souza. '
Appellantes Jos Machado de Gouvea c sua mulher;
appellados Jos Romo da Molla c su'a mulher.
Passaram do Sr. desembargador Pereira Monleiro
aoSr. desembargador Valle as seguiules appcllacOcs
em que sao :
Appellanle Paulo ('.aciano de Albuquerque ; appel-
lado o juizo da fazenda.
Appellantes o herdeiros de Jos Mara de Jess Ma-
ni/. ; appellado o juizo.
Passou do Sr. desenihargador Valle ao Sr. desem-
bargador Villares as seguinles appellaces em que
sao :
Appellanle Anlonio Joaquim de Souza Rebello ; ap-
pellada D. Thereza Goncalves de Jess Azevedo.
Passaram do Sr. deemba'rgador Valle ao Sr. de-
sembargador Santiago as seguinte appellaces em
que sao: '
Appellanle SehasliAo Antonio Paes Brrelo ; ap-
pellado Luiz de Aodrade Lima.
Appellanle a fazenda ; appellados Jos Anlonio Ma-
chado e oulros.
Passou do Sr. desembargador Santiago ao Sr. de-
sembargador Villares a scguinlc appellarao em qoe
sao :
Appellanle Vctor Laine ; appellados Antonio Jos
Pereira o outros.
Lcvanlou--e a scsso as 3 horas da larde.
A assembla gc>
a Arl. I. Fica ap
6009, concedida por
*
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e qnintasfeiras. I
Relacao, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphaos, segundas e quintes s 10 horas. I
1-* vara do civel, segundase sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quarias e sabbados ao meio dia.
EPIIEMERIDES. DIAS DA SEMANA.
Julho 3 Quarto crescente as 4 horas, 1 mi- 10 Segunda, j. Sel vano m. ; S.Bianormm.
nulo e 48 se gundos da tarde. 11 Terca. S. Sabino ni. Ss. Silvano e Abuendio.
10 La cheia as 4 horas, 6 minutos e 48 12 Quart. S. Joao Gualberto Ab.; S. Jason.
segundos da manhaa. 13 Quinte. S. Anacleto p. m. Ss. Jaoel e Esdras.
17 Quarto minguante a 1 hora, 44mimi-|i4 Sexta. S. Boavenlura B. Card. Dr. Serfico.
tos e 48 segundos da manhaa. 115 Sabbado. S. Gamillo deLelis Fundador.
25 La nova aos 47 minutos e 48 se- 16 Domingo 6. Triumpho da S. Cruz ; >'. S.
gundos da tarde. | do Carmo. O Anjo Custodio do Imperio.
I legislativa resolve:
rada a peusao animal de
i de 19 de mato de 18H
a U. Emilia Candida Viann^asto, viuva jdo coro-
nel Antonio Rodrigues de .^uio Basto, e*i alten-
cao aos relevantes serviros qoe elleWrestoa.4
Arl. 2. Revogam-se as disposlV-s el^ contra-
rio, 'sjft
Paco da cmara dos deputados, 29 desalo de
de 1851.D. Francisco Balthazar da 5ifriroSr/
B, (fe N. S. Loltato. Gomes Ribeiro. o V^
A commissao de penses c ordenados tendo lo- festrlcto a que a lei o tejeil.i ; c. i-ln nao pode dei-
IHTERIQR.
Observo mais, senhores, na segunda parle do ar-
tigo que me oceupa, litado o lempo de servicn a
qoe ser obrigado o soldado brasileiro, recrulado ou
engajado ; mas nada vejo diuposto contra um faci
que constantemente se d, e que loma Ilusoria es-
te e semclhantcs disposites de lei. He de lodos sa-
bido. Sr. presidenfe, que o soldado hrasileiro. re-
crulado ou eugajado, serve dous, tres e mais an-
nos...
Urna I o; : Seis c oito.
O Sr. .Iprigio Guimarcs : ... sobre o lempo
RIO DE JANEIRO.
CARIARa DOS SRS. DEPUTADOS.
Da 30 de na-lo.
icmbrosj o presiden-
rcunido numero siifllcicnlc dc*fn(
te declara aberla a sesao.
Lida e approvada a acta da antecedente o 4. se-
cretario da contado seguinte expediente.
Um oflicio do minUtro do imperio, reinellendo a
represen laclo em que a cmara municipal da villa
de Montes Claros de Formigas, na provincia de Mi-
nas (eraes, pede a crcacao de urna provincia com-
poste das comarcas do Rio de S. Francisco, Gc-
qnilnhonha e Paracalu, e das que I lies ficam limi-
irophes pertencentes s provincias da Babia, Per-
nambuco e Goyaz. A' commissao de estalistica.
Um do ministro da guerra, enviando, como fora
requisilado por esla cmara, o mappa dos ofliciaes
que actualmente eslSo na 2." classe do exercilo, com
a declaracao do sold que lhes compele o a impor-
tancia da quinte parte se todos a percebessem. A
quem fez a requisicao.
Urna rcprescnla^ao da cmara municipal da cida-
de de Pacaratu', pe.lindo a divisao da provincia de
Minas Ganes, crcando-se urna nova provincia cuja
capitel soja a cidade de Paracalu'. A' commissao
de estalistica.
Um rquerimenlo da irmandade de Nossa Scnho-
ra das Mercs da cidade da Parahiba do Norte, pe-
dndo 3 loteras. A' commissao de fazenda.
Rquerimenlo. de Jos Antonio Gomes, Pedro
Jos Eqne} e Semiao Joaquim Velloso, pedindo sc-
rem nomeados continuos desla cmara. A' mesa.
1^-se e approva-se a redacrao do" projecto que
augmente o ordenado dos ciUTeios das secretarias de
estado.
Sao jtiteados objeclos de deliberaran, e vHo a im-
primir para entrar na ordem dos trabalhos, as se-
guinles resoluces:
A commissao de penses e ordenados, lenilo na
devida eon-ider.irio o decreto pelo qual o governo
imperial foi servido fazer merc da penslo animal
de 6003 a H. Emilia Candida Vianna Basto, viuva
do coronel Antonio Rodrigues de Araujo lljslo. em
remuncracAo dos muilos c valiosos servicos prestados
por seu finalo marido no longo espaco de 37 anuos,
sendo sen duvida os mais dignos de toda a alten-
cao o nao ler receblo veni inienln algum durante a
commissao que leve de commissario assistentc da
thesouraria gural das tropas na lula da independen-
cia na provincia da Babia, o de ler offerecido o sold
de oilo soldados de caradores, que de fado preslou,
em quanlo durasse a guerra da independencia, ele.
e desojando que servicos de tal ordem nao fiquem
sem o deudo enlardan, tem a honra de olfcrecer a
seguinte rcsolocao:

FOLHET1M.
m HISTORH DE lAlllUl. (*)
POR lilil.
Janis.n-
IX.
A visita da teste aaaha.
San Nereo tonino primeirancnlc o caminho da
ponte dos In> allos, porem i he', ando ao cae parm
para refleclir. Sua iniagiiiarao suspeitosa aecusava
ja o conde Sollau/.e e uessi ili>posiaj de espirito
elle era capaz de insulta-lo logo que o cnconlrasse.
Demilis a febre da caheca ctcluia-lhe ainda a reflo-
ao, elle senlia a neceasidade de sereuar-se de tan-
tos ababos vilenlos antes de enmelar oulra scena
i|uc proinetlia famhem inlolcraveis emococ. Alcm
iluso a hora da entrevista da piule ainda* nAo tiuha
dado,e elle poda rellectir, c preparar-se.
O inaiicflxi costeai a o rio, cujas aguas verdes re-
veberavam de quando em quamlo como relmpagos
flur.l oanles ns lirondos raios da manhaa. O liorisonte.
era bello em toda a uas perspeclivas, a imagem de
Branca Hiictiiava por toda a parle aos olho de San
Nereo, e inislurava-se com lodos os encantos da Ier-
ra e do eco.
O iiffrimenloi do coracito Ao mais loleravris no
TetM que "o invern : ns sorri.is da natureza ap-
id.n-.im e cnnsolain. Parece que a dcsjraca nao po-
le ctistir quanlo a Ierra se nos aprsenla "tao alegre
na araca de sua verdura, o brilbo le seu co. a
frescura desuas aunas, o perfume desuas flores. Pa-
rece lainbem que loila cssa alcsiia cvlerior nft be
urna mentira e urna irania, poi desee do co, e nos
reprehende por urna Iri-leza injuriosa c sacrilega
que prejudica a harmonia do quadro. San Nereo
levava rom si^o lo las as lores, de que mi o inferno
lem o searedo. nina lembranca sulircludo Ihc eslava
tita no cerebro ruuinum tiran cm brazas,a qual nada
( pedia abrandar. Victima da um crime ou de nina
edaertO, Hrauca nao era mais a viruem souhada, a
llor ideal, u lirio da belleza por ctcellencia, e com-
lo lo o amor sobreviva, e snava mesmo um cruel
incentivo nease senliinento de ciiiinc relrospeclivo
que devia la-Id milfncailu.
O rapa/ aproveilnu um lUoinrulo ile serenidade,
que a calma da nalureza dava su -en e.pinto. para
irei.. oiilrai .1 ronde de Sullau'e, 1111 di.posiroe- beiu
\'ide o Diario 11. 157.
dilferentes, como quem procura orna excusa, urna
mentira, urna illuao, iimramo salvador que retemo
ilesespero na borda de um abvsmo.
EnUot
IulcrrogacAo a cada lisiante repelida nessas cor-
ridas. nesas idas e vinda. nessas entrevistas que a-
companham a marcha preliminar dos duelos.
A csse entrw '! projiunciado pelo ronde de Sullau-
zeSan Nerep ficon iulerdicto, procuren a palavra do
momenlo, e nada achon.
O conde Caetano tomn vivamente a mos do ra-
paz e assuslou-se com esse silencio extraordinario
que iienlmma tesemiiiiha havia guardado jamis em
urna missao. Vencido pelas supplicas ardenles do
conde de Sullauze, San Nereo disse :
0"er qnc falle '.'... fallarc... mas este lucir
nao he bom..., passi milita gente, c eIe rio que cor-
re-me debaito dos psd-me verligem... Vamos pa-
ra mais Ion-e.
O condeCaclano eslava confuso'de surpreza, e se-
auia San Nereo eforc,ando-se por adcvubaro scarc-
do que ia ou ir. Alravesaram a esplanada pos In-
valido e pararan em um declivio deserto do Campo
de Mrlc.
X.
Urna consulta de advocado.
Como sabemos o que va ser diln, vollemos um
mntenlo ao da antecedente para sabermos como
Saint Servis empregnu as hora* que devia dar aos
preparativos do duelo que aceitara em Saint Mand.
Voltaudo a Par lenois de ler receblo a provoca-
cao do ronde de Sullauze. Saint Servis foi i ra do
llarlai a raa de um advoaado afamado para pedir-
Ihe um coiisclbn. ,
sala de e-pera do jurisconsulto cslav- povoada
de con-iillanlcsde ambo, o setos. Um profundo
silencio reinava nexsa reuniao, na qual cada um es-
lava absorto cm nm arave cuidado de demanda. Os
humen- conservavain oinda no semblante a cor viva
de nina colera recente, as miilheres eslavam todas
cuberas com veos verdes para dissimularein a dade
em que sen seto intenta processos crimiuaes. De
quamlo em tlilaudu abl ia-se a Porta do -alnele de
consulta, c ama 0*pecie de porleiro de casaca prela
desbotada inlroduza alguem segundo o numero da
ordem.
Os que sahiam agilavam os labios e sesliculn\am
I sem o aaber, como se livessem ja preparado -en im-
pin\ist) ,le re-po-la ao pre-iileiile do tribunal.
.tu m.1,1 Saiui Serval appareceu na sala de espe-
11.1. o porleiro parecen tan conlpule tte receber um
1 cliente di-tiuclu que oprelerio ans uulro, e esse pii-
mado na devida considerado o decreto de 10 do cor-
rele,pelo qual foi o goveftio imperial servido fazer
merc dapensao annual de 800$ a I). Francisca de
Assis Menezcs de Macedo, viuva de Joaquim Tcitei-
ra de Macelo, em remuuerac.lo dos relevantes ser-
v ros por esle prestados no espaco de qua*B26an-
uos ; e reconherendo de quauta uecessidudel e im-
portancia he segurar o estado a educacao etarali-
dade das familias dos servidores da miran, lem a
honra de sulhncller i approvacao desla augusta c-
mara a seguinte resolueo :
A assembla. geral legislativa resolve :
Art. 1. Fica approvada a pensao annual de 6003
concedida por decreto de 19 de maio de 1854 a D.
Francisca de Assis Menczes de Macedo, viuva de
Joaquim Yeitcira de Macedo, em remuuerarao dos
servicos por este prestados.
Arl. 2. Revogam-se as disposices em contrario,
a Paco da cmara dos deputados, 29 de maio de
1851. D. Francisco Balthazar da Silceira. --
J. K. de S. S. Ixibato. Gomes Ribeiro
Passou-sc i ordem do dia, e procedeu-sc vola-
cao do projecto do senado que approva a aposcnla-
doria concedida a Francisco Marlins Vianna no lu-
gar de Ihesourciro da sacrista da imperial eapella,
he approvado por escrutinio secreto.
Entra cm discussln o parecer da'mesa de 1853
pro pon 1I0 para ofliciaes da secretara dula cmara a
Mclchior Carneiro de Mendonca F"raneo, e an hacha-
re! Antonio de Souza Cirne Lima.
O Prndenle: Este parecer ficou adiado por
haver pedido a palavra osSrs. Silvcira da Molla e
(loes Siqueira.
Q Sr. Silveira da Molla : Conserva-sc pala-
vra de urna scsso para oulra '.'
O.Presidente : Sim, senhor.
O Sr. Silceira da Molla: Eu cedo dclla.
O Presidente : O Sr. Goes Siqueira nao se acha
na casa.
Julga-se a materia discutida ; e procedendo-se a
votacao por escrutinio secreto approva-se o parecer
na primeira parte por 48 votos contra 10, e na se-
gunda parle por 42 conlra 21.
Entra em lerccira discassao p projeclo da fu a cao
da forras ile terr 1.
O Sr. Ferreira de Aquiar : Nao sei se V. Ex.
mandou convidar ao Sr. minislio da atierra, a quem
incumbe evecutar ,1 lei, o n ronsequencia aceitar
ou impugnar as emendas qsujflhuuvcr de apresen-
lar em lorreira disenssAo. w^
O Presidente : Os eslj los da casa lom sido slfc
mente convidar-se aos Srs. ministros para assislirom
s segandas dscusses.
O Sr. Ferreira de Aguiar : Como V. Ex. se-
guio os eslylos, nada mais leiiho a dizer..
O Sr. Aprigio Guimaraes: A allcnco, senho-
res, que de lodos ni'is reclama a classe militar, as
sympalhias mui pronunciadas e particulares que vo-
to a esla classe, levam-me a algumas reflcxes sobre
tres disposices do arl. 2. do projeclo que se discute.
Vejo, Sr. presiilele, no final do primeiro mem-
bro desle artigo, elevada a COOS a quanlia qoe exi-
mir o recruta do serviro do exercilo, Eu, senho-
res, que cnlendo que as dilliruldades para o preen-
chimento de nosso exercilo crescerilo' na proporefto
do carcter de violencia que dermos ao recrulamen-
to, nao posso deixar de oppor-me a esta disposieflo,
que, sobre parecer-meimproficua e de um rigor in-
til, pnrece-me lambem um tanto iuiqna.
Higo improficua, e de um rigor intil, porque,
menor que seja a quaulia que exima o recrulado do'
serviro, nem por islo desappareccr a quasf impossi-
bilidade de delle e\imii-sepecuniariamente o recru-
ta brasileiro.
Higo um tanto iniqua, porque entendo que loda
vez que o recrulado oircrer;a quanlia equivalente
aquella pela qual se engaja um homem para o exer-
cilo.lem preenchdo a lacuna que deixaria.
Qs Sr. ttrandao e Correa das Seres: Apoiado.
Q Sr. Aprigio Guimarcs: E se os Ilustrados
autores do projecto quizerem argumentar contra es-
la minha proposito, dizendo que o recrulado deve
servir mais melado do lempo que servir um enga-
jado, e que este foi o fundamente da dsposicao que
combate, eu Ibes pedira licenra para notar-llics que
ainda assim fallecen este disposcjte, porque a nobre
commissao ficou qucm do ponto que mirn ; pois
devia levar seu calculo s ultimas terminaees, in-
cluindo nelle a dala de trras que afinal se deve ao
engajado ; c ueste raso maior devera ser a cifra de
que trato. Ja v a cmara que cu jamis poderte
concordar com este disposcao ; c na alternativa de
augmentar ou diminuir a cifra que ella contm, nao
hesito em pronunciar-mc pela segnnda hypolhcse.
O Sr. Correa das .Veces : Apoiado.
O Sr. Aprigio Guiharae:Mandarei, pois, nm'a
emenda, no sentido de ser 4005, mximo do pre-
mio do engajamenlo, a quanlia que exima o recru-
lado do servido militar.
O Sr. Miranda : Insiste o nobre depulado di-1 grande disserlaco, e eu quero restrigir-me ao pon-
zendo que, quaesquer que sejam as circumstanciasi lo essencial da qoeslao.
vilegio arbitrario excitou um surdo murmurio na
sala.
Introducido pelo porleiro, Saint Servis achou-se
loao cm frente do jurisconsulto celebre, o qual era
11 ni homem de scssenla anuos, lodo vestido de preto
meiics a grvala.
Elle Icvanlou-se um momento, saudoii Saint Ser-
vais com fria polide/., e fez-lhc signal de asseular-
se no anaulo de um btele carregado de papis sel-
lados, e do bustos de Hcmosthenes e de Cicero.
Hcpois de ler paso largamente, Saint Servis ex-
plicov-Se assim :
Conhcci cm urna provincia madamesella Bran-
ca de Sullauze, rapariga mui bella, ( digo islo sfm
lisonjear-me ,. Ella chegou a Paris com o pai nos
primeiros dias de junho, c deviamos cncunlrar-nos
nesse mesmo dia no passeio publico italiano. A se-
nhora Branca o senhor advogadu bem conhere as
inulliere- ) cmprcgou urna sagaridade infinite
indicar-ine para cssa mesma nolc um pon-
to de reuniao no jardim de Saint Mand... l'ermil-
la-me que deite aqui urna lacinia... O pai sorpren-
deu-nns, cicu evadi-me liaeramenlc sem deitar
vestigio aps de mira. Que fez o pai ? Armnu-me
laco sobre jaco al que emlim cahi em um. Convi-
dou-mc para epiar, embragou-ine, e sorprendeu-
me o segredo cm nina confidencia de ebriedade. De-
pois vicram insulto, provocacao, ameara, cartel,
emlim ludo o que fazem os pais coronis cm lal ca-
so. Como nao tenho vontede alguma de bater-me,
venho consulla-lo para salier se corro algum risco
no caso de acensado, pois recuso o duelo.
lieralmetite. o que pedem consclho expem o fac-
i pela mesma mancira, dcixam na sombra o que he
conlra elle, c apresenlam ao sol o que be em seu fa-
vor.
O jurisconsulto alirio a hocete, lomou solcmnc-
meiiie nina pitada de rap, sorveu-a inclinando a
rabera do bulo direilo c disse :
Condece as disposices do artigo 355 do cdigo
penal '?
Nao, senhor, responden Sainl Servis.
A sendera.... lem menos de dezescs anuos /
Oh mo, senhor. tem dezoito annos pelo me-
llo*.
Entn entramos sem duvida na esperialidade
do arliao 331. A rapariga tem menos de vinle e um
anuos t
Parece ler unte e quolri. -enhor, mo po*a
compara-la melhordo que com Veno de Milu.
Nao fuiliero-a.... Craqueo artigo 333 posu
-er iiiviieadu contra usenlioi ;
Ah 0*0 ei dzer-dhc, senhor advogado.
E porque ignora isso ".' porque antes da perpe-
traco de una ac^ao crimiuosa nao consulta a lei
para saber justamente o que deve temer como renres-
sao '! Vio jamis um advogado no banco dos a'ccu-
dos? Nunca! Porque conhcccmos a lei, e jee-
moscomnosco. Apre I nao brinquemos com as mu-
Iheres I a cousa nao merece que se corra o risco de
ir s gales.
Emlim, senhor, ternou Sainl Servis, o mal
est tclo. Nao consulte! a lei, serei mais prudente
em outra occasiao.
O artigo 333 devia ser escriplo com lellras de
bronze em lodos os cstabctecimcnlos pblicos, disse
o advogado com solemnidadc, em todas as casas de
educacao, em todos os Ihealros, porte dos artistas,
das manufacturas, das escolas de dansa, dos protes-
sores de piano, dos mcslres de cantera, de lodas as
oflicinas... Eia, responda-me com franqueza, se
quer que o esrlarcc,, o senhor esl na calhegoria
dos criminosos previstos pelo artigo 333 1
Creio que nao.
O senhor be ascendente da rapariga'.' tornou o
advogado. Tem aitloridadc sobre ella ? He o sen
professor, seu tutor, seu conselheiro'.'
Nao. senhor advogado.
lint.10 resta o faci...
Sim, resta o teclo, inlerrompeu Saint Servis.
_ Paca-mc o favor de nao inlcrromper-mc.. En-
lao resta o faci, o fado puro, despido de loda a cir-
ciiiiisl.uicia aagravanle...' Elle resume-sc .i-im
O senhor aiiun cm urna provincia urna rapariga...
Muilo bella inlerrompeu Saint Servis.
Bella ou feia, tornou o advogado, o leai-lador
n.lo loma em consideraran essas particularidades.
Todava, observou Saint Servis, a grande bel-
leza pode servir de excusa, pois he urna provoca-
do.
A lei nao pode admillir isso. O senhor amou
urna mullrer em urna provincia, a qual chegou a Pa-
ris e marcoii-lhe um ponto de entrevista noel urna.
A moral dizia-ibe que se abslivesse ; na o senhor
den ouvidos a paitao. Tal be o fado brutal... A-
gora acha-se em face de duas eventualidades... O
pai da raparan provoca-o a duelo. O duelo he re-
probado pela lei. A legislacAo esla boje determina-
da nesse [mulo |tor numerosas Henlouc,as do tribu-
nal de i-.i-.at-.io. Todos o setos que se referem au
duelu i^LIu previ-lo- pelo arligoa iST. -)t, d!W,
11. 304, 321, 334, do rodiso panal. Assim o se-
nhor deve recusar o duelu clara e liniiemeule.
xr de ser tachado de irregularidad!' c mesmo de (\-
ranrria. Comprehendo bem os embarazos que s
vezes resultariam de se dar bata a um lempo a
grande numero de soldados, e romprehculo oulro
sim que se nau.node dar baixa ao soldado no dia pre-
ciso em que finita, seu lempo de servico ; mas enlen-
doendo que ludo islo se pode conciliar com a com-
pensadlo que se deve ao soldado quando se obriga a
servir alm ri lempo da lei,_ propore que o solda-
do que al depois de tres Ulzcs de lindo seu lempo
de servico nao liver baixa passa^perceber mais me-
tade dosvencimentos que cnlflo tVer.
O Sr. Rrandao : Muito bem. .
O Sr. Aprigio G tu maraes :Finalmente, senho-
res, nolarci urna disparidade ou discordancia entre
o projeclo que nos oceupa o a proposte impressa,
que me foi distribuida com o relatorio do Sr. mi-
nistro da guerra, aparle que loca .1 .lislrilutic.Ki
do contingente para complemente das tercas de ler-
rs, pela capitel e provincias do imperio.
tix proposla se disse simplesmente que esle con-
tingente seria distribuido pela .capital e provincias
do imperio ; entretente o projeclo diz que assim se-
r em rcumstancias ordinarias.
O Sr. Miranda:Est engaado.
O Sr. Aprigio Gitimariic< :.Pnsso asseverar ao
meu honrado collega que assim se l na proposta
impressa que me foi distribuida com o relatorio do
Sr. ministro da guerra.
O que cu deprehendo do projeclo na disposicno
que considero he que a illuslre commissao quiz ex-
cluir a proposico da dislribuicao do recrutamcnlo
pela capitel e provincias do imperio no caso de cir-
cumslaucias extraordinarias; e isto me esl dizen-
do o signal de n-senlmenlo de um dos nobres mem-
bros davnmmissau.
Impugno, Sr. presidente, urna semelhante dispo-
sicao. Son desparecer que, quaesquer que sejam as
circunstancias do imperio, todas as provincias de-
ven! concorrer com proporcional sacrificio para sua
salvaran : tenho um recejo nalur il de ludo quinto
he arbitrio; e enlendo que cm materia de recru-
lamenlo se deVc lano mais guardar a devida pro-
pongo, quauloO>nusencia desta se nao pode dar sem
que violencias se praliquem. Proporci pois que se-
jam eliminadas do projecto as palavras que consti-
111 mu a idea que impugno.
Sao estas ns rctletes que linba a fazer, e que nao
trato de mais desenvolver, alim de nao abusar da
benevolencia de mens honrados colleaas. Manda-
re emendas mesa no sentido das opinioes que dei-
xo enunciadas.
He apoiada a seguinte emenda.
Em o i. membro do artigo 2. cm vez de 600$,
diga-se 400a.
Ao 2. acrescenle-se : Os recrulados c enga-
jados que da execuc3o desla lei em (liante comple-
taren) o lempo de servido a que sao obrgados, e nao
liverem baixa at 3 mezes depois, perceberao, fin-
do esse prazo, mais metade dos vencimeutos que
cnlAo liverem.
o No 4." supprimsm-se as palavrasem circuns-
tancias extraordinarias.Aprigio Guimaraes.
O Sr. Miranda : O nobre depulado pela pro-
vincia do Ccar acaba de impugnar o projeclo de
livacao de tercas de Ierra, adiando que elle mere-
ce ser considerado a respeito de tres poulos. Eu co-
mecarci pela ultima parle dti seu discurso, islo lie,
pela lerccira emenda, na qual elle entende que se
deve supprimii as palavrascm circunstancias ex-
traordinarias.
Me parece, pelo que pude ouvir ao nobre depu-
lado, que este suppressao deveria ter lugar por nao
se acharcm essas palavras mencionadas na proposla
apresentada casa pelo governo. Para responder ao
nobre depulado nesta parle foi que eu ped a pro-
posla no original, e nessa proposta se acham com ef-
teito consignadas as expressoesa que alludc o nobre
depulado.
Uiz o artigo : O contingente necessaro para
completar as ditas forras ser distribuido cm cir-
cunstancias ordinarias pela capital do imperio e
provincias. Por conscqucncia dcixa de havec qnes-
i.io sobre esta ultima parte do discurso do nobre de-
pulado.
O Sr. Aprigio Guimaraes: llouve cssa discor-
dancia.
O Sr. Miranda : Quando mesmo houvcsse
urna discordancia em algum outro impresso distri-
buido, a consideraran do nobre diputado deitaria
de ler base, visto que teria dcsapparecido o mol o
legitimo da sua impugnado...
O Sr. Aprigio Guimaraes : Nao foi o nico
motivo legitimo.
O Sr. Miranda : Nesta parte a que me lefiro
estamos conforme... ,
O Sr. Aprigio Guimaraes : Nao ; qosesquer
que sejam as r.ircumstencias/^Bpittsjniento deve
ser proporcional.
o recrutamcnlo deve ser proporcional...
O Sr. Correa das Neces: Apoiado.
O Sr. Brandao : He sem conteslac.ao.
O Sr. Miranda : He o mais contestado pos-
svel.
O Sr. Rrandao: Hesejarei ouvi-lo.
O Sr. Miranda : Nao ha urna proposico es-
labclecida cm negocios tendentes adfhinislraco
militar qae seja lito contestada como este. Se as
circunstancias do paiz sao ordinarias, se reina a
paz por loda a parte, he fcil ao governo determi-
nar sobre o mappa. leudo em viste as circumsteti-
eias especiaes de cada provincia, o numero de pra-
vas com que cada urna dcllas deve concorrer ; com
mu i la fcil ida de pode o presidente de urna provin-
cia, soccorrid pelos seus dilferentes agentes, con-
seguir mais, ou menos,' que nos difireme dislriclos
dessa provincia se possa engajar 011 capturar o nu-
mero sufficieiile de pravas. Semelhante servido em
circunstancias ordinarias he conhecido, be preveni-
do ; urna pequea demora na apprehensao ou en-
gajamenlo, urna pequea demora na remessa dos
recrulados nao pode prejudicar os negocios. Mas no
momenlo em que se lula com circunstancias extra-
ordinarias, quando o governo se v obrigado no
instante a completar os quadro, a encher as filei-
ras do balalhcs, a mobilisa-los, a teze-los mar-
char, a entrar cm operares, como eligir que a pro-
vincia de Malln-Grusso, de Goyaz, de Minas e S.
Paulo, sob a influencia do longo processo que se
emproga ordinariamente em semelhante negocio,
remellis o seu contingente, o numero de recru-
las com que devem de contribuir para se oppr
resistencia indispensavel aos movimenlos que em
um ou oulro ponte do paiz tornam extraordinarias
as circunstancias ?.,.
O Sr. Correa atreves da um aparte.
O Sr. Miranda: >^o v o nobre depulado
que nos paizes onde com aNaaior facililla le, com a
maior protnptid.lo se pode contar com o recrutamcn-
lo, no momento de crise se prosede a sso que se
chama agarrado, porque os mciosNordiuarios nao
salistezem* A Inglaterra eos Estados Unidos o
que fa/.rm'.' Quando no momenlo de circunstan-
cias etlraordinarias ueccssilain de tercas atienden)
por ventura a alguma garanta? Qual he o ultimo
recurso desses paizes '.' He ir buscar os homens on-
de se acham, he completar os quadros, organisa-lus,
faze-Ios marchar, entrar em lula 9
Se assim he, se islo succede nos paizes onde as
ordens do governo podem de um momenlo para ou-
lro voar do centro aos mais remolos pontos do es-
tado ; se nesses paizc, onde de um momento para
outro os vapores, os vehculos de condueco podem
promplamcnlc conduzir ao lliealro destinado a ter-
ca do que se neces.ila, o governo entende conve-
niente recorrer a ese meio extraordinario, eflicaz
c promplo, como no Brasil, no momento cm que
reticular, por ctcmplo, ao Sul urna rebelliao, no
centro ou em qualquer oulra parle um aco.nleci-
menlo extraordinario, como esperar, para abalar
essa rebelliao, esse movimente, para providenciar
sobre a Iranquillidade c scauranca publica cm pori-
go, que as provincias as mais remlas do imperio
rcmeltam os seus contiiiaenles de recrulas '!...
O Sr, Correadas Seces : Considera tanta im-
providencia '.'
O Sr. Miranda : A previdencia humana nada
pode conlra difliculdadcs emergentes que pela nalu
reza das cousas nao se subjugam ou sullocara senao
cem energa e de assallo.
O Sr. Brandao : Para islo complete o governo
a forja.
OSr. Miranda : He oulra quctao que foi
ventilada. Trala-se ou nflo de completar a forja 1
He possivel completa-la em um momenlo t Nao
sao mohecidas as dilliculda le- com qae se lula para
levar o p do exercilo a 20,000 pracas em circums-
tancias ordinarias '.' Nao se v que apezar de todos
os esforcos tem sido qtiasi que impossivcl faz-lo
ubir a l(i ou 17,000 homens, sendo al necessaro
que se recorra ao servido da guarda nacional"! Nao
scclamou ltimamente conlra esse supprimento da
mesma guarda chamada a completar a terca armada
por n.lo ler sido possivel eleva-la ao p determinado
ua lei?...
O Sr. Brandao :Admillido isto, sempre as pro-
vincias do lilloral cslarAo em pcior cundirn.
O Sr. Miranda : Em qu senlido '!
O Sr. Brandao : Porque serio ellas que con-
correrao com maior contingente.
O Sr. Miranda.:- E qual nao ser a saliste cao
da provincia que sejaa primeira ou a nica a contri-
buir com toda ou com a maior forja para sulfocar
u'um momenlo urna rebelliao?...
O Sr. Brandao : Ellas nao sao egostas, que-
rem contribuir com lodo o imperio.'
O Sr. Miranda : Quando seja isso possivel,
sim ; ma nem sempre he isto realisavel.
Enlcudo portento que a dislribuicao das pracas
para o exercilo pela capital e provincias poder ser
feil.i sem inconveniente algum em circunstancias
ordinarias...
OSr. Sayao Lobato: Ainda mesmo em cir-
cunstancias ordinarias nao be possivel; ns curpos de
i-avallara do Rio Grande do Sul c a guarnirao de
Mallo-Grossonao se preenchcm senao com os nalu-
raes dess.is provincias.
O Sr. Miranda :Este aparte me levara 1 urna
He de rccnsa-lo, disse Sainl &rvais, con
me recusar.
O duelo, lornou o advogado com ar de um sa-
bio que nflo quer perder urna rara occasiflo de pm-
duzr elleilo sobre um cliente disidido, o duelo he
um legado da barbaridades, O senhor deve ler lulo a
carta de J. J. Rouseau contra o duelo ?
Sim, senhor, urna carta magnifica !
O illuslre csrriplor de lieuebra, cunlinuou o
jurisconsulto, exclama com indignadlo : Que gue-
rt lazer dense sangue ? bebc-lo '.' Os philosophos
lem posto em aceito passiva suas llieorias sobre o
duelo.lto-seau c Voltaire injuriaram-.se muilo disso,
e nao combalcram jamis em duelo.
He verdade, observou Saint Servis.
O duelo, proseguio o jurisconsulto, esl boje
qu.i-i extirpado de nossos coslunies, e he e-ie um
proaresso verdadeiro, pelo qual os sabios se felicitan!.
A civlisajao ser devedora desse beneficio a Mr.
Dopio.
Nos lempos anligos o duelo era desconhcclo.
Tcmislocles, o grande Tcmisloclo nao combaten
com o drogo inslenle que amcacoii-o com o baslflo.
Teme alguem dasencaminhar-ae seguindo os pasaos
de Tcmislocles ?
Muilo bem disse Saint Servis.
Marco Tulio Cicero, tornou o jurisconsulto mos-
teando o busto do orador romano, sendo iiisiiludo
por um cerlo Rufus 110 meio do tribunal, dise :
11 Meu amigo, lu4e insultas insullando-me. Nflo
hoiivc duelo.
O* anligos s ronheciam os combates singulares, c
em lempa de guerra, os de iiiimiao com iiiuian,
Mi flagrante arte ordinala. A Biblia nos trans-
mute o duelo de llavid e de Golialh. A historia ro-
mana cita-nos o duelo de Corvino c do taulcz, e o
combate shuntar dus Horacios iminortalisado pelo
engenho varonil de Corncille. Tamul em Franca
lias chronieas que se applicaram a Iraismillir-nosjJ
feitos de armas narionaes celebrare domestica facUt,
lertios o duelo dos Irinla llrelc, no qual Beauma-
nnir beben sen Singue para malar a sede. Tullo is-
so he arande, he heroico ; mas o duelo cnlrjr'uda-
daos he urna guerra civil em ponte pcqueirfjTe per-
ianto 111111 arcan criminosa.Por isso o legislador lem
11 direilo de gritar ao* duelistas: O110 ruilis, cires f
A armas devem obedecer a tnaa cedan! arma tog,
o Mr. Iiiipm pode applicar a -i o verso do araute
pnea InsjezOwea : finrerrou gurmt ittstle-
bai cu Je anta /echadura eterna.
I 'tandil et wterh citica bella sera.
Mas, como dizia, quando as circunstancias forem
extraordinarias, quando houver precisan de.ou aba-
ler a insolencia do estrangero, ou a imprudencia de
um ou outro Brasileiro, nessas circunstancias o me-
llinr e o mais legal he o que se faz mais prompta-
menle, he conseguir o governo a forja com que pos-
sa levar o exercilo brasileiro ao ponto do seu desli-
no, qne he 6 triumpho da lei e da ordem.
O Sr. Correa das Seces : E toanda-lo indisci-
plinado.
O Sr. Miranda: Em circunstancias extraor-
dinarias tudo se faz, nos lodos servimos em ultimo
recurso, nos todos sabemos jogar urna arma E
demais, os soldados bisouhos em taes casos oxercitem-
se as marcha, nos campos, nos sitios.
Passarei ao segundo ponto das observarles do no-
bre depulado, a quem tenho a honra de responder.
Entende elle que desde que o soldado, quer volun-
tario quer recrulado, exceder o lempo marcado na
lei, se I he deve dar urna era'lilicacflo, tima iiiilcmui-
sajao correspondente a ese excesso...
O Sr. Aprigio Guimaraes : Tres mezes depois.
O Sr. Miranda : Bem ; entende o nobre de-
Pulado que tres mezes depois de concluido o lempo
em que deve serviro soldado, quer como volunta-
rio quer como recrulado, se Ihe deve dar urna in-
demoisajao qualquer; mas recouhece elle ao mes-
mo passo que actualmente nao he possivel que, no
momento em que as prajas tenham concluido o seu
lempo, se lhes d immediatamenle a sua escusa,diz,
chega mesmo a avanjarque seria um inconveniente,
que seria difficilimo realisar esle principio...
O Sr. Aprigio Guimariet: Dar baixa a mui-.
los soldados a um lempo.
O Sr. Miranda-: Hesde que o nobre depulado
rccnihcce que seria inconveniente, que seria difii-
cilimo dar baixa, 110 momento, aos soldados qoe lem
preenebido o seu lempo, parece-me dispensa de Ihe
responder a esta parte de suas observarles...
.0 Sr. Brandao : Nao dispensa, nao justifica a
injuslja.
O Sr, Correa das Setes: Apoiado.
O Sr. Miranda : Parece-me que me dispensa
de responder a esta parte de suas observajes. Tem
ou nao concordado comigo na dfficuldade de escu-
sar os soldados que lem preenchdo o sea lempo ?...
O Sr. Brandao : Islo nao quer dizer que uo
desconhece a injuslja, que ella nao seja reparada.
O Sr. Miranda : Nao posso responder a todos
os pontos, vou caminhando lentamente, chegarei a
lodos...
O Sr. Correadas Seves: Mas todos vo a um
lim.
O Sr. Miranda ; Pois oujam-me, vou muilo
lentamente. Parecen querer o nobre depulado al-
Iribuir ao governo ou s autoridades a injr.nlja pra-
licadacom aquellas pracas que tendo concluido o
seu lempo n.io recebem mmedialamenlea sna escu-
na ; mas accrcscentou que era reconveniente, que
era mesmo dillicilimo chegar a seiDe.lb.ante resalla-
do no momento em que essas prajas lem conseguido
acabar o seu lempo de servico. Ora, digo e concluo
cu. desde que o nobredeputado estebelecesemelhan-
le propo-ico, nao tenho necessidade de defender a
adminisiraco nem autoridade alguma pelo faci
acensado pelo nobre depulado, porque em tees cir-
cunstancias a adminstrajao nao pode deixar de ce-
der os difliculdadcs ; se assim procede, be por nao
poder proceder ileo(rs modo...
O Sr. .iprigio uimares :Dou Ires mezes;
mas dous annos, tres, qualro e cinco I !
O.S'r. Brandao : U lempo sudlcienle; algumas
pracas deviam ter baixa ha seis anuos passado, e
ainda eslao servindo. ,
O Sr. Correa das Seces : A's vezes at se Ibes
priva de fazer rquerimenlo.
OSr. Miranda: Desejo que se lomem lodos
os apartes dol Srs. deputados : quero responder a
todos...
O Sr. Correa das Seces : Quando 'se dao lie
para isso.
O Sr. Miranda : Pode acontecer que nao se lo-
mem, como me .tconlereu ainda ha alguns-dias.
Antes de tudo quero puc os nobres deputados co-
nhejam.c confessem, como confessou o autor da im-
pugnajao, que muitas vezes he inconveniente, dif-
ficilimo mesmo satisfazer suas patriticas vistes..
Os Srs. Brandao e Correa das Seces dao apartes.
O Sr. Miranda: Nao tenho portento que de-
fender nema admhvslrajSo, nem as autoridades se-
cundarias pelos fados de abuso ou de injuslja, caja'
responsabilidade o nobre depulado, a quem lenbo a
honra de responder, parece querer fazer recahir so-
bre algum, sbreos executores das lea,..
l'm Sr. Depulado : Fallou-se nicamente so-
bre o fado.
O Sr. Miranda: Eu eslou argumentando com
lodo o rigor da lgica, combato as cnusequeflcias, a
applirajao dos fados que se allegaram: Vamos ver
se com elleilo existen) esses abusos,se com elTeito ha
prajas do exercilo que levam 3,4 e 5 annos a servir
alm do marcado as Icis...
O Sr. Correa das Seces:Este nao he a queslio.
O sr Miranda:Qual he cniao a questao?...
O Sr. Correa das A'eres:lte se lem direilo a urna
indeninisarflo.
O Sr. Miranda:Quer o nobre depulado paular
cniao a minha maneira de fallar e discutir pelas
suas ideas? Pois quando se diz que se conseote qae
Quao profundo he ludo isso disse Sainl Ser-
uai.
O jurisconsulto iiicliiiou-se levemente, c ajustan-
do os nenio de ouro conliuuou :
Agora raciocinemos na especie. Depois do lado
legal examinemos o lado moral.
Sainl Servis approximou-se mais para ouvir me-
llior.
Um pai propc-lhc cnmhater cm duelo.. Quem
he essespai ?... Um homem digno de sen respeito..
O senhor ama a lilha delle, iulroduzio-se clandesti-
namente cm rasa, furlou-lbeohem, soasarla levan-
tar para elle maos vintenias ?... Nflo, nflo !... Se-
ria o ni.1 especie de parricidio. O senhor UAo coiniu- -
ter scmclhaiilc crime !
Oh esl dem rcsolvido, disse Sainl Servais.so-
bretudo depois de tao. boas razos, licitemos de
duelo.
Primeira evenluallaite, lornou o advogado.
Examinemos agora a segunda. O pai da rapariga
pode enema-lo a juizo, um pai lem sempre csse di-
reilo conlra o seductor de sua lilha...
Mas cu nao son seductor, inlerrompeu o man-
cebo.
O senhor o he no poni de viste da le. Snn-
i/uam paella piivsumilurlaggict'iens in causaicne-
rca. Islo he claro.
.Muilo claro disse Soiul Servis romo um ou-
vinle que nflo entende. /
Aqui, lornou o advoeaite, a defeza pode eolio-
car-sc sobre um terreno favovavel, pois s ha urna
testcmnnha, urna tSStemnqlia interessada. Testis
unas testes nu/us. A defev.a pele negar tudo for-
malmente. Negalio strp-; eatuUUra incida, se-
aundo a bella cxprcsso de Filaugeri. A negocio
lie militas rezes um adeogado inrenciccl. Esle
axioma he applcavel ospecc. O senhor nega. mas
deve provar. Scelus ilemoiutrnniliim. O crime
como a fraude nflo se presume, fraus non nirsu-
nntur. Prove prove prove !
Isto be evidente, i/sse Sainl Servis.
Alcm disso. conliuuou o jin-i-ionsullo, a per-
seguirn nao deve ser IciniJa, poi licar sempre no
estado de ameaja. O pai da meca he muilo rico, nao
he assim ?
Sim, senhor, posstte muilosbcDS.
Logo elle nflo lie inleressado t-m perseguir pe-
lo engodo dos dauuiii- e vaiilagens, e' na,, perseaTIH
ia Oc-raiidahirpleiii. Niiigiiem. riiiiio dhtGfOliMS,
faz rahir escndale -obre rol casa por passa-lem-
|k>, neiat, liirauel sean Jal um domi jocote. Osecu-
lu esla 13o depravado que a publicacao dessas causas
s etdla indianaces fingidas ou zumbaras impie-
dosas. Isso deve servir de lijao s mulheres mte-
te- de dezeseis anuos ; sejam ellas asguardas severas
de sua honra, e ludo ir hem.
Todos os proces tuirn jamis s filhas o que ellas liverem perdido.
is o que he bem. pensado, observou o joven
consltente.
Agora, tornou o jurisconsulto, o senhor nflo
ciioilirin-mc nada.
Nada.
l-'allou-nic como a um confessor?
Sim, senhor, re-pondeu descaradamente Saint
Servis alegre.
Pois bem s resla-medar-lhc um ultimo con-
sclho, o que o Sr. nao pedio-me.
Eu o esrulo, disse Saint Servis.
O senlior seduzo urna rapariga, essa falla nao
pode ser reparada nem por um duelo, nem por um
processo. A honra verdadeira tem oulras exigen-
cias. Case-se com essa moja...
Mas ella este para casar, inlerrompeu Saint
Servis.
Com o senhor ?
Com oulro homem.
Apre! que moja extraordinaria!
Um marido muito pequeo e muilo*feio.
Ah! isso be difireme. Circunstancia attenu-
anle... Mas como o senhor esl cerlo de nao casar
com ella, peca-a em casamento, qoe dar sempre
pro a de boa vontede sem nenhum risco.
Sim, o conselho he sabio. Hei de segui-lo, se
se oflcrecer/bccasiao.
O jurisconsulto levanlou-se e tomando um lom
arave disse :
Resla-me somonte cumprir um ultimo de cr.
outa-me, senhor, e sirva-lhe isto de lirio. A fclici-
dade esl na vida regular; o vente das paixoes, diz-
um antiao, quebra 11 homem sobre rorhedos. Pro-
celta libidinosa illiilit radis. Tcnha uinjar demes-
lco sereno, foja dos cantos das sercias, essas mulhe-
res lemiveis ruja voz harniouiosa causa lanas des-
gracas, qitie roce canora incautos mulcent. L'na-se
a una esposa lid connubio stabili c prepare sua mo-
cidade para dar honra s suas eflas.
SainlSrrvais -andn profundamente o juriscon-
sulto, e desceu a c-scadarepetindo eslas palavras.
Isso lie iiidiflerenle! elle deit-me 11111 rouselhii
telo meu dindeiro.
X
Continuar-'e-ha.

