Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01504


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Full Text

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ANNO XXX. N. 158.
Por 3 mezes achantados 4,000
Por 3 mezes vencidos 4,500.
4*
-
QUINTA FEIRA 13 DE JULHO DE 1854
Por Anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO DE PERNAMBUCO
ENCARRILADOS DA SLBSCR1PCAO'.
Recife, o proprilario M. F. de Faria; Rio de
neiro, oSr. Joo Peraira Martins; Baha, o Sr,
Duprad; Macei, oSr. Joaquira Bernardo de
doea. ; Parahiba, o Sr. Gervazio Vicior da *
dada; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira;
ty, oSr. Antonio deLemosBraga ; Cear, o\
ctorianoAugustoBorges;Maranho,oSr. Jj..
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ratos*.
Lr CAMBIOS.
Londres 26 5/8, 26 1/2 d. por 1!>
Pars, 365 rs. por 1 f.
Lisboa, 100 por 10ft. .
Rio de Janeiro, a 2 fyo de rebate.
Ido banco 15 O/o dejiremio.
da companhia de JieWibe ao par.
da companhia defeguros ao par.
Disconto depuras a o e 9 0/0
METAES.
Ouro. Oncas hespanholas....., 29*000
169000
165000
Moedas de 69400 velhas.
de 65400 novas.
de 49000. .
Prata. Patacoes brasileiros .
Peso columnaros....
19940
19910
mexicanos.......19860
PARTIDAS DOSsOORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15. I
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e Oricury, a 13 eH.
99000 pianna e Parahiba, segundas e sextas feiras, "
Victoria, e Natal, as quintas feiras.
. > PREAMAR DE IIOJE.
Primeira s C horas e 54 minutos da manhi.
Segunda s 7 horas e 18 minutos da larde.
Hli
AUDIENCIAS.
Tribunal do Coramercio, segundas e qintasfeiras.
Relacao, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizcr de Orphos, segundas e quintas s 10 horas,
l.'vara do civel, segundase sextas aomeiodia.
2." vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
Julho
EPIIEMERIDES.
3 Quarto crescente as 4 horas, 1 mi-
nuto e 48 se gundos da tarde.
10 La cheia as 4 horas, 6 minutos e 48
segundos da manha.
17 Quarto minguante a 1 hora, 44 minu-
tos e 48 segundos da manha.
25 La nova aos 47 minutos e 48 se-
gundos da tarde.
DAS DA SEMANA.
10 Segunda. S. Selvano m. ; S.Bianor rara.
11 Terca. S. Sabino m. Ss. Silvano e Abuendio.
18 Quarta. S. Joao Gualberto Ab. ; S. Jason.
13 Quint. S. Anacleto p. m. Ss. Jaoel e Esdras.
14 Rexta. S. Boaventura B. Card. Dr. Serfico.
15 Sabbado. S. Gamillo deLelis Fundador.
16 Domingo 6. Triumpho da S. Cruz ; N. S.
Ao Carmo. O Anjo Custodio do Imperio.
PARTE OFFICIAL
GOVERNODA PROVINCIA.
Expedie- Oficio.Ao coronel commanclanlc das armas, re-
commendando em vista do sea oflicio n. 560, que
mande por ero liberdade o tecrula em deposito Ben-
Jeronymo Al ves.
Dilo.Ao inesmo, para mandar por em liberda-
de o recrula Laiz Pereira de Aroorim, que foi jtilga-
do incapaz para o ervigo do oxcrcilo.Communi-
cou-se ao jnir. de direilo do Po d'Alho.
Dilo.A Heury Brun:i cnsul t r)eaaMsu..iu-
zendo ficar inleiradode haver sido Gustavo Hcuri-
que Praeger coulirmado no lugar de cnsul da Prus-
sia nesla provincia, bem como de continuar S. JS. a
subslitui-lo nas funer&es do dilo consulado (luanle
a siiavauseuria.Fizeram-se as necesarias cummu-
nirarGes a respeito.
Dito.Ao Dr. Manoel Duarle de Farias, aecusan-
do recebido o oflicio, em que S. S. comniunicou ha-
ver fallecido no dia 9 do torrente o cnsul da Bl-
gica nesla provincia Manoel Caclano Soares Car-
ueiro Monleirn, e dizendo que deve S. S. exercer as
funrces daquelle consulado na qualidade de seu
chancellar al que o governo imperial resolva a res-
peito o que entender.Fizeram-se as necessarias
comrounicages. .
Dilo.Ao inspector da thesoararia de fazenda, in-
teiamlo ' rllo favoravelmcnle o requerimenlo em que o des-
emliargadoi Antonio Baplisla Gilirana pede paga-
mento de seu ordenado.
Dilo.Aq raesmo, transmittindo por copia o avi-
so circular o>3 de junlio ultimo, noqual oExm. Sr.
ministro da marinha, em solaceo i duvida occorrida
sobre o modupor que se deve fazer a despeza da
axlracgSo da navio mercante que foi a pique no
porto desta cidade e abondonado pelo dono, com-
inunica haver o Eim. Sr. ministro da fizeuda ex-
pedido ordero circular s Ihesourarias das provincias,
declarando que estas e oulras despezas a cargo das
capitanas dos portos continuara a ser feilas pelas
mesmas capitanas.Igual copia remctleu-se ao ca-
ptao do porlo.
Dilo.Ao presidenlello ciusclho administrativo,
para promuver a compra dos objectos mencionados
na relacao que remelle, os quaes sao necessarios ao
arsenal de guerra para completar os que deve re-
meller para o meio batalhao provisorio da Parahi-
lM.T-Fizeram-se as necessarias communcages i
respeito.
Dito.Aobrigadeiro Jos Leilc Pacheco, inleiran-
do-o de haver expedido as convenientes orden- nao
m par que a bordo do vapor Imperador seja S. S.
transportado para as Alagoas, acorapanhado de seu
ajudanle de ordens, secretario e quatro ordenanzas,
mas lamhem para que pela thesouraria de fazenda
sejam abonados, se nao houver inconveniente, os
seus encmenlos de sold e mals vanlaeens ale o
Tundo rente mez, bem como aos dousolficiaes ci-
ma mencionados.Espediram-se as ordens de que
se trata.
Dilo.Ao chetedepolica, :ommumcando haver re-
mellidoathesnoraria provincial paraserpagaa conla
.que Sme. remellen da desposa fcila com a lavagem
da roupa da enfermara da cadeia desla cidade nos 7
' mezes decorridos de dezcinbro do anno prximo
; pastado a junhoullmo.Iguaesacerca da contadas'
' despezas feilas com o sustento dos presos pobres da
cadeia de Caruar e Nazarelh, c com o fornecimen-
to de luz a ultima das mencionadas cadeias.
Dilo.Ao director das obras publicas, dizendo
que veja se acha qnem fornega por menor prego do
que o por Smc. indicado, a pedra necessaria para o
cairamente das mas desta cidade, devendo em todo
' o caso pnferir tanto por lano ao inglez James
Douiilly.
Ditp.Ao mesmo, panfque enlendendo-se com
M. Danjov trate de eflecluar a compra de urna ma-
cliina de moer mandioca com a competente prensae
iifm descr_montada na (oloqia militaradc l'iiucn-
terii.
Dito. Ao inspector da thesoura
zendo que para ler logar o pagai
alguma desapropria.ao, nao
tor das Obras publicas Uvri o
ta o artigo 68 da le n. 286, pon
dar pagar incontinente nao s a
i'asasqueforam desapropriadas, sitas no 20 lango da
estrada do Pao d'Alho, as quautas declaradas .
termo de contrato que Smc. remellen por cop
dando depois sciencia de ludo ao supradilo director,
mas tambem a todos que se acliarem em igaaes cir-
oumslancias.
Dito. Ao administrador do consolado provincial,
para apresentar com brevidade a preposta dos em-
preados que devem compor as seccoes daquelle con-
sulado com declararlo dos que merecenucr promo-
vidos, fim de ser ella tomada na devidfcsconsiilera-
ro. Reme'tfou-se copia do oflicio cima ao inspec-
tor da thesouraria provincial.
Dilo. A directora do Ihealro de SI. Isabel, con-
cedendo a autorisacao que pedio para escriplurar os
artistas disponiveis de ambos os sexos que actual-
mente se arliam nesta provincia, para com elles se
reconstruir a companhia que deve trabalhar no pr-
senle anno scenico.
Dito. A' commssao de soccorros nomeada para
as frezuezasdos Afogados e Vanea Communican-
do a Yv. Ss. que aralio de remetter (liesouraria de
fazenda "para ser salisfeita da maneira proposta por
Y. S. a conla junta ao seu oflicio de liontem, do que
so dispendeti nas freguezias da Yarzea e Aflbgados
com soccorros n pobreza, conforme Ihes incumb por
oflicio de '28 do pa-sado, cumpre-me ao mesmo lem-
po agradecer a Vs. Ss. nao s a promplidao e boa
vontade com que se prestaram a esse acto de phi-
lanlropia, _como tambem o zelo com que se porta-
ra ni no desempenho dessacommssao. Deu-se des-
tino ieonj.; de que trata.
Dif A' mama. D'enlre as pessoas queforam
soccorridas por intermedio de Vs. Ss., compre que
me remellan) urna relacao nominal daquellas que se
acham inleiramenle nuas. dlim de se Ihes mandar
dar urna camisa. Igual a commssao nomeada pa-
ra o Po.o da Panella.
Portara.'Ao agente da companhia das barcas
de vapor, para mandar transportar para a corle nos
lugares para passageiros de estado, no vapor que che-
gar do norte, o ajudanle do guarda mor da alfande-
ga desta cidade, l.uz'(,ornes Ferreira e urna sua ir-
maa.
Dila. Mandando alniitlir a Custodio Jos da
Silva novamente ao serviro do exercito como volun-
tario, por tompo de seis annos, abonando-se-lhealem
dos vencimenlos que por lei Ihe competirem, o pre-
mio de 400$. Fizeram-se as necessarias commu-
nicaces.
Dita. O presideute da provincia resolve nomear
para os lugares da lliesouraria provincial abaixo de-
clarados os cidadaos seguintes :
Para officialda secretaria.
Miguel Alfonso Ferreira.
Para 1. etcriplurario da secro ocamente creada.
Francisco de Barros FalcSo Cavalcanti de Albu-
querque.
Para 2. etcriplurario da tnesma;
Francisco Joaquim de Oliveira Baduem.
Para 2." escripturario da fecrao de cotilas.
Joaquim Marnho Cavalcanti de Albuqucrque.
Para amanuenses.
Joao Cesar Cavalcanti de Albuquerqoe.
llelmiro Augusto de Almeida.
Para cartorario.
Bacharel Antonio Wilruvio Pinto Bandeira Acci-
olc de Vssconcellos.
Para praticanles.
Baldoino Jos lavares da Silva.
Vrenle l.icinfo da Cosa Cani|>pllo e ordena que
se .Ibes passcmsos competentes ttulos. llemel-
teu-se copia da portara cima ao inspector da mes-
ina thesouraria.
Oflicio. Ao inspel|j'do arsenal de marinha,
aecusando recebido oaApio em que Smc. faz ver a
indeclnavel neces^dae' de haver n'aquella inspec-
tora um ajudanle, odlcialde marinha, e declaran-
do que enviou-a por copia ao goyernu imperial
para resolver respeito o qnejulgar conveniente.
Dilo. Ao director das obras publicas, inlel-
rando-o de haver espedido as convenales ordens,
nao ai para ser- pgate thesouraria dejfezeinla ao
thesoureiro pagador *iqueJl^Kctori a quanlia
de6i:i"5:lO res. conUnlft'fl Ha que Smc. rc-
mclle.....as (ainbem'paraq Iher o supradilo lliejourciro osjRdos existentes em
seu poder, lhc sej, levada em conla a referida quan-
lia que ser recolhida quando for recehida da men-
Dilo. Ao inspector da lliesouraria provincial,
para que, vista do competente certificado mande
Smc. pasar ao arrematante do 17." lauco da estrada
do Pao d'Alho, Manoel Caetano de Medeiros a im-
portancia da segunda prestaran a que elle lem di-
reilo, por ler concluido dous lerjos das obras do
seu contrato.Communicou-se ao director das obras
publicas.
Portara. Ao agente da companhia das barcas
de vapor, para mandar dar passagem para a corte
no primeiro vapor que passar para o sol, ao lente
Timoliao Peres de Albuquerque Maranhio, e o al-
feres Antonio Vives l'eilosa, e para as Alagoas.o al-
teres Manoel Joaquim Bello. Communicou-sc ao
commandante das armas c exordio-s ordem the-
souraria de fazenda para passar guia de soccorrimen-
lo a esses ofliciaes.
Dita. Concedendo ao arrematante da obra sup-
plementar do acude da villa de Caruar Miguel A-
lexandrino da Fooseca Galvio, 3 mezes de proroga-
53o para a conclnso d'aquella obra, os quaes. serao
contados desde o dia 2-2 de juuho ultimo.Fizeram-
se as necessarias rommunicacoes.
INTERIOR.
inrial, di-
k> vator d
leodrec-
dc que
c Smc.
arios
conada Uiesouj
que se
Dito,
transmittindo
ronel commaftl
Joao do Reg'
pre que Sra
qoe est res1
Dito. Ao
Desojando tf
Expedirara-se as ordens de
FOLHETIM.
IMA HISTORU DE FAMILIA. (*)
POR lilil .
IX.
. lfita da teetemunha.
PcrsMtii.do em sua resclu^o, San .Nerco linha ou-
tru | rojee!", o qual iluarc ara se bem de communcar
ao cundo Caetano. Escollieu un lusar favoravel e
tenebroso perlo da grade da casa de Sainl Servis, e
espern.
Depois de raea noile um silencio profundo reinou
em tuda a linha de Lougehamps. e o menor rumor
de rodas nas aleas litcracs, fazia eslremer San Ne-
reo. Depois de mttitos engao elle vio emlim um
tilbury sahir de urna avenida, dobrar o anculo do
muro, e parar dianle da lirado. A clarilla le das duas
lanicrnasclcivou ver um mancebo de alia estatura
que dcsccu lentamente, e um criado qu abri a
porta. San Ncreo afTagou o cali do punbal; mas
lembrou-sc de sua promissa, e nao se inoveu.
Quando todos eulrarain, San Ncreo sabio da em-
boscada, c comecou a travs dos Campos Elseos um
passeio qoe s bavia de acabar ao sabir do sol. Fe-
lizmente sao notes mu curias as do mez de julho !
Chozada a hora conveniente, San Neroo tocou a
sineta; mas sem etyeranca de acordar do primeiro
toqueHiu, triado qoe s zozira somno. Depois da sexli chamada, mas vigorosa-'
mente acceiiluada. ouvio-se nm resuninsar surdo
seguido de alsuns juramentos inalczes, a porta abri-
se, e ii ni pageni meio vestido sabio c dingio-se para
a grade. San Nerco tomen um lom respeitoso e re-
soluto, c disse airaves dos vares:
Ycnho Intlar com Mr. Saint Servis de um ne-
gocio>da mas alta importancia, c que nao olIVe de-
mora alguma. Sou o conde San Nereo, e desejo fal-
lai-lhe. Eis ineu hlJiel de visita.
11 criado murmurou algumas palavras simias que
perleuciam liada ao seu somno interrumpido, e do-
minado pe olbar do m mcebo, abri, lomou o bi-
lliele de visita, e parou Mimo para ndlectir.
Ue um iic^ocio da mais alia iuiporlancia, re-
pelio.San Nereo Ciirrcgaudo nas ultimas palavra".
i) criado subi com passo irresolulo, trrelleclio
anda alguns instantes diante da parta do quarto do
amo; mas eintim abrio-a e acurdou liniidainente a
Saint Servis, dizendo-ihe:
Para un negocio ila mas alia importancia.
Saint Servis acirdou de inao liuinoi como lodos
os bomens de sua especie, abri o bilbelc, leu, e
d isse:
O conde de San Nereo, nao conbeceu csso se-
nhor... he moco ou veliiot
Ue moro, respondeu o pagem, be um ijenlle-
n.iin. mas be luxo e feo.
Comprebendo, disse Sainl Servis com sigo
mesmo, sei oque Iraz aqu esse feio senbor... faca-o
entrardaqui arinco minuto,.
(*j Vide o Diario n, l.iti.
Bernardo Salgueiro,
icAo que deu o co-
cerca do capitn
Vista da qual cum-
ento do processo
capitao.
da comarca de Goian-
olcia exacta dos aconteoi-
;oj resullanles^grande cheia produsida pelas
osas cliiivas do mz prximo passado.recommen-
h Vmc. querriel-emetla com a possivel brevidade
urna informacan nunuciosa de lodas as circunstan-
cias mais nolaveis, nao s a respeito d'allura que
chegaram as aguas como dadestruirao feifa nos pre-
dios rsticos e urbanos, nas estradas publicas, e o
prejuiso provavel que soflreram os particulares, e
Analmente o numero e nomes das pessoas que su-
cumbiram essa cnlamidade.Nesle sentido ofliciou-
se todos osjuizes de direilo das diflercutes comar-
cas d'csla provincia.
I.evafflando-se, lomou i pressa um Irage comino-
do qoe conservava-llie lodas as Yantagens physicas,
segundo a cerlidao de seu espelbo.
San Nereo inlroduzido pelo criado, saudou Sainl
Servis com grave polidez, e explicou em poucas
palavras o molivo de sna visita.
Em quanto o cond tallava, Sainl Servis que do
primeiro olbar reconhecera o noivo do passeio pu-
blico italiano, lora?va um charuto, e acendia urna
bugia com o inaior sanaue trio.
Eu esperava o scnbur ou qualqucr outro, disse
indolentemente Sint Servis encostando-se i clui-
min, e minlia re posta est prompla. Nao lenho
nenhuma salisfar;iloa dar ao senbor conde de Sul-
lauze.... Pcrdoe-nie, senhor, nao atjRdmireassim...
Se ha um ollendido nesle iiegoeip.fie be o senhor
conde de Sullauie..ou cu. v#-^?V
Bem se ve vidu ile litMMp'senhor conde lira 'lempo algum
lano deimflip. Ainda hootem elle poz-me com
premedilMHSm um estado completo de embriaguez
ronlando-meao mesmo lempo urna historia de baro-
neza allemaa, de narctico, de alchimistas, de rasa
de Souabia. de Conrado, c nao sei de que mais, ludo
para allrahir-me ao laro de urna confidencia reci-
proca, e adormecerme com urna mistura de vinhos
forlcs. Nao enviii-lhe nenhuma especie de cartel
|ior essa longa, c injuriosa nnslilicicao ; mas ron-
vem que deixe-me tranquillo," be lempo de acabar-
mos ludo isso cutre nos.
Creio que me permillir fallar lamhem, au
he assim'.' disse San Nerco cociendo urna explosao
de colera.
Sainl Servis lanrou urna baforada de fumara ao
ledo, e fez o signa! que aulorisa a fallar.
Nao ignoro nada, senhor, proseguio San Nerco,
nada, carrejo nesta palavra.
Carrrguc cnibora.
O cuele Caetano. mcu nobre amisoeslava em
seu direilo, rumpiia o oflicio de un magistrado. Tu-
da he permiltido t um painascircumstanciascrueis
em que Mr.de Su lauzc eslava colloca>lo. Nao quero
dizer mais, isto basta para provar-lhe que sei ludo.
Senbor, lornou Sainl Servis, nao rcronhero
em ninguem o direilo de r.ouslituir-se magistrado.'e
ministerio publico. Se Mr. de Sullauze julu.i ter
recebido de miin offensaa, dirija-se aos Iribunaes...
Eis precisamele o que elleqoer evitar, inler-
rompeu San Nerea.
Ab elle quer evitaros Iribunaes! '
(Jue aclia o senhor de admiravel nisi-o".'
Bu! acho que Mr. deSollaaxe tem perfeila-
menle razan. Dienta de um tribunal, deve-ee dizer
ludo, nada se podeocrultar... Ob! senbur.nao fal-
temos mais niss > ; pois iramos inuilo lon^e.
Enlao o senbor recusa formalmente toda a sa-
tisfazlo ao ineu robro amigo
Formalmente, e nada Ibe peco.
Todava bonlem o senbor liha aceitado oen-
CODlru da Tourelle.
Tudo o que fiz ou disse honlem nao lem valor
alauui; pois eu nlo eslava em ineujui/o, linliain-m'o
ai raneado do cerebro Irau.luleiilameute.
Assimo senbor rollora n coronel de Sullaue
em urna dura ne< essidade...
RIO DE JANEIRO.
CARIARA DOS SRS. DEPUTADOS.
Da 29 de malo.
A' hora do costme, feila a chamada e reunido o
numero suflicicnte de membros, o presidente decla-
ra aberta a sessao.
I.ida e approvada abacia da antecedente, o 1. se-
cretario da conla do seguinle expediente:
Um oflicio do Sr. ministro da guerra, devolvendo
o rcquerimenlo em que o lenenlc-coronel da 2.
classe do estado maior, Antonio Joao Fernandes Pi-
zarra Gabiso pede passagem para a arma de infan-
laria, c ao mesmo lempo dando ns informaras por
esla cmara exigidas. A' commssao de marinha e
guerra, que fez a requisito.
Um rcquerimenlo de Manoel Jos Pereira da Sil-
va Jnior, pediodo ser prvido na cadeira publica
de lacbygraphia. A' mesa.
De Joaquim do Vale e Silva, pedindo o lugar de
porleiro desla cmara. A' mesa.
Do lenenlc-coronel Jos Mara Ildefonso Jacome
da Vaga Pessoa, pedindo repararan de urna oflensa
que diz ha soflrido emseus direitos adquiridos, nao
sendo prvido a coronel. A' commssao de mari-
nha guerra.
Sao julgados objectos de deliberaran e vilo a impri-
mir para entrar na ordem dos trabalhos as seguintes
resolucoes :
Foi prsenle a commssao de pensos e ordena-
dos o decreto de 10 de abril prximo passado, com
os documentos que o acompanharam, pelo qual se
fez merc a D. Mathilde Delfuadc Castro, viuva do
rhefe de divina Francisco Bibiano de Castro, da
pnalo animal de 700-J rs./em reiiiiineracao dos
servidos prestados por seu fallecido marido : prova
a agraciada com documentos, qoo seu marido servio
a nacjlo por mais de 30 annos em muilos e impor-
tantes empregos e commissoes, e que nao recebeu
por elles remunerarlo alguma, deixando numerosa
familia, sem meios e sem recurso algum para occor-
rer s necessidades da vida : he porlanlo a commis-
so de parecer que seja approvada a sobredita peu-
sao para o que oflerece a seguinle resoluco :
A assemblca geral legislaliva resolve :
" Artigo nico. Fica approvada i penso anim-
al d 700-5 rs. concedida por decreto de 10 de abril
dcsleaoiioa D. Mathilde Delfloa de Castro cinrc-
muiicraco dos servaos prestados por seu fallecido
marido o chefe da divi-ao Francisco Bibiano de Cas-
tro, revogadas para esle lim quaesquer disposirdes
em contraro.
Paro da cmara dos dcpulados 27 de maio de
1834. Gomes Ribeiro. D. Francisco Ballhazar
da Silceira.
o Foi prsenle commissao de penses e ordena-
dos o decreto de 2i de agosto do anno prximo pas-
sado, com os documentos qoe o acompanharam, pe-
lo qual foi concedida a aposeutadoria com a meta-
de do respectivo ordenado ao desembargador da re-
lacao do Rio de Janeiro Gabriel Mendes dos Santos,
a qual sendo a commssao de parecer que seja apro-
vada, alenlas as razes por elle allegadas em sua
peticao, oflerece considerado da cmara a seguin-
le resolurao :
A assemblea geral legislaliva resolve:
a Artigo nico. Fica approvada a aposeutadoria
concedida por decreto de 2i de agosto do anno pas-
sado, com o vencimenlo animal de 1:3009 rs., ao de-
sembargador da relarao do Rio de Janeiro Gabriel
Mendes dos Sandos, revogadas para este fim as dis-
posirdes em contrario.
Pago da cmara dos deputados, 27 de maio de
1854. Gomei Ribeiro. D. Francisco Ballha-
zar da Silceira.
Passando a ordem do dia, a fixarao da forra na\ al,
procede-se v ntac.io do rcquerimenlo do Sr^Sera,
cuja discussao bavia ficado encerrada na ujtina ses-
sao, para que aeja remedida commmissS le ma-
rinha e guerra a emeuda do Sr. Miranda. He ap-
provado esle requerimenlo. V
Continua a discussao da proposlanr,3 fiak forra
uaval para o aono de 1855d856 coN^ emenda da
commissao. v ,
Julga-se discutida esla materia. A pronta lie
adoptada em 3.' discossade remettida coiiMemcii-
das approvadas commissao de redacao.
Entra em primeira discussao o soguilla pro-
vecto :
Artigo nico. O governo fica aulorisaJo a sa-
lisfazera Jos Marlins Vieira a quanlia de'l:90O$
rs. em que tora a fazenda nacional condemnaia por
molivo do injusto apresamenlo feito ao brign Ori-
ente, por lord Cocbraue, na provincia do Mannhao,
segundo a respectiva senlenra por elle obtida
a Pago da cmara dos depulados, 13 de agalo de
1839 J. J. Pacheco. .V. Martins. .[d..A-
marai.
O Sr. Ferraz : Pela lei que creou o cuuelho
de estado, malcras de prezas e de iiidraninab em
geral s.1o da compelencia administrativa. 7em-se
querido entender que, quando a lei trata de hdem-
nisacocs, refere-se smenle a negocios de frezas;
mas uniendo que esta inteligencia he forrada, por-
que a lei he muita clara, diz julgamento ce pre-
zas e indemnisarcs. A palavra indemoieaes
enlloca Ja depois da palavra prezas niopode-
se dizer que restringe a compelencia a indennisoes
de prezas; mas o contrario se enlenda : este regocio
provem de prezas, he urna indemni-acao exigida em
consequencia de ummo aprezamenlo.
Assim eu desejava que se me declarassequal o
lempo em que foi proposla a acro qual o lenpo em
queja preza foi julgada m, qual o preceito la sen-
lenra ele.
Se V. Exc. me pode mandar csses papis,au exa-
minarei islo. ( lie salisfeilo, c depois de cMmim.tr
os papis, diz ): Lslou esclarecido.
O Sr. Lirrarnento : ( pela ordem) Ped; que a
resolurao lenlii urna s discussao.
O Sr. presidente: Como a enmara iJo lenlia
encerrado al. discussao, parece-mc que ainda he
lempo de submeller sua votarlo o reqicrimeulo
do honrado membro.
Consultada a cmara, approva esle reqierimcnlo.
Continua porlanlo em urna' nica discussio a reso-
lurao.. -
O Sr. Hcnriques: Esle projerto importa a
condemnaro da fazenda publica em 1:90(S: elle lie
dalado de 1839, e esl assignado por ltre sculiorea
deputados da commissao de fazenda dess< lempo, i!
ncuhun dos quaes he actualmente luebro desla
cmara,neubuin i inenuacao pode |Hirtanll ser pres-
tada a respeito da materia -S> projeclo. Nao era
possivel que depois que foi eli > dado pan ordem do
dia, de dous dias para r, eadt um dos seihores de-
_ Comprehendo-o, inlerrompeu Saint Servis
vivamente, Mr. de Sullauze depois de me ler mysti-
fleado em particular mofar urna affronta publica...
Pois bem, lenho, graras a Dos, tudo o que he pre-
ciso para pagar visla um insulto. Se seu amigo
insultar--no, quebra-lo-bei sobre este joelho, e loraa-
rei testemunbas. O senhor ser convidado para o
enterro no dia seguinle.
Depois de um momenlo de silencio, San Nered -
qual continha-se por um milagre permanente, disse :
Emlim, visto ser devida urna satisfa^ao, forco-
soser recorrer com grande pezar aos Iribunaes.
Aos Iribunaes? disse rindo Saint Servis. En-
lao o senhor nao comprehendeu minhas reticencias
ainda aeora '.'
Nao reparei nessas relicencias, senhor.
Per.inle os Iribunaes direi tudo.... Ora, senhor
conde San Nereo. quem crer que um homem lenba
abusado criminalmente de urna mora no primeiro
da de sua che-ada a Paria? Quaes* sao US paletas
que arrciliiarao essa fbula ? Nossos juiza sao muilo
esrlarcridos para admillirem (ao estupida inverosi-
inilbanra !...
Com ludo, inlerrompeu San Nerco eslreme-
rendo, embota esse farlo parera inverosmil, o se-
nbor lornoii-o verdadeiro.
Sainl Servis desalou a rir, e seu inlerloculoren-
carou-o com ar estupefacto dizendo :
_ Nao julgava queo acto de Saint Mand fosse
lo divertido.
He a maneira pela qual os senbnrcs ordenaram
esse faci, que be jocosa... Eu conbecia mademe-
sella de Sullausc ha seis mezes... Ali! eis proferi-
da a palavra principal! Agora o senbor sabe ludo.
A ele golpe tao imprevisto o semblante de San
Nereo descompoz-se, o Erilo parou-lbe nos labios e
como os ps nao u sustcnlassem mais, cahip sobre
orna poltrona, como se livesse sido fulminado.
Era agora o falso que pareca verosimil imagi-
narn desconfiada' de San Nereo. Sainl Servis cou-
tinuou passriando com urna agilaro finsida:
Que loucos? forcam-nos a dizer ludo, arran-
cam-nos do fundo da alma un segredo que pode
aniquila-Ins! Deixamos airanca-lo. Tanto peior!
Convm acabar rom as importunares encarnizadas!
Yer-sc-ha no Iribunal um rapaz dotado de algumas
vantagens pbvsicas, e urna mora formosa, os quaes
conhecem-se na provincia... Referirei todas as par-
ticularidades... A mora chega a Pars... Na mes-
illa larde marca um ponto de entrevista em alta voz
no passeio publico... Tenho leslemunlias... O pai
sorprende os dous amantes como na Judia, a mo-
ra desmaia, e o boni do rapaz salla o muro... Mas
mcu Dos! be a historia universal que eslou contan-
do. Sejam quaes forem os duze jurados bavcro ao
menos seis .lenice elles, que leiiliam sallado um mu-
ro de jarilim, ou passado pela porla, o que he o mes-
mo em direilo criminal. A nica diflereuc.,-1 que ha,
he que eu ichei o que nlo lero adiado os seis ju-
rados, achei um pai qoe debaixo do pretexto de ser
coronel me lem seguido romo se Ihe houver a fur-
sado a earlcira.
Sou culpado por ventura de sua lilba adorar Paria,
e de liM-me eacolhido para represenlar esla capital
em nina entrevi la de noile dr vero?
carta de naluralisacaX de cdadao bra-leiro a Carlos
Pctrasi, natural do grao-ducado de Meklemburgo
Slrelilz, o actualmente admit binan serviro do ex-
ercito brasileiro na qualidade de cirurgiao ajudanle,
fleando para esse fim dispensado o lapso do lempo
exigido pela lei de 23 de oulubro de 1832.
Paco da cmara dos depulados, 21 de maio de
1849. Figueirde Mello J. A. Saraica.
A disposi;ao do artigo antecedente sera extensi-
va ao doulorem medicina4uHo Cesar Andrini, ac-
tualmente reslenle na provincia do Piauhy.S e
Allmquetque F.X. Paes Brrelo.
\0 Sr. Figueira de Mello diz que lia equivoco no
to em discussao, quanlo a citaco da lei que
^_ o prazifplfl'ttl"naturalisada qualqucr pessoa
cidadS-braaileiro, isto he, que em vez de se citar a
resolucao'n<2fiTde 30 de agosto de 1843, que redoa
a 2 annos o lempo de reeidencia exigida pelo art. 1
5. dajei de -21 Je outobr& de 1832, acha-se citaba
esla lei; e para corrisir esle engauo declara que va
mandar mesa urna emienda. .
He apoiada e enlra lamSem cm discussao a emen-
da do Sr. Figueira de Mello.
O Sr. Licramehto desaja idaumas informa^es
relativamente s condigoes dos ntdividuos de que
Iratam os rticos addilivos. \^
O Sr. PrtsiitMe observa que estas informares
s poderao ser exigidasqoando se Iratardosarligo
addilivos, e nao agora, que s se Irala dojlrojec-
(o principal e Ja estada,jjgdleofferecida.
Dando-Ha materiwaj ir discutida, procede-se
vni.ic.io por csccjaJjaMj iCnto ; heapprovailo o pro-
jeclo por 50 volas** Tavor e T^contra e tambem be
approvada a emenda.
Kiilram em dicoss3o conjont
addilivos.
He apoiado e
guinte :
a Propuubo como a
jecto. Olneira Bello.
a Arligo uuico. Ktca o
conceller carta de natufali
ro ao subdito portuguez Manoel
vogadas as disposices em
Paco da cmara dos depdtad
uho de 1853. F. D. Pereira de
Joao Antonio de Miranda.
O Sr. D. Francisco informa que o subdito inglez
de que Irala o sen artigo addilivo requerco natura-
lisarao desde o anno passado, e que a pedido do Sr.
deputado Sanios e Almeida foi esta materia unida ao
projeclo n. 68. Esle homem reside no Brasil ha
lalvez trinta annos, lem-se oceupado particular-
mente cm ensinar o inglez c o francez mocidade
brasileirn ; he casado com brasileira e lem filhos.
Julga pois que esl no caso de merecer a attenrao do
corpo legislativo.
O Sr. S e Albuquerque informa tambem cer-
ca do arliao addilivo que mandou mesa ; diz que
n Sr. Andriani existe no paiz ha mais do 10 annos,
esl casado com brasileira, lem filhes, e aclualnien-
paladosjpudesse recorrer ao processo, qui lie Data- | (c exerec a medicina na provincia de Piauhy.
' Sr. Miranda: Por parle da comiuissao de
ral seja mutto volumosu.aileul a naslurew da lju-
sa, examina-lo curialmenlc. e habililar-scassim pa-
ra emillii um vol conscieucioso.
V.Exc, vio que ha poucos dias a camaia leve de
negaro sen asscnlimtnlo a nina condcuiuacao de rs.
