Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01499


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Full Text
x .*
ANNO XXX. N. 153.
Por 3 mezcs adiantados 4,000
Por 3 mezcs vencidos 4,500.
-------iikiii ------
SEXTA FEIRA 7 DE JULHO DE 1854.
Por Anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO DE
UXIAUREGADOS DA SUBSCRlPCAO'.
Rocife, o proprielario M. F. de Faris; Rio de Ja-
neiro, oSr. Joao Pereira Martins;Bnb.ia, o Sr. F.
Diiprad ; Macei, oSr. Jnaquim Bernardo de Men-
dnnea ; l'arahiba, o Sr. Gervasio Vctor da Nativi-
dades; Naial, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Araea-
ty, oSr. Antonio de LemosBraga ; Ciar, o Sr.Vi-
rtoriano Aug'ustoBorgcs; Marauhao, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Jastinc Jos Ramos.
- CAMBIOS.
Sobre Londres 26-5/8, 27 d. por 1$
VohMo '* por 1 f.
LisSBJOO por 100.
Rio dfthneiro, 11/2 a 2 O/o de rebate.
Aceoes do banco 15 O/o d premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconlo de teilras a 71/2 a 12 0/0
METAES.
Ouro. One*s hespanholas.....-,' 295000
16*000
16000
955000
1JKM0
19940
15860
Moedas de 69400 velhas.
de 69400 novas.
. de 49000. .
Prata. Paiacocs brasileiros .
Peso columna ros....
> mexicanos......
\ .
PARTE OFFICAL
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do da 30 de Janho.
PortaraO presidente da provincia, em virtude
do artigo 2." do "lamento de l i dn dezembro de
<852, resolve distribuir o numero de 360 recrutas,
que, segando aviso da repartirlo du guerra de 12
do ceaeuKS deve dar esta provincia para o exercilo
uo nnn.> tiuanceiro da 1834 a 1855, [la forma se-
guate :
/
\

marc a do Hecife. 85
Cabo 19
. Pao d'Allio 12
Santo Anlo 16
Nazarelh 16
(joianna 21
l.iinoeiro 21
a Kio Formoso 29
a Bonito 26
a * Brejo 17
c ' Garanliuns 37
Wlores 18
Boa-Vista 43 300
lerau -se copias lodos os juizes
de di-
reilo.
1. da jalao.
OIHcioAo. director das obras publicas Trate
Vmc. dcorganisar e apresentar-mc lima desrripco
dos estragos feilos pelas cliavas e endientes ultimas,
nas eslradas'o mais obras publicas, icompanhadados
orjamenlos,respcctivos para o scu reparo. ^
-3-
OIBcioAo commandante das armas, remetiendo
copia do aviso do ministerio da guerra de 10 de ju-
nho ultimo, afim de que Ihe de execurao, visto liaver
o lenle do 9." batalhao de infamara Jos Antonio
Ferreira Adriao, aprcsentadoconhecimaiito de ter
pago a importancia dos emolumentos corresponden-
tes a passagem que oblev pelo mencionado aviso,
para o 7. da mesraa arma.
DoAo mesmo, communicando que, segundo
ron-Ion do aviso que remelle por copia, espedido pe-
lo ministerio da guerra de 12 de junlio ultimo, se
conceden passagem para o 1. batalhao de infanlaria
a Francisco Evaristo de Barros Pa companhia de invlidos da provincia da Babia.
DiloAo mesmo, concedendo os setamezes de li
cene de que necessitam para Iratarom-se no cam-
po, os msicos do balalhno 9. de incautara Jos Je-
ronymoda Conccico. c Joao Framisco II, que se
acham affectados de phtysica pulmonar.
DitoAo mesmo, Iransmitindo por copia o aviso
do mniisterio da guerra de 19 dcjunho ultimo, no
qual se communica haver-se prorogado por dous rae-
zes a eeiica com qne se acha na provincia de Sergi-
pe o capitn do h." batalhito de arl il baria a p Joao
Carlos de Willagram Cabrita. Comuiunicuii-sc
ttiesouraria de fazenda.
HitoAo mesmo, remetiendo copia do **if%ji*l
ministerio da guerra de 12 de junho ultimo, do qual
consta haver-se mandado addir ao corpo de guarni-
rlo fia da' provincia de S. Paulo, o alferes do 9."
batalhao de infanlaria Marlinho Jo*: Rihciro.In-'
leirou-se Ihesouraria de fazenda.
DitoAo mesmo, enviando por copia o aviso da
repartir"!) da guerra de 12 de jouba ultimo, decla-
rando que he Silverio Burgos, e nao Silverio Borgcs
de Sampaio Miueiro, o individuo que por aviso de
11 de jullio do auno proiimo pa-sado.se mandou
dar boina do serviep do exercilo, por ter completado
o prazo de seu engajamento.
DitoAo mesmo, trausmilliodo por copia o aviso
da repartirlo da guerra de 12dejunlio ultimo, orde-
nando qua continu, conforme Coi determinado pela
presidencia, a'servir addido aum dos corpos da guar-
nido ilesj^ iirovincia, emqua-lo o scu estado de
ande njo poj-niHtffique regresse ao 4. batalhao de
infanlaria aquepertence,o alferesAnlonio Jos Pin-
te Bandeira.Communicou-se Ihesouraria de fa-
zenda.
DitoAo mesmo, dizendo que, com a copia que
remelle da informarlo do director do arsenal de
guerra, responde ao offlcio de 13 de junho ultimo, a
que veio annexo oulro do comman lanle do 2." ba-
talhao de infanlaria, acerca de diversosobjeclos que
tem sillo pedidos para aquellc batalhao, e ainda nao
foram foruecidos.
DiloAo inspector da Ihesouraria de fazenda,
Iransmittindo por copia o aviso da reparlicAo do im-
perio de 20 de junho ultimo, do qual cnnsU (cr sido
apprnvada a despeza que a presidencia mairdou la-
zcr, rom a ajuda de custo de alguns depulados por
esta provincia, bem como com o das Alagas, desem-
bargador Francisco Joaquim Gomes Ribciro.
DiloAo mesmo, intirando-o de baver concedi-
do quarenla das de licenr com o respectivo orde-
nado, ao promotor publico da comarca do Brejo ha-
chare! Manoel de Albuquerquc Machado, para vir a
esla capital tratar de sua saude.Fizeram-se as ou-
Iras eommunicaroes.
DitoAo chele de polica, inteirando-o de haver
transmillido Ihesouraria de fazenda, o pret e guia
da escolta de guardas nacionaes que couduzio recru-
tas do termo de Caruar para esla capital, afim de
que, estando nos termos legaes,scja paga a sua impor-
tancia.
DiloAo director das obras publicas, concedendo
a aiilm saca que Smc. pedio para dispender al a
quantia do 1009 rs., com a compra de 100 canoas
de arcia, que sio precisas para reparar os estragos
que tem feilo a muila chuva na parle do aterro da
ruadireila dos A logados.Communicou-se a Ihesou-
raria provincial.
DiloAo mesmo, aecusando recebido o oflicin, em
que Smr. communica haver-se terminado o prazo
para a ctmclusao da obrada casa da barreira da pon-
te dos Carvalhus, sem que ella esteja concluida por
causa da muila chuva, e declarando em res'posta que
proponha Smc. a prorogacao que ae deve dar ao res-
pectivo arrematante, para acabar a mencionada o-
bra.
DiloAo director do arsenal de guerra, commu-
nicando haver do conformidade com a sua nforraa-
rio, concedido a Feliciano Cavalcanti de Souza,aju-
dante do porlciro daquelle arsenal 40 das de licen-
5a com ordenado, para tratar de sna saude.Igual
communiracao se fez Ihesouraria de fazeuda.
DiloAo mesmo, para mandar alistar na compa-
nhia de aprendizes daquelle arsenal, depois de lavra-
do o termo deque traa o artigo 4. do regulamenlo
n. 113 de 3 de Janeiro de 1842, o menor Joao Fran-
cisco do Espirito Santo, filho de Anna Romana do
Jess.Ofliciou-sc ao juiz de orphaos para mandar
lavrar o termo de que se traa.
DiloAo mesmo, remetiendo em solucSoao seu
ofJicio n. 121, copia do aviso da repartirlo da guer-
ra de 12 de junluj ultimo, no qual se declara que
cada um dos prnchOes de madeira a coula caval-
losIcm o valor de 28800 rs.,preco porque se acham
carregados 110 almoxarifado do arsenal de guerra da
corle.
DitoAo commandante do presidio de Fernando,
communicando, afim do.que o faca constar ao reo
Vicente Ferreira de Paula, que, segundo conslou de
aviso da repartirn da ju-lioa de II) de junho ultimo,
foi indeferido o requerimento em que elle pedia
perdao da peua que esla cumprindo naquclle pre-
sidio.
PortaraAo agente da companhia das barcas de
vapor, para mandar dar urna passagem de-estado pa-
ra o Rio de Janeiro, no primeirn vapVr que paasar
para o sul.au l)r. Orlos Augusto da iheira Lobo.
DilaDcsouerndo, de-conformidade com a pro-
posta do chefe de policio, do cargd*ue
penle df) delegado do lermo de Oliu
Joao Cavalcanti de Albuquerquc1
ao referido chefe.
crcciro sup-
ao hachare!
muuicou-sc
COMKANDO DAS
Quartel do commando das armas
buco na ciclado do Recite,
de 1854.
ORDEM DO DA N. 1*
O coronel commandante das armas
ccrlo para conliccimento da guarnoslo
servanca, qne o governo de S. H. o i
ve por bem, por aviso espedido pelo
negocios da guerra 10 de junho
conceder passagem para o batalhao
ao Sr. tcnente do 9 da mesma arma Jo Antonio
Ferreira Adrin, segundo conslou de offte da pre-
sidencia desla provincia de 3 do correte Je que por
outro aviso de 12 do referido mez dejonliB.se decla-
rou que houve um erro lypographico no lili do art.
16 dn regulamenU,) approvado pelo ilecrclq,n. 1,089
de 14 de dezembro de 1852, na particuli
cede as palavras seis anuos, c que o final
artigo dever ser lido que servirem
anuos ficando deste modo obviada qu,
que se possa dar no pagamento dos ve*
[iracas do exercilo, que esliverem nif *
cias do referido artigo, o que ludo foi eoi
em ollicio da mesma presidencia de 4
mez.
te prc-
mesmo
-ais seis
'duvida
mtos das
,1a n-
11 nica do
andante
O mesmo coronel commandante das armas interi-
no declara, que hoje conlrahio novo engajamento
nos termos do decreto e regulamenlo cima mencio-
nados, precedendo inspeccao de saude, o cabo da es-
cuadra da companhia de artfices desta miarnicao
Antonio" Francisco de Paula, qua tica obrigado a ser-
vir por seis anuos, percebendo alem dos veocimen-
los que por le Ihe compelircm o premio de 4009000
rs., pagos era parles iguaes nos primeiros de* nezes
do engajamento, e fin do elle urna dala de ierras de
22,500 bracas quadradas, na forma do art. 2 da lei
Ci8 de 18 de agosto do dilo auno do 1852. No ca-
so de desercao. incurre no perdimcnlo das vaolagens
do premio, e d'aqneUas a que tem direilo pelo art.
4 da citada lei, ser considerado como recrutado, e
no lampo do engajamento se descontar o de pristo
em virtude de senlenca, fazndo-se declararlo deste
descont, a da perda das vantagens no respectivo ti-
tulo de engajamento, segundo he cipresso no art. 7
do sufrradito regulameuto. W.
Assignado.Manoel Muniz Tarares.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ijudanle de
ordens eocarregado do delalhc.
sin
TRIBUNAL DA RELACAO .
SESSAO' EM 0 1. DE JU 1.110.
Piendeudado Exm. Sr. conselheiro Azevedo.
As 10 '; horas abrio-se a scsso com os Srs. ds-
embargadores Villares, Bastos, Lelo, Souia, Re-
bello, Lona Freir, Telles, Pereira Monteiru, Val-
le e Santiago, o Sr. presidente declara iberia a
sesso na forma da lei.
EXPEDIENTE.
Foi lidoum oflicio da presidencia, communicando
a nomeacao de Manoel tloaqum Baplsta para ser-
vir o oflicio de escrivao do cvel durante o impedi-
mento do proprielario Francisco Jos do Reg.
Foi respondido.
Julqamrnto*.
AppellarOes cveis.
Appellanle Miguel Gonralves Rodrigues Franca ;
appellado Joaquim dos Rcis Gomes.Confirmou-
se a senlenca.
Appellanle Manoel Rodrigues Campello e sua mu-
Iher ; appellado Joao dos Saulos Fernandos.
Dcsprczaram-se os embargos.
Appellanle ojuzo; appellado Jo3o Jos do Reg
como herdeiro de Jos Joaquim de Mosquil a. fia-
dor de Rufino Jos da Silva e oulros.Confir-
mou-se a scuteura.
Appellanle Pedro Gaudiano Ralis cSAva; appella-
do Elias Emiliano Ramos. Confirmou-se a sen-
tenes.
Appellanle Jos Jacomc de Araujo ; appellada I m-
belina Candida de Mello. Refurmou-se a seu-
lensa.
Appellanle Jos Rodrigues do Passo ; appellado
Joao Cardse Ajres. l)esprczaram-sc os embar-
gos.
Appellanle Monsciihor Francisco Muniz Tavares ;
appellados os herdeiros de Jos Firmluo Rclem.
Foram julgados provados os artigos ilc habili-
Uco. .#
Appellanle Felicia Francisca de Jess; appellado
Manoel Ballhazar Prcira Diogcncs.Cnnfinuou-
sc a senlenca.
Appellanle Francisco Antonio do Caualho Siquci-
ra; appellado Jo.lo Francisco da Silva Azeve-
do e o Cabido de Olinda. Confirmou-se a sen-
lenca.
ApprJIante ojizo ; appellado Jos Antonio Bastos.
Desprezaram-se os embargos do appellado.
.Appellanle Joaquim da Silva Mourao ; appellado
Victoriano Augusto Borges. Reformou-se a sen-
lenca. .
Appellanle Joao Cavalcanti de Alhuquerque Mello ;
appellado Francisco Marques da Fonseca. An-
nullou-sc o processo a lis. 120 verso em diante.
Appellanle o pardo l.uz por seu curador ; appel-
lado Antonio Pessoa de Alhuquerque. Despre-
zaram-se os embargos.
AppellacOes crimes.
Appellanle o promotor publico ; appellado Miqu-
I i no dos Passos Moreno. J.ulgou-se improceden-
le a appellaoa 1.
Appellanle o Dr. juiz de direilo ; appellado Ve ris
simo Jos Rodrigues. Julgou-se procedente a
appellarao, e o reo remctlido a novo jury.
Appellanle ojuizu de direilo ; appellado Jos Vc-
tor Vieira de Mello. Julgou-se improcedente a
appellarao.
Diligencias.
Appcllacnos civeis.
Appellanle Galdino Joao Jacinlho da Cunha ; ap-
PiVRTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda,. todos os dias.
Caruar, Bonito e Garantan nos dias 1 6 45.
Villa ella, Boa-Vista, Extfe Oricury, a M e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas feirj.
Victoria, e Natal, nas quinus feiras.
PREAHAR PE HOJE.
Primeira s-2 horas e 6 minutos la tarde.
Segunda s 2~lioras*e 30 in utos da manha.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e qitintasfeiras. I
Relaco, tercas fcira e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphos, segundas e quintas s 10 horas. I
1.* vara do civel, segundas e sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quartos e sabbados ao meio dia. I
KPHEMERIDES.
Jullio 3 Quario-.crescente as 4 horas, 1 mi-
nulo e 48 se gundos da tarde.
10 La cheia as A horas, G minutos c 48
segundos da manha.
17 Quarto minimante a 1 hora, 44minn-
tos e 48 segnitdos da manha.
25 La nova aos 47 minutos e 48 se-
gundos da tarde. 't
DIAS DA SEMANA.
3 Segunda. S. Eulogio m. Ss. AnaloliUfolhro.
4 Terca. S. Isabel rainha vi f. S. Oseas profeta
5- Quarto. 5. Felomena v. S. TriGna m.
? Quinto. S. Domingas v. m. S. Isaias profeto.
l .^st.&. Puldieria v. imperalriz; S. Claudio.
8 'Sabbado. Ss. Procopio e Priscilla mm.
9 Domiago o. Ss. Grillo o Bricio U). S. Ana-
loi'm. ,
'

FOLHET.IM.
UIA HIST0R1V DE FAMILIA. (*)
POR 111 1H
-w)m
A htbliotheca do scalo dcimo oitavo.
Sainl Servis morava nos campos Elseos em um,
ra*a mysteriosa por causa de seu isoUmenlo. Antes
de tocar a sinela, ocomle Cactano examinou essa ca-
sinha com altenco escrupulosa em todas as qualro'
faces. Havia urna porta grande de eulrada, uno
porta do coi-heira, e urna especie de porliuha secre-
ta cohcrla por arvores.
i.lucn lie interessado om adiar cousas suspetas,
acha-as por toda a parte. Tal foi a sabia rcfleso do
conde Cdetano depoisde ter frito sen eiame.
Tocou a sincta, e um criado foi abrir.
Mr. Sainl Servis est em casa '.' perguutou o
conde em lom ligeiro.
Mcu amo ainda uo levanlou-se, respondeu n
criado.
O conde lirou o relogio da algibcira e disse con-
sigo mesmo Meio dia
Esperarei que se levante, acrcscenlou pas-
sciando no jardim ; venho cntregar-lhc diiihciro.
A palavra dinheiro o criado que recciava talvrz o
contrario, lomou urna pliysiouomia alTavel, e disse
applir ni lo o oilYdo :
Juicoouvir remecher no quarlo de meu amo ;
a quein devn annnnciar '
Mr. de Verricres, respondeu o conde Cac-
lano.
O criado subi, e tomou apparecer pouro depnis,
fa/cnilo rrspeitosamente signal de que Mr. Sainl
Servis eslava acordado.
O condeseuio scu nlroduclor. c entrn na alro-
v.'i no momnlDpeiii que Sainl Servis atava as filas
do roupao.
Como exrlamou elle eslendendo affccliiosa-
mcnle a mo ao devedor, o senhor ilcu-sc ao traba-
llioilc vir lao longe, pudendo dar-me isso na primei-
ra nccasiao !
Nao, nao, ilissc o conde alinhando qiiarcuta
luizes sobre nina inesinba, o senhor nao pode dizer a
que ponln levo o escnipulo dessa especie de divi-
das... Alm ditso, eu devia-lhccsla visita para agra-
derer-lhe a conlianca que leve eili niim couccdcn-
do-me jogar urna mao lao cara sobra palavra.
Mas por favor, Mr. de Verricres, nao fique em
p... descante um instante...
O conde pareceu hesitar, e disse :
Teiilio ainda que fazer oulra visita perto ila-
qui na ra Goujon... o senhor mora em urna Jrasa
deliciosa !
Sim, ella s tem o deleito de se r pequea, res-
ponden 5aint Servis.
Porm he siillioenlc para un homcm solleiro.
Se al -om dia pudor deixar os campos, c cslabolcecr-
me eo Paris, ipiererei ter uina haliitacao do modelo
da sua. Dclesto os purleiros o us visiuhns.
, Sao quasi sempre espias, obsenou Saint Ser-
vais.,
II* menor uamoro que a joule Ic-iu no meio de
Pars, conliiiuou o cund-, corre de | urla en porta c
em menos de tres das esla na bocea le lodo o quar-
teirao.
() Vi le o iaiio o. 152.
Aqu, disse Saint Servai com urna lev risada,
nao se teme esse inconveniente.
Sempre adorci a vida de Pars, tomn conde
recoslando-se na poltrona, a vida s esta en Pars,
nas oMtras partes tegeta-se, como diz Casi
lavignc.e com razan. Pars he o paraizo dos
bos. E o perd meus mas bellos nios em
vincia. .*- O senhor Icm all um relogio do
gosto...
Levanlou-se para examinar o relogio de
nlnuou
He um grupo de Amor e Psycrt... Te;
Dauae em cima da chamin. evo dizer
ahorreco como modelos le relogio os
Quinto quo do sua demissao, os Annibalcs
sam os Alpes, os Archimcdesque li/.ein cali
Ma/.zejipa perseguidos por lobos. Gosto de
los graciosos, e descansados... os semblanti
mentados tem alguma cousa de ii-rilante para1
lhos... Seu relogio be encllenle.
Tenlio um lbum que ser talvez iguatit-nle
de seo gosto, disse Saint Servis, sao lodos de|uhos
de meslre.
O conde tomou o lbum que Ihe era offere
percurreu-o dando dianlc de cada folha urna
mac.ln de sorpreza
O senhor tem aqui um verdadeiro m
amor, disse elle, lodos estes lypos de molden
deliciosos.
Piulados por Corregi, observou Saint Sir-
vis.
Oh Corregi o divino Corregi o pintar
das (iracas cdos Amores Tudo islo he pintado pir
Corregi he cousa maravilhosa 1 Infelizmene
nao se pode mostrar \>sle lbum a lodas as pes
soas.
Em Pars elle he recchdo, disse Sainl Serval!
rindo.
De veras he recebido acrcscenlou o conde
imitando o riso de Saint Servis.
pcllado Antonio Jos de Souza Campos.Man-
dou-se pagar a dizima.
Designachs.
A ppellaces civsis.
Appellanle Manoel Francistu da Silva; appellado
Antonio Jos Ferreira.
Revista dvel.
Recorrenles o Exm. conselleiro Cassano SpcridiSo
de Mello e Mallos e wa senhora; recorridos
Marianno Procopio Ferreira Lages, o sua senhora.
ferisSu.
Appellai;flej cveis.
Passaram do Sr. desemhurgidor Villares ao Sr
deaemhargailor Bastos as guintes appellaroes em
que sao : ,,
Appellanle Manoel Jos di Magalhaes Bastos; ap-
pclladnos herdeiros do toado Joao Antonio Mar-
lins Novaos.
Appellanle o juizo ; appellado Antonio Botelho
Pinto de Mesquila. '> .
Appellanle Jos I,ni/, de I!.Idas Lins ; af pelladoMa-
,no61 Jos (ioncaUes Braga.
Appellanlcs os administradnos dacasa fallidailc Joa-
quim Antonio ae FariasAhrcu e Lima ; appella-
do o reverendo Igoacio Trancisco dos Sanios.
Appellinle Gonzalo Fraccisco Xavier Cavalcanti
Uchoa ; appellados os herdeiros de Paulo Jos Pe-
reira Sillines.
Passaram do Sr. desembargador Baslos ao Sr. dcs-
embargador Leao as segaiates appellaroes em que
sao :
AppellaulesJoaquim Aurel ano de Gusmao L'ehoa e
oulros ; appellado Anlocio de Mendonca Alar-
cao.
.AppellanleHermenegildo Coclhoda Silva ; appella-
do Jos Jacome de Araujj.
Appellanle Frederico Robllliard;appellado Manoel
Lopes da Silva.
Appellanle Joao Ozono do Castro Macel Monleiro ;
appellado l.uz Antonio Pereira. ,
Appellanle Jos Dias da Silva ; appellado Joaquim
da Silva Mourao.
Appellanlcs Manoel Pires Ferreira e oulros; appel-
lado o Em. sonador Francisco de Paula Caval-
canti de Alhuquerque.
Passaram do Sr. desembargador Souzaao Sr. des-
embargador Rabello as segundes appellaroes emqiic
830 : v
Appellanle Manoel Antonio de Siqucira c Mello ;
appellada a parda Custodia por seu curador.
Appellanle Jnaquim Antonio dos Santos c Audrade;
appellado Joao Carduzo deMcsquita.
Appellanle Clcirlente Jos Ferreira da Cosa ; ap-
pellada I). Mara Joaquina Moreira. *
Appellanle Jeiiiiino Rodrigues Leilo; appellado Do-
mingos Francisco de Carvalho c sua mulhcr.
Passaram do Sr. desembargador Rebello ao Sr.
desembargador Luna Freir asseguinles appellaroes
em que sau :
Appellanle Viconle Jos de Brito -.appellado o jarte
de fazenila. {
Appellanle ioeo Jos Pjito Cabral, appellado Joa-
quim Leite dos Sanios & C.
Appeilanles Alexandrc Jos de Santa Anna c- sua
mulhcr ; appellados Vicente Ferreira Leal e ou-
lros.
Passaram do Sr. dosembargador Luna Freir ao
Sr. desembargaujor Telles as %cguiules appellaroes
om 11 no sao :
Appellanle juizo dos feitos ; appellada a viuva de
Manoel Lopes Machado.
Appellanle Antonio Tciieira e oulros ; appellado
Filippe Santiago do.< Sanios.
Passaram do Sr. desembargador Telles ao Sr. des-
embargador Pereira Monleiro as segunles appella-
c/ies em que sao :
Appellanle Joao Bernardino de Vasconccllos; ap-
pellado ojuizo.
Appeilanles Kalkman & Irmo; appellado Joao An-
tonio de Mallos e Ahrea*
Passaram do Sr. dcscmbargailor'Pereira Monleiro
ao Sr. desembargador Valle as seguiules appellaroes
em que sao : ,
Appellanle Vctor Laine >appellados Antonio Jos
Pereira e oulros.
Appellanle Antonio Joaquim de Souza Ribciro ;
appellada D. Thereza Gonralves de Jess Aze-
vedo.
Passaram do Sr. desembargador Valle ao Sr. des-
embargador Santiago as seguinlcs appellaroes em
que sao:
Appellanle Jos Feliciana Portella ; appellado o
Dr. Joaquim Ferreira Chaves.
Passaram do Sr. desembargador Santiago ao Sr.
desembargador Villares as seguinlcs appellaroes cm
que 8,1o:.
Appellanle o juizn ct-olico ; appellado Luiz Gon-
zaga Cafarena.
Appellaroes crimes'.
Passaram do Sr. desembargador Valle ao Sr. des-
embargador Santiago as seguinlcs appellaroes em
que sao :
Appellanle o juizo de direilo ; npejeiUdo Braz Lo-
pes.
Dia de apparecer.
Passaram do Sr. desembargador Santiago ao Sr.
desembargador Villares as seguiules appellacoes em
quciao :.
Appellados Antonio Pedro Alves da Cruz e oulros ;
appeilanles Jos Rodrigues de Oliveira lima e ou-
lros.
Lcvantou-se a sessao as3 horas da tarde depois de
lida c approvada a acta. .
anpegdo
:er.
INTERIOR.
que nao se deve ter em vista somente que seja este
Irabalho feito a saUsfacao de qualro ou seis sena-
dores, mas a contento do todo9, principalmente da-
quelles que mais vezea coslumam oceupar a tribu-
na. E para conheoff-se que, o Diario nao he o
mais proprio para a pubWcaijao orlicial, basta 1er o
que hontem poz na tiocca do Sit presidente. He
urna prova da aptid.lo daquella folha para a empre-
zii que lano desoja. Se o orador fosse o Sr. presi-
dente, pedira por moito favor ao Diario que nun-
ca mais puhlicassc cousa alguma do que dissesse,
porque do contrario ficaria comeromeltdo, Ou se-
ria obrigado a ver provas de qualro ou scitdtalavraf
que profersse, para ter certeza de que nao eram
considcravelmentc alteradas.
Relata ludo quaulo desde o fim da sesalo passada
o senado tem deliberado acerca da pnblicacao oftl-
cial dos seus debates, e observa que o que ltima-
mente se resolveu foi que nao se aceUatfim as con-
diroes proposlas pelo Diario ncm pele Jornal do
Commercio ; mas nao que se desse a publicajao a
algumas deslas folhas mediante oulra condiroes.
Neste termos, cumprindo tomar urna deliberaco,
porque a cata havia decidido que se fizesse publica-
rao omcijir'lie innega-rel que o reqoerimenlo do
uenre (Cadoa.peL* Marauhao foi um servir impor-
fente. ^^ '
Olanlo indicarn do Sr. Mnntezuma, dir fran-
camente que nao v necessidade alguma de inler-
prclaco dos arls. 52 e 62 do regiment. Do que est
Vollando, porcm, a materia principal, er qo- coarvencido he da urgencia ae una decisae sobre a
RIO SE JANEIRO.
SENADO.
Dia 29 de malo.
c Siqucira
que fez
do.""A'
decruzadose/ue co tempiedadedas lagrimas de urna
moca que umcavalleiro lliesabaudona, beque Paris
como Joao Jacques Rousseau co os- costumes de seu
secuto, e da-llie o que Ihe convm. Por isso au me
admiro mais, de o senhor melter este lbum em to-
das as nios sem altendcr ao sexo. A gente deve
andar a par do seculo.
Isso be evidente disse Sainl Servis... Oh !
Mr. de Verrieres, rfier lanrar urna visla sobre mi-
nlia bibliotheca privada. j que he apaixo-
nado ? ,
Como lodo o campunez sedentario," sou um lan-
o bibliophilo, respondeu o conde examinando a bi-
bliolhcca ; mas aconlcce-me a esse respeilo o mes-
mo que com os relogios, detesto os livros serios...
Aprc! o senhor tem aqu urna collecr-ao esco-
llada...
Sim, disse indolentemente SaintScrvais, leuho
algumas edicocs raras... Eis-ahi um de sade com-
pleto com gravuras Coilas segundo os deseuhos do
autor, edir,,1o de Londres. Eu nao o daria por mil
francos.
Creio-o muilo bem d'rsse o conde folheando
corajosamente essa obra monstruosa como se
affagasse um tirito cm braza por dever. O autor
deste livro he em sen genero um homem de Cpge-
nho.
De engenho, he o termo proprio, disse Saint
Servis.
Elle exagerou suas pinturas ; mas infelizmen-
te ha nisso para a humauidaile um fundo verdadei-
ro... Ali o senhor tem qui um livro quo consi-
dero urna ubra primoroaa...
Qual, Mr. de Verricres ".' *
Esle... m (iaisons dangercuses... Hoje nao se
faz mais nada desse valor.
Tenho-o lido mais de vinle vezes, disse Sainl
Servis.
E eu i-iiian Eu fazia dcllc minhas delicias
Com cfieilo, disse elle depois lornando-se serio, ina idade de vintc anuos. Nunca o dcixava... como
reparci ncsla ullima viagem urna grande relaxadlo
nos costumes parisienses, lima noile deslas cu esla-
va na opera, e representava-se Roberto do Diabo.
Dcsculpe um infeliz provinciano, eu alo conhecia
Haberlo... ha nelle uiia -cena de revollanlc imnio-
ralidade ; |jois o publico soll'rcu-a mu corajo-
sa mente.
Ouc scena pergnntou Saint Servis. A da
violar.lo do quarlo aclo : I'iedadc, piciladc, pic-
dade\...
Nan.inlorriimpcu o conde, nao reparci nisso...
Ouero fallar de nina secna do prmeiro acto... Ro-
berto loma nina joven vassalla e diz a quarenla ca-
valleiros francezes: Cacalleiros, eu co-la a-
bandono l F.niao os ravalleiros precipilam-se sobre
a moca com lima galanlaria punco fraureza, e prepa-
ram-se evidenleinenle para actos mandilo-; pois a
noca ameaeada por toda a cruzada lula, e implora
sua piedade. Uo[ienliuaineule Roberto unida de pa-
recer e arranca a victima dos bracos luxuriosos que
a prendalo. Essa intervenrao irrita os ravallciros
francezes, usquacs furiosos por vercm lomar-Ibes a
preza gritara a Roberto : Ctuwr su irnmessa !
j Roo tenlia piedade das lagrimal delta l A boa fama
ile corle/.ania dos cavnlU-irosfrancezes. lira horrivel-
iiieulo compi-iimelliila por esve aclo de brulalidade
seUagom ; poiiii, so reparei ao principio cm sua
eilrordinaria iinmoralidade. Todava crea, que
pela uiiiih.i parlo, rslive bem longe de escainlalisar-
iiir ; retiro sinenle o faci. O lliealro he > Iher-
inoinolro dos cos unios. Se l'alis pilera nii nina
grande seeualyrica auxiliada pelo catado, um bando
tbeoria de seduccan, como obra didctica. He ver-
ladcirameiile um cade mecum para um mancebo.
Vs mulliceos nao necessitam de livros para engaar-
los, Icm urna hildiollieca deardis na algibeira do
avena!; porm nos somos diucrentes, havemosmis-
Ir de educar in.
Sainl Servis ucompanluiu esla phrase com urna
riada estpida.
O senhor lem ahi um bello Fauhlas prose-
g un o conde Cae lao, son apaixon.ulo por Faublas !
crr.mcu bom tvm|ios coidcssasde Lignole, Suphias... Que obra admira-
vnhicnte escripia !- qualito espirito quanto espirito!
Oh' Venus Venus quzeste para gloria do meu
sen... i) Esla invnracao de Fauhlas a Venus he um
dianantc... Huje n.lo se fnz mais nada desle valor.
Sant Servis fez cahir pela jauclla um gesto de
despiezo sobre a ceraeao contempornea, que nao
comroe mais Faublas, e cumprido esse dever offe-
rcccuum charuto ao conde Caclano, o qual aceilou-
0 con,a boca, poique linha ambas as maos atulba-
ilas de livros abertos. Todo a alma do falso de Ver-
rieres pareca ler-se abismado na revista dessa bi-
hliotlilra.
Irm se ve que o senhor esl em seu demonio,
disse Sai Servis.
Nio n encubro, preliru estes livros a urna ccl-
leccao ie lermOes... lenbu grande parle dellcs em
casa... |oreni mais edirrie- de Axinliau. gravuras
do Kpinil. o alguns Im'us crolicos de escolha... I.e
tiiiitinii ia llirabeau, Ltt dame* romaMft, u Mh-
WO V toples... Obi meir charo Saint Servis.
As dez lioras c meia da manha, acliando-sc reu-
nido numero sufficiente de senhores senadores, bre-
se a sessao, e approva-se a acia da anterior.
O 1. secretarlo d conla do seguinte expediento.
Um oflicio do ministro do imperio, remetiendo
um dos aulographos sanecinnados da resoluto que
declara no gozo dos direilos de cidadao bras'ijciro a
Pedro Mara Monleiro Torres.Fica o sena'do in-
teirado, e manda-sc communicar cmara dos Srs.
depulados.
Oulro do 1. secretario da mesma cmara, parti-
cipando que ella adoptou dirigi i saueran impe-
rial a re-nlucao que autorisa a ordem Terceira de
Nossa Senhora do Carino da ridade de SaiUosA-*t*
possuir lions de raiz at o valor de 4O:OOO0.-3J|fcn
o seuado inleirado. ''
Dous oiiii-io. do mesmo secrel
qualro proposrScs adoptadas naqi
Vao a imprimir, nao o estando.
