Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01487


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Full Text
''oJ
(


..*.
Sutsreve-se mentalmente a(ilU reis, adiantados. a Tipografa
do Diario, pateo da Matriz de S. Antonio sobrado da porta larga
ude se recebem correspondencias, e anuncios; estes insirem-se
gratis sendo dos proprios assignantes somente e viudo assignados.
Tudo agora dejtiltie de nos meamos, da.nessa prudencia, m
deracio, e energa: continuemos como principianta e'stremo
apontdos com admiracao entre as Nacos mais cultas.
Ptamafio da Asiembea Qeral do Bratil.
T
ampjcewo em pernammico por 3o?e Sictorio De abreu.
--------------------- m ihii ii'ii'i'1 <*i'p ""i ----------
DAS da semana/
. S-S. Mnrtiniano-Stssso da The/.. Publica. Pr. aus
30 m. da t.
Cy.^S.Edui'iges- Re ,m dV m., And. dos J.' do C de
m. e de t., e Ch. Pr. a 1 h. e 18 m. da t.
%.*-S. Lucns-Ses. da Thez. P. de m. eAuddoJ.
de Orfos del. Pr. as 2 h. o 6 m. ib t.
. Sfthbado-5. Evaristo- IIIa d m. >ud. do Vig.
(t. (le t. Preamir as 2 h. 54 m. da t.
Domingo-S. Elesbo Imperador. Pr. as 3 h. 42
ni. da t.
CORRESPONDENCIAS.
Snr. Redactor.
%tIL\ca o mrrecimento do Aplogo nfra transcrito
I\| o mais a pro priado que na presente poca em que j
o Brasil se acha, e por tal motivo llie envi a copia fi-
el para Vme. o publicar selhe parecer, a fim do Ju-
rista, e quantos restauradores houver poderem 1er, fa-
zendoa de vi da e sincera applicaco. Sou seu muilo
respeitador .
./. A. B.
Os Carangueijos.
APLOGO.
Caneados seriamente os Carangeijo
O, sos entre milhSes de nimalejos,
Ahdarm para traz, uzo qu olhavam
Como opposto razo que assim cnlcavam ;
Trataram' d'abolir por brando meio,
Por pacifico modo, o abuso feio.
Fixeram Leis, Pragmticas dictaram,
Ea todo o Povo seu determinaran!
Que s para diahte andar devia,
E nunca para traz comosohia.
Como porem mudanzas de costumes
Cauzam rai vas em mil, em mil eiumes *,
Alguns de ervos rijos emperrados
Contra a Lei se declarara mui damnados,
(E sao teimosos, velbos int'resseiros,
Estultos, mos, nojentos rutineiros),
Em quanlo a maior parte alegremente
A segu respeitusa, instantemente.
Eis subido urna voz corre e se expande
Deque um Certo, que goza um posto-grande
Temendo em Ierra ver, em fumo, em vento
Sua immensa fortuna e valimento,
Buscara dar-lbe forca e consistencia
Por meio da venal penna e insolencia
J) um Carangueijo que da fama o brado
Diz, que se vende apreco acommodado.
Mal islo sum um outro vil mesquinho
De ia pata, de horrivel focinho,
Que andar para dianle nao podra
Sem um milagre, e que por isso era
Opposto nova Lei que dava a perros,
Da calva hedionda mil sandices, rros
Se propoe produzir.....quem nao estranha
Vendo taes sabixSes d'astucia e man ha P
Que miseria que dor (entre hocejos
Gritan) alguns mui frouxos Carangueijos)
L vai a nova Le, de todo a trra ;
Se Carangueijos taes Ihe movem guerra
Perdidos somos. .Calem-se blasfemos ;
(Rompe um valente)nada recemos :
-Esses Sabujos vis contra o Syslema
-Que mal podem fazer que a Naco tema ?
-Marlins sem Torcas, vozearia sua
-Que mais pode que em vo ladrar La ?
-Se andar para diant a Lei ordena
-E para traz marchar, sabia, condemna ;
-Que elles se movam como bem Ihe agrade,
-Que pao', e p,, mais pao sobre elles .hade
-Ser o Qondao, a mgica virtude
-De coter,' de* iyusrar a Corja rude
1 a Cafatigueija Nado,
Tal aconteceo n'otr'ra
Se ha Carangueijos agora,
Fcil he applicaco.