mi iTii \r\r\


f
-A.

.*^>^
DIARIO DE PERMIBCO, SEXTA FEIRA 14 DE JULHO DE 1854
\
un hornero coulinne a servir dous, (res e qualroan-
iiim lm do que marca a le ou un contrato de
engajamento, nao se faz uui.i censura, nAo se aecusa
a administrajao de um abuso '.' Nao liCi de deteii-
de-la t Nao liei de responder, eu, que estouconven-
cido da boudade dos principios que ueste momento
emiti e sustento ?...
0 Sr. Aprigio Guimaraes:No fiz accusaoAo,
laiucDtei a Talla de urna disposijao a respeilo.
t Sr. Miranda:Vamos l ler. Nao Mi te o ex-
cesso do lempo do frvido, alcm do marcado uo con-
trato do engajamento ou na le, chega a semelliante
ponto, a prolougar-se por 2| 3, 4, 5, e ojannos; sel,
coufesso, que mu las vezes pode acontecer que solda-
dos que lem completado o seu lempo nlo possam ser
imruediaUmeiite escusados.
t Sr. Brandao:Ali ja confetsa !
Alguns Senhores: Agora bem!
O Sr: Miranda:Coufesso o que'.' Reconhejo um
fado, que na nuior part edos>caft>s lie urna necessi-
dade, e nao deve de ser esligmalisado como um
abuso. Keconhejo um fadoque cumpre bem apre-
ciar para pode-lo qoalilicar. Deixem-mo acabar todo
o meu pcnsamenlo.
A este respeito o nobre minislro da guerra, dis-
correndo ante-honlem, disse que Iratava de regular
por meio de iuslrucjes e de providencias adequa-
das essa materia de lana importancia, de modo que
o soldado que se ade distante, em pontos remotos
da corle, ou daquelle cm qoe esliver a autoridade
que pode mandar dar baixa, a obtenlia tent o maior
iuconvenieule. (luiros casos lia porem em que as-
sim nao te piule proceder, em que nao se pode dei-
. xar de exigir do soldado inais algum tempo de ser-
vico. Tal acentece com as circumstancias extra-
ordinarias.
Pode sucee- ler, porexemplo, que as fronleiras do
Sul, ou em oulro ponto onde so achein por necessi-
dade reunidos dous ou mais corpos, 200 ou 300 pra-
eas teuliam no mesrao dia concluido o seu tempo de
servijo. Ora, seru conveniente ao serv e or-
dena publica que nesses sitios se escuse immediala-
menle sem reserva alguma, sem a menor considera-
cao, Uo avulltdo 'numero de pracas'.'
OSr. Aprigio Guimaraer.-- Isto reconhejo eu.
() .Sr. Miranda:Eul.li) confessa mais um ponto:
enlao responde a si proprio. Portanlo os inconve-
nientes notados vem a lienr reduzidos a um ou oulro
de nciilmina monta ; eis onde eu quera cliegar.
Tenlio considerado o crvijo e a escusa dclle em cir
cumslaocias ordinarias : csto comigo os nobres de-
putados. Tenlio considerado o servico em circums-
tancias extraordinarias, ou em pontos remotos da
corte, sobre o que o Sr. minislro da guerra declara
ler providenciado ; estao comigo os nobres depula-
dos. Restar por conseguidle um ou outro incouve-
uieute, lilho mesmo talvez de algum abuso ( quero
couceder-llies ao menos alguma cousa). Pois bem
concordo em que neslcs casos aquello que coulinu-
ar a servir alcm do prazo se d com elfeilo alguma
indemnisajau.....
OSr. BrandSo:Pois lie islo o que quer o nobre
deputado p Sr. Aprigio Guimaraes.
t Sr. Miranda:Isto naos eu como lda a com-
missAo reconlicce que deve de ler em vista. Todas
as razoes aconselham, quer ao governo, quer ao cor-
po legislativo, a animar com premios o servijo, pa-
gaudo a quem bem servir, quer esse servico prove-
nha da lei, islo be, seja prestado pelos recrulados,
quer do engajamento, quer doreeogajameulo,, quer
da couliuuacao da praca alcm do tempo marcado.
Ser, porem, esla occasio a mais propria para se
providenciar sobre este assumpto ? Ser esta lei a
mais adequada e idnea, para que nella se disculam
esles promenores, e se fixem smelhanles indemni-
sajoes ?
O Sr. Correa das Heces:He a que, Irala do ra~'
crlameiilo. f
O Sr. Min.nda:Enlao os nobres depulados estao
em (odo concordes comigo ; esperemos pela lei do
recrutaincnlu.
O Sr. Brandao:Esla trata de recrutamenlo.
tSr. Miranda:Admira queja boje esla lei seja
compleme para conler diarosijocs 1.1o minuciosas
alias proprias de urna lei especial, e que nao fusse
considerada propria aette-honlein para ao menos
nella se inserir a suppress.'io de duas ou Ircs liubas
de um artigo, delerminaiido-sc que no lempo do
servico para baila se nao contasse aquellc que se
passasse doente em quarteis, cm bospitaes Mas
emliin estamos concordes as conclusocs que lie o
que us raleressa neste momento. SAo ellas: I,
nadie possivcl, be inconveniente, e mesmo muilas
vezes diflicilimo e prejudicial licenciar no momento
as pracas que liverem concluido o seu lempo de
servido.
OSr. Stra:Muilo bem.
OSr. Miranda:'2", a respeilo daqucllcs que nao
se acharem as circumstancias de deverem ceder ao
dominio das conveniencias e necessidades, lem o go-
verno providenciado de modo que nao soflram em
seus direilos ; 3, uecessidade de pagar a quem bem
servir ; mas non est hic locas ; o lugar proprio be
urna lei de recrutamenlo.
O Sr. Brandao:E cm quanto nSo houvf essa
lei de recrutamenlo soffram ellcs a injuslija.
OSr. Miranda:Nao he possivcl couseguir-sc ludo
de xofre, ou em instante : necessilamos de minia.
cousas para as elasses e servijos militare-, pelas
qnaes todos os das clamo, e clamarci. Ainda boje
me disseram que urnas emendas que Icnlio, lulo de
ser consideradas cm um projeelo separado neslcs 8
das pouco mais ou menos, e eu como u.lo posso
com ellas, e nao lenho outro remedio, Tico espera.
O Sr. Correa das Neces:Nos nao lemos lauta
paciencia.
O Sr. Miranda:Pois devem ler, eslo no mesmo
caso em que estou. Pois nAo votou o nobre deputado
pelo adiamenln da emenda a que lia pouco me refer'.'
O caso be idntico. Vamos ao ultimo periodo da
impugnarlo do nobre deputado. Entende o Ilustre
membro que em ldgr de 6009 deveriamos anlcs de-
cretar a cifra de 400$.
O Sr. frandiin:Como foi em outro lempo.
O Sr. Miranda: Crcio, Sr. presidente, que as
observacoes que o nobre dcpulado expendeu podem
ser consideradas conlrapoducentcs. Enlende-sc que
o recrutamenlo -nao pode cnclier as lucirs do nosso
ejercito, que ha nislo urna dfflculdade immensa ;
enlende-se que muilas conlrariedados concurren
para que o recrulameulo nao se cffectne pelo modo
que lie de esperar em beneficio da causa publica ;
cntende-se que se deve laucar rnao do engajamcnlo
como um dos mcios que aconselbem aos que deseja-
rein destinarse vida das armas a procuraren as
lucirs i!n cvrcilo; enlende-se que a* quanlias vota-
das anmuilinentc para este fin sao institucicnlcs;
enlcpde-se que sodevem reclamar maiores quaulius,
1 e com efleito o goveruo, aconselbado pela experien-
cia das cousas as (cm reclamado. Pois se se entende
que lie com ilinliciro que podemos concorrer para
preeucher rom prnmplidao e eflicacia urna lacuna
que os mcios da violencia nAo podem salisfazer, co-
mo he que em tacs circumstancias se pede que
se reduza o premio destinado para o. engajamento.
O Sr. Aprigio Guimaraes: fijo he esta a idea;
a idea lie que o rccrulado exima-se do servico -un
o mximo do premio do engajamento, islo he, com
400.
O Sr. Pereira da Sitia : Ileduz a qoanlia de
fiOftS a 4089, com o pretexto de que este be o m-
ximo do premio do engajamcnlo.
O Sr. Miranda:O nobre ilepulado, segundo
acaba de exprimir-se, enteude que para se lar dis-
pensa a um i en ulado, deve-se apenas exigir dclle a
quanlia de iOOguoO, pois que a quantia de 6009 he
exlraordiiiaria; nao he islo ?
O .Sr. Aprigio Guimaraes: Sim, senhor.
O Sr. Miranda: Seria uecessario, para podrr-
nins bem avahar o merccimenlo de scinclhaule pro-
posijAo, examinar primeirameute o lim a que sedes-
liiiam as quaulias exigidas daqucllcs que peden
isencAo do recrutamenlo : he isto justamente urna
materia que constiluc parle de um grande sjslema,
onde se inscreve a rubricasubslilui;es.Ha pai-
zes em que se calende que qualqucr Sea sent do
recrulamento, quer alcancando baixa, quer nao ns-
scntaiiili) praca, dando um hoiacm por si ; ha paites
cm que se dispc que alguem pido ser dispensado
do recrutamenlo, cm qualquer dos casos cxposlos,
dando diuheirs para o engajamento de um homem ;
lia paizes cm que te delcnnini que los que sequzc-
ri'in iseutar do serviro devem concorrer com urna
especie de imposto, o qual he depositado em um co-
fre donde se liram em lempo os premios para o en-
gajamento. No Brasil est em pratica urna e oulra
musa, quer dando-se dinheiro, quer um homem por
si. Nao esla nada lisameole determinado em lei
orgnica militar.
VO-se gpis desla llieoria muila re-umida.
deslino que devem ter as quanlias a que se prestam
aquellos que pretenden! obler escusa do servido he
para se faterem novos engajamentos. O nobre de-
pulado a quem leqlio a honra de me referir concor-
da, pelo sigual aflirmalivo que acaba de dar, que
com efleilo o lim que se lem em vistas recebendo-se
laes quanlias dos recrulados ha fazerem-se novos en-
gajamcnlos. Pcrgunlo agora ao nobre deputado se
he ponivel, quaudo nAo podemos scnAo a peso de
muilo ooro conquistar recralas, e quando ha urna
difticublade enorme em conteguinnos engajamentos,
a ponto tal, segundo se nos diz nos rclalorios, que os
premios, por mais consideraveis que sejam, uAo lem
sido um incentivo bstanla forle para que appire-
cam individuos que se queiram engajar; se he pos-
sivcl, dizia, tributar apenas com 4(XfcO0O o indivi-
duo que se quer isenar, quando muilas vezes lem
custado o dnbro, quando sao (ao espantosas as des-
pezas com o recrutamenlo cm gcral .'
O Sr. Aprigio Guimaraes : N.lo se pode dar
mais : a lei marca 4005 para os engajados.
OSr. Miranda: A rwao do imposto nAo he
essa, ncm podo andar em proporjAo com essa. Se
em algum lempo se marcoo essa quantia, as leis
posteriores e anteriores que se discute, mais bem
meditadas, livcram de elevar urna semelhantc quan-
tia. A dispensa do serviro ao rccrutadohe um favor.
Urna (al dispensa deve mpnrUr mais, porque he a
dispensa de um dever, do que o premio qoe sed
pelo cumprimento do mesmo dever.
Hemais. sendo laes premios destinados a lomar
menos pesadas asdespezasquese fazem com os en-
gajamentos e recrulamento em geral...
O Sr. Aprigio Guimaraes d um aparte que nAo
pudemos ouvir.
O Sr. Miranda: Para responder ao nobre
potado serfa uecessario que pudessemos fixar
mo medio na escala dos preros, o que sertlTquasI
impossivel, e mesmo desnecessario, alientas as ra-
zoes expendidas, e especialmente ao deslino que lem
a dar-se as tacs quanlias.
Esla qucsIAo levara muilo longe. Eu a con-
cluirei, declarando que me parece haver respon-
dido a todos os tepicos do discurso do honrado mem-
bro.
Agora.lendo-mo ha pouco referido s emendas que
live a honra de "Merecer consideracAo da casa, cm
urna das scsses pausadas, vou pedir a V. Exc. a
bondade de as fazer receber, e de as mandar ler,
rosaotlo-lhc ao mesmo lempo que sejam ellas remet-
(idas commissAo de marinha e guerra, afim de se-
ren -culi- i doradas em um projeelo que breve lera de
ser presente consideracAo da casa : digo isto por-
que o nobre minislro da guerra me declarou bo-
je que por esles oito das apparecer um projee-
lo no qual sern consideradas as minhas emendas.
Uizendo eu a S. Ex*, que me va compromcUido
a aprescnla-las na casa, e mesmo a provocar a sua
discussAo se S. Exc. se nao dignasse de aflamar-
me que cm breve linba de ser apresentado esss pro-
jeelo, S. Exc. leve a bondade de m'o assegurr, au-
lorisanilo-me a declara-lo cmara. Kcrpieiro por
islo que as emendas van a comimssan de mari-
nha e guerra, afim de scrcm consideradas nesse pro-
jeelo. .
Na casa se acharo alguns nobres ministros, e ne-
nlium delles contesta o que acabo de dizer. He visto
porUnlp que as proposcOes que acabo de emitlir
sao verdadeiras, e reae- as causas por que faoo am
semelhanlc rcquafimenlo.
Vou remtlefas emendas, e peco que se Ibes d o
destine que, ac be i de designar; essas emendas, as
mesmas casa, in como se seguem.
y No artigo segundo, depois das palavras^nove
lamnosdesojo que se diga: Neste lempo nao so com-
prchende os que passarcm doentes nos quarteis e
,liospilacs, a menos que a molestia nao provenha de
olleiisas recebidas uo servido
esejaria mais is seguinlcs:
I. as repartices militares, e nn- dcpendenlcs
dos^ministerios da guerra e marinha, scrAo empre-
gados de preferencia os olliciaes reformados, com
lauto que nAo tenham sido por motivos de irreguia-
rNlade de conducta, e que possuam as habilitaces
necessarias.
2. 0 militar que houver ohtido a sua escusa,de-
pois de haver servido o lempo marcado na lei, lera
preferencia para qualquer emprego publico, para
que lenlia as babililacoes sobre aquellos com quen.
concorrcrcm em igualdadc de circumstancias.
a 3. Seis annos depois de publicada a prsenle
lei ninguem poder,i ser admillido a emprego algom
publico estipendiado, e que nAo resulte de eleicAo
popular, sem que moslre que por si on por outrem
servio no exordio ou armada o tempo marcado.
O ^overno designar em rcgulameulo as con-
dicoes d sulisliluiro.
u 4. Ncnhum oflicial se poder casar sem liccuca
do governo, o qual indicar em regulamento quacs
e com que coinlices o possam fazer.
O rcgulameulo, urna vez decretado, nao poder
mais ser alterado sem dispos'rao legislativa.
a 5. A quinla parle do sold concedida pelo arl.
1t do decreto n. 6W de 18 de agosto de_184 com-
prchende a 2. classe, e fica extensiva s reformas e
mcios sidos, com a nica exceptu de nAo poder
aproveitar aos oflicias reformados por elfeilo de con-
ducta irregular, para os quaes sera conservada a ta-
bella de 1841. )>
O Sr. Correa das Seres:Ah lemos o conde de
I.ippc estendendo-sc sobre o genero humano. 1
O Sr. Miranda: Islo he para a discussao do
projeelo e l chegaremo's.
O Sr, Correa das Neecs: Eu l irei lambeta.
O Sr. Miranda: Alguma cousa semprc ha de
ficar.
O Sr. Corra das Seres:So nAo quero o conde
de l.ippe para o genero humano.
O Sr. Miranda;Alguma cousa semprc ha de
ficar nao se impaciente.
Tenlio concluido, Sr. presidente.
' O Sr. Presidente : O nobre dcpulado prope
que estes artigos addilivos que mandn mesa srja
remedidos commissAo'de marinha e guerra '
O Sr. Miranda:Apoiado.
O Sr. Presidente:EntAo he preciso om reque'-
rimenl". salvo se nflo for apoiado.
O Sr. Miranda (pela orderu): Eu disse, Sr.
presidente, que quera apresentar esses ardgos ad-
dilivos, que desejava que ellcs fosses lidos, assim
como quera que fossem remedidos commissAo de
marinha e guerra, afim de scrcm allcudidos no pro-
jeelo que lem de ser appresentado casa em poucos
dias, cuino 'me afflirmou o nobre minislro da guerra.
O Sr. Presidente:Qaer que sejam apoiados?
O .Sr. Miranda:Se os mcus nobres amigos o
quizerem, cu com muilo goslo.
SAo apoiados os arligos addilivos do Sr. Miranda,
c he approvadosem dbale o requer monto do mes-
mo senhor para que os arligos'sejam remedidos i
commissAo de marinha e guerra.
He apoiado o seguinle artigo addilivo.
ii Fica o governo aui irisado a conceder s pro-
vincias o numero tic recrutas que entender conve-
niente para preeucher os seus corpos policiaes.
Pereira da Silca.
Sr. Ferreira de Aguiar : Sr. presidente, cu
ptdi a palavra especialmente para fazer aigumas
coi iderar5es acerca de um dos artigos do projeelo
que s. discute ; mas como tenham sido a presentadas
pelo nobre deputado que se assenta a meu lado aigu-
mas emeudas que foram impugnadas pelo nobre n-
rador que acaba de uecupar a tribuna, antes de pre-
eucher o lim que liveem visla, seja-mc licilo emit-
lir a minha opiniao.a respeilo dessas emendas...
Vina vo:: Quaes I
t Sr. Ferreira de Aguiar : Eu quero fallar, e
refiro-me s emendas que foram oflerecidas pelo
meu illuslre amigo dcpulado pela provincia do Oea-
r, c principiara por ifkergir da sua opiniAo quau-
lo primeira, que j fui Vanlajosamciilc combatida
pelo nobre relator da commissao de marmita e guer-
ra. Felizmente, Sr. presidente, eu uesta malcra
nao lemo ser averbado de suspelo, porque posso
talvez lisongear-mo de que nAo pouco concorri nes-
la casa para que o governo lomasse finalmente a
juslissima resulucAode regular por urna manclra ra-
zoavcl c equitativa a islriIniir.io do recrulamento
pelas provincias do imperio, jironunciamlo-me com
enrgica e ercuendo a minli i dbil voz contra o sys-
Icina que dantos era MHuida para precncher-se o
exercilo por mcio do recrutamenlo.
Todava, profcssanlo anda as mesmas ideas, 'fa-
zendo votos paraoue, sempre que seja possivcl, se
guai'di,.*ffTircypio de igualdadc, e desojando arden-
temeiitc que nai dstribuicAn desse presadissimo iri-
bulo baja toda pnporc.Ao, alim de que por essa for-
ma seevile a inju/slra, nAo posso rumludo seguir n
pon am. ul" consignado em tima das emendas apre-
que
sentadas pelo honrado membro, porque me parece
que, longo de producir ella o efleto benfico que se
tbe alrribue, podo ao contrario lomar-se fonle de
verdadeiros tropeos para o goveruo e de males pa-
ra o piz. (Apoiados.) J so v que a muha im"
pugnac.no so dirige contra a olirigacan que a emen-
da n que me retiro, impoe ao goveruo de fazer a dis-
IribuirAo do recrutamenlo por todas as provnolas
proporeionalmente, quer o paiz se ache em circoms-
lancias ordinarias, quer se ache em circumstancias
extraordinarias, contrariando por esta forma a idea
do projeelo, que lmenla admide dislribnic.1o
proporcional quando militam as circumstancias ordi-
narias.
NAo posso seguir ume semclhanle opiniAo, senho-
res, porque enlcndo que ella he mesmo pengosa pa-
ra a Irauquillidadc publica. Quando por qualquer
emergencia, venha a iia(An a achar-se cm circums-
tancias extraordinarias, c por conscqucncia a preci-
sar de remedio e recursos extraordinarias ninguem
de boa f dir que nessaconjuncturacoiivenha e seja
prudente ligar os bracos ao governo de maneira que
nao possa elle proceder com toda a necessaria lber-
dade ; ninguem llavera que, dando o llovido peso
alia misso de um governo, queira priva-lo da facul-
dade de ir buscar aonde lite seja possivel e mais
promplo o remedio que o mal precisa e que o de-
ver Ihc ordena (apoiados) : e se assim nao fura, se-
tibores, poderiamos oi ler o direilo de responsabi-
lisar o governo por nAo haver adoptado promplas o
enrgicas providencias, urna voz que s dessem cir-
cumstancias extraordinarias, se por ventura o pri-
vasse-mos dos raeios precisos para leva-las a efleto t
(Apoiados).
Eu pouco poderia accrescentar as conderacOes
ja feilas pelo nobre relator da commissao. que,
,1o a mim eombaleu viclorioMmeole a doutriua
enda de que agora me ocep*; mas quiz sem-
pre fazer sentir que, comquanto sectario fiel da dii-
IriliuicAo proporcional do facrulamenlo por todas s
provincias, nAo julgo prudente nem poltico ail/rbil-
tir essa proporcAo senao em circumstancias prdina-
ri.is, visloque ueste caso nAo se pode lemejKo appa-
rerimenlo dos graves inconveniente* OBfeAo de re-
cejar em circumstancias extraordinarias.
Uestas poucas observaedes j se4, que ne*la par-
te eu me aparto do pensamenle do nobre deputado
que apreseutou as emendas, mas estou muito.dispos-
lo a sustentar e apresl o meu voto a urna nu-
tra queautorisa o> erno a conceder umagralifica-
rno equivalente//. aquello soldadq/quc.lres mezes depoisde findo o seu
lempo'de prarja, nAo obtiver a sua baixa, c seja-rae
licilo dizee que acho essa idea, alcm de justa e ra-
zoatfI, muito nobre, e admiro mesmo qoe o nobre
relator da commissAo a (ivesse impugnado, elle que
Wila sympalbia musir, e que tanto se esmera em
suavisar os vexames e promover o bem estar o as
vaolacens da classe militar.
O Sr, Miranda: NAo impugnei a idea.
O Sr. Ferreira de Aguiar: Sr. presidente,
me parece tambem que o nobre relator da commis-
sAo nAo leVe muila razao quando achou que esla
disposicao nao devia ser consignada nesla lei ; p"or-
que se por ventura ella (ende a regularisar a forja
mili|ar, c se refere em (odas as suas disposicocs a
esla classe, he claro ser o lugar mais competente e
azado para nellc se consagrar o pcnsamenlo conlido
na emenda que defeudo.
E lauto mais admiro, Sr. presidente, que o hon-
rado membro nao achasse propria esta Ici para con-
tera emenda, quanlo elle mesmo pretendeu implan-
tar nella urnas puncas de emendas de aleance mui-
(o superior. (Apoiados.)
O Sr. Miranda: J respond a ludo sso.
O Sr. Ferreira de Aguiar: En trola ni o o meu
raciocinio nao dcixa de proceder, potquanto se por
ventura o nobre deputado enlende agora que esta
le nAo lie azada para que nella seja inserida c emen-
da que se diseule, muiio menos seria para conter
disposicocs de alia monta e'que por sua natureza e
alcance precisavam de grande desonvolvnicnto e
discussAo, como aquellas que foram pelo honrado
membro oflerecidas.
O Sr. Miranda: Agara troque o argumento e
o applique a s.
O Sr. Ferreira de Aguiar: Pcr.le-me ; as
cirriimslancias nAo sAo as mesmas : difieren! muito ;
primeirameute idea comida na emenda em dis-
cussAo he, sem duvida, mais simples; e em segundo
lugar, como trate de conferir urna gralificac/io, es-
t iiiconlcslavclmenle ua ordem de fazer parle da
lei de fixacao de forja.
O .Sr. Miranda: Pela razao descrgralificacAo'.'
O Sr. Ferreira de Aguiar: Sim, senhor, por-
que nesla lei se pode (ralar de sidos e gralifica-
''-. sem que seja materia alheia della.
O Sr. Miranda: He o que aconteca a respei-
lo das niiulias emendas.
O Sr. Ferreira de Aguiar : EnlAO j v que
se era proprio para urna cousa, he lambem apla pa-
ra nutra.
O Sr. Miranda : Enlao est applicando a s
o argumento t Fez o que eu disse.
O .Sr. Ferreira de Aguiar: Sr. presidente,
nao posso dcixar de prestar nimba adhesAo idea
consagrada em urna oulra emenda quc*tambem foi
oflerecida pela meii nobre collega deputado pelo
Cear, em a qual pretende elle, quanlo a mim com
razao, que seja reduzida a 4009 a quantia para que o
recrutado possa obler a sua baixa.
Senhores, crcio que para se provar a justica des-
sa emenda apenas bastar una argumentaran mui-
lo simples. Quanlo he que a lei autorisa a dar-se
a um engajado para sentar praca'.' 4008, porque
com esta quantia entende ella qoe se pode obler os
serviros voluntarios de qualquer individuo que es-
leja tas circumslanrias de servir no exercilo. Ora,
se este he o precedo inconlestavel da lei que regu-
la os cngajamenlos, e se quando um rorrtila se es-
cusa do serviro por dinheiro, esle lem de servir para
a acqiiisicao de um oulro que substilua aquello, nao
devendo receber dos cofres pblicos mais do que
4009, bo claro que esla quanlia be suflicieule para
preeucher o (im da le ; excepto porm se a nobre
commissao enlende quo isto he um recurso financial
e lim artigo de receila, porque, -a ser assim, eu di-
ra quecm lugar de 6OO5se elevasse a 1:0009 ;
lano mais quanlo estou persuadido d que nao he
o augmento de 2009 que ha de fazer com que deixem
le solicitar c obler suas baixas aqiicllcs que pudo-
re m dspor da quanlia exigida pelo projeelo.
Vorlanlo, Sr. presidente, culeiido que anda essa
emenda est nes circumstancias de ser approvada.
..hno-1110 ao que tenho dilo em lelaro s emen-
das ; paatarei a oulro objecto,
Muito sinlo qoe n.1a estoja presente o Sr. minis-
lro da guerra, porque cu desejava fazer-lbe aigumas
pergunlas, entretanto que nao sei se a nobre com-
missao de manida e guerra esla autorisada e habili-
tada para me responder.
O Sr. Brandao itDvit eslar.
O Sr. Seara:Habilitada esl, autorisada nao.
O .Sr. Miranda :Est nella um general.
O .Sr. Brandao (ao orador):Seri semprc bom
que se faja as pergunlas.
O .Sr. Ferreira de Aguiar:Sem duvida, vislo
que a illuslre commissao est habilitada.
O Sr. Miranda:L'm ou dous membros da com-
missAo devem eslar habilitados ; quanlo a mim, pu-
derc eslar.
O Sr. Ferreira de Aguiar :Eu desojara que
me dis.es.cm se por ventura a forja necesaria para
levar a elTeito essa crearao do arl, 4., de nm bata-
Ihao de engeriheiros, se achaou nao comprehendida
dcnlro da forra marcada no arl. |.1
O Sr. Miranda :Sim, senhor..,.
() Sr. Brandao:Essa explicarao he bem lina.
t Sr. Ferreira de Aguiar:Se esl coinprcheii-
dida, pcrgunlo cu, donde se lem de lrar o pessoal
para organisar esse balalliAo '.'
O .Sr. Miranda :A resposla esl incluida na
pergunla.
O .Sr. Ferreira de Aguiar:Das 20,000 praca-,
nao ?
O .Sr. Miranda :Apoiado.
O Sr. Ferreira de Aguiar :l'ico saliendo disso:
mas spja-mc ainda lcito perguntar, o goveruo fica
aulorisado a tirar de qualquer corpo o pessoal para
.organisar esse balalbau'
O Sr. Miranda :Isso nAo se responde scnilo
u'um discurso ; n'um aparle 11S0 he possivcl salisfa-
zer ao uobre dcpulado.
O Sr. Ferreira de Aguiar :Ento responder,
e cu muilo desejo ouvi-lo.
O Sr. Pereira da Silra :No rclalorio do mi-
nislro est isso desenvolvido.
O Sr. Ferreira de Aguiar :Eu li com muilo
cuidado, mas nAo enroulrei esse deseuvolviinenlo de
que falla o honrado membro.
Senhores, a forja do 90,000 pracas (em actual-
mente urna urganisaj.lo particular, que lhe foi dada
por decrelo do governo, e acha-se dividida em ba-
Ulboes, esquadrOe, corpo, elc.i
O Sr. Pereira da Silra:Tem armas diversas.
O Sr. Ferreira de Aguiar :Esl bom clero; e
foi montada segundo ai exigencia** do servico, ca-
liendo a cada balalbAo ou corpo lanas prajas e tan-
tos ofliciaes quanlos as necessidades reclamavam ;
entretanto, pastando a aulorisajao qne o artigo
confere, quizera eu saber se o governo'pode e se
ser conveniente infringir e inulilisar essaorgani-
sajSo assim feita e J decretada, desfalcando es-
ses corpos para poder crear o balalbao de engenhei-
ros?
Alcm dislo, diz o artigo (lendo): a O governo
fica desde ja aulorisado a crear um balalhao de cn-
genheiros com a forja d 400 prajas de prel. e a
incluir nessa organisacao os individuos do corpo es-
trangeiro de ponloneiros que julgar con venientes, n
De maneira que ao governo fica o arbitrio de in-
cluir nesse balalhao, novamcnlc decretado, a Tr-
panhia de ponloneiros que faz parle do cot-p0 de
eslraogeiros. /
O Sr. Pereira da Silca :Dos engajados.
O Sr. Ferreira de Aguiar: -$t(n, senhor, dos
engajado; e por ser mesmo der gente, pergun-
tarei eu nobre commissAo^fiAo vira por ventura
a succeder que o governo *^,ha de lutar com difll-
culdadea para rcasar 3-ecujao desla lei ? Esses
estrangeiros que form- m as companhfas de pontos
neiros nlo foram ..ajados mediante clausulas es-
peciaes, .e nao /m em seu favor um contrato em
virtude jjo u~r, se lhes garanti o srrvirem em cor-
pos sepvraffos e seren sempre commandados por
o(Hciaa~*teus ? E em vista disto entende a commissao
quesera possivcl obrigar a esse* homens a servirem
npfjjatalliao de engeuhelros, composto na sua maior
forja e commandado por Brasilciros ?
Quer parecer-me que foi inadvertida e pouco bem
pensada essa autorisajao.'porqiie lem ella de resis-
tir a um contrato, e leudo talvez a destruir urna
oonvenjo que necessariamente ha de achar-se em
lula com O seu precedo.
Se esses estrangeiros disserem ao Sr. minislro da
guerra que recusara fazer parte desse balalhao, S.
Exc. cortamente os nao pode obrigar a isso; e, se
assim acontecer, nao poder resultar dahi que o
Sr. ministro da guerra organise um balalhao de en-
genheiros, e fiquem fra desse balalhao duas com-
panhias de ponloneiros'!
O Sr. Pereira da Silra :Alm disso ha artfices,
bombeiros, sapadores, ele.
Urna Voz :-Por ora nao passa de um parecer de I q-:ilerem prestar a este servijo, hypolbose que o no-
commissao.
O Sr. Araujo Lima : Quero o que honra''JO
membro da commissao me comprebenda bem ,-
uo digo que as opinioes de um dos ramos fj0 poder
legislativo devam tercer sobre o oulro ur lla influen-
cia definitiva, mus acredito que as or',,njues mau-
fesladas em um parecer da cmara *"*lalica nos im-
pOc a obrigajio de proceder c com lodo o exame c madure?.-,.
O Sr. Ferreira de Aguiar :A verdade he que
se os estrangeiros nao quizerem fazer parle do ba-
lalhao que se manda crear, essas duas companhias
licaiAu permanecendo, entretanto que o balalhao
ha de vir semprc a constar do 400 prajas, com esses
bombeiros, sapadores, etc.
O Sr. Miranda : Pejo a palavra.
O .Sr. Ferreira de Aguiar : Agora sim, espero
ser esclarecido em minhas duvidas.
Porlanto j veem os honrados membros que eu ar-
gumento de boa fe, e mesmo com muila lealdade,
quando procuro saber a maneira porque se lia- era o
governo no caso de que esses estrangeiros se recuscm
de fazer parle desse balalhao de engenheiros.
O Sr. Brandao: He bem feil a pergunta.
Os Srt. Miranda e Cera : Muito !
O Sr. Ferreira de Aguiar : Pois os honrados
membros nao me achAo razAo t Se por ventura o
novo balalbAo fdr organisado sem essas companhias,
11A0 vira a succeder que bajo ponloneiros em dif-
fercnles corpos, e que em coiisequcncia a forja do
exercilo seja elevada a mais de 20,000 prajas?
O Sr. Pereira da Silra : Os ponloneiros fi-
cao sempre como ponloneiros.
O Sr. Ferreira de Aguiar: Senhores, em lodo
ocaso a aulorisajao he para crear-so um balalhao
de 400 pracas ; e o governo nao ha de crca-lo in-
completo, conseiilindo que lhe fallem ponloneiros,
quando elle mesmo os pede na proposla.
O Sr. Seiira:O' -lef-ocio he saber que cousa
he ponlouciro, sapatlor, etc.
O Sr. Ferreira ae Aguiar : Pois eu enlcndo,
que para as rcflexoeirque tenho feilo nao sao precisas
essas dcfiniciics; eukel.into, como V. Exc. ro'as
pode dar, espero r faja, c por isso senlo-roc
para ouvi-lo.
** O Sr. Presidente : O nobre deputado concluio
o seu discurso?
O Sr. Ferreira de Aguiar: Conclu, porque
eslou esperando por ex plica jes e porque regiment
me concede o direilo de fallar ainda urna vez
O Sr. Araujo Lima: Sr. presidente, disposio a
dar o meu voto proposla do governo, nAo preten-
do fazer rcflcxoes sobre ella, tanto mais quanlo nAo
a lenho visto combatida seriamente ; lmilar-me-hei
portan!" nas poucas observajoes de que vou occo-
par-mo a urna emenda que fui apresentada por um
illuslre membro da commissAo.
Esta emenda conten a idea de aulorisar o gover-
no a concorrer com o continenle uecessario para
composijAo ou complemento da forja policial das
provincias. Entonelo que esta idea nAo he regalar
nem em sua natureza nem na forma porque foi
apresentada. Se s assemhlas provinciaes he ou-
lorgado o direilo de legislar acerca da fixajAo da
forra policial das respectivas provincias, me parece
que se lhes nAo pode negar o direilo de autorisarem
ao mesmo lempo o recrutamenlo, visto como o
recrutimento, he um dos meios indispensaveis para
realisajao dessa allribujAo que compele as mesmas
assemblcas....
O Sr. Pereira da Silra: Dcos nos livre que as
assemblas provinciaes possAo ler esla iniciativa!
O Sr. Araujo Lima: Pretender o contrario,
suppor que por isso que nas altribuijes conferidas
s assemblcas provinciaes nao se menciona expres-
samenlc o recrulamento, nao podem ellas dcc.ro-
la-lo, seria sophismar evidentemente as disposi-
ciios do acto addicional, seria privar as assemblas
provinciaes de um meio de exercer essa sua funejao,
seria obriga-las com manifest absurdo a dispen-
der toda a reccita provincial na composijao da res-
pectiva forja policial, recorrendo ao alislamenlo vo-
luntario....
O Sr. Pereira da Silra: A idea tem por si
economisar o dinheiro das provincias.
O Sr. Araujo Lima: Se a idea lem por fin
economisar o dinheiro das provincias, enlcndo quo
a cmara dos Srs. deputados nAo he a competente
para isso; as assemblcas provinciaes no limite de
suas altribuijes disponhain deases dinheiros como
eiilcnderem, economisem se julgarem conveuienle;
mas nos 11A0 somos aulorisados para regular a acolo,
por semclhanle maneira, de um poder disllncto....
C Sr. Pereira da Silca : O que digo he que
esle meio traz romsigo economa, se ellas quizerem
ser econmicas. Pejo a palavra.
.0 Sr. Araujo Lima: Julgo porlanto que a dis-
posicao de quo se traa invade allribuicesd eum po-
der, poltico qne me persuado que a cmara dos Srs.
depulados deve dar o exemplode repellar religio-
samente.
Alm de irregular em sua natureza, a emenda
me parece irregular em sua /rma.
cay. .
de proccdermoi em conKrar0-
O Sr. Araujo Lim^j. Mls de proceaer p* Ti
de ema resolujo em quB M interprete o aclo addi-
cional....
Urna foz-: o senado declarou que nossas deci-
soes nAo r prendan], por consequencia lambem as
uas dr.cjjta, nao nos prendem.
^ ir. Araujo Lima : Alm deslas considera-
r ,, o honrado membro da commissao.me permil-
tir que cu lhe lemhre ainda urna reflexo que en-
tend) que doVeria conle-lo on dar urna direcjo di-
versa na apresenlar.'io da emendad que sujeilou ao
conhecimenlo da cmara.
O honrado membro muilo bem sabe, a moderajAo
e cntela com que os govemos devem proceder em
materia de recrutamenlo, que he a roais odiosa, a
maia mal vista da popularan ; toda a vez, portaulo,
qne o odioso da medida se poder dividir enti os di-
versos poderes do estado, me parece que he da maior
conveniencia assim faze-lo.
Se os contingentes do recrulamento para comporl
a forja policial das respectivas provincias, forero au-
lorisados pelos poderes geracs de eslado, o mal do re-
crutamenlo recalar sobre nos nicamente, ao passo
que, quando essa atlribuijSo he exercida cumulati-
vamente pelas assemblas provinciaes, a odiosidade
da medida divide-te, o mal que dahi procede se tor
na mais fraco.
Esta coiisideracSo, que nao tem influencia definiti-
va sobre a questSo de competencia, enfeudo que nao
deve ser desprezada inleirameule ; con vem, acho de
loda a conveniencia, que o odioso deata medida seja
repartido por todos os poderes do estado; convm que
a pop ula can das respectivas provincias, quando se vir
sujeila a este imposto, chamado de aangue, conheja
que aquellas pessoas que eslAo em contado mais im-
medialo com ella, que os membros das assemblas
provinciaes concorrem lambem com o seu vol para
a decrelajAo de semelhanle imposto, o que servir
para demonstrar a indeclinavel uecessidade que del'
le ha, para minorar as paixocs odenlas que o acom-
pauham no espirito do povo.
Foram estas, Sr. presidente, as reflexoes que me
suggerio a emenda apresentada pelo nobre deputado.
.Nao duvido que possa ler urna opiniAo diversa acer-
ca de semelhanle materia ; confio lano na illuslra-
j3o do honrado membro, que acredito que elle apre-
scnlar ponderajoes tAo graves que produzirao o de-
vido abalo no meu espirito. Todava, qualquer que
seja a opiniao que possa ler acerca desle objeclo, me
parece que o meio nao he o mais convenienie. Se
se julga uecessario restringir nesla parle os poderes
que foram conferidos s ussemblas provinciaes,
O Sr. Pereira da 'Silca : 'NAo se reslringem ;
eslabelece-se a verdadeira doutriua constitucional.
(Apoiados.)
O Si. Araujo Lima :...... os poderes supremo,
do eslado eslSo no seu .direilo de o fazer com loda a
sulcmndade, mas por meio de urna resolujAo em que
se interprete o aclo addicional, em que se lhe-d
urna inlelligeucia Uo nova, lao oflensiva do di-
reilo de que as assemblcas provinciaes se acham de
posse......
O Sr. Pereira da Silca : O recrulameulo
s por lei geral se pode eslabelecer lendo inicia-
tiva na cmara dos senhores depulados. Dos nos
livre que assemblas provinciaes possam decretar re-
crutamenlo !
O Sr. Araujo Lima :-^Mas as assemblas provin-
ciaes estAo cm gcral na posse deslc direilo....
/ 'ozes : Nao, ufic.*
' O Sr. Araujo Lima : Ellas exercem o direilo di
decretar mandola ou incapoladamenle o recrula-
mento para composrrao da forja policial.
foses : Nao, ^o^
t Sr. Miranda : Se aigumas o exercem axor-
bilaro.
l'/iia i'cz : Esratgtio^tearxigumajei para es-
se lim
O Sr. Araujo Lima: No Cear nao existe con-
signada expressameule essa dispusijAo em lei, mas
o presidente da provincia, que he agente do governo
geral, oxenla a le reeditando....
O .Sr. Pereira da Silca : Admira qne o nobre
deputado nao lhe lenha feilo urna aecusacao.
O Sr. Sayao Lobato Jnior : -5 Na collecjo de
leis da provincia do Ro de Janeiro existe urna lei
sanecionada pelo Sr. Rodrigues Turres, em qne se
decreta o recrutamenlo para a forja policial.
O Sr: Araujo Lima : O argumento com qoe se
quer destruir a competencia das assemblas provin-
ciaes he destituido de forja. l)z-se qe a cooslilui-
jao fez privativa da cmara dos senhores deputados
a iniciativa sobre o recrutamenlo ; mas como naolia-
v emos de ailmiltir as restriejes necessarias a este ar-
tigo, quaudo a competencia) das assemblas pro-
vinciaes a tal respeilo deriva de adribuijoes que
lhes foram concedidas eipressamenle, a fixajAo da
forja policial 1
NAo he tambem privativa da cmara dos senhores
deputados a iniciativa sobre imposlos, e nAo legislam
a lalrespeito as assemblas provinciaes?...
Urna Voz: He claro islo no aclo addicional;
al se eslabelece os objectos que se podem impor.
(Apoiados.) m
O Sr. Araujo Lima :Umi eousa he consequen-
cia necessaria de oulra nao, nao,) porque a composi-
jAo da forja policial uAo se pode fazer senAo recor-
rendo a este meio. (Sao anotados.)
Urna Voz :Nao queremos status 111 'tala.
O Sr. Araujo Lima :Limito as minhas obser-
vajoes ao que lenho dilo. Nao duvido, repilo, que
a forja do raciocinio do honrado membro abale as
ideas em que eslou ; todava desojara em lodo o ca-
so que esta materia fosse determinada por urna outra
maneira; pela forma porque foi apresentada a emen-
da, nao lenho remedio senAo dar o meu vol contra
ella.
O Sr. Sabuco (ministro da Justina) :Sr. presi-
dente, levaulo-ine para prestar o meu apoio emen-
da do nobre depulado pelo Rio de Janeiro, sem que
bre deputado figurn, e disto resultar alguma diflicul
dade, nem por isso deixar b governo de camiuhar
sem embarajos providenciando cm ordem a que ou-
lra pracas apparejam que possam ser destinadas aos
meamos Sos a que se desliiiam os ponloneiros.
Agora, para poderconcluir a resposla uo que per-
lence a sapadores, artfices e bombeiros, lcmbro ao
nobre depnlndo que a soluelo deslas quesl5es est
presa ao conhecimenlo da organisacflo do exercilo e
dos seusdiflercnles corpos. Bunio fajo ao nobre de-
putado, visto que se inlcressa em discutir aeroelhan-
le materia, a injuslica de acreditar que nio conheja
o que sejam mineros, ponloneiros, artfice, tapado-
res bombeiros; invoco porlanto a ua inilrocjato e a
sua capacidade sobre a verdadeira idea que a deve
dar a estas parles couslilutivas du balalhao de ef|e-
nheiros. L'ma vez con herida a natureza das fonc-
joes de cada urna dessas prajas, fcil he de concluir
como se poderl 4laver o governo na Composijao de lal
corpo. Assim, pois, a ultima parte da pergunla do
nobre depulado achara em ti mesmo a devida aolu-
jo,
O Sr. Sayao Lobato diz que apezar da inlcrpre-
lajAo dada emenda pelo Sr. Naboco, minislro da
juilija o qua tssevetara que ella resolve a ques-
lAo, entende que nao he possivel admidir esla
emenda sem ao mesmo lempo at>eutar-te no ponto
principal, isto he, na queslao constitucional da com-
petencia das assemblas provinciaes acerca da appli-
cajAo do recrulamento.
Seria al um conlrasenso, coutinua o orador, qne
reconhecendo se nas assemblas provinciaes o direi-
lo de ordenar que por mejo do recrulamento se pre-
enchesse a forja policial, o corpo legislativo geral
decretasse : Fica c governo aulorisado a conce-
der s provincias o numero de recrutas que enlen-
der conveniente para preeucher seus corpos poli-
ciaes. (Apoiados.)
Razoavelmenle nao era possivel que urna tal dis-
posicao fosse votada seuAo quaudo fallasse a autori-
dade necessaria ao poder provideial de prover elli-
caz e compelenlemcnlc sobre a forja policial, e as-
sim nio podesse pela sua parto applicar esse meio
boje recouliecido uecessario o recrutamenlo,
Sr. presidente, eu enlendo qoe o recrulamento
esl devdamenle regulado pelo poder geral, e so
urna lei geralparlindo desla cantara, que para islo
lem a iniciativa, he que devia providenciar sobre as
condiro.es, e sobre ludo quanlo fosse necassario es-
tatuir para que elle se fizesse ; a esle respeilo nao
pode haver quesjao ; mas. senhores, para preen-
clier a sua forja policial pode qualquer assembla
provincial lanjar mAo desse meio assim j regnlado
pela lei geral.quando de oulro modo nao seja possi-
vel consegui-la ; quem negara lal faculdade ? quem
duvidar que sempre esla foi a pratica do paiz, pra-
lca necessaria ? (Apoiados e bou apoiados.)
Senhores, o recrutamenlo foi s admtltido pela
nossa coustUuijao como urna necessidade indeclina-
vel ; o recrutamenlo era o he um meio facultado,
porque sem elle um servijo importante e lAo indis-
pensavel come a organisacao da furrapublica nAo
poderia ser feilo.
O Sr. Firmino : Tem-se feilo por eogijamen-
lot.
O Sr. Sayao Lobato : Por engajamento Uo
smenle he um impossivel : segundo as circumslau-
cias do paiz, e pelo conhecimenlo pralico qoe cada
uro dos nobres deputados lem das cousas das suas
provincias, se verificar que sempre foi elle mais ou
meuos applicado.
O Sr. Lobato Jnior : Apoiado.
O Sr. Sayao Lobato : Em todas as provincias
realmente os corpos policiaes leem tambem sido pr-
vidos com individuos recrulados para o exercilo.
Alguns Srs. deputados : Naa ha lal.
OutrosSrs. : He etalissimo.
O .Sr. Sayao Lobato: Ja se v que quando as-
sim me enuncio, nao digo que nao hajam mudos en-
gajados em laes corpos ; mas em grande parte sao el-
las composlas do recrulos fcitos para o exercilo.
Na minha provincia,na provincia do Riode Janeiro,
mudos guardas do corpo policial foram tirados (Te-
ir os recrulados, escolhcudo-se d'cntre clles os mais
apios para esse servico ; e o que se lem praticadu
nesla provincia se pratica lambem nas oulraa...
Urna tos : No ha lal.
O Sr. Sayao Lobato : Sao fados notorios; mas
senhores, tratemos da queslao doutriuaria. Quaes
os direilos que tem as assemblas provinciaes pelo
acto addicional sobre a decrelajAo da respectiva forja
policial ? A este respeito, meus senhores, a cousti-
luijAo ou torga s assemblas provinciaes um direilo
ampio e perodo ; e desde que se reconheee quo po-
de dar-se o caso de 11A0 ser possivel organisar-se a
forja policial senao palo recrutamenlo, se poder
negar esse meio (que he o uecessario, o indispeusa-
vel, e como lal recouliecido na coosliluijAo) s assem
blas provinciaes? E, senhores, quando j esl pe-
lo poder competente aulorisado o meio do recruta-
menlo e que todas as eoudijes com que pode e de-
ve ser execulado esle importante servijo se acham
reguladas para se poder obder os homeus neces-
sarios para o servijo, susteular-se-ha que as as-
semblas provinciaes que decretara a forja policial
sao inhibidas de servir-sc desse meio assim recoulie-
cido necessaria, indispensavel e como lal compelen-
(emente legitimado e regulado ? !
Razoavelmenle poder aflirmar que as assemblas
provinciaes qoe determinaron que em falla do en-
gajamento voluntario para preeucher a forja policial
se recorra ao recrulameulo na forma da le geral,
lem exhorbilado, lem excedido eaphera do poder
constitucional ? !
Urna coz : Ao menos parece.
O Sr. Sayao Lobato : Senhores, eslabelccer-se
doctrina opposta a esta era emprestar um absurdo
constituirn do imperio, porque seria admidir por
um lado que ella encarregon com ampia faculdade
as assemblas provinciaes de decretaron a forja po-
licial necessaria, e por oulro que 110 entretanto lhe
negou o meio talvez uecessario e indispensavel de
levar a effeilo essa organisajAo da forja policial, que
mais que muilo inlcressa a seguranja publica, a
manicura da civilisacao. (Apoiados.)
O aclo addicional, reconhecendo nas assemblas
provinciaes o direilo ampio e perfeilo de legislar so-
bre a. respectiva forja policial, seguramente as au-
lorisou com todos os meios necessarios pera pode-
rem prover sobre semelhanle organisajAo : e se o
recrutamenlo pode ser esse meio, sej esl aotorisa-
lodavia a considero sob o ponto de vista pelo qual a "do e regulado, sem duvida alguma esl incluido nas
mpugnou o nobre depulado pelo Cear ; qualquer
que seja o principio que deva prevalecer sobre a com-
petencia das assemblas provinciaes para legislar so-
bre o recrutamenlo, nAo fica prejudicado ou resolv-
do pela emenda ; porque, qualqocr que seja o prin-
cipio, o que he corlo, senhores, he que o recrulamen-
to se deve'regular sempre pelas leis geracs, e deve
ser feilo pelas autoridades geraes ; a medida proposta
nao repagua pois a qualquer dos principios : se com-
pete s asssemblas provinciaes legislar sobre o re-
crutamenlo, a medida nAo he senAo um meio de
combinar esse direilo com o dos poderes geraes, as
necessidades do corpos de polica, com as do exerci-
lo ; se nao compete, a medida nao be senAo um meio
Se as assemblas provinciaes estilo de posse do di- auxiliar a favor dos corpos de polica.
reilo de legislar com respeito ao recrulamento, se
apparccem duvidas acerca de semelhanle materia, se
este ponto he lAo importante, como se nao pode
descoubecer, creio que o meio conveniente de de-
cidir esta queslao nio seria a apresentario de ama
emenda fugitiva na fixacao de forjas de Ierra, seria
sim apresenlajAo de um projeelo de interprelaoAo
do aclo addicional, que lixasse a inlelligeucia que
os poderes supremos do Eslado julgassem conveni-
ente dar ao resperlivo artigo do acto addicional.
Queslocs de tamauha magiiilude nao se resolver
por esla forma.
A cmara demais romprehende muilo bem o res-
peilo, a deflerencia com que os diversos poderes do
eslado se devem tratar reciprocamente. Oa, a c-
mara sabe que no senado se apreseutou uro parecer
de commissAo a respeilo de materia ideutica, cm que
e reconbecia o direilo das assemblas provinciaes....
Urna Vos : Sempre pralicado em todas as pro-
vincias do imperio.
O Sr. Pereira da Silca : Dos nos livre de es-
labelecer semelhanle precedente !
O .Sr. Araujo Lima : Como he porlanto, que a
cmara dos senhores depulados. quando um dos ra-
mos do poder legislativo manifesla ama opiniAo con-
traria, quando exara esla opiniAo em um parecer de
commissAo como he, digo, que a cmara ha de me-
nos refleclidamenle einidir opiniAo diversa ?...
--"O Sr. Pereira da Silca : Pois nio podemos ler
opiniAo contraria ?
OSr. Araujo Lima : ... como a Minara ha de
lomar urna detiberacAo desla ordem f
No reiatoro propuz esla medida nas vistas de se-
ren precnchidos os corpos policiaes com o recrula-
mento ; porque estes corpos pelo sea estado incom-
pleto nao podem salisfazer as necessidades da polica,
islo nAo he mais do que um auxilio c nao urna inju-
ria. A cmara sabe que os corpos de polica das pro-
vincias eslAo defectivo* esem a sua forra eflecliva ;
qual he a provincia que lem completado o sen cor-
po policial por mcio do enzajamcnle .' O exercilo
lambem pelo sen eslado 1180 pode auxiliar a polica,
he um desfalque indiislria, un grvame aos cofres
geraes continuar a (er destacamentos da guarda na-
cional ; me parece pois conveuienle esla medida ten-
dente a completar os corpos das provincias.
O.Sr. Miranda :Pcdi a palavra, Sr. presidente,
para por parte da commissao de marinha c guerra
forjas das assemblas provinciaes.
Mas, disse o nobre ministro : Esta medida tem a
importancia de habilitar^ as adminitlrajoes provin-
ciaes com efficazes mcios de preeucher os corpos po-
liciaes que eslAo no prsenle defectivos, i) Primei-
raincule eu nolajei a S. Exc. que se as assemblas
provinciaes, decretando a forja "policial, lem o di-
reilo de aplicar o meio do rccruUmenlo, a emenda
em nada adianta quanlo verdade e regularidade
do servijo.
Depois, Sr. presidente, ella importa e s importa
a dcrisAo de una queslao que neslcs' ltimos lempos
te lem suscitado sobre um ponloMe doulrina constitu-
cional, e seria esse um meio competente para urna
lal deciso ? Creio que nAo
Sr. presidente, o que me parece fra de duvida
he que vamos fazendo progressos que nao sao lison-
geiros; anda ha poucos das esta casa por ama
simples votajao interprclou un artigo consliluco-
nal, e boje por urna emenda posta cm 3. discussAo
c urna lei aun ua com certo distarte M faz umaou
uotra interpretrao constituirn (Apoiados.)
Tenho para iiiim^fatipresidente, que nem he es-
le o meio o mais azadof^l *e lixar um ponto de
doulrina constitucional, o eefflatfa verdade nada de
novo importa a emenda para areaUdadedoserviro,
a nao sor o subordinar se ao poder geral a organisa-
cao da forja policial das provincias, que pet aclo
addicional heda privativa competencia da admiuis-
IrajAo provincial. Vol contra a emenda-
O Sr. Pereira da Silra diz qcu, ou se encare o ar-
lar ao uobre deputado pela provincia de Pernam- ligo addilivo que mandn mesa, como nAo resol-
buco as rcspaslas quesoliciton a respeito da ereajao
de um balalbAo de engenheiros. Pcrguntou o nobre
dcpulado se por ventura a creajaodo balalhao de en.
gen ha iros esl dentro das forjas decretadas no artigo
1. do projeelo ; respond, e respondo ainda agora
que sim.
Pergunlou como he que se deveria haver o gover-
no na crcaoAo desse balalhao sem ferir a eslabilida-
de do* quadros. sem dcspovoa-los para poder comple-
tar a forja de 400 homens de que se necessila para
composijao desle balalhao : responder-lbe-lici pri-
meramente que quanlo aos ofliciaes perlencem elles
j forja decretada como expressamoute declara o
artigo l.u, e quanlo s parles constitutivas do corpo,
dir-lbe-bei que, >e poi ventura o pooloiieiros nio se
vendo o ponto controverso constitucional sobre que
se tem aventado a discussAo, ou so o considere como
sancjAo do principio de que somonte a assembla
geral pode legislar sobre recrulamento, perlcneeiido'
a iniciativa cmara dos depulados, sua opiniao be
ainda e semprc a favor dclle, porquaulo fcilmente
sedcmoslra a ua legalidade e conveniencia.
Se sepensa, conliuua o orador, que a oulorisajao
concedida aogovernn pira dar s provincias o numero
de recrulas que julgar conveniente para prceneberos
corpos provinciaes nAo envolve solurAo alguma so-
bre a competencia ou incompetencia das assemblas
provinciaes de legislar a respeilo de recrulameulo,
nada mais convonieiilo, e uecessario adruinistra-
cu do que aduuliina do addilivo: lie 11111 auiilio
s provincias ; fornece-lhes homens para seus cor-
pos de polica, pode poupar-lhes premios que pagam
de eiigajameni, que em aigumas dellas sAo mesmo
pesados a seos cofres.
Mas o artigo, segundo alguns nobres depulados,
resolve a queslao ; aulorisaudoo governo a conce-
der recrutas as provincia, Habelece o principio de
que nAo lem ellas, por te.de soas assemblas le-
gislativas, direilo de leejslar sobre o recrulamenU),
lano que se autorisa o'gqverno a conceder-lhcs se-
melhanle mcio de preeucher seus corpos provin-
ciaes.
Poit bem, enlenda-se assim o arligo ; eu adopto
* opiniao que se diz que elle consagra he melhor
encararme de frente essa questio, disculi-la, desen-
vofv-la francamente. (Apoiados.) Pela m iuha par-
te sustento que s assemblas provinciaes nao cum-
pete o direilo de legislar sobre recrulamento. (Apoi-
ados.e apartes.)
O orador responde aos que acham mo Iralar-sc de
queslao de tanta importancia em urna emenda, e de-
pois do que sustenta que em nenhum provincia se
recrula para os corpos policiaes, e pastando ques-
lao do direilo, exprime-se da maneira seguinle :
Relativamente a altrlbuijoes, seubores, eu parti-
dlo a opiniao de que sao snmeule concedidas aquel-
las expressamente designad : nunca vou adianto.
O aclo addicional nio raencionou, entre as allribui-
joe* das assemblas provinciaes a de legislar sobre
o recrutamenlo. A contUteijao tralca especialmen-
te do recrutamenlo, e lio grave considerou esla al-
Iribuijao da assembla gerali qne a lornou nma das
poncas c raras que para seren xercidat carecem
de iniciativa na cmara dos depulados. Como pois
posso eu concede-la s assemblas provinciaes ?
Disse-se que as assemblas podem legislar sobre a
(ixajAo da forja policial da provincia e porlanto sobra
o recrulamento ; islo nao he consequencia daqaillo : ,
fixar o numero de pracas para a polica he muilo df-
ferenlc de ordenar qne para essas prajas se recrule
violentamente o cidadAo, c se obligue a servir.
O Sr. Sayao Lobato Jnior : Mas, quem q>ier
o finMjuer os meios.
O Sr. Pereira da Silca : Nao, senhor. Nem
lodos os meios se admitlem, dada mesmo a adroisaao
do lim. E riemaia, se para se ler forja policial uas
provincias oulro meio nio houvesse senAo o recnt-
lanieulo, pederis eolio argumentar que o recruta-
menlo, porque he o meio, foi tcitamente concedido.
Mas nao ; Im oulros meios que nao silo o recnua-
menln, e lano que as leis provinciaes lodas o mar-
caro, que be o de engajamento voluntario. (Apoia-
dos.) Enlrai agora mais no amago da queslao,
Concedei s assemblas provinciaes o direilo de es-
labelecer o recrula meo lo; para estabeloce-lo convera
fixar-lhe as formas, as condijoes ; quem lem dheito
de eslabelecer urna medida qualquer lem o direilo
iuqueslionavel, e inseparado daquelle, de fixar as
condijoes do seu exercicio ou applicaj3o.
O Sr. Sayao Lobato Jnior : Nao he decretar
o lecrutamenlo, he applica-lo.
O Sr. Pereira da Silca : Se pode eslabelece-
lo em Iheoria e em pratica, pode regularisa-lo e fi-
xar-lhe as condijoes,
O Sr. Firmino: Apoiado.
O Sr. Pereira da Silva:Deixal essa allnbuijso
s assemblas proeinciacs, e veris nSo t a anarchia
de legislarlo que dahi uascer, havendo direilos po-
lticos diversos em urna e outra provincia ; senio
ainda,.vede como lereis exercilo e armada, enjo
principal alimento he o recrulamento como se acha
osiabelecid e regularisado pelas leis geraes ,
Senhores I Em lodas as' quesISes eu procuro
semprc deseobrir o principio governaroental: ho-
mem de ordem e de principio e assenlado e logo
que descubro o principio governamenlal na discus-
sao, sigo-o como mea norte.
Na queslao verlenle o principio governamenlal
est bem ptenle e bem difinido ; elle no permit-
le esta simullaneidade de allriboijdes para a assem-
bla geral, e para as assemblas provinciaes, em
objeclo de recrulamento : se se admidir o princi-
pio contrario, padece o nosso exercilo, padece a
nossa marinha, padece a adminislrajao e o paiz, por
que nao ser mais possivel obler para o exercilo
para a marinha recrula das provincias.
O .Sr. Sayao Lobato : Mas por esse principio
melhor he acaltar cun a forja policial da provincias.
O sr. Pereira da Silca : Nao ; porque casas
forjas provinciaes se lem alimentado e se alimentara
pelo engajamento.
05 r. Sayao Lobato : 0*Sr. ministro da jua-
ja disse o contrario.
O .Sr, Pereira da Silca : O Sr. ministro da jos-
licwleclarou que uAo baslava o engajamento, e
laore que os corpos policiaes couservavam eslado ir
completo.
Ora, realmente he tambem grande inconveniess-
le que nio possam as provincias completar o seus
corpos policiaes: ttaz esle fado maior grvame pa-
ra a forja militar fegularisada, porque vio servir de
auxiliar polica das provincias; se se consegak
preeucher os corpos policiaes das provincias, alll-
via-se muilo o onus da tropa de linha.
Mas devee faze-lo concedendo as assemblas
provinciaes o direilo de estabelecerem o recrula-
mento ? Nao, mil vezes nio !,
A doulrina do meu arligo tendea auxiliar s pro-
vincias para poderem precnctier a sua poltcia arma-
da, sem entretanto eslabelecer-lhe o direilo de re-
crular. La-sc o artigo, ci-lo : u O governo Aea au-
lorisado a conceder s provincias o numero de te- 1
yulas que julgar conveniente para preencher os
seus corpos policiaes. a
Assim, he o governo geral quem continua, e ni-
co, a recrular, pelas leis eslabelecidas pela assem-
bla geral: dos recrulados pode o governo conceder
s provincias o numero que julgar conveniente. Fi-
ca ao prudente arbitrio do governo geral marcar eum
numero de modo nio causar diflicoldades ao txer-
cito e i armada.que precisara de ser alimentados pe-
lo recrutamenlo.
Senhores.o-alimento do exercilo e armada he infe-
lizmente ainda entre nos o recrulamento; os engaja-
mentos, apezar das vantagens pecuniarias, do* pre-
mios, e da diminuijiio do lempo de servijo, nio sio
senao auxiliares ; a base he ainda, e ser per muilo
lempo, o recrutamenlo forrado.
Entretanto, senhores, at a natureza dos corpos
policiaes repugna a este facto que se da no exercilo :
o seu principal alimento deve ser o engajamento,
deve ser a sua principal base, porque nSo (em os
mesmos deveres que a tropa de linha ; a concessAo
de recrulas aos corpos policiaes he apenas um auxi-
liar, e como lal he que o llevemos dar s provincias
esem prejuizo dp exercilo e da armada. O gover-
no geral marcarem instruejoes aos presidentes
das provincias o mooWste* c Incnar eflecliva esla
concessAo.
Parece, senhores,quo tenho tocado em lodos os t-
picos sobre que fallaram alguns Ilustres deputados
que comb ateram a emenda ; resumo, declarando
ainda : nao envolve o addilivo a solujao do princi-
pio constitucional ? He vaulajoso e conveniente,
porque leude a prestar um auxilio s provincias.
Decide alie que as assemblas provinciaes nao lem
direilo de legislar sobre o recrulameulo ? AmsH
ainda he mais conveniente e proveiloso, e direi
mesmo necessario porque eslabelece a verdadeira
doulrina conslilucional, c firma o principio governa-
menlal.
Volando pois a cmara vela emenda faz ni ser-
vijo ao paiz. (Apoiados.)
O Sr. Ferraz diz, que o rcciulainenlo nara os
corpos policiaes lie um mal, pnrauauto enlen-
de que para poderem pro-dar necessaria garanta
seguraura individual, .1 ordem e tranqdilliilade
publica devem sor organisados com um pessoal mo-
rigerado e nao com individuos lirados por meio de
una rede, qual lie o recru(aincn(o, ria seuliua'di
populajAo.
Relalivamenlc ao direilo que tenham as assem-
blas provinciaes para decretar o recrulameulo. o
orador diz que o contesta c liega vista da consli-
luijao.
Os nobres deputados, coutinua elle, liram pri-
meicamenlc argumento de lacios, mas os lacios nao
provam direilo; se laes factos purm fdrem loma-
dos para a solucao desta queslao e fiiiidatiicnlar esse
direilo, neste caso llevemos avadar o numero de as-
semblcas provinciaes, qne leem lanjado luau dessa
medida.
loses : Muilo poucas.
O Sr. Ferraz: Na minha prov ncia essa idea
sempre foi repcllida como inconstitucional ; em ou-
tras provincias o mesmo se lem dado ; no geral das
provincias islo se observa. ( Jpoiados.)
O fado da assembla provincial do Rio (raudo do
Sul, o fas-lo da assembla provincial do Rio de Ja-
neiro em certa poca, o faci da aasemBla provin-
cial talver da Parabiba...

