Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01496


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Full Text
ANNOXXX. N. 150.
Por 3 mezes adiantados 4,000
Por 3 mezes vencidos 4,500
i
I
DIARI
-
TERQA FEIRA 4. DE JULHO DE 1954.

Por Armo adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
I M U'.IU.I. \l>oS DA SUBSCRIPCAO'.
llecife, o proprielario M. F. de Faria; Rio de Ja*
neiro, oSr. Joao Pereira Martins; Baha, o Sr. F*
Duprad ; Macei, oSr. Joaquim Bernardo de Men-
donca ; Parahiba, o Sr. Gervazio Viclor da Nati"-
dade; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Araca-
ly, oSr. Antonio deLemosBraga ; Cear, oSr.Vi-
i'Iim i.-in i AugustoBorges; Maranho, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 26 1/2, 26 3/4 d. por
Paris, 360 a 365 rs. por i f.
Lisboa, 100 por 100.
Rio de Janeiro, 1 1/2 a 2 O/o de
Accoes do banco 15 O/o de premio,
a da companhia de Beberibe ao pa|
da companhia de seguros ao par.
Disconlo de lellras a 7 1/2 a 12 0/0
DE PERNAMBUCO
3
rebate.
METAES.
Ouro. Oncas hespanholas. 289500 a 299000'; Olinda, todos os dias.
Moedas de 69400 velhas. 169000
de 69400 novas. 169000
de 49000...... 99000
Prata. Patacdes brasileiros ..... 19930
Peso columnarios...... 19930
mexicanos ....... 19800
PARTIDAS DOS CORUEIOS.
Caruar, Bonito Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, Ex* Oricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segunda! e sextas feiras.
Victoria, e Natal, as quintas feiras.
PRF.AMAR DE HOJE.
Primeira as 11 horas e 42 minutes da manhaa.
Segunda as 12 horas e 6 ni uto.- da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Comraercio, segundas e qnintasfeiras.
Relacao, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras^s 10 horas.
Juizo de Orphaos, segundas o-quintas as 10 horas.
l.*\ara do ri\elf-tegunds e sextas ao meio da.
"*.'*
2.* vara do civejf quartas e sabbados ao meio dia.!
Julho
mi-

parte orricuL.
MINISTERIO DA JUSTIC.A.
Ministerio do* negocios da justira. Rio de Janei-
ro, 9 6t jnnho de 18j4-
Dial, a Exm. Sr. Recebi o ofcio de V. Es. n.
66 de 6 de man.", em que pede esclare iroenlos a
respeilo risuacan dessa provincia, sobre poderem ou nao ser
reconhecidos cadetes de 2. classe os-fillios dos oflici-
aos subalternos da guarda nacional que nao tem pa-
tentes c?m auigiiatnra imperial. Sua magestade o
imperador, leud ouvido a seccao de juslica do con-
selho de estado, oom cajo parecer se conforniou. por
sua immediala e imperial resolurao de 31 de maio
ultimo lia por bem que sejam repiitados nobres os
dilos offieiaes paraterem se_ 5%filbs roc'oohecidos 2s.
cadetes: por quanto a Ici n. G02 de 19 de selembro
de 1850. arl. 48, autorizando aos presidentes de pro-
vincia passarem patentes aosofliciaes subalternos al
capiues. ecossiderando-os vitalicios,induhilavelmen
te ampliou em favord os mesmos oflicaes o disposln.
uu alvut de 18 de selembro de 1763, sendo que se-
ria contra a intcncao do legislador que somentc os
ofliciaes do municipio da corte gozassem da sobredi-
. la honra, visto como s os offieiaes subalternos e ca-
pites di municipio da corte sao os que possuem pa-
tentes assignarias pelo punlio imperial. Oque com-
munico a, V. Et. para u faier constar aps ditos con-
(elhos de averiguarlo. Dos guarde a V. Ex.Jote
Thoma: Sabuco de Araujo.Sr. presidente da pro-
vincia do Maranho.
Ministerio dos negocios da juslica. Rio de Janeiro
16 de'junho de 1854.
Illm. p Exm. Sr.Chegando ao conhecimenlodo
governo imperial o abuso que alguns commamlanles
da Corpus coslumam pmlicar, alistando c chamando
ao servico, a titulo de addidos, individuos que
nao esliio devidamenle qualificados suardas naci-
ouaes pelos conselhos de qualificacao, nos ter-
mos dasinslrucces de 25 de oulubro de 1850 c aris.
46 e 47 lo decreto n. 1130 de 12 de marro de 1853:
cumpre que V. Ex. faja cessar o referido abuso nos
corposque eslao sob seu commaudo, se acaso, pro
cedendo s ucees-arias investigarnos, entrar no co-
nhecimeoto de que elle sa lem elTcctivamenle dado
por parle dos dilos commaodanles de corpos. Dos
guarde V. Ex.Jote Thoma: Sabuco de Araujo.
Sr.Hinoel da Fonseca Lima e Silva.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do da 28 de Jnnho.
OfficioAo Exm. juiz de direilo da comarca de
Santo A lilao. Em vista do rigoroso invern, por
que vamos passando, c das endientes dos rios que
ora vao interceptando, ou difcultan lo a commu-
nicaono desta cidade para o interior, he mui nala-
4 ral que o especuladores, valemlo-se deslas circums.
lancias, Iratem de eslabelecer monopolio na compra
_ do gado vaecnm, a fim de elevar o preco da carne
. "" IMInjaTd filPt*1." f I"* ***" te"tx>dd
de
reccnimeiiilar a V. E que procure remover
esse inconveniente, j prevenindo a cmara munici-
pal dessa termo para lomar as necessarias medidas a
sen alcance no intuito de desembarazar o mercado
da feira dessa cidade, dos obstculos que se bjamele
crear livre concurrencia, j dispertndoos autori-
dades i oliciaes para tambem concorrerem com o
conlingi'iile de sua auloridade a bem das providen-
cias aqui reruminendadas. Oulro sim convir que
V. Ex. me informe do estado futuro da menciona-
da fcira, nSo s quanto abundancia do gado que a
ella-vier, como dos prcros por que se fr elle ven-
dendo, e isto em quanto durar a cala mi Jado que es-
tamos ; clualniente sentindo.Igual ao juiz de di-
reilo du Goianna h cerca da feira Fugo.
DitoAo commandante das armas, remetiendo
com copia do avisa da guerra, de 8 do correntc, o
processo verbal do lenle do 2. balalho de in-
fantaria, Jos Marrc!lino de Aragao, afim de que
S. S. faca execular a senlenra nelle proferida pelo
consellin supremo militar.
DiloAo mesmo, devolvendo os papis relativos
ao psmenlo que pede o sargento quarlel meslre
do 2. balalho de iiifanlaria, Rajmundo de Almei-
da Sampaio, a fim de que seja solvida a duvida
constante da informaran da 4. sereno da conUdoria
da Ihcsnuraria de fazenda.
DitoAo inspector da llicsouraria de fazenda,
rommunicando liaver o coronel Manuel Muniz la-
vares, larlicipado que eulrar i interinamente no
exercicio do commaudo das armas desta provincia.
DitoAocliefe de polica, dizeodo qi
to nao se achar pessoa que se cncarregde> em I"
cer o sustento diario dos presos pobres e de fornc-
lermo do Limoeiro, continu o respecta cadeia do
a mandar suppri-los, enviando a comr delegado
a fim de ser satisfeila. P1'1"8 C0D,a
Dilo Ao mesmo, remetiendo a col
que tevedo commandante das armas njamunicacito
peilo da cadeia desta cidade, para que Sr,rino> rcs'
lomar quaulo antes as necessarias prov,c* lra,e ae
DiloAo inspector do arsenal de mar-dencias.
vaudo a compra do ferro, bronze, cabo ha, appro-
azeite, por Smc. feila aosaiegociaules C.,l liabo, e
C, Rolt & Bidonlac.a Joao Carlos AuguP- Aslley 8t
Manuel Ignacio'de Oliveira Braga, lo'da Silva,
Cruz Mina, de conformidade cora osler oaquim da
trato que Smc. enviau por copias.Re ,os de C0U7
copias dos mencionados cohtralos ll lelteram-st
fazenda. souraria de
. DiloAo mesmo, approvando a deli
Smc. tomoude contratar com David B racao que
prietario da fniulic.ii da ra do Bruin, wman, pro-
dous aparelhos que sao indispensaveis factura de
ferreiros d'aquelle arsenal, sendo um | oflicina de
corlar o ferro fri, e o oulro para curva ira fsrar e
mente. Communicou-se thesouiaria ,0 circular-
DitoAo capiUo do porto.Conlin le falenua-
Capibaribe a amearar urna nova.encliei ando o rio
sequeiicia da copiosa ehuva quo. lem i e em con-
cahidu, apresso-me jm recommendar timamcnle
empreguc todo o seu disvello e cuidar Vmc. que
liar e soccorre/ com canoas aos habitan' eta auxi-
baldes desta cidade, onde por ventur1 dos arre-
era risco as suas vidas. so achem
DitoAo mesmo. estado de perig
acha a ponle do Recife,e o risco immine' em 1ue *
bem est correndo o encanamento das l e que lam-
veis, urgem por novas medidas, dWer 5oas pota-
Vrac. linlia iniciado de accordo com o,,,s das que
obras publicas pelo que julgo de sum1'"rector as
encia que Vmc.ouvlndo agora mesmo a Ia conveni-
e o engenliciro Rowman, concert as n 'r- Wilmer,
tos de remediar .o mal. Agora mesmo a|"0> promp-
engenheiroBowman para se irenteBderi'i'0 ao dito
com o director das obras publicas. je0111 Vmc, e
DiloAo director do arsr"1
recollier aquello arsenal o
Augusto, (fue se acha doente
mandando oulro para o substi
DiloAo major uucarregad
para mandar proceder com ui
que precisam as prisSes do
las.Fizcram-se as necessari
DilnAo director das obras publicas!
coslumam apparecer sigoaes de repetid
rio Capibaribe, e me consta agora ~
Ponle le Ucboa j comecam havet
cnmmendo-llie de uovo que ppiii
para a fioiile do Cachauga, e para
ram mais atacados pclacncheiiKa
DiloAo mesmo, rommunicaudo ha
no requerimeulo de Manuel du Reg
,...ii> rt.. i-r^-ji^ lape" 3" e*'"
EPOEMERIDES.
3 Quarto crescente as 4 horas,
nulo e 48 se gundos da tarde.
10 La cheia as 4 horas, 6 minutos e 48
segundos da manhaa.
17 Quarto minguante a 1 hora, M minu-
tos e 48 segundos da manhaa.
25 La nova aos 47 minutos e 48 se-
gundos da larde.
i*
DIAS DA SEMANA.
3 Segunda. S. Eulogio m. Ss. Anatolio e Dalhro.
4 Teroa. S. Isabel rainha viu f. S. Oseas profeta
5 Quarta. S. Feloroena v. S. Trifina m.
6 Quinta. S. Domingas v. m. S. Isaas profea.
7 Sexta. S. Pulcheria v. imperatriz S. audio.
8 Sabbado. Ss. Procopio e Priscilla mm.
9 Domingo 5. Ss. Cirillo e Bricio bb. S. Ana-
llinlia.
*
DiloA cmara municipal do Recite, dizendo
que, com o parecer que remelle por copia do conse-
lheiro presidente lia rclaclo, responde aosdous ofli-
cios d'aquel la cmara, sob ns. 50 e 51, o 1." acerca
da accumulae.ui dos cargos de juiz de paz, e ofilcial
da>guaida nacional, eo2. sobre a incompatibilida-
de dos exercicios de juiz de paz, e de labelliao pu-
blico.
DitoA mesma, autorisando-a a dispender o ne-
cessario com a conslructao de urna bomba na cam-
boa da passagem de Santo JHtaro, a qual fui oreada
em 1:040 rs.
30
OUlcio. Ao Exm. presidente do Maranho,
declarando em additamento ao officio de 26 do cor-
rente, que a relacao que S. Kxc.remellen das allera-
cSes relativas ao capitn do 4. balalho de iofanla-
ria Jos Luiz Teixeira Lopes que se acha addido ao
5. da mesma arma, fui enviada ao commandanle
das armas du Rio Grande do Sul, segundo consta do
officio que transmute por copia, visto estar naquella
provincia o primeiro dos mencionados batallies.
Dilo. Ao commandanle das armas, Inleirando-o
de liaver Iraasmillido Ihesouraria de fazenda os
papis relativos as despezas feilas pelo alferes do
2. balalho de infaiilaria, afim de ser paga a sua
importancia.
Dito. A* Ihcsonraria de fazenda, devolvendo o
requerimeulo em que Antonio Carnciro Machado
Rios pede por aforamenlo o terreno de marinha nu-
mero 13 na estrada de Motocolomb, afim de que
S. S. proceda a respeilo de conformidade com a sua
gue ao commandante do corpo de polica a ambu-
lancia que elle houver do requisilar para aquelle
quarlel, remelleudo a conta pa-a ser satisfeita pela
llicsouraria provincial. Comnunicou-se ao referi-
do commandanle.
Portara. O presidente da provincia lendo era
vista o aviso-expedido pela secutar ia de estado dos
negocios da marinha em 20 de nato ultimo, do qual
consta haver S. M. o I. cnneediiWlicenea a Joaquim
AlvesBarbosa para fazer cortar as mallas existen-
tes em suas trras, e de sens parenfes amigos, duzon-
tos paos de amarcllo para uso do nlabclecimenlo de
marcineria que possue nesta enlate, recommcinla as
autoridades Incaes que tciiham o maior cuidado pa-
ra que se nao deem abusos no zbnt ecnducrao de
semelhante madeira.
para fazer
fe, "de nome
dos orphaos,
militares,
concertos
Cinco Pon-
jcacOes. i
VUl qne
dec.ieia do
que na
re-
despacho secuinte : i
obras publicas para que i
com a sua inlormacao de 9 do correnlc,