M
Sif. fedactor.
JV me nao admiro de que Erasmo fizesse o elogio
da loucura, porque o SenhorAssombradoCor-
respondente do seu Diario N. 230 acaba de spera-
mente sensrar o, Senhor Joze Tavares Gomes da
Fonceca, por ter como Promotor Publico deste Muni-
cipio, deuunciado ao Presidente da Relacao dous Ma-
gistrados, que a despeito do Cdigo do Processo Cri-
minal exigem das Partes dinheiro poraquillo que Ihes
cumpre fazer de graca. Tobem me nfio admiro, que
o Senhor Assombradoempreheudendo a deffesa
de dous Emp- egados Pblicos verdadeiramente crimi-
nosos, descartasse se com d ser, que o Senhor Tava,
res nao he Jurisconsulto ;' como se isto alguma couzu
tivessa coma aeco, que praticaro os Senhores Dou-
tores Rento Joaquim de Miranda Henriques, e Luiz
Angelo Victorio do Nascmento Crespo. Admiro-me
sim, que o SenhorAssombradonao houvesse litio
o Cdigo do Processo com aquella attenco, que a cau-
sa, que advoga exige ; ou se o fez, que nos reputasse
to ignorantes, qu de bom grado nos curvassemos a
sua errnea opinio. Sim, Senbor Redactor, he err-
nea eu o repito, a opinio do SenhorAssombrado
O Senhor Tavares obrou como devia denunciando os
dous Magistrados em questo, e o seu proced ment
bem longe de ser sensrveldeve atrahir a eslima da-
quelles. que animados de hum zello verdadeiramente
patritico dasejo ver banido o peculato, a concusso,
o soborno &c. &c. &c.
Antes de mostrar, que o Promotor Publico he a
pessoa competente para aecusar os Magistrados venacs



y ....... -
o prevaricadores, permita-mc, Senlior Redactor, que
me remonte a huma qneso, que oom quanlo a pri-
meira vista parec nao tcr analoga rom ocaso presen-
tr, todava he muito necessaria pata o seu desenvol-
vintenio ; e vcm a ser, se. os Senborea liento Joaqnim,
e Crespo sao ou nao Jui/.es de Direito.
Diz o Art. 6. do Cod. do Proc. Crimin. Feita
a divizio haver em cada Comarca hum Juiz de Di-
reito : as Cidades populosas porem podero haver
at trez Juizes de Direito com urisdieo cumulati-
va, sendo hum delles o Cliefe de Policia.
Diz tambein o Art. 21 do Til. nico da Desposico
provisoria a cerca d'Administraco da Juslica civil
O Governo na organisacio da nova forma de serv-
co, que em v'uiude do Cdigo do Processo Crimi-
nal, e desta'Disposico devera excnlar-se, poder
emprear nos lugares de Juizes de Direito, tanto
no crime, como no cive'l os Dezembargadores &c.
Dos Dous Arligos que venho de citar, v se clara-
mente, que os Senhores Bento Joaquim, e Crespo sao
Juizes de Direito : vejamos agora, se como taes elles
podem reeeber os emolumentos, que eslo recybendo,
ou outros quaes quer.
Os Juizes de Paz (diz o Art. 49 do Cdigo do
Processo Criminal) Juizes Municipaes, Promotores,
Escrivaes, e Oficiaes de Juslica percebeiao os emo-
l lumentos marcados as Leis para os actos, que pra-
licarem $ e os Juizes de Direito vencer5 interina-
mente o ordenado, que Ihes for marcado na Pro-
vincia onde estiver a Corte pelo Governo, as ou-
tras pelos Presidentes em Conselho, que o podera.
alterar conforme as circunstantancias, em quanlo
M nao for definitivame fixado por Lei. Este Art.
