Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01497


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Full Text
ANNO XXX. N. I5.
'..V*'
.-


^^.5f\
Por 3 mezes ad iantados 4,000
Por 3 mezes vencidos 4,500
IMWIi

DIARIO DE
QUARTA FEIRA 5 DE JULHO DE 1854.
Por Anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor -
--------IMetaMI *
RNAMBUCO
ECARREGADOS I).\ SUBSCRIPCAO'.
Recife, o proprietario M. F. de Faria; Rio do Ja-
neiro, oSr. Joo Pereira Marlins; Baha, Sr. F-
Duprad ; Haoei, oSr. Joaqun) Bernardo de Men-
don^a ; Parahiba, o Sr, Gervasio Viclor da Natm-
dade; Natal, o Sr. Joaqu i m Ignacio Pereira; An>ca-
ty, oSr. Antonio de LemosBraga ; Cear, oSr.Vi-
cloriano AugustoBorges; Maranho, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobro Londres 26 1/4, 26 3/4 d. por 19
Paris, 360 a 365 rs. por 1 f. '
Lisboa, 100 por 100.
Rio de Janeiro, 1 1/2 a 2 O/o de rebate.
Accoes do banco 15 O/o de premio.
da companhia de Bebente ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconlo de lettras a 7 1/2 a 12 0/0
METAES.
Otiro. Oncas hespanholas. 289500 a 299000
Moedas de 69400 velhas. 169000
> de 69400 novas. 169000
de 49000...... 99000
Prata. Pataces brasileiros.....19930
Peso" columnarios. ..... 19930
mexicanos.......19800
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Cania ni. Bonito e Garantan* nos dias 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, r> e Oricury, a 13 e 28.
Gotarma e Parahiba, segundas e sextas feiras.
Victoria, e Natal, |as quintas feiras.
\pnEAMAH DE DO JE.
Primeira 0k30 minuto da tarde.
Segunda 0 e 54 minutoada manha.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e qnintasfeirar.
Relamo, torras feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juiro de Orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara do civel, segundase sextas ao meio dia.
2.' vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
.11 ilhii
F.PIIEMERIDES.
3 Qitarto crescente as 4 horas, 1 mi- |
tnuto e 48 se gundos da tarde.
10 La cheia as 4 horas, 6 minutos e 481
segundos da manha.
17 Quarto minguante a 1 hora, 44minn-[
tos e 48 segundos da manha.
25 La dova aos 47 minutos e 48 se-1
gundos da tarde.
DIAS DA SEMANA.
3 Segunda. S. Eulogio m.Ss. AnatolioeDatbro.
4 Tarca. S. babel rainha viu f. S. Oseas profeta
5 fiuarta. S. Felomena v. S. Trihna m.
6 Quinta. S. Domingas v. m. S. Isaas profeta.
7 Sexta. S. Pulehera v. imperatriz; S. Claudio.
8 Sabbado. Ss. Procopio e Priscilla inni.
9 Domingo 5. Ss. Grillo e Bricio bb. S. Ana-
iholia.
=
s
V

r
PARTE 0FFJC1AL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dU 1. da jariha.
fAo Exm. presidente das Alagoas, remet-
iendo por copia o 4ermo de remessa dn diversos ar-
tigo* de fardarnento que fnram enviados para aquel-
la provincia. bordo do vapor Impera: ri;, ee*a des-
tino ao 8." balalhSo de infantaiia.
DitoAo inspector da thesouraria de fazenda, pa-
ra mandar adiantar, se uHo houver inconveniente.
ao lenle coronel ronimar.danle do 2." batalh.'io da
guarda nacional do municipio do Recife, a quanlia
de 0008000 rs. por conta do impone do 400 cor-
mas trae so mandaran apremptar i>era o referido
haialhaV.Communicou-se ao respectivo eomraan-
dante superior.
DitoAo diere de polica. Passo as maos de
Vme. a copia do aviso do ministerio da fazenda,
cora data do niei prximo passado, e ueste momelo
recebido, no qual acompaoha iio s o caixotc que
pela secretaria da polica fo por Vmc. lacrada ua
forma em que o remanecer, como timbem o pro
cesso a que diz respeilo o mesnio caixote, i fim de
que Vmc. proceda nos termos do mencionado aviso,
ficando un inlellicencin de que o capil.io lente An-
tonio Carlos Pigueira, acha-se preso a bordo da cor-
vela ertiofltx, s ordens de Vmc. para responder.
DiloAo mesmo, inleirando-o de haver trans-
millido a lliesouraria provincial para serem pagos,
estando nos termos legaes, os recibos em duplcala
das des|iezas feitas com pequeos reparos rU cadeia
de Garanhans, compra de algemas, o fornecimento
escolla de guardas nacionaes que conduzio presos
da referida cadeia para a do Brejo, c desla para a-
quella.
Dito Ao director das obras publicas, recommen-
dando em vista de sua informarlo, qne mando colo-
car o porUo de que precisa a barreiri da Magdale-
na.Communicou-se thesouraria provincial.
PortaraAo agente da companhia das barcas de
vapor, recommendando a expedido de suas ordens,
para ser transportado para a Parahiba, disposicao
do Exoi. presidente d'aquella provneia, no vapor
que acaba de chegar do sul, o soldado Francisco
Ferrelra da Silva.Fizeram-se as nccessarias eom-
municactJes.
Dila Ao mesmo para mandar dar transporte
para o Para, no vapor que se espera do sul, i dis-
posico do Exm. presidente d'aquella provincia,
aoa soldados desertores Paulo Jos de Miranda, e
Nicolao Bispo dos Sanios.Expediram-sc respeilo
as necessarias communicares.
GOMMANDO DAS ARMAS.
Qaartal da ooaamaanlo daa arau> da Feraam-
amea a citada o Recita, aaa 4 4a Julho
ORDEMDODIAN. 112.
O ec*onel commandaote das armas interino, em
vista ilas eommunicaces recebidas da presidencia
desla provincia em data de honlem, faz cerlo para
conhecimenlo da goarnicao, a devido effeilo, que o
governo de S. M. o Imperador liouvc por bem, por
aviso de 12 de junJio prximo lindo, mandar addirao
corpo da guarnirlo fia da provincia de S. Paulo o
Sr. altares do nono halalhao de iiifaularia, Marlinho
Jos Ribeiro; e por outro aviso de 19 do mesmo
mez, prorogar por dous mezes a liceoca.com que se
acha na provincia de Sergipe, o Sr. capilao do quar-
to baudhAo de arlilharia a pe, Joilo Carlos de Villa-
gram Cabrita. "
Ansiguado.Xlanoel Muniz Tacares.
Conforme.Candido Leal Ferrara, ajudanle de
ordena eocarregado-do detalhe.
EXTERIOR.
A Dobrulscha lurca, conhecida por Tartaria de
Dobrulscba, esteude-se entre o Dauubio e o mar Ne-
gro. Comprehende as cidades fortes de Tonllscha,
Mtrhin, Hirsovia e Kuslcndji. He um terreno
pantanoso e peslifero, e um dos peiores que pode
oceupar um corpo de exercilo em carapanba. A (ra-
dican indica que antigameote o Danubio, em vez de
fazer um ngulo para o norte, como actualmente,
na altura de Rassova, ia directamente ao mar, al
Kuslcndji. O exame das localidades parece confimar
estas coijecturas. O valle que separa Rassova do
mar Negro lien a mais de 12 leguas, e o ngulo das
collims que o limitara parece indicara passa gem de
urna consideravel trrenle de aguas. Parece que um
dos tremores de Ierra lab frequeules naquelles pai-
las lera bruscamente mudado a ilirecco do rio,
transformando o terreno.
Desde 1SH, em que tiveram logar as primeiras
desintellgencias suscitadas pela Russie, a proposito
da navcgacjto do Danubio, que se tem tratado de
rcstabeleccr o seu anligo leilo abrindo iim canal de
Rassova al Kustendji. Este importnule I raba I lio da-
ra em resultado abreviar a navegaran do rio na ra-
zio de 100 leguas, e de a ublrahir is exigencias
russas. Quacsquer que sejam as hypotheses, o que
he fora de ilu vii I a, he que Dobrustcha he ubi poni
mbertn le lagoas c de mares de agua cstagnada, que
alli fazem nma repreza prejudicial, c lornam exlre-
mamenlc difceis qnaesquer operac/ies militares.
Esta tal ou qual ilha lem por limites ao sul as ruinas
da anliga muralha de Ttajano, que comer prxi-
mo de Rassova, junto a Tehernawoda. Podem nb-
servar-se os vestigios tiesta gigantesca eoostrucc.So ro-
mana, ao ruine dascollinasquc. Ihe'servcm de coroa-
Os vestigios de nm campo e de suas trincheiras reco-
nheceni-sc igualmente dcbaixo das reivas que os co-
bren-.. Estas forlificacoes haviam sido eslabelecidas
para repcllir as iocursoes dos barbaros as planicies
do alio Danubio, e eram protegidas por um immen-
so fosso que ainda existe. A linha de defeza fo lti-
mamente concluida pelas turcos, e pcrmitte-lhe op-
por urna vigorosa resistencia aos ataques do immigo.
Ainda que as circumstancas nao sejam boje as
mesmas, a oceupacao de Dobrulscha pelos Russos re-
pelle o plano de campanha que haviam seguido em
1828. Naqnella poca apodcrarani-se de Bukarest,
e depois de haverem posto sitio a Ibrailoff, conslra-
mm um (Jjqne dejmaisdeuma legua entre Tonllschae
Isatcha parapassar o Danubio, quando Iransbordasse.
Estes trabalbos executaram-se debaixo da direccJo
do imperador Nicolao. O fim da Russia era pene-
trar na Bulgaria, e apossar-se dos pontos principaes
do lltotal do mar Negro, afim de levar a effeilo o
fornecimculo das suas tropas por meio da esquadra.
Varna, que era a praca mais propria para ser a base
das suas operantes, foi sitiada pelo principe Mens-
chikoll, e o proprio imperador alli foi no dia 21 de
julho de 1828. Mas a energa dos sitiados provou ao
czar que seria necessario muito lempo para tomar
poisc da enfade. V ol lou en la o para Odessa, e nao re-
uni de novo o exercilo senao no da 27 de agosto.
Estabeleceu o seu quarlel general a bordo de um
navio de guerra ; a esquadra eslava Tundeada a 20
mil passosda cdadeila. A 18 de setembro os Turcos
tentaram urna sabida, mas foram rcpellidas e o briga-
dps a abandonar todos qs pontos que oceupavam ao
longo do ro de Dono. O principe de MenschikolT,
feriiio nesta accao, cnlendu ceder o commaudo do
exercilo ao general coudc de Woronzoff, que aper-
lou o sitio vigomsarhenle. Abriram-se muilas bre-
chas, cdispuulia-se o assallo, quando em 10 de mi-
lilitro, Yonsonf-pach, que com Kapondan-pacha di-
riga a rfrfrrij ir nlaaniii ao czar declarando que
Varna aopOilia resistir por mais lempo, e se eu-
tregava sua prolecoJo. Kapondan-pacha, ficando
reduzido a um co 'e 300 homens pela traicao de
Vonsonf, fecliou-sc i cidadella, o qniz precipitar-
se ; mas o imperad pcrmitlio-lbe a retirada com o
pequeo nniero de bravos qne haviam ficado liis \
honra. t
i
lloje nao lia recco de qne aconteca-o mesmo.
Varna nao pule ser atacada por mar, e he s depois
de haverem lomado posse da importante fortaleza de
Srlmnila, que os Russos podiam tentar atrav.ssr o>
Balkans. Estas montanhas elevam-se como urna bar-
rera iiivencivel destinada pela nalureza a proteger
estes paizes privilegiados. As nicas passagens que
existem do lado da Bulgaria sao escarpadas c muilo
fechadas. Bastara alguns troces de amores para as
tornar impraticaveis. Os russos em 1829 he verdade
que iiiYadiramos Balitan* debaixo da direcelo do feld-
marechal Dicbilsch, depois de terem balido o Turcos
cm Schumla ; mas esta cidade augmenlou depois os
seus meios de defeza.
Varna, a anliga Odcsius, he urna das cidades
principaes da Bulgonia, e um dos melhores porlos
do Mar Negro a 115 kilmetros sudeste de Silstria,
As suas forlificaroes lem sido reparadas e augmen-
tadas pon a pouco. Como posirao martima, e co-
mo siluac.no commercial, he urna cidade de granda
futuro. Varna, he a residencia de um Pacha, e pas-
sa por ser o foco do anligo espirito de janizares : foi
para Varna, Widdiii,.e Rodslschouck que se retira-
ran! os Ires ltimos chefes dessamilicia arrogante que
sullao.Mali:nnu I enlendeu dever sacrificar s refor-
mas uteisque inlroiluzo noseu imperio. As forlifi-
caroes que roilciam Varna, lem mais de t'mil me-
tros ; sao composlas do baluartes enllocados em cir-
cumfereucia, de fossos guarnecidos de muralhas len-
dode profundidade Ires metros e meio, sobre una
largura de cinco asis; alguns forlins communicam
com o muro da crcumferencia ; o arsenal e o paiol
de plvora eslao no centro da cidade.
Ouando Varna foi entregue Turqua, esteva en-
carregado um engenheiro russo de reparar as suas
forlificaroes ; mas estas forlificacoes exigiram urna
uiiarnicao de cen mil homcus para as defender. De-
pois um engenheiro prussiano fo encarregado desla
obra, e actualmente aprsenla todas as condcOes
de urna piara inexpugnavel. A sua baha he profun-
da meuito extensa; o ancoradouro he seguro, e os
navios estao alli completamente abrigados dos veo-
tos do norte e do sul, muilo pergosos no mar Ne-
gro. Varna lem alm diana urna immensa vantagem
sobre a sua rival da Russia meridional, Odessa; nSo
gela, c nunca sanie os cueilos dos invernos por mais
rigorosos que sejam. Em Odessa pelo contrario, a
nnvegacSo, he como se sabe, iuterrompida darante
dodsou tres mezes; ai muralhas sao alli no entre-
tanto de grande ulilidade.
Varna he a sahida e o deposito dos ferteis terri-
torios que a cercain. O trigo, naqueas provincias,
possne qualidades ISo nulriclivas como em nenhuma
oulra- parte; osvinhos e os fructos sao excellentcs, o
sebo, os coaros, a cera, o mel, a madeira de cons-
Iruccao e toda as especies de substancias alli chegam
em abundancia. A revogacao da Ici de cercaes, em
Inglaterra, foi muilo favoravel ao seu commercio de
cereaes, e se o suliao tornasse Varna porto franco,
esta cidade poderia rivalisar com Odessa, que est
assim considerada, c em poucos annos vera qua-
druplicar as suas relarOes.
Infelizmente a Bulgaria falla de estradas e de
vias de communicaco, he obfigada a transportar lo-
dos os inairiiuieiilos e mercadorias em machos, aira-
vez dos dcsfiladeiros de monlanhas. Apezar deses
obstculos, as costas de Bulgaria lem um movimen-
to muilo animado, c de que a Europa nao lem sufi.
cente noticia. Os porlosMessenvra, Bourgas, yarna
Baltchik,so ha annosaprincipal sahida de urna im-
ineut..! exporlaeao de cereaes, laas, algodOes, inilbo-
o vinhos ele. Pela sua posicao no mar Negro, c pe-
la aptiao agrcola da sua popularlo, assim como
pela sua importante estrategia. Varna oceupa urna
posicao consideravel entre as cidades turcas ; he o
primeiroelo daquella cadeia de fortalezas, que
apoiando-se no mar, o servindo-he o Danubio de
fosso, parece defender as proximidades dos Balkans,
e cobrir assim a capital do anligo imperio otlomano,
Constanlinopl, este lerreno promellido por Pedro o
grande aos seus herdero, e quo nunca tem estado
fra do alcance das suas nmbic.5cs. ( Moniteur dla
flolle. ) (Jornal do Commercio de Lisboa.
Um jornal d'Alhenas transcreve os seguintes a-
ponlamenlos sobre o commercio das ilhas Jonjas.
A exportaran durante o anno de 1851 foi de 630 559
libras, 2 sch. 4 pen. ; a importadlo chegou a
970,415lib. 3sch.4pen. A cifratotaldastransacees
commerciaes com a praca de Trieste foi de 655,000
florins na mporlacao, e-de 928,000 dorios na expor-
tado. Entraram 393,178 cmbar'cacoes nos portos
jonios fm decurso dquellc anuo, e sahiram 390,923.
As illias Jonias estao siluadas, como se sabe, a
S. O. da Turqua, prximo das cosas do Epiro e da
Grecia, no mar Jonio entre 35-50 e 39-57 de lalilude
N. ; e 17-10 e 20-50 de longilude E. do meridiano
de Pars. Eslas ilhassao : Corf, Cephallonia, Zan-
le, Saint Maure. libara, Cerigo, e Paxo ; a estas
ilhas principaes he necessario accresceular sele ou
oilo ilhotcs, pela niaior parle inhabitados.
A superficie total deslas ilhas calcula-so cm 1,102
milhas inglezas quadradas, c a popularao he de 221
mil habitantes, o que d pouco mais ou meos urna
populacho relativa de 203 habilanles por cada milha
quadrada. Segundo os relatnos officaes, nao se
comprehendem ncsla populacao os eslrangeiros em
numero de 9,500 aproximadamente, e 3,000 liomeus
de guarnirn ingleza.
Corf, a anliga Corcxre, he a sede do governo da-
quelle pequeo estado. Esta cidade conla urna po-
pulacao de 16,000 almas ; possue urna niversidade,
umabibliotheca, um seminario, um collego, e mui-
las escolas. Publicam-se muilos jornaes, entre ou-
Iros o Amigo da Verdade, redigido cm grego c em
france?. Euconlram-se alli magnficos edificios, en-
tre os qnaes he digno de cilar-se o palacio do lord
eommssario, que domina a vasla praca de armas
conhecida pelo nome de Spiunala. Nesta praca ele-
va-se a estatua de Schulumbourg. que defendeu a
ilha de Corf contra os Turros em 1716. A logua
grega lem-se tornado desde 1850 a lingua unira! do
governo, e a italiana, vestigio do dominio venezia-
no, lende a desapparecer todos os dias. O povo em
geral nunca a havia Hilado.* Os campos de Corf
teem semprc feito a admiraran dos eslrangeiros ; to-
do o paiz est corlado de estradas ; em certas direc-
c/ies^oza-se de magnficos poulos de vista. A oli-
veira e a vinlia sao os principaes objeclos de cultura.
Poucos vestigios existen, da anliga Corcvre ; s
as ruinas de um templo de Neplnno, c alguns t-
mulos, entre outroso ten)i{apaie de Menente dcsco-
bcrlo ha urna dezena de aoos. A inscripcao gre-
ga que tem o cenotaphio ht objeclo de grande inle-
resse para a seeoeia ;'hemelhor que se conhece,
e dala antes da guerra da Ploponneso. Ao norte
da ilha, vc-seum roched** com as formulas de um
navio anligo, e que por ea> crcumstancia tem o no-
me de naeio lllytei; aC"e 1"* M em Corcyre
que Homero fez naufragar sen hroe.
As Ibas mais importante) depdis de Corf, sao :
Cephallonia, lerreno peduaoso, mas que produz em
abundancia escolenles pt-sas de Corintho ; Zantc,
lerreno frtil, deiiominadh Ftre di /yetante f Flor
do Orienta). Depois se$t-an Sainte Maure, anli-
ga I.cncade, celebre na anttgndadc pelo seu sallo,
ondeos amantes infeliaesiam procurar conforto se-
guro e infallivel, a onde iaplo encontrou a morle
pela inepcia dos que estaym* encarregados de o soc-
correrem. Prximo a esa cMade, que os tremores
de Ierra lem damnificado,ancrnlram-se os restos dos
muros da anliga cidade dvNeicos, de que faz meu-
cao Homero. A ilha de Saiulr Maure, e-lava anli-
gamente unida ao continente ; o estreilo que a se-
para he pouco largo ; ha omites annos que se leem
emprelieii lid grandes Irabalhos para tornar poss-
vel a naveg.icao deste canal aos grandes navios, que
hoje sao obligados a dobrar o cabo de Sainlc Maure,
para ganhar o alio mar. Ubica he mais insignifi-
cante do que Sainte Maure : linda se vcm os res-
tos do palacio d'Ulysses. Ceiigo, a anliga Cylhra,
nao he mais do que um roclicdo exposto a todos os
x-cnlos, em frente do cabo Mitapan.
As ilhas Jonias ficam no itinerario dos barcos a
vapor dos I.loyds austracos de Trieste. Os barcos a
vapor jnglezes fazem as carrtiras de Malta, /.ante.
Pairas, e Corf. Os barcos a vapor jonios fazem o
setvico das ilhas. '(dem.}
INTERIOR.
FOLHETIM.
III HISTORIA DE fAIDLIA (*)
POR JIEHV,
III
Un rao da P
O conde Castao pasieiava no jardim c pareca
contemplar com alegra essa hilaridade lgubre, que
reina nos bailes pblicos, quaudn a tristeza das mu-
Iberes, e o abnrrecimenlo dos homens traduzem-se
pelas risadas sem motivo.
EnUo o senhorama muilo esta especie de bai-
les? porgunlou-llic Isaura para ronl nuar a conver-
sarlo.
Amo-os como aos deznilo annos... Sabe, senho-
ra, de quo lenho saudades hoje?
Ah hoje o senhor lem saudades de alguma
cousa! observou Isaura cm um leve lom de garridi-
ce... Vejamos, de que he que o senhor tem san-
dades:
L>a quadrilha dinamarqueza. A senhora be
muito moca, nao ouvio locar essa quadrilha. Foi a
obra pi mu de Musard, o inventor da conlradansa.
Urna quadrilha maravilbosa que picava os pes da
gente como urna tarntula, lira preciso ouvi-la cm
Tivoli, um magnifico jardim publico... A senhora
Dio co ilieceii Tivoli J
Nao, senhor. Era melhor que o Roelagh?
Cem vezes melhor !... Era em mil... mil oilo-
cenlos... Irinta e seis on sete... Havia urna orches-
Ira em pleno ar... Irinta msicos csrolhidos... diri-
gidos por .Musard... Oh que bello lempo!... Vin-
le mil pessaas no jardim. um pavilhan de forma cir-
cular onde ajenie lomava sorvetes... thealro, jogo
de espida, e outros diverlimenlos... Quando ou-
>iam-S'; as primeiras olas da quadrilha dinamar-
wza, havia um delirio geral, urna verdadeira bac-
diaual. Ascabceas n;io cram senhoras dos ps, dan-
sava-se por loda a parle, e os que eslavam amia-
do- cram nbrigados a levantare. tomavam-lhes
as catleiras, equebravam-nas balendo o compasso...
Nao licava urna cadeira cm p no jardim. Isso era
magnifico!
Na verdade, disse Isaura, o senhor falla disto
com um Piithusiasmo que me faria uar essa qua-
drilha dinamarqueza. Presentemente nao emys
nada lio alegre; por isso veja como esle jardim est
triste. Fora mistar quebrar muilas radeiras* para
alegrar-me um pouco.
Obi que diz? Como lie que em sua idtm a
-eiilior. carece da quadrilha dinamari|ueza para ale-
grar-se?
Dizendo eslas palavras o conde lancou um olhar
vivoe penelraule sobre a mora.
Ah! meu Dos! sim! responden Isaura dando
um suspiro.
Porm a senhora parece muilo alegre mesmo
na falta de toda a quadrilha.
A gente parece sempre o que nao be, senhor.
A senhora tem algumas razessem duvida...
Hzoes! inlerrompeu I-aura. Bem quizera
en ler algumas razoes para eslar IrMn; porque eo-
l.io iiic desfazia dellas, e recobrara a alegra.
" Vide o Diario n. 150.
i e em tom in-
Ah! rompreliendu, lornon o conde em lom de
interesse mal dsfarcado... adevinho o que a senhora
deseja. ,
Pouca cousa, senhor, a feliridade.
Hnuve um momento de silencio entre os dous in-
terlocutores do jardim do Ranelagh.
Dcmais, continan Isaura, he loucura minha
dizer-lhe essas cousas, obro mal nisso ; porm nao
possn conler-me. Depois de duas cnnlradansas, fico
tao triste que meu mo humar escapa e revela
meas pensamenlos. Tanto peiori .a gente nao pode
Irazer sempre urna masrara sobrflOTOsto, isso suffo-
ea. Deiie-me respirar om pouee.'e depois parece-
rei ainda rir de boa vonlide. Ja> senhor, nao ale-
gra saber que urna mulher, roas eu, nao he nada,
nao he tula cm nenhuma roula, iio ^ilslc !... Po-
rm sou estpida, voltemos par c baiiee desculpe-
me, senhor.
Mas, disse o conde com urna nmnean di-(arcada,
nada aobriga a deiiarj o jardiin'... salvo se.
Salvse? repeli Isausa'sotrlndo e em
terrogativo.
Pardoe-me, senhora, continuou o conde em
lom indillerenle, vi ha pouco dous mancebos que
pareccm conhece-la, e...
Ah.' sim, inlerrompeu Isaura, conheco um
desses mancebos... isto he, conhero-o por ler
dansado duas vezes com elle... nao sei seu nome.
Elle apreseotou-me o outro que he seu amigo,
um demonio excessi va menta grande. Promelli-lhes
dnas cnnlradansas. O pequeo lem o ar muilo lulo,
mas de boa ndole. O grande parece-me um tam-
bor-mor disforzado em liomem... Oh! eis a alegra
que me volla!
Permilla-me q le fume um cigarrilho debaixo
destas arvnres! tornou o conde, he esse um habito
que adquir em Hespanha...
Oh cu lambem fumo, lodas as mulheres ele-
gantes fumam. Isso lie do melhor lom.
O conde rhegon-se a urna alampada, lrou a lora
da mflo direila, e preparando com vagar dous cigar-
rilhos taz brilhar aosolhos de Isaura dous anucis de
pedras nos dedos. Isso foi feito de urna mancira
Uo natural, que exclua toda a idea do oslenlaco.
li- iillin- da ni i.:.i nao viam os rignrrilhoa. *As
pedras cram irritantes, e Isaura nao poudo retar esla
exclamacan :
O senhor lem ah duas joias que parcrcm a fe*-
licidaile, romo duas golas de agua.
Ah! isto ? pergunlon o conde com ir desde-
nhoso. Oh! nnn tenho nenhum merecimenln para
Irazer joias. .Meu pai curiqueceu no commercio dos
diamantas, liaba urna casa cm Hydei-Abacl...
Quando fez-ae o inventario achanios una quantida-
de mui crande desses brincos de menino...
Prinros de menino disse Isaura. Muilas pes-
soas adultas sao apaixoitad.is por cssas meniniecs.
Vejamos se a senhora he de minha opioilo,
tornou o conde, qual desles dous anneis preferc.
l'reliro ambos, respondeu lenlameule a moja,
cojos grandes olhos azues animados pclu fogo da cu-
bica, parecan) rc'llerHro brilho dos dianianlc-,
.Mas se s Iralassc de escolher ?
Kscolhcria de ollios fechados.
l'ois hein, feclie os olbns.
lina incliidi.i alegre corren pelos labios de Isau-
ra, a qual iio espern que Ihe repeliesen! a orileni,
vstauleu a mo e esrolheu sem ver.
O cu i le Caetauo lrou do dedo o anuel locado, e
RIO SE JANEIRO.
SENADO.
Dia 36 de malo.
Pelas dez horas e meia da manha achando-se
reunido numero stifDcienle de membros, abre-se a
sesso, e depois de appruvada a acia da precedente,
he remedida a commisso de fazenda urna represen-
laco da asscmbla legislativa da provincia de Mi-
nas Gcraes, pedindb a confereao de umalci que de-
termine o padran dos pesos e medidas de que trata o
S 17 do artigo 15 da constituido polilicado imperio:
Em seguida he apoiado ((projeclo dercsolucae olle-
rccilo pelo Sr. Alvcs Branco em 22 de maio do cor-
renle anno, approvandoa pensao de 600Srs., conce-
dida a 1). Maria Generosa I.oureiro.
Passando-se ordem do dia, conUna-a primeira
disi ussao adiada pela hora na ultima sesso do pro-
jeclo de resposla falla do Himno.
O Sr. I). Manoel comer por dVdarar que senta-
se desanimado, c que muilo llie ^isla a fallar vendo
que o paiz nao tem mejo de obter um perfeilo co-
nhecimenlo dos artos de seus representantes, e de sa-
ber o modo porque as duas casas de parlamenta cum-
prem seus deveres ; porquanto, bem que o senado
em sua salte.loria livesse decidido quo seus Irabalhos
fossem publicados ofiicialmenlc, todava essa decisao
(ao digna delta, ficou sem efieito, vislo que as duas
volates immedialas neutralisaram rompidamente
os bous resultados da primeira.
Admira, observa o nobre senador, que um minis-
tro da cora c presidente do conselho, o qual tanto
deve a publicidade, fosse o primeiro a erguer a voz
para dizer ao senado em termos (-alegricos, em lom
de governador, que nao devia haver publicaran ofli-
cial dos debates. 11c essa urna lioguagem inslita,
taita ainda nao proferida em corpo deliberante de
algum dos paizes onde ha verdadeiramente syslema
representativo.
O que o Sr. presidente do conselho quer, he, qne
o paiz fique ignorando a mancira porque o senado
procede nos grandes negocios do Eslado, pois nin7
guem lem mais comparecerquepcranleo paiz do que
S. Ese; ninguem lem mais interesse nu segrcdo.por
que revelaeflo de seus planos pode lanra-lo por
Ierra, e urna voz ha de haver que os revele lodos os
dias se isto for necessario.
He assim, exclama o orador, que se transforman)
os partidos e os homens como os apregoados libe-
raes, at exaltados, at republicanos, quando senho-
res do mando e por ventura projectandocousas mata-
res, vem fazer urna apostasia completa de suas crti-
cas polticas, e apresentar-sc no senado em tom dog-
mtico dizendo que por seu voto nao deve haver pu-
blicae.io oHiri.il dos Irabalhos.
Entrando em malcra, o orador continua a oceu-
aprcsenlou-o a Isaura, a qual nao ousava estender a
mao para recebe-lo.
Agrailecij-lhc o annel que a senhora me deixa,
o qual prezo muilo, disse o coude. O acaso favore-
ceu-me. .
He incalculavel a somma de alegra que entra no
cora cao de urna mulher quando o primeiro diaman-
te brilha-lhe no dedo. Isaura que nao caba em si
quereria mostrar seu lhesnn.ro a lodo o baile; mas
(endo-lhe o coude feilo a mesma recommendacao
que fizera a respeito do coup, ella tornou a calcar a
luva, a sepullou o annel para iiHo desagradar a* um
liomem, cuja generosidade provavelmenle nao havia
de parar cm lo bello caiuinho.
A orchestra tocou nova chamada, o conde' Caeta-
ao lirou o relogio e fez um movimcnlo como um
aaancebo retardado pelas distraccoes embriagadoras
do baile.
Irra! disse elle rindo-se, o. porleiro de meu
hotel ha de escaudalisar-se, cis perdida a minha re-
putarlo. Escap'ilo-me, lenha a bondade.de de-cul-
par um provinciano que he escravo da meia noile.
O conde saudou sem despedir-so.
F.nlao nao da-me lempo para agradcccr-lhe ?
perguntou Isaura.
A senhora me agradecer depois de amauha,
responden o conde aperlandn a mao oHerecida.
conde alravessou o jardim, passo u a mullidjo,
procurou seu camuliana liuha da avenida, e vollou
[tela estrada de Pars.
No caminho elle pensava cm todos os incidentes
desse sern, e taliclava-se pela sua rouducla. Sobre
linio febril,ivao do ler podido conler o seu juslo
furor em presem-a, daquclle mancebo, que era tan
evidentemente o crimiuoso da ermida de Saint-
Mand.
Alinal. disse elle comsign. devo caminhnr ao meu
alvo sem afaslar-me da linha da sahedoria. Na mar-
cha ordinaria da Justina humana um promotor, um
ministerio publico qualquer inlcrrogam um aecusa-
do, e se o reconhecem inuoceulc restiluem no cir-
culacao, sem perderem nada ; porm cu se fizer
molim, se atacar cm falso, se eahir em publico sobre
um innocente, darei assim aviso ao verdadeiro cul-
pado, o qual lomar dalo em diante suas medidas
de precaucao contra mim, c loda a satisfarao possi-
vel me ser para sempre vedada. O crime Irium-
phar, e me insultar depois de ler-me injuriado.
E recapitulando seu plano de conducta, conservou
depois de cada artigo estas tres pal,iv ras : Dcize-
mos de precipilaiao!
No segundo serilo do Ranelagh o conde Cactano
fez anda alguns progressus para o e\ilo. I.cmbrao-
do-se de urna phrase que Isaura deixra cahir em
sua primeira convcrsaeao dissc-llic com sagacidade:
A senhora diz que se aborrece nosseres quan-
do nao os passa no Kanclagh ; porque nao faz como
lodos? Porque nio convi la duas vezes por semana
seus conhecidos para um cha! Ahiso faria urna par-
tida de wisl, de lasquenel moderado ou de qualquer
oulro jogo al meia noile. Ha ale muilas mulheres
honradas que liram desses atritas um lindo beneficio;
ganhain ahi as carias c as hogias, e al mais. Expe-
rimente.
Isaura que linha escullido essa proposirao com
olhos transportados, relleclio algum lempo para cal-
cular lodos os obstculos ,pie arhiva, e que convi-
nlia de-lmir. e depois disse dando um suspiro :
Sim, sua dea he eirelleiile, mas... Oh se o
senhor soubesse quanlo falla-me para dar um cha !
par-secom as relacoes exteriores, rnmecando pea-
concluir o que Ihe reslava a H relativamente a
repblica de Paraguay.
O que acontaren nessa repblica prova' ti sua o-
piniaoa necessidade de mandar para ella e para ou-
tros lugares homens muito experimentados, homens
que eslejam sufHrienlenienle habilitados para, inde-
pendenle de^usquer nstruccoes do governo,.pode-
rem lomar certas medidas exigidas por quasquer cir-
cumstancas que occorrerem.
De proposito referi na teMto passada o nome de
nm nobre senador para moslrar o que pode fazer
um agente diplomtico hbil quando acreditado er-
rante aquella repblica. He fado averiguado que
o Sr. Pimenta Bueno, mostrando habilidade du-
ranleotcmpo que residi como encarregado de nego-
cios no Paraguay, chegou a captar inteiramlRe a
benevolencia, a eslima e am*ade do seu presidenta:
talvezse adiantasse um pouco, que, ligado ..como se
achava tao eslrcilamcnle com o chefe da repblica,
e leudo cm vista attrahir mais o Paraguay ao Bra-
sil, e segrcga-lo quanlo fosse possivel de urna alian-
ca pi ojela Ja pelo ex-dlctador da Coofiderarao Ar-
gentina, fosse alm das nstruccoes que linha rece-
bido do governo. Mas que o nobre senador moslrou
habilidade e que ao mesmo lempo provou a necessi-
dade de se maodarem para aquellos lugares pessoas
compelentcmeole habilitadas, he fra de questao.
Declara qne faz eslas reflexoes sem querer np-
plica-las ao encarregado de negocios 4o Brasil que
tanto soffrcu no Poraguay, e a quem se dirigi a no-
ta que j leo. f
Consultando o r lalorio do Sr. ministro dos'.'siego-
cios eslrangeiros, na parle relativa a esla questao, v
que S. Ex. diz que esl tange de attrihnir a molivos
pessoaes o coraporlamenlo do governo da repblica
com o Sr. Leal. A que molivos porm atlrihuir
S. Ex. essecomporlamenlo? Nao ha inconveniencia
na pergunla desde que o nobre ministro enlendeu
que poda apresenlar aquella consideraran no sen
re dorio. Querendo naturalmente descobrir moti-
vos que pudessem justificar urna nota tolajchcia de
insultos, dirigida a um agente de urna naca Uta a-
miga, Uta alliada, que acabava de prestar tantas ser-
viros aquella repblica, suppoz o orador que oSr.
Leal livesse (ido alguma grande ilesavenea ou rom o
Sr. Varella, on com alguma oulra pessoa nolavcl
do Paraguay; mas, pela declaraba do nobre m-
nislro, v que errou.
Cumprc-lhe entao dizer que esses molivos silo os
qne existirn) sempre, excepto as occasics de pe-
rigo. As repblicas da America olham com cimne
para esle vasta imperio, cime lilho do eslado pouco
prospero dessas repblicas, filho do infundado rc'ccio
de que o Hias'd, a medida qoe for prosperando, pre-
tenda apossar-se de parte dos lerrilorios que ellas
oceupam. Esse ciume faz com que Ipdas as rep-
blicas da America, pode dizer-sescm exepcao, pro-
curen! quanlo be possivel aflaslar-so do imperio, e,
mais anda, pr-lhe todos os obstculos para que el-
le mo progrida cm sua marcha de prosperidade ,*
ellas suppe que se o Brasil chegar um dia ao ponto
qoe esla osEslados-l'iiiilos. e mo lio prcriso tanto,
lera as mesmas preleures exageradas que citas lem
mostrado, principalmente nos ltimos lempos. A-
inda ha oulra consideraran: essas repblicas rereiain
que o Brasil, nao desejando eslar cercado de cslndos
eom urna forma de governo tao difierenle do seu,
lenha plano de redu;i-las ao mesmo syslema mo-
uarchico que felizmente possuimos. .
O Paraguay lendo de celebrar nm tratado de li-
mites com o Brasil, missao de que foi encarregado o
Sr. Leal, oque elle chegou mesmo a annuuciar ao
Sr. Varella, manifeslou todo o seu ciume, suppon-
do que o Brasil ia praticar com essa repblica o
mesmo que os Paraguayos dizem que o Brasil fizera
com Montevideo. O que o Paraguay quer, he evi-
tar ludo quanto o possa prender com o Brasil, ou
tratar de maneira que todas as vanlagens sejam pa-
ra a repblica e neuhumas para o imperio. Eis co-
mo elle orador inlcrpretou o comporlamenlo desco-
medido que o ministro dos negocios eslrangeiros do
Paraguay leve com o Sr. Leal.
O Paraguay ja nao lem hoje na America um gran-
de inimigo a temor, j nao se acha testa da confe-
deraco argentina o che Te,que nao recnnliccia a rep-
blica como nardo iodependeote, que tencionava fa-
zer valer' lodos os seus direilos aquella parte do vice
reinado de Buenos-A>res; p.ir consequencia o Pa-
raguay nio se importa hoje som a allianra do Bra-
sil. O nobre ministro dos negocios eslrangeiros lem
de encontrar em lodas as negociaces diplomticas
com 9 governo daquella repblica os matares obst-
culos.
Como nem o discurso do Himno, nem o relatado,
dizem a este respeito mais nada, como ludo se aguar-
da das negociarnos pendentes eom o fim de aplanar
as difliculdades que sobrevieram em conseqnencia
da retirada precipitada e mesmo desairosa do agente
diplomtico do Brasil, limita-sc o orador is reflexoes
que acaba de fazer sobre esle poni, e passa a occ-
par-se das nossas relacoes com a repblica oriental
do Uruguay, declarando que a sua missao a lal res-
peito he muito difilcil,que he mesmo um pouco odio-
sa. Desejava nao manifestar a sua opiniao sobre o
comporlamenlo iJo governo em lacs relacoes mas
nao Ihe he isso possivel depois da leitura do aflato-
rio do nobre mini-s[ro. dos negocios estrangeiros.e das
pecas que Ihe estilo aiinexa-.
Sentado em urna das cadeiras da-mesa, por estar
ervjndo de secretario, disse o orador em dias do. au-
no passado : n Trahallw-se por obrigar o Sr. (Sff-i
abandonar o cargo de presidente ia repblica orien-
tal do Uruguay, a que foi elevado pelos votos dos
seus compatriotas. Com cfleilo o nosso agente di-
plomtico em Montevideo, no conceilo do orador.
procedeu mui irregularmcnte ; deveodo-se crer que
dirigio-se segundo as inslruccoes do governo impe-
rial, ou qiie lodos os seus actos foram por esle ap-
provados; porque se assim nao fosse, o Sr; Para-
nbos arY'piaria ra reir, ou leria sido demitlido.
Masas cousas chegaram a poni que um jornal disse,
que a vida do nosso agente diplomtico fora amea-
cada, o que fez acreditar que a Hornearan para mi-
nistro da marinha era um meio decoroso de o tirarde
Montevideo.
Ora, o Sr. Gir era decidido amigo de Oribe, e
portanlo muilo considerado no partido blanquillo.
E que Ihe falta? perguntou o conde.
Nao he o cha, respondeu Isaura rindo, he lu-
do o mais.
Vejamos, insislio o conde.
Primeramente falla-me urna camarista. Te-
nho urna camponeza picarda que falla como nos vau-
devlies, e que Iraz urna louca como can damnado.
Ella pretende que he essa a moda de seu paiz.
Aluguei urna camarista parisiense na agencia
Moisson, passagem do Cairo.
Pelo preco do coup? pergunlou Isaura rin-
do-se.
Pelo mesmo preco, senhora, hei de fallar a
Moisson.
Bem, tornou Isaura, terei urna camarista alo-
sada por algumas horas, o que faz-me lembrar lam-
ben) que falla-me um relogio de mesa... um relogio
serio. Tcnlio um relogio de porccllana, mas pao
lem mostrador... Posso lambem alugar um relogio
por algumas horas?
.Nao, a senhora achar amanhaa em cima da
chamin um relogio que serve-me de travanca em
casa, e que perde seu lempo em um salao abandona-
do. Elle nlo quer oulra musa senao dar as horas,
e u senhora me obsequiar aceilando-o.
Oh! exclamou Isaura contenta, o senhor he
adoravel! nao he um liomem !
. Sobretudo tomo a recomincndar-lhe o segredo,
disse o conde.
Nio lenha cuidado, senhor. Dizem que as mu-
lheres n.1o sabem guardar um segredo, sao os homens
que fazem correr esse boato, attribuindo-nos lodas
as suas indiscrires.
E que mais? inlerrompeu o conde.
Oh I tornou Isaura, falta-me ainda ludo o
mais.
Diga, senhora, faca um rol; pois esse luxo de
pobreza honra-a, nao me oceulte nada.
Eis-aqui, senhor; duas poltronas roberas,
dous caes de chamin com caberas de lees, dous
candelabros, um apparclho de porcellana. um tpele
de flores, urna boceta de jogo, urna mesa redonda,
dozc eolheres de prata, um par de cortinas bordadas,
creio que he ludo.
Tomci boa nota de lodas essas bagalellas, nada
Ihe fallar.
Ah julga que nada me fallar! lornou Isau-
ra. Ah! o senhor est engaado.
O fondo j linha adevinbado o pensamento de
Isaura, c cra.isso o que hara de mais essencial no
fundo dessa conversaco, que pareca s ler por objec-
lo urna compra de arcessoriffs de salao.
Parccc-nie, disse elle, olhando para o forro do
ledo, parece-me que csgolamns o inventario como
dous eommissarios avaliadorcs.
Vejamos, senhor, disse Isaura rindo, o que he
que deve-sc mi locar em torno de umch? Naoadc-
vinha ?
Nao senhora; respondeu o conde ingenua-
mente.
Dcvese collocar os que tnmam ocha! Ah!
comprehende agora... Nao se alngam convidados,
nem compram-se amigos no bazar Bonne-Nniivelle.
Justamente, observou o conde, a senhora he
encantadora...
Nem ao menos lenho amigos fortuitas, taruoii
Inora. Olanlo as innllieres, nao fallr-mr nisso.
Tenho vislo dous seroes de lasqui-m-t em minha vida,
onde haviam seis innllieres e doze homens. Batea
miseraveis quizeram ser galantea com banco*, e ca-
lle lido como liomem de alguma illustracao e ho-
nesta, posta que fallo de energa para a posicao em
que se achou enllocado. Tornou-se, pois, notavel
que, sendo o Sr. Gir do parlido de Oribe, fosse e-
h'ilo presidente da repblica justamente quando O-
ribe, tendo cabido, era apenas tolerado em Monte-
video, depois da falla do tluono ter dito que o nosso
exercilo e marinha lnham sido enviados para por
fra aquelhi inimigo do Brasil.
A eleic.lo do Sr. Giro, como era de crer, causn
desagradavel impressao, e aqu mesmo osamigos do
governo acensaran! o Sr. Paranhos por uao ler pro-
curado frustar semelhanlc resultado. Mas nos pri-
meiros leqfpos a presidencia do Sr. Gir agradou
lano aos Orientaos que, na sua visita a alguns dc-
parl'menios, fot recebidossom vivas demonslracfies
de alegra. Isto foi referido pelo Jornal do Com-
mercio, folha ftenta de suspeila, por ser mais pro-
pensa ao parlido colorado taque ao .blanquillo, c
que fez elogios i i ni parcial id a de 'do novo presidenta
da repblica. *0 proprio governo do Brasil, apezar
de mo .ver com bons olhos aquella cleicau. princi-
pien a acreditar no Sr. Gir.
l'epois.quando se tralou da execucao dos tratados,
appamecram (Lvidas ; mas chegou-so a um accor-
do, e todos os jornaes reconheceram os 'esforcos do
Sr. Gir para que os tratados fossem approvados pe-
lo r'orpjegislativo. Camioharam a-mu-a. In re-
gularmente que comecQu-se a demarraran de limi-
tas, c o Sr. (lir chegou a gozar de inteira confian-
rfc gorerno imperial.-----* -
AcoiUeceu eniao que o Sr. Gir nao quiz acceder
a carias solicilaces do nosso agenta diplomtico, e
prncipiaram as relacoes a esfriar. Por excmplo,
queria-se a cxislcncia do Sr. Lamas nesla corte, co-
rno ministro da repblica ; era cousa de que nao se
presrindia. O Sr. Gir dizia : nilo ha hypolhese
nenhuma que me faca mandar asrrcdeiiciaes ao Sr.
Lamas; escolham qualquer oulro, menos esle.
Aponlou diversas pessoas, nao se quiz nenhuma, nao
se recebia oulra.
Mas o Sr. Lamas conseivou-se aqu cerca de um
anno, sem credenciaes, at que o Sr. Gir cedeu
mas cedeu pelas criticas circumstancas da repu-
hlici.que nao podia subsislirscm auxilio do goxxrno
imperial, e esle nao dava nem vnlem emquanlo o
Sr. Lamas nao fosse nomeado.
Nomeado o Sr. Lamas, desla concesso animou o
governo imperial e o nosso agenta diplomtico. O
resultado foi que o ministro brasilciro em Montivi-
do, a quera nao se podia negar cerla ingerencia
nos negocios da repblica, mas inferencia (ilha dos
tratados, adianlou-se muilo, fez o mesmo que o Sr.
Pimenta Bueno no Paraguay; quizoslenlar-se agente
diplomtico de um paiz protector, quiz reduzir
Montevideo a um prolectorado do Brasil. Observa-
dasestas tendencias do Sr. Paranhos, comecou o ciu-
me lao proprio daquella genie, e donde parliram
todos osaconlecimentos que occorreram.
O parlido colorado, que nao vio cum prazera elei-
cao do Sr. Gir, espreilou os seus passos e os do Bra-
sil, para o que era incitado por um fim duplo. De
parte a parte comecon a desconfianza, que levon as
cousas a ponto do Sr. Gir deixar de moslrar-se
moderado e imparcial, deelarando-se decidido, tran-
quillo, e passaodo a fazer guerra ao partido colora-
do. Enlre os influentes desle partido sobresahia
um liomem vivo e conhecedor das coosas daquella
paiz, um dos chefes mais populares desse parlido.
Falla de Fructuoso Rivera.
O Sr. Paranjius comecou a conhecer que o partido
colorado ia ganhanrio vulto, e que em breve j* mi-
mara a disputar as posiees ofllciaes*; principiou,
portanlo, a alliar-se eslrelamente com os colorados,
e cjay a ponto de indicar ao Sr. Gir muilos del-
les paraxe'rlos empregos importantes. Isto al cer-
ta poda reputar-so consequencia dos tratados,
ser laucado em rosto ao nosso agente diploma-
lodo o mal eslava'na maneira por qoe o fazia,
e no excesso ou abuso. O Sr. Gir prestou-se a lu-
do alAlfum lempo. Dando-se a primeira lenlati-
va de revlia em julho de 1853, o Sr. .Paranhos
aconselhou %ie fossem chimados para ministros as
Srs. D. Venando plores, e Herrera y Obes, a pre-
texto de meio de conciliar os partidos.
O partido colorado, animado por estas coneeatoW,
nao parnu as exigencias ; caminhou para diante.
com o fim de abegar a derribar o Sr. Gir. Tendo
no ministerio aquellas duas notabilidades soas, qniz
tornar o Sr. Gir uma-cstatua, urna machina, sendo
nisto acorocoado pelo governo imperial. Nem era
de esperar oulra cousa, desde que o Sr. presidenta
do conselho havia declarado no senado que o Sr.
Gir era o miior inimigo do Brasil.
Ento nao foi dnicil p rever os acontecimentos de
setembro, consequencia- dos de julho, qne haviam
sido abalados porque o Sr. Gir a ludo se prestara.
Vieram as desordena de setembro. O comporta-
ment do Sr. Paranhos tornou-se para o orador
summamenle dubio ; chegou at a desconfiar qoe
S. Exc. eslava ao fado da conspirado e a alimen-
ta va, ao passo que faz a grandes protestos ao Sr.
Gir.
hirain no meio da floresta de Bondy. Abrio-se urna
subscripto para recouduzir casa todos seis em
urna carruagem de tres assenlos depois de urna per-
da de vinte e dous mil francos. Era urna noile hor-
rivel de dezembro, e chin i.i a cantaros.
Todava, disse o conde, a genle lem sempre al-
guns conhecidos.... alguns prenles.... alguns visi-
nhos. ?
Ah.' sim, tenho duas pessoas;... sim, ejsas vi-
r3o sem fazer-se rogar...
Eis-ahij duas, lornou indolenlcmcole. Como
se chamam ?
Madama Sarlieux, e madama Charremonl,
duas mulheres ini.ilo velhas que nao lem lempo pa-
ra morrer, porque estao sempre com as cartas na mao
Pois bem .' disse o conde um tanto desapun-
tado, eis alii duas boas pedras de espera, dous ele-
mentas de cha.... isso nao basta...
Posso lambem convidar, tornou Isaura, tres
mancebos irniaus que moram na casa. Figure que
esses senhoressao tao pulidos que nceseseparam ja-
mis quando fazem-me alguma visita; entrara tres,
permaueccm Ires, e sahem Ires. Isso he delicadeza?
Diga!
Elles mcrcrem ser convidados, senhora... Ago-
ra se lem ainda duas ou Ires pessoas... pens qne....
Seria suflicienle, inlerrompeu Isaura; sim,
com o meu trio delicado... Ah com efieito... pos-
so convidar lambem esses dous dansadures... o gran-
de c o pequeo... Havemos de dausar justamente
esla noile juntos.... Nio gosln muilo deltas.... do
grande sobre ludo; parque tem um olhar qoe irrta-
me os ervos... Mas cmfim lalvez seja um bom de-
monio... Elle liuge-se enamorado.... Digo-lhe al
confidencialmente que cscreveu-me duas cartas sen-
timentaes... Pnsa que posso convida-lo.' O senhor
lem mais experiencia do que eo... seguirei sen con-
selho.
O conde moslrou rrflectir alguns inslanles, sacudi
muilas vezes a cabera em sentido contrario, como se
varilla--e entre o sim e o nao, depois pareceu resol-
ver-see disse com negligencia:
Nao vejo inconvenieple em convidar esse ra-
paz, pois isso nao Ihe d nenhuma especie de'dircilo
subre a senhora... smenle crcio que suas carias nao
parar"o em duas.
Isso me he indiflcrcnlc, nao temo as carias
liando sao francas de porte.... Eis-ahi pois mais
ous convidados... j basta...
Veja se acha ainda algumas pessoas, disse o
conde; mas cmfim estas parecem-mo sufficicnles.
Esla conversarao apparenlcmcule frivola, c la o
inicieinio para o tunde de Sullau/.e tai assim ter-
minada. O primeiro serto de cha devia ler lugar
no dia seguinle.
Estamos pois nesse da seguinle em urna sala da
ra de Provenca, onde acham-se ja reunidas se-
le pessoas inclusive a dona da casa. As duas ve-
lhas convidadas para fazerem numero ja rumoraran!
a jugar um lasquenel modesta. Os humens couver-
sam com Isaura sobre o baile da vespera. A cama-
rista de aluguei vai e vem, agitao, arruma as pol-
tronas com simetra, a lira o fogo, prepara as bu-
gias, supprinie as correles de ar, e toma em fim
inda a importancia possivel para merecer a libera-
lidade dos jogadores, os qnaes parecem lodos ho-
mens opulentas.
A senhora convidou aquel le homemzinho que
dama rom tanto goslo '.' perguulou o mancebo gi-
ganlescu que coiiheceinos.
Passando' rpidamente por estes acontecimentos
veja-se que acontecen ? O Sr. Gir retirou-se pa-
ra bordo de nma fragata franceza. O coronel D.
Venancio Flores rehellou-se contra o Sr. Gir, e for-
mou-se o governo provisorio composto daquelle ehe-
fe com Lavalloja e Fructuoso Rivera, os dous mais
encarnizados ioimigos do Brasil. Lavalieja apenas
viveu um mez, senao veriaui para quinto prestava ;
Fructuoso Rivera calcou logo'os tratados aos ps, e
se lambem nao morrease dentro cm pouco, estara
boje presidente da repblica, causando grave em-
hararo ao Brasil.
A grande queslao pois he esla ; proceden o gover-
no imperial conforme os tratados ? Seguio urna po-
ltica lumiuosa ejusla, consultando os grande* inte-
resses do paiz '.'o resultado do exame a que o orador
procedeu foi con vencere de que o governo do Bra-
sil calcou aos ps os tratados ; adoptou urna poltica
pergosa e fatal aos dous paizes ; nao calculou as
consequencias de ter dado lano apota a uai gover-
no nascido da rebelliao jlas praras ; nao previo o
resultado da falta de suslenlarao de um liomem de
quem nada devia o Brasil recetar, por nao ler gran-
des desejos de conservar o mando, nem mostrar
grandes ainbires.
Oorador nao foi enlhosiasla desses tratados ; mas
sao fados consumados, ehe preciso cumpri-los reli-
giosamente'. O que dispein elles ? Passa a ler os
arl.igos 5, 6 e 7, do de 12 de outubro do 1851, e mos-
tra que por estes arligos o governo imperial estava
obrigado a sustentar durante i annos o presidente le-
gal, clfecluando essa suslenlarao pelas nossis forras
de mar c Ierra, e sem que em caso algum pudesse
recusar-se a lal auxilio. Entretanto como o gover-
no imperial cumprio estas ubrigares ? He o qne
consta da nota de 30 de outubro de 1853, espedida
peloSr. Paranhos em v ir lude de ordens do ministe-
rio, documento importante para o orador, porque
moslra como o nosso governo se Iransviou do bom
caminho.
O orador proceda i leitura e analyse desla nota,
considerando-a como chicana de que se lancou mao
para nao cumprir os tratados, cohonestar o procedi-
mento havido com o governo legal, e os tramas do
Sr. Paranhos, e ganhar lempo afim de evitar qoe o
Sr. Gir voltasse presidencia.
Nola-se que quando o governo imperial tere co-
nhecimenlo da eleicao do governo provisorio, e cal-
onlou que Fructuoso Rivera poda em breve chegar
presidencia, moslrou querer sustentar o Sr. Gir
para evitar aquelle maior mal. Mas morreado Ri-
vera o governo imperial mudou de rumo, praveodo
a eleicao de D. Venancio Flores.
De maneira que nao se altendeu i joslica ; domi-
nou a escola qoe acha impossivei a allianra da mo-
ral com a poltica E foi um governo ameaado pelas
facees que den o tristissimo exemplo de calcar aos
Sim, respondeu Isaura cora indolencia, elle
lem urna ndole cxccllenlc, uflereci-lhe urna chaveL
na de cha honlem no Ranelagh, aceilou immediata-
mente e promelteu-me vir esta noile.
Como se chama ^perguntou o amigo.
Mr. de Verrieres, respondeu Isaura. He um
proprietario de Brie. Disse-'me que morre de abor-
recimento em seu castalio, e vem passar o v er.io em
Paris para dansar no Ranelagh, e em loda a parte.
Nunca vi mulher que ame a dansa como esse se-
nhor.
Se elle ama o jogo como a dansa, disse o man-
cebo, jogar com essas duas mulheres at amanha.
Urna das velhas jogadoras, oflendida por essa re-
llexao. parou o jogo, e encarando o mancebo por
cima dos oculos, disse-lhc senleuciosamente :
O aenhor nao lera o feliridade de permanecer
sempre moco, e quando tiver minha idade ha de
ler noites mui longas, se nao casar com a dama de
copas.
Muilo beni! senhora, lornou o mancebo, fa-
ro-Ihe banco ; quanlo tem no jogo?
Dous francos, senhor, c passo a mo.
Eu a lomo, juguemos um jogo infernal... Eia,
ha dous francos !
A camarista abri a porta e annunciou Mr. de
Verrieres.
Todos levanlaram-se, e coberlo com esse nome
emprestado o conde Caelano de Sullauze enlrou,
saudou respeilosamenle a madama Isaura, Saint
Martin e assentou-se mesa na poltrona designada.
Ah I Mr. de Verrieres, disse Isaura, o senhor
chega muito a proposito, curaecamos agora e Mr.
Sainl Servis acaba de tomar-urna mao. Jogamos
um jogo louco.
Nao he esse o meu jogor'disse o conde, cu jo-
go um jogo razoavel.
Eia, senhora, disse Saint Servis, quer fazer-
me banco ?
Oque ha no jogo? pergunlou o mude tiran-
do a luva da mao direila.
. Oh urna somma fabulosa, respondeu Sainl
Servis, dous francos!
Paro melade, disse o ronde.
Aquelles senhores, observou Isaura designan-
do os outros convidados, desdenham esse jugo, e cs-
pi-rani para entrar que joguc-se mais seriamcnle.
Para dizer-lhe a verdade. lornou o conde Cae-
lano, temo esse jogo ; elle enlcva-nos, dumina-nos,
c nos faz ir mais tange, do que quercriamos. Eu
preferira jopar urna partida de wisl a vinlc c cinco
cntimos o lenlo.
As duas velhas murmuraram, os homens guarda-
ran! o silencio.
Paremos o que resta, disse a mais moca da
velhas.
Sainl Servis deu as cosas, ganbou a mao, e
disse com nina solcmuidade irnica :
Senhores, ha qualro francos.
Isso vai aquecendo, ubscrvou o conde percor-
rendo os cantos da bolsa.
Isaura aventurou o banco e ganliou.
Desde essa momento a parlida fez progressos r-
pidos. Os convidados chegavan os [tecas de ouro.
O conde Caetauo sacuda a cabeca, profera em
aparte monosyllabos lamentosos, e iflectava de urna
maneira mui natural a prudencia de nm liomem
que desconfa de seu ardor, c abe conler-se.
As duas velhas jogadoras imperlurbaveis em seu
>v,teiiiu depunliaiu cincuenta cntimos sobre a ine-
.
sa, sempre qne chegava sua vez de darem as cartas,
e o conde atacava entilo resolutamenTc essa modes-
ta entrada, que ninguem Ihe dispotava.
Cr-em os senhores,. disse. lie, qne nesle jo-
guinho perco ja vinte e cinco francos!
Isaura encarava o conde Caelano para adevi-
nhar se seu mau bomor era verdadeiro ou falso;
mas nao alrcvia-se a aventurar nenhuma observa-
cao.
Saint Servis lomoo as carias e disse:
Senhores, ha viole Justamente disse Isaura, Mr. de Verrieres
pode desforrare.
Sua idea he boa"?- pergunlou o conde moc.a.
Assim o creio, respondeu Isaura.
F.nlao, tornou o conde com voz commovida,
banco !
Elle perdeu, e fingi bem nm movimenln nervo-
so, depois tirando um bilhele de quinhentos fran-
cos lancuu-o repentinamente sobr a mesa di-
zendo :
Devo-Ihe vinle e cinco francos.
Esse jogo he excessivo, disse nma das velhas
abanando a cabeca.
Mas acontece sempre assim no lasquenel ob-
servou u conde amarrolando o bilhete. Comeca-se
por dez sidos, e chega-se ao bilhele de mil! O
anno passado cm casa de Mr. Pelabon, na ra de
San Luiz, rico mercador da roa de Sao Dioiz reti-
rado dos negocios... comeramos por cinco suidos...
adevinham quanlo perd ? Ires mil e duzentos fran-
cos !... Nenhum (lestes senhores sabe jogar o wisl?
o wisl de tres pessoas ?...
Ha ciocoenta francos, disse Saint Servis.
Nao paro um sold, murmnrou o conde nos
labios.
Um espectador que. soubesse do segredo teria ad-
mirado essa estrategia do conde Caelano, o qoal
sem dar jamis orna nota falsa, linha sempre a n-
dole exigida pela siluacao, e evilava compromel-
ler o xito por meiofde um desses desvos, qoe po-
dem produzjrjima suspeila funesta em um adversa-
rio descoiilialo1atuisluto.
. Os outros jogadVes elevaram o banco somma
de dez luizes. SainV 'criis linha ainda as cartas
c ninguem responda sua provocacSo. Todos
acliavam a entrada excessiva, e temiam um pro-
grcsso> Esle eslribilho irritante : ha dez luizex
pronunciado em tom de psalmodia pareceu agitar
repentinamente os ervos do conde Caelano, o qual
levanloiii', c disse cora voz sorda :
Eu os cubro.
Os olhos do conde seguiam com urna anciedade
febril a queda das cartas, cm fim bateu com a mao
sobre a mesa, linha perdido. Desla vez o conde
tornou os ares de um jogador que perdeu o juizo,
fez banco sobre banco, esvaziou a bolsa, e lendo
pergunlado tmidamente se podia jogar urna mi de
quarenla luizes fiado, jogoii-a c perdeu-a.
Devo-lhe quarenla luizes, disse elle assenlan-
do-se.
Mr. de Verrieres, disse Saint Servis, nao
aconselho-lhe que conlinuc ; mas aceito ainda o seu
jogo fiado.
O conde Caelano relleclio, enroloo a bolsa nos
dedos, olhou para o tecto, a fingindo lomar sbita-
mente urna determinaran enrgica respondeu :
NSo, hasta !
Isaura lomou as carias da mao de Saint Servis
ordenuu o cha. rConlinttar-e-ha,;