Um requerimento de Manoel Gi
Reg,' pedindo a snlurao de urna pro|
para a publicacao dos trabalhos do
commissao da mesa.
Declarando o presidente achar-sc o requerimento
do Sr. Viveiros, propoudo que fique esla aulori-a-
da para coiiiralar com o Diario do Rio de Janeiro^
a publicacao dos trabalhos do senado ; e que havia
siibmctlido ao apoiamcnlo o mesmo requerimenlo,
afim de que se decidisse se pode elle ser tomado em
consideracao, tondo sido a sua materia rejeilada em
urna das sesses prximas passadas.
O Sr. Monlczuma er que para resolver esta
questao lie preciso combinar o art. SS com o art, 62
do regiment ; pelo prmeiro desle ailigos v-sc
que lodas as proposroes que podem ter lugar no se-
nado reduzem-se a qualro especies: projeelos, e-
mendas, pareceres do commissoes, o indicaces;
pelo segundo couliece-so que a materia rejeilada em
urna sessao nao podo ser reproduzida na mesma ses-
sao. Em nenhuma parte o regiment trata do mo-
do de discutir os requerimentos, nem define o que
Seja requerimenlo ; e nota-se que mesmo os pare-
ceres de commissao que termiuam com um reque-
rimenlo licam adiados se algum senador pede a pa-
lavra'; o que indica claramente que o regiment nao
quer que o senado resolva'qualquer questao senao
com pleno conliccimento de causa, o com loJa_ a cir-
cumspecciio.
Ora, se o regiment s qdmitle qualro especies de
proposicoes, he indispensavel reconhecer de qual
he a de que se trata ; he indubilavel que Irala-se de
urna verdadeira iudicacao de resolver um ohjeclo
que importa despeza do Ihesouro, de revogar urna-
delibcraro tomada ha poucos dias, e escusa ponde-
rar quanto urna deliberaco desta ordem he suscep-
tivel de romprometler o decoro do senado, poden
do deixar parecer a alguem leviano o seu procedi-
mento. O orador nao se anima a resolver se he ou
nao indecoroso decidir-se que nao se d a publica-
cao ulliri.il ao Diario nem ao Jornal do Commer-
cio, c d'ahi a qualro dias da-la ao Diario ; dcixa
islo aos seus nnbres collegas, liini(audo-sc a cha-
mar a altenco do senado para um objecto tao deli-
cado, e que de uenhum modo deve ser tratado com
precipitacao.
De passagem dir que leudo de rcsolvcr-sc a ques-
tao da publicacao official dos debales da casa, julga
peder ser considerada Inrrtultuaria qualquer deli-
berarn que se lome ja a esle respeilo, sem mio'r
reflexao, e que convem ouvir a commissao da mesa
a respeilo da inlclligencia doutrinal dos arts. 52 e
62 do regiment ; porque a inteUigencia autentica
s peder ser dada pelo senado, seguindo-se os Ira-
miles do regiment. Islo he o que Ihe parece mais
proprio da dignidade da casa.
O Sr. Presidente deciara que esli resolvido
a nao reconhecer mais requerimentos, mas s. indi-
caces., Nao jd conceber que o senado, (endo,
depois de cinco anuos do existencia* oaganisado o
seu regiment, so esquecesse de meiicicnar os jc-
ipii'l iliu-lil"-.
He apoiado o seguinte requerimenlo :
Proponho que a proposirao qitb se acha sobre
a mesa, seja enviada commissao da mesa pera que
esses livros fazem um verdadeiro setvr,o a quem
Ibes he afeiroado...
Vejamos que sen ico he esse'.' pergunlou Sainl
Servis.
Nao n adevnha ?
Nao, Mr. de Verrieres.
Elles nos impedem de commclter urna grande
tolice, impe lem-nos de casar, impem-uos o celi-
bato.
He verdade! he verdade l disse o maucebodan-
do urna risada..
Oh proseguio o conde, o senhor seria obri-
gado a vender ou queimar lodas cssas collecres
preciosas se lomasse mulher legitima. Sua sogra os
incendiaria depois da assigoatura do contrato.
Ilaeiociiiou perfeilamenio, Mr.de Verrieres!
Sua bibliotheca, Saint Servis, he urna segu-
ranea conlra o casamento.
O mancebo dcixou-sc cahir cm urna ndltruna e
prolongou em lodos os tons urna cstrondosa garga-
Ihada.
Saint Servis, proseguio o conde, ouco dizer
que meu carcter nunca me allrahio senao amigos.
Assim o creio, interrompeu seriamente o man-
cebo.
Todava por um muro de divisan, conlinuou o
conde, adquir um inimigo que opprimio-me de de-
mandas. Quando perd a derradeira, fingimos re-
conciliar-nos para vivermos como bons visiiihos, cor-
remos um veo transparente sobre o passado, suspen-
demos nossus odios, e jogamos o bostn com o col-
leclor e o cura do lugar. Meu rancor viva ainda
no coi aeo. um rancor de dezesele mil trezentos c
qiialorzc francos e vintc e sele cntimos. Nao me
esqueccrei jamis da cifra de minha i-oinlemiiacao ;
nossa vaidado de proprielario nao pode accommodar-
se i scmcibantcs esqucciineitles.
E que fez o senbor?
Um dia esse visinho foi pedir-me um consclho
sobre um casamento que medilava limidamenle. A-
couselhei-llic que casas.se apoiando-me em 13o boas
razes, que elle casou-se no lim dequinze dias. Tres
anuos sao passados depois disso, _e elle csU perdido.
As vezes al coudo-me de sua desgrana, scu casa-
mento viugou-mc cm demasa.
Saint Servis recostado na poltrona agilava seu
corpo rolossal dchaixo da oppressao de urna furi-
bunda liliu i dado.
Oh cxclamou o conde, o qual fallavasem dei-
xar de esquadrinhar a livr.ti ia, o senhor lem aqui um
romance bem raro '.
Qual, Mr. de Vcrricrs '!
I.'tichelle de soie. Atlribucm-na a Crcbillon
filho... Esse romance por pouco nao custou-me urna
perna, urna pelo menos.
Ah conte-me isso, disse o mancebo renovan-
do o ar de seus vastos pulmes, alim de preparar-se
para novas gargalhadas.
Ol caio justamente sobrq a passaecm que
comprometteu-me as pomas... A bella Pepita dis-
se-me na inultidau, sahiudo da igreja, que oslara
< na varauda meia imite, o cu pouco iniciado nos
costumes de]Madrid fui aolugarinarcado.A varanda
i era muilo elevada, conversamos duas horas, ou
-,( em francez, ella cm hespanhol, separados por ama
columna de ar de qiinzc ps ; isso era penivel !
n Fecliando a janella, Pepita laiieou-me urna pala-
xra liespanbola que nao enlondi como todas as
mais. paren! ruja explicaou pedi no dia seguinte
,c a un interprete. Bita palavra signifirava clara-
n mente. /**sr* he um imbcil.'
ii bao fi'z-ine refleetif prnfuiid;imeiile, Nasoido
.' no pai/. dos Irovudores senli-me, ImiiiiUiadu inais
1.: examinando o art. 52 e o arl. 62. d sobre a
verdadeira iiflelligencia desles artigos parecer ; 2.,
para que defina o que se deve entender por reque-
rimenlo, e indique o modo por que deve ser discu-
tido. Paco- do senado, 29 de maio de 1854.Mon-
tezumo+B
O Sr. visconde de Olinda observa'que Irala-se
com cfleilo de urna indicaco, mas pondera que o
arl. 62 dw regiment d, em cerlos casos, o direilo
de discutir immcdiatameute estas proposites. O
art. 52 do regiment enumera as qualro especie,
de proposicoes de que o senado se pode oceupar, iss-
lo"lic, projeelos, emendas, pareceres indicaces.
o o arl. 62 s lem em vistas os projeelos; por tanto,
nada Ionio agora o senado com projeelo algum, eft-
tende o orador que nenhuma riecessidade ha da in-
lerprelaro pedida pelo nohre senador, o se ha, nao
be esta a occasiao de a venllar.
Se o nubre senador julga perigoso ler-se decidido
ha poucus dias,que nao se desse a publicacao official
ao Jornal do Commercio, nem ao Diario, e d-la
agora urna desla folhas, pede o orador a S. Eic.
que considere igualmente a questao por oulro lado,
sft he, se nao pode lambem parecer'leviandade re-
solver que hoovesse publicacao oflicial, e nao da-la
a folha nenhuma.
O requerimento do nnre senador pelo Marauhao
veio tirar o senado de crhbliracos, cm que eslava, c
de que j poda ter sabido se o Sr. presidente nao
livesse s por si decidido que eslava prejudicado o
requerimento do Sr. Alves llranco. posto que o ora-
dor entenda que s ao senado compele resolver se
qualquer proposirao esl prejudicada.
O orador julga de absoluto necessidade que baja
p.ih! cacao official dos dbales, e de bom grado con-
correr para que ella sedeo Diario, para o que
nao acha uccessario ouvir anda a mesa.
O Sr. Presidente lembra que toda a discusso deve
versar sobre a parle damnificarn do Sr. Montezuma,
que quer que a insa'.jrj.i ouvida.
O Sr. Ilollanda '-Caxalcanli depois de trocar di-
versas observa^es com p Sr. presidente sobre a mar-
cha desta discusso, ede expr algumas duvidas que
a (al respeilo lem, observa que a questao nao be
tao insignificante como a alguem quer parecer, antes
a julga de alta transcendencia. llamis de 20 dias
que n senado esl funecionando ; Irala-se de urna
discusso importantissima, qual a da rcsposla falla
do throno, c he de lamenlar.quc laes debales nao
sejam publicados com a aulhcoticidade.
Ora", as discusses da rcsposla ao discurso da co-
rda lem sido consideradas como o meio pralico de
execular-sc o arl. 173 da constituirn. Esle artigo
que'-.- que o corpo legislativo examine, no principio
das suas sessoes, se a consliluicao tem sido exacta-
mente observada, para prover como fr justo. A
asseoibla geral tem posto em pralica fazer este exa-
ine quando discute a rcsposla falla do throno ; nao
sabe pois o orador como se quer que urna discusso
de lana magnitude nao seja publicada com toda a
autbenlcidadc.
do que (un -imples viajante por essa qualilicacov
a e resolv merecer oulra pelo excesso de audacia
com a probabilidade de ser bem succedido. Com-
prei cm casa de Marianno, na ra de Composlclla
a urna escada de seda, c no da seguinle meia noi-
le escalei afloulamenle a varanda de Pepita.. *clc,
elc etc. Sabemos o resto.
Sim, disse Saint Servis, porem nao sei a his-
toria de suas pernos.
Justamente toruno o conde com esse loni na-
tural, que dava tanta Curca a seus lacos to legti-
mos, leudo, linha-me esqucidn porque lia... Achan-
do-mc em Madrid cm mil oitocentos e trinta e dous
ou trinta etres... sim, trinta "e dous, dizia bem, o
accaso grangcou-iqe un- amores. Cabi na erara de
una rap?riga idosa. Para um viajante nao ha ida-
de. Para remorar-sc alguns anuos a meus olhos ella
qucixou-se ile ser vigiada por urna mi intratovel, i
qual s piTini ti ia a serenata e o bandoln). Urna
noitc que eu canlava de baixo da varanda: l.u sou
I.indar, meunascimtnto he comum.
Minha hespanhola fez-me signal de subir : Per
hablaran poguito (para fallar um pouco). Respond
pelo signal quequer dizer: nao leuho escada de seda!
Isso admirou-a ao ullimo ponto ; pois em Madrid
cr-se que um Lindor lem sempre na algibeira esse
instrumento de escalada. Lembrei-me onlao do livro
galante attrhuido a ("achilln filho, vullei para casa
e na note seguinte tomci minhas medidas para o as-
salto. Tenlio por principio que cm paiz cslrangeiro
a gcole deve lomar todos os go>(os c desgoslos do
paiz. Em Londres deve-se pinar um quarlo de
hora a,jog"r soceos e comer sopa de tartaruga, na
Russia deve-sc fazer perseguir por lobos, e esfregar
o nariz com nev, na Italia deve-se comer racioli e
salpicar ludo rom queijo de Parma em p, na Allc-
manha deve-se adunar o assado com doces e locar
trombonne, na Hespajilia deve-se provar da ollapo-
dridae escalar urna varanda. Escravo de meu prin-
cipio, e preparada a escada de seda, comecei a subir,
e a garra va j coma mao a varanda assaltada, quan-
do quebrou-se-rae um degru de seda debaixo dus
ps, e nao adiando no braco bstanle vigor para re-
ter-me, cahi em cheio na ra.
Por minha felicdade a ra nao era calcada ; a
Hespanha nessa epoca nao era assaz rica para-cal-
car as ras. Essa economa municipal salvou-ine, e
calii em um eolebao de branda relva, mas proleslei
nao tornar a servir-me de escada em miuhas opera-
rnos nocturnas. Domis nunca acredilci nas osea-
das de seda, julgo que ningucm as (raz em Hes-
panha para servir-se dolas.
Oh aqui o deleulio, disse Saint Servis lcvan-
tando-se c dirgiudo-sc para um armario, cu pode-
ra galibar urna aposto. Meu oflicio he galibar
apostas.
Um suor fri correu sobre o opiderme do conde
Caclano. Esse momento que elle procurara cun
lautos ardis, pareccu-lhc decisivo. "lodas as forras
da alma c do corpo cro necessarias ao pat de Bran-
ca para sustentar com serenidade a rcvclacao dela-
tora que se preparava.
Saint Servis dcsenrolou una escada de seda aos
olhtis do conde, c di&e-lhe :
Meu charo Mr. de Vcrriers, se esla fosse bat-
anle hinca eu nao Icria receio de descer das torres
de Nossa Senhora.
O conde abaixou a cabera, como para examinar
de mais |u>rt a oseada ; pois lemia Irahir-so pida
sua palidez. A-sim as ualurezas mis vigorosamente
temperadas tem sempre suas horasdeeslrcmeciuii'iilu;
a bravura do campo de balalha nao arompanha b
leme cm lodos os accidentes de MU vida civil ; o
qoestao da publicacao oflicial das discusses do se-
*kdo ; e mo duvidara concorrer para que se aulori-
iasse ao Sr. presidente; ou a qualquer memhro da
casa, ainda que fosse" tirado norte, para decidir este
negocio, de roaneira que quanto anles baja a publi-
cacao aulhenlica dos trabalhos dosenado.
Porlanto, se o sentido da indica^ao de Sr. sena-
dor pala Baha he incumbir mesa a solueao desle
licencio, d'-lln: o scu voto : do contrario, nao.
O Sr. Alendes dos Santos (pela oldem ) enteode
que nao se tem cumprido o art. 89 do regiment, e -
chama para islo a altenco do Sr. presidente. Nao
se pode discutir seno a materia de que se trata, e
esla he o adiamenln proposto pelo Sr. Montezuma ;
tudo quanto se lem dito sobre a publicacao he con-
trario ao quedispOeoarl. 89 do regiment. .
A discusso fica adiada pela hora.
Passando-se a ordem do dia. sao approvados aajrt
debate, em segunda discusso, o parecer da eerfi-
missao do legislaran de 17 de maio correle, in-
deferindo a pretencao de varias irmandades que
pedem dispensa jdas leis de amorlisaro; e para
passir a terceira discusso o projeelo de resolur.in
da ummisso de nstruccSo publica, anlorisan-
do o governo a mandar, matricular uo 1 anno
do cur jurdico de S. Paulo a Thomae Antonio de
Paola Pessoa ; e em primeira discusso para passar
segunda, o projeelo de resolucao da sobredita com-
missao autorisando o governo a mandar matricular
no 1 anno do curso Jurdico da Olinda a Jos Mara
do Valle Jnior.
Continua a primeira discusso. adiada pela hora
na ultima sessao, do projeelo de resposla a falla do
Ihrono. .*
O Sr. Jobim loma a palavra oceupando-se nica-
mente con o laclo da retirada do cncarregado de
negocios do Brasil na repblica do Paraguay.
Comcca por observar que ba punca harmona en-
tre o que se le no rclalorio do Sr. ministro dos ne-
gocios eslrangeiros", e um trecho do discurso de S.
Ex. em referencia aquella questao.
No relalorio diz-se,que o governu imperial nao po-
de suppor que motivos pe.soae* livessem dictado o
proced me n lo do governo daquella repblica ; os
(ermos em que se exprimi no discurso do lugar a
inferir-se que S. Ex. ja nao he" do mesmo parecer.
Esta JVcre.ic i de linguagem poda altribuir-se i
alguma oceurrencia uotovel, comrr?eria a chegada
de um agente do Paraguay para esclarecer a ques-
tao ; mas nao se dea semelhanle facto, o negocio
continua no nlesmo estado. E sendo assim,nao poden-
do por partalo Brasil haver convenientemente adian-
lanicnlo algum a lal respeilo, depois que o proprio
governo do Paraguay disso que esperava qoe o Bra-
sil mandasse oulro agente enlcnder-se com elle, e
proceden do modo que he sabido, mandando publi-
car com a sua noto observac,cs em qoe e nos fa-
zem as maiores oflensas, nao se julga o orador obri-
gado a guardar reserva alguma a respeilo deste ne-
gocio, que nao pode em soa opinao ser devidamen-
tc "preciado sem que se remonte a pocas anterio-
res, para se examinarem minuciosamente os moti-
vos de resentimento, por sem duvida injustos e mui-
lo mal fundados, que tem oSr. Lpez-para proce-
der como procedeu.
Oberva que quando o Sr. senador D. Manoel se
oceupou .desle negocio fez urna recommendarao ao
governo,dizendo que era necessario, sempre que li-
vesse do mandar agentes para misses tao importan-
tes, escolber os homens mais habilitados, e falln
no Sr. Pntenla Bueno. Mas sem contestar de mo-
do algum a alia capacidade de S. Ex., notar que
ha urna circuraslancia a que se deve attender mul-
to, e he a diflercnca dos lempos.
Quando o Sr. Pimcnla Bueno se cucarrcgoii da
legacao, o Sr. Lpez acabava de ser elevado presi-
dencia, linha-e visto em difflculdades, acabava de
dar urna consliluicao que desagradou ao dictador da
coracao que nao bate sobre a brecha de urna cida-
della", commove-se di'ante de urna peripecia de salo.
Nao ha bravo no sentido absoluto da palavra. O
conde linha o recurso de examinar minuciosamente
a escada em qnanto serenava-se, e alm disso Sainl
Servis dcixava-oa vontode continuando assim.
Se o senhor houvasse lido esla escada em Ma-
drid leria chegado varanda sem risco. Veja-a, he
urna obra primorosa, cada degrn, com quanto pa-
ree delgado, he composto de doze toretes, cada
lorcal de nove trancas, cada tranca de tres Iraiici-
nhas, e tudo passado em agua de alcatro...
Irra interrompeu o conde, o qual linha. reco-
brado u sangue fri, parece, mcu charo Saint Servis,
que o senhor estudou a quesiao! falla nella ex-pro-
fesso! Porm sem cegar seus couhecimenlos nessa
parle, eu nao leria mais confiaiira em sua escada do
que ua minha de Madrid.
Sainl Servis deu urna rizada, e tomando a escada
das maos do conde, prendeu-a na varanda da janel-
la, e dispuuba-se a fazer suademoialra^aodedcscida
quandu o conde fingindo maravillosamente o 'susto,
den um grito c relendo-o pelo "braco disse:
'Creio em sua palavra, basta, retraclo-roe, le-
nho plena conlianca em seus lorcaes, tranras, e trau-
ciolas; he urna escada de bronze.
Nada be mas solido quo aseda, porm em nome
doco nao galge a varanda, lomo o-fado por de-
monstrado.
Recordando-se por approximacao das medidas to-
madas no muro do jardim de Sail Mand, o conde
Cactano creuscm hesitar quo a aseada que linha a-
maos era a do crime. Dado esle passo inmenso ua
inslriiccao. clleia retrar-se; mas quizprimeiramen-
te fazer uascer um desses incidentes que um homem
sagaz emprega sempre para preparar naturalmente
oulro encontr, e tornar a Invar a couvorsaijo.
Era sobre tudo urna confidencia que o condeCae-
lano esperava e provocava com sagacidades mas
Sainl Servis nao pareca pertencer a cssas ualure-
zas expansivas c loquazes, que referem seus amores
verdadeiros ou falsos a qualquer. Pelo contrario li-
nha todos os lypos exteriores do mancebo egosta e
j gangrenado pela avareza moral, o qual vive para
si s, loma aos oulros quanto pode lomar-Ibes, e n3oi
Ibes d jamis ncm urna confidencia ; pois Ihe daria
um prazer, c dar um prazer he diminuir o proprio.
Com esses caracteres excepcionacs nao se pode ser
bem succedido senao pela sorpreza, c em outras cir-
cumslancias mais favoraveis que essas couvcrsaccs
de manha. Por isso o conde lomou a (rayar a con-
versaro com o recurso incsgolavcl da bibliotheca. e
disse:
Ah! cis aqui o que val mais do que sua osea-
da de bronze... Im Pucelle de Voltaire com gravu-
ras de Lcjay....
Um livro avahado cm scssenla luizes, respon-
deu Sainl Servis.
Raneo! gritou o conde, lome carias.
Nunca leuho carias em casa, lornou o rapaz
rindo.
Que obra magnfica! proseguio o conde, boje
nao se faz mais nada assim... Que victoria conlra
as >ii|ierslices da media iil.ulc! E quando se pen-
sa que Voltaire s gastou doze anuos para elevar es-
te monumeulo gloria da Franca !...
Tenho ouvido dizer quiuze, observou limida-
menle Saint Servis.
Hemos quinze, se o senhor quer, isso me he
muilo iuiliileroiiio.
Oh Mr. de Verrieres, u seuhur araba de locar
em oulra obra prima.,, essa bella eiiradernaro de
l'bouveuio.,. ahi... junio de Faublas,,.
Sim, disse o conde, as obras completos do ca-
vallciro de Parny, meu livro predilecto !... Que ver-
sos!... E dizer que todos compunham obras desse
genero no seculo dezoilo!... Somos meninos, ver-
dadeiros mcuinos hoje! Apenas um poeto ousa in-
clinar-sc ao goslo dn seculo dezoilo, he retido...
Quando vimos representar o vaudeville da Chanoi-
nesse pensamos um instante que tudo isso ia reco-
merar; porm foi engao, forcaram o autor a re-
cuar. 0 publico nao pede outra'cousa. Urna deslas
nuiles na Dame Blanche quando um oflicial escollo-
do para padrinho diz mai do anillado :
Mas vendo tantos attractitos
Sinto si poder ser-padrinho
toda a plala desatou a rir, o que prova que o pu-
blico mo esl ainda pervertido a ponto de dar pa-
leada a essas cousas erticas, que foram as delicias
de nossos pas. O autur de Roberto do Diabo, da
Chanoinesse. c da Dame Rlanrhe be discpulo de
l'.iru}, mas coulem-se, Sou drama dos Dez annos
da ni/a de urna mulher abra depois de 1830 urna
era nova aos costumes theatraes; porm infelizmen-
te a reaeco rebeolou depois do negocio do Claustro
Saint Merry! Se isso nao Cora riamos bem longe,
excederamos talvez Sylvain Marechal.
Isso he iiicontestovel! observou Sainl Servis.
Mas esqueco-mc de que espe-am-uic na roa
Jean Goujon, tornou o conde. Adeos, Saint Servis
al outra vista, eat brevemente... Deixe tornar a
arrumar-lhc estes livros... Itemexi ludo... Eis aqui
oulro livro de meu conhecimenlo.
Qual?
Este livrinho in 18... Galera das Damas...
anodymo.
Sim, disse Sainl Servis : mas sabe-se o autor.
Nao se sabe. O catalogo dos erticos classi l'ua-o
entre os anonyraos.
O catalogo engana-se: a Galera das Dama'
foi publicada por Mr. Jouy na idade de vinte annos.
Nao crea isso, Saint Servis.
Porm seestou certo, de Verrieres? aroslo quan-
to quizer.
Quero... aposto... vejamos alguma cousa leve,
porque voaag parece muitn certo do que afirma..: A
posto um camarote da Opera.
Aceito, c pcometto Icvar-lhe amauhaa... Vai
ao cha da ra de Provenca.
Sim.
Pois bem, Im i de levar-lhe um certificado as-
signado por dous bililiopbilos qoe voss cooheccsem
duvida,Silvestre e Blanchard. .
Se voss nao levar nada, perde, Saint Ser-
vais?
Perco!... Aposta mais dez loizes?
Nao, um camarote de Opera quando se repre-
sentar Roberto ; quero v-lo duas vezes antes de vol-
lar para o campo.
Saint Servis e o conde Caetano Irocaram vivos
aperlos de mao, como teriam feito dous homens uni-
dos por vintc arinos de amisade.
Da parle de Sainl Servis essa expansao amigavcl
era sincera ; porque o carcter do falso de Verrieres
agradava-llie muilo, e depois que esle relirou-se. o
mancebo assenlou com sigo n.lo perder jamis urna
ticeasian de fumar" alguns bons charutos com elle,
embora o suspeitasse enamorado da loura l-aur.i.
Saint Servis viva em urna sociedade estranba na
qual o ciume|espera o arooreoesperar eternamente.
iContinuar-ie-ha.)


\



~s.

-
*"V
DIARIO DE PERMIBCO, SEXTA FEIRA 7 DE JULHO DE 1854.

Confederaran Argentina, appareccram logo anjea-
ras contra elle, e dahi veio a necessidade de se en-
coslar pira o lado do Brasil, da trata-lo com todas
asallences. Dcbaixo desses bons auspicios o Sr.
rmenla Bueno esteilou as ndarrs de .inusado eu-
tre aquelle presidente e o Brasil.
Em IS7 foi enviado ao Rio de Janeiro o Sr. Gel-
li, eucarregado pelo governo do Paraguay de tratar
da iiuesl.lo de limites, mas o estado em que enlo se
acliava o paiz, amearado de rsvollas as provincias,
nao deu lugar a que o governo se uceupnsse desse
objecto. Alem disso o general losas conlestava a
independencia daquelle estado, o governo do Brasil
entendeu que au devia envolver-se em complica-
res tratando com elle. O Si. Gelli e o Sr. Lpez,
lomaran) isto como desatiendo pessoal, quaudo s
era fdho dos embararos em que o governo se acbava.
Os acontecimentos que vieram depuis, como
oi o rslortro que poz o governo i sabida de
urna porcJo de armamento, que o Sr. Gelli li-
nha rmpanlo, e recasa de i assaporles a subditos
do Paraguay, medidas tomadas requisito do mi-
nistro argentino nesta corte, irritaran) .anda mais
aquelle agente e o Sr. Lpez. O Sr. lielli rel-
rou-se. j
Em cdoiequencia do tratado de 25 de agosto de
185(1 leve governo do Brasil de mandar um asente
ao Paraguay paranbter um acord nao s sobre a na-
vegado dos rios e commercio, como sobre as ques-
loes de limites. O governo da repblica porem
apresentaiujo sobre estas prctencoes.que era impos-
sivel admiltir, recusou-se a tratar previamente acer-
ca dos outros.
A regeicao de taes preteneos e os osforcos do Sr.
Leal para remover os embarazos que linha encon-
trado al enlo a celebrarlo dos ajustes que se de-
Main concluir, deu motivo a aje se taurassazo sobre
elle ai graves e infundadas acoiai n.ap-que' constan)
das notas, que, lhe furain dirigidas em 1(1 e 12 de
agosto.
Uisse queaspretenciSesdo Sr. Lpez nao eram
admissiveis : para prova-lo la,: o orador urna exten-
sa exposieao sobre as qocsles de limites entre o Brar
sil e o Paraguay dosde o lempo colonial at boje, a-
ron)panhando-a da citaran de um Tacto para mostrar
a mancira porque o goVcruodessa repblica proce*
de nossas quesles ;
Quando o Sr. Lpez accedeu prelenrioda Fran-
ja e da Inglaterra para a navegaran dos rios, ape-
nas Ibes quiz permillir que chegassem i cidade da
Assuinprau. allegando o receio de complicares com
o Brasil, pois nao tundo anda concluido com elle um
halado de limites nao sabia at onde ira o seu do-
minio, o dizia que nao quena complicaees. Mas
nesta mesma occa.~i.io, sabendo o nosso governo que
os agentes diplomticos daquelUs uones tinham ido
ao Paraguay, e ignorando o que o Sr. Lpez combi-
nara com elles, preveoio-se declarando livre para o
commercio o poni de Albuquerque. O Sr. Lpez,
assiin apanhado em falsidade, iuitou-sc pela decla-
rado, nao estove por ella, e voltou-se coulra o a-
gente brasileiro.
Em seguida, anal) sa minuciosamente as notas a
que se refono, refutando urna por urna as diversas
arguiees que nesses documento se Cazcm ao Sr.
Leal, e bem assim as observarles d que foi acoro-
pa nliada a su a publicado no jornal darepubliciyn-
lilulado o Semanario, justiliciinde assim aquelle
funccioiiario. cuja replalo lhe pareceu ficar um
pouco annoviada com a recommendacao do Sr. D.
Manoel.
Nao pode elle orador prever o destecho deste ne-
gocio. He constante que o Sr. Lpez prepara-se pa-
ra alguma expedirlo militar, que mandou censtruir
em Inglaterra seis vapores que tripular como poder,
para lalvez atacar as nossas possosses do Paraguay.
Nao sabe quaes sao %uas intences, mas'dir que a
Francia, apezar de governador despotico.'linha bas-
tante criterio, entendeu sempreque com o Brasil de-
via procurar viver com a mclhor harmona possivel,
porque sabia que era a nico pii/, da America que
llie podia fazer um mal real. No momento em que o
Brasil disseravancaaos nossos tidigeoas, o Para-
guay dcia de existir. Nao deseja o orador que isso
se faca, estimara pelo contraro que aquelle paiz
prosperasse. O Brasil nao lem necessidade alguma
do Paraguay, lem muilos terrenos rerlilissimos, co-
mo os que o Sr. Lpez considera muilo feriis e deso-
ja ;o que o Brasil quer he ser tratado com aquella
considerarlo a que tem direito urna naci que tim-
bra em cumprir seus contratos, em seguir o cami-
n da honra e da \enlace. Ma sabe se os uossos
vizinlios se torio sempre comportado assim comnos-
co. Da nossa parle tem conslaulcmente ex isli do *a
f o sinceridade ; da parle desses senhores nao se
lem dado esse procedimenlo. O que anda ltima-
mente succedeu nos campos do Estado Oriental mos-
Ira isso. Tendo o Brasil entrado em urna conven-
ro tao sincera com o general Urquiza, esse chefe,
entrando iinquclle Estado deixando n nosso general
para traz e celebrando com o general Ori-
be urna convenci sem nossa audiencia, proco
rou burlar-nos, nullilicar-uos! lie contra estes pro-
cedimenlos que o orador se pronuncia enrgicamen-
te, porque sao muilo desleaes, muilo iodigiios de
una narao civilizada.
E que de desgranas nao Um provindo daquelle ac-
lo'! He dahi que nasceu todo o mado Estado Ori-
ental, a posicao falsa em qae se devia achr um go-
verno como o do Sr. Gir, que nao pode de rodu
algum ser considerado nacional, qua Iruoxe para o
Brasil lanas complicares e veames.
Concluindo diz, que todo o sea desejo he ver o
Brasil respeitado, quando o nao sejaha de envidar
todos os seus esforro-, concorrer com o seu voto para
que o governo possa devidamente vingaranossa hon-
ra e adquirir-nos cousiderarao.
OSr. Cotia Ferreira diz que tendo sido tao bem
esclarecido por alguns nobres senadores os diversos
pontos em que toco a primeira vez que fallou, nao
lomara novamenle a palavraie nao tivesse de dar o
seu voto sobre a materia que se discute. Keceia
muilo fallar do bouquet, permitla-se-lhc empregar o
termo, visto que actualmente todo he afrancezado,
poisalsequer que nm corno deliberativo decida
com a boca fechada; entretanto nao pode deixar de
observar ao nobre relator da commissao de resposta
falla do throno que elle formou um bouquet ou ra-
malhete, coraposlo todo de flores de baile. Ora, a
flor deste nome, urna das mais lindas que existen),
como que fdrlou a cor de ouro para suas primeiras
folhas e a nev dos Alpes para as segundas, e para o
bello pennacho que lem no centro, ella pode dispu-
tar a primaza rainba das flores, rosa, e ganhar-
lhe-hia se o seu perfume nao fosselao activo, tao for-
te, que tonleia aa caberas, que d abalos e at pode
causar a morte. Sendo assim o ramalhele da nobre
commissao, pode fazer tontear a cabera dosSrs. mi-
nistros, e ningaem dir que nao seja isto iim mal.
Se s a nobre commissao, ou o seu relator, licasse
com a culpa, o orador nada dira ; mas o senado he
que lia de carregar com ella.
Nao ha no mundo quem di honra nem'quem a ti-
re. As honras que a constituir,;) diz que o poder
moderador pode conferir nSu sao mais do que sig-
nis dellas ; se recaheni sobre o homem infame nao
lite tiram essa qualidade, o homem contina a ser
infame. O bom comportamento do individuo he que
o torna homem de honra.
As flores que o povo romano espargio sobre o t-
mulo de ero, como se tivesse morrido um Tilo ou
um Marco Aurelio, nada mais indicavam do que o
abalimento em que se acliava aquelle povo, a ponto
de, como diz Tcito, quanlo mais subido era o posto
tanto mais vil e indigno era aquelle que o occu-
pa>a.
He portante) necessaria muita altejicao quando se
trata de elogios, de louvores ao ministerio.para que
nao se vi dizer que procedeu bem lendo alias pro-
cedido mal.
O segundo ponto dos reparos que boje liuba a fa-
zer refere-se s expressoessoberana nacionalque
cmpreguii o Sr. ministro dos negocios estrangeiros
pata justificar o recoohccimenlo do actual governo
do Uruguay e oapoio que S. Exc. acaba de prestar
lhe. Esla-soberana do povo que muita gente
allega no Brasil tem feilo inuito mal. Cumpre que
um tal principio, verdadeiro em lliese, nao se con-
ven mi applcac,ao em mxima revolucionaria. O
Estado Oriental eslava constituido sobre a base do
syslcma constitucional, llnlia elcilo o seu presidente
era este o que exercia a autoridade em virtude da
soberana do povo; nao se devia porlanto esperar
que Florea, tirando vidas e assolando o paiz, fosse de-
clarado presidente legal. O apoio dado a esles era
devidoquelle, a nac,3o j se bavia declarado quan-
do o clegeu, nao tinha lugar, como disse o Sr. mi-
nistro, esperar que ella tornasse a declarar se o que-
ra ou nao. Nao e tralav.i de nm paiz governado
por inn systema desptico ; a nac,So oriental tinha
meos muilo lgaos para mostrar os erros do seu pre-
sidcnle, nao precisava recorrer ao derramamento de
singue, o governo do Brasil, fundado nissoa que se
eliama vonlade da nacao, podia auxiliar desordeiros,
dar forra a um homem eminentemente revolucio-
nario. A vogar este principio entre nos, nao pode-
mos ler paz.