49, Seithor Redactor, tem duas partes : a primeira ci-
tpraticaremem que os nossos Legisladores mos-
tro quaessao os Em pregados que upezar da reforma
ronlinno a reeeber emolumentos: e a segunda at ao
fin onde estilo incluidos aquelles, que o nao podem fa-
irr : Ora, os Juizes de Direito eslo claramente espe-
c'fi "ados na 2.* parte,' logo elles nao podem reeeber e-
molumento algum. Alem do que, Senlior Redactor,
o-* emolumentos que recebem os actuaes Juizes de Di-
reito do C.ivvl, ufo os mismos que recebiao os antigos
O ividorts de Comarca, por o Regiment de 10 de
Outuhro de I7t ; oas tendo estes lugares (de Ouv-
dores de Ornare;)) pelo Art. 8.* do Cdigo do Pro-
cesso i lo sido exmelos, he evidente que extineto lo
bem fi'-.ni osu Regiment; e nada ha to inrompa-
ii\< 1 ten-.' recebereiin os Senhores Bento Joaquim, e
Crespo 3:000^000 res como Juizes de Direito, e e-
moluaieiilos, como Ouvidorcs da Comarca.
Resta me agora provar, se o procedimento dos ac-
tu.ies Juizes de Direito do Civel, se bem que-contra-
rio aos Arligos do Cdigo do Processo, que acabo de
copiar, he criminoso, porque, diz o SenliorAssom-
brailoo Artigo I." do Cdigo Penal diz, que
Nao haver crime, ou delicto, sem huma Lei ante-
rior que o qualifique.
Diz porem o 5." do Arti. 135 do mesmo Cdigo
pena|h Julgar-se-ha commetlido este crime (con-
cusso) pelo Empregado que para cumprir o sen dc-
u ver exigir directa, ou indirectamente gratificaco
<( emolumento, ou premio nao determinado por Lei.
(< _sol) pena de peda do Emprego, priso de dois
mezes a quatro annns, e de multa de 5 a 20 por
cento do valor exigido, que restituir se o tiver re-
t eebido.
Se he claro, como ha pouce mostrei, que : os Ju-
izes de Direito nao podem reeeber emolumentos por-
que a Lei Ih'as nao d, e antes Ibes manda arbitrar
hum ordenado suficiente, sem duvida para exonerar
as Palies daquelle prado tributo, e facilitar desta ni;.
neira a admini-lraco da Juslica Civil, nao he nicnob
claro, que assas criminosos se lornaro os dous Juircs,
quando recebero emolumentos. A lei anterior ne-
cessaria para rcsponsabelUar-se os Senhores Ben'o Joa-
quim, e Crespo, be o 5." do Artig. 135, que aca-
bo de trascrever. Criminosos sao, pois a yistidelle,
os dous Magistrados, e ninguem de boa f o ousara
negar.
Ve:amos agora, se a denuncia compete ao I romolor
Publico___ A Denuncia (diz o Art. 74 do Cod. d
Proc.) compete ao Promotor Publico 1.Nos cri-
mesquenaoadmitem Banca.Nos Crimea de
peculato, peila, Concussao, siborno, ou qualquer
oulro de responsabelidade &c Ora leudo os
Senhores Crespo, e Bento Joaquim commetlido o en-
me de concussao, he fora de toda a duvida, que de-
vem ser denunciados pelo Senlior Ta vares que he o
Promotor Publico deste Municipio. |Nem se diga, Se-
nhor Redactor, que o Decreto de 3 de Janeiro do cor-
rente anno, exclue os Juizes de Direito da genern-
dole dos Arligos 74, e 335 do Cdigo do Processo;
porque o 3. do Art. 9 daquelle Decreto, bem lo-
se de favorecer o desejo do SenhcrA-sombrrdo
co-robora anda a minha opinio. por que expresa-
mente dizCompete as Relaeo s- Conhecer dos
crimes de responsabelidade dos Commandantes A11-
litares, e Juizes de Direito, receben do queixas, e
<( denuncias, e formando as culpas E quem co-
petem taes denuncias? Ao Promotor Publico certa-
mente ; por que o Art. 335, diz, que O Promo-
<( tor Publico denunciar, e promover as aecusacoes
nos crimes de responsabelidades dos Empregados
Pblicos re. O que o Scnhr Tavaresnn pode
faser, he, continuar na accusaeao dos Juizes de Di-
peito, como o (aria na de outro qualquer Empregado
Publico, que. nolivpsse foro previlegiado ; porque a
Relaco tem o cia dada pelo Promotor Publico : porem, niniuem Ihe
pode tiiar o direito de denunciar as pr^varieatos dos
Magistrados &c.
