Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01503


This item is only available as the following downloads:


Full Text
/~- '
m
ANNOXXX. N. 157.
<
Por 3 mezes adiantados 4,000
Por 3 mezes vencidos 4,500.
QUARTA FERA 12 DE JULHO DE 1854,
Por Anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
ENCARREGADOS DA Si'BSCRlPCAO'.
Rocifc, o proprielario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, oSr. Joo Pereira Martins; Baha, o Sr.
Duprad ; Macei, oSr. Joairuim Bernardo de Mi
doea ; Parahiba, o Sr. Gervazio Vctor da Nai
dade; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Ai
ty, oSr. Antonio de Lemos Braga ; Cea ni, o SfiVi-
ctoriano AugustoBorges; M iranh.o, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
tondres 20 5/8, 26 1/2 d. por 15
Paris, 305 rs. por 1 f.
Lisboa, 100 por 100.
Rio de Janeiro, a 2 O/o de rebate
Acccs do banco 15 O/o de premio.
da companhia de fcberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lellras a 6 e 9 0/0
10 DE PERNAMBUCO
OS- METAES. \^ PARTIDAS DOS CORREIOS. I AIDIEXCIAS. I V. I'III ..IKKIDES. DAS DA SEMANA.
Ifad.porl Ouro------Oncas hespanholas.....^299000 Olinda, todos os dias. Tribunal do Commercio, segundas e qnintasfeiras. Julho 3 Quarto crescente as 4 horas, 1 mi- 10 Segunda. S. Selvano m. ; S.Bianormm.
f- Moedas de 69400 velhas. 16^000 Caruar Bonito e Garanhuns noadlas 1 15. R(j) ,. jV nulo e 48 se gundos da tarde. 1* Tero.. S. Sabino m. Si. Silvano o Abuendio
k ^ 6&400 novas. 16&&0 Villa Bella, Boa-Vista, Exu e Oncury, a 13 e 28. \Z 10 I.ua chcia as i horas, 6 minutos e 48 12.^}iwrU. S. Joo Gualterio Ab. ; S. Jason.
fl/A lo redlo. A., '.^AAfl Ornnil (.niinno a PnriUihv caminAsQ o coVl (atrio raZC-Tlda. IMITAS O Si'.\lAS fairac 94 1 fl hnrac. 1 ___._ __, .1 _3' ~ n _
METAES.
Ouro. Oncas hespanholas.....,^98000
Moedas de 69400 velhas. lb^OOO
de 68400 novas. 163WS90
de 49000...... 99000
Prata. Patacoes brasileiros..... 19940
Peso columnarios. ..... 19910
mexicanos....... 1C860
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 A 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e Oricufy, 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e se\tas feiras.
Victoria, e Natal, as quintas feiras.
V PREAMAR DE BOJE.
Prunei*<3 as 6 horas e 6 minutos da manhaa.
Segunda ss 6 horas e 30 minutos da tarde.
AIDIEXCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e qnintasfeiras.
Relacao, tercas feiras e sabbados. *
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vaja do civel, segundas e sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
F.PUEMERIDES.
3 Quarto crescente as 4 horas, 1
nulo e 48 se gundos da tarde.
10 La cheia as 4 horas, 6 minutos e 48
segundos da manhaa.
17 Quarto minguante a 1 hora, 44 minn-
tos e 48 segundos da manhaa.
25 La nova aos 47 minutos e 48 se-
gundos da larde.
DIAS DA SEMANA.
10 Segunda. S. Selvano m. ; S.Bianor min.
lt Terca. S. Sabino m. S. Silvano c Abuendio.
12. Quarta. S. Joo Gualterio Ab. ; S. Jason.
11 Quinta. S. Anacluto p. ni. Ss. Jaoel e Esdras.
fSexla. S. Boavenlura B. Card. Dr. Serfico.
l.V Sabbado. S. CamiHn deLclis Fundador.
iSComiago 6. Triumpho da S. Cruz ; N. S.
do Carmo. O njo Custodio do Imperio.
PARTE 0FF1C1AL.
GOVEBNODA I'ROVINCIA.
Expedante do I* de julho.
OOicio. Ao inspector da thesouraria de fazenda,
recommendamlo a cxpedijAo de suas ordens para que
na alfandega desla cidade sejam despachados, livres
de direitos, alsuns ohejclns ccoonimcmlados para o
eipedienlc di thesouraria provincial, os quaes j se
arliam im mesilla alfandega. Cnmmuncou-sc an
inspector da referida Ihesouraria provincial.
Dilo. Ao niesmo, communican lo que o ..ipii.ni
Antonio Francisco de Snnzn Magalhes parlicipou
haver entrado no drt 1lTH""JWnho ullimo, no ejerci-
cio do lagar de director da colonia militar de Pi-
mcoteiras.
' Dito.Ao mesmo, para mandar fornecer ao major
enmmandante interino do halalliAo dearlillicria da
suarda nacional deslc nunicipio dons livros para
registro das praras,da c6. companhias ltimamen-
te creadas etn dito balalhAo.Coinmunicou-se ao
respectivo commandanle seperior.
Dito.Ao presidente do comedie administrativo,
para promover a compra don. objectos mencionados
na relacao que remelle, os quaes sao necessarios ao
arsenal de guerra para satsl'azer diversos pedidos e
occorrer aoslraballios das omciuas no mesmo ar-enal
em o corrente mez.Fizeram-se as neressarias pom-
raunicarOes.
Dilo.Aocliefe de polica aulorisando-o a mandar
comprar os objectos precisos para o expediente da
reparlicao a seu cargo no segundo semestre do cor-
rente anno.
Dito.Ao mesmo, iulcirando-n de haver Iransmil-
(ido a thesouraria provincial para scrcm pagas oslan-
do nos termos legaes as contas que Smr. remollen
das despezas feitas rom o sustento dos prezos pobres
da cadeia de scrnhaein nos meros, de fevereiroa ju-
nlio desteanno.
Dito,Ao inspector do arsenal demarinlia dizen-
do ficar intairadodoconliudo do oflicio em que Smr.
d conla do resultadu doexam, a que de acord com
o director das obras publicas, o engenheiro Bowman
eo mestre Wilelmes, proceder na ponte do Recife,
bem como das obras que nella se zeram, c decla-
rando em reposta que lleve Smc. apresentar a con-
la da despeza feita com o escoramenlo dos pilares da
mencionada ponle alim de ser snlisfcita.
Dilo.Ao mesmo recommendando a expedirn de
suas ordens para que a bordo do patacho I'irapama
sejam recebidos e transportados para o presidio de
Fernando os soldados da 4. companhia de arttlliaria
a p Antonio de Souza Pacheco, Jos Joaquim de
Santa Anaa, Manoel Jos Soares, (ionjalo Francis-
co de Azevedo c Antonio Cardoso que vAo substituir
a igual numero de praras do deslamcnlo alli existen-
te, os quaes Ihe ecro mandailos apresentar pelo
commandanle das armas.Communicou-se a este
Dilo.Ao director do arsenal de guerra pira man-
dar pintar convenientemente os .'ti canudos de follia
que se acham prnmptos naquellc arsenal, e o desfi-
n.in aos inferiores do. 2 balalhin de infanlariaCo-
manirtiu-se ao commetidanle das armas. -
Dito.Ao director das obras publicas,aulorisnndo-
oa dar como gralificacAoaoguardade couservacao Jo-
s Tavares.de Mello e ao ofiicial de carpinlciro An-
dr Marques Gomes que .-nlvarim no dia 2:1 de junho
ullimo a ponle deCachng a quanlia de 2005 reis a
cada um, bem como a de 501000 rs. ao soldado do
corpo de polica Antonio I.uiz de Moura, que os a-
judou nesse Irabalho.Communicou-se Ihcsoura-
ria provincial.
Dilo.Ao bacharel Theodoro Machado Freir Pe-
reira Jnnior, 1. supplenlc em exercicio do juiz mu-
ijicipal da 1. vara dcsta cidade inteirando-o de haver
designado a Smc. para fazer parte do conselho de
revisla da guarda nacional do municipio do Recife;
o qual deve rennr-se na 3. dominga do corrente
mez.Communicou-se ao respectivo commaadaule-
uperior. .i
Dito.Ao major encarregado das obras milita-
res, racoirrfnndaiulo que continu jjfjer os concer
los de que necesita o quatlel do IMfj^cto, c que rom
hrevidade mande retelliar a <;abrta da referido (piar-
le!. lizeram-se asnecessarias'communicarOes.
Dilo. Ao inspector da thesouraria provincial, di-
ndo licar inleiradode nao ter appirecido Hci la li-
les para a arrematarlo da impressao dos Irabalhos
das reparlicoes provinciaes, e recommendando que
proponha a respcilo oque julgar coinenienle.
Dilo. Ao mesmo, para que vista do pedido
que remelle mande Smc. adiantar ao Ihcsoureiro
pagador das obras publicas a quaotia de 12:0768 rv
para continuarlo das obras por administraran a car-
go ilaquclla reparlrilo no corrente mez. Commu-
nicou-se ao respectivo director.
Dito. Ao commandanle do rorpo de polica,
commuuicando haver Iransmiltido a thesouraria
provincial para ser paga, estando uos termos legaes,
a mua que Smc. remctlcu das despezas feitas rom
o sustento dos dous calcetas empreados no servido1
da limpe/a e aceio do quartel daquellc corpo, duran-
te o mez de junho ullimo.
Dilo. Ao mesmo, para fazer apresenlar ao ebe-
fe de polica, quando elle houver de requisilar, qua-
renta praras daquelle corpo commandadas por um
olUcial de cunfianca, lim de eseollarem vinle reos
de difTerentes crimes, os quaes lem de ser rcmellidos
par o termo de Caruar. Communicou-se ao re-
ferido cliefe de polica.
Dito. Ao mesmo, dizcudo que fara o alteres
daquellc corpo Manoel Fernandas de Alhuquerque
"Mello responder a conselho de iuvcstigariio pela fu-
ga do preso Joaquim Alves Simoes.
Dilo. A' cmara municipal do Kecile, aulori-
sando-a a dispender o necessano com a demolicio
de algn, predios particulares situados nos difleren-
tcs povoados dcsle municipio, os quaes amearaudo
perico em consequencia do sea estado de ruina cau-
sado pela enrliente do rio Capibaribe, nao podem
ser desmoronados a costa dos respectivos donos, at-
ienta a exigaidade de suas posees.
Portara. Ao agenle da companhia das barcas
de vapor, recommendando a expedir/io de suas or-
dens. para que no primeiro vapor que passar para o
ul sejam transportados para as.Vlasoas a disposico
do respectivo presiderle, os soldados Jos Ferreira
Ramas, M,art"elJij>o Pedro, Jos Naide* c Maximia-
no lioncalves'tle Souza. Igual acerca do 2o sargen-
lo Reinaldo da Silva Villas-Roa-, do msico Joaquim
Alves, dos" cabos de esqadra Manoel Candido
Kcrnardino de Sena Moracs e.lo soldado Manoel
Antonio de Araujo, bem como do engajado Cuspar
Mauricio Waodeile),quc seguem este para a corles
c aquellos para a Babia.Fizeram-sc as necessaras
communicacoes.-
0
>
OllkioAo cnsul de S. M. Britnica, acensando
recebida a ola emqueS. S. pede informaces acor-
ra do iiovo rcgulamenlo, para a pralicagem dos por-
los dcsta provincia, e declarando cni resposta, *iie
nn obstante leremapparecido, por parte da capi-
tana do porto, algumas duvidas sobre a execucao du
citadrcgulamenlo, tericlle de -crbrevemente exe-
culado, visto como o governo imi erial por aviso de
2 de junho ullimo, provideucioii acerca das inesmas
Qd 14 vidas.
Dilo Ai commandanle das armas, remoliendo
copia do aviso do ministerio da guerra de 15 de 111:110
ullimo, do qual ronsla que segaio para osla prnviii-
ri, lim de ser rmpregado cuino ronvier ao sirviro,
o segundo cirurgijo alferes do corpo de ssiide do
exercito, doulor Trajano de Soma Velbo. C0111-
mnnicoii-se a thesouraria de fazenda.
Dito Ao mesmo, enviando por copia para 1er
execucao, o aviso da reparticHo da guerra do 1. de
junbo ullimo, vislo haver o lenle Aulonio Cabral
le Mello Leoncio, apresenlado conbccimcnto de ter
pagoa importancia dos emolumentos corresponden-
tes a passagem que pelo citado aviso Ihe fo concedi-
da do segundo liatalho de infanlaria para o quarto
di mesma arma.
DiloAo inspector do-arsenal de marinha, duen-
da que,nao obslaiilepcliar-se.aflccla ao governo im-
perial, a desisto sobre a competencia da nomeaciio
de cscrivilo interino para algum vaso de guerra,
compre todava que Smc, atienta a necossidade do
servico, nomee quem subslitua o cicrivjo do brigue
escuna tjtgulidadc, que se acha doenle.Remetteu-
se copia do ollkio cima ao commandanle da esla-
co naval.
DiloAo director das obras publicas.Parecendo-
ine que na igreja do collegio dos Jesutas e nos cor-
redores la|eracs, podem-se fazer ascouvcnenlesac-
commndaroas para as sessics do conselho de jurados
e audiencias dos juizes de primeira instancia, iiiiii-
preque Vmc. com a possivel brevidade, organise o
"remenlo das despezas para isso necessarias.
Dito Aojuiz municipal do Iguarass, dizendo
que, por derreto de 20 de jnnlio ultimo, seguodo
colisin de p.uiiripaco da secretaria do ministerio
da justira de 22 do mesmo mez, fez-se mercea Fran-
cisco Xavier Cavalcanli, da serventa vitalicia do itf-
fioio de escrivo do civel e labelliau de notas daquel-
le termo, e declarando haver expedido as convenien-
tes ordens, para que o Horneado pague os direilos
e emolumentos correspondentes a sua nomeac^ao,
lim de poder entrar em f xcrcicio. Fez-se a res-
peito o neces DitoAo iuspectorda thesouriria provincial, para
que, vista do competente certificado, mande pagar
Smc. ao arrematante da obra do terceiro lauro da es-
Irada da E-cada, a importancia ou lerceira presta-
rlo a que elle lem direilo, por temido recebida pro-
v 1-111 i iinenie a mencionada obra. Communicou-se
ao director das obras publicas.
DiloAo memo, dizendo, visla de sua infor-
maban, dada acerca do requermeuto de Manoel
Elias de Moura, que mande por novamenlc em pro-
ra o forliei ment dosmedicamentospara a enferma-
ra da cadeia dcsta cidade, servndo de base a essa
arremataeo o abale de 30 por ceulo offerecido pelo
supplicanle.
DitoAo director docollegio dos orphos, dizendo
que primeiramentedeve ser admitlido como educan-
do daquelle collegio o menor I-'rancellino, filho de
O Fraucisea Xavier do Albuquerque, e logo que se
d vaga, ser alien di la D. Anua Francisca de Arru-
da Reg, que ora pede a admisso no rr.esmo colle-
gio de um scu lilbo menor de nomo Ulysses.
Dilo A' cmara municipal de Nazaretb, dizendo
que com o parecer que remelle por copia do ronse-
Iheiro presidente da relacao, responde ao oflicio sob
n. 2 acerca da niroftkpvlibilidade do exercicio to lu-
gar de escrivo privalivo do jury cexeeuccs cri-
met daquella comarca com o de procurador *r mes-
ma cmara.
DiloA'cmara municipal do Sanio Anlao, (rans-
millindo por copia o officio quedirigio ao juz de di-
reilo daquella comarca, cerca das providencias que
convm adoplar-sc, para que scnHo estabeleca o mo-
nopolio do gado vaceum, em cousequencia do rigo-
roso invern que tem havido, e recommendando que
de combinadlo com o referido juz de direilo, passe
a dar ciimpriinculoao exposto em o citado offi-
cio. .
Portara Noraca'ndo a Pedro de Alcntara dos
Gnimarcs Peixoto, para o lugar de ajudanle de
engenheiros da reparticito das obras pnblicas.F'ize-
rara-se as necessarias communicaroes.
GOMMANDO DAS ARMAS.
Quartel do commando das armas de Pernam-
bnco na cidade do Recife, em II de julho
de 1864.
ORDEMDODIAN.il.-,.
O coronel comnijudan le das armas interino, faz
constar a sbaruicao .para os fins convenientes, que a
presidencia desla provincia por oflicio do houlem da-
lado, resolveu fazer extensiva aos officiaes comman-
daules, e em servico nosdeslacameniosdorecoucavo
as disposicoes emitidas as ordens do dia deslc cotn-
mandons. 29, ctOU deagosto do anno pausado, V*
de junho do corrente, acerca dos vencimentos adian-
tados as praras dos mesmos destacamentos, na razo
dasldislancias.
O mesmo coronel commandanle das armas, de-
termina que sejam considerados addidos aos bala-
Iboes 2." e ir-. de infanlaria a que perlenriam como
efleclivos, os Srs. lenles Antonio Cabral de Mello
Leoncio, e Jos Anlono Ferreira Adriflo,esle nda-
la de G, e aquelle na de", ludo do corrente mez ; e
bem assim que o Sr. capilao do 6. Aodr Accioli
t'inlieiro, que por crcumslancias deixon de embar-
car honlem para a corle.coniinua addido ao 10. ba-
lalho da mesma arma, a contar do da em que fra
mandado excluir.
Finalmente o referido* toronel commandanle das
armas declara, que boje contrabo novoengajamento,
nos termos du regulamenloque baixou com o decreto
n. 1,089 de li dedezembrode 1832, precedendo ins-
pecrao de saude, o soldado da 6." companhia do 9.
batalhao de infanlaria Joaquim Jos de Santa Anua
II, que servir por seis anuos, perrebendo alm| dos
vencimentos que por le Ihe compclirem. o premio
de 4005 rs. pagos em'partes iguacs, nos primeiros 10
mezes do eugajamento, e findo elle urna dala de ler-
raLda 22..VK) brabas quadradas, como be disposto no
artigo 2. da lei n. Iii8 de 18 de agosto do dito an-
uo de 1852. No caso de deserr.lo incorrer no per-
dimenlo das vanlailens ,|o premio, e daquellas a que
leem direilo pelo artigo t. da citada le\; ser con-
siderado como recrulado, e no lempo do engajame'n".
lo se desconlar o de prisilo, em virlude de senlcnca.
fazendo-se a ilcrlara(ao desle descont, e da parda
das vantagens no respectivo Ululo, segundo lie de-
terminado 110 artigo 7." domenconado regulamenlo.
Assignado.Manoel Muniz Tavare*.
Conforme.Candido I jal Ferreira. Ajudanle
de ordens encarregadu do detalbe.
EXTERIOR.
CHRONICA DA QUINZENA.
Par 31 de malo.
Se ha nm fado capaz de sorprender \iv.miente
a allenro, be a marcha lenla, mas irresislvel, se-
guida por c-sa rrise oriental, no fin da qual a Euro-
pa acba-se rollocada dianle de lodas as perspeclivas
da guerra ; be sohrcliido esta especie de forra daa,
cousas, que fez cnlrar a polilra occidental m um
novu caminho, scellando allianras inesperadas, reu-
uindo sob o impulso de inlercsses communs, os gu-
vernos menos preparados apparcnternenle para obra-
rcm juntos no mesmo terreno. Tem podido haver
abi helarfies ; os governos podem nio ler jolgado
a quesillo do Oriente debaixo do mesmo poni de
visla em lodos os imlanlrs : mas no essencial, a In-
glaterra, n Franca", Anslria e a Prussia nao te
deixudo de estar moralmenlc de aecordo sobre a o
gem desla compliraeilo ; os heos de sua poltica
leiil cslrcilado. e boje a l'.u-ia acha-s
111
la-
se
.cu, i-Micu.itju. iiujc- u hmmiu .mu-s diploniiiliea-
meule s, esperando aebar-se (ainbem s para sus-
tenlar coolra todos c com as armas un nulo, urna
causa desesperada. Desojaramos precisar esta silu-
acilo, que p.tdc dar polilra occideiilal nina efltia-
Cll infallivel para a iiui.'io de Indas as vontades c de
Indas as forcas, 011 que podevir a ser o poni de par-
tida de nina serie de fados novos, talvcz de negocia-
coes novas, ou pelo menos de Icntalivas de negoria-
c_f<, se oimperador Nicolao demorar-so nm momen-
1 o em considerar a posi^o critica, em que sa col'
io-
COII.
Nao teui-se deixado de observar, que a queslilo do
rlenle, desde! a sua origem, se desenvolv' debaixo
de mu duplo aspecto no poni de visla diplomtico.
Entre a Franca, a luslalerra, a Austria e a l'russia.
I11 una romplela rniiforiiii.laile de peusauenliise
principios sobre as ron.licoes essenciaes donioilifa
eer.il, sobre a nior.di la.le das emprozas rossas en-
tra o iiiiperiooiioiii.'iiiti, e ba ao memo lempo um ae-
cordo particular entre a Inglaterra e a Franca, para
I de
ibrii
tirar consequenciasmais direclas, maiselfeclivasdes-
tes prlutipos adoptados em commujn. He a mesma
poltica, tendo apenas um carcter mais definido. A
I'iaiira e a Inglaterra marcham na frente. A Afls-
Iria e a Prnssih, alliarias intimas e vejlias da Russia,
querendo alm disto combinar os ulereasesmaiscom-
plexos, silo mais lentas em decidir c obrar, mais
preseveranles em suas lenlalixas conciliadoras eem
seus votos pacficos ; puroin medida que as cr-
cumslancias se desenvolvem e vera revelar-llies a
inulilidade de seus desejos e de suas tentativas, ellas
se reunems potencias occidenlaes, e o aecordo dos
quatro governos arlia sua expresso nos aclos reite-
radosda conferencia de Vienna.
Onde vao ler estas duas ordens de factos? Do um
lado, o aecordo particular da Franca e da Inglaterra
mudou-se em una allianca de guerra fundada na
conservarlo da inlegridade do imperioollomno ; de
oulro lado, a Prussia o a Austria assiguaram em Ber-
lim a 20 de abril, um tratado especial bajeado obre
o mesmo principio, e que aproxima cada vez mais as
potencias allcmilas de urna acfo decisiva.
Moje o ullimo protocolo elaborado pela conferen-
cia de Vienna ,1 2:1 de maie, acaba de reunir estes ac-
los diversos, verificando de novo a nnidade de pen-
samenlo e de esforcos entre os quatro governos, c
assignando aos dou> tratados um mesmo lim : a inle-
gridade e a evacuadlo do terriiorio do imperio olto-
mano pelos Russos. o A conveneAo anglo-franceza,
enmodizo Moniteur, nara urna guerra actual acba-
se em conncx.to com o tratado austro-prussiano para
urna guerra eventual. Eis-squi romo nesta phase
suprema da quesillo, a Austria e a Prussia sercunem
Franca e a Inglaterra na medida de urna poltica
independcnle.
A alliainj.i especial da Fram-a e da Inglaterra nao
lem mais que manifestar seu verdadero carcter; el-
la esl provado no Mar-Negro pelo bombardeamcnlo
de Odesa, 110 Bltico, pelo ataque recent execulad
pelo almirante Napier contra o forte de llangoe. O
exerrilo de Ierra anglo-francez ebegou ludohoje no
Oriente, e talvez j tenha marchado para o lhcalro
da guerra, ao passo que o cxercilo russo, depois de
haver passadnpara a inargemdireilado Danubio, pe
cerco a Silislra, onde acaba de ser repellido, como
dizem. As hostilidades entre as potencias occidenlaes
e a Russia eslao em toda a parle em pleno andamen-
to de cxccuenc, e quanlo aos successos das operarles
de nossas cqiiadras, o gabinete dcS. Pelcrsburgolcm
o recurso de os transformar em derrotas.
. He nestas condi(rjes c em presenca dcslcs factos
que leve lugar a conveneAo auslro-prussiana de 20
de abril. Ora, qual be o alcance real deslc tratado
as rrciimstanciasacluaes > A clausula principal
consagra uma allianra ofleusiva e defensiva, pela
qual a Austria c a Prussia se garanlem mutuamente
seus territorios respectivos allcmes e nao illcmes.
As duas potencias consideram-se ao mesmo lempo o-
brigadas a proteger os direilos e os inlercsses da Al-
Icinanlia contra toda a especie de ataque, e obrigam-
se a uma defe/.a coinmuin. no caso em que uma dol-
as se veja forrada a empregar a achilo, para proteger
os inleresscs allemaes. A applicacao deslc principio
he reservada emum arligo |addicional, o qual espe-
cifica o I i 1 1 da allianca e o caso de urna arco com-
mum. Em virlude desle artigo aildicional, lendo a
Prussia j.dirigido 11111a rommunicacno ao gabinete
de S. Pclorsburgo, afim deobler dclle a seguranca
de ama prumpta retirada das tropas rasgas no terri-
torio turco, a Austria deve do seu lado dar os mesmos
passos na corle da Russia, para pedir-lhe que sus-
penda qualquer novo inovimcnlo de seu exercito, e
llxe a poca da prxima evacuadlo dos principados
danubianos. Na falla de uma resposta satisfiUoria,
0 caso da ac^ao previsto pela allianra de 20 de abril,
c\i-tiria ipso fado. Comtudt) a defensiva nao seria
aiuda determinada para a AllemnnbnscnAo pela en-
. ni liorar.lo dos principados lin'-i 1. ou por um ata-
que da linlia dos Balkans. FixjQniciilc umadispnsi-
Cio principal estipula, que osadlrns estados da con-
federarlo germnica serao"crmiridos para adherir
a allianra.
Dahi nasccu a conferencia, que os estados secunda-
rios da Allemanlia fizeram em Bamberg para delibe-
rarem sobre uma resolucAo commum. EslareuniAo
1 inliit losar, ao que parece, sob as inspira;es da Ba
viera, e pareca primeira vista punco favoravel .
uma adhesAo sem condi;e* do tratado de 20 de a-
bril. O gabinete de Munich era dirigido priucipal-
menle pelo peiisamento de proteger a cora do rei
Othon, principe ba varo, comosabe-se, e cuja sneces-
sAo, na falla deherdelro dircclo, est devolvida at
aqui a seu irniao, o principe I.ni I pul I de Baviera.O
que Iriumphou nessas deliberac,0es dos esladossccun-
darios germnicos, como se aflirma boje, foi uma ad-
hesAo pura e simples conven^ao austro-prussiana,
que he osymboloda poltica da Allemanha.
A Austria, couforme o arligo addcional do Irala-
do, tem-se preoecupado do seu lado em dirigir cor-
le de S. Petersburgo uma nota, na qual sua poltica
parece dclinir-se claramente. Ncssa nota, cuja re-
messa nilo pode lardar depois do ultimo protocolo de
23 de inai'i. o gabinete de Vienna reclama a sus-
nen*ao de loda operarao do exerciffl russo e a eva-
cuacAo prxima dos principados. Tudo que estives-
se fora dcsles dous boatos, deveria ser considerado
par elle como um ataque, que o collocaria no raso
de legitima defeza' previsto pela convengo de 20 de
abril. Dizem que o rei da Prussia perturbou-se no
primeire instante com o sentido, que a Austria d ao
ira lado. Em todo o caso, he uma cnusa feita para o
trazer a uma apreciaran mais exacta da sil une in ac-
tual : he que o imperador Nicolao parece ter-se mos-
trado igualmenlo irritado da sua moderaran e da
franqueza da Austria. As primeiras proposlas da
corte de llerlim leriam al reccbldo nma recep^o
ponen obsequiosa, especialmente para o rei Frederi-
eo Guilherme. Cumpre examinar as musas a fundo
e saltero ponto, a que a convencA.. austm-prussiana
leva a qucslAo, que lem actualmente a Europa em
anxiedade.
Desta convenrao be que depende boje em grande
partea marcha que vo seguir osacontccimcntos. O
que faz india um acto importante c decisivo, he que
alravezde todas as interpretar, "ios diversas, deque
podem ser susceplivei' certas disposicoes na verdade
bastante vagas, resulta invencivelmeiiledoiis casosde
guerra, que collocain a Allemanba diante da Russia:
a incorporacAo dos principados e o ataque ou a pas-
sagem das linlias dos Balkans. A Austria 11A0 o du-
vidava, quando assignoo a convenci de 20 de abril,
Tero realidade estes casos de guerra '.' Pode-se di-
zer que exislem de facto neste momento. Quanto aos
principados, a Russia nao poderia dar evidentemen-
te Austria a satisfacAo, que reclama, senSo assig-
nando um termo preciso su occupajAo. Se ella
nao marca um prazo de lempo, se faz depender a e-
vacuai;ao dos principados moldo-valachios de urna
paz even'.ual, que diflerenca ba, no nonio de visla
pralieo. entre oina oceuparo indeterminada e uma
incorporaran pura e simples ".' Relativamente ao a-
taqn'e'da linha dos Balkans, nAo be menos claro que
lodo o progresso, toda marcha avaluada das (ropas
do czar alm do Danub'o 11A0 pode deixarde ter o ca-
rcter, que lem boje.
Note-se mais que o Iralailo nAo falla somente da
passagem dos Balkans, falla do ataque, isto be, de
ualqucr empreza dirigida para esle lim. Resulla
ti que, se o exerrilo russo licar em suas posiroes
aciuacs na margem direita do Danubio, 011 prose-
guir suas operacoes, o caso de guerra com a Auslria
(ira declarado por csse facln. Mais ncsla hv polliese,
nAo se pode negar que o exercito russo se" adiara
compromHlido de um modo singular ; teria dianle
de si os Turcos, o exercito anlo-francez, e por de
Iraz os austracos, que em poneos dias de marcha
poderiam corlar suas rommunicacoes e romper a li-
nlia do Prulb. Para evitar esles apuros, elle seria
nbrigado a retroceder a encalar o movimcnlo de
.cvacuacAo, que a polilirado e zarcleria recusado
Austria, de modo que o pretexto da guerra desa-
parecera realmente. A guerra so continuara se a
Russia. levada palo resentimeoto e pela viuganra,
se desviasse dos Tarcos para arremessar-se sobre os
Austriacos. Seria islo na verdade um oslado de cou-
sas singular, urna phase cheia de peripecias Pode
resollar dahi as mais inesperadas complicares, ou
Iros dizem hoje que pode resultar urna sourAo r-
pida c pacifica.
Seja qual for o irriamenln sentido pelo imperador
Nicolao contra a Austria c conlra a Prussia ; por
mais influencia que o velbo parlido moscovita le-
nba lomado iiltimamenlc em sito Petersburgo, os
aroiilnrimenlos, medida que se precipilam, nao
deixaui de inspirar alguma rellexAo.e ha mu tos rus-
sos que nao desojaran! oulra rousa senfto arbar un
expediente proprio para terminar esta forniidavel
complicarlo. Aniel de ir tomar o commando do
exerrilo do Danubio, ja o niarerhal Paskewiteh ex-
pressava a opini.in de que elle se arbaria cerrado de
difliculdades jmeudveis. O conde Orlof e o Sr. de
llenkendoi f sao considerados cont inclinados para
a paz. Jla em Bruvellas urna diplomaciaroasa, que
esla como de obsorvaciW e cin especlativa, c Baritina
as iiiesmas disposicoes. Ha poocog dias linda, un
aliente da Rusia em Vienna se exprima mili alla-
1......le nesta sentido. A dificuldade esla em acbar-
>e uma solneSo. Or, aquellesqoe mais lem dese-
jado osla solueAo, lem procurado lalvez faze-la sabir
das novas roinplieacfies creadas pela eonvenro ans-
lo-piiis.i.in.i. Porque, dizem ellos pouco mais un
menos, nao faz .1 exerrilo ru^su iquillo que sera
obligado a faierdiinle de nina iiilciven^iu decid-'
da da Autria"s2 Se esta^ntervenajto tornar-sc m-
mineiili'.naii esperfemos que se aanifesle por aclos,
pelo contrario tirar-We-hemos toda pretexto de de-
clarar-sc;o exercito rrstfo tornar a passar o Prulb,
e eulAo o caso de guerra |revislo pelo tratado nuslo-
prussiano ficar millo de faejo : a Allemanha flear
encerrada em sua neutral
Aprescntamos este meio pe!o"ljue vale, sem fazer
observar que a Russia seria levada Manilo larde a rep-
provar do modo mais singular as cnxgulhosas pre-
teiires de sua poltica. Podo-sc pergdailar somen-
te, se o imperador Nicolao aceita/ esla {iroposta de
uma retirada voluntaria, posto que execurada |Hir
um casode forja maior, porqueenep nAofezdtLmo-
menlo era. que ella poda ser a |
ral, e Uvera sido um acto esponli
ntia da pal
1 de conciba
I Russia procura
I fronleiras, pa-
Bgliilel-ra da
litaran de urna
atado de guerra
Ha a certeza
Se sto be uma lctica poltica,
ganli 11 lempo, eurcrrando-ie em
rd cpaiai de novo a Allemanliai
Frailen, creando para a primeira
neulralidade perigosa e ficando
com as potencias occidentaes tem
que a Austria se dcixe adormeced por essas novas
demoras, que leriam o inriiiivcnienfe de nao livra-
la de non I ni ni dos encames da 1 ama expectativa
armada e onerosa'! De mais (piando o paiz termi-
nar esla crise fatalmente rnipcuhada, a Auslria lem
lauto inleressc e mais lalvez que a Inglaterra e a
Franja. Cumpre notar finalmenh) que at esle mo-
mento ns felos nAo parecem jusltflcar estej planos,
inspirados pelo desojo da paz, porquanlo as pera-
roes do exerrilo russo continan) no Danubio, o se
elle anda nAo tomou Silislra he porque evidente-
mente Jilo tem podido.
O que he certo hoje he que, afora essas combi-
naccs problemticas e essas eonjeetaras, a situacio
geral apparece de haixo de cores/ mais vivas. J)e
um lado a Russia est s, redur.ida a esse aban-
dono, que be a condicAo falal de lana poltica incom-
palivcl com a seguranca du rontinenle ; de oulro
lado, as-.pialro potencias europeas' tendem cada
vez mais a aproximar-se eniseus ajensamenlos e em
sua acedo. NAo he smente em si que estas potencias
acham sua forra, he no apoio moral, que ellas cn-
cnnlram em todos os povos c na maior parle dos go-
vernos, sendo que alli onde os governos se inclinam
para a Russia,be que elles eslao em contradicho com
o senlimenlo publico.
NAo he lo que acontece na Dinamarca ? lia em
Compcnliagiic um ministerio pertinaz, que recusa
fazer desaparecer uma ronslilniran, que a immvnsa
maioria do paiz se obstina em querer sustentar, c
que o proprio rei nAo quer reformar sem o concur-
so da rcprcscnla$e nacional. O gabinete n-rsled
lem visto suas proposlas repcllidas as cmaras por
urna verdadeira un'aninudale. Qual he a forra que
o snslenla '! He o apoo da diplomacia russa. O
ininslero dinamarquez linha sidojbrigado a dei-
xar o poder ; ha poucos dias ronseguio reviver, o se
elle nao representa absolutamente* influencia russa,
be pelo menos por ella que elle se.conserva no meio