t
I
FOLHETIH.
DA HISTORIA DE FAMILIA. (*.)
POR MER.
II
A pesqnlza.
As dez oras da manhaa o conde de Sullauze
Imli i eomposlu um semblante sereno, e dizia a
l.enina :
Nto le afflijas assim, isso nao ser nada, nao
ha necnstidadc de medico. Branca de mis de um dia
mniin queme foi sorprendida pela homidade da
imite. Agora est dormindo, e o somno a reslabele-
ccr nleiramenle.
Nao appareras Irisle ao conde San-Nereo, pois sa-
bes quanto elle he desconfiado, elle se entregara a
loucuras. Evitemos um escndalo. I.tonia, cni uo-
me do reo segu todos os meus ronsellios.
A boa velha enchugou furlivamcnlc algumas la-
grimas, e promelteu obedecer.
Um observador teria ldo nos olhos do conde de
Sullauze, que o corarao do pai c do soldado linham
lomado jma resolucao enrgica c vilenla.
lim instante depois ouvio-se a sincla da grade.
He elle! disse ocoudc, e vnllando-se para Leo-
na accr'scenlou: I ira, eu vou abrir.
De Sulla a /e esprcguiruii-se, eiperimenlou a voz,
panu vivamenlc a mao pelo rosto pra corar-lhe a
palidez, e camiuliou resolutamente para a grade.
San-Nereo entrn alegremente como um noivo, e
aperlou a alo docoude de Sullauze com urna allei-
caoji filial.
au estamos muito bem eda manhaa, disse o
ogro levando San-Nereo para a alea que nao cou-
du/.a a casa.
Quera he que nao est bem'.' pcrgunlou o man-
cebo arregalaTliTo os olhos.
Miiilia lilha, tornou de Sullauze com ar se-
reno.
A enhora Branca esla doente...
Oh espero que nao ser nada, proseguio de
Sullauze. o dia de lioulcm fez-lhe mal, e ella passou
a noilc iiuiln agitada. O senhor observou hontem
sua exallacao a proposito de Pars; aquillo nao era
natural, havia j um principio de febie.
Mandou chamar um medico? pergunlou San-
Nereo vivamenle.
Dn medico 1 disse o pai com o embararo de
um homem que nao esperava urna pcrgunla pingo-
sa, um medico oh! nao ha nenhiwn... c de iiiaisem
Sainl Mand... >ao tenlio ennfianca era mdicos de
aldea.
Minha calei.a esla ah ainda prompla, tortyu o
mancebo volland i-se para a gade, em tres quarlos
de hora Irago-lhc um medico de Paris.
Nao, disse o pai relendo San-Nereo pelo braco,
he pavea cousa, nao val urna vislla de medico...
Hnt.lo poaaa v-la, interrompeu o mancebo lo-
mando a .1 ii-. -cao da casa.
Ella esta dormindo, o-l.i dormindo, lornnu de
Sullauze relendo segunda veza San-Nereo ; o somno
lie o melhor dos mdicos, para as febres do cerebro.
Eniao esperarei que ella acorde, replicn o
mancebo, e. verei se ha iiielbora ou se lio preciso cor-
rer a l'aris.
(, Vide o iar n. 117.
ormida
, sob n. 2*2,
lavrr o termo de recehimenlo provisorio da obr? de
que trata o supplicante.Igual commuuicaj.ose
fez. a Ihesouraria provincial. /.
Dilo^Ao contador de marinha, acensando >iccbi-
dp o oflicio em que Smc. communica haverere -Ihe os
nsjifictores da Ihesouraria de fazenda, e da arsenal
de marinha ponderado os graves inconveni iles que
resultariam se cessar o serviro d'aquella crnladoria
anles de liquidar as dividas do ejercicio q Tente, e
declarando em resposla que dert^
npiniao dos mencionados i
se nesta conformidade o ol
22 do correnle.
DiloAo commandante
cedendo a aulorisacao que Smc.
nao s concertar o fardamenlo
corpo, mas tambem fazer as 33
(antas barretinas para o completo
precisa-.Communicou-se
DitoAo commandanle wpari
cional, dizendo quanto a 1." parle
156, que os suardas nacionaes
la sen los da- revistas geraes nos
funecionam s respectivas repart
das grandes paradas, e quanto a
c\pediram as conveuieu'es ordens
licia para se nao daren*abusos a
pecloresde quai leirao.
lo
a na-
u oflicro n.
ido. u'i
em que nao
bem como
ma, que se
cliefe de po-
ilo dos ns
O cunde do Sullauze nao respondes- Depois
alguns inslaiiles San-Nereo continuoi:
Eniao, conde Caelano, nao decore nada Tu-
do iso parece-me bem exlranrdinari, n3o o com-
prehendo.
Meu charo San-Nereo, disse d Sullauze com
melancola, o senhor nao pode ;it minha filba
hoje... i
Mas sua filha he minha, rnnlr! inlerrompeu
o mancebo. "
Ainda nao... Ionoa.opai tfi vos trmula.
Sav-a reo... que diz?
informacdii que remelle por copia.
Dito. -> Ao mesmo, devolvendo os documentos
relativos ao pagamento, que pede o alferes do 2*> ba-
lalho de infanlaria Joao Mara Podra llancour!, na
importancia de 1163080 res, fim de que mande cf-
fectuar esse pagamento visto nao se dar duvida acer-
ca dellc segundoS. S. declamo em sua informacao.
Communicou-se ao commandante das armas.
Dilo. Aojuiz de direilo da comarca do Pao
d'Albo, dizendo, que visto nao haver apparecido con-
currentes para arrematar a obra dos concertos da
cadeia daquella villa resolve, de conformidade cora
o que adicou o director das obras publicas, a en-
carregar a Smc. da administrarn da menciona*'.?
obra, enviando-lhc para esse fim copia do respecti-
vo orcamenlo. Fizeram-sc as necessarias onmmu-
nica roes
Dito. Ao director das obras publicas, recom-
mendando, que com a maor possivel brevidade cui-
de Smc. de mandar reparar os estragos feilos pela
cheia as estradas de communicacjao para essa cida-
de, fim de eslabelecer o transito publico, deveudo
chamar com preferencia para e*ses trabalhos os in-
dividuos qne esto recebendo soccorros pblicos, os
quacs deverao cessar.
Dito. Ao inspector da llicsouraria provincial,
iirando-o de haver nao s concedido a antorisa-
que pedio o director das obras publicas para
mandar abonar a cada nm dos operarios daquaU.**
parlico que trabalharam desd f*C^Aiinal a sao
tilicacao dia*
beracao que el-
omou le alugar a Jos Cordeiro Leile para tapar
os arromaos da estrada nova de Olinda, lodos os scus
escravos a^OO reis diarios cada um, fornecendo o
referido Cordeim a ferramenta precisa para esse'
fim. Officiou-se neste sentido ao mencionado di-
rector.
Dito.Ao mesmo, para mandar cnlregar ao the-
soureiro pagador da repartir.u> das obras publicas a
quanlia de 1:5009000 res, que o respectivo director
requslou para reparos diversos. Communicou-se
a esle.
Dito.Ao presidente da rommisian de hjgieno
publica, dizendo que faz-se mister que Smc. remel-
la a conta legalisada do que ha dispendido com os
objectos comprados para o expediente daquella com-
missao, fim de anlorisar-se a Ihesouraria provin-
cial a pagar sua importancia pelas evenluaes^ cum-
prindo que por ora sobr'esteja Smc. na compra de
mais objectos ale que haja alguma decso do go-
verno imperial, de quem passa a reclamar provi-
dencias.
Dito. Ao delegado do termo do Bonito, appro-
vando o contrato que Smc. fez com o arrematante
dos concertos da cadeia daquella villa, para execu-
cao do accrescimo df.'obra de que precisa a referida
cadeia mediante a qaantia de 10> rs. Fizerain-se as
necessarias communieacoes.
Dito. Ao administrador dos estabclcrimenlos de
caridade, recommendaudu a e|Bediro de suas or-
dens, para que pelo hospital de caridade seja cnlre-
O presidente da provincia, por eiecucao do 16 do
'arl. 60 da le provincial n. 316 de 16de maio do cor-
renleanuo, e em addilamenlo ao regnlamentn de 27
de abril ultimo, resolve e ordena que se observe o se-
guutc : '
1. As cautelas de loteras de nutras provincias
nao poderao ser vendidas nesla, senao depois de ru-
bricadas simultneamente com os bilhetes originaes
pelo administrador do consulado provincial, na for-
ma do i 16 da Ici supraclada, a chancellados pelo
tliesoureiro geral das loteras creado pelo rcgula-
meulo (ambem supracitadO.
2." As caulclas deduzidas dos bilhelcs das lote-
ras desla provincia nao pollern) ser vendidas sem
que sejam, vista dos mesmo/ bilhetes, tambem
chancellados pelo referido tliesortreiro.
Palacio do governo de Pernambuco 30dcjunho
de 185i.
Jos Dent da C.Mnka t Figtteiredo.
Appellanle o Dr. juiz de direitu,; appellado Jos
Viclor Vieir^de. Brito.
'. Appellaces civeis.
Appellanle GajoaRPereira de Oliveira Jnior ; ap-
pellado .Vtreolii" Pires do Nascimcnlo.
Appellanle'Joaquim Jos Correa ; appellado Fran-
cisco Borges Teixeira Cavalcanti.
Appellanle o juizo da fazenda provincial ; appella-
do Jos Antonio Bastos. *'
Appellanle Jos Jacorae de Araujo ; appellada Um-
belina Candida de Mello.
Reviloet.
Appellaces crimes.
Passaram do Sr. desembargador Souza ao Sr. dc-
sembargador Rcbcllo as seguinles appellaries em
que sao :
Appellanle o promotor publico ; appellado Miqui-
lino dos Panal Moreno.
Appellanle o juizo de direito ; appellado Francisco
de S Cavalcanti de Albuquerque.
Passou do Sr. desembargador Rebello ao Sr. de-
sembargador Tclles a scguinlc appcllac3o em que
sao :
Appellanle Manoel Quirno da Silva ; appellada a
juslica.
I'ass.iram do Sr. desembargador Tollos ao Sr. de-
sembargador Pereira Mouleiro as seguinles appella-
ces era que sao :
Appellanle o juizo ex-ofiicio ; appellado Joao Jos
Serra.
Appellanle Floriano Caelann Demetrio; appellado
o juizo.
Appellaces civeis.
EXTERIOR.
i I
L-se no Journal du Havre:
HAVRE
19 da maio de 18S4.
O ennsclho geral de pontes e calcadas, em sess3o
dehanteni,ap|provou dlnnilivamenlesyslcmade pon-
te ferfllK* Hasrefeiturado Sqna, e subprefeitura
de S. Djqu^acha-UjUnrtoum concurso paraeslabe-
lecmenlo*lIc urna' ponte desse genero sobre o Seda,
em Saint-Ouen. A ponte Napolen, em I.iao, de-
ver ser igual construida segundo esse mesma sjTc-
ma, que aprsenla vantagens inapreciaveis ite sol
dez c economa.
mot.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DS
PERNAMBUCO.
PAMS
4 da Juaho. '-
franca e Inglaterra.Tratado de 12 de mapf*.
Ha momelos na vida dos povos em que a histo-
ria de cada um nao he mais que a historia geral de
todos, c islo resulta de se acharen? as naoes mui
confundidas urnas com as oulras em um immenso e
nico inleresse, em um fado vjxclusivo, onde ludo
quanto sobresaliia em cada individualidade some-se
no atiricio das relaces consagradas a cada instante
.es invcstii;ac'"e.< de um alvo communf, he o que a-
conteco Iwje. Contra a Russia que aflieaca a nossa
velha civtlisacio, a Europa ni o passa de um estado
quo ha absorvido n'uma existencia geral todasanaex-
em
TRIBUNAL DA RELACAO'.
SESSAO' DE 27 DE J UNHO DE 1854.
Piesidenciado Exm. Sr. conseheiro Azecedo.
As 10 luirs da manhaa achando-se presentes os
Srs. desembargadores Villares, Leao, Souza, Rcbcl-
lo, Luna Freir, Tollos, Pereira, Monteiro, Valle e
Santiago, o Sr. presidente declara aborta a sessao
na forma da lei.
Julgamentos:
AppellacOes crimes.
Appellanle o juizo de direilo ; appellado Thomaz
Francisco de Goes.Julgou-sc improcedente a
appcllacao e confirmou-sc a s%ntenca do jury.- *
Appellanle o juizo de direilo ; appellado Jos Joa-
quim Rodrigues Machado.Mandou-se a novo
jury.
Appellanle o juizo ex-oflicio ; appellado Pedro Au-
tonio de Moraes.Mandou-se a novo jury.
^ Appellaces civeis. .
Appellanlcs Joo Rufino Ferreira o sua' mulhcr ;
appellados, Antonio Paulo da Monte c sua mu-
lher.lleceberam-se os embarcos.
Appellanle a cantara inuiiieinBl-mppeilado Antonio
Siii 'W
Lftvrado.
lUWu--. i
o accordam
i'i pai .abanando a
Muga San-Nereo, ahi
BR,explicar; exijo-o,
-* Anda nao I
nossos bandos corre
Amanhaa, a
cabera com ar a
Oh .' i-so he.
ha um mysterio qu
tenho esse direilo. ,-,
A dissiiiiiilaen nao pode suslytar-se muito lem-
po sobre labios habiiuados fr'ineza. O conde de
Siilliiaze exasperado rebenlou.
Cunde S,in-N'e ja motim, nao baja ascarmtij: os minha lilha po-
de ouvir-nos, c Usa irrTere^-. io senhor e a mim.
Sim, ha uislo m raysteryefc'o-lhc que o respei-
Ic, j que nao querodescehri^ "este momento. Os
banhos naoserao publicados r auhaa, seu casamen-
to fica suspenso, e nao desfe*. Eis o que decedi
em minha vonlade de ferrd Nao me interrogue
mais, pos nada (eoho que-Vee-onder-lhe. Paremos
aqui.
Um acce?so do raiva ngitou^ao-Nereo da cabera
aos ps, ellecruzou os bracos obre o peifo, e disse
com um horrivel sorriso :
Entendo, enleudo...
Enlo, que eiitewleu o enhor ? pergunlou sec-
camente o conde daSottawa
Klla vollou ar a priu-'iro amor, responden o
mancebo. ,
II senlior n3d ertTende lada ab-oliilamniile, in-
terrompeu o pai, lluea-me charo conde de San-
Nereo, o senhor nao he fel em suas suspeilas, ellas
ncm lem a sombra dosensccommum. Se eu dissesse
agora a verdade a um non'm de seu caracler, mi-
rilla \ enlode seria (ralada .e mentira ; por isso nao
a drei a ninsuem, palavrjde 'coronel, conde Cae-
tao !... Porm, lenlia aciencia, meu filho, nao
desespercassim, nao chor como urna mulher... vos-
C rasga-mc o corceo... ilouve urna falalidade....
nao me interrosue... Sia, fui feliz qnarcnla an-
nns.... is-o be muito par um homem.... a desgrana
ferio-me I
A< lagrimas sulTocara:) a voz do ronde Caelano,
elle lomoii a mao do ma cebo, e apertnu-n ; depois
dominando esse accesso je dir proseguio assim :
Meu filho, lenho (a cabeca una idea fixa, e
nada no mundo pde-r arranca-la dahi. Nao ihe
ronceilerei.iiem Ihe retonderei dada. He para feli-
cidade de lodos nos q. devo obrar. Volte para. Pa-
ris, nao appareca em iblico, viva sosinho, nao con-
fie a niiigiiein suas es, e espere. Ha do receber
lloro quandu, nao determino
ias, Ircs mezes, tres anuos...
le perder algum lempo, saiba
e. E sobre ludo i Ici ve-so de
injecliinis sao erros, e o senhor
Viva sem pensar, leuba f
de sen pai, e, seu amiuo. Pro-
Ihe escreverei. O desespero be
Seja forle, meu lilho, lome n
luir ve-me em |n-, pois saiba
vcus que pairan) sobre nossas
urna carta minha..
nenliuma data... |p
O senhor be moco,
perde-lo corajosar
conjeclura, pois i
lulo adevinhar m
na palavra t\o an-'
mello e-crever-ll,
o recurso dos fr
meu evemplo. I)
que iienhuiua das
cabecas encer/a um raio mais lerrivel do qne o que
ferio-me hoje. }<
San-Nereo anmqnillado Ar eslas palavras apoia-
va-se em urna arvure, e sTrespondia com as lagri-
mas do desespero.
Mea charo filho, contnuou o conde Caelano,
eu o julgo assas forle para supportar urna desgraca,
nao me desengae. Vnss e eu temos de passar por
urna rudc prova, associemos nossas coragens, e Dos
nos ajudar 1 Creia-me, creia a um amigo, a um
pai, relire-se, deixe sea deslino em minhas raaos,
pois nada pode fazer por mim, resigne-se, e saiba es-
perar...
N3o saber nada nao Saber nada 1 inlerrom-
peu ojnancebo batendo na fronte.
Voss saber quando carnear o dia de saber,
accrescentou o pai. Temos prolongado j muito es-
la conversacao, abracc-me, meu filho.e venhatraan-
do.eu o chamar.
O mancebo enchugou as lacrimas, abracou o con-
de Caelano e convencido de que todos os seas esfor-
cos eram iuulcis para obler o menor esclarecimenio,
dirigio-se rpidamente para agrade c desappareceu.
l'icandosn, o conde Caelano applicou o ouvido' ao
rumor de tora, e depois ouvio rodar a carruagem de
San-Nereo pela estrada de Paris, sabio do jardim
para yr seo crmc tnha deixado alguns indicios no
exterior. Costeando o muro, vio na areia e na relva
vestigios de rodas, que a principio asss apartadas
pproximavam-se era um pouto do muro, e moslra-
vam visivelmente que urna carruagem servir para
o cscalamenlo do criminoso. As pegadas de um ca-
vallo, e as marras das rodas annunciavam um tilbu-
ry elegante, e por conseguate um criminoso de boa
casa.
Nesse mesmo ponto o cume do muro coberto de
pequeas parielarias conservava os vestigios de urna
devastarlo recente, e examinando com alinelo des-
cobriain-se duas leves eseavacoes parallelas, que pa-
reciam ter servido para suspender urna cscada de
corda para facililar a sahida do criminoso. Do ou-
lro lado do muro no jardim outros vestigios davam
razao a essa conjectura ; ponas de ps tinham ar-
ranhado o cimento em distancias de degros. O con-
de Caelano, que quera formar esse processo crimi-
nal por sua conta, lomou minuciosi.mente a medida
dos menores vesligios, que o criminoso deixra de
ambos os lados do muro.
Dirigir urna qucixa juslica, lancar a polica so-
bre a pisla do criminoso, convocar a curiosidade da
Europa para umjuiy solemne, entregar urna moca
aos perigos do pleito, e faze-la contar em publico os
incidentes de urna noite espantosa he o que teria po-
dido fazer o conde Caelano se houvessc seguido a
marcha ordinaria dos procesaos rriminaes ; porem
he oque elle nao fez. Demais o conde (cria encon-
trado no caracler da filha um obstculo invencivel.
se livesse querido divulgar o crime ; pois Branca
lena quebrado a cabeca contra a grade do jardim,
se hotivesse sido mister patria ll para comparecer
em juizo. Assim o pai e a lilha achavam-se perfei-
lamente de ocenrdo uesse jionlo. .
O conde Caelano alugou una casiuha na vizi-
nhanca do I.u\emhurgo, para a qual levou a lilha
no diasegunlc. Kecorreu a mentiras Abrigadas pa-
ra apie-eiil.ir-llie novo plano acerca de seu casa-
mento com San Nereo, e como dispunha-sca [erra-
da dia loo-as ausencias, lomou a deseulpa mui na-
tural de que lnhu grandes devana de poltica a
cumprir junto do joven conde, e que havia-lhe pro-
mellido ir v-ln lodos ea dias.
Foi -Ihe mister tambem dar abjuraos ma mais
os Firmiano Soares Vilella e outros.Despreza-
ram-sc os embargos.
Appellanle /.eferino Rodolpho Delgado llorba ; ap-
pellado Diogo VelhoCavalcanti de Albuquerque.
Confirmou-se a Senlenra appellada.
Appellanle. Filippe da Silva Santiago e sua mulhcr;
appellados Bernardino Francisco Bezarril e sua
mulhcr.Coufirmou-se a sentenca.
Appellanle o juizo da fazenda geral ; appellado Jos
da Silva Neves.Confirmou-se a senlenra appel-
lada.
Appellanle o juizo dos feilos da geral; appellado
Joao Antonio de Moura.Desprezaram-se os em-
bargos.
Diligencia!. ..
A ppell i cues civeis.
Appellanlese appellados roiijunrlamcnle ojnizo dos
feilos da fazenda provincial e Jos Joaqun? Tbco-
(onio de Mello.Com vista ao Sr. desembargador
procurador da coroa, soberana e fazenda nacio-
nal. '
Appellanle Paulo I.eilo Verrosa; appellado o juizo
dos feilos da fazenda.Com vista ao Sr. desem-
bargador procurador da coroa.
Appellanle juizo ; appellados-, D. Leopoldina da
Costa Kruger e outros.Com vista ao Sr. desem-
bargador procurador da coroa.
' Deiignar.oes.
AppellacOes crimes.
Appellanle o juizo ; appellado Verissrao Jos Ro-
drigues.
sembargador Rebello as seguinles appellaces
.que sao :
Appellanles Alcxandre Jos de Sanl'Anna e sua mu-,
Ihcr-; appellados Vicente Ferreira Le3o e nutres.
Appellanle Dogo Jos Pinto Cabra! ; appellados
Joaquim Luiz dos Santos & Companhia.
Passaram do Sr. desembargador Rebello ao Sr.
desembargador Telles as seguinles appellaces em
que sao :
Appellanle Joao Bernardino de Vasconcellos ; ap-
pellado o juizo da fazenda.
Appellanles Kalkman & Irm.o ; appellado Joao An-
tonio de Mallos e Abreu, leslaraentero de Joo
Antonio Soares de Abreu.
Appellanle Joaquim Alves Barbosa ; appellados
Paulo Jos Gomes e sua mulher.
Appellanles D. Maria Francisca dos Prazeres Do-
raes e Silva eoulros ; appellado Gabriel Aulonio.
Passou do Sr. desembargador Pereira Monteiro ao
Sr. desembargador Valle a seguinle appellac.lo em
que sao :
Appellanle Jos Feliciano Portella ; appellado o
bachatel Joaquim Ferreira Chaves. .
Passaram do Sr. desembargador Valle ao Sr. de-
sembargador Villares as seguinles appellaces cm
que sao:
I Appellanle Goncalo Francisco Xavier
-Uchoa -. appullailusoslierdciros de l'a,.i
AppeliaiteoTiarujjLu^
do Antonio Pessoa de Albuquerque.
stencias particulares, c o joraalista que Heve tratar
Passaram do Sr. desembargador Souza ao Sr. de | dos successos do continente curopeu, deora em van-
te s tem um capitulo a fazer sob o titulo de Ques-
tao do Oriente.
O tratado anglo-francczcom a'.Sublimo Porla des-
tinado a garantir a inlegridade do io^Ae/io ottomano,
assgnado cm Constanlinopla a 12 de marca de 1854,
receben das diOerentcs parles conlratantfS^as rali-
ficaces respectivas o acaba de ser promulgado; be
concluido nesles termos
Artigo 1. S. M. o imperador dos Princezes e S.
M. a rainha do reino unido, tendo j, a pedido de S.
M. o illio. v'ilenado aS-poderosas divises das suas
torcas navacs quo fossem, para Constanlinopla e es-
lendessem ao territorio e ae pavilhSb ottomano a
proteccaoque as circumslancias permiltirem, SS
MM. se encarregam pelo presente tratado de coope-
rar ainda mais com S. M. o sullo pela defeza do ter-
ritorio ottomano na Europa e na Asa, contra a ag-
gressao russa, empregando para este fim o numero
de tropas de Ierra que fdr necessaro ara alcancar
esle alvo ; as quaes tropas de trra as ditas magesla-
des enviarao inmediatamente a taes e laes pontos
do territorio ottomano que se julgar conveniente, e
St M. o sullo concorda que as trepes de Ierra fran-
cezan e ingieras dcsl'arle expedidas para a defeza do
territorio ottomano recebam o mesmo acolhimenloe
sejatn tratadas mu a mesma cogjpBracao qijeins,
jfjpipregadas depois
i de algumjcmp* na aguas da Turqua ;
A *ltf*r.jHuuss contraanles se obrigara
:1a sua parte a commiiillcar-se Tccipro=
camente, sem (serna iic lempo, qualquer proposicao
quanto ao desembarque, marcha, accommodacOesuo
acampamento, quanto sua respectiva subsistencia
e adosseus cavallos, e s suas communieacoes, qoer
sejam em commum, querem separado. Fica enten-
dido pelo ontro lado, que os chffes dos dilos exerci-
los se obrigam a manter a mait estricta disciplina as
suas tropas respectivas, e fnrao respailar por ellas ai
leis e os cosumes do paiz. He escusado dizer que as
propriedades ser3o respeilads em quajquer parle.
Fica alm disso entemli-lo de mbas as parles, que o
plano geral de campanha ser'dW'dUdA'e ca*vnc-
onadu enlre ns commandantesemchefedos Ires exer-
.itos, e que so urna parte nolavel das tropas adiadas
se achar cm linha com as trqpas ollomaoas, nenliu-
ma nperacio podera ser exoculada contra o inimigo
sem que lenha siiwn4*cipadameulc ajustada com os
rohlnaiidanies du'jjl$t alliada. Finalmente al- ^
lenderjt-ha qualquer exigencia relativa s neces- '
sidades do servic faita pelos commaudantes em
Cheto das Iropis auxiliares, quer ao governo ottoma-
no pelo canal das suisjfmbaixadas respectivas, quer
cm caso de urgaucia s autoridades locaes, salvo se
objecsas valiosajreliiramente enunciadas impedirera
que sejam postas em [tratica. ,r
Eisahi o que de ora em van le guiar o procedimen-
(o das grandes Dolencias occidenlaes.
Austria e Pruitia.Concenrao 4e 20 de abril.
Pocao da Allemanha. '
Um.passn roiuideaavel foi dado para a rpida so-
lucSoda dfferenca que perturba hoje a paz da Eu-
ropa, e que poc cm lula-as mais poderosas naoes
do mundo ; a causa do direilo alcancou urna dessas
vantagens moraes que sao o penhor de um Iriumplio
cerlo. A'alliancaTbrdiaT da Franca e da Inglater-
ra tioha' livrado de perigo a inlegridade do territorio
ottomano, mas islo nao baslava, era mister que a Al-
lemanha, comprehendendo os seos verdadeiros inle-
resses, se declarasstjphr favor das duas grandes po-
tencias occidenlaes, para fazer que a Russia, assus-
lada por amor do seu isotamenlo, depozetse as ar-
mas ; de nra em yante a publicarlo do tratado de
Berlim e dos sea) apndices poz termo sduvidas que
so nulriam ceitS da situarlo das potencias alle-
maas, Todas as grandes naresdo antigo conlinen-
le ora d accordo em urna mesma apreciacio dos
prbjcctos ambiciosos e do injnslificavcl comporlamen-
to.da Russia, se acharao unidas em urna aceito com-
mum ; j nserasomcnle a Franca e a Inglaterra
que o czar encontrara diante de si, he toda a Euro-
pa ligada.
A Austria e i Prussia j tinham empregado toda
a sua influencia do lado da Turqua, vao juular-lhe
oapoio das suas armas, desprezando definitivamente
a poltica que seguirn? durante o meiado de secuto
decorrido, ej n3o levando em conta os obsequios
quejulgavam dever Russia, nem s apprehenses
do porvir, e ncm aflnal os lacos de amizade ou mes-
rao de parentesco.
Tudo islo he um faci consumado, ea_
ou menos especiosas para explicar a lransformac,ao
que ia operar-so em sua pessoa.
O conde Caelano rapou os bigodes hrancos. Un-
gi de preto os cabellos que iam pintando, aperlou
a cintura era urna casaca da moda, remocou-se assim
qunze anuos, e appareceu urna larde "como pe,
primeira vez de sua vida no passeio italiano mur-
murando haixinho esta phrase, a qual exprima seu
primeiro pensamcnlo, o pensamcnlo deinspiracao, o
pensamento que vem do eco : O golpe parte
daqui !
Entre as facilidades na turnes ou adquridasem um
longo periodo de viagens o conde Caelano linha essa
percepcao delicada,quo sabe ler ospensamenlosalra-
vez da transparencia das physionomias, faculdade
que nao he semprc infallivel primeira vista ; po-
rem.que mui raras vezes engaa quando heexercida
longo lempo sobre o mesmo objecto de observaran.
Cbeio de confianca em si mesmo o condo lomou o
ar de um habituado ao passeio italiana,< e adecua-
do olhos distrahidos poz-se a examinar 'talos os
mancebos que cstavam assentados, ou que passnvam
nesse canto Uto animado de Paris. Seu racioci-
nio era justo. He impossivel, pensava elle, que um
homem carreado de um crime lao recente na dei-
xe entrever algumas vezes no semblaule o rcflexo
sombro de um pensamento inquieto. Alm disso
esse Irabalho de inspeccao achou-se immedialamen-
le simplificado^ rednr.ido a propor^des mui simples.
O nico iudicio que Branca havia podido forneccr
ao interrogatorio do pai era sufficiente, e essa mao
larga c vigorosa que ella sentir cahir-lhe sobre a
bocea como urna mordaca de bronze, era de alguma
orlea raoslra da cuuslituicao physica do crimi-
noso.
Nessa multidao de homens reunidos no passeio
liem poucos forarn. pnis.submeltidos sem seu couhe-
i imenlo a urna observacao iniuuciosa, c estes nao de-
i am nenhnm resultado satisfactorio ; porque tinham
i is apparencias que autoiisavam asprimeiras suspei-
I as; porem scus semblantesj-erara taoalegrcs.suascon-
versaresiaa-.estrcpitosas, suas maneiras lao cslou-
zadas, e Scus olhos linham uma.exprcssao lao hones-
I a que eiMipria renunciar i descobrir entre elles
i im bandido nocturno. -/.
O conde Caelano nao csperjfva ser bem succedido
ia primeira larde ; mas permaneca inabalavel em
sua conviccau: o culpado era natural dessa zona.
roda apartare della s vezes para ir aos lliealro-,
ios saraos, s corridas campestres; porem a torca
(lo habito havia de reconduzi-locedo ou tarde ao ter-
reno de prcdilecrao, e elle seria tanto mais facil-
l nenie reconhecido ; porque levara um semblante,
i iovo a essa mullidao de semblantes ja qbservados,
t'onhecidos e absnlvidos.
O conde Caelano empregava tembem nesse traba-
I ho a virtude que consegue ludo ; a paciencia, a pa-
ciencia que nao comprimidle jamis o xito por una
I irecipitacao estouvada.quc nao irrita-se jamis com os
i ibslaculos, que sabe dlerir para o dia seguiute a
ubra mo acabada na vespera; assim, depois do
nuilos dias perdidos, ello recoraecava seu esludo
i aun a Iranquillidade do principio, confiado sem-
preno valor de sua ideaeadmirando as vezes aquan-
I idade de homens honestos que circulan? em publico
i io m.sso meio de corrupcao ; pois era-lhe impossi-
wel sorpreender um remorso, una lembranca rri-
i ninosa, um pensamento perverso enlre lanos sem-
I danles siibniellidos i SUa penetrante obser\acao.
lima noile pelas lele horas e necia, o rumie Cae-
I ano vio o he-a i um tilbunj, e del le desceren! dous
I nancelio-, que mislurarani-si- rom os pas-ei.idoie-.
Passaram do Sr. desembargador Santiago ao Sr.
desembargador Villares as seguinles appellaces em
que sao :
Appellanle Manoel Jos de MagalhSes Bastos ; ap-
pellados os herdeiros do finado Joao Antonio Mar-
tins Novaos.
Appellanle Manoel Jos Ferreira Gus mo : appel-
lados Deane Youle & Companhia.
Appellanles os administradores da casa fallida de
Joaquim Antonio de Faria Abreu e Lima ; ap-.
pelladoo reverendo Ignacio Francisco dos Santos.
Appellanle Aulonio da Cunha Soares Guimaraes;
appellado o solicitador dos residuos.
Appellante Joao Francisco Barbosa Cordeiro ; ap-
pellados Francisco Rodrigues Tavares e sua mu-
lher.
Appellanles e appellados o juizo dos feilos e Anlo-
tiin Botelho Pinto de Mesquila.
Dia de apparecer.
Passou do Sr. desembargador Santiago ao Sr. de-
sembargador Villares a seguinte appellacao em que
sao:
Appellanle Jos Braz Pinto Vianna ; appellada D.
Mara Joaquina de Sanl'Anna.
Recurso de revista civel.
Passou do Sr. desembargador Souza ao Sr. desem-
bargador Rebello o seguale recurso em que sao :
Recorrenlcs Manoel Jos Bilaucnurt c outros ; re-
corridos Raphael Pinto de Moraes e outros.
I.evanlou-se a sessao as 2 horas da tarde,
Um era de alta estatura, c torava a mullidao cora
seos colovellos metallicos, as risadas, que dava ou-
vindo o companheiro, linham urna alegra falsa, e
exlinguiam-se subilamenle sem Iransirito em una
eoniraceio feroz do rosto. Tnha na mao esquerda
luvas amarroladas, e com a direila revolva o cha-
ruto com urna precipitaran que multiplicava as ba-
forada's de fumara, em contrariedad!' do nso melho-
dico dos fumistas epicuristas e regulares.
Ja despcrlada a suspeila peto tilbury, o conde
Caelano eiamioou esse mancebo com um olhar que
abracou o lodo e as parles, e urna voz pareceu-lbc
dizer ao ouvido : He elle 1 Dominou logo euergi-
camente sua agitacao, e dirigiodo os passos cum sa-
gacidade seguio os dous amigos, chegou-se a elles,
depois passou-adianle procurando cm todas essas e-
volucoes recolher algumas palavras; porem s pode
perceber claramente uma|pbrase proferida pelo oulro:
Aposto que a veremos esla noile no Rauclagh.
Em todas as emprezas, baldado he organisar um
plano primitivo ; pois chesa um incidente nao pre-
visto, e tran-loi na-o. Depois surge um plano novo e
muito melhor na fronte aluminada repentinamente;
he esse que ronvem seguir e a gente o segu.
O conde Caelauo lanca-se cm um coupc de aluguel
e corre a casa para annuociar filha, que um ne-
aocio mui grave o reter na cidade at muito tarde.
De volla alravessandn a ra Viviene compra algu-
mas joias de preco com a esperanca vaga de tirar
dahi algum provcilo para seu negocio, e as nove
horas eslava na estrada do Rauclagh. Quando che-
gou, o conde ('.aciano nao achou ainda grande mul-
lidao, e reparn ao primeiro lance de vista, que o
mancebo esperado faltava ainda a reuuiao.
Os preludios da primeira conlradansa resoavam
na orchestra, e esses sons aleares espalhados pela
brisada noite as alcas do bosque altrabiam os de-
morados, o reilobravam o arrojo das equipageos nos
limites de Passy.
Favorecido pelo brilho das luzes, o pelas ficcocs
da noite o conde Caelano nao pareca muito afasia-
do da idade feliz, em que he permiltida a dausa,
Convidou pois a primeira sciihora, feia ou nao, que
ayslou, e essa preferencia excitou muilas invejas na
visinhaiica ; porquanlo o conde havia composlo h-
bilmente seu exterior, c tudo, seu Iraje, seu andar,
e a dstiuccao de suas joias annunciava um homem
opulento, um homem adorado das mulheres mesmo
antes de ser condecido.
No meio,da conlradansa o conde Caelano leve a
salsfacao de ver chegarem 09 dous amigos ao cir-
culo dos espectadores do baile, e cerlo de ser dis-
tinguido enlre os outros dansadores vulgares feliri-
loii-se pelo ac-...q ie perraitla-Ibc tomar no princi-
pio lao bella posieo de partida. O crimintuo pre-
sumptivo eulrava no Ranelagh, ficava primeramente
como espectador, passava em revista o pessoal dan-
saulc de ambos os sexos, c dislinguiafcousa fcil en-
tre vinlc cavalleiros de orgem equivoca) um ho-
mem de bellas maneiras, de posicoes eiinraradas c
naluiaes. um dan-ador primoroso que pareca ler
escapulBo de um salan aristocrtico para saborear
furtivamente e com delicias o fructo prohibido de
um baile do Ranelagh. Qucm leria podido siippor
que tudo era falso.exceplo os diauanles.nesse homem
lao naturalmente absorto na alegra do momelo ?
Acabada a conlradansa, o conde Caelano saudou
graciosamente a dama e armado, dos oculos exami-
11011 as oulras mulheres do baile romo um dausador
allerrailo.qiie faz sua lisia para toda a noile ; porem
seus olhos nao nlbavain jamis em sua direrrao ap-
pareule, s um homem povoav esse baile, o ronde
que urna deltas receba da parle do imperador da Rus-
sia, quer directa quer indirectamente, acerca daces-
sacao das hostilidades, de um armisticio ou da paz,
c S. M. o sultn se obriga alm disso a nao concluir
armisticio algum, nem encelar negociado alguma
relativa paz, c a nao concluir preliminar algum de
paz, nem tratado algum de paz com o imperador da
Russia em o conheciracnto e o consenlimenlo das
alias partes contraanles ;
Arl. 3. Assim que o alvo do prsenle tratado for
alcancailn pela conclusao de 'um tratado de paz, o
imperador dos Francczes e a rainha de Inglaterra fa-
rao inmediatamente retirar todos as suas torcas mi-
litares e navaes empregadas para realisar o objecto
do presente tratado, o todas as fortalezas ou posi-
coes pertencentes ao territorio ottomano que houve-
rem sido temporaria mude oceupadas pelasjfnreas mi-
litares da I-ranea c da Inglaterra sero entregues s
autoridades da Sublime Porta, no espaco de qua-
renla dias, ouse for possivel, desde a troca das ra-
lificacoes do tratado em virtude do qual a presente
guerra fr terminada ;
Arl. 4. Fica entendido que os exercilos auxilia-
res conservarlo a faculdade de lomar o porto que
Ihes parecer conveniente s operaciies dirigidas con-
tra o inimigo commum, sem que as autoridades ot-
toni.-inns.quer civisquer mi litares, leu liam a prcteiioao
de excrcer a menor superintendencia sobre os seus
movimentos : pelo contrario-toda a ooadjuv.ie.ao Ibes
ser prestada por estas autoridades especialmente
Caelano nao perda de vista, e applicou urna alten-
So ainda mais viva aos seus movimentos, quando o
vio chegar-se a urna linda moca, que o amigo Ihe
apresenlava com alTectarao de ceremonia.
Pouco depois a orchestra executou um preludio
de valsa, o mancebo cm parclhou-se com essa moca,
c entrou a descrever elipses inmensas, damlo-lhc
ama mao enorme calcada de urna luva feila de en-
coinmeuda, pois nenhum fabricante de luvas tinha
podido prever semelhante nulo. Tanto pela expres-
sao dos olhos, e poro perpetuo movimeoto dos bei-
cos do valsador, como pelos requehros da mulher,
o conde Caelano conheceu que nao era um encon-
tr fortuito, porm um desses caprichos que sao as
paixocs dos bailes pblicos, e que proloogam-se s
vezes al ao fim* do verao. Era essa cortamente a
mulhcr annunciada pelo amigo do- passeio. Ad-
mitlido isso, o conde Caelano sabio da sala do baile,
e retirou-se aos lugares menos Iluminados do jar-
dim para dar alguma frescura fronlc, corrigir sen
plano, na Iranquillidade do pensamento, e nao com-
prometer nada pela preci pitaco o, essa inmiga do
bom surcoo.
Depois da valsa o culpado presumplivo lomou o
braco do companheiro, e levou-o para o jardim,
pois tinha de fazor-Ihe confidencias sobre a scena
da valsa. Caelano seguio urna avenida desviada,
vollou para o baile, e apreseulando-se a mesma mu-
lher com essa polidez que honra, convidou-a para a
primeira conlradansa; porm chegava muito tar-
de; tres nmeros predecessores figuravam j na
agenda do baile.
Vou sempre esperar minha felicidade, disse o
conde incln mnlo-se com respeilo, como teria feito di-
ante de nina diiqiiezn.
A mulher deslumhrada e encantada concedeu o
11. i com um enthusiasmo de bom agouro, e hin-
cn ao conde um olhar luminoso de futuro.
Todava o conde Caelano nao commelteu a falla
de descansar para esperar sua vez. de eonlradansa,
achou fcilmente comparsas desprezadas, e Ananas
disponveis, que nao davam nmeros, e levanla-
vam-se de um pulo para responder ao primeiro
convite.
(.la 11 lo chegou a hora do numero 4, o conde Cae-
lano poz-se na linha com sua parelha, c durante os
preliminares abservou-a rauilo minuciosamente, e
sem aflcclacao. Era urna-bella moca de viute e
qualro anuos quando muilo, com um trage de verao
mu simples, e sobretudo nolavel pela falla de joias,
o que annunciava um noviciado sem exigencias.
Seus grandes olhos avelluilados exprmiam urna
graciosa viveza, una iiitelliuencia natural e muila
brandara. De vez. em quandu urna nuvem de tris-
teza loldava-lhe o semblante ; mas u relmpago do
sorriso brlhava immedial.menle e afugentava um
desses pensamcnlos sombros, que clevam-se fre-
quenlemciile no roncan das mulheres desherdadas
de lodo o futuro. Ella rhamava-sc segundo seu
hilhele de visita Isaura Saint Martin.
O senhor parece amar muito a dansa? disse el-
la ao conde.
Oh pavonadamente, responden o conde, se
habilasse cm Paris eu nao fallara a nenhum
baile.
Ah o senhor habita em alguma provincia?
Assim be preciso, senhora, todas as minhas pro-
priedades eslao em Itrie ; porm se a cmara coure-
der-nns o ramo do caininliu de ferro, meu caslello
lii-ar dous passos distan!
dizer s portas de Paris.
le anriT enlre as duas grandes po-
tencias alleinila-. ratificada a 2 de maio nos he afi-
nal conbeciila. Eisaqui as bases respectivas :
__A occjuparao pela Russia das provincias 4a Dajiu-.
DiownrarrasTjoo-a snzerania da Torta, prolongn-
dole definitivamente,'compromelle os iuleresses po-
lticos, moraes e malcriaes de toda a confederacan, e
por consequencia os da Auslria e da Prussia ; o pe-
rigo vai crescendo a medida que a Russia progrede
sobre o territorio turco : Depois de ter eslabelecido
esle ponto cmo priocipio,a convencae procura saber
quacs seriam os meios de alcancar de urna maneira
pacifica o alvo que ellas lem em mira, isto lie, fazer
retiraras tropas russas dos principados. A Austria
e a Prussia nao se esquecera das concessoes que o
sullo fez aos seas subditos ehristflos, encontrara nes-
te aclo ara motivo su luciente para exigirem a relira-
da das tropas russas dos principados. As duas po-
tencias se obrigam a conseguir esta retirada- por ac-
tos pralicados em commum em S. Petersburgo. As-
sim como a Prussia j fez a 8 de abril proposices a
este respeilo, da mesma sortea Auslria pela sua par-
le se obriga a exigir de acord com a Prussia em S.
Petersbiygo, que a Russia suspenda a marcha das
suas tropns.110 territorio torco, e aflianee de urna
maneira positiva as duas potencias a evacuacao dos
principados. No cas cm que a Russia nao d sa-
lsfacao a esla exigencia das duas potencias contra-
anles, a convenci, reserva a cada urna dellas a sua
liberdade de ar cao quanto s medidas que se houve-
rem de tomar. Se a Prussia e a Austria julgarem
conveniente oppr-se a Russia com as armas na m3o,
a conveqco nao estipula aceito commum enlre ellas,
asduas potencias apenas Serio obrijadasase coad-
juvarem reciprocamente, se for dirigido um ataque
contra o territorio de umaou de nutra ; eolio a par-
Isaura fez enltlo a pausa grave de urna mulher,
que lem a honra de dansar com um rico proprieta-
rio, e um castellao.
E o senhor vira enlo mais vezes a Paris? disse
ella manejando o loque hespanhola.
Oh .' meu plano esl formado, senhora, vrc a
Paris tres vezes por semana.... Principalmente, ac-
crescentou o conde em um lom sagazmente myste-
rioso, principalmente se for atlrahido capital por
motivos de recrcio.
Ah! meu Dos! tornon Isaura com um sus-
piro, qiianla felicidade he ser rico I
Sim, di-so negligentemente o conde, a riqueza
d grandes alegras porque d cem occasides de fa-
zer bem; porm o homem rico que guarda o ouro, e
nao soccorre a ninguem he um cnle desgranado.
KEsse dialogo era interrompido e continuado segon-
1 as exigencias das figuras que separa vara os dous
interlocutores; porm a moca uada linha perdido
das palavras de seu rico dausador, e procurava ao re-
colhimenlo de am seto de cootradansa um expedien-
te honesto para experimentar a ndole generosa des-
se nobre desconbecido.
A senhora vem muilas vzcs aos bailis do Rane-
lagh ? tomn o conde.
L Oh 1 nao fallo a nenhum, senhor. 'Que quer
que faca urna viuva ?
Ao menos aqui a gente diverte-se, e em casa mor-
re^e aborrerimenlo.
Porm cu s frequento o Ranelagh, porque he um
baile honesto. As mulheres que se respeitam poden?
vir a elle...somenle cusa muilo caro.
Alugo sempre um coup para vir e voltar, e isso
he ruinoso como o senhor ve.
Subscreva em casa de Spiegler...
Sim, mas seria sempre necessaro pagar a subs-
cripto.
Nao, senhora.
Como nao 1 em casa de Spiegler subscreve-se
gratis?
N3o, precisamente ; porm oulrcm pode pagar.
Oulrem I Ah bem se v que o senhor, habita
em provincia. Os homens sao lin avarentos s mais
ricos aiidam em mnibus. Como quer que paguem
subscripci.es cm casa de Spiegler?
A senhora nao deimu-me acabar. Spiegler he
filho de meu vr I lio jardjeiro, fui cu que z os gas-
tos de sua cocheira, elle he meu caixeiro. Assim to-
das as noites e Ranelagh desde as nove horas a se-
nhora lera um coup sua porto, o qual tirara as suas
ordens luda a noile. Isso nao Ihe cusiera nada, nem
a mim tambera...Tem a bolidade de ensinar-mc sua
casa, senhora t
Mas, senhor, disse a moca dando am sallo da
alegra porconla da conlradansa, he cxcellente o que
o senhor me ollerccc !
Urna bagatella, senhora; porm peco-lhe que
fiSo falle nsso a ninguem ; pois meopprimiriam com
pedidos de subscripcesagraluitas...
Oh senhor, ser-me-ha fcil ser discreta. Res-
pondo-lhe por isso.
A senhora esqueceu-sc de ensinar-me sua
casa.
Ah! justamente !... Isaura Saint Marlin raa de
Proveuca n. 67.
Pois bem, depois d'amanhaa s nove horas o
cou|i coraecar suas esl&coes porla da senhora.
Isaura aperlou enrgicamente a mo que o conde
apresentava-lhe em um dos intervallos.
Terminada a conlradansa, oroudeoflerereu obra-
da eslueao, e por assim j c-o a Isaura, propondo-lhe por causa do calor exces-
sivo um passeio ao jardim : o qne foi aceito.
TContinuar-se-ha.)
r