A vista pois, Senlior Redactor, do que venho de
diser apoyado as Leys ereio que j nnpem duvida-
r. que asss criminoso foi o procedimenln don dous
Juizes de Direito do Civel, p que como tal he digno
de hum exemplar carligo, nirmenlf. lendo othciosque dirigirlo ao Promotor, 1 un- Corn publi-
cados em sen Diaci*, feito garho d<- h>v rem pratlca lo
huma aeco criminosa, e afioiearem, que a ronlinua
rio a platicar, quica rondados na desma-rradw prote-
co, q' para vergonha novsa entre nos -tpa lid' os Ma-
gistrados anda os mais corrompidos. Pernamlmco. e
o Brasil inteiro estao observando o pnvedinenio da
Relaco a este respeito. p elh na*o pnHerw absolver os
Senhores Crespo, p Bento J^aqu;m, que rstio a to-
das as luzes criminosos, semdealguma maneira tor-
narse cumplir em hum vergonhoso delicto, e 9 q.n*
mais he, sem incorrer na indgnaco publica.
Nao pense, Senlior Redactor, que pu deseio a pu
nidio dos Magistrados denunciados por que Ibes sou
desafecto; desejo-a sim por que ja eslou ahorre* ido de
ver torcerem-se as Leys quando se Iract 1 de julffar ns
prevaricacoes dos Togados. Esse mesmo amor da Jus-
illa, (jue me inspirou esta correspondetvia nao con-
sente, que en deixe em segredo o procedimento sem-
pre louvavpl do Dignissimo Doutor Joaquim Ayres 'e
Almeida Freitas Juiz de Direito no Crime, que bem
longe de, pareeer-se com seus don* Collegas, com i ti -
digna fio. regeitou emolumentos, q' Ihe nao pertenciao :
louvores sejao dados a este Sur., que tanta honra far
a nossa Magistratura.
-.



i



/,^.-
Temo. S;ir. Redactor, .sor sobre maneira siten*
eporisso nao respondo *o SrAssombradooque
elle d,s Oa Re.cao, o que forei em outras correspondencias
que m, preparo reiottietler-Iliej entre tanto qu
pnso-He, que desculpe o encommodo, que pela ri-
mara vez Ihe d p
O Tranquilo.
MtlIVIWIH
c ._ c _, Sr. Redactor.
|Tj beohor Promotor Publico te.n -me ameacado com
1 ^denuncias por-, ver eui avaneado a passagem da
Magdalena, e porque nao desejo que todas as suas de-
nuncias se redu/ao a /.ero, por nao fazer as pesquisas
nuecumpreenoseachar cabalmente instruido dos
direitos Naciomies, rogo-he queira faser o favor inse-
rir com esta a Portara que envi.
Son seu assignanlee Venerador
**mm foycio Cavalcanti de Jlbuqnerane.
U-Iospecti r mtermo da Thezourar.a desta Pro-
vinca deconfojioi !ade com o parecer doDoutor Pro-
curador F.seal e voto paoS.nhorFcl.ppe Benieio Cav.lcaote, Collector
das diversas Rendas do Destricto do Recife, en, res-
posta ao seu oficio de 15 do correnU; que dove con-
tinuara avenca, que fez da passagem da Magdalena,
nao so por .er sido a mesma pernente Faaenda
Publica anl? de ha ver a ponte, que presentemente se
acha intransitavel, como por ter dita Fa/enda pela
Le, e ordens ex.stentes o direito de estabelecer bar-
cas em todos o lugares aonde ella* forem necearas
de exigir os d,re,tos respectivos. Thezouraria de
Pcrnambuco 18 de Outubio de 1833-Joo Goncal-
ves da oliva.
^r^ Um sitio le Ierras denominado Brandio no
lugar de Pinlibe, rom asa de vivenda, bstanla .te
arvnrf s de (rulas de tedas as quididades, e trra para
planta, o : na ra Velba w. 38.
