Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01495


This item is only available as the following downloads:


Full Text
~ -

ANNO XXX. N. 149.

Por 3 mezcs adlantados 4,000
Por 3 mezes vencidos 4,500.
**
SEGUNDA FEIRA 3 DE JULHO DE 1854.

Por Anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
*
f
4
**
DIARIO DE PERNAMBUCO
EN<: ARREGADOS DA SI.BSCUIIM.WO'.
Uerife, o proprielario M. F. de Paria; Rio de Ja-
neiro, oSr. Joo Pereira Martins;Bahia, o Sr. F.
Duprad; Macei, oSr. Joaquim Bernardo de Men-
donca; Parahiba, oSr. Cervario Viclor da Nattvi-
dade; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Arae-
ly, oSr. Antonio de Lemos Braga ; Cear, o Sr. Vi-
ctoriano Augusto Borges; Maranho, o Sr. Joquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos fiamos.
CAMBIOS.
Sob Londres 20 1/2, 26 3/4 d. por 1
t Pars, 360 a 365 rs. por 1 f.
Lisboa, 100 por 100.
Rio de Janeiro, 1 1/2 a 2 (/o de rebate.
Aoces do banco 15 O/o de premi >
. da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros a > par. "
Disconlo de letlras a 7 1/2 a 12 >/0
METAES.
Ouro. Oncas hespanholas. 28S50 a 292*000
Moedas de 69400 velhas.s. 169000
do 69400 novas. 16S>000
de 49000...... 99000
Prata. Pataces brasileiros ..... 19930
Peso columnarios......19930
mexicanos.......19800
PAKT1DAS DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garaniuns nos dias 1 e 15.
Villa Bella, Boa-Vista, R e Oricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, seguidas e sextas feiras.
Victoria, e Natal, as quinas feiras.
I'REAHAF DE HOJE.
Primeira s 10 horas a i4 minutos da manhaa.
Segunda s 11 horas e 18 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e quintasfeiras.
Helacjio, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara do civel, segundase sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
Julho
EPIIEMERIDES.
3 Quarto crescente as 4 horas, 1 mi-
nuto e 48 -e g undos da tarde.
10 La cheia as 4 horas, 6 minutos e 48
segundos da manhaa.
17 Quarto minguante a 1 hora, 44 minu-
tos e 48 segundos da manhaa.
25 La nova aos 47 minutos e ?se-
gundos da tarde.
das da semana.
3 Segunda. S. Eulogio m. Ss. AnalolioeDalhro.
4 Terca. S. Isabel rainha viu f. S. Oseas profeta
5 Quarta. S. Felomena v. S. Trifina m.
6 Quinta. S. Domingas v. mv*S. Isaas'profeta.
7 Sexta. S. Pulcheria v. iinperatriz; S.-Umidio.
8 Sabbado. Ss. Procopio e Priscilla mm.
9 Domingo o. Ss. Orillo e Bricio bb. S. Aua-
tholia.
PARTE OEUBAL
COHQKAMDOy
Qau-tal 4o
bateo
.1854.
ARMAS.
W> da Fernam-
cife, am 1 da Julho
AN. til.
O coronel o'mmaUJlB ila armas interino, desla
provincia, /declara qs*l' nesla lata rnnlrahio novo
engajamedlo. nos termos do regulamenlo que haixou
enm oderreto n. 1089 de 14 de dezembro dc'1852,
preceVeiidoinspeecao de saude,o cabo de esqcadra da
lercer* companhia do segando halalhAo de infanla-
r J vir por lempo de seis anuos, percebendo atem dos
voncimentos que por lei lite competirem, o premio
de 101)5 pagos nos primeiros dez mezes do seu ensa-
jamento, e (indo elle urna data de Ierras de 2*2,500
bracas quadrada*.de conformidade com o artigo 2.
da lei n. 648 de 18 de agosto do referido anno de
1858.
No caso de deserro, incorre no pardimento das
vantagensdo premio, e-daquellas a que temdreilo
pelo artigo 4. da citada lei, ser considerado como
reo miado, e se I he descontar no lempo do engaja-
mento o de prisAo em virlude de schlenca, averban-
do-se este descont, e a perd das vantagens no res-
pectivo titulo, como he determinado no artigo 7. do
sobredilo reguhmenlo.
Assignado.Manoel Mnniz Tacares.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ijudanle de
ordens ncarregado do delallie.
EXTERIOR.
v>.
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO D2
PERNAMBUCO.
II AM BURGO.
4 da jauta o.
Infelizmente a quesUo Oriental pai-a a Allema-
nlia continua a ser urna queslAo da diplomacia. As
espadas se aeham paradas as bninlias. e tanto raais
trabalham as pennas. A respeilo da conclusa.) do
tratado offeusivo e defensivo entre a Austria e a
Prussia j temos fallado a sen lempo. Ha pouco foi
entregue publicidade a verba do dili tratado, o se
vio confirmado; qae elle pode tambeir. serrir, para
tudo como para nada, ludo conforme for inlerpreta-
do. A cousa principal ser, como at agora foi, a
disposirao dos homens d'eslado dominanles em Vi-,
enni e em Berlim. Que em ambos os gabinetes pre-
valece nm grande amor da paz, be cousa que foi
certa desde o principio, e que nao menas o he boje
emdia. Em todo ocaso, scrito precisas circumslan-
rias de natureza mui obrgaluras para decidr-los a
ocular seriamente as amoaoas evenlqacs conlra a
Kussiaquc se arliam no seu tratado d; allianra.
Entretanto foi assignado em Vicmia, no dia 23 de
mu", nm novo protocollo das qualro grandes poten-
cias, a Inglaterra, Franca, Austria e Prussia. Tcve
isto lugar sob a base do tratado aus o-prnssiano de
um lado, edoauglo-francez do oulro lado. Ambos
os tratados foram notificados officialmente jna confe-
rencia, c o novo protocullo qae se apoia nos mesinos,
consta segando a expressa de. urna gazeta' oflicial
prussiana a tcndeneia*concordantc don dous tra-
tado, a sua coherencia com es principios mani-
feslailu' em todos os anteriores protiotlorde 11-
enna Mas deve-se observar bem : s se (rala da
tendencia e dos principios geraes, isto he, smente
de urna concordancia theoretica, e 15eslimavcl que
esta seja, com Indo nao ofTerece garanta alguma de
conformidade d'obrar. .
Ao resto nenhuma poltica enlende UIo bem como
a allemaa de separar a theoria da pralica, epor con-
sequencia o protocollo de 23 de maio na realidade he
de quasi nenhum valor.
Quasi ao raesmo lempo, em 24 de maio, foi aprcr
sentado na scssAo da dieta allemaa emFrankfort, o
I alado de allianra austro-prussiano, convidando-se,
de parle das duas potencias contratantes, osoulros
estados alienases para adberirem ap laesmo. A dieta
aceitou com agtadccimen(o a communicacAo a ella
feita, o sob proposta da Baviera nomeou urna com-
missiio de sete raembros, para dar nm parecer so-
bre a mesma a afim de que a concordancia gem
achasse ama eipressao mais universal.
De | c das qualro. cidades livres de Hamliurgo, I.ubeck,
Breraen e Frankfort ja form dadas declararoes po-
silivanientc aflirmalivas ; e igualmente os estados da
1 huringa, em urna conferencia que leve lugar cm
25 de maio, se decidiram a-dar a mesma declara.; m.
Fica pelo contrario em duvida, se outro tanto se po-
der esperar da Baviera, Saxonia, Worlemberg, lla-
nover. Badn, Hesse, e Nassau. Convidados pela Ba-
viera, esses estados formaram urna conferencia cm
Bamberg, em 26'de maio, e segundo algumas ex-
prcssies da follia oflicial da Saxonia o Jornal (fe
Presde pareca que esta conferencia* ja lomar api
carcter opposto. J.i lia algum lempo mencionamos,
que a Russia nAocessava de empreg.ir lodos os mejoa
possiveis para lomar estes estados em sen favor, e*
conferencia de Bamberg poder talvqz ser considera1-
da como o resultado dos Silos estarnos. Segund to-
das as apparencas ella se limitara smente sobra
diflicutdades formaos reservadas ; porcm assim'se
deixa adiar o negocio, e nao obstante que sso nao
seria de grande importancia, no caso em que a Aus-
tria e Prussia realmente se decidissem a proceder
enrgicamente, cssa resistencia temporisadora lem
o seu peso por causa da posicilo vacillantc dos dous
dilos estados, porque ao menos Ibes forneccr pre-
textos. Tambem nao be fra .1e toda probabilidade,
que a Baviera aproveitar da conferencia de Bam-
berg para fazer, roudicocs no iplcrcssc do rei Ollio,
que como se sabe lie um principe da Baviera, em
frente intervencao anglo-franceza, que entretanto
leve lugar, o para ao menos fazer reservas a esse
res|ili>. J |ior causa do mesmo nteresse se acba-
ram cm Vienna e. Berlim enviados extraordinarios'
os qaaes porm como se diz, all nao tinbam sido
muito felizes.
Em quanto que o tratado austro-prussiano, o no-
vo protocollo de Vienna de 23 de maio, e-as nego-
ciarnos na dicla e fora dola, conservam os negocios
em sti-pcnsfio, c rinda nao poderam mudar a posicilo
da polilica allemaa no iiilercsse da acciin decisiva, o
partid-i russo em Berlim soiibe cslender sempre
mais a sua inllucnria. A demissao do ministro Bun-
sen do seu posto foi seguida por diversas -miras.
Sobre ludo a remocao do minitlro da guerra, de Bo-
nin. lie que se tornou de grande importancia, leudo
lugar conlra awrBntade expressa do principe da I'rus-
sia, o qual por esse motivo pedio una licenca c se
rclirnu temporariamente da corle de Berlim. Nacc-
rasiao das discus de 30 milhes pedido pelo governo, o minislro Bo -
niu linba declarado enrgicamente que urna allianra
da Prussia com a Bussia seria urna impossibidadc
moral, e esa sua dcclaracao leve por consequencia a
unnime volarlo do crdito pedido na cmara. A
esqnerda linlia observado cm vao, que nao se deve-
ria dar demasiada imporlancia s dcclaracfics de um
nico ministro cm freulc das cxpressxica acaricia-
das e millas do ministro presidente. A demissao do
Sr. de Boiiii veio confirmar i-so. Elle leve a suVdc-
lainflOi em quaulo que o Sr. de MiintcuITcl conti-
nua a ::o\ertiar a barca do estado prussiano, ou antes
a deixa Ifuctur as variaveis corrcn'.es do espirito
de partido. Como se di?, nos ltimos dias foi de
grande importancia urna correspondencia entre o
- rei e o imperador NicoUm, sobre qucstes religiosas, pelo conlrai
Prussia por este motivo: porm o ora^j porque te-
ve lugar o rompimento entre o "ei ef eu primeiro
subdito, tan visivelmcnle entre e .publicidade,
nao podia deixar de causar a iais viva sensac.lo,
tanto mais como era una prova 'videlo do trium-
pho da Kussia na polilica prussi ma.
Pelo contrario, a Austria par- cia dorante um mo-
mento querer tomar urna posi'o activa, c despe-
dir a sua polilica lenta e lardif Em 15 de* maio o
imperador, por carta de mito pri pria, dirigida ao mi-
nistro do interior, baro de Ba h, decrelou nm no-
vo recrulamenlo de 95,000 honens, declarando co-
mo molivo des a medida a col xacao de tropas rus-
sas as fronteirasd'estc e norueste do paiz. Ao mes-
mo lempo dava ordem para moilisar o 2o, 4o, e 12
corpos de eiercito, e de eolio a-los em Siebenhur-
gem e na Galicia, ao lonf ds frnnteiras russas. A
poltica austraca nao tcm$tt7'de numero do amigos
no norte da AllenuuilM, e todos a coDsideram
como inimiga dos esfdcjps^i-ospara urna uniao na-
cional, porcm immenso'foi jubilo gcral e unni-
me, manifestado por todo o >ovo e imprensa tanto
no norte como no sul, com uefoi recebida a noti-
cia ilessas medidas, cujo car; :1er serio contra a Rus-
sia pareca imluliilaVJRSir enta os circos ofiiciosos
de Berlim so mostraran! ec ados por um passo, qfia
se fosse seriamente intencioiado, deva collocar para
sempre a Prussia n'uma po fAo bemdesfavorave.l na
Allemanba conlra a ApJri
Infelizmente n3o d^R auiln, e >s noticias de Vi-
enna se lornaram de'nfSPJ lesanimadoras : o 2., 4."
e 12." corpos, d'eierci^iM^bcram contra-ordem o
recrulimcnlo nao foi reto-ido, porm a accelerajao
com que. linda sido prin-ipiado, foi supprida pela
i au-r inaclividade possi el ; como molivo se dizia
havejem chegado da Rusia promessas satisfacto-
rias e qae o czar de. la ira que as eollocacoes de
(ropas as fronteiras nao ;ram de nenhuma manei-
fa dirigidas conlra a Ausria, e em quanto i guerra
conlra a Turqua, qae ra a sua nlencao conti-
nuar na defensiva nos riocipados do Danubio, c
que se, para segurar esse ltimos fosse preciso to-
mar Silistria e Kuczol nao tinha elle em vista
proceder para o Balkp e alravessa-lo. Na rea-
lidade, em frenle dessasdilas declararles da Kussia,
a subila mudanca dosjiegocioi na Auslria de ne-
nhum modo fica explida, porque ninguem com-
prchender como ellas joderam tranqaillisar o ga-
iia quer segurar a sua po-
Daiiuliio. e fixar o seu go-
) a vea principal do com-
:omo a via natural para o
lencia polilica no Oriento,
ente que a Russia quer dis-
como he possivel que o
sse tomar isso sem recejos ?
querer avanzar conlra
iiiliHranwnU nulla, ~> uo segundo
negocios no lliealro da
escollia de fazer ou na
posicao de poder passaj
mais como be um fact
( senliinento religioso do re Frcderiro Guilberuic
loi sobre maneir.i e\alladn, romo dizini, e rnronlroii
as eaprntll pris dn czar urna gar;.nlia sulliiienle
rrspeto das su.t4 exivenria., -la lurqnia. J.i ha
mais i 'inp.i cxisliam diifeiencas com o principe de
bnete de Vienna. A
sicao nos principadas d
verno sobre o rio, <
mercio auslrjaeo, a
cslendimcnlo da su.
Vendo-sc pois ia
so fazer um fait
gabinete de Vienna poi
Contra um fait accoi ili nenhum elfeito lem de-
pois as necociaees diri imaticas, c a Russia de cor-
to nao lie urna polencinue se deixa tirar pela pen-
na o que conquislou cin a espada. A iss.. se deve
accresceritar que a oolj declararaoda Russia de nao
lilk.in c alravessa-lo, he
cst&.io dos
uerra, a Russia ...i-j lem
fazer isso, e nao se acha na
a linha do Danubio ; lano
que desde enlo as trop?s
auxiliares anglo-fraudzas finalmente se puzeram
em moviineulo de Galboli e Scalari, para refo'rcar
Omcr Pacha perlo d-cachumla e de Varna. A. de-
claradlo russa por epsequencia s lera feilousma
virlude da necessidad e com razio se diz,iw se
islo fosse um acto de pperleza da diplomacV russa
para se livrar da inim'ade da Austria, auto mais im-
perdoavel seria par esta ultima haver sido o
dupe. I
Alm da questao Ounlal.lem sidoa qufttao ecclesi-
atica de Haden que '.limamenle occtfpou a Henean
geral. A calastrophe ra incvilavel, desde que se sa-
bia que a mi-sau do onde de l.idages para Roma
nao podia contar co o resulta composicao. O nrsbispo deJ^Beibuigo perce-
bendo o estado dos egocios cm ^nina, nao se repu-
diou de continuar m marcha encelada, e assim com
effeito leve logara calastrophe. O governo de
Badn decrelou corra o arcebispo urna inquirirao
criminal por casale rcbellin. No dia 20 de maio
elle fui interrogar- pela primeira vez, e no dia
22 foi decreta.lo o tu processo. .
Pedimos licencale aqui dar um resumo do an-
damento dos ncncnos que precederam calastro-
phe.
, Em 15 de abril arcebispo fez urna circular, pela
qual prohiba a. ecclesiaslicos da sua diocese
pteilarem ordens -ninas le qualqucr autoridade
mundana em neg j ccclesiasticos. Pouco lempo
pois appareceu ma nova circular, na qual o arce-
ilpn declarava^ i oppasiean aos rcgularoenlos do
supremo contell ecelesiastien grao ducal, escom-
mnngado acerca is livros-para uso-das escolas, que
qailqucr regolaT uto a esse respeilo era o .Invito
seu exclusivo. 1 talmente em 21 de abril um edi-
tal do arcebispo eclarou, que nao reconhecia ne-
nhunia autorida! mundana, e especialmente o su-
premo cpnselho o ducal ecclesiastico-catholico, e
que nosujeil a s ordens por elle dadas.
O s'ovcrno re un.leu em 25 de abril por meio
d'um cdilel,j*l' ]ul aboli a administracao exis-
tente -los fondo- a igreja catholica, supprindo por
empri-ia.lns rivi is ecclesiaslicos qae atcentao Occif-
pavam os luga, da dita administracao. Jem5de
maio e arcebisp publicuu urna outra circular diri-
gida ao clefp di Bailen, pela qual'ordenava ana pa-
Toehosde*p erarcm da administrarlo dos bens
das igrejalKs us dislriclos, e de nao se dirigircm
mais aa>**gnpr s dos dislriclos e an supremo conse-
Iho eeelesiaflie- era negocios ilc soccorros para os
pobres e para escolas, mas sim de mandar esses
requerimentos ira o futuro a eller o arcebispo, por
intermedio dos ecanalos. Islo den ao governo mo-
livo para proc er enrgicamente contra o arcebis-
po, e deu-se a dem para encelar conlra elle urna
inquirirao crii nal. Presentemente cssa inquirirao
est terminad? > os autos j foram entregues ao tri-
bunal da cor para dar scnlenca. Ao mesmo
lempo com o n da inquirirao acahnu a prisao do
arcebispo. C o arcebispo proteslaria contra a in-
quirirao, o re inria dar qualquer cxplicaces, era
urna cousa qr se podia esperar, o que seguio mais
foi que cm al ns lagares as igrejas catbolicas nao
tocavam os si ; em oulros, sohretudo cm dilfe-
renles aldea, ,ram lugar tumultos, e em Freibur-
tiahc be urna universidaderalholica
r.-am cara de rcbellarem-se. Ogover-
e fez intimidar, e tomou medidas
mlilares pai amentar a Iranquillidade cm toda a
parle, eleva erJem os lugares, em que linham
arcnilecido disturbios. Na realidade islo lam-
bem Ihc sur leu sem Irabalhn. O partido do ar-
cebispo nio grande, e a maioria dos habitantes
ratholicos di taden niio approva as suas exigencias,
c rnlloca-se lado do governo, As tentativas de
levantamciil por isso firaram soladas. Os ccclesi-
asticos qui linham excitado as mesmas, e al-
guns outros -ncipaes amotnadores foram presos,
a que havera mais dislurbios serios,
o negocio nimia nao esl terminado, c
parece que, pelas ultimas medidas do
estn enlrou n'uma nova phase de su-
go, que comr
os estudanlc*
n contudo i
hispo de l.imburgo e o governo esl perlo de lomar
um igual carcter.
Um novo edital desse ecclesiastico recusa ao go-
verno toilo o direiUi sobre o seminario ecclesiasliro,
em quanto que o soverno contina de sustentar os
seus dimita*. Um outro passo.oujo carcter demons-
Irativo contra o governo nao se pode deixar de per-
ceber, he que o hispo de l.imburgo, quando receben
a nolicia da prisao do arcebispo de Freiburgo orde-
nou rezas em favor do mesmo.
Passamos em silencio os acontecimcnlos dos lti-
mos dias por nAo serem <|gnos de menro, e vamos
finalmente dizer que ha poneos dias tivemos o pra-
zer do ver bem perlo d'aqui a esquadra franceza do
Bltico, isto he, no porto de Kiel. A esquadra all
se demdrou .luanle algung das, dando occasUo a
um numeroso publico acudido de todas as partes da
Allemanba, de visita-la e de convencer-se pessoal-
mente da conhecida palidez dos Francezes.
PaRIS
20 de malo.
Finalmeolc, cis aqui um fteito de gnerra csecula-
do pelas esquadras alliadas JA conlei a Vmc. em
minha ultima caria, como, em conscqiiencja dos ti-
ros de canbao alirados sobre um parlamenlar, os
dous almirantes Dundas e llameliu resolvern aprc-
senlar-^e com todas as suas forjas diante de Odessa,
para pedir salisf.lC.Ao daquellc insulto, c para Ihe
infligir, no caso de recusa, um castigo exemplar. A
20 de abril passado, as duas esquadras cgaram no
porto de Odessa : urna fragata a vapor, a llctribui-
lion tinha ido adiantc, e seu capitn entrrgou aos
almirante- una carie que o guvemador de Odessa, o
o general Oslen Sackeu. Ibes diriga para justificar
a conduela .le seusstiq#diuados. Estas explicaces
n3o fo,am julgadas sajrsfactorias, e no dia seguinte,
20, nm parlamenlar foi leva/ Ierra o ultimtum
dos almirantes, os quaes pedam desculpas do ultra-
je ao dircilo das gentes commcllido contra o pavi-
IhAo inglez, e exigiam anda mais que se deiasse sa-
hir immedialameutc do porto de Odessa os navios
mercantes inglezes e francezes, que all se acbavam
deudos, a se entregasse todos os navios russns anco-
rados junto da fortaleza ou das hateras da cidado.
O ultimtum ajunlava que, se ale o por do sol niio.
chegasse a resposta, ds dous almirantes se veriam
obrigados a recorrer a forja.
O general Oslen Sacken nao julgando conveniente
responder no dia 22 s seis horas e meia da manhaa,
Iravou-se o combate. 8 Trgalas a vapor smente, 5
inglesas e 3 fraucezas lornaram parte nclle ; a massa
respcitavel das 18 naos de linha, "que compoe as
esquadras, licava simples espectadora da lula, espe-
rando em ordem de batalba, qnc a esquadra ingleza
deixasseo porlo de Sebastopol, onde eslava encerra-
da, para defender Odessa. Mas osla espera foi va :
os navios russos nao se holiam.
Urna primeira divisan dcqiwilro fragalas comejou
o fogo, depois de ler solfrido um tiro das bateras do
porlo imperial, onde se acham lodos os eslabclcci-
inemos militares russos. Em poucasalioras, a maior
parte das baleras rassas foram desmontadaspcla ter-
rvel arlilharia dos vapores. A urna hora depois de
meio dia, o almirante Dundas pcrgunlou por meio
de um sigiufl, se reslava ainda alguma cousa para
destruir : o chefe da divisAo das fragalas respnndeu
que sim, e immedialameutc qualro novo* vapores
reunindo-sc aos quo tinham cometario a acjo, o
porlo imperial foi destruido, o paiol da plvora fez
explosAo com um cslrondo horrivcl, os cslabcleci-
mentosda mariulia imperial o quasi linios os navios,
que se achavam no porto de guerra foram incendia-
dos. Por ordem expressa do* nlormitsK, acidado r>
o porlo commerciante foram respetados. N.e mais
denso da aeeAo c durante a ronfusAo, que occasio-
iiavau bombardeamento, a maior parle dos navios
mercantes inglezes e framiezes, que eslavam detidos
ni Odessa, poderam. Cagir e collocar-se debaixo da
proteccjlo dasesquadraQ*" A ordem de cessar o fogo
oi dada as cinco horas e meia da larde.
Alperda das duas esquadras oi pouco considera-
vel ; os inglezes liveramum morto e dez feridos ; os
francezes dous morios e tres feridos ; urna fragata
franceza o l'auban sofircu urna asara, que poda
ler funestas consequencias, se no fossem os promp-
los soccorros que lhe foram dado: : o logo foi coni-
municado a bordo por urna bala ardente. O l'auban
leve do retirar-se immedialamenle para apagar o
fogo, anas algamas liaras depois, elle entrava em
linha com a segunda divisan das fragatas e conti-
ouava denodadamente seu fugo al larde.
O damno malerial soffriilo pelos Russos foi im-
menso : quanto a sita perda de homeus, nao se sa-
be ao corlo qual foi o seu numero,' porque os ho-
lelins russos arocuram occullar a verdade. Mas se-
gundo carias particulares de Odessa, trezeulos ou
qualroccnlos homens pelo menos morreram aos tiros
de nossa arlilharia.
Sabemos aqui os relatnos dos almirantes 11 a mo-
lino Dundas, os quaes conlam os Tactos com sim-
rplicdade, como homens de honra, que se julgariam
deshonrados por urna mentira. Os extractos do re-
lalorio do general russo Oslen Sacken lem nm carc-
ter iiileiramentediverso: elles augmenlam ridicu-
lamente a cifra dajemossas perdas e os esforjos da
defeza; porem o^he ha de mais curioso nesta
guerra, he a carta que o imperador Nicolao dirigi
aquello general, lincilando-o do-seu pretendido
successo. Eu rilo-a toda, como uvi dos mais cu-
e nao se j'
Naluralmcr
governo,a
perior vioh
na do am
Hade. ,
Eiilrclau i
ia. Espera ao cena un pasea prox-
pn, que laucar o interdicto sobre
s _
laiubim cm Nfliam a quetlSo enlrc o
riosos Icslerounhos, que existe de emliuste mosco-
vita :
.' Ao nosso ajudante de campo general ha rao
Osten Sacken. No dia em que os habitantes de
Odessa,-reunilos nos templos orlhodoxos, celebra-
vam a mofle do filho de Dos crucificado para re-
dempi.o'da humanidade, os alliados dos inimigos
do seu sanio nome comelleram um a i tentado conlra
aquella cuja de de paz e de commercio, da.piel la ci-
dade, em que a Europa inteira cm seus annos de
penuria Rchva sempre celleiros abertos. As esqua-
dras franceza e ingleza bombardearam nossas bale-
ras durante doze horas, as habitar' e- dos pacficos
habitantes eos navios mercantes, qua.se achavam
no porto. Mas nossas valerosas tropas, dirigi-
das por vos em pessoa, e penetradas do ama f
profunda no altissmo protector da juslica. repel-
liram gloriosamente o ataque do inimigo contra o
solo que no lempo dn apostolado, tinha recelado o
santo precursor da rcligio chrisiaa em nossa santa
patria. A firmeza heroica e a dedicaco das tropas
inspiradas por vosso exemplo foram coi-nadas de um
pleno surcos-o; a cida.lo.fui salva da destruido e as
esquadras inimigas desapareccram. Para recom-
pensar dignamcnle um feilo Uto hrilbanle, nos vos
concedemos a ordem de Sanio Andr. Assignado
Nicolao, d
Nao he mister fazer nalgar aos olhos de Vmc. a
bypocrita ma fe desla carta. J lhe contej os Tactos
cumosc passaram. Os almirantes, por ordem expres-
sa de seus governos, abstiveram-se cuidadosamente
de bombar.loar o porlo e a cdade commerciante
de Odessa, e se elles foram preservados, nAo he islo
devido ao valor das tropas russas, mas magnanimi-
dade dos inimigos da Russia.
Depois desle combale, as esquadras alliadas se a-
prescularam dianlc de Sebastopol, qu* he o arsenal
militar da Kussia no mar Negro. Os almirantes
tem a vA esperanca de que elles decidiram por fim os
almirantes a aceitar combate; porm elles fogem de
apanbar a luva, que Ihes he arremessada, c ficam
prudentemente occullos no porto de Sebastopol fe-
chado por orna trplice cadeia e defendido por forli-
firaees formidaveis. Sabe-ec pelas ultimas noticias,
que se havia alirado com peras de grande calibre
algumas balas contra Sebastnp'ol; porm islo ainda
nAo he nm ataque serio, que s pode c deve ser fei-
to mais larde e com Iropas de desembarque.
No Danubio nada tem havido deimporlante nesta
ullima quinzena. Os Russos nao tem dado um pas-
so para dimite e enntinuam a evacuar a pequea
Valachia. Omer Pacha ainda est cm Schumla,
esperando a chegada dos reforcos europeos, que es-
tilo j cm grande numero em Gallipol e cm Constan-
tinopla. Todos os chefes dos dous exercilos expedi-
cionarios estn cm seu posto: lord Hadan, ornare-
chai Saint A ma u-l, o duque de Cambridge, o princi-
pe Napolcn eaUo nesle momento em Constantino-
ida, onde o Baldo Ibes fez a mais cordeal receprao.
0 principe Napoleao sobretodo foi rerebido com hon-
ras extraordinarias, o sultn lhe fez pcssoalmenle
urna visita, o que jamis se nao linha visto.
No Bltico tamheni nada ha de novo: a esquadra
ingleza ainda esl na entrada do gnlfodeFinlandia e
a franceza esta ancorada em Kiel, forte da Dinamar-
ca, onde esl deuda por ventos contrarios.
A arcao polilica c diplomtica marcha sempre em
p-irallel.) rom a acro mili lar. A Allemanba he nes-
le momento n ponto de mira dos esforcos contrarios
das potencias oceidentaes e da Russia. Nao se deve
dissimular com cileilo. que o resultado da guerra
actual depende da resolucan que a Prussia o a Aus-
tria turnaren!. Se os dous L'overnus forein romnnt~
co, a rtussia nAo pude pi < -1 i' u a lula sem eslar
lauca, se foram conlra ua, nao rdenme* certamen-
le, mas :i lula sei i iiileiniiuavel, duvidnsa e prova-
veliuenle complicada de Incidentes revolucionarios.
Em mnlia opinio, a .'usina, ainda que nao le-
nha rompido aberlaineite com Sao Petershnrgo,
nao lem deixado de estar ira instante romnosco, e
cm poueas semanas sen cerollo entrar em linha
com os Russos para protscr a Turqua. lie um
faci fra de duvida, a sonyenrao, que foi nlli-
manieute concluida entre rs dous gabinetes de Vien-
na e de Berlim, tem por fin arrastar a Allemanba
inleira na espbera da acc) da Austria, H pos-
sivel que. no dia em que si Iratar de regular as ron-
dignes da paz, o governo austraco esteja menos de
accordo do que boje com s da Franca e da Ingla-
terra, e queira fazer mellures condices para o czar.
Mas ainda n3o estamos h : antes de -intereiSar-s.e
pela Russia, cumpre subjigar sua ambicao perti-
naz, e impor-lbo pela forrj o respeilo dos tratados e
dos direitos da Europa, (ra a Austria esl decidida
para a suerra, c (vemos rtsta quinzena orna pro-,
va decisiva disto. Um decrVlu.lo imperador ataba
de prescrever urna leva extaordinaria de 95 mil
homens, c como para nao deiiar em duvida a causa
vleste armamento, elle dirigi ao seu ministro do
imperio o harn de Bach a carta seguinte: Meu
charo barao de Bach.O asp>cto aine-icador das
circiimslanrias polticas cm gera, Os corpos de tro-
pas consideraveis que, por causr das perlurbacOes
do Oriente esto cm movimento as frdnlcirns do
meu imperio, e em particular \ circumstancia de
que tem li-lo lugar cunccnlracfes de Iropas as
fronteiras do leste e do norte, Tizem necessaria a
a l-.pe.'ni de medidas, que teiihampor lim premunir
a moiiarchia contra todas as even ualidades, e nfic-
recendo ao nMSCaO lempo todas as garantas para
preservar os inleresses do meu imierio, gravemente
amec,ados poa esle deploravel ccnfliclo e assegurar
a posicao, que lhe convem como Dolencia europea.
Por esta considerarlo, lenho ordenado augnicutar
as forras militares as provincias do sueste e nor-
deste do imperio, e para esle fim enlcndi que era
neressario ordenar urna leva b recrulas de 95,000
homens. Eurarregando-vns qie vos entendis com
o eninm unanle gcral do meuexercito para rcgula-
risar ludo que diz respeilo a minha ordem, snto a
necessidade de exprimir a grande conviccao que le-
nho, de que mcus liis subditos daro na execuco
desla medida, assim como em tudo que eu ordenar
para seguranza do meu mperiej-e para a durrfdoura
garanta de sua honra e de seus Inleresses, novas pro-
vas de sua dedicarlo e de sua sAicitude em fazer lo-
dos os sacrificios inspirados pelos sentimentos pa-
triticos, assim como tem feilo em lodos os lempos
Vienna 15 de maio de 183U C- Assignado, Fran-
cisco Jos.
Como Vmc. vC, o que o imperador da Auslria re-
ccia nao he neiu a Franca nem a Inglaterra, nem
mesmo os revolucionarios bangaros e italianos. To-
das as precauroes que elle loma, ludas as medidas
que prescreve, sao dirigidas contra a Russia cas
fronteiras do sen imperio, que ello quer defender
s-lo as do norte c de b>ste, onde o czar faz ueste
momento Brandes concenlraoues de tropas. A opi-
nio publica na Auslria reeebeu esla medida com
cnthusasmo, e o joven imperador adquiri assim
urna grande popularidade.
Mas se a sita.;-lo do governo de Vienna he de bo-
je em diante franca, a do governo de Berlim esl
cercada de obscuridades e ronlradiccocs. Como ja
dsse, a Prussia se ligou o mez passsdo com a Aus-
tria por meio de um tratado de allianra oflcnsva e
defensiva O rei Fredcrcn Guilherme nao pode sem
prejudicar-sn faltar a este tratado, e uto fallar,
porque he homem honrado. Mas elle hw jco,
lacil de se deixar influenciar por aquello > o
cercam, e por sua vclha amizade pelo czar, c sua
conducta he cheia de hesitaees e fraquezas.
Dorante esta quinzena li'.eram logar em Berlim
alguns fados importantes, que lem tornado suspoi-
ta nos olhos da Europa a conducta do governo prus-
siano. A Prussia linha como representante
em Londres nm sabio di.sThitb; o cavallriro de
Bunsen. que era muito bem visto pelos minisiros
'la rainha, porque elle so linha mostrado sempre
favoravcl causa das potencias oceidentaes c dea
de urna allianca de toda a Europa contra o czar.
O Sr. de Bunsen acaba do ser revocado, c um mi-
nistro, menos lisongciro com a Inglaterra, o Sr. de
BernsterlT foi nomeado em seu lugar. Um inci-
dente ainda mais grave leve lugar em Berlim. En-
tre os ministros do rei da Prussia, aquella que
mais enrgicamente se tinha pronunciado contra a
Kussia era o minislro da guerra, o Sr. de Bouin.
ltimamente, quando as cmaras prussianas cstAo
oceupadas de um projecto de emprestimo de Irin-
ta nulhoi's de thallers ; a adnpc.io do projecto tinha
sido decidida em consequencia de suas declararoes
francas e calhcgorcas, determinando que em ne-
nhum caso o governo prussiano se adiara contra
as potencias do Occidente. Pois bem, este homem
tao patriota c tao popular, estando nos primeiros
dias desle mez a I raba I bar com, o re que o reeebeu
abracando-o com allecln, soube inopinadamente
da bocea daquellc principe, que elle devia demil-
lir-se de suas funccOes, c que sua pasta eslava des-
tinada para oulro: o rei ccrescenlou, he verdade,
que o chamava para o ominando superior de um
corpo deexercito, enllocado na fronteira russa.
A nova da siibstiluicao do ccncral de Bonjn can-
son na Prussia e em toda a Allemanba o mais triste
resultado : immedialamenle depois, o principo ir-
in.ui do rei, o principe bofe.Ulano da Prussia, solli-
cilou do rei permiss-lo de abandonar por seis sema-
nas, suas fu uceos .le ciun na Hilante em chele do ex-
ercito, eTazcruma viagem Bailen.Esteproccdimcnlo
produzio orna grande ensacan ; he urna censura di-
recta, mas significativa das medidas lomadas pelo rei,
porqu&o principe hereditario partilba as opiuioes