130:0009 proferida conlra a fazenda nacional, e f-
lo certamcnlc porque en leudo u que ella fa injusta;
o mesmo poder dar-se a rcspcilo do processo que
motivou o projeclo em discussao : e nesle caso esl
a cmara em seu direilo negaudo os fundos preci-
sos visla do arligo 31 da lei de 24 de cutubro de
1832, segundo o qual he ella juiz uesta nateria.
Parece porlanlo que, devendo merecer i casa lo-
da a consideraco urna condemnaco da fizenda na-
cional, ella nao pode eslar habilitada, vela do ex-
posto, para bem julgar dessa condemoarj) sem que
seja suficientemente informada, esclarecda. Para
que islo tenha lugar, vou oflerecer um idiameulo,
rcqnrrendo que o projeclo v a commissao de.fazen-
da actual, afim de que ella, examinando-i, nos pos-
sa na discussao esclarecer a esle respeito.
He apoiado, approvado sem dbale, > requeri-
menlo de diamento do Sr. Ilenriqnes.
Enlra ero primeira discussao o projeclo "me auto-
risa ao governo a conceder caria de naluralisacao a
Manoel Francisco Ribeiro de Abreu, cslatelecido na
provincia de Minas Geraes.
A requerimenlo do Sr. D. Francisco esla resolo-
ran lem urna nica discussao.
Sao apoiados os scguinles artigos addilivas :
a Fica igualmente o governo autorisade a conce-
der a"mesma graga a Joao Glynn, uascido :ia Ingla-
terra, com mais de 20 annos de residencia no impe-
rio, casado oom Brasileira, e com lilhos. S. /!. D.
Francisco.
t til'ei cernios como arligo addilivo o seguinle
projeclo. Brusque. Paula Candido, a
Arl. 1. O governo fica aulorisado a conceller
San Nereo aniquilado fez o signal que pede mise-
ricordia, e levanlando-se com esforro disse :
Basta, senhor, basta: minha mistao est desem-
pernada... resla-me...
Sainl Servis fea um gesto calmo, e lomou urna
voz mui natural para relcr ainda um nstaile o jo-
veu conde, cojo semblante expressivo amunciava
lodos os instinctos do ciume crdulo e dasocpeila.
Espere um momento, disse elle, o seibor con-
de he eslraogeiro '.'
Sim.... nao, respondeu_San Ncreo com voz
torda.
Como sim c nao I Nao o enlendo,...
Sou quasi italiano.... Demais que imporlt
isso '.'
Sim, iso he iiulifferenle, senhor conde, lodos
os bomens sao iguaes dianle do amor... Permita-
me que Ihe falle franca c auiigavelmente. O senbor
nao conhece a leviandade de nossas muflieres... No-
te bem que nao as aecuso.... Dos guarde-me dis-
so !... Se ellas commellem faltas, s os bomens sao
responsaveis. Damos-I he urna educaco que as de-
sencaminha em vez de guia-las....
Pode ser, disse San Nereo em lom dislrahido,
e nlhan>lo para a porla.
_ Quando as mocas comeram a frequentar as so-
ciedades, proseguio Saint Servis com ar douloral,
tomamos a pcilo dislrahir por meio de urna segunda
educarao a primeira que ellas receberam no con-
venio... .
Senhor, inlerrompeu febrilmente San Nereo,
cssas rcllexr.es...
Estas rctlcxoes, inlerrompeu Saint Servis com
braiuliira. estasreflexes Ibe darao a chave de mui-
las causas obscuras. Tenha f cm um homem de
experiencia que falla-lbc como amigo... Depois da
sabida do convento ou do collesio levamos nossas l-
llias ao tliealro, moslramos-lheg semas de paixao
Iresloucada, revclanios-lhcs srenas de enredos dra-
mticos, encliemos-lbes os ouvidos de declama! oes
amorosas, iniciamo-las na diplomacia dos camarins,
e essasjnveiis ce becas c\altani i. ou viudo esses ar-
tistas que para ellas sao verdadeiros amantes, vendo
esses corredores de panno piulado que para ellas
sSo o mundo real. lie verdade islo ?
Sim, que mais? disse San Nereo siifTucado
de dor.
O mais, senhor, he fcil deadevinhar-se... Em
Pars sobretudo este segunda educarao das mocas be
mais pericosa que cm qualqucr nutra parte...
San Nereo fez um movimenln sbito, seu interlo-
cutor muilo intclligeiile araba\ a de locar a corda
sensivel.
_Em Pars, conlinuou Sainl Servis, o senhor
nao achara urna moca qoe nao saiba de cor c que
nao cante ou toque no piano romances amorosos ou
cavatinas articules de operas. Eu poda rilar-Ib.-
muilas des-as mximas cem vezes mais perigosas,
quando a msica as acompanha com lodos os em-
briagadores encantos.... E o mais jocoso he
ver um pai que depois de ler meltido assim no cere-r
bro da lilba lodas esses paixors; enlra em urna ro-
b'i.i ni.....i quando a segunda edurarao prealuzseu
frurlo... lie verdade islo, senhor conde ?
consliluicao e poderes, devo dgclaiar rasa que
nao impugno que passo como arligo addilivo a ma-
lcra da resoluto n. 124 reduzida a projeclo pela
mesma commissao. Oulro tanto nao posso dizer a
respeito do arligo addilivo assignado pelo honrado
membro da provincia do Maranhao.
Alcm de que nao me consta que baja na casa re-
querimenlo desle prelendeule, com us ducumnnlos
processados iodispensaveis, provamlo ao men que
elle lem feito na cmara municipal do logar em
que reside a declararlo de oyie quer fixar a sua rc-
sidencia no imperio, occorre que mesmo pelas cx-
pressoes de que se servio o Ilustre aulor do artiao
uddilivo nao pode ser elle approvado pela casa, por
quanlo disse o Ilustre deputado que esle individuo
he casado com brasileira.
Pela lei de 23 de outubro de 1832 se determina
expressamente que Indo o estrangeiro que for casado
com brasileira fica nicamente sujeilo prova do
quesito marcado no 3., islo he, obrigado a pro-
var permite o governo que lem declarado na cmara
de seu municipio o desejo ou inlcncao de residir no
imperio. Se pois esle individuo be casado com bra-
sileira, como se disse, basla que requeira ao gover-
no para que se Ihe conceda a caria de naluralisac.io,
sujeilando-sc apenas prova do quesito que refer.
Sendo islo assim, nao pode esta casa tomar em con-
sideraco urna materia que ja est prevenida em
lei ; e por lauto enlendo que nao podemos dar a es-
le arligo addilivo a importancia que pretende o no-
bre deputado pelo Maranhao.
A mesma couaa, Sr. presidente, enlendo que se
deve eslabelecer a respeito de um oulro artigo addi-
livo pelo qual se quer autorisar a naluralisacao do
Italiano Julio Cesar. Scapparecer projeclo formu-
lado pela commissao de consliluirao c poderes sobre
a preleneao desle individuo, documentada compe-
tentemente, c com os quaes ao menos elle prove a
otencao de querer residir no imperio nao posso
obslar a que esta pretendo seja allendida, porque
relativamente i naluralisacao jn mais de urna vez
tenho dito que a qualqucr estrangeiro de boa mo-
ral que se apresentar ao corpo legislativo requeren-
do ser naturalisadn ci 1 nio brasileiro nao se possa
recusar a dispensa do esparo de lempo marcado na
lei, le qac nao repelle nenhum estrangeiro de po-
der ser naturalisadn, urna vez que satisfar aos
quesitos nella indicados. Por lano, como tambem
esla prctenrao nao se acha comprovada competen-
temente, nao posso dar o ineu voto em favor dola ;
enlendo que seria um pouco temerario fazer seme-
Ihautc cnnressfio em laes circumslancias.
A primeira emenda em que a commissao concor-
da he de n. 124, cujo prelendentc he Manoel AI ves;
a segunda he den. 111 de Carlos Pelrazi; as duas
apellidas pela rommissao sao os dous artigos ma-
nuscriptos e conlra os quaes esiao as Ultras expres-
sas da lei de 23 de oulubro de 1832.
O Sr. S e Albuquerque: Salsfazendo as exi-
gencias do nobre deputado pela provincia do Rio de
Janeiro, direi que o cdadao italiano Andrini, em
favor de cuja naluralisacao ofTerec o arligo addili-
vo que foi impugnado, requeren o anno passado a
esla augusta cmara a sua naturalisarSo, lendo a in-
felcidade de liaver sido perdido no trajelo da pro-
vincia do Piauhy para esla capital o seu requeri-
menlo e os documentos que o iostruiam; mas, Sr.
presideute, na falta desse requerimenlo e dos res-
pectivos documentos, en fajo um appello ao conhe-
cimenlo de alguns depulados preseutes, e espero que
elles-confirmarao a verdade do qoe assevero ; existe
na casa/o nobre ex-presidenlc da provincia do Pi-
auhy e actbaA presidente das Atagas, o qual sabe
muilo bem desse Ofigocto, existem mais alguns de-
pulndde de I'e>mibuJe>, os quaes conbccem per-
esse licKyiduo, sabem que elle he casado
lambuco,. tcrrVJjlhos, e nessa provincia ex-
profiesao de nieiHco, a mesma que excrceu
a do Piauhy; 'W'lanto jnlgo que com
;5es Acaran des\iuecidos os escropur
deputado, a^n\V*f como que com
a cmara nao ha de deixar do votar pelo ad-
dilivn. A >
OSr. .Virandor'Eu"M duvido, Sr.fresiden-
te, das explicaresjffi acanam de ser dadas i casa
pelo nobre depujano de Pernamburo, mas nao sao
ellas que poden fazer decidir no momento essa
quesUio. A qucsiao he se por ventura somos nos
os competentes para fazer conceder cartas de nal ti
rali-acao de cidadao brasileiro quelles que lem os
quesitos exigidos para consegui-la immcdialameulc
do governo.
Agora conhero eu que tambem essa segunda c-
mi'tida versa sobre um prcleudenlc, que he casado
com BrasitejdL e por ronseguiOf milita para com
elle a mesmCTazao que cu refei "quando Irat-i da
emenda rcmcltida pelo nobre deputado pelo Mara-
nhao. Nao he s a falla de peticao desses indivi-
duos, nao he s a faltado documentos, cnlrc osq'uaes
K achc ao menos o registro nos archivos da cmara
muniaipal respectiva da vontade expresa de que
esses piden bailes desejam fixar a sua morada no
imperio; arcresce mais agora a circunstancia pode-
rosissima de sercm casados com Brasileiras.
Ja que elles ,"io casados com Brasrleiras, a lei tero
determinado que una vez que qualqucr eslrangeh-
ro estoja neslas circumslancias e quena ser cidadao
brasileiro, basla declarar peranle a cmara munici-
pal que quer fixar a sua residencia no imperio para
ser allendido. E pos se a lei determina isso, o quo
he que nos vamos dispensar ?
O corpo legislativo poJera dispensar o lapso de
lempo, mas se esse nao existe para com esses indi-
viduos, elles cm qualqucr necasiao podem atrancar
a sua carta sem que nos lenhamos qnc nos ir intro-
mcller com atlriboirOes que perlencem positiva-
mente ao poder executivo. O que acontecera se
nos dispensassemiis o que nao lia a dispensar, visto
que o governo nao pode repellir o pedido desses bo-
mens ?
Eu por certo nao os repelliria se por ventura elles
nao sendo casados com Brasileiras e tendo fcilo as de-
clarares nas cmaras municipaes viessem pedir-nos
dispensa para obtercm as suas cartas de naluralisa-
cao ; nao os repelliria, digo, porque hei de conce-
der sempre o meu vote quelles eslrangeiros de
comporlamenlo honesto que viercm se acolhcr ao
nossos bracos, que com hosco quizerein par i 1 liar nos-
sos Irabalhos c deveres, que declarem finalmente
que recebem honra e dislincrao em perlencer ge-
nerosa familia a que perlenccmos.
O Sr. Aguiar :e^Sr. presidente, eu concordo al
recto ponto com a opinies emiltidas pelo honrado
membro relator da eemraissao de consliluicao e po-
deres; porni, conforme enlendo a legislacao que
reuna entre nos a nafaralisac/iudosestran-icirus. sou
fmvadn a divergir em parte do seu pensamenlo.
Sau Nereo responden com um murmurio sordo, e
nao arliculou nada.
E nos rapazes, lornou Saint Servis cruzando
os bracos, qHe fazemos ?.... Fazemos nosso oflicio
de rapazes, perdoe-mc esla locurao trivial... Apro-
veamns as faltas dos pais, exploramos o romance
a cavatina em proveito de nossa ociosidade... Oh I
diga sinceramente, senhor roude, nunca desfructou
um dia seguinle ao da opera?
Nunca nunca respondeu San Nereo filando
no as.cabio olbos fero7.es.
Knlan proseguio Saut^Mni|yndo, o se-
nhor he um fenmeno, umn JRfBr Pbenix
que nao renascer de suascinzas. Pela minha par-
le sou franco, tenho no passado alguns peecadinhos.e
jamis alirarei a primeira pedra, seja sobre quem
for.. No inleresse de minha justlficacao s fallarei de
madamesella de Sullauze...
San Nereo salino romo se tima bala livesse-lhe
alravcssado o enrarao.
Saint Servis fingi n3o reparar nesse movimen-
to, e conlinuou friamenle :
O senhor conhece o caracler dessa mora, se
nHo o conhece vou dar-lhe urna idea exacta delle...
Nao acenso, nem maldiso, juslilico-me... Um ad-
vagado tem o direilo de dizer linio no inleresse de
sua defeza...
Falle, falle, senbor, inlerrompeu San Nereo; o
qual experinienlava a necessidado cruel de ser tor-
turado por novas confidencias.
Ma l.une-olla de Sullauze, disse Sainl Servis
cscolheudo oulro charuto cm una caixinha rom
muita attenrao, madamesella dr Sullauze romo to-
das as moras do provincia que receberam nina edu-
carlo brilhaule, eque nascerain perto de nm cami-
nhode ferro, contrado cedo urna paixao perigosa, e
recenlemente inventada, a paixao de Pars, o oilavo
peccado mortal. Ja v que conhego madamesella
de Sullauze...
San Nereo ahanou a cabera com melancola, o
fia leu com o p uo assoalho.
Paris visto de loage, proseguio Sainl Servis,
be para una rapariga o sviiouimo do Paraizo. Pa-
rs lie o Ihealro com suas maravilhas. he a mollea
com seus extases, as sociedades com suas soducres.
a moda rom eus destuinbrameutos, a unillidao rom
sua vida alegre, o luxo rom seu goslo exqui-
sito, o salan com seus artistas, o universo rom
suas illustraroes. Basla o none*e de Paris para agi-
tar o somno de una moca, abtrjzar-lhe as nuiles, e
pcrlurbar-lbe os dias. Ago lome easa bella n
ingenua rapariga, arrniiquef.1 do Bborrecimento de
sua provincia, fara-a anear-) em Paris em una bel-
la larde de juuho. quando Paris he mais Paris do
que nunca, o a rallo nao a govemari mais, ella le-
ra essa robre de toncara qvesobeao carebro, d ver-
ligein, eenfraquece os ps... De quem lie a cul-
pa ?... He minha por ventura 1
Esse raciocinio entreva muilo bem em lodas as
ideas de Sau Ncreu, o qual s linha urna objecrao
a fazer.
Saint Servis senlira urna alegra infernal tortu-
rando assim o joven ronde, ejuletva ao mesmo lem-
po punir, e vingar-te... ConiTnnoa imis lingindo
enioi;5o.
Tenho como verdade inconlcslavel que a respeito
daqaelles eslrangeiros que prclendem obter carta de
nal ii ral sarao por lhc faltar algum lempo, depois de
baverem feito suas deelaracoes peranle as respecti-
vas muniripalidtdes, pedindo para isso dispensa ao
corpo legislativo, sao obrigados a apresentar suas pe-
tires instruidas com documenlos que provem, nao
s o cumprimcnlo da lei.na parle relativa a mes-
ma declararan', porin ainda na que diz respeito ao
lempo coja 'dispensa pedem, porque, nesle caso, he
claro que o corpo legislativo, para bem apreciar a
erar,a que lem de fazer, e exercer q direilo qne Ihe
loca, lem nccesdade desses documentos, e porque
simiente por cites pode medir a extensao do pedido
que Ihe he feilo. (Apoiados.) '
Porm nao posso concordar cm qoe, lera desse ca-
so, e quando o prelendente pede dispensa das so-
lemnidades legaes para que se Ihe confira carta de
naluralisacao, sejam precisos documenlos que pro-
vem as circumslancias que arabo de mencionar,
sendo nislo que pero lirenra ao nobre relator
da commissao para me apartar de seu Ilustrado
juizo.
Sr. presidente, a respeito daquelles eslrangeiros
que pretenden! nalura!isar-se no.imperto segando
as regras ordinarias, temos as disposirOes da lei de
23 de oulubro de 1832, e as do decreto de 30 d agos-
te de 1843 ; mas quanto quelles que, apartando
se dessas regras, recorrem ao corpo legislativo pedin-
do o favor de urna dispensa absoluta, he mais que
evidente que esse favor consiste na derogarlo das
regras establecidas pelas leis conccroenles nalu-
ralisacao em caso ordinario, sendo que por isso toda
a vez que um semclhanlc pedido apparecer e o cor-
po legislativo entender que o impetrante acha-se
em circumslancias lacs que justifiquem e mcreram
urna cic.epr.ao das regras eslabelccidas nas leis, nes-
se caso me parece que nem he preciso haver elle
feilo deelaracoes peranle a cmara municipal, nem
mesmo corre-lbc a obrigarao de exhibir qnalquer
oulro documento que seria indispensavel se houves-
se elle seguido a regra ordinaria, porque na dis-
pensa de toeas essas formalidades he que enlendo
consiste a graga e o exercicio do summo poder do
corpo legislativo....
O Sr. Miranda : O que he que se dispensa
nesla quesiao t
O Sr. Aguiar : Dispeusa-se ao requerenle de
fazer a declaracao peranle'a cmara municipal.
Sr. Miranda : Como he que se prova ?
O Sr. ACuiar : Isso he oulra questao, he ou-
lro pensamenlo muilo diflerenle.
O Sr. Miranda; Eu j nao posso fallar.
O Sr. Aguiar: Nao lenho culpa, euqoiz fallar
antes do nobre deputado, e o Sr. prcsideple foi quem
me deu a palavra, lalvez por engao, depois que o
nobre deputado fallou. Agora s me eslou referin-
do ao principio sustentado por V.Exc, de que era
preciso em lodo o raso que as petieftes dirigidas ao
corpo legislativo fossem instruidas por documentos....
O Sr. Miranda: Ao menos.
O Sr. Aguiar : Pois bem,ao menos rom as cer-
tides das municipalidades pelas quaes se provasse
que o individuo quera residir no imperio ; e he is-
so o que eu digo que o rorpo legislativo pode dispen-
sar, quando entender que o requerente se acha nas
condice- de merecer semelhanle favpr.
Acho porm alguma razSo no nobre deputado
quando pretende que a manifeslacao do desejo que
lem um eslrangeiro de perlencer communhao bra-
sileira deve ser expeudida e firmada pelo propro
indiv iduo.l'ornecendo por esla forma urna prova ma-
terial do que elle realmente quer fazer parte de urna
nova associagao poltica, e bem qu em regra me
parees islo razoavcl, o que sem duvida nao se po-
de verificar sem um documento da nalnreza de que
fallou o illuslrc membro, todava enlendo que essa
exigencia lem um limile alm do qual nao deve pas-
sar, c que esse escrpulo deve desaparecer peranle
a asseverarao de um membro desla casa, tanto mais
valiosa quanlo corroborada e sustentada por ouiros
membros (apoiados) parecendo porlauto que urna
semelhanle assergao equivale a poderoso documento,
e pe a quesillo fra de loda a duvida.
O Sr. Correa das Neces: He bastante um s.
O Sr. Aguiar:Assim, no caso verteute. re~
ferndo-mc por cxemplo, ao artigo addilivo do meu
nobre amigo o Sr. S e Albuquerque, direi que o
leslemunho desse honrado membro sustentado pelo
do nobre deputado da Baha, que foi presidente
do Piauhy....
O Sr. Correa das Meces: E ainda mesmo que
o u3o fosse.
O Sr. Aguiar: E Unftemsaitenladopormm,
deve merecer casa os foros de verdadeiro e a im-
portancia de um documento vali' (apoiados), pois
que conhecemos a interigao do individuo a que o
artigo se refere, militas vezes por elle manifes-
tada.
J v o nobre depulado que, conforme a maneira
Muilas vezes tenho dito isto a mim mesmo com
dor : Que farei se ajimprudencia de um pai amistar-
me presenrade um Iribunal ?
Saint Servis eslendeu sbitamente a mSo como
para repellir semelhanle dea, um rpido relmpa-
go de alisfacrao brilhou-lbe no semblante, e elle
conlinuou:
Perdoe-me, senhor conde, he urna simples
supposigao,.. Cerlamcnle se acontecesse tal degraga
pela falla de um pai a madamesella de Sulauze,
minha delicadeza faria esforcos inauditos paia sal-
var quanlo fosse possivel a ilignidade do una moga
que lem-me dado tantas prova de amor ; mas o
senbor conhece oshomens d justira. Elles esiao
com nosco. atormeutam-nos de perjuutas, armam-
no laros, e obrigam-nos emlim a dizer o que que-
remos calar.
Mas isso he impossivel.' he impossivel inter-
rompeu San Nereo.... Nada de estrondo nada de
molim !
E accrescentou como em aparte :
Meu Dos meu Dos snslenlai-me I
Saint Servis que nada perda de todos os mov-
mentos de San Nereo, fez cahir delicamente a ciuza
branca do charuto e proseguio :
Nesse raso extremo, como o inleresse de minha
legitima dcl'eza deve prevalecer sobre qualquer ou-
lra cnusideragao, eu me vera forrado a fazer no
meio do Iribunal o retrato mural de madamesella de
Sullauze... e o senbor sabe quanlas induegoes des-
honrosas a jutiga lira dessas especies de pinturas
biographicas...
Oh I nada disso !... Nao nao inlerrompeu
San Ncreo. *
Sainl Servis crgueu a rabega, lanrou um lurbi-
Ibao de fumara para o lelo, c routiuuou :
. Tenho tres lesteiiiuulias man, (res bomens
lionrados,umdosquaes he referendario no-tribunal de
conlas, outro he membro do conselho geral de Sena
e Oise, oterreirobe um artista celebre. Sao Ires
amigos... posso dar-Ibes esle nome... Pois bem, el-
les irao lodos tres depor sobro fados lerrveis, se eu
os rilar como lesteinunhas... e eu os cilare, se mi
liba honra o exisir.
Mas ja disse-lhe que o senhor prev o impossi-
vel exclamen San Nerco.
Uli! lornou Saint Servis com um balanro de
cabera : Mr. de Sullauze nao comparlilba lalvez sua
opiiio... Eslou fallando a Mr. de Siillau/.c ausente
e sirvn-nie de seus ouvidos... Mr. de Sullau/.e he
um homem mui cauteloso, muilo astuto, forniei-me
oni sua escola. Elle ha de ficar salisfeilo de seu dis-
cpulo da Maison d'Or.
Diga-lhc islo ilc minha parir... Assim digo ao meu
mestrr Mr. de Sullauze, e naoao senhor, que tenho
a minha disposirao (res teslcmunhas dedicadas. El-
les eslavam asseutados ao meu lado no passeio pu-
blico, no dia da chegada do pai e da lilba. Essas
tres testenianhai ouviram ludo, v iran o enlhusiis-
mo ou para melhor dizer, o delirio febril de mada-
mesella ile Sullauze, podem fazem a pintura dessa
exallago provincial, que nao faz presagiar nada de
boiu para um futuro mui propro. Essas teslemu-
nlias ouviram de que maneira sagaz me foi marcado
para essainesma noile.um ponto de rudniao em Saint
Mand.
Em nome doco, exclamou San Nereo, pou-
pe-me o reste I Nao quero saber mais- nada. Suas
palavras slo puuhaladas...
Saint Servis parecen condoer-se das angustias de
San Nereo. ahanou a rabega romo quem se vilenla
para nao dizer ludo.e arresceulou em lom de conci-
liario :
Eslou muilo sentido pelo geilo que lomou nos-
sa conversarlo. Nao coevm exasperar jamis a
quem tem muita razao. Defeudo-me, eis minha es-
cusa. Alm disso, a calumnia de balde encarniga-
se conlra mim, sou conhecido, minha vida he trans-
narenle, nao circuito nada. Todos sabem que tenho
sostos simples, costumes burguezes. Alguns inimi-
Bos, quem he que os nao lem ? me ho calumniado
mnilas vezes, lenr pretendido que cu habilava urna
rasa solada para oceultar nella o luxo de urna roobi-
lia obscena, e as-,lradigoes scencas dos hroes da
depravago. O senhor v o meu quarto, v minha
mobilia... Urna cama de homem solleiro, poltronas
vulgares, um relogio austero, urna livraria, lance os
olhos sobre ella por favor, ama livraria seria que
chamo minha amante,e que d-me lodos os dias cin-
co horas de ronsolacao. Eis-me pintado em poucas
palavras. Eslou bem longe de ser anarhorela, sou
mogo, e lenho as paixoes de minha idade. Tanto
peior para os que nao as lem. Quando eucoulro
una mulher que me disliugue, o demonio he mas
forteque o anjn da minha suarda, posso commeller
urna falta, nao me defendo ; mas posso tambem re-
para-la, sim, senlior,repara-la... Nao leslemunhe
nenhuma adnuacan... porm nao he preciso recor-
rer i .imcacas, a eaiieis, a srenas vilenlas para de-
cidir-me avollaraobom raminho. Cessem lodas
cssas imporlunages, e eslou promplo para casar
com madamesella de Sullauze. Tudo ser repa-
rado.
Os ouvidos de San Ncreo soaram como doos sinos
de liion/e balidos pelo ferro, a respiragSo parou-lhe
nos labios, a noile la morle robrio-lhe os olhos, e el-
le esleve prestes a desmaiar como urna mulher. Fe-
lizmente sua natureza generosa rcvoltou-se conlra
essa fraqneza indigna, urna faisca lornou a alear a
rhamma da vida, ello eslendeu os ps, lomou um ar
varonil, e disse com voz firme :
Nao lenho nenhuma objeegao a fazer-lhe. Tudo
o que o senhor me rev apanha-ine desapercebi-
do. Nao ouso crer oem negar nada. Fallam-me to-
das as prosas que me sao necessarias. Nao Irouxc
nada aqii para combater o desconhecido. Sou for-
rado a cunfessar-lhe em minha lealdade, que todas
as apparenciasso a seu favor. Adeos, senhor, saic
sem poder dizer-mesru amigo ou seuinimigo.
U conde saudou Saint Servis e sahio. Sainl Ser-
vais acninpanhou-o at a grade, e depois que o vio
em certa distancia ameagou-o com o dedo di-
zendo.
Espero que irs salisfeilo de I na visita, pati-
fe... Ab I velho coronel de Sullauze, quizesle ju-
gar a qual mais astuto, pois bem, completaste sem o
saber, atiaba educagao. Teu discpulo nao jogou
mal. I. se aveiiliam agora como puderem.
{Coutiimar-te-ha.)
.l.l mi.
"------


a
DIARIO DE PERMIBCO. QUINTA FEIM 13 DE JULHO DE 1854.
porque enlendo a lei de 23 de oulubro de 183*2,
conforme a iiitelligeocia que dou no decreto de 20
de agosto de 1843, anda uiesmu quando esse eslran-
geiro nao livesse feito uo lugar em que reside pre-
via decl.irac.ao peraale cmara muuicipal respec-
tiva da sua iniencao de permanecer do imperio, eu
nao tenho duvida alguma em volar pelo artigo que
dispensa a scu rcapeito u formulas e as solemnida-
des que a lei exige, pois que he minlia opiniao que
o corpo legislativo lwde dispensar todas essas for-
mulas por Torta do poder e direiuyque tem de dis-
pensar na lei que Tez.
Perianto, seguiodo em parte o pentamenlo do
hourado membro, nao tenho remedio senao apar-
lar-me em parte, embora mullo me honrnsse de
achar-me em-iuleira harmona do caso presente.
Sendo pois esta a miuha opiniao, voto nSo s pelos
dous arligos addilivos oITcrecidos em projecto j im-
pressos, mas ainda pelos (nitros, porque a prova ma-
terial da vonUde dos impetrantes me parece que ti-
ca suflicientementc supprida polo teslemunhoMos
membros da casa que se incumbirn* de a mani-
festar.
O Sr. Miranda;Vvco a palavra.
O Sr. 'residente:O nobre deputado j fallou
duas vezes.
O Sr. Miranda:Mas, relator, comosouda com-
misso apoderes, posso fidlar tres vezes: bao est
no regiment, segundo me lembro, e nesga parte
creio nao foi elle revogado. Ou aeja, porm, por
isso, oa seja a bem do ama pequea observado, de
um aclarecimento, eu deeejava ainda fallar,
O Sr. Presidente:Diz a primeira parte da emen-
da ao regiment approvada na sessao de 28 de julho
de 1838 {lento): < Neohom depulado poder falla
mais de orna vez Da primeira discuss3o de quasquer
projectos sobre a materia delles, salvo oa autores,
que poderlo fallar duas vi tes. Islo he oa primei-
ra discussao. {Continuando aler): a E as oolras
discusses nenhum depulado poder fallar mais de
duas vezes, aluda mesmo haveodo emendas.
Ora, em iodos os regiinentos que consullei, que
serviram oa meas antecesso'res, no arl. 148, que
permitlia que o autor do projecto ou relator da com-
misso fallasse mais urna Tez, achei essa notarevo-
gado pela emenda cima.
O Sr. Miranda:Eu nao emendo assim. Mas
pergunto a V. En. se, pan explicar a materia, me
permil liria que eu perguntaste, por exemplo, se con-
viria on nao que a cmara dispensasse qualquer
quesito em favor de um eslrangeiro que prelendes-
seser oatoralsado cidadao brasileiro, conlenlando-
se com o simples fado de ser essa vontade expresa-
da na casa por qualquer Sr. deputado. Pergunto a
V. Ex. se consentira qne eu fizesso essa pergunla;
assim como se consenteria, que eo fizesse urna
pin
O Sr. Prndente- Perde-me.nao posso permit-
tir, seria Iludir completamente a indiligencia que
dou ao regiment. So a intelligencia nao he a ver-
dadeira, o nobre doputado pode em occasiao oppor-
tuna appelar para a cmara, e a cmara por urna
votarlo decidir.
O Sr. Miranda:Mas veja V. Ex. se tem cabi-
mento a minha segunda pergunta, nao sabe anda
qoal lie...
O Sr. Presidente:Em ontra occasiao.
O Sr. Miranda:Como em oulra occasiao se he
gobre esle ponto?
O Sr. Presidente:Quando se discutir qnalquer
projecto idntico.
O Sr. Miranda:Eu quera fazer sentir que se
o corpo legislativo pode dispensar qnalquer lepqne
fez, nao he conveniente que dispense em casos como
esle em qne todas as conveniencias ciigera que o
proprio preteodeote seja aquello que pec,a.
Sr. Presidente:O nobre depulado j conseguio
o que quera!... (finco.,;
O Sr. Miranda: Mu I" ohrigndo a V. Ex.
O Sr. D. Francisco:En primeiro lugar, paco
a V. Ex. qne mande secretaria bascar o requeri-
mento de Joao Glynn.
O Sr. Presidente:O nobre deputado esl certo
do anuo?
O Sr. D. Francisco ; Foi apresenlado o ai
pastado, creio qoe pelo Sr. Santos e Almeida.
Quero com esies documer. tos salisfazer agrande
exigencia do Sr. Miranda, que nao quiz acreditar na
minha palavra, o que lhe auradeco muito.
Quando ped a palavra disse que na casa havia um
requerimenlo que liona sido apresenlado como ar-
tio additivo ao projecto n. 68...
O Sr. Miranda: Mao ovio isso; senao deixaria
de reclamar tantas vezes qie apreseulassem dec-
ntenlos.
O Sr. D. Francisco:Quando afllrmo qualquer
facto nesta casa pareco-me eme devo ser acreditado.
{Apenados.)
L fora me disseram: Esta o Sr. Miranda fal-
lando contra o artigo addilivo: entao entrei e ou-
v a observado do nobre deputado de qne nao avia
documentos. Ped a palavra para exhibir esses do-
cumentos.
O Sr. Miranda:.Deca?) qne nao ouvi.
O Sr. D. Francisco: Como nao ouvio, queira
desculpar.
O Sr. Miranda:Ningucm com mais honeslida-
dade argumenta, combate ou advoga uesla casa qual
quer negocio de que eu.
O Sr. D. Francisco.Quero esperar pelos do-
comentos ; sejam lodos como S. Thomc, vejam e
creara.
O Sr. Miranda:He o taelhor modo de proce-
der-se nesta casa.
O Sr. D. Francisco:Na<. carece.
O Sr. Paula Candido:At maiores verdades n.io
se vem, deduzem-se.
O Sr. D. Francisco:Desde que um deputado
aOirma que existe um docun culona casadeve ser a-
credilailo.
O Sr. Miranda:tiio ouvi; se ouvisse nao re-
clamava.
O Sr. D. Francisco:J deelarei que estoo sa-
sfeito.
Entrei depon que o uobru depulado fallara ; e
como cuino uvi o principio dissera, jolguei de neces-
cidade apresentar algumas observacGes. V. Ex. te-
nlia a bondade de mandar-mi: os documentos. (He
satisfeilo.)
Aqu tem a cata o requerimenlo de Joao Glyno.
(U)
Quanto ao que disse o r-ohre depntado pelo Rio
de Janeiro em relai-ao ao me-ecimunlo da prelen$ao
refini-ine em ludo e por lado ao qoe disse o Sr. A-
guiar; accreseentando que vio vejo inconveniente
nenhum em qne, ten.lo esse homem se dirigido a
esta casa, lhe facemos a greca, que pede. Entre-
tanto a caraira .decidir com entender.
En lio quiz mais do que fuer eerlo que existia o
requerimenlo na casa. Aqu est elle.
O S. Miranda:Peca a palavra pela ordem A-
gora creio que V. Ex. dar lugar a urna peqena
explicacao; he em minha ckfeza pessoal, nao dse
jo que algurm snpponna qoe, qnando me oppuz
ualuralisacao desse homem, sabia qne exista na ca-
sa esse requerimenlo.