^3*" Sacas de farinh.i de 5 e 6 quartas da medida
velba por preco commodo ; na ra dos Quarleis D. 2.
X^W" l'maescrava mossa. riila de 15 anuos, ba-
O
3bt*o do Correto.
.rTw Jfrrertre de Sanl A,,,0 ere che-
JET !? ('2P. e Parte ami'h ao meio da.
ie mZ Terrcstre de V* Preta parte bo-
je (23) ao mcio da. r
Cabio* a carga.

v Para o Aracali.
JD Bufe viagem o Hiate Lialdade : quem nelle qui-
do mesmo a fallar com Joaqun Joze de (stro, ou no
arinarem de cabos na Pra*a do Corpo Santo n. 5, o
qu.l priende sabir at 5 de Novembro.
J-JM banheiro de folba de Marides pintado de verde:
mJna ra JNova D. 7.
* 3- m stlim em bom uzo : na ra do Padre Flo-
n.ino D. 4.
*&* m pedaco de trras proprias na estrada do
Jrraial oom duas cazinhas de taipa roberas de tena,
entjo do mesmo terreno, por preco commodo : traz
da Matriz da Boa-vi>la D. 11, fallar com Pedro Jo*e
de hveira.
r^- Vinho tinto muito bom a 320 res a cana la,
e em garrafas a 90 reis: as ras do Rozarlo larga t.
1, na mesma i;u i estreita defronte da ra da Larange-
M, e na Ribeira do pexe esquina da ra do Fapun-
des. u
%&* Feijo molatinhoe rajadinboem sacas de con-
ta, por preco commodo : no armazem de Goncalo Jo-
M ua Costa e Sa, no caes da Alfundega.
mi para para qualquer servieo, a qual enlende bem
de agricultura, e mi'lior de lavar roup : no ultimo so-
brado da ra da Aurora, junto a fabrica de lundicao.
Ma molecota, sadia, e sem vicios: na ra de
Rozarte larga por cima da ptica de Burtbolomeo.
3. andar, ou no Forte do Mullos preuca de Cordei-
ro Leiie.
tT^* Para fora da Ierra, um escravo bom cosinbei-
ro, aindaque nao seja (U> massas, com tanlo que tenha
de trinla anuos de idjdc para menos, e urna eserava
boa costureira, das que servem dentro de asa- e uo
saem a ra : na roa da Cadeia velba loja de fasendas
n. 51.
^ Urna everava costureira e engomadeira, tendo
de idade ale 20 anuos ; na loja de Manoel Joaquina
da Silva nos 4 cantos da ra do Queimado.
tj^ Duro bom em obras sem fetlio, um jogo d
mangas de vidro lizas, ou lavradas, e um par de casti-
cais de casquinba, ou prala sem feilio : na ra do Pa-
dre Floriano D. 4.
^3" Papel sujo : na fabrica de papel na ra da
Roda.
$T3 Dinbeiro de trez oitavas nao sendo fundido :
na ra do Cibug junio ao Bandeira.
** *%% V* V
3UUSUCI0.
ALlvgk-p urna rasa do pdra e cal para se passar a
lesta no lugar da Casa forte com bastantes commo-
dos para qualquer familia, parede e meia de Joaquim
Bernardo muzico : na mesma.
furto.
T^fO da 12, ou 13 deste mez um crilo de nome
1K Luciano, que foi Soldado dos que viero do Rio
de Janeiro, natural da Villa de Goianna, temi serv-
do de fetor do Tenentc Coronel Commandante das G.
JV. Manoel de Araujo Cavalcanti de Albuquerquc
Lins Senhor do Engenbo Agoa Azul do ternodc Goia-
na, depois de ser laucado fora daquellc emprego pela
su., incapacidade, pacados alguns dias vollou ao dito
engenbo, e ali tendo aliciado urna rapariga crila for-
ra de idade de 14 a 15 annos, criada desde pequea
naquclla casa, e que jseachava justa a casar o so-
bredilo malvado Luciano a raptou, furtando ao mos-
mo lempo um bom c vallo de estribara do sobredito
Tenente Coronel com os signaos seguitesmurzelo
sem sinal algum a excepcao de alguns poucos cabellos
brancos na testa, muito gordo, e bem feito, e esl i-
gualando a ultima muda. A mencionada crilinha
chama-se Mara Joze, e sobredito ladrao fo visto no
dia 18 do corrente na eslrada de Joo de Barros:
quem souber aonde se acba dita crilinha, e o cavallo
partea pe ao Vigario de Santo Antonio do Recife, que
ser recompencado.