A'vista desles actos pracados a respeilo da po-
ltica externa e do nenlium respeilo que se lem pela,
constituirn, melhor seria que o .senado, se tem de
volar por esle ramalhcte a que se chama resposta
falla do throno, mande fechar a porta do sou paya e
cscrever-lhe por cimacasa para alugar.Como he
que o seuado ha de votar esta resposta quando ouve
dizer a um ministro da corda que nao se publiqtrem
os debales?quandn mesmo diz que obrem legalmenle
na forma da roiisliluirao inlliiindo como influjo as
eleic,es !.. Nao, nao sao os potentados das provin-
cias que fazcm as eleiees, como disse o nobre sena-
dor pela Babia, o governo be quem as faz. No es-
tado em que nos adiamos todos tremem de resistir,
muilos at eslo com os olbos filos nos Srs. ministros
a ver quando elles acenam para obedecer-Ibes, por-
que todos dzemlie bom ir para o eo, mas nao
com a palma do marlxrio.
Tara este ciado nao tem concorrido pouco algu-
mas deserres de pessoas salientes do partido liberal;
(atvez mesmo que ellas lenham causado mais dam-
nodo que todas ns prepotencias do governo, porque
o povo, vendo que muitos individuos o tem feito
cahir no laco, que quando escapa de um lie para
cahirem oulro, quando se lhe falla em alguns prin-
cipios lila-raes ollia para o individuo, e diz,como
Sapho: a Bacchante que nao ests bebada, que me
queres tu '.'
Em oulro lempo dizia Mirabcau, que o silencio
dos povos era a lirao dos rcis. Hoje quando o ora-
rador vi relirar-se, vollar-se para um lado lodo o
jiarlido liberal, dizendofaram o que' quizerem,
diz comsigo que o silencio, o retiro do povo as elei-
roes be a lcao dos governos. Falla-se em publica-
ran dos deba les,diz-senada, s se fr com fulano.
Censura-se a inlervenjao do governo as eleiees,
responde-so.Eslava no meu direito 1 Ha mesmo
na casa homensquese julgam iguaes a Alexandre,
que quando era couvidado para os jogos olympicos
responda : Irci se os meus parceiros forem reis.
nao querem ouvir nada. Nao se vio ainda ha pou-
cos dias o desembarazo com que o nobre relator da
resposta i falla do throno disse ao nobre senador
pelo Bio Grande do Norte, que na (erceira discussao
havia muilo lempo para tagarellar'.... E o que
edmira he que o Sr. ministro doi negocios estran-
geiros, qae be contraste das palavras parlamentares, ,j
como moslrou o-anno passado, nao se levautasse para
reclamar corrtra aquelle termo. Custa de certo a
soflrer isto, accrescenta o orador, de bomens a quem
lodos couheccram laranseiras...
O Sr. Presidente observa que o lermo nao he par-
lamentar.
0 Sr. Cosa Ferreira, agradecendo a S. Exc. a
advertencia, o declarando-llie que muilo estima que
se lhe mostr sempre o caminho da razao, diz que
usa do termo comparando-o com asexprcsses ta-
garella, e tagarellar.Na phrase de que se servio
quiz apenas dizervos a qoem hoDtcqf cooheci des-
pido de honras, simples cidado, vindes hoje olfen-
der vossos collegas chamando-lhes tagarellas, sois
oulro homem, a posicau em que vos acbais trans-
lornou-vos.Nao vio entretanto que quem usou
daquelletermos fosse chamado a orden).
Tendoaado a hora, termina o orador o seu dis-
curso.
OSr. Presidente marca a ordem do da e lcvapla
a sessao s duas horas e meia da tarde,
da 30 de maio.
AsIO horas c25 mnalos, estando reunid* nume-
ro sufliciente de Srs. senadores, abre-se a sessao a
approva-se a acta da anterior.
O 1. secretario d conta do seguinte expediente.
Um oflicio do 1. secretario da cmara dos Srs.
dcpulados, acoinpauhandoa propasicao all aprova-
da sobre os limites das provincias de Goiaz c do Ma-
ranbao. Vai a imprimir.
I'inarcpre.-eiilacaula cmara municipal da cidade
de P.iracatu', pedindo a crearao de urna nova pro-
vincia desmembrada da de Minas tjeraes, sendo a
capital a cidade de Paracalu'. A commissao de es-
tilstica.
Ha lido e approvado o seguinte parecer:
EniSdc maio de 1851 fui submellida ao examc
da commissao de ron-litinrjo una represenlaeo da
asscmblca legislativa da provincia de Malto-Grosso,
pedindo a derogaran da nova divisao dos collcgios
cliloraes fcita no anuo de I8V7, cm vrtude da lei
de 19 de agoslo de isiti, e indicando outra divisao
da provincia cm qualro circuios cliloraes. Requc-
reu a commissao em parecer de 21 de maio de 1852,
approvado na sessao de 24 do dito mez, que sobre a
materia da representara se pedissem iuformarOes
ao governo; e este em i de dezembro do referido
auno enviou ao senado o oflicio do presidente da pro-
vincia datado de 2 de selembro antecedente, conlen-
do as pedidas informarles. Tudo foi remettido
commissao em 7 de maio de 1853.
(i Consta clostes papis o segainle :
Em primero lugar, que a asscmblca provin-
cial requer que sejain guatro os collegios eleiloraes,
a saber :
1. Da cidade de Cuiah, formado com os clei-
lores das freguezias da Se, Pedro Segundo, Uuia,
Brotas, Santo Antonio, Livra,menlo, Chapada, c Pe-
quen. ,
a 2. Da villa Mara, com sous cleilores, os da ci-
dade de Matlo-Grossn, e os da villa do Poconc.
1 3. Da villa do Alto Paraguay I lia man lino, com
os da sua freguezia, e os de Nossa Scnhora do Ro-
sario. /
u i. Da freguezia de Albuquerque, com. us da
mesma freguezia, os de Miranda e os de Sania Anua
do Parauahyba.
Em segundo lugar, que o presidente da provin-
cia lem por melhor a divisao, que subsista de
1W5 a 1817. cm cinco collegios, a saber :
1.0 circulo de Malto-Grosso, formado de urna
s freguezia. '
o 2.. O de Pocou, conlendo, alem da freguezia
do mesmo nome, a de Villa Mara.
ii 3. O de Albuquerque, com a freguezia de Mi-
randa.
4. O da villa do Diamantino e da freguezia do
Rosario.
5. Finalmente, o da cidade de Guiaba, abran-
gendo todas as domis freguezias nao menciona-
das.
A commissao de constituirlo, tendo para si que
a representarlo da asscmblea provincial foi deferida
pelo decreto n. 761 de 12 de selembro de 1852, arl.
1. 14, liniilar-se-bia agora a pedir que se archivas-
sem os papis, Observando porem que a proposi-
t,lo da cmara dos deputados, impressa sob o nume-
ro 26 noanno passado, pendente da discussao do se-
nado, altera aquella divisao, e mais se conforma com
a proposta pelo presidente da provincia, pareccu-llie
mclhor que soja a materia maduramente examinada
para cpntiecimento do senado quando discutir a ci-
tada proposico.
E como o negocio acba-se, por deliberarn re-
cente da casa, mui acertadamente entregue Ilus-
tre commissao de estatislica, requer que a ella sejam
tambem rcmettidos esle* papis.
Paro do senado, 29 de maio de 1854. C. J.
de Araujo lianna. V. de OUnda. Paulino
Jos Soares de Souzo.
Passando-se a ordem do dia continua a primeira
discussao da resposta a falla do throno.
O Sr.Terguciro nao pode deixar de fallar sobre
um objecto de sua devorao, e que o induz a oceupar
por alguns momentos a atlenro do senado. Ncn-
Ifuma sociedade pode subsistir sem moral ; ora, cu-
tre mis fallar em necessidade de moral he fallar em
elcirftes, porque he no que se pralicaas maiores im-
moralidadcs, das quaes o governo, poslo que as vc-
zes nao seja autor directo, todava o be sempre in-
directo, epor ellas responsavel.
O Sr. presidente do consclhn, disse que os mem-
bros do. governo nao perdiam o direito que todos
tem de intervir nas clcices. Mas o orador observa
que lio difllcilimo distinguir a influencia pessoal dos
ministros da influencia do poder, como se obscr-
vou nas elcircs de (loyaz. O Sr. presidente do ron-
selho cscreveu ao presidente da provincia para que
aceilasse iins c excluisse outros. Assim o praticou
como acto seu, c nflo do governo ; mas, nao sendo
aceitas essas recommcndares, o que fez S. Exc. ?
Dominio o presidente da provincia, allerou a ordem
dos vice-presidentcs, etc. Aqui se eslo vendo os
inconvenientes da interferencia das pessoas que es-
l,"o no governo ; o resultado be que as autoridades
tem por forra de transigir, de aceitar as imposicSes,
mi cnlo nunca faltam motivos para castiga-las.
Nada mais acrcscenlar sobre ascleicocs de Goyaz
Julga tuilo arranjado, O candidato por l aodou
com rccommendares do governo ; mas nao preci-
sava ler esse incommodo, porque j eslava ludo pre-
parado.
Quanlo us cleicoes de S. Panlo, dir que eslava
persuadido que o governo nao liita candidato, nem
Uto [muro o presidente da prcnyiria ; mas vista do
qvo se passou parece que nao se acham tilo puros
nem um ucm outro.
O certo beque o governo recommendou que fos-
sem arredados os seus inimigos, porque he como de-
nomina c (rata os que nao pensam a seu goslb ; e
j esta entendido de que modo he a conriliacan ; os
Sr. ministros eslo com os braros abortos, mas s
paraos que pensam como elles, os que se sujeilam
a todas as suas vontades. c caprichos ; para outros
nao. Entretanto, para que o governo Iriumphasse
nao bavia necessidade alguma de taes recommen-
dar,i>cs, nem de chapa ; porque a machina est Uo
bem montada, que para produzir o desejadoefleilo
be suflicicule que o poder dcixe entrever as suas
tenriies.
Concorda que o presidente da provincia nao tinha
alilliado ; maso que fez "! Reuni em conclave al-'
gumas pessoas a quem deu palcntc de influentes, e
que organisaram a chapa ; e aqui est como elle vio*
se forrado a ler condescendencias com os apregoados
sustentadores do ministerio, at a prestar-Ibes a sua
secretaria para expedirlo das circulares, que foram
todas selladas com as armas imperiaes, como objeclo
de serviro publico, e defraudando-so a renda do
coneio. Se um presidente da provincia, mesmo sem
ler canilidalo seu alilliado, cliega a esle ponto, at
onde ira se o tivesse I
A dizer a verdnde da pouca importancia a que
saiam deputados ou senadores estes ou aquelles, de
um ou oulro partido ; todos sao Brasileiros e hode
fazer o que pudersm pelo bem do paiz; o que lhe
d muilo cuidado sao os meios empregados para i:-
so. Como se quor vencer a todo o custo, nao e Ira
(a sen.lo de arranjar os meios para isso; e o costu-
mado arranjo he escolher em todas as freguezias os
bomens mais capazes do nao recitar liante das maio-
res violencias e crmes, cntregando-sc-lhcs a polica
para fazercm Iriumphar a vonlade do governo.
pra, como pode haver moralidade cm um paiz on-
de a polica he entregue aos maiores desordeiros e
criminosos ? O povo nao est cm contacto inme-
diato com os Srs. ministros, c sim com essas autori-
dades, c ellam dcsmoralisam. Nem se pense que
no interior do paiz as cousas passam-se como na cor-
le ; aqui chega-sc ao mesmo resultado, mas com
mais diplomacia ; na roca, se ha opposicAo, con-
clucm-sc as eleicpcs a hacamarle. He pois a ferida
sanguinolenta que se fax na moralidade publica o
que atormenta o orador, e o induz, apezar de soa
a\ aneada idade, a fallar nesle objecto de sua de-
yocao.
Cita o faci de nm sacerdote que resislindo s
cortarnos do seu prelado, aceitou o lugar de dele-
ado de polica para fazer cleicoes, e desempenhou
a trela de maneira tai, que se praticaram as maio-
res violencias e o sangue corren. Enlao nao houve
remedio seuao dcmilti-lo ; mas quemo subsliluio ?
urna creatura sua, que s faz o que elle quer. Nao
houve porlanto urna demissao verdadeira ; houve
apenas remoran: e era mclhor nao gastar lempo
com remores como essa do padre Xico, a nao que-
rer o governo foe-las com sinceridade.
Apona tambem outro faci de um rapazola de
19 anuos que foi nomeado delegado de polica. A
cmara municipal reprcsenlou, enviando'a certidao
de idade ; mas perdeu o seu lempo. Isto musir
al que poni se capricha em procurar desordeiros
para iiieumbi-los da polica e das elcircs ; quando
nao ha outros, serve at um rapazola fie 19 annus.
li He isto o que arruina a moral, e nao* essa publi-
o de circulares impressas, contra a qual se gri-
lou: i Aleivosa Irau-ao u Nao pode cm (al fac-
i haver perfidia quando a auloridade escreveu a
pessoas que nSo conhecia ; mas, anda mesmo que
fosse a conhecidos, se nas circulares havia abuso de
poder, a obrgarao de quem as recebeu era publica-
las. Sempre que a auloridade abusa do poder pa-
ra impr a sua vonlade nao merece couflanra da
pessoa a.qucm se dirige. E presidente de provincia
lem hav do que nao duvidou escrev:, fazcudo amea-
cas r promessas com o lim de excluir taes c taes in-
dividuos, incluir outros.
O governo pois he actualmente o maior desmorali-
sador, c sobre elle recabe toda a re-ponsabilida lo da
immoralidade que grassa, porque nao pune os seus
agentes que devem ser punidos, nem ao menos.de-
mlle os individuos rcconlieeidamente desordeiros1 e
criminosos que exercem empregos de grande influen-
cia sobre a moralidade publica, porque locam de
perlo com o povo.
Para desapparecer tudo isto basta que o goveroo
pcrcaij pon-amonto de empregar a tojea para ven-
cer ; e que nao lar a tao m idea de si mesmo, e se
convenca de que se proceder bem todos o ho de
sustentar, porque lorio o Brasil quer ordem.
A consequeocia immediata do emprego de reos de
polica como autoridades, he que os que lem prin-
cipios de virlude fogem, nao loman parle alguma
nos negocios pblicos; os fracos deixam-se corrom-
per e viciar ; os que querem subir sem esculla de
meo van logo para aquelle lado, c be assim que se
explica o uumero de desertores que lem ido engros-
saras lucirs do governo. Esse rancho, pois, ha de
ir crescendo cada vez mais, porin a mmoralidade
lia de lamben crcsccr com elle.
Pouco importa ao orador que o governo nao di
peso a estas verdades ditas de corar.lo ; lalvez mes-
mo que seas altendesse fosse um mal, porque pode-
ra haver alguma coulcmporisarao com o vicio e o
crime. E como a Providencia nao permute que o
vicio eo crime jamis triumphem, embora prosiga o
governo na sua carreira, o remedio ha de vir.
Leu no rotatorio do Sr. ministro da juslira que
liouveram 80 assassinalos em S. Paulo, c exclamou
que desses assassinalos poucos sao os que nao sal-
picam de sangue as fardas dus Srs. ministros ; por-
os 5 de S. Jos dos Piubaes ; outros sao pralicados
por sua ordem ; do resto he quasi tudo- resultado do
emprego de peliiilras, desordeiros e criminosos para
os cargos de polica c fautores de cleijes.
O orador refere esse aco'nlecimciilo de S. Jos dos
Pininos, notando que um dos autores do crime nao
s ficou impune, como foi tratado olUcialmenle de
muilo honrado !
Relata igualmente oulro faci acontecido na cida-
de de Corilibaem vesperas de elcircs. O subde-
legado mandou prender e deportar pessoas gradas e
de influencia. Processado por isso foi a final absol-
vido. fazendo o juiz o scguiile raciocinio : Essas
prises edcporlarcs tiveram por lim arredar aquel-
las pessoas das elcres. Ora, como as eleiresj
esCto approvadas pelo poder competente, nao proce-
de a queixa 1 ( Risadas. )
Nada mais dir ; s quiz tornar bem patente o a-
bysmo que o ministerio est cavando, e que faz
receiar seriamente a subversao do paiz.
O Sr. Presidente: Tem a pala v ra a Sr. viscon.
de do Paran.
O Sr. vtsconde de Paran : Cedo; nao que-
ro responder a Tactos que se passaram cm 1849 e
1852.
O Sr. Presidente : Tem a palavra o Sr. D. Ma-
nuel.
O Sr. O- Manoel felicita o nobre senador por
Minas pelo discurso qui acaba de proferir ; nao he
possivel pintar mais fielmente o estado da narao.
Convencido das verdades sustentadas pelo nobre se-
nador foi que o orador por mais de duas horas se
empcnboii, cm una das ultimas sessoes, por mos-
trar que a corruprao lio o tnico elemento do go-
verno.
O Sr. D. Manoel observa que discursos como o
do Sr. Monto/urna exigem resposta prompta. Nin-
guem cstigmatsou com mais sabedoria c conheci-
mento dos Tactos a poltica Irez vezes nefanda pelo
actual ministerio seguida no Rio da Prala. E en-
tretanto o nobre ministra, depuis de 48 horas de in-
(ervallo, nao procuroa tlleouar a extraordinaria im-
presso que causn o discurso do nobre senador ;
e o Ilustre relator da ommissao tambem nu se di-
gna dar nem urna palavra !
O orador est nicamente cm divergencia com o
Sr. Montczuma no que rcspeila ao auxilio qae se de-
via dar ao Sr. Gir ; log) explicar essa diflerenca ;
antes, porem, de entrar icssa discussao, deve tomar
em considerarlo alguns pontos do discurso do Sr.
ministro dos negocios- cstrangeiros: e combar
pelo que S. Exc. disse acerca da presidencia do con-
selho.
J houve poca cm cuc, pergunlando-se o qoe
era a presideucia do ccnselho, todos respondan] :
He um titulo honorfico. Hoje, quando se faz
igual pergunta, a rasposa he esla : O presidente
do coiisellio he tudo, c seus collegas nada. O Sr
ministro reparnu em qie oulr"ora se censurasse a-
qoelle titulo com vao, e que actualmente se ata-
que por ser urna realdade; mas o que so censura sao
os extremos; he o podir espantoso, a illmit, la in-
fluencia que o Sr. presklente do ronsellio exerce so-
bre os seus collegas, e de que o orador lem pleno
conhecimento, embora negu o Sr. ministro dos
uegocios cstrangcirus., Ua um meo termo, juslo e
rasoavel, entre ser/o titulo meramente honorfico,
ou importar a omnipoteieia. Mas nao pode admi-
rar que assim aconlera, para quem couhece o carc-
ter eminentemente dominador do Sr. presidente do
conselho.
O Sr. Presidente adverte o nobre senador, qae
convm abster-se de priposices intciramenlc pes-
soaes.
O Sr. D. Manoel diz.tue est mostrando o predo-
minio qne o Sr. preiidcttc do conselho exerce para
tirar a illacao dequebeWpe burla gaslar 150 mil
cruzados com cinco mfmslros. Pude poupar-se
a despeza reduzindo-os i ofliciaes maiores ( como
j sao de fado) com menos ordenado c sem a excel-
lencia.
O Sr. ministro dos negocios estrangeiros quando
respondeu ao orador referi dous fados: nm fui man-
dar S. Exc. um oflicio muilo respeiloso com to-
das as copaselas commurica'rcs ofliciaes relativas
rcprcsso do trafico, para que o Sr. presidente do
eon-ol bu com o seu nome prestigioso (sao os termos
do oflicio) pudesse dar mais forca aos esforcos que o
governo est fazendo pan aquelle lim De mancira
que o Sr. presidente d) conselho tem nome mais
prestigioso doque todo o ministerio Se a Inglaterra
nao tem querido ate agota desistir do bul de 1845,
porque, segundo se diz, acredilou nas informacocs
que daqui lhe enviaram Jizcndo-llic, que o Sr. prc-
sideule do conselho era grande (protector dos afri-
canistas, ha de considerar mais prestigioso o no-
mo de S. Exc. do que oSr. ministro de estrangei-
ros ?
O oulro fado, que o orador nao sabia ter-se pas-
sado com o nobre ministra, fui que lralando-.se de
despachar um sujeito, se dissera a alguem que nao
haveria duvida, comanlo que o prelendente se a-
presenlassc antes ao Sr. presidente do conselho, afim
de que quando'se fallaste do seu nome em conferen-
cia ser j conhecido. Esle faci abona a opiniao do
orador de que o Sr. muisiro acta collado de tal mo-
do ao Sr. presidente do conselho, de que est como
um boneco que nao se nove sem que se toque a
mola, que nao da um passo sem previa audiencia do
sen obelo. Como podem ser chamados a cootas
ministros cm taes circunstancias, quando sobre el-
les se exerre um poder nao s exagerado, como in-
dcbilo, que Ibes tira toda a forra moral ?
Foi para esta demonstrarno do immenso podero
do Sr. presidente do conselho, qne o orador em ou-
tra sessao tocou na historia dos dous Cesares, e ago-
ra occorre-lbc o que diz um historiador sobre um
cerTo Barras, que era homem de insliuccan, porem
muito immoral e muilo velhaco ; o escriplor chania-
va-llic viconte Roi-Directeur. Eslas historias estao
connexas com o Tamoso discurso que pronunciou o
nobre senador por Minas, porque to estado em que
se acha o paiz pclb resultar urna crisc, e quem sabe
se lercmos algumivicontc lloi-Directcur, ou algum
dos Cesares de que falla a historia romana. LTm
Arlualmente a nica mola do governo he a ror-
riipran; a sua divisa he: corruinnerc el eorrttmpi
imperM roralur. Nada mais faz do que corrom-
per c distrahir o povo com a agiotagem c os prazc-
ros; nao se importa rom a moral, porque o prime-
ro desmoralisador hccllc. Como u/io ha depois o
orador eslar quasi desesperado da salvaran pu-
blica'.' Basta para isso couletnplar scnielhaitle qua-
dro.
Nada mais arcrcsrcnla ao que tao bem disse o no-
bre senador; o seu proposito era continuar a orcu-
par-se com o carne dos negocios cstrangeiros, ma
admira-sc como oSr. ministro dcsta reparlirao dei-
xou tle pedir bonlcm a palavra para responder ao
nobre senador pela Balda.
O Sr. /.nipo de Abren (ministro dos negocios es-
trangeiros) : Nem pero senao na terreira dis-
cussao.
historiador de nota-diz a respeilo delics que era um
perfeilo linineni de bem, de saber, que amava muito
o seu povo ; o oulro, pelo contrario, era um ambi-
cioso que Iramou sempre contra o primero, at que
afinal o derribou. O primero, diz o escriplor, li-
nba o seu puder na lei fundamental e no amor do seu
povo, c este adoreva-o; o segundo 'fuudava o seu
goder na audacia, na corruprao c na agiotagem.
t<3 Sr. Presidente observa o orador que,se preten-
de fazer alguma aplicaran com essas palavras, est
inleiramente fra da ordem.
O Sr. I). Manoel declara que niloTaz a applica-
rio alguma, que cila um (recho da historia.
O Sr. Presidente diz que nao pdc presumir que
o Sr.'senador, sagaz c alilado como lie, fara taes ci-
tarnos sem algum fin.
* O Sr. D. Manoel responde que o seu fin he
mostrar o perigo que ilcvc resultar se se verificaren]
as prophecias do nobre senador por Minas. He sa-
bido que um paiz onde lavra a corruprao caminha
para urna crise, porque a corruprao precede sempre
a dissolurao tanto na ordem physica como na moral,
e cntao pode apparecer o queo orador receta. Quem
leu a historia da revolurao franceza sabe qae quan-
do os monarebas v rain aludos os seus thronos, e se
acbaram a braros com a revolurao. foram substitui-
dos pelos Maral, Robespierre, e outros monstros que
fazem horror.
Depois de trocar algumas observares com o Sr.
visconde de branles sobre nao ter ainda pedido a
palavra nenlium membro da commissao que redigio
o voto de graras o orador entra cm materia ocru-
pando-se ainda rom ns negocios do Rio da Prala.
No sen empenho de continuar a mostrar que a po-
lilica all seguida nao foi laminosa, que nao se con-
formou rom os verdadeiros inlercsses do paiz, c mui-
lo menos com a lellra e espirito do tratado de 1851,
comer por desfazer um engao em que lhe parece
laboroii o Sr. ministro no seu discurso.
Compre distinguir as pocas cm lodos os grandes
aconlcrimcntos qae se tem seguido no Estado Orien-
tal de-de qoc se conseguio expedir da Confederaran
Argentina o general Rosas.
Quando o Sr. Gir ecclarou cm tima communira-
rao ao ministro do Brasil que a nada mais aspiras a
que ao seu socego, que nao era mais occasiao de in-
vocar o auxilio de que Iralava a convenrao de 12 de
oulubro de 1851, era evidente que tal auxilio j nao
tinha lugar. Mas o subsliluio do Sr. Gir era, se-
gundo a constituirlo, o presidcnle do senado (neste
ponto he que o Sr. ministro nao entendeu o orador)
logo o que cumpria? era sustentar esse substituto
legal. Masnao, o Sj. Paranhos tinha preparado tu-
do para a queda do Sr. Gir, c para a elevarlo do
partido colorado; foi por lauto a esse que se prote-
gcu. O discurso do Sr. ministro veio em confirma-
rHo desta Mterfle, porque delle se v que a base do
rcconhccimenlo do governo de Montevideo nao foi
ter elle sido aceilo pelo povo, c sim a subdivisao do
partido colorado, do qual podiam resultar graves
males para a repblica. Esse partido era o menino
bonito do governo, e como o blanco, com aquella di-
visao, podia fcilmente tomar o poder, rehaver o
que tinha perdido, Iralou-se logo de reconbecer o
governo ncmeado em selembro. Sobre o procedi-
menlo do Sr. Paranhos, o general Pacbero Obes vai
revelar tudo, mostrar que foi elle quem contribuio
emprimeiro lugar para a desordem de j'ilbo. Cons-
tiluio se pois o governo e o sen ministro em parti-
dario do partido colorado cujos chata j lhe estao
dando muilo bom pago.
I)ir-se-h que o orador nao deve fallar assim.....
Mas corrc-lhe a obrigaro de justificar o paiz dos
erros do governo, nao quer ser respousavel pelos
dcsrcgramcnlos de seis bomens, nu de um homem
chamado presidcnle do conselho; a rcprcscnlaro
nacional lem o dever de denuncia-Ios ao paiz, de
proniniciar-se runlra riles, de esligmalsa-los romo
se faz em todos os parlanciilos.
Asseverou o Sr. ministro que o Sr. Paraubos era
digno dos maiores elogios! OSr. Paranhos em oulro
paiz seria chamado a rcsponsabilidade e punido, se
por ventura exceden suas inslrucroes.se nao ctimpro
litleralmeuteoquc se lhe mandou. Se promoveti as
desordens de jullio e selembro. e protegen as ban-
deiras despregadas romo o orador er, o partido colo-
rado contra o blanco, sen) nstrucres do seu gover-
no, a piinirao devia ler rahido no Sr. Paranhos. Mas
se elle s fez o que o governo lite mandou fazer, uo
be re-.ponsavi'l, c un o "yerno, e he a quem o ti-
rador se dirige; mas para isto deve referir os fados
passados com o Sr. Paranhos.
Ira na vao a desordem de selembro. Ura dos
mais interessados nella, e que india lomara a maior
parle dirigio-sc ao Sr. Paranhos e declarou-lhc que
bavia falla de dinheiro, tendo antes disso procurado
contrahir um empreslimo, e recebido em resposta da
pessoa aquein se dirigi que s emprestara se o em-
preslimo do Brasil garantiese a divida. O Sr. Para-
nhos vacillou a principio, mas coipo aquella pessoa
indas-e. moslrando-lhc que as circomstaucias tirgiam
e que era indispensavcl urna somma equivalente a
200 e lanos conlos, o Sr. Paranhos annuio, prestou
a garanta que se I lio pedia; o agente obleve o di-
nheiro, e conveile Irabalhou e conseguio o seu tim.
Vinilo esn fado ao conhecimento do governo, de-
cidi csrfi que o ir. Paranhos fose reprehendido
por ler lomado urna deliberarlo arbitraria, ainda que
as i'ircum-ta lirias que elle referi parereram no en-
tender do governo que o jusDcavam. O oflicio*foi
redigido com tanto tino que a alguem pareceu antes
um louvor do qne vcluperio, e o cerlo he que pou-
co lempo depois eslava o Sr. Paranhos ministro da
niai iiIm O governo mandou enlao que da somma
dada para si insidio se descontasse a necessari"para
pagamento do empreslimo.
He porlanto fado averiguado que a qnda do Sr.
Gir nasceu do governo do Brasil,e para esse lim se
entendeu o Sr. Paranhos com os rebeldes que flze-
ram as duas rcvollas. Hoje ou por vonlade do paiz
ou sem ella; esl o Sr. Flores na governanca; seria
a maior das inepcias ir o governo do Brasil sustentar
o Sr. Gir. Tudo est feilo. Para isso al, segundo
se diz, andn o Sr. Amaral de porta em porta pedin-
do aos membros das cmaras votarao para o Sr. Flo-
res : o partido colorado esl divido porque havia
prelenrocs para o Sr. Lamas, nao sabe se o pai se o
filho.
Qoe ronsequencias, pergunta, tirar o governo
desla poltica'.' Pode-se, sem modo de errar, esta-
belecer a proposito que nao temos um nico amigo
no Estado Oriental. Se qnizerms ler all influen-
cia, s oblercmos por meio da forra; quando reti-
ramos esta,perdercmos aquella; as faeces comcra-
rao a pullutar, e en tao adeos crdito publico, adeos
dinheiro do Brasil, adeos socego das nossas fronti-
ras, adeos todo.
Mas perder-sc-ha conservar eternamente em Mon-
tevideo a forra para all mandada 1 Consentirao os
povos essa forr,a perenne oceupando seu territorio,
influindo nas deliberarnos, nos negocios do paiz ?
Poder o Brasil continuar a supporlar casa despeza,
porque embora o Estado Oriental deva paga-la
nao o poder fazer, porque nao tem meios, porque
caminha para a murria ? E como se arranjar o go-
verno com a Inglaterra que j comeca a ver no pro-
cedimenlo do Brasil um protectorado contraro aos
tratados, protectorado que tanto oflendea soberana
nacional invocada pelo Sr. ministro dos negocios es-
trangeiros ? Se desde o principio se tivesse sustenta-
do o governo legal, tudo solera podido arranjar sem
as complicarOes com que ter.emos de lalar. Nao te-
mos mais amigos, ecm breve haver lalvez urna col-
ligacan das repblicas do Prala contra o Brasil. Se
acaso cerlo individuo poder consolidar-se, aplanar
mesmo .ubicuidades que agora encontra na soa mar-
cha, em brpve tereraos os mesmos obstculos que
vencemos na balalha de Monte Caseros. Taes serao
os resultados dessa poltica tres vezes nefanda, que a
nobre commissao diz que consulton os inlercsses do
Brasil.
Figurn o Sr. ministro dos negocios estrangeiros
que,se o governo fosse tenizem sustentar oSr. Girlal-
vezque appareresse urna nova guerra tao devastadora
como a que linha durado perlo de nove annos no
Estado Oriental. He urna imaginaran muilo po-
tica, nao sendo entretanto S. Ex. dado poesa !
Se se tivesse,como disse desde o cornejo, sustentado
com toda a boa f o Sr. Gir, empregando a Torca
moral logo queapparer,eram os prunciros symplomas
de revidiico. podia-seseriamente receiar urna guer-
ra no Uruguay *Nap havia combalcntcs. E quan-
do essa guerra apparecesse nao eslava o Brasil obri-
gado a intervir com Torra armada '.' Se logo que co-
merou o governo do Sr. Gir se raanifestasse urna
sublcvarao. nao haviamos de apota-lo contra seus
inimigos ua Torma dos tratados ? O que mais admi-
ra he dizer S. Excqne o Brasil collocou-sc em abs-
tenerlo Pois o governo quera ver o sangue derra- dade com el
nado, a rcpnblica conflagrada, os partidos, as fac- as dirigen)
res levantadas, e ser simples espectador de (al ca- principios
lamidade para depois se resolver '.' Boa maneira de o seu com
cumprir os tratados, faz-los depender da sorte das didas. Na
armas! Que poltica horrorosa O ministerio tle- maioria,
via ser aecusado, sentenciado, soflrer urna prisao.... ludo o mini
Mas o orador, que nao quer fazer mal niaguem, maioria !
pcrdoar-lbe-hia se isso estivesse em seu poder ; fica- O nobre
ria sal.feito em mandar os Srs. ministros para casa, orador, v
depois de cnlregarcm as pastas a qtfem melhor sou- qne era
bes-e dirigir os destinos do paiz. nos seus1
E q'ual o verdadeiro motivo, perguniara agora, da existe, o
marcha dos 5,000 homens de tropa brasileira para lem sido
Montevideo 1 j o nobre seuador pela Baha indi- Pela act
couo lim, S. Exc. disse qne os conselheiros da cru-
zada chamada inlcrv enoao.vcrao seos Domes registra-
dos no livro de ouro. O nobre senador nao alludio
lalvez s i um trecho do projeclo de resposta, pare-
ce-lheque tambem quiz dizer que a inlurvcnrao he
bascada na agiotagem.
O Brasil he hoje credor de consideravel sommatn
repblica do Uruguay,' e he Tora de duvida que
urna sociedade de bomens de c o de t se reuni pa-
ra comprar numerosas dividas,que se julgam perd,
das ou mal parada-, empregando alguns capitaes-
Pareccque s um com 70:0008000 lem de ganhar
400:0009000.
O ministerio que desde o anuo passado parece, nao
dir apoiar nem proteger, mas condesceder com cer-
tos homens que lem lucrado muilo com as desordens
de Montevideo, enriquecendo-se com urna Tacilida-
de immensa com pequeos capilaes, entendeu bem
que sem o auxilio pecuniario a repblica corra
rodea solta e naturalmente chegaria a tal estado de
insolvabilidade, que nao pedera pagar as dividas do
paiz c dos particulares, e suppondo que tem forra
para Tazer parar o carro das desordens e das revolu-
res naquellas repblicas onde os partidos pullulam,
contina atlar o subsidioe manda a forra. Dcsse sub-
sidio de luz-so a quantia necessaria para pagamento
dos ttulos a que se referi, e assim satsTaz o gover-
no aos seus amigos que enlram uaquclla sociedade.
