Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01501


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Full Text
I* lej *!
'%
AUNO XXX. N. 155.
Por 3 mezcs adiantados 4,000
Por 3 mezes vencidos 4,500.
IM>MI -------

SEGUNDA FEIRA 10 DE JULHO DE 1854.
Por Armo adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
.->oi-
DIARIO DE PERNAMBUCO
k\t.\riu:gados i>\ subscripcao'.
Recife, o proprictario M. I", de Faria; Rio de
iieiro, oSr. Joo Pemira Martins; Babia, o Sr. F.
Duprad ; Marei, oSr. Joaquim. Bernardo de Hen-
donca ; I'arahiba, o Sr. Gervazio Vctor da Katjvi-
dailc; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Arac-
ly, oSr. Antonio de LemosBraga ; Cear, o Sr.Vi-
ctoriano AiiRiistoBorges;Maranhao,oSr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Juslino Jos fiamos.
CAMBK&
obre Londres 2( 5/8, 26 1/2 d. por 135
Paris, 365 rs. por i f.
Lisboa, 100 por 100.
Rio de Janeiro, a 2 O/o de rebate.
Acces do banco 15 O/o de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia do segurostao par.
Discrfnto de letiras a 6 e 9 0/0 *
METAES.
Ouro. Oncas hespanholas....., 2W000
Moedas de 69400 Yeldas. 169Q00
de 6*400 novas. 1635000
de 435000...... 935000
Prata. Pataces brasileiros..... 135940
Peso columna ros...... 135940
mexicanos....... 135860
AUgUENCIAS.
i Tribunal dn ComniijfciOj segundas e qnintasfeiras
! Relacio, torras ftftflWabbadns.
| Fazenda, tercas.^i^lis feirass 10 horas.
Jnizo do Orpbaos, segundas e quintas s 10 horas
1 'vara doj*el, segundase sextas ao meio dia
PAR TtJXV nos CORREIOS.
Olinda, todos os di*,
Caruar, Bonito e Gaanhnns nos dias 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex e Oricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, agundas e sextas feiras.
Victoria, e Natal, as (uintas feiras.
l'lil. Wl.Ml DE 1K1.IK.
Primeira s 4 horas e JO minutos da tarde.
Segunda s 4lioras e M minutos da manha. |2.' vara datfivel, quartas e sabbados ao meio dia
Julho
l l'III.MI*ll)I s.
3 Quarto crescente as 4 horas, 1 mi-
nulo e 48 se g undos da tarde.
10 La cheia as 4 horas, 6 minutos e 48
segundos da manha.
17 Quarto minguanle a 1 hora, 44minn-
tose 48 segundos da manha.
25 La nova aos 47 minutos e 48 se-
gundos da tarde.
MAS DA SEMANA.
10 Segunda. S. Selvano m. ; S.Bianor mm.
11 Terca. S. Sabino m. Ss. Silvano.e Abuendio.
12 Quarta. S. Joao Gualberlo Ab.; S. Jasou.
13 Quinta. S. Anacido p. m.Ss. Jaoel e Esdras.
14 Sexta. S. Boavenlura B. Card. Dr. Serfico.
15 Sabbado. S. Gamillo deLelis Fundador.-
16 Domingo 6. Triumpho da S. Cruz-; N. S-
do Lami. O Anjo Custodio do Imperio.


PARTE OFTICJAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
T.wno>Hano do di' 4 de juno.
Oflicio. Ao Emi. Sr. director eral interino
da inslrurco publira. designando os professorej po-
dre Vicente Fcrreira de Siqueira Varejao, Antonio
Kulino de Andrade Luna o Joaquim Antonio de
Castro-Vanes, para servirem de examinadores no
concurso a que se tem de proceder para proviraenlo
da rodeara de imlnicrao elementar do prmeiro
grao de Alagoa de fiaixo.
Dilo. Ao commandante das armas, remolien-
do copia do viso do ministerio da guerra de \-l de
jiinho ultimo, no qual se declara no s haver-se
dado uin ciri Ivposraphico no fm do artigo 16 do
reglamento approvado pelo decreto 1,089 de 14 de
dezembro de 185-2, mas tambem o modo porque
deveni elle ser lido Igual copia remctleu-se i
lliesonraria rio fa/ond i.
Dito. Ao mesmo, dizendo que, coro a copia
que remelle da informarn do chefe de polica, res-
ponde ao oflicio de S. S. de 27 de junho ultimo,
accrescenlando somcnle que j se deram as provi-
dencias para os roncerlos das prses da fortaleza
das Cinco-puntan, para onde deverao tambem acr
transferidos algans presos que se acham na caricia
deala cidade.
Dilo. Ao inspector da lliesonraria de fazenda,
transmittindo para os convenientes eiames, copia da
. acia do coiiselho adininislrativo dalada de 16 de
junde allimo.
Dito. Ao mesmo, devolvendo em viala do que
expoz o marechal commandante das armas, a ta-
bella da av aliacn das elapes para a tropa de pri-
meira liiih, no semestre de julho a dezcmbro.deste
anuo, fim de que S. S. a reforme na razio de 300
rcis a elanc.
Dito. Ao mesmo, inlcirando-o de haver o ba-
cliarel Rodrigo Castro de Albuquerque Maranhao,
participado que, no dia 19 de junlio ultimo, entrara
no exercicio de juiz municipal do termo de Flores.
Igual communicariio se fez ao conselhciro presi-
denle da relaeo.
, Dilo. Ao commandante da oslaran naval, il-
zendo que conserve o capilo lenle Antonio Car-
| los Figueira preso diposi$io do chefe de polica,
i cuja presenca dever ser levado quamlo for re-
quislado.
Dilo. Ao chefe de polica, Iransmllido copia
do aviso circular do ministerio da marinha de 12 de
junho iillini. indicando o modo porque d'ora em
dianle devem os marinherns brasileiros ser engaja-
dos no imperio por capiles de navios eslrangeros,
fim de se araiitelarem os inleresses dos referidos
marinheiros Igual copia remellen-se ao capit.lo
do porto.
Dilo. Ao mesmo, iuleirnudo-o de baver cx-
pcdiilo-as convenientes ordens, nao n ao comman-
dante do corpo de polica para fazer apresenlar' a"
Smc. as pracas que forem precisas para escoltar al
corle o criminoso Antonio Jos dos Santos Per-
nambueo, mas lambem ao agente la companhia
dos paqueles de vapor para dar transporte ao men-
cionado criminoso, e supradta escolta Expc-
diram-se as ordens de que se Irala.
Dilo. Ao juiz de direito do Ronito, communi-
cando, afim de que o faca constar a Vicente Fcrrei-
ra da Assiimpco, escrivo do crime, civel e tbcl-
lio de olas d'aquella comarca, que segundo cons-
toii de participado da secretaria do ministerio da
jostica, fni indeferdo o requcrimenlo, em que elle
pedia ser removido para a villa da Escoda ultima-
mente creada Igual aojuiz de direito do l.imoei-
ro acerca dos requerimenlos em que Francisco Lo-
pes de Vasconcellos (ialvo e Antonio Peres Quin-
las solicitavam troca dos o (lirios de justica que
exercem n'aquella villa.
Dilo. Ao inspector da lliesonraria provincial,
para mandar entregar ao administrador do llieatro
de Santa Isabel o respectivo subsidio pcrtcnrenle
ao mez de junho ultimo Communicou-se dire-
ctora. .
Portara. Mandando admitlir ao serviro do ex-
ercito como volumlario, por lempo de seis annos, o
paisano Vicente Alves Moreira, a quem dever-se-lia
abonar alm dos vencimenlos que por le llic com-
pelirem, o premio de 301X9000 rs. Fizeram-se as
necessarias rommnnieaocs.
TRIBUNAL DA RELACAO.
MAPPA !:* causa* .liwtribuldn r Jaleada na relacao'dc Pernamnnco cna o
auno lo 1853.
CAUSAS.
Distribui-
das.
Appellaces crimes. .
Ilahoas corpus......
Processo de responsabilidade.
Revistas crimes. .....
Mecanos crimes. *. .
183
7
1
52
Julgadas. | Valor das julgadas.
157
7
1
53
n
<
V
Recurso de qualilicacao.
Revistas civois
Causas ordinarias .
Summarins.....
Exceulivas.....
Agsravos de pclicm. .
Ditos de instrumentos
Orlas tesloniunliaveis. .
Uias de apparecer. .
Connieio do uiriHltaVK'
Prorosacao de inventario.
4 4
65 69
53 62
61 82
46 46
1U 10
i 3
1 1
1 1
172:021B5J7
182:0:14)056
169:272)996
Brrelo Pedroso.fibeiro da Luz.,1prigio Gui-
maraes.it
O Sr. Ferra: manda mtsa varios documentos
relativos elcirflo de Mato-Grosso.
Vilo remetlidos commisso de constituirlo e po-
deres.
Passando-sc I. parle da ordem do da, o Sr.
Naburo, ministro da iu-(ir'a pede a palavra e expri-
me-seda maneira segunle:
Sr. presidente, mando mesa dous projectos que
ten lio a honra de oflerecer i consideraran da casa, o
1" sobre reforma do tribunal do commerrio, c o 2o
sobre a reforma judiciaria do imperio, e peco que
sejam remetlidos .iscomniissi.es respectivas,, jalo he,
a commisso de justica criminal e de jasfea civil.
O 1 Secretario faz a le tura dos dous projectos,
que vilo remetlidos s commssoes indicadas.
Esses projectos silo os seguinles :
A assembla geral legislativa do imperio de-
crea :
Art. 1. Compete aos tribunaes co commerrio em
segunda instancia, com .airada at 5:0009o jura-
mento das cansas de
Sociedades commerriaes.
Letras de cambio, de trra c olas promissoras.
Rsoo martimo.
Frelamen lo.
Seguros,
Avarias.
Val limen Ins.
Esla jurisdicSo comprchende os commercianles
matriculados e nao matriculados.
A rompositao dos ditos bribuiiacs c a forma do
processo para o exercicio desla nova jurisdcao sc-
rao eslabelecdas pelos regulamculos dogovemo.
*rt. 2. Ficam revogadas, ele.
A assembla geral legislativa do imperio decreta :
Arl. 1. llavera consclhos de jurados somonte nas
cabecas de comarca, as quacs serao pelo governode-
sicnadas.
interrogatorios, inqairites, rol de lestemiinhas,
corpo de delicio, imormices, documenlos e dentis
provas collgdas pela pdicia.
15. Os che fes de pol ca, delegados e subdeleua-
dos darflo as providencial necessarias para a promp-
ta remessa dos presos e irocessos, e compareciineo-j
to das lestcmunhas, proedeado s inquirires, vi-
torias, exames e diligencias $oe os juizes de dirWto
oo municipals requisittmn pira deseobrjmento da
veTdada. ^ \^
16. Os juizes municipas riHo exercero mas
fonrr;es policiaes.
Art. 2. S I. OsjnizeS'4e<1relo, ilesembargado-
res e rnini-lro-ilo suproaasjfibonal de justica qua
contarem :M1 annos de afiaWvo exercicio poderao
ser aposentados com o rdenado por inleiro, se o
.requererem, e se acharen impossibililados de servir.
2. Os que tivercmmas de 10 annos de servf.0
c ficarem physica ou moralmenle impossibililados
cional.
3. Aqiiflles queachando-se em alaom dos casos
dos paragraphos antecedentes nao requerefem apo-
sentador^, serao pelo governo imperial aposentados
sendo previamente notificados para requererem a a-
posenladoria, c procedendo-se previamente aos exa-
mes c itlisencias necessarias, sendo elles ouvidos por
s ou pr um curador, no caso de impossiblidadc
moral, e com previa consulta da seceso dejuslrado
conse.bo de oslado.
4. Os juizes de direito sero julgados pelas rc-
laros nos crimes individuaes pela mesma forma e
prinesso porque sao julgados nos crimes de responsa-
bilidade.
S 5. Na falla de juiz municipal letrado, a subsli-
tuico competir aos juizes municpaes mais prxi-
mos da comarca vizinha.
g 6. Nas, provincias em que nao houvcr relacao,
compele aos juizes de dirciloem 2." instancia, rom
aleada al 1:000#, o conherimento dos interdictos ou
1. Ojuryjulgar smenle os crimes inafianra-. quTles possessorias.
veis, e os'pollcos de qualquer especie, cnlre os
qnaes se comprcliendcm os de abuso e liberdade de
imprensa.
Tpdavia as calumnias c injurias por meio da im-
prensa nose considerara crimes polticos.
8 2. Os crimes aliancaveis serao processados e jul-
dosdefinilivamentepelosjuizes dcdircilocom ap-
pcllaco para as rclacOcs.
3. Os crimes policiaes e as conlravenccs serao
processados e julgados pelos juizes municpaes com
appellarao para os juizes de direilo.
Pelo mesmo modo serao julgados os crimes em inc
os reos se livram sollos, anda que sejam vagabundos
o sem domicilio.
4. As compelencas eslabelecdas nos paragra-
phos anteccdcnles colnprclicndem lambem a tentati-
va e eomplic'dadc.
5. A formadlo da culpa dos crimes inafiancaveis,
ou polticos, compele exclusivamente aos juizes mu-
nicipas, com recurso necessario ou ex-ofiicio para o
jux de direilo.

Ordinarias
Snuimarias
Execulvas
32Vi."i2}6S2
:t6:1025242
1:61(0360
.-i071
593:8188823
Recife 15 de marro de 1851.

O secretario da relami,
Domingos Affonso Ferreira.
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO.
CAH.AR& DOS SRS. DEPUTADOS.
Da 26 de malo.
A hora do coslumo achande-se reunido numero
Kiiflicienle de membros,o presidente declara aberta a
sessao, depois do que he lida c approvada a acia da
antecedente. .-
Nio a*'adiando prsenle o 4-' secretario, o Sr.
Wilkensde Mallos, por convile do presid'enle, oc-
cafa esse lugar.
O l.ecrelariod ronla do segunle expedienle :
Um odcio do Sr. Antonio Jos Machado, cbmmu-
nicando que nao podeni comparecer por. alguns dias
por se arhar de nojo em conseqoencia' do' falleci-
ment de um irmao seo.Fica acaniara'inleirada,c
manda-se d esa nejar.
Um requerimeolo do lenle reformado Francis-
Dc Anlonio Jos Ferreira, pedindo ser nomeado
rorreio desla amara.A' commisso de polica.
Do padre Nicolao Germane, pedindo nalnralisa-
55o.A' commisso de constituirn e poderes.
Acha-se sobre a mesa, e he remet ido com urgen-
cia i commiss5ode constituicjlo e poderes, o diploma
do Sr. Antonio Candido Ferreira de Abreu, depu-
lado pela provincia do Parau.
Lem-sc e sem dbale s3o apprnvadas varias re-
daegees, o o seguinle parecer :
a A' commisso deeslalislica fo prsenle urna re-
prescnla<;lo da cmara municipal da cidade do Ba-
nanal, da provincia de S. Paulo, em que pede que
se desmembre a mesma cidade e o seu municipio
daqoella provincia, e se encorpore do Rio de Ja-
neiro.
Allega a cmara municipal, alm de unirs ci r-
cumstancas, que por militas vezes (em ella e o
povo do seu municipio fcilo varias represcnlaeiies a
esla augusta cmara ueslc mesmo senlido, e que nao
7. Os desemhargadores serao nomeados dcnlre
os juizes de direilo que liverem quinze annos de cf-
feclivo exercicio.
Arl. 3. Os promotores pblicos serao tambem os a-
genles do ministerio publico na parte civil, serao
ruradores-geraes dos orphaos c pessoas scmellianles,
promotores dos residuos e capcllas c das causas pu-
blicas, c >o porlanto competentes para proporem e
contradzcrem na forma de direilo eslahelecdo as
acees respectivas, devendo por conseqoencia ser ci-
tados e ouvidos sobre lodos os necocios que lbe sao
conccrncnlcs.
Nas grandes rapitaes hverRo promotores pblicos
especiaos do civel.
Arl. i. No julgamenlo das causascivis e crimnaes
ss proceder nas relaees pelo modo que determinara
os paragraphos seguinles ;
1. A pronuncia nos delicise errosde odirio se-
r proferida pelo desembarsador a, quera for o fcilo
distribuido c seus adjuntos.
i 2..()jiiiz da pronuncia nao. fu impedido para
S 6. Asdisposie.8csdospora",raphos anlecedenlcsi 0JulganwalA.
ro Pereira Bastos, pedindo regressar para a primei-
ra classe do exercito.A' commisso de marinha e Jen oblido solur,3o alguma ; e sendo islo exacto
como se verifica pelos Irabalhos da casa, e existindo
dous projectos de ns. 75 e 76 apresentados na ses-
sao de 1813, aquclle enrorporandp este municipio c 6
de reas provincia do Rio de Janeiro, e este s-
mente do Han a nal. he a commisso de parecer que
se lame em consideraran pedido da cmara, e que
se discutam os ditos projeclos.sfim de que sobre elles
resolva a assopilila o que julgar conveniente, sendo
sua opiiMoqnc se d preferencia ao de n. 76.
a Sala das enmmissoes, 24 de maio de 1854.
guerra. e
Docirurgo Manoel Ribeiro da Fonseca, pedin-
do que em altencao ao) seus relevantes servijos, se
llie supra dous mezcs que fallavam quando foi re-
formado no poslo de capito, para perceber o odo
correspondenle a este poslo.A' commisso de ma-
rinha e guerra.
De Francisco Dias da Molla Franca, c de Alexan-
dre Pires da Silveira, pedindo o lugar de coulinoo
desla cmara.A' commisso de polica.
;