(:
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M
DIARIO DE PERMIBCO, TERCA FEIRA 4 DE JULHO DE 1854.
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leabrigada a prestar soccorros dever* empregar to-
das as Puras de que poder dspor ; cmliiu urna ac-
Sao commum olTensiva da parle das duas potencia
s ter lugar se a Russia se apropriar dos principa-
dos danubianos, ou se o exercilo tentar tranipr os
Balkaos.
A Austria e Prossia apresentaram a de maio
dieta germnica urna exposijan que he o conled-
do desta convenci, e que d a i-onhecer as snas in-
loi jocs para o futuro sobre ludo quanlo diz respe-
lo guerra actual. Na sessSo da dieta M. de Pro-
Ke-cli leu este documento que obrga de alguma sor-
te n estados secundarios a se reunirem a poltica das
do as crandes potencias allema*; os ministros da
quasi todos os estados da confederarlo, com a Pa-
s u-ra frente, agradeceram em nome dos seus res-
pectivos enverno* a eommiinieao.io que Ihes fora fol-
la declararam-se satisfeilos com a declararas, aastro-
prnssiana, e com a polilica Jas dujs grandes poten-
cias; por urna deca rarao coTlecliv'*ficram conhe-
ocr a sua adhesSo completa; a Holllnda e a Dina-
marca, como membros da confederado pelo Luxem-
iHiiirg e o llolsteiu, foram os nicos estados que li-
icram algumis reservas no sentido da mais estrela
ncutralidade.
Fora desta aejao commum, traa a Austria com
aclis idade d lomar as mais ampias medidas mi-
litares, conceutrou um corpa de exercilo no Bai-
lo Danubio, como o ponto mais protimo do Ihealro
di guerra, alim de estar prompta paraqualqocreyeu-
tualidade, concentra tropas as provincias do su-
dueste e nordeste do imperio, e para que esta medi-
da receba a cteoslo requerida pelas circumstancias
loma o partido de organisar inmediatamente um
corpo de 95,000 lioioeus.que deveriam ser chamados
n.. primavera vindoura. Estes fado* se toruam
cirios e olticiaes pela publicajSo da Ujl carta uu-
trgrapha do imperador i-rand****Ul*^kJj>, 1>arao de
V situaeSo cada ver mais eUM decisiva da Aus-
liia ten como resultado im'ttsjjflpD f*z*r entrar a
questao do Oriente em urna nov^phase. Tudo in-
dica que esta siluacao j km modifcano;f plano de
o impanha do geoeralissimo russo, e que*) evacoaco
da Pequea Valacbia foi decidida, nlo para fazer-se
urna concessSo apparente sreclamajes da Austria,
nas para lomar urna posijSo militar amcajadora pa-
ra com esta potencia.
Com effeito, todas as nfoi maroos'que chegam re-
lativamente siluajSo das tropas rustas nos princi-
pidos danubianos e as provincias do imperio, que
eonfinam com estas pros incis.so unnimes em dar
0 exercilo do czar a modo que se concentrando sobre
as margens do Sereth, e accumulando orna quanli-
d ule consideravel de provise* e de manijSes de to-
da especie sobre toda a liuh que tai de karn-
uietz na Podalia asfockschani sobre a fronteira das
provincias Moldo-Valnchas. Nesta posijSo o exer-
cilo russo j nSo faz somonte frente no sul como
(piando oceupava a linha do Danubio, faz frente ao
nesmo lempo para o sul pelo Dobrulsclia, e frente
f ara o oeste por via das suas tropas estendidas ao
I'mio do Sereth. Pelo iad do sul continua ella a
ameajar a Turqua, mas pelo oeste ameaja directa-
mente as provincias austracas, porque se enlloca
exactamente nos ponfos pelos quacs entrara na llun-
gria em *1819; as medidas tomadas'pelo governo
austraco sao cabalmente explicadas'por esta posijSo
do exercilo russo. O imperador Francisco Jos se
preoecupa com acUvidadc com a reforma da sua ma-
rioha militar.
As operocoes.Cerco de Sistria.
O marecbal SI. Arnaud foi a Varna a 18 de maio
e voltou a Constan!inopia a 21, depojs de urna en-
trevista com (Imer-Pacha; que por sua parte devia
ir de Schamla, seu croarle! general, aVarna. Sup-
1 e-se que o plano de campanil i devera ser discuti-
co nesta entrevistasA terceira divisflo comroanda-
campar-se dianlc de Constantinopla. O numero de
lnglezes j instalados em Constantinopla he de
15,000; continua a reinar a melhor intelligencia en-
tre os commandnnlcs das Turcas adiadas. Desde 10
le maio qne chegou o duque d Cambridge. O ge-
aajittaOioussouf deve vir tomar o eommando de i
i se pode esperar
se posaivel lrimpor-se-tlies alsuma rtiscipi
ganisario de legoes polacas pa-ecc ife novo seria-
mente adiada, porque se pretende conservar guer-
ra um raraelr daimsmfo nnliljfajap*'"1""'"
de fosse bombardeada e incendiada totalmente. To-
dos os das aguardava-se ver reapparecer as esqua-
dras alliada. O governo manda reedifica* as raura-
Ihas e conslruir novas bateras. O odio do povo
russo aos ingle/es sobe a tal ponto, que nina residen-
cia mais prolongada dos subditos britnicos co im-
perio pode tornar-se pergosa para elles ; quasi to-
dos se estilo preparando para partir. No coraran
do imperio a efervescencia esl no seu auge ; todas
sgrajis drigem preces aos santos protectores da
KussiaO'rthodoxa, e Iratam de laucar imposli
Iraordinarios sobra todos os fidalgos o sobre lodos
negociantes, equi.iA.ntes.a melade dos seus
mentos. Ainda*)ixsW||Reprcriajao do papel
llespanha.O goverU da rainha Isabel II, to-
mn una grave resolujSo Gnanceira, que consiste
em pedir aos contribuidles um adiantamento do um
semestre das conlribuijes, que Ihes ser reembol-
sado dentro de 3 mezes. Durante este intervallo
recebero sobre o capital adi.miado um juro de G
porcento. Espera-se que esta operajo faca entrar
para as caitas do estado 180 milhCes de reales, que
dispensan] o governo de renovar lodos os mezescom-
promissos que o collocam merco dos capitalistas
dos especuladores. As difuculdades e os emharajos
presentes sao a heranja legada por Bravo-Murillo
aos administradores que o succcdcram nos negocios.
Impellido por um conventculo, elle s se preoecu-
pava com o cuidado de oceultar o estado do Ihesouro,
pagando regularmente em todos os fins de mezes, e
dest'arte ostentando urna aba-tanca ficticia : pagava
porque lomava diuheiro empreslaUo-tm urna laxa
exorbitantes pagavalusmcnl ando as dividas, descun-
tava, fazia crescera divida lluctuante a ponto do fazc-
lasubir ao mais elevado algarSwn marcadopela le, c
como esta divida linha um carcter interamente par-
ticular e por assim dizer sagrado, todas as rendas do
estado foram applicadas de preferencia ao pagamen-
to dos seo crditos vencidos ; n'uma palavra elle
eondnziainvilavelmenle a Hespanha i bancarrota.
Depois delle, M. Domioeeh, para amortisar comple-
tamente a divida lluctuante, que he um obstculo ao
equilibrio real do budgel, appella para o patriolis
modos seus concidadios e toda a Hespanha respon-
der* a esle appello.
Italia.Acaba de malograr-sc urna nova tentati-
va para revolucionar a Italia ; a II de maio urna
raultdao de refugiados italianos desembarcou no gol-
phojfei Spezzia,e se dirigi pelas moutanhasal o ter-
ritorio toscano, mas foi embargada por um destaca-
mento de (ropas piemontezas, e nenhum feito grave
leve lugar. Comecou-se um processo militar.
O pasman eo futuro da Grecia.
Segundo' um despacho lelegraphico chegado de
Alhenas por via de Trieste e de Vienna, o corpo ex-
pedicionario /rancez linha desembarcado a 25 no
Piren, e se apossou dos navios de guerrlr Ifellenicos.
A 26 el-rei Olbon havia aceitado todas a'** proposi-
jOes dos ministros de Franca e de Inglaterra, c an-
nunciado por urna prodamaran a sua completa neu-
tralidade nos uegocios da Turqua, e mudou o minis-
terio. .
ludo quanlo ganha para ir Hadar dircilo m Pars,
um criado s cuida em accumular os seus salarios
para irestudar medicina em Pisa, se um operario se
estabelece em rasad* tmchefe de olliena curopeu,
em 3 mezes sabe bastante para ganhar tres francos
por dia. Esta emulacao que todos tem para se ins-
truir, lem multiplicado as escolas; nesse paiz onde
nao ha um milho de almas, ha um* nniversidade,
urna e-cola militar, sele gymnatios, 79 escolas hel-
lenicas, i inslilutos parlcularaa, 3 institutos man-
'idos pelas HMicipalidades, nsj) saminay, urna es-
:i normal,-3:lS escolas mnninjpa.eff/'plrra n seto
rculiuMM escolas municipaos para1 ?'seso femi-
l.istiluios particulares para meninas, orna
(IJlilopedeiitca, em fim a escola agrono-
rinllio. \^_
livre de qualquer elemento de religiao e de naciona-
lidade. Se devemos dar crdito aos corresponden-
lea, a Valachia esl dispoUa com a Moldavia c a Bes-
sarabia a resistir abertamente ios Russos, mas com
cnndinies mui duras para a suzerania nttomana; i
Valachia exige remessas de espingardas, de subsi-
dios, de mullicos c garantas "da parle das potencias
iiccideiitaes.
Saba-se em Constantinopla da evacuaco da Pe-
quea Valachia, saba-se que es Russos se haviam
dirigido pela esquerda ao Hait Danubio, e que lia
' iain acoramellido Suistra. Da seis semanas nada
serio oceurreu no Danubio, afora esla invasSo. Mus-
fa Pacha que commanda a prata destacou a 13 de
majo urna parte das forras sob a suas ordens contra
(i corpo do general Luders. Este corpo npe/ar da
na superioridade numrica foi obrigado a parar du-
rante 8 horas. Esla pausa foi aproveilada para n-
iroduzir vveres e muniroes na praca. A 25 de maio
ih Kutsos allacaram esle ponto com todas, as suas
i'orcas disnoniveis: esle allaqun dirigido-ao mesmo
lempo pelo Danubio e por Ierra se reuovou qoatro
vezes e foi qualro vezes repellido pelos sitiados. Co-
mo esta resistencia conlinuasse sempre, annunciou-
se que Omer-Pacha se preparava a vir soccorrer es-
la cidade cercada por 90,000 rl ussos.
Dar-se-ba que os chefe? anglo-francczes chegas-
sem a lempo em Varna? Na outra extremidade da
linha do Danubio aguarda-sc, se se deve dar cr-
dito aos correspondentes, a che Sada das tropas com-
binadas, viudas de Sophia. S^phia fca na banda
septentrional dos Balkans, cen.a de 400 kilomelros
d*j Andrioople, onde se soube que um* parte do cor-
po franco/, desembarcado em Gallpoli se diriga pa-
ra all, de Sophia a Widdin a distancia he de 200 ki-
lomelros poueo mais no menos. Se este movimento
se operar desla maneira, o exercilo ottoinano se
achara protegido nos seus dous flancos por corpqs
franetzes e lnglezes, o de Widdin a esquerda c o de-
sembarcado em Varna direi la. As esquadras de-
siam sir iiicessanlemeutc reabislecer-se em Varna
ou em Beicos, ronlinuavam i bloquear Sebastopol,
c com a sua presenta fechavam todos os portos da
Crimea.
A Trgala iaglcta Tigec encalhada perlo de Odes-l
sa foi tomada pelos Bussos.quc consideraram a genVn
le daequipagem como prsioi.eiros de guerra. A cs-
quadra anglo-franceza do Batuco continua a sua
marcha. Aguarda-se todos os das a noticia de um
acontecimenlo importante, realisado ou naquelle
mar, cu no mar Negro, ou no Danubio.
fliifia*O governedo czar maulem os Russos por
toda a parte, e particularmente em Odcssa na mais
completa ignorancia acerca da que se passa no o
Iraugero. As froiileras eslao hermelicamenle fe-
chadas, nada transpira do cxterinr.e por toda a par-
le se propagan! os boatos mais absurdos e mais gros-
sciros. Eii aqu un que excede a ludo quanlo se
possa imaginar: Depois di bombardeamento de
Odessa, as autoridades militares para explicar o ata-
que dirigido pelas esquadras alliadas e boato de que os lnglezes e Fiancezes haviam abraca-
do o Islamismo, e prelendam dcaccordo com a Tur-
qua fazer que a santa fussia ahandonasse a fe or-
thodota pela ao propliela; esta ridicula invencSo
encontrou crtica entre o povo.Correspondencias
particulares aftirmam que as guarnieres deNicolaief,
de khersun edas cidades da Taurda acabam de ser
grupadas em torno de Odessh, que tambera est cheia
de soldados ; os habitantes silo obriga los a hospda-
los : urna cidade tomada de assalto nao- solfre um sa-
que mais medonho.
Um banqueiro judcu mein arruinado por causa do
bloqueio, e a quem exprobravam a sua metqiiinhez
exercida sobre o sustento de um pelota de 18 ho-
mens, que Ihc haviam imposto, foi chamado pre-
sentada polica onde receben por castigo 50 baslc-
Uoje que a insurreic3o grega est dest'arte com-
primida cm todas as parles, hoje que o movimento
inspirado pela Russia como urna dvisSo, como um
embaraco, como urna, comptatelo na grande questSo
enropa, cesfBu em lodos os ponto*,' boje que a oceu-
parao do Icrrilnrio hellenico pelas forras das duas
grandes potencia^occidentaes assegura daque|te
o socego ea tranqbillidade, pode-se, semjjitM
reccr dar aos filhos de Themisloeles um Wuvjffeif
gosoacoro{oameo(o, chamar a atleuijo^fla.-ffiplilma-
cia.europea sobre as imperfeices da oYra-.apor ella
execufada no fim da prinfpra melade dese scalo, e
indicar- Ihes, no momelo em que os negocios do 0-
rienle occasionareni'qma Iransjtiymacn da carta da
Europa, o que for suseeplvel de completar o traba-
Iho de regeneraban, sobr' qne ja lem passado 25 an-.
nos sem qae o fbncliin.
Pediremos que nos conselhos da polilica do nosso
velho continente, a gloria dos seus avs proleja a
('recia e a recomrcende indulgencia, porque os
(Ireos, sejam quacs forcm os feilos praticidos re-
cenlementc, sao dignos e capazes de figurar no con-
cert das nacOes.no foco da civilisacao moderna, ese
o^sou estado nascenteno tem lomado lodo.o desen-
iiis creadores jnlgaram poder es-
perar, he por eatcnbslacuto!
nhos peja mor parte. Um esludo r
'Viril niiirlnit- ^n mmmnutna nT:JTcu
uao degenerados desses velhos horn*J
O numero dos professores he de 150,o dos alumnos
he de 47,000,ldos quaes 6,250 do sexo femnino.
Alm (lisso o governo sustenta em paizes estrangei-
ros por meio dos fundos destinados propagarao da
inslrucc.io publicada, 27 joveps. gregos, 9 estudam
medicina, 6 boas arles, 4 liltaratura, um dircilo,
um scienrias pri*.sicas e mathemalicas c 6 theologa.
Afiual existe *m AtKeua* um observalorio levanta-
do o cusa do bayaQHECle Vicunti, tima bibliolhe-
caque ja conterrilwJBMhmes, urna collecsao
ile instrumentos de phs-sest, m jnuseti de historia
natural, um musen anatmico. um museu de ana-
toma palhulogica. A imprejw era lis-re na Grecia
al antes da promulgaeao 'da conslluiio actual.
Na poca da guerra da independencia ngo exista as
regies,que formam hoje o reino.um jornal se quer,
ncm nesmo urna s lypographia, nflo exisliam esco-
las seno cm Sepilmos, em Mssolonghi. em Dimi-
Izana, eem duas ou tres outras cidades com mui
pequeo numero de discpulos, ans qnaes t* ensina-
vam as lellras gregas ; hoje Alhenaspossue. 19 typo-
graphia*, contendo 40 prelos, 8 fundtces, 10 prelos
de lilhographar, Uyra possue 5 typographiis e urna
ftmdicao, Tripotes, Nauplia, Pairas e Chcelcrs lam-
hem (cm. Publicam-se na Grecia 22 jornaes e 4
revistas peiiodicas. Estas 4 revistas assim como 15
jornaes dos 22 a'ppsrecem em Alhenas. Como dei-
tar alguem de se impresionar por essa actividade
' Tntelleclnal cin favor da qnal concorrem por outro
lado taas recordac,Oes ? Como nao se seguir com
inleresse esse povo'que fez tantos esforrjos para sahir
do limbo da barbaria'.' Os (rogos modernos sao na
realidade o que foram seus pas, a cultura inlellec-
lual havia precedido enlre os antigos (reos todas
as outras culturas ; o mesmo pheaomeno se repro-
duz hoje entre os seus descendentes. A charra an-
da be a de Triplholerao, o vnlio adoeccado he sempre
guardado em odres, os colches sao urna 'invencao
que ainda nao foi aperfeicoada,mas sao admiraveisos
progresaos realisados as sciencas e as artes, he ad-
miravel o numero das escolas, das academias, das
sociedades luteranas. A Grecia quiz prmeiramon-
(e ler poetas, sabios, artistas, obra bem porque ella
lem lempo para ler pedreiros, carpiuteiros, serra-
Iheiros, he fiel ao seu passado, quer primeramente
glor, o resto vira depois. Nos povos do Occidente
que por conselhos dos economistas temos sacrificado
ludo ao ulil e ao bem estar, saudamos de longe esta
joven nacSo qneainda nao he bastante razoavel para
preferir a materia a intelligencia.
O ^ue fizeram os Gregos, ha 25 annos, para levan-
.lar na Europa esle universal enlhusasme 1Revol-
m-sc contra os Turcos. O que prclendem elles
oje'.'Concluir a obra comecada. Al cerlo ponto
sao conseqjnites, mas a Europa occidental que os
coadjuvouflambem he consequente oppondo-se hoje
s suas pretcncSes; se quiz restituir liberdade a
trra classica, o bercp da liberdade, nunca ndmitlio
a reconsliluiro de um imperio grego, leudo Cons-
tantinopla por capital. Fazemos votos para que a
sua imprndenle sublevarlo nao prejudque os inte-
resses e a independencia dos Oregos. Desejaramos
que o protectorado e a influencia dasgraudes poten-
cias occidenlaes nao embararasse a liberdade de ac-
co, o cnlhusiasmo e desenvolvimento da Grecia re-
generada. Ainda repelimos, desejaramos que esle
pequeo estado qne abafa nos arnnliados limites da
conferencia de Londres, fosse augmentado, nao as
colossacs cchimeneas proporrOes de um imperio b>-
sanlino, mas que se Ihe juutassem as provincias gre-
is que anda esto, nao se sabe oporque,sob o domi-
Tnrquia, e que se eslendessem al o Pind,
ale o Os rnup. atf Canda, al CUios e Sainos, os SCx*-'
'" linjiles So arbitrariamente tragados pero
dclinitis o que o constituio. "'
nho, eis-aqui a sua rrulhcr, elle xnoaar Luiza.
Hermn commetteu a altado nao dizer nada ao lio
acerca de madama de Vcrneuil, o general commet-
teu a de compromette-b sem que elle sonbesse, para
com madamesella de S.l.uiirenco, que bada mais eli-
ge do que dar esle concho que te Ihe pede.Mada-
ma Raimbaud convida toda a gente para a sua casa
de campo, entro os ns dados chega madama de
Vernenil como vizinht de campo, a sua presenca
causa extrema sorprezi, o propro Hermn di a co-
nliecer o seu embarace, e a pobre mulher se pertur-
ba a cada palavra, a cala olhar de todos aqaelles qu.i
a cercam ; enro o jov:n Courteay annuncia ao lio,
que elle ama madamt de Verneuil e que se casar
com ella.O generj sustenta qae um homem de
honra que pretende sr respeitadu na pessoa de sua
mulher, nao deve caiar-se com urna amante ; Her-
mn diz que ella foi sua amante, e ja menos apaiio-
nado, persiste no prjecto de casar-se, o general se
torna enlao mais ciar), e Ihe faz confessar que elle
se casa sem amor cora a condessa de Verneuil. Esta
oovio a confissao por traz de ama porta, moslra-se e
nao aceita o sacrificio do seu amante, abnega-sc, res-
tilue-lhe a sua palavra, moslrando-lbe Laiza, e s*-
parando-se afim de deixar a Franca para sempre.
O Marmorario.Ha dez annos M. de Gervois
deiton a branca pan ir a India procurar a fortuna
que havia perdido ; volt para nunca mais deixar
sua mulher e seus deus filhos, Edmundo e Clotildes
que elle projeclava casar com o filho de Sir Filding,
o seu melhor amigt. Chega, desembarca, corre,
a braja a mulher, abraca o filho, chama a filha.
Collado I Clotildes,! nao o ouve, est mora e j no
tmulo. Entreunte, na alcova da menina infeliz,
se encontra urna orphaa de 16 annos, remellida ha
dous das a Mad. de Gervois para ser a professora,
a amiga, a comparheira de sea filho. O pai abra a
porta e brada : eif a minha querida Clotildes, quan-
lo he linda, qianlo sou feliz I Senhor, senhor,
balbuca a joven.orphaa espantada. Oh 1 nao o
desengae, dizem baixnho a mi e o filho, que nao
sabiam como dessem a M. de Gervois a noticia fatal.
Seja sua filha por alguns dias.A jnenina nao lem
animo para recusar, e todos os dias e todas as sema-
nas que se passam, recolhe ella todas as ternuras da
adoraran paterna i mais palhelica, at mais vizinha
do ciume.O pai j nao pensa nos seus antigos pro-
jeclos de unan com o filho de Sr Filding, para amar
Clotildes exclusivamente. No seu affecto, al expro-
bra a Edmundo nao amar bstanle a irmSa, mas
depois, sorprende-o aos ps da menina, e julgando
adevinhar um terrivtl mystcrio, ei-lo que manifesta
a sua colera e a sua dr, renovando o casamento
adiado. He no meio desle desespero e desla cons-
lernarao, que um homem vestido de luto apparece
porta do salao com um papel na mao, que apresen-
la a M. Gervois: Este papel que aprsenla o mar-
morario conten o feito do tmulo da menina mor-
a. O pai empallideceu e vacillou por um momento,
mas os olhos do homem se cravam sobre a segunda
Clotildes, c as lagrimas se enchugam idea de que
ella ficar sempre ao p delle, e que,se ainda nao era
sua filha, ia se-lo na realidade.
Esta peta nao pode sustentar a analyse.sob a rcla-
3o da verosimilhanga, o inleresse se ressenle de
falla de illnsao e de falla deprazer no aspeclodasce-
na, tanto he verdade que um autor, por maior que
seja o talento que possua, triumpha difllcilmente de
um dado falso e m o,'onde era impossivel ser fiel s
conveniencias do sentimento, e s mais imperiosas
de todas, as da dr. Sem o nome de Alexandre
Humas esla obra dramtica passaria quasi desap-
percebda.'
Madamesella Rachcl voltou a 30 de maio, prece-
dida'do estrepito dos seus triumphos alravez da Rus-
sia, da Polonia edos estados illemes, para o Ihea-
lro francez, esla scena que a recebeu menina, e aca-
^>a de dar-lhe os app*lausos que Ihc fizeram palpitar
o coracao de coragem e orgullio.Fez a sua reap
paricao no papel de Phedra, o imperador e a impe-
ratriz assstiram representar jo. G. M.
INTERIOR.
stilvaram o palz e 'iiraao ncctdjntafeh invaso de
lodo o Oriente, qao affrontaram nos lempos anligos
esses etercitus innumefaveis, que venceram em M-
ralhonia,em Salamina, em Platea, ganhando sobre
um espaco estreto e reswvado, essas victorias que
decidiram a sorte da civilisarSo europea.
E primeiro que tudo diremos, para a explcacSo
do passado, que nunca um soberano se achou em
urna siinar.io mais embarazada do que el-rei Othon.
Impellido de lodos os lado, pela Inglaterra,Franca e
Russia, o joven re, principe ha varo, se livesse sido
mais enrgico, nunca tena podido sahir dos emba-
razos iuexlricaves da sua siluacao ; por oulro lado
tem sempre mostrado o maior respeito caria do
pai/. ii acrao dos poderes conslilucionaes, vio depois
da sua ascenrao a nacao grega prosperar evidente-
mente. *
O estabclecimento de urna sociedade polilica, de
urna administraclo. de um exercitq regalar, de im-
postos regulares, de tribuimos regulares, a crearlo
de urna universidade, de urna biblioteca, de um
museu, de um gymnasio, de escolas, de sociedades
scientificas, a edificacaode urna cidade inteira com-|
os seus edificios publico, um budget crescendo gra-
dualmente de 4 a 20 milhocs de drachmas, sem que
as despezas passem alm da receila, sao resultados
que sem duvida valcm alguma cousa. e mereccm
a.pena de ser lomados cm consderarao.(inverna-
da alguns annos por Ravaros, escapara a Grecia a
una admiilislraco estrangeira para se collocar sob
urna conslituicSo imitada da carta franeza, "o,seii
verdadeiro infortunio he nao ter podido, em razSo
dos soccorros de toda a especie de que leve neces-
sidade para se fundar, e da fraqaeza dos meio* de
que dispe, emanciparse ainda da tutella das tres
potencias que contribuirn! para eslabelere-la,a
Russia, a Franja c a Inglaterra. A historia dos
parlidos na Grecia nao he oulra cousa mais do que
a propria historia do protectorado dos tres gabine-
tes. Successivamente, a Russia, a Inglaterra ea
Franja lem disputado enlre si, e tem exercido sobre
aquello terreno urna influencia de que os diversos
parlidos indgenas nSo lem sido mais do que repre-
sentantes. O nico recurso da Grecia no meio das
olas diplomticas de que era o tbealro, era lalvez
tolerar os seus males com paciencia e aguardar que
esta* influencias se deslruissem reciprocamente. E
alm disso, a raja hclleirica lao intclligenle horne-
ra podido realsitrgrandes omisas, se a conferencia
de Londres livesse querido fazer da Grecia um es-
lado serio : cm scz de constituir um reino verdadei-
ro, formaram- o com a mais pequea parle da raja
grega, da qual a mais numerosa pertencia ao impe-
rio ollomano. Segundo o ullimo censo da Turqua
os lidenos do imperio sao avaliados cm 2 milhocs
d'almas, ao passn que os lidinos do reino grego
nao fazem, segundo o censo de 1817, se nao 900,000
almas pouco mais ou menos. Se a diplomacia li-
vesse querido fazer um estado serio, devera chamar
a independencia loda a rara hcllenica, c lalvez hou-
vesse podido fazer da Grecia assim constituida urna
vanguarda contra Russia, e nao dever ella reparar
o seu erro, no momento cm que a guerra termina-
da, so concluirem tratados que mudem certas fron-
leiras ? Sem que se enfraqueca e se diminua o im-
perio ollomano, nao se poderia, destacando as pro-
vincias propriamente hellcnicas, fazer da nossa
Grecia urna naro Corlee rica de futuro? Dcixc-
mos que a diplomacia resolva esla questao por nos
indicada.
Por maiores que sejam os obstculos c as difficul-
dades encontradas polo povo grego, elle lem dado
prosas de urna rara energa ; coiiseguindo mover-se
a despeito da camisola de forja que a Europa Ihe
impozera. Em 1831 o Piren possuia apenas 56 na-
vios mercantes, medindo 268 toneliadas, hoje esle
protocolo
KIO DE JANEIRO.
> SENADO.
nadas. Todos os negocios csiao iiiterrompido, j se porto lem mais de 300 as ios di
.
tem manifestado grande numero de falimientos, ou-
Iros mais importantes eslao inminentes, a crisecom-
inercial he particularmente intensa em S. Petcrs-
hurgo, e o governo lem recorrido aos mcios mais ex-
(raordiniro* para remediar esles males. Um nego-
ciante criminoso por ter fallido, foi deportado para
a Siberia, e um meml.ro da nohreza convicto de ler
orcasionado a inspenso de pagamentos, reclamando
um capital que Ihe era des ido, ro condemnado a urna
mulla de 153)000 rublos e esilado para as suas Ierras.
Qaaoto Odessa, se o bloqueio do Mar Negro
conllnuir, a ruina ser'iao oomplela como se a cida-
i commercio, medin-
do 1,500 toneliadas, a nova Alhena* se eslende, a
partir do porto de Munychie al o Piren, cm 1834
nao has-i* nesle terreno senao urna nica casa, oon-
tam-se boje mais de 800 casas de podr, eumapo-
pulajfio de 1,0(10 habitamos, o movimento c a vida
lem substituido o silencioe a morle. Os Gregos sSo
industriosos e activos, de urna sobriedade proverbial,
depois de tres eruin- de cscravidao, elles lem en-
contrado em si um vigor c urna energa ncalcula-
vcl, soi lodos devorados pelo desejo de rhegar a um
alvo, de progredircm ; e Grego mais pobre e menos
illuslrado Irabalba 14 horas por dia, e roe de parle
A rainha ncsles ltimos lempos leve a impruden-
cia de aflagar vSas esperanjas, de as fazer partilhar
pela sua comitiva, epermitlir que fizessem scinlillar
aos seus olhos a coroa dos Commenes; o incendio
que arrcbenlou primeramente no Epiro se propa-
gou sobre todos os pontos do solo hellenico. A el-
rei Othon, enllocado entre a Russiae as potencias oc-
cidenlaes, ao principio nada mais se exigi do que
neulralidade, mas foi arrastrado pela torrente dos
espiritos. Nao duvidamos que elle responda de boa
.f s representarnos da Porta, dizendo-lhc que ia
reprimir a resolta, mas todos os exercitos enviados
contra os rebelde* fralernisavam com elles e volta-
vam as armas contra as tropas otlomanas ; sosinho
contra todos, o que poda elle fazer '.' Hoje qae ludo
est apasguado, ao sabemos qual ser o procedi-
menlo das Dolencias a respeiln da Grecia, mas faze-
mos votos pela sua independencia, e ainda repeli-
mos : permita Dos que a gloria dos seus avs que
ajudou-a a reviver, proteja o seu futuro e recom-
mende-a indulgencia da Europa.
necista Dramtica. Citaremos'entre as obras des-
ta quin/.en.i: Que dir o Mundo comedia em 5 ac-
tos de M. Ernesto SerretJ representada no Odeon.
O Marmorario, peja em 3 actos de M. Alexandre
limitas pai, representada no Vaudeville.Que dir
o Mundo ?Urna joven c formosa mulher, viuva de
um esposo que foi em vida um senlmr mui imperti-
nente, esculra depois do lulo os juramentos apaixo-
ados de um mancebo: a esles juramentos ella entre-
gou para sempre vida,alma ehonra,rendeu-se ;dar-
se-ha que tenlia commeltidouma culpa rreparavcl,
que s mereja desprezo ? O mancebo sosinho com
ella, he feliz com os seus amores, nos saldes lorna-se
soberbo em consequencia do enlhusiasmo que a pre-
senja dola excita em lodos, e com ludo elle recusar
reslituir-lhe a honra, porque o mando, fallando mais
alio que o sea corajo e a sua ternura, diz que se o
amante se casar com a amante, se aquello que violou
as leis da familia poder por seu gosto dar a sua dcs-
ordein a diguidade do casamento, a moral austera
se queixara porque o delicio nao receheu o-castigo.
Todava nao he mulo certo que o mundo armado
com esta moral inflctivel, leve ISo alto a sua rgida
virlude e a sua etquisita delicadez-i ao lugar das
unioes conjugaes. E por oulro ludo, ser islo urna
parlilha desigual da espiaran na culpa commum : a
felicdade para o mancebo que se ir casar em oulra
parle, o iaolamenlo para a mulher. Emfim esta
doulrina ministrara dcsculpa a muitas traijcs, a
muitas infamias, porque dispensara o homem que
deshonrou urna mulher de consagrar-llie toda a sua
vida. Como quer qucseja,este dado, sobre qucM.Er-
nesto Serret fez a sua comedia, o que he corlo he que
produzio urna obra de tlenlo, e merecen o grande
trumpho que o acolhe.- Em una lilla escondida
debilito das arvores de Meudoh, a condessa de Ver-
neuil recebe misteriotamenle M. Hermn de Cour-
teay, um genlil carallciro que depois de militas vi-
sitas, veio annunciar-lhe em certa manhSa, que nao
pode supportar um amor qae be necessario oceultar
como urna aceto m, que elle tem 28 annos, que he
rico e independenl?, que pretende urna existencia
publica, que se quer casar e que emfim Ihe. pede
a mi.
A condessa fica multo contente, e ella que espera
ha dous annos, coi rede mu fcilmente 15 dias, que
sao precisos para arranjar alguns negocios. Hermn
volta par* Paris, nceila um almojo em casa de um
dos seus amigos Alexandre l.cgrand, um tollo que
possue 3 milhocs, de quem zombain na sobremesa,
depois de Ihe haverem comido o almojo. No fim
desle almojo, os convidado* se tornam alegres e co-
mejam a conversar sobre uiulhcres. Madama de Ver-
neuil np foi poupada, um cerlo Thonguy narra a
sua intimida le cura lord Mevil, Hermn desafia-o,
mas lem o desgostn de so ver preceder por um prin-
cipe moldo-valacli o, o qual lambcm quer defender a
virliido da condessa. Chega am to d Hermn, o ge-
neral do Courlcn.iy, que lem necessidade de fallar
ao sobrinhn, e aconselha-lbc que nao espere como
elle os seas 60 annos, para c.isar-se. Entretanto,
urna carruagem deila dianlc do liolel madamesellas
Clara c Luiza de S. I.nurcnjo, duas filhas de am a-
ino companheiro d'armas do general, a mais vclha
he casada com M. Feliciano ilaimbaud, um amigo
de Hermn, a oulra anda esl solteira, e o velho ge-
neral todo clieio de si, brada, ao tomar a mao da en-
cantadora menina : en prelonda casar mea sohri-
sesso, e depoisaffTt'ppr-.'JM a acia' da anletedwuc, """ '......
o I. secretario d conta do seguinte expedienle :
Um offiolo do Sr. ministro do imperio, rement-
tendo um cxemplar do relalorio da repartijSo a seu
cargo. A' secretaria.
SSo remettidos commissSo de instrnejao publi-
ca os rcqucrimenlos de Benjamn Frankln de Oli-
veira e Mello, c de-Francisco Severino Cas alean li
de Souza I.co, pedindo faculdade para fazer aclo
das materias do 1." anno do curso jurdico de 01 in-
da, que lem frequenlado, como ouvintes, pagas as
matriculas, e mos(rando-sc antes approvados nos
preparatorios que Ihes faltam.
Passando-sc ordem do dia, contina a disonssao
adiada na sessSo precedente, do parecer da commis-
sao da mesa de 22 de maio, relativo i publicajSo dos
trabalhos do senado.
O Sr. visconde de Paran pronuncia-sc contra a
prelcnjo do Diario do fio, por quanlo, segundo
a experiencia Ihc tem mostrado, he impossivel ob-
ler delle urna publicajSo regular dos discurso pro-
feridos na casa, e declara ser sua npiniao,- on que
nao haja publicarn offical, conlenlando-se o sena-
do com a publicajao dos discursos em ettracto ; ou
entilo que, a has er publicajao offical, ella se con-
trate com quem melhor desempenhe, que at ao pre-
sente tem sido o Jornal do Commercio.
Concluindo, o nobre senador diz que desiste da
puhlicacao de seos discursos, se o senado decidir
qae a publicajao dos debates se faja no Diario, pois
nao tem lempo para faze-los liosamente, visto que
as olas tachsgraphicas que Ihe sao remettidas,
vem elles todo estropeados.
O Sr. Montezuma falla no mesmo sentido que o
precedente orador, e concilio mandando i mesa o
seguinte requerimento :
' Proponho que se contrate com o Jornal do
Commercio, ou nao haja publicajSo oflicial. o
O Sr. Hollanda Cvalcanti nao duvida da supe-
rioridad* do Jornal do Commercio em relajao ao
Diario do ttio, mas por essa mesm razo entende
qoc se deve proteger este contra aquello, visto que
com a sua influencia he urna potencia que ha no
imperio ; sendo certo qae a nao ser alenlada, ani-
mada mesmo, a oulra folha nao peder competir
com elle.
O orador dte qao, somenle para tirar o monopo-
lio ao Jornal o Commercio, nao Ihe daria sequer
um cont de res, entretanto que est prompto pa-
ra dar ele qualro tontos ao Diario do Rio.
O nobre orador, respondendo aos precedentes ora-
dores relativamente accusajo por elles "feila ao
Diario do Ri, de nao tomar bem os discursos pro-
feridos na casa, diz que o anno passado os seus dis-
cursos foram to bem lomados pelo Diario do Rio
como pelo Jornal do Commercio, e que somente
um espirito prevenido poderia encontrar defeitos no
Diario para favorecer ao seu rival.
Concluindo, o orador diz que, para garanda dos
discursos proferidos na casa, entende que deve ha-
ver puhlicacao offical, sendo para esse fim preferi-
do o Diario,do Rio ao Jornal do Commercio, sem
com ludo tirrosle eicluii|o de publicar os discursos
cm extracto.
bre senador, dita, aquillo que geralmonle so prali-
ca, aquillo que todo o homem deseja, quando faz
qualquer mercado.
Relativamente i questao de monopolio, o orador
diz, que nao.u ha da parte do Jornal do Commer-
cio, o qnal apenas be emprezario dos debales da c-
mara dos depulados, que a have-lo, eslava da parte
do Diario do Rio, o qual era emprezario do sona-
do, alem de s-lo lambem dos actos officaes do go-
verno, dos debales da assembla provincial do Rio
de Janeiro, da cmara municipal da corte, da de
Niclheroy e ainda do governo pelo que respeit a
tcUtorjos.
0 nobre tcuAr observa, que nao mereccmlo o
Jornal do COwffircio sympathias ao precedente
orador a quem responde, nao poda esle julga-lo im-
parcalmnte, por quanlo he fora de duvida que quem
nSo lem sMjpatbiaB, ou quem tem anlipathia por
qualquer Jmj*jBo*, necessariamenle v esse objecto
com cores dveJIB*vdas com que devoria ver se esti-
vesse imparciauk livesse sympathias, e dizendo o
Sr. Hollinda'nHlIcanli em aparte que applicasse
esse pensameDto,* sua opioiSo acerca do Diario do
Rio, o orador moslr.i qae n3o pode ter anlipathia a
esta folha, pois concorrera para a existencia della,
sendo para assim dizer um de seos creadores.
Depois de mais algumas nbservajcs o orador con-
clue da maneira seguinte :
Tenho etposto ao senado com franqueza a mi-
nha opinio, e creo qu nao abaso da sa* benevo-
lencia declarando-a antes da volajao, porque o se-
nado sabe melhor do qae ea como deve sotar na
questao de que se trata. ,
He Iido e apoiado o seguinte requerimento :
v ReqUeiro qne seja aulorisada a mesa a contra-
tar com a empreza que Ihe parecer.Altes Bron-
co. '
O Sr. visconde de Karan combate aind a pre-
tenjao do Diario do R6, e insiste em qae a publi-
cajao seja dada ao Jornal do Commercio, ou ento
que uao haja publicajSo dos debate*.
O Sr. Dantas, oblendo a palavra; exprime-se do
modo seguinte :
Sr. presidente, tratando-se agora da publicajao
dos debales da casa, nao me parece fra de propo-
sito contar a historia dessa publicajSo, ao menos
desde que cu me acho nesta casa.
Quaudo eu cntrei no senado, a puhlicacao dos de-
bates da casa era feila no Corrcio Mercantil. Ap-
pareceu o Jornal do Commercio c fez a publicajao
dos debates por menos diuheiro qae o Mercantil;
e, ou fosse porque a quesISo era de dinheiro, ou
porque o Jornal do Commercio desempenhava me-
lhor a publicajSo, o caso he que o Jornal do Com-
mercio ficou com a publicajao dos debates. Depois
este jornal pedio mais dinheiro. NSo me record
agora quanlo se Ihe dava antes, e quanlo se tinha
dado o Mercantil; sei que o Jornal do Commercio
pedio dois contos e qualro centos mil res, e foi con-
11 n o ando com a publicajao dos debates da casa.
Posteriormente o Jornal pedio tres conlos de ris
mensacs, e enlao o senado decidi que nao houvesse
publicajao oflicial dos debates do senado. Nao sei
se foi questao de dinheiro, ou se fot para cortar o
vo aos pedidos do Jornal do Commercio.
O Sr. Montezuma : Foi o meu requerimento.
O Sr. Dantas : O que he verdade, Srs., he que
ea desde enlao fiquei persuadido de que era neces-
sario alimentar urna outra empreza, porque quem
pede primeiro nao me recorda quanlo, depois dois
conlos e qualro ceios mil ris, e finalmente tres
contos de ris meosaes, e em tan cario espajo de
lejnpn, nao sei o que podr ainda exigir.
E note o senado que o Jornal do Commercio en-
gajoii todos os tachygraphos, para que nao appare-
cosse oulra folha que prelendesse a publicajSo dos
debales. Apparecea depois o Diario, adestrou os
tachygraphos que havia, mandn vir oulro* de Per-
nambuco, fez a sua proposta para a publicajSo do*
debates do senado por dous conlos de ris mensaes, e
o senado approvou-a.
O Sr. Montezuma : V. Exc. nao se lembra do
meu requerimento.
O Sr. Dantas : Eu ja fallo ao Sr. senador.
O Sr. Presidente : AtlenjSo.
O Sr. Dantas : Mas, disse o Sr. senador pela
Baha : o Diario nao cumpria exactamente o seu
contrato ; lodos os dias reclamara contra as suati
niiflnr -_e esses reclamos do Sr. senador eram por
'ra que senSo contr.itas.se com
residente : Esla prejudicado pela so-
nado.
indo a prmeira dscussSo Ho
alia do Ihrom
enla Bueno.
Q Sr.
tajan do i
Cornial
resposta mdoaPrimeira discussSo Ho projeclo de
ao Sr. Pin alla ,nrono> presidente d a palavra
menta Bueno : Nao desejo oceupar-me
mas eleijoesde S. Paulo ; limitar-me-hei
explica jOei.
ae o nobre presidente do conselho expoz
franqueza o modo porqte, no intuito do
paiz, julgou conveniente dirigir Ues elei-
ndo at a ler toda a sua correspondencia
pode essa quesiSo polilica ser examinada
egralmente, e independenle de pequeos
qae, vista de dados tao claros, ptrde-
alor.
imito que o nobre visconde presidenle do
optasse esse expedienle, j porque eacla-
eiiamcnte a materia, j porque resta-
ajo de ver que as cartas que, dirig a
;os em S. Paulo, nao laborei em equi-
com as ol
a algumas
Desde
cora tanta
so rs i jo do
jes, che(
a respeito
ampia e if
incidentes
rao todo o
Eslimei-
conselho a
recen pe)
me a sals
meus am
voco. i
Delucid
que nao pd
tes e mu'/
margas.
NSo pose .. ,
prmeira i, aceilar as Pnmeiras por dnas razoes:
contestaede, ,r1ue> em verd,d- nSo bes
existir. Ba e8onda' Porque nem mesmo podam
conselho es U re""c,ir-*e 1oe D0Dre presidente do
de dirigir-s,. :va em MU posl0' no dire"0 e no dever
o ,, como entendesse mais conveniente ao
pai/., e ou
tanto quanV ea dlrei, dc mtervir senSo
lsse. Desi "" anliiade ou benevolencia permit-
ver conversa f**" '",ogico concluir 1ue pode ha-
mas nunca i 5es ou mesmo d'cusses em amizade,
Em todo-i ^"'"lacoes.
ca entre o i "eP""*880 eleiloral, anica divwgen-
guinle ""ro*"10 de.s- Exc-> meu foi a se-
03o annniss DeseJava' e P*" me"n a 8. Exc, que
ndo assim o assuinpto.direi todava o por-
te aceitar asexpre*soesConfacoe/br-
fortesnem as expressoes queixas a-
lajo aos I
modifieajSo feita em S. Paulo em re-
prereriveis.i ** Mndidato 1ae "e mesmo julgara
passada ist 00i terra05 da carla Ia* ,ea na essao
Ilustre Pau ',le' l'oe na rosse excluido nome do
tro nao jnliisla Sr" Dr" ^ooleca- nobre minis-
qaiz ioterfei ou conTeDenl<' esse expediente, nio
m opiniao. aaeae >entidn, limitoa-sea significar
He naluti
Dcara se m ('ua en nao "cassa 13o contente, como
nao tadui-.311 JeseJ ,0"e deferido, mas cortamente
Sa eu en- '*' 'M0 '>or 9ue'a-a amarga.
p., itasse com ioteira imparcialidadeem S.
rauo, com- __ ,
descontenta desejava e recommendava.nem
. ficaria.
Nada na i ,. ,
a oveitar dina sobre laes eleijes, senSo quizesse
servacSo a 0PPrlumda<1epara desenvolver urna ob
as ca'rh," 0Qlr,ra aPnas iddiqoei.
bre as ulli'' 'D1Pre!sa com esse lbelfo famoso so-
ros imporl;M* eleiSM de minna l^sivincii, ha er-
que as copi Dle8' n3 9ei ** fi"">* da pres8a com
nlenciomc" foram >obtranida da impresso ou
Dzia eu !" Enlre nalTOt notarei os seguinles :
Fonseca, qi K Sr" F" f,ressc 1uc fal Sr' Dr>
\_se__' e ano coadjura-nos: e nesse impresso
, 'an'o coadjucamos : e l-se assim tal-
tem norsi i : ar'se <,uecsM ,lre '>aa,'sla nao
melhanle r' a""ei!8es *<"> Poe. Parece qae se-
^ pe foi dirigido s do sentido de hostili-
Um ntrj ...
qaefoiind e/ronea mudanjada palavra crtica.
Ha aiiv'dainenle ,UD5 t'tnida pela palavra cau-
le^ la diversas outras alterajoes imporlan-
Fajo estas
lor qa tem ob5ervacae' P* Ia" reflicU-se no va-
de um crim31 imPressoanoDyrai que eontem mais
Coneluiref' .
sobre esla ai rePeunl'0 9a8 na qnero demorar-me
naosporq[e!Uo,iae re*PeiU a minha P""a.
como tambe!" na r^'0 0^ett(S" melindre algum,
cesso eleilorf Por do de sea col' terminadoi e pel contrario penden-
uplemenlo, que he credor de alto res-
minha opiniao discussSo por ventara
peto, he i
premalura-'j
O Sr.
guardara]
rete, con
^^ales do so
O Sr. Hollanda Cacalcanti: ^**** aun .f
mullas ao Diario se se eatende que nS< cumpreo
contrato, mas nSo se deixe de contratar com elle,
porque decididamente he sustentar-se o monopolio
o Jornal do Commercio, se o contrario sefizer.
O Sr. Dantas : Por ventara nao foi o Sr. se-
nador pela Baha am dos que mais clamou nesta
casa contra o Jornal do Commercio t
O Sr. Montezuma Isso prova quanlo sou
imparcial.
O Sr. Dantas : Mas prova mais ainda, qae o
Jornal do Commercio tamberacommettia faltas, como
o Diario do Rio, e que apezar desus faltas que o Sr.
senador Ihe notou aqu por muitas vezes, quer
agora que se Ihe d a publicajSo offlcial dos deba-
tes do senado I Pejo pois ao senado que decida a
quem se ha de dar a publicajao sbflici.il dos debates;
mas que uo faja injuslija de tirar aquello qu esl
oa posse, e pedirei a V. Ex., 5r. presidente, que nem
suhmella approvajSo do senado a segunda parte do
requorimonlo do Sr. senador pela Baha, porque
ella he odiosa, pois ea entendo que o senado nao
pode prescindir di publicajao dos sens trabalhos.
{Apoiados.) Nos, senhores, ngo estamos na casa da
que se passa ; e ainda a.sim os seus actos sao todos
publicados officialmeMe, nos estamos reunidos em
assembla nacional, e por -onsequenca.^as as pro-
vincias tem direito de conhecer os trabalhos de qae
nos oceupamos. Anda Pode d.ir-se o caso de ser un projeclo ipprovado
na cmara dos Srs. depulados, e depois. cahTr, vindo
para o senado. Ora publicando-so^ as sesses da c-
mara dos Srs. depulados. e nao se publicando os de-
bales do senado, o paiz nao sabe os motivos porque
nos reprovamos esse projeclo de lei, e isso pode 1ra-
zer-nos um immenso desastre : tanto mais no lempo
presente, em que o paiz por assim dizer, conhece a
ullidado das leis pelas discussOes do corpo legisla-
tivo.
Pejo pois que V. Ex. submelU primeiro a appro-
vajSo do senado a parle do requerimento, oa da
emeuda relativa a quem se deve dar a preferencia na
publicajSo dos debates da senado, porque a outra
parte he odiosa, e como tal, inconveniente.
Q Sr. visconde de Paran : Pejo a palavra. ,
O Sr. presidente ; O Sr. visconde Jtr ralfbu
dnas vezes.
la ferreira : Sr. presidente, eu
silencio, se me parecesse justo o fer
Muelles, qae eulendem que o mundo
\* PM*te#*estgmatisao o seculu actual,
r" jikJP1^16 da scalos passados, porque
.etnafda estaUlg* faltar sem eaperanca de
$eeyTiima cousa ulil pnrn o palz. Entendo po-
reio contrario, Sr. presidente, isto he, que o mun-
N vai de mal a melhor, e que as culpas dos scalos
Pasados levam anampas s doseculo actual; nao
\\ portaoto de fazer algumas reflexes, espeeial-4
te no que respaila a polilica externa e compro
i, au menos no mea mdo de -entender, am
ri8r>,odever.
01 is porem, Sr. presidente,occapar-me-hei com
-ho do discurso pronunciado hootera pelo no-
dente do conselho.
sf^* -dente, cahio-me a alma aos ps quando
"""r'Ei., olhei para o senado esperando algn-
ras de desapprovajSo, mas s vi estatuas
W)ra, Sr. presidente,estatua* de glo de-
fe doslropcos, nao podem dorar raulo,
forja derrete.--se.
Ifc-de S. Ex. justifica a proposijSo qae ea
vho repolidJJ nesti casa,e lie qae a consti-
aerio he urna defunla. S. Ex. disse *
licito, qae era conforme eonstitujo,
ninistro dizer nao em oflicio, mas em
Iresdenle da provincia,que fulano e fu-
Jcvem entrar na lista triplico, que ci-
er infallivelmcute excluido.
Sr. presidente, quem quebranta assim os tratados
d direilo a que aquelles com quem elles se cele-
bren!, lambem os nao respeitem.
Sr. presidente, desejava que o nobre ministro dos
negocios estrangeiros informasse a casa do estado de
nossas rolarnos com o actual chele da confederajSo
argentina, desejava ser informado ca harmona que
existe enlre o nosso governo e aquello chefe. Sr.
presidente, lambem nao poderei deixar de locar em
oulros pontosimporlanlesde nossas relajos ctlernas,
Lucro fallar da clesintelligencia havida entre o Sr.
eal e o governo do Paraguay. Admiro-me Sr.
presidente, de que sendo j passado tanto lempo
ainda uo haja solujao aiguma ilesse negocio, sobre
o qual nao me alargarei porque nflo quero qae o Sr.
ministro icnhu de dar s&tisfajoes pelo que ea iqui
disser, como oulr'ora se deram pelo que diziam os
depulados a respeito do general Rozas.'
Sr. presidente, vou terminar sapplicando aos Srs.
ministros que olliem para o estado do Brasil, qae de-
clinando um pnut o de sua magestado altendam o
opprmido e misero povo brasileiro.
_ O Sr. presidente (depois de alguma pausa) ;
NSo has olido mais quem queira fallar vou consultar
o senado se d a materia por disentida.
O Sr. D. Manuel. Pejo a palavra. {Indo pa-
o seu lugar costumado.) Nao quero que passe
mais esle escndalo.
OSr. presidente : Tem a palavra.
O t>. Mannel:Sr. presidente, nao lencio-
nava hoje tomar a palavra, e por cerlo, senao fosse
ver que sa ia voUr o proeclo de resposta falla do
Ihrouo, sem que o Sr. ministro dos estrangeiros, j
nao fallo de algum memoro da commissao qae a
redgi, se apressasse desfaxer a impresso que
necessariamenle devia lr cansado na casa o discur-
so qae acaboa de profent 0 mea nobre amigo sa-
nador pelo Maranho. Tao VaVes foram as ques-
tOes que suscilou esse discurso, tg0 poderosas fo-
ram as rcflexoes com qae o meu. nobre amig, des-
envolveu as suas opinioes ronsciturosas t'icerca das
nossas relajoes com as duas margent, linha direilo a que om ministro da cotos se ergstas-
se immedialamente para responder, e justificar al-
gumas serlas e graves accosajes, qae ao gaveras fo-
ram dirigidas, e que eu em parl comparr*}^ que
tambera as hei de fazer ao governo pela itSMeira
porque tem procedido as relajoes nao. so para com
as repblicas do Prata, senao lambem com e Para-
guay. E queria-se encerrar a discusjao? E house
quem aconselhasse isso? E um dos honrados mem-
bros da commissao nSo abre a bocea para susten-
tar essa apolheose chamada resposta falla do
Ihrono?....
O Sr. Visconde de branles:Nao se quera en-
cerrar a discussao : queria-se qae pastase* segun-
da discussSo. Enlao basemos tagarelar mnilo.
O Sr. Manoel:Tagarelar nao he termo par-
lamentar.
O Sr. Presidente :Ordem.
O Sr. D. Manoel:Nem me persuado que o
nobre senador na posijao elevada em que se acha,
rl he nma das glorias do nosso parlamento, que
membro da commissao e at me parece que foi
qoem redigio o projeclo de resposta a falla do thro-
no, possa tagarelar.
Sr. presidenle, eu nSo sei se S. Exc. quer dar ao
secado o prazer de oavir a sua voz eloqueute, nao -
deve perder o ensejo que pode tomar mais vetes a
palavra. En tenho oovido dizer j que S. Exc. len-
ciona sustentar o seu trabalbo, tenho aguantado com
impaciencia o momento dessa suslenlajatf a qaal
ea ouviria com vivo prazer e com a attenjao que
por outras vezes tenho prestado ao nobre senador...
O Sr. Visconde de brante*:Aiuda nao linha
que defender, porque o projeclo ainda nao foi com-
batido.
O Sr. D. Manoel:Aceito o aparte do nobre se-
nador, porque em verdade o-projeclo he obra tao
perfeita, e um elogio ISo pomposo, he um insen
tao pouco sao, que tive vontade de nao combale-lo,
porque ha trabalhos assim como proposi jos que nao
se des em combaler, por exemplo, nao merece as
honras de refulajSo a proposifo de que a consUtei-
eio permute se mande excluir de urna cleiro as ad-
versarios....
_ o Sr. Visconde de Patan: He urna propo-
sijao que me empresta, qae Ihe convm empret-
tar-me.
O Sr. D. Manoel:Eu ejemplifico....
O Sr. Piseov.de de Paran:Mas com om exem-
plo que nSo existe.
O Sr. Presidente:Eu nao posso pormillrr a
discussflo em dialogo, porque o regiment pro-
hibe.
O Sr. D. Manoel:Sr. presidente, ea j por
vezes tenho declarado, que me nflo importa com apar-
tes, que gosto mesmo delles, e se porvenlura be um
favor que o regiment faz ao orador impoodo a V.
Exc. o dever de advertir os que o interrumpen), be
um favor a qae renuncio; mu declara lambem, que
o respeito do Sr. presidente do conselho fiz lenjau
firme de nSo dar-lhe um s aparte; S. Exc. fallou
hontem por espaco de hora e meia, e de proposito
nem urna palavra profer, porque nao quero oavir
ditos que me obriguem logo a responder, e sempre
a responder, porque nanea o Sr. -presidente de con-
selho ha de dirigirle a mim que nao lenba prompta
resposta. Peco por la nlo a S. Exc. que rae aio d '
apaste.....
O Sr. Presidente:Ea poderei tolerar am oa
oulro aparte, mas estou resolvido a reprimir lodos .
1"* '" -Tidnra rtiinimfln a l: -- r, i