He esla a significarao que, no seu modo de pen-
sar, lem as palavras do nobre senador pela Baha.
O Sr. Montezuma : Nao Toi essa a mnha in-
tenrao.
O Sr. D. Manoel diz, que o mortifica isso, e que
em tal caso toma como suas as palavras livro de
ouro assim explicadas.
Seutindo-se um tanto desanimado por nao lercs-
peranra de urna resposta, o orador derlara que nada
mais dir a respeilo da repblica Oriental, conclu-
indo o que linha a dizer cm relacao aos negocios
daquelle paiz, com a historia da circular ao corpo di-
plomtico.
Consla-lhc que urna pessoa se dirigir ao Sr. mi-
nistro tos negocios cstrangeiros dizcndo-lhe, que era
indispensavel que se mandasse urna especie de ma-
nifestaran, ou o que quer que fosse, para Montevi-
deo, porque os nimos cstawm all agitados, e que
esse documento devia ir no vapor que eslava a sa-
bir. S. Exc. disse que nao havia lempo ; respou-
dcu-sc-lhc que havia um trabalho feilo que lhe po-
dia ser aprcscntatlo, e que se o Sr. ministro o a-
ler o inimigo commora e a collocar-se a frente da
Coofederarao Argentina : logo que pdc abandonoii
o Brasil para se ligar com a Franra, com a Ingla-
terra e com os Esla los-Unidos !
As nossas quesloes com Rosas eram por causa da
navegarao dos deus rios Paran e Paraguay ; aquel-
las Ires naces obliveram-a com qualro palavras, os
tratados, os rios cstflo aberlos, ellas exercerao lodos
os Uredos das naces ribeirinhas, c mais ainda h.lo
de disputar-nos os nossos, assim como os dbputarao
a Confederaclo Argentina c Uruguay. Em breve
nos veremos pois a braros com as maiores diulcul-
dades.
Em breve, como disse, formaran as repblicas do
Prala urna rolligaro contra o Brasil; a cruzada se
orgaoisar com mais fucildade, porque nao appare-
cen por ora na ConTedcrarao um inimigo cominuin
que d cuidado. Nesse dia eslatemos ainda eipostos
a lodos os inconvenientes, todos os mbaracos que
procuramos remover conlriBuindo l8*eflicazmeiile
para a queda do general Rosas. A
Achando-se extremamente cansado, c. nao deso-
jando que o senado lhe altribua o desejo de tagarel-
lar, conclue o orador o seu discurso. Enlcndc ter
cumpriilo o seu dever, mesmo mais do que poda,
porque ha ama semana que sustenta urna lula pro-
longada. Fez porem este sacrificio principalmente
para mostrar ao paiz que esluda os seus negocios,
que nao he homem intil, que nao vem para a casa
receber o subsidio servindo de boneco para levantar-
se o sentar-se ao aceno dos ministros.
Vota contra o projeclo de resposta a falla do thro-
no, porque nao quer com o sea voto justificar a cor-
rupto que ha a divisa do ministerio, em cujas ban-
deiras estilo escripias eslas palavras: Corrumpere
el corrumpi saculum vocatur.
O Sr. Ilollanda Caealcauti comeca recordando
qoe quando hontem se Iralava da publicaran dos de-
bates disse que a cooslituicao" prescrevia asscm-
blea geral a obrigacao de examinar no comeen das
sessoes se a constituirn linha sido observada. Disse
tambem que a assembla geral linha entendido exe-
cutar este preceito da constituirlo na discussao do
voto de graras, porque a u3o ser por essa forma nao
v que lenha lido lugar lal exame em occasiao al-
guma ; e como lio sua opiniao, cm vista da diversi-
dade de costumes, de fundamento e de instituirocs,
quoessa discussao nao deve ler exemplo na Ingla-
terra onde o voto de graras he ama simples formu-
la, continuar na pralica seguida \t hoje emprc
que julgar necessario o exame a que se refere.
Nao diz que a constituirlo est defuola, nem
mesmo a julga Uo doenle como muits en\endem.
Tem deixado do ser guardada, e era impossive! que
assim nao succedesse ; novo como ainda se est ues-
te syslema de discussocs, nao se podia entrar logo
aellas no sentido das necessidades do paiz. Ha da
haver tentativas, aberrarnos e entre oslas oscillaces
ht de erer qae se chegar ao bom caminho, porque
tambem as instituirles sao as mais accommodadas
aquellas necessidades.
A consliluirao nao pode guardar-se sem a rcspon-
sabilidade dos conselheiros da coroa. e essa rcsponsa-
bilidade, qae he o primero anuel da cadeia cousli-
lucional, no existe hoje, porque a lei regolameular
que estabelece a sua formula esl revogada, o> mi-
nistros podem fazer o que quizerem. E deste modo,
sob esta especie de gabinetes irresponsaveis, a coroa
he altamente prejodicada ; podero entrar lodas as
considerarOes e Conveniencias nas orgauUares mi-
nisleriaes, menos a booeslidade.
- Diz qoe a lei de responsabildade esl revogada,
porque hoje o ministro que commette um delicio vem
pcranle as cmaras fazer urna proposta sobre o ob-
jecto qae dea lugar ao seu procedimenlo, as cmaras
approvam a proposla e o ministro est absolvido. Os
ministros apresentatn-se e dizem que expedirn) cir-
culares para eleiees pedindo que se votasse em fu-
lano ou sicrano, que commetteram um soborno, as
cmaras approvam ludo isso, declaram qae as clci-
ces sao puras, por consequencia desappareccu de
fado a responsabildade I E deste principio da ir-
responsabilidade ministerial he que veio a famosa
Iheora das maiorias contra a qual se tem por tan*
las vezes pronunciado.
Nao quer dizer qae rejeita as maiorias oa que as
considere cousa m ; lodos os governos, ainda os
despticos, na/ podem governar senao do conformi-
i, mas tanto as maiorias como os que
responsaveis, porque hapreceitos, ha
os de juslira, ha leis que determinara
ment c que nao devem ser Iransgre-
pralica porm isso, be so maioria
,3o ha nada de sagrado, de respeitado,
o pode fazer comanlo que lenha urna
nador por Minas disse, na opiniao do
ades puras, mas nao Tez o quH cumpria,
otar origem thvmal, e tro v-los
lidiados. He nas cmaras que esse mal
al esl uo principio das maiorias como
tendido, lie elle que desmoralisa ludo.
Trma, nao lia principios religiosos, nao
ha o scnliiicnlo do dever, e sim o da conveniencia,
o crime prevalecer houeslidade, e nenlium ho-
mem lioneslro qticrcra ser minislo debaixo de taes
principios Dahi vem a cooclusao que a honestida-
de he a itabecilidade, como que dizendo-se que pa-
ra ser bol poltico he necessario ser traanle!
Se poisa conslituieao nao he guardada, se para
que o se be necessario que baja rcsponsabilidade
para qiiqcoin a maioria nao se possa acobertar tudo,
le a assembla geral se empenhe para que
eSectiva a responsabildade dos ministros
e cumpre dize-lo a cora. Quando esta
cmaras que nao ha sacrificio que nao es-
fazer em beneficio do paiz, recom-
cumprmenlo do seu dever, he ne-
Ihe correspondan) Tazendo-os ainda
e-sc por tanto expor cora o estado
a o paiz. para seu perfeilo conheci-
descropenho de suas alias attribuices.
deslas observares,' o orador toma em
acao algumas proposiroes, tos Srs. Ver-
guciro*: D. Manoel sobre o procedimenlo do gover-
no nas elcices.
Conurda com aquelle em que o governo nao
precisi para arranjar seus amigos tirar ao povo a-
quullf q ue lhe pcrlcuce. O qne elle dere querer be
que Oresullado da eleiro esteja de accordo com a
do paiz, e para isto basta-lite ser imparcial.
admille 'porem a doulrina do nobre senador.
Grande do Norte, quando quer que a sua
cruze os braros e obedeca ao que se lhe
r sobre ele'iroes. Nao ; se ha dircilo legili-
reststencia he em materia tle eleires* Nao
dizer a ama provincia que cruze os bracos,
e sin- obedecei ao governo e respeitai as leis, mas
a eleljao be o vosso direito : se esperardes pelo fir-
mando ministerio nunca mandareis as cmaras os
vus*s representantes.
ndo qae nao lem lempo, por achar-se a hora
lada, de fazer lima extensa analyse das diffe-
repariicOes para mostrar que todos os minis-
sao senhores absolutos, Umita-se o orador a
apnlar alguns casos de infrarrjo das leis.
A pretexto da organisardlo de regulamoutos as leis
rto se execulam. Estes nao -apparccem ordinaria-
nente senao no lim de alguns annos, e quasi -fin-
ir contendo medidas legislativas contrarias lei,
tsto nao sr> sobre um objecto, mas em quasi todos.
As cmaras vem csses regulamentos e nada dizem.
.V assembla geral aprova um privilegio por de/
lal polilra alem de rompromellimenlos inlernacio-
nacs e de despena horrorosas. Talvez que isso pro-
venha de haver na questao do Kio da Prata cousa
de muito difflcil intelligcncia, porque a sua per-
suaso he que as inlenrcs, quer do transado mi-
nisterio, quer do actual, cm relatlo a esse assumpto
tem sido e sao as da mclhor conveniencia para o
paiz. lia de certo alguma obscuridad* no negocio,
e dahi provem talvez a pouca exactido da iolelli-
gencia que se lhe d ; c parece que os nobres mi-
nistros a obscurecem ainda mais nao s para com as
cmaras, mas para rom o cslrangeiro. O orador
desejaria, mormenle quando se trata dos paizes
nossos vizinhos, que houvesse mais Tranqueza.
Conclue por lhe parecer ter j"dado a hora.
O Sr. Presidente marca a ordem do dia, e levan-
la, a sessao s 2 horas e 20 minutos da (arde.
Dia. 31 de maio.
A'sdcz dorase meia da mauha, reunido numero
suficiente de Srs. senadores, abre-sc a sessao e ap-
prova-se a acta da anterior.
01. Secretario d coala do seguinte expediente :
Um oIGcin do ministro do imperio, remetiendo a
representado da cmara municipal da cidade de Mi-
nas Novas, pediujq acreatao de urna provincia cora
os mesmos limites do bispado da Diamantina.
Oulro dolfcesmo ministro, remetiendo a represon-
tarao da sobredita cmara municipal, pedindo que o
novo bispado da Diamantina seja elevado catbego-
ria tle provincia.
Sao remetlidos commissao de estatislica.
Ontro do 1. secretario da cmara dos Srs. depola-
dos, acoropanhando varias proposiroes all approva-
das. Vao a imprimir.
l'm requerimeiilo de Francisco de Salles Pereira .
Pacheco pedindo permissao para fazer exime das
materias do 1, auno da escola de medicina desla
corte, que frequenloa como ouvinte, o qoe sendo
approvado possa efleduar a sua matricula do2. So-
n. A' commissao de iuslruccn publica.
Passando-se primeira parte da ordem do da, en-
tra cm discussao a proposta do Sr. Montezuma,
apoiada em 29 do presente mez,' submetleodo ao
exame da mesa a iudicarao do Sr. Viveiros, apoiada
cm 27 do mesmd mez, sobre a poblicacao dos deba-
tes do senado. -
Tendo fallado o Sr. visconde de Paran, o Sr.
Montezuma pede permissao para retirar o sea adia-
manto. O senado consete.
Ho apoiado o seguinte :
a Proponho que seja remellida mesa a indica-
c.lo do Sr. Viveiros, sendo a mesa autorisada para
contratar tambem a publicaran dos debates com o
Jornal do Commercio, ou com aquelle qae melhor
salisfizcr. Montezuma. o
Q Sr. Fernandes Chaves ("pela ordem) enlende
qae se o Sr. presidente considera emenda*qae ara-
ba de ser lido, tambem assim deve considerar a pro-
posta que o orador mandou meu, e qoe tem por
lim etecnlar-se o vencido ; isto he, que se contrate
a pobUcarao ollicial dos dbiles, mas nao eooi o
Jornal do Commercio, nem com o Diario. O con-
trario pode parecer leviandade, que nao asseata bem
noseoado.
He apoiado o seguinle i
Requeiro que a mesa fique autorisada a contra-
tar a publicajao dos trabalhos na forma do renci-
do. Fernandes Chaces, n
Depois de fallarem ts Srs. D. Manoel e Hollanda
Cavalcanli, a discussao fica adiada pela hora.
Passando-se a 2.a parle da ordem do dia, continua
a primeira discussao adiada do projeclo de resposta
a falla do throno.
Vozes : Votos, rotos.
O Sr. Costa Ferreira : Pego a palavra.
O Sr. Presidente : Tema palavra.
O Sr. Costa Ferreira observando que a resposta
i falla do throno s lem verdadeiramente orna dis-
cussao, que he a. segunda, porque na lerceira os
Srs. ministros desapparecem da casa e nao se diz mais
urna palavra, e mesmo porque nao se pode qahjoer
senador alongar muito quando queira faltar, ostra-
cha que se pecam votos sem que se lenha respondido
ao discurso pronunciado hontem pelo Sr. Vergaei-
ro. Nesse discurso pintou o nobre senador com me-
lanclicas o verdicas cores o estado da. sua provin-
cia, que he o estado de lodo o paiz ; nao se lhe faz
una observaro, nao se procura atlcouar a impres-
sao das palavras de S. Exc. mostrar que o quadro
por elle tragado nao Ir verdadeiro, e pede-sa vojos
para que o senado quanto antes v offerecerao go-
verno o ramalhetc de louvores composto pela oo- *
bre commissao de resposta Uta do throno I
. Se tal se.fizer sem qae seja combalido ludo quan-
lo disse o nobre sonador por Minas, toda a colpa,
ftodo o vituperio recahir sobre o senado por ofere-
cer um signal de honra, por dar louvores a queaa os
nao merece, a um governo que dizeodo-ie muito
oceupado com os melhpramenlos materiacs do paiz
esquecc-se da base principal delles, que lie o mellio-
ramento moral.
Nem se diga ouvindo estas palavras qoe o orador
he contrario a csses melhoramcnlos que se tem pro-
movido. Nisguem fallar coulra a illuminar,,io a
gaz, a menos que s aguias prefira os roorcegos. Mas
no estado tle mmoralidade em que se acha o Brasil,
quando se mata de da no meio das praras o os as-,
sassinos ficam inpuncs, o que fac aquella illumi-
nacao*' Quer de dia, quando o sol Iluminar o paiz,
quer de noite quando o gaz esclarecer as cidades,
poder-se-ha assassinar impunemente.
(
i

I
cbaasa bom podia assigna-lo como seu. S. Exc. n3o aunos para qualqucr navegarn. Os ministros jul-
recusou, recebeu no dia seguinte esse trabalho, ma-
nan qiicrcndn deliberar nada sem oaccordo dos sem
collecas, parece que o levou pcssoalmcnte ao Sr
presidcnle do conselho". O rerto he que a circula
foi no vapor. Diz-sc mais que essa circular he qus-
s o mesmo papel que foi endrogue ao Sr. minislo
dos negocios cstrangeiros.
Como oiivio este fado referido por dflerenes
pessoas,cromo elle lem tido no Uruguay tal ourpal
piiblicidailc, deseja vc-lo desmentido. Custa-lle a
rrer que o Sr. ministro, rom os seus ctinbecimeilos
c pralira dos negocios, accassc um papel de un cs-
lrangeiro, romo se diz ser a pessoa que Ih'o etlre-
gou, e o renicllcssc para Montevideo com a su*, as-
signaltira. Espera que S. Exc. dcsiuinta esles fclos,
para que all se saiba quc| sao calumnias t fal-
si iladcs.
Por ultimo Irala o orador das relajcs do Brasil
coui a Confedcrat.ao Argentina ecom arepubica de
Buenos-Ax res, pcrgiinlando o eslado cm quccllas se
charo, pcranle quem esl arredilado o ?. Silva
Ponles, c se os dous governos foram igualnenlc re-
conheridos. O Sr. ministro deu una ronla im pod-
ro minuciosa do que se passou relalivanienh ao tra-
tado de S. Jos de Flores. Foi una negara que nos
f<-? ti nosso anli"o alllien, a quem ajlld iliitis.t roiiiba-
gam-se autorisados a (ludo esse prazo, concede-lo por
mais dez, e assim indcfinidamenle, c esle procedi-
menlo nao he impugnado. O governo emprega
membros do parlamento durante as sessoos sem pre-
via aulorisaro, sem dar explicaran alguma, c
quando communira o acto rcspondc-se'-lbc que se
fica inleirado. Trala-se tle una qucslao de inconi-
palibilidadc : a maioria de urna cmara resolve, o
governo salisfaz-se com isto. Ueste modo, pergun-
ta o orador, ha conslituirao? ha rcsponsabilidade
dos ministros de estado '.'
Nao aprsenla, pelo mptivo que ja deu, as couci-
tlcrares tpie tem de fazer sobre o que se ha passa-
do ltimamente na praca do Rio de Janeiro, sobre
fitanras esobre as repartieses da uuerra e niariiiba.
Quanto aos negocios cslrangciros, dir pouco, por-
que lem para isso muilas razes.
Essa reparlirao he a que em sua opiuilo menos
lem infringido a constituirlo, a nao ser cnium pon-
i que lhe parece claro, c que nao se lem entendi-
do de, idamenle ; em lempo de paz os tratados de-
vem ser apresentados s cantaras enlre a t onrlusao
0 a i orillo arao. c nan he slo oque se tem fcito.
Ouatilo a poltica seguida, eiilcmlc que he m, o
disst'-o desde o principio. Talvez se eiignnasse,
113. retn he i|iip anda DSovto outros frua-, de
E dz-se que a paz reina no Brasil! a paz quan-
do o paiz se acha no eslado desgranado em que o
Sr. Vergueiro pinloo a sua provincia, quando se
commetem impunemente os maiores crimes ...
Quando nislo alienta, parece ao orador ver levantar-
se do tmulo o seu assassinado collega o Sr. Jos
Beoto, e ouvi-lo gritar ; a Oh querido Limpo, ou-
tr'ora aeu amigo, rnenles que raous assassinos
at hoje nao tenhao sido punidos
A cansa por que o Brasil se acha neste estado
nao he no entender do orador a falla de boas leis
e de penas severas; ainda -que majt brandas fos-
sem, se poiitualnieiilc se exceulassem, se lodo o ci-
dado estivesse persuadido de que commettido
crime seria immedialamente punido, as cousas nao
chegariam a esle ponto. Porem mala-sc por causa
de eleiees al os proprios senadores, passam-se an-
nos e aunos sem qne os assassinos sejam castigados;
o que se espera
O orador faz ainda algumas considerarftes nesle
sentido, acrescentando que tendo por soa parle
cumprido o dever que lhe corra, pode o senador
volar, o votar como entender ; nada mais dir.
O Sr. Hollanda Catalcanti diz que hontem da-
sejou concluir tao proraptamente qae nem ao menos
declarou como volava, (endo para isso pedido a pa-
lavra.
Vota contra o projeclo de resposta falla do
throno. Nao porque deixe de reconhecer que lia .
nelle periodos muilo brilhanles, em geral redigidos
com muita arle e talento; mas parece-lhe que era
occasiao de dizer nelle alguma cousa acerca do tal
ou qual riiliaqiieciiiientn em que vao cabindo as
instituiroes. Quera que islo se dissesse rom lodo
o respeilo, mesmo qae nao fosse muilo directo, de-
pois de urna discussao em qoe bem se examinarse se
a constiluirao tero sido ou deixado de ser observa-
da. Nao e fazia mais do qu desempeuliar o gran-
de preceito que a constituirn impe s cmaras,
dar urna prora tle amor, respeilo e allenra ao
throno, que com lana liondado se exprimi para
com a representaran nacional. A palavra sacrifi-
cios escripia no discurso da cora. quer dizer al-
guma cousa. nao esl all tlebaldc. Porlanlo, quar-.s-
quer que sejam as-relarcs e afleiroes particulares,
cumpre desviar dellas para entrar- ua verdade.
Nao oerecc emenda, nao quer eusaiar a sua
phrase losca no meio de um discurso completo ; mas
pede nobre commissao. se arhar qae algum peso
merece esla idea, se vir que a conslituieao precisa
ser um pouco atlendida, que nao he slidamente ob-
servada, que diga alguma cousa a respeilo. Se se
dcsse qualque redacrao resposta cm que essa tica
apparecesse, o orador lhe prestara o seu voto.
Bem se ve que sin nao tem referencia esperial ao
actual ministerio ; be rom o prsenle, com o pre-
trito e tambero com o futuro, e he um grande
servico que se faz a administraran desperlar-lhe a
responsabildade, porque no actual eslado da rousas
anda as pessoas mais bem intencionadas, como pre-
sume que sao os acluacs ministros, nao podem fa-
zer cousa atguma.
O nobre presidente do conselho disse, como to-
llos otiviram, que nao segua as pisadas de seus an-
tecessores, que quera a cornilarao. Esla palavra
dea grandes espcrancas_ aos que ciain verdadei-
ros amigos da rotislititiro, porque ero sua opiniao
a ronciliarao nao pede ser oulra senao a sua pon-
lual observancia e a cxecucjto das leis, o rjspcilo
de lodos os dircitos, sem alinelo a opinies polti-
cas ou a pequeas desnlclligcncias. Foi assim que
o orador entendeu aquella palavra, e leve grande
esperanza.
Para esta esperanza ainda houve outro motivo : o
nobre presidente do consefho chamou para seu com-
panbeiro o nobre deputatlo pnr Pcrnamburo, que no
prinrpiodas sessoes em um discurso iiotavel em que
censurou o romportamenlu dos deputados da mesma
provincia, disse que era Decenario alteudcr a algu-
mas medida", tle grande e absoluta nen-ssidade, una
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DIARIO DE PERNAMBUCO SEXTA FEIRA 7 DE JULHO D 1854.
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ilas quaes era extremar os juizesda poltica. Esta me-
dida, rom cllcilo, valia a pena de se ler alguma
rondcscondeiicia, tic esperar que de fado o minis-
terio arripiasse carreira.
O gr. 'residente to Conselho :Se ello romecava
cnto a existir, romo havia de arripiar carreira'?
_ O .Si: Hollanda Cacatcanli diz quo sendo S.
Ex. o primeiro a arvorar a bandeira da conciliario,
quandn cliamou aquello mciuliro do parlamento'pa-
ra o minislcrio, devia ser para que as suas ideas,
que erara ronciliadoras, fossem rcalsar-sc. Nao diz
qae foi este a razao, porque os Tactos moslram o
contrario.
O Sr. 1'rrsidentc do Conselho : Nao mottram
lal. V. Ex. cuida que eni urna sessao se fazem Ire-
zentas leis'.' Eu nao.
O Sr. Ilollanda Cavaleanli diz que estima mui-
lo essa declararlo de S. Ex., que ella Ihe d ainda
alguma esperanca.
O Sr. Presidente do Conselho : Nao era pre-
ri-i> que o nobre senador fosse hincar as opinies du
Sr. ministro da Justina ; batlavara-lhe as minias,
quaudo se discutio o projeclo do Sr. Paula Souza.
_ O Sr. Ilollanda Cavaleanli responde que as opi-
nies do nobre ministro rao de peso, mas quefom a
declaraoao do seu collega mais se corroboravam.
Entrcl; iiin u Tacto he que desde entau nadalem vi<-
lo, nada llic consta acerca da grande medida de
roiiciliac.lo, que he chamar a coii-tituir,io a ee-
curao porque nao cnleude que conciliario teja
venda para mim, faga oque eu ditser, quecu Ihe
dou alguna cousa, uem esta-pode ser idea do
nobro ministro, nem de nutra pessoa qoe oceupe
lugar Uto eminente. Emendo qoe.em quanlo os jui-
zes forera polticos, a constituido nao ser observa-
da ; os hbitos, os devores de um humen) poltico
So incompaliveis com os do um juiz. Nao qaer
dizer que nao baja um s jui poltico que nao seja
integro; mas n.to se pode argumentar com algumas
exceptos.
Como ralln por incidente na administraran da
juslica, dir como v a falla de observancia da cuns-
litnirno nessa reparticao.
O que disse onobre senador por Minas sobre oes-
ado da >ua provincia pode dizer-se de Indas as pro-
vincias, e mesMio da corte. Hoje nio ha respailo
propriedade e seguranca individual. Qualquer
delegad* ou subdelegado manda pesar um liomem,
melle-/" cada'sem mplivo algum; quando se
perpunte o motivo diz-se: he para averiguacocs,
o com esse pretexto est todo o mundo exposto. O
orador he do lempo de Paulo Fernaudes-Vanua. de
quein tanto se fallav; pode dizer que se elle resus-
ettaaae era um liberalao visla do que se pralica
hoje na corte.
O Sr. Danta : Todo o mundo prende no Itra-
sil.
O Sr. Ilollanda Cacalctuui: Todo o mundo
nao; sao os delegados e subdelegados Horneados pelo
governo e pelos presidentes.
O Sr. presidente do conselho : No lempo em
qua V. Exc. era ministro nao havia delegados ? Nao
se prenda *
O Sr. Hollanda-Caialcanli: Tambera havia
algum cousa, mas hoje ha mais.
O Sr. presidente do conselho : Ainda nao vi a
V. Etc., e ha 24 anuos que o conloen no par-
lamento, adiar nenhum miuislerio bom senao o
eu.
O Sr. Ilollanda Cavaleanli: Nao he assim ;
mas supponhamos que o fosse, nao ha nada mais na-
tural ; o que porm he necessario lie comparar a mi-
uha maneira de proceder com a dosoutros, mostrar a
ideotjdade.
Continuando, diz que nao est censurando o mi-
uislerio, que hemuito moderno;oprogresso do mal,
na maior parte, vem de oulros. Reconhece que as
diftkuldadcs nao sao s desta administracao, mas
de oulr.i qualquer, e por isso he que juhja necessa-
rio chamar a altenr.in do parlamento para a exe-
cucao da constituicao, porque nao ha seguranca in-
dividual.
(Ha um aparte.)
O nobre senador por Minas ja provou que nao a
liavia em S. Paulo.
O Sr. presidente do consellio diz que Sr. Ver-
gueiro nao provou nada; que s citou Tacto} de
1852, equeem 1853 fez um discurso igual ao de
hontem, que foi respondido pelo Sr. tionralvcsMar-
lins.
O Sr. Ilollanda Cavaleanli: Bom seria que o
nobre minisUo respondesse lambem alguma cousa,
porque eu acredito que ludo qhanto aquelle nbre
senador disse he verdaileiru. Eu lambem eslou na
provincia, vejo como sao feitas as noracares dos
delegados e subdelegados; nao se procura o homem
honesto, mais o mas hbil para as eleices.
O Sr. I). Mu noel: E o mais capanga.
O Sr. presidente do conselho : He o que lam-
bem se disse em 18*7 a respeilo do Sr. Vergueiro,
das elcicep que elle fez sendo ministro.
O Sr. Hollando Cacalcanti diz, que nao contesta
isso, que nao quer dizer que lodos nao lenhara pec-
cado, oque deseja he que se emende a m3o.
Pastando reparticao da fazenda, observa que
nella ainda mais se confirma oque dissc, da respoosabilidadecsi nullificada. Essa lei impe
penas aos ministros que gastaren) maior quanlia do
que a votada, mis depois aulorisou-se o governo a
crear crditos supplemcntares quanilo livesse gasto
mais; com esta autorisarao pd dispender a sen
liel-pr.i/.er. Emhora sejam crditos remeltidos
assembla. pouco reparo se faz ordinariamente, as
maiorias silo-parte integrante do ministerio o que se
fez est feito.
Outro arbitrio de que os ministerios estao empos-
sados, tem tambem em sua opiniao mui graves in-
convenientes, pois que alm do desfalque da renda
pode trazer graves embaracos seguranza publica e
a administracao. Referc-se s subvenc/ies applica-
das aos privilegios, como lendo rclacJo com o jogo
de fundos pblicos na praca.
Eslejngo tem mui grande alcance. Os nobres mi-
nistros deviam ler procedido a um inquerilo rigoro-
so, para estarem habilitados a expor esse negocio ao
parlamento, porque he urna calamidade normal.
As pessoas que mais ou menos tem Tpla(6es com os
Srs. ministros, que tem urna tal ou qual inlarmacao
de suas vistas, de seus projectos, que por ventura le-
nhara apparecido nesse jogo, podem compromelle-los
rouilo. O pome dos nobres ministros pode ser mais
perigosamente envolvido nesta questo do que as
elei^oes. Seus projectos, embora muilo justos, sabi-
dos por cer|us individuos, podem envolver grandes
fortunas, eo'ro'prometter muilo a paz e a Iranquillida-
de publica.
Qjier-se um privilegio com subvencao para urna
ompreza que (em taes e laes fins; as pessoas que os
>o|icilam sabem as vistas do governo ; as promessas
ainda nao estjn no dominio da publicidade ; pode
haver lal ou (al garanlia as relaroes com os mem-
hros do parlamento ; aquelles homens, seuhores do
segredo, vao negociar fraudulentamente.
O SY. I). Manoel:Apoiado. He um novo meio
de corrupcao.
O Sr. /'residente do Conselho :Se ha algum fac-
i, diga-se.
O Sr. Hollando Cacalcanti diz, que nao sabe de
fado, mas chama a alienlo do governo sobre o pe-
rigo em queso acha com laesaconlecimentos ; pede-
Ihe qae lome, todas as medidas, que proceda a todds
os inqueritos, j nao diz para salvar a sua repulacao,
mas para salTar a causa publica. O mal vem da fa-
cilidade de conferir ogoverno.allribji;oes que nun-
ca se deviam delegar, que sao privativas di assem-
bla geral.
Veja-se, acrescenla o orador, o que se pasea cora o
banco, que he talvez urna das cautas mais predomi-
nantes de toda essa febre da praca.
O Sr. Presidente do Conselho : Lembre-sc do
que disse contra o banco do Brasil o anno passado.
Os fados moslraram o contrario.
O Sr. Hollanda Caralcanti:Nao.
O Sr. Presidente do Conselho :Sim.
O Sr. Hollanda Caralcanti diz que, o nao foi
entendido, ou est muilo esquecido...
O Sr. Presidente do Conselho :-O nobre senador
disseque o banco do Brasil tinha feilo operarles mi-
osas, e a liquidaran mostrou absolutamente o erm-
Irario. que eslava em mclhor estado do que o outro.
O Sr. Hollanda Caralcanti continuando, explica
essa proposirao e oulras que emillio na sessao do an-
no passado, relativas ao estado dos bancos do Brasil
e oommercisl e ao auxilio por elles pedido ; sendo
- contestado em algumas de suas observaces pelos Srs.
presidente do conselho e Montezuma, que por vezes
lhe dizem que o emprestimo feito aos bancos foi para
haliilila-los a continuar a descontar a praca, mas nao
para acudirem a suas obrigaces.
Mas os Ikineos, diz o orador, n3o livcram s
. auxilio. O Sr. senador que era presidente do con-
selho nessa poca apresentou enlao a proposla para
a crearan do banco nacional (erro em linancas que
cm sua opiniao ha de Irazer grandeserros), ja com o
lim de fundir nelle esses bancos.
Pasaou a lei, chamaram-sc as acees dos mesmos
bancos, que ficaram logo acreditadas, porqua os favo-
res da lei excedan) a (oda a especulo. O nobre
ev-minislrn as mdhores nlenres foi inlciramenle
victima dos intereases desses bancos. S. Exc. fez
urna especie de derrama...al se dina que a qnitan-
deira que quzesse a sua aerjo a poderia obler ; mas
na exerucao dcsla distribuirlo mesmo pelas quilan-
deiras houvp iinpii-siliilid.nl... O Sr. ministro que
Ihe succedcii ackou conveniente pslabelccer um dom
craluilo para quem quizesse. Nio o censura por
isso, at seria conveniente que o governo se lembras-
sc desse dom quando propuz a lei. que nella eslalie-
leresse a basta publica para a venda das accses; mas
primeiro accominodarani-se os amigos qnc eram os
dos bancos que cstavam em embaracos, de'maneira
que ainda que as acees nao valcssem nada, ainda
que houvesse completo falimiento, bastava esse favor
para torna-Ios accionistas gratuitos. O caso he que
se realisou, e que elle orador disse; os favores foram
i i > grandes que as acres chegaram ao valor que se
est vendo.
I'ma I'o: :Isso he jogo da prar.
O Sr. Presidente do Conselho :Os Tactos prov-
i .un que o nobre senador se enganou completamen-
te ; nos que entendemos diversamente, anda Jinje
leudo o seu discurso adiamos que nao leve razao
nenliuma. ,
O Sr. Ilollanda Caralcanti:Eu nao tivo razao,
mas quem entrn no negocio leve razao e dinlieiro.
Razan lem os que se queixam do dom gratuito, nao
quando dizem ; Extorquiram-mc, Mas porque se
extirquio a mis eaoulros'nao.
(( presidente do conselho: Ambos linhain
premio as suas suas acees.
O Sr. Ilollanda Cacalcanti diz qus isso.nao
obsta, porque os accionistas desses bancos nao se fa-
zem solidarios, nao entran) com tolos os seus have-
res ; Tazem a liifuidaro, e o que exceder au valor
de suas arenes he para ellos, nao enlra na i aixa geral
do novo baueo.
Ja di- que nao censurava a medida dom gra-
luito, cnteude que o governo na cxccuc^o da le ti-
nha direito de estabelece-lo, e devia ser anda maior;
mas para que nao liiihaautorisar.ln era para appli
ca-lo as calcadas du Kio de Janeiro. Se se quera /lo ; assim romo que aquelle que o roubou a primei-
marcar logo una applicarao fossa para a amortisa-
rao das notas, queheum dos lius do banco.
As calca la- do Rio de Janeiro poden) enntar-se
em prosa o verso. DesTazem-sc ; Tazem-se c cada
vez ha mais huracos, mais troperos. Nao sabe por-
que o governo se euvolve ueste objecto, que he in-
leirameute municip.il ; a luidla do governo em vez
de ser um beneficio he um mal; o beneficio he s
para otaamprezarios do cairamente, e nulo parecem-
se as raleadas com o banco.
Fallando sobre a renda publica declara o orador
que nao uuire~a apprebensao de que ella dimina ;
pode nao crescer lano tomo cresceu por causas ex-
Iraordinarias, urna das quacs era a imporiaeao de
Africanos que tem cessado, e que o orador fax vo-
tos para que nunca mais se realiso. Mas tem espe-
ranca da que a mesma falta de bracos despert o
povo para esforros qae os substiluam.