O Sr. Presidente:O no ir depulado pode ler a
palavra para urna explicaban, mas nao se deve aras-
lar disso.
O Sr. Miranda:Nao sihirei desse ponto, nao
entrarei na discussao da materia.
Tanto eu nao ouvi o que n nobre deputado disse,
que quando principiei a disiorrer deelarei que nao
me conslava que exislisse alguma pelico oo algum
dormnento a esse respeilo; qoe se isto era assim,
vista da ememda manuscr pa nao podamos defe-
rir a iialuralisaco desse eslrangeiro.
En discali peranle o nobrn depntado do Maranhno
bastava um aparte sen. basta vam estas simpliecs pa-
lavrasna secretaria cvislem esses papispara eu
sobrestar na discussao, pedir cases papis, o entao a-
valiariamos a natureza dessa pretcncSo.
Creio portaolo que lambein tenho direito a ser a-
creditado como verdadeiro e sincero quando susten-
to ama opiniao em favor de om on de outro. Nese
te terreno o nobre deputado nao pode estar adiam-
dc miro, (emos todos igual direito a igual presum-
cao asermos respeitados na nossa rcaneira de proce-
der. {Apoiados.)
A quesiao mudou em parle arespeitode um dos
pretndeme) ; porm sobre isso nao poso ler mais a
palavra.
Nao havendo mais quera ieca a palavra, julga-se
,i materia discutida.
O Sr. Paula Candido faz ilgnmas observa;Oes so-
bre o valor do lempo, depohi do que pergunla por
que motivo, sendo muilas as emendas oa artigos ad-
dilivos a votar, n3o ha de a i amara englobar todos?
e dizemlo o Sr. Ferrar em i parte qne qaeria votar
por alguna e contra ou Iros, o orador observa que
temi alguns depulados declarado (ao menos pelo
que ouvira) que volavam contra varios dos arligos
addilivos pela nica razao de nao ser a cmara com-
petente, era conveniente que se decidisse primeiro
essa quer-l.io de competencia, a qual juico muito
assisada votando-ae depoii englobadamenle sobre to-
dos os artigot sobre os quaes a cmara se julgasse com-
petente para decidir e pede ao presidente que assim
proceda. Declarando o presidente que nao pode
acceder a esse pedido, visto nao haver sobre a mesa
quesUo alguma de precedencia, o que proceder
volac.no individualmente, o 8r. Paula Ckndido faz a
seguate pergunla!
E aparte do meu requerimenlo sobre a volacSo
aglobada?
Tendo dito alguns depnlados que isso nao podia
ser, que era contra o regiment, o presidente diz que
nao teria duvida de salisfazer ao nobre depntado se
nao houvesee iopnguacao.
Procedendo-se votacao por escrutinio secreto
sobre cada urna rMt'naloralisacOes, sao todas appro-
vados.
Entra em 3.a discussao o seguinte projecto do se-
nado :
a Artigo milco. O governo he aulorisado para
iudeminisar a confraria de Nossa Senhora da Conrci-
cAo dos prejuizoa que houver sollrido por nao se ve-
rificar o seo cemiterio no terreno que para esse fim
compran, contiguo ao da veneravel ordem 3.a de S.
Francisco de Paula.
a Paco do senado, em 7 de junho de 1853 Can-
dido Jos de Araujo Vianna presidente. Jos da
Silva Mafra, 1. secretario. JosJoaquim Fer-
nandes Torres.
O Sr. Aginar : O senado costama, quando pa-
ra alli se enviam resuluces dcsta cmara, exigir os
documentos e papis que as molivram, especial-
mente se ellas se referen- a negocios particulares
por isso nao se me eslranhe se en tambem agora
pergunto se foram para aqu remedido* os docu-
mentos que determimiram o senado a approvar a
resoluto que se discute ? Eu nao desejo ser injus-
to com a irmandade da Senhora da Conceicao, mas
quero priiiieiramenl* illuslrar-me esaber em que se
funda Oseu direito...
O Sr. Siqueira Queiroz: A resolano eslava
a. ordem do dia.
O Sr. Aguiar : Eslava na ordem do dia sim,
porm es documentos nao...
Urna io: : Esludasse.
O Sr. Aguiar : Pois havia de esludar um pro-
jeclo que era ao menos tinha razao de ordem,.e a
qual nao preceda expsito de motivos ?...
O .s'r. Siqueira Queiroz:He porque a com-
misso reconheceu o direito da irmandade.
Sr. Aguiar : Pois quero que a commisso diga
quaes foram as razos em que se fundou para dar o
seu assentimenlo resoluto da oulra cmara, e qual
seja a base desse direito, que como diz o nobre depu-
tado, ella reconheceu.
Sr. Paula Candido : Eu o dirci ao. nobre
depulado.
O Sr. Aguiar Bem. Como eu nao saiba se
por ventura o direito do que se julga investida a ir-
mandade he um direilo inconleslavei e fra de to-
da a duvida, eao mesmo lempo nao deseje oppr
obstculos i approvacao do projecto, he por isso que
exijo ser ser esclarecido a respeilo daquestao
para saber se lhe devo dar a minha aequiescencia
pu se devo negar o meu voto.
O Sr. Paula Candido diz, qoe para salisfazer ao
Sr. Aguiar, contar a historia do que ha a esle res-
peilo.
Tinha resolvido o governo remover os remtenos
do interior da cidade (ara extra-maros, e convidon
as difiranles irmandades, para que comprassem ter-
reno fra da cidade para esse fim. A irmandade da
Conceicao comprou um terreno ao lado de um em
que a irmandade de S. Francisco de Paula ia esta-
belecer o sea cemiterio, e o comprou na boa f e
porque o governo para isso a convidara. Circums-
lancias imperiosas sobrevieraro, que obrigaram o go-
verno a fazer com que as ordens que tinha dado a
difiranles irmandades para compar terrenos para
seas cemiterus n3o fossem levadas a elleilo, com
excepto do cemilerio de S. Francisco.de Paula e
com privilegio.
Ora, a irmandade da Cuncei(*3o j tinha comprado
o seu terreno por 6:0005 com perroissao do governo,
com permissao da polica, com permissao da cmara
muuicipal, quando sobreveio a emergencia de dar
se a irmandade de S. Francisco de Paula privilegio
para ler cemiterio particular. Ora, bem v o nobre
depulado que neste caso, tendo a irmandade da Con-
ceic,ao, que nao he rica senao das gracas da Divina
Providencia, empregalo o seu capital, dizer-se-lhc
agora : vos nao podois usar desse terreno, vendei-
o. d Nao he muito justo ; quando a irmandade
comprou esse terreno, que era urna chcara, nao
havia cemiterio ueolium; mas depois se eslabeleceu
um cemiterio junio ao terreno, e poder vende-lo
agora pelo mesmo preco porque o comprou ?
Provavclmente nem por metade. Eis-aqui pois
como, ainda conservando a irmandade o terreno,
veodendo-o, ainda assim vem a perder. Obrigar-se
a irmandade a vender o terreno por meaos do qne
comprou e a pagar sepultura a seus irmSos he urna
falta pelo menos de equidade.
O orador diz que scinpre confunde a equidade com
a justica, porque aquillo que he imposto pela razio
natural, quasi sempre chama justica ou equidade,
mas seja como for, acha que he de ioda a eqaidado
que o governo seja aulorisado a iudemnisar o prejo-
izo que a irmandade tove; que isso nao quer dizer
que elle compre o terreno, mas que attendendo ao
custo do mesmo, e a que a irmandade nao pode en-
terrar nelle seus raos, que he obrigada a comprar
sepulturas em outros cemiterio.-, etc., de-lhe aquillo
que a equidad* indicar.
O orador concine da maneira segulnle :
Quanto aos documentos, direi que quando esta
medida foi votada neslacasa, foi daqui para o sena-
do acompanhada de do'umeulos ; o senado rcjcou
o projecto om que esta medida ia incluida, mas
jolgando a materia de maita jujlija, formulou um
projecto em separado, para que se fizesse justica
neste ponto. A cmara j examinou o negocio e
vollou do enado pelo motivo que acabo de expor.
O Sr. Ferraz tambero sustenta o projecto, demons-
trando que a resolucao he de justicia:
Diz elle o governo, por motivos de saude pu-
blica e de toda a conveniencia, convidou, in-
flujo e aoimou a todas as confrarias para com-
praren) terrenos efazerem seus cemiterio) exlra-mo-
ros. D'enlre as confrarias, as primeiras que empre-
aran* pilaos para cs*e fim, foram S. Francisco de'
Paula e a Conceicao, ambas no mesmo lugar, urna
m terreno mais vasto, oulra, a da Conceicao, em
terreno menor. Depois de ter a contraria da Con-
ceicao conlrahido um empreslimo de que ainda lioje
paga juros, depois de ter feito todas as obras neces-
sarias para a inaugurado do seu cemiterio, no dia
em que ia ser benlo, nina ordem da polica o embar-
gou. Donde originou-se esla ordem ? No privile-
gio que foi concedido irmandade da santa casa da
Misericordia para dar sepultura em seus cemilerios a
lodos os finados da cidade. Vieram a esla casa re-
rlamares da irmandade de S. Francisco de Paula,
e desta mesma irmandade da Conceicao ; passaram
ambas, foi a resolucao para o senado ; a de S. Fran-
cisco de Paula passou, a da Conceicao nao passou.
Ambas compraran* terreno por convite do governo,
ambas o compraran) no mesmo I tizar, ambas fizeram
servidos naquella poca, o governo consenlio na
compra desse terreno, a cmara municipal approyou
o cemiterio, tiouvc parecer de medico e todos os ex-
ames necessarios; qoal ser pois a razo da dilTe-
rcuca dcsle procedimeoto ? Ningucm pode saber,
Mas em qoe se fundou este procedimeuto, senho-
res ? Na existencia de um privilegio exclusivo, c a
existencia dcsle privilegio d direito a inderanisarao
dos prejuizos que acarratou aps de si. O governo
lano emenden assim, que mandou indemoisar a
todas as nutras industrias de carros e de objeclos fu-
nerarios que soffreram em virlude da sua concesso.
O Sr. Aguiar pedindo oulra vez a palavra, expri-
me-se da maneira seguinte :
Sr. prcsidenle, nao rae arrependo de ter provocado
esla discussao. De muito lio a fe ped as explicares
que os nobres depulados acabam de darme, e lalvcz
grande parle da cmara nao estivesse ao correle de
lodasas circamslancias crazes agora reveladas pelos
honrados membros qne motivaran) o projecto de que
actualmente nos oceupamos.
Agora porem estoa inteirado de que a irmandade
da Conceicao reclama e jolga-se com direilo a urna
indemnisico, por haver ella dispeudido seus capi-
tae na compra de um terreno para construir seu ce-
miterio em consequensia de convite do governo, pa-
recendo-me que esse convite, na poca e em razan
dos motivos.porque foi entao feito, equivala a ama
ordem, sendo posteriormente impedida de fruir os
efleilos desses capilaes em virlude (ambemde ordem
do governo. Em vista disto, senhores, coucordo em
que aquella irmandade he ere.lora de urna indemni-
sacao. pela qual liqiem de certa maneira reparadas
as perdas que por ventura tenham provindo dessa
ultima ordem do governo.
Eulrclauto nao posso deixardc submcltcr consi-
deraco da cmara urna rellexao que me parece im-
portante c digua de sua altenc.io, e vem a ser que
tendo a irmandade da Conceicao sollrido um prejuizo
por forca de Urna ordem do governo, da qoal deduz
o direilo com que reclama, e resultando essa ordem
do privilegio exclusivo que foi concedido santa
casa da Misericordia, me parece de ju-lica que a in-
demtiisarjlo pedida nao deve ser feita pelos cofres
pblicos, e sim pelos rofres da mesma sania casa'
porque, tendo sido applicadascm seu favor as van-
la gen- qoe resullaram do privilegio, justo he tam-
bem que se sujeite ella as desvanlagens que dahi
provieram. Nao apresentarei emenda neste sentido,
e smenle convidarei a cmara para qne ltente neate
ponto.
O Sr. Paula Candido:Vita ao governo regular
o modo pralico da indemnisac^o.
fi Sr. Aguiar:Perdde-me en nao trato aqui do
modo pralico de se levar a elleilo a indemnisac,ao ,'
trato smenle dos cofres donde dve sahir a qoau-
tia precisa para esta indemnisaclo, e a este respeilo
ho que n(endo que nao devem carregar com este
onus os cofres pblicos, porque o impedimento que
so deu para que deixasse de funeconar o cemiterio
preparado pela irmandade da Conceicao naaceu,
como disse o nobre depulado que acaba desentar-se,
do privilegio exclusivo concedido pelo governo em
favor da sania casa de Misericordia ; e urna vez qne
esse privilegio trouxe vantagensa este eslabeleci-
mento pi, com prejuizo de outros, he de notoria jus-
tica que tal iiidemni-acao seja feila pelos seus corres,
O Sr. Paula Candido : ** Nao podem com esta
despeza, estilo alcanzados em duzentos e tactos con
los de ris.
O Sr. Aguiar.Os da santa casa ?
O Sr. Paula Candido:Uta, sbhor.
O Sr. Ferraz:Cre\o que ha um privilegio.
O Sr. Aguiar: Eu citel a proposito do Dobre
deputado, quando disse que o privilegio he que tinha
dado lugar a esse obstculo para a irmandade da
Conceicao ter oseu cemiterio,
O Sr. Siqueira QuiirotTambem fui de con-
veniencia publica.
O Sr. Aguiar:O prejuizo contra o qual se re-
clama nascen, sem duwda, do privilegio, bem que
ste possa ler sido fundado em conveniencia publica;
mas como os efleilos delle, trazendo beneficios e
vantagens a urna confiarla, occasionaram desvan-
lagens e perdas a outras, me parece raioavel que
sobre ella devem pesar todas as cunseqacncias do
favor que recebeu, por isso que sao o corollario da
medida que aceilou.
Entendo, portaDlo, que os cofres pblicos n3o de-
vem preslar-se ao augmento e prosperidade de urna
confraria, carregando com indemnisacoes fcitas a
outras em proveilo uoicaminte daqnella. Expri-
mindo-me desla maneira, s (entra por fim fazer
com que a cmara atiente bem para este ponto,
protesto que nao duvidarei mesmo ainda votar pelo
projecto, (al qual se acha, se qualquer dos meus hon-
rados collegas me convencer de que, por circuns-
tancias que ainda me nao sejam conhecidas, os co-
fres pblicos sao obrigados a esta Indemnisaco.
OSr. Siqueira Queiroz:E a sania casa obrlgou-
se a islo ?
O Sr. Aguiar.tiio careca obrlgar-se expressa-
mente ; basta que do privilegio possa lgicamente
decorrer esla consequencia para ella ser obrigada, e
mesmo se assim o entender o corpo legislativo.
O Sr. Siqueira Queiroz:Ws pde-se hoje esla-
bclecer no contrato urna nova clausula ?
OSr.Aguiar: Haconsequencas, poilo que ta-
cita), oecessarias que decorrem da natureza de qual-
quer contrato,em qua lotlavia eslejam inseridas no
corpo do mesmo contrato: o nobre deputado deve
muito bem saber disto.
O Sr. Siqueira Queiroz:Nao sao desla nalurcza.
O Sr. Aguiar. Limito-me ao que tenho dito.
O Sr. Ferraz explica a natureza do privilegio que (em
a santa casa da Misericordia, o qual diz ser em cou-
sequenciade um contrato que o governo celebrou
com ella, contrato que se fundo em conveniencia
utilidade publica, leudo feilo a santa casa um grande
sacrificio em aceiU-io, pois delle nao lhes resulla
vanlagem alguma, antes para o cumprir, acha-se
ella empenhadissima em consequencia de iuderani-
sarOes, da natureza desta de que se trata e da crea-
cao e manutencao de enfermarlas em dlflerenles lu-
gares que naquella poca cram de absoluta ne-
cessidade.
Julga-se a materia sufllcienlemenle discutida, o
projecto he approvado e remeltido commisso de
redaccSo.
Enlra em segunda discassao o projecto do senado
n. 125 de 1853, que approva a aposentadora de
Francisco Martins Vianna.
O Sr. Paes Barreta requer que o projecto tenha
ama s discussao.
Consultada a cansa, ella annue.
Nao havendo quem tome a palavra encerra-se a
discussao, e indo proceder-se a volajao por escruti-
nio recoohece-se nao haver casa.
O presidente desigua a ordem do dia e levanta a
sessao, nao se fazendo a chamada por haver dado a
hora.
diado, ao pasto qoe o tal Carneiro te acha em sua
casa gozando das delicias da sua chara consorte, a
qual tambem carrega com a mputaco de haver
mandado assassinir o primeiro marido.
22
Otilado desta comarca he sempre calamitoso. O
capitn Penleado, delegado da Ba-Visla, relirou-se
como destacamento para aquello termo ; o delegado
e subdelegado, que moram no mesmo termo, na
Tregala de Calimb, 10 ou 12 leguas distante da
villa, ha muito que a abandonaran); de modo que se
pode cizerque estamos ao desamparo, e expOtto) aos
assassaios e ladros. O auppleole do delegado, do
subdelegado e do juiz municipal, etc. etc. he Uo
apaixonado pelo Jogo que vive lodo entregue a este
fatal utreteoimeato.
O) nudos assassnatos qne aqui se commettem
quasi nunca sSo processadpspor falla de pravas. En-
tao os assassinos se evadem, e procurara novas vic-
timas. A audacia dos ladrOea niio lem exemplo em
parte tlguma, arrebatara ao trabadlo os bels man-
cos, e osvendem e comem publicamente;e, atorrorisS-
dos pelas facas o bacamarles, os pacficos donos sof-
frem ludo calados. Ningucm tem animo de dizer
censa ilguma. Lourenco Justinlanno de Sonaa foi
esfaqueado s 8 horas da noite por haver dito que
vira alguns ladrees furtar urnas vaccas.
Emlm, aqui lia urna ausencia completa de civili-
saco, rivemo) n'uma complot;. sel\ajeria.
( Carta particular.)
PERMBliCO.
con ah: i da boa-vista.
17 de junho.
He bem triste a siluaco desta comarca, parece
urna excepcao no meio das sua) irmaas. Se as outras
ainda Dao (em conseguido nraa grande civilisacjio,
ao menos gozam de mais seguranca individual e de
propriedade, e por consequencia os crimes era geral
recobcm a devida punilo.
Aqui, pelo contrario, iei quasi que he desconhe-
cida, e os crimes mais hediondos passara desapper-
cebidos. Os criminosos asseveram com a maor im-
pudencia que possuem dinheiro para se livrarem,
e, tal he a impunidade, quevivem tranquillos em
suas casas, sem recear o menor incomraodo ?
Jos Carneiro de Andrada Nogueira, assassino da
propria mulher, e que, seguudo dizem, ha pouco
mandara malar a Lourenco de lal, morador uo Sacco
Grande, esl diverliodo-se na villa de Ouncury,
como om sjmr^eamjsioneiro, e Vicente de Soa,
acbando-seem cana de um compadre, matou-o com
urna mao depilo, porque nao o quera ver junto da
comadre. No Ex dous individuos ha pouco lempo
se assaulnaram reciprocamente; suppOe-se que es-
ta obra era encorr.raendada. Em Serra Branca,
Marcos.Taveira maln urna ora grvida, sendo
eoadjuvado nesla execocifo pelo proprio filho, mari-
do da infeliz ; em Sitios Novos foi esfaqueado um
facinora, que passeava impunemente, pelos prenles
da victima qoe elle bavia mandado para o oulro
mundo.
Na comarcada l!a-Vi-laltimamente tem havido
mais deli assassiualos! E o que he feito destes cri-
minosos? Pela mor parle se acliamlivres. O ultimo
jury que houve nesta comarca foi em 1852. Nessa
occasiao absolveram-se criminosos de 4 e 5 mortes,
um s n3u foi condemiia.lo : absolveram ale um as-
sassino qae ha 10 ou 12 annos havia sido senten-
ciado a pena ultima. Keleva notar que este hmem
nunca appellou da seolenca, que foi suslcutada pelo
jury e pelo promotor : esl vivendo socegado em sua
casa.
Aqoi nao existe direito de propriedade. Os gados
dus criadores sao levados publicamente pelos ladros
ao mercado publico ; e nflo julgue que ha exagera-
cao, he urna pura verdade. Alexaiidg* Gomes foi
ronbadopor 8 ladros em mais de 3:000?, vista de
toda a z.'iile, na sua pro;>ria casa, a mulher do Go-
mes recebeu alguns ferimentos faca sobre os pedos,
c elle sahiocriminoso.tpagou o valor da injuria, eos
salteadores ficaram imtn nidos. Nao ha fazendeiro,
nem criador que se alrewa a queixar-sc, e quando o
fizessein nao seriara atleiididos.
P. S. Consta que o jiiz de direito da comarca do
Cralo na provincia do Gear, enviara 10 [iracas de
tropa de linha, para conduzirem o criminoso de
morle, Joao Carneiro, alim de ser recolhido ca-
deia daquella cidade, donde devia sabir para ser jul-
gado pelo tribunal competente ; mas o delegado de
Ouricury nao o quiz entregar, pretextando que o
criminoso eslava t ordens do presidenle desla prn-
vincia. Entretanto dizem qut o delegado parti para
Cralo, cora o fim de Ir.ilar da livranca do seu a fi-
COMARCA DE PAJEL". .
Vliu.Filia 1. d* Julho.
Para sahir-me do embaraco em que algnmas ve-
zes me ro\i/Kk a falta quasi absoluta de noticias,
permit- oe nessas occasies me aparte de miaas
pfornadjn para Iralar-llie de assumptos, que nao
passand) lalvez de iudrfferenles para Vmc, nao
deixam com ludo de inlcressar-nos mai viva e im-
mediatamente. O nosso povo tem estado lao come-
dido, qoe por roaior diligencia que eu faja por vl
ao conhecimooto do alguma Iravcssura, de todas as
partes me responde: nada de novo. E como nao
sei medir, vou aproveilar a insinuadlo de um era-
pregad) da cmara, que, por falta de dinheiro ou
nao se, por que, eslava em um dos prximos passados
das a queixar-se, que u.lo leudo a cmara meios
com qie occorra as suas necessarias despezat e ha-
vendo tantas multas de jurados a arrecadar, nao
sabia wr que os correspondentes desta cmara nao
tralavim dessas 'malvadas mullas; como se a fraca
voz denm alinliavador de fados fosse bastante para
lira-lodos embaracos com que Iulava, e resliluir-
Ihe o wcego de espirito do que sem duvida necessi-
lava. Verdade he, que a tal queixa desperlou-rae,
e contado j em obter a pedida permissao comci-a-
rei poi dizer-lhe alguma cousa a respeilo do estado
das millas dos jurados desle termo, cuja cobranca
est a -argo da cmara municipal.
Se i fim principal que o legislador leve em vista
mponlo multa aos jurados, que sem justa causa
dcixan de comparecer s respectivas sesses, foi
como ie natural, cslmula-los ao cumprimento de
seus diveres, corrigi-los e puni-los de suas omisses,
esla pina cutre nos he manifeslainente Ilusoria, he
urna ampiela burla, porque nao preenche nenhuraa
das coidices e fins de sua instituicao, nem tao
pouco oii'iituo urna verba de receta da nossa c-
mara nnniripal senao na ledra mora da lei.
He inconleslavei que os jurados de Pajeu' compa-
recen! iu deixam de comparecer as respectivas ses-
ses qnando lhes apraz, sem que a malta lhes sirva
de incentivo algura ; porque em geral a pena s
alemorisa o infractor da lei, em quanto a lei goza
da forca noral, qne lhe do os competentes poderes
do eslade: mas quando a impunidade revultanle
dos vicios orgnicos da lei, ou dos excessos ou rea-,
xacao doi magistrados que a excolam, ou de oulra
qualquer cansa, a desmoralisa por uraa serie de
actos absurdos e iaqualificaveis, nao se pode rasoa-
yelmenleaaperar que a pena, nella imposta a accao
ou omissa), corresponda a inteo(3o do legislador,
e produ/.i os efleilos pralicos que elle leve em
vista.
Entre ios qutsi todos os jurados se acham multa-
dos, alguis, que tambem sao membros da cmara,
multados, os juizes Jnueipaes suppleotes, a cujo
cargo esla execu^ao lias senlcncas, multados, qua-
si lodos is vivos e llguns morios multados, emfim
sao taes oanlos os compromctlidos em mullas, que
se lem temado quasi impossivel a su cxeo.uc.ao.
Em Pajes' nao se faz queslao sobre quem esteja
mudado, Dorque a raaior difliculdade consiste era
saber quen o nao estar. Dizem-me que o valor
lotal da) mullas oreja* por 60:0009000 de ris que a
municipaldade nunca ha de receber, de sorle que
melhor seria comcrar conta nova do que propugnar
pela exeocao das vclhas, que tem de abalar tantas
fortunas, t promover urna desorden) na populado.
Este estad) a meu ver he devido a duas causas ni-
cas: 1.a aiexcesso de rigor na mposicao das mul-
las ; 2.a excessivo rigor divide-se ainda em rigor da lei, e
rigor do juiz. Vamos ao primeiro.
O decreto de 31 de agoslo de 1850 diz no artigo
8: Se apezar da dlgeocia cima determinada,
uo dia ncvamenle aprazado nao houver numero
sufOcenle de jurados, o juiz de direito impor aos
que sera *ausa justificada liverem deixado de com-
parecer, t multa correspondente ao*15 das de
sessao, oa aos que fallaren) para completa-los, e
convocar nova sessao. n Esla dispoaifao, alcm de
excessiranienle rigorosa, parece-me pouco Justa,
por cominar ao jurado quasi sempre urna pena cer-
ta por nm delicio imaginario. Ora se a pena deve
ser o maii possivel proporcionada ao delicio, e se
o delicio lo jurado he a falla de cumprimento nos
dias marcados para a sessao, parece de toda a jus-
tica que dle s deva salisfazer a pena correspon-
dente aos dias em que commelter a falla, que he a
nlelligcn'ia que se pode dar ao art. 103 da lei de
3 de dezembro de 1841 as palavraspor cada dia
de sessao.
Se o rigor do regolaraenlo citado se limittasse a
privar o jurado, que fallou aos primeiras dias de
sessao, da isencao cstabelecida na segunda parle do
arl. 289 do cod. do proc. crin)., para poder ser no-
\amento chamado prxima seguinte sessao, como
esta determinado no sea arl. 5., transeat; mas
conslrang-r a om cidadao que fallou. supponhamos
mesmo sn causa legitima, um ou dous dias de
sessao, a pagar urna multa proporcional a 15 dias,
posto que elle no dia seguinte se aprsente ao juiz
de direilo e diga; o Estou promplo para o servi-
do, ou ainda mesmo quando a reunido nao tenha
durado mais que um oa dous dias, parece-me ama
vexacao lo pouco cousentanea com os principios
de justica e equidade, que nao sei como posta ter
sido convertida em dsposico obrigaloria c exequi-
vel por urna das primeiras illuslrares do nosso
paiz.
Qu.iulo ao rigor do juiz na imposicHo das multas
apenas direi, que se nesta comarca sempre honve
rigor a esle respailo, hoje o rigor he extraordina-
ri,menle inaior. O ex-juiz de direito o finado Sr.
Dr. Baptisla, de saudosa memoria, era algum lano
severo nesta parle, mas o Sr. Souza Leao he incom-
da granditsima difliculdade do levar a efleilo a ar-
recadacao ; porque, dizem elles, tendo-so feito citar
um grande numero de multados, todos, vista das
provas qne prescutaram, foram absolvidos, condem-
nando-*e a municipalidade as cusas ; de modo que
calculando-te proporcionalmente o numero dos mul-
tado) e dos que nflo foram ainda, mas que sarao in-
fallivalmente, d em resultado, quedara mister ler
a cmara um cofre bem recheado de dinheiro para
poder occorrer a'enorme despezado pagamento de
taes cusas. Donde se ve que as mullas entre nos,
em vez de coustituirem urna verba de receta, con-
forme inlencAo do legislador, eslao pralicamenle
convertidas em despera, altas nao prevenida as lei)
do orcamento municipal. E como remediar esle in-
conveniente ? 7/oc opus hit labor est. Com ludo
sendo reformado o arl. 8 do Dec. de 31 de agosto de
1850 ; havendo mais prudencia na i mposicao das
mollas, de modo que s seja multado quera o deva
ser ; e havendo mais actividade na effecliva arreca-
dacao, he possivel que se descubra o meio de evitar
o) inconvenientes, que ficam ponderados.
l'erde mcller o bico nessas materias. A falta de
nutras noticias he causa de que eu passe pela vergo-
Dha de escrever-lhe sobre assumptos era que sou
zero.
No da 19 de junho aqui chegoa o Juiz municipal
nomeado para esta comarca.o Sr. Dr. Hodrigo Castor
d Albuquefque Maranhao, que entrn em exerci-
cio no dia seguinte, e a quem algn) das depois live
a honra de ver e communicar, pareceudo-me pela
primeira entre-vista, ser boa pessoa.
A polica contina activa em suas explorac,des.
Em om dos prximos passados dias foi preso neste
termo e recolhido a casa de delenco desla villa, a
reqaisicao do juiz municipal d'Anadia, provincia
de Alagat Flix Correa da Peoha por ter alli ven-
dido, a titulo de captivas, tres pardinhat forras.
Jjta eu ikresM a fortuna de conhecer ao Sr. admi-
nistrador do correio, pedir-lhe-hia o favor de regular
melhor a viagem do correio, que dahi parte a 28 de
cada mez. O collega que escreve para a tVnio ja
(ratn disso, a entretanto continuamos a soflrer o
mal, qae nos resulta dessa demora. Partindo o cor-
reio dahi a 28 pode incontestavelmente estar nesta
villa a 10 ott a 11, e para prevenir qualquer aveo-
tualidadc poderia o administrador marcar-lhe o dia
12 para a sua inilispensavel chegada a Villa-Bella.
Parece que o Sr. administrador fazendo partir im-
preterivelmcnle no dia 28 um correio independanle
menle de esperar pela chegada do do mez preceden-
te, regulara bem a viagem e faria cessar o mal,
que esta demora causa aos interesses pblicos epar-
ticulares.
Neste momento acabo de ser informado, que urna
mulher do dislriclo de S. Jos, termo de Ingazeira,
assassinou o marido dormndo, com um machado.
(dem.)
Despcharam-se as pelicoes de Amonio Joaqun)
de Souza Ribeiro, de Antonio Pinlo Soares, de Bar-
Iholomeo Francisco de Souza, do Jos Antonio de
Souza Queiroz, de l.uiz Jacinto, de Maria Cesar Lo-
pes de Mello, de Hicardo Romualdo da Silva, o le-
vantme a sessBo. Eu Manoel Ferreira Acriol,
oflkial de secretaria a escrevi no impedimento do
secretario. BarUo de Capibarbe, presidente./tn-
na. Mamede Carneiro. llego Albuqtierque.
S Pereira.
BEPAHTiqAO OA F0LIG1A.
Parte do dia 12 de julho.
Illm. e Exm. 8r.Participo a V. Ele. qae, das
partes hoje recebidas nesta reparticSo, consta lerem
tido presos; ordem do juiz de paz do primeiro dis-
lriclo da freguazia da Boa-Vista, o pardo Flix Go-
mes Coimbra, por nao ler cumprido com o daver de
fiel depositario; e ordem do subdelegado da fre-
gueza de S. Antonio, o prelo Jos, escravo de Gas-
par Adolpho, por se adiar pronunciado, e Luiz An-
tonio Machado Freir, por furto.
O delegado do lermo de Ingazeira partlcipoa-me
por ofllcio de 4 do crrenle, os teguintes fuctoe cri-
minosos:
Que no dia 4 de junho Ando, Laiza di tal,
moradora uo lugar denominado Queimadat-re-
dondas, d'aqoelle termo, reonindo-se a um sobrinho
de nomo Francisco e a um filho de oorae Pedro, as-
sassinara com duas machada.las na caboca, a seu in-
feliz marido Bernardiuu de Souza Sena, homem pa-
cifico de bous cnslumes.e ofllcial de carpina,sendo o
delicio perpetrado na occasiao em que elle deitado
descansava das fadigas de seu trabalho, depois do
que se pozeram os asssassinos em fuga paraodislriclo
da proviocia da Parahiba, tendo antes o cuidado de
sepultar o cadver de sua victima em urna cova a 20
pasaos de dislaucia da casa em que hab lava, d'onde
foi o mesmo cadver exhumado para se proceder na
(orma da lei.
Que no 1 desle mez o sigano Mariano de lal,
assassinra a sua mulher de nomo Pastora, estando
esla grvida, era urna estrada perlo do riacho cha-
mado deForado mesmo lermo, dando-lhe um
tiro, do qual cahindo ella, o assassino dera-lhe mal)
urna punhalada, e depois apossando-se das joias e
mais objeclos de melhor valor que ella comsigo lava-
va, evadio-se tambera para o dislriclo da Parahiba.
Em vista deslas parlicipacOes tenho nesta data to-
mado at providencias precisas para que os referidos
assassinos sejam capturado) e toflramajusla punicao
de seus graves delicio-.
Dos guarde a V. Etc. Secretaria da polica de
Pernambuco 12dejolhode Dsj-4.Illm. e Eim. Sr.
contelheiro Jos Benlo da Cunha i Figueiredo, pre-
sidente da provincia.Luiz Carlos de Paita Tei-
xeira, chefede polica da proviocia. -
COMUNICADOS.
CMARA MUNICIPAL DO RECITE.
SESSA'O EXTRAORDINARIA DE 28 DE JU-
NHO DE 1854.
Presidencia do Sr. barao de Capibaribe.
Prsenles os Srs. Vianna, Dr. S Pereira, Mame-
de e Barata, faltando sem causa participada os mais
Srs., abrio-se a sessao, e foi lida e approvada a acia
d'anlecedente.
Foi lido o seguinte :
EXPEDIENTE
Um officio do Exm. presidente da provincia, di-
zendo que florado cerlodoque a cmara lhe commu-
nicou em ofllcio de 19 do crrenle acerca da estrada
da ponte d'Uchoa, espera va que a mesma cmara
mandaste, cora a necessaria presteza, reparar as rui-
nas da mesma estrada. Inteirada.