;
*
mi iTii Ann



V.
.

.V
OIARIO DE PERMMBUCO SEXTA FEIRA \\ OE JULHO DE 1854.
I

.


I

O Sr. Taque.': Na poca em que as assem-
blcas davam habito de Christo.
O Sr. Henriquei : A lci da assctublca da Para-
!iibaobreo recrulamenlo fi ca-sada, annullada.
O Sr. Ferraz : .... esses fados, digo, acjam
dcsla ou daquella dala, sao em pequcno numero.
Ja ve, pois, a cmara que, e avaliarmos a quesillo
pela quautdado de assemblas proviiiciaes que as-
-nii lem entendido a consliluiro, reconheceremos
que isso era favoravel opiufclo do nobre ministro
da jusli^a, se ella, como ningnem pode enalcsUr, j.\
nao assenlasse sobre as verdadeiras bases.
Sciiliorcs, o direilo que se suppoz (er as asseror
blas provinciaes, originario daquelle que llie con-
ferin o aclo addicional de finar a futra policial, pode
ser contestado,, e o be eflectivaraenle pela nossa
nconstiluijilo.
A ronsiiluiro d i cmara dos Srs. depulados a
iniciativa sobre o recrulamenlo, c entretanto d
MMU cmara dos Srs. depulados em separado a ini-
ciativa da lixiro da forja doexercito e da armada.
( i/i liado'. Se a faculdade da allriliuirao de fixar
a Torra do exordio e da armada trouvesse como con-
sequencia immediala a de decretar e regalar o re-
crulamenlo. a constituirlo nao as diITereajara em
dous paragraplioi distioetoa. Logo, j vean os uobres
depulados que lia rauila ditTereura de um direilo pa-
ra outro. I potados. )
Mas dizem os nobre* depuiados : Como di urna
obrigajilo c i\3o d 04 mcude realisa-la ? Seoho-
ree, se a forja policial podesse ser rnente preen-
ehida pelo recrulamenlo, nesle caso inda lalvez se
podeasc tirar argumento daqui ; masa forra policial
pode e he da sua ndole (apoiaios) ser preeuchida
por oulros mcios que nao seja o recrutmenlo.
O Sr. /' Oclaciano : Nao he Imposto ide san-
gue.
O Sr. Ferraz : Daqui ja se v que a consequen-
cia nao he evad.
Mas disse-se : Suppoe-se esle direilo. Senho-
res. em materia de attribuicues, de regatan, nao pos-
so suppor o tcito, quero ludo exprasso : he nma
regra' seguida o nao contestada. O cidjedo tem o di-
reilo de fazer ludo aquillo que a lei lhe nao prohi-
be: dentro do circulo Irarado pude dirigir suas ac-
ces romo bem lhe aprouver ; o mesmo se nao pode
dizer a respeito das autoridades ou funecionarios:
atas nao pdem em materia de attrihuij6os fazer se-
nSo aquillo que he expressameule delerminado pela
lei, nao poden) atrogar-se allribujoos que a lei ex-
pressamenle lhes nao confere.
Ora, se islohc assim a respeilo de todas as autori-
dades, de todas as altribuires arimioitlrativas, por
raanelra alguma esla regra dte ser desprezada na
indiligencia da constituirlo acerca de allribnjoes
lao importantes como aquellas que e conferem as
assemblas provinciaes.
Daqui, pois, deduzo que o fado das assemblas
provinciaes lerem decretado o racrutumento nao po-
de servir de argumento.
O orador faz mais algumas roflexoos obre a ma-
teria, declara qne nao est de accordo com o nobre
ministro da jostra quando disse que o artigo additi-
vo nao dostrc a quesiao, nao a resolve, pois enleu-
de pelo contrario, nao s que a resolve.senao que a
resolve inteirameute, e conclue sustentando que a
iniciativa sobre rccrulamciilc perlence exclusiva-
mente a cmara dos depulados e que a fixarao da
forja policial nao importa o recrulamenlo decretado
pela inesina assemblea.
Fallara anida os Srs. Jaciulho de Mendnnca e
Saxu Lobato Jnior, o 1., em favor do artigo ad-
tlilivo, o 2.", contra elle ; a discussao fica adiada
pela hora e levantac a sessao._
lie ja noite velha, a minlia pobre velasinlia u
carnauba est por instantes dzcn pttrabolam hanc.
{Carla particular
REPARTIDO DA POLICA.
Parle do dia 13 de jullio.
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. que, das
partes boje recebidas nesla reparlijSo, consta terem
sido presos; ordem do subdelegado da freguezia
de Santo Antonio, Flix Antonio, Manuel Candido
Xavier, Joao Ferreira c Figueiredo, Bernardino de
Sena Lima, Fernando Francisco da Silva, lodos por
jogos prohibidos, e o prelo Jo-,'- dos Sanios, por furto;
e ordem do subdelegado da freguezia do Pojo da
Panella, Antonio Margues do Espirito Sanio, por
ser desertor.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambuco 13 dejulhode 1854.Illm. e Exm. Sr.
consellteirn Jus Bculo da Cunta e Figueiredo, pre-
sidente da provincia.Luiz Carlos de Patea Tei-
xeira, ebefede polica da provincia.
Petrarca tomn i peito o destruir essa preveojao de
espirita tao illustrado,c de um juiz lo poderoso.
BiTNL emPre,,e"|tau a sua convenio, fcz-lne senlir
o mel\l de viri-'ilio, que nao era aos olhos de Ro-
berto n?His .'lo Ia? "m "'ador de fbulas; e (3o
rompleta v' sua v'e,ra, qne chegou a fazc-lupoeta.
Esse Ir'um, Xo .'"e "'" ''ello trlho. A lula durou
Ires dias no n %u de uma corlc numerosa; ella po-
rm nao compuH}'"1"" eUnMiaamo de seu sobe-
rano, uu au menoX"30 moslrou ,a <>* applausos
comoesperaxa Peli/^" l'Vf'P'anJo em urna carta
que elle esrreveu logo^xcP0's Je coroaijao. lou-
vava o rei de aples p. <^- "3o l'cdir tilulos de 110-
breza aquem linba laleiu c virtud, lanzando a
esparo Irajos amargos sobre
essa nobreza indolente
CORRESPONDENCIAS.
Srs.'Redactore*. No seu Diario de 12 do cor-
rentc, deparei com Ires charada", olTerecidas aos sa-
pientsimos redactores da Bonilla, enlendendo-se a
ultima dcllas contigo. Si, com elTeito, fosse eu re-
dactor, ou ao menos algbma cousa houvesse escrilo,
nao me dara ao Irahalho de responder; mas nao
lendo escrito nada absolutamente,' e uem se quer
couliccendo nenhum dos redactores, devo solenfne-
menle declarar que nao posso aceitar a referida cha-
rada.
Agora pedirei ao charadisla, rujo nome innoro,
qurira indagar primeiramnle as cousas, para ao de-
pois fallar d'ellas com conlxcimcnlo de cansa ; mas
nao seja lao precipitado, alim de nao succeder que
falle d'aqnelles que cstao innocentes, e que apenas se
oceupam de seus esludos.
Sou, Srs. Redactores, etc.Raimundo Antonio da
Cmara.
Recite, 13 dejulhode 18->t.
B
PERNAMRICO.
COMARCA DE li\R\MIL\S.

