Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01472


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Full Text

Ni'MMmai?.
VMtH^\lMUV %
i:
i
raraastiirco-
S.ibsieve-se mentalmente a64fl res. .-allantados. MaTiPotfrana
a< ly.ir.o, puteo da Matriz de & .ionio sobrado da porta larra
onde erecetieai correspondencia, .-.nuncios; osles nsircm-sc
pratis sendo rfn* nrapn Tudo agora depende de n meamos, da nssa prudencia, m
deracao, e energa: continuemos como principiamos c seremos
upontados com admiracao entre as Nacoes mais caltas.
Ptoclamat: -n ta Asssmbha Oeral do Bratil.
mmtm wmkexxrMmmuiSi
*WbTil,T: 'IWVttfn na pcrncimmsco par 3o?e ictoruio Dr abreu*
53CH5sw.^5ai9 **!**><
MAS-da SEMANA.
Sabhado-5. Wenceslao -Rl.- de m. aud. do Vig
G. le t. Preamar s 10 h. 30 m. da ni.
Dotningo-0 Santissiitto lio-ario de Maral'r. as
1 h 42 m. da ni.
*%***. -.%%%%%%%*%*>%%*im .
CMARA MUNICIPAL.
12.a Sessao ordinaria do dia 9 de Agosto de 1833.
rRFZIDEIfCIA doSr. KsTF.VKS.
COmpabe.enlo os Senhores Mello Cavaleanti, Sil-
va, Camelo, Oliveira, c Gusmo, fallando com
causa o Senhor Doulor Peregrino Maciel.
A berta a Sessao, e lida a acia Ja antecedente fbi sa-
eion ada por estar conforme.
O Secretario fez a leitura do expediente. Hnm ofi-
cio do Exm. Presidente pedindo esclarec mentas sobre
certas quantias pedidas para reparos e concertos da
Cadeia : inteirada.
Outro do mesmo participando a esrolha fetta por o
Coucttlho do Bacharel Caetano Jore da Silva Santiago,
para Juiz de Orlaos do termo desla Cidade : resolveo
a Cmara me se avasse ao dito Bacharel para solici-
tar sen titulo, ? prestar o juramento do estillo anli o
dito Exm. Senhor Presidente no dia 12 do con ente, e
que a este se parteeipasse islo mesmo.
Outro do mesmo parlecipando n approvaco feita
por o Exm. Conselho, da arrematnco do contracto
das afferiedes dos pezos e medidas deste Municipio:
inteirada.
Outro do mesmo em resposta ao offieio de 5 do cor-
rele sobre os pilares da ponte do Recife : inteira-
da.
Outro do Collector da Decima do fia i no da Boa-
vista Francisco de Paula e Silva etigindo a quantia de
- 127.^008 res que se est a derer de dcima do 1.*
semestre de 1830 ao !. dito de 1833, dos predios que
. Cmara tero em dito Bairro: resolveo a mesma que se
passasse mandado para se Ihe paftar,
O Senhor Gusmo fez a seguate propostaTendo
a Lf>i do Orcamenlo para o auno finaneeiro de 1832
para 1833desonerado as Cmaras de terern ingeren-
cia as obras publicis, bem se deixa ver que a Cma-
ra transarla deste Municipio s por urna mera condes-
cendencia, ou especie de servilismo poda ter aceitado
a Commisso de encurregar-se de taes obras, pissan-
do a receber din he i ros do Thezouro para essse fnn
Requetro que quanto antes se remetan ao Thezouro
ditas Contasacompanhadas com o saldo existente, e
que cobrando o Procurador dist recibo se parlecipe
islo mesmo ao Exm. Presidente para que fique na in-
teligencia que a Cmara actual nao contilua a lr in-
gerencia em ditas obras, nao s por que a Le a
nao obliga como porque os seus alazores ussim o prc-
milem. Salla das Sessoes nove de Agosto de 1833
Thomaz Joze da Silva GusmaoEsta proposta sendo
posta a votaco venceo-se que as contas do anno finan-
ceiro findo smente, se remettessem nao ao Thezouro,
mas sim no Exm. Senhor Presidente, e que quanto ao
mais ja eslava resolvido.
Resolveo a Cmara que se passasse mandado para
pagar-se a Joze Joaquim da Fonceca Capibaribe j
qnantia de 4$305 res saldo que teve a seu favor na
administradlo do sustento dos prezos, no mez de
Main.
despacharo-sa alguns requerimenlos e por ser da-
da i tiora aievanton-se a sessao. Jo/e Tavares Gomes
da Fonceca Secretario a escreveo. Esteves, Pro P.__
Mello GavalearUiSU vaGusmoOliveira.
PORTARA.
O Inspector interino da Thezouraria da Provincia
determina ao Senhor Thesoureiro dos ordenados,
que suspenda o pagamente dos diversos Professores
Pblicos desta Provincia, em quanto os mesmos nao
moslrarem ter satisfeito os Direitos dos seus Alvares,
Orlas, Provisoes, ou Provimentos declarados na Ta-
bella de 23 de Janeiro do anno passado. Thezoura-
ria de Pernamhuco 28 de Setembro de 1833Joo
Gonealves da Silva.
OFFICIOS.
POn me adiar eacarregado da Administraco das
Diversas Rendas Publicas do Termo deste Muni-
cipio, julguei do meo de ver prestar toda a attenco
na arrecadacao das mesmas a beneficios da Fazenda,
sem que ultapassasse aos limites da Le. A Certido
da Ordem (ou Ordens) que V. S. me exige em o scu
Offieio de hontem nao me he possivel remeter-lhe por
nao existir uesta Collectork, porem posso-lhe asseve-
ra r, que ella existe, e necesariamente na Thezoura-
ria da Fazenda por onde sempre se procedero as ar-
rematacoes das passages dos Rios, e outras que a Le
doOrcamonto do correnle anno Financeiro ainta re-
conhece justo o Imposto as mesmas pois que classifica
os seus rendimentos Receita Provincial, e nenhuma
luvida se offerece, que no lugar denominadoMada-
lenaexiste a passage, e necessariamente deve com el-
la cxUlir o Imposto, iccreseendo mais, que eu antes
de proeecer as diligencias necessarias para proceder o
nganjamento consultei ao Inspector da Fazenda, o
qual decidi que eu o devia fazer. Logo, quemese-
ja possivel remeterei a V. S. a copia do Termo, que
me exige.
Dos Guarde a V. S. Collertoria das Diversas Ren-
das Publicas do Termo do Recife 2 de Outubro de
1833Illm. Senhor Joze Tavares Gomes da Fonce-
ca, Promotor PublicoFelippe Benicio Cavalcanti de
Albuquerqui, Collector.
Recebenvlo o seu officio dactado do 1." deste,
cumpre-me cYucr-Mie sobre o seu cottteudo ; que 4