O Sr. presidente declama que logo que recebeu
esla ordem a comraunicou ao fiscal da Boa-vista pa-
ra, de accordo com o engenheiro cordeador, provi-
denciar nao s a respeilo da estrada, como de outros
efleilos occasionados pelas copiosas clin vas.
Oulro do commissario vaccipador provincial, Joa-
quim de Aquino Fouseca, pedindo lhe declaraste a
cmara se era exacto achar-se em completo abando-
no a vaccina nesla provincia, como asseverou-se na
assembla geral legislativa, em sessao de 9 do cor-
rente. Que se respondesse, declarando nao constar
cmara que a vaccina esteja em abandono nesta ci-
dade, e antes saber elli que a repartirlo competente
se abre duas vezes nnenuaa, concorrendo sempre
nao pequeo numero de vaccinados ; mas que oulro
tanto nao podia dizer a respeilo dot municipios de
fra, aonde lhe consta que vaccina nao he execu-
lada como deve ser, pe* qu a human idade lera sof-
frido muito da varila.
Outro do hachare! Carlos Augusto da Silvcira Lo-
bo, participando ter entrado no dia 24 do crrenle
no excrcicio da delegada do 1 dislriclo desle termo,
na qnaldade de 2 aupplenle, no impedimento do
I. Inteirada.
Outro do fiscal do Recife, dizendo ter s dous ser-
ventes oceupados no servico da limpeza das ras
daquella fregoezia, c serem precisos mai). Man-
dou-se responder que duplicasse o numero dos ser-
ventes, pudendo cleva-lo ainda a mais, se alguma
circunstancia extraordinaria o exigir. ,
Outro do fiscal de St. Antonio, propondo para o
lugar de guarda municipal da freguezia a Francisco
Aolonio Saraiva. Approvou-se, maudou-se res-
ponder, ecommunicar-se ao procarador e contador.
Outro do mesmo, participando haver dado, de ac-
cordo com o delegado do 1 districto desle termo, e
subdelegado da freguezia, as providencias a seu al-
cance relativamente ao desabamenlo de parle das
casas era conslruccao, junto ao arco de St. Antonio,
de Antonio Jos de Magalhes Bastos, de maneira que
o publico nao soffresse. Que se respondesse que
conliuuassc a empreg&r todas as medidas convenien-
tes, afim de evitar algum desastre proveniente do
desabamenlo do resto da obra, procedendo mesmo
ao seu desmanrhamenlo nos" termos das posturas.
Outro do amanuense, servindo de contador, apre-
senlando a nota das lettras que te vencera no 1 de
julho seguinte, na importancia de 7:008500 rs. fim
de serem tiradas do cofre. Que se tirassem no dia
do vencimento.
Oulro do fiscal de S. Jos, remetiendo o mappa do
gado morto para consumo na semana de 19 a 25 do
correle (515 rezes) inclusive 48 pelos ['aniculares ;
e participando que as rezes, que morreram de mal
triste nos curracs nos dias 23 e 24 do mesmo mez,
foram enterradas no areal entre a fortaleza e os
mesuras curraes, por nao ser possivel conduzi-las pa-
ra a Cabanga, em virlude da cheia do rio, nos ditos
dial, e se adiar, por causa dalla, interceptado o tran-
sito do aterro. Inteirada.
Outro do administrador do cemiterio, aecusando a
recepcao do ofllcio que acamara lhe remellen com
a reforma do regulamenlo do mesmo cemiterio para
'ello o cumprir na parle que lhe loca ; e dizendo que
quanto ao servico dos carros fnebres, nao tem sido
o regulamenlo observado. Ao vereador encarrega-
do dos negocios do mesmo eslabelecimento.
Outro do fiscal do l'oco, participando nao poder
comparecer hoje a cmara por se adiar com o Dr.
Alcoforado, vigario daquella freguea e Jos Camel-
lo do Reg Barros, encarregados pelo Exm. presi-
dente da provincia da distribuictlo de vveres por a
pobreza daquella freguezia, que pela grandeenchen-
Como se tenha procedido irregularmenle as Juo->
tas de qualicacao da guarda nacional,nao se atienden-
do por vezes.segundo se diz.a atteslados de facultati-
vos, mesmo daquelles que sao escrupulosos em pas-
ta-Ios, e contiderahdo-se como capazos do servico
activo pessoas, que devem ser isentas vista de seus
soflrimeotot, abaixo transcrev extrahidas da-Jurisprudencia da Medicina, da Ci-
rurgla e da Pharmacia em Franca, do Sr. A.
Trebuchet, afim de ver se se evitara arbitrariedades.
No nos consta que entre nos haja disposico legis-
lativa, que indique qfiaes sao as molestias, que isen-
tamdoservijo militar, fleando islo por consequen-
cia dependente da apreciajao dos facultativos, como
o he em Ioda a parte ; mas, nao tendo os membros
dessas Juntas allendidoem alguns casos ao juizo de
homeos profissionaes, e nao resollando d'ahi senao
decisoes infundadas, e algumas vezes caprichosas,
parece-nos que prestamos um servico fazendo esla
traMoripfte.
Nao duvidamos de que se tenham dado atlestados
de favor, assim como que facultativos, por motivos
particulares, regeilem atteslados dignos de toda a
conGanca, teguindo-se disto que os membros dessas
Juntas sao levados a procederem injustamente; mas,
vista do que vai extrahido, fcil ser aquellos, que
quizerem julgar com fundamento, lirarem-se de
embaracos.
11 dejulho de 1851. *
SECCA02.
Medicina legal fricada.
As molestias, que sentara do servico militar, ou
do lugar reforma, nao podem ser determinadas ;
entretanto as que accarretam sempre a exempcao,
s3o as graves, que auectam os ptiocipaes ornaos.
como as ophtalmias c oulras enfermedades dos odios,
as ulceras, a pona dos denles incisivos e caninos
superiores e inferiores, at lesdcs ou difformidades de
qualquer das mandbulas, o mutismo, a gaguez, a
surdez, o bosio ou papo, as escrfulas ou alporcas,
a phlysica, asasthmas, a hernia, a hydropeeia, os
clculos, as areias; as lesoes graves das va) urina-
rias etc., ele, os darlros, as lepras, aidiflormidades,
pobres sao arrancados por mao caridosa das garras
da morle, onde necessariameule aucumbiriam, se
lhes nao fosse ministrada urna csmolla. Tambem
nao despreza, quando se lhe ofTercce ocasiao de voar
casa do moribundo, que perecera, sem derramar
no seio da um sacerdote os segredos de tua alma, se
o carmelita se deixasse estar entregue n ociosidade,
gozando das delirios, que offerecem seus engenhos,
fazendai...
Invoco o teslemuoho publico dos nossos habitan-
tes do campo.
Ao posso, prosegue o Sr. correspondente, que o
pancho por meio de pralicat edificantes, e do ensi-
no doutrinario procura conduzir ao porto do sal-
vamento as mnscienclas do rebanho. que faz o mes-
mo frade 1 Faz, senhor correspondente, o que por
dever lhe compete ; bem como compete ao parodio
s pralicat edificantes, e o ensino doutrinario. Fre-
cuenta muilas vezes no dia o seu choro do ofllcios
divines, em cajos piedosos exercieios consom urna
grande parle do lempo, e em outros exercieios ritua-
et, proprio da intliluicao de tua ordem ) alm de
que, Sr. correspondente, raro ha aquelle religioso,
que no silencio do claustro nio procure confersar
com os JivrvH, e o estudo sabe Smc.( consom mulat
horas, priocipalmeule a quem nao te dlvoniou das
ledras.
Visite porm teas conventos pelo lempo quares-
mal ; ouc,a tuas oraees dominicaes, e ver que te
bem, o religioso nao emprefue um lempo reservado
para o ensiuo doutrinario, por viver dislrahido em
outros exercieios nao menos piedosos.comi udo he Ma-
se lempo, que em leus termdet elles derramara da
tribuna evanglica ao povo as sat doulaas dot
precedo divinos. He nesse lempo, que eUtsam
muilas parochias se fazem ouvir, como orculos do
Dos vivo, e o povo, senhor correspondente, eoche
os templos, quando sabe que um religioso vai orar !
He urna realidade.
E, ainda assim serao inuteis e impresionis os re-
ligiosas t Girra S. me. todos os dias aos alpendru
dos mosteiros e conventos, e ver urna ouvem de
mendigos n-cebendoda mao do religioso o pao nosso
de rau dia. e depois esses infelizes abenooando a
mao, quedes prodigalisara o pie....oh/ senhor cor-
respondente, quem poder contradizer a pureza des-
las minhas palavras? Quem dir que sao inuteis *
impreitaveis religiosos, que em nossos serlfies cathe-
quisam; occopam co-adjulorias e parochias?
Quem dir que sao inuteis e imprestaveis religio-
sos, que preenchem nos seminarios, lyceus, e mais
aulas publicas e particulares respeilaveit cadenas a
contento geral i Quem dir que sao inuteis e impres-
lareis, religiosos, que tantos serviros bao prestado ao
throno e ao aliar ensinando do alto dos palpitea ao
povo como se ama a eo, e respaila o soberano !
Quem dir'?.... mas para que continuar nesta exhi-
bido de provas, quando ahi esl urna existencia de
mudos secnlos, protestando contra a inutilidade das -
ordens religiosas?
Se o Sr. correspondente viajaste o noria, e toda,
tul do imperio, convencer-se-hia de que foi precipi-
ladamcnte que irrogou s ordena religiosas a pecha
de inuieta e imprestaveis, a menos, qae tao queira
tirar de um ou oulro faci destacado provas para ge-
ralmenle aecutar as ordens religiosas. Demonstre
o Sr. correspondente, que todas as claises, todas as
sociedades o associacoes sao perfeitas, que todos os
seus membros sao impeecavtis, que eu curvar-roe-
hei maa quem jogard a pedra! S o Sr. corres-
pondente, que em tua aulorrdade nao*sabe relevar a
inutilidade da ura ou oulro religioso como eu.
A ordem benedictina, da qual sou intil membro,
nao adquerio, indebilamente o patrimonio, qne ha
scalos frue. Algnmas doai-Oes feitas por seus bem-
feitores, as quaes zeladas e augmentadas com sobe-
rano) esforcos, deram essa fortuna, que a S. me
causa tanto incommodo, e da qual eamollamo*, ali-
menlamo-nos e veslmo-nos; alimentamos e vestimos
nossas fabricas, reedificamos e aceamos nossa pro-
priedades e nossos mosteiros, e afinal maulemos com
decencia o culto de nossos templos.
Sr. correspondente, nos damos segando nos foi da-
do. D secundum datum....
Se porm o Sr. correspondente descobre um outro
meio mais prove loso e econmico de faterraos oto
do qoe nos perlence, dar-nos-hemos por muito feli-
ces se o indicar. Continuemos I O Sr. correspon-
dente ha de concordar comigo, qua a {frenipilacae
em aecusar-nos f-lo cahir em palpareis coutradje-
coes, perdoe que lhe diga, at quaes peco licenca pa-
ra demonstrar.
.vo cito combater, (disse) a existencia testas
instituicoes, pelo que ellas tenham ou ponan tero*
immoraes. Todavia a crenca em que estou, d que
ellas sao inuteis e imprestaveis etc..... Repare
a perda de membros, a epilepsia, a transpirarlo feUs-
da ; asconvultes, a paralysia, amania, a demencia em senhor correspondente as toas palavras.
paravelmenle mais; porque aquelle adralttia certas I le do rio, flcou reduzida i mi/crio. Inteirada.
informacoes como as de qae trata o art. 331 do Foram approvados os seguintes requerimenlos d
Srs. Mamede, S Pereira e
reg. n. 120 de 31 de Janeiro de 1842 e outras, e s
multava os vivos, sendo que esle nao s despreza
todas eslas informales, mas ainda malla iudis-
tinctameale os vivos e os morios, embora sepultados
nesta villa com a publicidadc, que resulla do enler-
rameoto solemne. Quando o rigor sobe a esle ponto
nao s torna a instituirlo demasiado onerosa ao po-
vo, mas, o que he ainda peior, a desmoralisa. Por
que':
Deve-se evitar a supersticiosa observancia da lei,
que odiando s a ledra della, dcstroe a sua iiilcncao
Ass. de 10 de junho de 1817;
N3o he da intcneao do soberano ( do legislador )
que a lei se enlenda e execule por modo mui onero-
so as partes. Alv. do 15 de julho de 1755.
Summo direilo he summa justica. O juiz mui ri-
sido na adminislracao da justica olleudo a prudente
inlencao do legislador, e incommoda os povos.
llora. Carn. Tora. 1 Introd. 12 n. 18 ola b.
O resultado funesto desle rigor he que em cada
sessao do jury sao multados 20, 30 e 40 jurados em
3009 cada um, havendo alguns j multados at 3.a e
4.* vez, que por ser urna pana superior s forjas do
maior numero delles, torna-se inexequivel, como
a dolorosa experiencia o ha mostrado.
Pelo que respcila ao zelo na arrecadacao das mul-
las, basta o que tica dito, acerca do extraordinario
numero de mudados, para dever concluir-so que
nao lem havido grande actividade e diligencia em
laes arrec.licor-, Verdade he que tenho ouvido a
alguns membros da cmara municipal queivartm-se
requerimenlos dos
Vianna Requeiro
que esta cmara, com autorisacao do governo, orde-
ne aos lscaes das freguezias que soffreram estragos
da cheia, procedan* a demolico daquellas casas que
amcacarcm perigo inminente a cusa da mesma c-
mara, quando os proprietarios o nao possain fazer.
Pajo da cmara muuicipal do Recife 28 de junho de
1851. Mamede.
Requeiro que se ordene ao engenheiro cordeador,
que faca um exame circunstanciado, e o transmuta
a esla cmara, de (odos os arrombamenlos fcilospela
actual cheia do Capibaribe, indicando o ponto de
entrada e sabida das agua, e bem assim os estragos
feilos em muros, casas e viveiros, ludo deste muni-
cipio. Sala das sesses da cmara 28 de junho de
1851. Si Pereira.
Amoscando perigo imminenlc a casa no pateo
do cemiterio publico, pertcnecnte ao mesmo cemile-
rio, em que existe um oratorio, o ulensis do mesmo
estabelecimeulo, requeiro que se mande o engenhei-
ro cordeador examinar o seu eslado, e indicar se he
possivel reparar e conservar a mesma. Paco da en-
mara H dejuuho de 1854.O vereador, l'ianna.
De conformidade Cora o arl. 15 da lei provincial
n. 31)smarcou a cmara optan de m mez, conta-
do do 1 ao ultimo de julho seguidle, para pagamen-
to dos imposto atrasados sobre estabelccraenlos in-
dustriaos, sujeilaudo os conlribuinles que o nao li-
zercni dentro do mesmo prazo, multa de que falla
o citado artigo.Neste sentido man.Ion publicar
edilao
a imbeciUdade; a linha, o marasma, a) moledas do
coracSo e dos grossos vasos : as varices volumosas e
multiplicadas, os cancros e ulceras inveteradas, as ca-
rias e necrosis, a fstula, aartlirites, etc., etc.
nf iei i
At ordena teligiotsa e o oo-respondo-te do Jornal
do Commercio.
Principa obsta...
Em tolos os lempos, e em lodos os lugares as or-
dens religiosa!, com preferencia aquellas, a quem
a piedade de seus bemfeitores encheram do benefi-
cios, team conlrahido gratuitamente rencorosos ini-
raigos, que espreilaudo teas actos, inda Os mais in-
diferente) nao perdem ensejo, por menos favoravel
que seja, para destecharen) seus golpes, acoberta-
dos quasi sempre com apparenle zelo do benupubU-
co. E, pois, nio me sorprende a a p par i cao do se-
nhor correspondente de S. Paulo, laucando s faces
das orden) religiosa), em sua missiva de 20 do mar-
co p. p. dolorosas InsinuacOes, oo antes pretenindo
o corpo legislativo contra tao nobres, quao santas
ostiluicoe). Nao ha de minhas intences entrar na
apreciado da conveniencia, on desconveniencia pu-
blica de strera chamados propriedade nacional os
bens das qrdens religiosas, porque creio profunda-
mente, que ellas resignar-sc-hao a qualquer decis3o
do corpo legislalivo teodeutelaos seus palrimonioe.
cima dos interesses particulares est o bem publi-
co ; serei eu o primeiro a respeilar esle axioma uni-
versal. O que nao devo porm dcixar passar em si-
lencio, heo motivo, pelo qual o senhor correspon-
dente nos ecusa tao sem cari.lado. A) ordens re-
ligiosas, ao meu ver, devem-se dar por muiUv fcli-
zesde|)erem tao arbilrariarmente denuuciadas por
laes fallas ; isto he ; por sua inutilidade e impres-
tabilidade ; porque tenho f, que pulverisarei com
bem poucas palavras estes dos, que generosamente
lhes empresta o senhor correspondente de S. Paulo
em sua infeliz aecusacao : De oretuo lejudico.
Disse o Sr. correspondente em um tpico de sua
missiva. Ao passo, que o parocho administra os
Sacramentos o gue faz o meu frade ? E, o que,
em sua alta iutelligencia, desejaria o Sr. correspon-
denle que fizesse o frade 1 Que extra muros ad-
ministraste o Viatico, como faz o parocho ? Os re-
ligiosos, Sr. correspondente tem outras obrigacOes,
lio nobres, quaes as do parocho. O religioso serfi-
co percorre as ras da cidade, invocando a caridade
dos fiis em urna csmolla para o seu alimento c
alimento da mendicidade. O carmelita reserva d,
receila diaria do seu convento um quantitalivo pa-
ra ser com os pobres distribuido.
Assim como nao compele ao parocho, por dever
inherente ao seu ministerio, pedir csmolas, tambem
ao religioso nao lhe compele administrar o Sacra-
mento ; ['olanlo o parodio cumprc o seu dever, e
o que he de dever nao causa admirac.lo. E demais,
seuhor correspondente, cada um no que he sen ; su-
n r.ulque...
Ao passo contina o Sr. correspondente, que o
parocho corre aqui, e acola por maos tempos, e ca-
minaos levando o consolo religioso ao enfermo que
desta tida se despede que faz aquelle 1 Seria pre-
ciso, para haver coherencia ueste ponto da acensa-
cao do Sr. correspondente, que a pos ella, Smc. de-
raonstrasse por fados, que os religiosos tambem se
nao prestan) a levar por mos tempos, e caminhos
o consolo religioso ao enfermo, que desla vida se
despede ; mas nao ; Smc aecusou vagamente e nao
quiz dar forcas astas palavras com algum exemplo,
que em objeclos de aecusaces raudo podem. Eu
mesmo, senhor correspondente, que sou o mais in-
til, e impreslavel d'enlre os meus irmaos, nao lhe
posso contar as vezes, que teuho corrido a casa do
moribundo por maos tempos e caminhos para levar-
lhe o consolo espiritual. Quando o religioso fran-
ciscano percorre os campos, arrecadando as esmolas,
que os caraponezes de boa vontade lhe dao, he neste
transito de inrommodosc privaces dolorosas, que
elle mais se contena caridoso, vencen.lo todas as dif-
culdades de urna penosa jomada, para as vezes voar
ao chamado de um aunnisante. > religioso carme-
lita, quaudo vi-la suas pose*iipj do campo, mudos
/
/
:
"
Aqui sao os religiosos inuteis e imprestaveis, e n'um
oulro trecho mais a baixo disse S. me. Mas em vez
de se conurvarem no seu tiver ocioso, fossem elles
prvidosj i/uantas vantagens nao colheria a igrejat.... Que!
poit os religiosos sao inuteis para lado, menos para
curaren) de um rebanho entregue aos teus cuidados?
Que idea forma entlo o correspondente de om coad-
jutor, on vigario .' Pelan ,n*' P'lavras s devem ser
coadjutores parochos, as que inuteis e imprestaveis,
ou ha de contestar comigo, qae ot religiosos nio tio
Inuteis e imprestaveis e como disse. Sis seohor cor-
respondente fielmente demonstrado o simul est el
non esse. O que o senhor' correspondente fez, foi
prevenir os Eira*, diocesanos contra ot religiosos,
porque qual delles podec-i prover em tas docese um
religioso inu.'ii i impreslavel ? Sr. correspondente,
quem nao governa o que lie seu, como o alheio f
Valham-nos Dos! que al os encomios do Sr. cor-
respondente compforaeltem os religiosos I
Tratando -losilivamenle dot predios dos religiosos,
o Sr.'eorrespoodeote foi ainda tao infeliz na exhibi-
rlo de seus pensamenlos e raciocinios, quanto foi
nos da demonslracao da inulltade dos religiosos.
Urna grande parte do* predios dos amigos fra-
tes, (obrigado pela ironial diz o senhor correspon-
dente, o ordinariamente arrendados aos particu-
lares que se incUmbem te revogar a ordenacao
quando reetificando-os melhorando-os, dando urna
nova forma... ele. Bem ; aqui sao os predios dos
religiosos reedificados, melhorados.e de nota forma:
mais abaixo porm, ha urna ruetaraorphose espanto-
sa, quando assim se exprime: os bens dos frade ?
UmamullidAo de casinholas, frageit, inundas, <
sem forma...Meu Dos pois o senhor correspon-
dente nao podia procurar oulro Ihema para o com-
plemento de sua missiva, senao objeclos que o II-
zesscn cahir era tao salientes coolradices ? Como
he que bens dos /Vades so, em um lugar reedifica-
do pelos particulares, e era outro, frageis casinho-
las 1
O senhor correspondente anda d mais forca a
esse misterio quaudo continua :... que quando
nao receban novo valor pelo arrendamenlo ao par-
ticular, que tras tnfrac'io legal quanto ti amor-
tisariio apenas te annos em annos, quando O
lempo consom a cor da parede exterior, he que o
administradores se dispoem o mandar branguea-
la... etc. Como sao estes prtdios reedificados, me-
Ihurados, e de urna nova forma pelos particulares,
como disse o senhor correspondente, se, estes s de
annos em annos he que te animara a mandar (tran-
quear a parede exterior dosprsdios? Confesso, que
nao me he possivel coordenar taes ideas; quero erar,
que o sanhor correspondente seja exaclissimo, mas
a minhaintelligcncia he muito curia.para poder chi-
nar ao alcance de suas palavras. O que se real-
mente he qa'e por alguma incgnita Sirrcv lera as-
ses(ado coutra inermes religiosos as baleras de sua
Inexpugnavcl inlelligencia, e precisamente serao
elles esinagados a nao auxiliar-lhes a Providencia
Divina. Nao importa. Honleui os Therezioscos
Congregados preslavam a religiao, e a humanidade
mediares de beneficios, c hoje nao so falla mais nos
Therezios e Congregados... Amanhaa, quem sabe'.'
Tarreaos Franciscanos,Carmelilas eBenedictinos os
acompanhem cssas regies diluidas do esqueci-
mento : Alta sunt indina Dei 1
Como quer que seja, as ordens 'religiosas era geral
confian) na profunda Ilustraran c prudenria do
Exm. ministro da justica, para nao crercm que S.
Exc. sancionar os desejos do senhor corresponden-
te de S. Paulo, que pode mui bem ser um dedicado
amigo dos religiosos, de viseira aleada.
Releva esclarecer ao publico, que nenhum outro
motivo me fez lomar a iniciativa nestas poucas li-
uhas, senao o dever imperioso que (emosde deffeu-
der a dasse a que nos ligamos. Ha anuos, que em
virlude de licenras impeiiaes, resido na casa pater-
na, onde o dever de filho faz-me auxiliar com os
poucos recursos de minhas ordens sacras a indigen-
cia de meus queridos pais, que sobre lularem rom
ella, viven) em uin estado valetudinario, rarecemlo
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DIARIO OE PERNAMBUCO QIINTA FEIRA 13 DE JULHO OE 1854.
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de um arrimo junio a si. Eslou porlanlo lia mnoi
alsenle dos negocios de minia ordem, c (ao ausen-
le, que ignoro absolutamente os importantes niovi-
raentos que alli seoperam. lio que beiexposlo pode
o publico evidenciar, que nao foi o inlMBwu ile def-
femler u rortuna de S. Denlo, com esperancas nclla,
por quanlo a ser assim eu sacrifican i ao tanto ocio
das fazendas da minia orden o dever sagrado de
acudir aos reclamos da nalureza. Tambera nao foi
~~m tervico calculado, lauto roais quanlo valo o es-
tado de arruiuamcnlo de m nha saude e o ilesejo
que lenho do nao roais abandonar incus pas, ten-
cono roais larde impetrar da nunciatura apostlica
breve de srcul.insar.'io perpel la. Bem sei que pela
proiissao liei deixado no seci lo esse objeclos sagra-
dos ao meo coracao. Reliqui'nus otnnia : mas pela
proiissao lornou-se movel de mnhas actes, a can-
dada o amor de Dos. V i>ois o leilor, que nao
ha era mim o interesse iguobil de, so delTeuder for-
tunas, que houvesse ou baja de desfruclar porque
Uo imperiosos motivos me iuhibem de regressarao
claustro. Uemais, da ordem do raeu patriarcha do-
rante dez anuos, que resid em seus mosteros, s
gozei o que necessariameute devia gozar, o alimen-
to Enlrei para ella, quando miuhi familia possuia
alguna bens da fortuna, e sal i quando sua pobreza
prematura rae reclamava.
Creo que o senlior correspondente t>-1a "tehei-
ri de oulro modo as linhas.'-mrs'T'cara ditas. Que
pede Smc continuar com na -elo louvavel; eu 11B0
ais vollarei, porque o meo melindre pessoal me'o
priva.
A missao de ura religioso neste mundo, e minha,
priucipalraente he a dos soffr)renlo* e"'do silencio.
Jezut taceba
Recife 1 de julho de 1S5-S..O padre Fr. Fran-
ritco de Santa Marianna Pitarte.
* wit----------
CARTA IV DO AMIGO JULIO AO AMIGO
JULIANO.
SUMMA-HIO.GalUpoli.-Chtgadaiot alUaot.
Vm Tarea victima ios Francezes. O vestuario
escocez t a moral tarca.Desembarque do prin-
cipe Napoleao e do duque de Cambridge.Torre
de Babel.Modos curiosos de fralernisa?3o en
tre os soldados alliados. Apathia oriental.
Urna Franceza garrida e urna Ingleza amazona.
Os tres temperos da cosinha rutsa. Movimen-
to Utlerario em Franca, Inglaterra e Portugal.
Recife it de julho de 185t.
Amigo Juliano. Segundo as ultimas nolicias
ube-se que una grande parte das tropas alliadas.que
desembarcaran) em Gallipoli, tem marchado para
CoDstannopla, Varna e Sophia para eolrarem em
operacOes.
Gallipoli, que apenas contera 17,000 habitantes,
he notavel na historia, por ser a primeira cidade que
os Turcos possuiram na Europa, tendo-a tomado no
armo de 1356. Situada no Eslreilo dos Dardanellos,
tem urna pittoresca apparencia quando he vista do
lado do mar, mas internamente so aprsenla casas
meaquinhaa e ras tortuosas, sujas e mal calcadas,
onde at agora se apinhava urna populacho hetero-
gnea, composta de Turcos, liregos, Judeos emais
raras do Levante, que naturalmente indolentes e fa-
talistas, nao procuram os seus commodos maleriaes.
___Com tndo, apenas chegarem as tropas alliadas, o
aspecto de Gallipoli mudou em poucos das. Os
Francezes foram encarregados da policia do lugar,
e iramedialamente forraaram um consellio de salu-
bridade. Companhias de varredores limparam as
Tus e procurararc-se carros para remover as im-
mundicies que U eslavam accumuladas ha seculos.
Em urna palavra, ludo eslava ainda por fazer,
mas a ludo acuda a actividade dos Francezes, que
at pintanim letlreiros as esquinas indicando o no-
me de todas as ras, e luiraerarara todas as portas.
I'orcin. a intelligenca raelhodica e organisadora
da raja Uauleza, que em tres diat den a Gallipoli
urna apparencia quasi europea, causn a morle ao
Pacha que goveruava a cidade.Este bom Turco,
j adiautailo em anuos e indolente, como a maor
parle dos seus patricios, viva em um doce ocio, e,
fumando no seu cachimbo e saboreando o delicioso,
Moka, pensava lanto em melhoramenlos maleriaes,
como algans dos vereadorer do nosso paiz. Mas,
apenas chegaram os Francezes, o pobre velho vio-se
rodeado de generaos e coronis que o obrigavara a
dar providencias para tudo quanlo se devia fazer, e
o increpavam sobre ludo o que se faiia. debaixo da
sua jursdieco.O bom do Pacha, vendo asoa tran-
quillidade perdida, e nao podendo resistir a urna
mudanca tilo repentina, metteu-se na cama e.......
devtnu-re morrer, para nao presenciar as reformas
com que a sua patria eslava ameacada.
A moral dos turcos licou bastante escandalisada
com o uniforme dos soldados escocezes (llighlan-
ders), o qual, como sabes, alera da farda, consiste
em um salle de raziada de quadros, deixando ver
um bom p*daco de pernas nuas, pois nao usara de
calcas.Quiwflo chegoo a Gallipoli o regiment :i!,
de lligklandcrs, antea de ler o jsembarcado, appa-
receu junto ao vapor que os conduzia, um escaler,
no qual se achava um pacha com as senhoras de sua
familia. Os Highlanders. desojando obsequiar os
seus alliados orientaes, subiram caixa das rodas, c
daquella poco elevada saudaram as senhoras que
estavam em baixo. O pacha licou horrorisado ven-
no a toilette dos soldados, e inmediatamente se afas-
lou do vapor, fazendo os mais lerriveis agouros so-
^re os cos u mes dos Francos.
Em geral os Turcos tem svmpalbisadoeom a appa-
rencia dos francezes, que, de barba comprla e bi-
godes, e Irajando uniformes commodos e elegantes,
eslao mais em harmona com as incoes de dignida-
dade oriental do que os Inglezes, com as saas suissas
burguezas e fardas de esguias abas. Os Osmanhis,
naturalmente amigos do fausto, lcaram impresio-
nados com a chegada do principe Napoleao, que
.leve urna recepcao magnifica e desembarcou em
grande uniforme, chelo de colidecoracoes. O du-
que de Cambridge nao segua o seu exemplo, pois
nao espern ,que o viessera receber e saltou cm ter-
de chapeo redondo e palilot, e porlanlo nao pro-
uzio nenhum effcilo entre os Tunos, que, debaixo
aquella raodesla apparencia, nao podiam distin
oir ubi principe, primo da soberana da poderosa
iram Bretanha.
As provisies em Gallipoli esli batanle caras, e
alguns mercadoi w gregos e juikios leem licado ricos
com o fornecimenloaosnxereilos. Varios iioleis
se tem esladelecido.enlre os quacs nolam-se o a Res-t
tauranl deCarme auxiliaireo tLe c'eux drapeaux
una etc. ele. Faco idea do pilloreteoaspecto que de-
vein apresentar as ras de Gallipolj, dantcs lio so-
cegadas, mas onde agora se api orara* "tropas vindas
das qualro partes do mundo', pois a Franc-irtom os
seus soldados d'Africa, e a Inglaterra os seus regi-
raentos da India, que misturados cora marinlieiros
de todas as nacoes, com Turcos, Judeos, Gregos, Ar-
menios etc. fazem urna especie de (ocre de Babel,
onde se fallam Tinte lngoas difieren es. Os solda-
dos vivem na maior harmona.
As fardas vermelhas dos regiment* jll c
Inglezes misluram-ss familia'mente cora os ca-
sacos aznes do -20 e 27 I ranceiies. Aqui v-se u ni
Chasseur de Vincennes, que procurando fazer-se
entender por um fifleman, gesticula furiosamente,
em quanlo dous rapazes, tambores do 6. de ligne
riera as gargalhadas da expressao de Inglez. Aco-
la veem-se dous Coldslream Guards convidando ura
Turco para beber, o que elle recusa (lalvez por ser
dianle de tanta gente desculpando-sc com a le do
prophela, que prohibe o uso do vinho. Mais ad-
enle descobre-se um grupo de lliglilanders que ao
som do seu instrumento preil'cclo, a gaita de folies,
dancam mu frentico reel, dama das monlauhas, |e
n'oulro |ionlo os Francezes dancam o Canean ao
som de urna rabeca.
Nessa variedade de uniformes, onde se nolam as
pelissas fluclnanles dos Ilumaids, as couracas poli-
das dos couraceiros, as enorme?'barretinas dos gre-
nadeers^guards e- os brilhanles capacetes dos dra-
goes, os Turcos preferem especialmente os Zouuvos
e Spahis, tropas indgenas da frica franceza, que
usara de nm pitloresco uoiforne ao goslo oriental.
A embriaguez tem reinado bastante entre as (ro-
pas alliadas, apezar dos e-or ;os do< ofliciacs para
evilarem ease mal.Os soldados e marinheiros das
duas iioroes, quando eslao dobaiio da influencia
de IIaecho, fraternisam, islo he, trocam parle do
vestuario, o que lem dado lugar a acunas bem risi-
veia.Tern-se visto marojos de capucete bebeudo
cm companbia de soldados de couractt brilhanie e
chapeo de oleado. Um Highlander do regiment
'.i I. lendo tomado urna piela esm um Zouaw, ap-
pareceu na forma de turbdntf bramo, jaleco azal
bordado e enormes calcas de pregas. S em ama
companhia desse mesmo regiment, ri'na homens
foram castigados cm um dia por causa do excessivo
uso do vinho.
Notou-se que poneos dias depois da chegada dos
Francezes. as raulheres turcas appareceram as ras
como de cosluoteroas as mulheres gregas continuara
a fugir das vistas dcs-es scldadi s, que ellas conside-
rara como monstros de immoraWlade, senundo a
iintura que seas padres, p.rtidarios da Riissia,
lies lera feito dos rostumes francezes.
Todava, vista do que di.', um correspondente
do Times, a popularAo indgena tem mostrado bas-
lanle indille enea para com esse espectculo, lao
novo para elles. e ltimamente em urna grande re-
vista, que em Franca ou Inglaterra leria nltrahido
milliares de espectadores, nao se via om nico Tor-
co ou Grego a olhar para esses magnficos regi-
menlosse foi o medo ou a apalhia que os obrigou
a obrar .i-mu, he o que nao se podo conjecturar.