/ *
V.-.
\
'
i
pcs tratados (ao solemnes, para apoiar um lioinem do
onlro dia que se rebellou, e dospresar o presidente
legal, homem honesto e que sempre transigi coro
o Brasil cm ludo quanio toi razoavcl. lie por isso
queninguem confia em nos n.i America, nem mesmo
o actual presidente de Montevideo ; e aeno, retire
hojo o govorno imperial a iulervenjao, e amanhaa
ver.
Qoando o paiz oaminir aUentamnle oprocedi-
menlo do governu;ha de diierqne aqu elle acabru-
nha os partidos quando ousam manifestar-te, que
coasidera nm crime horroroso a eoustituinte, e que
cm Montevideo protege o partido que se levanlou
para derribar o governo legal e aearojca a constilu-
intc que deita abaixo abaixo a consliiaijlto do esta-
do; que despreza o governo legitimo c honesto que
tem o sen fundamento na moma ronstiluijao, para
apoiar um governo fundado ua audacia de urna es-
pada, na corrupr.no e na agiotagem.
He esta, pergunta, a poltica luminosa, cstlareci-
da, baseada nos tos principios di moral que o go-
wnoaprega? He assim que elle cumpre as cla-
ra* o terminantes diaposijoee dos tratados de 12 de
oulubro de 1851 t O que espera elle do novo go-
verno 1 Illude-se se esl convencida de' que elle
tem torca para se tornar eslavel. Qum lhe diz que
desde o momento em que se mandarem retirar as
forjas que marcharan pira Montevideo, esse gover-
no nao ser minado, lanzado por Ierra ?
I'ergnu'.a mais seo governo inglez accilou o con-
vite que o do Brasil lhe fez para coadjuva-lo no
empenbo de restituir repblica do Uruguay a esta-
bilidade de que ella eslava privada, un se he verda-
'le que elle declarou qne a intervengo brasileira de-
via limilar-se lo lempo iudispensav'el, que quaulo
antes eviaiaser retiradas as tropas de Montevideo.
E para que tal convite ".' Se a intervenido he ba-
seada no tratado de 12 de oulubro de 1851, e nelle
so figuram o Brasil e o Estado Oriental, he uraafin-
pertluklade. Crique a Inglaterra nao ae^,
Me ella j olha com ciume para a intervenjardo
Brasil, que nao quer collaborar com elle, mas subs-
titui-lo. Que complicajoe* n.lo hao de resulta* de
tal poltica I Se a marcha do governo (vessaMido
mitra, se o ministro braaileiro em Monlnt^r ti-
vesac declarado ao governo de entilo que o Brasil, em
'-xecujao dos tratados, enviara forjas que sustenta-
riama todoocustoo governo legal, a faejo que
rtrotogeu Flores nao ousaria tentar urna rebelliaoe
upes ella a deposijo daqnelle governo ; e ainda
nais, o Sr. Gir vendo-se assim seguro no seu puslo
havia de preslar-se de bom grado s exigencias do
governo brasileiro, como se prestara nos primeiros
lempos e mesmo depois; elle sabia em que sem a
protecjap do Brasil ser multo difllcil hoje suslen-
lar-se all sem commojOes qoalquer governo qne
teja.
Antes de inlerromper o seu discurso, o que faz
lierarhar-se muilo fatigado, nota o
urna diflerenja de eiprcssCes entre
DIARIO BE PERMMBCO. QUARTA FEIRA 5 DE JULHO DE 1854.
trida a pergunta que elle fez : so acaso o governo
pretenda r%nservar|Munlevidocomoscnhor do paiz,
ou se como depositario delle. O governo do Brasil
nao quer ser nem senhor nem depositario de Monte-
video; pelo contrario,prestando,os socorros que tem
prestado, nao quer senflo concorrer para qne aquelle
eslado cttabeleja a sua independencia em bases dura-
veis e solidas, e logo que o governo oriental lhe de-
clare que esses auxilios na sao neeessaros esl, dis-
posto a retira-los.
Sendo, pois, obrigajo do governp do Brasil, em
virtude dos tratados e pelos seos proprios inleresses,
maniera independencia do Estado Oriental e asua
soberana, pareceu-lhc que o simples fado de ter
havido nina revolucSo naquellc palz nao era bstan-
le para se dar o rasus-fttderis, o governo nao devia
seguir em caso algum urna poltica puramente pes-
soal; as medidas que elle devia lomar nao estavam
simplesmente ligadas poltica do Sr. Gir ; era
necessario tambem que verificasse se o, paiz quera
sustentar essa autoridade decebida.
Assim, logo que chegaram a esla corle as primei-
ras noliriai annuncaudo a revollo em Montevi-
deo, e que em cnnsequenrla dclla abandonar o Sr.
ir o cargo de presidente, expedio o governo a no-
la de 30 de oulubro, e deu providencias para que
urna dlvNao de observarlo se cpllocasse' qa fronleira
de Bag. Por este facto j o ministerio procorou dar
grande apaio moral autoridade do Sr. Gir, e oc-
casio que o paiz se pudesse pronunciar contra
esse mnvjmcnlo que tinhe havido no dia 25'de se-
tembro em Montevideo. Mas o paiz nao se moveu
at essa occasio ; honve pequeos symplomas de
desordem em um ou oulro ponto, mas estas peque'
as desorden nao podiam ter tal significajao que
devessem aconselhar ao ministerio a immediata in-
tervenjao por meio da torra. O mesmo Sr. Gir,
qoe era a parte mais inleressada em que o Brasil in-
terviease, reconheceu na sua resposla nota de 30
de oulubro. o principio estabelecido pelo governo im-
perial.
Em principios de novembro comraejo o paiz a
ngilar-aeem alguns departamentos, mas essas agi-
IpoBes, que muitos attribuem ao abuso que so fez
do peiisamento coudo na nota de30 de oulubro, fa-
tehdo-sc crer que era necessario que os departa-
mentos se movessem par que o Brasil fosse obrigado
a inlervrem favor do Sr. Gir, tambem cessaram
em muilo pouco lempo, porque o governo de Monte-
video fez sabir forjas contra as que se linham le-
vantado contra elle. estas ou toram vencidas, ou
depuzram as armas sem combale. Em fins de no-
vembro eslava creada urna autoridade sem contea-
tacao em lodo o paiz, em nenhum departamento se
lhe fazia opposijo, e achava-se o partido colorado
em tanta forja, que entao acontecen o que quasi
sempre acontece a todos os partidos nessas cirrums-
taucas,'o partido colorado subdividio-se. Foi en-
orador que ha J*o, quando o governo nomeado em 25 de setembro
a falla do tliro- *ra rccanhecido'sera contestajao em toda a repu-
-----......--------contestajao em toda a repu
4 o Sr. ministro dos negocios e** iblica, uando da diviso do partido colorado podiam
trangeiros dirigi ao corpo diplomtico. A falla diz?
Reconhcci o governo provisorio que nessa occa?
siso se estabeleceu, depois qile o palz adherio mu-
danja que se linha effectuaup.i. A circular expri-
ine-se assim : a Foi nesle estado de rousas que se
eperou urna mudanja poltica i aquelle paiz ; o paiz
parecen adherir essa mudanja, etc. Cumpre pois
flue esaiba se o povo oriental adherio. ou se s pa-
receu adherir. Espera que o ministro nSn Se ucea-
ra a dar as explicajoes que forcm neeessarias, e de-
pois que S. Exc. fallar continuara anas observar'**
s-)bre oolros pontos, especialmente a respeitoda cir-
cular a que se referi.
O Sr. Limpo de Abreu (ministro dos negocios cs-
trangeiros) dii, que sent extremamente que a poli-
tica qne o governo tem seguido a respeilo das rep-
blicas do Rio da Prnla n5o mereja a approvajAo do
nobre senador que acaba de fallar. Reconhece que
qualquer que fosse a polilica que o ministerio adp-
tense ella havia de ser sujeita a censuras, porque
q lalquer que tosfe seria sujeita a inconvenientes.
Reconhece a difllculdade da siluajio cm que sevio
enllocado o ministerio pelos arontecimentos de se-
tembro em Montevideo : quer o ministerio enlendes-
at que devia apoiar o governo do Sr. Gir, quer en-
lendeisc, como enlendeu, que devia conservar-se
em anstcnjBo at que o paiz ye manireslassc, cm
qualquer desles casos a poltica que o ministerio
adoplasse era por aun natureza sujeita a ser censu-
rada.
Entende, nao obstante, que a marcha que o go-
verno seguio nesla conjunctura foi a que lhe indica-
vm os tratados de 12 de oulubro de 1851, e os in-
leresses do paiz.
Propondo-se a explicar os mol ivos que induziram
o ministerio a adoptar essa polilica, nao pode antes
de fate-lo prescindir de algumas observajoes e pro-
pi sienes que o nobre senador emilliu, quando leve
de discutir a polilica do governo a respeilo dos ne-
geeios internos do paiz.
O nobre senador fallando sobre a presidencia do
consclho disse que considerava o ministerio cm con-
dic-e pouco regulares, por isso que havia um minis-
tro que tirilla absorvido as atlribuijoes dos outros,
eexercia sobre as cmaras urna influencia Ilegi-
tima.
A presidencia do conselho de ministros foi creada
por decreto de 18i", e neiae decreto se declarou que
as atlribuijoes do presidente do consclho seriam de-
finidas importunamente. O nobre senador, cm ses-
sO'is pastadas, peguntou mais de urna vez se se l-
ul.ara difluido essas atlribuijoes, que lhe pareca
que al entao a presidenncia do conselho era cousa
inteirameHle nominal, fazendo disto objeclo de cen-
sura ; hoje pelo contrario o nobre senador censura a
orgaoitajao do ministerio porque quer que o presi-
dente do conselho exerja urna influencia que lhe de-
Ir) competir na adminislrajao do uegocios. Sem-
pie elle orador foi de opiniao, que o presidente do
n nsclho devia ter sobre os mombros do ministerio
una tal ou q'ual direejao, por iiso que elle linha o
duver de manter a anidada nq ministerio, de vigiar
etn que os actos de cada ministril estivessem em per-
fe ilo accordo coro o peusamenlo que linha presid-'
do organisajao ministerial.
He este para o orador o principio regulador, da
presidencia do conselho, coleado que seria inopor-
tuno determinar por escriplo cada urna das atlribui-
joes que deve ter essa enlidade ; o lempo e a pra-
lica he que hao de ir eslabelecendo as verdadeiras
rnlajOes que devem existir enlre o presidente c os
n embros do ministerio.
Eslas declarajes explicam o* dous fados a qoe o
nobre senador alludio no seu discurso, uro relati-
vo s medidas que o orador tomou pela sua reparti-
jiio para repressao do trafico, o oulro aobre um can-
didato a um dos lugares de diplomacia,
Falln tambem o nobre senador na influencia de-
masiada qne linha oas cmaras o Sr. presidente do
conselho.
Sendo um relo reconhecido que o ministerio ac-
tual tem a fortuna de ser apiado pela maioria das
cmaras, e nao leudo o nobre senador mostrado que
o ministerio ou o Sr. presidente do conselho empre-
gas-se para esse fim outros meios que naosejam aquel-
es que o s>sleuia representativo recoohece, isto he,
a d!Cusaoe a publicidadedeseusados, nao pode S.
Ex. ser acensado por um facto, que se nao existase
provariaque o ministerio n.lo devera continuar,
pirque elle orador nao concebe que deva continuar
um ministerio que nao merece o apoio e as sympa-
Ibias das cmaras.
O mesmo diz quanlo influencia do governo as
eleijes. O governo deve, no seu cnlemjer, inter-
vir as eleijdes como intervem no corpo legislativo.
Se o nobre senador quizer tirar as legitimas conse-
quencias dos principios que eslnbelece. negnde ao
peder toda a influencia em elciee, ser levado a
concluir que nao a deve ternas cmaras, e por con-
sequncia que os ministros nao devena ser membros
iuim do senado nem da cmara dos deputados. Se
o ministerio lem direito de discolir, de emillr com
toda a lberdade e franqueza a sua epiniao sobte as
questoes que se suscilam no parlament, nao ve o
orador razao para que elle seja inhibido de emillir
esla inrsma opiuiao peranle os eorpos que tero de
eleger os representantes da najo, e de discutir com
atoa amigos qoaes aqualles, que entende que devem
merecer os volosde seui concidadaos para depulados
ou senadores.
Feilas estas observajoes, passa a explicar os moti-
vos que levaram o governo a seguir no Estado Ori-
ental a polilica que o nobre senador censuran.
Tanto o tratado de 12 de oulubro de 1851, romo
o anterior de 27 de agosto de 1828, obrigam o Bra-
sil a uslenlar a independencia daqnelle estado, e o
governo est dispuslo a cumprlr essa obrigajo. Em
consecuencia declara o orador desde ja ao nobre se-
nador pelo Maranhao que nao lhe parecen bem ca-
vir graves perigos para o paiz, que o governo im-
perial se resolvou reconheccr o governo provisorio
de Montevideo. ,
J se vi, accrcscenla o orador, que o governo res-
peitou o principio de independencia e soberana
do Estado Oriental. Urna poltica que cm taes cir-
cumslancias pwstasse apoio ao Sr.Gir, teria contra
si a unanimidade do paiz, que j se linha declarado
favor do governo de selembro ; por mais sublil-
mcnle que o nobre senador queira entender o Ira-
lado de 12 de oulubro de 1851, nao poder delle de-
duzir que o Brasil livesse o direito de inlervir a
favor do Sr. Gir conlra a vonladc unnime do
paiz, pois que se quizer tirar esla cooclasa$ ha de
por cima da soberana do Estado Orienta a auto-
ridade do Sr. Gir.
O orador defende em seguida ex-mioislro resi-
dente em MVinlevido da impulaj&o de ler concor-
rido para o aconlecimenlo da queda do Sr. Gir ; o
procedimento desse ministro deveria, pelo contra-
rio, merecer os maiores elogios. Por mais de urna
vez leve elle occasio de observar ao governo da re-
publica, durante a adminislrajao daqnelle presiden-
te, que os tratados de 12 de oulubro nao erao obser-
vados como deviam ser. Pralicaram-se actos ex-
preaaauiIlute contrarios i letra desses tratados, que
deramoccasio aos protestos por parle desee minis-
tro. Sobretudo pareceu-lhe que a polilica seguida
pela adminislrajao do Sr. Gir nao era conforme ao
que se linha pacluado por ser demasiadamente ex-
clusiva. Mas a adminislrajao do Sr. Gir nunca
altendeu aeslas represenlajdes. S quando ator-
menta appareceu he que aquella adminislrajao
accilou, nao os conselhos que se lhe linham dado,
mas a lei imposta pela necessdade. t
He verdade que em 18 de julho do anno passado
toram chamados ao ministerio dous individuos nota-
veis do partido colorado, mas a occasio em que el-
les toram chamados prova, naoque a admnistrajao
do Sr. Gir altcndesse aos conselhos amigaveis que
lhe linha dado a legajo brasileira, mas que accilou
a lei da necessdade. Aceita essa lei, v-se qae a-
quella adminislrajao nenhuma alterajo fez na sua
poltica. Se a influencia do partido colorado era lal
como os fados mostraram, os actos da adminislrajao
nao se deviam limitar nomeajao de dous minis-
tros, posto que ambos muito nolaveis; era indispen-
savel que elles nao fossem impedidos no exercicio
dos actos que julgavam convenientes para firmara
paz da repblica e conciliar os nimos, e esses actos
nunca os poderam obler al 25 de setembro.
Muito antes desse dia se fez ver adminislrajao
do Sr. Gira, que era indispensavel que ella aceitasse
as cunsequencias que deviam resultar necessaria-
mente da nomeajao quelinhnfeilodedous ministros
to nolaveis do partido colorado, como eram os Srs.
Flores e o l)r. Herrera y Obes. A adminislrajao do
Sr. Gir nunca annuioa esles conselhos, nem obser-
vajoes. Quando o perigo j eslava muito prximo,
um ou dous das antes de 25 de setembro do anno
passado, he que se annuio demissao de dous chefes
polticos, exigindo-se em compensajao disto certas
medidas um pouco extraordinarias, sendo encarre-
gado o ministro do Brasil de procurar obler para el-
las o accordo das influencias do partido colorado. O
ministro do Brasil tralava de obler eslas concesses,
linha quasi conseguido ludo quanto lhe tora recom-
mendado ; mas anles dislo tmha o Sr. Gir celebra-
do um conselho de governo sera audiencia nem co-
nbecimenta do ministro do llrasiI, retirando-se de-
pois para a casa da legajao franceza, sem esperar
pelo resoltado da incumbencia que tinha dado -
quelle ministro. V-se puis que em todas estas des-
agrailaveisoccurrencias qne trouxeram o abandono
que fez o Sr. Gir da presidencia da repblica, a le-
gajao do Brasil foi completamente desallendida.
Por esta oceaaio responde o orador ohservarao
em que o nobre senador como que contestn o di-
reito que o Brasil linha de dar conselhos ao governo
da repblica Oriental, c procura mostrar que a este
corra a obrigajo de ou vi-tos e aceila-los em termos
habis. O governo do Brasil, nos dous casos previs-
tos nos tratados de 12 de oulubro de 1851, era obri-
gado a inlervir com o auxilio de forjas de mar c
trra, e ao mesmo lempo o governo oriental tinha
para com o do Brasil certas e determinadas obriga-
Jes ; se o governo do Brasil enlendcssc que estas
diversas obrigajGe* nao eram executadas devidamen-
te pelo governo da repblica, e qne esla falta por
elle commeltida poda Irazer a necessidade de inler-
vir o Brasil com forja de Ierra c mar, he claro que
e;le tinba direito de'dizer ao outro: a Vos nao
cumpris as obrigajes impostas pelo tratado de 12
de oulubro, e podendo dar-se o caso em que eu te-
nha de inlervir com forja, reclamo que cumprais es-
sas ohrigajOes ; c por consequencia, de recusar a
inlervenjao quando se provasse que ellas nao linham
sido cumplida-, to contrario seguir-sc-hia que os
tratados linham sido celebrados com o Estado Orien-
tal, iiRo em favor de urna poltica estipulada enlre o
imperio e esse paiz, mas em favor de um individuo
que linha sido eleito presidente da repblica.
Se apezar da circumslancia de nao merecer a ad-
minislrajao do Sr. Gir o apoio do Estado Orenlal-
mas ter sido pelo contrario re peluda pela naro, o
Brasil quizesse restabelccer aquella autoridade, im-
pondn-a por meio das armas, muilo era de recejar
que a consequencia de tal polilica fosse a mesma
que resullou da do diclador Rosas para com a mes-
ma repblica, quando elle quiz impr pela forja das
armas o reslabelecimenlo da presidencia do Orille.
E sendo assim demonstrado que o Estado Oriental
adherio ao movimento de setembro, e que, se o
Brasil livesse de inlervir a favor do reslabelecimenlo
da autoridade do Sr. Gir, teria necessariamente de
levara guerra a najo oriental, parece que o gover-
no seguio a polilica mais sustentavel, visla
dos i ral,idos, e a mais convenienle aos inleresses
do pai7.
Reconhece; como o nobre senador, que se acaso a
lellra do tratado de 1851 obrigasse o Brasil a inler-
vir no caso de que se trata, as considerajes feilas
por elle orador n3o devino prevalecer; mas se se re-
flectir sobre o tratado uo ae pode deixar de admitlir
essas considerajes, ha de convir-se que nao se dava
o r ha urna passagem que o nobre senador ndmillio co-
mo exacta: diz-se nella que o Brasil era caso algum
pelo tratado era obrigado a inlervir como parle prin-
cipal, que devia inlervir como auxiliar. Seo nobre
senador reconhece a verdade desla proposijao, ha de
ser obrigado a reconhecer que no Eslado Oriental
nao houve manifeslajflea que provassem, que urna
grande parle da najAo se prununciava a favor do
Sr. Gir; se o Brasil por tanto Interviene neste caso,
iulervria nao como auxiliar, mas romo parle prin-
cipal, e por consequencia nao s conlra a lellra do
tratado, mas tambem com otTensa da soberana e in-
dependencia do Eslado Oriental, o que por modo
algum podia fazer.
Dadas estas expcajoes, oceupa-se o orador com
as proposijet emitlidas sobre a poltica seguida
pelo governo quanlo repblica do Nao pode a esle respeilo ser lito explcito como
foi o nobre senador a quom responde. Den eonhe-
cimenlo i assejtola geral de Indo quanlo lhe pare-
ceu que lhe pndiaDtgtvjircsentc, e cumprc-lhe decla-
rar que, se alguaaeWlotas exislam.annexas ao relata-
rlo relativas a qaesiao com aqulla repblica, he
porque i linham appareci lo em varios jornaes da
corle.
O nobre senador leu urna passagem do rclalorio
em que sodiz, que o orador nao atlribue a motivos
pessoaes a medida que o governo do Paraguay to-
mou, e pcrgunlon cniao a que causas foi ella devi-
da, a presentando algumas razes que no seu entender
para ella concorreram.
Quando o Sr. I.eal chegdu a esla corle, o governo
convidou-io a expor por escriplo as razes que na
sua opiuiao linham eonoorrido para terminar a sua
missio uaquella repblica como acabou. O Sr. Leal
prc-imi-se a este convite, e foi referindo-se i sua
exposijao que o orador julgou que devia dizer no
seu relalorio que nao se podia attribuir a sua sahida
do Paraguay a motivos pessoaes. Ha por um lado a
nota que o nobre senador leu, da qual parece resul-
tar que aquelle aconlecimenlo he devida a laes mo
livos, de outro a exposijao do Sr. I.eal do que nao
resulla a mesma conclu-ao; por consequencia, esl a
queslo dependente de ulteriores exames c de uego-
ciaees-que deve haver; e como a quesiao he grave
e se aclia pendente, entende qui nao pode ser cen-
suradode nao haver prestado mais ampias explica-
joes, e supplica respeilosamente ao senado que
lhe permuta nada mais dizer sobre.ella por era-
quanto. ,
Concluindo, o orador declara que nao existe na
drmlar por elle dirigida ao corpo diplomtico o
convite, de que lionlem fallan o nobre senador pelo
Maranjvfo, e justifica o actual ministro do Brasil em
MootcYldoda arguijo que lhe tem sido feila de
tejriiifluido paraa promulgajao da lei rcslringindo
a 'lberdade de impreosa em Montevideo, argujo
que hontem foi referida peto mesmo nobre sena-
dor.
O Sr. Costa Ferreira diz em aparte a esle res-
peilo, que a sua proposijao foique os males que
succedessem haviam de ser aliribudos ao encarre-
gado de negociosdo Brasil, como j linham sido, e
nao os bens ; mas nao fez semelhanle argui-
jo ao Sr. Amaral, a quem conhece muito de perlo.
O Sr. Ministro dos negocios estrangeiros refere
em consequencia, que a lberdade de imprensa se
aclia inteiramente coarclada em Buenos-Ayres, c
que o governo daqoella repblica mandn at sahir
para tora della alguns individuos suspeitos de cons-
piraren! contra a ordem de cousas estabelecida. Pou-
co depois da rhegada desses individuos a Montevi-
deo leve cornejo a publicaran de um jornal, qne um
delles escrevia cm Buenos-Ayres. Houve reclama-
jocs da parle do agente desta repblica no Estado
Oriental conlra esle facto, e tambem por parte do
da confederajao argentina contra artigos que appa-
receram ou no Commercio do Prata ou no Sacional.
Foram eslas reclamarnos que acnnsclliaram ao go-
.verno do Estado Oriental propr a medida a que se
referi o nobre senador. A legajao do Brasil nao
leve nisto a mnima parle, pelo contrario, segundo
as inslrucjes que ella lem o nao podia aconselhar se-
nao que tal medida nao fosse adoptada. Se acaso
se quizesse ouvir o conselho do ministro do Brasil,
segundo as inslrucjes que lhe foram dadas, elle de-
via dizer que em taes medidas nao podia emitlir
opinio alguma, porque o governo nao quer influ-
encia que nao seja ligitima, que nao se derive dos
tratados de I2de oulubro de 1851.
Depoisdeslas explicajes o orador declara que se
hontem nao pedio a palavra, nao foi porque nao de-
sejasse c nao se cousidera'sse mesmo obrigado a res-
ponder ao nobre senador pelo Maranhao, mas por-
que enlendeu que o podia fazer lan opportunameii-
te como hontem na segunda e ultima discussao do
projecto. >
O Sr. Montezuma que' tinha pedido a palavra,
cede, por achar-se a hora adiantada.dcpois da trocar
algumas observajoes com o Sr. presidente sobre o
modo de contar as qnat.ro horas de sessao marcadas
no regiment do senado.
O Sr. D. Afanoel loma de novo a palavra so para
preencher o lempo que falla para dar hora, por isso
que naodesejaquese vola sem ler tomado em con-
siderajao o discurso do Sr. ministro dos negocios es-
(rangeiros, c sem oceupar-se com a circuanle S.
Exc. e com o estado das relajos do imperio com a
Confederajao Argentina e com a provincia de Bue-
nos-Ayres, hoje separada daquclla confederajao.
Nao prosegue em suas observajoes a respeilo da
repblica do Paraguay, em consequencia, do que o
Sr. ministro expz quanto ao estado das negociajes
que hao de terminar a desagradavel occorrenda que
all leve lugar. Quanlo a repblica do Uruguay
accresccnla, que o arlo platicado pelo governo do
Brasil no abandono em que dcixou o Sr. Gir poda
justificar-sc,se o Sr. ministro livesse provado de ma-
neira clara e concludente que o Sr. Gir nao linha
apoio algum no paiz ; de certo qoe nenhum gover-
no que soiibessc o que era cumprimento do dever,
ira em tal caso impr aquelle cidadao como presi-
dente da repblica. Mas nao vio provado esse fado,
assim como nao vio provado que o Sr. Paranhos nao
livesse-parle nos aconlecmenlos de julho e de se-
lembro.
O Sr. ministro senlio que o orador nao pudesse
approvar a poltica seguida ; tem elle por sua parle
o mesmo senlimenlo, mas depois do que se disse o
anno passado na casa, vir hoje sanecionar com o seu
vol essa poltica seria manifest.-i conlradicjao. Tu-
do quanlo succedeu eslava previsto. Ora, o gover-
no pareccu a principio querer irheni, reconheceu
perfeilamentew immensa responsabilidade que ia lo-
mar nao sustentando o Sr. Gir Da cadeira presi-
dencial ; masa falalidade das cousas, a tergiversajao
que se observa na marcha dos ministerios do Brasil,
sobretudo na polilica exlerna, a falla de pensamento,
de meditarn e de coherencia que esl como que
gravada em todos os actos do ministerio as quesles
relativas as repblicas do Prata, principalmente de-
pois que o Brasil consegnio que se rctirasse de Bue-
nos-Ayres o general Rosas, lem feito com que nao
lenhamos a amzadede urna nica dessas repbli-
cas. Nao ha najo na America Meridional que con-
fie era nos, que queira a nossa amisade. Ainda di-
r mais, essa amisade que moslra hoje o partido co-
lorado c o dicte da repblica do Uruguay nao lie se-
nao apparcnle. he filha do inlcresse, e o inleresse
varia com as circunstancias. Amanhaa o presiden-
te do Uruguay, se puder prescindir do auxilio do
Brasil,far o mesmo que teem feito os chefes dasou-
Iras repblicas, o que esl fazendo actualmente o
chele do Paraguay. Os subsidios preslados, as tran-
saccOes fritas nao lendem.a um resultado satisfac-
torio. O Brasil ha de euganar-se. J esl vendo
esle anno o que se dizia no passado, que o subsidio
de 60,000 palaccs nao havia de durar s um anuo,
que novas evidencias se haviam de apresentar. Que
dcspezit uo esl fazendo o exercilo em .Montevideo!
Ha de responler-se que ella corre por conla do go-
verno da repblica. Mas a repblica nao lem um
vintcm para pagar a ningucm, o Brasil he que ha de
fazer a despeza, e Dos sabe quando ser embolsado.
A repblica eslava cm tal mizeria, que tendo o go-
vemo distribuido o subsidio na relaja de 30,000
patajOes. reclamou logo conlra isso, pedio mais, c
ainda um adianlamcnte promplo de 180,000 pataces.
Onde vo parar assim as finaujas do Brasil ? Se se
rerci, e com fundamento, urna diminuirn de ren-
da, se se lem de lularcom as consequenrias da guer-
ra europea, com a falla de brajns principalmente,
como sacrificar o-, dinlieiroi do Brasil em beneficio
do Uruguay, como emprestar nm dlnheiro, que nun-
*a se podara haver porqot a repblica do Uruguay
rtiarcha a Mfsos de giganta para completa decadencia,
nem dev4?|dmirar,poshe sorlede lodaa as repbli-
cas dividivis em partidos,onde pullolam as facjcs.
Um 6clo *juc acaba de refalar o Sr. ministro confir-
ma o que o orador acaba de dizer : pelo que disse
S. Ele. j as vozes doi notaos diplmalas nao sao ou-
vida*. j ngo so acolhera |os seus conselhos, nao se
allaafle ja ao que diz o Sr. Amaral, assim como nao
se atienden ao quedizlt o Sr. Paranhos, iito depois
que o Brasil acaba de prestar ao Sr. Flores tanto au-
xilio, depois de ealar faiendo pela repblica tantos
sacrificios.
Tendo dado a hora, a orador pOe termo ao sea
discurso. .
A discussSo fica adiada.
O Sr. Presidente marca a ordem do dia e levanta
a sessao s2 horas e 35 minutos da larde.

CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
Mcete' 37 de junbo.
Ora, Sr. correspondente, cstou tomando com um
edilal da nossa lluslristua cmara que mandou
fechar as casas de negocio e tojas de offidos mec-
nicos nos domingos, das sanios c sexta-toira da pai-
xao; de maneira que eslou agora privado de ir dar
o meu dedo de conversa nos dias santificados, que
sao os que tenho disutoiveis. ao Beroardjno do
Paulo, e ao compadre Muritiba ; e o mais he que
Vmc. tambem deve acompanhar-me na fumara
Mas, me pergunlar Vmc., que tenho cu com a sua
conversa com aquellos dous mojos ? Se Vmc. j
livesse vindo a esta' cidadl, por-aem duvida que em
nao faria tal perguuta. Quem esleve em Maceio
nao pode ignorar que na leja do prmeiro, e na cal-
jada do segundo, se rcuaem clubs constante*, qoe
disculcm em calorosos delates desde as mais Intrin-
cadas quesles diplomticas e allos negocios de es-
tado, al a mais insignifloanlc falcalrua, mudara
on tramoia que baja oceurridn, ainda que seja atraz
de" algoma porla: nada Ibes escapa, nem meamo
a sua c a minha pello, apezar de incgnita, visto
como he socio efTecliro de ambos os clubs- o mea
intimo amigo Monteiro Pedrada J sabe Vmc.
agora porque estou ca harpoado com a illuslrissma,
que nos privou, mesmo por acinlc, daqnelle inex-
golavcl manqncial de novidades.
Nao sei se o fechanento'das casas de negocio, to-
jas, armaseus etc. entre nos produzir o mesmo sa-
lutar effeito que enlre outros povos mais civilisados
e religiosos: la fechaai-sc aquelles.cstabelccimenlos
para que a classe cammercial se entregue a pos
excrcicios, e pralicas religiosas ; para que leani e
medilcm sobre os livros sagrados e misterios da re-
ligiao, emfim para que descansem dos afanosos Ira-
balhos hebdomadarios pondo de parle nesse dia lu-
cros, ganbos, e inleresses mas entre nos, virgem
mai de Dos I quen vai ler esses alpharrabios ?
Quem se oceupa em tolhear a Biblia, a nao ser al-
gum vclho carranca 1 Cahimos do mal em peior ;
subimos de Scylla pata dar com o barco cm Caryb-
dis. quando as casas de negocio estavam abortas
nos dias sanios o macr mal que rcsnllava era algu-
ma palestra indcceole. a vida do prximo que sa-
bia campo, algumas lezouradas inoffensivas na
casaca d'um ou d'oulro ele. ; agora porcm os bons
caixeiros em santo ocio o que nao fario? Ah vem
logo a idea um joguinho innocente, que redunda
em meia duzia de soceos com seus competentes
ponlaps, e os mais referidos no novo metanlo ; e
como a ociosidade lie a mi de todos os vicios, te*
remos que o lempo, que se deslina para louvar a
Deos-e descansar, ha de infalivelmente seu empre-
gado no servijo de Satanaz Eis o inconveniente
de querermos macaquear em ludo aos estrangeiros
sem eslarmos ainda para isso prepraados: na In-
glaterra he verdade que se fechara as casas de com-
mercio no domingo ; mas la he todo esse dia em-
pregado pela maior parle do corpo rommerrial em
praticas e medilajes religiosas: essa corporajao he
loda instruida, on pelo m cnos lem a instruejao pre-
cisa para ler c entender a Biblia ; mas aqu, sauto
breve de marca I Talvez niuilos caixeiros ignorem
que ha urna cousa chamada Biblia !! Porem per-
dao, Sr. correspondente, que bem connejo que rae
vou tornando inijfcrlinente cal crcio que-dando
em moralista ( do"que Dcos me livre e guarde);
pois hei grao medo e receio quo moilos ao depara-
rem com asinsusas correspondencias desta provincia,
fajad o mesmo que eu fajo com os artigos de fun-
dos do Tempox e com os folhctins do Philangelho.
Dei tambem o cavaco com urna emenda substi-
tutiva da illuslrissima elevando a 159000 rs. pagos
da cadeia, a mulla impstanos que sellassem sonoro-
as bombas, que tanto aroeigam as oijas, e os lindos
e travessos buseaps, que tantas risadas provocara :
diai-ni" Sr. correspondente, que deslino havia de
eu dar a 100 duzias desles engrajados e mais que
noflensivos toguelinhos, que com minhas lenlas
raaos linha confeccionado, e guardado para festejar
ao mais garrido c briucio dos santos do calendario,
o grande oamavelS. Jlo, advogado das tontos e
rheirof, a quem Garrel invoca pela seguinte ma-
neira ;
Abenjoado protector d'amantes,
* Glorioso S. Joao que tudo alegras,
a Que at descrido' Mouros te festejan!
a E cambaes pedreiros le venerara.
Tc santo dia, la lienta noile
ii Suspirada d'amor, bem Tnda a lodos,
o Toas brandas oryalhadas, quem as foge '.'
Teu sercoo saudavel, quem o evita?
a Quem teme a vinda de Uo fausto dia'.'
Lcmbrci-me de dirigir com alguns paluscos mais
um abaixo assignado a primtiraautoridade da pro-
vincia, pedindo nos designasse um lagar em que,
para maior honra e gloria do grande sanio, chamus*
casseraos as barbas e ventas uns dos outros, fizesse-
mos rabear nlercssantissimos buseaps, que mu las
vezes deviam trocar o nome por busca-olhos, oq,
busca-caras ( perdn a cacophonia). Allendendo-
se a nossa supplica, designou-sc para lugar do fol-
guedo o largo dos Martyros.
Oh! Sr. correspondente, quanlo sent que Vmc.
c nao eslivesse para ver o lindo e booilo! Oh!
como era divcrlido ler a gente na mao um daquel-
les gneos csuuchos, rugindo embravecido por ver-
se detido em to traca prisan, c depois correr cern
aquello ignvomo projeclil, atira-lo mesmo em cima
d'um birbante, e ter o goslinho de vc-Io, qual ser-
pente de fogo, rojar, saracolear, sallar, pular, en-
roscar, voar e por fim ir arrebentar mesmo debaixo
das pernas d'um brejeiro Oh que pena, Sr. cor-
respondente, nao o pilhar eu c no largo dos Mar-
lyrios, para ver como se baveria Vmc. se fosse acom-
meltido a um lempo por tres daquelles endiabrados
fogueles, capazes de aprestar os passos al do San-
tos, tbesoureiro da alfandega!
Dividimos a lu lia ignifolganle era peloles que
se postaram as embocaduras das ras que vem ler
ao largo, em rujo centro rcuniram-sc os mais es-
forrados combalenles: a cada grupo capilaneava
um vatente campen, c era para ver-se como os iI-
luslres combalenles porfiavam em isneas proezas e
arres de cstorjado valor! Ah se o Nicolao da
Kussia os apanhasse, esses por certo nao vollariam
costas os canbes anlo-francczes; enlre todos po-
rem se distingua o valcnle commandante do bala-
Ilian do centro, que pareca urna salamandra em
seu elemento fav arito ; sobresahia tambem o Clao,
(sem ser o de Ulica) cujo fogo era por sem duvida
o mais forte e lindo : admirei-me de all encontrar
o Fylinlbo Elysio, que apezar do defeilo do pe, c
de se adiar licenciado para curar de sua saudc, cor-
ra e pulava com um possesso ; muilo gostei de ver
o Jos Bernardo (l. commandante da companhia de
polica ) atravancado com um formidavel busca-
pernas que bastante o atrapalhou, dava elle salios,
c fazia cabriolas laes que rausariam iuveja a um li-
geiro sallibaneo; emfim o.u ha gustos perfeilos,
nem todos pederam ser perfeilos salamandra-, um
filho do bom Marco ficou bem convidado e tostado
por 2 buseaps que se lhe incendiram nos bolsos
do palito, que de certa nao era de amianto, e um
cabo do 8 balalhao andou aos lonibos com una du-
sia de buseaps que pegaran) togo nos bolsos das
calcas, dcixando-o por lira lal qual nosso pai Adao
anles do peccado origiual, com o contrapeso d a-
ccrbssinias dores.
Se Vmc. agora pcrgunlar-me para que fui mel-
ler-me no gneo tolguedo sendo j idoso, cachelico e
rheumalico, responder-lhe-hci que sou por extremo
devoto deS. Joao, e que cm honra de loo glorioso
santo eslou promplo a arrostrar os maiores perigos
por isso apesar das mazellas I i me achei com as mi-
nhas duzias de buseaps. bem persuadido que com
isso fazia nina aejao meritoria, e que ganbaria in-
dulgencia, pois lodos n altos mnrlaes e nrrdras
qae dei, as barbas que, chamusquei, aa queimaduras
qne soffri, ludo isso foi para maior honra c gloria do
meu S. Joao.
Nem pense Vmc. qae a minha devojao limilon-se
somente, a polar, correr, chamuscar e ser chamusca-
do, nada, nao senhor, tirei lambem a minha sorle,
salle! a minha togueira, puro mea oy ao sereno
para investigar o porvir, lomei o mea boebecho d'a-
gua alraz da porta para inleirar-me do nome da ana
futura correspondente, consollei o livro do fado e a
urna falal para aaber ae casara cedo ou larde, se
liraria algum vinlem as lulcrias, que juizo torma-
vam de mim, e finalmente fiz nutras muilas pergan-
linhas secretas propris de um aolleirinho quc.and
doodo por catar. DRpenso-me de referir-lhe vsr.
bum ad xerbum (e criSo que com isso lhe fajo um
grande favor) as minhas sortes, que pareciam vir
meamo ad rem ; cstou porm ainda hoje em duvida
fe eram ellas mimos do cgo acaso, ou da pessoa iu-
cumbida de as procurar e ler,visto como algumas ca-
rapujas vinham mesmo lalhadinhas para a respeila-
vel cabeja desle seu criado ; o caso he que fui bus-
car lga e sal i tosqueado : o qne nao causar admira-
jao, dizendo-lhe eu por fim, qae a pessoa encarrega-
da de lr os versculos, era um individuo do sexo a-
mavcl, e como Vmc. muilo bem sabe.
..... mojas sao cousa do diabo,
Se he qae o diabo nao sao ellas mesma-:
Qae emquanlo para mimDeosmeperde,
a Por laes as tenho, s Ientaj0.es malignas,
Que sinto c por dentro quando as vejo,
Que me dgo laes vonlades Abrenuntio !
tt O diabo ellas sao, ou ellas delle.
Alio l me bradar Vmc., baila, de parvoicea l
Quem lhe pergunlou pelos seus buseaps, putos, car-
reiras.rhaniuscoovos, buebechos eleituras de surte T
Antesnao me escrevesse, do que estar a roubar-me o
lempo preciso com tantas bugiarias Esta, bem Sr.
eorreapondenle, nada mais conlarei respeilo das
feslanja do glorioso S. Joao, apenas em retumo lhe
direi qoe deverti-n grande, e creio que foi des-
pedida ; polt prevejo que te continuar o furioso
progresao em que vamos, bem cedo te prescreverao
lodos os bons costumes e utos dos nossos maiores, e
terao fim em breve os antigos folgaret, como indig-
nos do (al carrancudo seculo das luzes : assassina-
ram atrozmente o bom cnlrudo, e querem tambera
enterrar os risicomot buseaps I Dizia um es
criptor brbaro, de cajo nome agora me nao recor-
d, que il ne connaissait pat de danger plus ter-
ribe que le progres .' (Foi o Pinho quem ana dina o
que significava esla maxinifada.) E o mais be que
o tal Mr. parece que linha razao.
Diga-me.Sr. correspondente, qae grande mal ha-
via em que fossem guardados os dias de S. Antonio,
S. Jos, S. Tiago e outros? Responda-me qual a no
layel nlitdade e vanlagem que provem de serem el-
les privados das prcrogativas que gozavam desde qae
me enleudo 1 Muila razao tem urnas velhas minhas
conhecidas em se persuadirem, que a febre reinan-
te he o castigo c a justa ponijao celeste : j o gran-
de Horacio dizia : Di mulla neglecli dederunt
Hesperia- mala luctuosa com effeito, Sr. corres-
pondente, quando nos eramos meninos nunca ouvi-
mos fallar em febres amarellas, lyphot, escarlati-
nas etc. ele. ele. agora porm... macies et ora fe-
brium terri* incubuit colmrs; semotique prius ne-
cetstias lethi corripuit gradum!
Por fallar-lbc em febres devo preveni-Io qae o
Porloe o Babia deram o cavaco por Vmc. dizer, que
eram clles o thcrroomelro infallivcl por onde se re-
gulava a salubridade publica : o 1. sobretodo, que
j se achava harpoadu com aquella historia do ma-
gramente, inchou de todo a venia com o (hermome-
tro; por isso ambos agora eslao sur leurs gardes ;
nao Ihcs posso arrancar, nem pelo diabo, urna Idea
qualquer respeilo do eslado bygienico da eidade,
e quando os interrogo sobre esle espiohoso assumplo,
procurara logo mudar de conversa, e nao tem oulra
resposla senao assim, assim de maneira que
vi-me forjado a hir ao hospital militar ver o Zacha-
rias e o Espindola que nao estando ainda preveni-
dos, me informaram que a febre amarella eonlinua
a grassar, e ltimamente com maisintensidade apre-
senlando-se com o fatal symptoma do vomito nearo :
que antehontem c hontem foram no hospital alta-
cadas 2 prajas morrendo urna em 2 hora* e que
durante as 2 semanas paseadas succambiram na
eidade 5 individuos Os mais sujeilos a ella sao as
pesaoai nao acclimaladat, e os que nao assisliram a
campanha de 1850, aobre ludo os notaos pobres m-
talos; a consequencia dislo ha de necessariamente
er grande careslia de gneros de primeira necessi-
dade como: farinha.feijao, arroz emilho.Valha-oot
Dos, depois da pesie a tome tenho recommen-
dado ao Antonio que nao appareja por c, pois aer-
me-hia mui sensivel a perda daquelle charo irmao.
Digamos duas palavras acerca da administrajao
da provincia. O Dr. Roberto continua admiravel-
mente em sea tirocinio, e faz timbre em proseguir
na senda encelada pelo seu dignissimo antecessor.
Quando os facinorase seus patronos saappuuham qae
com a retirada do Sr. Saraiva te afronxariam as e-
nergicat medidas por elle tomadas para a repressao
do crime e garanta da vida e propriedade, eis que
o vice-pretidenle se aprsenla leso e pertinaz, e faz
ltimamente una circularas autoridades policiaet
da provincia, louvando-as pelot cstorjos que ham
empregado para conteguir-se o lisongeiro estado de
seguranja individual de que actualmente gosamos,
recommendando-lhes que continen! no mesmo em-
penho e assegaranijo-Ilies qae podero contar com Io-
do o apoio da presidencia.
O Sr. Dr. Roberto lem demonstrado um lino ad-
ministrativo pouco vulgar, e desenvolvido urna ac-
tividade que ha assombrado a muilas pessoas, fazen-
do mui acertadas nomeajOes, promovendo os melho-
ramenlot materiaes, firjnando a seguranja indivi-
dual, emfim salistozendo a todas at necessidades do
servijo publico: qae mais lhe direi! a provjicia moa-
tra-se mui salisfeita e ufana por ler tes/a oVwge-
rencia da seus negocios um filho ainda joven pSm
de senil experiencia, prudente, sisudo, Ilustrado e
mui inlelligenle : se fosse possivel urna conciliajo
departidos nasAIngoas por certo que nao vimos nin-
guemmais azado que elle, senao para consegu-la
ao menos para pola em muilo bom caminho. Va\e.
reate* mumcipaes, o que nao lem sido al ; aqui c
convida a esla a acorapanh-la na resolujao de re-
presentar nesle senlido i assemblea geral. A' com-
missao dos Srs. Barala e Oliveira para emitlirem o
seu pensamento respeilo, ouvindo ao advogado.
dera grande numero de pessoas, he muilo pouco fun-
dado, quando se trata dos doentes que sao medica-
dos pela bomenpalhia.
O vomito prelo he um symploma, que nem sem-
pre appnrere na febre amarella, e quando elle vem
juular-se aos demais que rompem o quadro dos
, Onlro do advogado, informando .----- aaJltnrU MUf^ffP'01"'" <*M*1 ro0'*81'"- regularmente varia, nao
Inna Gomes Ferreira, que o avi 15 de d'czem- ''*,,^r>alida,l<; com<' cm3qiianlidade, em poca e
circum-i,Moras de qne vem acompanliado.
A qiialidadevarianaosqoaiiloo rr.romolambem
qnanlo n materia de qne elle he formado : a rr he
desde o pardacenlo al o prelo muito carregado: em
alguns quasi que se asaemelha Unta de escrever ;
porem em geral elle he de cor parda escura, asse-
melhando-sc ao lde, que exisle em alguus ros ou
coregoa, e qae te amonla ordinariamente as mar-
geos aobre as raizes e ramos dos arbustos que ah
Anna
bro de 1840, eslnbelece as regras ijas subsliluijes
dos juizes de paz, e,- na conformldadedelle. estando
impedido o juiz de paz do 2. anno, deve ser cha-
mado o do 3., e assim por dianle.. Inleirada,
e ilcrTrrio-se peticionaria com a ditpotijao do a-
viso.
Oulro do mesmo, informando que o protesto c/oa
mandou intimar a eata cmara D. Maanita Doro-
Ihea Joaquina para se nao construir a boffrka de
alvenaria no lugar de S. Anna, que est conslilui-
do em tervidao publica, segundo as intormajes do
engenheiro e fiscal, nao pode impedir a obra pru-
jerlada, e nao importa mait do que a declararan da
que a protestante se oppe ella, e resguarda ot di-
reilot que julga ter, e nao intimaran para que a
obra se nao faja, para o que teria necessario inten-
lar aejao competente ; qae nao linha sido prsen-
le* elle advogado o protesto; mas que nao podia
ler elle oulro effeito que o expoalo ; qae na certeza
da proprielaria do sitio, pelo qual passa a servidao,
oppor-se construcjgo projectada. havia dous meios
seguir: ou proper a muncipalidade acj3o para
o reconhecimenlo da servidao e demorar a obra
al que se decida a aeran, ou manda-ai logo fazer,
deffendeudo-se de qualquer opposijo que apareja
que poder aer de embargo de obra nova; sendo
elle de parecer que te tomasse esto ullimo expedi-
ente. Besotveu-se que se pozesse de novo a obra
em praja, e se pedisse auloriaajao ao govesno da
provincia para te dispender com ella o necessario,
viato achrese exlincta a quola por onde pedera
ser levada execujao.
Outro do fiscal do Pojo, informando que se podia
conceder a licenja, que pedio Pedro Ferreira Bran-
dan, para vender plvora nos Apipueot, por ficar a
casa a onde o pretende fazer distante da estrada, e
sem visinhos prximos. Concedea-se a licenja
A vitta da petijio de Antonio Pires Ferreira, re-
solven-ee que te chamatsem para juramentar-se ot
juizes de paz do 3. e 4. anno do 1. districlo de Ja-
boa 15o.Desparharam-se ai pelijoes de Anna Gomes
Ferreira, de Antonio Marques da Silva, de Anta
nio Pires Ferreira, deChrittovao de Santiago do
Nacimiento, de Manoel Francisco de Lima ; e la-
vanlou-se a sessao.
Eu Manoel Ferreira Accioli, olncial da secretoria
a eacravi no impedimento do secretario.UarSo de
Capibaribe, preajdenle. Viunna. Mamede
Barata tfAlmeiia S Pereira.
THESOURARIA DA FAZENDA PROVINCIAL.
DemotutracSo do saldo existente na coi A do ex-
ercicio de 1833 a 1854 em 30 de junto de 18M.
Saldo em 31 de maio
P- P....... 113-.710JJ871
Receita no correnle mez. 5
PERNAMBUCO.
CMARA MUNICIPAL DO RECIFE.
SESSAO EXTRAORDINARIA DE 21 DE
JUNIIO.
Presidencia do Sr. barilo de Capibaribe.
Presentes os Srs. Vitrina, Reg, Barata e Gamci-
ro, ahrio-se a sessao e foi lida e approvada a acia
da antecedente.
Foi lido o seguinte :
EXPEDIENTE.
Um ofllcio do Eira, presidente da provincia, di-
zendo qoe, aunuindo ao que a cmara lhe propo-
zera em ofllcio de 13 do crrente, n. 64, relativa-
mente um dos meios de providenciar sobre o for-
necinienta de carnes verdes ao povo desta eidade, a
aulorisava a mandar construir mais doze tallaos na
beira de S. Jos, p a fazer com que cm cada um
dos ajouiiucs pblicos bajam disponiveis oito lalbos
com balancea e pezos, para os criadores que quize-
rem talhar seus gados. Dizia tambem S. Exc. que
em dala de 19 desle mesmo mez ofliciara directo-
ra da companhia de Beberibc para que fizesse com
que um annel d'agua do encanamenlo seja levado
ao lugar que por esta cmara, com quem se deve
ella entender, for indicado. Inleirada.
Oulro do mesmo, remetiendo dous excmplares
improssos da reforma do regulainenlo do cemitero
publico, afim deque lhe desse a cmara a devida
execujao. Inleirada ; que se aecusasse a recep-
jao; se publicassem edilaes para execujao do rc-
gulamciilo, c se expedissem as cohvcnicnles ordens
e ao procurador para comprar 30 excmplares do
mesmo regolamenlo, para serem distribuidos.
Oulro da cmara municipal da eidade do Rio
Grande da provincia de S. Pedro do Snl, expondo
a necessidade de serem as municipalidades repre-
sentadas as asscmblas provinriacs por deputados
por ellas cleilos, devidindo-se para esse fim as pro-
vincias cm tantas fracjes, quanlos sao os munici-
pios, oleiiendo cada um sobre si, como as provin-
cias, seus depulados cm numero correspondente;
prorrdertdo-sc assim de contonnidade com o prin-
cipio assenlado na ronsliluijao do estado, que adop-
lou o svstcma, para a cleijao da assemblea geral, de
dividir o imperio cm lautas fraejoes, quantas sao as
suas provincias, admillindo que seja cada urna re-
presentada (icios rsped ivos senadores e deputados ;
c na lei da reforma constitucional, que manda que
as asscmblas provinriacs sejam cleilas pela mesma
maneira daquellas. Enlende a referida cmara
que por e- la modo aeran mi-lh.ir ai rendido os inle-
Despexa dem
Salde.
Em nota, .
letras. .
J:710J)67I
2:442560
159000
81:253311
81r268311
81:2689311
O Ihesoureiro,
ThomazJos da Sika Gusmao' Jnior,
O escrivSo da receila e despeza,
Antonio Cardozo de Queiroz Fonseca.
Demonttracao' do saldo existente na caixa do ex-
ercicio em30dejuuho de 1854.
Saldo em 31 de maio
p. p. .,.....2I7:782787
Receila no correnle mez. 79:3349973
---------------297:1179760
Despeza dem..... 82:4049048
Saldo.
Em cobre. .
> notas.
659712
. 214:6489000
214:713-5712
214:7139712
O llimmKeiro,
Thomaz Jos da Silca Gusmao' Jnior.
O escrivao da receila e despeza,
Antonio Cardozo.de Queiroz FoHseca.
Demonstrarao do saldo exis'rn'^a caixa especial
do calcamento das ras di ''eidade, em 30 Ce
_ junho de lHoi.
Saldo em 31 de maio S
P- P.......4:6519t78 ""
Receila no correnle mez. 16:09-19960
Despeza idem
Saldo.
Em cobre. .
a notas .
20:7468138
1:7569278
1088860
18:8819000
18:9899860
18:9899860
O Ihesoureiro,
Thomaz Jos da Silca Gusmao Jnior.
O escrivao da receila e despeza,
. Antonio Carduzo de Queiroz Fonseca.
Demonstrarao' do saldo existente na caixa es-
pecial da construcro ia ponte do Recite em 30
de Junho de 1854.
Saldo em 31 de maio
P-P.......12:9299031
Receila no correte mez. 51(i;7.00
Despeza idem.
Saldo.
Em cobre. .
notas. .
13:4395731
2:0009000
1029731
11:3378000
11:4399731
11:4398731
, O Ihesoureiro,
Thomaz Jotda Silva Gusmao Jnior.
O escrivao da receila e despeza,
Antonio Cardozo de Queiroz Fonseca. -
REPAHTICIAO DA POLICA.
Parle do dia 4. de julho.
Illra. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. que, dat
partes hontem a hoje recebidas nesla repart jao,
consta terem sido presos: ordem do subdelegado
da freguezia da Boi-Vitta, o pardo Fulgencio Cr-
rela, para averiguajoe politiaet; a prela Mara
Joaquina da Conce jao e o prelo estrave Henriqne,
ambos por briga ; e Roberto Josl'antoja, para ava-
rigujOes policiaet; e a ordem do subdelegado da
freguezia do Pojo da l'anella Manoel Vicente Fer-
reira, por ser desertor.
Dos guarde V. Exc. Secretaria da polica da
Pernambuco 4 de jaldo de 1854.Illa), e Eiro.Sr.
conselheiro Jos Benlo da Cunha e Figueiredo, pre-
sidente da provinda.Luis Carlos de Paira Tei-
xeira, dicto de polica da provincia.
DIARIO DE PERNAMBUCO.
Mais um novo crime acaba de ser perpetrado nesla
eidade. Hontem m 10 horas da manliaa, na roa da
Aurora, deu-se um fado, qae pela sua audacia,
encheude indienajo ot ha hilantes desla captol.
Americo Jansen Teles da Silva Lobo Jnior, na-
tural da provincia do Maranhao, e estudante da a-
cademia de Olinda, alacou com ura panhal ao Sr.
Antonio Ignacio de Azevedo, presidente da relajao
do dislriclo, na occasio em qae o Sr. conselheiro
Azevedo te diriga em nm carro para o tribunal res-
pectivo. A intrepidez do bulieiro talvou o Sr. An-
tonio Ignacio do punhaL homicida; mas dessraja-
damentc o arrojado estallante a seu salvo erabar-
cou para a eidade de Olinda acompanhado de um
guarda-costa.
Segundo consta um motivo totalmente infame pa-
ra aquelle estudante o levou a pralicar tamanho ar-
rojo, afrontando a moralidade publica e as leis
do paiz ; tanto mais, sendo sua audacia empre-
gada conlra um ancio respeitavel e inerme, que
confiado na pureza dasuacouscieucia, naoaguardava
semelhanle animosidade.
Esperamos que a pulira mais esla vez dcsaggrave
as leis do paiz,capturando u autor de I lo inslito acto.
Desla maneira ficar aopiniao publica dcsaflrontada,
e punido mais um rriminoso. Dizem que esle estu-
dante he o autor de alguns disturbios cassuadasda
academia de Olinda ; o para fazer-se urna idea ca-
bal da sua audacia, basta diaer-sc que elle, para os-
tentar a petulancia que o caraclerisa, tomou rtfpF-"
Hielo de Satanaz, pelo qual he rnnhiwvdn enlre os
companheiros.
nlijava)rcTit
HOMEOPATHIA.
No artigo anterior nos comprometieran- a dizer
alguma cousa acerca do vomito preto, das hemorra-
gias que as vezes apparccem duranlc a febre ama-
rella, e da ictericia, que cm grande numero de do-
entes, nao he mais que urna das formas porque ter-
mina a molestia.
Fallemos em primeiro lugar do vomito prelo : es-
to symptoma he o phanlasiua da allopathia, e por
essa razao o povo tem-se apoderado de um pannicio
tal, que julga impossivel salvar-se ura doentc, de vo-
mito preto.
Com quanlo esle symploma morera muila alin-
elo, peniamo; que e r- lerrnr, de qu labia e npo-
crescem.
A consistencia tambem tem suas cambiantes : na
mor parte dos casos nao passa de urna aguadilha
mesrlada em que etl suspensa a maleria prela ;
em outros porem o vomito be muilo espetso.ealguns
ae lem > isto em que a maleria be peusjosa e cusa
a soltar-se da bocea : Desde a simples asuadilha
"' esle ultimo eslado ha infinidade de graos, que
he penoso descrever, mas que nao deixam de ter
sido observados.
A q.inuihiade dos vmitos appresenla diversas mo-
dificajo-s ; (rn alguna casos nao passa de urna ou
duas colli.-rnd-- de materia prela, em quanto que
em oulroa lem i, vsio aer tal, qae pode em duas ou
tres vezet eocher urna bada de louja das ordinarias.
Algans doentes tomos observado, com espanto, que
lanjam quandade enorme de maleria presla
a qual esl em completa desproporjao com ot liqui-
dot por elles ingeridos, e nue pderiam estar aecn-
111111,rio- no estomago; esta parlicolaridade nao con-
corre em nada para aggra>-u o prognotiieo, antes
temos visto conslautemcnleterso^narera-se etaet ca-
sos com felicidade. v
A poca cm que apparece o volito preto ha me-
recedora dealtencao ; pois que em grande iinmiti
de casos pode servir de guia para o juizo, que tata?
de ser formado acerca da lerminajao daroolealia. '
Aa vezet o vomito prelo apparece naa primeira
horas da invasao da molestia.o quel nao he frnen-
te, onlras vezes porem he do segundo ao terceiio dia
quando a febre j lem cedido medicarlo ; e ho
esta poca qae nm parece ter a mait constante, pelo
que temos observado em grande numero de doentes;
com quanto em oulros o vomito lenia aparecido
mais tarde. Em muilas occatioet tem sido o ultimo
symptoma, e em taes casos he togo seguido da mor-
le, aconteeendo aer a vezet um t vomito e ao qual
he ella immediala.
Qoando o vomito vem logo no principio da moles-
tia, he, segundo a nosso observa jao e Iralamenlo qae
empregamos, menos grava e de receiar, que quandu
j oulros symplomas graves exittem, principalmen-
te se o delirio he comante, enSo cede s applica-
jes do cottume ; A densidade da maleria, e sua
cor mais carregada, sao qualidades que indozem a
fazer um juizo menos favoravel ; o mesmo n8o acon-
tece, qoando o vomito he menos preloe mais liqui-
do, ainda qne a quandade seja mait consideravel,
como j dissemot.
Ainda ha pouco (vemos tres casos, em qne os v-
mitos pretos, appareceram logo na invaso da moles-
tia, tendo um eirt seguida ao apparecimenlo da fe-
bre, e acompanhado de grandes andas, c todos clles
ae terminaran! felizmente. Urna irmaa do Sr. Fran-
cisco Jos I.eile, na roa do Collegio, leve o vomito
na primeira hora da febre ; um caixeiro do mesmo
Sr. talle, a urna criada da Sr:1 viuva Cunha, live-
ram-o nat primeiraa horaa e todos, apezar da gravi-
dade dos symptomas, principalmente da angustia e
dessa affliejo indefinivel na bocea do estomago, qne
he sempre um symploma lerrivcl, reslabeleceram-se
em poucot dias ; sendo de nolar que a criada da ae-
nhora viuva Cunha vomitn 5 ou 6 dias consecuti-
vos, e hincando sempre grande quandade de lom-
brigas. Em todas tres, logo que cessaram os vmi-
tos, applacou-se a afflicjo que aenfiam no estoma-
go, e o resrabelerimento nio tt fez esperar.Quan-
to he tonga a convalescenja dos doentes que tem a
felicidade de etcaparem do Iralamenlo allopa-
Ihico 11
Pois que temos tratado da qaalidade, quandade.
e poca, em que apparece o vomito "preto, coovni
que digamos algumas palavraa acerca das circums-
lancias, que o acompanham, e que por influirera
muito sobre o prognotiieo, eulen'demos que nao de-
vemos pastar em silencio.
J dissmos qne pela nossa observaran de muitos
cases de tabre amarella, e ptimos resultados qae 0I1-
tivemos na maior parle delles, nao podemos encarar
o vomito preto com este terror formidavel, com que
o encarara os mdicos allopa litas, e apoz delles gran-
de numero de pessoas do povo.
Pelo que diz respeilo ao Iralamenlo da allopa-
thia, esse (error he bem fundado, pois que com asua
descomunal misturada de drogas, raro he o doenle,
qae te salva em iguaes circumatuncias :' e resultados
laes s podem estar em relajao com at applicajes
informes que se fazem aos doentes, urnas sobre ou-
Iras. Vejamos pois o qoe acontece com a liomeopa-
thia, quando ana applicajo he bem dirigida.
Por mais violenta que pareja a molestia, temo-la
visto ceder as vezes como por encanto : j dissmos
que o acnito e a belladona eram, aenao intolliveis,
ao menos moilo poderosos no principio da enfer-
midade : mas casos ha,em que a molesliaaomba com-
plelamente da medicaran, e enlAo. persiiSSn a fe-
bre, e delirio, a anxiedade precordial e outroa symp-
lomas graves, pode appareccr o vomito prelo, e por
seo lurno resistir aos medicamentos, que sao de cos-
ame applicar-se, e a molestia seguir ten oaminhu
sem que se lhe opponha barreira 4 Eslas rircams-
tanclas, consideradas como de maior gravidade, jon-
taa ao qae mencionamos acerca da poca do appare-
cimenlo dos vmitos prelot, ao at que cm geral
consliluem o caso mais perigoto, tem que lodavia
por essas razes se deva julga-lo inleiramenle per-
dido.
Nem sempre, porm, os doentes lem da te adiar
com tanto risco ; porque tendo cedido a febre e a-
mainado todos os mais symplomas, o vomito prelo
he para nos quasi que um epiphenomeno, e por lan-
o, de nenhuma valia na grande maioria dos casos,
mesmo nao desapparecendo a anciedade precordial.
Com efleito muitos doentes. em que esle symptoma,
alias merecedor de grande allenao, persiste durante
algans dias, mesmo depois de declarado o vomito
Ereto, curam-se perleilamente c sem grande costo,
oi o que aconteceu a Sr.' mana de Sr. Francisco
Jos l.eite, ao caixeiro do mesmo Sr.', e ltimamen-
te filha da Sr.* viuva l.asserre, em que o vomite
preto decarou-se depois da anciedade precordial, a
esla persisti no mesmo estado duranlc mais de 24
horas, em que a menina vomitou por militas vezes,
vindo ella ceder 12 ou 14 horas depois do llirae
vomito, ao qual seguio-ee urna dejeejao alvina com
as niesmas qualidades delle.
Tal he a prevenjao que ha conlra o vomito prelo,
que todas at pessoas, qae estavam em casa da Sr.
viuva l.asserre, ficaram auceumbida, quando virara
a menina tancar prelo; e de olhot filos sobre mim
procuravam saber ae ainda poderla salvar-se a doen-
le : e senao foi essa a occasio em que meu espirito
se.reanimou, nao sei qual oulra poderia juluar mais
asada para ter esperanjas, senao aquella em que um
symploma veio tirar todas as davidat da uatureza da
molestia, que nos primeiros dias simulou em ludo a
febre lyphoide.
1,'m dos accidentes que consideramos de mais gra-
vidade, e qae lambem nem sempre apparece no de-
cuaao da febre amarella, he tem duvida o das he-
morrhagiat.
A gravidade deste accidente esla na razao da poca
em qae vem, e dos outros symptomas graves ja exis-
tentes. Qoando as hemorrbagias apparccem, sem
nutras maiores complirajoes, pouco ou nada mpor-
lam : porm todas as vezes que ellas apparectm,
Suando a molestia tem tomado um carcter assusla-
or, cnto este symploma be quasi sempre oe trislis-
simo presagio, e em muitos casos he um annuncio de
morte infallivel.
No pouco lempo em que usamos da homeopalhia
no Iralamenlo dot doentes do hospital regiraenttl, e
qae partee que houve lodo o empenho para se privar
a demoiiaurajSo de duat verdades incontestaveis
menor mortandade e a nenhuma detpeza em reme-
dios, oeste lempo, digo, livemos grande numero de
doentes' de febre amarella, e, com poucas excepees,
foram curados em tres a qualro diat; alguns porm
em que a febre ceda s primeiras applicajes, quan-
do ja nada te receiava, comejava de novo o delirio e
oulros symplomas assusladores, e as hemorrliagias
pela mucosa buccal e natal vinham fechar immedia-
taiuente. o quadro dos sollrmen tos : porm em algans
oulros na dinica civil, em que observamos esle symp-
loma, mxime no principio da molestia, nesmo sen-
do o sangue, e era maior quandade e vindo de esto-
mago, nenhuma gravidade apresenlaram e a molestia
passou-se como nos casos mais simples.
Nao podemos fui lar-nos ao pequeuo Irabalho de
relatar um caso por nos observada ha tres annos na
ra da Praia, de um doenle, em qae at gengivas su-
periores s incharam e errsceram como urna esponja
do tamanho de urna caslanha, e verlam sangue em
bica: este doenle era Ira lado por um allopatha dos
mais rancorosos c intolerantes ; elle empregou in-
tilmente o kreosola, preparajes de torro e varios
oulros tnicos deque nao lem falla o grande arsenal
allopathico e a nada ceda a hemorrhasia^ al que us
pessoas encarreuadasdo doenle, jui^irlio o caso in-
teiramente perdido, recorrern!, assim por mera sa-
lisfajo, a homeopalhia, e em menos de duas horas
a hrnian hama liuha parado, e melhoras sensiveis
annunriavmi que o doenle podia salvar-se, como de
fado se salvou.
A cor amarella 011 irlerica, lambem nao pode ser
considerada como caracterstica da febre, porque a
grande maioria dos doentes que se citram em poneos
Dias nao a aprsenlo ; e os que soltrem por mais lem-
po sao os que vem a te-la, querella conslilua um
sv mptoma de grave lesao do ligado, quer seja nica-
mente dcvida a um ligeiro derramamentn dbiles,
consequencia de urna irrilajao passaucira desse mes-
mo oraao : Esle ullimo caso, que conslue um nlie-
noraeno de pouca considerajao, da-se ordinaria-
mente quando a moleslia lem de lerminar-se bento-
namenle, e ate em grande numero de docnlcs que
lemos observado, he 11111 signa! de feliz presagio O
mercurio, alem de oulros medicamentos, rara vez
deixa de cura-la em mui poucos dias.
O mesmo noaconlece quando o corpo todo esl da
car amarella. procurando a do cobre, c que os olhos
l.camcordeajairao, mislurada uc estras ou ponto
echymosados, e que o vomito preto auoarece con, a