de um paiz abcrtamenle favravcF Franja c i po-
ltica das potencias occidenlaes. A Snecia nolre
svmpalhias anda mais vivas lalvcx pelo occidciilc ;
manifesta-sc entre os Suecos mu movimento de
opiniAo nnlavcl; as velhas queixaa contra a Russia
se dcsperlam, e o sentimenlo nacional agta-sc
lembranca da perdada Filandia. Assim na neulra-
lidade, que sua situarao Ihe impile como um dever,
a maior parle (los povos da Km opa sin por seus seu-
(imenlos favoraveis poltica occidental. O que ha
de singular he que, se a Russia iio encontrar estas
svmpalhias.qucnisccm de um mslinclo profundo de
solidariedade ella parece procurar pelo menos crear
diverses. L'llimaineule viam-seeos vestigios de sua
influencia asagtacoe-i do'mgue!smo em Portugal,
0 dizem que podia-se observa-los c. 1 algumas desor-
dena sem durarle e sem raraclere.rio.
Alrslc proliabilidadc da ltussi,i4lic contar 110 nu-
mero ile seus elemcntosdc sucjes*s, osassaltos que
podem-wrdB-^mwn unurtirlos ot^vartidos extremos.
Anda ha pouco lempo nma gazcln da Suissanosc
constituia auxiliar da polilra russa ? Exislia alguma
relacao enire e-sa ufluencia, e a lentativarcenle de
alsuns infelizes as cosas da Italia? Ningiiem
pode dizer ; em lodo ocaso, seria esle certamcnleo
meio menos effieaz de servir a causa italiana. Sem
1 li iv ida nAo he directamente, que se estabelecem essas
consciencias ; mas a incerteza da Europa parece
crear um meio, nma occasiao favoravel de obrar. Na
verdade, se ha nm povn, que lenha direilos a raos-
trar-se ardenlc, prompto para a lula, he o povo po-
laco, que morreo viclima dos mesmos moio-. que a
Russia lem procurado por em prattea i respeilo do
imperio oltoinauo, e conlra os quaes a Europa se le-
vanta hoje.
A emigrajAo polaca, obedecendo a ama boa ns-
pir.ic'n, lem sentido cnlrelanln, que ella nAo servi-
ra sua causa, arremecando-se alraves da polilra
occidental e das necessidades que Ihe impuuha o ae-
cordo de todas as potencias, pelo contrario s faria
favorecer a poltica do czar. Paizes como a Italia,
devem com mais forte razAo, vcro'lajo de tentati-
vas, que de nenhum modo contribuiran] para sa-
tisfazersuas esperanjas, e nAo leriam oulro resultada
senao comprometter sua causa em perigos de sli-,
dari edades.
No momento em que se pesam os destinos da Eu-
ropa, todos aqulles que se julsam rom direilo deitar na balanca o peso de seus volos irrellectidos,
ou de suasambicScs lurhulcnlas, todos clles lem nm
exemplo dianle dos olbos ; a Creca. Se as polen-
ras occidenlaes nao tem parado diante da Russia,
he evidente, que nAo pararan dianle de seus auxilia-
res, c nAo deixarAo sua poltica fluctuar ao sopro das
paixSea. A Grecia foi innulilmentc advertida da
-iiuarao critKa.em qu se collocava, pela sua conni-
vencia com os insurgas do Epiro. Ella nao dei-
xou de cnlranhar-sc nesle raminho sem sabida. A-
inda ha pouco, o eommssario turco, no Epiro, Fuad
Eflcndi achava na basagem do generalTzavellas.um
dos chefes dos insurgido, urna correspondencia, que
descubra a complicidade dos ministros do rei Olhon.
Que resulta dahi ? Os Cregos haviam sonhado a
pascoa celebrada em S. Sopliia em 18"iS : elle tem
hoje |ima divsao anglo-franceza no Pireo c em
Alhenas. Inglaterra e a Franca nAo vAo declarar a
guerraji Creca, que vive debaixo do seu protectora-
do ; nao vAo tirar a corda ao rei Olhon ; vAo lomar
a collocaro reino helnico na situaran, da qual nAo
deveria jamis ter saludo. Se o rei Olhon nao fez
mais que ceder ao movimento popular, do qual nao
era senhor, dar-se-lhe-ha o meio de dominar este
movimento ; se partilha os desvarios dos homohs,
que tem levado a Grecia a esse apuro, e negar-se as
medidas reclamadas pelas potencias occidenlaes, he
muilo provavel que ellas serao empresadas por ou-
trem em scu lugar, no interesse mesmo do reino
helleoico, como nossos navios j tem lomado a ini-
ciativa da rcpressAo da piral.ira no Archipelago.
Assim pois, em seus elementos complexos, com suas
diversas perspectivas, aprccnta.se- no*momenlo ae-
lual esta questic immensa, a mais poderosa que lem
apparecido no occidente ha meio secute, e cujo pc-
rigo he moderado pela uniAo de todas as forras, da
Europa, Iraballiando, ou prestes trabalhar em sua
independencia.
A respeilo da Franja em sea eslado interno, se se
pudesse duvidar das'njodilirares feitas depois de
meio serillo, nai tendencias do espirito publico, se-
ria tiastanlc observar as disposicoes universaes. NAo
hcsomenle por um instinclo gnerreirn, nem mesmo
debaixo do imperio de urna ambijAo nacional que os
povos se arremessam boje para a guerra ; he misler
una consideraran mais poderosa, a da seguranca e
ascendencia moral do occi.lenle, para que se rsol-
Vam a esla neeessdade suprema, que p6e em campo
lolos os exercilose lodas as forja?. Muilos nteres-
ses eslao usados paz, para que os governos lenbam
podido ser Icutadns a arrisra-los imprudentemente,
che isto oque mais se levanta cOnlra a poltica rus-
sa, que vcio inlcrrompcr eslo iinmenso movimenlo
pacfico. A Franja particularmente nAo tem de con-
tinuar seus Irabalhos internos, de restaurar suas li-
nanras '.' NAo lem a seu lado do oulro lado do Me-
diterraneo, um imperio para fundar,enjosprogressos
eram ulliinamenlp-provados por um relalorio do
mnislro da guerra ? E agora ine-mo nAo lemos de
reconslrurcste.vellia Pars, que cabe lodos os dias
sobo marlell? Quanlas empiezase quantosjnto-
resses mis, cuja massa forma a vida material do"paiz,
os quaes lem r.eressidadu de segnranca e de recur-
sos, e nao deixarAo de soffrer a influe'ncia inevitavcl
de urna crise prolongada Todo quanlo podem os
aovemos he modificar c-ta crise, como elles o lem
feilo, com medidas protectoras do commercio, c di-
minu-la por meio de um vasto desenvolvimcnlo de
IhOes, as receitas na de 1566 milliOcs; mas estas pre-
visoes sAo do coslume. Deva-se desejar que mesmo
cm sua combina jilo normal de despezas c de receitas,
o orjamento de 1,855 conserve este equilibrio. Fi-
caram aiuda omitas despezas extraordinarias, cojo
limite 11A0 pode ser marcado de ante mao. O em-
prestmo de250 milhoes Ira; ja para o orjamento um
onlls normal de II inilliocs 'reun lo- aos juros.
Suanlos recursos novos nao ero necessarios, e
lanos encargos nao virAo dahi p>ra o eslado I
Ningiiem pode dize-lo ao certo ; sendo alcm dislo
cousa que os acontccimenlos podem diminuir ou
angmenlar, mas constilue desde j um orjamento
extraordinario de baixo do titulo de despezas da
guerra.
Se lem havido na verdade urna ocels\f> propria
ara inspirar o pensamento de prudentes economas,
he\certamenle o momento actual. Comludo nao
he SV fcil como se pensa. Ua evidentemente mais
para mentar do quo para diminuir no exercito e
na mariMia. Diminuir as despezas das obras publi-
cas, he arVisear suspender muitas femprezas, as
quaes contiibilirao poderosamente para a prospcri-
dade publica efJuplicarAo os recursos do paiz. Es-
aqui a razan porque o rorpo legislativo apenas po-
de diminuir 7 iiiilliiresa um orjamento de mais de
1,500 milhoes Aletrkdisto nAo he de hoje que da-
la esta illliculdade de reslisar economas ; ella re-
monta mais longe, prorode dessa tendencia uuiver-
sal, que existe ha muilo lempo, em augmentar as
despezas, e quando essas despezas\lem lomado um
carcter de alguma surte normal, torna-se quasi 111-
possivel diuiinui-la--, a menos que se prejpdique
sbitamente lodos osinteresses inherinles a ellas.
As economas lomam-se quasi Ilusorias .tebaixo do
imperio dessa lendencia ; e he desle modo qye, se-
gundo o relator do orjamenlo. a reduejo de 17
reiiiimos operada ba poucos annos, sobre o impos-
to territorial, se acha quasi compensada pelas coihJ
Iribuirocs addicioMies, com que os depanamenlos e
us municipios oneram seu orjamento. A crise ac-
tual nao deve.suspaiider todas as emprezas, lodosos
Irabalhos de ulilidUe publica, as quaes eslao em
va de execucao : ella faz mais evidente a necc-sida-
de de enccrra-las nos limites de urna estrela pru-
dencia, afim de melhor deixar aos recursos da Fran-
ja seu livre jogo e sen desenvolvimcnlo.
A Algcria, como sabe-se.occupa um grande lugar
no orrameulo francez, assim como he lima das pri-
meiras prenrupajoes do paiz. No orjamento de
1855 ella esl inscripta com um exercito de 68,000
homens e l,000cavallos; mas esle exercito he pa.ra
acabar nina grande obra, c velar na sua seguranca.
A conquista parece terminada boje, todava os acon-
Iccimentos da Europa podem tentar alguna fanti-
cos, c impeli-Ios contra o nosso dominio.esperan lo-o
adiar enfraquecido'; porem scro apenas tentativas
soladas, c o auno, que acaba de passar, moslroa
esse exemplo.singular e novo de rabestobmetlidos
a Franca, marchando por si mesmos paraba repressAo
de movimcnlos desle genero. Porlanto, podc-se dj-
zcr, que o periodo da colonisajo corneja hoje para
a frica francesa, e o ullimo relalorio do ministro
da guerra, prova os primeiros resultados desse Ira-
balho colonisadur.
L'm dos episodios mais nolavcis, he o cstabelcc-
mento dessa rnnipanbia genoveza, de que fallamos o
anno passado, e que obteve do governo ama conces-
sAo de viole mil gejras, nos arredores de Setif. Um
pleno successo parece coroar esia empreza. Ilavia-
se concedido i companhia dous anuos para com-
mejar os Irabalhos das dez aldras, que ella-deve
construir cm dez anuos, c em oito mezes a primeira
aldea se achava nAo s construida, mas povuada.
Da Sai- 1 haviam oflerecido companhia, mais fa-
milias do que ella podia receber. .. ,
O ministro da guerra exprime com razao o de-
sojo de que. depois desla experiencia, os ronsclhos
geraes de Franca Ininein cm considcrajAo o projeclo,
que Ihe linha sido submellido o anuo passado, e
lem por fim crear na frica aldeias deparlamcn-
laes povo d.1- de habitantes de um mesmo dcparla-
menlo e leudo sen nome. Seria uma segunda Fran-
ca Iransplantada alem do Mediterrneo, levando
seus usos, seus costumes o arraigando scu espirito
110 meio das populajiies de origem diversa.
NAo he somente ncsla parte que os progressos da
colonisajo algeriaua lem um carcter notavcl; a
produjAo lem augmentado alli de uma mancira
seusivel. A Algeria, que ha poucos annos lirava
lodo sen trigo do eslrangeiro, den Franja cm 1853
um mlian de hectolitros de ccreaes. As plantacOes
do lbaro duplicaran! 110 niesnio periodo; as se-
menteiras de alsodo decuplicaran] no deparlamento
de Algcr, e frica pode vir a ser no futuro rival
dos Eslsdos-L'nidos. O movimenlo commercial se-
gu o mesmo progresso. Em summa a Algcria,
posto que nlo esteja aiuda sujeila 10 imposto terri-
torial nem ao tributo pessoal, vai procurar para o
Ihesouro receitas, que cobrirAo suas despezas, ex-
cepto as do exercito. Tudo concorre desle modo
para fazer da frica nma possrssAo importante e fe-
cunda. O espirito de industria, os Irabalhos agr-
colas descnvolvem-sc ao mesmo lempo, o quanto
mais se ilesciivolverem, mais consolidado a segu-
ranca. arrastando a populacAo rabe para este no-
vo movimento, fazeudo-lhe ileixar a vida da tenda
0 do deserto pela vida sedentaria.
. Finalmente esta grande obra da conqujsla e da
colouisacAo da Algeria, se refere mais do que se
pode dizer primeira vista, ao lodo dodesenvolvi-
maplo geral da Europa e da Franja ; ella'apparc-
cet cm um momento em que nosso paiz, conser-
vando aiuda a lembranja de suas glorias militares,
pareca ler necessidade de abrir um caminho. A
Franja achou alli um elemento para n sua aclivida-
de; concentrnu l suas forjas, leve um campo de
vigoroso exercicio para seus soldados; em uma pa-
lavia, dirigi para a frica esle espirito guerreiro,
que a livei.i levado lalvez a commellcr alguma empre-
za na Europa, e tem hoje na oulra margem do Me-
diterrneo os elementos de um novo reino, que,
sem perturbar os oulros povos, e com grande van-
lagem para a civilisacao geral, nao deixar, cres-
cendo, de fortificar scu poder. Com a prova a i-
ril da energa creadora desla sociedade franreza be
que nos acensamos umitas vetea de perdermo-uos
cm linarias e palavras.
Por mais graves que sejam as novas questes, que
lem viudo lomar um lugar lAo grande na Europa,
qualquer que seja a altura de que ellas dominen)
os factos secundarios, aiuda ha cm cada paiz inci-
dciilcs, que oflcrecem algumas vezes nm como re-
nexo de sen carcter e de seu espirito publico.
A propria Inglaterra, absorvidl como esl pelos ne-
gocios da guerra, acaba de ler um episodio, deslc ge-
nero : be uma discussAo das mais agitadas", que tem
lido lugar na"cmara dos communs a respeilo do bil
para a admissAn dos jadeos no parlamento. Oque
ha de mais particular he. que esto bil he apresen-
lado periodiriiinenlo desde muilo lempa. Todos os
annos elle he volado pela cmara dos communs, elo
oS os annos lambem a cmara dos lords o reprovava
com a mesma rcgularidade. A cmara dos communa
cncarrcgou-sc esla vez de rejeilar o bil, cujo voto final-
mente n.lo melborava de farlo a posieAo dos judeos,
porquanlo elle 11A0 consegua jamis passar como
le. O gabinete leve a minora por quatro votos cm
um ponto quasi pessoal contra lord Jolin Ruasell, pro-
motor e defensor habitual do bil. Todos sabem
crises, que aparecem, he que variam smen(e|de nm
continente para oulro. Ha tambem nos Estados-
Unidos uma questAo, que nadera ler sua importan-
cia no eslado actual da Europa, lie a desse navio
americano, o Black-H'arrior, que foi o objecto dos
rigores da alfandega de Cuba. Bem longe de acal-
mar-se, esle negocio parece anles aggravar-se pela
instancia do gabinete de Washington em reclamar
separaeoes, que a llespanha julga-se com direilo de
nao conceder. Tem-se fallado nos Estados-Unidos
em bloquear Cuba ; na llespanha cuida-se natural-
mente em defender aquella posscssAo, de modo que
pode resollar dahi um conflicto, de uma interven-
rao me.lianeira nao vir resolver era lempo esta dif-
ficuldade.
A respeilo da America despatillla, |ha sempre in-
felizmente um cerlo numero daqnellcs paizes, que
nAo deix.iin de fluctuar enlre n insurreijAo da vespe-
ra o .1 insurreijo do da sesiiinle, quando a rcvola-
jAo nAo he permanente. No Mxico o general San-
la-Anna debale-se c.oulra um mnvimentoa enja fren-
le acha-sc o general Alvarez, ao passo que a repn-
nlica se acha desmembrada pelo tratado Cadsden,
assignado com os Estados-Unidos. No Per, uma
insurreijo conserva ha mezes o paiz em especlati-
va. Esla insufreijAo, comejada por um dos ho-
rneas inlluonlede Urna, o Sr. Elias, acaboa por ler
para chele e general Casulla, ex-presidenlc, o qual
esl em Arequipa. % frente das forcas rebelladas. O
general Castilla exrce uma grande influencia no
Per pelas recordajos de uma administraran escla-
recida c honesta ; por lauto nao he impossivel que o
actual presidente, o general Echenique, se acha
ameajado, tanto mais quando elle nao tent opposlo
al aqni insurraijao, uma incapacidade bstanle
visivol. Mas de lodos os paizes da America dosul,
os estados do rio da Prati si lalvez os que apresen-
lajn urna siluajAo mais singular. J vai por dous
airos que Rosas fui vencido e obrigado a deixar
Rueos Ayres. (ue rcsullou desle aconleciraenlo,
que pareca devr abrir a ra de uma regenerajao
da juelles paizes ? 'em se contado .as revoiucies,
as guerras civis, que soiem*sucrcdido, e hojef Cnn-
federaco Argeiiiiiia so acha aiuda no eslado mais
mudavel. \
incias formam nm corpo organizado dc-
id*pcia do general Urquiza, inslaliado
I 6 de marjo de .1851. A sede do go-
na ridaje de Paran, declarada terri-
ilgoa-Ayres forma, do seu lado,
"j pmmulgou ama conslilui-
uso do oa soberana inler-
0 nudelesa a um governo
Iranhs, depois desla separarlo
'ese as provincias, si lem restahe-
lecido uma especie de paz, o que nAo quer dizer que
ella spja duradoura'i ||a mais de dous annos que o
governo de Bucnos-Ayres'occusou o cx-ulclador Ro-
sas ; instaurou-se scu processo e ello cerlantenlc se-
r condemnado. Boenos-Ayrcs s-estar Su me-
lhor eslado para fuodar uma ordem regular^^A
Randa Oriental nao he mais feliz que a republ
---------------------- ^~- jwv,. <->.. ii.a IIIUIOI IOIVII
argentina. II pouros mezes o presidente Ciro eraV e '"cenlivosa essa classc da armada em compensa-
derribado em_Montevideo. O poder ficava as mAo t*P do maior servico que della exige. Julgo que a
de alguns officiaes, dos quaes um era o general Ri- pro)hsijao da nobre commissAo he digna de ser a-
vera, ex anlagonisla de Rosas; oulro era o coronel .1__.. 1, .,_______ "
doptada pela cmara, porque tende a dar mais effi-
cacia medida qnc passou em 2." discussao, e nada
Venancio Flores. Rivera morreu, e o coronel Flo-
res fui nomeado presidente ; mas era tal a desor-
den! do paiz. que lodos os partidos se uniram para
pedir ao Brasil a sua intervenjao, o que fet o gabi-
nete do Rio de Janeiro, enviando um corpo de oc-
cuparAo de quatro mil homens, o qual devia entrar
em Montevideo a30 demarro.
Eis aqui o estada em que se acham neste momento
algumas das repblicas, jul-americanas, dilaceradas
pelas iuaurreijoes, vivciido em V'MMtil'c dis-
-"riayio.nu obfigadevi a invocar alriteTWPPrla tor-
ca cslranaeira para pnderem gozar de alguma or-
di'in c do alguma paz.
(Aecue de deu.vmondei.)
INTERIOR-
que, para consegnir-se a admissfo dos judeos nopar-
laniento, Iralava-se de modificar para clles uma par-
le da formula do juramento, a qual rnnsliliie uma
promessa npcla verdadeira fe do um cbrislAo.a Se
por necaso se Iratassc somrnle dos judeos, lalvez o
o bil livosso passado, purcni luid John Russell li-
nha juntado a sappresso de oulra formula do jura-
mento aiuda imposla aos calholicos, c pela qual esles
se obrigam a mo faicr nada, que possa prejudirar
a igreja eslabelerida, em oulros termos, igreja pro-
testante. Finalmente lord John Russell liiiha apro-
vsilado a occasiao para fazer desapparecer do jura-
mento oulra formula, pela qual os inemhros do
parlamento juram nAoreroiiliecer osSIiiarlscomo rcis
da Inglaterra. I.ord John Russell linha pensado
sem duvida, que os Sluarts nn eram boje esscncial-
mentc perigosos. taun ludo parece que lodas estas
suppressoes nAo Icnv podido adiar apoio cm cons-
ciencias timoratas. A discussao foi urna nova occa-
siao do sorlidas conlra o papa c contra Roma. Mr.
isracli levanlou-se para combnler o ministerio, dc-
fciidcndo os judeos e finalmente o bil foi regeitadg
com grandes applansos da opposicAo; lord John
Russell considera isto como nma derrota pessoal.
Se osle incidente faz ver cm que ponto aiuda esla o
espirito religioso na Inglaterra, pode tambem mos-
trar que, cui nutras cirruinslancias cm que a guerra
lorjas. nao ha muilo lempo, o governo pedio, como.'nAo domiuassc ludo, o ministerio poderia encontrar
abe-se, seaseotamil homens de mais ao recrulamen-
lo .imiiial,.' ha poucos dias,anuuncia\a que a Franca
contaya agora qualru esquadras, formando um Inl
de 103 navios de guerra, sendo :18 naos, 10 fragatas
de vela, 1!) ii vapor, 110 crvelas ou brigeus. Em de-
finitiva a forra publica he sempre a primeira
que.lio.
Ha oulra, que nao he menos grave a quesUo
linaoreira ; he esle o recurso da guerra, tira qual
he boje a situaran das liiuiicas fianrezas Ella
araba de ser oxposti no orrameulo siibiiielliilo ao
rorpo legislativo. Essa silurAo, lal qual he apr-
senla.la, nao lem nada de lisongeiro, e esl al ran-
dada ni previsto de um excessode rendas para I8.V1.
As despezas gallo lixadus na somnw de 1,562 mi-
mis do um embarazo no parlamenlo. Hoje laes
factus desapparecem iiccessariameiilc no lodo de
urna situaran, que resulta de considerarnos mais po-
derosas.
E*e movimenlo singular o sempre activo di Villa
dos povos pode lomar sem duvida militas formas,
mais sonaeiras, nutras mais imples o mais? proprias
iiatiiralineiilea rada paiz. Nao be em um so pon-
i, que elle lem lugar, lio em Indas as regies do
2I0I10, no velbo romo no novo iiiundi. De mais, ou
seja no Danubio e no Mar Negrooti nos Estados-
Cuidos, debaixo de qualquer furnia e em qualquer
Ihaalro qu for, nSo he sempre da queslAn da civi-
lisajfiuque se traa. A importancia dos inlercsses,
a aalmtii dos aconlccimeulos, o curacler moral das
CARIARA DOS SRS. OEPUTADOS.
Dia 27 de malo.
Presidencia do Sr. risconde de Daepemhj.
SUMMARIO. Expediente.Reqtterimcntos.F-
xarao da forra naval. Diicuriot do Srs. Pe-
reira da Silca, Prannos, Ferraz, c Miranda.
Fixar-So das forras de Ierra. Discursos dos Srs.
J. de Mendoiu 1, llellegarde, Ferraz, F. de Ajui-
ar, Pereira da Silca, Miranda, e Sera.
A hora do. coslume feila a chamada o achando-sc
reunido numero suflicicnte de depulados, o presi-
dente declara aborta a sessao.
I.ula c approvada a acta da antecedente, o 1. se-
cretario d conla do scminle expedienfe:
l'm oflicio do ministro do imperio, remllenlo o
aulographo da resolujao que concede 16 loteras a
varas corporarfies, na qual S. M. consenlc. Fica
a cmara inteiraila c vai a archivar.
Dous do mesmo, enviando os decretos polos qua-
es S. M. o imperador concede peoses a D. F'ran-
cisca de Assis Mcnczes de Machado, e a Q. Emilia
Candida Vianna Basto.A commissAo de pensoes e
ordenados.
Dos membros da mesa da assemblca provincial de
Minas Ccracs, romeltendo uma rcpresenlacAo na
qual a mesma assembla pede a confecrAo de una lei
que determine o padrao dos pesos e medidas de que
traa o S 1" do arl. 15 da constilnicAo. A'commis-
S3o de fazenda e a de commercio, industria e artes.
Uma represenlajflo da jamara municipal da villa
do Gran-Mogur, relativa divsSo da provincia de
Minas doraos.A'eomruissio deestatislica.
Um requermeuto do alferes Francisco Joaquim de
Souza Botelho, pedindo que se Ihe conle a anligui-
dadedo dito posto desde 13 de abril de 1814, enique
leve esla nomcajo por commissAo. A commissAo
de marinha c guerra.
Dos capellaes militares, pedindo que na reparti-
rao ecclcsiaslica do exercito o intersticio nos poslos
de alferes para o accesso a graduajAo de lenles, e
de lenles a de capilAes, seja de dous annos; ebem
assim que se eslabeleja chefe na dita reparlirAo, c
que se conceda que goze ella das mesial vantagens
e graduares que o corpo de saude do exercito.A
oommissAo de marinha c guerra.
Da mesa da irmandade de Nossa Senhora da Con-
ceifclo da freaucsia da avoeajSo da mesma Senhora
da cidade de S. I.uiz do MaranliAn, pedindo permis-
sAo para continuar a possoir os bem de raiz que j
possiic, o oulros mais ate quanlia de 20:(KKIS.A
commissAo de fazenda.
De Jos Antonio Dias Morcira, de Jos Rufino Pe,
reir Machado, e de Jos Aiilunes da Silva Juiior-
pedindo o lunar de continuo desla cmara.A rom-
ariasSo de polica.
Do padre Joaquim l'errcira dos Sanios, subililo
porlugucz, pedindo dispensa da lei para naluralisar-
sc cidadao brasilciro.A commissAo de comliliurAo
c poderes.
Urna rcpresenlacAo da assembla provincial das
Alagoas, reclamando para essa previucia a ilha Pa-
r.iiina ou Brpjo tirando de que se apussou a de Ser-
cipe.A comniissio do eslalislica.
Lc-sec he approvado o seguinle requcrimonln:
As ciunmissAes reunidas de negocios ecclesiasli-
cos o de fazenda, para poderem dar seu parecer acer-
ca do projeclo n. l que crea o cabido da S do bis-
pado de S. Pedro, requerem que seexija do governo
a bulla pontificia pela qoal foi creado o referido his-
pido.
Paco da cmara dos depulados, eni 23 de maio
de IS.51.Antonio Joscdu Silva.Silca Ferraz.
Corra das Jueves.Camein de Campos, a
l,c-sc e sao approvadas varias redacroes.
Achando-sc na sala immcdiala o Sr. Jeronymo
Macario Figucir.i de Mello, detiulado supplcnle pe-
la provincia da Ceara, lie iulroduzido com as forma-
lidades do eslvlo,presta juraincnlo e loma assenlo.
Passando a primeira parle da ordem do dia, apre-
sentarn de rcqueriiiienlos, he lido, apoiado c appro-
vado sem dbale o seguinle requermeuto do Sr.
A guiar.
k Requeri que pelo ministerio da guerra se
pernio ,an governo as segualesnformacfios, com ur-
gi-ucia:
1, Quanlo sedispeudeu de 1814 al8.j.| com
transporte de tropas em vapores ou navios vela de
particulares.
o 2. Quanto se despendeu em cada um dos anuo-
supra-mencionados com transporte derecrulas remes
lidos das dilferenles provincias do imperio.
O Sr. Tilara, depois de algumas observajoes man-
da tambem mesa o seguale requerimcnlo, o qual
he lido, apoiado, e sem debate aprovado.
Requciro que sejam remedidos commissAo de
fazenda o orjamenlo os papis que agora aprsenlo
acerca do ajuste de coutas enlre as tbesourarias de
f i/mida e provincial das Ala.oas para dar o seu pa-
recer.
Entrando em 3. discussAo o projeclo que lxa a
torca naval para o anno financeiro de 1855 a 1856, o
Sr. Pereira da Silva diz que lendo ronmissAo de
marinha e guerra julgado eonvenionlc, de acord
com o ministro de marinha, mandar a mesa uma e
menda ao periodo 6. de sen 1. artigo additivo, vai
fazer algumas reflexOes para justificar essas innova-
cScs.
Feitas essas rellexcs, he apoiada e entra em dis-
cussao a emenda da commissAo,*aqual he assim redi-
gida.
Ao 6. depois das pMaxras epncedendn-lhes.
diga-se: Depois de 10 annos de servijo, alm do
sold correspondente s suas respectivas classes, uma
gralificajAo de mais um lerjo-do mesmo sold, c de-
pois dos 16 annos em dianle de uma gratifirajao
igual metade, c no flm, etc.A. C. Sera.Pe-
reira da Silca.
O Sr. Paranlws (ministro da marinha) sustentan-
do a emenda exprime-se da mancira seguate.
Sr. presidente, a conveniencia de eleyar o lempo
de servijo dos imponaos marinheiros que, ou foram
liados, ou passram das companhias de apreo-
ihe evidente, o a cmara emsua sabedoria j o
recWneccu. Dcixarei porlanto de repetir o que dis-
se a'esse respeilo no relalorio que live a honra de
apresentar ao corpo legislativo.
j* nobre commisso de marinha e guerra adherin-
d# a essas ideas oflereceu emeuda que pssou em
i.' r*Vus.,,-,, 1, e pote qual se concede em compensa-
ciio do maior prazo de servijo a vanlagem de refor-
ma ,com o sold por ioicifo/reforma que pela legis-
larlo vigente s se pido obler ao cabo de 16 aunos
de sgrvijo com melado do sold. Esta vanlagem
era ja do muila importancia ; mas a nobre commis-
sAo de marinha e guerra quer conceder maior favor
de exageradu-accrcscenta s disposijes vigentes.
, Actualmente ^imperial marinheiro, depois de 12
annos de servijo,> quer continuar percebe uma
gratificaeSo igual (data, parle do scu sold. A no-
bre CommissAo de marinha c juerra apunas exige 10
anuos para essa vanlagem, e ho fim de 16 annos ele-
va a gralificato metade do\aldo. He fra de
duvida que com a emenda ora ofierecida pela notan '
commissAo se me I hora coiisieravelmeavte a sorle do
imperial mariulieirn... fc ^
O Sr. Brandao :, Coma emendasim, como -
lava n.lo. .
O Si. Prannos (ministro da marinha) : To-
mei a palavra smenle para fazer esla declarajao
cmara.
O Sr. Ferraz : Sr. presidente, eu ped a pala-
vra para reclamar a alcnjAo do nobre ministro da
marinha sobre a necessidade quo temos da creajAo
deeslabelccimeulos e.o emprego de medidas e pro-
videncias que nos tornejam marinha mercante, co-
mo para a de guerra, visto qae deve ser aquella
marinha d'onde devem sahir marinheiros para es-
la...
lima voz : He vice-versa.
O Sr. Ferraz : Ha muilo que foi creado esse
corpo de imperiacs marinheiros, seus eslatalos oa
rcgnlamcnlos lem soffrido modificajoes, mas creio
que a sua creajAo nAo lem allingido ao sea verda-
dero fim ; porque noto que esses homens que assen-
lam praja nesse corpo, pela maior parte, nAo se-
guem a vida marilima depois de obterem baixa, e a '
lomam apenas como uma especie de prisAo, e acaba-
do o seu lempo de servijo a deixam ; achava pois
uecessaro que o corpo legislativo, compenetrndo-
se da necessidade de crear e nutrir uma marinha'
mercante, lomasse lodas as providencias, fizesse mes-
mo algum sacrificio para esse fim..
Actualmente ningiiem contesta a necessidade da
creajAo de sociedades de previdencias.de monlesde
soccorro, ou pios; hoje acham-sedestruidos os prin-
cipios queserviam de base a essa lei da constituinte
da Franja, que prohibi as assoeisjes dos artistas,
etc., sob pretexto de evitar os males, abusos inhe-
rentes aos privilegios de que gozavam as antigs
corporajoes de arles e officios ; lodas as najos, to-
dos os homens de Estado se reunem hoje em dia sob
um nico pensamento, islo he, em eslabelecerem e
fomentaren) entre as diilcreules classes de operarios
e artistas a fandarAo de atsociacoos, que crcem cai-
xas, ou monle-pio e outras institoijocs que na ve-
Ihice fornejam aos differentes associados arrimo e
amparo a suas familias depois de sua murle ; lodos
conheccm os progressos dessa% sociedades, e oin-
guem contesta a sua bondade. Ora, se aplicar-
an, esses principios ;i classc dos marinheiros, creio
que em relarAoaos inlercsses pblicos muito maior
vem a ser a vanlagem que podemos lirar da adop-
eao desle pensamento.
NAo tirarei daqai simiente argumento para de-
monstrar a necessidade de crcarmos estabelecimen-
los laes para altrnhir gente idnea para a classe ma-
rilima, tirarei lambem argumento do exemplo que
nos din umitas nares civilisadas, que aspiram aos
toros de potencias)marilimas,sobreo futuro dos mari-
nheiros.
Todos conhecem as instiluijcs da Inglaterra so-
bre esse ponto, a existencia dos seus asylos, as suas
leis de pciisoes, ele.; lodos conhecem que quando a
Blgica quiz lomar a pcilo e reivindicar o posto de
najAo martima, que como parte da II..llanda linha,
a primeira cousa que fez foi eslabelecer uma caixa
do soccorro, ou, corno dizem os Francczes, de re-
traite em favor dos seus marinlieiros.
A Blgica, adoptando esle pensamento, obriga aos
marinheiros mercles a concorrer com uma parte
do seu salario para o cslahelccimento dessesmeios
de arrimo para a vclhice, e de soccorro para as suis
familias depois de sua morte.
Ora, eenhores, se a respeilo dos marinheiros mer-
cantes esta in-lilueao he de tanta importancia, a res-
peilo dos marinheiros de guerra, como, por exem-
plo, do nosso corpo de imperiacs marinheiros, nAo
serAo ellas de summa necessidade ?.
O nobre ministro, que se acha collocado frente
de uma rcparlijAo onde, pde-se dizer, esl todo
por crear, lendo pouco lempo de admioislrajAo, tem
necessidade de algum espajo de lempo para empre-
hender o exime dn melhor meio para essas creajes
de que lenlio filiado ; mis no entretanto eu julgo '
uecessaro chamar a atlenjAo do nobre minislro, ca-
jos talentos todos rcconbecein, sobre esses pontos cu-
jo estuilo e applicar.lo Ihe darao muila honra c glo-
ria Eu aqui finalisarei, pedindo apenas a atlenjAo
do nobre ministro [.ara o que tenho dito.
O Sr. Paran/ios ( min litro da marinha ): SAo
de certo dignas da maior ronsideracAo as ideas do
nobre deputado que acaba de fallar ; c creio mesmo
que eu disse no nit-ii relalorio alguma cousa nesse
seiilido, que me d direilo a felicitar-mc por estar de
aecordo com o uobre deputado.


