Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01498


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Full Text
r
I
ANNOXXX. N. 152.
fv;
Por 3 mezes adiantados 4,000
Por 3 mezes vencidos 4,500-
m -----

*
DIARIO
EHCAIIREGADOS HA SUBa^lPCAO'.
Rccife, o proprielario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, oSr. Joo Pereira Mariins; Bahia, o Sr. F.
Duprad ; Macei, oSr. Joaquim Bernardo de Mea-
donca ; Parahiba, o Sr. Gervazio Vctor da Naiivi-
dado; lalal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; iraca-
ty, oSi.Antonio de LemosBraga ; Cear, o Sr.Vi-
ctoriano AugustoBorges; Mamnho, o Sr. Joaquim
M. Rolrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 26 5/8, 27 d. por 155
Pars, 365 rs. por 1 f.
Xisboa, 100 por 100.
Rio de Janeiro, 11/2 a 2 O/o de rebate.
Accoes do banco 15 O/o do premio.
da companhia.de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Discanto de letlras a 7 1/2 a 12 0/0 '
mp-
QUINTA FEIRA 6 DE JULHO DE 1854
^
Por Anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
METAES.
Ouro. Oncas hespanholas.....
Moedas de 69400 vcllias.-.
de 69400 novas.
de 419000.....
Prala. Patacoes brasileiros .
Peso columnarios.....
mexicanos ......

1690M
10900
I99 1550*6
1986*
PAtlTIDAS DOS COHREIOS.
Olinda, todos os dias. i y-
Caruar, Bonito e Garaiktras nos dias 1 e 15.
"Villa Bolla, Boa-Vista, fei* Oricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, seguidas e sextas feiras.
Victoria, e Natal, as quintas feiras.
FREABfAR DE no.li:.
Primeira i 1 hora e 18 minutos da tarde.
Segunda 1 hora e 43 minutos da manhaa.
.UDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e qnintasfeiras.
Relacao, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara dovl, segundase sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia. |
MBUCO
EI'IIEMbRSdE-S. DIAS DA SEMANA.
feiras. I Julho 3 Quarto cresceftr*as 4 horas. 1 mi- 3 Secunda. S. Eulogio m. Se. AnatoT
EXTERIOR.
V

^
CHHONICA VA QTJINZENA.
Paria M da malo.
En urna poca to fecunda em acontecimientos
como a Hostia, cm queosespiritos Icin passado por
tantas iinpresses diversas e igualmente poderosas,
falta/a una s gerares nascdas depois do im-
perio, forte arrebatadora impressao de urna
grande ;;uerra, e esta mesmn nao llie lie poupada !
A paz linha creado tantos interesses, dos quaes linlia
frito seus cmplices; linha imprimido na actividad*
universal um curso lo difteronlc, qnc, debaixo mes-
ino da areno dos ltimos esforcos di: ncgocac,ocs,
tornados inateis, niuguem podia crer nellc, e ale
espilos ha que ainda o nao creem, e todava ospri-
meiros tiros de canhao no -mar Negro vieram marrar
o termo final dessa tregoa de quarent.i auno?. Al
hontem ;ra a guerra declarada, preparada se o qui-
zerem ; lioje he a guerra comecada, e, coosa eslra-
nha! essa paz continental, que as recentes commo-
c,6es revolucionarias tinham deixado intacta, he des-
truida p!la mJo dos governos reculare-! Como che-
gou a Europa a este ponto ? Nada menos foi mis-i
ter para isto, do que urna queslao de seguranza uni-
versal, e nao era preciso cortamente mais do que is-
to, depois dos acntecimentos dos ltimos anuos
depou da ra&surreicao do imperio m o nosso paiz,
para reunir em um mesmo terreno, nao diremos
ainda en um mesmn campo de balalha, a Inglater-
ra, a Franca, a Austria e a Prussia..
Se o inperador Nicolao nao eslivesse t3o ceg por
um pensiimento fko. Uvera podido ver fonnar-se
esla snlidariedade europea, desde a piimeira confe-
rencia d'i Vienna, e observar desde entilo que por
delraz dn Turqua eslava o Occidente. Tal lie lioje
o eitrenio era que elle voluntariamenle se collocou,
he obr gado a encobrir aos olhos do mundo, dan-
do guerra que sustenta, urna cor mais ameacadora
ainda para a Europa, armando-se puldicameule de
todas as paixoes, que sonliam o assallo do mundo re-
ligioso oriental contra o mundo occidental. A
Russia, diz elle cm seu ultimo manifest, desviar-
sc-lia por ventura do fin sagrado, que llie he a-sig-
nado pela divina Providencia? A Russia nao se
tem eaquecido de Dos.... ella cmbale pela fchris-
13a.,.- SobUcum Deus: quis contra nsl Infeliz-
mente o czar nao faz o qoe fazem todos os revolu-
cionarios creando para si um direito superior a to-
dos os direitos positivos e reconhecidos. Exista es-
to direito positivo a favor da Russia ? Nao, sem du-
vida; a Europa se tem pronunciado solemnemente a
este respeilo. Sabemos muito liem que o imperador
Mcoltn nao recouhece em outros sepan em s a au-
toridade nceessaria para decidir de seu direito, e he
justamente Disto, que elle imita sem o saber a lodos
os revolucionarios do mundo.
Os revolucionarios quercm que os governos .alen-
dan) aos cus votos,, e se es governos resistero, ellos
os eombalem pela insurreicao, que lia seu genero
de guerra, pelas conspirantes por todas as diilicul-
ildwra;*l<"Jh(?ssusrtttm. Ohnpcradw Ntcolo in-
tima ao sulla i. que por meio de um tratado Ihe ceda
lima parte de sua soberana sobre onzo milhes de
homeos, e se o sull.lo nao cnsenle, elle invade em
plena paz soas provincias, excita as paixoes religio-
sas das popularnos christaas do Oricnl?, e se a Euro-
pa interven) por sua vez, porque recouhece o direito
da Turqua, c quer conservar intacto o equilibrio do
Occidente iimeacado, ohl cnlao nao ha duvida, a
v Europa osl i constituida em flagrante delicio de an-
tagonismo com a Providencia. Que f.zia a Russia
organisando ha pouco lempo urna legiao valachia, e
permilla-se-uos acrescenlaraqui, que o Sr. de Ncs-
sclrode, reclamaran do ministro da Austria em
Sao Pclt-rsburgo, declarava que era por ordem do
imperador, que se linha organisado aquella lcgiAo,
que. faz ainda hoje Russia enviando agentes ao
Montenegro, pagando a insurreicao grega, sena em-
prear lodos os mcios revolucionarios inulilm'ente
desforrado com esse verniz do direito religioso,como
se as potencias do Occidente procurasen) foraeular
movimentos no reino da Polonia? O divn pelo
contrario tem recusado atequi, sem duvida. a pedido
deltas, aulorisar a orgaoisaeo de orna legato polaca
contra a Russia. A verdade he que esta pretendida
emancipadlo dos correligionarios npprimidos, de
que falla o ciar,lie o pretexto menos especioso vis-
ta dos arlos reiterados, pelos quaes as potencias con-
tinentaes collocam em primeiro lugar as auas prco-
cupaooes a consagrado dos direitos civis e religiosos
dos chri-iaus do Oriente, e se por acaso Iratar-se de
sua independencia, lodos sabem como a Russia a en-
tende.
Quando o imperador Nicolao eleva o conflicto i
altara de urna grande lula religiosa, elle bem sabe
que a Europa, conservando junio iscendente do
chrislianismo occidental, nenhum desejo tem de ir
perturbar o povo russo em sitas crenchas, o que nao
he do interesse dos governos. O que a Europa quer
he conler e limitar una grande ambicio desforrada
com o veo da religio. A lula que ella aceita, he
em raime de um direito positivo, em nome de um in-
teresse europeu, em nome da civilisacao, ea prose-
gue petos nicos meios, que a civilisacao aulorisa-
mnderando o mais que he possivel os crucis rigores
da guerra. .Yin he este o carcter do bombardea-
mento de Odessa ? Nao foi de proposito deliberado
que as esquadras combinadas execnlaram esla feliz
e hbil o|ieracao de guerra : foi depois que um na-
vio parlamentar soBrau o fogo do canhao russo. A
cidade foi poupada ; o ataque se concentrou nn por-
to imperial, nos eslabelecimenlos militares, as ba-
leras russas.
Os prisioneros feitos em navios mercantes, no
mar Negro como no Ballico fqram restituidos. Fim,
mcios, cxccuces, ludo tem sido em harmona, no
primeiro passo que deram nesla guerra, a Inglaterra
e a Franca nao tem feili mais do que seguir o cami-
nlii. em que tiihnm entrado pelas suas declaracoes
sobre n commercio dos neutros. Ahi se revela seu
MTdadeiro pensamcnln, que he limitar-se s hosli-
WaaVdcs necessarias, e dcixar o curso o mais livre pos-
sivel a todos os interesses commerciaes do mundo.
Alm disto observe se que as declararles da Russia
sobre os neutros nao tem o carcter liberal das de-
rlaninies da Franca c Inglaterra. O gveruo russo
nao s deixa de seguir as duas potencias neste terre-
no, sonrio reprova os principios de seu proprio di-
reito martimo.
He assim que a Ruisia declara boa prza lodo na-
vio, a cajo bordo se encontrar objectos de.contra-
bando de guerra, qualquerque seja a quanlidade, ao
passo qniWm vrtude de seus antigos regulamento*
e do tratado de -1787 com a Franca, o navio neutro
aprisionado se punha ao abrigo de toda a captura,
abandonando ao belligerantc os objeclos lucilos.
He ne-las circunstancias que se empenha a lula ac-
tual entre a Russia e as potencias occidenlaes. Onde
o imperador Nicolao leva um pensamenlo de ambi-
cao envolvido cm ama especio do myslicismo religio-
so, as narcs europeas avanram, tendo na pona de
sua espada um interesse claro, evidente, recouhecido
pela opiniao universal. A Russia dispOe sem duvida
de poderosos recursos defensivos ; de seu lado, a
Inglaterra c a Franja proporcionara cada vez mais
seus mcios de accao ao carcter serio, e o desenvol-
vimento provavel da lula. O gabinete inglez acaba
de pedir ao parlamento um novo augmento de Tor-
cas de Ierra e de mar ; o governo franco/ acaba de
decretar a formarao de dous campos, um de cem
mil homens. cm Saint-Omer, oulro de cincoenta mil
em Marselha, reservas rcspclaveis promplas para
lodps os acoiitccimcnlos.
lio este certamciile um dos caracteres da guerra
actual, cojos elementos se devem procurar cm muitos
pontos, as margens do Danubio, em Conslantino-
pla, em Vionna, jo Bcrlim, no Cpiro 011 om Allie-
nas. OpcracOes dos exercitos, porspecliva das poj
cas allcmaas, in-inn'icao arcn, ludo isto so
funde, e todos estes elementos nao fazem mais do
que mostrar, debaixo de suas diversas faces, a gran-
de queslao, que traz a Europa em suspensao. Qual
he hoje o estado da guerra' o Danubio ? O exercito
russo parece nao ter levado as operacoes aidm do
Dobrulscha, havendo-as limitado at aqu jipassa-
gem do rio, ao passo que do oulro lado, evacuava a
pequea Valachia. O marechal PasUewitschSti ago-
ra a su i fronte. Olanlo aos diversos i iiiiiliaTi i, que
lem tido lugar entre as tropas russas c turfes," e ao
cerco de Silistria, ahi he que comeca a incerteza,
que nenhum dos belligeranlcs deseja sem duvida fa-
zer acabar. O plano de Omer-Pach he provavel-
lucnte esperar a presenc/l dos excrcitos europeos.
Em Conslanlinopla he justamente na chegada des-
les exercitos, que se encootra o interesse o mais
actual.
iinminalmeiilo os subilitos gregos anorisados a ficar
na Turqua, nao csscncialmeiilc por vrtude de seu
titulo de calhdlicos, mas em razao de sea carcter
iuolTensivo. He ueste sentido que cram aa inslruc-
toes do governo francez, e he sem duvida porque
nao ha mais vestigios deste incidente em Conslanli-
nopla, que o general Baraguay d' Yilliers foi chama-
do. Fin,lmenle esla difliculdade nao podia deixar
de ser fcil de resolver dianle dos interesses, sob cu-
jos auspicios est sellada a allianra da Franca e da
Porta Ottomana,interesses coi lamento de tal nalur-
za quo podem duminar todas as complica^Ooa secuu-
resses prussianos. Ha para a Austria necssidades
de algnma sorle pessoaoad* accJIo, que nao existem
para a Prussia, como sejeUje a insurreicao do Mon-
tenegro, que veio responder s excilacoes da Russia.
OJVIaika da quellepequeo paiz,proclamen por sua
vez a guerra santa contra os Tarcos, e dizem que a
Austria deu ordem ao general Mamola de entrar no
Montenegro ao primeiro movimento do hostilidade.
He deslo modo que, po> roiisidcracoes de seguran-
za propria, eomo pelo interesse do equilibrio da Ku -
ropa, a Aaatria se achara iiicvilaveluienle levada a
um papel activo e dccidMo nos acontecimentos, que
Kl'llKMflBIDES.
3 Quarlo crcsrelV as 4 horas, 1 mi-
nulo e 48 se gindos da tarde.
10 La cheia as 4 horas, 6 minutos e 48
segundos da manhaa.
17 Quarto mihguante a 1 hora, 44 minu-
tos e 48 segundos da manhaa.
25 La nova aos 47 minutos e 48 se-
gundos da tarde.
i
DAS DA SEMANA.
3 Segunda. S. Eulogio ni. Se. AnatolnTe Dalhro.
4 Terca. S. Isabel rainha viu f. S. Oseas profeta
5 Quarta. S. Felomena v. S. Trifina m.
6 Quinta. S. Domingas v. m. S. Isaas profeta.
7 Sexta. S. Pulcheria v. imperatriz; S. Claudio.
8 Sabbado. Ss. Procopio c l'riscilla mm.
9 Domingo 5. Ss. Chillo o Bricio bb. S. Ana-
tholia.
ias e as divergencias espadM MS'- r9n'*' *"'" mon*nto meMno> a
quo fue a data preci-
>olen-
R1U-
I
0
FOLHETIM.
114 HISTORIA DE FAMILIA. (*)
POR HERV.
IV
A avenida do Observatorio.
O m.o humor do conde Caelaoo sofTreu urna ilimi-
iiiir.ii> r..i l.i. elle aventurou um levo sorrjso, que
pareca pedir desculpa sociedade pela sua arrebata-
rio de mo jugador, c disse em lom brando :
Eu nao devia jogar nunca Na he a perda
do dinheiro que temo, lie a perda do mcu hom
humor.
- Servio-sc o cha, a conversarlo tornou-se geral,
fallou-se em thealros e artistas, segundo o costme.
As nnvulades dramticas forana passadt em revista,
cada um fez sea folhetim. O conde (Uelano decla-
rou-se parlidario das saas doulrinas, c em lom de
cmivicraoanimou-se contra as tendencias do mo
gusto contemporneo. Cilou I.aharpe, I.ebatteux,
Hoy1 .roa e demonslrou que fura desses meslres s
Jr(via decadencia c confuso. As duas vclhas dor-
niiam esperando n dia. Isaura nao comprehendia a
conducto do condeCaelano durante lolaessa nolc,
seu iuslincto de mulher aconselhava-lhe, queabrisse
a bocea para pedir explicar/ics, seu interesse ordena-
va-lhe que se calasse, e o interesse prcaleceu sobre
o inslincto.
Ao atvorccer o conde Caetano levan'.nu-se e todos
os convidados levantaram-sc imbcm.
Teiiba > Jiondade de eminar-mc -na casa, dis-
se o conde a Sainl-Servais, as dividas de jogo pa-
gam-se no dia seguinle.
Oh I responden Sainl-Servais, o senhorme da-
r isso a primeira vez que nos cnconlrarmos...
Nao I Permilta-me que insista, lornou o enrulo
rindo, quando cu liver pago a divida, nao pensarci
mais em mcu desmancho. Dcixe-nie livrar-me quan-
lo antes deste cuidado.
Saint-Servis iuclinou-so e enlregoii um bilhete
ao devedor.
O conde despedio-sc da dona d.i casa, saudou e
deseen a escada canliirolaiido urna aria alegre : era
urna ultima dcsculpa que (lava para fazer esquecer
seu mo humor.
Depois da -ahi.la do conde de Solan /o. Isaura les-
tcmunhou um vivo desconlentameiiln, e pronujiciou
a exeirta femenina de enxaqueca, a qual he de ordi-
nario urna despedida polida feita aos visitadores.
As velhas levanlaram-se e perguiitaram aos man-
cebos se nenhum delles morava nn quarleirilo Ro-
cln-chonarl, sempre perigoso para as inulhcres alta
noite. Isto era sollicitar indireclamenteo braco olll-
ci iso .le um cavalleiro acompaihador. Os mance-
bos responderam unanimeincnte que rnoravam lodos
na ra Rivoli, e as duas jogadorav septuagenarias
deram um suspiro que era asjlvra inarticulada, mas
lerrivel da mucidadedo dia.
Isaura apoiava os colovelos na mesa o a fronte nas
o. o.-, para -o-ler o peso da enxaquec.i, o disponsai-
() Vi Je o/Harto u. 151.
As tropas fraucezas e inglezas desembarcaram cm
Gallipoli ou cm Conslanlinopla. Entretanto um in-
cidente grave c inesperado parece ter vindo um ins-
tante fazer idguma diverso : foi urna difliculdade
sobrevindiisubitamente eqlrM* cmbaixadorde Fran-
ca, o general Haraguay-dUirllior.- e o divn a res-
peilo da cxpulsao dostiregos, em consequencia d >
rompimcntojccenlc entre a Porta Ottomana e o> go-
verno grego. Qual era o pensamento da Franca ?
Nao jiodia ser evidentemente proteger no solo turco
a presenta de homens perigosos, e menos ainda
transformar urna queslao poltica era urna qdestao
religiosa, f.i/enujfjpjasxitalo de catholico um motivo
de isenrao a nmf%tiftkgeral. He sobre a applica-
can dest.i medida aos gregos da religio calholica,
que appareceu, au qoe parece, essa desintelligencia,
a qual foi resolva capo devia ser, por urna tran-
sarlo muito simples : o divn em definitiva nico
juiz de urna queslao de seguranca publica, designou
se assim de pronunciar a mullidilo de phrases lia-
naos, que acompanham o fim de um cha. Pouco
depois s re-lava na sala Sainl-Servais, o qual dese-
nhava sobre o tapete avheseos com.os lentos.
Ah 1 cu peusava que o seulter linha sabido
com es ootrbs! disse Isaura parecendo dispertar.
Sahido oh, nao 1 disse Saint-Servis em tom
de zornbana, quero saber que juizo oevo fzer desso
personagem, que deve-me qnarent loizes. {
Esse personagem, j d>(! rj sendo/ assim o
chama, ha de pagar-the, nao tentla receio.
Oh isso me he indflerente, senhora !
I Eiiliio, senlior, nao o comprehendo.
_ Sua enxaqueca oHende-lhe agora a ioleiligen-
cia, senlrora ; por isso vou explicar me com clareza.
A que titulo Mr. de Varricres he recebido cm sua
casa ?
O senlior nao tem nenhum direito de fazer tal
pergunta, disse Isaura oflendida ; pois, nao he meu
marido nem meu tutor.
Entao ludo Oca comprehendido, observou ma-
liciosamente o mancel.
Entao nada llca comprehendidn, repeli Isaura
no mesmo lom.
Senhora, tornou Sainl-Servais, suspeilo Mr.
de Verrieres de ser ao menos seu tutor.
O senlior escolhe mal os momeulo¶ repre-
sentar urna scena do comedia, disse Isaura olliando
para p relosio. Os espectculos csliiu fechados por
toda a parte, e o publico est deilado.
Na verdade a senhora lem esla noilc um hu-
mor singular. Eu linha julgado dever esperar mais
depois de nossns prime-iras eulrevislas...
Espere ainda, senhor.
Oh sou obstinado, senhora !
Obslinc-se, senhor.
S gusto das conquistas din.
por lorino engaado, a senhora he < pnvu.
Ranelagli. Prnc.urei urna cidade aborta, c acho ., ....
praca forte, tanto melhor I
m nome do eco, Mr. Sainl-Servais, disse
Isaura dirigindo-sr/para a porla como para moslrar-
lhc o c.iniiiiho. em nome do eco ditlira sua amabili-
dade para anianha, o mundo nao acabar e-la noi-
te. Se respondo-lhe, nao he minha inlelligcncia que
Ihe falla, he minha enxaqueca. Assim perdemos
ambos unssas palavras, o que val pouco, c urna hora
de somno, o que val multo.
Pois baii lornou Saint-Servis levaulaiido-sc,
cspen.-rei a volla da inlelligcncia ; porm, senhora
me dir micos com ar mais amigavel, mais risonho,
nao he /
Sim, sim, respondeu Isaura em lom le mu-
lher, que quer lvrar-se a lodo o cusi de urna im-
purluiiaco inlulcravol; sim,eu lhc dirci oadeosque
o senhor qui/er.
Ol i s peco llie um sorriso, bella Isaura.
Eis o sorriso, relire-se.
F. perr itte-me que Ihe diga at amanha?
Abra oda porla, lornou Isaura, ponha-se no
primeiro ih:rno da escuta, que ludo Ihe permit-
lirci.
Saint-Servls deu um suspiro e ohedeceu.
Al aihaiiha, itisse elle.
I'aura responiloo fa/ouilo nm movimento rom a
cabeca, laan a fechara porla e deiiou o mance-
bo nas Ireva, da escada.
No estado era que se acha hoje a qu
realmente o que se poderia chamar o n dessa ler-
rivel queslao ? Esse n continua a estar na Alle-
manha, e se acha debaixo de certo aspecto na Gre-
cia, onde as populaciies parecem fatalmente arrasla-
das mais chimenea das empresas, e onde se dizia
que o proprio governo cede a urna especie de verti-
gem. Qual he neste momento a vertladeira allitude
das potencias allemaas ? Tem ella mudado por acca-
so nesses ltimos dias, e em que sentido se tem ope-
rado esla mudanca ? Para dizer a verdade, cssas
questoeS parecem estranhas, quando lia um mez ape-
nas a 9 de abril, as qualro potencias ropreenladas
em Vienna, assignavam um protocolo, pelo qual rc-
sumiam as nicas condcocs possiveis da paz na inte-
griddc do int[ierio ottomano,nfio previa evacuado
dos principados ; quando ellas manifeslavam de no-
vo sua plcmude c direito europeu, que arroava a
Franca e a Inglaterra, c prohibindo todo arranjo di-
recto com a corle da Russia, que nao fosse a sancrao
solemne deslcs principios. O tratado assignado en-
tre a Austria e a Prussia e ratificado hoje, veio
criar um modo particular de accao para as potencias
allcmaes ; mas este modo de accao emana do proto-
colo de 9 de abril. Como se admi I liria que um ou-
lro principio prevalccesse em Bcrlim ou em Vienna?
Como o sentido (lestes diversos actos nao era anti-
doto, e indicava bastante urna adhesao cada dia mais
scnsivel poltica das podeucias accideulaes, os par-
tidarios da Russia entenderam, que era chegado o
momento de tentar um ultimo csforc.0 para deier
essa aproximado.
Em siinima.-a oninaogeral na AUemanha he mui-
to pronunciada favor de unta accao commum con
a Inglaterra e a Franca; infelizmente encontra-sc
orneada paiz um certo numero de homens, a cujos
olhus toda a poltica allcmiia se resume na allianca
com o czar. A queslao do Oriente he pouca cousa
para elles ; he a allianca rusta, que he a sua salva-
guarda contra a revoluto, o nao veem que a Russia
he neste momento a primeira das potencias revolu-
cionarias.
Sao ests influencias, pouco numerosas talvez, po-
rm activas, poderosas, que se fazem sentir sobre-
ludo em Bcrlim.cacham como por momento um ac-
casso natural no .espirito ^ucluanle c inquieto do
rci. i iiii essa serie de* medidas, que se succede-
ram em poucos dias, e sao um novo enigma para a
opiniao da F.uiopa. Em urimeiro lugar a revoca-
cao do Sr. de Bunsen, ministro da Prussia cm Lon-
dres, cojos seuliinentos decididos a favor da poltica
do Occidente, nao ei ao duvidosos ; depois a substi-
tuieao do ministro da guerra, o general de Bourn,
que na discussAo rcenle sobre o emprestimo, linha
tido a occasao de exprimir as mesmas opinics. O
proprio principe da Prussia, o qual passa por ser in-
clinado s potencias occidenlaes, deixou seu com-
mandodas provincias do Rheno e se rclirou. Hoje
lio para a quedado presidente do consclho, o Sr.de
ManteuDel que Irabalham as influencias russas. Fre-
derico Guilherme nao gosta das opinies que so ma-
nifestam nacrise actual elle tem sua poltica ; mas
conviria talvez que fosse urna poltica e nao urna
vclleidade perpetua, que nao chega a ser urna von-
tade, o reflexo de urna imaginar m impressionavel,
e movel. Unido ao czar uao s poz-antiges lacos
pollicos, dilllceis de romper, senao ainda por lacos
de familia, o re da Prussia esla cm busca de um
meio de pacificaran universal; he esta certamente a
occasao de o en centrar,ou entao nunca,o oflerece-lo
ao reconhecimento da Europa,, que, como pode-se
diicr, nao lem um amor desmedido da guerra por si
mesmo. Se o rei Frederico Guilherme nao encon-
trar esse meio, que outro partido lho resta senao o
da aeco o de infla accao efllcaz? Ser este sem duvida
o meio a que a Prussia ser levada pelo poder das
cousas, pela escolha do proprio rei e pelo interesse
da AUemanha. A Austria, como se sabe, est cada
vez mais abertamente decidida pela poltica da In-
glaterra e da Franca, e o Uvera sido ainda mais, se-
nao l'osscm as hesilac.ocs da Prussia c a necessidade
de combinar seus esforcos com os da corle de Ber-
lim. Finalmente nao so pode deixar de rconhecer
que os inlcrcsses austracos oslan mais directamente
involvidos nos negocios do Oriente do quo os inle-
Esla pequea scena dar urna idea justa da posi-
cao moral, que Saint-Servis oceupava na casa de
Isaura. Convinha esclarecer este ponto para a con-
tiniiacao da historia.
O conde de Sullauzevoltou para sua casinha do
Luxcmburg a pee lentamente : ia reflectindo. Sua
sabida e sua volta tinham sido Iotas de maneira que
niuguem as observou, a filha, o criado e Leonia dor-
man! ainda. Assim entrando furtivamente como um
joven avenlureiro, elle mudou a roupa e sabio ao
jardim para reflectir cora descanso sobre as particu-
laridades de urna visita preparada" lia muitos dias
em seu todo.
A' torca de girar no mesmo circulo de ideas, o
Onde Caetano experimentava s vzes essa especie
de delirio, que a verligem d ao cerebro. Nesse mo-
mento sobretudo depois de urna noite sem somno
a f ebre da fronte pareca augmentar, e ludo o que
na vespera elle achsva lo claro ctao evidente co-
bria-se de urna nevpa espessa, e converlia a conso-
lar m em desespero.
Esse Sainl-Servais que i Providencia pareca ter
laucado no caminhn, onde passa a vinganra.apparccia
entao imaginaran do conde Caelauo.como um man-
cebo injustamente suspeilo de um crime abominavel.
Etaminando-o de pcrlo. estudando-o toda a noite,
o cunde reconhecera nelle maneiras amaveis, um ar
modesto, urna brand.urade carcter manifestada pe-
la lirandura da voz, emfim lodas as qualidadcsappa-
rentes que annunciam a bondade do cornean. Seu
roslo observado com cuidado tinha essa frescura
lmpida, essa cor serena que aunuuciam um rapaz
bem comportado.
Esla nova apreciarlo do carcter de Sainl-Servais
pareca ainda maisjusla ao conde Caetano na pro-
ximidade da hora decisiva. Se a suspcilacahisse em
- oulra vereda de pesquizas conviria lan-
icios do verdadeiro culpado
1.. immensidade deses-
peradra, au>. nio profundo, em
que os olhos deven. _^^ 0 alomo designado.
Sob o domiuio desscTlinwlel cuidado o conde Cae-
tano u.1o ouvira um rumor de passos no jardim.
Branca sua filha sabia de casa e camiiihava lentamen-
te para o pai tendo na mo um diario. Branca era
ainda igualmente bella, mas o brilho de seus olhos
csua tez haviam desapparecido debaixo de unta som-
bra carnada de tristeza. Ella abragou o pai, e dcsig-
nando-lhc coui o dedo urna passagem do diario,
deu-o fazendo-lhe signal de que o lesse. O conde re-
primi um movimento de terror, e tomou a folha.
Tratava-se de um processo criminal, no qual enlra-
va urna mulher cm qualidade de autora. L'm joven
advogado da parle contraria usando das direitos ilti-
mitados da defeza exprimia-se assim :
Nio quero fazer aqu allusoes ultrajantes a nin-
guem ; mas o interesse de meu clienlc deve fazer-
<( rae sabir do circulo das considerar/es vulgares.
Como os senhores ouviram, e lodas as testemuuhas
ii rccniheceram, meu cliente he um mancebo eslu-
c dioso, moral, bom procedido, eaeravo de seus deve-
res, e que nao d nenhum motivo de suspeita era
ii nina acensadlo lao grave. A senhora...pelo con-
ii Iraiio leul anlocedenles levianns, ho corle/aa em
(i toda i expressao da patavra, ama com furor os bai-
les, os espectculos e as rouuies eslroudosas, Exis-
dirige por sua
pello Russia, convidat
sa da evacuarao dos pririfpados.e sua decisao depen-
der incvitavelmente da resposla do czar.Scja o que
for, existe entre a AUemanha c as potencias occiden-
laes o lai-o do protocolo de 9 de abril ; cabe s cir-
cumslancias deduzir dclle cada vez mais o verdadei-
deiro espirito c as cousequencias.
Mas do lodos os elementos que podem complicar e
embaracar a crise aherla no Oriente, a mais triste
nao be essa cstranba -e fatal pai\o, que impclle as
populases gregas a urna lula sem resultado possi-
vel e a desastres sem glora ? Por ellas, as insur-
reices do Epiro e da Thessalia nao teriam sido mais
do que movimentos sem forra c duracao, se nao hoit-
vesse a evidente e permanente, complicidade do go-
verno bollen ico. Este desgracado governo parece
seguir cada vez mais esse caminho sem sabida, cm
que entrn. Qual he a parle da Russia aqui como
no Montenegro? Ella nflo pode ser duvidosa vis-
la do procedimento dos agentes russos derramados
naquelles paizes. He por meio de remessas de di-
nheiro que o imperador Nicolao entreten) o espirito
insurreccional. Dizem quo o gabinete grego recebe
um snbsidio de um milho por mez. E por ventura
sabe-sc o verdadeiro rcsjllado deslas tentativas? He
que o reino hellenicoesU entregue anarchia e a de-
predacaij.A piralaria cotiecou oulra vez a infcslar os
mares da Grecia; no Epiro o na Thessalia tacs ex-
cessos b>m sido comcllidcs pela insurreicao, que'cs-
ses infelices ehristos, aos quaes se ia livrar, tiveram
de appellar, em mais de un ponto, para as autorida-
des (urcas afim de os garantir de seus eslranhos li-
bertadores. Em summi. estes dcploravcis aconte-
cimentos, s (cm servido talvez de enfraquecer o in-
teresse, que lia muito lempo se liga ao nome da Gre-
cia, e aos esforcos de suas populacOes para adiar,
senao a gloria de urna rafa filustre, ao menos urna
civilisacao mais elevada e mais regular. O governo
grego nao ter contribuido pouco para essa nova de-
cepcao ,- elle lera contribuido para ella, favorecen-
do-a. Os diversos actos diplomticos, que ha pou-
cos dias tem (ido lagar, moslram o melhor possivel a
posicao, era quecsl collocado o gabinete de Alhe-
nas. ,
Quando o encarregado de negocios da Porta fez
ver as connivencias do governo ifircgo nas insurrei-
C,0cs do Epiro, ciilcndeii aquone governo atirar
Turqua a injuslica de urna iiivaBSudo lertilorio gra-
go, e dirigi sua nota aos representantes das poten-
cias protectoras. Depois de examinar-sc, vio-se que
nenhum verdade exisliaabsolutamente nessa asser-
ilo, eos ministros da Franca oda Inglaterra u fize-
ram ver com severidade ao gabiuete do rei Olhon.
Ve certo que o governo nao tem atlendido s rc-
prcscnlaces, que a F'ranca e a Inglaterra nao lem
deixado do Ihe dirigir, e nao s tem deixado de al-
lende-las, como as lem dissimulado ao proprio paiz,
deixando crer as popularnos, que elle obedec a s
inspiracrs da poltica occidental.
As cmaras foram dissolvidas sem terem recebi-
do commuuicaco alguma sobre o estado real do
paiz. A insurreicao parece eslar agora quasi ven-
cida no Epiro; e campo de Peta, que era um dos
pontos disputados, est em poder dos Turcos; os vo-
luntarios gregos foram batidos c dispersados ou re-
pclldos para suas fronlciras; comtudo parece que
o governo grego nao abandona seus projeelos. AJBr-
ma-se que elle imagiua um novo plano, o qual con-
sistira em reorganisar a insurreicao por urna sorte
de jerarchia estabelecida entre os cheles, e entrar
elle mesmo resolutamente em lula com a Turqua.
A execucao deste plano seria confiada ao gcueral
Vlacopoulos e ao general Spiro Milio, escudeiro-mr
da coroa, muito conhecido* por suas rolarnos com a
Kussia. O movimento esl em toda parle: em
Alhenas os alistamenlos continuam, alguns deputa-
dos dirigem-sc fronteira para reanimar a insur-
reicao desalentada; ainda mais, os fugitivos, que
entram em Alhenas, sao presos e nbrigados a tomar
armas. Cmplice secreto at aqui dos insurgidos o
governo do rei Olhon lorna-se seu cmplice oflicial
e seu ebefe. Resta saber se as potencias occiden-
laes, depois de terem representado intilmente ao
gabinete grego o perigo de sua poltica, ficar.1o
inactivas em presencia desta nova phase da queslao. A
Inglaterra e a Franca nao podem evidentemente re-
citar diante das medidas eflicazes desde o principio das.
complicacies j suflicjeutemenle perigosas. O erro
mais deploravel dos Oreaos he crerem que o inte-
resse, que se lhes tem, pode mudar cm connivencia,
he nutrir sobretudo urna illusao suy$ular,sbre sua
siluaco e sobrea-posslbllidade * urna crise, cm quo oatros lanos iuterofkss esto em-
penhados. Auima-los a Russia em suas. tentativas,
he cousa mulo simples; ella acha alli auxiliares';
aos quaes diz de ante-mao, que nao tolera o impe-
rio byzaotino, que elles sonliam; ella recebe um
oonta um ultimo ap- Saecorro momentneo, quo llie custa pouco dinheiro
e algumas circulares cnica a oppressao turca. Mas
nao he evidente que toda a em pieza, qoe lomar ho-
je o carcter de um acto de hostilidade conlra as
potencias occidenlaes, nao podo deixar de ir contra
o seu fim, c nao s coutra o seu fim mais actual, co-
mo ainda pode por em queslao ludo que existe na
Grecia ? Tal he a consequencia de urna escolha falal
feita cutre os incitamentos, soccorros onerosos da
Russia c as sympathias desiiileressadas da polilca o
orllenla', que nao pode deixar de ser til s popula-
ces gregas.