cmara municipal do munieipio neutro, em qae cad |*h Sriie4aenl()i 0 mBro quo i^xm pra|ica
cidadao do municipio pode ir para as galeras ver f Irroga-sea. berama do povo, arroga-se as attribai-
O Sr. Montezuma, sustentando o seu reqnerimen-
t, diz que elle oOerece exactamente aquillo qne
he mais fcil, e que mais promptaiitenle pode deci-
dir a questao. Se a senado quer que haja publica-
jes officiaes, sejam estas feilas pelo Jornal do Com-
mercio, que he quem melhor pode desempenbar
esle Irabalhn, se peto contrario^nao quer, eutao de-
cida, nSo contrate com cmprfcario algum.
O nobre senador continuando exprirae-sc da ma-
neira seguinte:
Ora, senhores, nao posso deixar de niaras Huir-
me ao ouvk- o nobra senador por Pcrnamhoco dizer,
que o Diario do fio nao esl cm circumstancias de
bem desempenbar a empreza da publicajao dos nos-
sos debates, e ao mesmo lempo logo conjunetamen-
te. declarar quo apezar disso elle quer que seja o
Diario do Rio o emprezario dos noesos debates. He
o contrario daquillo que usam lodos. (Jiiando se
trata de fazer um mercado todos qaerem ser o me-
lhor que he possivel servidos, c pelo prejo mais ba-
rato.
O honrado membro diz, a fazenda he m, nlo
presta para cousa alguma, nao serve meimo, eu
quero oulra fazenda ; mas, por isso mesmo que ella
he m, eu a quero comprar, ho exactamente o con-
trario daquillo que a bem Q Sr. presidente : Como presidente do
devo ctplicar, oa para melhor dizer, estabel
poni da questao. A mesa nao deu am parecer;
sentido rigoroso da palavra, ella absteve-se mu
ciliadamente de empregar esse termo ; por que cin-
siderauiln-se ligada pelas volarnos do senado, que
haja publicajao oflicial dos debales do senado, se
assim nao losse podia algum membro della discor-
dar dessa opiniao. Eu era de opiniao que se nSo
dsse diuheiro a nenhum jornal pela publicajSo dos
dbale*. Havcndo porcm urna resolujSo ullima Jo
senado, cm que se delibcroii- que a prelcnjSo dos
pruprotarios do Diario do Rio de Janeiro nao esla-
va prejudicada ; por isso a mesa submelte ao sena-
do as condijOcs de ambos os pretendentcs publi-
cajao dos debates, o disse assim (/('.)
Agora o honrado membro pela Baha aprcscnlou
um roque rimen lo.em que se diz que a publicaran se-
ja feita pelo Jornal do Commercio, ou entao que
nSo haja publicajSo oflicial. Ora, constando este re-
querimento de lartes muito distinctai, como sao,
que uo haja publicajao, ou que hvendo seja dada
ao Jornal do Commercio, en vou primeiro cousul-
tar o senado, se quer que haja publicajSo ofli-
cial ; porque do oulra maneira seria urna espe-
cie de sorpreza ; para o que eu formarei urna liypo-
Ihesc. I'dc haver senhores que nao queiram a pu-
blicajao oflicial, masque haveiido-a,a prefiram nes-
tc ou naquelle jornal, Ora, solando-so primeiro,
qual dos dous jornaes (eria a prelcrencia, liras a ni
esses Srs. inhibidos depois de volar se queriam ou
nao a publicajao oflicial. Vou, porlanlo, por a so-
los a emenda do Sr. Moulezuina, na parle relaliva a
haver ou u,lo publicajao oflicial.
0 senado decidi que baja publicajao oflicial dos
debates, e em seguida votaram na questao de prefe-
rencia 17 Miembros pelo Jornal do Commercio e 17
pelo Diario do Rio de Janeiro.
Q Sr. Alies liraiu-o : Parece-me que he ago-
ra oreasiao de tratar-i do meu requorinienlo.
jes do pesj moderador, annullao Ihrono, escravi-
M"' con*5' ^"n semi-Deos n'ura Dos de Epicaro.
"f. Pre*W le, quando o nobre senador pelo Rio
Grande do yi (e responda ao Sr. presidenle do con-
selho, en diese em aparte que, ao meos S. Ex. era
franco e sinee 0l dzia o qne senta, e dei esle apar-
te* convencido i0 qae 0 anno passado disse mui cla-
ra mete, que j nao havia no Brasil sys lem a consti-
lucijMLjfiorqu a sua base principal eslava inlera-
mente71*Mida, ,or que a, eleijes s se fazem por
Ires modos, fals ficando-se as actas, amedroolandu-
se o povo com a neacas e derramando o sangue.
Sr. presidenle nossarei agora a.drzer alguma coa-
sa sobre os rujgoc MlernoS) ao obstante o Sr. mi-
nistro dos negoei estrangeiros ler como que ador-
mecido em su*p ijijcj en(endo que muitoeenv-.j
ra ao paiz qoifip Im teiarasse, qual o remita-
do qae liroo da^i 5losa ijj^barao dessa nnhada dt_
tralados,qne se-fc .Bm com a republca Oriental.
Sr. presjdeutej t tt minha humilde opiniSo, a po-
litiea qu*jfttcm st ,^0 pqda Mr jfinid ama po-
f'i" "''i' ....... '"' 1 tlM|fr.'|i lili leuliam
ruis espiulua 4o q a, Rwja, de Baenos-Ayres ;
flores cujos espibhoi |lao de rasgar a s veias brasi-
lera*, i
: Sr, pretialla^ls ^ qilai o*n qne S. Exc. le-
ve em' vista quand* ,andou tropas do Brasjl para
Monlesidq ; o qsjf querer ^cr a respeito deste
paiz, possuidor 4 wsiiario ? Estaremos no caso
da Hussia,VJ**P_lQijr erra. a repeito da posse, oc-
ouptcSo, u 5t*Mn imperio Ollomano Sr. pre-
sidente,-o u/)tajs.fnr r0 parecc que vai seguindo
passo a-paato a* |>ega. 4 qile deram no lempo dos
Srs.- D. Joao VI e D. ,dro \, a respelo da republ-
ca Qriehtil.
Sr. presidenle, parefti mo que ^dj ,c (em apren-
dido do passado, enlre uo |ie verdadc inconcussa
I he do qae a profeca do
que o passado nada ni1
futuro ; desattende-se t lu,|0t e o3o so x marcha
para Montevideo como,
Europa para fazerem o "
com tal desembarajo cor'
convidam as najSes da
esmo, slo, Sr. presidente.,
se se Iratassc de dar all
um grande baile. Vi
Sr. presidente, o nobrt* nislro dos negocios es-
trangeiros, que se fez surn e que se lornou mudo c
cgo quando um presiden, legal, nosso amigo, co-
nhecido pela sua prohija e imparrialidade, pedio,
invocando os tratado;, qu* sustenlasscm.lic o pro-
pro que manda tropas en'| min de um desordciie
que traustornou a |>az da r ublica e derribou o |>o-
der legal. Sr. presidente, n u comprchcmlu que in-
elinarflo he esta para os arV -histas : quando o ge-
neral Urquiza era aqui trav de rebelde por um
conselheiro dc eslado, favct i.sc L'rquza ; boje
que elle he dictador legal dts a confederajSo, nSo
oronsidam. Eslar-se-ha m* m esse general
Sr. presidente, admira-mo \ 'alidade da facili-
dade com que foi reconhecidci goserno do lira
sil o acluat presidente daqucll' mblica, em detri-
mento de outro que exercia le. nte esse cargo, e
a quem na forma dos tratados \, fuevida toda a pro-
teejao, e cujo crime foi nSo obk ecer aos revolucio-
narios pnndo-lhes troperos.
O sr. D. Manoel:Sr. presidente,laetarq an-
da oulra vez,'qae nSo me embaraco com os apartes
de todos os oulros senhores, roas nao quero os do
Sr. presidenle do conselho, mesmo para nao obrigar
a V. Esc. a laojar mSo da medid* mais enrgica
Erescripta pelo regiment; o qae quero he qae V.
xc. me garanta a liberdade que me perteaee como
representante da najSo, e em toda a sua pleniuide. o
que al agora V. Exc. tem feilo porque he eminen-
temente justo.
Sr. presidenle, esqueceu-me na sessSo de hontem
dizer alguma cousa sobre o qae asanrou o Sr. pre-
sidente do conselho cerca da oleico de Gevaz,
quando disse que a candidatura do Sr. Maia fora
mandada da corte, como a actual chapa o foi.
Sr. presidenle, mi ha paridad* alguma enlre oque
agora se pralicoue oque sefezporoccasiiodaeieicSn
do Sr. Maia ; nessa occaso o governo nao impoz
chapa alguma provincia, nao manoou excluir nin-
guem ; um dos ministros qne he amigo intimo do Sr.
Maia.lembrou que era um acto meritorio recommendar
a eleijo de um homem tao dislincto ; mea IrroSo,
ento presidente da provincia, recebeu em eaminho
para a corte am* carta aroigavel de um dos asem-
bros do ministerio, moslrando-lhe a conveniencia
que havia em que Goyai elegesse aquelle illuslre
magistrado, e neste sentido escreven aquelle presi-
denle pan a provincia, e esta sem nenhum* repug-
nancia, antes louvando-se mnilo por ler sido lem-
brada para dar seus votos a um homem ISo impor-
tante, aceilou a candidatura e degeo-o unnime-
mente. Mas que nenhum dos membros da admins-
tracSo de enlao empregon meio* menos honestos;
porm agora impoz-se ama chapa, fez-se mais, dis-
se-se : nSo consinlaes que enlre epposicionisla al-
gum, principalmente D. Jos. > Qu< immoralida-
d* E nao 'he s isso, qae espirito vil e baixo de
vinganja I...
O Sr. Visconde do Paran : Espere pela re-
plica.
O Sr. D. Manoel: E V. Exc espere pela (re-
plica.
O Sr. Presidente : Essas expressoes nSo sSo
parlamentares dirigidas a um membro da casa, e
Kincipalmente a um ministro da sorda : os nohrrs
adores deven) guardar na discussao todas as con-
veniencias, e atlenderem que o regiment recoro-
roenda exprtssamente que nlo se empregaem perso-
nalidades.
O Sr. D. Manoel : Sr. presidente, em resposta
a esla observajo, cu figurarei o caso de haver na,
casa um membro que fosse chefe de noticia, e qae
por inir.izade para comigo ou para com oulros de
nessos coilegas, me mandasse agarrar pelos esbirros
e lanjar-me na cadeia ; pergunto, eu oa oulro se-
nador assim maltratado, nao loria direito de dizer a
sse chefe de polica.qae elle nflo s tinha calcado a
Lcanstiluijflo, mascommetlldo o acto baixo e vil de
vinganja/'
O ministro da cora, Sr. presidente, em caso idn-
tico nSo tem mais privilegio; se porm V. Exc. luisa
em sua sabedoria, que eu nao posso servir-me desle*
termos, estou prompto a relira-los para mostrar
o respeito e considera jSo que tenho pela pessoa de
V. Exc.
Sr. presidente, ainda me reala dizer alguma cousa
acerca da contrailicjSo que achei entre o discurso
da cora e o relalorio do Sr. ministro da fazenda,
relativamente a considerar-se lisongeiro o estado
das rendas do imperio ; conlradiccSo que 6 Sr.
presidente do conselho disse nao existir, argumen-
tando de am modo que mostra nao ter comprohon-
dido.
Na prmeira vez qne fallci, depois de ler pondera-
do o eslado da Europa, a deficiencia de bracos que
se senta e outras circumstancias, eu disse qae se a
guerra conlinuasse nao poda haver esperanja de
crescimcnlo de renda ; a isto respondeu-se-me que
ha meos la fazer face s despezas. Mas, Sr. presi-
dente, nSo he isto que conslilue o eslado esperanjo-
so ; o cssencial he que as circumstancias nflo s se-
jam boas, masque prometan! melhoramento, que a
renda nflo fique estacionaria, e laiilojoa ha essa es-
peranja, que o nobre ministro nao foi buscar annos
de renda mais pingues ; mas leudo em vista estas
considerajes, lanjou mao dc um calculo bascado
em annos em que ella pelo contrario foi mais dimi-
nuta. Ha porlanlo contradiejao manifesta, ou eutao
houve falla cm alguma das duas pejasou documen-
tos a que me refer.
Sr. presidente, passando s relajoes externas e co-
mecando pela ultima occurrcncia com o goserno
do Paraguay, eu nao posso deixar de dizer que depnis
do nenhum respeilo com que o Brasil he tratado por
urna repblica sem grande importancia, que nao he
*\
para admirar o tom com que as legajiies inglezas na
cortease lem dirigido ao governo imperial.
Sr. presidenle, pelalcilura que vou fazer das dif-
ferejxes notas (rocadas por occasio da desiolelli-
gencia com o encarreiado de negocios do Brasil.que-
rn demonstrar as niinhas proposijes. Pela nota de
\-2 de agosto de 185.'!, dirigida pelo ministro das re-
lajees exteriores no Paraguay ao governo imperial,
espera o presidente da repblica urna satisfajSo pelo
procedimenlo altribuido ao mesmo encarregado de
negocios: esla ola he a que passo a ler (l ).
( L mais alguns documentos, que acompanha de
diversas considerajes.)
Sr. presidenle, jimio ao relalorio de S. Exc. ne-
nhum oulro documento posterior vem que d esle
negocio como resolvido, por sso supponho qae as
comnmnicajOe diplomticas continuara, e por essa
rento nao levarei mais lonse minlia* relieti>s, he**-
\