Parece que os Gallipolitanos seguem risra o pre-
ceilo de Horacio... nil admirad. Apezar de seisou
sete naos francezas eslarein ancorails nussas a^yas,
onde passam continuamente vapores e~n>io? de to-
guio para Constanlinopla, acompanhado por sua es-
posa que o nao quiz abandonar e que deve viajar
em companhia da Senhora do general Youasuf.
Di/.-se que Madama de Saint Arnaud, antes da sua
partida de Pars, mandou fazer sessenta vestidos
das ultimas modas para appaiorcr nos diOcrentcs
bailes que tivercm lugar cm Constanlinopla. Pa-
rece que esla nobre Senhora parlindo para o Ihea-
Iro da guerra, s se lembra de prazeres Nao
acontece o mesmo com urna Ingleza, raulher de
um oflicialdo 11<' de regiment //a*gards,que lendo
de acompauhar seo marido ao oriente, leva vestua-
rios proprios para combate e um cinto conlendo
dous recolcers pistolas de muitos tiros .Ella Icm-
se ejercitado diariamente em alirar ao alvo, e asse-
vera que, no caso de seu marido ser victima de al-
guna bala Moscovita, ella vingar a sua rnorte, col-
locando-se frente dos soldados que elle coramau-
dava I
Ee fado po-ilivo que os agenles do governo rus-
so, dapos de dar-se alguna combate no (healro da
guerra, fazcm tres diOerentes rclaiorios do aconleci-
mento. O primeiro, verdico cm ludo, he desti-
nado especialmente para o imperador e uinguein
mais ole.O segundo he para os ministros epara
depois sei impresso nosjornacs eassim correr a Eu-
ropa finalmente o terceiro, cheio com as mais ri-
diculaa hislorias acercada bravura"e victorias dos
Kussos, e total destruirlo dos seus adversarios, he
destinado para circular inlcrnamenle e Iranquill-
zar o povo do interior. Este ullimo rclalorio he
impresso smeule em lingua russiana, depois he af-
Jlxado as igrejas e lido em voz alta pelos padres
na grande cautela para que neuhum cxcmplak- saiha
do paiz. r y
rusta8816 resPeit0 dil jocoso PMMfll que na casinha
8aber. oreparam-se tres classos d iguariasV a
desu'/P"'a sera tempero de qualidaJe alguma :
. .'- come o autcrata.
"" /Segunda com alguma especiara : he para os
ministros e cnsules.
Terceira com os mais fortes temperos, como
pimenta, malagueta, alhos ele, etc. he para o povo.
Parece que as comidas sem tempero sflo muito
perigosas e s opai Czar tem estomago para as di-
grir.
Agora me record que ua minha primeira carta
te promctli fallar no raovimento litlerario da Euro-
pa c anda nao escrevi urna linha a esse respeito.
Visto resta rem-rae poucos momentos apenas te men-
cionarei algumas obras recenlemente publicadas;
para oulra vez serei mais extenso sobre aquellas
que me chegarem as raaos.
Em Franja Lamartine est publicando nma His-
toria da Turqnia, de que ja escreveu dous volumes,
e lera continuado com o n Civilisaleur n publicacjlo
semanal de bastante merecimenlo. Espera-se com
impaciencia-ama noticia biographica sobre o padre
Lamcnnais, escripia pelo seu intimo amigo, o poeta
Branger, que ha mullos anuos trabalha em urna es-
pecie de diccionario histrico de lodos os contempo-
rneos, i'que elle aprecia como a melhor das suas
obras ; eis-aqui as suas palavras, (Juem sabe seno
he este trabatho da minha celhiec que far sobreci-
vero mcu nomeamim proprio ? Vctor Hugo, para
dissipar as amarguras do desierro, continua a escre-
ver as mais fortes diatribes contra Napoleao, a quera
lera dado os mais alfrootospa epilhetos que se acham
nos Diccionarios. Eslao-se publicando as Mmoire
et Correspondence du roi Joseph, que lem excitado
mais interesse do que as Mcmoires d'iai Bourgeois
de Para, do doalor Veron, que nao corresponden)
espectalivaJ sahiram alguna volumes das Obras
Completas de F. Arago e a familia do infeliz lenle
Bellol, fallecido ha pouco no Polo arlicto, pubticou o
Diario das suas viagens, que offerece bastante inte-
resse.Varas obras se tem publicado sobre a ques-
19o do Oriente, entre as quaes se nota o Tablean
hislorique de la P.ussie et de la Turquie, por Jou-
bert et Flix Mornand.
A Inglaterra, cujo movimento litlerario he aqui
muito ignorado, (em produzido ullimamenle um nu-
mero prodigioso de obras sobre o Oriente, sendo Via-
gens, descriptora da Rusaia e da Turqua, apreciaces
da questAo da guerra, &c, &c e seria muito exten-
so dar-te o nome de todas essai publica(Oes.Ulli-
mamenle se publicot urna obra sobre o a Brasil
escripia por Mr. Hadeld, que residi muitos annos
no nosso paiz, e da qual lefallarei apenasaler. Ma-
caulcy esta Irabalhando na sua imprtanle llislorin
de Inglaterra, e ullimamenle imprimi os seus discur-
sos parlamentares. Archibald Alison tambem pn-
blicou o 2o volme da sua H'ntoria da Europa, o
qual trata do periodo desde a queda de Napoleao al
a subida ao throno do actual imperador dos F'rance-
zes.Appareceu o 2 volume das Memorias de Lord
Ilolland. i>Lord John Kussell publicou 2 volumes
do Diario de Thomaz Mooree Charles Dickens e
Thackeray lem publicado mqis algumas novcllas que
dissipam o ennui do mundo elegante inglez. *"
Em Portugal Aletandre Herculano publicar bre-
vemente a sua Historia da Inquiscao em Portugal,
queja seacha no prelo, lendo interrompido por em-
quanlo a Historia da sua patriaO vscoudc de A.
Garret nada publicou depois das Faoiiiase Fo-
Ihas cahidasQ c o Caslilho, inteiramcnle oceupado
coma Leitura repentina, parece esquecer-sc das mu-
sas e das lettras.
Adeos. O Amigo Julio.
te". N5o pensar antes que se encentra com um
guarda livros, com ura pillo, ou com nm oflicial
uwo, no mesmo com nm Bino de negociante rico
queso quer fazer aduiirar (pedaco d'asno das bellas
hlhas da Mleza !
Oh vos! que andis por eslas ras de nossa cidade!
Quando oavonlrardes esto moco com os signaes ci-
ma notados>corlejai-o cortezmenle ;clle he merece-
dor de muilissraas allences, nao s pelo que levo
dito, (pelo que se faz querido, res|icilado, o temido)
como porque traz por divisa a pliilautropia, inclui-
da em sua alma pela escola moderna, como o melhor
dos mdicos homeopalhw, c quo pralica sempre,
sempre, al dormindo os dogmas da nova mederina
Caridadesem limites, tciencia sem privilegios.
Eis-aqui um cullo rendido ao merecimenlo !,.. oilo !
Perdoea limilancia.
.P. S.Por circumslaucias particulares demorci es-
ta missiva al boje, que se conlam 2 de julho, eas-
sim foi bom ; bem diz o rifao queDos tscreic di-
reito por linhas torios..
O Rv. director prova que a correspondencia que
Iralou da legeudacollegio S. Pedro-he do padre
Silveira, porque em um dia de procissao, depois da
tal legenda apparecida, lodos que passaram e \ iram
pouco caso (izeram ; mas que esse padre fez mais ca-
so, olliou, tornou a olhar, c deu urna risadinha sar-
dnica. Eis a prova, eis o rigor da lgica em toda
a sua plenitude Ergp a correspondencia he do
S. einhora elle nao seja como nao he assiiiia nIe da le-
lil : que lal !! A cousa nao fica ahi somente, est
lomando maior incremento, c j se preparara viasde
fado ; hoje mesrao,como he domingo, e o Sr. padre
S. linha de sabir de madrugada para celebrar as
Mcrcs, nessa occasiao achou um papel escripto, e
bem doblado por baixo de sua porta : eu o vi, copiei,
devolv, e ah Ihe mando a inlegra dessa pe^a ; e pe-
los precedentes o publico desta cidade ajuize quem
ser esse assassino, procurador dos padres ; sera que
era padres se fallasse, mas s e simplesmenle no Sr.
director.
Ora, vista de taes irapulaces, vista de laes
ameacas de morle (sacco de areia he morle cer-
ta), vista de declarares lio feias, que fa-
xem medo ao mais medro escreveu, como se o Sr. Rvd. direclor nao tivess*
urna escandalosa ebronica de sua vida ; para que hel
do eu continuar a dar-lhe noticias do que se passa
por esto nosso mundinho parahibano Se apenas
apparecequalquer cousa escripia, o primeiro cuida-
do he adevinhar-se de quem seja, e logo que parece
a este, ou aquelle, ser desta, ou daquella pessoa, as-
sentado est de pedra e cal, quo se accrlou, c o se-
gundo e ultimo cnidado he o que Vmc. est vendo !!
Que represalia! Que civllisacao 1 Qoa desesperada
argumentarlo 1
Concilio, dizendo, se o raen amigo nqoi hea-
meacado de ser ensaccado com areia por aquelle-
pequeos reparos, qae nao furaram as tripas do Sr.
Rv. director, o que nao querer agora obrar por es-
tes que/aqui vio, e mormente pela publicado da
carlinha por baixo da porla '! Devo crer que agora
ser um tiro em pleno dia Misericordia Pe-
co desculpa ao men Rvm. amigo por ler publicado
seu nome, c a lal carlinha sera que previamente o
consultasse ; mas creio que nao reprovar, apezar do
risco que corre ; e mesmo pelo que est agora pas-
sando seu espirito, pelo empenho, com que esse
Rvd. director quer se comnre urna casa ahi na, ra
Nova, s para alfligir o meu amigo.
Adeos, Srs. Redactores, declaro-lhes que nao vol-
tarci mais este auno, e mormemente se morrer do
sacco, entilo s no dia de junto!
l)esejo-llies boa saude, boas patacas, graca, c vida
coraprida. e que nunca se|enconlrem cora algutn sac-
co de areia.
Fiis Um padre nosso e urna ave maria por in-
Icnc.lo do arreacado que vos pedem O sincero.
CORRESPONDENCIA.
UTTfR.4Tl'R\.
PETRARCA E SEU SEGULO.
( Continuaeo. )
Laura era a flha de Audilicrl de Noves, e havia
dous annos, esposa do Hugo de Sadc. Sua idade era
quasi a de Petrarca, que acabava de completar os
seus vinle e tres annos, esc devenios acreditar nos
versos que elle cousagrou a belleza della, Laura era
urna das mais formosas mulheres do seu lempo. As
inspiracSes que elle deveu a esse amor, suas odcs,
seus sonetos, seus madrigacs, suas bailadas, todas es-
sas poesas, que elle chamava em sua velhicc frivo-
lidades vulgares, as que leria lalvez aniquilado, se
a adminislrac9o de seus couleraporaneos as nao li-
vesse protegido, sao os mais bellos. Ilores de sua co-
rda potica. .
At esse lempo, linha elle escripto, nessa lingua
degenerada que o nosso goslo reprovou sob o nome
de baixa lalinidade ; o proprio Danlc escreveu cm
lalim os primeiros calilos do seu Inferno. Ha*, tira-
cas aos consclhos de Brunello l.alini, seu meslre,
lendo o autor da Divina Comedia adoptado o dialec-
to toscano, ousou Petrarca toma-lo por modelo; cesta
lingua austera, e um pouco selvagcm,quc por a-i ni
dizer foi creada por Danle, recebeu do genio mais
doce do Petrarca e sob as inspira'oes dp amor o mais
le no e o mais apaiionado, uinaiEr.ica, urna clegan-
us sdTc
ca, urna harmona, que seus
deram exceder.
ccessores nunca po-
Um raeu patricio e collega, Ihe disse que os padres
franciscanos se preparavam para festejar ao glo-
rioso Santo Antonio, eeu agora acrescenlo que de
faci festejaram com as Ireze nuiles do costume, e
boa fesla ; mas nada disso pude desfructar pela mu-
ta chuva. A lal respeito lembro-mede urna peque-
a reflexao. e vem a ser esla : os franciscanos, ho-
mens pobres, como todos sabemos, festejara todos os
anuos o seu patriarcha, a Conceico, e o padroeiro do
convento (Saulo Antonio ; e porque mofina os nos-
sos benedictinos nao fazem o mesmo, sendo elles ri-
cos ? Sera a mesma abundancia, que os torna po-
bres ? Que riqueza miseravel!
Constou-mc. por via de um meu amigo negocian-
te, qae a safra dcslc anno, perlencente esle mos-
leiro, linha sido tao boa, que o Sr. D. abbadequaudo
parlio para a Babia, deixou em mi de seu corres-
pondente aluus cootos de res (nove, se me nao en-
gaaran)) entretanto nos so vimos em todo esle anno
urna Testinha ao patriarcha ; e o mosteiro nao lem
padroeira. que he a Senhora do Monte Serrale? Por
que o digne Sr. D. abbade neo Ihe far tambem ao
menos uina/cnAa? Odtnheiro quando seinvenlou
foi para qae servisse aos nossos usos e cottumes pa-
ra circular; quando a: dHina Providencia eslabele-
ce es diiW lies graos de ricos, pobres, e pobrissi-
ir.os ; foi para qoeestes fossera manlidos por aquel-
es, e ambos protegidos por aquel I'ou tros : bem
sei qae o Sr. D. abbade nao ignora ; porcm ocho
bom lembrar-lhe esla bella mxima. A maor van-
lagem da riqi^,; j be fornecer maleriaes para a bene-
liccncia. Pelo quesera bom, c mesmo muito til que
iwopadre faca boasfestas, com oque recebera os
em horas do armador, do cerieiro, do msico, do fo-
guetero, das velbas, dos casquilhos, e das meninas
do bom lom, faca tambem urna festinha ao nosso S.
Amaro ; bem v que eslamos emriscosde quebrar os
corpos. quanlo mais as pernas ;as chuvas leem aber-
lo grandes sorvedores, e lem feito desabar mais de
30 casas : d tambem um ganharaezinho ao pintor,
em razilo de estar ahi a casa deDeos pintada 19omal,
e com Untas tao grosseiras, que o homem mais po-
bre nao querer pintar assim sua cabana ; ahi eil
tambera em Pernambuco a fundc,o desejosa de ven-
der-lhe urna pequena sincta para S. Rvm. por na
torre, em lugar da que est quebrada, have dous
annos pouco mais ou menos, etc., etc. Assim todos
viverao, assim repartirs, ttvra.'o fruclo de seu
Irabalho por aquelles, quepreslando-lhe tambem seu
Irabalho quercm viver do trotto dellcs... nao lenho
raza o'! Paciencia.
Ja sabe, meu amigo, que o Rv. director ( que
precisa ser dirigido) muito se agastou com o meu re-
paro sobre o dsticocollegio S. Pedroe o caso he
quequer j e j saber quera foi essecorrespondenle,ja
arriscou umjuizo, e...minio bem arriscado um sa-
cerdote ; o nosso vinario tambera altinge para o mes-
mo alvo, ese a cousa pega, e se o caso engroca, co-
mo engrocou o enredo, aleives c calumnias do Vi-
centinho em 1850, cnlao o pobre padre lem de en-
fronhar-se as calcas peiores que ha no mundo, as
pardas: elle ja as calcou, e ainda boje vai arrastan-
do alguna farrapos deltas.
Vistoter-se feito a tal pontana para alli, eu vou
seguro por aqui.
Nao he aera motivo qoe cu assim lamento o mal,
que poder sobrevir esse sacerdote, se cahir de-
baixo da escota do Rv. direclor ; porque (nole bem)
esse moco ptdre, e director rene cm s muitos do-
tes da fortuna, de educacao, ede sua propria acqui-
icao e lavra : olhe o Rv. director he d4iais instrui-
do homem da provincia....l vai urna he o mais rico
de todos os padres... duas he o maior poltico da
Parahiba...tres he o mais bello Narciso dos que por
aqui campcim... qualro he o mais civil que aqui se
condece... cinco he o mais dcsiuleressado dos iillios
de Eva ; salvo somente os 2105 rs. porque so ven-
deu. ou porque vendeu sua opinio poltica, (se he
que a linha) quando ningncm o querendo c entre os
rasgados, corto amigo delle aliancou debaixo de sua
palavra de honra, que ello deixava o partido saqua-
reraa, se fosac depulado provincial, assim acontecen,
mas isso foi nesse tenipn... seis! he mais valenle do
que o imperador da llussia... sele e baja vista s
suas bravatas no lempo da cruzada contra o padre
Silveira (encelada por Vicenlinlio, cque ainda muita
gente boa nao sabe como foi isso, quando na sacrista
da Misericordia, estando a igreja repleta de gcnlc,
por occasiao de urna solemne visila de cova, c de-
pois de alguns aleives allribuidos ao lal sacerdote,
grilou u direclor cora voz de senlior de engenho
Esse padre s mereca que cu Ihe cnlrasso pelas
portas dentro, c Ihe enchesse a cara de bofelcs I
Oh que graudeza
i',ilma Oh que educacao, que
rienda, que belleza, que inslruccao, que "poltica,
das as classes, que fazem soar os echos dos Uarda- -que,e*cendrio, c que valenta E tudo contra

nellos cora o rebombo de repelidas salvas, com
tudo niuguem d um passo para contemplar essa
magnifica scena.As velha- continuara a fazer
meia nos seus rasebres os (,regos licara encosta-
dos s esquinas, olhando obliquamentc para os que
passam eos meninos continuara seus folguedes sem
mostrar o menor signal de curosidadeEm quan-
lo aos Turcos, diz o citado correspondente, que el-
les licam sentados nos balces fnmam os seusapa-
Ihicos cachimbos cora lal pertinacia, moslram-se
eniliin t,v. impassiveis, que da vontade de Ibes ar-
rumar as ventas ura desses cinicos murros ingle-
zes. para os fazer sahir daquelia indolencia.
O Mareehal Saint-Arnaud. riimmandanleerarhe-
fe do* exercilo alliados, ja ebegou a Gallipoli se-
quera ? Contra um sacerdote, que o nao linha oll'en-
dido, muilo mais velho du que elle, que linha sido
seu meslre em primeiras letras, e que he actualmen-
te seu padriuho Que tal, meu .amigo, que tal o r-
gido censor do mundo lodo, o sacerdote, que s he
conhecido como (al porquera o ronhece t Sini, por
quem o ronhece, ou quando veste habito (alar; por
que a secular, anda no rigor da denguice, do pean-
trismo... sua calcinita de cor bonita, seu rllele bem
honesto, seu robucilo verde... cm risco de ser agarra-
do pelo loutico por algum burro esfomeado.sua gr-
vala de boa seda prela (ja se sabe) e ludo o mais do
bom e do melhor lom... e quem ve, e quera se en-
rnntra cora um houifrale desles na ra, assim bem
appaiciliado, bem assuicado, jul);ar.ique he sarenlu-
Quem leria hoje o poema de frica, esse escripto
em lalim por Petrarca, quem leria suas epstolas fa*
miliares e suas clogas latinas, em que esto confu-
samente laucados os pensamentos e as phases de Ci-
cero, de Sneca e Sauto-Agostinho, o qual para di-
ante lornou-se urna de suas predilecccs.
Quem saberia boje se existi Petrarca, se elle nao
livesse amado, se o amor c sera duvda a necessidade
de ser comprehendido por ama mulhcr o nao lives-
sem forjado a pintar os seus sentimenlos na lingua
do vulgo ? Se a nossa curosidade nos tem levado a
procurar em suas obras latinas qual foi a vida desse
poeta, he por que as suas poesas italianas nos ins-
piraram o iuleresse de conbecer as menores particu-
laridades dessa vida, ou porque finalmente ellas fi-
zerara delle o homem de seu seculo. Filippe Vila
ni, seu contemporneo e seu bographo, as*egura
que todos sabiam de cor os seus sonetos e as sua
odes.
lis anciaos os mais graves, seduzidos pela dorura
de suas poosias amorosassenlian um prazer indefi-
nivel em recita-las. Ellas nao eram roraludo cs-
coimodas de deleito-. Os que sentem por ellas mais
admirado n3o pudera deixar de conheccr que con-
leera algans versos inuteis, alguns pasamentos fr-
os c algumas comparares de pouco momento, con-
cetti ridiculos.
Mas cssas faltas, que participara menos da ex-
pressao que do nensamenlo ; menos do poela que de
sua poca,nada prejudicara a suavdade de urna lin-
gua que Ihe deveu a sua clareza e fluidez, assim como
devia a sua energa ao spero genio do pintor do
inferno, O amor qae dominava a imaginarao de
Petrarca, inspirava-lhe esses pensamenlos cuja de-
licadeza nos encanta, essas exprcsses graciosas c a-
paixonadasque, depois de Til dio, ninguera havia
ainda encontrado.'" .
O poela derrama abundantemente esses versos que
brotara do coracao apezar do espirito, que s o cora-
cao pode entender e traduzir. Foi islo o que me-
recen Ihe o cullo de que he objecto, os ttulos glorio-
sos que conferiram-lhe seas compatriotas. Era nes-
ses fragmentos inimitaveis que Muratori o apresen-
tava como um modelo de goslo.
Outro mrito sobresahia em suas poesas amorosas,
c Petrarca o deveu casldade c delicadeza de sua
paixao. c A virgem a mais escrupulosa, dizia, dous
ou tros seculos depois, o bispo de Panigarole, pode-
ra le-las todas sem enrudecer. Todos es seus ver-
sos encerram-se nos limites de una decencia auste-
ra : nao obstante os desvos passageros de ura tem-
peramento de fogo, augmentados por urna paixao
infeliz, sua imainacao permanecen sempre puras,
e nada de eslranho a seu amor corrompeu a fonlede
seus pensamenlos. Era, dizia o abdade de Sade, o
puro platonismo embellecido cora ludas as grabas da
poesa, n
Petrarca ousa apenas revelar em seus versos, o
nome daquella a quera ama. Dividndn todas as
avilabas deslc nome foi que elle atreveu-se pela pri-
meira tez a apresenla-lo era ura soneto, que um jo-
go pueril de palavras torna quasi indigno de sea es-
tro. No otavu anno de seu amor foi que outrn so-
neto deixou appareccr esse nome por inteiro. Rolo
urna vez o veo, elle o repele era seus versos i era
suas cartas, sem nunca jamis dar a conbecer o es-
tado, ncm a familia de Laura. Elle falla -rnenle
da illu-lrac.o de sua origem ; e a incerteza em que
nos deixou deu tuzar asmis absurdas conjecturas.
A casldade desse amor, lao extraordinaria era um se-
culo de corrupcOes, fez duvidar da existencia de
seu objeelo. Cen annos depois da morle de Petrar-
ca, os comraenlarios c os liiugraphos esforcavam-se
ainda por adiar o sentido allegorico do urna paixao,
que repulavam imaginaria. Elles pretendam ver
o objeelo dessa paixao na scienea,* na poesa, na
rehuan, e na virtiera Maria. Os autores mais gra-
ves dispulavam sobre ssas ridiculas hypolhcses, era
vez de encaminliarem-se di recia mente a verdade.
Foi assim que ura traductor francez das Lasiadas,
explicando a seu modo o maravilboso de Cames,
Iransformou Jpiter em Dos Padre, Marte em Je-
sus-Cdrslo, e a religiao Cdrisiaa na deosa de Gui-
do. Foi preciso decorrer ura seculo e mais para
que os espiritos clicnassem idea de que essa Lau-
ra odjecto de urna paixao lao viva e tao constante,
nao linda sido una allegoria. Alexandrc Velutello,
de I urque-, um dos maiores admiradores de Pe-
trarca quiz resolver esse problema. Em 152i trans-
portou-se a Avinhao, e ahi nao achou a principio
inais que urna iradicllo ineerla e confusa. Ura an-
ria i da casa de Sade deu-lde, sobre a sepultura des-
sa raulher celebre, aponl.menlos, que conciliavara-
se com a nota escripia pelo pondo de Petrarca na
primeira Tolda do seu l'irgilio, O ancio porm en-
ganava-se sobre urna dala ; e Velutello rejeitou uo-
coes que o feriara sera duvidn cnnduzido a verdade
para abracar um erro sem fundamento. Ellecor-
reu a Vaurlusa, afim de explorar seus arrabal le-,
cuja sclvageria convem prrfcitamenle a, um amor
desesperado. Os ve Uns regislos da aldeia de Cabri-
res, apresentarani-lhe urna Laura, lilha de Uenri-
que de Chiahau, senlior do luaar, baplisada a i de
junho de 1314 ; e sera refleetr que esta Laura n9o
loria mais que doze annos ao lempo cm que Petrar-
ca foi deslumhrado por sua belleza, adoptou-a pe-
la amante do poela, conslruiu ura romance sobro
esla fbula, e o erro de Velutello acreditado em
Franca c na Italia, fez render-se memoria de Lau-
ra de Chiabau as homenagens que eram devidas
oulra. Apezar disso alsuus espirites persistiram an-
da cm pensar que Laura perleucia casa de Sade.
A nota de Virgilio fazia-a morrer a 6 de abril de
1MIH, e esla dala nao poda referir-se Laura de
Cadrires. A (undcima cloga de Petrarca indi-
cava a qreja dos Franciscanos como a sepultura de

sua amada, ainda que elle disfarcava o sea nome
com o de Calatea, arado por isso que nasceu o pen-
samcnlo de inlerrofar esse tmulo. O cardeal Sa-
dollel, bispo de Ca-penlras, Jernimo Manclle de
Florenca, o sabio lionez Mauricio de Seve, e Bon-
lemps, vigario gera de Avinhao fizeram-no abrir
em I.I.I.I. Enconlra-am nelle urna bocela de cham-
bo que continua ana mcdalha em que eslava gra-
vada a cabera de una mulder, e um soueto escrip-
to em um pergaraiuio, o qual deu grande Irabalho
a decifrar-se. Esle soneto parereu um lestemuudo
i i reeu-avel ; como Se todas as mulheres desse lem-
po nao estivessera, nagens de um soiieb. Todava a descoberla fez es-
trepito. Reinava oitao Francisco I, e o que iule-
ressava s lettras, ocupava a sua nacao inleira. Es-
se le passou o memo anno uo condado ; visitn o
famoso tmulo, ado a boceta, e gravou nella o se-
guiule epilaphio :
Ette cofre coilem lao pcqueuino
Um grande none que o universo admira ;
Os doas amaule nos amores santos
Maiores foramque as cances da lira.
Alma gentil, nulher idolatrada,
Quera te podeloovar se nao se cala ?
A lingua he nata, quando o assumpto a excede,
Na voz que opeito esmorecido exala.
Esta descoberla nao disspou todas as duvidas.
IC-labelererani-se -onlrover-ia- ; recusaran! a au-
Ibenlicidadc do soiclo; de-cohi iram-lhe irregulari-
dades, de ((ue j'ilarain Petrarca incapaz, e o car-
deal Bembo, qae )edio urna copia delle, respoudeu
a Barldolomeo deastellane qae os versos do soneto
-criara desapprovidos al pelo mais mediocre dos
poetas. Todava is visitadores afiluiram ao re-
dor desse tmulo, e o cobriram de inscripc^es. O
rh inceller do hosplal vio o -iWlo e a boceta ; mas
esses monumentos lesappareceraSnno anno de 1730,
e o padre Faure, provincial dos Franciscanos, ac-
cusou o sacristao lassi de os ter veqdido a algum
fldalgo inglez. Ho todos eslao certosNobre a f de
Luiz de Beccadilly arcebispode Ragaza, -.amigodo
cardeal Sadolet, qie o soaeto nao era de kNnrca;
Cirm nBo he mas permllido duvidar que >saa
aura fosa* lillia le Audiherl de Noves, e ma\er
de Hugo de Sade. E-l verificado que a sua niorre
leve logar em 13i, dala estabelecda pelo nosso, poe-
ta, e uni contrato eu casamento. M,s nem por isso o romanee deVelu-
lello obteve menot crdito na Italia, prevaleccndo
esle crdito at o comeco do seculo XVIII, de mo-
do que nem o prosrio Muratori ousava pronunciar-
se entre as duas virses.
Volvamos a vid de Petrarca, e digamos que se
desilou muilo tenpo em entregar o nome de
Laura ao esplender de urna grande fama, nao
foi porque deixasse de conbecer que ama raulher
nao poderia oirende-se com o elogio de seas altrac-
tivos. A pliysonooia celeste de sua amada, o seo
porte nobre, o seu -Mullanle, a qae, segundo elle,
nada de humano >odia comparar-se, seus bellos
odos, cujo espleudir era revestido de certa decen-
cia, suas sobrancelias de bano, seus cabellos lou-
ro*, que flucluavan era um seio de alabastro, urna
burea augelica, doit renques de perolas, que pp-
recara atravez de uis labios de rosa, sua tez fresca
c yerraelha, sas naos mais alvas que a nev, seus
ps delicados, suas manciras graciosas, sua voz do-
ce e divina, seu ispelo modesto, ludo, al seus
vestidos, seus enfetcs de cabeca, ludo he cantado
em urna mullid Vi te odes, de madrigacs e sonetos.
Era cem passageni de suas poesas he que cum-
prc colher esses trarps esparsos para formar o retra-
to de Laura; poren como lodos os amantes poetas
vem todas essas perfei^es no objeelo de seus amo-
res, a posteridade acredite no que julgar que me-
rece ser acredtalo.
Pelraca foi ao irincpio tratado indllerenlemenle
como lratavam-.e entilo as paixOes ambulantes dos
trovadores e dos ^valleiros. Mas, desde que dei-
xou pressenlir o gredo de suas homenagens, a ca-
sa de Laura Ihe foi fechada. Ella evitou a presen-
ta do indiscreto, 9 colirio com ura veo os traeos en-
cantadores que alindara iullammado. Esse veo fa-
zia o desespero d> poeta, quequeixava-seconstante-
mente dessa fortdeza mohil, que Ihe oceultava essa
belleza cruel. Klo podendo dominar o amor, que o
escravisava, chaando a morle em seu auxilio, es-
pern adiar as lislrares de urna viagcni o repon-
so de espirilo qus debadle pedia ao co e ra/ao.
Era 1330 parlio Colonne, seu arago, o qual ia ao centro do Langue-
doc, tomar possedo seu bspadode Lombez.' Nada,
porm, pode curMo ; nem os culretenimenlos jo-
viaes dos trovadores, nem as conversaroes dos sabios
comnieusaes do bspo, Cello Stephani, Lui de Bois-
le-uc, a queradle linda dado o comime de do-
la- e Scrates. O poela assislio al com indifieren-
c,a celebraran eos jogos lloraos, que Clemencia-
Isaura linda inslluido, havia sete anuos. O amor o
chamava s bordas do Rdoilano, onde veio soflrer
novos rigores. Jraa segunda fuga nao foi mais fe-
liz. Elle visiloi Frauda e sua capital, onde rei-
nava havia seis afuos, Filippe de Valois. Petrarca
encontrn em i'aris os dous doulores que Joo
XXII enviara pra alli ctm o fira de suslenlarem a
sua opinio sodria imperfei^o dJs penas do infer-
no, c dos prazerdo parai/.o at J-Kda de jalao. O
rei c a faculdadi de Ideologa ioquielavam-se nimia-
mente cora umuheresia que rabia de tao alto, e l'e-
trarra pide assiira cundemnarau de um pontfice
que leve o bom espirito de relratar-se. O acolh-
menlo dos Parisirases, as honras que quizram fa-
zer-lde, os sonetesque dirigiain-llie, os obsequios de
Nicolao Oresmc, > mais celebre dos nossos doiilores,
nada pode deterim espirito angustiado que fugiade
si mesmo. LJIeatravessou i pressa qs Paizes-Bai-
xos, visilou de paisagem as cidades de Gand, Lige,
Aix-la-Chapelle, Coionha, onde debalde o espera-
va m as horaenagois dos sabios c dos prncipes. Pe-
trarca admira-sc da sollicilude, e do enthusiasrao
que excita ao pov> alleni.io. que em seu orguldo pa-
tritico Iratou debarharo. A lcmbranc,a de Laura
domina tudo, deencanla-o de ludo. Seu espirito
nao se oceupa sent de celebra-locm versoe em pro-
sa. Impaciente por encontra-la, regressa immedia-
l.miente, arrasla js perigos da vasta c sombra flo-
resta das Ainas. Alravessa-a s por .entre os
partidos armados que as infestara em consequencia
das diseiicoes do duque de Brabante e do rondede
Flandres. Confu-se, di/elle, no dos que protege os
loucos. Alcan^aLeo o mais breve que pode,e en-
tra era Avinhao carao linha sabido. Veo-lhc depois
o despeilo e nao fde mais dominar o coracao. a Eu
quizera odiar, estrevia elle a Diniz de Robertis, mas
ha cm ni ira alguna cousa que rae forra a amar.
Petrarca linha eflcoulrado esse padre florentino em
Pars, ensillando! philosopbia e a Ideologa, "acien-
ciasque enlao na estavam em guerra. Contrahio
amizade com ca; doulor ; fallou-lde de suas all
cres, de que fallava a todos. Foi no coradlo desse
amigo que l'elr.nra depositou os pezares que senta
quando vollou 4e Avinhao; c como nelle o amor
justificava as su.iei -tienes de seu seculo, pedio se
menle a esse professor um remedio contra sua
paixao. enis da Robertis enviou-lhe, como espe-
cifico, as conlissics de Santo Agoslindo, c Petrarca
nao dcixava maii este lvro, que estodava, commen-
tava o cilava a cada instante. O nosso poela pare-
ca procurar as frjquezas do bispo de Hippone a
justifica cao das prrprias fraque/as e esperar do co a
graca que este padie havia recedido delle. Esta dis-
Iraccao, porm, n) foi mais elficaz ; o certos bio-
grapdos accosam ueste ponto a vaidade da baila
Laura de ler queriio hilar contra a influencia de
Santo Agoslindo c de Cicero. Dizem elles que sem
faltar a seus deverts, ella mostrava-selisongeada pe-
las homenagens deum amante tao celebre ; o drill
dessa paixao fomentava a sua vaidade. Quando o
poeta pareca quenr espedarar os grilbes de seu ca-
livciro, ella o Irazh submi'ssao com um terno vol-
ver de odos ou con um doce sorriso ; e essas irre-
soluces, esses desieitos, essas recadidas de Petrar-
ca tornavam-se a nateria de nutros tantos sonetos c
bailadas. Este raaiejode galauteico faz muilas vezes
a desgraca daquelas que o empregam. Petrarca,
porm, eslava ainda estremecidamenlc apaixonado
para deixar de serinexperto,
Kevolviam -e-lle entao na rabeca dous grandes
projeetoa. que proniettiani-lde distracees mais no-
bres inspirando-lhc mais sitos pensamentos. In-
dignado por ler vislo o Santo Sepulcro recahir as
raaos dos inficis, desejava precipitar de novo a Eu-
ropa na Asia ; excitava os reis e os povos a renova-
ren! as expeilices dos Filippe Auguslos, e dos S.