/
a (em cm minha mo carias que eu poderia 1er,
que provariam se preciso fosse, que a aflectaro de
a hoje nao lem sempre a selvagem vrtude de oulr'-
ora...
O conde Caetanoamarroton o diario,*; parou. A
filha encarava-o com urna expressao, que foi logo
comprehendida.
Querida Branca, disse-lbe elle, nao receies na-
da, adevinbei leu pensamento. Sim, he intil oc-
cullar-le, j que minbas longas ausencias le esclre-
ccn, sim, dou passos activos para descubrir o autor
do crime ; mas uro-te que o mais profundo segredn
envolver sempre esse negoci, juro-te que elle nao
resoar pcranle um tribunal. Dos julgar.
Eolio, disse Branca rom voz trmula,, Vmc.
pretende expr seus dias, e...
Nao exporei nada, interrumpen o pai ; o coro-
nel Caetano de Sullauze nao he bomem para ser mor-
(o com urna eslocada...Ouvc-me, minha filha...des-
crales hIc urna anlga raca militar, e deves ter a co-
ragem de leu sangue. As mulheres de nossa familia
bao sempre vislo sem chorar parlirem os irnius, os
pas e os maridos para as guerras ou para os duelos.'
Nao sejas a primeira a esraorecer neste momelo ;
pois urna lagrima tua me abrazara o conr.to, e me
provaria que temos degenerado em nossa' familia.
Querida Branca, deixa-me toda a minha forca. toda
a minha presenca de espirito. Preciso dellas nao
para pegar de urna espada, mas para firmar a voz.
Este dia que comer ha de di/.er-rae talvez um gran-
de segredo...
Branca estremecen, tomou vivamente a m.lo do
pai, e seu silencio expressivo solicitava urna explica-
C,ao mais longa.
Querida filha, lornou o coode, j disse demais,
foi minha culpa, tua dor pcrlurbou a minha ; mas
que queros ? alfligc-me passar dianle de ti com a
bocea muda, c nao responder jamis ao leu silencio.
Quiz ilo-ab ii.ii-me un momento, e fazer brilhar a
leus olhos um raio de esperanca...Sim, minha filha,
a esperauea nao est perdida. Adevinho tambora o
que nao le atreves a dizer-me, e vou satisfazer-te
quanto posso. Tcu casamento com o conde Sau-
Nereo nao esl desfeilo, se Dos me ajadar espero
que esse bom mancebo sera leu marido ; mas temos
ainda alguns obstculos... Qucres saber ludo, minha
filha? I.aiueiila-mc por niio poder dizcr-le ludo. Ha
cousas que me he impossivel explicar-te... Demais
nao as coraprchendcrias...Baslc-le saber isto..Agora
esse casamento he impossivel ; cunheco o carcter de
San-Nereo... serias desgraoada toda a vida... Teu
olhar pede-ine oulro csclarecimenlo, o qual nao posso
dar-te... Sim, comprehendo bem leu pensamento,
adevinho ludo o que nao ousas dizer-me em tua de-
licadeza de moca, c mcu coracao fecha-sc resposla
quo guarda... Ila-nte tua conlianca, querida filha,
eu te tui n u ei a dar a felicidade; conven) aniquilar o
passado para ler Iranquillidadc no futuro.
Branca inclinou a cabeca cm signal de obediencia
e de resignaco.
O ronde Caetano aparlou-se lentamente da filha
para nao moslrar-lhe um semlilaule afililo pelo des-
espero no momento era que prnmiuciava palavras de
"nlianea, e esforeava-se por Iranquillisa-la.
Branca retirou-se a um canto solitario do jardim
para rellerlir sobre as palavras mysleriosas do pai e
a-lev inhar-lhes o setllido. A pobl moca lluvia pol-
Em lodo o caso a Franca e a Inglaterra lera bas-
tantes inlercsscs para proteger nas vicissitudes desta
crise para sujeitar sua poltica' aos arrasamientos de
um governo mal inspirado. Em summa o que ellas
empenham nesla lula com a vida de seos soldados, e
os recursos de suas financas, he o desenvolv imenlo
de seu commercio, a seguranca de sua industKai
una infinidade de elementos de sua siluaco interna
respectiva.
O que a simples perspectiva da guerra j lem
costado pode dcixar presentir o que a guerra cus-
tar, os esforcos que necessita em armamentos de
Ierra, em conslrucres navacs, em preparativos de
toda a sorte, dao a medida da gravidade da empre-
za. A Franca, como se sabe, lem treagsquadras,
das quaes duas oceupam o mar Negro c'o Bltico
com as esquadras inglezas; letn no Oriente um
exercito de trra, cuja cifra primitiva nao pode dei-
xar de augmentar, e j o tem feito sem dnvida; vai
ter, como diziamos, dous campos; em em Saint
Omer e o outro em Marselha, cuja forca se eleva a
cenlo e cincoenta mil homens. Os acosflecimentos
da guerra parecem ter chamado a ltenlo,do go-
verno para outra creacao, a qual nao deixria jn-
dubitavclmcnte de ter lugar em lempo de paz, he a
crcaco de urna guarda imperial rcslabelecida por
um decreto recente. A nova guarda imperial, des-
tinada a formar urna reserva, se recrutar nos an-
tigos militares reformados, ou. que tenhem chegado
ao seu ultimo anno do servico. Alcm dislo, as ni-
cas vanlagens do servico na guarda imperial para
ofliciaes e soldados, consiste era um fardamento es-
pecial e um sold relativamente mais elevado. Des-
te modoso multiplicara, se transforman) ou se orga-
nisam as forras militares de nosso paiz sob o impe-
rio das circumstaucias actuaes. Se alguma cousa
poda atenuar o que ha de censnravcl nenias cir-
cunstancias para todos os interesses c emprezas, de
que se compoe a vida interna, he o cuidado que
a Franca e a Inglaterra tem crapregado cm multi-
plicar as garantas a favor do commercio pela dis-
tancia do Ihealro da guerra. Por isto pode-se an-
tes observar algum melhoramento na sitaacao ma-
terial, nao obstante a influencia necessaria c inevi-
lavel dos acoolecimenlos. O ultimo relatorio do
Banco prova isto, apresentando um crescimento no-
tavcl de fundos em caixa, e com esla volla de di-
nheiro para os cofres do Banco coincidi urna me-
dida favoravel ao commercio : a dimnuico da laxa
de descont. Arriscando imaginar o imposssivel,
nao fra para desejar ver todos os interesses segui-
rem a mesma marcha ? De um lado esli as' empre-
zas de ulilidadc publica, que devem ir ao seu fim,
do oulro lado, as questes legislativas para resolver.
Ha um certo numero deste genero, com que o cor-
po legislativo se acha oceupado, esluda e vota suc-
cessivamente; ellas versam sobre a instruccao pu-
blica, systema de corrcios, que he o objeclo de urna
nova reforma, e rgimen penal modificado em dous
pontos principacs. Urna deslas modificares, como
sabe-sc, diz respeilo morte civil, a outra refere-se
applicacao da pena de Irabalbos forrados, o he
a consequenaia da suppresso da galo, decretada co-
mo principio cm 1852. He por meio de colonias
penaes, que as gales foram substituidas; existe j
urna deslas colonias na Guy&na, e a loi nao faz mais
que consagrar o principio deste systema, que rece-
beu um comeco de execucao.
Estas colonias penitenciarias, onde o Irabalbo,
real c ciTicaz, se junta aos rigores do castigo, sao
ccrlamcnle destinadas a substituir vantajosamente
essas cloacas de perversidade organsadas nas gales ;
mas qual ter a siluaco dos indcmnados-, em
didoa ju\ ialida.lc. e todas as suas ingenuas alegras.
Tnha-sc-!hc extinguido nos labios essa meloda de
palavras que cncantava aos que a uuviam. Agora
niuguem podia ve-la sem tristeza, assim como veem-
se em um viveiro csses brilhaules passaros indios de
azas de esmeralda, de topazio, de saphira e de escar-
ate, quo em um dia de nevo nao fazem mais ouvir
suas notas de ouro, e conservara a immobilidade da
agona esperando a volta.do sol 1 *
O conde Caetano urou da carteira o bilhete de
Saint Servis, e lornou a lelo, lio permillido apre-
senlar-se a qualquer em casa do credor para pagar-
Ido o dinheiro devido ; porcm nessas raras occasiOes
devem-se guardar certos u^os, e um devedor muito
encarnicado na procura do redor pode parecer sus-
peilo. O conde depois de ler reflectido, fixou a vi-
sita dos (pironla luizes ao mcio-dia. Mas como em-
pregar as quatro horas seculares- que o relogio do
l.uxemhurgo censervava cm suas rodas eternas at s
doze badaladas do mcio-dia ?
Quatro horas que nos separara de um momento so-
lemuc parecem nao ler de acabar, muilo principal-
mente se os olhos aferram-se a ver o ponteirb de um
mostrador, essa imagcn movel da immobilidade.
A v i/ininnra do jardim do I.uxemhurgo inspirou
ao conde Caetano de Sullauze a idea de emprehen-
der um desses passeios que abreviam as horas, obri-
gando-nosa percorrer urna alea al ao fim e a vollar
para tornar a comerar. Esse jardim foi inventado
para os passeios da mcdilacao e da tristeza ; porm
nelle ha una avenida areiada de melancola, urna
avenida que he antipoda do passew italiano, a que
Irnn i na no Observatorio, monumento edificado para
a noite, e sempre sombro de dia. Assim o conde
Caetano que procurava urna naijreza em harmona
com suas dores travessou rpidamente o lado alegre
do jardim, e ganhou a avenida do Observatorio, onde
vagavam ja coino.almas elseas alguns estudanles in-
sotvav eis, e alguns rendeiros taciturnos, lodos mora-
dores da ra do Inferno.
A gnea de urna manliHa de vero nao projectava
nenhum raio sobro essa zona de l.uxemburgo, o con-
de Caetano ahi eslava a gasto, eachava mesmo algum
prazer em ver as figuras melanclicas ou somnolen-
las que deslilavam entre essas eternas ordens de ar-
vores alinhadas tristemente como um fnebre cortejo
do mundo vegetal.
Vinte passos dianle dclle camiuhava um mancebo
que pareca desterrado nessa zona, porque suas duas
lilaos cruzadas s cosas retinliam um si ir i de preco
em um par de luvas elegante sem dobras, oque as
oilo horas da manhaa annunciava um passeiador de
alta distinecao. ou um par de F'ranca adormecido pro-
fundamente na vespera por um discurso da sessao do
l.uiemburgo, e esquecido sobre unta poltrona pelo
porteiro era sua visita da noilc.
O conde apressou o passo com umsentimcnto de
curiosidade ociosa para examinar de porto cssepheno-
meiin. e um cacho de cabellos prclog sobre urna face
morena prndnzio nn pai de Br.iuaa o clleilo de una
assignatura lida antes da carta. Elle a retirar-se
(piando por-um desses myslerios magnticos que a
.'ipproximaran faz fuo miar entre dous entes unidos
pela sxiiipalhia, o mancebo volluo-se e c-lrunereii
siiflncando urna exclamaran.
Era o joven San-Nereo.,,0 vulgo chama esses en-
quanto soflrerem sua pena ? qual ser seu rgi-
men ? Isto esla reservado para a decisao adminis-
trativa, que lera de fazer urna escolha eolre os di-
versos syslcmas de disciplina pon ilenciarii. Nao he
os syslcmas que fallam,ainda urna vez mais cites se
lem adiado diante um _do outro. Cousa cstranba,
no meio dos factos contemporneos observa-sc urna
simples lei penal: nao s pode ver nisto um como re-
flexo de toda a vida polilca de um paiz ? Confor-
me as circumstaflbfas e a nalureza dos acontece
tos, pelos quaes passa um paiz, a penalidado di
nue e se acha desarmada, ou rcassume urna fo:
nova. Segundo as doulrinas dos homens, e as influ-
encias moraes, que reinara aa sociedade, ella ton
urna *specie"de carcter religioso e lerrivel,
cousjderada como urna sorte do tyrannia. qual
vm apressar-se o mais possivel em sublri
criminosos, ccrcando-os de cuidados ininucii
quasi de commodidade. Examine-se a fundo, htrP
resumo de lodas as lulas moraes de urna socie-
dade.
O novo mundo tem sua vida propria, seus factos
de todo o genero, que se desenradeiam, se desen-
volvem sobre aquello immettso Ihealro da America
do Norte e do SjaL Os factos nao sao sempre dignos
daquella scena grandiosa : umitas vezes sao triste-
mente vulgares, nutras vezes cheios de urna eslra-
nha briilulida'.o. O que Ibes rf um interesse parti-
cular, be que cima de ludo, cima das revolucoes
sem grandeza da America do Sul, como cima des-
sai sugesles da forca. quo quasi sempre sao O cunho
da poltica da America do Norle, nao deixa de ha-
ver esse problema interestante de sociedades, que
so fot mam c se estabclcccm aos nossos olhos. DaM o
carcter das questfies, que aparecem e sao o al i inap-
to habitual das preocuparles universaes : povoar
territorios crear industrias, transformar rios cm ar-
teras de ciyilisacocs, abrir communicacoes atravez
dos continentes. Qual era a queslao que se agita va
ltimamente no senado dos Estados Unidos? Era
urna diseu-.su) sobre a dislribuicao das (erras, e so-
bre as vanlagens, que se deve oll'ereoer aos estran-
geiros. A emigraca lem sido indiibilavelmenle,
ha um meio secuto, um dos elementos principacs do
grande augmento dos Estados Unidos. He um ele-
mento de engraiidecimenlo, e tambera um elemento
le perigo : nao obstante o que ha de poderoso nes-
sa lusas) de.lodas as raras uo territorio da Una,
sem eaofargo da rapidez com que todas as popula-
rnos eafflngoii- parecem transformar-se, o entrar
por assim dizer no molde americano, ainda lia que
pergunlar, o que produ/.ir.i esse trabalho gigantes-
co, junto ao espirito de conquista, que s faz acu
mular elementos de incoherencia. Houve mais de
urna voz no senado para combater o syslcma das
ilislribuices gratuitas das Ierras, e as vanlagens
demasiadamente multiplicadas a favor dos c-tran-
geiros, que nao eslao aiuda do paiz, ou que inter-
vam muitf vezes nos negocios pblicos. Eslabele-
ccr esuYqnqsian, que nao esl resolvida ainda, he
ventilar a queslao da civilisacao americana, que a-
cba sua forra, e seu perigo nas omigrares, que se
(ornaram un dos facos mais considerareis de nossa
poca.
Filialmente a poltica cunta mais de um inciden-
te caracterstico nos Estados-Unidos. Um dos mais
recentes e do? mais notaveis he a discussao do trata-
do Gladsden pelo senado. O tratado Gladsden, co-
mo sabe-sc, lio aquelle que, negociado, ha pojucos
mezes com o Mxico, estipula por certa somraa de
dinheiro, acesso para os Estados-U nidos de urna
porcao haslanto exlensa do territorio mexicano, e rc1
gula a queslao da va de communicaco pelo islhmo
deTehuantepec. Este-tratado, (al qual linha sabido
da mo dos negociadores, esleve a ponto de ser inlei-
ramenle condemnado pelo senado, apezar dos esfor-
cos do presidente Franklin Piercc'e seus ministros.
Com muilas emendas que modificam as suas cond-
cocs, he que o senado o ratifico finalmente em
suas clausulas essenciaes. O tratado assim modifica-
do ioniprohende sempre a cessao de territorio, ter-
mina a discassao sobre o valle de Messilla, e conser-
va o direito de transito atravez do isthmo de Tehuan-
tepec lima somma de 10 milhOes de dollars dev era
ser paga ao Mxico como indemnisarao. O que da-
hi pode resultar de mais evidente para a repblica
mexicana, he por a mao em 10 mlhees de dollars e
ficar cm paz com os Estados-Unidos.
Oulro facto que agita as paixoes, americanas, he o
Iratamento, que leve de soflrer cm Havana o navio
Black-IVarrior. O capitao do Black-lVarrior es
lava cm seu direito, como sustentan) os Americanos?
Tinham razao as autoridades hespanholas para im-
por-lhc urna multa pela violacao das leis de alfande-
gas? He esta exactamente a queslao, que as asser-
res contradictorias do consol dos Estados-Unidos
cm Havana e do capUto general de Cuba a fazem
mais inccrla. Mas nao he evidente que um tal in-
cidente loria tido infinitamente meaos importancia,
se nao fossem todas as paixoes sempre promplas a
desencadear-se na America, quando se trata de Cu-
ba, e as doulrinas appfovadas pelo proprio governo,
levado violentamente a conformar com elbas sua
conduela? Com elTeilo que succedeu? Antes da
queslao ser deferida ao governo bespanhol, o presi-
dente da L'nio, Franklin Pierce, fez delta o objeclo
da ama mensagem ameacadora. O commodoro New-
ue so-dirigio a Cuba, recusou saudar o pavi-
nhol; ao passo que so-via reoascer todas
amhices disciplinadas nessa sociedade da fistrel-
tolilaria, organisada, como se ha de estar teni-
do, no pensamento de conseguir a annaxacao de
Hoje a solucao desla queslao. tornada mais
I por eslas mesmas circumstaucias, depende in-
meule das negociarGes abortas em Madrid por
', Soul, ministro dos Estados-Unidos.
Seja como, for, emquanto esta queslao nao for re-
solvida directamente entre os dous governos ou por
urna ntervencan, be certamente urna das difiiculda-
des mais graves, como todas aquellas que existem nas
re.iones dos Estados-Unidos e da llespanha a res-
peilo de Cuba. E como he mister que no meio de
todo' este movimento da vida americana, as excen-
tricidades lenham sempre seu lugar, as mesas-vol-
teantes tiveram sua sessao solemne no senado. Urna
pelirao com quinze mil assignaturas pedia a Hornea-
ran de urna commissao encarregada de proceder a
um exame. As mesas volteantes tem, como ve-se,
sua maravilhosa fortuna. S nos Estados-Unidos o
espirito oceulto loma outras militas formas alm da
de urna mesa. Elle se manifesta algumas vezes por
fulgores inexplicaveis ou por sons mysleriosos, que
respoodem vonlado, ao murmurio do vento,ao es-
Iroodo do trovan, voz humana ou a um instrumen-
to de msica; outras vezes elle interrompe as func-
cOes animaos o'tt cotasegue curar as enfermidades
as mais incuraves. He sobre estes factos que um
senador, Mr. Shields, fez cm extenso relatorio, que
nao detxou de divertir o auditorio, e Mr. Shields
lev* a oonsciencia ou a ousadia de confessar que o
imperio desemelhanles aberra;cs denotava um sys-
tema defeiluoso de educacao, ou um desarranjo par-
cial das faculdados intellecluaea, produzido por al-
guma desocsanisarao physica. He com esla irreve-
rencia que Mr. Shields (ratou urna das maravilhas
dos nossos dias. (fevue des Deux Mondes.)
conlros urna obra do acaso ; porm talvez seja lempo
de a Providencia desthronar esse dos falso.
O conde de Sullauze precipitou-se sobre San-Nereo,
agarrou-lhe o braco e fez-lbe o signal que significa :
veuba.
Transformado como eslava nos cabellos, no Irage
e nas maneiras o conde nao foi logo recouhecido por
San-Nereo; mas depois que fez urna saudarao fami-
liar com a mao, o joven conde chegnu-se encarando
com estupcfaccjlo o conde Caetano remocado.
li Dos quera o enva para salvar-me, disse
San-Nereo.
He vnss, respondeu o conde em lom severo,
he voss que caininha para sua perda esquecendo-se
da promessa que me fez.
Que promessa ? interrompeu o mancebo.
Eu tinha exigido de voss, conde San Nereo,
que nanapparecesse era publico.
San Nereo fez um pantomimo tilo expressivanien-
tc italiano que arrancou ao conde um sorriso, o
qual se teria elevado al risada em urna occasao
menos triste. Esse pantomimo acompanhado do
olhar significava :
O senhor chama apparecer cm publico passeiar
na avenida do Observatorio I
Sim, disse o ronde com brandara, comprehen-
do-o.., Mas emiim. voss cncoulrou-me, c podia en-
contrar a outrem...
He impossivel Charo conde, aqui nunca se
cncun Ira niuguem. Nao lio um lugar pun ico, o au-
nan posso dizer que enconlrei-o ; porque o senhor
nao parece o conde Caetano, be oulro homem, c se
esl aqu he porque lem como cu urna razao, que
obriga-n a n3o apparecer cm publico.
San-Nereo, disse o conde Caetano, Indo isso he
especioso, voss commetleu urna grande falla, nflo
lem iieuhuma experiencia das cousas deste mundo,
nao sabe que deve chegar al ao ridiculo das pre-
caucocs, quem quer ser bem surcedido ? Quando a
dc-sgraca nos acommeltc, devemos passar subre um
tomo. Veja I accresceutoii o conde Caetano olhan-
do era torno de si, o coracao bate-me e os ps tro-
moin-me... Cnfcsso corajosamente que tenho medo!
- E que receia o senhor aqui? perguutou inge-
nuamente San-Nereo.
Voss he un menino, meu amigo, tornou o
conde, nao conversemos mais tem...... Gaulic o
campo pela barreira mais prxima, c volte para sua
casa cm um carro esta noite.
Quer ir ao jardim botnico? perguntou San-
Nereo la conversaremos mais a goslo.
Porm nao tenho nada que dizer-lhc,mcu cha-
ro Nereo.
Nada, absolutamente nada replicou o man-
cebo com voz acceiiluada por um desespero agudo.
E lomando o conde Caetano peto braco conduzio-
o a escada do jardim botnico, c levou-o para esse
oulro de.-crln virgen) dos botnicos.
Oh disse o conde Caetano descendo a escada,
eu nao conheca este lugar.
Temos ainda oulro lado, lornou San-Nereo, o
anligo cercado da C.iriu\ i.
Mas, disse o conde Caetano cominillo do estado
desesperado desse mancebo, mas vejo que Toasf co-
uhece inaravilhosaineiile lodos os cantos e recados
desla solid.'iu...
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO.
SENADO. ()
Dia 27 da malo.
A's dez horas e meia da manhaa, estando reuni-
do numero sufliciente de Srs. senadores, abre-se a
sessao, e approva-se a acia da anterior.
01. secretario d conta do seguinte expediente :
Um oficn do i. secretario da cmara dos Srs.
deputados, acompanbando a seguinte proposiro*:
a A assembla goral legislativa resolv :
Arl. I. He o governo aulorisado a restituir ao
quadro do corpo de saude de marinh o 2. cirur-
giao Francisco Marciano de Araojo Lima.
o Arl. 2. Kevogam-se as disposi;oes em contra-
rio.
o Pacp da cmara dos deputados, em 26 de maio
de 1851. Vitconie de Baepedy, presidenteFran-
cisco de Paula Candido, i." secretario Francisco
Xavier Paes Brrelo, 2. secretario.
Vai a imprimir, nao o estando.
Um requerimenlo das Ordens Terceiras de S.
Francisco da Penitencia, Nosaa Senhora do Monte
do Carmo e do Senhor Bom Jess do Calvario, pe-
dindo que lhes seja permillido fundarem os seus
cemiterios cm Calumby. A' commissao de saude
publica.
O Sr. Dantas reclama conlra inexaclidoes com
que o Diario publicou o que S. Ex. disse a respei-
lo da puhlioarfio dos debates.
O orador nao sustentou qne o Jornal do Com-
mercio havia contratado todos os lachygraphos pa-
ra arreda-los do Diario ; observou que quando sa .
apretentou pretendendo a emprezaja linha feito con-
tratos com todos os tachygraphos.
O Sr. Uteiros vai apresenlar Um requerimenlo
para que se resolva a queslao da publicarlo dos de-
bales, que esl indecisa desde que o senado delibe-
rou quo houvesse ptiblicacSo oflicial, mas nao pode
decidir qual seria a folha, por dar-se empale enlre
o Otario e o Jornal do Commercio.
O Sr. Prndenle pondera que nao houve empa-
te. O senado resolveu que houvesse publicarlo of-
() Sendo extraordinaria a irregularidade com
3ue o Diario do Rio publica os irabalbos do seua-
o, temo-nos aprovcilado varias vezes do resumo
dado pelo Jornal do Commercio. Os RR.
Essa he boa 1 eu aqui faco escolha do domici-
lio. Eis minha vida, meu charo conde Caetano, e
Vmc. julgara se he lempo de isto. acabar. Para
obedecer sua senha saio (odas as madrugadas da
casa, e a(ravcsso Pars. Nessa hora s cnconlram-
se varredores que chegam, evelhacos que voltam, c
de certo nao receio ser recouhecido por essa popu-
lado. Chcgo ao l.uxemburgo seguindo toda a sor-
te de ca inin bos de a la I lio, c passo o dia na avenida
do Observatorio. A's onze horas s seis faco dous
simulacros de comida na ra Madame cm um gabi-
nete particular. Dizcr-lhe o que sofiro nesla aveni-
da do Purgatorio he impossivel Tenho escolado
mil cnnjorlur.is sobre as combnacoes provsveis que
podem desfazer um casamento ao p do aliar, em
lodas essas cenjecturas nada tenho aefeado de satis-
factorio. Agora nao p aso mais, nao quero mais
pensar, ando vagando romo urna fera em minha pri-
sao sem adiar sabida. Urna espora nra que dimin no
de dia em dia sustenta-me um pouco neste passeio
febril de dezeseis horas. Espero arbar urna caria
sua de noilc ao \ ollar para casa, porm a carta pro-
met ida, a carta esperada nao checa jamis. Conde
Caetano, esla vida he intoleravel, he a agona per-
petua sem a morte. Em neote do co, nosso encon-
tr de hoje nao seja estril, venha em meu soccorro
com urna boa patavra, on mate-mc com a revelarlo
de seu segredo. t
O conde Caetano olhou para o co, tomou aflec-
tuosamenle a mflo do mancebo, e disse-lbe :
Creiaque de nos dons eu son ornis desafortu-
nado. Tenho tsmbem o desespero no fundo da alma,
e conservo-o. Meu Dos 1 meu Dos accrescenlou
derramando algumas lagrimas, nao pergpnte-me
nada.
Pois bem !_U>rnou o rapaz cm (om resoluto,
pois bem .''miuli resolucHo esl tomada.
Que pretende fazer ? pergunton o conde com
susto. aq,
O que fai\o desespero esgotado.
Houve um momento de silencio, o conde Caelaoo
olhava para o chao, e pareca meditar profunda-
mente. Depois erguendo altivamente a cabera disse:
Conde San-Nereo, voss quer levantar conlra
si mos violentas, o pensamenlo de um suicidio est
pintado era sua fronte.
O mancebo nada respondeu.
Pois saiba ainda esperar oito dias. Termina-
do este prazo, se eu nao poder chama-lo meu genro,
irei a sua casa, e dir-lhc-hei: Conde San-Nereo,
juro-Ule pela minha honra, que o filho de meu ao-
ligo amigo nao moriera sosinho.Morreremos ambos.
San-Nereo cruzou as nios, elevou-as cabeca, o
exclmou.
Mas que segredo horrvel he csso qoe aconse-
llia-lhe lambam a morte violenta :'
Aceita ? perguntou o conde Caetano com voz
(irme.
Aceito a demora de oito dias.que o senhor me
d, respondeu o mancebo aperlando a mao do pai de
Branca.
Entao nem orna palavra de mais 1 lornou Cae-
tano. Seprenlo nos, e ato daqu a oito dias!
Hila- e-las palavras, elle subi lentamente a tsca-
(la do jardim, e fui pagar a divida a Saint Servis.
(CoiiiinMar-e-aa.)
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DIAR10 DE PERNAMBCO, QUINTA FEIRA 6 DE JULHO DE 1854-
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ficial, mas que au fosse (cita pulo Diario ncni pe-
lo Jornal do Commercio.
L-sc o seguale requerimento do Sr. Viveiros :
a Kcqaeiro que a mesa fique autorisada a contra-
tar a publicarlo dos debates com o Diario do Rio
pela qoantia pedida pelo Dirio.B
O Sr. Montczuma pede a palavra.
O Sr. Prndente declara adi ido o requerimento!
O Sr. Hceiros reqoer urgeiicia.
O Sr. Monte zuma pergunla se a urgencia in-
terrumpen a ordem do dia.
O Sr. Prndente diz que nao, e que s lera por
clcito oceupar com a discussao da materia os pri-
meiros tres qaartos de hora da sessao.
O Sr. Montczuma juina necessario mandar exa-
minar quaes sao os precedentes a respailo de urgen-
cia de requerimentos, para nformacilo da casa. En-
tretanto Ao lie este negocio de tal magnitude que
eiija ecleridade na sua decisao ; e espera que os no-
bres senadores nao instem, nao dm mais aso a que
o Diario contine a insultar aos senadores que nao
llie do o sea voto, como anda hontem fez.
A urgencia hcapoiada, mas rejeitada sem debate.
Passando-se i ordem do dia, he approvado sem
debate ein ultima discussao o parecer da romiriissno
da mesa supprimindo o lugar vago de odlcial da se-
cretaria do senado.
He approvada sem debate cm 3." discussao a c-
iiieii la da cmara Jos Sr. depatados i proposiro
do senado que estabelcce a competencia dos audito-
res de marinha para processnar e julgar os reos
nencjjnadoi uo arl. 3. da lei u. 58 de 4 de selem-
bro de 1830 ; alim de ser enviada a dita proposito
sancrao imperial, indo primeiramenle commis-
s.lo de redacc.30.
Contina al.-i discussao, adiada pela hora ua ul-
tima sessao, do projecto da re-posta i Talla ^lliro-
lio W
O Sr. Monlezuma iiao entrarla nesla discosso
se o discurso do Sr. presidente do conselho nao llic
tivesse soggerldo duas quesles constitucionaes, e
se nao necessitasse dirigir algumas observares ao
Sr. minislro dos negocios estrangeiros.
O Sr. presidente do conselho disse, que os mem-i
bros do governo tinham, como qualquer cidadao, o
direilo do intervir i as eloiooes c que nao havia ra-
' io para que, abandonando-as ao jogo dos partidos,
n.lo usassem desse clireito que a todos toca. O ora-
dor nio duvidaria concordar com o nobre minislro,
se S. Ei. facullasse um meio pralico de distinguir
nessa inlervencao a aceito do poder da influencia
pessoal dos que o exercem. Mu convencido dt> que
ido he possivel achar o meio de fazer essa distine-
rao, acredita que S. Ex. recenhecer que muilos
-nales podem resultar de semelbanle doulrina esua
pralica.
O orador he de opiniao qw, ainda que esse di-
reilo seja formulado eipressamenle, nao deve ser
tmido, por toniar-se impossivel, como disse,
adiar um meio pralico de distinguir a influencia do
governo da dos merabroa que o compoem, e ser evi-
dentemente aiili-conslitucional a influencia do po-
der as eleiees. O resollado seria que ambas as
cmaras nao exprimiran) senao o pensamento do
ministerio ; tirando por lano vedado o exame de
seus aclos pelo eoipo legislativo. Se esse perigo se
d quaulo aos represen la o les temporarios, de muito
inaior importancia he elle pelo que respeita ao se-
nado, que deve servir, a respeito de oossas insliloi-
5es polticas, de verdadeiro liel de balance, por-
que o mu lim he por ero equilibrio a grande machi-
na constitucional representativa adoptada pela na-
5*o. A continuaren! as causas assim, eslabclecer-
sc-ha urna especie de senado de Veneza, cujas opi-
ni6es serio sabidas de ante-mao desde que for co-
uhecida a vontade do governo.
leudo emiltidoa sua opiniao relativamente i nao
interferencia do governo as eleices, desejaria que
o nobre presidente do conselho aUemtcsse bom pa-
ra as consequencias ultimas de ler S. Ex. tomado
alguma parle as elcieSes de S, Paulo : oi por isso
que aconlcccu lodo esse desaguisado do puhlicacao
de cartas, e discordandia cnlre alguns honrados
membros que apoiam a admir slracao. Nada disto
liaveria se S. Ex. tivesse abandonado taes eleigOes
ou por oulra, o nobre minislro abandouou-as, mas
n*o acreditaran), lal he o csliime de ver o governo
proceder de outra raaneira.
Quaulo as eleices de (joyaz, er qne eslao fcitas.
Q Sr. visconde de Moni'Alegre : Ainda ama-
nhaa he que devem ler lugar as eleires primarias.
Q Sr. .VoH/eruma sabe disso ; mas como o candi-
dato chegou, he seguramente porque ludo est ar-
raigado.
Keconhece que a machina governaliva hcdiflicil,
nliieludo em paizcs novos ; sabe pois nltenuar al-
;uoi aclos do governo, qne, dadas oulras circums-
tancias, nao deveriait. ser supporlados. Mas estas re
flcxes nao deslroera uo orador a convierto de que
he necessario ir raininhaudo pira a total abolirao do
principio de inlervencao do poder as eleires.
Quando nao, reforme-se o sonado ; sejam os sena-
dores Horneados pela cproa, cslabelecam-se as clas-
ses donde devam sor (irados ; reconhera-se este prin-
cipio francamente, porque do contrario, continuando
a interferencia do poder as eleices, continuando
esla maueira de Iludir o povo, dizendo-sc-lhe
Tendes o direilo de eleger i, mas nao o deixando
exerc-lo, ha de chegar-se ao total descredilo do nos-
so syslama ; Unto maii quando o governo muilas
. vezes nao lem a liherdade de fazer urna boa designa-
cao e he obrigado a aceitar a imposicao de certas
influencias locaes. A proseguir-se uestes lermos, por
mais inimigo que o orador seja de reformas consti-
tucionaes, acha melhor'acabar com isto, o dar fran-
camente o direilo coroa de eseollicr c no mear
os senadores como mais conveniente entender.
A onlra quesillo he ct ncern :nle inlerprelarodo
arligo conslilucional relativo incompatibilidades do
exercicio de empregos pblicos com as funci-oes de
membros do corpo legislativo. Vai com o maior aca-
nhamenlo emittir sua opiniao a este respeito, e nao
o farla se nao tivesse de fazer um protesto.