uiHinu ul rtiiHHnmuou icni^H rtiriH V, porm de passagem que In na caa um uobre
or.que poderla lelvez prestar imporlanlissmos
ros iicsja desagradavel occurrencia, por isso que
j he sabido, ja ertevc no Paraguay e chegou a
liiislar a muilo particular estima e atniade do
-hlein.' daquella repblica.
ir. presidente, nao obstante a reserva que cum-
a gjardar quando urna negociarlo searha penden-
, entendo que nao lia udisrricu em pcrguntar
i Sr. ministro, se o agente diplomtico brasileiro se
ofenden completamente das grave accusaeoes que
lie fez o governo do Paraguay ; lie de crer que ene-
jando o Sr. I.eal a esta corte fosse um dos prmei-
ros cuidados do Sr. ministro ouvi-lo a respeilo da
nota c|uc recebera do Sr. Varella ; t he tambem de
crer t|ue o Sr. Leal vie-se munido de todos os do-
cumentos para defender-so daque las aecu-aoocs,
que aserem verdadeiras, nao digo (|ue jusiilique'm o
acto do governo do Paraguay, mas I he pdenlo tirar
e carcter dioso que aprsenla pn meira vista, lia
metes que o Sr. Leal chegou, por lano pode ja S.
Exc. citar habilitado para cooheier da conduela
desse agente diplomtico, para informar ao senado
se elli proceden em regra, ou se pralicou actos dig-
nos de censura e de puuicao. Nao me consta que o
Sr. I.mI fosse demillido.e o Sr. ministro pode bem
nos informar a tal respeito.
O Sr. Ministro dos Negocior listrangeiros faz
jjgoal negativo.
. O Sr. D. Manoel: Isto prova, Sr. presdeme,
qrre o Sr. Leal est justillcado. ou que oSr. ministro
precisa de esclarecimeiilos ; lalvez espere do Para-
suuy para lomar urna deliberado jusla c acertada.
Porque se os factos de que he accusmloaquelle agen-
te fossora verdadeiros, eu nao varillo em acreditar
que S. Eic.leria respeitosamente pedido i corda que
lhe desse a demissao, ou ao menos urna prova de de-
sagrado, fosse qual fosse .Nlo tendn purein assim suc-
cedido elevo concluir,que com efleiti o Sr. Leal con-
seguid provar que lulo quanto naquella nota se al-
lega contra elle, he sem funda ment, que uniros mo-
tivos leUrminaram o governo do Paraguay a pra-
car um acto sempre grave com urna naran lJo ami-
ga como o Brasil se tem mostrado. E digo, Sr. pre-
sidente, sempre grave, porque as nacoes raras veies
lanceo iii.io desle meio a nao ser em caso de guerra.
Sr. presidente, isto faz-me lembrar a occurrencia
que houve com Portugal, e pergnntar ao Sr. minis-
tro para que mandou juntar ao relatorio as cartas
do eni'arregado dos negocios naquel e reino, escrip-
ias qu ando o Sr. Drummond deiion a iegacao< De
3 ne rvem aquellas cartas '.' O re,i lorio poda bem
ispensar esse pequeo fardo.
* Sr. presidente, o governo porluguer eonse'zuio 6
que diisejava.que fosse desfeiteado o Sr.Druminond,
que o governo do Brasil soRresse o que se sabe ; de-
pos disse em verdade que lhe cumpria aind tratar
mal ao notso encarregado de negocios, deixar de
receblo'.' Foi para isto queoSr. ministro faandou
publicar essa pequea corresponden! i a, para mostrar
que o governo prtuguei liona dirigido carias obse-
quiosas ao Sr. Santos, declarando que o freceberia
na qnalidade de encarregado de necocios iuteriuo 7
Sr. presidente, de ludo islo conclue-se que o
oobre ministro como que se ufana ninda do resul-
tado dessa trislissima negociarse ; mis nao querendo
u fazer reviveresleassiimpto que j o anno passado
leve urna luminosa dscusso, nada mais accrescen-
larei, e lermino aqu por lev dado a hora, pedindo
desde j a palavra para a sessfio segiiiulc.
. A diatossio fica adiada pela hora.
b l,e' anla-se a sesso.
ai de junho
Te e hontem lagar, urna hora da larde, a reu-
nao dos coinmercianles na praca 'do commercio ;
e depois de lida a acta da anterior ora 30 de marco,
deu o Sr. presidente Otloni a palavra ao relator da
commissao o couselhero Souza Franco..
O Sr. Souza 1;rauco disseque i oommisso, de
que linha a honra de ser relator vinlia. apresentar o
parecer de qae fora incumbido. Que nomeado em
o da 30 de maree ultimo, tinha elle orador apresen-
lado ;m crea de 15 lias o parecer, no qual muilo
desen volvidamcnte se ctavam os actos do que o cor-
po do commercio se queixava, eat os artgos do c-
digo criminal em que incorria o inspector da alfan-
dega da corle.
Que, poTem, firmando-se|cs actos em muitos docu-
menl m que era preciso que os outros membros da
commissao eiaminassem, e uccorrendo a installacao
do Banco Nacional, e oulros trabalhos que impedi-
r.nn alguna membrosda commissao de comparecerem
s reunios da. mesma, l.'vcra lugar a primeira so-
mi'iil; no dia 2de maio
Que nesla reuniao, orque a representaran pare-
cera muilo severa, e pessoaimcnle directa contra o
inspector da alfandera ; e porque sabia que o gover-
no imperial tinh ja tomado medidas que se esperava
flzcsjjm cessar os lamers, se asscntou em que os
membros da comnissao dariam por escriplo scu pa-
recer para se csclher o que mais conviesse.
A i ova iccuii.o ainda se demorou at o dia 5 de
junho : e porque j tinha'sido promulgado o decre-
to de 26 de al'd, em que o governo imperial procu-
rara dar remlo as queixas, houveram volos para
que nao se a'esenlasse maisrepreentarao, um para
que ella Bca*e adiaba at ver o cfl'eito das novas
medidas rodecretode? -'i de abril, e dous votos pa-
ra qns a'Pf'enlawei a representarn em compri-
men i 1 A df>*3o dajhjitfrnila ucrai,
Veipso (rem a i"?jaecordcl ."'sc-r-.-v* qr*-a r.,\-^..
^^^oaJiasSo^foji^ tao nnanime como tora a i)w
cisio \ e ll/.era nomear, se concordou em que se
>*-
l'ormiil.isse urna representaran ao governo imperial,
agradecendo-Ihe mui respeitosamente as medidas do
decrtlo de 26 de abril, no que dera o governo impe-
rial .nais urna prova de sua solicitude em prol do
commercio do paiz, e cojas queixas atlendera como
reaes e fondadas que eram.
5 oridor disse mais, que neste sentido redigira)
inmediatamente urna represenlafan, que estando/
rompa, uo dia 8, fora approvada ?m reuna i do
ia 10 desle roez, fazeodo-se-llie algumas inndilica-.
oes, que assignalara se lhe fosse pedido por ajgumi
membio da reuniao.
Ona ilo ao seu procedimenlo em particular, o ora-
dor polio permissao para explicar o porque, tend
proposto uina representadlo muilo lesenvolvida, q
firmad i em lactos, ceder depois a esta, e disse que
fora, primeiro, porque a posicao da questao ero
outra desdo qae o governo imperial procurara, com
o decreto de 26 de abril, dar remedio a grande parle
das quinas ; e poique entendia que a piara de?ia-
se mos rarrecouhecida a esta medid;, votando tam-
bem em unaoimidade a commissao, e a reuniao o pa-
recer recoohecimcnlo. e deixaudo sabedora do
governo imperial o fazer dar a esta e oulras medidas
a execiico precisa para acabarem as queixas do cor-
po do oiniDeicio. e deeidir o que e ilcnder de jir.s-
ca sobre as queixas na parte em que se referan) ao
inspector daalfandega pessoalmente.
A deliberarlo de 30 de marro, disr-e o orador, tica
pois em p, e o corpo do commorcio, para mostrar
en un.ilo profundo respeito aos poderes do estado,
nao lr la mais dessa queslo, e deixa sabedora do
govetoo imperial o tomar as medicas que julgue
conveniente. [Muilo bem, muilo ben.)
Em legnida o orador leu o parecer da commissio
ejepwfesftnco, fazendo sabresahir a parle de am-
lia-, un que aceita, e asradece ao'governo imperial
as medidas do decreto de 26 de abril e as que se pre-
paran), como urna prova da solicitude do governo
imper al em prover de remedio asqteixas do corpo
do commercio/ que foram assim julgadas renes e
fundadas.
Posto em discuwao o parecer e represcntac,ao, lo-
mouf palavra o Dr. Libralo de Cislro Cirreira,
c felicitou a reuniao porque a questao assim se con-
clua, cessando a lila entre o corpo ilo commercio e
o governn imperial, e fieando reconh ;cido que os ve-
xames que se diziain praticados pelo inspector da,
ulfand;ga nao procediam delle, pon m dos regula-
incnioi, e teulou fazer a defeza dest: empregado.
O Se. llibeiro deCarvalho (membrj da commissao)
moslrou senlimenlos do que o relator da commissio
fosse lem da explicado que ellesuppunha ennve-
uenle, por referir desintelligencias dos membros de
enmm ssao, que tiravam a forra ao oarecer, e por
se pr.ipor at a mostrar quacs essas divergencias
foram. <
Alein disso, accresccnlou o orador, se soubesse
qae o ten Ilustrado collegafestavadispostort levar Uo
longe is suisexpliracoes, teria vindo munido do pa-
recer que dera antes de se concordar na adoprau do
que lluvia sido apresenlado.
O Sr. Souza Franco pedio desculpr se ahuma cou-
sa dissera que pudesse offender a delicadeza de
algum dos seus collega*, quando alias uJo citara no-
raes. lApoiiidox.)
llisee que o voto da commissao era o que eslava
escrlpio, e qae as divergencias, lendo desaparecido,
dava ste facto mais forc* ao parecer do que se ellas
nao huuveasem havido (apoiadot), porque deinons-
Irava yxe o msmbros depois de um dbale consci-
cncosi, flnham vindo lodos a um accordo, e que
pois o vol apresenlado era o voto consciencioso de
todos is membros da commissao. (/;>oidos.)
lies londeu depois-ao outro orador dizendo,que a
suaorniao errqnesc nHu enlrassc nais no eiame
dos abasos commetlidospelo inspector da alfandega;
c que a corpo do commercio, lendo-:e pronunciado
sobre ule ponto (apoiados) mostrava agora seu res-
peilo profundo ao governo imperial, deixando sua
sahedirla o lomar as medidas que iulgasse conve-
niente {Apoiadot.)
Quo porem dahi sertSo segua acoaliadcco que
o honrado orador suppunha, oem que a praca des-
ineuli-seaijora o que firmara anteriormente com
um m lo unnime, (apoiadon.) Que pelo contrario
os abusos commetlidos pelo inspector da alfandega
eram muito reaes e repelidos (apoiadot.) \ e que
anda ltimamente dera elle proras de soa inseien-
ra des leis e regulamenlos, man I nulo em \ de
imio ultimo ao subdelegado de Sana Rila para jul-
gar un contrabando ananhado em flagrante, sendo
preciso que este magistrado lhe vollasse, dizendo-lhe
em ofliciode 15 de maio.que lhe nao compela o jul-
gamei to.
Que ainda por ofHcio de 15 do mesmo, mez elle
inspeclor enviara os autos ao Dr.juir. municipal da
primeira vara, que os reverten com o offlcio do dia
18, de:Iarando-se incompetente, seu lo preciso ludo
isso p ra que o inspector vimse no coohecimcnlo
de alliibuiroes que lhe rompetem, e que eslflo ex-
licad is na ordem do thesuuro de 3 de outubro de
814. Queporem a quesiao nao era mais esla, c
pois e le orador insistira em que se roanlo o pare-
cer e a represenlarao, fieasse sabedora do gover-
no imperial a questao quanto ao inspector da alfan-
dega, a cujo respeilo o corpo ilo commercio nada
olaria desla vez.
'leudo pedido a palavra o Sr. Santos Jnior, disse
>f da dira se o relator rntirawe o flererimeu-
'erii de assignalar a- diflerencas cutre a re-
Soaza Franco, fo posta a votos, capprovado unni-
memente o parecer da rcpresenlac.lo por urna reu-
piAo de mais de 150 membros da praca.
A commissao nomcada por esta assemblca geral
dos assignanles da praca do commercio, para o lun
de redigir urna represenlarao ao governa imperial
contra a adminislracao da alfandega desta corle, ten-
.do vislo na promulca^ao do decreto de 26 de abril
prximo passado au s mais urna prova da solicitu-
de com que o governo imperial procura occorrer s
necessidades do commercio, como que a conviccao
em que est o mesmo governo imperial.nuqjs quei-
xas da praca desla cidade nao sao laosomcnlc cla-
mores de inleresses illcgitmos offendidos, porm de
uecessdades rcaes e,direilos desallendidos, he de pa-
recer que a seguinte represeuta;ao he a que nas
actuaes circumstancias da questao, couvcm que seja
dirisida ao governo imperial. Kio de Janeiro, junho
de 185t.
f Senhor !^eprpo do commercio desta praca
do Rio de Janeiro,/tendo-se reunido em assemblca
geral no dia 30 de marco prximo passado, para in-
cumbir a una commissao a rcdacc.lo de urna repre-
senlarao ao governo de V. M. I. em que se pedis-
seta providencias contra a a^ministracao da alfande-
ga desta lrte, cumpre-lhc exprimir primeiro que
tr.ilo o seu profundo.reconhccimenlo pela promulga-
cao do decreto n. 1385 de 26 de abril ultimo.
o Scrvindo-se V. M. I. remediar com as dspo-
siefis desle cilado decreto crande parte dos incon-
venientes da legslacao por que se regiam as alfan-
degas do imperio, c ruja execuc.lu mais offendia os
inleres.es do commercio, deu V. M. I. mais urna
prova da paternal solicitude com que se desvela em
proleaer este ramo imporlanlissimo da riqueza pu-
blica e individual do paiz, c em attender s queixas
do corpo do commercio desla prata, que foram as-
sim, c com toda a justica, consideradas reaes e fun-
damentadas.
a Os supplicantes, porm, lendo visto satisfeilos
em grande parte os seus volos, ainda pedem com o
mais profundo respeilo para representar a V. M. I.
que alguns outros pontos ha na legislarlo fiscal das
alfandegas que mcrecem prompla reforma, para que
ao mesmo tompo o commercio lenha as facilidades
precisas expedicao de seus actos, e fique nteira-
mente ao abrigo dos vexames que o novo decreto te-
ve especialmente cm vistas evitar.
ir Os supplicantes nao ignoram que desle o anno
de 1818 se oceupam os poderes do eslado com a re-
forma das pautas e regulamenlos das alfandegas, e
que estas importantes questes teem merecido toda
a solicitude do governo de V. M. I. A demora po-
rm das providencias vem ainda em apoio da opiniao
qu eos supplicantes ousao lembrar com o mais pro-
fundo respeito que as reformas parciaes sao neste'
ramo, comoem todos os outros de legislarlo, as mais
opporluoas, mais seguras, e menus sujeila-- a erros
de grave alcance.
a lie ponto inconlroverso para- lodos aquellos
que se oceupam (lasquesloes das alfandegas do im-
perio :
' a 1." Que nao ha a precisa celeridade cm alguns
actos que respcilam aos despaehos e entregas das
mercaduras a seus donos, assim como ao exame
dos manfeslos para desembaraQO das embarrarnos.
2. Que na classificacao das mercaduras para
os despachos nao ha sempre, nem a uetessaria cer-
teza c igualdade, nem as garantas que fora para de-
sojar contra decisoes injustas, provenharo ellas de
erro ou de parciaiidade.
3." Que nos recursos nao lia igualmente, nem
a promptidao de decisoes necessaria, nem aind a
probabilidade de equitativo arbitrio, que sement
pode resultar da inspeccao oi.ular e perfeto conheci-
meuto da questao.
a Seja qual fiir, imperial senhor, o motivo das de-
moras que o commercio soffre, o que csl fora de
toda a conteslacno. e comprovado por una inlinida-
de de factos, e que desde que a menor divergencia
de opiniOes sobre a classificacao de qualquer merca-
doria se suscita entre o despchame e o empregado
conferente, adecisao da questao se demora por mui-
tos das, e por mezes,' se a parle recorre das deci-
soes, o que ie sobremodo gravoso ao commercio.
a Pelo que respeila verificarao dos manfeslos,
lambem lia consideravel numero de factos em prova
de que umerro qnalqnur, muilas vezes sem impor-
tancia alguma, causa grave demora embarcaran, e
a- lem sujeilado por muitas vezes perda de mulos
das de viagem.
a A classificacao das mercadorias, lano das que
se despacham pela pauta, como das oulras cujo des-
pacho se faz por factura, he um dos pontos que mais
prompta providencia merece obter do governo de
V. M. I. E sobre este ponto o commercio desla
praca pede toda a atlenrao do governo imperial,
em razao das graves difficuldades que enconlra sem-
pre que em lugar do espirito equitativo que promo-
ve o pagamento de direilns moderados sobre a mcr-
cadoria sujeila a despacho, prevalece nas tarifas o
espirito fiscal exagerado, que procura elevar a ren-
da do dia mais do que o comportan*, os legtimos
inleresses das partes e os destinos do futuro.
O corpo do commercio pede pois, e espera de
V. M. I., a adopeo de medidas que tornen) tao fi-
la c certa, quanto for possivel, a classificacao ,das
mercadorias. e que em casos de conteslajao sobre a
qualdade e pre'jo da mercadura sujeila a despacho,
seja prompta a decisao das que-ioes, e coinmetli-
,da a pessoas que, habilitadas por immedala ins-
jieccSo oetila, e com perfilo conheclmenlo espe-
cial da materia, deera garantas de deci-es equila-
uvas.
a Os recursos que cslo admitlidos nas questes
das alfandegas s5o por lal forma demorados, que
o commerciante, obngado a evta-los, somenle os
emprega nos casos raros de grvame sobremodo in-
supporlavel, ou em qae he necessaro pugnar con-
tra decisOes que odendem o seu crdito e melindre.
a He regra nos recursos judicarios, c por urna
pratica de seculos, qae em materia de aggravos os
decidan) os tribunaes com preferencia a todas as
oulras qaesles, c estn marcados prazos mui cur-
ios para a sua espedirn e inforroes dos magistrados
de qae se recorre. Estylos idnticos se doveriam
seguir nas questOes da alfandega, e parece incxplica-
vel que aos seus inspectores se nao lenha marcado
prazo para as respostas e informaees, c que a deci-
sao por que esperara mercadorias postas a despacho,
e sujeitas a diario estrago seja demorada por mui-
tsa semanas e mezes I
Estas e oulras medidas, cuja falla tem contri-
buido para as queixas que geralmente se ouvem,
podem lalvez fazer o ohjecto de decrejos parciaes,
quacs o de 26 de abril prximo passado, e o corpo
do commercio v na promulgaro desle duplica-
dos motivos para esperar com confianza que se lhe
si.un as mais providencias que pede.
o Se, como he de esperar, forem tomadas as pro-
videncias que o corpo do commercio exora, o nao
se considerar como prova de m f e de fraudo er-
ros que nem sempre he possivel evilar, e que nao
deven) servir para que se ponha o commerciante
honesto e probo n par dos defraudadores das ren-
das publicas, osperam ossuppliranles que, ganhan-
do o commercio desla praca lodos os das o desen-
votvimentn de que he susccptivel, teoham as ren-
das de imporlacao o progressivo cresciracnlo qae
fora erro .esperar do augmeuto de direitos ou dos
vexamos da percep?ao. '
a Os supplicantes conliam em que sdas vozes se-
rrn attendidas, e que o governo imperial comple-
tar com urgencia as medidas que tao opporluna-
mente foram iniciadas no decreto n. 1385 de 26 de
abril do anno corrente.E. R. M. a
Rcuniram-se hoolem ao meio dia os Srs. accio-
nistas da companhia de Navegar3o do Amazonas,
em numero de mais de dous trros, e resolvern)
unnimemente dar plenos poderes ao Sr. baro de
Man, presidente da mesma, para contratar com o
governo imperial a reseisao do privilegio concedi-
do para essa navegacilo, mediante condicSes van-
tajosas i companhia. (Correio Mercantil do Rio.)
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
FERNAMBTJCO.
PARAHIBA. '
19 de junho
A semana alrazada escrevi-lhe com lana preci-
pitaran, que mal live lempo para assevcrar-lhe que
o meu lodo corpreo, e individual conlinuava a fa-
zer parle importante do catalogo dos vivos. Talvez
que se admirasse do meu laconismo, c o allribuisse
a preguica, negligencia, ou descuido de minha par-
te ; porein rreia-me que uenlium destes synonymos
contribuio para semelhanle abreviatura, e sim ofenet
opus que me alrapalha, e que me nao d lugar pre-
sentemente a catar as pulgas.
Tambem a falla de asaumpto teveparte integran-
te no resumo da roissiva em questao, c sabe Heos
era que apuros me nao vi para assim mesmo pro-
duzir aquellas linhas I
Tal era a csterilidade de novidades la referida
semana, quojaz no sorvedouro dopassado.com bem
pesar meu, que cenlo idade sofTrivel, o cada dia que
corre "me approxima do lint que sem duvida hei de
1er, por que presumo nao chegarei a idade do ven-
turoso Mnlliusalem, era ci hei de ficar para semen-
t, apezar de nao ser ella das peiores, seja dito sem
lisonja.
Dado esle pequeo cavco, que estou cerlo dispen-
sara, passo a communicar-lhe que o invern por
aqu continua com uina forca extraordinaria, lau-
cando por Ierra algumas casas, arruinando e dcsa-
prumando outras, das quacs os moradores se posc-
ram ao fresco (emendo ficar espremilos, que, como
diz o seu correspondente da corle, lie a peior morle
que ha, por ser aquella que as mulhercs dan as
pulgas.
Felizmente nao temos que lamentar desgrara al-
guma, porque a inaior parle desses pardieiros eram
iuhabitados. Entretanto um facto se deu que po-
deria 1er desastrosas consequencias, e que demons-
tra com toda a evidencia, ao mais consumado liben,
o dedo poderoso do Omnipotente. efr'onte do
convento de N. S. do Carino mora va o lenle do
corpo de polica Delfino Moreira Lima, com sua fa-
milia, constando de mulhcr, filhos, ele, era urna
casa fabricada de tijollo e barro, como sao a inaior
parte das uossas casas antigs, a qnal desde algum
lempo pareca amearar ruina.
1'eli- II horas da imite de s. Antonio, oslando elle
'o proporia e a volada; e relirando-a o Sr. reanda rom a 'enhora uaiala u>janlar,enlio enhir
um pouco de barro na pera da frente, cujo insigni-
ficante ruido nao era proprio a espantar ningiieni ;
cumluilo um verdadeiro rniiagrc fez rom que o se-
nhor Delfino tivesse a inspirado de sabir immeda-
tamenle com a familia para a casa conligua de una
sua prenla, deixando ficar nicamente urna enanca
filha da ama que o serve.
Voltando a ronduzir esla crianca c ja quasi jun-
to a casa presuncin confundido e aterrado, o des-
moronamenlo eabalimento do ledo da mesma casa,
que acabara de deixar um momento antes '. Mais
alguma demora, um alono mais, c perecera da tal
morte espremida urna familia ioteira A' crianra
por urna incomprehensivel felicidade ficou mui pou-
co contusa, .e pana sem inconveniente algum. Tao
celebre aeontecimento por sua nalureza nao neces-
silade commcnlarios ; cada um ajuzeeomo melhor
Uie parecer.
Os pais de familia principalmente, consideran) o
eslado em que ficariam.julgando-se cm semelhanle
conjunctura. Em quanto ao senhor Delfino consta-
mc.que permanecer por algum lempo sem a menor
acijo, e nem o caso era para menos, Eu, que me
prezo de bastante orlhodoxo, tenho o occorrdo como
um saliente milagro do Ente Supremo, operado pe-
la inlcrcessao do glorioso santo, que nao desejou ver
desgraras no seu dia. Durma no caso", e ver que
me assiste razao para pensar assim.
Os religiosos deS. Antonio fizeram a festa do seu
patriarcha, que lhe annunciei, com bastante decen-
cia, e tveram boa concurrencia, apezar do mo lem-
po que houve no dia. Dz-me o Mcrelesque asss-
lio al o final, que o sermao esteve solfrvel, e eu
acredito que assim seja, porque o encarregado leve
lempo de sobra para cumprir satisfactoriamente a
sua missao.
Com repugnancia vou relalar-lhe um facto atroz,
que revela no seu autor a maior perversidade, a par
da ndole mais depravada. Em um dos das da se-
mana passada, um oflicial de chapelciro, por nomc
Joaquim Bezerra infasliado sem duvida da com-
panhia de sua chara melade, da qual possuia dous
filhinhos, procurou livrar-se della propnando-lhe
urna boa dose de cido ntrico, de mistura com um
purgante de oleo de ricino. A infeliz engulio ponfo
da tal beberagem de nova especie, e sentio inconti-
nenti os seus elleitos por dores acerbas que Hie so-
brevieram, e pelos vmitos negros de materias car-
bonsadas, que laucn de si com penoso esforcp,
alem da geral inchacao que lhe appareceu na gar-
ganta e fauces.
Acudiram os facultativos por chamado da ni ni des-
sa desgranada, porem j larde para prevenir os effei-
tos do mal, e a pobre victima finou-sc nesse mesmo
dial
Procederam autopsia do cadver, os doulo-
res Vital, Krausc, e cirurgao-mr Poggi, e decla-
raran) unnimes que a paciente tnlia sido envene-
nada com a mencionada prepararao. A polica a-
poderou-sc immcdialamente do malvado, ao qual
est processando ; veremos agora se o jury compor-
(a-sc rom a benevolencia coslumada. A justica deve
ser severa na punirn de crimes laes como este que
arabo de rcfcrir-lhe, que horrorisara a natureza, e
fazcm tremer de indignarao mesmo ao homem da
moral mais dubia.
Na verdade he al onde pode chegar o requinte da
malvado/, um pai privar os proprios filhinhos de
sua mai por maneira tao premeditada, c por um tao
inqualificavel abuso de coufianca, sem ter da parle
da desgrarada, seguodo me informan), o menor mo-
tivo de queixa! Dzem qua esla fera fora levada a
pralirar tao horrvel altunido na iulencao de ca-
zar-se n'essa provincia, conforme se deprehende de
algumas cartas que se encontraran) '.Que cntranhas
de crianra! salla !....
Continuamos a persistir na maro das interinidades
de que j lhe fit menrao. Nao me qaadra seme-
lhanle eslado do cousas, porque enleudo que nin-
guem trabalha com proficuo nleresse no lugar que
de fado nao lhe perlence. Tudo he tedio, ludo a-
horrecimenlo, e nao se faz scno aquillo que nao
pode deixar de fazer-se. Desla forma milito pade-
cen) os grandes melhoramcntos da provincia,que ca-
lla dia mais se tornara indspnsaveis e palpitantes.
O governo central deveria compenetrar-te desta fa-
lalidadc que nos persegue, e curar de milhora-la,
suavisando-a com as medidas que se fazem mister.
Convurn lal pro?c que cumprir o scu ritrom* dever, o entretanto ob-
Icriaas beuisaos de um povo submsso, c respeitnso
tal como he o nossn. Dos queira que algum espi-
rito santo de oreHia o illumiue n'cste sentido de que
fallo.
A assemblca provincial contina nos seus traba-
lhos com a mon's'nbide doestylo. lambem a diaria
he tao diminuta que nao val a pena m aior fadiga.
Tem sido elaborados alguns projeclos de rec onhecida
vanlagem, porm a maior parle d'cllcs, ou ficam a-
diados para mlhor opportunidade, ou dormem o
somno do esquecimenlo m abismo das co mmissOes.
Os dignistimot por ora leem-so oceupado, quasi
que exclusivamente, em augmentar os o rdenados de
lodosos em pregados da provincia, que actualmente
ficam mais que bem aquinli'oados. Na cmara ex-
'sle felizmente quem n'esle sentido pugnando para
os outros, pugne igualmente para si, e.porlanlo, nSo
admira que a cousar se arranjasse tao fcilmente.
Charaa-se isto tirar a sardinha com a mao do gato.
Alguns funecionarios nao cabem na pello de conten-
tes com o augmento supradito, outros injustamente
bradam que nao houve paridade na distribuirlo das
gracas, pelo que mostram que queriam chupar mais!
Que sanguesugas Sao assim as muzas do mundo,
ninguem est satisfeito com a sua sorte. Comtudo
dir-lhe-hei ile passagem que ha muito lempo nao ob-
servo urna asscmbla tao prodiga. A proseguir des-
la forma deixam os dignismos os cofres na espinhn,
e nao vejo Esculapio por muito hbil que seja, que
lhe cure a. phlisica, a menos que nao apparera al-
gum em prest mo como paliativo.
O tal projedo que creou a meia duzia de comar-
cas, que ja lhe notei, e caja sanelo foi negada, com
muito acert, pelo Eira, presidonie Bandeira, jaz
ainda mi commissao, que deve dar o seu parecer.
Tanta demora indica um apurado esludo da malc-
ra, c tonlio vonlade qua os dignissimos desembu-
chen) para examinar o chele d'obra, e nao ver rea-
lisada a fbula da montanha que, gemendo com do-
res, pari um ratinho !
Em quanto aos interesics materiaes da provincia
nao se cuidara d'clles, nem ha pressa disto, por que
em primeiro lugar o dinlieiro he pouco para acom-
modar a clientela. He claro quecos dignissimos
eonsideram as obras publicas, as estradas, o calca-
mento de mas, as pontos, o canaes, ele, ele, como
objectos secundarios, c cuja necessidade vital pode
ser adiada. Dos os ajudc, c que para o anno ve-
nham reclamar os nossos volos, que bem mereccm
pelo muito que teem Irabalhado a prol do nossos in-
teresses, salva a reda rao.
A Iluminaran publica prosegue no pessimismode
queja live occasiao de communicar-lhe; sem que a
auloridade respectiva Irale de fazer o arrematante
melhorar aseu ruim syslema, e, assim como ella
existe, nao presla beneficio algum real ao publico.
Seria mais conveniente que nos ahstivesscmos d'el-
1.1, caso nao se coiiseguisse leva-la ao grao de per-
fei^ao, que deve atliugir. Porm o que quer,
se por aqui lado Jal no mais completo descuido?
A salubridad'' publica u'esles ltimos dias nao
vai muilo satisfactoria. Alm de algumas moles-
tias que lem ceifado suas vidas, acresce que a febre
amarella fez sua residencia no quarlcl de primeira
linha d'esta capital, e vai recrutando soldados para
o outro mundo, aos dous e tres por dia. Dos quei-
ra que semclhante flagcllo nao se propague pelo nos-
so povo, afim de forrar-nos ao espectculo de 1851,
que ainda re conserva em nossa memoria com bem
horrendas cores. Pelo mallo consla-me que appa-
rcrem seus casos da mesma epidemia, c que as
bexigas tambem fazem, di: parceria, seus cslragos.
A seguranza individual contina garantida, c a
Irauquillidade publica sem allei aeo, apezar da nova
associaejio que se pretend' organisar, intitulada de-
mocratvd-republicana, por intermedio de um pa-
pelillo matraca, que aqui se publica para yersoulia c
opprobrio do jornalismo. A tal sociedade, segundo
me consta, est soh as vistas vigilantes da polica,
que lhe cortar sem duvida os vos, caso queira a-
largar as azas.
Os gneros alimenticios seguem caros, e os lego-
mes com a muila chuva leem-se perdido a maior
parle. Em quanto mandioca vai levando o mesmo
caminho, havendo rocas que j.i loem apodrerido na
Ierra. Ascsperanras de abundancia de familia, que
presumamos 1er este anno vao desapparecendo, e
talvez que a tenhamos 13o ou mais cara que o auno
findo, para o que contrbue muito a nossa Ulustris-
simn com a proleccao escandalosa que dispensa aos
sado
No mercado de gneros de nossa producrao nao
apparece alleraro nolavcl, continuando o algo-
dao a valer.VjiOO e.>S500 ris por arroba, e os cou-
ros 15700 e 45800 idem.
Em 14 do corrente despachou para Barcelona a
polaca hespanliula Silencio manifestando 700
saccas d'algodao, e 100 couros seceos salgados, que
ohliveram n'cssa praca, segundo as informarOes do
Barroso, aquello 6300 res, e estes 55200 res am-
bos por arroba postos a bordo.
Sem Tempo para mais que o correio est a fechar-
se, dcsojo-llie saude, e muila ventura, acompa-
nhada d'aquillo com que se comprara os mellcs,
etc.
PERNAMBICO.
i,i......pul id.o c de lal "enero.
COMARCA DE PAJEL"
VlUa Bella 16 de junho.
Bem contra a minha vonlade principiare"! desla
voz por mim proprio. Lendo o Echo Pernambuca-
no, a quctenlio minhas sympalhias, nelle depare! no
numero.... com um artigo, em que o seu Ilustre
autor, narrando o incidente havido na audiencia do
doulor juiz de dircito de 14 de uovcnibro do anuo
prximo passado, de que lhe tratei nas minhas mis-
sivas de 15 de novembro e 1." de dezembro, impres-
sas em seu jornal de 3 e,14 de dezembro, brindou-
me com o epithelo do mentiroso, desafiando-me a
que lhe responda em que cousislio o pronunciamen-
to do partido ordeiro, de que fallei na ultima das re-
feridas missivas. v
Sem ter em vista defender-me ou justificar o que
naquella occasiao disse, por considerar indigno de
mim aprescnlar-mc na lira disfarcado, com a vi-
seira ralada ; e por algumas outras ron.dorarnos,
que me iropcllem a recusar esse ; direi apenas
que o-nn di vos. que en l.lo mo le a rain a callar os fac-
tos que constituiram esse pronunciamenlo, subsis-
lem ainda boje ; e por isso insistindo em asseverar a
veracidade do que all disse, prometi nao aceilar o
desafio no terreno em quejo illutre autor, do artigo o
collern, por mais que a isso me provoque. Ainda
sob a capa do anonymo sei guardar cerlas conveni-
encias, que muito pesam no juizo das pessoas sensa-
tas ; c nao admiro que o autor do arligo, que neo-
huma razao teve para nsultar-mo.pcnse d'outro mo-
do, por que cada um come do que gosla, ou como
costumam dizer, cada um d o que lem. Eu es-
crevendo a verdade sou mentiroso, e S. S. negan-
do-a he verdadeiro: sirva-lhe de bom proveito, econ-
line como principiou, que sera apontado como ou-
tro Epamiuondas.
Lembro finalmente ao autor do artigo que eu nao
mrrero os seus odios, e sao inuteis as suas iuvectivas:
1. porque nunca molcstei, nem pretendo molestar
a peana alguma, sendo que aos seus proprios alijados
elnlio feilo aquella justica, que cllesmerecem;2. por
que quando usci da expressao pronunciamenlo, do
partido ordeiron3o live em vista oflender pessoa
a quem S. S. quer alludir, e sim mostrar que im-
portantes membros desse partido, cujo pronuncia-
menlo importa o do mesmo partido, tomaram a ini-
ciativa por1 parte do juiz de dircito ; 3. lina I metilo,
por que e-sos c outros epithelos me nao moverao a
callar cerlos factos, quando eu entendo que convera
panuca loa.
Presumo ser tao verdadeiro em minhas noticias,
que com a mesma franqueza c verdade, com que na-
quelle tempo asseverei ter pronunciado o partido
ordeiro em- favor do juiz de dircilo, o senhor doulor
Jos Felippcde Souza l.e.'io, sou forrado a asseverar
boje que esse mesmo parlido se tem ltimamente
pronunciado contra o proprio juiz de direito. Se no
artigo, de que fago menean, sehouvesse lito isso, es-
taramos concordes, e eu nada lhe opporia ; mas ne-
- ir aquillo que foi publico na poca a que me re-
tiro, be urna pretencao tao louca como seria a da-
qucllc que quizesse sustentar, que esse magistrado
goza anda boje do mesmo conecilo, qucontr'ora le-
ve entre' os seus alliados polticos. J que loquei
nesla leda, permita que v um poucachinho mais
adianl.
Tmpora mutantur el nos tnulamur in nilles !
Quando lhe escrevia as minhas missivas de uovemhro
edezembro,apartido ordeiro desla comarca deposita-,
ya no senhor Souza Leao nina grande confiauca ; ho-
je por motivos que a poltica fcilmente explica, e
que en pobre leigo em vao procuro penetrar,' rcli-
rou delle essa confiarle, deixaudo-o, segundo eslou
informado, entregue aos recursos de sua auloridade.
Nao entro na apreciarlo do juizo mais ou menos
justo desse rompimento, por ser malcra cm que me
julgo pouco competente ; mas, leudo ouvido aos mais
nntnvci- membros desse parlido, pude colber que
muitos queisiniie de deslcaldade. e alguns de Irai-
cao da parle do mesmo juiz de dircito, nao s a res-
peilo de informarles por elle ministradas ao gover-
no, como acerca de outros assumplos. que nao es-
tou autorisado por ora a publicar. Ouco lambem
dizer, -que ojuiz de dircilo contesta essas asserces;
mas os oflendidosjulgam-sc|com lauto dircito, incul-
cara-se informados por mcios tao seguros e infalvcs,
que n3o admitiera justificarlo ou defeza em contra-
rio.
Nuin i Pnmpilio quando voltava de ouvr a sna
nymplia, uao sesiippunha lamben! inspirado e dleio
do razao justificativa dos seus aelos romo os que ae-
cusam esse magistrado. Ojquo he verdade he, que lia
cm loda esta comarca um geral desconlentamcnlo
nas pessoas de certa ordem, sondo o procedimenlo
do juiz de direito o alvo onde rao cravar-se todas as
sellas. Se nao houver grande lino da parte de quera
dirije o leme, he cerlo que esta comarca vai apresen-
lar um aspecto bem singular cm loda a provincia !
Qual nao devoro ser o resultado de uin importan-
te duelo entre dous fortes athlclas : de um lado um
magislrado cercado do prestigio de sua auloridade,
e da confianca que cm sua pessoa deposita o gover-
no provincial e geral, como elle mesmo o diz ; e de
outro um partido rico de precedentes honrosos, en-
tre os quaes sobresalte, alem da sua honestidade,
a lealdade com que tem apoiado e defendido a esse
mesmo governo na imprensa, na urna eleiforal, no
campo de batalha, e quic, se quzerem, tambom na
tribuna '.' lie o que vamos ver ncsles poucos lempos,
se i Pro-videncia nos conceder vida.
Em quanto as cousas assim marchan) a respeito do
doulor juiz de direito da comarca, ha pelo contrario
toda a calma, toda a confianza a respeilo do delega-
do de polica o senhor Porlella, a quem as pessoas
mais competentes afinneam franco e leal apoio, em
quanto S. S. continuar a portar-sc tan bem como o
lem feilo at hoja : perseguindo os mos, garantindo
os bous, enviudo e atlcndendo as queixas e recla-
mares feilas pnr qualquer ridadn oflendido, e pro-
videnciando como he compre acerca dos excessos que
possam ter havido da parle de seus agentes subal-
ternos.
Nao me considero ligado ao senhor Porlella por
compromsso algum ; o que'tcnbo dito a seu respei-
lo nesla e em oulras missivas he fil)io da convicio,
que resulla dos seus actos ;'e bem que S. S. al
boje lenha procuradeacertar, dando evidente prova
de ser um olTicial brioso, como S. Exc. o qualfica
cm seu relalorio, nao me julgo com tudo dispensa-
do de censurar qualquer acto sen, quando entenda
que S. S. desviou-sc da senda que ha Irilhado. Fa-
(o esla observaran para previnir o jaizo pouco justo
de alguns que, estando a grande distancia do senhor
delegado, o involvem em actos nos quaes S. S. uo
tem a menor parle. He mister ser justo e nao con-
fundir o qui com o arto : a sentinella est de alalaia
no seu posto, e se fosse mister j teria dado o com-
petente lirado.
No dia 5 do corrente um preto assassionou, no ria-
cho do Cupiti outro preto, a quem o senhor de ambos
havia encarregado de feitorisar os mais escravos. O
assassiuo depois de preso foi venddp pelo senhor a
um sujeilo das partes do Hinque, para onde o nos-n
delegado j officiou requisitando a sua captura.
Na Serra Negra houve tambem urna morle. Ita
de lembrar-se de que ha pouco lhe noliciei um liro
dado naquelle lugar em um sujeilo criminoso. Esse
proprio, lendo escapado ao primeiro tiro, nSo pode
resistir a mais dous, com que o envaram desta para
a melhor. Conta-se que o mo'rto, sendo cabra, feio
e criminoso, raptara urna rapariga de familia, bran-
ca c bella, com a qual casara contra a vonlade dos
pais, e que dahi lhe veio a morle, salva a redacto.
Acaba de chegar do Tacaral o doulor juiz de di-
reito cum a forra que all e-lava, e nessa occasiao vi-
eram inais 12 presos, inclusive o jniz municipal
siipplunle F. B. d'Araujo, que resnlvcu a entregar-
se a prisSo a e-forros nao so do subdelegado de Ta-
caral' o senhor Francisco Cavalranli de Albuquer-
que, como do proprio delcsado o senhor Porlella,
que all foi de proposilo a isso, por lhe ler sido cbm-
municada a falsa noticia de que o dito juiz se acha-
va com un sequilo de gente armada. Acha-se pois
na prisilo desla villa tratando do seu livramento,
tanto no processo de respousabilidade de queja lhe
noliciei, como cm um outro de resistencia, que lhe
instauraran!, em razao de se nao ler deixado condu-
zir a prima pelo cscrivo do juizo, que Iba intimou
a respectiva ordem.
A correicao em di'e.-r ir como alguns a denomi-
iiam ten-i principio aqui no dia 30 do corrente. Foi
convidado por editacs para assislir a ella mais de um
terco do genero humano. Eu iguorava que nesla
trra hoiivesscra lanos empregados pblicos! E por
cerlo nunca vi lautos juizes, promotores, escrivaes,
delegados, subdelegados, contadores, distribdidones,
porleiros, tutores, curadores, procuradores etc. etc.
etc. Sera a mesma cousa por ahi c pelas mais co-
marcas'.'
Ha quem nulra suspeitas de que o mullienimsunt
rocati, pauci vero elerii, do cvaugclho, ser rigoro-
samente applicado m foro deste lerrao na prxima
correicao, a respeito daquellcs empregados pblicos,
que Miraran! no proiiiinci,nnenlo contra o juiz de
direilo ; mas estou bem lonse de dar o meu assen-
limenlo a essas supposices vagas; e como obri-
guci-mo a escrever tactos e nao profecas, aguardo o
resultado.
IBIOICI---------
VILLA DE ll.l VilVSSI
30 da junho.
Ha dez dias, que Icnho uina carta prompta para
Vine, c pnr falta de portador seguro Iba nao tenho
mandado ; finalmente houlcm sube de um, que me
olfcrcce todas as garantas d securanca o discricao,
c he por elle que vou escrcvcr-lbc esta, afim de dar-
Ihe noticias deste lorraoziuho.
Na que lhe escrevi, e que ca ficou por nao Irr por
quem a maudasse, como cima Me digo, exprima-
me assim acerca da questao do dia : Serios reccios
vai j causando a contiiuidade das diuvas pnr c.
Militas casas teem cabido, sem que indas a um ua
queda leiibam atropellado alue'iii, e se ,i Providen-
cia uo,nlo valer, punca", licaiiin era p, porque lu-
das ou quasi I idas estao arruinadas. Entre estas '<
arruinadas' conla-se a casa da cmara, qual se sus-
tenta por arles de berliques e berloqucs, e se cahir
(que nao he novo em casa de cmara aqui;, tem de
alliviar os seuliores jurados da prxima futura sessno
de mais dousou tres dias de raa9sada, porque os li-
vrar dejulgarem os presos que se acham na cadia,
pois os sepultar debaixo de suas ruinas per omnid
scula.
Alem das desgraras que leremos de lamentar por
esse lado, outra mais lerrivel nos faz antever a in-
tensidade das chuvas, e bea fomc, ou pelo menos
a permanencia da altura, in cummensuravel para
muitos, dos precos dos vveres alimenticios, os quaes
nao se podem colher neste tempo. e nao resisten) at
a estar'o solar.
A enxurrada impela as aguas em jorros pelas
mas, de -orle que era muitos pontos da villa lur-
na-se quasi impossivel o transito a p cuchulo.quan-
do nao se csteode esla impossibilidade a por-se o pe
fra de casa etc., etc.
Eis o que lhe dizia na outra, ao que tenho agora
de acresecntar que, no dia 26 do cadente, fomos a-
meacados do imminente perigo de urna inundaran,
em razao da copiosa e incessante chuva que rabio
das 3 lloras da larde do dia antecedente, at quasi ao
meio da desse dia ; as aguas do rioassoberbaram-se
ponto de quererem invadir as casas que ficam sua
margcmdireila, situadas no caes queservede cabe
ceira a ponte, e rresciam com lal progresso, que no
decurso de meia hora os palmos de profundeza se
surcedinm rpidamente ; mas felizmente do meio dia
eludante ce-sou a conliniii lado impertinente das
chuvas, o com isto, com a mesma rapidez cora que
linha subido a agua, fo decrescendo emsua extensa o
c profundeza.
AI irib mus esse phenomeno a abertura (natural)
do rio, o qual na v.sanie deuespraiamenlo as aguas;
u caso he que nao vimos desta vez reproduzdas as
medonhas secnas de 42 e 50. Desse da para ca lera
chovido com mais ou menos interrupcao; bonlem
(dia deS. Pedro) fez um bom dia de sol, c somenle
n noile voltou a chuva, e hoje por duas vezes j o
sol nos lem espiado com o seu olho luzente. .
Una capcllinha que aqui temos entrada da
villa, com ft invocaran do Rosario, est desmoronan-
do-se aos podaros e nao tarda que nao desabe intei-
ramente.
Os boatos que por c appareceram a respeilo da
cheia nessa cidade, foram os maisassustadores possi-
ves,dzia-se muila cousa do que aconlcceu, e mais
ainda do que uao houve, c s hontem com a leilura
do seu Diario de segunda, he que soubc ao cerlo o
destroc, que solTrerara os hsbitantes della e seussu-
hnrbioi: fo urna completa calamidade : Dos os l-
vre de outra, e Ibes d com que resarcir os prejui-
zo.
Dcscobro-se ltimamente, grabas a adividade e
liabilidade do subdelegado do primeiro dslricto, o
Sr. A ni; i ral. os assassnos que com tres tiros no Gcre-
r malaram dous rapazes.e feriram gravemente a um
pardo, que Iranquillaracnlo dormiara no lerreiro da
casa deste ultimo, os quaes ao, segundo loda a pro-
babilidade Ires negros montezes,que lien am do qui-
lombo de Monjope, e que teem escarnecido da accao
da polica para os capturar.
Um destes dias, debaixo de toda a chuva, depois
de um plano bem concertado, parti desta villa o di-
to subdelegado, acompanhado do destacamento e
mais alguns adjuncios, para o lugar onde houve de-
nuncia de exislirem esses selvagens ; chegando (co-
ran nos i n formara cmnrcnharam-se no mallo, e cotu
effeilo sorprendern) a cova das feras onde se as-
chava um driles, que logrn es adir-so defendido
pelos fojos c oslrepcs que havain nas iuiincdiares
da cabana, que tinham levantado, e com isso mallo-
grou a perseguirlo da polica, a qual achou urna ou
duas facas, e urna porrao grande de carne, dentro ilo
domicilio do temo canbal.
2 de julho.
Recebi da malla urna carta que diz o seguinte :
Dizem os sabios, que Dos promelleu, que se-
gundo diluvio nao haveria no mundo, c para fazer
ver aos povos, que nao se esquece do perdilo, que
conceden por occasiao da salvaran de or, fazappi-
recer no meio das tempestades o arco da allianra ;
porm eu, meu amigo, j eslava bem desconfiado ;
principalmente porque no meio de tanta chuva min-
ea vi luzir o arco salvador. Temo, que as chuvas
nao produzam o mesmo mal. que a seccaa Tome;
pois o feijao, e a mandioca esla toda podre. Nossos
grandes neceados lem Teito com que o Omnipotente
nos lenha desearregado seu braco de justica.
_ 'Sabe pelo Diario, e por carias particulares da
maneira, porque se lem portado nnsso digno presi-
dente nesta desgrarada poca, moslrando--se humera
ile lino administrativo, echeio de humanidade em
poni elevado ; honra seja feita a S. Exc., cujo no-
me ficar gravado no corarlo d,e lodos, que receba-
ran) de sua mo 15o grandes beneficios, e foram les-
tem u nhas de seus (ellos.
Adeos.
Se o admirado rommunicanle tivesse consultado a
prosodia de Bento Percra, arharia por cerlo no ver-
bo Da, das, esta phrasedar rerba engaar
e eui.ui, talvez sua admirado, se reflexonasse, seria
menor.
Se a irmandade de S. Pedro nao soube responder
com tanta cortezaniae tao li'ongeiramente como dc-
sejava o coramunicante, ao menos cabe-lbe o mrito
da franqueza, porque vendo, que nao lhe era possi-
vel obsequiar os justos desejos de S. Exc, nao lhe
quiz lambem dar nicamente palavras, porque sa-
bia que S- Exc. nao poderia receber com agrado,
promessas estaris ; preferio, pois, a irmandade de
S. Pedro, ser antes singelamente franca ; dizendo
que nada lhe era possivol dar.
Mas porque he que nada pode fazer ou dar, urna
irmandade tao rica ? A esta pergunla, que necessa-
riamente far.i o communicanle, responderei (pois he
a nica que merece resposta) que a irmandade de S.
Pedro nao he tao rica, como erradamente pensa el-
le, nem por seus bens, nem por seus irmaos. O pa-
trimonio constante de predios e trras forciras, ren-
de pouco mais ou menos, 2:0008000 rs. : extraia-se
dessa quantia quasi 5008000 rs. para os cofres pbli-
cos, importe de duas decimas : tirem-se os ordena-
dos do sacristn, capelln procurador judicial, e
advocado ; lire-se mais a desneza do culto, a decen-
te conservacao do seu bello templo ; curapram-se le-
gados, cujo numero de missas he avultado ; sufra-
guera-se os Irmaos que fallccem ; separe-se orna
quola para os necessarios concertos dos predios, man-
dem-sc preparar as indispensaveis alfaias, faea-se a
festa ao Sanio Padre, o que restara desses 2:0008000
ris ? 1
Emquanlo, porm, ao pessoal da irmandade, elle
he bem pouco numeroso,dentro da cidade talvez nao
chegue a 60 pessoas. O clero que o compite, he ge-
ralmente pobre, e os irmaos seculares, que sao dirni-
nulissimos em numero, nao sao lodos ricos : e he
com tudo sobre este pessoal, que em grande parte
pesou ha pouco a compra de am terreno no cemile-
rio publico, por 6008000 rs., e a edificarao das ca-
tacumbas nesse terreno, cuia obra est oreada em
perto de 2:6005000 rs. Foi quando a mesa regedora
eslava cum estas difficuldades, que se apresenlnu o
convite do Exm. presidente, e cuino a irmandade; a
quem era impossivel reunir por seus cofres, ou por
seus irmaos, urna quanlia, ainda mesmo diminua,
quiz ser franca; nao teve coragem para fazer pro-
messas que nao poda cumprir, e nao julgou, nem
deva julgar justo, usar para com S. Exc. da phrase
do verbo Do, das.
E parece mesmo, que.o Espirito Sanio inspiren
nessa occasiao a mesa regedora ; porque eslava j
pendente sobre a irmandade, urna nova imposicao de
15 por cento sobre a sua renda para o calamento
das ras : e nolc-se. que quando com os proprieta-
rios particulares ha uina inconcebivel tolerancia no
que loca aos passeos das ras, que pelo seu pes;imo
eslado sao urna vergonha, a irmandade de S. Pedro,
assim como as oulras, sao perseguidas com mullas, e
obrigadas a calcar at mesmo o fundo dos muros e
portos das suas casas : na ra de Dorias a nica
calcada, que pode ser transitada sem incominodar os
viandantes, he a que corre pelos muros das casas de
S. Pedro.
Nada adianlou aindaocommunicanlecerca de S.
Exc. Rvih.a, cujo carcter bemfazejo e cariJoso, he
muilo reconbecido. Esse Eira, senhor, ha pouco a-
judou a irmandade nas suas difllculdades, entrando
para os cofres com urna quanlia bastantemente nota-
vel. A elle se deve em grande parte a edificado das
catacumbas no cemiterio.
Assim, Sr. ediclor, espero fazer arredar do espiri-
to publico, essa odiosa impresssio que nelle procu-
rou produzir esse zeloso e admirado communicanle
de Iguarassu'. Um irmao de S. Pedro.
A PEDIDO.
em caroca..........
Espirito de agurdenle.......caada
Agoardcnte cachara........
de cana.......
re-lil,ida........ i)
Genebra.............. n
...............botija
Licor...............caada
............... garrafa
Arroz pilado duas arrobas, um alqueire
em casca........... n
Azete de mamona.........caada
18550
70O
8360
H0
8360
8480
8220
SISO
8220
58000
1600
,
mendoim e de coco.
de peixe.
lino
18280
urna 108000
um 30000
58120
7jj6H0
58800
480OO
3960O
68400
380O
2560
18200
8600
25200
78500
9,*X>(>
8160
8180
8190
3090
158000
8190
KEPARTICAO DA POLICA.
Parto do dia 3. de julho.
Illin. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. que. das
partes hontem e hoje recebidas nesla .reparticao,
consta terem sido presos: ordem do subdelegado
da fresuezia de Santo Antonio, o menor Manoel, por
ser encontrado fora de horas e dizer and.ir perdido.
Benedicto escravodc D. Mara de tal por relmenlos,
Elias, oseras o de Fr. Joao de Santa Isahel, e Mrro-
lino Antonio d'Oliveira ; nmlios para coricccao, A
do Bobdolegado da freguezia de S. Jos; Joao fran-
cisco Rodrigues por infrarcaode posturas municipa-
es, Bazilio, escravo de Thereza de lal, para averi-
guares policiaes e Firmuo, escravo, por andar f-
gido ; e i do subdelegado da freguezia dos Afoga-
dos, Pedro Jos Santiago, eManoc Lino, para corree-
cao ; e Luiz, escravo de Jos Gomes lavares por
desorden!.
Dos guarde V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambuco 3 dejolho de 1851.lllm. e Exm. Sr.
couselhero Jos lenlo da Cunlia e Ficueiredo, pre-
sidente da provincia.Luiz Carlos de Palca Tei-
xeira, chefe de polica da provincia.
Relarao das pessoas recolhidas a cadeia desde 21 de
maio findo.
Jo3o Dantas Pereira. Reraettido pelo subdeleaado
da Palmeira dos ludios,por suspelo de crime nes-
la comarca.
Jos Antonio Soares. Preso pelo subdelegado de
Papacara, para recruta.
Jos Francisco Duarte. Preso a minha ordem, por
furto cm Papai ara.
Lzaro Pereira. Crime de ferimenlo, apresentou-
sc em Papacara ao respectivo subdelegado, e pres-
in liauca,
Jos Valerio dos Saulos c Josefa Mara da Concci-
rao. Presos pelo subdelegado de Aguas Bellas,
por offensas phisicas.
Gregorio Ferreira e Manoel Lope>. Presos a mi-
nha ordem por uso de armas prohibidas e a meara-.
Quirno de Souza Barros. Preso a minha ordem
pelo inspector do Taquarv, para recruta.
Alonso Jos de Oliveira. Preso pelo commandan-
le do destacamento de Papacara, por nimba or-
dem, por inniciado em crime de morle na provin-
cia das Alagoas. Foi remedido ao subdelegado de
Santa Luzia da mesraa provincia por me ler re-
quisita lo.
Jus Luiz de Souza.rreso no lugar Esperanca, dis-
triclo de Corrcnles, por indiciado em crime de
morte.
Flipne Jos. dem por suspeilo.
Jos Filippe c Damin Jos Goncalves. Presos pelo
subdelegado de Aguas Bellas, por furlo.
The dialdo Jos de Souza. dem para recruta.
Manoel Caixa. Preso pelo subdelegado da villa.
Reo pronunciado por fermentos.
Agoslinho de tul e Jos Heraldo. Presos pelo sub-
delegado de Paiiema, criminosos de morle na pro-
vincia das Alagoas, e foram remellidos ao subde-
legado da Palmeira dos Indios da referida pro-
vincia.
Manoel Jos Goncalves Vido. dem, indiciado em
tentativa de morte e fermentos.
Flix da Cosa Horaes. Preso pelo commandanlc
do destacamento de Papacaca, por suspeitn de des-
ertor.
Antonio Jos da Silva, condecid por Antonio Bisa-
co. dem. Primaz da quadrillta do Maraes c
criminoso de morle nas Alagoas e nesla provincia.
Simplicio Jos Goncalves.dem, espoleta de Anto-
nio Thenorio e indiciado em crime de morle.
Jos Pereira dos Sanios. dem,, para recruta.
Ana-iarm Jos de'Souza. Reo pronunciado em cri-
me de morle. Apresentou-se nesta villa.
Antonio Soares da Fonseca. Preso pelo subdelega-
do de Corrcnles, criminoso de morle.
Manoel Francisco dos Sanios. Preso pelo subde-
legado da villa, criminoso de morle.
Antonio Dias Leao e Aulonio Anselmo de Araujn.
Apresentaram-se, e lendo provado a prescripcilo
do crime de morte, peanle o juiz municipal, fo-
ram sollos.
Joaquim Francisco da Silva Barauna. Preso pelo
subdelegado da villa, reo pronunciado por feri-
meulos.
Ricardo Pires Ferreira. Criminoso de morle. A-
prescnlou-se o provou a prescripeao pcranle o juiz
municipal, pelo que loi sollo.
Antonio Alves Porlo.Preso por suspeito no lunar
Prata.
Jos Allmiso Lucas Vuelta, Preso pelo comman-
danle do destacamento de Papacaca, reo pronun-
ciado por fermento e uso de armas defezas.
Joao Jos da Fonseca. Preso pelo subdelegado de
Agoas Bellas, desertor do lerceiro de caradores.
Fraucellino Bazliano de Figuciredo Lima. Preso
pelo commandanlc do destacamento de Papacara,
reo pronunciado no arligo 227 do cdigo penal.
Jo.lo Rodrigues. Desertor da sexta companhia do
sexto bal.ilbo de caradores, apresentou-se da des-
ercao.
Delegada de (aranhuns 21 de junho de I85S.
Carlos de Moracs Comisan, rapitao delegado.
Illm. Sr. Joao Pinlo de Leraos Jnior. Tendo
sido concluido o processo, qne contra V. S. se ins-
taurara, e de um modo lodo favoravel n V. S., visto
como pz em evidencia a sua inuoceucia, e a injus-
lica da acusarlo que se fhe fazia, julgamos cumprir
um deverde amisade, indo felictalo por este aconte-
cimento. que restiluiudo-lhe o credilo, que por, ven-
tura se tivesse alterado no conecilo das pessoas, que
de V. S. nao tem pleno conhecimeulo, o fazia ao
mesmo lempo gozar da lihcrdade de que lam irnme-
roei I,menle fiava sido privado.
Entretanto julgamos poder affirmar, que, qual-
quer que fosse o resollado d'esse processo, em nada
influira no animo de pessoas, que como nos o co-
nhecem muito lempo, e qae fazem de aua probi-
dad, e honradez o mais elevado conceito.
Queira aceitar -a sincera manifestaran dos senli-
rnculos qua a seu respeilo nutren) os de V. S. ami-
gos auecluosos c criados.Antonio de Souza Litio.
Joaquim de Souza Leo, Manoel Felippe de
Souza Leao, Filippe de Souza Leao, Manoel
Caralcantide Albuguerque.JosCacalcanli tVan-
derley,Jote Maximino Pereira Vianna,Fran-
cisco Cacalcanli de Souza ijtao,Firmino Fran-
cisco de Paula Misquila Silva,Luiz Filippe de
Souza Leao,Jos Francisco de Souza Leao,Jo-
aquim Francisco de Souza Leao,Joaquim Perei-
ra Vianna,Domingos Francisco de Souza Leao.
Orrer.ci Ja Illm'. Exm Sr*. D. Aaii Al-
buquerque M. Pereira por tcmlio' a -
te de sna fllhlnha.
J nao vive! A innocente criancinha
PALMIRA, assim chamada;
Da Ierra vuou, voou clernidade
De anjos rodeada.
Na llur de sua idade surcunibio
Como urna pombinha,
Deixando a pobre mai inconsolavet
Da perda da fiihinha.
Lamenlai, oh! mai querida,
Pois a hora foi chegada;
De subir l para os cos
A vossa florznlia amada.
L. de Barros Marinho.
Recifc, 3 de olho.
i)
I
Cacan
Aves araras. .
papagaios
Bolachas................(j)
Biscoitos...............
Caf bom..............
restolho .'........... '
d com casca............ o
moido.............. >
Carne secca...........;
Cocos com casca..........cenlo
Charutos bons............
o ei'in.irois......... b
regala e primor.....
Cera de carnauba.......... (J>
em vela............ o
Cobre noy mo d'obra. .'...... %
Couros de boi salgados.........
espixados...........
verdea .............
de onca ............ s
de cabra corlidos......
Doce de calda.............
s goiaba............> 8160
b secco ...........". 8400
jalea............... 8320
Eslpa nacional........... 3> 18280
s estrangeira, mo d'obra. 18000
Espanadores grandes..........um 28000
s pequeos.......... a 18000
Farinba de mandioca.......alqueire 38100
mlho.......... (g) 28500
b araruta......... 68000
Feijo...............alqueire 58500
Fumo bom............. (jp 7J00O
a ordinario........... 38000
w em folha bom......... a 88000
i) ordinario ...... 4000
restolho....... 38000
Ipecacuanha............ a 328000
domina..............alqueire 38000
Geng)bre...............(gi 1^500
Lenha de adas grandes........cenlo 2&560
o pequea-........ lgOOO
> toros............ B lOiOO
Pranchasde amarello de2 costados. urna 128000
louro.......... 7^000
Costado de.amarello de 35 a 40 p. de
c. e 2 X a 3 de 1....... a aOjOOO
a de dilo 11-uaes........ 108000
Cosladnho de dilo.......... 8JO0O
Soalho de dilo............ > 68000
Forro de dilo............. a 38500
Costado de louro........... a 68000
CosUdinho de dilo.......... > 58200
Soalho de dilo .......... 38200
Forro dedito......,....... 28*80-
a b cedro............ > 38000
Toros de tatajuba..........quintal 18280
Varas de parreira...........dnzia 18280
aguilbadas......... 18600
a b quris............ b 8960
Era obras rodas de sim pira para carros, par 408000
eixos b b a a 168000
Melaco................caada S2MI
Milho...............alqueire 35000
Pedra de amolar............unta 8610
o filtrar............. 68000
a rebolas........... 8800
Ponas de boi............. cenlo 48000
Piassaba...............molho 8320
Sola ou vaqueta............meio 28100
Sebo em rama............fjp 68000
Pelles de rarnciro..........urna 8190
Salsa parrillia.............(gi 198000
Tapioca............... 28500
Lnhas de boi.............cenllo 210