i
FOLHETIM.
lili HISTORIA li: FAMILIA. (*>
POR vunv.
O encontr de Li Toa relie.
A aurora unga j o cimo das arvores; mas a noi-
te escurecia anda asmas do anli.n. O conde tor-
nou a fechar a grade e conduzio Saint Servis para
o mesmo lugar, em que Branca Tora adiada depois
da mais horrivel das noites. O mancebo, que em
sua ebredade cada vez mais pesado obedeca maclii-
nalmente mo e a vontiidcdc nulrem, vacllou so-
bre os joelhos, assenlou-se sobre a rclva, c lomou
iMiilim a posi^ao mais favoravel ao somno.
* A frescura da aurora, que descia aos ps das ar-
Vores, e ah conservava-se anda depois do nascer o
sol, dssipou os vapores do vinho sibre a fronlc de
Sainl Servis. I'ouco depois seu somno tornou-se
leve, como o da madrugada, e nao adiando na es-
trada de Vincennes a Iranqulldade profunda dos
Campos Elyseos desperlou lugo. Sainl Servis er-
gueu-se sobresaltado ni meio de um molira de rodas,
de cavallos, de gritos, e de praf a, que resoou-lhe
aosouviilos como se hoovesse adormecido em um
carril da estrada principal.
Elle arrefalpv os ollms com estupidez, olhou para
si para convencer-se da identidade, proniinciou al-
guinas ptirases desligadas para ouvir-se fallar, reco-
Iheu-se para procurar lemliraiicas, c s adiando
confnsao em Inrnn de si, c na cal cea, levantou-se
trmulo de terror, e raininhou rpidamente paracer
lificar-se, se dorma em um sonho, ou se vivia na
realidade.
Na noile do crime Sainl Servis nao linha vislo
esse jardim, e achaudo-sc por tanlo ah pela pri-
meira vez ludo era novo para elle.
O acaso dos passos cendu/itf-o grade, a qual es-
lava slidamente fechada. A Iravc. dos var&es avis-
lava-se una louga India de aTvores como em lodos
os passeios exteriores .le Pars, iieuliuin'signal de rc-
ronliccimeiito annuneiava a estrada de Vincennes,
c a visinlianca de Saint Maod. Elle vollou na^-s-
peranca de descubrir oulra cousa, e avislou uina ca-
sa, cuja porta eslava escancarada, e em torno ra qual
rcinava o silencio do dcserlo. Isso era assuslador,
posto que alliiiniado pelos raios do sol. O mancebo
adiantou-se rbeio de confian ;a em >ua forra herc-
lea, subi o poial, e proounciou em voz alia algu-
inas palavras como para aiiuuuciar-e genle do in-
% lerior. Silencio profundo. Passon o lumiar, atra-
m -mi o vestbulo, e adiando aberta a porta da sala
entrn.
Uma grande dcsnrdcm reinava uessa sala, e a
podra retarla lodosos movis, o que annuneiava uma
v
.i Vi le e Diario n. 155.
no prejudicam a compelviicia que acluatmente lein
os juizes de direito de julgar definitivamente os, cri-
mes de responsabilidade, e os especiaes de que traa
a le n. 562 de 2 de julho de 1850.
7. A'altriliuirlo que lera os juizes de direilo de
julgar os crimes referidos cora prebende por connexao
os crimes concomitantes.
8. Compete ao promotor publico ou aos seus a-
genles a denuncia e accusacAo de todos os crimes
pblicos, particulares e policiaes, com cxrepcao dos
crimes conlra a seguranza da honra que forem ina-
fiansaveis, o adulterio, e as calumniase injurias nao
referidas no arl. 37 do cdigo do processo.
O governo em regulamenlo determinar o modoe
forma porque quando tiouver parle ella exercer o
seu direito em concurrencia com o promotor publi-
co, relativamente queixa e denuncia, aecusaroes,
recursos, appellaces c recusares.
9. Quando oreo n3o quizer responder ao inter-
rogatorio, o juiz proseguir por dianle no processo,
lavrando-se termo desta circumslancia.
10. Se o reo por palavras ou actos violentos of-
fender o tribunal e perturbar a sessao ou audien-
cia, depois de advertido pelo juiz, pode ser retirado
e julgado revelia.
11. Nos rasos em que, por virtile do artigo79,
1.", da le de tres de dezembro de 1841, se decre-
tar segundo julgamenlo, este lera lugar na capital
da provincia quaudo o prmeiro julgamenlo for fu-
ra della.
12. As suspeices dos jozrs de direilo em mate-
ria criminal serao processadas e julgadas como no
civel.
13.'O governo he aulorisado a rever e alterar o
processo da qualifieacao dos jurados.
He elevado ao duplo o rendimenloaonual exigido
para ser jurado nas capilaes das provincias.
S 14. Osdclinqucntes sendo presos serao inme-
diatamente remedidos aojuiz competente para for-
ma.o da culpa, com parle circumslanciada do faci,
<*_
casa abandonada. Dous retratos grandes suspensos
a parede, c respelados pela poeira deram na vista
do mancebo, o qiial observou-os a principio com in-
dilTerencn, e depois com uma especie de espanlo.
Um represenlavii uma mofa assentada com um livro
na mo, e o maravilhosamente bella de corpo, e
de feic,oes que baslava te-la visto uma vez para re-
conhe-la.
O oulro retrato prmlu/.io anda manir impre-o
em Saint Servis, pareca Mr. de Verrieres porem
pintado em uniforme de coronel...
Mcu Dos! exclnmou o mancebo metiendo as
mSos nos cabellos, meu Dos! que significa ludo
islo?
E como qner qne se jsajtasse para o lado da porta
vio um hornera em p mmovel o silencioso, cujo
rosto paludo e olbar fulminante conservava anda as
feices do retrato.
He voss, Verrieres' exelamou Saint Servis
como em um sonhojje febre.
Nao he mais Vender.. dse o conde, he o co-
ronel Caelano de Sullnuzeque poderia dcgolar aqu
um malvado, e que ronsenle em haler-se com elle
com armas iguaes. Eniao nao recordieces- este jar-
dim de leu crime! Nao viste o muro do escalamen-
lo N5" lveste nenhum sonho de remorso sobre a
relva, cm que dormiste!
Agora he qne eslou sonhando exelamou Sainl
Servai mordendo os punhos como um enndemna-
do. De Verrieres, he voss mesmo !... Como he que
voss, honlem meu amigo... Agora lembrou-me de
ludo..., Ah !... que traidor arrancou-me o segre-
do do fundo das enlraubas !... Sim.... sim, bei de
baler-me... Sim. he de beber-te o sangue !... Que !
todo aquilln era umjogo infernal que elle jugava
comigo !... Tomou todas as mascaras, lodos os lons,
lodos osardis, para fazer-me cabir em um laco !,..
Como he sso honroso'. como he leal .' gabe-so co-
ronel !...
E alrevee a qnexar-se exelamou o conde
com voz estridente. Alreve-se a qnexar-c aqu,
diante do retrato de minha filha dianle de mm !
un jardim onde entren pelo carainbn dos bandidos,
onde brineon com o crime. onde destrnio a honra e
o reponsn re una familia I Que audacia de demo-
nio! O culpado son eu elle he o innocente Eis
a lgica dessps cerebros estpidos, desee* gigantes da
carne, deases pieraens de iiilellgcncia Queixa-se
delioa f !... N;lo le approximes! nao le anproxi-
nies Se dores mais um paso, nao esnero peln due-
lo, renuncio ao jnizo de Heos, malo-lecom estas duas
piallas, c enterro-te na avenida, cm que dormis-
te !... Nao me irrites pois n.lo respondera mais
(tela muba cabeca, e pela iniulta-lealdadc... acabe-
mos !... *
Sim, acabemos, repeli o mancebo assus-
tado.
Ilavemos de baler-nos esta noile s sete boras,
na liinrelle. Ser i mil duelo de mnite. S levara
um, le.lemiinha. essa lesli-iuiinba ienorani ludo...
Dirs que nos insidiamos na I (pera honlem noile :
atataasa asx
pois convm que o horrivel segredo de ten crime,
seja levado ao tmulo. Nao he exigir muto de li.
Agora segue-me, vou abrir-te a porta, e tirars lvre
'ale esla noile. Insullei-le, e esbofetiei-te bastante
para esperar que nao tardars a ir ao lugar marca-
do. Tuas armas serao as minhas, aceito tudo.
O conde Caelano desccu ligeiraroente o puial para
evitar um ataque desorpreza, e caminhou precipi-
tadamente para a grade.
Sainl Servis seguia-o em certa distancia cabisbai-
xo c pensativo. Ao sahr elle disse com voz
surda :
Al noile.
r Agora, disse o conde consigo mesmo, Dio me
escapars mais depois disso esperou anda um
(piarlo do hora, (cchou a grade, correu estacan da
barreira de Tron, c lancou-se em um carro ensi-
uandoao cochero a casa de San-Nereo.
Era o oilavo dial odia marcado para um duplo
suicidio ; mas o conde Caelano liliha-se esquerido
desse prazo de morlc nos nridcntesntcmpestuosos da
semana precedente. San-Nereo. que nao poda es-
quecer-sc desse oilavo dia pronunciou enrgicamen-
te estas palavras vendo entrar o conde:
Conde Caelano de Salanse, eu o esperava, es-
lou promplo.
O conde quebrado de fadiga dejioa-se1 cahr cm
uma poltrona, e enxugou o suor do rosto.
Passei toda a noile a escrever cartas, prose-
guio o mancebo. Ei-las.
San-Nereo, disse o conde, dcixe-me respirar,
tudo perlurlia-se-me ain espirito, nao pens cora cla-
reza... Espere um instante, meu amigo.
Bem vejo, lornou San-Nereo, que nao pode-
mos executar nosso projecto aqui.
Nao, respondeu ao acaso o conde ainda aha-
lido.
Meu charo de Snllauze, disse o mancebo cm
lom affccluoso, preu a vida.
Sim, sim, prexo-a hoje mais do que nunca res-
ponden Caetano com lagrimas nos albos.
Pois bem, viva mnrrerei sosinho... tenha a
bnndade de encarregar-se destas carias...
O conde encarou San-Nereo com ar estupefacto, e
disse: ,
Para que falla era morrernsinlio ".' Acaso Ira-
la-se disso '.' Tr.1go-lbe cousa inesperada.
_Que !.o senlior esquereu-se de nossa conven-
Cao do l.uxemburgo '.' Hoje be para nos o (ermo de
um prazo de morle...
Ah disse o ronde batendn na lesta, justa-
mente, baviamos de malar-nos boje ; mas vivere-
mns.... deixe-ine a|iertar-lhe a mao, voss he um
digno mancebo, eslava promplo para a morle. Tem
um corarn de here... Itico, sao do cor|M> e do es-
pirilo. esse nobre San Nereo nao recuou dianle do
suicidio! Pois bem, slleos julgar em sua justica,
vosse rasar eoni Branca, duu-lhe palavra de honra.
San Nereo sallmi ao pescoeu do conde, e .dir.i
roii-ti com todo o ardor de um amor filial. O con-
de repelliu braiidaiiieute o mancebo, p fizeudo o
appellaces eirevistas criracs c ctveisse-
rao semprc vistas e julgadas por Ires desemharga-
dores.
4. O julgamenlo dos crimes de responsabilida-
de, ordem de habeas corpus, prorogacics de in-
ventarios c aggravos, serao decididos por tres juizes,
sendo um relator com vol e dous sorteados.
Art. 5. Quando a tranqullidade publica ou a se-
guranza individalo exigirem, poden o governo no-
mear delegados de policia que exerecro em uma ou
mais comarcas a autoridade de chefe de policia, len-
do os vencimentos e privilegios de foro que corape-
lem aos juizes de direilo.
Podeni ser nomeados chefes de policia e delegados
quaesquer cidadaos, ainda qne nao sejam hachareis
formados.
Arl.6. A revista versar somonte sobre a Djnatifa
notoria ou mrito da causa.
1. As nulUdades serao proposlas e decididas co-
mo preliminares, e as decisoes relativas se haverSo
por definitivas e supremas.
2. He applicavel ao supremo tribunal de justi-
ca cora as modificacoes convenientes o regulamento
do cdigo coinmeiii.il n. 737 de 25 de novembro de
1850, na parle relativa s nullidades.
3. Ficam competndo ao supremo tribunal de
Justina cassareannullar os prnvimcnlos ger'aes dados
em correicao pelos juizes d c direilo.
Art. 7. He o governo autorisado para :
1. Dar regulamculos para cxccucao desla le,
harmonisaudo-a com as les existentes.
N'eslcs regulamenlos peder o governo impr mul-
las al 10fJ.
2. Regular o instituto dos advogados do im
perio.
3. Regular os odiaos de tabcllies e escrivaes do
juizo da 1. e 2.* instancia.
Arl. 8. Ficam revogadas, etc.
He lida e remedida cora urgencia roramissno de
coiistiiicao e poderes a segunle indcalo :
o Indico que se chame a tomar assehto nesla c-
mara o Sr. Br. Jeronymn Macario Figueira de Mel-
lo supplente pelo Cear, mais votado do que outro
que se com asachassento na casa.Raposo da Cma-
ra.
He lido e julgado nbjerto do deliberaran, c vai a
imprimir, o segunle projeclo :
(i A assembla geral legislativa decreta :
o Art. .1. Os lentes c substitutos, paizanos e mais
empregados da escola militar e academia de marinha
terad os mesmos vencimenlos que ora tem e para o
futuro houverem de ter os emprezados de iguaes ca-
thegorias das escolas de medicina c facilidades de
direilo.
ce Art. 2. Os lentes e substitutos que forem mili-
tares perreberao o respectivo sold e o mais que for
necessario para completar os mencionados venci-
menlos. Os que tverem commssoes que porrera
desempenhar sem prejuzo das funeces do magiste-
rio poilern arcumiilar os vencimenlos que pelas
nismas commssoes Ibescompetirem.
a Arl. 3. As ubilares e apnsenladnrias dos len-
tes e mais empresarios serio reguladas pelos mesmos
principios qne as dos. lentes e empregados das facili-
dades de direilo. Para os que forem militares po-
rm s se atienden differenca entre o vencimcnlo
total e o sold a que liverem direilo na orcasiao da
jubilaran ou aposenlarioria.
a Arl. 4. Os lentes cathedralicos que tiverem ser-
vido 25 anuos, e conlinuarem em exercicio, a apra-
zimento de governo, tcro, alm das vaiitagens que
por isso Ibes competirem, o titulo de conselho.
Arl. Ficam revogadas as leis era contrario,
o Sala das sesses da cmara dos depulados, 26 de
mam de 1854. S. a R. Manoel Jote de .tllm-
i/uerque. I). Ptatitco Balthazar daSileeira.
lie lidn e remedidocommisso de instrncrao pu-
blica, a pedido de sea tntor, o seguinle projeclo :
o A assembla geral legislativa resolve :
ti Art. 1. Fica o governo aulorisado para refor-
mar a academia das Bellas-Artes, dainlo-llie novos
estatutos c creando as cadeiras que forem necessarias
para o aperfcicoamenlo do ensino na mesma aca-
demia.
Arl. 2. A reforma que fizer ser desde logo
posla em execurao, comanlo que o accrescimo de
despea que della provier nao exceda de 5:0003 rs.
ananaes.
o Art. 3. Ficam revogadasas disposices, em con-
trario.
Paro da cmara dos depulados, em 26 de maio
de 1851. Candido Mcndet de Almeida. n
Enlra em primeira discusso c he approvado sefli
debate o projeclo que concede, para patrimonio da
cmara municipal da cidade da Barra do Rio Negro,
na provincia do Amazonas, uma legua de trra em
quadro.
He lambem approvado em l. discusso o projec-
lo que fez extensiva aos ttulos de arrendamenlos de
ros caudalosos ou de difficil cxploracilo,a riisposic.lo
doS 3o do art. 1 datei de 6 de sclcrabro de 1852.
Entra em :I.* discusso o projeclo n. 51 de^rl7.t
que crea o lunar de-whsSlui.. rto s-crelrWf*da ca-
pitana do porto do Rio de WfleTro!
OSr. F. (Mariano manda a mesa o segunlere-
qnerimeuto, que he approvado sem debate :
Rcqueiro quo-projeclo vhi commisso de ma-
rinha e guerra pifa emiltr seu parecer a respeito,
leudo em atlanco as providehetas^que solliclou
o Sr. ministro,da marinha em seo relaloriodeste au-
no.
Entra era jj.o discosso o projeclo que concede ao
montc-pio-geral dos servidores d > listado o usofruc-
lo do proprio nacional silo na travessa das Bellas Ar-
les.He approvado sem debate o remedido cora-
misso de redacco.
Enlra em segunda discusso o projeclo que decla-
ra ficar perlenccndo cmara municipal da cidade
da Victoria, na provincia do EspiriloSanlo, o lelhei-
ro que outr'ora servia para arrecadar^ao do dzrao do
peixe.He tambem approvado sem dbale.
Entra em segunda discusso o projeclo quo ap-
prova a privilegio concedido a Honorio Francisco
l'.aldas para eslabelecer uma linha de mnibus eulre
a capital do imperio e a villa de Igaass. '
So approvados successivaracnte e sem debate os
arts. 1. e2..
O Sr. Paula Candido pela a dispensa do inters-
ticio para que o projeclo eulre iramcdiatamcnle em
3.a dscossao.
Sendo approvado esle requcrimenlo, entra o pro-
jeclo iinmedialamontc cm 3." discusso, e nao haven-
do quem sobre elle peca a palavra, vola-se por es-
crutinio secreto, e he approvado por 17 votos con-
tra 10. J
O projeclo vai remedido commisso de redac-
So.
Enlra cm lerceira discusso o projeclo que autori-
sa o augmeto dos ordenados dos correios das secreta*
ras de estado.He approvado sem debate c rcmet-
tirlo commisso de redaeco.
Entra em lerceira discnsso o projeclo que marca
os limites das provincias de Goyaz c Maranho.
signal triste que lauca nm crep prcto sobre as illu-
soes, disse-lhe.
He preciso qec Dos julgue segundo suajus-
lica... Tenho um duelo para esta noile, c escolbi-
o para minha teslemunha. Acabo de ver que voss
merece C'la demonstrarlo de confiaiica. Voss reve-
lou-sc a mim nesle momento como o digno filho do
bravo San Nereo, tem o cornrao de seu pai, e isso
me alegra, porque se eu for morlo neste duelo de
mnrte, voss apaohar minha arma, c minha leste-
munha vira a ser meu padrinhn.
San Nereo aperlou enrgicamente as mAos do
ronde, sua bocea ficnu rauda, s o fogo de seus
olhos falln e promellcu tudo.
Charo e joven amigo, lornou o conde em lom
de ternura paternal, loda esta semana pensci cm
voss em todos os minutos do dia, e quando a fadi-
ga dava-mc algumas horas de somno lornava a ve-
lo era sonho, c seu pai eslava junto de voss, e re-
cordava-me a vida aveulureira que passamos nas
uossas guerras de moiitanhas, semprc unidos pelos
mesmos perigos^
Sim, sim, disse San Nereo enternecido, mcu
pai coulou-nie muilas vezes essas guerras terriveis.
Devo muto a essas guerras extraordinarias,
tomoii o conde Caelano com uma menean raanifes-
la, foi por isso que pensci tantas vezes em seu pai
e em vosse neslcs ltimos das...
San Nereo encarou de Snllauze como para pedir-
Ibc uma e.xplicarao.
Eu disse (alvez mais do que devia, coutiuuou
de Sullau/.e com corlo ombaraco na falla e no ar ;
mas... um da... que sem riuvida est bem perto...
fortoso sen dizer-lhe tudo...
Oh por favor exelamou o mancebo lomando
vivamente as mas de sen segundo pai, appru.xime
esse dia lenha piedade de minha razao que morre
antes do corpo falle...
Tenha mais algum.i paciencia, meo filho, dis-
se o conde Caelano com uma autoridade branda,
dir-lbe-he ludo o que posso dizer-lhe agora, nada
mais. Ka vida hurgueza, que passei depois da vida
ramponeza, tinba-nie esquecido do mcu oflicio de
gucrrilbeiro, fui obligado a rccobra-lo repentina-
mente, c loriici a acbar-mc tal qual era aos vintc
annos. A genle lorna-se fcilmente o que loi ou-
tr'ora ; a idade he uma mentira em algarismo. s vonlade he urna verdade scrapre. Seu pai e eu
aprendemos cedo a arle de armar lacos a um ini-
migo, nriquerimns um sexto sentido em nossas
guerras ile monlanhas : he o olfato sublil dos galos.
Cacamos homens, fizemos rxpedi^oes nocturnas, on-
de eramos ao mesmo lempo cacador e cara, leude
ouvirin sempre applicado aos erbos, c o dedosempre
curvado sobre o gatilho de nossas carabinas. Ser
viara-nos de indicios os menores accidentes de ter-
reno, que eiiconlravaiiios na pista rio inimign. una
fnlha cabilla da altura de um hornera, um ramo do
Srvore quebrado, un laboleiro de relva inai hu ado,
mu seixo lora rio reg, uma flor selvageni espeda-
caria sobre a bastea era imite sei*eua, lurioservia-
Vai a mena, l-se, he apoiaria, e enlra cm discus-
so, a segrate emenda :
autorisado para impetrar da Santa S as bullas ne-
cessarias.S. a R. Menees de Almeida.Santo* e
""yjMttet.
SaV| Mos sem dehale.o projeclo e a emen-
da, sevnvflBne'llidns commisso de redarcn.
O Sr. Fleury manda mesa a seguinle dcclara-
co le vol: r
lieqiieiro que se declare que volei conlra o pro-
jeclo./'. Fleury.n
Entra em 2." diseaste o projeclo que augmcnla
os vencimenlos dos empregados das calhedraes do
imperio.
O Sr. F. Octariano manda i mesa o seguinle re-
querimenlo, que hp approvado sem dbale :
Rcqueiro que seja remedido o projeclo s com-
mssoes de negocios ecrlesiaslicos e segunda de or-
namento.
He lido e sem debate approvado o seguinle pare-
cer :
nou a indicarn do Sr. Raposo da Cmara propondo
se convido a tomar assenlo na casa o Sr. Jeronymo
Macario Figueira de Mello, depulado supplente pe-
la provincia do Cear; e lenrio recorrido s acia*
geral e parciaes da cleico pela dita provincia, e ve-
rificado pelo exame a que proceder que a um Sr.
depulado supplente. menos votado do que aquello
Sr. Figueira le Mcllo,sc dera j> asse'nlo nesta rema-
ra, he rie parecer que seja o Sr. Jeronymo Macario
Figueira rie Mello convidado a prestar juramento e
tomar assento na vaga do depulado eOectivo, ou
supplcnleienas volados pela referida provincia do
Cear.
Ro, 26 de maio de 1851.Francisco Diogo
Pereira de l'asconcellos.J. A. de Miranda.
O Presidente noma para servir na commisso de
juslira civil.'duranlc a ausencia rioSr. Fiuza, ao Sr.
Silveira da Moda.
Esgotada a ordem do dia o Sr. presidente marca'
a ordem do dia para a sesso de 27, e levanta a ses-
sao a uma hora da larde.
GORRESPONDEMCIAS DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
MARANnAO.
30 de junho.
A pressa com que, desta vez, me vejo forrado
escrever-lhe no me permide qne seja extenso ;
alm de qne sendo poneos os fados a narrar-lhe in-
fallivelmcnle terci de cingir-me a meia duzia de 1-
nhas. Casa-sc, desse modo, o desejo, on antes a
disposi'caq cm que me ado, com os pequeos recur-
sos das novidades da quinzena.
A admiinslraco da provincia contina entregue
aos cuidado*. rioExm. brigadero Mazallics, o qual
recebendu os elogios rie lodas as pessoas honestas,
posto que por outro lado, iucnmmndado pelos lau-
dos da malilha estrellada, segu cm sua marcha
rom toda a imparcialidad e tino, que lano ocarac-
lerisarh. O Exm. Dr. O. Machado, que, segundo
lhe disse na minha ultima, ia mclhor rie seus incom-
modos, depois da applicar,o dos custicos, tem ad-
quirido de dia era (lia melhoras ainda mais ronside-
raveis, sobretodo depois do emprego d'um fonli-
culo sobre a par? correspondente ao ligado. Essa
medrarao reclamada, desde o dia 15 ou 16 rio pas-
sadn, pelo Dr. Sergio, e infelizmente reprovaria pelo
outr assislcnte, segundo j lhe narrei, deu lugar a
differentcsconsultas; eso fo posla em pratica no da
19, depois da chamada do Dr. Maia, e em seguida, a
do Dr. Jauflret. A' esta medicaco especialmente se
devem as melhoras de S^xc. segundo lenho envi-
do dizer aos mediros : do que me parece se deve
concluir, que, se antes houvessem seguido o ,quc
tanlo reclamava o referido Dr. Sergio, menos lera
soflrido o illuslre doente, vislo que a propongo, que
se foi cstabellecendo a suppuracao no fonlculo, se
fo lambem operando a resoluro da inflammaco do
ligado, de sorle que este, ha dias, se acha completa-
mente lescngorgetado ; e em proporcao lambem foi
cedenrio a inchacao. e as reacees eslabelecdas so-
breas func;Ges circulatorias, especialmente sobre o
seu grande cenlro, o coracjlo ; e por essa razo os
seus facultativos Sergio, Maia, e JauOrel ha mnito
que julg ini-n completamente lvre de pcrL-o. ou
quasi bom ; por cujo motivo me parece lambem,
que se deve concluir, que razao linham aquellos
quejolgaram a molslla mu grave, porm no in-
riiravcl, romo outros riziam,' apresentando, fue
lissimo prognoslico ao ponto de causar alguma cons-
leriiarn nesta cidade, aonde, como sabe, o Dr. O.
Machado he gerajmcnte estimado. Como se v, em
minha humilde opinio, nunca o Dr. Machado esle-
ve perdido, como diziara, entre oolros o Maia, pois,
que affcccOes de corarlo provenientes de leso or-
gnica nunca ninguem as curou, segundo creio.
Para a tal respeilo dizer-lhe alguma cousa mais,
curapre que eu refira a opinio d'alguns sobre a cu-
ra rie S. Exc.; segundo elles as melhoras desle, fo-
raui devidas ao uso em abundancia da herva rie bi-
nos, eselarecia-nos e guiava-nos. Nosso instincto e
nossa razo funrcionavam junios, e .essa associaro
de duas faculriadcs preciosas lornava-nos superiores
s fras mais intclligenles, as quaes s receberam
da natureza o instincto. Assm, quando quiz ap-
plicar esse syslema de guerra vida hurgueza,
achei-me superior a muilos homens, que no lem
inslinclo ncm razo. Eis, meu charo San Nereo,
o que posso confiar-llie boje ; esla confidencia vem
de uma lemhranca de seu pai, e um dia o esclare-
cer. Por ora nada mas. He de acha-lo esla imi-
te na barreira da Tron na estrada de Saint Mand.
San Nereo conlinuava a enrarai o ronde Caela-
no com olhos estupefactos ; mas no alreveu-se a a-
veulurar um pedido que tlucluava-lhe nos labios.
Trocaram um adeos, o conde Caelano triumphou
ainda de si mesmo, c levou o segredo do suas rere-
laccs.
Mas desla vez ao menos o silencio rio conde de
Snllauze no pareca dever ser rie louga duraron, e
lodos esses myslcrios promcltiam para essa mesma
noile a San Nereo um desenlace luminoso.
O conde Caetano e o mancebo nepararam-sc a-
pertanrio a mao, e como screceiasse um esquecimen-
lo, o conde de Sullaiue rccoramCndou a seu joven
amigo, qiui eslivesse as seis horas na barreira rio
Tron, e despedisse o carro. Nao accrcscenlou mais
uma palavra.
Yodando rasa para tomar alsum repouso, to
necessario depois de lana agilaco, passou muilas
horas com a lilha einventen novos pretextos para
justificar uma nova ausencia, a qual di/.ia elle, pro-
vavelmente seria a ultima.
As muflieres inlclligentes, ou para mclhor dizer,
lodas as muflieres ouvem os pretextos, e no se dei-
xara jamis engaar por elles, embora pareram sem-
prc dar-Ibes crdito. Branca snspeilava alguma
cousa horrivel na extraordinaria conducta do pai,
c nas reticencias embancadas de duas justificacocs;
mas como tiln subinissa, respeitava essas mentiras,
que nasriaui ser.) duvi.la de urna boa intencao, e rio
recato mais delicado do amor paterno.
Nesla vida que Dos nos d para fazc-la dore, e
que os homens fazein to amarga ha momentos to
dillices de passar-se que a v rinde do mais forte pa-
rece dever sucumbir a prova. O conde Caetano dis-
punha-se a partir para sei) encontr, e fa/ia os maio-
res esforens para nao dcixar apparerer no semillan-
te nenhum dos pen-amcnlos terriveis, queagitavam-
llie o coracao. Era torno rielle reinava essa Iran-
quilriaile hurgueza, que rnniinnve lo vivamente
os que esculam a leuqieslade que os aguarda fura.
Os criadosoeeupavanise comas musas do dia seguin-
le, regavm as flores do lerraeo, < fimpavam os mo-
vis canlarolando moriinhas; o jardim eslava bello
rom as frescas sombras rie cinco horas, loria a casa
linha uma pliysiniinma serena que norria ao dono, e
pareca querer rele-lo.
E um piarlo de hura depois o senlior riessa mo-
rada tranquilla ramiiihava pela estrada da barreira
do Tron, ocultando em sua rarruagem dealuguel
rh'i. a qual lhe foi lembrada por nm dos nomos pra-
ticos, e al pelo Revm. Bispo diocesano. Seja po-
rm o que for, o que he innegaivel he a areo in-
contestavel desse remedib, que como sabe, enrique-
ce a nossa pharmacopea caseira.
Secundo o dizer dos mdicos, com mais alguns
dias de ronvalescene,a, S. Ex. pode entrar na geren-
cia dos negocios pblicos, no ulilisando assm os
seis mezes de licenca, comis respectivos vencimen-
tos, que lhe acaba de dar o governo geral.
A nossa assembla oceupa-se actualmente com
uma emenda que aulorisa o governo a contralor um
empreslimo rie 500 cunlos, para ser applicado as li-
bras, que de mais urgencia reclama a provincia.
Muilos dos depurados, aferrados carrancosas don-
trinas, lemem qualquer uma operaco de crodilo de
semelhante nalureza como nm monslro, que houves-
se decngolr'a provincia inleiea Para elles,
no valora as theorias, a pratica, a linguagem malhe-
raalicu dos algarismos, c nein mesmo o recente ex-
emplo dado por essa proviuca, e creo, qoe pela
Babia tambera, quando concederam ao governo o
credilo de mil contos para as suas estradas! So os
cegos da Escriplura.
Algumas emendas lem havido que restringen! a-
quclla quanlia, sendo a menor de 150 contos : o que
em malcra de crdito, e leudo em vsla os raudos
melhoramenlos de que necesitamos, he urna verda-
ricira calamiri.nle a coucessao de semelhante quantia.
Ou muito, ou nada : deve ser a linguagem d'uma
provincia, quando trata de contrahir um empresli-
mo lendo em mira nao s o augmento de suas forras
productivas com a abertura de canaes, navegaco a
vapor, cnlouisarau ele. como com a certeza do paga-
ment' dessa mesma divida, operado pelo proprio
reudimenlo d'aquella capital, que passa a ser repre-
sentado pela obras concluidas. Segundo me dsse-
ram, boje decidir-sc-ha aquella importante questo,
que cm varios grupo;, lem dividido assembla.
A seguranza individual, continua d'um modo sa-
tisfactorio a causar invejaa qualquer oulra provin-
r, que no como a nossa, goza d'um semelhaote
beneficio.
Para lhe demonstrar a veracidade do. qne lhe digo,
permita que aqui Iranscreva do Observador, um
trecho rie sua correspondencia de Caxias dessa cida-
de, que em materias de crime foi semprc o nosso
Ihermomelro.
Aquella correspondencia, depeis de fallar dos ser-
vidos de ex juiz municipal Fernandes Veira, la-
mentando a falta das condemnares por parte do
jury aos verdadeiros criminososo que seria huma
ronsequenria necessaria das prisfs feilas por aqucl-
le juiz; continua do seguinle modo.
Nestas circumstaucias, todos os esforros do Sr. Dr.
Fernandes Vieira, todos es seos servaos estavam a'
ponto deserem annulladus por uma inslituieAo pros.
tiluida. se nm Jesses acasos felizes; que raras ve-
zes se rio. a respeilo de nossa Ierra, nos no livesse
trazido para esta commarca o Sr. Dr. Francisco Vi-
eira da Costa, na qualidade de juiz de direilo.
Com effeito, ha apenas seis mezes que o Sr. Dr.
Francisco Vieira da Costa h juiz do direilo de Ca-
xias, e so j incalculavcis os beneficios, que lem
feilo aos Oixcnses.
O foro criminal acha-se completamente reslabele-
cido, sahindo da barafunda infernal em que se acha-
va. O jury transformouvse do que era para oque de-
via ser; he hoje um forte elemento de seguranea,
perqu juica como convem, aos inleresses riasocie-
dadejulga com rcclido e conicencia. Tem Iraba-
lhado este auno sob a presidencia do Sr. Dr. Vieira
da Costa, duas vezes, e nessas duas sesses, a primei-
ra rie 15 e segrala rie 7 riins, cncocntac tantos cri-
minosos, foram dev idamente snbmellidos a elle.
He para notar, que nestas duas reunios do jnry e
dentro cinco mezes, Ireze reos de crime de morle
tivessem sido sentenciados pelo jury pena ultima!.
Caso raro em Caxias, e creio que cm lodo o imperio.
Os reos condemnados a pena ultima na I. ses-o
foram:
Raimnurio Benlo da Silva.-rCandido Anlonio de
Veras,Manoel de Souza' DorneUas,Alberto Bis-
po,Manoel Jos da Silva,Pedro Jos de Souza
Vianna, Marcelino da Costa Santiago, Anlonio
Carlos da SilvaJesuino Francisco das Cliagas.
Foram condemnados a morle na 2." sesso os se-
guinles:
Florencio Alves da Cosa,Joo Manoel dos San-
ios,Jos Freir da Silva,Antonio Pereira Ferro.'
Desles trese sentenciados dez tem as appelares
pendentes da Helarn dous subiram os autos ao po-
der moderador e um prolcslon por novo jnlga-
mento.
Na sesso de junho foram snbmellidos a julga-
menlo treze reos. D'estes foram, como j dise qua-
Iro rondemnados a pena ultima um foi condera-
nado a gales perpetuasdous priso com trabalho
e seis ahsoivido;, n
O que fica narrado falla maisall em favor da ac-
tual adminislrarao, do que qnanlos coromenlarios
possam haver.
A citada correspondencia noticia, qne um padre-
uma proviso de armas que comprara no caminho,
e que linham ainda o sello virginal da fabrica. Nes-
sa hora solemne o conde de Sullau/.e lomava todas as
precauces d um soldado veiho.
San Nereo tinha-se enllocado de senlinella entre
as duas columnas da barreira, c como India vestido
o mais elegante Iragc dcsalo, era distinguido pri-
meira vista nessa zona do bairro de Santo Anto-
nio.
O conde Caelano apeou-e, dirigio-se a San Ne-
reo, tomou-lhc lirado, e fazendo signal ao cocheiro
de seguir, cncamnhou-sc para uma alea lateral da
ra afim de fallar, mais livremcnlc, c longe rio tu-
multo, poiscm ora momento, cm quenada deve ser
perdido, a menor palavra tem sua importancia e seu
valor.
Espero que agora, disse San Nereo, o senlior
me esclarecer sobre este duelo. Eslou desde a ma-
ulia lia mais viva angustia, ludo I ova-uro a crcr
que o senlior vai baler-so por um myslerio de fami-
lia, esgolo-meem novasconjectiiras, e lodas ellas so
alflirtivas. O nomc de sua lilha lera parle neste
duelo.
San Nereo, disso o ronde, lenho orna respecta
mui simples que riar-lhe. A leslemunha rie mcu
adversario ignora ludo, chega ao terreno como ceg.
As condices devem ser iguaes era un encontr de
honra, por isso minha leslemunha ignorar lambem
tudo.
nclino-nic dianle riessa razao, lornou o man-
cebo (lando nm suspiro ; porem mais do qun nunca
conservo minha idea sobre a causa deste duelo.
Sen pensamento pcrtence-lbe, mcu charo lilho,
c meu segredo he raen. Em um momento to so-
lemne nao convem discutir, uo convem quexar-se,
n.lo convem fazer conjecturas ;mas couvcm fazer
cada um o seu dever.
O meu he haler-me, o seu he conservar-se em p
c silencioso ao meu lado.
Nao fallarei ao meu, conde Caelano. c eslou
ccrlo de que o senlior cumprir osen.
Isso hasta hoje, San Nereo, amanhaa pcrlcncc
a I leus.
Estarc promplo lambem manbaa ; disse. San
Nereo.
Bem sei, bem sei. meu filho, lornou o conde
aportando a mao do rapaz. Se vosse soubesse quan-
lo sua coragem alenla-me ueste momento supremo..
Oiicn-me.... sou soldado, e rotihcco lodos os capri-
chos das armas, lis mais fortes e mais corajosos no
saliera semprc vencedores, he a mo rie Dos que di-
rige a pona de uma espada, ou o vo de uma bala,
no he a destreza como dizem. muilos. Daqui a uma
hora posso ser morlo.
One horrivel idea conde Caetano !
Ouca-ine al ao lira, meu lilho. Eis aqui um
bilinde sellado cora as rainhasarmas que escrevi bo-
jea pressa, elle he breve mas diz tudo o que hepre-
iso di/er. Tome este hilhele-, gnarrie-n cuidado-
samente, e no pense mais nelle. Se eu for morlo,
abra esla inissiva da morle, e siga suas inspirarles.
Juro por voss que ellas serao heroicas.
San Nereo tomou o hilhele da mo do conde, e lis-,
se em tnm enrgico :
Conde Caetano, espero no abri-lo ; mas se for
destinado a romper o sello de suas armas, crea que
scre digno do senhor.
Conversando assm, chegaram Tourelle, e o con-
de fez signal ao coi heiro de parqr na extremdade
do liosque.
Depois de ler examinadosem afleclacjlo suspeita,
os arredores e o interior do botequim da Tourelle, o
conde Caetano disse cm voz baixa a San Nereo :
Elles anda nao chegaram... no admiro isso..
aindaoio deram sete horas.... Passciemos em qnan-
lo os esperamos.
Na estrada no av islax a-se nenhuma dessas carru-
agens que revelara osegredo de um duelo aos olhos
do observador experimentado. Distnguia-se somen-
te uma longa fileira de hnricles-quc voltava para
Vincennes.algumas calecas descobertas onde fluclua-
vam rhaueliiihos rie sol, dous mnibus da mesma cor
que cruzavam-se no mesmo ponto, e os carrinhos
pblicos de Vincennes, e de Saint-Mauro. De vez
em quaudo passavam- pees de semblantes serenos,
1.1 ni i n o ms licenciados, rendeiros econmicos, saltim-
bancos oriosos, soldados indolentes, ciganos desfar-
carios, cmfim lodo o nessoal das grandes estradas na
visinhauen da capital cm nma bella larde de ve-
ro.
Nessas horas os minutos tem um valor singular.
Os relogios sahiam, c en Ira v am a cada inslanle, e
moslravam uma demora, que CMBeeava a inquietar
o conde San Nereo. Sete horas c dez minnlos, se-
te llorase um quarto, sete horas e vinle minutos li-
nham sido pronunciadas por labios anciosos. Os
"'ios no viam ehegar nenhuma dessas carruagens .
que querem recuperar pelo galope (oreado um lem-
po peni do, que eompromclle.a honra.
San Nereo cruzou os hrarns, c encarando o conde
disse-lhe rom voz surda :
E se elle no ver 1
Se elle nao vier repeli tristemente o conde.
Oh he impossivel he impossivel !... Um rapaz ele-
gante !... Insultei-o vivamente, c esbofetee-n.. Oh!
lomei lodas as precauces para tornar o duelo iue-
vilavel... A gente da idade doli nao deixa-se inju-
riar assm por um hornera de idade madura..... He
impossivel I... hade vir... Militas vezes ha embara-
cos de rarruagem em Pars... Elle mora duas le-
guas distante da Tourelle... duas leguas pelo me-
nos... A extrema distancia be boa excusa na tar-
rianca... ncm sempre calcnla-se bem... os relogios
nao andain de acord......Oh eslou certo de que
vira !
A genle procura muilas vezes aceitar como boas,
razes que julga ms ; porque tem muilas vezes pre-
oisSo rie engaar a si mesmo para ler urna demora
necessaria, quando -<>llio nimio.
(Continuar-te-ha).