O nobre presidente do ror seibo concordou com a
deliberarlo da oulra cmara. O orador nao lem em
vista chamar a discussao do senado essa deliberarlo
da cmara dos depurados; tem nicamente por lim
fazer um protesto ; isto he, sustentar que seroelhan-
le deliberarlo nao pode ler influencia alguma sobre
o senado, que (lea em p o direilo que lem o sena-
do de resolver tal respeito o que melhor entender
se algum dia o presidente do Banco for mcinbro da
casa.
Ora, sendo livre aosenado pensar diversamente a
lal respeito, pde-se dizer que honve iolcrprelacao?
De cerlo que nao, porque se houvcssc era obrigali-
va para ambas as cmara. E se nao houve interpre-
taran, entao o que houve ?...
Foi a neceVidadc desle protesto que obrigou o
orador a tocar em tal materia.
Dentro em pouco lempo ha de se querer sus-
tentar que o exercicio de presidente de provin-
cia, nao he incompativel com o de representante da
nacSo durante ti reunan das cmaras. O presidente
da Babia jveio ? Nao. O do Para j est all ? Nao.
Eslao exercendo a ad'ifirwslrarao dequellas provin-
cias '! EslSo. Para isso deu-se licenra da cmara 1
N3o. Loso no ha incompalibilidade. Ora, se se po-
de continuar um mez nesias presidencias, porque
nao se pode continuar dods c Ires ?'Torna-sc por (au-
to desnecessaria a licenra da cmara, e as incompa-
tibilidades da constituirn liao de dcsapparecer de
lodo. \
Feitas estas ohservarOes, para que chaina a alien-
cao do Sr. presidente do conselho, jpasss a ocenpar-
se com as relaces exteriores. A repartir!* dos nego-
cios estrangeiros he actualmente urna da* que mais
tem quo fazer para zelar i grandes inlefesses da
narao ; os seus aclos publicados em annexo ao rela-
torio do Sr. ministro, poslo que ainda nao fossem lo-
dos os que cum ria levar an ccnhecimcnlo das c-
maras e do paiz, todava tornam este relalorio digno
de ser comparado aos relalorios dos ministros de ou-
tros estados ; com efleilo, pude-se dizer que ja temos
o nusso litro azul; porque sem duvida pode ser as-
sim considerado o relalorio do Sr. minislro dos ne-
gocios cslrangciros.
Deixando de parle, por er qneslao que n.lo esli
ainda resolvida, ludo quanlo he relativo i iulcrpre-
laeo do arl. 6 1 da constituidlo do imperio, a
respeito dos estrangeiros n iscidos no Brasil, o ora-
dor se oceupar cm primeiro lugar do que he con-
cernenle repress*o do Iralico de Africanos. Apenas
sobre aquella objecto dir i[ue cor muilo prazer no-
lou que o governo Iratou mui dignamente de mate-
ria lao iinporl.iiile.
as qucslOes do Iraflco ha um poni que mui jus-
tamente mereccu do Sr. minislro de negocios eslrau-
i i-i i mais seria allenro : falla do bil Aherdeen.'
Ileu occasiao n: reclaniacfus de S. Evr. o fado de
ter o brimic de guerra inglez fonetta aberlo o ma-
nifest do hiale nacional Lagunense, sellado com as
armas imponaos. O Sr. ministra nao poda dcxar de
fazer sentir a inconveniencia do semelhaulc proce-
dmenlo, e assim o fez. O ministro e o almirante in-
glcz o reconheceram, dando eslo ordem para que
taes desacatos se nao repetssem ; mas accrescenla-
ram que os cominandantcs dos cruzeiros, nao poden-
do abrir os despachos sellados com as armas do im-
perio, nao podem ser respousaves por qualquer dc-
leurao inconveniente a que algum navio mercante
brasleiro possa ser snjeilo por suspeilo do empre-
gar-so no trafico. Entao reconheceu o Sr. ministro
de negocios estrangeiros que eslava em p o direilo
de visita lal qual era excrcido em 1818, apesar das
seguranzas dadas pelo nosso ministro em Londres de
que eslava suspensa a execucao do bil Abcrdccn.
O orador, depois de ler a correspondencia que
houve a esle respeito, observa que o diplmala in-
gle* procurou quanto foi possivel Iludir a quesUlo,
c que a existencia de semelhantc bil he um dos Tac-
tos contra os quaes nao pode haver cxpressOes bas-
tante enrgicas e fortes na boca de um representan-
te da narau.
fila um aparte, do\qual so ouvimot: J proles-
tamos. )
Pondera o orador quo esse protesto pordeu (oda a
Torca pela prevencao de que o governo do Brasil
era prolector do trafico ; hoje a situaciio e oulra,
sse prcconcelo tem desaparecido completamente, e
porlanlu alguma cousa mais se deve fazer. Nao di-
r ao nohre minislro o que ; a S. Ex.compele des-
cubrir cm presar o meio mais cflicaz para conseguir
o desejado fin ; mas o silencio em que nos conser-
vamos sobre ponto lao gravo c capital nao he de
forma alguma conveniente.
Leudo a ultima ola de S. Ex. a respeito da vio-
lencia pralcada com o patacho l.agunen>c, observa
que o uobre ministro lnha toda a razio para crer
que a execucao do MI Abcrdeen eslava- suspensa :
dahi para ser revogadoo caminho he curto, e nao
ha razo para que o ministro inglez sustente nesla
poca urna injuria atroz assim aturada face do im-
perio ; c pede a S. Ex. que applique a conveniente
solucio desle negocio a sua mais ampia eslencao.
Nada dir sobro a maocira por que o ministro in-
glez nlcnde dever tratar dcslas questes com o go-
verno imperial, le preciso urna paciencia de Job
para eslar de pcun.i aparada, e semprc prompto pa-
ra responder a quanla ida passe pela cabeca do re-
prcsent.iiite da Grau-Brelanha; nao se pode fazer
idea do ponto aque chegaram as suas condices c exi-
gencias! J quiz al ensinar aos jurisconsultos do
paiz o que he emanciparn c liberdade 1 Vivemos
debaixo de um protectorado, e o orador est vendo
que a Gran-Brelanha, que actualmente se oppc
com todas as suas forras a que a Russia exerra, o
protectorado sobre os que seguem a sua religiq- no
imperio lurco, ha de daqui a dous das querer exer-
cer no Brasil o prolectorSdo dos Africanos livres, e
por cm risco os elementos de ordem do nosso paiz!
Occupa-se em seguida com a qneslao da navega-
cao do Amazonas, seguudo o tratado celebrado com
o Per, lendo a correspondencia havida entre a le-
sar.io imperal em Lima e o governo daquella rep-
blica, acompanhando essa leilura de diflerentes con-
siderarnos sobr a prelenrao do governo peruano
aos ino-mos direilns qne tem as oulras repblicas ri-
beirinhas aquella navesarn, e nolando que o mi-
nistro brasleiro nunca ein sua correspondente fzes-
se dstiurrao entre direilo perfeito e impedeilo. Co-
mo o Sr. minislro dos negocios elrangciros nao pu-
blicou no relalorio a sua opiniao relativa a esla qoes-
tao, ou a nota em que responden s communifGcs do
minislro brasleiro no Per, pede a S. Ex. que algu-
ma cousa'diga alai respeito, porque o objaclo he de
grande importancia. '-
Do mesmo objecto se trata lambem no. Bio dn'PraU
a respeito de lodos os rios em quo o Brasil he ribe-
rinho ; e associado com essa questo esta, no enten-
der do orador, o modo inaudito e estranho porqu
sccomporlou o governo do Paraguay com o ministro
brasleiro na AssumpcAo. Dizassociado com es-
sa quesl.lo porque esl persuadido de que nao To-
ram motivos particulares, mas pblicos, a queslao
delimtese navegacao dos "ros, que fizeram com
que o presidente do Paraguay se discarlassc com lal
prcmpldo e sem ceremonia do nosso minislro all
residente.
Oque o Taz pensar assim s*o os arligos que leu na
folliaoflicial da republicana mancira porque o ssu
presidente se deelarou ao ler o decreto do governo
do Brasil que facilitava o porto de Albuquerque
ao commercio ; esse decreto foi considerado um of-
fensa feita pelo Brasil aos direilos do Paraguay. Pelo
arligo 3o do tratado cnlre o imperio e a repblica
reconhece-se exprcssamenlc o direilo de navegarem
os Brasileiros as aguas do territorio pcrteucenlc ao
Paraguay, e aos Paraguayos oas aguas do territorio
do Brasil; entretanto o presidente daquella repbli-
ca nao consenle ncm que passe urna cauoa, e anima-
do, cheo de orgulho pelo actos a que se submetle-
rain os reprsenla ules das duas poderosas na roe- do
mundo, a Francae a Inglaterra, quando quizeram
chegar al Assumpc<1o, nao faz caso algum do Bra-
sil. He verdade que os Inglezes c Francezes su-
jeilaram-sc a esses actos c fariam anda mais, por-
que o fim nao era procurar distinci.Oes ncm prima-
zias, porem fazer tratados, e enlo o sacrificio nao
era grande, porque nao he o Paraguay que ha de
dar nem tirar importancia Inglaterra e Franca,
desles aclos nao Ihes resulta va nenhum desar; mas o
que he cerlo he que, animado com este procedimen-
to, Irata-nos do modo porque se v.
Em sua opiniao o negocio nao he para grandes
sacrificios; mas o governo lem meios para fazer va-
ler seus direilos. Nao he possivel, em visla do ar-
ligo 3 do tratado a que se referi, que a provincia
de Mallo-irosso esteja trancada pela voulade nica
e desptica do presidente do Paraguay. Se nao hon-
vesse o tratado, o orador iliria ao governo que cni-
dasse de negociar alguma cousa a esse respeilo, por
qne a prosperidade e existencia daquella provincia
depende inteiramentc da mancira por que esla ques-
lao for resolvida ; mas como existe o tratado e o ar-
ligo he clarissimo, o que resta 1 Nao haver Bra-
sleiro que nao responda a esla queslo.
Foi este o motivo porque disse que o ohjerlo nao
era particular nem pessoal. Tudo o leva a crer que
o presidenle do Paraguay, nSo querendo salisfazcr
as obrigacOts n que eslava ligado, quiz dcscartar-se
do Sr. Leal, e ludo invenlou, ludo disse para che-
gar a seu lim que foi esle.
Por orrasio dcsla queslo nao podedeixar de ob-
servar com prazer que os Estados -Unidos lem reco-
nhecidoa plcnilude dos direilos do Brasil sobre a
navcgaco dos rios interiores do nosso territorio, a-
provcilando-a lambem para dizer ao senado que
ainda nao leu notas que mais o saiisflzcssem do que
as escripias pelo nosso minislro plenipotenciario em
Washington, dignas cm ludo dos maiores elogios.
Nao era possivel que visla dellas o governo dos
Estados-Unidos resolvesse de uulro modo. De nao
menos elogios he crednra toda a correspondencia da
legacao norle-amercana nesla corle.
Tratando das reanles do Brasil com a repblica
oriental do Uruguay, comer por pergunlar deque
lermose deve servir para designar a marcha de (ro-
pas braslciras para Montevideo. Nao so podo cha-
inarinlcrvenc,ao, porque all nao havia nada em que
intervir, nao havia parles dissideules, qucslOes pen-
dentes. A coroa e o relalorio dizcm que a foren foi
para pacificar a repblica, e o Sr. ministro exprimi-
se mais extensamente, qhc heparaqucaqiiellc Estado
firme a sua pat cm bases solidas c cstaveis.
Essa arto do governo nao pode ser filho do tratado
de 1851, porque a proter.lo c auxilio de que elle
falla refere-seao presidente que for clelo conslilu-
cionalmenle depois da sua celebraco ; s por urna
intelligenca extensiva he que podcaproveilara ou-
Iros. Ora, seo Sr. minislro enlcndcu que nao de-
via dar ao tratado essa inlelligcncia extensiva para
salisfazer da sua parle a nra dever para com o pre-
sidenle Gir, como lh'a hade dar quando se traa de
oulro presidente que nao he aquello a que se refere
o mesmo tratado ? Se hojt no Estado Oriental fe
lzer oulra revolueo, se se eleger oulro presidente
estar ainda ollrasil obrigado pelalcltro desse Iralr-
do, quo foi onerosissimo ao paiz, que nos fez carre-
gar s cosas com a repblica do Uruguay, que nos
fez dispender dinheiro e do mais a mais derramar
sangoe, para ganharmos nicamente seu .odio c
nenhuma afleicao".' llavcmos de dar-lhc urna inlel-
ligcncia extensiva para irmos lomar ainda sobre nos
a sustentadlo de lodos os presidentes que as revo-
luees ou as faceOcs all uomcarcm duranlc qualro
annos, quando a lellra de modo algum cslabcllvce
semelhanle inlclligenria '
Em seu conreto o aclo do governo enviando Iro-
pas a Montevideo foi um aclo de poltica npva que
cunipre que o senado e o paiz aprecien! ; mas para
isso he neoessario que o governo seja mais franco,
mais explcito quanto aos motivos que leve para
inicia-la, que declare mesino a sua duraran, para
que so saiha por quanlo lempo se lera de fazer a
despeza. Por ora o prazo he indefinido. A forja
foi para que a repblica Oriental firme a sua paz
cm liases solidas e cstaveis; mas .isto pode durar
muilos annos, principalmente julgando-sc o governo
ainda obrigado lellra do tratado.
Nao lendo elle orador _?pprovado ncm a poltica
seguida em 1851, ncm os tratados celebrados no
mesmo auno com a repblica do Uruguay, deve para
ser cohercnto, appruvar ludo quanlo* for restrieco
lellra dos mesmos tratados, nao pode adoptar inlel-
ligencias extensivas. Como brasleiro leal como
senador do imperio nao poda descouhecer as obri-
garOesquc taes tratados impozeram ao governo do
Brasil; quer pois que ellcs se cumpram religiosa-
mcule, mas para isso he necessario que o governo
nao v alm da sua lellra. Ora lendo o Sr. minislro
dado a intelligenca que necessarianicnle se deduz
da lellra do 5 e 6 arligos, nao pode dexar de mere-
cer a sua appmvaro, porque na iealidade os factos
que occorreram em jnlho c setembro do anoo pas-
sado nao produziram o cazus-laderi* para que o go-
verno fosse aulorisado a dar auxilio ao governo do
Sr. Gir
O Sr. D. Atanoel;. Mandou-lh'o oflerecer pela
nota de 30 de oulubro.
O Sr. M'jntezuma, coiiliiiiando, dizqueeutende
essa ola como chamando a allencao do Sr. Gir
para que se eollueasse as circunstancias do tratado
para se dar o casu-foiderit, o que foi um mal, por-
que deu causa aos pronunciamenlos que produziram
derramamento de sangue na repblica. Alguem
fez o minislro brasleiro em Montevideo responsavel
por aquclle sangue. O orador nao chega a esse ponto,
mas parcce-lhe que nao se exprimira como se ex-
primi aquello ministro na sna nota.
Se o Sr. Gir anda na-cadeira do presidente, para
prevenir urna revolucSo ilumnenle, se tivesse diri-
gido ao governo do Brasil mostrando-lhc, depois de
ler allcndido aos consclhos razoaveis que em laes
orcasies semprese ministran) e sao senilmente fal-
lando Iiein acolhidos, que nao havia oulro meio para
o salvar senao a real sanio do soccorro, do auxilio
esUibclccido no tratado de allianra. o governo do
Brasil n3o lh'o poderia negar. Mas elle pedio-o dc-
poisqc j nao era presidente, c deixou de ser presi-
dente por sua vontade.
O orador recorda por esta occasiao ao senado que
cm.l ou 22 de setembro lhe disse naqtidle mesmo
lugar com voz prophelica, que o presidente do Uru-
guay se achava coacto. No dia 25 rcalisva-sc a re-
voluto, dando-se o mesmo molivo. De modo que
o orador foi, nao s feliz quanlo a proplicia, mas
ate qnanlo poca, porque, so o movimenlo se
demorasse, poda dizer-se que as suas vozes e dos
queassim se exprimirn! foram as que provocaram
aquella revoluc,3o.
O Sr. D. Manoel : Apoiado. Assim o diz o Sr.
Parauhos, segundo me consta.
O Sr. Monlezuma prosegue observando que,ape-
zar de tudo, os arligos 5. c 6 do tratado nao podiam
dexar de ser interpretados da forma porque o foram
Houve no seu entender falla de previdencia no Sr.
Gir, cidadao dign a lodos os respeitos de dirigir os
deslinos daquelle paiz, e da parte dos que o aconse-
lhavam, falta de previdencia qne collocon o governo
da repblica fra do casus ftederis, e por isso nao
podia (cr lugar o soccorro que se pedio. Quanlo
porcm ao rcconhecimculodo governo provisorio, cn-
(eude que nao pode ser isso objecto de queslao.
O Sr. visconde de branles: A quesao eslava
dedjgla,
^^nr. Monlezuma, respondendo ao aparlc diz
que a queslao he oulra, isto he, se se deve auxiliar
aquclle presidente que eslava fora da constui-
cao, c amscenla, que cada vez se lisongeia mas de
haver pcrgunlado cm 1851 o que lnha o Brasil com
o Uruguay. Anda repele a mesma pcrgiinta. O
que se ha de ganhar com cslcs aclos he o odio de l-
elos partidos cm que aquclle povo se dividir. Con-
viria mais se forlifcassem as fronleiras do imperio
e quo ncllas fossem empregadas cssas forras que fo-
ram servir de espclaciilo ao Uruguay, porque vao
ciisiiiar-llic a disciplina, darprovas do valor, justifi-
car o estado de civlisarao elevada em que se ada o
imperio, ao passo em que esle nao ganhar nem um
ccilil ilc svmpalliia, m adquirir odio.
Ja o orador leu em um jornal europeo que o Bra-
sil prosegue com a maior soliciludc no protectorado
de Montevideo! Se se allender bem ao que accontc-
ceu entre a Franca c a Suissa quando esle paiz se a-
chava com a mais di \ oradora anarrhia,vcrsc-!ia que
nos espera o mesmo a respeito da repblica oriental.
Quando o governo imperial entender que deve reti-
rar as forras brasileras do Uruguay, dir-se-ha, co-
mo se disse quando as (ropas francezas se reliraram
da Suissa: Bclirai-vos para animar a anarriiia e
poder assim melhor cumprir vossos desejos, salisfa-
zer vossas ainllrocs. Se ellas nao sahirem, ha de
dizer-se que o Brasil continuar a opprimir a rep-
blica, a exercer um proledurado inqualificavel. De
qualquer modo as circumslancas bao de ser as mes-
mas. J porque o governo da repblica cnlcndeu
que a liberdade da imprensa nao era compalivel com
a ordem e sesuranra publica, c por conseguinle res-
Iringio-a por um decreto, foi o minislro brasleiro
aecusado como conselheiro dessa medida, e nem o
as dcclaraces em contrario, ncm o caracler pessoal
daquelle minislro poderao lal ve/ convencer o povo
oriental de que assim nao he. Elle ha de ficar per-
suadido de que o governo quer acabar com a liber-
dade de imprensa para nao se ouvirem os seus que-
xumes conlra a violencia c vexamo que suppuzer
exercida pelas baonclasbraslciras; c quaesquerou-
lras medidas que appareram bao de ser considera-
das como filhas da poltica do Brasil. Tudo o que
tender a fazer prosperar a repblica nao ha de ser o-
lira do imperio, ha de atlribuir-se ao governo orien
lal, maso imperio ha de ser inculpado por lodosos
aclos que nao produzirem esse resultado.
Tudo isto demonstra, no entender do orador, a ne-
cessidade de fixar-se um prazo alm do qual nao de-
ve continuar a permanencia das tropas brasileras
cm Montevideo, o de 2 annos, por exemplo, que be
o da dut aco da aclual presidencia.
O Sr. visconde de Paran:Para quo declarar se
se pode cncurlar?
O Sr. Monlezuma diz que nao obstante achar
muilo judicosa a observadlo v por oulro lado gran-
de inconveniente, a absoluta impossibilidade de re-
tirar as forras repentinamente.
Coucluindo, o orador declara que lnha de fazer
observace sobre o estado de ai-tuna- provincias do
imperio, principalmente o Maranhao. Pelas carias
e jomaos qne dali lem recebido v que ha fados so-
bre os quaes he bom que o governo ioslrua o corpo
legislativo, culre elleso da fgida de um fulano A-
maro que eslava afcrrolhado cm umacadeia ou casa
particular. O orador lem as mclhorcs ideas do pre-
sidente daquella provincia, est persuadido que se
elle he responsavel por alguma cousa, provem isso
naturalmente de seus maos consclhciros. Em oulra
occasiao, porm se oceupar dcsla materia.
O Sr. visconde de Paran {presidente do conse-
lho) diz que lem grande scnlimcnlo de nao poder
responder desde j ao nobre senador que o preceden
c que elevou a discussao altura em qne ella devia
oslar. Nao se pode discutir mais pcrlinculemenlc,
com razes mais dignas de consideraran e de respe-
ta do que o fez o nobre senador c he para lamentar
que havendo quesles de ordem lao elevada como as
que o nobre seuador acaba deapresentar, lenha sido
necessario dcscei as de natureza pessoal, a quesles
muilo prqueninas, que desvia ni a discussao do sen
verdadeiro lint.
Nao entra j no debate sobro as relaroes externas,
nad s porque jiilsa ronvcniculc que o Sr. minislro
dos nesocios cstranseros responda cm primevo lu-
gar, como porque um nobre senador que lambem se
lem ocrupado daquella.- quesles, ainda n.io termi-
nou o seu discurso, c mesmo lem declarado em ootras
occasies que se esla preparando para tirar as con-
dusfics. Tem porlanlo de ocrupar-se ainda comas
pcqiicninas quesles que se bao Irazido ao senado.
Antea porm de fazc-Io, recorda que se disse na
casa cm una das sessiies anteriores que ello orador
lnha pralicado um aclo vil c baixo de viugaiiea.
Keconhece no senado e na cmara dos dcpulados
o mais ampio direilo de censura, c esla prompto a
responder por lodos os arlos que liver pralicado.
Sabe al ondo se eslendo o direito dos membros das
cmaras para examina-lns, laxa-los de arbitrarios ,
de contrarios s Icis, do allwilalorios as libeidados
publicas. Esla prompto a nuvir cssas censuras e a
ro-pon.lei-llies;iiias n reconheceea npnhum Miem-
bro das cmaras o direilo de insulta-lo de inju-
ria-lo.
As expreasoes a que se roTerc sao personalidades
que atacam o carcter individual, que dzcm respei-
lo s uteicoes, e so scriam eslranhaveis na cmara
dosdeputados, quo pode aecusar os ministros, mui-
lo mais o sao no senado, qw lie oseiljuiz. Quando
foiam proferidas, o orador disse da sua cadeira que
respondera ; ouvindo-se Uto, fez-so urna promessa
de Ireplica, urna anteara provavelmente de aug-
mentar o insulto t
Por sua parle nao deseja disputar a alguem a pri-
mazia cm aggravar um insulto que urna vez lenha
sido feilo. Ser-lhc-hia fcil lrar urna desforra, ex-
aminar os actos pblicos de quem o insulta, e lam-
bem julgar mal de seu caracler c de suas nlencoe-;
mas nem o seu direito cono senador, ncm os seus
deveres como minislro, lhe permillcm que siga esle
caminho. E pois nao o far.
O Sr. Presidente declara que quando ouvio as
cxpressOes aque o orador se refere,cliamnu ordem
o honrado membro que as proferto, declaraudo*he
que nao eraiu parlamentares.
O Sr.visconde deParant,contnuanio, observa que
p nobre senador que assim o Iratou, parecendo reco-
nheccr por algumas obsrva5es que se fizeram que
aquellas palavras eram descomedidas, que importa-
vam personalidades o'lercrcu-.-o para retira-las ,
masqu e o Sr. presidente, poeto que tivesse feito urna
advertencia, nao ordenou essa retirada. Nao incul-
pa a S. Ex., porque talvez nao ouvio bem deque
se tratava com aquellas cxpressOes, por isso nao in-
sistir sobre este ponto.
O Sr. Presidente : Como elle deelarou que es-
lava prompto a retira-las...
O Sr- vitcond de Paran diz, que para evitar
laes deseomedimentos o orador lnha o meio, se fos-
se smplesmento senador, de declarar que nao discu-
tira mais com o nobre senador a quea se" refere,
mas como minislro nao deTB declarar qne nao dis-
cute com qualquer dos memliros do senado, enm-
pre-llio responder a lodos; .linda quelles que esten-
dem al ao abuso o direilo de fazer arguiroes.
Est pois resignado a aceitar lodas as consequen-
cias do poslo era que se acha, mas lambem lodas as
ve/e- quo iguacsdcsviosapparccercmha de reclamar
a ordem, porque, como disse nao reconhece em
nenhum membro das cmaras o direilo de inslta-
lo. Se apezar disso se pretender continuar com les
phrases, que sao verdadeiras injurias, far a dili-
gencia para supporta-las. Mas tudo no mundo tem
seus limites, ser-lhe-ha mais fcil resignar o poder
do que aceitar isso indefinidamente.
Feitas eslas obscrva5es, oecupa-sc o orador com
os tpicos do discurso do sr. Monlezuma que nao se
reCcriram poltica externa, con.1e5an.do pelo que
rcspeila interferencia do governo as eleiees.
Nao ha paiz em que o syslcma representativo cs-
leja ron-dudado, o 1 u que se diga que os ministros lem
absolutamente renunciado a toda a influencia as
eleires. Os liberaes, que o Brasil fizeram a lei do
responsabilidad!! ministerial c o cdigo criminal, nao
liveram nunca a prclone.ln do dizer aos ministros
(inlcressados ua prosperidade do paiz, e que lem de
aconselhara cora a seguir una marcha) que deviam
conservar-sc inlciramcnte eslrauhos aos actos clei-
loraes, deixando que seus inimgos euipregasscm to-
dos os meios para derriba-Ios. O cdigo s julga que
ha suborno quando se fazem promessas de recom-
pensa e ,iuie,ie-.i de violencias solcilando-sc votos
para qualquer cargo cleitoral. Quando porm um
ministro respeita as les, nao acorocoa as fraudes,
anlcs as proscreve, e s escreve urna caria recm
Hiendan lo uma lisia para o caso de haver candida-
tos da opposir.o, nao se pode dizer que exerca sobre
a clcieo uma influencia indebila. Nesle sentido era
escripia, como ja se moslrou, a confidencial pelo
orador dirigida ao cx-presidcn(c de Goyaz, c que
por um acto que nao tem nome, e que mereceu de
um nobre senador os maiores elogios, foi apresen-
lada aos adversarios sem que anlcs se fizesse sobre
ella quaesquer ob-ervaci's.
Bcferindo-se a esla caria nao pdc tamben) de-
xar de notar, que o uobre senador apenasse limitasse
a mencionar o que podia parecer mo, oceultando
o que olla pudesse conlcr de bom ; c bem assim a
contradiccao que se observa cnlre diflerentes mem-
bros que quando aliados do poder, 011 desejosos de
partUhar sua influc^icia, querc.m que elle a exerca c
louvama lal ou la'I ministro que dirigi uma caria
de recommendarao a favor de alguem, mas que col-
locados na opposicao nao enxcrgam no mesmo aclo
que viram com benevolencia, que aceitaran) como
bom, senao uma ordem para se vencer de todos os
modos islo nao obstante dizer-sc : Nao vos im-
ponho a obrigarao de vencer, se a provincia qiflzer
o contrario fazei a vonladc da provincia.
Seja porcm como for, nao se arrepende do acto,
por isso qiic tem conscienra de nao ler ollrapassa-
do nellc os limites do devor. Emquanlo o contraro
nao se provar, nao reconhece a legitimidade da cen-
sura.
O mesmo diz quanto cloicao do S. Paulo. Bc-
pelindo a exposirao que j fez sobre a maueira por-
que procedeu, vem a igual conclusao, de que nun-
ca saino dos limites do honesto.
Sobre a decisao que lomou a cmara dos deputa-
dos a respeilo de um de seus membros que oceupa
o cargo de prcsidenlo do Banco, esl perfeilamente
de accordo com o nobre senador pela Bahia em crer
que aquella decisao nao he obriga loria para a cma-
ra vitalicia, que dando-se o caso com um emprega-
do que seja senador be ao senado, que compele deci-
dir a questo da compilibilidade. Nao.he porm da
opiniao do nobre senador quando elle enlende que a
cmara dos dcpulados prlicou um acto de inlerpre-
lacio da constituirn. Pralcou-se o que se faz a
cada passo cm ambas as cmaras quando dao s leis
aquella intelligenca que no seu espirito julgam que
he a mais compalivel, sem que por isso cada uma
dolas se j 11] sue obrigada a couformar-se coma de-
cisao da oulra. Nesle caso esl, por exemplo, a in-
telligenca dada pelo senado ao art. 61 da conslitu-
53o, as decises das dnas cmaras sobre a validado
dos poderes de seus membros em rclac.io ao qne
dispoem as leis eleiloraes e oulras.
Quanlo ao fado em que tocou o nobre senador
no fim do seu discurso, nada pode responder porque
nao lem conhecimento algum delle, e mesmo quan-
do o nobre senador accresccnlasse mais circumslan-
cas para que elle pudesse ser avaliado, teria o ora-
dor de recorrer ao Sr. ministro da juslica ou ao pre-
sidente da provincia do Maranhao para habililar-se
comas necessarias informa5cs.
Concluindo declara que nao renuncia a entrar na
discussao da poltica exlerna, o a defender e explicar
os actos do governo a esse respeilo, e mostrar que o
gabinete procurou semprc proceder do conformida-
de com os inlercsscs permanentes do paiz. Sent
que eai alguns pontos nao seja apoiado o governo
pela opiniao do nobre senador, mas nem por isso
dcixa de respcilar a opiniao de S. Exc, e agradece-
rle muilo particularmente u delicadeza com que en-
trn na discussao.
O Sr. D. Manoel ruinera procurando restabelecer
os fados, narrando a oceurrenria que deu lugar, e
que j foi publicada, a que elle dissesse que o aclo
a que se refera o Sr. presdeule do conselho era um
aclo bailo e vil de vinganra. Naquella occasiao foi
o orador advenido pelo Sr. presidenle do que as ex-
pressoes nao eram bem cabidas, quer cm lelaeo a
um membro da casa, quer a respeilo de um minis-
lro da cora ; respondeu a S. Exc. que nao eslava
convencido de que livesse bavido injuria, mas que
por deferencia e respeilo sua pessoa, c s por isso,
retirara as expresscs se S. Exc. julgasse em sua sa-
bedoria que o devia fazer. Pedio depois licenra pa-
ra referir um fado que tiuha toda a analoga cdln a
queslao.
O Sr. Presidente observa, que o honrado membro
podia referir o fado c ccnsura-lo, mas nao cmprcgai*
os termos vil e baixo ; islo he o que nao julga
parlamentar.
OSr. D. Manoel: E cu cnllo disse que rclira-
va as expresscs se V. Exc. o ordenasse ; mas como
V. Exc. parecen acquicsccr as niiuhas reflexocs...
O Sr. Presidente : Eu nao arquiesci ; como o
Sr. senador disse que eslava prompto a retirar...
O Sr. Manoel: Sem duvida, cm allenro
consideraoo profunda que tributo a V. Exc...
O Sr. Presidente: Nao, senhor, nao deve ser
sopor isso ; eu enlcndo que nao se podemempregar
scmclhaulcs lermos, que importam uma verdadei-
ra injuria.
O Sr. D. Manoel: Mas cmfim, eu boje nao
os empreguci, o que se passou esl passado, nao le-
udo nada a retirar.
Em seguida perguula se o que se disse importara
nina ameaca ile alsuinas novas seenas no recinto do
sonado. Nao he ministro iln imperio, e be l>. Manuel de A- is Ma* amina, e
declara que lamben) ha de man ter seus direilos co-
mo membro da casa e como cavalleiro que be. Se
ha pois alguma ame,ira, e se alguem peusa que elle
recuar, engaiia-sc, j o devem conhecer. Nao tem
medo de nada, ha de arroslar as iras do poder, ha
de continuar a cumprir o seu dever como represen-
tante da narao.
Nao se oceupa mais com as cleedcs de S. Paulo, e
nao voltaria mesmo s de Goyaz se o negocio nao
lhe locasse lao do perlo. Fez e repele o elogio do
ex-presidente de Goyaz por nao se querer curvar as
orden- do Sr. presidenle do conselho, por ler prefe-
rido a demi-s.io a praticar um aclo conlra sua cons-
cicucia, a excluir um candidato, que ello lnlia a
profunda oiinv iceo de ser o da provincia uma vez
que o govecno nao empregasse a sua ufluencia. Sim,
porque aquella provincia nao faz deaordens, nao re-
siste, jta de cumprir o firman, nenhum bonicm dos
mais desnlcressados que se couhecem quereria,
cdsla de desordens, de uma conflagracao na" sua pro-
vincia, oceupar uma cadeira no senado. A acc,ao
m fique com quem a praticou. Esse homcn, emi-
nentemente desinlcressado, continuar a rir semprc
c a escarnecer desse poder, Hmilando-se ao exame
dos seus aclos e leilura dos seus lvros. Reunidos,
o orador e seu irmao dcsafiaro esse dolo de ps de
barro, aem consistencia, sem base, sem as qualidades
que tornam o poder verdaderamente amado e res-
petado.
O Sr. Presidente : Isso he uma perfeila perso-
nalidade.
O Sr. Manoel diz. que falla em gcral, que
nflo pronuncia nome algum, e continuando declara
que mesmo quando tudo coresse mal, teria sempre
um bocado de pao para repartir com o seu maior
amigo. Nao tem necessidado do poder para passar,
nao ao lhe bao de curvar: nao nao de humilhar-sc,
e muito menos avillar-se ; preferiam a morte.
Tendo observado, ainda em defeza e elogio do ex-
nresidenle de Goyaz, que a sarta a que se referi
filo podia ter o ciracler de confidencial, que papis
dessa ordem sao a justificaran dos presidentes hon-
rados, maravilha-se do modo por que se preten-
den mostrar o direilo de influencia do governo
criminal as eleires ; recorrendo-sc ao codego
e lei da responsabilidada- dos ministros. Se o ac-
lo foi meritorio, se se rumprio um dever, nao sabe
porque o Sr. minislro lano se angustiou com o pro-
cedimenlo do ex'-presidnte de Goyaz. Nem era
preciso mandar fazer perseguees nessa provincia
para se obter a ulciru. lima carta como a qne se
escreveu, uma carta assignada pelo Sr. presidente
do conselho, corlava tudo. A eleirao hi de fazer-
se como elle quer, ja vollou o candidato, que se diz
levou bom dinheiro, ajudas de cusi, ele. Nao se-
r um aclo desu eminentemente immoral ? um
acto pralicado s para se lomar vingaii5a do orador
na pessoa de seu irmao, porque nao a podem lomar
delle directamente'.' Nao podem, repele, porque,
sraea- a Dos, lem o necessario para viver. Se nao
pode jogar nos fundos, ganhar uns 50 ou 60 conlos
de res, se nao he agila, lem o indispcnsavel..