aiite-riissis do Sr. de li.nnu. Fallou-seum ftinmen-
to da demissao do presidente do conselho, o Sr. de
Maulcuuel, masoreidaPrussia, assustado com as ma-
iidestacos publicas, nAo se altreveu r ate ah : (,,
desmentir ufliciaimente os boatos, e como o Sr. de
ManleulTel nao be favoravel a Russia, a opfniao se
aralmou pouco a pouco. O novo ministro da guer-
ra, o general Waldersc, he um militar estimado,
que de nenhum modo abraca o partido moscovila.
Nosso governo acaba de chamar sen emhaixadorem
Constanlinopla, o general Baragiiay d' lillicrs, que
se tinha desavindo com Reschid Pacha e lord Redc-
lilTe, por nina queslAu, cuja solu^Ao s perlencia ao
goveruo lurro. Esta medida be prudente : Mr.
Baraguay d'llilliers, velho e exccllenle soldado, be
um dos homens mais perlinazes, que cxislcm, elle
se linha collocado em ma posicao emConstanlinopla
onde he necessario muita prudencia e espirito de
eoiirili-iean para conservar a boa harmona.
A Franca e a Inglaterra resolveram-se a inlervir
na Grecia para acabar com a propaganda insurrecci-
onal ecom aparatara. Umadivisio franceza, rom-
mandada pelo general Forey, acaba de partir para o
Pvrcu, O Sua missfio be i m por neutra I lado ao rei
Othon, obrigaiido-o a mudar seus ministrus.
Despachos Iclcgraphicos nosaiinunciam azora que
nina crvela de guerra iugleza, o Tiger, enralhou
na praia de Odessa, e que o capilAu nao podendo
salvar seu navio e resistir, cnlregou-se prisioneiro
rom sua equpagem. Nao sabemos ainda os pro-
menores dcslcfacto.
Continuo a rpida historia dos fados militares des-
la quinzena. Fallemos em primeiro lugar dn Mar-
Neuru. As esquadras combinadas so queriam fazer
urna demnnslrac^o, dirigindo-se para Sebastopol. Os
almirantes queriam experimentar ainda urna vez, se
sua presenra diante do primeiro porto militar russo
excitara a esquadra do czar a sabir e tentar asorlc
de urna batalba naval ; porcm elles se apresentaram
dchalde, examinaran) as praias com seus vapores,
al aliraramdc lempos a lempos tiros de canhAo con-
tra os fortes; nada pode fazer que os almirantes mos-
covitas se arriscassem iluta ; elles ficaram encerra-
dos prudentemente no porlo. onde parece que nao
be possivel ataca-los, emquanlo as nossas esquadras
niio eslivercm prvidas de Iropas de desembarque,
de modo que possam atacar ao mesmo lempo por mar
e por Ierra. Todava a forca martima dos Bu-sos
he bstanle roiisderavcl, para que Francezes ou In-
glezes em seu lugar se dcixassem insultar impune-
mente. Diversos pequeos navios das esquadras al-
liadas se tem aproximado bstanle da entrada de Se-
bastopol para poder distinguir perfeitamente c con-
tar os navios de cuerra, que elle rontem. Ha em
Sebastopol doze naos de linha, sendo umitas de Iros
pontos, duas grandes fragatas vela cmiiilos navios
a vapur'de todas as dimenses. Com esta forra na-
val ecom o apoio dos fortes da cosa, lodoserncados
de canhes, nao haveria re lamente um enseno do
lemeridade cm all'ronlar o combate ", mas ha entre us
Biissos urna regra de disciplina impasta desde Pedro,
o Grande, a lodos os chefes dos exerrtos de Ierra c
de mar, e cuja observancia lhe he particularmente
rerommendada hoje. He nSO procurar o coinhale,
scn.1o quando elles forcm Ir*contra um; o aceita lo,
quando forein dous contra um. NAo he grande nem
cavallciresoii, porm he mais seguro.
Na falla de inimigos, que uossos mariuberos nao
(em encontrado, tem lutado contra as dillirulda-les
aliiiusphericas. Durante os quiuzc dias, que elles
causa rain diaute de Sebastopol, o mar esleve quasi
constantemente coberlu de urna nevoa espessa, que
lian periuillia disliuguiros nhjerlos a pour-is paffilM,
e birnava o\oe..-i\menle perignsa a marcha eiiicum-
iniim; lo-lavia nenhiiiii mcideule leve lugar, cun
tanta ouciimspoeeao e re&olaridade manobrou cada
navio, e as ultimas noticias nos di/ein que o grosso
da esquadra tinha entrado cm Otu a 20 de maio,
em boa ordem e sem avaria.. ."t*1**
Urna divisan de fragatas ji. vapor, sob o comman-
loido contraalmirante ingle, sir Edmund I.vons,
foi destacada para ir explorar as costas da Circassia
e o ul do Mar Negro. Por toda a parle ella re-
conheceu que os Ro.ss.ig, depois do lerein destruido,
linham abandonada todos o fortes do lili.-ral, enro
os quaes assoguravam suas enmimimeac-ips com o
exercito do Canca rtima foi encontrada por rir.JsVfiimiutXyous, quese
poz em rvlac.io rom os chefes cireakianus. e se apo-
deran de hom numero de naTijuRercantcs, alguns
do' quaes eslavam carregados iflWjiacamentos tle
soldados c de municoes'de goerra.
Finalmente para completar esle resumo de -ope-
rai;0es de mierra no Mar Negro, voii tratar oulra
vez do desastre do Tiger, que infelizmente he ver-
dadeiro. Tres navios a vapor inglezes tinham sido
enllocados cm vigilancia nas paragens de Odessa :
nevoeirns espessos os separava uns dos outros. O
Tiger mais aproximado da costa e mal dirigido por
seu piloto, encalhou repentinamente em um banco
le area e viran de lado. O capito leve a infeliz
idea de dar um tiro de cauho, aununciaiido o pe-
rigo para chamar em sea socorro osoulros navios
e cruzeiros. O lagar do desasir eslava a poura
dislaunia de Odessa, c foram os Bussos que.acudiram
com urna batera de rampanha. O lempo linha
limpado : o Tiger eslava a 150 passos de ierra, que
eslava caberla de soldados armados de carabinas de
grande alcance, e eslava debaixo do fogo dos canhSes
russ is, porque o lado do navio, que fazia frente a
Ierra, eslava submergido. Com ludo o navio nao
se leuden : elle esperava ainda ver ebegar os outros
dous cruzeiros; porm os Russos atiravam balas ar-
dentes: ocapitao pordeu a perna, seu sobrinho e
marinbeiros foram morios, foi eutao que se arreoo
o pavilho, depois de se (er anleripadamenle dalla-
do ao mar urna parle da arlilharia c feilo um buraco
no navio, para que elle nao podess' servir ao inimi-
go. Os prisioneiro* saltaram em Ierra, em seus
proprios boles e foram tratados pelos Russos com
muita humanidade. os quaes anlorisaram al um
parlamenlar par.i Ihes remoller ludo aquillo que
precisassem. As carias receblas na Inglaterra
exallam muito a conducta caridosa da mulhcr do
general Oslen Sacken, a qual proveu com desvcllo
lodas as ueressidades dos feridos. Cita-se al este
fado interessanle, que ella mandou corlar urna tran-
ca dos cabellos do joven oflicial da marnha, sobri-
nho do rapilao GirTard, e enviou esla ullima lem-
branca familia daquelle mancebo. Accrescenla-
se.ainda que a Sra. Oslen Sacken deprenla do al-
mirante Dundas.
Nada de novo tem havido no Danubio, mas os
grandes acoutecimeutus se preparan!, e o mez que
cometa, ver provavelmenle alguma batalba decisi-
va. O czardeu or.lcm aos seus generaes para se
-ip ler,iroin,cu-te o q"iic cos,ir.,ic Silistria,pra^a for-
te, qnc he urna das chaves da Bulgaria. 0 piiucipe
Paskevvilch se den pressa em fazer tudo para cum-
prir a vonladc de seu amo ; fez qnc suas tropas
evacuassem ao mesmo lempo a pequea Valachia e
o Dohrulscha, para concentrar forjas immensas em
redor deSilislria, que tem sido inveslda c bombar-
deada. O ataque foi lerrivcl e se rcnovo.u durante
iniiilos dias com mu furor incrivel. Mas o gover-
nador turco, Mussu Pacha moslrou urna coragem
c urna huhili l.idc ao nivel de sua situacAo, e nAo
deixou que lomassem a praea que lhe linham confi-
ado. Os Bussos sollreram pedas enormes, e an-
niincia-se rpie un "auxiliar inesperado vem em sor.
corro dns Turcos. O Danubio trasbordou e suhincr-
gio as ilhns, qnc eslAo defronlc'dc Silistria, e onde
os" Russos (iihain assestadas suas bateras. Pelo
lelcsrapho tem" noticias de 29, e naquclla data Si-
listria resista ainda.
Entretanto he lempo de cuidar nos meios de dc-
sembaraear aquella importante fortaleza, e Omer
Pacha pensa nisto com rauta aclividade. Mas elle
precisa do soccorro das tropas auxiliares : os habis
generaes de Franja e de Inglaterra, o marecbal
Saint Aro.,ii,l e lord Ragln, dcixaram Constanli-
nopla a 18 do mez passado para se transportaren) por
mar a Varna, ,e dalli dirigirem-se immeifialamentc
com os dous almirantes para Schumla, afim de visi-
tar as tropas turcas e conferenciarcm com Omer
Pacbi. O que se passou nesta conferencia, natural-
mente ficou em segredo, porqunlo se bouve de Ira-
car o plano de campanha. O que sabemos be que
o marecbal S. Arnaud, que foi reconhecido como o
generalissinio dos Ires exercilos, licou muitosalisfei-
to com o aspecto do exercito turco c da habitidade
consummada de seu general. Poucos dias depois
vallando a Conslanlinopla, o marecbal e lord Ra-
gln assisliram a um grande conselho, que o Milla
presidio, e no qual foi approvado o plano de cam-
panha. Duas divisos francezas e duas inglezas cm
bar.-ari-im immedialamenle para Varna, e a 5 des-
le mez, -10,000 eurupeus se acbaram reunidos em
Schumla para roinecarem as operacOes serias da
cainpanha.de conserlo com o excrcilo lurco e debaxo
do rommando supremo do marecbal S,anl Arnaud
No Bltico anda s bouve um combate secunda-
rio, porcm brilhanlissimo, no qual toinaram parte
.smenle dous navio a vapor inglezes o Arrogant c
ii Ilecla. Estes dous navios, debaixo do fogo das ba-
teras russas, que elles desmontaran!, foram apode-
rar-sc de um navio mercante, qiiecllcscondti/.iram,
assim como mudas pecas de arlilharia lomadas ao
inimigo. Mas o* cmbales serios n-lo devem lardar,
porque a instancias de sir Charles Napicr, que quer
teros Francezes comsigo, o almirante Parseval Des-
chenes acaba de deixar Hamliurgo, onde eslava an-
corado, para dirigr-sc apressadamente ao golfo da
Filandia.
Em muilas cartas lhe tenbo fallado do concurso
que prcslava o rei Othon aosjalrodnios commellidos
por seus subditos no territorio turco. Hoje esla
complicidade do rei dos Gregos e da seus ministros
nao he mais diividosa para ninguem, c os documen-
tos que o Boverno inglez acaba de publicar, miuis-
Iram a prova irrccusvel. Ha sobreludo urna carta
do general Tzavellas, que be curiosa. Esse Tzavej-
las he inspector geral do exercito grego; com o cori-
scntmculo secreto do re, elle abandonou suas func-
roes, para ir tomar a direcrao da in-urretcao no Epi-
ro. Muito mal guiado pelas tropas turcas, ellees-
creveu para Grecia. pedindo soccorros de homens c
de dinheiro, e sua caria, que foi interceptada, era
dirigida a um Sr. Benllam, secretario particular do
rei. Para recrutar a mulldao dos insurgidos, Tza-
vellos propunha um meio commodo ; quera que se
mandasse pera a fronteira dous regimentos do exer-
cito grego, dando ae Ibes por sanio desertar e unir-
se insurreico. Vmc. coinprebendc que a Franca
e a lugtiiterra nAo podia tolerar por mais lempo ae-
melh me estado do cousas; por esla razao a expe-
dicAo do general Forey com urna divisao, foi decidi-
da como o nico meio" de chamar raz.Ao aquello
povode bandidos e quclle governo de sediciosos,
que a intriga russa conduz pelo freio.' Um despa-
cho lelegraphico rcccivle. nolicia ao mesmo lempo a
chegada ao Pyreu do general Forey e de suas tropas,
e a siibmissAo quasi immediata do rei Othon. A 2(
de marco este principe fez chamar os ministra* da
Franca" c da Inglaterra e lhc*fallou dcste modo:
Declaro observar fielmente urna estrela e comple-
ta iieutralidadc para com a Turqua; tomar sem de-
mora todas as medidas necessarias para compri-la ;
e que nesle fim chamare* em meus conselhos novos
ministros que, por seu carcter e_ intelligencia sao
os mais proprios para dar execujao a esla inirt'lia
promessa.
Mr. Wysc, ministro inglez responden cm seu no-
me e de se.li collega: Senhor dar-nos-hcmos pres-
sa em levaraoconnecmcnlo dos nossos governos as
palavras, que o rei acaba de pronunciar, c nao duvi-
damus que desejando S. M. dar seu apoio aos novos
cnnselberos, qnc digna chamar para junio de s,
nao teremns mais de transmitlir s nossas corles se-
no informacOes muito satisfactorias sobre a Grecia.
O novo ministerio foi logo formado ; compoe-se
de homens honestos, razoaves, muito inimigos da
Russia; o presidente he o Sr. Maurocordato, que re-
prsenla a Grecia em Pars. O arranjo deste nego-
cio permillo umiar-se immcdialamenlo i Conslan-
linopla a maior parte da diviso Forey, 3,000 ho-
mens smenle conlinuam a ocupar o Pyreu.
Na Alle.iianhaa atliludehe sempre exccllenle ese
fazein inmensos preparativos para a gucrra*,quc se tor-
na incvit'ivfl. Eis-aqui alm dislo alguns fados
diplomticos, que tranm em si mesmo su.i signifi-
cacan. As ralilicaces do tratado aii-lro-prussauo,
foram Iroradascm Vienna e em Berlim: logo depois,
elle fui conimunieado conferencia de Vienna, e os
plenipotenciarios francez c ingle/, rommuniraram ao
mesmo lempo, do seu lado, o tratado concluido en-
tre a Franc* c a Inglaterra. Depois dedal commii-
nicares redigio-se a 23|de maio um novo protocollo,
que verifica a uniao de pensamenlos, que existe en-
tre as grandes polencias europeas.
Al aqui a Austria e a Prussia tinham obradoss,
e osoulros aovemos di Alleinauha eslavam retirados
para um lado e um pouco enlregiies s intrigas rus-
sas. Para eiupeiibar India r.uifedoracaogerni.inica,
as duas "i-andes cuitescnniiiiuiiiearam o (rala-lo, que
as liga, eos prolueollos de Viouna a Dieta de Franc
Vmc. o ver pelo meu boletim, porem accresceato
esla noticia, qae desde o principio do mez, os nossas
3 por cento lem subido ainda perlo de i francos, c
bouve cerca de 5 por ecnlo os -fundos inglezes. Com etleflo iiiaRnem er que
urna lua emprchendidarontia a Russia pela Franca,
Inglaterra, Prussia, Austria e Turqua, s quaes se
reuniran! lodas as potencias secundarias, possa sec
aiein longa nem seria. Qualquer que seja a pertina-
cia do czar, ellcdcver ceder o ^pi um prazo muito
prximo. -
Bolelim da Bolsa do me: de maio. Os 4 % por
cenlo subiraiii a 9(i Traucos o 35 ceulimos ; descerara
a 9fi francos e ficaram a % francos e 3 cen.
Os 3 por cenlo subiram a 71 fr. e -W) cejnl^ des-
r era ni a 63 fr. e 90 cent.; ficaram a 71 fr. ..:"'
Consolidados inglezes; subiram a Ole meu4
ceram*87 cmoilavo.
(rahir-se do tedio desla estarlo, o vice-almiraute se
dirigi a Smirna onde foi delido pelos encantan de
urna formosa Oriental. Quando os governos de Fran-
ca c de Inglaterra ordenaran) s esquadras que (rans-
(ozessem os Dardanellos, como o oflicial encarregado
e levar o despacho nAo enconlrasse o vire-almiran-
te na oslaran, leve necessidade de ir a Smirna. Obri-
gada a esperar o soU commaudaote.a esquadra fran-
ceza niio pode entrar nos Dardanellos senao dous ou
tres dias depois da esquadra ingleza. Napolen ins-
truido destetado, 'ntcn.leu que o amor era urna
circurqstancia attentalnria : chamon Franca o xMaV
forl. Cada um dos eslados secundarios he chamado
para adherir de per si ao tratado, e parece que esta
adhesSo nao deve ser reenvida por nenhum del-
ies.
A Austria, que lem o grande papel nesle negocio,
acaba de concluir um ouujo tratado enm a Turqua.
Por esle tratado, a rrle de Vienna he autorisada,
emcerloscasosespeciaes, para fazer entrar suas tro-
pas na Albania. Esta clausula lem por lim conler
os gregos do imperioollomano e impedir quo facam
-iiversao, por urna insurreico concertada com a
Russia, a acrAo collecliva da Turqua ede seas ai-
liados, almirante Baudin, e mandou o vice-almiranlc
Masis aqui o fado mais importante: a 4 dcste melin cm seu lugar. No invern passado, M. Ban-
mez, foi dirigida pela Auslria ao imperador da Rus- din, indo dar um passcio a ravillu ao llois de Bou
sia urna nota que tem o carcter de lira ulliinatuiu logue, deu urna queda lerrivel na praca d Coucor-
precedendo a gaerrss A Austria com esle acto fn dia;. Depois desla queda, deciaroB-se urna enfermi-
tima u Russia a evacnario dos principados do Da- nade n- medulla espiribal, complicarla du urna hy-
nnbncqiic fara saber minediidamciHe em que prazo drdplsia : esla e\ncuacAn lera losar. Ninguem duvida que o .lenle, sta dias, M. Ducos ministro da marnha,
esla eomniuiiicac mi suprema faca rugir de colera o foi visitar M. Baudin e saber noticias suas por parlo
orgalhoso czar, eque elle responda com urna recusa do imperador. O vice-almirante sedesfez em agra-
pVesumploria. Keslc ultimo caso, dizem que a decimeistos: Tcnha a bondade de exprimir o meu
Austria est decidida a fazer entrar seu excrcilo nos reconherimenlo ao imperador, eu mesmo quzcra ir
principados, para expedir delles os Russos. B agsaVjecerdhe, mas ostou tao fraco... Pois beiu, he
Nao obstante os inmensos preparativos quibfacs^ 'orcasiaode dar-lhe ura baslAo para suslenlar-*e?% sua
Kussia e as levas de homens,' que ella mnllglca,' magestad^lembrou-se disto. Proferindo estas pala-
Europa est'i boje iuleiramenle animada suhrBo rfej liras, entregnu ao doanfe o decreto pelo qual era elle
sultado da guerra : a confianca'*vollou por |bd*H .elevad.i dignidade d*almiranle.
parte aos caplacs, e os fundos [luhliros sonom mr, lVLsempre por um inleressede aonservarao pes-
l.nndres c em Pars com urna rapidez prodigioas. jsol, iSo por amor de ulilidade publica queosao-
PARIS
7 de junho.
As conferencias diplomticas e as operar;oes mili-
tares vAo continuando com um rasar que faz deses-
perar. A Austria, posto que impellida com vigor
pela Inglaterra e a Franca ainda nao ousou pronun-
ciar-se aherlamente. A 3 de junho enviou a S. Pe-
tersbnrgo nm como ullimatum com que se oceupa-
vam o* polticos depois de certo lempo. Mas parece
que este ultimtum he apenas urna inda que suppli-
ca ao gabinete de S. Pelersburgo se digne indicar a
poca em que deve cessar a 'ocrupaeab dos principa-
dos. Como v.csle acto nao he l muito amcacador.
Todava se devemos pilcar da Auslria pelos seus ar-
mamentos consideraveis, parece que ella se est pre-
parando pira urna luta seria c prxima. Aperar da
liusuagem Iranquillisador dos jornaes ininsteriaes,
assevoram que nas alias regies sociaes nao se acre--
lila muito na sinceridad-' da Austria. Entretanto
ainda se lentam oulras alliaucas em diversas para-
gens. A Inglaterra especialmente emprega loda a
sua diplomacia para atlrahir a Sueca, que nos sera
mu ulil. no caso de om desembarque na Russia :
ella.pode dispar immedialamenle de um exercilo de
lid. tu 1.1 liomens que lem smenle o golpho de Finlan-
dia a atravexar. Segundo noticias recentes de S(o-
ckolm, aSuecia esla fazendo armamentos consdera-
veisque pareccm ser dirigidos contra a Riissia. Crc-
seque est aguardando.- inomeirlo lavoravel para
transformar a neutral idade armada cm demonstrarnos
bosta.
Procura-se at aluciar ns potencias do meio-dia da
Europa que (em apenas um inleresse mui indirecto
nesta queslAo. Dizem queNapoleao pedio ao gover-
no hespanbnl 10,000 homens para o exercilo do
Oriente. O governo se recusara.ohjeclando o estado
das sos (mancas, NapolcAu j se conlenlnva com
5,000 ; ainda as mesmas duvidas baaeodn* obre os
mesmos pretextos. A Inglaterra e a Franja que con-
lam ler um contingente de lodos os estados da Eu-
ropa para influir sobre a opiniAo publica c solar com-
pletamente a Russia,propozeram, segundo dizem, um
novo ajuste a Hespanha, c que lora aceito. A lles-
panlia deve ministrar um corpo de20,000 homens,
pagos pela Inglaterra e a Franca, que seobrigariam
a garantir Hespanha a posse de Cuba conlra as in-
vases dos Eslados-Unido*.
Desde a minha ultima carta que annunciava-lhe a
partida da esquadra franceza de Kiel para o Bltico,
nao acontecen fado algum curioso. Paira o maior
mysterio acerca dos planos de campanha adoptados
para os dous grandes Ihealros da guerra. He pro-
vavel que preteudam do-lechar um grande golpe e
que se eslejam preparando para isto.
As noticias do Oriente tem igualmente ponen im-
portancia. Um despacho chegado Pars annuucia
que a 30 de maio um novo ataque tora dirigido con-
tra Silistria, e que se malograra rompidamente como
os precedentes. Dizem que os Bussos perderam 3,000
homens, em cujo numero so octava o li I lio do conde
Oriol]'. Nesle ataque solemne, os generaes russos
empregaram lodos os recursos do fanatismo. A cruz
groga era conduzida frente dos halalhnes e os pa-
dres russos, na relaguarda, dirigiam ao Dos dos
exercilos solemnes supplicas, duradte a peleja.
O marecbal SI. Arnaud foi nomeado generalsimo
de lodas as (ropas alliadas. Acompanhadn de lord
Itaglam e de Riza-Parh, ministro da guerra, foi vi-
sitar Varna e ('.lnula, onde o esperava Omer-Pach
com o seu corpo de exercilo. Parece que o inare
chai ficou muito salisfeito com Omer-Pach, mas
mu i I o pouco com o exercilo lurco que elle encontrou
n'un estado deploravel. Como j lhe disse, nada tem
transpirado acerca dos planos de campanha adopta-
dos. Carlas de Chumla, de 25 de maio, anituneiam
que 15,000 inglezes partiranf para Varna, e 25,000
francezes para Andrianopolc que parece ser o lugar
escolhdb como quartel general do exercito expedi-
cionario. Dizem que anda senao julgam bastante
fortes para aventurar-urna balalba decisiva, pois que
ha falla tle arlilharia c de cavalaria. O que he cor-
lo he que se esiao preparando em Franca novas re-
messas consideraveis de Iropas para o Oriente.
O principe Napolcn eo marorh.il St. Arnaud, se-
gundo parece, nao v vem cm muilo boa harmona.
Como ja lhe disse, o principe NapoleAo esl cercado
dos refugiado*, poli'icos, que nAo vecm ne-da guerra
senao urna guerra revolucionaria ; o que causa sus-
(os i Auslria que hoje se procura poupar. ltima-
mente o marecbal Si. Arnaud dirigi ao ministro da
guerra carias mui vehcmenles contra o procedimento
do principe NapoleSo un Oriente. Estas cartas fo-
ram lidas cm conselho dos ministros. O imperador
ordenou ao minislro da guerra que escrevesse ao ma-
recbal St. Arnaud, dizendo-lhe que se julgasse pe-
cinosa a pro-ene i do principe NapoleAo em Conslan-
i i ni-pa, elle seria immedialamenle chamado*
As romplcac,ocs presentes da questao do Oriente,
e aquellas anda mais graves que o fuluro nosoccul-
la, lem tornado o imperador Napoleao mais medita-
bundo e mais melanclico do que nunca. O povo
parisiense, espirituoso e folgazAo, denonlinou-o Isi-
doro Taciturno. Estas preoccupariics que o absor-
vem de noile e do dia lem reflectidn sobre a socieda-
de Imperial, de urna maneira mui visivel. Um di-
plmala que conversava com sua mageslade oulro
dia, dizia-lhe : Senhor, aclio vossa magestade ma-
gro, lora bom tralar-se.Oh! respondeu o impera-
dor, aleando um suspiro, nao eslou deilado n'um
leito de rosas: oceupn-me com tantas cousas que ja
perd o somno..
Hoje ludo parece verdaderamente perturbado no
mundo physico assim como no mundo polilico. NAo
tivemos primavera esle anno ; se isto continuar, nao
leremos vario. Depois de chuvascopiosissimas enlre-
meadas de raios de sol que lem humectado a Ierra in-
teramentc secca, o vento passou para o nordeste, e
ha dous dias reina um fri romo em dezembro. As
nossas colheilas quo davam mui bellas esperanzas,
ainda lorio compromeltidas desta vez, se o lempo
nao mudar quanto antes. Dous minos de penuria
complicados por urna guerra lerrivcl, cis um hori-
zonte qae nada pnssue de animador.
A liquidacAo do mez de maio, na bolsa, ha sido
urna das mais desastrosas. -Amatoria dos especula-
dores aguardavam a alca. A noticia imprevista da
mndanca de polilica da Austria cm favor da allianra
anglo-franceza, nolicia exagerada de (jroposilo pelos
especuladores, occasionou urna deceprAo completa.
Uns vnle especuladoresenroberlos desappareccram,
e Ires se suicidaran!. A alca que tem continuado es-
te mez rom um furor que nada justifica, tambem oc-
casionar no fim do mez novas catastrophes. EnlAo
pode ser que cheguc a vez dos meirinhos. Dizem
que FouUl e Pereira ainda (em realsado beneficios
inmensos.
0 vice-almiranle Bondin araba de recebar o bas-
lo de almirante, dignidade que equivalen de mare-
cbal de Franca. M. Boudin eommandava a esqna-
1ra mandada em observarn ao Archipelago, de ac-
cordo can a esquadra ingleza, na oecastM da entrada
dos Kussos nos priuripad'i- danubianos. Para dis-
beranos emprehenajjja^s grandes obras que muilas
vc-/.es illustram .dJ|BwaMaudoi. No principio de
1830, por exemplo^osTRissos campos, particularmen-
te no Oeste, careciam de vas de communicacAo ; os
caminhos eram intransilaveis no invern ente no ve-
rAo em lempos de chova. Desde mojip lenuio as in-
leresses da agriculiora c do commercio lecfamavam
algumas innovaeea; o governo a quom islo prejn-
dicava, ii.lireclainente, fazia ouvidos de mercador ;
entretanto, n'um corto da, tem-sc noticia de qoe a
duqueza de Berry desembarcara na Brelanha, que os
crpeos se eslavam agitando e preparando urna nova
Chipbmeric. EntAo o governo se inquieta, e man-
da volar immedialamenle pelas cmaras leis que
snlqnem todos os nossos departamentos de estradas
[lifnpas e areladas como as aleas dos nossos jardn-.
Dar-se-ha que atgaem crea que estas obras gigantes-
aos que ueste momento se eslAo fazendo em Pars, e
qae oneram o ornamento da cidade com mais cin-
coenla milhes, sejam feilas para o'aformoseamento
e asseio da capltaf J iMaj, o governo lem dous alvos
polticos: dar rrpd| Btfeperario*; porque quando
o operario lem trat^rS'flJJlem pao, e nAo cada em
fazer revolaojjes ; depois demolir lodas as pequeas
roas estreitas,'-onde se cncoalra aglomerada urna
populadofjjppre agitada, verdadeiros ninhos de re-
volucionariosT^ o edificar ohre as suas 'ruinas bellas
ras mui ampias, mui arejadas, em que a cavalaria
e n arlilharia possam circular a commodo e varrer a
rcvoloMa*b se em algum lempo ella ousar sabir de-
baixo Hierra.
A sesB'do corpo legislativo encerrou-se a 2 de
jiiiuio, irBilTmo dia esleve tempestooso. Como de or-
dinario, p governo fazia volar o orcamento as car-
reiras ; varios deputados se queixaram de semelhan-
te preeipilacAo, epediram alguns dias de proroga-
CSo, afim de que a discussao fosse mais aprofundada.
Como deve julgar os ministros nao consentirn) nis-
to : volou-se o budgel, c cada um se rclirou amu-
ado. <
Ainda exislem depnlados que nAo querem com-
prehender que o governo nao aceita esia sombra de
legimen parlamentar senao como um manto para a-
brigar a sua personaljdade. Com elfeilo, deve repug-
nar a homens qire sereputam de valor, nao passatem
em ullima analyse, de inslrumenlnspassivos, de bo-
nifrates aperfeicoado-. Mas estes meas senhores
...'--iIar.iin esle papel, por isso be for^a qae se resig-
nen, l.cmbre-se do que acontecen a M. de Mon-
lalembcrl : julgou qae um dcpulado era inviolavel,
mxime para os seifs compauheiros, e a um sigoal do
governo, os seos proprios compenheiros o enlrega-
ram jusilla. Verdade he que a juslica se acha
muilo embararada com a presa que lhe lanearam. O
maior desojo que ella lem he certamente agradar o
poder que tambem paga o seu zelo, mas quzera au
mesmo lempo nao se indispr inleiramente com a
opiniAo publica, queja lem muilas censaras a fazer-
Ihe, e ha tres mezes pouco mais ou menos que oslan
esmerlhando por loda a parle, e nao encontram
motivos -iilucientes que justifiquen urna arcusacao-
ziata. Assim, o governo est furioso, e nao' pe'rde
occasio para manifestar o seu despeilo. Eis-aqui
urna prova. Ha dias, o maire de Besanron foi,
testa de nina de puta.; lo de nqtaveisda sua cidade,
pedir a M. de Persigny umaconcessao de caminho
de ferro. O ministro nemseqiier den tempoao mai-
re para dirigr-lhe o seu pequeo discurso, e inler-
rompen-o de urna maneira grossera, dizendo-lhe
que o imperador eslava muilo descoulente da cida-
de de Besancon, que havia escolhido M. de Mon(a-
lemtiert para deputado ; e declarou que o governo
nAo concedera favor algum a cidade emquanlo a-
quelle homem niio entrasse para obscuriiade onde
se achacam sepultados todos os setis iguaes. O mi-
nislro quera alludr por eslas palavras mennspreza-
doras a lodos os chefes do antigo partido parlamen-
lar. N'uma palavra a colera lornava M. de Persig-
ny injusto ; porque esses pobres eleilores de Besan-
con nao deram seus volos a M. de Moulalembert se-
nao porque elle era candidato do governo.
NapoleAo III, a exemplo do seu Ilustre lio, quer
ser senhor em tudoe por tudo ; amis pequea op-
posigAo o irrita, o pArece-lhe um crime de lesa-ma-
geslade. J lhe lenho fallado por varias vezes no
eslado deploravel .om que se acha a cidade de Paris,
depois de lodos os aformoseamenlos que lhe impoze-
iam. ltimamente, quando se propoz ao conselho
municipal o prolongamcnto da nova ra de Mi as-
hurgo, desde o bonlevard al o caez, demolindo-se
400 casas cm um dos bairros mais populosos de Pa-
ris, varios Miembro* se levanlaram com energa con-
lra esla medida, ruja ulilidade era mui conlestavel.
O prcTeito do Seine, M. Hausemam impoz silencio,
e declarou que se o conselho municipal uuosse fazer
opposi.;ao ao governo, sera dissolvido. Dous mem-
bros apenas proleslaram conlra semelhanle anteaba,
dando as suas demissoes.
NpoleiloIII se cnlrcgou ao clero para subir ao
poder ; entretanto, de quando em quando sacode as
cadeias quo o prendem para ver se oslan mui
solidas, mas ainda nao se atreve a levaular a
mascara. Ha poucos dias mandou cunhar urna
medalha em honra da allianra ingleza na guer-
ra do Orienle. Na primeira "face esla elle re-
presentado, dando a mi direita a rainha Victoria e
a mao esqnerda a Abdul-Medjid. cima de Napo-
leao l-se : Catholicismo ; cima da rainha Victoria
Protestantismo; cima de A b- lul-Mo I i gd : Islamis-
mo. Eslas tres palavras sAo guarnecidas por : Dos
os protege, c abaixo das personagens : Cicilisafao.
No reverso da medalha le-sc : a Franca e a Ingla-
terra unidas pura dar a paz ao mundo. Esla me-
dalha tinha um alio alcance philophico e por couse-
cuinte pouco catholico ; por isso o clero se agitou.
litando numero de bispos de Franca proleslaram
conlra esla publicacao : o negocio foi levado ao con- '
seibo de ministros, e parece que nao ousaram lular;
porque eliminaran! n'uma seguuda edieco da meda-
lha. as palavras Catholicismo, Protestantismo, Isla-
mismo. Entretanto nao se destroio a primeira, que
se vende publicamente na casa da moeda.
O cx-sargenlo representante Boichot foi preso
* semana passada, nos arrednres de Paria, em casa
do cimbado de Caassidicre. Fora enviado pela com-
mssao revolucionaria de Londres para sondar o
(erreno. Assevoram ter-se-lhe encontrado urna pa-
tente qae o nome.-iva generalissimo do exercilo re-
volucionario.
Acabam de con-rr, -ar-me acerca do cmpresli-
mo nacional deSfOnajisS-" algumas particularida-
des mui.inleressautes.juai "< a guerra foi decla-
rada a Russia, o Ihesro ....-a necessidade de di-
nheiro, dirigirn-so mii,- ,i:t|ueros. M. M. de Ro-
Ihschild, Fould e Pereira, boje reis das finanzas,
se detestam de "mma maneira horrivel, mas os pro-
prios ladroes algumas vezes seentendem enlre si,
quando ha am roubo a fazer-se. Assim, estes meus
senhores propozeram ao imperador qae se encarre-
sariam do emprestimo,' mas com 25 % de commis-
so, visto o estado deploravel em qup se achava o
crdito. O imperador recusou rondici.es lAo one-
rosas ao Ihcsouro, c leve dores de calieca para en-
contrar urna nova combinaeao. M. Ilmeau, minis-
lro das financas, disse-lhe um dia : Senhor, para
que vossa magestade se dirige aos hanqueiros ; os
pequeos capitalistas, os camponezes pertencem a
vossa mageslade, convide-os, abra um emprestimo
nacional ; antes de um mez estar concluido : ser
um aclo de alia polilica que dar nova forca ao go-
verno de vossa mageslade. O imperador aceitou
esla proposicao com alvoroco, e M. Hincan foi en-
carregado de ridigir immedialamenle um projecto
de lei para ser submettido s cmaras. Entretanto,
M. M. I.emv de Chabrol e Cusie l.egendre, ao sa-
herem que as prnposcOes da soriedade Bolbsrhild
& C." Iiaviam sido regciladas, prociir.uaiu o im-
perador e propoein-lbe negociar o emprestimo a 6',.
O imperador agradereu-lhes, di-o-lhos qne havia
mudado de parecer, mas qae se nao havia de esque-
cer da offerla palriolica, ele, M. M. Rolhschild,