O-'Z)
vrr.ladc irmlnr cu emolumentos das parles to ofi-
cio de Juiz especial do civel, para que fui uomeado,
c que sirvo desde 27 de Junho do correntc anno, por
nao achar encontr na Lei; visto que o artigo 49 do
Cdigo do Proces. Crim., que V. S. aponta, tractan-
do dos Juizes de Direito, como taes so concedem os do
crime pelas atribuicSes, que a estes marca no Cap. 4,
debaxo das quaes vem a lateral disposieo, que V.
S. menciona, em o Cap. 5 ; nao se podendo confun-
dir uns e outros Juizes nesta parte, porque; bem dis-
linc tos sao pelosartigos 30, e 31 das Instruecoes por
onde aqueile Cdigo se deve executar em virtude .lo
Decreto de 13 de Dezembro de 1832 : assim, nao me
cabendo interpretar a Lei; coberto com a Constitui-
co do Imperio art. 179 1 5 vendo que nem a Dis-
pos. Proviz. a cerca da administr. da Justica civil, e
nem as mesmai Instruecoes nego emolumentos aos
Juizes do civel, e finalmente constando-me, que na
Corte mesmo os percebem aquelles, que como eu, fo
rio nomeados para Juizes do civel, percebo, e conli-
nuarei a perceber os emolumentos referidos em quan-
lo competentemente nao for o contrario ordenado.
Mostrando pois a V. S., que nenhuma Lei me pro-
bibe a percepcao dos ditos emolumentos, e que para
estes tenbo o Regiment de 19 de Outubro de 174
(l.) mandado observar pelo Decreto de 13 de Outu-
bro de 1832, pens estar satisfeita a intenco do seu
olficio, e dispensa a certido, que nelle demanda.
Dos Guarde a V. S. Boa-visa 3 de Outubro de
1^33.Illm. Snr. Jozc Tavares (Jomes da Ponceca,
I>romotor Publico desa CidadeBento Joaquim de
Miranda Mendes.
%v%%v*%%v
COntinuacao das Pessoas obrigadas Fazenda Pu-
blica desta Provincia por Raucas (pie assignaro,
e de que devem desobrigar-se no prazo de 1. das lia
conformidade do Edital de 24 do correle.
OS SE.NHORES.
Antonio Ferreira dos Santos.
Antonio Francisco Bramo.
Antonio (Jomes Villar.
Antonio Joze Muniz.
Antonio Joze de Oliveira Costa.
Auto! io Joze Marrojiiim.
Antonio Joze Teixeira da Fontc.
Antonio Joze da Cimba Sao Paio.
Antonio Leal de Bares.
A: lo do Luis Ferreira da Silva.
Antonio Luis de Magalbcs.
Antonio Luis de Sotiza.
Antonio Moreira.
Antonio Morcil a da Costa.
Antonio Monleiro Poj lilla.
Antonio Mendes.
Antonio das Neves Pcreira.
Antonio Pe re ira Lopes.
Antonio Percira Pinto deFaria.
Antonio de QucirsMonteiro Regadas
Antonio Ramos Bello.
Antonio Rodrigues de Almeida
Antonio dos Santos.
Antonio dos Santos Graca.
Antonio dos Santos Serpa.
Antonia de Souza Reys.
Antonio Teixeira Lopes.
Continuar* se-h.
-*.,
CO.vtixcacXo dos Mdicos e Cirur;,iVs cujas re-
ceilas podeui sor aviadas pelos Botica 1ti* do .Mu-
nicipio,
Doulor Antonio Jo/e de Miranda e Castra.
Doutor Joo Joze Pinto.
Joze Francisco Pinto Guiarles
Joo Francisco de Oliveira.
Manoel Joze Texeira.
Joo Ribeiro da Costa.
Continuar- se-na.
O
VARIEDADES.
Doutor Hamilton refere alguns effeitos altribm-
_ 'dos ao augmento de dinbeiro por interesse com-
posto, que sao dignos de mencionar-se Hum penny
(que vale cerca de 1G reis da noisi moeda) posto a ju-
ro composto, no comeco da era christ, diz elle, te-
ria boje creseido urna soma maior do que se confe-
ra, em quinbenlos milhoes de globos terrestes, como
0 nosso, todos d'ouro mosaico.Mr. Ricardo duxou
em testamento, que a soma de 500 Ibs. st. (dois eoli-
tos de reis) se dividisse em 5 porcoes. A primeira
(400$) que 110 fin de cen anuos montara a 13:100$
(131$ cruzados) seria repartida em premios de (lis-
sortaces, que provassom a legalidade de dar dinbei-
ro juros. A 2.' no fin de 2 secutes montante em
i 1.700.000(6$800 eontos de reis) seria estabeleci-
da pira fundar umcapilaljperpel'i > *.! premios em li-
lera tura, caries. A 3.a, qu no fnn de 3 Secute*
montana a 226 millas (70$ cont*) seria empre-,
gado em eUaboleeer baucoi patriticos, e fundir
Museos com ampias rlotacSes. A 4.' no fim de -i Se-
cutas, que montara a 30.000 rahcs (120 milhoes
de eontos) seria einpregada em fazee 100 Cidades na
1 ranea, para conter cada urna 150$ habitantes. A
5.a no fim de 5 sculos montante a 4 milhoes de mi-
lboes de s (16$ milhoes de contos)seriaapropriada ao
pagamento da divida de Inglaterra, e Franca pro-
dnzir um rdito animal que seria dividido entro as
Potencias da Europa comprar olHcios inuteis, bens
da raros, augmentar o rdito do Clero, e abolir as es-
molas das missas, em melliorar terrenos, fundar casas
deducirao, de trabalhos," de san le, .asilos para as
mutheres, dol para ni raparigas premios &c. feo. &e.
e o resto aprepriedo vonlade do* tentadores, ole-
se, que a divida d'Jiiglulcrra sobe a 780 milboes de
vst., (fuantia que em moeda efectiv nao lia no mun-
do iuleiro, e conclu se daqui qual lie o ganho possi-
ve! de 400$ em 500 anuos, (pie cliega para s pagar,
a de Franca, e para mil outros grandes empegos, o
anda sbela din lu 10.
. O Doutor Fmncklim foi algum lano mais mode-
rado em sitas vistas. Deixou 1$ (4 eontos de rei*):i
Cidade de Boston, eoutrotmto Fiiadelfii para ser
dado de empreslimo artfices novos com b.;as hipote-
cas em somas nao menores de 15 (60$ rea) nem
maiores de 60 t (240$ reis). Isto, diz elle, sendo
executado sem inlerrnpco por 100 anuos atarantara
um eapital de 131 (24 eontos de reis) para rada lu-
gar, da qual 100$? (400 eontos) seto a pinados pa-
ra obras publicas, taes como fortificare*'*, ponles, a-
queductos, edificios pblicos, cbanlns&c. O resto
31.000, sero emprestadas juros por outros 100
anuos como antes, quando a nao ha ver algum aciden-
te, 4.061$ i (16.244 eontos) dos quaes 1061$ i
sero entregues Cidades para os fins cima mencio-
nados, e o resto 3 milboes de entregues aoGovirno
do Eslado sem presumir, diz o Doulor, u-var as mi-
abas vistas mais longe. Tal be o producto do dinlu i-
ro a juro eomposlo, que em thoorias sobe a lo or -
mes quantas. Na praliea a falla de emprego, e oulr.is
militas consideraeocs probibem chegar-se a lo altos
resultados ; com Indo muilo por este meio se pode (<*>
seguir, e he com desgasto, que nos roanos nao seque-