" ~.
---------r
*>
DIARIO OE PERMMBCO, QUARTA FEIRA 12 DE JULHO DE 1854 .

Sen) duvida alguma que para o desenvolviincnlo
da mariuha de guerra he iudispeusavel que eresja c
se deseuvolva a mariulia mercante ; as inslituijcs
perianto que tendam a osle furi prolcgcm eflicaz-
raenle a marin'na de guerra, visto que o vivero na-
tural da uiarinha militar he a mariuha mercaute.
Na Inglaterra e oulras najos, segundo a noticia
que tenho, se bao instituido associajoes para prote-
ger a mariuha mercante, islo he, se h3o formado as-
sociajoes para o soccorro dos mariaheiros do com-
inercio quando inulilisados, (e de suas familias dc-
pois de sua morlc ; isto porque se tero entendido
que protegendo-se a marinha mcrcanlc, Dito so se
favorece o commercio c produeco do paiz, mas
UiiiiIxmii a marinha militar.
Quanlo aos mariuheiros de guern, porm, os
meios que vejo empregados sao outros. As vanta-
gens do servido effeclivo, as pensos de reforma,
pon-oes e outros auxilios as familias, sao os meios
de prolecju e estimulo ell'ereciJoswi classe militar
da mariulia^Estas vanlagens e soccorros podem ler
por base insliluijoes econmicas, mas creio que-aaes
insliluijoes, dos paizes que as tcm, nao s3o creada
C sustentadas pelo gnverno.
Na Inglaterra aintlituijao a que se referi o no-
bre deputado nao he sustentada pelo governo, csim
por urna sociedade particular, que desconla das sol-
dadas dos mariuheiros mercantes urna quota para o
fundo de soccorro, guranliudosmenlc o govcrnoiu-
glcz aos seus mariaheiros militares bous vencimen-
tos durante o servijo, Ijtensoes de reforma quando
oliteni a sua escusa, assislencia nos asylos e hospi-
laesde marinha, cducnjoV seus lilhos noscslabele-
rimeulos do estado. #
Nos Estados-Unidts e na Hollanda existe urna ins-
liliiu .ni semclhante, mas foi lamhem creada e he di-
rigida por urna socied.nle particular.
Couvm portante distinguir bem esses meios de
proteejao s d,uas rnarinhas, a de guer c a mer-
cante.
O hohre depulado recouhece quanlo he complica-
do c difficil o assumplo sohrc que falln, islo he, o
esludo dos meios necessarios para proteger a mari.
nha militar e a mercante ; e porlanlo rcconhccer
lanibcm que eu nao podia ler a prelenjao de apre-
scnlar ao corpo legislativo desde j um projecto a es-
sc respeito, visto como he maleria que depende de
muitosexames, de muilos conhccimcntos especiaes, c
sobreludo das circunstancias peculiares do paiz.
Ncm sempre a iusliltiijao que be benfica em um
paiz d os mesmos resultados quando transplanlada
para outro. (Apoiados.) Na ordem mural assim
como na ordem physica de necessario alten ler s
coudijes proprias da existencia de cada ser.
Limilo-mc a estas observajoes, agradecendo a be-
nevolencia com que o nobre depulado se dignou Ira-
tar-mc, e assegurando-lhc que as ideas para as quaes
cliamou a minha-allenjo sao o objecto da maior so-
liciludc para o governo imperial.
A diseossao lira adiada pela hora.
OSr. (.Secretario l, pela ordem, o seguiote
parecer: H
(i Foram prsenles commisso de constituirn e
poderes nao somente o diploma do Sr. Dr. Antonio
Candido Ferreira de Abrui deputado eleito pela
nova provincia do Parau que havia sido desmem-
brada da de S. Paulo, como igualmente o ofticio do
F.xra. ministro do imperio, honlem datado, remet-
iendo as actas das eleijes secundarias de um depu-
tado por aquella provincia, com declararlo de que
nao a acompanhavam as da eleijo primaria e da
apurajo geral por ainda nao terem sido enviadas i
respectiva secretaria de estado ; c a mesma commis-
so, lendo examinado atlentameiile osreferido%do-
cumentos, declara o seguinte:
l. Que a proviucia do Paran se compile actu-
almente de 5 circuios elciloraes, que sao Coritiba,
Parauagu, villa do Principe, Castro c Guarapuava,
c que a cleijo secundaria ah se fez coih a devida
regularidade, em vista tas acias respectivas, que
todas foram presentes mosma commisso.
>." Que a falla das acias da apurara** geral das
cleijocs primarias se aclia suppridas, a 1." pela
que acoinpanhuu odiploma aprescnlado pelo referido
Sr. Ferreira de Abrcu, poisdella he copia autentica
na forma do arl. 88 da lci de t'J de agosto de lSlfi,
c as ultimas pelas que cxislem na secretaria dcsta
augusta cmara zia de S. Jos dos Pinhacs, do cullcaio do Coritiba),
na occasiao em que ella toinou couhccimenlo das e-
Icirocs dos Reputados geracs de S. Paulo na aclual
legislatura. .
a 3. Que a falla da acia da elciruo primaria da
referida freguezia dos Pinhacs, que apenas d 10 c-
leitorcs, nao Ihe parece bstanle para demorar
ronlieciiucnlo da legalidade da cleiro secundaria,
tanto porque nada consta que possa desabonar a sua
legalidade, como porque anda \leduzidos os votos
desses elcitores p ara o segundo volado nao nenie esle
ler volajSo superior i do primeiro, que conla sobre
elle i:iai< III rotos.
n 4." Finalmente, que om vista deslas considera-
jes he a commisso de parecer que se approvcm as
eteices secundarias de um deputado a que se proce-
den na proviucia do Paran, e que como scu repre-
sentante seja rcconhccido o referido Sr. Dr. Antonio
Candido Ferreira de Abrcu, c admillido a lomar
assenlo, depois de prestado o jiiramculo do cslylo,
requisilando-se posleriormcnlo a acia da cleijo
primaria da freguezia de S. Jos Pinhacs, para ser
archivada com lodas as mais.
Paco da cmara dos diputados, 27 de maio de
1851. Figueira de Mello/. A. de Miranda.F.
D. Pereira de Vasconcelos.
O parecer he aprovado sera dbale; em consc-
quencia oSr. presidente declara deputado pela pro-
vincia do Paran ao Sr. Antonio Candido Ferreira
de Abreu; c achando-se o mesmo senhor Da ante-
sala, he inlrodazido com as formalidades do cslylo,
preslajuramcnlo e toma .tssento.
Passando-se segunda parle da ordem do lia,
entra em discusslo o arligo 1. do scguinle pro-
jecto :
c A Asserahla geral legislativa decreta :
Art. 1. A forras de trra para o anno finah-
ceiro do 18531856 constaras :
1." Dos officiaes dos corpos movis e de guar-
nirlo, dos quadros da repartijioecclcsiastica, corpo
de saade, estado-maior da priineira e segunda clas-
se-, engenheiro* c eslado-maior.
' S a. De vinle mil prajas de pret de linlia em
circumslancias ordinarias, comprchendidos u> cor-
pos de guarnijao as provincias em que for neces-
saria esla especie de^orra ; podendo ser licenciadas
cinco mil, na conformidad* das disposijos do arl.
3. do decrelo n. 568 de 34 de julho de 1850 Ve de.
vinle c seis mil prajas om circumslancias cvlrjor-
dinarias. Jt
i 3. De mil e quarenla praxis de prel em com-
pauliias de pedestres.
Arl. 2. As forras fiadas no artigo precedente
complclar-se-had pelo engajnmenlo voluntario, c,
na insulTiciencia deale meio, pelo recrutameuto fei-
to em conformidade da caria de lei de 29 de agosto
de 1837, elevada a 600) a quanlia que exime o re-
ci alacio do servico.
por sua tolerancia, malar a discordia e os rancores
la parle do mcu rclalorin. Aprsenlo o resumo da
Os que se alistarein volunlariarocnle servirao
por seis annos, e os retratados nove anuos.
Os voluntarios, perceberao urna gratificarlo
que nao exceda i\ quanlia de iki.-, e, concluido seu
lompo de servico, lerlo urna dala de Ierras de
22,500 brabas quadradas.
O contingente necessario para completar as di-
las forcas ser distribuido em circuoislaucias ordi-
narias pela capital do imperio e provincias.
Arl. 3. O governo fica aulurisado para desta-
car al 1,003 pracas da cuarda nacional cm cir-
cumslancias exlraordimrias'. ,
o Arl. 4. O governo fica desdo ja aotorisado a
crear um balalhao de engenheiros com a forja de
100 pracas do prel, e a incluir nesta organisaco os
individuos do corpo cslrangeiro de pontonciros que
julgar conveniente*.
a Paco da cmara dos depulados, em 2'i de maio
de 1854. A. C. SearaJ. A. de Mirandal'e-
reira da Silca. o
O Sr. Jacinto de Mcndonra diz que,.posto se le-
uda inscripto contra o projecto om discusso, nao
lio sua inlencao negar a forja que o goveruo pede,
8 que a commisso da marinha c guerra prope
quo se Ihe conceda ; por quanlo para isso fora mis-
ler que llie fallasse conlianca na aclual administra-
cao, on que cntendcsB que o pedido da forja era
superior s necessidades que haver della.
O orador para mostrar que nao se d a sea respai-
lo oenhuma deslas duas hipolheses, exprime-seda
maneira scguinlc:
Conlinuador de urna poltica que apoiei, ten-
i do-a desenvolvido mais no cnlido de seus desejns,
porque (em procurado cougrajar os Brasileiros, e,
quo raziara o principal alimento do nossas discus-
soes polticas, o aclual gabinete, so nao tcm cm
mim um amigo preslimoso, pode pelo menos oonlar
com um aliado sincero, em quanlo proseguir, como
espero que o fara, Da marcha que al boje tem le-
vado. "
Tambem nao se pode dar o segundo molivo, vis-
to que, deputado do urna proviucia na qual duran-
te quasi 20 anuos a guarda nacional tem estado
conslanlemeute destacada em maior ou menor nu-
mero, tenho sobejas razos para pensar que a nos-
sa forja de linda, que por obstculos impossiveis
de rcincdiar-se nao se tem podido levar ao seu esta-
do completo, nao pode salisfazcr aos multiplicados
servijos a quo he destinada ; sertijos que reputo
da innier importancia, porque para mim urna so-
ciednde cm que a pessoa nao he bem segura c a
propriedade muilo garantida nao pode crescer ncm
prosperar. .
De niiiiha inscriprao eu s quiz tirar o direilo
de aprcsenlar ao nodre ministro algumas ennside-
rajes; e nproveilarei esla occasiao para rcs|>onder
a um Ilustre orador que piimeiro oceupou a alien-
jao da cmara na discusso da fixaro das forjas
de mar, sobre o juizo quo elle formou da maiuria
que o anno passado apoiou a administrajo.
Esso Ilustre orador, dcfirrlndo c explicando a
scu modo a conciliaco que faz parte do program-
la do aclual gabinete, disse que essa conciliajao s
havia sido fcila em proveito do cxlinclo partido par-
lanicnlar ; que os membros desse partido he que
eram, por (auto, os verdadeiros mlBistcrialistas, cn-
trelanlo que iiits', os membros daquella roaioria,
apenas os acompanbavamus, arrasando a cruz ao
calvario. \ '
Pela minda parle declaro que nenl lenho nem
eslou resolvido a ler urna posjjao constrangida nes-
ta casa. Com a mesma franqueza com que boje
presto ao governo o fraco anoio do meu vol, ne-
car-llic-hei a minda confianjs, se entender que el-
le nSo cura, como deve, dos negocios pblicos. E
sem que ouse conslituir-me orgao dos membros da-
quella. Ilustro inaioria, nao duvido aflirmar que o
apoio por ellos dado aclual administrajo he tao
sinccio e espolanco como aquello qoa podem dar
homcos conscicnciosos o indcpendenles (Mttito*
apoiados.)
Continuando, o orador diz o pJNi est em paz, e
esla proruelle ser duradoura, p^que est no desc-
jo de lodos, e he garantida pelo espirito public,
tao felizmente c por toda parte applicado ao des-
euvolvimenlo industrial e aos melhoramcnlos mate-
riaesdo|taiz ; que nenhuma occasiao pois pode ser
mais propria para procurar-se melhorar a condico
daquellcs quo lano tem cooperado para csse estado
de feliz Irauquillidadc cm que nos achamos.
Que devendo achar-se naturalmente o exercilo
brasileiro em sua maior forja guarnecendo as fron-
teiras do sul do imperio, sobre ellas devem ser lau-
cadas as vistas do governo no que diz respeilo a
melhorar a condijao do roesmo. .
O orador diz que lendo lembrado em o anno pas-
sado a cmara e ao ministro que cntao diriaia a re-
parlijo a necessidade da conslrucjo de quarleis
nos pontos da fronteira, que fnssem jolgados mais
proprios, insistir de novo para que -o nobre mi-
nistro dignando-sc prestar loda a considerajao a
este assurapto, trate de melhorar a condijao do
soldado brasileiro, .porque realmente doe, o doe
muilo ver aquell.es que defendem nossos bens sem
ler um teclo. O orador, lcmbra alraosfcrencia do deposito de
re rulas para a |oo\itjcia de Sania Calharioa, e diz
que desoja ouvir o nobre ministro sobre essa medi-
da que a scu ver nao prejudica em nada ao servijo
publico, entretanto que pode Irazcr grandes van-
lagens aquella provincia digna de mclhur sorle.
Concluindo o seu discurso, o orador falla sobre
a cncorporajo da quinta parle do sold dos mili-
tares para que lhrs possa aproveilar na reforma,
quesLio sobre a qual ja em o anno passado emillira
o scu juizo*, que ainda lie o mesmo ; diz que propo-
nha o nobre ministro cm scu rclalorio urna modifi-
cajao, urna clausula quillo que enlao se propon-
do, isto he, contriburem os militares com um da
de sold, nao se oppoe a esla clausula, pois entende
que he um verdadeiro beneficio futuro, urna dis-
posijao ja experimentada na mariuda e nao urna
innovajao, cujos perigos se devam temer; por tan-
to, ospera que, modificada assim a lei, o nobre mi-
nistro a adoptara. ^
O Sr. Bellcgarde (ministro da guerra) respon-
dendo ao precedente orador, exprime-sc da manei-
ra scguinle :
O nobre deputado que acaba de senlar-se fez al-
gumas rcflcxes a que brcvcmeule vou respon-
der. '
Nntou em primeiro lugar a falla que exisle de
qnarlcis as nossas fronleiras. do Kio Crande. He
verdade, esla falla se faz senlir desde longos anuos,
ao passo que a necessidade de conservar tropas na-
quella fronteira, parece dever prolongar-se ainda por
consideravcl lempo, se o estado dos nossos vizinhos
n"o nos consentir que, descansados sombra dos
tratados c das seguranjas internacioMes, ppssamos
diminuir a guarnirao que al agora lamos sido obri-
cados aconservaralli. Mas Iralando-sc da maneira
de levar a ixTeilo a reenmmndajao do nobre de-
putado, achou-sc o goverun em alguns embara-
jos. ,
Quando cnlrei para o ministerio conhecia-se a ne-
cessidade (le cuidar na forlificajo c na cfcaz defe-
za da navega jao dorio Amazonas. Quaesquer que
sejam as deberajes que loinem os poderes do Esla-
do sobro a navegajlo desle rio, he claro que elle ne-
ocssila allmenle ser defendido, cm vista dasejr-
cumslancias talvez mais delicadas que a seu respeito
tedio, do que se apresenlam as fronleiras do Kio
Grande ; ncslas o que mais lemos a temer he, das
desordens que se dfio enlrc nossos vizindos, quo tem
forra menor do qjic a nossa v quanlo, porm, s
fronte'iras do Amazonas, oulras dreumstancias se
podem dar. Assim o goverao se vio obrigado com
o pouco excesso que haviMefundos a altenJer ni-
camente para as obras qae se j)od*riam perder se-
an fossem continuadas^e emprecar os poneos re-
cursos de que dispunda na defeta do rio Amazonas,
eseus tributarios. Islo den lgg* a varias orden*
que se passaram eflue vem consignadas no relalorio,
quando ah se diz que se mandou furlificar Obidos.
11c por isso e porque os meios sao poneos que. nao
se tem tratado dos quarleis as trouleiras do sul, que
sao na realidade muilo necessarios, roas que depen-
demainda de que se decida anlcs qual he a posijo
que devem ler as tropas, se devem cslar collocadas
sobre a cxlcnso da fronteira, ou se em lugar mais
interior, donde possamacudir opportuuamenle a um
ou onlro poni. Sao quesles importantes que con-,
vm decidir, c s depois de*resolvidas lie que se |mV-
de (ratar deslc objeclo. Entretanto, posso assegu-
rar aonubre depulado e cmara, que lenho muilo
em vista cuidar no bem-cslar, no aquartelainenlo
das tropas do Kio Grande do Sul, lano mais quanlo
he alii que sa acha a maior parle do nosso exercifo
movcl.
Fallou tambem o nobre depulado sobre a conve-
niencia da mudanja do deposito de recrulas para
Sania Calbarica. Convm que diga alguma cousa
sobre a nalurezadeste corpo. A' priineira visla pa-
rece que he simplesmente um deposito de recrulas ;
henea balalho organisado para o qual voosre-
crlilas.batalhn que faz servijos. A provincia do
Kio de Janeiro tcm muilas vezes ulilisadn o servijo
das pracas desle corpo. Na corle faz lamhem elle
srevijo, destacando para algumas foilificaroes. Nu
de, pois, simplcsmenlo um deposito de recrulas, he
um lulalhao a que se agarcgain osrecrulasque vecm
das provincias. Se o mudasseinos para Santa Calha-
rina, havia de cerlo padecer o servijo, porque ha
poneos corpos na capital, o todos os outros s3o su-
jeilos a inovcr-sc, a mudar-sc de um a outro poni
do imperio.
O 1." batalb.o de arlildr.iia e o 1. de fuzilciros
ja marcharam, ororpo do deposito he o nico que
faz a guarnijao lia ; he por isso que o governo nao
se lem lembrado de muda-lo para outra parle. O no-
bre depulado m porque nao se inudava osle corpo da corle para outra
qualquer provincia, era porque aqu se liquidavam
melhor os direilos dos recrulas que se acham nesse
deposito, o que a experiencia lem confirmado.
Toranlc a 5.a parle da sold, o ultimo pariodo do
meu rclalorio que traa dos vcnciinenlosdos milita-
res, e que se exprime por este mudo fie') mostra |io-
titivamcnle que cu adopto na gencralidade a idea
aprsentela pelo nobre depulado, porque nao s-
mente a um Uojuslofim cu nao me poderia deixar
de prestar, como de mais a mais ha urna recommen-
dajo na falla dolhrono que rompreheudeum periodo
do qual quasi textualmente exlrahi um periodo des-
medida legislativa que conviria adoptar-sc; mas ha
direilos a altcnder, nao s quanlo i reforma dos mi-
litares, como quanlo condico de suas familias, c
que julgo poderiam ser mais convenientemente at-
Icudidos em um projecto especial ; por isso pedira
licenca ao nobre depulado para reservar as judiciosas
observajcs que fez a este respeilo para quando se
Iralasse desse projecto.
O Sr.Fcrraz : Sr. prcsidenle, cu pedi a pa-
lavra uncamciile para provocar urna explicajao do
nobre ministro da guerra, visto quesnas palavrasso-
bre um tpico muilo intercssanles podem ser mal
iulcrprcladas.
Disse o nobre ministro da guerra quo :i consgna-
jao para obras linha sido applirada para certas fo-
tificajes...
O Sr. Bcllegarde( ministro da guerra ):
Parte.
O Sr. Ferraz :... no Amazonas, a bem da poli-
ca do mesmo rio, o que ao fujuro poderia ler lugar
e sor necessario.
Qualquer quo soja a opiniao do governo sobre os-
le ponto, crcio que o nobre ministro da'guerra nao
quiz revelar um pcnsamcnlo de abertura do rirT Ama
zonas a lodas as potencias eslrangciras, como do a
entender as suaspalavras furlificajcs para polica
do Amazonas ; c porque as palavras do nobre mi-
nislro da guerra no publico podem ser culcndidas
dcstamancira, revelando um pensamenlo do gover-
no que pudesse dar azo a reclamajcs mais fortes do
que porventura tenhamos lido, cu, amigo.do meu
paiz, amigo de alguna dos membros do gabinete ac-
tual, acompanhando-o na prsenle sessao, vejo-me
na necessidade de pedir esta explicaran para que de
dubiedade deslas palavras no se tire um sentido
mo. Eutendo que o governo lem obrigajao de sus-
tentar o nosso direilo, o de por em pralica todo
quanlo he necessario para suslcnla-lo ; e qoe para
esse fim se mandaran reparar ou levantar fortitica-
jOes.
O Sr. Bellegarie (minislro da guerra):Foi Mea-
ran no sentido que acaba do declarar o uobre depu-
lado quo cu me pronuncie!, rcspeilando a qualquer
delberajo que fosse tomada pelos podefs do Esla-
do allendendo i defesa do paiz em qualquer circums
laucia.
O Sr. Aguiar : Sr. presidente, como quaesquer
que sejam as rcflexocs que Jjra o depulado leden-
les de algum modo-a impugnar um projecto, levem
oscudiscurso a ser ctssificado de opposicionisla,
nao lenho remedio seno declarar que vou fallar
contra o projecj em discusso, embura lalvez Icnha-
a final de volar por elle, porque sao estes os oslylns
da casa corh os quaes mo devo conformar. Soniprc
qne se nao adopta tal qual c sem restrir jao qualquer
proposijao que se discute, olTerccendo-.sc-Ilic emen-
das, ou reclificando a sua idea principal, o discurso
do depulado que assim falla he considerado de oppo-
sijao ; mas apezar desla pratiea e desses precedentes
desilo j previno ;i cmara que pode muilo bem
acontecer quea minda votajn nao se aehe cm har-
mona com a classfirajo que se baja do dar is re-
flexoes que pretendo aventurar.
Sr. presidente, nao posso dcixar de fazer um re-
paro, quanlo a mim razoavel, ao 2 do arl. 1" des-
te ISR1856 20.000 pracas de pret de linha tfm cir-
cumslancias ordinarias, c'cm concluso a esse repa-
ro eslou persuadido de qne esse numero de prajas
lalvez seja excessivo. Digo que lalvez seja excessivo,
I Mr que lendo a lei vigente consignado lambem 20.000
prajas de pret para o exercicio crrente, vejo cnlre-
lanlo do mappa junio ao rclalorio que o Sr.-minis-
Iro da guerra apresentou ao corpo lcsislalivo que
essa forra nao foi preeuchida, podendo apenas o go-
verno eleva-la a 18,000 e poucas prajas; de forma
que, nilo havendo-se precnchido a forja volada, e
lodavia lendo-se feilo regularmente o servijo, ainda
mesmo com urna circumslaucia que nao posso dcixar
de qualificar do extraordinaria, qual a da sabida de
urna divisaode 5,000 prajas para territorio cstran-
geiro, quer parecer-me que o servico militar do im-
perio pode ser salisfcilo com urna forja menor do que
a consignada no projecto.
Ora, se isto de exacto, se esta verdade se acha
mesmo coniprovada com a asserj.lo do nobre minis-
lro da guerra, e com o leslemunho do mappa que
elle aprsenla, lie claru que nao se presiimindo pro-
babilidade de mudanja as circumslanciasdo paiz, c
devendo asacluaes permaecerem para o futuro,he
possivel reduzir-sc a forja publica de linha a 18,000
prajas, fazendo-se com islo urna economa razoavel,
sem que se impeja a marcha publica, e sem que se
lance no caminlio do governo o mais pequeo grao
de arta. Porlanlo, pergunlo eu ao Sr. ministro :
julga S. Exc. iudispeusavel o numero de 20,000 pra-
jas"! N3o poder o servijo ser feito com a diminui-
j."o que acabo de indicar'.' Se S.Exc. entender que
hcabsolutamcule necessario o numero designado
pelo projecto, nao duvidarci volar por elle, entre-
tanto que se quizer aceitar a reduejo que propo-
ulio far um nao pequenoserviro najo. .
O Sr. Jacintho de Mendonca : Tanto he, que
nao lem sido possivel ao governo dispensar ao dcsla-
caracnlo da guarda nacional.
O Sr. Aguiar: Enlao ja se vo que, cm lodo o
caso, a autorisajao he intil, porque o governo nflo
podendo preencher o numero de prajas marcado na
c. es necessarias, de forma que, nao somente o sol-
dado, porem ainda o recruta antes mesmo de enlrar
para o servijo militar, nao livesse de lamentar a
maneira por qne he previamente tratado. (Apoiados).
Porlanlo, .quereodo fazer um sorvijo ao goveruo,
querendo mesmo dedicar algumas poucas palavras
r beneficio da humauidade, pojo ao Sr. minislro
guerra que tanha em muila allcnjao essas breves
obaervaroos que acabo de aventurar; rogo-lhe que
examine o objecto do requerimeuto que hoje apre-
sentei na casa, o qne examinando c calculando bem
quanlo se tem dispendido nessa parle do servijo pu-
blico? resolva se nao seria mais conveniente e mais
humano seguir o pensameulo que eu acabo de re-
velar.
Ha ainda um outro ponto, quanlo a mim muilo
importante, para o qual desojo que o Sr. ministro
da guerra lance acurada allcnjao, em visla da in-
juslija que cumpre evitar. Nao soi qual razo por
que, estando ha algum lempo os presidentes de pro
vincias investidos do direilo de
prajas do exercilb que houvesscm completado
lempo de servijo, foi essa allribuijo cassada e ni-
camente reservada ao governo geral. Se bem''nic
lembro ja, aqu urna vei o nodre cx-minjsro da
guerra disse-nos que, compelindo ao govierno geral
sraenlo recular o estado do exercilo, fois que he
aquello o nico qne pode avaliar do/ias necessida-
des c conveniencias, a elle tambejfli s devo compe-
tir o direilo de conheccr das cjfcumstancias que pos-
sam aulorisar as baixas c diecrela-las em favor das
prajas que houverem cufnplelado o seu lempo de
servico, aliui deque iu seja desfalcado o exercilo
pela repetije da les isenjcs, com manifest pre-
juizo para o sejrvijo publico. Comqnanlo, at cerlo
ponto, roe pateca de algum peso esta cunsiderarao.
he lodavia/nqucslianavcl que ella nao pode ir alero
de um/timilc razoavel, porque nem sempre a causa
ica pode aulorisar a preferencia das conveni-
/^icias sobre o indcclinavcl imperio 8a justija.
(rfBOodos.) Ningaem contestar que soja extrema-
rnenle duro c iojnst pie um podre soldado, collo-
cado nos extrena do imperio, e. g., no Par* m^
no Itio Grande do Sul, c que tem acabado o seu lem-
po de praja, continuando muilas vezes tres e mais
annos no servijo a que por lci ja nao he obrigado,
se veja coudem'nado a nao poder requerer a sua bai-
xa porque esla muilo distante da auloridade que
Ih'a pode dar, nao lendo meios promptos e facis
para enviar a sua supplica, quando pode ser atten-
dido e considerado com mais presteza pelu presiden-
te da provincia onde se acha servindo Islo, se-
nhores, he um verdadeiro e grande mal que cum-
pre remediar, e por isso cntendo que o governo deve
regular as cousas de maneira que sem incorrVenien-
te possa aulorisar os seus delegados as provincias
a conceder as bailas que esliverem no caso da lei,
evitando assim a continuajao de palpitantes injus-
tijas. Porlanto,pejo ao nobre ministro que atienda
bem a essa necessidade, e veja que nem mpre he
tolcravcl conservar no servijo por lempo duplo um
soldado, smente pelas difficuldades que esle encen-
tra de fazer chegar as suas supplicas ao poder que
actualmente he s o competente.
Termino aqu, Sr. presidente, o que linha a dizer,
e eslimarei muilo que o nobre ministro nao perca
da vista eslas rainhas observajoes.
OSr. Bellegarde( minislro da guerra ): Quan-
lo s informajes que o nobre deputado que acaba
de sentar-se pedio ao governo, ellas sern salisfeilas
com a promplido possivel.
Nntou o nobre deputado que Ihe pareca quo tal-
vez a forja de 18,000 iiomens fosse suflicientc, pre-
valido esta sua opiniao com a impossibrlidade que
tem havido ate aaora de chegar-se aos 20,000 ho-
mens. Primeiro que ludo, o nao haver os 20,000 Iio-
mens nao he prova smenle de que leuda sido im-
possvel complelar-sc esse numero. A lei delermi-
nou que dos 20,000 homens se podam licenciar at
5,000 ; e como o recrutamenlo exige grandes despo-
zas, e aprsenla difficuldades, he muilo natural que,
logo que a forja se approxime aquello ponto que se
juica ser indispcnsavcl para manlcr o servijo, nao se
faja grande esforc para completa-la ; porque, como
digo, a inesma lei de fixacao por assim dizer determi-
na a forja entro 15 c 20,000 homens; fixa os 20,000
homens e ponniUc. ao governo o Icncenciamenlo de
),000. Alm dss* como observou um dos Ilustres
depulados do HioV^rande, us destacamentos da guar-
da nacional proven que a tropa de linha ainda Do
he suflicicnte. fc ___ _
Quanlo ao dizer-soque fcssand'as crenmstancias
que nos obrigam a ler urna diviso fora do territorio
do imperio talvez seja possivel diminuir o exercilo,
crcio que nao...
O Sr. Ferreira de Aguiar : Essa diviso est
comprchendida na forja ordinaria.
O Sr. Minittr da Guerra : Essa diviso de
4,000 homens debaixo do poni de visla militar est
faaendo no Eslado Oriental o mesmo servijo que fa-
ria na nossa fronteira. Nada lemos a receiar do go-
verno nosso tizinho, mas nao podemos deixar de ler
forja na fronteira, porque as desordens daquelle
Estado nos sao prejudiciacs, c a causa dessas desor-
dens sendo a falla de forja daquelle governo, coope-
rando mis para a tranqnillidado daquelle paiz con-
corremos ao mesmo lempo para mauler a seguran ja
das nossas fronleiras.
Quanlo aotransporle dos recrulas ser hora que se

