Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01485


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Full Text
.


ASNO DE 18.1.5
SEGLNDA FEIRA 21 DE OUTUBRO NUMERO 230
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u\ium*\%rt^uvmwu*M
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Suliwtree-e meoulmente a 40 reis. diantados. naTipoerafia
- n.ano. pateo a Matriz de S. Amonio ,obda da porta Jarir
.nfc receben Correspondencia*, e anuncios; estes i.^ironse
tf-at.* ,,,dn do* propric aunantes so.nente e vindo assi^ados
Tildo agora depende de nos meimos, da usna prudencia, n.
deracao, e energa; oommnrmos como principiamos e seremos
acontados com adroiracao entre as Nacfos mais cuitas.
Pioclumafio da MttmbUa Gerttl do Braxil.
%mmm em ^miamimco por 3go?c Victorino De abreu,
nm ili^flBMM
DAS da SEMANA.
2. -.Lalisto-Aud. dos J.' do C. de m., ede t., Ses.
da Thez. P eCh. dt.-P., as 10 h, 54 m. da m.
3.'- S. s/ludia- Re.'- de ra., e aud do J. de
Orlaos de t. P. as ;11 h 42 m. da rru
.'-S. Marliniano-Svs&o da Thez. Publica, Pr. aos
30 m. di t.
$.*-$.Eduviges- Re.- de m., Aud. dos J.'doiC de
m. e de t., e Ch. Pr. a 1 h. e 18 mi da t;
6.'-cS'. Lucas-Ses. d Thez. P. de m. eAiuLdoJ.
de Orlaos del. Pr. as 2 h. e 6 m. da i.
Sabbadp- G. de t. Preamar as 2 h,,54 m, da t.
fDomJngo-S. Elesbao Imperador. Pr. as 3 h. 42
.<. ARTIGO DE OFFICIO.
ILtMe Exm. SenhorSendo presente Regenoia o
Officio de V. Exc., com a data de 7 do, torrente,
o qii.il snllicita a nomeacao de otitro Presidente, que
va succeder-lhf na administracao dessa Proviricia : A
Mesma Regencia em Nome do Imperador, fi-
rando scient# do sea conteudo, Manda partecipar a
V. Exc que Espera que continu na Presidencia, que
loi confiada ao seu zelo e patriotismo, at que Ihe seja
romeado Successo-, quandoassim o exigir o servico
publico, ao qual convem que por ora nao deixe V.
t.xc. de prestar os secs serviebs anda com sacrificio.
Dos Guarde a V. Exc. Palazo d0 Rio de Janeiro em
S8 de Agosto de 1833-Aurelano 'de.Souza e Oli-
veira CuuhnhoSenhor Manoel Zeferino dos San-
tos.
CMARA MUNICIPAL.
14 bessao ordina, ia do dia 13 de Jgosto de 1833.
PUMMUfelA no Sr. Mk'LLOClvALCAKTI.
CUMPAnECEKA os Snrs. Doutor tVIavignier, Olivei
ra O,mello, e Gusmao, fallando com rauza os
N.rs. Silva e Esteves, e sem cauza o Snr. tfuor
Pengrino Maeiel.
Aberta a Sesso e lida a acta da antecedente foi san-
cionada por estar conforme. O Secretario fez a leilu-
ra do expodiente.
Hum oficio do Fiscal da Boavisia sobre as bandas
do assougue da Boa-vista q' os carniceiros havio lira-
do pondo em seus lugares outras feitas a sua custa:
inteirada.
O Snr. Camelo fez a seguinte proposta-Tendo es-
ta Cmara marcado os lugares em que smente nos
trez Bairros desta Cidade poder haver pracasl e
morcados, proponho, que cada hum dos Fiscaes por
Editaes anunciem os ditos lugares, marcando o prazo
de trez dias para os vendedores dos gneros, e objec-
tos que devem ser vendidos em ditas pracas, e mer-
cados se retirarem dos lugares, que ora oceupo, e

depois facSo efectivas as Posturas a semilhantc respei-
to. dallada Cmara Municipal em Sesso de 13 de
Agosto de 1833p Vereador CamelloEsta proposta
loi approvada.