I


j

rem aproveitar os nossos Concidados das vantagens,
que para isto Ihe oerecem as Caivas Econmicas, on-
de pequeas quantias entradas por parcellas, podem-
se com o tempo elevar grandes sommas.
CORRESPONDENCIA.
Snr. Redactor.
~1 Rakoe he o dao que rauca a moda de cobre, e
*Vprincipalmente pela desenteligencia que lia nos
deferentes Juizados de Paz, pois se alguns tem dado
providencias, outros parecm ; que nao Ibes d abal-
la as calamidades que o publico suporta com a peste de
teJ moeda : por tanto cumpre 10 Exm. Presidente dar
um promplo, e eficaz remedio mandando cumprir as
ordens que a este respeito ha do ex Prezidente Fran-
cisco de Carvalho.
O Amigo do beta puhlico.
I
% v-> %*.
THEATRO NACIONAL.
DOmingo 6 de Ouluhro em Beneficio de Mttnoel
Antonio. Depois da Orchestra ter desempenha-
do a Wagistoza Overtura da Opera a Cassada de Hen-
rique4., sedar principio ao Expectaculo com acan-
tona de urna Cavatina desempenhada pela Actriz Pri-
ma Feliciana, que tem por tituloSou de amor a men-
sa g iraFinda esta comecar a bella Peca Jocozeria in-
tituladaO Bom Amigo, ou o zelloso de simesmo.
Esta pica ho das mais modernas, e sem duvida das
nvlhores produce-oes do Grande Antonio Xavier Fer-
reira de Azevedo ; asna marcha, he totolmente nova,
o digna de atlenco, sua naluralidade tratase de dis-
crever ao vivo, as lerriveis consequencias que os zelos
origino entre os Cazados; como a illuzao fascina as i-
deas do zeloso, e o torno aborrecido Socicdade,
sendo as mais das vezes algoz de si proprio : em fnn
orno se desconheee a virtude, parecen do ludo hum
crime.
Na sua marcha se cnconlro Scenas patticas, e pro-
prias para comover o coraeo sencive, bem como se
encontra a moral adornada da jovialidade, c do crite-
rio.
No im da peca, o Beneficiado cantar una Aria
Jocoseria, finda a qual recitar hum elogio, em sigual
do seu reeon.'jecimcMito aos seus protetores.
Findar o Expectaculo com o jocoso e bem concei-
Inado Enlremez que tanto aplauso tem merecido em
linios os Thealros, intituladoEnfermara dos Doidos.
Eia o Expectaculo de que o Beneficiado lancou mo
(jara intreter ao respeitav* 1 Public > desla Cidade de
qneni em todo o lempo tem recibido indu./lavis pro-
va? de proetceyo'.
&b0oj5 Do Correto.
Cv-se na Administraco do Correio o srguinte :
.Allos Civis de Revista eolerpartes recrrante
Antonio, filho de Anua Ps Barboza, por seu curador
o Doulor Caetano Joze Pe reir de Moraes, fncorrido
M.moel Ferreira Bastos, que vo remetidos da casa da
SupplicacSodo Brazil para a Relaco da Cidade do Re-
ife Pde .Pernambuco, Do G-ar da Supplicacau Joo
de Oliveira e Almeida. ,
s
atoics a Carga.
Para o Bio de Janeiro.
Ar. coma maior br.uidndc possivel o Palaxo Pro-
videncia : quem nelle quiser carregar, ou'hir de
passagem dirija-se abordo do mesmo, a tallar com o
Capito.
VIHUVKV
cfflfa*.