r
Sabo .
Esleirs de perper........
Vinagre pipa..........
Caberas de cachimbo de barro.
'
urna
8090
8160
. 308000
milheiro 58000
MOVIMENTO DO PORTO.
COMMERCIO.
TRACA DO RECIPE 3 DE JULHO AS 3
HORAS DA TARDE.
CotacGes ofliciaes.
Cambio sobre Londres a 26 3|4 d. 60 d(V.
Descnnlo de leltias de 1 a 2 mezes7 % ao anno.
Dnheiro com pouco prazof> % ao anno.
Frele da Parahiba para Liverpool30| e 5 % por to-
nelada de assucar e couros.
Importarlo'.
Vapor brasileiro ,S. Salvador, vindo dos porlos do
sul, iiianileslon o seguinte:
1 caixa i a Denker,
1 barrica; a Siqueira & Pereira.
6 caixas ; a Lecomlc Feron.
I embrulho ; a P. Vecolhom.
1 cartao ; a F. Souvage & Companhia.
1 caixa ; a F- Edelman.
1 dita 1 caixole e 1 sacco ; a ordem.
1 dita ; a Manoel Jos Reis.
1 caisole ; a Antonio dos Santos Vieira.
1 lata ; a Jos Vieira de Carvalho.
1 caixole ; a R. de F. llibeiro.
1 embrulho; a J. Crablree & Companhia.
1 caixa; a J. B. Galvao Alcanforado.
1 lata c 1 embrulho ; ao Dr. L. A.da Silva Nevos.
1 dita ; a Joao Francisco de Araujo Lima. "
1 embrulho ; a Deanc Youle & Companhia.
1 dilo ; aViuva Amorim & Filho.
1 dilo ; a Alvaro N. Alhuquerque Mello.
1 caixa ; a Octavia no de Souza Franca.
1 dila ; a Joaquim da Silva Castro.
1 embrulho ; a Manoel F". de Faria.
1 dilo ; ae Dr. P. A. L. Moscoso.
1 dilo ; a Antonio de Almeida Gomes & Compa-
nhia.
1 caixa ; a Guilherme Frederico'de Sonza Car-
valho.
1 embrulho ; a Jos Caetano de Araujo.
1 dilo ; a L. Antonio Annes Jacome.
1 caixa ; ao Dr. Antonio Alves- de Souza Car-
valho.
1 embrulho ; a Rnswll Mellors.
. Brigue americano IVilliam Prince, vindo de Phi-
ladelphia, consignado a llenrs I or-ler & Compa-
nhia, manisfestou o seguinte:
2,009 barricas farinha de (rico, 28 caixas cha, 210
barris banha de porco, 300 ditos bolacbinha, 50 bar-
ricas bolacha, 1 caixa 1 carro c perlcnccs, 15 barris
alvaiade ; aos consignatarios.
CONSULADO GERAL.
Rendimenlodo dia 1....... 798828
dem do dia 3........ 9398673
COMMUMCADO.
O CEMITERIO.
Cumprc, -rubor ediclor.rectificando o que no -eu
acreditado Diario de 19 do corrente junho, diz o
Calkolico no communicadoque lem o rotuloAinda
o Cemiteriode-fazer o odioso, que sobre a irman-
dade do apostla S. Pedro' desta cidade do Recife.
procura elle laucar. Diz elle, que (odas as irman-
dades respondern ao convite feilo pelo Exm. pre-
sidente, afim de concorrerem com o que podessen.
para a edificacao da capella do cemiterio, e que s a
irmandade de S. Pedro votara para que senao desse
passo algum relativamente a isso : o coiiiiuunicaiilc
cscreveem itlico esta nltima phrase como para cha-
mar a atlenrao sobre es-e pretendido escndalo, qur
lhe prnyncnu al um |.....1.1 de admirarlo '
navio entrado no dia 2.
Philadelphia52 dias, brigue americano ifilliam
Prince, de 239 toneladas, capitao Daniel Quig,
equipagem 10, carga farinha de trigo, fazends c
mais geuerns ; a Heory Porfiar & Companhia.
Navios sabidos no mesmo dia.
Barcellona peta ParahibaBrigue bespanhol Julio,
capitao Fernando Torres, em lastro. Passageiro,
Joao Orta Rodrignes e 1 menor.
Rio de JaneiroBrigue brasileiro Damao, capiUo
Cielo Marcelino (ornes da Suva, carga assucar a
mais gneros.
Para e porlos intermediosVapor brasileiro S. Sal-
tador, com mandante o primeiro-lenle Santa
Barbara. Passageiros desta provincia, Joaquim
Jos da Silva Castro, Luiz Pinto de Oliveira, Joao
da Cruz Cordeiro, 1 criado e 1 escravo, Luiz da
Veiga Pessoa Catalcanti, Manoel Jos Fernandes
Barros e 1 escravo, Dr. Pedro Camello Pessoa, Dr.
Joaquim Antonio de Faria Abreu a Lima, Anto-
nio Luiz Alves Pequeo Jnior e 1 escravo, Ma-
noel Marques, Vieenle Ferreira da Costa, 1 sol-
dado e 2 desertores.
Navios entrados no dia 3.
Rio de Janeiro15 das, briane brasileiro Recife,
de 226 toneladas, capitn Manoel Jos Ribeiro,
equipagem 13, carga varios gneros ; a D. Mara
Flormda de Castro Carneo. Passageiros, Mara .
da Penha da Cosa Corle/ e 4 escravos a eutregar.
Maranho25 dias, brigue escuna brasileiro Laura,
de 163 l]4 toneladas, capitao Manoel da Silva
Sanios, equipagem 14, carga varios gneros; a
Jos Baplisla da Fonseca Jnior. Passageiros,
Kavmiindn Abilio Ferreira. Manoel Martinbo Vas-
concellos Podo, David Cesar do Nascimenlo e 1
escravo.
Colinguiba2 dias, samaca brasileira Flor do An-
gelim, de 98 toneladas, roeslra Joao Rodrigues
dos Santos, equipagem 10, carga assucar e mais
gneros ; a Jos Texera Bastos. Passageiro,
Francisco Borges da AssumDcao e I menor.
EDITAJES. "
r---------.---------------------------------------------------------
O Illm. Sr. inspeclor da thesouraria provin-
cial, em cumprimento do disposto do arl. 34 da lei
provincial n. 129, manda fazer publico para co-
nbecimento dos (redores hypothecarioi e quaesqner
interesudos, que as propriedades abaixo declaradas,
foram desapropiadas, e que os respectivos propie-
tarios tem de ser pagos do que se lhes deve por es-
ta desapropriaclo, logo qae terminar o prazo de 15
dias, contados da dala deste, que he dado para as
reclamaces.
E para constar se mandou afiliar o presente e pu-
blicar palo Diario, por quinze dias successivos.
Secretaria da thesouraria provincial de Peruam-
. buco 30 dejunho de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira iAnnunciacao.
Urna casa de taipa, sita n direcrao do
21. lanso da estrada da Victoria, per-
tencente a D. Rita de Cassia Pessoa de
Mello, pela quanlia de......6O5OOO
Um lauco de muro e nma parle do sitio
no Ingar do Pia, na cidade de Olinda,
perlencente ao Dr. Antonio Jos Coe-
lho, pela quantia de. .....5988000
Conforme. O secretario, Antonio Ferreira da
Annunciaciio.
DECLARACO'ES.
1:0198501
DIVERSAS
Rend moni o do dia 1. .
dem do dia 3
PROVINCIAS.
148239
2879938
3328177
Exporta cao'.
Maranho, barca de. escavarao, ronduzio o seguin-
le :25 pecas de cabo de linho e cairo com 205 ar-
robas, 25dilas de linho da Russia com '.Mi arrobas, 1
caixa rom 155 armnicas, II barriqu'tnhas e 1 caixao
com 30,100 charutos, 100 pedras de amolar. 4 fardos
com 25 arrobas c 21 libras de fumo, 1 cadena de
arruar,(73 caixas de charutos com 100 charutos cada
urna.
KECEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rcndimenlo do dia 3......1:1383135
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia I ..... 2:2318552
dem do dia 3......: 3:3153591
5:5778143
PALTA
dos precos enrrentes do assucar, algodao', e mais
gneros do paiz, que se despacham na mesa do
consulado de Pernambuco, na
aH de Julho de 1851.
Assucaremcaixashraiiro I. qualdade
n 2.a
i) mase........
liar. esac. branro.......
i) i) uia-cavado.....
retinad..........
Algodao em pluma dele1 qualdade

:i.3
3.'

semana de 3
tu) 28700
i) 25300
i) 18900
a 28600
n 18'.K
ii 38200
i) H3-2O0
59800
0 5HO0
Cartas seguras, existentes na administracao do
correio para os Srs., Antonio Joaquim Correa de A-
raujo, Anionio Jos Leal Reis, Caetano Ciraco da
Costa Moreira, Domingos Antonio Raiol, Francisco
Jos da Silva e Almeida, D. Joaquina Mara da Con-
reicilo. Joaquim Cavalcanle de Albuquerque, Joao
Bernardo de Magalhacs, Joao Francisco Anastacio.
Joao Joaquim da Costa Reg Barros, Joao Manoel
Pinlo Bastos, Jos Francisco Barros Reno, Padre
Manoel (vigario de S. Lolireoco da Malta), Manoel
Antonio Silva Aniones, Mauoel Cooceicao Pereira
Castro, Manoel Flix da Silva, Dr. Vicente Ferreira
Gomes.
TRIBUNAL DO COMMERCIO.
Pela secretaria do. tribunal do commercio da pro-
vincia de Pernambuco se faz publico, que se ma-
tricularan) ncsle tribunal os Sr. Manoel Alves Guer-
ra Jnior, cida lao brasileiro domiciliado nesla cida-
de, na qualdade de commerciante de grosso trato, e
Jos dos Santos Naves, cidado brasileiro domicilia-
do lambem nesla cidade, na qualdade de commer-
ciante de crosso trato e a relalho.Secretaria do tri-
bunal do commercio da Pernambuco 3 de julho de
1851.No impedimento do secretario, Joo guaci
de Medeiros Reg.
ADMINISTACAO DO PATRIMONIO DOS
ORPHAOS.
Perante a ailrnlnislrajao do patrimonio dos or-
phos se hade arrematar a quem por menos fizer, o
fornecimeulo dos medicamentos para o coHegio don
nrplians. pelo lempo que ha de decorrer do dia da
arrmalaro al o lira de junho do prximo anno de
1855 : as pessoas que se proposercm a fazer dito for-
necimento, poderlo comparecer na casi das sessoes
da mesma administracao no dia- 7 do presente mez
as 12 horas da manhaa.'Secretaria da administra-
cao do patrimonio dos orphaos 1 de julho de 1855.
Joaquim Jos da Fonieca, secretario interino.
Tcndo-se desconfianc.a qae a ponte do lenlo
venha a solfrer alguma cousa pelo seu eslado de rui-
na, nao dando neste caso o transito que lela mesma
se faz, o Illm. Sr. capitao do porto monda fazer isto
publico, e prevenir que. dado elle, achar-se-hao es-
labelecidasduas linlms de conduccao por meio da
embarcacoes mindas, urna no caes novo de Apollo
para o lado opposlo junio a secretaria da polica, e
outra na escadnha da Alfandega para o caes do Lol-
legio, que lhe lica era frnica e manda prevenir
mais, que pela passagem de cada pessoa nao se de *
ra .lar raas de 10 rs., MM> se cst.pulou. CaM
na .lo porlo de Peruamburo 28 de junho de 1811,
Oerreleri, tleiaudre foiriftietlOtAnfOt,
\
1 Kjk*
*"."