E se a ciiso pas-ar, se .termos lao felizes que pos-
sanos adiar a^gmii meio- de fazer Icom que alUua
paratflfrasil ama tal ou qual emigrarlo, l'acilmen-
da nao diminua mas que teiib.i mesmo algom pro-
gresso. Este porcm nao se dar de Torma alguma
se os Srs. ministros forem continuando no progre-
esso de despeza em que se tem ido ha qualro ou cinco
anuos ; seremos enlao muilo infelizes, porque nao
ha meio- para tal despeza.
Decretou-se a couslrucc,ao de vas frreas do Rio
de Janeiro a S. Paulo, e para as provincias de Pcr-
nambuco c Babia, com as competentes suhvcnces.
Felizmente bao se realisaram, porqne essas subven-
efim nos faram grande mal. Tem-se feilo grande
bulha com a estrada de Mau, diz-se que foi nm pro-
gresso inmenso, um grande passo para a civilsacao.
Foi retrogradar! Se nao vieron ao corno legis-
lativo procurar alguma subvencao, o negocio fica
desacreditado. O orador disse por mais de urna vez
que a obra nao era para menos de 1,000 contos de
rcis; respondia-se-lhe que nao, que nao liuha co-
nhecimento algum do nbjeclo,ele..entretanto ja peln
relatario se v que foi alm daquella somma. Ora,
o emprego de mil conlos de rcis em una empreza
que nao poder render nem \% do rapilal, porque
lodos sabem quaes lio as rclares de Pelropolis com
o Ro de Janeiro, he progresso'! ile regrsseo, he
desacreditar a necessidade que ha de laes emprezas,
(aiuipre ser prudente, ensaiar de maneira que os
que concorrem sinlam as vaulagens, porque quan-
do se vir que he um lago armado aos capitalistas,
todos fugirao.
(juardem-sc da subvencao para a estrada de Man,
acrescenla o orador, porque sein ella as acees nao
podem valer nem 50 |. Se ella se der nao se prote-
ge o mellioramemo e sim a fraude.
O Sr. D. Manoel: Essa historia da estrada
de Mau lie tenga !...
O Sr. Hollanda Cacalcanti, continuando, Tazob-
servaces que sao contrariadas em diversos apartes,
sobre a exigencia do pagamento das decimas alraza-
das quando se vende um predio, ficando este hypo-
Ihecado a lal pagamente, sendo sua opiniao que a lei
he mal entendida.
Passa repartirn da guerra e marjnha, romee,in-
do as suas considjeaedes pela prelcnro de dar-se
malsdinheiro ao excrcilo.'prelencSc que contraria,
persuadido como est de que elle he bem pago. -A
despeza urgente a Tazer he com os contratos de re-
crulas, porque nao ha soldados, nem os liaver, co-
mo a experiencia de tantos annos tem mostrado,
continuando o recrulamento, como se diz as pro-
postas, na Torma da lei existente. Nio ha soldados ;
entretanto como a lei doquadro quer que as vagas
sejam preeuchidas Tazem-se promoces lodos os das,
de modo que em pouco tempo avuliari mais o nu-
mero de oTflciaes do que o de pracas de pret.
Sobre a marinha observa que o uobro sonador pe-
lo Rio Grande do Norte leve razao (piando fez elo-
gios ao relatorio dessa reparlicao :o Sr. ministro dis-
se a verdade, nao oceultou nada, e he que nao lia
navios nem marinheiros. Os Srs*. ministros, que
to prospero pintavam o estado da marinha, ave-
nham-se com o seu successor. O orador acredita
mais nelle do que nos que diziam que havia muitos
navios e muitos marinheiros.
A estas considerares geraes accrcscenta o orador
algumas oulras sobre a organisacao das companhias
de imperiaes marinheiros, inconvenientes do seu es-
labelecimcnto na corte e vaulagens de aeren) forma-
das no norte com os indios menores, e concluc por
estar a dar a hora, dizendo que as -observaees sobre
os dill'erenles objeclos do que se ha oceupado nao se
rcTerem s ao actual ministerio, mas tambem aos
antecessores, porque de ha annos que as difliculda-
dcs se lem aggravado cada vez mais.
Cumpre ver,-repele, se no exacto cumplimento da
constituicao nao haver remedio a estes males, c isso
deve dizer-se no momento em que se da araras a co-
rea. Nao quer altprar nenhum elogio que se Taja
ao minislcrio : Tara-se embora o elogio, mas ao me-
nos recordese que a consltuic.ao 'deve ser melhor
observada.
Use a nobre commisso (lestes termos como achar
mais conveniente ; mas sem que se insira essa idea
nanpo le o orador prestar o seu votoao Brojccto. Nao
procede assim por esjfirilo do opposiraoa ~
lisa este nem aquelle, enlende que nao j
que i iimprir um dever,
A discussao tica adiada pela hora.
O Sr. Presidele marca a ordem dol
ta a essao.
viudo um portador do l.imoeiro com dinheiro, fosse
ronbadn na quanlia de 508000 rs. Dizem que o di-
uheiro appareeera, masque fra momenlo rouba-
ra ve/, por la anda bem fresco.
Novo instrumente de dar Mirras. Na mesma po-
voaeao de Alagoa do Carro, um senhor que pelo no-
rae nao perca, agarrou a oulro pelos babados, e com
umchifre de boi escovou-o a vonlade.
O nosso mercado vai escasso por causa das endien-
tes, o os gneros (do pah ainda carissimos, pela fal-
ta de concurrencia dos de fora.
A salubridade marcha sem allerarao. Saude.
A.
(Carta particular.)
l'MKm -----
i esiigma-
mais do
ie levan-
PERNAMBUCO.
.
Urlli DE WZVRET
2 de iuiho.
' Depois da data da minha ultima mis
nuaram as chuvas com forja, at bonlcn
todava .causassem maiores estragos: ap
ram-se algumas lavouras miudas e pencas i
por ess lado nao nos foram muilo falaes i
eonti-
m que
porde-
nas. Se
a* chuvas,
o mesmo nao acontece por outro, pelo ladocb impor-
taein de seeros de fora do paiz, de que DKci>
ni ma
usamos
para o sustente quotidiano, visto como, ha1 mais de
tres semanas qae est o commercio desta cidade intei-
ramente parausado, por nao haver matul* que se
atreva a ir a essa praja. Anda ha pouco vi um la-
zcr cara a 8)000rs., qae Ihe oDereceram para ir bus-
car urna carga maneira a essa capital, quando antes
d'agora andavam rogando que se Ibes dsse preferen-
cia por seis e sele patacas A' vista, pois, desta dif-
fculdade de transporte, estamos sem po, manieiga,
bolacha, hacalho, ele, etc., e at sem noticias de
muilas paragbns.
Hoje foi que chegaram por aqui os ns. datDiario.
confirmamlo em parle as tristes noticias q .iJia dias
linham vindo dessa rapilal por Iguarass: pojioas-e-
verar-lbe que semclhanles noticias as ilosMlragas
prnduzidos pelas iniiiiulacoe-) cnclierain a ^Bdos de
grande sootimento, o qual s poderia ser mi
pela certeza em quedeamos, deque oExm,
selheiro presidente da provincia nada dehtw
sejar, no tocante a providencias, e soccorra^)
especie que mandn distribuir pelos n
Loovores em primeiro;logar a Providencia,
crelos cumpre-nos respciir, e em segundo logar a o
cidadao respeilavel, que com man sabia e fiheral sabe
al adorar a furia dos elementos !
O capitao Camislo, zeloso por demais do seus de-
vores, emprchendeu mandar para essa capital a Tm
desertor que pegara ha dias, o qual dizia elle, eraqe
necessidade acbar-se entregue ao batalhao al o ul-
timo do mez qoe acabou ; c para isso mandou-o pas-
tar, bem como a escolla qne o devia acompanhar, em
um cocho; mais, oh desgrana! ao chegar semelhan-
le coraboy ao meio do rio virou-se o cocho, salvan-
do-se lodos, nao sem grande costo, nem sem beberem
bons goles d'agua, principalmente o tal senhor oaser-
lor, que ia com algemas ; s por isso deve-l
perdoada melade da pena.
Este successo teve lugar no dia 26 do m
qnc acabou. _ontem foi preso aesta eidade__
lr<"desertor, dizem que do quarl de"arttTftilia.
O mesmo capil.io.querendo garantir aos seu/ solda-
dos da intemperie do lempo, acaba de.cingircadeia
de unas guarilas improvisadas de folhas d ass, de maueira que a lornam com uus ares assim
de chcara, oa cousa que o valha : o caso-he que com
ellas os soldados estao livres das chuvai.
Como era muilo de suppr, nao houve a rouniao
de juradus, que de 23 fora adiada para 27 do mez
passado, ficando por isso novameule adiada para aoia-
uhaa(3); nao sei se ainda sera.-preciso novo adia-
mento. Dizem-me quo ha, para serem julgados.qjta-
tnrze processsK, sendo a maior parte de rriine- gra-
ves ; veremos o qne fazem os Srs. jurados, qae seja
dito aqu entre nos. em materia de proteger a crimi-
nosos, uem por isso sao os mais culpados.
Um certo qudam, que pelo nomc nao perca, indo
desla cidade para sua casa, quejie no segundo dis-
Iricto de Trarunliem, de passagem tocou em casa de
Feliciano de Tal, conhecido por Folejo. com qoem
Iravou nina altcrracao, deque resultou ficaro Folejo
com algumas Tacadas. O pobre liomem pode vir no
oulro dia .1 esla cidade coberlo do proprio sangue,
nao fazer visloria nos ferimentos que recebera,
como pedir pelo amor de Dos que Ihe liicssera algu-
ma cura, depois do que vollou para sua rasa, onde
chegando, foi preso por ordem do subdelegado da-
quellc dlslrclo c rcmellido para a cadeia !!
He este um proeediineuto que nao me atrevo a qua-
lificar, prender o ollendido, o liomm que foi aggre-
did.i cm sua mesma casa larde da noilc, e deixar o
offensor que l anda impvido, c sem a menor reser-
va, fazendo al ostentarlo do feu grande feilo...o
publico que o moralise como qui/.er. Enlretanln,
como est eslabelcciilo, qucquoin piza na cadeia des-
ta cidade, com crme ou sem elle, para averiguaejo
ou para rccrula, ipso fado, percebe urna relo, "te-
mos que assim eleva-se consiJeravclmento a despeza
com o sustento dos presos pobres; mas islo nada
quer dizer, visto romo as rendas provinriaessao abun-
dantes e devem chegar para Indo c para todos.
Ouando fallei do subdelegado do segundo dislriclo
da fresuexia de Tracuaham, nao se entenda que he o
Sr. Lu/. MaranliAo, pois que este nao perlcnce mais
a osla comarca.
Tamben) cumprc-me dizer que o Folejo foi solt
depois de 10 ou 12 dias de prisao, dizem quo por in-
Icrvr nsso n Sr. delegado de polica do termo.
A nossa comarca vai cm grande prosperidade, al
ja temos nina loleria em favor das obras ou reparos
da igroja das Anglicas, cajos buhlos dizem-mc que
j e'slao a venda em mio do Hvd. capcllilo da mesma
igroja ; podante se houvor quem ipaeira comprar al-
gum, nao lem mais do que c.ihir com os seus.500 rs.
Oque nao sei dizer he, por quem foi concedida a
dla lotera, nem soh que forma ou plano ; mas isso
he o monos; visto que u lempo he de mana pelosjo-
oos de azar, jogue-se be quanln liasla.
Na pnyuac.iu de Alagoa du Carro, suri e-leu que
COMARCA DE (.ARAMIAS
16 dejonho.
Todos o senlem, porque he evidente: a grandecha-
ga da sociedadcoui que vivemos, he sem conlradirao
a horrorosa frequencia dos crimes, especialmente o
homicidio : submergimo-nos, he for^a confessa-lo,
em um mar de sangue ; e quando houvermus orga-.
nisado sobre dados cerlos o grande inventario dos
crimes perpetrados quasi diariamente e em lodos os
lugares, e Ihe addicionarmos urna minuciosa analy-
se das causas eflicienles, das cireuinstansias que os
tem revestido, e tivermos avalailo o mal mor il e ma-
terial, que he rousequeucia deslc estado de cousas,
ler- mos compoUn, sem porvenlura o quererraos, o
mais pungente epigramma civilsacao dos uossos
das, e exhibido urna prova incoucussa da deprav-
oste dos cosime. Islo qae fica dilo lemos nos boje
com poucas variantes em quasi lodos os joruacs. dos
quaes o Diario de Pernambuco extrahe os melhores
escriptos, quo rom os de lavra propria faz corree,
concorrendo desl'arte nobremenle para a grande o-
bra da civilsacao e do progresso : nos, obscuro ser-
lanejo, esposamos os queixumes de lanos publicistas,
ecom ellos em nossa algaravia do costume clamare-
mos sempre (ctonia tu cesses) por garantas, por ae-
guranca individual principalmente. O mal existe,
ninguem o|lode negar ; nos mesmos o havemos
sentido, somos delle victimas, e Dcos sabe quanlo
ueste momento nos sangra o coracao, ao sobmeter-
uio-nos penosa impressao, que estas linhas moti-
van) Mas sera irrcmediavel esse mal, que tapias
lagrimas no cnlanlo ha arrancado ao desespero e
dor I Continuaremos a ser equiparados a esses" /-
maelianos, de epstumes ufaros e de ndole feroz ?
Cremos que nao ; nos parece antes, que ama lenta
reaceao j le opera, como soe obrar lodo o remedio
applicadoa um mal inveterado, radical. A extirpa-
cao dos crimes. a perseguicao'e punicao dos delin-
qaenles, tem sido nesles ltimos lempos urna das
graves medidas, de que se ha preocenpado seria-
menta a administracao suprema do estado, ecuja iiu-
portancia vemos perfeitamenlc comprehendida por
algansde seus delegados: nao he ainda hoje a mais
generosa aspiracao da coroa, quando lembra a ne-
cessidade de reformas na admiuistraoao.da juslica ? 1
Cumpre nao desesperar.
Nao he certameule para a gente culta, que aqui
deixamos essas incompletas reflexes: aos nos coulerraneos, aos homens singelo do campo, que
s3o fcilmente dominados por iulluuncias cstranhas,
irresistiveis ; a despeilo muilas vezes do pronuncia-
do pendor de suas conscicncias ; estes he, que deso-
jramos trazer a melhor accofdo. He por lodosco-
nhecida a causa do progressivo augmento do numero
dos crimes; causa principal senao unir, dizo Exm.
Sr. Jos Tbomaz Nabuco de Araojo cm um dos seus
relatnos aocliefc de polica : a impuuidade. Cum-
pre investigar e remover as causas da impunidade :
sao ellas diversas e por demais patentes perspicacia
de muitos ; o remedio espcremo-lo das alus iiildli-
gencas do paiz. Enlrelanto aquelle que acura la-
mente bou ver lidooprojectode reformas indiciaras,
lalvez ah lenlia adiado o correclivo para todas fi-
las.
Mas Mullamos principalmente cm visla dizer duas
palax rasaos uos peramos que na prxima sessao judiriaria, consejos
da importante mi-silo, que a sociedad! Ibes confiou,
se moslrem ellos dignos dessa honra, e tanlo ou mais
austeros, do que o foram na ultima sessao. Cum-
pre cerrar os olivlos as alicantinas, as suagestoes da
palronagem: uao vos deixeis lambem. senhorcs.pos-
suir do pernicioso scnlimeiilo de indulgencia ; alleu-
de que das vossas decsoes pende a defeza da socie-
dade, a paz e bcni-cslar de muilas familias !
Denlre os dcliquentes, que a polica dos senhores
Teixera eCamisao, lem podido capturar nesles lti-
mos ine/.es, alguns lem sido mandados recolher ca-
deia do Brcjo da Madre-dc-Deos, de conTormidade
com as ordens existentes, segundo nos consta : cro-
mos que as autoridades daquollc termo nao lero
sem algnm interesse as seguinles nulas relativas a
alguns desses seus Ilustres hospedes : he obvio n fim
aquenos propomos com esla lemliranra ; pedimos
simplesmcnte s referidas autoridades loda a vigilan-
cia com t.lo altos personagens; nao ser couvcoente
em caso algum confiarem em cao que manqueija :
ei-las:
Dous reos escracos : condemnados a pena ultima.
Joao Pereira da Rocha : pronunciado por haver
tentado matar sua mulher: he individuo de pessimos
inslinctos e aecusado geralmcnle de muilos Turtos.
Lu: Antonio das titees r vcilit, facinora. Pro-
nunciado em crime de ferimenlo.cm o de tentativa
de morie, c por mais urna horrivcl 'carnificina por
elle perpetrada e maisonlros, dos quaes se consti-
tua chote. Em 2 de marco de 1849, cm o lugar da
rea, pelas 8 horas do dia. emboscados elle c o seu
sequilo, assassinaram covardcmenle a Simplicio de
tal, pardo claro, casado o com muilos lilhos todos
menores : Manoel de lal, laiubcm pardo, solleiro ;
mais um Icrceiro, de cujo nonie n3o nos recordamos;
estes foram os morios; feriram mais a dous; a saber;
Malinas de tal, pardo, 12oclaro i}ue parece liomem
branco, o qual suppomos estar hoje tambem preso
no Brejo ; e Joaquina Aleixo, pardo escuro. Fomos
testemanlias oculares desse horroroso altentado, per-
petrado a falsa f, com inaudita perversidade, e sem
o menor motivo: sa lembran^a noshorrorisa ainda
hoje : nossas roupas, tintas de sangue humano, ser-
virn) de elinni ico aos moribundos e feridos; vimos
cstabelecer-se um hospital de sangue no lar de urna
pobre familia entregue a mais horrivcl situarlo :
sim,. senhores, ludo isso vimos; e amostrados por
to amargas provac,es h que vos dissemos em a
nossa precedente carta, que nao hapanirao proporci-
onada aos crimes de cerlos facinoras, que bao man-
chado esla terror levando o terror, o morticinio, e a
desolaran a toa! a parte. Nada ha de exagerado
nesta narrativa ; mas perguntamos nos, ficarau im-
punes esses crimes ?
Joao Maria Cezar : perleuccnle quadrilha do
referido l.uiz Antonio em 1849 ; pronunciado mais
por tentativa de morte.
AntonioJoaquimdaSilca: perlcncenle mcsral
quadrilha e pronunciado pelas mudes e ferimentos
que com oulros pralic.ua em o referido anno de 1819,
como cima fica dilo. Esse miscravel acha-se mais
pronunciado pela morte do infeliz juz municipal
Jos Bazilio. e foi preso, depois de reitirados ester-
os da polica, com as armas as raaos.
E mais oulros, de que nao teiihn noticia : aguar-
damos a reunan dos jurados, para vermos como
procedero ellesnos julgamenlos desses e de oulros
muilos reos: Dos Ibes Ilumine a mente, loque-lhcs
ai consciencias, revestndo-os ao mesmo lempo da
necejsaria independencia, esse dom do eco, que a
mesma opulencia ea mais elevada poso,ao nao con-
ferem sempre.
Os dous sujeitos aecusados de terem vndo tirar
am preso cm cedo lugar mui prximo villa, o
que refer a Vmcs. em oulra, foram ambos condem-
nados a oito annos de prisao com trabalho, pelo juiz
de direito substituto, o Dr. Duarle: um dos reos ap-
pellou da senlenra; quanln ao outro- conformou-se
com a sua sorle. requerendo smenle ao juiz, que o
maudasse quanlCantes cumprir a pena em Fernan-
do : que bom rapaz para conleiilar-sc! Mas he que
alie, segundo nos parece, osporava pena maior.
Nesles ltimos dias foram rccolhidos cadeia, co-
mo consta de mu una quo nos envin o bnmvelho
Alfonso, o carecreiro; os seguinles peraonagens :
Jos Valerio, por crime de tentativa da morte.
Joscpba Maria da Conceieao, dem dem.
Manuel Ferreira de Araujo, dem ferimcnlos.
Manoel Jos (ioncalves, sem declarara do motivo.
Jos Antonio Soarcs, recrula.
Onirino de Souza Barros, idem.
Jos Pereira dos Saulos, idem.
Jos Francisco Duarle, idem. .
Simplicio Jos (ioncalves, |>ara iudagoces policiacs.
Flix da Cpsla Moraes, desertor.
Joao llantas Pereira, paraindagaeocs.
Gregorio Ferreira, disturbio.
Alonzo Jos, indiciado cm crime de morle.
Antonio Soares, idem.
Ana-lacio Jos, idem, vcio enlrcgar-se prisao.
Joaquim Francisco das Flores, sem derl irarao do
molivo.
Anlonio Dos Le3o, dem.
Antonio Anselmo de Araujo, idem.
Manoel Francisco dos Sanios, por crime de morte.
Jos AObnso Soarcs, idem, ferimentos. .
Francisco Jos de Lima, recrula.
Joao Jos da Fonscca, desertor.
Rycardo Pires Ferreira, por crime de morle.
19.
Informam-nos de Corrcnle o scgo.intc: Deu-se
ha poneos das um nolavel conflicto do jursdirao,
que nos iremos logo cap.lulando de conflclde
jursdirao a prova de pao entre parles: o inspec-
tor do quartoirao do Alendes, misserSevcriuo de.^Vl-
buquerque Cavaleanli c o rolloga inspector da rete-
rida povoaeao, Pedro Anlonio Ferreira l.eal (Rol-
dao II.) O primeiro (Severino) inna do subdelega-
do de Corrcnle, quercudo ler um desabato com um
tal Rogerio, por poeauir esle uiiia sorle de Ierras,
que o referido iuspeelor intentara aprupi iar-se, de-
libero*! ir premier aqnellc miseravel. soh o sedi^o
pretexto de averiguares policiaes; feilo sto. o foi
un cnlanlo espancando pro labore, e familia do
pobre, nao puupando mesmo s moras da casa, (lal
nao taamos nos por lodos os principios chancas c
cominilaule caterva: ainda assim, presos, foram le-
vados presenoa do subdelegado; mas este, deso-
jando allcnuar o quanln havia de arbitrario e vi-
lenlo no procedimciiln de seu irmao o inspector, faz
remeata de Una aquella sucia, e a quem ".' Ao inspee-
lor da povoaro, 'lim de que esse averiguasse sobre
o raso, e proeede-se contra os ospancados, como re-
sistentes: que fez o Iluldaa II'' Amla as eanellas
condiizindo os presos para a villa, onde apresenla-
se ao delegado o qneixa-M do collega Severino Tim-
b: neste nterin) o subdelegado de Crrenle nfliria
0 delegado, co.'iiinuiiicandn-llic, que passava a pro-
ceder criminalmente contra Podro Anlonio por des-
obediente: a historia finalisa aqui: di/.-se no epilo-
go, que loda es a quixola la den eui nada, entrando
o Timb por iim.i porta, aliindo o RoMSo. sou bi-
camcnlc,. capote, c eavallo.por nutra; c manda el-
rci nosso senhor, que vos contemos oulra, que he a
scgiiiuta: he ainda oulro conflicto ; (valha-nus Dos
com os confliclos!) mas aquelle que se deu em Pa-
pacaca, oque vamos reten r a Vmcs., foi um cou-
ll icio de carne entre o fiscal c o povo : qaeria o fis-
cal mudar o acougiie para a casa particular de um
amigo, ficando cada lalhador stijeito ao onus de 320
rs. por cada rez quo lalhasse; mas o povo que tem
sempre o iusliiiclo do quaulo pode, insislia para
que o aco'ogue conlinuasso no lugar do jcoslumo,
onde a carne era publicamente exposta ao consumo
sem nenhum encargo para os carniceiros: leve
lugar essa comedia em dia de feira, e foi lal a desor-
den) travou-se lao reuhido combate, que afinal
quem ficou vencido ou vencida, foi a carne verde,
que andou do raslos e foi pisada a pos; e o povo
quem ganliou no lal joguinho,ficando senhor do cam-
po, c aproveilando o rico despojo, teve gorda panol -
lada grali.< em honra do Sr. fiscal: quercm agora
os carniceiros haver judicialmente do povo o valor
da carne que perderam : paliados.' Nao sabem que
o povo he sobcrauo, e o de Papacara principalmente'.'
A semana passada foi o Sr. Joo Jos de Araujo
em diligencia prender ao mui procurado Sr. Fran-
cisco (iuabiraba, quedeAeuasBellas vejo vera mu-
lher, filha do Sr. capitao Xiqoinho, c pa/a as par-
tes, de Papacaca ; infelizmente o Sr. Araujo nao cn-
coriliou facinora, a quem prorurava; mas cm lu-
gar delle Ir^ue o Perequete, cm coja casa o Guahi-
raba pornoitrV Sentimos nao se realisar a prisao
desse mojo, de^uiem tent se falla: dizem ique elle
a-segura, que nunca derramara sangue humano,
sem que o delle correase primeiro; traa a lodos fa-
miliarmente, porcompadre velho Malamente de
que usa o sen velh chelo Anlonio Tenorio: agui-
Ihoa-nos o desojo de conhecer esse 13o fallado Gui-
biraha, bandido afoite, que d passeos pelas barbas
da polica : lembramo-oos de Luiue lampa.
Cremos que aman han estara na. villa o juiz de
direiio desla comarca, o Sr. Jos Bandeira de Mello,
que dizem ficra hoje a pequea distancia da dila
villa : seja o senhor juz bem vindo ; esperamos que
. S. se nao preocupara contra esle lugar, como a
oulros muilos seus collegas lem acontecido: este Ga-
rauhuns nao he certamen te um jardiin terrea!, por-
riii.iiiln lambem j se volveram para o nada estas
santas eras dos nossos primitivos pais ;os homens ho-
je estao um pouco pervertidos; mas em todo o caso,
esta Ierra nao he la o bicho de selecabeea, que mui-
los figura ni : o Dr. Duarle lera de r^'sar agora para
o exercicio (le sua vara dejjaiz mu^tpal, c lem de
encontrar o termo de sua^risdir.oao deaza partida,
urna vez' que Ihe tiraram o morgado do liuir/uc e A-
fitas Helias, que vulveu pro-reipublica^ulililale
aos seus administradores.
Nao podemos continuar pelo fri intenso que csl
lazendo : chove ha seis dias succcssivamenlc ; agora
j no lim desta occorre-nos ama duvida, a beira da
qual Picamos, como dizem os cujos ; c vem a ser, se
ainda seremos os pacficos possuidores do nosso cha-
ro c indispensavcl nariz : vamos-nos desengauar ; e
no cnlanlo.
27
Chegon olTedivamenlo no dia 20 dcste mez o Sr.
Dr. Jos Bandeira de Mello, juiz de direito desla co-
marca, depois de longa e enfadonha jornada de cerca
de 205 leguas: conliccemos ha minio smenle pelo
uoine o referido juiz : sempre o tvemoscm subido
conceito pe|o que ouviamosdizrr delle, por isso nao
he de esperar que entre nos venha S. S. renuncian-
do o seu lionro-o passado, tornarse um mo juiz, o
que em nossa liuuiilissima opiniao temos por peior
llagello, que a febre amacolla. Aceite o Sr. Dr.
Bandeira as nossas sinceras felicilac.cs.
Cabe aqui registrar e sem a ineuor sombra de li-
sonja, que, merco de Dos, nunca guiou a nossa
penna ; o proeediineuto digno de louvor, que sem-
pre ha sabido guardar, quer cm sua vida publica
quer no trato familiar e privado, o juiz municipal
supplenle nesle termo, o Sr. coronel Anlonio Tei-
xeira de Macedo. Dado vida oflieial desde a idade
de 19 annos, sendo hoje maior de 60, o Sr. Tei-
xera,nao.nos lem oflerecido senao exemplos dignos
de serem aproveitados, por sua iiitelligcuca, incon-
cussa probidade e maneiras de um perfeilo cavallci-
ro; foi para nunca darmos motivos, de que se offen-
desse a reconhecida modestia desse prestante an-
ciao, que syslcmalicamenlc nos impozemos silencio
a respeilo delle ; porm hoje que cm S.S. vemos
mais um triste exemplo, ruja moralidade guardamos
comnosco, aproveilando-nos com ludo da liclo, en-
tendemos que sflo bem cabidos os encomios, e que
dizer do nosso digno amigo, o que elle verdadera-
mente lie, he Tazer-lhe juslira : quem pode alii com
a Torea e auloridade da opiniao? pois a opiniao mes-
ma he, que vira em qualquer tempo em apoio do que
dizeiuos.
Consla-uos qne no dia 25 do mez correnlc Tora as-
sassinado em P.ipacaca um dossoldados do destaca-
mento do Sr. capitao Camisilo, que all com oulros se
acliava em diligencia sob o mando do cadete Frcilas:
ha muilos dias que nao nos coulristava noticia algu-
ma de assassinalos ; eis que se d essa nova e lamcn-
tavel oceurrencia Falla-se que o mesmo Sr. capi-
llo c delegado prenaxiaSinara una cxcursilo ao
Buique. onde dizTv'Sr. Miguern^>^y que estao aoou-
lados (00 criminosos ou 800, segn > o calculo al-
Iribuido ao coropel Apolinario : T. bem o Sr. de-
logado, c lano maisluuvoa dolibe lo de ir pfl-
lielar o celebre Ituique, (onnlo (cm lo esse o nosso
parecer sempre : desejamos-llic pro jera viagem.
Continuara as chuvas, que nn entente nenliuma
alM'raca > lem feilo no prcoo dos viveros: a familia
conlina a .120 e 100 rs. a cuia ; o fejao a 960 rs. a
mesma medida, e a carne verde a 39200 c S58W) a
arroba. Adcos. Idem.)
REPARTICAO DA POLICA.
Parle do dia 6 de julho.
Jllm. c Exm. Sr.Participo a V. Exc. que, das
partes hoje recebidas nesta separtirao, consta te-
rem sido presos: minha ordem, o crioulo Filippe,
criado do major da guarda nacioual Americo Jan-
sera Telles da Silva Cubo Jnior, para averiguaees
policiaes; ordem do subdelegado da freguezia de
S. Frci Pedro Goncalves, o iaglez llenriques Pajan-
le, sem declara cao do molivo; ordem do subdele-
gado da freguezia de Sanio Antonio, o pardo Anlo-
nio l.anriinlj. por crime de furto: ordem do sub-
delegado da freguezia de S. Jos, a parda Alina Joa-
quina, por miga ; e ordem do subdelegado da fre-
guezia da Boa-Vista, o porlqgoez Joaquim Jorge Pi-
loto de Souza, por insultes.
Dos guarde V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambaco'e de julho de 1854.Illm. e Exm. Sr.
conselheiro Jos Behlo da Cunha e Figueiredo, pre-
sidente da provincia.Luiz Carlos de Palca Tei-
xeira, chefe de polica da provincia.
COfflMUMCADO.
CRITICA DO JORNAt ESTREA.
A critica nunca malou o que de-
re cicer, eoelogio sobreludo nun-
ca deu tida ao que decer mnrrer.
(Chateaubriand.)
Eis-nos de novo em campo corabalcndo a prol
da honra Iliteraria de nossa velha academia de
Olinda, a qual lendo alravessadn intacta por lo-
das essas evolures mais ou menos lisongeiras
porque ha passado, presenciando imraovcl lodo
esse fimo e refluxo de geracOes de esludantes, que
se succedem, como as vagas do ocano, ve-sc boje
amoaeada e em declive pendor, sustentada apenas
pelo bom senso, que jamis acreditara que o celebr-
rimo redactor desse jornal, que se diz acadmico,
seja a maior senao nica rapacidade, que no presen-
te alisa os seus banco*. F. que difliculdadcs e peri-
llos nao encontramos nos ueste combate tilo melin-
droso e arriscado-; Difliculdadcs, sim, inte na refuta-
cao de pouqussimos pensaineulos, que merecam ser
lidos, mas cm descernios aos principios mais comc-
sinhos da grammalica, que supina e crassamenle el-
le ignora, e niosirar-lb a verdadeira propriedaile
dos termos da alingaa, de que abusa a cada linha. E
lambem perigos enxergamos, pois que devrndo ser
nos sos que supporlassemos os odios ensalquercuras,
mil siipposiees j lem apparecido, allusocs a lautos
que damos parabens a nos mesmos de luto ter sido
alguem, que lalvez nem pense de quem s3o estes mal-
Iracadas linhas, dcscomposlo horrendamente, nao
cm seu Diario, que nao vive de commerciir com a
honra alheia, e sim em qualquer gazeticnla, cujo
lim seja essa traficapoia, sendo cs que commummente laneam mao ns despeiladns r a li-
corosos. E de certo,- tememos tanto o erro do alvo,
que se podessemos prever que a precipilar,ao por
um dizem, c mos coiiselhos, fariam subir ao patbu-
lo o innocente pelos criminosos ise crime ha em des-
mascarar-se taraanha imposlura e ignorancia':, em
f de honra que sahiriamos do proposito, desampa-
raramos a empreza, embora de ulildade publica.
.Mas romo quer que nem de leve (cubamos cm
mente olTeudcr, sequer, o melindre dos collegas, vis-
te que nao acresccnlaudn um s vrgula,as rarida-
des da BUrea, s3o perfeilameule apreciadas pelo
mais miope dos Icilorcs, lendo por egide sua presu-
mida educara,), de-a-.ouibr.ulns vamos por di.inle. c
sobrando-nos coragem para dizermos as verdades,
sendo islo. no senlirde Cicero, o primeiro dever do
critico, embora arroste-se o orgulho de quem quer
que soja, aguardamos os collegas, nao no campo in-
famante das diatribes e insultos, onde coiil'essamos
nossa I11111 lo/, oxeeiva. a nenliuma destreza e fra-
que/1 mesmo, por .nunca termos blandido esse gla-
dio nessas caravanas arriscadas, e sim na honrosa
arena do raciocinio, onde os conilialenlcs sao espri-
tus c as intelligencias os instrumentes; ceiitao nesse
duelo Iliterario veremos, se os pygmcos se podem
medir com os gigantes; so os mochos piando raslei-
raineule aeompanbarao os elevados vos das subli-
mes aguias; so oseaos,como reproduziudo Miraos
disse rontiiitlicantoiite o lal rodador' se os caes la-
drando ,1 la a poderlo locar; se s elle (como disse.
he que maliiculou-sc saliendo preparatorios, c se em
litis no Recite inteiro, como duvida mn dos eollabo
radorosjiaqiiom po-sa marcarais glorias inarcessiveis,
gravadas em ledras de ouio DOS lmpidas paginas da
precoiiisada Earcn. Assim nos ajudc a penna.' que
ludo islo sao allur.iiiaeoes do orgulho; orgulho peri-
gii-o. que fomentado pela lisonja do falsos amigos
desfiuladoros, lem reagido tanto sobre essa curia c
pelo soprar dos brando* zcphirosv com o traquejar do
iniiajlo desappareccr no espado.