O Sr. Presidente; Observa Jan orador que se
se refere a algum dos membros da casa, esuqfora da
ordem.
O Sr. D. Manoel tleclara, quo falla era geral,
que nao se refere a ninguem, e ao que ia dzen-
do accrescenla que nao deve nada, que quando pre-
cisou pedio, medanle o premio razoavel, pagou lu-
do, e pode ljc passar, poslo quo com parcimonia,
sem dependencia. O Sr. presidenle do conselho
sabe dislo..-
O Sr. Presidenle do conselho : Nao sci nada.
O Sr. D. Manoel... nenhuma significarlo po-
da ler por lano o aparte de S. Ex. em uma das
sessocs passadas.
Depois de oulras considerarnos 110 mesmo sentido,
responde o orador censura que lhe pareceu en-
xergar as palavras do Sr. minislro, quando disse
que o Sr. Monlezuma lnha elevado s presente discus-
sao sua devida allura. Tendo tratado de quasi
lodas as quesles com que se oceupou hoje esse no-
bre senador, poslo que nao o fizesse com a mesma
habilitado, nao lhe cabe semelhantc reparo. Hou-
ve um ou outro incidente, mas a isso deu causa o
Sr. presidente do conselho com alguns apartes, a
que o orador nao podia dexar de responder sempre,
porque esla no sen poslo, e nao espera que o segun-
do Manuel soflra o que soflreu o primeiro, qut ve-
uha algum sargentao cltimado Marcicc >rranca-lo
do lugar cm que o collocram o povo e o mooarcha.
Os seus discursos vo sendo publicados, quem os lr
he que ha de decidir se elle orador se ha ou nao oceu-
pado das quesles que tem rela5o com o vol de gra-
sas so bre o qual j fallou 10 horas, e ha de conli-
uuar ilisi iitiuiln com o Sr. presidenle do conselho,
embora nao possa compelir com essas immensas
capacidades... No seu entender, accrescenla, os dis-
cursos de S. Ex. sao lao amarellos, 13o paludos, lao
magros como o seu relalorio...
{Ha alguns apartes.)
O Sr. Presidente reclama a allencao, e ad-
verle novamenle ao orador que a discussao nao de-
ve ser pessoa!.
O Sr. D. Manoel ltimamente occupa-se com
0 que se passou na cmara dos dcpulados a res-
peilo do presidenle do Banco. Quando Talln na
medida lomada naquella cmara foi s para provar
1 influencia do Sr. presidente do conselho, nao fez
mais do que narrar um fado como lhe contaran),
fado que ainda hoje lhe foi confirmado por um
membro da mesma cmara, accrcscenlando-sc que
o Sr. presidente do conselho chegou a ajarrar em
depulados para irem volar no sentido do parecer da
minora da commissao. De sorle que S. Ex. foi d0
senado o loda a pressa para alterar uma decisao em
que havia assenlado a grande maiora Nao admi-
ra, porque lodos viram o que o Sr. minislro prli-
cou aqui com a cleico das commisses, indo de
banco em banco para que se" volasse no sentido que
desejava.
O Sr. Presidente : Islo nao tem cabimento.
O Sr. D. Manoel: Sao fados.
O Sr. Presidente do conselho : Eslou no mcu
direilo.
O Sr. D. Manoel: Enlo nao se dove egor
niar. Se o Sr. presidente do conselho diz que esl
no seu direilo, posso referir o facto.
O Sr. Presidente : Mas ludo islo he muilo
alheio discussao do projecto de resposla fa]Ia do
llirono.
O Sr. D. Manoel observa, que estando, a dar
hora nao pode oceupar-se de objectos de alia im-
portancia.
O Sr. Presidente: Fallam poucos minutos.
O Sr. D. Manoel: Entao paro aqui.
O Sr. visconde de Paran (presidente do -con-
selho) diz que nilo podo deitar do notar a tendenrja
para as personalidades com que contina o orador
que o precede.
Elosiou o discurso do Sr. Monlezuma, dizendo
que elle linha elevado a discussao aliara em que
devra eslar, porque havendo na poltica externa
objectos imporlanlissmos que podiam ser encarados
de modo diverso porque o foram pelo goveruo im-
perial, S. Ex. se havia oceupado com elle?. De-
elarou depois que nao tratara ainda cm responder
ao nobre senador, poslo que lhe agradecesse o co-
mediamenlo com que havia tratado essas quesles,
porque entenda que a preferencia devia ser dada
ao Sr. ministro dos uegocios estrangeiros, e porque
havia um nobre senador que ainda nao linha ter-
minado as sas observarnos sobre a poltica ex-
lerna.
Nao quiz dizer que o nobre senador nao linha an-
da tocado nesse objerlo; poderia pensar
ainda nao linha aborda1'"
mas nao fez compa-
as personaljiladcs q .v.iadnr
estoja apurando ludo, ., prazer de conti-
nuar a dizer cousas desun,auavcis.
Ninguem dir que esleja na allura da presente
discussao o quo o nobre senador disse que se passou
110 senado por occasiao de eleserem-se as commis-
ses nem as ancdotas que ronlou sobre avotac;ao
na cmara dos depulados, desfigurando inicuamente
os fados.
No da cm que houve a volaeo a qqc o nobre se-
nador se referi, levanlou-sc cedo 1 sessao do sena-
do, o orador foi ao (hesoiiro ea outros lugares e s
chegou aquella cmara s 2 horas da larde.
Tocava-sc entilo a compaiuha para a volarao, lia-
v ia varias pessoas fura, alsumas dziam que nao ha-
via rasa, o orador que ia do salo ( nao saliendo
ainda quem volava pro ou contra ) disse que havia
numero para se volar, c pedio a alguns Srs. depu-
lados que enlrassem; foi uma soliclanlo de uin
momento.
Dcdandoqiic esta prompto conloo nohre senador
a i'slsiniilisar a asiulagom, c fazendn alsumas
5a do Bio de Janeiro a tai respeilo, pede a S. Ex.
que aborde qualquer queslo quo lenha reanlo
com esse objecto, porque sem explicarao nio pode
saber a que se refere.
Por ultimo explica o aparte que deu cm uma das
sesses passadas, quandosectou uma conversa entre
elle orador e o irmao do uobre senador. Esse apar-
te sobre palavras qne se disseram proferidas pelo
orador, e de que elle nSo se lembra, s a si se re-
fera. Disse que nunca lnha (ido precisos uo Bio
Janeiro e fallou com exactidSo, porque so deveu
quando, tendo a feliz in-praeao de eonverler om
Ierras os capitaes que possaa, quiz dar maior de-
senvolvimento ao seu eslabolccimenlo. Antes disso
fui sempre credoro nanea devedor.
A discussao (ka adiada pela hora.
O presidente marca a ordem do dia e levanta a
sessao s 2} horas da larde ,
*---------
PERiUUBlCO.
ronsidereres rontn o que se est) paNDdo na pa-
COMARCA DESVISTO AmO'
Victoria 3 do corrate
Va esla sem prembulo, sem prepararo, ex-abrup-
to, he um corpo sem cabeca, mas que importa '.'
Nao ha por aqui lana gente Iroucada '! Trabalham
esles cav liosos com todo o esforro, para ver se cedo
algum passo do lerreno, em que gyro; forte loleima-
Papalvos 1 maquinem muito embora, ponham em
pratica pensamentos iufernaes ; me acliarao sempre
inabalavel: ameacem de qualquer maueira que
quizerem, eu sempre o mesmo : excogiten) os meios
mais vis, as astucias mais covardei, eu impvido
Pensis acaso, homens dos segredos, que o Victo-
riense trepida e recua dianle de vossos vise diabli-
cos manejos '.' pois enganas-vos, irei sempre avante
com esle bom pensar ifentrcprenez rien tmrai-
rement ; mais guana vout avez resolu quelgue
chose, exculez-le' avec vigueur Nao esperis que
d'aqui me afasle, em quanlo respirar o hlito desla
vida passageira ; os vossos ards para mim nada va-
len), eu os desprezo, porque he s o que merecen).
Para que malhais em ferro fro '.' impossivel he r.lie-
gardes aosGnsque imaginis. Sr. correspondente,
querVmc. saber uma cousa, que parece de pouco
crdito, mas que becerlissima? Toda aopposco
que esle seu servo soffre aqui de mcia duzia de lou-
cos, que nenhum conceilo merecerle nem gozan),
enlre as pessoas sensatas, he por fallar a verdade na
e cra, (o que nao se deve fazer, segundo dizem al-
guns), e especialmente por fallar em mudanca de
feira. Oh isla be aqui om gravisssimo peccado 1
Quando o Victoriense falla em feira, mil impreca-
rles e injurias, por enlre cerrados denles tahem
manifestar o srdido interesse, de qne eslao anima-
dos esles genios philantropicus ; quando um povo
inleiro pede a sua mudanca, ellcs grlam, nao ; nao
falla abiseno o amor de lucro. Cousa to fcil e
simples como a tal mudanca, (em dado lugar nma
verdadeira lula. Nesias occasies me lembra com
goslo do que dizia um exagerado dai-me um grao
deara, e levanlarei com elle uma monlanna.
Na mnha nltima, disse que me constava haver
aqui quem eslivesse rranjando uma representan,
que devia ser dirigida ao Exm.Sr. presidenle para se
efleclnar a tal mudanca da feira, pois bem,agora me
nao consta, mas tculio loda a certeza, porque vi com
estes olhos (v o pleonasmo) c por signal que a repre-
sentarao vinha assignada por 300 e tantas pessoas, e
se fossem precisas 2,000, tantas assignariam. A es-
las horas o Sr. presidente tem em suas mos esle im-
portante documento, c sem duvida o despachar fa-
voravelmenle, porque o benigno coracode S. Exc
nao resistir por cerlo a um povo dcil e bom, que
pede o sen melhoraraeoto. Foi promovido este abai-
xo assignado pelo negociante talvez mais forle dcsla
cidade, o qual, tendo sua casa de negocio no lugar da
feira, sacrifica o seu inlercsse particular ao bem
commum : merece, pois, por isso, o Sr. Manoel Jo-
s Percira Bdrges Jnior todo o louvor e elogio.
Ol 1 mnha feira, como he risonho o leu porvir ? co-
mo ficarao contentes os teOs frequenladores? co-
mo eslavaxom um bom pensamento quasi a'ca-
hir dos bcos da minha penna, quando m'o fez eva-
porar um cnerEuflieno.quc me vcio fallar. Dei ao cie-
rno lal pancada, que em semelhaulc occasiao mevio
iuterromper : ficen a feira sem 6t expressSes que
laoip me (inham custaJo, e que ein um momento
se desvanecern! to sublilmcnle como o fumo, dou
bem cavaco, quando me succede lal cousa : sendo
eu um ninguem em lillcralura, ponho em grandes
tratos a minha pobre e acanhadissima cachola, quan-
do lhe quero escrever, g he por isso que fico com as
miuhas boas zangas, qfaando vejo assim fugirem pen-
samentos, que tanto me custam.
Vi pelo seu importante Diario o estrago, que
fez a lerrivel cheia por essa capital, e o mcu cora-
580 se eucheu de magua ; consolando-me com tudo,
por ver que ainda ha coraces bemfazejos e huma-
nos. O Exm. Sr. presidente da provincia, pela aclivi
dade em expenders suas ordens cm tan criticas cir-
cumslancas, e pelos actos de caridade e beneficencia
que exercitou para com os pobres e mizeraveis, est
cima de lodo o encomio.Coufesso-lhe.Sr. correspon
dente,qne tenho pena n3o ser 1 Itera lo para poder te-
cer nm elogio como S.Exc. merece. Louvores lambem
esles bons e activos empregados,que lanto coricorre-
ram para minorar os males de lanos ai Hielos. Goslo
mnilo qnando vejo corases bem formados, e sensi-
veis aos males, que affiigcm a triste hamanidade.
Oh I doce phlantropia, le idolatro, e mil cultos le
rendo 1 ..
Meu charo, agora he que lhe posso ir dando no
lcias mais circumslanciadas a respeilo da cheia:
com esta muito soffreram os engeohos daqui e al
guns de fra, como lenlio sabido. O engenho Con-
cejero do Dr. Joo Bcllro, cabio lodo, lendo assim
esse senhor grande prejuize, c BenloVelho de oulro
seo irmao o Dr. Pedro, lambem soffren muito. Os
cugenhos Una e Moclo, do Sr. Duarte, e o de M-
nhocas, e oulros, ficaram sem acude, e muito arrui-
nados.
Na Escada o acude de Noroega foi-se lodo, (cando
o engenho arruinado. Becrcio (engenho) cahio lo-
do ; e ficaram quasi a poni de desabar o do Bar3o
de Ipojuca e o de Duas Barras, e mais seis situados
margem do Serinhaem : Aulas ficou quasi todo de-
baixo d'agua, e anda nao se sabe o que acontecera:
Firmeza, ficou to cheia, que eram necessarias jan-
gadas para se andar dentro, e o senhor de engenho
perdeu todo o mcl c assucar, nao pudendo salvar om
s lorian, e se a obra nao fosse nova e lito forle, cer-
tamente ficaria completamente arrazada, como di-
zem qne aconleceu a alguns, cuja noticia ainda nao
se verificou com cerlcza.
Na Escada as casas que ficavam mais perlo do rio,
quasi todas cahiram. Que grandes prejuizos nao se'
lemsoffrdo calcula-se cm graudes quanlias. O
que for sabendo lhe irei Iransmiltindo, como he meu
dever.
Foi rccolliido a cadeia o pronunciado por nome
Francisco, mais condecido porbodeligeiro : enlra-
ram no da 2 desle na cadeia 4 ladres de cavallos c
1 desertor. Quero lhe dar a tabella curiosa dos pre-
sos que tem povoadoa cadeia desde que o nosso bom
e digno delegado actual, tomn conla a 4 de Janeiro
at hoje 3 :, 13 criminosos de morte, 22 deserto-
res, 4 ladros do cscravos, 26 ladres de cavallos, 3
por ni me de tentativa, 2 pronunciados e 6 por offen-
sas phisicas. Agora sube de mais 11 para correceo,
e para averiguaran 98.Mil louvores a esse aclivo
delegado, que incansavcl se tem mostrado no exer-
cicio de seu emprego.
r-.,.- Kr,":--Trt)a cadeia na uoilc do dia 2,
Se era ladro de cavallos, com 4
, uc que julgae nao escapar ; houve algum
alvororo na cadeia, e o que deu as Tacadas, eslando
j preso por crime de morlc, audava em diligencias
para malar oulro, rom quem tinlia intriga. Do pe-
queo destacamento que havia, alguns soldados l-
iiham sabido una diligencia muilo urgenle, fican-
do muilo poucos de guarda una radeia cheia de
presos c pouco segura ; no meio do molim de pre-
sos apparcceu cm pessoa o delegado, c nao sci como
se ho..ve para accommoda-los ; o caso merece tafia
allencao do Exm. Sr. presidenle : Ionios grande ne-
cessidade de uma forra, que possa occorrer a algu-
mas necessidades, esperamos que o mesmo Exm. Sr
lome islo cm consdera5ao.
Scxla-fcira 30, houveram nos curracs 310 bois : os
de12arrobas se vonderam a 3i;000, os de 9 ditas a
253000, os de 10 dilasa 2(i, os de 8 dils a 209000
res.
Sabbadofoi pouco abundanlea feira,ole vveres de
primeira nccessidailc ; a farinlia deu le 210 rs. a
4011 a cua ; o feijao de 280 1 fiO rs., c o milho de
200 a 320 rs.
Adeos al breve. O P doiriewe.
[Carta par! rular. >
COMARCA DO RIO F0RN0S0.
16 da jonbo.
Para do-crov cr-llic minuciosamente as noticias con-
tradictorias, as intriguinhas c os enredos que emma-
ranhama sociedailc desle infeliz Ilio-Formoso, seria
preciso inieiar-ine no tenebroso club que para mais
aterrara imagiiiaco se rene prximo s calacum-
bas da uossa malrz. Mas ludo o que sabe desse club
he destituido de fundamento, e contrario do que
Vmc. exige, afim de poder formar-se uma opiniao
sobre os negocios da nossa comarca, que quasi sem-
prc le adulteram e nao sao devidamcnlc aprecia-
dos nessa capital, sendo causa desle mal os nolicia-
dores exagerados, e a distancia que nos separa.
Procurarei inleira-lo do que lem apparecido de
mais saliente. O mais notavcl, e que em lodos os lu-
gares se deve considerar como fado importante, he
a correi5ao a que esl procodendo o nosso juiz de di-
reilo interino o Dr. Me11e7.es Drummond. Vmc. nao
pode farcr uma idea aproximada das prevarica5es,
dos abusos, c de lodos os males produzidos porgran-
de parle dos homens togados e seus sa(lites. O juiz
de direilo (rabalha impressionado das correjeles cf-
fectuada por um dos luzeiros da nossa magistratura,
circumslancia favoravel que talvez se conlieca pelo
seu provimento geral.
Segundo me disse o mesmo Doulor, nao sei como
se enxergaram cerlo juina, qne supponbo seren
mais os das de estada marcado nos invenanos do
que quelles por elles pistados entre nos. Sobre
ludo os aulos orpbanologicos, ajresenlam hireo-
glgphos, que os champollions nao seriam capazes de
decifrar ; arilhmelica forense que n'unu somrn pe-
la anliga dariam 8:0008, por aqaella lmente col*-,
lou-se 5:000>; emlim, o foro delta Ierra escende
antes daquella coca, que existia na Iberia do que
do povo-rei. .
No dizer do Dr. corregedor s umaamngsialan-
cera uma cortina sobre as eslanlesdoscartorios ; ao
que um dos loups-cerciers do foro respondeu mui
ingenuamente que se o governo assim procedesse o
pedera ; ao menos esle tem o mrito da franqueza.
Para mim lenho assenlado que desla vez o Hercu-
les he impotente conlra a cota.
O que se descobre no foro, apparcee em ludo mais.
A respeilo da cmara municipal, sabe-se que os seas
inibalhos sao eleasinos; ella nao se conhece por um
s aclo exterior, a nao seren ai coliranras mooopoli-
sadascom o titulo de arrematarles, que existe uma
corporarai) com patrimonio destinado para as dcs-
pezas municipaes.
Aa ras eslao quasi inlransitaveis ; algares pro-
fundos, immundices de toda a qoalidade, ainda nio
despertara 111 a lelhargica apalhia dos illustres verea -
dores. A conservacao do atorro ponte, qne por
uma portara dessa presidencia ficou ao cuidado da
cmara, ainda nao mereceu um digno olhar di ases-
ina, e a continuar como at hoje, brevemente se
inulilisaro os mcllioramenlos que lao caros eslao
aos cofres pblicos.
Para compensar a esse respeilo o estrago causado
por ama celebre lembranca do Lopes, que laucando
uma cerca sobre o aterro, e dando passagem ao pu-
blico de lado, o que inmediatamente estragara a
rebanceira do mesmo, a nao ser a vigilancia do nos-
so digno delegado, que mandou extorvar o infeliz in-
tento do commendador, o nosso fiscal com a fleugma
e impassibilidade que o caracterisa, mandou arro-
mar meia duzia de grvelos ao correr d ponto para
impedir o transito por esle lugar. Neiles 8 dias, que
lanto lem de durar a obra, preservara a estrada do
estrago, depois veremos. Nao fallo da escriptura-
rao e cobranca dos dinhairos, (emendo cabir nesse
0050 sem fundo.
Felizmente estamos com om agento policial de to-
do conceilo, e a prova disto he nao ser sympalhUI-
do pelos homens do club.
O nosso delegado be o capillo do xercilo Wan-
derley, militar traquejado' nessas commisses, sem-
pre apoiado pelo governo por conhecer que nos seus
aclos policiaesdesenvolve a promplido militar ejus-
liradcum funecionario independenle; qualidades
que lem empregado, aflugenlando criminosos, ou
prendendo e processando os que se fiavam no palro-
nalo sempre deteslavel; um dos patronos levou. o ei-
nysmo a ponto de querer peila-lo de uma raaneira
grosseira, mas ficou desapon lado, procurando reme-
dio na fuga para fora deste termo, no qual hoje nao
se conla um s criminoso como talconhecieW.
Acha-se preso, e snjeilo a um processo, o celebro
sargento Henriques, ex-corrmandante de balalho 1
a tanto chegou a relaxarlo da guarda nacional desle
lugar, que o sargento intilulava-se seu coraraandan-
(e interino. Parece-me que com o aclnal delegado
nao S4 repetirao'espancamcatos e cuidadas em ple-
no dia nos cidadaos pacficos. O governo prestando
apoio sincero e prompto a Tunccionarios enrgicos c
jusliceiros, conhecera que os nossos colossos teem pea
de arga.
O que nesles diastem enlreldo os desoecupadus
desla cidade, he a viagem do Lopes essa capital ;
fez-se acredilar no seu circulo que bia exigir do go-
verno a retirada peremploria do nosso delegado, de-
pois do que lhe arrancara a banda por ler a insolen-
cia de impedir os icos desvarios, dizendo qne para
conseguir seus flus, faria as pazes com Manoel Hen-
rque, por intermedio do Dr. Alvaro ; cilgindo lam-
bem do Exm. Dr. Nabuco a confirmaeao do enra-
mando do balalho.
Mas eslou desde j acreditando qne o novo Barco-
cheba, ser na sua volla qualificado por seas seda-
os de Bora-Koziba, ou o filho da mentira, porque
alm do personagem nao merecer, por seus aclos, al-
lencao do governo, como moilo bem deve estar in-
leirado o dignissimo Dr. chefe de polica, acreece que
esl impossibililado phsieamente para o enromando
lf batalbao, por ser completamente sardo, tendo as-
sim de vollar, fallando s asscveracSes dos scides.
Muito nos alegrn a noticia da chegado essa ci-
dade, do nosso juiz de direilo, por eaperarmos que
sua vinda para a comarca nos ha de trazer uma com-
pleta orcanisarao no foro, livrando-nos das interi-
nidades, pois esse magistrado passa por ser um funecio-
nario que por sua illuslracao e posicSo elevada he
capaz de expdr ao governo as necessidades da co-
marca ; cmfim tudo esperamos dolle.
Ha dias appareceram algans pasquins dirigidos em
carias fechadas a diversos cidadaos, nao sei quaes os
castigados em taes pelourinhos, s sim que reccila-
ram urnas punas ao Barcochcba, e como os nSo to-
se, nao lhe digo a composirao, desojando somenle
que nao reapparceam lao mesquinhas lembran-
Cas.
Um objecto de que o gdverno lanto se empenha,
nao poupando onerosas despezas, acha-se infeliz-
mente viciado enlre nos; nao sei a quem allribua,
se a m organisanlo dos regulamenlos, se ao indife-
rentismo do pessoal encarregado da observancia dos
mesmos : fallo da instrucr.'io publica. Existe somen-
le nesla cidade duas aulas de ensino primario, uma
do sexo femenino, regida por uma senhora; nio obs-
tante o syslcma rolineiro c pouco adianlamento das
discipulas, he sua aula muilo frequentada, sendo
isso devido sem duvida ao alto conceilo e iliibado ca-
rcter deque goza a digna professora, que certamen-
la compensa, por suas qualidades os defeilos do ma-
gisterio. Oulro tanto podc-sc dizer do professofyq?-
blico ; esse moco, anligo alumno do collegio dos or-
phaos, Tic sobrinho do antiso cirurglo Nascimcnlo,
velho honrado, de cuja raiz degencrou o fructo ; o
seu magisterio consiste cm ser um dos ardenles sec-
tarios do Barcocheba, inspirando-lhe ideas ignobeis,
fazendo-o persuadir quo asna inlelligcncia he vas-
la, c capaz ate de pralicamcnlc ensinar alheoria dos
descasamentos.
A mais de 8 annos que permanece enlre nos, nao
se contando um discpulo por elle habilitado ; no ru-
la nio que, as aulas particulares esl.lo ebeias de nu-
merosos alumnos, c o filhos dos pobres permanecen!
desamparados, nao obstante o estado pagara um pro-
fessor A sua aula consta de seis meninos, dirigidos
por um dcllcs, emquanlo que o nosso Marat de al-
deia occupa-se cm iusullar cinycamcnle a ludo que
he honesto.
Nao fallo para o mundo da la, appello para o
muilo digno inspector do circulo Iliterario que ha de
(cr informado ,10 Exm. director da inslrucro publi-
ca qual o numero dos seus alumnos, e os daquclles
que frequeutam cada una das aulas particulares.
O governo deve (cr cm inuila ronsiderarao a no-
nicacito dos prefessores, visto como para o cspolclis-
moj nos sobra o que temos de lavra, fallam-uos so-
menle homens morigerados e dignos de sercm pre-
ceptores da mocidade, para nao lamentarmos, como
Bejamim Franklin, despeilado com o governo iu-
slez, por enviar para America os degradados e per-
versos.
Nao sei di/.cr-lhc se a polica dos outros lermos da
comarca, est ln desassnmhrada como a desle ; o
que he cerlo porm; he que o assasdiuo do infeliz M-
"O








X
DIARIO DE PERNAMBUCO QUINTA FEIRA 6 DE JULHO DE 1854.
guel Silvitio anda nao lora preso, e consta-meque
na oteadlo de sua pcrseguigo, oiuspeclor parara na
porleira do corlo engento, nao saliendo se por (ali-
gado, na recciaudoo Castellao.
Na segrale dir-llic-liei o que soubcr a rospeito.
Suude c lias palaras lie o quaolollic apclcco o
Caubcrna.
IlEP ARTXQ AO *DAPOX.IGXA.
l'arle do dia 5. de jullio.
Illm. c Exm. Sr.Participo a V. Esc. que, das
parles lioje. receidas nesla repartidlo, coma le-
rom sillo presos: minlia ordem, o major da (iuarda
Nacional Amerito Jmisen Tellcs da Silva Lobo J-
nior, por desacato a pessoa do consell eiro presiden-
10 gado da freguezia de Saulo Antonio, Joan Marcolino
por crimo de jogos pi-ohibidos ; do subdelegado
da freguezia de S. Jos a piola jarinlha do Reg, e
Rosa escravas, ambas por briga, a ( pfelo Izidro
de Goes, por nfraegao He posturas muicipaes; ea do
subdelegado da fregucsa lia Boa-visls, a prela Ma-
ra Francisca do Rosarlo c Balbina Mara Salome,
ambas por suspeilas de seren escravas.
Por ollicios de 19 e 28 de junbo findo, communi-
cou-inc o delegado do (crino de Serinhaem os se-
gundos lanos criminosos ; que ein a noile do dia
11 tora assassinadoMaiioel Carlos, morador no en-
vendo S. Vicente em sua propriacasa, por Francisco
Vicente com duas eslocadas, uina sobre o peilo di-
reito c outra abaixo do linn esquerdj, que o alra-
vessara, sendo que no mesmo momento e aclo da
briga que dera origcm a tio dcplorascl successo, o
menor Manoel Carloa Jnior filhodo assassinado va-
lendo-se de urna arma de fogo desperara um tiro so-
bre o assaKsino de seu pai, o qual fcava a espirar,
alravessado de urna baila ecinco carogos de ebumbo
que se empregaram sobre o peilo direito, |M>ndo-se
immedialaineute o dito menor em luga. Aceres-
cenia o delegado, que (em sido dadas as providen-
cia, nao s para ser recolhido a cadeia Francisco
Vicente, se escapar do grave estado em que se acba
mas'tamben) para ser capturado o seu ussassioo, pro-
cedendo-secontra ambos nos termos df. le.-Que na
manhaa de 24, Jos da Silva So.ires morador no cn-
genlio cima referido, assassinra com orna tacada
sobre o hombro esquerdo que Iraspassara o coragao
a sua propria miilbcr Joauua de tal, grvida de" 8
aezes, segundo consta sem motivo algum conhecido,
e que ev.idindo-se o assassino foi na mesme manhaa
preso no engenho Vicente Campello pelo scu pro-
prelario, de quem fora valler-se, sendo logo remell-
do ao subdelegado do primeiro dislricto daquelle
termo, que contra elle est proceder do na forma
da le.
Por ofllcio do I.- do correnlo parlicipou-meo de-
legado do termo do I.imoeiro, que no dia 18 do p.
p. mea, na barra de Cussaluba urna mulher soflrera
oro tiro de espingarda dado casualmente por um seu
primo, sendo que a nlleiuda nao pereceo segundo
Ihecommanicarao respectivo subdelegado, no entre-
tanto que a respeito desle facise eslava procedendo
as diligencias necessarias para se entrar no cunlie-
cimento da verdade.
Dos guarde V. Exc. Secretaria da polica de
Pernamboco 5 dejolhu de 1854.Illm. e Exm.Sr.
conselheiro Jos Benlo da Cunta e Fiiueiredo, pre-
sidente da provincia.Lui: Carlos de Poica Tei-
xeira, chefe de polica da provincia.
que lbe cingia a fronte, que em breve tinlia do sor
trocada pelo sceptro domestico. .. (12) cram sau-
dades da idalidado do seu amor, dos scus sonbos
do donadla... era a realidado que, fria como
senipro, se lbe tinlu} apresentado Ella cliorava
sobre a campa de sclTultimo dia do virgem, anda
mesmo no brusolear da sua fclicidade.....
A verdadeira felicidadc nao existe no mumlo ; no
inundo s existen) circumstancias que atlcnuam, mi-
noram c dulcifica a continua cadeia desoflrimenlos
que nos liga do berro a campa, da vida mortc, de
mu inundo a oulro inundo : e ainda na pbase mais
ebea deslas circumstancias, que dese antever aira-
vez de um prisma o qoadro colorido de rerlos gozos,
a que seda o nomo de fclicidade, os vislumbres da
realidade Iran-odam 13 do cadaum delles, e mais
larde apparece urna nuvem que, se condensando, o
occulla aos olhos do que o contempla ; e assim se
dissipam os vaporosos sonbos que lio; douravaro a
vida ....
He a realidade I i
Recite junto 1854. C.
CORRESPOKOEiNCIiS.
mirar qnoni infelizmente cabe a paternidade do ira, que elle respondenle era sdenlo do singue e
I minie id i o que se refero o Sr. Manoel Lobo de Mi- ouro alheio, e nanea elle respondenle lemhrou-se de
COMMDO.
A BONINA.
A audacia e pedantismo com que cerro* individuos
queso inculcan! de amantes da lilteratura, e que
lingem seguir a vereda da civilisagao, e que em vez
do fazc-la progredir, nao fazem senodesacreditar a
13o importante classe daquclles que a desempenham,
dando a luz em urna cidadecomo esta, rica de il-
inslragoei, e .i face de Iliteratos, comosejam os Srs.
Marques Rodrigues e Torres Bandeira, mocos estes,
que lionram a heroica provincia de Pcrnambuco, e
nutres que drizamos da enumerar pan nao lomar
estenio tslccommunicadn, nos impelliram depois de
um longo silencio, fillio smenlo da novia demasiada
condescendencia para com alguem, fizer algumas
relleies acerca do apparerimenloda botana, peri-
dico que se di: lillerario e recreativo, tranacreven-
do abaiio um dos scus bem rabiscados rticos, que
tem por epigraphe a Noiva para que os nossos
Icitores liquem sabeodo urna vez por todas, o que
significa a Bonina.
O que he, pois, a Bonina t
A Boninahe um artificio com que os ganhadores
de vinlcn, procuram euibasbacar as criangas, e pa-
palvos, fazendo ver por meio de illusAo ptica gran-
de* palacios, cidade* e caMcllo*, como se fossem
realidades, quando nao s~>o mais do que pontos quasi
impercepliveis, augmenlados pela menle do bem
conhecido redactor em chefe com visos de Marmo-
teifo, e que produzem urna fiego que s Ilude a
quem he tolo.
A Bonina he peridico que inslrua ou moralise'"
Tem ella plantado principios saos t Tem-se oceupa-
do com a propalar3o de ideas progressivas, lutera-
nas e civilizadoras, procurando por me os justos e li-
gitimos, prosclitismo e apoio ? ingue! a no ser
eivadode pnrcialidadc, responder pelit aflirmaliva:
uingu/ira (todera anvorw? sean recelo do um des-
mentido formal, que tem o dito peridico seguido o
rumo conveniente c louvavel, islo he, o caminho d
lilteratura.
Alii eslo qualro ou cinco nmeros que lem saludo
para altes lar u nenlium talento e refinado pedantismo
senao.....ou ambigan do seu pobre redactor de
ver o seu nome tornar-so celebre na liltera-
tura.
Agora pergnlaremos, o que tem proluzido a Bo-
nina, e quaes os seus mais importantes escrip-
los?
Temos visto que em nenlium dos nmeros (5 n-
meros !; que lem sabido apparece escripto algum,
em que sobresaia a eloquencia e elegancia, nem
mesmo um pcnsamenlo bom, nao queremos fallar
daquclles que elle redactor tem filiado de ilguns cs-
criplores; ao contrario lem elle empanz nado os nos-
sos benvolos leitores com Noica, Mulhercs
Cheiat pessiinas poesas, que parecein prodc-
elo do i algum menino que cursa as escolas prima-
ras.
' Vencndo os maiores' obstculos, promellemos aos
notaos leitores, seguir a Bonina, pan passu, nao
deixando passar ramanlo pela malha : nao nos afas-
tando das regias que prescrevea civilisagao o corte-
a, propomo-nos a censurar a Bonina oo ao seu re-
dactor, quando assim se fizerctn merecedores,para o
que temos a precisa coragem e presen;;, do espirito;
porquanto naila receiamos destes ocoi argonautas,
que tuteando as salsas ondas do ocano, lancam-
se a esmo em um mar semjire entapelUido, e mais
terricel que as catadapat do Nilo, para qaem pela
primeira re:, sem a butstila de talento*, sem o pita-
rol de habiiitaeves,ousa4o J .') se anima a sulca-lo
i detpeito dos perigos que se lite anlolham.
OCalouro.
A NOrVA.