'

'


: .
v
v.
7
1) IUm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial rranda fazer publico, que lo lia 3 do crranle
em di inte pagam-se os ordenados e mais despena
proviuciaes, vencidas al o lim de junho prximo
lindo. Secretaria da thesouraria provincial de l'er-
ii.iiuIi.ic" 1. de jullio de 1854.O secretario,
Antonio Ferreira do Annunciaciio.
Tela mega do consulado provincial se faz sci-
cnle aos proprietarios dos predios das diffcrcnlcs
fregui zias. que o trila dias uleii para o reccbi-
mcnlo da decima do segundo semestre do auno fi-
nanceiro de 1853 a 1854, se linalisam no dia 1U de
jullio corrcnle. v
Companhia brasileira de paquetes de
vapor.
Fica designado d'ora em diante o diada chegada
dos vapores a este porto, para se ergajar a carga ou
eucouimendasque se poder receber: at o meio-dia
segunde deverao os remllenles ter acabado osscus
embarques, e a essa hora presentarlo os despachos
ua agencia lcgalmcole formalisados, como exige o
consulado geral, para a organisacAo dos maniTestos
que deVem acompanhar o paquete. Por carga fica
enlcn lido, ser os objeclos siijeilos a direilos. e por
cnconimendas os pequeos volumes de producto
nacional. No dia da sabida do paquete somonte sei Aluga-se uma prela miiiln fiel, que cose mui-
admillir.i passageiros c diuheiro a frele, c nada mais
sem excepi.ao alguma al iluas lloras nulos da mar-
cada para a sabida do vapor. Recife. ra do Trapi-
che n. 40, segunilo andar, 13 de junho de 1851.
Adminislrarao do patrimonio dos
orphos,
Perante a administrado do patrimonio dos or-
phaos se ha de arremalar, aquem maisder, as rendas
da casa n. 29 do largo do Paraizo, pelo lempo que
decorrer do dia da arrematarlo at o fim de junho
do futuro anuo de 1855 : as pessoas que se propo-
zerem a arremalar ditas rendas, podero comparecer
na casa das sesgues da referida administrado no dia
7 do prximo Diez, i 12 horas da manha.Secre-
taria da administrado do patrimonio dos orphnos
1 de julho de 18>i. Joai/uim Jos da Fonseca,
secretario interino.
Pela administrarjo dos cslabclecimenlos de ca-
ridade se faz publico queasarremataces dos predios
do mesmo estabelecimeulo serao levados a ellcilo nos
dias 5, 6 e 7 do corrcnle : os prelendentes apresen
tem-se com os seos fiadores. Sala das sessfics 3 de
julho de 1851. O escrivao, Antonio Jos Gomes do
Comi.
i
i
SIL AMERICAM DE NWEGACVO GERAL A \AP0R.
capitao
lo bem, lava, engomla e cozinha : quem precisar
dirija-se a ra Nova n. 50. priineiro amlar.
Aluga-sc una prela para servico ile casa, co-
zinha o diario e engomma quem a "pretender diri-
ja-se praca da Independencia n. 1.
No paleo do l'araizo, sobrado que volla para
a ruada Hoda, precisa-se de urna ama de leile, sa-
dia e de boa conducta.
i C0>StLT0RI0 HOHEOPVTHICII. tt
. ORATOXT5 7L:-.t. OS FCSMS.
i 2S uv.\ o As i:i.iy,r. 2.
| O Dr. CASANtlVA medico fraucez. dn
consultas lodos os dias, e pode ser procu-
I rado a qualquer hora.
No mesmo CONSULTORIO RA DAS tff
CRU/.ES N. 28, aonde morou o Sr. OS- W.
) SET IIIMONT, acha-se venda um gran- i$
I de sorlimento ide CARTEIRAS de lodos /j
os tamaitos, por precos cummodissimos. j
) ELEMENTOS de honeopathia e palhoge- ()
/Ji. nesia brasilcira. Esta obra he muito im- ,i
># portante para as pessoas que se querem Wf
Iralar a si mesmo, sendo a maior parle Ira- ti
diiccao das obras do I)r. JA II li. accommo- '
V7 dada a intelligencia do povo, 4 volumes, flffl
pelo baratissimo pre^o de. d-iion 22
1 carleira de 60 tubos grandes. 305000
1 dita de 48........228000
1 dita de 36........188000
1 dita de 2i........125000
1 dita de 24 tobos pequeos. inkh
g. 1 dita de 24 ditos......45000
(g5 Tubos grandes avulsos a cscolher 500
j\ Dilos pequeos dem..... 300
w !0f Avia-se qualquer eurommenda com pros-
lesa, e por precos muito em conla.
Esle eslabelecimento est bem conlipcido
A e bastante acreditado em Indo o imperio, e 6i
J? acba-sc o mais beni montado possivel, c es- Jfc
>) cusado he querer elegia-lo.
Baliiana
Brasileira 1,100
Lusitania 1,100
Imperador 1,800
Imperatri/. 1,800
1,700 toneladas
p
D. Greu-
H. T. Co\.
J. Brown.
' Vapores novos, ajustados para licarem prom-
ptos em agosto e setembro.
Os vapores desta companhia partirilo de Liverpool (at aovo aviso) na carreira de ida no dia 1." de
cada mez, e devem chegar em Pernambuco no dia 20 do mez, seguindo depois de algumas horas para a
li.iln.. Itiode Janeiro, eo Rio da Prata.
Na carreira de volla parlirao do Rio de Janeiro no dia 6 do mez para a Babia, Pernambuco, (aonde
chegarao no dia 12), S. Vicente, M.-.deira. Lisboa e Liverpool.
Os vapores tem lugar para passageiros de todas as classes a precos muito commodos, e os bilhetcs de
Ida e voltateem um abalimenlo de 25 por cenlo, e valera para 12 niezes.
Recebem aqui ouro, prata e mindezas para todos os porlos de escala.
Como se tem publicado que alguns dos vapores da companhia se tiravam da carreira para servido do
governo inglez, publica-se a seguinle resoluto tomada pela direccSo no dia 26 de maio : 0< vapores
Lusitania e Brasileira nao serao vendidos senao com a condicao de 'seren smente entregues quando o
Imperador e o Imperatri: esliverein promptos para complelrem a carreira com vapores maiores, em
conjttnrSo com o Bahiana.
As malas, os passageiros e a carga desuados para o Rio da Prata proseguirlo ao Rio de Janeiro pelo
vapor La Plata, o qaal depois de tocar em Montevideo seguir at Buenos-Ayres. O La Plata partir
do Buenos-Ayres de volla no dia 19, e de Montevideo no dia 21 do mez. Parafreles, passageiros e outros
eslabelecirneotos se deve dirigir s agencias da compauhia. Recifc 21 de juaho de 1851.-Os agentes da
companhia, Deane Youle & Companhia.
N. B. As cartas para qualquer porto eslrangeiro rccebcm-sc na agencia ; as para os porlos do imperio
' smenle do correio.
Ii'rnmmenda-se s pessoas que Iroaxerem carias singelas, seiam acompanhadas logo com sen devido
porle para evitar demoras, como constantemente est acontecendo, sendo o porte para a Europa 400 rs., e
. para o Rio da Plata 500 rs.
PL'BLICACAO' L.TTERARIA.
ESTA" NO PRELO.
Elementos de direilo inlernacioDal por Henry
NVhe.ilon, ex-rainistro dos Estados-tloidos da Ame-
rica junto corte da Prussia, membro honorario da
academia real das sciencias de Berlin, membro cor-
respondente da academia das sciencias rooraes e po-
lticas no instituto de Franja, tradnzido da segunda
eilica i de 1852, por Emilio Jos Antunes, seguDdo
lenle da armada imperial, secretario e ajudante
d'ordens do commandanle da estaclo naval Je Per-
nambuco, redactor do Brasil Martimo, e traductor
da segunda edi^o de l853dasregra,inlernaconaese
diplomacia do mar do capitn de fragata da marinha
francuza Theodoro O luan. Recebem-se Desta lypo-
grapbta assignaturas para a importante oablic'acao
desta obra, a mais moderna e acreditada'que se co-
lillera. Ella constar de dous volumes brochados, e
cusid' a para os seDhores asignantes 88000 pagos na
".a a-i.i" aiic se assinar. K\i elir-nl" nanpl miiil,..
occasiao que se assignar. Excellenlo papel e nitidez
de ni i >r es-.mi garante o traductor.
AVISOS MARTIMOS
PARA O CEARA.
vai seguir nestes oilo dias, a escuna S. Jos, por
ter engajado quasi lodo o seu carregamenlo: para o
reslo e passageiros Irata-se na ra da Cruz do Re-
cife -n 33,em casa de Luiz Jos de S Araujo.
Para Lisboa segu viagem iinpreterivelmenle
ate II do prximo mez de julho, a barca porlugiie-
zi Giatidao: quem na meiraa quizer carregar ou
ir de passagem, para oque tem superiores commo-
los, cnlemta-se com os comgna4frt TlMnaax le
Aquino I iim-i'i- i & Filho na ra do Vigario n. 19
priineiro andar, ou com o capitao Amonio Alves
Pcdrozo, na praca.
Para a Baliid segu com brevidade
o liiate nacional Amelia por ter parte
da carga prompta ; para o-nstante, trata-
se com o mestre Joaquim Jse da Silvei-
ra, no trapiche do afgodao, ou com
Novaes&Compaahia. na ra do Trapiche
n. Z%, primeiio andar.
Para o Rio de Janeiro sahe, logo
que o tempo melhorar, obrigue nacional
Sagitario ; ainda podo receber alguma
carga, passageiros e tambem esclavos :
a tratar com o consignatario Manoel
Francisco da Silva Jarrico, na ra do
Collegio, n, 17, segundo andar, ou com
0 capitao a bordo,
COMPANHIA DE NAVEGADO A VAPOR LD-
ZO-BRASII.EIRA.
Os Srs. accionistas
Mesla companhia sao
convidados a realisar a
quarta prestacode soas
accoes com a maior
brev.dade, para ser remeltiila a directo na cidade
de Psrto, dirigindo-se ao baixo assiunado na ra do
1 I ii-'-liD h.26.Manoel Duarte Rodrigues.
Para o Rio Grande do Sul sabe na
presnteseme na o brigue nacional Maga-
no, tem bons commodos para passageiros:
ciiiem nellequizer ir de passagem enten-
da-se com o capitao a bordo, ou eom os
consignatarios Novaes & C, na ra do
Trapiche n. 34.
Para o Rio Grande do Sul, segu com a possi-
vel brevidade o patacho nacional tuterpe, por ter
parlo de sua carga prompta, recebo o restante a fre-
tc : para tratar na ra do Apollo n. 14.
LEILOES
Ter;a-feira, 4 do crrante, o agente Victor Ta-
ra leilo no seu armazem,rua da Ou/. n. 25,as 101|2
horas da manhaa, de grande e variado sorlimento de
obr; s de marciueria de diflerentes qualidades, novas
e usadas, diversas obras de prata de lei, relogios de
prala galvanisados para algibeira, e outros muitos
objeclos, que estarn patentes no dia do leilao.
O Dr. Vicente Pereira do Reg far leilo por
intervencao do agente Viclor, le todas os livros aue rec-,.9
loram do finado Dr. Jos Francisco de Paiv, qoin- Plaen0 s"'
ta-ftira, 6docorrente, as 10 1|2 horas da manha, V. ,
LOTERA DO RIO DE JANEIRO-
Em vista da lei decretada pela assem-
bla legislativa desta provincia, esanecio-
nada pelo Exm. Sr. presidente,nao pode-
riamos vender cautelas das loteras do Rio
de Janeiro sem pagarmos 25 por cento do
seu valor. Importando isto o elevar as
referidas cautelas a um preco relativa-
mente excessivo, resolvemos o vender ni-
camente os billietes originaes assignados
pelo respectivo thesoureiro. Ox respeita-
vel publico adiara' os referidos bilhetes
originaes na praca da Independencia ioja
n. 4do Sr. Fortunato e n. 40 do Sr. Pa-
ria Machado. A lotera pie se aclia a'
venda he a nona das o iras publicas do
theatro de Nictheroy, cuja lista vem at
12 do corrente pelo vapor inglez. Os
precos dos bilhetescontinuam a ser in-
teiros 22#, meios 11$. Os premios sero
iagos logo que se fizer a distribuirao das
istas.
Antonio Jos de Paria Machado,
com loja de bilhetes das loteras da corte
do imperio tem a satisfacao de annunciar
ao rospetaic!, t-jux ru ar l"jtv.>;tn na
praca da Independencia n. 40, existem os
elizes e ha muito desojados bilhetes origi-
naes, sendo os que a' venda se aclmmda
DBa lotera a beiiecio das oh- diu-
cas da imperial ciiade deNicthei' i qual
I i n ha de ser extrahida em 7>Q do jiassado,
a' vista do que deve pois chegar a compe-
tente lista em 10 ou 11 do corrente ; e
de boje em diante continuara' tao smen-
te a vender meios e inteiros bilhetes, dei-
xandode vender como d'antes as cautelas
que dos mesmos bilhetes se desmancha-
vam, em consequencia do oneroso impos-
to que pela assembla provincial foi nova-
mente creado; adverte-se portauto a to-
das as pessoas que costumam comprar bi-
lhetes, que na loja do annunciante en-
contrarao wmpre unj completo sortimen-
to deste genero, mas lembra-llies que pa-
ra comprar bilhetes nao se aguardem pa-
ra o dia o vespera da chegada do vapor,
pois <| ne searriscam a nao poder comprar,
visto que nos ltimos dias nao haverao pa-
ra vender, como quasi sempre costuma
succeder.
Desappareceu no dia 30 de junho, uma cachor-
rinha galga, a mais delicada possivel, pequea, e de
tr branca, com mallias pardas, leudo a pona da
cauda torada : quem della der noticia ou leva-la
ra do Colkuio onde mora o Sr, Limoeiro, sera' re-
compensado cum gencrosidade.
Hoje, depois da audiencia do Sr.
Dr. juiz municipal da cidade de Olinda,
na respectiva sala, pelas 10 horas do dia,
tem de se arrematar por venda uma pro-
priedade de .coqueiros com uma casa de
pedia ecal, tendode frente 43 palmos e
58 de fundo, com 720 pe's de coqueiros,
cujas confrontantes consta do respectivo
escripto em mo do portero.do juizo,
avahada por 5:025,s000 por execucao de
Joao Reler & Companhia, contra Jofio
David Miliqucl.
Precisa-se ile um feilor para (rahalhar em um
sitio, ua Capunga : a fallar n< ra Nova
i
i
l#
Precisa-se de uma ama secca para casa de pou-
ca familia : na ra las Larangeiras n. 13, priinei-
ro andar.
52, Ra Nova, 52.
Este eslabelecimento inleiramciiie reformado pe-
lo novo proptielario, acha-sc munido de um grande
e esplendido sorlimento de chapeos e bonetes le to-
das as qualidades lanto para homem como para se-
nhoras, meninos c meninas, e nutras militas fazen-
das, como sejam : calcados de lodos os lamanhos c
qualidades, quinquilharias as mais moderpas que
tem apparecido no mercado, que se vende lano
em porejio como a retalho por muito menos preso
do que em outra qualquer parle ; na mesnia
casa aparam-se abas de chapos do Chile, Picando a
rela lo perfeila como se nflo soflresse o menor
concert, e sahindn estragado pagar-se-haao freguez
o valor de seu chapen, ecom isto qual ser a pessoa
que tendo um chapeo sorvcleira, que com pouco
linheiro c tilo grande garaulia deixar de p-lo
moda '.'
A taberna da Iravessa da Malre de Dos n. 1,
deixou de vender bebidas espirituosas de produccilo
brasileira para consumo do primeiro de julho em di-
anle, por ter sido prejudicada na collecla cni que
o Sr. arrematante a tem collectado at esta dala ; e
que logo continuar quando o mesmo Sr. se con-
vencer que so deve pagar o consumo das caadas
que vende e nao as que julgar.
Alu.ga-se um mulalinho de idade de 16 annns,
o qual cozinha o diario de uma casa de pouca fa-
milia : na rna do Sebo n. 31, ou no Recife, ruada
Cadeia loja n. 28.
Quem tiver e qnizer alosar um piano de boas
voses, dirija-se a ra estreila do Rosario n. 26, of-
ficina de encadernacao, que aliie dir quem pre-
cisa.
Restauran! francais a vendr.
Hebrard a i'houueur de prevenir les personnes,
qui dsireroient fairc |l'arquisition de son reslau-
ranl, de se prsenter chez lu ; ruc du Trapiche
neuf n. 20 & 22 en atlendant que la vente soil
efleclue, lc amaleurs trouveront conme par le
passe de quei se restaurer a loulcs les heures dn
jour.
ABonina.
Ueu-^ei az o quii.I.1 i-i;!'i ilofinrl -iciciante
peridico Iliterario e recreativo, mlilulailo aRoni-
:i ipiililii-ad" orna vez por semana, aos sabbados,
ofl'erecido ao bello seso pernambucano, para o que
muilo pede-se ao mesmo sexo e aos seos amantes,
que numerosamente a assisnem, alim de que gozem
las apraziveis narrativas de qne ella se compile. O
preco da assignatura be 800 rs. por trimestre pagos
adiantados, e avulso a 80 rs. cad.i um, e aquelles que
pretendereniassigiia-la,lrijamse a ra Nova n. 52,
loja de chancos do Sr. l'oaventura Jos de Castro
Azevedo.
Oabaixo assi^n:' o, ruga por favor a pessoa,
que no dia de S. Pedro, 2!) do passado, aproveilan-
do a innocencia de seu caixeiro, se assentou junto a
carleira e Ibe raplou uma sednla de 108000, Juas de
55000, duas de 29000, que ludo faz 219000, e como
naoachasse misnada leveaousadia de carregar urna
caixinba com uma grosa de pennas d'aco; a pessoa
be bem conhccida.cportanlose roga qne fique com o
linheiro, e laca entregue das pennas, que nao posso
passar sem escrevinhar, lecujo favor Ihe ficar obri-
gado c guardara segredo porque sabe quem foi.
Joao Sndes de Almeida.
Oabaixo assignado, com taberna na ra estrel-
lado Rosario que faz quina para a ra dasTrinchei-
ras n. 38. faz sciente aos senhores arrematantes do
imposto de agurdente, que de boje em diante deixa
de vender tacs bebidas, e para que nao se cbamem a
ignorancia faz o presente. Recife 30 de jnnho de
1854.Jusi Mara Marlins.
na ra do Collegio n. 8, primeiro andar.
Quinla-feira, 6 do corrente, o agente Rorja,
lara leilo em seu rmazem, rna lo Collegio n. 14,
as 10 \ft horas da manhai, de om completo sorti-
inecio ile obras ile mareinena, novaseusadas, diver-
sas obras de ouro e prala, um rico alfinete de peito,
cr.iv ailn de brilhaules.'doDS botes de aberlnra tam-
bero de brilbante, varias quinquilharias, e outrus
muilos objeclos, que no dia do leilo eslaru pa-
tentes. '
AVISOS DIVERSOS.
Sociedade creadora.
Hoje principia esta sociedade, a fornecer de suas
soltasde gado, carne para consumo dos habitantes
desta cidade : por emquantosef vendida nos acou-
gues da ra do Rangel, casas ns. 25, 49, 51 e 60, e
na ra das Cruzes n. 33, e logo que possa obter
maior numero de casas, ou dos tilhos que es'i de
piisse o exliocto contrato, metamoijoseado com onome
lie Sociedade Pernambucano, annunciar par co-
nhecimenlo do publico. Esta soeiedade est abeli-
ta.la, seja qualquer a csjacao que se aprsente for-
necer regularmente parte do mercado deste impor-
lante genero, pelas ollas de gado que tem as pro-
vincias do Rio Grande do Norte, e Parahv ha ; es-
pera porlanlo a coadjuva;o para bem de lodos. O
preco he o aclual.
O Sr. alteres Maltozo queira dirigirse ra
larga do Rosario n. 2i, segundo andar, negocio
de seu inlercssc.
_ OITerece-se urna ama para casa de homem sol-
tcirn: quem precisar dirija-se ao becodo marisco de-
fronte da taberna do Victorino.
Pede-se ao Sr. J. V. A. venha ou mande pa-
par a sua Iellra da quanlia de 5tcj0O0, vencida no
da 1 do moz de marjo do anno presente, alraz da
malriz da Roa-Vista, sobrado n. II, onde morou o
teuente-coronel Antonio Cnrneiro.
Manoel Ferreira Chaves.
O abaixo assignado faz pelo presente ver a
seu* credores. que_ paga suas cuntas vencidas e por
ven -er al o dia t,">do crrente mez: na ra da Praia
D. 16.Antonio Manoel da Silva Maia.
No boceo lo Iheatro velho, por cima lo lite-
qu'nn do Sr. Paiva, segundo auiiar, precisa-se do
urna ama Torra ou eapliva, que lenha muilohom lei-
!> para se encarregar da criaco de um menino que
.."S'1 ''m- mezps de idade : quem esliver neslas cir-
'. -.ustancias. |.'ie dirigirse a mesnia casa liara se
iralar do ajuste.
Na ra Nova n. 51, cnsina-'e rhetorica c gco-
graliia.
ROURO.
Na scxla-fcira, 30 le junho prximo passado, do
sobrado n. 9 da ra de Rangel. furlaram, das 11 ho-
ras la manhia as 2 da larde, duas Irouxas rom rou-
pa lavada, de cima de uma marqueza existente na
sala interior, conlendo as mesmas Irouxas o seguin-
te : 14 camisas le homem, novas, leudo II as aber-
turas de csgniao e 3 do mesmo panno, 2 calcas no-
vas de brim fino, brancas, e 3colleles de fostao, um
branco e doas de cures. Sirppi"ic-sc que quem furlnu
taes objeclos, aproveilou-se la occasio de achar-se
a sala sem pessoa alguma : quem descubrir onde se
acha dita rnupa,alm de promeller-se o maior segre-
do, ser generosamente recompensailo, c para isso
podem dirigire an mencionado sobrado.
Precisa-se de uma ama para o servico interno
de casado pouca familia : na rna do Rangel, sobra-
do n. 9.
Precisa-so de um feiter que saiba Iralar de po-
mar e enrlierlar : no aterro la Boa-Vista n. 43. Na
mesma casa prec,is.i-se comprar uma canoa de car-
reira para (i ou 8 pessoas.
Aluga-sc um moleque para lodo servico de
dentro de casa e de ra, he muito fiel c bem'com-
porlado, serve para ludo, menos para vender, por
elle uno querer este servico : quem o prcleniler, di-
rija-se Iravessa da Trompe n. 9,
No dia 7 do corrcnle mez se"tia dearrcmalar.
lepois da audiencia do Sr. Ilr. juiz de direilo da pri-
meira vara civel, as rendas do sobrado le tres anda-
res da ra do Livramentu, pcrlencenle aos herdei-
ros de Jos Mauricio de Oliveira Maciel, por exe-
cucao de Anlonio Luiz dos Santos, e be a ultima
praca.
JoscJoaqnim de Abren, pnrluguez, por haier
outro de igual nomo, declara Rssignar-se l'ora em
liante por Jos Joaqoim de Abreu Cardoso Jnior.
Aluga-se nina escrava que cozinha o liario,
lava e engomma bem, e um cscravo que faz lodo o
servico le casa c rna c cozinha o diario : na ra do
Scvc, casa terrea de soto.
O Sr. Mathias de Azevedo Villarouco, he ro-
gado i declarar por esla folba, quaes as patfOtfl que
Sinc. qu.dilicon rnsde polica aqui residentes, con-' rija-se a rna do (Jm-imadn CMM daesqiiiua que vil
THFSOUHO
HOMEOPATHIGO
O
VADE-MECIM DO HOHEOPATHi
PELO
DR. S. O. LUDGERO PIMO.
lllua de S. Francisco 'mundo novo) n. 68 A.
FRAGMENTO DEUMA CARTA.
Foi assas acolhido c saboreado aqui oThe-
souro llomeopathico; os curiosos nSo po-
dem deixar de render a V. S. muitos agra-
dccimenlos pela publicacao de tflo imporlantc
obra, a melhor sem duvida neuhuma, das
que tem apparecido, etc. etc. etc.
Engenho Guerra 1. de junho de l*-">i.
Jos Antonio Pires Faleiio.
O thesoureiro Francisco Antonio de
Oliveira avisa ao rcspeilavel puhlico, a lotera Ja matriz da Boa-Vista corre m-
preterivelmcnte no dia 1 i de julho seja
qual'ir a (juantidade de bilhetes que i-
carem por vender, e os respectivos bilhe-
tes estao a venda nos lugares do costume.
Cbristiani & Irmo com fa-
brica e loja de chapeos na ra
^a Nova n. 44, teem a honra de
avisar ao respeitavel publico, em particular nosseus
freguezes, que receberam pela burea franeeza Jos,
ultimameute chegada do Havre, urna nova factura
de chapeos do castor braucos, nimia n.ln ap[>areci-
dos em Peniambuco, como sejam: castor rapailo
(thihet) brancos' dilos braucos com pello (argeuli;,
ditos castor prelos (Velours Zophir), dilos sem pello
molle copa baixa do melhur goslo possivel, por
serem muito leves, assim como nutras muitas qua-
lidades, por precos razoaveis.
PASSA PORTE PARA PAI7.ES ESTRANGEIROS.
Na ra da Cadeia do Recife n. 3, primeiro andar,
liram-se passaportes para os estrangeiros que quizc-
rcm viajar denlro e fra do imperio : prometle-se
promptido e commodidade de prc;u.
Jos Valenlim da Silva, bem conhecido por
ensinar lalim ha 18 anuos, lembra a quem convier,
que a sua aula existe aberta na ra da Alegra, na
Boa-Vista n. 38, onde recebe por preco commodo
alumnos exlernus, pensionistas e meios pensionistas,
dando ptimo tratamento, e tendo os pensionistas
a vantagem de.alein do lalim.aprenderem tambem o
fraucez sem que seus pas pa^uein mais cousa algu-
ma por esle cnsino.' O professor advcrle que elle
iem provisao passada pelo governo da provincia.
# e:@iSSlf@9
O Dr. Joo Honorio Bezcrra de Menezcs, f;
formado em medicina pela faculdade da Ba- ^
hia, ofl'crecc seus prestimos ao rcsiieitavel pu-
9 blico desta capital, pudendo ser procurado a
& qualquer hora em sua casa ra Nova n. 19, &
;;j segiimlo andar: o mesmo se presta a curar ;
>:; gratuitamente aos pobres.
@:@@@! @ffl4f a
J. J. PACHECO.
NEW AND ELEGANT DAGLERREAN
GALLERY.
I'iclures iaken at Ibis Esta-
bli-limeut Warranled lo give sa-
tisfarlion, n. 4, aterro da Boa-
Vsla, lerceiro floor, cbrystalo-
lypo. Gallera enriquecida de
magnficos quadros dourados c
de alabastro, primorosas caixas
e lindas cassolclas, alfineles e
anneis. Tiram-se retratos quer esteja o lempo claro
ou escuro. O respeitavel publico he convidado i vi-
sitar o eslabelecimento, embora nao queira retratar-
se : aterro da Boa-Vista n. 4, lerceiro andar.
Precisa-se alugar urna escrava, fiel, que saiba
bem ngommar, coser e fazer mais servico de uma
casa de familia, paga-se bem : na sua Dircilan. 131,
por cima da botica do Torres.
rfN O bacharel formado em malhemali- C^
** cas, Bernardo Pereira da Carmo Jnior, en- ^*
^ sina arilhmclica, algebra e geometra, das @
S4 s 5 e meia horas la tarde : na ra Nova ^j.
sobrado n. 56.
DENTISTA FRANCEZ.
JO Paulo Gaignoui, cstabelecido na rna larga %
@ do Rosario n. 36, segnndo andar, enlloca den- J
$9 (es com gengivasartificiaes, e dentadura com-
ii pleta, ou parte della, com a pressiio do ir. $
Q Tambem tem para vender agua dentifriredo $
@ Dr. Pierre, e p para denles. Rna larga do @
^ Rosario n. 36 segundo andar. %t
aass
NOSSA SENHORA DO CARMO.
Os religiosos carmelitas desta cidade,
convidam aos seus carissimos intuios con-
rades, e a todos os devotos de sua Mfii
Santissimu, a Senhora do Carmo, paraas-
sistirem a bencao solemne da milagrosa
imagem da mesma Senhora, quetera'lu-
gar pelas' i horas da tarde de 5 do corren-
te, na respectiva igreja.
D. Anua Joaquina de Jess Queiroz Guedcs va-
va le Norberto Joaquim Jos Guedes, faz scienic
que tem autorisado ao Sr. Jos Malaquias Leal para
receber e passar recibos aos devedores de seu casal.
Oficrece-se uma ama para casa de pouca fami-
lia : no heceo do Luiz Gomes junto do Cu-
nta.
f
__iM
Luiz Canlarelli, leudo d*se demorar por al-
onm lempo nesla provincia, participa ao respeitavel
publico, que contina a dar liccs de danca em suh
casa rna da Catla de Sanio Antonio n. 10, lodos os
dias das 7 ale s Oda noitc. E tambem so presta a
il.'fl lieocs em casas particulares c collegius, em horas
combinadas,*e cnsua as seguinles lairsas : conlra-
lansa franeeza,valsa franeeza,dila tedesca, dila peru-
ra, polka, dita sancataltal, dita masurka, roilova,
gavota, cachucha, solo Inglez, laranlella, culias,
galope.
Roga-seaoSr. Manoel Coelho Moreira, lenha
a bondade de vr satsfazer o fretc d'uma caixa com
livros que recebeu lo Havre, pelo navio Pernambu-
co, em rasa de J. R. Lasscrrc& C, visto nilo se
fabersua morada.
Desappareceu hnnlein 2 do correnle.por volla de
8 horas da noile, a eeelrava parda acaboclada, de no-
me Malhilde, feia de cara o reprsenla ter 311 anuos
le idade, desdentada, ambig grande, foi vestida
com siid le chila roxa desbolada : quem a appre-
hender, ou della liver noticia, dirija-se a.ra Impe-
rial n. 31, quesera generosamente ""p'.tpcnsado j
as-im romo que se protesta com todo o riaor da lei,
contra quem maliciosamente a tiver occulla.
PIANOS.
Patn Nash'ii C. acabam de receber le Londres
loiis elegantes pianos, feilio vertical, de Jacaranda,
iguaes coi qualidade e votes aos dos bem conhecido
autores Collard & Collanl, ra do Trapicho Novo
n. 10.
Roga-c a pessoa que apanhoii um papagaio que
voim-nodia 2 lo corrente mez, da casa n. 12, pri-
meiro andar, da ra do Aragao, o qual Iem em um
po dous ileiliis rodos e sem millas, c no oulro uma
iinha bastante crescida, se digne leva-lo menciona-
da casa, |ue ser generosamente gratificada.
Joan Anlonio Carpinteiro la Silva \ C, ruga
aos seus credores ue hajo de Ihe apresenlar suas
i coalas al ao dia 8 do rorrenle para seren pagas, por
Icr de se retirar para Portugal.
Qneni precisar de um homem livre para crea-
la le una casa ou para servico de una cocheira.
forme l~.e no aliesladn feilo no consulado de Per-
nambuco e remullid" ao governo portuguez, mo s
assignail.i por Sinc, romo secrelario, mas lambem
mais nove, que breve se publicaran seusuoiiie> : sob
pena de ser liiln por um infame, vil calumniador e
inxuvalliuiite la honradez cnininerrial eeapa de
criminnso-. o tiylada polica.
pjira o Rosario, primeiro andar, u. 18.
Ollereie um rapaz para criaUo : quem preten-
der dirija-se a ra do Canon. 3.
Jos Joaquim Pereira de Mendonca la/ -cieule
ao lllm. Sr. adminislrador du coiisulailii provincial,
que deivoii de vender bilheles e eaulelaa das lote-
ra! In Kio desde "10 le junho prximo p.issulo.
m
m
D. W. Bajnon cirurio dentista americano
reside na ra do Trapiche Novo n, 12.
Necessita-se de uma escrava ou cscravo, que
seja hom cozinheiro, c que enterla de ludo perlen-
cenlc a cozinha : no consulado amerii-ano n. 4,- rna
do Trapiche, ou no armazcm de Davis & Compa-
nhia, rna da Cruz n. 9.
Aluga-se uma casa terrea, com bastantes com-
modos, sito na ruada Unisona Boa-Vista1: a tratar
na rna da Aurora n. 26, primeiro andar.
Aluga-se uma prela que sabe cozinhar, ngom-
mar, coser, bem e Iralar de una casa : na ra da
Praia defroute da rbeira sobrado de um andar
n. 1.
Precisa-se de um criado e nina criada de meia
idade: no aterrada Boa-Visla,loja n.18.
O francs Juslin Norat, retira-se para os por-
los do norledo imperio.
I'az-se lodo o negocioconio traspasso de urna
loja, propria para qualquer eslabelecimento, por ser
em uma das principaesruas decommercio desta ci-