ItM venda na ra do Fagundes D. 9, com com-
J modos para pequea familia : namesraa.
^T^* Parles dos utencilios de padaria que urna
maeeira grande, urna meza de tender, Ircz paz, um
rodo, c um sucaradoiro; na ra do Fagundes D. 0.
$l3"" 2 moradas de casas de taipa com a frente de
lijollo, com dois lomos de lser pao, earmaco de ven-
da, e loja, na "S illa de Santo Anlo citas na Lagoa do
Barro n. 31, e 32 : na ra do Fagundes D. 9.
^? 200 alqueires de sal do Ass, muito alvo o
raudo: abordo da Sumaca Carlota fundiada defronte
daLingoela d.i Alandega v.-lha.
$3 Um chexo bom cantador) na ra de Orlas
D. 26.
$^ Metade da casa de sobrado de 3 ailares e so-
lo, chaosproprios, na ra do Amorim n. 132, e u-
ma poreao de trra no atterro dos Affogados da parle
da mar pequea : na ra Nova D. 21.
$^ Um t.dim com pasta, em muit bom uzo, e
una espada : wa ruado Collegio armazem D. 13.
^^ No armazem de capim ao pe da ponte da Boa
vista principia-se a vender d'amanha em diante os
feixes de capim a 240 reis.
$^ 158 paos de angico por preco eommodo : na
praia do Collegio armazem de carne de Francisco Joa-
quim da Costa.
%3r Potassa Russiana da 1.' qualidade em barrili-
nhos de 4 arrobas chegada prximamente d'Hambur-
go, por preco eommodo : na ra do Colegio D. 10 2.
andar. .
$^J* Um negro, boa estacura, para todo o ser vi-
co : na ra do Queimado N. 76, 3." andar.
iCjr Cambraias de cores para vestidos do ultimo
gOSto c entre ellas algumas com cores Nacionaes ; mei-
afc eompridas para Senhora ; ditas de linho, para Sc-
nhora, e para homem: na ra do Crespo D. 5.
i^" Bretanhas de Franca de linho puro ; ditas de
lamburgo de dito de 15 varas ; meias curtas de seda
de ponto d sarja, Inglesas; ditas de algodao muito
finas e cuitas; ditas para Senhora de seda bordadas
e lizas: na ra da Cadeia velha, luja d'Antonio Ca-
rnes Villar.
Compras
Ma negra sem molestias nem vicios, que silba hva
cozer xo, e engomar lizo : na ra do Rosario I)..
i, 2. andar. t
fc^ Um Diccionario Latino, e urna Selecta pe-
quea em bom uzo: anuncie.
$t3 Urna torrente de ouro para relogio, sem eitio,
e tobem escravos mossos de ambos os sexos com vicios,
ou sem elles: no armazem de trastes ao pe da ponte
na ra Nova D. 34.
*r^? 3 esernvos anda mocos, sendo algum negra,
ou moleea, sefli vicios: na ra do Queimado n. ti.
2. andar.
ftilugucis
_ Lll'<;a-sc 1 negro, e3 negras, para
.".em sitio, ou outro qualquer Hit neo,
Collegio armazem D. 13.
irabalhurem
: na ra dt
J rf .