le vigente, provavelmcnlc encontrar a mesma im- realisem os desejos do nobre deputado, eo governo
lem isso cm visla. Entretanto a forca de marinha
'lem sido destinada para o Kio da Prala, para oulros
servijs, e em grande parle para a rcpresso do Ira-
lico: e sendo essa represso essencl e urgente, nao
podendo ns deslinar esses vasos para oulros servi-
les, lem sillo esla a razo porque se n*o lem melhor
cuidado no transporte dos recrulas; porm o gover-
no lem isso muito em vista e as observajoes do nobre
deputado.
Quanlo s baixas, o govcrnr lem delcrmuado que
ellas se dm por ordem do airJguidado e cm propor-
Co com o numero de recrulas que entra para cada
guarnijao. Nao he possivel que se d baixa a lodos
que lem completado q lempo de servijo emquantn
o numero de recrulas nao for sufficienle para isso.
Porlanlo julgo que nessa parle est salisfcito o no-
bre depulado.
OSr. Percira da Silva faz algumas observajoes
acerca de duas proposijoes aventadas pelos Srs.
Aguiar c Jacinldo de Mendonea : o primeiro opinan-
do que llie pareca desmasiada a forja pedida de
20,000 prajas para circumslancias ordinarias do
paiz ; o segundo propoudo q-je se conccdessc aos mi-
litares de segunda classe c para as reformas e meios
sidos das viuvas.a quinta parte addicional do sold
ltimamente creada.
O orador do.de parecer que o numero de 30,000
prajas lie inferior s necessidades do servijo, ftk a
nossa Iropa de linda nao faz nicamente* o servijo
la forja militar, sef*re~lainboin de polica ; diz que
nao lento as provincias do imperio sudiciente nume-
ro de forja policial, v-so o governo geral obrigado
a dividir c destacar pelas provincias a tropa de linha ;
que desset deslacamcnte.s vera um grande mal, que
de a disciplina e regularisajo que perdem os solda-
dos, palo que entende que-para poderem ser dis-
pensados esses dcsininlelamciitos de forjas c desta-
camentos de corpos de linha, convm muito coad-
juvar as provincias para term urna forja policial
sufdenle para o seu servijo policial, mas qoe em-
quanto nao fe acliarcm ncsle caso, nao ha remedio
seno continuar nosyslema de dividir a (ropa de li-
nha para guarnijao c polica deltas.
Depois deslas observajoes, o orador contina da
maneira seguinte:
possibilidade para levar au estado cffeclivd" a forja
que agora lemos de volar.
O Sr. Jacintho de Mendonca: Nao ha impos-
sibilidadei
O Sr. Aguiar: Tanto lia, que conforme disse o
nobre depulado, nao se lem dispensado a auafa
nacional, sendo razo disto nao ler o governo podido
preencher o numero de pracas de prel volado.oa lei,
pois que o mappa a qu me refer d smente. 18,000
prajas, quando S. Exc. poda elevar esse nnmero a
20,000. Porlanlo me parece que em todo o caso he
urna designajo imaginaria, e at ocioso marcar
urna forja que, ou nao he absolutamente uecossaria,
ou nao pode ser preenchida.
Talvez que a reflexao que vou agora fazer livesse
maiscabimcnlu no art. 2o, mas'julgo dever apressar-
mc cm submclt-la ronsiderajo da casa, e cliamar
sobre ella mu particularmente a alinelo do nobre
minislro da guerra afini de que appareja prompln re-
medio.
IIojc apresenlei un requcrimcnlo casa pedindo
que pelo ministerio da guerra se exiaisse do governo
informajes das quantias que tcm sido despendidas
desde 1 .* at 1853 com o transporte do tropas no
imperio cm navios particulares, quer vapores, quer
de vela ; e cm segundo lugar das que lem sido des-
pendidas com a conduejao de recrulas. O fin que
tivccm JUs, fazendu esse requerimeuto, foi inlei-
rar-mtM eWlo das se-mmas que tcm o anverno des-
pendido com esses dou- objectos. e ver se por ven-
lura seria inais conveniente conlinuar-se uesse syste-
ma ou autorisar-se ao governo a ler transportes pro-
prios e especiaes para csse servico. Apoindot.)
Sr. presidente, cu nao posso deixar de elevar a voz
no recinto desla augusta cmara contra a pralica
sempre seguida, embora j algumas vezes aqu com-
batida, porm infelizmente sempre desprezada, se Iransporlar re-rulas pela maneira porque se man-
dara para esla corle.' (Apiados.)
Est bem longe de mim oppor-mcaque se exija
do cidadao brasileiro o pesado trbulo de saugue
que elle dVe najao e ao scu paiz ; mas lambem
eslou persuadido do que na exigencia dessa penosa
contrilmijose lbe devo poupar toilo o accrescimo
do soflrmenlo que nao for inherente ,i nalureza des-
se oiiii-. entretanto que.con profundo pozar o digo,
nao he isso que se observa, alienta a maneira
por que sao os recrulas trazlos para osla capital.
Eu habilo no norte lo imperio, lenho muilas rezes
viudo cm vapores onde sao rcincllidos esses indivi-
duos, e vejo pralicamcnte o modo barbare porqoel
sao cites Iratados, sempre expestos ao sol, sempre
lesabrigados das chuvas, sempre sujeitas ao sere-
no, sem cama o sem agazaldo, sao tirados das pro-
vincias e mandados para aqui !...
O Sr. A. de Oliccira : Apoiado.
O Sr. Ferreira de .guiar : Entretanto que se
n governo comprcliendessc bem quanlo isso he do-
loroso c quanlo projudeo. no espirito da populacao,
a idea de servir o paiz no exercilo, deveria tratar
de mollificar os sotTrimenlOS porque passam esses ho-
mens -que sao coagi los ao Irabalbo mais pesado do
estado....
O Sr. T'orrea Searn : Apoiado.
O Sr. Ferreira de Jguitr : Estou persuadido.
Sr. presidente, que com as quantias enormes dis-
pendidas, quer com o transporte de recrulas, quer
com o transporte de tropas para as dinreutes pro-
vincias, poderia o goveruo muilo bem ler dous, Ires
ou qualro vapores feilos pxprfssanienle para essas
rondiioos mandados construir rom as aiainmoda-
Disse porm o nobre depulado queso lem feito o
servijo, eporlanlosalsfeto s necessidades com cor-
ea de 17 o 18,000 prajas, qoe he a aclual forja ef-
fccliva.
Kespondo a esla observajao que se nao tcm feito o
servijo nicamente cora essas 17 a S^KKI prajas ef-
feelivas que temos, c siin com mais 4 a 5,000 prajas
lalvoz de guarda nacional que se esli continuada-
mente destacando, e assim mesmo lodos devem con-
vir que o servijo nao lem sido bem felo por falla de
gente.
O que nos cumpre fazer / He um mal, um grande
mal, e nao s um grande mal para a snciedade, se-
no tambem um onus torrvcl que fazemos pesar so-
bro a populajo, o chamar os guardas naconacs a
servijo de dcslacamcntns, como sempre o temos fei-
to para supprir a insufUcicncia do numero da Iropa
de linha, e ltimamente ainda com a diviso que da
provincia do Rio Grande do Sul seguio para Mon-
tevideo.
Tiramos dos seus Iralialdos agrcolas, de seus ha-
blus industriosos homens pacficos, dispensados por
lei do recrutameuto para a Iropa, e que sao apenas
guardas nacionaes ; obrigamo-los a servijo de forja
lulilar organisada ; faz-se mal esse servico, e ao
mesmo lempo perdemos a homens soceoailos e in-
dustriosos c. jm o peso que sobre elles fazemos re-
cahif. .
He precise i, senhores, poupar i guarda nacional
laes incommi idos ; ella nao foi creada para fazer o
servijo da Irop-a de linda senao cm circumslancias
extraordinarias, ,e nao anormacs. c obrando/entao
com auxiliar do exercilo ; representantes , lemos o dever de alviar o povo desse afteargo ler-
rvcl, quea insufficl^ucia de forja ib/fiuda Ihe lem
acarretado.
Demos porlanlo mcos>ao gosffno para elevar ao
scu eslado completo o nuyjp^de prajas fixado por
ler; auxiliemos o governr, a nodc-lo fazer, para as-
sim alliviar a guarda rcionaiV que nao s, como
na corle, carreg o, peso das guardas diarias, como
em algumas provincias soffre o grvame de destaca-
mentos.
O numero de 20,000 pracas ainda he pouco para o
servijo --finas, allendendo es liuanjas do paiz, e a-
menl>5 a esla considerajao ecouomica, nao o clevc-
dar baixa aquellas m^ conscl.vemo.i0i porn1j e fajamos volos para
'^queo governo o complete pelos meios que por lei
Ihe sao facultados. Se al agora nao tem sido o nu-
mero de20,000 prajas completado, devenios lastimar
e sentir esse fado, e fazer esforjosfe votos para que
o governo consiga completado, c nao argumentar
com elle cm favor da diminuijao da forja.
J a respeito da forja naval, recorde-se a cmara,
dava-sc o mesmo fado parr a marinhagem, ^lra o
co(pu de imperiaes marinheros, para as companhias
de aprendizes e para o corpo naval. A'commissn de
marinha e guerra propoz, e a cmara appruvou, no-
vos meios ao governo para completar a forja fixada
as leis c nos regulamcnlos respectivos ; augmentou
gralficajes e premios de engajamento, eslabeleccu
penses depois de certo prazo de servijo effcclivo,
o creou vanlagens, com que espera que o goveruo,
mais habilitado, cunsiga a mencionada elevajo.
A respeito do exercilo, em vez de pretender dirni-
o numero que he necessario, a pretexto de se
lar preenchido, procuremos novos meios de au-
xiliar ogdveruo para o obler.
Pela minda parte nao admiti a diminuijao de
urna praja abaixo do numero de 20,000 para cir-
rumslancias ordinarias, porque seria um grande mal
para a administrajo e para o paiz; e nem o arbitrio
de licenciamenlo, que se d ao governo, se pode
applicar a scmelbante diminuijao ; n licenciamenlo
lem seus termos, e nao deve cairtar difficuldades ao
servijo militar.
Passando a Iralar da propqsijo aventada pelo Sr.
Jacintho de Mendonca, o orador diz que ninguem
nulre maissympalhiasdo que elle pela classe mili-
lar, que he o primeiro a reconhcccr quanlo os offi-
ciaes de mar c (erra eslo mal aquohoadosem rela-
cao as outras classes dos servidores do estado, tendo
provas e trabadlos, fadigas c perigos maiores a sup-
porlar, que por tanlo nao s elle senao tambem to-
dos os seus collegas da commisso eslo de perfeilo
aecurdo acerca da idea da conccsso da quinta par-
le do sold, mas que a questao he se, deve ella ir
consignada no projecto de" fitajo de forjas, ou se
em um projecto em separado.
O orador conclue o seu discurso da maneira se-
guinle :
Se se tralasse de conseguir smenle esso concessao,
podia-se fazc-lo ; mas a ella se lem de aunexar dis-
posijoes rcgularisadoras c convenientes ao servijo e
disciplina, como sejam sobre os casameulos dos
officiaes, sobre os modos de se calcularen) as pen-
sos, ele.
Ora, a commisao de mi nha c guerra lem j a lia li-
tado, e po'so mesmo dizer j promplo, um projecto
conlcndo lodas essas disposijoes. Em poneos dias,
eu o afianjo cmara, este projecto ser aprescnlado
sua ceusiderajo, c sem din ida ser nesla sessSo
tratado e discutido.
Nao he mais conveniente pois derxar passar o pro-
jecto ile fixajao de forjas como vai, e dcixar para
urna discusso especial o novo projecto que tem a
commisso de aprcsenlar ? Creio que he islo fora
de duvida. Crcio que o projedo qne teremos a hon-
ra de aprcsenlar cmara satisfar completamente
os desejos da classe militar de Ierra e mar, e os vo-
tos de honrado depulado qne os advogou com lana
dedicajao.
Sao estas as nicas observajoes que linha a fazer.
O .Sr. Ferreira de Aguiar : Sr. presidente, ha
pouco, quando prirfcipici o meu discurso, disso logo
que podia mu dem acontecer que votasso pelo pro-
jrclUi n rousjguiuui MltLpeJa forja pedida pelo go-
verno. Assim, j se f6 que, combalendo o pedido
de 20,000 prajas de pret, o fu por. julgar necessario
esse numero, em vista do mappa e do proprio rela-
lorio do Sr. minislro da guerra.
Parece que me exprim de maneira a poder ser
bem comprchendido, dizendo que, urna vez que o
governo nao linha podido preencher a forja votada
para o anno correte, entenda eu que, ou ella nao
havia sido necessaria, ou enlao que havia impossibi-
lidadc de a levar ao seu eslado completo, e que em
ambos os casos era desnecessario. era intil decretar
urna forja que, ou nao podia realisar-se, ou era su-
perior as necessidades do servja publico.
Mas respondendo-me, disse o nobre depulado re-
lator da commisso, estar convencido re que essa
mesma forja designada pelo projecto nao era bastan-
te para salisfazer s necessidades do imperio, por is-
so mesmo que a forja de linha era nao s emprega-
da no servijo quf llie he proprio, mas ainda cm po-
liciar grande parte das provincias. Eu nao sei como
possa harmonisar bem esse pcnsamcnlo do nobre de-
pulado, quando entende que 20,000 homens nao sao
bstanles para salisfazer a todas as necessidades do
imperio, cao mesmo lempo a commissSo aprsenla
neslc arligo a pcrmissfio de se licenciaren! 5,000 pra-
jas desde que isso seja possivel.
Ofa, seo nobre depulado entende que ha possibi-
lidade do se poder fazer o servijo com 15,000 pra-
jas, pois que consignou no projecto a faculdade de
licenciar-sc 5,000 prajas, he claro que nao deve
causar admirajao quando eu reparo que a forja vo-
tada de superior s exigencias do servijo. Nesta
parle eu creio seguir o pensamento consagrado no
projecto aprescnlado pela nobre commisso.
Sr. presidente, nao tenho a prcleoljo de querer
demonstrar evidentemente ao governo que o servijo
se possa fazer com menos de 20,000 pracas ; nao
pretendo islo, mas desejo ser comprehendido de ma-
ueira que me achem razo quando insisto na idea de
que esse servijo, durante o anno correte, se fez
com 18,000 preces, resultando deslc fado a convic-
cao, para mira ao menos, de que no anno futuro
esse mesmo servijo se possa fazer com igual numero
de prajas.
Agora oceupar-mc-hei de urna observajao feita
pelo nobre minislro da guerra quando leve a bou-
dado do responder-me relativamente a observajao
que fiz sobro a conduejo dos recrutes c transporte
de tropas.
Dsso o nobre minislro, que as difiieuldadedes qne
haviam, nesla parte do servijo militar, nascam de
se adiar una grande parle da marinha brasileira
empregada na eslajao do Ro da Prata, una outra
em eslajes pelas provincias, e finalmente na rcpres-
so activa do trafiro. Desejo que o nobre minislro
comprchenda bem a forja do mcu pensamento ;
quando fallei na maneira por que se transportara os
recrulas e tropas, disse logo que desejaria muilo que
S. Exc. Iralasse de cslaboleccr meios facis e com-
modos para esle transporte, e fallando de meios fa-
cis e commodos, desde j doclaro a S. Exc. que
Dio Uve cin vista o uso de navios de guerra, porque
sei perfeilamcnlc que osles vasos nao sao feilos para
transporte de tropas; lendo de ordinario somente
accommodajespara asgtiaruircsgpara os officiaes;
eu quera ao contrario que o Sr. minislro da guerra
Iralasse, ou de pedir ao corpo legislativo os fundos
necessarios para mandar construir navios, porexem-
plo, vapores proprios para essa coudujo, ou cnlo
que propo/.osse um outro meio pelo qual fossem re-
movidos os males csolrimenlos que pesam sobre es-
ta parte do exercilo. Fiquc-sc porlanlo saliendo quo,
quando Iralci desta materia nao me refer aos na-
vios de guerra, c sima vapores quo devem ser cons-
truidos com as accommodajes uceessaras para esses
transportes.
O Sr. Miranda: Poucas observajoes, Sr. pre-
sidente, lenho a fazer insistencia do nobre depu-
lado pela provinria de Pcrnambuco.
Enlondeu o nobre depulado que deve lombaler o
numero do prajas pedido para o caso de circumslan-
cias ordinarias.
As argumentarnos que o nobre depulado proditzio
deveriam ler adiado rabal rcsposla as bem funda-
das razos apreseuladas pelo nobre ministro da guer-
ra, e que lem sido constantemente empregadas na
discusso das difierenles propostas de lixajo de for-
ras.
Pareca, porlanlo, que depois de haver cabalmen-
te respondido o nobre mini-lm da '.'nena, nao me
deveria eu fazer cargo de insistir na rcsposla que
tambem constantemente se tem dado a semclhante
maneiraAc impugnar a fixajao de forjas.
J em oulras occasoea lenho feilo senlir ca-a
meu pensamento a respeilo deste genero de comba-
lo ; he minda opiniao que deve de correr por conla
dos honrados membros que impugnam omcrecimen-
lo, a jusleza da fixacao do forja, o dever de demons-
trar cm que pecca ella, como poder-sc-ha fazer o
servijo do exercilo com menor numero de prajas que
o reclamado, quaes os poulos em que a forja de ne-
cessaria, c quanta, ele, ele.
O nobre depulado por Pcrnambuco, prevenindo
desde logo urna semelhanle resposta, disse que nao
qneria ler a prelencao de enlrar na analyse, no de-
tallie do emprego da forja ; mas ao mesmo lempo
que renuncala a essa prelencao, pedia que Ihe re-
conhecessem a razo fora quo impugnava o parecer
da commisso.
Kealmcnle um semclhante modo de argumentar
dispensa lambem os fflversarios da opiniao do nobre
depulado Ja obrigajat de enlrar no examc, na ana-
lyse do delalhe da focoa. A consequencia necessa-
ria seria pois o dar-se por justificada a fixajao que o
governo ha constantemente reclamado as sesses
anteriores, a qual se arhademais garaulda pelosen-
limculo nalleravclmciile dado pelo corpo legisla-
tivo.
Eu poderia ( pois que lenho prsenles os dados so-
bro os quaes baseou o nobre ministro da guerra a
doutrina do arligo que se discute ). eu poderia com
elles mostrar ao nobre depulado que o numero de
20,000 pracas nao seria sufficienle para o servijo
que actualmente se exige das forjas do exercilo ; eu
poderia argumentar, como ja muito bem argumen-
lou o nobre depulado pelo Rio de Janeiro membrn
da commisso, com a neccssiJadc permanente de
destacar as prajas de linha para o servijo de poli-
ca, servijo que nao pode ser compalvcl com os fins
da nslituijo do exercilo, e quo muilas vezes mes-
mo se acha abaixo de sua dignidade, mas que he
urna necessidade da qual nao se pode prescindir lo
cedo sem muilo fundadas informajes, isto he, sem
o mais perfeilo coiihecimcnlo das circumslaucia e es-
tado de cada nma provincia cm relajao s precisos
especiaos que jogam com a fixajao de sua forja. Po-
deriamos, por cxemplo, chegar a reduzir o numero
pedido se o governo .imperial, enlen Jcndu-se com os
difierenles presidentes, chegasse a conhecer'quantas
pracas policiacs seriara necessarias panJLo servijo
privativo da provincia, se as rendas propriamente
provinciaes poderiam ou nao manter esse numero de
pracas, qual a razao por que as assembleas provin-
ciaes nao elevam a forja policial ao sea verdadeiro
p, e em harmona com as circumslancias peculiares
de cada urna. O governo poderia como pode, e faz,
influir m que os presidentes enlcndessem por mo-
do razoavel e prudente na fixajao da forja policial
de cada urna provincia, de modo que sempre se v-
esse a fixar a necessaria e sufficienle. Por esle mo-
do, cuidando cada provincia de si, e nada esperando
do exercilo, se poderia obstar a que a forja de li-
nha fosse empregada e distrahida em servijo alheio
daquelle que Ihe he privativo.
A esla providencia, que eslou bem convencido
haver sido dada, e que continuar, a fazer objecto
dos disvelos', .do Ilustre minislro, pode apreseutar-se
um grande obstculo, e he-que algumas provincias
ha cujas rendas sao lao exiguas, tSo insuflicienles,
que nao poderiam fazer face s despezas que se de-
vesse consignar para elevar a forja ao p necessario,
de accordo com as precises meramente peculiares
dessas provincias. Nao convm porlanlo reduzir a
forja do exercilo desde j s porque se acha ella dis-
trahida para objectos que sao alheios sua nslitui-
jo. Urge ceder ao dominio das circumslancias al
se poder por outro modo providenciar.
Mas, disse tambem o nobre deputado por Pernam-
buco, se por ventura nao he possivel completar o
numero de 20,000 prajas, qual a razao por que de-
cretis urna reserva'! ptimamente se Ihe poder res
ponder: a lei nao ex iae que o governo licencie necessa
riamenic 5.000 prajas para com ellas instituir urna
reserva ; a lei o que quiz, quer, deve querer, e de-
vera sempre querer, he que, quando as circumslan-
cias do paiz molduraren), quando urna paz comple-
ta nos permitlir o liconciameulo de algumas prajas,
enlao eslas sejam licenciadas, o pm ellas se forme
urna reserva, que he urna das bases da perfeita or-
ganisaco de todos os bons excrcitos, he um viveiro
donde, no momento de necessidade urgente, se po-
der tirar homens pralicos, consummados no servijo,
e verdadeiramente nelle interessados.
He por esla razao, Sr. presidente, isto he, por nao
ler podido o governo ainda dispensar essas prajas
visto que a mesma forja decretada nao lem sido pos-
sivel completar, he por esta razo que ainda o go-
verno nao pode principiar a crear um ncleo de re-
serva, pela qual todava se empenha, tratando al
ja dos respectivos rcgulamenlos.
A urna razao bastante importante nao se dignou
o nobre deputado por Pernambuco de prestar a sua
atlenjo ; rejeitou-a como se fora de nenhum valer;
mas sobre ella insisti, e por tal modo, to conclu-
dcuicmenlc, o meu nobre collega pelo Kio de Janei-
ro, que enlendo far-lhe-hia urna injuslja se por
lenlurallie prelendesse accresccntar a menor con-
siderajao. Ha essa a que proveui da necessidade
de dispensar a guarda nacianV do servijo em que
he de continuo empregada, a ponto lal que na mes-
ma capital do imperio he chamada al a propria
guarda da reserva a fazer um servijo que nao faria
seo exercilo se achasse elevado ao seu verdadeiro pe.
Compre que a guarda nacional seja poupaia ; com
ella conla o paiz nos momentos crticos; s a pode-
mos dispensar enchendo as filleiras do nosso exer-
cilo. a
O nobre deputado^lao qrtiz ler em considerajao
as razes que deveria ou encontrar ou deduzir da
resposta que foi dada pelo nobre minislro da guerra,
quando se referi nossa posijo especialissima, que
us aconselha a prevenir quaesquer inesperadas oc-
currencias, quer em relajan ao Sul quer em relajao
ao Norte. Se he possivel que as cousas nao passem do
estado em que se acham, e que porlanlo nao possa-
mos ser impelilos a empregar maior forja quer ao
Sul, quer nts fronleiras do Sul, quer as do Norte,
pode lodavia acontecer- tambem que de um para ou-
tro momento tenha o governo instante necessidade de
mover forjas ou para dro ou para outro extremo, e
enlao bem v o nobre deputado que, dada essa in-
declinavel necessidade, os pontos donde se fizer mo-
ver a (ropa nao deverao liear abandonados c des-
guarnecidos. Ncsle caso a prudencia, os saos prin-
cipios da administrajo c da poltica exigem, recla-
mara que o governo seja providente. Seria elle
completamente desculpavel por qualquer extraor-
dinaria despeza que houvesse de fazer para preve-
nir urna eventualidade ; mas uciibuina drsculpa
feriase nos vesse dizer-^ eu nao cuidei, nao tive
meios.
Cumpre porlanlo auxilia-lo,para que evile um cm-
barajo qualquer, e nao perca por falla de recursos
nem de vigilancia. *
Sobre a posijo de nossas cousas ao Sul e ao Nor-
te enlendo que nada mais deverei dizer ; ellas po-
dem c devem de ser por lal modo apreciadas par
qualquer de nos, que reputo desnecessario qualquer
maior desenvolvimento sobre a maleria.
I inda eu, Sr. presidente, algumas ideas, as quaes
moslrci ha pouco ao nobre minislro da guerra, e que
desejaria ver consignadas as leis de fixajao de for-
jas de mar c Ierra, embora me ache nislo divergen-
te da opiniao dos meus Ilustres collegas da cammis-
sao. Por esta razao, quando ha ponco se discuta a
lci de forjas de mar, pedi cu a palavra afiu de pro-
por-lde o adiamcnlo al que se der disse em segunda
discusso o projedo de lci sobre forjas de Ierra, on-
de cu pretenda offereccr essas ideas. Sao ellas laes
que, adoptada cm urna lci, deveriam de necessidade
figurar na nutra.
. Daqui viiiha a necessidade de adiar a discu;so das
forjas de mar, porque, se eu livesse a fortuna de
vor adoptada alguma das minlias ideas, poderia ser
ella igualmente consignada na redaejao daquella le,
.iiiin do que so desse aos militares de mar o mesmo
que nos de Ierra.
Para nao prolongar aaora esla discusso me reser-
varei para depois, e cnlo cvpcndirei lodo o meu
pcusamenlo. No cnlrclanlu o nobre minislro medi-
tar sobre as emendas, c proceder como qufzcr
Eu me resgnare com qualquer delberajo quo lo-
mo, na certeza de que para mim basla a Icmbranr.i
c a gloria de as haver iniciado, brin como a convie-
jo de que mais hoje, oais amaulia, ollas acabarn
por ser adoptadas, em bem dos militares, do exercilo
e da armada.
Nao havendo mais quem poja a palana precde-
se votaro.
He appruvado o arlao seus p.iragraphos.
Enlram cm discusso por sua ordem, c sem deba-
te sao approvados, os arligos 2. 3 e 4, e afinal passa
o projedo para a 3" discusso.
O Sr. Miranda (pela ordem) : E linha pedi-
do a palavra era lempo ; quera aprcsenlar alguns
arligos addilivos.
O Sr. presidente: Declaro qne nao ouv i o no-
bre depulado pedir a palavra. A cmara j volou
que o projecto passe 3a discusso ; por conseguinle
he .mais regular que o nobre depulado se reserve para
apresenlar os seus arligos na 3" discusso.
O Sr. Miranda x Eu disse ha pouco, quando
fallei, que se alguma das ideas que queria apresen-
lar triumphasse na 2a discusso do projecto de forjas
de Ierra, indispcusavelmcnle deveria ser atindela
tambem na redaejao do projecto das forjas de mar.
Ora, o projecto da fixajao das forjas de mar devia
hoje passar cm 3" discusso a nao ler eu pedido a
palavra. Fiera adiada pela hora, esla pois conse-
guido o mcu fim. Resla conseguinlemente dar lu-
gar discusso das mindas emendas que offerejo co-
mo arligos addilivos, a ver sa alguma se adopta cm
ordem a consigna-la no projecto de forjas de mar,
ora adiado.
Eu nao posso ceder do meu direilo, e eulo ao
menosjulgava conveniente que se me permiltissa ler
os meus arligos addilivos, mesmo porque eslaudo em
divergencia com os meus collegas da commis-ao no
poni de entenderem ellea qoe niinhas ideas dovem
ser discutidas em um projecto separado, ferroso he
que se esclareja um semelhanle incidente. Assim,
eu desejo desde j proceder leilura de laes arligos.
O Sr. presidente : O nobre deputado quer ler
os seus arligos para continuar a discustjo ?
O Sr. Miranda: Justamente.
O Sr. presidente i Tenho escrpulos a esle res- i
peilo.
<< .s'r. Miranda : JBem, nao farc qucslo ; dc-
"ejva que apparecessem eslas miadas emendas, por
que enlendo que ellaconoerrcni para melhorar a
posijo dos militares, eaperfejoar cm parle a orga-
nsajao da forja armada.. Ellas se adiara mesmo do
accordo com o pcusamenlo do ministerio, enm o
programma que se lem imposto. Decida V. Exc
como entender conveniente.
O Sr. presidente : Enlendo que islo agora Dio
pode ler lugar ; a cmara j volou que o projedo
passasse lorcera discusso.
Passa-se pois a seguuda parle da ordem do da.
Fixacao das forcas de mar.
Continua a lerceira discusso do projecto que fixa
a forja naval.'
O Sr: Miranda : Eu disse, quando discuta a
proposta de forcas de Ierra, que tcncionava apresen-
lar algumas emendas, das quaes ja linha dado co-
nliecimeulo ao Sr. minislro da guerra, que suppd-
nha-qne, se algumas das ideas consignadas nenas tri-
umphassem na segunda discusso da fixajao das for-
jas de mar de conformidade com o vencido.
Enlendo, Sr. presidente, qoe ao projecto de forjas
de trra se pode accresceotar algumas ideas que es-
lo no caso de serem approvadai. Nesta parle me
separo daopiotio dos meus nobres collegas, que pen-
sam nada se dever alterar as proposlas, e que ludo
o mais se deve de reservar para um projedo espe-
cial. .
Algumas das ideas que eu linda formulado ncslas
emendas podero, com ctTeito, seAesorvadas para
um projedo especial; oulras, porm, no tendo af-
findade alguma com as primeiras, nao podem dei-
xar de ser discutidas c consignadas agora.
Quanlo as segundas, entre as quaes se acham as
que dizem repeito mpliajSo da quinla parte do
sold, fazendo-se extensivo aos offictaes da segunda
classedesde j, e amplando-se s reformase ao meio
sold, eu posso responder aos nobres depulados em
mui poucas, mas bem terminantes palavras, e vem
a ser que, se lei das forjas do Ierra vigente foi a dis-
posijo propria para nella se consiguar a declararlo
do augmento do sold na quinla parte, a lei de fixa-
jao de forjas de Ierra lambem deve de ser, e conti-
nua a ser a disposijao propria para nella se ampliar
aquella delberajo e firmar oulras idnticas. Va-
mos porm as emendas.
He meu sentir que no tempo marcado para o ser-
vijo das prajfcr de, prel, quer voluntarias, qner re-
cruladas, ho so deve contemplar o tempo que passa-
rem doenles no quarleis e hospitaes, a menos que
nao sejam essas doencas provenientes do servijo.
Bem v V. Exc. que esta emenda cabe perfeitamen-
le ao artigo segundo do projecto volado om o q.inl
juslamenle se Irala do lempo de servijo. Escusado
me he sustentar urna exigencia tao clara e jusliBca-
vel que pela sua simples leilura se recommenda.
A segunda emenda lem por fim auxiliar urna claj-
se de cidadaos dignos de molhPSftrte, a que al
hoje nao se ha dado a considerajao qoe merecem.
Eudesejava porlanlo quenas repart jftes militares
e as dependentes dbs ministerios da guerra e ma-
rinha fossem elles opporlunamenle empregados com
preferencia a quaesquer oulros cm idnticas circum-
lancias. Essa idea vai de accordo com os senlimen-
tos dos nobres ministros da marinha e guerra. A
emenda he assim formulada : as repartijoes mi-
litares, e as dependentes dos ministerios da gorr e
marinha, serio empregados de preferencia os offi-
ciaes reformados, com tanto que o nao tendam sido
por motivos de irregulatlade do conducta, e que
possuam as habilitar!^necessarias.
Desejara, pois, qoe as roparlijies1 ratntatt, que
depcmlcrcra dos ministerios da marinha edafeuerra,
fossem atindalos e empregados convenicnteroeule
os officiaes reformados, ama Vez que possuis-em as
liabitajoes para o servios especial a que aspirare.
Elles lem mais direilo a exercer m cargo nossas re-
parlies do que os paizaoos. Esta idea he omineu-
Icmeute protectora da classe.
No mcsnjn caso est a emenda que passo agora a
ler. Sua justija, seu merecimento e seu alcance
nao ueeessilim de commenlario. Diz ella : O n-
litar qoe houver dbtido a sua escusa, depois de haver
servido o tempo da lei, lera preferencia para qual-
quer emprego publico, para o qual tenha as liadti ta-
ces sobre aquellos com quem concorrer em gualda-
de de circumslancias.
Esla idea favorece o futuro do soldado, anima-o
no presente, e pode servir de incentivo aos engaja-
inentos.
Vou agora enunciar um pensamcoto que mesmo
eu reconhejo ser da maior importancia, e que lie
digno de seria meditajao ; mas um pcnsamcnlo em
favor do qual lenho a opiniao das primeiras illus-
trajoes militares, dos nossos lucidores aeneracs. Seu
alcance he lal, que no momento nao poder lal-
vez ser bem apreciado, mas que por isso mesmo de-
ve desde j ser entregue opiniao da cmara e do
paiz. Elle ha de vira ser daqui a dous, qualro ou
seis anuos, um precioso recurso para haver soldados
e manija, sem grande difficuldadc c sacrificios para
o llicsouro.
Diz a emenda : a Seis annos depois de publicada-
a prsenle lei, ninguem poder ser admillido a em-
prego algum publico estipendiado, e que nao resulte
do elojo popular, sem que mostr que, por si ou
por oulrem, servio no exercilo ou armada o lempo
marcado. O governo designar cm regulamcnto as
condijes das subslituijes.
A quinta emenda acha-sc consignada no relalorio
do Sr. ministro da guerra, 11c mui simples, e nao
deve de ser adiada, a menos que se nao queira en-
trar na lei em minuciosidades, que devem ser pro-
prias do rcgulamenlo. Diz ella :
a Nenhum official se poder casar sem licenca do
governo, o qual indicar, cm regulamenlo, quaes, e
com que condiees o possa fazer. O regulamenlo,
urna vez dccrelado, nao poder mais ser alterado
sem disposijao legislativa. *
A sexta emenda he a quo se refere quinla parle
do sold, c esl concebida nos seauntes termos:
A quinla parte do sold concedida pelo arl. 11
do decrelo n. (is do 18 de agosto de 1852. comprc-
hende a segunda classe, o fica extensiva s reformas
e meios sidos, rom a nica exoeprao de nao poder
aproveilar aos ofliciacs reformados por cflcilo de
conduela irregular, para os quaes sora conservada a
tabella deiSil.
Sao eslas as ideas confuas as emendas que eu
lida do aprcsenlar na discusso de forjas de torra.
Nao digo que devam de sor lodas desde J approva-
ilas, nao leudo mesmo essa esperanja, embora me
pareja que sao algunas dcllasapuiadasuosrclalorios
de alguns Srs. ministros. Quando digo que nao le-
nho esperanja, nao he porque nao lenha conlianja
nogovernu, massim porque vejo que entendem os
Srs. mini-tros que ainda nao he chegada a occa-
siao propria para a discusso de somolhanlos male-*
rias. Ousn porlanlo rogar a cmara e ao nobre
minislro da marinha que pcrmitlam que se ade
esla discusso al passar o projecto de forjas de
Ierra.
O Sr. l're-idevlr : Julgo que o nobre deputado
r
r
I i

.


"-
-ir
DIARIO DE PERNAMBUCO QUARTA FEIRA 12 DE JULHO DE 1854.
"*!