J

'
-




---


. .
p
-*
DIARIO DE PERMIBCO, SEGUIDA FEIRA 3 DE JULHO DE 1854.
r
1-rrnld e l'creira soubcram logo deste aclo dos scus
pequeos cnnipaiiheiros. A indiana 5S0 driles nao
leve limites : ainearam vngai-se. M. Kuuld linlia
60(1,(100 trancos para commercio, depositados em
casa de M. II. I.eroy de Cliabrol : relirou-os im-
'''' I i; 11:1111 o 11 (o Depois, alenles inyileriosos man-
dara assoalhar na bolsa alguns boatos destrmenle
cerneados, e qoe abalan) pouco a pouen o crdito
desla casa. Os (redores assustados se laucara co-
mo urna nuvem de pasearos para reclamar os seus
fundus : pagam-su 3 on 4 niilhes ; mas i lina I a
caixa se esgola, o banco he obrgado a suspeader
as -uas u|u'i.iones: aproveitam-sa dislo para faze-
rem declarar o fallimenlo. O imperador s veio a
saber do sinislro quando ja nao havia mais reme-
dio a dar. M. Lcgendre, que linha previsto o gol-
pe, liii nielbui aspirado e suspendeu immediata-
mente os lias pagamentos.
M. Fould. posto que ministro,he seinpre banquei-
ro, e posto que protestante be -einpre judeu : a agua
de baptisino Dio pode apagar com pie lamente o pec-
cado origioal. Assim, como so pode julgar, abolsa
representa uui grande papel na sua existencia, lan-
o mais que pela sua policio, iniciad nos se-
gredos com certeza. M. Pereira he socio delle e lhe eui-
pn ta o nonie. Em urna das ultimas Iiq11ida5c.es,
leve por sua parle 30 milhOcs de lucro. Dizeni que,
i vista desle resultado magnifico, o ministro de Es-
lado nao pudo conservar a sua gravidade.e que dan-
so u de prazer diante dos seus trinla mili.oes enmo
el-rei David diante da arca sania.llepois do casa-
monto. T
Talvez pela vigsima vez espalham o boalo de
que a imperalru esta grvida. O qoe tem dado al-
guma consistencia a este boato, he um decreto im-
perial, publicado ha dias, e qoe colloca os saldes de
asyloe todos os eslabclecimcntos laudados para a
i o rancia sol o alio patrocinio da impera Iriz.
Se NapoleAn nao tem posleridade, nao se pode
dizer oetro tanto dos scus miuistos. Mad. Duros,
mnllier do ministro da niarinlia den lu ultima-
inciilo dousgemeos. Quando M. Duoos annunriou
ao imperador esta feliz noticia, o imperador dlsse-
|fhjjvindo-se nao me falla no sea lerceiro filho, o
com ludo tem um lerceiro... Depois Napoleao con-
duzio o ministro diante de um quadro, qne repre-
senta a do Sapoledo, construida o anuo passado,
sob a administradlo fe M. Uncus.
O projoclo de transformar os Campos Elyseosero
ras aindiadas fora muilo mal acolhido pelos Pa-
risienses ; pareceque foi desprezado. I'orem (atu-
se mais do que nunca na ronslruccude mn inanen- -
so hotel que deve ser construido segando o Tnodello
do hotel S. Nicolao de New-Vaak. Este hotel S.
Nicolao he um pouco niaior cj e^palaoo *las Tui-
lerias. He urna casa em que'., poden}, hospedar 3
1,000 viajantes. Semelhaide palacio njp seria
intil em Pars, mxime as vesperas dcima ex-
igirn universal, Nao basta possuir caminhos del
Ierro e navios a vapor, que condazem viajantes em
alguna dias de um extremo do mundo ao outro, nao
basta alargar as ruin e abrir boulevards.couvem hos-
|'oilar rom distiucrJo os cstraiueiros alr.ihidos pelas
nossas magnucencias. '
Eis anda urna das barretas levantadas contra a
libcrdMe de commercio, que acabam de ser abati-
das. A Dinamarca torna inteiramente livre a todas
as uaoes o commercio da Islandia. Eslc commer-
cio, ha pouco lempo, ainda era um monopolio em
favor de um mu pequeo numero de cummercian-
to- de Copenhague, quo roa I i- avam lucros lio cou-
idcraveis, que a denominar.*' de commereianle
islandez era, de alguma sorle, synonimo do opulen-
to.
PORTO. (
9 dejaatn.4
A cousa por c est muito chocha pelo que toca a
novidades novas. A thergraphia aria e subma-
rina, tomou por sua contao cntretenimento das al-
tear es publicas, que vai iinlracjjp com noticias fal-
sas e verdadeiras caldeadas do Bltico e do Mar Ne-
gro, que sao cada vez mais apetitosas. O lite da
sociedade portuejise vai deixando a cidde para ir
gozar'os bueoicos prazeres do campen levando j a sa-
tisfactoria certeza de que tem theatro italiano para
o invern, boisj foi dada a nmpreza. O theatro
he considerado um bazar matrimoniare como tal in-
dispcnsavel ao augmento da populacho, que tanto
d.i que fazer nos economistas.
A poltica domestica est enxabjda. As cousas vito
ca nimbando no seu ram-ram, ora bem .ora mal, po-
rm sem estorvos. Os pagamentos em da ao excr-
cite e empregados, que tem continuado sem inler-
rupcao, vo teodo mao na manta, e nao ha por em-
quanlo receio, que a silaaro faca fiasco. Se nao
leva palmas, lambem nao he pateada. Depois que
se resolver o grande problema ce que a poltica (em
a sua sede no estomago, j nao lia clculos faliveis.
Apezar de ludo, os mais nervozos polticos manifes-
tara alguns receos de que a chegada do Ximenes,
lu foi visitar Angola, revestido do carcter de go-
vernador, nao pode deixar de produzir alguma no-
vidade. Diz-se que, conhecendo elle a imposshili-
ladcdv sustentar a sua eleicao para deputado, que
por nlluencia do governo obtuve por (iuim.iraes.
roas contra a validado da qual se pronunciou, seguu-
do prroca maioria da cmara ; se decidir a que-
rer o paralo. A esta perlenc,ao apoiada forlemente
pelo Saldanha, oppe-se o Rodrigo, ministro do rei-
no.quo teme a grande guerra,que com este motivo se
far ao governo. Ora he ncsle |>oiilo qoe os terro-
ristas suppoc estar o pomo da discordia ministerial
en principio de desmeironamento da situaran. Al
ver. Com a chegada do Waring a Lisboa (este Wa-
ring be emprezario do caminho de ferro de leste) ha
quem crea que a via frrea vai agora de venlo em
popa, ej se (afirma que no da 29 de outuhro
(unos do regente; ser aberla ao transito a primeira
seocio do Caminho. Ora.como este principia no Bea-
to Antonio, os que tem f nos nilagres, nao sealre-
vem a davidar. Acha-se aqui no Torio, a nteres-
sanie e amabilissima condessa de Tavaredc, filha do
duque de Saldanha ; veio em rompanhia de seu ir-
mao o conde de Saldanha, e tem sido muilo obse-
quiada. Os jaulares o bailes para que lem sido con-
vidada lodos os dias tem sido esplendidos, limiten)
deu-lhe o cidadio hrasileiro, Izidoro Marques Ro-
drigues, um magnifico banquete, 'na sua quinta
d'Avintes. Apparccea aqu mais um jornal, bapli-
sado com o nomo deCommercio.Sao com esle 10
jomaes que tem o Porto. Em Coimbra conlinuam
difidentes a autoridade civil, e a universitaria,
bem assim os acadmicos e os futriau (nome que os
csludanlesdo gente da (erra;. O conde de Rio
Maor, que ainda outro dia aceitn o cargo de go-
vernadnr civil, parece estar resolvido a resigoa-Io.
O homem nao esta para aturar rapazes, e rapazes
esludantcs sobre (udo, e n'iso mos(ra elle ler jnizo.
Na Luiza-AlhcnaS deu-sc um caso novo nos annaes
acadmicos, ous csludanles de direilo escreveram
em um jornal contra os lentes da sua faculdade ; e
vai sonrio quando, querem agora tomar o grno de
bacharel, e os lentes dando-sed;suspeitos recusam-
se a exatniua-lus I Nao se sabe se o n grdio ser
desatado ou cortado, c ueste caso quem ser o Ale-
sandre que se incumba da operarn:.. Esta poca
he do raridades..\ loleima dos amadores das Dulcineas
do paleo continua aqui sem decrcscencia. llon-
lemcanlou no theatro, urna dama ilaliaua, que por
esta cidade fez escalla, v indo de Medrid com deslino
a Londres.Nao fallarum as coroesde (lores artideiaes
da tarifa, ncm o competente mimo d'um rico bracc-
lelo de ouro com brilhanles. E no meio de ludo
isl-i trabalha-se ha uns poucos u'anpos no cslabcle-
eimeuto d'am asylo de mendicidade, sem se poder
levara cabo, comas eundioes necessarias d'estabe-
lidade. Corre agora que urna sociedade de brasi-
* leiros arrematara a feilura da estrada a Penaficl.
Vcnha viudo o fomento s pinguinhas. A Ilespanha
es a quieta. A guerra do Oriente, que tem os poli-
ticos em especlaliva, tem sido o salvaterio do mi-
nisterio Sarlorips, que pende muilo para oposso,
iiero e mando.Por hoje basta.
lelo, linha j adquirido jus ao foroespecial deser jrinha e negocios eslrangeiros, o digno visconde de
julgadn pela cmara, e nao em ronsclhn de guerra,
e por isso fez-lhe nova iuliniao.'io que dentro cnsjt-
dias venha defender a validade da oloic.i sob pe-
na de se eulender que resigna o lugar de depulado.
O segundo parecer que he sobre o faci da subscri-
bo parece que ha inlento de o adiar, ainda que A.
da Cunha proteslou que nao se fechara a cmara
sem quo elle exigisse da presidencia que o dsse para
ordem do dia. Como Ximenes he um dos ntimos
do duque de Saldanha, e receia-se que estando elle
agora doeale, e sem esperancas do melhorar 13o de-
pressa se entregue discrirao deste seu antigo ami-
go, supde-se com fundamento que Rodrigo da Fon-
coca, lie queln hojeada as carias, uflua eslas con-
(rariedadea que est onninliando o visconde de Pi-
nlieiro, e qne elle mal pensava encontrar quando se
relirou de Aogola, apenas levo noticia de que esla-
va elelo depulado. U que parece iofalivel he que a
cmara nao lhe aprova a elcioilo.para oque se fazem
muilas diligencias, porque ha muilos dependentes
4o marechal que nao lhe querem dar o desgosto que
cortamente lhe ha de causar esta volarao contra Xi-
menes.
O nos*) rei e sea irnifio chegaram com boa via-
gem a Soutli.iiiptou no dia 2 do coi rento as onze da
nuile, e ah os espci.ivain, alomdo coudede Lavra-
dio nosso ministro com os funce iouanos da legaoo,
um camarista da rainha de Inglaterra, lord de Tha-
hley, un ajudante d'ui dens do prncipe Alberto, o
ministro do Brasil em Londres, Sergio Teixera de
Macedo que j aqui esleve em Lisboa, excellente ca-
vallcre; e muilos pnrliiguc7.es vieram tambem de
Londres fazer a corle aos augustos viajantes, os qua-
cs assim quo awBembararam entrara no9 coches reaes
que lhe estavam destinados e. partirn) para Londres
pelo caminho de ferro, isto s oi\o 3, porque nao se cffecluou o desernlia rqoi|de noite.
As onze estavam j na esti}Sos'de Uimafiltaa, pr-
ximo de Londres, onde os esperava o principe Al-
berto, que na sua carruagem con juzio os principes
ao*JsjZ e ahi a raiuha Victoria, os veio receber ao
vcstDulo com lodo o seu sequilo, ficando depois alo
jados em aposentos que S. M. Britnica tinha man-
dado preparar para os rcaos hospedes. No dia 5
recebcu clre os com primen tos do Corpo diplomtico
em Londres no palacio da embaixada porlugueza.
Era consequeocia de te* epparecido a colera em
Londres, o rei nS ir a Pars, mas sim a Bruxellas,
o.qi.i elle eslimar mais, porque all ho que lem a
noiv'a, filha do re Leopoldo, com quem o preten-
den casar.
Appareceu mais um jornal poltico em Lisboa,
com o titulo de Progrctm, das drmenses da Sacao.
He democrtico, e costeado|por luja* maconicas, das
progressislas que se apartaran] dos setetnbrstas que
apoiam o governo. Todava lie escripto com roodc-
rao.io e decoro.
Seu redactor principal he o prAprielario da Retin-
ta Lilleraria dos Acotes, que veio capital colligir
documentos na (orre do Tombo e outros archivos pa-
ra a historia insulana. Chama-se Joso Torres. Os
oulros colaboradores do Progresso nao sao escrip-
tores conhecidos. He jornal que lem por ora pouca
importancia : mas a imprensa nlo deixa de fazer
caso d'elle.
Nunca houvcJantes peridicos polticos como a-
otualmente. Efe Lisboa ha sete : Recoluciin ( mi-
nisterial A Acanto fidem ); Portuguez ( opposi-
3o ); imprenta e Lei (idem) ; NafSo ( idem ;
Progresto (dem ); Jornal do Commercio (indif-
fcrcnlc). No Porto ha nove: Nacional (opposicflo);
Echo Popular l idem ); Porluensc (dem ); Pobres
do Porto (idem ); Porluqnl (idem ); Jornal do
Poco{ ministerial); fraz Tisana [(idem) ; Concor-
dia (dem); Qorto Caria (idem ). Em Braga
dous : Pharol do Minho ( carlista ) ; O Modera-
do (opposicflo), Em Visen um : o Visiense
( ministerial). Em Aveiro um : Campedo do
Vouga (idem). Em Lcira um : o IMriens;.
Em S. Miguel dous : a Ilha ( ministerial); o
Correio Micltaclense ( opposioan ). Na .Tcrceira
um : o Acoriano ( opposirao ). Na Madera dous:
a Ordem ( ministerial) ; o Madtir,ense ( opposi-
(3o). Por osla estatUtic so vaV.que a maioria dos
jomaos he contra o ministerio, mas ainda nao houve
nenhum que tivesse tantos elementos que lhe pres-
(em apoio.
Aihougui.i ; em vao apparecem as intcrpellarocs em
ambas as cmaras, persegiiem-uo, alormenlam-no,
nada de novo ; o l| fbil ministro nunca est inteira-
do, habilitado par* Tesponder ; nao acha engenhosq
esle novissimo alvllrc? digam l que nao lem (alen-
(o ; digam l o qu* quizerem ; S. Eir. tem cada
evasiva, cada sahida que melle modo. A supina ig-
norancia em que semprc vive dos negocios a seu
cargo, c que dovia saber primeiro e mais do que nin-
gnciii. he a prova documental daqnella convenien-
cia c lino governalivo, cuja salutar influencia hrilha
em toda redoudeza destes reinos de Portugal o Al-
ga r\ es, no que dil respeilo assuns rclares cslran-
gelrtis, e providenle administracao das colonias.
Cnegou llnalmenlc o mui nubre visconde d l'i-
uliciro, oulr'ora Ximenes, goveruador da provincia
de Angola, podra de escndalo em que batiam os
jumaos da opposirao, aquello homem avisado e ex-
pedito no modo de arranjar Oinheiro sem escrpulo
dessas parvoices, que se chamam delicadeza, e eleva-
dlo de inslinctus ; pois S. Exc. (eve a ba lembran-
ca de fazer com qita, cmara promovesse urna subs-
cripto em reconipnsa dos relevantes servicos que
em lo pouco lempo linha preajkao provincia, cuja
a Iministracao's'upereatendia-V^Ri'm que al os po-
bres negros gauliaduro.s oonoorrosini ; cinlim a c-
mara municipal qoiz galardoar 'os talentos do ho-
mem inminente que eslava testa dos seus destinos,
bem haja. Mas caso nao tica por aqui, os famin-
los da metropnle, que nSopodem levSr a paciencia
a bizarra da cantara de Luanda ; ernceram para o
ministro da marinha, e querem anvrar, o negocio ;
ora, o nobre ministro declara po'sua rt, que anda
nao linha os esclarecmenlos necessarias. Digam
agora que o homem nao he um poltico da mao-
alieia. He para ver o contraste que faz o nobre vis-
conde de Alnouguia nos seus expedientes com aquella
indolencia manliosa do Sr. Rodrigo, mui digno mi-
nistro do reino, que urbajnMade nao descontenta
ninguem, nao lem sobrecenho para nnguem ; mas
dizem os seus detractores, quo anda nSo ni cou-
sa de geto na sua ailmnislracao ; elle tambem nfln
se mala com isso. Pena lemos nos de n3o possoir-
mos aquellos duns especules, aquella peconha com
Suc Jos Agostnho compunlia os scus sarcasmos ;
em o sanele de Nicolao Tolenliuo ; com estes dous
ingredientes fariamos urna oomposi^o de maligna
niluiou, e da mais caustica maledicencia -. na ca-
rencia porm daquellas drogas, iremos Irabnlhando
cornos nossosparcos meios ; a pobreza do nosso pin-
cel nao da para tragar bem ao vivo estas duas per-
sonagens, pois cada um dclles no seu tanto, sito dos
animaos mais fastientos da especie humana, e que
ninguem tratara del les, sea m estrella dcsto paiz
nao os puzesse l em cima do estrado do poder. A
mais larrantc'notabilidade do ministerio, he o Sr.
Fontes ministro da fazenda e obras publicas, mais
joven que nenhum dos outros, he tambem o que (em
(ornado medidas mais enrgicas na sua rcpar(c.5o,
falla com facilidade, diga-e lambem que com dig-
nidade, presmanlo mais do que vale ; mas esta vai-
dade deve-se passar, visto que nesta trra procuram-
sc as cousas para horaens, e nao os homens para as
cousas ; obrigado a ostudar, embrulha soffrivclmen-
le o que le, amonloando palavras, que a verbo-
sidade natural lhe ministra no calor da disputa, pois
discussao se nao pode chamar a lula parlamentar
de Portugal, e nisto val muito bem ; pois aqui cha-
ma-se eloqucncia-ajunlar, dobrar, triplicar adejeti-
vos, repeiir a mesma^da por differenles palavras,
nao se pode negara esta facundia, pelo menos a
sciencia dos synouimos ; sabe Dos o que ser.
Nao mencionaremos os desconchavos dos seus ini-
migos, como por ejemplo apontarem-no como jmi-
la, ojeven ministro veslc-sc com elegancia, at mes-
mo esmera-se no seu toucador ; mas nada lhe vemos
de peralta, pelo contrario he composto c grave ; nem
aquelles ares de estadista consamado que elle quer
ou pretende mostrar, he urna vclleklade passageira ;
nao se lhe ha de levar a mal. Achamos-lhc mesmo
um ulo sci que, naquclles ademansde S. Exc. quan-
do se aprsenla na opera lyrica, como quem diz : en
esla o rapaz, sou cu mesmo.
Todos estes estadistas postos na ferra da Ladra, he
provavel que passassem por objetos de pouco valor.
O decantado T. de V. que j lem dadu substancia
para algn- periodos da nossa correspondencia foi a
Honlcm, depois M hoa da praca, fecharam-se
iransaoooes regulares ant ci. Hoje lambem o mer-
cado apresenfou alguma alividade, de maneira que
as vendas desles dous diai orcam por 14,000 saccas.
Apezar das poucas ntralas os prcros baivaram al-
guma cousa.
De acones do Banco do Brasil houve vendas s co-
taooes, edas da Ponta d'.Yeia n 708 do premio.
A directora do Banco do Brasil annanciou hoje
qu a quarli entrada de id? por acrSo dev era ser
l'oila at o dia 10 de Jalhoproxmo futuro.
S. PA'LO.
Ir de jiiiiho.
Na quadra de Peulecoses, deserto e solitario ia
licando o S. Pialo. As fe(ividades da Campias e
Conceirao (omaram para i a flor dos seus habitan-
tes, que, allrahidos pela rampa annunciada em ca-
da urna, metleram-se en jornada ; al a compa-
nhia publica, que poda siavisar a tristura da sole-
dade, la se foi para Campnas, mostrando aos Cam-
pineiros que est em sua p~ovncia o Sr. Joaqura
Auguslu, que os eutenddis da arte chamara o se-
gundo actor brasileiro.
Os carolas, beatos, e parodistas desta feila tiveram
de abandonar a cidade en busca das hosanas do Di-
vino. Ficou a capital sepultada na quiolaco: go-
verno, polica,reparlirOes publicas, e al a academia
jurdica ou faculdade, Iraniferiram-se da capital pa-
ra a CouceicSo dos (iuarollos na domnga, onde o
Bernardo collocou o seu llrono como imperador do
Espritu Santo para gozar lo reinado de um dia.
Laca Vmc. idea das aperturas com que lutsram
aquelles que, como empre;ados pblicos, militares e
escolsticos, devain licat adstrictos oceuparao.
Aquelles tiveram de agarar-se parle de dnenle e
estes ao ponto do bedel ; e muito bem fizeram : to-
do o cidadao tem dimit de enfermar, mrmente
as festas do* arrabaldes,|uando a cidade Oca langa-
da ao canto.
Tambem eu live de abtndona-la, licando com o
meu direilo salvo decumnrir o voto geral de jan lar
com o imperador, lio por isso que, fatigado da jor-
nada, deixei de correspoidcr-me no ultimo vapor.
Releve a falla, e receba ela como parle da (lente,
que na actualldadc he miilo caria!.
Se durante essas festivilades os espritus se con-
servaran adormecidos nacapital, nao acontece ou-
tro tanto na volla dos vjaulcs. Veio a reaccao e
estamos na phase da susienso dos nimos, da re-
cepeclo de novas do Riode Janeiro e das mentiras,
que Vmc. sabe, em lempo de guerra sao, como diz o
proverbio.
Veio inesperadamerte e comojuma bomba a demis-
sao do Sr. Josino : no para elle, que ja de relato-
rio comecado, a aguirdava, mas para nos todos que,
pela lgica dos boatis, calcula,amos para setemhro.
He lgica c da provincia, que muilas vezes difiere
dado Rio, ondeosacontecimentos muilas vezes se
succedem sem queos profanos possam ligar-lhes a
causa. Sao altos n j torios que Vmcs. ahi enlendem,
e que a nos fazemtorlura.
I^i se foram os 17 mezes da presidencia, que para
a actualidad,' foi lem longa, se lie verdade que o
S. Paulo he o sor-edouro dos presidentes, como nos
diz o iuiciado da emana. O Sr. Jusino leva daqui
minia alleicao ; aqui deixa amigos e desaffeclos.
Quero ser do minuto dos primeirus, pois que bem
sati- foi lo me acho ,|uiulo vejo hooestidade na cadei-
ra presidencial ; c o cx-presidente poder ser o que
quizer o Ypiranga, mas bem intencionado e hones-
to elle o era.
Permita esla brevf necrologa, a que eslava obri-
gado, visto como por tantas vezes assignalei os actos
em que o governo decahido mereca louvor.
Agradou a esculla do Sr. Saraiva, que, em-
quanto estudante nesta capital, gozoo de boa ola;
lem presidido com geral contento duas provincias
do imperio, e seria o requinte do caiporismo que S.
Ex. eucalhasse na terceira, que,naphrasede alguns,
he ingovernavel.
Todava espreme a sua marcha,que me incumbe
ir noticiando, pudendo asseverar-lhe que o farei sera
escorregar para o lado das alleioes. Limitar-m-
hei a ir registrando a marcha e direcro que der aos
qual aqui he misler acostumar-se, dir-lhe-hei,
que giram por c urnas carrosas, que (razem urna
baudeirola com o mentiroso dislico limpeza mu-
nicipal que leem o alio recreio de removerem o
csterquiliuio de uns para oulros ponlos, com o inqua-
liflcavel melhoramento de lira-lo dos lugares em que
se acha espalhado para deposila-lo em monte, dos
ponlos mais inmundos para os mais liinpos. Se eu
nao subera que aqui os dsticos e letlreiros indicam
exactamente o contrario do que lilteralmcnte slgni-
ficam, tomara as laes crnicas por epigrarnmas ro-
dantes a municipalidade illuslrissima; mas como
vou-me acosluraando n linguagem cortezaa, com-,
prebendo, que ellas imporlam mais tima logracOo
aos papalvos municipes, ou entilo que sao machinas
de igualdade constitucional.
Seja como for o cerlo he que ellas real san o ri-
fan quando o bem vem Ierra lodos alcanc.am.
Ter-me-ha ior leimoso na pouca limpeza desta
grande cidade, cujos habitantes enlendem que fora
della nao ha civilisac,ao ; mas cerlameule, se, como
a miiii, lhe succedera ficar, por mais de urna vez,
enterrado al os joellios em immundicio, lomar um
asperge de lama de perfume exquisito, clamara,
conlra a falla de aceio da capital do imperio, faria
choro com os jornaes della, embuta nossas vozes
fossem clamantes in deserto.
Depois da minha ultima, em que 4he nolicici a
ruina descoberta no theatro lyrico, annunciada por
mais de um.jornal, e que poz em desolaoo boas pa-
relhas de ouvidos amantes das beflas notas muscaes,
entendeu a llnstrada commissao de engenheros,
que o domo nao era lo feio como o pinlavam, e
decidi magistralmenle, que o (ecto se conservara
quedo'atcahir, e que s calar no dia.
lano dissipados os reccios, e haja folia,
ponsabilidade de (o competente auloridade, o por
conla e risco de quem l for, conlinuam os espect-
culos, e o publico os frequenta tranquillo por suas
caberas.
Eu tambem l fui asssuY Lucrecia Borgia, na
qual Mme. Cataloni mostroo nao ler geilo para ra-
paz; no que nada ha a nolar-lhe, excepto a extrema
grossnra das cancllas, qne, a nao seren ajudadas de
alguma erysipela, sao alejadamente igoaesaparte
das pernas, a que vulgarmente chamara coxal.
A Zechini he urna bella ruina ; ainda mostra al-
guns destrocos do que foi. Tem lampejos brilhan-
les, c mmica para fornecer aquella, que abunda de
voz. Se fora possivcl fund-las leriamos ama boa
cantora.
No paquete Setern, entrado no dia 7, chegaram
as artistas, cuja viuda lhe nolicici em minha ultima.
Aqui (em o cadialogo, mis tenha cuidado para que
lhe nao eslropicm os nomos, que sao italianos e fran-
cezes e nao inglezes, que ainda estroplados sao dif-
fleeis de domesticar. Madama Chartop, prima dona
absoluta ; M. Buch, baixo profund ; M. Paul, pri-
meiro bailaruo absoluto; Mademoiselle Cemat,
primeira bailarna absoluta-, Mademoiselle Gal-
m.inl, primeira bailarina ; Madama Grinaldi, Ma-
dama Dubray, Madama" Louvet, Madama Vorme-
la), coristas; Mademoiselle Soycr, Mademoiselle A.
Krenz, Mademoiselle Clcruss, primeiras bailarnas
de meio carcter, M. Grinaldi, ponto. Ainda sao
esperados no primeiro paquete 15 figuras, e diligen-
cia-se o contrato de mais.
Desojo muilo, sinceramente lh'o digo, regressar
u nm (
(nao gra ( om (odas as forc.as arrematando pombos,
pao-de-l, i oulras offrendas da piedade, ou encom-
mendas da i. Wnaudade, qne acha em laes leilos urna
verba de re Mmenlo nao mi. He crescido o en-
tusiasmo em iaes arrematarnos, e all acabara de es-
correr as algl heirai, que u Jo flearam esgoUdas as
barracas.
Eu, como lie dase, vi todas essas variadas s ce-
nas, achei-me lera lodos os polilos, e enlrei em to-
das as barrac ( e convenci-me,Je que esto povo he
de fcil cont, !lo como qualquer ostrera, que aplau-
de com frencl \ o qne ha de mais grotesco.
A ultima ni (e do triduo foi, quanlo a mlm, a
mais brilhantel Urque, attrahidas por um celebre
fogo de arlificil | coucorreram muiUs \M^ma,
que no podar i encubrir seus encantos eiclarUade
do loar, e gaz, i (e, em verdade, n'essa noe lam-
bem csteve fes(, jo. O fogo foi pessimo; mas ersm
tantas as abrasa^ hras faiteas disprendidas dos cVam-
mejaoes olhos, jue all se achavam.que eo nao seuli
sua falta, c meij .s preslei attencSo Sua pessml-
dade. \
Ha muilo qui ; nao faco um passeio ao luar
lo precioso, edi( midn. Eu amo os passeios em
nma bella noite ^ p nosso luar do norte no calmoso
verao, mas soliti. lo, porque disprendendo as azas
da i ma gin a can c |xo-a divagar no immenso vacuo
do ideal, e entao j fjo ante mim o que demais bri-
Ihanl e tentador i f pode imaginar, construo
mim urna exislenc
,?.
para
us possesscs ultramarinas nao ha senao tiple- l.omltos, Jimu uns que em commissao, outros que
l'ms officiacs. Jomaes (Iteraras he qHc iunra hou-
ve menos. A Rtcitta Unicenal, est suspensa ;
o Panorama, desdi/, muito da sua primeira poca.
Chegou com effeilo a resposta do nosso cnsul nes-
sa cidade, que he mosnlruosa em todo o sentido, a
julgarmos por um dos documentos, cuja copia tem
apparecido j em dilTercnles maos ; que vem a ser,
um auto de averiguacao das essoas que assignaram
representaran que d'ahi ^Vcio feila pelo proprio
cnsul com o acompanhamento de dez negociantes
que elle escolheu, sem examc de tabeUiao, nem ne-
nhuma soleranidade que imprimisse caraclcr a eslc
documento, que ouvi que os commissaros aqui
vio publicar devidamcnle annotado. O Jervis d'A-
thouguia vendo-se prcpclexo com lao embrulhada
resposla, decidi ouvir o parecer do procurador ge-
ral da corda. Este expediente que parece ser lo-
mado para demorar o despacho da representaran dos
portugueses de l'ernamhuco, he o resultado da si-
tuaras em que se aclia o ministro, elle v que nao
pode conservar ahi este funecionario sem causar
um grande escndalo, vista da opiuiao que he
unnime hpjc era Lisboa, de que transfiram-no em-
boca, mas que o nao deixem em l'ernamhuco. por-
que agora depois que elle l vio quem foram os que
assignaram conlra, le-los-ha como oulros lanos ini-
migos, que talvez o sejam, e d'ahi resullarao con-
flictos e odios que o governo deve precaver a lem-
po. Por oulro lado o ministro leme desgoslar os
protectores Mu Sr. Mu oir, que sao poucos mas bons,
ainda que todos se envergonhum de o defender aher-
tamcnle," porque s auunymamcnle lem respondido
aos procaradores de l'ernamhuco em Lisboa, e aos
redactores de diflerentes jomaes daqui e do Porto
que tem tratado desta quesiao. Nesta llucluac.o. o
Sr. Jervis, devolveu ludo ao procurador da corda,
que he jlm homem muilo recto e muilo douto, e de-
pois far o que elle propozer, c assim nao tica mal
com amigos nem com adversarios. Hoje hade o de-
putado A. da Cunha requerer em curies, quese man-
de cmara copia de todos os .papis que o cnsul
remelleu ; e Jos Estevo electuar talvez a sua in-
letpellaco, que ha de ser importante, porque ello
esl escandallado pelo modo porque o Jervis tem
conduzido este negocio.
Os commissaros que aqui oslan, anda que enfa-
dados com a demora, nao affrouxam, c tem ltima-
mente publicado varias correspondencias em desa-
fronla dos nossos concidados d'ahi contra os defen-
sores do cnsul.
Por esle mez (emos, se me nao engao, o cnsul
transferido, c lambem o chanceller, que nao he me-
nos malquisto.
LISBOA
1.4 de junho.
O desconcert da uachiiia do bello vapor D. Ma-
ra II. fez com que M passasse a mala para o f.usi-
tana, que sahio antes vinte qi a.'ro lloras. Por is-
so nes(e nao lhe esw i at nao occorreu cousa
duna de menrao. i
A discussao do projoclo para a aholico parcial dos
raorgados foi interrompida por causa do orcamento
que esl ja discutido quasi nos e noa tgos geracs. Tam-
bem concorreu pan se aiar o projeclo dos mor-
gados a mulliplicidale do emendas, e substituirnos
que diflerentes depulados lem offerecido, leudo do
vollar ludo commissao, para armouisar, o que tal-
vez nao lhe seja mullo fcil. Sem ser prophela se po-
de aflirmar que uo-l i sesso nao se resolv; este im-
portante negocio, tem o da inslrucrao primaria,
que o nosso ucansavel Caslilho (auto proinove, por
que lera eulo de resolver a adopro ollical do seu
mnthodo de leilura.
No que agora mais se empcnliam os depu lados da
opposirao e mesmo muilos que o nao sao alertamen-
te, he na discussao dos pareceres qne ha a respeilo
do visconde de Pinlieiro. O primeiro he para que
elle venha demonstrar a sua qiialidadc de cidadao
portuguez que se lhe contesta. Sendo avisado para
este fin, respodcu elle que antes disso queria ser jul-
gado eraconselhodc guerra sobn; as inculparOesque
te lhe raziara como goveruador eral de Angola I A
cmara porem resol,eu que elle como deputado e-
LISBOA.
14 de jambo.
Sabe tambem como nos, ou como qaalquer cida-
dao conspicuo, que quando se acha em boa compa-
nhia, onde nao ha materia suflicicnlc para conver-
sarao, e os espiritos embotados de tal maneira, que
reina um silencio, um enojo mais ou menos sensa-
boro, s vezes at com abrimentos de bocea, o tedio
cmfim ; vem entao as questes frivolas do lempo, da
oslaran, e as de mais perguutas c resposlas com as
frioleiras do coslume ; assim nos acontece agora, he
um fa-lin, um aborrecimenlo sera igual; nem a
campanha do Orieule com suas proporces e alcan-
ce ainda encuberto, em sombras 13o densas, que nao
ha desconlinar a marcha que ha de levar, nem os
fins que lera, apenas podc-sc aflirmar com verdade
que.soja qual fr o resultado,ha de ser em consuma-
cao das vistas que tem o divino poeta no plano da
crcac,3o ; mas islo s nao basla; o homem quizera
saber mais alguma cousa, que fosse positiva, (angi-
vel ; pois nos lempos incertos em que vivemos, cada
um tem obrgago, c mesmo necessidade de estar
alerta para o que der e vier na corante dos sucecs-
sos polticos.
Na duvida porm do destecho que bao do ler os
negociosda vida publica, vamos cntrcler-nos com o
mystcro c de casa ; os mexcricos de senbora vizi-
nha, nao he l dasmclhorescousas, masem compen-
sarao tem a vantagem de dar pasto a curiosidnde, e
largas a hilaridade ; ncm se diga que he exigencia da
mo da ralbar de ludo, apontar urna ou outra parvoi-
ee, nao quer dzcr qne seja ma lingua ; sao cousas
que esrapam ; n3o tira o merecimenlo quem o lem,
e us agora vamos ver.
Urna das passageus que mais da no golo do publi-
co da opposicao, he a falla de documentos e infor-
inarc- em que sempre esl o nobre mim iro da ma-
foi comprar urna machina lypographica, ambas as
bailas lem seus vislumbres do verdade. 'Este caval-
lero digno seria de mais alguma cousa, se as pai-
xes ruins o nao tornassem fallo da estima geral,
possuindo dotes inlellccluaes cima do roinmum, ex-
perimentado nos negocios da vida, alguma cultura
das leltras do sou paiz, nooes das eslrangciras, com
o pouco que sabe ajadado pela agudeza'natural, e
facilidade que tem para escrever, faz-sc necessario
a muilos e temido dos seus inimigos, e como nao he
escrupuloso, veja que demonio nao ser.
J ha noticia da chegada do re de Portugal e do
infante D. Luiz a Londres,foi nodia i do corrate s
11 horas da manha, cstao hospedados no palacio de
Bukingham.
O visconde de Pinheiro apenas chegou, fez ora re-
querimento, ou cousa que o valha, acamara para a-
presenlar os scus direitos eleirao de deputado, e
juslificar-se tambem das increpa^es que lhe fizeram
como funecionario e alto servidor do estado. Dizem
lodos que elle pode provar ludo o que quizer. Esle
visconde oulr'ora D. Miguel Ximenes, he natural de
Mo"toviiteu,dMli veio quando aquella mal aventura-
da regio era provincia Cisplalina ; he muilo do du-
que de Saldanha, seu protector c amigo s direilas ;
e que o Irouxe na bagagem, segundo consta, quando
regrcssnu da America.
A quesiao que mais oceupa e preoecupa o publi-
co desta capital, he a futura companhia de S. Carlos;
os hbil inlos de Lisboa estao de tal modo avezados a
passarenvas nuiles de invern no espectculo da ope-
ra lyrica, que qualquer omisso da parte do gover-
no nesle sentido, ifa provocar as iras da boa socie-
dade, e nao deixa de ter razao. A msica e o canlo
tem tal atractivo, lauto imperio as organisacOcs de-
licadas, mata-se 13o bem o lempo, deslembram-se
com lano enlevo as amarguras da vida ; a boa com-
panhia esla tao acoslumada aquelle passatempo,
que boje lorna-sc necessidade da gente escollada, c
impoe ao governo o deverOe inlervir e supernteu-
der naquclle ramo das artes em que o publico mos-
tra-se lao exquisito, caprichoso e al'exigente. Islo
nao quer dizer que em S. Carlos se ouram sempre
as grandes notabilidades cantantes, pelo contrario,
supporla-se as vezes bem boas cigarras, mas he fura
c duvida, que quando tal acontece, he sempre por
maulla inleresseira dos emprezarios ; pois quem ou-
ve La Stolz e Caslellan diflicilmenle pode aturar
senao artistas da primeira ordem, ou ao menos que
n3o desmereram.
Tinha o governo aborto o concurso por tres aunos,
quacs os de Isl 55, 56, 57, e nao haverentre os
concurrentes quem salisfizesse as condiees desle ;
delerminou pelo Sr. conde de Farrobo, inspector
geral dos theatros. as novas f o nd iones a que se havia
do sujeilnr um secundo concurso,com a clausula que
ficariam alguns dos principaes cantanles da compa-
nhia que acnbou.
Ja principiaran! os trabalhos para distribuir "o das
bicas do chafariz do Lorelo.
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO.
18 de junho.
S. M. o Imperador recebeu honlcm no paco da
cidade as depularoes do senado e da cmara dos de-
pulados cucancg. das de apre-cntar-lhe o voto de
graras.
A' dcpularo da cmara diguou-sc S. Magcsladc
de responder :
Agradeco muilo cmara dos Srs. depulados o
decidido apoio que promelte ao meu governo. que
assim mclhor poder desenvolver a poltica que jul-
go til ao paiz. a ,
19
Por decretos de 12 do corrate mez.
I'oi commulada em 1003,'para a casa da Miseri-
cordia da cidade da Babia, a pena dsele mezese
meio de priso c multa correspondente melade do
lempo, que por sentenra do subdclcsado de polica
da villa de Jacobina foi imposta aSnfronioOlvm-
piu Cambn.
Foi aposentado com ns honras de desembargador
da rolarn da corte, e com o ordenado animal de
91*5, dependendo nesla parle da approvaco da as-
sembla geral, o juiz de direilo da comarca da capi-
tal da provincia de San Paulo,Joaquim Jos Pacheco.
Por decreto de 13 do mesmo mez
Tevetmerc l-'elisberlo Jos de Almeida ta serven-
la vitalicia do oflicio decscrivo dos orphaosda vil-
la do Triumpho, da provincia de Sau Pedro do Kio
I ramio do Sul.
20
PRACA -t) DE JUNHO AS 5 HORAS DA TARD.
Ctitcften offiriae*.
Accoes. Banco do Brasil: 139? c 145} de premio.
negocios pblicos,para que Vmc. a qualiique como
inelhor parecer ; este escripto nao he instrumento
do governo, muilo menos da opposicao. A' f das rc-
lares qne me ligam ao seu jornal, lhe digo,que po-
de ver no que eu~ narrar oreflcxo da nova marcha
que o Sr. Saraiva vai dar machina go ver amen tal.
Screi carta viva e insuspeila.
lia 3 dias que o Sr. Fuuceca tem sido acela-
niado o escolhido. Uina carta de Santos annunciou
que a esculla fora publicada e Irazida a esse porto
por um v.ipnr em direccao a Paranagu. Sendo a
noticia oflcrlada por funle limpa, corre a cidade co-
mo verdadeira.
Do interior nada mo lem vindo que valha
menrao. Os negocios de Taubal vao,a concluir-se,
contiuuando o Dr. Cabral a proceder contra os. ca-
bejas da insorreir,ao.
Teve lugar na freguezia de Juqueri um grande
dosp -e, qne tanto mais enchcu de consternaran,
qu. 'C sali que aflecluou a casa de nma familia
d.0 .al6. Eis como se conlao Tacto:
Salvador Jaques, fogueteiro, preparava em sOa ca-
sa os fogos para a testa do Espirito Santo, e, leudo
os apparelhos do trabalho e os fogos promptos em
sua sala da fenlo, achava-sc com sua familia na co-
z/ada, quando ouvio una grande explosao, que le-
vou pelos ares o lelhado da casa e derribou paredes
portas e jancllas. Corre louco, qual devia (icar um
pai, psra a frente da casa, em busca de urna peque-
a filha, que dorma em um quarlo contiguo a sala.
Achou-a toda quemada e mora sobre os fumegantes
destrocos da casa. Asoutraspcssoasda casa soflreram
mais ou menos, em coiisequcucia do abalo produzi-
do pela explosao, e eslilhacos que ella arremecou.
Ficando esta familia na ultima miseria, porque a
explosao despedacou, e o incendio devorou ludo
quanlo possoia, o vigario abri subscripto para soe-
corro desles desgracados.
O Sr. Pacifico, commandante do corpo fixo da
guarnirn desta provincia, j enlreguu o comman-
do a seu successor Rocha Lima. Diz o publico qoe
a vinda desle majar foi urna verdadeira flicidadc
para os infortunados camaradas. Se Vm. quizer
verificar-sc o publico erra, nlerpclle ao Sr. Cama-
mu que na sua asperean leve de ver cobras e lagar-
tos. Todava n3o dormirei no caso, anlcs irei noti-
ciando o que por ah houver, para que Vm. propor-
cione ao Sr. ministro da guerra os meios de se ori-
eutar do que houver pelo quarlel.
Corre de boa fonte que o Sr. Jo3o Caelano,
inspeclor da I he souraria do Paran cscapou de levar
um tiro de bacamarte. Nao don como liquida a no-
ticia, visto que n3o vi a carta em que tal facto se an-
uunriava. O que he corto be que os Coritibanos mo
s3o l muilo fteugmaticos.. sa-se all de urna ar-
ma defeza como nos de um collete ou grvala.
A proposito: seguid viagem um veterano carrasco
morador e residente na cajju desta capital, requi-
sioao do Sr Zacaras. Parece que muita necessida-
de all havia desle genero, que c se veio pedir um
emprestado. Foi bera acondicionado por ordem do
chefe de policia, pois que o algoz acoslumado a sa-
bir em exercicios de suas funcroes, anda alerta para
evadir-se.
Al ma nao se ultimou o contracto para a cons-
IruiTau da grande ponte de Jacarchy. O Sr. Josino
deu preferencia proposta de Marcelino Gerald;
resta va ratificar o contracto quando chegou a demis-
so. Kectisou assignar, talvez porijuc se arreceiasse
de fare-ln na poca em que os presidentes s3o fac-
is de despacho ; na poca da safra.
A ponto dos Pinlieiros, contratada pelo Sr. Nabu-
co com esle emprezario, vai em andamento. Bem
demorada lem sido a rnnstnirr.o, pelas chuvas, au-
gmento do prceo dos vveres, e oulras circumslanci-
as que Irouxeram ao emprezario um prejaizo de al-
guns coulos de reis. Estao proraplas as rabeceiras
e j se u nm "dos pilares fura da agua. Fica urna
soberba coiistrucgao, que he indlspcnsavel. Esl
sobre um grande rio, e a urna legua da cidade.
A do Casqueiro, qne na opiuiao de alguns vi ser
a primeira ponte da provincia, contiuua-se a prom-
tificar. J esl levantado o quarlo pilar. Procc-
dc-sc no encanamento das aguas do tanque de S.
Francisco para o abastecimento da cidade, que de
quando emquando, valha a verdade, corre seu risco
de morrer de sede. Hoje oSr. Josino encarregou o
Sr. Hibeiro da Silva da demarraran di lugares em
que se devem promplilicar dous cliafarizcs. Valha-
nos essa provideucia, que vem suavisar o insano
Irabalho do povo. quo at soflre a alta ueste d-
menlo. O engenheiro Baslide est lesla da obra.
Conla-se que um fulanoSaiari/.residenle naci-
de Santos, recebera urna lacada de um escravo, de
que talvez suecumba. Foi capturado o criminoso.
Os bisonhos da guarda nacional vao-se vendo
em apuros, na ignorancia, da pragmtica militar.
Foi hontem prezo um oftirial, commandante da
guarda da cada por nao se conservar em forma du-
rante o lempo em qne o commaudanle superior ma-
ne-java com os ha la I lu es para a fcsla de Corpus-
Christi. O sobredito commandante superior, que
ama as solemnidades do I.ippe, nao decliuou de ir
a palacio representar ao coverno conlra esla grave
omissao atlcnlatoria dos altos direitos honorficos
que lhe sao devidos.
Est arrematada a invalida lypographia do go-
verno que por longo inlcrvallo se couservou eminii-
decida. O Sr. Joaquim Roberto Marques foi o ar-
rematante, c pretende constituir nm(|]'pozraphia
imparcial, onde se possa Talar com inloira liberdade,
de gozos, percorro em um mo-
mento a escalla U\ ipossivois, e quasi que chego ao
reino dos impossiv i U; ms, cerlamcnle, n'esse pen-
sar livre nao eucof l |ei lano prazer ainda quanlo sa-
boreei n'aquella se5! ipre lembrada noile, em que cs-
Esiao por I live no dominio d> real,e assisUndo a scenas varia-
Soli a res- das, animadas, e he impossivel, deW^ Las perpassar pela reminiscen-
cia, pois n'isso comS que siulo renascerem-se seus
encantos. Por mui1 lempo conservare! cm sauda-
de sna lembranca. *'
Espero reproduz* as, porqno as barracas nflo se-
desTazem lao cdd, e le lempos a lempos os especu-
ladores aonunciam i m Togo para chamaron con-
correntes, e n'elles er unlrarem consumidores a seus
gneros, e espectador 'g para seus grotescos xpec-
tacalos. Dispensaraic ,tcs, c apreciarei o concurso.
O sentencioso red'acpr da Semana do Jornal do
Commercio, profundo em todos os conhecimenlos
humanos, capaz de f; lar em lodas as materias, e
que me servem de reptftorio dos bellos Irechos, es-
colhidassentencasde lo'os os sabios conhecidos; e
de irrdice dos autores di ola em todas as materias,
desde o ensino mutuo a j 0 cantado do Caslilho,des-
de a sciencia estatistica ; .6 a da miis pura rara do
cavallo rabe, lamenta falla dos accessorios, que
oulr'ora Torraavarp do ca ip0 um quadro pittoresco,
laes como o preto vello com > cadeira s costas, a
mucama com a siuhasinb ao eolio, o trote da beata,
a torcida de azeite, a esti rinha do campo, a janella
de rotula, a manlilha de cnda, o leilao do divino, a
gavola e o fandango, a va|a de almotac, a msica
de barbeiros, as barracas jas qulandeiras, o pote de
alu, o taboleiro de canaa^ a procissao dos negri-
nhos, o cord&o de ouro, ''en figas e atira s cos-
tas da civilisacilo com eA faltas, caja lembranca
nao deseja perder, e por*\o tembraao governo, qoe
mande recolherao muzeueraa amostra de cada qual
d'essas victimas, afim de a?V seus filhos possam com-
prehender ahisloria de see4paiz. Certamente qoe o
epigramtico redactor naotesleve no campo ; com-
metteu essa deaerc^o dos 'Mames, patrios, qoe quer
justificar clamando contra' [ civilisacao. porque se
altal
p.ra>-
a salvo das runlinonna- de partido.
Vai publicar-se riesso eslabclccimenlo, que ser
elevado a boas proporrocs, o Correio Paulistano,
tulla diaria, desliuada aos iuteresses rommerciaes.
e ao til da provincia,sentallenrao a cr poltica,
Carla particular.)
(Jornal do Comtuercio.)
SE
CORRESPONDENCIA DO DIARIO
PERNAMBUCO.
Blo 15 de junho.
Amice. Salutem etc. Cordura, e caroro, paz c
Telicidades, e mais quanto he bnm lhe desojo, para
goslo sen, e de quem o estima, como este seu ami-
go velho, e lhe desojo por lautos anuos quanlos para
mim anhelo. Eu lenho passado bem n'estas rpi-
das transinos de calor a Trio, e de chuva a sol, n'cs-
la atmosphera hmida, na qual um hbil chimico
teve a pachorra de extrahir urna chicara d'agua
n'um barril de ai: As conslpae.iles, e rheumalicas
me haorespcilado ; c robusto e Torle, vou vingando
os charros lamosos, que cncoulro, e humilde rece-
beiido a parca i/uanlitas, que me atiram as roda8
dos 1:11 id" ir. vehculo-i.
Poi dalai dessa inaleiia, um potteu asquerosa, mas
antes que cheguem lodas essas entidades cantantes
c dansanles, porque parece-me, que ser um infer-
no esta corle, se cada qual coinecar no exercicio de
snas fuones. Ter quem c esliver de desesperar
com a tempestado de cantara, e lurbilho de dansa. I tivesse feito aquella roma
E quanlos contos de ris nao vio ser consumidos I como eu, a mor
improfiruamenle com gargantas e pernas ? Temos o
(hesouro para subvencionar a directora com uns
poucos delles, para dar seus afilhados caixas de
quiltro contos de res: por tanto viva a patria, e
cante e danse a companhia monstro. >
Qaer-me parecer qoe muilo breve estaremos no
raso do-j-ahoquisla pobre, que locava e fazia dansar
os lilbos, quando lhe pediam pao. He bem lembra-
da. Quando a secca flagellar o Ceara, a febre essa
provincia, segu d'aqui urna fracrao da companhia,
e Ionio por l um saudavel refrigerio.
Eslc povo he essencialmenle amante de diverti-
mculos, sem que por isso dcixe de ser mais indus-
trioso!' laborioso, do que o nosso do norte, assim
como honra lhe seja feila, lie mais pacfico, c subor-
dinado. A policia he nimiamente severa, e seas
malsins denominados pedestres, quasi todos clganos-|
de rara, e alguns as obras, sao pelo commum inso-
lentes e inlrataveis. He urna rara de animacs dam-
nnhos, que a necessidade obriga a conservar pela
mesma razao, porque alimentamos os galos para
destruidlo dos ratos. Os ciganos, em toda a parte
em que existen), sao arguciosos, finos e velhacos,
e por consequeocia habis farejadores, c de pene-
trante vista para conhecerem seus iguaes ao primei-
ro encontr. Applicadus polica dSo bons resul-
tados, a troco de pequeas tratadas, que sao lolera-
veis.
Disse-lhe, que eslc povo he essencialmenle amigo
dos divertime n tos, e certamente nisso elle he mais
simplorio do que o nosso.
Qualquer cousa lhe agrada, e come crecidos car-
rapetoes ; e, o que mais be, em commum com pes-
soas de ordem superior. *
Ha pouco lempo live a pachorra de assistir a urna
festividade popular, annua, que aqui tem muita voga,
no Campo de Santa Anua. Quero faltar da festivi-
dade do Espirito Santo. Eu gosto de estudar o po-
vo em seus divertmentos, porque por ellos conheco
mclhormente seus coslnmes e ndole.
Nessas occasioes elle se aprsenla livremenle',
sua alma expandindo-se mauitesla-se tal qual he,
sem a mascara do constrangimeto. ^
Quanlo nao he elle digno de allepcao nessas oeca-
sies em qne se entrega ssm rebuco ao prazer Que
naturalidadc em satjj expressdes Onde se cncon-
traro pr ovas menos equivocas de ora prazer paro 1
Os ma natas em seus soberbos saines rodeados de
magnificencia, mergulhados na profusao de mil ni-
hilidades, poderao gozSt por momentos um prazer
vivo, sem que o agoevn cuidado, um temor, ou
ama esperanca ? Duvido. Para lanrar-lhes o fer-
mento do desgosto na mais pura alegra, he sufflci-
ente a ambirflo, que os acempanha como a sombra.
Deivemos a cada ciaste com os inconvenientes de
sua posirao, c passemos ao que importa.
U, quasi n'um dos ngulos do quadrilongo irre-
gular do campo, boje da acrlamarao, nma gorja,
dedicada a Santa Anua, que den o nome aquello
largo, do qual em balde o lem querido despojar. He
ella matriz; mas lile mesquioha, (ao humilde, que
mais parece nma ermida de campo, do que matriz
de urna importante corle. Tanto pode a incu-
ria ::!
Ncssa matriz, nao quero negar-lhc aba calhegoriai
existe a irmandade do Divino Espirito Sanio,' que,
no domingo proprio, faz levantar na porta da groja
nm bem soffrivel labiado, e representar urna farra,
a que ehamaui pomposamente imperio.
Collocam um menino sob urna especiede docel,
com insignias magestalicas, e o conservam assim em
ovpiisicto, depois de alguns passeios, por (res dias.
A corle, lambem de meninos de capa escarale, des
bu- a-so as vezes, e dansa em honra do Divino, ao
som de tamburis n'aqucllas casas, que os querem
admita mediante a esportula, que lem de reverter
em proveilo, creio da irmandade. Tambem sahcni
ao som de msica algumas macheralas a dansar
com urna bandeira, a que chamam /olas.
Ainda nao esl n'isso a poesa, o sanele da fcsla.
Arman urnas barracas de madera, ou pnono, bas-
tantemente esp.irosds, e cuidadosamente construidas,
ao correr do caminho, que passa pela frente da igre-
ja, cada qual com um leltrciro mais pomposo em
ledras m,iius na-. Para all concorre immenso, e
inraloulavel povo, de lodos os sexos, idades, e con-
dicOcs. Alli ha urna amalgama de classes, de sorle
que se encontra o mais soberbo arislocrala com o
mais humilde pichen, sem que aquelle repare n'cs-
le, e nem este deixe de acolovclar aquelle.
AI pateco um nivclamcnlo social (al, qne me pa-
rece que, s por aquelles dias, reina urna verdadeira
Igualdade o .mslilucion.il, salvo erro.
As laes barracas lem as frentes muito bem Ilu-
minadas, e cada qual mais enflatada de maiores cx-
quisitiecs. He alli urna especie de feira, onde se
encontrara muilas, c variadas cousas. Algumas ven-
dem somonte bngiganga-, c quinquilleras, oulras
Icnlan os sorlcs, oslas vcudem rereseos, aquellas
bebidas, aqucll'outras sito casas de pasto.
Quasi Indas lem una especie de circo, onde qual-
quer com seus ."Oo.ou I9OOO rcis.pode ser gimnsti-
ca, curro, dausado, etc.
A frente da igreja he completamente Iluminada, e
oficien- una liudi-siina vista, lina bella musir
Inililt tocarietspecas; e nos iniervallo, utu hjs-
tradicional lera visto,
embrados accessorios, j
ara Iluminar aquelle
joven para a-
ddque asae-
jdmeDta conservador de
polar houve oulro no
o qual he extico;
'Faltadas corridas. Eu
I nao pertencendo aris-
ser obsequiado com
com a lermologia do
aaregras da hipolo-
llooia o hisloria das mais
demasiadamente si
brilhante quadro.
char as fructa
tuaes. O pi
seos eostum
Antes desse
Prado para a
e Irata-se de acli
nao pude assbti-lo,
tocracia, ttoilve a honrar
Trato.il Wat me cm >
brfttqaedo, A folganca,
ta,-.a*uf*clFe*ii'gi
puras ra*jBs|KvaUaraai uareutao solicitar um car-
tjHo para pnmeirs corrida,3 descrever-lh'a secun-
dum arttm m!iin ^abI seido numero dos gentle-
mcr.viders, e nem presta dquehrar as coslellas pa-
ra ser um dos jokeis, massapnnho quo me nao sera
difllcil conseguir o cargo derc/om, e assim ler en-
trada no rarc-course.
lluu veram apostas, nao IA ferinas como na Ingla-
terra, sobre o cavallo vtncedr; e o farol i I ha leve
de mais um quasi em rizode um porque, para
perder a victoria. Dous adtrbioi lhe roubaram o
primeiro premio. De que t dependente a gloria
de um vencedor 11 Um 71101 c um porque, derri-
baran] nm colosM em Walebo... Devem ser sap-
primidos Ifass- o porqu\t bera das notabili-
dades.
sem njior hovidade.
miar qExms. D. Maooel c
se balido sesquarlcl com os Exms
ngeiros.
es Vamos dnal a peior, e breve
proTaodo abytoo. Libera tu, Do-
vamosbem cm perigo. In medio
que estas jpoudam iir sacces-
de seus anleccores, estes apresen-
lm exceptfio peremploria dnao haverem reee-
bido as pas^laB por heranca. Auelles teimam com
a inlervenrao do governo as leices, estes expli-
can) qoe se iileressem como hoem innocentemen-
te, e nSo cunta ministro crimiksa e abusivamente.
Aquelles nao admitiera a eccerio, e insistem na
accusacSo, e cites dizem que ofixm. Vergaeiro sao
adoptava laes principios, quana minislro.
Aqui nao houve remedio sem o es-ministro re-
correr distinecd, que havia casado. Para vi-
lar essas eslaladellas he qua, o 1 m. 1). Manoel diz,
qua nOqquer ser ministro,
Se elle nao eslava
eslimaro os que d
Em laes queslOa
nao li ainda,- um aecus*
seja tirada de lugares
o precioso temp
rumar jo s costaTma
dend o um de v idaw '
ltimamente ha^<
ressanle.