fOh Alluga-se o 2.* andar da casa da ra do Livra-
mento lado do pocnte D. 18 : no !. andar domesmo.
%x%* <*
perDas'.
p
|Ehheo se um bilhete de 100$ res em cobre pu-
jado por Antonio Gomes Pessoa em 20 de Setem
bro p. p. : qualquer pessoa que o tiver adiado o pode
levar a Botica da roa do Cabug D. 5, aonde receber
a gralificatao de 10$ res, eo passador j est sci-
ente de s o pagar a pessoa que o perdeo.
^T^* Desaparcceo umquarto castanbo tapado com-
prido, com cangalha, da ra do Cabug : a pessoa que
o achar o podera trazer na mesma ra loja de fasen-
das D. 7, que ser recompensado.
***%
^CftSW).
Bordo do Brigue Francez Grande Navegador
Lacha-se um xapro que o bia conduziedo a mar,
eo apreendero os marinheiros do mesmo bordo: a
quem perlencer oqueiru ir bu&ar, que depois da pu-
Micaco deste 24 lloras *e nao responsabeliza mais o
Capito daquellc Brigue por dito xapro.
%**** %*
Ai
Dijes partictsi&rcfi-
S pessons que tem Bilhetes de cobre pasando por
LEm' Riceu & Boillcau queirao por obzequio man-
da-losaprezentar al o fim do coi rente mez, alias en-
trar-se-h para o Deposito Geral com o seu valor.
VC2F" O Aaucio, que no Diario n. 214 do da 2 do
corrente fez calumniosamente pessoa inimiga, nao me-
rece attencao do Publico porque o falso calumniador,
que diz que a lllwslrissima Cmara oo eoneedeo ij-
cenea para existencia do Deposito d'agoa na ra No-
va, a (ualali est exporta a venda ao Publico lia mu
tos anuos, e mais que o mandn demolir, be falsissi-
mo, por que Cmara nao compete dar tal licenca,
como se vedo seu Regiment, e das Posturas da C-
mara, que Ibro aprovadas pelo Conselho de Provin-
cia, e por consequencia nao poda a Cmara mandar
demolir aquelle Deposito; eo anunciante mostr se
por alguma devsao do Juiz de Paz fora compellido o
dono daquelle Deposito a demolir, pois que be a Au-
thoridade legal para azer executar as Posturas, e im-
pr a qena aos Transgressores : se o anunciante se
declarar, saliera o Publico porque fez aquelle anun-
cio, e que nao be por zello, e sim interesse seo &c, rt
o anunciante na folha seguiute faca corto ao publico a
ordem da Gaman pura demolir, e a Postura, que a
tal respelo houvcr para se dar crdito, e se saber qual
a justica do seo anuncio.
^S" Pergunta-se ao velbo Portuguez Costa se o
direito que tema ser exaltado as polticas de Portu-
gal, ou de D. Pedro aqui em Pernambuco, passando
as vezes a cometer incivilidades atacando algunas pes-
soas, nao o mesmo (o que Dos nao consinla) que
deve ter qualqucr oulro em sentido contrario, como
-verb. grat. desear a ruina d'alguma Cidadc, ou a de
dancar em corda toza alguns Melcatrefes, eujos coros
assaz bolicozos sao iiroprios para aquella arte; e que
se o sistema Liberal, que tanto blazona profecar, nao
llic ensina a ser tolerante, e nao permit a todo Cida-
do emitir seus pensamentos por palnvras, e at por
um dczejinllO.....sendo responcavel por este a Dos,
e aquello ao Tribunal competente. TSobem adverle-
se no dito Velbo que absten ha-M em mostrar-so to sp-
lebrc partidario de D. Pedro de. Braganca ueste Paja
n'uma poca em que se torna mutosuspelozo aosBra
zileiros os Sectarios desse corifeo das faeanhas la de
Portugal e eonscquentemenle de sua restauraco ca no
Brasil. Sobre isto se .se quizer justificar, com algum
aranzel desde j declaro-lhe, qu nao estou mais em i-
dade queme deixc adormecer com cantigas, e que eu,
bem como todos os meos patricios Brazileiros, ja temos
bastante eiperieneia para ronhecer, que as peras da-
quelle Pait nao se conservSo ruuilo ueste. Por nao
desojar ver o Sur. velbo Costa re presentar o papel do
velbo marebe-marebe caritativamente o aconcelha um
Brazileiro.
<&- Forcoso me be responder ao Sr. Permanente,
que no Diario n. 215 me dirigialgumas perguntas, e
seo faco be porque lenbo muilo em lembranca a Se-
gunda obra de Mizercordia que, nos recomenda de
tnsinar os ignorantes, e a Sexta que igualmente nos
manda sofrer rom paseencia as flaquezas do nosso
prximo. Saiba por tanto o Sur. Permanente implo-
rante que, todas as veres que eneontrar seus seperio-
res, ou porelles passar quer na ra, quer em outro
dos lugares que aponta em suas perguntas. (menos em
bilbares porque nelles se achara sempre s, ou pelo
menos sem a minlia Companbia) ou em fim em frente
de alguma Corapanhia, deve lser a routiu< ncia que
Ibes lie devida, e para certeza disso peas* a algnem
que Ibe lea a Ordem do Dia do Corpo de 4 de Abril
desleaeno; ullimameule saiba o Sur. ignoiante. %qut:
seria preciso seos superiores seren to ignorantes co-
mo o Sur. Permanente para exigircm dee continen-
cias depois das 6horas da tarde. Em fim Sur. Per-
manente .gnoranle nao se faca eslurdio, e em se a
la a rebequista em objeelos militares de que Vm. na-
da pesca,
O Furriel da 3.' Campanhia dos M. I'.
ft^ Pergunta-se ao Snr. Joze Esteve* pon:ue nao
vi io a Camar.a no 1." do cor*, afun dse mandar o di-
niieiro para o Tbezourocomo determinou S. Exe., di-
ga o Sr. Esteves V. S. nao ficou corto em vir para este
fim, porque razo nao veio, Snr. Esteves deixe-se de
gracas, se nao pode com a carga largue.
$r^"- O aluixo assigaado pretenda nU deflender-
se da calumnia, que lie assaeou um tal Azevedo, qu-
do o denomiuou Redador da Palmatoria, por que es-
lava bem certo, que o Publico sensato nao ulgaria o
abaxo assiguado capaz de eserever um peridico to
insultante, como he a Palmatoria, sem que se produ-
sissem ineontestaveis provas ; e ni ni lo menos sendo u-
nunciada esta noticia por um bomcm sem fe, e sem
cost umes, como o tal Azevedo ; porcm a rogo de seos
amigos, sempre julgou prudente dar ao Publico a pre-
sente satisfarn. O abaixo assiguado lobem nao lem
provas por onde demonstre, que nao he elle o R. da
P. ; por que nem ste lie possivel, visto ser incgnito,
mas se a sua palavra de liorna he sufficienti, e o seo
com por lamento abona esta verdade, elle julga ter
suficientemente provado, que nao be elle o Redactor
da Palmatoria.
f/ttarique Felis He Dacia.
i\OTiCIAS MARTIMAS.
Navio mirado no dia 4.
1SBOA : "r das (i. Nova Aurora, Cap. Jo/e
^Joaquini Dia dos Prazeres: vinbo, e mais gne-
ros : lenlo Joze da Costa.
Sabidos no mamo dia.
RIO DE JANEIRO ; S. liveira, M. Antonio Jo-
ze de Lomos: sal, e rnnis gneros. Passageiros 4.
TERRA AOVA : Gaiiota lng. Suallon, Cap. Da-
vid G
eorge
ia-tro.
u
-*n*fm
Pgf*: *yj Trr. no Diario \t--:-:.
/


MIT]P]PE,EMmWT
10 MAMO 8
1MPRESSO EM PERNAMBUCO POR JOZE VICTORINO DE ABREU.