Sem oscillar, paranlo, comecamos pelo que ha da
redac^ao, e comecemos por ah, porque em nosso
modo de ver, as linhas do afama lo esrriplor sao em
toda Eslrea as que mais precisara de critica e criti-
ca severa, afim ver se o vamos limando pouco a pou-
co, como o rio lima a pedia dura, c mais larde a Es-
lrea, quando lida Tora d'aqdi, no eslrangeiro mes-
mo; se a tanlo arroja-la a falalidade, como escripia
pelas pennas mais habis de. urna academia brasilci-
ra. na assercao do san redactor, nao nos causar
tanto descrdito, tamaita vergonha 1
E alguma cousa, certamcnle, j hemos consegui-
do ; e supposto inda se encontr nesle segundo nu-
mero alear, adunia, boqueada, agrado, peanha,
fragoa. tugurio, restos sem duvida, dos palavrOes,
queempolados, a ignorancia pedante enlendeque os
deve empregar sera propriedaile. sem conveniencia,
e as vezes sem uenbiima applicarao aos objeclos,
suppondo com tal disparate provada a sua sabedo-
ria, e quo o collega mal avisado os vai apanhando
para seu uso diario, nao ajaporla todava compara-
c3o com os gnsticos, estriaesiles, imites, iconicas,
oasis, robres, polimathias, sciolos, marzocoi, e Inda
essa alluviao que quasi afoga os leilores; mas que o
collega cnlendeu que realrava esse bello algia; os-
lylo sublime, no ultimo valor da expressao, cuja cri-
tica a fez soltar amargas lamenlaroes: pas que!
disso elle, passando a mimosa mao, calcada ao fina
luva, pela comprida c negra cabellcira, pois que! o
eslylo mais romntico, as belleza- mais bellas, que
lem saludo de minha penna de 011ro he que merece-
rn) ser criticadas por esses zoilos imprudentes? I
Assim sao as cousas hoasdeste mundo. _
Vejamos depressa as cousas boas : desafiamos a
quem quer que seja que nos diga o que quer o col-
lega significar com essas palavras solas, que traz a
lisirea em principio ; atravez do palavrorio, perce-
be-se cusi algum pensamenlo, maso espirito an-
helaudo a conclosao, e nao na podendd descobrir,
fica suspenso, como quando, depois do muito subir
de um foguete, espera-se, mas em vao, pela ex-
plosao das bombas ; assim ficamos. Se a rouclusao,
porcm, ou o fim he o collega querer mostrar de no-
vo as suas purezas e virtudes, talento e dedicarao,
e que como homem superior, nunca pactuou contra
a sua consciencia, he cencido, mas nilo cede, h
martyr, mas nao apostata, afliauramo-lhe que nao
disse cousa nova, c al as pompas desla apullieose
osliversm mui inferiores as da primeira ; nos e os
tres mil leilores do Diario, e mais os da Sstra, j
sahiaraos que o collega he o genio exaltado no
santuario phrensti da inspiraco e proplucia; o en-
te bafejado do sopro dicino, cheio de selva e ima-
ginario, cuja loucainha t virgindade os gnsticos
pretenden! salrapear suzeranamenle; de todo islo, e
de loda a mais pedantaria j estovamos inteirados ;
mas o collega enlende que a sua apotheose deve ser
rail vezes repelida na pobre ICstra, e que semper e
de pro semper o dever ser. Assim seja: deixemos
islo.
Da primeira vez, dissemos, muilo per accidens
contra o qne disse o collega, qub depois da cul-
po de origem o mal era too inherente a nalureza
humana, quanlo o bem ; de novo o collega volta
carga c com o immenso latente o illustracao, que
elle mesmo s se reconhece, sustenta invencivel-
menle que o mal nao he urna necessidade da natu-
reza humana, c como prova traz a guerra anglo-
fraqceza-russo-lurca ; se a Europa vencer, dia elle,
est provado, devenios convencer-nos que o mal nao
he urna necessidade da nalureza humana ; logo,
concluimos nos esse fado moral que, ou essencial,
depois da culpa, ou accidental, acompanha o ho-
mem desde a infancia do mundo, ao agora edm o
destecho da guerra be que vem ser ou deixar de
sor urna realidadc. Ainda mais, se o vencimenlo
da Europa vem prova? que esse faolo nao lie i lib-
renle huraauidade, he cedo que na Europa j nao
ha mal moral ; esse mal he s proprio d'Asia.. Apral
nunca esperamos que a aguia, pe den I seus vos,
se dexa nbeza sobe inda de ponto por vermos' quo o collega
dando philosophia, e raaia theologia, ignora triste-
mente o que seja mal moral, pois que duvida, senao,
nega, que exista essa verdade philosopliico-theolo-
gioa.
A elernidade, dizia cada um om soliloquio, de-
liaixo da sabia peona do litlcrato-philosopho-
Iheologo-romantico-peta, ha de ser como nunca,
tambem provada, que al os idiotas ')iao de v-
la e scnli-la, como a luz meridiana 1 Nosso alvo-
roro pois he a avidez de termos o desenvolvimenlo de
lao bella epigraphe mauifeslava-sc visivelnientc em
cada semillante, ea nossa confianza era tal, que por
poueo que o collega tivesse dilo, leria satisfeito a
no- 1 especLitiva, se as banalidades, com que pre-
tenden provar negocio de tanta maznilude c gravi-
dade, nao viessem produzir era nos efleilos bem dit>
trenles, do que esperavamos seulir. Nunca vimos
o collcga lao estril, nem ao menosv os palavroe*,
qae costumam formigar em suas abrases merecern)
ser empregados na elernidade ;|se livesse ni sido, tal-
vez essa Taita laineulavel de raciocinios, embora
alheios, esse nenhum cogeuho para descobrir razies
senao solidas se quer, especiosas, u3o tivesscm sido
lao sensiveis, e a existencia da elernidade, como
urna .verdade theologo-pliilosopliica incnulestavel,
nao leria sido com (aula faculdade posta em duvida
pelo sceplicismo, era ausencia absoluta de provas.
Com que procurou provar o collega qurslao lao
mumentosa ? Figurando um eremita cm pobre dio-
sa, retirado do bolicio do mundo, pela velhice, c
por ter perdido mulher e lilhos, seus charos penho-
res, e nao porque os horneas sejam feras: este argu-
mento miseravel, senao Tie contra producentem,
nao prova nada. As verdades, de qualquer especie
que sejam, senao tem o assenlimenlo da razan uui-
versal, uao passam de problemas, e se s quem
desengaado de gozar o mundo, se s quem lem
perdte as suas raaU bellas esperaueas desespe-
rado^elira-se para os'desertos e solides," 'he que po-
de conhecer fondo a eternida-de, ai do mundo mo-
ral, na sublime phrase do Sr. de Monlalembcrt, por
que os aoachorelas sio raridades do secute, e se a
cronea da elernidade nao fora universal o mundo le-
ria existido, mas nao leria conlinuado, porque ns
entes livres, sem o principio cierno de moralidade,
gravado pela propria mao do Dos cm seus coiac/ies.
principio que, formando o supremo conceito dos ac-
tos humanos, d a base mais solida, em que se arrea
a elernidade, osantes livres, nao sendo senao, como
disse o collega, Toras indmitas nao podiara coexistir
por muilo lempo.
E, pois, j se v que o retiro do anachoreta nao
he qoe vem provar esla verdade ; ao contrario, o
anaehorela figurado, relirando-se para os.doserlos s
por .pie perdeu sua mulhere lilhos, nao leve re-ig-
naciio clirislaa. nao cumprio a Icllra do evaugelbo
//i pacienlia nostra possidelnms animam nostram;
t inda nao cumprio a ledra do evaugelbo, porque
esle quando aconselha esla desmembradlo do eorpo
social, esla morle civil he s e nicamente pelo alio
molivo de melhor adorar-se a Deos,devendo Dcos ser
preterido a humanidade, e nao porque nao se pode
navegar sem naufragio uo vasto ocano das paixes
Iranianas, e nem precncher-sc o inmenso pelago dos
desejos do hornera. A nao sor assim. se a elernida-
de he una necessidade da nalureza humana, se ella
como quer o col lega, nao se pode bem conbecer.se nao
as solides, leriamos as sociedades condemnadas
dispersarein-se,e o estado extrasocial ou solitario, ro
mopareceu querer o sophista de (ionebra.no sen dis-
curso da academia de Dijou, o mais perfeilo para 0
homem. Nao eremos que o collega sustente lamanho
absurdo, chegando sem duvida a esla couclusao por
inadvertencia.
E aqui cabe laincnlarmos que o collega, sem os
conliecimenlos precisos, sem ao menos, segundo no
parece ler com madurez* os grandes .pensadores, em-
prchciida sustentar questes tao incluida-as, e de lio
alia transcendencia, soracute com phrases romnticas,
quando devia saber que questes dcsla ordem, nao
serem alumiadas pelo brilhante pharol da fe, s am-
paradas por um oncadoamenln de serios raciocinios
parecerao provados para os impos, a quem
somonte he preciso convencer, os quaes escar-
necerem dos pensamentos os mais profundos, quan-
lo mais do romantismo: defeito que nao dcixa de ter
sua origen) na superficialidade do collega, queren-
do abracar ao mesmo lempo, e escrevendo ludo, a
histeria, a eloquencia, a poesa, a lilieralura e todos
esses ramos de sciencias, que lem acetado sem en-
tretente aproTundar nenliuma, e -cnao invita Mi-
neral sem ler de ccrlo, na phrase de ura autigo phi-
losopho. Sneca, um estomag capaz de digerir tao
multiplicados e diversos alimentos, apparecendo con-
sequeutemcnle m' digeslao. 'que, em lugar de
tonificara vida Iliteraria, estraga-a ; e todo porque
o collega s almeja o falso brilhante de urna emiti-
r o mais especiosa que solida, o que o elegante cri-
tico Rigolex de Juxigney na obra intitulada
Decadencia das l.ellras, romparou a nina ave
que achando-se em um veracl esvoac,a de arvore em
arvore, lanoa-se sobre as fructas, accommetle a te-
das, o por lim dcixa-as, depois de bave-las apenas
tocado : defeito quo podo anda ser remediado, se
porvenlura o collcga, abandonando a louca prelen-
eio de um mal entendido enciclopedismo, abracar
o conselho de um autigo sabio Plinto muttum
legendum esse, non mulla ; mas o rollega ve-
\a-se rom nossas reflexes. passemos a oulra cousa.
Otonco Nao est mal feila ( Tacamos juslioa
inteira ) a pintura que o collcga faz do grao de de-
sesperaoao que pode conceber-se, no estado de la-
manho uTorluiiio ; pois que lodos esses movimen-
los desenmmunaes, que o collega delinea lilhos sem
duvida da desorgauisacao cm que se achara as facili-
dades psycologieas, ob-ervam-se em quasi lodos os
loncos. O que n3o adiamos, porem, suflirienlc pa-
ra produzir lao borrivel ofidio he a cau-a, que o poe-
ta aprsenla : o ser generoso e leal, grande e no-
bre, c depois por nao ser amado, por ter solTrido in-
juslioas, enlouqiier.cr '.'
He pequea causa para lao grande elleilo: c fi-
cando assim sem verosimilhanea, a poesa pedo loda
a illusao.
Verdade he que cousas bom simples tem produ-
zido ell'eitos desles, lal seja a debilidade cm que se
achenias facilidades iiileltecluaes, mas u poda nao
devia ter apresenlndo una causa excepcional. Tam-
ben) nio gustamos de ler ilcseoberlo alravez do pris-
ma das bellezas poticas, una como alliisAoqiie o
inculta iiitelligcncia, que o faz estar convencido de poeta faz a si mesmo, ao menos o mocoque ente-
veras, quo he um liltoralo de primeira ordem. um
classiro niodcruissiino da Mngiia, o por isso, ufano,
Iransercvc cm sua lisirea lodos os termos absolelos
que eiirnnlra nos diccionarios, e as mais das vezes
com lauta mpropriedade que anjea ler se, esque-
cen.lo-sc da bem condecida senlenea de Tcito :
nada he tito perigoso, como falsos amigos, que com
seus loucores abwain da natural candara do ami-
go incauto e Inexperto. Entretanto que lodo esse
orgulho, nada sieniliando aula ns peo-a.loe-, se-
indli ma a mili os|M-a nUVfm que se de canece
qiiercu, piulado pelo poeta, (cm a mesma phisiono-
inia, as mcsnias qualidados excelsas, que por mais
de una vez o collcga lem feito applicarao a si: se
nao nos engaamos, pedimos encarecidamente ao
rollega que nao se compenetrando dessas ideas 1.1o
tristes o lgubres, nao d por loda a parte copia de
so queremquadros lao melanclicos e sobremodo si,
allliclivos ; pois que sesociedade hoje madrasta,
dosproza o talento e dedicacao, mais logo, qoando
mais coiilieenlo. eiidcosa-ln-ha ; e neste eulrntenles
s poder.i aproveitr au rollega a sabia mxima de
lyrico latino durum : sed lecias fit pacienlia
i/uidquid corrigere est nefas.
At esla altura parece que deviam parar as nos-
sas ligeiras retlexdes criticas, relativamente a cada
um dos collegas escriplores, porque a critica nao de-
via ir alem do pensamento, dos raciocinios ; mas se
os collegas peccam muito mais na forma de cn-
niinea-los, no modo de escrever a nossa liugua, o
3uc hemos de fazer senao descernios minuciosida-
es, por certo fastidiosas e s proprias do meslre-es-
cola '.' Alera diste, acKando-iios ho estadio he pre-
ciso corranos n parco. Mostremos portante, ainda
Jue mui ligcirameulc, alguns erros de pensamenlo e
e grammalica. ^
Eis-nos....., diz t Eslrea, a roque-lar agrados, e
lambem seus odios e malqucrencas Requeslar
significa cm accepcao genuina solicitar com mui-
las 'diligencias ; nesla fteceprao lalvez muilo im-
propriamente se poJesse dizer requstar agra-
dos; mas nunca absolutamente requeslar odios
e malquercnras.
' Pois olios emalquerencias tambem procurara-se
solcitamente, c faz-se esforco e diligencia para pos-
suir-se-os? Nem mesmo no sentido de desafiar,
como antigamente usou-se, porque ningnem excite
voluntariamente odios e raalquerenc,as.
Tambem nao sabemos com quem concorda o adj.
posses seus parece 011 nSo tem com quem con-
rurde senflo com agrados e assim teremos
odios e malquerencias delles agrados, e o resultado
he vermos agrados misturados com odios e malque-
rcnras, ludo partindo ao mesmo lempo do proprio
sujeilo agrados, odios c malquerencas.
He preciso mais respeilo para com o publico.
He assim, continua o camiuho desta vida, onde
telicidade encontramos, e adrede a desgraca nos es-,
pera. Que contradirn flagrante I Ainda' h pouco
requeslando agrados, odios e malquerencas, procu-
rava ser feliz, e ja aqui na linha contigua, conTessa
que ludo isso he intil, porqne a telicidade vem
u loa. e a desgraca nos espera de proposito. Conce-
demos que no sentido do vulgo se podesse dizer que
a telicidade nos vem esmo, qnereudo significar que
ella vem sem se esperar ; mas dizer-se que a desgra-
na nos espera de proposito, lio profesar-sc s olaras
o fanatismo, porque o de proposito indica necessa-
riamente a obra intencional de ura agente livre, que
prepara a desgraca para nos, o que he um erro con-
tra o dogma da Providencia Divina combinada com
o livre arbitrio do hornera. Entretente he esle o
liltoralo, que lia pouco suslentou o dogma da elerni-
dade assim acontece com quem nao tem syste-
malisado os principios de qualquer doulrina.
Dissemos que era ura erro contra o dogma calho-
iico, porque no mundo moral, a scicncia philosophi-
ca nos ensilla, e a f corrobora, que nao existen) se-
nao douseules livres um que pensa, quer e obra,
como quer o homem, e outro que, nio obstante,
providencia quer geral, quer especial, sobre asceles
d'aqiielle, scmmingoa lodavia desiia volunlarieda-
de, Dos. Oq'uo. quer significar, pois debaixo do
ponto de visla scienlifico, a telicidade viuda esmo,
e a desgraca de proposito nos esperando ? Nao ere-
mos que o collega ignore principios de philosophia
tao comesinhos, ea* palavras esmo c adrede s fo-
ram empregadas pelo goslo qae o collega sabe le
das anliguallias, e para arredondarem o periodo.
Nem talem purezas e tirtudet, talento e dedlca-
cio, porque lotfo o bom que seja ludo isso mais je
aleam adunia as chammas em cuja pyra lendes a*
ser abrazados. Nao podemos descubrir o sujeilo
da ora cao iucidente em cuja pyrallendes.porque
os sugeitos da proposirao principal leera o seu .ver-
bo claro, e nao cxigeni mais outro, e quando exi-
gissera nunca poderia ser a'2. pessoa do plural,
porque os verbos'regidos por um mesmo sojejto con-
corden! nccessariamenle em numero e pessoa, e o
verbo principal acha-sc na 3." do plural: pareca-
nos que devia ser todo o bom, que se acha
sem verbo, mas entao deveria eslar na 3. do singu-
lar, e nunca na 2.a do plural.
A proposicSo, que se enuncia, como causal por
que todo o boniqu seja ludo isso nada significa
na phraseologia porlugueza ; porque sendo regida
sera o hyperbaton, ficando para -altributo a idea
mais geral, como determina a lgica, d esla tu-
do Isso silo cousas todo o bom ( qui poluit cape-
rercapial J. Se o collega nao tivesse suhslaujtivado a
palavra 6001 aiitepondo-lhe o artigo 0} contra
(odas as regras da grammalica, que manda que o no-
mo de que se usa altribulivamente nao seja precedi-
do de artigo, ainda poderia haver alguma concor-
dancia, mas do modo porque este he erro crasse".
.Vn> etria melhor que o collegase livesse eipressado
cm phrase mais regular para ser melhor entendido,
como porei. esta.que em substancia exprime a mes-
ma idea par mclhor que seja ludo isso ; mas o
collcga n.lo gosla de andar pelos lugares communs
Assim, collcga!
Que-lo ainda Dos assim ecnmludo parece que a
e.rpiarao ja tem sido immensamente loga mui-
los martgres tem rolado ja por Ierra, e o trium-
pho tem sido sempre o do crime e a do vicioPara-
phrascemos esle periodo Dcos tem querido que
as purezas e virtudes, o talento .ledic.1c.10. ardam
na pyra da infamia; mas a expiaran ja vai longa,por
que muilos marlyres tem rolado ja por Ierra e o cri-
me e o vicio lem sempre triuraphado : logo Dos
lera sido o culpado, e por consoguinle o respousa-
vcl de um Iriumpho lo fatal humanidade, e
continua inda a s-lo. O collega esl consequente
com os principios do fatalismo. Aqui ha lambem
pessima ponluarSo ; mas vamos adianto.
Significaca muilo eloquentmenlt a ultima bo-
queada da rirtude e da verdade, que se fmavam
victimas do imperio e corrupcao das sociedades
A ultima boqueada da virlude pode tolerar-se, co-
mo urna metaphora atrevida, porque podendo'ser
lomada em concreto, concebe-se os seus paroxismos;
porem a ultima boqueada da verdade, isto he, seus
ltimos hocejos e tenlos, he phrase que absoluta-
mente senao pode dizer, seja qual ter oalrcvimento
da figura, porque esla nao pode nunca justificar um
conlrasenso, e he um coutrasenso conceber-se a
verdade dando o ullimo suspiro. Ainda mais, o im-
perio das sociedades nao se pode dar sem virlude e
verdade ; logo o imperio nao pode malar seas mes-
mos elementos ; que a corrupcao mate concebemos.
homem..'sente-se obrigado adernar-se ante a
peanliainfamante, em cujocimocambaleam (e nao
cmbete un, como est, c nao vem na errata, tambem
ser empolado? ) cambalean^a ignorancia e medio-
cridade. Nao nos recordamos de termos visto
empregado o verbo ademar, sen.lo em relarso
navios, c nunca pessoa, em quanlo nao apparecer
algum classico, que o aulorise, o julgamos impro-
piiis-imu. Peanha, nao podendo significar aqui a
chaga, que vera ao casco das fiestas, causada pela
lama, lambem nao pode significar senao base,
sustentculo ; qual he, pois o cimo da base, sobre o
qual se deve cambalear t Se s ha base sem eleva-
cao ainda, como conceber-se cume ? Sao empola-
dos, medidos marlello, que s serven) para desa-
creditar o escripto....para seu mor-gozoc que"
tal o mor gozo '.' Antea o collosa tivesse escripto
gozo-mor, embora aignificasse um cao grande, do
que empregado semelhantc cacophaton.
O homem derramando os ollu/s pelo horisonle de
sua vida, tenleando os longes de seu corarao
Derramar, que cm sentido proprio no e pode
empregar, senao a respeilo de lquidos figurativa-
mente lambem so pode empregar a respeilo de ou-
lros objeclos, que se podem espalliar, tadavia davi-
ilninos muilo que se possa dizer dirramar ou es-
paldar olhos : o que porem' nao he absolutamente
possivel he^ tenlear 01 longes do corarao ; por-
que, ainda quando tenlear, no sentido figurativo de
sondar, se pudesse prestar, os longes nao podem
supporiar lenta : os longes, que aqui nao podem
ser lomados senao como na pintara se representara
as cousas mais distantes, s3o percibidos atravez das
sombras; ora, se as mesmas sombras iio se podem
tenlear, como se tonteado os longes '! Depois disto
o coraran lambem lera longes, como a pintura '.' Que
dcscobertas do collega! O apego d~alma com o reo
ou com o inferno Com o ceo anda admitlimos,
mas ter alma adhesao, amorao inferno, que tanto
a horrorisa, e que ella tanto aborrece, sao ideas con-
tradilorias.
E o homem que, at entao niio era mais qae um
possivel na idea da existencia.Existencia aqui he
tonuda, como nina idea vaca, indeterminada e in-
definita ; por coiiseguinle foi erro precede-la do ar-
tigo a, que ahi se v por contrajo com a preposi-
rio de; porque esse artigo, como dcfiulo, lem a
propriedade de determinar e lndividualisar o qpme
appellalivo, a que precede. Devia, pois, serde
existencia, c nao da existencia...em cujos coracoes
nenhum he seu imperioAqui ficamos embarazados
sem saberraos, pela pessima construccaio, com quem
concorda o adjedivo nenhum, se com coraclo ou se
com imperio. O collega, que escreveu assim, lia
de saber, mas os leilores jejuam... suspiros tito viu-
dos l do intimo do seu peitoEsta nao este m !
O adverbio /o.quo ora loma-so comparativamente;
c ora como auciiicntativo, aqui inconlestavelmonte
nao foi empregado senao para augmentar a profun-
de/a dopeilo, que o adverbio l indica, eu apona,
ficando inicuamente sem valor s soando mal 110 lu-
gar, onde foi posto, visto que vendos nao precisa de
torca c nem de augmente. Assim a boa grammalica,
fundada no bom sonso, manda que essa phrase seja
((instruida deste modosuspiros viudos l Ido do
intimo de seu peito, e nao suspiros lao viudos...
Cm ente que he diga urna coniolacaoQae inipro-
priedada! Ou se teme overbo dizer na accepcao acti-
va, ou neutra ou absoluta, alo pode de modo algum
preslar-sc ao sentidode dar consolacoO quo he
dizer comolaro '! O collosa, como inventor, he
quem bem nos podo explicar. O hvmeneo {e nao
hymineo, como escreveu o collega, o nao csl na cr-
rla? o hgmeneo indissolucel do homem com a eler-
nidade. E osla Anida tomndose no sentido fi-
gurado, c nao pode ser n'oulro, no qual significa
nupcias, casamento, que relelo de iiuiao ha entre
os insaciaveis desejos do homem com a ternidade,
para poder-sc significara sua necessidade pela idea
de casamento, do nupcias ".' Nem por rail figuras,
eremos, se poder usar de seinelhaule allogoria. O
collera taima em etrrever verdade, como expres-
-io adverbial, sem duvida porque dissemos, da vez
passada, (fue linha cabido cm desuso ; ainda conti-
nuamos sustentar a nossa primeira opiniao. so bom
que nao dcsroiihcrcmos que l'.iiva parecen usar
della nesse -enhilo ; mas se se pode usar de nina
palavra, por mais absolcfaquc seja, s porqus po-
demos aulorisar com um escritor auligo, cuiao bre-
vemente leremos formigaiido na litlcratura moderna
todas essas palavras, que na moia i la le ero dassi-
cas, como per ello, per r;iio c oulras. muilas, as
quais o Sr.A.Uerculanochamoii corrupcao da lingua:
salvo se o collega he um dos sabios da nacao, ver-
sado na lioao dos autores classicos, no mecanismo e
crilica da lingua, a quem s u nicamente he dado
o pdenle examinar a conveniencia de rehabilitar
un voeabulo anliquadu, |xirqiip entao pelo uso que
della faz da-lhe a competente auloridade ; mas nos
cremos, como eloquenle Villeraain, que a, queslo
da liuguagem nao he urna questao vaa e ociosa;
ella loca nos mais altos interesses da litlcratura e da
civilsacao ; por coiisegniule esse, hoje, ainda mo
imitador dos classicos, uao pode ler a grande aulo-
ridade de renovar termos.
Oulros erros grosseiros e imperdoaveis iramos
mostrar seno fosse enfadonho, nao tanlo para nos,
como para o publico, de cuja benevolencia ja vamos
abusando.
Mas por aqui j se v que o collega nao sabe me-
dir esse pbenoiueiio da inteligenciao pensamento
com o orgo vocal artificial -- a grammalica, pela
qual raanifeslamo-lo Tora de nos. Medir o pensa-
mento ? Polla simplicidade e indiviiibilidade des-
se puro acto tambera este sujeila i medicOes? As-
sim estranhar talvez o collega, se nao deu gram-
malica philosophica, como cremo. Se nao sabe
pois, nos Ihe dzemos; o pensameulo mede-sa
como a cxlengao phisca, medisa com tanto mais
seguranca e certeza, quanlo a sua niedicao he
menos arbitraria, porque as regras, qae' devemos
seguir na manife minadas e Asadas pela razao, e a razio he in-
variavel nos seas preceitos. Mede.-se anda porque
debaixo do ponto do visla psychologico o espirito,
causa do pensamenlo, he composto de facnldadea
mui distinda,scm mingua com ludo de sua imma-
terialidade, donde resulta todas essas variadas evo-
lucoos do pensamenlo, que a consciencia percebe; a
se o pensa mente he, na expressao de um eximio phi-
lologo, a flor do espirite, que tem ssu p na espon-
laneidade, seu bot.io na consciencia, sa abertura
na rellcxao. sua espansao na razao, sua atlitude na
vonlade, sua variedidc na sensibilidade, com quau-
lo loda esta variedade nao deslrua a coneenlrarflo.
qoe se observa das potencias do espirito, e nem por
conseguiole a uuidade doeu, todava sendo essa
variedade um fado psychologico, consistente na de-
coinpo-ie,io das concepccs complexas do pensamen-
to, sendo preciso manifesla-las tora de nos, nio o
podemos Tazer senao por counciaco de proposicAes;
proposiees que, ao paseo qu devem significar
uma ucjjlo ou juzo auontaueo, urna idea era juizo
reflexivo indecjupposfc, ou um juizo comparativo.
precisara de nlm medico proporcional,afim de nao
serem confundidos esses diversos actos do espirito ;
niedicao que, sendo urna necessidade do pensamen-
lo em sua mantestacao, opora-se por signaes sensi-
veis, por vocabulos e puntuaran. Por conseguala
o pensamento tambem mede-se, e mede-sa muito
menos arbitrariamente. O collega, portento, saiba
que quando escrever deve medir o seo pensamento
dt modo que se Ihe enlenda, e esse modo he regula-
do pela lgica, deve lera sua base na signifieafao
genuina das palavras..
Findando a longa estirada do collega, lembramos-
Ihe que em Pernambuco j ha algoma illuslracSo, a
por isso aflectar de sabio, usar de Indo quanio he
termo autigo c obsoleto, como empelados para su-
blimar o eatylo, e entretente nao procurar evitar os
erros grosseiros de grammalica, he arriscar-se eahir
no ridicnlo, o que nao desojamos ; e tambem lem-
braraos-lhe que eorrc-lhc ebrigarao indeclinavel de
juslificar-se de lodos os erros qne vicios de apoutar
peanle o publico, que ser de certo, juiz imparcial
entre os alhlelas literarios; e para o que, desde j,
aliramosdlie a lava,eso pedmos-lhe que.porseu ca-
valhcirismo, nao use da dialctica, de que nos falla
um escritor anligocum ad inopiam venerinl alie-
gationura, ad enreenatam delectunt eonviciandi li-
centiam.
_ Elcinics directas e por circuios pela collega Bul-
cao. Comecamos felicitando o collega pela oplima
e-c dlia que tez da imprtenle epigraphe. Nao be,
em verdade, um assumplo nnvo e nem tero deiado
do ser discutido profundamente por abantados pu-
blicistas, lendo .oclioado.por mais de ama vez, em la-
dos os anglot das provincias brisileiras as vozaa uni-
sonas, vibradas pelas cera boceas da imprenta libe-
ral ; mas he que es assumptet verdaderamente gran-
des nem sempre se dscnlera com sufliciencia, e qua-
si minea exuberantemente ; correado por isso inde-
clinavel obrigacao a todo* aquelles, em cujos paitos
magnnimos pulila a doce e sacrosanta liberdade,
causa fecunda do verdadeira patriotismo, caja ca-
rencia desgracadamente lamentamos, de concorrer
com -iias luzes para que elles sejam conhecidoa e
vulgarissdos, embora mesmo ellas ni passem de es-
casos Tractos de 'pobre feudo, mas tributario sem-
pre.
Se, porm, por este lado tributemos nossas felici-
tacOes ao collega, por outro sentimos qae elle tivesse
reduzido lao acanhados limites dimene-oes to vas-
tas, nao dando o preciso desenvolvimenlo nem a
todos as questes que aventaron, e calando oulras
tao momentosas, que os publicistas teem considera-
do como vilaes neste assumplo, c lal he saber, se,
todas os circulo* mais ou menos pobres, e os ricos te
s devem regular por urna mesma bilola relativa-
mente o quanto de renda deve ter cada cidadao para
poder ser elegivel, e *e s diversas classes de cida-
dos de um mesmo circulo devem ler indeslincla-
mente o mesmo quanlo, ou se se devem considerar
conforme a importancia prnprietaria.coromercial,in-
dustrial, Iliteraria, ou de empregot pblicos, a que
cada ama esta ligada.
Todava gustamos de leras ideas liberaos do colle-
ga, estigmatizando o modo porque as eleices sao fei-
tas na actualidade ; clerOes que, nio sendo livres,
sao no systema representativo, conforme o dilo pi-
cante de um profundo publicista, o Sr. Guisol, ver-
dadeira terca ; e se a vida desse systema. 00-
mo diz M. Paignon, consiste loda na livre represen-
taca.., 'burlada ella, quem preendier lao mnente
vacuo
E se estas ideas saas e liboraes devem-se ir infil-
trando 110 animo publico, sentimos que o collega as '
tivesse manifestado om eslylo Uo confuso ou melha-
pliysic, o qual, senao fra escripto cm urna lingua -
geni mui simples e vulgar, a qual, para o dizer da
passagem, he a maior censura que se poda fazer
n'jim mesmo jornal ao celebrrimo redactor dos em-
polados, era de eerto inacoessivel grande parle
dos leilores. Tambem nao gastamos da frequencia de
oircumliiriioes, e nem da monotona de repeticoea
dos mesmos termos, sendo fcil encontrar-te o adv.
poisem lodos os periodos, e em algunt duas e tres
vezes repelido: embaracos qoe (nos o reconhecemos)
apparecem sempre quando nao ha profundo conha-
cimeuto da lingua, viste qne fallara vocabulos ele-
cuees proprias para a expressao do peutamenlo,
nao te podendo, deste modo', guardar a justa conve-
niencia qae dte haver entre a* idea o a expressao :
mas nada disto sirva dedetdoiro a um eseriplor mo-
derno.que se aprsenla na arena jornalislica sem pre-
lencdes de sabio, e muito menos de etraorecimeato;
ao contrario nao devello o collega tomar estes nos-
sas ligeiras consideracet seno como orna verda-
deira imparcialidade, que n3o podamos deixar de
guardar era transgredirrant os deveret de critico,
esperamos que continua desenvolver epigraphes
importantes, como esta.
0 poeta, poesa do collega Agrario, he, em abono
de nossa imparcialidade, a melhor que lem appare-
cido as columnas daEstra, e supposlo nos
par-oa j 1 termo- Ido nos Srs. I.aurindo, tiualberlo
dos Passos e Palmeirim alguma cousa qne se 011-
conlra as estancas 7.', 8.' a 13.*, todava, como
eremos que o collcga nao quer a gloria da iuvenrao,
o mrito da conslruccflo, que he boa, te Ihe nao pode
negar.,
A sua lendaflor do desertocontina sem desa-
fiar a avidez do leitor, e deixando a toa critica, co-
mo j dissemos. para a sua couclusao, apressamo-
nos em dizer que a phrase nao. he ma. O mesmo d-
zemos a respeilo do escriptoimportancia da jas-
tica, cujp autor ignoramos ; depois' de udo Ihe
passaremos urna revista.
Um nomc, poesa do collega Doria, para caloiro
lem algum mrito', islo he, o mrito de poder ser
feila por qual menino inteligente ; e procurando
evitar o emprego do voeabulolaressem Ihe ajun-
tarpatrios, pois s assim pode usar-se no plu-
ral ; assim como que nao quem prosaicas algumas
eslrophes, como estes
Ouvi-o urna vez; ameio !
E tal foi o meu cnleio,
One nunca mais o asqueci
animamo-lo a continuar, certo de qbe es poetes, co-
mo tedas as oulras classes, nao nascem poetas, fa-
zem-se.
N.lo nos ocriipamos com o deafrulavel folhetim,
por nao nos merecer consderacao : anlet fosse ama
bella dnerlacao de jurisprudencia sobre millares
de questes mui controvertidas, e que nos interes-
sam no mais alto grao este vacuo, a despeilo da
dedicacao do jornal, inda nao se come^ou a eneber
e nunca se prcencher- Confessamos que leriamos
com muilo prazer urna deslas pecas, escripia pelo
celebrrimo redactornessa nao cabe elle !
Os collegas.