W"" Furlou-se urna caixa de prala para rap, no
da 20 do corrente : pessoa a quem a mesma or o-
ferecida queira por bondade participar na ra do Co-
legio D 12, quesera recompencado.


V
i\o (lia 19 para 20 docorrenle mez desapaie-
ceo do corredor da Sacrista da Matriz de Santo Anto-
nio um pedaco de taboa de sedroem grocura de cosla-
dinho com 20 palmos de eomprimenlo pouco mais oa
menos, e 2 palmos e tantas plegadas de largura : ro-
ga-se a qualquer Snr. que for offereeido nao compre,
ou quem souber quem foi participar em segredo na
rua Nova D. 26 3. andar, quesera reeompencado.
UX)
Stotfo* parttculareb' '
UM curiozo, lendo a pergunta dos quatro Cidados
do 3. Destricto do Bairro de Santo Antonio, em
que se queixo de p Juiz de Paz respectivo os nao in-
cluir na lista para Jurados, lembrou-se de dizer a um
dcHes que como poder ser Juiz quem, se nao pega
em um papel escrito de pernas para o ar, ao menos
precisa quem Ihe explique o que nelle est escrito ?
Risum teneatis a miis?
$C^ Adverte-seao Snr. Padre Luis Joze da Silva,
que-deixe-se de querer voltar Povoaco de Caruarr,
donde elle bem sabe o que tem feito, e o motivo por
que foi remetido, pelo mortal Carapeba, prezo para
esta Praca ; e a S. Exc. Reverendissima e ao Exm. Sr.
V. Presidente, que nao adormeeo com as cantigas do
dito Padre, que pode ser, naquella Povoaco, milito
perigozo a causa da Liberdade Dice.
fc3^ Pergunta-se ao Snr. Um Brazileiro Nato a ra-
zo porque sendo o Snr. Nuno Maria de Seixas Bra-
zileiro hade andar com o laco oriental, e nao com o
competente, para estar confundindo o Publico : ou
se por ser Cnsul daquella Naco fiea por isso sendo
seu Cidado, e ao mesmo lempo Brazileiro do 4.;
poisque sendo o laco um distinclivo Nacional, segu-
se que o dito Snr. Nuno n he Brasileiro, ou enlo
josta de uzar mais do laco oriental que do nosso.
Outio Brasileiro Nato.
fcy* Roga-se ao Snr. Antonio Apcrlo, que rece-
beo no Rio de Janeiro 65^000 reis para transportar
desta Provincia para a do do Rio de Janeiro a Mara
da Conceico, recebendo mais 4$000 reis : todas es-
tas quantias recebidas do Snr. Braga ; o mesmo Snr.
Aprto dirja-se, ao beco de S. Pedro D. 1, que ahi
mora a suplicante.
^y O Snr. de Engenho A. P. P. F. queira man-
dar pagar ao Alfaiate na Cidade de Olinda 11$320
reis do luto que mandou faser em Janeiro de 1832, e
nao Cascudo dentro de 15 dias declarar-se h o nome
por xtenco pois j bastante tempo.
^T^ A pessoa queanunciou querer allugar um pri-
meiro, ou terceiro andar em boa casa, e boa rua : di-
rijae a rua do Collegio D. 8 a fallar com Joaquim
da Silva Salles.
fcy Roga-se encarecidamente ao Snr. Antonio
Borgesda Fonceca queira anunciar a sua morada, po-
is uma pessoa dezeja-lhe muito fallar.
^&' Pergunta-se ao Snr. Tenente Coronel do Ba-
lalho das G. N. de Olinda se he de Lei, que os Sar-
gentos sejo nomeados por elle, e nao por votos da
sua respectiva Companhia; porque o 1. Sargento da
4.a, e o 2." Sargento da 2." Companhia pose ao a* in-
dignas sem serem eleitos na conformidade : e nao ser
o Snr. Tenente Coronel o Fiscal do Carpo para lser
com que se observe a mesma Lei ?