1
7 de julho.
Ficoem v&spcra de partida para n grande >HUi
nota de Buique. As-im lioje denominain um rid-
culo povoado distante, para o lado do poente, uma
viutena de leguas da villa de Garitohuns : all s
se podera echar anua polavel, 1 cousa de duas, leguas
de distancia, no Cigano, ea .Vio ris a cargaile dous
liarris. que tanto por urna dei. em 1S9, qltima vez
que por l andei; onde uma casa se quer nao vi que
possa servir para cadeia e piten da illustrissjma :
onde, (kiiv-m, em falla il'agua, corre saucue a farlar,
mes deixinnos i3to. Tendo comprado por lua emea
o mrii compadre o Sr. capitao Francisco Ignacio os
impostes a cargo dos collectores e os viulc por rento
do consumo da agurdente, o imposto do gado vac-
cum c o dizimo do gado ravallar, que ludo lia ar-
recadar em Buique, pira all vou com o favor de
Dos sondar o estado da trra, pareciodo-me do en-
lamo desdo j, que dod/.imo do gado cavallar lira-
rei grandes vanliccns. pois que ha copia delle^or
la : em meo regresso pretendo rcferir-lhc o que
lver visto de bom em Buique. Ha vinle annos que
Irahajho por fundar urna fazenda de gados e uma
granja modelos, com o duplo fnn de retazer c me-
llmrar certas rajas existentes, adquirir outras anda
aqni nao conhecidas, e lao pouco ulilisadas, e bem
assim eslabeleccr como que uma escola normal c pra-
tica de aaricultur.i. Eslemeu sonho de vnte annos
est pertodeser realisado (a realidade do souliOjJ corito
espero, se recolher o capital micessario. que me pro-
melle essa california dos dizimos, em que acolove-
lando a turba dos collegas pretcudenles, chegue a
nellcr o denle, graras is boa- grarts cm que eslou
para rom os honrados seuhores, que os monopolisa-
ram nesla comarca. Isto quanlo a fundajao do tal
viveiro para as rajas,' porque acerca da granja tange
vejo o meu desidertum.
Que mala the dtrei desle mundiuho ? Diviso.es-
foirados atliletas em lodos os ramos da humana arti-
vidade: melliores noticias nao posso cu transmillir-
llie industriasartesscienciasadministrajo po-
licial e judiciaria, Indo prospera nesle abenjoado
lorrao, apalpo as grandes conquista do geuio, e ef
lauco rendo (veja que nao hevendo) as honras
do Iriumpho aos vencedores : decididamente esle
fouil, a quechamam oliaranluiu-, tocou aera de
soa regeiierarao. Brevemente haver cadeia mais
segura e mesmo elegante ; bella sila para ns ses>-
soes da nossa illoslrissima ; novo arougue, que he
peua nao estarja concluido, e para este^ponlo chamo
a allenrflo do Sr. Xico Seces : matriz ueva: falla,
porem e priucipalmenlc para os que residem na villa
-melhorar as tanles, que por em quanlo mitra penal;
na.11 passam de immuudos lamajaes. A polica fiscal
em a dita villa vai regularmente ; apenas, se 'sto
me fura dado, zur/.iria ao famigeradoCorumba, para
que mais frequenlemente lizesse as corrciroes que
lhe cumpre fazer, afnn de ver en exterminada a raja
ranlnlisainacaprina------e todas quanlo lerminam
em ina, que colligadas fazem laquella villa um
munlnro, com licenja de Vmc.
^"'Ternes em Papacaca um bello collego de educa-
rnjao para o sexo amavel; temos liomeopalbia ; te-
mos mais o Miguel com as suas pilutas de llullotcay
mais larde vlr o veloz icjggun coroar a obra, que
mais pode desojar roorUI aigum? Verte eniao os
que viverem todos esles pigmeos mistificados em
gigantes. Conquistas da civilisaco! Como disse,
fervel opu* no campo da juslija e lambem no da
polica. Faja Vmc. de cunta que aquellos sobre
quem acta esla ultima para ir com o assumplo fa-
vorito das palestras do dia, sao 7tuo, gente da mi-
aba eterna aulipatbia, c cutio fique srienle de que
houlein uma divisan t\o nosso excrcilo de Onter-
Paba sabio a oceupar a pequea Vaticina, e a
marchas forradas carregou sobre a velha muralha
4e Trajano (o Buique} e nes-e ponto se conserva de
observarao: Dos conceda a essa porreo de bravos
renles antea os huiros que os seus alliados culbcram
efn Udessa do que a lira com o desasir de Siuope,
ese assim succeder como espero, ai do pai czar'.
Tendo sido remellidos presidencia pelo juiz de
direilo interino, cm dias do mez passado, 6 fmtott
bem mssos que eram elle; afnn de refazercm niloo
exercito do Danubio, mas ( nosso em Altiuho ; por
negligencia ou conniveocia dos cossacos que os es-
roltavam, se exadiraui qualr o, tirando -cnente dous;
1 lo imbcil fui a tal palrulba que.executando uma
manobra fora de todo o pioposilo, conlra-marcbaram
para a villa onde chegaram com caras de cossacos
que eram e sem os recriilas ; em ajuste de cuntas o
juiz, que nao dtsmentc o sanguc dos Hohlein-Cot-
lorj), maudou-os ntcller Icslos cm Cronsladi, onde
se acbam at que... como dibse uma vez o nosso ge-
neral ATKbeH
Ha done das, por uma carta' de Maceta dirigida
por o Sr. majar Paulo Joaquim Tellcs Jnior, a-
seu amigo o Dr. Machado, por noticia desle ao Mi-
guel, deste ao ninudo inteiro fui sriente do desastre
suceedido a essa capital, por occasio de urna erande
encbnle du Capiiiarihe, n qae sobremaneira me
agoniou, porque alni de saber sentir qualquer des-
grara publica, essa cidadeguarda pessoa, que me be
mili di ira, r iiifio ni ihiiiia mizericnrdiac no ftan-
lo espero mais exaelas noticias ent o sen Diario.
Fizeram-se iillimamcnlc alguns prisoneiros entre
os Hti'fot. a saber: M-rrelino Jos Mathias. rrimi-
noso det.morles, lendo tirio lugar duas cm Porto da
l'olba. provincia das Alagoas, leudo de idade apenas
1(1 annes tftorrcscore/eren*',) ssassinon um lio e
mais oul-o sujeilo, que com este queslionava:Hnlo-
nio Jos da Silva Biseco, csrioleta dos Moraex ,
Heos os lenba na gloria, p ira onde um delles tai
enviado o sem passaporte, por uiishomensqueeiico-
nliero car/ega as cosas .*> homicidios pratirados l
para es bandas do riacho do Mein e Palmeira dos
ludios:Alagoas'' linalmenle foi ese Bisaco ',safa rom
o nome'.lqueni primeirn alirou no infeliz Jos Ca-
valcanti de Albuquerque.
JosCahoclo, aulor de duas morles. urna dasquaes
elle zera em pleno dia e a facca, l para a Serra-
1,raudo districlo de Quebrangulo Alagoas.)
I 11 111 a un'ule (oi tundirlo preso na villa onde se
achaia um bom velbo. o Sr. Jos Jerouxmn de Af-
buqiierque Mello, do Buique, um rioe pouros all
moradores, de quem ni leiilai ouvido dizer bem, e
estou informado de que o Sr. Albuqueaque au lem
cran*, nio si o que lianilica Ha pristo.
O CNSUL PORTIUEZ EM PERNAMBUCO
OS PORTliliUEZES.
O cnsul porluguez Joaquim Baplisla Moreira.cm
ofllcio ri. 52 de 20 d dezembro de 1852, -partici-
pando ao gnverno portuguez a mnrtc de Manoel Ro-
drigues Costa disseqae a sua heranca liquidada
nJo seria inferiora 50:0.103300moeila desle imperio.
Em 20 de Janeiro desle auno (IH5i{ participou ao
mesmo seu governo que un dia ti do 1 ofendo mez
liana feito entrega aos procuradores dos herdeiros
do finado Rodrigues Costa,da quaulia de 45:0003000
moeda coi rente proveniente do seu espolio, ficando
lmente em depusitn no consulado a quantia *uf/-
cienlr, para pagamento do nello fazenda nacio-
nal lirasil/ira e da porcentagem pertence elle
con.u(.'.'
O governo porluguez e lodos que lem Hita esles
officos e parlicipajes que se publiciiram em Lisboa,
e nos nus-os jurones cseimluviila leran feilo favoravel
juizo acerca da boa adminislrajan, conlas e entrega
desta heranja, tanto mais quanto os procuradores
nesta cidade nada tem proferido e menos qucixado,
facto de queja houve quem deduzisse argumento
em favor do consol! 'Saina pois o governo porluguez
saibam todos que favoravelmenle lem-se pronuncia-
do pelo referido cnsul e seu chanceller, saibam,
repelimos, que n3o salisfeilos esses dous empregados
com na quererem prestar cotilas, nao querem lam-
bem entregar a< obras de prata e ouro perlencentes
i heranjn em questao c menos abrir mo dos predios
avallados uo melhor de 20:0009, apezar de repelidas
exigencias dos procuradores dos herdeiros, apezar
mesmo d Ibes ser j a esse lint intimada a senlcnra
de hahitiran dos herdeiros, pelo i|U- os procuradores
dos mesmosque sao Manoel Joaquim Hamos e Sil-
va, Antonio Valentina da Silva Barroca, Luiz Anto-
nio Vieirae Jos Joaquim de Faria Machado, lize-
ram o seguinle
fequerimcnlo.
Dizem Manoel Joaquim Ramos e Silva c oulros
procuradores de Joanna Rita, e seu marido Jos Pi-
nheirn, herdeiros esles do finado porluguez Manoel
Rodrigues Costa, que lendo obtido do superior
tribunal da relajo sentenja que qs julgou nicos e
universaes herdeiros do mesmo Rodrigues Costa, fi-
zeram intimar essa seutenja ao cnsul porluguez
nesla ciliada Joaquitu Baplisla Moreira, curador em
x irlude du decreto u. 855 de 8 de novembro de 1851
o qual eslava na posse la heranja do referido Cos-
ta, 'les lo 10 de dezembro de 1852. O cnsul porem
nao lhe pesando nem na coiiscieucia o haver retido
por tanto lempo a alheia heranja se recusou a abrir
mao del ti, enlrelendo os supplicanles com pretextos
frivolos. Este proco lmenlo fez com que os sup-
plii aules judicialmente man la-seui i ni linar a seu-
tenja, o que seeffecluou, e querendo proseguir nos
termos legacs, para esse fnn requereram a V. S.
que Ibes in'.h.'u o poderem vir juizo sob o fuuda-
menlo de que os supplicanles eram incompetentes
para intervirem na arrecadarao da heranja do fina-
do Rodrigues Costa, embora habilitados se achasseml
.Nesla- circiimaas conbecendo os supplicanles
que o cnsul portuguez se locuplcla indevidameule
o '.un jad ura alheia, usando e gozaudo das rendas e
dnbeiros da heranja, que cm si lem, c nao quer dar
conlas, e que na dacisao dos recursos se consumir
lempo, vera requerer a V. S. Ibes mande lomar e
e-rrever contra o cnsul o seu protesto de haver
ponas e damnos, e os uros pela inorada entrega na
couformidade da legislajao em vigor; assim como
de nao lhe serena alionadas porcentagens algumas
depois da inlimaran da sentenja para entrega da he-
ranja c conlas; e que lomado assim o termo lhe se-
ja inlimado e julgado para surtir seus devidos ell'ei-
los. Pe.lem a V. S. Sr. Dr. juiz dos orphaos o au-
sentes lhes mande lomar e escrever o seu protesta.
E. R. Vi.Victorino Jos de Soaza Tracatio, pro-
curador.
N. B. Esle requerimento foi deferid 1, escreveu-
se o proleslo e foi intimado ao cnsul cm 12 desle
mez e vai a ser julzado por sentenja.
PURLICACAO A PEDIDO.
de
Exm. e Rvm. Sr. hispo rapeltao-mr.
Sim. Palacio da Conceijao 10 de dezembro
1850.Bspo conde capellUo-mtir.
Diz Leandro Corrcia do Lago, que sendo-lbe
preciso saber quacs sao os distinctivos de que devem
usar os pregadores da capella imperial; quer cien
gos seculares,ujier rezulares :
Ruga e pede a V. Exc. Rvm.', se digne mandar,
que o secretario da cmara ecclesiaslica dcsla corle
informe na forma requerida.
E. R.M.
Rio de Janeiro 10de dezembro de 1850.
Leandro Corrcia do Lago.
A caria regia do ido goslo de 1808, que ins-
tjluta os pregadores da real, linje imperial capella,
nao trata de distinctivos ecrlcsiaslcos, sim de pri-
vilegios, que diz a carta regia serem os de quefeo-
zam os ministros da mesma imperial capella, que
segundo me cousla, sao : o lerem entrada na sa-
la do docel, c o uso de galao brauco os seus fmulos,
isto he, quanlo aos prosadores sacerdotes seculares;
quanlo aos regulares, diz a mencionada rartagoza-
r.io 1 lo> privilegios de ex'-geraes, ou provinciaes, sem
voto em capitulo (*). Declaro mai", que sempre
observei dude o lempo da crearan dos pregadores da
capella, que os religiosos nunca usaram de oulros
di-liurtixos, senao os seos proprios hbitos; c que os
seculares usavam de anel, Soli-Do, e cabejao
nuil, e islo mesmo em virtude da provisfloepiscopal.
He o que posso informar a lal respeilo.
Rio de Janeiro em 10 de dezembro de 1850.
O couego Jos Antonio da Silva Chaces.
Secretario do bispado.
LITTERATIRA.
PETRARCA E SEU SECTJX.O.
(Contiiiuoco.)
A cora que os papas liiiham oulr'ora concedido
aos ltimos poetas dadecadcnciaerabamuilo lempo o
abjecloda ailaran do Petrarca.Ellelinha velhemeu-
tes desejos do reslabelecer em sua honra esse trium-
pno Iliterario, para o que nao poupara nem sollici-
lajoes. nem passos. l'emondo que os caininhos do
Capitolio fusscm-llie fechados pelas guerras da Italia,
xnlvcu osolhos para a capital da Franca. Osque s
viram amor cm lodas as arjes de sua Vida, allribu-
iram-lhc o pcnsamenlo de que uma fronte cingda
de louro seria mais favoravelmenle acollada por
uma dama vaidosa. He slo mulo possivet; porem
o duplo successo que obteve esta fantasa de poeta
amorosoxo lancou cm uma urande pcrplexidade. No
mesmo din chegaram a Vauclusa as duas resposlas;
uma do j senador de Roma, nutra de Roberto de
Bardi, cbauccller da iiiiiversidadade de Pars. Sua
inclinajo o arraslava comludo para a ridade dos
Cesares, c o cardeal Colonne encontrn bem rifti-
ruldades cm resove-ta a dar esse paatso. Surcedeu
porem que dcpoi das primeiras demonslrares de
sua alcsria, arreferesse sua paciencia. Fin dse-
lo violento estimulado pelos obstculos, dissimu-
la aos olhos daqucllc que experimenta que de
estrauho, c mesmo de ridiculo encerra, o Iri-
umpho que espera, l.ma xez porni salisfeita a
vaidade. as causas apparerpm 'lehaixo de outru pon-
i de vista. Esse triumpbo era por assim dizer uma
novidade. A inveja pedia contestar os direlos do
lauralo, que poda ser allribuilo a amisade de um
bomem poderoso ou a leuacidadc de seus proprios
|K1SS0S.
Petrarca sentio a nccessidadcdealenlaroamorpro-
priueedeapoiar-se nomaisbrilliaiitesuirrauio, (|uc os
sabios c letra los ptidt-sscm enlan ambicionar, adqiii-
riudo ao mesmo lenipo a alleicao de um rei cujas
siinnatbias pretenda conquistar.
Este juiz era Roberto de aples, cuja ambirao e
nlrisasiluranleasdissenresdi'tii'iiovaj tixeorasiao
tic assisnalar. Elle amaxa as letras,e tinta adquirido
lodos os coiiherjmentos, que era permitlido adqui-
rir nesse seculo. Os aulores, seus couitemporaiieos
dao a mais alia idea da seu saber, e Petrarca nao
hesita cm dizer que o x cilio Roberto eraentaooiinico
boineui rapaz de julgar as obras de espirilo. Todava
este re tinta um erando drfeilo aos olio- de um
poeta; elle nao senta u mrito da poesa, visto co-
mo nfln tria nclle oulra cousa mais do que urna ar-
le frivola 011 um ruido de pbrases cadenciadas. Em
loilos os lempos os res liveram esse defeilo; at te-
mos visto poetas elevados por sua repulajao literaria
a algumas grandezas poliiiras.leslemunharrn um cor-
lo despreso para com essa causa uuica de sua clevajao.
() Salvo se pelas suas rnnsliluires j liverem n
idade |.iu[:i 11 para vnlarem. Do tdielor.
e vaidosa, que formava a coru' .do <>narcha. A
conversao de Roberto foi complci. V elle "plicou ao
poeta que recebesse de suas mos c t-'<*\*"a ''''I"1'1'
louro que liia procurar em Roma, e foi ^' eavalhei-
ro que pao olfenilcu-se com a recusa do |,,oe'a. Am-
bicionou a dediratoria do poema Afcicu''. ^J05
fragmentos Petrarca linha-lhr recitado,ligon-J^'1.1*1"
pessoa peta titulo de e.moler, que um simples n/H"""
risla nao poda exercer e despojando-se de sua lo^j
real o conjurou para que a veslisse uo dia de seu
Iriumpho.'
K.11011 emfim este dia para Petrarca, elle subi ao
Capitolio acompanbado de um povo immenso que o
aoalniai a frenticamente, seguindo os camnhos ou-
lr'ora percorridos pelos carros de Paulo-Emilio c de
Conslanlino. Receben o louro de Apollo das inaos
d'Orso d'Angullara, esposo de Ignez de Colonne,
que conferio-lhc ao mesmo lempo o titulo oulr'ora
110 glorioso de rotulan romano ; pouros dias depois,
aterrado por tantas honras fucioda cidade ondeas
bavia recetado. Os presenlintenlos que liiiham cau-
sado sua nesilajao eslavam justificados ; o desencan-
lamento seguio de perlo o Iriumpho, que a inveja
Tazia expiar amargamente. Esla corda, dizia elle
ent sua velhice, nao me .dcu mais saber nem mais
etiquencia, envenenou-me porem o pouco rrpouso
que ainda poda eu gozar. Todas as penas, todas as
linguas, conspiraram-se contra mim. Meus amigos
lornaram-se meus inimigos; em uma palavra soffri
a pena deminha presumpjao e de miaba audacia.
O co unio-se aos bomens para castigar aquello que
tinba querido elevar-sc tanto. Assaltaram-no pun-
gentes afllicjOes ; nos seis mezes que seguiram-sc
sua enroajao. foram-llte roobados om 1340 Ires dos
sens mais caros amigos, Thomaz de Mcssina, Diniz
de Robertis, e o bispo de Lomber, e lonne, que tara o instrumento de sua fortuna. A
morle desle amigo foi-lhe predila por nm sonho.que
viole ecnco iii.it mos lli'o linha mostrado nos jar-
ritas de seu bispadu.Para onde ides 1 perguntou-
Ihe PetrarcaDeixo esle paiz maldito. E logo a
face do bispo cobrio-se de todos os caracteres da
morle. Petrarca despcrtnu-se soltando um grito de
terror ; e antes que seu sonho se realisasse, o com-
muiiirou a muilos do seus amigos coi........o. Esles
exemphis sao frequentes: os materialistas nao ousam
mais nega-lo, mus explram-nos a seu modo. Estas
noticias atriictivas lzeram lal impressao sobre o es-
pirito de Petrarca que elle nao abra mail uma s
caria sem empallidecer. Eslava entao em Parma,
E:'rin dos qualro rmaos de Corregiiio, filhos desse Gi-
ert Correggu, que linha lutado por rspajo de vio-
le annos contra seus visinhos compatriotas para
manler-sc cm um principado que sua casa linha dis-
putado e ambicionado por esparo rieum seculo. Mas-
tn Scaligcr oh de Lscala o linha desempussado lid-
ie -. e es qualro rmaos, de quem Mastn era sobri-
iilni. o linbain tomado por sua vez ao lvrann de
Verona. Petrarca linha conhecido cm Avinhan Az-
zon de Correggio, o mais velbo dos qualro irmaos,
os quaes, para fixa-lo em Parma, lizeram-no accei-
lar o archidiaconalo dessa diocese. Amparado assim
contra a necessidade, livre de cuidados, cercado de
bomenageiis, comejou do novo o curs de seus Ira-
balbos e esludos. O poema d'frica que havia-sc
lomado o objeclo de sua predilecrao desde que Ro-
berto de aples arceiiou a sua dedicatoria,foi final-
mente acabado. Elle comprou uma rasa, que afor-
moseou com mullo esmero, gozando ah por altim
lempo dessa independencia, des de que tinba sempre desejado, dessa fclicidado ine-
ITavel de nao obedecer, e nao dar orriens a peoa al-
guma. Essa felicidade fui perturbada por uma car-
ta.du cardeal Colonne, que o cbamava a Axinhan
durante o invern de 1342. Elle obedeceu a um bo-
inoin.oin cuja depi'iicia linlnm-nii oollorado suas pri-
meiras necc-stlades c suas primeiras ail'eirnes. En-
trando porem cm unta ci'lade que chamaxa asen-
lina de todos os vicios, queixou-sc de seu deslino, da
vida errante, a que era roudemuado, pedindo for-
tuna a libcrdadc de eslabelecer uma residencia para
gozar em paz de sua dnurada mediocridade. A
morte do hispo de Loiubez pareca le-lo destacado
dessa familia, que a de Azzon de Correggio linha
sustituido em seu corajan. Petrarca nao obedeca
mais do que a um reronberimenlo doloroso, de que
procarava libcrlar-se por lodos os pretextos. A seus
olhos-o cardeal lulo era mais do que um velbo i~-
comrnodo e insociavel. O laureado de Roma nao
poda mais -iippoiiar esse estado de domeslicidade :
u Consent, lhe dizia elle, quceu mura livre. Na-
da he mais triste do que cnvelleccr na cscravidao.
Elle gozava ampia liberdaile ilaom casa dos Correg-
gio, pelo que algumas vezes^ugia para ir ve-Ios.
Esla casa porm nao gozou poitmuilo lempo de sua
prosperidade. Depois de haver trabado a seu sobri-
nho Mastn, a seus alliados, e a seu propro partido,
o tiuelfo Azzon, fatigado pelas conspirajdes deque
poda ser vctima, vendeu por seteula mil llorn- o
principado de P.u ma a rasa d'Esle despojandocobar-
deinenle os seus Ires irmaos da parlo que linham di-
reilo de exigir.
Petrarca separou-sc desta familia assim dividida,
e procurou oulras razoes para escapar ao cardeal
Colonne. Sobre esle respeito nao linha elle mais
que o embarajo da escolha. Os seuhores de Ferra-
ra, de Carrara, de Mantua a de Verona dispulavam
entre si a honra de possui-lo. Elle escolheu o pa-
lacio de Scaliger, onde gozou alguns mezes de liber-
dade. A morle de Benedicto \ 11 o a ascensao do
papa Clemente VI trouxeram-no ao rondado para
onde veio com a emb-i.ixada que os Romanos en-
viavam ao novo puntillee alim de empenha-lo a vol-
tarsua velha capital.
Esta cmbaxada era conduzida por um homem
que ia cm breve representar um grande papel na
Italia ; era o famoso Nicolao tiabrini, filho de um
laberneiro chamado Lorenzo, e desse noiuc conlralo
linham os Italianos Tormado um Culati Rienz. Sua
etaquencia e seu saber linham-no collocado na pri-
nicira ordem dos advogados Romanos aules da ro-
roarao de Petrarca, cuja amisade adquiri pela com-
muuidadc dos senlimentos patriticos.
Esles dous amigos trouxeram a cmbaixada roma-
na nos pes do novo pontfice e sabiraui iitdignarius
com a sua resposla. Clemenlc VI nao eslava mais
disposlo du que seu predecessor a acquicscer aos vo-
tos dos Rumanos. Esto gentil bomem l.imou-ino
tinha pouco desojo de ir reinar cm m paiz ator-
mentado pela guerra civil: e osla foi a causa de
Pelrarca lornar-sc mal furioso contra a corle pon-
lificial.
Elle desabafou a colera que o infl.miava, nao s
em suas carias, como lambem om qualro sonetos
que foram excomniuugados e que dous secutas de-
pois foram apoulados 1 estigma publica pelo Con-
cilio de Trono. cstes -miel onmparou elle a
cidade e a corle de Avinhan rom Babilonia, rom o
Averno, com oTarlaro.com ludo quanlo o mundo
tinha de mais obseuu e mais corrumpido : aqui,
dizia elle, reinara o orgulho, a inveja, o lino, a
avareza ; nao lia piedade nem f, nem caridade.
Os apostlos sao transformados cm strapas; as
leis calcadas aos pc. Ninguem ama, nnguem ado-
ra senao o ouro ; ludo vende-sc al Josus Cbristo.
Debalde procurou Clemente VI sercna-lo, ofTere-
cendo-lhc bispados, c al o lugar de leeretarta
apostlico, fonle de considerajHo, de credilo, e de
riqueza. Pelrarca oppoz-lhe uma recusa obstinada,
*e nao acceilou de Sua Sanlidade senao uma especie
de missao, que o trazia a sua chara Italia. O re
Roberto de Napulcs linha dnisado de viver, e sua
neta Joanna, esposa de Andr de Hungra, linha
subido ao Ibronn. sob a luirla le um cnusclbo de
regencia anula que o novo papa se iiiriiiznasse de
que lixesscm misada sem coiisulla sua crear esse
conselho, em um reino de que julgava-sc sota-rano;
e Pelrarca foi encarrgado, segundo dizem, de ir
defender seus ilcitos; persuado-me porem que
seus biographus auusaran da faculdade que se ar-
rogan] em augmentar a impurlaucia de seu hroe.
O cardeal Aymeric de Chastelhu foi 11 enviado do
papa a Napelos, e Pelrarca fez sem duvida parle
dessa legarao. Parece que Joanna suhmolleu-sc ao
Santo Padre, porqiianlo fui cima 11 pelas mAos do
legado o que nao a imperito de mandar matar no
dia seguinle o rei sen marido. A presenja do nos-
so poeta om aples nao leve outro effeilo mais do
que a soltura de alguns prisoneiros por quem se
iuteressaxa o cardeal Culmine. Asearlas e os ver
sos latinos qne rompoz durante a viagem, olTere-
reiu-nos preciosos documentos sobre a situarao do
reino de aples.
Foi principalmente contra un ntonge de nome
Roberto, que se lancou no eucalro do desgrarado
Andr, que se desenxolveu se a Indignadlo de Pe-
trarca, e All, dizia elle, exista um franrisraun
hngaro, un hypocrila estragado pola devassido,
um monge rie pat riese leos, rie manto inmundo,
um monstro que se mo poda ver sem horror. Op-
priinia os fraros, rlesprozava os grandes, e ralcava
aos ps a juslioa. Todos Iremiam. lodos calavam-se
dimite doli, c os Napolitanos ousaxam apenas pen-
sar. Era o genio de Juvcnal, que eslava em
siena c o mavoso Pelrarca senta mulas ve/es
esses acressns de indignarao que inspiravam-lbo sti-
ras bstanlo vigorosas.
Em sua volta, nao dcniorou-se em sua casa de
Parma, que ello cbamava seu Parnaso cisalpino.
Os Girreucius tinham-se rclirado nos seus dominios
do Correggio, pelo (pie nada odelinha nesta ciilade.
Petrarca alcanjuu o condado depois de (or esrapado
miraculosanieute a uma borda de bandidos que
assissinaram a matada de seus companheiros de va-
gom. Corren 1 Vanrlusa ; orrupou'se em reparar
as dexastaros que as iguas rio Sorga linham feilo
cm seu Pantano transalpino, e ranlou osle combale
das nyades e das musas.
O seu amor pela solidao nao era porem mais qus
uma prevenrao. Apraziam-lhc as bomenagens dos
fraudes o rio povo, c suas repugnancias pela Babi-
lonia do condado cciliam algumas xozes sua vaida-
de. Alma disso ello eiicontrava all a sua querida
Laura, porque nao be vcrdaJe que ella habitasso
jamis o valle de Vauclusa ; muilos romancistas o
lem dilo. o o dirn lalvez ainda, mas as duas cbou-
pauas, o subterrneo mxslorinso que as onia, os
passeos solitarios, os tennis iutreleiiimenlos dos
dous amantes nao passam de hellas tirees, do que
a ciilirj lem l'oilu ju-ln ,1. Laura viva ua Cidade,
e 11 amor de Petrarra r< mecava a lornar-se ridicula.
Uma tanga e dulorosa molestia linba disfigarado o
objoclo desta grande paixao, c os dez uu onze filtros
que ella linha dado a Hugo de Sade nJo linham
restabelecido sua belleza. Nao importa, o curaran
rie Pelrarca soll'ris todo o geuero da provajao. Nao
he o seu corpo que ama, Jiza elle a Saulo Agos-
linho em seus colloquios imasnurios, he uma alma
superior a lodas as unirs. A' Laura devo eu lodo
0 que son ; ella b quem fez germinar em meu co-
raran o amor da gloria e da virtude.r, Conla-se que
Laura toriiou-se menos cruel, sem que seus favores
passassem lodavia de um olhar, de uma saudajao,
de uma palavra obsequiosa, de um s olhar que
era celebrado por tres novos sonetos, lim dia o sol
ohrtaou Laura a vollar a cabeja. c seus olhos encon-
Irarara-sc com os de Petrarca. Ei-lo a tomar o
sol por seu rival, ei-lo a felictar-sc cm oulros dous
sonetos por ler vencido o rei dos asiros. Laura
arrancou-llic das mans uma luva que linha deixado
cabir, e que elle a pan bar a, basluu isso para que
sonetos fossem repassadns da alegra que lhe rausou
esse favor singular. Cumpre ler sempre prsenle
ludo quanlo a lingua e a pocsia italiana devem a
esla paixao uuica para nao ver nella os ira jos ties-
ta loucura cum que Cervantes lano nos divertir.
\u menos o ciume mereca ser fulminado por loria
j sar(e. Petrarca havia entrado de novo nessa
casa *\9"e lhe turnara fechado por mulo lempo.
1 aura iu ui, lemia cnconlrar-lo ; e um dia rece-
l.aui d 1, '
bendo sua^\,'esP<'l"M n" P0 jao. Conta ",c "'e 1oe cin m"ilas circunstancias
moslrou senli.v*-a'l?uin ctame por elle. Petrarca pu-
rera declara e. 'nte lugares que jmjis cu-
nliecu virtude raa. '-Pura> fhegando ale a qneixar-
se dos rigores de s. *! amada "gesimo anno rio
seu amor.
lim grande accontecim ainda uma vez desla vida deVu'Piros e madrigaes,
Obrigando-o a voltar as vislas^ara a sua eara lla-
lla. Os senbores Romanos exap^Kjm e faligavaxn o
povo com suas violencias sangulnaiX; quando (al-
ias de JAtanzo ou Rieuzi aporierou-s ^desla irrita-
jao popular, e resolved dar um gover, ^41 essa ci-
dade abandonada. >
A 20 de maio de 1347, dianle da igrej;, de s-
Joo ria Piscina, rene uma mullidao iunume>^ve''
anima-a enm seus discursos, impelle-a, involxa"*"8
nos turbilhes ria revolla, confa-la ao capitnli
obrigando-a a cnnferir-lbe OS lilulos de libertador
e de tribuno de Roma. O hispo de Orvelo, vigario
do papa, confirma sua rleieSo, e associa so sua for-
tuna. Os grandes fogein ou depfiem as armas; re-
iiascont a juslijaea ordem; uma milicia regularas-
segura a execurao de suas orriens. Expedem-se cor-
rcios para lodas as ciriarics ria Italia, para Indas as
rapitaes da Europa; tudo applaudc a sua victoria.
Tratara-no como soberano, fazem volos pela inanu-
leujao de seu poder, Perusa, Florenja, Veueza, os
Visconli, o rei da Hungra e o mesmo imperador
enviam-lhe einbaixadores.
Nao poda Pelrarca sor indifierente a essa revolu-
jo inesperada, ainda mesmo quando nao fosse a
obra de um amigo. 0 amor da palria conlrabalan-
java em seo corajao o amor de Laura. As discor-
dias sanguinulentas da Italia o atormenlavam lafxez
mais rio que os rigores dessa m nitor.
Escreveu a lodos os principes, a lodos os ebefes
de suas repblicas para cmpenha-los a deporem as
armas. Canjes, sonetos, sextinas, lingua latina,
lingua italiana, ludo empreguu para acalmar os
odius, serenar os partidos, sopear-Ibes as violencias,
e riesperlaro palriulismu. Fatigou os papas com suas
supplica, com suas coleras patriticas. Todos liam,
lodos admiravam seus versos e corriam s armas ;
quanilo sbitamente um homem realisa o sonho de
loria a sua vida. Em lugar do ruido dos gladins c
das lauras, nao houve mais do que as arclamaj&es
rio reconbecimenlo. Exalla-se-lhe a imaginajao,
e elle v no vencedor dos partidos o restaurador das
ciliados dos ScipiOes. As carias que elle Ibo escreve
sao lirias no Forum c applaudidas pelas mesmas
mos que linham applaudido seu Iriumpho. A
curte pontifical acarma-se, e oflendc-se por alguns
pcusameiitos republicanos que ellas encerravam.
Pouco lhe importa isso,com tanto quereslaure-se a
Italia; elle nao ve senao ella, e insulta os princ-
paes de Roma que nao sentem quanta uloria existo
110 titulo de cidadao romano. Esquece o que deve
aos Colonnes, lao superior s oulras suas afleijes
era o amor qne linba a Ruma. Elle v j o mundo
inteiro aos ps dessa rninha dos vclluis lempos, exal-
ta o novo tribuno, eompara-o com o primeiro dos
Brutos, arrosta o odio dos que amaldicoam-no, de-
fenric-o, e conslituem-se seu apologista. Oh po-
la, aba i xa o leu voo, vais runlicrcr o leu bere! Es-
to Bruto moderno, esle libertador dos Romanos, es-
te augusto tribuno da paz, da juslija e da lber 11-