Candido vestido de seda, um ponco longo, lbe lam-
ba (I) a pequenhez de domps 1 de brasilera;um
alvissimo veo, mu raro, preso a um pcole de fina
tartaruga que lbe segurara o cabelh, loucado a
Sluart ; llalli se debrugava como om mar de leile
por sobre suas bem torneadas espaduas ; urna volla
de brancas perolas Ihe cingia o eolio da alabastro;
urna capella de alvas flores de laranja l!ie coroava a
fronte de don/ella ; Ihe adornava o casto e avaro (3)
seio um cravo branco, orgolfioso (4) por eslar aque-
cido pelo seu calor, e embalado por seu arfar ; fi-
nalmenle um ligeiro rubor, colorido eipressivo do
pudor feminil, lbe paramentava as faces.....; se
a visseis, a disseres um cherubim celcola (5), a dis-
seris o condSo do urna fada, a fada d; um sonlio,
um sonho de poeta.....c ella era orna virgem a-
mcriran.i preparada para ir ao templo do Scnhor,
recetor um dos sacramentos da igreja o matrimo-
nio.....era urna noiva.....
Concorrem mil convidados (rajados de gala, agglo-
meram-se, i,6) ncompanban ao templo ;i noiva entre
mil demonslrai;ocs de aleara, maiores qoe os ap-
plausos que levavam Corina triiimphante ao Capi-
tolio. Ei-los chegados ao templo, onde um esbelto
mancebo acompanhado de oulra mult'dao j os a-
guardava ; a virgem noiva mal o avistara, um sorr-
so de alegra Ihe dourou os labios, e urna nuvem de
rubor Ihe tingindo as faces, fe-la bisar os olhos ..
o mancebo empallideceu..... Eram os effeilos de
amor.
Um sacerdote levou os nobenles 'i sagradas (7)
aras de Lieos, e i face da igreja, ante os liomens, c o
mundo acabou de aportar os laeos que a nalureza li-
nda principiado. Vollam todos casa do velho pai
que ludia os olhos humedecidos de lacrimas, que, a
nao serem causadas pelo prazer de v-la venturosa
a filha que lano amava, eram soni duvida pelo
aparlar-se della.....
Era o amor paternal. C8)
Depois de chegados, principiara o sarao ; lodos
eram alegres, ludo se sorra enlre a harmona da m-
sica, entre o doudejar da dansa ; ligeras valsas, fol-
gasooas polkas se inisluravam nosdlTerenlessales ;
lodoscom alegra desenliada nos semblantes, applau-
diam as bpdas.....(9) e a noiva amar jmenle clio-
rava, abracliifa com a sua mellior ami&a, alaslada da
snccdade que se embriagava nos prazeres, embre-
rdiadano jardim, cujas flores confidentes do seu a-
mor, quasi semprc saudadas pelo seu zorriso, cram
agora borrifadas com seu pranlo. E quando ludo
se sorna, quando ella acabava de realizara sua csco-
Iba, quando via dcsponlsr a sua felicidadc, o que
cliorava'.' que sombra lie empanas a o painel da vi-
da, da sua vida que reprcsrnlava uina das mais so-
lemnes e apraziveis secnas do drama da felicida-
dc?... que motivo ocrasonava a conlradiro de
UM lagrimas, o que ellas signilicavam ? Nao
fra ella que escolhcu, que approvou, que sellou
rom seu juramento o aclo que acabava' de prali-
rar ? .. porventura as lagrimas nos olhos das mu-
Ihcres iiio lem significacAn !. Nao, ella senlia, e
lano senta que cliorava, e o scu pranlo. .% (10).
Eram saudades das brancas reanude viracm que
je despir. ... illj eram saudades da candida capella
AO PUBLICO.
OSr. Joilo Pinto de Lcmos Jnior, esmagado pela
mao da polica, c saecudido violentamente pela tem-
pestado da opmiao publica, respirou essa almospbe-
ra pesada que abafa e suflbea aos que nao podem
soccorrer-se do ar puro de sua consciencia. csse
transe porm nao Ino lallou o instincto de perversi-
dade. Ave sinistra e agourcira cacarcjou-lhe ao ou-
vido, inspirando-lhe pensamenlos lo negros como o
espirito que os acollicu.
Dahi parti esse boato insidiosamente propalado,
segundo o qual o acto de urna polica honesta nao
era mais do que urna conjuraeflo infame contra cer-
ta burra tiio phlysica, que os mclhores facultativos
jiUinham protestado que ella baria de fallecer, se
nao fosse como o ultimo recurso, procurar os pastos
pingues dessa. trra, onde artistas finos 1.1o hbilmen-
te eslampam as estrellas do Brasil. Julgou-se nec.es-
sario aturdir a opiniao publica, e desvia-la dos moe;
deiros falsos, apresentando-os como pessoas tao opu-
lentas, que csrilavam a avidez das autoridades, pela
sua supposta riqueza.
No baslavam porm as vibrantes deelamaces da-
quclles que segucm a llieora, de que umitas vezes
convm dizer aquillo que seno sent. Nao bastas a
atrupelar os passos de um rcspeitavel anciao, que
Iropecou quando fez um comprimento desasado a es-
se aecusado, ao qual devia antes dar as cosas, e evi-
lar-lhe o contacto impuro. Era preciso mais urna
farca ; e re aleas a mais o plano de defeza tragado pe-
la ave nocturna a iiitervcnro de um amigo intimo
do delegado, o honrado Sr. Dr. Carlos. Eis-me pois
entregue aoSr. Joo Pinto, que sem rcllesao, sem
medir os riscos da empreza, leve em pouco jugar com
o crdito alheio, negocio em que na verdade nao ar-
riscava capital. Como um desses jogadores frenti-
cos qnc ludo tendo perdidocollocam o seu ultimo re-
cio em urna caria, na qual pregando olhar desvai-
nlo, com a caliera perdida e aguarlo febril, espe-
rara o golpe da sorte; assim esse louco em duan
cartas que comprou, jogou o ultimo senlimenlo que
acompanha o espirito humano, ainda mesmo em sua
maior depravarlo : cuspio a mao ollicinsa da peda-
de, e mordeu-a envenenando-a.
lie certo que arraslrado por um senlimenlo de
compaiso, lalvez mal entendida, e recordando-me
de urna amisade nascida as escolas da mocdade,
desci a ir visitar esse pobre fatuo, e fui em compa-
nbia do mcu amigo o Dr. Benlo Jos da Costa J-
nior, o qual acabava de me relatar o facto de ua
Eirisao, que al entao eu ignorava. Em caminho
sstimamommbos esse fracasso, que cauava algum
ruido na cidade, porque os crimes desla ordem lo-
mam sempre grande vulto pelo alvoroco quo eao-
sam no commercio. He cerlo que sempre dominado
pelo mesmo senlimenlo do compaixo, fiz alguna of-
crecmentKs'n esse infeliz, declarando-lhe que era
amigo do Dr. Carlos, a quem o desgracado se con-
fessou nesla occasiao muito obrigado pela delicade-
za e urbanidade com qoe se porlou em todo o pro-
cedimenlo inquirilorio, e mais ainda no aclo da pri-
sao, requisilada pelo inui digno promotor : unicn
a quem o cobarde respeituu, aferrado sem dovida
pela posigao que oceupa esse joven funecionario,
nlegerrimo observador da lei. lie cerlo, que pro-
melli de ver se podia ler as pecas do indagaran e
interceder naquilloque fosse possivel, junto do meu
honrado amigo Dr. Carlos, pelo mizero aecusado ; e
depois relirei-me om companhia do Dr. Benlo, qoe
assislio a lodaa minha conversa, sem aparlar-se de
mim um s instante.
Voltei pesaroso lastimando os desastres que acar-
relam a certos homens a colora aligada pela insacie-
dade de prazeres dispendiosos. Da fortaleza diri-
gi-me a casa do Dr. Lobo a quem nao tinha visto
ainda depois desle conlccimenlo, e a vista do que
esamuiei, fiquei confundjda^-S6rrt saber ainda de
que modo uud.es.-e. JajMKVor ao Sr. Joan Pinto de
Lemos Jonior. Por esla mesma occasiao esleve o
Dr. Carlos em minha casa em companhia do Dr.
Benlo, Dr. Manoel Clemenlino, Dr. Costa Macha-
do, deputado pela Parahiba, e Dr. Joan Antonio
Cisalranli. aos ijint-, -upponlio que a todos, mos-
trei a carta do Sr. Joo Pinto, ahaiso transcripta,
randa llenriques, em sua ultima correspondencia,
desprezo, se n3o zombo de sua tao prfida como ca-
lumniosa insinuaran, somonte dilada pela negrura
de sua alma, trazida un carecimenlo de mclhores
Tactos ( por ventura minha ) que me possam deslus-
trar. Mas, he que na phrase evanglica o mo linmeni
lira o motivo de 'suas ms croes do mo thesouro do
se coragao !
Entretanto, o publico que nos tem acompanhado
em lodos os nussos passos, bem podo avahar qual a
razao e verdade, que preside aquellos, que aiiarlan-
do-se do raciocinio, exclusivamente recorrem um
misliforio de palavras, docslos c infamias, as quaes
resvaliando por sobre aquello contra quem sao ali-
radas, tem de cahir so c s sobre a fronte do inur-
bano e infreiie provocador.
Sim, provocados como desde os principios temos
sido, honremo-nos de expr por nossa vez a verdade
das oceurrencias, fazendo-o, porm, com aquella
dignidade propria de nos, e poslo que em justa re-
presalia, limilando-nos a quanlocra bastante.
Mas, agora em vista de nossas reciprocas publica-
rnos, dir a imparcialidad!' om seus commcnlarios,
se nao subsiste cm nosso favor ludo uauto temos di-
to, se temos sido ainda qu6 de leve corafulados em
nossos documentos, nepi mesmo por ea carta for-
necida pela promotoria, nossa melhor defeza.
Assim que, pela ultima vez por nossa parle, e pa-
ra a vergonha do provocador, cumpre que fagamos
mohecer ao publico, recordando quelles que j o
s.iiham, quaes algumas d'enlrc as graves imporlagocs
que teem pesado sobre o Sr. Miranda Lobo, res-
peilode quem, condoido em principio, nao quize-
mos ludo dizer, o que ora hotforcoso faz-lo em vis-
la da sua insolencia c pertinaz desojo de insultar-
nos.
E o fazemos, nao Iraigociramcntc apoiado n'uma
inculcada fama publica, mas, baseados em irrefra-
gaveis documenlos ofliciacs, quaes os que abaixo se
Iranscrevem compilados do Jornal do Commercio
de 29 selembro e 11 de oulubro de 1841.
Altenda-se o conhe^a-se.
Rogando a insereno deslas nossas linhas em seo
conceiluado jornal, Srs. Redactores, Carao um novo
servigo ao seu assignanle. Joao Pinto de Lemos
Jnior.
Recifc, 3 de julho de 18Ji.
TENTATIVA DE ASSASSINATO CONTRA O
PRESIDENTE DA PARAIIIBA.
que acabava de receberj.jjm^]ue elle supplicavt a
minha prclecgo junto ao delegado, apezar dessa
philaucia estulta que alleota dianlc de um publico,
que bem o conhecc, e melhor ainda o lem sabido
julaar nesla causa.
Ora bem se v do maleado do sua carta, que
nenhuma proposta menos Unesla lbe poderia ter
feilo, eso ella basta para prtmr ludo quanlo hei di-
to, sem que para isso me seja raister recorrer.ao les-
temunho do Sr. Dr. Benlo, do qual me sirvo s por
luso e oslenlag-lo de prosas.
No dia seguinte sempre arrastrado poresse pendor
irresistivel qoe impelir as almas caridosas pralicar
o bem, dirigi-me a fortaleza, e fui entilo em compa-
nhia do mcu rcspeitavel amigo Dr. Joao Antonio.
Este assislio minha conversa com oSr. Joao Pinto,
e ouvio, c presenciou ludo ipianlo Ihe disse com
franqueza delicada, islo he que ello se tinha compro-
metlido no interrogatorio por abandonar-sc com le-
sandado. Nem cu poda, e nem devia fallar-lhc
de oulra mancira. O Sr. Joao Piulo relorquio en-
Ircgando-me urnas carias para ler, que dizia servir
para sua defeza, c relirou-se com o Dr. JoAo Anto-
nio, do alpendre em que eslavamos, para a sala em
que foi almfar, tirando eu s esses nicos lisian-
tes que empreguei em ler as ditas cartas, lindo islo
drig-nic a referida salae enlreauei aquellas carias
com estas palavras, sempre ouvidas pelo Dr. Joao
Antonio: (t o que cumpre fazer he; remeller os au-
tos o mais breve possivel i auloridade competente.
E retirei-mc sempre em companhia do Dr. Joao An-
tonio, nunca s,dundo da boca do Sr. Joao Pinto as
palavras inseridas nos dous bellos documenlos, que
elle leve o talento de agenciar e a sem ceremonia de
oltcrecer ao publico: plano cslullo e imbcil, quo s
podia ser delineado por urna cabega vasia e aceito
por um ediota!
Estas duas visitas Coram as nicas que fiz a esse
encarcerado, eda mancira porque Coram foi las, sem
o menor mysterio o em companhia de pessoas muito
conspicuas (urna das quaes, o Sr Dr. Benlo, he ami-
ao muito afTeigoado do Sr. Jo3o Piulo,) se v clara-
mente que de minha parte nao houveramenem po-
diam haser, propostas menos honestas: invoco ainda
o Icslcmunho do Dr. Joao Antonio, o qual nao sai
junio do pela distancia em que mora esleSr.
Sahindo da fortaleza locamos em casa do Dr. pror
molor, a quem pedi que se naquelle dia encontra-
se primeiro do que eu o Dr. Carlos, Ihe rogasse de
minha parle prompla remessa dos papis, manifes-
tando o mesmo promotor por essa occasiao igual de-
sojo. Dahi part sempre em companhia do Dr. Joao
Antonio, para o sitio de um amigo, onde passamos o
dia juntos, dormimos e s olamos para a minha casa,
deixando nellaoDr. Joao Antonio, e sahindo cu pa-
ra fazer urna viagem ao meu engenho, dozc leguas
distante desla cidade vollei quiozc dias depois, e
quando cheguei foi que sube com indignar.), porm
ainda pcrpleio sobre a sua veraridade, alguns boa-
losque s podiam ser propalados por um cobarde e
fementido, nos quaes se dava s minhas duas nicas
visitas essa inleugao que nao ousou cxpressamenle
declarar oSr. Joan Pinlo em seu commnnicado, mas
que se a.dia bem patente as cartas de que se servio
uo seu jogo de desesperada defeza.
He o que me cumpre dizer ao publico, a qocm me
dirijo com lodo o respeito, e pego que examinando
rcHeclidamenle a minha exposigo e os leslemunhos
tao respoitaseisque invoco, lanceo ultimo firman de
condemnagao a aquello, que conspurcando a verda-
de ousou tao vilmente ensovalhar o mcu nome. E
com quanlo as palavras honra e bro, manchadas por
enlre os labios desse mojo /dalgo, soaram ridicula-
mente, cumpre-mc ainda dizer-lbc, que suslenlarei
face a face, por qualquer forma e mancira nobre
que me l'or exigida, ludo quanlo tenho enun-
ciado. Lourenco Be:erra Carneiro da Cu-
nlia.
Afllrmo pela minha honra, que ludo quanlo diz o
meu amico o Dr. L. B. C. da (nidia nesta corres-
pondencia, invocando o meu leslcmunho, he exac-
lissimu.
5 de julho do 1854. Benlo Josi da Costa J-
nior.
Amigo Lonla.Desojo que mi comoniques oque
respeito o que ficastes de fazer, pedindo-te, urna
vez que s meu amigo, a fazer todo o possivel por-
que possa ser remetlido logo ao cbelTe de polica,
esperando que lii faros o que poder, para obstar
qualquer oeste que por eu nao prestar allengao
na narracAo, possa influir parasupporemmo juizo.
Adeos e desponha de quem com amizade se assg-
na,amigo rollega obrigado, temos Jnior.
b de maio de 1854.
(1) Enln os vestidos jlamhem t lloim ?
(2) Melhor fura que livesse um o fosse alei-
jada.
(I) A que vem ah avaro"! Oue he slo.homcm de
Dos >!
(4> Onde se vio nrgnllin em flurrs"!...
(5,1 llavera tamben rlierubim infernal '.'
(li) Como sardinhas cm ligella e .. .
(7) E quaes sao as insarras aras de Dos ?
(8) Oh que escorrencia !
(9; Applaudtam lanas asneiras.
(10) Era da desgraga do redactor .
(11.' Logo fieavii n ,.
Illm. c Esm. Sr. Um enorme alien lado acaba
do ser pralicado nesta provincia, de que por bonda-
de da Uivioa Providencia escapei de ser victima.
Eu passo a referido afim de que V. Exc. se sirva
leva-lo ao conhecimenlo de S. M. o Imperador. Na
tarde do dia 21 do mez findo, indo eu para o enge-
nto Saboeiro passar um dia de recreio, em caminho.
no lugar chamado Mancma. a duas leguas de dis-
tancia desla capital, malvados assassinos, escondidos
entre os malos, dispararam tres tiros sobre mim e a
minha comitiva, que uesse mnmenlo se couipunha
de 15 pessoas. Felizmente s fomos levemente fo-
ndos, eu eojuiz de direiln do civcl o doulor Anto-
nio Thomaz de Luna Freir, cujo cavallo cabio im-
mediatamenle morlo, Iraspassado por duas balas.
Dahisegui para o engenho Tibiri, distante meia ini-
Iha, aonde me demorei poneos instantes para des-
cansare tomar algumas previdencias, depois do que
vollei para cidade, a qual vim adiar cm agilagao pe-
lo alarma que a noticia has ia derramado entre os
seus habitantes.
Entretanto que com a minha prcseng.a os nimos
(omavam mais alguina calma, a gente da fabrica do
engolillo Tibiri. queeu havia pedido iminedialamen-
le depois do momento do perijn do scu propricla-
rio o tencnte-coroncl Manoel Mara Carneiro da Cu-
nha, afim de explorar o mallo e ir cm seguimento
dos criminosos, hoiive-sc nesia diligencia com lano
tino e presteza, que ao oscurecer da mesma larde
pode apanhar dous dos assa-sinos, os quaes foram en-
contrados ja com armas de novo carregadns.
Pelas mu lis-os destes, se veio no conhecimenlo de
que cinco eram os facinorosos que cstavam poslados
no lugar da espera, havendo dous dcixado de dispa-
rar as armas, ou por medo, ou por precaugo, sendo
para notar que cutre clles se achava o recrula An-
gelo Jos Dias lintel lio. cuja scauraHga eu muito ha-
via recommendado ao presdeule da provincia de
Pcrnambuco, em consequeneid de sua malvadcza.
Dzem os dous presos haverein sido mandados
corrlmcller o crmc, um por Alcxandre Francisco de
Seixas Machado, cimbado do deputado Coelho Bas-,
los ; e oulro pelos vice-presdenles Manoel Lobo de
Miranda llenriques e Lniz Vicente Borgcs. Ha mais
comprometlidos ueste negocio, como V. Exc. ver
dos interrogatorios que remello por copia, sendo pa-
ra lamentar que nao fossera capturados os oulros fa-
cinorosos, atim de que se podesse melhor conbeoer
o fio lodo desle horroroso trama. Entretanto, nao
padece duvida que eslava elle ligado a um plano po-
ltico, como nmiios dados concurren! a palenlcar.
A quaiidado c numero dos compromeltidos, a ale-
gra que se divsava em todos os desordeiros nos
dias prximos ao acnntccimcnto, as noticias que suc-
cessivamenle :bcgam do interior de que nutriain el-
les esponinras prximas de una altcrarSo na admi-
nislrag.lo provincial, as promessps de empregos p-
blicos com quo se accenou a alguns dos assassinos, o
rpido.dcsapparecimento dos inlluenlcs do partido
anarchisla logo que so divulgou haverem sido apre-
hendidos os mesmos assassinos, ludo islo serve de
confirmar o que vento cima de dizer.
Urna circunstancia mui nolavcl accresrc, e vem
a ser, que lodos os vicc-presidentes perlcnrcm a es-
sa facrao de ccele, que com a minha chegadi dei-
xou de dominar cs(a provincia.
Nao podendo clles subir ao poder por meio de urna
rusga pelo estado de impotencia cm que os tenho
enllocado, asseularam de sedesfazerdemim por meio
do assassinio, porque entao com a minha mortc
algum delles locava a presidencia, c ci-lns por esla
maneira, sem maior risco, chegados ao desejado man-
do afim de satisfazer s suas vingangas e reprodu-
zirem as luctuosas secnas do Para, Este pcnsamen-
lo occorre naturalmente a visla das circumslancias
descriptas e do carcter dos liomens a quem elle he
applicavel.
Felizmente a Providencia salvou meus dias c pou-
pot a esta provincia inultas desgragas, pois que os
amigos da ordem nao eslavam dispostos a ceder o
passo aos anarchisla-, lendo ainda a memoria fresca
das opprcssoes porque os li /.eram passar, durante os
oito mezes do seu infernal dominio.
(.inanias ensiderages nao excita osle aconlcci-
mento, favorecido sem duvida pela impunidade da
morte do infeliz presidente do Rio Grande do Norte,
pela i inmoral dade que asleis pela sua fraquezalem
derramado-sobre o corpo social! Masas dores que
soDrn nao me permiltem ir longe. Bem que leve o
meu remenle Coi em parle (al, que me tem obriga-
do a guardar o leilo. c ainda n,lo posso saber quan-
do chegar o momento do meu completo restabelc-,
cimento. Por esta razao permita V. Exc. que fin-
de aqoi, cerlo de que longe de eslar acobardado, so-
hra-mc animo para cumprir a missao que S. M.
houve por bem encarregar-me.
Do os. guarde a V. Exc. Palacio do governo da
Parahiba do Norle, 3 de selembro de 1841. Illm.
e Exm. Sr. Paulino Jos Soarcs de Souza, ministro
c secretario de estado dos necocios da jnsliga. Pe-
dro Rodrigues Fernandes Chores.
Anno do nascimeuto de Nosso Scnhor Jess
Christo de 1841 aos 21 de agoslo, nesla cidade da
Parahiba do Norte, c na prefeitura della, onde se a-
chava o prefeilo desla comarca Frcderico de Almei-
da e Albuquerque,comigo csrrivo deexecugoe, es-
lando prsenles o tencnle-coronel Alexandrc Fran-
cisco de Seixas Machado, mandado vir para o pr-
senle interrogatorio, o qual se achava preso por indi-
ciado no crime de tentativa de mortc contra o Exm.
presidente da provincia, e estando cm liberdade lbe
foram fcilas as segiiintes pergunlas. Filinlo Le-
oncio Victor Percira, escrivao oescrevi.
F'oi-lhe pergunlado como se chamava, que idade
tinha, seu estado e oceupagao. Responden cha-
mar-se Alevn he F'ranoisco de Seixas Machado, ca-
sado, com idade de :ii annos, morador uo engenho
Sanio Amaro, vive de plantar caimas e fazer assu-
car.
Pergunlado se sabia o motivo da prisAo, respon-
deu que ignorava ; na, que suppe ser por supposi-
goes de haver elle concurrido para o acontecimento
dos tiros dados no Exm. presidente,c esta supposico
delle respondenle foi motivada por eslar cm sua ca-
sa na noile do dia 21 do corrcnlc, quando voltava
para esla cidade o mesmo Exm. presidente com ou-
Iras pessoas, e entao ouvio elle respondenle una voz
de entre a-que l.i genlc que passavaque dizia : A-
qui vai, nao mor eu : por onde elle rospnndcnte
conclue que se quera in-vo!vc-lo naquelle conlc-
cimenlo.
Fei mais pergunlado se couhecia o pardo Anto-
nio Joaquim de Souza.Rcspondeu que o ronhecia,
por haver Irahalhado cm seu engenho ; mas que ha
oito dias, pouco mais ou menos, o havia bolado pa-
ra fora do engenho, por haver ello dado urnas panca-
das cm urna prela do mesmo cgeuho.
Vo\ pergunlado se era exacto ler elle convidado e
mandado assassnar o Exm. presdeule, como havia
declarado o mesmo Antonio Joaquim no inlerroga-
torio feilo bonlem. Responden que era falso lu-
do quanlo havia declarado o preso Antonio Joaquim
de Souza cm scu interrogatorio, que lbe foi hdo ;
pois que elle respondenle nunca leve tal teugao, c
quando a livesse nao chamara a esse Antonio Joa-
quim por o conhecer imito '-1x0,0 por cousegun-
Ic incapaz para tal actoem sua ea que lbe consta
haver levado bordoadasaso, oce. .trentes pessoas por
varias ve/es ; disse mas.'rir vno principio do recru-
lamenlo que houve nesla ",'Aiade, depois da dragada
do actual presidente, fora o dito Antonio .lo quim
pralicar acto semelhatitc, e por isso nenhuma razao
tinha de promover um assassinalo antes contra o ac-
tual presidente que neiihum mal Ihe lem feilo.
E nao lendo mais nada a declarar, o prefeilo man-
dan vir peanle si o preso Antonio Joaquim afim de
de ser acareado,e confrontadas as suas respostas com
as do tenenlc-coronel Seixas.
F'oi pergunlado ao preso Antonio Joaquim, se era
vcrdrde o que elle j.i havia respondido no seu inter-
rogatorio, visio que o tenenlc-coronel Seixas decla-
rara que ludo era falso.
Rcspondeu que era verdade oque hatia dito, pois
que, lendo elle respondenle, 110 dia sabbado de mag-
ullan, sido chamado por o preso Alcxandre Fran-
cisco de Seixas para sua casa, abi o convidara para
uina empreza, c preguntando elle respondenle qual
era a empreza lbe disse o dito Seixa,s que era para
malar o presidente da provincia, adiando elle res-
pondenle nessa mesma manhaa em casa do dito Sr.
Seixas o oulro preso Thomaz dos Santos Bocha, o
qual ahi havia almogado igualmente com Manoel
Thcodoro, que no-la occasiao bolou um Ouvido de
cobre no bacamarle que elle respondenle levara pa-
ra a emboscada, indo levar cm sua companhia ao di-
to Thomaz dos Santos Rocha para unir-se com os
oulro quo j eslavam do emboscada : depois de lida
esta resposta disse o preso Antonio Joaquim que o
bacamarle que se bolou ouvido foi cntregne ao ou-
lro Thomaz, e que elle respoudonle levara urna es-
pingarda.
Disse mais o respondenle, que era verdade haser
entre elle e urna preta do engenho um briga, como
havia referido o preso Alexandre Francisco de Sei-
xas ; mas que este o nao despedir para Cora de
suas Ierras, onde ainda se achava morando com sua
mulher.
Disse o respondenle Alexandre Francisco de Sei-
xas Machado que nao era exacto o que aflirmava o
preso Antonio Joaquim, e que era verdade haver el-
le Seixas botado para fora de suas Ierras ao referido
Antonio Joaquim, tirando a mulher desle morando
na mesma casa onde morava por ser esa deHe Seixas,
e tanto he falsa esla declarago relativamente^ a di-
zer o preso Antonio Joaquim que o reo Thomaz dos
Santos havia almogado cm casa delle Seixas sabba-
do de nuDUa, que na occasiao em que ella Cora
preso pelo aub-prefcilo desla cidade, e passando nes-
sa occasiao, c vollaudo o preso Thomaz, dos Santos,
aquelle sub-prefeito dissera que no satinado ao meio
dia havia visto aquelle Thomaz nesta cidade na
quitanda, e requereu o mesmo Seixas que fosse ou-
rido o sub-prefeilo sobre esla declaragao.
Estando presente o sub-prefeito Joaquim (iongal-
ves Chaves disse que. era verdade haver dito que
Thomaz dos Santos Rocha havia estado 110 sabbado
ao meio dia na quitanda ; mas que islo disso por
Ihe haver dito lambem um guarda, e que elle al
entao nao couhecia o mesmo Thomaz preso. Final-
mente, declaran o respndeme Seixas, quo era ex-
acto ludo quanlo tem dito, e falso o que declarara
o preso Antonio Joaquim atlribuindo elle Seixas es-
to falso que Ihe levanta o dito Antonio Joaquim ao
havcr-lo. elle deilado fora de suas trras.
E desla forma houve por. concluida a acareagao
entre os mencionados presos ; mandando logo o pre-
feilo vir porania a si o preso l'lwma/. dos Santos Ro-
cha, foi acareado pela maneira seguinte :
l'oi guillan lo ao preso Thomaz dos Santos Rocha
se era verdade o que havia dito no interrogatorio
feieo no dia de bonlem peranlccsla prefeitura. Res-
ponden quo ludo era verdade, e que no dia sabba-
do, 21 do correnlo, s seis horas da manhaa foi elle
respondenle para o engenho Sanio Amaro, por man-
dado de Francisco Antonio de Almeida e quo che-
gando alli almogra e fura para o lugar da embosca-
da conduzido por Antonio Joaquim, e que chocan-
do na emboscada achou Angelo Jos Botelho c Ma-
noel Beriiardiuo, e depois'chegou na emboscada
Francisco Vinlem.
Declama mais, que ManoeM.obo de Miranda
llenriques, lambem fallara a elle respondenle para
o mesmo lim; e lambem algumas vezes Ihe lallou
para o mesmo assassinalo Luiz Vicente Borgcs, quan-
do e-lose nesta cidade, e que al por vezes Ihe dera
pequeas quanlias em dinheiro, declarando mais,
que quando elle respondenle eslava cm Santo Ama-
ro e se querendo carregar o bacamarle que elle le-
vava, appareceu urna porgaode plvora que n.lo era
boa, o interrogado Seixas mandn a cidade um scu
mulato com um recado particular a Manoel Lobo,
pedindo que Ihe mandasse plvora melhor.
Dcclarou mais que um dos que Ihe fallara a este
respeito era o lenente-coroncl Joaquim da Silva Me-
deiros.
Ueclarou o interrogado Alexandre Francisco de
Seixas Machado, que o que dizia o interrogado Tho-
maz dos Sanios Rocha nao era verdade, o que elle
Seixaa nunca o conhecera, apenas o vio nina vez,
quando era prefeilo siipplcnte, nao tenJo depois dis-
to u avistado em parle alguma, e que nunca elle foi
ao engenho Santo Amaro.
Declarou mais o preso Thomaz dos Santos que o
referido Sei/a-, foi quem cuvcncnou a bala com que
foi carregado o bacamarle, o que disse o mesmo Sei-
xas que era falso, que lal venen* uunca teve.
Perguiilou o interrogado Alcxandre Francisco do
Seixas Machado ao preso Thomaz,dos Sanios Rocha,
se quando este fora preso foi consurvado jnnlo rom
o oulro preso Antonio Joaquim, 110 que responden
que estiveram juntos. /
Por esta forma houve o prefeilo por concluidos os
interrogatorios e acareagao fcila entre os interroga-
dos.Filinlo Leoncio Vctor Percira, escrivao de
execuges, o escrevi. Almeida e Albuquerque.
Alexandre Francisco de Seixas Machado. *-Thomaz
dos Sanios Rocha. Antonio Joaquim de Souz?.
Ignacio Ferrcira Serrano Jnior. Genuino Auto-
no de Almeida c Albuquerque.
oanlos 7, escripluraro 1, fallidos em differentes ra-
mos de commercio 24, Cugidos 2, lojislas de difieren-
les ramos de commercio 100, ditos moradores fura da
cidsde do Recife 7, mscale 1, menores caixeiros 13,
morios 5, negociantes 5, os quaes sao Eduardo Fer-
rcira Balthar, Joao Tavares Cordeiro, Jos Morera
Lopes, Vicente l'eneira da costa, o Jos Alfonso
Morera, padeiros 10, pharmacculicos 3< propica-
nos 6, reos de polica 3, vadios e sem emprego
conhecido 9, labcrneros 81, vendedores de di-
versos gneros, como carne sema, assucar, ditos
de escravos, blheles de lotera, e oulros objeclos
55, nomes repetidos 1G, de nomes inteirunen-
le desronhecdos aos abaixo assignados, sendo 354
assgualuras, que os considerara apocryphos c inven-
tados, ou do contrario serem de lal insignificancia,
que he muito dilieil dislinguir-se-lhcs a posigao so-
cial, 011 empregos que excrcem.
E para constar ondeconvcr quanto aqu se re-
fere, cu Malinas dc'Azevedo Vi Haroneo, do numero
dos dez commercianlcs, escollado pelos mesmos pa-
ra servir nesla occasiao de secretario, lavrei este ter-
mo, que vai por todos asiignado depois de Ibes ser
lido.
Mathias de Azevedo Villarotico.......
Com luja de fazeoda muito pequenina no arco de
S. Antonio.
Joaquim Monte!ro da Cruz.........
Com loja de mindezas.
Fortunato Cardoso de Gouvcia......
Tabernciro e ceriero.
Thomaz Fernanda da Cunta.......
Com loja de ferragens,
Narciso Mara Carneiro...........
Com loja do fazendas.
Antonio Bernado Vaz de Carvalho,. ...
Socio de urna lojinha de miudezas.
Francisco Joao de Barros..........
Caixeiro do banco.
Luiz Jos de Castro Amorim........
Negociante-
Dellino dos Anjos Teixeira.........
Com arraazem de assucar. P.
Artigo a que se refere o Sr. Dr. Moscoso no seu
coramuuicado publicado hontcm.
Eslatislica do hospital regimental, dirigido pelo
Sr. Dr. Jos Iauren^o de Castro Hilca, medico
allopatha.
Enlraram para o hospital.......'171
Destes:
Reslabeleceram-se. 154
Morreram...... 17
.Mu laudado de 10 por % em um eslabelecimenlo
onde ha todas as commodidades.
listatistica do Dr. Liberato de Castro Carreira.
Clnica urbana na capital.
Homens....... 315
Mulhcres....... 358 ... 673
Desles :
l'.cstabolci eram-se. 6fi0
Morreram........ 12
Nao coinplctou o tratamenlo 1
Mnrtalidado de 2 por ', mediragao homcopalhica,
tratamenlo regular.todaacommodidade dosdoenlcs.
Clnica da pobreza na capital.
Homens....... 360
Mulhcres....... 495..... 855
Desles:
Rcslahcleceram-se 78G
Ignoro o resultado. .... 48
Morreram...... 21
Morlulidadc menor de 3 por ", entro os morios c
rcstabelecidos, despresada a cifra dos ignorados: Ira-
lamento homcopalliico sodrendo os docules militas
privagOcs.
Bstatistica do mesmo na cidade do Aracaty e San
Bernardo.
Clnica urbana,
Homens....... 73
Mulhcres....... 66..... 139
Desles:
Reslabeleceram-se. .,. 132
Morreram....... 7
Morlalidadc de 5 por %, Iratamcnto homeopalhico
e regular, com toda a commodidade dos docules.
Clnica da pobreza nos mesmos lugares.
Homens ....... 141
Mulhercs....... 181
Desles:
Reslabeleceram-se. 283
Morreram...... 14
Ignoro o resultado. ... 25
Mnrtalidade de 5 por % Iratamcnto humeopa
sorendo os doeules privagOes.
listatistica do mesmo na cidade de Sobral.