ni razao, e muito
esteris, por quo
i-emorraa, e que uo
-se consumindo
velhinhos ar-
idade, e per-
Ma episodio inte-
Um individuo, que tem sobejofireta a" um cu-
bculo no hospicio de Pattao^I, 1-anlou-se na ga-
lera da parle do mar, tf 'otaom que era lida
a acia, e prelerindots frmalas \. lamentaros, sem
obter, e nem mesme- pedir a- J>a ira, sie osus ab
alto: Senhores, qneVo que lotlfeh-ontas aos abu-
sos do imperador e do ministro d; uslic. Vos ga-
nhais para anresenlar os abusos, -eseotai-os. De-
fendei a rcligiab Ca(holica lloni a.... Eslava no
maior fervor de seu elhusiasmo, lando um per-
manente o convidou para deixsr a ibuna, roas elle
conlinuou apostrophandoao soldad Vos nao me po-
dis rnubar o direilo de petico. ,ll est, apnn-
lando para od-n-inio Itrrnz, o: Angelo Ra-
mos, que me conhoce.... A nuda alndeu o solda-
do, ecandnzio o Mnahtnuniuisci ra onde. Nun-
ca orador algum caplou lanth'alloi.o, e guardar
lo religioso silencio.
O orcamento do imperio tem solTlo alguma dis-
cussao, e cm abono da verdade a cara, deixando
as uppu-iccs acinlosas, as accusa< 1 banaes e re-
oriminaoues pcssoacs, lom eucctai ana dSCUSS3o
esclarecida e scienlifira, lem-se ele > allura cm
que deve estar. Cada um lerabrai melboramon-
to, cada qual combale, ou sustein dea, quo lhe
parece mais inleressanle 011 racnosu ; e assim, co-
mo nao ha capricho, as boas ideas s aproveiladas,
as realisaveis pralicadas, e ficam coi guadas as que
demandaro lempo e dinheiro.
Ha poucos dias, disculindo-se a ci ada de dous
supplenles pela Babia, appareceu ui pequea 11-
crepatao ao governo, por n3o haver edido liioiu.n
cmara para se conservaren! no es cicio de seu
emprego os depulados que sao pres mies. Achci
justa a censura ; e certamente o gov no nao pode
faze-lo, c ncm procede o argumento haver dado
a cmara seu consenlimenlo tcito couservacao
delles, quando volou a entrada de 'Us supplen-
les; porque tal entrada Toi votada | a completar
namcro, como Toi a de um suriplen por Minas,
apezar de constar, que o proprielarios*lava cm ca-
minho. Havia una Talla grava, aunara Iralou
de remedia-li; nal em boa lotii n^oem dir,
que esse remedio filho da necessidade justificou a
falla do governo, ou dispensou-o de urna obrigarao,
que lhe he iinposla pela constituirn. Menos apro-
veitam os procedentes, porque, quando sao contra-
rios lci, nao procedem, nao consliluem caso jul-
gido.
Eu entendo, qoe a augusta devia ser muilo
ciosa de seus direitos, para que om a um nao vio
sendo usurpados pelo governo, que sempre (ende a
centralisar em si lodo o poder, alargar o crculo
desuas allribuiros. Quando om dia a augusta qui-
zor reivindicar seus direitos (era de encontrar o ri-
so de mofa, se nao os conservar intactas. E quem
me manda entrar emquesloes, que me nao impor-
lam? lie forte mana !!
A salubridade publica continua sem alterarn.
Exceptuando os easos de algum tubrculo palmo- ,
oar, cada qual vai morreudo quando lhe chega a
hora.
lisiamos na eslaro dos bailes, e cada um vai dan-
sando para afugenlar o Trio, que nos vai iuvadindo
surraleiramenle.
Eslou ancioso por ver a procissao de Corpus
Chrisli, que dizem-me, he digna de ser vista. Dos
queira que lenhamos bom lempo. Eu lhe direi o
que vir.Au relolr.
22
Amice'.Salutemvlurjmum ele. Concordia e
tranquillidade, interna eternamente he o que lhe
desojo ; assim como ios nW0samg0Si Mja MtKlo-
sas lerabraucas sempre me ay,mpanhaiIli
Tenho summo prazer em co^muoicjr.Uje, qie
patria contina ovaul': nocaminln aa civiliwcaa e
progresso, sem o menor impecillio ; aae ceSso a
febre da agiolagem das aceces do flo^o Com pre-
jaizo de alguns tolos, em proveilo dos Mirtos, que,
exceptos os triduos depois da chegada dos vapores
europeus, poaco nos oceupamos da guerra Vl/0-
franeo, rusio-turca, e finalmente que a salttbrUade
contina sem alteracao nolavel, pelo que siguas
apressados em partir desta para a melhor vao-se ap-
proveitando dos meios, que Ibes ministra a fertilida-
de de suas imaginares, dando dcst'arle substitutos
ios tubrculos pulmonares, hepatitis, gastro-inlcri-
les, etc.
Os vveres crescem em caresta de dia em dia ;
bem como os vinbos, o que he urna verdadeira cala-
midade para os sacerdotes de Bacco neslea diu da
fri, nos quaes eu e muita gante, lastimamos nlo
termos 13a como carneiros.
Por urna reaccao, propria de nossa nalureza, eu
que, at pouco lempo, me havia conservado em re-
colhda apalbia, alirei-fne aos diverlimeulos, que fe-
lizmente leem suparabxtndado nesta quadra, e hei
andado n'uma aclividade tal, que quasi me nio res-
ta lempo para nada, mais, eso a Torca de minha pa-
layra me obriga a dar Iregoas ao meo tadiiimo, nao
se se a palavra he expressiva, para escrever-lhe
urna estirada epstola. Certamente ainda nao eneon-
Irei parle alguma deste globo terrqueo, das qoe
hei percorrido, em que mais diverlimenlos e passa-
lempos se offerecam, mais variados e apreciaveis.
Se as distancias fossem mais Tacis de seren venci-
das, se o transito Tosse mais commodo, as roas as-
nos immundas e o clima menos inhspita, eu quixera
passar aqui os ltimos dias de minha vida ; mas
quando deixo urna amavel companhia, ama aprecia-
vel rcuniao, um diverlimento agradaval, paseo por
urna transiro horrorosa e larnentavel, difllcil da
decresver, cqueso pode comprenhender quem j
lomou conhecimanta com estas mas, quem j as li-
vor medido a passos.
Vou entrar na descripejo do que lenho gozado, no
que j nao tenhoacaoharaenlo, pois vi ltimamente ,
estiradas no seu importante Diario duas de miabas
minuciosidades, excentricidadescbanalidades;o que
me habilita a crr, que lhe nao desagradam miabas
difusas descriprOes e impertinentes observacces.
Agradeco-lhe soa paciente bondade, e peco a con-
tinuaran de indulgente condescendencia.
l'u i convidado, no d a do beato S.-Antonio de Padaa,
qne Toi esbulhado sem embargo da prescripcao, de seu
lugar no calendario dos santificados, por um honrado
eohsequiador fazeiidciro de cafe,morador no Engento
Soto, tres leguas distante desta corle, para passar o
dia na companhia de sua amavel familia. En, que
ha muilo desejava respirar o ar livre dos campos, re-
cordar os poelieos bosques que via em minha poeri-
cic, saudar a providente nalureza em seu (omplode
verdura^ admirar o roo reino vegetal, assim como
ver um maclmiismu completa da manipulae/io do
cat, qoe (em de ser um imporanUseimo ramo de
noasa agricultura, substituindo, em grande parle de
nossos terrenos, ao oneroso, difllcil e pouco lucrati-
vo planto da canua, nSo poda desprezar urna occa-
siao azada, que a fortuna me deparava. Sem rae fa-
zer rogar aceilei jubiloso o obsequio, no qae dei
inequvoco prazer ao digno fazeodeiro, que, igual
em franqueza e hospitalidade aos nossos do serle,
aio ponpou esforcos por tornar-me agradavel aquel-
lo da, que sempre conservare! em lembranca.
Fiz a viagem era um carro, que me conduzio lao
commodamenle quanlo o permiltiam algumas des-
igualdades M estrada, um pouco descuidada; mas -
qoe nao lem a menor compararaocom as que lenho
percorrido nesse norte.' Le.vava amavel conupanhia
para me parecer longa, e posso asseverar-lhe, que
por tal forma desejaria viajar teda a vida.
' Descrever-llie as bellas cliacaras quevi, os elcgaa-
les edificios que se osleotavam na estrada, as piltores-
cas campias quo se apresootavam de um e outro
lado, as bellas camarina, que enGleradas orlavam
os caminhos, que conduziam ao prtico de airosas
casas, os mageslosos montes, que surgiam como de
repente dianle de nos para embaracar-nos o cami-
nho, e dos quaes zombavamos transpondo-os com
urna curva, os murmurantes ribeirinhos, que atra-
vesamos, os ricos jardn de variadas e rarsimas
flores, que deixavsmos direita e esqaerda> he Ira-
balho mil vezes superior s debis forras de minha
penna.
To variada e piltaresea vista, lo bello e deslum-
brador quadro, elevou meu espirito etherea regan
da poesa ; e posso assoverar-lheiqoe jamis senli Ulo
agradaveisesaudosas sensaees. Parecia-roe estar
em ama regiao nova, em um dos oasis orieulaes,
laes quaes os concebem e definen) as vivas e poticas
imaginaecs escandecidas pelo opio. Uozei nm des-
sos momentos felizes em que o homem se approxima
um pouco bemaveoluranca. Momentos deliciosos,
qaedesapparecera como o sonho, deixando apenas
de real os tragos quo percorre em diflerentes sentidos
a saudosa recordarn 1...
Nao lhe poseo dizer qual o poni em que linda
esta grande cidade ; em todo o caminho segu por
urna continuada ra, dividida apenas em secones
por largos maiores ou menores, mas orlados de ou-
lras ras, que Ihes formara os quadrados, interpola-
da por chcaras, cujas frentes lem lindas grades de
ferro e mageslosos porles do mesmo. Essa ra se-
gu todas as > ari15f.es do solo, j descendo, j s-
banlo, cm mais ou menos pronunciados declives.
Como lhe disse, a estrada nao esl bem conserva-
da em cerlos ponlos, e quem nao estivesse t.o preoc-
cupado, como eu, o sentira pelos salavaocos do
vehculo; com ludo por mais de nma vez Tai disper-
tado de meu xtasis delicioso pelo choque de um
ou outro companheiro arremessado sobre mim por
algum dos encontrados movimentos do carro, sal-
lando em urna barroca c desla sobre um ponto mais
elevado.
Nao he possivel conservar por muilo lempo pla-
nos os caminhos, que sao trilhados diariamente por
nmeros vehculos, e que servem de leilo s aguas,
que pelo invernoso desprenden) dos morros, que os
ruam. .
Reconheci que a larga distancia se observa a par-
licularidade, que j lhe nolei, desla capital. Em
qualquer poni cm que se achc estar com lodo o
seu horisonle visual, al certa allura, limitado por
morros. A cidade, as ras, os caminhos, serpeuleam
entre elles, os lorneam, mas sempre encontrando
oulros, que os cercam e conservam ao observador a
illusao de achar-se em ama grande cisterna.
Depois de qussi duas horas e meia de caminho
chegaroos ao portan da fazenda. Entramos cm um
camtnho plano, recio, socado o coberto de fina rea,
orlado de duas longas filciras de mangucirat, nao
coflossaes como as nossas, mas de mediano lama-
nho, que, nao sendo sufllcientcs a assombra-lo, com
Indo o lornavam magesloso. No extremo dessa estra-
da, e em um largo, onde exislem dous bellos cara-
manchOes, servindo de ngulos mesma eslrada,que
volla sobre a esquerda, nos apeamos.
Subimos um plano inclinado artificial, e nos acha-
mea cm um largo terreno, lambem artificial, limita-
do por urna muralha, ao p da qiyl exislem bellas
camarinas era linha, que a circula. Nesse lerreiro
vasto secca o f.i/.ondeho seu caf, Nelle estavam
uns poucos de escravo'-., dansaudo t tarando os airo-
\
I