de, nao passava rie um miseravel sem coragem o sem
carcter, um do-e- eloquenics parladores, a quem
a fortuna eleva um momento para mostrar o seu na-
da aos olhos dos rabeis, a quem sednzio sua tur-
bulenta facundia, 11111 inspirado cuja exaltaran riege-
uerou bem riepressa em eslravagancia, u qual con-
funda as supersres ria ineia idade com as insli-
lujes da meia iriarie com as insliluices da velha
repblica. Deslumhrado por sajas honras, embria-
gado rie suas riquezas, acabrunfiado de seu poder,
esse tribuno moslrou aos olhos t' > Roma e do mundo
que lulo passava ile ivn dspota jTaustuoso e ridicu-
lo, um Caracala plebeu, cujos jivpriclios crueis fali-
gavam o povo, despertaran os grandes, e pruvoca-
Vaiu sua ruina. O cacalleiro candidato do Espi-
rito Santo, o clemente libertador de Roma, o ze
lador ila Italia, o amigo do unicerso, como elle
inlitulava-se em seus decretos, foi sitiado no cas-
tello de S. Angelo por esse mesmo povo que sele
mezes antes o linha aclamado como seu ilota.
, Si a fgida pode salva-lo dos furores de uma po-
pulaja caprichosa, ofierocendo-lhe a corle de ap-
les em refugio oude vieran! persegui-lo os anade-
nlas de Clemente VI e as maldijoes de Petrarca. O
nosso poeta envergouhou-se' um pouco rie seu en-
tbiisiasmo, lemia os sarcasmos.rios cortcsaose as cen-
suras rio pontfice peta que fugio sbitamente para
Genova, donde parliram as vehementes stiras cm
que acabrunhou o rliai latn, de que se havia feilo o
panegirista.
Etivergonho-mo por vossa causa, cscreva-lhc
Petrarca, que he du acnio que vos inspirava, que
be desse espirilo familiar, que vos fazia cumprir as
cousas m.is admiraveis Depois rie haverdes sirio o
proleclor dos homens de bem. viesles a ser um che-
fe ile bandidos, n Ah o bandido viveu bastante pa-
ra fazer ver ainda o que valcm os odios e as aflei-
jes dos hoinens,assim como para ser o triste brinco
de suas palinodias. Tres arnus depois de sua fuga
appareceu em Roma, onde achou alanns amigos de-
dicados, mas o povo Romano temen perder os bene-
ficios do jubileo de 1350 rcuovanrio a aucrra civil ;
elle fui, pois, abandonado sem defeza s iras do car-
deal Cercano.
Essas iras nao dcslruiram mais que suafortuna.Elle
pode fugir segunda vez ; e correo a implorar a pro-
lecrao do re Carlos de Buhemia. Mas esle novo rei
dos Romanos, lemhrando-se rie ler sirio citado por
este inslenlo fidalgo de nova dala a comparecer
diante do seu tribunal, o enviou com os ps e maos
ata
ladas ao pontfice, que debati o linha ja rcclaria-
0 enre rie pales. Clemente VI mostrou-se dig-
no de seu nome, limitando sua vinsanra a uma pri-
so que nao durou mais do que a sua vida. Inuo-
cencio VI. seu successor, julgou que a eloquencia
do prisioneiro potara servir a seus inleresscs lem-
poraes. File o livrou das cxcominunhocs, que o li-
nham fulminado ; e decorado com o titulo de sena-
dor peta novo papa, foi reenviado a Ronza sob a di-
reejao rio cardeal Albornos. O povoeo cnlhnsiasmo
de 1354 foram os mesmosde 1317. Renzi foi ap-
plaudido, festejado, adorado de novo. A experien-
cia, porm, uan muda 01 bomens. O senador reno-
mii as loucuras do tribuuo, o povo irrilou-se cum
este proceriimentn, assaltou-o no capitolio ; c atauns
mezes riep.iis de sua nova enlhronisajao, reconheri-
do dobaixo do disfarce que rievia assegurar sua ler-
ceira fgida, suecumbiu spunbaladas de um artista,
aos ps de um leo de porpbyro cujo pedestal ia
ainda sorvir-lhe de tribuna.
Quii acabar corn,esle cliarlatao antes rie vollar a
Petrarca, que nao foi eslranbo a indulgencia de
Clemenlc VI, c lalvez a confiaiija de Innocencio,
se bem que o novo pontfice aerjsas-e-o de magia.
O mrito e a fama rio poeta lizram calar os riescou-
tenlamenlos e as recriminarnos, que a principio li-
nham perseguido o seu republicanismo. Porem du-
rante as vcissilurics rie Riensi, uma grande riesgra-
ja allingin o amante rie Laura. Uma pesie horri-
vel, viuda dos confini da Azia, e que sem duviria
era o mesmo flagello, cujas devastajoes temos ex-
perimentado duas vezes, invadi as extremidades
da Europa, e fixnu-se no meloda da Franja. Lau-
ra fui atacada dclla, a G de abril de 1348 e suecum-
biu cm Ires dias. Petrarca linlta-se passado de Ge-
nova Parn\a ; e foi all que uma caria do seu ami-
go Luiz rie Bois-ie-l)uc annunciou-lhe esla fulmi-
nante noticia. Negros prescntimenlos linham-no
atormentado j ; essas previsoei de uma dor prxi-
ma sao allestadas por qualro sonetos, ainda mais
rio que pela fria narrajo de om sonho, emque o
espirito tem demasiada parte para nao desmentir-
Ihc a dala. Os versos porm que inspirou lhe esta
peda, as poesas Lio variadas, lao multiplicadas, cm
que acbam-se expressas suas amargas saudades, Mi
quaes respira uma rior 1*0 verriadeira, uma seusi-
biliriarie tao profunda, sao enllocadas pelos crticos
cima dos sonlos e das calices que iitspirava-lhc
Laura xixa. Nodoncenlesfmo vigsimo soneto he
que comejam as inspiraroes de seu desespero. Ou-
lros com sonetos seguem essa primeira expressao de
sua dor. Ninguem, diz ello, ninguem mais do que
eu rieve senlir esta pona. Elle quer iiiorrcr. e 01-
mor .lhe ordena que viva para celebrar aquella que
perdn.Em breve o mesmo amor o desafia para que
iullamme-se por oulra miilher : elle porm nao du-
viria da prrpcliiidade rie sua vuvez ; luilo falla-lbe
riessa miilhcr amada, o canlu das aves, o murmurio
da onla ; ludo Ite reronla sua voz, ludo lhe apr-
senla sua iinagcm; elle procura consolares nessas
illuses passageiras, censura morle a sua (Moro-
sa vaidade, a frivoliriaric de seus erros; quer asso-
ciar asna rior a ualureza inlern. Prefere a suaaf-
ficrao .1 felicidade que oulros lite promctleni ; re-
prime o ardor de seus sentidos ; julga que as expres-
ses de sen desespero silo ouvidas por aquella que
o causa. Depois pergunla ondce|la esla. Tem riu-
mes da Ierra cm que jaz o seu despojo mortal, e rio
co para onrie subid sua alma. Qneixa-sc rie nao
poder dar mais que uma fraca idea de suas virtu-
des ; deplora a volla da primavera de que ella au
pode gozar ; be ndilfcrcnle a ludo, excepto i mor-
ir que be quem pode reslituir-lh's; falla tres o
qualro xozes da felicidade mais tranquilla rie um
amor que a idade ia transformar em uma amisade
mais pui a e mais durarioura ; queixn-se muilo mais
xe/.es anda de nao ler podido uozar de seus ltimos
instantes, do nao te-la prorediriu no tmulo. Sup-
pliea-lho que appaiera-lhe no inumoulo desua mor-
le, que venha ao seu encpnlro para conriuzi-lo a.
Dos. A sua apparij&o de um instante o lomara
feliz. Recolhe todas as suas lembranrai, lembra-se
de lodas as pitases de seu anuir, ecumpraz-seem de
crcve-las. loriigna-se rie que o mundo nao lenta
senlidu o que perdeu. Todos esses pensamenlos, e
oulros mutos que deixo de enumerar, sao desenvol-
vaos em oulras tantas novas poesiasque fazem a ad-
mir.iran da poslcri lado. Vollare censura essas
eternas repetijes; Petrarca, diz elle, he o genio
mais lociin lo un arle rie dizer sempre a mesma cou-
sa. Essas palavras sao porm um elogio. E com
efleilo, se u objectu he o mesmo, que varieriade nao
ha nos assumplo-. nos pensamenlos e as imagens I
que riqueza de imaginaran Elle tem fallado tre-
zentas vezes de sua paixao, e quando lem acabado,
sente-se que ainda nauesgotou ludo quanlo linha a
dizer.
Nao foi a nica pona que Petrarca leve que de-
plorar. As memorias rio lempo fazem subir a vinle
mil o numero das victimas que esta pesie ceifuu em
Avinhan, numero sem duviria excessivn, mesmo pa-
ra o condado. Quizeram ccrtiinenle fallar da Pro-
venja. Nessa devaslajao lerrivel foram envolvidos
SrTinurcio ri'Ebene, anciao amavel, cujo nome vive
ainda nos sonetos do poeta ;' Roberto de Bardi, esse
chanceller da Universidarie que quera fazo- lo coroar
em Pars ; o cardeal Colonne, seu proleclor, o ulti-
mo dos filhos que a guerra linha rieixario au velbo
F.stoi,n. () oulros linham perecido em um alaque
de Roma dnranlc o, (ribunalo de Renzi ; reaisan-
rio-se pela morle do cardeal a prophecia do chele
dessa familia, que, contando um dia com Petrarca os
filhos e nelos, que restavam-lhe, predisse que esla-
va desuado a sohrevver-lhes ; o que realmente a-
conleceu ; anda que s por um anuo. Outros dous
cnmmensaes do cardeal, e amigos de Pelrarca, Luc
Chrelien e MaynardAccur>e,descendente do famoso
jurisconsulto de Florenja, iam procura-lo para 011-
velhecer e menor enm elle, que cstendia-lhe os toa-
ros, e chamava-o com arrienles volos: os salleariores
pTirom assassinarair.-nns em caminho. Petrarca nf-
IIeo-s profundamente com isso, ainda que se possa
pergunlar o que leria elle feilo desees dous amigos
ua vida errante que ia arraslar. Todos sabiam d
sua desgraja, eenaasavam-no de lodas as partes,
principio procurou Azzon de Corregi, cajo ti
tinha sem duvida merecido o perdaodos irmaos ;'
procurou o seu sobrnho Mastin Scaliecr de Ve-
a, onde encontrn o seu charo Guilherme de Pas-
Esse Guilherme, autor do primeiro diceio-
wistorico, o linha conhecido em Avinhao, em
(334, qd||!idoveio sustentar peraMe Benedicto XII
as pretenjotBs de Mastin ao durado de Parma. Elle
voltou a AvmSb em 1338para sollicilar agra'ja des-
se mesmo Ma-lPV 1uc acabava de assassnar seu pri-
mo o bispo de Vu|\pna, passando dessa vez piuilos
riiasem Vauclusii. >^Ias oslo amigo tao charo nao de-
leve muilo lempo ern^asa do senhor de la Scnla um
desgrasado, a quem per-^uia a soa dor. O duque
de Malua. o primeiro do:,wGonzagas.o chamou
sua capital, e Petrarca foi proV"rar uma nova dis-
liucjao na soa visita ao bercAidcVVirglio, cujos cam-
pos, os dulca alca da primeira ceKgla, elle compra-
za-se de ler remidiendo. O jnblcoSde 1350 o at-
trahio bem riepressa Roma.. Petrarci\lomou narle
nessassolemnriaries com um milbao de ^peregrinos,
viudos de todas as partes da Europa, efoi iWn duvi-
ria.leslemunha ria vaatenlaliva de Rienti.VTon^o
entrado na Alia-Italia por sua cidade natal, rec'.ehfu
nella as honras de nm soberano. Toda a popnlajTlo
rie Arezzo veio ao seu eiicontro, para conduii-lo enf
pompa casa onde linha nascido, a qual rra conser-
vada cusa da cidade com um cuidado religioso.
Esperava-o nesse lugar uma nova cansa de alegra.
Elle desrobrio as Inslitui.yes Oratoria/ de Qunli-
liano que at esse lempo linham escariado s suas in-
vcslgaces, e celcbruu esla riescoberta por ama car-
ta dirigida ao mesmo Quintilano. Era um dos ha-
bitas de Pelrarca. Da aldea das Andes linha escrp-
to a Virgilio, mais tarde escreveu de Paduaa Tilo-
Lvio. Padua tornara-se asna residencia predilecta.
A amisade de Jacques de Carrara o detinha por
mais lempo do que a dos oulros senhoresda Italia.
Foi ilahi que elle foi visitar Veneza, e principalmen-
te o doge Andr Dndolo, um dos maioros homens
rie sen lempo as letras, na guerra, e na poltica.
Danriolu amava e admirava a Petrarca, e o poeta
fazia grande caso do primeiro historiador de sua re-
publica. Elle nao comparllbavao riesprezu de Dan-
te para com esle cidade, e eslava bem tange de ap-
pruvar os aualbemas ltlerarios que esle spero ge-
nio tinha laiijario contra esses austeros republica-
nos. A bibliolheca de Leipzig conserva a correspon-
dencia rio doge e do poela, leslemunha reciproca de
sua eslima, e o sabio Daru a ciloo eulrc os innme-
ros manuscrplos que cumpullou para escrever a sua
historia de Veneza,
Quando vollou dessa viagem, ao entrar no palacio
de Jacques de Carrara, laujanrio um olhar severo
sobre suas obras, Pelrarca enlrcgnu s chammas a
matar parle de suas poesas latinas e de suas cartas;
e he provaxel que um uovo accesso de desgoslo pri-
vasse-nos do resto de suas obras, se Luiz de Bois
leDuc e Barbato de Salmonc na lile sollici
lado a honra de ser depositarios deltas. E-se Bar-
hato, seu Lueleus.linha um grande nleresse na con-
servaoao da correspondencia e Petrarca. As suas
funcres rie cbauccller do rei Ruberlo rie peles o
nio 'loriara salvado do esquerimenlo, se as cartas
do um grande poeta lhe nao tivessem asse^urado
mais tanga memoria. Fui igualmente cm Padua,
que fui acha-lo uma homcuagem mais lisonscira
lalvez do que lodas as que o linham honrado ua Ita-
lia. A repblica de Florenja, vrrgonhusa c por nao
ler feilo cousa alguma em favor, de um homem,
cuja gloria reflorlia sobre etla, o qual leria nasci-
do em seu seio se ella lhe nao tivesse exilado o pai,
resgalou a propriedade de seus anlcpassados e oflo-
receo-lhc a direejao de sua uaiversidade. A mun-
feu-ia dos Florentinos era lano mais honrosa,
quanlo ellos cxhauriaui seu lliesouro para sosten-
lar a guerra perpelua que susrilavam-lhe as dis-
senses e a ambirao de Joao Visconli, arcebispo e
senhor de Milo. Roccace, a quem o poeta co-
nliecera na corte de Roberto, o que por uma coufor-
midade de goslos e de fama tornara-se seu amigo,
foi encarrgado pela repblica de uma inensagein
que us lisongeava a ambos. Qual foi porem a res-
posla de Pelrarca ? Rerusou-a elle, como o asse-
guram alguns biographus I He permellido duvi-
ria-lo, vislo que elle exclamou, ahrajanrio o Ilustre
mensa'geiro dos Florentinos, que j linba vivido de
sobejo, nao leudo nada mais a desejai, nesle mundo.
He verdade que seu reconhccimcnlo nao foi mais
tange; porque elle viven vinle e lies annos depois,
sem apparoccr ent uma ciriadc.que riera-lhc umlesle-
miinhu Uo magnifico rie sua admiraran.
Apenas o doixou Boccacc, a lembranja de.Vau-
clusa o arrastou a essa solidao. Os livros que all
doixou no-lo aloslain chegando all com seu filho ;
annuncia a Fjlippe de Cabassole que quer envollio-
cer e morrer as bordas do Sorga. Mas quasi ao
mesmo lempo escreve a Boceare que o oulomno o
Irar Italia. A sorte desle bello paiz o oceupa
sempre; desde* morle rie Laura nao lem mais oulra
paixao. Anima com seus coiiselhos o cardeal Guille
de Bolonha, seu amigo, a quem o papa encarregou
.de terminar as discordias de aples, trazendo para
all a ranilla Joanna, cuja innocencia linba procla-
mado. Os Venezianus e os Genoxozcs armavani-se
Beata mesmo lempo e preparavam-se para a guerra ;
Pelrarca prega-Ibes a concordia, e aprsenla aos olhos
do seu amigo Dndolo aimazom dos desastres, com
que esla guerra aineara a Italia. Dirge-se allcrna-
datucnlc aos cheles rios^G 11 elfos, e aos dos Gibelinos
alim de euipcuha-lus a deporem as armas; rene om
suas carias ludo quanlo o patriotismo lem de elo-
quencia e rie visor; e dirigi-se alinal aludos os
grandes da Italia cm uifTa canjao admiravcl.
' (Conlinuai-te-ha.)
equpagem 5, carga loros de mangue ; ao rneslre.
Passageiro, Antonio Francisco Martina.
Ass28 dias, hrigue brasileiro Navegante, de 256
toneladas, capitao Jos Joaquim Gomes dos San-
ios, equpagem 17, carga sal; a Amorira Irmaos.
Veio receber ordensc segu para a Babia.
Sacio sabidos no mesmo dia.
Liverpool por MaceiBarca ingleza Counte// of
Zttland, capito J. 11. Ilnne, carga assucar e mais
gneros, e lastro.
Rio de JaneiroBrigoe americano H'illiam Prince,
rapitao Dauiel Quig, em lastro.
EDITAES.
declarajao de haver montado ura eslabelecimenlo de
carros fnebres com as condijes do lil. 7 art. 51
56 do rrgnlamento do cemiterio. Paro da cmara
municipal do Recita 12 dejullto de 1854.BarSode
Capibaribe, presidente.Manoel Ferreira Accioli,
secretario uterino.
iiilos muci 0 -
">de jj|aned.
, sa1" cu tira ura.
O Illm. Sr. inspector da Ihcsouraria provin-
cial, em riiitipriinenlu do disposto do art. 34 da lei
provincial n. 129, manda fazer publico para 00-
nbeciincnlo dos credores hyplhecaros e quaesquer
iuteressados, que as propeiJades abaixo declaradas,
foram desapropriadas, c que os respectivos proprie-
larios lem de ser pagos do que se Mies deve por es-
la dcsapropriajao, logo que terminar o prazo de 15
dias, contados da dala desle, que he dado para as
reclamajoes.
E para conslar se mandou afflxar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario, por quinr.e dias successivos.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 30 de junto de 1854. O secretario^.
Antonio Ferreira d'Annuncid^o.
Uma casa de laipa, sila n direejao do y.
21. lauro d estrada da Victoria, per-
lencenle a D. Rila de Cassia Pessoa de
Mello, pela quantia de......6O3OOO
Um lanro de muro e nina parle do sitio
no lugar do Piza, na cidade de Olinda,
perleucente ao Dr. Antonio Jos Coe-
Iho, pela qaantia de. .....5989000
Conforme. O secretario, Antonio Ferreira da
Annunciarao.
A cmara municipal desla cidade, usando da
auloii-,irao que Ite confere o art. 15 da lei n. 348,
publicada neste jornal, n. 140 de 20 rio correte,
marca o prazo de um mez, contado do primeiro ao
de juHto subsequenle, para no decurso dclle,
gos os impostes a 1 razados sobre estahcleci-
. induslriaes; lindo o qual, e nao realsada a
cobrarija, ficam os conlribuintes sujeilos a uma
mulla igual ac duplo do valor do imposto, como
di-poe o citado arligu.E para que chegue ao co-
nhecimento rie quera competir se manda publicar o
prsenle. Pajo da camera aMiuirip.it do Recite
em sessSo de 28 de jonbo de 1854.Bario e Ca-
pibaribe, presidente.No impedimento do secreta-
rio. O oflicial-maior, Manoel Ferreira Accioli.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial em cumplimento da ordem do Exm. Sr. presi-
dente provincia, de 6 do corrente, manda fazer pu-
blico, qae uo dia 20 do corrate, peranle a junta da
fazenda da mesma thesouraria, vai novaroenle a pra-
ja para ser arrematado a quem per menos fizer, o
fornecimenlo dos medicamentos e ulencilos para a
enfermara da cadeia dcsla cidade, seis indo de base
a ai remataran o abalimetilo de 30.por cenlo oflereci-
do pelo licitante Manoel Elias de Moma.
A arremataran sera feila por lempo de onze me-
zes, contar do primeiro de agosto do ron eme au-
no ao fim de juuho de 1855.
As pessoas que se propozerem a esla arrematajao
ruin par eram na sala das srssoes da mesma, junta 00
dia cima declarado, pelo meio dia, competentemen-
te habilitad as, que ahi lhe sern, pi esculos o furmu-
,"'rio e condijes da arrcniataco.
Ajiara constar se mandou aflixar o presente e
publ. sr pelo Diario.
Secry'aria da .thesouraria de Pernambuco 8 de ju-
lho de 8J i. O secretario, Antonio Ferreira da
AnnunciacSo.
O Illm. Sr. director das obras publicas, de
couformidade coi?) a ordem do Exm. presidente da
provincia de 7 do crrenle mez, manda convidar as
pessoas, que quizerom contratar o fornecimenlo
de pedras para o calca, ionio das ras desla cidade.
sementantes as que se acha.m depositadas 110 largo
da Peuba, para que compare'fam na mesma repar-
lijao 110 dia 18 do crreme mez ao meio dia, vislo
que o menor proco al boje ofl'ercido tai de qualro
mil res a tonelada. ^
Secretaria da directora das obras .nublcas 8 de
julho d.e 1854. Q secretario, Joaquim Francisco
de Afelio Santos.
O Dr. Custodio Manoel da Silva G-ntmaraes juiz de
direilo da vara docivel uesta cidade de Rcife
de Pernambuco, por S. M. I. e C. o Sr. D. Pedro
II que Dos guarde, ele. N-
Fajo saber aos qu o prsenle edilal virem, e delta
noticia tiverem, que pela lei provincial 11. 335 de
26 rie abril do correle anno, foi creado mais um of-
ficin de labeliao de notas desla cidade do Recita ;
em coitsequeuciacloque convido os pretcudenles ,10
referido oflicio para que, nu prazo de sesseuta das
contados da publicaoo desle, aprescnteui por si, ou
por seus procuradores bastiiXtes, seus rcquerimenlos
competentemente assignados, e aconipanharios de
ccrliriau de iriarie, l'olba corrida, cxeme de suflicten-
cia, e mais documentos que julgarem conveniente
juntar, -enri ludo devidamcnle sellado, segundo o
dispusto nos art-. 11 e 14 du regulamenlo n. 817 de
30 de agosto de 1851.
E pura que niegue a noticia de todos, maudei pas-
sar o presente edilal que ser publicado pelrim-
prensa.e oulrusdo mesmo llieor que se .iflixaio nos
lugares mais pblicos de caria uma das qualro fre-
uuezias, e na sala das audiencias. Dado *e passado
nesla cidade rio Recita de Pernambuco aos 23 de
maio de 1854eu Manuel Joaquim Baplista escrivao
interino o escreviCustodio Manoel da SUca Gl-
manles.
SABBADO 15 DE JILHO.
Reata a favor do ador
ROZENDO. x
Depois da execujao de uma escollada ouvertura,
a pedido de muilas pessoas, subir* a sceoa o magni-
fico vaudeville em 3 actos
0 REMENDA DE SMIRNA.
que lauto agradou no beneficio do Sr. Monleiro.
Terminara o espectculo com a linda e muito ap-
plauriidu comedia em 3 actos
o Novigo.
Tomarao parta no espectculo em rande obsequio
ao beneficiado os Srs. Bezerra, Monleiro, Costa,
Mendes, Pirtta, Sania Rosa, Pereira e o beneficiado ;
ns Sras. D. Amalia, D. Leonor, D. Luiza e 1>. Je-
suiua.
Esle he o espectculo qae pela primeira vez lem a
houra de presentar ao itloetrado publico desla pro-
vincia, o beneficiado, para o qual de boa mele se
P resta m os seus companheiros, e, fiado na lienignirta-
de dos roraries denle mesmo publico, qae sempre
esta prompto a proteger as artes, espera que peta pri-
meira vez que os invoca seja allcudido.
O beneficiado penhoradu peta obsequio qae acaba
de receber de seas companheiros, pois que nao ten-
do direilo e ler beneficio seguudo o contrato,mesmo
assim gratuitamente se preslam com tao boa vonla-
de a ajuda-ln, julga upporluna esta ccasiao para
manifestar-Ibes sua grati-iio e etente reeonheci-
menlo.
Os ti Hieles acbam-so a riisposijio do respeitaxel
publico, na roa das Aguas-Verdes o. 3, e no escrip-
lorio do Iheatro no dia do espectculo.
Principiar s 8 horas.
DECLARACO'ES.
Conselho administrativo.
GOMMERGIO.
PRACA DO ECIFE 13 DE JULHO AS 3
HORAS DA TARDE.
Colarnos officiaes.
Descoulo de lellras de 2 mezes7 1|2 ao anuo.
ALFANDEtlA.
Rendimentn do dia 1 a 12 92:6324183
dem do dia 13......v 8:2085910
100:8413093
Dcicarregam hojeW de julho,
lliale liespanlinlCeciliomercaduras.
Barca inglezaTuien of Licerpoolidm.
Barca ingleza(iouvernor diversos geueros.
Briguc hamburguezllarriel & Mullyrenienlo.
Importacao'.
lliale hcspanhol Cecilio, viudo de Barcellona,
consignado a Aranaua St Brvan, mauifeslou o se-
guinle :97 pipas, lOraeias dlas, c 30 barris vinho,
300 botijas c 20.barrs azeile doce; aos consignata-
rios.
CONSULADO ERAL.
Rendimenlodoriia l'a 12.....8:196}00i
dem do dia 13........ 5693509
8:765S->13
1MVERSAS PROVINCIAS.
Renilimenlo do da I a 12.....
dem do dia 13........
1:0513332
328823
1:0873155
Exportacao .
Para, escuna brasileira a Soriedadc Feliz, n rie
122 toneladas, conriiizin o seguinle : 23 caxas fa-
zenrias, 2 barricas ferragens, SOOsaccas caf, 802 bar-
ricas assucar, 100 ditas bacalho, 150 garrafues es-
pirilo.
Liverpool por Macei, barca'ingle/.a a Counless of
/rilan I, i) de 179 toneladas, conduzio o eegainte :
1,857 saceos com 9,285 arrobas da assucar, 165 sac-
casalgodo, 1,267 arrobas rie lalajuba, 67 molhos
rie piaataba, 40 pipas aguarrientc.
Rio de Janeiro, brigue americano a William Prin-
ce, rie 303 toneladas, cm limo u seguinle : 80
toneladas rie ar-i para lastro.
IIECKB1DOR1A DE RENDAS INTERNAS E-
RAES DE PERNAMHUCO.
en.lmenlo rio dia 13......2:518342?
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do dia I a 12.....27:35."S.>70
dem do dia 13........8543744
U.*_________
28:2128314
MOVIMENTO DO POTITO.'-
O conselho adminislralivn em virtude de anto-
ri-acao do Exm. Sr. presidente da provincia, lem de
compraros objectosseguales:
Para u meio balalbao da Parahiba.
Livro meslre impressn para regislro das pracas ef-
fectivas e agregadas, conlenrio IKK) folhas; sendo 220
para soldados e 80 para officiaes 1 : dito para regis-
tro das prajasadriirias, conlendo 150 folbas, sendo 119
para soldados e 40 para officiaes 1; ditos para regis-
tro das prajas etloctivas e agregadas rie caria contpa-
nhia, conlenrio 150 folbas. sendo 110 para soldados
e 40 para officiaes 4; dilos para o das pracas adidas
de cada compaubia, coateudo 100 folbas, sendo 80
para soldados e 20 para officiaes 4; (filos em tranco
pautados de 21X1 folbas 10; dilus rie 150 tal has 35;
ditos de 100 folbas 8 ; copo de viriro 1; pralo de
huir para o mesmo 1; traeos de ferro para balauca
com 35 pollegadas rie comprimeuto4 ; calrieiras de
ferro balido para 50 pra'ras 8; ruis de ferro 6; en-
vidas 6; machados?; haiuleira imperial rie seria 1;
bastea para dita 1; porte agaleado para dita 1; capa
rie brim para a me-mu 1; (lila rie uleado 1.
Dcimo balalbao de infantil ia de linba.
Carlas de a, b, 6.20; laboadas 20; traslados de li-
li has 20; dilos de bastardo 20 ; ditos de baslardinho
10; ditos de cursivo 10; pedras de louza 10, caive-
tes para pon as 2; linleiros 10; areeiros 10.
Para o esquadrio de cavallaria da guarda nacional.
Estandarte nacional de seda 1; baste para o mes-
mo I; porte para a dita 1; capa de brim para a dita
1; .lita de oleado!.
Proxmelo dos armaseits do arsenal de guerra.
Caixas com x idras 2.
Officiuasda primeira e segunda classes.
Costados de pao d'oleo ti; tahuas de assoalho de
louro duzias 4.
Fortalezas da provincia,
Han,loirs grandes rie flele, de 8pannos2; ditas
pequeas de dilo de 6 ditos 4. ^
Diversos batalliocs.
Mantas de Lia on cobertores de papa 271.
10 balalbao de infantina.
I'.al dei ras de ferro balido para 100 prajas 4.
Ouoin o. quizer vender aprsenle as suas propos-
tas em carta fechada na secretaria do conselho as 10
horas rio dia 15 do corrente mez. Secretara du
rouselho administrativo para fornecimento do arse-
nal de guerra 8 rio julho de IRj. Jos de Brilo
Inglez. coronel presidente. Bernardo Pereira do
Cario Jnior, vogal e secretario.
A administrarlo geral dos eslabelecirnentos de
caridade manda fazer publico, quecm lorias as qiiiu-
tas-feiras que nao forom (lia sanio, contina a prara
das casas que ainda nao foram arrematadas. Admi-
ostrajo geral dos eslabelccioteotos de caridade 11
dejulhode 1854. O escrivao,
Antonio Jos Gomes do Crrelo.
Consellto administrativo.
O conselho administrativo cm virtude rie autori-
sajo do Exm. Sr. presidente da provincia, tem de
comprar os objectos seauinles:
Para o hospital regimenlal.
Livro em branco de formato grande, com 400 lo-
lltas, 1; dito com 300 folbas, 1; dilo com 200 fo-
lbas, 2.
Quem os quizor vender aprsenle as suas proposlas
cm rarta fechada na secretaria do conselho as 10 ho-
ras rio da 18 do correle mez.
Secretaria du conseibo administrativo para forne-
cimenlo do arsenal rio guerra II rie julho de 1854.
Jos de Bnio Ingle:, coronel presidente.Bernar-
do Pereira do ('armo Jnior, vogal e secretario.
Peanle o Illm. Sr. contador rie marinha lem
rie ai 1 nnatii.....as 12 horas rio riia 17 do correnle.na
sala ria mesma reparlijao, um relogio de parede.
rioiis aparadores c um lavatorio de amarello, coP
hacia de loara, um sof, uma mesa redonda, in,-h
bancas e dezoit- oarieras de angico rom assenfo de
priba, riuas banquinhas rie aman-Ilu. seis cijdeiras
americanas usadas. Ires cscvarnhaTdela'lo ditas,
umjogo rie nutriros de esaitho dito, uma caixa pe-
quea rie Tulla dilo, c-om reposloiro rie panno azul
dilo; sao por lanln^onvidados os que interessarem
em dita arrematado a comparecorem a hora e no
lugar cima indicado. Contadura de marinha 11
de julho rie 854.Christocao Santiago de Olicei-
AVTSOS MARTIMOS.
Para o Para sali a escama S. Josa ; anda
pode receber algujna carga : IraU-se com Casiano
C. da C. M., ao lado do Corpo Santo, toja de massa-
mes n. 25.
Para o Aracaty,
Sabe com muila brevidade e bem conhecido hiale
Anglica : quem uellequizer carregar ouir depas-
sagem, dirija-se a ra da Cadeia do Recite 11.49. pri-
meiro andar.
Para o Maranhao e Para sabe com niuita bre-
vidade o muito veleiro brigue Reclfe, o qual ja
lem a maior parte do seu ca regamenlo prompto';
para o restante e passageiras, traU-se com o ceusig-
nalaro Mauoel Francisco da Silva Carriou, ra do
Collegio o. 17, segundo andar, ou com o capitao
Manoel Jos Ribeiro.
COMPANHIA DE NAVEGACO A VAPOR L-
ZO-BRASILEIRA.
Os Srs. accionistas
desla companhia sao
convidados a realisar a
quarle prestajao de suas
arenes rom a maior
brevidade, para ser remetlida a direcrao na ridade
do Porto, dirigindo-se ao baixo assismirio na ra de
Trapiche n.26.Manoel Duarte Rodrigues.
s Para o Ceana'.
Saiic imprelerivelraeule no dia 16 do crrenle, o
hiale Strgipano, por ler a maior parte de sua carga
prompta vjiara o resto trata-se na roa d Trapiche
o. 17.
V BAHA.
O bem uMliecido liiate Amelia se-
gu em poneosHias para a Baha, por ter
a maior parte daarga prompta : para o
resto trata-se com Novaes & Companhia,
ra do Trapiche 11. 31, ciimeuo andar.
Companhia de Livtjrpool.
Es pera-se boje o va-
por LusiC
danle J
'BH73^!J9BSll^J!j*", |iis da demoi
"" '" -} -i-.-'-Mlfc'aS^"" lume seguir
verpool, locando nos porlos de S.
deira e Lisboa : para passageiros mais esclafe-
eiuienlns, ilirijam-sc a lloane Youle \ Companhia,
ra da Cadeia Velha n. 52.
Para o Aracaty-
Segue cm poucos dias o liem conhecido hiale Ca-
pibaribe, meslre Anj)Mo Jos Vijinna : para carga
e passageiros Irala-ssnara do Vigari n.5.
REAL COMPANHIA DE PAQUETES INULEZES
A VAPOR.
No riia 21 desde mez espera-so o
sul o vapor Thames. comrnaiidante
Slrutl. o qual depois da demora do
tostme seguir para a Europa; para
passageiros trata-se com os agentes Adamson Howie
ix*Companhia, ra do Trapiche Novo n. 42.
Vende-se a barcaje S. Antonio de Lisboa, mui-
to nova, completa de ludo, e que pega em 22 caixas
por 111 uilissi nm barato, preco; de fronte do trapiche do
algodao : quem pretender dirija-serta Roa-Vistatiec-
co do Marlins, n. 3.
m
LEILO'ES.
AVISOS DIVERSOS.
A'arios eulraio/no dia 13.
Paralaba7 dias, hiale bl.deini Tres Irmaos, rie
31 toneladas, BKtlra Qrrnardinu Jos Jtaurieira,