B
CORRESPONDENCIAS.
Snr. Redactor.
'Em longe esta va eu de fazer defeza
d'pessoa alguma ; porem leudo a sa folha
de 3 do crtente nella vi hum Oficio do Sr.
Promotor Publico di regido ao Sr. Juiz
de Paz Mendes da Cunha sobre o pardo
Mximo Coma de Souza, e apezar deter
en asestido a todo cazo nao (juiz dar-1 be
encornudo pos sen t a va en efn meo Juizo,
que averdade devia ser confesada pelo Sr.
Escrivao Mello; porem me nao pude calar
leudo hftfM suplemento do Diario da Ad'-
mini-traoao sendo o Aut<>r da Correspon
dencia o Sr. Escrivao Mello, e nella fa-
jando sobre Mximo Correia de Souza fal-
tn verdade pois elle rol quem a tacn ao
mesmo Mximo isto para puder o por cua
ato, e este como ignorante au continuar
na acuzacao que azia ao Europeo Joze
Joaquim Ferreira, pela norte que fez pu-
blicamente em hum mano do Mximo, e
tendo o dito Europeo depois .ido prezo
por disobedie:tcia ugio do puder dos Offi
ciaes, e Patrulha que o conduzia, e'a con-
tecendo segunda vez ser o Europeo prezo
por ter Indo atacar a caza de Francisco
Joze dua Santos, Mximo sabendo fez o
seo requerinu uto de denuncia contra o Eu-
ropeo, e tendo dispachado pelo Sr. Juiz
este mandou lomar adenuneia, e (elido o
Sr. Escrivao Mello tomado o juramento
da mesma em virtude dizem de ser pago
pelo Europeo, ou por mUrtn eompaixao do
mesmo decarou guerra viva contra o de-
nunciantes Testemunbas, e todos os mais
(juantos herao a favor da verdade, pois que
bindo testemunbas devista do cazo em (rez
dias nao quiz, ou nao pode o Escrivao to-
mar-Ibes seos depoimentos, em quanto da-
va tempo como deo ao Europeo ser solt
com lianza aqui ja, o au porlia o Sr. Es-
crivao censentir como Promotor do Juizo
sem por duvida no despacito do Sr Juiz
que a sim o mandou, visto que o Sr. Es
criva j, tinha tomado o juramento da
mencionada denuncia, o qite nao fez antes
pelo o >ntravio veio com desculpas frivolas
as quaes aprimeira foi ser Mximo cremi-
nozo, e por isto deve o Escrivao nao po-
der acusar no facinorozo, a segunda nao
querer tomar Iiuma testemimha referida
por ser Official do Juizo de Paz (como de
factoa nao tomn) com se algum emprego
priva a homem algum jurar a verdade, a-
vi-a pois da primeira disculpa aprezentou
o Sr. Escrivao huma certidaodo Carcarei-
ro contra Mximo Correia de SouZa; po-
rem a ce rt ida o continha ser Mximo Cor*
reia (Violo forro, sendo Mximo a csante
pardo, e vendo o Sr. Escrivao a deferencR
que fazia de pardo, a negro, uzou de re-
tira r-se de hum modo bastante groceiro
sem esperar a decizao do Sr, Juiz, e athe
faltando o respeito devido por ter sabido
calado levando com sigo a cerliriao de sor-
te que deo motiv ao Sr, Juiz, e a tonos
os mais queestavao preZcntes, Miporeu ser"
aquella eertidao fal^a, i*to mesmo o Sr.
Mello naonegsri p vista de tanta honra
que blazona ter, e mesmo a setal a ciize,
que anda no cazo de ser Mximo cre
nozo. Quiz o Sr. Juiz saber < que devia
segnir, e mandando consultar a dois Se-
nhores Advocados como consta da propos-
ta, e repostas do dcownwdo n. 1. c a
vista delta e por outros motivos denovo or-
deoou o Sr. Juiz aprizno do tacinornzo
Europeo, nao tendo eito o inrsinOa o M-
ximo pardo por ter este se ocultado, cazo
este por donde o Sr. BaemaS Mello tu-
mou a pleito de nesta parte caiuniar ao Sr.
Juiz isto dizem por er o Sr. Mello Patio-
no do Europeo (hrm entendido do dinhei-
ro delle) hora do documento l|. ~ 2. c se-
verifica existir Mximo Correia Crilo for-
ro, e Mximo Correia de Souza pardo, e
que este quando fos*e eriminozo porque o
Sr. Mello antes de ter enteres-e do dinhei-
ro do Europeo a mais tempo Ihe nao requi-
zitou fl priza razo que nunca o fez se
nao depois do nteresse de cincuenta pata-
ches que dizem recebeo do Europeo, e pa-
ra isto eu creio que nao precizava ser o Sr.
j