t:.--
1

DIARIO DE PERMMBCO, SGUNDi FEIR 10 DE JULHO DE 1854.
co (le noine Francisco de Paula Cavalranli (salvo o
erro Viudo de caminlio para Paslos-Bons, furlou
urna moza as ImracdiacTies da villa de S. Jos, c a
levava na campa de seu cavallo, quando foi preso
n'aquella villa de S. Jos por queixa do pai da moca
Acommodou-se o negocio, e noftm d'alguns das foi
o padre posta em lil>erdade, e est habilitado para
continuar no misler de tirar mocas e conduzi-las de
garepa!...
No dia 23 do corrente cliegou o brigue escuna de
guerra Andorinha, procedente do Para, de que lie
commandanleo intrpido l.tcncnte oSr.PedroTho-
m de Castro Araujo. Este navio, segundo deze
estar leiubrado, d'aqui sabio para aquelle porto em
nUlubro do nono pateado, e d'ali seguio no dia 8 de
nuvembro para o interior da provincia, afim de
por sua parle, obstar a invaso, que os Americanos
pretendan) operar no Amazonas; seguio rio cima
cruzando ale a cidade de Sanlarem na foz do rio
Tapajoz, c no seu cruseiro tocava em todas as villas
e povoaocs, que lhe ficavam em passagem, como
sejam. Breves, Gurap, Almeiriro, Prainha, Cbaves,
e a oulros pontos na bocea do Amazonas para tirar
ai plantas dos porlos commissao essa j ordenada
pelo Sr. Paraiihqs. O Andorinha, poucas vezes dei-
xou de abandonar o lugar denominado Baij:o-yran-
de, que he urna grande* posirao importante, pois
qualquer invaso, que se teutasse pdu lado de Ma-
cap ahi eiicoulraria forte opposico o brigue do Sr.
, teen le Castro Araujo achavase no porto de Sanlarem
quando all cliegou o paquete da campanhia c na-
vegado a vapor do Amazonas Bio Negro rebocado
pelo paquete da mesma compauhia Maraj, depois
de se ter -ah> das pedras em que encalhara cima
da villa de Serpa; e pelo commandanle do Andori-
nha foram prestados i aquelle vapor todos os socor-
ros, que eslix eram seu alcanse, ale que a gerencia
da companhia mandn buscar o vapor para a capi-
tal.
Todos esses sen icos prestados pelo digno comroan-
daute Castro Araujo, e sua briosa officialidade me-
recem especial altencao da parle do governo, por
isso que nos adiamos em estado de admirarmos e
apreciamos empregados da nossa armada lao distin-
tos pelas suas qualidades pessoaes, inlelligencia e
pericia, como aquellos; e nao he sem grande salis-
faoao. que registramos os servijos de qualquer um
nos uossos compatriotas da calhegoria que presin o
commandanle Castro Araujo.
O Dr. Joao Climaco Lobato arha-se nomeado pro-
motor publico da villa do Bosario. Essa nomearao
nao poda ser mais bem acertada. Besero-me para
a primera occasiao.
*> i*
BIO GRANDE DO NORTE.
Natal 5 de julho.
Quando nao son obstado por forra manir, creio
que tere notado quanlo sou psnlual na rcmessa de
minlias missivas; e isloamea ver lie um motivo suf-
ficiente para que Vira, me disculpe as faltas que
comuielto de guando em vez.
Agora felizmente, que nao necessto passar horas
inteiras com a penna na mo a pensar por onde hci
de principiar as minhas carias, e nem no modo por-
que as terminarei: urna poca abundante de fados
0 fartos importantes me veio tirar desie embararo
em que me collocava de quando em quando a es-
terjiidade desta minha Ierra ; e por isso muito bem
dizia certa velha de meo conhecimento, que a mo-
llior obra do Creador fora um dia atraz do outro ; e
a vclha tnha muita razao, carradas de ra/ao na
phrase de corlo Licurgo : sim, senhor, a poca da
aberlura da nussa assembla provincial, o dia Io de
julho me abri um campo em que minha penna po-
de sem tropeco por-lhe debaixo dos olbos muita cou-
sa e cousas mulo tfcas ; a ellas !
No dia 28 em que so deviam reunir em sessao pre-
paratoria os iiais da patria, aquelles que tanto es-
carceo lizeram para serem cleilos, foi umdiadc
rninguanle ; compareceram apenas 7 ou8, que ao
enlrurcm na casa foram logo aclamando a mesa c
Iralando de nomear a commssiio soberana, ou de
poderes pata conhecerem da validade das eleic,es ;
depois do que retiraram-se ; no da 29 comparece-
rn) mais 3 ou 4 e entre elles os' deputados. Dr.
Amaro e Manoel Gomes ;o primeiro, que se dizia no
pensar de uns deputados c d'outros, supplente pela
exclusao que devia haver do collegio de Goianinha.
que se recentiade alcumas irregularidades^ o Manoel
Gomes, qiiehavia sido pela cmara aparadora empel-
lido do numero dos depntados sob o pretexto de ser o
pai o sobre quera recahira a volac.no : nesse dia en-
tao tendo a commissao dado o seu parecer no sentido
daexclnso daquelle collegio eadmissaodoGomes foi
elle posto a discussao; pedio a palavra o Amaro, e
em um discurso.como costmna dizer certo camarada
lnutum etprofundum desenvolveu este seu direito a
um a 1 teto he, que sempre foi, era c seria norlista, que
tinh feito relevantes servicos ao partido e a provin-
cia e que por lim era o Paran do Bio Grande,
quero dizer de que era o representante depolitica e
concilladlo aqu ; nada escapou ao orador para
conseguir o seu lim, e ate a este seu criado lornu
lambem urna parte daquelle discurso monstro; co-
mo que se eu tenho nada com a cleicao daqueile
dignissimo Disse elle que nem mesmo eu que eos-
tumo todo adulterar, nunca me lembrei em minhas
pistolas de futurisar a exclusao do collegio de Goia-
ninha Logo nao devia elle ser excluido! Que lhe
parecen lgica do moro".' Que tenho en, como que
deve fazer a assembla, eu que nem l tenho a me-
nor parle? O rapaz nao gosta do seu correspondente,
porque lhe conloa a historia da execncao da lliesou-
rara provincial; mas islo nao foi um adulterio....
Finalmente, porm, depois de muito fallar, beber
inuia agua, ir muitas vezes ao Bio de Janeiro, pas-
snu o parecer da commissao, o pobre moco sahio
pela porta fora perdendo o macio asscnlo em que
eslava empavonado sh I dolor He verdade que
foi seguido at a casa pelos seus novos amigos sulis-
tas, mas o que val isto '.'
Foi por lorja do parecer reconhecido deputado o
reverendo vigario Manoel Ferreira Borges, que pela
outra apurado tambem havia sido excluido, e que
tanto bonra o lugar que oceupa, ja pela sua subida
Inlelligeucia e ja pelo grande conceilo que goza na
provincia ; eis, portanto, em que redundoa a grande
maioria da assembla, que se dizia ser do Amaro !
Vendo, porm, os amigos do Amaro, que nao s
nao podiam fazer urna maioria na assembla, como
mesmo nao podiam mais dar um assento ao seu che-
Je. por isso qae apenas eram elles em numero de
seis, deixaram de comparecer as oulras sesses pre-
paratorias, para que, per causa desla falta se nao
podesse estallara asscmblc, visto que s haviam
dez deputados do outro lado; os meninos, porm,
que no dormem, Ins cousas fizeram que no dia 4
( honlem) comparecen o vigario Borges, e tomando
assento foi iuslallada a assembla.
Enl.lo o pai do meu insigne Cantalice.que he urna
boa alma, pode oovir a falla com que S. Exc. o Sr.
Dr. Passos abri a assembla. Foi o discurso de S.
Exc. longo t bem elaborado ; nelle nao se esqueceu
de locar as necessidades palpitantes da provincia,
i.;Vi s naqucllas cujo remedio della pode partir.
romo mesmo aquelles que por intermedio dos oulros
poderes do Estado pode a assembla reclamar. Em
um iranio principalmente muito so estendeu 9. Exc,
c foi na punirn do crime, suas causas e meio de
evita-lo. Finalmente S. Eic. confirmou o alio con-
ceilo que formava a provincia de sua capacidad! in-
telectual e dos bons sentimentos de que se acha pos-
- suido a respeito da provincia, que felizmente fui con-
fiada a sua illu-lrada ; dininistraco ; praza aoscos
que a assembla bem comprehenda o pensamenlo de
S. Exc. e o nnxilie no que della depender.
Vi dos us. de seu Diario 143 e 114 os estragos que
ahi lizeram aschuvas, oque por cerlo he lamenla-
vel ; eposso lhe asseverar que aqui tambem (ve-
mos 18 dias de chuvas consecutivas; e apenas na
vespera do gloriuso S. Joao, (vemos o prazer de ver
o sol ostentar suas galas, e que por essa mesma au-
sencia que fez, mais brilhanle e magestoso me pare-
cea ; e se continuassem as chuvas por mais alguns
dias, esla cidade sera um monlao de ruinas; porque
quasi todas as casas sao construidas com barro fo-
mente sem liga alguma de cal, e por so acontece
que quando as chuvas sao mais abundantes, princi-
pian! a humedecers paredes, mais logo depois des-
cascara o calamento, o porlim descobrem as coslellas
de varas, e lica o pobre morador no meio da ra e
dentro de casa ; exactamente lie oque est aconte-
cendo com esle seu criado.
Eu pensava que ja eslavamos libertados dos lem-
pos em que as crencas de feitiro vogavam com forja
entre opovo ; pois nao lie assim ; agora um amieo
dePorlo Alegre me conla.queem dias de abril desle
anuo, foram presos eni flagrante os individuos Ale-
xa ndro Rodrigues e MarannoMaluto,que desapieda-
d.enle surravaiii a urna pobre prela de nome Hu-
mana ; e levadosla presenta do delegado e interro-
gados sobre a causa da crime que commelleram,
respondeu Alexandre que sua mulher ha maisde au-
no, que se achava doentc, e que chegou a seu co-
nhecimento, que seu mal era feiti que Romana
lhe havia deilado, e que jamis lie;,, fa boa sem que
fosse aceitada com vergonleas de pinhao, e que elle
desejando ver sua mulher boa, fora applicar a cura
em Bomana, c que levara com sigo Marianno para
evitar que alguem o inlerrompessc E que tal o cu-
rativo ? Por causa das duvidas foram pronunciados
n arl. 201 do cdigo criminal.
Um outro amigo do Apudi me conta em urna car-
la a iinn le de um papagaio celebre por sua longc-
vidade e assim se expressa : A qnatro de marzo des-
le auno aqu morreu o Malhuzalcm dos papagaius,
que leudo sido dado de presente em 1810 ao vigario
Faustino Gomes de Oliveira, j como bom tallador,
o nosso Psilacus acompanhou seu senhor quando
este viajnu a provincia do Ccar;i,soffreudo os boleos
e moxices com que em taes occasiocs socm os ar-
ricirns mmozear aos viajaulcs de tal laia, al que
lhe fracluraram urna perna : continuou a viver nc-
dio e palrador como d'antes e al mesmo sem mole-
ta; os annos, porm, que ludo gastam, roubaram
vista ao nosso hroe,e por tal forma que nao lime
oculos que lh'a resliluissem; mas como que por com-
pensarn requinlou-lhe o insliucto.e onosso Malhu-
zalm eslava sempre a ralbar a qualquer hora do
dia e da noile, o que nao admira porque os velhos
dormem ponen. Todava nao estando sent de pa-
gar o tributo a que estao sujeitos todos os que vem
a esle mundo de raizerias, morreu aos 41 annos ( sa-
bidos ) de dade 1
Fico de penna aparada e papel delirado para lhe
dar coula dos trabalhos da illuslrissima.
Tudo o mais aqui contina sem nllor.-ir.io.
Desejo-lhc saude c o com que se compram os me-
loes, c que Deosolivre das taes inundaroes, que sao
bem agradaveis. Adeos.
PABAHIBA.
Mamazuruape 1" de julho.
Eslavamos com as nossas tenlaz&es de esercvcr-lhe
estiradamente, quando somosacconimellidos de urna
enfermidade, que pela voulade dos laes esculapios,
e-tend,lo- no macio leilo, j lograramos de algum
diaphoretico ou sudorfico, que fzesse dos nossos
poros oulras taas vdenles ; mas emfm, resislindo
a esse mal, que tao injustamente parece querer fazer
em nos o seu emporio, o contra o qual passamos a
asseslar as nossas bateras homeopathicas, vamos dar-
Ihe por agora poucas noticias, e sem o maior enm-
mento, pois que ao contrario nao se presta o nosso
estado sanitario.
A dolorosa experiencia nos teni feilo couhecer per-
fectamente a inconcussa verdade,que o nosso es-
pirito he subordinado a condizoes phiscas : tal
he a corelacio rnlima, o congraramento misterioso
disto que chamamos no liorr.em corpo e alma
que a menor le/."m que soffre qualquer um em seus
delicados organismos, repercute incontinente sobre
o outro.Sirva isto para dizer, que o nosso espirito e
corpo soffrem de parecria ; c como introito ao que
passamos a exarar.
O direito de defeza consagrado pelo cdigo da hu-
manidnde, os deveres de cavalleiros, que prezamos,
nos collocam na tunean de vermos ao encalco deste
tropel de eri9inuaces malignas, em que tanto abun-
daran) o nosso collcgaMamanguapense e um cor-
respondente avulso, ucobertado com o titulo de
vrdadeiro: a este, inlregamos a execraco publica'
e o dcixamos licar empaz nesse Indar d de convicios,
onde costuma chafurdar-sc, nessa escura cegueira,
onde a mais supina ignorancia o lem conduzido, a
promeltemos jamis dar-lbe resposia, qualquer que
seja a sua furia canina ; a aquelle, estamos dispos-
los a aceitar a discussao da materia controvertida,
sob coudieies.
Sabe o nosso collega o Mamanguapense,quc
o lioniem educado nunca Ia.nca Balo da penna para
invectivar injustamente a oulrem, pois que devendo
lodos muluos rcspeilos, semelhanle arma lem dous
.limes; sabe o eolleea, que discusses acerbas e a-
ca>iiio*iosjbajM| o mcritf^df UeslOlrar e l'razer o
ridicolo sonfe os que lao inconsideradamente usan)
dellas ; sabe o coltega, cmlini, que abusamos da
conlianca que em nos depositou o honrado empreza-
rio do Diario, couspurcamos os nossos escriplos, c
nos nivelamos a mais triste e lamenlavel posicilo,
provocando c aceitando toda a discussao, onde o de-
coro, a verdade e todas as conveniencias, nao sao
guardadas.
Entrando, pois, com o collega, cm nma discussao
sincera e leal, o conjuramos para que nao se deslize
do procedmento paulado por urna depurada educa-
ro, e pelos principios reguladores do homem cir-
cunspecto e honesto ; o conjuramos, para que abs-
Irahindo-se de toda a qnesto de personalidades, s
a consideramos pejo lado do direito, continuando a
dar-nos suas interessantcsavreeccci,-, que nos acha-
ran sempre na lica, nao como aquelles eximios ad-
vogados a que alinde, nao como algum togado de
baixa esphera, mas como discpulos activos e dili-
gentes, que s leudo por norte a razao, e por arma a
le e o raciocinio, e nao se amedrontando com estas
clavas de Ilercules que Ibes foram arremessadas, vi-
bran) a ionios as suas frazeis laucas no empenho de
defenderem as honrosas posiroesonde os collocaram.
Aceitamos assim a luva do collcga : invocamos o
juizo Ilustrado e imparcial dos homens entendidos ;
elles que decidam, que emitlam os seus alvilres no
desenlace da nossa contenda, elles que marquen) com
o ferrete da ignominia, a quem desprendendo-se das
vias legitimase ordinarias, demandar as capciosida-
des, argucias e recriminarnos de que sem lanrai
mao a ignorancia, o servilismo ea mais mizeravel
objec^a.
Devemos antes de tudo dizer ao rollega.queelle foi
nimiamente injusto com nosco, quando luhrigou as
nossas expresses, na nossa exposico accusnc,es ao
Sr. Joao Valentim, ou por outra, foi lo smenie o
collega, que o acoimou tao acrimoniosamente : dis-
pa-se de prevences, desterre os horriveis hbitos de
ver os objeclos pelo prisma dos mos inslinclos, e,
com calma e madureza diga-nos, onde est mesmo a
mais leve censara, capaz de oflender o fino teclado
das susceptibilidades ? E com que direito condue
lambem o collega, que a nossa opiniao he avssa
a aquella qne abraca > Perdn-nos o collega ; pen-
samentos, illacOes e conclusoes laes, que licain mui-
to a quem das suas luzes ellas n3o abonam por
certo asntelligencias que as produzem : portanto,
anda mais urna vez deixou-se o collega arraslar pe-
las inspiraees c sentimentos contrarios a aquelles
que devem presidir apreciado das ideas e escrip-
los d'outrem. l.eia o eolios.i. mais acuradamente o
que escrevcinos, e faca-nos Justina,
Aceitando a questao pelo lado que nos offerece o
collcga, visto que o nico inleresse que temos a ella
ligado, he vermos delucidado um ponto de direito,
que nos parece complicado, pouco nos importa que
as nossas reflexes, a nossa argumentarlo, v fulmi-
nar a quem quer que fr : se nos for preciso, lauca-
remos mao do processado em lodo o feilo, e cada
um descansando na conscienca de seus aclos, deve-
se Iranquillisar cm a puhlicidade delles.
Repelimos, a verdade, a sinecrdade e a boa ra-
zao, nos servirao do bussola de fanal ; e quando
desviarmo-nos do carril que nos (lavemosIraeado,ro-
gamos ao collcga que baja de assignalar a nossa in-
devida peregrinaran, fazendo os respectivos repa-
ro.
Nao querendo Iralar d'ontra occasiao, sean pri-
vativamente da quesiao que nos oceupa, cumpre-
nos protestar contra a malvola e conlraditoria as-
sercao com que o collcga procurou docstar ao Ilus-
tre juiz que sentencin os embargos de nuilidadc
coulra o inventario judicial, senlenca que foi con-
firmada pela nossa sabia c inlegerrima rolaran, c cu-
ja juslira be reconhecida pelo memo collega, quan-
do declara que para factura do aventario hoiive fal-
ta de una citaranMais um Irislc episodio a narra-
cao do collega.
Permita lambem o collcga, que nao consintamos
passar desaperrebido o estigma de brbaro, deshu-
mano e cruel que laafou sobre o Exm. Sr. Dr. Ban-
dira : por certo que o rollesa nao couhece, nem
por Iradiccao n S. Exc, porque do contrario, anda
que fosse o seu mais famigerado inimigo, nao seria
capaz de divisar-lbe defeilns, que repugnan) com a
sua ndole, seu carcter e seu constante proredimen-
lo ; quer o considere como homem particular, quer
como poltico.Primciramentcfirma-seo collcga em
um dito vago.de que S. Exc. linha perh'itn conbe-
cimenlo do lamenlavel eslado em que se achavam os
Indios, conhecimento que a lina razao e tudo quanlo
he juslo e honesto manda duvidar, em sezundo lu-
gar, sabe o collega, que em vrlude da caria de le
de 27 de oulubro de 1831 arls. 4, 5 e 9, compele ao
jni/. de orphaos administrar os bous dos Indios ; e pe-
lo decreto de 3 de juuho de 1833, comnole-lhe ap-
plicar o producto dos arreudamciiu dos menciona-
dos hen- ao sustento e curativo dos meamos Indios,
na educarlo dos seus filhes, ele, etc., ele, perianto,
ao juiz de orphaos era a quem eslava privativamen-
leincumbido deoccorrer a aquella urgente necess-
llade. Quando mesmo o.presidente llTtWll conheci-
mento do fado, o que nao noi he licito crer, devla
elle confiar na auloridade, que munida dos precisos
meios, achava-se i iesla daqVmlles a quem a lei in-
cumbi de velar e Iralar paternalmente ; por isso
nao era muilo, que o presidente nella libran as suas
esperances, contando que naquella dolorosa conjec-
tura, ella se lornasse diligente e ciosa dos seus, res-
trictos deveres. Foiasssim o'collega injusto com o
nosso Ilustrado presidente o Exm.Sr. Dr. Bandeira.
Copiosas chuvas cahiram no mez passado de urna
mancira horrivel. de sorle que os rios regorgitando,
e sahimlo dos seus leilos, ameac.a\ am querer tudo
inundar ; j pareca que o castigo supremo reverbe-
rava sobre a mizera humanidade : felizmente, gra-
easa Bondadc Divina, a aurora dos dias almejados,
bruxoluandn no nosso liorisoiilc, veio dissiparo ter-
ror que havia invadido os espirilos: lema, (ido um
hmido veranico uestes ltimos dias. He esla urna
lC3o bem cloquele.
Fomos victimas, entretanto, de sensiveis pardas:
as caimas dos eugenhos, que pela demora do inver-
n, deixaram de germinar conVenicplemeute, amo-
finaram-sc com esla immeusa quantidade d'agoi,
que de chofre esemregra as alagava, como que em
borbules: as endientes dos ros, elevando-se consi-
dcravelmcnlc as varzeas das planlaces, ebegoa a
ponto de cobrir as caimas, levando em suas estrepi-
osas correles al toda a safra de alguns engenhos:
os legumes e todas as especies de ccreaes foram des-
truidos, emlini, at a populacho soffreu de diversas
enfermidades, debaixo da pressio de semelhaute at-
mosphera. Dos se amrele de nos.
Occupamo-nos agora de relatar alguma cousa do
muilo que temos a dizer de nossa assembla : o nos-
so eslado nao permiti que sejamos dilTusos, pelo
que deixo uo olvido, ou para ontra occasiao, se nos
for |icito, a myriada de occarrencias de todo gertero
do Ilustre congresso da uossa Ierra, que nos forne-
ceu desla voz o meu particular cyrincu o fnorio
Cardoio.
Anda que de passagem devemos notar o effeito
qne produzio no Ilustre recinto os dias, vesperas de
S. Antonio, S, Joao e S. Pedro, aos quaes os nossos
dignitrimos festejaran) com ardencia,fervore corus-
cancia, laucando bombas c buscaps, que correntio
e retumbando em todos- os ngulos da nohre rasa
uffenderam, mallralaram e feriram a pudicicia dos
pudibundos patoteiros : foi vergonhoso e fatal
e-.rcellentiitima aquelles merencorios o dolorosos
(roteiu?, animados pelo elemento favorito de taes
dias.
Passou em um projecto que augmentava os orde-
nados dos oflici.ios da secretaria do governo,a creacSo
de um lagar de archivista para a mesma secretaria,
o sendo islo afranjado por um candidato ao lugar,
que dizia ter promesa do alto para oble-lo, succe-
deu, segando consta, que o governo esligmalisando
a lal crcarao, e eslurrando por se ler propalado a
idea de arranjos de alilhados, se resolver a nao no-
mear o referido ; e eis que passa na lei do remen-
lo um artigo addilivo, autorsando ao governo para
nomear o archivista no caso de julgar asado, poden-
do conservar o empregado que serve esle lugar com
respectiva zratificac,ao. He esla urna invonran
maravilhosa c digna de um privilegio exclusivo : nos
vos rendemos homenagem, feliz progresso das cou-
sas!
O nosso orcamento he um monumento de leveza,
he a panacea mais vulgar para sanar as cancerozas
chagas da ambicio e estupendas patotas.
A nossa receta provavel, com os meios de arreca-
daco seguidos, e de conformidade com a con-
liiiuacao dos imposto* decretados na lei vigente,
eslava oreada na diminuta quanlia de 166:1183033
rs. sendo oreada a despeza em 122:067S822 rs. e ha-
cend assim um saldo de 44:0308211 rs. : pois bem,
diminue-se o imposto do assucar, do alzodao, faz-
se gracas aos devedores da falcada, concedcndo-Ihes
to devolvido, e contraria dos raamos e necessida-
des da provincia.
S.Exc. o Sr. presidente usaido do direito qae lhe
he conferido pelo arl. 15 da le das reformas cons-
tituconaesjulgou nao dever sinccionar o referido
projectotanto porque pela d sao eslabelecida no
mesmo, a 4" e 6 comarcas umprehendem apenas
ilous lermos, entretanto que a Ia branse 5 com o de
Cuit, novamente creado2o |or ser o excesso dos
termos contrario a conveniencia de facilitar ma-
gistratura o compriraento de cus deveres, e nem
harmonsar-se com o principio que domnou a cir-
cumscripcao da 4 e 63o pe ser a terceira comar-
ca pela re.uni.in de seus termo a mais populosa de-
pois da primeira.e oflprteer rmis constantes materias
aos trabalhos judiciarios4* lialmente, nao ter sido
a distancia dos termos quem oslava a circomscrip-
cao por perteucer Palos a Ponbal estando em distan-
cia de 18 leguas.
A desigualdade notada porS. Exc. entre a 4". ea
6" comarcas, que comprehenlem apenas dous ter-
mos, c a .3 que abrange quaro (porque Cuit anda
nao he termo) acha sem divida urna cxplicac.o
plausvel na grande dislanc em que estao os ter-
mos da 4" e 6 comarcas, e ni proximidade dos da
3", a cidafle d'Area cabera cfcste ultimo, dista 8 le-
guas dos lermos de Bananeins eGijarabirae 3 de
Alagoa-nova, para os dous rrimclnlgastam-se 4 ho-
ras de viagem, e para o ultinn,apenas hora e mcia,
acerescendo a isto que eslurinuninpius ^stSo em
constante communica^aovCon a capital,o que faz que
sejam melhores os seus coslumes, que n'elles seja o
crime menos audarc anda nao linha apparecido as
scenas de sansue'que lem das ultimas comarcas, qae
por isso mesmo reclaman oais prompta, e infallivcl
a ac;n da jusliga sobreo crime, o que s se poder*
conseguir conslitundo-ie em diversos dos seas mu-
nicipios um centro de ailoridade, como a rcuniao de
um juiz de direito, nmjuiz municipal e um pro-
motor.
Asegunda e terceira tteoes cm que fundn S.
Exc. a nao confirmado doprojeclo lem tambem a
sezuinle explicar Jo:o excesso dos municipios da
3" comarca nao pode emharacir a acs;ao da juslica,
nao s pela sua demonstrad) proximidade como
tambem porque j existem nelas dous juizes muni-
cipacs, e assim se por serem mais populosos offere-
cem mais constante materia aos rabalhos judiciarios,
tambem o compartimento destes rabalhoi por ambos
os juizes traz adminislraco da ustin a mesma fa-
cildade que resultara se menor fosse o r-abalhu, e
mais distantes os lermos.
A qu.fria c ultima razao precisa igualmente de
forra, porque se Palos disla de Pomhal 18 leguas,
tambem dista de Catle 12, e esla distancia entre
I termos que nao sao populosos e cujos trabalho: judi-
ciarios nao sao lautos e tao arduos nao pode impedir
o inov inienlo acoderado que deve ter a aeco da
just;,,; de mais se Patos por distar 18 leguas de
Pombal nao lhe deve ser annexo, muilo menos duve
pertencer a S. Joao donde dista 25 leguas. A eir-
cumscripco que offerece S. Exc. a commissao a jal-
sa eivada dos mesmos inconvenientes que o quiz ra-
mediar na dvisao do projeclo; porque a Ia comarca
comprehendendo os lermos da capital, onde o juiz
iusiSxm
so vigariotie um desses homens que ja lhe pesam os
annos, a sua idade mesmo avancada nao lhe per-
mute a prompta exeeucau de seus deveres ; no en-
tanto qae islo he bstanle para vollarmos a um es-
tado Irreligioso. A falta de explicar o evangelho
as domingai e quaresmas, de em comraunhao cha-
mar as suas ovelhas ao gremio da igreja, de pregar,
de explicar, de doulrinar, de excrcer o culto exte-
rior da religiao, qaasi que dcsconhecido aqui, tan-
to nao seria preciso para voUafmos a um chaos.
De oulro lado, vemos os domingos sem missa, para
aquelles que anda esperam outra vida espiritual,
asproprias portas do templo de Dos fecham-se a
aquellas ovelhas, que procurara no dia do Senhor
congralularem-se com elle. Os dias santos, como o
de Corpo de Dos, a greja permanece fechada, nem
nm repique, nem urna badalada sa ouve no templo
do Senhor. A matriz, nesles dias de tanta reveren-
cia, e grandes por excellencia, nao di o menor vis-
lusb're de vida. Uro dscolo imperceplivel, se l
nos umbraes do templo em caracteres de sangoe,
que nos diz : Vollai s Kaabas, s orgias, aos lu-
panares, ahi a embriaguez, a sensualidade e a de-
pravarlo sejam exercitadas por vos; o vil inleresse
seja o vosso fanal, a vossa nica redempcao ; por-
que nos nada mais ambicionamos, do que os praze-
res sensuaes, como o avarenlo s riquezas. Em
oatra parte dizia : A igreja que diz ser vossa mi,
s deseja de vos a substancia, nao mais hesitis em
locuplela-la, que assim tereis o eo para habitar.
Nifo mais encontrareis aqoi a caridade congenita
com a religiao do Calvario. Assim continuavauma
serie de inscripees, que bem poda reproduzir na
moral dos homens am cat^clisma de desordena, ma-
tar a consoladora esperanza que nos anima nesta
vida terrestre, e atirar-nos a um abysmo, a um vr-
tice de mizerias.
Tambem o grande dia do precursor de Jess Chris-
to, aquelle immolado que disse : Aps mim vira
um homem, a quem nao son digno de desalar-lhe as
alparca oe veio ao mundo annunciar a mag-
nificencia do homem Dos, que selloa com sea san-
gue a primera pagina do christianismo, ja como
martyr, ja como innovador da verdadeira luz que
o mundo at ento nao coohecia : esse dia, repilo,
passou para o kalendario ecclesiastico .de nosso vi-
gario, por om dia ordinario, sem mesmo neohuma
significado. Oh I meu Dos 1 1 sera possvel que
tenhais tirado vossos olhos da presente gerac, ?! I
E lera chegado aquella hora, que vos de entre os
vossos amados discpulos disseste que al a vossa es-
posa seria-mal servida ?!!Um passa-tempo libidino-
so he o fructo daquelles que seacham na adminis-
lraco de nm ministerio tao sagrado, quanlo divino,
nao se respeilaudo mais a moral publica, nem o pe-
jo e honestidade das familias, vivendo-se lasciva-
mente envoltos com os furacOes impetuosos da des-
regrada sensualida, sem um dia se lembrarem qae
bao de se achar perantc am juiz inflexvel, que le-
ra de equilibrar (odas quanlas torpezas commelle-
rem. Quem dira que um seculo de luzes, como o
aclul, prn.luziria lautas ephemerides contrarias as
virtudes malleaves tao constantes na moral' do e-
vangelho ? Nngaem por certo. Ha pouco deu-se
aqu um fado estupendssimo, e foi, que sendo o
de direito deve abrir trez vezes o jury em rada auno, nosso vigario chamado para urna conlissao, respon-
os de Pilar e Mamanguapc, onde o deve fazer duas deu que se achava phisicamente incommodado, c
vezes, alm da con eicao em lodos, continua a sof-
frer o mesmo en iba raro na satisfago c regularidad e
(os trabalhos judiciarios, noque deve aquelle fuuc-
cionario consumir nAo menos de 10 mezes.
Alm disto porque a comarca de Pombal tica com
i termos mui distantes, eque.dependen) de longas
viagens, ao passo que a de Ara conserva os mes-
mos inbnvenientes do projeclo, nao sendo a separa-
cao de Alagoa-nova, termo mui pequeo e muito
prximo a essa cidade, que destroe os embarazos da
juslica e facilita a sua accAn.
A commissao reconheceem S. Exc. a imperfeico
e desigualdade da divisao eslabelecida no projeclo,
porm entende que o meio de a remediar nao he
por cerlo circumscrever o numero das comarcas, pe-
lo contrario amplia-lo_: a crcarao de mais urna co-
marca pretazendo o numero de 7 em vez de 6, como
reza o projecto, ser.S a condiejo nica e infallivcl
de urna perfeita divisao. A excessiva distancia dos
lermos do centro da provincia, a pouca moralisacao
dos seus co-in'mrsi a facilidadc de se nulilisar os es-
oratorias para os respectivos pasamentos; I forros da juslica,* o que lie
inj
trausvia-se parte na maju para despezas especiaes;'
augmentam-sc os ordenados de todos os empregados
das diversas repartiees pdWicascom excesso, o remi-
so novos lugares, fazenuse, por.assim dizer, donati-
vos imprudentes ; accede-se quanta prelcncaoex-
agerada, que vai pezax- bon ivelmenle sobre o cofre,
esbanja-se o pequeo numerario que lomos sem me-
dida nem lento, c por fm decrela-se ama burla, urna
Musan quarenla ionios de'res para' obras publi-
cas e ludo islo quando estamos'ameacJidos de urna
pequea safra. E a que diremos dos errertos '.' Nao
ha lei, que na do ornamento nao se rovoguc, direito
que nao se rcconliec,,, favor que nao se faca, escn-
dalo qae nao se commetta : he o orcamento o cam-
po commum, onde as pieloncos de todo genero, os
favores c toda qual idade de patota van achar guari-
da, he o deposito' de materias informes e heterog-
neas ; he o escolho onde os nossos dignissimos cos-
tumam sempre naufragar com mais ou menos feli-
cidade: desla vez o mo fado nos perseguio atroz-
mente : a palavra bancorrota, he a que se ouve de
lodos e principalmente de alguns dos dignissi-
mos (fue deploran) c carpem a sorte do nosso aban-
donado e desvalido cofre ; ella ser infallivel c pre-
matura, se acaso o braco poderoso de um governo
Ilustrado, e que comprehenda a situarlo da provin-
cia nao o tirar do ddalo profundo que medonho a-
meaca abysma-lo.
Appresenlou emfim o seu trabalho a commissao
especial cncarregada de apreciar as razos, segando
as quaes negon o governo a sanecao ao projecto qae
crcou na provincia mais tres comarcas, cujo parecer
favoravel passou pelos dous tercos da assembla.
Nao podendo allingir ao enleio, a lea que se urdi-
se por semelhanle occasiao fazendo oscillar os dig-
dissimos era seus designios,, coulentarao-nos cm re-
latar pe funi-loi menle esla ebriosa historia.
OITerecido a consideraran dos dignissimos o pro-
jecto da divisao das comarcas, foi elle abracado, a-
( ollndo cora rezosijo, e nao se dir-sc-ha bem, com
frenes ; sem o menor bice sobre o seu objecto prin-
cipal, foi elle allendido, descutido c adoptado ; su-
bindo a sancho nao merecen a approvacao do pre-
sidente, e he devolvido a asemblea ; pelo que, de
conformidade rom o regiment interno, foi remedi-
do a urna commissao especial, para reconsiderar asua
materia: nestas circumstancias quasi toda a assem-
bla pronnnciou-se unisona pela sustcutaco do pro-
jeclo, flaeram os igistimos concilibulos, e asseu-
tarara que a honra, a digndade, c nao sci mais o
que liradavam pelo cabal vingainenlo das ideas nelle