.
,

pede o adiamcutn da discussao alo que si'ja vo-
lado om lerccira dlatiliwln o projeclo de forras de
Ierra '!
O Sr. Miranda : Sim, sculior.
Vai mesa, lio lido e ulo apoiado o requerimenlo
lo Sr. Miranda.
O Sr. Miranda: Desojo mandar mesa una
emenda determinando, que a quinta parle do sold
decretada para os ofliciaes da primeira classejse cs-
tenda aos da segunda, c que se ampli as reformas e
nionlc-pios.
Ilcapoiada a emenda do Sr. Miranda,
l.c-sc o apoia-sc a seguinle emenda:
Fiel rc\ogada a iillima parle do arl. 5. do
docrelo u. 646 de 31 de selembro de 1852, desde
as palavras conlinuando porm *-, ele. Mi-
randa, o
O Sr. Paranhot ( ministro da marinha): Sr.
presidente, a< ntonces do uobre depulado autor
da emenda to de cerlo mu louvaveis. Tenlio a
fortuna de arompanliar o nobre depuladt as inlcn-
jes de favorecer a elasse mililar, concordo mesmo
com algumas das ideas que aprcsentoii i considera
cao da cmara. Mas lambem enleudo que o nobre
depulado Dio linlia razao quando pretendeu adiar
em 3. discussao o projeclo de lixajo das (breas de
mar, at que a cmara considerasse c resolvesse so-
bre as diversas emendas que o uobre depulado quer
olTerecer como artigo on artigo additivos ajprojec-
lo de flxaj.lo das forjas de terri.
As emendas do nobre depulado silo de summaim-
portancia, merecem urna discussao pausada e espe-
cial. Creio que o nobre depulado, se pudesse re-
primir um pouco o louvavel desojo que tem de ver
discutidas e adoptadas as suas ideas cm beneficio da
classo militar, reconlieccria que segua caminho
rnais seguro e mais cerlo convfcdo em que cssas
suas ideas fossem conslderadas,|i,'um projeclo espe-
como minhas,idas que oram de outros (.dtnegaroes).
lie o que se deveria concluir.
Eu sei que csse projeclo conten ideas que se ca-
BSo com os ineus pensamonlos, islo lie, qtic ncllc se
traa de assumptos que to consignados em minlias
emendas, Lindos mcus companliciros quiz que cu
boje lose, porm, como eu pretenda olTerecer as e-
mendas em quesUo, IHc t'.isso rom toda a lcaldada
que o nao lia, pois ia offerecer por miulia conla ar-
tigo* sobre a malcra. Eis ludo.
Siolo acliar-mo ueste ponto divergente de meus
companlieiros de commissao. Nossa divergencia,
porm, nasec dequeelles cnlendeni que esU pro-
posta e a da guerra sao sagradas, o nada se Ibes devo
de alterar, mesmo que seja supprimido tres ou qua-
tro linlias. o eu cnlcndo que estas c algumas oulras
das minbas emendas uSo encoutram lugar mais pro-
prio para screm consignadas do que a resolujao que
sediscule. .
Tenho conseguido o mcu lim, qua) lie mostrar que,
de acfordo cem os conipromcllirajuilos do governo,
e segundo os diramos de minlia traca inteliigeucia,
desejo coucorrer para melborar aLclasse dos milita-
res, aperfeiroando as leis que servem de base ;i soa
organisacao, e ollerecendo-llies um mellior luluro.
Essc usignificanlc obulo de meus debis servidos,
com que concorro em favor da elasse, que lansa
sympathiae respeitos me merece, be fillio de meus
e-Unlos, eda troca de ideas c pcnsameiilo rom bo-
nicos Ilustrados da elasse a quem de necessidade
deve de recorrer um individuo que, como eu, fa-
zendo de si a mais triste idea, procura nao obslanle
ser util a sociadade.
Nao liavcndo casa para se votar tica encerrada a
discussao. O Sr. presidente marca a ordem do dia
c levanta a sesto as 2 borai e 20 minutos.
\
rial.
O nobre depulado, Hilo ledo conseguid o sen
proposito quanto ao adiametito do projeclo de forras
navaes, pretende addicionar no mesmo projeclo, nao
todas, mas orna ou dual das emendas que cHe pro-
prio apreseutou como consliluindo um sy^ema, so
bre cujo todo deveria recahir a discussao e aecitod
cmara.
Para csse fim leve o obre depulado i bondade
de dirigir-me um pedido, e vem a ser que eu con-
venha em que suas ideas sejam consideradas e resol-
vida pela cmara, (cando no entretanto adiado o
projeclo de forras navaes. Preslo a maior conside-
rajao ao intento do nobre depulado, acompanbo-o-
como ja disse, no sea desojo do beneficiar, por lodos
os meios compativeis comas circumstancasdopaiz,
a elasse militar; mas nao posso, pelas razoes que
acabo de expender, dcixar de retribuir o pedido doJ
nobre depulado com outro pedido, he que conve-
nha em que suas ideas sejam discutidas em um pro-
jeclo especial; que nao complique o retarde a dis-
cussao do presente projeclo, que est em termes de
ser definitivamente adoptado pela cmara.
O Sr. Sera: Sr. presidente, se en nao fui na
sesto passada o aulor da doulrina ora reproduiida
, no artigo addilivo que acaba de submeller a discus-
to o meu nobre collega da commissao de marinha
e guerra, pelo menos fui um dos acorojoadores dessa
medida. csla capjunctura, oppondo-me de alguma
sorle que ella seja enxertada na tai que se discute,
e comquanlo s me arreceie de causar Indignaran
raido e nunca aos liomeos, parecer que sou adver-
10 aos da minha profisto. Dexo ao juizo da cma-
ra c ao boro senso fazer-me juslira.
Tendu-sc declarado que na commisto de mari-
nha e guerra se lia elaborado um projeclo de lei
eoinprehendcndo a doulrina que ora aprsenla o
meu Ilustre amigo, e carecendo a esla medida sc-
rem addidas oulras repressivas da facilidade e por
ventura do desregramento que existe na elasse milj-
tar quando contrallecasamcnlos, enlcndcu a com-
misto do marinha c guerra, de accordo com os mi-
nistros das respeclivas reparlijocs, que devia formu-
lar um projecto de lei quc_livesse por principal fim
consignar a doulrina cm queslo. Nao he occasiao
de sustentar a juslira dessa idea, cm brevq, ella ser
pleiteada, porlanlo vou mandar um requerimenlo
mesa, pedindo que o artigo do nobre depulado seja
remedido commisto de marinha guerra, afim
de tomar-sc a sua redaejao na devida considera-
rlo.
O Sr. Prt stente: O nobre depulado creio que
CORBESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
Farahlba 30 de jubo.
My dear.Reccbi rom sumnio prazer noticias de
sua pessoa pelo sen Diario de 22 do correulc, inui-
lo mo alcgre com ellas pois jnlgava que Vmc. esla-
va, nial comigo, que bavia despresado as mal Ira-
jadas linhas, isso me agoniava hasta oto. porm como
- boje eslou convencido do contrario, viva Dos! que
vou ronlinuando, teniendo sempre a policia secreta
de cerlos meninos que nao temem o disposlo no art.
do cod. criminal respectivamente a carias, por is-
so lhe dijo, cautela e mais cautela.
Ora saiba Vine, que ando com medo que nao amo-
leja, lanos to os dias que eslou de molbo, lenho
ensatado diveaas adcvnhajes para ver se consigo
fazer cessar afchuva, mas qual, cada vez ella vai
mais forte, lenho nlimamenle deitado muila coosa
por entre as perns, porm nada de novo, nao sei
se csse remedio falhou, por nao ser eu o cassula da
senhora miuhaD. mai. mas quasi que o sou, por que
depois de inim s nasccram mais Ires lilhos, c quid
est isso. .
A Sra. chuva lem-se mostrado molher leimosa e
m, desde o cornejo desle que ella se apreseutou, e
com lanta assiduidade, que j nos lem causado al-
guns estragos, muiles rasas tem abatido, oulras
ameaj.tm ruina imminenlc. obras novas se tem estra-
gado, por fra a consa lambem lem estado taia, o Sr.
I'.fraln h a den tao grandecheia, qoe loinou de barreira
a lia re ira, o nao consente anda passagem com seu
orgulho, quiz moslrar-semao, extravasou, e inondou
todas as suas vaneas, cbm o que temos tido muito
prejuizo, todas as plantajes qoe ah estavam fica-
ram arruinadas ou perdidas, raimas, mandioca, fei-
jo, millio, cmfim voou ludo com a cheia do tal
rio, e nao sei como poderemos passar o futuro ve-
rao, nao tirando pelo invern as nossas safras ali-
menticias.
de febre amarella, me pcrdnc Vmc. que tornea meu
proposito: levo honlcm limar a recita da sociedade
Apollo l'arahihann, oblive licenja do meu prelado
para assislir a ella, porm sem habilo, ped um so-
brecasaco de noile na cidade, c l fui 1er, go-tei de
assislir a esse dverUniciito.hoje nico em minha Ier-
ra, houvegrandcconcurrencia, as galeras estavam
inleressanlesse ca nao temesse oflender a algucm,
ou anda nfnjroh'ioccssc certa menina a quem te-
nho visto de r^ge) algumas vezes llie fallara lie
cerlos ollios. dos (paos j lhe dase alguma cousa a
respelo porm.....as bellas que ah se achavam eram
(Odas dignas de um p.'enia emeu. assim calludo.que
o caso lie serio, adaule >.
O drama tal Camilla npSubterranco, nao sei so a
escolha foi feliz, mas quem quizer mellior que com-
pre', quando nSo, que se conten le com o que lhe do;
desojara com ludo diier alguma cousa da represen-
tacAo, temo oITcnder com isso a illuslrc sociedade,
mas acredite-me ella que as minbas reflexes*tem s
por fim fazer com que ella v sempre cm progresso
com as suas represenlajiies, e que desde j fajo votos
pela sua ronservajao e esplendor : nesles Icrmos
com a deviila venia cu principio:
A Ia dama Carmilla nao comprchcndcu bem o
papel que linha de fazer, c por isso nao o cxeculou
como devia; esta senhora grita sempre c grita muito,
c nessa imite gnlou lano, que estando cu da parte
de fnra cuidei que o Ibcatrinho linha pegado fono,
quasi que corro para o convenio p.ira dar as hada-
ladas do costume, porm entrando condec cntao
que eram transportes da senbura Mara da Gloria.
O seu trajar nao era borp, e eslava mesmo fora do
misein ucene : como he que urna mulbcrque esl lia
3 dias em um calaboujo escoro sabe de l peuleada
c com basvnle unto no cabello?... Esla senhora
esl. segundo ouvi dizer assalariada pela sociedade
e com nao pequen cslipendi, para as suas re-
prcsenlajOes, assim lio justo que faja alsiim sacrifi-
cio a essa gente, que se aprsente mais bem vestida,
que decore mellior as suas parles, para nao ficar em
secna a merre do poni; j me tinham dito isso mes-
mo da 1" representajao, assim a Sr. Maria da Glo-
ria que reprcsenlou mellior na parle a Condcssa de
Genovite, nsnra quasi que enterra a parte, ser n-
grcsti.ila'l libera no> domine ; cuidado pois, minha
dona, ja que Vmc. se diz discipulado grande JoSo
Caclano, eslude os papis, consulte alguem, e cont
comnoseo por empunhar a laura cm sua defeza, po-
rm msica primeiro.
Os socios que lomaram parle na representajao,
safaram-sc bem: o Sr. Fresen, exauerou um pouco o
sen medo, porm assim mesmo soslei muilo delle.
esse moro lem muila aplidao para a scena, porom
crelb que cora os seus afazeres commcrciaes 'esluda
pouco as partes, se as soubesse mellior brilharia
sempre em scena.
A farja o Velho Perseguido nao esleve m,s sen-
timos que a dama se presenlasse sella com o vesti-
do-de Camilla, creio que eram muito {amigos, pou-
co ou nada sabia ella da parle, assim gaguejou mais
do que falloa,quanlo a roupa livemos a mesma
cousa para variar, vestido escuro no drama, e escuro
vestido na tarca.
Muilo lenho gostado da sociedade Apallo Parahi-
bano, fajo votos pelo seu ciiuraiidecimenlo. c para
que continu na ardua carreira que enceluu. sirva
elle de exempln a aquellos que dizem, que em nossa
trra n3o"podem haver diverlimenlns.
lambem goslei da orcbeslra do Ibcalro, o seu di-
um bello rapaz que pndesse fazer-me amado';_ oh I
quanlo seria feliz, pois a tal menina he um aoginho.
Alegro-me em parlicipar-llie que deixei hoje o
convenio, e quero ver se arranjo algum lugar na ca-
sa .do re.
. Ailpus al a primeira.The your servan!.
N. B. Esqucci-me de lhe participar, que lenho
feilo progressos no inglez, leaho pormestra o.. o,.,
o.... logo lhe direi quem elle lie.
'PERMBliCO.
RRPARTICAO
Parle do da
DA POLICA.
10 de julho:
Li com bstanle pezar a noticia dos desastres que
lem soflrid a sua bella provincia e agora me cabe
dizerquando o ItlhodoSr. capitan-raiir morre, quan-
lo inaisum pobre pescador, scasuaVeneza sofroas-
sim, quanto mais nos que estamos alirados ueste fun-
do ce sacco; depois ah o| progresso caminha com
'passo rpido, e o mal de Ires dias lie reparado em
urna hora, aqu lambem ha um mov ment rpido
mas he para Iraz, o mal, quando muito, fiea esla-
cionario, o bem de 3 anuos se desfaz era I hora, nao
rom la da une lenlia dito, que sou egosta, nao.
Dos me livre delal mal, as poucas reflexes que
t/, sao filbas de puro sentimento.
Vamos agora a cousas aleares, principiarei pela
asscinhlca provincial; saiba Vmc. que a casa dessa
Eini'1. Sr. fol promovida a lerrciro do Pajo, ou pr'a-
ra do mercado que pena ton li o lido de nao eslsr o
Ex. elTeclivo para se aproveilar desse lugar, j que
tanto gostava elle de mercados) tal foi o barulho,
confusao, algazarra,. descomposlura, ele, ele, etc.,
que se deuna sesto de 23 do correle; von-lhc con-
tar a cousa como me contou o Coco, e se ito for
exacto a culpa ser delle.
Tralavam os aoguslos representantes de o-
bras poblicas ; e "queriam uns, que a quola
marrada d cssa verha, osse picada logo na nia-
tanja, quero dlter, que a assembla designasse
quaos ai obr^fc'em que se deveria gaslar esse di-
Illui. eExm. Sr.Participo a V. Exc. que, da
parles luye recebidas nesla rcparlicao, consta lerem
sido presos: ordem do subdelegado da fregnezia
de S. Frei Pedro Gonjalves, Jos Maria de Souza
por brisa; e a ordem do subdelegado da freguezia
ilb S. Jos, o pardo Francisco Jos (los Prazeres,
lambem por briga, e o prclo Bernardo de UI por
desobediencia.
Por odiaos de boje datados, perliripou-me o le-
ncnle-coronel commandanle da fortaleza do Krum,
que t hora da noile pouco mais ou menos evadi-
rara-sc da prisa grande daqoella fortaleza, onde
eiisi*lam, 27 presos, 7 criminosos de juslira, por um
liuraer) que pralcaram do lado direito da mesma
prjtoquc ndicava ler sido feilo ha poucas horas,
os quaes depois de haverem lutado com a stnlinella
que seachav na rampa do nascenle, e em quem de-
ram duas punliMadas. s'allaram a muralha e seeva-
diram proenrando a cidade de Olinda, sendo que o
referido commandanle fazendo sabir immediatameu-
tc urna forja de 16 prajas em seguimenlo delles,
cnnse&uira apenas a captura de um dos referidos
criminosos, de nome Deodato Ferreira Lima, que ti-
ca recolhido pristo. ^.
Em vista desle deploravel aeontoeimento, lenho
expedido as mais tarminanles orSeiis, para sercm
presos os seis criminosos, que lograram tegir, sen-
do lodoselles sentenciados por dillcrc'nlcs crimes e
a graves penas. j.
Por esta occasiao son levado rogara^, Exe.
qne se digne novameule expedir suas ordei!s*j>ara
que se aclivem os reparos qoe, por mep oflicio dv30
dejnnlio lindo sob n. 510, V, Exc reqoisitei
sem.fcilos as duas prises forles da fortaleza d
Ginco-Pontas, visto conslar-me que al o presente
se nao deu cornejo elles. nao obstante a nrgenle
ne.cssid.idi', ipie ha de ter protnpJas. seinrllianles
prisOes, para fazer remover para ellas jnulos dos'!
criminosos existenles na arruinada eadeia desta ci-
djilsaj c assim previnir-se que elles pro-urem eva-
dir-so como j tem por vezes Icnlado.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da policia de
Pernambuco 10 de julho de 18.">4.Illm.e Exm. Sr.
consellieirn Jos Denlo da Cunta e Figuiiredo, pre-
sidente da provincia.I.tti: Cario* de Paita TU-
xeira, chele de policia da provincia.
11
Illm. e Exm. Sr.Participo V. Exc. que das
parles boje recebidas nesta reparlieao mista lerem
sido presos : ordem do subdelegado di freguezia
de S. Antonio, Bartlinlnineu de Albuqierquc Ma-
ranhao; ordem do subdelegado da frecuezia de S.
Jos, Francisco Jos Kibeiro c Theodori Maria da
Conceico, todos para averiguajoes polieiaes: e
rector lem sido iucaiisavel no sen adianlameoto, os ; ordem do subdelegado da fresue/.ia da Ba-Visla,
pedajos que foram lojados se executaram bem, s a : os escravos Maria por andar fgida, e Victorianno
primeira cirmela he, que quando scinflue. desafina i por roubo.
um pouco. porm isso corrige-sc e a cousa fica excel- Dos guarde V. Exc. Seerclara di policia de
lenle, com o que muilo foleare. Pernambuco 11 de julho .!' Is.V,.Illm. eExm. Sr.
Tiuha muilo anda que lhe contar, porm lenho conselhero Jos liento da Cunlia e Figneiredo, pre-
somno e vou ver se posso dormir, mas que sons oijo | sitente da provincia.f.uit Carlos de Paira Tei-
agora?! be urna licllajovcn que ciuila, oh! nao ser eu \xcira, rlicfe de poliria da provincia.
o bibi cor de rosa do vosso coronel ; vos o acharis
sempre sobre ocaininho da honra!
Esla allocucito foi acolhida aos gritos, mil vezes re-
petidos deViva a orlhodoxia !
Enlo o regiment principiouadeslrojar, emano-
brou com a firmeza c uniformidad,; dignas das mais
velhas tropas.
Anuunria-sc para amanhaa grande parada. Mimi
PiiMiiintilV tara manobrar o seu regiment diarile do
tmpeador.
Os jornaes eslrangeiros lem c-palhado o boalo que
"diversos carpos dos negociamos se linham feilo
um pouco surdos s insinuajcj viudas de cima para
os engajar a fornecer voluntariamente, o a equipar
a sua rusta um certo numero de regimentos, destina-
dos a defender a sania causa da orlhodoxia.
Nada mais falso ucm mais calumnioso : sao calum-
nias propagadas pelas folhas hoslis de urna parte; da
Allcmanha e da Inglaterra.
Eifcvenlio de ver desfilar o regimento Real Pelle
deCoelho.
Este regiment formado, armado e equipado em
menos de urna semana he composlotle vendedores
de pelles de coelhosda capital: he o primeiro que se
lem oflerecido ao imperador. Ello se compOe de lio -
mens flexiveis, deslros, manhosos, habituados a fazer
as ras urna gnerra priajeta aos gatos, e que po-
dem fazer uramies serviros em urna guerra de embos-
cada.
As oulras classes de negociantes rivalisam em zelo
c ardor para seguir o exemplo dado pelos negociantes
de pelles decoelhos.
Em quanlo as modistas nomeavam os seus officiaes
sobre a Perspectiva Ncwsk, os lendeiros de Sainl-
Pclersbnrgo procedam a igual operarao sobre a praja
de Alexandrnpol.
Os soldados do regiment dos lendeiros clegcram
para seu coronel um certo Corcelctchcir, cuja loja he
bem condecida dos gastrnomos moscovitas.
Os merca dore, de ovas de solbo salgadas em mu
reuniao que honlcm leve lugar, decidiram oITcrccct
um rcaimento decavallaria para ar^uerra santa. '
Emfim nao ha profisto alguma que nao lenha a
honra, as circunstancias de olTerecer, e lestemunhar
o-seu zelo pela orlhodoxia. As renal cijas da praja
do mercado de Sainl-Petersburgo nao pudendo formar
um regiment se oflereceram para servir na qualida-
de de sapadores nos diversos,regimenlos que se orga-
nisam neste momento.
A ausencia das modistas, dos lendeiros, sapaleiros.
nXiPcianles das ovas, altaiates c chapeleiros deve
cansar sem duvida urna certa pcriurhajao nos hbi-
tos e as, necessidades dos habitantes tfa capital, mas
nao ha, paswia que nao aceite com goslo todos os sa-
crificios paVa augmentar o numero dos defensores da
orlhodoxia.^. ,
A entrega das bandeiras tar-se-lia no domingo pr-
ximo. Todos os regimentos de voluntariosser.lo pas-
sados em revisla nesta ocrasio. A benro das ban-
deiras tera lifgar depois. He o palriarcba de Pclers-
burgo que ha de ofllcar.
, A nossa correspondencia ajonla em posl-scriplum :
Eu sei tic urna pessoa, ordinariamente bem infor-
mada, que o regiment das modistas acaba de rece-
her ordem de marchar sem demora, e marcha for-
jada para o Danubio ; he signal de qne as operajes
vafleomejar com visor.
Esta noticia lie srave, e nos recejamos que ella lo-
aba grande influencia na bolsa ; com ludo preveni-
mos que o nosso correspondente he sugeilo a trave-
suras, c que a sua noticia precisa de ronfirmajao.
Taxile Delord.
i.
I6es e chicotes, 1 dita sedas ; a A. Roberto Compa-
a i. *
1 caiiH marroqiiins, 1 dita cravalas de seda, 1 dita
chapeos de sol te panoo, 1 dita espedios, 1 dita chi-
cles, 1 dita castijacs de vidros e oculos de punho ; a
Dcder & C. ,
3 caixas tecdos de alzodo, 3 ditas sedas, pannos c
chapeos de sol, 1 dita cassas ; aTimm Mousen & Vi-
nassi.
2 caixas arenes para sella, 1 dita chapeos de sol pa-
ra senhora. de alsodo, 1 dita roupa branca, 1 di la
bonetes, 1 .lila perfumaras, 1 dita quinquilharias, 1
dita vidros, 3 ditas sedas. 1 dila entilara, 2 embru-
llius amostras; a F. Sutivagc Si C
2 caixas tecdos de aleuda, 3 ditas porcelana, 8
ditas vidros, 1 dita papel, 1 dila couros, 2 dita*
mcias, 1 dita pelles, .1 ditas modas, 1 cmbrulho a-
mostras ; a J. P. Adour & C.
1 raii.i tecdos de lAa, 1 dita ditos de alcodao, 1
dila meias c bengalas, 1 dila papel, 1 dila tecidos de
seda para chapeos, 14dilas vidros, 1 embrulho amos-
tra ; a L. Lecomlc Feron S C
CONSULADO GERAL.
Rendiment do dia 1 a 10.....6:8859198
dem do dia 11........ 7198799
7:60*8997
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rcndimenlo do dia 1 a 10 .
dem do da 11........
802*926
119*462
9229388
RECEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia II...... 9619176
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia la 10.....2.380987
dem do dia 11 ,.......1:3259970
. '-' ---------
S 2:706817
ERRATAS.
Na revista seraaajsl do dia 8 do correnlc, onde diz
nao lem de haver genero* de imporlajaolea-se
exporlajao.
Na entrada do carvao de podra, to 120 e nao
1,200.
das casas que anda nao foram arrematadas. Admi-
nistrar ia geral dos c.taludemenlos de caridade 11
de julho de 1854. O escrivao,
Antonio Jos Gomes do Corrtio.
Cousclho administrativo.
O conselho administrativo cm virtude de aulori-
sajo do Exm. Sr. presidente da provincia, lem de
comprar os nhjectos seguintes:
Para o hospital regimental.
Livro em branco de frmalo grande, cora 400 lo-*
llias, 1; dito com 300 folhas, 1; dito com 200 fo-
lhas, 2.
Quem os quizer vender aprsente as snas propostas
em carta fechada na secreta ra do conselho as 10 ho-
ras do dia 18 do corren l o mcz.
Secretaria do conselho administrativo pira forne-
cimento do arsenal de guerra 11 do julho de 1854.
Joti de Bnto Ingle:, coronel presidente.Bernar-
do Pertira do Carmo Jnior, vogal e secretario.
Peranle o Illm. Sr. contador de marinha tem
de arrematar-te as 19 horas do dia 17 do corrente.na
sala da mesma reparlieao, um relogo de parede,
dous aparadores e um lavatorio de amarello, com
baca de louca, um sof, urna mesa redonda, duas
bancas e dezolo cadeiras de angico com assenlo 4e
palha, dias banquirmas de amarello, seis cadeiras
americanas usadas, tres escrivaniulias de l*Oo ditas,
um 00 de linteirosde eslanho dito, urna caixa pe-
quea de follia dito, e um repoeleiro de panno azul
dito: sao por lano convidados os que ioteressarcm
em alta arrematacao a comparecerem (a hora e no
luuar cima 'indicado. Contadura de marinha 11
de jullfo de 1854.Christovo Santiago de Olicei-
ra, serviado de terceiro oflicial.
MOVIMENTO DO PORTO.
Navio entrado no dia 11.
Ass19 das, lancha brasilcira A'oca Etperanra,
de 39 toneladas, meslrc Bernab Jos de Sant'Au-
na, equipagem 5, carga sal,courus e mais gneros;
a C.unha Ainasim. Passageiros, Carlos Antonia
de Araujo e Manocl Jos da Silva Grillo.
Navios sahidos no mesmo dia.
Parahihadliale brasileiro Conceico de Maria,
que hontem linluMbrribado cora o maslarco grau-
de partido.
i-Kio Grande do Sul-Vatacho braslairo -Dous de
Agosto, mostr Joao Dias dos Santos, carga assu-
car e sal.
demBrigue brasileiro D. Affonso, capiao Lau-
riano Jacialbo de Cao albo, carga assucar c mais
gneros.
TABELLA resumida do reudunento da mesa do consulr.do de Pernambuco no anno
inanceiro prximo lindo, comparada com o de 1852 a 1855.
1852 a 1853.
1852 Julho .
i) Agosto .
Selembro .
i) Oulubro .
Novembro.
Dezeiubro
1853 Janeiro .
Fcvcrciro.
Marjo. .
Abril. .-
Maio t
Jiinli .