Luizcs, c em ama ode toda repassada de euldusas-
mo religioso e potico, ameacava os Turcos e os
Arades com o glaudio lerrive! dos enlistaos, retau-
rando por esse raodo o vasto designio que o papa
Jo9o XXII linda submellido. nove annos antes, ao
re de Franca, Carlos o Bello. O outro projecto
era menos vasto e sobre ludo mais fcil. A fixacjlo
da curte romana as hordas do Khodauo era para
elle nm odjecto perpetuo de vergonna e de pezar.
Esle sentimento chegova al a indiznacao, porque
elle \ ia francamente nos italianos modernos os suc-
cesSores naturacs dos Scipies c dos Fainos, e como
seus pretendidos anlcpassados, tralava de barbaras
a todas as nacoes que os Alpe* soparavam di- sua bel-
la llalia : F'avorecia e aniniava cora seus versos
latinos o loscanos >s cmbaixadasque Itunia e Bolo-
nda nao cessavam de enviar ao pupa para enipenha-
lo a entrar de novo no Vaticano. Mas a epstola*]
latina em que dav rainha do mundo a attitude
a linguagein de una matrona, a quem os anuos e a
desgraca tinham degradado, fa/ia mais honra ao seu
patriotismo do que a sen genio. Ad! esla rainda
do inundo era, como o resto da Italia, dilacerada
por nina mullida., de facetes rivaes. Por toda a
liarte reinava esla Ierra inlerminavel dos Guelfos e
dos Gibelinos : Faria, Placencia, Genova, eram
ensaognenladas pelos furores o vigancas desles par-
tidos, que assignalavam allernadamente suas virlo-
rias passageiras pela carnificina ou pelo exilio dos
vencidos.
A aulo i hule do papa snreumbia ora una cidade
e rcsiam. \u-s(. n'iulra. Bulonlia despeda o lega-
do c elega um dictador que mais larde a venda an
pontfice. Por loda a parte essa desordem era aug-
mentada por odios particulares, r amhiccs pessoacs.
Os Gonzagas, protegidos pelo imperador, eiilhroni-
savam-se, era Mantua por meio do assassinio. Em
Ferrara um bastardo exnellia os herdeirns logitlmos
de sen pai, e fazia absolver suas violencias por suas
viclorias. Urna rara de Alridas devaslava os Mila-
uezes cura suas disputas domeslicaa. Marc Viscon-
ti rqnspirava contra seu irraao Galeas, contra seu
sobrinho Azzon, c inorria cslraugalado pela m.lo
dos irnilos. Os Florentinos mudavam todos os dias
de soberano, de inimiuos e de alliados ; nao dexa-
vam a seus vsindos nem tregoa, ncm repouso, e
passavam em nm momento do sdalimenlo victoria;
do urna prnsperidade inslenle a mais degradaote
las liuinilia^es. Pedro de Arezzodespojava impu-
| nenenle OS visinlios de --piis fuedos e 'aslellns.
II
Martinho Scaliger, que tinha por cognomc o de cao
de Venina, lancava sua ambioao alravez dessas dis-
cordias, apoderava-se de Brescin, e de Vicencia, rou-
bava I'adua aos Carraras, Reggio aos Rozzi, insnl-
laya Vneta c oJdilanez ; apunhalava cora a pro-
pria mao o bispo de Verona, sen prente, que linha
vendido, a sua capital aos Venczianos, punha em
Iralco as cidades que nao poda conservar. O rei
Roberto de aples dispulava a Sicilia casa de
A rasan, fomentava por toda a parte a guerra para
engraudecer-se, excilava os Guelfos de Genova e
l-Torenca con suas intrigas, e os abandonava em
saas derrotas. Lucra vendida por Scaliger, reven-
dida pelos Allein.ie-, caba era poder do avenlurei-
ro Caslruccio Castracani, que leudo comeeado sua
fortuna com urna escolta de salteadores ehegou a
formar um exercilo formidavcl, recebendo o titulo,
de loco-teqienlc do imperador, c cobriudo a Italia
central com o sanguc dos Guelfos e dos inimigos do
imperio. Roma enlim, abandouada por sen so-
berano era devastada pela rvalidade dos Ursinos e
dos Colonhes, que dispulavam o seu governo ; e o
Tbre ensangoeulado aecnsava lodos os dias suas
violencias e seus assassinalos. Petrarca nao pedia a-
bandomnar nesta circunstancia o partido de seus illus-
(resamiaos, aindaquepodessemuilo bemdispcnsar-se
de celebrar a glora de Estevao Colln no o moco,quc
matara era um encontr Bertholdo e Francisco dos
Ursinos. Sua exagerarlo foi mesmo ridicula. El-
le fazia do veucedor nm Annibal, um Theodozio,
saudava-o com o nome de heroe,promeltia-lbc o ap-
poio de lodos os elementos, do dos prolcrlor da Ila-
la,.e eii|H'llia-o a novos combates, aprcseolando-
Ihe Cezar como tea nico modelo.
Porcm, o que be sublime, admiravel, a ode ou
cancilo, spirto gentil, que Vollaire justamente pro-
clamou a mais bella de todas, e que sahiodo do
carcter das outras poesas de Petrarca, prova que
a forja e a energa podiam alliar-se nos seus versos
graca e delicadeza. O nome do hroe a quem
esla ode era consagrada dividi por muito lempo
os com montadores Mas he provavel que esse h-
roe fosse esse mesmo Colonne a quem o novo papa
Benedicto XII acabava de confirmar no cargo de
senador de Roma, ttulo em que o havia investido
sua espada. O patriotismo de Petrarca fe-lo en-
trar novamente nessa desaracada llalia, cuja viuvez
deplorava. Um navio de Marselha levou-o a Tos-
cqna, e ello saudou com com um sonelo a Ierra
natal.
Mm. os Unaos oceupavam entilo o campo ; c fe-
chavam-lhe os caminnos de Roma, para onde o
chamavafo, seas Ilustres amigos. Foi preciso que
o bispo de Komber e o senador seu pai viessem pro-
cura-lo freiMe de cem cavalleiros no castello de
Capranica, onde elle rerugiara-sc. Petrarca, es-
labelecido em face do Capitolio, no meio dos mo-
numentos de urna gloria, Cujas recordarles o Irans-
porlavam, sentio redobrar-sc sua afTeijao pela ci-
dade dos Cezares ; escreveu' nma nova epstola ao
papa Benedicto XII empenhando-o a vir pdr termo
hiiiiiili.ieao da cidade eterna ; mas as divisAes de
que ella era victima, os vicios le seas habitantes,
que nos pinta como indignos do nome d.e seus avs,
cuja indllereuca pelos monumentos de' seu auligo
poder tanta censura Ihe rnereceu lancaram-nu so-
bre os -ytes. impelliram-no como vagabundo sobre
as praias da Hespanha, da Gallia, da Inglaterra,
onde seu maior pesar, diz elle, foi nao ter encon-
trado alguem, que fallasse lalim. Esla asi laclo phj-
sica dava repouso a seu coracao, e elle ojulgou sem
duvida bastante forte para arrestar ainda os olhares
de Laura ; mas voltando a Avinhao. leve que sentir
de novo as inqnielaces e os tormentos de amor.
Foi entao qoe desesperado de sua fraqueza, aborre-
cido da corte e do mondo, procurou a paz, que Ihe
havia fgido por toda a parle, nesse eslreilo valle,
aos ps dessas rochas escarpadas, e dessa fonle ce-
lebre para onde sua famaallrae os viajantes de lodos
os paizes.
Aos quinze annos de idade linha elle ido j de
Carpcntras, a Vauclusa. Esla solidSo o tinha en-
cantado ; muilas vezes ia elle curtir suas maguas
nesse valle selvagem, e nenhum paiz, dizia Petrarca,
Ihe havia offerecido nm sitio igual. Em 1337 com-
prou ahi urna casa, um pequenno jardim, cuja
siluacao he hoje diflicil de determinar. Os cbar-
latilcs do lagar, e em toda a parte os ha de sobra,
mostram ao viajante as ruinas do castello dos bispos
de Cavaillnn, como as da casa de Pelrarca; o que
he urna mentira. Esla casa era situada era um re-
canto da montanha riucoenta metros (lisiante da
nasceiica, e a raargem do rio, que formam suas
aguas. Seusfmulos alerraram-se avista desta so-
lidao, e o deiiaram alli s, para que podesse von-
tade expandir os seus suspiros. S reslava-lhe o
seu cao, de modo que foi obrigado a accetar os ser-
vicos de um pobre pescador de trolas, a quem cha-
mava animal aquatico, e os de sna mulder, que
elle romparava a ama velha cthiope. a Se Lucre-
cia, Helena e Virginia tivcssem isual semblante, di-
zia elle, Troa existira ainda, Tarqunio nao leria
ido baillo, c Appio nao teria morrido na prsao.
Foi nesse lugar, que fazendo ura esludo mais acura-
do da historia romana, concebeu o projecto de es-
crcvc-la desde Romulo at Tito, o que fra sera
duvida ura sacrilegio para comTlo-Livio da parle
do admirador mais nlhusiasla da anliguidade.
Compre porem lembrar para sua justificaran, que,
nessa poca couheciam-se apenas tres decadas desse
principe da historia, e que ello havia feito inuteis
indagaces para augmentar esse (hesouro. S dous
seculos depois foi que a biblotheca de Majenca e
a Abbadia de Saint-Gall entregaran) os oulros sete
livros, e se he lcito acreditar os erudilos, ainda nos
fallara cenlo e cinco para completar a obra do mais
puro, do mais elegante dos historiadores. Petrarca
abandonou essa idea, e limitou-se a celebrar as vir-
tudes de Scipiao o Africano em um poema latino,
que ninguera lera (enlardes de traduzir.
Todava seu retiro nao tora abandonado nem por
seus amigos de Avinhao, nem pelos estrangeiros, a
quem sua fama attrahia, a maior parte dos quacsfa-
ziam-se preceder por presentes magnficos. A visi-
uliauca de Cavaillon grangeou-lhe o conhecimenla
o a amisade do bispo Filippe de Cabassole, que a-
mava as lettras e o trato daquelles que as cullva-
vam. A I era branca de Laura, eas supplicas de seus
amigos Iraziam-no algumas vezes cidade e ao
mundo, que alias elle nao havia renunciado para
sempre. Eu nao conheco, dizia elle, lugar para
onde o amor n.lo me acompanhr. Quiz procurar um
abrigo contra a lempcslade, escrevia ainda o poela
a Guilhermc de Pastronge ; mas a forca do habito,
a violencia de minha paixao, fazem-me \ ollar, con-
tra a vontade, pian urna cidade, que odeio, paraum
mar em que tantas vezes lenho naufragado. Em
urna de saas excurcoes foi que elle leve occasiao de
conhecer o famoso Barlaara, religioso calabrez, en-
viado ao papa por Audronico o mojo para tratar da
reunan das doas igrejas e de urna cruzada ronlra os
Turco*. Este monge de S. Bazilio linda ido ao ()-
rieule aperfeicoar uo estase do do grcgo,de quo eraa-
paixonado. Elle linha a principio residido na Eto-
lia, depois cm Salnica, onde llorescia a lingua de
Aristteles c de Homero ; e finalmente em Constan-
linopla ; onde o seu saber garangeou-lhe a confianza
do imperador e a amisade de Joao Cantacuzne
Este reli-'ioso nao era um espirito commodo. Ape.
as iniciado as bellezas da lingua grega, Iralou de
ignorantes quellesdaquelh'a tinham ensillado, ede-
saCou o sabio Necephora. Grgoras. Vencido ncsla
cu(a sobre quesloes philosuphicas, fui esconder sua
vergonha cm Salnica, c procurar urna brilhanie
desforra alacando os monges do monte Albos sobre
seu saber c modo de orar. Foi ah que foi encon-
tra-Io a ordem de Andronio. Sua missao diploma-,
lica liuha-o conduzido primeiramentc a aples.
Da corle do rei Roiserto, passou a de Filippe de Va-
lois, de quem nadaalcancou, dirigindo-se fin.den-
lo ao papa Benediclo XII, que nao estiiva mais dis-
posto que esses dous reis a fazer a guerra eonlra os
inflis. Os enlretenimentos de Barlaam foram de
grande auxilio para Pelrarca que arda como elle pa-
ra ler Aris(o(cles na propria lingua, e esla lingua
era quasi ignorada na llalia, se bem que ncsla Fran-
ca, a qcum o poela appillidava de barbara, Oresmc
e muitos outros podessem eusinar-l'has. Barlaam
procurou com empenho a a amisade de um homem
JIM era j tao selebre por lanos ttulos; mas a resi-
encia do enviado, de Andronico nao foi tao lonca
que o amante de i. i ura podesse U^Mtiaal da li-
bada.
Um homem Ilustre de nutro gcrantornoti-se ao
mesmo lempo o objecto dos disvellos de Petrarca :
era Simao de Sienne, discpulo de Giolto, a queco
Benedicto XII mandara chamar para aformosar o
palacio 'pontifical. Era o primeiro pintor da -
poca, e o nosso poela colhcu dessa amisade ura the-
souro porque susprava ha muilo lempo foi esse Ihe-
souro o retrato de sua chara Loma, que o pintor po-
de sem duvida alcanzar por sorpreza, retrato que o
poeta pagou com dous sonetos tao preciosos para a
memoria de Simao, como a sua Madama e I sua
Deposirio da cruz, de que sao depositaras duas
igrejas de aples.
Esle retrato nao era proprio para acalmar o soli-
tario de Vauclusa ; e se pelos versos podcinm avali-
ar-lhe o eslado do cerac.'io,nunca o amor de Pcirarra
leve (aula violencia, nunca sua linguagem foi mais
apaixonada.
Os Italianos nao ai liara cxprcsses bstanle fortes
para louvar as (rez canres, que referem-se a esse
periodo de sen amor c de sua vida ; san as (res gra-
bas, as (res Venus pcrfeHas as divinas odcs. a A
poesa italiana, exclama Muratori, nunca produzio
cousa algoma de mais lino goslo ; e Tassoni, cuja
critica nerrl mesmo poupou o idolo dos Toscanos, as
chama rbidas das caneos, destarando que basla-
riam eslas Ires obras para enllocar a coroa de loare
na cabeca de seu autor. {Coiilinuar-se-ha.J
6 caias folhas de cobre, 50 barris manleiga ; a
Rolhe di Bidoulac.
22 caixas e 7 fardos tecidos de algodao, 50 barris
manteiga ; a II. Gibson.
10 caixas fio de algodao, 800 barrilinhos plvora, G
barricas ferragens, 80 molhos do ps, 1 barrica en-
tilara, 2 barricas e 2 caias drogas, 2 barricas grasa ;
a S. P. Jolutston & C.
5 fardos tecidos de linho, 30 ditos c 10 caixas di-
tos de algodao, 1 caixa e 4 fardos ditos de tila, 600
barrilinhos plvora j a Adarasou Mowie & Com-
panhia.
18 fardos e 14 caixas tecidos de algodao, 8 caixas
ditos de linho ; a Patn >ash & C.
13 toneladas 14 <)"| e 1 da ferro em folha e arco,
52 fardos a 7 caixas lecidos de algodao. 1 caixa co-
bertores de dito; a Barroca & Castro.
1 eaixa com 1 carro ; a T. llevwood.
13 caixas cobre, 18 ancoras, 26 barricas cerveja,
30 ditas ignora-se o ronleudo ; a ordem.
1 caixa cobre; a A. M. Machado.
10 toneladas de ferro bruto ; a C. SUrr& Com-
panhia.
1 barrica presamos, 1 caixa frttas, &c, 1 barril
peixe, 1 caixa vidro ; a Wra. May.
1 caixa objeclos de boticario ; a J. da C Bravo.
6 caixas lecidos de linho, 6 ditas e 75 fardos djtos
de algodao, laa e laia ; a Rossell Mellon & Com-
panhia.
2i barricas e 1 caixa ferragens, 2 pares folies, 16
molhos ps, 23 caixas fio de algodao e chapeo* deso,
1 barrica culilara, 70 gigos louca ; a E. H. Wjatl.
3 caixas lecidos de algodao : a Tirara Moasen &
Vnassa.
9 caias chapeos de sol; a R. Royle.
4 barricas hinca ; a Roslron Rook."er& Companhia.
7 caixas lencos de algodao, 11 fardo* e 6 caixas le-
cidos de dito ; a Fox Brothers.
14 barricas ferragens; a Brender a Brandis & Com-
panhia.
1 caixa lentos de seda, 3 dits tecidos de linho, 5
fardos e 10 caixas ditos de algodao, 1 cmbrolho se-
lins ; a Me. Calmont & C.
1 caixa. 7 sliles, 7 cobertores e 8 roldaos; a D. W.
Bowman.
1 caixa selins; a Deane Vralo & C.
10 fardos e 2 caixas tecidos de algodao, 50 barris
manteiga, 2 fardos lona ; a C. I. Aslley C.
120 barris manteiga, 33 caixas e 21 fardos tecidos
de algodao ; a J. Ryder & C.
28 caias e 1 fardos lecidos de algodao, 1 fardo
ditos de dito e laia, 3 ditos ditos de 19a : a James Ry-
der d; C. J
12 caixas tecidos de algodao, 13 fardos dates de
dito, 3 caixas ditos de linho, 100 barris manteiga,
120 toneladas carvo, 69 gigos e 6 barricas loaca, I
barril e 1 cesto agurdente de Franca, 3 gigos e 1
barrica presuntos, 15 caixas ejueijos, 6 barricas con-
servas e sal, 2 caixas musanla 3 ditasbiscoulo, 2
barris cerveja, 2 ditos linguas, 1 barril peixe e con-
serva, 1 cesto presunto e quejo, 1 barril vinho, 1
barrica manlimentos, 4 restos presuntos, 2 molhos
vassouras ; a Johuston Pater i C.
1 caixa seda ; a J. Keller.
1 caixa ; ao Dr. Arbuck.
3 saceos amostras; a diversos.
Lancha Nova Esperanra,' vinda do Assi, consig-
nada a Cunha & Amnrira, manifestou o seguate :
150 alqaeires sal, 208 couros salgados e espixtdos,
540 ditos miudos curtidos, 53 saccas e 5 barricas cera
de carnauba, 4 barricas velas'dedila, 1 barrica qoe-
J, 1 barrilinho cera amarella, 3 garajaos e 1 sacco
pehe, 1 bah roupa usada, 2 saceos e 12 libras buvo
de pescada; a ordem.
-. CONSULADO GERAL.
Rendimentododia 1 a 11 .... 7:6048997
dem do dia t*2.....' 59LJO07
8:1969004
COMMERCIO.
PRAGA DO RECIPE 12 l)K JULHO AS 3
HORAS DA TARDE.
Colac/ies ofliciacs.
Cambio sobre Londres a !|2 d. 60 d|v.
ALFANDEGA.
Reiidimenlo do da 1 a 11 89:3599666
dem do dia 12........ 3:272517
92:632918.1
Dctcarregam hoje 13 de julho.
Brguc hamhnrgnw ilarriti & Mollymerca-
dorias.
Barca inglezaTown pf Liverpoolidem.
Brigue francezfcaujeuidem.
Barca inglezaCourernordiversos generas.
Importacao'.
Barra ingleza Town of Liverpool, vinda 'le Liver-
pool, consignada Jnhnslon Paler iV Cnmpanhia, ma-
iiil'e-loii o i'gninte :
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rondimenlododiat al!..... 9229388
dem do dia 12........ 1319944
1:0519332
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 12......1:0919186
CONSULADO PROVINCIAL.
Hendimento do dia 1 a 11.....25:7069817
dem do dia 12 ., 1:6509753
27:3573570
MOVIMENTO DO PORTO.
Navios entrados no dia 12.
Badia| dias, sumaca brasileira Hortencia, de 94
toneladas, meslre Sedasliao Lopes da Costa, equi-
pagem 8, carga varios gneros ; a Domingos Al-
ves Matdeus. Conduzum preso com dous soldados
de polica. Ficen de quarentena por 4 dias.
dem8 dias, dale brasileiro <7onc neladas, mestre Aulunio Teliv da Penna, equipa-
gemS, carga farnha de mandioca ; a'Doraingos
Alves Malhcus. Ficou de quarentena por 4 dias.
Barccllona58 dias, sumaca hespanhola Cecilia, de
80 toneladas, capitilo Pedro Marislany y Elias,
cquipagera 9, carga vinho e mais gneros'; a Ara-
naga e Bryan.
Navios sahidos no mesmo dia.
FalmonlhBrigue inglez Carrickfergus, capitilo
William Leley, carga assucar.
BahaBrigue de guerra inglez Erprest, comman-
dante Boevs.
Filippe Mena Calado da Fonseca.
Mauoel da PorciunculaFerreira.
Jos de Mello Cesar de Andrade.
Francisco Xavier Carneiro da Cunda.
Manoel de Jess da Silva.
Jos Germano Tavares.
Antonio Joaquim de Almeida Goedes.
Jos M.irlras Lopes.*
r. Caetano Alves de Souza Filgneiras.
Raymundo Jos Pereira Bello.
Vicente Terror da Silva Braga.
Jeaqaira de S Cavalcanti de Albuquerqae.
Trajano Filippe Nery de Barcellos.
Dr. Leonardo Augusto Ferreira Lima.
Jos Joaquim de Lima.
Jos Roberto do Espirilo Sanio.
Joao da Cruz Fernandes de Souza.
Dr. Francisco de Salles Alves Maciel.
Manoel Pereira Brandao.
Francisco de Paula Paes Brrelo.
Manoel Gomes Pereira. ^s
Joao Bapusla da Silva Maoguinho.
Majo/ Carlos Marlins de Almeida.
Dr.Tilippe Jansen de Catiro e Aibuquerque.
Joao Lopes do Nascimenlo.
Braz Machado Pimentel.
Luiz Alves Ricand.
Caetano Duarte Pereira.
Joao Baptista do Araaral.
Francisco Jos do Amaral.
Caetano Alves de Souza Filgueiras.
Osqaaes han deservir durante a referida sessao,
para o qae sao pelo presente convidados, devendo
comparecer assim como os ioteressados no indicado
dia, as 10 horas da manhaa, sob as penas da lei.
E para que chegue a noticia de todos mandei pas-
sar o presente que ser ffixado nos lagares mais p-
blicos desle termo.
Dado e passado nesta cidade de Olinda aos 8 de
julho de 1854.Eu Filippe do Nascimenlo de Faria,
escrivao subscrevi.
Jote Quintino de Castro Leao.
O Dr. Costodio Mauoel da Silva Guimaraes juiz da
direilo da \ vara docivel nesta cidade do Recife
de Pernambuco, por S. M. I. e C. o Sr. D. Pedro
II que Dos guarde, ele
Faco saber aos que o presente edita I virem, e delle
noticia tiyerem, que pela lei provincial n. 335 de
26 de abril do correte anno, foi creado mais um of-
ficio de tabeliao de notas desta cidade do Recite ;
era consequencia do que convide os pretendentes ao
referido officio para que, no prazo de sessenta dias
contados da publicarlo desle, apresenlem per si, eu
por seus procuradores bastantes, sens requerimenlos
competentemente a-signados, e acompanhados de
certidao de idade, folha corrida, eiame de sufficien-
cia, e mais documentos que julgarem conveniente
juntar, sendo lado devidainente sellado, segundo o
disposlo nos arls. 11 e 14 do regulamealo n. 817 da
30 de agosto de 1851.
E para que chegue a noticia de todos, mandei pas-
sar o presente edital que ser publicado peta im-
prensa, e outros do mesmo theor que se ftiiarao nos
lagares mais pblicos de cada nma das qualro fte-
gnezias, e na sala das audiencias. Dado a passado
nesta cidade do Recife de Pernambuco aos 23 de
maio de 1854-seu Manoel Joaquim Baptista escrivao
uterino o escreviCualodio Manoel da Silva Gui-
maraes.
O Illin. Sr. inspector da ihesoararia de fazen-
da manda facer publico o termo transcripto do oa-
me a que se proceden na caixa d'amortiacao em
urna das notas de.503000, cor roa, que Ullimamen-
le foram nesta provincia aprehendidas como falsas.
Secretaria da tdesouraria de fazenda de Pernambu-
co 12 de julho de 1854. O oflicial maior, Emilio
Xavier Sobreira de Mello.
IIIni. Sr. inspector geral interino da caixa de
amortisacao. Havendo nos examinado a nota de 508
da M eslampa papel rdio n. 4151 da l serie, cora a
supposla assign llura de Jos Procopio Pereira Pon-
tes, remedida com o aviso do Etm. ministro da fa-
zeuda de 9 do mez que corre, e teodo sido reconhe-
cida falsa, passamos a levar ao conhecamento de
V. S. algumas dillereneas qae por nos foram encon-
tradas. O papel he mais claro, e no tacto mais ma-
no. O retrato de S. M. o Imperador, o fumo e caf
qae o circula esla muito expressivo o que as verda-
deiras nao acontece. A pala da dragona direita he
muito visvel o que nao era na nota falsa desta es-
tampa qae foi examinada em 13 de Janeiro do anno
correte,o que nos faz crer ser esla mitra chapa.O ci-
fr.io de 5O3OOO que est ao lado direilo da nnmeracXo
a Milla da parle superior pega na segunda asle e as
falsa- branse ambas.O valor509000que se acham
repelidas em ledras muito miudas no centro da no-
la as verdadeiras acaba em50e as falsas ainda
tem a continuacaorail rs. por isso nao existe nm
claro que existe entre a tarja larga e essas lettras, e o
Irabalho he. disco,a numeracilo de mnito imperfeila.A
nota falsa timlo na largura como no coniprimenlo
faz alguma diflVenra na largara para mais no e com-
plnenlo para menos. Julgamos sufOcienlc o que
lica dito nara conde-cimento das notas falsas desta
estampa,scndo esla carimbada com o competente si-
licio. ^
Dos guarde a V. S. Sala do troco em 14 de junho
de 1854.Os trocadores, Francisco Alves de Brito,
Fidelis Honorio da Silva Santos Pereira.Confor-
me, no impedimento do oflicial maior.Jos Pedro
Azevedo Pecanha.Conforme, Emilio Xavier So-
breira de Mello.
DECLARADO ES.
EDITAES.
. O Ulm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em curaprimenln do disposlo do arl. 34 da lei
provincial n. 129, manda fazer publico para co-
nheciraenlo dos credores hypolhecarios e quaesqaer
ioteressados, que as propredades abaixo declaradas,
foram dcsapropradas, e que os respectivos proprie-
laros tem de ser pagos do que se 'ies deve por es-
ta desapropriaco, logo que terminar o prazo de 15
dias. contados da data dcste, que he dado para as
reclamac,<>es.
E para conslar so mandou alxar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario, por quinze dias successivos.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 30 dejunho de 185. O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciacao.
Urna casa de laipa, sila n direcrao do
21.* lanao d estrada da Victoria, per-
tencenle a D. Rita de Cassia Pessoa de
Mello, pela quanlia de......6O3OOO
Um lanco de muro e un parle do sitio
no lugar do Piza, na cidade de Olinda,'
pertenrenle ao Dr. Amonio JosCoe-
Iho, pela quantia de. ...'. 5989000
Conforme. O secretario, Antonio Ferreira da
Annunciacao.
A cmara municipal desla cidade, usando da
autorisacao que Ihe coofere o arl. 15 da lei n. 348,
publicada neste jornal, n. 140 de,20 do corrente,
marca o prazo de um mez, contado do primeiro ao
ultimo de julho subseqnente, para no decurso delle,
serem pagos os impostes atrazados sobre eslabeleci-
menlos industriaes; Ando o qual, e nao realsada a
eohranca, ficm os contribuinles sujeilos a una
mulla igual ac duplo do valor do imposto, como
dispoe o cilado artigo.B para que chegue ao co-
nheciinonln de qneineomatir se manda publicar o
prsenle.Paco da cmara municipal do Recife
cm sessao de 28 de junho de 1854.Bardo de Ca-
pibaribe, presidente.No impedimento do secreta-
rio. O oficial-maior, Manoel Ferreira Accioli.
_ O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial em cumprimento da ordem do Exm. Sr. presi-
dente provincia, de 6 do corrente, manda fazer pu-
blico, que no dia 20 do correnle, perantc a junta da
fazenda da mesma Ihesouraria, vai novamente a pra-
Ca para ser arrematado a quem por menos fizer. o
foruccimento dos medicamentos e nlencilios para a
enfermara dacadeia desta cidade, sen indo de base
a arrematarao o abatimcnlo de 30,por cenlo offereci-
do pelo licuante Manoel Elias de Moura.
A arremalacao sera feta por lempo de onze me-
te), contar do primeiro de agosto do corrente au-
no ao fim de junho de 1855.
As pessoas que se propozerem a esla arrematarlo
comparecam na sala das ses<6es da mesma, jaula no
dia cima declarado, pelo meio dia, competentemen-
te habituadas, qae ahi Ihe scrao prsenles o formu-
lario e condicoes da arrematarao.
E para constar se raandou affixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria de Pernambuco 8 de ju-
lho do 1854. O secretario, Antonio Ferreira da
Annunciacao.
O Illm. Sr. director das obras pnblicas, de
conformidade com a ordem do Exm. presidente da
provincia de 7 do correnle mez, manda convidar as
pessoas, que quizerem contratar o fornecimcnlo
de pedras para o calcameiiio das roas desla cidade,
seraelhanles as que se acham depositadas no largo
da Pcuha, para que comparecam na raesraa repar-
tic.lo no dia 18 do correnle mez ao meio dia, vislo
que o menor preco al hoje ofTorccido foi de qualro
rail reis a lonelada.
Secretaria da directora das obras publicas K de
julho de 1854. O secretario, Joaquim 'mtiinu
de Mello Santos.
Consellio administrativo.
_ O conselho administrativo em virtude de aulo-
ri-acao do Exm Sr. presidente da provincia, tem de
compraros objeclosseguintes:
Para uranio balalhao da Parahiba.
Livro mestre impresso para regislro das proras ef-
fectivase agregadas, conlendo 300 folhas; sendo 220
para soldados e 80 para ofliriaes 1; dilo para regis-
lro das pracasaddidas, conlendo 150 folhas, sendo 110
para soldados e 40 para officiars 1; ditos para regis-
tro das iracas effectivas e agregadas de cada compa-
nhia, conlendo 150 folhas, sendo 110 para soldados
e 40 para officiaes 4; di los para o das pracns adidas
de cada companhia, conlendo 100 folhas, sendo SU
para soldados e 20 para officiaes 4; ditos em branco
pautados de 200 folhas 10; ditos de 150 folhas ai;
ditos de 100 folhas 8 ; copo de vidro 1; pralo de
lour,a para o mesmo 1; bracos de ferro para balanca
com 35 pollegadas de eomprimento 4 ; caldefras de
ferro balido para 50 pracas 8; ps de ferro 6; en-
vadasti; machados?; handeira imperial de sedal;
bastea para dila 1; porte agaloado para dita 1; capa
de drm para a mesma 1; dita de oleado 1.
Dcimo balalhao de i n unitaria de linha.
Cartas de a, b, c 20; tabeadas 20; traslados de li-
nhas 20; ditos de bastarde 20; ditos de baslardiulio
10 ; ditos de cursivo 10; pedras de louza K), caive-
tes para pennas 2; tinteirog III; areeiros 10.
Para o esqoadriio de cavallaria da guarda nacional.
Estandarte nacional de seda 1; liaste para o mes-
mo 1; porte para a dita 1; capa de brim para a dita
1; dita de oleado 1.
Provimeolo dos armazens do arsenal de guerra.
Caixas com vidros 2. *
Officnasda primeira e segunda classes.
Costados de pao d'oieo 6; taboas de assealho de
louro duzias 4.
Fortalezas da provincia,
Randeiras grandes de filete, de 8 pannos 2; dilas
peqnenas de dito de 6 ditos 4.
Diversos balalhoes.
Maulas de 13a ou cobertores de papa 271.
10 balalhao de infantaria.
Caldeiras de ferro balido para 100 pravas 4.
Quem os quicr vender aprsente as suas propos-
tas em caria fechada na secretaria do conselho as 10
horas do dia 15 do corrente mez. Secretaria do
conselho administrativo para fornecimento do arse-
nal de guerra 8 de julho de 1854. Jos de Brito
Inglex, coronel presidente. Bernardo Pereira do
,Carmo Jnior, vogal e secretario.
A ailmini-tracao geral dos eslabelecimenles de
caridade manda fazer publico, que era todas as quin-
las-fciras que nao forcm da santo, contina a praca.
das casas que ainda nao foram arrematadas. Adra'i -
nslracao geral dos estabelecimeatos de caridade 11
de julho de 1851. O escrivao,
Antonio Jos Gomes do Correio.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo em virtude de autori-
sacao do Exm. Sr. presidente da provincia, tem de
comprar os objeclos segrales:
Para o. hospital regimentar*.
Livro em branco de frmalo grande, com 400 lo-
Ihas, 1; dito com 300 folhas, 1; dito com 208 fo-
lhas, 2.
Ouem os qaizer vender aprsenle as saas propostas
em carta fechada na secretaria do conselho as 10 ho-
ras do dia 18 do correnle mez.
Secretaria do conselho administrativo para forne-
cimento do arsenal de guerra 11 de julho de 1854.
Jos de Bnto Inglez, coronel presidente.Bernar-
do Pereira do Carmo Jnior, vogal e secretario.