lamila: eram os meinliros da commissao os mais ro-
busto athlelas que pugnavam favor do projeclo porem
para logo a estacan hmida talvcz influenciando cm
seus espirilos fez arrefeccr aquelle furor patritico,
de sorte que a scena tsmou novo carador, ejos
dignissimos cambaleavam no proccdimcnlo que de-
viam ter : eleclricidade, no en lano os tomou ao seu
primitivo estado, quando chega o vapor da corle,
aquelles mesmos corvphcus que eram as columnas
DMllm que suslenlavam o projeclo, cantaran) a pa-
linodia, c com a intrepidez do transfuga, procura-
ran) dar-lbe golpe mortal. Descortinar tantos mys-
lerios nos he impossivel ; entretanto, vaga, que da
corle vieran) noticias de que ccrlos preteudenles nao
serian) agasalhados por incompetentes, insinundo-
se que fizessem por innulilisar o projeclo da crearao
das comarcas, ou deniorasseu) a sua adopcao al ver
se o Exm. Sr. Nabuco relira-sedo ministerio, ou al
que rcrlos deputados deixeni a corle, c vollem ao
patrios lares: nao sabemos que grao de veracida-
de lera islo.
Deixaram de assiznr o parecer os Srs. Manoel
Porfirio e Francisco Jovila Cavalcanti, que lambem
eram memiiros da commissao, assignaudo vencido
ou com restrieceso Sr. Menoel Tertuliano Thomaz
llenriques : eis a integra do parecer.
A commissao cncarregada de emitlir o sed pare-
cer acerca das razes com as quaes fundamenlou S.
Exc. o Sr. presidente a denezacao de sua saucedo an
projecto n.... que d nova divisao judiriaria a pro-
vincia em 6 comarcas, e que se acham adjuntas an
mesmo projeclo devolvido a esla assembla, esludou
c considerou dcvidameule eslas razes, e com quan-
lo as respeilc e acale, e laca juslica ao espirito de
isualdade e moderarao que as ilicin, com ludo en-
tende que em face das circumstancias, necessidades
e topographia da provincia san improcedentes, c
que a cirotimscrpcao oni ."> comarca que S. Exc. se
diznnu offerecer, alm de ser recenlida dos mesmos
defeitos. qne parecen) prejodicar a divisao do projec
mais, a impdnidade j
que alea a p.i'o pacifica dos cidadaus sao
perniciosos entra ves ao andamento regular e harm-
nico da juslica, queso podero ser removidos ou sa-
nados com a crearn de muitas comarras, cajas au-
toridades puimido por toda parle o crime'fajara res-
peitar as leis.
A commissao por todas estas considerac/ies offerece
a sabed oria da casa o mesmo projecto devolvido, e
he de parecer que seja elle appruvado com a mesma
divisao que eslabelece.
Sala das comraissdes 25 dejunho de 1854.Joao
Rodrigues ChacesManoel TertulianoThomaz
llenriquescora reslrcaoFrancisco Flix filiar
de Carvalho.
O ordeiro.
Bananeiraa 26 de janno.
Chegou finalmente o corrcio depois de passar bem
bons incommodus, por va da muita cliuva que por
aqui lem cahido estes dias; e as noticias que nos
trouxe do tbeatro da guerra enropa, sao indubita-
velmente as mais lisongeiras e esperanzosas para as
armas turcas. Eu que me acho na expectativa du
Hundo revolucionario, nao estou nada salisfeito com
a sorle actual da Europa ; e Dos queira que urna
guerra infinita nao seja a heranca {do orgulhoso Ni-
colao, qae, sdenlo de sanguc humano, deseja ar-
mar a Europa sua encarnizada ambico. Decla-
ro que nao sou Turco e nem Busso ; mas desejo ver
a Turqua livre ou resguardada de um pretencioso
inimigo, e que procura em lodo lempo chamar-lhe
sua preza. Os cos queiram abencoar as armas da-
quelles que se acham no direito de reprimir um
lurbulenlo inimigo, e a elles por cerlo cabera a au-
reola da guerra.
Agora que ja lhe falle-i em Bussos e Turcos volla-
rei a noticiar-lhe o que se lem passado cu por mi-
nha trra. O que me contrista mais, he ver osBa-
naneirenses, vollando ao eslado primitivo do anti-
christianismo.ou melhoramento do irreligiosismo, o
que resta a saber, be se sc-rao elles induzidos a esse
aberrismo, por sua esponlaneidade : eis o que pas-
so a cxplicar-lhc; e se algum sabor tocar a alguem,
cousolem-se com o que levo dilo, que nem por isso
csmerilho tudo, e, se en qnizesse dizer a mtlade
do que por aqui se passa, ento quanlas resmas de
papel nao seriam precisas ? Vamos assim mesmo,
c supporlem-me que sou bom fardo, pelo menos nao
peso muilo ; e minha rnnslitoirao a vapor me faz le-
ve como urna penna. Estamos com dous grandes
males, e qual dos dous ser o maior, he o que res-
la saber. De um lado vemos a matriz prestes a
desabar, do oulro, a religiao sumiudo-se dos cora-
Scs dos homens, como tufao que corre deseufrcia-
do pelas encestas de um monte ermo c sombro ; e
al onde ir parar esla brisa amorleccdora, lilha da
impiedade e do scepticismo, he o que me cumpre
perscrular. O culto religioso est de todo apagado,
um reverbero' livd, quasi imperceplivel lian-lux
nessa, ou naquella fronte ; no cnlanto que cami-
nhamos com passos largos para urna abnegacao to-
tal do catliolicismo. E sobre quem pesar (ao gravis-
simos males? Sobro que caberas cahir o analhema
do inferno '.' He o que desejo demonstrar ; c con-
tra a experiencia nao sa objeda. Estes grandes ma-
les, esles suores fros que escapara-, destas ou da-
quelles frontes, esla irreligiao que desabrocha aqui
e all nasce de uraa fonlc impura, abjecla em par-
le, devida a estupidez do uus, c ao espirito sensua-
lista de oulros; no enlanlo que o eslado vela por
urna classe quo vai assim cavando a sua propria rui-
na, o abalimeulo da religiao, c como o cancro ror-
roendo as bases eslaveis da nossa sociedade. Eis a
sombra que deseja ennegrecer nosso horisonle, ma-
lar nossas vidas e lanzar-nos em um mar pruccllo-
so, onde s respira a morle c condemnarjlo. Fallo
dos Srs. clrigos (com excepees) desla chusma de
milhafres quo s tralam de curar no seculo presen-
te dos seus iiileresscs pessoacs e de familia ; no en-
tanlo que as classes inferiores, a massa popular, vi-
ve lutando com a mais crassa ignorancia, rcccbcu-
dn della o toxico pestfero que enluta os seus futu-
ros, seguindo a pista por sua ignorancia (como Dio-
genes rom o seu sacco c bastao a Anlistlicncs) a es-
ta chusma ou mizeranda propaganda de vicios, que
nao sei ate quando servir em vez de allivio de fla-
ecllo humanidade. Vmc. nao rae lenha por cx-
cessivo em minhas expresses, que eu Iongc eslou
de negar o que so deve a niuitos sacerdotes zelosos,
que rumprem com todos os seus deveres, nao dei-
xaudo no seu ministerio nadi a desejar-se. (I no-
por essa razo que apresenlon ao pobre mtalo, la
nao foi : ueste nterin) chega outru, dizendo-lhe
que quera que S. Bvm. lhe fosse fazer um casa-
mento, esle lambem lhe faz ver que eslava adoen-
tado, mas omatato que ja conhecia com quem falla-
va, re-pondeu-lho que para isso trazia vinlee cin-
co bagos, a essa voz, um esl bom lhe foi defe-
rido e com pouco la foi-se o homem docnte cha-
char os cobres ; c dgam que nao tenho razao !
A nossa freguezia esl removida com o seu paro-
dio para a Baposa ( fazenda do nosso vigario) he la
que elle cura dos grandes deveres que lhe sao inhe-
rentes como parocho de militares de ovelhas, dis-
lando daqui cinco leguas, veja se lodos podero la
ir em caso de vexame, como urna conlissao, qne
em lodos os casos he reclamada. Nem mais nma pa-
lavra direi, e confiado em ver nossos males exlinc-
tos, eu desde ja saudo a estes reparos, que muito
e muilo nos inleressam, c nos farao entrar em urna
nova senda chela de vida e de gloria.
Ja me ia esquecerjdo do nosso sacrslao, mas an-
da lembrei-me dollu com tempo bastante, por lano
vouvindo. Esl com cambio a borlo de quinhen-
tos por cenlo, sobre defuntos e anjos, e de cenlo
por cento sobre os hdalos do sino. Ha pouco urna
mulher mandou enterrar duas crianzas que nasce-
ram juntas e morreram, cada ama nu tilia mais
que um palmo, e sabe quanto chachou-lhe sem pie-
dade, qualro bagles, sem liaver nada mis do que
envoltos em seus leneos serem enterrados, e qae
tal o menino? He prente, julgo eu, de alsuma
sanguesuga de Hamburgo; sera duvida sobre cousas'
de igreja ja ha de estar interado, por tanto volle-
raos no mais.
A nossa illuslrissima assembla provincial ha
pouco acaba de crear ama cadeira de lalim para
aqui, que eslavamos della bem, necesitados : ontro
sim desejamos qae Ss. Ss. nao se esqueram da crca-
rao da cadeira para meninas, qae julgo ser de mais
necessidade. Tambem rogamos a nossa cmara mu-
nicipal, que d algum passo a eise respeito," e nao
viva tao inerte com symptomas de decrepilude. Le-
vante a sua voz, peca, sem o que nao aera ouvda,
e sacuda para longe essa timidez com que se acha
revestida, que nnguem couhece qual a molestia
que verdaderamente a anecia. Agora quero con-
cluir esta com noticiar-lhe alguma cousa de D.' Po-
lica.
Nem morro, e nem vive, assim mesmo morre mais
e vive menos, urna especie delelhargia a atormenta.
grandes symptomas tem dado esles dias de pouca vi-
da, e comludo isso vai escapando das cuelas dos
leos, e Dos queira que a nao embarquen) por urna
vez par o oulro mundo, a ajustar contas com os
morios. Quer saber de urna cousa ? Eu lhe vou
contar. Ha pouco foi-se cercar a casa de um pobre
homem distante daqui algumas leguas, e como nao
acharara dentro della quem buscavan, conten la ram-
se com tres clavinole*, que all exisam ; e o seu le-
gitimo qono, resislindo que ihe nao furlassem, foi
mallrata lo com palnvras, e o cerlo he que ficon sem
elles.
Tambem saiba que por aqui ludo he auloridade
um lun de nome I'., senhor de urna engenhoca, e
que Irabalha com brazos livres. quando estas nao lhe
querem mais trabalhar, par esta ou aquella circums-
laucia prevideule, os manda motter na cadeia, la
os pobres levam massacres do diabo. O nosso carce-
reiro he quem se regala ; porque sempre tem destes
presentes, e que mais ? andar assim que he bom an-
dar, viva o erario, e deixa-los fallar, diziam os M.
da Parahiba rom as amarellas do thesouro nacional.
J vou muilo extenso, por lauto diga-me adeos.
Saude epataros.
cesstavam. ltimamente a associaco ccmmcrcial
desla cidade, convidada pelo Exm. presidente da
provincia, na qualidade de sen socio honorario,
penetrada de senlimcnlos nobres c generosos, e
profundamente afilela pelos desastres e infor-
tunios causados pela terrvcl innundazao de 22
de juuho, nomeoo qualro commisscs, encarregadas
de obter subscripees voluntarias, afim de aliviar e
occorrer as victimas da innundazao. As comraissSes
sao composlas da maneira seguinle : 1.a para os ne-
gociantes, os Srs. Fredcrico Coulna, Manoel Ignacio
de Oliveira, Ernesto Schramm ; 2.a para os logislas,
os Srs. Antonio Valentim da Silva Barroca, Von
Sobeton e Nash ; 3.a para os asiucareiros, os Srs. Al-
fredo Youle, Manoel Joo de Amorim, Juliao Te-
gotmeyer ; 4.a, e para o> vendedores da gneros ou
motilados, os Srs. Joo 'lavares Cordeiro, J. J. Das
Fernandes e Luiz Jos da Cosa Amorim.
As diversas commissoes j tirarara em tres dias
mais de oilo contos de ris ; lodoi os membros do
commerciose lem portado dignamente.
Todava he inconteslavcl que lodas as classes de-
vem concorrer com o qne Ihes permillircm as suas
forras para esta obra pa, e fora conveniente que se
nomeassem coramissoes nos oulros bairros da cidade,
para pedirem subscripces aos capitalistas e empre-
gados pblicos de lodas as categoras. Todos somos
irmos, e'em taes casos ninguera se deve recusar. He
nestas circumstancias que os sentimentos de frater-
nidade e caridade se devem manifestar.
Segundo noticias chegadas de Portugal pelo ulti-
mo vapor, estamos ameazados de urna iunundaco
de sedulas falsas. Dizcm que daqui se tem feito este
anno para aquelle reino grandes encommendas desle
artigo, as quaes montan) a alguns miRiOes. Entre-
tanto esperamos que a polica nos ha de lvrar de se-
melhanle calamidade ; e fura prudente que a alfan-
dega e a saude cstendessem as suas pesquisas al s
passageiras, pois qne nao he difcl esconderem-se
mnitoscontos de ris debaixo de vestidos de inmen-
sa largura. Para eftectuar-se e-sas iudagazes, basta
que o governo aulorsc duas ou mis mulheres, como
sepratica na Inglaterra e na franca, afim de embar-
gar-so a iniroduccao de algumas fazendas da India,
e de varios objeclos de nutras le ras,que sao prohibi-
dos naquelles dous palzes.
Tendo-se terminado no ultimo dejunho o contrato
das carnes verdes, nenhuma alteracao se deu no mer-
cado ; pelo contrario tem havido alguma melliora.
Durante a semana que se findou, vendeu-se carne
gorda, pela manhaa, a 25560 rs., e magra a 29240
rs., descendo estes precos, pela larde a 13600 e 19280
a arroba.
A polica prenden o esladanle qne havia atacado,
na ruada Aurora, o carro em que viuda o presidente
da relacao, e instaurou o respectivo processo. Dizem
uns que o insulto fora feito com nma bengala, e ou-
lro* que com um instrumento de ferro ; entretanto
veremos o que se verifica.
Segando a partieipaco offlcial publicada no nosso
n. 154, foram capturados nesta provincia durante o
mez de maio a juuho ultimo 22 criminosos de morle.
Pelas noticias receblas de diversas comarcas, a
Iranqnillidade publica nao havia sido allareda ; o as-
severa-se qae este anno serao abundantes os nossos
sertes, em conseqnencia das chuvas regulares que
l tem havido.
Em ad i lamento as noticias cslrangeiras qae publi-
camos a semana passada, temos de acrescentar os cu-
riosos fados seg'ainles, colhidos em alguns jornaes
que nos trouxe o vapor inglez.
Duas pessoas foram condemnadas pelo supremo
tribunal de Roma em consequeucia do processo Rossi,
sendo dezesais os complicados. Eis-aqui os nomos
dos que foram sentenciados: Luigi Graodoni c Sanie
Constanliui, pena de morle ;
Proggiero, os dous irmSos Filppe e Bernardo
Facciotli, a gales perpetuas;
Capanna, Fabiani, a vinlc annos de ferros;
Francesco Constanlini, Selvaggi, Testa, a quinze
annos da mesma pena.
Os oulros acensados ainda nao tinham sido postos.
em liberdade, porque a mor parte ja haviam sido
condemnados antecedentemente, oa prncessados por
oulros crimes. Antes que esla decisSo se torne d-
oitiva, o processo deve passar pelo tribunal de appel-
lacio, o que devia ler lugar no da 12 de maio.
Mr. 1'ujnul.it acaba em um volme in 8o, i montarla i ai tu- a respeito
de Bossuet dirigidas a um homem de listado ; e o
abbade Chassai, professor no seminario de Bayeux
tambem publico u um livro,denominadoProcos do
Casamento, no qual examina com toda a franqueza,
prudencia e experiencia possivel, o compurlamenlo
que se deve guardar para cora o chefe de familia, c
moslra como se podelutar contra os seus vicios, pou-
pando-se-lhe o amor proprio e respeilando os seus di-
reitos. Esle livro (em merecido elogios.
Foram Iraduzidos do allemao em francez os Ele-
mentos metaphisicos da doutruia do Direito por
Em. Kan! ; mas duvida-se que esta- obra lenha a
aceilaco da Critica da razopura.
Entre alguns promenores que se devem acrescen-
tar ao rotatorio do almirante Uamelin, acerca do
bombardearaento de Odessa, vemos que os Bussos ti-
nham obrigado as eqaipagens ioglezas dos navios
mercantes fndeselos naquelle porto a collocar-se na
primera linha das pecas que fnziam fogo sobre as
fragatas fraocezas o inglezas, que bombanleavam o
porto imperial. No momento da explotao do paiol
da plvora, que Uvera lugar a 1 hora e 18 minutosdo
dia, homens e pecas que lhe ficavam pedo foram ar-
remerados em toda a direcen, indo cahir porto dos
navios da esquadra alliada, que eslavam a nove ce-
ios metros de distancia; ao passo que, como o mestre
canhoneiro do Furiont leve a tem.-o de abater
ume capola da cidade, que ordens rigorosas manda-
vam respeilar, foi immediatamente despedido.
Quando o paiol estourou os Francezesproromperam
em vivas ao imperador, e os Iuglezes airaran) fren-
ticos liourra?.
Nesla semana morreram livres 13 homens, 11 mu-
lheres e 11 prvulos; escravos 2 homens, 4 mulhere1
1 prvulo : total 42.
H|WI
RECIFE, DE 8JULHO.
AS 6 HORAS DA TABDE.
RETROSPECTO SEMANAL.
As chuvas applacaram um pouco, durante a sema-
na passada ; livenios dias de um sol brilhante e noites
de magnfica la ; o commcrcio e as nutras oceupa-
Zes da vida vio recobrando vagarosamente a actvi-
dade ordinaria, eo prezodecertos vveres, que o mo
estado dos carainhns c a avidez dos especuladores
haviam elevado a um alio poni, vai descerni gra-
dualmente ao seu eslado natural.
Ainda nao lomos noticias exactas acerca dos
desastres causados pela cheia cm lodos os ponlos
da provincia, porque a ruina dos caminhos tem
dillicullado o transito para esla cidade ; entretanto
ili/.era que os estragos nos valles do Una c do Ipojuca
sao fabulosos. Cousta que grande numero de enge-
nhos ficarain destruidos. Na freguezia da Esrada,
dezeseis engculios ou foram completamente estraga-
dos, ou sofTreram consideraveis damnos as casas de
vvenda, nos azudes, as casas de purgar, c morre-
ram'vinle e una pessoas togadas, segundo refere
una caria fidedizna que lemos debaixo dos olhos.
Incontestavelmenleo progresso em que. a esta pro-
vincia tirar interrumpido por longo lempo, se o go-
verno geral nao augmentar nos osamentas do im-
perio o insignificante quinho que actualmente nos
toca ; mxime leudo nos, ha alguns annos a esta par-
le, concurrido para o thesouro publico com a mag-
nifica quanlia de qualro a cinco mil coulos de ris.
Durante os tristes aconlerinicntos porque passamos,
muilo. particulares praliearam arlos de sublime de-
dicaco ao prximo, salvando victimas do meio das
a^uas, .lando h.ibilacao a quem nao linha, e dislri-
biiiudo awcorros pecuniarios com aquelles que ne-
IPOJBCA.
1 de jniho.
Confrange-se-me dolorosamenle o coradlo ler
de lhe noticiar nesla minha missiva, anda qne in-
completamente, a ierri'vel calamidade, pela qual
aprouve a Dos passarmoa. Quero-lhe fallar desses
dia-5 de susto, e desolarn, que euclieu (o povo desla
e mais freguezias de terror e geral oonslernacSo.
Desde o dia 16 do passado, at honlem, que, com
exceprao da vespera e dia de S. Joe, chuveu com
furor constantemente, de da e noile. Nanea pen-
sei presenciar scenn mais assustadora, pois tenho
bem bons annos de residencia neste lazarejo.
O Ipojuca lornoo-se medonho em sua extensao
e profundidade ; chegou aos lugares, que se jalga-
vam mais inacceasiveis As endientes, e por onde pas-
sava, exasperado, era destraindo, arrancando, e fa-
zendo as mais horriveis escavanes no mais alto das
barreiras, levando adiante de si o lerror, o estrago,
e a marte. Peusci, que as cataratas do ceo haviam-
se pela segunda vez aberlo para um oulro dilucio
submergir a trra. Tremi pormim e pela a liuni.i-
nida ; eu via nessa immensa innundazao um aviso
do ceo ; via nella um olhar severo do Omnipotente
para as mizerias e torpezas de seu povo. Todos n.lo
se julgavam seguros em suas casas ; de hora em ho-
ra os rios lomavam formidaveis proporoes, e sua
aniara succediain nossas angustias, nossas alllicc es.
Baro foi o engenho edificado ou ao nivel dos rios,
embora distantes, ou as suas margens nesta fregue-
zia, que nao soflresse mais ou menos prejuizos, ja
cm suas safras plantadas, que foram cm con!nenie
destruidas, ja as muitas rozas plantadas as varze-
as, que foram arrancadas, ja finalmente na immensa
perda de animaos de maneo. Nao houve urna pon-
Ic.por mais consolidada,por mais experimentada pe-
las endientes, que mo fosc cuino urna penna levada
pela corrente dos rios. Nao houve um arude, ou
urna lomada, que nao fossem ai cimbados, dsslrui-
dos. As noticias cruzam-se, cada qual mais aterra-
dora : eu nao quero crer cm militas mais, estou ob-
servando a causa formidavelsc l i funestos cfTeitos,e
por isso n.e la 11 u vida .a\ i la do lorrivel enibraver inien-
lo dos ros.que ainda Imje de-scanrain.nn.le osanligos
nunca pensaram, nem tiveram noticia que elles Irc-
passem I
Na Escada, sou informado, que deram-se iaracn-
taveis estragos c algumas inorlcs; para maisde trin-
la casas foram all destruidas pelo Ipojuca. Os enge-
uhos igualmente snfreram os mesmos prejuizos, se-
an mais do que em Ipojuca, mas nada sei com cer-
teza, porque se for a uarrar-lhe o que tenho ouvido ;
euiao posso-lhe aflrmar que a culera celeslc est
una i oiimieiiiiii.il; i dos dias lurtiiosos do diluvio
universal. Em lina foram destruidos mais de ses-
senta engenhos rom os mesmos prejuizos queem Se-
rnliAera. Calcula-se a perda lotal do Cabo. Ipojuca,
Escada, Sorinliem c L'na, para raelhor de qualro
milliesdr cruzados, e cu nao ado exagerado esle
calculo, se lhe disser. que em Serinhaem e Una
principalmente, raro be o engenho com sua cafra
que est em p. Emfim, como he provavel, qae o
seu correspondente do Rio Formoso lhe informe ofli-
cialracnle de todos os promenores que se deram,
Vmc. aguarde-se para fazer nm juizo mais acedado.
He d'ora emdiaule.que a fome impera, porquan-
lo as rozas que se podem aprovetar das ladeiras,
apodreceram pela maior parte, e as das varzeas, nao
ha noticias dellas ; o mesmo deu-se a respeito do
milbo, faijo e arroz, que nada resla por onde passa-
ram os rios e as graudes enchorradas dos montes.
O commercio sollreu um golpe murtal que nesses
dous annos prximos nao se cura.
O assucar para a safra viudoura lem de subir a
50000 rs. a arroba, e anda assim duvdo que cho-
BUt praea um Ierro do que se vender esle anno,
porque Vmc. pode mui bem avaliar dos damnos con-
sideraveis qae bao cansado as chuvas do mez pas-
sadii. quem sabe esle como acabar ?
Eis oa nomes de alguns engenhos da ribeira de
Serinhaem, que nos consta serem deslruidos.
Coalhos, Carneiro. S. Braz, Pacas, Palma, Cacho-
eiraMiindaliy, Cachoeirinlia, Camscari, Lobo. Bom
Succesto, Douaj, Triste, Capoeiras, Maragv, Iamu-
ma, Vataea-tirande, Retiro, Barra. Duas Barras.
Jardim. Pode Iwver alguma iuaxactidao, como he
moitovulgaajjMt8s erises. qnanto s noticias. O
transito para oSjbjeife esta totalmente corlado pela falta
das pontes. e o Umor h Beral a este respeito. e a
fome visita-nos paHJida con um espectro. He de
palpitante necessidade a factura de nma ponte offl-
cial sobre o Ipojuca, que facilit 0 commercio para
a praza.
Tambem reclama melhoramento a barra de Soape
que Jan (os prejuizos ha dado, a a algxni propieta-
rios que mandam seas assueare embarcados para
esse mercado.
Nao be igualmente desarrnzoado, a factura, de um
porto de embarque em Porto de Gallinhai. ^Com
mais vagar tralarei destes objeclos com ospadalidade,
os quaes demandan) algum eslado de mioha parte, e
informazes de pessoas habilitadas, para en,t8o po-
der Iralar com conhecimento de causa. Desejos
da parle dos Ipojucanos nao faltam, e nem mesmo
(me persuado,) que polipario dinheiro, e fadiga*
para verem o seu torraoziuho em uro grao brilhanle
de prosperdade. A Escada veio aplaiuar o cami-
nho do progresso, e a digna sala dos represen- !
Untes da provincia nSo creara enlravcs aos melho-
ramenlos maleriaesdo. Ipojuca, qae tao benigna-
mente se preslou a dar-lhe um voto consciencioso.
Pela minha parte nao me pouparei s rabiscas do*
jornaes, sendo qae se leve n efleilo, 00 lente-se no
que levo dilo.
l'eco-lhe licenra. meu amigo, para abrir nm lu-
garzinho nesta columna afim de tratar ligeramente
de am objecl", de applausos para mim. Estou tra-
tando destes objeclos para nosso espirito nao repou-
sar na medilacSo dasdesgraeas que geralmenle sof-,
fremos. Foi o Exm, Sr.' Euzebio eaeolhido palo
nosso soberano, senador do imperio. Nao tenfio po-
ltica das que se pleileam no paiz, porque a minha
poltica cabio com a columna; estou por Unto, com
muitos veteranos aposentado nessa d/7>cufo*irma
sciencia ; mas nao poseo deixar de lisonjear-ai* com
essa digna eliera merecida eleicao do throno. Foi
um acto de juslica suprema, foi o alto premio cora
que o nosso bom monarcha qniz galardoar os rele-
vantes servidos prestados ao paiz por esse Ilustre
cidadao. O senado, que he o braco diamantino
que sustem a aurabalanca do equilibrio constitu-
cional-representativo, deve reconhecer nessa escolha
feita pelo primeiro magistrado da nazao, um tributo
de seu amor excelso para com os Brasileiros. En
nao cortejo o poder, nao, nunca 1 e talvez a minha
vida fosse mais bem abeneoada da fortuna, se tivesse
nm dia beijado o pedestal da lyrannia, se a venatil-
dade, a humildade indigna, e o servilismo fizesnem-
me notavel... Presto cultos sinceros ao mrito, es-
leja elle onde esliver. Pobre de mim, camponez.
desconhecido, e pobre, que o Sr. Euzebio nem sabe
se he existente Mas, gosto desse cidadao, tenho
Eor elle, temo conhecer, minhas simpathias, e lam-
en) tiro o m'eu chapeo aos Srs. Sonza Bamos, Bar-
bosa e Nabuco; tem elles no meu corarao um can-
linho reservado. Estou ne meu direito.
Foi apenas no dia 23 do jnez passado, que li em.
numero de 12 do mesmo a minha 2.a missiva com
dala de 10, e dorante a sua Ieitara vi, qne tmabem
o homem recolhdo das sociedades,e dolabyrinlho do
mundo, sem perturbazoes, tem as vezesj seos cuida-
dos, que o dislrahem bastante. Pensel, (estando
certo do contrario) que a feslivudade do Corpo de
Dos linha sido no dia 10 do p. p. e como assim
iraiei della sem ser cm seu dia proprio transfirt-a.
Tendo meus cuidados, agora conhezo, e quera dalles
vivir sent '.' Foi um engao, que desde j apren-
sme a repara-lo, para nao peccar com sciencia. Te-
nho mniU vonlade de ser coherente tom as minhas
palavras e obras, embora as vezes meus pensamien-
tos cruzem-se em palpaveis contradiques ; mas como
o eu trabalho he oculto, passam-se c no mundo
interior da cabera, s revelam-se depois que os a-
justo com a razio e ento sao os meus actos ; em lu-
do islo aalvo o engao, qae os mais precavidos ca-
hem de um momento ao oulro. Tao longe nao cor-
re a inrana 1." missiva, que Vmc. se nao record ce
haver eu tratado nella da edcarao limada, qne' al-
guns pas, que podem, e querem dao aos seus filhos,
no qne fazem muito bem, porque os Olhos sio as
rordas do cotazao, e se sito bontinhos... he ouro so-
bre azul. Pois bem : agora passo a escrever algu-
mas linha sobre a mi ou ante pessiroa edneacto,
que por c'So alguns pais de familias seas finios.
Merece desculpa um pai, qae se v baldo de recur-
sos pecuniarios, ou outros quaesquer que, mal ten-
do com que manter aua familia, nao eduque com fi-
nura e delicadeza seus filhos. Deve com todo com
recurso dos bons exemplos, ensina-los a serem ho-
rneas de bem...
Nao merece censura o pai, que sempre residente
no campo, de trato grosseiro, material, em nma pa-
lavra, nao eduque bem seus filhos : mas poder-se-ha
diz?r o mesmo a respeito d'aquelles, que nao s en-
conlram era suas gavetas recursos pecuniarios, mas
al receberam dos seos urna educazao limada, fre-
queulam os circuios, viajam, e blasonara de caval-
leiros de finolralo? Nao. Pois saiba, mea charo,
que os lia ; que, oque menos se lanrbram e lembra-
ram foi de dar urna educazao seus pequeos, j
nao digo correspondente as suas posses e posicao so-
cial, mas qualquer ; essa mesma que alguns pobres
capricliam dar aos seus filhos.
Lemhro-me.como se fosse hoje.ouvir ao men mes-
tre, (um bom homem, coilado 1 ) -r- que o campo era
a escola do deleixo; concordo, qoa assim fosse no
tempo qne era mister ao moco, que se quera orde-
nar, saber (o smente o Padre nossoque para
ser-se medico basiva, a quem tivesse laes prelen-
Zes, conhecer a Hnkaca, qne para ser-se senhor de
engenho, planUr um carro de cannas crioulas. Mas
boje, qne a civilisazao sevai derramando pelos nos-
sos campos, qne o ordenando frequenta um semina-
rio, onde estada llieologia moral, e dogma, ele. que
para ser-se medico frequenla-se seis Anos urna aca-
demia, que, finalmente, para ser-se senhor de en-
genho planta-se cem, e duzentos carros de cannas
caiannas... oh! o campo nao he a escola do deleixo;
o men mestre pensoomal, resulon-se pelo seo tira-
po, pelo bom lempinho dos capitaes-mOres, e ou-
vidores, chinos, e calcues curios, pelo tempo do
meu Dos, edo meu rei. Se a mocidade anda nao
lem aquella educazao (salva a exceptan', que a socio-
dade requer he por incuria, usura, neuhum amor
prole: be porque cerlos pais se persuadera, que o
numerario dispendido com o ensillo de seas lilhos
pode-lhes levar ao reino das glorias; he porque Ira-
lam em pouco o papel triste que fazem na socie-
dade seus filhos, que o que menos sabem he definir o
amor de um lilho para o pai, que o edurou. Pura
verdade, amarga sim.
sobre zsasriBzrttzri tr^xzsz***'"*" *-*
liieairo.de grandes desgracaa. Atgnmaa pessoas,
que a niulocuslo hAo (rausposln um abjsmo i m me li-
so d'agua asseveram-me cora rerleza, que nesgas ri-
beiras a de-nlaran he geral, o oseslragos espaulusos.
Na de Serinhaem j sobcm Mi osengenlios arran-
cados dos seus alicerces. e levados por agua i baixo,
nin 1 oiilando minia- senzalas. olaiias, deslilacoes,
pnules, ealsumas c-asasde vivenda : muilas forain as
victimas, dentre ellas um lillio menor do Sr. Anto-
nio Hermano, propriclaro do Rosario, l'm cival-
leiro que tenlou passar com seu pagem a ponte do
lndaliy, arabos iiiiirreram porque a poule foi cora
elles.
l-'oram adiadas varias mulliere*: moras, com seus
id bulbo- agarrado) aospellos,emflm, meu rhrb, foi
,
i
I
Con(enUin-se aquelles, que se contenbim, em
mandar o menino a escola para saber auignar
seu nome; um anno, 011 menos lhcs basU, c Gndo,
volta o pequeo a lomar conta du serciro. Ei-los
portanto com um bom principio para a-raalerialida-
de: assim he. Acanhados. nem sabem ao menos
receber um hospede, c se por viveza natural querem
nos circuios conversar,.meu Heos I que de parvolces. '
Quem os culpados? Seus pais, seus pais! Tornam-
se esses infantes, homens; e sao bons os seus Ins-
linclos, entilo ha uraa esperanzaa de se fazerera
por si homens de bem, se civilisarein, Uabalharem
etc. mas se sao ms suas inclnazOes tornam-o a
vergonha de suas familias; e a injuria de seus simi-
Ihanlcs. E quem perde com estas decepzcs ? A
sociedade; e quem as pune? O mundo; e de ludo
os responsaveis* Os pais, e s os pais!
. Desprczado dos pranles, esquecidojdos pais. abo-
minada pelos cslranhos, alira-se o lilho sera educa-
zao a toda a casta de desvarios. C pelo malo ar-
ma-so logo de um faca e um clavinole, e he cora
tao bons auspicios, que estream sua vida de desacatas
c imprudencias. Se ouvio de sen p.ii. que era ello
de estirpe uobre. enlao o povo, a classe pobre he a
sua victima. He as gerianlas mais abominsveis
que se encontrara esses mozos, misturados com os
mais nfimos da plebe, e se de lodo u,erd*m o pudor,
l v-ao elles lere as senzalas de seus pais ou s dos
\ 1.inho. onde muita vez he punida nos pais a falla
do educazao dos filhos.
Tamberarasam-se mal, ou escandalosamente ama-
siam-se.... Passam assim a vida esses mancclms sem
de utilidade servuem aos seus. c be enlo quando se
lomam celebres por suas raalfcilorias que os pais se
arrependem de sua incuria e do seu deleixo; mas o
mal esla feita, e um mal para o qual sao lerriveis os
remedios. As lilhas desses pais, que cu os chamarei
infelizes, tambem ao s.icrilieada, e a sua sorle he
ainda mais cruel, Iraz cousequencias mais funestas e
veraonliosas, e sen.lo qde fallen) os exemplos.
Eu disse no programla das minhas missivas
V
(
- -go-
ra cjnnpro o que disse.
Se o menino nial educado lera urna raa, por ven-
tura piela-a. que ao menos adiante de Dos nao quer
ser responsavel pelo que pode de sua parle concor-
rer para a educazao christaa de sen lilho, ensina-o a
resar, a respeilar o Sr. padre cura, c saber entrar na
icreja ; mas ainda assim o Sr. cura he respeilado por
innuizao, c nao pelo que elle he, e a missa heonvi-
da da porta da igreja, de esporas, com a redea do
animal segura a mao. Va que seja. Se porm a
mai he to descuidada como o pai, os filhos sa sem
moral, sem ensillo e sem religiao. Esses pais, diz o
prophela, amam a sens lilhos, como os barbaros p-
deos, que os degolavam em honra de sua falsa divin-
dade. Os lilhos, diz u Senhor em sua colera, que er-
es pan lem aerado para .1 meu po\0la. diaiuma' do
V
.
J