\
preto apparece com as
hemorrliagiase onlras compcajet: cnlao parece
que tudo indica quea desoruanisajao progrede a pas-
sos largos, e o doenle shccnmbe rremissivelmente.
Os medirameulot de que (emus usado para com-
baler o vomito prelo, e de que tomos tirado quasi
runslanlenieule fpliriwim resulla do Ha ar<-alh
miv-rom. e brijoii-all, "
ti


t~

y*
**~
- >.

DIARIO DE PERNMBUCO QUARTA- FEIM 5 DE JULHO DE 1854.
3
Nao pori-nios dizer conscinneinsamonte qual (testes
mrriiramenlos mercra preferencia ; porque tmos
jriataqualquer riclles facr temar immcriialamente o
"omito preto, assim como alguns los oulrns symplo-
nas ni.ii alerrrariores ria febre amarella : assmtam-
MM qualquer dclles tem falhado, ainda que se te-
lilla applieado logo que apparcrem o vomKn,
e apozar de so i nsisl1 r nelle al o pus. Ilein cscolhi-
d "i remedio, nada ha que razoavelmente exija sua
niiidanc.i sempre que persista o mesmo quadro de
svmptomas : ueste intuito temos dado a bryonia a
alguns (lenles, e temos visto cessar in continenti os
vmitos pretos.
O mesino.tem feo mu c o ars., mas tambem
tento-la dado exclusivamente, ea molestia nem por
isso tem leixari i de seguir seu eaminho, e a morle
ser a consequencia.
NiO queremos eom isso oflender as conviccSes de
pessoi alguma : fallamos com conscienria do que
comnoscose tem pasudo, e do que temos observado;
e julgamos que. se he muito razoavcl insistir por
mnilo lempo em un remedio, em que se tem toda a
rnnlianca. e que se tem visto constantemente produ-
- ----------f w .- atj ii iii ii-i > i i i w 11 i 11 i 11 nv|p i
str ptimos resultados, tambem nao dcixa de ser tt-.' ejunlio p. p. o contrato das carnes verdes do mu-
meridaric o confiar demasiadarrente nessa mesma
appl carao, e nao abamlona-l.i no fim de um cerlo
lempo, para recorrer a outros quaesquer meios, que
si'jam igualmente efflce< : A individualidad'- he
cousa que. se nao leve postergar, quando se trata de
applicacies medican, e muito feliz seria a humanida-
de se pmlessem haver remedios infalliveis.'!
Mu i (os outros medicamentos leem sido prcconis.-i-
dos, como pr oveitosos no tralamenlo do vomito pre-
to : a ipec. e o veratr. Ilguram em um dos primeiros
lugares, c o ars. nilr. he endiosa.lo por alguns como
medicamento desumma importancia.
Acostumado a ver o vomito pretoceder como por
encanto, principalmente i bryon.e nux-v unir, nao
temos (ido observaolo alguma em que postamos ren-
der liiiez.ii ao arg-n. ; lie verdade que ii o temos
""Pregado nos ltimos apuros, e por consequencia
tambem nfio Ihe podemos laucar culpa.
O que temos dito acerca da (ebre amarella nosdif-
ferenles artigo escriptos neslc jornal, be bascado na
nossa observado, e a ella inteiramente nos havemos
referido; por conseguinte todas as fallrs que alii se
liouverem encontrado, e que infelizmente no se-
rio poacas, devem ser attribuidas m.i interprela-
eilo dos factos, e nao mu f ou vontade de illudir :
assim das possoas que tenham tido o dissabor de ler
(5o mal aluihados escripto, que possam ler al-
gum interesse nisso, esperamos toda a indulgencia e
nonliomia ; tanto mais que no eslivgmos presente i
epidemia, quando ella atacou ppulaco qna'si in-
,elr* (l.est f'idade, mas sim aos factos solados que
le 1851 para c se tem apresenlado.
Para eomprovar a grande superioridad* do trala-
roento bomeopalhico sobre o alppnlbico na febre a-
marella, transcreveremos a estatislica, que o Sr. Dr.
(rreira colligio do grande numero de doenles Ira-
lados e observados por elle no epidemia que assolou
diversas cidartes e povoaces do Ceara. O Sr. l)r.
Carreira nao deve ser suspeilo, porque nao he ho-
meopalha exclusivo, maso foi no tratamento da fe-
bre amarella, e Dos sabe se deveria'se-lo lamhem
no de Indas o quaesquer nutras eufermidades: Re-
petimos mais urna vez que nao queremos ofender as
conviccoes de pesmu alguma.
. Julgamos que llevemos reproduzir em sua integra
a estalistica que aprsenla o Sr. Dr. Carrcira em seu
opsculo sjbre a febre amarella : desla forma tira-
mos de misqmilquer responsabiliza:le.
Agora permilla-se-nos que vollemos ao nossn prin-
cipal assumpto :Se a homeopathia tem aprsenla-
do Uo lisongeiros resultados no Iratamento da febre
amarella ,'no queremos fallar de onlras molestias;;
se ella avaotaja-se sobre maneira a allopalhia no Irata-
mento desla enfermidade especialmente ; se as ci-
fras da mortandade dos doentes tratados homcopa-
ihicameole, comparadas com as da allopathia, sao
espantosamente menores; sea respeito de laes fac-
tos no ha nem pode haver conteslacao alguma fun-
damentada, nao mereca ahomcopalliia s suma hon-
rara igual a essa; que roereceu a terbeiui ?
Pois o governo, que se mostra to sollicito em
mandar inquirir aos homens da arle, quem penen
arbitrium es/, sobre urna noticia dada por urna ve-
Iha, na se move o menos possivel pelas noticias da-
das pela populaciln quasi toda desle vasto imperio,
por pessoas d'arte, e em quem nao pode haver o me-
nor vislumbre de interesse ou falla de eonscien-
cia ?
A razio he simples : he porque a homeopathia nao
he urna cousa qualquer que pertciiea ou diga respei-
to familia dt medicina olueia!: lie porque a ho-
meopalhia he o duende, he a pedra de escndalo de
todos aquellos queran querem pensar |Hr si, e se
conlenlam com o que urna vez aprendern), ou a-
cham escripto ; e sobre ludo, porque confiados'na au-
toridade da lei, que os torna inviolaveis, decidem
de ludo a sea arbitrio sem criterio, e sem juizo ; he
porque em seus apuro contra a verdade conhecida
apnellariam al pora nma opposcao descomedida in-
sultando o governo, c cobrin lo-o de apodos e de ri-
diculo, se acaso elle se quizesse oceupar de interes-
as tao vilaes para.a socie lado, e o governo u3o quer
C;ihir no desagrado desses homens e provocr-lhes as
furias..... Mas terebre-se o governo que lie urna
questao scienfitii-a, que oceupa boje grande numero
de vastas intelligencias europeas : he urna questao
scieotiflea quo lia de fazer urna revoluto comple-
ta na medicina.
Muilas nutras questes tem tido a meama sorte que
a boB**iiuthi.i: tem sido combatidas com o mais en-
carnic,ado famivismt>sAaMa(iMa8(Ufealem deiig
de triumpharem ; porque a lu da verdarlS'irM pode
ser olfuscada por meia duzia de inleresseiros, que
s nao veem o pie nao Ihes faz conta.
Consultorio bomeopalhico ra do Collegio n. 25
primeiro andar. Dr. Lobo Motcozo.
I*
no de louvor pela promptido com que presin soc-
rorros a classo indisente desta freguezia, uomeando
urna coinmissao que Ihe lem distribuido vveres, e
com que pcssoalmente se foi informar dos estragos
que houveram c da parda que soffreu a classe indi-
sente para prcrsf de remedio pelos meios seu al-
ce :que oExm. Sr. bispo, que actualmente habita
urna casa no Caldercro, procedeu com louvavel ca-
ridade, recolhendo com bondade evanglica a quan-
tos procuraran! a sua habitado, e que excederam
de cincoenta, ministran In-lhc vveres, dando soc-
corros pecuniarios a oulras muitas pessoas, e haven-
do-se cano verdadeiro pastor.Freguezia do Poco
da Panel.a 1 de julho de 18.
CORRESPONDENCIA.
Sr*. Redactare*.Tcndo-se concluido no dia II
nicipiod'esla cidade, c tendo eu, na qualidade je
socio, e memoro d'esse contrato, merecido semprc,
durante (res anuos d sua existencia, o mellior con-
ceito, cousideracao, e amisade da parl de todos os
socios; c empregados, julgo do meu dever prcvale-
cer-mc do vehculo da imprensa para communicar
ao publico as manciras aflaveis, e bondade com que
fui tratado pelos meus companheros, e assegurar-
ihes o meu eterno reconhecmento e gralidao.
Este procedimcnlo, que he todo espontaneo, e
lillio de minha conscieucia, nao deven causar o me-
nor repaio i aquellos que possuem um caraco bem
formado, e que nao duvidnm em qualquer oc.casiao
e circumsl.incia rconhecer favores reccbdosi obse-
quios, c attcncfies com que sao tratados.
Hea gralidao urna virludc, que eu prezo ;e, pois,
recorro ao seu couceiluado jornal para manifesta-la
da maneira a mais publica c solemne para com os
Illms. Srs. lente coronel ManoclJoaquim do Reg e
Albuqiierquc, major Justino Pereira de Faria, Mes-
qoita & Dulra, Anacleto Jos de Mendonca, Carva-
Iho ScGusmao, Christovao Guilhermc liroUeniliold,
Benlo dos Santos Ramos, Carlos Augusto de Aranjo,
Antonio Morcira de Mendonca, Joaqun! Demetrio
d'Almcida Correia, Joan Jos de Medeiros e Mello,
lodos moradores n'cste municipio : aos Illms. Srs.
lenle coronel Mariano Ramos de Mendonca, An-
tonio da Costa Alecrim, Vicente Jos de Sonto, mo-
radores em Podras de Fogn : ao lllm. Sr. major
Marlinho Gomes da Silvelra, morador em Cariri-
Velho: ao lllm. Sr. Francisco das Clugas Ferreira
Doro, morador em Iguarassu' : c ao lllm. Sr. An-
tonio Barbosa Maciel, morador na comarca da Vic-
toria.
Recebam Indos estes Srs. as minhas despedidas,
assim como os protestos da mais alia eslima e con-
sideradlo, em que os lenho, certos de que em qual-
quer occasiao estarc promplo a provar-llies o meu
sincero reconheeimenlo.
Dignem-se, Srs. Redacteres, transcrever estas li-
nbas ua sua preciosa folha, com o que muito obr-
garao ao seu assignanle Jote Joaquint Botelho.
Recife, *jle julho de 1854.
posicilo dos magistrados ivls, at que se decida-a
sorte por sentenca definitiva, para cntao seren re-
movidos para as radeias publicas, c lerem baixa dos
cofpos a que perlencem, e ao mais, que se Ihe ex-
poz na referida consulta com o parecer da qual se
conformou. Ha por bem, por sua lminediala, e im-
perial resolucao de 7 dcste mez. determinar, que os
commandantcs das armas, juizes criminacs o mais
autoridades, a quem possa competir, fac,am obser-
var e guardar em os casos occurrenles as disposie9
do sobredilo aiso de 31 de maio de 1777, mandando
que sejam conducidos e conservados nas prisQcs mi-
litares ,' onde as hon\er)a ordei dos juizes civis os
olliiiaes e soldados, cojos delctos nJo sejam pura-
mente militares. Cumpri-o^'ssim.
Escuna americanaDaiieillefamilia de triso.
mesmo re-
gente o mandn pelos membrqsdo conselhCsupremo
-I*. t X. HSVUII. nim.i i. ...i.,-----1 ('. I ( ('1,1 I I 11 o .1 UO 1(1
militar abano assignados.-/oe entonto da "Fon/e- Briue americano-/) illiam Prinee-Mem.
ca Letta, a fez nesta cidade do Rio de Janeiro/saos Hiato brasileiroAmeliafumo e charutos.
19 lias do mez de agosto do anuo do nasrimenlo (IB,.
Nosso Similor Jess Christo de 1837. No impedi-
mento do secretario de guerra, Antonio faphael da
Cunha Cabral, nllici.il maior a fez escrever esubs-
creveu.Joaquim Sorberto Xavier de llrito, /ai- 10 caixe)
mundo Jo* da Cunha Matto*.
COMMERCIO.
t
PRAGA DO RECIFE 4 DE JULft AS 3
HORAS DA TARDE. fT
CotacOes. olnciaes. '>
Cambio sobre Londres a 26 3|4 d. 60 d|vi-a.d-
uheiro. .
Dilo sobre ditoa ->l\ r,|S d. 60 dv. a prazo.
Assucar masravado escolliidoa 23050 por arroba.
Dito branco 3. sortea 29750 e 23'J50 par arroba.
ALFANDEGA.
Rendimento do dia 1 a 3
dem do dia 4 .
13:
13:
277
90938
26:9868215
Detearregam hoje 5 de julho.
Barca ingleza Philomercadorias.
Polaca despatilllaUncedem.
VARIEDADES.
***
HCf
Os serviros prestados pelo Sr. Luiz do Reg Bar-
tos fiscal da freguezia do Poco da Pane la por occa-
siao da innundicfio que acaba de afliigir-nos, sao
merecedoras.de menejiohonrosa, e de agradecimeu.
to publico.
No dia 22 de junlio, em que a inmindacao
lomou grandes propor6es, e principiou a amea;ar
de serios e graves perigos os que hbil avam a po-
voa;aii da Peco da Panella e da Casa Forte, e lu-
gares cireumvizinhos e prximos ao rio Capibaribe
por nma e outra mirgem, o Sr. I.uiz do Reg foi
incansavelem prestar promptossoccorros, a todos que
corriam immiuenle perigo, ou que eslavam ameaca-
dos de corre-lo, haveodo-se com zelo.e iledicaciio su-
periores a lodo o elogio. A Ni onde havia perigo, e
ama casa dcsabavaem ruinjs ahi onde ie lcvanlava
urna voz affiicU impbrando soccorro, ahi onde soa-
va um tiro, como signal de se estar ameacado pe-
la iiioiiiulacao, que a todos cnebia de' conster-
nado e de horror pela presteza com que alcausa-
va as paragens mais elevadas, e al onde nfio ha
memoria de haver alcnsado outra qualquer innuu-
jao, esleve elle prsenle', rooduzindo canoa para
salvar as familias, o que tinham de mais precioso,
e que era possivel salvar na confuslo geral, alirando-
se a nado, quando as canoas nao podiain de promp-
lo rhegar, e fazendo esforeps inauditos para que -lo-
dos ficassem a salvamento,' sem dislincas de pessoas,
sem allencHo ao perigo, que havia Ras correnlezas
rpidas, que cruzavam as estradas em diversas pa-
ragens: a esta promplido de socorro, a esta dedi-
cado pelos infelizes, que eram smeacados de fica-
rem submergidos pela innundac;ao, ou pelas ruinas
de suas casas, a previdencia com que acuda a lodos
os lagares amea;ados, e dos quaes nao era possivel
PUBLICACAO A PEDIDO.
Aindaos privilegios doso(lciaesdasaTiti-
ga milicias, ou segunda linha.
Orden circular de IB de Julho da 1813.
lllm. e Eim. Sr.Sendo muito conveniente de-
terminar a marcha que se deve seguir nos casos oc-
currentes.em que se liouverem de julgar os milcia-
tos pelos delicies que commctlercm, indicando se a
estes compele ou nao o gozarem do privilegio do
foro militar; e gozando elle, quaes, em que casos, e
com que vogaes dvem ser julgados em conselhn de
guerra : Manda sua alteza real declarar a V. Exc.
para sua intelligencia, e para que assim se fique ej-
ecutando nessa capitana, que, compelindo pelo re-
giment dos governadores das armas do 1."de junho
de 1678 o sobredilo privilegio do foro militar aos of-
ficiaes de milicias at sargento inclusive, devem ri-
les por consequencia ser julgados, quando commet-
lereiu crirhes, em conselho de guerra:
respeitaaos soldados simiente goifr.io do mesme fo-
ro aquellos, que ao lempo de imniollerem os delic-
los, se acharem em e^Teeitivo ejercicio, enflo aos mais
que posto tenham pracifnos corpos de milicias que
lizerem servidos nao S/acliom cora ludo em exerci-
cicio na occasiao nfpMicto: Que os casos em que
llovern fa/er-s1, n todos os que ficam declarados os
eonseTn re guerra, serao aqucllcs mesmos em que
se fazem aos officiaes e soldados da tropa de inha,
guardando-se as mesmas exceptes : E finalmente,
que estes conselhos de guerra aos milicianos deve-
rao fazer-se naqdellas comarcad a que pertencercm
os reos, servindo de auditores os respectivos minis-
tros sem que por este exercicio fiquem com jus a
requererem sold algom, e nomeando-se para vo-
gaes os orflciacs necessarlos dos mesmos corpos, ou
mesmo de alsuin de linha, visto que por este modo
se facilitar haverem as teslemnhas precisas para
se julgarem os i-rimes, ese conseguir fazerem-sc os
conselhos com o menor incommodo possivel ilaqueP-
les que forera nclles empregados.
Dos guarde a V. Exc. Palacio do Rio de Ja-
neiro em 16 de julho de 1813. Conde das Gal-
ntftHni i IV lodos os governadores das provincias do
Brasil.
Resolucao de 26 de agosto de 1817.
Determina, que os ofliciaes de milicias at sar-
gento inclusive, gozem do privilegio do foro militar;
e pelo que respeita aos ofliciaes inferiores, cabos,
soldados e mais pravas dos ditos corpos, gozem do
mesmo foro aquellos, que no lempo de commetle-
rem os deliclos se acharem em efleclivo exercicio, e
no os mais que, posto tenham prae,a nos corpos de
milicias que fizerem servi(;o,nao se achcm com ludo
em exercicio na occasiao do delirio..
CONSELHO SUPREMO MILU Alt.
Prociilo.
Dom Pedro, por graca de Dos, e unnime accla-
macao dos povos, imperador constitucional e defen-
sor perpetuo do Brasil.Facosaber aos queesta mi-
aba provislo virem, que tendo subido minha au-
gusta presenca nma consulta do conselho supremo
militat, datada de 23 de agosto ultimo, a que man-
dei proceder sobre o olrlcio n. 75 de 8 de marco do
crrenle anno, do presidente da provincia de Sania
Calharina, acompanhado do que Ihe dirigir o le-
nenle-coronel commandat te interino do sexto bala-
IhJo de caradores, pedindo solutas a duyida em que
lixplicaces ao pono rusto.
.Monjil ks :
Na sua qualidado de autcrata ede papa, o ezhr,
poderia dispensar-.se de toda a casta de eiplicaces
na guerra que se prepara.
Elle lie nao s vosso senhor. mas tambem vosso
dos ; com ludo elle coodescende em dizer alguma
cousa, por intermedio meu, porque carece do vusso
dinheiro e de vossa vida.
Sabei, moujicks, que o christianismb est em pe-
rigo de morle.
Ha na Europa tres povos idolatras que sao: os
Turcos, os Inglczcs. e os- Francezes. Estes tres {So-
vos ligaram-separa destruir a orthodoxia.
Vos conheccis os Turcos. Todos el les lem urna vin-
lena de mulheres, e nao dao senao o mime de cSo aos
c.liristaos.
Tendes ouvido fallar dos Francezes, at j vieram
Russia com o fim de destruir nossos panaggias
(um dossymbolos da religiao dos gregos moderuos)
c subsiitui-lus por imagens romanas da Virgcm.
Qnanto aos Inglezes, poneos (Teir vos sem du-
vida, tem ouvido fallar d'elles. Sa*ei que estes bar-
baros loaros nao professan ncnliuina especie de re-
ligiao. Nao reconhecem nem o papa de Roma, nem
o patriarcha de Constanlinopla.
Reunem-se em assemblcas tumultuosas que cha-
mam a parlamento, e nas quaes dclihcram sobre os
negocios do Estado. O chefe da reuniao se empo-
leira sobre um sacco de I a a, os memhros eslendem-
se por cima dos bancos, e em tanto que os assisten-
Icspassam um velho cachimbo de bocea em bocea, a
discussao prosegue.
As reoniocs desle parlamento do lugar a exces-
sos de lodos os gneros. Os homens as mulheres
farlam-sede carne e de bebidas espirituosas, e neste
estado se enlregam a dansas, que he cscusado des-
crever.
Os Inglezes sSo anlropopbagos. Formou-se una
liga entre os Francezes, Inglezes, e Turcos para de-
clarar guerra orthodoxia, e parlirem entre si o im-
perio russo.
O czar lem feilo quanlo poda para impedir esla
guerra.
Importacao'.
[~\ Brigue escuna nacional Laura, vindo do Mara-
nliaia. consignada a Jos Baplista da Fonseca Jnior,
na ni fe~ i o ii o segointe:
1,29yaccas arroz, 1 raiza bezerroa envernisados,
lo, 1 cofre, 1 sarral.io azeile, 2
caixes dore, 10 caixas vazits, 52 rolos salsa parri-
Iha. 2panelTBS tapioca, 1 dilo farinha d'asua, 1
caixa e 2 saccnrKora de abelhas, 2 barris oleo de
cupaiba, 1 eaixo sji, 4 ditos pelles, 12 barricas
cuim, 6 paneiro* ginoma, 1 pacolinho sapalos de
borracha ; aordem.
1 garrafao odo de tartaruga ; a Antonio de Al-
meida Gomes & C.
1 fardinho Icncoide cambraia de linho, t caixole
pentese algodao; a Joaquim Ferreira Valente-
1 caixa vidrilhos e volantes; a Francisco Alves da
Cupha&C.
1 caixa diversos objeclos, 1 pacotc cochins; a No-
vaos & C.
1 caixa couros envernisados, 2 ditas panlos de 13a
preto, 1 dita chales de algndao, 2 ditas cortes de ves-
tidos de fil : a J. Keller & C.
1 caixa chapeos de sol; a E. Didier.
1 roda'de ferro fundido; a Manoel Joaaoim Ra-
mos e Silva.
2 garrafoesazeile; a Americo Jansen Telle da
Silva Lobo.
Brigue nacional Recife, vindo do Rio (laJaoiro,
consignado a Mara Florinda de Castro Carrico, ma-
nifeslou o seguinte:
11 caixOes chapeos, 5 caixas rap, 6 ditas cha. 450
ditas sabio, 3 jacazes queijos.250saccas caf. 269 ro-
los e 30 latas rumo, 22 barricas e 14 meias ditas po-
lassa, 30 barris, 8 volumes e 8 jacazes loucinho, 50
saccasescolha, 4 ps de cprestres. 4caixotes e 2 vo-
lumesanercadorias, 50 saccas caf, 8 pacoles comi-
nho, 24 caixas papel, 25 cascos azeile, 60 pipas va-
zias; a.ordem.
Sumaca Fim- da Angelim, vinda de Colinguiba,
consignada a JoJo Rodrigues dos Sanios, mauifeslou
o seguinte:
18 caixas e 48 saceos assucar. branco, 2."> caixas e
23 saceos dito mascavado, 117 couros salgados, 10
pipas agurdente; a Jos Tcixeira Bastos. .
CONSULADO GERAL.
Rendimento do dia 1 a 3.....1:0I950I
dem do dia 4........2:8315216
orphaos, pelo lempo que ha de decorrer do dia da
arremalaco at b fimdo junho do prximo anuo de
1855 : as possoas que se proposeremarazer dito for-
necimento, pnderao comparecer na casa das sessfies
da mesma aJminislraro no dia 7 do prsenle mez
as 12 horas da mantisa.Secretaria da administra-
c.iu do patrimonio dos orphaos 1 de julho de 1855.
Joaanim Jote da Fonseca, secretario interino.
Tendo-se desconfianza que a pon* lo Recife
venha a solTrer alguma cousa pelo seu estado de rui-
na, nao dando qeste caso o transito que" pela mesma
se faz, o lllm. Sr. capitn do porto manda fazer islo
publico, e prevenir que, dado elle, achar-se-hlo cs-
tabelecidas duas linhas de conduceflo por meio de
embarcaees mindas, urna no caes novo de Apollo
para o lado opposto junto a secretaria da polica, e
mitra na cscadinha da AI Tan-losa para o caes do Col-
legio, que Ihe tica em frente ; e manda prevenir
mais, que pela passagem de cada pesoa nao se llove-
ra dar mais de 40 rs.. como se estipulou. Capita-
na do porto de Pernambuco 28 de junho de 1854.
O secrelero, Alexandre Rodrigues dos Anjos.
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial manda fazer publico, que do dia 3 do rorrente
em liante pagam-se os ordenados e mais despezas
provnciaes, vencidas al o fim de junho prximo
lindo. Secretaria da Ihesouraria provincial de'Per-
nambuco 1. de julho de 18>4.O secretario,
Antonio Ferreira dv Annunciacao,
Pela mesa- do consulado provincial se faz sci-
cnte aos proprietarios dos predios das diferentes
.freguezias, que os trinla das uteis para o recebi-
menlo da decima do segundo semestre do anno fi-
nanceiro de 1853 a 1854, se finalisam no dia 10 de
julho correte.
3:8505717
lisia, Bernardo Vieira da Silva, Francisco Jos
Pinto, Joaquim dos Santos e Antonio Jos de Souza
Teixcira, por todo o conten-do na petiran e termo de
protesto supra transcripto, para que comparecain
neste juizo dentro do referido prazo, por si ou por
seus procuradores, sobre pena de revelia, pelo que
toda e qualquer pessoa, prenles, amigos e ennhec-
dos dossupplicadus os podeio fazer scientes do que
cima tica exposto, e o porleiro do juizo afflxar o
presente na prara do Commercio, outro na casa das
audiencias, e se publicara pela imprensa. Dado e
passadn nesla cidede do Recife de Pernambuco aos
22 de junho de 1851. Eu Manoel Joaquim Baplista,
escrivao interino o subscrevi.
Francisco de Astit Oliveira Maciel.
O Dr. Francisco de Assis Oliveira Maciel, juiz muni-
cipal da segunda vara e do commercio desta cida-
de do Recife, capital da provincia de Pernambuco,
por S. M. I. e C. o Senhor D. Pedro II, que Dos
guarde, etc.
I aro saber aos que a presente carta de edictos vi-
rem ou dola noticia liverem, em romo Souza & ii -
man me dirigiram a petic,aodo Iheor seguinte:
Dizem Souza Si Irmaonesocianles desta ju.ie.i, que
querem fazer citar aGuimaraes >\ Braga tambem
nesocianles, pela quanlia de 2665240, importancia
das riuns letlras juntas, e pelo juro estipulado, afim
de nos ludias que Ihe firarem assisnadns, a primei-
ra do juizo depois dacitacan.pagar os snpplicados.ou
alegar e pro va r os embargos que tivercm,sb pena de
a sua revelia serem condemnados na referida impor-
tancia, juros e costas, e porque os implicados esto
ausentes sem saber onde, requernja^os supplicantfs
justificada dila ausencia, que-Ufwa a ritacao por
editos: assim pedem a V. S. Sr.u^ulz municipal da
segunda vara e do commercio djferimeoto. E R.
M.Candido A'utran.
Como requer. Recife 12 de^unho de 1854.
Olieeira Maciel. :. m
Distribuido A Baplista. Oliveira.
Nada mais se continha em dita pelican e meu des-
pacho, em cumprimento do qual produzindo o sup-
plicanlc as suas testemunhas e sobindo os autos a
minha conclusao nelles dei a sentenca do theor se-
guinte:
Visto que se acha provado pela justificarao a fo-
lhas, que diiim nao- \ llr.s.i esto ausente em lugar
nao sabido, passe carta de edictos com o lernio de
30 dias e cusas. Recife 27 de junho do 1854___
Francisco de Assis Olieeira Maciel.
Nada mais se continha em dita minha sentenca,
em cumprimento da qual o escrivao que esta subs-
crevea fez passar a prsenle carta de edictos com o
Srazo de 30 dias, pelo Iheor da qual chimo, cito e
ei por citado aos supplicados Goimaraes e Braga
por lodo o conteudo na pelican supra transcripta,
para que compare^am neste juizo dentro do refe-
rido prazo, por si ou por seu procurador bastante,
afim de responderem aos termos da teeSe), c assigna-
o.ln de 10 dias que Ibes vai ser proposta pelos sun-
plicantcs. cuja cilacao ser acensada na primeira au-
diencia dcste juizo, lin.lo que soja o referido prazo,
ahi se assignarao os 10 dias da lei: son pena de re-
velia, pelo que toda e qualqoer pessoa, amigos, pa-
rentese conhecidosdos supplicados Guimaraesck Bra-
ga Ihes peder fazer scienle ao que cima tica e\pos-
to, e o porleiro do juizo afiixar esta na prara do
Commercio, c outro do mesmo theor na casadlas
audiencias; e se publicar pela imprensa.
Dado e passadd nesta cidade do Recife, capital da ni 5,6 e 7 do correte: os pretenden.es aoresen:
provincia de Pernambuco ,os 30 de junho de 1854, ,em.se Com os seus fiadores. Sala das sec*
rravadu de brilhaules, dous botoes de abertura tam-
bem de brilhante, varias quinquilleras, outros
muilos objeclos, que no dia do leillo estario pa-
tentes.
AVISOS DIVERSOS. ~
11 doi-iTrador do enigma das tres gracas declara
ao publico, que antes de ler n aviso do Sr. Manoel
do Nascimento Porlella j sabia circumstanciada-
mente que nao era elle um dos autores de tal enig-
ma como malo informaram, o por islo pede encare-
cidamente ao mesmo, Sr. acadmico baja de relcvar-
Ibe esla falla somente filha de falsas informaees, e
fique certo deque jamis ftcar manchada a sua il-
libada reputacao por todos bem conhecida, e que
est apar de sua sizudeze talento; e para mais pro-
var a sua innocencia submrtte ao juizo do Ilustrado
publico desta cidade as seguinlcs
ERRATAS.
Em vez de incgnitodiga-seCoellio Bastos,
C em vez de Po tilla acadmicodiga-sePi-
res Ferreira.
O mesmo decifrador tambem j sabe quem he o,
autor de todas essas poesas sob as iniciaos-C. Mi
C. B.e i*. F.e que declarar o seu nome per de-
ntis conhecida, se a tfiuem a isto o ubr i car./,. A. O.
Quem quizer urna ama para casa de pouca fa-
milia, nao sendo para ra : dirija-se a ra da S,
Jos n. 58.
' DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dia 1 a 3.....
dem do dia 4 .
3325177
118562
343f739
Elle oflerecen Iratar com a Turqua, rconhecer
no sultao o direito do protectorado sobre os Russos
mussulmanos, e enviar um embaixador a Conslaut-
nopla.
Porm as exigencias dos nossos inimigos tem cada
vez mais rrescido com a moderaco do nosso sobe-
rano magnnimo.
O snliao exigi que a familia imperial abracasse o
islamismo.
Os Inglezes pediram que se Ibes eedesse Sebasto-
pol, e a Crimea de propriedado; a Franca quera a
Polonia para a reconstituir reino indepedeutc.
Deveria o czar fazer estas concessoes Certamen-
te que nao.
Assim, moujicks,elle nao quiz tomar o turbante e
20 mullieres como ordena o Corao.
Assim elle tem conservado Sebastopol e a Crimt-a.
Assim elle reforrou as giiarnicoes que conservam
em respeito as provincias polacas. Assim final-
mente elle se acha na precisao de tomir os vossos
bens e os vo-sos corpos.
Vos sabis agora, charos moujicks, o eslado da
cousa.
Os Turcos jo obrigarao a trazer um casaco es-
jilflsjtwa^onelosncarnado, que nao guarda nem
aTcniva nem o sol, e alm d'issb, pegaro etn vossas
mulberej.
Os Francezes fasto em pedaros os penaggias.
Em quanlo aos Inglezes, csses vos forcarAo com
a pistola ao peito, a vestir-vos de algnda de Bir-
mingham e de'Maiichester o que ser bem terrivel
em#um paiz como ojnnsso.
Vede agora, amareis moujicks, se vos cnnvcm dei-
xar que os Inglezes, Francezes b Turcos faram o que
querem. Eu julgo dever alm d'isso, proven ir-vos
Tuina cutis..
A iiteiu.ao dosinimigos.logoqueseapodcrarem da
Russia, ha levar lodos os Russos em massa para a
Siberia, A Russia ser partilhada ntreos diversos
conquistadores que se encarregario de a povoar, se-
gundo a sua phanlazia.
Ouanlo* -'n tranformados um bes-
las de^Srga. ^ dosaiTBbaldes de Pa.
ris, nao pode vender o seu jumento no mercado.
Diziam-lhe.de torios oslados : Que diabo queros
que Tacamos ee*sa bcsla Para o fim da primave-
ra cada francedc maior idade, c vaccinado.lcr di-
reito a seis cossacns na sua cavalharice.
Batei-vos bem. se nao queris que estes projec-
tos se execulem Scsselrode.
Esta proclamaran foi affixada em lodo o imperio
Russo; porm parece que por ora nao tem feilo gran-
de impressao. Taxile Delord
(Bra: Tisana.)
MR. STURtiE, EM LONDRES.
Os tres amigos da paz, cuja viagem aS. Peter.bur-
go annunciamos voltaram a Londres em numero de
um s, Mr. Slurge ; os outros dous morreram no ea-
minho, um gelado e outro comido pelos lobos.
Descendo do eaminho de ferro, Mr. Sturge vinha
radioso, se as correspondencias de Londres nao men-
lem. As pessoas que o viram passar na ra, de bo-
nete na caliera, a sua mala dehaixo do braco, e o
sacco de uoilena inao, diziar-lhe :
Bons dias, Mr. Slurge Como vai essa chara
saude ? encllenle Mr. Slurge.
Peraeilamenle, meus bravos cavalleiros.
HECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
. RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia 4......7589.301
CONSULADO PROVINCIAL.
Hendlmento do dia 1 a 3.....5:5778143
dem do dia 4........ 4:1585972
!l:736f115
*
MOVIMENTO DO PORTO.
Navios entrados no dia *4.
Rio de Janeiroti) dias, brigue escuna, brasileiro
Mario, de 161 toneladas, capitn Manoel Jos
Vieira. eqnipagem II, carga farinha.de trigo e
mais gneros ; a Machado Pinheiro.
dem14 dias, hrisuc brasileiro Paran, de. 104
toneladas, rapitao Domingos Tharieo Ferreira,
cquipagem 10. carga farinha de trigo : a Manoel
Ignacio de Oliveira. Passageiro, Joaquim Lopes
da Cosa e Albuquerque.
Aracaly19 dias, hiale brasileiro H.xalacio, de 37
toneladas, mestre Estacio Mendes da Silva, equi-
p.iseni 4, carga muros e mate seeros ; a Manoel
d.-i Silva Moniloni-a Vianna. Passtgeiros, Camil-
lo Rodrigues da Silva Figueiredo e Cassiano Fer-
reira da Silva.
Navio sajiido no mestro dia.
M.iraiiliinMarca de escavacao l Vasileira), com-
inaii.lano o palrao-mr do ai'scual de mariuha
Jos la Silva Naves.
EDITAES.
Comparihia brasileira de-paquetes de
vapor.
Fica designado d'ora em dianle o dia da chocada
dos vapores a este porto, para se engajar a carga ou
encommendasque se poder rereber: at o meio-dia
seguinte deverao os remetientes ler acabado osseus
embarques, e a essa hora apresenlarao os despachos