Somma
Resliluiroes
Liquido
Diflcrenja contra o
geral. \
Dita a favor das di-
versas provincias
Geral.
3V:14ftS1S2
40:225381.-.
20:14lto('>77
32:436*783
.'i2:032j>77
92:0o>W>7
83:1839060
77:06!?60
71:5969853
90:1809088
17G:809-?09t;
.")7:8905IK9
727:78:15827
1:6319857
726:1519970
51:0975097
Diversas l'rov.
3:1365360
1:4719326
1:577>S7.5
iKK:i?08(i,
466Nf500,
1853 a 1854
1:6419063 1853 Julho
Agosto.
Selembro .
Oulubro .
Novembro
Dczcmbro
i:(t9(i>9.5ll85 Janeiro
3.7939531
3:((i255'i
3:994y03S|
:!::t'i0s:l3
3:0859601
38:672*025
*M1
::i;7131
0:1719680
Fcvereiro
.Marjo .
Abril. .
Maio. .
J uulio .
Somma.
Reslituijcs
Liquido.
Geral.
[Dirirtas Proe.
'39:8979563
20:644)3311
8:5323X32
18:2119439
32:8799393
67:1649300
45:2103215
6I;0203688
67:4703934
40:6769190
*1:3959287
22:2.513298
475:2S9~17:l
239600
475:0545873
3:120S034
2:0.583860
4709150
2:77:i5-jW
5:3729863
5:2073053
(i::U>59977
7:6419633
3:8319721
5:7353884
2:5799243
48:5573862
4149868
EDITAES.
48.1173994
V
pulado Miranda soja rcmellido i commisto de ma-
rinha e guerra para iuterpor o seu parecer; ma be
hecessario qia declare se, indcpcudcnle dessa rc-
raessa, pode a discussao progredir.
Lo-sc e apprva-se o segunte requerimeto :
a Sejam romeltidas commisto d>; raari ulra e guer-
ra as emendas oflerccidas, alm de que as considere
tlevidamentc, progredindo a discussao da malcra.
Sera.
O Sr. Presidente: Eniao o nobre depulado lam-
bem pede que seja adiada a cmentla da commissao
purqne o requerimenlo diz: As emendas oQereci-
das i), o o Sr. Miranda s ollcreceu urna.
O Sr. Sera (pela ordem): O meu requeri-
mento lende exclusivamente ao artigo qne dirigi 1
mesa o meu Ilustre collega e amigo o S. desembar-
gador Miranda. Sabe V. ElC qoe o requerimenlo
fez-so s'jjjiea, per na e de ehofre, i: por isso iuV^'j
precisada a sua redaecao, e.... ,
OjSr. i. Secretario: D licenca que pochaa.
emenda do Sr. Miranda.
O Sr. Sera: Como lhe parecer ron\ euienle.;
O Sr. Miranda: Tomandonivanieute a p?la-
rra nesla discusto, e;referndo-m) ao nobre minis-
1ro da marinha, devo agradeccr-llic as benvolas
maneirascom que metratou. Aproveilando ao mes-
rri lempo a occasiao, permita elle qoc lhe faja duas
observajes acerca do que acabou de dizer.
S. Exc. discuti a materia considerando-a cotill-
eada no Ierren em que devam deassuntar as mi-
nbas emendas, mas essas eu nao apresenlei ; dei-
M'i-sa-para a discosso do forjas de Ierra. Smen-
le me-servi da materia dessas emendas para com
ellas justificar o adiamenlo da discussao das forjas
tic mar, al passar cm,. segunda discusto o projeclo
le forjas de Ierra. ,f ara l, porlanlo, cumprc-mc
appellar.
Pollera insistir na opiniao contraria de S. Exc,
mas disto nao resulta vantagem alguma no momento,
visto que a discusto fica reservada para oulra occa-
siao.
Sendo a discusto ueste momento relativa emen-
da que ltimamente rcmelli mesa, isto lie, a up-
presto da ultima parle do arl. 3. do decreto n.
616, de 31 dejulbo de 1852, e islo para o effeilo de
^e fazer exteusiva a quinta parte do sold aos ven-
riuientos da reforma e pensOes do monte-po, he
para esle ponto que deveriara convergir as observa-
jes do nobre ministro da marinha. O honrado mi-
nistro assim o emende, e nisso o acampanbam inui-
los senhores; paciencia!.... Talvcz S. Exc. pense o
iiellinr, e como eu quero o mellior para a elasse mi-
litar, mesmo para satistajao e desempenho do pro-
liamina por que se acha compromettido o geveruo,
incu nico remedio he resiguar-me.
Agora, duas palavras ao meu uobre amigo, o Sr.
general Sera, Miembro da mesma commisto de ma-
rinha e guerra, de que cu lenho a honra lambem de
fazer parle.
S. Exc. mandou mesa um requerimenlo de adi-
amenlo da minha emenda, com o fim de que.seja
ella rcmeltida i commissao. Esle procedimenlo do
nobre tteneral-me sorprende! Pois nao he o pobre
general o rSeamo que as sesscs anteriores, ou me
arnmpanhou, ou se me adiaulou assignando emen-
da- i Idlicos ueste sentido'! Donde procede seme-
Ibenle conlradicjin ? Pois j no lio propria esla lei,
para se lhe olTerecer urna scmclbanle emenda de su-
pressao ?
Se a le de forjas de mar era a disposicSo propria
e competente para uell i se augmentar o sold com a
quinta parle, como nao he anda para que cssa
quinla parle seja ampliada s reformas e monte-
pos ? Qucr-sc um projeclo especial, em separado!
Assim seja! Cumpre resignar-mc.
Nao posso agora deuar de locar cm malcra que
no be particular e inc nleressa, por importar tksfeza
linha.
Di-se o nobre general que as minhas ideas ss acha-
vam consiEuadas em um projeclo que a commissao
de mariuba e guerra ia aprsente r. Pe jo liccuja ao
mcu honrado amigo...
O Sr. Sera:A' maioria da commisto de ma-
rinha e guerra.
O Sr. Miranda: Bem: maioria. Quem ou-
visse a propu-ic.io do nobre depulado dira que,
lendo eu conherimenlo da malcra desse projeclo,
me deslaqoei de meus rompanlipiros, afun de dar
nao, porque isso era talla de f, era opposijao de-
clarada, era..... nao sei o que, e por isso nao cou-
cordavam com cssa reparlieao; u*alii pegou o baru-
lho, dize tu, direi eu, um chamava ao oulro de feio,
esle Muelle de alcijatlu, runila genlc foi nesse al-
menlo enrismada, e cntao os meus jararacas passa-
ramjia cambetas, Pipilels, pato macho, soc-boi,
cIC, etc., ele. Foi lao grande o barulho que o Dio-
guinho (primeiro secretario) que nesse dia presidia
a scssio, depois de taitas as advertencias que manda
o regiment resolveu-sc a suspendar a sesto, como
de tacto a suspendeu,eentao(icaramosaogusloscom
caras de tolos, alguus foram para a secretaria, ou-
tros para a sala tas commissoes, e nesses lugares con-
linuiirain a srazinar anda, e nao sei se liouve algum
Mesa do consulado de l'crnafihuro 1 tic julho de 1851.
N. B. A differenja que apparece contra o anuo inanceiro findn lio provenienle r? **jmiuuijao de
2'!, que liouve na receita do consulado de 7 \. que passuu para 5. c pequenez da safra i aiuda maior
sera se osprejos doassucac nao IVsscn lao favoraveis.' O cscriVBiaaal
Jarome (erardo Maria /.umacWi de Mello.
Jne searreuarasse as manglas da casaca para o que
esse e> Vtcsse; nao sei.
Queme diz Vmc. de ludo isso, nao he bonito'.'
Cumpre-me declarar que alcuns Srs. depulados
ri porlaram com toda a seriedade, assim como
aiiveum que, nao leadoarninio para entrar na lide,
vingou-se dando berjssj^fiaqiiclles que mais haviam
gritado: Panitet m^lw.
Esta nost assembla lem feilo progressos extra-
ordinarios ; ha das lendo j npmvado cm terceira
discussao um projeclo c remettido-o a commisto de
redaejao, foi pasta dessa senhora e sacou de l o
tal projeclo (de augmento de ordenados) Irouxe-o pa-
ra a casa em procisto solemne, e lhe assenlaram
com urna quarla discusto somenle para aug-
mentar o ordenado a 2 ou 3 mojos e a cousa passou ;
audaces fortuna juvalquando se verificou a vo-
tarle, e se conlieceu qne a pateta bavia sido boa re-
picaran* os sinos e campainbas do ljcu, e da as-
sembla, houveramfofletes. etc., elc.,ceu para nao
ficar alraz de ningucm, quando soube soltei alguns
traques.
Hoje mesmo passou cm segunda discussao a lei do
orjamenlo, e foi o numero de cneherlos que j lhe
mrlleram (lodos cm mcu beneficio)que a commisto
de redaejao prolcstou por urna ajuda, de nove mera.
Jiros para' poder confeccionar a lei, quando l tar
ler, e que tal"?. Dcos lenha eommiserajao dos pobres
peccadores.
Sao passados os Srs. S. Anlonio, S. Joo, e S. Pe-
dro sem novidade, apparectu aiuda grande quauli-
dadcdolal foguinbo chamado busca-ps, que eu
lhechamarei busca-corpos, porque elles nao lem
predlccjo por osla ou aquella parte, o que deseja
be o tardo n. 1 do individuo, e depois passe Vmc.
muito bem, que fica o pobre coilado lodo chamusca-
do c as vezes queniado com o tal hrinqnedn, c por-
que motivo? porque um sugcilinho quiz dar paslo ao
sen genio estragador, ou inda mellior, esle fazendo
a corle a ccrla mneoila: frjra com elles que sao re-
gressistas;cu saquera serpelo menos inspector de
quarteirao nessa noile, poci|ue lbe juro que faria
com que o Ferraz lomasser cha com mais goslo, cn-
carregando de foruecer-lbe trovos para os lilos, ou
com que compra-Ios, olbe que sempre lie um goslo'
depravado o de atacar logueles,-e menino ha tao mal-
creado que vai para porta de urna greja na noile
de fesla. para largar busca-ps quando sabeni as mo-
jas, ol 1 Ferraz, Ferraz quanto perdis em nao ser
cu da Sr. D. poliria,
Nosso commercio vai mal, o ullmo sbip que
havia no porto, a barca Miranda foic com ven-
to fresco, levando para o Cabo da Boa E'peranja, o
resto do carregamenlo da Countess of Finland,
e agora estamos em um s cavallo de pao, na estri-
bara do varadouro.
As entradas dos gneros to paiz lem sido muilo
pequeas e nao lhe posso dizer quaes os prejos cor-
rentes do mercado por nao me 1er encontrado com o
Barro/., porm o meu collega supprir essa talla na
segunda fera prxima.
Consla-me pelo Merelcs que os nossos Ihcsou-
reiros geral e provincial eslo amcajados de urna
cibica provenieole deesfalfijao,que solTre lia anuos,
da qual peer lodos os das, essa molestia de certo o
levar a sepultura, se nao forem acudidos com algum
remedio forte, enrgico e heroico, c isso s o Dr. Rio
de Janeiro lhe poder applicar, masse anda oceu-
pado com a estrada de ferro de Mau, e que se lhe
importa que o norle morra a uiingua, com os tientes
arregaubados, oh! isso para elle he bagalella en
acants, en avant que nous resteront ensembles.
O nosso uieio balalhao vai com augmento demi-
niiitivo exlraonlinnrio, quando aqu chegon esleve
com duzenlase lanas prajas, com asajudasque re-
rebeu, c hoje nao sei se lera 15, par que a desercao
e assenhoras 3 irmaas lhe lem feilo a poda, creio
que na matriz j existe um destacamento para acom-
pauhar o Sanio Yialico, e enterraros cadveres ; se
a cousa continua assim, breve o rominaii.lanle pes-
iar revista as armas, como faz o comni.inilanle Jdo
regiment de California, lenho ouvido tlzer que a
marte tas praeas be devida a febre amarella. por
causa tic melanrias ; c que j.i foi prohibid por urna
ordem ti dia (do corpa ou do hospital) aos soldados
romerein melancias, quem liria que a tal frucla era
tao venenosa e que um dia seria rnmmcmnrnda em
una ordem to dia! ninguem sabe neslc mundo para
o que nasceu, e o peior he que j ouvi dizer a certo
doulor que as iiniiiediajcs du hospital j lem ap-
parecitlo casos de tabre amarella, serle lambem de-
vidos a iiielancia, ou a presenta de um foco no mcio
da cidade'.' mo sei, j ha dias que vivo resalido o mi-
seieri mei Deus tuam.
Mas eu que quera fallar de Ceajsai alegre, e fallo
.Srs. RedactoresPermillam que eu recorra s
columnas do seu mu conceiluadojornal para mani-
festar da maneira mais publica e solemne, a minha
eterna gralidao, para com o meu muito presado ami-
go, o Illm. Sr. Dr. Sabino Olegario l.udgcro Pitillo,
pelos assicnalados obsequios, que do mesmo Sr. hei
recelada, pcdindo-llie dcsculpa, se com isto oliendo
a sua reconhecda modestia.
O Illm. Sr. Dr. Sabino, preslando-sc sempre de
boa vonlado, qualquer hora do dia ou da mue. em
que he chamado para acudir a iod o enfermo, que a
elle recorre, lem por sua reconhecda pericia medi-
livrado algumas pessoas de minha familia de gra-
vsimas molestias que os tem acommcltido.
Nao mencionarci lodos os casos de cnfermitlades
graves em diversas pessoas de minha familia, fim
tle nao lornar-rac prolixo de mais nesla publicar fio.
conlcnlando-mc nicamente, de referir o que acon-
tecen com um meu filho de idade tle 4 annos, o qual
sendo atacado em diasdo mcz paseado, tle urna fr-
lissima tabre, acompanhada de convalsucs violentas,
pareca que s com a morle terminara oquclle dolo-
roso estado, que produzo a maior dar e conslerua-
jao em loda a minha familia.
Recorrcndo eu ao mcu amigo o Illm. Sr. Dr. Sa-
bino, esle nao obstante conbecer o ilumnenle perigo
devidade meu filho, procurou animar todaa rrfiiha fa-
milia, sobremodo angustiada, e tlcvoconfessar, que
primeira doze homeopalbica, que tomou meu lilho,
ministrada pelo mcu nobre amigo, o Sr. Dr. Sabino,
as convuljoes foram progressivamenlc diminuindn,
e em doze horas a febre linha desaparecido, e mcu
filho se nrhava salvo.
Um oulro onso de convuljoes lambem Uve de
observar em urna minha sobrinba de 10 mezes de
idade, a qual foi salva pelo mcu amieo o Illm. Sr.
Sabino, com a applicajoda Immeopalhia,
Esle servijo, unido aos muilos que hei recebido do
li'in. Sr. Dr. Sabino, pe-mc na rigorosa obrigajao
tic d'ir quellc senhur um publico lellemunho de
minha gralidao, e a consitlera-lo mcu aujo (nielar
uas crises mais arriscada* c dolorosas, porque fciiho
passado com eiifcrmidadcs cm pessoas de iniulia fa-
milia.
Quciram, Srs. Redaclores, dar publicitladc no
seu jornal, tiestas linha', com o que muilo abriga-
rse ao seu cqnslanie lelor. loUo Carneiro Lilis
Sorianno.Recita 7 de julho de 1854.
I. jorra sangue slavo bellicos,
Pelo seu Deose patria, no Danubio;
E potencia chrisla (de credo dulio)
Por raeboniclas cmpunha gladio iroso!
l'nc-se ao Franco o Anglo rencoroso,
Eslreiamorlicinio fro, nubio;
Odessa, suas torres, '-.cu suburbio.
Desmoronam-se ao fogo criminosoll!
Onde o lermo a 1,1o lonco desalio'?
Qual, na lula, a C.alharg aniquilada?...
Cucamos de Moskou o ingente sino (*).
Agora he NICOI^VU quem alio lirada,
E seu lirado aos guerreiros val esle bymno:
Ou Rus-i,i ou AlbionOu gloria ou nada!
Por J. 11. C.
CHARADAS
of [crecidas aos sapientsimos redactores da Bonina.
PUBLICARES A PEDIDO.
Adverbio sou de lugar )
Aqu sempre me acharas )
C nao eslou be menlira )
All he que encontraras. )
Aqui t no, boas coosas
Que me de'cerla java,
Podres nao to, bem o sei
Sj*j as inelbores que abi ha.)
Conceito.
Goslo de flores
Como a bonina,
'Que com qualquer loque
Mincha, defina.
A MORTA VIVA.
Eis-aqui urna historia phanlaslica que termina o
mais prosaicamente gaasivel.
Mr. \ a luis de li.cra um joven eseulptof que se fez
conhecer em Pars por obras de mereeirjaenlo : du-
rante os seus estudos, tomou conhecimento com nma
joven viova, que conceheu por elle urna tiestas pai-
loes vivissimas, queso pinlam nos romances.'" Cha-
mado a Bordean\ por sua familia, elle esquece os
seus primeiros juramentos para tazer corle assidua a
urna joven menina, rica de espersnjas e de formosujd
ra, cuja mao elle esperava ohler.
Oilo dias antes do dia marcado para o casamento
receben elle urna caria, com dala de Pars, e com a
assiguatura tle sna primeira amante. Tao forles eram
as razoes da dita carta, que Vadius na manhaa segun-
te loma um lugar na diligencia', e chega a Pars ; di-
rige-se logo ao domicilio daquella, que elle havia cs-
quecdo com lamanba indillercnca.
Apezar de tamanlia celerdade o nosso esculplor li-
nha rbegado (arde.
Elle cnmnlra na oseada um mareeneiro, que (ra-
zia as mao. pregus e martelo; e s cosas duas la-
boas, que nao eram pequeas. No ailar superior
eslava um homcm, vestido de prelo, de chapeo com
galao tle prala, c este o deixou passar.
He mais cima que esta a defuma, disse elle in-
clinndole.
Mais cima era a cmara de Ilorlencia, a joven
viuva.
O escultor cm vez de enconlrar Ilorlencia, vio
um esquife ; que os marcenciros acabavam de
fechar.
Sobre a mesa eslava orna caria com esle sobscriplo
A Mr. Vadius de B...A carta coulinba estas pa-
lavras :
n Eu morro por um ingrato desgrajada daquella
que liveres escolbidu para la esposa ticos anda
Ilorlencia.
Mcio louco Vadius dcixa o alojamcnlo; elle corre
tlous dias pelas ras de Pars, sem comer, sera dor-
mir, eso parava a olhar para o Sena.
L'm .mugo o en -unir, o reconduz aBordeaux a ca-
sa tle seu pai: o casamento projecladn tai rolo.
Depuis desta poca Vadius tornnu-se inronsolavel:
elle viva no campo, e na sua oflicina, mas na mais
profunda melancola.
Ha puncos dias receben elle um bilhele snlphuri-
co, cuja leltra lhe era conhecida. >\chai-vos noile
no baile, a morle quer tallar-vos lhe dizam no bi-
lhele.
A' noile no baile, cnlre a meia-noile e urna hora,
elle foi abonlado por um domin cor de rosa mui
lido, qne o arrasta a um corredor.
Depois de alcuns minulos de cnlrelcnmenlo, e
no momento em que o domin rosa se desmascara-
va, vio-sc que Vadius inudava de cor, c que des-
roaava.
O domin rosa era urna dama fresca, elegante,
bella.
Vadius sobe a um fiacre ; a dama sobe lambem.
Depois desta poca, c oilo dias depois Vadius tomou
toda a sua alegra. Vive no campo, mas nao s, porm
com o domin rosa ; que nao era oulra senao a
ten viuva, nina parisiense completa, cuja imagna-
lo-foi lao feliz, que ella julgou til fugir alguns me-
tes para o oulro mundo, alim de recuperar a affeijao
do sen amanle, que se lhe ia cxlinguindo.
(Braz Tisana.)
_
COMMERCIO.
.
Sou a primeira de um nome ).
Que mrdomo dizem ser. )
Son a primeira il'um naipe ).
Qu'o li.u alho dizem ler )
Conceito.
Das cheias eu sou amanle
E o mais que djagua vem
/.(/grimas, colloquios e lodo
Que a Bonina se conten.
feita e recitada no dia 2 de julho de 1854, anni-
verurlo da Independencia da Batata.
Louros, que oulr'ora nossos pais cinsiram,
' Cingi-os, mucidatle!
As velhas palmas borrifan com huimos
Da Sania I.iberdadc !
Bem lunge ella brolou bem longe cusi
De tlores se verlco!
Agua de henean raz fecunda,
Que n'alma nos nasceu.'
Nao val distancia; que DO pelo sa
A hora dos brazes .'
Ncm quebra a briza, o quo respeila o lempo,
O echo doscanhiies!
Trovcjaram bem longe! e iranio e morle
Voaram seu lado !
Tinlosem sangue nossos pais plantaran!
O seu aliar sagrado!
E o sangue caro, que gemeo nos campos,
Nos peilos boje r-nos!
A Ierra ufana se alcatifa em flores,
Os peilos brolcm bymnos!
O fogo sacro, que osgrilboes queimara,
Nos arde inda fervendo!
Que a peilos livres na sullocam Irevas
Do dcspoUsmo horrendo!
Siimam os sellos tle um passado negro
As perlas do Ihezoorol
dorias ao da. tle um porvir brilbaulc
A nossa chave tle ouro!
I.ouroscrujamos, nossos pas tolberam,
Que estamos entre irmans!
Nem um da grlhoc, de nos aprendan!,
Nao soltaam nossas raaos!
As nodoas rosas, que nos vem nos pulsos,
Na sao de vis cadeiasl
De mil exforros, de prodigios raros
Coalbaram nossas vcias!
Coalbarain vidas! la bem longe jazcm!
liis val a libcrtladc !
Que um ser tle homom, que supporla ferros,
Se rist'.i a hum.iiiidade !
I.ouros curiemos dessa palma augusta,
Por nossos pais plantada
Das rozas puras, que. a Bolencia orvalha,
Por nos seja c'roada I
C saiba a patria, que de nos espera
De livro eternos foros.'
Que longe d'ella lhe atiramos rosas
Saudosos, ao saudar seus sarros luuros!
Olinda S dejalhe, s, N.
Ailvcrbo sou tic lugar 1
De origem nao sou boa 1
De razao tirar me podes ).
Se assim mellior se entoa. )
Conceito.
Da Ba
Sod oriundo,
Tenho juizo
Sou mui profundo.
O calouro.
VARIEDADES.
' NOVO REGIMENT RL'SSO.
Escrevem tle Saint-Pclcrsburgoem dalade22de
fevrciro o seguinle :
E-la manhaa os habitantes dnqiiarlelda Perspectiva
Nevvski, onde eslao situados os prinripacs arflizens
do modistas tle Saint-Pelersburgoacordaramao ruido
do tambor, querufava as rois.
Shako na cabera, sacco s cosas, pelle de Bfalo
sobre o peilo, espingartla ao hombro, viam-se sahir
de ratla loja jovens modistas, que se dirigiam a pra-
ja (Tarima.
Tralava-se de proceder eleijao do eslatlo-maor,
e dos ofliciaes do regiment que as mndislas de Saint-
Pelersburco formaram para se conformaren) com o
desejo manifestado pelo imperador. O escrutinio
tleu o resultado seguinle :
Coronel, Mimi Pnsonnofl.
I cii-ntc-coronel, Filme landuriclf.
Major, Nioi Galurbeil".
Os cheles tic balalh.lo, c os ofTieiaes suballcrnos,
PRAGA DO ECIFE II DE JULHO AS 3
HORAS DA TARDE.
Colajes ofciaes.
Cambio sobre Londres a 26 r2 d. 26 5|8 d. c 26
5|id.6(rdiv.
Dito sobre o Rio de Janeiro-ae par.
Dilo sobre a Babiai (de descont tle ludias de
prazd.
Dinbeiro rom pouco prazo6 % ao anuo.
Descont de lellras de 3 mezes7 112 ",' ao auno.
ALFANDEGA.
Rendimenlo do dia 1 a 10 83:0788085
dem do dia 11........ 5:3815.581
89:3599666
Descarrcgam hoje V2 de julho.
Brigue hainburguezlerriel Si Mollymerca-
dorias.
Barca iuglezaTown nf Liverpoolidem.
Barca iuglezaPhilocarvao e ferro.
Barca inglczaGouvernordiversos gneros.
Brigue fraucezzVeaif/euman taiga.
Importagao'.
Brigue fianrcz Braujcau, vindodoHavre, consig-
nado a J. R. Lasscrrc & Companla, manicslou o
seguinle:
I caixa tecidos de algotlao, 1 <\l0lUtp0^ easu-
braia do linio, 1 dita tecidos de laa e atgodari, 1 di-
la obras de ouro ; a Sr.hapheilliri & C.
1 caixa modas, 11 voluntes carias de jogsr, obras
taitas, tecidos de laa, ditos de algodSo, bijoulcrias
modas, perfumaras e chapeos; a L. A. de Siqueira.
1 tardo panno, 1 caixa sedas, 3 ditas tecidos de al-
gotlao. I dita merciaria, torillos de algodao, ditos de
laa, ditos de sedas, 1 cmbrulho amostras ; a J. Kel-
ler&C.
2 caixas armas ; a M. J.do Nascimcnlo e Silva.
30 barra c 4U meios dilos manleiga ; a Johnston
Palcr & C.
30 barris e 13 meios dilos manleiga; a Tasso lr-
mos.
20 barris e 20 meios dilos manleiga; a II. Gib-
son.
1 caixa pape!, 2 dilas panos, 4 ditas balaios, 2 di-
tas coums tle lustre'; a N. O. Biclier & Compa-
nha.
1 caixa quinquilharias ; a Souza Irmos.
1 caixa modas; a BuessardMillocheau.
5 caitas objecos para rclojoeiro, 1 dila obras de
'Domingos AflbnsoNery Ferreira, oflicial da imperial
ordem da Rosa, coronelcommandanledo 1 bala-
lhao de infamara da guarda nacional,e comman-
danle superior interino, por S. M. I. que Dos
guard etc., etc.
Fajo saber, que em virlude da segunda parte.lo
artigo 25 do decreto n. 1130 de 12 de marco de
1853, lem de principiar os Irabalhos do conseibo de
revisla da guarda .nacional desle municipio na 3a
dominga 16 do crreme, na sala das sesses da c-
mara municipal desta cidade, as 10 horas da ma-
nhaa. na ronformidadedo artigo 44 das inslrucjes
n. 72:2 de 2Jj" de oulubro de 1850 ; alm de lomar
conliecimenlo dos recursos que versarem sobre os
casos indicados no artigo 33 c que forem inlerpos-
los pela maneira determinada no aligo 38 das dilas
inslrucces. B pera constar a quem convier man-
de pubicar pela imprensa.
Quarlel do commandu superior interino 10 deju-
lbo de 1834. Domingos Affowm Nery Ferreira.
O Illm. Sr. inspector d,i ipesouraria provin-
cial, em riiinprimeulo do dispqfto do arl. 34 da lei
provincial n. 120, manda fazer publico para ro-
nhecimento dos credores hypolhccaros e quaesquer
inlcressados, que as proprietladcs abaixo declaradas,
foram desapropriadas, e que os respectivos proprie-
tarios lem tle ser pagos do qoe se Ibes deve por es-
la dcsaproprajo, logo que terminar o prazo de 15
dias, contados da data desle, que* he dado para as
reclamajcs. .
E para constar se mandou alllxar o prsenle c pu-
Idi-ar pelo Diario, por quinze dias successivos;
Secretaria da (hesouraria provincial de Pernam-
buco 30 de j inao de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira dtAnnunciacao.
Una casa de taipa, sita n direejao do
21." lauro da estrada da Vicloria, per-
leiicenlc a D. Rita de Cassia Pessoa de
Mello, pela quanlia de. .... 6O8O0O
Cm tanjo de muro e orna parlo to sitio
no lugar do Piza, na cidade de Olinda,
pcrlcnrenle ao Dr. Anlonio Jos Cue-
lan, pela qoaulia de. .....5039000
Conforme. O secretario, Antonio Ferreira- da
Annunciaeiio.
A cmara municipal de-la cidade. usando da
un i "i-i-aran que lhe contare o arl. 15 da lei n. 618,
publicada nesle jornal, u. 140 de 20 do correnle,
marca o prazo de um mez, contado to primeiro ao
ultimo dejulbo subscqiienle, para no decurso delle,
seren pagos os impostas atracados sobre cslabelcc-
menlos induslriaes; findoo qual, o oilo realisada a
cobranja, ficam os conlribuinles sujeitos a urna
mulla igual ae duplo to valor do imposto, como
ih-poe o citado artigo.E para que chegue ao co-
nhecimenlo de quem competir se manda publicar o
presente. Pajo da cmara municipal do Recita
em sessao de 28 de junhode 1854.farao de Ca-
pibaribe, presidente.No impedimento do secreta-
rio. O nlticial-maior. Manoel Ferreira Accioli.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial em i'iiinpi unenlota ordem do Exm. Sr. presi-
dente provincia, de 6 do crrenle, manda tazer pu-
blico, que no dia 20 do correnlc, peranle a junta da
tazenda da mesma Ihcsuuraria, vai novamenle a pra-
ja para ser arrematado a quem por menos fizer, o
tarnerimento dos medicamentos e utencilios para a
enfermara da eadeia desta cidade, secundo de base
a arrematacao o abalimenlo;dc'30,por cenlo oflereci-
do pelo licitante Manoel Elias de Moura.
A arrcmalajao ser taita por lempo de onze me-
zes, contar do primeiro de agosto de correnle au-
no ao fim de juuho de 1855.
As pessoas que se propozerem a esta arrematacao
coinparcjam na sala das sesses da mesma, junta no
dia cima declarado, pelo nieio da, competentemen-
te habilitadas, que ah lhe sarao prsenles o formu-
lario o coiidijOes da arrematacao.
E para constar se mandou aflxar o presente c
publicar pelo Diario.
f- Secretaria da Ihesouraria de Pernambuco 8 de ju-
lho do 1854. O secretario, Antonio Ferreira da
Annunciarao.
O lilin. Sr. dirotkMdas obras pnblicas. de
conformidade com a ortSiHlo Exm. presidente da
provincia de 7 do correnle jnez, manda convidaras
pessoas, ,[ue qaizerem dulrati* o foruecimcnlo
de petlras para o caljamento das roas desta cidade,
scmelhanles as quejafteham depositadas no largo
da Penha, para queftcmparejan na mesma repar-
lieao no dia 18 do correnle mez ao meio dia, vislo
qiic o menor prejo at hoje ollrecidu foi de quatro
mil res a tonelada.
Secretaria da directora das obras poblicas 8 de
julho de 1854. O secretario, Joaquim FraxcUco
de Mello Santos.
QUARTA FEIRA 12 DE JULHO.
Beneficio de Bernardino de Sena Louretro.
Sobira scena o novo drama era Ires actos, qua
(em por Ululo
O MOSTEIRO ABALDONADO,
on
A MALDICAO* PATERNA.
No (Tm do drama tara lugar a representajao (a
pedido de muilas pessoas) da graciosa comedia em
um acto
OS DOUS SEM CALCAS.
O artista beneficiado, achando-se ha qnalro, mezes
desligado do Ihealro, c desde esse lempo sempre do-
enlc, e nlimamenle, ha don* mezes, entrevado com
excessivas dores rheumalicas, de cujo estado seas
companheiros artistas -e compadecern! para lhe pro-
porcionarem esta recita em seu favor, na qual lodos
de bom grado v8o trabajar ; roga lambem nesla
occasiao aos seus afleijoados e ao publico pernambn-
cano. queja exuberantes provas de prolecjo lhe
lem dado, o nao desamparara agora que mais de au-
xilio necessila.
Os bi Hieles vendem-se desde j em casa do bene-
ficiado na ra do Mando-Novo n. 36, e no dia do
espectculo das 9 horas em diante no escriptorio do
Ihealro.
Principiara s horas do cosime.
DECLARACOES.
Conselho administrativo.
SABBADO 15 DE JILHO.
' Recita a favor do actor
ROZENDO.
Depois da execojo de urna escolhida ouvertura,
a pedido de muilas pessoas, subir a scena o magn-
fico vaudeville em 3 aclos
0 REMENDAD DE SMIRNA.
que tanto agradou no bencfodo Sr. Monleiro.
Terminar o espccticuie com a lida c muito ap-
plaudida comedia cm 3 actos
0 NOVipO.
Tomaran parle no espectculo em grande obsequio
ao beneficiado os Su. Bezerra, Monleiro, Costa,
Mendes, Pinlo, Santa llosa, Percira eo beneficiado ;
as Sras. D. Amalia, D. Leonor, D. Luiza e D. Je-
suina.
Esle he o espectculo que pela primeira vez lem a
honra de apreseular ao illuslrado publico desta pro-
vincia, o beneficiado, para o qual de boa mente se
preslam osseuscompanheiros, e, fiado na benignda-
de tos corajOes deste mesmo publico, qne sempre
esl promplo a proteger as arles, espera que pela pri-
meira vez qne os invoca seja allendido. .
O beneficiado penhorado pelo obsequio que acaba
de receber de seus companheiros, pois que nao ten-
do direito a ter beneficio segundo o contrato, mesmo
assim graluilamcule se preslam com tao boa vonta-
tle a ajuda-lo, julga opporluna esta occasiao para
manitastar-lhcs sua gralidao e eterno roconheci-
menlo.
Os bilheles acham-se a disposijao do respeitavel
publico, na roa das Aguas-Verdes n. 3, e no escrip-
torio do Ihealro no dia do espectculo.
Principiar asS horas.
AVISOS martimos.
COMPANI11A DE NAVBGACAO A VAPOR Ll-
ZO-l!RASn.EIRA.
Os Srs. accionistas
desla campanilla sao
convidados a realisar a
quarla preslajode suas
___? acjoes com a mnior
brevidade, para ser remellla a direejao na cidade
do Porto, dirigindo-se ao baixo assignado na ra do
Trapiche n.26.Manoel Duarte Rodrigues.
Para o Ceara'.
Salie imprcterivelmenle no dia 16 do crranle, o
hiale Sergipano, por ler a maior parle de sua carga
prompta : para o rcslo Irala-sc na ra do Trapiche
o. 17.
BAHA.
O bem conliccido hiato Amelia se-
gu em poucos dias para a laliia, por ter
a maior parte da carga prompta : para o
resto trata-se com Novaes & Com pan la,
ruado Trapiche n. o-, primeiro andar.
Para o MaranhaocPara, sabe com muila bre-
vitlade, o muito veleiro brigue Retife, o qual j lem
a maior parte dcscucarreameeiS promplo: para o
restante e passageiros, Irata-se Com o consignatario
Manoel Francisco da Silva Carrijo, na ra do Colle-
gio o. 17, segundo andar, ou com o capillo Manoel
Jos Kibeiro.
Companhia de Liverpool.
Espera-se no dia 12 o
vapor Lusilania, com-
mandanle J. Brown, e
depois da demora do
costume seguir para
Liverpool, tocando nos portas de (S. Vicenta, Ma-
deira e Lisboa : para passageiros e mais eaclare-
cimeolos, dirijam-.se a Dcanc |Youle & Companhia,
ra da Cadeia Velha n. 5a.
Para o Aracaty.
Sege em poucos dias o bem cohecido hiale Ca-
pibaribe, mestre Antonio Jos Vianna : para carga
ptssageiros trala-st; na ra to Vigario n. 5.
assim como os sargentas temi sido cseol'u'dos, o co-
roe. Mimi PinsonntdTproferioa scguinlea^ucao:]-^3^ Tj* tu^ZT' """" '"
ose soitiauos. .. ...... ,....... f. .,........______ c. r>______
Ofliciaes, sargenl
As modistas orlbodoxas tle i-ainl-Pctarsburgo
tem nobrementc respondido ao chamamento doscu
soberano. Em vinle e qnalro lunas ellas lem for-
mado um regiment de Vezuvianas, prnmplasa mar-
char a toda a parle onde fr preciso, para defender a
verdadeira f.
(jonservemos sempre a mais ricorosa disciplina.
Vosso coronel naoreccia por vos nem os turcos, nem
os iuglczes ; mas elle espera que vs saliereis opptr
as simes1 oes galantes dos francezes a linncza, o
desden) que elles devem inspirar a modistas nrlho-
doxas.
Marcbai com passo intrpido ao inimi^o, e segui
',*) Esle ingente sino allude pelo sen peso e gran-
deza ao pntler do aclual Csar. He um sino monslro
qne pesa l.i.lXK) arrobas, mandado fundir pelo Csar
Borsc pprlencenle lorre denominada tea*, no pri-
meiro quarteirao da citlade de Moskou, o qual cm
1820 anda jazia u'um tasso ao p da mesma torre,
oudc havia cabido depois do incendio de 17:17.
i .lucir Dos esla miente maesa brouzea anda se
nao Iransfonne em 1*800 boceas de tago para vir tle
Mosktiu Pars desgalvanisar o ouropel com que
urna grande parle tos seus habitantes se lem all
fascinado!
63 caixas chumbo cm folba ;a Meuron & Compa-
nhia.
40 barris cGO meios dilos nunleiiM ; ,i llrunn
Piaecei C.
jO gigos champagne ; a Calmonl \ C.
2 caixas pelles envernisadas, tlilas chapeos de
eedae carnizas ; a Manoel J. llamos c Silva.
1 caixa pellos preparadas, eartigos para eucader-
nador, 1 dila livros, cartas geographicas, planta c ob-
jecos para escriptorio ; a Miguel Jos Alvcs.
1 caixa um lumuln de marmore, jl dila drogas; a
Li. F. de Souza.
3 caixas pianos ; a J. Vigiles aine.
1 caria drogas, 1 dilaroupa de homcm, msicas
ele ; J. Soum.
1 caixinha bichos seceos; a Domingos Alves Ma-
tteos.
70 barris Una, O ditos e 30 meios Utos manlei-
ga ; a J. II. Lasscrrc^C.
:t caixas modas, couros e silbas ; a L. Schuler v.
Compaohia.
1 caixas e 2 fardos chapeos de sol tle panno, mer-
ciaria, modas, lecido de algodao, carnizas, pannos e
filas de seda ; a E. Hurle.
15 caixas gales de seda, perfumaras, merciaria,
c bonetes de algodao ; a l-'eidel Pinto & C.
1 caixa* vidros, 1 dila agua de rologue, 1 dila car.
O conselho adminislralivo em virlude tic anlo-
risaeuo do Exra. Sr. presidente da provincia, lem de
compraros objecos seguintes:
Para o meio balalhao da Paraliiba.
M.ivro meslre itnpresso para.registro das prajas cf-
fectivas e agrcgatlas, contendo :!00 folhas; sendo 220
para soldados c 80 para officiaes 1 ; dito para regis-
tro das prajasaddidas, contendo 150 folhas, sendo 110
para soldados e 40 para ofliciaes 1; ditos para regis-
tro das prajas efleclivaa c agresadas tle cada compa-
nhia, contendo 150 folhas, sendo 110 para soldados
e 10 para ofliciaes 4; dilos para o tas prajas adidas
tic cada companhia, contando 100 folhas, sendo 80
para soldados c 20 para ofliciaes 4; ditos em branco
pauladas de 200 folhas 10; ditos de 150 folhas 35;
tlitos de 100 folhas 8 ; copo de vidro 1; pralo de
hulea para o mesmo 1; bracos tle ferro para batanea
com '!"> pollegadas de comprimenlo4 ; caldeiras tic
ferro balido para 50 prajas 8; ps de tarro 6; en-
xadasli; machados 7; handeira imperial de seda 1;
ba-lea para dila I; porte agaloado para dila 1; capa
de briin para a mesma I; dila de oteado I.
Dcimo balalhao de infamara de linha.
Carlas de a, b, r 20; taboatlas 20; traslados de li-
nhas 20; dilos de bastardo 20; dilos dehasUrdinho
10; ditos tle cursivo 10; pedras tle louza 10, caive-
tes para pennas2; liuleiros 10; areeiros 10.
Para o esquadro de cavallaria da guarda nacional.
Estandarte nacional de seda I; liaste para o mes-
mo I; porte para a dila 1; capa de lirim para a dila
I; dila tle oleado i.
Provimenlo dos armazeus do arsenal de guerra.
Caixas com vidros 2.
Oflicn.isd.i primeira c segunda rlasscs.
Costados do pao d'oleo (i; tahuas tic assoalho de
louro duiias .
Fortalezas da prov iuca,
Bandeiras grandes tic hiele, tle 8 pannos 2; dilas
pequeas tle dilo tic 0 sillos 4.
Diversos balalhcs.
Mantas de laa ou cobertores de papa 271.
10 balalhao de infanlaria.
Caldeiras tle ferro balido para 100 prajas 4.
(Juein os quizer vender aprescule as suas propos-
tas em carta tachada na secretaria do conselho as 10
horas to dia 15 do crranlo mez. Secretaria do
conselho administrativo para tarnecjnienlo do arse-
nal de guerra 8 de julho de 1854. Jos de Brito
Inglez, coronel presidente. Bernardo Pereirado
Carmo Jnior, vogal e secretario.
A adminislraco- geral dos estabelecimenlos de
caridade manda fazer publico, que era todas as quin-
las-feiras que nao forem dia santa, continua a praca
LEIXO'ES.
C. J. Asllcy 4 Companhia tarao leilao por in-
lerv enjao do agenta Olivcira, de variado sorlraento
de fazendas franeczase allcmaas, principiando por
alguns volnmes de madapoies averiados, por conla
e risco de quem perlencer: sexta-taira, lido cor-
rente, as III horas da manhaa, no seu armazera, ra
do Trapiche Novo.
Quinla-feira, 13 do correnlc, as 10 horas da
manhaa. o agente lonja, tara leilao cm seu armazem,
ra do Collegio n. 14, de um grande c variado sor-
(meiilo de obras de marcineria de Inda qualidade,
obras de ouro e prala, relogios de difiranles quali-
dades, chapeos de Italia, bonetes de oleado, ele. etc.,
c oulras muilas quinquilharias que eslarao amos-
Ira no mesmo armazem ; assim como dous ptimos
cochichos que eslarao patentes no dia do leilao.
*
AVISOS DIVERSOS. -
Publcarao litteratia.
Institaijocs do Direilo Civil Porluguez por M. A/
Coelho da Hucha, lenle da faruldadc de direito da
uuiversidade de Coimhra, lerceira c nilida edijao,
em 2 votamos cm oilavo, adaptadas ao foro do Bra-
sil, com a Icgislacao brasileira vigente, e algumis
olas explicativas extrabidas tas obras dos mais exi-
mios Irlos para nielh ir illuslrajaodas doulrinas nes-
se exrcllcnlc compendio ensillada*, por Anlouio de
Vasconccllos Menezcs de Drunimond, barharel for-
mado eoi sciencias jurdicas e sociacs pela academia
tle Olinda, advogado nos auditorios do Recita. Para
a publicajlo dessa obra lao inlercssante e indispen-
sarcl a linios os senhores iui/.es, advngados e mais
pessoas, que se dedicara s inesmas profisse, ou alias
prerisam possuir urna minuciosa e raclhodicacompi-
lue.'iu to Direilo tavil Patrio, lendcule a adquirir
pleno conliecimenlo tos seus direilns c obrigajes ;
subscreve-se cm Pernambuco, na praja da Indepen-
dencia, loja n. 6 e 8 ; no pateo do Colleaio, casa n.
20, tajas n. 6 e 20, e na rua do Hospicio n. 9. O
prejo da assgnalura sera de 169000, pagos a en-
trega de cada exeinplar, c logo que baja numero de
assignaturas snflicenle para salisfazer as a\ miadas
despezas da impresso, ir para o prelo, no dia da
publicajao da mesma, cncerrar-se-h a assiguatura,
vender-sc-ha mais caro.
Oflerece-sc nma ama para casa : na rua do
Fogo, casa que hola para o becco da Bomba, na qui-
na,n. 32.