..- -
\
DIARIO DE PERNAMBUCO SEGUNDA FEIRA 10 DE JULHO DE 1854.
V
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aliar de seus dolos os Icm devorado, Filiot sitos
i/itot genuemnt mihi. vblulerunt illis ad dcco-
ntndum. Ezech. 16 20.)
Graves c profundos malos orignam-se ca polo ma-
lo, principalmente da falta do cducarao a infancia, e
n) se pode bcm calcular os malos gravissimos, que
dclla resultan) depois que elles dao copia de si, e s
rulan he que so pode sisudamcnlo avaliar os bens
reaesque aprsenla Mina eiluoaoAo zelosa.
Todos ('nao se illudam^ dcvem c lucar seos filhos
secuudo o que s3o, e inclhor sera so os educarcm
alcm do que sao : lie mu i lo melhor. A >erdadeira
nohreza, a nobrera que se respeita, he aquella, que
resulla dos bons (templos, de urna educar-o cuida-
do-a, edo que de bom aprendemos cin uossa infau-
ria.
Sanguc puro he o do homem, que faz-sc recom-
mendavel por sua polidez, por seuj bons costumes
e esludos; o mais lie chiraera ; a realidade e s i
realidado deste mundo (para muita gente) esta Das
boas actes, as quaes silo adqueridas pela educarlo
zelosa, que nos dao nossos preceptores.
Diga-me, meu charo, nao he aborrecido e despre-
ndo o rico grosseiro? Qucm o corteja'.' Quemo
admira 7 Os que como elles uo possucm delicadeza.
Diga-me mais: quem tem compaixflo de um rico in-
slenle, quando soltre qualquer iiicommodo, seja de
que sortc for Ninguem ; nao he assim? Pois lam-
lii'ii n.lo d-se o contrario, quando o hoiuem poli-
llo e delicado soffre algum trabalho? He verdad.
Anda honlem nessa capital, ec pelo raeu malo3o
se senlin lio yerdadeiramenlc o desgosto, pelo qual
passou innocentemente o Sr. Domingos Aflouso Pe-
rv Ferreira ".' E porque'! Ah! roeu charo, se virar
o painel vara o contrario / he amito bom er-se bem
crendinho; pelo menos ha quem cotsparlilhe seus
de^gostos e sinla seus males.
Perdoc o Sr. A Boho Ferreira o timiti, s me ex-
plico bem com os exemplos. Ouero lindar este arra-
zoado, recommon lando aos neus patricios provin-
cianos, pas de familias, ou aos encarregados de al-
gum educando, de lereui com cuidado estaspalavras
das paginas sagradas: Olera filiorum, paira
torum : gloria patrum, filii torum. Amen.
A polica vai Marchando bein, e lio bem que as
in-pedorias dos quarteirOes nunca se virara na roda
viva, que hoje audam.
Consta-mi nue o Pacova mandara-se mudar para
lugar, onde nao chegasse o Lima. O Caznza-Sar-
gent asseverff-me, que elle rra para Agua Prela.
O alimento mais caro he a farinha e o mais barato,
a agua, qae tem andado a granel, e lodos a fugi-
rem delin horrorisados v_
A saude publica vai solTrivel, assim nos indita a
ausencia official, que ha feilo deste meu canto* o
uosso medico rnmmuir. Dr. Nery. /
Ouando escrever ao seu bom amigo, correspon-
dente da corle, lenlia a bondade do lhe mandar di-
zer que se lembrc de seu antigo companheiro das
entnelas ordenanzas... pois elle est era apuros.
Consta-me de fonle limpa, que o Sr. ('.amulo, sub-
delegado, querendo de ama vex ir ao amago da
qnestao gamella, officira ao Sr. delegado do Se-
riuhaem pedindo informacoes a respeilo do lugar,
onde fra esge individuo espaneado, alim de enviar
carta preeatoria, caso fosse dado o Tacto em Ipojuca,
e 09 seus perpetradores estejara em nutro districlo.
NOTICIA E JKY DO CABO.
voyageur tassiid sou* votre sombre immobile
lloje apenas avullas sobre um morro
()jada negra, carcomida escura I
Kfpeclro do passado, que semelhas
Urna cruz do misrrima sepultura.
J nSo he quem d'anles era
l'obro trra, onde nasci ;'
Onde medra a larangeira,
E a madre-silva sorrl ;
Onde ha fonles e salgueiros,
E coasas que eu nunca vi !
Cuitada 1 triste, coi lada !
Brinca rosa desfolhada
Tao cedo sem compaixao 1...
P
Tardei. mas nao faltei; raiOes domesticas obsla-
ram o regresso do meu compadre daquelle lugar.
Ciimprn pois a minha promessa ; o meu bom com-
padre jii veio, e agora chegou.
O Cabo, que he a sede ou corle da enmarca, he
urna das mais atnigas villas da provincia : parece
que sendo antiga devia estar floroscenle, ler um
commercio mais ou menos prospero, e o seu mate-
rial aer lisongeiro, mas infelizmente r.3o he assim.
Est em um completo atraso ; o seu commercio de
todo paralitico, e o material na vonttde. Nao ha
urna feira, nem um quartel, e a cadeia nao ofTerece
segnraoca : diz o Estevao que ha no Cali tima ca-
bera de boi enterrada ; vallia a verdade... A' malriz
reclama serios reparos, e a n; o ser o irlo do seu in-
faligavel parodio,llella restaara mohines de ruinas.
Os gneros de palpitante necessdade permane-
cen! carssirao : n farinha a 32 palacas, e a carne
nao declina de H, mas para compensar Fabrica-se
bom pao, a agua he pura, e o clima salubre. Nem
sempre assim.
O destacamento, que alli esla-lie dimiuuto, e, se
bem qae a seguranca publica nao padeca, he pru-
dencia reforca-lo, ao menos para o bom dejeuvolvi-
mentoda polica. Os sens encarregados sao homens
toeeaiet-, qu lian merecido dos Cabenses om roto de
gralido, assim me imfornia o Estcrio, que alli vivo
em da com os negocios pblicos.
He intaressante a chroiiica aatiga, e moderna do
Cabo. Ooca-a por bondatle:
Casado em sua juvcnlude por escriptitra (Farra*
com a joven Ipojuca, que entilo ora a mais linda
moca do seu lempo, desquitou-se taciUraeate (Feila,
depois de velha. Assim sc arados os dous velhos
esposos, ipojuca, mulher do povo, e pobre, e sem
1 familia licou 00 total esquecimenlo do ingrato ma-
rido. Esto, Bdalgo e rico, den para galtciro, e ten-
tn seduzir encantadora Suzaretli, e comoquem
dinheiro ver fari o que quizer p seos intentos. Quando de bom tumor, o velho Fi
dalgo he um cavalleiro per Fe .10, generoso, corlezao
epiedoso; mas logo que toiam em seus brazes, o
velho fica todo colera, e...-a viogau^a he cerla, he
infalhvel e tremenda.
yazuretk he sen dolo, maso ciume lerrivcl do
amante imperlinente a tem Feilo viver no retiro.
Assim vSo vivendo ; e eis piuco mais on menos a
historia do velho Cabo.
'ftrd^a, Marilii a pintura.
A ranrificacao da estrada para aquella villa, arre-
matada pelo coronel Francisco Jos da Costa osl a
cniicloir-se, e he por eerto um canal, que tem de c-
levaf ao Cabo a sua resnrreicao cominercial, (se
liouver quem ajude i quebrar os sellos de sua cam-
pa.) Quando ua llalli,1 a estrada de ferro ja teve co-
meen a da Corteja em experiencias, segundo consta-
me quando nessa capital no contentes com o
vapor a hlice l appareceu m Ulysen com o seu
aparellio hgdro dynamico, quandi afinsl os abracot
e os adeotet sao em um segundo recelados de urna
ridade a nutra.
Pernambuco vai cavando os terrenos; vai matan-
do os bracos, escotando os cofres para fazer suas
estradas, eque remedio? Se o governo nao cuidar
nestas niesmas estradas de barro ail se algumas lo-
calidades do centro da provincia, que mirravam na'
pobreza, na impiedade, e no barbarismo. Se cu fos-
se (por arles do capeta) depolado a dignissima pro-
vincial tornar-me-hia man, en a forja de pedir a sa-
tisfco desla necessidade, porque se Termos a espe-
rar que os Mauros, e Barbudo se aquieten) largos
annos ter de vida que vir em nosso sul i-arris para
as locomotivas. Os homens, c a experiencia coosti-
luiram-mc um perfeilo Thomc. Heidc locar para
crer.
Tem O.Cabo cincoenta e. lanos engenlios; seus
proprielarios (ooram!) lodos sao inlclligentes, e ac-
tivos agricultores: trahalliara por serena bons caval-
leiros. e o que podein fazer em proveilo da finan ras
nao dispensao, mas o que me maravilha he que os
seuhores de engenhos do Cilio sao (aes equaes co-
mo os de Ipojuca! Ha tamhem muitas capellas com
capelles, e muitos lugares onde as Imuveram: e
diga.
No dia 15 de maio, marcado para a primeira ses-
s3o ordinaria do jury desla anuo comprcceram 15
jurados Faltando 3.1 dos quaes lora m multados 19 na
.qu,uitia de 10 mil reis por cada dia de sessSo, e os
mais absolvidos, visto terem a)>presenlado escusa le-
gal. O juiz de direito sorleoii da urna dos supplen-
tes na forma da lei os 33 para com os 15 prefazer o
numero ile 48. Marcou a sess.o para o dia 18 do
momo mex.
No dia marcado comparecern) 31 jurados, e oju-
iz de direito, mandando sortear da urna dos sup-
plentes 17, marrn o dia seyuinte:
No dia 19 prsenles 36 jurados, dos sorteados, c
supplentes, o juiz abri a sesso. Ve-se pois as
grandes difiiculdades que seda para, a abertura do
jury no mallo, cuja reomio he afn il conseguida
, por empenhos dos interesados nos pmcessos e pedi-
dos d#B autoridades. Ha milito, liamuito que se
' falla cm urna reforma nesse tribunal, o agora mes-
mo o confirma um trexo da rarla do seu Ilustre
'correspondente da corle, que o diz haver em medi-
taran um projeclo, qnc diminun os Irahalhos do ju-
ry. Venha elle, afim de ver se os jurados nao le-
meni mais o trabalhos, e nao se lornam 13o re-
missos 110 eumprimento dr* seus deveres. Respon-
derain no dia 19 os reos, Calisto Jos Rodrigues Car-
los Jos de Souza, c Jos domes aecusados por rri-
me de roubn feilo nn casa do portuguez Joao Mar-
ques, morador no eiiacnho Massangana, c ferimen-
los fritos no mesmocm um srn inn.in e escravo. A-
przar do faci ter sido nMorio, nao obslanle a va-
lenle accosarao do Dr. promotor publico I.uiz de
t^erquira l.ima, que em nome da lei fez o que este-
ve ao sen alcance para a | unin dos delinquentes,
foram absolvidos. O juiz de direito appelou para a
relacao foi aihn.-ado dos reosj os l'aula do Reao
Brrelo, o decano e lalvezo mais pralico dos advo-
gados do Cabo.
Nesle mesmo dia 19 comparcee a barra do
' tribunal o reo Manocl Mendos Barbosa, accusitdo
por uso de armas prohibidas, l'oi alisolvido. Adv.
Jos Paulo : Eslavam presentes 37 jurados.
No dia 20 presidindu o jury o diguo magislrada
Dr. juiz municipal, e de orp'hAos Joo Taulo Mon-
teiro de Audrade.no impedimento do Dr. juiz de di-
reito. e achando-se presentes 11 jurados responden o
reo Kaymundo Ferreira da Silva, sollado do corpo
" de polica,por ter morto cm sua dcfczi ao preto Be-
nedicto, escravo do Dr. Dantas. Foi hsolvido e nao
houve appellaro. Foi arlo de cquidade esla obsol-
virao. He n'um acto destes, c n urna bem mereci-
da puni.1, qae o tribunal se torna digno do seu
alto sarerdorio. O perdo, e 1 pena devem siempre
ser basrados as rirrumstanrias do delicio ; se um
tribunal lie uimiamenle iudulgoule, ou pur deiuai-.
austero, julgando os seus juizesque com lacs exlre-
inos morecem do povo um voto de respeilo, errara
groaeramenle. Ra\rautnlo tenlava prender esse
negro, requisicao de seu sciihor, c por ordem da
aiilnridade ; o negro resiste, e pretende lutar de
modo, que o soldado sucumba ; este emprega lodos
os meioa de salvar-se do aggrcssor, e de rumprir as
ordens que lhe foram dadas, e o que fa/.er ? Fugir ?
Nao era de um soldado, que Icm por dever adianle
de Dos, eda lei ser valeule. Ri>mundo sucumbi-
ra se nao matasse. Advogou o ico o hacharel Ma-
ximiano Francisco Duarle Jnior que pela primei-
ra vez desenv nlveu-se bem.
Nesle mesmo dia, prsenles 41 jurados, respon-
dern) os reos Ignacio Jos Rodrigues e l.nurenc.i
Francisca da Conceico, aecusados por lerem assas-
inado urna mulher nesta freguezia ; esla foi absol-
vida, aquello rondemnado a 7 annos de prisao,
grao mnimo do ai ligo 193 do cdigo criminal, com-
binado com o artigo i'.l do mesmo cdigo. Foi adv.
Jos Paulo.
No dia 2. presentes 10 jurados, respondeu o reo
Jos Joan11'1" '''' Alliuquerque, por ter dado um ti-
ro en) "i" sugeito, que a forra leulara abrir-lhe a
porta de casa. Foi absolyiilo.. Advogado Jos Paulo.
No mesmo dia, prsenlo 10 jurados, respondeu o
reo M 1 noel Marques, aecusado pelo crime de espan-
camentoein um velho septuagenario. Foi absolvido.
Advogado o hachare! Maximiano Duarte.
No dia ), presentes 37 jurados, respondeu o reo
Manocl Januario do Sanios, aecusado pelo crime
de estupro, commellido era urna menina de sanuos.
Foi condemuado a pena de desierro para fora da
comarca, em que residir estuprada conforme o art.
219 do cdigo criminal, grao medio, por dous annos,
e de dolar a oQendida. Advogado o hacharel Maxi-
miano Duarle. He osla urna pena que por cerlo
nao corresponde .1 gravidade do delicio : o nosso le-
gislador foi por demuis indulgente rom osles culpa-
dos. Depois dos dous anuos nao viro elles zumbar
do ullrage feilo ao nome de urna familia? Enlen-
do, e comigo muila gente, que a honra, na magutu-
de de sua accepcan, he 13o preciosa como a vida, e
que roubada aquella lem-sc roubado esta; mas, j
que as collecrfles das lei* penaei do pai: nao ha
urna que tereramente seja imposta ao seductor da
menor ao menos.... nao! rala-te velho, que nin-
guem quer a justica em sua casa. Lemhro-mc ter
lido em rapaz, nao sei em que livro velho de Orde-
nacoes do Reino, ou cousa que o valhaqnc era pu-
nido de morte o marido que matava era flagrante
qualquer que fosse cmplice de adulterio com sua
mulher, menos os desembargadores do Paco!
No dia 24, prsenles 36 jurados, respondeu o reo
Caelano Jos Fragozo ahincado por crime de feri-
menlos leves na pe quitad Foi absolvido. Advogado Jos Paulo.
Nesle mesmo dia, presentes 36 jurados, respjradeu
o reo Manoel Joaquim do a-cimento Contente ,
aecusado por uso de armas prohibidas. Foi absolvi-
do. Advogado Jos Paulo.
No mesmo dia 24, prsenles 41 jurados, respondeu
o reo Francisco Jos Joaquim, aecusado por crime
de rapto de urna menor de 13 annos. Foi absolvido.
Advogado o hacharel Maximiano Duarle.
E foram-se nesfe mesmo dia, andando para suas
casai os seuhores de facto. Aquelles, deudos por
entregaren) aos seus dones a casaca dos domingos,
afim de nao haver nella algum fracasso, que resul-
tasse indemnisacao; estes morlinhos com os lerriveis
tralos dos callos, que lhes fizeram os sapaloes do
vizinho; aquelles outros finalmente para tralarem
das infallivei9 limpas de suas lavouras, entregues ao
filho, ou feilor descuidado, pois oo saberam se dis-
ses-ciii chegando ao ve-las:
Percorri a vareta amena
Erae/n maioampio jardim. '
O Cabo, como disse cima, tambera parlicipon da
desgrana geral das mais villas: o Pirapama nao foi
menos lyfanno para com os habitantes de suas mar-
gena ; as noticias que lenho dessa localidade sao im-
perfeilas, mas asseguram-me rom certeza, que Bu-
ranhem ficaraem muilo mao estado,, ou quasi i......-
lilisado; em fim como espero logoT|ue a cheia der
lugar, ler noticias, noticias mais positivas, nao me
dcscuidarci em lhe informar. O Estectio que leuha
iaciencia, largue o verniz, (o meu /-.'simio palasco
ie marrineiro da prega! ) e v lomando notas do
que por l houve. Basta por hoje.
(Carta particular.)
Exm.Sr. marechal ou a repelicao da dose sem ne-
cessidade, deu lugar a urna aggravarao dos incom-
modos de S. Exc, e esla noie elle passou muito
mal. segundo nos referi : porm de manhaa nada
m.iis sullria, a ponto de levantar-seda cama, ir para
a sala de jantar, onde corra muilo vento, comer la-
ranja, lomar inale e eslar ao p de pessoas que esla-
vara fumando/com inteur "o, dina S. Exc, de des-
truiros effeilos do remedio, tendoj 1 noito acen-
ilido algnns phnspnoros para loiHar-lhes o rheiro ; o
que ludo nos foi referido por S. Exc. e por seu dig-
no genro, e nao os suppomos capazes de mentir c
menos de desmentir O que nos relalaram.
Parece que a supposic,io emquese arhavaS. Exc,
de eslar cnmplelamciiU bom, deu lusar a urna re-
cabida, devida sera duvida ao qi:e S. Exc. pralicou,
lalvez com rarnos prudencia, como cima fica dito ;
e com eileilo pela volla de meiodia, indo nos vi.ilar
aS. Exc.,achamo-lo j bastante incommodado ecom
um purgante que lhe tinha receilado o Sr. Dr. Pi-
tonga.
Uah cm vantc comc;ou a achar-se peior o pxm.
Sr. marechal Feruaiides, e nao se enlcnda que que-
remos dizer que fosse isso devidu niiidanc.i de tro-
tamento.
S queremos afianzar que as occasies, cm que
S. Exc. achava-se na apyrcxa dos ataques de fehres
inlermillenlcs perniciosas que se deelararam, pedi-
nos muilas vezes que lhe lornassemos a dar a lin-
mcopalhia, pois que com ella tinha ficado bom nn-
mediulamen/e, ecom os outros remedios achava-se
sempre peior e nao obliuha resullado algum ; ao que
nao quizemosanuuir, porque j o Exm. Sr. Fernan-
des I111I1.1 tomado grandes dose* da sulfato de quini-
no, e era demais bem escusado provocar odiosidades
entre nossosrollegase amigos.
Urna 011 Ira prova de que nao se pensou jamis que
a homeopalhia era quem ia dando guia a S. Exc,
he que ,10 mesmo lempo queS. Exc eslava docule,
adocceu oSr.eapiao Salustano, e continen) a ser
medicado por nos, e o mesmo Exm. Sr. Fernandes,
depois* que vcio do Montciro para onde tinha ido
couvalescer, achando-se com urna irrihic.lo n.is vas
urinarias, depois de ter tomado nro, banhos 1 be-
bidas diluentes, foi curado por nos com urna s do-
se homeopalhica, e de um da para uutro, e o mesmo
aconteceu com o Sr. seu genro ao padecer ltima-
mente de urna proctorrhagia de que foi por nos Ira-
tado : e que por fim dizia sempre o Exm. Sr. mare-
chal Fernandes,que embora livessse de adoccer mui-
las vezes, jamis se sugeitaria a ser charqueado,.por-
que nao quereria mais ficar bom da molestia e cu-
rarse da cura.
J v, puis, o nobre correspondente, que, se he
verdade ludo quanto acabamos de expender, e qae
nao recelamos ser contrariados, pornoi prezarraos de
nao mentir, anda que seja em nosso aesfavor, S. S.
enganou-se completamente no seo modo de expri-
mir-se, pois o Exm. Sr. general Fernandes foi tra-
tado por nos com proveilo, c posto fora do perigo pe-
la homeopalhia ; e se S. Exc ronreu oj risros que
na realidade passou, foi, ou pelo ponco resguardo
que S. Exc. leve logo 00 primeiro dia em que se
achou melhor, ou pela medicarao diflerente que re-
ceheu depois. '
Terminamos, pois, declarando ao nobre correspon-
dente, que nao nos alfligimos com sua asserro
Fundada lalvez era vasos Hbalos que adrede aqu "se
espalharam, e que lamben) esperamos que S. S. nao
se alflija com esla nossa reclificacao que leude s-
menle a restabelecer a verdade dos faclos ; e espe-
ramos que S. S. seja totalmente romplaceule com-
nosco, assim como somos com S. S., relevando-nos
qualquer expressao que porvenlura possa desagradar
aS. S., na certeza de que protestamos altamente nao
termos iutencAo de ulfcudcr o melindre de S. S., e
esperamos que, se o Exm. Sr. marechal Fernandes,
ver conhecimento desse nosso esrripto,digne-se abo-
na-lo, se for verdade o que expendemos, ou no caso
de haver qualquer engao de nossa parle, digne-se
S. Exc desvanece-lo, lim de que a verdade appare-
{a radiante a luz, que he o que almjamos.
Dignem-sc,Srs. Redactores, inserir no seu acredi-
tado jornal eslas linhas, com o qae muilo penhora-
ro o seu conslaulc leilor
* Dr. Lobo Mostoso.
Consultorio homcnpalliico ra do collegio 11. 25
primeiro andar.
MMMtW
REPARTiqAO DA POLICA.
Parle do dia 8 de julho.
Illtii. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. que, das
parles boje recebidas nesta repartirn, consta le-
rem sido presos : ordem do subdelegado da fregue-
zia de S. Fr. Pedro Gnncalves, Jos Francisco das
CIiasas,por desoliediencia; co porluguez Bernardino
de Souza Pinto, por haver aspaneadoa urna prela; a
ordem do subdelegado da freguezia de S. Jos Hen-
rique Dias, sem declararan do molivo ; e a do sub-
delegado do freguezia da Boa-Visla o prelo Joo, es-
cravo do major Amrica Jansen Tellcs da Silva Lo-
bo Jnior, para averiguarOespoliciaes.
O delegado do termo de Ciarinhuns, em officio de
27do junho findo, communicoa-mecom referencia a
participaran que lhe fizera o cadele commandanle do
destacamento de Papacara, que, lendo scieocia de
que o desertor do segundobalalho de fuzileiros.An-
lonie Leoncio da Fonseca. achava-se prximo a po-
voarSo homisiado em rasa do pai, mandara s 7 ho-
ras prendelo, e qne no arlo dq^commandante da patru-
Iha dar-lhc a voz de prisao, o referido desertor, que
se aehava armado, resistir a prisao, conseguindo es-
capar-se, e indo poz delle um cabo, e o soldado
Prancisco Antonio de Lima, o referido desertor a-
proveilando-se da escurido da noile, penetrara pelo
mallo, cTonde atiroo, resultando logo a morte do in-
feliz soldado Lima, concluindo o mesmo delegado
qae ficra empregando as mais activas diligencias a-
lim de ser preso o mencionado desertor.
Dos guarde V. Exc. Secretaria da polica d
Pernambuco 8 de julho de 1854.Illm. e Exm. Sr.
conselheiro Jos RenUkda Cunha e Figueiredo, pre-
sidente da provincia.Luiz Carlos de Poica Tei-
xeira, chefe de polica da provincia.
DIARIO DE PERMMBMO.
O vapor Imperador, chegado honlem dos porto do
norte deixou todas as provincias daquelle lado do
imperio em perfeita Iranquillidade, e no lugar com-
pelculc eucontrarao os llores o que de algumas
dcU.is noliciam nossos correspondentes.
CORRESPONDENCIAS.
Sr*. Rtdactorts.Lendo o Corrtio .Mercantil de
10 de junho do concille auno, follia que se publica
ua Corle do Imperio, nella deparamos.com a caria
particular numero XXV escripia desla provincia, e
no seu artigo ou 11 vem expendido um facto, que
oor ser inlelramenle destituido de verdade, obrigou-
nos a rabiscar eslas duas linhas, nao cora o fim de
defender-nos a nos ou homeopalhia. mas sim para
desafronlar a verdade lao livianamente Ultrajada em
tal carta.
Diz o Ilustre enmmunicador :O general Fer-
nandes a quem a homeopalhia ia dando guia para
a ettrnidade, tst quasi reslabelecido e fora e to-
do o perigo que o ameacou.
OTo queremos suppor que o autor de semelhante
caria livease proposito de calumniara homeopalhia,
e a nos que a applieamosaoEtm- Sr. marechal Fer-
nandes, enm que de raso pensado tal fizosse : mas
nao podemos nos privar do direito que nos fica sal-
vo de dizermos ao Sr. correspondente, que quem to-
ma a si o encargo de cscrevr carias de semelhante
nalureza, as quaes tem de ser entregues ao dominio
do publico, deve ser por demais cauteloso na in-
dagalo da verdade, afim de se nao expor lao fre-
quentes vezes a ser desmentido: e julgamos que o
Sr. correspondente nao estar no caso de um homem
sem brio nem pundonor, e que como lal nao se im-
porto de soffrer revezes de tal jaez.
Nao pense o nobre enmmunicador que nos atira-
mos a sua mal fundada informacao, exharada no tre-
cho de sua carta, porque lhe damos seria importan-
cia, pois que estamos demasiadamente acysluinatlos
a ouvir quejandas recriminares hmepatEf, to-
das as vezes que um doenle deixa de ser carado su-
ciamente par ella, como sempre se exige, e alias
lecerem-se encomios exagerados allnpathia, mes-
mo quando ella nao tem a Fclicidadc de salvar duen*
les, alias soffredores de molestias'muito simples, co-
mo est todos os dias acontecendo, e Icrmiua-se a
historia dizendo-sc ufanamente: Fez-se o que se
pode !! e nem lamben-, porque temessemns que o
nosso rredito viesse a soffrer com esla e qualquer nu-
tra insinuarlo, que fazemos justira anSr.rommuni-
cador, suppomos iseola de malevolencia ;musquan-
do os faclos conlam-se sem o ciinlio da verdade, co-
mo elles se pa-s.iram, he licito a qualquer narra-Ios
a seu turno afim, de que nao se faca um ataque a
mesraa verdade.
Eis cm poucas palavras o que se passou rom a mo-
lestia do Exm. Sr. marechal Jos Fernandes dos
Santos Pereira.
No dia 1",se bem nos recordamos, de abril, lomos
chamados as7 horas da noile para vermos o Exm.
Sr. marechal que se aehava doenle ; chegado que
fossemos a sua casa, achamo-lo rom muila febrc.com
arrepiamentos de fri, dores por todo o corpo, c
grande congcsiaon cabera, denotada por multa dor,
grande peso nos olhos, que cuslava a abrir, e ver-
inelhid'io do rosto, ele. etc.
InformandO-me das causas provaveis de scmclhan-
le padccimenlo, e sabendo que o Exm. Sr. Fernan-
des linha estado por ulguin lempo exposlo ao vento
fri da noile na ponte de Santo Amaro at onde fo-
ra passear, ciilendemos que tullamos de Iralar de
urna supprcssao de Iranspirarito, cujos effeilos se
lornavam mais aterradores, por cslarein complicados
com a conlrariedade que o mesmo Sr. marechal
acabava de soflrer : n'eslas vistas mandamos dar-lhc
urna dose de acnito para lomar de duas em duas
horas al ceder a febre: com effeilo de manhaa
achando-se o Sr. general muilo melhor, mandamos
suspender o remedio, c h 'arde tendo-sc exacerbado
a febre conlinuou-se com o remedio, e no dia se-
guinlc apenas sciilia o Sr. general Fernandes urna
constiparlo de veulre e dores pelas cadeiras, man-
damos dar-lhc urna doso de nux vum. eoulra para a
noile no caso de se nao adiar melhor.
Logo que o Exm. Sr. Fernandes (omou a pri-
maba dose, senlie-se com lanas melhoras que lulo
quiza noile lomar a oulra, c s por muilas instan-
cias de seu digno genro o Sr. capitn Salusliano ,1c-
ronyino dos Reis, resnlveu a loma-la. fazendo mui-
las reflex'-esa sen dito genro, e por ultimo, cilaudo-
Ibi' aquelle epilaphio Aqu ja/ quem. estando
huiu, quite-lar luelluir. On a grande pir>en;"io do
Sri. Redactores,Entend sempre.que o Sr. Joao
Pinto de I.emos Jnior, ao ver-se milagrosamente
esrapo da acc.ao da justira, quo'o Uve de entregar
romo introductor de notas falsas, folgaria de con-
tente, e, daudo parabens a sua fortuna, nunca mi-
sara tocar em fados cujo esquecimenlo era de seu
maior inlerene.*
Por esta razo, mais me"revoltaram as insolencias
que, contra mim e meu presado pai, mandou'esse
Sr. inserir cm o Diario de 23 do mez prximo pas-
sado.
Nao obslanle as entregar cu ao mais completo
desprezofc como filhasdo despeilo de um reo ruutra
seu juiz, e partidas de um homem que, lalvez, via
haquear com aquello revez as esperauras qae fun-
dou uo mais prfido crime, de poder continuar a
sustentar o seu abalado crdito romniercial, e des-
ordenado luxo ; nao me dciuovi, do proposito de dar
publicidade, mu circumslanciadamenlc, indo, os
Tactos que servirn! de justa c segura base ao meu
prbcedimenlo em qualidade de delegado de poli-
ca..
Entretanto minhas occupares c arranjos de vida,
nesla quadra em que lenho de viajar para fura da
provincia, obrigaram-me a retardar a respectiva ex-
pusicau; e, agora que a opiniao publica tem com
toda justica condemnado ao verdadeiro criminoso.
e j nao iutcrcssa muilo a historia minuciosa das oc-
currencias, lornar-me-hei o mais succinlo possivel,
sem (odavia omillir nada do que para a condemua-
rao, e cierna vergonha do Sr. Joao Pinto se encon-
Ira no processo.
Sonbe a polica, que no commercio se davam re-
pudios de uulas de SQf ris de cor arroxeada, havi-
das por falsas, e que grandes desconfianzas reinavam
a respeilo. Tralei de pesquizar se existan) com ef-
feilo na circularlo olas falsas, e quaes seus intro-
ductores e passadores.
As primeiras suspeils recaliiram sobre o Sr. Joo
TavarsCordeiro, de cuja mao havia procedido urna
sedla presumida falsa, que o inspector de quarlei-
r3o, o Sr. Cesar, apprehendeu em poder de um ma-
tulo.
Tive de dar busca na casa do Sr. Cordeiro, c pro-
cedentes deste Sr. me vieram as maos qualro sedu-
las das taes roas, que sa presum,un falsas. Conti-
nuei em minhas ndagnccs, c sabendo que o Sr.
Cordeiro havia rasgado cssa sedula pelo inspector de
quarlerao apprehcndida, o qual por facilidade Ih'a
enlregou, maudei-o prender.
Me parecen digno de suspeila esse procedimcnlo
do Sr. Cordeiro, que poderia ler por fim, consuiuin-
do a sedula, sublrahir a liase ao corpo de delicio.
Mas lendo a Ihcsouraria de fazenda declarado boas
as sedulas encontradas era mao do Sr. Cordeiro, e
este em seu interrogatorio declarado, que havia di-
lacerado a sedula de que tralei, lomado de iracun-
dia pela busca, e mais ncoinuiodiis pelos quaes a
inesina o fez passar, assenlei que o devia soltar, e
effectivamente o puz em liberdade. Foi ludo quan-
to houve acerca do Sr. Cordeiro. ,
DoSr. Saulos gerenle da casa de OliveiraeV Irm.ios
foi por mim recebida urna das oilo notas falsas que
se ciicontran nos autos.
Esle Sr. chamado a juizo disse haver feilo ao Sr.
Wanderley um pagamento, no qual foram incluidas
olas roxas de 509rcise que algunsdias drpois o Sr.
Wanderley lh'a recambiara, dizendo que romo en-
tre ellas havia urna falsa,qual a de que acabo do fal-
lar, nao as quera.
0 Sr. Wanderley Irazido a jateo confirma isto
mesmo. Nenhum oulro facto se apreseulou contra
o Sr. Santos. Me convenc porlauto de que uau ha-
via sufficienle fundamento para sua judicial persc-
guirao, e o dcixei em paz.
Oulra ola falsa das existentes nos autos foi mi-
nistrada pelo Sr. Carvalho, caixeiro do Sr. I.uiz An-
tonio de Siqucira, que disse t-la recebido do Sr.-A-
damson. Esle Sr. a qnem maudci vir a miuha prc-
senca para ser interrogado, declarou que nao poda
aflirmar nem negar o que dizia o referido caixeiro,
por se haverem passado algnns dias depois que sua
casa fez pagamento ao mesmo; e que demais disto
nao era elle Adamson, mas skn o caixa da casa, quera
fazia laes pagamentos.
Y indo o caixa a jateo disse, que nao se [embrava
se linha 011 nSo sabido de suas maos a ola de que
se Irala. Nada mais necorreu relalivamcule an Sr.
Adamson. Julguei que por esse nico fado nao
o devia declarar rompromctlido cm lo torpe espe-
cularlo.
Oulra das olas falsas, qne se acham jimias a os
autos, foi apresenlada ao Sr. subdelegado da fregue-
zia de Sanio Antonio pelo Sr. Manocl Antonio de
Alcntara, queso queixou de a haver rerehidn em
Iroro do Sr. Joaquim Bernardo da Cunha. Esle Sr.
Cunha, Irazido a juizo, uegou redondamente o fac-
i; c, estando deucorapanhada deprova a argui*
rao do Sr. Manocl Antonio, julguei que o n.lo devia
prender, mm perseguir por esse facto nico c im-
provado.
Mas eslaria o Sr. Jo3o Pinto, conforme qu in-
culcar em a mencionada sua correspondencia, as
rirriimslanrias de algum dos lies seuhores cima no-
meados? Pur corto que nao; a sua rulpahilidade
esla manifesla.
O referido Sr. Carvalho caixeiro do Sr. Siqucira
declaradas filfas a jateo don peritos, elle a receben
1,1 rass, do Sr, Joo Pnilode Lentos Jnior, eque
leve de reclamar a ver si se lhe dava oulra cm lu-
gar dessa.
O Sr. Alexandrino Pedro do A mural tambem de-
pnz em juizo, que oulra das olas falsas juntos aos
autos, foi por elle recebida da casa doSr. Joo Pin-
to, o qual nao quiz acceder a sua reclamarlo para
lhe dar outra que nao fosse falsa. O Sr. Am11r.il
lamhem declarou no seu interrogatorio, escrito nos
autos, que alm do fado referido pelo caixeiro Car-
valho, cuja reclamaro presencio)), c do que succe-
den com o Sr. Saulos Ncvcs, vira algumas pessoas
repugnaren) receber de um malulo urna sedula, que
esle dizia le-la. havido da rasa do Sr. Joao Pinto.
Se o Sr. Alexandrino 110 seu juramento cm o juizo
municipal nao reproduzio o seu inlorrogalorio em
todas suas parles, e nao falln desla ulljma citenms-
lanria, foi sera duvida por Ih'o nao haverem exi-
gido.
11- I ni- interrogatoriosc depoimenlos desses dous
senhores j col locara o Sr. Joao Piulo em peior po-
sicao, que a daquellos .iquem elle declara era cir-
cumslancias guaei s suas. Entretanto nada sao es-
ses depnimenlos cm relacao prova confessoria, que
contra si miuistrou o Sr. Joao Pinto, lauto peante
mim, como no juizo municipal.
Interrogado o Sr. Santos Neves, disse c jurando
conlirmou que un das olas falsas cnlranhadas nos
autos foi por elle em pagamento recebida da propria
ma<> do Sr. Joao Pinto; e dada a palavra a este, leve
de declarar que nao o contesta va.
Oulra das notas falsas, qae. se cnconlra nos au-
los, confessou o Sr. Jo3o Pnlo.em ambos os seus in-
terrogatorios, que foi elle quem a deu, qucm a pas-
sou ao Sr. Frederico Antonio de Andrade. Este*
Sr. chamado a juramento depoz isto mesmo.
Foi ainda objeelo do corpo de delicio omqoulra
ola falsa, qae posteriormente para exame foi re-
metlida ao thesouro nacional, a qual pelo Sr. Joo
Pinto me foi entregue, quando ao seu estriplorio ful
exigir amas cinco olas, que Anteceden lemente me
tinha viudo aprrscntar, de eojo fado adianle tra-
arei. Nos autos existo a cenfisslo do Sr. Joo
Pinto cerca a ideutidade dessa nota falsa que me en-
lregou .
Do expendido ve-se porlanto, que o Sr. Jo3o Pin-
to Icm eoulra si o depoiraento de Juas lestemuulias,
cada urna das quaes jurou haver recebido de sua casa
uraa nota falsa; c que oSr. Joto Piolo.sobre tudo.se
condemnou por suas propria* confissoes, firmando,
como inconte-t ivelnienle venia leiros, os faclos de
haverem sabido de suas proprias maos mais tres das
notas cusientes nos autos,que pelo juizo competen-
te foram julgadas falsas.
Saiba-ae mais que o Sr. Joo Pinto, logo que 1ra-
Ici de fazer averigaaces acerca as sedulas falsas.que
eslavam sendo iniroduzidas na circulacao, veio de
seu proprio inleressado mnvimenlo minha casa,
e disse-me, conforme se l em sua acarearan com o
Sr. Santos Neves, que lhe chegando noticia de que
me aehava em referidas averiguaces, vinha apre-
senlar-me aquellas sedulas, cinco, ou seis que Irazia
na mao, que declarou haviam sido julgadas boas
pela Ihcsouraria, fim de por esle modo facilitar o
reconhecimento das mesmas.
Por essa occasiao me aconselhou, segundo se v
da mesma acarearlo, que en fosse por minha vez
'.usouraria para desengauar-nie a respeilo das que
havia aprehendido.
Ora, quem nao enxersa nessa anleriparo do Sr.
Joao Pinto, ditada, conforme elle o confessa, pelo
interesse de facilitar o reconhecimento dessas sedulas
como verdadeiras, urna tentativa, um imprudente
esforro para atalhar o passo polica, c ao mesmo
tempo assegurar-se da incolumidade da rircularao
d'aquclles lucrosos artefactos '.' Quem o chamou a
minha presnuca l E quem nao descobre 110 seu con-