X
C. J. Aslloy & Coinpanhia farao leilao por 111-
lei \ oiicau do agenlc Oliveira, de variado wrlioieaits
de fazendas franrezas e allemaas, principiando per
alguns xulumesde madapoloesavariados, por conta
e risco de quem perlencer: sexta-feira, 14 do cor-
ralo, as 10 horas da jnanhaa, no seu armaaeas, raa
do Trapiche Novo,.
LEILAO'
da armarn completa de uma taberna situada na roa
ria Praia, com caiileiros, balanja, pesos e mais irten
cilios: x ondcr-se-ha pelo maior prero, segunde-feira
17 do corrente, ao nteio-dia. ,
LOTERAS di provincia.
Othesoureiro Francisco
Antonio de Oliveira, avisa
ao respeitavel publico que
hoje sexta-feira 14 do cor-
rente, pelas 12 lio,raji^.
dia, andam iinprelerivel-
niente as rodas da nacera
da Boa-Vista, e o restlos
bilhetes acham-se a venda
nos lugares do costme
at as 11 horas da manba.
PrecoInteiros 10^000,
meis 5^000.
O mesmo thesoureiro ax isa qne sahbado 15 do cor-
rente, acham-se a venda nos lugares do costume os
tullirles inleinis ,. meiu. da ti.loria concedida pela
lei provincial em favor do hospital Pedro II, confor-
me o plano, e correr imnrelerivelmcnle no dia 18
de agosto. PrejoInteiros IO3OIIO, ineios 50000.
Plano para a 1." parto da 2 lotera coooodleU
pela lei provincial n. 16S da 17 da novem-
bro de 1846, para edlflcafao' do ompita|
Podro II. '
ra, servir^ de lerceiro oflicial.
Por'esta subdelegada se faz publico, que se
acba kcalraenlc depositado um cavado prelo e com
oulros signaos, que foiappieheDdido 110 riia do cor-
rente por suspeila de ser lunario : quem se julgar
com direilo, compareja, que* provanriu.lhe ser en-
tregue. Afugados 10 de julho de 1851.
Pereira Lima.
De ordem do Eim.Sr. director geral interino,
fajo saber a irem eonvicr, que est em cuncurso a
cadeira de inttriirrao elementar rio primeiro grao,
da I.agoa de llaixo, com o prazu rie lio dias. contados
da dala desle. Directora geral 12 de julho de 1854.
O amanuense archivista.
Candido Fustaquio Cesar de Mello.
A cmara municipal desla ridade faz publico,
que no ia-laia Ite l-' \nluihu Bernardo Qujnleiro
3.000 bilhetes a IO9OOO ..... 30*1009000
JO ,0 beuelicio sello. ..... 6:0009000
"s* 24:0009000
1 premio. .^...... 1 dilo........... 10:0009000 4:0009001)
1 dito........... 1:000900(1
1 dito .......... 4009000
OO9OOO
4 dilos. .1003000..... 4003000
6 ditos. 509000. .... .OO9OOO
12 dilos 309000....... 2400000
7(i dHus IO9OOO..... 7:2609000
754 premiados. 24:0009000
2,246 brancus.
3,000
O thesoureiro, Francisco Antonio de Oliveira.
Approvo.Palacio du enverno rie Pernambuco em
1.1 de iuIIh. de 1854. Figueiredo. Conforme.
Francisco Lucio de-Castro.
Oflerece-se para feilor de eugenho ou de qual-
quer Mtin um |>ortugucz, rio queja lem pralica: quem
prelendcr, dirija-se a ra da Praia 11.32, que achara
com quem tratar.
Da-so IOO9OOO rs. a juros sobre peiihore-de ou-
ro : -i .1-111 pretender, dirija-e a Ponte N'ellta da Boa-
Visia u. 33,