adires instrumentos patrios, que por mutiotouia
c cpulsivu som, bem deuolam o i|u,i .'<' dilTcrem os
o aos audiTM dos que os langam '>>>* dilettantis
un ido-, que frecuentara o iliealro 4'rico. Aquello
.rru'nlo infernal, que lhe uo he Mi'anho, irrita o
individuo menos nervoso.
Mas nquolle he o alegrlo dos "felizcs africanos,
aos quaes anda nao alcancuu civlsao^lo, dexa-
lus divertir-se a seu modo. C|la '""rao tem sua ei-
quisilice. j
Atravcssamos oquadro e nreraos de subir una
esrada de pedra que condura uulro qoadro no cx-
Iremo do primeiro, e que IK Gca bstanle superior
i'in allura, e tambein eitreado por uma muialha
sobre a qual aclu-sc collada um gradara de fer-
ro, que lhe d nioitagrad- formando un bello pas-
soio. i;m;>oulra iinha lo camarinas acompanha a
ni ni ,i h.- e lauca suas ombras sobre o terreiro, de-
fenderlo a casa, que ti acha all collocada dos raios
du sol- I>' u- bustos ie mirmore, representando a
primacerafta urna liida mora de lypo grego, e o in-
<*jwnii im robus!) velho, modellado sem duvida
pelo afmalo Muios, obra do cimel de um celebre
cscuiplor, ijo noaie me escapa neste momento da
memoria, ie acliam collocadas i entrada d'aquclla
in.ins.ui de prazer, e innocencia campestre, He
nutil desci'ver-lhe a casa, snfliciente he diier-lhe
que all ni taita a menor cousa necesitara ao com-
modo e uo, e em ludo se obserra unx modesto
luxo. Oaji a um entendido avallar a fazenda cm
utos contos do ruis.
izer-lhoa amabilidade, a candura, a in
ncaoladora franqueza daquella famli
coulnsfluaei
N| reme
maJ |ia,
quati du
l'oderc
uoceule
rcspcitav
Certam
todo o el
suas virtudes sao superiores
ule nao
gio.
Nao leiiho a menor probabilidad de que ella 10
estas lnbas, portante nao pusso ser averbado de/li-
songeiro.
IJvas bellas jovens, lindas como os amores,
das coraoa innocencia, sao os alijos proleclo
quella mjnsao, sao as encantadoras fadas d
delicioso Icdert.
Urna cillas loca soffrvelmentc piano,
muito jo*n, he delicada em bordar quadro
sagens.
Un naco de ama educarlo arcurada, man anda
nao confuida, eslava em rcstabeleeiinculo de peri-
goa enfiimidade. para contuuar seas trabullms es-
colares.
dencia,
redor d|
Urna
eslava,
musir
dos
O vr o par, progenitor de IBo digna descen-
loslrava o praicr, que o possua de ter ao
si seus fruclos, c seus amigos.
>utra prenda (aaprcciavel alli exista, e all
lis est casada com um amavel joven, c
rgulhosa duas lindas meninas, fructo de
cu liyri Micu, que sao os retraaos em miniatura de
sua ma
Acha os muitos oulros convidados, Iodos delica-
vaMeiros, e bastantes senhoras, as qnaes
4