sclho, nao pedido, o desejo de mais urna garanta
para a desempeada Irausmissao dessas protegidas do
Sr. Joao Pinto ?
Dizem os incumbidos da dcfezadoSr. Joao Pinto,
querendo nao passasse ludo islo de urna Irisle fala-
lidadc, que esleSr. nao leve ra f na introducn das
olas falsas: que o Sr. Brilo Inglez e oulros, que
alias deviam ser chamados para formar-lhe culpa,
vieram aflirmar que o Sr.- Jo3o Pinto se dirigi
lliesouraria, para receher certeza se rcdnzein 1 slo
os seus depoimenlos) de que aquelles-artefactos esla-
vam com effeilo bem aperfcieoadus. ou, o que val o
mesmo, de que iuleiramente se ronfuadinm com as
on ia. emiiii.l.i- pelo governo.
A visto desla loo estupenda prova da boa f do
Sr. Joo Pinto, e dos juizos que enunciaran) as les-
Icmunhas.'de que esse senhor era incapaz de passar
sedulas falsas (creio que al o firmaran) de baixo de
palavra de honra) he claro que o Sr. Joo Pinto, nao
obslanle lodos os fados era contrario, nao podia ser
criminoso. "
Mas de parte a irona. Poder alguem seriamen-
te pensar, que o facto de ir um iulroductor qual-
quer de notas falsas certilicar-se, na eslarao compe-
tente, da fieldadc do lilhographado das mesmas pode
coulililair prova de boa f ? Nao significar um tal
procedimcnlo, que o sen fim he Iranquillisar-se so-
bre a seguranza da respectiva emissao ?
Tambem denotara boa F a declararan de Falsa, que
o iulroductor baja aideicamente toncada emuma no-
la, depois que pessoa competente, em razo de seu
emprego, como tal a recudieren, e quando esse cm-
pregado podia ser chamado a exhioir em juizo o seu
reconhecimento, e quando, por isso mesmo, j nao
podia nada ganharo mesmo introductor com a oc-
culiac 1 dessa nota, e anles perder tornando-se sus-
peilo ?
Nao admira urna semelhaule defeza ; os fautores
do Sr. Joao Pinto ampararam-no al com a declara-
cao que fez o Sr.Francisco Xavier de Oliveira de lhe
haver dado qualro notos roxas de 50} rs. que rece-
beu do Sr. Sanios, gerente da casa de Oliveira & Ir-
maos ; urna das qnacs foi em continente daua pelo
Sr. Joo Pinto ao Sr. Pereira de Brilo.
Mas la-se o interrogatorio do Sr. Joao Pinto, e
ver-se-ha elle proprio confessar, que estos notas elle
as lian -minio a diffcrciites pessoas, sem que nem
Cuna dcllas jamis lhe houvessc sido recambiada.
As cinco olas falsas que o Sr. Joo Pinto inlro-
duzio na circulacao acham-se jimias aos autos; nao
sao, conforme o confessa, as que reebeu do Sr.
Francisco Xavier de Oliveira. Semelhante argumen-
tarlo cm pro Sr. Joao Pinto nao passa de urna mi-
zeravel escapatoria.
Julgue agora o publico em face do que acabo de
expender, eque qualquer pode nos respectivos autos
verificar ; se foi ou nao por meu rigoroso dever que
prend esse senhor como introductor de notas falsas,
e o sugeile a acro da juslira ; e decida se, sem
haver provado por forma alguma donde as houve,
uo leudo nem se quer feilo jamis urna reclamaro
a respeilo de pessoa alguma, pode ser o mesmo jul-
gailo isenlo da infamante responsabilidade, que so-
bre elle pesa.
Mui longe de duvidar da probidade dos senhoefs
juizes, que despronunciaram ao Sr. Joao Piulo, sou
o primeiro a fazcr-lhes juslica. Porm me parecen)
menos procedentes para cssa despronunein o%fun-
dainentos cm que se ella bascou, e que sao os de
que lenho fallado.
Tao convencido eslou de que muilo soffreram os
inlercsscs da juslica com scmelhanle decrelacao, que
sem me atrever pedi-lo, rae persuado que muila
vanlagem haverla para c-ses interesses, se o Evm.
Sr. prndenle da provincia, de coja reelidao e 1-
luslracan formo o mais subido concelo, se dignasse
passar pelos olhos o processo do Sr. Juao Piulo, fim
de eslar habilitado man.lar. caso em sua sabedoria
Ojulgasse conveniente, aoSr. chele de polica lomar
asi, cmiiicircumspcctamente, o trabalho de novas
avenguarics.
Tao imuco se guardaran! as formulas do processo,
relativas an interesse da juslica, que nem se quer foi
elle comecado por denuncia da nYomotoria publica,
era .1 qual fosseni por esle fiinccioiiario indigiladas
as leslcniunlias que mais coiivinham depozessem.
Nao respondo aos ullrages, que, cm sua estulticia
c ingralido, me pretenden irrogar o Sr. Joo Pililo,
nao s porque, pelas correspondencias de meu pre-
zado pai, dirigidas ao publico, e pela de meu res-
peitavcl amigo Dr. Lourenco lie/erra Carnciroda
Cunha, se acham salisfaloriamcnte pulverisadas as
suas calumnias, como porque, o que nao toca eslas,
nao passa de baforadas de ridiculo orgulho, como
as de ler e-se senhor cedido de sem foros para se
deixar conduzir por mim prisilo, que s foram Ira-
zidas campo para cscrever a obrigacao cm que esse
senhor rae devia eslar pelas allenroes, que eu, como
hornera de educaran, Uve de prodigalisar-lhenaquel-
la conjunrlura, quando, por um lao degradante cri-
me, o podia mandar ronduzir cadeia por qualquer
meirinho, 011 official de juslica.
F.slnii rrrlissimu de que me fazem juslira os lio
iiiens izados que rproiiheceiu, e saliera aquilatar o
Rcsla-mc s declarar ao publiro, que me dou por
sobradamente vingado desse senhor, se elle fizer ef-
fectiva a publicado de lodo o procesno, a que se ha
eompromellido. Recito de Pernambuco 8 de julho
de 1854.Carlos Augusto da Silceira Lobo.
Sr/. Redattores.Em o n. 130 de seu eslimavel
Diario de 7 de junho do correnle anuo na quarla pa-
gina, columna se^tuda, foi publicado cm forma de
annuncio sol) o rS>iduiiimo O Probidade Com-
ntcrcialum embroglio de palavras sem nexo, ron-
leudo insnnacoes injuriosas, envoltas em reti-
cencias, e certas iniciaes, qi, > indicavam o individuo,
a quem se enviavam essas urbanidades : havia mes-
mo urna alluso direrla faclos, que me diziam
respeilo, bcm como ao Sr. Joao Marlins de Barros,
que foi indicado por seu proprio nome. Em lacs
circunstancias um homem de honra nao trepida cm
procurar deseobrir o braco, que armado do punhal
da maledicencia, traicoeiramenlc o fere.
Constituido na necessidade de esclarecer o puhlteq,
gar da palavraprvidade e enlendo que os lexi-
cographos da lingua porlugurza eslao na mesma igno
rancia, que eu, porque em nenhum d'elles pude cn-
conlra-la: acredito, poreOBjque Salgado quiz dizer
probidade.
Mas ainda assim nao posso saber, como os vicios
da pronuncia se converlem em vicios de escripia :
dar-sc-ha, que a prosodia e a ortographii lenham
confundido os seus respectivos dominios ? Tenhn li-
do escrinlos de alguns gagos, c nunca enconlrei nel-
les defeitos residanles da pronuncia viciosa. Tai-
vez Salgado livesse a penna presa ao orgao vocal,
quando escreveu aquella palavra, e assim rommuni-
rou-lhe o vitio de sua pronuncia. Pode ser, mas
me parece isto muilo dilcil.
Ahi lera, Srs. Relatores, o resullado das exnlica-
(i'4,que oblive: serao ellas satisfactoriasf O publicp,
qu avalle. No vago das incertezas, em que per-
manec acerca do proposito de Salgado .cm sou an-
nuncio pensei da seguiulc maneira: se naquelle es-
criplo nao havia o proposito de offender-me, fora
urna inepcia incommodar-mc por sua causa; se
porcm era elle um respradouro, por onde se exhala-
acerca da quola parle de insultos, que me podiam' ,,, m sentimento ignobil, urna injuria, urna vez
ser applicaveis, se por ventara as iniciaes do referido
annuncio symbolisas'em o meu nome, fiz notificar a
Vmc para exhibir o aulhographo de scmelhanle peca
com a responsabilidade do autor, ou declarar-se res-
ponsavel por ella. Vmc. veio a juizo aprescntores aulhographo, documento autentico da alia morali-
lado e polida edneacao de^seu autor ; e romo eu Ir-
nb.i de referir-rae a elle as expliraces, qu me
runipre dar ao publico, e particularmente nn di-tine-
to corpo commcrCial desla cidade, a quem devo mil
attenrocs, rogo a Y'mc a bondade de repetir-llie a
[iiiblicacjo; mas pero-lhc encarecidamente, que nao
allcre naasa orlograpbia original, rem urna virgula;
seria urna profanar.lo, que jamis o velho Jpiter lhe
poderia perdoar. Eis aqu a sublime produeco :
n 0 T. Antonio J. da Silva, prezentou em J.
com o nome de livro detahidas deus armazem hura
livro novo copiado doproprio de Julho em dianle sem
asignaturas nenhumas alhe 10 br." J.i nao se lembra
do que dice em J O C. Ferm." J. F. da R. h que
honra eprovidade comercial dcsle I. que dirao
agora os collegas e quem foi a Judar commedo do
sbado e mesmo o meslre de quem h socio......o
aseile arribado vendeore para a Fabrica quando esta
ijeni vio a mostra! est de boa f 1 aprezenta hum
Hvro faljo 1 pois lodos o os oulros eslao cheios de a-
slgnalurass sua raerle principian de lObr.o para
ca oraxdcos queira que 11,10 v a o, Banquinko do Ju-
ry comVbreve vay o atrevido minenle Joao Mar-
lina de Bagros olhquc aqoras as teslemunhas uio he
Collcgas Aoligos-nem modernos. O Prvidade
Comercial.
oBesponcabilizo-me pella publicaran asema. Receto
6 de junho de 1854.Antonio Joaquim Salgado.
Devo declr*ar a Y'mc, que nao liquei sorprezo ao
ler nesse aulhographo o nome de Antonio Joaquim
Salgado, qne ahi se declarava autor responsavel: eu
j linha uraa prova inconlroversa da apurada deli-
cadeza e Rito (ralo de Salgado, que por orcasio de
resolvemos urna duvida acerca de gneros, que me
havia compiado. olisequiou-me com um pomposo
elogio, em que brilhavam epilhelos de 13o polida
coriezania, que sendo apreciados por via de appella-
cao pelo mui digno Dr. juiz de direito da primeira
vTira desla cidade, amador da locuelo pura e eslylo
torso, ganharam-lho o subido premio de um mez de
retreio na cadeia desla cidade.
Custava-me, porm, crer, que Salgado livesse o
proposito de besunlar minha reputaran naquelle api-
mentado angnz : porvenlura o passalempo de um
mez na mui aromtica e limpa cadeia desla cidade
nao era premio suflicenlc para saciar sua nobre am-
liir.o de gloria Iliteraria no carcter do panegyrisla?
ou soffreria elle cocegas de colher novos loufos, no
dominio das boas artes, fazendo-mc hroe de nina
ppopea'1 Qualquer qae fosse .1 mente de Salgado, o
qmvsen autor livesse a bravura de negar em juizo.
que cRe se referisse a mim, fora punca gencrosidade
de miimSLparte perseguir a um cavalleiro, que, es-
cusando-se-a repto, se escapava em vorgonhosa fuga.
Todava aindasnao desisli do proposito de consultar
a esto respeitoNoJ"'1 esclarecido das juslica* do
paiz. \,
Enlrelanlo, cumpre-me pedir descnlpa a Vmc. e
ao publico de virdar-lhes.coula d'essa oceurrencia
um pouco tarde: foi islo uevido ao estado de susto
em que nos cojlocou a innundarao, que amearou
arruinar boa pifie d*esla cidade. Agora que j se
desprenderam as alinenos d'esse facto calamitoso,
pens que he opportuno tratar d'esse objeelo, que
inlcressa mais a minha honra, do que a curiosidade
publica.
Sou, Srs. Redatorcs. com o maior respeilo. De
Vmcs. venerador e criado.
A Jos da Siha.
Srs. redactores.Para "darmos ao publico ainda
orna prova da verdade c juslira com que o Sr. ha-
charel Carlos Angosto da Silveira Lobo costnma
emillir qualquer proposico damnosa ao crdito
alindo (como.a quef.vancon cm o seu jornal n. 153
do 7 do correnle), emplazamos a esse mojo enfa-
tuado que aprsenle o numero do Etho Ptrnambu-
cano em que esla redaeco se oceupasse com sua ca-
Ihegorica pessoa, como calumniosamenteouson aflir-
mar por esle Diario cm o rilado numero.Pela pu-
blicado deslas (Tubas, muitoobrigarao aoseu collega
Redactor do Echo.
ERRATA.
No communicado Caridade evanglica de un
pastorpublicado nn dia de sabbado; no principio
quando diz: Nao sendo os cultos entre nos os mul-
tplices aclos diga-se: Nao sendo occullos cnlre
nos os multplices actos.
Na linha 110 onde diz: porcm quanlo lie ne-
cessarlo, apreciar lea-se porm quanlo he neces-
sario, e preciso.
HMIC4CA0 A PEDIDO.
bello predicamento Pinto.
dever de conservar urna repulacao sem macula obri-
gava-me a pcdir-lhe e*plicarOes.
Occorria de mais, que en havia exhibido no juiz
de paz da freguezia de San Jos om caderno de con-
las para provar, que Salgado me era devedor de
urna quanlia, a cojo pagamento se reoosava; e este
debito provinha de una venda de azeite doce, que
elle prelendia inculcar qae se aehava em nao esta-
do, confundndo-o com urna porrao desse genero,
que por eslar avariado, fora vendido por baixo pre-
ro para o uso do pmrrol desla cidade. A coinciden-
cia deste fado com o que Salgado di viuii.i.la mais meincitou a pedir-lhc explica^oe's pe-
ranle o delegado desla cidade, e ohlivc-as de nalu-
reza lal, que geraram em meu espirito profunda
convicr.30 de que o bom homem do Sr. Salgado, al-
ma pura e generosa, nao pretenda mais canlar-me
em prosa nem em verso.
Talvcz Y'mc lenha curiosidade de saber quaes fo-
ram essas i'vplicares ; desojando salisfazer-lhe, e
tambem ao publico, que julgo ainda mais curioso,
vou transen-, las do proprio original a qnc me re-
porto, cnarrlando-lbr o que perlence ao escrivao,
que he de pouco iillercsse, a accrescenlado as obser-
va;. Oes que me parecerem consentanfas especie.
< Foi-lhe perguntado, qual a sig.iifica;ao do pri-
((, meiro T em carcter inaiusculo, que sejin-
contra no referido annuncio ? Respondeu, que
sianilicava laberneiro.
Esla resposla nflo me pareceu m. Tinha mena
receios, de que aquelle maldito T sienficasse
toloepitlietn. que nflo me quadrava mal ; por
3ue live a infelicidade de negociar rom o Sr. Salga-
o sera delle exigir ledras, que removessem qual-
quer duvida em nossas conlas : dest'arle cu concur-
r com a minha pedrinha para o edificio da asneira.
Mas nada disto : oTquera dizer laberneiro.
Continuemos: .
a Pcrsuntado com que proposito chamara de la-
berneiro ao supplicante Antonio Jos da Silva ? Res-
pondeu. que o epilhelo de laberneiro nao se refere
ao supplicante Antonio Jos da Silva ; por .quanlo
a inicial J significava Jacintho, e nao Joso.
Nesse momento pude tomar folego ; Saleado aca-
bava de declarar, que nao era eu o obieclo de sea
annuncio, e sim Antonio Jacinlho da Silva ; mas
live curiosidade de saber quem era esse pobre dia-
bo de Antouio Jacinlho, falsificador de livros, e cu-
ja prvidade comercial lano dera 110 galo de Salga-
do, por ssoIcyc adianto as explicaces pelo modo
seguinle :
Pergunlado quem he Antonio Jacinlho da Sil-
va 1 Bespoudeu. que a declararlo ja feila deve
salisfazer ao supplicante Antonio Jos da Silva,
a pelo que elle respondenle se jnlga dispensado de
u indigilar quem seja Antonio Jacinlho. n
Esla resposla.senfiores redactores.I'ez-me reformar
um juizo maligno, que me dominava a mente, acer-
ca da liuhagem de Salgado : cheguei a pensar por
mais de urna vez, que elle descenda de alguma iri-
b sarracena, das.que oulr'ora oceuparam a penn-
sula. Dos me perdoe. Reconheci nesla occasiao,
'que elle era um verdadeiro caiholico ; que sabia
respeilar o precedo evanglico, que rondemna a ma-
ledicencia, esc alguma vez lhe aconteca fustigar os
vicios, respeilava sempre a pessoa em observancia
a regra de Marcial: parcere personis, dicere de vi-
ta*, lie por isso, que elle nao quiz lo li-itar quera
era o lal Antonio Jacinlho, qae exhibe em juizo li-
vros falsos. Ah velhaco ; se a polica le apanha...
Mas deixemos o peralta do Sr. Jacintho rom as
suas Iranquihernias, c vamos avante:
a Pergunlado qual o individuo, que vender zei-
" le arribado para a fabrica, a quem se alinde no
referido annuncio'.' Respondeu, que o mesmo An-
tonio Jacinlho da Silva.
Mas o Sr. Dellino Gonralvcs Pereira Lima diz,
que uao tem a honra de conheccr o muilo dislinclo
Sr. Antonio Jacinlho da Silva; que nunca lhe com-
prou Izeile arribado, ou fundeado para sua fabrica.
Dar-se-ha acaso, que o muilo verdadeiro Sr. Salga-
do lenha sido menos exacto nesla sua asserro'.' El-
les l. que se cntendam.
Pergunlado, o que signiliravam, 011 que sentido
liga as palavrasatlrevido caque se lhe segu,
preredeudo a o nome de Jo3o Marlins de Barros,
sendo a segunda das mencionadas palavras, aquella,
que elle respondeulc leu insolente na occasiao
cm que lera lodo o aulhographo? Responden que
palavra atlrevido dava a explicarlo de bravo e
quanto a palavra que lerainsolentonao se res-
ponsahelisava por ella; mas sim pela pafav ra, que se
acha escripia no mcimn aulhographo, e que oDi-
ariocom muila razan chamouinnocente.
Nesle ponto, Srs. Redalores, con fesso-lhe,que liquei
cm pasinarcira. Conhcro de longo tempo oSr. Joao
Mm luis de. Barros, negociante honesto, cheio de
probidade. homem parifico, que nunca Inicuo, nan-
ea entrn em assuada ; por que motivo era chamado
le bravo? Se a palavra era tomada na accepcaode
genio ferino, spero, iradonao podia ella con-
vir a Marlins de Barros, cujo caraeler he de summa
brandara. Na acceprao devalenle, guerreiro,
peior um pouco: nao me consUva, que esse com-
mcrciaule, que nunca mililou cm companha alguma
pude- -c apoular nos annaes de sua vida um feilo de
armas lao brlhaiilc, que lhe merecesse o ululo de
bravo.
Emlim, de pois dehaver dado I ralos a inlclligcncia
para descorlinar o molivo, (pie nduzira Salgado a
qoaliflcardbravoa Joao Marlins de Barros, su
ponho ler adiado a incgnita d'eslc dillicl proble-
ma. Nos udinos dias do anuo prximo passado
queixou-sc Salgado ao jniz municipal da 1. vara d'-
esla cidade, que Joao Marlins de Barros, querendo
calcular a dureza de suas mandbulas, alirara-lhe
um golpe de mao aherla faro. Provavclmculc he
esto o arlo de bravura, que grangeou aquelle Ululo
glorioso a Marlins de Barros.
Esta minha explicaran, porem, solTrc suas oh-
jecees. l'rinieiramrnto o facto he geralmentc con-
testado, c lora grande imprudencia querer 13o pre-
ripiladamciilc condecorar rom o ttulo de bravo,
Joao Marlins de Barros por um facto, cunta cuja
existencia al elle protesta, o pela forma a mais so-
lemne recusa a condecoraran. Em segundo lugar,
he um precedente pergoso para Salgado conceder
um Ululo lao glorioso por una faranha 13o simples.
Mais de urna rampanha rnnlava o marechal Nci,
quando'merecen de Napoleto a honrosa nnalificarab
lebravo dos bravos; e posto ipic algiiiua dli'e-
rencasenole enlrr ostitulosconfcridos pelo hroe de
Marengo c os de Salgado; todava o ualardo da bra-
vura he mui lisongciro, e lalvezo mais proprio para
dispcrlarambicoesiiohres; peloque fora perigoso, in-
sisto emdizc-lo, ter n is pioMinidaile.ila piluit u ia um
campo .-iberio a lodos os que com nulo intrpida
qui/.'.rriii ahi conquistar o Ululo debravo.
Eis-nos chegados a ultima das pergunlas:
Pergunlado qual a signilicarao da 'palavra
prriadeque se l no referido anniinrio? Res-
ponden, que empregoucssa palavra em sua arcepc3o
geral, c se ahi se enconrra a sillabavicm lugar
dehihe peto vicio da pronuncia d'ellc respon-
denle.
Declaro-lhe, Srs. Kedartores, rom Indas as veras
d'alma que ainjapsluii por saber qujl a acrepc.o \ul-
EM 27 DE Abril DE 1847.
Presidencia do^r. ^embargador
Ramos.
Ao Sr. deseml)argador Bastos. Peti-
cao de Antonio Botges da Fonseca, emque
pede ordem de babeas corpus.
Estava o Exm. Sr. consellieiro Azevedo
presidindo a provincia da Babia.
de 28 toneladas, meslre Joao Francisco Marlins,
equip'agem 4, rarga toros de mangue ; ao meslre.
Liverpool37 dias, barra ingleza Toan of Liver-
pool, de 336 loi.-dada*, capitn J. Proddow, equi-
pagem 16, carga fazendas e mais gneros ; a Jo-
hnslon Palcr & Companhia.
Havre13 dias, brigae franrez Beaujeu, de 133 to-
nda las, capitn l'elil, equinagem 12, carga fazen-
das e mais gneros; a J. K. Lasserre & Compa-
nhia. Passageiro, Jacobi l'ierre Theodore.
Ilainbiirgn1:1 dias, brigue harnburguez ffarriete
Molly, de 2.6 toneladas, eapiao A. C. -Rabe,
equipagem 10, carga fazendas e mais gneros ; a
Brunn Praeger. Passageiro, II. C. C. Molz.
Rolherdami."i dias, brigue hollandez Gondkmt, de
146 iniicladas. capitn C. Ourrchand, equipagem
8, carga queijos e mais gneros; a Brander a
Brandis.
Sidney70 dias, galera ingleza Gladiator, de 533
toneladas, eapiao Samuel Sino, equipagem 22,
carga lia e mais gneros ; ao capillo. Vei re-
frescar e segu para Londres, eonduzindo 8 passa-
geiro.
Navios sabidos no mismo (fa.
AracalyPatacho brasileiru Santa Cruz, eapiao
Marcos Jos da Silva, carga varios gneros. Pas-
sageiros, Antonio Alves dos Santos, Antonio Ale-
xandrino da Silva, Joaquim Lopes Ferreira, Jos
Joaquim Leite, Jos Francisco Leile, Jos Zeno-
bio Alves Torrea, Hermenegildo Alves Torres,
Antonio Borges da Costa.
BahaBarca ingleza Prospero, com a mesma carga
que Irouxe. Suspendeu do lameirao.
CairaHiato brasileiro Castro, meslre Francisco
Castro, carga varios gneros. Passageiros, Fran-
cisco Ricardo Bravo Susurana, Francisco Fidel-
les Barroso, saa seuhors, 1 filho menor e 3 escra-
vos, Jos Feij de Mello.
Nato entrado no dia 9.
Para e parios intermedios12 1|2 dias, vapor bra-
__ silero Imperador, commandanle o capilSo-lenen-
Ic Mancebo. Passageiros para esla provincia, Dr.
.1 o-'qmu t iiunes de Souza, Eduardo lioncalves Va-
lenle, Jos Ignacio da Silva Rainou, (ualler Jos
Kibeiro, Carlos Ferreira dos Santos e Silva, Ma-
noel Jos Salgado do Coulo, Frederico Vionae,
Antoine Dominique Martin, Pedro Lourenco da
Costa, Joaquim Ignacio Pereira, Francisco de
Souza Marques, Thcmaz Soares Brinco a 1 criado,
Antonio dos Santos Coelho, Manoel Darziro Tei-
xeira Bastos, Dr. Kjuto Jos Meira, Dr. Jos Car-
los da Costa KiherJSLuiz Augusto Fernandes
Vieira, Vicente I-'erreirSU Costa. Vicente doRe-
80 Toscano de Brilo e2 escravo, Dr. Victorino do
ego Toscanoe 2 escravos, Jrt*goim Amancio de
Jess, Claudino Jos de Aranjo, pao Pereira da
Silva, Jos Antonio da Silva Pinto, -Epitomo An-
tonio Telles, Joaquim Tavares Bastos, Jos Perei-
ra Dias, Benjamn Peregrino de Oliveira, James
II unler, Joanna Maria do Rosario, 3 filhos e t es-
cravo, Roberto Hamenverd, Ventura da Silva
Boa-Vista. Para Macei, Joan Jos do Monte e 1
escravo, Joaquim Jos de Alroeida. Para o Rio de
Janeiro, o escrivao da armada Antonio Mara Mo-
reira de Carvalho, Augusto Haldewirlh, Antonio
Godinho, .10 recrutos, 1 desertor, 2 ex-pracas, 1
particular com deslino para a corte, 2 soldados para
esla, e bem assim um marinheiro a disftosicao do
cnsul americano.
.Vacos anido* no mesmo ata.
LondresGalera ingleza Gladiator, com a mesata
carga que Irouxe. Suspenden do lameirao.
Rio Grande do SulBrigue brasileiro Magano, ea-
piao Manoel dos Paseos Vianna, carga assucar
mais gneros. Passageiro, Eduardo Eugeuio Mon-
leiro d Andrade.
Rio dr JaneiroBrigue brasileiro Sagitario, rapi-
13o Manoel Jos Preslrelle, carta assucar e mais
gneros. Passageiros, Manoel Januario de Mou-
ra, Thom de Sooza e Silva, Joaquim Rodrigues
de Arbuquefque e sua familia, David Cesar do
Na-eimenlo. Antonio Lopes de Campos.
COMMERCIO.
EDITAES.
PKACA DO RECIFE 8 I)K JULHO AS 3
HORAS DA TARDE.
ColarOes ofHciaes.
Cambio sobre Londresa 26-1|2 d. e 26 3|8 d. 60
d|v.
ALFANDEGA.
Rendimenlo do dia 1 a 7 .Y>:1i'>7><;|.1
dem do dia 8.....'. H:9092<
70:076*11
Desearregam hoje 10 de julho. _
.Barca ingleza7"oir;i of Liverpoolplvora.
Barca ingleza Philocar van e ferro.
Brigue fraricezBeaujeumercadorias.
Brigue harnburguezllaieel & Mollyidera.
EscunaEmiliagneros do' paiz.
Hiato brasileiroAngelitofarinha de Irigo.
CONSULADO GERAL.
Rendimenlo do da 1 a 7.....6:175*078
dem do dia 8.......... 218S'J28
DIVERSAS*
Rendimenlo do dia 1 a 7
dem do dia 8 .
PROVI
rvfflB:
|006
7.M8066
488860
8029926
Exportfjcao'.
I'arahba. hiato nacional Conaicao dt Maria, de
27 toneladas, conduzio o sesuinte :2 caixes fazen-
das, 5 dlos medicamentos para botica,!! barril ver-
de, 1 embrulho lemes escapolas, 1 caixao mercado-
ras, 1 dito papel de peso, 2 capachos, 1 barrica ce-
vada. 1 fardo medicamentos. 1 caixolc relogio e
manga, 1 dito amostra de agurdenle franceza, 3 ca-
xas ceblas, 7 taboas de amarello, 10 saccas arroz, 2
latos fumo, 2 rolos salsa parrilha. 1 rodetes 2 cruzelas
e 61 parafusos, 2 caixas folha de Flandres, 2 barricas
enxdas de ferro, 1 roda de rame, 1 embrulho can-
dieiro, 1 caixa manga para o dito, 1 dita espelho
Erande, 1 dila bonetes de panno, 1 barrica semenles
de linho, 1 dito nitrato polassa, 1 fardo papelao, 2
pacoles algodao e fazenda, 100 harria plvora, 66
taboas de louro, 1 caixa pequea Linternas, i surcas
caf, 31 canas doce, 400 caixas sabao. 105 arrobas
de carne seres.
Rio Grande, brigue Magano, de 224 toneladas,
conduzio o seguinle:50 pipas cachaca. 1 di la es-
pirito, 871 barricas e.il barriquitliascnm 8,255 ar-
robase 6 libras de assucar, 50 saccas com 200 arro-
bas e 4 libras arroz.
Cear, hiate nacional Castro, de 35 toneladas,
conduzio o seguinle :259 voluntes gneros esiran-
geiros, 22 ditos ditos nacionaes.
KECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 8......600S588
CONSULADO PROVINCIAL.,
Rendimenlo do dia l a 7 17:1:1707:10
dem do dia 8........2:9849176
20:121(912
PRACA DO RECIFE 8 DE JULHO, AS 3 H0R.\S
DA TARDE.
Revista semanal.
Cambios--------- Fizeram se saques sobre Londres
bastantes a 26 3(4, e por 13, di-
' nlieiro vista, e do 26 5|6 a 26
1|2 com prazo. Estando o nego-
cio parausado, he de suppor que
nan bajara Iranacccs nos dous
inives futuros, porquanto nelles
nao tem de haver gneros de im-
porlaro.
Assucar-------------A.entrada foi diminuta, c as veu-
des regularam pelo mascavado re-
gular de 18850 a 190 por arro-
ba, e do escolhido de 2S080 a
2S200. O branco vendeu-se de
23600 a 3SD00 por arroba, e o de-
posito he pequeo.
Algodao- Houve procura para os porlos hes-
panhes, e vendeu-se de 60 a 68200
por arroba, mas logo que esla ne-
cessidade estoja sulisfeila, e o tem-
po der lugar a entradas, suppomos
bailar.
Couros-------------Os vendedores exigem 190 rs. por
libra.
Bacaiho----------O mercado esla supridocom 5,500
barricas, e o consurro tem sido
diminuto, em consequencia do
que um rarregamento que tive-
inos esla semana seguio para os
' porto do sul.
Carne secca- O mercado esta suprido, bem que
nao houvesem entradas,, por ler
sido pequeo o consuma.
Farinha de Irigo- Monto a 43700 barricas, a expen-
te, sendo parle viuda do Rio de
Janeiro, d'onde consto ainda vem
alguma. Vendeu-se de 263 a 273
por barrica de Philadelphia, de
26-3500 a 273 a de Birhmond, a
283 a Fontana, e de 2G8 a 283 a
de Genova.
Manleiga Chegou alguma franceza e ingle-
za, que ainda nao esl vendida.
Carvao-------------Tivcmos urna entrada de 1,200 to-
neladas.
Dcscoiilo 0 banco rehaleu letras de pequeos
prazos a 9 por \, e de maiores a 7;
e os particulares os de pouco pra-
zo de 6 a 7, c de maiores de 8 a 9.
Ha desconfiauras que o banco des-
la provincia tem de ser unido ao
nacional da captol do imperio; e
a verilcar-se,muito seria para (to-
sejar qub desta juncc3o provenha
o beneficio da baixa regular do
premio do dinheiro, para que des-
apparecam os exorbilanlcs dicon-
los de 10 a 12 por que malavam
a industria ; a n.lo se fazer a jun-
rao ou a nao baixar o juro he ne-
ressario procurar meios de allra-
I111 nossa praca, fundos que fa-
ram rhegar o premio a um prejo
razoavel.
Frcles.....Para o Canal a 35, pelo asurar.
Ficaram no porto 57 embarcacOcs, sendo : 2 ame-
ricanas, 1 argentina, II hrasileiras, 2 franceza, 1
liambnrgueza, 1 hespanhola, 1 liollaudeza, 7 ingle-
zas e 1 porlugueza.
A cmara municipal desla cidade, usando da
autorisacao que lhe confere o art. 15 da lei n. 348,
publicada nesle jornal, n. 140 de 20 do correnle,
marra o prazo de um mez, contado do primeiro ao
ultimo de julho subsequenle, para no decurso delle,
seren pagos os imposlos alrazados sobre estabeleci-
ineutus indnslriaes; findo o qual, e nao rcalisada a
cohranra, ficam os contribuimos snjeilos a orna
mulla igual ae duplo do valor do imposto, como
dispoe o citado artigo.E para que chegue ao co-
nhecimenlo de quem competir se manda publicar o
presente. Pac,o da cmara municipal do Recito
em sessao de 28 de junho de 1854.Barao de Ca-
pibaribe, presidente.No impedimento do secreto-'
rio. p official-maior, Manoel Ferreira Atcioli.
Peranle a cmara municipal desla cidade es-
tar em pr?ca no dia 12 do correnle, a obra de urna
bomba de alvenaria, sobre a camboa, na passagern
deSant'Anna, oreada em 1:0103- Os que se propo-
zerem a arrematar dita obra, podem comparecer na
rasa dassessOes da mesma cmara no indicado dia.'
Paco da cmara municipal do Recito em sessao de
5 de julho de 1854. Bprao dt Capibaribe, presi-
dente. No impedimento do secretario, o official-
maior, Manoel Ferreira Atcioli.
Pela inspectora da alfandega se faz publico,
que no dia tt do correnle, depois do meio dia, se
han de arrematar em hasta publica porta da mes-
ma repai licito, 18 ggos com 18 duzias de garrafas
de vinho de Champagne, vindos do Havre pela bar-
ca franceza lacre, em 26 de novembro de 1853,
abandonados pelos direito por J. Ronlier.
Alfandega de Pernambuco 8 de julho de 1854.
O inspector, Bento Jos Fernandes Barras.
O Illm. Sr. inspector da Ihcsouraria provin-
cial em eumprimento da ordem do Exm. Sr. presi-
dente provincia, de 6 do crrente, manda fazer pu-
blico, que no dia 20 do correnle, peranle a junta da
fazenda da mesma thesouraria, vai novamenle a pra-
ca para ser arremalado a quem por menos fizer, o
fornorinienio dos medicamentos e nlencilios para a
enfermara da cadeia desla cidade, servindo de base
a arrematarlo o abatimeulo'dc 30.por eento oQereci-
do pelo licitante Manoel Elias de Mour.
A arremalacao ser feila por tempo de onze me-
zo, ronlar do primeiro de agosto do correle au-
no ao fim de juulio de 1855.
As pessoas que se propozerem a esla arremalacao
comparecen) na sala das sessdes da mesma, junto no
dia cima declarado, pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas, que ahi lhe serao prsenles o formu-
lario e condc,6es da arremalacao.
E para constar se mandou afftx.ir o prsenle e
publicar pelo Diario.
Secretoria da thesouraria de Pernambuco 8 de ju-
lho do 1851. O secretorio, Antonio Ferreira da
Annunciarao.
O Illm. Sr. director das obras publicas, de
conformidade com a ordem do Exm. presidente da
provincia de 7 do correnle mez, manda convidar as
pessoas, que quzercm contratar o fornecimento
de pedras para o calamento das russ desta cidade,
semelbanles as que se acham depositadas no largo
da Penha, para que comparecen) na mesma repar-
(r3o no dia 18 do correte mez ao meio dia, visto
que o menor prero ale hoje oflerecido foi de qualro
mil reis a tonelada.
Secretaria d directora das obras publicas 8 de
julho de 1854. O secretario, Joaquim Francisco
de Mello Santos.
Dominaos Alfonso Nery Ferreira, official da imperial
ordem da Rosa, coronel commandanle do 1 bala-
Ihio de infanlariada guarda nacional,e comman-
danle superior inlerino, por S. M. I. que Dos
guarde ele, etc.
Face saber, que em virtude da segunda parle do
artigo 25 do decreto n. 1130 de 12 de margo de
1853, lem de principiar os trabalhos do conselho de
revista da guarda nacional deste municipio tyi 3*
dominga 16 do correnle, na sala das sessdes da c-
mara municipal desla cidade, as 10 horas da ma-
nhaa, a conformidade do artigo 44 das ins(rucc,es
n. 722 de 25 de oulubro de 1850 ; afim de tomar
conhecimento dos recursos que versaren) sobre os
casos indicados no artigo 33 e que forem interpost
a pela maneira determinada 110 aligo 38 das ditas
in-irneones. E para conslar a quem convier man-
dei pubicar pela imprensa.
uuartol do commando superior inlerino 10 de ju-
lho de 1855. Domingos Aflbnio Nery Ferreira.
MOVIMENTO DO PORTO.
.Varo entrado* nn dia 8.
I'jialuba10 dia, liiale brasileiro l'hr d.i Brasil,
DECLARACOES.
As malas que lem de conduzir o vapor Im-
perador para os porlos do sul feixam-se ao meio
da ; incorrespondencias que vierem depois deste
hora pagaroo porto duplo.
Pela mesa do consolado provincial se faz sri-
enlc aos proprielarios dos predios das differenles
freguezias, que os Irinta dias uteis para o recebi-
mento da decima do segundo semestre do auno fi-
nanceiro de 1853 a 1854, se finalisam no dia 10 de
julho correnle.
Corsellio administrativo.
O conselho administrativo em virtude de aulo-
risacao do Exm. Sr. presidente da provincia, lem de
compraros ohjeclosseguinles:
Para o meio balalh3o da Parahiba.
Livro meslre impressn para registro das |>raras ef-
fectvase agregadas, (ouleudo :t00 folhas; sendo 220
para soldados c 80 para ollieiaes 1 ; dito para regis-
tro das prarasaddidas, contondo 150 folhas, sendo 110
para soldados e 40 para officiaes 1; ditos para regis-
tro das pravas effectivas e agregadas de cada rompa-
nia, conlendo 150 folhas, sendo 110 para soldados
e 10 para ollieiaes 4; ditos para o das pracas adidas
de rada companhia, contondo 100 folhas, seudo 80
para soldados c 20 para nfliciaes 4; ditos em branco
paulados de 200 folhas 10; dilos He 150 folhas 35;
ditos de 100 folhas 8 ; copo devidrol; pralo de
louca para o mesmo 1; braros de ferro para balance
com 35 pollegadas de .comprimenlo 4 ; caldeiras de
ferro balido para 50 prarasS; pus de ferro 6; en-
xdas (>; machados 7; bandeira imperial de seda 1;
lia.10.1 para dila 1; porto agaloado para dila 1; capa
de briui para a mesma 1; dila de oleado 1.
Dcimo balalho de infanlaria de linha.
Carlas de a, b, c 20; taboadas 20; traslados de li-
nhas 20; dilos de baslardo 20; ilos de baslardinho
10; ditos de cursivo 10; pedrasde louza 10, caive-
tes para pennas 2; linleiros 10; areeiros 10.
Para o esqnadro de cavallaria da guarda nacional.
Eslandarle nacional de seda 1; hasle para o mes-
mo I; porto para a dila 1; capa de brim para a dila
1; dito de oleado 1.
Provimeulo dos armazens do arsenal de guerra.
Caixas com vidros 2.
Oflicinasda primeira e segunda classes.
Costados de pao d'nlfo 6; lahoas de assoalbo de
louro dalias 1.
e*
V