111 ittii a r\r\


- .'.
^r


r
^"
DIAR
Ao publico.
RETRATOS A OLElf E H.GIEKREOT.PO.
AULA. DE DESENHO.
C.incinaln Mavignicr, retratista e pensionista ile
S. M. Imperador, avisa ao respeilavel publico
Ir-la capital, que n seu eslabelecimento ilc pintura e
dasuerrcolypo, esta atado montado em srande es-
ralla por i-. que espera o extraordinario marhi-
insinu daguerreoh | n viudo da Europa, a sala da
in.ii hin.i lie Iluminada por urna inimensa claraboia
Me iiil. vidros de finta polcsadas, danilo urna luz
tao bella e recular que -aturan os retratos magnifi-
co* ; cssa claraboia vai servir por cmqtianto a machi-
na que eiislc no mesmo eslahclecimenlo, eo annun-
ciante convida ao respeilavel pul)licu a visitar este
eslabelecimento esperando grande concurrencia,
poi faro com que saiam retratos os melhores neste
llenero. O anuuuriaiite >ai principiar os iraballios
de cabellos para formar nquissimos quadros, onde
representar tmulos, ciprcsles. e outros emblemas
de saudade, e aQianca que seSj de urna execucao
agradavel a seus freguezes. Os trabadlos do estahe-
lecimento principian) das 10 horas di nianliaa s i
da larde. Aterro daHoa-Yista n. 82 primeiro c se-
gundo andares.
GRANDE AULA DE DESENHO.
Ciucinato Mavigmer, retratista e pensionista de S.
M. o Imperador, tendo de demorar-se mais alguns
mezes nesta capital, abri urna aulaffle desenlio a
pedido de muitos de seas amigos pois esta sendo
bastante frequentada ; as pessoas que quizerem se
matricular podem comparecer a qualqoer hora na
mesma aula, esta aula vaiser ornada com a melhor
escola de Julien, Raphael e Murillo, em grandes
modellos vindos da Ka>>pa ; assim como lambem
bustos, estatuas de gesnpoiide se copiam os esl udos
do n, he agradavel este Irabalhoe pela su* regula-
ridade muito te aproveita. O annuncianlc se en-
rarraga de qualqoer desenho sobre papel, marfim,
vidros, taimas, ele, ele. Aterro da Boa-Vista n.
82, primeiro e segundo andares.
a@ roy.
Ciucinato Mavignier, retratista e pensionista de
S. M. o Imperador, leudo ido* leslemnuha dos es-
tragos feitos pela srande clu a de 2 e 23 prximo
passado nesta ridade e seui arrabalde-, deu-se ao
trabalho de tiraros paineis dolorosos de semcihanle
situacao com as vistas dos lugares e a eiichcule; este
trabalho esl sendo passado oleo, pois vai ser apre-
senl.nlo a S. M. o Imperador, qne ollcrecc o seu
pensionista cima mencionado, e antes de seguir o
seu deslino, ulga o aniiuncianle que sera bom ex-
por o iiiadro em lugar onde este publico veja, e pos-
sa dar o seu parecer.
QUEM PERGUNTA QUER SABER.
Rofja-seao Sr. inspector de quarteirao
da ra da Praia, o obsequio de examinar
se o Sr. Jos Antonio Ferrap de Figueire-
do tein titulo de residencia, e se trouxe
passaportequando veio f.......da c........
da Rabia, e no caso que ella nao tenlia es-
tas ditas cousas (o que nao duvido) por-
V
CONSULTORIO DOS POBRES
25 RA DO GOX.X.X3GIO i ANDAR 25.
U l)r. I'. A. I.nhn Mosco/o da ciiusultas hnmeopathiras todos os di,..- aos pobres, desde i) horas'1 a
anhaa aleo meio dia, c em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noile.
Ollerecc-se igualmente para praticar qualquer operarn do cirurcia, e acudir promplamenlc a qual-
quer inulherque esleja mal de parlo, c cujas ciicumstanrias nilo permitan) pagar ao medico.
NO CONSULTORIO DO DR. P. A. LOBO JOSCOZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo do Dr. G. II. Jahr, Iraduzido rm porluguez pelo Dr. Moscozo, qualro
\olumes encadernados em dous : .'............... 209000
Esta obia, a mais importante de todas as que tratan) da homcopalhia, iuleressa a lodos os mediros que
quizerem experimentar a doulriua de llahnemann, e por si proprius se convenceren! da verdade da
mesma: iuleressa a lodosos senhores de engenho e fazciideiros que estilo longe dos recursos dos mdi-
cos : interessa a lodosos capiles de navio, que nao podem dcixar urna vez ou oulra de ler precisan de
acudir a qualquer inrommodo seu ou de seus Iripolanles ; e nitrosa a lodos os rhefrs dr familia ru
por circiimstancias, que uem sempre podem ser prevenidas, sao nbrigados" a prestar soccorros a qualquer
pessoa della.
O vade-mecum do homeopalha ou Inducrao do Dr. liering, obra igualmente til s pessoas que se
dedican) ao esludo da homeopalhia un velme grande.......... 85OOO
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pharmacia, ele, ele.: obra indis-
pensavel is pes Urna carleira de 24 lubos gratules de linissimo chrislal com o manual do Dr. Jahr e o diccio-
. nar'io dos lermos de medicina, ele, ele.......-........ 10SOO0
Hila de 36 com os mesmos livros.................... 49O00
Dita de 48 com os ditos......... -,............ O9>00
Cada carteira he acompanhada de dous frascos de Unturas indispensaveis, a cscolha. .
hila de 60 tubos enm ditos............'.......... 609000
Dita de 144 com dilos......................... 100)000
listas sao acompauhadas de 6 vidros de unturas esculla.
As pessoas que em lugar de Jahr quizerem p Hering, le rao o abalimcnlo de 108000 rs. em qualquer
das carlciras cima mencionadas. *
Carleiras de 2 lubos pequeos para algaVeiajf ............ (SUMO
Dllas de 48 dilos......pV- .fR............... 165000
rubos grandes avulsos .... j................. I9OOO
Vidros de meia 0115a de tiulura 'iljjk................. 25000
Sem verdadeiros c bem ]ireparadoW)edicamentos nao se pode dar un passo seguro na pralica da
homeopalhia, e o proprielario desle e iftMfccimeolp se lisongeia de le-lo o mais bem mutilado possivel e
uinguem duviria hoje da superioridade doFsous medicamentos.
Na mesma casa ha sempre i venda grande numero de lubos de crystal de diversos tamaitos, e
aprompta-se qualquer eucoiiimcnda de medicamentos com toda a brevidiide e por presos muito com-,
modos.
PERNAMBUCO
SEXTA FEIRA 14 DE JULHO DE 1854.
O IiHtlwiri'I l'uniiiiiln em mallipmali- ^K^
fas, Bernardo Pereirado Orino Jnior, en- ^*
ana arilhmelicfl, algebra c geometra, das l^p
4 s "i o nii'ia horas da tarde
obrado n. .Vi.
na ra Nova