mcrecii i alinelo, quando nao todas, por sua for-
por sua amabilidade. He indubitavelmente
ao carcter das fluminenses a amabilidade
c delicadeza no Iralo, quer familiar, quer dos saines.
Sao v ertadeiras ranhas.
('materia nobreza de porle, umdesembaraco ho-
nesto, njna amabilidade seria, tna illuslrarao, cm
algumalsuperi^ urna agudez epeuelra^ao, as tor-
nara merecedoras, prmeira vista, de eslima. Se
o cvdcJ Diogcoos as vira, respeiloso se desbarre-
tara ; cortamente encautoiado em sea dorna, nao
teria aimpolidez de dzer a urna deltas, que se rcl-
rasse pira lhe nao roubar os raios do sol. O sol
linha de diariamente, mas urna bella prescuca
ncm sofipre se lhe.facilitara. Logo que me foi pos-
sivel n ver a machina de preparar o caf. Est
ella ciykicada em urna aceiada .casa, que em nada
se assetietha as em que se acliam as machinas de
nossos (endure- de engenho.
l'majroda locada por agua, da movimento a urna
especie de moinho emque se despolpa o caf, que
he iininedi.llmenle e no mesmo acto lavado por
agua levada alli por urna bomba tocada pelo mesinu
m.iidimisnm, a agua condaz a casca, e o caf cahe
em um deposito ; da movimento simultaneo a nns
pomos de piles em que he rocado o cafo ; ajii
vmiiMor.....le he pendrado., e dividido em tres
sorles, ou qualdadeSj_rlo lamantio do gi Ao, passao-
do por l'rcs ftamk^lr- "IIWMr, tolas;
*^-"ln rin:ilna'*i ifr iU *!. o.....
a. prfTM TTjjes ludo aquello niachiuismo,
que mawvitha ao Vpnervador, e todo o seu organismo
he !anlnenle percebide. A machina- importa em
quatro pillos mil ris indo o vendedor administrar
sua corhteacao, que he feiU a cusa do proprielario.
ronco mais de um conlo poder orear toda a sua
despeza,|cxrepIo a casa, c o oacanamenro d'agaa.
Alli vlum ptimo quarto de banho fro, oude me
teria meeulhado se infelizmente nao estivesse Ta-
zando un fro agudissimn.
Visto draachinismo, passei a estribara du beslas
e dessa auo gado, pois nao consenlem, como nos, o
gado de miloao tlenlo, exposto as chavas, e dor-
mindo en charcos infectos de estreo podre, que
Ibes oceaaimam enfermidades. As vaccas de leile
receben) st.i raelio nocturna de graos e farinceos,
para o quetas mangedouras sao divididas, c por urna
forma sapelior s dos nossos cavallos.
O esteren prrecadado ecurtido emmni les he ap-
plicado ao alubo das Ierras, porque aqui ja vito co-
nheceado, qte as Ierras s cancam, quando nao sao
ferlilsadas. IPassci aos armazens e notei o' asscio.
Ihias cslufis tecram o grao,'quando o lempo nao
consenle qie ^ssc servico seja feilo pelo sol; mas
nenhom corntpslvel nellas se consom, l'm quarto
hermticamente fechado, lodo de madeira, he suffici-
nlc a preservar o grao da humidade, e suas ruinas.
Paoes de madeira ja calculados, conlem o fruclo
cum lodon resguardo.
~. i.masrw^o as scnzalas, urna para pretos, e
oulra pira pras, lmpas, enchutas e arejadas.
Cada urra lera na grande (arimb.i. on^e dormem
os escra'os. Re^lhdos, sao fechados clave, e as
casas tem a suficiente seguranca.
No Ictlo de cadi urna das casas pende um grande
cauden. Por esh forma a saude dos cs:ravos deve
ser mellormeii'e conservada.
Dcnuro-nie Uuito do proposito ueste particula-
ridades, pura qne nossos agricultores apjrovcilom o
que julpram eouvcntonte. He conlra a humanda-
de. cout-a os nlaresses Aos propros agiicullores, o
rejirovto descuido, que alguns leem relativamente
a alimeilaro e dormida do vns escravos ; e, certa-
menlcscelles nao olbarcm com mais atlneao para
csses dots importantes objectes, donde partem a ma-
Niina prtc da morlalidade da escravatura, terao de
entir nais cedo do que pensara, a ralla de bracos,
que lemrin.
Cuidem da hygienc deseas escravos, ecouomisem-
Ihes asRrcas, nao os empregando em In ballios^uos
l'iaespojem ser subsliluidos, e mais'[.k lica medie
l>eUs innmeras machinas, que j existen, tratera
Je aprnveiiar as crias, c dar-lhes um ilescnvolv-
menlo cetivcniente, que pederao passar casa crse,
que se Ihcs anlolha assusladora e fatal.
Dcpoisque otuerve altenlamenle todas as prov-
deiirtas OS um agricultor sensato, passei a examinar
o que o .ictn goslo corrfeciona e arranja para o go-
zo, para mo>lricar, e dsfarrir os ncomnodos, e o
enjo ilc ama vida activa e laboriosa.
Fui ao jardim, qvc esui em comeco. Antes de
rliegar a rprle dedicada s flores, Uve de passar por
umapequina egraciosa poniede madera, muilo
bem consolida, lancada sobre um 1>eque 10 reaa(o
|K>r onde rrem as aguas, que locavam n machina,
c oulrasqa-sedtrramam dos morros crcu^nvsnhos.
t'm caranfcchaosobre aquella ponle,a resf ardaseus
assentosdoj raios dosel. He alli um agradi.vel abrigo
para o hunx-m, que se quizer abysmar cm profauo
;ii'ii.-amenlo Ea quizera all passar alguns momen-
tos no domino da reminiscencia..... Quando en-
trei naquelh mansao da poesi.i sent as saudosas rc-
nirdacoes de urna frondosa gamelleira, ende passei
ilsumas hons naainavcl compauhia de amigos sin-
cero, e leal que boje eslao bem distantes uns de
" 1
I ledo o jardim, passamos ao grande pomar,
que Ao em qualro seceocs por una enuiine lata-
da di reiras, collocada em cruz, c que cobre a
a grajicstrada do mesmo.
Aoje parreiral na fertlissima ilba de llamara-
c pot nroduzr centenares de arrobas de uvas,
cnlre|J quo aqui apenas l.ir.mj a China, as raellifluas sceleclas, as odorifl-
rasjefli as do Tnger, as limas de umbgo, os li-
moesfes, as ginjas.as peras, os pecegose marmcl-
los, abundara etn crescida quanlidade.
A na de capim de Angola, um dos importantes
roudinos desta corle, produz alli mais de qualro
:oulpjoiiaes.
remo do poenlc do parreiral ha urna
cujo tronco he rodeado de um sof
de tjarlira perfelamcnle acabada, cujos relevos
sao 'f'eiic couchinas de dillereiitcs cores, bem co-
010*0 le, que o acompanha. .Circula o tronco
da arvuma mesa redonda, ondo os amantes do
po^ilivi da vida, podem saborear urna feijoada
enn corihia dos melhores fiambre/, e oulras pes-
s^s dom goslo culinar, aflogadas em libanies
djo maiscdilado summo das uvas.
J Creice por mais de urna vez aqnella ara da
asinina ter gemido sob os fumegantcs pralos,
ireulaio muilo boa conipanha.
Umacnmpanbia seria para mim o complemen-
to do pao ; porem aquello da era de mais solem-
ne na rilaleira casa para ser desprezada a mesa
familiaiscus penantes.
Volla i casa, passamos urna belia (arde, e en-
cllentele.
Aindao eslava bem dcscaneado desse passeio
quando de assislir importante procissao de
Corpus fita, que aqu he fela com todo o luxo.
ijuanin im sao dous actos dignos de screm vistos
tiesta co; a abertura, ou cnccrramctvlo das cama-
ras, c a ;issao de Corpus Chrti, que sahe da
capella erial, Neste auno S. Jorge, e seu esta-
do maiocm como seus passavaules, aruutos d'ar-
mas, elc,i appareceram, o que ua opiniao de al-
guns desrou o acto, e na miaba, lornou-o mais
digno.
He esoJo descrever-lhc o luxo, e pompa com
que as irmeras confiaras c irmaiidadcs, se apre-
senlbm csuas insignias, bem como oluslrc que d
ao acto S. e sua corte, e os balalbocs de guarda
nacional,] rico uniforme, que a acompanham.
Notei qi cdrle foi muito limitada, c que os cor-
lezaos naistam muito de fazer um passeio de pe-
nitencia, irlo elles Uto innocentes, que desprezem
fazer um silicio em descont de seus peccados ? He
muila feliide se assim he.
Seto bafies de guarda nacional, muito bem far-
dados, e cexcellcnlcs msicas, acompanharam a
procissao, do anlcs feilo alas pelas roas por onde
devia Iran ; e em verdade nada dcixavam a de-
sojar, ncm; seus uniformes, ncm cm sua com-
postura e teza marcial.
Ncssa ma noite assisli a am grande fogo no
largo da Mo Bispo, um dos memores que tenho
visto, assimmo um dos mais demorados, que me
tem massadabusado de minha paciencia, com o
adendo de a frigidissima noite que me poz liri-
lando.
Antes poi de ir aquello largo fui ver no salao
da Forefaexpojiclo das liguras d cora ao na-
tural. Naoihcco os individuos, que ellis repre-
seniem. e pisso nada direi de sua semelhanca,
mas o trabalarlislico he tao dilicadamenlc execu-
lado, que amas figuras parecen vivas. Sobreto-
do nnla-se .i iressao das phiiiouomias, c olhos, su-
blimemente ipladas ;is passagens, em que se fi-
gurara.
O retrato e?. M. a rainha Victoria temum bello
semblante, n |iliisiunomia de fria reserva brit-
nica ; mas o-po he conlrafcilo, e a posirao cons-
trangida. 0-iucipc Alberto reprsenla mclhoro.
seu carcter marido subdito.
Lord Wclliloii me pareccu de nina figura muilo
vulgar, e aitidlima a cara de assombrado do lan-
ce da foidiinajuon aproxiraou ao grande collosso
no moraentoei qu destino lhe hvia marcado a
qneda. Parecenneuc ainda duvidaja do exilo da
balalba de Waerloo tai foi a convirrao cm qu
elle eslava de ufe poc- aproximar-sc aguia em sen
6o, qu- ficaraiiiudcleveis na face os signaos
de duvii p dcsaiiinurjuamu u mais. o ju'.i si..-
iautel orno quaTqt semblante inglez, sem cx-
pi o-.,, sem significar
Foi ccrtamenlc o q-maismagoou o hroe de
nossos dias, o ser venci,nao digo bem, o ser derri-
bado pelo deslino perai um liomcm, que careca
disso para passar postilado.
O cardeat Woluey leexpressao condigua de seu
nome. Em seu semljie meditabundo divisa-se
um profundo desgoslojuc o rala, envenena e
mala.
Augusto Frederico, de de Sasscx, e lio da ra-
inlia Victoria esto qaasi vcl com seu saiote escos-
sez. Ho urna figura uto para ver, embora nao
seja de phisionomia nota.
O infeliz Luiz Filippcoslra cm seu semblante
sua louganiniidade.'penacao c bondade, Agra-
davcl, elle parece seriarme oceupado de um pen-
samenlo profundo; cas nsde sua fronte nao dei-
xara duvida de que na. lia cabeca gbrain ideas
grandes, onde sao snbmellis i rellexo.
O principe de JoinvilUruc dizem nao eslar ao
natural, tem urna bella cara ; parece portencer a
um hroe ; lalvez qlc o firo o mostr.
Mr (Juizot est sem o seradc nariz; mas ape-
zar dessa falla revela benique he.
l.uiz .Napoleao.sc nao e: mal imiUdo, nadalcm
de notavel ; c somente noi olhar descobri a ex-
pressao da audacia. Nao sei ser aquello o olhar do
liomem, que reconslruio u ihrooo para nellc im-
poleirar-se.
O general Changarnicr n anlcs semblante de
polilico, do que de general Ha nellc um nao sei
quede maleabilidade, muiuropria para as crises,
mas que nao significa a lertdade necessaria a um
grande general.
O manchal Saldanha lemna figura rcspcitavel,
dizem-nos que esl bem retrido.
S. M. Calholica Isabel i esla horrivclmenle
caricaturada ; e dove ter razi serias de queixa do
director da galera, que hesaubdilo. O marido,
re D. Francisco, esl muilo m, e ser um lindo
liomem se he fiel.
D. Valdomcro Espartero teum ar emprehende-
dor e audacioso.
D. Mnrlin /.urbano lem un phisionomia sinis-
tra e repulsiva. D. Kamon Crera, e l). Thomaz
Xumalacarrcgui, sito bem pouoiolaveis, principal-
mente a par dos outros.
S. Saiitidade Pi IX, tem uisemblaulc agrada-
vcl, ainda que am pouco arando. Em sua phi-
sionomia revela-se alguma inUgencia, disfarcada
um pouco pela seriedade de snaosicao. A bondade
de cerarao nola-se a primeira va.
O principe de Melternicb apseuta om liomem
profundo. Niiicuem desconhe: n'aqucllc sem-
blanteo hbil polilico, e sagazdlomal.
O olhar do general D. Diog i Leao, no orato-
rio indica bem a derradeira cmfador vista sobro
este mundo, a primeira solre i icrnidade do lio-
mem hroe, para quem a |alairaniodo he varia de
sentido. O horror da more, js Igrimas dos ami-
gos, os consoloi da religiai, nao obram a energa
d'aquella alma, quese maifesla n seu olhar sereno
e concentrado.
No grupo dos ladroes, qe rouhram a madama
Belbal, lem figuras bem enressiT*. A criada sor-
prendida pelo ladrao no mnenlo om que descui-
dada enlrava, roostra em si senbante o susto, o
terror, levado ao allimo gr>.
A cenlrarao dos musculoda face, a collocaeo dos
olhos do individuo, que enrona com o lenfo, ex-
prime a dr, o descspcroimpolcnlcs, e concen-
trados.
Os olhos do bandido, quera o sarco de dinheiro
dentro da arca, moslram a ,arcza, qne o possua
"'aquelle momento lerrivel n que elle degolaria
. rcra :";: r is.a wlas "h;'8 s,,sci{cm' *cn,n pon"1"' "ue ,in,,a en5 *^ S
as icrem, err cada um delles os mesmos |iensamen- -
los, que ora, .eolito, me oceupanm...
Transpondia imnle ache-me entre rnai formadas
por labolciri. de mimosa, colorida relva, .jue debu-
< ham como rpe um lapede de quadros de mil cores.
As mais linda flores embalsamam o er. Senli a
falla dos alligo-os pnssarinhos. Parece que os plu-
mosos cantores dos bosques teem fugido civilisa-
co, c recasadeaos hab tan tes 'tas proximidades des-
la '.ipU.il suas suas livres e amorosas canr,oes. Ser
lalvez porque tiuham sido perseguidos, porque o ar
das grandes cid,des os ncommjd.ir ; ou o seu rebo-
lico e snssurrn perlurbam o sleuriu que
amaro.
DIARIO DE PERNAMBUCO SEGUNDA FEIRA 3 DE JULHO DE 1854.
as postas de pcixe, os ovos fritos, os pie, o craiu na-
turalmente.
J v |mis que empreguci bem me us mil rois, em
visitar aquella galera.
A poltica vai optime cum laude, <' H """ he cero
he ben trvalo o pensamento que a di rige.
Cada qual procura ciinciliar-se coi.'lurme podo, c
o grande ponsaniciito, o furor politic a moda do
dia, he conciliar-se, e conciliar. O snciliam-se os
dgnssimos com o pagador dos subsid ios; conciliam-
sc os mais estrenuos opposicionislasccm o ministe-
rio, couciliani-se os logistas da ra do Ouvdor com
as no-.s algibeiras. Estamos em am .jubilen polili-
co, no qual domina n aoligo rifan ebu I"*' queres
miracuta d c tintan.. Oh genio da.' conciliar/ies!
atira sobre mim la benrao vivificador |1 Amen.
O I). Manuel lie que parece iuconcil javel.e vai se-
cundado pelo Hollanda, arrumando qt Este Ultimo ainda ngastado contra as maiorias,
disse, que os ininslros cram os eunucliO*, e a maio-
ria o serralho; quaes serao as odalisca.", c quem o
sullao. O Exm. nao coinplelou a mel hapbora, um
pouco atrevida. Ilouvcnim suas recia maees, mas
o nobre senador fez ouvidos de mercadi ir.
Na augusto continuara as discussocs calmas c i 1-
luslradas; c o pensamculo ministerial aminha sem
novidade.
Alguns aii-uiom tempestado depois dessa cal-
mara, mas eu nao pens assim, ao men os l,or este
auno.
Nada mais sei que morera menrao, t'xceplo que
um individuo, i cediendo um bofeto de oulro, mor-
deu-o em dlTerentes lugares do rosto, lirondo de um
delles um naco de carne.
Admiro a pachorra de ambos.
PERNAMBUCO.
,.
RECIFE, 1 DE JULHO..
AS tf HORAS A TARDE. I
RETROSPECTO SEMAI"AL.
O faci que exclusivamente preoecupou a altencao
de todos foram as copiosas ebuvas quecahiram du-
rante quas toda a semana, e os immcusc'S estragos
que a ebea causn em diversos pontos da provincia.
Sao incalculaveis as perdas occasionadas por seme-
Ihanle calamidado. Nata cidade tomos de lameular
smenle o desabamento de cinco arcos da matriz de
S. Jos, da casa que se eslava edificando na roa do
Crespo, e a ruina que sofreu a ponto do Itccife.
Segundo as noticias que temos recebido, S. Anio,
Po-d'Alho, eliarreiros sutrreramdcuma maneira iu-
calculavel.
As nossas estradas queja inspiravam bel 'as espe-
ranzas i agricultura esto boje oampletarncnle ar-
ruinadas, e sera necessario sastareoi-se mui 'os contos
de rcis para que sejam collocadas no estad0 cm que
estavam.
Em consequencia dos mos caminhns pasta os ou-
lros pontos da provincia, nao nos lem sido possivcl
saber noticias do outros lugares ; entretanto, sesun-
do a nossa carta deNazarelh, os leilores veri lo que se
a chcia naquelle lugar nao causou grandes devasta-
cOes, comludo sempre deixou algans vestigios da sua
passagem : desmoronou urna pequea ponte, e deilou
abaixoalgumas paredes de casas de laipa.
Assim, segundo as noticias at boje con heridas,
ohserva-sc una coincidencia singular cm todos os
lugares onde a cheia se fez senlir, 'isto he, lodos os
successos tiveram .tusar cm a noite de 22 p '' ',
de sorle que lisia dos nossos dias nefastos I emos de
acresecntar mais os de 22 e23 dejunho de 1H>4.
Assim como entre nos, tambein cm Francii se sof-
frem as irregulares vicissiliides do mondoVhysico.
Segundo diz um dos nossos correspondeules di? Pars,
l n invern lem sido continuo ; de sorte q'ue esle
auno nem houve primavera, c tatveznao baja verao.
Paria lanto fri no principio de junho, como no me/,
de dezembro. '
Chegou boje ila Europa o vapor Tlutmes e d os por-
los do -ul do imperio o .V. Saltador.
A qucslAo do Oriente he scnipre a eveblinilidadc
do dia. li i, l rean lo ainda nao ha feilo algum d 'armas
nolavcl, a excepto de una balalba em Silislrl.-', onde
dizem que morreram 3,000 Kussos. O exerc.'o ex-
pedicionario ainda nao havia encelado as sua' IIC-
racocs; em Franca se estavam preparando tropas
para serem enviadas ao Oriento, e procurava--,e com
todo o afinco a alliauca das potencias do meio-diada
Europa, o convortor a neutralidad da Snccia c dc-
monslra(Oes armadas.
Dos porlos do imperio nao lia nada importante.
Conforme as carias do nnsso correspondente na corle,
veriio os leilores as^ecurroncias que tiveram lu-ar na
capital do Imperio.
COMAKC\ DE M/AItHTII.
15 de juaho.
I,rinripiarc por dar-lbc noticia da grand w*r-
tn #- ^wm tmutm aWli .Jo dUs |MCa'c. 1'mo, clfoito,
este anuo aiuda nao houvcram chavas tao cemadas,
nem tao abundantes, como as d'agora : o T'acu-
nhacm pela primciraSoz veiocom urna cheia,q',c o
poz decanto a canto, como dizem ; nao ha riacli,''
que nao esteja abarotado ; um |iequeiio arudc- que
ha pordclraz da ra do commcrcio desla cidade lem
cnchido lano, que esl invadindo as casas da mi'sma
ra, sondo qoe por isso, c por nao haver quem Pur
parle da cmara olbe para isso, maudou o Sr. ('ce-
nado de pulira por alguns prelos, que acbam-se ."a
cadeia, abrir-lhc um sangradouro, para dar sa ''''I'1
s aguas : as mas da cidade eslao de maneira que se
nao pode transitar, tanto he a lama, buracos, e ro-
gos, que por ellas se encoulra ; nado Ju abateil",e
urna estribara sobre Iros cavallos, brando 0m de ses
descadeirado. Emlim, estamos no caso, emque' *
podo dzer que as unhas dos bois, fallando ex-c ,r~
lezmenlc, amollccein. Ocixemos, porem, contin,1"
o invern, que em troca de alcuns incommou'us,
hade trazer vantageus racs ao paiz, e vamos: ao
mais.
Pelas 9. lloras da noite de sabhado (10) nao lis-
iante o temporal, que cnlao fazia, entrou por e*'3
cidade urna torca do destacamento volante, traz"-
do preso ao prcto Joaquim-grando, escravo de Aif'0"
no Miguel de Barros, proprielario do engenho Itri-
mavera, por Icr assassinado no dia C d'esle mez, e
no mesmo lugar de Primavera, a um pareciro. enju-
tara que Joaqum-grande sendo encontrado a."a
noite pelo dito parceiro furtando rojas' ao mesrt10
Sr., e recciando-so de que aquelle dcscohrsse, df's-
pacliou-o para ooutru mundo com algumas 'bordoi'a-
das, depois do que cnlerroii-n no maljo, c veio paira
casa tao fresco como quem tvesc comido um pnj'"
de doce. Consta-mc que Joaquimgraude j foi intcr-
rogsdo pelo Sr. delegado de polica, e que declaran
o crime com todas as circumslancias.
Lembradoestar, de que lhe dei indicia de l#r
Joao I-uz, por alcunba curumbaespancado1
por mandado de ccrlo chibante de Alagoa-Secca, a
um escravo detlenriquc Pereira de Mores ; o d|e
que este, por milagre de um certo santo, desistira
d'accusarao, depoisde ler apresentado a queixa cin
juzo.
Pois bem : o r. ju,iz municipal, por forra do dis-
posto na le de 26 de outubro de 1831, contiuuoi'
ex-olllcio nos termos do processo, inqueriiido as les--
lnonnlias;, respeito no dia 9 do mez que vai correni-
do : com este procedimento de S. S. era para ve '
o discursos (diatriba) nervosos e pathelcos, qui!
se proferiram em ccrla espelunca I Ms o juiz, pa-
recendo circumscrcvcr-se esle pensamento de na<'
sei que Sr. d'alcm mar (esses Srs. para ludo tcem
pcnsamcnlos) je toudrais tous plaire, mait
faime meuxtout sauteivai ca caminhosem dar
f de discursos, Saboudo que meslie Curumba he
criminoso de morle na comarcada Victoria, maudou
logo, por va das duvidas, lomar posse real e corpo-
razflo porque persuadn-me nao lhe seria ainda entre-
gue a de I i a quo alludo.
A mesma invernada lem sido causa de fallar aqui
o pao, a bolacha, e oulros gneros, de primeira ne-
cessidade; c como provavelmcute as estradas nao
hito de desembararar--r. to cedo, segue-se que senti-
remos essa falla or muito lempo.
Tambein pela invernada, nao podo haver a rcu-
niio dos jurados no dia 2:1, para que fora marcada,
brando adiada, segundo ouvi dizer. para o dia 27 ;
mas, pelo geitoque o recado reva, ho impossivcl que
so rcuuam nesgo dia em numero legal, pelo que fico
com bem med, de que me lecrulem, fiara dar sen-
tencias de arroba o meia, o quesera urna grandein-
justira ou autos violencia, pois sinlo verdadeiros es-
crpulos quando se trata do julgar, marnenle quan-
do sei que l so comparecen] mizeraveis e desva-
lidos.
Agora que lhe eslou escrevendo chegam noticias
bciutristes dessa capital, e de outras parles; l)cos
permita que semclhantes noticias seno rcalisem.
Uzem que a cesa de delonrao ahalera-sc, que as
pona* doCachanga cdnltccifelanibemabateram-sc,
que a poyoaro do Monleiro ficara quasi arrazada
e que muitas casas (em cabido nossa praca, occasio-
nando muitas morles.
Tambera corre que cm Pao d'Alho morreram 5 ou
6 enancas dentro de urna casa, que o ro levou.
_ Contara igualmente que no rio Capibaribo de
(oianiiaafoKaram-se muilas pessoas de urna vez.
Dos quena que ludo isso nao passcdcficcOes.inven-
tidas por quem nao tem o que fazer, nem cm qne
cuidar.
Ouaun a esla comarca, o estrago mais nolavel,
qoe siirceileu.fni o abalimenlodc urna pequea pon-
to, que havia na estrada do Alagoa-sccca, a qual
pode dzor-se que cahio'mais pelo estado de ruinas,
cm que eslava, do que pelas endientes.
A vista de uoticias tao pouco satisfactorias, deixo
de continuar com a relacao de ootros successos, o
que farei na primeira orcasiao que se me oflerecer.
Mcscjo-lhc saude e que esteja livre das innuuda-
eoes. .V.
(Carta particular.)
um
REPARTICAO DA POZ.ICIA.
Parte do dia 1. de julho.
Illm. e Exm. Sr. Participo a V. Exc, que das
partes boje recebidas nesta reparlicao consta terem
sido presos: a minha ordem Simplicio Jos da Silva
por fazer parto de um grupo, que alaron ao subde-
legado do dislricto de Cariris na provincia da Para-
hiba: do juiz municipal da primeira vara Joaqnim
Antonio do Araujo Ciranha, Ignacio Josomes, c
Constancia Alaria da Conceirao, os dous primeiros
por se acharem sentenciados, e a ultima para cor-
receo.
Heos guarde V. Exc. Secretoria da polica de
Pernambuco I .o de julho de tbViiIllm. e Exm. Sr.
conselheiro Jos Rento da Cunha eFigueiredo, pre-
sidente da provincia.m; Carlos de Paita Tei-
xcira, chefe de polica da provincia.
Contrato das carnes verdes.
Relacao das pessoas que malar am rezes, mediante
a multa de 105009 rs. por rabera, ua conformi-
dade do art. 9" do contrato das carnes verdes, e
resolurao da presidencia de 21 de de:embro do
anuo prximo panado, sendo ditas multas dosdias
26 a 30 do crrente mez.
Total.
en
<
a
o
23 -
Q ^ 1-
ti
o
J Ci
SS
i*- C>
S a-
2 e.
13 8
5
Q
3
I
PC 2
o
o'
'* 3 ^=
^
DIARIA DE lERNAMBLCO.
manidadepara apoderar-sel'aqublla riqueza que
lhe acendera a criminosa chuma.
A morle <|c Lucrecia violai por Tarquno, e o
juramento de llrulo, cstao mto bem representados.
O hussar da princeza, ferd na ponto do flerasc-
vain, esl magnifico. lm c|,ini,mo llic d ao
vcnlre a ondulajao do moribuJo, que arqacja, e o
estertor aouunciador da proxia morle. L'm cirar-
gi.To, que com a lenta sonda arofundidade da feri-
da, esl lodo allencao, lodo t-dilarao, com lana
naturalidadf 1ue engaa vis.
Urna ceia que se acha sobre mesa, he tao natu-
ral qne vi n Jiis do um curioso mJdJm, de um sem-
blante amavel bailar separa dar se os mirisro*,
Polo vapor inglez Tlutmes, che gado de Liver-
pool, via Lisboa, Madeira, Tenerife c S. Vicente,
recehaMp* asearlas dos nossos correspondentes de
Paiis, Hamburgo, Lisboa e Porto, que lieam Irn
criplas em outro lugar desta fojha, e. bem assim ga-
zotiis inglozas, franeezas e potlacuczas, alcauraiido
estas a 13 de junho prximo passado, c aquel-
las a 8.
II -m que nenhum aconlecimenlo importan le, timba
escapado aos ditos nossos correspondentes, todava
acrescentaremos ao que nos commimicam em suas
carias,maisalguniasparticularidades colindas das ga-
zclas que temos a visto.
O governo inglez resolveu crear um novo cargo,
o do minslroda guerra, ao qual ser incumbida ex-
clusivamente a direccao dos negocios relativos lula
com n Russia. Cr-se que ao duque de Newcastle,
secretario da reparlicao das colonias, sera dada a op-
co, ou de aceitar o novo posto, nu de permauecer
no que actualmente oceupa.
O joven re de Portugal rhcgra a Londres em
paz c a salvamento no dia' dejunho.
Eis o que acerca delle se l na Retolurao de Se-
tembro de 12 de junho prximo passado :
p Os jornaes de Londres, que acabamos de reco-
ber, pelo paquete entrado boje, oceupando-se da vi-
sita do Sr. D, Pedro V corle ingle/a. dizem que
no dia 6 foi assislir aos discursos e pravas publicas na
academia de Eton S. A. R. < principe Alberto, a-
enmf aullado de S. M. cl-rei de Portugal e deS. A.
R. o duque do Porto, do principe de lialles, do prin-
cipe Alfredo e das respectivas comitivas. Acompa-
nhavam S. M. D. Pedro V. o seu augusto ii-man os
Srs. duque da Terceira, conde de Lavradio, visconde
da Crrcira, baro de Sarniento, o cavalleiro Mello,
o coronel Folque.
O duque da Terceira ao apear da sua carrua-
gem, logo conhcccu o general Sir John Milley Uoy-
le (actualmente um dos cav.illeiros militares de
Windsor) e lhe aperlou cordoalmcnle a niao.
No programma que se pnblicon para a abertu-
ra do palacio de crystal, no sabbado 10, declara-se
que dentro do edificio acompanharam S. M. a rai-
nha Victoria S. A. R. seu ngulo esposo o principe
Alberto, el-rcide Portugal, a I un i lia real, S. A. o
duque do Porto, eas respectiva* comitivas. O hvni-
o da railiha ser executado chegada por um co-
ro cumposto de 400 msicos de instrumental e de K00
vozes das diflerentes associacoes musicaes do reino, e
sob a direccao do Sr. Costa, o '
o O Times de 7 comeca o seu artigo de fundo por
estas palavras :
Posto que seja sabido que a visita do rei de Por-
tugal ao nosso paiz beencaminhada ao recreio e ios-
Iruccao do joven inonarcba, e uo a objecto algum
de importancia poltica, os antigos larosde amizado
que tem subsistido por sccnlos entre as duas coras,
"ieslreila e recente ligarn das familias reaesde Por-
ral d suas pessoa, que aqni chegou iidia II, accim- I lugal c de Inglaterra, e os favorveis auspicios com
pauhada, como convinha, c acba-sc bem guardada.'' que acaba de subir ao llirouu n re actual, do um
Esla diligencia foi ecicluada por um inspector de realce extraordinario a esta viaglem. 1). Pedro V.
quaileif.io de Alagoa-Secci; mostr Curumba quan- j anda nao complelou us 17 aunos de idade, e lem de
do se vio cercado, nao leve duvida, melleu mo aos decorrer mais de um anno primeiro que assuma as
aramos, c veio fra, sendo por.^jjo necessario desau- ( redeas do governo, de que esl hgora encarregado
darem-lhc algumas bastonadas, para o submetlo-
rem.
Esto successo provocou asirs do juiz de paz d'a-
quclle lugar, o qual cm seu zlesapontamenlo leve a
sem ceremonia de por ao juiz municipal pela ra
d'amargura, colirindo-odc baldocs, e nao se esque-
rendo lamben) de qualifica-lo de praieiro, que he a
incognil-de todos os problemas dilicois de resolver.
Alcm disso, proceden a corpo de delicio sobre as
bastonadas de Curnmba dizendo que hade lomar boa
desforra conlra|quem, nao sei.
Ora, tuilo isto deve dar bem o que pensar a ou-
tros, que n3o a mim, sobre a sorle de Alagoa-Secca,
oude se tem visto com olhosenchutos assassinar. co-
mo assassinaram, nao ha muilo lempo, ao infeliz
Herculano, e, h bem pouco, urna pobre niulher
por nao querer acceder as prclenees de um malva-
do ; onde se lem visto queimar mulheres a fogo len-
to, dar-lhes surras, c pralicar dez mil desatinos des-
ta ordem, sem que niuguem por tal se ini.ommode ;
e agora, s porqu prendc-sc a um roo de polica, a
um /vagabundo, cujo oficio he ser guarda-ensla,
quer vr o mundo abaixo! mas dexa-lo vr que
muitos bao de ser os que h.lo de ficar esmagados ile-
baixo de suas ruinas.
Agara vou dar-lhc una noticia que o hado encher
de espanto, (nao so assustc^ assini como cncheu-me
de iiidguacilo. Sumio-se a peca, que pretendais
representar dia de S. Joao! E cm que lempo'!
Quando nao era mais possivcl a subsliluica por nu-
tra, pela proximidade do da; c quando j liavam
distribuido todas as carias de convite Mal baja o
engracado, que lito desengranada peca pregou
aos mais! Nunca mais prora elle dos bollos do S.
Joao, nem seja chamado a tomar parto n'esscs mi-
gares, com que festejan! o nascimcnlo do dito
santo!
Essc pomo de ooro (silicet parts componerc ma-
ynaj apresentado nesse fostim, a que assi-liram os
dcoses, nao fin capaz de produzir maores dssensoes,
do que produzioj) desapparccmeiilo da iiicniionada
peca : qual aecusa os mais, qual defende-se, qual
agasla-sc, c faz protestos ; cm fin he ludu cuufusio,
e ludo zanga.
26
Oepois da ultima dala em que cscrcv-lhe {15 do
mez presente) as chovas foram em grande augmento
de maneira que muitos muros e paredes de laipa fo-
ram abaixo.o Trarunhaem subi a una altura amea-
radora, o as estradas d'aqui para i ssa capital, e iara
oulros lugarw nraram inicuamente inlrrcppUHto,
sen pal, o actual regento de Portugal. I)iz-se que
be um principe de rara perspicacia e comprehensao,
e se prope a dedicar urna parle da sua mcuoridade
a augmentar seus cnnlierimenlos relativamente aos
outros estados da Europa ; porquaiilo perlence a
urna familia que, cm mais de um excmplo tem real-
zado as venlagens do seu uasriinenlo c o esplendor
da sua posicao por um estudo assiduo, e luperiorida-
de em todas as prendas de urna pessoa Ilustre. Nao
luvidamos que venha a esle paiz bem preparado
lara apreciar as insliluircs e as forjas da Ingla-
erra, e desejoso de alcaucara estima c bemquercii-
;a do povo inglez. A lodos os respeilos convm
, ullivar oslas aniigavcis disposicOcs de parle a par-
I e, (lorquanlo, visto ler j passado o lempo em que
c uidamos de ligar Portugal a este | ai/ pela snjeieao
, le um monopolio commercial, ou por alguma as-
i endencia exclusiva sobro o seu governo, sempre se-
i linos inleressado, na sua proSperidade malerial, que
|. i'idc ser inliuilamenlc maior do que be, e agora po-
,1 eremos esperar*prcsenciar os resultados do sysleraa
,. onstilucional do governo que al coito ponto ajuda-
o ios a eslahclccer. B
ii Depois de mais algumas reflexes conclue ncsles
l, H-mos:
a Um soberano de animo firme c Mostrado que
c averno Portugal por alguns anuos com espirito de
| bcrikide e generoso, nao smenle habilitar o paiz
p ira crescercm opulencia, c resgatar-se da deplora-
ve'I siluacao de dividas nao pagas, mas lambem se
co llorar a frente dos negocios da pennsula e dar
in n excmplo digno do ser seguido pelos seus visinhos.
Ti ido ainda resto a fazer para desenvolver os recur-
so s naluraes do. paiz ; muito se tem foto para con-
solidar as suas insliluicOcs liberaos, porem, o mais
Hl ;urn peulior da alliauca entre a (ira-Brclanha e
1', r i uval, be o progreso que o mesmo oslado possa
fai'.cr pa prosperidade c no governo liberal, e on-
lia mos que aiites que o rci de Portugal deixc as nos-
s;is praias, lora recebido ampias provas de que o
in>. 'so inleressc nos dominios que elle he chamado a
ro ter, esl a todos os respeilos identificado com o
ser progresso no bom governo e com a fulura fe-
|c dado do seu reino, n
I \'o dia 1. dejunho n tarje receheu o imperador
dos Francaiea utr palacio de SI. t'.loud o presiden-
te, inomlirnsda mesa edeputados do corpo legislati-
vo, cuja sessao se cncerrou uesso dia. -Os ministros
esl; "m prsenles, assim como o presidente e al-
o, n inemhros da roiisrlhn deeslado. O imperador
e a ropfrs.lri eunversar-im com a majar parle dos
dcpulados. A recepeao prolongou-se al s 11 horas
e meia da nnile.
O Moniteur publica a organisaeao do exercilo
do Paris. Formara (res diviscs, sobo mandq su-
perior do general Magna. 0 acampamento do nor-
te ser i omina o la lo pelo proprio imperador, tendo
por seu chefe de estado maior o general Holln.
Couslar esla torca do tres eorpos do exercilo, sob o
mando dos gcucraes Baraguay d'Hllers, Guesvil-
ler, o Carretel.
Estava-se formando um grande acampamento
proxiiro a Boulognc. Empregavam-sc a pracas de
muitos regimcnlus cm construir osle acampamento.
O acampamcnlo do Meio-dia ser mandado em che-
fe pelo general d'Hautforil.
No Bltico e no Mar-Negro, nada do importancia
temoccorrido depois do bombardcanicnlo de Hango
e Odcssa, pelas esquadras alliadas e da tomada do
Tiger pelos Russos. No Danubio porm tem bavido
varios lirotcios, uns em vantagem dos Turcos, ou-
lros dos Russos, Silistria continua a residir vale-
rosamente aos assaltosdo inimigo, mas he fura de du-
vida que, a nao ser promptamcnlo soccorrida, ser
nbrigad.i a render-se.
O goveruador da praca MooM Pacha escreveu a
secuintt carta a Omcr Pacha.
Silistria, 21 de maio.lionlem sabhado os Rus-
sos atacaram as fortificac/ies exteriores com alguma
Iropa. Procuramos repelli-los. e conscguimo-lo,
graras ao valor dos nussos soldados, com pequea
perda. Os Rnssos tiveram mais do 10 morios, efe-
ridos.
Hojc domingo, tiovatr.enle atacaram as fortifica-
efies exteriores. Durante a accAo dous cjrcassiauos
mussulmanos, lenles de cavallaria, por nomo um
Osman.e oulrullassau.abaiidonarama fileira.e passa-
ram para o nosso campo, com a inleurao, levados
polo seu amor ao islamismo, de nos palenlcar os
pr.ijcclos e os inuvimenlns dos Russos. Segundo o
que elles nos disseramos inimigos, dirigem-sc sobre
Silistria, com tres eorpos do exercilo.
Hoje,dmtngo,lencionam levard'assallo Silistria,
ou perecerem lodos ao p da suas mu ral has, e lo-
mara todas as disposicocs para lograr este resultado.
a Agora mesmo parece que o inimigo quer teular
um ataque geral contra as fortifreaces exlcriores.
Todavia o fogo dos baluartes nao lhe permillindo
approximar-se, mandn fazer alto aos seus bata-
Ihoes fra do alcance de bala.
Em quanto a nos estamos proraptos, e as tropas
no seu posto para repellir o ataque.
O Jornal do Commcrcio de Lisboa Iranscreve do
Courrier de Marseille de 4 de junho a seguinle no-
ticia :
a O Thabor fnndem de larde (no dia 3) no nosso
porto, chegado doas dias mais sedo.
"TendnparlUo de Conslantinopla no dia-J.i.cncon-
Irou em Sin vina o Rcrlhollet que lhe entregoo des-
pachos urgentes para os governos alliados, receben-
do ordem de abreviar as escala, o empregar a maior
velocidade possivel.
o O marechat Saint-Arnaud, lord Ragln e di-
versos gencracs inglezes c Irancezes que o acompar
nharam na sua visita a Schumla, acbavam-se de vol-
la a Conslanlinopla no dia 23. No dia seguinle
houve um grande conselho a que assisliram os ge-
neraes cm chefe dos cxcrcilos alliados c os ministros
turcos, em presenca do sullao no palacio de Tchc-
ragan.
vFindoeste conselhocorreram divcrsosboaloscer-
ca dos movimentos que iam execular-se. Porm o
que corre como certo he que as divises franceza e
inglozii aquarleladas em Scutari, cujo efTeclivo he
de 16 a 17,000 homens, se dirigcm para Varna ; co-
mejaram a embarcar no dia 2, e loda a torca devia
estar emviagem no dia seguinle ou no oalr dia o
mais tardar. Em quanto aos francezes, dizem nns,
que vo duas divisos, uns vinle mil homens para
Varna ; outros afllrmam que iima'unica brigada ou
quando muito urna diviso ser enviada para esto
ponto, e que a divisau do principe Napotcao ficar cm
Conslantinopla. Isto he pouco provavel, leudo nos
razoes para acreditar que o principe entrar imme-
ilialamcnle em nperaces cem as suas tropas, se es-
l decidido, como no-lo asseguram, que o exercilo
sitiado vai operar na Roumelia.
A Imprensa e Le) Iranscreve o seguinle artigo da
correspondencia aulhographa cm Paris.
Os graudes acoiileciiiienlns van aproximando-sc,
e provavel he que dentro em poucos dias lhe possa
noticiar importantes noticias. As tropas anglo-fran-
eczas reunidas em Conslantinopla e suas immedia-
coes, podem ser embarcadas dentro de vinle e qualro
horas.
Os navios de transporte estilo promplos, c espe-
ram no Bosforo e no mar de Mrmara.
As tropas expedicionarias, cujo numero sobe
prximamente a 50,000 homens, podem ser trans-
portadas em 3 dias, pouco mais ou menos, para os
punios que Ibes eslao indicados.
a Um dia basta para o embarque, e dous para r ho-
gar de Conslantinopla a Varna, ou Odcssa, ou Se-
bastopol.
Como nao entra no plano do cainpanha operar
em pequeas columnas, foi preciso esperar que chc-
gasse a Conslantinopla consideravel numero de 1ro-
pas.
O plano de campanha devia ter finado dcfinili-
vamenle tracado na entrevista dos 3 generaos em
chefe, Omcr-Pach, marechal Saint Arnou-l, o lor.l
l*'*in.i, pnro o ^e calo, aUtiaua atfiram no dia
18 para Varna, unde deverao ter-se encontrado com
Omcr-Pach.
Julga-sc que os generaes cm chefe, frauceze in-
glez, vollanlo depois a Constaulinopla, para por em
movimento as sitas tropas.
a A opiniao mais acreditada, he que se projecla
um alaque serio contra Sebastopol ; e no caso des-
le ser feliz, a Rusta ficar entao sempre sem a Cri-
mea.
u Nao ha noticias exactas das operaees no Danu-
bio, Silistria, aperlada por todas as parles, lera dse
render promptamenle aos Russos, se nao fr salva
por via de um golpe atrevido, o que nao he prova-
vel, porque Omcr-Pacha nao pode abandonar as po-
sicoes que lomou para cobrir os desfiladcros dos
Balkans, sem tirar exposto, cm caso do revez, a de-
xaro paiz livre ao principe I'askicwilsch.
lia grandes esperanzas de que a Suecia entre
finalmente na colligacao contra o imperador da Rus-
sia. Por algum lempo lilubcou nos perigos qae lhe
poda suscitar a alliauca.
i A Suecia nao est separada da Russia sean peto
golfo do Bothnia, que durante o invern se converte
n'uma verdadeira estrada de gelo, per IVi I a me oto pra-
(icavel, e por ah pode fcilmente passar um exercilo
russo sem a menor diflicuidade.
Esles perigos foram calculados, e parece que se
enconlrou meio de prestar um eflieaz apoio a Suecia,
conlra c seu poderoso viziuho. Alm disto promet-
leram-se-lhe vanlageus de consideradlo; e com a es-
peranca de esla recuperar as suas antigs posicSes,
parece que finalmente se decidi a entrar na colliga-
cao.
a Cerlifica-me neste momento pessoa muilo auto-
risada, que a diviso do general Forey, que olava
destinada a ornipar Alhenas, continuara a sua mar-
cha para Coustaolinopla, onde sao precisas muilas
tropas para altender s operaees do Danubio e s
expedices martimas que se projeclam.
Em lugar da diviso do general Forey, partir da
Franca oulra para a Creca.
Esla he a explicarlo ollical ; porm segundo os
ineus clculos a verdade he.que o re da Baviera re-
moveu co e Ierra ; que o imperador da Austria re-
clamou enrgicamente ; cque a Franca e a Inglater-
ra nao estao no caso de romper laucas com ellas.
Os gabinetes do Paris c Londres esperara que o
pe go que o re Ollion linha im pendente, c farn
mais avisado e prudente daqui em diante, a
A insurreicao bollenicaaehava-se exlincla nnEpi-
ro, porm na Thcssalia parece que os insurgentes
sauharam ullimamentc vanlageus consideraveis so-
bre as tropas turcas e atbanezas, as quaes talla redu-
zidas smenle aos pontos fortificados, entretanto que
es oulro' dominam na maior parle das povoaces.
Os leilores sabem j que o re da Grecia vendo
oceupado o porto do Pireu por embarcarnos franee-
zas englczas, e lia capital amcacada pelas tropas
da mesma narao fora obhgailo a aceitar o ultim-
tum que lhe toi apresentado. Eis aqui agora alguns
pmmenuresacerca diste aconlecimenlo extrahidos
do Jornal do Commercio de Lisboa:
(i No dia 25, depois do meio dia, os navios qoe
transportavam a diviso expedicionaria chegaram a
vista do porto e vicrain uns apoz oulros lomar posi-
rao, visto que o ancoradoaro tem punca capacidade.
Toda a noite andar,un numerosos escaleres de uns
navios para oulros, commuuicando ordeus, c vi-
giando as inslrucoes que se haviam dado, ludo is-
to annunciava graves aconlecimenlos para o dia se-
guinle. .
A's horase meia, as chalupas armadas em
guerra com nina peca do arlilharia a proa, e os ma-
rinheiros armados de pistolas, aBordaram a navios
gregos, amulados prximo da praia. A abordagem
fez-sc n'um abrir e fechar de olhos, as Iripolarfies
ncm se quer Icnlaram resistir. Os marinheiros fo-
ram conduzidos para bunio dos nossos navios, c os
ofllciaes foram mandados para torra.
As lanchas vollaram a reunir-so aos navios da
esquadra dcixando a bordo um ofllcial e a gente ne-
cessaria para guardar cada presa. O desembarque
comeeou'por destacamentos de marinheiros, na gran-
de praca. prximo da igreja, e os nossos soldados de
mar lomaram posico para proteger o desembarque.
As peras das lanchas foram postas om Ierra, e logo
murrao aceso. Tomaram-se posc,es; os alirado-
i es espalbaram-so por um grande espaerf para obstar
passagem de quem quer que fosse, c proteger o
desembarque, c ao mesmo collocarain-se vedetasem
todas as dirocres.
' A's 8 desembarcou a infanlaria de mariulia que
oceupou as posires das Iripolariles.
A's 10 horas linha concluido o desembarque. Es-
tovara cm (erra 1,000horneas de infanlaria do inari-
nha e do regiment7i.
Ao meio dia o general Forey c o seu eslado
maior, aronipanhados por urna forra, foram expo
rar os arredores o reconhecer o acampamcnlo das
tropas.
n i), nossos soldados estavam d'arma nn braco.
metade das tropas ainda eslava a bordo. Aguardava-
se o resultado de urna conferencia quo linha lugar
a burdo do Comer, linda a qual marchariam sobre
Alhenas ou acampariam em paz, esperando rcsolu-
c.ao das communieares entre a corte do rei Olhon e
a fragata almirante.
Ncstes enlronientcs chegou o minislro de Fran-
ca, portador das concesscs feilas pelo rci, que ac-
ceilava, bem contra vontade, as condiedes impostas
pelos governos alliados. As Iros eslava ludo con-
cluido, espalhamto-se que a-Orecia dava as pedidas
salisfaces Turqua e mu,lava o ministerio.
ii l'm barco a vapor parti a loda I pwia para
llvdr.i para cimdn/ir o "oneral k.def>i, que he um
dos memhros influcules do novo gabinete, o qual so
compe dos segundes iudviduns:
Maurorordalo, cmbaixadorom Paris, presidente
do conselho c ministro da fazenda.
* Kalergis, minislro da guerra.
Canaris, minislro da mariulia.
Argiropuulu-, dos negnos eslrangeiros.
(i ltiga-1'alamvdes, do interior.
- l1-vas, da iu-trurco publica.
Rigas, da juslica e ecclesiasticos.
o TalvH esto combinaban lilba de am successo
vilenlo, lenha denfro em pouco alguma modifica-
r.o. Todos os membros do gabinete, na sua maior
parle inimigos da Russia, impozeram ao rei coudi-
coes duris-iinas; a rainha anlip.ilhisa rom alguns
delles, e tem solTrido'frequenles alaques nervosos
desde a chegada das nossas tropas. Estes ataques sSo
mais violentos quando he misier communicar com
os novos ministros, ou cDntrahir algumas obrgac,es
para com elles.
As (ropas que desembarcaram cstao acampadas
prximo de Mimichi s orden- de um dos generaes
de brigada da diviso. As domis tropas seguiram
v i.i geni com o general Forey para t jallipoli.
as ni'gnciaees quese'li/.eram, propoz-se una
bandeira de al Manca, para que os gregos possam con-
tinuar livromcntc a sua navegacao.
Na Imprensa e l.ei leni-se lambem os seguntes
artigas sobre o mesmo respeito.
O Moniteur francez, publicou o seguinle :
Um despacho lelegraphico de Alhenas annun-
cia que em 26 de maio, o rei Olhon mandn chamar
os ministros de Franca c Inglaterra. S. M. Hele-
uica recebeu os dous enviados na sala do Ihrono, e
proniineiou as scguiDlea palavras :
Declaro que observarei fielmente urna realricla
neulralidade para com i Turqua, e sem demora
adoptarei as metidas necessarias para a eflectuar, e
com esle fm chamarei ao meus conselhos novos mi-
nistros, que peto seu carcter e intclligencia, sejam
os mais.adcqu.idos a .ocular o oompromisso da mi-
nha parte.
Mr. Wyse, como decano, respondeu :
Aprcssar nos-hemos a referir aos nossos gover-
nos as palavras que el-rci acaba de pronunciar, e
nao duvidamos que, desojando S. M. prestar seu a-
poio aos novos cunselheiros que se dignar chamar
para seu lado, s leremos de Iransmillir s nossas
cortes informaces satisfactorias da Grecia.
Belgrado 2 de junho. a
Marselha i de junho.
Eis novos delalhes sobre a occapartlo do Pi-
reu. r
No dia 26 de maio, depois do embargo dos na-
vios gregos, e desembarque de 3.000 homens das tro-
pas expedicionarias do general Ferey. prometteu o
rei Olhon a neulralidade, e encarregou um dos. seus
anligos ministros de levar explicaces a CoosUoti-
nopla.
Ao mesmo lempo ormava-se o novo ministerio,
que j foi noticiado, composto de M. Mauro-
cordato, presidente do conselho, e do -general Ka-
lergi. Pal.miedos, Agv ropoulo. Calligas e Isika.
M. Canaris, que lambem figura va na lisia mi-
nisterial, recusou aceitar as (uones que se lhe olie-
ron,un.
a Emquanlo a Maurorordalo, era esperado com
impaciencia.
" Em consequencia desl.i madanca, o novo gabi-
nete, segundo se certifica, chamar os-rhefes dos in-
surgentes, modificar o pessoal da corle do rei
Olhon, demiltir os funecinnarios confprometlido,
pedir ao governo francez que renuncie a meller
guarnirn em A Hienas e Syro.
a 6,000 francezes e inglezes permanecerao em
espeelativa no Pircu, eo grossoda diviso do gene-
ral Forey, anir-se-ha ao exercilo do Oriente em
Gallipoli.
" Em 2S de maio, partida do Primnuget, Alhe-
nas eslava tranquilla, e a populadlo pronunciava-se
contra a Russia.
a Os monjes do monto Alhos rcpelliam os in-
surgentes que inlcnlavam refugiar-se nos seus mos-
teiros.
A corveta de guerra, de 30 caolines urioric, e
o vapor Olhon, pertencentes ambos marinha de
guerra grega, estavam guarnecidos por tropas frau-
cezas.
Nos mais paizes nada de importancia hvia occor-
rido.
Em Londres os consolidados ficaram a 92 ) ; os
fundos brasileirns, de 99 a 99 } ; os portugnezes a
40 ; os sardos, de 8t } a 83 ;' e os russos, de 100 a
Pelo vapor #. Saltador, recebemos jornaes do
Rio de Janeiro at 22. da Bah^ at 28 e de Maceiu
al 29 do passado. Das carias de nosso corresponden-
te da corle, c dos extractos que dcixamos transcrip-
tos enconlraro os leilores quanto ha de intersse.
Na Babia e Macei nada havia de extraordinario.
publicacaO a pedido.
Pelo carlorio de notas, na ra do Collegio
desla cidade do Recife, se faz publico os segun-
tes extractos deescriplura,s para coiihecimento das
pessoas a quem possam ellas inleressar, celebradas
potos labelliaes Manoel Rodrigues Varella e Manuel
Antonio \eho Cabra! de Mello.
Escriplura de venda de urna sorle de Ierras, que
fez o morgado Joao Paes Brrelo, por si. e como
procurador de sua niulher I). Manoela Luzia de
Mello a Jos Ribeiro Leal Trras denominadas
Coroa Grande trato de limites, rererindo-se, en-
tre outros, aos rios Tintuga e l'ar-Siiiunga.1740.
_ Dita, do engenho da Torre; sito na fresuezia da
Vanea, qae fez o sarsemo-mr Filippe Rodrigues
Campello a seu sobrinho Manoel Rodrigues Cam-
pelloIrata dos limites.1786.
Dita, de urnas Ierras, com casas de vivendade-
nominadas S. Joao dos Polhbos na freguezia
de Santo Anio da Malla, qae fez a viuva D. Ber-
nardina da Assumpcao Ferreira a Antonio Gomes da
A'siimpcao Irala de confrontaces com o capitn
Joao de Sousa Leao, Francisco de Abren e Jos
Rodrigues de Sena.1787.-
-Dita, do engenho denominado Ilhelas silo
na freguezia-de Una, que fez Aleiar.dre He/erra
Cavalcanli L'cha e sua mnlher D. Ignez Sebastia-
na de Mello, por sen procurador Jos dos Santos
Lisboa a Fraocisco Jo- Peixolode Freilas, que hou-
vcram por diiacin que Mies lizeram seus pas e ne-
gro l.uiz Nuues da Silva e D. Anna Maria de Mel-
lo.1787.
Djla, de um sitio de trras na freguezia di Santo
Anlo da Malta, que fizeram Antonio Pacheco l.ei-
tao e sua mulhcr D. Mara de AI incida c Souza a
Deziderio Pereira, que bou v cram por Minio de com-
pra a Antonio de Oliveh-a esua mnlher I). Bernar-
da dos Santos refere-se s divisas sobre marcos
fincados.1787.
Ditas, de um sitio de torras na provincia das Ala-
uoas Guaxumaque fizeram Antonio dos Sanios
Cosa e sua niulher I). Maria Francisca da Nobrega
a Manoel Pereira do Azevedo Fojardas trato de
confronta toes.1787.
Dita, das propriedades Coquciros, e Ponte-e
S. Uarlholomeii silas na freguezia de Mu ibera,
que fez Antonio Lourenco ao_fapWittrAmaro ('.acia-
no Correa de Mellotrato de divisas.1787.
Dita, de urnas Ierras Bocea da Malla as Cur-
curanas, que fizeram Francisco Pereira esua mu-
lhcr D. Thereza Maria de Jess a Antonio Joaquim
limila-sc com Ierras de Nossa Senhora do Loreto,
pancada do mar, c com a estrada que vai para a
igreja.1787.
Dita de cesso e Iraspasso de 210 palmos de Ier-
ras as Cinco Pontos desla cidade, que fez Joao da
Cosa de Andrade e sua mulhcr ao mestre de cam-
po Francisco Xavier Cavalcanli de Alhuqucrque,
a respe.lo da qual se procederam s diligencias do
estvlo, por serem foreiras i fazenda nacional.
1797
Dito, de irrevogavcl doac.lo, que fez Francisco
Alves da Cruz e sua mnlher da quanlia de flOS rs.
em um sobrado de tres andares na praca da Pnl ao
Saiilissiiuo Sacramento do recnlhimcnlo das freirs
do couv enlo da Gloria desla cidade, deduzidos os
juros da lei de 253000 rs. annuacs, quo servir so-
mente para a compra de azeite ; e quando por ven-
tura deixe de exisler alli o Santissimo Sacramento,
passar esta doarao para a igreja da matriz da Boa-
Vista. 1797. '
Dita de cesso e Iraspasso das Ierras, que tem no
fundo da igreja matriz da Boa-Vista, foreiras c-
mara de Olinda, que fizera Joo da Silva Costa a
Jos Joaquim de Souza.1707.
Dita, de venda de Ierras, qae fez a irmandade de
Nossa Senliora do Rosario de Olinda a Francisco
Xavier de Moraes Cavalcanli, senbor do engenho
Jacuaribe, para a factura de urna levada nn mes-
mo engenho, que poder passar por outros sitios da
referida irmandade, com a condiean de que, pas-
saii'lo dito engenho a ontro possuidor, que nao se-
ja desua goracao, pagar de laudemios a quanlia
annuat de 20-5 rs., clausula quo ser observada sem-
pre quo mudar o engenho de senhorio.1798.
Dita de venda, quo fizeram o capil.io Domingos
Antonio Pereira e'sua mulhcr ao capitn Francisco
Cuusseiro de Souza, das proprieda los Macaco de
cima e do baixo silas najreguo/ia de Ipojuca,
cque se limitam cum o engenho Trapiche, Ierras
do Andr Ribeiro do Valle, ele.1798.
, Francisco Baptista de Almeida.
COMMERCIO.
PRACA DO RECIFE 1. DEJL'LH AS 3
HORAS DA TARDE.
Cotac,es ofllciaes.
Cambio sobre o Rio de Janeiro2 *, de rebato e a
prazo.
Descont do Icllras de 4 me/es7 % ao auno.
ALFANDEGA.
Rendimcnlo do dia 1...... 3:0273320
Descarregam hojc 3 de julho.
Barca inglezaCreamorebacal han.
Barca ingle/a l'hilomercaduras.
Barca ameriranaConrarl4 resto.
Escuna americanaDanciltcfamilia de Irigo.
Polaca bespanhoU.ii/erdiversos gneros.
Hiato bij-ileiru. imrliafumo e charutos. '
Importacao'.
Vapor inglez Thames, viudo de Soulliampton,
inanifestou o seguinle :
2 caixas ; a J. C. Rabe.
1 dito relogios ejoias, 1 dila amostras ; a Scba-
phoillin o\ C.
2 caixas relogios e joias : Souvage & C.
I i .iixi prensa de copiar, 1 dila livros; a Jos
Teixeira Bastos.
1 .i ii tu ii tli,, pinrois para barba: a L. A. deSi-
queira.
1 cana roupa ; a Schramm Wbalalv & C.
1 embrulho peridicos ; a Russell Mellors d C.
1 dito dito ; a Paln Nash & C.
1 ca xa ara ostras ; a L. Sr bu ler & C.
2 oinbriilbos amostras; a Brunn Praeger & C.
1 caixa amostras ; E. Didier &C.
I dila, dila ; a E. Burle.
I embrulho c 2 caixas amostras, 1 dita -'alan de
ouro ; a L. I.ecomte Feren & C
1 caixa amostras; a Lasne.
2 linas biibas ; a J. Tegslmeiflr & C.
1 caixa amostras ; a Feidel Pinto & C.
I embrulho amostra. ; a A.lley 4C.
1 embrulho amostras ; a A. C. de Abreu.
2 barra vinho ; a Adaroson Howie v C.
n a- /ONDULADO ERAL.
Rendimcnlo do d a 1. 7i(j-is
lIVERSAS PHOVINCIAS.
Rendimentodo dia I..... UaSH
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia I .... ia'ii'ikk
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do dia 1......2'2l4a07i
RENDIMENTO DA MESA DO CONSULADO
PROVINCIAL 1)0 MEZ DEJUNHO.
Direitos do assuear de 3 por cenlo. .
Dilos de 5 por cenlo dos mais gneros.
Capalaza..........
Decima dos predios urbanos. .
Meiasiza de escravos......
Escravos despachados. .....
Novos e vellion direitos.
8:778j>0.Vi
, 5.09HW77
7053920
i 9:8363*89
1:0683751)
2003000
223a066
133200
1:6723563
Emoluraeulos de passaportes. .
Sello de herancas e legados. .
Matricula das aulas de inslrucco i
perior........... 158000
Imposto de 3 porrelo. .,.. 88.58195
Dito das casas qne veiidem bilheles de
lotera..........3:0)00000
Dito de modas. ......... W800O
Multas.........jj 648639
Cusas........r~T 531*0
Joros. ....... y,. 3226
MdMH8l
Mesa do consolado provincial 1 de julho da 1854.
O eseripturario,
u: de Azetedo Souza.
'< XXi li
PRACA DO RECIFE I. DE JULHO DE 1854, AS
3 HORaS DA TARDE.
Reti/ta semanal.
Cambios- Sacou se a 26 3|4 d. por 18, e di-
zem quo lambem a 27 d. por lo
sobre Londres, e a 2 por ceoto de
rebato sobre o Rio de Janeiro. As
(ransaccoes nao s cm cambios,
como em gneros, foram mui di-
minutas por causa das chovas,
que pouco lempo deixaram livre.
Entraran! nicamente 16 sarcia
de algodao, a nenhum assuear,
. pelos motivos cima.
Bacalho---------O consumo foi pequeo, e os pro-
co. iuio tem soflrdo alterarlo.
Carne secca- Vcndeu-e de 33200 a 38700 por
arroba a do Rio Grande do Sul, da
qual existo no mercado 40,000 ar-
robas, e 12,000 da de Montevideo,
* que ainda nao abri preco.
Fariolia de trigo- Chegaram dous carregamenlos,
uni de Philadelphia com 1,500
barricas, que se retalhou a maior
parle a 273; e oulro de 2,950 de
llalli more marca galego, que se-
gu para o Rio de Janeiro.
Frelcs ----- De assuear de Macei para Liver-
pool a 40, c do algodao a 1;2 d.
Sor libra,
lebateram-se letras de 7 a 10 por
cenlo ao anuo.
Algodao- -
Assuear- -
BOLETIM
LISBOA 14 JUNHO
Preco corrente do gneros de imporlario do
Brasil.
Por baldeacc .
Algodiio de Pernambuco..... , 130
Dito do Mar ni no....... . n 120
Dito do Para........... n 110 120
110
<5> 28000
Caf do Rio primeira sorle. . n 23950 bono
Dito dito segunda dila..... a 23750 23850
Di Indi lo terceira dita ...... o 25 WO 28500
Dito dito escnlha boa...... 25000 28200
Dito da Babia ......... 23800 33000
Dito do Para.......... 13650 18600
Couros seceos eni cabello 24 a 27 * 147. 167
Ditos salg. de P. e Cear 28 a 32 a 137 157
Ditos dilos do Maranbao 28 a 32. a 1*7 142
Cravo girofe.......... 320
Dito do Maranbao....... B 100 140
(lomma copal.......... Cai 23000 53000
Ipecaciianha.......... 800 13000
Ouruc........,. . 100 185
Salsa parrilha superior..... O 113600 158000
Dita dila mediana....... * 936O0 MKQO
Dita dita inferior....... 81300 88000
Caticos de direitos.
Assuear de Pernambuco branco iai 18600 13900
Dito do Rio de Janeiro..... 13500 18550
Dito da Babia.......... 13100 13-500
Precos corrtntcs dus gneros de exportara > para
o Brasil.
Captivos de direitos.
Amendoa em milo doce do Al-
Rarve......:...... tf 38500 43000
Dila em rasca ronca,...... alq. 1320(1
Dita dita molar......... 900
Nozes.............. 440 500
Aniei vas............ ( 400 800
Chourico-............ > 38000
Presuntos,............ * 38400
Toucinho............ D 38000.
1 48000
Figos do Alsarve comadre. . 400' 18000
Pntenla de Goa......... 100
Sal grosso a bordo. ...... Dito redondo dem....... moio 18150 18200
B 18000 13100
Dito trigueiro grosso idem . B 13150 13200
Azcile, dem.......... alm 38600 38800
Agurdenle idem 30 graos . pipa 908000
Cera branca por baldeacSo. . 00 305
Dila amarclla idem....... B 290
Dita em grume idem. ..... B 310
Dila em vellas idem...... 11 350 360
Vinho muscatel de Setubal. . cali 83000 88500
^4**. a* -V '
-T
^.
Vinho tinte marca F.S, a bordo, pipa 708000
Dito dito dito, idem......anc. 748000
Dito dito marca II. el"., idem. pipa 738680"
Dito dito dito, idem. .^-7-anc78O800O
Dito dito TBi.-JPULO,;dem, pipa 668000
Diiodito-rTui, idem A.....anc. 708000
raneo marca F. S., idem. pipa 728000
Dito dito dito, idem......anc. 748000
Dito dito m. triangulo P. idem. pipa 903000
Dito dito marca B. e F., idem pipa 758000 *
Dito dito dito idem.......anc. 808000
Dito dito marca P. ('.., idem. pipa 763000
DiUi dilo dito, idem. anc. 803000
Dito marca T. P.e Filhos, idem. pipa 688000
Dilo dito, idem.........anc. 728000
Vinagre tinto marca F.S.idem. pipa 368000
Dito dito, idem. .-......aoc. 408000
Dito dito triangulo P. idem pipa lloaOOO
Dilo dilo dito, idem......anc. 408000.
Dito marca B. eF., idem pipa 348000
Dito dilo dito, idem......anc. 408000
Dito branco F. S., idem. pipa 383000
Dito dito dilo, idem......anc. 428000
Dito dilo triangulo P. idem pipa 4OS0OO
Dito dito dito, idem......anc. J48000
Dito dito marca B. c F.,idem pipa 34J00O
i:mbauca1:o'i;s entradas.
Junho 4Galera portugueza Margarida, capilao
S. M. dos Res, de Pernambuco.
dem 8brigue brasileiro Ocano, capilao B. D.
de Sena, da Babia. '
SABIDAS.
Junho 1patacho brasileiro Flor do Sorle, capi-
lao M. Rodrigues, para a Baha.
dem (ivapor inglez LusHania, para a Madeira,
Pernambuco, Babia, Rio de Jaueiro e Rio da Prala.
dem 7 vapor Di Maria 11, capilao I. Thomp-
son, para Pernambbco, Baha e lliwde Janeiro.
dem 8brigue portuguez Retolviio, capilao A.
de Pena, para o Ro de Janeiro.
A" CARGA.
Para o Rio de Janeiro brigue portuguez Espe-
ranto.
Biihiabrigue brasileiro Ocano.
Rio de Janeiropatacho portuguez Boa Fi.
Idemp.,larbo portuguez Sophia.
dembrigue brasileiro Bmpreza.
dembarca franceza L'Atenir.
dembrigue portuguez Fortunato.
demlugre portuguez Rmma.
Parbrigue portuguez Triumpho.
Ro de Janeiro (a sahir) barca portugueza Oli-
teira.
Recilla du mercada na semana /inda em 10 de
junhn.
No movimento commercial da semana, o que ha a
notar mais especialmente sao as anilladas importa-
jes de mercadorias, tanto coloniaas como de diver-
sos pontos da Europa e America.
Ha muito lempo que o numero de navios enlra-
dos com carregamenlos importantes nao foi como
neslcs ltimos seis dias.
De Angola enlraram tres navios; o .Indorinha do
Tejo, o Allianr'a e o Delfim, com valiosas cargas de
marfim, gomma copal, couros, urzella, cera, cafe,
azcile de palma e tabaco. Do Brasil temos o Oca-
no, da Baha, com carga de couros, mel, algodao, ta-
baco, assuear, piarada c cravo girofe, e de Pernam-
buco a galeota Margarida com assuear, arroz, rae-
laco e emires. De Inglaterra veio o vapor Gaunet
e mais II navios com carregamentos com pilos de
mercadorias de algodao, Ua, seda, ferro, mantega e
corvan de pedra. De Amsterdam, Stockolmo e Cal-
mar entra! am qualro navios com forro, madeira-. de
coiislruccaii. queijos, manteigas, genebra c outras
mercadorias. De Franca enlraram o Felicite, de
Roucn, e o Paquete do llatre, dxr Havre, com la-
zondas de algodao, seda e de lila, drogas, vinhoc ou-
lros diverso, gneros. Tambein chegaram navios
dos Acores e da Madeira. nao fallando em una m-
nicnsa quanlidade entrados dos diversos porlos do
reino.
O mercado esl perianto abundantemenle peevado
em gneros o mercadorias de Inda a esperie, com a
evcepi-.iii lalvor de bacalho, O de^acUns para