Rezolveo a Cmara, que se passasse mandado para
pagar-seaoPrpcurador Bstame, de Manoel Caetano
de Pmho Mendonca, Joaquim Pereira de Mendonca,
a quantia de 215^000 reis que imprestara para a
construcao da nova Praca do mercado equeo Procu-
rador cobrasse do mesmoo que est devendo dos allu-
guois das lojas nume^ps 36, e AO da Praca da Uniao.
Compareceo o Cidado Ignacip da Costa Monteiro e
fez ver a Cmara que por star servindo de Juiz de
Paz da Freguezia de S. Fr. Pedro Goncalves, nSo po-
da servir o cargo de Vepeador em lugar do Snr. Lud-
^ro, -avista (Jo que a Garnara acejlou a escuza, e re-
zolveo que se chamasse o immediato ; sendo porera in
formada que este be o Cidadao Prxedes da Foncefa ,
Coilihho actual Procurador: resolveo que se Ihe of-
ficiasse sabendo qual dos dous cargos quer servir vis-
ip nao poder ao mesmo tempo servir ambos.
O Snr. Doutor Mavignier declarou, que o Snr.
Doutor Peregrino Maciel Ihe pedir que fizesse ver a
jamara que por estar doente dos olhos nao havia com-
parecido desde o dia 12 afim de nao ser multado desse
oia a esta parte : avista do que a Cmara smenle o
multou na quantia de 8$000 reis pelas faltas comrae-
tidas ngs dias 7, e, 9 do corrente e mandou que se des-*
so ao Procurador copia da acta nara'delle cobrar are*
ferida multa. Despaxaro-se alguns requerimentos e
por ser dada a hora alevantou-se a Sesso. Joze Ta-
varos Gomes da Fonceca Secretario a escreveo. Mel-
lo Pro P.GusmaoOliveiraCameloDoutor Ma-
vignier.
OFFICIO.
ILlm Snr.Sirva-se V. S. de hir ao Quartel da ro-
zidencia do Ajudante Joze Luis Beltro Mavignier,
I a examinar o estadodesua saude, declardo-mc na in-
formaco se;oachou, ou nao em sua mesma caza nes-
ta Cidade.Daos Guarde a V. S. Quartel dos Muni-
cipaes Permanentes 17 de Qutubro de 183-3.Illm.
Snr. Doutor Simplicio Antonio Mavignier Cirurgio
do Corpo.Franciseo Antonio de SA Barreto Com-
mandante Geral.
CORRESPONDENCIAS.
Snr. Redactor.
O Amor de minha Patria, que por convieco me
possue, eodesejo louvave de a ver prosperar,
me faz boje lancar mo da penna, chamando a attenrio
do respeilavel Publico sobre o que passo a expender.
Candados os Brasileiros de sofrer por mais de trez
seculos hum Processo quasi arbitrario no crime, sem
'.'positiva, que fixasse os seus trmites, e i mposesse
as necessarias precauces contra o abuso do Poder Ju-


--,--- -' -
.
'(922)
i
dicial, quiz em fim a Provienen, que ellos fosse m a-
gora mimoseados cora ham Codito do Processo Crimi-
nal, se nao perfecto, ao menos digno de ser apreciado
por algumas de suasdisposites, e emgeral porque j
temos nelle huma norma eerla, e determinada, da
quul nao nos he licito apartar, e igualmente a criaco
de huma das maiores garantas sociaeso Juizo por
Jurados. Entretanto, e q'uando se esperara que rom
a pratiea do mesmo milhorassemos ; vejo, com espan-
to meo, que vamos a pior, porque se tem deixado de
o seguir, como cumpria: sirva para exemplo a nome-
aco de Promotor Public na pessoa do Senhor Joze
Tavares Gomes da Fonceea, feila pelo Senhor Presi-
dente Manoel Zeferino contra o disposto no Art. 36 do
Cdigo do Processo, por quanto exigindo este Artigo
positivamente, que soio preferidos para Promotores
os que forem instruidos as Leis, o contrario se pra-
ticou, pois foi lancar-se mo de hum. homm para oc-
rupar este Cargo inteiramente hospide, e leigo na ins-
truco das Leis : a prova disto sao os seus mesmos fac-
tos praticados depois que principiou a exercer este em-
prego. Seja o primeiroa celeherrima denuncia, e ac-
cusaco, que faz aos dois Juizes do Civel desta Cida-
de por levar emolumento? das partes: qual he o Arti-
fo do Cdigo, Senhor Redactor, que authoriza <>s
'romotor'e pblicos a aecusar os Eropregados na Ad-
ministraco da Justica? ao contrario eu vejo, que.a
respeito destes est determinado a que se dve limitar
o officio de Promotoa em o Artigo 37 3. do mesmo
Cdigo, dizendo-se, que ao Promotor compete dar
parte as Authoridades competentes das negligencia*,
ommissoes, e prevaricacoes dos Empregados na Admi-