322
62
79
136
141
Urna breve replica.
NAo admira, Srs. redactores, que o despelo ron-
fundido pelo snm vibrante da verdade, remedindo-
se cm sua infernal colera, ah surgisse le novamen-
Ic o rollo cm completo ardiuienlo, comegaodo imr
debiichar inlenroes e cmpreslar-me fados, lao a-
Ibeios de mim, quanlo sao proprios do aleive, e da
mao sinistra d'aquellc que deserradamente dcinit-
liiulo de si a rcsponsabilidadc dos ditera, soccor-
rc-se (-aculadamente fama publicaaliui de que
por este modo legalmento no podesse cu no encal-
go imprnir-lhe o ferrete de calumniador.
Os Vuelos corrcspoudcn arvorc que os produz.
Sendo cerlo queja nao ha ah algucra que possa g-
,12) Oh que sccplru ...
(13) Oh senhor, que termo be esle'.' NSote em-
pele lauto !
('Mi Sera rerto
aoge '! Pelantes,
nha '.
! Nao sera o pedantismo em sen
tremei, Ireme! ti gloria i mi-
li}r-sc com elle respondenle e lbe dissera, que que-
riam prender seu (libo para o recrnlameulo, c que
elle respondenle lbe dis*craque o occullasse, ao que
tomn o dito Antonio Joaquim, que se prendessem
o scu lillio, que s um tiro ; i vista do que Ihe disse
elle respondenle, que se elle ficssc slo (laurina na
corda bamba, c oslando lambem prsenle .Manoel
Thcodoro, Ihe disse que fi/.esse ; mas ludo islo dis-
seram por brncadeira. ao que finalmente disse o re-
ferido Antonio Joaquim, que se Ikesso tinha milita
gente a sen favor nesla mesma ridade, c que, sa-
liendo disto Joao Tasares de Mello, depois de alguna
instantes dssera que nilo has a elle respondenle o-
brado bem cm estar brincando com o cabra Anto-
nio Joaquim, pois que com lal gente nao se devia
brincar.
Em conlnuarao disse elle respondenle, que nao
era de scu carcter envolvor-sc cm semelhaule fac-
i, romo se Ihe quer atribuir, pois que elle he bem,
conhecido, e se livesse genio para sso liuha-o feilo
digo bem conhecido, pois que no lempo da vicc-prc-
sidencia do doulor Ti.ijano Alipio de llollanda Cha-
ron, foi elle respondenle muilo mal tratado por el-
le c ptu-eguido, al por nina ordem do dia derlarn-
Nao posso dcixar de me alargar um pouco sobre
esle lopiro do discurso do nobre deputado, visto que
elle, para contrariar aos meus dous honrados colle-
gas, procurou provar que cuan effeito seus correli-
gionarios da Parahiba nao podiam ser tacs quaes os
hasiam pintado aquello- Ilustres depulados.
Sr. presidente, eu nao conhegn a lodos os indivi-
dous da faccao rasgada da Parahiba ; mas couhego
mni de perlo alguns, (a oulros por iuformages';
cnnhecji por cxemplo, a um de seus mais assignala.-
dos cheles o Sr. Manoel l.obode.Miranda llenriques;
esse hornera de quem para sempre minha provincia
se recordar com horror e indignaran ( apoiados ).
E qneui be o Sr. Lobo de Miranda 'llenriques Eu
nunca o disse nesla casa, Sr. presdeule, nem agora
mesmo o dira, apezar de screu e minha familia urna
das victimas desse homem verdaderamente lobo, se
|>or ventura uaoouvisse bonlem ao nobre deputado
a quem me retiro, o mais pomposo elogio aos cinco
depulados cleitos acamara futura pela provincia da
Parahiba. Todos s3o homens de bem, honestos c
virtuosos, diz o Ilustre deputado! Homem de hem
honesto c virtuoso o Sr. Lobo de Miranda llenri-
ques Sr. presidente, eu o repilo, nao me neru pa-
ria nunca desse senhor, nao obstante os males que
cansou a minha infeliz provincia (luanle sua deles-
las el administraran ( apoiados) ; porque nao dse-
jaria que se me lachasse de pouco generoso para com
elle, principalmente sendo eu um dos muitos ofteu-
didos. Mas como hei de tolerar que na minha pre-
senga se Icgam encomios ao homem que, quando
presidente das Alagoas, levou a preseguigao por
lodos os pontos da provincia, anarchisando-a; e pra-
licou loda a especie de tralicancia, para saciar a se-
de de ouro que o devorava ( apoiados )'! I Eu fallo
similores, peranle meus Ilustresamigosccollegas.
O Sr. C. Ribeiro : Apoiado : ha umitas mu-
lhercs que ainda boje nao sabem de scus maridos.
O Sr. Casado : A presidencia do Sr. Lobo foi
urna verdadeira calamidadc para minha provincia,
foi urna pesie que a desoloo, foi, em urna palavra, a
iiiiuior.did.ule c- a auarrhia personificada com lodos
os scus horrores, que nessa poca desgranada se nos
envin do Rio de Janeiro E he oslo um dos dig-
nos representantes do partido do nobre deputado! ?
Mas, sciihorcs, o que provam cssas cleiges da Pa-
rahiba, para com o seu resudado querer-seargumen-
lar contra as proposigoes proferidas na casa contra
essa facriio sanguinaria da Parahiba (apoiados).
Bstanle se lem dito acerca do modo por que foram
ellas fcilas, c por isso somelbanlc argunicnlagao pa-
ra mim, nem para o pai/. nada pos a.
I'uhlirandn o documento que se segoe, lemns em
s isla fazer ronhecida aos l'orluguezes aqu residen-
tes, a maneira porque sao apreciados seus mritos e
classe, pelos notareis Sr, cnsul Joaquim Raplisla
Moreira,vice-consul Chanceler Miguel Joc Alvcse o
celebrrimo Sr. Mathias de Azevedo Villarouco e
mais membros do consclho dos de:. Esses Srs. in-
culcando-se de commercianlcs, emprestara aos seus
compatriotas e colegas oulros ttulos e oulros mri-
tos, que talvez a ellos sejam bem cabidos.
O conselho dos de: coropostii de logslas, taber-
neros, 1 anua zona 110 de assucar,e 1 caixeiro, se in-
titulara commercianlcs, e s encontraran! sclecoin-
mercianlc, porluguezes assignados na representa-
gao !.....e 100 logslas c 81 labcrneros, que sendo
assim, nao sao commcrranlesuo bcsluulo do celebr-
rimo rowelho.
CONSULADO DE PORTUGAL EM TER-
NAMBDCO.
Termo tCe.vamc procedido nos nomes da represen-
larVio contra o nnisiil e rice-consul de Portugal,
nesta provincia de Pernambuco.
Anuo do nascimento de nosso Scnhor Jess Chris-
to, aos quatro dias do mez do maio de 18-54, nesla
cidade do Recife de Pcrnambuco, na chancelaria do
consulado de Portugal desla provincia, eslahelecida
na casa 11. 6 da ra do Trapiche, onde se aehavam o
consol Dr. Joaquim liaptisla Morera e o viee-con-
sul Miguel Jos Alvos, e os dczcompiercaules por-
Inguczes, estabelecidos nesla cidade cm diversos ra-
mos de negocio, abaixo assignados, que precisa-
mente haviau* sido convidados pelo nfesnio cnsul,
para o lira de procederem a 11111 exame nos nomes e
empregos das pessoas, que assignaratn e dirigirn!
desla cidade urna representagao a S. M. cl-re re-
gente de Portugal, contra aquclles funccoiiarios, foi
presentada aos referidos dez coiiimcrcaiilcs a copia
conforme dos nomes assignados, na mesma repic-
senlagao devdamcnle legalisada na secretara d'cs-
lado dos negocios eslrangeiros em Lisboa, aos 11 de
ni a reo prximo passado, e sendo aquellos primeira-
inonic contados, verlicou-sc que ?s assgualuras rc-
ronherdas por verdadeiras. pelo tabellao publico
desla ridade, Francisco de Salles da Cosa Monleini,
aos 17 de Janeiro de 1S.5S eram mil c sessenta e oi-
to (1068); e pastando por esculla dos ditos dez com-
mercianles prsenles a screra lidos todos os nomes,
por Mathias d'A/evedo Villarouco, conheceu-se de-
pois de um minucioso exame, que 714 dos assigna-
dos sao:... artistas, olliciaes, c Irabalbadorcs em dif-
ferentes ollicios 76, armazenarius de assucar 11, au-
zentes, alienado 1, caixeiros272, ceg I, commer-
llomens
.Mulhercs.......
Destes:
Rcslabelccerara-se. .
Morreram ......
Morlalidadc menos de 4 por % Iratamcnto homeo-
palhico o regular, gozando os doentcs de loda a
commodidade.
Bslatittica do mesmo no Iwspital de caridade.
Homens....... g
Mulhcres....... 12
Desles:
Reslabeleceram-se. ... 17
Morreram...... 3
Para esle eslabelecimenlo, que o governo com lao
boas disposgocs apromptou para a pobreza, nao en-
traran! senao aquclles, a quem a polica rccolhia
por acba-los de todo abandonados, o que aconteca
quasi sempre quando a molestia ja muito adianlada
pouca esperance dava de vida.
. Eslatislica allopathica.
Homens....... 31
Mulhcres....... 27
Desles
Reslabeleceram-se. ... 52
Morreram....... 6
Morlalidadc de 12 por '. Iralamenlo allopalhico,
gozando os duenles de loda a commodidade.
Resumo da cstatislicd do Dr. Liberato de Castro
Carreira.
liomens....... 930
Mulhcres. ..'.... 1191
Desles:
Reslalieleceram-se. 2014
Ignoro o resultado de. 74
Morreram...... 62
Nesla dioica observada em differentes lugares de-
ram-sc os seguinles factos.
De vmitos prelos. 41 escaparan!. 18 morreram 22-
de sangue. 17
hemorrhagia. 22
apoplexia ... 18
dejecgoesprelas 20
convulsoes. 5
Ti I d mi dos. 18
cisco da Silva, Pedro Anselmo de Souza, Jos Bar-
bosa da Silva, Jos Joaquim de Santa-Auna, Ma-
noel P. de Freilas, llypolilo Jos da Costil, Fran-
cisco Carneiro Sarment Lima, Lucio Prudente de
Nazianzeno, Lucio Camello Cavalcant de Albuquer-
que, Joaquim Rodrigues Campello. Manoel Grego-
rio da l'.iisao, Vicente de Paula Bczerra Cavalcanli,
Joaquim Manoel do Espirito Santo, Francisco An-
tonio M., Manoel Flix Nazaro, Manoel Jos Car-
neiro, Jos de Souza Barbosa Moreno, Manoel Jos
P., Manoel de Souza e Silva, Joaquim Ignacio de
Mcndonga, Angelo Custodio Barros, Manoel da Costa
Fonseca, Vicente F'erreira da Silva Reg, Vicente
Isnacio da Cunha, Jos Francisco Rodrigues Luna,
Emilio Antonio Gonralvcs, Joao Morera Lins de
Mello, Miguel Bastos, Lourengo Jos da Paixao, Jo-
s Xavier Lins de Albuquerque, Caciano Teixeira
de Mello, Francisco Gomes, Flix Fernandos pinto,
Jo.lo Candido da Silva Reg, Francisco Gomes de
Sales, Joao Vrenle Ferrcira, Joao Dias da Annun-
ciagao, Manoel F'erreira Chaves, Francisco das Cha-
gas Hihciro. Manoel Gomes Wanderley Jnior,
Tbemotco Jos da Luz, Vicente Rodrigues da Silva,
Pacfico Norberlo do Espirito Santo, Angelo Custo-
dio do Monte, Joo Baptista de Mello, Jos da Po-
lilla dos Sanios, Joao Manoel de Mallos, Antonio do
(armo c Souza l a ia hei r.i. Alexandre Jos de Mello,
Ignacio Correa de Amorim, Joaquim Gomes Perci-
ra, Antonio Basilio Rodrigues Luna, Felippc cry
da Cimba, Santiago de Lagos, Joao Baptista de
Mello, Manoel Joao do Nascimento, F'rancisco Ma-
noel de Freilas, Scvcrino Jos de Souza, Joao Agos-
lnlio Bezerra, Jos Romao de S., Joaquim Jos
Soarcs, Mauricio Jos de Souza, Manoel Ferrera
Leile, Ignacio Correa Gomes do Aguiar, Vicente
F'erreira da Costa, Jos M., Andr Domingues da
Silva, Sergio Goes da Silva, Gongalo Jos das Ne-
ves, Jos Lourengo do Nascimento, Simplicio Go-
mes de Brilo, Joao Romgo da Silva, Manoel 1 eral-
do da Silva, Joao de F., Joao Antonio, Luiz Igna-
cio AI ves, Antonio Jos da Silva, Luiz Autonio de
Franga, Antonio Jos dos Santos, Benlo Jos d'Al-
buquerque. JoAo Baptista de Albuquerque, Anto-
nio Jos fiburcio, Luiz Falcan de Souza, Manoel
Tbeodozo da Cunha, Joao da Rocha Lira, Antonio
Duarte Leile, Victorino Francisco de Salles, Fran-
cisco Antonio de I,una. Manoel Jos de Oliseira,
Francisco Mendesdas Chagas, Joo Francisco do
Espirito Santo, Hcrr.ulano Ferrcira da Silva, Jos
Correa de Amorim, Lourengo Fernandes Alves de
Audrade, Ceciliann Jos Marques, II. Balbino G;
Ferraz, Bernardo Paulo de Sanla-Anna, Jos An-
tonio de Faria, Manoel Antonio de Farla, Jos Ma-
noel de Lima, Jos Pedro Ferraz, Manoel d'Araujo
e Albuquerque, Joao Pessoa de Mello, L. Jos Mar-
celino, Manoel Filippe de Souza, Antonio Pereira
da Silva, Joao Soares da Silva, Pedro Soares da Sil-
va, Manoel Francisco da Paixao, Manoel Francisco
de Barros, F'rancisco G. de Barros, Francisco Jos
Pereira, Francisco P. dos Saulos, Jos Lourengo
Paz, Jos Francisco Macicl, Joaquim Antonio de
Lira, Antonio A. de lilis eir Lins, Angelo de Bar-
ros Correa, Antonio Pereira de Abreu, Manoel Fer-
rcira da Silva, Manoei Antonio de Barros, Antonio
Jos da Silva, Fraucisco Xavier da Cosa Monteiro,
Jos Flix, Sevcrino Jos da Silva, Scbasliao Anto-
nio dos Prazeres, Leonardo Ribeiro de Franga,
Lourengo Antonio d'Oliveira, Jos Rufino de Mi-
randa, Joaquim Jos Pereira, Antonio Correa Lima,
Antonio Gougalves da Silva, Jos F'rancisco da S.,
Raimundo Eugenio Gomes da Silva, EslcvSo Jos
Barbosa, Joao Evangelista da Silva, Francisco Xa-
vier Vas Chagas, Jos Francisco de Barros, Pedro
Gongalves da Meira, Vicente Ferreira d' Veras,
Joao FranciscoUle Lima, Ricardo Jos do Nascimeu-
to, S. R. da Silva, Joo Amaro, Flix Jos de Sooza,
Jos Pereia, AntonioNogueira, MartinhoNunesdos
Sanios, Antonio do Monte Lima, Antonio Jos do
Espirito Santo, Manoel Joaquim da Boa Sorte, Es-
li's-.io Rodrigues Lima, Manoel Jos do Nascimento,
Pedro Pereira das Nevos, Manoel Antonio do Nasci-
mento, Jos da Silva ('.., Manoel Gomes da Silva,
Manoel Joaquim dos Sanios, Manoel Gomes dos Pas-
sos, Joaquim Alves de Mendouga, Jos F'erreira da
Silva, Jos Ignacio dos Santos, Alberto Francisco
de Aguiar, Manuel Lzaro de M,, Manoel d'Olivei-
ra Lins, Francisco Jos da Silva, Anio Ferreira de
Araujo, Joaquim Jorge de Souza, Manoel Antonio
de Lira, Jos Andr G., Lauriano Jos de Souza,
llereiilann de Barros Lima, Elias Alves do Monte,
Francisco Ferreira de Souza, Jos Rufino da Silva,
F'rancisco Flix de Souza, F'rancisco Jos da Silva,
Manoel de Barros Passos, Joao Bapti la da Silva,
Lucio Ferreira da Silva, Jos Domingues de Albu-
querque, Manoel Alfonso Cavalcanli, Joaquim Jos
de Aiaojrt, Jos Gomes da Silva, Joao Francisco de
Souza, Manoel F'erreira da Cosa, Antonio Dias de
Ceulo, Jos Francisco de Barros, Autonio F. da Sil-
va, Joao Antonio d'Oliveira, Joaquim Manoel da
Cosa T'igueira, Francisco Flix de I.emos.Jos Vic-
toriano Correa il'Amorim, Joao Filippe da Fonseca,
Homar lino M. B., Alexandre Pantaleo da Cunha,
Antonio Jos Cabra!, Joo Elculerio d'Oliveira, A-
goslinho Antonio dos Santos, MarannoJos de Mel-
lo, Simio Correa, Francisco Correa de Amorim, Vi-
cciilc Ferreira de Mello, Raimundo Jos Galdino,
Jos Alexandre de Brilo, Virgulino Antonio de Li-
ma, Francisco Jos Morcira, Jacinto Pereira da Sil-
va, Filippe Nery Pereira, Manoel Justino da Silvei-
ra, Joaquim Jos de Sania-Auna, Ignacio Teixeira de
Parias, Antonio Jos de Souza D., Dionisio Gomes
da Silva, Antonio Jos Vioira, Conrado Gomes da
Silva, .Manoel Rodrigues dos Saulos, Antonio Ro-
mao do Nascimento.
MOVIMENTO DO PORTO
Navios entrados no dia 5.
Rio de Janeiro16 dias, hiate brasileiro Anglica,
de 85 toneladas, mestro Jos Joaquim Alves da
Silva, equipagem 8, carga farinha de trigo; a
Thcophilo Seve & Companhia.
Macei24 horas, migue inglez Rosalic, de 228 to-
neladas, capilao Thomaz White, equipagem 12,
carga assucar e algodo ; a Deane Voule 1& Com-
panhia. Veio receber ordeos e segu para Li-
verpool.
EDITAES."
605001
5989000
2150
COMMERCIO.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimcnlo do disposto do or. 34 da lei
provincial n. 129, manda fazer publico para co-
nhecimenlo dos credores hypolhecarios e quaesqner
nleressados, que as propriedades abaixo declaradas,
foram desapropiadas, e que os respectivo.proprie-
larios tem de ser pagos do que se Ihes dve por es-
ta desapropriago, logo une terminar o prazo de 15
dias, contados da data desle, que he dado para as
rcclamages.
E para constar se mandn afllxar o presente e pu-
blicar peto Diarto, por quinze dias successivos.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 30 de junbo de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira d'AnnunciacHo.
lima casa de taipa, sita 11 direccio do
21." lauro d estrada da Victoria, per-
lencente a D. Rita de Cassia Pessoa de
Mello, pela quanlia de.....,
Um lango de muro e urna parle do sitio
no lugar do Pi/.a, na cidade de Olinda,
pertencenle ao I )r. Antonio Jos Coe-
lho, pela quanlia de. *.....
Conforme. O secretario, Antonio Ferreira da
Annunciaciio.
A cmara municipal desla cidade, usando da
autorisagao que Ihe confere o art. 15 da lei n. 348,
publicada ueste jornal, n. 140 de 20 do correte,
marca 9 prazo de um mez, contado do primeiro ao
ultime JjuHio subsequenle, para no decurso delle,
atrem papos us impostos atrasados sobre eslabeleci-
ienlos industriaos; findo o qual, e nao realisada a
cobranga, ficam os contribuales rajeilo* a orna
mulla igual ae duplo do valor do imposto, como
dispe o citado artigo.E para que chegue ao co-
nhecimenlo de quem competir se manda publicar o
prsenle. Pago da cmara municipal do Recife
em aessao de 28 de junbo de 1854.fariio de Ca-
ptbaribe, presidente.No impedimento do secreta-
rio. O official-maior, Manoel Ferreira Accioli.
O Dr. Francisco de Assis Oliveira Macicl, juiz muni-
cipal da segunda vara e do commercio desla cida-
de do Recife, capital da provincia de Pernambneo,
por S. M. I. c C. o Senhor D. Pedro II, que Dos
guarde, etc.
Fago saber aos que a presente carta de edictos vi-
rom ou della noticia liserem, em como Son/a' ck Ir-
mo rafe dirigirm a peligodo Iheor seguinte:
I li /em Son/a & 11 mao negociantes desla prega, que
querera fazer citar a Guimares & Braga lambem
negociantes,-pela quanlia de 2663240, importancia
das duas leilras juntas, e peto juro estipulado, afim
de nos 10 dias que Ihe ficarem assignados, a primei-
ra do juizo depois da citagao,pagar os sopplicados,ou
alegare provar os embargosque livercm.sob pena de
a sua revelia serem condemnados na referida impor-
tancia, jurse cusas, e porque os supplicados eslao
ausentes sem saber onde, requeren os supnlicaolcs
justificada dita ausencia, que se faga a rilaran por
editos: assimpedem aV. S. Sr.Dr.julz municipal da
segunda vara e do commercio dcferimenlo.E R.
M.Candido Autran.
Como reqner. r Recito 12 de junho de 1854.
Oliveira Maciel:
Dislribuig.no A Baptista. Oliveira.
Nada mais se continha em dita peligao e meu des-
pacho, em cumprimento do qual prodozindo o sup-
plicante as suas lestemunhas e rabiodo os autos a
minlia conclusao nelles dei. a senlonga do theor se-
guinte:
Visto que se acha provado pela jusliflcagao a fo-
Iha's, que Gui maraes & Braga eslao ausente* em lugar
nao sabido, passe carta de edictos com o termo de
30 dias e costas.. Recife 27 de junho de 1854.
Francisco de Assis Oliceira Maciel.
Nada mais se coolinha em dita minha senlonga,
em cumprimento da qual o escrivao que esla subs-
creveu fez passar a prsenle carta de edictos com o
Erizo de 30 dias, pelo theor da qual chimo, cito e
ei por citado aos supplicados Goimarles e Braga
por lodo o couteudo na petigo supra transcripta,
para que comparegam neste juizo dentro do refe-
rido prazo, por si ou por scu procurador bastante,
afim de responderem aos termos da argao, e assigna-
go de 10 dias que Ibes vai ser proposta pelos snp-
plicanles, cuja citagao ser acensada na primeira au-
diencia deste juizo, findo qoe seja o referido prazo,
abi se assignarao os 10 dias da lei: sob pena de re-
velia, pelo que toda e qualquer pessoa, amigos, pa-
ren tese condec dos dos supplicados ( 11 maraes > Bra-
ga Ibes poder fazer scenle ao que cima dea expos-
to, e o porteiro do juizo afiliar esla na praga do
Commercio, e oulro do mesmo Iheor na casa das
audiencias; e se publicar pela imprensa.
Dado e passado nesta cidade do Recife, capital da
provincia de Pernambuco ios 30 de junho de 1854.
Eu Manoel Joaquim Baplisla, escrivo interino
subscrevi. Francisco de Assis Oliceira Maciel.
TRACA DO RECIFE 5 DK JULHO AS 3
HORAS DA TARDE.
CotagOes olliciaes.
Descont de ledras de 30 dias7^ ao anno.
ALFANDEGA.
Rcndmcnlo do dia 1 a 2G:98fiS215
dem do dia 5........10:0783164
37:0649379
Descarregam hoje G de julho.
Barc ingle/.a Philomercadorias.
Brigue americano IVilliam Princefarinha.
Polaca despalilllaLincepodra.
Urigue brasileiroReciferumo e toucinho.
Brigue brasileiroMaragneros do paiz,
Uiale brasileirolixalaraoidem.
CONSULA0 GERAL.
Rendmenlodo dia 1 a 4.....3:85()3i7l7
dem do dia 5........ 655S496
13
18
4
1) 12
n 3
0 10
Casos graves.
136
81
Os oulros sele doentcs tiveram urna terminago,
que nao foi bem verificada.
ERRATA.
Na correspondencia do Sr. Jos Joaquim Bolclho,
publicada bonlem, onde diz-se dia 3 de junho
Icia-se 30
riVLICACAO A PEDIDO.
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a 4.....
dem do dia 5......
1:506J2I3
3439739
9BSf376
599SI15
RECE BE DORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBL'CO.
Rendimenlo do dia 5 '. 9295910
CONSULADO PROVINCIAL
Rendimenlo do dia 1 a 4
dem do dia 5 .
9:7:168115
2:6139160
DECLARACO'ES.
12:3799275
DO CONSULADO
UNANCEIRO DE
Illm. e Exm. Sr. presidente.Dizcmos nos com-
mercianlcs da ridade da Victoria, que sendo o com-
mercio urna das fonlcs da riqueza d'um paiz, que
deve merecer a proteegao do governo em promover
lodo o incremento a esse ramo de industria, do qual
depende a felicidadc de urna nagao, nos he bastan-
te delrimcnloso, que esle commercio subsista na ra
da Lagoa do Barro, nao s pela loralidade nao offe-
recer vantagom, que possa fazer-sc urna boa praga
de commercio, em razao do terreno ser contiguo i
um rio, c situado a urna planicie, de mode quo as
eslagcs invernosas este lugar lorna-se intransilvel
por aquellos que alllucm ao mercado, como lam-
bem por que a pouco sofirenios urna tolal decaden-
cia cora a endiente do rio, o qual leve d innun lar
urna grande parle desla cidade, demolindo, e arrui-
nando um grande numero de propriedades, aonde
se arham a feira, e o commercio; e como esse facto
he de summa importancia, e gravidade levamos ao
conhecimenlo de V, Ex. para que dando a devida
consideragao nos oulorgue a faculdade de podermos
Iraspassar a feira, e o commercio do lugar em que
est, para oda ra Direila nesta cidade emdirecgao
ao pateo da Matriz, por ser mais asado, e adaptado
a lim, que rcquercnios. Pedimos a V.Ex. que nos
delira. E. R. Me.
Manoel Jos Percira Borgcs Jnnior, Joaquim
Mauricio Wanderley, Jorge da Silva Coulinho, Joa-
quim Severianno de Lelo, Antonio de Brilo J-
nior, Francisco Antonio S. c Silva, Manoel Martins
Pontos, Francisco de Paula Mello, Jo3o Dias Fer-
rcira, Jos Jacinto de Mcdciros, Flix Pereira da
Silva Cavalcanli, Benedicto Jos Percira, Manoel
Jos da Rocha Cruz, F'elix Cavalcanli de Albuquer-
que Mello', Miguel Bezerradc Abren, Jeronymo Jo-
s da Silva, Manoel de Moura Rezcnde, Marlinbo
Garca de Araujo, F'rancisco Jos de Araujo, Ale-
Sandrc Alves Pereira, Joao Evangelista Bastos Leal,
os Francisco de Mello, Daniel Alves Falco Ta-
ques, Manoel Ignacio da Cunha, A rogo de Joao
Cbrisoslomo Joaquim F'erreira da Silva, Dionisio
Alfonso I)., Jos Joaquim Alves Jnior, A rogo de
Jos Flix d'Annunciagao Jos Pereira Borges, F-
lix Gomes de Andradc. Jos Luiz de Souza. Joa-
quim Gougalves Teixeira, Manoel Jos Teixeira, o
padre Joaquim dos Prazeres llraxner, Flix Jos,
Jos Francisco Pedroso, Joao Jos Ferreira, Severino
Barros Passos, Antonio Miguel Bezerra, Jos Fran-
cisco Barros, Manoel Francisco de Barros, Caciano
Jos Cabral, Flix Francisco do Moracs, Antonio
Severino do Nascimento, Guilhcrmino Paes Brre-
lo, Jerons mu Corrcia de Amorim, Antonio Carneiro
da Silva, Zeferino de Lima Freir, Manuel Borgcs
da Fonsera. Silvestre Rodrigues Fiancircdo. Jos
Conrado da Silva, Francisco Antonio Sobral, Mano-
el Leao da Rocha, Zacaras Rodrigues de Souza, Ma-
nuel Jos Pereira Borgcs Jnior, Antonio Muniz
d'Almeida, Joao d'Amorim Lima, Izulro Das da
Silva, Lanrenlino Alves Ferrcira, HenriquedeSou-
xa Delgado. Manoel Ignacio d'Albuquerquc. Jacinto
Jos de Santa-Auna, Manoel Antonio Baptista Cor-
rea Nones, Scbasliao Antonio d'Albnqucrque, Ale-
xandre Bernardino d'Albuquerquc Celina, Americo
B. Casiiicanfi de Albuquerque, Ignacio da Silva
Oliveira, Alexandre Gougalves de Miranda. Cosme
Jos do Monto, Manoel Alcxandre Ferreira, Candi-
do Vieira, Gongalo Jos de Mello. Severino Jos de
Jess, Antonio Lopes Firmino, Manoel Teixeira de
Mello, Antonio do Mnnle Ferreira, Antonio Fran-
RENDIMENTO DA MESA
PROVINCIAL DO ANNO
1853-1854.
Imposto de 3 por cenlo do assucar ex-
portado..........
Dito de 5 por ccnlo dos* mais gneros.
Dcima dos predios urbanos.
Sello de heraugas e legados.....
Mciasiza de escravos......
Escravos despachados.
Emolumentos de passaporle de polica.
Nnvos e velho* direilos...... 2:49!
Imposto de 3 por cento dos estabeleci-
menlos de botica.......
Dlo dito de loja a rclalho.....
Dito dito de dita de cambio. .
Dito dito de dila de mobilia. .
Dlo dito de armazem de carne. .
Dito dito de dlo le madeira. .
Dito dito de dito de lijlos. ....
Dito dito de dlo de assucar.....
Dlo dlo de dito de sal......
Dito dito de dlo de fazendas. .
Dlo dito de dito de farinha. .
Dito dito de dito de massames. .
Dito dlo de dito de couros.....
Dito dito de dito de recolher. .
Dito dlo de tabernas......
Dito dito de botequim.....
Dito dito de serraras......
Dito dito de olarias.......
Dito dito de Ivpographias. ....
Dito dito de cocheiras......
Dito dito de cavalharice.....
Dito dito de prengas de algodSo. .
Imposto de 3 por cenlo de fabricas. .
Dito dito de jogo de I al liar.....
Dito de 108 rs. sobre casas de modas. .
Dlo de 20 por cenlo do consumo de
agurdenle. : .....
Matriculas das aulas de inslrucgo su-
perior........... 1:2058000
Imposto deWKHrs. por casas de ven-
der cautelas de bilhetcs de loteras
de onlras provincias......3:6OO>O00
Capalaza de 320 por sacca de algodad. 8:1693240
Imposto de 128800 rs. sobre fabricas do
chapeos.......... 518200
220:7.125610
80719843I
107:2878730
22:9548199
17:1278037
30:2000Oli
828800
90SO00
1:6168129
428180
m-fl'<0
3688580
228800
148400
2018000
188240
54*000
438560
435OO
398180
1363560
1:0,->9.->i32
198200
538100
F23980
68000
818600
408200
:osooo
5013I86
63000
108000
8018800
Dlo dito de oleras.
Dito dilo de serraras......
Dito dito de boticas.......
Dlo dito de loja a retalho. .
Hilo dilo de tabernas. .' .
Dito dito de mobilia......
Dilo dilo de armazem de farinha. .
Dito de 1003 rs. sobre casas de vender
bilbcles de loteras de oulras provin-
cias...........
Mullas...........
Juros............
Cusas...........
38,3100
:tx-,ix>
12*800
389400
123800
389400
128800
4009000
6813376
368118
2559138
501:7803114
Pertencenle ao trimestre addirinnal ao
auno finanreiro de 1852 a 1853.
dem ao anno linanceiro de 1853 a
185!..........
36:9638749
464:8168:164
501:7808114
Mesa do consolado provincial 5 de julho de 1851.
O escripluraro,
Lui: de .tznedo Souza.
A e-i u n a Titania recebe a mala para o Para
hoje (6; as 4 horas da larde no Correio.
ADMINISTACAO DO PATRIMONIO DOS
ORPHOS.
Peranle a adminisiragao do patrimonio dos or-
phos se hade arrematar a quem por menos fizer, o
fornecimento dos medicamentos para o collegio dos
orphaos, pelo lempo que ha de decorrer do dia da
arremalago al o lim de junho do prximo anuo de
1855 : as pessoas que se proposercm a fazer dito for-
necimento, poder no comparecer na casa das sessoes
da mesma administraran no dia 7 do presente mez
as 12 horas da manhaa.Secretoria da administra-
gao do patrimonio dos orphaos 1 de julho de 1855.
Joaquim Jos da Fonteca, secretario interino.
Tcndo-sc desconfianga qoe a ponte do Recife
venha a soffrer alguma cousa pelo seu oslado de rui-,
na, nao dando neste caso o transito que pela mesma
se faz, o Illm. Sr. capilao do porto manda fazer islo
publico, e prevenir que, dado elle, achar-se-h9o es-
tablecidas duas lindas de condacrJIo por' meio de
emharcagoes muidas, urna no caes novo de Apollo
para o lado opposto junto a secretaria di noticia, e
oulra na osead inda da Alfandcga para o caes do Col-
legio, que Iho lira cm frente ; e manda prevenir
mais, que pela passagem de cada pessoa nao se deve-
r dar mais de 40 rs., como se cstipuloa. Capita-
na do porto de Pernambuco28 de junho de 1854.
0 secreterio, Alexandre Rodrigues ios Anjos.
Pela mesa do consulado provincial se fax sci-
cnte aos proprielarios dos predios das differentes
freguezias, que os irinla dias olis para o recebi-
meulo da decima do segundo semestre do armo li-
nanceiro de 1853 a 1854, se finalisam no dia 10 de
julho cor rente.
Administrado do patrimonio do
orphaos,
Peranle a adminislrago do patrimonio dos or-
pliaos so ha de arrematar, a quem mais der, as renda"
da casa n. 29 do largo do Paraizo, pelo lempo que
decorrer do da da arremalago al o lim de jnnho
do futuro anno de 1855: as pessoas que se propo-
zerem a arrematar ditas rendas, poderao comparecer
na casa das ses*ocs da referida adminislragao no da
7 do prximo mez, s 12 horas da manhaa.Secre-
taria da adminislragao do patrimonio dos orphaos
1 de julho de 1854. Joaquim Jos da Fonseca,
secretario interino.
Pela adminislragao dos estabelecimenlos de ca-
ridade se faz publico que as arrematages dos predios
do mesmo eslabelecimenlo sero levados a efleite nos
dias 5, 6 e 7 do correnlo: os prelendentes apresen-
tem-se com os seus fiadores. Sala das sessoes 3 de
julho de 1854. O escrivao, Antonio Jos Gomes do
Correio.