">
DIARIO OE PEnMMBUCO QUARTA FEIRA 12 OE JULHO DE 1854.

REMEDIO INCOMPARAVEL.
4
DMHiENT UOLLOWW.
Militares de individuos de tudas as nariies podem
Icsliniiiutiar as virtudes dcste emol" incoinparavel,
que e provar, cni caso uecessaro, que, pelo usu
delle lizeram, lein seucorpoc membrosinleiramente
saos, depois de liaver empresado intilmente outros
tralamenlos.Cada pessoa poder-se-haconvencerdessas
curas maravilhosas pela leilura dos peridicos que lh'as
rel.it.ini iodo- os das lia mullos anuos; e, a maior
parte, dellas sao lio sorprendenles que admirara os
mediros mais clebres. Quanlas pessoas recobraran)
com este soberano remedio o uso de seus bracos e
nemas, depois de ter permanecido lougo lempo nos
nospitacs, oude deviam soffrer a amputarn! Dellas
ha muitas que havendo deixa lo csses sjlos de pa-
ilerimentii. para se nao submetterem a essa operacao
dolorosa, foram curad is completamente, medlaule
o uso desse precioto reriedio. Algumas das laes pes-
soas, na ou-.lu de seu reconhecinienlo, declararan)
estes resultados benficos dianle do lord curegedor,
c outros magistrados, alini de mais ouuHttcarem
su.i aflirmativa.
Ninguem desesperara do estado de sua saude se
livesse bastante confianra para cnsaiar este remedio
conslanlcmente, seguindu alguna lempo o Iralamen-
lo que necessitasse a natureza do mal, cujo resulla-
io seria provar ihconleslavelmente: Que ludo cura!
O ungento he til mais particularmente nos
legitimes casos.
matriz.
Alporcas.
Cambras.
Callos.
Cinceres.
Corladuras.
Dores de cabera.
das costas.
dos membros.
Enfennidades da cutis em
geral.
Eufermdadcs do .mus.
Ki upries escorbticas.
I- i-lulas uo abdomen.
I'rialdadeou falla de ca-
lor as extremidades.
Krieiras.
liengivas escaldadas.
lnohaces.
Inllammacao do ligado.
Lepra.
Males das ponas.
dos peilos.
de olhos.
Mordeduras de replis.
Picaduras de mosquitos.
Pulmoes.
Queimadelas.
Sarna.
Siipiiraces ptridas.
Tinlia, em qualqucr parle
que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
das arliculacOcs.
Veas torcidas, ou muladas
nas pernas.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 HTJA DO COXaUEGIO 1 ANDAR 25.
O Dr. I*. A. Lobo Moscnzo d consullas homeopathicas lodos os dis aos pobres, desde !l !u>rasd
manilla ate o meio dia, e em casos extraordinarios a qualqucr hora do dia ou noite.
Ollerece-so igualmente para pralicar qualquer operario de crurgia. e acudir promplamente a qual-
quer inulherque esleja mal de parlo, c rujas circunstancias nao permitan) pagar ao medico.
\0 (0\SILTHI() DO Dll. P. A. LOBO MOSCOZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual completo do Dr. 0. H. Jalir, Iraduzidocm poituguez pelo Dr. Moscozo, qualro
voluntes encadernados em dous :................. 20*3000
Esla obra, a mais importante de todas as que Iralam da liomcopatlia, inleressa a todos os mdicos que
quizerem experimentar a <'oufrina de Ilahnemann, e por" si propros se convencerem da verdade da
mesma : inleressa a lodosos senliores de engenho e fazeudeiros que estilo longe dos recursos dos mdi-
cos : inleressa a lodosos raptacs de navio, que nao poem deixar urna vez ou oulra de 1er precisio de
acudir qualqucr inrommodo seu ou de seus Iripolantes ; e inleressa a todos os cheles de familia c,ue
por circunstancias, que nem senipre podem ser prevenidas, sao nbrigados a prcslar soccorros a qualquer
pessoa della.
O vade-mecum do homcopallia ou tradcelo do Dr. llering, obra igualmente ull s pessoas que se
dedican) an esludo da homeopalhia um volume graude.......... 8*000
0 diccionario dos termos de medicina, crurgia, anatoma, pharmacia, ele, ele.: obra inds-
pensavcl s pessoas que querem dar-se ao esludo de medicina........ i-000
Urna carleira de 24 tubos grandes de finissimo chrislal com o manual do Dr. Jahr e o diccio-
nario dos termes de medicina, etc., ele.......-........ 503000
Dilade 36 com os mesmos livros.................... 459000
">ila de 48 com os ditos..................... 505000
Cada carleira he arompanhada de dous frascos de UnturasindLspensavcis, a esculla. .
Dila de 60 tubos enm ditos....................\ fcOOO
1 lila de 144 com ditos........................ IOO9OOO
Estas sao acompanhadas de 6 vldros de tinturas escollia.
As pessoas que em lugar de Jahr quizercm o llering, terao o abalimenlo de 10JO00 rs. em qualquer
ilas rarleiras cima mencionadas.
Carteras de 24 tubos pequeos para algibeira............... 8SO00
Ditas de 48 ditos......................... 16j000
Tubos grandes avulsos....................... I9OOO
Vidros de meia unja de tintura.................... 29OOO
Sem verdadeirose bem preparados medicamentos nao se poje dar um pato seguro na pralica da
liomcopatlia, o o proprietario deste calahelecmcnlo se lisongeia de te-lo o mais bem montado possivel e
ninguem riuvida boje da superioridade dos seos medicamentos.
Na mesma casa ha semprc venda grande nmero de tubos do crjstak de diversos lmannos, e
aprompta-se qualquer cncommenda de medicamentos com toda a brevidade e por precos mullo com-
modos.
Roga-se a quem nesta prar^a for cre-
dor de Vicente Tiloma* de Carvalho, mo-
rador na Serra do Teixeira, e que falle-
cen* em l'iaiihi, que se dirija a rita do
Crespo n. 17, para selliedar algumas in-
formaeoes.
l'recsa-so alugar nma negra mesmo velha:
no atierro da lio. Vista, luja de tpalos 11. 46.
MECHANISMO PARA* ENGE-
NHO.
NI FOiDICAO' DE FERRO DO E.GEi.lIKIRO
DAVID W. BOWMW. Mi RA DO BRIM,
PASSAKDO CHAFARIZ,
ha sempre um grande sorlimeiito dos scguinles ob-
C:los de mechanismos propros para engenlios, a sa-
r : moendas e meias moendas da mais moderna
construccao ; taixas de ferro fundido e batido, de
superior qualidade, e de todos os tamanhos ; rodas
dentadas para agua ou anmaes, de todas as propor-
ces ; crivo* e boceas de fornalli'a e registros de boei-
ro, aguillioes.hronzes parafusos e cavilhes, moin
de mandioca, ele. etc.
O abaixo assignadu, julg.i nada dever nesta
praca, e se algucm se considerar seu credor, pode
tirar a sua coula c ir receber, que sera pago com
poutualidade : assim como pede as pessoas que llio
eslo devendu, na luja n. 1, da ra do Crespo, aonde
foi caixero, que liajam de vir pagar ; e igualmente
oflerece o seu diminuto prestimo no Maranhao, a
lodos os seus amigos o collegas raixeiros.
Murcellino Jote Antunes.
* Ricardo Roxle vai a Inglaterra, ficandn enrar-
regadoda gerencia de sua rasa l-'rglerico (iuilherme
Ouisl.
Prccisa-se de um moleqUe'de idade de 12 a 14
anuos: na ra larga do Rospfo casa de pasto da co-
va lia I Inca. >*
.loan Siiui Pinania, subdlo portuguez, rel-
ra-se para Portugal,abalar de sua saude.
Quem liver fazendas para Ungir, ou obras de
panno lino, de casemira, de la* oa seda de qualquer
cor, dirijao a fu do Mundo Novo onde salie para
a ra Helia, encostado ao segundo sobrado casa de
um mrame que ah tinge pelo menor preco que em
oulra qualqucr parle.
Aluga-se nm silio rom proporces para susten-
tar 6 vareas de leile, de invern a verlo : quem qni-
zer arrendar, dirija-sc a ra dos Quarleis 11. 21, que
achara com quem tratar, ou aununcie.
A MESMA FODICAO
se cxeculam todas as encommendas com a superiori-
dade i conhecida, e com a devida prstela e commu-
didade em preco. .
da bexiga.
Veude-se este ungento no eslabclccimenlb geral
de Londres, 244, Strand, c na loja do lodos os boti-
carios, droguistas c outras pessoas cncarregadas de
sua venda em toda a America do Sol, llavana e
liespanha.
As bocetas veudem-se a 330, 800 e 19300 rs. Ca
da bocetinha conten urna inslruccso em portuguez
para explicar o modo de fazer uso dcste ungento.
O deposito geral he em casa do Sr. Sottin, phar-
maceutico, na ra da Cruz, n. 22, em l'ernambuco.
LOTERAS da provincia.
O thesoureiro Francisco Antonio d'Oli-
vcita, avisa aorespeitavel publico que em-
preterivelinente sevta-leira 14 deste mez
andarao as rodas da lotera da matriz da
Boa-Vista, no consistorio da mesma ma-
triz poisja' o Exm.Sr. presidente nomeou
o juiz que deve presidir'a sobredita lote-
ria ; os bilhetes acham-se a venda nos lu-
gares do costume: prerointeiros O.SPOO
meios 5s000. '
Precisa-se de nm foriieiro pama padaria;na ra
do Colovello n. 29.
Na rna Nova n. 26. se dir quem d lOOgOOO
rs a juros sobre penhores de 011ro ou prala.
Paula Mara de Mello e *eus lillios Justino 1
Pereira de Andradc o Izidro Peroira do An- a
drade, agradeeem cordcalmenlc a lodos os seus 8
amigos que no dia 9 do correule se dignaram 5
assislir na gicja de Sania Hila aos ltimos su-
fragios pelo eterno repooso da sua muito pre-
zada filha e irmaa l'mhelina Pereira de An-
drade;2iialmente agradece aos Srs. oflriacs do
i-vorritoqiie llies pre aVaWBaaaanMHBVBaHB^
Prccisa-se fallar com o Sr. Mauoel Oivalranli
de Alhuquerque e Mello, morador em Panlsla ou
por ah perlo : na ra da Csdca- do Rccfc n. 5,
loja. .
Precisa-se fallar com o Sr. Manoel Xavier Car-
nciro de Alhuquerque, morador na riheira de Sanio
Antonio Grande, ou com seu correspomlcnlc nesta
praca : na ra daCadeia Velha no Kecifen. 54.
Carro de alusucl niio he genero de primeira
neces-idade, portanlo quem quer furtar moras em
carro leva dinheiro ; por isso deseja-se fallar ao mes-
mo qiicalugou um carro em 12 do Janeiro, na ra
da Cadeia n. 5.
Previne-se a quem convier, que a casa terrea
da ra da Gua n. 47cshi hypolhecada por Joscpha
Mara do Sacramento sua propretaria.
O abaixo assignadu declara que comproa um
hilliele n. 2853 da segunda parle da quinta lotera
concedida para as obras da matriz da Boa-Vista, por
orderh do Sr. Mauoel Das Fcniandes.
Firmino Mureinx da Cotia.'
A pessoa que comprou urna sacca com farinha
de mandioca em 28 de junbo prximo passado, que
por engao foi entregue da ra do Pilar n. 57, em
I yr 1 de Portas, dando os- sguaes certos ser entre-
gue, visto at hoje nao ter apparececido seu dono.
Aluga-se um sitio com proporces para susten-
tar 6 \ arcas de leile de invern a verao ; quem liver<
para arrendar, dirija-ge a ra dos (Juarlcis n. 24,
que achara com quem (ralar, ou annuncie.
Rogase a qualquer pessoa quo Ihe for oflere-
cida para comprar ou empenliar urna calca de brim
fraileado luanco, estando dila calca smenle corlada,
faca o favor dirigir-se ra Nova n. 49, loja deal-
faiate, quesera pago o pre^opor que Ihe foi vendida
ou mais se for possivel, afun de descohrir-sc o raptor
da dita calca, e por ser pouca a fazenda lein urna pe-
quena emenda na pona da haiuha e lie de hrelaulia.
Roga-se ao mui digno senhor ad-
ministrador do correio geral, nao deixe
sabir embarcaroes mercantes sem levar
mala do correio e no caso contrario
multe.
Precisa-se alugar urna cscrava para
o servico interno e externo de urna casa
de pouca familia : na ra da Couceirao
n. 9.
Deseja-se fallar com o Sr. Jos Rodrigues de
Oliveira Lima : na ra do Queimado, loja u. 14.
LOTERA DA MATRIZ DA I50A-VISTA
10:000;000, 4:000.^000, l:000s000.
Scula-feira, 14 do corrcnle mez, andam impreleri-
vcimente as rodas desla lotera ; os bilhetes c caute-
las do Sal 11-I iauo e-I ai .01 expostos i\ vcuda al as 10
horas da manhaa do referido dia 14, na ra Nova,
loja n. 16, de Jos l.uz Pereira & Pilho, e sao pa-
gos, sem o descont, os fres primeiros premios.
A manliaa, 13 do correule, na sala das audien-
cias, se ho de arrematar os bciis movis do finado
, .loan Joso da Costa, por cxccucflo de Manoel Josc de
Paiva, juiz dcorphaos, escrvao VascQncellos, sendo
a ultima pi.ica.
S o provedor da irmandade de S. Jos da A-
gonia, erecta no convento de N". S. do Carino, pdc
convocar as rciiniocs da dila irmandade, conforme
riispe o respectivo cempromisso no artigo 21 '1i,
cm visla do que, em qnanlo tal convocaVao nao fr
fcia porsuaordem, he millo o qumito se" fizer' por
avisos sem assiguatura, u sn em uomc do secretario
da mesma irmandade, como se v no Diario 11. 156
Teudo Jos Teixcra Leile comprado para Jos
Domingucs Correa, da Parahiba do Norte, um bi-
llicte inlciro da loleria da matriz da Boa-Vista n.
523, rujo bilhcte fui rouliado no caminlio, por s-o
previne-se ao Sr. thesoureiro, que sahindo premiado,
nao pague scmto aos dous cima mencionados.
40 PIBL1C0.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, finas e grossas, por
precos mais baixos do que em ou-
tra qualtjuer parte, tanto em por-
qoes, como a reLilbo, aflianqando-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
abrio-se de combinaqao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto. o tagens aVque outro qualquer ; O
proprietario deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico m ge-
ral, para que venbam {a bem dos
seus interessct co%prar "
baratas, no rmazem d
Collegio n. 2, de .^,
Antonio Luiz dos San
mi inicie o lu-
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acham-se a venda o* bilhetes eme i os
bilhetes originaes da lotera urina, das
obras publicas de Nictberby. O paga-
mento dos premios sera' elfeCluado logo
que se iizer a distribuirn das .tatas que
se esperam at 12 do correte.
Manoel Jos de S Araujo rclira-se para fura
desta provincia, e pelo presente pede a quem se jul-
gar seu credor aprsenle sua emita para ser pasa,
isto no prazo de 8 dias, na ra da Cruz do Kecife
ii. 33.
PIANOS.
Paln Nash & C. acabam de receber de Londres
dous elegantes panos, feilio vertical, de jacarando,
iguaes en qualidade c vozes aos dos b em ronbecid
autores Collard & Collard, ra do Trapiche Nov
n. 10.
Roga-se a pessoa qneapanhou mu papagaio queo
vooii no dia 2 do corrate mez, da casa n. 12. pri-
meiro andar, da rul do AragSu, o qual tem cm um
pe dous dedos rodos e sem ufabas, e no outro urna
unha liastanl crescida, se digne leva-Id menciona-
da casa, quesera generosamente gratificada.
S 93
fi *>*.-? '.'".
91
- Ura prente cam20 do SI
Piulo Bandrica, nerlencciile ao
infanUiria, e ntyraddido a um _
tal. dseja fallar-lhtn e pedo-thi 1
gar de sua resideAa.
-V Os Srs. credfcs dajpassa fallida de J. A. de
Fafla Abreu e l.l^, qjfflecm receber a sua parle
noprimeiro ilividendo nNn, queram diriair-se para
esse lim a Miguel JosAlve, caixada admnislrarao
da mesma mas-a. ra do Trapiche n. 6.
Aluga-se para ama de casa de liomnm solteiro
oude pouca familia,ou mesmo para alguna casa
estraogeira, nma parda de bous ruslumes, para o ser-
vico de casa, preslando-se lamliem para algum cn-
fioiniiiadn e costuras, a qual sabe hem com peiTcirao:
quem |ire.cisar dirija-sc a ruadas Cruzas n. 41, se-
gundo andar.
No dia lude jiirliu prximo passado, desap-
pareccu do engentio Paro freguezia de Ipnjuca, una
cscrava crioula de nome I.uiza Antonia, que repr-
senla ler :& Minos do idade, de li^i'allura. clieia do
corpo, nana gnnde. mabita dorMio altas, cor fula,
ps grandes, tabaquista e rouradera ; saino com um
taholeiro com bolos a vender : qnem a capturar con-
duzam-ua ao mesmo engenho, que ser liem recom-
pensado, c nesta piara ao leueute-coroiicl Joo
Pinto de l.cmos Jnior.
. Dizem que o senhor Fortunato, memnro da
commisso dos DEZ, esta com lodo o primor d'arlc,
fabricando um consulzinho de cera para levara S.
Benedicto, se o Sr. cnsul presidente da referida
commisso for conservado. Bcmdclo S. Benedicto
consegu o milagre. Amen. O desertor do
miterio.
' Desapparcceu no|dia 10'do corrente.ummoleque
crioulo de nome Florentino: cor fula, nlhos papu-
dos e um tanto vesgos, bastante fallo de denles na
DENTISTA FKANCEZ.
Oaigpouz, cstabelecido.ua roa larga @:
JsaTio.lfc 36, segundo andar, collora den- (g
isartiliciacs, c dentadura com- C
; della, com a pressao do ar. ^
par vender agua dentfrico do @
po para denles.' Rna larga do ~>
segundo andar. S$
'999999 S@@@ 9
_ 'raspassa-sc o arrendamnlo de un grande si-
tio perlo dcsta pra^a.que accommoda anniialmenle
16 vaccas de leite, com a condifflo de quem o pre-
tcudjp, comprar as vaccas e cras que uelle existir:
na rw do Quermado, loja n. 31.
Aida continua a estar fgida a cscrava cri-
oula de nome Bcmvinda, de estatura ordinaria, lein
bstanles marcas de bexigas no rosto ; levou vestido
de chita desbotado : quem a pesar leve a ra do
yueimado n. 61, que ser recompensado.
Precisa-sede urna ama de leite, forra ou cap-
tiva, para se encarregar da criaco ,ie urna menina
nascida ha pnueos dias : na ra larga do Rosario n."
30, terceiro andar.
O proprietario de duas pedras de moiuho que
e-I "m lia lempos no pateo da Alfandega. junio a igre-
f\ da Madre de Dos, querendo as vender, dirija-se a
ruada Sen/ala Velha, terceiro andar da casa n. 112.
ou annuncie para ser procurado.
O abaixo assignado faz scicnle ao publico, que
nao se responsaliilisa por divida alguma de seu lho
Jos Joaquim da Costa.
Joauuim Jos da Costa Fajozet.
PASSAPORTES.
Tiram-se passaporles para dentro c fra do impe-
rio, despacham-sc escravos e liram-sc ttulos de re-
sidencia ; para este fim, procurc-sc na ra do Qnet-
mado n. 25, loja de mudezas do Sr. Joaquim M.m-
teiro da Cruz.
LOTERA DA MATRIZ DA BOA-VISTA.
Aos 10:000S000.
O caulelsla da casa da Fama do aterro da Boa-
illa n. 48, Antonio da Silva Guimaraes, avisa aos
seus freguezes, que a lotera corre no da 14 do cor-
0
i
Homoeop atbia.
CLNICA ESPECIAL DAS MO-
LESTIAS-NERVOSAS.
Hysteria, epilepsia ou gota co-
ral, rheumatismo, gota, paraly-
ia, defeitos da falla, do ouvido e
.dosojhos, melancolia, cephalalgia
ores de cabera, enchaqueca,
ores e tildo mais que o povo co-
iiece pelo nome genrico de ner-
voso.
As molestias nervosas requerem anulas ve-
les, alm dos medicamentos, o emprego de
miiriis mefts, que despertem ou abalanygl
sensihinHade. Estes meios possuo en ago^
ra. e osponho a disposic.lo do publico. i Ai
Consullas lodos os dias (de gra^a para os f
pobres), desde s 9 horas da manhaa, al Ij)
as duasda larde, ra de S. Francisco (Mnn- ( do-Nov, n. 68 A.Dr. Sabino Olegario TZ
Ludqem Pinho. <$)
Juaqu.m da Silva Sanios,retira-sc para Torada
provincia.
Precisi-se de nma ama, nao sendo que trage
de timan : la ra Dircita n. 72.
No rmazem de malcraos de Jos Pinlo de
Magalhes. uto na ra da Concordia, ultima casa ao
sol do lado oo nasccnlc, em cuja frente e oillo lein
tablela, vende-sc lijlo qiiailrado e romprido para
ladrilho, al.enaria grossa e batida, lelha, lapamen-
lo, barro, cil branca e prela, c ara. ludo da mclhor
qualidade, e manda-sc botar nas obras. No mesmo
alugam-se carrocas para conducrao de quaesquer
objeclos para dentro c fra da cdade, e vende-se
tamliem um hom quarlo para carga.
Ha una carta para ser enlreguc ao Sr. An o-
nio de So c Alhuquerque. c oulra para Francisco
Paes Brrelo : na rna da Cadeia do Recife n. 41.
Aluga-se o segunde andar rom sulam de um
obrado, atrsz do Ihealro vclho : a Iralar com I.iuz
Gomes Fcrreira no Mondgo.
PrccisE-se alugar urna prela que seja boa ven-
dedora, anda mesmo nao tendo habilidades ; paga-
se bem : na ra do Padre Flnnauo n. 27.
Antonio Agnpino Xavier de Brito Jfg
Dr. em medicina- pela facttldade W
medicada Babia, reside na ra Nova S
n. C7, primeiro andar, onde pode ^
ser procurado a qualquer hora para |
o exercicio de sua prossao.
COMPRAS.
Compra-se prata brasilcira e hespa-
nhola : na ra da Cadeia do Recife n.
24, loja de cambio.
Co/npram-sc peridicos para emliruUao a 35800
a arroba, garrafas e botijas vasas de todos os tama-
nhos equalidades, vidros tambem de lodos os tama-
nhos e potes de graixa, ludo usado: no paleo do
Dsrmo venda da esquina da ra de Hortas n. 2.
Compram-se actes do Banco de l'ernambuco:
na ra da Cruz, casa n. 3, de Amorim Irmaos.
Compram se os seguintcs nmeros da Alarm-
la Pernambueana 1. 2. 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10,11,
12, 13. 16. 17, 20. 24. 25, 26, 27 e 41 : quem os ti-
ver annuncie por este Diario, ou dirija-se a loja do
Sr. Boavenlura Jos de Castro Azevedo na ra No-
va, ou na Boa Vtsla loja do Sr. Eslima.
Na loja do marcinelro francez, roa Nova n. 45,
compram-se mobilias novas e usadas; na mesma ca-
ta alugam-se trasles c mobilias completas, por preco
3-JWoavel. *
Compra-se urna cscrava, preferindo-se prela,
que saiba engommar e fazer os mais arranjos de urna
casa : na roa da Cruz do Recife n. 33.
Avijo interessante aos sapateiros.
Na ra Nova n. 52, loja de Boavahlura Jos de
Castro Azevedo, compra-se calcados de todas os la-
manhos e qualdades.
n
frente ; levou calca de algodaozinliazul e camisa de i'enle, e que se ada ni venda as suas a tur I una das
chila encantada com listras brancas, chapeo de couro
j velho ; foi comprado a Manoel Simics do Reg
morador na povoacao de Grvala : as pessoas que a
pe^ u em queram leva-lo a ra Direita n. 3, que
serflo gratificados.
Roubo.
Rnulinram, hontcm s 4 horas da larde, de um
bah, abrndo-o tiraran) duas casaras, urna nova c
oulra velha, um eolhele preto de gorguro lavrado,
urna calca prela de listra : na ra do Collegio, por
cima da cncadcrnacao. ,
Roga-se aos senhores redactores deste Diario
que hajam de publicar por esta mesma.folha.se foram
os Srs. Fortunato Jos .Marques e Manoel Joaquim de
tal os autores dos annuncios sabidos nos Diarios de
8 c 10 do crrenle dirigidos a sala de dansa do Sr.
Antonio Correa Cahral, sita na ra do Rangcl, elim
dclivrar as dcaeunliancas que existem sobre ellcs
dous.
Nao foram os senhores Fortnalo e Manoel Joa-
quim que trouxeram osavisos que cima mencionan).
Os RR.
Joao Lene Pita Orligueira, agradece todas
as pessoas que Ihe lizeram a honra de assislir
as exequias celebradas nos dias 4 c 10 do cor-
rente, na matriz do Corpo Sanio, pela alma de
sua fallecida esposa ; o ollercce o seu preslimu
as mesmas pessoas para o que lhes poder ser
ull.
i
eitePila
O padre Jos Leite Pita pHiguena, agradece
rordealmenle s pessoas que Ihe lizeram a hon-
ra de assislir a exequias celebradas na malriz
do Corpo Santo, nos dias i 1U do correule,
pela alma de sua presadis-ima mai ; e oflerece
o seu diminuto presumo para o que llics poder
ser ull.
4)
COLUTORIO H01MPATHIC0.
P28 KUA AS CKt'ZES 28. Wj
K O Dr. CASANOVA medico francez, d (
7 consultas lodos os dias, c pode ser procu- [1
f rado a qualquer hora. D
\ No mesmo CONSULTORIO RA DAS *
" CRIi/.ES N. 28, aonde inorou o Sr. GOS- t!
SET BIMONT, acha-sc venda um gran- B
| de sortimento de CARTEIKAS de lodos S
7 os tainanlios, por precos commodissimos. w)
J) ELEMENTOS de hmneo|ialhia e pathoge- (\
k' nesia brasileira. Esta obra he muilo iin- T'
9 portante para as pessoas que se querem i#V
\ tratar a si mesmo, sendo a maior parle Ira- (>*.
7 duefto das obras do Dr. JAHR, accommo- J*k
^ dada a inlelligencia do povo, 4 volumes, '^)
pelo haratissiino prejo de. 85IMH) /v*
1 carleira de 60 tubos grandes. 3H5OHO
J; i dila de 48.......
1 dila de 36.......
9 I diU de 24.......
h 1 dita de 24 tubos pequeos. .
? 1 dita de 3! ditos. .....
ff Tubos grandes avuls. a cscolhcr
K Hilos pequeos dem.
. -2-lMI U|
i
i
16)000
12.3000
6|000
49OOO
500
300
i
;,' onra de tintura a escolha IgOlM)
,a 'esa, c por precos niulo cni conta.
w Este eslabelecimcnto esla bem condecido *9)
i'J) e bastante acreditado em lodo o imperio, e (\
JS, acha-sc o mais bem montado possivel, c es- 7?
'&) clisado he querer elogiadlo. (/
Aluga-sc o segundo andar da casa 11. 7, da ra
1I0 Oueimado, com lions rninmodos para familia, sen-
do tamben) muilo propiia para algum Sr. advogado,
por serem muilo boa ljcalidade:a Iralar na loja da
1 n t mu a casa.
O secretario interino da irmandade
do patriarcha S. Jos' de Agona, erecta'
no convento d N. S. do Carmo, por or-
dem do respectivo irmao provedor, con-
vida a todos os irmaos que ja' tenbara oc-
cupado cargo na mesa regedora, para
urna reuniao de nesa conjuncta, hoje
jtelas r> horas da tarde no consistorio irmandade: roga-se a maior concur-
rencia.
Pergunta-se 1 quem souber responder se sen-
do de le r 'a praca os fornetmentos de medica-
mentos para as cstacoes publicas para serem forne-
cidos por qiiem mais vaulagens oflerefer, e (endo-se
posto em pralica como se ve dos eililacs do conselho
de eslacao naval publicados em diflcrenlcs Diarios
ronvidando-se para odia 10de jnnho prximo pas-
tado, e sendo recebidas dillereutes proposlas, nilo se
decdisse nesse dia. dando-se a espera para o dia 25
dorefirdo mez dcjuiiho, cal hoje se esleja a espe-
ra dessa rcspnsla ; consta que em urna das propos-
las se oflereccra 30 por cento de abale em favor da fa-
zenda, entretanto parece que se contina a forne-
cer sem essa vanlagem. Procedern em regra ecom
legalidade os que assim proceden!".' Ser decoroso
que assim se Irate a quem se convida por edilaes
liara olfereccr proposlas ? Qualquer resposla con-
lenlar. l'm dos que comparecern!.
Precisarse de urna ama para casa de pouca fa-
milia ; na ra da Cadeia do Recife, loja 11.10.
O abaixo assignado subdilo porliiuucz, mora-
dor na ra da Cidea Velha n. (2, vendo o sen mi-
me na lista dos que representaran) ao goveroo de S.
M. F. conlra o respectivo cnsul, publicada hoje 110
Diario de Pcrnumhuio declara cni lempo, que nao
assiguou tal representarao.
Recife 11 de julho d 1854. Manoel Josc Car-
neiro.
Prccisa-se alugar urna pre[a cscrava que lave
eeiigonimc ena falla desle servico esleja prompta
para qualqucr oulro servico de roziuha ou casa : no
cilio na Magdalena que foi do Sr. Guerra 011 na ra
da Cruz escrptorio 11. \.
O abaixo assignado roga a lodas as pessoas que
lem pianores em sua mao que os bajan de vir lirar no
prazo ilc nilo dias contados da ilala desle. do con-
trario passa a vende-los para p.isameiiln .do prin-
cipal e iuros. Manoel Rodrigues Cotia Maga-
l/ies.
Mobilias de aluguel.
Alucao-sc mobilias completas, ou qualqucr Ifasle
separado a vnnlade. tambem se alocan cadeiras em
grande porfo para bailes e ufficios: na na .Nova ar-
mazem de trastes do Piiilo.ilefrimle da ra de Sanio
Amaro.
Deseja-se fallar com o Sr. J. A. G., na ra da
Cadeia de Sanio Anlouio n. 5. '
cautelas, e espera vender a sorle grande como suece
deu com a do l.ivramculo.
Ouartos 28800
Decimos 19300
Vigsimos 700
Achou-seuma canoa aberla com 21 palmos e
meo de largura e 3 e meio de bocea, altura 1 palmo
c meio ; foi adiada no dia 10*dc juuho do correule
anno : acha-se em urna casa no aterro dos Afogados
ii. 141.
Aluga-se o primeiro andar da rasa da ra don
Vgario n. 5, propro para um cxcellciitc escrptorio:
,t Iralar na casa n.7.
Arrenda-se urna propredade nas Caiideias.coin
4,000 ps de coqneiros dando fruclo, e 6,000 do pri-
meiro fruclo, com bastante trra para plantaroes, pe-
dra para se fazer cal para assucar, e outros conimo-
dos; os pretendenles dirijant-se mesma proprieda-
de, que acharao com quem tratar.
O abaixo assignado, tabellio nlerino do regis-
tro geral de hypothecas, declara que lem seu cartorio
na casa de sua resideuca, na ra Direila n. 131, ou
em rasa das aleriroes, na ra das Aguas Verdes n. 25.
aonde podem as parles procurar a qualquer hura do
dia, c declara que serve as fiarle- com promptido.
Antonio da Silva (insinu Jnior.
Na ra de 11 orlas primeiro andar, junio a igre-
ja dos Marh ros, necessila-se de una ama para o
servico interno eexterno de tasa de pouca familia.
Roga-se ao Sr.Silvestre, thesoureiro da irman-
dade do Senhor Bom Jess dos Marlyrios, erecta na
igreja de N. S. do Rosario de Sanio Antonio, que ve-'
nb.i quanto antes tirar As casticaes que mandou pra-
lear e dourar, na rna do Vicario, loja de pintura,
pois se i -Mu estragando, e o abaixo assignado nao se
responsabilisa pelo que possa acontecer.
Jote Antonio dos Santos.
Quem precisar de urna ama pa-a todo o servico
de urna casa, pode procurar na ra da Cruz
n. 30.
Thoiiiaz Waller, cidado peruviano, vai para
o Alio Amazonas.
Para afinar pianos.
Quem liver seu piano desatinado, achara o mclhor
dos afinadores: no paleo do l'araizo, segundo andar
junto a igreja
j O abu^ssignado, encarrega-sc de lirar pas-
saporlc para deulio e fura do imperio, correr tullas.
lirar tjtOUlPl Iarinba, 'despachar e-i laso-, procu-
rar no fAro, fazer conciliacocs ; quem do seu presti-
mo precisar, pdc procurar em sua casa ou na ra
da Cruz ii. 31, ou na ra do Collegio, botica do Sr.
C) priano Lniz da Paz, ou defronle da Cadeia, ar-
mazem do Sr. Bezende.
Manoel Antonio da Sllca Molla.
No lugar denominado Cabera de pivallo, pou-
co alm do engenho Gruguea, districto de S. Lou-
renco da Malta, foi tomado no da 26 de juuho do
poder de dous homens armados um escravo que ia
preso para ser entregue na praca ; este caso extraor-
dinario e escandaloso, pralicado as 2 horas da larde
em una i -liada publica, nao ileixou de admirar a
lodos ; os couduelores do negro queixando-se ao
subdelegado do lunar, este ollirira immcdialainenle
ao inspector daquclle districto, exigindo toda dili-
gencia c presteza para a captura dos aggressorcs, po-
rcn o lal inspector nada fez, ou por lio querer, ou
por medo, porque consta que o negro fora lomado
por tres desertores aagregados por urna pessoa da-
quella redondeza. Pedimos ao Sr. diere de polica
loda providencia para nao ficar impune semelhanle
facto, que pode acarrelar lerriVcs cxemplus, e dei-
xar intraiisilavel aquella estrada. O escravo loma-
do chamase Lniz, representa ler 35 a unos, lie alto,
secco. lem urna grande hellide no olho esquerdo, ha
muilo sagaz e rapaz de ludo : quem o pegar, pode-
ra levar ao engenho Colunguha da comarca de Naza-
relh, ao abaixo assignado, ou na ra tic Apollo, no
armazem de assucar da vuva Pereira da Cunha,
que sera generosamente recompensado.
Joaquim da Silca Pessoa.
Taberna.
Nao se leudo ultimado a venda da taberna, sila
na ra dos Mari) rios n. 36, com os pretendenles quo
a queran), c de algnma furnia se perdeu de vender
a uniros, de novo se chama alleucao as pessoas, que
leudo dinheiro e crdito, c quizercm obler una rasa
boa no lodo, a ciilcnder-sc com o dono da mesma ;
arcila-se desoneracao da prara.
, Jos Cuines l'erreira dn Silca.
No dia 12 do correule. depois da audiencia do
lllui. Sr. Ilr. juiz municipal da secunda vara, na
parlada rasa da audiencia do mesmo. na rna cslreila
do Rosario n. 31, se ha de arrematar por venda a
quem mais der, una cana lerrea, sila na rna impe-
rial n. :I7, |ior exccueAo de A. A. M. Guimaraes,
conlra II. Marcelina Mara da Pnre/a Oliveira, ra.
rriv.lo Cimba.
Precisa-se de urna ama que saiba rozinhar e en-
gommar : na ra Nova n. 52, segundo andar.
OSr. Jos Antonio da Cunha, tem
carta na livrarian. fie 8, da praca da In-
dependencia.
-r O abaixo assignado por s c por parle de seus
irmaos Honorio Telles Furlado e JooTelles Furia-
do, moradores lodos nesta ronwrca de Garanhuns,
previnem pelo presente ao publico desla provincia e
liniiii-oplies, pjra que de nenhuma forma negociem
com a madrasta dos mesmos, a Sra. Mara de San-
ta'Anna Leite Furlado. a respeilo do dominio de
urna cscrava [tarda, de nome Sabina, que se ada cm
poder da dila '.^liora, no valor do cuja escrava tem
os anmiiicianirpaas cotas-partes, que em inventa-
rio por fallecii| ilo do pai commum, lhes cnube ; e
para evitaren e^lqucr fraude ou pretexto de iano-
rancia, fazcm o orescnle. Villa de UaranhunsO de
unhode 1851.Josc Telles Furlado.
**::: S?StS& &':} Pt9^*-g
O Dr. Joo Honorio Bezerra de Mcnezes,
formado em medicina pela faruldade da Ba- ft
4$ la, offerece seus prestimos ao respeilavel pu-
;-;t blico desla capital, pudendo ser procurado a
qualquer hora em sua casa ra Nova n. 19,
i secundo andar: o mesmo se presta a curar ;
craluilanienle aos pobres. r
J. J. PACHECO.
NEW AND ELEGANT DAGUERREAN
GALUERY.
Pclurcs iaken al Ihis Esla-
blishmenl Warranied lo give sa-
tisfaction, n. 4, aterro da Boa-
Visla, lercciro lloor, chryslalo-
lypo. Gallera enriquecida de
magnficos quadros dourados e
de alabastro, primorosas caixas
e lindas cassoletas, alfineles e
anneis. Tiram-se retratos quer esleja o lempo claro
on ettoro. O respeitavel publico he convidado n vi-
sitar o eslbelerimcnto, embnra nao queira retratar-
se : aterro da Boa-Vista n. 4, tertero andar.
Chitas francezas largas a 200 rs.ocovado.
Na loja da esquina da ra do Collegio n. 5, ven-
dem-se chitas francezas largas de lindos padroes, pelo
barato preco de 200 rs. o covado ; c nutras muilas
fazendas por nrern muilo commodo.
Vende-se urna canoa aberla, prnpria para ara
ou lijlo : quem a pretender, dirija-sc i ra Impe-
rial n. 31, que achata enm quem Iralar.
Hepechindia.
Vende-se nm ptimo hilhar, com panno novo c lo-
dos os seus pcrlenccs, a Iralar na Lingoela nume-
ro 2*
Vendem-sc 10 escravos, sendo 4 lindos mua-
los, um d. 1 los he hom oflicial de pedreiro, i ditos de
todo o servido, e 2 escravas mocas ; na ra Direi-
la n. 3.
Vende-se um escravo pardo,"cjaj
sapaleiro e perito cosinheiro em lod a:
assados c massas, e de urna conduca
alianza ao comprador : na ra larga
22, segundo andar
No becco do Goncalves, armazens
Youly, acha-se a venda um sortimento da:
crediadas familias no mercado, inclusive
nhecidas meias barricas callegas.
Vemlein-se 5 Becas paridas, de e:
qualidade, du pasldf c ptimas de leile :
pretender comprar, Mjrija-se refinado
da ra Direita n. 32,lj^ ah se dir quem vende.
Vende-se tuH negra crioula, de
meia idade, muilo saiiia, *ein,viciosenem
achaques, lava bem de saljao e barre!la.
propria para servico decasrfe de campo,
pelo baratissimo preco de 500$000 : a
tratar na ra do Livramento n. 4, segun-
do andar, das G as 9 horas da, manhaa, e
das 'i I i2 da tarde em diante.
A taberna do largo do Carmo. quina da ra de
Hurlas n. 2. arba-se surtida de lodos os gneros no-
vos, de boa qualidade e baratos ; manteiga inglcza e
franceza, boa, de 100 al 800 rs., loucinhn novo, o
niel b..r que ha no mercado a 360,a libra, cha a 29080
c 25560, azeile doce a 640a garrafa, vinho o melhor
possivel a 400 rs. e 480 a garrafa, qoeijos muilo
bous a qqalrd pataras e dote vinlcn. lamhcm se
vende pao como na padaria a cinco por qualro, pe-
neiras de rame para os senhores padeiros e refina-
dores a 7*9 e 85000 rs.
VENDAS
n.
ra
Insiruccao para o servico das guardas da guar-
nirao de Pcruambuco, exfrahido da legislado mili-
lar, e accommoda da a disciplina a pralica do exerci-
lo brasileiro : vende-se na livraria n. 6 e 8 da praca
da Independencia, a 320 cada cxemplar.
Vende-se um excellente rarrlnho de 4 rodas,
mui hem construido, eem bom estado ; esl exposlo
na ra doArago, casa do Sr. Nesmen. 6, onde po-
dem os pretendenles examina-lo, e Iralar do ajuste
como mesmo senhor cima, ou na rna da Cruz no
Recife n. 27, armazem.
No Aterro da Boa-Vista, loja de mudezas
82, vende-se urna boa cscrava para vender na
por barato preco.
Vende-se ummulatinho de 1G ali-
os com principio de bolieiro: no lar-
go do Capim, cochera de Paulo & Silva.
A l.< cada um chales
de aleudan de cores bonitos padres, assim como cor-
les de brim fraileado de cores de puro liiiho e muilo
bonitos padroes a 15750, grvalas de seda de cores
de bom costo a 600 rs., ditas de chita a 200 rs., se-
lim azul claro a 500 rs. o covado, corles de rollete
de fustao os mais modernos a 1000, bonetes frauce-
zes de velude de cores para menino a 800 rs., ludo
lie baratissimo para acabar: na loja de Leopoldo da
Silva (.lueiro/. ra do Queimado n. 22.
Relogios inglezes de patente.
Veiidem-se, a preco commodo, em casa de Barroca
<)t Castro, na ra da Cadeia do Recife n. 4.
Esleirs e chapeos de palha baratos.
Vendem-se esleirs novas de palha a 14? o cenlo,
chapeos de dila a 125 o cenlo, cera amarella e cou-
rinhos de cabra : na ra da Cruz do Recife n. 33,
casa de S Araujo.
\cnde-se tima casa com .taberna e padaria e
commodos para familia, bom quintal de uvas e mais
arvoredos de fruclo, cacimba de pedra o cal, tanque
para baiiho junio ao pono do embarque e desembar-
que, sila na povoacao de l'onta de Pedras, he a ulti-
ma padaria que tem da barra de Caluama al a bar-
ra de lioianua, distancia de tres leguas de urna bar-
ra a oulra, e enr povoado; o dono vende por se
adiar muilo doente e relirar-se para Iralar de sua
saude : os pretendenles dirijam-se ao armazem da
Alfandesa. dcfror>fe da escadnha, para tratar com
Vicente Ferreira da Cosa.
Vende-se um forte piano cm bom uso: na casa
junto do palacio do Sr. hispo, ein (Huida.
Vende-se um terreno com dous cai-
vies em respaldo, milito bem construidos
para dous ricos sobrados, em urna das
piincipaes ras desta cidade, por ser de-
fronte de S. Francisco ao pe da nova
ponte: a tratar no Hospicio, sitio da Sra.
viuva Cunha.
Aproveitem a occasiao. .
Com o Iraspassc da chave, vende-se por baratissi-
mo preco urna armacao de goslo moderno, no alerro
da Boa-\ isla n. 49, que pode servir para qualquer
estalielccimenlo. menos para taberna ; sendo o alu-
guel da casa lOfOOO mensaes; a Iralar na mesma
ra, foja de mudezas n. 54.
~ Vendem-se, para criar, 5 vaccas, 3 com cria e
p-sollciras, on pcrmulam-se por oulras que sejam
boas de leile, veltando-se a diflereuca que se con-
vencionar : na ra Nova n. 18.
Nam da Cruz n. 15, segundo andar, vendem-
se obb couros salgados, viudos do Aracatv no hiate
i( Aurora i>
PARAAFESTA.
Sellins ingle/.es para liomem e sen hora
Vendem-se sellins ingieres de pa-
lente.'com todos os perlences. da me-
lhor qualidade que lem viudo a esle
mercado, lisos e de hurranne, por
pre^o muilo commodo t em casa de
Adamson Howie.& Companha, ra
do Trapiche n. 42.
LOTERA DA PROVINCIA.
Aos 10:000$.
Na casa feliz dos qualro cantos da ra do Queima-
do n. 20 eslao .i venda os afortunados bilhetes e cen-
tellas da loleria da Boa-Vista que corre no dia 14 e
pnga-se os premios de 1:000 para cima sem descon-
t algum.
Bom e barato.
l'alils de panno fino a 128000, I4000, IfiJOOO
e 205000 ; dlos de alpaka de cordao, a 75000 ; di-
los de dila prela, 75000e 80O0 ; ditos de prnceza
de cor, a 55;dilosmeia casemira, a.55 ; calcas de ca-
semira a 55800 e 69; collctes de selim prelo, a 4 c
5 ; ditos de fustao, a 18600 c 29 ; c outras muitas
obras ornis barato que c pdc encontrar : na ra
da Cadeia do Becife n. 3.
Cheguem a pecliincba.
Os mais modernos padres dschilas francezas de
-i palmos de largura, peto dimrfulo preco de 260 rs.
o covado; na ra do Crespo n. tli,secunda loja quem
vem da ra das Cruzrs.
Vende-se um qoarlo bonito, novo e castrado :
na ra Nova, taberna n. 53.
Vende-se urna prela, crioula, mofa, cose.cozi-
nba e engnmma prrfeilamciilc : na roa do Vigario
n. 10, loja de pintura.
Vende-se leite pago todos os dias
de manhaa, a preco do costume : em
frente da taberna do Campos, ra da*
Crti7.es.
Vende-se ola muilo boa, em pequeas e gran-
e porees, chegada ltimamente do Aracaly : na
roa da Cadeia do Recife n. 49, primeiro andar.
VELAS DE CERA DE CARNAUBA.
-Vendem-se velas de cera de carnauba, em caixas
pequeas c grandet, de muilo boa qualidade, feilas
no Aracaty : na rna da Cadeia do Recite n. 49, pri-
meiro andar.
CERA DE CARNAUBA.
Vende-se cera de carnauba, chegada agora do A-
racaly : na ra da Cadeia do Recife n. 49, primeiro
andar.
Vende-se um carrinho de 4 rodas,
novo, muito elegante e maneiro, vindo de
Franca : na ra da Cruz n. 26, primeiro
andar.
Vende-se vinho brancodeBordeauv,
em garrafas, a 9$500 a duzia : no Reci-
te. ra do Trapiche, em casa do Si. He-
brard e Fernando de Lucas.
"* Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se cera lauto em grunte, como em vellas, en cai-
II-' com muito bom sortimento e de superior quali-
dade, chocada de Lisboa na barra Grutido, assim
como holuchinhas em latas de 8 libras.e farello muilo
novo em saccas de mais de 3 arrobas.