DIARIO OE PERMMBUCO SE6UNDA I-EIRA 3 DE JULHO DE 1854
cuusumo foram importantes, especialmente em inor-
i-.i.l.i i .i de algodao, arroz, MMOr, cafe e manleiga.
As exportaroes furam regulares e runslain ti re-
sumo que abavo|publicamus. As principal'* cousis-
Iii un em \mili, ceblas, sal c tlalas; assim como
in cera, urzella e gomma copal' das nossas colonias.
As recvporlaroes mais avulladas consistirn) em
a/eile e curuc.
Sahirnm durante a semina para o llra.il o vapor
/). Mara II, |o brisa* Kttolvid-i, c a barca Otirei-
ra, lodos para o l(i > de Janeiro, c o patacho Pro-
greso de Mstau para a Baha com carregamenlos
completos de violtos c oulras mercaduras de que
demos (como costumamos) conla exacta nos boletins
dos das inuuediatos quelles em que fecharum car-
rcgameulo.
Alm desles sahiram lamban o brigue /lio Ave
pin San I lime e l'rincipe, com diversas merca lu-
na-, a escuna Alegra para Calo Verde, e para In-
glaterra o vapor Gaunet, as escunas I icandeira,
Knul e limma com carregamenlos de trigo e (rucias,
bem como outros diversos uavios para dilferenles
porto;.
Os fundos pblicos continuam a subir. As ulti-
mas rolacoes de hontem eram para os tres por cenlo
de 37 e tres quartos a % em notas. As actes das
companhias conservara os presos das colacoes.
SIL AMERICANA DE NAVEGADO GERAL A \AK
O thesourciro Francisco Antonio de
I inlili
Badiana
Brasileira
Lusitama
Imperador
1,700 toneladas
1,100
cap tao

1,100
1,800
Imperatriz 1,800
4
MOVIMENTO DO PORTO.
^Navios entrados no dia 1.
Soulhampton e porlos inlermedios21 dias, vapor
\ ingle Thames, commandjte William Strut,
Passageiros para esta provincia, M. K. de Paula
t'..i \a lean ti de Albuquerquc, sua senhora e 1 tiln.,
SI. Ilenry Charle- llildvard. Seguio para os por-
tas do sul, r.mdu/.iiiilo desta provincia os passa-
geiros, Jos Deveodry c sua senhora Chrisliua
Canlarelli.
Km de Janeiao e porlos intermedios8 dias e 20 ho-
ras, vapor brasiteiro S. .Saltador, commandaule
0 primeiio-Ieneo'e Santa Barbara. Passageiros,
desembargador MauoclMen.tes da Cuuha AzeVe-
do, captlo-tenenle Antonio Carlos Figueira de
Figuciredo, Jos Mara (joncalves Hamos, I ir. Joa-
?u un A. de Faria Abreu e l.ima e 1 cscravo, Dr.
r.ijanu de Soma Velho, padre Domingos llcnr-
ques de Lima, l'ossidonio Malicio da Cunha, Jos
Beiito Alfaia, 1 soldado, 2 ei-praras do exercilo,
1 ex-prara de marinha, 1 preso e 2 policas que o
arompanham. Segu para o norlc: 2segundos ca-
detes, 1 sargento, 1 cabo c (i ex-pracas do exercilo.
Rio do Janeiro13 dias. barca hespanhola Filia
Soca, de 256 toneladas, capiuto Joao Cadiua,
equipasen! II, em lastro a Araoaga & Urjan.
D. Greeu -
II. T. Co\.
J. Brown.
Vapores novos, ajustados para licarem prom-
ptos em agosto e setembro.
Os vapores desta companhia parlirAo de Liverpool (al uovo aviso) na carreira de ida no dia 1." de
cada mee, e deven chegar em l'ernambuco no dia 20 do mez, seguindo depois de algumas horas para a
Baha, Rio de Janeiro, e o Rio da Prala.
Na carreia de volla parlirao do Rio de Janeiro no dia 6 do mez para a Babia, l'ernambuco, (aonde
chegaraoiio dia 12,\ S. Vicente, Madeira, Lisboa e Liverpool.
Os vapores lem lugar para passageiros de todas as classes a procos mallo commodos, e os bilhclcs de
ida e volla teem uin abalimenlo de 25 por cenlo, e valcm para 12 mezes.
Receban aqu miro, prala c miudezas para todos os porlos de escala.
Como se lem publicado que alguna dos apaa da companhia se liravam da carreira para servco do
enverno inglez, publra-se a seguinle resolucao tomada pela direcrao no dia 96 de maio : 09 rajiores
l.usitania e Brasileira nao serao rendidos seno com a candirn de seren smenle entregues qnando o
Imperador e o Imperatriz csticcrem promplos para completarem a carreira com vapores maiores, em
conjunrao com o fahtana.
As malas, os passageiros c a carga destinados para o Rio da Prala proseguido ao Rio de Janeiro pelo
vapor La Piula, o qual depois de locar em Montevideo seguir al Buenos-Ayrcs. O La Piala partir
de Bucnos-Avres de volla no dia 19, e de Montevideo no dia 21 do mez. Parafreles, passageiros e outros
eslabelecimentos se deve dirigir s agencias da compauhia. Recife 21 de junho de 1801.Os agentes da
companhia, Deane Youle & Companhia.
N. B. As carias para qualqucr porto eslraugciro rccebcm-sc na agencia ; as para o porlos do imperio
smenle no corrcio.
Kccommenda-se s pessoas que Irouxerem cartas sinselas, sejam acompanhadas logo com sen devido
porte para evitar demoras, romo constantemente est acontecendo, sendo o porte para a Europa 100 is., e
para o Rio da Plata 500 rs.
EDtTAES.
Tendo cestada os maiores efleilos da repenti- ja lotera deu nesta provincia a sorte de
yjf yea fe Capibara, pe quaha igual- in-OOOs
*
Sr

V

Acamara municipal desla cidade, .usando da au-
lorisacao, que Ihe coufere o arl. 15 da lei n. 318,
publicada n'este jornal n. 140 de 20do correle, mar-
ca o prazo d'um mez, contado do primeiro ao ul-
timo de jolho sobsequente, para no decurso d'elle,
seren pagos os impostos atrasados sobre estabclcci-
menlos induslriaes, lindo o qual, e nao realisada a
i -ni t ura, tica ni usroiilriliiiinl > -uji-ilu- a uma mul-
ta igual ao daplo.do valor do imposto,como dispde o
citado artigo. para que cheguc ao conhecimento
de qni'iii competir se manda | ubliear o presente.
Paro da cmara municipal do Recife em sessao.
de 28 de junho de 1851.
Horno de Capibarlbe, presidente. No impedi-
mento do secretario. O oflicial-maior, Manoel
Ferreira Accioli.
CARTA DEEMCTOS.
O Dr. Custodio Maneel da Silva i minarnos, juiz de
direito do civel e do commercio desla cidade do Re-
cife de Pernambuco por S, M. I. e C. que Dos
guerde ele.
I ai;n saber aos que a presente caria de edictos vi-
rem, ou dclla noticia livereiu era como Jos Luiz
Brrelo capitn do patacho brasileiro Ilumina, me
fez .'. peln.-ii do theor seguinle:. .
Diz Jos Luiz Brrelo capillo do patacho brasileiro
llermina, do qual he proprietario Manoel Alvcs
Guerra Jnior desla cidade, que achando-se o mes-
nio patacho Tundeado no porto desla raesma cidade
no aiiem ailiiiiru do Forte do Mallos, c abarrotado
ruincar reclnenlo de sal que trouxera do Assu don-
de liuha vindo com pralico,leudo entradoneste porto
por franqua para refrescar.e seguir viagem destina-
do para e Rio de Janeiro,por os porlos intermedios,
e estando prompto para seguir viagem, succedeu que
na noile de 22 do correte mez de junho, e no dia
23 com a grande forra, e peso d'agua da cheia ex-
traordinaria que inexperadamenle daquella noite
para o dito dia appareceu lendo arrebentado as amar-
ras das embarcarles que se aclinvam prximas a pon-
te do Recife, estas garraram sobre as que se segniam.
c assim foram sobre o patacho do rommando do
supplicanle.c felizmente nao o levaran) ao fundo
por as providencias que logo deu o inspector do ar-
senal, mas assim mesmo quebrou a Toda da proa,
aircbentou tima dos quatro correles dos quatro fer-
ros com que se achava fuudeado, e das tres que foi
preciso largar por mao para safar-se o patacho de
entre as oulrasembarcaces, ainda nao apareceram
duas.quebrou a verga de cevadeira, ncaraiu dotts ca-
hrestos cortados,- arrebentou dous turcos, duas es-
pas, c mais cabos de aparelhos, quatro caberas
tendo dous dcsle bordo e dous de bombordo, e
amarraces, c alm de tudo islo soffreu I jo grandes
pancadas, e abalo no costado e abri lana agua
que desde aquello dia lem sido preciso locar as duas
bombas constantemente poique est fazendo doze
polcgadas d'agua por hora. E porque o supplicaute
cuinprc acautelar o direito de quem competir, por
isso vem protestar per.i ule V. S. e a favor de quem
cnuber por lodo prejuizo, peda c damnu soffrido, o
que mais poder sollrcr. c por a iiideiiinsarao, e re-
qiler a V. S. se sirva mandar tomar por termo o seu
protesto para se^proceder ua conformidade do cod.
commercial e o regulamcnlo de 25 de novembro de
1850 determnalo.
Pede a V.S.Sr.Dr.juizde direilo do civeledo com-
mercio que se digne admiili- o protesto do suppli-
caute para o fim exposto des ribuido esteE. R..M.
Jos Sarcito Camello.
Nada mais se cootinha em dita pelirao para a qual
dei o meu despacho seguiule : D. como requer.
Recife 26 de junho de 1854.St'lca Guimaraes. E
matase nao contioha em dito despacho depois do que
se via a duvidado theor seguinte :
Illm. Sr. Dr. juii de direito do civel,e do com-
mercio.Ealou em duvida en. escrever dilo lermo de
protesto por nao saber se he para ser julgado porsen-
tcnca logo,au se segu o cari ter do lermo martimo
porque neste caso teulio duvida em escreve-lo,por-
que s me foi apreseotada la passe sem'termo ma-
> rilimo competentemente sellado,como he de cnslu-
me;e de mais,dizeodo a mesina peticao que o aconte-
cido foi no da 22 a 23, boje be que me foi apresen-
la. la : a vista do exposto V. S. mandar como for de
direito.Recife 27 de junho de 1851.O escrivo
Jo.iquim Jos PereirS dos Santos.
N3o se traa de protesto: formados abordo segundo
o- i|iisilusdii- arl.;>liO,i :l(>!)do ri'-ulame^ln.e sim dos
protestos em geral cujo proc >sso he como estaheles-
sem os arts. 360 a 369 do regulamento, e por issode-
ve o de quese trata ser tomado nesleullimo scnlido.e
seguqdoo deduzido na pehro.Recife 27 de junho
de 1854..s'ili-ii Cuimaraei.E mais se uo conti-
nli.i em dlo despacho;depoL<, do que seguia-se o pro-
testo seguinte:
Aos \ me sele de junho de mil oilo ceios e ri u -
i ocnta c quatro,'nesta cidade do Recife peanle niini
c as testemunhasabaiio assignadas, disse Jos Luiz
Brrelo, capitao do patacho brasileiro llermina que
proleslava na sua peiieao retro a favorde quem com-
petir ,e dejeomo disse e protestou na forma da dita po-
licio retro,que tica sendo parte do presente assignou
rom as teslcinunhas. Eu Joaquira Jos Pereira dos
Santos {escrivo o escrevi.Jos Luiz Brrelo.__
Theodoro de Alenla Costa.Theodoro de Medci-
r<.E mais se nao continha em dilo lermo de pro-
tcslu,depois do que seguia-so a peticao seguinte:
Diz Jos l.uiz'Barrcio capitao do patacho brasileiro
llermina, que tendo de inli ny-se o protesto junto
na conformidade d disposte no arl. 391 do decreto
de 25 de novembro de 1850, e nao se adiando pre-
sentes nesta cidade os inleressados.aos quaes devia
ser inlimadoque sao os seguradores, nem constando
ao tupplcantc que exista aqufalgum agente, ou pro-
rurador dos supplicados,requer V.S. que se digne
mandar passar edictacs para assim se fazer a inli-
macJJo, sendo os mesmos ptssados com o lermo do
eslyjo por seren os seguradores da provincia da
Babia, c sendo um alxado no lugar do cosluiDc, e
nutro publicado pelas gazelas.
Pede a V. S. 9r. Dr. jniz de direito do civel, e do
commercio que se digne deferir-lhe, escrivo San-
ios.E. R. M.Joan ttarcito Camello.Despache.
Como requer .Recife 28 de junho de 1854.Silva
GuimarSes.E mais se nao coutmha em dita peli-
rao e despacho depois do que se va a duvida se-
guinle :
Illm. Sr. Dr. juiz do commercio da Ia vara. Te-
nho duvida em passar os edites requeridoslpomao sa-
ber quanlos dias deve-sc declarar nos mesmos; V. S.
determinara os das como fnr de direito.Recifa 28
de junho de 1854.O escrivo Joaquim Jas Pereira
dos Santos.
Deve ser o praxde20dias em altenco a mora-
dia dos seguradores, e assim passe o escrivo os
edilaes requeridos.Recife 28 de junho de 1834.
Silva Guimariies E mais se nao contitiha cm
dita duvida, c despacho em virlude do qual se pas-
sou a presente, afm de comparecer os supplicados
por si, u por sens procuradores para a primeira
audiencia otile juizo.qne lera lugar depois de lin-
do a prazo de 20 dias, sob pena do virem julgar o
protesto por sentenra a revelia dos supplicados.Pelo
que todas e quaesquer pessoas presentes amigos.ou co-
jihcclos.dos supplieadas o poderao fazer -cenle do
que fica expostn, e o porteiro respectivo publicar,
e allUara o presente nos lugares designados, e sera
publicado pelo Diario d,' l'ernambuco___Dada e
pausada nesta cidade do Recife de Tcrnambuco ao
primeiro de jolho de 1851.Joai/uim Jos Pereira
dos Sanios escrivo subscreviCustodio Manoel
da Silva GuimarSes.
DECLARARES.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial manda fazer publico, que do dia 3 do rorrenle
em dianle pagam-se os ordenados e mais despezas
provinciaes, vencidas al o fim de junho prximo
lindo. Secretaria da thesooraria prnviurial de Per-
nambuco 1. do |iilln Je ls Vi.o secretario,
Antonio Ferreira do Annunciaciio.
Pela mesa do consulado provincial se faz sci-
enle aos proprielai ios dos predios das diffcrenles
freguezias, que os Irinl i das uleis para o reeebi-
inetito da dcima do segundo semestre do anuo Ii-
nanreiro de IK3 a 1851, se hualisam uo dia 10 de
julho correute.
Tendo cessa,!
na e
mcnle cessado a iiecess'idade de lereni os uavios
mere.inte-, surtos no Mosquciro deste porto, os ob-
jectos que em soccorro Ihe foram remetldos, man-
da o Illm. Sr. capilao do porlo fazer constar aos
Srs. consignatarios e meslres dos ditos navios, que
deyerao ser elles recolhidos ao arsenal de mariuha
al amanliaa, 1. do corrn.le raez. certos de que as-
sim nao se fazendo cobrar-se-ha o respectivo alu-
pinl, segundo a pralica estabelecida, vislo que so-
mente at boje flo considerados gratuitos os soccor-
ros prestados por semclhanle acnntecimcnlo, em
consequencin de 1er a islo annuido o Exm. presi-
dente da provincia.
Capitana do porlo de Pernambuco 30 de junho
de 1854. 0 secretario, Alexandre Jlodrigues dos
Anjos.
Tcndo-se desconfianza que a ponte do Recife
venha a soflrer alguma cousa pelo seu estado de rui-
na, nao danda ueste caso o transito que pela mesma
se faz, o Illm. Sr. capitao do porlo manda azer islo
publico, e prevenir que, dado elle, achar-se-hao es-
tabelecidas duas linhas de conduccao por meio de
einbarraci.es miii.las, uma no caes novo de Apollo
para o lado ppposlo junio a secretaria da polica, e
oulra na escadiiiha da Alfandega para o caes do Col-
leudo, que Ihe fica enr frenle ; e manda prevenir
mais, que pela passagem de cada pessoa nao se devo-
ra dar mais de 40 rs., como se estipuluu. Capita-
na do porto de Pernambuco 28 de junho de 1854___
O secretario, Alexandre Rodrigues dos Anjos.
Companhia brasileira de paquetes de
vapor.
Fica designado d'ora em diante o dia da chegada
dos vapores a esle porto, para se eugajar a carga ou
encommendasque se poder receber: at o meio-dia
seguinte deveriio os remllenles ter acabado osseus
embarques, c a essa hora presentaran os.despachos
na agencia legahnenle formalisados, como exige o
consulado geral, para a organisarao dos inaoifeslos
que devem aroinpanhar o paquete. Por carga fica
entendido, ser os objeclos sujeilos a direitos, e por
encommendas os pequeos volumes de" producto
nacional. No dia da sabida do paquete -..mente se
admillir passageiroaje diuheiro a frele, e nada mais
sem eiceprao alguma al duas horas antes da mar-
cada para a sabida do vapor. Recife, ra do Trapi-
che n. 40, segundo andar, 13 de junho de 1854.
Em vista da nova lei, nio se podendo
mais vender cautelas nesta provincia se-
pfio por um preco excessivo, temos resol-
vido expor nicamente a' venda tjs ori-
{finaes assignados pelo respectivo thesou-
reiro.
O respeitavel publico achara' desde ho-
je a' sua disposicao na sobredita loja do
Sr. Fortunato os bilhetes e meios origi-
naes da lotera nona das obras publicas
da cidade de Nicteroy.
Os precos nao sao alterados, pois que
continuamos a' vender os bilhetes intei-
ros a 22,< e os meios a 1 i S, obligndo-
nos a pagar qualquer premio que os re-
feridos bilhetes obtiverem, i inmediatamen-
te que chegarem as listas,
Anlonio Ferreira Braga embarca para o Rio
de Janeiro, a sua* escrava Arcanja, crioula.
Aluga-se uma prela muito fiel, qu cose mui-
lo bem, lava, engomma e cozinha : quem precisar
dirija-se ra Nova n. 50, primeiro andar.
Aluga-se uma prela para servido de casa, co-
zinha o diario e engomma : quem a pretender diri-
ja-se prara da Independencia n.'l.
No palco do Paraizo, sobrado que volla para
a ra da Roda, preci?a-se de uma ama de Icite. sa-
dia e de boa conducta.
i
Onveira avisa ao respeitavel publico, que
a lotera da matriz da Boa-Vista corre un-
pretcrivelmcntc no dia 1 i de julho seja
quallr a quanlidade de bilhclis (|ue li-
carem por vender, e os respectivos bilhe-
tes estao a venda nos lugares do costume.
Roga-se encarecidamente ao redactor em che-
fe da llnnita, que linalise o sen estirado c bem ct-
eriplo arlio ou eusaio romntico sobre a clieia de
1812. c principie a descrpc,aoda de 1854, que he a
mais importante e est na ordem lo da, e que em
falla de materia para eucher a sua jocosa Marmota,
lance in.lo dos acoulccimenlos mais uolaveis do cm-
bale de 3 de fevereiro, que bem u/nlero formar um
eheio romance, e esgotados csses recorrerao a cerlo
individuo, que Ihe poder foruecer aluuus motes j
glosados, ou algumas de suas bellas pruducres po-
ticas seinelhantcs aquellas, que dedicou ao V....... e
que finalmente loman nota do que fazem os pretos
captivos todas as noiles'no Passeiu Publico e caes da
Aurora, que lera assumplo para rabiscar um roman-
ce ainda mais chcio.U Catauro.
OITerccc-se uma niulher capaz para dirigir a
casa de um homem solleiro.oudc puuca familia, que
cose, engomma c entende de cozinha : quem preci-
sar dirija-sc a roa da Assumpcao n, 64.
Joao da Silva Boa-Vista, roga encarecidamen-
te a lodos os seus credores, que apresentem as suas
emitas em sen cstabclecinienlo no prazo de 8 dias pa-
raserem cumpridas.
I'urlaram um jarro de porcelana dourado, p*ro-
prio para llores naluraes: pede-se a quem elle fnr
offereeido, o favor de leva-lo ra Direita n. 82.
primeiro andar, que se recompensar c se mostrar
o otitro igual.
[UB Chrisliani \ Irmo com fa-
brica e loja de chapeos na ra
.*<*a**aW Nova n. 44, leem a honra de
avisar ao respeitavel publico, em particular aos seis
freguezes, que receberam pela barca franceza Jos,
ltimamente chegada do Havre, urna nova factura
ilc chapeos de castor brauens, .n.la nao appareci-
dos em Pernambuco, como sejam: castor rapado
(Ihibct) braucos' ditos branrns com pello (argenli),
ditos castor pretos (Velours Zephir), ditos sem pello
molle copa baixa do incln.r gusto possivcl, por
serem muito leves, assim romo oulras muilas qua-
lidades, por preros razoaveis.
PASSAPORTE PARA PAI7.ES ESTRANEIROS.
Na ra da Cadeia do Re-ife u. 3, primeiro andar,
tiram-se passaporles para os cslrangeiros que quizc-
rcm viajar dentro e fura .lo imperio : promette-se
promplidao e commodidade de preco.
Jos Valentim da Silva, bem conhecido por
cnsnar latim ha 18 annos, lembra a quem convicr,
que a sua aula exisle aberla na ra da Alegra, na
Boa-Vista n. ',iH, onde recebe por preeo commodo
alumnos externos, pensionistas e meius pensionistas,
dando ptimo ti,llmenlo, e tendo os pensionistas
a vanlagem dc,alm do, latim,aprendern lainbem o
frailee/, sem que seus pas paguom mais eousa algu-
ma por esle cnsino. O profesior adverlc que elle
lem provisao passada pelo govjeruo da provincia.
JO 0 Dr. Joao Honorio llczerra de Ulenezes, $$
ji{ forma.lo em medicina pela faeuldude da Ba- ',:
St loa. ollerece seus preslimos ao respeitavel pu- ?;
. blico desta capital, podendo ser procurado a c?
j$ qualqucr hora em sua rasa ra Nova n. 19, ;
;-:; -o-mulo andar: o mesinu se presta a curar
;^ gratuilanienle aos pobres. ^
#:*>#> SSSf3a
Roga-se ao Sr. Jos lleiuiques de Carvalho c
ao Sr. Francisco Correa Soarcs, que hajam de v ir pa-
gar suas conlas, na loja de Joaquim Jos de lari.i
Machado, roa da Cadeia u. 10.
lotera dK' matriz da boa-vista
AOS 10:0(1* l:O00.S E 1:000i'000 r.
O cautelisla palusliano de Aquiuo Ferreira avj-
sa ao re-iieila v cf publico, que as rodas da mesma lo-
tera, lem o seu) '"M'i'elcriv.cl andamento no dia 14
de julho do .'ol''"'1', em virlude do annuncin publi-
cado no Diarf0 d' Pernambuco de 8 de junho n.
131 pelo lliesj",lle'r<) ^r* Francisco Antonio da
Oliveira. Os seus afortunados bilhetes e cautelas es-
lo expostos t'eda as loja seguinles: ruada Ca-
deia do liccife ''*' '''' 's Forlunato dos Sanios
Porlo ; na pra* ,ua Independencia n. 4, de Fortu-
nato Pereira Ja Fonseca Bastos, na. 37 e 31), de An-
tonio Augusto dos Santos Porlo ; ra do (Jueima-
do n. 44, loja de fazendag leiro & C. ; rua Ju l.ivramenlo botica de Francisco
Anlonio dasC.,iasas rua do Cabug botica de Mo-
reira A; Frago10 5 r,ia Nova n. 16, loja de fazendas
de Jos l.uiz Pereira & Filhu ; Boa-Vista loja de ce-
ra de Pedro I -oario Baptisla. Paga sob sua respon-
sabilidado OS *" Premios grandes sem o descont de
8 por cenlo d imposto geral.
BUhclM 118000
Meios
Qnarlt
Decim08
Vigesimos
ASMAl^MOD
.VjOO
2S800
19300
"00
10:(KXteOn0
5:000s000
2:."HHl.->im
1:0005000
3008000
[(.AS E RICAS
DE OURO.
Os'ali.iiv" assignados, donns da nova loja de
mili ve- .Ia ruado Cabug n. II. confronte ao
pateo da malriz c rua Nova, frauqueiam ao
publico em geral um bello e variado sorti-
menlo di2 obras de ouro de mttitohons gos-
tos e pn'V."* I'"" nao desagradarao a quem
nucir coniP,ar i s mesmos se obrigam por
qualque1" <>-ira 'l'-e vendern a passar uma
conla i.'"' responsabilidadc, especificando a
qualidade do ouro de 14 ou 18 quilates. i-
cando a""'1" sujeilos por qualquer duvida que
a pparcrH-*>f"/!m (Si_'r"!"?;"..
AVISOS MARTIMOS.
PARA O CEARA,
vai seguir nestes oilo dias, a escuna .S. Jos, por
ter cugajado quasi todo o seu carregamenlo: para o
resto e passageiros trala-se na rua da Cruz do Re-
are -ii 33,em casa de Luiz Jos de S Araujo.
Para l.islma segu viagem imprcterivelmenle
ate 11 do prximo mez de julho, a I.,.rea porWgue-
za-d'ni/i'i/rio: quem na me-iiia quizer carrecar ou
ir de passagem, para o que lem superiores commo-
dos, enlenda-sc com oS coniignalarios Thomaz de
Aquiuo F'ouseca & Filho na rua do Vigario n. 19
primeiro andar, ou com o capitao Antonio Alves
Pedrozo, na praca.
Para a Bahia segu com brevidade
o ltate nacional Amelia por ter parte
da carga prompta ; para o restante, trata-
se com o mestre Joaquim Jos da Silvei-
ra, no trapiche do algodao, ou com
Xovaes&Companhia, na rua doTiapiche
n. oi, primeiro andar.
Para o Rio de Janeiro labe, logo
que o tempo melhonir, obligue nacional
Sagitario ; ainda pode recetar alguma
carga, passageiros e tambera escravos :
a tratar com o consignatario Manoel
Francisco da Silva Carneo, na rua do
Collegio, n. 17, segundo andar, ou com
o capitao a bordo,
IWSl I/NHIIO HOMEOPATIIICO. '
vWH.TJI'1'0 ?AP^ OS PSBR3S. i
2 U.-V i>\> uicUZi-.s 2 '
O Dr. CASANOVA medico francz, d |
consultas todos os dias, 'e pode ser procu- .
rado a qualquer hora.
No mesmo CONSULTORIO RUA DAS i
CRU7.ES N. 28, aonde mornir o Sr. 0OS-
SET BIMONT, acha-se venda um gran- (
de sortimento ide CARTEIRAS de lodos .
os tamanhos, por presos commodissimos.
I ELEMENTOS de hoincnpalhia e palboge- {
iie.i.i brasileira. Esta obra he muito im- ,
' portante pan. as pessoas que se querem
| tratar a si mesmo, sendo a maior parle Ira- |
diici.ao das obras do Dr. JA II K, accommo-
I dada a inlelligeucia do povo, 4 volumes. |
pelo baratissimo preco de. (iOOO .
' 1 carteirade 0 lubos grandes. 303000 '
i 1 dita de 48........223000 |
II dita de 36........169000
1 dita de 24........RsrjGo (
>1 dita de 2i tultos pequeos. 68000
1 dila de 21 dito)......19000
| Tubos grandes avolsos a escolhcr 300
t Ditos pequeos idem..... 300
f .nica de Untura a escolha 1^000
J. J. PACHECO.
NEW ANDELEGANTDAGLERREAN
GALLERY.
Piclures lakcn at Ibis Esla-
bli.limen I Warraiilcd (o give sa-
lisfaelioii, u. 4, aterro da Boa-
Visla, tereciro llooi, chrvstalo-
tvpo. (jalleria enriquecida de
magnilicos quadros dourados e
de alabastro, primorosas caias
c lindas cassolelas, allinetes e
anneis. Tiram-se retratos quer esleja o tempo claro
ou escuro. O respeitavel publico he convidado vi-
sitar o cslabeleriinenlo, embnra nao que ira retratar-
se : aterro da Boa-Vista n. 4, lerccro andar.
Prccisa-sejalugar una escrava, fiel, que saiba
bem entornillar, coser e fazer mais servido de uma
casa de familia, paua-se i -ni : na sua Direita n. 131,
por cima da botica do Torres.
i
O hachare! formado em malhemali- ^^
cas, BcNiardoPcreirailoCarmo Jnior, en- S*
sina arilhmelica, algelira c geometra, das ^
4 s e mcia lloras da tarde : na rua Nova ^s
si.lo ...i., n. 50. -^3*
LEILO'ES.
Terc,a-fera, 4 do correute, o ageule Viclor fa-
r leilao no seu arma/.em, rua da Cruzn. 2T>,as 101|2
horas da manhaa, de grande e variado sorlimenlu de
obras de marciucra de dilTerenles qualidades, novas
e usadas, diversas obras de prata de lei, relogios de
prala galvanisados para algibeira, c outros muitos
objeclos, que estarlo patentes no dia do leilao.
O Dr. Viccute Pereira do Kcgo far leilao por
intervenro do agente Vctor, de todas os livios que
foram do finado Dr. Jos Francisco de Paiva, quin-
ta-feira, 6 do crreme, as 10 1(9 horas da mauhaa,
na rua do Collegio n. 8, primeiro andar.
AVISOS DIVERSOS.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Resumo da extraccao dos premios da -i.
loteria concedida para as reconstruc-
coes do novo hospital de caridade da
provincia de Santa Catharina e da gre-
ja malri/. da villa de San Jos, e\tuibi-
da (.'m-21 de junho de 1854.
1 N. 551C.........20:00i'
1 2S7.........10:000
1 tolo......... i:000i'
1 4*17......... 2:000$
G 1117, 2289, 204,5,
636 5068 5300 1:000.s
10 1089, 1505 2217 ,
2587 5027 3243 ,
. 408i 4907 5777 ,
5985. '..... 4008
20 266,420, 522, 647,
690, 841, 858",
952, 962, 1550 ,
1871 2298 2650 .
3882, 5912, 4250 ,
460 V , 462 4695 ,
5054. ........ 2008
60 .. 42, 189, 290, 370,
412, 495 516 ,
527, 606, 611, 1
699 , 940 947 ,
970, 1011 1067,
1109, 1144, 19*3 ,
1286, 1552, 1587 ,
1530 , 1667 1702 ,
1729, 1807, 2043 ,
2268 , 2546 2554 ,
2624 , 2618 5698 ,
2704 , 2780 2867 ,
5050 , 5283 3284 ,
3569 , 5U5 5497 ,
5590 , 5755 5756 ,
5762 , 5796 5825 ,
4127 , '4229 4555 ,
4600 , 1715, 5171 ,
5548, 5494, 5890,
5905 , 5910..... 100.V
100 de..... . 40.V
1800 de ... . ........ 20j
2000 premios.
Na loja rio Sr. Fortunato na praca da
Independencia se acliam as lisias da lote-
ra 4. do hospital de Santa Catharina, CU*
\
f) Avia-se qualquer enrouimenda com prcs>
/g. tesa, e por preros muito em conla.
5? Este eslabelecimenlo est bem conhecido W)
fa e bstanle arredilado em lodo o imperio, e rfj
27 acha-se ornis bem montado possivcl, e es- J
Q9 rus .do he querer elogia-lo. \ty)
Prccisa-se de uma ama secca para casa de pou-
ca familia : na rua das I.arangeiras n. 13, primei-
ro andar. ,
ARREMATACAO'.
Pela primeira vara do civel lem de ser boje (3) ar-
rematado por ser a ultima prara, com o abalimenlo
da quinta parle, o elegante sitio da passagem da
Ponte de Uchoa, que foi do tinado commendador
Jos Ramos de Oliveira, por execucao de IgnetJu-
veniana Ramos de Oliveira, contra Bento Jos da
Costa, como testaraeiilciro da finada D. Isabel Mara
da Costa Ramos, para salisfacao dos legados.
52, Rua Nova, 52.
Esle cslabeleciinento inteiramenie reformado pe-
lo novo proprietario, acha-te munido de um grande
e esplendido sortimento de chapeus e bonetes de In-
das as qualidades lano para homem como para se-
nhoras, meninos c meninas, e oulras muilas fazen-
das, como sejam : calcados de lodos os tamanhos c
qualidades, qoloquilharias as mais modernas que
lem apparecido no mercado, que se vende tanto
em jJbrcao como a retalho por muito menos prcro
do que em oulra qualquer parte ; ua mesma
casa aparam-se abas de chapeos do Chile, ficando a
orla tao perfeita como se nao solfresse o menor
concert, e sahindo estragado pagar-se-haao freguez
o valor de seu chapeo, ecom isto qual ser a pessoa
que lendo um chapeo sorveleira, que com pouco
(linheiro c tao grande garanta deixar de p-lo
moda ?
A taberna da travessa da Madre de Dos n. 1,
deitou de vender bebidas espirituosas de prodcelo
brasileira para consumo do primeiro de julho em di-
anle, por ter sido prejudicada na collecla cm que
o Sr. arrematante a tem cullectado ale esla dala ; c
que logo continuar quando o mesmo Sr. se con-
vencer que s deve pagar o consumo das caadas
que vende e nao as que julgar.
Aluga-se um mulalinho de idade de 16 anuos,
0 qual cozinha o diario de urna casa de pouca fa-
milia: na rna do Selio n. 31, ou no Itecife, ruada
Cadeia loja n. 28.
Quem livere quzcr alugar um piano de boas
voses, dirija-se a rua eslreita do|Rosario n. 26, of-
licma de encaderuacao, que ahi se dir quem pre-
cisa.
Restaurant trancis a vendr.
Ilebrard a fhouncur de prevenir les personnes,
qui d-ireroicnl fairc |t'acquisilion de son restau-
ran!, de se preseuler diez lu ; ru du Trapiche
neuf n. 20 & 22 en alten.lanl que la vente soit
eflectue, les amateurs Irouveronl comino par le
passe de quoi se restaurer a lomes les heures du
jour.
ABonina.
Deu-se luz o quinto numero do mui deleitante
peridico Iliterario e recreativo, intitulado aBoni-
llapublicado urna vez por semana, aus sahbados,
oflerecido ao bello sexo pernambucano, para o que
minio pede-se ao mesmo sexo e aos seus amantes,
que numerosamente a assgnem, afim de quegozcm
das apraziveis narrativas de que ella se compoc. O
preco daassgnalura he 800 rs. por trimestre pagos
adiaulados, c avulso a 80 rs. cada um, c quelles que
pretenderen! assigna-la, dirijanvsc a rua Nova n. 52,
loja de chapeos do Sr. Boavcnlura Jos de Castro
Azcvedo.
1 Oabaixo assignado, roga por favor a pessoa,
que no dia de S. Pedro, 29 do passado, aproveitan-
do a innocencia de seu eaixciro, se asseulou junto a
rarleira e Ihe raptou urna scdula do IO5OOO, duas de
V500O. duasde^OOO, que tudo faz 219000, c como
nao actuase m .i- uada leve aousadia de carregar urna
eaixinba com una grosa de penuas d'aeo; a pessoa
he bem conhccii a.eportantose roga que fique com o
dinheiro, e laca eulregue das peonas, que n,1o posso
passar sem escreviuhar, de cujo favor Ihe licar obri-
gado c guardara segredo porque sabe quem foi.
Joao Simties de Almeida.
O ahaixo assignado, leudo a deciraro do eni-
gma das tres graeits publicado 110 Diario de boje 30
de junho, no qual o seu decifrador considera Por-
Iclla-acadcniicocomo autor de una poesa publi-
cada no Diario de 28 com as iniciaes P. F e sendo
o uni. Porlclla-academico, julga de seu dever de-
clarar, que nao he aulnr de tal poesa, o que hem se
concluidas dilai-inicaes. as quaes nao correspon-
den! as de seu mime. Itecife M) de junho de I851.
Manoel do Sascimento Machado Portella.
O abaixo assignado, com taberna na rua eslrei-
ta do Rosarioque faz quina para a rua dasTrinchei-
ras n. :18. faz scienlo aos senhores arrematantes do
imposto de agurdenle, que de boje em dianle dcxa
de vender lies bebidas, c para (pie nflo sechanuin a
ignorancia faz o prsenle. Recife 30 de junho de
1S."i.Jii.se Maria Martins.
* Na rua da l'raia, arma/mu 11. 20, ha o lui-to dos
doral grande* beligerantes, 8. M. Nicolao I impera-
dor de ludas as lussias, e S. M. n Sull :.. iuipeador
da Turqua : quem tiver gosln de os po-suir, ditija-
1 e au uiesiiio, que achara com quem tratar.
D. YV. Ba> non riruruio dentista americano
reside na rua d Trapiche Novo n, 12. -9
Nccessila-se de uma escrava ou cscravo, que
seja bom cuzinlieiro, c que entenda de tudo pe un-
cenle a cozinha : no consulado ainerirauo n. ?, rua
do Trapiche, ou no annazcm de avis & Compa-
nhia, ruada Cruz n. 9.
Precisa-se contratar por empreita-
da, a construccao de uma coberta de te-
lha, sobre pilares de tijolo ou columnas de
Ierro, em um terreno murado., na rua de
Santa Rita prximo a' Ribeira.pertencen-
te a' companhia brasileira de paquetes de
vapor: quem estiver as circumstancias
de fazer este contrato com as necessarias
garantas, queira apresentar sua proposta
com toda a brevidade ao agente da dita
companhia : na rua do Trapiche n. 40 se-
gundo andar, aonde tambero, se dar'
qualquer esclarecimento.
J. Jane dentista,
contina rezidir na rua Nova, primeiro andar n. 19.
HMmmt(iiM|w>t
|$ O Dr. Sabino Olegario langero Pinho mu- 5J
ja) dou-sc pata o palacete da rua de S. Francisco -W
$i 'mundo novo) 11. 68 A.' %
& >. $ .:feS@S8@
Os abaixo assignados, com taberna na ruaes-
treta do Rosario, fazem scienlo ao Sr. arrematante
das agurdenles, que. du I. de julho cm diante dei-
\.un de vender einseu eslabelcciinento laes bebidas,
c para que nao se chame a ignorancia, fazemos o
presente annuncin. Recife :t0 de jiinhu de 1854.
Manuel da Silca Moreira & C.
Jorge Augusto da Silveira lem resolvido des-
manchar a sua barca, ou casa de bandos, para dspor
das madeiras del la e1 mus perlenccs, e por a julgar
livre de qualquer hypolhec.t, ele. ele, faz a presen-
te declararan,eso alguem houver, quese julguecom
direito a ella por qnalquer titulo, cntenda-se com
Francisco Anlonio Correa Cardoso ale odia 1. de
julho, depois do qual se contar como provado o que
cima lira dilo.
Convida-e pelo prsenle a J0S0 Ferreira Lei-
Ic, que se presume estar actualmente cm Cariri-Ve-
lho, provincia da Parahiba, ti 1 Im do velho Pedro
Ferreira l.eile, hroes bem ennhecidos na comarca
Quer' se JuRar credor de F'rancisco Gomes
da Fonseca* n1,6'1"3 apreseular suas conlas ao ahaixo
assignado, dia 8 do correnlc.'para serem al-
lendidos n>' ri servindo (rc go\erno, que ja exislcm em poder do
abaixo ass?S'iado as conlas dos Srs. abaixo declara-
dos : I>oir,',,' Pereira, (pandido A. S. da Molla, Jos Vicente de
l.ima Vic"lc Ferreira da Cosa, Luiz Jos da Cos-
l.'i \inorii.1- loa'iuin F'ilippc da Costa. Recife 1.
de julho .Je 185.Joao Martina de Barros.
__ j.i |inm Pereira Arantes deixou de vender
bilhetes e cautelas desde o dia 30 de junho.
__ Sr- Jos H1'0 Machado lem uma carta na
rua Nova n' *\
__ Anl",u remandes Rodrigues, subdito hespa-
nhol relira"sc l'"r '1"'1 ''c saude, para a sua patria.
BRITTSl'CLERKS' PIIOVIDENT ASSOC1ATION.
Tlie t>enc,B' Half-Vearly Meeling will be lield
at Ihe R(,oms f 'he British & Foreign Library on
Mondav "1C Tl'ird Inslant al 6P. M. The paymenls
for Ihe n'0""' ',e received also ou that day al
Ihe Treas'urcr's Room II Corpo Sanio. Members
nishing f loereaaa Ihe number of Ihek- Shares or
persiuis dcsirous of Enlering the Associalion mil
please ;:'vc WlUoa notice lo IheTreasurer or Sec-
rclary p1 'or l0 ">c l"sl-Thoma llakeley.
Periia"1'""-0 1 st July, 185*. Hon: Scc:
__O abaixo assignado por si c por.parle de seus
irmaosl'"or' Te! I es Furlado e JoaoTelles Furla-
.1" moi adores lodos nesta comarca de tiaranbuns,
previuei1' Pe' preseule ao publico desta provincia e
Him|ro.ilies, para que de nenhuma forma negociem
cim a niadrasla dos mesmos, a Sra. Maria de Sali-
la'Anua '-cite Furlado, a respeilo do dominio de
urna esj','>va parda, denome Sabina, quese aclia em
poder d<' '''I:l senhora, no valor de cuja escrava lem
os auiH'nriaiitcs suas cotas-parles, que em inventa-
rio por fallecimenlo do pai commum. Ibes cnube ; e
para c\ itarcm qualqucr fraude ou pretexto de igno-
rancia, fazem o presente. Villa de (jaranhonsO de
unlioi-e 1851.Jos Telles Furlado.
__p, ecisa-se de uma prela escrava, que cozinbe o
faca lo''9 mais servido de urna casa de pequea fa-
m'lia, paga-se bem : na rua da Cadeia do Recife
n. 23,
__jarrenda-se um engenhn de fazer assurar, mo-
eulc e crrenle, distante desla prara 5 leguas : a
Iralir n;l rna Nova n. 1.
3J ;\ntonio Agripino Xavier de Brito
^ Jjr. em medicina pela aculdade
g lrjicdica da Baha, reside na rua Nova
g iJ. 07, primeiro andar, onde pode
S so/1" procurado a qualquer hora para %
I rj) e\ercicio de sua proissao. D
_- O Ur. Firmo, medico, mudou sua
residencia pan a rua estreita do Rosario
casa n- >!) segundo andar.
_1 OSr. Jos; Antonio da Cunha, tem
atrf. .a liyrarian. e 8, da praca da In-
(jj.rlendencia.
_t Prcrisa-se de um homem para pasturar gado
,.m im sitio distante desta cidade tres leguas : a tra-
,.,,. rio Moudego, no collegio de meninas, dcfronle
j0 or. I.uiz Gomes.
COMPRAS.
. Compra-se prata brasileira e hespa-
n|,ola : na rua da Cadeia do Recife n.
2\., loja de cambio.
. Compra-se um moinho de pedra com seus per-
iei, ees, para moer milbo; -como tambem um foles,
sarra, c Ionio para uma tenda de erreiro : na rua
v,va n. 1.
.VISO INTERESSANTE AOS SAPATEIROS.
Na rua Nova n. 52, loja de Boavenlura Jos de
QgSlrn Azevedo, compram-sc e vendem-se calcados
j'c lodas as qualidades.
VENDAS.
_______a:______
Vendem-se barris com azeite de carrapato a
2#S60a caada : na rua da Peuba, taberna nova.
Vende-se urna casa de lapa com duas portas
c janellas de frente, com quintal cercado, sila 110
a,sude em Apipucus : a tratar na rua de Santo A-
'laro 11. 12.
($9 Nao pode ser mais barato.
dS) Xa rua do Quemado n. 10 vendem-se fa-
<>. zendas por^ireeo tao barato, que so o com-
prador vendo acreditar.
Chita Ir Me/,1 larga. 200
Barege de laa c seda para ves-
tido de senhora..... 360
Cassas de cores muito linas. 500
Riscados franceses .... 200
Cortes de case-mira de 1,1a. 13*4100
cov.
var.
cov.
Chapos franrezas.
Itnm de liiiho (le cor.
Chales de seda .
Chitas de barra largas .
F'ilii do cor larga .
69000
600
55000
240
610
cov.
var.
flOARMAZEMDEC.J.ASTLEY
ECOMPAMIIA, RIV 1)0 TRAPICHE N 3,
ha para vender o seguinte :
Cal branca franceza.
Folha de flandres.
I
de Bonito desla provincia, para que venha quanto
antes salisfazer a quanlia de rs. 2008000, constante vereni
de uma leltra que acellou no dia 7 de abril do cor- ^sn,, cm veiguinlia
rente auno, nesta enmarca de tjaranhuns, a prazo Cobre de 2\ a 28.
de23 das, cm favor de quem elle bem sabe : se o Azeite de Colza,
nao li/.cr rom bre\ idade se fara publico lodo esse ne-
gocio, que he sobremodo desairoso .10 dilo l.eile.
Precisa-se de uma escrava para o serviro de
uma casa de pouca familia : na rua do Hospicio 3"
casa nova direila depois de passar o qnartel.
Precisa-se de uma ama secca para casa de pou-
ca familia : na rua do Vigario, armazem 11. 11.
Traspassa-se o arrendamculo de uip grande si-
lio porto desta praca, que arcommoda animalmente
16 \ .uvas de leite, com a condicao de quem o pre-
tender comprar as vareas e crias que nelle existir :
ua rua do nueiinade, loja 11. 31.
Henrique Fabre, pintor francez,
que morava na rua das Trinchciras, mudou-sc par
a rua .lo Hospicio 11. .MI. e colunia a pintar palhi"
11I1.1 (las cadeiras c candieirus cor de bronze, cadei"
rindas, palanqun*, e tudo o mais que he pertencen-
le a sua arle : af pessoas que precisaren!, o poder0
procurar a eu.il-picr hora do dia.
LEITE PURO.
Avisa-sc aos moradores da rua Nova, que do 1. ( e
julho cm dianle, lodos os dias pela inanliaa luyera i"1
porta da rua Nova n. 18, puro Icitc a 200 rs. a gar'
rafa ; presutnc-se nao baver a menor falla, e a por"
cao be crescida.
AO PUBLICO.
Acha-se eslabelecido um aeoiigue pelo syslcn1.3
francez, na rua du Baugel n.il ; ueste cslabelcif!'
ment, que ser servido com a maior limpeza pos!"
vel, talbar-se-lia todos os dias carne verde da
gnrda c inellior do mercado, e por um preco de (-({""
vd;*r os freguezes. Conlratam-sc freguezias .....
saes ou semaii.ies, para o que dirjam-se os prelit .
denles ao mencionadoacouguc, ou taberna n. 5
ribeira de St Jos.
No rua de Horlas 11. 1(2, primeiro andar, pfe"
tisa-so de urna prela escrava para o serviro de
de opuca familia.
BAZAR PERNAMBUCANO.
Os donns desle eslabelecimenlo avsam ao reSL
lavcl publico e a seus amigos e freguezes, que. '.c
boje em dianle acharao sobre o balnlo um comple,
sortimento do fazendas de seda, assim como m*
malrizdn llua-Visla 11. II.
Di-te oOfiaooO a juros sol ptnhorea ou lirn M
eonieiito : nesta lypsgraphU te lira quem d
iniuiicic.