dade : quem pretender, enlenda-se com A. Colom-
biez na ra Nova n. 2.
Aluga-so um escravo official de sapaleiro, que
cozinha o diario de ama casa, e he um excelleute
criado : nesla typographia se dir.
J. Jane dentista,
contina rezidir na ra Nova, primeiro andar n. 19.
^ O Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho mu-
*3 dou-se para o palacete la ra de S. I rancwo 4j
JE mundo novo) n. 68 A. S
>*a^ -uHS*3SaKa'.v*;!B
-7- Convida-se pelo' rsenle a Joao Ferreira Lei-
le, que se presume eslir actualmente em Ca iri-Ve-
lho, provincia da Pamhiba, filho do velho Pedro
Ferreira Leite, heriiifs bem conheciilos na comarca
de Bonito desla provincia, para que venha quaulo
antes satsfazer a quanlia de rs. 2O0S00O, constante
le uma letlra que accilou 110 dia 7 de abril d cor-
rente anno, nesla comarca de Garanhuns, a prazo
de 23 das, em favor de quem elle bem sabe : se o
neo fizer com breviiladese Tara publico todo esse ne-
gocio, que he sobremodo desairse ao dilo Leile.
Precisa-se de ama escrava para o servico de
urna casa de pouca familia : na ra do Hospicio 3"
casa nova direila depois de passar o qnartcl.
Precisa-se de uma ama secca para casa de pou-
ca familia : na ra do Vigario, armazem n. 11.
Traspassa-se o arremlameulo de um grande si-
lio per 1 n desla praca, que arcommoda annualmenle
16 vaccas de leile, com a condico de quem o pre-
tender comprar as vaccas c crias que Dellc existir :
na ra do Queiraado, loja 11. 31.
AO PUBLICO.
Acha-se cstabelecido um a;qugue pelo systema
francez, na ra do Rangel n. 41 ; neste eslabeleci-
mento, que sera-servido com a maior limpeza possi-
vel, lalhar-se-ha todos os dias carne verde da mais
gorda e melhor lo'mercado, e por um preco de con-
vidar os freguezes. Conlratam-se freguezias men-
saes ou semanaes, para n que dirijam-se os prelen-
dentes ao mencionado aeouguc, ou taberna n. 5 da
riheira de S. Jos.
Na ra de Norias n. 112, primeiro andar, pre-
cisa-se de ama preta escrava para o servico de
de ptica familia.
BAZAR PERNAMBUCANO.
Os donns deste estabelecimeulo avisam ao respei-
tavel publico c a sens amigos e freguezes, que le
hoje; em diaulc ai liaran sobre o balean um completo
sorlimento de fazendas de seda, assim como moitos
oulros objeClos de pliaulazia.quese venderAo por Ira-
ralissimo prer.0, alim de se apurar dinheiro.
Prerisa-sa alugar um preto moco ou de meia
idade, por mez, para ailar com uma carrora ; se ti-
ver pratica deste servico melhor : a fallar alraz la
malriz da Boa-Vista n. 13.
LOTERA DA MATRIZ DA BOA-VISTA
AOS 10:000.S *:00OS E 1:0"00i^000 rs.
O caulclista Salusliano le Aquiuo Ferreira avi-
sa ao respeitavel publico, que as rodas da mesma lo-
tera, Iem o seo imprelerivel andamento no da 14
le julho do corrente, em virludedo annuucio publi-
cado no Diario de Pernambuco de 8 de junho n.
131, pelo thesoureiro o Sr. Francisco Antonio de
Oliveira. Os seus afortunados bilhetes e cautelas1 es-
tao exposlos venda as bijas seguinles: ruada Ca-
deia do Recife 11. 4. de Jos Forlunalo dos Sanios
Porlo ; na praca da_Independencia n. 4, de Fort-
nalo Pereira da Fonseca Bastos, ns. 37 e 39, de An-
tonio Augusto dos Sanios Porlo ; ra do Queima-
do n. 44, loja de fazemlas Je Bcrnardino Jos Mon-
leiro S C. ; ra lo Livramenlo botica de Francisco
Antonio dasCbagas ; ruadoCbug botica de Mo-
reira 5; Fragoso ; ra Nova n. Ifi, loja de fazendas
de Jos Luiz Pereira <5 Filho ; Boa-Vista loja de ce-
ra de Pedro Ignacio Baptista. Paga soh sua respon-
sabiliiiadc os tres premios grandes sem o descont de
8 por cenlo do imposto geral.
O abaixo assiunado por si e por parle le seus
irnuo- Honorio Telles Furladn e JoaoT'elles I Hila-
do, moradores lodos nesla comarca fe Garanhuns,
previnem pelo presente ao publico lesla provincia e
limilrophes, para que de nenhiima forma negociem
com a madrasta dos mesmos, a Sra. Mara de San-
la'Anna Leile Furtado, a re*peilo do dominio de
urna escrava parda, de nomo Sabina, que se acha em
poilcr da dila senhora, no valor de cuja esrrava Iem
os annunrianles suas cotas-parles, que em inventa-
rio por fallecimento do pai commum, Ibes cnube ; e
para evitarem qualquer fraude ou pretexto de igno-
rancia, fazcm o prsenle. Villa de Garanhuns 9 de
unhode 1854.'Jone Telles Furtado.
Precisa-sede uma prela escrava, que cozinhe o
faga lodo mais servico de uma casa de pequea fa-
milia, paga-se bem : na ra da Cadeia do Recife
n. 23.
Antonio Agripino Xavier de Rrito
Dr. em medicina pela faculdade
medica da Bahia.residenaruaNova
n. 67, primeiro andar, onde pode
ser procurado a qualquer hora para
o exercicio de sua prolissao.
; 'm-immmmmmm
OSr. Jos Antonio da Cunha, tem
carta na livrarian. 6e 8, da praca da In-
dependencia.
Precisa-se de um homem para pasturar gado
em um sitio dislanle desla cidade tres leguas : a tra-
tar no Mondego, no collegio de meninas, defronte
do Sr. Luiz Gomes.
Jos Maria Sampaio, relira-se para Portugal, e
nada deve nesta praca, ponim se alguem se julgar
seu credor aprsente sua conta al o dia 8 do cor-
rente.
Joo Anlonio Carpinteiro da Silva, tendo de
se retirar para Portugal, deixa os euscslabelecimen-
los rro gyro e como seus procuradores em primeiro
lugar Francisco da Costa Amaral, segundo Jos Joa-
quim Dias Fernaniles, lerceiro Malbeus Austin
&C
A firma commercial de Franca S Irmao cessou
de girar nesia lata, e passa a ser liquidada pelo abai-
xo assignado; queiram portanto ns credores de dila
firma apresenlarem suas conlas para serem conferi-
das c pagas oportunamente: roga-se porconseguinle
aos devedores hajam de realisar seus dbitos com a
possivel brevidade, c islo podem fazer ao ex-caixeiro,
o Sr. Francisco Xavier da Fouseca Coutinho, que
ainda fica encarregado deslas cnbrancas.Recife 1
de julho de 1834. Joaquim Lucio Monleiro da
Franca.
O abaixo assignado, n3u podendo por falla de
saudededicar-sea outros negocios mais, alm da res-
iilaean e deposito de espirito e agurdenle, eslabele-
cido na praia de S. Rita j ha 13 anuos, o qual con-
tinua a girar por sua conta, espera que seus ami-
gos e afleicoados conlinaarAo a honrar o dito eslabe-
lecimento com a mesma confiam-a que al agora Ihe
prestaran), certos" de que serio sempre servidos com
a mesma pontualidade e boa f que tem experimen-
tado, e previne-os ao mesmo tempo de que vai es-
for;ar-sepor levroste eslaliclerimcnto a ponto nilo
s de satsfazer de prompto cncnmmendas de gran-
des partidas dos sobreditos gneros, como carrega-
mentos inteiros, oque certamenlc nSo dcixara de
ser muilo conveniente as senhores negociantes que
tiverem de efleclnar negocios sobre laes artigos, em
vista das difliculdadesque actualmente senlcm para
conseguir um carregamenlo desta especie: quem
tiver de enlender-se sob qualquer negocio com o
abaixo assignado, nao quereudo chegar a Praia de
S. Rila, pode deixar por escripto o que pretende
na Iravessa da Madre de Dos 11. 7.Joaquim Lu-
cio Monleiro da Franca.
OSr. Manoel Ignacio de Oliveira, filho doSr.
Ignacio Jos Marlins, lo Rio Grande do Norte, tem
uma caria na pracado Corpo Santo n.6, escriptorio ;
roga-se ao mesmo Sr., de ir buscar pcssoal-
meule.
Vendc-sc uma preta excellente enzinheira, en-
gnmmadeira e coslureira, com um filho : quem a
pretender, dirija-se ra do Crespo n. 16, esquina.
Vendem-sc 2 mulatas prendadas, moras e de
boas figuras, 1 mulequc de 15 annos, o mais bonilo
qne se pode encontrar, 4 escravos para todo o servi-
do, 2 pretas com habilidades, mocas e boas figuras :
ua ra da Senzala Velban. 70, segundo ou lerceiro
andar, sedi-r quem onde.
(A Na ra do Queimado n. 10 vendem-se fa- (
,jl zendas por preco tilo barato, que so o coro- 22
pr.ulnr vendo acreditara.
Chila franeeza larga. .
Barege de laa e seda para ves-
tido de senhora.....
Cas-as de cores muilo finas.
Riscados fraucezes .
Cortes de casemira de lita.
Chapeos Irancezas. .
Rrim de linho de cor.
Chales de seda ....
Chitas de barra largas .
Fil de cor larga .
i
i
i
S
i
200
360 cov.
300 var.
200 cov.
48000
5000
600 var.
55OOO
240 cov.
610 var.
Bilheles
Meios
Oil.irl i-
Decimos
Vigsimos
119000
8.00
2*600
1S100
700
10:000.5000
5:4009000
2:5008000
1:0009000
5008000
T.,8R.,
R.nasf; ricas obras
DE OURO.
Os abaixo assignados. donos da nova loja de
ouriv&s da rna lo Cibug 11.11. confronte ao
paleo la malriz e rna Nova, frauquciain ao,
publico em geral um bello e variado sorli-
mento de obras de ouro de muitobons gos-
tos c procos que nao desagradarlo a quem
queira comprar ; os mesmos se obrigam por
qualquer obra que vcuderem a passar uma
conla com responsabilidadc, esperilicandu a
qualidade do ouro le II ou 18 qutales, fi-
cando assim sujeilos por qualquer duvida que
% n pparecer.Sernfim J,- Irmiio.
Quem se julgar credor de Francisco Gomes
da Fonseca. queira apresenlar suas conlas ao abaixo
assignado, al o dia 8 do corrente, para serem al-
tendidos no raleio, que se ha do fazer naquella data,
servindo de gnverno, queja exislcm em poder do
abaixo assignado as contas dos Srs. abaixo declara-
dos : Domingos Alves da Costa, Jos Roilrigucs
Pereira, Candido A. S. da Molla, Jos Vicente de
Lima, Vicente Ferreira da Coala, 'Loit Jos da Cos-
la Amorim, Joaquim Filippe la Cosa. Recife 1.
de julho de 1851.J0S0 Marlins de Barros.
Joaquim i'creira Arantes deixou de vender
: libeles e cautelas desde n lia 90 de junho.
- Anlonio Feruaniles Kndrigoes, sulidilo hespa-
r>l d, relira-se por falla de saude, para a sua palria.
O Dr. Firmo, medico, mudott sua
residencia para a rna estreita do Rosario
casa 11. 30, segundo andar.
Anlonio Ferreira Braga embarra para o Itiu
le Janeiro, a sua escrava Arcaiija, crioula.
Vende-se um sobrado de om andar com soto)
em uma das principies ras desta ciilade, em chaos
proprios, muilo bem construido e elegante : o qual
accommoda uma familia nilo pequea : .quem o pre-
tender comprar, dirija-se a ra Direila 11. 83, que
ah se informar a respeito.
LOTERA da matriz da BOA VISTA.
Casa da Esperanza ra do Quei-
mado n. 61.
Nesla casa est a venda om completo sorlimento
de cautelas desla lotera, cujas rodas andam no dia
'14 de julho.
Vendem-se linguas do Rio Grande, tanto sec-
cas como le salmnHra, por preco muilo commodo,
assim como hcrva-malle, cuias" e bombas para lo-
mar a mesma : no armazem do Telles 4 Companhia,
na ra do Vigario n. 11.
Vende-se uma batanea romana com lodos os
seus (loriemos, em bom uso e de 2,000 libras : quem
a prelender, dirija-se ra da Cruz, armazem n. i.
CORTES- DE CHITAS A 10920. 5
9 Conlinoa-se a vender cortes de chita de co- a
res fixas a seis patacas cada corte: na loja do 9
$a) sobrado amarello nos qoalro cantos da ra do ^
5$ Queimado n. 29. > & S00 RS. A VARA.
Brim (randado branen de puro linho, muito cn-
corpado : na loja da esquina da Srua do Crespo que
volta para a cadeia,,
COBERTORES.
Vendem-se cobertores deta pelea 800 rs., ditos mul-
to grandes a 18400, ditos brancos com barra de cor a
18280,colchas brancas com salpicos a 18000 : na loja
da ra do Crespo n. 6.
BRIM DE PURO LINHO, PRQPRIO PARA
MILITARES.
Vende-se brim de linho branco muito encorpadn
a 500 rs. a vara, cortes de casemira elstica a 48000,
panno azul para fardas de guarda nacional a 38000
c 49OOO o covado, dito preto para palitos a 38000,
48000 e 48500, lencos de seda de 3 ponas, proprios
para senhora botar pelos hombros a 40 cada um, e
muilo mais fazendas em conta ; aa roa do Crespo,
loja n.6.
Na ra do Vigario o. 19, primeiro andar,
de-se cera lanto em grame, como em vallas, em
xas, com muilo bom sorlimento e de uperinr q
lade, chegada de Lisboa na barca Gratidao, a
como bolachinhas em la I as de 8 libras.e farello 111
novo em saccas de mais de 3 arrobas.
^,trVe*dem;'* >"' com azeite de earrapab
2&..60 a caada : na ra da Penba, taberna nov
Vende-se orna casa de taipa com doas porl,
cjauellas de Trente, com quintal cercado, sita n
assude em Apipocos : a tratar na roa de Santo A
maro n. 12.
Vende-se a taberna n. 94, si,a no fim da roa
Augusta que faz quina com o viveiro, moito afre-
guezada para a Ierra ; vende-se pra pagamento de
seu credores: quem a pretender, dirija-se mes-
ma, que achara com quero tratar.
COMPRAS.
Compra-se prata brasileira e hespa-
nhola : na ra da Cadeia do Recife n.
'IV, loja de cambio.
>Compra-se um diccionario latino em segundo
nzo : na ra das Cruzes 11. 29.
Compra-se uma porcao de laboas j servidas,
que sejaro de louro ou pinho : na ra Imperial n.
31, adverte-se que sejam de assoalho.
AVISO LNTERESSANTE AOS SAPATEIROS.
Na ra Nova n. 52, loja de Boaventura Jos de
Castro Azevedo, compram,-sc e vendem-se calcados
de todas as qualidades.
VENDAS.
Venue-se um jogo de diccionarios, Constancio,
Francez e Portuguez : na rna Direila u. 113.
Vende-se rap igual 10 de Lisboa a 28000 rs. :
na ra da Scnzala-Velha n. 70, segundo ou lerceiro
SYSTEMA MEDICO DE IIOLLOWAY.
PIULAS IIOLLOWAY.
Este ineslimavel especifico, composto inlciramen-
le de hervas medicinaes, nao conlem mercurio, nem
outra alguma substancia deleclerea. Benigno i mais
tenra infancia, e compleiro mais delicada, he
igualmente prompto e seguro para desarraigar o
mal na compleicrjo mais robusta; he inteiramentc
innocente em suas operarles e ciTcilos; pois busca e
remove as doeneas de qualquer especie e grao, por
mais antigs c Icnazes que sejam.
Entre militares de pessoas curadas com esle reme-
dio, muitas queja estavam s portas da morte, per-
severando em seu uso, conseguiram recobrar a sali-
do e forcas, depois de haver tentado intilmente,
lodos os oulros remedios.
As mais afiliclas nflo devem cnlrcgar-se deses-
perarlo : facam um compclenle eosaio dos eflicazes
offeilos desla assombrosa medicina, e prestes recu-
perarAo o beneficio da saiide."
Nao se perca lempo em tomar esse remedio para
qualquer das seguinles eofermidades:
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areias (mal d').
A si I iina.
Clicas.
Convulsoes.
Debilidade 011 clenaa-
co.
Debilidade ou falta le
torcas para qualquer
cousa. (
Desinlcria.
Dor de garganta.
de barriga.
Dureza no venlre.
Enfermidades no ligado.
veuereas.
Enxaqueca.
Herysipela.
Febres biliosas.
illlel m I Ion los.
11 de toda especie.
Gola.
Ilcmorrhoidas.
Hydropisia.
Ictericia.
Indigesles.
lulldllllnaenes.
I i-regularidades da meiis-
truacAo.
Lembrigas de toda espe-
cie.
Mal-de-pcdra.
Manchas ua cutis.
Obstruccao de venlre.
I'blbi-ica ou consumpeilo
pulmonar.
Relenrao d'ourina.
Rheumalismo.
Svmptomas segundarios.
Temores.
Tico doloroso.
Ulceras.
Venreo (mal).
SANDS.
SALSA PARRILIIA.
Vicente Jos de Brito, nico agente em Pernam-
buco de B. J. D. Sdinl-, chimico americano, faz pu-
blico que tem chegado a esta praca uma grande por-
oao de frascos de salsa parrilha de Sauds, que sAo
verdadeiramenle falsificados, e preparados no. Rio
de Janeiro, pelo que se devem acaulelar os consu-
midores de 1,1o precioso talismn, de cahir neste
engao, tomando as funestas consequencias que
sempre coslumam Irazer os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela mAo daquelles, que antepoem
seas interesses aos males e estragos da humanidade.
Porlanlo pede, para que o publico se possa livrar
desla fraude e dislingua a verdadeira salsa parrilha
deSands da falsificada e recenleiiienle aqui chega-
da ; o annunciante faz ver que a verdadeira se ven-
de nicamente em sua botica, na ra da ConceieAo
do Recife n. 61 ; e, alm do receiluario que acom-
panba cada frasco, Iem embaixo da primeira pagina
seu nome impresso, e se achara sua firma em ma-
nuscripto sobre o invollorio impresso do mesmo
jracos.
Vende-se um cabrioiel com sua competente
cobcrla e arreios, ludo qoasi uovo ; assim como 2
cavalios do mesmo j ensinados e mansos : para ver,
na cocheira do Pedro ao p do arsenal de marinha, e
para Iratar, na ra do Trapiche Novo n. 14, primei-
ro ailar.
9 Deposito de vinho de chara.
0) pagne Chateau-Av, primeira qua-
t% 1 idade, de propriedade do condi
M de Mareuil, rna da Cruz do Re-
21 cife n. 20: este vinho,-o melhor
W de toda a champa pie vende-
^ se a 56^000 rs. cada caixa, acha-
- se nicamente em casa de L. Le-
P comte Feron & Companhia. N. B.
W As caixas s3o marcadas a fogo
Q Conde de Mareuil e os rtulos
(g^ das garrafas sao azues.
aO@S8.Oe 99B&&
Na roa; do Vigario n. 19 primeiro andar, Iem pa-
ra vender-se chapeos Je castor braucopor commodo
preco,
Vendem-se pregos americanos, em
bafris, proprios para barricas de assu-
car\ e alvaiade dezinco, superior quali-
dade, por precos commodos : na 1 ua do
Trapiche Noto n. 16.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro, de D. W.
Bowmann, na ra do Brura, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptido' :
embarcam-se ou crregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vende-se peiie aecco de varias qualidades e
muilo bom : na ra da Cruz o. 15. teguado andar;
assim como bolins de couro pelo diminuto preco de
29500 o par
5^000 cada um.
Vendem-se chapeos de sol de seda, boa qualida-
de, por 59000 rs. cada um, ditos de panninho, por
18280 : na praca da Independencia n. 35.
Attencao.
Na ra Direila n. 19, ha um lindo eaixSo proprio
para deposito de padaria, o qual se vende muilo em
conla, um braco de balance, de Romo 4 Companhia
com as competentes conchas, ama porcao e uma porta de louro, lado se vende em conla em
razan do dono nao ler commodo para o eaixo.
AO BARATO.
Vendem-se palitos de panno fino prelos e de co-
res e de alpaca prela, collete de seda preta e de ro-
res e de fustoes, calcas de casemira prela e de core,
obras lao bem feitas como as de eurommenda :. na
ra do Queimado n. 18, em casa do alfaiate Lan-
nano Jos de Barros.
O 39 A.- '
Confronte ao Rosario de Santo Antonio vende
em latas e a ralalho noves biscoitoa de Lisboa, a pri-
meira vez viudos a esle mercado.
Vendem-se coberUres de algodao grandes a
640, e pequeos a 560: n rna do Crespo n. 12.
Vendem-se no armazen n. 7, de Jos Joaquim
Pereira de Mello, no caes da^lfaodega, saccas com
superior farinha de mandioca de Santa Calharina,
que parece da Muribeca.
y
/
s
B
A ra I is .- iici-i, .11,11-.
"zt vvi*isn,-mi-^ils amrriciinw Thin ?; liniameule dos Estados-L"nidos, pelo lidalo
@ preco de 4O3OOO rs. cada um : na ruadoTra- 9
& piche n. 8. 1$
.:5& @@SS ga
DEPOSITO DE PANNO DE ALGODAO
DA FABRICA DE TODOS OS SANTOS
NA BAHA.
Vende-se o superior panno de algodao
desta fabrica, proprio para saceos e roupa
de escravos : no escriptorio de Novaes &
Companhia, ra do Trapiche n. 54, pri-
meiro andar.
Vendem-se 4 escravos, 1 mulato de 20 annos,
1 moleque de 17 annos, 1 prela lavadeira e engom-
madeira, 1 preto de 10 annns e 30 travs de pao .'.ar-
co : na rna larga do Rosario n. 25.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons elfeitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
Farinha de manoioca.
Vende-se muilo boa farinha u> mandioca ; 9
9 a bordo do brigue nacional inca, chegado de
Santa Calharina: para porces, 'rala-se no
escriptorio da ra da Cruz n. 4t. primeiro &j)
andar. 4*
@-@$ "
Na ra da Cruz do Recif/,. n. 3: casa de Si
Araujo. vende-se esleirs muito, nova- di palha do .
Aracalj, chapeos de palha, coi ,riot\os mivos, cera
amarella, dita de carneaba, tv'.idn para jqujar coa-
Vendem-ae palitos e sobretudo de borra- *
cha, capas de barragana e de panno fino de
cores, tudo por pre;o commodo : na loja do
sobrado amarello, nos qualro cantos da ra
do Queimado D. 29.
Vendem-se eslas pilulas no eslabelecimento geral
de Londres, u. 244, Strand, c na loja de lodos os
boticarios, droguistas e outras pessoas encarregadas
de sua venda em toda a America lo Sul, Uavana e
llespanha.
Vendem-se as bocelinhas n 800. Cada uma del-
las coulm urna insirurrao em portuguez para ex-
plicar o modo de se usar deslas pilulas.
O deposilo geral be em casa do Sr. Soum, pharma-
ceulico, na ra da Cruz n. 22, em Peruambnco.
Vendse uma excedente casa de so-
brado na ra das Cruzes: a tratar na ra
do Queimado n. 10, segundo andar.
Vnde-ae cera amarella do serlao.em porc.lo
ouarelalho: na ra Nova n. 27.
Vende-se uma cabra (bicho) com um filho, boa
criadeira : na ra das Larangeiras n. 27.
Vendc-sc por commodo preco um piano de
boas vosees na ra Nova n. 50.
Na ra das Cruzes n. 22, vendc-sc um escravo,
crioaln, d 20 anuos, bonita figura, proprio para to-
do servido, um dito de nacao, de meia idade, pro-
prio para tiln, c uma crioula com habilidades, de
26 anuos.
PAI.ITO'S FRANCEZES.
Vendem-se palitos francezes de brim de linho e
brelanha a39500 e 49000, ditos da alpaca prelos e
le cores a 89UOO, ditos de panno fino preto, verde e
rxo a 148, 169 c I83OUO, tudo ila ultima moda e
bem acabados : na ra Nova, 1oja 11.16, de Jos
Luiz Pereira A l'ilho.
CASEMLBAS KRANCEZAS.
Vendem-se modernas e bouilas casemiras franre-
zas, de padres escuros, prnprias para a prsenle es-
lacao, pelo baralo preco de 49000 o corte : na ra
Nova, loja n. 16, de Jos Luiz Pereira & Filho.
Vende-se uma prela crioula moga, com uma
cria, sem vicios nem achaques, que emende de lodo
o servico de urna casa : na ra dos Martirios n. 22.
Vendem-se duas moradas de casas terreas de pe-
dra c cal, chaos proprios,novas,e de bons commodos,
por preca razoavel, sitas na ra dos Prazeres nos
Coelhos: a tratar na ra do Livramento loja
n. 16. '
Na ra das Cruzes taberna do Campos, vendem-
se e alugam-sc, tanto a retalho como por junto, as
mclhores que ha no mercado bichas hamburguezas,
por preco commodo.
LOTERA DA PROVINCIA.
Aos 10:000S.
Na casa feliz dos qualro cantos da ra do Ijueima-
do 11. 20 ealte venda os afortunados bilheles e cau-
lellas da lotera da lloa-Visla que corre no dia lie
paga-seos premios le 1:0008 para cima sem deseoo-
10 algum.
TY POCHA NI I A.
Na ra las Flores 11. :7 primeiro andar, vnde-
se una Ivpographia urna com lodos seus perlences.
Aa, Vendem-se relogios e ouro c prala, mais
-fl^L baralo le que em qualquer oulra parle:
" T na praca da Independencia n. 18 e 20.
Vende-se por haver precisKo um lindo casal de
escravos, pardos e com hahlidade, e se dir o moti-
vo da venda: na ra da Praia, primeiro andar n. 43.
Continua-se a vender mantega iagleza de su-
Cerior qualidade a 480 rs. a libra": na ra larga do
osario, taberna de 4 portas confronte a igreja 11.39.
D-poilo da fabrioa de Todos os autos na Babis.
Vende-se, em casa de N. O. Bieber & C, na ra
da Cruz n. 4, algodaS transadlo d'aquella fabrica,
muilo proprio para treos de assucar e roupa de es-
cravos, por preijo commudo.
Vendem-se em casa de Me. Calmont & Com-
panhia, na praca do Corpo Santon. 11, o segainte:
vinho feMarseilleem caixas de 3 a 6 duzias, liuhas
em novel los ecarreteis, brea em barricas muilo
grandes, ajo de mila sortido, ferro ingle/.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste eslabelecimento contina a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das c meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de toro, balido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
PECHINCHA PARA OS SRS.
ARMADORES.
Na loja da ra lo Queimado n. 22, vende-sc se-
lim azul claro de superior qualidade a 500 rs. o
covado com pequeo toque de mofo, he para acabar
HE BARATISSIMO.
Corles de brim de cores de puro linho e padroe
modernos a 19750 rs., assim como grvalas de se
lim de cores muilo bonitas a 600 rs. ditas de chila
a 200 rs., venham ver para se rapacilar, na loja de
Leopoldo da Silva Queiroz, ra do Queimado n, 22.
CHALES DE AM.0IIVil MUTO
BONITOS A 4,000 RS.
Quem os vir compra, ainda que nao lenha vonla-
de. na loja de Leopoldo da Silva Queiroz, ra do
Queimado n. 22.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tera para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, rcdowas, scho-
lickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado lo Rio de Janeiro.
Agenda de Edwia Mw.
Na rna de Apollo 6, armazem de Me. Calmonl
& Companhia, acha-se constantemente bous sorti-
menlos de taixas de ferro coad e batido, lano ra-
sa como fundas, nineudas inetras todas de ferro pa-
ra animaos, agoa, ele, ditas para a rmar em madei-
ra de lodosos lamanhose modelos osmaismodernos,
machina borisonlal para vapor com forca de
4 cavalios, ri'.eos. passadeiras le ferro eslaiibado
para rasa de purgar, por menos preco que ns de co-
bre, esod veas para navios, ferro la Sueca, e fo-
I lias de llamlre- ; ludo por barato preco.
QUEIJOSE PRESUNTOS.
Na ra da Cruz do Recife no armazem n. 62. Se
Antonio Francisco Marlins, se vende'os mais sope-
riores queijos londrinos, presuntos para Fiambre, ul-
limaniente rhegados na barca ingleza Valva-
raiso.
\"cmle-se uma dislilacao completamente mon-
tada : o alambique he excellente por sa fornida
conslrucc.lo, e ser de cobre paro ; a serpentina he
de estanbo, e s essa peca tem o peso de 200 libras,
a bomba he igualmente de cobre, as cobas sao de p-
timo amarello vinbatico, e mu bem construidas.
Tudo esli em propongo para produzir urna pipa de
agurdenle diaria: Irata-se na roa da Cadeia do Re-
cife n. 3, primeiro andar.
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, arnra*"-
zem de Henriquc Gibson :
vendem-sc relogios de onro de abnele, de paten-
te iugkv.es. da melhor qaalidade e fabricados em
Londres, por preco commodo.
--Na ra do Vigario n. 19 primeiro andar, Iem a
venda a superior flanella para forro de sellins che-
gada recentemente da America.
Vende-se om excellente carrinho de rodas
mui bem construido, embom estado; esla expostu na
ra do Arago, casa do Sr. Nesme n. 6, onde podem
os prelendentes examina-lo, e tratar, do ajlale eom
o mesmo senhor cima, oo na ra da Cruz no Recua
n. 27, armazem. -
Moinhos de vento
'om bombasde reposo para regar horlas e baixat
decapita, na fundicadde D. W. Bowman : na me
do Brumns. 6, 8e 10.
J Padaria.
Vende-se orna padaria muilo afreguezida: a tratar
eom Tasso & Irmaos.
Aos senhores de engenho.
Cobertores escaros de algodao V800 rs., ditos mui-
lo grandes e encorpadoa a 1JM09 : na roa do Crespo,
loja da esquina que volta para a Cadeia.
Devoto Chtistao,
Sahio aloz a 2.* ediciio do livrinho denominado
Devoto ClirisUlo.mais correctoe acrescentado: vende-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da nraca da In-
dependencia a 640 rs- cada exeroplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s panno, mnito grandes e
de bom goslo : vendem-se na roa do Crespo, loja da
esquina que volla para a cadeia.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e tailandesas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o me.thodo d ejmprc-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz, n. 4.
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Porto, em
barrisdei., 5. e 8.: no armazem da ra
do Azeite de Peixe n. 1*, ou.a tratar no
escriptorio de Novaes & Companhia, na
ra do Trapiche n. 5*-
i
'-

>
.."
ESCRAVOS FGIDOS.
Antonio, moleque, alto, bem parecido, edr aver-
mclhada, na;o Congo, rosto comprido, barbado no
queixo, pescoco grosso, ps bem feitos, lendo o dedo
index da mito direila aleijado de om taino, e por is-
so o traz sempre fechado, com todos os denles, bem
ladino, oflicial de pedreirn e pescador ; levoo roupa
de aleodao e uma palhoea para resguardar da chu-
ya. Ha loda probablidade de ler sido seduzido por
alguem ; fgido a 12 de maio do rorrenle anno, pe-
las 8 horas da mauh.la. tendo obtido I icen ja para le-
var para Santo Antonio ama bandeja com roopa :
roga-se, portanto, a todas as autoridades e capilaes
de campo, hajam de o apprehcnder e leva-lo An-
lonio Alves Barbosa, na ra de Apollo n. 30, on em
l'ora de Portas, ra dos Guararapes, onde se paga-
ro todas as despezas.
Desappareceu no dia 15 de Janeiro do rorren-
le anno o escravo Jos Cacange, de idmle 40 annos,
pouco ma ou menos, com falla de denles na frente,
leslirulos crescidos, e cicatriy.es as nadeeas ; gra '
fra-se generosameule a quem o levar ao aterro
Koa-VishT n. 47, segundo andar.
Pera. T?. de H. T. 4a rarta.-
le, ,
.
* -"





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