_______--------
i?)
Escrivao Mello Caluniador, diz o Sr. Mel- que privou da vida a urna pessoa, cuja
lo que teve de Mximo Correia de Souza conservacao, cujo bem estar ft roa
porque nao lomou de outro mano que pas- va naturalmente zelar, e etenei.
souperdao ao seo anillado Europeo; em em fim foi Pedro .migado por Sentenca, a
fin Sr. Mello mas couzas ha porem Amo pena, que Ihe dever.a ser imposta, nao po
destia faz calar, e veja que em caza de dia deixar de ser multa pecu".ana, ^
Ladra5 se nao falla em forca e que tanto simples, prizao com trabadlo, dcgredo
peca oLadrao como o Consentidor------- desterro, gales perpetua, e bammeuto, e
A Dos Sr. Escrivao segando me pares* nenliuma se evidencia dos Artigos 44, 40,
se l hilemos nos ver nos jurados poisassim 47, 50, 51, 52, 53, e o5 do Cdigo Un-
Dos o permita Amen,. mi. os quaes todos se devem, como. le s
Mantel Pegado d'Albuquerque. penaes, entender restrictamente
__ trario seria urna nova pena ; seria urna w-
"*^~ olaeao do artigo 33 do referido Cdigo.
1 c Vemos pois, que nao fazendo as Leis
em vigor distincao alguma, a nos nao toca
Pedro dizem ser criminoso; porem quer distinguir, nem dar-llies ampia interpreta -
acusar a Paulo por ter este morto aolrmo cao ; nem privar por consequencia a un
de Pedro; pergunta-se se Pedro como cri- Cidada de um direito, que as mesmas
miuoso perde o direito de acusar a Paulo. Leis llie garatem.
Mendes da Cunlia. Concilio por tanto, que Pedro como o -
Qual quer criminoso pode ser aecusado fendido pode queixarse na contornnoaoe
peloseucrime, ou por a Parte, ou poro do artigo 72 do Cdigo do Processo, e se
Promotor Publico, si o crime for da classe por si mesmo, se naoestiver sollo, nao no-
dos que se pode.n acensar pelo Promotor de aecuzar a Paulo, P da Justica, como pessoa do Povo. Prem hitar dispozicaS do Artigo /tf do ano
nem or isso perde o Direito de acontar Cdigo do Processo, recuzando em seu
oualquer outro pronunciado em crime, que lugar o Proumtur. Eiso ineti parecei suD
lhe pe lenca o Direito de aecusar. censura.
Este o meu parecer, que submeto acen- llecife 5 de Siembro de <***>
sura de melhorjuizo. Recifeem5 de Se- Antonio da Inndade Antunes Metra.
tembrode 18.3/3.
.^t
Joao Baptista Soarett.
2. -
Quer Pedro tenha sido por sentencajul- O Carcereiro da Cadeia desta Cidade
gado criminozo, quer se ache lao somente Certifique ao p desta o lieor de verbum
pronunciado, quer do seu crime se nao lia- adverbum do assento que bouver em o li-
ja anda conliecido, elle pode ententar con- vro competente relativamente a entrada de
tra Paulo a competente accao criminal. Mximo Corroa de Souza nessa Cidade, e
Pellas Leis antigs o condenado em subida della ludo em termos que ac fe
causa Civil, pu Criminal em quanto a reportando se ao que bouvir esenpto sobre
Senlenca, que o condenon, nao era execu- tal bomein. Boa Vista 5 de Setembro de
tada, nao poda querellar de outrem : Ord. 1833.
1. 5 ti. 117 par. 13; nem tambem denun- Joo Manoel Mendes da Curta Azevedo,
ciar: Berger. Elct. Jureipr. Crina. Sup- Juz de Paz.
plem, p. 2 obs 81 : Mend. p. 1 I. 5 c 2
n. 2. Hoje porem que essa ordem esl Joze Vidal Nunes actual Carcereiro da*
derrogada assim pelo Cdigo Criminal, co- Cadeias da Relaeao desta Provincia por a
mo pelo do Processo nao pode ja vogar a Regencia em Nome do Sur. 1). 1 euro Se-
sua disposicao. gundo que Dos Guarde &c.
Se Pedro nenliuma pronuncia, nem Sen- Certifico que revendo o Livro Meslre
tenca teve contra si; elle deve ser reputa- desta Cadeia nelle a folhas oitenta e diibs
de innocente. Se foi pionunciado, nao se acha o Termo de entrada do prezo Ma-
pxie em virlude do artigo 165 do Cdigo ximo Correia, do qual o seo theor be da
do Processo perder o direito de acusar a forma e man eir segurte Mximo Cor-
outrem, tanto mais a um delinquente, reia, crilo forro cazado com Dclfina Ma-