RETRATOS
PELO SISTEMA CtYSSlLOTYPO.
i. i. Pacheco, leudo de se retirar para o Kio de
Janeiro, avisa a quem quizer aproveiUr esla ultima
occasiao para pussuir um retrato de core* filas e tra-
eos inlelligiveis, que queiram dianar-se procura-lo
em seu eslabelecimeutu imporlante, no alerro da
Boa-Vista n. 4, ate ao fim do correnle mez, desde as
7 horas da manhaa as 4 da larde.
Publicarao litteraua.
Insliluicoes de Dircilo Civil Porluguez por M. A.
Coelho da Rocha, lenlc da faculdade de direilo da
universidade de Coiiphra, lerceira e ntida edicto,
em 2 volumesem oitavo, adaptadas ao foro do Bra-
sil, coas a legislaba brasileira viseule, e algumas
nolas c\plicaii>a* eitrahidas das obras dos mais exi-
liva,.
nao..apresentar taes documentos, deve
Jcan^fttr este COMMEKCIANTE NA
GAlpLA.at apresen tai e justiiiear-se,
porque ,w|o sein passa porte.
.- i.. O Mungango.
Adverte-setip gentil Jos Joaquim
Pereira, morador" na ra do Rangel, se
elle quer saber em que bi ciassificado j)e
lo conselho dos Dez, baja de reqteererac
carqereiro da cadeia desta cidade, porque
elle I he passara' por tiertidao a morada
que lhe tem dado por algumas vezes, e
seus altas feitos praticidos no becco. das.
Barraras. O Mandingueiro.
Tendo-se desencaminhado do bai-
xo assignado a copia de urna cscrtptura
do sobrado de dous andares na rita das
Aguas Verdes n. 8l, (jtiasi defconte do o-
to deNossa Senhora do Te" ,0,-declara-se
queso ao annunciante p^ience essa casa.
Jos dnosla Donrado.
AO plBLLCO.
Os abaixos assignados cnsul e vice-
cnsul de Portugal nesta provincia, pro-
testan! anteo publico pelas aleivosas asser-
roes.contidiis na ratificaran publicada no
Diario de Pernambuco n. 158 de 15 do
correnle, 'assignada por alguns indivi-
duos, que sedizem- armazen:irios de carne
'secca, moradores na ra da Praia desta ci-
dade, para em tempu e lugar competente
exigirem provas pelos meios legaes de
quanto calumniosamente asseveram esses
individuos na referida ratilicarao, confir-
mando o queja' allegaram narepresen-
tacao dirigida a S- M Fidelissiraa, e oque
se tem escripto pela imprensa contra os
abaivo assignados. R:ife U) de julho de
1854.-1Joaquim Baptista Moreira.Mi-
guel Jose'Alves.
Attenrao.
Cliegou i toja de miudezas da ra do Collegio n.
1, um grande sorlimento dos segiriiites objectos :
redomas com flores proprias para cima de mesa, di-
to corn crucifios, ditas com difiranles sanios e
santas, crucifios de jaspe com anjos em baixo, di-
las sem anjs, com diflercntes sanios e santas, ditas
de pu com pia em baixo, quadrinlios. medallms,
corasoes, e outros moilos. ludo de jaspe com diffe-
rcnles santos e sanias dentro, muito proprias para
enfeites de oratorios, garrafas com igreja dentro, e o
padre celebrando missa, caixinhas com o Minino
Heos feilo de cera deitado dentro, urna porrAo de
bixiuhos do pu em ponto peqoeno muito proprios
para presepu, urna porcao de calungas diversos co-
mo sejam ; carros, carrocas, jogos.bimccos, estriba-
ras, arriliquins, soldados e outros inuilos que se
deixam de annunciar.
A correspondencia do .Sr. Cu'lodio Jo> de
Canalho Gvimaruet publicada no Diario de I'er-
ndmbuco u. 147, de 30 de jiinho, em Lisboa s&ribde
bem responder, e para isso se remelle o necessario
aulographo pelo vapor LuiitaiUd, e em devido lem-
po aqu ser transcripta.
Recite 13 de julho de 4854. P.
O abaixo assignado Matheus Antonio de Miran-
da, proprielario e commerciantc, declara que aasigr
nou a representacao conlra o cnsul e vice-consul
chanceller de Poitugal, e que o seu nomo falla na
publicac..lo do'Diario de Pernambuco.no 156 de 11
do correnle, o que faz publico.Matlieiu Antonio
de Miranda.
Francisco Jos da Silva Macieira faz sciente
ao publico que ninguem faca negocio cuma casa
cila em Beberibe perlencentc a Francisco Pereira
Marques, (.o estese adiar em litigio, judicialmente
embargada por divida que deve o dito Marques ao
Macieira. '
Os abaixo assianados avisam au respeilavel pu-
blico, c com e>pecialidadt i prara. que dissolveram
de commm acrordo c ainiyavelmenle a sociedaiic
que p'.iam no cslalielcciuicnlo de livros na ra do
Collegio, eque gvrava sol a firma social deRicar-
do de Freilas & L.-cando o e icio Ricardo de Frai-
las Ribeilo com todo ocstahclecimenlo, comprelieii-
dendoo activo c o passivo, e licandu o socirtA.J.
Oliveira desonerado de toda a responsabilidade pas-
eada, prsenle, e fulura ; a qunl dissoluc.lo leve lu-
gor por papel privado no da sele do correnle mez.
O socio A. J. Oliveira desoneroii ao socio Ricardo
de Freitas Ribeiro de toda a responsahilidade para
com elle pessoalmcule, de molo que d'ur em di-
aiileoestabelecimcnlo pcrlenco exclusivamente ao
dito Ricardo de Freilas Ribeiro, a cujo cargo fo-
mente fica toda a responsabilidade da casa, e a quem
compelein tollosos direilos eaecoes ao activo con-
Irahido durante o lempo que existi a soriedade, a
qual principiou a negociar em 5 de ouluhrodc 1852.
Recife (3 de julho de 185i. Ricardo de Fretttu
Ribeiro. A. J. Oliveira.
Ao amanhecer do dia 7 de julho correnle, fugio
da casa -vio vigario de Jahoato o seo escravo Joo,
iilade 23 para -i anuos pouco* mais ou menos, com
os sigues seguiples : pardo claro, rabera pequea,
cabellos pretos, estirados c curios, rosto descarnado,
falta de um dente (le cima na frnle,*1cm pocs bar-
ba c esta um pouco ciescida, falla pouc e um tanto
baixo, c nao he regrista, Vcm o v.'.'ul..mc triste, pa-
rece ap.irvalh ido, grosso do cwpo c pernas, espa-
dando, lerrros pes mal feitos eS(r"sseiros, levou cha-
peo prelo ilc baela de aba larsa.Vi camisas, 3 de cor
e I demadapolAo, 4 calcas, JdecaWiii-a, 1 prcta e I
esverdiada desbolada, 1 de alumlao mineado azul c
oulra de brim tambera esverdiada. 2janWtas de qua-
ilriuhos azues: rogare a lodas as auloridWs policiaes
e a quem o pezar o favor de manda-lo efmtar ao
seusenhor em JaboalAo, c no Rcrife ao Sr. SilVrfjo
Joaquim Marlius nos Sanios morador na ra da Gam-
boa do Carino n. 18, que ser generosamente recom-
pensado.
Previne-se ao Sr. Dr. juiz de orphaos e alsen-
les, que na ra Imperial ou aterro dos Afogados, na
rasa u. 41, existe um prelo demente de mais de 80
;i un"- de idade, o qual he proprielario da casa em
que mora, e nao tendo prenles por ser viuvo sem
lillas, e da Costa d'Africa, cumprc por em cautela o
pouco que possue o pobre preto.'
Aluga-sc um prel para lodoserviro: a Iralar
na ruu do Cahugi luja de Joaquim JiW- da Cosa
lajo/es.
- I'i.. i i -,' .i!.i. ir una -.ala e urna al.-ova, ou
um sabinele de 1 ou 2 andar para horoem sollei-
ro: quem liver nnouneie.
' PIANOS. /
Paln Nash & C. acabam de receher ibeT.ondres
dous elegantes pianos, feilio vertical, tire jacarando,
iguaes em qualidade e vozes aos dos l^em ronhecid
autores Collard & Collird, ra d' Trapiche Nov
n. 10.
@ DENTISTA AANCEZ.
3g Paulo Gaignoux, esl ^decido na ra Iaraa a
do Rosario n. 36, segnudo andar, colloca den-
tcscomgengivasyBrlihciaes, c dcnladura com- ii
@ pleta, ou parbe'della, com a pressao do ar. Q$
Tamben) uero para vender agua denlirriccdo
Dr. Picrrar, e p para denles. Rna larga do
4 Rosario 'n. 36seguudo andar. (v
*e@
-i IJrecisa-se de urna ama de leite, forra ou cap-
ara se encarregar da criacau de urna menina
a ha poucos das : na ra larga do Rosario n.
lerceiro andar. .
PASSAPORTES.
psssaporles para dentro c fra do impe-
am-se escravos e tirani-sc tilulos de re-
para este lim, procure-se na ra do Quei-
5, loja de miudezas do Sr. Joaquim Mon-
leiro da Cruz.
LOTERA DA MATRIZ DA BOA-VISTA.
Aos 10:000^000.
O cautelislada casa da Fama do alerro da Boa-
Vista n. 48, Antonio da Silva Uuimarfles, avisa aos
seus freguezes, que a lotera corre no dia 14do cor-
rente, c que se achara i venda as suas afortunadas
cautelas, e espera vender a sorlc gr.iude como sucrc-
deu com a do Livrameulo.
Quartos 280O
Decimos 1030
Vigsimos 700
Arrenda-se urna propriedade as Ca.ndeias,com
4,000 pes de coqneiros dando Inicio, e 6,000 do pri-
meiro fructo, com bastante trra para planlacOcs, pe-
dra para se fazer cal para assucar, e outros "comino-
dos; o pretendenles dirijam-sc mesma proprieda-
de, que acharan com quera Iralar.
Na ra de Moras, primeiro andar, junio a igre-
ja dos Martyrios, necessila-se de una ama para o
servir interno e externo de casa de pouca familia.
Prccisa-se de urna ama que saiba cozinhare en-
gommar : na ra Nova n. 52, segundo andar.
Os Srs. credores da massa fallida de J. A. de
rana Abrev. c Lima, que leem receher a sua parle
no primeiro dividendo feilo, queiram'dirisir-se para
esse lim a Miguel JoscAlves, callada adniinislracao
da mesma massa, ra do Trapiche n. 6.
I Aluga-sc para ama de casa do homcm sollciro
ou de pouca familia, ou mesmo para alguma casa
cstrangeira, urna parda do bous costumes, para o ser-
vido de casa, prestando-se lambem para alum en-
goinmado e costuras, a qual sabe bem com perfeicao:
quem precisar dirija-se a ra das Cruzas n. 41, se-
primeiro andar, quescrao generosameiilcrecompen- gU n'\"ilViL .: i i,,
a.ioc I O abaixo assignado subdito porluguez, mora-
dor na ra da Cadeia Velha n. 42, vendo o seu no-
spen-
los e mais
is, ou alias
icacompi-
i adquirir
i ri gares ;
Indpcn-
o, casa n.
n. 9. O
igos a en-
umero de
ralladas
no dia da
signatura,
-
EATRO ^'APOLLO.
commissilo administrativa dacompanhia de ac-
hilas, i-, ni m ila pela lerceira a e* a todos estes se-
nhores para a reunan ordinaria de assembla geral,
que deve ter lugar no domingo I (i de correnle, pelas
10 horas da manhita, como he determinado na ulti-
ma parte do arl. 17 dos estatutos da mesma compa-
nhia, afim de se darcumprintenloao disposto nos ^
do referido arligo.
No dia 28 de junlio do correnle anuo, desap-
pareceu nina escrava crioula de nome Marcolina,
com :18 anuos pouco mais ou menos, com os signaes
seguinlcs: haixa.'corpo cheio, cara fcia, bochechuda,
lem una enrosa junto da bocea, ella he ja quebrada
do rosto, des'lenlada da frenla ale ao queixal, anda
vestida de saia c calieran, com um lenc,o amarrado
na rabera a moda da Babia.pur ser hahiana: roga-sc
pofljnlo. as antoridades policiaes c capiles de cam-
po, que hajam de pega-la e leva-la a ra da Senzalla
Velha quina que vira para o becoo das PorlaS n. 8,
Alusa-se o segunde andar com sotam de nm
obrado, alraz do Ihealro vclho : a Iralar com l.ui/,
(mine. Fcrreira no Mondegn.
Antonio Agripino Xavier de Brito
| Dr. em medicina pela faculdade
|5 medicada Babia, reside na ra Nova
ii n. (J7, primeiro andar, onde pode ??
B ser procurado a qualquer liora para |
8 o exercicio de sua prolissao.
U abaixo assignado por si e por parte de seus
i rian- Ilumino lelle- Furladn e JooTelles Furia-
do, moradores todos nesta comarca de (iaranhuns,
previnem pelo prsenle ao publico denla provincia
limilrophes, para que de nenhuma forma nesoci'em
com a madrasta dos mesmos, a Sra. Maria de s.ni-
ta'Anna l.eilc Furtado, a repeilo do doio^nio de
lima escrava parda, de nome Sabina, qneset arlia em
poder da dita senhora, no valor de cuja^scrava lem
os annunciaiilcs suas colas-parles, ouif Pm inventa-
rio por fallerimcnlo do pai commiuR; iiies coube; e
para evilarcm qualquer fraude a*: prelc^lo de iizio-
rancia, fazem o prsenle. Vil, de (iaranhuns 9 de
mili.i de 1854.Jone Telles^urtado.
*;^scAj>g@
O Dr.. Joao Honorio Bezerra do Menezcs,
formado em medir:,na pela faculdade da Ba-
hia, offerece se- prestimos ao respeilavel pu-
Mico deslajv- ^iia], pudendo ser procurado a
qualquerV\,ra em sua casa ra Nova n. J.9,
4$ segundar ,ndar: o mesmo se presta a curar
gral^.amenle aos pobres.
S,,4:S@@@@
-?n). W. Ilaynon cirurio dentisla americano
remide na ra do Trapiche Novo n, 12.
J. Jane dentista,
Contina rczidir na ra Nova, primeiro andar n. 19.
:
O Dr. Sabino Olegario Ludgero l'inho mu-
dou-se para o palacete da ra de S. Francisco
'mundo novo) n. 68 A.
9 >. # a
(aun da" pelo prsenle a Joao Fcrreira l.ei-
lc, que se presume estar actualmente em Cariri-Ve-
Iho, provincia da Parahiba, lilho do velho Pedro
Ferreira Ceile, hroes lieni cnnlicci.lus na comarca
de Bonito desla provincia, para que venha quanlo
antas salisfazer a quanlia de rs. 2H0rj0fJ0 conslanu)
ile urna lellra que aceilou no dia 7 de abril do cor-
renle anuo, ucsla comarca de (iaranhuns, a prazo
de 23 das, em favor de qiicui elle bem sabe : se o
iiArfzer combrevidndesc fara publico tmiu esse ne-
gocio, que he sobremodo dosairoso ao dito l.eile.
Precisa-sc de urna escrava para o servico de
urna casa de pouca familia : na ra do Hospicio 3a
casa nova direila depoisde passar o qnartel.
Na ra de I lorias n. 112, primeiro andar, prc-
cisa-se de urna preta escrava para o sen ico de
de opuca familia.
O Dr. Firmo, medico, mudou sua
residencia para a ra estreita do Rosario
casa n. 7)0, segundo, andar
Aluga-sc um silio com proporcoes para suslen-
tar 6 vaccas de leite, de invern a verlo : quem qui-
zer arrendar, dirija-se i ra dos Quarleis u. 24. que
achara com quem tratar, ou anniinrie.
Tendo Jos Teixeira l.eile comprado para Jos
Domingues Correa, da Parahiba do Norte, um bi-
Ihcte inlciro da lotera da matriz da Boa-Vista n.
523, cujo hilhete fui roubado no caminho, por isso
previne-se ao Sr. Ihcsoureiro, que saliindn premiado,
nao pauue senao aos dous rima menrionadns.
sados.
Quem precisar de urna ama parda e moca, pa-
ra lodo o trrico de urna casa, menos comprar na
ra, a qual co/.inha, lava cengomma, dirija-se ama
alraz da matriz da Boa-Vista"n. 48.
Alusa-se urna ama forra ou escrava para casa
de pouca familia, paga-se 10;000 rs. mensaes : na ra
das I.arangeiras n. 13.
Domingos Alvcs Malhers, lem para vender em
seu cscriplorio na rna da Cruz n. 54, muilo superior
relroi do Porlo. bezerros criveruisados, chapeos de
feltro, covn- de ludio para montara e baelilha de
algodAo, peonas de palo muilo superiores e de ac
para esrrever.
Domingos Alves Matheos, (em para vender no
seu escriptorio da ra da Cruz n. 54 muito superior
panno de algodAo Iraucado da fabrica de Todos os
Santos na Baha.
Roga-se a qualquer pessoa que lhe fr oflere-
cida para comprar ou empenhar orna calca de brim
trancado branco, estando dita calca somonte cortada,
fac;a o favor dirigir-se i ra Nova n. 49, loja deal-
jaiale, que sera pago o prec,o por que lhe foi vendida
ou mais e fr possivel, afim de descobrir-se o raptor
da dita calca, epor ser pouca a fazenda tem urna pe-
quea ciiiend i na pona da bainha e he de brelanha. i__
me na lista dos que rcpresenlarani'ao governo de S.
M. I", contra o respectivo cnsul, publicada boje no
Diario de Pernambuco declara em lempo, que nao
assignou tal represenlac,ao.
Recife 11 de julho de 1854. Manoet Jos Car-
neiro.
Precisa-se alugar urna prela escrava que lave
e engorme e na falla desle sen ico e-leja pmnipia
para qualquer qnlro servico de coznha ou casa : no
cilio na Magdalena que foi do Sr. Guerra ou na ra
da Cruz escriptorio n.42.
O abaixo assignado roga a todas as pessoas que
tem pinhores em sua miio que os hajAo de vir tirar no
prazo de oito dias contados da data desle, do con-
trario passa a vcrnle-los para panainenlo do prin-
cipal e uros. Manoel Rodrigues Costa Alaga-
Ihiles.
Mobilias de aluguel.
AluAo-se mobilias completas, ou qualquer Irasle
separado a vonlade, lamhem se alugao radeiras em
grande porcAo para bailes enlucios: na ra Nova ar-
mazem de Irasles do Piilo.dcfronte da ra de Sanio
Amaro.
tft GINSULTMie IIOMEOPVTHICO.
(A t) Dr. CASANOVA medico francez, da (rf,
2? consultas todos os das, e pode ser procu-
^ rado a qualquer hora. (&J
iA No mesmo CONSULTORIO RCA DAS (ef\
)2 CR1 ZES N. 28, aoode morn o Sr. COS-*"
$,) SET BIMONT, acha-se > venda um srau- ta)
/A de sorlimenlo de CARTEIRAS de lodos fj
VPf os lamanhos, por preces commodissiiiios. >4?)
fffih ELEMENTOS de homeopalhia e palhoge- ()
a. nesia brasileira. Esla obra he muilo ini- 7a
^ porlantc para as pessoas que se querem '$>)
(A Iralar a si mesmo, sendo a ntaior parle Ira- (/*,
JF daceJto dos obras do Dr. JAHR, accommo- S
pelo baralissimo preco de. ... (ft 1 carleira de 00 tubo grandes. 3(t000
B 1 dita de 48........22*100
(A d'l (|e 36........|6|000
W 1 dita de 21........12at)00
fejl 1 dita .le -lh lubos pequeos. 6801X1
?j 1 ililB ile 24 dilos......i-KM
tw lubos grandes avulsos a escolher 500
(. Dilos pequeos idem..... 300
7l } onca dclinloraaescolha I90OO
'y Avia-se qualquer encommenda cora pres-
iA lcsa- e P"r precos muilo em cunla.
w Esle cslabelecfmenlo est bem ronhecido
IB) e bastante acreditado em todo o impeli, c
/*. acha-se o mais bem montado possivel, c es-
cusado he querer elogia-lo.
i
W) 1
tt
$
\S
O abaixo assisnado arremalanlc da ponle da
Magdalena, declara que apezar dos prrjuizos que
sollrera na lacinia da mesma, lem pagua todose na-
da deve, e se por acaso alguem se julgar seu crednr,
baja de o declarar e aprcsenlar a sua cenia. Recife
10 de julho de 1851.Jos Gonralces da Porciun-
cula.
Auscnlou seda casa de Francisco JoscdcMello,
no dia 12 do correnle mez de julho, a sua escrava
Mara, de nar;3o Angola, que reprsenla ler 30 an-
uos do idade, pouco mais ou menos, eslalura regu-
lar, com falta de denles de cima, leudo as mitos fo-
veiras; sup|)6e-se eslar amulada em tima casa na
Soledade ; o anr.iincianle prolcsla desale j par per-
das, dainos, das de servico, assim como gratificara
a quem a .ipprchcndcr e levar a casa do aununcian-
le na ra do Brum, propriedade do Sr. Barbosa.
Manoel de Souza c S, mora na ra da Praia
n. 33.
DESENGAO AOS INCRDULOS.
IIojc 1 \ de jullio anda a roda da lote-
ra da Matriz da Boa Vista, no consistorio
da mesma matriz a's horas do costttme.
Os b'Nietes c cautelas estfio expostos a ven-
da aic'i '0 liur^Mb manhaa do referido
dia. Pernambuco iVde jullio de 185*.
O cautelisla, Salustian de Aijtiino Fer-
reira. ^V^
Joao Peelro Vogelcy, fabricaiileSjc pianos, ali-
a e concci la com toda a perfeicAo, lenSo rhesailo
racealemente dos porlo* da Europa, d^i'ilar as
melhores fabricas de pianos, c leudo ganlioniyas lo-
dos os couliccjincnlos e pralica de construcToWde
modernos pianos, olfciccc o seu presumo o respe.
val publico para qualquer conccrlu e afinaccs ccim
lodo o esmero, leudo loda a certeza que nada (lea a
desejar as pessoas que o incumbum dequalquer Ira-
halho, lano em hrevidade como em mdico precu ;
na ra Nova n. 41, primeiro andar.
Esla jusla urna quinta parle da r? .a terrea e 50-
lao sita na roa do Pilar em Fra de Portas n. 70 se
al.;:i.-in sP aehar com direilo anniiiirie para ser procu-
rado.
Preci-a-se de um feilor para o campo e enge-
nho, que d cuiihecimo'ilu de sua conduela: na rna
. Nova n. 50.
Na rna Nova 11. 26, se dir qu em da lOOfOOO
rs a juros sobre peuhores de miro ou praia.
Precisa-se fallar rom o Sr. Manoel Cavalcanli
de Albuquerquo e Mello, morador em Paulisla 011
por ah pcrlo : na ra da Cadeia do Recite 11. 51,
loja.
Precisa-se fallar com o Sr. Manoel Xavier Car-
nero deAlbnquerquc, morador na ribera de Sanio
Anlonin Crande, ou com seu correspondente nesla
praca : na ra da Cadeia Velha no Recien. 54.
No dia 10 do correnle mez dcsappareceu da
casa de seu senhpr o prelo JoAo, crioulo, crnii os sig-
naes seguinles :cor fula que parece cabra, aliara
regular, cheio do corpo, falla descancado, e leve be-
xigas ha pouco lempo que anda esl com as marras
hem xisiveis, tem ollii io de serrador, c lem o andar
descancado-, levou calca de algodo azul e camisa
branca, he lilho do serillo do Serillo: roga-se a quem
o pegar, que o leve rna Nova 11. 58, primeiro an-
dar, que sem gralilicado.
Aluga-sc orna casa tertca, sita na roa do Sebo,
por JJOOO rs. mensaes : a Iralar na rna da Aurora
n. 26, primeiro andar.
OlTerece-se una ama para rasa de liomein snl-
eiro, para cozinhar, cngominar e fazer lodosos ser-
vicos deportas i dentro, nimio boa c liel: quem qui-
zer, dirjate ao becco do Sergado n. 13.
Prccisa-se ir um caixeiro de 14 a 16 anuos de
idade, que escreva sollrivclmeule c lenha pralica de
moldados, ,nAo se olhaudo a nacioualidade, com lau-
to que garanta sua conduela : (rala-se na ra da Au-
rora, passandoa fundico, alcm da laberna, primei-
ro porlAo.
Sexla-feira, 14 do correnle, arrcmalain-.se dc-
huilivameiitc por venda c por arrendameiitoosbens
j aiinunciados, por exccucAo da fazenda provincial,
ueste jornal: quem os quizer arrematar, compareca
na sala das audiencias as horas do cosime.
Precisarse de urna ama que saiba bem cozinhar,
engnmmar e fazer todo o mais servico de una casa :
em Fura de Portas, ra.do fiuararap'cs, por cima da
padaria, se dir quem precisa.
N <'ia 8 do correnle desappareceu do sitio do
Mansiiinho, de Albino Jos Fcrreira daCiirtha. um
prelo crioulo, de nome ScbasliAo, baixo, sordo, nir
meia fulla, ollios grandes, de idade pouco mais 011
menos 20 annos, levou vestido, calca c camisa de
algodAo de lista, c le mi una Irouxa de roupa ; des-
conlia-se que lomou o caminho do l.imoeiro : quem
o pegar pode enlrega-lo no mesmo sitio, ou na 111a
dasCruzcs n. 41, ou no Limoeiro a JoAo Jos Fcr-
eira de Mello, que ser bem recompensado.
Homceopathia.
Zk CLNICA ESPECIAL DAS MO- J
S LESTIAS NERVOSAS. S
X. Ilystei-ia, epilepsia ou gota co- jl
2 ral, rheumatismo, gota, paraly- W
w sia, defeitos da falla, do ottvido e w)
R dos olhos, melancola, ceplialalgia W
') ou dores de cabera, enchaqueca,
(A) dores e tudo mais que o povo co- (
nliece pelo nome genrico de ner- (A
voso-
S
As molcslias nervosas requerem militas ve-
res, alcm dos medicamentos, o emprego de
oulrus meios, njue desperlem 011 abalara a
sensibilidadc. TEstcs meios possuo en ago-
ra, e os 111111 lu k disposicAo do publico.
Consultas lodoBosdias (de graca para os
. pobres), desded* 9 horas da manliila. al
fA as diinsda larde.-ma de S. Francisco (Mnn-
TL do-Novo, 11.68 A. Dr. Sabino Olegario
m
Ludgero l'inho.
Pedc-se ao. Sr. J. M. C. que tenha a boudade
de vir pagar o que nao ignora, na ra larga do Rosa-
rio casa de paslo da Cova da 1 Inca, senSo lera o dis-
sabor, de ver o seu nome por exlenso por muitas vo-
zes nesla folha. Angelo Custodio de Azetedo.
Offerccc-se urna ama de boa conducta para ca-
sa de liomein solleiro ou. pouca familia, servico de
portas para dentro, para lomar conla de casa : quem
pretender, dirija-se a ra Augusta 11. 3.
Precisa-sc de 1:000$000 rs. a premio com liy-
polheca em um sitio perlo desta praca : a quem con-
1 ier, dirija-se ra de Sania Rita Nova n. 46, que
ah achara quem o guie.
Na ra das Cruzes n. 40, laberna do Campos,
ha porcao de bichas hamburguezas das melhores que
ha no mercado, que se vende em porcocs e a retalho,
c lambem se alugam.
Urna senhora branca oflercrc-se para ama de
casa de bomem solleiro, coznha, lava c engomma :
quem a pretender, dirija-se aos Afogados defronte da
igreja de S. Miguel n. 'n.
I.ava-Se e engomma-sc, com assco c perfeicao :
no largo da ribera de S. Jos, sobrado n. 15, na
loja.
A mesa regedora da veneravel ordem lerceira
de Nossa Senhora do Monle Carmello, nla cidade,
lem a honra de convidar seus rarissimos irniAos,
comparecerem domingo 16 do correnle pelas 9 horas
da manhaa, na igreja da mesma Virdem, para assisli-
rem 11 festa de Nossa Senhora do Carino no convenio
da mesma ; para que foram convidados pelo mui dig-
no Rvdm. Sr. padre provincial.
COMPRAS.
Compra-se prata brasileira e bespa-
nliola : na rna da Cadeia do Recife n.
24, loja de cambio.
Cnmpram-se peridicos para cmhrulho a 3?8O0
a arroba, garrafas c botijas vasias de todos os laina-
nhose quididades, vidros lamhem de lodos os lama-
nhos e |ioles de graixa, tudo ntado: no pateo do
Darmo venda da esquina da na de Dorias n. 2.
Compram-o aece- do Banco de Pernambuco:
na ruada Cruz, casa n. 3, de Amorini Irmaos.
Compram-se 2 quarlns que sirvan) para carga:
a Iralar na balanca das Cinco Ponas com Manuel
Jos da-Ressurrcico.
Compra-se um alambique pequeo, de cobre
eslanhado, ou meimo por eslanhar ; no trapiche do
Ramos n. 8.
Compra-so praia brasileira e hopanhola : na
rna da Cadeia no Recife 11. 54, loja de fazcudas.
Campra-se urna casa lerrca. qne tenha boa
conslrureAo ecommodos para familia, sendo cm al-
guina das ras aeguiutes^ praca da Boa-Vista, ra
do AragSo, pateo da Sania Cruz, c ra do Sebo: na
ra Direila 11. 83, se dir quem conipr,
Aviso interessante aos snpateiros.
Ja ra Nova n. 52, loja de Boaianlura Jos de
Castro Azcvedo, compra-se calcados de todas os la-
manhos e finalidades.
Compra-se urna csrrav que seja boa enzinheira
c engoinmadcira: na ra Nova 11. 50, primeiro
andar.
Nos Qualro Cantos 11. 1, vende-se um
crioula, ainda moca de 30 anuos, com as segu
habilidades: engomma bem, coznha, lava de var,_
relia, faz labyriulho, edorc de lodas as qualida''lcJ .
por prern eummodo, s poh ler urna perna irieJada'
de herii-ipela, pnrin nada lhe empala, ne',n da-lhe
mais.
ilo no paleo d0 (",armn
Jl pertenecnts a padarla do'Amori'.,, no (;elho' W
> a lralarc.no o mesmo, o cnjiv iniLeno, Lija 9
de miudezas, o largo dotilVrameiilo.
SACCAS G0,m MLHO
Na lojn n. 2C A/. Illn da Cadeia do Ite-
cife, ren-iem-seXaccas com milito por pre-
co cotnmodo/
-Vniile^uii, piano por preco commodo : na
ra Nova r,. 50.
/ Aos fabricantes de velas.
!^ 'armazem de Domingos Rodrigues A mirado &
corc.ipanhia, ra da Cruz n. 13, vende-se muilo supe-
r'.or cera de carnauba do Aracali c Ass, ern porcAo
c a relalho ; e aim de se pesar na occasiAo da enlre-
ga se desconlar urna libra de lara em cada sacro,
como he coslume.
Velas de carnauba do Aracaty,
Vcndem-se na ra da Crol armazem de'muros e
sola n. 15, exrellenles velas de 6, 8 e 9 em libra,
em eaua.de :|i 1 a 50 libras rada uma.e por commodo
preco.
Vendc-scnma armaro, propria para fabrica
de charulos, ou deposito : quera a pretender, diri-
ja-se ra da Calcada, casa 11. 8.
Vende-se queijo susso, presunlos para fiam-
bre, licores francotes e mais gneros, ludo da melhor
qualidade c pregos commodo- : no armazem da roa
la Cruz n. 5.
Vende-se urna mulata de 22 airaos de idade,
com lodas as habilidades e com um lilho de 6 mezes :
na ra Velha, casa n. 73.
Vendem-sc saccas com milho : na ra da Ca-
deia Velha 11. II.
Vendem-sc 10 escravos, sendo 5 molecoles de
idade 14 a 18annos, 2 escravos de bonitas, figuras, e
3 prelas mocas : na ra Direita n. 3.
A taberna do largo do Carmo, quina da roa de
Hurtas n. 2, est novainenle sorlida de lodos os g-
neros novos, romo sejam : mauteiga ingleza e frau-
ecza a 400,480, 560, 640 e800 rs.i qneijos a 1440 e
18520, cha de 5, 6 e 7 patacas a libra, azeite doce a
010. vinho a 400 e 480 a garrafa, loucinho de Lisboa
a 360, de Sanios" a 280, sardinhas de Nanles. la las
grandes, a S00 rs., pequeas 600 rs.. traques fortes
a 110 a caria, papel machina e de peso a 20800 em
resmas e meias, graixa cm latas a 100 rs., albos
em mansas a 110, arroz brancoa 140, de casca a 200
rs., milho a 210 a cuia, holachinha ingleza e aletria
a 300 rs., cravn da ludia a 61X1 rs., huiro a 400 rs.
a libra; lambem esl sorlida 'de louca nova.
Vende-se un bonito moltcote de 25 annos,
bom carreiro, e Irahalhador de ciliada, sem vicio;
irrn prelo de meia idade, bom ranoeiro, pnr 250g00Q
rs. ; urna prela quilamleira e coziiihcira: ni rna
dos Quarleis n. 24, segundo andar.
Familia da Ierra.
Saccas com farlnha muilo fina por 59500 : na rna
do Crespo n. 21, toja de Bernardino Maa da Silva.
MEGHANISMO PARA ENGE-
NHO.
NA WSmSS DE FERRO DO EMJEMIEIRO
DA.ID W. BOWMAa, NA IVA DO Bllil.
PASSAaDO CIIAEARIZ,
ha sempre um grande sorlimenlo dos scguinles ob-
jeclos de mechaiiismos proprios para engenhos, a sa-
ber : munida- c meias moendas da mais moderna
construeco ; laixas de ferro fundido e balido, de
superior qualidade, e de lodos os lamanhos ; rodas
dentadas para agua ou animaes, de lodas as propor-
oes ; crvos e boceas de fomalha e registros de boei-
ro, aguilhcs.bronzes parafusos c cavilhes, moinhos
de mandioca, ele. ele.
A MESMA FIWD1CAD
se execulam lodas as encommendas com a superiori-
dade j conhecida, ecom a devida presteza e commo-
didade em preco.
Vende-se um mnlatinbo de 16 an-
nos com principio de bolieiro : no lar-
go do Capim, coebeira de Paulo & Silva.
A 260 rs. o corado.
Chita franceza com 4 palmos de largura, e de lin-
dos de-eidio- : na ra do Crespo n. 16 A.
AVISO AOS AKMADOKES.
Na entrada da rna do Rangel, defronte dd n. 5,
vcndem-se peonas de guams, por preco commodo.
ATTENCAO*. '
Vendem-so palitos de fogo superiores a lodas as
3nulidades ; na BoarVisla, ra do Pires n. 56. pelo
i 111 i 11 uto preco do^WOOO o cento ; e pelo mesmo
proco vende un incOJiuo que anda com urna cesla
pelas mas desla cidade; todos que prelenderem
comprar basta avisar o dito menino, qne elle mesmo
levar para livrar dos compradores terem o trabalho
de irem buscar na fabrica.
Na rita do Queimado n. 50, loja de Ier-
ra rjens,
vende-se o seguinle, por muilo razoaveis precos :
Superior muro de lustre, marca castello.
Apparelhos de metal finos para cha.
Bules e cafeleiras dilos, avulsos'.
Facas de mesa de cabo de marfim.
lilla- de dila dilo de ac.
Trinchantes de cabo de metal.
Ditos de dito de aro.
Balaios de fila, obra muilo delicada.
Capachos de dila para col locar jarros.
Ditosde dila para rollocar lanlernas ou candelabros.
Bandejas finas com elegantes pinturas ; e outros
muilo- objectos, que s vista.
I n-iriircao para o servico das guardas da guar-
nidlo de Pernambuco, exlrahido da legislarlo mili-
tar, e crommodada a disciplina c pralica do exerci-
to brasileiro : vende-se na Mirara n. 6 e 8 da praca
da Independencia, a 320 cada exemplar.
Vende-se um excellenle carimbo de 4 rodas,
mui bem conslruido,eem bom estado ; est exposlo
na ra do Arago, casa do Sr. Nesnie n. 6, onde po-
dem os pretendcnles examina-lo, c tratar do ajuste
com o mesmo senhor cima, ou na rna da Cruz no
Recife n. 27, armazem.
Vcnde-se um forte piano cm bom nso: na casa
junto do palacio do Sr. hispo, em Olinda.
Vende-se um terreno com dous cai-
\oes em'respaldo, n.uito bem construidos
para dous ricos sobrados, em urna dus
piincipaes ras desta cidade, por sel de-
1 ron te de S. Francisca ao pe da nova
ponte: a tratar no Hospicio, sitio da Sra.
viuva Cimba.
Aproveitem a occasiao.
Com o Iraspassc da chave, vende-se por baralissi-
mo preco una armaran de goslo moderno, no alerro
da Boa-Vista 11. 49, que pode servir para qualquer
eslabclecimcnln, menos para taberna ; sendo o alu-
guel da casa 103000 mensaes; a Iralar 11a mesma
ra, loja de miudezas n. 54.
Na ra da Cruz 11. 15. segundo andar, vendem-
se 566 couros salgados, viudos do Arar.itw.jio hiale
o Auroran
a prela /*_ Na
guildes l^CaUlo. c
,
VENDAS.
leudo o Illm. eExm. Sr. prcsidenle acaba- 6
V do com o privilegio dos carros fnebres, pelo S
regiilamcnlo ha pouco inserido no Diario n t
131, onde deixa livre a concurrencia, ees- li
fii lando o abaixo assignado prvido de carros fi*
fnebres de lalas asclasses com os compelen- ^
@ les pannos, assim como de carros de paneta fe
para acompanhamenlo, armacoes de eras 5
grandes e menores, brandocs, velas, carias de W
9 ronvilc, e ludo mais que uestes actos se pie-
<# eisam, como sejam msica, padres, lirar licen- Q
W ca ele, incumbe-se de lomar conla de lodo S
@ e qualquer funeral, sem eiitrclanlo levar con-
@ sa alguma de sen trahalho, dcscaiicanilo des- @
S{ I arle ao doloroso. Itun Nova n. 6:1, dofronle
gl da tmara municipal. Antonio Remani {
S ijitinteiro.
s5ssie^s-p5a@i5g
Pcecisa-se alugar urna escrava para
o servico interno e externo de nina casa
e pouca familia : na rna da Conceicao
" .9. -
jomingos AlvesMalbcus sacca sobre a provin-
cia do^r* pelo primeiro vapor.
Linerreira Piulo vai Europa Iralar de sua
saude, e ilerte Pr seus procuradores em l.o lugar a
seu mano Auaw|e Ferreira J'inlo, e em 2." o Sr.
lien i o Candido dfcOIoraes.
O aiiininrio mbladu no Diario n. 1",T .le 12 ; dun
do correnle, com asyiinae-J. ,\, {,. nj0 M. Ml. _
leude com os Srs. (iiieri-, Jo.io Alves Guerra e Jos I "" .' "-'''"'P0 "
Alves liuen.i.
Aos amantes da bella fumara.
Arhara-sc expostos ho halcAo da loja de Boavcnlu-
ra Jos de Castro Azcvedo. na ra Nova n. 52, os
verdadeiros charulos de S. Flix, qneiendem-se pe-
lo diminuto preco de IjtxX) ri. a caixa, e garanle-se
a qualidade; e aiofeeiMe un rrsUinle do* da Ba-
bia, que nram annunciados a 8IXJ rs. a caixa, ami-
gos nao dcixem passardesapercebida semelhaute pe-
chincba.
Alparka de seda de cores.
Vende-se alparka de 'seda de roresde goslos mo-
dernos : na rna do Queimado 11. 38, defronte do bec-
1 o da CongregacAo.
Ven.Ic-se saldo As-ii, cm pequeas e grandes
porcocs perlo do embarque : a Iralar na ra das
Cinco Puntas n. 82.
Vende-te a loja de fazerdas do ater-
ro da Boa Vista n. H, com poucos fun-
dos, 011 com aauclles r|tte o comprado!
quizer, propria para um principiante por
ter commodos para morada, e tambera
se faz iicjjono s com a annarfio: a tra-
tar na mesma loja.
Vende-se arroz pilado a 1%>00 a arroba
armaiem de Tasso IrniAos.
Compra-se um prelo ranoeiro que seja perito,
moco ou mesmo mais velho, assim como una canoa
de carreira que seja segura e boa : na ra da Cadeia
do Itecife n. 51, loja.
CHEGUEM A PECHINCHA.
Os mais modernoi padrAei de
rrancezas, com ipnlinoxde lar
de id)
lii. se
vein da ra das CrU7.es.
iira.
r. u aovado
nuda |n|.
illas
pelo
: na
a iniem
Ponle Velha, no quarterAo da casa do Sr.
asa n. 9. vender urna escraia de idade de
:M) a 35 annos, que -abe bem fazer o sre ico de co-
znha e lavar roupa.
Vende se para fra da provincia um prelo,
crioulo, de idade de 21 a 25 anuos, pouco mais 011
menos: quem prelender, dirija-se a rna do Sol n.13.
Na ra das Cruzes n. 22 vendem-so duas esrra-
1.1-111 ocas, ciigommadciras e cozinheiras, rozem bem
cbAo c lavan) de suban, assim como dous benilos rs-
cravos de 22 annos.
Vcnde-se urna luja de minucias, com poucos
fundos, c na mesma ha commodos para familia -
lambem se vende s a armaran, a qual ocrupa lima
podada mesma loja, sila na rna Direila n.X'.i :qnem
a pretender, dirija-se a rna do Queimado, loja u.
11, para tratar.
Vende-se orna casa rom taberna e padaria e
commodos para familia, bom quiulal de uvas e mais
arvoredos de fruclo, cacimba de pedra e cal, Janque
para banho jun'o ao porlo do embarque e desembar-
que, sila na povoacaode Pona de Podras, he a nlli-
ina padaria que tem da barra de Catuama ai a bar-
ra de (ioianna, distancia de tres leguas de urna bar-
ra a nutra, e cm povoado; o dono vende por se
adiar muito doenle e relirar-se para Iralar de sua
saude : os prelendenles dirjam-se ao armazem Ja
Alfandega, defronte da escadiuhn, para tratar com
Vicente Ferreira da Cosa.
A I s eada um diales
de, algodAo de cores bonilos'padroes, assim como cor-
les de brim Iraucado de cores de puro linho e muilo
bonitos padres a 19750, grvalas de seda de core*
de bom goslo a 600 rs., ditas de chita a 200 rs., se-
liiu azul claro a 500 rs. o covado, corles de rollete
de tusUo os mais modernos a 132O0, bonetes frauce-
zes de 1 elude de cores para menino a800>., ludo
he baralissimo para acabar: na loja de Leopoldo da
Silva i.hieiru/, ra do Qneimado n. 22.
Relogios inglezes de patente.
Vendem-sc a prec,o commodo, em casa de Barroca
& Caslro, na ra da Cadeia do Recife n. 4.
Esteiras e cltapos de palba baratos.
Vendem-se esleirs novas de palba a I49 o cenlo,
chapos de dila a 123 o eeoto, cer amarella e coo-
rinhns de rabra :, na ra da Cru do Recife 11. 33,
casa de S Ariujo.
Vcndem-se 10 escravos, sendo 4 lindos mua-
los, um driles he bom olllcial de pedreiro, 4 dilos de
ludo o servico, e 2 rscr.ua-mocas ; na ra Direi-
la n 3.
Chitas francesas largas a 200 rs.ocovado.
Na Inja da esquina da ra do Collegio n. 5, ren-
dein-sc rhitas fraucezas largas de lindos padres, pelo
barato preco de 200 rs. o covado ; e oulras mudas
fazendas por preco muilo commodo.
PARA A FESTA. ,
Selhns inglezes para bomem e sen hora
Vendem-se scllins inglezes de pa-
tente, com lodos os perlences. da me-
lhor qualidade que lem viudo a esle
mercado, lisos e de harraune, por
preco miiilo commodo : em casa de.
Adamson Honie & Companhia, ra
do Trapiche n. 42.
LOTERA DA PROVINCIA.
Aos 10:000.$.
Na rasa feliz dos qualro cantos da ra do neima-
do n. 20 estAo i venda os afortunados bilhelese cu-
lellas da lolcria da Boa-Vista que corre no dia 14 c
pagase os premies de 1:000$ para cima sem descon-
t algum.
Farihba de mandioca.
Vende-se muito boa familia de mandioca ; @
"* a bordo do brigue nacional Inca, rhegado de
9 Santa Calharna: para porres, Irata-se no %
0 escriptorio da ra da Cruz n. 40, primciio W
andar.
Vendem-se bichas de Hnmburgo
cm porroes a O.s'OOO rs. o cento : na
travesa da Madre de Deosn. 9.
Em casa de Roth & Ridoulac, ra
do Trapiclien. 12, vende-seoseguinte:
Aro de Milito.
Ferro dnSueci?.
Dito imilacao.
Cobre para forro de20, 22> 25, 26 oncas.
Arados de ferio.
Taixas de ferro...
Pianos hori/.oiitnes e verlicacs.
Prejos de cobre.
Chumbo etn lences.
Em casa de Roth i Bidoulacacham*
se para vender ptimos pianos de arma-
rio de Jacaranda", chegados agora.
Ven.le-se Ho de sapalciro, bom : em casa deS.
P. Johnslon & Companhia, ra da Sensata Novo
n.42.
I.FNCOS DE CAMIIRAIA DE I.IN1O A .59000 A
D17.IA.
Na ra do Crespn. 5, esquina que volta para a
rna do Collegio, vendem-sc lencos de cambraia de
linho finos cm caixinhas com lindas estampas, pelo
barato preco da 19500 rs. a duzia, para acabar una
pequea porc,Ao qne ainda resta.
Kua do Queimado 11. I.
Conlinna-se a lender os lencos branrns (Irnpnos
para meninos e meninas a 100 rs., pecas de brelanha
de linho rom 6 varas, a 2)500 ; pecas de cambraia
branca fina com 6 'i varas, a 2)500e 300 ; corle*
decalcas de brim de linho de cor de quadros e lis-
Iras, a 19600; dilos de brim escuro transado a I^K);
chitas francesas largas, a 210 rs. 11 cavado ; coherlo-
res de dous pelos, a 1f200 ; lencos de retrox, a 19 ;
dula- de cor muilo boa-, ,1 1 ',11 rs. o covado ; e nu-
tras inuilas fa/eudas por haraln preco.
Vendfm-eem casa de S. P. Jolins
ton iV C, na ra de Senzalla Nova n. 52.
Linho do Porlo superior engarrafado.
Scllins inglezes.
Relogios de otiro patente ingles.
Chicles de carro.
Farelio em saccas de "> arrobas.
l'urnosde farinlia.
Candelabriis e caniliriros liionzeados.
DespeiK'eii'a de ferio galvanisado.
FeTO galvanisado em folha para forro.
Cobre de forro.
LOTERA da matriz da boa vista.
Casa da Esperanca rita do Quei-
mado n. 61.
Nesla casa est a veuda nm rompido sorlimenlo
de cautelas desta lolcria. cujas rodas andam no dia
14 de julho.
Vcnde-se urna balanca romana com lodos os
seus perlences. cm bom uso e de 2,000 libras : quem
a prelender, dirija-se n ra da Cruz, armazem 11.4.
A S00 RS. A VAHA.
Brim (raneado branco de puro linho; muilo cn-
eorpado : na loja da esquina da ra do Crespo que
volla para a cadeia. .
COBERTORES.
Vendem-sc coberlorcs de tpelo a 800 rs., dilos mul-
lo grandes a 19100, dilos broncos con) barra de ciir a
t92t).rolclias brancas com salpicas a lOOOO : na loja
da ra do Crespo n. 6.
BRIM DE PURO I.INHO. rao*RIO.JMC~
MILITARES.
Vcnde-se brim de linho branco muilo encorpado
a 500 rs. a vara, curies de casemira, elstica a 4&0U0,
panno azul para fardas de guarda nacional a 39000
e lyXKl o covado, dilo preto para palitos a 39000,
40000 e 4S500. lencos de seda de 3 ponas, proprios
para senhora Iralar pelos hombros a 610 cada um, e
muilo mais fazendas em conla ; na ra do Crespo,
loja n. 6.
SANOS.
SALSA PARRILHA.
Vicente Jos* de Brilo, nico agente em Pernam-
buco de B. J. D. Sands, chimico americano, faz pu-,
blicoque tem chegado a esla praca urna grande por-
cao ile frascos de salsa parrilha de Sands, que sito
verdadeiramcnle falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se dciem acaulelar. os consu-
midores de lao precioso lalisraan, de ejhir nesle
engao, tomando as funestas consequencias que
sempre coslumam Irazcr os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela mao daqoellcs, que antepoem
seus iiilercsscs aos males c estragos da humanidade.
Portante pede, para -que o publico se possa livrar
desla fraude e dislingua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recen teniente aqni chega-
da ; o annunciante faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em sua botica, na ra da Conceicao
do Recife n. 61 ; e, alera do receituario qoe acom-
panha cada frasco, lem embaiio da primeira pagina
seu nome impresso, c se achara sua firma era ma-
nuscriplo sobre o invollorio impresso do mesmo
jracos.
Vende-se nm cabrioiet cora sua competente
coberla e arreios, ludo quasi novo ; assim como 2
eewUos do mesmo j ensinadose mansos : paaa ver,
na coebeira do Pedro ao p do arsenal de maimlia,
para Iralar, na ra do Trapiche Novo n. 14, primei-
ro andar.
DEPOSITO DE PANNO DE ALGODA'0
DA FABRICA DE TODOS OS SANTOS
NA BAHA.
Vende-se o superior panno de algoclao
desta fabrica, proprio para saceos e roupa
de escravos : no escriptorio de Novaes &
Companhia, ra do Trapiche n. oi, pri-
meiro andar.
Bom e barato.
Palitos de panno fino a 12S01K), lljOOO. K^OtKt
e 20SOIXI; dilos de alpaka de cordo. a 75001; di-
los de dila prela, 73000 c 89OOO ; dilos de princeza
de cor, a 5?; ditos meia rasomim^ajj; calcas de ca-
sen) jra a 5380(1 e 69; collcle* datCtira prelo, a 49 e
>9 ; dilos de fuslao, a 10600 e 29 ; c oulras muitas
obras ornis barato que se piule encontrar : na ra
da Cadeia do Recife iu .1.
Che;ueW.a pechmcha.
Os mais moilcrrio>rasdroes de rhilas franreza de
palmos de larguraiJMl* dhiiiniilo prer;o de 260 rs.
o covado: na ra do Crespo n. 16,segunda loja quem
vem da ra das Cruzes.
Vende-se leitepago todos os dias
de manhaa, a preco do costttme : em
frente da taberna do Campos, ra das
Cruzes.
Vcnde-se sola muilo boa, em pequea e Rran-
de porri'Mis, chrgada ltimamente do Aracaly : na
"la da Cadeia do Recife 11. 49, primeiro andar.
VELAS DE CERA DE CARNAUBA.
endem-se velas de cera de carnauba, cm caias
pequcuas grandes, de muilo boa qualidade. fcilas
no Aracaly Ila rua 0l Cadeij, d Kecife 49, pr.
metro indar.
Vende-se um carrinho de 4 rodas,
novo, muito elefante e maneiro, vindo de
Franca : na rua da Cruz n. 26, primeiro
andar.
Vende-se vinho branco de Bordeaux,
em garrafas, a 96*500 a duzia : no Reci-
fe, rua do Trapiche, em casa do Si. He-
brard e Fernando de,Luca.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se cera tanto em grume, como em vellas, cm cai-
xa, com muilo bom sorlimenlo c desiperior quali-
dade, chegada de Lisboa na barca Gratidao, assim
como bolachinhas em latas de 8 lihr.is.e farello muito
hoto em suecas de mais de 3 arrobas.
Deposito de vinho de cham-
($) parjne Chateau-A^r. primeira qua-
0 lidarle, de propriedade do condi
(& de Marttiil, rua da Cruz do fie-
" cife n.20: este vinho, o melhor
& de toda a' champagne vende- 9
S) sea 36$000 r. cada caixa, aclia-
- se nicamente em casa de L. Le-
f comte Feron & Companhia. N. B.
O As caixas sao marcadas a fogo
($ Conde de Maten i I e os rtulos
^ das garrafas sao azues.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemen te, recomtnen-
i
ik
>.da-se aos senhores de engenho os jS
seus bons clfeitos ja' experimen- X'
bidos : na rua da Cruz n. 20, ar- W
mazem de L. Leconte Feron & @?
Companhia. f^)
Vcndem-se relogios de oaro e prata, mais
barato de qne em qualquer oulra parle
na praca da Independencia n'.. 18 c 20.
Bepoiiio n rbrio de Todos os Santos na Baha.
Vende-se, cm rasa de N. O. Hujier & C, na rua
da Cruz n. 4, alsodaS Iraucado d'aquclla fabrica,
muilo propriopara saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por prer,o commodo.
Vendem-se em casa de Me. Calmont & Coaa-
panhia, na praca do Corpo Saulon.ll.o seguinle:
vinho de Marseilleem caixas de 3 a 6 dalias, I inhas
cm iim el los ccarreteis, breu em barricas muilo
grandes, aro de milao sorlido, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundico' Low-Moor, Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de Ierro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Na rua do Vigario n. 10, primei-
ro andar, lem para vender diversa, mu-
sicas para piano, violao e Huilla, como
Sejam, (|uadi'ilhas, valsas, redowas, scho-
lickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Acanelado F-dwln Maw.
No ruade Apollo 11. (!, armazem de Mr. Calmoiil
A Companhia, acha-se constantemente bous sor-
menlos de laixas de ferro coado e balido, lano ra-
sa romo fundas, moendas ineliras lodas de ferro pa-
ra animaes, agua, ele, ditas para a rmai em madei-
ra de lotloa os lamanhos e modelos os mais modernos,
niaehina horisonlal para lapor rom furca de
i ravallos, rnros, pansadeira* de rerru psiauhado
para ca a iie poraar, pur menos preco que ,- ,ie co-
bre, euro ven* para nanos, ferro da Sueria, r tu-
llas de lian.lie- ; ludo por btalo piejo, i
e Na roa do Vigario n. 19 primeiro andar, tem pa-
r* vender-se chapeos de castor braucopor commodo
preco,
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade dezinco, superior quali-
dade, por precos commodos : na rua do
Trapiche Novo n. 16.
Taixas para engenhos.
Na fundico' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua liaver um
completo sortimento de taixas de .ferro
fundido e batido de 3.a 8 palmos de
bocea, as quaes acbam-se a venda, por
prec_o commodo e com promptidao' :
enibat'cain-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vende-se peixe secco de varias qualidades e
muito bom : na rua da Cruz n. 15, segundo andar ;
assim como bolins de couro pelo dimiuulo preco de
29300 o par.
5$000 hda um.
Vcndem-se chapeos de sol de seda, boa qualida-
,>Sa4i||(O00rs. cada um, dilos de panuinho, por
l280 : iia*pf*ala Independencia n. :15.
Vendem-sc coberlorcs de algodAo grandes a
640, e pequeos a 560: na na do Crespo u. 12.
QUEMSE PRESUNTOS.
Nn ruarla Cruz do Becife no armazem n. 62. de
Antonio Francisco Marlins, se vende'os mais supe-
mires queijos londrinos, presunlns para fiambre, l-
timamente chegados na barca inglua f'alna-
raiio. ^^ '
Na rua da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem de Henrique Gibson :
vcndem-se relogios de ouro de sabonete, de paten-
te inglezes, da melhor qualidade e fabricados em
Londres,, per preeo commodo.
-rNa rua do Vigario n. 19 primeiro andar, lem
venda a superior fianclla para forro de scllins rlte-
gada recenlemenle da America.
Moinhos de vento
'ombombasderepuiopara regar borlase baixat
decapim.nafundicadeD. W. Bowman : na roa
do Brum as. 6, SelO.
Padaria.
Vende-se orna padaria muiloafregnexada: a Iralar
com Tasso 4 Irmaos.
Aos senhores de engenho.
Coberiore* escoro de algodAo a 800 rs., dilos mui-
lo grandes eencorpados a IJtfOO : na rna do Crespo,
lnja.aa esquina que volta para a Cadeia.
Devoto Cliiistao. 1
liSW^ 2** e,liSo do vrloho denomifudo
DevejJ flhrislao,mais correctoe eresceutado: rnde-
se niuaamente na livraria n. 60 8 da praca da In-
dependencia a 6*0 rs. rada exemplar.
Redes acolchoadas,
brincas e de cores de um s panno, muito grandes e
de bom gosto : vendem-se na rua do Crespo, loja da
esquina que volla para a cadeia.
No pateo do Carmo, taberna n. 1, vende-se um
escravo de bonita ligur.i, proprio para lodo servico.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantag'em para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o met iodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz, n. 4.
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porte), cm
barris de 4., 5. e 8.: no armazem da rua
do Azeite de Peixe n. 14, ou a tratar no
escriptorio de Novaes & Companhia, na
rua do Trapiche nT$4.
ESCRAVOS FGIDOS.
Dcsappareceu no da 10 do rorrenle,ummoleque
crioulo de noircMorenlino: cor fnla, olhos papu-
dos e um lauto vesgos, bstanle fallo de denles na
.rente ; levou calca dealgoriozinl.oazul e camisa de
cinta encarnada com lisn-as brancas, chapeo de couro
|a velho ; foi comprado a Manoel SimOes do Rgo
morador na povoaeao de O'rtvala : a pessoas que a
pesarem queiram lcva-l roa Direila n. 3, que
serao sralilicados. s
.VttOOO c.irjilir.cacao
ca?r"1TrPC2;,rr !,e "orne Andr,
calrae.ro, .dude lia IK *m, secco do corpo c al-
io rusto no da 2t,tenalo niOximo passado ; ro-
sa-se a todas as autoridades pnHciaes e rapilaes de
campo, que levem-o a sen senlior, no Forle do Mal-
los, trapiche do algodo, on na cidade de Olinda, no
> arailouro, a Joao Anlonio Moreira, que prompla-
mcnle dan o promeltido.,
1 ~Z Au*e",0i1-c la casa do Sr. Sebaslio Anlonio
do llego Barr0!, em agosto de IH.%1, m orcasiio que
scacbava morando 00 aterro da Boa-Visla, o sen es-
cravo, pardo, de dome Vicenle, de altura rruulir
que reprsenla ler :l anuos de idade, pouca barlia!
bous denles, olhos na flor .hi roslo. rorpo e perna
bem fcilas, leu lo nos colovellos dos bracos dous lo-
binbos ; suppoc-se eslar aroutadocni urna casa nes-
la 1 lado, e seu senhor protesta desdo j por perdas,
dainos, dias de servico, etc. ele.; assim como gra-
tule a quem o apprcheudcr.
Antonio, mnlrqur, alio, hern parecido, cor aver
melhada. uacao Congo, roslo rompridn, barbado no
queixo, pecoco grosso, pes licm fehw, leudo o dedo
ndex da nulo direila aleijado de um lalho, e por is-
so o traz sempre fechado, com lodos os denle,' hem
ladino, oicial ile pedreiro e pi-rador ; Icvihi roupa
de a*aodao c una palhoca para resguardar- da din-,
va. lia loda prohahilulaile de ler sid sedu/ido iht
alguem ; fgido a 12 de maiu do rorretearmo, pe-
la S horas ,1a iranhila, tendo oblidn llcenra para le-
var para Sanio Anlonio una bandeja con roupa :
roga-se. porlanl 1, a lodas os autoridades c capitSes
ile campo, hajam de o apprcheudcr e leva-lo s An-
lonio Alves Barbota, na rua de Apollo 11. :10, ol, CII1
I-ora de Portas, rua dos Guararapes, onde M pa-i-
rao ludas as despe/as.
Dcsappareceu no dia IS de Janeiro do rorren-
leannoo escravo Jos Caeanaei e ,Ml. (0 allll0,
pouco mais ou meaos, rom falla de deules na Irenle
le.liculo crcciitos. e ,iealn/,-s as nadegas ; srali-
hc..-c aeneroaameoie 1 quem .. Irva ao alerr da
Hoj-vista n. ., segundo andar.
P,- T, a. W. r, rarla la*.
|.
.
II
rr^iv/iri
Ki itii Ann


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