nistraco da Justica : logo dar parte de hum laclo nao
he denuncial-o, e nem aecusar o autor delle, he sim
noticiallo a Authoridade competente para esta mandar
eonhecer do mesmo facto, e isto tinio Miis se prova
quando pelo 1. deste mesmo Artigo 37 o Promotor
s pode appaTecer aecusnndo perante os Jurados. O
Senhor Tavares deve sab^r que na Re'laco desta Pro-
vincia existe hum Des-mbargador Promotsr da Justi-
ca, e que este na conformidade do Artigo 154 do
Cdigo do Processo he a quem compete intentar, a ac-
co para verificar a responsabelidade dos Empregados
de Justica nnmesmo Tribunal-, por tanto errou o Se-
nhor Tavares quando como Promotor denunciou dos
Juizes do Civel, e he ineficaz a sua denuncia por ser
dada por pessoa incompetente. Tal vez queira dise.r
que pelo Artigo 335 do Cdigo do Processo est au-
thorisado para denunciar, e promover as aecusacoes
nos crimes de responsabelidade dos Empregados P-
blicos : ma9 note que esta disposicao nao comprehen-
de m Empregados na Administraco da Justica porque
dalles j especialmente fallou o Cdigo sobre o modo
de proceder a seu respeito em o 3.* do Artigo 37 : e
quando queira o Promotor arrogar a si esta atribui-
cao dando a respeito de taes empregados huma inter-
pretar extensiva contra aquelle Artigo, deve s fa-
zelio quando nao baja Parle, como diz o mesmo Ar-
tigo 335: mas o negocio de que se trata be meramen-
te de parte, logo nada tem que officiar o Promtor. A-
lem disto acresce a falta de baze da mesma denuncia.
Diz o Senhor Tavares, que os Juizes do Civel contra
a literal disposicao do Artigo 49 do Cdigo do Prores:
so percebem emolumentos ; eis aqni a raso porque a
Le quiz que o Promotor fosse instruido as Leis : se
o Senhor Tavares estiresse nestas circunstancias nao
diria esta blasfemia jurdica ; que periodo acbou o
Senhor Tavares neste Artigo, que positivamente de-
termine, que os Juizes do Civel nao percebao emolu-
mentos ? Ahi o que 'literalmente se diz he que os Jui-
zes de Paz, Juizes Municipaes Ac. percebao emolu-
mentos sem ordenado, eo Jotses de Dirito.hum or-
deiiado interino marcado peto Presidente era Lonseino.
ondepoisa prohilmo expressa de perceber emolu-
mentos? Eu a nao vejo-, eo >xislindo ess prohibi-
co como faser-se disso obje. lo de crime, e dle denun-
cia ? O Artigo 1 do Cdigo Penal d./.-Nao hav.ra
crime, ou delicio sem huma Lei anterior que o quaii-
fiquee o Artigo 2.' S -' dizJulgai-se ha crime, #
ou delicio toda a a-xo. ou ommisso voluntaria contra
as Leis penaesA vista disto, e nao havendo Le pro-
hibitiva do facto da percessao dos emolumentos, pelos
Juizos do Civel nao existe crime, e nem motivo para
denuncia; muito mais quando riles sao comprendi-
dos na disposicao, e generalidade do Decreto de 13 de
Outubro de 1832. Seja o segundo o querer exigir tas
AuthoridadesJudieiaiias, e de oulros encangados
da Administraco Publica, certidSes por meio de olti-
cios: o Promotor na qualidade de Promotor qnan-lo
se traeta de denuncias, e acecusaces que he o seu ol-
fi=io subatilue o lugar dc-pirte, p"rque so em (alia d
esta -he que aparece em Juizo, e por sso deve reque-
rer como se lora a mesma parle, e nunca lser dos re-
querimentosobjecto de Offids, por que nem esta pa-
ra isso authorisado por Lei, e nem pode ter, e gozar
de mais previlegios, que a parte a quem snbstitue, e
tanto que o Arl. 336 do Cdigo do Proceso expres-
samenle manda que se requein quando se traj-ta de
instruir qual quer queixa, ou denuncia, e nao diz que
se requesite. De nao seguir o Senhor Tavares a Le
nesta parte orig'mon-se que rcquisiusse do Presidente
Manoel Zeforito huma ordenanca Militar com o pre-
texto de levar oficios, e do Senhor Lira Vice Presi-
dente hum cavallo da JVaco para quando $ ordenan-
ca do Senhor Tavares quisrsse servirse delle : onde a
Lei que djep ordenanca ao Promotor ? Como desta-
ca hum soldado pago com seis ceios res diarios e
com hum cavallo a sua disposicao pura estar as ordens
do Promotor ? Senhor Tavares eis o ca/o ern que \ .