DIARIO OE PERNAMBUCO SEGUNDA FEIRA 10 O JULHO DE 1854.
Fortalezas da provincia,
Banrioiras Branda de (ilele, de 8 pannos 2; Hilas
pequeas de dito de f> Hilos i.
Diversos halalhoes.
Manas de lila ou cobertores .ic papa 271.
Quem os quizer vcndec^aresciile as suas propon-
as ein caria lechada msccrilana do consellio as 10
horas do da l.^-db correnle mez. Secretaria conselho ariiniislrativo par Tirnerihienlodo arse-
nal de guerra K de jnllio de ItC.Jote de IIrilo
Inglcz, coronel prndenle. Iernavdo l'ereira do
('armo Jnior, vogal csecretario.
AVISOS MARTIMOS
COMPANHIA UE.NAVEGACAO A VAPOR LU-
/0-BHASII.EIUA.
Os Srs. accionistas
riesla compaidiia silo
convidado! a realisar a
quarla prestarn de suas
acc,oes com a maior
brevidade, para ser renieltida a direceno na cidade
d*'iirlo, iliri-^in lo-.,' aobailo assienadona sua do
Trapiche n.26.Manoet Buarle Rodrigues.
l'ara o Aracalvteague viaecm por esles Hias,
o hiale Fxalacao, por ler parle Ha carca prompla,
pira o resto Ha' niesma, passageiros: trata-c na
rita da MaHre He Dos n. 30.
VenHe-se a. barcaea Sanio Antonio He Lis-
boa* nimio nova e velleira, c pega cm i caitas,
|>r preco muilissimo rommodo, Tundeada HaFronle
do trapiche do algodo : a Iralar ua Boa-Vista, bec-
ro do Marlins D. 3.
Para o Ceara'
Sahe iropreterivelmente no dia 16 do correntc, o
liiale Sergipano, por ler a maior parle de sua carga
prompla : para o reslo Irala-sc ua ra do Trapiche
n. 17.
LEILO'ES.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 3VUA DO GOZ.X.X3GXO 1 AJ?DAR 2,5.
(J Ur. 1\ A. Lolw Moscnzo d consullas liomeopathicas lodo os Hias aos pobres, desde 9 horas Ha
in.mli i.-i aleo meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do da ou noite.
Ollcrecc-so igualmente para pralicar qualquer operarn do rirurgia, e (acudir prnmplamcnlc a qual-
quer mulherque esleja mal de parto, e rujas circunstancias nao pcrmillam pagar ao medico.
NO CONSULTORIO 1)0 DR. P. A. LOBO MOZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE SE O SEGUINTE:
Manual completo do I)r. G. 11. labe, traduzido cm porluguez pelo 0r. Moscozo, qualro
voluntes enradernados em dous :..........y....... ziiiinni
E-la obra, a mata importante de todas as que Iralam da homfpalhia, inlcressa a todos os mediros que
qoizcrcm experimentar a i'oulrina de llahneumnn, e por sr proprios se convenc reni da verdade da
niesma : inlcressa a lodosos senhores de cncenlio e fazcidelros que eslito longe dos
eos : inlercssa a lodosos raplcs He navio, que nao nudein deisar urna vez ou oulra
acudir a qualquer iucommodo seu ou de seus tripulantes ; e interessa a todos os el
------""-"------------------------------------z--------------J
Terca felra 11 do correte, :is 10 e meia horas
Ha roauha, o ageulc Vctor far leilao un seu arma-
zem ra Ha Cruz n. 2.5, He grande e variado sorli-
inenlo He obras He marcineiria He dill'erenles quali-
Hades, novas e usadas, rclopios de metal galvanisa-
dos para algibeira, ricas rha|iclinas de seria para sc-
nhora, cha|)eos brancos de castor, e prelos, canriiei-
ro para meio de sala, lantenes ps de vidro, e cas-
qiiinho, o restante Hos livros.que foram Ho finado
l>r. Jos Francisco He l'aiva, diversas obras de prala
le le, um cavado para carro bom trotador: e oulros
muilos objectos que eslarfio palcutes no dia Ho
leilao.
QuinU-feir.i, 13 Ho crrenle, as 10 horas da
roanha, o asente Borja, far leilao era seu armazcm,
ra do Collegio n. 11, de um granito e variaHo sor-
liinento He obras de inarcineria He Inda qualidade,
obras de ouro e prala, relogios de Hlerentes quali-
ilacles, chapeos de Italia, bonetes He oleario, etc. etc.,
e oulras muitas quinq ilhanas que eslarilo i\ amos-
tra nn mesmo arinazeni ; assim como dous ptimos
coclidios que ciarlo patentes no dia do leilao.
AVISOS DrVEBSOSi
Sr. Roque.Meu alam lazado amigo. l.umbri-
gando no-Diario de sabbado 8 Ho correte o leu no-
ine em una puhliraro assim em ar de quem sahe
,i espora, e est Hisposto Har por paos e por pe-
Hras, nao pude deisar Je con Irislar-me, por ver que
sahiste do leu serio, c te ai mimaste podendo suc-
ceder enfermes como r.contcreu ao bom do Villarou-
cu He quem se riiz que urna paUiio o levara ao lei-
lo|!! Se o cnsul j privailo desse Iriumpho, ficar
lambem privado Ho poderoso auxilio que Ihe (eus
lado como accionista das coinpanhias de commer-
cio, banco, vapores, seguros, e alcm disto lamliem
propriclario, alcm da< oceuf acijes de que ha vinte
e seleaniiospassiidoslunsviv.do, que ser dcllc? l'or
vida I ua, meu Roque, deixa paixes, que n.ao pagam
dividas, deia arapazda Tallar, t s bem conhecido
no mundo pecuniario ; o que Taz esla gente Tallar he
ver como t brillias e das goslos ueste Pernambuco!
V, meu Roque, que s; ellcs conheccm que-t le
arrufas, nao le deixarao, c s duas por tres, anda-
rao os moloques gritando,pega o Roque para ca-
parbem sabes orno lie este mundo. Adcos, que
vou visitar o Vil aromo que me dizem uao passou
bem a noite. Seu amigo,O Carne tecca.
Pergunta-so aos cummcrciautes de grosso tralo,
de que se comptie o intitulado conselho dos Dcz. Se
qualquer individuo qu; \vc honestamente de seu
ollicio, taberneiro, caiieiro, trabalhador, etc. etc,,
Heixa de ser cidadao o inhabituado He reclamar
providencias sobre abusos c i ijuslicas pralicarias por
-seus superiores? (Jne tiveruu ein vistas quando
procedern) cm s>>u minucioso exame a lio (tupid*
qiianlo ario I osa qualificac,!ta,? Terao roragem pre-
nsa para declararen) pela impren-a quaes os signa-
tarios da representac.lo enderessada a S. M. F. con-
tra os Ilustres senhores do ci nsulado porluguez ta-
chados; mllidos, rugidos, ausentes, alienados, reos He
. indicia, radias, apecrjrpbos e insignificaptes!* Espe-
ra-se urna corajosa resposla e quando o' n;lo Ta^ain
rogo-Mies aceitem o prsenle conselho: sejam cari-
dosoa para com todos, particularmente cora scus pa-
tricios desvalidos, nao sejam urgulhosos, lembrcm-
te do passado, nao se liem no presente, e peram o
I leus melhor futuro. Mogo lambem a meus compa-
triotas signatarios da lito fallada representar;)o, nao
dr-em mais o menor cavaco. esperem pela dccjsAo da
governo que nao poder lardar.O l'ortugue:.
Ha um anliso ril',i i que dizquem se pica car-
N dos come; e a nao conhecermos de pcrlo os doze
eommorcianlcs portugiie/.cs, .slaheleciilos em dilfe-
renles ramos nenia pr.ica, sendo amigo de alguns
assignados* no annunci/ publicado por este Diario
n. 151 de i do correnle, Ihe fariaraos a devida ap-
plicac.lo. Esses senhores, pos, sendo commercian-
tes, que pertencem aos classificados no numero dos
senhores logistas, artistas e lahernciros deviam ler
ronscieiicia de si mesmo, par) nao descerem a per-
guntasque Tazem nesse aiinunrio, e que mnito de-
pilen) contra quem aslaz, salvo se os arlos por el-
les pratirados os aecusam ds perlenrerem as clas-
sos que tanto os iricomuiodam. E para evitar a re-
peticto de odiosas perguntas o respostas, que nao es-
tamos disposlos a dar petas folhas publicas, se Hecla-
ra em lempo, e de boje para sempre, quelles se-
nhores ca lodosos mas negociantes, commerrian-
tes, etc., etc., signatarios da representeco ao Ro-
verno de S. M. F., contra o cnsul porluguez cm
Pernambuco, que o appellida do conselho dos Dez,
os Iribunaes do paiz, quanro os queixosos ahi os
quizerem chamar, porgue neaae lugar, cm que a
moderacao, e orespeito presidem, se moslrara docu-
menladamente quanlo se afiirmou no mesmo exa-
me.Recife 6 de jullio de 18.H.Mathias de Aze-
tedo t'illaroucn.
No lugar denominado Cabera de Cavado, pou-
co alm do eugeiiho Uruguea, dislricto de S. I.ou-
renjo da Malta, Toi tomado ao dia 26 de junho Ho
poder de dous homens armad um escravo que ia
preso para serenlreeue na prira ; eslecaso extraor-
dinario e escandaloso, pralicdo as 2 horas da larde
em urna estrada publici, nao deixon de admirar a
todos ; os conductores do n?gro quei\ando-se ao
subdelegado do lugar, este odirira immediatameiitc
ao inspector daquelle dislricto, exigindo toda dili-
gencia c presteza para a captura dos aggressores, po-
rm o tal inspector nada Tez, ou por nao querer) ou
por medo, porque consta que o negro Tora lomado
por tres desertores aggregadot por urna pessoa da-
quclla redondeza. Pedimos o Sr. chcTe He polica
toda providencia para i Ao ficar impune semelhanle
faci, que piide acarrel.ir teniveis exemplos, e dei-
xar intransilavel aquella estrada. O escravo toma-
do chamase l.uiz, representa ler 33 annos, he alto,
secco, tem urna grande bellide no olho csqucrilo, he
muilo sagaz e capaz de ludo s quem o pegar, polle-
ra levar ao engenlio Cotunguba da comarca de Naza-
reth, ao abaixo a-signado, ou na ra de Apollo, no
armazem de assucar da viuva Percira da Cunha,
quesera generosamente recompensado.
Jotiquim da Silca 'essoa.
Taberna.
Nao e tendo ultima lo a renda da taberna, sila
na ra dos Marlyrios n 3fi. com os pretcnHeutes que
a qaenam, c de alguma Turma se perdeu de vender
a outros, de uovo se chima allcnrao as pessoas, que
tendo dinhciro e credil, c quizerem oblcr oma can
boa no lodo, aenlendei-se com o dono da mesma ;
areila-sc desonera^ao da praea.
^9i! Comes Ferreira da Silva.
O SEU A SEU DONO.
Para desengao do abelliudo on de
t|uem quer que seia, rogo aos Srs redac-
tores do Diario de Pe nambuco, ool>-
seqnio de declararem pelo seu jornal, se
en son oautordoanntiiicio, que sob a ru-
]rica deRoquefoi publicado no seu
Diario n. 1 o4 de 8 do corrente : a sita
esposta muito me obrgara'. Em tempo
declaro a esse Sr. abelliudo, que leve :i
lembranca daquelle annuncio, e a quem
mais interessar, que qualquer correspon-
dencia, com mu n: celo ou annuncio, que
tenliam apparecidou possam apparecer,
publicados nestee mais jornaes desta pra-
(n, sosera' rr<;ti aquillo que levaraminh?
auignatara para :i devida responsabilida-
dc, e nada mitis, porque a ninguem tenho
auloiisado para me defender de aecusa-
roes insignilicantes, a que nao don impor-
tancia. RecifeS de julho de 18."> I.
Francisco Joao de Barros.
Nao be do Sr. Barros o aviso que men-
ciona.Os redactores:
No dia 12 do corrente, depois da audiencia do
lllm. Sr. I)r. juiz municipal da segunda vara, na
porta da rasa da ludiencia do mesmo, na na eslreila
Ho Rosario n. 31, se ha de arrematar por venda a
quem mais der, urna casa terrea, sita na ra Impe-
rial n. 37, por putiii.,io de A. A. M. liuimaraes,
contra .Marcelina Maria Ha Pureza Oliveira, es-
crivSo Cunha.
PASSAPOUTES.
Tiram-se passaporles para dentro e Tora Ho impe-
rio, despacham-se evravos o tiram-se litiilos de re-
sidencia ; para ee fitn, procure-so na ra do Qnei-
niado n. 25, loja de miudezas do Sr. Joaquim Mun-
li'iro da Cruz.
205000
e
a
interessa a lodosos senhores de engaito e fazcidelros que estn longe dos recursos dos medi
Ira de ler precisan de
befes de familia cite
por circninstaucias, que uem sempre podem ser prevenidas, silo obriaadoa a prestar soccorros a qualquer
pessoa Helia.
O vade-mcciim do bomeopalha ou IraHucro do l)r. Ilering, obra igualmente til as pessoas que se
dedicam ao esludo da hoineopalhia um" volume grande ,........ 8^000
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pharmacia, etc., ele.: obra indis-
pensavel iis pessoas que quem dar-se ao esliulo de medicina........ 48000
Urna carleira de -/i tobos granries'de finissimo rhrislal rom o manual Ho Kr. Jahr eo diccio-
nario dos termos de medicina, ele, ele.......-...?.... 405000
Dita de 3ti com os mesmos tnros.................... 4JJJO0O
Dita de 48 com os ditos,- ..,....'.............. 509000
Cada carteira he acompanhada de dous frascos de tinturas indispensaveis, a escolha. .
Dita de 00 tubos com dilos...................... 605000
Dila de 14* com dilos........................ IOO9OOO
Estas silo acouipanhadas de fi vidros de tinturas escolha.
As pessoas que em lugar de Jahr quizerem o Hering, terao o abalimcnto de lOJfOOOrs. em qualquer
das carteiras cima mencionadas.
Carleiras de 24 tubos pequeos para algibeira............... 8*000
Ditas de 48 dilos......................... 16&000
* Tubqs grandes avulsos....................... 18000
Vidros de meia une,* de linlura.................... 25000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um pasno seguro na pralica da
homcopathia, c o proprietario deste eslaliclecimenlo se lisongeia de le-lo o mais bem'montado possivel e
ninguem riuviria boje da superioridade Hos seus medicamentos.
, Na mesma casa ha sempre venda grande numero de tubos de cryslal i!'r diversos tamaitos, e
aprompta-se qualquer encominenda de medicamentos com toda a brevidade e por preros muilo com-
modos.
O abaixo assignado. em resposla ao annuncio do
Sr. Jos de Medeiros Tavares, e de seu procurador
o Sr. Antonio DominguesdeAlmeida Pocas, publica-
do no Diario de. Pernambuco, no dia 7 e 8 de julho
do correntc anuo de 1854, lem a Herlarar-lhes, que
quanriooSr. Joaquim Soares Rapozo Ha Cmara fez
o arreudamento em que falla 110 seu dito annuncio,
ainda era vivo o Sr. major Lata Soares Ha pozo da
Cmara,._ pai rio dito meu constituirte, e que ainda
viveu at 1853, logo o dito arreudamento do Sr. Joa-
quim Soares ao Sr. Domingos llenriques de Oli-
veira, he inlcirameiilc millo, pois nao podia dispor
do que aiuda Ihe nao pertencia, e mesmo que na
procuracao que o meu constituirte me remelleu,
Humilla intciramenle o tal arreudamento, como pro-
va com a mesma que abaixo vai publicada, alm rie
que est como j dase ratificado o arrendamento
pelo Sr. Joaquim Soares, por urna escriplura publi-
ca no carlorio rio Sr. Slesela Cosa Monteiro, a vista
do que nada prova o annuncio dos Srs. Tavares e
Pocas.Jos Dias da Suca.
Procuracao bastante, que faz Joaquim Soares Ra-
pozo da Cmara.Saibaui quanlos este publico ins-
trumento de procuracao bastante viren, que no
auno rio nascimento de Nosso Senhor Jess Chrislo,
de 1853, aoslOdiasdcagoslo, nesta cidade do Natal
e esenptono de mim lebeliao, comparercu Joaquim
Soares Kapozo da Cmara, casado, c morador nesta
mesma ciriailc. que o reconheco pelo proprio. E
por elle me foi dito em preseea das testemunlias
abaixo assignadas. que pelo presente na melhor for-
ma, e va rie direito orrienava, c coustituia por seu
orlo cm turiu bstanle procurador na praea de Per-
nambuco, e cm qualquer parle, onde for misler a
Jos Das da Silva, e especialmente para fazer eflec-
livo o arrendamento feto pelo fallecido pai delleou-
torganle, o major l.uiz Soares Rapozo da Caniara
do vinculo da llhade S. Miguel, por escriplura pas-
sadaaoDr. Francisco, (oncalves rie Moraes, cm 30
dejulhodc 18.il, que boje perteure o dito vinculo
a elle oulorganle, cando de neuhiim clleilo a pro-
curacao bastante passiada a Domingos llenriques de
Oliveira, em abril de 1848, mostrador, que ser do
presente, ao qual dase,dtfa, cedia c Iraspassava lodo
o seu livre c rumprido poder, mandado especial e
geral quanlo em direito se rcqiier, para que o dito
seu procurador onde com esla se adiar c for neets-
sario possa ein nomo delle constituirte procurar, e
requerer torio seu direito e justira, em tudas as suas
causas, c demandas, crimes e civeis, movidas e por
mover, nos auditorios c Iribunaes a que locar de um
e oiltro foro ; c n'cllcs ouvir as scnlencas, e despa-
chos favoraveis e faze-los tirar do proceso, e dar o
seu devirio cumprimenlo, e dar contrarias, appellar,
aggravar,embargar, ludo seguir renunciar al mor
aleada do supremo senad.0 : citar e demandar a
seus devedores, e quem mais que por direito rieva
ser : ronlra elles propnr qualquer ac^ao competen-
te : requerer embargos, scqueslros, penhoras, prl-
soes, arremalaeoes de ben, e nclles laucar para seu
pagamento, dar quilae3o do que receber, e posse to-
mar de tudo que Tur seu, e Ihe pertencer; levanlar
dmheiros de deposito) ; e de cofres il'Orphaos, au-
sentes, e rio thesooro publico; protestare contra-
protestar : fazer pedimentos, desistencias,! cts;oes,
Iransaccoes e amigaveis composij^s ; conlradilar
lestemunhas, requerer inslrumenlos de aggravos, e
cartas teslemuiihaveis, e dia de apparecer ; jurar
cm sua alma qualquer licito juramento decisorio,
suppleclorio e de calumnia ; e consentir nos das par-
tes, querendo : chamar a couciliacjio os seus deve-
riores, ea quem mais que por direito o deva ser ;
responder as mesmas quando for ru, ncllas reque-
rer e a-signar Imloquanto for beniHelleconslitiiiH-
le. que para isso Ihe concede Ilimitados poderes,
confessar, raspeitar, requerer inventarios, c parti-
dlas : licuar c relicilar, rcquereiido marraces, e
comparecer as mesmas em qualquer predio, que
Ihe pertencer. requerendo em accao tiidoquanto Tor
misler; assignar lequerimeiilos, termos e ludo o mais
que for necessario : e para embargos de terceiro
senhor e possuidor e prejudicado; seguir em ludo
suas carias rio or.iens, qoe valerao como parle da pre-
sente : requerer revistas para o supremo tribunal
competente : Har justificacoes, habilitaces, e inqui-
rir e contestar leslemunlias, e poder "substabeleccr
esta nos procuradores que quizer, e estes em oulros
c para dillerenles lugares, ainda mesmo para reinos
estrangeiros, firando-lhc os mesmos poderes em seu
inteiro vigor, para deltas usar, scndo-lhe necessario:
reservar para a sua pessoa loria nova citacao salvo as
de conciliaran. que com sua informaran a far.
Em fec lesteinunho de verdade" assim o disse e
outorgou, c liz a prsenle por me ser pedida, cm
que depois de Ihe ser liria, assignou com as lostemii-
uhas presentes.
"Escrevi e assignei em T e leslemunhnde verdade.
Signal publico.O Taheliao publico.Antbnio Plii-
ladelpho da Rocha.Joaquim Soares Rapozo Ha C-
mara.Joao Chrisoslomo de Oliveira.Jos Anto-
nio He Souza Ralo.
Eslava sellado ereconhecido.
Pnmeira producqao'de um vate novo que
chegouaesta cidade de S. Miguel, de-
dicada ao meu Ilustre amifo C...C...
AG.....S...
Na graa sala rangelina,
Rosca de Algeria,
Nao vedes mais que
Algazarr, c grilaria,
Palsvras iodeccnlcs,
O cheTe cosluma sollar ;
Da quitanda perlo, tem
Gloria em seuTanar.
Da sua bruta administracao
Dizer ein tom de proTeria
Que director ha de ser
Tela muita sabedoria.
E por timbre sustentar
Que sahe bem escrever.
'tolo que nao v do naris
A ponta no.........
.iuizo lem de mono
Mas nao rieixo de rollar,
Emquaiilo nao vir
A sala de novo 'JvjaHsojH
Congratularan' potica dedicada ao Ilus-
tre secrelario de certo conselho.
SOLETO.
Que es tolo prnvarei em (oda a parle
Tolo, e mais que tolo, tcnlioriiio,
Tolo, porque s dos loloso palito,
E dos grandissiinos tolos o desearle ;
Es tolo por conilicao, engenho, c arte,
Toleirao, as toleimas, infinito,
Dctestavcl fallador, um vil proscripto
Que na cachola tena mniumlo cnrarlc.
Tn s dos orelhurios o espelbu,
Eseolhido pelos nove de excedencia,
ES allim o dcimo rio conselho.
Ritum lenelis, oh '. que sapiencia,
Distingue-se desta vezo lid frrielho,
lome pois o lugar da presidencia,
O apnrriphn.
Knga-se a quem ncsla'piara Cor cre-
dor de Vicente Tlioma/. de Carvll.o, mo-
rador na Serra do teixeira, e que falle-
ceu em Piaulii, que se dirija a ra do
Crespn. 17, para ge Ihe dar alguma. in-
formaoOes. '
Precisa.sc alugar oma negra mesmo velha:
no atierro da Boa \ isla, loja de sapalos n. 46.
i.~7 n l'?"10 c rtigo rioalfercs Antonio Jos
limo Bandera, perlencente ao ,piarlo baUlhao de
infartara, e hoje addidoa um dos crpoa desta capi-
tal, deseja laltar-lhe, e pcdc-lhe que aiu.uncie o lu-
gar de sua residencia.
Para atinar pianos.
Quem liverseu piano desafinado, achara o melhor
dos aliadores: no pateo do Paraizo,segundo andar
junio a igreja
O abaixo assignado. encarrega-se He tirar pas-
sa|K>rle para Henlro e fora Ho imperio, correr roldas,
tirar turtos de marinha, despachar eseravos, procu-
rar no foro, fanr conriliaces ; quem do seu presu-
mo precisar, pode procurar em sua ansa ou 11,1 rua
da Cruz n. :il, 011 na rua do Collegio, bolira rio Si.
Cvpriano l.uiz da Paz, ou deTronle da Cadete, ar-
mazem do Sr. Rezende.
Mmwel Antonio da Stttk Molla.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acbam-se a venda os bilbetes e meips
bilhetes originaes da loteria nona, das
obras publicas de Nictltetov. O paga-
mento dos premios sera' effectuado logo
queselizer a distribuico das lisias <|ue
se esperam at 12 do corrente.
Manoel Jos deS Araujo rctira-se para Tora
dcsla provincia, c pelo prsenle pede a quem se jul-
gar seu credor aprsenle sua corta para ser paga,
islo no prazo de 8 dias, na rua da Cruz do lenle
n. 33.
PIANOS.
Paln Nash & C acabain de receber He I.ondrgs
dous elegantes pianos, feilio vertical, de jacarando,
iguaes em qualidade e vozes aos dos b em condecid
autores Collard & Collarri, rua do Trapiche Nov
n. 10.
Roga-se a pessoa queapanhou um papagaioqueo
voou no dia 2 do corrente mez, Ha casa 11. 12, pri-
meiro andar, da rua do Ara gao, o qual lem em um
pe dous dedos roidos e sem afinas, c no oulro urna
unha bastante crescida, se digne leva-lo menciona-
da casa, quesera generosamente gratificada.
-:@@SS! 3
DENTISTA FRACEZ.
3g) Paulo Gaiguoux, eslabelecido na rua larga $$
$$ do Rosario 11. 36, segnudo andar, colloca den- 0$
< tes com gengivas artiiiciaes, e dentadura com- j
pela, ou parle della, com a presso rio ar.
;; Tambem lem para vender agua denlifricedo
$$ l)r. Picrrc, e p para deiites. Rua larga do @
@ Rosario n. 36 segundo andar. M
>>> >?> ffly
Traspassa-se o arrendamento de um grande si-
tio perto desta praea, que accommoda aHiiiialmenlc
16 vaccas de leitc, com a cndilo de quem o pre-
tender, comprar as vaccas e crias que nellc existir :
na rua do .intimado, loja n. 31.
O bacharel formado A. R. de Torres Randeira
contina a advocar, e tem o sen escriplorio na rua
estreila 1I0 Rosario 11. 41, segundo andar, onde po-
der ser procurado das 8 horas da miuihaa ale a 1 da
larde.
Quem precisar de um raixeiro pnrluguez para
taberna, do que lem muita pratira, e niesnio para
lomar por balaneo, Hirija-sc rua do Huiigcl 11. 36,
que adiar o mesmo para tratar.
AiTENCAO'.
No dia da grande cheia desapparerou una canoa
grande, aberla, j usada e sem numero, amarrada
em urna estaca margoin do rio Capibaribe, por rice
Irar. ila casa do Sr. Luiz Antonio de Siqueira, na
ponte de l.clioa : qem a livor pegado, ou soiiber
onde esl encalhada, ilirija-se i rua da Aurora 11.
26, primeiro andar, que ser bem recompensado.
Ainda continua a oslar Tugida a escrava cri-
,oula rie nome Bcmvinila, ile eslalura ordinaria, lem
bastantes marcos d-; bexigas no rosto ; levoii vestido
de chita desbolado : quem a pegar leve a rua do
Oueimado n. 61, que ser recompensado.
Roga-se ao lllm. Sr.>capiiao do porto, tenha a
bondade mandar examinar o inslhomo pelo lado do
mar grande, logo em seguimenlo a TorUileza do Hu-
raco, o qual se acha com menos de 30 palmos em
sua largura, por conseguirte quasi a arrombar-se,
por laido escapando das mares deste mez, taivcz nao
escape as de agosto, quando sao as mares do equi-
nocio.Cm que conliece o perigo..
(Juem precisar de um caiieiro para taberna,
uo padaria, do que lem pralica, e mesmo para to-
mar por balaneo : annuncie por esta Tulla.
Aluga-se um pequeo sitio com muito boa
casa, 110 principio da estrada dos Alllictos ao p da
ponte rio Manguiihn, com varias arvores.de frutos e
parreiral, com excedente agua de beber: quem o
pretender alugar Talle no largo da Trempe, sobrado
o. 1, que lem venda por baixo, que achara rom
quein Iralar.
Antonio Joaquim dos Santos Andrade julga
nada dever nesla praea, e se algucm se julgar seu
credor aprsente suas cortas ale o dia 12 para serem
iinmediatamente pagas ; licam senrio seus procura-
dores: 1." l.uiz Jos Rodrigues de Souza, 2." Ange-
limJns Hos Santos Andrade, e 3." Jejo Baptisla
Rodrigues de Souza.
Joao Pectro Vogcley, Tabricante de pianos
alia e concerla com toda a pcrtcic.ao, leudo chega-
do recenlemcnlc dos pollos da Europa, de visitar as
melhores Tabricasrie pianos, c lenrio ganho nellas to-
dos os conhccimcnlos e pratica de co'nslrucroes de
modernos pianos, cfferece o seu presumo ao respei-
lavel publico para qualquer concert e afinaees com
iodo o esmero, lendo toda a certeza que nada fica a
riesejar as pessoas que o incuinbam de qualquer Ira-
balho, tanto era brevidade como cm mdico preto :
na rua Nova n. 41, primeiro andar?
Precisa-serie urna ama de leitc, Torra ou.cap-
tiva, para se encarregar da criaeao rie urna menina
nascida ha pnucos Hias : na rua larga do Rosario 11.
30, lerceiro andar.
003000 de gralificarHo
a quem pegar o moleque, rrioulo, de nome Andr,
ealraelro, Idade 17 a 18 anuos, serr do corp^c al-
io ; rugi 110 dia 2i de maio prximo passado ; ro-
ga-se a todas as autoridaries poliriaes e capitaes de
campo, que levem-o a sen senhor, no Forte do Mal-
los, trapiche do algodSo, 011 na cidade de Olinda, 110
Varariouro, a Joao Antonio Moreira, que prompla-
menle dar o promcllirio.
O abaixo assignario lera justo e contratado com
o Sr. Jos Carlos Marinho, a compra de urna casa
terrea e um terreno contiguo a mesma, na paSSa-
gem da Magdalena : quem se julgar com direito a
ditos liens, dirija '.ao largo da AITandega n. 63, e
islo 110 prazo de 3 dias.
Francisco, de Paula Dias Fcrnandes.
Jo3o Ferna111.es. subdito porluguez, morador
na roa delrazda matriz da Boa-Vista 11. 64, rie hoje
em riianle assignar-se-ha Joao Ferdanries Ha Silva
Oliveira.
O proprielarii He duas peilras He moinho que
estao ha lempos no paleo Ha AITandega. junto a igre-
ja Ha Aladre de Dos, querendo as vender, dirjase n
ruada Senzala Vellia, lerceiro andar da casa n. 112,
ou annuncie para ser procurado.
PreciSa-sc alugar una prela para o servico rie
urna casa He familia, menos cozinhar ceugommar :
a Tallar na roa Augusta, no segunrio sobrado rindo
Ho chafan/.
J. II. DenLcr muriou o sen rmazem c escrip-
lorio da casa da rua da Cruz 11. 18, para o primeiro
andar da rie n. 13 ila mesma rua.
Precisa-se alugar um bom cozinheiro, preTc-
rc-se escravo, para urna casa eslrangeiraric pouca
familia : na rua da Senzala Velha, na esquina do
becco do Capiui, n. 60.
Aluga-se o segunde andar conv siilam de um
sobrado, atraz do Ihealro velho : a tratar com Liuz
Uomes Ferreira no Mondgo.
Ollcrece-se urna mnlher capaz para ama de ca-
sa de um hnmein solleiro ou de poura familia, cn-
leftde do servico, c por isso quem della precisar, di-
rija-se i rua da Assiimpcao 11. 64.
Fugio um papagaio, quem o achou querendo
enlregar : mande-o a rua das Cruzes n. 40
Precisa-se alugar una prela que seja boa ven-
dedora, ainda mesmo nao leudo habilidades ; paga-
se bem : na rua do Padre Flonano n. 27.
g THESOTJBO HOIWEOPATHICO g
OU
VADEMECIM DO H0HE0PATII4 J
PELO Q
DH. S. O. LUDIiEUO PIMO. Q
/la des. Francisco (mundo noto) n. 68 A. j^
FRAGMENTO DEUMA CARTA.
Foi assasacolhidoc saboreado aquitiThe- 3
souro Homeopathico; os curiosos nao po- ^
dem dcixar rio renricr a V. S. minios aRra- ^J
derinienlos pela pubcacfio rie Uo imporlanle
obra, a melhor sem' riuviria nenhuraa, das
que lem apparectdb, etc. etc. ele.
Engenho Guerra 1. de junho rie 1854.
Jos Antonio Pires Falcao.
ues.ippareeeu de bordo do brigue Santa Bar-
bara, no da 1. rio correrte, o prelo, orinlo, de no-
me Luiz, representa ler 30 anuos de irtarie, pouco
mais ou menos, cor fula, baixo, nariz chalo, tem al-
guroas martas rie bexigas ; levou camisa azul, cidra
branca e lmele de crtr, o qual he natural .las Al-
goas: roga-se porlan a lorias as aulohdaries poli-
riaes e capilaes rie campo a sua apprehensao, e lva-
lo rua 1I1 Cruz rio Recife n. 3, escriplorio de
Amorim Irmaos, on bordo do dito brigue,'que se-
r generosamente recompensado.
AVISO AO COMMERCIO.
Manoel & Vil'.an lem a honra rie participar aos
Srs. logistas, que se achara sempre na sua fabrica,
rua da Cruz n. .10, um esplendido sorliineuto de
chapeos de sol para homens e senhnras, lano rie
seria como rie panno, os quaes venriem-se em porfo
de urna rtuzia para cima, e por presos mdicos.
Antonio A{;ripino Xavier de Tirito
H l)r. em medicina pela aculdade
S medica da Baha, reside na rua Nova
n. 07, primeiro andar, onde, pode
*g ser procurado a cjualrpier hora para
8 o exerccio de sua prolissao.
mmmtmm&m^mm _.
O Sr. Jos Antonio da Cunha, tem
carta na livraria n. G e 8, da praea da in-
dependencia.
<> abaixo assignado por si c por paridle scus
irmaos Honorio Telles Fnrtado o JoaoTelles Furia-
rio, moradores lodos nesta comarca de Garanhuns,
preyincm pelo presente ao publico desta provincia e
limilrophes, para que de neiihuma forma negociem
cnm a madrasta ros mesmos, a Sra. Maria rie San-
la'Anna l.cilc Fnrlario, a respeito do dominio de
urna eserava parda, llenme Sabina, que se acha cm
poder da dita senhora, no valor de cuja eserava lem
os anminrianles suas colas-parles, que em inventa-
rio por fallecimenlo do pai cninmum, llies cnube; e
para evilarcm qualquer fraude ou pretexto de igno-
rancia, fazem o presente. Villa de Garanhuns9 de
nidio de 1854.Jos Telles Furlado.
O tliesoiireiro Francisco Antonio de
Oliveira avisa ao respeitavel publico, que
a loteria da matriz da Boa-Vista corre im-
preterivclmente no dia 1 i de julho seja
rpiallr a quantidade de bilhetes que li-
carcm por vender, e os respectivos bilhe-
tes estao a venda nos lugares dcostume.
PASSAPORTE PARA PAI/.ES ESTRANGEIROS.
Na rua da Carieia rio Recife n. 3, primeiro andar,
liram-se passaporles para os cslraneciins que quize-
rem viajar ilrulro e fra rio imperio : prometle-sc
promptidaoe commoriidade d.e pre^o..
;::: -.- y:::: r "< :f S@S?)
O Dr. Jimio Honorio Bezerra de Menezes, $
l? formado ein medicina pela Tacnlrindc ila lia-
fi) hia, oflcrertyeus prcsliinos ao respeitavel pu- S
g buco ricsla cf pilal, podendo ser procurado a
O qualquer huBa em sua rasa rua Nova 11. 19, J
$ segundo aoflar: o mesmo se presta a curar
9$ graluilanieiite aos pobres.
J. J. PACHECO.
NEW AND ELEGANT DAGLEKKEAN
GALLEKY.
Picinrcs laken al this Esla-
blishmeul Warranled lo give sa-
lisfaclion, n. 4, aterro da Boa-
Vista, lerceiro door, chrvslaln-
typo. Gallera enriqueciila rie
magnificos quariros dourados e
ilc alabastro, primorosas caixas
e lindas rassoletas, allineles e
anneis. Tiram-*e retratos quer esleja o tempo claro
ou escuro. O respeitavel publico he convidado vi-
sitar o eslabelerimenlo, embora nao queira rclralar-
se : aterro da Boa-Vista n. 4, terceiro andar.
O Sr. Joao Jos da Cosa Sanios deixou de ser
caiieiro do abaixo assignario c da agencia ria compa-
nhia hrasilcira rie paquetes rie vapor, riesrieo dia 13
do mez prximo passado.Thomaz de Faria.
Ha urna caria para ser entregue ao Sr. Anto-
nio de Sa e Albuqucrque, e nutra para Fraiifisco
Paes Brrelo : na rua da Carieia rio Recife n. 41.
Ollere-se para ama He tasa urna mulher qsc sa-
be fazer torio o servido He urna case : uo Recife,
becco Ho Luiz Gomes.o segunrio d rua da Carieia,
indo de Sanio Anloftio, caso aopfcfo Sr. Cunha.
I,ava-se. cngnmma-se ecosem-se camisas de
homem e vestidos rie senlinra^assim romo obrs para
loja : na rua eslreila rio Rosario u. 12, segundo an-
dar.
Joaquim Ptreira ria Cosa l.arangeira, subdito
porluguez, casado,'vai Europa Iralar He sua
saurie.
Marcelino Jes Anlunes, subdito porluguez,
vai fazer urna viagem ao norte da provincia.
Precisa-se de um caixeiro de 12 a 14 annos,
com pralica de taberna ou sem ella, qued fiador a
sua conduela : na rua das Cruzes 11. 20.
-^ Precisa-sede um feilor que saiba 1 talar de po-
ijrar c ciicherlar : no aterro ria Boa-Vista n. 43. Na
mesma casa precisa-se comprar urna canoa de car-
reira para 6 ou 8 pessoas.
Preria-se rie um menino portnguez de 12 a 14
annos, para caixeiro de loja de miudezas : uo aterro
da Boa-Vista, loja de miudezas n. 72.
Precisa-se de urna ama, nao sendo que (rage
de limao : na rua Dircila 11. 72.
No armazem de malcraos de Jos Pinlo de
Mngalhes,,6ilo na rua ria Concordia, ultima casa ao
sul do lado do nascenle, em cuja frente e oiao lem
laboleta, veorie-sc lijlo quarirailo e comprido para
ladrilho, alvenaria grossa e batida, tedia, lapameo-
to, barro, cal branca e prela, e ara, ludo da melhor
qualidade, e manda-sc botar as obras. No mesmo
alugam-sC carrosas para ennriuccao de quaesquer
objectos para dentro c Tora da cidade, e venuc-se
tambem um bom quarlo para carga.
Engomma-se,*lava-se e cose-sc com perTcieao
e por precos commodos : na rua do oiao da matriz
da Boa-Vista n.3i.
Desappareceu rio engenho Cosmorama, no Ca-
bo, no dia 30 de junho, um moleque de nome Joao,
de idade 18 a 20 annos,,tendo ambos os ps cucha-
dos (senrio um mais que oulro) : quem o pegar, le-
ve-o ao sobrado de dous andares junto a igreja do
Paraizo, que ser recompensado.
Desappareceu do caes de Joaquim Lobato, na
noile do dia 22 de junho, um batelo de 12 a 20 pal-
mos encarernado, piulado e embonado : quem o
mesmo achou, leve-o rua de Hurlas n. 15, que se
dir quem be seu douu e se recompensar.
LOTERA AA MATRIZ DA BOA-VISTA.
Aos 10:000^000.
O cautelisla ria casa ila Fama do aterro da Boa-
Vista n. 18, Antonio da Silva Guimaraes, avisa aos
seus Treguczes, que a loteria corre no dia 14 do cor-
rente, c que se acham s venda as suas afortunadas
cautelas, cespera vender sorle grande como succe-
deu com a do l.ivramento.
Quarlos 28800
Decimos f, 1300
Vigsimos 700
COMPRAS.
HOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, aclia-se para vender
moendus de caimas todas de ferro, de um
rnodello e construccSo muilo superiores.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro aclia-se pura vender ara-
dos^ d" ferro de *-*rior qualidade.
Vende-se um mulatinho de 1 (i an-
nos com principio de bolieiro: no lar-
go do Cupim, coclieira de ffo & Silva.
A taberna do largo do Carmo;.quina da ruade
Horlasn. 2, acha-se Sor liria da.lodolVM Rcneros,no-
vos, de boa qualidade e Itar^is ; "marfniga inglcza e
fianreza, boa, de Ki ale isBrtt., lSjtoo novo, o
melhor que ha iioiiiereario'jGQ" a'BRrAakai 23081)
e 2-"di0, azeilc doce alWO'garraTa, vinliMo melhor
possivel a 400 rs. e '18O a carraTa, quei* muito
bous a qualro patacas e dozc vinlens, lambem se
vende pao como na padaria a rinco por qual
neiras de rame para os senhores padeiros e
dores a 7 e 8S0OO rs.
Venrie-se a obra Recrearlo Philosophi
lo padre Theorioro rie Almeida : na rua Nova^
mero 16.
SACCOS COM MILUO.
Na laherna de Joao Baptisla dos Sanios Lobo, na
Iravessa rio arsenal rie guerra, n. 1A.
PALITO'S FRANCE7.ES.
Venriem-se palitos Trancezcs de brim de linho e
brelanlia a 39500, e 4J0OO, ditos de alpaka pretos e
de cores, 89000, dilos de panno fino prelo e de
cores, 149, 169 c 189, ludo rie ultima moda e bem
acabados : na rua Nova loja n.'16 dejse Luiz Pc-
reira & Filho.
Aviso ao esquadrao. ,
Na rua 7lo Queimado n. 50 ha para vender por
preco commorio um sellim e seus pcrlences e um
farilamentn completo para um guarda rie cav allana :
quem prclenrier dirija-se a mesma casa que achar
com quem Iralar.
l'ARAAFESTA.
Sellins inrjle/.cs para homem e senhora
Vcndem-se sellins inglezcs de pa-
tente, com lodos os pertencea. da me-
lhor qualidade que lem viudo a este
mercado, lisos e de burranne, por
prer.o muito commorio : em rasa de
Ariamson ll.iv.io & Companhia, roa
do Trapiche n. 42.
Na na das Cruzes laherna rio Campos, venriem-
se e alogam-se, tanto retalho como por junto, as
melhores que ha uo mercado bichas hamburgueza's,
por preco enromodo.
LOTERA DA PROVINCIA.
Aos 10:000$.
Na casa feliz dos quatro cantos da rua do Queima-
do n. 20 estao venda os afortunados bilhetes e cao-
lellas da loteria da Boa-Vista que corre no dia 14 e
paga-se os premios de 1:0003 para cima sem descon-
t algum.
Compra-se prata brasileira e hespa-
nliola : na rua da Cadeia do Recife n.
2, loja de cambio.
Compram-sc perioriiros para cmhrulho a 39800
a arroba, garrafas e botijas vasias de loilos os lama-
iihusequiliriaries, vidros lambem de torios os lma-
nnos 4 |ioles de graixa, ludo usado: no paleo do
Darmo venda da esquina da rua de Hortas 11. 2.
Compram-se aceOcsdo Banco de Pernambuco:
na rua da Cruz, casa 11. 3, de Amorim Irmaos.
Compram-se acedes do banco rie Pernambuco:
na rua do Qiieimado'n.!), casa de Antonio Luiz de
Oliveira Azevedo.
Cumpram se os seguintes nmeros da Marmo-
ta Pernamburana 1, 2, 3," 4, .5, 6, 7, 8, D, 10, II,
12, 13, 16, 17, 20. 24, 25, 26, 27 e II : quem os li-
ver annuncie por este Diario, ou dirija-se a loja rio
Sr. Boavenlura Jos de Castro Azcvcrio na rua No-
va, ou na Boa Vista loja rio Sr. Eslima.
Compra-se um prelo velho, que possa tratar de
um cavallo, c Tazer algum servico leve : na rua da
Praia de Sania Rila.
VENDAS
6
O bacharel formado em malhemali-
cas, Bernardo Pereirario Carmo Jnior, cn-
%5J sina arilhmctica, algebra e geometra, das
i*, H as 5 c meia horas ria (arrie : na rua Nova
3b sobrado n. 06.