PUBLICACAO' LITTERARIA-
ESTA* NO PRELO.
Elementos de dreilo inlernaatonal por Henry
Whealon. ex-minislro do Setaaos-lTnidos di Ame-
rica junto corte da Frrtsia, membro honorario da
academia real das sojencias de Berln, membro cor-
respondente dn academia das scencas moraes e po-
lticas no instituto de Franga, Iraduzido da segunda
edigo de 1852, por Enzebio Jos Anlunes, segundo
lente da armada imperial, secretario e ajudante
d'ordens do commandanle da eslagao naval de Per-
nambuco, redactor do Brasil Martimo, e traductor
da segunda edicto de 1853 dasregrasanlernacionaes e
diplomacia da mar do capitn de fragata da marmita
franceza Theodoro Ortolan. Recebem-se nesla lypo-
grapbia assgualuras para a importante publicaran
desla obra, a mais moderna e arredilada que se co-
nliece. Ella constar de dous voluntes brochados, e
(aislara para os senhores assignanles 88000 pagos na
occasiao que se assignar. Excellenle papel e nitidez
de impressSo garante o traductor.
Ptiblicacao litteratia.
Inslilnices de Direto Civil Portuguez por M. A.
Coelho da Rocha, lente da faculdade de direito da
universidade de Coimbra, lerceira e ntida edigao,
em 2 volnmcs cm nitavo, adaptadas ao foro do Bra-
sil, com a legislag.lo brasilera vigente, e algumas
notas explicativas exlrabidas das obras dos mais exi-
mios Icios para melhor illustragao das doulrinas en-
silladas nesse excellenle compendio, por Antonio de
Vaseoncellos Menezcs de Drummond, barharel for-
mado cm scencas jurdicas esocacs pela academia
de Olinda, advogado nos auditorios do Retire. Para
a publicagao dessa obra tao inlercssanle e indispen-
savel a lodos os senhores juizes, advogados e mais
pessoas, que se dedicam mesma profissao, 011 pre-
cisam possuir urna minuciosa e melbodica compila-
gao do Dreilo Civil Palrio, tendente a adquirir o
pleno conhecimenlo dos seus direilos c ohrigares ;
subscreve-se em Pernambuco, ua praga da Indepen-
dencia, loja n. 6 e 8 ; no paleo do Collegio, casa n.
28, tojas 11. 6 e 20, e na ra do Hospicio n. 9. O pre-
co da assignalura ser de 168000, pago no acto de
se entregar cada xemplar, a qual encerrar-se-h no
dia da publicagao da obra, e desde enlo vender-se-
ha. Apenas haja numero de assignaturas suftt-
cicnle para satisfazer as avulladas despezas da im-
prcsso, ir a obra para o prelo.
ia 1 itii a r\r\
n



J
**%
/
%
10 QE PERMMBUCO, QUINTA FElRli DE JULHO DE 1854.
Jt
SIL AMERICANA DE NAVEGADO' GERAL A YArOR.
capito
Bahiana
tasileira
Lusitania 1,100
Imperador 1,800
Imperatriz 1,800
1,700 toneladas
1,100
D. Greeu.
H. T. Cox.
J. Brown.
I
v
{Vapores novos, ajustados para icarcm prorn-
1
pos em agosto esetembro.
Os vapores desta companhia parlirao de Liverpool (al uovo aviso) na carreira cada nicz, e deven) chegar em l'ernambuco no dia 20 do mez, seguindo depois. da algumas horas para a
Baha, Kurdo Janeiro, c o Rio da Trata.
Na carreia de volla parlirao do Rio de Janeiro no dia 6do mez para a Babia. Pernambuco, (aonde
chegarao no dia 12), S. Vicente, Madeira, LtsbotVe Liverpool. ,
Os vapore lem lugar para passageiros de todas as classes a prejos muilo commodos, e os bilhetes de
ida e volla teem um abatimcnlo de 25 por cento, e valem para 12 mezes.
Kecebam aqai ouro. prala c miodezas \>ara lodos os |iortos de escala.
Gimo se lem publicado que algnns dos vapores da companhia se tiravam da carreira para servico-do
governo inglez. publica-se a seguinlo resoluto lomada pela directo no dia-26 de inaio : O vapores
Lwilania a Brasitcira tiao serao rendidos senao com a condirao de serem tmente entregues guando o
Imperador to. Imperatriz cstiterem promptos para completrem a carreira com vapores maiores, em
ronjunrSo com o Bahiana. i
As malas, os passaceiros c a carga destinados para o Rio daPrata proseguirlo ao Rk> Je Janeiro pelo
vapor La Plata, o qual depois de tocar cm Montevideo seenir at Bueoos-Avres. t? La Plata partir
de Buenos-Ayres de volla no dia 19, e de Montevideo no dia 21 do mez. Tara fretes, passageiros e outros
estabelecimentos se deve dirigir is a.'enoias da compauhia. Recite 21 de juuho de 1854.Os agentes da
companhia, Deane Youle & Companhia.,
N. B. As cartas para quabjuer porb* eaVangciro recebem-se na agencia ; as para os portos do imperio
smenle no correio. w #^, ^ *
Kocommenda-se s pessoas queVriSxerom cartas-singelas, ejam aeompanhadas logo com seu devido
porte |iara evitar demoras, como conslanlerocnte eslf acenteceido, scndo'o porte para a Europa 00 rs.,e
para o Rio da Plata 500 rs. v.
AVISOS MARTIMOS.
'Vara Lisboa segu viagom in-.prelerivelmeii'le
ale 11 do prximo mez de julho, a barca prlugue-
O abaixo assignado declara pelo prsenle, que
be procurador bstanle do Sr. Joaquina Soares Ra-
poso da Cmara, c como tal previne ao publico, que
uinguem contrate com o Sr. alteres Ignacio Soares
xa Gralida: qnem na m'esiua quiieVcarreear "oral Kaposo da Cmara c nem com sous procuradores,
|0^iwenni on aTrcnilamento do vinculo, silo na ilha de
S. Miguel, dexatlo a dito Sr. Joaquim Soares Ra-
ir de passagem, para oque ten superiores commo
dos, eiileuda-se com os consignatarios Thomaz de
Aquino Fonseca & Filho na ra di) Vigario n. 19
Simeiro andar, ou com o capitn Antonio Alves
e Ini.-.o, na piara.
Para a Baliia segu com brevidade
o hiate nacional Amelia por ter pfrte
da carga prompta ; para o restante trata-
se com o mestre Joaquim Jos do Silvei-
ra, no trapiche do algoda, ou com
NoyaesA Companhia, na ra do Trapiche
n. 54, primeiro andar.
O vapor brasiieiro lm-
'.perador, commandanle
o capito-tenenle Ger-
vasio Mancebo, espera-
se dos portos do. norle
i do correnle, e sahir para os dosul no (lia se-
guinle ao da sua chegada : agencia na ra do Tra-
piche n. 40, segundo andar.
COMPANHIA DE NAVEGADO A VAPOR LU-
ZO-BRASILE1KA.
_ Os 'Srs. accionistas
S desla companhia 'sao
convidados a reali-.ir a
r** quarta preslacaode suas
aceoes com a maior
brevidade, para ser remeltiila a direcrao na cidade
do Porto, dirigindo-se ao baixo assignado na ra do
Trapiche n.26.Manoel Duarte Rodrigues.
Para o Bio Grande- do.Sul sabe na
presente semsna o briguenacional Maga-
no,tem bons commodos para passageiros:
quem relie quizer ir de passagem enten-
da-se com o capitao a bordo, ou com os
consignatarios Novaes & C., na ra do
Trapiche n. 54.
Par o Rio Grande do Sul, segu com a possi-
vel brevidade o patacho nacional /uterpe, por ter
paite de sna carga prompla, recebe o reslaule a fre-
te: para Iralar na ra do Apollo n. 14.
Para o Aracaly segu viagem por esles das,
o hiale lixalacao, por ter parle da carga prompta,
para o resto da rnesma, e passageiros : trala-se na
ra da Madre de lieos n. 36.
RIO DE JANEIBO.
O brigue escuna nacional Mara, se-
gu com brevidade ; para carga, trata-te
com Machado & Pinheiro, na ruado Viga-
rio n. 19, segundo andar, ou com o capi-
tao na praca.
LEILOES
O Dr. Vicenle Pereira do Reg far leilao por
inlervencao do agente Victor, de todas os livios que
forana do finado Dr. Jos Francisco de Paiva, quin-
ta-feira, 6 do correte, as 10 1|2 horas da manba,
na ra doCollcgion. 8, primeiro andar.
Ouinta-feira, 6 do correnle, o agente Borja,
far leilao em seu rmazem, ra de Collegio n. 14,
as, 10 1|2 horas da manha.i, de um completo sorli-
menlo de obras de marcinera, novas e usadas, diver-
sas obras de ouro e prala, um rico alfinele de peito,
gravado de brilhantes, dous bolocs de abertura tam-
ben) de brilhanle, varias quinquilharias, e oulros
rauilos objeclos, que no dia do leilao oslaran pa-
tentes. ,
AVISOS DIVERSOS.
Joaquim Pinto, morador ncsla cidade, e nego-
ciante de carne verde, faz ver ao respeilavcl publico,
que vende carne verde a 29560 al o fim do correo-
te mez, e do meio dia para a tarde vende por menos
como postuma.
Todos os porluguezes que assi ,'iiaram a repre-
sentadlo, lem sua honra e crdito empenhados em
saber de que maneira foram clarificados pelo conse-
lho dos He/. A na Nova deu o exemplu, enmpre
que soja seguida.Quebracantc.
Pergunla-se ao Sr. Malinas de Azevedo Villa-
ronca, se o eslaclo de ceguez lira os sentimentas de
ter noscido em Portugal, assim como de ser logista, e
como tal eommercianle, para nao ser por esse senhor
e o conselho dos Dez, separado e classificado js?- um
COCO !Como llllp Se fnsse mn TnnmtiffnM!
ceg::como que se fosse um meudigo!
Aluga-se a loja do alerro da Boa-Visla n. 17,
com bstanle commodo : a tratar com Frederico
Chaves, no mesmo sobrado.
O viga da polica tem perfeita satisfarn de
adverr ao Sr. Mathias de Azevedo Villarouco, se-
cretario do conselho dos Dez (semscr de Veneza)que
quanilo se he rogado a declarar com ocunho da ver-
dade qualquer acto por sua merc pralicado, nao lie
mister exigir o nome de seu enterpclante, cumprin-
do, portanlo dizer-lhe, que no prazo de 48 horas se
digne responder exigencia do vigilante ; e Isto fei-
to com tildo o compasso do decoro, e caso queira in-
correr na falta desla obrga^ao ter por cerlo de
queiiar-se ao vigario da freguezia pira llie dar o re-
medio.O cijia da polica.
Desappareceu no dia 2 do correte, pelas 8 ho-
ras d.i noile, a escrava parda acaboclada, de nome
Malhilde, feia de cara, reprsenla ter 30 annos d
idade, desdentada, umbigo grande ; levou saia de
chita rdsa desbolada : quem a ippr;hcnder ou della
liver noticia, dirija-se ra Imperial n. 31, que se-
r generosamente recompensado ; assim como que
le protesta com lodo origor da lei cunlra quem mali-
ciosamente a liver ncculla.
yj"*08*. ver oiiinw*Jgiial nome,' declara assiguar-se d'ora
em iH'iine ponllanoel Jos da Silva.
Qnem prcchtrde um caiiein portuguez para
taberna, do que tei^^!i|ia|iralica, c mesmo para
tomar por bataneo, dirija-seV ra do Rangel n. 36,
que achara o mesmo para tratar.
Sendo voz publica, que Belizario Adolpho Pe-
reira dos Sanios, Francisco Amonio Fereira dos San-
poso da Cmara, por seu fallecido pai I.uiz Soares
Raposo da Cmara, visjo dito vinculo se adiar ar-
roinhcln pelo abaixo assignado, como procurador
bstanle lamliem do fallecido Luiz Soares Raposo
da Cmara, e ratificado pelo novo morgado o Sr.
Joaquim Soares Raposo da Cmara, e por lempo de
6 annos, em nome do qual novo morgado, protesta, o
abaiio assignado contra qualquer uegocio que se
fac,a com dito vinculo, pena de perderem o seu di-
nheiro, porque ainda esl vigorando qpi Portugal a
lei dosvinoHlov em virtudc da qual o meu cnnsli-
tuinte est de pSsse do dito vinculo ; e para que se
naoeommetlam abusos para o futuro, se publica o
prsenle.Jos Dias da Silva.
THEATR0 D APOLLO.
A oonjinissan adminislraliva da cnmriaiihia de ac-
cionistas convida pela segunda vez a lodos estes se-
nhores para a rennio ordinaria da assemhlca geral
que dte ter lugar no domingo 9 do correnle mez
de j ii 111u s 10 lloras da manha, como lie determina-
do na ultima parte do artigo 17 dos eslalnlos da
mesma companhia, afim de se dar cumprimenlo ao
disposlo nos 5 S do referido arligo.
Pergunla-se aoSr. FortunaloCardosodcJGouva
porque razao"|tendo elle uini taberna a urna loja
de fazer navios se intitulen commcrcianip, paral
classifiear optros da mesma oceupacao em tabernei-
ros? Se oquclem o (eslabelecimento. ou loja de
pezo he laberneim, devia nao classificar-sc o Sr.
Gouvaem eommercianle porque lem o mesmo mo-
do de vida, salvo se suppoe que os navios o elevam
a nobre cathegoria que se arroguu. Vira a nobre-
za dos pavas?
Precisa-se alugar urna prela que seja boa ven-
deOora, ainiia mesmo nao leudo habilidades ;' paga-
se Iieiu : na ra do Padre Flonano n. 27.
Antonio Lopes da Silva Campos, subdito por-
tuguez. relira-se para fra desla provincia.
Os abaixo assignados porluguezes, moradores
na ra Nova, rogamao Sr. Mathias de Azevedo Vil-
larouco e mais membros do conselho dos dez, quei-
ram declarar, se clles cstao coinprchendidos no nu-
mero dos reos de polieia^aUenados, fallidos fingi-
dos, ou cujos nomcfsooos apocryphos ou insigni-
ncaiiles, de que tralnram no exame a que procede-
rn! as asignaturas da representara i que a S. M.
el-re regeule, drigiram os porluguezes aqu resi-
dentes, ou ento se dignem declarar os nomes dos
que assim classificaram, paralranquillidadcde mu-
tos.Francisco Ignacio Tinoco deSouzaFrancis-
co Ribeiro Pinto GuimaraesJos B. Gonralves Vi-
eira Ventura Pereira PennaJoaquim*da Costa
Maia Jos Joaqnim Alves Jos Mara da Costa
Carvalho Joao Fernandes Prente ViannaAn-
tonio Domiugos Pinlo Manoel Morena da Cosa
Sebaslio Jos da SilvaManoel Joaqnim Alves
Pitomba.
Os abaixo assignados caixeiros na ra Nova per-
gunlam aos senhores do conselho dos Dez, quaes sao
os treze de menor idade reos de polica, vados ou
insignificantes, como suas Ilustres senhonas man-
daran! declarar para S. M. el-rei recente contra os
que assignaram a represenlacao contra o Sr. cnsul
e sen chanccler, omino os mesmos leuham assigna-
do desejam saber se se entendkcoa ellrs. Albino
Jos Gomes.' Joo Jos KilieSe (hiiniaraes. Jos
Gomes da Silva.-<-Jos Lopes dt'fcilva Guimaraes.
Antonio Duarlo Carneiro Jnior. Victorino Mar-
tina Fernandes.Francisco Marques Guerra.Joo
Ribeiro Castro.
LOTEB1A DO RIO DE JANEIRO.
Acham-se a venda os bilheles e meios
bilhetes originaes da loteria nona, das
obras publicas de Nictheroy. O paga-
mento dos premios sera1- elTectuado logo
que se fizer a distribuicao das listas que
se esperara, ate 12 do corrate.
Pcrgunta-c a Mathias de Azevedo Villarouco,
se he commerciaule quem vende panno ao arse-
nal de guerra *.D. & /.
O abaixo assignado faz scienle ao corpo do
commercio, que lem autorisado a receber lodas as
suas dividas ao seu ex-socio Dionitio Vello/o de Ma-
cedo. Jote Joaquim Lima fairo.
Pergunla-se aoExm. Sr. commendador.... se-
cretariO'do conselho dos Dez inquisidores da honra
alheia, quem sao os reos de polica c fallidos, a n-
cepeo de sua eminencia incomprehensivel.
O menino dotrem.
Precisa-se de urna ama para todo o servico de
urna casa de tres pessoas de familia em Fora de Por-
tas: na ra de Guararapcs por cima da padaria,
primeiro andar.
Perdcu-se urna letra, cujo Ihcor he o seguinle;
Recife de l'ernambuco 3 de jolho de 1854.Rs.
1:0009000. A 12 mezes precisos da dala desla m-
nha nica lclra pagar Vmc. amim ou a minha or-
dem, em moeda legal, a quaolia de 1:O0O9, valor
recebido em igual especie e no vcnriineulo far
prompto pagamento nesla praca, ou onde llie for es-
ta apresenlada, o no caso de demora pagar o juro
de um e meio por cont ao mez, pelo lempo que me
aprouver esperar. Ao Sr. Manoel Anlonm Pereira
Ramos.Jos Maria de Mello /.umb.iu. Antonio
l.ins Caldas.
A 30 do mez de juriho prximo passado,
reccu urna negra de na{ao Olmuda. de n
Isabel, com os segundes siguaes : corpo secco, ca
com marcas de bexigas, saia de algodao azul, panno
da Cosa, e um labolero com miudezas : quem a pe-
gar, leve-a ra estrcila do Rosario, casa n. 35, que
ser recompensado.
A 18 do mez de junlio prximo passado, de-
sappareceu um escravn de narao Cosa, de nome
Luiz; quando anda pueha pela perna dircila por ler
o p enrhado ; quem o pegar, leve-oarua do Livra-
menlo, loja de louca.on nra e-treila do Rosario n.
15, que ser recompensado.
O Dr. juiz municipal da primen a vara d au-
diencia as quinta-feiras as 10 horas da manhila.
O abaixo assignado segu pira Lisboa a Iralar
de sua saude, levando em sua companhia sen filho
menor de nome Jos.Jotlo Jos de Parias.
Officiaes de funileito.
N*rua da Cadeia do Recife loja n. 64, precisa-sc
de olTiriaes de fuuileirn.
No dia 29 dejunho dcsappareceu da ponte Ve-
lli.i 2 i-avalles, estando osles pastornndo com ou-
1ro, por descuido da pessoa que os eslava pasturan-
do, suppe-se nao estarcm os ditos animaes furta-
dos, por consequencia roaa-se a pes^oa que os tiver
adiado ou encontrado peca-Ios e dirgir-se aq aterro
da Boa-Vista numero 61, quesera bem recom-
pensado ; signaes dos ditos animaes : ambos gran-
des, cauda e dina comprida, vin3os do serlao,
sendo um russnpedrez, cardo, com um dos qnalro
cascos radiado, oulro caslanho escuro, calcado dos
Ires pes, e esiao bastante ferido no lombo por causa
da cangalha, o caslanho mais do que o russo, e am-
bos cstao descarnados.
Os abaixo assignados. fazem seientea quem in-
leressar possa, que a sociedade que linham.ua fabri-
ca de espirilos na roa Direita n. 17, esl amigavel-
mente dissolvida pelo ex-socio Mncedo se retirar pa-
ra a Europa, ficando todo n aclivo perlencendo no
ex-socio Bairiio, os mesmos nada devem, mas quem
se julgar credor aprsenle suas con las para serem
immediatamente pagas.Jos Joaquim Lima fai-
ro. Dionizio Veltozode Macedo.
Precisa-se de urna ama para casa de pouca fa-
milia, para cMMbar, cneommar e fazer o mais ser-
vico de casa,Si que seja de mela idade :
da Roda n. 52.
Manoel Jos de S Araujo relira-se para fra
desla provincia, e pelo presente pede a qnem se jrl-
gar seu credor aprsente sua conla para ser. paga,
isto no prazo de 8 dias, na roa da Cruz do Recife
n. 33.
.- -. -j- *4\W*Wjiat^Ss^&*&^jJtW#*
Sociedade creadora.
Hoje principia esta aociedade, a forncrcr de W,
suas solas de gado, carne para consumo dos .JSJ
habitantes desla cidade : por emquanlo ser ';'.
vendida nos acouguos tfa ra do Ransel, ra- *
sas ns. 25, 49, 51 e 60, e na ra das Cruzes O
n. 33, e logo que posta obler maior numero j
de casas, ou dos talhos que osla de posse o -S
exlinetocontrato,metamorfoseadocom onomc S
de Sociedade Pernambucana, annunriar pa- ?;
ra conhecimenlo do publico. Esta sociedade igg
est abeiitada, seja qualquer a estacaoque se jg*
aprsente forneccr resalarmenle parte do kS
mercado deste importante genero, pelas ollas JS
de gadoque tem as provincias do Rio Gran- *|
de do Norle, e Parahyba ; espera portanlo a jg|
roadjavaco para bem de lodos. O prero he M
actual. M
-^ Quem precisar de urna boa ama de leilef di-
rija-se ra larga do Rosario, n. 32.
Acha-sc as Cinco Ponas, casa n. 45, urna
carta para a Sr. D. Marianna Alves de (,ima, que
foi tirada por engao : quem for seu dono venha
rece lie-1 a no prazo de (res dias.
No dia 3 do correte sahindo a vender, nao
vllou para casa a prela' Benedita com os signaes
seguintes : allura e corpo regulares, com o p e
perna esqnerda cnchados, alsi^ denles podres na
frealfi, bem Talante, levando vestido de chita cor
de jqBga-fogado, c panno da costa ji usado : quem
a pegar on della liver noticia, dirja-se ra Nova
n. 4. ou a roa dpSania Cruz n. .10.
- Urna
soOnvelme
por quaulo
annos dn id
go fra de
quaJauer
der ilarpl
que sabe ler, escrever c contar
tem al .Mima pratira de justira,
nella servido 12 annos, c lem 35
se oOerece para qualquer emprc-
capilal, ou mesmo para caixeiro de
;enlio, visto poder nelles servir, e po-
ipios de priraeiras lellras a qualquer
pessoa do interior (sendo engenho): quem preci-
sar annancie ou dirija-se ra da Assumpro na
loja do sobrado n. 36.
0 Os abaixo assignados, tendo de retirarem-se
para Portugal, deixam os sens cslabelerimcnlos cm
gvro, e como seus procuradores, em primeiro locar
Francisco da Cosa Amaral, em segundo Jos Joa-
quim Das Fernandes,'e em tereciro Mathcus Austin
& C.Joao Jntonio Carpinleiro da Silva & C.
Trastes para vender.
Na na Bella n. 28. ha para vender urna cama
franceza, nina roninioil,i,um guarda-roupa, c cadei-
ras, sendo ludo de amarello e de pessoa quo se reli-
ra desla provincia.
Luiz Carlos Amnedn com sua senliora, retira-
se para o Rio de Janeiro.
Joo Fortunato dos Santos Porto declara que
deixou de vender bilheles e cautelas das lolerias do
Rio de Janeiro, deste 30 de junho prximo passado
O abaixo assignado faz pelo presente ver a
sens credores, que paga suas contas vencidas e por
vencer al o dia 15do correnle mez: na ra da Praia
n. 16.Antonio Manoel da Silva Maia.
No becco do llicatro velho, por cima do bolc-
quim do Sr. Paiva, segundo andar, precisa-se de
urna ama forra ou captiva, que (enha muiln boin lei-
le, para se encarregar da criaco de um menino que
anda em 2 mezes de idade : quem estiver neslas cir-
cunstancias, pode dirigirse mesma casa para se
tratar do ajuste.
O abaixo assignado, nao podendo por falta de
saude dedicar-se a outros negocios mais, alm da ri-s-
lilncfln c deposito de espirito e agurdente, eslabcle-
cido na praia de S. Rila ja' ha 13 anuos, o qual con-
tinua a girar por sna conta, espera que seus ami-
gos e a II eir oados con ti n narao a honrar o dito eslabe-
lecimento' com a mesma confianca que at agora Ihe
preslaram, ccrlos de que serflo sempre servidos com
a mesma ponlualidadee boa f que lem experimen-
tado, e previue-os ao.mesmo lempo de que vafes-
forcar-se por levar este eslabelecimento a ponto nao
s de satisfazer de promplo encommendas de gran-
des partidas dos sobredilos gneros, como carreca-
mentos inleirns, oque ccrlamenlc nao dciiar de
ser muito conveniente aos senhores negociantes que
liverem de efleetnar negocios sobre taes arligos, cm
vista das difliculdadcs que actualmente senlcm para
conseguir um carregamento dcsta especie: quem
tiver de enlender-se sol qualquer negocio com o
abaixo assignado, nao quere-do chegar a Praia de
S. Rila, pode deixar por escriplo o que pretende
na Iravcssa da Madre de Dos n. 7.Joaquim Lu-
cio Montciro da Franca.
Aluga-sc un molcipic para lodk) servico de
litro rlado, serve para ludo, menos para vender, por
nao querer esle servico: quem o pretender, di-
' i-se travessa da Trempc n. 9.
O Sr. Manoel Ignacio de Oliveira, lilho do Sr.
Iajaacio Jos Martina, do Rio tirando do Norle, tem
una caria na praca do Carpo Sanio n.6, escriplorio ;
ruga-sc ao mesmo Sr., de ir .buscar pessoal-
niente. '
Joo Antonio Carpinleiro d;Silva, tomn de
se retirar para Portugal, deisa os seos cslabelecrnen-
los a gyro e como sens procuradores em primeiro
lugar Frandkco da Cosa Amaral, secundo Jos Joa-
quim Dias Fernandes, tereciro Mathcus Austin
4 a
A Crma commercial de Franca & Irm3o cessou
de girar nesia dala, e passa a ser liquidada pelo abai-
xo assignado; queiram portanlo ns credores de dita
lirma apreseutarem suas contas para serem conferi-
das e pagas oportunamente: roga-se pnreonseguinte
aos devedores hajam de realisar seus debilos cornea
possivel brevidade, cisto podem fazer ao cx-caixeiro,
0 Sr. Francisco Xavier da Fonseca Coutinho, que
ainda lie cncarregado deslas cobranzas.Recife 1
de julho de 1854.;Joaquim Lucio Monleiro da
Franca.'
OHaTece nm rapaz para criado : quem preten-
der dirija-fe a ra do Canon. 3.
Jos Maria Sampaio, retira-se para Portugal, c
nada deve nesta praca, porm se algoem se julgar
seu credor aprsenle sua conla al odia 8 do cor-
renle.
Antonio Agripino Xavier de Brito ^
g Dr. em medicina pela aculdade B
5 medicada Babia, reside na ra Nova S
n. 67, primeiro andar, onde pode 5
3 ser procurado a qualquer hora para i
f o esercicio de sua piolissao.
USrv Jos Antonio da Cunha, tem
carta na livrarian. 6e 8, da prarada In-
dependencia.
O abaixo assignado por si e por parle de seus
irmaos Honorio Telles Fnrlado c Joo'elles Furia-
do, moradores lodos nesta-comarca de Garanhuns,
prcMnem pelo prsenle ao publico desla provincia e
limilrophes, para que de netihuma forma negocicro
com a madrasta dos mesmos, a Sra. Maria de San-
ta'Anna Lcile loriado, a respeilo do dominio de
urna escrava parda, de nome Sabina, que se ada cm
poder da lila senliora, no valor de cuja esrrava lem
os anmiiicianles suas colas-parles, que cm inventa-
rio por fallecimenlo do pai cominom. Ilies cnube; e
para evilarem qualquer fraude ou pretexto de igno-
rancia, faxeo o presente. Villa de Garanhuns9 de
unhode 1854.Jos Telles Furtado.
O Sr. Antonio Soares da Cunha Nobre veuha
no aterro da Boa-Visla n. 18, a negocio de seu iulc-
resse, ou annancie sna morada.
puarle llorges da Silva.
. Otlicsoiu-eiro Francisco Antonio de
Oliveira avisa ao respeitavel publico, que
a loteria da matriz da Boa-Visla corre im-
preterivclinente no dia 1 i-de julho seja
qual for a quautidade de bilhetes pie i-
carcm por vender, e os respectivos bilhe-
tes cstao a venda nos lugares d costume .
PASSAPORTE PARA PA1ZES ESTRANGEIIIOS.
Na ra da Cadeia do Recife n. 3, primeiro andar,
1 i rain-se pasaportes para os cslrancciros que quizc-
rem viajar dentro e fra do imperio : promctlc-sc
promptidaoe commodidade de preco.
3 @:;S-@@@
O Dr. Joo Honorio Bezerra de Mcnezcs, ;{
@ formado cm medicina pela faeuldade da Ba- &>
9? hia, oflerecc seus prestimos ao respeitavel pu-
r.). buco desla capital, podendo ser procurado a
,' qualquer hora em sua rasa ra Nova n. 19,
;:; secundo andar: o mesmo se i re-la a curar i
y.:- graluilamrnle aos pobres. '
J. J. PACHECO.
NEW AND ELEGANT DAGUEKBEAN
GALLERY.
Piclurcs iaken al Ihis Esla-
bl i-limen l Warranted lo give sa-
lisfaclion, n. 4, aterro da Boa-
Visla, tereciro lloor, cliryslalo-
lypo. Gallera enriquecida de
magnificos quadros dourados c
de alabastro, primorosas caixas
e lidas cassolctas, alfinele- e
anneis. Tiram-sc retratos qner esleja o lempo claro
ou escuro. O respeila.vel piiltlieo he convidado vi-
sitar o eslabelcriinenlo, einbora nao queira retratar-
se : aterro da Boa/Visla n. 4, tereciro andar.
O h*chalc Xorniiido em mailieniali- ^Kn
cas, Bernardo Pereira do Carmo Jnior, en- ^^
4?^ sina ariltimelica, alccbra e geometra, das ^$
^, 4 s 5 c mcia horas da larde : na ra Nova xg.
?* sobrado n. 56. ^
D. W. Ka % non cirurcio den l isla americano
reside na ra do" Trapiche Novo n, 12.
Nccessila-se de urna escrava ou cscravo, que
seja bom cozinheiro, e que entenda de ludo perten-
cenle a cozinha : no consulado americano n. 4, ra
do Trapiche, ou no armazem de Davis & Compa
nhia, ruada Cruz n. 'W
Aluga-se urna casa Ierren, com bastantes com-
modos, si(;i na ra da Uniflo na Boa-Visla : a Iralar
na ra da Aurora ti. 26, prjmeiro andar.
Aluga-se urna prela que sabe cozinhar, engom-
mar. coser bem e Iralar de urna casa : na ra da
Praia defronle da ribeirn sobrado de um andar
n. 1.
Precisa-se de uin criado e urna criada de n
idade : no alerro da Boa-Visla.loja n.18.
O francez Justin Noral, retira-se para os* por-
losdo norte do impono.
Faz-sc lodo o negocio com o Iraspasso de urna
loja, propina para qualquer eslabelecimento, por ser
em urna das priuripaes ras de commercio desla ci-
dade : quem pretender, cutenJa-se com A. Colom-
bio/, na ra Nova n. 2.
Aluga-se um escravo oilicial de sapateiro, que
cozinha o diario ile urna casa, c he um exccllenle
criado : ncsla lypograp'iia se dir.
J. Jane dentista,
contina rezidir na ra Nova, primeiro andar n. 19.
Antonio Jos de Faria Machado,
com loja de bilhetes das loteras da corte
do imperio tem a satisfacao de annunciar
ao respeitavel, pie na sua loja sita na
piarada Independencian. 40, existen! os
felizes e ha muito desojados bilhetes origi-
naes, sendo os que a' venda se acham da
nona loteria a bcrtclicio .das obras publi-
cas da imperial cioa'dc de Nictheroy,a qual
tinha de ser extrahida em ."i0 do passado,
a' vista do que deve pois chegar a compe-
tente lista em 10 ou l do corrate ; e
de hoje em diante continuara' tfio smen-
te a vender mcios e inteiros bilhetes, dei-
\ndod vender como d'antes as cautelas
quecos mesmos bilhetes se desmancha-
\nj, em consequencia do oneroso iuipos-
itfSque pela assemble'a provincial lbi nova-
3lente creadr ; adverte-se portauto a to-
as as pessoas (pie costumam comprar bi-
lhetes, que na loja do apnunciante en-
conara rao sempre um completo sortimen-
t deste genero, mas lembra-lhes que pa-
ra comprar bilhetes nao se aguardan pa-
ra o dia ou vespera da chegada do vapor,
pois qne se arriscara a nao poder comprar,
visto que nos ltimos dias nao haverao pa-
ra vender, como quasi sempre costuma,
Succeder.
Quem perdeu urna capa e um livro enlenda-se
com o despachante daalfandega Joaquim Antonio
Carneiro, na alfandega ou no sen sitio, na Capunga,
que dando os signaes Ibe -eran entregues.
Precisa-se alugar animalmente mu sitio perto
da cidade, que tenha casa solfrivel e algum arvore-
do ; na ra do Amorim n. 39, ou annuncie para ser
procurado.
ROUBO.
Na sexlaifcira, 30 dejunho proximoatiassado, do
(tirado n. 9 da ra do Rangel. furtaram, das 11 ho-
ras da manha as 2 da larde, duas trouxas com roo-
pa lavada, de cima de urna marqueza existente na
sala Dlerior, contendo as mesmas trouxas o seguin-
le : 14 camisas de homcm, novas, lendo 11 as aber-
turas de cscuiao e 3 do mesmo panno, 2 calcas no-
vas de brim fino, brancas, e 3rolletes de fustrio. um
lu anco e dous de cores. Suppe-se que quem furtou
taes objeclos, aproveitnu-se da occasio de achar-se
a sala sem pessoa nlguma : quem descubrir onde se
acha dita roupa.alcm de promeller-se o maior segre-
do, ser cenerosamenle recompensado, e para isso
podem dirigir-seao mencionado sobrado.
Precisa-se de urna ama para o servico interno
de casa le pouca familia : na ra do Rangel, sobra-
do n. 9.
Precisa-se de um fcitor que saiba tratar de po-
mar c encherlar : no alerro da Boa-Vista n. 43. Na
mesma casa precisa-sc comprar urna canoa de car-
reira para 6 ou 8 pessoas.