S.-devii denunciar do Presidente Manoel Zefenno
por Ihe ter concedido a ordenanca, e do Senhor Li-
ra, por Ihe ter facultado o cavallo. Seja o terceiro a
sua pretento para denunciar do Presidente da Rella-
co por levar emolumentos, das seutencas, e mais pa-
pis, que transito pela Chancellaria, e officiar a este
Senhor com o fim de mandar por o Escrivo Campel-
lopassar eertidodesse facto. Senhor Tavares pr-
milla-me que Ihe diga pie tornou a errar, e que nae
sabe do seo officio : quaudo fosse da sua alliibuico a
denuncia desse facto; quando nao estiyesse o Presi-
dente da Rellaco authorisado pelo Artigo 22 da Dis-
posicao Provisoria a crea da Administraco da Justi-
ca civil a receber taes emolumentos, porque para elle
passaro, a excepeo das glozas, todas as atribuic-oes
dos anteriores Chancelleres, o Senhor Tavares, alein
de nao poder pedir, por officio, certidoes, mas sim
devendo-as requc.rer como nutra qualqucr parle; a-
cresce que o Presidente da Re.lacao era incompetenlo
para Ihe difTerir, por que sendo contra elle a denun-
cia ao Desembargador mais antigo da Rellaco era
quem na conformiclade do Artigo 337 do citado Codi-
g do Processo, deveria requerer o Promotor, e como
nao ofisesse, fi'-a claro que errou. Mas Senhor Redac-
tor o que admira he como este Promotor por Ihe res-
ponder o Presidente da Rellaco ao seu ofli, io em que
fazia a requisico cima, disendo Ihe que elle requeres-
se m forma curial, na forma do Artigo 336, o que
quisesse para Ihe ser deferido como fosse de Direilo,
retorquissecom oulro officio, que se l no seu Diario
N. 225, conlendo nada menos uue hum Libcllo la-
mozo primeira Authoridade Judiciaria da Provincia.
Eu deixo a discripeo dos homens sensatos, uscr oju-


(923
i
-o que Ibes parecer acerca desta pessa. e do gmio do
b u auclor: s lembro porem, que u homem verda-
deramente livre he o que sabe consular o respeilode-
vido ,as A,ulhoridades com a qualidade de Cidado
honrado, civil, e amigo de sua Patria : que quanto
maior for o respe ito que se tributar as mesmas Autho-
ridades, tanto mais sero respeitadas as garantas soci-
aes ; e que este respeito alias recomendado por lodas
as Leis, longe de piten tea r baixeza, e servilismo ao
contrario mostea, e aprezenta bous co-tuim-s, e moral
da parte dos que o praticao: finalmente permita-me o
Senhor Tavares que Ihe diga, que He com o officio
de que se trata escriplo com a pena iusppada no fel da
calumnia, e da mais impudente maledicencia contra
este Magistrado que to til, e honradamente tem ser-
vido a sua Patria, excedeu, e ultrapa,sou a metta da
decencia, e eemedimeulo, ccomo tal esta i ocurso as
penas do Artigo 2'36 do Cdigo Criminal. Eis aqu
Senhor Redactos males, que se vo seguindo de se
nao haver observado a Lei na nomeaeo de Promotor:
i.slo nao he ad'vogir a cau/.a dos Magistrados,, he fal-
lar a verdade, e procurar o bem do meu paiz, de jando se cumpla a Lei a todos os respeitos. Sou &c.