$s@$@-$$^$&

'$)
s
i
i
1). W. Baynnn" eirurgiiio dentista americano
reside na rua do Trapiche Novo n, 12 .
ATTENCAO"
Roga-se ao amigo, caixa de oculos, que scdeixe de
Tazer lijlos as 3 horas da madrugada', pois alm de
incommoilar a visiuhan^a, pric ficar maduro.
Vm incommodado.
^ Precisa-se de um criado e urna criada de meia
idade: no aterro da Boa-Vista,loja n. 18.
J. Jane dentista,
contina rezidir na rua Nova, primeiro andar n. 19.
8P3fiBe!:*@e
0 Dr. Sabino Olegario Lorigero Pinito mu-
dou-se para o palacete da rua de S. Francisco
'mundo novo) 11. 68 A.
s >. ect a
Convida-se pelo prsenle a Joso Ferreira Lei-
Ic, que se presume estar aclualinenle cm Cariri-Ve-
Iho, provincia ria Paraliiha. lilho rio velho Pedro
Ferreira l.eile, hroes bem ronhecidos na comarca
rie Boifilo desta provincia, para que venha quanlo
antes salisTazer a quantia de rs. 2009000, constante
de urna lellra que aceitn no riia 7 rie abril rio cr-
rante auno, nesta comarca rie Garanhuns, a prazo
rie 23 ibas, em favor rie quem elle bem sabe : se o
nao lizer com breviriade se Tara publico torio esse ne-
gocio, que he sobremorio desairoso ao ilito Leite.
I'recisa-se de nma eserava para o servico de
urna casa rie pouca familia : na rua do Hospicio 3>
casa nova ilireita riepoisde passar o qnartel.
Na rua de I lorias n. 112, primeiro andar, pre-
cisa-se rie urna prela eserava para o serviro rie
de ptica familia. /*
LOTERA DA MATRIZ DA ROA-VISTA
AOS 10:000s4:000.s E l:000.s000 rs.
O cautelisla Salusliano rie Aquino Ferreira avi-
sa ao respeitavel publico, que as rodas da mesma lo-
teria. lem o seu imprelerivel andamento no da 14
de judio do correnle, em virlurierio annuncio publi-
cado no Diario de Pernnmbuea rie 8 de junho 11.
131, pelo thesoiireiro 0 Sr. Francisco Antonio rie
Oliveira. Os seDs afortunados Irideles e cautelas es-
lo cxposlos venda lias lujas segundes: ruada Ca-
deia rio Itccife n. 45, rie Jos Forlunalo ilos Sanios
Porlo ; na praea ria Independencia n. rie Fort-
nalo Pereira ria Fonscca Bastos, ns. 37 e 3I, de An-
tonio Augusto dos Sanios Porlo ; rua do Queima-
do n. 41, loja rie Tazcnrias rie Itcrnarriino Jos Mon-
teiro C. ; rua rio Livramenlo bolira rie Francisco
Anlonio riasChaga's ; ruario Griiugii botica rie Mo-
reira A Fragoso ; rua Nova n. I(ii loja rie Tazcnrias
rie Jos Luiz Pereira i\ l'ilho ; Boa-Vista loja rie ce-
ra rie Pedro Ignacio Haplisla. Paga sob sua respon-
sabilidad!! os Iros premios grandes sem o riescontode
8 por rento do imposto geral.
10:000.-000
..: 2:5(109000
1:000*100
sooiooo
! AS MAIa MODERNAS E RICAS OBRAS r>
DE OURO.
Os abaiu assignadas, rinos ria nova loja de jS
omives ila ruario Cabiigii 11.11. roiiTronteao jg
paleo ria matriz e rua Nova. Tranqueiam ao j*>
ubliro em geral um bello c variado sorli- M
incnlu rie obras rie ouro rie muilobons gos- ^
los e precos que nao riesagrariariio a quem yp
jg queira comprar ; os mesmos se obrigam por igi
w qualquer obra que venriereni a passar una w
gj emita com responsabilidade, especificando a M
B qualidade do ouro de ti ou 18 quilates, fi- gg
K canrio assim sujeilospor qualquer riuviria que ?v
1^2 apparecer.Seni/im i\- lrn
Homoeopathla.
CLNICA ESPECIAL DAS MO-
LESTIAS NERVOSAS.
Hysteria, epilepsia 011 jola co-
ral, rlieumatismo, gota, paraly-
sia, defeitos da falla, do ourido e
dosolhos, melancolia, ceplialalfjia (^)
011 dores d.j cabeca, nchaqueca, ()
<) dores e tndo mais que o povo co- 'A
^v nliece pelo nome genrico dencr- (A,
S voso- S
7j^ As molestias nervosas reqnerem militas ve- *
zes, alm rios medicamentos, o emprego de (s)
oulros mcios, que dcsperlein ou abalam a ai
sensibiliriarie. Esles meios possuo cu ago- W9
ra, e os ponho a disposicao rio publico. lA\
Consultas lories os riias [do graca para os ^!L
pobres), desdo s O horas ria mnh.i. al *&)
') as iluasria larde, rua rie S. Francisco (Mnn- ijjk
. do-Novo, D.68 A. Dr. Sabino Olegario *[
"fi) l.udqero Pinlo. (ffl
Quem tiVer luliiele ta loleri.i fio Rio de
Janeiro esla' arriscado a grandes OU
pequeos premios, segundo o hotn pla-
no da mesma.
Os Irideles ila loteria nona das obras publicas rie
Nirlheiov, caja lista eleve chegar inprelerivelmenle
amanilla, estilo quasi acabadas, portanlo qnem qui-
zer habilitar-se o deve fazer boje, e anianhaa saher
o resiillariirrie sua sorle; estes bilhetes aeham-se
p'irienci,,1'.'!:' o. '"aria mcha'io',,a pr8S" *h""- &&^'&JBmz&Mmm. %&&&
O abaiio assiirnado fax srienle ao puldirn, que I O Di". Firmo, iiteiliro, iinuloii sita
nao^responsa.iili.a por divida alguma rie seu lilho | ,W1,'.1W.;, ,1:11.a ,. eslreila do Kosarii.
llhelcs II9OOO
Meios 58500
(mirtos 29N00
Decimos 15:100
Vigsimos 7(K)
CARTAS DE ENTERRO.
Vcndetn-se cartasdeconvite para enter-
ro ile gosto moderno: na livraria n. 6, e
8 da praea da Independencia. /
TAIXAS DE FERRO. .
Na fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
rua do Brum logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Marinlia ha' sempre
um grande sortimento de taiebas tanto
de fabrica nacional como estrngeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; c em ambos os logares
existen! quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. Os
precos sao' os mais commodos.
yentc_se r'0 ric f,Palo'ro. bom : em casa de S
P. Johnslon 4 Companhia, rua da Scnsala Nov
n.42.
MECHANMO PARA ENGE-
NHO.
PA MmW DE FERRO DO EMEMtflRO
DAVID W. BOWIAN, !\A RIA DO BRIM,
PASSA.VD0 CHAFAMZ,
ha sempre um grande sorlimento dos seguintes ob-
jectos de mechanismos proprios para engenhos, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
conslruccao ; taias de ferro Tundido e batido, de
superior qualidade, e de todos os tamaitos ; rodas
dentadas para agua ou animaes, de lorias as propor-
coes ; crivos e boceas de Tornadla e registros de boej-
ro, aguilhoes,bromes paraTusos e cavilhes, moinhos
de mandioca, etc. ele.
A mesma nmcif
se ejccntam todas as cncommenrias com a superiori-
drole 1.1 ronhecida, e com a deviria presteza e commo-
didaile em preco.
Vende-se urna cabra com bastante leiie c mili-
te mansa, no arcial do lorie das Cinco Ponas, casa
da esquina do lado da mar, n. 49.
Vende-se una canoa .iberia, propria para arca
011 tijolo : quem a pretender, dirija-so .1 rua Impe-
rial u. 31, que achala com quem tratar.
Vcndem-se 5 vaccas paridas, de excedente
qualidade, rio paslo, e ptimas de leile : qnem as
pretender comprar, dirija-se 11 refinacao de assucar
da rua Direila 11. ;!>, que ahi se dir quem as vende.
Venderte urna negra crioula, de
meia idade, muito satlia, sem viciosenem
achaques, lava bem de sabao e barrclla,
propria para serviro de casa e de campo,
pelo baratissimo preco de 5000000 : a
tratar na rua do Livramenlo n. 4, segun-
do andar, das as 9 horas da manhaa, e
das i 112 da tarde em diante.
Hepechincha.
Vende-se um ptimo Iridiar, com panno novo e to-
dos os scus perlences, a tratar na I.ingoeta nume-
ro 2'
Venriem-se 10 eseravos, semUi. 'indos rooU-
los. um dedos ho bom oflici.ri d"e*^Terireiro, -I riilos de
lodo o sen ico, eS escravas moras ; na rua Direi-
la n. :t.
Vende-se nm escravo pardo, rom o oTTicio de
sapalciro e perito cosinheiro em loria a qualidariede
aseados o maesas, e de urna conduela boa, o que se
alianca ao comprador : na rua larga do Bosario n.
2'2. segunrio anriar
_No becco rio Conealvcs, armazens de Deane
Vouly, acha-se a venda un sorlimento das mais a-
crcditarias Tariuhas no mercado, inclusiveas bem co-
nhecirias meias barricas callegas.
MAVALHAS A CONTENTO E TESOI RAS.
Na roa da Cadeia do IteriTe 11.1S, primeiro a-
ilar, escriplorio de Aleoslo C. de Abrcu, eonli-
nuam-se a venrier a K9IXIO o par (preco livo) as ja
bem condecidas eaTamadunavalhsde barba, Teitas
pelo hbil Tabricante que Toi premiado na cxposc,o
rie Londres, as quaes alm rie durarcm eilraordia-
riameiile, mo se sen lem no roslo na accao de corlar ;
vendeos-te rom a condictM de, nilo agradando, po-
lercm os eorepradorea devolve-laa al 15 dias depois
da compra resliluinrio-se o importe. Na mesma ca-
sa ha ricas Icsuuiinlias para nidias, Teitas pelo mes-
mo fabricante.
Na rua ilas Cruzes n. 2. venrie-se urna esera-
va, parda, de ~l'i anuos, bonita ligura. engommadei-
ra, coziuheira, cose chao c lava de sabilo por 0005,
um escravo, crioulo. de ptima ligura, rie > anuos,
proprio paia lodo o ser\ico, e um escravo de meia
idade, de nacao, proprio para si lio.
AO BARATO.
Na rua Nova n. 52, loja e fabrica de chapeos de
llnavenlura Jos de Castro Azevedo venriem-se as
Tazeiirias ahaivo mencionadas o oulras mullas que
por se querer acabar com ellas, nao se enjeila lucro
por mais diminuto que seja : luvaa de seda prela pa-
ra humen a 1^, ditas de lio de Escocia a 300 rs.,
lindos estojos de recovas a 29, que SO a eaixa val o
dinhciro; leucinhos decanibraia pinlaria e eom ina-
lanies pela beira 1 -Jso is. ; sapaliiihos de la para
menino a 500; una eaiiinha ruin mil e tamos alli-
neles com cabeca de.crislal, conlendo lorias as cines
e lainanlio, proprios para ornameiilos rie senhora a
j00 rs.; ricas crvenles para relogio. de onro ila Ca-
'ifornia a S930O; chave para os dilos do mesmo ou-
Farinha de mandioca.
Vende-se muilo boa Tarinha de mandioca ;
a bordo do brigue nacional Inca, chegado de
Santa Catharina : para porcoes, Irala-se nn
escriplorio da rua da Cruz" n. 40, primeiro Q
$9 andar.
Vendem-se camisas de meia para crias recerr.-
nascidas, pelo diminuto preco rie 300 rs. cada nma :
nn l!a/ar l'ernaiubucann, rua Nova n.33.
LOTERA DA^MATRIZ DA BOA VISTA.
Casa da Esperanca rua do Quei-
mado n. 61.
Nesla casa est a veuda om completo sorlimento
de cautelas desta loteria. cujas rodas andam lio dia
14 de julho.
Vende-se urna balanza romana com torios os
seus perlences, em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se rua da Cruz, armazem n. 4.
A 500 RS. A VARA.
Brim trancado branco de puro linho, muilo cn-
rorpado : na loja da esquina da rua do Crespo que
sola para a cadeia.
COBERTORES.
Vendem-se cobertores dla pete a 800 rs., ditos mni-
(o grandes a l&iOO, riitos brancos com barra rie cor a
\ endem-se diversas peinas de msica chocadas
pelo nllimo vapor da Europa, romo sejam : passo
ricilir.illo. ordinarios, tercetos, polkas c quaririlhas,
por preco commorio : na rua Nova, n. 16.
Taberna em bom lugar.
Venrie-se a taberna rio palco do ferro n. 2. a di-
nheiro, ou a prazo rom boa firma :.quem prclenrier
dirija-se a Iravessa ila Aladre de Dos, armazem nu-
mero 7.
E. Didier (S C, rua da Cruz n. 51, leem pa-
ra vender : eouros grandes envernisados para ro-
bera de carros, piolas superiores para dilos.
Vendc-se nma eserava rie nacao, por precisao,
com idade de .18 a Al) annos, pela quantia de 35(18 :
a Iralar na rua do Ilrum, casa rie solio, conTrontc a
I iludirn ingleza.
Vende-se sola muile boa, em pequeas e gran-
des poredes, chegaria ltimamente rio Aracaly : na
rua ria Cidria do Recite 11. 49, primeiro andar.
VELAS l)E CERA DE CARNAUBA.
Vendem-se velas de cera de raruauba, em caitas
pequeas e grandes, de muito boa qualidade, Teilas
no Aracaty : na ruada Cadeia do ReciTe 11. 49, pri-
meiro andar.
CERA DE CARNAUBA.
Vende-se cera de carnauba, chegada agora do A-
racaiy : na rua da Cadeia do ReciTe n. 49, primeiro
ndar.
- vende-se nm burro de sella : na rua dos Gua-
rarapesn. 36.
Vende-se um carrinbo de 4 rodas,
novo, muito elegante e maneiro, vindo de
Franca : na rua da Cruz n. 26, primeiro
andar.
Vende-se vinbobranco de Bordeaux,
em garrafas, a 9,(500 a duzia : no Reci-
e, rua do Trapiche, em casa do Si. He-
brard e Fernando de Lucas.
Na rua do Vicario n. 19, primean andar, ven-
de-se cera lano em grume, como em venas, em cai-
xas, com muilo bom sorlimentoe de superior quali-
dade, chegada de Lisboa na barca Gralid&n, assim
romo bolacliinhas em latas rie8 libras,e (arello muilo
novo em saccas de mais de 3 arrobas.
|6eS8$09:$$$i|
Deposito de vinho de cham- $
I
- 1

^) pagne Chateau-Ay, pnmeira qua-
lidade, de propriedade do condi
* de Mareuil, rua da Cruz do Re-
" cife n- 20: este vinho, o melhor
%t de toda a champagne vende-
| sea 56S000 rs. cada caixa, acba-
se nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. B.
As caixas sao marcadas a fogo
Conde de Mareuil c os rtulos
das garrafas sao azues.
8
os Efe
4-'
mpa-1
modol
,em V
1 Jos Joaquim da Costa.
Joaquim Jos da Costa Fajozes.
I residencia p
1 casa 11. 30, segundo, andar
Na roa do Vicario n. 19 primeiro andar, tem pa
ra vender-se chapeos de castor braucopor commod
preco
Vendem-se pregos americanos,
barris, proprios para barricas de assu-
car, e atvaiade de zinco, superior quali-
dade, por preqos commodos: na rua do
Trapiche Novo n. 16.
Tabeas para engenho9.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do 0. chafan z continua ha ver um
completo sortimento. de taixas fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vende-se pei xe secco de varias qi\alidades e
muito bom : na ruada Cruz n. 15. segundo andar;
assim como bolios de couro pelo diminuto preco de
28500 o par.
5$000 cada um.
Vendem-se chapeos de sol de seda, boa qualida-
I320,colchas brancas com 'saipc aljjooO :"naToj I Je, por.5J>000 rs. cada um, ditos de panninho, por
da rua do Crespo n. 6. 1':280 : "a Prav da Independencia n. 3o.
*
"1
f
BRIM DE PURO LINHO, PROPRIO PARA
MILITARES.
Vende-se brim de linho branco muilo enrorpado
a 500 rs. a vara, corle* de casemira clstica a 4J?000,
panno azul para Tardas de guarda nacional a 39000
e 49OOO o covarto, dito prelo para palitos a 35000,
43(100 e i.-Mili, lencos de seda de 3 ponas, proprios
para senhora Indar pelos hombros a 610 cada um, e
muilo mais Tazendas cm conla ; na rua do Crespo,
loja n.6. /
SANDS.
SALSA PARBILHA.
Vicente Jos de Brito, nico agente em Pernam-
buco de B. J. D. Sands, chimico americano, Taz pu-
blico que lem chesado a esla praea urna grande por-
co de Irascos do salsa- parrilha de Sands, que sao
verd,ideirainenle Talsilicailos, e prqiararios no Rio
de Janeiro, pelo qae se devem acautelar os consu-
midores de lAo precjosn talismn, de cahir nesle
engao, tomando ai TunestSs consequencias que
sempre costumam IrHer os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela mo daquelles, que antepocm
seus inleresses aos mates e estragos da humanidade.
Portanlo pede, para que o publico se possa livrar
desla fraude e distingua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recenlcmenle aqo chega-
da ; o annuncianle Taz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em sua botica, na rua da Coneeicao
do ReciTe n.-6t ; e, alm do receituario que acom-
panha cada frasco, tem embaiso da primeira pagina
seu nome impresso, e se achara sua firma em ma-
nuscriplo sobre o invollorio impresso do mesmo
jracos.
Vende-se nm cabrioiet com sua competente
coberla e arreios, ludo quasi novo ; assim como 2
cavallos do mesmo j ensiuariosc mansos : para ver,
na cocheira do Pedro ao p do arsenal de marinha, e
para Iralar, na rua do Trapiche Novo n. 14, primei-
ro andar.
DEPOSITO DE PANNO DE ALGODA'O
DA FABRICA D TODOS OS SANTOS
NA BAHA.
Vende-se o superior panno de algodo
desta fabrica, proprio para saceos e roupa
de eseravos : no escriptorio de Novaes &
Companhia, rua do Trapiche n. 34, pri-
meiro andar.
Vendem-se chapos de seda para meninas de
10 annos, os mais bonitos qae he possivel pelo dimi-
nuto preco rtc "9000 rs. cada um ; e' para senhora a
K5OOO rs.: no Bazar Pernambucano na rua Nova
n. 33.

POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
ses bons elleitos ja' experimen-
tados : na rua da Cruz n. 20, ar-*
mrr/.An de L. Lcconte Feron &
Companhia.
Vendem-se relogios de ouro e prala, mais
barato de que em qualquer oulra parle :
na praea da Independencia n. 18 e 20.
Depoiito da fabrica de Todoe o Santo* na Baha.
Vende-se, cm casa de N. O. Bicher C., na rua
da Cruz n. 4, alsodao I ranead o d'aquella Tabrica,
muilo proprio para sarcos de assucar e roupa de es-
eravos, por preco commodo.
Vendem-se cm casa de Me. Calmont A Com-
panhia, na praea do Corpo Santn. II, o seguintc:
vinho rie.Marseilleem caixas de 3 a 6 duzias. linhas
em ncvcllos ecarreteis, breu em barricas muilo
grandes, aro de mila sortido. Trro ingles.
AGENCIA
Da Fundicao' I.ow-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Nestc estabelecimento contina a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, c taixas de ferro balido
e coado, de lodos os tamauhos, para
dito.
Na rua do Vigario n. I\ primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violSo e llanta, como
sejam,auadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modiiihas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Agencia de Efiwln M,
Na ruade Apollon. 6, armazem de Me. Calmont
& Companhia. acha-se constantemente bons sorli-
menlns rie laixas rie ferro coado ebatido, lano ra-
sa como fondas, moendas ineliras lorias de Trro pa-
Vendem-se cobertores de algodao grandes a
640, e pequeos a 560: na rua do Crespo o. lT
QUEIJOSE PRESUNTOS.
Na roa da Cruz do Recife no armazem n. 62. de
Antonio Francisco Martin, se vende os maia supe-
riores queijos lonilriims, presuntos para fiambre, l-
timamente ebegados na barca ingleza f'alpa-
raito.
Veode-se urna dislilacSo completamente mon-
tada : o alambique he encllenle por sua fornida
conslruccSo, e ser de cobre puro ; a serpentina ha
de estanbo, e s essa pe?a (em o peso de 2p0 libras,
a bomba he igualmente de cobre, as cobas sao de p-
timo amarello vinhatico, e mu bem construidas.
Tudo esl em proporco para produzir urna pipa de
acuardente diaria: Irata-se na rna da Cadeia do Re-
ciTe o. 3, primeiro andar.
Na rua da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem de Henrique Gibson:
vendem-se relogios de ouro de sabonele, de plen-
le inglczes, da melhor qualidade e fabricados em
Londres, por preco commodo.
Na roa do Vigario n. 19 primeiro andar, tem i
venda a superior Oanella para forro de sellins cke-
gada recentemente da America.
Vende-se om encllenle carrinho de 4 rodas
mui bem construido, embom estado; est expoato na
rua do AragAo, casa do Sr. Nesme n. 6, onde podem
os pretendentes examina-lo, e tratar do ajlale com
o mesmo senhor cima, ou na rua da Cruz no Recita
o. 27, armazem.
Moinhos de vento
'ombombasde repuso para regar hurtase batial
decapan, na Tuidieaode 1). W. Bowmau : na rua
dn llrum us. 6,8 e 10.
Padaria.
Vende-se orna padaria muito aTreguezada: a tratar
com Tasso <& Irmaos.
Aos senhores de engenho.
Cobertores .escaros de alsodAo a 800 ra., dilos mui-
lo grandes e encorpados a 400 : na rua do Crespo,
loja da esquina que villa para a Cadeia.
Devoto Chtistao.
Sahio a luz a 2." edirao do livrinho denominado
Devoto Chr isla o. mais corree loe acrecentado: vnde-
se nicamente na livraria n. 6e 8 da prac,a da In-
dependencia a 610 rs. cada escmplar.
Redes acolchoadas,
brancas edecores de um s panno, muilo grandes e
de bom gosto : vendem-se na rua do Crespo, loja da
esquina que volta para a carieia.
No pateo do Carino, taberna n. 1, vende-se um
escravo de bonila figura, proprio para lodo serviro.
AOS SENHORES DE ENGENHO. '
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Brlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo 110 idioma portuguez, em casa de
. O. Bieber Cruz, n. 4.
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto, em
barris de i., 5. e 8.: no armazem da rua
do Azeite de Peixe n. 14, ou a tratar no
escriptorio de Novaes a Companhia, na
rua do Trapichen. 54.
I
, ra animaes, 111:0:1, etc.. dilas para a rniar em inariei-
lindas aboto^arasnnjht _*-1 r;l de lodos.ta,.....ose modelos os maia modernos,
machina borisonlal para vapor com Torca de
...1 a 160; nma
xiki 1-.; medida
ralla com lOOrharulns ila Babia a
para alfaiale a SO rs.
TVPOCRAPH1A.
Na rua ria*, llores n, 37 primeiro andar, vnde-
se urna l\ pographia nova cun lodos seus perlences.
i ravallos, rucos, |uradeiras de Trro eslanhailo
pai a rasa rie purgar, por ......km preco que u-, rie ro-
bre, e'sen \ens para iiimos, Teiro da Suecia, e Tu-
llas de llaiulres 5 lurio por barato preco.
ESCRAVOS FGIDOS.
Ausenlou-sc da casa do Sr. Sebastian Anlonio.
do Reg Harros, em agosto de 18"i1, em occasiao que
se acha va morando no sierro ria Roa-Vista, osen es-
cravo, pardo, de nome Vicente, de altura regular,
que representa ler dO annos de idade, pouca barba'
bons denles, olhos na flor do roslo%coi"pn e pernas
bem Teilas, lendo nos colovrllos dos Dragos dous lo-
biulios ; suppoc-se estar acoulado em urna casa nes-
la cidade, e seu senhor prolcsla desde j por peritas,
dainos, das desrtico, ele. etc.; assim como gra-
tifica a quem o apprchcnder.
Anlonio, moleque, alio, hem parecido, cr aver
melharia. nacao Cnin-o, roslo comprlo, barbado nn
queivn, pescoejo rosso, ps liem Teilos, lenrio o dcil
in so o traz sempre fechado, com torios os denlo-, bem.
ladino, oflicial rie perircirn e pescador ; levou roupa
rie aleadlo c urna palhofa pi:ra rescuardar da ebu-
va. lia toda prohab.liilade de ler sido seduzido por
alguem ; fgido a 12 de maio rio correnle annn, rie-
las 8 horas ria mandila, tendo obtirio licenra para le-
viii.para Sanio Antonio una bandeja com roupa
roga-se, portanlo, a lorias as autoridades c capitaes
de campo, hajam rie o apprcbenrier e leva-lo i An-
lonio Aires Barbosa, na rua rie Apollo 11. 30, ou em
lora rie Portas, rua rios O uararapes, onde se paiia-
l'iio lorias as rie-pe/a-.
Desappareceu no dia 1", de Janeiro do corren-
le auno o escravo Jos Cacaime, de idade 40 anuos,
pouco mais ou menos, eom Talla Uc denles na Trente,
testculos creteidot, e riralrizes as nades ; crali-
lira-se aenernsamenle a quem o loar ao alen o ria
Boa-Visla n. 17, segnudo andar.
Por*.- Tjr*. 4. F. 4 ParU.- w*.
)
\
I
I
M.


Full Text
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