Perante o Illm. Sr. contador de marrada lem
de arremalar-sr as 12 horas do dia 17 do curenle,11,1
sala da mesma repartir!... 0m reingio de parede,
dous apara.hites e um lavatorio de amarello, com
bacia de louca, um so, urna mesa redonda, dnas
bancas e dezoilo cadeiras de angico com assenlo da
palha, duas banquinhas de amarello, seis cadeiras
americanas usadas, Ires escrivauinhas de lato dilas,
um jogo de tinteirosdeeslanlm dilo, urna caixa pe-
quena de folha dito, c um reposteiro de panno aznl
dilo; sao por lanto convidados os que nleressarera
em dila arremalacao a compareccrem (a hora e no
lugar cima indicado. Conladoria de niarinha II
O Dr. Jos Quintino de Castro Leao, juiz municipal,
orpdaos, do commcrcio, capcllas. ausentes e rez-
duos do termo desta cidade de Olinda, da comar-
ca da cidade do Recife de Pernumliuco, por S. M.
1. e C, que Dos guarde etc.
Faco saber pelo prsenle edital. que pelo Dr. Ma-
nuel Clcmenlino Carneiro da Cunha, juiz de direilo .
da I' vara crimina!, me foi cominuncadopor ofticio de 8 do corrente, que convocara para o dia 3 de
agoslo prximo futuro, a 2" sessao peridica deslc
termo, cujo sorleamenlo leve lugar boje, e para o
que sahiram sorteados os 48 juizes de laclo, que se
seguem;
Jos Germano de Lira.
Dr. Joao Francisco Paes Brrelo.
Paulo Jos de Oliveira.
Tcnentc-roroncl Manoel Antonio dos Passos e Silva.
Boavenlura de Mello Castello Branco.
Joao Antonio de Carvaldo Siqucira,
Dr. Domneos Soriano Fernandes Soares.
Joo Baptista Jos Jacintho Tavares de Arruda.
Bernardino de Sena Dias.
Manoel Pinto da Silva.
Jos do Farros Cavalcanti.
Joo Esleves da Silva.
Luiz Ignacio.
Francisco Candido das Chasas.
Joo Goncalves Rodrigues Franca.
Vrenle Ferreira de Barros.
ra, -ennulo de terceiro oflicial.
Por esla subdelegara se faz publico, que se
aeda lesalmente depositado nm cavallo prcto e cora
outros signaes, rjue l'oiapprchendido no dia 9 do cor-
rele por suspeiU de ser lunado : quem se julgar
com direilo. comparece, que, provandu.llie ser en-
tregue. Afogados 10 de julho de 1851.
Pereira Lima.
De ordem do Exm. Sr. director geral interino,
faro saber a quera convier, que esla em concurso a
cadeira de inslruccao elementar do primeiro grao ,
da Lagoa de Raixo, com o prazo de 60 dias, contados
da dala desle. Directora geral 12 de julho de 1854.
O amanuense archivista.
Candido Eustaquio Cesar de Mello.
AVISOS MARTIMOS.
Para o Par.i saho a escuna S. Jos; ainda
pode receber alguma carga : Irata-se com Caetano
('.. da C. M., ao lado do Corpo Santo, loja de masca-
mos 11. 35.


-f
'T*r
y*1- "

DIARIO OE PERMMBUCO, QUINTA FURA 13 OE JULHO DE 1854.
Para o Aracaty,
Salle com muila brevidade bem conhecido liiale
Anijelica : quem ncllcquizer carregar ouirdepas-
sagem, dirija-se a ra da Cadeia do Recite n.49, pri-
meiro andar.
Para o M.irauhao e Para snhe com muila bre-
vidade o muito veleiro brigue-Recife, o qual ja
lem a iii.ii.>r parle do sen rarregamento promplo ;
para o restante e |.:i--a-;i'iri.-. Irala-sn com o censig-
nalario .Manuel Francisco da Silva Carrigo, ra do
Collegio o. 17, segundo and, r, ou com o capilao
Manoel Jos Kibeiro.
COMPANHIA DE NAVEGACAO A VAPOR Lli-
ZO-BKASILE1KA.
t 0a$&s4KSb *^s ^n* acc'ou's,;is
"djsla companhia so
convidados a realisar a
quarta presUgaode sais
a:goes com a maior
brevidade, para ser remedid i a direcrao ua cidade
do Porto, dirigindo-se ao baixo assignado na ra do
Trapiche n.26.Manoel Duarte Rodrigues.
Para o Ceara*.
Sahe impreterivelmeote no dia 16 do correntc, o
biale Sergipano, por ter a maior parte de sua carga
prompla : para o resto trala-se ua ra do Trapiche
n. 17.
BAHA.
O bem conhecido hiate i gu em poneos dias para a Baliia, por ter
a maior parte da carga prompta : para o
resto trata-se com Novaes & Companhia,
ra do Trapiche n. 34, priineiro andar.
Companhia de Liverpool.
~~ > Espera-se boje o va-
i\nr/.u-iliiiii'i. comman
cante J. Brown, e de-
)>oisda demora do eos
turne seguir para Li-
verpool, tocando nos portos de S. Vicente, Ma-
ileira e Lisboa : para pa*sai;eiros e mais esclare-
cimentos, dirijam-se altean; Youle& Companhia,
ra da Cadeia Velha u. 52.
Para o Aracaty.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 RA DO COLLEGIO 1 ANDAR 25.
O Dr. 1'. A. Lobo Moscnzo da consullas homeopalhiras lodos os dias aos pobres, desde 9 horasd a
manlia aleo meio dia, e em casos extraordinario* a qualquer hora do dia ou noile.
Ollerece-se igualmente para pralicar qualquer operagao do cirurgia. e acudir promptamenlc a qual-
quer iiiullii-i iiue esleja mal de parto, o cujas circumslancias nao permutara pagar ao medico.
NO lOXSlILTORIO 1)0 R. P. A. LOBO H0SC0Z0.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo do Dr. G. II. Jahr, traduzido em porluguez pelo Dr. Moscozo, qualro
\ulumes encademados em dous :................. 2(15000
Esta obra, a mais importante de lodas as que halam da bomeopalhia, inleressa a lodos os mdicos que
quizerem experimentar a dootrina de Hahncmann, e por si proprios se convonerrem da verdade da
inestua : inleressa a lodosos senhores de engenho e fazeiiriciros que esiao longe dos recursos dos mdi-
cos : inleressa a lodosos rapilaes de navio, que nao podem deixar urna vez ou oulra de ter preciso de
acudir a qualquer incommodo seu ou. de seus Iripolanles ; e inleressa a lodos os cheles de Familia cue
por circumslancias, que nem sempre podem ser prevenidas, silo obrigados a prestar soccorros a qualquer
pessoa della.
O vade-mecum do homeopallia ou Iradocgao do Dr. Ilering, obra igualmente ulil s pessoasquese
dedicara ao estudo da bomeopalhia um volume grande..........
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pharmacia, ele, ele.: obra indis
pensavcl s pessoas que querem dar-sc ao estudo de medicina........
Urna carteira de 24 lubos grandes de fnissimo chrstal com o manual do Dr. Jahr e o diccio-
nario dos lermos de medicina, ele, etc.......-........
Dila de 36 com os mesmos livros....................
Dita de 48 com os ditos. ,..................
Cada carteira he acompanhada de dona irascos de tinturas ndispensaveis, a escolha. .
Dila de 00 tubos com ditos......................
Dita de 144 com ditos........................
Estas sao acompanhadas de 6 vldros de tinturas i escolha.
As pessoas que em lugar de Jabr quizerem o Hering, lerdo o abalimeulo de 10J000 rs. em qualquer
das carleiras cima mencionadas.
Carleiras de 24 lubos pequeos para algibeira............... 88000
ilas de 48 dilos......................... 163000
Tubos grandes avulsos....................... 1JWOO
Vidros de meia onga de Untura.................... 28000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um pasjo seguro na pralica da
bomeopalhia, e o propietario desle estabelecimenl* se lisongeia de le-lo o mais bem montado possivel e
ninguem duvida hoje da superioridade dos seus medicamentos.
Na mesma casa ha sempre i venda grande numero de lubos de crystal de diversos lamanhos, e.
rouilo com-
85000
43O00
403000
4.#J0()
503000
603000
1003000
O bacharel formado 111 maihemali-
cas, Bernardo l'ereiradnCaano Jnior, en-
silla arithmetica, algebra egeometra, das
I 4 is 5 e meia horas da larri: na ra Nova
obrado n. 56.
o
Hicardo Royle vai a Inglaatrn, Picandoencr-
regado da gerencia de sua casa Iredei ico Guilherine
Ouist.
Joaquim da Silva Sanios,mira-se para Torada
provincia.
Precisa-se de urna ama. rto sendo que irage
de timao : na ra Direta 11. 72.
, Ha urna caria para ser enregue ao Sr. An o-
nio de Sa e Albuquerquc. e oilra para Francisco
Paes Brrelo :-na ra da Cadciado Kerifen. 41.
Atuga-se o segunde andar com solam de um
obrado, atraz do Ihealro velho a tratar com Luiz
Gomes Ferreira no Mondego.
*2*^*a*i\JI^*ajai*^jB.Jail-Jrf| ^..,
M Antonio Agripino Xavier de Brito
B Dr. em medicina pet iaculdade
I medicada Baha,rcsidenaruaNova-
j. n. 67, primeiro andar onde pode
I ser procurado a qualquir hora para
o exercicio de sua profsao.
Segu era poucos dias o bem conhecido biale Ca- \ *JSJJ#plMe 1ual1uer cncommenda de medieameuloscon. loda a brevidade e por
pibaribe, meslrc Antonio" Jos Vianna : para carga
e pissageiros trala-se na rua do Vigario n. 5.
#^52?^
SABBADO IS DE JULUO.
Recita a favor do ador
ROZENDO.
Depoisda execugo de uma escolhida ouvrrlura,
a pedido de umitas pessoas, subir a scena o magni-
fico vaudeville em 3 aclos
0 REMENDAO de siirna.
que tanto agradou no beneficio do Sr. Monteiro.
Terminar o espectculo coin a linda e minio ap-
plaudida comedia em 3 actos
o Novigo.
Tomarlo parte no espectculo em grande obseqoio
ao beneficiado os Srs. Hc/.i r,t. Mo'nteiro, Costa,
Alendes, Pinto, Sania Rosa, Pereira eo beneficiado ;
as Sras. I). Amalia, 11. Lcouor, I). Luiza e D. Je-
suina.
Esle he o espectculo que |>cla priineira vez lem a
honra de apresentar ao Ilustrado publico desla pro-
vincia, o beneficiado, para o qual de boa meule se
8 restara osseuscompaoheiros, e, fiado na benignida-
e dos corages desle mesmo publico, que sempre
esl promplo a proteger as arles, espera que pela pri-
meira vez que os invoca seja allendido.
O beneficiado penhorado pelo obsequio que acaba
de receber de seus companheiros, pois que nao ten-
do direilo a ter beneficio segundo o contralo, mesmo
assim graluilamenle se preslam com tao boa vonla-
deaajuda-lo, julga upporlana esla occasiao para
manifeslar-lhes sua gryrrl".) e cierno reconheci-
menlo.
Osbilheles acham-sc a disiosiijaa do respeilavel
publico, na rua das Aguas-V<;rdes 11. 3, e no cscrip-
torio do Ihealro uo dia do espectculo.
Principiara ass horas.
LEILOES
C. J. Aslley & CompaiJiia faro leilao por in-
Icrveneao do agente Ulivcira, de variado sorlimenlo
de fazendas francezas e allcmaas, principiando por
alguns voluntes de madapolns avallados, por conla
e risco de quem perlencer: sexla-leira, 14 do cr-
renle, as 10 huras da mauhaa, 00 s?u armazcm, rua
do Trapiche Novo.
uniiia-leii.i. 13 de Trente, as 10 horas da
manhja._ agente Borja, fMleilao em seu armazem,
Tua do Collegio n. 14, de oni grande e variado sor-
timento de obras de marcineria de Inda qualidade,
obras de ouro e prala, relogios de difierentes quali-
dades, chapeos de Italia, bou e outras nimias quinquilharias que eslarao 1 amos-
tra no mesmo armazem ; assim como dous ptimos
cochichos que cslaro patentas no dia do leilao.
Hoje ha leilao de queijos, na porta da Alfan-
dega.
AVISOS DIVERSOS.
1(1 lSliOS
PELO SISTEMA CRYSTALOTVPO.
J. J. Pacheco, tendo de se retirar para o Ki de
Janeiro, avisa a quem quizer aproveilar esta ultima
occasiao para possuir um retrato de cores fizas e tra-
eos intelligiveis, que queiram dignar-se procura-lo
em seu eslabelecimeuto importante, 110 aterro da
Boa-Vista n. 4, at ao fim do crrenle mez, desde as
7 horas da manha as 4 da tarde.
OSr. Manoel de Azevedo Marques queira di-
rigir-se a esta rypographia, afira de tralar de nego-
cio de seu interesse ; e'como se ignora sua morada
pede-se-lhe esle favor.
Os abaixo assignados eslabelecidos com arma-
zens de carne secca na rua da Praia desla cidade,
tendo assignado a representarlo conlra o cnsul por-
tugus Joaquim Baplisla Moreira, e seu chancellef
Miguel Jos Alves, cm a qual se queixavam ao go-
veruo porluguez do referido cnsul e vice-cousul,
nao so pelo modo brulal por que se portaram na
occasiao da chegada i esle porto do patacho arro-
gante, como pelo reprehensivel abuso, deleno e ex-
travos havidos as arrccadacOes e aitmiiiislracSo das
ierancas dos fallecidos porluguezes, cujas herancas
Ihes cahem em seu poder ; vendo-se msollados" e
abocanhados por urna cummvsao de Dez, nomeada
c escolhida pelo dilo cnsul d'entre quelles de seus
apaixonados, que mais capazes eram de insultar o
Borne portifgucz, veem por esle modo peranle o pu-
blico, governo porluguez, c peranle o mundo lodo
raclilicar o que em dila represenlacilo disseram e es-
tilo promplos a (Trovar em juizo, como j o lizeram
tora delle, c.-bem assim significar a esla dezena de
degenerado* porluguezes, que elles abaixo assigna-
dos se jidgam tao honrados com a profissno coramer-
Publicac-ao litteraiia.
Insliiiiiics de Direilo Civil Porluguez por M. A.
Coelho da llocha, lenle da fa:uldade de direilo da
universidade de Coimbra, leiceira e nilida edjcao,
em 2 volumes em nitavo, ad< piadas ao foro do Bra-
sil, com a legislarn brasileira vigente, e algumas
notas explicativas exlrahidas das obras dos mais exi-
mius Icios para raelhor illustracudas doulrinas nes-
se excellenle compendio ensilladas, por Antonio de
Vasconcellos Menezes de.Drummond, bacharel for-
mado em sciencias jurdicas e sociaes pela academia
de Oliuiia, advogado uos auditorios a publicarlo dessa obra 13o inleressanle e indispen-
savel a todos os senhores juizes, advogados e mais
pessoas, que se dedicam s mermas profissoes, ou alias
precisam possuir urna minuciosa c melhodicacompi-
lacao do Direilo Civil Palri), temiente a adquirir
pleno coolieciroento dos seus direilos c ohrigaces ;
suhscreve-se ero Pernambucts ua praca da Indepen-
dencia, leja ni 6 e 8 ; no pateo do Collegio, casa n.
29, lojas 11. 6 e 20, e na ruado Hospicio n. 9. O
preco da assignatura ser de 16r>000, pagos a en-
trega de cada excmplar, e logo que haja numero de
assignaluras sufilcienle para satisiazer as'avultadas
despezas da impresso, ir para o prelo, no dia da
publicarn da mesma^cncerrar-se-h a assignatura,
vender-sc-ha mais caro.
Oflerece-sc urna ama para casa : na rua do
Fogo, casa que bola para o beceo da Bomba, na qui-
na,n. 32. n
THEATRO DAPOLLO.
A comnnssao administrativa da companhia de ac-
cionistas, convida pela lerceira vez a lodos estes se-
nhores para a reuniao ordiu ria de assembla gcral,
que-deve ter lugar 110 domingo 16 do correte, pelas
10 horas da manhaa, como ha determinado na ulli-
ma parle do arl. 17 dos estatutos da mesma compa-
nhia, afim de se dar cumplimento ao dispalo nos SS
do referido artigo.
No dia 28 de junho do corrunle auno, desap-
pareceu urna cscrava crioula de nome Marcolina,
com 38 anuos pnuco miis ou menos, com os signaes
seguinles :*>aixa, corpn cheio, cara fcia, bochecliuda,
lem una enruga junto da bucea, ella bej^ quebrada
do rusto, desdentada da renla ale ao queixal, anda
vestida de saia e cabero, ce m um lenco amarrado
na cabecea moda da Babia,por ser bahiana: roga-se
porIauto, as autoridades poLciaes e capitaes de cam-
po, que bajam de pega-lae luva-la a rua da Senzalla
Velha quina que vira para o beejo das Porlas n. 8,
primeiro andar, queseraogonerosamentc recompen-
sados.
Quem precisar de urna ama parda c moca, pa-
ra lodo o servido de urna caa, menos comprar na
rua, a qual coziuha, lavaecngomina, dirija-se arua
alraz da matriz da Boa-Vista n. 48.
Aluga-se urna ama forra ou esrrava para casa
de pouca familia, paga-se 10)000 rs. mensaes : na rua
das Larangeiras n. 13.
Domingos Alves Mallieus, lem para vender em
seu escriplorio na rua da Cruz 11. 54, muilo superior
relroz do Porlo, bezerros envernisados, chapos de
fcllro, coxins de iinho para monlaria e baelilha de
algoilao, peonas de pato muilo superiores e de ac
para ecrever.
Domingos Alves Matheos, lem para vender no
seu escriplorio da rua da Cruz n. >4 muilo superior
panno de algodao truncado da fabrica de Todos os
Santos na Bahia.
Domingos AlvesMalhcus acca sobre a provin-
cia do Para pelo primeiro vapor.
Precisa-se alugaruma escrava para
o lervico interno e Kcterno de urna casa
de pouca familia : na rua da Conceicao
n. 9.
Koga-se a qualquer pessoa que Ihc fur onere-
cida para comprar ou empeiihar una calca de hrim
trancado brauco, estando dila calca gmente corlada,
faja o favor jlirigir-se a rua Nova n. 49, loja deal-
jaiale, que scrn pago o prefopor que Ihe foi vendida
ou mais se fr possivel, afim de dcscohrir-se o raplor
da dita calja. e por ser pouca a fa/.enda lem uma |ie-
quena emenda na pomada bainha e he de brelanlia.
Aluga-se um sitio com proporcOes para susten-
tar 6 vacuas de leile de invern a verso ; quem ver
para arrendar, dirija-sen rua dos Quarlcis n. 21,
que achar com quero Iralar, ou anniiucie.
da Costa, Malhias Jos llorges da Sil\a, Anlouio Jos Moreira, Jos Cordei-
ro do llego Punlcs, Anlonio Pinto de Souza, Jo5o
relix de Mello, Antonio Fernandos Ramos deOli-
veira, Fortnalo Francisco Marques, Antonio Jos
da Rocha, Joaquim Francisco da Silva Salles.Fran-
cisco Antonio.Martina, Antonio Correa Cabral, Joo
Ignacio de Figueiredo Freilas Jnior, Manoel Anto-
nio da Conccieao Malta, Miguel Marques Nogueira,
Manoel Joso Marques de Abreu, Manuel de Azevedo
Canario, Anlouio Ferreira de Lima, Matlieus Anlo-
nio de Miranda, Manoel Antonio de Carvalho, Jos
Anlonio Monleiro, Domingos Ribeiro da Cunha Uli-
veira, Anlonio Rodrigues da Costa Campos, Domin-
gos Correa de Rezendu Reg, Zeferino Dommgues
Moren,1, Fortunato Jos Marques, Jos Joaquim de
Abreu Jnior, Antonio Ferreira Braga.
Desapparcceu no dia 5 para fidocorrente uma
caixa de tartaruga pan rap, comuma chaparedon-
da de ouro com tres lellias C A M; pede-se encare-
cidamente a quem fr oflerecida, que a apprehenda
e afirme bem 11a phjsionomia da pessoa que fdr
offerece-la, que sera generosamente gratificado : na
Solcdadc n. 18.
Antonio da Silva Maia, morador na rua do
Crespo n. 8, faz scienle ao respeilavel publico, que
em virlude de appareccr mais algumas pessoas cora
igual nome, de boje em dianle se assignar Antonio
Ferreira da Silva Maia.
No dia 10 do correle mez dcsappareceu da
casa de seu senhor o prelo loto, crioulo, com os sig-
naes seguinles :cor fula que parece cabra, altura
regular, cheio do corpo, falla descancado, e leve be-
xigas ha pouco lempo que anda esl com as marcas
bem visiveis, lem officio de serrador, e tem o andar
descancado ; levou cah-a de algodao azul e camisa
branca, he filho do serao do Serid: roga-se a quem
o pegar, que o leve rua Nova n. 58, primeiro an-
dar, que sera gratificado.
Aluga-se uma casa terrea, sita na rua do Sebo,
por 93000 rs. mensaes : a tratar na rua da Aurora
n. 26, primeiro andar.
Oflerecc-se uma ama para casa de homem sol-
teiro, para cozinhar, engommar e fazer lodosos ser-
vidos deportas dentro, muilo boa e fiel: quem qui-
zer, dirija-se ao becco do Serigado n. 13.
Manoel Jos Carncirn, que assignou uma re-
presenlacao dirigida a S. M.F., em consequenciado
patacho Arrogante, lie o que ultima mente foi ca-
xeiro do Sr. Paulo Jos Gomas.
Precisa-se de om caixeiro de 14 a 16 annos de
idade, que esrreva sollrivclmente e lenha pralica de
molhados, nao se olbando a nacionalidade, com lan-
o que garanta sua conducta : trala-se na rua da Au-
rora, passando a fuodieao, alm da taberna, primei-
ro portan.
Sexta-feira, 14 do torrente, arremalam-se de-
finitivamente por venda c por arrendamenloosbens
ja annunciados, por execuco da fazenda provincial,
nesle jornal: quem os quizer arrematar, conipaieca
na sala das audiencias s bofas do coslume.
Tendo-se dtencaminhado do abai-
xo assignado a copia de uma escriptttra
do sobrado de dous andares, quasi defron-
te do oitao de Nossa Senhora do Terco,
declara que s a elle pertence essa casa.
Jos da Costa Dourado.
Offerece-sc uma orionla mo^a para ama do lei-
le. a qual nao lem lillio e he do mallo : na rua de
Hortasn. 17.
Na rua da Cadeia de Santo Antonio n. 26, se-
gondo andar, precisa-se fallar ao Sr. Antonio Fran-
cisco de Paula, que leu ou leve loja na Parahiba, e
caso nao exista, pede-se algumas informacoes a quem
por obsequio as queira dar ua mesma casa cima.
LM APPELLO AO SR. CUEFE DE POLICA.
Bstanle lempo ha decorrido.que se reclamo pro-
videncias tendentes 1 acabar cun o escndalo com
que qualquer machacas desee os calenes para fazer
df-jecccs, em pleno d a, 110 laruo da rua da Concor-
dia, onde houve um grande deposito de lenha; e ale
hoje nenhuma allenc 1 mereceu da polica esse re-
clamo, porquanlo conlinua o mesmo escndalo, ga-
rantido sem duvida pela negligencia e tcito apoio
de quem quer que deva ter a obrigacao de veda-lo e
de velar na decencia publica. J se v, puis, que
com razio se disse enl.io. que a contiuuar esta falla
de decencia ha dcleixo da parle de quem deve re-
m.c'1"""- Olelheirodoporto.
Tendo o lllin. e Exin. Sr. presidente acaba- **
7^
Manoel Jos de S Araujo rulira-se para fra
desta provincia, e pelo prsenle pede a quem se jul-
gar seu credor aprsenle sua conla para ser paga,
islo no prazo de 8 dias, na roa da Cruz do Recife
n.33.
PIANOS;
Paln Nash t C. acabam de receber de Londres
dous elegantes pianos, feilio vertical, de Jacaranda,
iguaes em qualidade e vozes aos dos b em condecid
autores Collard & Collard, rua do Trapiche Nov
n. 10.
$ $3> @S
DENTISTA FRANCEZ.
Paulo Gaiguoux, estabelecido na rua larga
do Rosario o. 36, segundo andar, colloca den- ?;
;:-; tes com gengivas arlificiaes, c dentadura com- vi
pela, ou parle della,'com a pressao do ar. ^
;:; Tambem lem para vender agua denlifrice do
; Dr. Pierre, e p para dentes. Rna larga do @
.-- Rosario n. 36 segundo andar.
W do com o privilegio dos carros fnebres, pelo
2 rcgulamenlo ha pouco inserido no Diario n.

134, onde deixa livre a concurrencia, e es-
lando o abaixo assignado prvido de carros
* fnebres de lodas as classes cornos compelen- >
Jj les pannos, assim como de carros de pa-seio @
para aeoinpanliameiilo, armaces de eras '-
f) grandes c menores, hrandes, velas, carias "de
W convite, c ludo mais que uestes aclos se prc-
cisam, comoscjain msica, padres, lirar Iiceii- iS
ra ele, incnnibe-sc de tomar emita de ludo t
0 e qualquer funeral, Kn> entretanto levar cou- ':"
sa de seu IrMialho, descancando dcsl'arle ao t%
:; doluruso. Rua Nova 11. 63, defrunle da cama- a
ra municipal.Antonio Dernardo Quinteiro S
::::t--Sg-@8gy
Precisase de uma ama que saina bem cozinhar
cngnminar e fazer ludo o mais servio de urna casa'-
em Fura de Portas, rua dn Guararap'es, por cima d
pallara, se dir quem precisa.
.. >u da 8 do curente desapparcceu do sitio do
Manguinhn. de Albino Jos Ferreira da Cuaba, um
prelo crioulo, de nome Sebasliao, baixo, gordo, cor
meia fulla, ullios grandes, de idade pouco mais 011
menos 20 anuos, .leven) vestido, calca e camisa de
algodao de lisia, c levou uma Irouxa de rampa; des-
cunla-se que lomou caminho do l.imociro : quem
o pegar pode entrega-lo no mesmo silio, ou ua rua
das Cruzes n. 41, ou no Limnero ,, J0,lo Jos Fer-
reira de Mello, que ser bem recompensado.
DESENGAO AOS INCKEDLLOS.
Amanhaa H de julho anda a roda da
lotera da Matriz da Boa Vista, no consis-
torio da mesma matriz a's horas do cost ti-
me.' Os bilhetes e cautelas ettSo e\|X)Stos a
venda ate as 10 liorasda manhaa do dia
li.
O abaixo assignado por si? por parle de seus
irmaos Uonoro Telles Furlado ejoaol'elles Furia-
do, moradores todos nesla rom, i a 'de Garanhuns,
preyinem pelo presente ao publio desla provincia e
limilrophes, para que de nenhun forma negociem
com a madrasta riosVaesmos, a Sb. Mara de San-
la'Anna Leile Furlado, a respelo do dominio de
uma escrava parda, de nome Sabfaa, que se acha em
poder da ditj&ohnra, no valor ae cuja escrava lem
os auuiictes suas colas-parlen que era inventa-
rio porjjajftcimcnto do pai comram, Ihes coobe; e
para^Nlarem qualquer fraude 01 pretexto de igno-
ranjH, fazem o prsenle. Villa de Garanhuns9 de
e 1854.Jote Telles Furado.
Dr. Joao Honorio Bezeiri de Menezes, _
formado em medicina pela faiuldade da Ra-
hia, offereco seus prestimos ao respeilavel pu-
blico desla capital, podendo ser procurado a
qualquer hora em sna casa ria Nova 11. 19,
segundo andar: o mesmo sepresla a curar.
graluilamenle aos pobres.
--S:@S3) $<$
D. W. lia\ non cirurgiao dentista americano
reside na rua do Trapiche Novon, 12.
J. Jane dentsta,
contina rezidir na rua Nova, pimeiro andar n. 19.
K
Precisa-se de uma ama de leite, forra ou cap-
tiva, para se encarregar da criac.lo de uma meuina
nascida ha poucos dias: ua rua larga do Rosario n.
30, terceiro andar.
PASSAPORTES.
Tiram-se passaporles para dentro e fra do impe-
rio, despacham-se escravos e liram-se ttulos de re-
sidencia ; para esle fim, procure-se na rua do Quei-
mado 11. 25, loja de miudezas do Sr. Joa.quim Mon-
teiro da Cruz.
LOTERA da matriz da boa-vista.
Aos lOiOOOsOOO.
O cautelisla da casa da Fama do aterro da Boa-
Vista n. 48, Antonio da Silva Guimaracs, avisa aos
seus freguezes, que a lotera corre no dia 14 do cor-
rele, e que se acham venda as suas afortunadas
cautelas, eespera vender a sorte guinde como suecc-
deu com a do Livramenlo.
Ouartos 238OO
Decimos 13300
Vigsimos 700
Achou-seuma canoa aberla com 21 palmse
meio do largura e 3 e meio de bocea, altura 1 palmo
e meio ; foi achada no dia 10 de junho do mi-renle
auno : acha-se em uma casa no alerro dos Afogados
n 141.
Aluga-se o primeiro andar da casa da rua do
Vigario n. 5, proprio para uin excellenle escriplorio:
a tratar ua casa u.7.
Arrenda-se uma propriedade as Candcias.com
1,000 pesdecoqneiros dando fruclo, e 6,000 do pri-
meiro Inicio, com bstanle Ierra para plantacoes, pe-
dra para se fazer cal para assucar, e oulros comino-
dos ; os pretendenles dirijam-se mesma proprieda-
de, que acharao com quem tralar.
O abaixo assignado, tabelliao interino do regis-
tro geral de hy pul becas, declara que lem seu carlorio
na casa de sua resideucia, ua rua Direila n. 131, ou
em casa dasalerires, na rua das Aguas Verdes 11. 25,
aonde podem as parles procurar a qualquer hora do
dia, e declara que serve as parles com promptido.
Antonio da Silva Gusmao Jnior.
Na rua de 11 or la-, primeiro andar, junio a igre-
ja dos Martyrios, necessita-se de uma ama para o
servido interno e externo de casa de pouca familia.
Roga-se ao Sr. Silvestre, thesoureiro da irmau-
dade do Senhor Bom Jess dos Martyrios, erecta na
igreja de N. S. do liosa rio de Sanio Antonio, que ve-
nha quaoio antes tirar os castu-aes que mandn pra-
tear e dourar, na rua do Vigario, loja de pintura,
pois se estao estragndole o abaixo assignado nao se
responsabilisa pelo que possa acontecer.
Jote Antonio dos Santos.
Quem precisar de uma ama para lodo o servico
de uma casa, pode procurar na rua da Cruz
n. 30.
Thomaz Waller, cidado peruviano, vai para
o Alto Amazonas.
Precisa-se de uma ama que saiba cozinhar e en-
gommar : na rua Nova n. 52, segundo andar.
AVISO AO COMMERCIO.
Manoel & Villan lem a honra de participar aos
Srs. logistas, que se achara sempre na sua fabrica,
rua da Cruz o. 50, um esplendido sorlimenlo de
chapeos de sol para homens e senhoras, lano de
seda como de panno, os quaes vendem-se em pureau
de uma duza para cima, epor preros mdicos.
Os Srs. credores da massa fallida de J. A. de
Paria Abreu e Lima, que teem receber a sua parle
no primeiro dividendo feito, queiram dirisii-se para
esse lim a Miguel Jos Alves, caixa da administrado
da mesma massa, rua do Trapiche n. 6.
Aluga-se para ama de casa de homem solleiro
ou de pouca familia, ou mesmo para alguma casa
eslrangeira, uma parda de bons costumes,para o ser-
vido de casa, preslando-selamhem para algum en-
gommado e costuras, a qual sabe bem com perfei^ao:
quem precisar dirija-se a rua das Cruzas 11. 41, se-
gundo andar.
Desappareceu no dia lodo correnle.ummoleque
crioulo de nome Florentino: cor fula, nlhos papu-
dos e um tanto vesgos, bastante fallo de denles na
frenle ; levou calca dealgudaoziulioazul e camisa de
chita encarnada com lislras brancas,chapeo de couro
j velho ; foi comprado a Manoel Simes dn Reg
morador na povoarao de Grvala : as pessoas que a
pesarem queiram leva-lo a rua Direila n. 3, que
serao gratificados.
Roubo.
Roubaram, boolem as 4 horas da larde, do um
bahi'i, abrindo-o tiraran) duas casacas, uma nova e
oulra velha, umcolhclc prelo de gorguro limado,
uma calca preta de li.stra : na rua do Collegio, por
cima daencadernarao.
atfrecisajrse.de uma ama para casa de pouca fa-
milia ; ua rua da Cadeia do llecife, loja n. 1(1.
O abaixo"assisiiado subdito porluguez, mora-
dor na rua da Cadeia Velha n. 42, vendo o sen no-
me na lisia dos que representaran) ao governo de S.
M. F. conlra o respectivo cnsul, publicada boje no
Diario de Pernambuco declara cm lempo, que nao
assignou tal representarlo.
Recife 11 de julho de 1854. Manoel Josc Car-
neiro.
Precisa-se alagar uma prela escrava que lave
eengomme e na falla desle serviro esleja prompla
para qualquer oulro serviro de coziuha ou rasa : no
cilio na Magdalena que foi do Sr. Guerra ou na rua
da Cruz escriplorio n. 42.
O abaixo assignado roga a lodas as pessoas que
(em pinhore, cm sua inao que os bajando vir Uranio
prazo de oilo dias cornados da dala desle, do con-
Irario passa a vende-loa para pagamento do prin-
cipal e uros. Manoel Rodrigue Co.-'ta Maaa-
Ihiies.
Mohilias de altiguel.
Alugao-se mobilias completas, ou qualquer Irasle
separado a vonlade, lambcm se alugao radeiras cm' andar,
grande poreao para bailes eoflicios: na rua Nova ar-
mazem de traslcs do Pinto.defronle da rua de Sanio
Amaro.
LOTERAS da provincia.