O Assombrado.
Snr. Redactor.
COmo pelo seu Diario de quatorze do corrente mez
Coi que o Sr. Commandante Geral Francisco An-
tonio de Si Brrelo disse, na correspondencia por el-
elle assiguada, que eli quando Commandante Interino
do Corpo tinha mandado intencionar pelo Cirurgio
mor ao Snr. Capilo Francisco de Barros Falco no
mesrao dia que *>ste Official deu parte de doente; ro-
go-Ibe o obzeqio inserir a carta e resposta junta, pa-
ra que o Snr. S Brrelo con beca a exadm do queja
meu respeito disse em Um folha Publica. Dos que*-
rn se ja esta a ul^ma vez que por rtecessidade tenha de
onlrariar ao Snr. S Brrelo.
Sou, Snr. Redactor, seu venerador
Fticiauo Soaqim dos Saritas.
Illustrissimo Snr. Francisco de Barros Falcao
de Lacerda Faca-me o obzequio responder ao p
desta, se quando V. S. deu parle de doent, no tem-
po que Commandei interinamente o Corpo, mandei
nesse mesmo dia o Cirurgio Mor a casa de V. S., ou
e depois de pausados nao poucos dias.
He o favor que presentemente tem a pedir-lbe o
Sed amigo e compnbeiro.
Feliciano Joaquim dos tantos
Peco da Panella 15 de Oulubro de 1833.
Illustrissimo Snr. Feliciano Joaquim dos Santos
Satisfasendo ao que V. S. n'esta de mim exige, sou
% responder-lhe que tendo eu dado parte de docnte
em o tempo da Commandancia interina do ex Capito
Joze Gomes dos Santos, (l) foi me (em dias de Janei-
ro do correte anuo) casa o Cirurgio mor Mavig-
nier, e me disse que V. S. mandara que elle me ins-
penonasse $ o que com effeito, elle assim cumprio, ve-
rificando ser exata a minha parte.
Quanto porem ao dia, em que isto se passou, e
que V. S. deseja saber, nao posso indicar precisamen-
te, por nao tel-o de memoria, e nao existir lembran-
ca, ou assento disso; parecendo-roe com tudo que a
dila inspeceo teve lugar dias depois ao de sua posse.
(1) O Snr. Capito Barros deu parte de doenlea-
ima eu nao Commandava o Corpo, e o Snr. S Br-
relo quiz que eu o tivesse mandado insp'ecionar no
mesmo dia em que elle dtu parte de doente.
Fix o que tal respeito possb informar-lhc, de$e.
jando ter novas occasJL'S de preslar-me satisfago
de suas ordens.
Sou com perfeila considrraco
Seu amigo, e criado.
Francisco de Barios Falcao.
Recife em 16 de Oulubro de 1833.
%%"%***%f*
MEMORNDUM.
LEaiBRA-seao Director dos Correios nesta Provin-
cia tenha mais alguma exaclido em seus avizos
para o d'Olinda, afim de (pie oulra vez nao aconteca
como agora, ficarem as mallas, que desta devioir pa-
ra o Car, Maranho, e Para, com manifesta des-
vantagem dos Cidados, que para estas Provincias tero
comunicaco.
dia.
abtjsog 00 Crrete,
Sumaca Paquete N. S. da Penha recebe a malta
para a Bahia no dja 22 do correle as 9 hor9s do
$^" O Brigue Ecclipse de que he Cap. Antonia
Joze Bellem sae para a Iiha de S. Thom no dia 27
do corrente: !
mP* h Correios Terrestres da Parahiba, e Agoa-
preta partem boje ao fheio dia.
'<3etityi0.
UMi venda si la na ra da Conceico ao p do Ro-
zario I). 31, com poucos fundos, a dinheiro a
vi.'la : na mesma.
vj5" Urna porco de assucar embarricado, e vinbo
de prr muito superior tanto em pipas como em barris
de 5 empipa: na ra da Cruz armasem de Antonio
Joze de Figuered.
\3?" Batatas Inglezas novamente c hgadas ejbaratas:
na ra da Cruz 11. 43.