Joaquim Soares Raposo da Cmara, residente
na cidade do Natal, faz scicnlc ao publico, que ten-
do fallecido seu pai o major Luiz Soares Raposo da
Cmara no dia 8 dejunho de 1853, o qual adminis-
Irava o morgado que possuia na Pona Delgada, ilha
de S. Miguel, reino de Portugal, c por fallecimenlo
de dito seu pai llie perlence o dito morgado, como
filho varao mais velho, e que desde o dia do falleci-
menlo de sen pai entrn na administraran do men-
cionado morgado ; avisa por isso ao respeilavel pu-
blico, que mo contrate com seus manos ou seus pro-
curadores negocio algum que diga respeilo ao refe-
rido morgado, sob pena de perderem qualquer con-
trato que fzercm rom ditos seus manos ou procura-
dores, pois que os referidos seus manos nada tem com
o morgado. Cidade do Nalal 22 de junho de 1854.
O balalho n. 2 de infantaria lem de contratar
o fornccimeulo dos gneros abaixo deelarados, para o
rancho do batalhao no segundo semestre do corren-
le auno, que silo os seguintes: arroz pilado, louci-
nho, feijao, carne secca, dila verde, 1'annbn. sal, ba-
lalbao. azeilc doce, vinagre, assucar, cafe, lenha,
piles de 6 micas, ditos de 4 : as pessoas que quize-
rem contratar, dirigirlo suas proposlas em carta fe-
chada, secretaria do mesmo, amanhaa 5 do corren-
te. Recife 4 de julho de 1854.Henrique Tiberio
Capistrano, nlfcrcs agente.
ios c
ereira
los, Jos Nicolao Pereira dos Saul Jierdciros dos fallecidos Faucisco 'Antonio Pe
dos Sanios c sua muiln r. cm % rinde do formal de
partilhas a que procederam pelo jiiiio da comarca
do Rio-Formoso, querem vender as parles que Ibes
Incaram dos engenhos Tentugal c '1 ampie ou Scrra
d'agua, e maisbens, previne o abaio assignado a to-
das as pessoas que os queiram comprar, que os ditos
engenhos acham-se hypothecados a Joo Firmino da
Costa Barradas, e hoje seus herdeiros, e a oulros ne-
gociantes desla prac,a, pelo valor da compra, e que
ciistein accTies intentadas no juizo do Rio-Formoso
p ira serem pagas pelos ditos bens, fendo a do abaixo
assignado pelaquanlia de 12:200cjOiKl proveniente de
diulieiro paraocosteio dosengenhos; e nesla quali-
dade de credor protesta desde ja ^nnullar qualquer
venda pelos ditos herdeiros fei valondo-se para
esse tim das leis vigentes ; e loesiTio porque as di-
tas partilhas n,lo foram os credMrcsionIcmplados por
suas quanlias. Recirc 28 de unlio de 1854.
_ Antofin Comes Villar.
O bncliarel formado/;. R. do Torres Bandei-
ra, proressor adjunclo di/rhetorica e geographia, no
lyccu desla provincia, propic-se a dar licoes deslas
mesmas disciplinas, na casa de sna residencia, na ra
estrella do Rosario n. 41, segundo andar, onde po-
der.! ser procurado para este fim, das 2 horas al as
6 1|2 da larde.
Perdeu-se na noile do dia 4 do correle, da
praca da Boa-Visla ale o M.inguinlio, um capole de
panno lino azul forrado de ganga encarnada, e com
a gola de orlo preto : a pessoa que oachou, queira
fazer o favor entrega-! > na ra da Palma, em casa
do bacharel Joaquim Ferreira Chaves, que ser re-
eompensado.
Precisa-se de um feilor para Irabalhar em um
pequeo silio, na Capunga : a fallar na rita Nova
n. 51.
Na ra Nova n.51, ensina-se rhetorica e geo-
grahia.
. D. Anna Joaquina de Jess Queiroz Guedcs,
viuva de Noberlo Joaquim Jos Gnedes, faz sci-
enle que lem autorisado ao Sr. JosMalaquias Leal,
para receber e passar recibo aos devedores de seu
casal.
O Sr. que deixou um chapeo da sol na livraria
n. 6 e 8 da prac,a da Independencia, queira mandar
buscar.
O Sr. Antonio Josti de Faria Macha-
do podera' vender os bilhetes e meios bi-
lhetes das loterias do Ilio de Janeiro, cuja
venda lhe foi por este juizo prohibida at
segunda ordem, visto qne o artigo 00 pa-
ragrapho 10 da lei provincial n o V6 de
16 de maio do correntcanno, assim como
o paragrapho 1.- da portaria do Exin.
presideote da proviacia, publicada hoje,
nao dizem respeito senao as cautelas e bi-
lhetes originaes de que forem deduzidas.
Subdelegada da freguezia de Santo Anto-
nio do Recife i de julho de 1854.
Manoel Filippe da Fonseca.
O abaixo assignado, sumamente penhorado pe-
los obsequios que recebeu da I lima. Sra. Eufrasia
Maria da Cnuceicao Alves dos Sanios, durante lodo
o lempo que elle residi ncsla cidade, fallara a hiti
dever sam a.lo. se nao iilanib'-la-e publicamente a
Sra. Eufrasia Maria os seus cordacs protestos de es-
tima e profunda gralidio. Assim, em qualquer par-
le cm que se aeharoahaiio assignado sempre estar
THESOURO HOMEOPATHICO
OU
VADEMECIM DO IIOMEOPATUA
PELO
DR. S. O.' LUDGERO PIMO.
Ra de S. Francisco (mundo novo) H. 68 A.
FRAGMENTO DETJMA CARTA.
Foi assas acolhido e saboreado aqni oThe-
souro ltomeopalliico; os curiosos nao po- J3{
^J deni deixar de render a V. S. muilos acra- J^
a dccimenlos pela publicaeao de lilo importante *
Q obra, a melhor sem duvida nenhuma, das 3
g que lem apparecido, etc. ele. etc.
| Engenho Guerra 1. de junho de 1854.
Jos Antonio Pires Falco. $
DENTISTA FRANCEZ.
$ Paulo Gaignoux, eslabelecido na rna larga 9$
do Rosario n. 3fi, secundo andar, enlloca deii-
9 tes com gengives artificiaos, e dentadura com- 0f
33 pela, ou parle della, com a pressao do ar. rg
Tambem lem para vender agua denlifricc do
Dr. Picrrc, c pii para denles. Rna larga do
Rosario n. 36 secundo andar. &g
@@f
Oflcrece-se urna ama para casa de pouca fami-
lia : no beceo do Luiz Gomes junto do Cu-
nha.
promplo para dar a Sra. Eufrasia Maria urna prova
do seu reconhccimeulo.
Joaquim Oclaviano da Silva.
Dcsappareceu de bordo do brigue .Sanfa Bar-
bara, no da 1. do correnle, o prcto, orioulo, de no-
me Luiz, representa ler 30 anuos de idade, pouco
mais ou menos, cor fula, baixo, nariz chato, lem al-
gumas marcas de bexigas ; levou camisa atol, calca
branca e bonete de or, o qual he iialnral das Al-
goas : roga-so portauto a todas as autoridades poli-
ciaese capitaes de campo a sua apprchcnsao, e lva-
lo ra da Cruz do Recife n. 3, csrriptorio do
Amorim Irmos, ou a bordo do dilo brigue, que se-
r generosamente recompensado.
Traspssa-sc o arrendamentn de um erando si-
lio perto dcsta praca,que arrommoda animalmente
16 vareas de leilc, com a condirao de quem u pre-
tender, comprar as vareas e crias que nellc exislir :
na ra do (Jueimadn, loja n. 31.
O barharel formado A. R. de Torres Bandeira
continua a advogar, e lem o seu escriplorio na rna
e-i ni la do Rosario n. 11, segundo andar, onde po-
der* ser procurado das 8 hoiasda manha al a 1 da
larde.
Luiz Cantarelli, lendo de se demorar por al-
gum lempo nesla provincia, participa ao respeitavel
publico,que conliua a dar licoes dedanca em sua
casa ra da Cada de Santo Antonio n. 0, lodos os
'dias das 7 al s 9da noile. E tambem se presta a
dar licoes em casas particulares e collcgios, .cm horas
combinadas, e ensina as seguintes dansas : conlra-
ilansa franceza.valsa franceza,dila tedesca.riilarussa,
polka, dila sancatallal, dita masurka, rodova, cav-
la, cachucha, sololnglcz, laranlella, cutias, galope.
J. A. M. A. comprnu incio bilhele n. 1179 da
lolcria da matriz, que esl para correr no dia li do
correnle, por conla do Sr. Luiz Jos de Brilo, de
Macci.
Aluga-sc urna escrava que saiba cozinhar c cn-
eommar : na rna da Assumpeao, sobrado n. 36, pri-
meiro andar, confronte ao muro do quintal da Pc-
nha.
PIANOS.
Paln Nash & C. acabam de receber de Londres
dous ele::.mies pianos, feilio vertical, de Jacaranda,
iguacs cm qualidaile c vozes aos dos bem mohecido
autores Collard & Collard, ra do Tiapiche Novo
n. 10.
Roga-sc a pessoa que apanhoii um papacaio que
voon no dia 2 do rorrele mez, da casa n. 12, pri-
meiro andar, da rna do Aragao, o qual lem cm um
pe dous dedos roidos c sem uulias, e no oulro una
unha bastante crescida, se digne kva-lo menciona-
da casa, que ser generosamente gratificada.
Joao Antonio Carpinleiro da Silva & C, roga
aos sens credores que h.ijo de lhe apresenlar suas
contas al ao dia 8 do correnle para seren |iaaas, por
ler de se retirar para Portugal.
Jis Joaquim Pereira de Mend.inea faz seienle
ao lllm. Sr. administrador do consolado provincial,
que deixou de vender bilheles e cautelas das lolc-
rias do Rio desde 30 de junho prximo passado.
*S5S.K3ea SSgiS:..
9 O Dr. Sabino Olegario l.udgero Pinho mu- _
doe-se para o palacete da ra de S. Francisco
9 'mundo novo) n. 68 A.
i* >,@ 3@Sffi
Convida-se pelo presente a Jlo Ferreira Lei-
lc, que se presume e-lar actualmente em Cariri-Ve-
Iho, provincia da Parahiba, lilho do velho Pedro
Ferreira Leile, hroes bem conhecidos na comarca
de Bonilo desla provincia, para que venha qunto
anlcs satisfazer a quantia tic rs. 2008000, constante
de urna ledra que aceilou no dia 7 de abril do cor-
renle auno, nesla comarca de Garanhuns, a prazo
de 23 das, em favor de quem elle bem sabe : se o
nao fizer com brevidade se fara publico todo esse ne-
gocio, que he sobremodo dcsairoso ao dilo Leile.
Precisa-sc de urna escrava para o servico de
urna casa de pouca familia : na ra do Hospicio 3
casa nova direita depois de passar o qnartel.
Na ra de Dorias n. 1 i2, primeiro andar, pre-
cisa-se de urna prcta escrava para o servico de
de opuca familia.
BAZAR PERN'AMBLCANO.
Os denos deste eslabelecimento avisam ao respei-
lavel publico e a seus amiaos e frecuc/e?, que de
boje em diantc acharao sobro o balean um completo
sortimenlodc fazciulas de seda, assim como muilos
oulros objeclos de plianlazia.quese venderao por ba-
ratsimo preco, alim de se apurar dinheiro.
lotera da matriz da boa-vista
AOS 10:000.S i:000s E 1:000^000 rs.
O cautelista Salusliano de Aquino Ferreira avi-
sa ao respeitavel publico, que as rodas da mesma lo-
lcria, lem o seu imprelemel andamento .....lia I i
de julho do correle, em virludedo annnncio publi-
cado no Diario de Pernambuco de 8 de junho n.
131, pelo tlicsoureiro o Sr. Francisco Antonio le
Oliveira. Os seus afortunados bilheles e cautelas es-
t5o expostos s venda as hijas seguinles: ruada Ca-
deia do Recife n. 43, de Jos Forluuato dos Sanios
Porlo ; na praca da Independencia n. 4, de Forlu-
uato Pereira da l'unscca aslos, ns. 37 e 39, de An-
tonio Augusto dos Santos Porto ; ra do Omina-
do li. 4-4, loja de l'a/endas de liernardino Jos Mon-
leiro & C. ; ra lo Mvramcnto botica de Francisco
Antonio dasChagas ; ruadoCahug botica de Mo-
rcira i Fragoso ; ra Nova n. 16, loja de fazendas
de Jos I.uiz Pereira & Fillw ; Boa-Visla loja de ce-
ra de Pedro Ignacio Baplisla. Taga sob sua respon-
sabilidadc os Ires premios grandes sem o descont de
8 por ccnlo do imposto ceral.
Bilheles H-iM 111:11003000
Mcios iClOO 5:0003000
Qnarlos 23800 2:.">00MKR)
Decimos l-MIO 1:000*100
Vigsimos 700 OOJOOO
_ AS MAIS MdllEllNAS K RICAS UliRAS 3
jS DE OURO. ?i
W Os abaixo assignados, donos da nova loja de yv
p? ourives da ruado Calmen n.ll. coiifroule.io ^
^5 paleo da matriz ,c rna ^ova, franqueiam ao r^
^ publico cm ccral um bello e variado sorli-
g ment de obras de ouro de muilobons gos-
^ los c procos que nao desagradarlo a quem >Q
Jg| queira comprar ; os mesmos se obrigain por ^
w qualquer obra que vcudcrcui a passar urna J?5
^ conla com responsabilidade, especificando a M
"A qualidaile do oirro de I i ou 18 quilates, fi- A
*X cando assim Mljeilwpor qualquer duvida que 3C
y_ apparecer.SeraStn lrmUo. J3
O Dr. Firmo, .....(lien, niinlou sua
residencia para a na estreita do Rosario
casan. 30, legundoandar.
COMPRAS.
Veiidcm-se camisas de meia para crias recem-
nascidas, pelo diminuto preco de300rs. cada una :
no Bazar Pernambiicano, ra Nova n.33.
Vendem-se 4 molecoles de 14 a ISannos, sendo
1 bom oilicial de pcilrciro, o 2 cscravos moros : na
ra Direila n.3.
gas5f @a@
Farinna de nmndioca.
Vende-se moilo boa farinTia de mandioca ;
a bordo do brigue nacional Inca, chegado de
Santa Catharina : para porroes, trata-se no
escriplorio da ra da Cruz n. 40, primeiro
andar. j
3S@
Vcndc-se rap igual ao de Lisboa a 23O00rs. :
na ra da Scnz.ila-Vc.llia n. 70, segundo ou tereciro
andar.
Vende-se urna excellcnte casa de so-
brado na ra das Cruzes: a tratar na ra
do Oueimado n. 10, segundo andar.
Vende-se rera amarella ilo. serlao, m ponjo
ou a rclalhii: na ra Nova n. 27. ^
Vende-se ulna cabra liir.hte) eoa|a#fillio, lina
criadeira : na ra das Larangeiras n.lpGr
Vcnde-sc sal do Ass cm pcqaaBas e crandes
pori.oe-. periodo embarque ; a tratar as Cinco Pon-
las n. 82.
Nao pode ser mais barato.
Na ra do Queimado n. 10 vendem-se fa-
zendas por preco lao barato, que ao o com-
prador vendo acreditar.
Chita franceza larga. 200
liare-e de lila e seda para ves-
tido de senliora .....
Cassas de cores muilo finas.
i
Riscados fraucezes .
Cortes de casemira de 13a.
Chapos francezas. .
Brim de linho de cor.
Chales de seda ....
Chitas de barra largas .
Fil de cor larga .
360 cov. $
500 var.
200 cov. ?7
43000 (
6J0O0 600 var. I
53000 aA
2i0 cov'.
640 var. <$
Compra-se prata brasileira e hespa-
nliola : na rita da Cadeia do Recife n.
2 \, loja de cambio.
Compram-se peridicos para embrulho a 33800
a arroba, garrafas c botijas vasias de todos os tama-
itos e quididades, vidros lamliem de lodos os lamn-
nhos c pules de graixa, ludo usado: no palco do
Darmo venda da esquina da ra de Hurtas n. 2.
Compram-se atcesdo Banco de Pernambuco:
na ra la Cruz, cosa n. 3, de Amorim Irmaos.
Compra-se um cordita de ouro de lei, que le-
nha mais de 2 varas de comprimenlo : quem liver
para vender, sem feilio, arniucie.
VENDAS
CARTAS DE ENTERRO.
Vendem-se cartasdeconvite para enter-
ro de gosto moderno: na livraria n. 6, e
8 da praca da Independencia.
Vende-se urna cabra com bastante leile e mul-
te moca, no areial do forte das Cinco Ponas, casa
da esquina do lado da mar, n. 49.
A taberna do largo do Carmo, quinada ra de
Dorias n. 2, acha-sesurtida de lodos os gneros no-
vos, de boa qnalidade c baratos; manleiga ingleza e
franceza, boa, de 400 al 800 rs., touciuho nove, o
melhor que ha no mercado a 360 a libra, chaa208O
e2s.">60, azeilo doce a 640a garrafa, vinho o melhor
possivel a 400 rs. e 480 a garrafa, queijos muilo
bous a qualro patacas e dozc vintens, lambera se
vende pao como na padaria a cinco por quatro, pe-
neiras de rame para os senhores padeiros c refina-
dores a 7 c 83000 rs.
PARA A FESTA.
Sellins inglezes para homcm e scnbora.
Vendem-se sellins inglezes de pa-
lente, com todos os perlences, da me-
lhor qualidaile que lem viudo a esle
mercado, lisos e de burranne, por
prei.o muilo commodo : em casa de
Adamson Honie iS Companhia, rna.
do Trapiche n. 42.
Vonde-se um sitio, no lugar da Venda Gran-
de junto a Boa-viagem, rcndeiro.'vendem-se as bein-
feitorias, muito bom,de todas as planlacoes, boa bai-
xa de capim e niclancia, roc,a : quem o pretender
entenda-.e com Seralim Leilc Pereira, no Remedio
ou no Forle do Mallo com Manoel Antonio Ribeiro.
Relogios de ouro patente inglcz ja bem conhe-
cidos nesle mercado, papel de peso propino para se
escrever por paquetes, lindas de algodao em carri-
teis de 200 jardas, fio de linho proprio para alfaiale
c sapateiro, bieos de algodao em carlees pequeos,
ludo por prejo commodo, em casa de Russell Mel-
lors c\ Companhia : na ra da Cadeia do Recife
n. 36.
L1NGUAS DO RIO GRANDE.
Para acabar, se vendem mais barato as boas linguas
seccas do Rio Grande; no armazem da ra da Praia
n.66.
Aviso ao esquadrao.
Na ra do Queimado n. 50 ha para vender por
preso commodu um sellini e seus perlences e um
Pardamente completo para um guarda de cavallaria :
quem pretender dirija-se a mesma casa que achara
com quem Iralar.
Vcndc-sc um escravn erfoolo bom ofllctal de
sapateiro, con 2i annos de idade: quem o preten-
der procure na ra do Tambi.i, casa do alfercs do
nono balalho de infantaria Raymuudo Nonato da
Silva.
SACCAS COM MILHO.
Ja' ebegou da Parahiba tima porcao de
saccas, e acliain-sc no trapiche da alfan-
dega vellia.
Vendem-se duas inoradas le casas terreas de pe-
dra e cal, chaos proprios,novas,e de bons commodos,
por prego razoavcl, silas na ra dos Prazeres nos
Coelhos: a Iralar na ra do Livramenlo loja
n. 16.
Ka ra das Cruzes taberna do Campos, vendem-
se o alugam-sc, lano a rclalho como por junio, as
mclhorcs que ha no mercado bichas hamburguezas,
por prcco'commodo.
LOTERA DA PROVINCIA.
Aos 10:000,$.
Na casa feliz dos qualro cantos da ra do Queima-
do n. SO estilo a venda os afortunados bilhetes c cau-
Icllas da lolcria da Boa-Visln que corre no dia 14 o
paga-seos premios de 1:0009 para cima sem descon-
t algum.
Vcnde-sc um escravo, pardo, rom ollieio de
sapateiro o perito cozinheiro em tuda qualidaile de
assados c masaos, e urna conduela boa a toda prova,
o que se aliani.a ao comprador : na na larga do Ro-
sario n. 22, segundo andar.
Vcndc-sc um lelhciro grande, por preco com-
modo : quem quizer, a fallar com Frederico Chaves,
no aterro da Boa-Vista n. 17.
\ ende-se ou permuta-s por urna casa terrea
dentro da i idade. um bom silio na estrada do Rosa-
rinho. cun casa de pedia c cal, boa cacimba, bas-
tantes nrvoredos de frurlos, boa baixa, e em Ierras
proprias : a tratar com Frederico Chaves, uo alerro
da Boa-'i isln. 17.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicfio de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de caimas todas de forro, de um
rnodcllo iiconstruceSo muilo superiores.
ARADOS'DE FERRO.
N:i fiiiiilii\ii.>' di' C. Starr. & C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara-
dos i1" ferro de :->tior qualidade.
LOTERA DA MATRIZ,DA ROA VISTA.
Casa da Esperanca ra do Quei-
mado n. Cl.
Nesla rasa est a venda um completa sorlimento
de cautelas desta loteria. cujas rodas andam uo dia
14 de julho.
Vcnde-sc urna balanra romana com lodos os
seus perlences, cm bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se ra da Cruz, armazem n. i.
CORTES DE CHITAS A 13920. J?
Cnnlinua-se a vender cortes de chita de ro- (tt
res fizas a seis patacas cada corle : na loja do
9 sobrado amarello nos qualro cantas da ra do M
O Queimado n. 29. S
** <8S9
n 1 500 RS. i TARA.
Brim transado branen de puro linho, muilo en-
cornado : na loja da esquina da ra do Crespo que
volla para a cadeia.
COBERTORES.
Vendem-se coberlores de tpele a 800 rs., ditos mul-
ta grandes a I ViOo, ditos bram-os com barra de cor a
I0280,colchas brancas com salpicos a 19000 : na loja
da ra do Crespo n. 6..
BRIM DE PURO LINHO, PROPRIO PARA
MILITARES.
Vende-se brim de linho branco muilo encornado
a 500 rs. a vara, cortes de casemira elstica a 49000,
panno azul para fardas de guarda nacional a 39000
e 5000 o covado, dilo preto para palitos a 38000,
4O00 e 49500, lenrosdc seda de 3 ponas, proprios
para senliora Indar pelos hombros a 640 cada um, e
muilo mais fazendas em conta; na roa do Crespo,
loja n.6.
SANDS.
SALSA PARRILtU.
Vicente Jos de Brilo, nico agente em Pernam-
buco de B. J. D. Sands, chimico americano, faz pu-
blico que tem chegado a esta praca urna grande por-
cao de frascos de salsa parrilha de Sands, que sao
'verdaderamente falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devem aran telar os consu-
midores de tao precioso talismn, de cahir nesle
engao, lomando as funestas consequencias que
sempre coslumam Irazer os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela mao daquelles, que antepoern
seus interesses aos males e estragos da bumanidade.
Portanlo pede, pira que o publico se possa livrar
desta fraude Oslingun verdadeira salsa parrilha
de Sands da (alsificada e rrmnuimnu. aqui chega-
da ; o annunian'e faz ver que a verdadeira se ven-
de iinicaineni" em sua botica, na ra da Conceisao
do Recife n. 6l > O alm do rrreiluario que acom-
panha cada' frailo, lem embaixo dn primeira pagina
seu nome imprasso. e se achara gua firma cm ma-
niiscriplo sobre o- involtorio irnpresso do mesmo
jraeos.
Vende-so um cabrioiet com sua compelenle
robera e arreios, ludo quasi novo ; assim como 2
cavallos lomesmoj ensinadose mansos : para ver,
na cocheira do Pedro ao p do arsenal de marinha, e
para tratar, na ra do Trapiche Novo n. 14, primei-
ro andar. ,
DE PANNO DE ALGODAO
ICA DE TODOS OS SANTOS
LA.
Na ra das Cruzes n. 22. vcndc-se un cscravo,
rrioulo, la 20 anuos, bonita figura,- proprio para to-
do -.cnico, um dito de nacao, de meia idade, pro-
prio para sitio, c una crioula com habilidades, de
26 annos.
No alerro da Boa-Visla n. 80. vende-se gom-
ma para engommar a 100 rs. a libra, ltimamente
chegada do Ararat), e alqueire e meio de feijao fu-
rado alguma rousa, por baralissimo preco.
Vende-se um prcto de nacao, de muilo bonita
figura : quem o pretender, inidc ir vc-lo na praca
do Corpo Santo n. II, ou em Santo Amaro, na casa
pequea jimio da taberna.
Vende-se urna armacilo para deposito, bem
construida: na rna Direila n. 81. Tambem se ven-
dem osgenerosque tem dentro mais baratas, para
liquidar conlas.
amadas Cruzes n.22, vende-se urna ptima
escrava, bonita figura, cugnmmadeira c cozinhelra,
cose chao c lava de sabSo.
Vende-se orna ptima escrava, bonila figura,
engommadeira, rozinheira, coze chao e lava de sa-
bo: na ra das Cruzes n. 22.
Vende-se a parle de um sobrado de Ires an-
dares ; quem pretender, dirija-se rus do Rangel
O. 57.
Vende-se um carrinho de i rodas,
novo, muito elegante e maneiro, vindo de
Franca : na ra da Cruz n. 26, primeiro
andar.
Vendc-sevinhobrancodcBordeaux,
em garrafas, a 9j500 a duzia : no Reci-
fe, ra do Trapiche, em casa do Si. He-
brard e Fernando de Lucas.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se cera lano cm grume, como en, vellas, em cai-
xas, com muilo bom sorlimentoe 4e superior quali-
dade, chegada de Lisboa na barca tratidao, assim
como bolachinhas em alas de 8 li liras,e farello muilo
novo em saccas de mais de 3 arrobas.
s
Deposito de vinho de cham-
pagne Chateau-Ay, primeira qua-
lidade, de propriedade do condi
de Mareuil, ra da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a champagne vende-
se a 56S000 rs. cada caixa, acha-
se nicamente em casa de L. Le-
comte Feron'& Companhia. N. B.
As caixas sao marcadas a fogo'
Conde de Mareuil e os rotlos
das garrafas sao azues.
DEPOSI
DAF.
NA B;
Vend
desta la bi
de escra
Compa
meiro a
Vend
1 moleque
superior panno de algodao
, proprio para saceos e.roupa
: no escriptorio de Novaes &
ra do Trapiche n. 54, pri-
4 escravo-,, 1 mulato de 20 anuos,
17 annos, 1 prela lavadeira e engom-
madeira, 1 preto de 40 annos e 30 Iraves de pao dar-
co : na ra larga do Rosario n. 25.
& POTASSA BRASILEIRA.
\% Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
recentemente, recommen-
ps senhores de engenho os
>ns eJi'eitos ja' experimen-
na ra da Cruz p. 20, ar-
de L. Leconte Feron &
bia.
endem-se relogios de ouro e prala, mais
tto di que em qualquer nutra parle :
praca da Independencia n. 18 e 20.
Vende-so por baver precisan um lindo casal de
escra vos, pardos e com habilidade, e se dir o moti-
vo da venda: ua ra da Praia, primeiro andar n. 43.
Cootinua-se a vender manleiga iugleza de su-
perior qualidade a 480 rs. a libra : na ra larga do
osario, taberna de 4 portas confronte a igreja n. 39.
Depotito da fabrica de Todo* os Santo nm Babia.
Vcnde-e, ein casa deN. O. Bieber <5C, na ra
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aquella fabrica,
moilo proprio para saceos de assucar e roupa de es-
clavos, porprec.0 commodo.
Vendem-se em casa de Me. Calmont & Com-
panhia, na praca do Corpo Santo n.ll, o seguinle:
vinho de Mar-eilleem caixas de 3 a 6 duzias, linhas
em novepps ecarrelcis, breu em barricas muito
grandes, ac de inilao sorlido, ferroinglez.
AGENCIA
Da Fondicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimenlo contina a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
china$dc vapor, e taixas de ferro batido
e coawo, de todos os tamauhos, para
dito. I
PECHINCHA PARA OS SRS.
ARMADORES.
Na loja da rna do Queimado n. 22, vcnde-sc se-
lim azul claro de superior qualidade a 300 rs. o
covado com pequeo loque de mofo, he para acabar
HE BARATISSIMO.
Corles de brim de cores de puro linho e padree
modernos a 15750 rs., assim como grvalas le se
lim de cores muito bonitas a 000 is. dilas de chila
a200rs., >culi,un ver para se capacitar, na loja de
Leopoldo da Silva Queiroz, ra do Queimado n. 22.
CHALES DE ALGODAO HITO
BONITOS A 1,000 US.
Quem os vir compra, ainda que nao tenha vonla-
de. na loja de Leopoldo da Silva Queiroz, ra do
Queimado ti. 22.
Na ra do Vigario n. 10, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violfio c (lauta, como
sejam, quadrillias, valsas, redowas, sclio-
tickes, modinlias tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Aseada de Edwln Man,
Na ra de A polln. 6, armazem de Mr. Calmont
cv Companhia, acba-ae eonslanlemeale bons sorii-
menlos sa romo fundas, moendas Delira* ludas de ferro pa-
ra animaos, a^na, ele. dilas para a miar em madei-
ra de Indos os lamauliose modelos osmaismodernos,
machina horisoulal para Mipor com forra de
I cavallos, cocos, pasaadeiras de reno estanhadu
para casa le puruar, |Mir menos pre;o que s de co-
bre, aseo veus para navios, ferro a Sueria, e fo-
Ihas de llandrcs; ludo por barato preco.
Na ra do Vigario n. 19 primeiro andar, lem pa-
ra vender-se chapeos de castor brancopor commodo
preco,
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade dezinco, superior quali-
dade, por presos commodos: na ra do
Trapiche Novo n. 16.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
,Vende-se peixe secco de varias qualidades e
muito bsm : na ra da Cruz n. 15.. segando andar ;
assim como botins de couro pelo diminuto preco de,
28500 o par-
. 5^000 cada um.
Vendem-se chapeos de sol de seda, boa qualida-
de, por 59000 rs. cada um, ditas de panninho, por
19280 : na praca da Independencia n. 35.
Attencao.
Na roa Direila n. 19, ha um lindo caixo proprio
para deposita de padaria, o qual se veude muilo cm
conla, um braco de balanra de liomao j Companhia
com as competentes conchas, ama porcao de labos
c urna porta de louro, ludo se vende'em conta em
razan do dono nlo ler commodo para o caixao.
Vendem-se cobertores de algodao grandes a
640, c pequeos a 560: na ra do Crespo n. 12.
QUEIJOS E TRESIINTOS.
Na rna da Cruz do Recife no armazem n. 62. de
Aulouio Francisco Martina, se vende os mais supe-
riores queijos londriuus, presuntos para fiambre, l-
timamente chegados na barca ingleza l'alpa-
raito.
Veude-se urna distilacjlo completamente mon-
tada : o alambique he excedente por sua fornida
ennsirucrao, e ser de cobre puro ; a serpentina he
de estanbo, e s essa peca lem o peso de 200 libras,
a bomba he igualmente de cobre, as cubas sao de p-
timo amarello vinhatico, e mui bem construidas.
Tudo esta em proporco para produzil- nma pipa de
agurdenle diaria: trata-se na ra da Cadeia do Re-
cife n. 3, primeiro andar.
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem de Henrique GibsOn :
vendem-sc relogios de ouro de saboneta, de paten-
te inglezes, da melhor qualidade e fabricados em
Londres, por preco commodo.
Na ra do Vigario n. 19 primeiro andar, lem i
venda a superior flanella para forro de sellins che-
gada recntenteme da America.
Vende-se um excedente carrinho de 4 rodas
mui bem construido, embom estado; est exposto na
roa do Aragao, casa do Sr. Nesme n. 6, onde podera
os prelendeoles examina-lo, c Iralar do ajuste con
o mesmo senhor cima, ou na ra da Cruz no Recife
o. 27, armazem.
Moinhos de vento
'ombombasderepu.opara regar hortas e baixat
de capim, na fundicao de D. W. Bowman : na roa
do Brum ns. (i, 8 c 10.
Padaria.
Vende-se orna padaria muilo afrrguezada: a tratar
com lasse & Irmaos.
Aos senhores de engenho.
Coberlores escuras de algodao a 800 rs., ditos mui-
to grandes e encorpados a 1JM00 : na ra do Crespo,
loja da esquina que volla para a Cadeia.
Devoto Cluistao-
Sahio a luz a 2.a edicao do livrinho denominado
Devota CliristSo,ruis correcto eacrescentado: venda-
se nicamente 'na livraria n. 6 e 8 da pra;a da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s panno, muilo grandes e
de bom goslo : vendem-se na ra do Crespo, loja da
esquina quo volta para a cadeia.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o mclhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o metliodo de emprc-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz, n. 4.
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto, cm
barris de 4., 5. e 8.: no armazem da ra
do Azeite de Peixe n. 14, ou a tratar no
escriptorio de Novaes <3 Companhia, na
ra do Trapichen. 54.
ESCRAVOS FGIDOS.
Ausenlou-sc da casa do Sr. Sebaslio Antonio
do llego Barros, cm auoslo He IR'.t, cm occasio que
se achava morando no aterro da Boa-Visla, o seu cs-
cravo, pardo, de nome Vicente, de altura regular,
que reprsenla ler 30 annos de idade?jtouca barba,
bous denles, ollios na flor do roslo, corpo e nenias
bem reilas, tendo nos cotovellos dos bracos dous lo-
Uathea ; suppe-se estar acontado em urna casa ncs-
la cidade, e seu senhor protesta desde ja por perdas,
damiios, lias de servico, ele. etc.; assim como gra-
tifica a quem u apprehcnder.
Antonio, moleque, alio, bem parecido, cor aver
mediada, naci Congo, rosto omprido, barbado no
ipicixo, pe-roen grosso, ps bem feilos, leudo o dedo
index da in.lo direila aleijado de un (albo, e por is-
so 0 (raz sempre fechado, com lodos os denles, bem
ladino, oilicial de pedreirn e pescador ; levou roupa
de atoadle e urna palhnea para rescuardar da chu-
va. Ha luda probabilidade de ler sido seduzido por
algutmi ; fgido a 12 de maio do correnle auno, pe-
la! Sileras da manbaa, lendo ohtidti liceuca para le-
var para Santa Antonio urna bandeja Com roupa :
roga-sc, portanlo. a lodas as autoridades e capilaes
de campo, hajam de o npprchcudcr e leva-lo An-
lunio Alvet Barbosa, na ra de Apollo n. 30, ou cm
Pora de Pollas, ra dos Cuararapes, onde se paga-
ran todas as despezas.
Deaappareeeu no dia 15 de Janeiro do torm-
le animo escravo Jos Cacange, le idade lo anuos,
pouco mais ou menos, rom falla de denles na frenlc,
testculos eresridos, c riraln/es as nade-as ; gral-
liea-sr i-iierusaiuetile a quem o levar a alerro da
Koa-Vista n. 57, segundo andar.
*". Tjf. m. F. a r.rU. UM.

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