Srs. nettaclores.Para dar ao publico ainda ama
prova da verdade e juslica rom que o Echo cosluma
emitir qualquer proposirao damnosa ao crdito
alhea, venho declarar ao mesmo publico, que nem
um real devo a pessoa alguma ; ecomo prova a mala
terminante desta proposirao, autoriso a qualquer
quo se julgar meu credor a publicar pela imprema o
meu debite,'acoinpanhado. da conla qu titulo res-
pectivo.
Com a publi aeaodoslas linlias mu grato Ihe lloa-
ra o seu constante leitor.
Recite tide julho de ls",.
Carlos Augusto da Silveira lj>ba.
COMMERCIO.
PRACA DO RECIFE 6 DK Jl.UO AS 3
HORAS DA TARDE.
Odaocs oTflciaes.
Cambio sobre Londresa 26 \\-> e 26 :>|l d. GO d|v.
a prazo.
Dilo sobre Parsa 3(15 rs. por franco 60 d|v.
Descont de ledras de 30 dias6 *, ao anno.
ALIAN DEliA.
Reudiroenlo do dia 1 a ;17:(>($379
dem do da 6........1(i:.7jOJ8
47:6218137
Desearregam hoje 7 de julho.
Briguc americanoIt'ii/iam PrinceTarinla.
Barca ingle/a Philomercaderas.
llague brasileiroAlariagneros do paiz.
Brigue brasileirollecifeidem. n
Hriguo braiileircParanfarinha de trigo.
Escuna brasileraLauramercadorias.
Hiato brasileiroAnglicafarinha de trigo.
Imporiaeao'.
Hiato nacional Anglica, viudo do Rio de .lanei-


*
r

DIARIO OE PERNAMBUCO SEXTA FEIRA 7 DE JULHO DE 1854.
ro, cousiguadu a Theofiln So ve \ C in.iui i'c-lou o se-
guiste :
500 barricas farinha de trigo, l caixa salsa parri-
lli.i ; a ordem.
Brigue mimil nacional Maria, viudo do Rio de
Janeiro, consignado a Machado \ l'inheiro, mani-
feslnu o scguiule :
700 barricas farinlia de Iriso, 107 rolo fumo,
II t saccas c meia barrica caf, .i caixas rap, i bari-
ras farinlia, G cestos larangeiras, -2 caitas cli ; a or-
Jem.
Brigue nacional Paran, viudo do Kio de Janei-
ro, consignado a .M.iuutd, .Ignacio de Oliveifa, raaui-
feslou o seguinte :
S00 barricas farinha de trigo ; a ordem.
Ilialc nacional Fxalarao, viudo do Aracaly,
consignado a Manuel da Silva Mendunca Vianua,
maoifeslou o segrale :
I-j'.i saccas c ti caixas cera de carnauba, 1 ,000 es-
leirs de dita, 5 fardos, 2 barricas e 1 caixao sapil-
los, .'< saceos cora de.abellia, l3 molhos couros de
cabra, 30 coauos de dita. (13 mullios esleirs de car-
nauba,- 172 caitas velas de dila, 200 couros salgados,
3 bombas de carnauba, 1 emole espauadores, l
caixas velas de cera de carnauba, 2 pacotcs c 1 bar-
rica cera amarella, 2 ditos chapeos de palha, 1 cni-
brullio velas, 1 caixa dilas composlas, 1 pacole peu-
uas de cma ; a ordem. ,
CONSULADO OERAL.
Keudimenlodo dia 1 a 5 .... 4:.">1$8%:!
dem do dia (i........1:19S37.i
pleno eonhecimenlo dos seus direilos e ohrigaces ;
subscreve-se cm 1'crnambuco, ua praca da Indepen-
dencia, loja n. (i e 8 ; no paleo do Collegio, casa D.
28, lojas n. ti e 20, e na ra do llospirio n. U. O pre-
co da assignalura ser de 16O00, pagos no aclo de
se entrenar cada excmular, a qual cuccrrar-sc-h no
dia da publiracito da obra, o desde enlo vender-sc-
ba. Apenas baja numero de assigualuras suftl-
cienle para satisfazer as avalladas despezas da im-
pressao, Ir a obra para o prelu.
5:718&338
l.'IVKHSAS PROVINCIAS.
Hendiinento do dia 1 a 5 ..... 5!M)d11-~>
dem do dia 6........ i:u.;|im
7310215
Exporta cao'.
I'ar.i, escuna nacional Titania, de 60 toneladas,
conduxio o seguinla : 40 barricas hacathu, 6 cai-
xas espingardas, 6 dilas pam.iili.i-. 1 dita faemira,
I dita papel, 20 harris chumbo, 1 cmbrulho carlees
de rendase flas,20l barriquinlias com 1,221 arrobas
e 21 libras de assucar, 50 harris "encina, 12 latas
oleo de ricino, 1 embrullio gomma de batata, 50 car-
ra fosespirito, 185 caixinbas doce de goiaba, 190 di-
tas charutos, 1 caixa rape, 120 arrobas carne secca.
l'orlo, brigue porluguez /Imalia 1., de 365 tone-
ladas, conduxio o seguidle : 2,850 saceos, 30 bar-
ricas, 3 1|2 pipas c 4 barris com 14,722 arrobas e
10 libras de assucar, 54 saccas com 2U7 arrobas de
algodao, 8 meias pipas e 292 harris niel, 953 mcios
ilc sola, 436 couros salgados, 98 ditos espichados, 360
toros de tatajuba, 5,000 ponas de boi, 1 pacote qui-
ris, 1 fardo orlo, 2 saccas e 1 barrica arroz, 4 bar-
ris, 6 i aune- e 2 lalas doce.
Rio de Janeiro, biale americano Dancille, de 239
toueladas, conduzio parte da carga com que cnjrou
ueste porto. '
UECbUEDORIA DE RENDAS INTERNAS E-
RAES DE l'ERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 6......6373914
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia 1 a 5.....12:37ifc275
dem do dia 6.........3:0175981
SABBADO 8 DE .111.110.
Ultimo espectculo em favor do
MONTEIRO.
interessaule vaudcvillc cm
Ter lugar o bello e
3 actos
0 REMENDAD DE SM1RNA.
Seguir-se-ha pola primeira vfezneslc thealro a
nova comedia em I arlo: **]B^k '
OS DOUS SEM CIiTmS.
Nesta bella comedia muito dever agradar a 01 i-
ginalidade de seus caracteres.
Finda o espectculo a engranada fan'.i i
0 RECRIJTAMTO NA VLDEIA.
He esle o divertimento que o beneficiado julgou
couvenicnle olTerccer a seus amigos e protectores a
quem. he lo grato.
O beneficiado previne ao respeilavel publico que
este divertimento nao ser transferido, e espera que
sendo esta a ultima vez que recorrea generosidade
publica, concorram a njuda-lo com sua costumada
prnlcccao.
Os bilhetes eslo a dsposicao do publico no hotel
.Francisco n. 9, e no dia, no cscriptorio do Ihealro.
O ab.iixo assignado declara pelo prsenle, que
he procurador bastante do Sr. Joaquim SuaresaRa-
poso da Cmara, c como tal previne ao publico, que
ninguem contrate com o Sr. alferes Ignacio Soares
Raposo da Cmara e- ncm com seus procuradores,
venda 011 arrcndameolo do vinculo, sito na illia de
S. Miguel, deixado ao dilo Sr. Joaquim Soares Ra-
poso da Cmara, por seu fallecido pai Luiz Soares
Raposo da Cmara, visto dilo vinculo se adiar ar-
rendado pelo abaixo assignado, como procurador
bastante lambem do fallecido Luiz Soares Raposo
da Cmara, e ratificado pelo novo morgsdo o Sr.
Joaquim Soares Raposo da Cmara, e por lempo de
6 aimos, em nome un qual novo morgado, protesta o
abaixo assignado contra qualquer negocio que se
faja com dilo vinculo, pena de perdercm o seu di-
nlieiro, porque anda est vigorando em Portugal a
lei dos vnculos, em virlude da qual o mcu-ronsli-
i ti i 111 e est de posse do dito vinculo ; e para que se
nao commetlam abusos para o futuro, se publica o
prsenle.Jos Dias da Silva.
THEATRO.D APOLLO.
A commissilo administrativa da companbia de ac-
cionistas convida pela segunda vez a lodos estes sc-
nhores para a re un ni o ordinaria da asscmblca geral
que deve ler lugar no domingo 9 do corrcnle mez
le julho as 10 horas da manha, como he determina-
do na ultima parle dn artigo 17 dos estatutos da
mesmacompanhia, afim de se dar cumprmeuto ao
riisposlo nos do referido artigo.
Precisa-sealugar urna prcla que spja boa ven-
dedora, anda mesmo nao leudo habilidades ; paga-
se bem : na ra do Padre Flonano u. 27.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acliam-se a venda os bilhetes c mcios
bilhetes originaos da loteria nona, das
obras publicas de Nictheroy. O paga-
mento dos premios sera' ed'ectuado logo
que se fizer a distribuicao das listas que
se esperam ate 12 do corren te.
15;427}256
MOVIMENTO DO PORTO.
AVISOS MARTIMOS.
Aluga-sc a loja dp aterro da Boa-Vista n. f
com bstanle enmmodu : a Iralar com Frederco
Cliavcs, no mesmo sobrado.
Desapparcceu de burilo do brigue Sania lar-
bara, no da t. do corrcnle, n prcto, orioulo, de no-
me Luiz, representa ter 30 anuos de idade, pouco
niai- ou menos, cor Tula, baixo, nariz chalo, lem al-
guinas marcas de bexigas ; levou camisa azul, ralea
branca c bonete de cor, o qual he natural das Ala-
goas : roga-sc porlanlo a todas as autoridades poli-
ciaese capilles de campo a sua apprclicnsao, e lva-
lo i ra da Cruz do Kerile n. 3, escriplorio de
Amorim Irmaos. ou a bordo do dilo brigue, que le-
ra generosamente recompensado.
1) Homoeopatbia. (.
k CLNICA ESPECIAL DAS MO- 2
?, LESTIAS NERVOSAS. 5
| Hysteria, epilepsia ou gota co- ^
? ral, rheumatismo, gota, paraly- B
9 sia, defeitos da falla, do ouvido e
y tlosolhos, melancola, cenhalalgia ($)
ou dores de cabera, cnchaqueca,
dores e tudo mais que o povo co-
i nhece pelo nome genrico d<*fer-
. voso.
A molestias nervosas requerer muilas ve-
I es, alm dos medicamentos, o emprego de
outros meios, que desperlein ou abalam a
' eusibilidade. Estes metos possuo eu ago-
| ra, e osponhn a dispo-n-ao alo publico.
I Consullas lodos os dias (ile" graea para os
pobres), desdo as 9 horas da mandila, al
) as duasda larde, ra de S. Francisco (Mon-
do-Novo, n.8 A.Dr. Sabino Olegario
} Ludgern Pnho.
m
m
i
i
&
v. AVISO AO COMMERCIO.
Maiioel & Vill.m tcm a honra de parlicipar ao*
O abaixo assignado faz scieule ao corpo do gp. logislas, que se achar sempre na sua fabrica,
commercio, que tem autonsado a receber ledas as U, da (;ruz ,,. 50i um esplendido sorlimento d
suas dividas ao seo ex-SOClO Dionizio Vcllozo de Ma- rhnnos deso nara hornun. e snohoras lanln rt.
cdo. Joi Joaquim Lima Bairao.
Navios sahidos no dia 6.
Liverpool pela ParalabaBarca ingleza Creamore,
capito FrancisCollios, cm lastro. Passageiro para
a Parabiba, Cela no da Silva Azcvedo.
LondresBarca ingleza Dengal, com' a mesma car-
Ka que Irouxe e passageiro, deixando em Ierra 2
passageiros e 1 meuor. Suspendeu do lameirilo.
ParahihaBarca bespanhola y illa Soca, emlaslro.
Suspendeu do lameirao.
LiverpoolBrigue inglez Itosalic, com a racsiua
carga que Irouxe. Suspendeu do lameirao.
^____________
EDITAES.
O Illm. Sr. inspector da llicsouraria provin-
cial, cm cumprimcnln do disposto" do arl. !U da lei
provinriat B. 129, manda fazer publico para co-
nhecimcnlo dos credores bypolhccarios e quaesquer
inleressados, que as propriedaJcs abaixo declaradas,
foram dcsapropriadas, c que os respectivos propie-
tarios tem de ser pagos do que se Ibes deve por es-
ta desapropriacao, logo que terminar o prazo de 15
das,* contados da dala desle, que he dado para as
reclamaees.
E para ron-lar se mandn allKar o prsenle c pu-
blicar pelo Diario, por quinze das successivos.
Secretaria da thesouraria provincial de Peruain-
buco 30 de J ti ulna de 18"i4. O secretario,
slntonio Ferreira lima casa de taipa, sila na liierr.o do
21." lauro d eslrada da Vicloria, per-'
lencentc a D. Rila de Cassia Pcssoa de
Mello, pela quantia de....., GXfeOOO
Cm lauro de muro e urna parle do sitio
no lugar do Piza, na cidade de Oliuda,
pcrlcniente ao Dr. Antonio Jos Coe-
lho, pela quantia de. .....598s000
Omformc. O secretario, Antonio Ferreira da
Annnnciarao.
A cmara municipal desla cidade, usando da
aulorisarao que lhe confere o art. 15 da le i 348,
publicada neste jornal, u. 140 de 20 do correlc,
marca o prazo de un mez, contado -do primeiro ao
* ultimo de julho subsequenle, para no decurso delle,
seren pagos o- impostes alrazados sobre eslabeleci-
meiilos ioduslriaes; findoo qual, e Dao realisda a
cobrauca, ficam os coolribuinlcs sujeilos a una
mulla "igual ac duplo do valor do imposto, como
lispoe o ci[ado artigo.E paia que ebegue ao co-
nhecimenlo de quem competir se manda publicar o
presente. Paro da cmara muuicipal do. Rccife
cm sessAo de 28 de junho de 1854.tarifa) de Ca-
, pibaribe, presideute.No impedimento do secreta-
rio. O official-maior, Manoel Ferreira Accioli.
O conselho de quahlieaeio da guarda nacional
da freguezia de Sanio Antonio do Recife, leudo con-
cluido os Irabalhos das reclamaees na forma do art.
33 e 36 das na(rucc,oes n. 722 de 25 de oulubrq de
1850, faz constar aos inleressados que a lisia das al-
leracocs foram aflixxJas na igreja raaliz, afim de
que prorrdain como Ibes convier. Sala das sessues
do conselho de qualificarao da guaada nacional da
freguezia de Sanio Antonio do Recife 5 de julho de
1854.Claudino Benicio Machado, capilao presi-
denle.Miguel Jos de Almcidu Peruambuco, ca-
pitn secretario.
DECLARACO'ES.
ADMINISTACAO DO PATRIMONIO DOS
ORPllAOS.
Pcranle a administrado do patrimonio dos or-
l liaos se hade arrematar a quem por menos fizer, o
fornecimenlo dos medicamentos para o collegio dos
orphilos, pelo lempo que lia de decorrer do dia da
arremalacao al o liui de junho do prximo anno de
1855 : as pessoasque se proposercmafazer djlo for-
necimenlo, podero comparecer na casa das sesses
da mesma adinini-irarao no dia 7 'do presente mez
as 12 horas da manha.Secretaria da a d ministra-
cao do patrimonio dos orphaos 1 de julho de 1855.
Joaijuim Jos da F'onseca, secretario interino. ,
Pela mesa da consulado provincial se faz sci-
cnlc aos proprielVios dos predios das differenlcs
freguezias, que os Iriuta dias ulcs para o recebi-
mento da decima do segundo semestre do anno fi-
nanceiro de 1853 a 185'i, se linalisain no dia 10 de
julho corrcnle.
Administracao do patrimonio dos
orphaos,
Peranle a adminislmcno do patrimonio dos or-
phaos se ha de arrematar, a quem maisder, as rendas
da casa n. 29 do largo do Paruizo, pelo lempo que
decorrer do dia da arremalacao al o fim de junho
do futuro anno de 1855: as pessoas que se propo-
zcrem a arrematar ditas rendas, poderao comparecer
uacasa das sessoes da referida adminslraciio no dia
7 do prximo mez, s 12 horas da manha.Secre-
taria da adniiuislraeao do (?.lriinunio dos orphaos
1 de julho de 1854. Jouquim Jos da Fonseca,
secretario uterino.
Pela administrarlo dos cstabelecimcnlos de ca-
ridade so faz publico que as arrematarles dos predios
do mesmo eslabelecimeulo scrao levados a cffeilo nos
dias 5. 6e 7 do corrcnle: os piolen.lentes apresen-
temse com os seus fiadores. Sala das sesses II de
julho de 1854. O escrivao, Antonio Jos (Jomes do
Correio. '
PUBLICACAO' Ll TTERARA.
ESTA' NO PRELO.
Elementos de direilo inUmacional por Ilcnry
Whealon, cx-miuistro rica junio i corle da l'nissia, memhro honorario da
academia real das sciencias de Berln, menibro cor-
re-pondentc da academia das sciencias moraes e po-
lticas no instituto ile Frailea. Iraduzido da segunda
edieo de 1852, por Eiirclno Jos Aiiluncs, segundo
tro. nte da armada imperial, secrelario c ajudante
d'ordens do commandanlc da eslacao naval de Per-
uambuco, redactor do llrasil Martimo, e Iraduclor
da segunda editan de 18>3 diplomacia do mar do capilao de fragala da marinha
fraureza Theodoro Orlolan. Rccebcirf-se nesla lypo-
grapbia asignaturas para a imporlanle puhlicaeau
desla obra, a nuil moderna e acreditada que se co-
nhecc. Ella rouslar de dous volumes brochados, e
cuslar para os senhores asignantes 85000 pagos na
occasiao que se assignar. Excellenle papel e nilidez
de impresso garante o traductor.
Publicarao littcratia.
Insliluiroes de Direilo Civil Porluguez por M. A.
Coellio da Rocha, lento da faculdadc de direilo da
universidade de Coimhra, lerceira e_ ntida edirio,
em 2 volumes cm oitavo, adaptadas ao furo do Bra-
sil, com a legislara.) brasileira vigente, e ulgumas
notas explicativas extrahidas das obras dos mais exi-
mios Icios para melhor illuslraran das dooltiDM eu-
sinada nesse excellenle compendio, porAnlonio de
Vascoucellos Mcnezcs de Drummond, bacharel for-
mado em sciencias jurdicas e sociaes pela academia
de Olioda, a(|vogado nos auditorios do Recife. Para
a publcacilo dessa obra (ao inleressanle e iudispen-
savel a lodos os senhores juizes, advogados e mais
pessoas, que se dedicam mesma profissao, ou pre-
nsan! possuir urna minuciosa e melhodica compila-
cao do Direilo Civil Patrio, ledenle a adquirir o
Para Lisboa segue viagem imprelerivelmenle
ot 11 do prximo mezde julho. a barca porluguc-
za Gratidao: quem na mesma quizer rarresar ou
ir de passagem, para o que tem superiores commo-
di*. enleuda-se com os consignalarios Thomaz de
Aquino Fonseo* A Idilio na ra do Vigario n. 19
imeiro andar, ou com o capiUlo Antonio Alves
edrozo, na praca.
Para a Baha segu com brevidade
o ltate nacional Amelia por ter parte
da carga prompta ; para o restante, trata-
se com o mestre Joaquim Jos da Silvei-
ra, no trapiche do algodao, ou com
Novaesiii Companbia, na ra do Trapiche
u. oi, primeiro andar.
Ovaporbrasileiro im-
perador, commaudanle
o rapito-teuente Ger-
vasio Mancebo, espera-
se dos luirlos do norle
al 8 do correle, c sahir para os dosul no da se-
guinle ao da sua rhegada : agencia ua ra do Tra-
piche n. 40, segundo andar.
Para o Rio de Janeiro, sabe no dia 8 do cor-
rcnle, o bem conhecido brigue Sagitario, recebe so-
ment passageiros e escravos, aos quaes costumadar
bom tralamento : a tratar na roa do Collegio n. 17,
segundo andar, ou com o capito a bordo.
COMPAN1UA DE NAVEGACAO A VAPOR IX-
ZO-BRASILEIRA.
Os Srs. accionistas
desla conipanhia sao
convidados a rcalisar a
hH^r^ytffr*^ -^fy-/^ quarla presUcode suas
~. -'^c'^rb.--1:^ acones com a maor
brevidade, para ser remetlida a direceao na cidade
do Porlo, dirigindo-sc ao baixo assignado na ra do
Trapiche n.26.Manoel Duarle Rodrigues.
Para o Rio Grande do Sul, segu com a possi-
vel brevidade o patacho nacional liulerpc, por ler
parle de sua carga prompta. recebe o restante a fre-
tc : para Iralar na ra do Apollo n. 14.
Para o Aracaly segue viagem por esles dias,
o hiate Bxatafo, por ler parle da carga prompta,
para o rcslo da mesma, e passageiros : Irala-se na
ra da Madre de Dos n. 36.
RIO DE JANEIRO.
O brigue escuna nacional Maria, se-
gue com brevidade ; para carga, trata-te
com Machado & Pinheiro, na ra do Viga-
rio" n. 19, segundo andar, ou com o capi-
to na praca.
\ende-se a barcada a Santo Antonio de Lis-
boa muilo nova e vellcira, e pega cm 22 caixas,
por prero muilissimn commodo, tundeada dafronle
do trapiche do algodao : a Iralar ua Boa-Vista, bec-
ro do Ma Un- n. 3.
AO PUBLICO.
No armazem de fazendan bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo sorlimento
de fazendas, linas e grossas, por
precos mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto cm por-
coes, como a+etalho, amanendo-
se' aos compradores um s preco
para todos : este estabelcciment
ahrio-se de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
i inglezas, francezas, allernaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tein vendido, e por j
isto ofFerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
.proprietano deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venbam (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, rio armazem da rita do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
chapeos de sol para homens e senhnras, lano de
seda como de panno, os-quaes vendem-se em porreo
de urna duzia para cima, e por precos mdicos.
Precisa-* Singar animalmente um sitio pcrlo
da cidade, qiidtwiha casa solfritel c algum arvore-
jlo ; na ra do Amorim n.*39, ou aununcic para ser
procurado.
AVISOS DIVERSOS.
SZT AO CONSELHO DOS DE/.. CS
Dizem os abaixo assignados, assignalarios da rc-
presentacao a S. M. El-rei coulra o cnsul e vicc-
eousul nesla provincia, que a bem de seu direilo,
precisam que Vv. Ss mandem passar por cerliciao,
avista de seu livro de qualiflcacAo, o grao o qual ida-
de de commcrcio cm que o conselho os classificou,
para que o publico nSo os julgue dos alienados,
cegos ou reos de polica ; requerem, pois, sem ag-
gravo, ao conselho, para que mande passar pelo seu
secrelario a cerlidao pedida, para o que se lites offe-
rece um espaco nesla folha. Pedem a Vv. Ss. Illms.
Srs. inquiridores do conselho dos Dcz assim o man-
den,.t. R. Me.
Jos Joaquim Lima Bairao./'
Antonio Pinto de Mrgalha>,.
Jos Fiancisco de Lima.
Joaquim Aniunes da Silva.
Domingos Jos Ferreira Guimaraes.
Berna'rdino Jos da Silva.
Precisa-se de urna ama para lodo o servico de
urna casa de tres pessoas de familia em Fura de Por-
tas : nu ra de Guararapcs por cima da padaria,
primeiro andar.
D. Anua Joaquina de Jess Queiroz Guedes,
viuva de Noherlo Joaquim Jos Guedes, faz sci-
ente que lem autonsado ao Sr. Jos Malaquias Leal,
para receber e passar recibo aos devedo/es de seu
casal.
Traspasa-se o arreodamenlo de um grande si-
lio porto desla praca, que accommqda animalmente
16 vaccas de leile, com a condicao de quem o pre-
tender, comprar as vaccas e crias que Delle existir :
na ra do Queimado, loja n. 31.
O bacharel formado A. R. de Torrts Bandeira
contina a advogar, e tem o seu escriplrio na ra
eslreila do Rosario n. 41, segundo andar, onde pe-
der ser procurado das 8 horas da raanhira al a 1 da
arde.
Desapparcceu no dia 2 do correnle, pelas 8 lio-
ras da uoile, a escrava parda aclmela.la, de nome
Malhilde, fcia de cara, reprsenla ter 30 anuos de
idade, desdentada, umbigo grande ; levou saia de
cnila rota desbotada : quem a apprehcndcr ou della
livor noticia, dirija-sc ra Imperial n. 31, que se-
r generosamente recompensado ; assim como que
se o/olesla com lodo n rigor da lei contra quem mali-
ciosamente a liver oceulta.
Quem precisar de um caixeiro porluguez para
taberna, do que lem muila pralica, c mesmo para
lomar por balanco, dirija-sc ra do Raugcl u. 36,
que achar o mesmo para Iralar.
Sendo voz publica, que Bolizario Adolpho Pe-
reira dos Sanios, Francisco Antonio Fcreira dos San-
tos, Jos Nicolao Pereira dos Santos, c mais filhos c
licrdciltos dos fallecidos Francisco Antonio Pereira
dus Sanios c sua mulhcr, cm virlude do formal de
parhllia--a que procedern! pelo juizo da comarca
do Rio-Formoso, quereni vender'as parles que Ibes
tocaram dos engenbos Teutugal c Tanque ou Scrra
d'agua, e maisbens, previne o abaixo assignado a to-
das as pessoas que os queiram comprar, que os dilos
engenbos arbain-se hypolheca.los a Joo Firmino da
Costa harradas, o boje seus berdeiros, c a oulros nc-
gocianlcs desla profa, pulo valor da compra, e que
cxislem acees intentadas no juizo do Rio-F'orrnoso
para seren pagas pelos dilos bens, sendo a do abaixo
assignado pelaquanlia de 12:200.^100 proveniente de
dinheiro para o cosleio dos engenbos ; c nesla quall-
dade de rredor protesta desde j aunullar qualquer
venda pelos dilos berdeiros feila, valcndo-se para
cssefim das leis vigentes ; e mesmo porque as di-
las partilhas nao foram os credores contemplados por
suasquanltas. Recife 28 i.
Antonio Comes Villar,
0 bacharel formado A. R. de Torres Bandei-
ra, professor adjtinclo de rbelorica c geographia, no
lyccu desla provincia, propnc-se a dar lires deslas
lucarnas disciplinas, na casa de sua residencia, na ra
eslreila do Rosario n. 41, segundo andar, onde pe-
der ser procurado para este lim, das 2 horas al as
ti .112 da larde.
Perdeu-sc na noile do dia 1 do corrcnle, da
praca da Boa-Vista al n Manguinho, um capote de
panno fino azul forrailo de ganga encarnada, e com
a gola de relo prelo : a pelsoa que oacbou, queia
fazer o favor cnlrcga-lu na ra da Palma, em casa
do bacharel Joaquim Ferreira Chaves, que sera re-
compensado.
Precisa-se alugar urna preta para o servico de
urna casa de familia, menos cozinhar erngommar :
a fallar na na Augusta, no segundo sobrado viudo
do chafan'/.
J. II. Denlcr mudou o sen armazem e escrip-
lorio da casa da ra da Cruz n. 18, para o primeiro
andar da de n. 13 da mesma ra.
A 30 do mez de junho prximo passado, de-
sappareceu urna negra de naro Cabund, de nome
Isabel, com os seguinles signaes : corpo secco, cara
com marcas de bexigas, saia de algodAo azul, panno
.da Costa, e um taboleiro rom miudezas : quem a pe-
gar, leve-a roa eslreila do Rosario, casa n. 35, que
ser recompensado.
A 18 do mez de junho prximo passado, de-
sappareceu um escravo de nacAo Cosa, de nome
Luiz; .piando anda pucha pela perna dircita por ler
o pe enchado ; quem o pegar, leve-o a ra do l.ivra-
menlo, loja de loura.ou ra eslreila do Rosario n.
So, que ser recompensado.
O Dr. juiz municipal da primeira vara d au-
diencia as quijila-feiras as 10 lloras da mandila.
O abaixo assignado segue para Lisboa a gratar
de sua saude, levando em sua companbia seu tiln.
menor de nome Jos.Joo Jote de Furias. ,
Ofiiciaes de funileiro.
JVa ra*da Cadeia do Recife loja n. O, precisa-se
de ofiiciaes de funileiro.
No dia 29 de junho desapparcceu da ponle Ve-
llia 2 cavallos, estando estes pasturando com nu-
tro, por descuido da pcssoa que os eslava pasloran-
do, s'ippe-se nao cstarem os dilos animaos furia-
dos, por consequencia roga-se a pes*oa que os liver
achado ou encontrado pega-Ios edirigir-sc ao aterro
da Boa-Vista numero 61, que ser bem recom-
pensado ; signaes dos dtlos animaos : ambos gran-
des, cauda c dina comprida, viudos do scrlao,
sendo um russnpedrez, cardo, com um dos qualro
cascos radiado, outro caslanho escaro, calcado dos
Ires ps, e cslao baslantc ferido no tombo por causa
da cangalha, o caslanho mais do que o ni c am-
bos esto dcscarnadds.
Os abaixo assignados, la/em scicnlea quem iir-
leressar possa, quo o sociedade que tinham na fabri-
ca de e-pintus na ra Direita n. 17, esl amigavel-
menle dissolvida pelo cx-socio Mncedo se retirar pa-
ra a Europa, tirando lodo o activo pcrlencendo ao
ex-socio Bairao, os mesmos nada devem, mas quem
se julgar credor aprsenle suas conlas para sercm
inmediatamente pagas.Jos Joaquim Lima fai-
rao.Dionizio Vellozode Mucedo.
Manoel Jos de Sa Araujo relira-se para fra
desla provincia, c pelo prsenle peta a quem se jul-
gar seu credor aprsenle sua couta para ser paga,
i-t.i no prazo de 8 dias, na ra da Cruz do Recife
n. 33.
Antonio Agripino Xavier de Brito
|K Dr. em medicina pela laculdade
| medica da Babia, reside na ra Nova S
:: n. 07, primeiro andar, onde pode f?
S ser procurado a qualquer hora para |
gg o exercicio de sua profissao.
O Sr. Jos Antonio da Cunlia, tem
carta na livrarian. 6e S.da praca da In-
dependencia.
O abaixo assignado por si c por parle de seus
irui.'ui- Honorio Telles Furlado e JooTclles F'urla-
do, moradores lodos nesla comarca de Garanhuns,
previncm pelo prsenle ao publico desla provincia e-
liinilrophes, para que de nenhuma forma negociem
com a madrasta dos mesmos, a Sra. Maria de San-
la'Anna Leile Furlado, a respeilo do dominio de
urna escrava parda, de nome Sabina, que se aclia em
poder da dila senhora, no valor de cuja escrava lem
os annunciantcs suas colas-parles, que cm inventa-
rio por falleriinenlo do pai commum, Ihes cnube; e
para evitarcm qualquer fraude ou pretexto de igno-
rancia, fazcm o prsenle. Villa de Garanhuns9 de
unbo de 18.M.Jos Telles Furlado.
O thesourciro Francisco Antonio de
Oliveira avisa ao respeitavel ]>ublico, que
a loteria da matriz da Boa-Vista corre im-
preterivelmente no dia 11 de julho seja
qualr a qunntidadc de bilhetes que i-
carempor vender, e os respectivos bilhe-
tes estao a venda nos lugares dcostume.
PASSAPORTE PARA PAI/-ESESTRANGEIROS.
Na rnada Cadcia do Recife n. 3, primeiro andar,
liram-se passaporles para os eslrangeiros que quizc-
rein viajar dentro e fra do imperio : promette-sc
promplidao c commodidade de'prero.
# MWMMW
O Dr. Joao Honorio Bezerra de Mcnezcs, 5S
i formado em medicina pela faculdadc da Ba-
; hia; ollercce seus prestimos ao respeitavel pu- A
}:j blico desla capital, podando ser procurado a
Ql qualquer hora em sua casa ra Nova n. 19, @
@ segundo andar: o mesmo se presta a curar 0$
$? gratuitamente ac. pobres. Q
J. PACHECO.
NEW ft. ELEGANTDAGUEKBEAN
r GALLERY.
Picturcs iaken al Ibis Esla-
bli-liiiuuil Warranled lo give sa-
lisfaclion, u. 4, aterro da Boa-
Vista, lerceiro floor, cbryslalo-
lypo. Gallera enriquecida de
magnficos quadros dourados e
de alabastro, primorosas caixas
e> lindas cassolelas, alfinetes e
aunis. Tiram-se retratos quer esteja o lempo claro
ou escuro. O respeilavel publico he convidado vi-
sitar o estabelecimenlo, embora nao qu'eira retratar-
se : aterro da Boa-Vista n. 4, lerceiro andar.
Precisa-sede um feilor que saiba traanle po-
mar c enrhertar : no alerro da Boa-Vista n. 43. Ka
mesma casa precisa-se comprar urna canoa de car-
reira para 6 ou 8 pessoas. %
joaquim Soares Raposo da Cmara, residente
na cidade do Natal, fax acicnle ao publico, que ten-
do fallecido seu pai o majnr Luiz Soares Raposo da
Cmara no dia 8 de junho de 1853, o qual adminis-
trara o morgado que possuia na Paula Delgada, ilha
do S. Miguel, reino de Portugal, e por fallecimcnto
de dito seu pai lhe perlencc o dito morgado, como
lillio varlo mais vclho, e que desde o dia do fallec-
monto de seu pai enlrou na administrarn do men-
cionado morgado ; avisa por isso ao respeilavel pu-
blico, que nao contrate com seus manos ou seus pro-
curadores negocio algum que diga respeilo ao refe*
rulo morgado, sob pena de perderem qualquer con-
trato que fizerefn com dilos seus manos ou procura-
dores, pois que os referidos seus manos nada tem com
o morgado. Cidade do Natal 22 de junho de 1834.
Jts de Medciros Tavares, por sen bstanle
projdrador, vendo o annuncio do Sr. Jos Dias da
Sitia no Diario de 5 do correnle, declara ao mesmo
Sr. Jos Dias, que cm quanto a raliliracaorflc arren-
damento que lhe fez o Sr. Joaquim Soares Raposo da
Cmara do vinculo da ilha de S. Miguel do reino de
Portugal, nada lhe vale por lhe haver o mesmo Sr.
Joaquim Soares Raposo da Cmara, muito antes da
relicaeao.passsado scriptura de arrendameolo e re-
cebido l:2UU^OUUdedous anuos de renda adianta-
dos, cuja escrplnra fo passada ao Sr. Domingos
Hcnriques de Oliveira, e por esle cedida a Tavares.
Anonio Domingues de Atmeida Poran.