w
\
t
ra da Conceigao fillio de Joze de Souza, e
sua mulher Joanna Correia, com trinta e
cinco annos de idade pela culpa que diz
nao a teni por ordem do Senhor Doutor
Desemba.igador do Crime, entregue pelo
Cabo de Ordenanzas Joao Antonio da Sil-
va Recolhido em vinte e nove de Julho
de mil oito centos trinta ehum Embarga-
do em trez de-Agosto de mil oito centos
trinta e hum Vital E nada mais se con-
linha era dilo Termo de prizo, e certifico
mais tjue do livro dos Al varas nao consta
ter sido o Supplicado. solt, pois nelle nao
existe alvar de soltura. Dada e passada
nesta Cidade do Recife de Pernambucoaos
cinco dias do mez de Setembro de mil oito
centos trinta e trez.
Joze Vidal Nunes.
Carcereiro.
neiro, que sou Pernambucano, que bem o
conheco, e elle tambero conhecer
O dobrar Jilas a direita.
s
s
'u. Redactor. Lendo o Supplemen
tu do Diario da Administrado N. 127 nel-
le encontrei urna carta do Snr, F. C. M.
R. em resposta ao Snr. J. L. C, e nella
diz que jurava perante o Ceo, e a trra, e
em nome do Grande, Iudependente, e Li-
vre Imperio Brazileiro, nao querer unio
com aquelles que as mais apertadas horas
de Abril de 32, mostraro se indiferentes, e
surdos ao^rito da Libertarte assassinada,
e aos gemidos da Mai Patria &c. &c. Pe-
lo mesmo que jurn o Snr. Carneiro tam-
bem juro de nao acreditar no Snr. Carnei-
ro o patriotismo que afecta, e nao querer
unio com elle, e outros que as mais a-
pertadas horas de 182-1 mostrarao-se indi-
ferentes, e surdos ao grito da Liberrade as-
sassinaa, vendo de sua caza (nos Aft'oga-
dos) correr o sangue dos Patriotas, ou ou-
vindo com rtcreio do mais recndito do Pa-
lacio de seu Sogro os gemidos da Mai Pa-
tria, como fez o dito Snr. Carneiro, che-
gando a mais o procedimenlo desse Snr.,
<|iie sucumbido o partido de 24 apareceu
ento em Sena e se revestio (bagatela) do
carcter de Commandante dos AFogados e
adjacentes, dado por o General Lima. De
que nos poder servir a unio com taes
Senhor es t ser sement para que elles co-
limo os/rucios saborozos d'essa arvore q1
com o nosso sangue temos regado, e que
velarnos a forca de nossas fadigas, e suo-
res f Ser: basta Snr. Redidor, nao pro-
seguir! mais : e so tembro ao Snr. Car-.
Nr. Redactor. Para que chegue ao
conhecimento dos Senhores Desembargado-
res o quanto anda apurada a maldade dos
velhacos da Justica, eu narrarei vm. hu
cazo, que certamente o encherdeadmira-
cao. Joze Antonio Lopes do Rio Formo-
zo tentn desherdar ha fllha bastarda, q'
teve de nome Mara de tal, por se ha ver
casado contra a sua vontade com Joaquim
Rodrigues da Silva hoje falescido, ejulgou
suficiente- titulo para de?herdaco huma
escriptura publica, que mandn fazer, de-
clarando-a : inorto porem o dito Joze An-
tonio Lopes, entrao em demanda os outros
seos filhos com a lilha, de que cima tal-
lei, e nao podendo conseguir xito de tao
injusto pleito, inventou (ouvi dizer) Joze
Antonio Lopes filho do lalescido, e irmo
da dita Maria o meio de aluciar hu certo
Escrivo do Rio Formozo, denominado
Anuda para Ihe dar copia de huma falsa
sentenca, donde constasse,. que seo fales-
cido pai liavia com effeito desherdado sua
ir'roa Maria; e com effeito por meio de h
tao falso titulo pretndese esbulhar do seo
quinho a dita Maria!! Titulo tao falso,
que ( dizem as ms lingoas ) sendo huma
ten tenga tao antiga, acha-se escripia com
t'nta tao prela, e papel tao novo!!! Ora
Snr. Redactor, se assim he, nada mais te-
nho, que ver, e s me restar clamar con-
tra os irmaos velhacos, e contra os Escri-
bes ladroes.
Finalmente h favor Ihe rogo, e he o de
guardar segredo, pois eu nao quero, que
saiba li case tao horroroso. Seu Venerador
O Catana,
Stir. Redactor.
NA o me dir, que tem o Sr. Antonio
Carneiro Machado Ros com meu no-
me para responder as perguntas, que Ihe fiz
no Diario n. 209 ? Veja ge eu sou tao
tollo, que declare, quem sou, para elle vir
logo com aquella espada, com que Feria-
braz attacou a Ponte de Mantibe, infiar-
me ath os copos! Que importa ao Sr.
Antonio Carneiro, que eu seja cao barba-
do? Pois nao sou cao, sou gente, e papa
muito fina. Tam bem nao tenho barbas,
e nein mesmo polo, como o Sr. Antonio


(4)
Carniro. Responda as perguntas, e dei- Carneiro, Francisco Cameiro, e Joao Ma-
xe la meu nome, que nao vem a propzi- noel Msndes da Cunha de baverem cunha-
to para a questao. Se se pergunta a um, do chanchan, nao se tlefcnderiao a cazo
I
- 1
ro> que recebo da Cmara para comesso pcudente de saber, quem eu sou, responder
da1 poiUe, sahe*se dissendo, que so raspn-* as minhas perguntas; por quauto, a inodi-
der quando llie declarar rneu nome. BeU ca quantia de 6;000# rs. posta a um por
la sabida as pero-untas! Se para essa occa- cent ao mez, que foaue ou 2e meio, (como d cer-
re r .; to sug-eito nowso canhecido), um anno, ou empre-
ziao reserva a regosta, nunca a dar ; po- gade*m gado coinprado bli'ral0} venddo caro (.
S nunca O declararei; porque, sendo O Sr. ,ntla que monau alguna bois de carrapato, ou mu
Antonio CarneilO um Roldao, e eu Uin triste) nao nenhuma asneira; atguin lucro dei
K)bre farroupilinba, receio, que me atraves* dei"r> e Pr is8> se com sua espada, que anda havemos de
ver, para que serve. A resposta pode ser
dada sera a declaracao do nome. Suppo-
nhamos, que aecu/avao os Srs. Antonio O Paida Patria.
deve
I i

\

IllH ll>l*M
Pernambitco; na TypDgrqfia de Diario, Pateo da Matriz do Bairro de S. Antonio.


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