Pergunta-se mais SS. se he legal o auzentar-se do
Municipio sem ordem do Governo, nao pensando nos
nteresses do Bataiho, e continuando semprc a ser
Tenente Coronel; e se por esta razio he qujc os co-
bres G. N. ando com 6 sidos atrazados semines ser
possive] reccber ? :
Pergunta-se mais poique razo nao tem mandado
proceder a eleieo de Maor, Canito da 1." Compa-
nhia, Tenente da 2.a, e todos os Offieiaes da 3 Com-
panhia, postos estes que se achio vagos?
Pergunta-se mais porque razo mandou o Ajudante
commandar uma Companhia, coiza nunca vista na
historia militar, um Official de Estado Moior coman-
dar Companhia, havendo Offieiaes combatentos, e.se-
ra isso para o Snr. Ajudante faser bom papel de Coiu-
mandante de Companhia, em quahto regella interina
mente, e grangear votos para fiear de Capitao?
CT Pergunta-se ao Snr. Juiz de Paz da Fregu-
zia de S. Pedro de Olinda o que tem o nome do abai-
xo assignado com o nao rezidir elle no Destricto, onde
he Juiz e se elle quer brigar com huma
Macan-ib a.
^ A abaixo assignada para se livrar de frivolos
pretextos que contra ella ou seo eseravo Pedro Rodri-
gues Ihe p ssa vir por isso que a anunciante lendo um
cavallo e Ignacio de Almeida Siraivo o maln e nao
quizesse pagar a Annunciauto entrou em demanda
com elle no Juizo da Extinta Ouvedoria do Civel e o
venceo por duas veces, cis que dilo Saraivo zangado
tem projectado com testemunhas Calcas (-aluminaren
dito seo'Eseravo com Caltas que elle nunca as rev por
isso a anunciante roga ao respe i tu* 1 Pblico ,' houver de aparecer alguma couza crime 3." ella Ou seo
eseravo suspenda o seo juizo at que a anunciante per-
tendecom pessoas fidedignas destruir o Calco que Ihe
levantarem, porque ludo he intriga, odio, maledi-
cencia.
Anna Francisca Macibl.
$3* Alluga se uma ama de leite forra, ou captiva-,
na rua do Crespo D. 7.
$t^- Aviza-se ao Utustrissimo Snr. Commndante
Geral dos Municipaes que estando de guarda no Quar-
tel o Snr. Silva Cabo da 2.a Companhia, este mandou
pelos calcetas faser a limpeza ao quarto do Sargento
Araujo, mandando que o Guarda Manoel da Silva de
Querz da 1.a Companhia e por outi* da 5.a Compa-
nhia chamado Branco, acompanhado; e assim tam-
bem que entrando o Sargento Araujo de Estado maior,
d'ahi a dias se mandara faser a mesma limpeza do seo
quarto pelos dito; calcetas acompanhados outra vez de
um Guarda e que esses servicos nao foro feilos por
tropa de Linha, quanto mais por Guardas Municipa-
es sendo somente obrigados acompanhar a calcetas
quando a limpeza he da priso : e por tadto esperamos
que o Snr. Commndante previna taes insolencias (e
feitas por quem Snr Commndante por um Sargento)
pois nao he porque tenha tido exemplo disso dos Srs.
Offieiaes.
in>
Cgcrapogs fugi&os-
THomazia cabra, gorda, olhos grandes, naya ar-
lado, cabellos cortados, tem as orelhas urnas ar-
gas de ouro rolico, e denles abertos : rua de Or-
las sobrado de andar adiante do Pinto Caetano D. 33.
^3 Um moleque crilo, de 10 a 11 anuos, boni-
to, e feicoens ni indas; fgido no dia 16 do corren te,
com calca de estopa suja e rota, e a carniza tobem ro-
ta nos bracos : rua do Rozario larga D. 7.
tyC^ Antonio, com uma velide no olho direito,
fulo, e bexigozo, e estatura ordinaria ; fgido no dia
19 do corrente : rua do Padre Floriano casa terria
alia D. A.
r
Peiu*. jv~ Typ. do Diurno. 18.33


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