na agencia legalmente fprmalisados, como xige o
consulado geral, para a orcauisarao dos manifeslos
quo devem arompanhar .paquete. Por carga tica
entendido, ser os objeclos sujeitos a direilos, e por
encommeudas os pequeos volumes de produrco
nacional. No dia da sabida do paquete simiente se
admitlir passageiros e dinheiro a frete, e nada mais
sem excepcao alguma al duas horas antes da mar-
cada para a sabida do vapor. Recife, na da Trapi-
che n. 40, segundo andar, 13 de junho de 1H.">.,
Administracjao do patrimonio do*F
orphaos, ..
Perante a ariminisIrjicjID do patrimonio dos or-
phaos se ha de arrematar, a-quem mais der, as rendas
da casa n. 29 do largo do Paraizo, pelo lempo que
decorrer do dia da arrematarlo alo o fim de junho
do futuro anno de 1855: as pessoas que se propo-
zerem a arrematar ditas rendas, poderao comparecer
ua casa (lis sessDes da referida sdministrarao no dia
7 do prximo mez, s 12 lloras da manh.Secre-
taria da administraran do patrimonio dos orphaos
1 de julho de 1854. Joaquim Jos da Fonteca,
secretario interino.
Pela administrado dos oslabolecimenlos de ca-
rilla do se faz publico que a.-, arremtame dos predios
do mesmo estabelecimeoto sern levados a ell'eito nos
Eu Manoel Joaquim Baplista, escrivao interino, o
subscrevi. Francitco de Assis Olieeira Maciel.
Achando-sc tirado o nivelamcnto do terreno so-
bre que lem de construir-sc o matndouro publico,
no lugar da Cabanga, a cmara municipal de*ta,ci-
liada faz publico que continuam as praras na ou
de suas sesses nos dias cm que ordinariamente furftv
ciona. para arrremalacao dessa obra, cuja plant,'
plano o urca mentse lr.iiiquei.ini cm todos os (lias
uteis, na secretaria da mesma cmara, quem os
quizer consultar.Pajo da cmara municipal do
Recife cm sesillo ordinaria le 19 de juuho de 1854.
Bario de Capibaribe, presidente.No impedimen-
to do secretario. O official-maior, Manoel Fer-
reira Accioli.
DECLARACOES.
ADalINISTACAO DO PATRIMONIO DOS
ORPHAOS.
Perante a administradlo do patrimonio dos or-
phaos se hade arrematar a quem por menos fizer, o
fnrnecimeiito dos medicamenlos para o collegio dos
julho de 1854. O escrivao, Antonio Jos Gomes
Correio. j
publicacao' litterama:
.ESTA' NO PREXO.
Elementos de direito inlerhifcjonal por Itenrv
VVheaton, ex-minislro dos Estados-Unidos d Ame-
rica junto corte da Prussia, memhro honorario da
academia real das sciencias de Berln, membro cor-
respondente da academia das sciencias mriraes e po-
lticas no instituto de Franca, Iraduzido da segunda
eiliQio dk 1852, por Emilio Jos Anlunes, segundo
lenle da armada imperial, secretario ajudanle
d'ordens do conimandaiile da oslaran naval de Per-
nambuco, redactor do Brasil Martimo, traductor
da segunda edirao de 1853dasrcgras,inlernaciu^iaese
diplomacia do mar do capitn de fragata da mariuha
franceza Theodoro Orlolau. Recebcm-ss pesia t)po-
graphia assignaturas para a importante publicaran
desta obra, a mais -moderna e acreditada que se co-
nhece. Ella constar de dous volumes brochados, e
distar Rara osenderes assignanles 8$000 pagos na
occasiao oar se assignar. Excellentc papel e nitidez
.de impressao garante o traductor.
Sociedade creadora.
Hoje principia esla sociedade, a foruecer de
suas solas de gado, carne para consumo dos
habitantes desla cidade : por eniquanto ser
vendida nos arougues da ra do Raugel, ca-
sas ns. 25, 49, 51 e 60, e na ra das Cruzas
n. 33, e lugo que possa obler maior numero
de casas, ou dos tslhos que est de poste o
e\ tinelo con l rain, molamor foseado com o nume
de Sociedade Pernambucana, annuncisr pa-
ra conhecimento do publico. Esta sociedade
est abelitada, seja qualquer a estacan que se
apresen te a Tornero r reculamiento parle do
mercadeyleslc importante genero, pelas solas
) gado que lem nas provincias do Rio tiran-
do do Norte, e Parahvba : espera noria tilo a
H>adjuvacan para bem de lodos. O prejo he
actual.
tfggtfiar
O Sr. Manoel Amonio dos Santos queira man-
ar conta de 6t) caixinhas com charutos que
'" \ Babia no biale Amelia sua entrega, pois
sua morada : no eseripterio de Novaes &
Cmiipf nliia. ra do Trapiche n. 34, primeiro andar.
Adverle-se que a casa n. ST7 d ra dos Pesca-
dores acha-se hypolhecada ao abaixo n sai ijji 111 n a
parle que na dita lem D. Luiza Thomaziad Con.
ceirao.Jos Andr de Oliveira.
Precisa-se de urna ama para casa de pouca fa-
milia, par* eozinhsr, engommar e fazer o mais ser-
viro de casa, mas que seja de meia idade : na rna
da Roda n. 53. -
Manuel Jos de Si Aranjo .retira- so para fra
desla provincia, e pelo prsenle pede a quem se jul-
gar seu credo*aprsenle sua conta para ser paga,
isto no prazo de 8 dias, na ra da Cruz do Recife
n.33.
Pergunla-se ao digno Sr. Mathias de Azevedo
Villarouco, que pr sua bondade haja de publicar
os nomos seguinles : o de 1 ajenado, 1 cege 5 mor-
"*ttos (que escndalo que diz Sme. icrem assigbado a
cepresenlacao contra o cnsul Joaquim Baplista Mo-
?eira.O da ra Direita:
.^-- Os abaixo'assignados, fazem scienle a quem in-
sBessar possa, que a sociedade que tinham na fabri-
ca de espirito na ra Direita n. 17, esl amigavel-
mente dissolvida polo ex-socio Macede se retirar pa-
ra a Europa, ficando hxlo .o activo perteneendo ao
ex-socio Bairfo. as mesmos nada devera, mas quem
se julgar credor apresante mas coalas para serem
immedialamenle pagas.Jos Joaquim Lima Bai-
rao.tfionizio Vetlozode Macedo,
SIL AMERICANA DE NAVEGADO' GERAL A VAPOR.
fazer chegar o signal de perigo que corriam, se de-
ve nao ler suecumbido pessoa alguma, apezar dos1 e achava a respailo do reconbecimenlo dos primei-
x
r
horriveis estragos que causou a innundac^o, e de
haverem desabado muilas casas.
Depois de haver prestado os soccorros por lodo o
dia, e durante grande parte da noilc, de haver pro-
curado abrigo a lodos, que por sua pobreza no o
podiam adiar de promplo. e estavam completamen-
te ao abandono nos lugares mais elevados, em que
-o refagiarara, de proceder cono pai solicito e des-
venado, e de percorrer de novo todos os lugares em
qne liaviam casas, nao escapando a mais humilde
choca, com perigo de vida, esle prestante cidadao,
sem lomar repouso, corre presuroso ao lugar do Ar-
raial, sobre a qual corriam boatos aterradores, e
% eiooiolo grandes distancias a nado, c por meio de
urna imite escura, chuvosa e que olTerecia o lgu-
bre espectculo da innundarao, que espraiava com
incrivel e assusladou rapidez, c ahi salvon algu-
mas familias, que eslavam seriamente meneadas.
proccdendo pelo mesmo Iheor e com a mesma dedi-
eacSo.
Na scxta-fassa (23), em que a innundarao prin-
cipiou ,i decliuar, esle homem infatigavcl, sem qoe
anda houvesse lomado o menor ilc-ranso, Iralou de
procurar vveres, quematassem a fome dos que esla-
vam rehuidos a mais deploravel mizeria, tomando
sobre si a responsabilidad!.' da importancia rielles, e
nos seguinlcs tem feilo quanlo delle lem dependido
para mitigar a triste posii-ao destes infelizes, que fi-
caramsem abrigo, e sem o pouco que possuiam.
laes servidos sao dignos de gralidao publica, c fa-
zem reconimendavel quem tao espontneamente
os preslou, e por sso nos apressamos de trazc-Jos ao
conhecimento do publico para que devidamenle os
aprecie,, nos congratulamos com o Sr. llesi'Yeln
bem que H houve nesta dolorosa cnnjiinclura;
aceite elle os mais sinceros e puros volos de eslima
e "ni. doraran, em que o lemos.
He lisongeiru o acresrenlar que a populacao pro-
cedeu muito bem, que lodos prestaran! auxilios re-
cprocos, e que para a conduccSo das canoas se
preslaram, sem exigirem estipendio alguns indivi-
duos, que sao merecedores de agradecimenlo, enlre
os quaes se distiuguio o Sr. Frankln Benjamn!
Theotunio Peixoto.
Nao loruiinaroiiiiis esla surrinla exposicao sem
do. Iinr que o Eim. prr idenle da prnvimiu hedig-
-rfD'onde vindes nesse traie ".'
-TCh
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimento do dispoeto do art. 34 da lei
provincial n. 129, manda fazer publico para co-
nherimento dos credores hypothccaros e quaesquer
interessarios, que as propriedades abaixo declaradas,
for.im dcsapropriadas, e qne os respectivos proprie-
tarios tem de ser pasos do que se Ibes deve por es-
ta desapropriaro, logo que terminar o prazo de 15
dias, contados da data deste, o-e he dado para as
reclamarles.
E para constar se mando r o prsenle e pu-
blicar pelo Diario, por dias successivos.
Secretaria da lliesou, ovincial de Pernam-
buco 30 dejunho de 185. 0 secretario,
Antonio Ferreipq Annunciacao.
Urna casa de taina, sila n diracrao do
21." lauco d estrada da Viclovia, per-
tencente a D. Rita de Cassia,Pessoa de
Mello, pela quanlia de. ... 80)608
Um lanco de mur e urna ruarte do silio
no lugar do Piza, na cidiido de Olinda,
perlcnrenle ao Dr. Antonio Jos Coe-
Itio, pela quanlia de. -.....SOftJOOO
Conforme. O secretario, Antonio Ferreira da
Annunciacao.
O llr. Francisco d'Assis Oliveira Maciel, juiz muni-
cipal da segunda vara do commercio desta cidade
do Kecife de Pernambuco, por S. M. I. e Consti-
tucional o Sr. D. Pedro II. >quem Deas guarde
ele. ecl.
Faoo saber aos que a presente caria de edito vi-
rem edclla noticia liverem, cm como Pautajus'' de
Aranjo, me derigio a pelican do Iheor seguinte K
Diz Paulo Jos de Aranjo, commercianlo, estaW
lecido com loja de fazendas, ua casa o. 50 da ruaV
Badiana
Brasileira
Lusitania 1,100
Imperador 1,800
Imperatriz 1,800
ros cadete. E attendendo a que o capitulo 13, pa-
ragraph 7 do regulamenlo de 13 de fevereiro de
1763, publicado com o alvar da mesma dala, dis-
pne o seguinte : u lteveodo o ponto de honra ani-
mar os ofliciaes mais do que oulro algum motivo,
todo o official de patente assignada pela real mao,
ser reputado nobre. i O que me foi ponderado pelo
referido conselho com o parecer do qual inleiramen-
le me conformando : Hei por bem, por minha in-
mediata e imperial resolucao de 2 do mez prximo
passado, mandar declarar : que lodo aquello prelen-
dente que aprsenlar que seu pai e seus qualro avs
foram oAleiaes mil lares da primeira ou segunda
linha, com patente firmada pelo soberano, anda
que todos os ditos avs no sejam ofllriaes superio-
res, est portante i(a leltra da lei ; como ata o pre-
senta assim lem sido sempre entendida a doutrina
proscripta a (al respeito no alvar de 16 de marro
de 1757. Pelo que, mando aulordade a quem
compele a mais pessoas a quem o conhecimenlo des-
ta perlenrer, a cumpram e goardem tao inteiramen-
te como devem, e uclla se conten. Sua Magcstadc
o Imperador o mandn pelos raembros do conselho
supremo militar abaixo asignados. Joao Martins
de Souza Caldas a fez nesla corte e cidade do Rio de
Janeiro, aos 23 de selenihi-o do anuo do nascimenlo
de Nosso Senhor Jess Chrjsto de 1850. E cu, o
conselheiro Manoel da Fonsea Lima e Silva, mare-
chal de campo, vogal e secretario de guerra, a fiz
escrever c subscrevi.7o5o Chrisostomo Calado.
Francisco Jos de Souza Sitare* de Andrea.
O Regente em nome do Imperador O Sr. D. Pe-
dro II.
Faz saber a vos presidente da provincia de Per-
nambuco, que, sendo-llit! presente urna consulta do
conselho supremo militar, datada de 10 do mez pr-
ximo passado, a que mandou proceder sobre vosso
oflicio cdo commaiidantc das armas dessa provincia,
pedindo definitivamente resolucao acerca do modo.
por que se devem efiecluar as prises dos militares
indicados em crimes civis, e por clles processados, o
bem assim onde devem ser recolhidos depois de
presos, se nas cadeias, ou nas fOrUlezM, c resperli-
vos quarteis; e em consideraran ao aviso de 31 de
maio de 1777, quo determina, quo os soldados, que
houveroni rummolliilo i rimes anles do assoularem
prara, -ejam con servido1 UM ptianes militare- -, r|:-
1,700 toneladas capitao D. Greeu.
1,100 H. T. Co\.
,1. Brown.
Vapores novos, ajustados para ficarem prom-
ptos etn agosto e setembro.
Os vapores desla companliia partirao de Liverpool (al uovo aviso) na carreira de ida no dia 1." de
cada mez, e devem chegar em Pernambuco no dia 20 do mez, seguindo depois de algumas horas para a
Babia, Rio de Janeiro, e o Rio da Prata.
Na carrn a de volta partirao do Bio de Janeiro no dia 6 do mez para a Baha, Pernambuco, (aonde
chegarouodia.12), S. Vicente, Madeira, Lisboa c Liverpool.
Os vapores lem lugar para passaseiros de todas as classes a presos muito commodos, e os bilhetes de
ida e volla leem um abatimenlo de 25 por ccnlo, e valem para 12 mezes.
Becebcm aqui onro, prala e miudezas para todos os porto* de escala.
Como se lem publicado que alguns dos vapores da companhia se liravam da carreira para servico do
governo ingle?, pblica-se a segninle rosnlucao lomada pela direccjlo no lia 26 de maio : Os vapores
Lusitania e Brasileira nao serao ceudos senao com a-condicSo de serem somente entregues quando o
Imperador e o Imperatriz esliverem promplo para completarem a carreira com vapores maiores, em
conjunrao com o Bahiana.
As malas, os passageiros c a carga destinados para o Rio da Prala proseguido ao Rio de Janeiro pelo
vapor La Plata, o qual depois de locar em Montevideo sesuir at Buenos-Ayrcs. O La Plata partir
de Buenos-Ayresde volla no dia 19, e de Montevideo no dia 21 do mez. Para freles. passaeriros e outros
estabelei-imon'os se leve dirigir s agencias da compauhia. Recife 21 de junho de 1854.Os agentes da
companhia, Dcane Youle & Companhia.
N. B. As carias para qualquer porln eslrangeiro recebem-se na agencia ; as para o porlos do imperio
smenle no correio.
Recommenda-se s pessoas que Irouxercm cartas singclas, sejam acompanlindas logo com seu devido
porte para evitar demoras, como constantemente esl aontecendo, sendo o porte para a Europa 400 rs.,e
para o Rio da Piala 500 rs.
zes lem pisado o palco: lugar esle que tanto faz,
tremer aos que ha annos o pizam !
Chego de S. Petersburgo I
Vi-ieso czar, digno Mr. Sturge ?
Se vi somos os mais lutimos amigos do mun-
do, mas permilti que vi meu eaminho, lenho vivos
desejos de abracar madama Slurge.
E Mr. Sturge dobra o passo, enlregando-se a este
monologo :
Gracas a Dos, que a paz esl feila: o czar deu-me
a sua palavra de que nada no mundo Ihe seria mais
desagradavel do que ver-sc ohrigado a fazer a guer-
ra. Senhor, Ihe disse eu, s vos a podis evitar.
Tanto mellior, Sr. Slurge. Entao ludo est acabado ;
quando queris vos que eu retire as minhas tropas
dos principados'.' Immedialamenle. Esta dito. A
ordem vi ser expedida neslc mesmo instante ao prin-
cipe tiorlschaknil'. Vollai a Inglaterra.e licai cortos
de que a iutelligencia mais cordeal vai reinar d'ora
em dianle enlre os dous sabinales de S'. Petersburgo
e de Londres. Disse, e deu-me urna panradinha na
barrisa. Escolenle principe !
Desla forma ia fallando Mr. Slurge, correndo c
alravessando as ras de Londres.
Concluir- paz, tornava elle, no era mais diflicil
do que sso ; o que a diplomacia nao pode fazer em
seis mezes de nesocia;es, consegui-o eu cm oilo dias.
Nao se Iratava senao de ir a S. Petersburgo, e con-
versar com o czar, que he um hom homem. He ver-
dade que os meus dous rompauheiros foram victimas
da viagem. Um pereceu gelado. e o oulro foi comi-
do pelos lobos, e eu mesmo escapci milagrosamente
das garras d'oulro, que seguio por muito lempo a mi -
nhacarruagem.
Fallando desl'arte, Mr. Slurge rhesou a sua casa,
e entrando grilou : est feita e concluida a paz. e de-
ve-se a mim esse feliz aconlccimnuln. Begosijcmo-
nos, asse-se um capta com recheio de castaulias, que-
ro festejar a paz.
Os vizjnhos altrahidos pelos alegres grilos de Mr.
Slurge, correrom a casa desle, e esculavam-no com
verdadeiro pasmo.
Nao o desengaemos, diziam clles ; o seu pezar
seria maior, tal vez que nao tivesse forcas para resis-
tir ao golpe. Evitemos cuidadosamente o dizer-lhe
que. nao somente a paz nao esla feila, mas at qoe os
preparativos do cuerra sao apressados com a maior
aclividadc na Franca e na Inglaterra. Dcsgrarado
Sturge I Desaforluuada viclima das pelas do czar.
Depois todos os haliilanles de Londres passaram
palavra para respcilar as llusoes*rieMr. Slurge.
Este bom homem passeava pacificamente as mas,
com urna enorme bengala, o rosto radioso de alegra,
exclamando de vez em quando :
(Jue movimenlo Que artivdade neslas lojas, ties-
tas ollicnas, nestas fabricas !
Eis-aquias felizes consequenrias da paz, c he I mim
que ludo isto se deve c a meus companheiros que
inorreram na Lilhuania Cobricn morro decidida-
mente de inveja do meu triumpho.
Outro dia Mr. Stnrt.-e vio passar um relmenlo da
guarda que ia embarcar para Conslanlinopla.
Que quer isto dizer '! Dude vai eslo regiment ?
pergiinla Mr. Slursc aos curiosos que ah i. m eami-
nho para ver passar os soldados.
Parle para a Turquia, responderam riles.
Grande Dos | que Vio ellos la fazer '.'
Vao fralernisar com ns cossacos, n'um grande
baile que vai dar o principe Gorlschakoir.
Hespiro Exclama Mr. Slurge.
E nao smenle respira esle excedente Mr. Slurge,
conliuun aiuda os seus lirados de alezria. Todava o
seu erro nao poder durar muito lempo c os seus
amigos oceupam-se pi de o proparar para receber a
lerrivel nolioia. t'lrmritt Caraguel.
dem, i
da Caricia desta cidade/ que Ihe sendo devedores,
por fazendas que a crdito compraran! ao supplicanle
os seguidles devedores Jos Mara Baplista, em
184!, 239003 rs. ; Bernardo' Vieira da Silva, em
1850, 3c0K0 rs. ; Andr Payante. em 1849, 251000
rs. ; Antonio Francisco de- Miranda, em (B5D.
943035 rs- ; Francisco Jos Pinto, era 1850, W00
rs. ,- Jos Francisco de Miranda, em i&L .459500
rs. ; Joaquim Polvcarpo, em 1848, 12>50Or$. ; Joao
Verissimo.cm 1819, 9?(60 rs.; Joaquim d#s Sanios,
cm 1848, 27J32H rs.; Azostinho Jos de JAndrade,
em 1850, 49500 rs. ; Hollino Miguel da ttosta, em
1850. 29160 rs. ; Olimpio da Silva, em 1S5I. 49(100
rs. ; Joao da Silva Coimbra, em 1850. 1.19360 rs. ;
Antonio Jos de Souza Teixeira, era 4851, 1079690
rs. ; prefazendo lodo este debito/flesles devedores
em a quanlia de 3669625 rs.: ayunlore que, Ihe
nao tem pago at o presente, c nfara que se nao d
a prescripcao, quer o supplicsnte protestar na con-
formidaric doarl. 390 do Decr/clo n. 737 de 25 de
noveinhro de 1850, para 4he ficar salvo o direito de
era lodo lempo haver amigaVel, ou judicialmente
dos supplicados os importes linsscus debjtos, juros
da lei, e ludo mais, que por jireito possa ser; e para
cujo fim requer a V. S. se jtligne mandar lomar por
seu despacho, o seu protesto por termo, |>ara que
seja intimado aos supplicatdos, que se acbam pre-
sentes e em lugar sabido, jk passar cilicios para se-
rem citados Jos Mara ttaptisla, Bernardo'Vieira
da Silva, Francisco Jos<5 Piulo, Antonio Jos de
Souza Tcixeira, que estaci ausentes cm lugares in-
certos. cuiiipriiido-s em ludo os termos da lei, afim
de surtirem oseffcilos jurdicos.
Pede a V. S. lllm. Sel Dr. juiz municipal da se-
gunda vara e do commercio deferimenlo.E. R.
Me.O advogado, An tonio Joaquim de Figueiredo
Sebra.
Hi-irihu.-i-se na fi.-nia requerida. Recife 20 de
dezrmhro de 1852..'todrigues Selle. Distribuido.
A. Baplitla.Oli xeira.
Ter mo de protesto.
Aos 20 de dezemtiro de 1852 nesta cidade do Re-
cife de PeruamburO', cm meu escriptorio veio o sup-
plicanle Paulo Jos de Aranjo c disse presentes as
lesteiiiunhas abaixo assignadas, que prolestava pelo
conloado cm sua p eticaorelro contra os supplicados
Jos Alaria Baplista Bernardo Vieira da Silva, An-
dr Cavante, Antonio Francisco de Miranda, Joa-
quim Policarpo, Jo ao Verissimo, Joaquim dos San-
io--, Agnslinho Jos ( le Andradc, Hollino Martins da
Cosa, Olympio da Silva. Joao da Silva Cnimbra,
Antonio Jos do Son za Tcixeira, para o fin na mes-
ma pelican requerid! I, ;c de como assim o disse c pro-
leslou, fiz esle term o que assignei com as tcsleinu-
uhas. Eu Manoel J -oaquim Baplista, escrivao inte-
rino o escrevi.Pau lo Jos de Araujo, como tesfu-
muiihasFrancisco Leandro do llego.Francisco
de Oliveira Mello e Silva.
Nada mais se con linha cm dita pelillo e termo
de proleslo, c prod alindo o supplicanle suas teste-
munhas subiiido o s autos a conclusao do Dr. Jos
Has mundo du Cos, i Menezcs, nclles deu a senlenca
do Iheor segninle :
A'visla da inquisic. ao a fi. 6 e 7 julso provada I
ausencia, e que o jusli ficante n,1o lem noticia de Jos
Maria Baplista, Itemai do Vieira da Silva, Francisco
Jos Piulo, Joaquim dt >s Sanios, Anlonio Jos de
Souza Tcixeira, pelo qu^-1 mando se passe carta de
edictos, com o prazo de 3 0 dias, afim de qne Ibes
seja i o limado o protesto a I 1. 3, pague as rusias.
Kecife 12 de maio de 11 yji.Jos Raymundo da
Cotia Menezes.
Nada mais se continha en i dila senlenca, em virlu-
de da qual o escrivao fez p issar caria de ediclos.cuin
ira/o de ::o dias polo I hom ria qual chamo, intimo e
io por mil..i ido aos '-upplii fados. Jo-e Maria Bap-
Puklicaco litteraiia.
I nslitiiicucs de Direito Civil Porluguez por M. A.
Coolho la Bocha, lente da faculdade de direito da
uii^crsidade de Coimbra, lerceira c nilida edicto,
Sen 2 volumes em oitavo, adaptadas ao foro do Bra-
sil, com a legislacao brasileira vigente, e algumas
notas explicativas extrahirias das obras dos mais exi-
mios Icios para mellior illuslra^ao das doulrinas en-
silladas uesse excedente compendio, por Antonio de
Vasconcellos Menezcs de Druramond, bacharel for-
mado em sciencias jurdicas e sociacs pela academia
de Olinda, advogado nos auditorios do BeciTe. Para
a publicacao dessa obra tao inleressanle e iudispen-
savcl a lodos os senhores juizes, advogados e mais
pessoas, que se dedicam i mesma profisso, ou pre-
cisara possuir urna minuciosa e mclhodica compila-
cao do Direito Civil Patrio, temiente a adquirir o
pleno conhecimento dos seus direilos e obrisares ;
subscreve-sc cm Pernambuco, ua praca da Indepen-
dencia, loja n. 6 e 8 ; no paleo do Co'llegio, rasa n.
28, lojas n. 6 e 20, e na ra rio Hospicio n. 9. O pre-
co da assignatura ser de 169000. pagos no aclo de
se entregar cada exemplar, a qual encerrar-se-h no
dia da publicacao da obra, e desde cntao vender-sc-
ha. Apenas baja numero de assiguaturas sufli-
cicnte para salisfazer asavuliadag despezas da im-
pressao, ir a obra para o prelo.
AVISOS MARTIMOS.
4000*2
s?
HOJE S DE JILHO.
Tera lugar a beneficio do actor
CiCX>S3^Psi.
a comedia cm 1 aclo,
CABRIQN E PIPILET.
DOS MVSTEBIOS DE PARS.
Seguir-sc-ha a comedia em um aclo,
Ir pela ullima vez a srena,
A FAMILIA MOREL'.
DOS HYSTER10S DE PARS, .
drama em 1 actos :
O popel de Luiza, lilha de Morel ser represen-
lado pela-Sra. D. Anua Ursulina da Cosa, que ani-
mada pt-lo bom acolhimenlo que receben do Ilus-
trado publico ilc-tu capital, nas vezes que reprsen-
lou perante elle, vai agora acea fazer este dil'icil
papel esperando merecer desculpa de qualquer erro
que possa comino! ler.
O beneficiario nao querendo mudar o espoclaculo
j nnnunciado para o seu beneficio por se ter retira-
do a Sra. II. lia.n ipll.i que se achava encarregada
do papel de Luiza. conseguio que sua senhora o va
representar, e isualmonle pede loria a indulgencia
que -e pemil prear a una senhora que pnuras ve-
Para Lisboa segu viagem imprelerivelmenle
at 11 do prximo mez de julho, a barca portuaue-
zn Gralidao: quem na mesma quizer carrecar ou
ir de passagem, para oque tem superiores commo-
dos, euleiida-se com os cousignalarios Thomaz de
Aquino Fonseca & Filho na ra do Vigario n. 19
primeiro andar, ou com o capitn Antonio Alves
Pedrozo.na praca. *
Para a Bahia segu rom brevidade
o liiate nacional Amelia, por ter parte
da carga prompta ; para o restante, trata-
se com' o mestre Joaquim Jos da Silvi-
ra, no trapiche do algodao ou com
Novaes & Companhia, na rita doTtapiche
n. 34, primeiro andar.
Para o Rio de Janeiro salie, logo
que o tempo melhorar, o brigue nacional
Sagitario ; ainda pode receber alguma
carga, passageiros e tambem escravos :
a tratar com o consignatario Manoel
Francisco da Silva Carrico, na ra do
Collegio, n. 17, segundo andar, ou com
o japitao'a bordo,
OvaporbrasHeiro Im-
perador, commandante
o eapii io-|eiienlc Ger-
vasio Mancebo, espera-
se dos |>ortos do norte
al 8 do correnle, c sahir para os do sul no dia se-
uinle ao da sua chegada : agencia na ra do Tra-
piche n. 40, sosundn andar.
COMPANHIA DE NAVEI'.ACO A VAPOR LU-
7.0-BRASILEIRA.
Os Srs. accionistas
desla companhia sao
convidados a realisar a
(piarla preslscode suas
' 'i s" ii arenes com a maior
brevidade, para ser remetlida a direc^.lo na cidade
do Porto, dirigindn-se ao bailo assisnado na ra do
Trapiche n.26.Manoel Duarle Rodrigues.
Para o Rio Grande do Sul sahe na
presente senas na o brigue nacional ((Maga-
no,lem bons commodos para passageiros:
quem pellequizer ir de passagem enten-
ua-se com o capitao a Iwrdo, ou com os
consignatarios Novaes & C, na ra do
Trapiche n. 5 V.
Para o Rio (.ronde do Sul, segu com a possi-
vel brevidade o patacho nacional Kuterpe, por ler
parle de sua carza prompta. recebe o restante a fre-
te : para tratar na ra do Apollo n. 11.
AO PLBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, cna do Collegio n. 2,
vende-se um .completo sortimento
de fazendas, finas e grossas, por
precos mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
gues, como a retalho, a litan (inici-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
ahrio-se de combinaqao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemaas e suis-
f sas, para vender fazendas mais em
conta Jo que se tem vendido, epor
isto offerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietano deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge^
ral, para que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
filllllMUWIBITI
O abaixo assignado responde ao Sr.Vigia da
Pulidaque esl promplo a satisfazlo, urna vez
que Smc. assigne seu uome, c a provar-lhe lamben*
qoe jamis infamou, calumniou, ou menospresou a
honradez de alguem, e muilo menos servir de capa
a criminoso.Mathias de Azevedo Villarouco.
O abaixo assignado segu para Lisboa a tratar
de sua saude, levando em sua companhia seu filho
menor de nome Jos.lado Jos de Faria.
Ofliciaes de funileiro.
Na ra da Cadeia do Recife loja n. 64, precisa-se
de ofliciaes de funileiro.
No dia 29 dejunho desappareceuda ponte Ve-
Iha 2 cavallos, estando osles pastoraudo cum ou-
tro, por descuido da pessoa que os eslava pastaran-
do, suppe-se nao estarem os ditos animaes furia-
dos, por consequencia rosa-se a pessoa que os livor
adiado ou encontrado pesa-Ios e dirgir-se ao aterro
da Boa-Vista numero 61, que ser bem recom-
pensado ; siguaes dos ditos animaes : ambos gran-
des, cauda e clina comprida, vindos do seriao,
sendo um russo pedrez, cardao, eom um dos qualro
cascos rachado, oulro castaoho escoro, calcado dos
Ir- ps, e estao bstanle ferido no lombo por causa
da cangalha, o castanho mais do que o russo, e am-
bos estao descarnados.
Perdeu-se desde a casa de Sr. Jos Hygino de
Miranda at a ponte da Boa-Vista, um pequeo om-
brulho envolto em ura jornal, contando 12 a ii
cartas, quem as encontrou poder levar a ra da
>; uta Cruz u. 21, que ser gratificado.
CONSULTORIO HONEOPATHICO. 4
3&ATUITO ;?- OS OERBS. ,
28 RA 1>AS CKIZKS 88. -
O Dr. CASANUVA medico rrancoi, d |
consultas todos os dias, e pode ser procu-
rado a qualquer hora.
No mesmo CONSULTORIO RCA DAS i
CKL7.ES N. 28, aonde morou o Sr. GOS- '
SET BIMONT, acha-se venda um gran- I
de sortimento ide CABTEIRAS de todo* ,
os tamanhos, por presos commodissimos.
ELEMENTOS de bomeopalhia e pathoge- I
nesia brasileira. Esla-obra he muilo im-
portante para as pessoas que se querem '
iratar a si mesmo, sendo a maior parte Ira- i
ducrao das obras do Dr. JA IIII, accomaao-
dada a inlclligencia do povo, 4 volumes,
pelo baratissimo prec,o de, 63000
1 carteira de 60 tubos grandes. 30*000
1 dita de 48...... ., 22*1)00
1 dila do :',li........169000
1 dila de 24. .......128000
1 dita de 24 tubos pequeos. 600O
1 dila de 24 ditos. ..... inODO
Tubos grandes avolsos a escolher 300
Ditos pequeos idem..... 300
, nuca de i intu a a escolha IdO
Avia-se qualquer eucommenda coro pres- I
lesa, e por procos muilo em conta. .
Este eslabelecimcnto est liem conhocido
e bstanle acreditado em lodo o imperio, e I
acha-sc o mais bem montado possivel, e es- ,
Clisado hc.qucrer elogia-lo.
I
LEILO'ES.
O Dr. Vicente Pereira do Rogo far leilo por
intervengan do agente Viclor, de lorias os livios que
foram do finado Dr. Jos Francisco de Paiva, quin-
ta -l'oira. (i do rorrente, as 10 112 horas da manhaa,
na ra do Colleaio n. 8, primeiro andar.
Quiula-feira, 6 do correte, o agente Borja,
far leilo cmscu armazem, ra do Collezio n. 14,
as 10 1|2 horas da manhaa. de um completo surti-
iienin de obras de marcineria, novas e usadas, diver-
sas obras de nurn t prala, um rico allinelo de peilu,
Raposo da
venda ou ar*
S. Miguel,
poso ria Ca
Raposo da
rendado pelo a
__ O abaixo assignado declara pelo presente, que
he procurador bastante rio Sr. Joaquim Soares Ha
poso da Camafa, c como tal previne ao publico, que
ninsuoin conirale com o Sr. alteres Ignacio Soares
,ua e nem cem seus procuradores.
amento do vinculo, silo na ilba de
ido ao dilo Sr. Joaquim Soares lia-
sen fallecido pai Luiz Soares
visto dilo vinculo se adiar ar-
assignado, como procurador
bastante tambem InVallecido Luiz Soares Raposo
da Cmara, c ratificado belo novo morgulo o Sr.
Joaquim Soares RapoaU* Cmara, e |mr lempo de
< annos, em nome do qual novo morgado, protesta o
abaixo assignado contra qualquer negocio que se
faca com dilo vinculo, pona- de perderem o sea di-
nheiro, porque ainda est vigorando em Portugal a
lei dos vnculos, em virludc da qual o meu consli-
luinle esl de posse do dilo vinculo ; e para que se
uao commellam abusos para o futuro, se publica o
presente.Jos Dias da Silva.
A 30 do mez de juuho prximo passado, de-
sappareceu urna neara de natflo Cabund, de nome
Isabel, com os sesuintes signaes": corpo secco, cara
com marcas de bexigas, saia de algodao azul, panno
da Costa, c um laboleiro com miudezas: quem a pe-
sar, leve-a rna eslreila do Rosario, casa n. 35, que
ser recompensado.
__ A 18 do mez de junho prximo passado, de-
sappareceu um escravo de nacao Costa, de nome
Luiz; quando anda pucha pela perita direita por ler
o p cuchado ; quem v pegar, leve-o a ra do Livra-
menlo, loja de loura, ou rna eslreila do Rosario o.
J5, que ser recompensado.
t) llr. juiz municipal da primaira vara d au-
diencia nas qiiinla-feiras as 10 horas ria manhaa.
.