OU
Champagne, marca A C.
Oleados para mesas.
Tapetes tle laa para forro de salas.
Formas de folha de ferro, pintadas, paia
fabrica de assucar.
Aro de Milao sortido.
Lazarinas e clavinotes.
Papel tic paquete, inglez.
Brimde vela da Russia.
Graxa inglza de verniz para arreios.
Arreiospara um e dous cavallos, guarne-
cidos de piala e de latao.
Chicotese lampees para carro e cabriole!.
Cabecadas para montara, para senhora.
Esporas de aro prateadas.
Chumbo cmlenrol.
Vcndc-sc a taberna n. 91, sila no fim da rua
Augusta (pie faz quina com o vveiro, muito afre-
guezada para a Ierra ; vende-se para pagamento de
seus credores: quem a pretender, drija-se mes-
ma, que achara com quem tratar.
Vende-se uma prcta exccllenle cozinheira, en-
gommadeira e coslureira, com um lilho : qem a
pretender, dirija-se rua do Crespo n. 16, esquina.
Vendem-se 2 mualas prendadas, moras e de
boas figuras, 1 miilequc de 15 anuos, o mais bonito
que se pode encontrar, 1 escravos para todo o serri-
no, 2 prelas cum habilidades, moras c boas liguras :
na rua da Sen/ala Velhan. 70, segundo ou terceiro
andar, sndi-ra quem vende.
Vende-se um jogo de diccionarios, Constancio,
Francez e Porltigitez : na rna Direila n. 113.
Vende-se rape igual ao de Lisboa a 23000rs. :
na rua da Senzala-Velha 11. 70, segundo ou lerccro
andar.
Na rua do Vigario 11.19, primeiro andar, ven-
de-se cera lano em giumc, comocm vallas, em cai-
xas, com muito bom sorlimenlue de srperior quali-
dade, eheuada de Lisboa ua barca Gratidio, assim
como bolai hinhas em latas de S lihras.e fundi muito
uovo em sacras de i.... i- de 3 arrobas.
Vendem-se poneiraa de rame na parlara da
rua larga dn Rosario n. ls.
Vende-se una crinla .le -JS a 30 anuos, que
cozinha, lava e eagomma perl'eilaiiienle ; o motivo
da \euda se dir ao nuiiprador : a tratar ua liavcs-
>a'dos Expostos ti. IM, primeiro andar.
'
Vende-se no aterro da Boa-Vista n. t C"m-
ma para engoinmar ltimamente chegada "aca-
ly, a 100 rs. a libra.
Vende-se um escravo de bonita figuj *adio,
que rn/iuha c he proprio para qualquer sel0 ,M
rua da Cadeia Velha o. i.
Vende-se urna escrava moca, sadia, bonita
figura e com algumas habilidades : ua pra a "*~
Vista vendada esquina do becco do">'erai
Veude-se um sobrado de um andar ( solio,
em uma das principies ras desta cidade, chaos
proprios, muito bem construido e elegant 1Uil'
accommoda uma familia nao pequea : q Prc"
tender comprar, dirija-se a rua Direita ji 3 1ue
ah se informara a respeilo.
Vende-se uma casa terrea na rua di carado-
res u. 27: a tratar na casa junto a tabcrija que volta para ama dos Assoguinbos. ^i^
Vendem-se 6 cadeiras de amarcllnj as pnlo
de p.ilhiulia, com pouco uso e muito beja? "a
rua do Collegio u. 13, loja.
Yriiilom-sc duas rullas de janellale a ma-
rello, j servidas, porm em perfeilo es), cu ai
palmos de largura-c 7 1)2 de altura : ua do l-"l-
tego, loja n. 13.
SORTES.
O 39 A, confronte ao Rosario em Xnloni '
vendem-se as mais ricas hallas de esl para < >s
noiles de S. Joao e S. Pedro que lem vo a esl a
cidade, e juntamente amendoas a relalhem fras -
eos.
LOTERA da matriz da bovista.
Casa da Esperanca rua dotet-
madon. 61.
Nesta casa est a veuda m complesrlmenlo
de cautelas desta lotera, cujas rodas am no da
14 de julho.
Vendem-se linguas do Rio Grandanlo sec-
cas como de salmoura, por precio muiuimmodo,
assim como hcrva-malle, cuias c bom para lo-
mar a mesma : no armazem do Telles mpanhia,
na rua do Vigario n. 11.
Vende-e uma batanea romanan todos os
seus perlenccs, em bom uso e de 2,000 as : quem
a pretender, dirija-se rua da Cruz, ai/.eni n. i.
COHTES l)E CHITAS A 13. @
t'.onlinna-se a vender cortes de cride eo- 9
';.; res fitas a seis patacas cada corle : loja do
;.; sobrado amarello nos qualro cantosruado ;.*
iX Queimado n. 29. #
Velas de carnauba.
Vendem-sc caivas de 30 a 50 libra superiores
velas de cera de carnauba, fabricadas Aracaly:
no armazem de couro e sola, rua da i n. 15.
A 500 RS. A VA.
llrim Iranra.lo hranco de poro ln muito cn-
corpado : na loja da esquina da rua Crespo que
volla paja a cadeia.
COBERTORES.
Vendem-se cobertores detapetea Ki-., ditos mui-
to grandes a 1100, dilos broncos coiarra de edr a
l>-!Ml.colchas brancas com salpicos aXIO : na loja
da rua do Crespo n. 6.
"BRIM DE PURO LINIIO. PROIO PARA
MILITAKES.
Vende-se liriin de linho branco no encorpado
a .500 rs. a vara, corles de casemira tica a 4SO00,
pauno azul para fardas de guarda roal a 3SO0O
e 48000 o rovado, dilo preto para |ts a 38O0,
45000 e 49500, lencos de seda de 3 fas, proprios
para senhora botar pelos hombros au cada um, e
muito mais fazendas em conla ; naa do Crespo,
loja n. 6. .
S.4NDS.
SALSA PARR1LII
\ cente Jos de Brito, uuico age em Pernam-
buco de B. J .-Ii. Sands, chinden ai ira un, faz pu-
blico que tem chegado a esla praca a grande por-
rao de frascos do salsa parrilha* dands, que sao
verdadeiramcnlc falsificados, e prrados no Rio
de Janeiro, pelo qne se devem ara lar os consu-
midores de tao precioso talismn^ cahir neste
engao, lomando as funestas cetqueucias que
sempre costumam Irazcr ps medcenlos falsifica-
dos c elaborados pela man daquclleiquc anlepoem
seus inlcressesaos males e estragos 1 humaoidade.
Portnnlo pede, para que o publico possa livrar
desla fraude e disliugua a verdadeisalsa parrilha
de Sands da falsificada e recnteme aqni chega-
da ; o .11 ni ni na ote faz ver que a vadeira se ven-
de nicamente em sua botica, na 1 da Concecao
do Recife n. 61 ; e, alm do receirio que acom-
panha cada frasco, lem cmbaixo darimeira pagina
seu nome impresso, e se achara si firma em ma-
nuscriplo sobre o iuvollorio inpsso do mesmo
jreos.
Vende-se um cabrioiet 'omsua competente
coberta e arraios, ludo quaslorr; assim como 2
cavallos do mesmo j eosinacSe musos : para ver,
na cocheira do Pedro ao p 1 arseial de marinha, e
para tratar, na rua do Trap'e N010 n ',' primei-i
ro andar. _.
Arados africanos.sj.'
Vendem-se arados jfricanos chegado* ni-
$ I i mame 11 le dos Estad Unidos, pelo barato 5$
K preco de 10-7000 rs. c um : na rua do Ira- g
@ piche n. 8. '-
*@ @@s
DEPOSITO DE P/NO DE ALGODAO
DA FABRICA DIODOS OS SANTOS
NA BAHA. .
Vende-se o supe*r panno de algodao
desta fabrica, prop para saceos e roupa
de escravos : no eriptorio de Novaes &
Companhia, rua dTrapiche n. 34, pri-
meiro andar.
Vendem-s 4 escios, 1 mualo de 20 annos,
1 moleque de 17 annol prela lavadeira e engora-
madeira, 1 prelo de 40 nos e 30 travs de pao dar-
co : na rua larga do Itirio n. 25.
POTASSvBKASILEIRA.
Vende-se perior potassa, fa-
(A bricada no i de Janeiro, che-
* gada receateente, recommen-
IS da-se aos seores de engenho os
' seus bons elitds ja' experimen-
W tados: na n da Cruz n. 20, ar-
mazan de Leconte Feron &
$ Companhia.
'Venden relogios de ouro e-prala, mais
barato de e em qualquer oulra parte:
na praca (Independencia n. 18 e 20.
Chapeos retos francezes
a carijii, os melliore; do forma mais elegaqte que
tem vindo, e outros! diversas qualidades por me-
nos preco que cm oa parle : na rua da Cadeia do
Recife, n. 17.
Deposito da fabrcale Todos o* Santoana Sabia.
Vcudc-sc, entraste N. O. Beber <5C, na rua
da Cruz n. 4, al jio trancado d'aquella fabrica,
muilopropriopararrosdeassucar e roupa de es-
cravos, por preio cimodo.
Vendem-se erasa de Me. Calmont & Com-
pauhia, na praca dCorpo Santo n. 11. o seguinle:
viniio deMarseille) caixas de 3 a 6 duzias, linhas
em novellos e curis, breu em -barrica- muito
grandes, ac de mi. sortido, ferro inglez.
IG ENCA
Da Fundicac Low-Moor. Rua da
Scnz.-i nova n. 42.
Neste estabecimento continua a ha-
ver um compto sortimento de moen-
das e metas mandas para engenho, ma-
chinas de vapc, e taixas de Ierro batido
e coado, de oos os tamanhos, para
dito.
Na roa dr Vigario n. 19 primeiro andar, lem ua-
ra vender-se ca|icos de castor brancopor commodo
Vendem-se pregos americano, en
barris, propVio paIa bat-ric, e attu.
car, e alvaiadp dezinco, superior quali-
commodos : na rua do
16.
dade, por pr
Trapiche Novo
Taixas
N fundicao'
Bowmann na
do o chafariz
comnleto sortimen
fundido e retido
ara engenhoa.
ferro e D. W.
do Brum, paisa n-
ontinua haver um
de taixas de ferro
5 a 8 palmos de
bocea, as quaes achW-se agenda, por
preco commodo e tom promptiduo' :
embarcam-se ou carijtgam-sc em cano
sem despeza ao comprador.
Bichas de Hamburgo. ^mm
No anligo deposito das bichas de lambur-... ua
eslreila do Rosario n. 11, venden-se as mellones bi-
chas de Hamburgo aos ceios e a relalho, e tambem
se aliigam por menea do que em oulra qualquer
parle.
PALITO'S DE ALPACA FRANCEZES.
Grande sortimento de palitos de alpacae de hriin:
na rua do Collegio n. 4, e na rua da Cadeta do Reci-
fe o. 17 ; vendem-se por preco muilo commodo.
Vende-se peiie secco de varia* qialidadcs e
muilo bom : na rua da Cruz n. l. seguido andar ;
assim como bolina de couro pelo diminu preco de
3O0 o par.
5.S000 cada um.
Vendem-se rliapcos de sol de seda, boa qualnla
rf
f
*
M
(fe, por 3J00 rs. cada um, dilos de panainho, por
1280 : na praca da Independencia o. 35.
Attenrao.
la roa Direila n. 19, ha m lindo caita* proprio
para deposito depadara, o qual se rende inailo em
conta, um braco de balaura de Itomo cv Companhia
com as competentes conchas, nina porrao de laboaa
e una porta de looro, ludo se vende em conla em
ra/.i. i do dono nao ter commodo para o caiao.
AO BARATO.
Ve m|em-se palitos de panno fino pretos e deco-
res e '.alpaca prela, rolletes de seda prel e de co-
res e e fusles, calcas de casemira prela ede cores,
obras ao bem feilas como as de encomroenda : na
rua do Queimado n. 18, em casa do alfaiate I.ju-
liano j.osc de Barros.
O 39 A.
CoDfroole ao Rosario de Santo Antonio vende
em lala- e a relalho novos biscoilos de LUbta, a pri-
meira vez vindos a este mercado.
Vendem-se cobertores de algodao grandes a
640, c pequeos 560: na rua do Crespo n. 12.
Vendem-se no armazem n. 7, da Jote Joaquim
Pereira de Mello, no caes daUlfaudega, satqas com
superior farinha de mandioca de Santa Calbariu.
que parece da Moribeca.
Vendem-se na rua do Collegio, loja |e enca-
deruacao n. 8, as obras segnioles : legislicao por
Benlham, lgica por Perrard, geometra por l.egen-
dre, arilhmelica, algebra e geometra por Lacroi,
ludo em bom uso e por preco commodo.
Ba do Queimado n. 1.
Pecas de brelanha de linho cora 6 varas I 29500,
pecas de cmbrala lisa, Rna, de 6 varas a 3)000. di-
ta- de ditas, um pouco mais inferiores, a 29)00, len-
cos brancos, cercadura de cor, proprios pala meni-
nos, a 100 rs. cada um, casemira prela a 4*500 a
corle de calca, riscados francezes fixos a 129 o cava-
do, chitas de diflereules padres a 140, cortes de meias
ci-einira- de cores a 2$000, casinetas superiores pa-
ra palitos, de padres mese lados, a*tj00 rs. o covado,
corles de calca de brm de linho a 13600 cada um,
cobertores de algodao de daas faces a 19200, lencos
de rede a I9OOO. ditos bordados a 1#280, chitas fran-
ceza s largas a 240 o covado, e oulras muilas fazen-
das por barato preeo.
s@sses@ass@
Farm ha de mandioca.
Vende-se muilo boa farinha de mandioca ; g
9 a bordo do brigtie nacional Inca, chegado de "
Santa Catharina: para porrees, lrala-sa no
escrplorio da ra da Cruz n. 40, printiin %
-i andar.

Na rua da Cruz do Recife n. 33 casa de S
Araujo. vende-se esleirs muilo novas de palha do
AracalV, chapeos de palha, courinhos miudts, cera
amarclla, dita de carnauba, lado para liquidar coa-
las e por preco muilo commodo.
tf*ff W^V^nffWW Jrfffffi8! i
mI Vendem-w palils e sobrelu.lo de boiTa-
%t cha, i'Hp,.s de barragaua ede panno fino de
]E cores, tudo por prero commodo : na luja dp
sobrado iimarcllo.'nos qijatrn caolos da rua
dn Queimado n. 29.
$
0
.
PECHINCU PARA OS SRS.
AMADORES.
Na loja da ruado mimado n. 22, vende-sc se-
liiii azul claro dtsuperi.r qualidade a 500 rs. o
covado com pequuo loqe de mofo, be para acabar.
HE BAIAT1SSIM0.
Corles de brin de eres de puro linho e padroe
modernos a IjaO rs.,issni como grvalas de se
lim de cores injo boilas a 600 is. dilas de chita
a200rs., venhsmvcr ara se raparilar, na loja de
Leopoldo da Slva Quroz, rua do Queimado n. 22.
CHALES DE VLGODVO MLITO
MNTOSA 1,000 US.
t.i-iem os vir rmpr ainda que nao lenha vonta-
de. na loja de l.enpob da Silva Oueiroz, rua do
Q ii cunado n. 22.
Na rua doVigario n. 10, primei-
ro andar, tem >va vender diversas mu-
sicas para piano violo e llauta, como
sejam, |uadrtlha valsas, rcdowas, scho-
tickes, modinhi, tudo niodernissimo ,
chegado do Rile Janeiro.
AtencU* Edwln Haw.
Na rua de Apollo. 6, armazem de Me. Calmon
& Companhia, arlrse conslanlemenle boM sorti-
menlos de laixas deerro coado e balido, tanto ra-
sa romo fundas, moldas ineliras lodas de ferro pa-
ra animaos, agoa, el, dilas para a rmar em madei-
ra de lodos os laiiiaiuise modelos os mais moderiKM,
machina horisonlajpara vapor rom furea de
1 eatallos, eeuspassadeiras de fearo eslanhado
para rasa de pura, por i......os preco que os de co-
bre, caco vens pai navios, leiro da^Sueea, e fo-
l has de flandres ; udn por barato prefo.
tJUEiioSEl'irv^.
Na rua da Cruz do Becife !' arO> azem n. 62. de
Anlonio Francisco Martins, se- tmle os.mjis supe-
riores queijos londrinos, presuntos para fiaaihre, l-
timamente ebegados na barca ingleza t'alpa-
raito. .
Vende-se com cavallos ou sem elles um
carro de 4 rodas com 6 astenias, muito
forte c com pouco uso, e um tlbury em
bom estado : a fallar na praca da lude-
pendencia n. 18 e 20.
Chumbo.
Vende-se chumbo em barra e lenrol : no arma-
zem de Eduardo H. Wyall, rua do Trapiche Novo
n. 18.
Na rita da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem de Henrique Gibson:
vendem-se relogios de ouro de sabouete, de Hlen-
te inglezes, da melhor qualidade c fabricados em
Londres, por preco commodo.
Na rua do Vigario n. 19 primeiro andar, tem
venda a superior flanella para forro Je sellins che-
gada recntenteme da America. -a
Vende-se om 'excellente carrinlo de 4 rodas
mui bem construido, cinbom estado; esla eiposlo na
rua do Aragao, casa do Sr. Nesme n. i, onde podem
os prctendenles exanfina-to, e tratar do ajuste com
o mesmo senhor cima, ou na rua da Cruz no Becifa
n. 27, armazem.
Moinhos de vento
'ombombasderepuiopara regar borlas e banal
decapim, na fundicao de D. W. Buman : na roa
doBrumns.6,8el0.
Padaria. J ^^>t^\ 2~~
Vende-se orna padaria muitoafrguezada: a tratar
com Tasso Irma os.
Aos senhores de ergenlio
Cobertores escaros de algodao a00 rs.,dylos mui-
lo grandes e encorpados a Ic-ltX): na roa lo Cres|>o,
loja da esquina que volla para a Cadeia.
Devoto Chtistao-
Sahio a luz a 2. edicao do livrii-lo (leiuini.ido. .
Devoto Christao.mais correcto e cmcento(a: vende-
se nicamente na livraria n. t>e 8 da pr*r;a ua In-
dependencia a 640 rs. cada ejemplar.
Redes acotchoadas,
brancas e de cores de um s panno, muilo grandes e
de bom gosto : vendei-se na roa do Crespa, loja da
esquina que volla para a cadeia.
AOS SENHORES DE ENGENHO. .
O arcano da nvencao' do Dr.!Eduar-
do Stolle m Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
awucar, acba-e a venda, em latas de 10
iihras, junto com o methodo de empru-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de.
N. O. Beber Cruz, n. 4.
VINTO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinho do Pdrto, em
barris de 4., 5. e 8.: o armazei^ da rua
do Azeite de Peixe n. 14, ou a tratar no
escriptorio de Novaes & Companhia, na
na do Trapiche n. 34.
Vl ITII A rv
ESCRAVOS rUGIDOS.
Antonio, moleque, 'lo, bem parecido, cor aver-
mclhada, na<;ao Congo, ros'0 comprido, barbado no
queiio, pesclo gro-a. pcs bem (eitos, lendo o dedo'
indev da mao direila aleijado de om taljio, e por is-
so o Iraz sempre fechado, com todos os Jentes, hem
ladiue, offlcial pedreiro e pescador ; levou roupa
de algodao c uma palhoca para resguardar da cho-
va. Ha toda probahilidadc de ter sidoseduzido poc
alguem ; fgido a 12 de maio do corrente anno,|ne-
las 8 huras da manhaa, tendo obtido liienea para le-
var para Santo Antonio uma bandeja com roupa :
roga-sc, porlanto, a lodas as autoridad-- e capitaes
de ranino, hajam de o apprehendcr e leva-lo An-
lonio A>es Barbosa, na rua de Apollo ti. :|ti, ou em
I .na de Portas, rua dos Guararapes, indc se paga-
ro lodas as despezas.
Fngio na scvla-feira 9 do rorren.e, as 11 horas
da manhaa, urna preta crioula de nonu Alexandrina,
de idade 18 a 20 annos, be liaiva, lim debaiso do
lado direito do qtieiio tres ro-luras at glandolas.que
se rasgaram, sendo uma dellas maissaliciile, foi es- .
crava do Sr. padre-mcsIreCapistrano: quem a pegar
e levar rua dn Crespo u. 10, ser generosamente re-
compensado.
llesappareceu no dia 15 de aieirn do corren-
le auno o escravo Jos Cacang', de idade 10 anuos,
pouco mais ou meos, com falla de denles na frente,
Icslirulus crescidos, e cralrizes nai nadeeae ; arali-
lira-se generosamente a quem o levar ao aterr da
Boj-Vi.la o. 17. segundo andar.
Per.- Tn. *M.r. r.rl.- UH.
r


\


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID E4GOGBD2V_6SDLID INGEST_TIME 2013-03-25T12:52:45Z PACKAGE AA00011611_01495
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES