Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01494


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Full Text
AUNO XXX. N. 148
Por 3 mczes adiantados 4,000
Por 3 mezen vencidos 4,500
'
tSrp-*

.
\BBAD0 I DE JULHO DE 1854.
Por Anno adiantado 15,000
Porte franco para o subscriptor.
- *
>w DE PERNAMBUCO
ENCARREGADOS DA Sl'BSCRIPCAO'. I CAMBIOS.
Recie, o proprietario M. F. de Faria; Rio do Ja- So*e Londres 261/2, 2G 3/4 d. por 19
neiro, o Sr. Joo Pereira Martins; Baha, o Sr. F. Pars, 360n 365 rs. por 1 f.
Duprad ; Marai, oSr. JoaqnimBernardo de Men- < Lisboa, 10D por 100.
doea ; Parahiba, o Sr. Gcrvazio Viotor da NaliK ^ Rio de Jamiro, 1 1/2 a 2 O/o de rebate.
dade; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Araca-; ycs do banco *> O/o de premio.
ty, oSr. Antonio de Lemos Braga ; Cear, o Sr. Vi- da compacta de Bcberibe ao par.
ctoriano AugustoBorges; Maranhao, o Sr, Joaqiriil da comparlta de seguros ao par.
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos RnWI Disconto de lettras 7 1/2 a 12 0/0
METAES.
Ouro. Oncas hespanhoks. 289500 a 299000
Mocdas de 6J400 velhas.
de 6*%00 ivas.
deW00...'.t
Prata. Pataces brasileiroi/.
Peso columnaros. .
mexicanos .'
PARTIDAS DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dis.
165JOOO Caruar, Bonito e Cararihuns nos das 1 e 15.
169000 Villa Bella, Boa-VU, Ex e Oricury, a 13 o 28.
95000 Goianna e Parahiba segundas e sextas feiras.
15930 Victoria, e Natal, ms qvintas feiras.
1930>.. PREAV A* DE HOJE.
19800 Prrmcira s 9 borase 18 minutos da manhaa.
Segunda s 9 hora: e 42 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e qnintasfeiras.
Relacao, tercas feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas feiras s 10 horas.
Juizo de Orphaos, segundas e quintas s 10 horas,
i." vara do civel, segundase sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quartas e sabbados-ao meio dia.
EPIIEMERIDES.
Jullio 3 Quarto crescente as 4 horas, 1. mi-
nuto e 48 se gundos da tarde.
10 La cheia as horas, 6 minutos e 48
segundos da manhaa.
17 Quarto minguante a 1 hora, 44minn-
-*> tos e 48 segundos da nianha.
25 La nova aos 47 minutos e 48 se-
gundos da tarde.
DAS da semana.
26 Segunda. Ss. Joo c Paulo irnis. mm.
17 Terr_a. S. Ladislao re; S. Zoilo m.
28 Quarla. Jejum (Vigilia) S. Leao 2 p.
29 Quinta. >H Ss. Pedro o Paulo ap. S. Cyro
30 Sexta. S. Marcial)).; Ss. Lucianae Alpiuizna
*1 Sabbado. S. Aaro 1. saccrdoledaordem Livila
2 Domingo 4. Visitado da SS. Virgem Mi de
Dos a sua prima S. Isabel. S. Olhon b.
PARTE OFFIGIAL.
i
BISPADO DE PKKlVAMBUCo.
Dom Joa da Purificaojo' Marques Perdigo, colg
regratile de Santo AgoslMio, por ra$a de tos
e da Santa S Apottoliea, hispido l'eniambuj, e
do conselho de S. M. o Imperaior.
A todos ovsossos diocesanos paz, e benejio eraho-
me de Jesns" Chrislo.
I'ikIh ;e -'linda amargurados par*cordar$af-
(lirtiv ;> zos, que a Pernamhuco, sua circumvizinhai
ule a cidade da Victoria, segando nos consta, Ica-
Moiiuu a cheia, superabundantemearte cxtraordba-
ra, manifestada no tempestuoso e aziago dia 2) do
frrenle, e jamis annunciada na historia perjim-
bucana, todava nlo mnimos n dever, qaeo|so
ministerio nos impoe, persuadindo antecipadatfnte
nao ser casual a ingente calamidade, que elernaien-
le nos ser sensivcl, como recordativa en-
lo flagelante com que a divina indignado dermi-
nnu corrigir os delinqucnlcs, que recusan) relatar-
se de seus eicessos, para viverem na obstinara com
total esquecmenlo das leis divinas c humana qoe
he forroso observar, para que a plena dil
Creador, reine no corarlo da crealura, e a
soc'edade possa subsistir.
Sim, dilectos diocesanos, vos eslaes cerlos
os aconlecimentos da presente vida, "io sao ca
luito, e que depravaran lian permilte refl
na doutrina evanglica, quo condemna os edrnen-
temunliar extremj zelo pela nossa perene ventura,
e pelos cxemplos,.?predica Evanglica.para nos i u s-
truir em nossos dfvcres e nao sendo suflicienle ler
sido abandonado I desnfreada insolencia, barba-
ra impiedade, e i inaudita craeldade dos Judeos,
querendo ainda aV exposto todos os das a todas as
indignidades, a lelos os ultrajes, e a todas as sacri-
legas profananirsldns quaes a humana e diablica
malicia, podia sertfapTiz.
Queremos sabease a nossa f he viva t Eicite-
mos em nossos copces aquello sincero pozar das
Tallas commettcj]. para nos seren perdoadas. Til-
do he possivel q "Hp, que er. Queremos pro-
var nossa religio conducta '! Prostremo-no* aos
ps de Jess Chri! >, reparando do moriopoMivrl, e
face do reo e d; Ierra, todas as irreverencias, des-
prezos o ultrajes, no este Dos e senhor, recebe so-
bre nossos aliar! Todo he possivel quelle que
er Em prewi a dos prximos aconlecimentos,
recorramos a JesinChrislo com llumildade, suppli-
cando mil vezes n ardan de nossas iniquidades, j.i
que nao nos he peaiittido regar com lagrimas de
ingenua rontriccaofs lugares, onde sea sagrado cor-
no fui horrivelmenV ultrajado, e os signaes de seu
amor foram desprelados. J que dizemos, nao nos
be possivel cnsul' r-nus senhor dos coraresde lo-

los dos que allribuem ao acaso os success aos
quaes todo o vvenle est sojelo. Sera oor ella
nao digna de crdito, porque nao reflcclidl ?
Estaremos isenjps de a seguir, e adorar, naaj pa-
ra enmprir nossos primeiros e essenciaes devi
mo para negociar nossa salvaran, emquanto o sao
i nli in iajt os nossos pcnsamenlos, pali as, e
obras VjP*
Ovelfis do rebauM pernaubucano, per divos
le quos casligos sao iodispensaveis aos mens
adultos/eomo he ineicnsavel aos lillics me res o
elimino, dirigido a instrai-Ios na religiosa e ci edu-
cago. Estas So as vistas do autor da natum que,
(segundo Santo Agoslinho) julgou melhor o Tire-'
sallante dos miles, que nao os perrailtir.
Nao nos qneixemos da apientissima Proi ocia,
qne arge utios feilos, e reprova nosso d ifrilo,
quando nao tribuamos sincera crenc,a aos in< rula-
veis arcanos, cuja comprehensao he vedada ) fr-
gil, e Bntlo enlendimenlo. Nao queirainos scru-
lar o qua lio imperscrutavel, deiando de er, e
praliear quanto nosesti determinado.
Se estas forem as disposi;oes que devem idop-
lar, na seremos constrangidos a suffrer os res
asperezas, de que seropre estamos amoaca por
propria culpa.
He cerlapiente amarga a pena, que senljl pec-
cador, alientos os espantosos effeitos do civLper-
pclradn; roaior lie porn a do opprinaa, quando n3o evita a pertinacia na c^pa.
A noaaa eufeemidade, diz um sanio padi
Iliiu mi os flagcllns da divina Oa>oipO>aetic
nao fat ceswr a iniquidade que os molivir. ^
Se Heos espera nossa correcsan, nao 98 U
mos. Quando censura, pela punirn, nosso i
lar proceaiaienlo, apenas de nos se apodera o
e pouco leaapo depois, nos esquecemos de 4
noo dever. W
Se o infinito podes, eslehde a mao percursole|
mellemos obedecer aos preceilos da lei; se p
motivo suspende a espadad* sua Justina, nao
primos o que nos est prescriplo.
Se nos castiga, siipplicamos indulgencia ; s<
simula nossa desobediencia, segunda vez pro
mos sua indignacao.
Hlelos filhos, convertamo-nos para Deus c
maior sineeridade He coracao, no jejum, e no r
lo, cmanos diz o propheta Joel, assegurande
nao ha vea; meio mais pfoprio para applarar a ir
leste. A penitencia he a nica laboa, em qoe no;
demos salvar do naufragio da culpa.
O propheta Isaas nos diz em mime de Dos
Abandone o impio seu procedimento: o homem
quo deteste suas pessimas inclinacoest e Dos, si
1 pre misericordioso, ilelle se compadecer, para
perdoarAlimeuteBH os que nao pdem ler m
de subsistencia. Cubramos a nudez dos indigen
Prestemos protecsao aos desamparados. Praliq
mos finalmente para com nosso prorimo todos os
tos de benevolencia, que para nos queremos ou
sejamos-
Se urgente c possivel Mr, admitamos as casas j
dos os homens,
ficio, a indolencia
cer a Dos, ou
amado.
Manifestemos
que estamos de
reparo da innoce
Va reparar, por qualquer sacri-
l lodos os que nao querem conhe-
ennhecendo-o, nao o lenliam
divina presenra a disposicjlo em
er ludo que necessario for, para
la peidida pela culpa, e palco-
Icemos a vnnlaile.auc temos desalisfazer sempiter-
na juslira, uuimlijnossii intencan aquella que Jess
Chrislo dirigi a atu Pai sobre o'calvario, salisfazen-
do pelos peccadar de lodos os homens.
Imploremos a^emissao de lodos os excessos vo-
luntarios, c invoMilarios perpetrados em todo o dec-
urso de nnssamtrlal carreira, determinando-nos a
cumprir exaclanMnle no resto de nossos das lodos os
deveres para conr Dos, para comnosco, e para com
nosso prximo.
* eternamente seremos, se^prali-
rina verdadeicamenle evanglica,
el ao verdadetro renle.
e jnnho d* 185i. JoSo, hispo
Berna ven tur;
carraos esta di
Tudo he
Caldeireiro
diocesano, i"
DAS ARMAS-
las armas da Pernam-
de alo Bocito, ai 30 da Juno
IA N. 110.
. Sr. coronel Mnocl Mu
CO
Qmartoldo
bao*
de 1854.
" DEM I
Manda o IlhP.Sr. coronel Mariocl MunizTavares
commandanleinterino das armas, desta provincia,
que na manala do dia 1 de julho se passe revista
de moslra aojuorpos do exercitoem guarnirlo nesla
provincia nuificus respectivosquarlis, peta ordem
seguinle:
As 6 horas ju companhia de arlifices, as 6 }i a de
cava liara, as 7 ao halalhao n. 10 de infaotaria, as 7
X ao halalhao2 da mesroa arma, c aos recrulas em
deposito no quarto! do Hospicio, as8 % ao featalhao
9, lamhcm d s infanlaria, e finalmente as9 ao 4o
balalhao de lunaria a p, aquarlelado na eidade de
Olinda.
Conforme.. -Candido Leal Ferreira, ijudanle de
ordens encan egado do detalhc.
mol
A
TRIBirNAL DA RELACAO .
S SSAO" DE 23 HE JIMIO.
Pit.iiden ido t'xm. Sr. conulheiro Azetedo.
As 10 hora i da manhaa achando-se presentes os
Srs. desembi rgadores Baslus, Leao, Souza, Rebollo,
Lona Freir Pereira, Monteiro, Valle e Santiago,
o Sr. presta ente declara aberla a sesso na forma
da lei.
EXPEDIENTE.
Foi lirios n mesa um aviso circular da reparlicjio
da juslira d 24 de maio ultimo, sobre a contagem
das cusas n >s processos em que fr a fazenda inlc-
ressada.1 andnu-se archivare que sedesseexerucao.
JJalaamentos.
Aggravos de pelicao.
o bacharel Pedro Bezerra Pereira de
Ara ojo Bellrao ; aggravado Francisco Jos Aran-
tes.Deu-sc provimenlo ao asgravo.
Aggravattf! Virialo os seus cedores.Ileu-se provimenlo ao asgravo.
Aggravaate Domingos Jos Soares ; aggravado Ma-
noel Frajncisco Ramos. Nao se tornou conheci-
mento db aggravo.
Appellares civeis. >'
Appellautfs Pedro Jos Rodrigues f*a mulher ;an-
pellado, Jos Januario Soares Ferreira o seus li-
llios.Gonfirmou-se a senlenca.-
[Petitao ojo coneso Domingos Jet da Silva.Foi
indefadjda.
Designaron.
AppcllacOes civeis.
noisa reaidoncia os que na tem aonde possam hal ,1
j i .. ...:. ,u m. o,.,- ,'AppelIiil.el-ranciscoAntoniodeCarvalho htqacira
lardemodcalsum, por occasdo de grave vexac.. M X^ m FranciSco da Silva Azevcdo e
como aconteceu aquclles, cujas haliilacoes a gr ^ 0 Cablk) de Olfnda.
de iuundarao destroio at aos alicorees, a ponto < iJAppellaife Joaquim da Silva Mourao ; appellada
somonte acharen) refrigerio e -consolato na casa d Victoriano Aiigusto Borges.
,, ___,_, i. L.. .. 11^- Apncllanlc relela Francisca de Jess
nossa residencia, cujas portaste boa .nenie Ihe ,fPanM, Balthazar Pereira Diosenes.
appellado
franqueamos, sem que at agora tenham experimen-
tado carencia da nalricjio 52 pessuas, por beneficie ippcllante o juizo de direilo ; appellado Thomaz
4
da Providencia, que castiga, mas nao desampara
fere, c nio mata.
Narramos este fado nicamente para que os nos-
sos diocesanos cngrandec.am, e exallem a divina be-
neficencia, .i qual devemos eterna gralidao, por nosi
enviar a merecida punirn com a roaior benignida-.
de. Quanto a nos, smenle nos resla o prazer de sa-
t isfa/.er o dever pastoral, e caridoso.
Por eslaoccasao parece-nos conveniente noticiar,
para o mesmo fim, a especial munificencia com que,
durante a prsenle tributario, nos tem agraciado a
releste benevolencia, permitlndo que no dia poste-
rior espantosa inundarlo apparecesse o sol claro
al larde, contra toda expeclacjio para enxugar a
roupa de todas as familias, que se tinham refugiado
rom presteza em nossa habilacao, caminhando por
Jenlru d'agua alca cintura, sendo de notar, que nos
subsequentes dias. o sol se tinha oceultado por espa-
ro de i dias e meio.
Estamos livres do perigo c afiro, |>or singu-
lar beneficio da Providencia, que se dignou altender,
iiela f as divinas promessas, nossos clamores, e es-
i-utar os gemidos de tantos infelizes, a cuja angustia
arcorremos com as consolantes palavras de Jess
Quieto, dirigidas a Martha, quando duyidoa do po-
i'lcr do unignito filho do AllisSimn em resuscitar a
l.a/aru seu irfnao*, que jazia sepultado havia qualro
das. Sone-disi Ubi, quoniam si credideris, ti-
ilebix gloriom Dei '.' Ev. Joan. c. II v. 40.
Conveniente he que passemos a exhortar os filhos
de nossa prcdilecrao,.a que procedam em prrfjita
armoniacom a fe professada, cujas obras designam
quaes sao,os verdadeiros renles, a quem Jess
Chrislo assevera loda a possbilidade em oblcr todos
os mcos de cnnsrguirem sua prcdcsfna^So. Osi-
na pimihMa >unl credenti. Commumoramos
particularmente esla virtude, como a mais nlil ao
viandante no lcmpcsluoo mar dcsle mundo, om a
Njual armado, e forliflcado, .pode vencer u-'^ 1S
difliculdades e Irrajajeoj, que encontrar po isa d ra-
^ainho da reclidao.
Pretende cada um de nos convencer-se se he ou
nao, verdadeiro crenle 1 Veja se adora a Dos em
espritu e verdade, e do mesmo modo a Jess Chris-
lo, existindo em estado de victima na Sacrati-sima
Eiirharista, pela qual se offerecc om sacrificio pelos
-1 omens a seu Eterno Pai, por um excesso da mais
|>rodgiosa excellenle caridade, apezar de nao di-
visar no mtae9o da maior paite do suas rrealnras
..i.i.i lu mal ingraliiln, nao M'h.lo h.i-lnlo ler Iri-
I lado um cauJifconiiiameiih' arduo, par.l nos les-
AppellarCes rrimes.
l'rancisccJ Goes.
netitoet.
Passaram do Sr. desembargador Bastos ao Sr. des-
pbargador Leao as seguintes appellares em que
P i .
iellanle o^uizo de dircito ; appellado Verissimo
os Rodrigues,
pellaale o joizo de dreito; appellado Jos Vctor
Vieirjvde Brtb.
Passoa do Sr. desembargador Pereira Monteiro ao
S desembargador Valle as seguintes appellaccsem
ojf s9o :
pllanlc o juizo; appellado Pedro Antonio de
Dia de apparecer.
'assaii do Sr. desembargador Valle ao Sr.desem-
bjrtdor Santiago as seguintef anpellares em que
sa; '
Acllnles Jos Rodrigues de Oliveira Lima e ou-
os; appcllados Antonio Pedro Alves da Cruz e
Uros.
Appellares civeis.
issaram do Sr. desembargador Leao ao Sr. de-
ieiargador Souza as seguintes appellacoes em
lusao:
apilante Manoel Francisco de Souza ; appellado
-Ionio Jos Ferreira.
\pllmile Joaquim Antonio dos Santos Andra-
e, appellado Joao Cardoso de Mosquita.
Vplante I). Conslanlina Jacinlha da Molla ; ap-
ilado Manoel Jos da Costa.
iplanle Diogo Jos Pinto Cabral ; appcllados
J|uim Luiz dos Sanios & Companhia.
Vplanle Clemente Jos Ferreira da Cosa ; ap-
pada I). Mara Joaquina Moreira.
Vpaante Alexandre Jos de Sanl'Anna ; appclla-
'dVcentc Ferreira Leal eoulros.
Pnram do Sr. desembargador Leao ao Sr. de-
mlgadur Rebello as seguintes appellacoes em
ie i:
PNnl-1 Jnc Jacome de Araujo ; appellada f.
I'ielni.i Gandida de Mello.
apante Vicente Jos de Britn ; appellado o jui-
zo s feilos da fazenda provincial.
Pa$u do Sr. desembargador Rebello ao Sr. de-
501 nbtador Luna Freir a seguinle appcllaro em
1" l:
1 'pelile Sebastian I.ins Wandcrley Padrinho ;
'PPnda a fazenda.
' i3 do Sr. desembargador Valle ao Sr. dc-
J^TjorSaor Santiago a seguinle appellarao em
*PjP". Itonlc Jos Manoel da PallSO ; appellado
i t',incKuAiiloiiio da Silva.
' anlou-sc a sessao as 2 horas da larde.
EXTERIOR.
A ni
BOLETN SEMANAL.
.ipreusa eslraneeira e h'in orrupado haslan-
. ""iiesoendos iiicidenles ijue depois do ullimo
pro a ^ v.e|(M f .laconvencao auslropriisiiana,
tem apresenlado a poltica desfavoravcl, ao menos apparenlernente. Esles in-
cidentes sao a demisso imprevista do_ministro mais
decididamente opposto influencia russa e partida
repentina do principe da Pru -sia, tao popular hoje
por sua opposirao a Russia quanlo era impo-
pular em 1818 pela sua resisti;ncia ao movimenlo re-
volucionario.
Iroa circumstancia, que ainda nao foi referida, a-
balou de um modo particular a opinio na demisso
do ministro da guerra, e he que o Sr. de Dokna,
grao-marechal de palacio e partidario declarado da
llii'sia, fui encarregado de apresenlar ao Sr. de Bo-
iiin os motivos da medida, que lhe dza respeito.
Resullou ilalu arredilar-so ore momento na retirada
do Se. de ManteiifTel, e que o Sr. de Dokna eslava
encarregado de formar umnovo gabinete.
Ai cousas nao foram lo loi ge, e os boatos de mu-
dans ministerial foram officialmenle desmentidos
mas a imprensa prussiana m;m por islo deixou de
commentar com urna promplii o, que bem se com-
prehende a retirada do minislio da guerra c a parti-
da do principe. Cemludo ella nao chegou a ser nes-
ses incidentes deploraveis, os indicios de urna mu-
danra radical edefiniliva, e contcntoa-se, lalvezcom
razao, em coosidera-los como as consequencias de
urna poltica de equilibrio que, arrisrando-se a nao
contentar a ninguem, procura dar garanta alo-
dos.
He esle o pensamento que inspirou os artigos de
lodas as gazelas prussaoas. Todas ellas fazem sen-
tir a urgencia d tornar-se finalmente um partido
franco e, decidido. Conlin.ir em noss resolucao,
diz a Gazelle de Spener, he aggravar a crsc. Al
hoje, com esla indicisao, nao lemos feilo sean tor-
na-la maisperigosa. s
A ^Gazelle de +o,< exprime a mesma idea, lima
deciso faz-sc cada dia mais urgente; pela honra c
interese do pai/.,lie lempo de lormar-se urna resolu-
cAo, e fazer que acabe um antngonismo peior que o
Iriumpho de um partido, cujea hymnos de victoria
sndurariam um instante. ,
Em lempos lo graves como os nossos, diz a C.a-
zetlede Cologne, devemos diz-Mn francamente esem
rodeios, a Prussia inspirar urna desconfianza jnven-
civel i potencia oriental, assim como as potencias oc-
cidentaes, emquanto existir om Berln urna menora
que podera lisongear-se de exercer urna iofiuencia
particular sobre as rcsolures do governo e sobre a
direccao do estado.
' Mas a Gazelle de Cologne nao poe em duvida a
derrota desta minora ; invoc;, e com razao,.neces-
sidades, as quaes a Prussia nao poderia subslrahir-se
impunemente, e segundo as apparencias acluaes, el-
la opp5e com confianca o protocolo de Vienna e a
convenci auslro-r-russiana, -que, diz ella, dominam
a situaran.
A imprensa inglcza, a ultima que commenlou o
incidente de Berln ; com a mesma promplidaocom
que o fez a imprensa allemaa, moslrou-se mais mo-
derada, c he o Times que apresentou a maior seve-
ridade. Reproduzimos na integra seu arjieo. i"" t"
noUivi,, ainda que frouxoem certas passagens por
om* ecita exage rarao:
a O curso dos aconlecimentos tem provado que
nao tinhmos exagerado a cxleusaoc a influencia das
intrigas urdidas em Berln para separar o governo
prussianodas potencias occidenlaes, e que se nos en-
gaamos na opijo, que haviamos feito das inten-
ses do rei da Rtfssia e de seus conselheirof, tinh-
mos peccado antes por moderai;ao do que por severi-
dade. Se examinar-se estes acootecimeulos em suasal
relares comsigo mesmo e com o procedimento, que
o governo prussianol.em tido, v-seque tudo eto n3o
deixade ter por Bjb-convencer o gabinete de Bcrl^i
de alguma cousav^ne se pareca com urna conspira-
c6 contra a independencia da Allemanha, de m f
para com os representantes conslilucionaes do novo,
e de dobrez para com o resto da Enropa.
Eslas aecusaces sao bastante serias para seren
feilas contra o soberano de um paiz poderoso, cuja
popularan he quasi unnime a favor de urna alhe-
en aberla, activa e directa com as potencias occiden-
laes. Mas eslas accusarOes, lo graves como.sao,
podem resumir-so e explicar-se por urna oulra, que
he ainda mais grave, que lodas as outras, islo he,
que o servilismo pela Russia tem dominado ma
consideraran intciimenle contraria nos eonselbos do
rei da'Prussia, o qual lem successivamenle sacrifi-
cado a esla influencia malfica seus mais antgos e
mais fiis servidores, e at'fez entrar nonuaicroda-
q"uenes, queesta poltica tero separado de se gover-
o, al o principe da Prussia, seu prprolrmao e o
herdeiro presumplivo da cora. O fado de ter o
principe da Prussia deixadode ser provisoriamente
governardor militar das provincias de Westphalia c
do Rheno, he a prova mais forte, que lomaram em
Berln os agentes de poltica, qual o principe da
Prussia lem feito urna opposico respeilosa, mais
firme. *
o A demisso do conde de Pourlals", quando o rei
recusou em marco passado assignar a convenci das
qualro potencias, foi o primeiro paaso dado neste ca-
ininlio dcploravcl. Vieram depois os estafaos ten-
tados para arredar o cavalleiro Bunsem da embalsa-
da de Londres, procurando-se representar seu pro-
cedimento de um modo contraro verdade, que-
rendo-se-lhe impor condires, as quaes elle nao po-
dia sujeitar-sc honrosamente, al que por fim lion-
vesse de excusar-se absolutamente de ser o orgao de
urna poltica, que se inclinava a separar a Prussia
das potencias occidenlaes; fazer dola lalvez a cum-
pliceda Russia. O ministerio da guerra eslava ainda
cutan as mns de nm ministro o de um ollicial. que
acabava de declarar as cmaras, qae collocar-se a
Prussia do lado da Russia, era commeller um par-
ricidio.
Em consequencia desta declararan, o general Bo-
nin foi desigmdo para ser a prmeira victima, e no
dia seguinle, ttulo de trabalhar com S. M. em ne-
gocios de sua repartirlo, o rei o abrarnu alTerluosa-
menle e lhe informou ao mesmo lempo, que elle es-
lava nomeado pata o commando de urna divisao, is-
lo he, que eslava despedido do ministerio. Nao nos
cal>e dizer o elfeito, que urna scmelhanle medida po-
de ler no exercilo cna popularan prussiana, e ainda
menos podemos referir, certos de nao enganar-mo-
uos, as crcumslancios, que tiveram em resultado
fazer retirar o romm.ndo do principe .da Prussia ;
mas o que lio corlo, Ir; que ellas devem produzir
consequencias gravissimas para o paiz, e para o mo-
narcha. O principe da Irussia nao he, ero um tor-
bulenlo, nem um cararle; violento neiu um enrtesao
da popularidndc. Pelo rmlrari i elle foi o primei-
ro personagem cujo afastamcnlc os demcratas de
Bcrlim Iriumphanles cxigrim em 1818, c como se
rclirassc cniao para Londrcr, fo nesse lempo lam-
ben que elle pode laucar 6svundamenlos da estima
reciproca, que desde entao ua' tem dcixadu de uui-
lo corle da Inglaterra c ao nrsso paiz.
De volla para a Allemanha,' 11c tem sempre uni-
do um respeito escrupuloso pe.'i conslilucao sua
ilodicacao bem conhecida pelo nonarchia, c a urna
diflereiicia habitual pela cora piocurando resistir a
os seus erros. Tinha ido tao long% quanlo era pos-
sivel, para sustentar a publica ilo,averno, mas ao
mesmo lempo nao tinha deixadoileVuperimcnlar su-
as preferencias pelo partido parlauruitar no interi-
ne e pela aliaura ocrdeulal no exte-ior. Durante
luda a sua vida, o rei lem sido miiilo nais dominado
norsuM pri'dilerc,>sc ailcices pessoaVs, da que por
alguiis priinipios li v<.s. uu upiniJea arrajoadas.
A morle do general de Radowilz e a rirada da ca
valleiro Bunsen deslairai a influencia, de que go-
za vam os mais liberis de seas amigos, e o ascenden-
te do Sr. de Gerlack, que trmmpha hoje, est iden-
tificado em todo que diz respeito a poltica interna e
externa, com o ministro da Russia na corte de Ber-
ln ; he claro agora fue o fim do Sr. de Manloultel,
assiguando o protuedo de ',' de abril, foi obler das
cmaras o em presum da) 30 milhes de Ihalers, e qne
o Sr. de Vioclie tinhi evidentemente razo de dizer
que nao votara este aprastimn antes de ter visto a
Prussia obrigar-seporum Iralado a obrar com as po-
tencia* occidenlaes. fepovo, la Prussia lera logo de
decidir aqucstaodnf.il*', quo lempo lhe convir ser
goveroado por agente.-Aissos, o se* airaslado peros
[.costas e-com os olhos fechados para a allianra com a
Russia.
Cremos poder adevinhar qual ser sua resposta, a
qual o principe de Prussia prevenio de um modo que
faz honra a sua inlelligencia e aos seus senlimentos;
mas devemos reconhecer ao mesmo lempo, que a
o pinino publica na Allemanha, se por acaso ella he
forte, u3o he representada, que as cmaras sao pro-
tegidas, que a impreisa he conservada debaixo do
nm jugo severo, e que nenhum symploma publico
moslra a intensidado 4o sentimento, que, reina em
lodo o paiz neste momento de crise. ('..un ludo he
para desejar, qae a presao, que ha" de por fim deter-
minar o governo a seguir a linha de conduela indi-
cada pela opiuan viuda do interior do que do exte-
rior, porque he da sorteda naci, que se Irala.
Entretanto parece que o governo prussiano des-
confia mais das intenso de seus vizinhos do que do
descontenlamenlo de seas proprios subditos, c que a
noli inserida no Moniler, annnnciando que se vai
formar em Boulognee era Sainl-Omerum campo de
100,0(10 homens de tropas fraucezas, despertou em
Berlim temores reaes ou ficticios (1). Se ha um esta-
do ao qual urna semelhatle demonstrado possa pa-
recer desfavoravel, fura p;rmitlido dizer na verdade,
que ella nos diz respeito muito mais a nos do que i
Prussia ; porque Boulogne nao tem visto urna reu-
nio lo grande de homens, depois da que leve lugar
em 1805 para invadir a Inglaterra, e estas (ropas se
oslenlam i vista de nossas praias.
O governo e o povo inglez comprehenderam toda-
va que seria injuriar-nos, se desconfiassemos da
Franca, porquantoum tratado tem sanecionado nossa
allianra com ella, e nossos dous pavilhes flucluam
juntos as duas esquadras combinadas.
N3o lemos por cuslume dar nielado de nossa con-
fianca, o presumimos qoe, qualquer que soja a dpc-
raean, que llevamos fazer contra o inimigo commum,
ella he o fim desta concen!ras3o de tropa."
Mas se a Inglaterra d esla prova assignalada de
sua confianza na lealdade do governo francez, que
lem pois a Prussia de temer deste exercto, a menos
que ella medite secretamente actos que lhe acarre-
tassem um castigo promplo e exemplar das poten-
cias occidenlaes ? Se ha necessidade de um maior
numero de tropas para urna expedirn no mar Blti-
co, nao he porqoe nao se pode contar com o concur-
so enrgico da PrutMin a favor do prlwIyiW, once!
la approvou m Viuna, c que as potencias alliadas
devem fazer por consegu n ;. no norle da Europa, o
qoe a Prus-ia poderia fazer com vanlagem para sua
poltica e com gloria para saas armas ?
Em lodo o curso da ultima grande guerra na Eu-
ropa, a irresnlucn, poderiamus dizer, a perfidia do
gabinete prussiano foi a cansa nica das calamidades,
que ella leve de soflrer, e da maior parte dos males,
que opprimiram toda a Allemanha. Sua poltica pa-
rece querer affectar ainda a. neulralidade, at qoe
achc occasiao, ou pretexto de se declarar contra os
votos de seu povo altamente proferidos, e flucta en-
tre duas npinios, at quo conceder por fim aos seus
inimgos oque tem recusado aos seus amigos.
A imprensa ingleza deu mais urna provade seu
palrinlismn no apoio sem reserva,que deu ao budgel
complementar apresenlado por Mr. Gladslnne. Esle
budgel he, como distemos, de 170 milhes, c a lua-
lo; nlc das sommas extraordinarias pedidas ao impos-
to desde o principio da sessau excedea 250 milhes,
islo he, somma que o governo francez pedio em-
prestada.
>enhorna nbjecrao se fez nem contra a importan-
cia dos sacrificios exigidos, nem contra os mcios pro-
postos por Mr. (iladslooe. O Times faz observar
com salisfarao, quaas duas Ierras parles sao pedidas
ao im-imc tax, islo he,s classesabastadas, e que as
classes pobres n3o (eran de sodrer mais do que um
augmento insensivel sobre a cerveja e bebidas espi-
rituosas.
Aquella gazela felicita a Inglaterra por poder for-
neccr 2V) milhes de francos de laxas addicionaes
sem i'inh iraear o commercio, sem \ ovar a i me.I ra
e sem reslabelecer nenhuma das medidas, que cons-
liluem a reforma financeirae commerrialde Sir Ro-
berto Peel. Emquanto virmos a imprensa mais li-
vre do mundo fallar urna liuguagem tao patritica,
nao dcixaremos de pergunlar aos mais pertinazes :
Onde estilo os pergos da lberdade ?
Duas gazelas de Turim, a Opinione e a l'ocedella
Liberta, acabam de ser condemnadas por ataques
feitos contra a rainha de Hespanha, e por queixa do
embaixador hespanhol. O gerente da Opinione foi
condemnado a quinze dias de priso. e 200 francos
de mulla; os dous gerentes da I'ore delta Liberta
tambem foram condemnados a quinze dias de prisao,
o primeiro a 200 francos de multa, e o segundo a
100.
Todos conhecem a opinio desta gazeta acerca das
condemnaees em materia de imprensa. Pensamos
que refutar lie preferivel a condemnar. Todava as
duaa>CQnilcmnac,es, que registamos, tarto a vanla-
gem de fazer palpavel aos olhos dos partidarios da
repressao a elricacia da legislarlo sarda, denunciada
al hoje como muito branda, e nao dando garantas.
A licenra da imprensa era urna das grandes queixas
da Austria contra o Piemonte. Esta queixa do-ap-
pa/ece evidcnlemcnle vista da senlenea do Iribu-
iral do Turim. (l'resse.)
renle anno, foi marcado e vestnario que, no exerci-
cio de suas funeces a solemnidades publica^devem
usar os juizes dt direilo, municipaes e orphaos, e os
--------------s------~..-----------...., .-----......, ^.-------r.._----,-------.. rr-------*------.
promolorcs pblicos: as conveniencias das audien- %& saber : Na do Rio de Janeiro.
. Dislriburam-se, no anno de 1853, em todas as
relacoes do Imperio : r
Appellacet
INTERIOR.
REILATORIO
Sa reparticao' dos negocios da jusiipn aprsen-
la do o' assemhla geral lacislattva ata le a; an-
da sessao' da nona legislatura pelo respectivo
ministro o secretarlo de estado Jos Thomaz
Nabacode Aranjo.
Conlinuarao do Jl. 135.)
Administrarlo dar juslira.
Por virlude da aulojsacad conferida pela lei n.
60i dc3 de julho de1851, foram designadas, pelo de-
creto n. 1285 de 30 de novembro de 1853, as furias,
do foro, c elevadas as aleadas dos Iribunaes e jabea-
do imperio.
O regiment das cusas, que Je achava alTecto a
seccao de u-lira do conselho de estado, em breve
ser resol' ido sob consulla da mesma secejio ; esla
materia oflerece difliculdades porque nao compre ai-
tender smente ao inleresse dos empregados do foro,
mas conciliar csse inleresse com o dos litigantes, aos
quaes, entre n, j s3o bem caras e dispendiosas as
demandas ; assim que, nao deve causar eslranheza a
demora, llcndendo-se i gravidade do objeclo.
Pelo decreto n. 1,326 de 10 do feverciro do cor-
(1) Aqu, roinoem nutras passagens deste artigo, o
Times vai spin duvida minio longe. Todos se lom-
brain que o Mnuileitr dehonlem declaren que o ;*a-
j binle de Heiliiu nao linha pedido explirares ao go-
I yerno francez.
cas e dos tribunaes reclamavam esla distincrao, cujo
effeito mais se aprecia do que se explica.
O decreto n. 1,29* de 16 do dezembro de 1853,an-
nexo a esle relatorio, delerminnu a forma da substi-
tuirn ou provimenlo dos officios e empresos de Jus-
tina, nos casos que elle distingui 'de impedimento
temporario e impossbilidade absoluta dos serven-
toarios vitalicios, para serem aquclles caso occorri-
dos pelos presidentes o estes pelo governo imperial.
Convcm conceder aos magistrados a aposentadoria
como favor, quando attngem a 30 annos de servi-
do, ou tendo mais de 10 se impossibililam de conti-
nuar no exercicio : cumprc porm, ao mesmo passo,
aulorisar ao governo para aposentar o magistrado qoe
tendo impossbilidade absoluta, physica ou moral,
norequer ou nao pode requerer a aposentadoria. A
admin-trarau da ju-iiea exige esta providencia, vis-
to como os empregos s.io instituidos para o bem pu-
blico, a nao podem deixar de ser exercidos porque
assim convm ao inleresse particular : a providen-
cia porm deve ser acompanhada de garantas, para
que a aposentadoria nao seja decretada senao med-
anle um processo administrativo, intimado e ouvido
o magistrado, por si ou por um curador no caso impossibilidode moral, eprecfflendo consultada sec-
cao de juslira do conselho de eslado.
Supremo tribunal de justira.
Por fallccimento do cooselheiro Miguel Joaquim
de Castro Mascarcnhas foi nomeado para suhslilui-lo
o conselheiro Joaquim Jos Pinheiro d Vascon-
cellos.
Foi no mesmo tribunal aposentado com'o ordena-
do de desembergador o conselheiro Joao Capislrauo
Rabello. -
Teve melhoramcnlo de aposentadoria,.. sendo con-
siderado com as honras de ministro do u))cemo tri-
bunal de juslira," o desembargador da extincia. casa
da supplicarao Luiz Antonio Barbosa de Oliveira.
Esle tribunal carece rcnrganisnrao para que possa
preencher o fim do sua instituieao : constituido como
est, ellejic antes um simulacro do que a realidades
de supremo.
Urge mais que lodas as reformas que vos lem si-
do indicadas, aquella que consiste em serem havi-
dos por supremos e definitivos os seus accordaos
quando versarem sobre nullidades. He urna anoma-
la que os tribunaes inferiores possam julgarem ma-
teria de direilo o contrario do que decidi o primei-
ro tribunal do imperio. Sobrcleva subversao das
ideas de jerarcha, infringidas por cs*c presopposlo,
a desordena da jurisprudencia, que nao pode existir
sem unhuaniitadc, o andese acham areslos para tu-
do, A jurisprudencia, para que possa supprir e au-
xiliar com seus aro-Ios e eslytos a legislado, que
nao previne ludo, devesahir desse eslado de incerte-
za e de controversia em que se ncha abysmada : fu-
ra para desojar que o supremo tribunal, pelo meio
que vos indico, se tornasse o ccniro c regulador da
jurisprudencia, imprimndo-lhc a uniformidade de
que ella carece dominando desl'arte o espirito de'so-
phisma que poe em duvida as dispusieres as mais
expressas, as doutrinas as maisioconcussas.
Releva porm impr ao tribunal, como correctivo
de abuso, algumasjegras sobre as nullidades, afim
de que, por amor de um principio controverso, de
urna formula que, posto preterida, nao era substan-
cial, cuja oms-ao nao importara prejuizo parle in-
teressada, ou nao fra por ella allegada, se nao an-
nullem demandas chegadas ao grao de revista < cus-
la de grandes sacrificios e despezas. Nestes casos
podem ser as nullidades declaradas ou pronunciadas
no inleresse da lei, mas sem prejuizo do julgdo ;
assim que, sem inconveniente algum pode adquirir-
se a uniformidade de jurisprudencia, ficando oulro-
sm o governo desembarazado dessas duvidas que so-
bre as lela do processo lhe sao lodos os dias suscita-
das, os vezes mesmo sobro casos pendentes dos tri>
bunaes.
Reduzindo a termos precisos a intenrao que vos
roanife'lo, cumprc-me resumir em tres pontos a re-
forma que o governo deseja:
l.o As revistas versaray somonte sobre a injuslica
notoria ou queslao de fundo c mrito da demanda.
2. As nullidades sao propostas e decididas como
preliminares, c as decises relativas se devem de ha-
ver por definitivas e supremas. .
3. lie applicavel ao supremo tribunal, com as
modificarnos convenientes, o regulamenlo do cdigo
commercial n. 737 de 25 de novembro de 1850 re-
lativamente s nullidades.
Por urna consequencia do principio que confere
ao supremo tribunal de juslina o carcter de cenlro
e regulador da jurisprudencia, para imprimr-lhe
a coherencia e uniformidade que lhe sao essenciaes,
convem que os provmenlos geraes, dados em cor-
rciciio pelos juizes de direilo, sejam reraellidos a
cstetribunal para lomar delles conhecimenlo e cas-
sa-los quando exorbitantes da competencia dos di-
tos juizes, ou contrarios aos bons principios e jira-
lica.
Esses provmenlos versando sobre os abusos n-
Iroduzdos no foro, e dando nslrucrio aos emprega-
dos sujeitos 4 correijao, podem ser e tem sido algu-
mas vezes um abuso, urna exhorbilancia. E quepode
fazer o governo a quem sao elles remellidos f Man-
dar responsabilsar o juiz'! Mas o provimenlo sub-
siste, e a quem compete caSsa-lo '! (^.remedio in-
dicado me parece satisfactorio.
Foram durante n anno passado.
Distribuidos.
Processos civeis......226
Julgados.
Concedendo revista.....15
Negando > .... I id
Distribuidos.
Processos crimes......14
Concedendo revista .... 0
Negando .....17
RELACO'ES.
Exislem actualmente 68 desembargadors, perten-
cendo 26 i relarflo da corle e 14 a cada urna das re-
Iaces da Baha, Pernambuco e Maranhao.
Foram nomcados desembargadors os juizes de
direilo D. Francisco Ballhazar da Silveira, Joan
Paulo de Miranda c Antonio Baptisla Gellrana.
Ainda nao enlraram em exercicio os desembar-
gadors nomeados Pedro Rodrigues Fernandes Cha-
ves, de Pernambuco; Joao Candido de Dos e Sil-
va, e Fernando Pacheco Jordao, do Maranhao.
Tambem nao enlrou ainda em exercicio na mia-
ran da corle o desembargador Jo3o Mariani, remo-
vido da de Maranhao.
Conserva-sc na commissao diplomtica de Bticnns-
Ayres o desembargador da mesma rclacao do Ma-
ranhao, Rodrigo de Souza da Silva Ponles.
Foi aposentado na relar.lo da corto o desembar-
gador Gabriel Mendes dos Sanios.
Foram oulrosim aposentados como desembarga-
dors, na relacao da corle, o juiz de direilo conse-
lheiro Bernarda' de Souza Franco, e na de Pernam-
buco o juhv-e direilo Manoel Mendes da Cunha
Azevedo, cada um com o ordenado animal de
l:100j000.
F'oi filialmente aposentado, sem ordenado, mas
com as honras de desembargador, o juiz de dircito
Jos Lopes da Silva Vanna.
Os juizes de direilo Alexandre Joaquim de Siquei-
ra e An.lm Corcino Pinto Chirhorio da Gama live-
ram a merc do uso da beca honoraria.
. 695
Na da Bahia...... 289
Na de Pernambuco. .
Na do Maranhao..... 189
lT73
Dessas appellacoes cram :
Criminaes.......346
Civeis........827
Foram julgados no mesmo anuo, as ditas rola-
ces:
Appellacoes.
Na do Ro de Janeiro. 1,091
Na da Bahia.....446
Na de Pernambuco ...
4*ox>' Maranhao. 146
A saber:
* 1,683
Dessas ajjgfUaron eram : .
-.Criminaes.......334
. Ciyeis. .....1,349
Foram distribuidos e julgados as mesmas.rato-
c/3es: jj^
Habeos Corpus.
A saber : Na do Rio de Janeiro. 13
41 .
Camaragibe* Porto de Pedras. 6009
Itabaianinha ...... Sergipc 6009
Ega.........Amazou 1:0009
S. Goncalo e Jurumenha Piauhy 8009
Foram reunidos ou aonexados jrisdcfio de
juizes municipaes letrados os
Termos. Dos termos. Das provincias.
Alagoinhas. .' Inhambupe. Bahia.
Traip .... Penedo .... Alagoas.
Pao d'Astncar. Malta Grande. i>
Canana I guape S. Paulo.
Rio Pretr .' Parahybuna Minas.
Foram clavados os ordenado dos juizes munici-
paes dosseguintes
Termos.
Parahyba do Sul .
l'iraliy. .
Angra dos Reis.
Nova Fr>-;rgo .
Capital de.^
Bananal
Santos e S. Vicente. .
Iguapc e Xiririca .
Paranaga e Guaraloba
Provincias.
Rio de Jaueiro.
_


S. Paulo
a
;
Paran.
(juant.
8009
80O
8009
800
6009
1:000
1:0009
1:0009
1:000
Na da Bahia ....
Na de Peruambuco.
Na do Maranhao..... 4
> Fenm tambem julgados as mesmas relatos :
Processos de respnsabilidade.
Rio de Janeiro......
Bahia........... _^r
Pernambucu........
Maranhao........ 2
Tendo como corto que a garanta do julgamenl'
n3o esl no numero, entendo que urna das reformas
pralicaveis e 'aconselhadas pela- experiencia paral
evitaras demoras que os impedimentos frequenles,
de doenras, suspeces e comroisses eslranhas occa-
sionam,consiste em reduzir a 30 o numero de juizes
que devem inlervir em qualqtaar' jerigamenlo da se-
gunda instancia, sendo porcm-proferida a pronun-
cia nos casos de respnsabilidade' por um t desem-
bargador.
, Assim tambem lorna-se mais fcil a creacao de re-
lajees menos numerosas em algumas provincias do
imperio, qne as reclamaam pela sua popularao e
extensao.
Juizes de direito.
Exislem actualmente 138 comarcas, comprehendi-
das as qu foram novamcnle creadas, a saber :
No*$' Grande do Sul. Algrete, Cacapava.
A'o Amazonas. Solimcs.
AVi.s. Alagoas. Malta-Grande, Imperalriz.
A'o Maranhao. Alto Mearm.
Todas as novas comarcas foram consideradas d
!> enlrancia, excep^o da do Alto Mearm, que
leve a calbegora de 2.a.
Sao porem 175 os lugares de joizes do direilo. '
4 do civel. 1 auditor de guerra.
3 defeilosdajfzenda. 21 chefes do polica.
111 do crirac. 1 juiz dos.orphaos.
,. 1 auditor d rnarttihn. -
x Depois do ullimo relatorio gurntes juizes de direilo :
'Manoel Beolo Guedes de Carvalho, da comarca da
Franca, provincia de S. Paulo.
It-iv mundo Ferreira de Araujo Lima, Porto Cal-
vo, Alagoas.
Joo l.iisrosa da Cunha Paranagua, S. Goncalo,
Piauhy.
Jos ('.aplano de Andrade Piolo, Algrele, Rio
Grande do Sul.
Manoel Theophilo Gaspar de Oliveira, Baturil,
Cear.
Luiz Jos de Sampaio, Paran, Minas Geraes.
Jos Antonio de Oliveira c Silva Algrete, Rio
Grande do Sol.
Ignacio Carlos Ferreira de Carvalho^ Campo
Maior, Piauhy.
Fredirico Augusto Xavier de Brilo, S. Borja, Rio
Grande do Sul.
Luiz Francisco da Cmara Leal, Imperalriz,
Cear.'
Joaquim Jorge dos Santos, Brejo da Madre de
Dos, Pernambuco.
Manoel Jos Piulo de Vasconcellos, Villa Nova,
Sergipe.
Manoel de Freilas Cesar Garcez, Bonito, Per-
nambuco.
Luiz Carlos da Rocha, Oeiras, Piauhy.
Tristao de Alencar Araripe, Braganc.a, Para.
Olegario Herculano de Aquino e Castro, Sania
Cruz, 11 iv ,i7.
Antonio Marcellino Nunes Goncalvcs, Solimes,
Amazonas.
Antonio Ccrqueira Lima Jnior, Cavalcanti.
Goyaz.
Francisco Libralo de Mallos, Imperalriz Alo-
goas.
Joaquim Augusto de Hollanda Costa Freir, Cuy-
ab. Mallo Grosso.
Joao de Souza Reis, Boa Vista,- Pernamhuco.
Joo de Carvalho F'ernandes Vieira, Malla Gran-
de, Alagoas.
Ignacio Jos de Almeida Gouva, ol'rlo Imperial,
Goyaz.
Foram aposenlados os juizes de direilo Manoel
Joaquim deSa Mallos, rom ordenado de 1:000, e
Flix Pexoto de Brilo e Mcllo.com o de 1:100.
Todos os lugares de juizes de direilo eslo preen-
chidos, sendo que mesmo os das comarcas mais lon-
ginquas sao desjados, e ha para elles grande con-
currencia de pretendentes
O governo tem como essenciaes administraran da
juslira, em relacao a esles magistrados, as seguintes
providencias, que serao submcllidas vossa conside-
rano na preseute sessao.
1 Que os juizes de direito sejnm julgados pelas
rclaciics, e nos crimes individuaos pela mesma for-
ma e processo por que sao julgados nos crimes de
respnsabilidade.
2 Que na falta de juizes municipaes leltrados se-
jnm subsliluidos pelos juizes municipaes mais pr-
ximos da comarca vizinha.
3 Que as suas suspeircs em materia criminal se-
jam processadas e julgadas como no civel.
4 Que os desembargadors sejam nomeados d'en-
Ire os juizes de direito que liverem mais de 15 an-
nos de eflectivo exercicio.
Estas medidas, tendentes a manler a indepen-
dencia e forc,a moral destes magistrados, sao lam-
hcm reclamadas para bem da juslina e ulilidade pu-
blica.
Juizes municipaes.
Exislem actualmente 259 termos sob a jurisdicrao
de juizes municipaes.
Nesse numero de termos eslao comprehendidos
smente os principaes e nio os anuexos
Desde o ullimo relatorio al boje foram constitui-
dos, sob a jurisdicrao de juizes municipaes letrados,
os seguintes : '
Termos.
Parahybuna.....
Pomba......
Chrislina.....

Grao-Mogor. .
Ilajub.....
Carhoeira ....
Victoria .....
Taearal.....
Mala Grande e Traip
Provincias. Orden.
Minas. . % 800
.". 600
i> . 600
ii 6009
ii . 600
Baha. . 400
B . SIXO
Periiamh. (MI
Alagoas . OOtl
Exislem act ualmenle.
250 juizes municipaes c de orphaos.
15 juizes municipaes especiaos.
8 juizes de orphaos especaos.
Promotores pblicos.
Exislem actualmente no imperio 140 promotores
pblicos.
Foram de novo creados 7, a saber: .,
Comarcas s Orden.
* t Mala-Grande .,"........ 600 ,
t AUo-Mearim......... 600
t nnheralnz.......... 600
^Algrete.......... -600
1 C*apava.......... 600
1 Solimes.......... 1:000
1 Porto-Alegre ........ 800
Foi elevado, vista da informarn do respectivo
presidente, a 600 o ordenado de 400 que percebia
o' promotor publico da comarca das Tres Ponas, em
Minas Geraes.
Mnvtm elevar os ordenados destes empregados
lo importantes, qu3o diffieeis ;este augmento he
alm disto de toda a equidade; porquanto esses func-
cinarios se transportan sua cnsta para os diver-
sos termos da comarca, afim de olUciar pranle o ju-
ry, ou awislir as con-cic^ea. '
Vale anles nio ter umtflattiluicao, que te-la de-
fectiva e inhbil para preencher seu fim ; assim que
he urna necessidade urgen le reformar o ministerio
publico: I, dandn-lhe por chefe e centro o procu-
,- arador da corno, fazenda e soberana nacional, enti-
dade que a constituirn reconhece, mas que ainda
nao foi reorganisada e aproveitada como convcm ao
novo rgimen ; 2, eslendendo a accSo do ministerio
publico a lodos os crimes, com excepcao dos que res-
peitam seguranca da honra, adulterio, calumnias e
injurias nao exceptuados pelo arl. 37 do cdigo do
p/oensso ; a impunidade doscrimes que hoje nao sao
sujeitos aecusacao official, he um fado verificado
pela MM eatotMieaednina). he rrr:?. c?r!;:= ojaees
criminosos lem, porque he raro o offendido que ac-
cusa peranle o jury o eriine de que foi victima ;
ninguem quer arriscar-se s contingencias c com-
prumellimentos de um processo para soflrer, alm do
mal docrime, o ludibrio da absolvilo ; dahi vem a
frequencia desses crimes, que predspoem e facili-
tan) os grandes! se os fados que constiluem esses
crimes nao oOendem a sociedade, nn se coosiderem
crimes, fiquem no dominio e aijada da moral ; se ao
contrario, porqne offendem a sociedade. eslao na ca-
tegora de crimes, compro que a impuuidade delles
nao seja, como he, urna certeza, um fado constau-
le ; 1", conferndo ao ministerio publico algumas
funrees na parle civil, para que fiquem a seu cargo
as altribuicesque pela legislarlo actualmente coin-
pelem aos curadores geraes dos orphaos, promotores
de capellase residuos, e outros procuradores pbli-
cos. O simples enunciado desta reforma importa a
soaapprovasoe acolhimeolo, porque em verdade
essas allribuices sao hoje pela maior parle nullas,
etercidas pro forma, sem garanta e eonsciencia do
dever ; 4o, constituindo os delegados e subdelegados
agentes do ministerio publico, se forem elles, como
compre que sejam, destituidos da jurisdicrao crimi-
nal que ora lem.
Justica criminal.
Algumas providencias lomou o governo imperial
depois do ultimo relatorio para melhoramento deste
ramo, o mais importante d adminHlracao da justira.
Era geralmeole sentida a necessidade de um for-
mulario que regulaste o processo criminal, o qual
nao tinha uniformidade, provindo dahi frequenles
nullidades que nmharacavam ou demoravam a ar-
ro da juslina; para organisar.aodesse formulario foi
nomeada urna commissao' composta dos Drs. Manuel
Eliziario de Castro Menezes, Bernardo Augusto
Nascenles de Azambuja, Fernando Sebastian Dias da
Molla, Agoslinho Marques Perdigo Malheiros, Car-
los Antonio Cordeiro e Jos J.oaquim Machado, pre-
sidida pelo conselheiro Jos Antonio Pimeula Bueno.
O prognoslico das duas cireumslancas exigidas
pelo artigo 205 db cdigo criminal para qualifirarao
do crime por elle previsjb e punido, he de lauta im-
portancia quanlo esse prognoslico regula a conces-
sao das fianras, e he as mais das vezes a base da con-
demnarao; qnalquer das duas referidas cireumslan-
cas, islo he, u o grave incommodo de saudc, cu a
inhabilitarlo de servico por mais de nm mez, aggrava
a penaldade e torna o crime inafiancavel. Ora,
como sabis, os corpos de delicio sao pela maior
parle formados nao por homens da arte, senSo por
pessoas incompetentes, e que se acham na occasiao;
dahi o abuso contra a justira publica, ou contra os
reos por cansa da fraude, ou ignorancia, e esse abuso
he tanto mais inevilirvel quanlo os exames de sani-
dade posteriores, para contrariaren! os corpos de de-
licio, sao muilas vezes impralicaveii ou difliceis pela
ausencia, longilnde ou incerteza de domicilio dos
offeodidos, queabandonam asaccusareseasdcixam
cargo da justica publica ; nas vistas de obviar os re-
feridos inconvenientes nomeou o governo imperial,
por aviso de 9 de fevereiro deste anno, orna com-
missao composta dos Drs. Candido Borges Monleiro,
Manoel Feliciauo Pereira de Carvalho, Anlonio
Flix Marlins, Francisco de Paula Menezes e Fran-
cisco Prxedes de Andrade Pertencc, c presidida pelo
conselheiro JosMartins da Cruz Jobim, afim de or-
ganisar Urna tabella do prognoslico dos ferimenlos,
em razao de sua siluaro e natureza, relativamente
s duas rireumstaucias que segundo o artigo 205,
rgravam a penaldade ; para fazer entender o seu
pcnsamenlo, c autorisa-lo .com o excmplo, o dito
aviso cilou como modelos as tabellas de Bicssy, que
vem incerlas no manual de medicina legal de Sedil-
lol, e a de Devcrgie.
Qual ser porm o valor jurdico e ollicial dessa
tabella, o mesmo aviso expressamente o diz nos ter-
mos seguintes :
a Esta tabella, quando nao comprehensiva de lodos
os casos, ser de reconhecida vanlagem comprehen-
dendo a maiot parle delles ; servir de auxiliar e
guia aos IribuuaV em caso de duvida, e naquelles
em que as observares individuaes forem feilas por
pessoas que nao rao da ciencia; posto que abstracta,
sendo fundada como he nas regras da arte, ou na-
quillo que pela maior parle das vezes acontece,
dar maior descanno i nouscieucia do julgador do
que os prognoslico-, temerarios da ignorancia ; o
valor juridicu u ollicial queessi tabella deveru ler
*'
-
H.

?--a


/- _


.
__
-:
'
-m
**-
scr o das presiimpccs faclu era contrario, verificado ou por meio do ca-
mes de sanidade, procedidos por mdicos, ou pelas
provasqnei poslerioria justica publica ou os reos
produzirem. n
As liabilitaccs dos dignos membros queeompem
as duas coramissoes, e aclividado e dedicarlo com
que ueste Irabalho te lem elles cnipeuliado, deixam
apera! um breve e satisfactorio resudado.
Foi pelo aviso de 15 de fevereiro prjimo passa-
do consagrado o principio de que a apreciara da
riefoza e justificado dos crimes lie da exclusiva com-
petencia do jury, como juiz do facto, nao podendo
.1 juu-dirao dosjui/.cs armadores da culpa, o dos
j u i es e Iriliuiiiics de recurso, ir alm do objecto
que arl. 141 do cdigo do processo dcterininnu,
islo lie, a existencia do crime, e quem seja o delin-
quente, sendo que ao contrario sem discussilo pfe-
naria c regular, uSo prccncliidos os termos que a lei
cslahrleceu para o ampio conhccimenlo da verdade,
iuitos crimes ficariam impunes o abafados pelo
patronato, sendo com prejuizo c menoscabo da
instituido do jury retirados de sua competencia e
jurisdico.
(luirs decises de nao menor importancia foram
pelo governo dadas sobre duvidas suscitadas a res-
l>eilo do processo criminal, das quaes ja doveis de
estar inlcirados.
O quadro que nos olTerece a eslatistica criminal
em n-l.irio ao numero de crimes comniettidos e ab-
wdvicoes, exige clamorosamente algumas reformas
importanles quanlo i Justina criminal; o governo,
contando com o vosso patriotismo ecoadjuvacao, es-
pera que ellas sejam discutidas c legisladas na pre-
sente sessilo ; seria este artigo' muito extenso e con-
trario as conveniencias e eslylos de om relatorio se
eu quizesse, prevenindo ou amarinando a discus-
sao, demonstrar todos os funda metilos e vanla-
gcos dessas reformas, que opportutiamentc aprecia-
iei. >*
Ellas se reduzem aos pontos capitaet quo em re-
sumo vflo ser cuumerados :
I." Concentrar o conseibo dos jurados as. calieras
de comarca.
Assim o jury na ser.i a expressao dos iuleresses
e paixes de um lunarejo, o instrumento d vingan-
r,\ e do patriuiulo, que mais predoiniuam-nauto he
mais resumido o sen circulo, c meaos BBOptrosai as
*'-
influencias que concorrem.
9. Reslriugir a jurisdico do jury tos crime*. in-
afianeav eis, e aos polticos de qualquer especie, nao
seinjo- cunsiderados corno taes a calumnias e inju-
*' rias impressas.
Contina portanto a competir ao jury o conhec-
TIWiiio dos crimes os mais importantes, nao s da-
^jueTtes cujas penas sao mais graves, c Irazem du-
rante o processo e o recurso a privaco da liberdade
senao tanibem os que, por suas relaccs rom o po-
der, mais reclaman) a protecoaodos acensados. -_
.1." Conferir o julganicnlo dos crimes afianra
veis ao juiz de direito coro. letorso pira a. retan
cao, c o dos crimes policiacs c ^ftiii>ycnces ana
juizes muiiicipaes com recurso para osjuizes de di-
reito.
Estas resiricroes Bp importara menoscabo ao ju-
r>, que.di,i> licajo^jjiqo os crimes mais graves e
importantes em relacao'ao fjylUr ; ha impossibilida-
de pralica tro que esees fiffles, |>or numerosos e
pela razao do pequen? Jaaj$T0 de sesses jodiciarias,
c breve durara deltas,-tejm julgados pelo jury; a
ronscqaencia he que infinilamen* indecisos elles se
podein considerar impones, ou iao tarda a punicao
que nao produz o effeilo moral que deye prodnzir :
sobreleva : 1.*, que os reos com*Vnov,a disposirao
serio logo julgados, nao (carao pteapaV-ajMiiilo nao
podem prestar flanea, t* lempo irMpr qae o da
pena, como so acontecer ; 2., que o) jurados ido
serao inrommodados e obrigados a fazer o sacrificio
de abandonar seos negocios e oceupaces por amor
de procesaos tio pouco importantes.
4. Separar a justica da polica, encarregando ex-
clusivamente aos juizes municipios com recurso
necessario para os juizes de direito a formara o da
culpa.
A opiiMo publica se ha pronunciado por esla re-
forma, justificada, alias pela experiencia; nao con-
vem que julgue aquelle roesroo que prende; ojul-
gamenlo pode ser mnitasjvezes um abuso para roan-
ler outro.
5. Determinar que seja na capital o segundo jury,
nos raaoa om que pnr \irin.le da arl. 79 g 1 .o da le
de 3 de dezembro de 1841 o juiz de direito appclla
tx-officio da dccisAo do jury.
, Esla disposirao he ifm complemento da primera,
leude a salvar a jnslira publica ou a innocencia das
pai ve- e nteres-os dominantes as localidades do
interior; suppondo as c.ipilaee, como se devo pre-
sumir, mais Ilustrara, grande soturna e diversida-
de de iuleresses, e maior iuduencia de opiniao pu-
blica, esla medida na pode deixar do ser ncolhida
por lern da jusliea.
Em oulros arligos veris as reformas que comple-
lam o syslema e fazem parle dessas que venho de
referir.
EttalMica criminal.
Fra mea desejo aprcsenlar-vos o quadro dos cri-
mes julgados no quinquenio de 1848 a 1852, con-
forme a requisicao de um dos vossos disliclos mem-
bros, mas'ainda nao foram presentes secretaria to-
dos os mappas, e algtras dos que foram remcllidos
nao cstao completos, e earecem de explicarOes to-
dava, maniendo ainda a esperanra de satisfazer a
vossa requisicao al o fim da corre tesessao, lenho a
honra de apresenlar-vos o mappa dos crimes com-
mcllidos no triennio de 1848 a 1850, julgados no
triennioc nos anuos segantes.
Este mappa, que lenho por completo, muito Ilus-
tra a nossa eslatistica; elle nao vos diz com certeza
os crimes commellidos, visto como umitas causas
conspram cm o nosso paiz para que grande nume-
ro de crimes nao sejam su h met id os aos tribu naes e
fiqnem impunes, mas coincide para mostrar que he
grande o numero de crimes que no paiz se commel-
le, e,qnal a relacao em que eslo os julgamenlos com
as alisolvirf.se e cndearaaces.
Resulta desses mappas:
1. Que foram commellidos no triennio de 1848 a
1850, e julgados pelo jury nessesannos e seguioles,
3,676 crimes, a saber : 1,017 em 1848, 1,262 cm
1819, 1397 em 1850.
2. Que entre esses crimes se comprcheodem 1,127
homicidios, a saber: 309 em 1818, 356 em 1849,
MSi em 1850.
3. Que os 3,676 crimes do triennio de 1818 a 1850
j oram commellidos por 3,517 criminosos, sendo que
-tor eonsequencia alguna criminosos commelteram
mais de um crime.
4. Que dos 3,676 crimes foram absolvidos 2,275,
condemnados 1,492.
As absolvicOes na razio de dous lerdos !
5. Qae dos 3,517 criminosos cram 3,295 homens,
_>> mulheres; 2,999 Brasileiroa, 518 cslrangeiros.
IIal 14 anuos de idade.
50de 14 a 17
282de 17 a 21 a d
2,165de 21 a 40
706do 40 annos para cima.
1,781 solleiros, 1,518 casados, 218 viuros.
6. Que foram commellidos no mesmo triennio de
1818 a 1830, c julgados nesses anuos e segninles
pelos juizes municipaes, delegados e subdelegados,
definitivamente, 1,009 crimes e contravenrOes.
7. Que desses crimes e conlravi.-ncGcs foram 228
absolvidos e 763 condemnados.
8. Que foram commellidos no triennio do 1848 a
1850, e julgados nesses annos o segundes pelos jui-
zes de direito, 51 crimes de responsabilidade.
9. Que desses crimes de responsabilidade fi
26 absolvidos e 25 condemnados.
'i-mappas dos julgamenlos do jury no anno de
1853 anda nao vieram lodos, faltando os das pro-
vincias de l'ernambuco, Sergipe, Ro Grande do Sul,
, Minas (ieraes e Goyaz.
Dos mappas que a secretara lc\e prsenles, resul-
la que cm 1853 foram julgados (comprchendidosos
connnetlidos em oulros nnos ) 563 crimes.
Que esses 565 crimes foram commellidos por 574
individuos ; que desees crimes foram 377 absolvidos
e 2ii 1 coudemnados.
Quanlo a esta capital, os mappas dos julgamenlos
do jury no anuo de 1,833 esiao completos, e dao o
seg inte resultado:
1. Foram prsenles aojury 67 processs, corapre-
hendendo 77 reos.
2. Desses 77 reos eram 41 eslrangeiros e 36 bra-
sileiro*.
3. Desses 77 reos forai n 3C condemnados e 41 ab-
solvidos.
Com excepcao de 7. alt estam os juizes que osde-
D*tj! julgameiito-., (70; fo vam justos.
4. Dos 77 reos foram aecusados 73 pela justica e
2 por parles. .
Dos inesuios reos eram : casados, 9 ; soltaajft, 66,
viuvos, 2. Homens, 60 ; mulheres, 1.
Menores de 14 annos, 1 ; de 14 a 17, -J ; de 17 a
21,18 ; do 21 a 40, 52 ; do 40 para cinjl, 5.
Jutt'ca cicil. *
Por imperfeila que seja a amiga legislasao quc'a
inda nos rege, e lao depeudcnle como lie subsidiari-
amente do direito romano e do de nutras nares, fu-
ra lemeridade rcforma-la sem predispor o meios
preparatorios para esse fim, o desses meios o princi-
pal seria urna previa rodficarao que nos mostrasse
o que ella he boje e o que Ihc falta ; tem esta cau-
tela nao convem tocar no edificio que o lempo c as
nossas vicssitudcs polticas tem rcspeilado; nao es-
tou ainda habilitado para propor-vos as bases desse
Irabalho importante, que por si s Valeria ludo.
Se tal he o meu conccilo quaulo legislarlo que
rege os dircilos civis; nao hesito em acolher as refor-
mas que na parle relativa ao processo civil se consi-
deran! urgentes para occorrer cnculralisara rlnca-
na: assim qne a applicarao eral do regulamcnlo n.
737 de 25 do novembro de 1K>0, quo res o proces-
so commerrial, c com exceptu das disposiQies que
sao esperiaes, seria um beneficio para o nosso foro
civil; esse regulamcnlo ja tem por si a experiencia
de alguus annos e a opiniao de jurisconsultos abali-
sados.
As quesles de posse, ou servindo-mc das expres-
ses forenses, os iulerdiclos possessorios reclaman!
urna providencia especial naquellas provincias que
ainda cstao privadas de relacao; essas causas sao a-
quellas que mais aniruosidade inspirara aos.liligan-
les participando della as familias e os vnhos; sao
essas causas sobre todas susceplveis dcuncslas cou-
sequencias em relacao i seguranra individual e or-
dem publica; nessas causas be que a prepotencia do
mais forte se ostenta e a protecr,ao da sociedade ci-
vil hemais,nrcessariaao fraco; conferir" as referidas
provincias aos juizes de direito com aleada ale 1:000$
jurisdicra exclusiva para couecerdesses interdic-
tos, me parece urna boa providencia.
O cdigo do commercio lem alguns dehilos e o-
misses, mas nao cunvem ainda Jujeita-lo s contin-
gencias de una reviso sem que a experiencia de
mais alguns annos venha reclamadla lodavia duas
medidas sao necessarias para que a niscente inslitui-
ejao BSo desmedre, e possa prodnzir os elleitos hene-
ficos que deltas se esperavam; esaja duai medidas
se refere^ n organisarao jud i ciara do commercio.
A primera consiste em altribuir ao tribunal do
Jommerco cm segunda instancia com a airada de
'S:0OWJ as cansas seguinles, emas quaes a competen-
cia da jurisdicrao commerrial nao pode ser dUVidosa
ou susceptivel de conflictos, e que mais que todas
exigen) conhecimentos pralicos e professionaes. Sao
estas causas as de sociedades commerciaes, lettrjtfH
cambio e Ierra, risco martimo, avarias, seguros e
fallimentos..
' A segunda consiste cm sujeitar ao mesmo tribunal
as fallenciasdoanegocantesnao matriculados: o jul-
gamenlowdos (ribunaes do commercio nao he previ-
Icio, lie um principio de ordem publica, fundado
na garanlia que esses Iribunaes offerecem, e pois a'
jurisdicrao delles dove ser compujiensiva de todos
'os commercianlcs ; a composic^tfi;fcs tribnnaes do
commercio e o processo que segurao no exercicio
dessa nova jurisdicrao que se Ihe confere dev ser,
com aulorisacao vossa, determinada pelo.governo.
Nao vos posso apresentar a eslatistica commerrial,
porque os mappas que lenho presentes, como rco-
nheeem os presidentes desses Iribunaes, sao incom-
pletos e defeclivos: o governo tomoj as providen-
cias que esses dignos magistrados reclamar* afim de
que os Iribunaes sejam habilitados para preencher
aquelle Irabalho importante.
Os decretos ns. 1289 de 7 de dezembro de 1853,
1368 de 18 de abril de 1854, c circular de 16 de
marco de 1854, os quaes vem annexos a este relalo-
rio,providenciaran! s^bre duvidas importantes susci-
(adas a respeilo da legislarlo commercial.
Cabe fallar-vos aqui da reforma hypolhecria, a
qual o governo imperial lem como urgente c digna
especialmente de vossa aitenrao na presente sesso ;
nao se trata por ora, senhores, da organisacao de
assnriares bancaas que no futuro devem concorrer
poderosamente para prosperidade da nossa agricul-
tura, que jaz na retina, dependendo alias de melho-
ramenlos importantes que nao podem ser consegui-
dos senao com. sacrificios que.a embaracam : o que
se quer antes de ludo, he fundar o crdito territo-
rial por meio da hypotlieca, e facilitar assim aquellas
associases : nao pode porra a hypolheca preen-
cher esse fim. senao pela sua seguranca c fcil exe-
cussao, visto'como os empreslimos Unto mais venta-
josos e facis serao quanlo mais seguro e promplo
for o pagamento ; essas duas cnntliccs ^le seguran-
ca c de execussao dependem essencialmente da pu-
blcidade e especialisacao, assim como da brevidade
das aeces hypolhecarias; sao estes os tres pontos cs-
senciacs da reforma ; nao pensis porm .que o sys-
lema de publicidade e especialisarao que o governo
deseja tendo en vista o crdito territorial, he com
sacrificio do crdito pessoal, ou ferindo e menos-
cabando os oulros interesses da sociedade, os quaes
cumpre respeitar : esses interesses quanlo era justo
o necessario foram attendidos, e concillados com o
interesse de propriedade e da agricultura. Cerlo,
senhores, he impossivel o crdito territorial sob o
rgimen actual da lei de 20 de junho de 1774, que
favorece e legitima a fraude admittndo hypolhecas
ocrullas, geraes, sobre bens nao determinados e fu-
turos, e fundadas m privilegios que ella eslendeu
por idenlidade de razo.
Nao desconhcc,o o estado da uossa propriedade
territorial ; sei que a urna boa parte della nao apro-
veilar o uovo rgimen, pois que s duvidas do do-
minio em ra/.ao da conleslacao do limites c incerte-
za de litlos accrcsccui as difficuldades da avalia-
ran ; se porm toda a propriedade nao pode ler va-
lor, urna parle della certa e iucontestavel deve le-
lo ; se no presente grande parte della nao vale, no
futuro ha de valer; tanto basta para que esse melho-
ramenlo importante da nossa legislado nao seja dif-
ferido e protelado.
Polica.
Por virlde da aulorisacao conferida pela lei n.
719 de 28 de setembro de 1853 foram as gralifica-
roes aunuaes dos chefes de polica filadas pelos de-
cretos n. 1,249 d 17 deoutubro, n. 1,257 damesma
dala, n. "1,274 de 21 de novembro, c 1,300 de 19
de dezembro, do modo segninle :
Corte............2:400900
Pernambco......... 1:6009000
Babia........... 1:6009000
Kio de Janeiro.........1:6009000
Minas Geraes.........1:6009000
Mallo Grosso.........1:6008000
Goyaz............1:4009000
Maranldo ..........1:4009000
Para............1:4009000
Rio Grande do Sul.......1:4009000
S. Panlo...........1:4009000
Alagoas ........... 1:2009000
Amazonas .'......1:2009000
Cear.............1:2009000
Parahiba .......... 1:2009000
Piauhy...........1:2009000
Paran............1:2009000
Espirito Sanio........ 1:0009000
Rio Grande do Norte.......1:0009000
Sergipe...........l:tt)09000
Santa Calharina........1:0009000
Era manifeslamente inrompalivcl a ceumulurao
do cargo de juiz de direito com o de chefe de poli-
ca desde o decreto n. s t de 2 de outubro de 1851,
que reculn as correiccs c estabeleceu o prazo del-
tas al dous mezesj o servico publico nao podia
deixar de ser gravemente prejudicado com a ausen-
cia do chefe de polica durante o lempo das cor-
reijes e o das csses do jury. Por taes rszes fo-
ram creados chefes de polica oas provincias do Mal-
lo Grosso, Goyaz, Amazonas, Santa Catbarina, Es-
pirito Sanio, nicas aonde eses cargos eram aecu-
mulados aos de juizes de direlo.
Sobreleva que cm Mallo Grosso. Goyaz o Ama-
zonas cm ra/.,io da longiludc c distancia dos lugares,
em.Sania Catharina e Espirito Santo cm razao do
trafico, cssa medida era urna necessidade altamente
reclamada.
Por circunstancias independemos da vontade do
governo pude acontecer, o muilas vezes lem aconte-
do. que sendo demillido o chefe de polica nao se
aclia vago o lugar de juiz de direito que elle deix-
ra, ou outro equivalente, quando para aquelle cargo
nomeado; em consequencia a demissao de chefe de
polica imporlva a privarSo de lodos os vcnciinen-
los de magistrado, visto como eslava estahelvcido
que emquanto elle nao linha even icio n3o podia
DIARIO OE PERMMBCO, SAB8RQ I DE JUNHO DE 1854.
^ar
con ..ca, r&Vjirejudicial, muilos juizes de direlo
com repugnancia accilavam o cargo de chefe de po-
lica, c o g Estas razoes justificara ^decreto n. 1,296 de 16 de
dezembro da 1853, pelo qml o govrrno declarou
que ao chefe de polica exonerado competa o orde-
nado de juiz de direito al ser empregado.
Chamo a vossa altcueao sobre a necessidade do
augmento dos ordenados que aclualmeule vencem os
empreados das secretarias de polica, ordenados
insullicienles cm comparadlo do Irabalho que car-
regam.
Urna das necessdades que a polica realmente sen-
te lie a de forra publica ; sabis que o exercito nao
pdc presta-la, e que oscorpos de polica de quasi
todas as provincias do imperio cstao longe de seu
estado completo, porque sao poucos os engajamenlos
voluntarios ; urna aulorisacao aos presidentes de
provincia para rerrularcm al ser precnchida a for-
(a policial decretada pelas asscmblas provinciaes
seria urna medida conveniente e cflicaz.
Ha lugares no imperio cm qud a seguranca indi-
vidual he conipromeli'la por crimes graves e fre-
quenlcs, onde o ptnferio e prepotencia de influencias
locaes n favor dosjmrninosos tornara a aulordade
publica milla e ludihriada, onde as pessoas do lujar,
ou recelosas de compromcltimentos, ou dominadas
de odio e de viuganras, sao.impotentes ou incapazes
para exercerem os cargos de polica; ah um rgi-
men especial be urna necessidade roanlfcsla; o go-
verno lem, pois, como una .medida capital a aulori-
sacao para conferir a delegados estranhos. ao lugar a
plena aulordade de chefe de policio, a qual compre-
hendeni urna ou mais comarcas, tendo esses delega-
dos os mesmos >encmenlos-de juizes dt direlo, e o
privilegio de foro.
Polica da corte.
O estado de seguranra da capital do imperio he
summamente lisongeiro. Os crimes em o anno pro-
ximopassado foram em peqneno numero, e delles
raro foi aquelle que a polica nao descubri, levando
scus autores barra dos Iribunaes ; fallara neslc
momento a um dever de juslirsi e gratido se nao vos
desse musirs do aproe em que lenho os servicos
preslados polica pel'seu digno chefe o desembar-
gador Alexandre Joaquim de Siqueira.
A div isao policial desla corle he*a seguinle :
Duat delegadas.
A primera delegacia conten as seguinles subde-
legadas :
Da freguezla da I.agoa.
a de I iib.m na.
de Iraj. .
n de Ciuaralilia.
"' do Campo Grande.
da Ittia do Governador.
de Paquel.
de Jacarepagu.
Do enralo do Santa Cruz.
A segunda delegara conten as seguinles subde-
legacias: ,
Da freguezia do Sacramento,
a de S. Jos,
o da Candelaria.
.* de Sania Rita,
a 'de Santa Anua.
1.a do Engcnho Velho.
2.' do Engenho Velho.
A' vista dos mappas da polica consta o seguin-
tc movimenlo de populacho no anuo de 1853 uesla
capital. '
W r" a

Sumcros.
I
a s
ts
trO
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00
De fra
do
imperio.
Do im-
perio.

2
Humero.
s
"cp ce
Para fra
de
imperio.

. O C
Para o
imperio.
Licrct.
KscratOt.
35
a
a
l'alleccram 8,480 individuos as 8 freguezias ur-
banas, sendo desses 853 de febre amarclla.
ilmive 24 iuceodos, todos de pequea impor-
tancia.
Cadcias e prisoes ,
Ainda nao vieram todas as informagoes exigidas
pela circular de 20 de junho do anno prximo pas-
sado, para satisfazer a requisicao desla augusta c-
mara, relativamente s prisoes com Irabalho exis-
tentes as provincias ; assim como sobre a localidade
para a fundaco de colonias de degradados, e ulili-
dade desla medida.
a respeilo das cadeias do imperio, resumo ludo,
quanlo poderia referir-vos dizendo que, na maior
parle dos termos, ou nao exislem cadeias, ou as que
exislcm nao tem as necessarias condc.cs de segu-
ranza e salubridade ; em verdade quando mesmo
todas as rendas das provincias fossem applUadas pa-
ra conslrucra e reparos de cadeias nos termos em
que ha conselho de jurados, ellas seriam roinguadas
e muito insnllicientcs : entretaulo forra he recoohe-
cer que a falta de cadeias seguras e nao guardadas
he um elemento de impunidade ; os estorbos em-
pregados pela polica para captura dos criminosos
ficam mallogrados pela facilidade da evaso.
Quanlo a esta capital nao est ainda assenlado o
local para a aonslrucco da cadia cellular, da qual
se lem tratado nos anteriores relatnos.
A cadeia do Aljube, com os reparos e dvisoes qoe
ltimamente se lhe fizeram, est muilo memorada,
quanlo era possivel atienta a pouca capacidade do
edificio.
Eis o que informa o chefe do polica cm seu rela-
torio :
Ue inconlcstavel que muilo melhorou a sop-
le dos presos, os quaes ale a dala das ultimas re-
paracoes [rilas no Aljube eslavam amonloados em
um calabouco acanhado, mal arejado, iramumlo, e
sem distincrao de classes dos crimes, idade c con-
dic3o.
Os melhoramenlos introduzidos naqoella ca-
deia desde 23 de abril do auno lindo at esta data
sao os seguinles: rmerlo das seis prisoes ; colloca-
rao em cada urna deltas de tarimbas, mesas e bancos
para os presos ; suppressao das cloacas que all exis-
liam, e subsiiluirjo deltas pelo servico dos despejos
das materias fecacs feilos em barris hermticamente
fechados, pela couipanhia Hanquel; rullocarao do
eucanamentoc candeeiros oas diversas prisoes para
a diiiminao a gaz ; encanamenlo de gua polavel
para dentro da cadeia,estando j promplo o chafan/.,
e por concluir um reserv aloro para 300 barris, e os
dous tanques de cantara, que devem servir paraos
presos banharem-se.
Alm das prisoes cima reXeridas, man.lei cons-
truir, em urna sala reservada, qnatro solitarias para
nellas serem recolnidos os presos turbulentos. Foi
(ambem concertada c augmentada a casa da guarda,
a qual be actualmente commandada por um oflicial
subalterno. Foi lodo reformado o material da enfer-
mara, e os lcitos, que cram antes do madeira, fo-
ram substituidos por leilos de ferro. A' primera
vista parece, Exm. Sr. que a cadeia do Aljube re-
ne todas as condires de insalubridade, porque sobre
estar collocada cm urna ra estrella, o fundo della
he formado pela encosla da monlanha da Conceicao,
de sorte quo (odas as prisoes sao mais ou menos h-
midas ; e a enfermara he tanto, que apezar das
paredes della lerem sidj rebocadas haqualrnmezcs,
ainda boje nao eslao seci-.as. Entretanto, cousa nota-
vel, durante o anno findo nao morreo alli um s
preso
Os presos desla capital, sao distribuidos pelas se-
grales prisoes: os que estao era custodia ficam no
xadrez da polica ; os indiciados e pronunciados, na
na ilha das Cobras, aonde lrab|j|harn oas obras do
dique.
Cata de corrfeao.
Exislcm artualinciile ueste ftabclecimento 88 con-
demnados, os qunes se appllcam como ofiiciacs,
aprendiies o serventes as seta ufiicinas de atraate,
r.irpinleiroe marcineiro, livretra, sapaleiro, serra-
Ihciro e tanoeiro. ,
Dos 88 condemnados, 20 faequintam com aprovei-
lamenlo a escola de primeirat ledras.
A obra do meio rain oMcinaL que por aviso de 14
de dezembro de 1852 se mandan levantar, est mui-
to adiantada, c em eslado de rereber o lecto.
Alcm das seis, referidas ofltcnas, vai ser monta-
dla brevemente a olliciua de carleiros que ser collo-
cada no paleo que se cmprele me en I re o raio das
retias c o dilo raio das oflldnas que se ada em
tconslruccao. Afim de facililar os (rabalbos desla
olliciua, ser estabelecido um trilito de ferro para a
conduceflo da pedra.
lie manifeslaa nlilidadc da nova olliciua. por-
quaulo prxima do edificio ci*c urna rica pedreir
perlencenle casa, e a procvHa alio prero da po-
dra lavrada em o nosso raeruaio aliaueam lucros
cerlos e importantes. Alen l onlras vanlagens,
este Irabalho he mais cousentanio.com os hbitos de
alguns dos condemnados.
Do quadro annexo veris quil foi a receila e des-
pea das officina desde o 1. fe abril de 1833, al
o fim de marro de 185.
No exercicio de 1852-853 s despza com a casa
de correr rao fi de 99:4119967, mas sendo a sua re-
ceila verificada de 44:7739437 qne nao perlence
renda geral, fict a despeza redunda a 3i:037&630.
Semelhantemente uo primero semestre do cor-
rente exercicio a despeza foi di 50:6139329, a qual
pela dita razao lica reduzida i 33:8889280, porque
a importancia da receila foi di 16:7759040.
A penitenciaria no exercleto de 18521853 fez
a despeza total de rs. 32:8959347; como purem a
venda realisada dos produclol.das oflicnas inipprtou
cm 22:2119557, fui por isso aquella cifra reduzida a
rs. 10:6839790, deficU supprido pelo (hesouro.
No 1. semestre do concille exercicio a despeza foi
de rs. 21:4749003, que fica reduzida a res..........
I7;0739603, porque a venda dos producios importou
em rs. 4:3989400.
Al o fim de marro do corrente o peculio dos
sentenciados he de rs. 2:9989900, importancia das
quaiilias remedidas para a caiva econmica.
Exislem actualmente oeste eslabelecimenlo 237
Africanos livres, que se empregam em diversas ofli-
cnas e obras, como operarios e srvenles.
No hospital, cm 1850, sobre 104 doenles houve 4
morles; em 1851 sobre 291, 13; om 1852 spbre
192, 13; em 1853 sobra 244, 6. Eis o que diz o
digno presidente da commiso inspectora deste cs-
tabclecimeoto sobre a morlaSdade ahi havida :
, a Urna circumslancia nolei, e que j havia sido
observada no relatorio do ireu antecessor, o Exm.
conselheiro de estado Antonio Paulino Limpo, de
Abreu, e foi a mortalidade produzida pelas- moles*
lias dos orgaos digestivos e mas dependencias.
o Das informarles porral dos facultativos, que
mencionei, e do que dexou exposto naquellc rela-
torio o meu Ilustrado antecessor, pde-se inferir que
ido sao laes molestias produzidas pelo rgimen ali-
mentario que se d aos presos. Nao he somcnle
nesta penileuciaria que se observa este facto: a de
Wctherfield soffreu urna mortalidade de 9/10 dos
scus habitantes produzida pelas molestias do esto-
mago. Ha penitenciarias que sao mais affctadas
por estas molestias, e oulras pelas do peilo, -que na
nossa penitenciaria oceupa o segundo lugar. As-
sim em Auburn, em Philadlphia, e em Xam-
moutli Street se observou que, de 64 fallecidos as
rluas primeiras entre 1825, e 1832, 39 deveram sua
morle n molestias do peilo, e na ultima, de'60 fal-
lecidos entre 1820 e 1830, houveram 36 de moles-
lias de peilo.
Em Franca a mortalidade das prisoes recula de
1 para 14; ua de Yammonlh Sliccl de 1 para 16,
66 ; na de Newgata de 1 para 18, 80 ; na de Siog
Sing de 1 para 36,58; na de Wctherfield de 1 pa-
ra 44, 40; na de Maryland d 1 para 48, 57 ; na
de Anburu de 1 para 55, 96, e na de Chariston de 1
para 58, 4.
a Nao ha portanto nada que pareca desfavoravel
na nossa penitenciara, quer a respeilo do eslado
sanitario, quer a respeilo t mortalidade que ella
sofTrc. So nao be mais favorecida, be todava nim-
io superior mesmo ao termomdio, considerado sobre
estes diversos pontos de vista. i>
Quanlo con-tniccao dos oulros raios e reformas
relativas ao rgimen adoptado, nada convem por
ora fazer sem que seja presente o governo o resul-
tado da commiss3o enearregada ao anligo adminis-
trador desse eslabelecimenlo, Anlonno Jos de Mi-
randa Falco, de visitar as principaes penitenciaria8
dos Estados-Unidos, c estudar o seu rgimen e pro-
por os melhoramenlos adoptaveis. A experiencia e
aptid'n desse cidadao deixam esperar um Irabalho
approveitavel, o qual j eslaria em poder do gover-
no seno fra o naufragio do vapor S. Francisco,
em que elle vinha. Entretanto o raio existente ain-
da lem mais de 100 cdulas vagas, o por muito lem-
po pode servir.
Anda nao cliegon da Europa a machina de serrar
pedras, e rienhuma participarn lenho recebido de-
pois do ultimo relatorio a esse respeilo : ja se expe-
dram ordens para ser i dita machina eecommenda-
da em outra fabrica.
Corpo municipal permanente.
Tem este corpo actual meu le 39 qfliciacs, incluidos
os Ires cirurges ; 29-olliciaes inferiores, e 525 ca-
bos, anspecadas, soldados, cornetas e clarins.
Faltam para seu estado completo, conforme o pa.
no da onanisacao do corpo 104 pracas : esla falla
faz pezar sobre as pracas existentes nm Irabalho in-
supcravrl, e o sei viro policial desla grande capital
nao pode ser descmpenhado.com regularidade e con-
veniencia que foram para desejar.
RaJeva todava dizer, que, nao obstante as diffi-
culdades do numero de pracas e.n peso do servico,
quasi sem folga, o corpo permanente contina a dar
mostras de disciplina e subordinarlo que sempre o
distinguiram.
O crcscenle e rpido augmento da popularao, e a
exleusao da cidade, exigm a distribuido desle cor-
po por quarteis situados em lugares convenientes, e
de modo que, com mais facilidade e promptidao, se-
jam satisfeilas ai urgencias do servico da polica :
lugares ha distantes duas leguas, ou mais do quarlel
central aonde deveodo haver palmillas, tem eslas
de fazer mais de qualre leguas de jornada d ida e
volta.
Esla medida, porm, nao pode ser adoptada senao
quando o corpo Uvera sua forja completa, ou for
mais elevada do que a Uvada actualmente.
As espingardas devem ser com urgencia substitui-
das : receblas nos primeiros annos de sua creaco,
posto que fossem concertadas no anno do 1849* nao
podem continuar a servir por lerem os caos lao
enfraquecidos, que c irrem perigo os soldados que
deltas usarem, mesmo em exercicios ; devendo este
corpo ter um armamento apropriado a seu servico
especial, o digno commandante delle procuran obler
duas amostras de espingardas que para esse fim lhe
pareccram convenientes, e tendo vindo da Blgica
foram entregues commissao dos melhoramenlos
materiaes do exercito para fazo-las examinar e ex-
perimentar ; ainda nao vieram informarnos a este
respeilo.
O quarlcl actual da ra dos Barbnos, assim crino
0 das companhias addidas, siluadn no largo da Aju-
da, earecem de obras e reparos urgentes.
A eslatistica criminal desle corpo d o seguinlere-
sultadi, relativo ao anno de 1853 :
i deserrao simples..........
2" ..........
3a ii ...........
Ia dcscrcao aggravada..........
I'erimenlo em um camarada.......
1 nuliordinar,'io e fcrimenlo em superior, que foi
punido com morir.........
Esle numero ser reduziilo de conformidade com o
espirito dessa disposirao, medida que o dilo corpo
se for completando.
Ao pedestres se den o regulamcnlo d* 15 de no-
vembro de 1853, e o rmnijud delles foi eucarrega-
do a um oflicial de primera linha, como.convinha
a disciplina e ao novo rgimen desses aga>tes poli-
ciacs.
O mappa annexo mostra o estado de ior|a"do cor-
po de permanentes.
Guarda Nacional.
Ainda nao est completamente reorganizada a guar-
da nacional conforme a lei n. 602del9desclembrode
1850, senao as provincias do Maranldo, Sergipe, Pa-
ra, Rio Grande do Norte, Parahiba, Alagoas, Piauhy,
Amazonas, Mallo Grosso, Sania Calharina, Espirito
Santo c Kio de Janeiro ; as provincias da Babia,
Pernambco, Cear, Minas Geraes e S. Paulo ape-
nas em alguns municipios esl ella montada ; em
Goyaz e Paran nada se ha .feito: constara de um
mappa annexo a este relatorio os rommandos su|ic-
rores creados, com declara rao do numero dos cor-
pos, armas e respectiva forja do servico activo o da
reserva.
=
convenios i sua sanlidade primitivj, afim de nao torncm foco de i inmoral daoV, sendo peciso
que nelles pcnelie a polica romo adulteren n cou-
Maranli.io; so|re\es-i prc/iden-
do ariebispe e bipos do
pareceres vcrcm o pverno
medidas que1 nrberem
a* que do vos deendem
mquo sejdlie po-
venlo do Carmo
cias consulle os
imperio, e quand
imperial tomar
cm sua aulordade,
e impetrara do SS. Padr
drin provir. A reforma dakconveilos deve-.on-is-
tir: 1., cm serem elles na fate espiritual ujellos
aos bispos, aos quaes deve conoli| a nomeaio, re-
inorao edemissao dos prelados ,sspcriores iespec-
iivos;2. em prestaren) contal daaimnilra Icm-
Nao est l ambem estabelecido ainda o rgimen da convenios que a ellas per lencera eiue nao tem com-
guarda nacional da fronleira ; esperam-se as \atai .rnunidade: esta 'conversao em filor da educacito e
majes exigidas pela circular de 31 de uIubro (jo illuslraSo do clero ido pode en
Mo que ra
niflVlailes,'su(
que ra aos
idcs.'^ue a
poral o jai/. competente. Islc
convenios que ainda lem com
respeito dos demais fallarei quai lo tratar dos
Seminario.
Todos os seminarios do imper > tem iirgrnle^ie-
r es-ida 'le de obras e concarlos: alfuns delles nao
as rendas necessarias para manten/se earecem de
lares annuaes ou de um palrimdio.
Seria bem proveilosa a medida pac consiste cm
plicar aos seminarios de cada diresc, os bens do
cadeia do Aljube ;oscondeniiiads a plisan simple?,
percebei ordenado; assim qM poi lemerem ess-t I na fortaleza de 5anlaf.ru/ u conJeniiiidos a cal?,
resultado he lisongeiro disciplina do
Eslc
corpo.
No hospital dorante o anno Je 1853 :
Foram doenles tratados........614
Sahiram curados..........599
Ficaram em Iralamenlo........ 3
Falleceram............12
A mortalidade he por consequencia de menos de
2 por cent.
Em razao do eslado incompleto do corpo de per-
manentes, c vista dasnecessidades do servico de po-
lica, foi elevado a 80 o numero dos pedestres confor-
me a auloii-acao dnarl. 17 da le n. V de 11 de ju-
nho da 1850.
anno prximo paasado, drigidaj-aos presidenies das
provincias respectivas : na prelacia do Ro Grande
do Sul vigora ainda a organisajjri especial dada pelo
decreto n. 671 de 25 de fevereiro de 1830.
Os corpos da corte e das capitacs de algumas pro-
vincias j estilo fardado*; sente-se porm por toda a
parle a falta de armaraiijjjp-tOs presidentes das pro-
vincias do Pare Itahia 'wto autensados para eu-
commendar c comprar o arnifeiento necessario para
a guarda" nacional das capitaes : urgente he que ha-
bilitis o governo com os meios necessrios para for-
necer o armamento desde logo guarda nacional das
capitaes e fronteiras.
Poslo j tenham ehegado as 3,000 armas de per-
cussao compradas na Blgica, todava live por mais
conveniente nao dislrbui-las pela guarda nacional,
e troca-las rom a repartirlo da guerra por oulras
geralmenle usadas : convem que o novo armamento
soja antes cusaiado pelo exercito, do que -pela guar-
da nacional: alive-me ao concedo de algumas pes-
soas professionaes para assim proceder.
Pareccu conveniente dar aos corpos da guarda na-
cional urna n o me rara o geral por armas em cada
provincia, e para esse fim se expedio a circular de
30 de Janeiro do rorrele anno.
Sob a resoluro de consulta da seceo de justica
do conselho, de eslado se declarou que os filhos dos
ull ir aos da guarda nacional deviam ser reconheci-
dos cadetes nos casse pela forma porque eram os fi-
lhos dos ofilciaes das evtiiirlas milicias : nao podia
ser denegado aos officias da guarda nacional, que o
requeriam, esle faver, que por idenlidade de razao
Ibes era devido.
Para dar aos balalhes, secc,es de balalhao, com-
panhias e sccroes de companhias avulsas de arlilha-
ria a organisarao especial que devera ler por virl-
de da lei, exigiram-se informaroes dos presidentes
das provincias aonde esla arma existe: at hoje n3o
vieram estas informaroes.
Pesa anda sobre a guarda nacional da corle, por
falla de tropa de linha, o servir da guarnicSo! o
corpo de cavallarin e os balalhes de reserva pres-
tam-s tambem s rondas nocturnas. Sao dignas do
maior apreco e louvor a dcdicac3o e disciplina dessa
guarda, que ha lano lempo canega com onus fio
pesado.
Estao junios ao relatorio os mappas especaes "da
suarda nacional da corle ; assim como os da forra
que ella apresenlou as grandes paradas do dia 2 de
dezembro, e 25 de marco.
Para complemento da orianisarao da guarda na-
cional baixram os decretos ns. 1,332, 1,333,1,349
e 1,334 : o l., sobre o conselho de disciplina; o 2.,
sobre a distribuirn e conservarlo do armamento,
corrame e mais arligos fornecidos guarda nacio-
nal ; o 3., sobre a expedcSo de patentes aos olli-
ciaes da guarda nacional das provincias ; e o 4., so-
bre os deveres e attribuices dos olliciaes da guarda
nacional, dispensas de servico e licencas, ordem do
servico, etc.
Convem autorisar-se a organisarao das secretaras
dos rommandos superiores da guarda nacional da
corte e capitaes de provincia onde ella se emprega
"Un-tivamente na guarucao : nao he por outro mo-
do possivel mauler a regularidade e promptidao que
este servido exige.
Nao podiara, sem prejuizo c Iransloroo do exerci.
lo, ser chamados para os postos da guarda nacional
os ofilciaes da 1. classedo exercito, assim que pare-
ce u. conveniente recommendar aos presidentes cas
provincias que nao propozessera para esses postos
ofilciaes daquella classe.
Quaes os ofiiciacs do exercito em pregados na guarda
nacional, 3 com que vencimenlos ; quaes os ofilciaes
da guarda nacional que lem sido reformados, consta
de m.ippas tambem annexos a este relatorio.
Segocips eccleiiatticos,.
Um quadro demoastralivo da divis3oecclesiaslica,
contendo os bispados, cabidos, vigararias geraes, *i-
gararias geraes particulares, arciprestados, vigara-
rias forneas o a da vara, parecidas e cu ratos, com
declarara da jurisdicrao especial das ditas vigara-
rias geraes e particulares, e de quaes as parochias
que (em parorhos collados ou encommeudados, e
quaes os nao lem ; vos ser presente no correr da
sessao, visto como por falta de informara sobre o
arcebispado da Baha nao pode esle Irabalho vir an-
nexo ao relatorio.
Tenho porm a honra de apresenlar-vos o mappa
dos limites acluaes dos bispados conforme as infor-
ma reseos prelados respectivos e presidentes.deal-
gumas provincias. ^"--
Em 18 de Janeiro prximo passado, em e\ecucao
da lei de 10 de agosto do anuo antecedente, set)xpe-
diram ao nosso ministro em Roma as ordens neces-
sarias para a impetrar jo das bullas da crearlo dos
bispados de Diamantina' e Cear, desmembrado e
annrvarao do lerrtorio de alguns bispados do impe-
rio ; estas ordens foram acompanhadas de informa-
roes que a Santa S considera convenientes para
concessao das bullas. >
As calhedraes do imperio esta destituidas de pa-
ramen los para a celebrado do culto divino com' a
decencia que lhe he devida; a vossa piedade sent
muilo mais do que vos posso exprimir, a impor-
tancia desla necessidade, que nao pode ser di He-
rida sem inconveniente e dezar do. religilo do es-
lado.
Na referida relacao ( dos paramentos) diz o
rcspcilavel bispo doMaraohao,enao mencionan* ns
paramentos de que simplesmcnle precisa a catbe-
dral, mas tmente aquclles cuja necessidade he ex-
trema, por eslarem os existentes em estado de nao
podercm servir mais; e na verdade que fazem ver-
gonha a quem os veste, se nao ridicularisam tam-
bem os actos em qoc servem, por mais sanios que
elles sejam.
a He cm verdade doloroso, assim se exprime o
nosso digno Metropolita, o espectculo ru aprsen-
la esla calbedral, a primera de lodo o imperio em
anligiiidadc e preeminencia hyerarchica, e nao sei
se tambera na grandeza e mageslade do templo,
quando se observa que alm de se adiar nao s in-
completo o seu reparo, mas ainda delilnida sua bel-
la sacrista, outr'orn admirada pelo eslrangeiros; as
funcres mais solemnes offerecem nao ja urna sira-
pliciilade tolera,el, bem que impropria da pompa
das ceremonias, mas urna pobicza que em poucos
annos reduzir esse magnifico monumento, que uo
proprio interesse da civilisacao do paiz se devo con-
servar, a orna igreja de campo.
fallara nos mesmos termos cloqucnlcs lodos os
bispos ilo imperio.
Cumpre pois-consignar n ornamento urna verba
para esle objeclo sagrado.
Convm'olrosiin,para jnimar c fundar a vocac,ao
do clero, dar-lhe cxpectaao vanlajosa, cercando-a
de lustre e de interesses.
Neslc sentido muilo ioporla a conferencia de graos
acadmicos em Iheologfe, e augmentar as congruas
dos parorhos o ciragosdas calhedraes, que por mes-
quinhos nao podem c#nvidar os talentos e dcdicac,oes
especiaes. /
Traa o governo de regular s administraces das
fabricas das malrizos.
Os convenios se icham pela maior parle cm esta-
do dcploravcl quanto disciplina e administraran :
alguns eslao abardonados e sem culto divino, entre-
gues a um s rel$ioso, que desbarata ou nao apro-
veila os scus rios bens, e vive sem insperra algu-
na; oulros no venios mais numerosos dao o triste
espectculo da intriga que os dilacera com prejuizo
de sua santa 'nslituirao, e cssa intriga procede cm
geral, como son informado, das cabalas que sem
pejo desinioiia se ahi :i"ilain por amor dos cargos ;
provideni i^- linT'-ui- --i urgentes pan re- liluir os
itrar o menor es-
crpulo, e he exigida no interese do eslado e da
igreja. ,
O edificio do seminario de Perfimbuco ame.-ic.a-
va ruina, e para occorre-la e nao ficar elle como o
do Para inhabilavcl e qnasi deslindo, o governo
imperial abri no correle exercio um credilo de
18:0009, importancia do orrament .apresenlado pelo
bispo.
Foram creadas pelo decreto anno passado, uo seminario doMaranhao as se-
guinles:
Cadeiras. I| OraVnadoi.
Grammatica e lingua latina. J. HOOJJOOO
Rhetorica potica e gcographia. 800)000
Francs ............ 6CIOS0OO
Philosophia racional e moraL .J 8005000
Historia sagrada e ecclesiaslica. .' I:1"
Insttuicescannicas. J ; Ir
Theologia dogmtica....... 1:0003000
Theologia moral .-..'. > ." ." I:000f000
Liturgia. ...... .1 2009000
Canto plano. .....L 2009000
Foram tambem creadas no seajinario de Pernam-
bco as seguinles:
CadeiAu. ,,.*
Grammatica e lingua latina .
Rhetorica e geograpbia ...
Fnnice/.........
Philosophia racional e moral.
Historia sagrada e ecclesiaslica
Inslitnires cannicas .
prejuizo dos direitos e interesses do eslado, pede a
remessa de mais 40 rnissionarios capuchiuhos.
ir Ministerio dos negocios da jusliea.Kio de Ja-
neiro, em 11 de Janeiro de 1854.A lei de 21 de
junho de 1841 autorisou o governo imperial a fazer
as despezas necessarias para mandar vir da Italia
rnissionarios capuchinhos, afim de serem por ello
distribuidos pelas provincias onde as mis>cs fos-
sem de maior proveilo, tendo o seu centro na corte.
ce Em 1844 arrogaudo-se o internuncio, monse-
nhor Campodonico, a aulordade da distribuir #
rnissionarios, exped o governo imperial o decreto
de 30de julhode 1814, em o quil declarou e csla-
belcceo.:
1. Que as missoes ficariam dependendo do go-
verno no que respeila dislribuicao e emprego dos
rnissionarios, edeterminacao dos lugares em que el-
les mais convinham ao calado e igraja.
2.* Que o governo, a representara dos bispos,
poderia enviar 011 mpregar os rnissionarios, nos lu-
gares das dioceses para onde elles fossem recla-
mados.
3.' Que os rnissionarios dependeran! dos bispos
\naquiUoque diz respeilo ao ministerio sacerdotal,
te ftos scui superiores locaes quanto aos oflicios e
\jceles regulares.
1 4.' Que nenlium missinnari solicitara ao supe-

Theologia dogmtica.
Theologia moral .
Eloqueocia sagrada .
Liturgia. .
Canto gregoriano. .
Ordenado.
laTOfRjOOO
1:0009000
1:0009000
1:0005000
1:1)009000
1:0009000
1:0009000
1:0009000
1:0009000
,2509000
2509000
Segundo, esses decretos, os lentas dos seminarios,
considerados interinos durante os ires primeiros an-
uos, sao proposlos pelos bispos iapprovados pelo
governo. /
Por igual sio tambem, e pelo mesmo modo, pro-
poslos e approvados os compendiodo ensillo.
Falta ainda equiparar os ordenados dos lentes do
grande, seminario coro do pequeo seminario da
Itahia, cuja designldade he una aLmalia.
Convem oulrosim eqoiojirar, coijae pede o bispo
do Maranhio, os ordenlos dos }nmf do seminario
dessas diocese com 04 (M !|*f' co e Para.
Est em andamento i oaf aW^ Paulo.
Pela circular de 22 do daiBoabrOrdAinno prximo
passado se oxigram dos bispa'do-'irerio informa-
roes e pareceres sobre o reotmea Bs seminarios,
assim como sobre as reforrqjis que 1% convem es-
tablecer. A reforma'do clero depeHe de sua edu-
casao, e esta deve consistir nos habiitos proprios do
sacerdocio, os quaes somenlc se podi
quirir desde a infancia por meio do
tero de um intrnalo ; nesle sentido"
ma coas* fazer, ainda qne preciso s
concordata da Santa S.
('apella imperial.
Em 3 de Janeiro do corrente,anno bou ve S. M. o
imperador pee bam accordar o seu imperial bene-
plcito ao decreto consistorial com forea de bulla,
datado de \0 de setembro do anno prximo passado,
pelo qual, modificando a bulla /iceletia qne dm-
ni eultus qne instiluio a capella imperial, confir-
mou a saspenco de provimentos de djoas dignida-
des e seis canonicatos da dita capella, conforme
o decreto n. 697 de 10 de selembro de 1850.
Foram apoeeolados, em razao dos) scus longos
servijos, idade e molestias incuraveis, dous capel-
leas cantores, o (hesoureiro da sacrista e um sacris-
ta com os ordenados que perceliiani. e a que ti-
nham direito pelos estatutos que regem a dita ca-
pella.
A renda da imperial capella he hoje a seguinle :
De arrendamentos e aforamenlos. 1:1859200
De alogael de suas casas. i' 1:5929000
De juros de 19 'apolice?. .. .1 1:1409000
Mullas e gratificacOes.......\ 4009000
geral de Roma obediencia ou oulra ordem se-
ante qne o desgaste da missao, ou o transfe-
para onlro loga. g0 designado pelo governo
lo bispo, sem prev^icena do govwno.
Que tanto as obediQCag| 00 ordens seme-
lesdeque IraU oartigo ^ntecedeute, Como a-
las que uo fossem precediddx da formalidade da
ca do governo imperial, fcari>m para sua ete-
dependendo do beneplcito inuicrial.
Contra esse decreto protoslou o re.rido inter-
nofcio, tendo-o por lesivo do* direito di vtcra pr0-
pajuda e superiores da ordem dos capoehrahos, e
pai) logoa santa S, qoe approvou esses protesto,
do u delegado apostlico, suspenden a expedida* de
nojo rnissionarios, revelando legaran brasileira cm
Ro,'j que tal era o sen proposito, em qaanto nao
foi: revocado ou modificado o dilo decreto ; por-
qui^to, como declarou o cardeal l'rauzoui, a ueces-
sid e do beneplcito imperial para a remojo de
mil inarios de urna parle para oulra, ou para suas
rer es com os superiores de Roma, era ama que-
braos prerogativas da propaganda, a qual, para
pretjeher a sua misso evanglica, devia ser com-
pMnente livre em suas relacfie com os missiona-
riostiem dependencia alguma dos goveroos para
onde ossem enviados.
a m 5 de marco de 1846 a legacao brasileira,
or < dem do governo imperial, dirigi ao referido
cardal urna nota explicando as pas inlenres do
goveto de S. M.'l., com os fundamentos do aviso
do'opislerio dos negocios eslrangeiros, qae repro-
duzijas do aviso desla reparlicao da-justica, datado
de iWe agosto de 1845, acompanliado de una me-
morlemque eram consagrados o profundamente
discadoa os principios econmicose polticos quejus-
tificajam o mencionado decreto.
< la ola, ajudada das decUrares de nosso rai-
nistrade queo governo de S.M. I. nenhnma intencao
linhale ofrendar os direitos da santa S, lev? grande
valor o animo de sua sanlidade, que aunuo d
novo expedirao de uuvos rnissionarios para o Bra-
sil, a tal eslava al alli decididamente suspensa.
el a a nota de resposta legacao brasileira,
datar de 15 de marco de 1846, o cardeal Fraazoni
ao pi o que declarava que a sacra congregaco, es-
lava 1 posta a usar de (odas as coniemplac/9es con-
venje es para com o governo imperial na direcr.o
das n ses, fazia ao mesmo lempo sentir que asre-
lace la sania S e superiores da ordem, residente*
em B na, com os rnissionarios capuchinhos, deviam
ser p uamenle livres, que a directo das missoes
perte ia sacra congregaco, qne competira in-
tacta santa S ou a mesma sacra congregaco a ju-
risdic io'sobre os rnissionarios.
o 1 sgratadamente esle aspecto lisongeiro que a
quest mostrava em 1846 mudou, como declara a
ultiu nota do cardeal Franzoni, datada de 28 de
selen ro de 1850, porque daquella poca cm dianle
varia eclamaciies chegaram a santa S da parte de
dignas de crdito, fazeudo ver que o governo
il se ingera na directo das missoes aposlo-
'ponio de prescrever o modo porque se de-
aver os rnissionarios na predica do evaagelho
:agens, e de distribuir as ncumberrcias do
lsterio entre os rnissionarios os empre-
vis.
molo dessa nota reclamou o cardeal, cm
norofe 9U* sanlidade, para qoe fosse revogaih ou
montado o decreto de 30 de julho, recoohecendo o
govM0 imperio nosopremo chefe da igreja, a plena
e i! folavel aulordade de presidir e dirigir livre-
mijll a predica do evangelho em todo o mundo,
poigeio dos sagrados ministros por elle mesmo ex-
4:3178200
Olretanlo, para mostrar al os dimos limite, .
.jj deferencia para com o governo do Brasil, per- I
mljb sua sanlidade, como da referida nota consta, ,
a ntida da ultima expediento de seis capuchinhos
led, em allencao tambem as despezas qne para
v|, m delles ja linha feilo a legajao.
, Eis o eslado da qoesiao :. esta suspensa.a expe-
,]t 1 dos rnissionarios desde 1850, porque a santa
Jijes, a revogarao ou modificado do decreto de 30
^Jolito de 1844.
JEsle estada de coras nao pode deixar de-ser do-
g radavel a S. M, o Imperador, Uo empenhado
io he na diflusao do evangelho. e em chamar,
uta a sociedade brasileira esse grande numero de
i /agens, que lhe sao imitis ou prejudiciaes ; e,
0j,s,lomando o mesmo augusto senlior era conside-
Kplo nao s oprojeclo, que sob a nota de 9 de agos-
Nenhuma apelice foi adquirida, e nehum afora-
menlo effacluado no anno prximo passad|o.
Miteionario capuchinhos.
Conlinuam esles religiosos a prestar bolas servicos
religiao e ao eslado, confirmando por constantes
provas de piedade c ded cacao a confianca que o pa-
vo Ibes consagra: ainda no anno proxinbo passado .
sua palavra prestigiosa concorreu muillj em Pao P *e 1f51 oTereceo'io governo imperial o delegado
d'Aiho, Nazareth e l.imoeiro, para prevenir os de-'Prlolico raonenl"or Antonio Vieira Borgcs, como
vaneios que a credulidade nesses lugares do anBof'rbem o5PrinoPes rticos sobre os quaes versa-
de 1851 prodnzio.... > *a|m sdiversas olas do cardeal Franzoni, relativas
O numero desses rnissionarios, que al a datd**'.decret0 dc 3 dejulho de 1844, ha por bem que
decreto de 21 de jnnho de 1843 era de 35, depoif^P' Pron1ova perant ra sanlidade a resolurao
desse decreto chegou a 72; desles lem talleeti Pl* Pendencia de om modo satisfactorio i igreja e
M
13, voltaram por doenles para Italia 10, e s exi
em49.
Estes rnissionarios estao distribuidos pelas pnl
vincias do modo seguinle :
Nesta corle. 3
Rio de Janeiro. 3
Bahta. II
Sergipe. 2
Pernambco. 3
Maranhao. 2
Para. 4
' Espirito Sanio. 2
S. Paulo. 8
Minas Geraes. 6
Goyaz. 3
Malo-Grosso. 2
Desses 49 rnissionarios 9 eslo empreados riau-
ra d'almas, como parochos encommeudados; s|0
alheio de sua misso, este servico lhcs lem siddn.
enmbido por falla absoluta dc oulros ecclesiasej.
Vinte e dous delles se oceupam nos aldeamto!
dos Indios, onde melhores servicos poderiamres-
ar, segundo inforniou o prefeito geral, se nafos-
sem embarazados pelo actual syslema das m5es
que admide nos aldcamenlos a inlervencao dan
toridades eslranlias.
Em todo o imperio smenle existem cinchos
picios:
1 na corle.
1 na provincia do Rio de Janeiro.
1 na Bahia.
1 na de Sergipe.
1 na de Pernambco.
Os hospicios das provincias eslo cm homladi
o da corle porm depende ainda de rcparosoei
ciacs para que nao fique arruinado e possa cul
divino ser overelo com a devida decencia. ,
esejava o governo imperial cslabelecer < gra
de escala missoes para calhequese dos inniei
selvagens que erram em algumas provincitdo i
perio, aonde esses braros podem ser apieitat
em sua industria c agricultura ; esse dcsa pur,
era embarazado pela quesiao ainda pende* eniVre
o governo imperial e a curia romana a rspej"^ ''"
decreto de 30 dejulho de 1844, cuja rev|ac
modificarao S. Sauddade considerava como
jao sine qua non para a remessa dc novos
narios: convinha fazer cessar esse eslado d0 Cl
e em consequencia foi aulorisado o noaao ,,
em Roma para promover perante o SS. padre rrcso"
lufo dessa pendencia, conforme as instrucrfS pelo ministerio da justica era 11 de Janeiro pi 0>
passado, lhe foram dirigidas, as quaes aqu
Por ella*., ao pa-..o que o overuo iiiiperijl ,
a cubroaacao da den el da 30 de iiilho de V
insiro.
unrede
44 -em


..1 Estad, guiando-se Vmc. pelas insirurrcs se-
p tuinles, contra ou alm das quaes nao tem Vmc. po-
,cres.
i' He fora de qucslao. enao susceplivel de revo-
t ?acao oa modificarao, o direito que lem o governo
imperial de determinar os lugares em que as mis-
soes podem ser de maior nliliilaile para o Estado e
para a igreja, assim como o numero dos capuchi-
1 nhos: esle direlo sobre fundar-se na lei de 21 dc
junho de 1843, dependendo de razoes polticas, he s
proprio da soberana.
< Enleode porm o governo imperial que o di-
reito de determinar as missoes nao comprchende a
dislribtiieao pessoal: que por consequencia compele
aos superiores da ordem a faculdade de nomcar, re-
mover, retirar ou de demillir os rnissionarios, sendo
qne todava a faculdade dc retirar, remover, ou ad-
initlir nao pode ser exercida em prejuizo da missao,
sem substituirn prompla e sucressiva, e. previa
participarlo ao governo imperial.l'ode, porm a go-
verno ordenar,por intermedio dos superiores, a reti-
rada 00 remoco dos rnissionarios, nos casos em que
a sua presenca por motivos polticos, qoe s a elle
apreciar, se torne incompativel ueste ou naquelle
logar.
Convem o governo imperial cm que as obedien-
cias e ordens semelhanles para a remurao dos capu-
chinhos desta para aquella missao, e para as relar es
delles com os seus superiores de Roma, se possan
impetrar sem previa tironea do governo, c cxecular
sem beneplcito, sendo as ditas oroWis restrictas s
remoces, e versando sobre a prdica do evangelho,
c nao sobre poderes conferido aos ditos rnissiona-
rios.
Deseja o governo imperial que os direitos dos
hispas do imperio, em 1 elacao aos rnissionarios na
qualidade dc sacerdotes, sejam mantillos conforme os
calones, sendo que nao he s do interesse de S. M.
o Imperador, mas tambem dc sua sanlidade, a ma-
nutenc dos dircilos nauferiveis do episcopado.
o Taes sao as modificaroes sobre as quaes deve de
consUir a subrogacao do decreto de 30 de julho de
184^
a A proveilando-se Vmc. desla occasiao cm que o
governo imperial se comprometi a subrogar o de-
creto dc 30 de julho no sentido o mais conformo
possivel com os desejos da nota S, deve Vmc, em
usas, 1 ame do governo imperial, solicitar de sua sanlida-
de a breve axpedc,ao de 10 capuchinhos pelo menos,
dos quaes 20 serao remedidos directamente para a
provincia e 20 vir3o para esta corle para daqu se
dirigirem s provincias do Paran i.Matlo-Grosso, Es-
pirito.Santo e Goyaz, leudo cada una desla* missoes
o seu superior, e sendo lodat ujeita* an prefeito do
Rio de laneiro, que lie, 11,1 forma da 1,, de 21 d


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DIARIO DE PERNBuCO SABBADO I DE JULHO DE 1854.
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juilio de 1 s 1:!, o centro da missao ; para csse fin'
"leve Vine, fazer sentir a san santidwle :
- i 1." Que o governo imperial esl disposto,quaii-
lo couber cm sua mi, a promover com perseve-
raba e iiclividade a calequtse dessa hordas ach-
teos de que abundan) as ditas provincias, c que,
confiado mais que ludo no poder da religiao c no
intermedio dos capuchinlios, se pripOe estabelecer
em grande escala as missoes das ditas provincias ;
que por consecuencia espera que Sua Sanlidade,in-
teressado na grande obra do apostolalo, so dignar
de ajudar o governo imperial nesse eropenho lio po-
ltico como religioso.
o 2. Que o governo imperial so compromette a
prestar aos' missionarios nao s o transporto c urna
penso ou honorario para suasdespezas pessoacs, se-
an tambem as quantias e ubjeclos necessarios para
o deseropenho da misso, misteres do culto, csla-
belccimento e manutengo dos aldcamentos.-
3. Que o governo das novas aldeas competir
exclusivamente ao missionaro respectivo, sem ir-
tervcnc,an ou embarace de autoridades civi, al^ne
os indgenas sejam pelo governo considerados omo
definitivamente aldados e catequizados: de*""10
missionarios, por intermedio dos seus iperiores,
apresen lar lodos os annos om relatoro "bre a cale-
quese, estado e necesadada das ald*. e o balaneo
e conla das despeas do auno anl"*-
*. Qoeos miasionarit* nao^'So diitrahidos do
seu ministerio para aeratn co-pregados em cura d'al-
raat, ou era outro qslqu-* emprego, tatvo o caso
durgencia.e sena#1>r Paco lemP c sem Panizo
daatiuao.
5. Que f governo fundar, en cada urna das
ditas provlDfas aonde se etlabelecer a mittan, oBial
cadeirad/ling"8 loa'8"*T* facilitar a cMunoni-*
caco /orrespondeocia dos missionarios eom seus
superiores; finalmente fornecer os auxilios, neces-
larospara a segoranca individual dos -
ros.
Do lelo de Vine, espera o governo imrcrial o
desempeuho desla commissao importante, serdo que
nesla data se espede i logacao em Londres-as ojdeiis
precisas para icarem dbposicJo de Vmc. oi oeces-
tarius fundos.
Dos guarde a Vmc.Jos Thomas fabuco de
Araujo.Sr. encarregado de negocios do rasil em
Rafia.
Hospital dos lasaros.
Eiislem actualmente neste pi tobajecimenlo
54 enfermos, falleceram em 185-2 seis, etn 1853
onze, e no crtenle auno un; sahiram con alta cm
1852 quatro, e tres 1853; evadirain-se dousem 1852.
Tal ha o movimenlo desse hospicio nos d.us annos
referidos, e no principio do corrente.
A receita e despeza desse estabeleeimeito cons-
t.im do mappaannexo, sendo que o saldo le..........
7:1179997 que ahi se nota he insuflicicnte no con-
ceilo da administradlo, para os erapenho nao li-
quidados e reparos urgentes de que caree o edi-
ficio.
O servico do hospital lie feito por nove escravos
delle, e onze Africanos livres.
Anda nao esl liquidado o legado quedeixou a
esta hospital EstevSo Francisco de Carvalb, o qual
consiste no remanescente de sua fazella depois
tle preenchidos ootros legados, que sao avalados.
O legado de 5:0005 deixado por Antonl de Sam-
paio Ouimares, e que devia ser deduzido do liqui-
do dos seus bens, ficou prejudicado nrqoe nSo
chegou producto delles para o pgamelo de di-
vidas.
A admioislracao desse eslabelecimenlo Jz sentir :
1.", a necessidade da remoco do hospital para ou-
tro lugar onde haja abundancia d'agoa, taco para
passeio menos facilidade de evaso ; 2. a conve-
niencia de ser encarregada ou santa cauda Mise-
ricordia ou a um agente do governo a adnfistraeao
desle estabeleeimento, que nao pode ser exrcida io-
nio aclualmente^ie,pelos ofTiciaes da meaja irman-
dade do Sanlissimo Sacramento da Caudek-ia, que
acabam o seu lempo. '
lllum'ina(So publica.
lo-rae lisongeiro annuociar-vos, 'que esl capila]
dusde o dia 25 de marro prximo passado.joza da
Iluminaran a gaz. O benemritocidadajque to-
anou sobre si esta empreza tao importan*, logrou
rralisa-la, nao obstante as difticuldadesqu
nsupdraveis: efleclivamente foram illui
referido dia > ras compreheudida* no
entre a ra de S. Pedro, desde o Aterrad
Dmita, e a do Ouvidor inclusive. Por
c pravas se tain ella estendido depois oVse dia, e
nao tarde ficar completa, conforme o conalo.
A luz.que prestan) os combustores airfi nao foi
ciaraiaada por pessoas competentes, afui de ave-
nguar-se aa be igual que se comprometo a em-
preza ; todava, no ronceito das pessoas me lem
O pensamento do governo a esle respeito a as in-
fonnacoea exigidas para sita etecurdo, consta m do a-
visoque Resegu: I
M umterio dos negocios da jusliea.Rio de Ja-
neiro 17 ae-janeiro de 1854.
Em rcspbsta ao oflico que Vmc. me dirigi em
data de 10 p corrente, cumpre-me significar-llie
que o governo imperial lem o pensamcnlo de esta-
belecer nesta corle o telcgrapbo elctrico central pa-
re o servico derpejicia i imilacao daquelle de Ber-
lini : mas convm previamente assentar sobre o sea
plano e importancia.
O centro do lelegraplio sera a secrelaria da jus-
liea", que se communicar simultneamente com jo-
das as eataces, ou smenl com urna-ou outre, como
convie' *s necesidades do servido.
AS estaques j designadas sao as seguintes :
Arsenaes de guerra e marinlia, lelegrapho da
brrra, secretaria da polica, quartel de permanentes,
pacoda cidade, S. ChristovSo e Pelropolis, e qoarlel
de pennanenies em Niclheroy.
O lelegrapho. porm, se estender fra da cida-
de pelocaminho de Botafogo at Lagoa, pela estra-
da de Andarahy ate i Tijuca, pela estrada de S.
Chrislovao at Venda Grande Pona dd Caj, pe-
las l.arangeiras at ao Corcovado.As esla,{slV res-
tes lugares nao estio ainda determinadas, 'pirra de-
termina-las, esperam-se informa{6es do chele de po-
lica sobre os pontos em os quacs lera collocada a ad-
mnislrac.ao do lelegrapho, e a forja publica que le-
ra o duplicado fim de preslar-se goarnicao da csla-
co e servico de polica nesses lugares.
No futuro, te a experiencia for favoravel e con-
forme s necessidades do servico e da populacho, o
lelegrapho ser dividido em circuios, e subdividido
em estacos, conslituindo as rcparces os circuios,
Vas suai dependencias.a* esiaces; r. g., ser um
circulo o quarlcl general, e cada quarlel lera urna
esta co.
Pela parte que lhe loca deve Vmc: 1., fazer
calcular por milhas as distancias das mencionadas
direccoes, assim como orear a quantidade de appare-
Ihosprovavetmenle necessaria ; 2., informar quan-
losengeoheiros c peritos convm para este servido,
mandar engajar na Europa ou na America do-Norte;
3., informar a qaalidade de appafelhos que con-
vm, declarando sala-algama razan pela qual neste
paiz sejam prefer veis os fios areos, nao obstante os
inconvenientes do seu uso as cidades e povoados -
i.", mandar desenliar um plano da cidade, assigna-
lando as direccesc suas distancias, assim como as
estaecs, ficandoVmc. aulorisado a dispender para
esle fim alea quantia de 200 rs,Entretanlo,convm
que Vmc. trate de estabelecer logo, e com toda a ac-
tividade.'a communicaciio da secrelaria da jusliea,
com a secretaria da polica, quarlel Je permanentes
e paco de S. Chrislovao, empregando o apparelhos
que lem sua disposieSo.
o Nesla data se expedem casa de correce.io as
ordens necessarias para fornecer logo os objecto qne
Vmc. soliciton para a fundaran dos fios areos -, e
passo tambem a exigir as segundas vas dos conhecV-
mentos respectivos aos apparelhos que ultimamen-
te vieram, e se nao acham na alfandega.
mmenle se lhe fizeram, por occatiau da mudauca
da secretaria dos negocios eslraugeiros.
. Secrelaria.
ada dia he mais sentida a necessidade da refor-
ma- da secretaria, a qual nao tcm o pessoal necessa-
para os muitos c variados ramos do servico que
o a seu cargo, e tal he a organisagAo actual, que
iuislro, sem auxiliares, he obrigado a dispeuder
m os Irabalhos de detallie e expediente o lempo
Ale devera ser applicado s quesldcs imjiorlautes e
caniplexas.
^) archivo esl soffrivclmenlo'.organisado medanle
o]regimen ltimamente adoptado : segundo este r-
gimen foram classificados os papis relativos aos an-
nos de 1810 a 1850 ; os doiis annos anteriores lem
por ora a mesma classificrao c ai ni macan antiga.
Para/a estafslica criminal e civil, creou-se urna
seceso especial, para a qual nomeei nm bncharcl in-
lelligente, nomcado addido secrelaria.
Rio de Janeiro, em 10 de maio de 1854. Jos
Thornaz Sabuco de Araujo.
PRMICO.
COMARCA DE SANT0.ARTA9'.
Victoria 28 de Jubo.
Apezar de-estar certo da capacidade, e seguranca
do porlador'da minha ultima missiva, todava vi qne
elle foi um pouco moroso na sua entrega ; falta que
s a muilo custo lhe perdoarei, porque tirou-me dos
meus goslos. e ile;Diais mais translornou por algu-
ma forma os meuajtalculos; a tal omissao foi veri-
ficada, quandfcfJ|famdo rom sofreguido os olhos
para os seus ewflBpitssimosjnrnaes, nao vi a filha
querida dos ntejjwrudes o, toscos pensamentos, mas
era retribuido (qo m lecompensa ') deparei com
urna correspondencia publicada no Diario n. 132, e
nssignada por um segando Victoriense, cuja prodc-
elo apenas ahi sabio a luz, fez retumbante echo aqui
no nossn microcosmo. O segundo Victoriense por
sua grande modestia que.* passar por um pobre ma-
tulo sem luzes, mas eu vejo pela sua lgica cerrada,
que elle he um destes grindes cncvclopedislas, que
lanos lirados lem dado no nosso secuto de luzes, he
um Ilustre collega de alto cotliurno; (bem o conhe-
copelo sen florido, e ureo esljloi e com este gigan-
te de lilleralura, com esle cavalleiro de armadura
pesada e impenetravel escodo de viseira calada, ar-
mado de cimitarra he que lenho a infelicidade de
medir-me? Oh! que lerrivel Rolde, so o seu lem/.
aspecto me faz tremer, gela-se-me o sangue as
veas ao eonsidera-lo. Em que aperlo estou Nao
sei o que ser de mim, de raim tao fraco em arena
designall Masque! oh que vergonha para mim!
Como confessarei a minha fratitieza eu, que s arro-
lava coragem, bravura, intrepidez? Como sorrirao
agora os parvos d'aqui!
ToleirOes, cu vos nao darei este gostinho, e vos di-
rci que estou sempre 13c firme, como o audaz solda-
do, que ouve quasi junto... junio a si o horrendo ri-
bombar da bombarda ; (que aspereza! d licenca,
collega, que passe estas ninharias onomalopclicas,
que as vezes razem doer tanto as candas de al-
guem ;) mais seriamente cumpre-me confessar que
sou mui pobre de luzes, porm rico de animo, o qual
se ha de provarem lodas'equaesquercircumstancias,
ou melhor.serei como o homem inflexivel, constante,
firme e inalteravel de Horacio:
Si frac tus illabatur orbis,
lmpavidum ferien! ruina-.
Visles, nobre collega, o meu animo ; vede agora
de lago vista, vendo a hora que apparece oulra
lerrivel eluda.
11c de admirar que na grande enchenle, qne live-
mos, nao hotvesse morle aluiima por aqui pela cida-
de, smenle por urna noticia vaga consta que se afo-
garan) tres pessoas n urna legua d'aqui.
No lugar-do lorio, na noile do dia 2G, urna rasa
arruinada Mas aguas da i liuva desabou, esmagando
a cabeca dejuma mai, e de um filho de oilo annos,
os quaes foram lirados das ruinas morios; Picando
oiitra filha quasi a expirar por causa de grave feri-
iiiiMiin. Crtpiam que urna ereaura. a quem a infeliz
mili eslava amainen tan lo, na occasiio da cabida da
casa, fra linda illesa dos enlulhos.-
Uraude lajmor vai por aqui respeito da feira.
I)isseram-me que alguns vereadores sensalns, c, os
negociantes eslao arranjando um abaixo assignado,
afim de ter lugar a transferencia da feira para o pa-
lco da matriz; permita Dos que se faca esse bom
povo lao craade bem.
Temos potre os nossos Cabrics e Pippl\ls, que
se lem feilq-bem perraiias. Suppoe-se que ho em
ronsequencia disso que ando apparecendo uns em-
liueailosem alia noile; nao obstante esla supposicao,
0 nosso pancada mor (que lira bem bons lucros dos
bens que oa d Ceros tem-se medido a fazer cum-
lenlo- : uaaf vezes, diz elle, que estes mysleriosos
1 roen rain Jlrnnr alguma tcrrivel vendida; oulras
vezes diz, curam fazekalguma proesa em honra da* suas Dul-
cineas -, errrlodo o caso deve o nosso delegado saber
Anlooio Rodrigues Pereir<5mboatn, para corree-
r,"u ; e ,i Ydein do subdelegado da freguezia de S,
Jos, o prelo Damiao l'aulojbcaine, por jugos prnUM u
=
bidos.
O delegado do termo do Bonito, comraumcou-me
por offlcio de 14 do corrente, que fora all preso Ma-
noel Antonio Gago, criminoso do morle no lermo
da Victoria, por cujo delegado fora requisilada a sua
prisfio. "
Ueos guarde.i V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambuco 27 dejunho de 1854.Illm. eExm. Sr.
conselbeiro Jos Benlo .la Cnnlia e Figueiredo, pre-
sidente da provincia.Luis Carlos de PaiutKTei-
xeira, cliefe de polica da provincia.
MAPPA dos doentes tratados no hospital regi-
menlal de Pernambuco, durante o mez de junho
de 1854.
N."
ce S - S g E
"5 ft 5 S w
H c 9 i i
--
109 114 U3 8 105
3
o principio, que adoplei, e reparai bem que nao sou
ala qaalquer cova'rde.Embora vos aecusem, diz
Guilherme Schucli de Capa- ^Ouxier, voscondemneni, vos prendam, evos enfor-
quero; publica i sempre osvossos pensameulos; o fa-
c Dos guarde a VmcJos Thornaz Nabueo de
Araujo. Sr. Dr.
nema. -
O chefe d polica ainda nao remellen as infor-
raarea no dito aviso exigidas para delerminaco dos
lugares em que devem ser collocadas as eslaOes, c a
admioislra;lo rejpectoi.. k
U engtnbeiro encaMdo do leRgraplio, em ob-
servancia de mencion lfjao, prcsenlou o seguin-
te or(auerHo :
rlnlio, a 12:00aj: 'i8:0O0JO0O
solado com
de chumbo, a
I.....18:2008000
incisos, a 30$ 11:0003000
rao a 4009000 por le-
- 5:2009000
cmf meaaajonados. a
.... 8:3609000
38 8369000
reciam
nulas no
rimelro
( < ra
(ras ras
22 cuberas para os meamos, a
92:2969000
Neste ornamento nao est cbmprehendida a
mao de obra, e nem a mol.lia e misteres das esla-
c.0cs.
As linlias aereas seriam fnenos dispendir as, r =
muilo precarias, porque alai de ex postas malicia e
s crises polticas, esli arriscadas ios lemporaes c
trovoadas, que podem arrebenta-las.
Acontece lambem. diz o dilo engenheiro, que
trovoadas em diataocias considerareis estabelecem
corenles contrarias aquellas (Jne circuame fio : exis-
ten! Tactos numerosos de lera electricidade atmos-
pherica poslo em movimcnlo os despertadores, e
quaodo os empregdos vao responder sao offendidos;
outras vezes, basta lempo chovoso em urna extreml--
dade da linha e sereno na oulra para neulralisar
temporariamente toda a commanicacao.
Nao me parece tao avallada a sobredita quanlia
qoc, por ponpa-la, privis esta grande capital desse
melhoramenlo, e a polica e commercio <"e nm meio
iao rpido para suas communicaepes e rcla-
ces.
Crditos.
Durante o inlervallo da sessio dez crditos foram
abertos na importancia de 337:4349222, dos quaes
oilo sao supplemenlares e dous extraordinarios,
Os oilo supplementares foram creados1 pata occor-
rer ao dficit que Jiavia as seguintes rubricas :
Telegrapho, decreto n. 1,286 da 30
de novembro de 1853......
Capella imperial, decreto n. 1,292
de 12 de dezembro de 1853. .
Secretaria de estado, decreto n.

viajado, ella parece cmparavel com a dt paizes
aonde essa Iluminarlo he mais perfeila. \
Para avaliar c inspeccionar essa condicojo con-
trato, aeaim como todas aquellas que depentm de
ronliecimeolos professionaes, foram nomeaos os
Dr. Candido de Azeredo Coutinho e consjheiro
Antonio Manoel de Mello. i
A inspeetao diaria relativa principalmente^ ho-
ras de aeander e apagar os combustores e catela-
bros foi commeltida em todo o pcrimelro do cra-
to a om inspector permanente, ajudado actualmen-
te de quatro guardas. .\
A imposic^lo das mullas pelas infrac;es iltan-
tralo compele ao chee de polica, com o tHu
para o ministerio da jusliea. >
Devo aqui dzer-vos que loe as as reparlice p--
4encentes a esle ministerio alio Iluminadas gt,
sendo por conla do governo a despesa da casalis-
cao e apparelhos; fornocendo o emprezario o gt
iiccessario pelo preep proporcional ao da illuminl
ao publica, e encarregando-! elle da conservaba,
.lo material e cosleio da illumiuico. Por precJ 1287 de 30 d novembro de 1853.
mais commodo vm esses estabeleeiraentos a le Tribunal supremo de jusliea, decre-
uma luz incomparavelmente melhor e mais exlensato n. 1,287 de 30 de novembro de
do que linham. \l,853..........',
TeUgraphas. \ RelacOes, decrelo n. 1287 de 30 de
Continan a fanecionar os telegraphos. pelo met- |OVembro de 1,853.
mo systema eslabelecido.
O ilesta corle, conforme as iiiforroa^ocs do direc-
tor respectivo, se aclia em estado pouco lisongeiro,
em r.-lano ao material e peaoal. As casas, machi-
nas, bandeiras, oculos, taboas lelegraphicas organi-
sadas e impressas ha 30 annos, e incompaliveiscom
as necessidades do servico de l.ojc, tadu nesse estabe-
lecunenlo carece de reformas ; nao convem, porm,
cm mea conceito, faze-las d.de ja sem que teja
mudado o systema tetegrapbico o qual deve ser
previamente assentado. ,
A linha da corle, que actualmente funeciona.
comprehende os telegraphos das fortalezas de Vil
legaignon, e Santa Cruz, Babylonia e imperial
qainla da Boa-Vista. A ou ra linha do sul, que
se esteode al i imperial fazenda de Sania Cruz,
nao esta motilada, e s Irl.alha quando S. M. I
se acha na dita fazenda : foi sapprimida por intil
a despeza que se fazia com a conservarlo dos lele-
graphns dessa linha, porque quando venham elles a
fiiin-. i.mar, as reedificacoes eastarlo tanto como as
novas conslrucces, A despeza supprimida impor-
tava em 6009 annuaes.
O lelegrapho de Pernambuco foi mclhorado me-
diante pequea despeza : com o novo systema son
informado de que elle corresponde as necessidades
do servir publico e commercio. O presidente des-
sa provincia propoz a idea de' se eslender a linha
lelegraphica al ao cabo de Santo Agoslinho ao sul,
e al i Mi ma ao norle ; exig informacOes mais sa-
tisfactorias a respeito da exequibilidade dessa cx-
tensao. '
Telegraphos elctricos.
Acbam-se cm estado de servido regular Ires esla-
coM, a da secretaria da jusliea, secrelaria da po-
lica e quarlel general, para as quacs foram empre-
gdos os fios areos e os soladores de porcellana
que acompanharam a primera remessa de appare-
lhos em Is'il : as coramunicarjcs sao excedentes,
c tcm sido bem provadas na- experiencias feitas
sub o sol oa chuva : c* apparelhos funecionam bem.
A linha subterrnea do quartel-general ao pae.o
de S. QiristovAo, que linha sido* interceptada pelo
encananicnlo do gaz, em breve estar reslSlicleci-
da ; mas. como diz o engenheiro encarreflfdo do
lelegrapho elctrico, Guilheime Scbuch de Capane-
ma, ella durar poner., ou sera irregular por cau-
sa da docoinposic.in dos fios: para evitar essa dc-
composirao e preservar os fios subterrneos das ala-
vaneas e picarelcs que os a nciieam todos os dias,
he cssencial, no conceito do mesrao engenheiro, que
os ditos fios corram por om eneanamenlo de lijlo
argamassado com mistura de breu, alralro e ara.
Convinha dar om systema relativamente ao desti-
no e applirario do telegrapho elertrico que se eslava
ronsli uindo, depois fui elle destinado e applicado
pin o arvico central da polica.
1:0009000
r

1:7
4:8009000
33:3339334
76:4009000
Polica esetnranea publica, decreto
1,314 de 21 de Janeiro e de 26 de
rildel854.........85:0009000
Guarda nacional, decreto n. 1,380
26 de abril de 1854......18:0009000
ustica de primeira instancia, d-
lo n. 1,383 de 26 de abril de 1851. 25:0009000
cpressao do trafico de Africanos,
lo n. 1375de 22 de abrilde 1854. 10:0009000
ventuaes, decrelo n. 1,374 de
ealiril de18i....... 10:C005000
ditos credidos supplementares sao relativos
ao Vcamento de 1852 a 1853 os crditos para os le-
leg'jilirjs e capella imperial.
.us crditos extraordinarios foram o prjmei-
ro 18:000,creado pelo decrelo n. 1,27:1 de 21 de
novAbro de 1853, para occorrer ao seminario de
lio*, que ameacavarnina; o segundle 41:1459,
pelo deerel*n. 1,277, lambem de 21 de no-
cread
vembl de 1853, para pagamenlo dos vencimenlos
dos ei iregados dos tribanaes do commercio, con-
forme le n. 719de28desetembro do anuo pas-
tado.'
O crViio para telegraphos fundoa-se no paga-
mento. As despezas feitas com a conslruccio da li-
nha de egrapho elctrico e compra dos apparelhos
respectas! .
O oreo/'o para a capella imperial foi necessario
afim de t&agar a cera que se dispendea no servico
delta, emVziio da insulliciencia das rendas do sea
respeelivo|alrimooio.
Os credLs para as rubricas das secretarias de es-
tado, supreko tribunal de jusliea e relarOes, proce-
deram do aigmento dos ordenados do ministro c
secrelario dt estado dos negocios da jusliea, minis-
tros do soprano tribunal c membros das rclares,
conforme a I n. 617de 7 de agpslo de 1852.
Os er..,ll,isp.ira a rubrica polica e seguranca
publica fiiMam-se, principalmente, na elevado
das gralilicaroei dos chefes de polica e necessidade
de habiliiar nspresidentes das provincias rom maio-
res quanlias pan avericuaces c descobcrla de cri-
mes imjiorlanlej.
O crldilo paita guarda nacional foi devido : 1",
an pagamento aje 3,000 armas encommendadas e
vindasha lielgic; 2, s despezas de novas organi-
saces jupervenia^tes ao orramento.
O crjdilo para Milras de primeira instancia proce-
"uevacS
de da ijrcaeo
mu-
creado
Oci
para f
erainj
t u. i
cao de ordenados de juizes
tacs, e mai|r numero de.juizes de dircito
dito para a ippre--"m do trafico foi urgente
zerface as dfepezas que appareceram. e nao
revistas.
O ci odilo para despezas cvenluaes fui devido
nrrpss ilade de pintura e mobilia da casa da serre-
I jusliea depoil.U filuj e ri-pjiu que ulli
ze-loaao he um direito, mas um dever ; obrigac^o
restricta he para lodosos que lem ideas, ,o comniu-
nica-Ias aos outros para u bem commum. A verdade
inleira pertence a lodos, o que enlenderdes que he
til, podis sem reccio .ublieado.
Esle, Sr, Victoriense segundo, he o meu querido
principio, principio nvnriavel,, iualteravel. Vos
podis .1 i/.er que tambem o.segu-; mas digo que vos
guiaes nellc sen) nenhuma reflexao. Rcflcchissez
acant que re rtcn entreprendre. Tendes vos feito
isto? Nao : vos vos alirastes esle campo, como
urna atabalhoada creanca. Quunlo j mim, Ueos sa-
be quautas noile passei meditar antes de lomar a
ardua e arriscada larefa de correspondente desla ci-
dade, que rleveria ler outro mais Ilustrado, que nao
eu: agora porm queslou dissu incumbido, traba-
balho com esforcu por ili/.er verdade cui ludo, e te-
nho inteira consciencia o ra/.ao de a ter sempre di-
to, porque nao sou Guelpho, nem Gibelliuo, sou
imparcial, e o collega poder,i dizer outro lano'.' Nao,
porque talvez queirais, Sr. Victoriense, fazer valer
vossos chimericos direos de qualqocr modo, sem
duvida leudes alguma nelencao.e por isso fazeis re-
presenla{0cs, oorrcspoudencias, dais consellios,* etc.,
e ludo em prol da vossa cmara, que nao lem cui-
tada.' consciencia do pie faz.
Quando essa cmara, de quem sois acrrimo apo-
logista, Iraballiar para o bem de todos, quando obrar
em ludo imparrialmenlc, esem espirito de avor, cu-
Ulo.'ter os meas justos elogios e o agradeciineut de
todas as pessoas bem educadas, c sensatas. Vede
SrrV)ctoriense segundo, que quem defende os mos
corre graude perigo.talos lueri haud tulum ; e
que a impanidade he grande atlralivo para o crime
Impunilas peccandi illecebra. Compade^o-me
de vos, collega, e as votss innumeraveis eans mere-
cen) respeito, mas voseas queris meller a bulla.
Oh quejuizo temerario 1 Fico fazendo grandes cal-
calos e esludos, meu correspondente, nao como Ke-
pler para adiar as leis da gravitaco dos corpos, nem
lio pouco como o nosso conhecido. Sir Isacc Newlon
para aperfeiepar e applicar estas leis ao systema ce-
leste, mas para couhec:r e saber quern he esle se-
gundo Victoriense, que rae parece um dos grandes
mestres da de la Crusra, para ver se he algum velhn
gaKeiro, oa algum rabeo ebeio de esperanzas e pre-
lenccs... e o resultado de ludo ser nem recorrer a
Vmc. e nem ir Uto longc como a Lagoa do Barro.
Vamos ao serio. Eu pnderia responder ao p da
lira ao coega, porm pira que cMiir em circumlo-
jos e repeties enfadonhas. O que escrevi esl
escriplo, e he a pura verdade. Dcmais, eu nao dou
l milita importancia ao collega, pcrmitla-me que lhe
diga isso, porque he muilo suspeilo ; fallo assim, nao
porque saiba quem seja o meu.Ilustre collega, mas
porque julgo que quem faz semelhanles defezas, nao
pode ser senao algum inleressado, e o inleresse cega
o homem.
Appellamos para o lempo, que mostrara que de
nenhuma norte poderia ser eu vencido, como quer
todo ufano o segundo Viclorienso,: e qnando brilbar
a verdade, a verdade, esla divina/ilha do co. a qual
recebe preitos e bsmunagens no mundo inlellcctfial,
enlio eu amparado poresta'forte egi.lc, desbaralarei
toda a vossa saravaida de razes, qec s pasmar os grandissimos parvos d'aqui; c me locar
a oceasio-dc tambem vos dter : confessai-vos ven-
cido sem remedio, oh Ilustre cavalleiro E vos da-
rei piedoso as maos.
Agora he com Vrm)., mej bom correspondente. No
momento em que Iba eslo escrevendo esla, acba-se
ainda o meu coraiao, que lie muilo sensivel, impres-
sionadopor estes males, Seque se serv a Providen-
cia para abater o Orgulho dos homens. Na minha
ullirira missiva dei-lhe parle de urna grande elici,
esla porm nada foi, porque livemos oulra mai.ir :
bem lhe disse eu fallando das chovasse ellas nao
cessarem, o que ser de nos'.' Pnis benf. eonlinuou
sempre achaver...chiiver...cliuver...el para a noile
de 21 para 22, chegando a agua gradualmente, inun-
den os lugares mais baixos desla cidade, a qual nesla
noile otTereceu um quadro bem medonlio. Em al-
gumas casas da Lagoa do Barro a agua entrn al a
altara de 3 covados. Mudas familias sahiram pres-
sa debaixo de grossa chuva procurar abrigo em
lugares mais altos, em casas de seus prenles, amicos
e conhecidos : qual ser o eslranho que nao receba
nestas affliclivas ocrasics aquellos, que precisam de
amparo ? A negativa seria urna l'eia e horrorosa
crueldade.
Sendo a Lagoa do Barro o lagar do commercio,
faca idea que prejuizo nao Inveria. De noile mesmo
trataran) de salvar aquilln que poderam, e felizmen-
te ainda que nao recorressem a polica, nao consta
qae hrfuvcsse furto algum. O prejuizo que 4i vera ni
foi o causado pela ebeia, que fez espantoso estrago ;
espalhando-se logo agua pela ra da Ponle, onde fi-
cou um lago immenso, e Lagoa do Barro, podc-so
sem erro de calculo dizer, que ficaram deshabiladas
mais de 100 casas, muilas das quacs cahiram, outras
.eslao para isso, e as mais eslao lo arruinadas que
ser grande temeridade entrar para ellas sem fazer
reparos, ou sem deixar passar a forja do invern.
Perdcram-sc muilo- objectos da vendas, e se arrui-
naran! muilas fazendas.
Por ora disseram-me : que qualquer pequeo ria-
cho se tomara em caudaloso c furioso rio, que mui-
las casas foram v i.de i. lamente arrancadas pelas aguas,
as quaes iam carregando ludo que enconlravam.
Arrombaram-sc mudos acudes, e at alguns enge-
nhos cahiram, ficando oulros era ruim estado.
Os pobres agricultores, que autes faziam preces
pela chegada do invern, boje por causa da lerrivel
ebeiaestn sem espe.-anca de recolberem o fructo de
seus pesados Irabalhos, porque todas as lavouras fo-
ram destruidas.
Agora torno a dizer Vmc., qu se isto assim con-
tinuar, o que Dos nao permita, ( misericordia !!!)
soflreremos o peior de lodos os malesa fume.
Saiba Vmc. c o miiiido inteiro, que no meio de
noa alllieelo. apparcccm aqui mosmn nesla cidade
homens desalmados, cunuclios de inlelligeucia, que
continuamente zom iam da divindade.
Quer Vmc. ouvir algumas de suas blasfemias''
Oh! que castigo de Ueos! dizcm alguns de boa
consciencia. 11c castigo do diabo! oiivem cm res-
posta ; se hoiivessc oulra cheia mainr... se eu visse
ludo perecer... se esla casa mr caliissc cm cima....
se o inferno tragasso a mim e a ludu que me perten-
ce.... se.... oh! ro continuos, alma dainada,
nao escandalizes os piedosos ouvidos de boas e sim-
ples crea I o ras! Pe;o a Vmc. que publiqueislotal
qual cscrevo, para que todos saibam pie infeliz-
mente temos ca homens tao perversos, nbmens que
furam um olhoscti para arrancar dous aos seu. ini-
migos. He horroroso Scja ao menos a execracao
publia o castigo de impos, como estes. Ah maos
homens, vos me ieis fazendo esquerer da cheia I
Tornando, pois, a cheia, digo a Vmc, que segun-
do os nossos velhos. foi urna das maiores que lem
havido nesla cidade.
Ao amaiiliecer do dia '22 fui iliminiiindo a agua
pouco pinico, e dous dias depois ja o rio dava pas-
aeein, ni i: eoiii quilquei clima rlanm om orali-
disso, s ainda nao lhe chegou aos ouvidos osla his-
toria romntica.
Esl p^n6, chesar preso un ladr.1o de escravos:
foi preso um outro de eavallos. Desla vez a colhei-
la foi pouca porJ&ioa da'cheia. J
Sexla-feira 38) bsliveram nos carmes 112 caberas
de gado, e esperava-se ainda urna lunada de 80 c
lanas cabecas. Vcndeu-se a caben)gnor --i>>, 28f,
e chegou a Irinta e tantos mil res.
Sal.hado, a feira de vveres de primeira necessi-
dade foi mui diminuta; a farinlia chegou a 400 r-\,
o feiio a 560. De salnbridade vamos solTrivelmente.
Finaliso esla, nao debaixo la Impressao da leilura
das Mil e urna nodos, como o segundo Victoriense,
que (imaginando ribombos de canhoesj inventou
fortalezas e caslellos por aqui, sem duvida leudo em
suas fortes ameas eanhes tao grandes, cono o gigan-
tesco canhao de Din, mas finaliso-a no silencio d'alta
noile.
Deseja-lhc todos os bens da vida
O Victoriense.
(Carta particular.)
P0YOAA0 DE S. LOlRENljO DA MATTA.
a9de]oaibo.
Depois de tantos diaslcrriveisappareceu o dehon-
Icm c de boje, dando vida a esle nosso mundo, j
desanimado, ao menos bem triste por tantos desas-
tres causados pelas chuvas, desastres prsenles e fu-
turos, pois as lavouras de rossas c fcijes perderam-
se quasi lodas, e por isso he de esperar qae a fome
continu em grao mais aperlado ; o milli. e arroz
plantado as baixas foi-sc lodo; as cannas que o rio
nao levnu apodreccram. O engenho Maciape foi
dcslraido em suas obras; o engenho Novo ficou in-
leiramcnle destruido; o engenho Califoraia ficou
sem casa de purgar; cabio a frente da igreja dq Ro-
sasio, e um dosocs est dcsaprumado; o ovo ape-
zar das chuvas corren para a igreja, afim .le salvar
as imagens, e de Tacto asconduzio para a matriz, On-
de se tem feito preces.
{dem.) -
COMARCA DO BREJO.
1 de jMyho.
Amice.Espiraram boje as ferias das mii.has noti-
cias, ordenadas pelo decreto de urna viagemzila,
que liz a ceri parle.
Chegueihontem, e ainda docemenle moleilado pe-
lo arrocho, com que me saudou a Illni-a filia de mi-
aba sogra, que eslava 13o auciosa c pela ptssoa, co-
mo o tea Diario por noticias desle torran, primei-
ro cuidado que livo, apenas sarei um pouco a moi-
della, que me fez um mundrengo vola.., qieijerdei
nsogro,
Dos fallecidos 1 foi de febre amarclla, 2 de tubr-
culos pulmonares, 1 de varilas confluentes e 1 de
gaslro-inlero-tiepatite.
Dr. Prxedes Gomes de Souza Pitonga,
1". cirurgio enrnrreaado.
'COMMERCIO.
DU RECIFE 30 DE JUNHO AS 3
' HORAS DA TARDE.
Colaccs offlciaes.
Cambio sobre Londres a 26 3|4 d. 60 d|v.
Descont de ledras de 2, 4 e 5 inezes7 % ao anno
ALFANDEGA,".
Rendimento do dia 1 a 28 .
dem do dia 30......
175:201-3607
18:814450
tes para o consumo do povu, sen,1o nos maladouros
pblicos ou particulares romlicenca da cmara mu-
nicipal, sob pena de ser mullido em 169000 ris, e
a perda da carne.
Arl. 3. A mal.mea ser feila das 6 horas at as
10 setto mllalos em 109000 ris, e na reincidencia a-
lmjo duplo da multa solfrerlo 3 dias de priso. A
cmara municipal poder' todava alterar tempora-
riamente a hora da m,llanca, quando alguma medi-
da saHilaria assim o exicir.
Ai^. 5. Ningnem poderu pendurar as carnes nos
no..ugues pblicos, ou particulares, em paredes ou
portas se nao encostadas em pannos brancos c lm-
pos, os quacs devela., ser mudados lodos os dias para
a conservacao do devido asseio, ficando abolidojo
uso do machado que smenle ser aplicado nos ossos
das arlicul.icOe, sendo corladas as carnes com faca
e serra ; os infractores das disposices desle artigo
sern multados em 109000 ris.
Arl. 6. As carnes terao conduzidas para os |a-
(ougues em cariocas bem limpas c lavadas, cotWrtas
com pannos brancos e limpos, ncando absolutamente
prohibida a roiidue.i de nutro qualquer modo, sob
pena de 259 ris de mulla.
Art. 9. Todas as rezos que morrerem na sua
condueo para a praca-em qualquer lugar que seja
dentro do municipio, deverau ser enterradas logo
pelo conductor da boinda a custa de seu dono, e nos
lugares que a cmara municipal honver destinado:
os infractores ser-ao multados em 109000 ris.
Arl. 10. Os conductores de lima las llovern en-
trar com ellas e rccolhc-las aos curracs daa Ciuco-
Pootas da meia noile le as 6 horas da inanliaa : os
infractores pagarlo a multa de 4fi000 rs.
Ar. 11. Nao se poder matar rez alguma cansada
nem corrida senao depois de dous dias de repouso.fi-
canilo absolutamente prohibido o brinquedo de lo-
reamento de bois cm qualquer parle : os infractores
das disposites do presente artigo pagaran a mulla
de 2O3OOO ris, e soflrerao tres dias de prisao.
'Arl. 15. Todos os arougues se fecliarao uo verio
al 4 horas da larde, c no invern as 6 : os infracto-
reVvem.i multados em 109000 ris.
Freguezia 'de S. Jos do lio. fe 27 de junho de
1854.
O fiscal, Joao Jos de Moraes.
194:0199057
Descarregam hojei. dejulho.
Escuna americanaDanvillefarinba de Irigo.
Barca americanaConradfarinba o cha.
Barca ingieraCreamorebacalho.
Barca ingleza Philomercaderas.
Polaca lie-pauln.l.iLincediversos gneros.
1 lia le brasileiro^/fmeiiafumo e charutos.
RENDIMENTO DO MEZ DE JUNHO.
Rendimento tolal ..........1944)199057
Rcsliluices............... 59701
DECLARACOES.
Tendo-se"desconfianca qae a ponle do Recfe
venha a sofrr'er alguma cousa pelo seu estado de rui-
na, nao dando neste caso o transito que pela mesma
lave faz, o lllm. Sr. capilao do porlo manda fazer isto
'-----,7~----------------------------------
publico, e prevenir qne, dado elle, acbar-so-hao es-
laheleeidas daas linhas de conduccao por meio de
embarcaeet miadas, urna no caes novo de Apollo
para o lado opposlo junto a secrelaria da polica, e
oulra na eseadinha da Alfandega para o caes do Col-
legio, que lhe tica cm frente ; e manda prevenir
mais, que pela passagem de cada pesaoa nao se deve-
r dar mais de 40 rs., como se estipuluu. Capita-
na do porto de Pernambuco 28 de junho de 1854.
O secretario, Alexandr Rodrigues dos Anjos.
De ordem do Illm. Sr. inspector da thesouraria
de fazenda, se publica que o armazem sito em Fora
de Portas junio casa que servio de quarlel aos en-
gajados, vai novamenle praca de renda no dia 4 de
julho prximo vindonro, e que ser esla a ultima
praca, apparecendo lanzadores que offerecam um
proco conveniente fazenda.
Secreiaria da thesouraria de fazenda de Pernam-
buco 27 da junho de 1864.Oofncial maior, Emi-
lio Xavier Sobreira de Mello.
Real companhia de paquetes ingleze a
vapor.
N^dia 1. de julbo es-
pera-se da Europa um
dos vapores da compa-
nhia, o qual depois da
demora do cottume se-
guir para o sul : para passageiros, Irala-se com os
agentes Adamson Howie & Companhia, ra do Tra-
fiche Novo n. 42.
assagem para a Babia 25 palacoes mexicioos,
brasileiros ou hespanhes.
11 Para o Rio de Janeiro 50.
Para Montevideo 110. ,
i) Para Bueuos-Ajres 120.
Companhia brasil eir d paquetes de
vapor, i
Fica designado d'ora cm dianle o dia da chegada
dos vapores a esle porlo, para te engajar a carga ou
ene0111 metidas que se poder reeeber: al o meicdia
seguinte deverao os remetientes ter acabado otseas
embarques, e a essa hora apresenlaro os despachos
na agencia legalmcnle formalsados, como exige o
consulado ral. para a orgamsaeao dos manifestos
que devem acompanhar o paquete. Por carga fica
iilendiilo, ser os objectos tujeitoa a direitos. e por
encoromendas os pequeos volumes de prodncro
nacional. No dia da sabida do patjfjrte tmente se
admillir passageiros e dinheiro a frete, e.nada mais
sem excepeo alguma al duas horas antea da mar-
cada para a sabida do vapor. Hecife, roa do Trapi-
che n. 40, segundo andar, 13 de junlm de 1854.
>
Rs. 191:0139356
Direitos do consumo.......
Ditos de 1 por ocnto de rccxporlaro
para os porloseslrangeiros......
Ditos ditos para os portos do imperio. .
Expediente de 5 por rento dos gneros
eslrangiros despachados com caria
de guia...............
Dilo I. I [ o por c dos gneros do paiz.
Dilo de 1 1|2 por c. dos gneros livres.
Aamazcnagcm de 1 por cento das mcr-
radorias...............
Premio de 1|2 por .en lo dos assignadns
Mullas calculadas nos despachos. .
Ditas diversas.............-.
Sello, li mi. %..............
Palcnles dos despaolianlcs geraes .
Ditas ditas especiacs. .,.'.'-'. .....
Fcilio dos liliiius ilos mesms, dos ca-
xeiros despachantes, 4c.......
Emoluinculus de cerlidoes.......
189:5899103
4832-.1
529159
mi
149663
1:0529992
l:88f0S5
1229762
92967.
299520
. SOS**
'"379500
29400
129120
do defunlo roelTsogro, e sobre cujo (costado doju
ment bem entendido, faco alguns passeios, em des-
cont) de alguns veninos da mocidade, o primeiro
cuidado, dizia eu, foi puur a laramellaaos noticia-
dores da trra, que eslao para este sen criado na
mesma propor$lo, que o seu correspondente esUi pa-
ra as paginas do seu aprcciavel jornal.
Comero pelo jury por ser cousa de maior inleres-
se publico, eenvi Vmc. a copia fiel ce urna ola,
que me deu um juiz de fado ; ei-la :
Sessoes do 1. de maio.
Presidente o Dr. juiz de direito Joaquim Jorge dos
Sanios.
Promotor publico o Dr. Manoel de Albuqucrque
Machado.
2
Enli'iiiiVm jiil'gamenlo oreo Francolino Jos de
Mniira, aecusado por crime de morle: foi seu advo-
gado o cidadao Joao Ramos de Vaiconccos ; este
Sr. fallou peloscolovelos. e fallara lodo o resfo do
santo dia,se um juiz a laleri nao putasse pela abada
magestosa casaca do orodor, que apelar de sua in.li-
gesliva loquacidadenau pode livraroscu pupilloda
pena de gales perpetua*.
3
i.omparcecu o roo Jcs RomSo da Cunha, tam-
bem aecusado pelo mo cu.lume de mandar geule
para o nutro mundo ; o seu advogado, o padre mos-
tr Jos Theodoro Cordeiro, empre;ou a sua elo-
quencia, procurando tocar o coracaodo Apostolado;
fallou bem ; mas o seu constituinle leve a sorte do
primeiro.
.
^ eio barra do tribunal o innocente Antonio Joa-
quim Ferro, aecusado pelo delicio de homicidio.
Foi seu advogado o Dr. Joao Hircano AlvesMaciel,
ipie sendo convidado, prestou-sc cariciosamente. Foi
o seu discurso improvisado ; porm analisou com a
habilidade que O dislingue, as provas dos aulos, e
deslruindo a forca dcllas, condujo com evidencia c
lgicaque o seu conslitainle era1 innocenteFun-
duu a sua argumeularao no artigo 36 do cdigo pe-
nal, sobre cuja materia dissertou com hrilho e luci-
dez, dando mais urna prova de seu reetnhecido la-
lento. O reo loi ab.-olvido.
Extraordinaria.
Producto da arrematarn de um bote
velho pcrtcncenle a alfandega ....
194:0133356
109725
Rs. 194:0219081
as seguintes especies.
Dinheiro .... 107:9325559
Assignados 86:0919522
Depsitos. y
Em balaiico no ullimo de
maio......... 23:4169594
Eulrados no corVcrilc mez 5:7639419
%
-
SIL AMHICIW D MVEla.lYO' GER.1L k VAPOR.
Bahiana
Brasileira lVOO
Lusifania 1,100
Imperador 1,800
Imperatriz 1,800
1,700 tonelada*.--, capitaa ^.^reeu.
^ *!*. T.Gox.
r a
.%
.


J. Brown.
VapO(es novos, ajustados para icarem prom-
ptos em agosto ei
Sabidos. .
Existentes
*
29:1R090I3
6:2389947
22:9413066
Nos seguintes especies.
'Dinheiro..... aMSOBMS
Letras......20:7lK976l
Alfandega de Pernambuco 30 dejunho de 1851.
O escrivo, >
Faustino Jos dos 'Sanios.
Importacao'.
Escuna americana aneille, vinda de Ballimore,
consignada a Dcaue Youle & C, maniCptou o se-
guinle: T
2,82.5 barricas c 250 meias ditas farinba; aos me-
mos consignatarios.
/, CONSULADO GEKAL.
Rendimento do dial a 28 .... 23329*799
dem do dia 30 ........ 219499
22:2519298
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimcnlododiala28......2:4139767
dem do dia 28. ........ 659176
Foram acensados Emigdio Duarte Monlciro. e Ma-
noel Brrelo de Mello, pela graca de haverem fur-
tado Ires escravos. Foi defensor o cidadao F. de
Paula Sales; este fallou bem, e consegnio a absolv-
tito dos taes marrecos ( 'o juiz de dircito porm,
que tem a escuta na mito, frustrou a patot com um
sonoro appello ao p do ouvido dos Sr. julgadores.
Tivemos mais alguns julgamcnlos ; mas a ola no
se oceupou com ellos, sob o pretexto de seren de
pouca monta.
Como Vmc. ja sabera, veioonosso novo juiz de
direito o Dr. Joaquim Jorge dos Santos, estamos
geralmcnlc salisfeitos com esle magistrado : he hbil
pralico, urbano, ecircumspeclo, e finalmente capri-
choso no desempeuho dor deveres no seu cargo.
lina das cousas que mais desala a curiosidade dos
seus leilores do Brejo, he a futura nomo icao de juiz
municipal deste termo; todos quercm adevinhar
quem ser; unsdizem que o Dr. Passo vera recon-
duzido, outros qae ser gente nova ; cu porm, que
nao son formado, nilomc altero.
No lugar Cauim exisje hoje urna feira, onde nos
domingos o po* se rene para commerciar, porem
meu amigo, he um perigo; all nao ha plida, nem
pode ha ver ; be um lugar deserto seis leguas dista li-
le daqui, os inspectores de quarteiro n podem
prevenir os delirios: se elles nao conseguem o me-
nos como consegtiirao o mais'! islo he, senao podem
evitar o armamento como prevenirlo o tiro e a Taca-
da, a evIincrUo da feira do Capim hea providenciado
maior ulilidade publica, que podemos indisiiar por
ora. o povo que alli se rene s anda truzado:
islo he, no uniforme de cidadao Brasileiro dos nossos
rerloes. gibao de couro, chapeo da mesma fazenda,
face, ao lado, e davinas ao hombro, sem fallar na
infallivcl patrona, da qual os laes suplicantes nao
se desquitam nunca ; e he onde trazem o cabaco da
plvora, chumbo grosso, embira para hucha, binga
com torrado, fumo para mascar, e gengibre para o
que elles ainda nao me disseram. Sabe Vmc. qual
he o resollado desle modo de i rajar'.'pois eu lhe con-
t: no dia 21 do prximo passado pela questao da
col.ranea de um vinlom, um lal l.eilinbo fez uma
brinca leira bem grosseira, que foi querer destripar
a um Sr. Theotonio Freir da Silva, dando-lhe Ires
tacadas; esle porm appellou para o basilicae, c foi
prvido em seu recurso.
Achei, meu amigo, a gente desla patria ma, bem
descontente com o novo commandanle das arma.
desle (ermo, discere commandanle do destacamento.
Sao lodos a dizer por umasi bocea, que o lal Sr. al-
feres Marques, cm materia de pancadaria he o
mais graduado, que nos lem vindo da sua capital.
Esle Sr. lem tres a quatro pesde altura somenle.mas
em poder he fnrlc como tres. Diz elle, que lemeom-
missves importantes e secretas a desempenhar: nada
communica ao delegado, por screm privadas as or-
dens que lem: pede reforep para a cadeia, e sabe
o nosso alferes com os pobres soldados a quebrar
mallo por esles mundos; e ainda nao fez uma priso;
e como ha de fazer alguma cousa que cheirc, se at
os meninos da escola do Mand eslao em dia com os
projeclos diligenciaes do lal pancada, apezar de se-
rena secretos e Importantes'!
lia pouoos dias indo o Sr. j referido i uma dili-
gencia para parles do Taboca, pcriioilou na casa de
uma familia honeste, cujo ebefe nao se achava pre-
sente ; ali! meu amigo, fe* lana pautara,disse tan-
to desaforo assenlmras que ahi moravam, que s lhe
posso contar esta historia quando cslivcrmos sos,
tcm sido queixas, c mais qucixas, c ja foi algiiem
da dila familia ao Rccife pedir providencias a quem
pode lirar-uos daqui aquella bomba. Muilo gauha-
ria o governo cm nos mandar paraaqunililarcscir-
cumspeclos, cm lugar destes /rungo/es dobonclee es-
pada, que s serven) de enredar, intrigar, insultar,
quando nao fzem mais alguma coima, como fez o
Sr. alferes Vianna, que raplnu c levou escollada a
uma pobre rapariga, que viva honestamente cm ca-
sa .de seas pas: mais uma victima para a proslilui-
cjio; Dos ajude ao Sr. Vianna. Valle.
(dem.)
--------ma*--------
KEPAHTTCAO DA POLICA.
Parte do dia 30 de junho.
Tiln, e Exm. Sr.Participo a V. Exr. que, das
partes honlem e boje recebidas nesta repartiro,
consta lereni sido presos: ordem do subdelegado
da freguezia de S. Frci Pedro Concalves, o pardo
Manoel t'.omes das Chasas, ca pneta" forra Canana,
ambos por tinga ; i ordem do -subdelegado da fre-
uezia de Sanio Antonio, s pardos Manuel dos l'.is-
mh ISrui.i, por ler eip.mia.lii a Margarida Josefa,
2:4799243
i
RENDIMENTO DA MESA DO CONSULADO
NO ME/. DE JUNHO
Consulado de 5 por cenlo. 20:1739683
Ancoragcm.........1:0219200
Direitos de 5 por cenlo 409850
Expediente das capaiazias. 4559385
Sello. ....... 5469220
Emolumentos de certides. 109960
2:0779615
Dirersas provincias.
Dizimo do algodo c oulros
gneros da Parabiba.. 9339205
Dilo du aucir e oulros
eneros da dila.......' 1289110
Dilo dilo, do Rio Grande do
Norle ........I iT-l 1.5
Dito dito das Algas. .1:3009793
22:2519298
2:4793213
24:7303541
Depsitos sabidos.......1239184
Ditos existentes.......2:6173619
Pernambuco, 30dcjanho
O cscrivo.
Mesa do consulado de
ro de 1854.
Jacome Gerardo Marta Lumachi de Mello.
RECEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 30 .- 1:6879880
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do dia 1 a 28.....38:2949738
dem do dia 30........3:9053283
42:2005021
MOVIMENTO DO PORTO
No dia 30 dejunho uao hume entradas nem sa-
nias.
EDITAXS. ~
O Illm. Sr. inspeclor da thesouraria provin-
cial, cm cumprimento do disposln do arl. 34 da Ici
provincial n. 129, manda fazer publico para co-
nheo'mcnlo dos credores hypiithecarios e quaesquer
inleressados, que as propriedades abaixo declaradas,
foram desapropiadas, e que os respectivos proprie-
larios tem de ser pagos do que se Ibes deve por es-
la dcsapropriaco, logo que terminar o prazo de 15
dias, contados da data desle, que he dado para as
reclamaecs.
E para constar se mandn alxar o prsenle e pu-
blicar pelo Diarto, por quinze dias successivos.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 30 do junho de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciaco.
Lina casa de taipa, sita n dirceco do .
21." lauco d estrada da Victoria, pcr-
tcncenle a D. Rila de Cassia Pessoa de
Mello, pela quanlia de....., 609000
Um lauco de muro e uma parle do sitio
no lugar do Piza, na cidade de Diinda,
pcrtcncenle ao Dr. Antonio Jos Coe-
ho, pela quanlia de. .....5983*100
Conforme. O secretario, Antonio Ferreira da
Annunciriio.
A cunara municipal desla cidade, usando da a il-
ion- icao, que lhe coul'oro o arl, 15 da Ici n. 3J8,
publicada n'esle jornal n. 140 de 20 do crrente, mar-
ca o prazo d'um mez, contado do primeiro ao ul-
timo de julho sobsequenle, para no decurso d'cllc,
serem pagos os imposlos atrasados sobre eslaliclcci-
menlos ndustriaes, lindo o qual, e nao rcalisada a
col.: auca, liemi osconlriliuintessujcitos a uma mul-
la igual ao duplo do valor doimposlo.como dispe o
citado artigo. E para que ebegue ao conherimento
de quem competir se manda, publicar o presente.
Paro da cmara municipal do Recifc cm sessao
de 28 de junho de 1854.
fiarla de Capibaribe, presidente. No impedi-
mento do secretario. O ofllcial-maior, Manoel
Ferreira Accioli.
.Ino Jas de Moraes, fiscal da freguezia de S. Jo-
s do Recifc ele. etc.
Faro publico, para o devido couhccimcnlo de to-
dos a quem nteressar possa, as disposices dos arls.
abaixo transcriptos das posturas municipaes em vi-
gor.
TITULO. 4.
Ait. 1. Nini'UPin poden malar e nqaartejaf re-
Qjjwrpores desla companhia par linio d> Liverpool (al uovo av^so) '-Mttreira de ida no dia 1. de
cada mez, e devem chegar em Pernambuco no dia 20 do mez, segniHjlo dept de algumas horas para a
Balua.'Rio de Janeiro, e o Rio da Prala.
Na carreia de volla parlirao do Rio de Janeiro no dia 6 do met'&ft Baha, Pernambuco, (aonde
chegaro no dia 12),. S. Vicente, Madeira, Lisboa eLiverpooL "!s^"'-
'. Os vapores tem lugar para passageiros de todas as classes aprc jos muilo commodos, e os bilheles de
ida e volla leem um abatnenlo de 25 por cenlo, e valem parfw mus.
Receben) aqai miro; jlrala e miadezas para todot os perloide escala.
Como se lem publicado que algans dos vapore* da companhia te liravam da carreira para servico do
goverrjp ingiez, publica-se a seguinle resoluto lomada., pela Jireccao no dia 26 de maio : O tapares
l.nsitania e Brasileira no aero rendidos senao coma eondiaio de serem smenle entregues quando o
Imperador eo Imperairiz eslicerem promplos parammwBtvn a carreira com vapores maiores, em
vonjuncao com o Bahiana, -^^8 *>
As malas, os passaaeiros e a carga destinados para o Frosdaifrafa pmsegairao ao Rio de Janeiro pelo
vapor La Plata, o quid depois do locar cm Montevideo seguir al Buenos-Ayres. O La Plata partir
,d Buenos-Ayres de volla no dia 19, e de Montevideo no dia 21 do mez. Para fretes, passageiros e outros
estabelecimentos se deve dirigir s agencias da compauhia. Recifc 21 de jaoho de 1854.-Os agentes da
companhia, Deane Youle & Companhia.
N. B. As c.arlatpara qualquer porto estrangeiro recebem-se na agencia ; as para os porlog do imperio
smcAle no correo.
Recommenda-se s pessoas qae (roaxerem cartas singlas, sejam acompanhadas logo com teu devido
porle para evitar demoras, como constantemente 'est aconleoendo, sendo o porte para a Europa 400 rs., e
para o Rio da Plata 500 rs.
D'ordem do Sr. director da tociedade das arles
mechanicas e liberaes desta cidade, facp saber a
todos os socios respectivos, que domingo 2 Jo corren-
te as uove horas da nianha, haver sesso da socie-
dade, alim de se continuar a eleicAo da nova adnii-
iiistracao. No impedimento do primeiro secretario,
Manoel Pereira de Hollando, segando secretario.
O Sr. Jos Po .Machado tem uma carta na
ra Nova n. 41.
Joaquim Pereira Arantes deixou de vender
bilheles e cautelas desde o dia 30 di* junho.
Chapeos do Chile verckdeiro*.
Sabio bc," da alfandega ama quantidade de cha-
peos do Chile, muilo superiores, chegados nllima-
mento do Alto Amazonas (Per) e vendem-te em
porcao ou a realhn, por barato preso : os preten-
demos podem enlender-se com seu dono Thornaz
Walter, residente na hospedara do Sr. Jacioio, na
Iravessa do Corpo Santo para a ra da Cruz.
Quem se julgar credor de Francisco Gomes
-da Fonseca, queira apresentar suas cuntas ao abaixo
assignado, al o dia 8 do corrente. para serem al-
lendidos no raleio, que se ha de fazer naquella dala,
servindo de governo, qne ja exislem em poder do
abaixo assignado at contal dos Srs. abaixo declara-
dos : Domingos Alves da Cosa, Jos Rodrigues
Pereira, Candido A. S. da Molla, Jote Vicente de
Lima, Vicente F'erreira da Costa, Lutz Jos da Cos-
a Amnrim, Joaquim Filippe da Costa. Recifel.0
de julho de 1854.Joo Martins de Barras.
A venerayei imagem do Sr. Bom Je >
sus dos Pobres Aflctos cOiriervar-se-ha
exposta por 15 dias na navtaa igreja de
S. Gonzalo, do bairao da Boa-Vista, afim
de que ahi concorram os chrislaos a fazer-
lhe as suas supplicas, e contribuir com es-
molas para decoracao da mesma imagem.
O abaixo assignado, com taberna na roa estrel-
la do Rosario que faz quina para a ra dasTriochei-
ras n. 38. faz scienle aos senhores arrematantes do
imposto de agurdente, que de boje em dianle deiva
de veoder las bebidas, e para que nao se ehamem a
inorancia faz o prsenle. Recifc 30 de junho de
1854.Jas Mara Martins.
Antonio, moleqne, alto, bem parecido, cor aver-
melhada, naci Congo, rosto comprido, barbado no
queixo, pvscoco grosso, ps bem feilos, leudo o dedo
index da mSo direita aleijdo de om taino, e per is-
so o Ira/, sempre fechado, com lodos os denles, bem
ladino, oflicial de pedreirn e pescador ; levoa roupa
de algoda e uma palhoca para resguardar da chu-
va lia toda probabilidade de ler sido seduzido por
alguem ; fgido a 12 de maio do correle auno, pe-
las 8 horas da manlia, lendo obtido licenca para le-
var para Santo Antonio ama bandeja com roupa :
roga-se, portanto, a todas as autoridades e espilles
de campo, hajam de o apprehender e leva-lo An
Ionio Alves Barbosa, na ra de Apollo n. 30, ou em
Fra de Portas, ra dos Guararapes, onde se paga-
rn todas as despezas.
Na roa da Praia, armazem n. 20, ha o busto dos
dous grandes beligerantes, S. M. Nicolao I impera-
dor de (odas as Rnssias, e S. M. o Sullo imperador
da Turqua : quem liver gosto de os possnir, dirja-
se ao mesmo, que achara com quem tratar.
Na costa da cidade de Olinda, defronle da San-
la Croz. appareceu um praochSo de pq_ d'oleo:
quem fr tea dono, e pagando o Irabalho, lhe ser
culregue.
Roga-se ao Sr. Jos Henriquet de Carvalho c
ao Sr. Francisco Correa Soarcs, que hajam de vir pa-
gar toas contas, na luja de Joaqnim Jos de I-aria
Machado, rna da Cadeia n. 10.
HOJE SABBADO1'DE JULHO.
Impreterivelmente o beneficio do
HIENDES.
Em consequencia de nlo te ter podido ensaiar a
comedia nova, que o Sr. Monteiro annonciou para
o seu beneficio, o mesmo senhor nSo_vai hoje, mas
sim qualquer dia da semana que vem; por isso o
Mendes apnroveilou o dia de boje, yislo a chuva de
honlem, e lemhrando-se que o dia de aabbado he
mnilo mais conveniente para o commercio vir ao
llicalro. lie j a terceira transferencia, he verda-
de, maso publico deve eslar persuadido que no he,
por ventalle do Mendes, mas sim pela cireumstancia
do pessimo lempo que tcm havido. Apezar destas
mudancas terem tornado esle beneficio um pouco
fastidioso, espera com lodo da benevolencia do pu-
blico, baja de vir boje ao Ihealro de S. Isabel ver o
expectaculo j (antas vezes annnnciado, quer chova
quer nao chova, visto nao poder mudar mais.
AVISOS MARTIMOS.
PARA O CEARA.
vai seguir nestes oilo dias, a escuna S. Jos, por
ler engajado quasi todo o seu carregamento: para o
resto e passageiros trata-se na ra da Cruz do Re-
cife -a 33,envcasa de Luiz Jos de S Araujo. .
Para Lisboa seguc yiagem impreterivelmente
al 11 do prximo mez dejulho, a barca porlu nue-
za Gratidao: quem na mesma quizer carrejar ou
ir de passagem, para o qae lem superiores commo-
dos, entenda-se com os cousignalarios Thornaz de
Aquino Fonseca & Filho na ra do Vinario n. 19
primeiro andar, ou com o capilao ,Antonio Alves
Pedrozo, na prac,a.
Para a Baha 'segu com brevidade
o hiate nacional Amelia por ter parte
da carga prompta ; para o restante, trata-
se com o mestre Joaquim Jos da Silvei-
ra, #io trapiche do algodo ou com
Novaes& Companhia, na ra do Trapiche
n. 5-, primeiro andar.
Para o Rio de Janeiro sabe, logo
que o tempo melhornr, o brigue nacional
Sagitario ; ainda pode reeeber alguma
carga, passageiros e tambem escravos :
a tratar com o consignatario Manoel
Francisco da Silva Carrico, na rita do
Collegio, n. 17, segundo andar, ou com
o capitao a bordo,
AVISOS DIVERSOS.
nRITTSIICLERKS' PROVIDENT ASSOCIATION.
The General Half-Ycarly Meeling will be held
at lhe Rooms of lhe Brilisb & Foreign -Libran on
Moinlay (he Thrd Insum at (>P. M. The paymetits
for lhe monlh nill be received also on that day at
the Treasurcr's Kooms n. 11 Corpo Santo. Memhers
wshing lo increase lhe nuniber of llicir Shres or
persons desirous of Enlcring lhe Associalion will
please give vvritlen indiclo IheTrcasnrcr orSec-
retarvjirior lo lhe 3 Inst.--Thomas Blakeley.
Pernambuco 1 st July, 18J. llon: Scc:
AOS CAPITA'ES DE NAV'lOS.
Roga-sc aos scnlioic- eu mina ndanles ,dos navios
nacionaes, que sendo obrigado. pelos aojnteriip
tos de 22 c 23 de jiiiiho, a largarcm por r\io
ros de seus navios, e que combinar,un ennr
dos com a gente disponivel de suas Irip'
peclivas, para, de commum aeoordo tr
suspensao subsequenlc dos ditos ferr
a bondade de se lembrarcm do cr
riiiiiliin.ie.io. pois que he algum i
mo sejam promplos c ponluae-'
ras proprias a gente, que de-
leal o cessarem de prcsl-
que tem j achadojou o1
tcncenles a seus nlvi'
esleja aeonlcceiido f
cia, paia que nao
communicado mr
losos sendo o m
para o fazer cess;
ludo o promet.
Adireceio
las convida a lod
em assembla gi
mineo 2 to con
Antonio K
nliul, ielira-i> i
a quantia 1:4389833, e pafM ao mesmo senhor
1:4019880, como consta dos recibos patsados p*Jo
mesmo senhor, reslando-lhe assim 369955, e nao a
quantia de 2289810 como elle julga ser eu devedor,
pois o abaixo assignado est promplo a pagar-lhe o
que jlistamente lhe dever, e nao o que te achar lau-
cado emieus borroes, que nao bz prova.
.in'uiiso de Albuquerque Mello.
Precisa-se de uma ama tecca para casa de pou-
ca familia : na ra do Vigario, armazem n. II.
Traspassa-se o arremlameulo de um grande si-
tio perto detla praca. que accommoda annnalnienle
lOvaccas de '-"-
lenrl-

lB '
I Mk



. / -
DI ARIO GE PERNAMBUCO, SABBADO I DE JULHO DE 1854.
**e*T^
Olferece-se un ama |ira lodo o servico de
unu casa c comprar na ra : quem quizer annuncie.
Prccisa-c de um liomein para feilor de campu
e eugcnlin, que di couliecimrnlo de na conducta :
a Ir dar na ra Nova n. 50, primeiro andar.
Koga-sc a quem pedio urna caria vinda no va-
por l.ufitania para Manuel Caclano Soarcs Carueiro
Monlciro, o obsequio de entregar ua ra da Aurora
11. ."iN, segundo andar.
I O Dr. Joao Houorio Bezeria de Mcnezos, 0$
formado em medicina pela faculdade da li.i-
t Illa, offereeo eus prestimos ao rcspeilavel pu- ft
& blico desla capital, podendo ser procurado a tt
(y qualquer hora fin sua casa ra Nova n. 19,
t& segundo andar: o mesnio se presta a Curar Of
^v :i iiuiaiuenle aos pobres. f
;*:*#i @a@@e
lotera da matriz da boa-vista
AOS 10-.0Q0.S 4:000$ E 1:000<>'000 rs.
Oeaulelisla Salusliano de Aquiuo Ferrara avi-
sa ao rcspeilavel publico, que as todas da mesma lo-
tera, tem o seu impreterivcl andamento nodia 14
de julho do corren*), em virlude do annuncio publi-
cado no Diario de Pernambuco de 8 de junho n.
131, pelo tbesoiireiro o Sr. Francisco Antonio de
liveira. Os seus afortunados bilbetes e cautelas es-
tao expostos venda as tojas segointes: ruada Ca-
deia do Recite n. 45, de Jos Fortunato dos Sanios
Porle ; na pr;ii;a da Independencia n. 4, de Fort-
nalo l'ereira da Fonseca lia-los, ns. 37 e 39, de An-
tonio Augusto dos Sanios Porto ; ra do Queima-
do ii. 4-1, luja de fazendas de Bernardino Jos Mon-
teiro Antonio daBChagas ; roadoCbug botica de Mo-
reira \ Fragoso ; ra Nova n. 16, luja de fazendas
de Jos l.ui/. l'ereira ( Fillio ; Boa-Vista luja de ce-
ra de Pedro Ignacio Baplista. Paga sol sua respon-
sabilidadc os tres premios grandes sem o descont de
8por cento do imposto senil.
Billieles 113(1011 10:0003000
Meios 53500 5:0009000
Uarlos Decimos 23800 2:5008000
13300 1:0009000
Vigsimos 700 5009000
A^MATf^DfRmsl^I^Solff
AS
DB OURO.
Os abaixo assignados, donos da nova loja da ;
ourives>da ruado Cabug n.11. conrrouleao
paleo da matriz c ra Nova, fraiiqueiaAYao
publico em geral um bello e variado snrti-
menlo de obras de ouro de muitobons gos- |
tos e precos que nao desagradarlo a quem
queira comprar ; os roesmos se obrigam por ,
qu.ihj.uer obra que veiidcrem a passar unta
conta com reaponsiibilidade, especificando 'a j
qualidade do ouro de 14 ou 18 quilates, li-
ra mlu assim sujeilos por qualquer duvida que
: opparecer.Serafim Irmao.
Trecisa-sa alujar um prelo moro ou de meia
idade, por mrz, para andar rom urna carrosa ; se li-
ver pratica desle servido melhor : a fallar alia/, da
matriz da Boa-Vista n. 13.
Deseja-se saber da morada da Illma. Sra. D.
Mara Augusta I.ag : na ra larga do "Rosario
ii. 48.
THESOURO HOMEOPATHIGO fjj
OU
YADEBECll DO IIOIEOPATHA i
PELO
DR. S. O. LUDGERO PINHO.
Rua de S. Francisco (mundo novo) n. 68 A.
FRAGMENTO DEUMA CARTA.
Foi assasacolhidoesaboreadoaqui oTlie-
souro llomeopalhico; os curiosos nSo po-
dera deixsr de render a V. S. inuilos agra-
decimentos pela publicado de (ao importante
g obra, a melbor sem duvida nenbuma, das g
S que lera apparecido, etc. ele. etc.
S Engeuho Guerra 1. de juoho de 1854. W%
Se Jos .intonio Pires Falco. p{
X3OEX:3Oc3E^]KaQe888E388E:S0SESM
5* 1>. bereza Alexandriua deSouza Bandeira, $
'i professora particular de priinciras letlras, eos- g
t turas e varios bordados eslabelece em sua @
& aula os dous ensinos de grammatica porlu- ;*C gueza e msica bavendo all mesmo um pia-
no destinado no esludo das aprendizes: a $
quem convier, dirija-se ao paleo do I'araizo
ji segundo andar unido A igreja. Ajf
.* :@
Roga-se ao Sr. Joao Jos da Motta,
que declare por este jornal onde he s
morada para ser procurado, ou dirija-se
a ra da Cruz n. 28, segnndo andar, a ne-
gocio de seu interesse.
Antonio Joaquim dos Sanios Andrade vai
Portugal.
D-se 6009000 a juros sobpenhores ou firmas a
comento : nesta Ijpographia se dir quem da, on
annuncie.
Convida-se pelo prsenle a Jo'o Ferreira Lei-
Ic, que se presume estar actualmente em Qkrirf-Ve-
lliu. provincia da Paralliba, lilho do vellio Pedro'
Ferreira I.eile, hroes bem condecidos na comarca
de lloniui desla provincia, para que venda quanlo
antes salisfazer a quanlia de rs. 2003000, musanle
de urna lellra que aceilou no da 7 de abril do cr-
renle annn, nesta comarca de Uaranhunt, a prazo
de 23 das, em favor de quem elle bem sabe : se o
nao Dzer com brevidade se far publico lodo esse ne-
gocio, que be sobremodo desairoso ao dilo I.eile.
Precisa-sc de urna escrava para o serviro de
urna rasa de pouca familia : na ra do Hospicio 3"
casa nova direita depois de passar o qnarlcl.
Aluga-se o sitio denominado Mangahcira, com
una boa casa de sobrado, e um rica cacimba d'agua
de beber, confronte ao jardim Botnico: quem o
pretender dirija-se a ra larga do Rosario botica
u. 42.
Os abaixo assignados, rom taberna na ra es-
trella do Rosario, fazem scieule ao Sr. arrematante
das aguardentes, que do 1. de julho em dianle dei-
xam de vender em seu estabelecimenlo laes bebidas,
c para que nao se chame a ignorancia, fazemos o
presente annuncio. Recite 30 Ue jiiulio de 1854.
Manoel da Silca Moreira & C.
Jorge Augusto da Silveirn tem resolvido des-
manchar a sua barca ou casa de banhos, para dispor
das madeiras delta e msis perlences, e por a jolgar
livrede qualquer hypothern, etc. etc., faz a presen-
te declaradlo, e se alguem houver, que se julgue com
direilo a ella por qualquer titulo, eulenda-se com
Francisco Antonio Correa Cardoso al o dia 1. de
julho, depois do qual syofllar como provado o que
cima tica dito. f.
O abaixo assignado- faz sciente ao rcspeilavel
publico, que ninguem faja negocio algum com i ta-
berna da ra dos Acuguinos n. 18, com o Sr. Al-
fonso de Albuquerque, porque Ihe est a dever a
quanlia de 2289810, e para que ninguem em lempo
algum se chame a ignorancia, faz o prsenle annun-
cio. Recife 28 de juntao do 1854.
Antonio Jos Gomes de Oliveira.
O thesoureiro Francisco Antonio de
Oliveira avisa aoltalpeitavel publico, <[ue
a lotera da matnMa Boa-Vista corre m-
preterivelmente no dia 11 de jullio seja
REMEDIO INCOMPARAVEL.