f '
1
u*
t
BJJB
^CONSULTORIO DOS,POBRE$.
26 SHA BO GOZ.X.EGIO 1 ASTDAB 25.
O Ur. 1'. A. I.obo Moscozo d consultas homeopathicas lodos o dias aos pobres, desde 9 huras da
nianliiia aleo meio dia, e en rasos extraordinarios a qualqucr hora do dia ou noile.
Ollerece-se igualmente para praticar qualquer operaciio de cirureia. e acudir promplamenle a qual-
quer mulherque esleja mal de parto, elcujascircumstaurias nSo permitan) pagar ao mlico.
NO CONSULTORIO DO DR. P. A. LOBO M0SC0Z0.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGINTE:
Manual completo do Dr.'G. II. Jahr, traduzido em portuguez pelo Dr. Moscozo, qualro
volumes encadernados em dous:................. 203000
Esta obra, amis importante de todas as que Iratam da horacopalhia, iqiKessa a todos os mdicos que
qoizereiu eiperimentar a doolrina de Ilahnemann, e por si proprios. A^Knvencerem da verdade da
mesma f"irHeressa a lodos os senliores ele cngenlio e fazeudeiros que csUBgfcxie dos recursos dos mdi-
cos : inleressa a lodosos capites de navio, que nao podem deixar urna vS ou oulra de (er precisao de
acudir a qualqucr iucommodo seu ou de seus tripolanlcs ; e inleressa a lodos os cheles de familia ru
por circumslaiicias, que nm sempre podem ser prevenidas, do obrigados a prestar soccorros a qualqucr
pessoa della.
U vade-mecum do liomeopalha- ou tradcelo do Dr. Hering, obra igualmente ulil s pessoas que se
dedicam ao esludo da homeopalhia um volume grande ,....... 80000
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pharmacia, etc., ele.: obra indis-
pensavel is pessoas que quercm dar-se ao esludo de medicina........ 49000
Una carleira de 24 tubos grandes de fiuissimo chrislalcomo manual do Dr. Jahr eo diccio-
nario dos termos de medicina, etc., ele.......-........ SOoOOO
Dila de 36 com os mesmos livros.................... 463000
Dila de 48 com os dilos. ,................... 500000
Cada carleira he acompanhada de dous Irascos de Unturas indispensaveis, a escolha. .
Dila de 60 lubos com ditos...................... 605000
Dila de 144 com dilos........................ 1009009
Estas sao acompanhadas de 6 vldros de tinturas i escolha.
As pessoas que em lugar de Jahr quizerem o Heriug, Icr.'io o abatimenlo de 10J000 rs. .em qualqucr