O thesoureiro Francisco Antonio d'Oli-
veira, avisa aorespeitavel publico que em-
preterivelmente sexta-feira 14 deste mez
andarlo as rodas da lotera da matriz da
Boa-Vista, no consistorio da mesma ma-
triz pois ja' o Esm.Sr. presidente nomcou
o jmz me deve presidir a sobredita lote-
fia ; o bilhetes acham-se a venda os lu-
gares do costume : pceo inlciros lO.sOOO
meios 5J000.
Precisa-se de um forneiro para a padara;na rua
do Colovcllo ii. 29.
Na rna Nova n. 20, se dir quem d lOft-SOOO
rs a jures sobre penhures de ouro ou prala.
Precisa-se fallar com o Sr. Manoel Cavalranli
de Albuquerque e Mello, morador em l'aulisla ou
por ah perlo : na rua da Cadeia do Recife n. 54.
loja.
Prerisa-se fallar rom oSr. Manuel Xavier Car-
Mito de Albuquerque, morador na ribetea de Sanio
Anlonio Grande, ou rom seu rorresiiondenlu nesla
prara ; na rua da Cadeia Velha no Recife n..'.'.
O Dr. Sabino Olegario Lnlgero Pinho mu-
A dnu-se para o palacete da rn, de S. Francisco Q
9 'mundo novo) n. 68 A. "*
9 M3S *S'SftS-
Convida-se pelo prsenle ; Joo Ferreira Lei-
le, qne se presume estar aclualuenle em Cariri-Ve-
Iho, provincia da Parahiba. (iho do velho Pedro
Ferreira l.eite, hroes bem conlccidos na comarca
de Bonito desla provincia, para que venha quanlo
antes satisfazer a quanlia de rs 2005000, constante
de uma lellra que aceitou no da 7 de abril do cor-
rele anno, nesla comarca de laranhuns, a prazo
de 23 das, em favor de quem elle bem sabe : se o
nao fizer com brevidade se fara |ublico todo esse ne-
gocio, que be sobremodo dcsairtsoao dilo Leite.
Precisa-se de uma escrav psra o servico de
nma casa de pouca familia : na rua do Hospicio 3a
casa nova direila depoisde passa- o qnarlel.
Na rua de Ilorlas n. 1S2, prhieiro andar, pre-
cisa-se de uma preta escrava para o serviro de
de opuca familia.
LOTERA DA MATRIZ DV ROA-VISTA
AOS 10:0004:000.s* E 1-OOOSOOO rs.
0 cautelisla Salusliano de Aqiiuo Ferreira avi-
sa ao respeilavel publico, que as retas da mesma lo-
tera, lem o seu impreterivel a mmenlo no dia 14
de julho do correule, em virlude di annuncio publi-
cado no Diario de I'eriaimbnco de 8 de junho n.
131, pelo thesoureiro o Sr. Franisco Antonio de
Oliveira. Os seus afortunados bilhdes e (cautelas es-
tao cxposlos venda as lojas segiinles: ruada Ca-
deia do Recife n. 45, de Jos Vorunato dos Santos
Porto ; na pi ara da Independenca n. 4, de F'ortu-
unlo Pereira da Funseca Bastos, n. 37 e 39, de An-
lonio Augusto dos Santos Porlo rua do Queima-
do n.44, loja de fazendas de Bcnardinu Jos Mon-
leiro (S( C. ; rua do Livramenlo ntica de Francisco
Antonio dasCbagas ; rna do Cbula botica de Mo-
reira cv Fragoso ; rua Nova n. Ili.loja de fazendas
de Jos Luiz Pereira & Filhu ; Bra-Vista loja de ce-
ra de Pedro Ignacio Baptisla. Paot sob sua respon-
sabilidade os tres premios grandes sem o descont de
8 por cenlo do imposto geral
liillictcs nyxx> tO-OOOsflOO
Meios ; 59.VX) 5:000*000
Ouartos 29800 2-.500MKMI
Decimos I 18300 1:000*000
Vigsimo*'. 700 0OO5OOO
DE OURO.
Os abaiio assignados, donos di nova loja de
o 11 ri ves da rua do Cabug n. 11, confronte ao
paleo da matriz e rua Nova, tanqueiam ao
publico em geral um bello e variado sorli-
menlo de obras de ouro de nuitobons gos-
tos e precos que nao desagrararo a quem
queira comprar ; os mesmos si obrigam por
qualquer obra que venderem a passar uma
conla com responsabilidade, especificando a
qualidade do ouro de 14 ou IS quilates. Pi-
cando assim sujeilospor qualqier duvida que
a pparecer.Sera fim & Irmo.
O Dr. Firmo, medicc, mudou sua
residencia para arua estreta do Rosario
casa n. 30, segundo, andar
JooSimoes Pimenta, subdili porluguez, reti-
ra-se para Portugal,a tratar de su saude.
Oucu) tiver fazendas para ligir, ou obras de
panno fino, de casemira, de lilaou seda de qualquer
cor, dirija-se a rua do Mundo Nov* onde sabe para
a rna Bella, encostado ao segunde sobrado casa de
um mirante que ahi tinge pelo maior preco que em
oulra'qualquer parle.
Aluga-se um silio com propoieoes para susten-
tar 6 vareas de leile, de invern a rao : quem qui-
zer arrendar, dirija-se a rua dos Qiarleis n. 24, que
achara com quem tratar, ou annuicie.
Aluga-sc o segundo a ndardi casa n. 7, da rua
doQueimado, com bons commodospara familia, sen-
do tambem muilo propria para aluno Sr. advogado,
por ser em muilo boa local idade :i tratar na loja da
mesma casa. -
Dcseja-se fallar com o Sr. Jos Rodrigues de
1 )liveir.i Lima : na rua do Queimado, loja n. 14.
LOTERA DA MATRIZ DA ROA-VISTA-
10:000,s000, kOOO.sOOO, 1:000JOOO.
Sevla-I'eira. 14docorrenle me, andam impreleri-
velmenle as rodas desla loleria ; os bilhetes e caute-
las do Salusliano eslarao eipos.os i venda at as 10
horas da manhaa do referido dn li, na rua Nova,
loja n. 16,de Jos Loiz Pereira & Filho, e sao pa-
gos, sem o descont, os tres princiros premios.
Tendo Jos leixeira Leile .-0111 prado para Jos
Domingues Correa, da Parabibi do Norte, um bi-
Ihete inlciro da lotera da mnt-iz da Boa-Vista n.
523, rujo bilhete fui roubado no caminho, por isso
previne-seaoSr. thesoureiro, que sahindopremiado,
nao pague -rnao aos dous cima meucionado^.
1 Vende-se para fra da provincia nm prelo,
crioulo, de idade de 21 a 23 annos, pouco mais ou
menos: quem pretender, dirija-sen rua do Sol 11.13.
Na rua da Cruz n. 22 vendem-se duas escravas
mugas, engommadeiras e cozinheiras, cozem bem
chao c lavara de sabao, assim como dous bonitos es-
cravos ilc 22 annos.
Vendc-sc urna loja de miudezas, rom poucos
fu udos, e na mesma ha commodos para familia ;
tambem se vende s a armarao, a qual oceupa uma
portada mesma loja, sita na roa Direila n.89 :quem
a pretender, dirija-se a rua do Queimado, loja n.
H, para tratar.
Na Ponte Velha. ijp quarleirao da casa do Sr.
Cabio, casa 11. <. vende-sc uma escrava de idade de
30 a 35 annos, que sabe bem fazer o srevico de co-
ziuha e lavar roupa.
Vende-so, -'una cscrava de bonila figura, com
lodas as habilidades, e com uma cria de (i niezes,
muilo linb: na rua de Santa Tbereza 11. 46.
jf A 260 rs.. o covado.
ChiUKfranccza com 4 palmos de largura, e de lin-
dos sresenlins : na rua do Crespo 11.16 A.
AVISO AOS ARMADORES.
Na entrada da rua do Rangel, defronle do 11. 5,
vendem-se pennas de guaras, por preco corumodo.
ATTENCAO'.
\endem-se palitos de fogo superiores a lodas as
Sualidades ; na Boa-Vista, rua do Pires n. 56, pelo
iminutn preco de 1J)00 o cento ; e pelo mesmo
prego vende um menino que nuda com uma cesta
pelas ras desla cidade ; lodos que pretenderen)
comprar basta avisar o dito menino, que elle mesmo
levar para livrar dos compradores lerem o lrabalho
de irem buscar na fabrica.
Na rua do Queimado n. 50, loja de fer-
ragens,
vendo-se o seguidle, por muilo razoaveis pregos :
Superior couro de lustre, marca rastello.
Apparelhos de metal linos para chi.
Bules e cafeleiras dilos, avulsos.
Facas de mesa de cabo de marlim.
Dilas de dila dilo de ago.
Trinchantes de cabo de metal.
Ditos de dilo de ago.
Raalos de fila, obra muito delicada.
Capachos de dila para collocar jarros.
Ditos de dila para collocar lanlernas ou candelabros.
Bandejas finas com elegantes pinturas ; e oulros
mullos objeclos, que s vista.
NO ARMAZEM DE C.J.ASTLEY
_ EC0XPAMU,RIA DO TRAPICHE N 3,
ha para vender o seguinte :
Cal branca franceza.
Folha de flandres.
Estanho em verguinlia.
Cobre de \ & 28.
Azeite de Colza.
Champagne, marca A C.
Oleados para mesas.
Tapetes de la para forro de salas.
Formas de folha de ferio, pintadas, pata
fabrica de assucar.
Ac de Milo sortido.
Lazarinase clavinotes.
Papel de paquete, inglez.
Rrimde vela da Russia.
Graxa inglesa de verniz para arreios-
Arrciospara um e dous cavallos, guarne-
cidos de prata e de lato.
Chicotes e lampeoes para carro e cabriolet.
Caberadas para montara, para senhora.
Esporas de aro plateadas.
Chumbo em lencol.
CERA'l)E CARNAUBA.
Vende-se cera de carnauba, chegada agora do
Aracaly por prego mais barato do que era otilra
qualquer parle: na rua da Cadeia do Recife n. 49,
primeiro andar.
Pianos.
Os amadores da msica acham continuadamente
em casa de Brunn I'raeger & Companhia, rua da Crui
n. 10, um grhude sorlimenlo de pianos fortes e fortes
pianos.de difierentes modcllos, boa construegau ebel-
las vozes, que venden) por mdicos pregos; assim co-
mo toda a qualidade de instrumentos para msica.
Vende-se azeite de nabo clarificado,
proprio para candieiros de mola por ser
muito lino, a I58OO rs. a medida: .no ar-
mazem de C. J. Astley & C, rua do Tra-
piche n. 3.
Vendem-se era casa de S. P. Johns
ton & C, na rna de Senzalla Nova n. 42.
Linho do PortA superior engarrafado.
Sellins inglezes>
Relogios de ouro patente inglez.
Chicotes de carro.
Farelio em saccas de arrobas.
Fornosde farinha. .
Candelabros e candieiros bronceados.
Despenceira de ferro galvanisado.
Ferro galvanisado em folha para forro.
Cobre de forro-.
E. Didicr & C, rua da Cruz n. 51, teem pa-
ra vender : courus grandes envernisados para co-
rla de carros, molas superiores para ditos.
Inslrucgao para o servigo das guardas da guar-
nirlo de Pernambuco, eslrahido da legialarilo mili-
tar, e accommodada a disciplina e pralica do exerci-
lo brasileiro : vende-se na livrria n. 6 e 8 da praga
da Independencia, a 320 cada ejemplar.
Vende-se um excellenle carrfrilio de 4 rodas,
mu bem construido,eem bom estado ; esl exposlo
na rua do Arago, casa do Sr. Nesme n. 6, onde po-
dem os pretendenles examina-lo, e tratar do ajuste
com o mesmo senhor cima, ou na rua da Cruz no
Recife n. 7, armazem.
Vende-se um forte piano em bom uso: na casa
junto do palacio do Sr. hispo, emOlinda.
Vende-se um terreno com dous cai-
xoes em respaldo, muito bem construidos
para dous ricos sobrados, em uma das
ptincipaes ras desta cidade, por sei de-
fronte de S. Francisco a pe da nova
ponte: a tratar no Hospicio, sitio da Sra.
viuva Cunha.
Aproveite a occasiao.
Com o Iraspassc da chave, vende-se por baralissi-
mo prego uma armagao de goslo moderno, no alerro
da Boa-\ isla n. 49, que pode servir para qualquer
eslabelecimeuto. menos para taberna ; sendo o ilu-
guel ca casa 103000 mensaes ; a Iralar na mesma
rua, loja de miudezas n. 51.
Na roa da Cruz 11. 15, segundo andar, vendem-
se 566 couros salgados, viudos do Aracaly 110 biale
Aurora
Vende-se nma casa rom taberna e padaria e
commodos para familia, bom quintal de uvas e mais
arvoredos de fruclo, cacimba de pedra e cal, lauque
para banbo junto ao porlo dn embarque c desembar-
que, sila ua povoarao de Pona de Pedras, he a ulli-
1111 padaria que lem da barra de Caluama al a bar-
ra de Goianna, distancia de tres Icauas de uma bar-
ra a oulra, c em povoado; o dono vende por se
adiar muilo doente e retirar-te para Iralar de sua
saude : os pretendenles dirjain-sc ao armazem da
Alfandega, defronle da escadiuha, para tratar com
Vicente Ferreira da Costa.
A I s cada um chales
de algodao de cores bonitos padres, assim como cor-
les de brim Irancado de cores de puro linho e muilo
bonilos padres a l>750, jravata de leda de cores
de bom gosto a 600 rs., ditas de- chiva 900 ., sc-
lim azul claro a 500 rs. o covado, corlea i .collele
de fusiao os mais modernos a 18200. bone*t3tranee-
zes de velude de cores para menino a 800 !>', Indo
be baralissimo para acallar: na loja de Leopoldo da
Silva Oueiruz, rua do Queimado n. 22.
Relogios inglezes de patente.
Vcudem-sc a prego commodo, em casa de Barroca
& Castro, na rua da Cadeia do Recife n. 4.
Esteiras e chapeos de palha baratos.
Vendem-se esleirs novas de palha a 149 tenlo,
chapeos de dila a 125 o cenlo, cera amarilla e cou-
riiibos de cabra : na rua da Cruz do Recire n. 33,
casa de S Araujo.
Vendem-se 10 escravos, sendo 4 lindos mua-
los, om delles he bom-oflicial de pedreiro, 4 dilos de
Indo o servico, e 2 escravas mogas ; na rua Dire;
la u 3.
_ No becco do (Jongalves, armazens di5 Weane
Youl), acha-se a venda um sorlimenlo das mai a-
creditadas familias no mercado, inclusiveas Vm co-
n heridas meias barricas cal legas. ""---
Chitas francezas largas a 200 rs.ocovado.
Na loja da esquina da rua do Collegio n. 5, ven-
dem-se chitas francezas largas de lindos padres, pelo
baralo prego de 200 rs. o covad; e outras mullas
fazendas por prego muito commodo.
A taberna do largo do Carmo, quinada rua de
Hurtas n. 2, acha-se surtida de todos os gneros no-
vos, de boa qualidade e baratos; manteiga inglcza e
franceza, boa, de 400 at 800 rs., loucinho novo, o
niel hor que lia no mercado a 360 a libra, cha a 25080
e2>560, a/.cile doce a 610a garrafa, vinho o me'lhor
possivel a ^00 rs. e 480 a garrafa, queijos muilo
bous a quatrn patacas e duie vileos, tambem se
vende p.lo como na padaria a ciuco por qualro, pe-
ndras de rame para os senhores padeiros e refina-
dores a 7d e.v-000 rs.
PAHAAFESTA. *
Sellins inglezes parafliomem e sen hora
Vendem-se sellins inglezes de pa-
tente, com todos os perlences. da me-
Ihor qualidade que lem vindo a este
mercado, lisos e de Imrranne. por
prego muilo commodo : em casa de
Adamson Howie & Companhia, rua
do Trapiche n. 42.
LOTERA da provincia.
Aos 10:000$.
Na casa feliz dos qualro cantos da rua do Queima-
do n. 20 estao venja os afortunados bilhetes e cau-
lellas da lotera da^oa-Visla qoe corre do dia 14 e
paga-sc os premios de 1 jOOO para cima sem descon-
t algum.
Vendem-se, para criar, 5 vanas, 3 com rna e
2 solleiras, ou permulam-se por oulra que sejam
boa de leile, vollando-so a differenga que se cou-
vencionar : na rua Nova n. 18.
Rom c barato.
Pablos de panno Tino a 128000, 143000. 16JKKK1
e 20JO00; dilos de alpaka de cordo, a "5000 ; di-
tos de dila prela, "gOOOe 88000 ; dilos de priuceza
de rr, a ,--; dilos meia casemira, a58 ; caigas de ca-
semira a 59800 e 6>; rlleles de selim prelo, a 4 e
55 ; dilos de fustn, a 1600 e 25 ; c outras moilas
obras unais baralo qu tpdc encontrar : na rua
da Cadeia do Recife 11.3.
Cbeguema pechincha.
Os mais modernos padrees de chitas hrancezas de
i palmos de largura, pelo diminuto prego de 260 rs.
o covado; na rua do Crespn. 16,segunda loja quem
vein da rua das Cruzes.
Vende-se um quarlo bonito, uovo c castrado :
11a rua Nova, taberna n. 55.
Vende-se ama prela, crioula, moga, cose,cozi-
nh e engomma perfeilamente : na rua do Vigario
n. 10, loja de pintura.
Vende-se leite pagao todos os dias
de manhaa, a preco do costume : em
frente da taberna do Campos, rua das
Cruzes.
Vende-se tola moit boa, em pequeas e gran-
des porgues, chegada ltimamente do Aracaly : na
rua da Cadeia do Recife 11. 49, primeiro andar.
VELAS DE CERA W CARNAUBA.
viioeiua velas de cera de carnauba, em eaixas
,-equenas e granoe, -t u,uo boa qualidade, feilas
no Araca y : na rua da Cadei. meiro andar.
Vende-se um carrinho de 4 rodas,
novo, muito elegante emanen 0, vindo de
FYanC-V Jia, ni A^.^j^j^i: primeJro
andar.
Vende-se vinho branco de Bordeaux,
em garrafas, a 9$500 a duzia : no Reci-
fe, rua do Trapiche, em casa do Si. He-
brard e Fernando de Lucas.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se cera lano cm grume, como era vellas, em eai-
xas, com muito bom sorlimenloe de seperior quali-
dade, chegada de Lisboa na barra Crulidn, assim
curarbolachinhas em latas de 8 libras.e farello muilo
novoem saccas de mais de 3 arrobas.
Farinha de mandioca,
g Vende-se muito boa farinha de mandioca ;
9 a bordo do brigue nacional inca, chegado de
S Santa Catharina: para porgues, trata-se 110
escriplorio da rua da Cruz n. 40, primeiro
3 andar.
COMPRAS.
Compra-se prata bitsileim e hespa-
nhla : na rua da Cadeia do Recife n.
i\, loja de cambio.
Compram-se peridicos para embrulbo a 35800
a arroba, garrafas c botijas vasias de todos os lama-
nhos equahdades, vidros lamhem de lodos os la ma-
nilos e potes de graixa, ludu usad: uo pateo do
Darmo venda da esquina da rua de Hurlas 11. 2.
Compram-se aecesdo Banco Je Pernambuco:
na rua da Cruz, casa n. 3, de Araorim Irmaos.
Na loja do marcineiro francez, rua Nova n. 45,
rompram-se mobilias novas e asadas; na mesma ca-
sa alugam-sc trastes e mobilias completas, por prego
razoavel.
Compra-se uma escrava. areferindo-se prela,
que saiba engommar e fazer os 11 ais arranjos de uma
casa : na rna da Cruz do Recife n. 33.
Aviso interessantc aos sapateiros.
Na rua Nova n. 52, loja de Boavantura Jos de
Caslro Azevedo. compra-se ragalos de lodas os la-
manhos e qualidades.
Compra-se uma escrava que soja boa cozinbeira
e engommadeira: na rua Nova u. 50, primeiro
VENDAS.
Aos amantes da| bella fimaca.
Acham-seexpostos no balean da loja delioaveulur
ra Jos de Caslro Azevfrdo. na rua Nova 52, os
verdadeiros charutos de S. Flix, qneveudem-se pe-
lo diminuto prego de 15000 rs. ,1 caixa, c garanle-se
a qualidade ; e anda existe u.D rrslanle dos da Ra-
bia, que foram annunciados a 800 rs. a caixa, ami-
gos uo deixeni passardesapercebida semclhaiile pe-
chincha.
Alparka de seda de cores.
Vende-se alparka de seda de crcsdc goslos mo-
dernes: 111 rua doQueimado u.3K, defronle do bec-
co da Congregarao.
\en.le-se saldu Assii, em pequeas e grandes
porgues perlo dn embarque : a Iralar na rua das
Cinco Ponas n. 82.
Vende-se a luja de fazendas do ater-
ro da Roa Vista n. 14, com poucos fun-
dos, ou com quelles <|tie o comprador
quizer, propria para um principiante por
ter commodos para inorada, e tainlx.Mii
se taz negocio s com a armarao: a tra-
lar na mesma loja.
Vende-se arroz pilado 1S2IKI a arroba : D)
armaiein de Tasso Irmaos.
mtMBBoammmmm
H Vendein-se bichas de Hamburgo
I em porries a 50X000 rs. o cento : na
I travessa da Madre de Dos 11. 9.
iww Em casa de Roth & Ridoulac, rua
do Trapiche o. 12, vende-seo seguinte:
Ac,o de Milo.
Ferro daSuecia.
Dito imifaco.
Cobre para forro de 20, 22, 21, 2t pncafc
Arados de feri o.
Taixas de ferro..
Pianos hori/.ontaes c veri caes.
Pregos de cobre.
Chumbo em lencoes.
Km casa de Rol h & Ridoulac acham-
se para vender ptimos pianos de arma-
rio de Jacaranda", chegadosagora.
Ven.lc-se lio de sapalciro, bom : em casa de S.
P. Jolmslon I Companhia, rua da Sen-ala Novo
11. 12.
NAVALIIAS A CONTENTO E TESOI'RAS.
Na rua da Cadeia do Recife 11. is, primeiro an-
dar, escriplorio de Aleoslo C. de Abren, ronli-
nuam-se a vender a ScSHIO o par (prego livo) as ja
bein mohecidas e afamadas navalhs de barba, feilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na exposirao
de Londres, as qtiacs alm de duraren) exlraordia-
riamenle, nao se senlem no rosto na acgilo de corlar ;
vendem-se com a condigno de, nao agradando, po-
dercm os compradores devolvc-las al 15 dlasdepois
da compra reslliiiido-e o importe. Na mesma ca-
sa ha ricas Icsouriiibas para unhas, feilas pelo mes-
mo fabricante.
TVPOC.RAPHIA.
Na rua das Plores 11. 37 primeiro andar, vnde-
se uma Ivpographia nova com Unios seus perlences.
UNCOS DE CAMBRAIA DE LINHO A 35000 A
DUZIA.
Na rua do Crcpo 11, 5, esquina que volla para a
rua do Collegio, vendem-se lengos de cambraia de
linho finos em ca vinlia-(um lindas estampas, pelo
baralo prego da 49500 rs. a duzia, para acabar uma
pequena purriio que anda resta.
NA RIA 1)0 (IL'EIMA 1)0 N. 1,
Vende-se um missal romano novo, viudo ha pouco
de Lisboa, vasusdelouga pro|iros parajardim mui-
lo em conla.
Rua do Queimado n. I.
Ciiiiliniia-sc a vender os lencos brancos propnus
para meninos e ineninas a IDO rs., pegas de hrelaiiha
de linho ruin 6 varas, a ^>50O ; pegas de cambraia
branca lina ron) (i ', varas, a 2500e 35000 ; corles
decaigas de brim de linliude cur derpiadros e lis-
Iras, a 1?GIX); dilos de brim escuro Imanado a 15i<>0;
Cbilas francezas largas, a 210 rs. o ravado ; coberto-
res de dous pelos, a 15200 ; lencos de relroz, a I5 ;
chitas de rr muilo luas, a 110 r-. ocnvaJo ; e ou-
tras inultas duendas por baralo prego.
LOTERA DA MATRIZ DA BOA VISTA.
Casa da Esperanca rua do Quei-
mado n. 61.
Nesla casa est a veuda om completo sorlimenlo
de cautelas desta lotera, cujas rodas andam uo dia
14 de julho.
Vende-se uma balanga romana com lodos os
seus perlences, em bom uso c de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se rua da Cruz, armazem n. 4.
A 500 RS. A YARA.
Brim trancado branco de puro linho, muilo cn-
corpado : na loja da esquina da rua do Crespo que
volla para a cadeia.
COBERTORES.
Vendem-se cobertores de la pelea 800 rs., dilos mui-
lo grandes a 1400, dilos brancos com barra de cor a
1280.colchas brancas cura salpjcos a 1000 : na loja
da rua do Crespo 11. 6.
BRIM DE PURO LINHO. PROPRIO PARA
MILITARES.
Vende-se brim de linho branco muilo encorpado
a 500 rs. a vara, curtes de casemira elstica a 43000,
pauno azul para fardas de guarda nacional a 33000
e 48000 o covado, dito prelo para palilos a 38000,
48000 e 18500, lengosde seda de 3 ponas, proprios
para senhora bolar pelos hombros a 640 cada um, e
muilo mais fazendas em conla ; na rua do Crespo,
loja n. 6.
SAMS.
SALSA PARRILHA.
Vicente Jos de Brito, nico agente em Pernam-
buco de B. J. D. Sands, chimico americano, faz pu-
blico que lem chegado a esla praga uma grande por-
go de frascos de salsa parrilha de Sands, que sao
verdaderamente falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro, pelo'que se devem acaulelar os consu-
midores de 13o precioso talismn, de cahir ueste
engao, tomando as funestas consequeucias que
sempre coslumam Ira/er os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela mao daquelles, que antepoem
seus inleresses aos males e estragos da humanidade
Porlanto pede, para que o publico se possa livrar
desla fraude e dislingua a terdadeia salsa parrilha
de Sands da falsificada e recentemente aqui chega-
da ; o annuncianle fai ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em sua liolica, na rala da Conceicao
do Recife n. 61 ; e, alm do reaTrqario qufi^acom-
panha cada frasco, lem embaixo da pt 'Atra pagina
seu nome impressu, e se achar sua "ifi-ma em ma-
nuscripto sobre o iuvollorio impreso do mesmo
j reos.
Vende-se um cabrioiet com sua competente
coberla e arreios, ludo quasi novo ; assim como 2
cavallos do mesmo j eosinados e mansos : para ver,
na cocheira do Pedro ao p do arsenal de marinha, e
para Iralar, na rua do Trapiche Novo n. 14, primei-
ro andar.
DEPOSITO DE PANNO DE ALGODAO
DA EARRICA DE TODOS OS SANTOS
NA RAHIA.
Vende-se o superior panno de algodao
desta fabrica, proprio para saceos e roupa
de escravos : no escriptorio de Novaes &
Companhia, rua do Trapiche n. 54, pri-
nit-iro andar.
9 Deposito de vinho de cham-
(3) pagne Chateau-Ay, primeiraqua-
M lidade, de propriedade do condi
3* de Mareuil, rua da Cruz do Re-
- cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a champagne vende-
Micit 566'000 rs. cada caixa, acha-
- se nicamente em casa de L. Le-
I comteFeron& Companhia. N. B.
O As eaixas sao marcadas a fogo
$ Conde de Mareuil e os rotulo*
{) das garrafas sao azues.
ee*08s 3 Mees m
Na rua do Vigario 11.19 primeiro andar, lem pa-
ra vender-se chapeos de castor brancopor commodo
prego,
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade dezinco, superior quali-
dade, por presos commodos: na rua do
TrapiclieNovo n. 16.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. \y.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o cha Cariz continua haver .um
completo sortimento de taixas de er>
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptido' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vende-se pciae secco de varias qualidades e
muito bom : na ruada Cruz n. 15, segundo andar ;
assim como botins de couro pelo diminuto prego de
528500 o par.
54(000 cada um.
Vendem-se chapeos de sol de seda, boa qualida-
de, por 59000 rs. cada um, ditos de panninho, por
18280: na praga da-Independencia n.ji.
Vendem-se cobertores de algodao grandes a
640, e pequeos a 560: na rua do Crespo o. 12.
QUEMSE PRESUNTOS.
Na rua da Cruz do Recife no armazem n. 62. de
Antonio Francisco Marlius, se vende os mais supe-
riores queijos londrinos, presuntos para fiambre, ul-
iimainenie chegados na barca iugleza Valpa-
raixo.
Na rua da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem de lleiirique (bson :
vendem-se relogios de ouro de sabonete, de paten-
te ioRlcze, da melhor qualidade e fabricados em
Londres, por pre'_o commodo.
Na rua do Vigario n. 19 primeiro andar, lem i
venda a superior flanella para forro de sellins che-
gada recentemente da America.
Moinhos de vento
eombombasderepnxopara regar horlas e baiat
deeapim. na fundieafi de D. W. Bowinan : na rea
do Brumos. 6, 8e 10.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons ell'eitos ja' experimen-
tados : na rua da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
;V
Padaria.
-Vetle-se uma padaria muiloafreguezada: a Iralar
eo Tasso & Irmaos.
* Aos senhores de engenho.
Cobertores, escaros de algodao a 800 r., dilos mui-
lo grande e toja da esquina querella para a Cadeia.
9 Jjioto Christao.
Sabio a lurt 2. edigao do livriuho denominado-
Devoto ClirisUo.mais correcto c acrescenlado: vende-
se nicamente na livrria n. 6 e 8 da praga da In-
dependencia a 640 rs.cada eiemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s panno, muilo grandes e
de bom goslo^ vendem-se na rua do Crespo, loja da
esquina que volla para a cadeia.
No paleo do Carmo, taberna n. 1, vende-se um
escravo de bonita figura, proprio para lodo serviro.
AOS SENHORES DE ENGENHO. '
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas,-com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Rieber c? Companhia, na rua da
Cruz, n. 4.
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do PorJjo, em
barris de i-., 5. e 8. : no annazen* da rua.
do Azeite de Peixe n. 14, ou a tratar no
escriptorio de Novaes S Companhia, na
rua do Trapichen. 54.
ESCRAVOS FGIDOS.
Aa ^ cudem-se relosios de ouro e prSla, mais
-VrV baralo de que em qualquer oulra parle
EG3L na prara da Independencia n. 18 e 20.
Depoto da fabrica de Todo* o* Santos na Babia.
Vende-se, em casa de N. O. Bieber &C, na rua
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aquella fabrica,
mi lo propp para sarcos de a-'sucar e roupa de es-
cravos, por prego commodo.
Vendem-se em casa de Me. Calmonl & Com-
panhia, na praga do Corpo Sanio 11. II, o scguinle:
vinho de Marseilleem eaixas de :i a 6 duzias, linhas
em nov el 1,1. ecarrelcis, breu em barricas muilo
grandes, ago de milao sortido, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelccimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e metas moeudas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro balido
e coadq, de todos os tamauhos, para
dito.
Na rita do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e llanta, como
sejatn, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas ludo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
As ene) Na rua de Apollo 11. 6, armazem de Me. Calnionl
01 Companhia, acha-se couslanlemenle bous surt-,
menlos de taitas de ferro mallo e balido, lano ra-
sronlo fundas, munidas ineliras ludas de ferro pa- j Dcsappirereu no dia IS de Janeiro do corren-
nammaes.asoa, etc., dilas para armar em madei- leaonvoeaeravoJeaCaeange, de idade 40 aanea
ra de lodo os lamanhos emodelus os mais modernos, 1 poueu mais ou menos, com falla de denles na frenle'
machina horisonlal para vapor rom forra de lleslieulos ereaeidea, e rirairizes as nadesas: eraiil
1 ravallus, r,.eos, passadeiras de ferro eslanhado | lira-se senerosamente a quem o levar ao alerro di
para casa de purgar, por menos prego que os de ru- Koa-\ isla 11. 17, segundo andar.
bre, escu veas para navios, ferro da Sueeia, e lo-------------------------------------,_________________
Ibas de flandres ; ludo por barato prego. Par, T eM. F F.ri
50JO00 de era lilicacao
a qocm pegar o moleque, crioulo, de nome Andrc,
catraeiro, idade 17 a 18 anuos, secco do corpo e al-
to ; fugio no da 24 de maio prolimo passado ; ro-
ga-se a lodas os autoridades policiaes e capules de
campo, que levem-o a seu seuhur, no Korle do Mal-
los, trapiche do algodao, ou na cidade de Olinda, no
Varadouro, a Jlo Antonio Moreira, que prompla-
nieiileilar.M promcllido.
Ausenlou-se da casa do Sr. Sebasliao Anlonio
do Reg Barros, em agosto de 1851, eniorcasao que
se ochava morando no aterro da Boa-VFsla, o seu es-
cravo, pardo, de nome Vicente, de altura regular,
que representa ter 30 annos de idade. pouca barba,
bons denles, olhos na flor do roslo, corpo e pamas
bem feilas, lendo nos cotovellos dos bragos dous lo-
binhos ; suppoc-se estar acoutadocm uma rasa nos-
la cidade, e sen senhor protesta desde ja por perdas,
dainos, ilias de servigo, ele. ele.; assim como gra-
tifica a quem o apprchcnder.
Anlonio, moleque, alio, bem parecido, cor av er
melhada, narao Congo, rosto romprido, barbado no
'luoivn. pescugo grosso. pes bem feilns. leudo o dedo
index da mao direila leijado de um lalho, e por is-
so o Iraz sempre fechado, com lodos os denles, bem
ladino, oOicial de pedreiro e pescador ; levou roupa
de algodao c uma palhoga para resguardar da chu-
vilf lia loda i'iobahilidadc de ter sido seduzido por
algaem ; fgido a 12 de maio do crrente anno, pe-
las S lluras di manlia. tendo oltlido liceura para le-
var para Sanio Anlonio urna handeja rom roupa :
roga-se, porlanlo, a lodas as .autoridades e capilaes
de campo, bajan) de o apprchcnder c leva-lo i An-
lonio Alves Barbosa, na rua de Apollo n. 30, ou em
Kora de Portas, rua des Guararapes, onde se paga-
rao lodas as despezas.
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