C. STARU&C.
respeilosamente annunciam que no seu'exlenso es
labelecimenlo em Santo Amaro, continua a fabricar
com a inainr perfei^o e promp(ido,loda a qualidade
de marhinismo para o uso da agricultura, navega-
do e manufactura, c que para maior commodo de
seus numerosos freguezes e do publico em geral, lem
aberlo em um dos grandes armazens do Sr. Mesqui-
la na ra do Brum, atraz do arsenal de mariuha
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dilo seu eslabelecimenlo.
Alli acharo os compradores um completo sorli-
mentn de moottdas de canna, com todos os melho-
ramenlos (alguns delles novos c orignaos) de que a
experiencia de rauitos annos (em moslrado a neces-
sidade. Machinas de vapor de baixa e alia pressao,
taixas de toda tamauho, Lano batidas como fundidas,
carros de mi e dilos para conduzir formas de assu-
car, roaehinas para moer mandioca, prensas para di-
to, tornos de ferro batido para farinha, arados de
ierro da mais approvada conslrucc,io, fundos para
alambiques, crivos e portas para forualkas, e urna
ulinidadc de obras de ferro, que seria enfadoulin
enumerar. No mesmo deposito existe urna pessoa
iutelligenle e habilitada (ira receber todas as en-
cummeudas. etc., etc., que os annunciautes contan-
do coma capacidade de suas officinas e machinismo,
e pericia de seus ofliciaes, se comprometlem a fazer
executar, com a maior presteza, perfeicao, e exacta
eonformidade com osmndelus ou desenh 9, e inslrnc
oes que Ihe forem fornecidss.
Compra-se efTecvamente bronze, lalo e co-
bre vclbo : no deposito da fundido d'Aurora, na
ra do Brun, logo na entrada n. 28, c na mesma
fundido en S. Amaro.
i
i
ANTIGDIDADE E SLl'EJttMilIlADE
SALSA PARRILHA 1 Rb.RISTOL
sobre
A SALSA |RR1LIIA DE SANDS.
' Attcncao'
A SALSA PARRILHA DE BRISTOL Sata do
de 1832, e tem constantemente maptido a sua re-
pulacao sem necessidade de recorrer a pomposos
annuncios, deque as preparaoesde mrito- podem
dispensar-se. O surcesso. do Dr. BRISTOL U
Kivocado inSnitas invejas, e, entre outras, as aq
. A. R. D. Sands, de Ncw-Yorb, preparadores
e proprielarios (la salsa parrillia conhecida pelo no
me de Sands.
Estes senhores solicitar. a agencia de Salsa par-
rilla de Bristol, e como nao o podessefp oblcr, fa-^-
bricaram urna imffaeo de Brjtbil. '.
Eis-aqui a carta que os Sr|i. A. R. D. Sands es-
ereveram ao Dr. Brislol no daraud abril de 1842
e que se acha em nosso poder!
Sr. Dr. C. C.
Bfalo, &e.
Nosso apreciavel senlior.
Km todo o anno passado temos vendidV q'uanli-
datlcs consideraveis do extracto de Salsa parrilla de
Vmc, e pelo que ouvimos dizer de suas virlude.'
quelles que a lem usado, julgamos que a vengftda
dila medicina se augmentar muitissimo. Se^Mnc
quizer fazer um convenio comnosco, crcrnajle
nos resultara umita vantagem, lanto a ii.jcmoa
Vmc. Temus muilo prazer que Vmc. nos responda
sobre este assumplo, e se Vmc. vier- a esta cidade
daqui a um mez, ou cousa scmettianle, leriamos
moilo prazer em o ver em nossa botica, ra de Ful-
lon, n.79.
Ficam s rdens de Vmc. seus seguros servidores.
(Assignados) A. R. 1). SaNDS.
CONCIAJSAO'.
1.c A au lisuidadc da salsa parrilha de Bristol he
claramente provada, pois que ella dala desde 1832
e que a de Sands s appareceu em 1842, poca na
qual este droguista nao pode oblcr a agencia do Dr.
Brislol.
:.'. : A superioridad o da salsa parrilha de Brislol
he inconlcslavel; pois que nao obstante a concur-
rencia da de Sands, c de urna porco de outras pre-
paiajoes, ella lem manlidoasua reputado em qua-
si (oda a America.
As numerosas experiencias fcitas com/ o uso da
salsa parrilha en todas as eufermidades originadas
pela impureza do sangue, e o bom xito oblido nes-
la corle pelo tiln. Sr. Dr. Sigaud, presidente da
academia imperial de medicina, pelo illslrado Sr.
Dr. Antonio Jos Pcixolo em sua clnica, e em sua
afamada casa de saude na Gamboa, pelo lllm. Sr.
Dr. Saturnino de Oliveira, medico do exercito, e
por varios oulros mdicos, permittem hoje de pro-
clamar altamente as virtudes efiieazes da salsa para
rlha de Brislol vende-se a 5S000 o vidro.
O deposito desla salsa mndou-se para a botic-
franceza da ra da Cruz, em frente ao chafariz.
DENTISTA FRANCEZ.
Paulo Gaiguoux, estabelecdo na ra larga 5
do Rosario n. 36, segundo andar, colloca den-
les com gengivas arliliciaes, e dentadura com- #
pleta, ou parle della, com a pressao do ar. 0
Tamliem lem para vender agua denlifrire rio (K
V^Pirrc, c p para denles, lina larga do &
" n. 36 segundo andar. W
@* ;*
izo assignadn por si e por parle de seus
horo Telles Furtado e JooTelles Furia-
oradores lodos nesta comarca de Garanhuns,
im pelo preseule ao publico desla provincia e
bes, para que de nenbuma forma negociem
. ladrasla dos mesmos, a Sra. Mara de San-
ta'Anna I.eile Furtado, a respeito do dominio de
urna escrava parda, de nape Sabina, que se acha em
poder da dila scnHrira, im* valor de coja escrava lem
os annuncianles suas colas-partes, que em inventa-
rio por fallecimento do pai commum, Ihes cnube; e
para evitarem qualquer fraude ou prelexlo de igno-
rancia, fazem o prsenle. Villa de Uarauhuns9 de
unlio de 1854.-Jos Tilles Furtado.
,r-Precisa-se de urna preta escrava, que coznhe o
faja lodo mais servido de urna casa de pequea fa-
milia, paga-se bem : na ra da Cadeia do Recife
n. 23.
IIIEATRO DE APOLLO.
, ^Mtoraissao administrativa da compauhia de ao
eioislas convida lodos esles senhores para a rru-
nio ordinaria de assfmbla geral, que deve ler lo-
gar no dominen. 2 do prximo mez de jlho, as 10
horas da manhAa, como he delerminado na ultima
parte do artigo 17 dos estatutos da mesma compa-
nliia, alim de se dar jump iinento ao disposlo nos
do referido artigo.
Arrenda-se um rngenhn de fazer ns eule e correnle, distante desla praja 5 leguas : a
tratar na ra Nova n. 1.
M
Antonio Agripino Xavier de Brito
| Dr. em medicina pela faculdade
| medica da Bahiaf reside na ra Nova
n.*67, primeiro andar, onde pode
| ser procurado a qualquer hora para
gg o exercicio de sua rolissao.
O Dr. Firmo, 'medico, mudou' sua
residencia par.a a ra estreita do Rosario
casa n. 50, segundo andar.
O Sr. Jos Antonio da Cunta, tem
carta na livraria n. 6 e 8, da pracada In-
dependencia.
Precisa-se de um bomem para paslorar gado
em um sitio distante desta cidade tres leguas: a Ira-
lar no Mondego, no collegio de meninas, defronle
do Sr. I.uiz Gomes. .
Na botica da ra larga do Rosario
n. 56, de Bartholomeu F. de Souza ven-
dem-se pilulas vegetaes verdadeira, arro-
be l'alFecteur vertadeiro, salsa de Sands
verdadeira, vermfugo inglez (emvidro)
verdadeiro.vidros de bocea larga com ro-
Iha de 1 at 12 libras. O annunciante af-
fianca a queminteressarpossa a veracida-
de dos medicamentos cima, vendidos em
sua botica
juallr a quantidde de oilhetes que li-
carem por vender, e os respectivos bilhe-
tes estao a venda nos lugares do costume.
\ Offerece-se urna mulher capaz para dirigir a
casa de um homcm solleiro.ou de pouca familia, que
cose, engomma c enlende de cozinha : quem preci-
sar dirija se a ra da Assumpeiio n. 61.
Jo3o da Silva Boa-Vista, roga encarecidamen-
te a todos os seus credores, que apresenlem as suas
contas em seu estabelecimenlo no prazo de 8 dias pa-
raserem cumpridas.
Furlaram um jarro de porcelana dourado, pro-
prio para flores naturaes : pede-se a quem elle for
oflerecida, o favor de leva-lo ra Direita, n. 82,
primeiro andar, que se recompensar e se moslrar
ooulro igual.
Precisa-se de orna ama; na ra eslreita do Ro-
sario n. 6, primairo andar. .
Antonio Jos Coimbra Guimares vai Euro-
pa) levando em sua companhia sua senhora.
No dia 21 para 22 do correnle furlaram dous
cavallos, um mellado e outro rodado, ambos pequf*
nos : quem dos mesmos souber ou delles liver noti-
cia, dirija-se i cidade deaOlinda, ra de Malinas
Ferreira, casa n. 28, ou annuncie para ser procu-
rado. *"
Christiani & Irmo com fa-
brica e loja de chapeos na ra
Nova n. avisar ao rcspeilavel publico, em particular aos seus
freguezes, que receberam pela barca frauceza Jos,
ltimamente chegada do Havre, urna nova factura
de chapeos de castor brancos, anda nao appareri-
dos em Pernambuco, como sejam: castor rapado
(Ihibet) brancos' dilos brancos com pello (argeoli),
dilos castor prelos (Velours /.ephir), dilos sem pello
molle copa baixa do melhur gnslo possivel, por
serem muilo leves, assini como oulras muilas qua-
tidades, por precos razoaveis.
PASSAPORTE PARA PAIZES ESTRANGEIROS.
Na ra da Cadeia do Recife n. 3, primeiro andar,
tiram-se pnssaportes para os eslrangeiros que quize-
rem viajar dentro e fra do imperio : promellc-se
promplidao e commodidade de prec.o.
Jos Valentm da Silva, bem conhecido por
ensinar lalim ha 18 auno9, lembra a quem convier,
que a sua aula existe aberta na rua-da Alegra, na
Boa-Vista n. 38, onde recebe por preco commodo
alumnos externos, pensionistas e meios pensionistas,
dando ptimo (ralamente, e lendo os pensionistas
a vanlagem de,alm do lalim,aprenderem lambem o
francez sem que seus pas paguem mais cousa algu-
ma por este ensino. O professor adverle que elle
lem provis.io passada pelo governo da provincia.
J. J. PACHECO.
NEW ANDELEGANTDAGUERREAN
GALLERY.
IftGlENTO HOLLOWAY.
Mlibares de individaos de ludas'as naques podem
teslemuiiharasvirludcsdcslc remedio incomparavcl,
quee provar, cm caso necessaro, que, pelo uso
delle ll/.erani. lem seu corpoe membrosinleirainente
saos, depois de haver empregado intilmente mi Iros
tralameu tus. Cada pessoa podcr-se-haconvcncerdessas
curas maravilbosas)ielalcilura dos peridicos quelh'as
relalam lodos as dias ha miiilos auuos; e, a maior
parle deltas sao lito sorprendentes que admiram os
mdicos mais clebres. Quanlas pessoas recobraran!
com este soberano remedio o uso de seus bracos e
peritas, depois de ler permanecido longo lempo nos
huspilaes, oudc deviain soflrer a amputarlo Hullas
ha minias que haveudo deixado esses asylos de pa-
decimeulo, para se nao submelterem a essa operacAo
dolorosa, foram curadas completamente, medanle
o uso desse precioso remedio. Algnmas das taes pes-
soas, na el'usao de seu reconhcciinento, declararam
esles resultados benficos dianle do lord corregedor,
c .oulros magistrados, alim de mais autenticaren)
sua aflirmaliva.
Ninguem desesperara do estado de sua saude se
livesse bstanle coulianra para eosaiar este remedio
i-o listan temen te, seguindo algum lempo o ti aumen-
to que necessitasse a nalureza do mal, cojo resMa-
ro seria provar inconteslavelmcnte: Que ludo cura!
O ungento he til mais particularmente nos
seguintes casos.
matriz.
Vende-se urna lial.mni romana com lodos os
seus perlences, em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se ra da Cruz, armazem n. 4.
&?@C-8$A?a@@4!
CORTES DE CHITAS A 1j(920.
Cnnliiiua-se a vender cortes de chita do ro- K;
res lixas a seis palaras cada corle: na loja do $f
g; sobrado amarello nos qualro cantos da ra do C
f Queimado n. 29. j-t
as@ s*s
Velas d carnauba.
Vcndcm-sc ra vas de 30 a 50 lilius de superiores
felas de rera de carnauba, fabricad n Araraly:
no armazem de rouro e sola, ra da (fu/, n. 15.
i 500 RS. A VAM.
Brim Iraii^ado branco de puro linho, miiit,, Cn-
corpado : na loja da esquina da ra do Cruji que
volla para a cadeia.
COBERTORES.
Vcudem-se cobertores de tapete a 800 rs., dilos mu i
Vendem-sc roberlnres de algoddo grandes a
G40, c pequeos a 560: na ra do Crespo n. 12.
0 39 A.
Confronte ao Rosario de Sanio Antonio vende
em latas c a relalho novos biscoitos de Lisboa, a pri-
meira vez viudos a este mercado.
8$9i$3
9 > bolica central homeopatliica, ra de S. W
Francisco (mondo novo) n. 68 A, veudr-se #
por prec,o commodiisimo onovo manual do
Dr. JahrIraduzido em porluguez; e accom-
9 modado a inlelligencia do povo. A
>;s@ki@@9
Vendem-se no armazem n. 7, de Jos Joaquim'
Tcreira de Mello, no caes da alfandega, saccas com
superior farinha de mandioca de Sania Calharina,
'que parece da Muribeca.
Vendem-se na ra do Collegio, loja de enca-
dernatao n. 8, as obras secuiiles : legislacao por
Bciilham, lgica por Perrard, geomelria por'Legen-
dre, arilhmelica, algebra e geomelria por Lacroi,
OBRAS COMPLETIS
virtuoso Habi prelado
0 CARDEAL PATRIARCHA DE LISBOA
Homceopathia.
S CLNICA ESPECIAL DAS MO- S
LESTIAS NERVOSAS. S
^? Hysteria, epilepsia ou gota co- ^
w ral, rlieumatismo, gola, pataly- w
^ sia, defeitos da falla, do ouvido e v)
M dosollios, melancola, ceplialalgia ^ ou dores de cabera, encliaqueca, ^f)
(A dores e tudo mais que o povo co- (A
tA nhece pelo nome genrico dener- (<*\
it voso- teL
2? As moleslias nervosas requeren) muilas ve- 'Sv
(yi zes, alean dos medicamentos, o emprego de' (Sh
(j oulrus meios, que despertein ou abatam a /a
w sensiVilidade. Estes meios possno eu ago- w
9 ra, eos ponbn a disposican ilo publico. <
sgf. Consultas lodos os dias (de grara para os *?
W' pobres), desde 9 9 horas da manhaa, at w)
(A as daas da larde, ra de S. Franrisco (Mnn-
jf do-Novo, n. 68 A. r. Satino Olegario
(0 I.udiero Pinho.
AVISO AO. COMMERCIO.
Manoel & Villan lem a honra de participar aos
Srs. logisas, que se achara sempre na sua fabrica,
ra da Cruz n. 50, um esplendido sorlimenlo de
chapeos ie sol para humen- e senhoras, lanto de
seda come de panno, os,quaes vendem-se em punjan
de orna dozia para cima, e por preros mdicos.
HOMEOPATHIA. $)
J O Dr. Casanova, medien francez, da ron-ft)
(. sullas lodos os dias noseu consullorio ^!
B .RlADASniliZESN.28. .2
1J7 No meiino consullorio acha-se venda um rr
(^ grande sorlimenlo de rarleiras de lodos os O
fk tamanhis por presos commodissimns.
i CINCO MIL RIS. t
^ 1 cariara com24 lubos a escolha. /v>,
^ 1 lubo grande de globulosavuls.
J) 1 dilo mediano. .
1 dilo pequeo......
i encade tintura a escolha
Lepra.
Males das ponas.
dos peitos.
de ollios.
Mordeduras de reptis.
Picaduras de mosquitos.
I'iilmoes.
Queimadelas.
Sarna.
Supurarles ptridas.
Tiuha, em qualquer parte
que srja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
- do ligado.
dasarlirulacf.es.
Veias torcidas, ou nodadas
as pomas.
500
400
300
/. v--.....-..-..u...a .. 1O00
Elemcnios dehomeopalhia 2 volumes 2.
ediccao.......... 5sO0O
Palhogeaesia dos medicamentos
brasilerosl volume......
Tratado das molestias veneria.s
para se tratar a si mesmo. .
23000$
15*100 &
>M JMtWJtMX
Vo publirar-sc pela ^irimeira vez as obras completas do virtaoso e sabio prelado, o cardel patriar-
cha de Lisboa, Saraiva de S. Loiz.
O editor, herdeiro dos sen< manoscriplos, entendeu que prestara relevante servido s ledras patrias,
colligindo e communicando pela impressao 09 lrabalho9 de um eseriptor rcenle, que lauto nume alran-
rou, merecendo-o pela caslidade e elegancia do eslylo, pela importancia dos assumplos, e pelo fervoroso
culto das glorias nacionaes, amor e coidado constante da sua vida patritica e mlelleclual.
Mesmo qoando os la eos do sangue. e a gratidao e saudade, devidas memoria de um
desvelado, o nao obrigassm a empregar nesta edieao o maior esmero, a idea de adilar ai _
teratura contempornea com tao vastas e inleressantes coinpn-iefies. tracadas uas diversas provincias do
saber humano, bastara para Ihe espertar o zeln, e redobrar a vigilancia.
Dos trabalhos do cardeal Saraiva de S. Luiz, urna parte acha-se anda indita, e he a maior; a nutra
enronlra-se deasiminada pelas memorias da academia real das scienc>as, qual originariamente foi desti-
nada, ou corre avulsa em brocharas eslampadas por ordem e cusa da distinta corporacao, ou emfm vio
a luz em peridicos litlerarios cuja publicacao eessou ha muito. O editor, para a reimpressao e encorpo-
racao de lodos os escriplo na colleccao das obras completas, nlcancou a prompla ai-quiescencia da acade-
mia das sciencias, que timhrou por este modo em ajunlar s antigs urna novaprova de consideraran pelo
illuslrado socio, que teve a honra de ser seu \ ice-presidente tanto lempo.
As obras completas do sabio prelado abrangem variadas materias, que por soas especialidades podemos
re lu/.r a Ires classes principaes:Memorias histricas e chronologicasMcmorias eesludos filolgicose
miscellaneascomposlas de noticias ccclesiastcos, biographicasde alunns varees nolaves pprtuguezes, e
enlim de Irabalhos acerca de objeclos diplomticas, archcologicos. e de muitos oulros ramos. A publica-
rlo principiara pelasmemorias histricascomprehendendo o primeiro volume-os esludos e ensains so-
bre dillerentes pontos historeos em diversas pocas de Portugal. Successivamente continua rao a sabir os
seguintes, se a edico obtiver a aceilaro que selisonjear de merecer aos cultores das letlras e glorias
plirias, formando (cuanto pode calrular-se) non) serie de ouzo a doze tomos de oilavo francez, c 400 pa-
ginas de texto cada lomo.
A edieao sera arnmpanliadade um juizo crilico, escriplo pelo Sr. I.. A. Rebello da Silva, e de urna
concisa noticiada vida do distinelo prelado, feitn pelo editor Antonio Correia Caldeira.
Assigna-se para a colleerao completa no cScriptorio de-Novaes & C, ra do Trapiche o. 34, primei-
ro andar.
Preco de cada volume por assignatura......... 19200 rs. fortes.
Avu'lsn................... 1&920
Declara-se que o volume ou volomes, que ronliverem ccnsaio sobre alguns synonimos da lingua
porlnguezae osglosarios c aleuns oulros Irabalhos nao ser.lo vendidos em separado.
CONSULTORIO DOS POBRES.
25 &UA DO COLLEGIO 1 AWBAR 25.
O Dr. P. A. Lobo Moscozo d.i consullas homeopalhiras lodos os das aos nobiys, manhaa al o ffieio dia, e em casos estraordinarios a qualquer hora do dia ou noile.
Oflerece-sc igualmente para praticar qualquer operacao de cirurgia, e acudir promplamentc a qual-
quer mulher que esleja mal de parlo, e cojas circunstancias nao permlltam pagar ao medico.
NO CONSULTORIO DO DR. P. A. LOBO
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUIRTE:
Manual completo do Dr. G. H. Jahr, Iraduzido em porluguez pelo Dr. Moscozo, qualro
volomes encadernados em doos :................ 20SOOO
Esta obra, a mais importante de lodas as que Iratam da homeopalhia, inlcressa a lodos os mdicos que
qui7ercm experimentar a doulrina de Hahnemann, e por si proprios se coavencercm da verdade da
1 -.-.-"- de cn^enlio c fazendeiros que estao longe dos recursos dofmedi-
-uc nao podem deixar urna vez ou oulra de ler precisao de
l.ints: e inleressa a lodos os chefes de familia que
idas, sao obrigados. a prestar soccorros a qualquer
>n . ......... 85000
vcia, etc., ele: obraiudis-
49000
409000
4,59000
500000
608000
1005000
Piclures iaken at this Esla-
lili-linienl Warranled lo give sa-
lisfaclion,1 n. 4, aterro da Boa-
Visla, lercciro floor, chrvslalo-
lypo. Gallera enriquecida de
magnficos quadros dourados e
de alabastro, primorosas caixas
e lindas cassolelas, alliueles e
anneis. Tiram-se relralos quer esleja o lempo claro
ou escuro. O respeitavel publico he convidado vi-
sitar o,eslabelecimenlo, embora nao queira retratar-
se : aterro da Boa-Vista n. 4, terceiro andar.
O abaio assignado lendo ja escriplo aos se-
guintes senhores, e nao lendo rerebidoresposla, re-
corre a este roeio para Ibes rogar que, quando vic-
rcm a esla praca. qoeiram entender-sc com o abai-
xo assignado, pois he negocio que Ihes inleressa.
Sr. Antonio Jos Pereira, eulinr do ensenho Souza,
em Agua-Prela.Sr. Joao florentino Cavalcanli de
Albuquerque,senhor do engenho Jossar.Sr.Fran-
cisco de Amorm Lima, e Joao Cavalcanli de Al-
buquerque ; moradores em Santo Anl.io. Sr. An-
tonio Jos Vaz Salgado, morador na Villa do Cabo.
Sr. Joao Francisco de Attaydc, morador, no Paco
de Camaragibe. Sr. Francisco J. Aniones, mora-
dor na Gamella da Barra Grande. Pernambuco 20
de junho de 1854. J. J. Tasso Jnior.
BHDMBBL m&>m&
AO riJBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fa/.endas, unas e grossas, por
precos mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
cOes, como a retalho, afliangando-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
aliricse de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, e por
isto olTerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietano deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venbam (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Sanios & Rolim.
BAZAR PEUNAMBUCANO.
Qs donos deste estabelecimenlo av isam ao rcspei-
lavel poblco c a seus amigos e fregoezes, que de
hoje em dianle acharan sobre o balcao um completo
sorlimenlo de far.endas de seda, assim como muitos
oulros objeclos de phanlazia.quese vendern por lia-
ratissimo prego, alim de se apurar dinheiro.
COMPRAS.
Compra-se prata brasileira e hespa-
nhola : na rua da Cadeia do Recife n.
24, loja de cambio.
Compra-se um moinho de pedra com seus per-
lences, para moer mlho; como lambem um foles,
safra, e turno para urna leuda de ferreiro : na rua
Nova n. 1.
AVISO 1NTERESSANTE AOS SAPATEIROS.
Na rua Nava o. 52, loja de Boavenlura Jos de
Castro Azevedo, compram-se e vendem-se calcados
de lodas as qualidades.
Frederico Robilliard, corretor ge-
ral, compra lettras sobre a Rabia.
VENDAS
Precisa-sc alugar urna escrava, fiel, que saiba
bem engommar, coser c fazer mais -en en de urna
casa de familia, paga-se bem : na sua Direita n. 131,
por cima da botica do Torres.
Dr. Jahr c odicciona-
;s,i escolha.
05000 rs. em qual-
. SJO00
. 108000
. I$000
. 2J0OO
iro. na pralica da
adopossivele nin-
rsos l u.i inl... e
ecos muilo com-
O bacharel formado em'inalhemali- rf^
2* cas> Bernardo Pereira do Carmo Jnior, en- ^*
gj sina arilhmelica, algebra e geomelria, das ^^
^, 4 s 5 e meia horas da tarde : na rua Nova j.
sobrado n. 56.
. D. W. Baynon cirurgio dcnlsla americano
reside na rua do" Trapiche Novo n, 12.
Necessila-sc de urna escrava ou escravo, que
seja bom coznheiro, e que entenda de ludo perlen-
cenle a cozinha : no consulado amerirauo n. 4, rua
do Trapiche, ou no armazem de Davis & Compa-
nhia, ruada Cruz n. 9.
Precisa-se contratar por empreita-
da, a construccao de urna coberta de te-
Ilia, sobre pilares detijolo ou col umitas de
ferro, em um terreno murado., na rua de
Santa Hita prximo a' Ribeira.pertencen-
te a' companhia brasileira de paquetes de
vapor: quem estiver as circumstancias
de fazer este contrato com as necessarias
garantas, queira apresentar sita proposta
com toda a brevidade ao agente da dita
companhia : na rua do Trapiche n. -0 se-
gundo andar, aonde tambera se dar'
qualquer esclnrecimento.
J. Jane dentista,
contina rczidr ua rua Nova, primeiro andar n. 1!).
@@sis:-#e
)-; O Dr. Sabino Olegario l.udem Pinho mu- ;'
T.~ dou-se para o palacete da rua de S. I rnnni.. o kj
J 'mundo novo) n. 68 A.
Vende-se a Liberna p. 91, sila no fim da rua
Augusfa que faz quina cum o viveiro, muilo afre-
guezada para a Ierra ; vende-se para pagamento de
seus credores: quem a pretender, dirija-se mes-
ma, que adiar com quem Iralar.
He chegado a' rua Nova n. 8, urna gran-
de quantidde de anneis de ouro, e de
bom gosto, os quaes se trocam pela di-
minuta quanlia de 2'000, pagos a'
bocea do cofre.
A oceasiao mais oppartuna nao poda ser ; pois a
approximacao dos dias de S. Joflo e S. Pedro, dias
em que se coslumam fazer prsenles, batem por-
ta, o os amantes de um preceito to anligo nao se
devem loriar em cumpri-lo, visto que com a mdica
quanlia de 29000 rs. podem salisfaze-lo e so livra-
rem do dever a que se acham obrigados.
VeaJe-se lio de sapaleiro, bom : em casa deS.
P. Johnslon & Companhia, rua da Sensala Novo
u. 42.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
rua do Brum logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Maiinha ha' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
e\istem quindastes, para carregar ca-
noas, ou cirros livres de despeza. Os
preros sao' os mais commodos.
Vendem-se em casa de S. P. Johns
ton & C, na rua de Senzalla Nova n. 42.
Linho do Porto superior engarrafado.
Sellins inglezes.
Relogios de ouro patente inglez.
Chicotes de carro.
Farello em saccas de arrobas.
Fornosde farinha.
Candelabros e candieiros bromeados.
Despenceira de ferro galvanisado.
Ferro galvanisado em folha para forro.
Cobre de forro.
TYPOf.RAPHIA,
Na rua das Flores n. 33 primeiro andar, vnde-
se urna lypographia nova rom lodos seus perlences.
Navalhas a contento e tesouras.
Na rua da Cadeia do llecifc n. 48, primeiro an-
dar, escriptorio de Augusto C. de Abreu, ronlinu-
am-su a vender a 89000 rs. o par (preco fizo) as j
bem conbeciilas e afamadas navalhas de barba feilas
pelo liabiL fuhricanlc que foi premiado na exposirao
de Londres, as quaes alcm dedurarem cxlranrdia-
riamenlc nao se scnleui no roslo ua acciln de corlar ;
vendem-se com a condco de, nao agradando, pode-
rem os compradores devolve-lasal 15 dias depois da
compra, resliluindo-sc o importe : na mesilla casa
ha ricas tesourinhas para indias feilas pelo mesmo
fabricante.
Planos.
Os amadores da msica acham continuadamente
em casa de Brunu PracKerci Companhia. rua da Cruz
n. 10, um grande sortimento de pianos fortes e fortes
pianos.de difiranles modellos, boa cmisiruccau e bel-
las vozes, que vendem por mdicos presos; assim ro-
mo toda a qualidade de instrumentos para msica.
Vende-se azeile de nabo clarificado,
pmprio para candieiros de mola por ser
multo lino, a lj}80tir*.*a molida: no ar-
mazem de C. J. Asile) >.\ C, rua do Tra-
piche n. .
Alporcas.
Cambras.
Callos.
Canceres.
Cortaduras.
Dores de caliera.
das cosas.
dos membros.
Eufermidades da culis em
geral.
Eufermidades do anus.
Empees escorbticas.
I -'i-lulas no abdomen.
l-'i uildalu ou falla de ca-
lor uas extremidades.
Frieras.
Gengivas escaldadas.
Inchacocs.
liiliauiiiac.'io do ligado.
da bexiga.
Vende-so este ungento no estabelecimenlo geral
de Londres, 244, Strand, c na loja do lodos os boti-
carios, droguistas c oulras pessoas emarregadas de
sua venda cm toda a America do Sul, avana e
liespanha. ,
As hcelas vendem-se a 330, 800e 1300 rs. Ca
da liuri'liuji.'i conten urna in-lrui cao em porluguez
para explicar o modo de fazer uso deste ungento.
O deposito geral he em casa do Sr. Soum, phar-
macculico, na rua da Cruz, n. 22, em Pernambuco.
Rua do Collegio n. 1C
vende-se saccas com arroz de'casca a 39500.
5.S000 cada um.
Vendem-se chapeos de sol de seda, boa qualida-
de, por 59OOO re. cada um, dilos de panninho, por
1(280 : na praca da Independencia n. 35.
Attencao.
Na roa Direita n. 19, ha um lindo caito proprio
para deposito de paitara, o qual se veude moito em
conta, um braco de lialanca de Human & Companhia
coin as i-oniplenle- conchas, una porc.io de (almas
e urna porta de louro, tudo se vende em conta em
razan do dono na ler commodo para ocaixo.
Vende-se urna armaran de urna taberna e al-
gums botijas e'garrafas: na rua de Santo Amaro
n.8.
AO BARATO.
Vcndem-sc palitos de panno fino pretos e de co-
res ede alpaca preta, colteles de seda prela e de co-
res e de fustoes, calcas de casemira preta e de cores,
obras lao bem feilas como as de encommenda : na
rua do Queimado n. 18, em casa do alfaiate Lau-
riano Jos de Barros.
Vendem-se lnguas do Rio Grande, lano sec-
cascomo de salmoura, por preco muito commodo,
assim como herva-malle, cuias e bombas para to-
rnar a mesma : noarrunzem do Telles & Companhia,
na rua do Vigario 11.11.
Vende-se peiie seceo de varias qualidade* e
muilo bom : na ruada Cruzn. t5, segundo andar;
assim como botins de eouro pelo diminuto preco de
28500 o par.
Vende-se orna prela excellenle cozinheira, en-
gommadeira e coslureira, com um llho : quem a
pretender, dirija-se rua do Crespo n. 16, esquina.
Vende-se fumo superior de Garanhuns, chega-
do agora : na Camboa do Carmo, casa terrea n. 12.
Vendem-sc 2 mualas prendadas, mocas e de
hoas figurAs, 1 muleqoc de 15 annos, o mais bonito
que se pode encontrar, 4 escravos para lodo o sem-
en, 2 prelas com habilidades, mocas e boas figuras :
narua da Senzala Velhan. 70, segundo 00 terceiro
andar, sedi-r quem vende.
Vende-se um jogo de diccionarios, Constancio,
Francez e Porluguez : na roa Direita n. 113.
Vende-sc rap igoal ao de Lisboa a 29000rs..:
na roa da Scnzala-Velha n. 70, segundo on (creerlo
andar.
j- Na roa do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se cera lano cm grumo, como em vallas, em cai-
xas, com muito bom sortimento e de superior quali-
dade, chegada de Lisboa na barca Gratidao, assim
como bolachinhas em latas de 8 I i bras.e farello muilo
novo em saccas de mais de 3 arrobas.
Vendem-se peneiras de rame: na padaria da
rua larga do Bosario n. 48.
Vende-se no aleTo da Boa-Vista rk flO, gom-
ma para engommar ltimamente chegada do Araca-
ly, a 100 rs. a libra.
Vende-se um escravo de bonita figura, sadioj^
que cozinha e he proprio para qualquer serviro : na
rua da Cadeia Vellra n. 45.
Vende-sc urna escrava moca, sadia, de bonila
figura e com algumasfliabilidades : na praca da Boa-
Vista venda da esquina do boceo do Veras. *
Vende-se um sobrado de ora andar com sotan,
em urna das principaes mas desta cidade, em chaos
proprios, muito bem construido o elegante : o qual
accommoda urna familia nao pequea : quemo pre-
tender comprar, dirija-se a rua Direita n. 83, que
ah se informarli a respeilo. *w
Vende-se-una casa terrea na*Ra dos Pescado-
res o. 27: a Iralar na casa junio* taberna da quina
que volla para a rfa dos Astognimos.
Vende-se urna crioola de 28 a 30 annos, qoe
cozinha, lava e engorosna perfitameole ; o motivo
da venda se dir ao comprador : .r'lratar na Iraves-
sa dosExposlos n. 18, primeiro andar.''.
Vende-se nm preto proprio para serv5ode en-
genho, de bonila figura e moro : na rua do Crespo
n. 17 se dir quem vende.
Vendcm-eie 6 cadeiras de amarello, de asiento
de palhinha, com pouco uso e muito bem feilas : na
raa do Collegio n. 13, loja. >
Vendem-se duas rotlas de janellas, de ama-
rello, j servidas, porm em perfeilo estudo, cum 5
palmos de largura e 7 tf/2 de altura : na rua do Col-
legio, loja o. 13.
SORTES.
O 39 A, confronte ao Rosario em S. Anlopio,
vendem-se as mais ricas bailas de eslalo para as
noile* de S. Joao e S. Pedro que lem vindo a esta
cidade, c juntamente amendoas a relalho e em fras-
cos.
i cambraia Iba, fina, de 6 varas a 39000, di-
dUas, um pouco mais inferiores, a 29500, len-
2tri*' cerca<,ur de t"r, proprios para meni-
"?5; ~Vr.r*- cad* um. casemira prela a 49500 o
corle a^Wra, rucados francezes Bxos a 120 o ova-
do, clulas-fcdiapentes padrOes a 140,cdrles de meias
casem.ras oWe, o00i M8ine,a9 superiores pa-
ra pablds, delladrS^e,,;,,,,,^ a ,, 0 ^
corles de 'Xbffiye liulm a 13600 cada um,
cobertores de alAdoTt;duil, faces a 18:200i len,OT
de rede a,19000 din* bof.,,^ a 19280 cm,M frJ
cezas largas a 240 o cowdo,, ou|rM muju$ fen.
das por barato preco.
Ao-l
Na rua Nova n. 52, lo.
Boavenlura Jos deCastxJ
fazendas abaixo mencionada
erao entregues sem receio dol
ellas forem offerecidas : borze
loe
lo grandes a 19*00, ditos broncos com barra de cV a ,lldo m "omuso e por prejo commodo.
I9280,colchas brancas com salpicos a I9OOO : na loj* Ruado Queimado n. 1.
da rua do Crespo n. 6. V?e*" de blanha de linho com 6 varas a 29500,
BRIM DE PURO LINUO, PROPRIO PARA i*dec
MILITARES.
Vende-se brim de linho branco muilo encorpado
a 500 rs. a vara, corles de casemira elstica a 49000,
panno azul para fardas de guarda naciunal a 39000
e 49OOO o covado, dilo preto para palito a 39000,
49000 e 49500, lenco- de seda de 3 ponas, proprios
para senhora botar pelos hombros a CO cada um, e
milito mais fazendas em conta ; na rua do Crespo,
loja n.6.
SANDS.
. SALSA PARRILHA. .
Vrenle Jos de Brilo, nico agenle em Pernam-
buco de B. J. D. Snds, chimico americano, faz pu-
blico que (em chegado a esta praca orna grande por-
co de frascos de salsa parrilha de Sands, que sao
verdaderamente falsificados, c preparados no Rio
de Janeiro, pelo que se devem acaulelar os consu-
midores de 1.10 precioso talismn, de cahir oeste
engao, lomando as funestas consecuencias que
sempre coslumam trazer os medicamentos falsifica-
dos e elaborados pela mito daquelles, que aolepoem
seos interesses aos males e estragos da humanidade.
Prtenlo pede, para que o publico se possa livrar
desla fraude e dislingua a verdadeira salsa parrilha
de Sands da* falsificada e rerenlemenle aqui chega-
da ; o annuncianle faz ver aje a verdadeira se ven-
de nicamente em sua botica, na roa da Coucecao
do Recife n. 61 ;-e, alm do receitaario que acom-
panha cada frasco, (em embaixo da primeira pagina
seu nome impresso, e se achara Sua. firma em ma-
nuscriplo sobre o involtoro impresso do mesmo
jreos.
Vende-se nm cabriolet com sua competente
robera e arreios, ludo quasi novo ; assim como 2
cavallos do mesmo j ensndo,(jnansos : para ver,
na cocheira do Pedro ao p do arsenal de marinha, e
para iralar, na rua do Trapiche Novo n. 14, primei-
ro andar.
"*de chapa-a* de
*- vendem-se a
pr**! "ailas que
o que por
Arados amefManos.
8 Vendem-se arados ame-panos chegados ul-
3:; limameule dos Estados-UWdos, pelo barato 9
3} preco de 409000 rs. cada um : na rua do Tra- #
piche n. 8. 0
DEPOSITO DE PANNO DE ALGODAO
DA FARR1CA DE TODOS OS SANTOS
N\ BAHA.
Vende-se o superior panno de algodao
desta fabrica, proprio para saceos e roupa
de escravos : no escriptorio de Novaes &
Companhia, rua do Trapiche n. 34, pri-
meiro andar.
Vcndem-sn 4 escravos, 1 mulato de 20 annos,
1 moleque de 17 Hnnos, 1 prela lavadeira e engom-
madeira, 1 prelo de 40 annos e 30 travos de pao dar-
co : na rua larga do Rosario n. 25.
--guiris inglezes^ar,
nhoraa 29o00,sapalos ditos de doraqoe parainho-
"aJ13?'r,lebNerr0 ftancel Pa h0^
iaw, dilos de panno para senhora a 320, um i bauzmho com 12 frascos de extracto proprio para o,
?".....29800. camisas de meia para hmneaa a
(20. ejceUenles bonetes de oleado de seda a 800 r-.,
lucos ds poro linho pan lalhos d vestidos a 500 rs.
a vara, 4 novellos de iinha de cores por 20 rs., orna
duza de grampas para cabello por lOrs.
Vcnde-ee muilo boa manleiga inglaza o5M
640 a libra: na rua das Crines n. 20.
. ~ Vedem-e qneijos do sertao muilo frescaes,
inleiros 1 as libras, mais baralo do que em oulra
parle : nt Boa-V isla, roa da Santa Cruz, laberaa o.
5 junio airibeira.
Farinha de mandioca!'
Veide-se moilo boa farinha de mandioca ;
a bono do briguc nacional inca, chegado de
Sania Calharina: para porc&es, Irala-se no A
9 escriporio da -rua da Cruz n. 40, primeiro <
A andar X
POTASSA RRAS1LEIRA.
Vende-se superiorpotassa, fa-
bricada no Rio de Jaieiro, che-
gada recentemente.^recommen-
ua-se aos senhores cteengenho os
seus bons ell'eitos jar*xperimen-
tados: na rua da Crurn. 20, ar-^
mazem de L. Lcconte Feron &
Companhia.
MOENDAS SUPERIORES.
Na ftndicao de C. Starr & Companhia
em Saito Amaro, acha-se para vender
moendes de cannas todas de ierro, de um
modellc e coiistruccao muito superiores.
Na.ua da Craz do Recife n. 33 casa de S
Araujo. ende-se es(eiras moilo novas do palha do'
Aracaiy, diapos de palha, eourinhos miados, cera
amarella^lila d carnauba, todo para liquidar eon-
tas e por in-cn muito commodo.
AOSiSENHORES DE ENGENHO.
O arao da invencao' do Dr. Eduar-
do Stoll| em Berlin, empregado as co-
lonias iglezas e liollandezas, com gran-
de vanagem para o melhoramento do
assucarjacha-se a venda, em latas de 10
libras; unto com o methodo de empro-
ga-lo $ idioma portuguez, em casa de
N. O. Jieber i Companhia, na rua da
Cruz, 1. 4.
&
Vfdem-se palitos e sobretudo do borra-
rha,3pas de barragana ede panno fino de
core ludo por prejo commodo : na loja do :
sobrdo amarello, rfos qualro cantos da rua-
do Jeimado n. 29.
Vendem-se nriogios de ouro e prata, mai*
barato de que em qualquer outra parle :
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Chapeos pretos francezes
a carij, osmelhores e de forma mais elegante que
lem vindo, e oulros de diversas qualidade* por me-
nos preco que em oulra parle : na rua da Cadaia do
Recife, n. 17.
Deposito da fabrica de Todo* os Sanloa na Babia.
Vende-se, em casa deN. O. Bieber &C, na rua
da Cruz n. 4, alsodag trancado d'aquella fabrica,
muito proprio para saceos de assucar e roupa de es-
avos, por preijo commodo. .
V panhia;a praca do Corpo Santon. 11, o scguinic:
vinlio deMarseilleem caixas de 3 a 6 duzias, Iinha
em novellos e cairelis, breo em barricas muilo
grandes, ac de inila sortido, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um complejo sortimento de moen-
das o meias moSodas para engenlio, ma-
chinas de vapor,iA: taixas de ierro batido
e coado, de toaos os tu.rn.aulios, para
dito.
Ultima moda. ${>
Vendem-se corlesde caifa de casemira de JJf-
rres, padres da ultima moda e por moi- tai
(o menor proco do que em oulra qualquer S
parle : na loja do sobrado amarello da rua do *j
Queimado n. 29. *l
MtytaeOHBm MM?mmmm
Vendem-se superiores ameixasran-
cezasja'. bem conhecidas pelas pessoas do
bom paladar, em latas de 12 libras : na
rua da Cruz n 26, primeiro andar."
Vendem-se camisas fiancczas com
aberturas de bretanha de linho e de ma-
dapolao (inissimb, por preco commodo :
na rua da Cruz n. 26, primeiro an-
dar.
Vendem-se aherturas de linho finis-
sime e de madapolao para camisas : na
ruada Cruz n. 26, primeiro andar.
Vende-se superior chocolate fran-
cez.por preco commodo, chegado ltima-
mente : na rua da Cruz n. 26, primeiro
anda.
Na rua da Cruz n. 26, primeiro an-
dar, tem para vender espingardas fran-
cezas, com dous canos, ja' experimentadas
para caca, e vendem-se por qualquer pro-
co, agradando ao comprador.
Vendem-se Kircche e Abissintlie, de
superior qualidade, por preco commodo :
na rua da Cruz n. 26, primeiro an-
dar.
Os amantes da Iwa pitada, sao con-
vidados a comparecer na rua larga do Ro-
sario, loja do Cardeal, para comprare a-
preciar a boa pitada do Rolao fran-
cez.
LOTERA DA MATRIZ DA BOA VISTA.
Casa da Ksperanca rua do Quei-
mado 11. 61.
Ne-.ta rar.a r-l 1 a venda um rompilo soilimenl..
de cautelas desla lotera, cujas rodas andino uu dia
14 de ptllio.
PECHINCHA PARA OS SRS.
ARMADORES.
Na loja da rua do Queimado n. 22, vende-se se-
lim azul claro de superior qualidade- a 500 rs. o
covado com pequeo loque de mofo, he para acabar..
HE BARATISSIMO.
Corles de brim de cores de puro linho o padrOe.
modernos a 1$750 rs., assim como grvalas de sei
tim de core* muilo bonita* a'GOO rs. ditas de eh
a 200 rs., Venham ver para se capacitar, na loja
Leopoldo da Silva Qoeiroz, roa do Queimado n.
CHALES DE ALGDVO MUTO
BONITOS \ 1,000 RS.
Quem os vir compra, anda qne no lenha voqi-
de, na loja de Leopoldo da Silva Queiroz, rui
Queimado n. 22.
Na rua do Vigario n. 19, pri
ro andar, tem para vender diversas
sicas para piano, violao e flauta,
sejam, quadrilhas, valsas, redovras,
tickes, modinhas, tudo modernissi^o
chegado do Rio de Janeiro.
Na rua do Vigario n. 19 primeiro andar, (*i pa-
ra vender-se chapeos de castor braucopor coavodo
preeo,
semela de Edwln Maw.
Na raa de Apollo n. 6, armazem de Me. (Timn
i Companhia, acha-se constantemente l>on] sorli-
menlos de (aixas de ferro coado e batido, tito ra-
sa como fundas, moendas inetiras lodas.de f"fro pa-
ra animaos, agoa, ele, ditas para a rroar em Tiadei-
ra de lodos os tamaitos e modelos osmais mitros,
machina horisonlal para vapor com fjfa de
i cavallos, cocos, passadeiras de ferro rjanhadu
Cara casa de purgar, por menos preso que-tide co-
re, esco vens para navios, ferro da Sueia, e fa-
llas de (landres ; tudo por barato preco. ,
Vendem-se pregs americanos, em
barris, proprios para barricas te assu-
car, e avaiade dezinco, superiof quali-
dade, por precos commodos: rua do
Trapiche Novo n. 16.
Velas de carnauba- ..
Na rua da Cruz n. 15, segundo andar, ndem-se
velas de carnauba, puras e coinpostas, feil* no Ara-
caiy, por menos preso do que em oalra Ijualquer
parle.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de V- W.
Rowmann, na rua do Brum, pallan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de, ferro
fundido e batido de 3 a 8 paliaos de
bocea, as quaes acham-se a vend, por
preco commodo e com pi'omptidao' :
embarcam-se ou carregam-se enl, carro
sem despeza ao comprador.
Bichas de Hambrgo.
No anlieo deposito das bichas de llambii'SO, rua
eslreita do Knsario 11. II, vendem-se as melh'res bi-
chas de 11amliurL-n aos cenlos e a relalho, e lambem
se alujaui por menos do que em oulra qualquer
parle.
I'AI I IOS UF. ALPACA FRANCEZB ;-
1.1 ande sorlimenlo de palilds de alpaca e de brim:
na rua do Culleaio n. i, e na rua da Cadeia d Keci-
fe u. 17 ; veudeiu-se por presa ruuilucommu lo.
SCOCEZ DE LAA' ESEDA.
Ver|e-se escocez de laa e. seda de got-
tos,os pais modernos, proprio para vesti-
dos defenhora : na rua do Queimado n.
38 enl frente do becco da Congregacao,
e da-sf mostras deixando pewW.
QUBUOS E PRESUNTOS.
Na rolda Cruz do Recife no armazem 11. 62. de
Antonio francisco Martn*, se vendeos mais supe-
riores qijo* londriuos, presunto* para fiambre, ul-
tmamete chegado* na barca iugleza 'afpi-
raito. '
VINIO DO PORTO MUITO FINO.
Vece-se superior viho do Porto, em
barrite 4., 5. e 8.: no armazem da nsa
do A*te de Peixe n. 14, ou a tratar no
escritorio de Novaes 4 Companhia, na
rua fo Trapichen. 34.
i'ende-se ama prela por menos da m'etade da
seu jlor.s por ter om defeilo no braso direilo, da
idaif 20 annos, bonila figura, muito sadia, de e*ccl-
IcnBconducla, sem vicio* nem achaques, o que se
pd/afiansar, bem desembaracada lano para osser-
vini de casa como para a rua, e carinhosa para me-
nifc por j estar coslomada ha muitos anno*, a o
m"vo porque se vende se dir ao comprador: na
da Moeda, sobrado de um andar n. 21, entrada
becco.
Vende-se com cavallos ou sen* elle* om
carro de 4 rodas com'V astelos, muilo
forte e com pouco uso, e om lilbury en
bom estado : a fallar na praca da Iode-
mlencia n. 18 e 20.
Chumbo. .
Vende-se chumbo em barra e lesol : o arma-
emde Eduardo H. WvaU, rua do Trapiche Rovo
r18.
Deposito de vinho de bham-
tagne Chateau-Ay, primeira qua-
idade, de propriedade da condi
de Mareuil, rua da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a champagne vende-
se a 36$000 rs. cada caixa, acha-
te nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. B.
f As caixas sao marcadas a fogo
Conde de Mareuil e os rtulos
1 das garrafas sao azues.
\

,
.$*.'*
*
Na rua da Cadeia do Recife n-. 60, arma-
zem de Henriquc Gibson:
vendem-se relogios de ouro de sabonele, de paten-
te inglezes, da melhor qualidade e fabricados em
Londres, por preso commodo.
Na roa do Vigario n. 19 primeiro andar, ton
venda a superior lian el la para forro de sel lios che-
gada rerenlemenle da America.
Vende-se om excellenle carrinho de i rodas
mu bom conslruido, embom estado; esl cxposlo na
rua do Aragao, casa do Sr. Nesme n. ti, onde podem
os prclendenles examina-lo, e Iralar do ajuste com
o mesmo senhor cima, 00 na rua da Cruz no Recif*
n. 27, armazem.
Moinhos de vento
rom homhasdercpuxo para regar horlas e baixat
decapim, nafundiraOde D. W. Bowman : na rua
do Brum ns. 6,8 e 10.
Padaria.
Vende-se orna padaria muilo afreguezada: a Iralar
com Tasso & Irmao*.
Aos senhores de engenho.
Cobeffam escuros de algodlo a 800 rs., dilos mui-
lo grandes e encorpados a IsiOO : na rua do Crespo,
loja da esquina qoe volla para a Cade*
Devoto Chtistao.
Sahio a loz a 2.' edieao do livrinho denominado
Devoto (dirislao.mais correcto e acrescentado: vnde-
se nnicamenle na livraria n. 6 e 8 da prasa d In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes acolchoadas,.
brancas e decores de nm s panno, muilo grandes e
de hom goslo : vendem-sc na rua do Crespo, loja da-
esquina que volla para a cadeia.
ESCRAVOS FGIDOS.
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l-'ugio na sexia-leira 9 do correnle, as 11 horas
la nunlia. urna prela crenla de nome Alexandrina,
de idade 18 a 20 amios, he baixa, tem debaixo do
lado direito do queixo (res costuras de glandolas que
se rasgaram, sendo urna deltas mais saliente, foi es-
crava do Sr. padre-mcsIreCapisIrano : quem a pegar
e levar i rua do Crespo n. 10, sera generosamente re-
compensado.
Desappareccu no dia 15 de Janeiro do corren-
le auno o escravo Jos Cacange, de idade 40 annos,
punen mais ou menos, com falla de denles na freute,
testculos crescidos, e ciralrizesnas nadesas ; gral-
liea-se generosamente a quem a levar au aterra da
Boa-Visla n. 47, segundo andar.
Par.,-T>..4ell. T. ParU 18*4.
aa>.~^_ _.------- -. .y


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