das carleiras cima mencionadas.
Carleiras de 24 tubos pequeos para algiheira
Dilas de 48 dito..........
Tubos grandes vulsus........
Vidros de meia onca de tintura.....
Sem verdadeirs e bem preparado mei
homeopalhia, opropriclario desl' estaba!
uinguem duvida hoje da supSrridade (los sel
Na mesma casa ha sempre venda grande
aproropta-se qualquer eucommenda de mediraroe
modos.
.. Quera prix-isar de uoa boa ama de leili
i'ij;-.--o ra larga do Rosario, n. 32.
Acha-se nas Cinco" l'onlas, casa 4.',
caria para a Sr. D. Marianna Alves de Lima,
foi lirada por engao : quem fox seu dono veha
recebe-la no prazo de Iresdias. (
No dia 3 do correle sahindo a vender, nao
,vollou para casa a prela Beuedita com os signaes
wguiules: altura e corpo regulares, com o p e
|ierna esquerda cuchados, nlguns denles podres na
trente, bem faUule, levando vestido do chila cor
de ganga alegado, e panno da costa ja usado : quem
a pegar ou della liver noticia, dirija-te a ra Nova
n. 4. ou a ra da Sania Cruz n. 36.
Urna pessoa efue sabe 1er, escrever e contar
sotTriveliuenle, e lera alguma pratica de justira,
l>or quanlo lem nella servido 12 anuos, e lem 35
lirios de idade, se o(Ierece para qualquer emprc-
go fth dcsta capital, ou rnesroo para raixeiro de
qualquer engenho, visio poder nelles servir, e po-
der dar principios do pi im jiras lellras a qualquer
pessoa do interior (sendo eugenho): quera preci-
. sar innuncie ou dirija-se i roa da Assumpeo na
loja do sobrado n. 36.
Os abaiiu assignados, tendo de retiraremrsc
para Portugal, deiiam os scus cstabclecimenlos em
gyro, e como seus procuradores, em primeiro lugaV
francisco da Costa Amaral, em segundo Jos Joa-
quim Das Fernandos, e em ten-rico .Mijliicus Auslin
& C.Joao amonio Carpinteiro da Suca & C.
Trastes pan vender.
Na rna Bella n. 28. ha para vender urna cama
frauceza, urna commoda, um guarda-roupa,' e cadei-
ras, sendo, ludo de amarello e de pessoa que. sa reti-
ra desla provincia. .
Luiz Carlos Amoedo com suasenhora, retira-
se para o Rio de Janeiro.
Os abaixo assiguadoi porluguezes, moradores
na ra Nova, rogamao Sr. Malhias de Azevedo "Vil-
larouco e membrosdo conselhodosdcz, queiram de-
clarar, se elles c-lan compre leiuli.los no numero dos
alienados, fallidos fingidos, ou cujos nomes sao dos
ipocryphos uu insignificantes, de que trataran) no
exame a que procederam nas asignaturas da repre
seolacao que a S. M. el-rei regente, drigiram os
porluguezes aqui rcsidenles, ou ento so dtgnem de-
clarar os nomes dos que assim classilicaram, para
tranquilizado d>! muilo;.francisco Ignacio Tiuo-
co de Souia Francisco Ribciro Pinto uimaraes
Jos B. Gonralves Vioira Ventura Pereira Penn.i
...;... -V 83O00
. .' t.,'i 169000
....,..: 19000
. >'.". 29000
tos nao se pode dar um patito .sgv na pratica da
se lisongeia de le-lo o mais bem montado possivel e
"" amentos.
ro de lubos de crystal de diversos lamanhos, e
m loda a brevidade c por preros muito cora-
RMMBUCC, QUARTA FIRA BE JULHO DE 1854.
Homceo
ESPIX1
I AS NE
epitepsia
tismo, gota
si a, defeittj* da falla, do ouvido
, dosolhos, fhelancolia, cephalalgia $
' ou dores de cabera, encharjieca, (3)
dore e tudto mais que o p5o co- fA
fo nliece pelojome geneiicoMa'ener- A
i* voso. '..
As molestias nervosas req
zes, alem dos medicamenl
outrus molos, que desperl
sensibilidade. Estes meii
ra. e os ponhn a disposica
/i* Consultas lodos os dias (de grara para os
'#' pobres), desde is 9 horas da manlia, at
:& as duas da tarde, ra de S. Francisco (Mnn-
^L do-Novo, n. 68 A.Dr. Sabino Olegario
9 Lndgero l'inho.
Merece um rapaz para criado : q
-se a' ra u Cano n. 3.
Maria Sampaio, retir
'o nesla praca, porm s
r aprsenle sua eonla a
etcn-
iara Bttltisal, e
Boerrr-ae julgar
o dia. 8 do cor-
f
LOTERA DO RIO DE JANEIRO. .
Er vista da lei decretada pela assem-
fea legislativadesfa provincia, esanecio-
nada pelo Exm. Sr. presidente,nao pode-
riamos vender cautelas 'das loteras do Rio
de Janeiro sem pagarmos 25 por cento do
seu valor. Importando isto o elevar as
referidas cautelas a um prec relativa-
mente exce&sivo, resolvemos vender ni-
camente os hillietes originaes assignados
pelo respectivothesoureiro. >0 respeita-
vel publico achara' os referidos bilhetes
originaes na praca da Independencia ioja
n. ido Sr. Fortunato e n. 40 do Sr. Fa-
ria Machado. A loteria que se acha a'
venda he a nona das obras publicas do
theatro de Nictlieroy, cuja lista yem at
12 d-^cort'cnte pelo vapos inglez. Os
Loteros dos bilhetescontinum a ser\n-
teiros 22$, meios 11$. Os premios serao
pagos logo que se fizer a dtstribuicao das
listas. *
Antonio Jos' de Fafifc Machado,
com loja de bilhetes das loteras da corte
do imperio tem a satisfacao de annunciar
ao respeitvcl, que na sua loja sita na
praca da Independencia n. 40, esistem os
felizes e ha muito desejados bilhetes origi-
naes, sendo os que a' venda se achamda
nona toteria a benecio das obras publi-
casda imperial ctdadedeNictheroJ.aqtlal
tinh de ser extrahida em 30 dr>l|iissado,
_ ..:.i. j. _____j_________. ^i________.
No paleo do Parajzo, sobra;r"iajue volla para
a ruada Itodii, precisarse de urna ama de leile, sa-
dia e de boa-conducta.
Aluga-se urna preta muilo fiel, qne cose mui-
to bem, lava, engomma e cozinha : quem precisar
dirija-se i ra Nova n. 50. primeiro andar.
O bailo assignado faz pelo presen te .mer a
seus credores, que paga suas cuntas vencidas c'kor
iiccr al o dia 15 do correule,mez: na ra ctPfia
i.Antonio ManoeUjflSika Mua.
'~ quim'%).&jV?aiva, segundo andar, precisa-se de
urna imatnrij kupli'ta^ie tedia muito bom lei-
le, para seJH Bpi da cabaotte um menino que
anda cm2fl rae idade f^nem estiver neslas cir-
cumstancialv p6de dirigir-ge a mesma casa para se
tratar do ajuste.
O abaixo assignado, nSo podendo por falta de
saude 11 edicar-sc a outros negocios mais, alem da raV
lilarao e deposito de espirito e aguardeule, estaliclc-
cido na praiade S. Rila j ha 13 anuos, o quai cun-
i'iuia girar por sua conla, espera que scus ami-
bos e ailciroados continuarao a honrar o dito estahe-
lecimento com a mesma confianca que at agora Ihe
prestaran), certos de que serao sempre servidos com
a mesma pontualidade e boa fe que lem experimen-
tado, e previne-os ao raesmo lempo de que vai es-
forcar-se por levar esle eslabelecimento a ponto nao
s de salisfazer de promplo encommendas de gran-
des partidas dos sobredi tos gneros, como carreea-
men tos i o lei ros, oque certamenle nao deixar de
ser muilo conveniente aos senhores negociantes que
Iiverem de efleetnar negocios sobre laes arligos, em
Isla das difliculdades que actualmente sentcm para
eonseguir um carrcgamenlo dcsta especie: qoem
liver de enlender-se sob qualqucr negocio com o
abaiao assignado, nao quereudo chegar a .Praia de
S. Rila, pode deixar por escriplo o que pretende
na Iravcssa da Madre de Dos n. 7.Joaquim Lu-
cio Monteiro da Franca.
OSr. Manuel Ignacio de Oliveira, filho doSr.
Ignacio Jos Marlins, do Rio Grande do Norte, tem
uan carta na praca do Corpo Santn.6, escriptorio ;
aylga-se ao mesmo Sr., de ir buscar pessoal-
nenle.
Joo Antonio Carpinteiro da Silva, tendo de
se retirar para Portugal, dcixaos seuscstabelecimen-
tos erngjro e como seus procuradores em primeiro
lugar Francisco da Costa Amaral, segundo Jos Jon-
quni Dias Feroandes, lerceiro Malhcus A'ustin
(S|C.
A firma commercial de Franca & Irmao eeaaon
de girar nesta dala, e passa a ser liquidada pelo abai-
xo assiguado; queiram portan lo os credores de dila
firma adRblarera suas conlas para serem conferi-
das e oigas oportunamente: roga-se poi conseguinle
aos devedores liajam de realisar seus dbitos com a
possivel brevidade, e isto podem fazer ao ex-caixeiro,
o Sr. Francisco Xavier da Fouseca Coutinlvo, que
anda tica encarregado (testas cobrancas.Rccife I
de julho de 1854. Joaquim Lucio Monteiro da
Franca.
I'racisa-se de urna ama secca para casa de pun-
ca famif: nu ra das Larangeiras n. 13, primei-
ro andar.-
>J 02, Ra Nova, 52.
Moreira da CosaSebasliJo Jos da SilvaManuel
Joaqoim Alvet Pilornba.
~ OSr. Antonio Jos de Faria Machado, pde-
u* v j er os '"'lase meios bilhetes das lolerias do
Rio de Janeiro, cuja venda lhe foi por ente juizo pro-
hibida at segunda oidero, visto que o art. 60S 16
da lei provincial n. 346 de 16 de maio do correnlc
aupo, assim romo o S 1 da portara do Exm. >roi_
cenle da provincia, publicada nojp, nd dizem >-es-
peilo senao as caulellas e bilheles'originaes, de que
forem deduzidas.
Subdelegacia da iremieziade Santo Anlonio do
Recife 4 de junho de 1854.
Manoel Filippeda Fonseca.
REMEDIO INCOMPARAVEL
Antonio Agnpino Xafjer l^Apito
Dr.- em medicina pela lacuremdc
meAica da Babia, reside na ra Nova
n. 67, primeiro andar, onde pode ?5
ser procurado a qualquer hora para ||
o exercicio de sua prolissao.' ?
OSr. Jos Antonio da Cunha, tem
carta na livrari n. 6 e 8, da prara da In-
dependencia.
O abaixo assignado por si e por parle de seu
irmnos Honorio Tells Furtado e JoaoTclles Furia-K
do, moradrts lodos netta comarca de Garanhuns, *. CAUTAS T\V FNTRDDn
previncm plh prescule ao publico desla provincia a. uanina UL. .111LHKU.
iimitrophrs, para que de neniiiuiia forma negocien >\ Vendem-se cartasdeconvite paraenter-
r'Larif^'\'!ri H9m,S'aSrf- ,a",a de ^S dc S0it0 moderno: na livrari n. 6, e
ta Anna l.eiie. rurtado, a respeitn do ilomr io d ;.i.. __. t j- j
urna eterava,-parda, donme Sabina, que se acha era
poder da dita senhnra, no valor de cuja escrava tem-
os annuncianu suas colas-parles, que em inventa-
rio por fallecimiento do pai cominun, Ihes coube; e
para evitaren! qualquer fraude ou pretexto de igno-
rancia,.fazcm o presente. Villa de Garanhuns 9 de
uniente 1n.Vi.Jns Tellet Furtado.
O Sr. Antonio Soares da Cunha Nobre veuha
no aterro da Roa-Vista n. 18, a negocio de seu inte-]
reste, ouannunciesa murada.
Duarte Borgci da Silva.
O thesoureiro Francisco Antonio de
Oliveira avisa ao respeilavel publico, que
a loteria da matriz da Boa-Vista corre im-
preterivelmente no dia 14 de julho seja
quallr a quantidade de billietes que 1-
tafrem por vender, e os respectivos bilhe-
tes estap a venda nos lugares do cortume.
Chrisliani & Irmo com la-
JL
JL
COMPRAS.
Compra
bre velho
ra do Bru;
flllliliea.i em
Co:
nhola
ectivamente hAinze, lato e co-
lito da fundirn d'Aurora. .na
na entrada n. -28, e na mesma
maro.
e prata brasileira e hespa-
_ a da Cadeia do Recife n.
24, loja.de cambio.
Compra-seAim diccionario latino em segundo
ii/o :mu ra d.is'Cl'jues n. 29.
Compram-^W'pcrrodieos para cmhrulho a 38800
a arroba, garrafa* o liolijij \a?ias de lodos os lama-
nhos c ipialida le, \iilois lambciii de lodos os lama-
nhos e potes de.^jraixa tudb' usado.
CoBipra-saTum rnnaaVde ourn de lei, que le-
nlia maiide l mi-.h de eanprimenlo : quera liver
para vemfer, sem fcilio, a/inuncie.
SV
:>/
VENDAS
, ... > mmr .>^> ma nova, o.
a vista do que deve po.S chegar a eompe^ .* psle eslabelecimenlo inleiramenie reformado pe-
HGIMTO HOLLOWAY.
Milliares de individuos de ludas as naces podem
teslemunharas virtudes desl: remedio incomparavel,
que e provar, em caso necessario, que, pelo uso
delleflzeram, lem seu corpo emembros inleiramenie
saos, depoisde haver empregado intilmente oulros
Iralamculos. Cada pessoa podcr-se-haconvcncerdessas
cu ras maravilhosaspelaleilu a dos peridicos quelh'as
relatara todos os das ha mullos anuos; e, a maior
parte dellas sao Uo sorprendentes que mdicos mais clebres. Quautas pessoas recubraram
com esle soberano remedio o uso de seus bracos e
|>ernas, depoisde ler permanecido longo lempo nos
liopilaes.ondedeviam solfrera amputaro! Dellas
ha mudas que bavendo deixado esses asjlos de pa-
dccimenlo, para se nao submetterem a esta operarao
dolorosa, oram curadas complelamcnlc, medialc"
o uso desse precioso remedio. Algumas das laes pes-
soas, na efusao de seu recbnhecimenio, declararam
estes resultados benficos dianle do lord corregedor,
o oulros magislrados, afim de mais aulenlicarem
sua affirmaliva.
Ninguem desesperara do csiado de sua saude se
tivesse bastante confianca para ensaiar este remedio
coiistantemenle, segumdo algum lempo o infmen-
lo que necessilasse a nalureza do mal, enjo resulla-
ro seria provar incouteslavelrante : Que todo cura!
O ungento he til mal, particularmente nos
segumlet catot.
matriz.
Alporcas.
Cambras.
-Callos.
Canceres.
Cortaduras.
Dores de cabera.
dteoslas.
dos membros.
Lepra.
Males das peinas.
dos ['filos.
de olhos.
Mordeduras de replis.
Picailuras de mosquitos.
I'ulmoes.
En fermidades da culis em Queimadelas.
Sarna.
SupurarOes ptridas:
Tinha, em qualqucr parle
que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
_ das irlindar-'-.
Veias torcidas, ou'no nas pernos.
geni.
Eufermidadcs do anus.
empees escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdad ou falla de ca-
lor nas extremidades.
Frieiras.
Oengivas escaldadas.
Inchacoes.
Inilamniarao do figado.
da bcxiga.
Vende-te esle ungento no eslabelecimento peral
de l.onores, 44, Strand, e na loja de lodos os boli-
canos, drdguislas e oulras pessoas cncarregadas de
sua venda em toda a Amrica do Sul, Havaoa e
Jlcspanha.
As Iwcetas vendem-se a 330, 800 e 19300 rs. Ca
da bocelinha coulm urna inslnicrao em portuguez
liara explicar o modo de faz;r uso desle ungento.
O deposito geni he em casa do Sr. Soum, phar
maceutico, na ra da Cruz, n. 22, em Pernambuco"
NO AfilAZEI DE C. J. ASTLET
, ECOHPANHIA, RtA DO TRAPICHE N 3,
ha para vender o seguinte :
Cal branca franceza.
Folha de f landres. y^
Estanho em verguinlta.
Cobre de 24 a 28.
A-zeite de Colza.
Champagne, marca A C.
Oleados para mesas. ,
Tapetes de lita para fono de salas.
Formas de follrn de ferro, pintadas, pata
labnca de assitcar.
Ac de Milo sortido.
Lazarnase clavinotes.
Papel de paquete, inglez.
Brirade vela da Kussia.
Graxa ingleza devernizpara arreios.
Arreiospara um e dous cavallos, guarne-
cidos de prata ede lato.
Chicotese lampeas para carro e cabriolet.
Ciibecadas para montara, para senhora.
l.s|Mnis de aro pratcadas.
ClRimboem lencol.
tente lista em 10 ou 11 destorrent; e
de hoje emdiantf-'contiriuara' tao smen-
te a vender meios e inteiros bilhetes, dei-
xandode vender como d'antes as cautelas
que dos mesmos bilhetes se. desmancha-
vam, em consequencia do oneroso impos-
to qu pela assemblca provincial loi nova-
mente creado; adverte-se portanto .ajtto-
das as pessoas que costumam comprar bi-
lhetes, que na loja do annunciante en-
contrado empre um completo sortimen-
lo L-'l, jr<>uw-o,.*u* l*uiilii*:i-lln'r. VlUt.pa
ra comprar bilhetes nao se aguardem pa-
ra o dia ou vespera da chegada do vapor-,
pots qne se arriscam a nao poder comprar,
visto que nos ltimos dias nao haverao pa-
va vender, como quasi sempre costuma
succeder.
Desapparcceo no dia 30 de junho, urna cachor-
rnha galga, a mais delicada possivel, pequea, e de
cor branca, com malhas-pardas, leudo a ponta da
cauda torada : quem della der noticia ou leva-la
ra do Collegio onde mora o Sr. Limoeiro, ser re-
compensado com generosidade.
Precisa-se de um feitor para trabalhar em um
pequeo sitio, na n.51. t
Na ra Nova n.51, ensina-se rhelorca e geo-
grahia.
ROUBO.
Na sexla-fcira, 30 de junho prximo passado.'do
sobrado n. 9 da ra do Kauuel, furlaram, das 11 ho-
ras da inanbaa as 2 da larde, duas Irouxas com rou-
pa lavada, de cima de urna maequeza existente na
sala interior, -eontendo as mesnias Irouxas o seguin-
le : 14 camisas de homem, nnvls, lendo 11 as aber-
turas de es2oi.li c 3 do mesmb panno, 2 cairas no-
vas de lirim fino, braucas, e 3 rlleles branco dous de cores. Suppoe-sc que quem furlou
laes objeclos, aproveilou-se da occasio de achar-se
a sala sem pessoa alguma : quem descubrir ondear
acha dita roupa,alcm de proioeller-se o maior segre-
do, ser ecnerosamenle recompensado, c para isso
podem dirigir-se ao mencionado sobrado.
Prccisa-se de urna ama para o serviro interno
de casa de pouca familia : na ra do Manuel, sobra-
do n. 9.
Precisa-se de um fcilor que saiba Iralar de po-
mar c cncherlar : no aterro da Boa-Vista n. 43. Na
mesma casa precisa-se comprar urna canoa de car-
reira para 6 ou 8 pessoas.
Aluga-se um molcque para lodo servido de
dentro de casa e de ra, he muito fiel e bm com-
portado, serve para tudo, menos para vender, por
elle nao querer este servicp : quem o pretender, di-
Lrija-se i Iravessa da Trompe n. 9.
No dia 7 do rorrente mez se ha de arrematar,
depon da audiencia do Sr. Ur. juiz de dircilo da pri-
men-a vara civcl, as rendas do sobrado de tres inda-
res da ra do Livramento, perlenccnle aos herdei-
ros de Jos Mauricio de Oliveira Maciel, por exe-
cuco de Antonio Luiz dos Santos, c he a ultima
praca.
Aluga-se urna escrava que cozinha o diario,
lava e engomma bem, e um escravo que faz todo o
serviro de casa erua c cozinha o diario : na rna do
Seve, casa lerrea de solo.
Ausenlou-se da casa do Sr. Sebastian Anlouio
do Reg Barros, em agosto de lSBlfem occasio que
-earbaxa morando no aterro da Iton-Visla, o seu es-
cravo, pardo, de norae Vicente, de altura regular,
que reprsenla ler 30 annos de idade, pouca barba,
bons denles, olhos na llor do roslo, corpo e peinas
bem feitas, lendo nos colovcjlos dos bracos dous lo-
binhos; suppoc-se estar acontado em urna casa nes-
ta cidade, e seu senhor protesta desde j por perdas,
damnos, lias de serviro, etc. etc.; assim romo gra-
tifica a -quem o apprehender.
Joaquim Soares Raposo da Cmara, residente
na cidade do Natal, faz scicnte ao publico, que len-
do fallecido seu pai o major I.uiz Soares Raposo da
Cmara no dia 8 de junho de 1833, n qual adminis-
trava o morgado que possuia na Pona Delgada, illia
de S. Miguel, reino de Portugal, c por fallecimenlo
de dito seu pai lhe pertenre o dito morgado, como
filho variiu mais velho, e que desde o dia do falleci-
menlo de seu pai entrn na idmini-lrariio do men-
cionado morgado ; avisa por isso ao respeilavel pu-
blico, que nilo contrate com scus manos on seus pro-
curadores negocio algum que diga respeilo ao refe-
rido morgado, sob pena de perderem qualquer con-
Iralo que lizercm rom dilos scus manos ou procura-
dores, pois que os referidos seus manos nada lera com
o morgado. Cidade do Natal 1 de junho de 1854.
O balalho n. 2 de infanlaria lem de contratar
o fornccimenlo dos gneros abaixo declarados, para o
rancho do halalhai) no segundo semestre do crren-
te anno, que sao o seguinlcs: arroz pilado, touci-
nho, feijilo. carne secca, dila.verde, farinha, sal, ba-
ralho, ateile doce, vinagre, assocar, caf, lenha,
paes de 6 oncas, ditos de i : as pessoas que quize-
rem conlralar, dirigirSo suas propostas em carta fe-
chada, i secretaria do mesmo, amanhaa 5 do corren-
te. Recife 4 de julho de 1854.Uenrique Tiberio
Captttrann, alferesagenlc.
Sexla-feira, 7 do conenlo, peranlc o Sr. l)r.
juiz de direiloda primeira vara do civil, na sala das
audiencias, a una hora dc|.os do meio dia, so ho
de arrematara quem mais der. varios objeclos per-
lencentes a leslamenlaria do finado Joaquim Jos
Ferreira, pelos preros constantes do escriplo que se
acha cm poder do pnrtciro do juizo Jo,lo dos Sanios
Torres, e v;1o praca i rcquerimenlo de Manoel Joa-
quim Ramos e Silva, leslamenlciro do mesmo fal-
lecido.
lo novo proprielario, acha-sc munido de um grande
c esplendido forlimenlo de chapeos e bonetes de to-
das as quididades lano para homem como para se-
nhoras, meninos e meninas, e oulras miiilas fazen-
das, como sejam : calcados de lodos os lamanhos c
qualidades, quinquilharias as mais modernas que
tem apparecido no mercado, que se vende lauto
em pbrco como a relalho por muilo menos preco
do que em oulra qualquer parle ; na mesmaj. se
casa aparam-se abas de chapeos do Chile, tirando a
orla- lio perfeita como se nlo soflresse o menor
concerlo, e sahindo estragado pagar-sc-ha ao freguez
o valor de seu chapeo, ecom isto qual sera a pessoa
que tendo um chapeo torveteira, que com pouco
dinheiro c Uo grande garanlia deixaru de po-lo i
moda ?
brica e loja de chapeos na ra
Nova n. 44, leem a houra de
avisar ao respeilavel publico, em particular aos seus
freguezes, que receberam pela barca franceza Jote,
ullimamcnle chesada do Havre, urna nova factura
de chaposde castor brancos, linda Dio appareci-
do em Pernambuco, como sejam: castor rapado
(thibet) brancos' dilos brancos com pello (argenli),
dilos castor prelos (Velours Zcphir), dilos sem pello
molle copa baixa do melhor goslo possivel, por
serem muito leves, assim romo oulras umitas qua-
lidades, por preros razoaveis.
PASSAPORTE PARA PAIZES ESTRANE1ROS.
Na ra da Cadeia do Rerife n. 3, primeiro andar,
liram-se pasaportes para os eslraugeiros que quize-
rem viajar dentro e fura do imperio : promelle-sc
promptiilao e commodidade de preco.
Jos Valenlim da Silva, bem rnnhecido por
ensillar talim ha 18 annos, lembra a quem ronvier,
que a sua aula existe .iberia na ra da Alegra, na
Boa-Vista n. 38, onde rerebe por preco commodo
alumnos externos, pensionislas e meios pensionistas,
dando ptimo tralamento, e lendo os pensionistas
a vantagem dc.alm do lalim,aprenderem lamheni o
franca sem que scus pas paguem mais cousa algu-
ma por este cnsino. O professor adverte que elle
tem proMsiio passada pelo governo da provincia.
9 U Dr. Joo Honorio Bezerra de Menezes,
formado em medicina pela faculdade da Ba- ji;
SP lira, oITcrecd seus prestimos ao respeilavel pu- @
Vi hlico desta capital, podendo ser procurad a
f qualquer hora em sua casa ra Nova n. 49, iy
@ segundo andar: o mesmo se presta a curar i
Ti- gratuitamente aos pobres. A
J. J. PACHECO.
NEW AND ELEGANT DAGUERREAN
GLLERY.
Piclures iakcn at this Esla-
hlishmcnt Warranted lo give sa-
tisfaclion, n. 4, alcrro da Boa-
Vista, lerceiro floor, chrystalo-
lypo. (ialleria enriquecida de
magnificos quadros dourados c
de alabastro, primorosas caixas
c. lindas cassoletas, alfineles e
anneis. Tiram-se retratos qner esleja o lempo claro
ou escuro. O respeilavel publico he convidado vi-
sitar o eslabelecimento, embora nao queira relratar-
aterro da Boa-Vista n. 4, lerceiro andar.
Bda praca da Independencia.
He chegado a' ra Nova n. 8, urna gran-
de quantidade de anneis de ouro, e de
boin gosto, ps quaes se trocam pela di-
minuta acuantia de 2^000, pagos a'
bocea do:cofre.
A occasin mais opporluna n3o podia ser ; pois a
approximarao dos dias de S. Joao e S. Pedro, dias
em qne se coslumam fazer presentes, batem por-
ta, e os amantes de um preceilo lo aotigo nao se
devem furlar ervcumpri-lo, visto que com a mdica
quanlia de 23J000 rs. podem galiaf.ize-lo e se livra-
rem do devera que seacham obrigados.
VenJe-se fio de sapaleiro, bom : em casa de S
P. Johnsloii & Companhia, ra da Sensala Novo
n. 42.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Santo
ro, 'e tambem no DEPOSITO na
do'Brum logo na entrada, e defron
de-se um jogo de diccionarios, Conslancio,
. > Portuguez : da rna Direita n. 113.
Vende-sc urna excellcntc casa deso-
bradertia rita das Cruzes: a tratar na ra
do Queimado n. 10, segundo andar.
Vende-tc cera amarella do """ [- --,-f
ou a relalho: na ra Nova n. 27. -----------
Vcnde-se nma cabra (bicho) com um filho, boa
criadeira : na ra das Larangeiras n. 27.
Vende-se por commodo prero um piano de
boas vozes: na ra Nova n. 50.
Vende-se urna prela excellenle cozinheira, en-
gommadeira e coslureira, com um filho quem a
pretender, dirija-se ra do Crespo n. 16, esquina.
Vendem-sc 2 mulatas prendadas, mocas e de
boas figuras, 1 muleque de 15 annos, o mais bonito
que se pode enconlrar, 4 escravos para lodo -> aarvi-
{o, 2 prelas com habilidades, mocas c boas fig-iras :
na ra daSrnzala Velhan. 70, segundo ou teiceiro
andar, scdi-ri quem vende.
PALITOS FBANCEZES.
\ endrm-se palitos fraucezes de hrim de linho e
hrelanlia a 39.500 e 43000, ditos da alpaca pretose
de cores a SJJOOO, dilos de panno fino prelo, verde e
roxoa 149, n;- c 18$000. ludo da ultima moda e
bem acabados : na ra Nova, loja n. 16, de Jos
1jii l'ereira & Filho.
Veiirle-sc rape igual io de Lisboa a 28000 rs. :
na ra da Senzala-Velha n. 70, segundo ou lerceiro
andar.
Vende-so urna casa de taipa cm duas portas
c janellas de frente, com quintal cercado, sila no
assude cm Apipucos : a tratar na ra de Saulu A-
maro n. 12.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se cera tanto em -ruine, comoem vellas, cm cai-
xas, com muito bom sorlimenlo c de superior quali-
dade, chegada de Lisboa na barca OralidBo, assim
como bolachinhas em latas de 8 librase farello muitu
novo em surcas de mais de 3 arrobas.
Nao pode ser mais barato.
Na ra do Queimado n. 10 vendem-se fa-
zendas por prero 13o barato, que so o com-
prador vendo acreditar.
Chila franceza larga. 200
Bareaa de l.ia e seda para ves-
lido de senhora.....360
Castas de cores muito finas. 500