^C5" Um preto crilo de 20 annos pouco mais ou
menos, official de carpinteiro, e apto para o servico
de urna familia : em Olinda ra do Varadouro, em
urnas casas amarellas defronte do Doutor Roselles.
^cy* Urna prenda de espremer caj, de amarello,
e bem fornida: na ra do Rozario estreita, loja de
marcineiro D. 33.
tc^ 2 bahs por 12$800, um calca de pao fino
azul, urna dita de dito preto, urna dita desetineta bra-
ca, urna dita de ganga amarolla,duas carnizas de cassa
fina, 2 rollas de Angolla, um bicudo, um canario do
Paiz, um braco de balanca conxas de pau, um temo
de pezos de 7 arrobas para baixo, um alfineUe de pei-
to obra muito superior tudo, ou cada pessa de per si,
por proco commodo : no beco do Dique D. 9.
^y Um aparelho de cha He prata de Lei; anuncie.
^C3 Um preto de 28 annos, proprio para o sf rvi-
co de campo, ou para socar assucaa por ser forcozo :
na ra do Livramento f). 20.
Compris
UMk morada de casa terrea na ra Nora : nn mes-
ma ra D. 9.
^5* Urna escrava costureira e engoraadtira, tendo
de idauW at 20 annos : na loja de Manoel Joaquim
da Silva nos 4 cantos da ra do Queinado.


,9'
:.>
w Urna morada de casa lerna que tenha bom
quintal, e cacimba, no Bairro de Santo Antonio, nao
sendo em becos exquisitos anuncie.
A
Lu.'GA-e 0 Theatro de Olinda para rcpresenta-
ces (particulares rnente) prompto de scenario,
vestuario, e mobilia, dando-se aspessasque os curi-
osos quiserem representar : no mesmo Theatro a falar
com o Empresario, ou nesta praca com Andr Tubi-
n'i no Httel Theatro junto caza da Opera- No mes-
mo Ottel to bem se allugao vertuarios de carcter Eu-
ropeo anligo, e moderno, Turco, Grego, Romauo,
Hebraico, assim como vestuario de comparcaria, e ar-
mamento para tropas dos referidos caracteres, pecas,
entremezcs, e msicas para divertimentos particula-
res.
T^rA noite do dia 17 do corrente perdeu-se um ane-
\^ lo com um brilhante, desde a esquina da ra da
Cadeia velha, lado esquerdo, vindo do Corpo Santo
at o beco largo: a pessoa, que. o adiar, dirija-sea
caza n. 8 na mesma ra, que ser bm recompensado.
VSC^* Francisco Alvaro Camello, morador no Cu-
rato de Bom Jardim perdeu no dia 19 do corrente
cinco 'meios bilhetcs da 1.* parte da 9.a Lotera, os
quaes esto escriptos pelas costas com os nomcs seguin-
tes 1 Belina intercssada com Joze, ooutro dito o
Professor interesado com Margaridaoutro ditoos
meninos todos da casa, do Amorime-dois ditoso
Padre Joo Garateante: Qualquer pessoa que os ti-
ver achado pode entregar na ra do Queimado na
laja de Joaquim Luis de Mello Carioca, que ser re-
compensada, declara-se que os ditos bilhetes esto
cmbrulhados dentro de meia folha de papel j'.escripto'
e nmeros dos ditos sao de mil tantos.
/**%- %*-V"V %-%%
at>i?o$ particulares.
OScnhor que se ofcrece para rnsinar fora desta
praca as primeiras letras e grammatica latina ; d-
rija-se a fallar com Francisco Goncalves da Rocha, no
sitio da Trempe para Soledade D. 498.
^^* Precisa-se de urna ama de leite esorava ; na
ra do Crespo loja D. A.
^3*" Quem anunciou ter urna carta para Anua Ala-
ria da Encarnaeo, viuva de Joze pereira dos Santos,
que foi Meirinho ge ral do pispado dirija se a ra das
Larangeiras n. 12.
fc^p" Senhor Francisco Xavier de Azeredo Coi-
tiriho quein anunciar a sna morada para se tratar de
negocio de seu interesse.
^r* Pergunta-se ao Senhor Juiz do 3." Destricto
do Bairro de Santo Antonio qual o motivo de serem
excluidos da lista dos Jurados os Cidaos Antonio
Luiz Ribeiro de Brito, Manoel de Jezus Paraftas,
Caetano Marinho dos Santos, e Luiz Antonio da Silva,
incluindo na mesma lista homens que embora tenho
boa conducta nao esto talvez as circunstancias de se-
rem Jurados por Ihe faltarem osrendimentosquea Lei
marca.
^^ Na ra da Aurora D. 7 achao-se urnas cartas
vindas do Serto do Apudi, para os Sin s. Antonio
Muniz Pereira, Tetunte Joze da Costa, Manoel Cy-
ra
priano Ferreira Rebollo, Francisco Antonio de Su-
'za. Antonio Saraiva' Brrelo, Joo Alfonso Luna.
Francisco Joaquim de Soza Ribeiro, e Manoel Mar-
tina Buriti.
\&* Quem anunciou querer comprar un preto
canoeir, e urna canoa de condu/ir agoa ; diria-se a-
traz dalgreja dos Martirios casa de trez portas pinta
das de verde que se Ihe dir qncm vende.
ST3* Quem quizer urna ama de bons coslume pa^
casa de pouca familia dirija-se i mesma casa cima.
ft^ Quem se quizer aUigar para ma deleite
(com tanto que nao tenha filho), dirija-se a ra Direi-
ta 3.
fc^ Roga-seao Snr. Bernardino Candido da Cii-
nha morador no Engenho Piedade queira mandar pa-
gar aquelle resto de sendas que comprou' em Julho
de 1822 em urna loja na ra do Queimado D. 11, e a-
t o presente ainda nao remiu sua obrigaro, pois o
scueredor est caneado de Ihe escrever, e o lempo
bastante.
fc3" Percisa-se de um preto forro, ou cativo, que
entend de padaria : na ra da Alegria casa ao p do
lampio, se dir quem percisa.
$r^" Rcsponde-sc ao Snr. Especulador da perguu-
ta inserta no Diario N. 228, que os Iuglezes, e Fran-
ceses nao podem ser jurados, mais que o Snr. Nu-
no Maria de Seixas, pode, e o deve ser, por quanto he
Cid.ido Brazileiros, e nao perdeu seus direitos politi-
cos por isso queaceitou o empreo de Cnsul rom apfo-
-vaco do Governo Imperial, o finalmente que se o Sr.
Especulador he ceg, ninftuem tem culpa, pois que o
laco oriental, e nao de Maria If : assim o responde.
11 um frazileiio hato-
^umiuttututttvll
K%%* ** ***
II
NOTICIA$,|]\IARITIMAS.
Navios entrados no dia 19.
A\RE DE GRACfc} ,39 das; G. Franceza ///'
\Mdustria, Cap. Cazamkon : diTerentes gneros.
TEIRA/VOVA; 63 das B. Ing. Argo, Can.
Gudd : bacalho a Smitll & Lencasler.
Aclja-se fundiado no Lamciro de quarentena com
18 das o Bfiuelmp'rendedor, vindo de Lisboa con
48 dius.
Dia 20.
PAHIA : 16 das i S. Jrnperial, M. Francis Men-
desda Silva farinha : b mesmo Mestre. Passagei-
rosAntonio Ignacio da Fonceca, e Joo Fernaudcs
de Carvalho.
Saludos no mesmo dia.
SANTOS PELA BAHA j Pataxo Providente, M.
Antonio Joze Sumar : varios gneros. Passagci-
ros 25 Estudantes.
RIG CRANDE DOSUL, PELA BAHA, E RIO
DE JANEIRO ; B. Izabe, Cap. Antonio deSiqueira
sal. PassageirosFrancisco Antonio de Medeiros,
Francisco Ludgero da Paz, Francis de Castro, Joze
Antonio Bastos, Andre do Rio, Caeteno Joze da Silva
Santiago, e D. Thcreza Paz de Miranda.
>+%% %%%/%%*<*%
ERRATAS.
T^rO Diario N. 229, pag. 2, col. 2, lin. 61Publi-
1^1 eos- leia-sePoliticeslin. 66j disse,lea-
sej disse, elin. 67 excluzo : da listaleia-se
excluzo da lista,e pag. 3, col. 1, lin. 1tisnada,
leia-se tisnada :
"i
lJ*Rjt..jr Trp. no Divino. 183.3


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