Hoje, depois da audiencia do illm. Sr.Dr.
juiz de direilo da primeira vara e do commercio, he
a ultima praca da parle da casa em caixao, sita ua
ra do Pires n. 22 ; o ater po se acha na mo do
porleiro por execacSo de Antonio Dqmingues de Al-
meida Pocas, contra a viuva e berdeiros de Joao Ja-
nuario Sorra Granpc, escrivao Cunha.
Precisa-se de urna ama para casa de pequea
familia, porm que seja cuidadosa o prompla para
lodo c qualquer servico de portas dentro, e que
saiba eugoininar : na ra do Hospicio n, 34.
O Sr. Joilo Jos da Costa Santos deixou de ser
raixeiro do abaixo assignado e da agencia da compa-
nhla brasileira de paquetes de vapor, desde o dia 13
do mez prximo pausado.Thomaz de Faria.
"~r- Ha urna caria para ser entregue ao Sr. Anto-
nio de Sa e Albuquerquc, e oulra para Francisco
Paes Brrelo : na roa da Cadeia dojtecife n. 41.
Offere-se para ama do casa urna mulber qae sa-
be fazer todo o servido de urna casa: no Recife,
becco do Luiz Gmes.o segundo da ra da Cadeia,
indo de Santo Antonio, casa ao p do Sr. Conha.
Sexla-feira, 7 do correnle, peranle o Sr. Dr.
juiz de direilo da primeira vara do civel, na sala das
audiencias, a 1 hora depois do incio dia, se hao de
arrematar a quem mais der, varios objeetos perten-
ecidos a testamentaria do finado Joaquim Jos Fer-
reira, pelos precos constantes dn escriptoqueseacha
em poder do porleiro do juizo Joao dos Sanios Tor-
res, e vAo prar.i ,. requerimenlo de Manoel Joa-
quim Ramos c Silva, lestamcnleiro do mesmo fal-
lecido.
Vende-so um escravo orioulo bom oflcal de
saiiateiro, com 21 annos de idade : quera o preten-
der procure na ra do lamina, ca-a do alteres do
110110 balalllao de infamara lta\ inundo Nonato da
Silva.
SACCAS COM MILU O.
Ja' ebegou da Parabiba una porcao de
saccas, e acham-se no trapiche da alfan-
dega veiha.
Na na das Cru/.es taberna do Campos, vendem-
se o alugam-se, lauto a relalbo como por junto, as
mclhores qiie ha no mercado bichas hamburguezas,
por preco commodo.
LOTEBIA DA PROVINCIA.
Aos 10:000$.
Na casa feliz dos quatro cantos da ra do (.'indina-
do n. 20 estao .i venda os afortunados rjlietes e cau-
Icllas da loteria da Boa-Vista que rorAao dia lie
paga-so os premies de 1:000$ para riuuapfn descon
lo algum.
Vende-se um escravo, pardo, coj
sapaleiro e perilo coziubeiro em loda |
assados e massas; e urna conduela boa "todajir'
0 .]iie se alianca ao comprador : na ra largajp
sario u. 22, segundo andar.
Vende-M um lelhciro grande, por preco com-
modo : quem quizer, a fallar com Frederco Chaves,
no alerro da Boa-Visla u. 17.
Vende-se ou permula-sc por urna casa terrea
dcnlro da cidade, um bom sitio na eslrada do Ito-.i-
rinbo, com casa de (ledra c cal, boa cacimba, bas-
tantes arvoredos de fruclos, boa baixa, e em Ierras
prpprias : a Iralar com Frederco Chaves, no alerro
da Boa-Vista n. 17.
Vcndem-se camisas de meia para crias recerc-
nascidas, pelo diminuto prero de 300 rs. cada urna :
no Bazar Pernambucano, ra Nova n.33.
Vendem-se 4 molecoles de 14 a Is anuos, sendo
1 bom o il ir i al .le pedreiro. e2 escravos mocos : na
ra Direla n.3.
- ':'
oflicin de
alidade de
rova,
Ro-"
Precisa-se de um menino de 12 a 16 annos pa-
ra caixeiro : na fabrica de Antonio Carneiro da Cu-
nha, nos Cocidos. Na mesma fabrica aluga-se ou
compra-se una prela cozinheira c engommadeira ;
paga-se bem urna ou oiilra cousa.
Aluga-so um prelo cozinheiro, sem vicio e h-
bil para oulro qualquer servico : no armazem da
ra Nova n. 67.
Precisa-sc de um porluguez para fetor de um
sitio, que cuten la de plantarnos ; no armazem da
ra Nova n. 67."
Lava-sc, engomma-se c cosem-se camisas de
homem e vestidos de senhora, assim como obras para
loja : na ra eslreila do Rosario n. 12, segundo an-
dar.
Joaquim Pereira da Cosa Larangeira, subdito
porluguez, casado, vai i Europa i tratar de sua
saude.
Jo3o Jos Alves remelle para o Rio de Janeiro
0 sen escravo Joaquim, prelo, de narao.
Lu/. Carlos Auno-do retira-se para o Rio
de Janeiro, levando em sua companbia sua senhora.
Marcelino Jcs Anlunes, subdito porluguez,
vai fazer urna viagem ao norte da provincia.
Pcde-se encarecidamente aos Srs. laherneirns
desla cidade, que uada comprem no armazem do Sr.
Luiz Jos da Cosa Amorim, em quanto nao virem
publicados por este jornal os nonios de todos os reos
de poln,!, vadios c apncripbos, como se v no exa-
me a que houvcram por bem de proceder os mem-
br.es do conselho dos Dez, nos nonios dos portugue-
ses que assignaram a repre-eni.ir.'ni que foi dirigida
a S. M. el-rci de Portugal, contra o cnsul porlu-
guez e seu rhauceller. Um dos signatarios.
Precisa-se de um caixeiro de 12 a 14 annos,
com pralica de taberna ou sem ella, que d fiador a
sua conduela : na ra das Cruzcs n. 20.
Aforain-se terrenos na Soledadc : os preten-
dculcs dirijam-se ao sitio do Mangiiinbo n. 5.
Precisa-se de um menino porluguez de 12 a 14
anuos, para caixeiro de loja de miudezas no alerro
da Boa-Visla, loja de miudezas n. 72.
Precisa-se de urna ama, nao sendo que Irage
de liman : na ra Direla n. 72.
Farinha de mandiifca.
J Vende-se muilo boa farinha de mandioca ; @
a bordo do brigue nacional Inca, chegado de
Sania Camarina: para porees, Irala-se no |
cscriptorio da ra da Cruz n. 40, primeiro j$
;'; andar. $
@& S @3t @ @ *S
Vcndc-se urna cabra (bicho) com um filho, boa
criadera : na ra das l.arangeiras n. 27.
Vende-se sal do Ass em pequeas e grandes
porc/">es, periodo embarque ; a Iralar as Cinco Pon-
as n. 82.
** Nao pode ser mais barato. W)
ttm Na ra do Qucimado n. 10 vendem-se fa- &
A zendas por prero lao barato, que so o coro-
w prador vendo acreditar. <@
(A Cliila rranceza larga. ... 200 (A
/t, Baccge de laa e seda para ves-
W tido de senhora.....360
A Ca8as de cores muilo finas. 500
3? Kiscados francezes ... 200
(9 Cortes de casemira de Ua. 49000
Chapeos francezas. ..... 6000
Brim de linho de cor. 600 var.
(A Chales de seda.....59000
M Chitas de barra largas 240 cov.
W Fil de cor larga .... 640 var.
Vcndc-se um slo, no lugar da Venda Gran-
de junto a Boa-viagem, rcndciro.'vcndem-se asbem-
feitorias, muilo bom,de todas as planlaces, boa bai-
xa de capia] c melancia, roca : quem o pretender
enleuda-se com Scrafim Leile Tereira, no Remedio
ou un Forlc do Mallo com Manoel Antonio Ribciro.
Relogios de ouro patente inglez ja bem conde-
cidos ncslc mercado, papel de peso proprio para se
cscrever |ir paquetes, linbas da algodao em rarri-
leiade 200 jardas, fio de linho proprio para alfaiale
c sapaleiro, bros de algodao em carlees pequeos,
ludo por preco commodo, em casa de Russell Mel-
ln Coinpanhia : na ra da Cadeia do Recife
n. 36.
L1NGUAS DO RIO GRANDE.
Para acabar, se vendem mais baralo as boas linguas
secras do Rio Grande: no armazem da ra da Praia
n.66.
No aterro da Boa-Visla n. 80, vcnde-*e gom-
ma para cugommar a 100 rs. a libra, ullimameule
chegada do Aracaly, e alqueire c meio de feijao fu-
rado alguma cousa, por baralissimo proco.
- Venda-te um preio de nacflo, de muito bonila
figura : quem o pretender, pode ir vc-lo na praca
do Corpo Santo r. 11, ou em Sanio Amaro, na casa
pequea junto da hiberna.
, Vende-c urna armaran para deposilo, bem
construida : na ra Direila u. 84. Tambem se veu-
dem os gneros que tem dentro mais baratos, para
liquidar conlas.
Na ra das Cruzes d. 22, vende-se urna ptima
escrava, bonita lisura, engommadeira e cozinheira,
cose chao o lava de sabio.
Vende-se um carrinho de 4 rodas,
novo, muito elegante e mancho, vindo de
Franca : na ra andar.
Vende-se vinhobranco de Bordeaux,
em garrafas, a 9s500 a duzia : no Reci-
fe, ra do Trapiche, em Casa do Si. He- ,
brard e Fernando de Lucas.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se cera tanto em grume, como em vellas, em cai-
xas, com muilo bom sorlimenloc de superior quali-
dade, chegada de Lisboa na barra Craliduo, assan
como bularbinhas em lalas de 8 libras.e farello muilo
novo em saccas de mais de 3 arrobas.
*
cov.
var.
cov.
LOTERA DA MATRIZ DA BOA VISTA.
Casa da Esperanca ra do Quei-
mado n. 61.
Nesta casa esl a veuda om completo sorlimento
de cautelas desta lotera, cujas rodas- andam no dia
14 de julho.
Vende-se urna balanza romana cojn lodos os
seus perlcnres, ?m bom uso e de 2,000 libras: quem
a pretender, dirija-se i ra da Cruz, armazem n. 4.
$
Q
_ *sj?5
O bacharel formado cm malhemali-
cas, Bernardo Pereirado Carino Jnior, en-
sina arilbmcrira, algebra e geomclria, das
4 s o mcia horas da tarde : na ra Nova
sobrado n'. 56.

Sociedade creadora.
SS Moje principia esta sociedade, a fornecer de
r-.^ suas solas de gado, carne para consumo dos
:'?; baliii,tules desla cidade : por cmquauto ser
ei vendida nos acougues da ra do Rangel, ca-
2 sas ns. 25, 49, 51 e 60, e na ra das Cruzes
:p n. :!.l. e logo que possa nbler maior numero SS
ra de casas, ou dos talbos que esl de posse o S
m exlincloconlrato.mclamorfoseadocomonomc *
^ de Sociedade Pernambucana, annunciar pa- ^
'; ra cnnhecimenlo do publico. Esla sociedade M
''-} esl alielilada. seja qualquer a eslacao que se ^
# aprsenle fornecer regularmente parle do S
!3 mercado desle importante genero, pelas solas S
M de gado que lem as provincias do Rio Gran- j*
i-J de do Norle, e Parabvba : espera porlanlo a M
S coadjuvacao para bem de todos. O preco be ;SSj
^ o actual. ;
Ouem precisar de urna boa ama de leile, di-
rija-se ra larga do Rosario, n. 32.
Urna pcssoa que sabe ler, cscrever e contar
soffiivclmcnlc, e tem alguma pralica de justica,
por quanto lem nclla servido 12 anuos, c tem 35
annos de idade, se oflcrccc para qualquer empre-
go fra desla capital, ou mesmo para caixeiro de
qualquer engenho, visto poder nellcs servir, e po-
der dar principios de primeiras ledras a qualquer
pessoa do interior (sendo engenho) : quem preci-
sar aununcie ou dirija-se ra da Assumpcao na
loja do sobrado n. 36.
Trastes para vender.
Na ra Bella n. 28. ha para vender urna cama
franceza, urna comiiioda.un guarda-roupa, c cadei-
ras, sendo ludo de amarcllo e de pessua que se reli-
ra desla provincia.
Luiz Carlos Amoedo com sua senhora, retira-
se para o Rio de Janeiro.
"CORTES D" CHITAS"A 1S92o".
Contiuua-se a vender corles de chita de cu-
f res fixas a seis patacas cada corle: ua loja do $$.
53 sobrado amarcllo nos qualro cantos da ra do
;:C Oueimado n. 29. $
S5sKla @@ 3@@S
A 500 RS. AVARA.
Brim tramado branca de poro linho, muilo cn-
corpado : na loja da esquina da ra do Crespo que
volla para a cadeia.
COBERTORES.
Vendem-se coberlores de la pele a 800 rs., dilos mui-
to grandes a 19400, ditos brancos com barra de cor a
l;280,rolchas brancas com salpicos a iQOOO : na loja
da ra do Crespo n. 6.
COMPRAS.
Compra-se pratit brasileira c bespa-
nhola : na ra da Cadeia do Recife n.
'2\, loja de cambio.
Compram-se peridicos para emhrulho a 3800
a arroba, garrafas e botijas vasias de todo os lama-
nhos e .pululados, vidros lambem de lodos os lama-
ahos e potes de graixa, ludo usado: no paleo do
Daimo n onda da esquina da ra de 1 lorias n. 2.
Compram-se aegoes do Banco de Peruambuco:
na ra da Cruz, casa n. 3, de Amorim Irmaos.
Compra-se um confio de ouro de lei, que le-
nha mais de 2 varas de comprmanlo: quem liver
para vender, sem fcilio, annuucie.
VENDAS
M THESOUKQ HOMEOPATHICO
B u
I VADE-MECIM DO IIOHEOI'ATIIA
PELO
DR. S.,0. LUGKRO PIMO.
%Rua de S. FraScitco (mundo noto) n. 68 A. W
FRAGMENTO DEDMA CARTA.
Voiassasarolbidoc saboreado aqui oThe- J>
fX souro llomeopalhico; os curiosos nao po- Je
"f_ dem deixar de reniler a V. S. muilos agr- p
,nf declnenlos pela publicara.) de I lo imporlanle y
Q obra, a melhor sem duvda nenhuma, das i&
^ que lem apparecdo, etc. etc. ele. ffi
^ Engenho Guerra 1. do junho JE Jos Antonio Pires Fataio.
D. \V. Baynon cirurgiao dentista americano
reside na na du Trapiche Novo 11, 12.
Nccessila-sc de urna escrava ou escravo, que
seja bom cozinheiro, c que culenda de ludo pe leu
cenlc a cozinha : un consulado americano 11. 4, rua
do Trapiche, ou no armazem de Davis \ Compa-
uhia, ruada Cruz n. 9.
f Precisa-se de um criado e urna criada de meia
I idade: no aterro da Boa-Visla,loja n. 18.
J. Jane dentista,
continua rczidir na rua Nova, piimeiro andar n. 19.
ge@S O Dr. Sabino Olegario Ludgero Pnho mu- "i
dou-sc para o palacete da rua de S. Francisco
'mundo novo) 11. 68 A.
>. @S3@@
Convida-se pelo prsenle a Joao Ferreira Lei-
le, que se presume eslar actualmente em Cariri-Vc-
Iho, provincia da Parabiba, filho do velho Pedro
Ferreira Leile, hroes bem conhecidos na comarca
ile Bonito desla provincia, para que venha quanto
antes saiisfazer 1 quantia de rs. 2QU?000, constante
de una ledra que aceitn no dia 7 de abril do cor-
rele auno, nesta comarca de Garanhuns, a prazo
de 23 das, em favor de quem elle bem sabe : se o
nao fizer eam brevidade se tara publico todo esse ne-
gocio, que he sobremodo desairoso ao dito Leile.
Prccsa-se de urna escrava para o servico de
urna casa de pouca familia : na rua do Hospicio 3>
casa nova a direila depois de passar o qnarlel.
Na rua de Hurlas n. 142, primeiro andar, pre-
cisa-se de urna prcla escrava para o servico de
de opuca familia.
. BAZAR PERNAMBUCANO.
Os doiins desle eslabelecimeulo avisam ao respei-
lavel publico c a >e-u.s amigos e fregue/es, que de
boje rio dianlc acharao sobre o balean um completo
sorlimento de fazendas de seda, assim como muitos
oulros objeetos de phanlazia.quese vndenlo por ba-
ralissimo preco, alim de se apurar dinheiro.
LOTEKIA DA MATRIZ DA ROA-VISTA
AOS 10:OOO.U:OOOS E 1:000^000 rs.
0 cautclisla Salustiano de Aquino Ferreira avi-
sa ao respeilavel publico, que as rodas da mesma lo-
tera, lem o seu iniprelerivel andamento no dia 11
de julho do correnle, em virlude do annuncio publi-
cado no Diario de Peruambuco de 8 de junho 11.
131, pelo thesourciro o Sr. Francisco Antonio de
Oliveira. Os seus aforiana.los bilhetes c [cautelas es-
li cxposlos i venda as bijas seguinles: ruada Ca-
deia do Recife 11. 45, de Jos Fortunato dos Sanios
Porlo ; na praca da Independencia 11. 4, de Fortu-
nato Pereira da Fonseca Bastos, ns. 37 e 39, de An-
tonio Augusto dos Santos Por I; rua do Qociroa-
Aluga-se urna escrava que saiba cozinhar c cu-
gommar : na rua da Assumpcao, sobrado n. 36, pii-
nieiru andar, confraue ao mura do quintal da Pc-
nha.
PANOS.
Paln Nash C. acabam de receber de Londres
dous clcganles pianos, fcilio vertical, de Jacaranda,
iguaes erqaalidade c Toiet aot dos bem conhecido
aulores Collard & Collard, rua do Trapiche Novo
11. 10.
Roga-se a pessoa que apanhou um papagaioque
vooii lio dia 2 do corrcnle mez, da rasa 11. 12, pri-
meiro andar, da roa do Alagan, o qual lem em um
pe dous dedos ruidos e sem iiuhas, e no outro una
uiiba bstanle crescida, se digne leva-lu 1 menciona-
da Casa, qoeseni generosamente gratificada.
&*..- :..:::.: "Vs' S sa;-; S@
M DENTISTA FRANCEZ. 5H
vgl Paulo Gaignuiix, eslabeleeido na rua larga $
$ do Rosario 11. :i(i, segundo andar, enlloca den- tf
59 les com gengivas artificiaos, e dentadura com-
^ pela, ou parle della, com a premio do ar. g
Tamben) lem para vender agua denlifrire do {$
Dr. Pierio, a p para denles. Rna larga do i
59 Rosario 11. 36 segundo andar. fg
lo n. H, loja de fazendas de llcrnardino Jos Mon-
eiro cS; C. ; rua do Livramenlo botica de Francisco
Anlonio das ('.bagas ; ruadoCbuft botica de Mo-
rcira kv Fragoso ; rua Nova n. 16, loja de fazendas
de Jos Luiz Pereira & Filli" ; B^a-Visla loja de ce-
ra de Pedro Ignacio Baplisla. Paga sol sua respon-
sabili.iade os lies premios grandes sem o descont de
8por cenlo do imposto gcral.
Bilbeles
Mcios
(Juarlos
Decimos
Vigsimos
11.NKH1
5500
2?StHI
I.SltKI
700
1(1:000?>OIM1
5:000*000
2:.>00,NHK)
l:IXK)."*JOO
5003000
& AS MAIS MODERNAS h RICAS OBRAs -3,
DE OI, RO. g
vs? Os abaixo issignanos, dmins da nova loja de ;^)
H niirivcs da ruado Cabug.i n. II, qrmfronteao H
i piteo da matriz e rua Nova, frauqueiam 10 g
0$ publico em geral um bello c variado sorli- ,i-,
& nicnlo de obras de ouro de miiitohons gos- ^
^( los e precos que nao desagradaran a quem %
'< ipicira comprar ; os mesmos se obrigaiu por ^rs
Q qualquer obra que venderem a passar una p.<
w conla com responsahilidade, especilicando a pf
fp qualidade do ouro de 1 ou IN (pdales, fi- j^
1C< cando as-ini snjciliis por qualquer duv ida (pie M
"5 apparerer.Serafn \ hniiio. fH
O Dr. Firmo, medico, mudou sua
residencia para a run estreita do Rosario
casa n. ")!), tegiuulu andar.
CARTAS DE ENTERRO.
Vendem-se cartasdeeonvite para enter-
ro de gosto moderno: nalivraria n. 6, e
8 da praca da Independencia.
\ ende-sc urna cabra com bastante leite c mul-
le moca, no arcial do forte das Cinco Ponas, casa
da esquina du lado da mar, n. 49.
A taberna do largo do Carino, quina da rua de
lorias n. 2, aclia-sesurtida de lodos os gneros no-
ijps, de boa qualidade e baratos; manleiga ingleza c
rranceza, boa, de 400 al 800 rs., toucinho novo, o
melhor que ha no mercado a 360 a libra, cha a 25080
e29560, azeile doce a ti'di a garrafa, viuho o melhor
possivel a 400 rs. e 480 a carrafa, queijos muilo
bous a qualro patacas c dote vinlens, lambem se
vende pao como na padaria a cinco por quatro, pe-
neras de rame para os senhores padeiros c refina-
dores a 75 e 89000 rs.
PARA A FESTA.
Sellins inrjlezes para homem c senhora.
Vcndem-se sellins inglezes do pa-
tente, com lodos os pcrlenees, da me-
lhor qualidade quo lem viudo a esle
mercado, lisos c de hur-aune, por
preco milito, commodo : em casa de
Adamson lfowie & Companhia, rua
do Trapiche n. 42.
Aviso ao esquadrao.
Na rua do Qucimado n. 50 ha para vender por
prero comino.!., um sellim e seus pcrlenees e um
lardanienlo cmplelo para um guarda de ravallaria :
quem pretender dirija-se a mesma casa que adiar
ruin quem Iralar.
MECHANISMO PARA ENGE-
NHO.
NA FlIfiDICO' DE FERRO DO EMiEMlEIRO
DAVID V. 0>VH..Y NA MA DO BRIM,
PASSAMO fillAFAKIZ,
ha sempre um grande sorlimento dos seguinles ob-
jeclos de mcclianismus proprios para engenbos, a sa-
ber : mocil.las e meias mocudas da mais moderna
conslrurciio ; laixas de ferro fundido e balido, de
superior qualidade, e de lodos os tamaiibos ; rodas
dentadas para agua ou auimacs, de todas as propor-
res ; crivos c boceas de fornalha c regislros de hoci-
co, aguillioes.bronzes parafusos c cavilbocs, monillos
de mandioca, ele. etc.
A IESIA FLASICAO'
se ctecnlam ludas as ciiconimcndas com a superiori-
dade j couhecida, c com a devida presteza c commo-
didade em preco.
Na botica d rua larga do liosario
n. G, de Barllioloincu F. de Souza ven-
dem-se pilulas vcjjetaes verdadeira, arro-
be rallecteur verladeiro, salsa de Sands
verdadeira, vermfugo ingle/. ( emvidro
verdadeiro,vidros de bocea larga com 10-
Iha de 1 ate 12 libras. O annuncante af-
fianca a quem interessar possa a veracida-
dc dos medicatnentoscima, vendidos em
sua botica
\'eiideni-sc carros de mao, lories, e bem cons-
truidos, cariocas para boi, c lainbem para cavelb
pea de larangeira* de umbigo c da ctiina, pea ae
fruclapao, de sapolj, c de liiv.o para cerca,ludu por
prero ninilo ciiiuinodo : na ponle de l'clioa silio de
Joilo Carrol!.
Vende-se a cocheira do porlo do Capim : quem
a pretender, dirija-so a mesma, que achara com quem
Iralar.
' Vcndc-se sola muito boa, em pequeas e gran-
des porees, chegada ltimamente do Aracaly : na
rua da Cadeia do Itecife 11. II), primeiro andar.
VELAS DE CERA BE CARNAUBA.
Vendem-se velas de cera de carnauba, em caivas
pequeas c grandes, de muilo boa qualidade. bitas
un Ararat) : ua ruada Cadeia do Kecife 11. 40,
lucilo andar.
CERA DE CARNAUBA.
Vende-se cera de carnauba, chegada agora do A-
rai'a'v : na rua da Cadeia do Itecife 11. i'i. primeiro
andar.
Vendo-so um burro de sella : na rua dosliua-
rarjpea u. 36.
BRIM OE PURO LINHO, PROPRIO PARA
MILITARES.
Vende-se brim do linho branco muito encorpado
a 500 rs. a vara, corles de casen(ira clstica a 400,
pauno azul para fardas de guarda nacional a :inki
e 4c000 o covado, dito preto para palitos a : 13000,
49OOO e 48500, lencos de seda de :l ponas, proprios
para senhora botar pelos hombros a 640 cada um, e
muito mais fazendas cm conla ; na rua do Crespo,
loja n. 6.
. SANDS. I
SALSA PARRILHA.
Vicente Jos de lirito, nico agente em Pernam-
bu. o de 11. J. D. Sauds, chimiro americano, faz pu-
blico que lem chegado a esta prac,a urna grande por-
cao de frascos de salsa parrilha de Sands, que silo
verdadeiramonle falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devem acaulelar os consu-
midores de Ido precioso talismn, de eabij- neste
engao, tomando as funestas consequencias que
sempre coslumam Irazer os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela mao daquelles, que antepocm
seus inlercsscs aos males e estragos da humanidade.
Porlanlo pede,.para que o publicse possa livrar
desla fraude e disliugua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recenlemente aqui chega-
da ; o annuncianle faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente cm sua butica, na rua da Cnnreieao
do Recife 11. 61 ; e, alm do receiluario que acom-
panha cada frasco, lem embaixo da primeira pagina
seu nome impressu, e se adiar sua firma em ma-
nuscriplo sobre o iuvoltorio impresso do mesmo
jracos. ,
Vende-se um cabrue! com sua competente
robera e arrcios, tudo quasi novo ; assim como '2
cavallos do mesmo j;i ensillados e mansos : para ver,
na cocheira do Pedro ao p do arsenal de marinha, a
para Iralar, na rua do Trapiche Novo n. 14, primei-
ro andar.
DEPOSITO DE PANPO DE ALGODA'O
DA FABRICA DE TODOS OS SANTOS
NA BAHA.
' Vende-se o superior panno de algodao
desta fabrica 1 proprio para saceos e roupa
de escravos : no escriptorio de Novaes &
Companhia, rua do Trapiche n. 34, pri-
meiro andar.
Vendem-se 4 escravos, 1 mualo de 20 annos,
1 moleque de 17 anuos, 1 prela lavadeira e engom-
madeira, 1 prelo de 40 annos e 30 travs de pao dar-
co : na rua larga do Rosario n. 25.
. Deposito de vinho de eham-
iagne Chatcau-Av primeiraqua-
idade, de propriedade do condi
de Mareuil, rua da Cruz do Re-
cite n. 20: este vinho, o melhor
de toda a champagne veude-
^ se a 56$000 rs. cada cauta, aclia-
" se nicamente enfeasa de L. Le-
W comte Feron & Companhia. N. B.
tj) As caixas sao marcadas a fogo
(j) Conde de Mareuil e os rtulos
A das garrafas sao azues. fe
******+999&*wm
Na rua do Vigario n. 1!) primeiro andar, lem pa-
ra vender-se chapeos de castor brancopoT commodo
preco,
Vendem-se pregos americanos, 'em
barris, proprios para- barricas det assu-
car, e alvaiade dezinco, superior quali-
dade, por precos commodos: na rua do
Trapiche Novo n. 16. *
Taixas para engenhos.
Na fundicao' 'de ferro de D. W.
lio\vman 11, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-sc em carro
sem despeza ao comprador.
'Vende-se peiie tecco de varias qualidades e
muilo bom : na rua da Cruz 11.13. segundo andar ;
assim como bolinsde couro pelo diminuto prero de
2500 o par.
5,<000 cada um.f
Vcndem-s chapeos de sol de seda, boa qualida-
de, por 59OOO rs. cada um, dilos de panuinbo, par
I -mi : na praca da Independencia n. 35.
Vendem-se cobertores de algodao grandes a
640, e pequeos a 560: na rua do Crespo n. 12. ':
QUEIJOS E PRESUNTOS.
Na ru da Cruz do Recife no armazem n. 62. de'
Antonio Francisco Marlins, se vende os mais sope-
1 ires queijos londrinos, presuntos para fiambre, l-
timamente chegados na barca ingina Valpa-
vp POTASSA BRASILEIRA.
(^ Vende-se superior potassa, fa- &
(A lipicadaju-Rio de Janeiro, che- (k
fA gada recentemente, recommei-
S ua-sc aos senhores de engenho os
yjr seus bons fell'eitos ja' experimen-
w t;idos: na na da Cruz 11. 20, ar-
*& mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
0
tt
Vendem-se relogios de ouro e prala, mais
baralo de que em qualquer .oulra parte :
na praca da Independencia n. 18 a 20.
D.-pofi to da fabrina de Todo* om Santos na Baha.
Vcndc-se, cm casa de N. O. Biebcr & C, na rna
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aquetla fabrica,
muilo propriu p,iraarcos de assucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
Veude-se urna dislilacao completamente mon-
tada : o alambique he excellenle por sua fornida
conslruceao, e ser de cobre puro ; a serpentina he
de eslanbo, e s essa pe^a lem o peso de 200 libras,
a bomba be igualmente de cobre, as cubas sao de p-
timo amarcllo viuhalico, e mui bem construidas.
Tudo est em proporco para produzir urna pipa de
agurdente diaria : trala-se na rna da Cadeia do Re-
cite n. :l, primeiro andar.
Na rua da Cadeia do Recife n. 60, arma-
. zem de Henrique Gibson :
vendem-sc relogios de ouro de sabopete, de palen-
le inglezes, da melhor qualidade e fabricados em
Londres, por preco commodo. ,
Nj rua do Vigario n. 19 primeiro andar, lem
venda 1 superior flanella para forro de sellins che-
gada recenlemenlc da America.
Vcnde-se um evccllcnte carrinho- de 4 rodas
mui bem construido, embom estado; est exposto na
rua do Aragao, casa do Sr. Nesme n. 6, onde podem
os prclendenles eiamina-Io, e Iralar do ajnsle com
o mesmo seohor cima, 00 na rua da Cruz no Recife
n. 27, armazem.
Moinhos de vento
"ombombasderepuxopara regar horlas c baixat
'de capim, na fundica de U. W. Bowman : na rua '
do Brum ns. 6,8 e 10.
Padaria.
Vende-se nma padaria muilo atreguezada: a Iralar
com Tasto & Irmaos.
Aos senhores de engenho.
Cobertores escuros de alendan a 800 rs., ditos mui-
to grandes e encorpados a 19400 : na rua do Crespo,
loja da esquina que volta para a Cadeia.
Devoto Christao.
Sabio a luz a. 2." edicao do livrinho denominado
Devoto Christao,ruis correcto e acrescenlado: vnde-
se nicamente ua livraria n. 6 e 8 da praca ua Iu-
depeudencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um S panno, muilo grandes e
de bom goslo : vendem-se na rua do Crespo, loja da
esquina que volla para a cadeia.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramcnto do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz, n. 4.
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto, cm
barris de i., 5. e 8. : no armazem da rua
do Azeite de Peixe n. 14, ou a tratar no
cscriptorio de Novaes & Companhia, na
rua do Trapichen. 54.
Vcndcm-sccm casa de Me. Calment A Com-
panbia, na praca do Corpo Santn. 11, o seguinle:
vinho de Marseilleem caixas de 3 a 6 duzias, linbas
cm novellos ecarreleis, breu cm barricas muilo
grandes, aro de milao sorlido, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste eslabclccimcnto continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os lamauhos, para
dito.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tcm para vender diversas m-
sicas para piano, violiio e (lauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinlias tudo modernsimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Agencia de Edvrln OSaw.
Na rua de A pollo 11. 6, armazem de Me Calmonl
C\- Coinpanhia. acba-se coiislaiilemeiile bous sorti-
.... inculns de laixas de ferro coado c balido, lano ra-
pri- sa como fundas, moendas iueliras ludas de ferro pa-
ra animaos, auna, ele., ditas para a linar eni inadei-
ra de lodos os laniaubosemo.lid. machina liorisonlal para vapor rom forra de
1 cavallos, cocos, passadeiras de ferro celauliado
pai a rasa de purgar, por lucilos preco que ns de co-
bre, oseo vena para navios, fero da Suecia, e fo-
I bus de landres ; ludu por baralo pre^o.
ESCRAVOS FGIDOS.
Ausenlou-sc da casa do Sr. Sehasliiio Antontn
do Reg Barros, em agosto de 1R.M, em Occasiao que
se acbava inorando no aterro da Boa-Vista, o seu es-
cravo, pardo, de nome Vicente, de allura recular,
que reprsenla ler 30 annos de idafle, nouct barba,
bons denles, olhos na flor do rosto, corpo c pernas
bem fcilas, leudo nos cotovellos dos bracos dous lo-
binhos ; Mppde-M eslar aroulado cm urna casa nes-
la cidade, e seu senhor protesta desde ja por perdas,
dainos, dias de servico, ele. ele.; assim como gra-
lifica a quem o apprehcndcr.
Anlonio, moleque, alio, bem parecido, cor aver
molhada, narao Congo, roete (omprido, barbado no
queixo, pcscoc.0 grosso, pea liem feilos, leudo o dedo
index da 111A0 direila aleijado de um lalho, e por is-
so o Iraz sempre fechado, com lodos os denles, bem
ladino, ollicial de pc.lrciro c pescador ; levou roupa
de algod.lo c urna palboca para resguardar da cha-
va. !!a toda probabilidadc de ler sido seduzido por
alguem ; fgido a 12 de maio do corrcnle anno, pe-
lis horas da maullan, leudo oblido licenca para le-
var para Sanio Anlonio nina bandeja coin roupa :
roga-sc, porlanlo, a lodas as autoridades c capilacs
de campo, hajam de o apprehcndcr e leva-lo i An-
lonio Alves Barbosa, na rua de Apollo 11. 30, ou em
l'nra de l'orlas, rua dos Cuararapes, onde se paga-
rao lodas as despeza*.
Desapparcceu no dia 1.1 de Janeiro do corren-1
le ann.n. escravo Jos Cacange, de idade il) anuos,
pouco mais ou menos, cora falla de denles na frente,
le.liciiliis cresc.los. e ricnlrizes as na.legas ; grali-
lira-se geuerusrimeiile a quem o levar ao alerro da
Boa-Visla n. i", segundo andar.
/

I
1
i

(
'
Ver, Tj, t)M.r, da Farla. 18M.


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