200
4&000
65000
, 600
, 59000
240
640
cov.
var.
cov.
formado em malliemali- ^B-
O bacharel
cas, llernardrr Pereira do Carino.I iinior. en
sna arilhmSica, alzebra e geometra, das
4 is 5 e uiei.T lloras da larde : na ra Nova
sobrado n. 56V '
THESOURO
HOMEOFATHICO >/,
O
VADE-MECUM DO'HOMEOPATHA 1
PELO
DR. S. O. LUDGERO PIMO. |
Rua.de S. Francisco (mundo novo) n. 68 A. ^
FRAGMENTO DEUMA CARTA.
Foi assas acolhido c saboreado aqui oThe- Q
souro Homeopathiro; os curiosos nao po- yik
dem deixar de render'a V. S. muilos agr- ^
decimentos pela publicarlo de 13o imporlanle vk
g} obra, a melhor sem duvida iienhuma, das.S
S que tem apparecido, etc. ele. etc.
>K Engenho Guerra 1. de junho de 1854. 5
c Jos Antonio Pires Fakao. *3
Aluga-se um mulalinho de Tdade de 16 anuos,
o qual cozinha o diario de una casa de pouca fa-
milia : na rna do Sebn. 31, ou no Recife, ra da
Cadeia loja n.28.
Restaurant francais a vendr.
- Hehrard a l'honneur de prevenir les personnes,
qui dcsireroicnt faire |l'acquisilion de son restau-
ran!, de se prsenler chez lu ; ru du Trapiche
neuf n. 2r> & 22 en alleiidant que la vente soil
efleclue, les amateurs Irouvcronl commc par le
pass de quoi se reslaurcr a lomes les heures du
jour.
ARonina.
Deu-se luz o quinto numero do mui deleitante
peridico Iliterario e recreativo, intitulado aBoni-
llapublicado urna vez por semana, aos sabbados,
oflerecido ao bello sexo pernambucano, para o que
muilo pede-se ao mesmo sexo e aos seus amante-,
que numerosamente a assignein, afim de quegozer..,
das apraziveis narrativas de qne ella se compite. O
D. W. Ha\ non cirursiao dentista americano
reside na ra do Trapiche Novo n, 12.
Nccessila-se de urna escrava ou escravo, que
seja bom cozinheiro, e que enlenda de ludo perlen-
cente a cozinha : ho consulado americano n. 4, ra
do Trapiche, ou no armazcm de Davis & Compa-
nhia, ruada Cruz n. 9.
Alusa-se urna casa Ierren, com bstanles com-
modos, sito na ra da liiiflo na Boa-Visla : a tratar
na ra da Aurora n. 26, primeiro andar.
Aloga-sc um- --la que sabe cozinhar, MagMn-
mar, coser bem de nma casa : na r^-^aa
Praia defroule da sobradle"un andar
n. 1. **-------
,T Pretisa-Se dc nn- ...o e urna criada de meia
idade : n. aterro da IJ^a-Visla.loja n.18.
O fraucez Jus(jn Noral, rctira-sc para os por-
losdo norte do imocr0>
l-az-se todo o negociocomo traspasso de urna
loja.propria para qu.llquer eslabelecimenlo, poraer
em urna das pnncipae* ruM (|e commercio desU ci-
dade : qncm pretender,, enlcn Ja-se com A. Colom-
biez na ra Nova n. 2. .
T Aluga-se umescravooiiicial de sapaleiro, que
cozinha odiano de urna lcasai e |,c um excclleule
criado : nesla typograp'ti^ se dir.
J. Jane dentista,
contina rezidir na rnaNuVva, primeiro andar n. 19.
a NM MM||| :#?
l)r^abincwf|eKario Ludgero Pinho mu- t$
i palacete da ra do S. Francisco
vo)n. 68 A.
>i*>a
; dou-se
'mund
Convida-se pelo presente a Joio Ferreira Lei-
'!, que se presume eslar aclualmenle cm Cariri-Ve-
ho, provincia da Parahiba, lilho do velho Pedro
F'erreira Leile, hroes bem roiihecidos na comarca
de Bonito desla provincia, para que venba quanlo
te do Arsenal de Marhha ha' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundasJ; e em ambos os logares
existem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. Os
preqos sao' os mais commodo*.
Vendem-se em casa de S. P. Johns
ton & C, na ra de Senzalla Nova n. 42.
Linho do Porto superior engarrafado.
Sellins inglezes.
Relogios de ouro patente inglez.
Chicotes de carro.
Farello em saccas de o arrobas.
Fornosde farinha.
Candelabros e candieiros bronzeados.
Despenceira de ferro galvanisado-
Ferro galvanisado em foi lia para forro
Cobre de forro.
OLEO DE LINHACA EM ROTIJAS,
vende-se em a botica de Rartholomeu
Francisco de Souza, ra larga do Rosario
n, 56.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. & C. cm
Santo Amaro acha-se para vender ara-
dos r"" ferro de --prior qualidade.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de cannas todas de ferro, de um
modello e construccao muito superiores.
Pianos.
Os amadores da musir acham continuadamente
enreasa de BrunuPraeger&Compaiihia. rna da Cruz
ii. 10, um grande sorlimenlo de pianos fortes e feries
pianos.de difierenlos modellos, boa construccao e bel-
las vozes, que vendem por mdicos presos; assim co-
mo toda a qualidade de instrumentos para musir.
Vende-se azeite de nabo clarificado,
proprio para candieiros de mola por ser
muito lino, a 1$800 rs. a medida : no ar-
mazein de C. J. Astley & C, ra doTra-
HEGHANISfflO PM ENGE-
NHO.
NA EllDICAO DE FERRO DO EMEM1EIR0
DAVID W. B0WI.W, NA MA DO Iftll,
PASSANDO CHAFA RIZ,
ha sempre um grande sorlimenlo dos seguinles ob-
jeclos de mechanismos pronrio -- fihos, a sa-
ber : moendaseJUjJX -ais moderna
construid; Hixa de ierro tundido e balido, de
-inferior qualidade, e de lodos os lmannos ; rodas
dentadas para agua ou animaes, de todava propor-
ces ; crivos e boceas de fornalha e registros de boei-
ro, aguilhes,bronzes parafusos e cavilhocs, moinbos
de mandioca, etc. etc.
A MESMA FUNDICAO'
se eieculam todas as encommendas com a saperiori-
dade j.i cuiihecida, e com a devida presteza e commo-
didade em preco.
Na ra das Cruzes n. 22, vende-se urna ptima
escrava, bonita figura, engommadeira e cozinheira,
cose chao e lava de salan.
Vende-se urna ptima escrava, bonila fisura,
engommadeira, cozinheira, coze chao e lava de sa-
bio: na ra das Cruzes n. 22.
Vende-se a parle de um sobrado de Ires an-
dares : quem pretender, dirija-se rna do Rangel
n. 57.
Vende-se um carrinho de 4 rodas,
7 Kiscados fraucezes .
(pp Cortes de casemira de laa.
Chapeos francezas. .
Hrim de linhu de cor.
A Chales de seda ....
Chitas de barra largas 240 cov.
Fil de cor larga .... 640 var. v>
LOTERA DA MATRIZ DA ROA VISTA.
Casa da Esperanca ra do Quei-
mado n. Gl.
Nesla casa est a venda om completo sorlimenlo
de cautelas dcsta loteria. cujas rodas andam uo dia
14 de julho.
Vcnde-se urna halanra romana com lodos oa
seus per 1 enees, cm bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se i ra da Cruz, armazcm n.4.
CORTES DE' CHITAS A 13920. @
Conlinua-se a vender corles de chita de co-
ftC res fixas a seis patacas cada corle: na loja do fe'
9 sobrado amarello nos qnalro cantos da ra do
5X Queimado n. 29. M
Deposito de vinho de cham-
Eagne Chateau-Ay, primeiraqua-
dade, de propriedade do condi
de Mareuj ra da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a champagne vende-
se a 36$00 rs. cada caixa, acha-
se nicamente em casa de E. Le-
comte Feron & Companhia. N. B.
As caixas sao marcadas a fogo
Conde de Marcuil > eos rtulos
das garrafas sao azues.
Na rna do Vigario n. 19 primeiro andar, tem pa-
ra vender-se chapeos de castor branco por commodo
preco,
Vendem-se pregos americanos, em
barris, proprios para barricas de assu-
car, e alvaiade de /.neo, superior quali-
dade, por precos commodos : a ra do
Trapiche Novo n. 16.
1 S00 RS. VARA.
Brim trancado branco de poro liuho, muito cn-
corpado : na loja da esquina da ra do Crespo que
volta para a cadeia.
COBERTORES.
Vendem-se cobertores de tapete a 800 rs., ditos mul-
to grandes a 1$i00, ditos broncos com barra de cor a
19280,colchas brancas com salpicos a 1&000 : na loja
da ra do Crespo o. 6.
BRIM DE PURO LINHO, PROPRIO PARA
MILITARES. -
Vende-se hrim de linho branco muilo encornado
a 500 rs. a vara, curtes de casemira clstica a 4w00,
paono azul para fardas de guarda nacional a 3$000
e 49000 o covado, dito prelo para palitos a 33000,
iJOOO e 49500, lencos de seda de 3 puntas, proprios
para senhora botar pelos hombros a 640jcada um, e
'bo Crespo,

i
milito mais fazendas em conla; na rol
loja n. 6.
SANDS.
SALSA PARRILDa.
Vicente Jos de Brilo, nico agenle em Pernailfc-
buco de B. J. D. Sands, chimico americano, faz pu-
blico que (em chegado a esta prara urna grande por-
co de frascos de salsa parrilha de Sands, que sao
verdadeiramente falsificados, e preparados no Rio
de Janeiro, pelo que. se devem acaulelar os consu-
midores de (ao precioso (alisman, de cahir nesle
engao, tomando as funestas consecuencias que
sempre costumam Irazcr os medicamentos falsifica*
dos e elaborados pela 111A0 daquelles. que antepoem
seos inleresses aos males e estragos da humanidade.
Porlanlo pede, pora que o publico se possa livrar
desla fraude e dislingua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da falsificada e recenlemenlc aqui chega-
da ; o annunciante faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em sua botica, na ra da Conceicao
do Recife n. 61 ; e, alm do receituario qne acom-
panha cada frasco, (em embaixo da primeira pagina
seu nome impresso, ese achara sua firma em ma-
nuscripto sobre o involtorio impresso do mesmo
jracos.
_ Vapea te um cabrioiet com sua competente
coiier't e'rrcfoS,-jdo quasi novo ; assim como 2
cavallos do mesmo juVensinados e mansos : para ver,
na eorbera do PedrojiHi do arsenal de marinha, e
para tratar, narua-HoTrap#he ,andar.
:- .
Arados amei. 'anos.
Vendem-se arados americanos rliegadoa ul-
limameule dos Estados-Unidos,
prero de 4O5OOO r%4htlavuni : na ra
piche n. 8.
DETOSITO DE PANNO DE ALGODA'O
D* FARR1CA DE TODOS OS SANTOS
N RAI1IA.
VeMfle-se o superior panno de algodao
desta fabrica, proprio para saceos e roupa
de escravos : no escriptorio de Novaes &.
Companhia, ra do Trapiche n. 54, pri-
meiro andar.
Vendem-se 4 escravos, 1 mulato de 20 annos,
1 moleque de 17 annos, 1 prela lavadeira e engom-
madeira, 1 prelo de 40 annos e 30 travs de pao dar-
co : na ra larga do Rosario n. 25.
preco da assignatura he 800 rs. por trimestre pago"^ antes salisfazer i quanlia de rs. 20O3O00, constante
adianlados, e avulso a 80 rs. cada um, e aqueltes qu-l de urna lellra que aceilou no dia 7 de abril do cor-
prelenderera assigna-la, dirijam-se a ra Nova n. 52, reui la auno, nesla comarca de Garanhuns, a prazo
loja de chapeos do Sr. Boavenlura Jos de Castro de aVj das, em favor de quem elle bem sabe : se o
Azevedo.
O abaixo assignado, roga por favor a jiessoa,
que no dia de S. Pedro, 29 do passado, aprovcilao-
do a iunucencia de seu caixeiro, se assenlou junlu a
carleira e lhe raplou urna sedula de 10000,.duas de
53000. duas de 23000, que ludo faz 2(3000, e como
nao achasse mais nada leveaousadia de carregar urna
caixinha com urna grosa de peonas d'aeo; a pessoa
he bem conhecida.e porlanlo se roga que fique como
dinheiro, e fac,a entregue das pennas, que nao posso
passar sem escrevinhar, gado e guardara segredo porque sabe quem foi.
Joao Sinwes de Almeida.
m DENTISTA FRANCEZ.
Paulo Gaignout, cstalielecido na ra lana
do Rosario n. 36, segnndo andar, enlloca den-
,; tes com gcngivasariiliciaes, edenladura com- Q
plcta, ou pa||p della, com a pressao do ar. f
3$ Tambem lem para vender agua dentfrico do '
9 Dr. Fierre, e p para denles. Rna larga do
g Rosario n. 36 segundo andar. em
Offerece-se urna ama para rasa do pouca fami-
lia : no becco do Luiz Gomes junio do Cu-
nba.
demorar por
O abaixo assignado declara que desde o dia 30
de junho do correle anuo deixou de ser encarrega-
do do lustre do thealro. Jos Ferreira Aires.
Joo Fortunato dos Sanios Porto declara que ""_^"j'
Luiz Cantarelli, lendo
gum lempo nesla provincia, parlicipa ao respeilav
publico,que contina a dar lices dedlica em sua
casa ra da Cadca de Santo Antonio D. 10. lodos os
das das 7 ale is 9 da noile. E tambem se presta a
darheoes em casas particulares e collegios. cm horas
combinadas, e entina as seguinles dantas : conlra-
dansa franceza,valsa franceza,dila ledesca,dila russa
polka, dila sancalallal, dita masurka, rodova, gavo-
ta, cachucha, solo Inglez, taranlella, cutias, galope.
J. A. M. A. comprou meio hilhclc n. 1179 da
lotera da-matriz, que est para carrer no dia 14 do
rorrenle, por conla do Sr. Luiz Jos de Brilo, de
Maceo.
Aluga-se urna escrava que saiba cozinhar c en-
sommar : na ra da Assumprao, sobrado n. 36. pri-
meiro andar, confronte ao muro do quintal da Pe-
ni i.i.
PIANOS.
Paln Nash & C. acaham de receber de Londres
dous elegantes pianos, feilio vertical, de Jacaranda,
iguaes cm qualidade e vozes aos dos bem condecida
autores Collard & Collard, rna do Tiapiche Novo
n. 10.
Roga-sc a pessoa que apanhoii nm papagaio que
voou no dia 2 do rorrente mez, da rasa n. 12, pri-
meiro andar, da ra do Aragilo, o qual lem em um
pe dous dedos roidos e sem unlias, e no oulro nma
unlia bastante rresrida, se digne leva-ln i menciona-
da casa, quesera generosamente gratificada.
Joao Anlonio Carpinleiro da Silva & C. roga
aos scus credores que hajao de lhe apresenlar suas
nilp lu-er rom brevidade se fara publico lodo esse ne-
fencio, reyisa-se de urna escrava para o servir de
urna casa. ,(e poujg faruilia : na ra do Hospicio 3
casa inova| ireila depois de passar o qoarlel.
. ^"'-ua de Hurlas n. 142, primeiro andar, pre-
cisa-se des^mg pre(a escrava para o servico do
deopucafaroiaij,,
. BAZMr PERNAMBUCANO.
>s oos desle eslabelecimenlo avisara ao respei-
avcl publico c a sVus amigos e freguezes, que de
boje em dianle achaco soi,rc o balcflo um complelo
sorlimenlo de fazendas de seda, assim como muilos
oulros objeclos de phai .iMfa.quese venderao por ha-
ralissimo Otaca, atim >H, .-,|>Uiar dinheiro.
LOFERIA DA MA TRIZ DA ROA-VISTA
AOS 1():00(W4:0(10.S E .:000000 rs.
O caulehsla Salustiau ,0 Ue Aquiuo Ferreira avi-
sa ao respeilavel publico,, qc H rodas ua mesma lo-
tera, lem o seu imprele iVp| andamento no dia 14
de julho do correnle, em v rinde dn annuncio publi-
cado no Diario de Perna mbnco de 8 de junho n.
131, pelo thesoureiro bSr .Francisco Antonio de
Ohveira.iOs seus afortunad os bilhetes e Icaulelas es-
lao exposBfc venda nas lekaj seguinles: ra da Ca-
deia do Recife n. 4o, de Jos- Fortunato dos Santos
Porto ; na praca da Indepem \vnt\a ,,. jf (|e j.-or|0.
nalo Pereira da Foneca Basto s> 5< 37 g 39 de An-
lonio Auauslo dos Saulos Po> rio ; ra do Queima-
do n. 44, loja de fazendas de 1 lernardino Jos Mon-
teiro & C. ; ra do Livramenti |,ica de Francisco
Antonio dasChagas ; ra do Ci. i,UB', liotica de Mo-
reira & PragoTO 5 ra Nova n. 1 loja de fazendas
de Jos Luiz Pereira 4 1- alia. Boa-Vista loja de ce-
ra de Pedro Im.acio BapUlU. P .;l so|, sua rtspon-
sahilidadc os tres premios grandi a sem o descont de
8 por cento do imposto aeral.
Bilhetes 11;O00
Meios 59J00
Quartos 238tM)
Decimos IjJlOO
Vigsimos 700
10:000*000
5:0tMISIKK)
2:,j(IO3O00
1:1X103000
OOsOOO
deixou de vender bilhetes e cautela das loteras do
Rio de Janeiro, deste 3)1 de junho prximo passado
e continua a vender dos da provincia.
conlas at 10 ilia 8 do rorrente para serem |iaia, por I ___ O Dr. Firmo
a Portugal. j
residencia para
DE O URL
je? Os abaixo assignados, dono
5? ourives da ra do Cabuc n.
^ paleo da matriz c rna Nova
g* publico cm geral mu bello
,vc ment de obras de ouro de
)g| los e preros que nao desagr
4 queira comprar ; os mesmos
sg qualquer obra que vender
ES conla com rcsponsubildade,
m ipialidad-- ib> ouro de 14 o
X< cando assim sujeitns por qi
j^5 I ppaierer.Sera fin & /
vraules deixou de vender
o dia 30 dr junho.
I.
s da nova loja de
.11. confronte ao
, frauqueiam ao
c variado sorli-
muilohons gos-
adaro a qoem
se obrigam por
m a passar urna
especificando a
11 18 quilates, fi-
lalqucr duvida que
rmiio.
Joaquim Pereira
bilhetes e cautelas desde
ler de se retirar para "Portugal!
Jos Joaquim IVreira de Men-lonra faz srienle l'<"sl 0 lllm. Sr. administrador *. consulado proiiurial, |cas;i 11. ."ill, SejTUlld
que deivou de vender hilhcles e cautelas das lole- Anlonio Ferreira
ras do K10 desde .JO de juiho prximo oassado. I de Janeiro, 1 sua escrav
medico, iriiidou sua
ti estreiln do Rosario
anual*.
Brai'a embarra para o Kio
a Arcanja, rrioula.
novo, muito elegante e maneiro, vindo de
Francia: na ruu da Cruz n. 26, primeiro
andar.
Vende-se vinho brancode Rortjeaux,
em garrafas, a 91500 a duzia : nd Reci-
fe, ra do Trapiche, em casa do Sr. He-
brard c Fernando de Lucas.
No aterro da Boa-Vista n. 80, vende-se gom-
ma para engommar a 100 rs. a libra, ultimameule
chegada do Aracaty, e alqueire e meio de feijao fu-
ndo alguma cousa, por baratissimo preco.
Vende-sc um preio de n.ir.lo, de muito bonila
figura : quem o pretender, pode ir ve-lo na prara
do Corpo Sanio n. 11, ou em Saulo Amaro, na casa
pequea junto da taberna.
Vende-se urna aunaran para deposito, bem
construida : na ra Direita D. 84. Tambem se ven-
dem os gneros que lem dentro mais baratos, para
liquidar conlas.
A taberna do largo do ''.armo, quinada ra de
Moras n. 2, acha-sc surtida de todos os gneros no-
vos, de boa" qualidade c baratos ; man lei Lia ingleza e
franceza, boa-, de 400 al 800 rs., lou'ciho novo, o
melhor que ha no mercado a 360 a libra, cha a 28080
c 23560, azeile doce a 640a garrafa, vinho o melhor
possivel 100 rs. e 4>O u arrala, queijos muito
hons a qualro patacas e duzc vintens, tambem se
vende pao como na pipiana a cinco por qnalro, pe-
nenas de rame para os senhores padeiros e refina-
dores a 79 c 83O0O rs.
Vende-se urna cabra com bstanle leite c mui-
le mora, no areial do forte das Cinco Pontas, casa
da esquina do lado da raarc, n. 49.
Attenco.
Na ra Direita, n. 7, vende-se manleica ingleza
de superior qualidade a 800 rs., dila a 560, dila a
500, dila a 480 ; feijao muilo novo a cuia a 610 rs.,
dito branco a 320 a cuia ; arroz pilado a libra a
120, dito a 100; loucinlio de Lisboa a 360 rs.
Vendem-se camisas de meia para crias recem-
nascidas, pelo diminuto prego de300rs. cada urna :
no Bazar Per lian i hura un, ra Nova n.33.
Vendem-se 4molecoles de 14 a 18annos,|scndo
1 bom oflicial'de pedreiro, e 2 escravos mojos : na
ra Huella n.3.
Na ra das Cruzes n. 22, vcnde-se um escravo,
crioulo, de 20 anuos, bonila figura, proprio para lo-
do servico, um dito de nacAo, de meia idade, pro-
prio para sitio, c urna crioula com habilidades, de
26 anuos.
CASEMIRAS FRANCEZAS.
Vendem-se modernas e bonitas casemiras france-
zas, de padroes escuros, proprias para a prsenle es-
UfJJo, pelo barato Jireco de 43OOO o corle : na ra
Nova, loja n. 16, dejse Luiz Pereira & Filho.
Vende-se una prela crioula moca, com una
cria, sem vicios ncm achaques, que entende de lodo
o servico de urna casa : na ra dos Martirios n. 22.
Vendem-se duas moradas de casas terreas de pe-
dra e cal, chaos proprios,novas.e de bous commodos,
por prejo razoavi-l, silas na rna dos Prazercs nos
Coelhos: a tratar na' ra do Livramenlo loja
n. 16.
Na rna das Cruzes taberna do Campos, vendem-
se c alugam-sc, lano a relalho como por junto, as
mclliores que ha no mercado bichas hainliurguezas,
por preco commodo.
LOTERA DA PROVINCIA.
Aos 10:000$.
Na casa feliz dos qualro cantos da ra do Queima-
do 11. 20 eslau i venda os afortunados bilhetes e cau-
lellas da loteria da Boa-Vista que corre no da I i i-
paga-seos premie* de 1:000) para rima sem descon-
t algum.
TYPOCRAPHIA.
Na ruadas Flores 11. 37 primeiro andar, vnde-
se lima hpographia nova com lodos scus perleuces-
Taixas para engenhos.
Na fundicao* de ferro de D. W.
Rowmann, na ra do Orum,'pastan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocel, as quaes acham-se a venda, por
prero commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador. .
Vende-se peiie tecco de varias qualidades e
muito bom : na ra da Cruz n. 15. segundo andar ;
assim como bolins de couro pelo diminuto preco de
29500 o par.
5$000 cada um.
Vendem-se chapeos de sol de seda, boa qualida-
de, por 59OOO rs. rada nm, ditas de panninhO, per
19280 : na praca da Independencia n. 35.
Attenco.
Na ra Direita n. 19, ha um lindo caxao proprio
para deposito de padaria, o qual se vende muilo em
conla, um braco de halanra de Romo & Companhia
com as competentes conchas, orna porcao de laboas
e urna porta de louro, todo e vende em conta em
razilo do dono nSo ler commodo para o caixo.
AO BARATO.
Vendem-se palitos de panno Tino prelos e deco-
res e de alpaca prela, colletea de seda prela e de co-
res e de fustCes, cairas de casemira prela e de cores,
obras 13o bem feitas como as dp encommenda : na
ra do Queimado n. 18, em cata do alfaiate La
riano Jos de Barros.
Vendem-se cobertores de ilgodaii grandes
640, e pequeos a 560: na ma do Crespo n. 12.
Vendem-se no armizem 11. 7,d Jos Joaquim
Pereira de Mello, no caes da alfandega, saccas com
superior farinha de mandioca de Santa Catliarina,
que parece da Muribcca.
*$
, Farinha de mandioca.
Vende-se muito boa farinha de mandioca ; J
a bordo do brigue nacional fncay chegado de "J*
9 Santa Catliarina: para porrees, trata-e no #
escriptorio da ra da Cruz o. 40, primeiro tt
.*:; andar. aj>
*>S 3@ S*@ 999
Na ra da Cruz do Recife o. 33 casa de S
Araujo. vende-se esleirs muilo novas de pama do
Aracaly, chapeos de palha, coornhos iniudos, cera
amarella, dila de carnauba, torio para liquidar ton-
tas e por preco muito commodo.
wmnaommBBu
Venden,
barragan
cores, ludo por preco commodo : na loja de
sobrado amarello, nos qualro cantos da ra
do Queimado n. 29.
QUEIJOS E PRESUNTOS.
Na roa da Cruz do Recife no armazem n. 62. da-
Antonio Francisco Marlins, se vende os mais supo?
riores queijos londrinos, presuntos para fiambre, ul-
timameule ebegados .na barca ingleza l'alpa-
raito.
POTASSA RRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no itKL.de Janeiro, che- '
jada recenMBate, recommen-
da-$e aos sennores de engenho os
seus bons eireitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
niazem de L. Leconte Feron 4-
Companhia.
A.
Vendem-se reldglos de ouro e praia, mais
barato de que em qnalquer oulra parle :
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Vende-se por haver peteisio um lindo casal de
escravos, pardose com haUBade, e se dir o.moti-
vo da venda: na ra da l'raw", primeiro andar n. 43.
Conlinua-se a vender manleiga iugleza de su-
perior qualidade a 480 rs. a libra : na roa larga do
Rosario, taberna de 4 portas confronte a igreja n. 39. f"
Depoiito da fabrioa de Todo* oa Santos na Baha.
\ende-se, em rasa deN. O. Bieher &C, na roa
da Cruz n. 4, alsoda trancado d'aquella faheica,
mui In proprio-para sarros de assucar e roupa -dehes-
era vos, por prero commodo.
i j *^lrTilV^ '' ?
Vcndema|em casa de He. Calmont A Com-
panhia. na prgS do Corpo Santn. 11, o* -seguirUe.:
vinho de Marsmfeemcaixas de 3 a 6 duzias, linhas
em imvellus etrelajs, breu era barricas muilo
grandes, aro de'miia sortido, ferro inglez. '
AGENCIA
Da Fundicao* 'Xow-Moor. Ra da*
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias mpendas para engenho, ma-
chinas dt>*poi%, e taixas de ferro batido
e coado, -de todos os tamauhos, para
dito.
Vende-se urna dislilaaao complelamente mon-
tada : o alambique he excclleule por sua fornida
construccao, c ser de cobre puro ; a serpentina he
de estanho, e s essn pera lem o peso de 200 libras,
a bomba lie igualmente de cobre, as cobas sao de p-
timo amarello vinhatico, e mui bem construidas.
Tudo esl em proporco para produzir urna pipa de
agurdente diana: trata-tena roa da Cadeia do Re-
cife o. 3, primeiro andar.
Na ra da Cadeia db..Recife n. 60, arma-
em de Henrique Gibson :
vendenba relogios de ouro de abnele, de paten-
te inglezes, da melhor qualidade c fabricados em
Londres, por preco commodo.
Na ra dn Vigario n 19 primeiro andar, tem
venda a. superior flaoella para forro de sellins che-
gada recenlemenle da America.
Vcnde-se oro excellenle carrinho de 4 rodas
mui bem construido, embom estado; est exposto na
ra do Aragao, casa do Sr. Nesme n. 6, onde podem
os prelendenles examina-lo, e tratar do ajuste com
o mesmo senhor cima, oo oa ra da Cruz no Recifa
n. 27, armazem.
Moinhos de vento
"omhorabasderepuiopara regar borlase baixal
dccapini, na fundirlo de D. W. Bowmau : na roa
doBrnmnt. 6,8el0.
PECHINCH A PARA OS SRS.
ARMADORES.
Na loja da rna do Queimado n. 22, vcnde-se se-
lim azul claro de superior qualidade a 500 rs. o
covado com pequeo toque de mofo, he para acabar
HE BARATISSIMO.
Cortes de brim de cores de puro linho e padre
modernos a 1^750 rs., assim como grvalas de se
lim de cores muilo bonitas a 600 rs. dilas de chila
a 200 rs., venham ver para se capacitar, na loja de
Leopoldo da Silva Queiroz, ra do Queimado n. 22.
CHALES DE ALGODAO AHITO
BOMTOS A .,000 RS.
Quem os vir compra, anda que niio lenha vonla-
dc. na loja de Leopoldo da Silva Queiroz, ra do
Queimado n. 22.
Na rita do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violo e flauta, como
sejam, quaurilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
temela de Edwln SI,
Na rna de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmonl
& Companhia. acha-se constantemente hons sorli-
menlos de taixas de ferro coado e balido, tanto ra-
sa como fundas, moendas inetiras todas de ferro pa-
, ra animaes, agoa, etc., dilas para a i mar em madei-
ra de todos os lamanhos enldelos os mais modernos,
marliina horisonlal para vapor rom forra de
'
-

Padaria.
Vende-se urna padaria muito afreguezida: a tratar
com Tasso & Irmos.
Aos senhores de engenho.
Cobertores escuros de algodao a 800 rs., dilos mui-
to grandes e encorpadot a 1J100 : na ra do Crespo,
loja da esquina que volla para a Cadeia.
Devoto Clitistfio.
Sahio a luz a 2." edieao rio livrinho denominado
Devoto ChrisUlo.mais correcto e acreseenlado: vnde-
se nicamente na livrari n. 6 e 8 da prara oa In-
dependeneia a 6H) rs. cada exeraplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s pannu, muilo grandes e
de bom goslo : vendem-se na ra do Crespo, loja da
esquina que volla para a cadeia.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle era Rerlin, empregado nas co-
lonias inglezas e hollandezas,- com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha^-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de emprc-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Rieber ci Companhia, na ra da
Cruz, n. 4. .
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto, em
barris de i., 5. e 8.: no arnftem da ra
do Azeite de Peixe n. 1 i, ou a tratar no
escriptorio de Novaes i Companhia, na
ra do Trapichen. 34.
ESCRAVOS FGIDOS.
Antonio, moleque, alio, bem parecido, cor aver-
melhada, naci Congo, rosto romprido, barbado no
queixo, pescoco grosso, pes bem feilns, lendo dedo
ndex da M0 direita aleijado de um tallio, e por is-
so o traz sempre fechado, com todos os denles, bem
ladillo, oflicial de pedreiro e pescador ; levou roupa
de afcdfo e urna paMioca para resguardar da chu-
va. jl-i loda probabildadc de ler sido seduzido por
.J.-Yiooi ; fgido a 12 de maio do correnle anno, pe-
las. 8 horas da man lian, lendo obtido 11 cenca para le-
var para Santo Antonio urna bandeja com roupa :
roga-se, porlanlo, a todas is auloridades e capilaes
de campo, liajam de o apprehender e leva-lo An-
lonio Alves Barbosa, na ra de Apollo n. 30, ou em
l'.ira de Portas, ra dos tiuararapes, onde se paga-
rao todas as despezas.
Desappareceu no dia 15 de Janeiro do cana-
te anno o escravo Jos Cacange, de idade 10 annos,
pouro mais ou menos, rom falta de deules na frente,
leaUctilea crescidos. e ekatritet nas nadecas ; grali-
i ravallot, edroa, paaaadeia de ferro ealanhadoI flea-aegenetBiaiaaBle a quem o le\ar ao aterre da
paia casa de puruar, por menos prero que < de ro- | Boa-\ isla n. 17, segundo andar,
bre, esro vens para
navios, ferro da Sueria, e fo-
Ihasde flandres ; ludo por barato prero.
Pora. Tj. 4t M, r. Pri.. UU.
I i
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'fe am


Full Text
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