Farinha de mandioca.
Vende-se muilo boa farinha de mandioca ;
9 a bordo do brigue nacional Inca, chegado de 9
9 Sania Catliarina : para porces, trala-se no 9
9 escriplorio da ra da Cruz n. 40, primeiro $
ja andar. *>
LOTERA da matriz da ROA VISTA.
Casa da Esperanca ra do Quei-
mado n. 61.
Nesta casa esi a venda nn> completo sortimento
de cautelas desla lotera, cujas rodas andam no dia
14 de julho:
Vende-se urna balanza romana com lodos os
seus perlences. em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se i ra da Cruz, armazem n.4.
i 500 RS. & VARA.
Deposito de tinho de cham-
pagne Chateau-Ay, primeira qua-
lidade, de propriedade do condi
de Mareuil, ra da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a champagne vnde-
se a 56S000 rs. cada caixa, acha-
se nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. B.
As caixas sao marcadas a fogo
Conde de Mareuil e os rtulos
das garrafas sao azues.

O barharel formado em malliemali-
cas, Bernardo Pereira do Carmo Jnior, en-
silla arilhmctica, algebra e geometra, das $$
4 is 5 c meia horas da tarde : na ra Nova ^j.
5a^ sobrado n. 56. 5!
D. VV. Bajnon rirurglao denlisla americano
reside na ra do Trapiche Novo n, 12.
J. Jane dentista,
contina rezidir na rna Nova, primeiro andar u. 19.
-R*s;@:!s@ee
K O Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho mu- g$
dou-sc para o palacete da ra de S. Francisco i
- 'mundo novo) u. 68 A. fi
S* V.i3 s*aS.3@SSS
Cnnvida-se pelo presente a Joao Ferreira Lei-
le, que se presume estar actualmente em Cariri-Ve-
llio, provincia da Parahiba, tilho do velho Pedro
Ferreira Leile. hroes hem conhecdos na comarca
de Bonito desla provincia, para que venha quanlo
antes salisfatcr a quantia de rs. 2009000, constante
il^uina lettra que aceilou no dia 7 de abril do cor-
renle auno, nesta comarca de fiaranhuns, a prazo
da 2:t das, em favor de quem elle bem sabe : se o
Iizer com brevidade se fara publico lodo esse ne-
. que he sobremodo desairoso ao dito Leite.
Precisa-se de urna cscrava para o servico de
ca-a de pouca familia : na ra do Hospicio 3
casa ova dircita depois de passar o qnarlel.
Na ra de luyj n. 112, primeiro indar, prc-
csa-se de urna prela cscrava para o servido d
de ptica familia.
LOTERA da matriz da boa-vista
AOS 10:T)l)0$4:000.s E l:000.s00<) rs.
U caulelista Salustiaiio de Aqiiino Ferreira avi-
sa aoRspeilavel publico, que as rodas da mesma lo-
tera, lem o seo imprelerivel andamento nn dia 14
de julho do corrcnle, em virlnde do annnncio publi-
cado no Diario de Periinmbuco /leude junUo 11.
131, pelo thesoureiro o Sr. Francisco Antonio de
Oliveira. Os seus afortunados bilhetes e cautelas es-
lao exposlo- i venda nas lujas seguidles: ruada Ca-
deia do Recife n. 45. de Jos Forluualo dos Sanios
Porlo ; na prara da Independencia 11. 4, de Forlu-
ualo Pereira da Funspca llastos, ns. 37 e 30, de An-
louio Augusto dos Sanios Porlo ; ra do (jueinia-
do n. i'i, luja de fazendas de Bcrnardiio Jos Mon-
leiro & C. ; ra do Livraincnlo botica de Francisco
Antonio das Cbagas ; rna do Gibua botica de Mo-
rdra iV Fragoso ; ra Nova 11. 16, loja de fazendas
de Jos Luiz Pereira & Filhu : Boa-Vista loja de ce-
ra de Pedro Icnacio liaplisla. Vaga soh sua respon-
"sahilidade os tres premios grandes sem o descont de
8 por cenlo do imposto geral.
Brim trancado branco de puro linho, muilo cn-
corpado : na loja da esquina da ra do Crespo que
volta para a cadeia.
COBERTORES.
Vendem-sc cobertores de lapete a flOO rs., dilos mui-
lo crandes a 1?t)0, dilos bramos com barra de cr a
1g280,colchas brancas com salpicos a 1&000 : na loja
da ra do Crespo n. 6.
BRIM DE VURO LINHO. PJtOPRIO PARA
MILITARES.
Vende-se brim de linho branco muilo encoip.-\.to
1 500 rs. a vara, corles de casemira elstica a 43000,
panno azul para fardas de guarda nacional a 39000
e 48000 o covado, dito prelo para palitos a 38000,
40(K) e 49500. lencos de seda .| 3 ponas, propros
para Senhora botar pelos hombros a 640 cada um, e
muilo mais fazendas em conta ; na roa do Grana.
loja n. 6. V
SANDS.
SALSA PARRILHA.
Vicente Jos de Brto, imico agente em Pcrnarrf-
buco de B. J. D. Sands, chinden americano, faz pu-
blico que lem chegado a esta prara una gradu por-
eao de frascos de salsa parrilha de Sands, que so
verdadeiramenle falsificados, e preparados naUtio
de Janeiro, pelo que se devem acaulelar os consu-
midores de lito precioso talismn, de cahr nesle
enganjk tomando as funestas consequencias que
semprfcoslumam Irazer os medicamentos falsifica-
dos e fflaborados pela mddaquelles, que anlepoem
seus nleressertos males eeslracos da humanidade.
Porlanlo pedflhtra que o publico se possa livrar
desla fraude ^klingua a verdadeira salsa parrilha
lie Sands da fafHcada e recenlemente aqu chega-
da ; o annunciaole faz ver que a verdadeira ke ven-
de uuicamenie em sua botica, na ra da Conceico
do Recife n. 61 ; e, alm do receiloario que acnm-
panha cada frasco, lem embaixo da primeira pagina
seu nome impresso, e se acVr sua lirma em ma-
nuscripto sobre o involl
Na roa do Vigario n. 19 primeiro andar, lem pa-
ra vender-se chapeos de castor brancopor commodo
preco,
Vendem-se prego* amj(t*icanos, em
barris^proprios para barricas de asu-
car, e alvaiade dezinco, superior quali-
dade, por preeo* commodos: na ra do
Trapiche fovo'n. 16.
Taixas para engenhos.
Na fundir o' de ferro de D. W.
Bowmann,r na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
prero commodo e com promptido' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
A
Bilhetes
Meios
(.liarlos
Uecimos
Vigsimos
AS "
II.7OOO I0:000j000
;>.>>00 5: 2*j00 2:.500rs(KH)
10.11X1 1:0(XteOO
7011 500SOOO
. JIRMIMi.-
AIS .MODERNAS E RICAS OBRAS
DE OURO.
O Os aliaixn assignadns, donos da nova loja de
5 niirivcs da roa do Cabug n. 11, confronte ao
S palco da matriz e ra f>ova, fraiiquciam ao Q
kK imblico em ccral um bello c variado sorli- JSs
iS mculo de obras de ouro de muitobons gos- J$
J^J los e precos que uo desagradaran a quem K>.
fe queira comprar ; os mesmos se obrgam por jgi
w qualquer obra que venderem a passar urna ~1
\)y conta com rcsponsabilidade, e-pecilieainlo a m
^. qualidade do ouro de I \ ou IS quilates, li- r3
M cando assim su jeitos por qualquer duvda que >3{
^ anparecer.Serafn & Ir nio. ^J
O Dr. l'iriiiii, inciiici), 1n1nl1.11 sua
residencia para a rila etreita do Rosario
catan.50, segundo, andar
Vendem-se bichas de Hamburgo
|| em poreoes a 0$000 rs. o cento : na
Stravessa da Madre de Deosn. 9.
Km casa de Roth & Bidoulac, ra
do Trapichen. 12, vende-se o seguinte :
Aro de Milito.
Ferro da Suecia.
Dito mitaeao.
Cobre para forro de 20, 22,2i, 2 onras.
Arados de ferio.
Taixas de ferro..
Pian'os hori/.ontaes e vertieses.
Prego* de cobre.
Chumbo em lenees.
Em casa de Kolh 6t Bidoulac acham-
se para vender ptimos pianos de arma-
rio de Jacaranda', chegados agora.
VenJc-so fio de sapaleiro, bom : em casa deS.
P. Jnbn-ion i\ Companhia, rna da Scnsala Novo
n.52.
NAVALIIAS A CONTENTO E TESOLRAS.
Na ra da Cadeia do Recife 11. 48, primeiro an-
dar, escriplorio de Aususlo C. de Abren, conli-
nuam-se ,1 vender a 83000 o par (preco lixo) as ja
bem conhccidas c afamadas navalhs de barba, feilas
pelo hbil rubricante que foi premiada iu c\po-..,,
de Londres, as quaes alm de durarem etliaordiiia-
riamenle, mo se senlem no rosto na ac?.lo de cortar ;
vendem-se com a condico de, no agradando, po-
lerem os compradores devolvc-las al 15 dias depois
da compra restituindo-se o imporje. a mesma ca-
sa ha ricas lesouriiihas para unhas, feilas pelo mes-
mo laliriraule.
TYPOGRAPHIA.
Na ra das Flores n. 37 primeiro andar, vnde-
se urna lypograpbia nova rom lodos seus perlences.
LFNVOS UE CAMBRA IA DE I.INO A 53000 A
DUZIA.
Na ra do Crespo 11. 5. equina que volla para a
ra do Collegio, vendem-se lencos de cambraia linho finos em cailinhaa com lindas estampas, pelo
barato preco de ;>500 rs. a duzia, para acabar urna
pequea porfo que aindr resla.
NA UFA 1)0 QUEIMADO N. 1,
\ endo-se um missal romano novo, vindo lia pouco
de Lisboa, \aso Jcluura propriOS para jirdim mui-
to cm conla.
Hita do Queimadon. I.
Continua-sc a vender os lencos broncos propuos
para meninos e meninas a 100 rs., peas de hrelanha
de linho com 0 varas, a 23500 ; peras de cambraia
branca fina rom ( '. varas, a 23500 033000 ; corles
decalcas de hrim de linho de cor de quadros e lis-
tras, a 13000; ditos de brim escuro transado a 13100;
Chitas france/as largas, a 210 rs. o cavado ; (oberlo- j
res de dous pelos, a 13200 ; lencos de rctroz, a 13 ; |
chitas de cor muilo boas, a 110 rs. o covado ; e ou-
lras muilas faldillas por barato preco.
AO BARATO.
Na ra Nova n. 52, luja c fabrica de chapeos dr-
Boavenlura Josc de Caslro Azevedo \cndem-sc as
fazendas abaixo mencionadas c nutras muitas que
por se querer acabar cun ellas, no se enjeila lucro
por mais diminuto que seja : lavas de seda prela pa-
ra liomem a 1>, di! de fio de Escocia a 500 rs..
lindos cslojos de escavas a 29, que s a caixa val o
dinheiro; leiicinhns de cambraia piulada c tamos pela he ira a 2S0 rs. sapalinbos de la para
menino a 500 : nina caivinha com mil e lanos alli-
ncles coni raboca de cristal, conlendo lodas a- core-
c laiiianlio, propros para ornamenloa de seiihora a
5IHI rs.^ ricas con culos para relocin, tle miro da Ca-
lifornia a .'^"piHi; cliaxc para os ililos do inesuio ou-
o a 'al'i rs.; lindas abotoaduias pata pablo de alpa- para cas
ca a 160; urna raixa com 100 iliarulus da Haba a i,,r''. M*0
800 r.; medidas para alfaale a 80 rs.
jreos.
Vende-se
robera e arr*ii
ravallos do mi
na cocheira do-
para Iralar, na ra do
ro andar.
DEPOSITO DE
DA FABRICA
NA BAHA.,
resso do mesmo
ra sua competente
novo ; assim como 2
mansos : para ver,
irsenal de marinha, e
Novo n. i%, primoi-
DE ALQODA'O
DOS OS SANTOS
Vende-se o supeiTqf panno de algodao
desta fabrica, proprio para saceos rdtjpa
de escravos : no escrptorio de Novaes &
Companhia, ra do Trapiche n- 34, pri-
meiro andar.
Vendem-st chapeos de seda para meninas de
10 anuos, os mais bonitos que he possivel pelo dimi-
nuto preco de "3000 rs. cada um ; e para seohora a
K-000 rs.: no Bazar l'ernambucano na na Nova
n. 33. i
$& POTASSA BRASILEIRA.
10kS Vende-se superior potassa, fa-
rA bricada no Rio de Janeiro, clie-
g* gada recentemente, recommen-
^ da-se aos senhores de engnlio os
g seus bons ell'eitos ja' experimen-
' tados: na rita da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Lcconte Feron &
7 Coiiipaufiin.
Vende-se pei le secco de varias qnalida*des e
muilo bom : na rna da Cruz n. 15, segundo andar ;
assim como bolins de couro pelo diminuto preco de
23500 o par.
. 5$000 cada'um.
Vendem-se chapos de sol de seda, boa qualida-
de, por ,")3000 rs. cada um, dilos de panninho, por
13280 : na prara da Independencia n. 35.
Vendem-sc eobcrlores de alcodau grandes a
640, e pequeos a 500: na ra do Crespa n. 12.
----- QUEMSE PRESL'NTO.
Nn ro da Cruz do Recife no armazem n. ,62. de
Antonio Francisco Mariins. se vende os mais Supe-
riores queijos londrnos, presuntos para fiambre, l-
timamente chegados na barca ingiera l'alpa-
raiio.
Na ra. da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem de Henrique Gibson :
vendem-se relogios de ouro de sabonete, do patc
le inglezes, da melhor qualidade e fabricado* "
Londres, por preco commodo.
!
Na rna do Vigario n. 19 primeiro andar, lem _
venda a superior flanella para forro de sellins che-
gada recenlemente da America.
r.
*Sb
Devoto
se nica:
dependen
Moinhos de vento
combombasderepnxopara regar hortas e baixat
decapim.nafnndicaode.W. Bowman : na rna
doBrnmnt. (i,8el0. ;^^
.Padaria.
Vende-se urna padaria muitoafregnezada : a Iralar ,
c^.a Tasso & Irmaos.
'Aps s? altores de engenho.
Cobertores escoro de algodao a 800 rs., dilosmui-
(0 grandes t encornado a 1J400 : na ra du Crespo,
loja dajjguina que rolla para a Cadeia.
Revoto Chtisto.
2." edicto do lirrinho denominado
liao,mais correlo eacrescen lado: vende-
)(e na livraria n. 6e 8 da prara da In-
ii a 640 rs. cada ejemplar.
Redes acolchoadas,
brancas do cores de nm s panno, muilo grandes e
de bom posto : vendem-se na ra do Crespo, loja da
esquina que volta para a cadeia.
No paleo do Carmo, taberna n. 1, vende-se um
escravo de bonila figura, proprio para lodo servico.
AOS SENHORES DE ENGENHO. '
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado nas co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran- ;
de v^rtagem para o melhoramento do
assuSr, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz, n. 4.
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto, em
barr de-l-., 5. e 8.: no armazem da ra
do Azcite de Peixe n. 14, ou a tratar no
escriptorio de Novaes & Companhia, na
ra do Trapichen. 3*.
Vendem-se relncos de ouro e prala, mais
haialo.de que em qualquer oulra parle
; -na-pftftada Independencia n. 18 e 20.
Depoato da fabrica de Todo oe-Bantoana Sabia.
Vende-se,cm rasa deN. t>; eber &C, na ra
da Cruz n. i, alendan trancado. d'aquella fabrica,
muilo proprio para sarcos de assucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
Vendem-sc em rasa de Me. Calmonl & Com-
panhia. na praca do Corpo Santn. 11, o seguinte:
vinho deMarseillecm caixas de 3 a 6duzias. linhas
em novillos ccarreleis, breu em barricas muito
grandes, ac de milan sorlido, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rna da
Senzala nova n. 42.
Ncste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dilo.
Na rita do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para "piano, violfio e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chcgailo do Rio de Janeiro.
semela de Edwln IBaw.
Na ra de A pollo n. (i, armazem de Me. Calmonl
i\- Companhia, acha-se constantemente bous sorli-
mentos de taixas de ferro coado abatido, lano ra-
sa ruino fundas, moendas inolias lodas de ferio pa-
ra animaos, a coa. etc.. tilas para a rinar e:n m.ulei-
ra de iodos ns tamaitos e modelo* osmais modernos,
machina horsonlal para vapor com torca de
, -'.eos, passadeii as do ferro eslanhado
de puntar, por monos preco queiMde co-
ven) para nanos, ferro da Suecia, e fo-
II has de llandres ; ludo por barato preco.
i ravalloi
ESCRAVOS FGIDOS.
508000 de gratincacao
a quem pegar o moleaue, crioulo, de norde Andr,
ralraeiro, ijladc 17 a 18 anuos, secco do corpo e al-
io ; rugi no dia 2* de maio prjimo passado ; ro-
ga-se a lodas as autoridades polcaes e capilacs de
campo, que levem-o a seu senhor, no Forle do Mal-
los, Ira piche do aleudan, ou na cidade de Olinda, no
Varadouro, a JoSo Antonio Moreira, que prompla-
mente dar o promellido.
Auserlou-sc da casa do Sr. Sebaslio Antonio
do llego Bai-ro, cm agosto de 1851, cm orcasio que
se achava morando no alerro da ltoa-Visla, o seu es-
cravo, pardo, de nome Vicente, de altura regular, .
que representa ter 30 anuos de idade, pouca barba,
lions denles, othos na flor do rosto, forfo e pernas
hem feilas, leudo nos cotovellos dos Bracos dous lo-
binbos ; suppc-se eslar acoulado cm nma rasa nes-
la cdade, e seu senhor protesta desde j por perdas,
damnos, dias deservido, etc. ele.; assim como gra-
tifica a quem o apprehender.
Antonio, moleque, alio, hem parecido, cor aver
mclhada, nuefio Congo, rosto comprido, barbado no
queixo, pe-:ocn grosso, ps bem fritos, leudo o dedo
ndex da mao direila ahajado de nm talho, e por ta-
se o traz seinpre fechado, com lodos os denles, bem
ladino, oflicial de pedreiro e pescador ; levou roupa
de alOOdtO e urna palhora para resguardar da chu-
ya. Ha loda probahilidade de ler sido seduzido por
algnem ; fucido a 1d de maio dn correule auno, po-
las 8 lloras da manhaa, leudo ohlido licenra para Ic-
varjara Santo Antonio urna bandeja com roupa :
roga-se, porlanlo, a lodas as autoridades c capiU es
de campo, liajam de o apprehender e leva-lo Ali-
lonio Aires Barbosa, na rna de Apollo n. 30, ou 01 11
l-V.ra de Porta), rna dos Guararapes, onde se pac -
rao ludas as despezas.
Desapparcceu no dia 13 de Janeiro do correo -
le anuo o escravo Jos t'.acance, de idade 10 anuo- .,,
pouco mais ou menos, con: falla de denles na freiil ,
le-lenlos or.soidos, ecicatriza nas nadeca* ; grat i-
lira-se ceiierosaiiienle a quem o levar ao alerro d a
Boa-Vista n. 17, aegundo andar.
Per.- Xj d.M. r. de r.ria.- 18M.
II k


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EUCLY5S4K_78TV26 INGEST_TIME 2013-03-27T14:16:47Z PACKAGE AA00011611_01503
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES