Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01447


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Full Text
MI1IIU AAA. II. IUU.
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\
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
IIIIWI i-------
yuiniA rcinu 01 ur. muuoiu ul iouh.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
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DIARIO DE PERNAMBUCO
ENCARHEGADOS D,V Sl'BSCRIPCAO'.
Recite, o f roprietario M. 1\ de Faria: Rio de Ja-
neiro, oSi. JoaoPereira Martina; Babia, o Sr. F.
Duprad; lacei, o Sr. Joaquim Berriardo deMen-
donca; Psrahiba, o Sr.' Gervazio Vicor da Nativi-
dade; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pe eir; Araca-
ty, o Sr. Antonio de Lenos Braga; Cea -i, o Sr. Vic-
toriano Augusto Borgos; llaranho, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, oir. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS-
Sobre Londres 60 d/v 27 d.
Paris, 365 rs. por 1 f.
Lisboa, 105 por 100.
Rio de Janeiro, a 1 1/2 0/0 de rebate.
Acedes do banco 40 0/0 de premio.
3a companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras a 6 e 8 0/0.
METAES-
Ouro.Oncas hespanholas...... 299000
Moedas de 6*400 velhas. 169000
de 69400 novas. 169000
de 4*000...... 09000
Prata.Patacdes brasileiros..... 19940
Pesos columnarios..... 19940
mexicanos........ 19860
PARTIDA DOS CORBEIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruari, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex e Ouricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PREAMARDEIIOJE.
Primeira s 10 horas e 54 minutos da manha.
Segunda s 11 horas e 18 minutos da larde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e quintas-feiras.
Rolacao, tercas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas.
i." vara docivel, segundase sextas ao meio dia.
2." vara do civel, quarlae sabbados ao meio dia.
EPHEMERIDES.
Agosto 8 Luacheial hora, 9 minutos 6 48
segundos da tarde.
15 Quarto minguante aos 49 minutos
e 48 segundos da tarde.
23 La nova as 3 horas e 42 minutos
48 segundos da Urde.
3 \ Quarto crescenle s 3 horas, 48 mi-
nuto e 48 segundos da manha.
DIAS DA SEMANA.
28 Segunda^SAgostinho b. doutor da igreja.
29 Terca. Begolacao de 8. Joao Baplista.
30 Ouarta. S. Rosa de Lima v. americana.
31 Quinta. S. Raymundo Nonato card. S. Ciridio
1 Sexta. S. Egidio ab. ; Ss. Godeo e Josu.
2 Sabbado. S. Eslevo rei da Hungra.
3 Domingo. 13. M. S. da Penha ; S. Eufemia
v. ; S- Aristheo b. ni. ; S. Aigulfo ab. m.
?ABTE OFFICIAL.
GOBERN DA PROVINCIA.
E.VPE DIENTE DO DI A 29 DE AGOSTO.
Oflicio Ao coronel ce mraandanle das armas,
traiitriiitlindo as guias dos desertores dn primeira li-
nda cadete Thiago 01 ympio de Paula Moreira, e sol-
dado* Jos Germano de Moura e Andr Francisco do
Nascimenlo, os qnaes adiam-se no vapor Imperaaor
a sua disposiejio, o primeiro viodo do Bio Grande do
ndrle e os lout ltimos da Parahiba. Fizcram-e
as necessariascommunieacos a rcspeilo.
Dito Ao mes ido, reme tendo a relaclo das alte-
radles occorridas acerca do alteres A Milu Duarte
Godlnho nc mez de jnnho ultimo, o qual veio para
esl provincia no vapor Imperador.
Dito Ao mesmo, para mandar excluir do servi-
do do quarto balalho den ilharia a p, o menor Jo-
s Eliu de Souza, visto o seu pai Filippe Feneira
de Souza nlto querer annuir aoeugajaueuto por elle
efleciuado. ,
Dito Ao inspector da thwouraria de fazenda,
autorizando-o a maudar pagar sb a re spousabili;la-
da da presidencia os venciraeolos da Iripolacao da
escuna Lindoya, perleoceutesao me/, de 1.1111I10 ulli-
mo ; os qaaes deixaram de ser pagos nm sen devido
tempe por.se adiar esgolado o crdito concedido no
ejercicio prximo Ando, para semelhaute despeza.
Conimur icou-sc ao inspector da alfa idega.
DitoAo mesmo, transmilliiido oilo avisos de
letras aa importancia de 4.600 afeadas pelas the-
soararliis g;ral e provincial do Rio Graade do norte,
sobre essa, e a favor do Dr. Jos Joaquim Geminiano
de Moraes Navarro. Canuto Ildefonso Erocreuciano,
Tiloma/. Gomes da Silva, Manoel Ferreira Nobre I'o-
Inica, Manoel Jos Fernaudes Barros, Joilo Alves de
Quintal, Antonio Joaquim Gomes e Ignacio Leopol
dio de Carvalho. Farli(.ipou-se ao Exin. presi-
dente daquolla provincia.
Dito Ao cnsul portucuez nesla capital, remet-
teudo por cpia o oflicio em que o capilao do porto
d conta de resultado dos eiames a que procedeu, a
lim de verificar-se a nacionalidade do recrula de ma-
rinlia Fort ualo da Costa dr que trata S. S. .
DitoAojuiz relator di junta dejustica, trans-
mittindo, para serem relatados em ses-ilo da mesma,
os prucessos dos soldados Antonio Manoel da Cimba,
Lourcnro Justiniano Marqies, Firminn Jos de Re-
sende e Jo iquim de Brilo firttileiro. este perleoccu-
te ao corno de polica e aquelles ao meio balalho da
Parahiba. Fizeram-se as uecessaria- communica-
Sdes.
DitoAo inspector do arsenal de marinlia, trans-
mitliado pir copia nao s o oflicio do Exm. presi-
dente do Maraulio, mas tambem o do capitn do
porto daquella provincia, dos quaes cousta o motivo
porque ainda nlo forara restituidos a esse arsenal os
camarotes de vento e as espas- que se emprcslaram
i barca de escavano para all enviada ltimamente.
Dito Ao inspector da thesourana provincial,
recommen lando que qaanlu antes mande pasar o
qoe se estiver a dever a Manoel Figueiroa de Faria,
ramo impressor dos traballios das refiarUcoes pro-
vinciaes.
Dito Ao director do collegio dos orphaos, cun-
cedendo a lulorisarlo qoe pedio para dirigir-se direc-
tamente a,, director do arsenal de guerra, todas as
yeze&qiio or neeessaro tratar acerca ce fuga e subs-
titiiir.ii dos Africanos livresque se acliam emprea-
dos no servico daquelle collegio. Ccmmuuicou-se
ao director do arsenal de guerra.
Dito A subdelegado e commandante.do desta-
camento de Timbaoba e Monis, recommeodaudo
que quanlo an[qf4pKte de dar cumplimento caso
j o iiAn le lia fetj- 7ao que Ihe foi ordenado em of-
licio de 25de abi /deste auno, no sent do de ser des-
oceupada o entre ie aos herdeiros do finado Anto-
nio Jo UuimaiJ a casa que llies pcilence, e serve
de quartel ao riWnpwdo destacamento.
Portara Ao geme da companhia das barcas
da vapor, para mandar dar passagem para a corto.
por conta do governo, no vapor Imperador ao solda-
do da companhia liza de cav aliara de Sau Paulo,
Manoel Das dos Santos. Communiou-se ao com-
mandante das armas.
Dita Ao director do arsenal de ierra, recom-
mendaudo que faca aprumplar. para *rem remedi-
dos ao meio balalho da Parahiba,os 378 pares de sa-
pa los mencionados nos dous pedidos que remelle.
proporr,es reaes, lodas as incertezas se cuneen Iran
as ultimas resolu^oes dos gabinetes de Vienna ede
Berlim, demorados em se pronunciarem por causa
da resposta, que o imperador Nicolao acaba de dar
as altimas notas da Austria e da Prussia: ah est
a nuvem que aiuda est por dissipar-sc. Alm disto
he fra de duvida que semellianle estado de coosas
nao pode durar por ruis lempo. Como poderia pro-
loucar-sc sem compromelter lodos os inlercsscs e
o que est cima delles, a evidencia das situa-
rOcs ?
A Allemanlia esla na espectativa armada a mais
onerosa, sem quo nada resulte dahi para a paz ou
para a guena, a Inglaterra e a Franca leem sem du-
vida non huma odireilo de saber o que devem espe-
rar. A Russia be a nica potencia interessada nes-
ses cmprazaiucntos successivos c prolongados ; ella
tira dalii urna duplicada vautagem, de que ella dro-
cura aprovcilar-se para resfriar as allaiir,as, crear
elemento.' de discordia na Europa por meio de pro-
poslas insidiosas, e sobreludo porque ella ganha lem-
po immobilsando urna parte das forjas occidentaes,
adiando operarnos ctcellentemente combinadas
para comprim-la vieloriosamcute em seus limi-
EXTERIOR.
CHKONIGA DA QUINZKVA.
Parla U de Jalho
A qoeslo do Oriente chega ao ponto ultimo e
decisivo, no qual nto pode mais tardar em tomar
sn.is verdadeiras proporrOcs, e onde he mister que
a luz escl.wcra todas as poli (ras. Entre'a guerra
relativamente restricta que se faz agora, e a guerra
mais geral, para a quai ludo parece levar a Europa,
que resta mais daqui em diaule'.' Etiste cssa nuvem
que lia quioze dias paira sobre os ltimos inciden-
tes dos negocios acluaes, e que est apenas melade
dissipada. Estes incidentes, como lodos sabem,
eram as operares recentes do ezerclo russo no Da-
nubio e as ultimas deliberarOes da Allemanha. A
nuvem s est dissipada na parte relativa ao verda-
deiro carcter do movimeulo operado pelas tropas
da Russia nos principados. Este movimenlo mos-
trava-se primeira vista como urna evacuado das
provincias danubianas; entrelanlo nao o era, como
se vio logo depois; o ezerclto do czar ezecutava sim-
plcsmente urna ordem anteriormente dada, de se
concentrar na Moldavia. Portanlo nao ha mais du-
vida sobre este ponto. Se as forjas rusas levanta-
ran! o cerno de Silistria, e deivam a Valachia, he
por causa de una mudanra feila em seu plano de
operarnos para oceupar a linlia do Sereth na Molda-
via, linde parece concentrar-se buje. Em lodo o
caso, os Turcos, por sua intrpida e feliz resistencia
de Silistria, nao deram ao ejercito russo a satisfa-
go de urna retirada parcial, Ilustrad i pela victo-
ria.
Explicado assim este movimenlo c Irazido s soas
les.
Eis-aqu porque aquillo que esl talvez nos secre-
tos desejos da Russia, nao pode estar nos desejos da
Europa; he esta a razio porque ludo se rene para
impor Alremania o dever de urna resolucao prom-
pta e clara. A Austria e a Prussia lera sem duvida
urna grande responsabilidade que lomar, como
acontece sempre que se quebra a paz; mas is de-
moras e os einpra/.amontos no momento o mais de-
cisivo implicara tambem urna responsabilidade, que
ellas teram para com o continente e para com essa
poltica de conscrvaco europea, i qual ellas adhe-
rirn) desde logo.
Conbece-se ji o fado que deu lugar a estas pro-
longadas incertezas sobre as verdadeiras disposisoes
da Allemanha; he a resposta do imperador Nicolao
s ultimas notas da Austria e da Prussia. Nao se
deve esquecer a pos^ao que ha punco- mezes loma-
ram as potencias allenraas ao lado das pulencias ma-
rtimas na quesiao do Oriente.
A l'ranca ea Inglaterra viram desde o principio,
o que tinham para fazer; fizeraiu-o resolutamente
e o fazem anda. A Austria e a Prussia tem espe-
rado mais, ellas lem procurado sobreludo conservar
a independencia de sua poltica prosegiiiudo o mes-
mo lm. Ellas se ligaram cnlre si pela conNeuro
particular de 20 de abril, que um protocolo da con-
ferencia de Vienna refera i convencAo anglo-fran-
ceza. Segura com a alliaura da Prussia, a Austria
nao firava ah; negociava com a Turqua um trata-
do, que aaulorisava para oceupar eventnalmente os
principados, c fazia avanzar seu exercilo para as
fronteiras da Valachia. Emquanlo estes aclos li-
nhain lugar, as duas potencias allemaas, cm virlude
de sua conveneno de -JO de abril, dirgiam simult-
neamente urna nota ao gabneledc Sao Petersburgo,
acumpanliaiido-a de urna comniunirarao pessoal dos
dous soberanos ao imperador Nicolao. Or, qual era;
o sentido desla nota, assim como das communica-
ces que a acompanliavain? Nao ora certamenl
urna inlimarao altiva. Entretanto o gabinete m
Vienna reclamnva francamente da Russia a evacua-
rlo dos principados do Danubio; pedia que o gabi-
nete de Sao Petersburgo nao uzease depc nder essa
retirada de comliccs eslranhas Austria e que nao
eslivesse cm seu poder cumpri-las. Era dizer que o
governo austraco repclliaanteripadamcnle todaob-
jeco fundada sobre a presenca dos ejrcitos da In-
glaterra e da Franca no Oriente. Urna vez ejecu-
tada a evacuacao dos principados pura e simples-
mente pela Russia, as potencies allemaasiiiterviriam
para que lodas as qucsles, que se referen! ao nego-
cio do Oriente, foseen) entregues decisao de um
rongresso europeu. Como v-se pois, se os dous
governos da Allemanha marchavam at cuiao com
um passo mais vagaroso que a Franca e a Inglaterra,
files clicgavam ao mesmo ponto, porquanto a Aus-
tria eslava munida de urna autorisarau para entrar
nos principados e faze-los evacuar por meio da fut-
ra, se for preciso; sen ejercito eslava reuuido na
frouteira da Valachia; finalmente porque a nota
partida de Vienna c de Berlim a 2 de junho exiga
do czar a mesma cousa que Ihe linliam pedido a
Franca e a Inglaterra antes de abrir as hostilidades.
As coniniunii arns pessoaes dos dous soberanos al-
ternaos deviain cor la me n le modificar na forma o ca-
rador presumptorio dos despachos ofiiciaes de snas
chancellaras; devam sobreludo invocar muitos ou-
Iros motivos iulimos e particulares junio do impe-
rador Nicolao. Em summa, nein por islo deiiava
de existir um preciso, apoiado em urna amea-
?a implcita de obrar pela (arfa, se fosse necessa-
rio. No (ini da ola de 1 dejunbo, havia evidente-
mente a suerra.
Taes sao as circumslancias as quaes a resposta
do czar, chegou ha um mez s duas cortes allcmacs.
O coronel de Mantenfcll euvado do rei da Prussia
m Sao Petersburgo foi encarregado da leva-lc a
Berlim. O principe Gortchakoff irmao do com-
iiiandaule em chefe do exercilo do Danubio, foi
encarregado de ir entrega-la em Vienna. Ares-
posta do gabinete russo chegou aos dous governos oo
mesmo dia ,'idcjullio.
Cousa eslranha !quan do se decompoe esta respos-
ta, tal qual resulla das versies mais acreditadas,
nao se cuconlra em definitiva senSo as prelencoes
crotlidas desde o principio pela Russia, e ainda de-
pois sustentadas por ella debaixo da forma das di-
versas propostas, que se tem succedido I Ella pode
ser evasiva no seulido de que nao respondo direc-
tamente ao pedido, que foi feilo ao gabinete de Sao
Petersburgo, c parece aceitar os principios de novas
negociacues. Quanlo ao fado, nada se parece me-
nos com urna poltica que lem sinceramente em
vista a paz. A Russia aceita o principio de pro-
leccao commum dos christaos no Oriente como fui
estabelecido nos protocolos da conferencia de Vien-
na, mas com a coodirao, como se 'diz, de que islo
nao prejudique em nada seu dreito especial de pro-
tectorado religioso sobre as populac,es gicgas da
Turqua. Se assim fosse, da que servira o pro-
tectorado commum da Europa ? Resultara dahi
que o continente teria tomado as armas smente
para dar, pela autoridade de sua intervengo, urna
nova forra ao dreito, que o czar reivindica. A Rus-
sia, segundo a sua resposta, nao consentira cm
retirarse do territorio ollomano, c a razao que d,
he que os principados s3o o nico ponto, onde ella
pode obrar com vanlagem, emquanlo suas esqua-
das sao bloqueadas cm seus porlos, e os exercitos
anglo-francezes estSo no Danubio. Portanlo ella
continuara a oceupar a Moldavio por motivos es-
tratgicos. Finalmente o gabinete de Sao Peters-
burgo se moslra promplo para entrar em negocia-
eocs para o restabelecimenlo da paz, com tanto que
Ihe srja garantido, que nada se leolar contra a
Russia durante cssas ngociaccs. Em outros ter-
mos, o gabinete russo pedira um armisticio, que o
garanlisse contra qualquer empreza nao s no mar
como cm trra. Se he verdade, como se diz, que
he esse o sentido da resposta mssa i nola'austro-
prussiana de 2 de junho, qualquer que seja a iuler-
prelarao, que se Ihe d, se chegar sempre a esla
concliisiu: a Russia manlent os privilegios religio-
sos, que (em sempre reivindicado com a maior ta-
nacdade ; ella permanece cm suas pusimos amca-
radoras para com a Turqua. Alm disto quer ser
garantida por um armisticio contra todo o ataque,
c com estas bases he_ possivel agora oegociar-se a
paz '. He este o resumo da situarao, que faria a ola
russa, se por acaso fossem exactas as versos que
dclla se dao.
bous cmiEvros isfelizes. *
POR XATHANIEL.
IV
Um bello crutament*.
(Conlinuacao.)
Maria de Glandeciz a Jnna Mabray.
Paris, oulubro de 1819.
Depois da corle Uve de ir visitar os sahVs polti-
cos. Foi apresentada a madama de Montcaltn,
digna irmaa do duque de Kichelieu, primeiro mi-
nistro. Vi alu bomens soperiore rie que nao poda
ter d em noaso pequeo circulo de Clialeaoneuf.
Ouvi Mr. Lain fallar em um crculo suspenso Indo
de seos labios, com um accento de hoiieslidade clo-
qoenta.e com essa physionoma radianledeprobidade
e de talento que entregam-lhe a alma dos que o es-
eulam. Fft urna peregrinarSo Abtiaye-aux-Boi*
onde admirei em urna celia de vinle p&s de compri-
men lo e dezde largura a madama Hecamier, que
lendo sido muilo formosa ha pouco, o be ainda bas-
tante, leudo espirito como se nunca litesse sido bel-
la. Fui presentad senhora duqueza de l)ur
em cuja casa vi a Mr. Chateaubriand, o qual lio ah
o objecto de urna especie de culto. Cem quanlo elle
nao teja mor., lie difficil de sustentar-se e lirilho ri>
sen olhar. Seus olhos singularmente bellos tem
umaexpressaootieulal, e seu rngenhu esUiescrplo
em sua fronte. Concebo que Iae6 hmeos possam
fazer esquecer a mulher qje lem a honra de receber
seu nome a distanciados annos: elles tem a frescu-
ra ua alim, e a moadade immorlnl do engenho que
o tempo nao pude destruir.
Eu nao leria tanta ambicio, e me conlenUria
de adiar no conde de Glandevcz a boidade e a ral.
vaca,)de(:1ira5aoque*rangeamae9.nl), pernl|.
lem a jmpatlua. Ah! quao Ion eitou dono ier
dizer que ineu desejos foram ouvidos Depois oue
percorri o saloes polilicos. e que ouvi dhiftirem os
honu-iis que disputara entre ti o overno da Franca
ata* que iila eslravaganle veio (Ua louca irma'
Ella assentou ero procurar qualidades boas em seii
marido, aQuem sabe ? ditia eu comgo, Mr. de
landevez cerlamenle nao he um hoinein ama'vel
mas he talvez um homem superior, ^e elle nao lo-
ma nenlium inleresae por minhas ido. s, eu poderia
ultez tomar inleresse pelasuas. Com efleito to-
* vide Diario n. 198.
dos aqu lem um arrojo poltico, apaixonam-se pro
ou contra um s_\slcma, pro ou contra o ministerio,
pro ou con Ira a corte. Cada partido lem seu quar-
tel geral em um tallo. Vi em casa da marqueza de
Rouvilleoschefcs da direila, Mr. de Villele cujo
juizo lem alciima cousa de l.io luminoso que me-
dida que falla, as ignorantes comoeo admiram-sc de
v-lo. como se urna locha brilhasse lias lreva; Mr.
de Corbiere de exterior um lano vulgar, mas de
um espirito cheio de argucias; Mr. de Bonald que
discute punco, mas que quando tetamos em peque-
a sociedade abre-nos os Uirsnuros de sua inlolli-
gencia, c pOo ao nosso aleante as qucsles de alta
philosophia^a que applicou seu engcuho. Quando
elle falla assim rom sua grande estatura, seu ar de
autoridade, seu semblante austero e rude, seus ca-
bellos quasi brancos que Ihe cahem pelas faces, pare-
ce-nic um palriarclia inslruindo sua familia. No
salo de Mr. Casimiro Perier, rico hanqueiro de Pa-
ris e um dos deputados mais influentes da opposicao
liberal, vi lodo o pessoal desle partido. II sem du-
vida homens eloqueutes, inslroidos, habis; mas fui
mpressionada por urna contradiccao qiie nao pude
i'onipn-bendci. Arhei alii urna iniiltdo de homens
que.scgundo ouvi dizer.cram antes da revoluraoar-
denles bonaparlislas. 0 bonaparlismo e a'gloria
conenrdam ; mas nao compreheiido o que pode ha-
ver de commum entre o bonaparlismo e o amor da
liberdade, n porque iransicao pode-se ebegar do
primero ao segundo ; salvo se csse amor da liber-
dade nao he para muitos mais do qoe urna arma de
suerra contra o governo, e entilo seria urna hj pocri-
sia bem pouco digna de eslima. No meio desle pe-
queo curso de poltica que faco sem querer, eslou
sempre prcoccupaila roma mesma idea: qual he a
opini.io do conde de Glandcvez '! Por quem e con-
tra quem be elle .' A que ideas so dedica ? Debalde
cu proenrava, nao acliava. Mr. de Giandevez nun-
ca falla na Cmara dos Pares, e assim nao era em
seus discursos que eu poda dcscobrir suas opi-
rues. '
Fui urna Doile destas tirada Iristemcnlc de mi-
nlias duvida. T.nha chegado cedo a um scrao de
madama de Monlcalm, e eslava absentada ao hilo da
cbainino. Diaule do Togo um ministro conversando
em voz alia conium dos chees I maioria minsle-
rial da Cmara dos Depulados, sobre as probabilida-
des de bom sucresso do gabinete em uma discutsan
que a encelar-se.
ce E a cmara dos pares, o senhor e>f certo
de vence-la '.' perguulou o dcpulado.Eslou certo de
um voto somonte. responden o ministro. Depois ac-
crrsceulnu indicando alguem com os olhos:Oh!
vejo dirigir-se para nos o novo auxiliar que nos da
O que he verdade he que a primeira impressao
parece ter sido pouco favora vcl em Vienna. A res-
posta do czar nao foi julgada satistaloria. Como
he possivel que a impressao pareca nao ter sido a
mesma cm Berlim"? Isto se explicara lalvez por
una cerla differenca calculada, A qual se fallou
na redaccao dos documentos dirigidos as duas cur-
tes. He corlo que o gabinete de Berlim receben
mais favoravelmcntc a resposta do imperador Ni-
colao, e al te diz, que procurou fazer part I liar seu
scntimeulo pelo gabinete de Vienua. Um seme-
ntante passo he sem duvida destinado a ter pouco
sucv"3so. Pdese na verdade augurar melhor
da firmeza do governo austraco. Em summa, de
que se traa agora na Allemanha'.' Trala-se de sa-
ber, se ella deve licar fiel a poltica que ella sanecio-
nou c consagrou, on se se deixar levar por essa
poltica chimenea e fluctuanlc, que parece allanar
por instante- o espirito do rei Frederico Guilherme,
e consiste, depois de ter posto lodo o dreito de um
lado, em conservar-se em equilibrio entre as poten-
cias occidentaes e a Rusta. Os negocios do Orien-
te tem tomado hoje um curso, que nao he dado
potencia nenhuma desvia-lohoje.
Succeda o que for, he a qpeslao das relaces do
Oriente e do Occidente; deve sahir dolas novas
garantas e mais eficaces para a paz e seguranza da
Europa, guando a conferencia de Vienna fazia
desto pensamenlo o principio de seus protocolos,
quando ainda ltimamente na Allemanha se ad-
millia no numero das condiee, da paz e liberdade
dn foz do Danubio e do mrfr Negro, que se faria
senao lomar-se medidas coulra a Russia e enlrar-
se nesla via de renovamenlo do estado do Oriente,
quo he de hoje cm diaule o fin da Inglaterra da
Franca ? Tal he com ceito a queslao, e o rei Fre-
derico Guilherme sabe julga-la menos em si mesma
do que pelos seus desejos de paz universal c ttlvez
que pelos seus receios de ver um exercilo russo cm
Berlim. O inconveniente desle systcma he nao sa-
tisfazer a ninguem, ncm mesmo Russia, a qual
nao so serve das irresoluces do soberano de Porst-
dam, senao porque Ihe sao uleis; porque ella espe-
ra com cslas rresoluc.8es conseguir dissolver a al-
lianra das duas principos potencias da Allemanha.
Se a ultima reposta da Russia, o que nao se pode
crcr, tivesse esse resollado, tarta atlingido prova-
velmente o nico successo, que ella lem em visla.
O presidente do consellio, o Sr. de Mantenfell deve
ver que nao he bstanle cedas complacencias.
As gazelas partidarias da Russia nao o Irata-
vam ltimamente de burguez estadista I He
possivel que o aabinele de Sao Petersburgo le-
nha podido fundar i primeira visla algnma espe-
raura uas ultimas communicacoes vindas de Sao
Pctenburgo : em summa, elle n3o lardar em re
conhecer qoe a paz necessita hoje de oulras coodi-
coes, e as resolur6cs da Allemanha serio o que de-
vem ser, unnimes e decisivas a favor do direilo da
Europa e da civilsajao occidental. A Austria c a
a victoria, aComo o deputado moslrava algnma
ailmiracao. o ministro lornou sorrindo :
Quando digo que elle no-la d,'sirvo-mede um
termo improprio, esse voto nos aislar um privile-
gio que far o no-so alliadn ganhar duzentos mil es-
cudos. Que quer? Embora seja duas vezes milli-
nario, elle dizque depois que casou com uma mu-
lher mora e formosa lem neccssidade de augmentar
sua riqueza, n Ergo aa olhos nesse momento, o
quem vejo profundamente inclinado diante do mi-
nistro ? O conde de Giandevez!
Eu quizera eslar cem pos debaixo da torra.
Que liumiihacau! Quando ouco fallar a Mr. de
Bonald, ou a Mr. de Chateaubriand comprehendo
a dedicacSo profunda realeza que anima tantos
coracoes nohres ; igualmenle quando our,o o gene-
ral Foy, comprehendo o enlhusiasmo da liberdade
embora pareca-mc que ninguem lem razo de quai-
xar-se do quinhn que Ihe loca debaixo de um rgi-
men, onde rada um faz n que quer, e diz o que pan-
sa. Mas nao ter dedcac.ao ncm epiniao, permane-
cer indilTerenle enlre o governo c a opposicao, con-
verter sen vol em objeclo de trafico, nao lia niato
alguma cousa de abjecio? E para acabar de homi-
Ihar-roc, o conde loma seu casamento para pretexto
da sua vil polilica : como se eu Ihe livesse pedido
jamis alguma cousa Eu senlia o rubor subir-me
ao rosto, e abaixava involuntariamente a cabera. Al-
guns inslanles depois sahi do -alan. Parcca-roe que
lidiares irnicos seguiam-me, e que lodos aponta-
vam para mm mostrando o luxo a que eslou coo-
demnada. Era sem duvida nenhuma pura imagi-
nario de minha parte; mas essa idea importunava-
ine e meafnigia.
Nao ha quas dia cm que nao experimente al-
guns distabores desle genero. Ilonlem tinha ido a
casa da marqueza de Hornillo em mui pequea
companhia para ouvir uma l> tura. Ernesto aclia-
va-se no numero dos convidados. Imagina. Anua,
um mancebo do estatura alta, de semblante nobre
e expressivo, de fronte carregada de melancola len-
do com nina voz lao melodiosa e l,lo penetrante que
seu accenlo chegava ao corarao ao mesmo tempo
que suas ideas e seus senlimenlos, versos como eu
nunca lnha lido. Parecia-mc ouvir fora esse hym-
no interior sem notas e sem lettras, que nos ltimos
lempos de nossa vida de solteira eu senlia com ad-
miratan elevar-te s vezes m mim quando em uma
bella noileraminhavamoi em silencio debaixo das
luanas avenidas dat floresta* meio esclarecidas |iela
scintillac.lo das estrellas.enuasta las romo diamantes
em uma abobada azul, em quanlo o bosque nos en-
viava de quando em quando seus vasos murmurios,
e os pattnrinhos meio adormecidos sobre as arvores
algumas nolat perdidas.
Prussia entraran por sua- vez nessa liga generosa,
onde a Inglaterra e a Franca as esperam.
Se ros nao engaamos, j nao ha mais simples
conjecluras. O gabinete de Vienna parece nao ter-
se demorado em fazer saber cm Sao Petersburgo,
que n-.i-.lia de novo tobre a evacuacao immcdiala
e sem coudic,ao dos principados. Ao mesmo lem-
po bem loage de suspender seus movimenlos de tro-
pas para a Valachia a Austria, pelo contrario esl
prompla para pastar a frouteira ; seu exercilo so es-
pera a ultima ordem, e ella nao esl longo de da-la
immedialamenle. A Austria apenas proseguc em
oulro pensamenlo, que he o de provocar uma nova
reunan da conferencia de Vienna, afim de suh-
meller-lhe a ultima resposta da Russia, e dar assim
um carcter collecliro deciso, que for tomada.
A Prussia ser deste modo obrigada a pronunciar-
se. Ou h.nle recusar-se adherir o aclo, que sahir
da nova conferencia, e entao ella se adiara cm um
abandono, que importara a rcprovaro humilhante
de todos os actos, nos quaes lomou parle, ou ento
hade aceitar o novo protocolo, c a Austria ficaria li-
vro para obrar com decisao. Aflirma-se que o ga-
binete de Vienna communicou agora Franca c
Inglaterra este pensamenlo de uma nova reuniao da
conferencia, a quai teria em resultado ajuntar um
aclo de mais serie de proloculos que se lem succe-
dido, e manifestar a opioiao commum sobre a situa-
cao actual. Se a Franca e a Inglaterra accedercm a
esla proposta, chegaremos evidentemente a uma pr-
xima solucao, a qual nao podo deixar de ser con-
forme com a polilica seguida al aqui.
Emquanlo a Allemanha passa por esla provacao
das mais graves deliberaces, a guerra continua em
oulra parle e loma cada dia novas proporcoes, nao
porque lenha havido precisamente ainda operarnos
esseuciaes,- mas he porque o desenvolvimenlo das
turcas se esleode por loda a parte e ot preparativos
se multpli-ain. Agora mesmo um corpo do exerci-
lo francez se embarca em Calais para o Bltico, e
por uma novidade singular, he em navios inglezes
que nossos soldados vao ser transportados : smbolo
maravilhoso da alliauca dos dous povos !
lima proclamacao do imperador veio marcar o.
carcter da partida desle exercilo do Bltico.
No Oriente preparam-sc talvez oulros aconter-
menlos, nos quaes as Torcas europeas terao parte.
At enl.io he o exercilo ollomano que, operando
em um duplo (hcalro, sustenta a lula com successos
dcsiguaes, batido na Asia, victorioso ainda ama vez
no Danubio, em Giurgevo, ondcelle passou o rio cm
seguimenlo dos Russos.
Desle modo a situado actual se desenvolve debai-
xo de aspeclos diversos. Por quanlas pitases ja nao
lem ella passado para chegarao ponto em que scacha
hoje Por quanlas phases nao lera ainda de passar
antes de chegar ao lim promellido aos esforois da
Europa? Infelizmente os vestigios desla grande per-
turbadlo nao se apaguro muito lempo, ainda que
a paz fosse desde j possivel, como he descjavel. lie
bstanlo volver os olhos para um ponto do Oriente,
para esse pequeo reino da Grecia, perturbado pe-
tas instigace.s russas. Toda essa elTervescencia pas-
sageira se acalma sem du,dtt rauco o pouco ; e roa-
lam-se as rclares enlre o reino hellcnico o o gover-
no ollomano. O chefes da insurreicao ie desar-
mam um apos do oulro ; alguns comraissaros ingle-
zes e francezesdirigiram-sc s provincias turcas limi-
trophes para ajudar a panlirarao.
O novo gabinete de Alienas multiplicaos csforc,o>f
para levar sen paiz a condiccs mais normiea. En-
trelanlo nao he fcil apagar os vestigios de (aulas
violencias e fazer prevalecer sublimemcule uma po-
lilica mais justa. As nsurreic/ies em umitas par-
les lornaram-sc em latrocinios; a piralaria se de-
senvolver Nao he ludo aiuda, teriam sido dcscu-
berlos, fados de concussao nos quaes acha-se envolvi-
do o cx-mnitlro da guerra, ajudanle de campo do
rei. Qual foi a consequencia de todo esse movimen-
lo grego? Aoccupacao cslrangcira uuica garanta tal-
vez da pazdaqucllcspaizcs. A respeitu dessas provin-
cias turcas da Thessalia e do Epiro.orctullado he
adcsvaslacao, que passou por ellas, obra dot preten-
didos libertadores.
Um paiz assolado, popularles assassinadas, a Gre-
cia oceupada militarmente, a guerra na Europa e
na Asia, o Occidente em armas sem ler querido, lo-
dos os inleresscs suspensos por essas crises, eis aqui
oqueprovam desde j contra a Russia. Se remon-
lar-sc causa nica dos aconlecimentos adunes, el-
la nao he oulra, seuao o excetso de uma ambirao
ameacadora, a iin a-an sem direilo, mesmo sem de-
clarado de guerra, de lerrilorio ollomano pela Rus-
sia. Nao he cerlamenle um espectculo maravilho-
so, que no meio do seculo XIX, no meio das garan-
das novas e dos inleresses desenvolvidos pela civi-
lisarao, pean, ser dado a una polilica inexoravel
perturbar de repente essa paz, que a Europa jul-
gava ler comprado muito caro !
Tal he ainda hoje o estado dessa crisc geral, ua
qual cada povo lem sua particpalo. A polilica ex-
lerna da Francia se acha toda all. Quanlo silua-
co interna do nosso paiz, ella se manifest me-
nos talvez por acontecimenlos do que pelo curso
uniforme das cousas c por lodos csses fados diarios,
nos quaes se podm ler os symplomas de uma
poca. *
Ha alguns mezes j que se discale uma queslao em
que nao he diflicil ver um dos signaes do Irabalho
que se executa. Trata-se da observancia do do-
mingo. Uma semelhaute questo cortamente nao
pode aprcsenlar nenhuma duvida para um espirito
religioso. Anda mais, afora loda a roosiderarao re-
ligiosa, o simples bom senso a resolve, e a singular
experiencia feila oulr'ora pelos no-sos reformadores
revolucionarios he a prova mais evidente a favor da
observancia do domingo, que religiosamente he o
dia da oraco e humanamente o dia do repouso ne-
cessario ; mat acontece com esta questo, o que suc-
edi a muilas oulras, que a pratica resolve fcil-
mente, c que se complicara pastando em uma cerla
esphera. Por exemplo. a Ici'garante a observancia
do domingo? He a este respeito, que o governo cn-
(endeu que devia manitcslar seu pensamenlo por
uma nota ofiicial, na qual declara que o estado dar
o exemplo da suspensao do Irabalho no domingo,
mas que nao deve iutervr pela loi. Esta execurao
he cerlamenle a melhor debaixo do ponto de vista
religioso, como relativamente dignidade do estado.
Alm do que ha sempre de diflicil ua excruc.io do
uma lei deste genero, resulta dahi muitas vezes que
o espirito de opposicao, promplo para lomar todas
as armas, volle cootra a propria religiao umcoacrao
legal. Com pouca cousa se conslilue o here da li-
berdade de coosciencia violada. Finalmente os cos-
lumcs tem um poder diverso da Ici cnl semelhaute
materia, lie sobre os costumes, que se deve obrar,
lie a liberdade individual, que se deve pedir o res-
peito de uma regra da conscienca confundida aqui
com a observacao de um repouso ulil s forcasdo ho-
mem. Infelizmente ha em muitos espilos uma
leudencia, que nao data de boje, e que consiste em
later intervir por loda a parle o eslado, em incum-
bi-lo das cousas ntucis, em coiislilui-lo o arbitro,
o regulador universal. Resulla dahi que em nosso
paiz, ludo lende nccnsantemenle cm convergir para
o eslado; interesses, uegocios de conscienca e at
Prazcres: o estado parece ser o gerente responsa-
vcl de nossa vida e de nossas acones, e como ludo e
coordena ueste pensamenlo da omnipotencia do po-
der publico, araba-e por chegar ao um ponto, onde
nada he possivel sem elle.
Foi o que se vio pela ultima transformarlo, que
acaba de sofTrer o crdito territorial. O banco ter-
ritorial desde sea nascimenlo lem marchado passo a
passo para essa transformarlo que se lornou agora
definitiva. J o anno passado, quando a sociedade
terrilurial de Paris cslendcu suas operaefles quasi
Franca toda, era evidente que semelhanle empreza,
abracando o paiz todo, seria inevituvelmenle levada
ao lugar, que ella acaba de lomar enlre os eslabcle-
cimentos sujeilos ilireceao do eslado. Foi este com
eflelo o sentido dos decretos quo acabam de ser pu-
blicados.
O eslado he que nomeia o presidente c vice-presi-
dentes, ot agentes do banco do crdito territorial ;
he elle que inspecciona directamente lodas as opera-
ces. A vanlagem desla ultima medida he fazer
desappareccr um corlo numero de formalidades, que
o governo linlia entendido, que devia impr so-
ciedade como garanta da ordem publica ; ella sup-
priuic por exemplo o maj-imum da laxa dos juros,
facilita os cinprestimos a pequeos prazos. A socie-
dade, como diz a expsito dos motivos do ministro
da fazenda, ganha em liberdade de accao o que ella
perde cm independencia. Assim pois as novas ins-
Utiiicoes do credilo territorial entraa emum novo
periodo. A inlervencao activa c permanente do es-
lado lites assegurar sem duvida algumas vantagens.
E estas vantagens nao serio porventura compensa-
das, por inconvenientes? A experiencia o dir. Oque
agora ah vemos he a confirmarlo dessa tendencia
que cooduz ludo para o eslado, c parece deixar tao
completamente impotentes os esforcos devidos ini-
ciativa individual. Nao fiira preferivel ver essa ini-
ciativa intervir mais frequentemeiite, manifestar sua
accao e ser suflicienle para si mesmo ? A vida indi-
vidual, a vida local he o que infelizmente muitas
causas lem ha muilo tempo enfraqaecido gradual-
mente em nosso paiz. Porveulura o estado tem mui-
to mais vantagens com essas lendcncias? Se tem
mais poder, (cm maior responsabilidade, e lie o alvo
de mais odios c esl exposto a mais revolures.
Seja o que for, he esta uma das condicoes do nos-
so paiz, a qual se verifica no dominio dos inleres-
ses, como se podo ver por loda a parle nu dominio
do espirito e das arles. He assim que a opera aca-
ba de ser reunida lista civil e collocado na depen-
dencia do miuislro de eslado. Mr. Troplong, pri-
meiro presideulcdo tribunal de CatsacSoleve a mis-
sao de expor os motivos desla transformarlo da aca-
demia imperial de musica. Nao he a primeira vez
que a opera se acha ncslas condicoes, e ha com ef-
feilo as inslituires deste genero alguma causa, que
parece naturalmente exigir uma prolcccao especial.
Enlrelanlo ninguem /so deve Iludir a esle respei-
to: o eslado debaixo de qualquer forma que inler-
venha, pode animar as arles e os artistas, pode asse-
gurar-lhes dolacfles samptuosat e concorrer para o
biillin de secnas sem rivacs; mas nlo esl cm seu
poder supprir essa inspirarlo individual, que faz a
vida das arles ou desenvolve-la por meio de esl i mu-
los arlificiacs.
Em lodos os tem pos. sobreludo as pocas de gran-
des perturbarles humanas ha um Irabalho,que be so-
meuledado ao pensamenlo fazer. Pode-se auxilia-
Minha alma lancava-se ao encontr desses can-
tos sympalhicos, So mesmo lempo suaves como espe-
ranzas c tristes como saudades. Parecia-me que cs-
ses versos me conlavam em tospiros misteriosos mi-
nha propria historia sem dizcla aos outros, e que
eclios harnionioMis elevando-se. mao grado meu, em
minha alma respondiam aos gemidos do poela. Hou-
ve um momento cm que meus olhoserguendo-sc cu-
cnnlraram os de Ernesto filos em mim com uma lal
expressao de dor e de raelancolia,que fechei-os logo.
Parccia-me que o segredo que eu sei, e que nao
quero ouvir,lanrava-se-lhe do coracao sobre as azas
dessa poesia, para derramarse no meu 1 Eu eslava
perturbada, penetrada, profundamente enmmovida
e applaudia com minhas lagrimas. Terminada a
Ion ura. relirei-mc aprcssadamenle depois de ler per-
gunlado marqueza o nome do poeta que acahava
deabalar-me Ua profundamente todas as facul-
dades da alma : era Mr. de Lamartine.
Infelizmente o conde de Giandevez eslava co-
migo. Duranle lodo o Irajecto da casa da marque-
za a nossa, elle nao cessou de motejar sobre minha
senaibmdade e sobie os bellos versos que me linliam
maravilhado. Essa parodia vulgar, cynica, aferrau-
do-se a essa nobre poesia e manchando-a comseu ve-
neno, fazia nascer cm mim a mesmo senlimeulo de
repulsao, que eu lnha experimentado um dia adian-
do sobre uma rosa que acauava decolher.uma lagar-
la. Como sem responder ao conde, cu deixava ver
pelo meu olhar, o qual fallava por mim, que njo es-
lava convencida, elle contiuuou depois que chega-
mos casa, seus molcjos sobre o que chamava meu
goslo pelas poesas pasloris. Emfim, animmdo-se
cada vez mais em sua idea, disse-me que todos os
versos que acabavamos de ouvir, nao valiam o es-
Irihillio de nina canelo de um poda de seu coiiheri-
mcnlo, que fallava ilo amor em um tom mais alegre
gracioso. Pde-se dizer ludo a uma mulher ca-
sada )i accrescentou elle, empreando a formula in-
variavel de que se serve, quando quer dirigir-me
palavras que razem-mc corar. Permilla-me, con-
dessa, que cmle-lhe uma s copla da canean nova-
da Bcranger. n Apezar de toda a minha resistencia,
de lodos os meus protestos, o conde garganteou com
sua voz desenfilada e trmula, o elogio de rgadame-
telle Frelillnn, canrlo que julgada pela copla que,
mo grado meu, ouvi, deve ler muilo maior succes-
so nos corpos de guarda do que uma das medilacce
de Mr. de Lamartine, que acabavamos de ouvir.
n Muilo bem, ditia o conde bateado ocompasso, tor-
no a ar har-me nesles versos, remollero o amor, as-
sim romo o pratiquei, e como o rompreheudo ; ma
teu Lamartine me endefluxa com tem lagos, e sua
ooiles-de luar. >> Acabando de proferir eslat pala-
vras, o conde sahio Iriumphanle, e eu ouvia ainda
lo, facilitar seus rodeios, lvra-lo desse peso opprcs-
svo das perturbarnos maleriaes: verdaderamente
nao ha meio facticio de direccao externa, que sup-
pra sua iniciativa. He por sen proprio voo, he por
uma especie de recolhimento intimo e fecundo que
elle se eleva, e que, cedeodo ao estimulo de uma
inspiraran nova, corneen a percorrer lodos estes do-
minios da sciencia, da observadlo, da historia, e
mesmo da poesia. Os acontecimenlos o instruem,
as decepces o conduzem para um sculimenlo mais
vordadoiro das cousas, a fraqueza de lodos.os so-
phismas o esclarece e o leva a procurar noces mais
sas, a desordem das imaginares acaba por disper-
tar o inslincloda simplicidade e do bom senso: isto
he, a aeco 1 i vre. espontanea e independen le do es-
pirito he sempre o primeiro cmplice, que se deve
invocar em toda obra de -olorcae ou de renovaran
moral eiulelleclual. Nao he em um da que se faz esta
obra, quando se vive em um secuto, em que lodas
as tendencias todas as ideas, todas as inlcrprelaces
se tem confundido, c uma certa suhlileza rdeme
lem conseguido enfraqueccr a verdade forja de a
decompor, c popularisar o erro forja de o apre-
scnlar debaixo de um aspeclo especioso c seductor.
Vollemos agora para os espectculos polticos. No
meio das preoecupajdes do Oriente que parecem fa-
zer para lodosos paites uma mesma historia, ha um
povo que algumas vezes tem o privilegio de fazer
una historia parte, e que desde alguus annos se
agita em ama das crises mais pecinosas: he o povo
hespanhol. Uma iusurreicae militar, cojo signal
foi dado cm Madrid por muilus generaos e que ain-
da n,lo terminou, acaba de chamar a alinelo para
esta crise e moslra-la em sua gravidade.
Qual era a verdadera situarao da Hespanha oo
momento era que rebentou a revolucAo de 28 de ju-
nho? Esla situara remonta oseo principio a alguos
mezes. A verdade he que o gabinete presidido pelo
conde de Sao Luiz, enconlrou desde a sua chegada
ao poder a mais implacavel hostilidade. O presi-
dente do consellio lnha esperado desarmar essa op-
posicao reunindo as corles no fin do anuo passado ;
nao conseguio senao dar-lhe uma occasao de se ma-
nifestar mais vivamente em uma sessao de alguns
dia, e acabava por suspender as cmaras. Enlrelan-
lo a situarao nao tinha feilo mais que aggravar-sc.
A Pennsula infelizmeule te achava desde entao
enllocada enlre um governo abrigada a recorrer para
vivar,a lodosos meiosde uma autoridade dictatori-
al cuma opposicao ulcerada, que procurava a todo
o cusi derribar o gabioele.
0 estado da Hespanha ha seis mezes que he esle
realmenle; a opposicao conspira evidentemente ;
lem havido nradulmcnle um Irabalho surdo de li-
ga enlre lodos os descontentes. O governo amea-
jado tem multiplicado de seu lado o rigores da
compresso. Como se ha de estar lembrado, ha pon-
eos mezes elle inlcrnava cerlo numero de generaes.
Jornallas, ex ministros, eram ainda ha pouco tem-
po enviados para as Canarias.
Como lie que em ama lal siluacao os choques nao
deveriam ler lugar? Foi assim que no mez de fe-
vereiro apparecia a primeira insurreicao militar em
Saragoja ; mas esle primeiro movimenlo quasi com-
primido logo, nSo tinha chefes, ou se os tinha, a
promplidao da repressao uSo Ihes lnha dado lempo
para que se moslrassem. A recente insurreicao de
Madrid appareccu as mais graves cundirnos ; ella
tinha seus chefes, leve immcdialamentc meios pode-
rosos, e quas um exercilo em seu serv ion. O go-
verno suspeilava algama conspirarlo ; mat nao sa-
bia que um dos principaes inslrumenlos dessa cons-
piracao era um de seus funecionarios mais elevados,
o general Dulce, director do servico da ('avalla-
ra.
Na manba.i do da 28 o general Dulce, a pretexto
de uma revista, cooduzo uma parle da guarncao
par fora de Madrid, onde appareceu o verdadeiro
chefe da insurreicao, o general Leopoldo O' Doonell,
que lnha conseguido eslar occullo desde algum
lempo.
As tropas collocaram-se immedialamenle debaixo
de suas ordens, e o pronwncamenro foi feito. O
que havia da mais grave, he que a raioha eslava au-
sente ; ella se achava na residencia real da Granja,
e alguns de seus ministros tambem eslavam fora da
capital. A noilc a rainha vollava para Madrid com
seus ministros. A vista de um fado lio deploravel
como uma insurreicao militar, nao havia evidente-
mente outra conducta a seguir senao preparar-se pa-
ra vence-la. Enlrelanlo o goveruo nao sabia se po-
da contar mais com a mirmelo de Madrid, moral
ment abalada c materialmente diminuida de suas
forras que haviam passado para os iosuigenles. Da-
hi uma cerla tergiversarlo no primeiro momelo.
A 30 de junho leve lugar um combate em Vical-
vio, quasi as portas de Madrid enlre as tropas que
tinham lenlo fiis e os insurgentes.
1 fi/.ctn que a rainha Isabel quera montar a ca-
vallo para ir apresentar-se aos insurgentes, eque os
ministros trabalharam 'para dissuadi-la desse pro-
jeclo. O combale de Vicalvaio foi sustentado de
um e oulro lado com uma energa incrvel. Por ar-
raso ora um successo para as tropas, que tinham fi-
cado fiis ? Parece que o successo foi duvidoso ; mas
o goveaoo tinha obldo um grande resultado : coa-
lava com a Iropa e ento podia obrar, ao passo que
os insurgentes ficavam solados. Depois do comba-
te de Vcalvaro nao tem havido finalmeule nutroeu-
contro, |>orcra os insurgidos, commaodados por O'-
Do n noli, se reliraram nesle momelo para a Andalu-
zia, e sao perseguidos por uma columna expedicio-
naria s ordens do ministro da guerra o general
Blaser.
Parece que a insurreicao nao tem recrutado novos
partidarios no exercilo, a nao ser o general Serrano,
retirado na Andaluzia, o qual te reonio a O'Don-
ncll. Ella nao lem achado mais echo no paiz; a
Hespanha ficou completamente tranquilla. Madrid
achou-se quasi um dia inleiro sem guarncao em
quanlo aslropas eslavam em Vicalvaio, e nenhuma
sceua de agitarlo leve logar, nenhura grito hostil
foi dado. \
At aqui appareceu apenas um bando na tuerta
de Valencia. Esta atliiude da Hespanha ha certa-
mente notavel. Deve-sc concluir dahi qae a insor-
reirao ser provavelmeule dispersada, lano mais
quinto em lodas as tropas rees se tem posto em mo-
vimenlo ; mas uma vez que seja vencida, quer islo
dizer que a posiro do ministerio fique bem segura ?
O mal dogabeiule do conde de Sao Luiz as circums-
lancias crticas em que te acha a Hetpanha, he nao
ler antoridade. Elle conseguir reprimir o roovi-
aiento ; mas nao poderao succeder-se as sedioes des-
le genero? He este operigo da Pennsula. Sabe-
mos perfeitamenle que os partidos hespaohes eslao
ha muito lempo em um eslado singular de decoin-
posirao. e qae nlo podem agora olerecer um poni
de apoio solido. Entretanto deve-se considerar, se
poda ser til rainha conservar longe de seu Ihrono
os homens, que o tem defeodido cora mais eaerga e
lalenlo, e que mais uma vez arrancaran! a Hespanha
da anarchia. O certo he qne a dvisao a a animo -
sidade, qoe existem hoje, s podem preparar. novas
calastrophes. ( Hecue dei \Dcux Mondes. )
INTERIOR.
na sala vizinha suas narnalliad.is misturadas de uma
tossesinlia.
B Eis, querida Anna, como nos entendemos em lu-
do. He verdade que o conde da-mc a liberdade de
ir a igreja, mas he esla a nica liberdade que me
d, c agora j sei porque ello m'a d. Honlem ven-
do-mc ir missa, disse-me : Muilo bem, goslo
de v-la ir a San Ruque. Bom ser al que cncom-
mende um genuflexorio, e o enlloque em lugar ap-
parenle. Isso a far bem aceita no pavilho de Mar-
san, e vivemos cm um tempo-em queeonvm ler cm
todas as margens um porto de refugio. Essa precau-
r.lo nos servir para o prximo reinado, a
Nao pude deixar de responder ao conde, que
elle tanto diria que me ohriaaria a occullar-rae para
ir missa, como para fazer uma mi accao.
Decididamente a marqueza lem razao, he preci-
so que cu- me dislraia nos bailes c as festas. Nao
prezarei esta vida, a
Ernesto Mclcy a Carlos de Aulan, secretario do
emuai.rador de Franca em Londres.
a Pars,oulubro de 1819.
Fizes-le-me prometler, meu charo drlos,|di-
zer-le o resallado de minha viagem a Chaleauncf.
T que s meu amigo de coracao, para quem desde o
collegio nao Icnho segredos, e que cslas ligado a mim
por uma mulua affclro, lauto mais verdadera. por-
que funda-sc na communhao das crenras, das ideas,
e dos senlimenlos, sabes que espranos tinha-mc sus-
tentado no meio dos rudes trahalhos que conduzi-
ram-me anlcsda idadea ama posidlo medical 10-
vejada por muitos e mesmo a uma especie de cele-
bridade.
Uma amisadede infancia lornou-se em minha al-
ma com a mondado, um ardenle e profundo amor ;
por isso a esperanca de olferecer a cs*a graciosa me-
nina, na qual eu tinha adeviuhado parao futuro uma
rapariga deliciosa, um nome honrado, uma riqueza
felizmente mitineada c tima posdlo social digna del-
ta, era o meu pensamenlo de lo lo- os momelos, o
segredo de miaba forja c de meus surcessos. Sim,
devo lembranca qae liaba no coracao ludo o que
valho, ludo o que sou. Ao sahir do milenio, live
sempre ao meu lado o mego semblante desse anjo da
guarda, que preservou minha ardeule mocidade das
fallas c dos excessos. Um amor verdadeiro e puro,
nos (orna religiosos ; assim minha alma achou-se a-
berla s atinencias docatholicismo, e emquanlo nos-
sos collegas embriagavam-se com as liroes seducto-
ras da nova pliilosophia.ar.hei com ligo'nas couferen-
riai de Mr. Frayssinous o freio de qae precisava
meu carador vilenla, e as esperaacas immorlaes
3ae sosten lam no meio dasdesgraras 'e desencantos
vida.
a Ondecslariaeu.se nao fosse chrslo? E por
mais sinceras que sejam minhas eoovicciles religio-
sas, serei asss forte cootra esta immensa dor ? Car-
los, achci casada Maria, a amiga de minha infancia,
a noiva de meus sonhos de mocidade, a rainha de
meu fu lu o casada aos dezesele anuos com um ho-
mem de perto de sessenta, iudigno dola a todos os
respeito*, um velho genlilhomem vollairiano. um e-
picurisla como os que o seculo dezoilo lormou e que
conlribuiram lano para a queda da antiga monar-
chia. Lina s palavra explica este inigma, Mara
era pobre, e o conde de Giandevez era rico. Bem
comprehendes que nlo pude nem quiz iulerrogar
ninguem sobre esse casamento, do qual nao podia
fallar sem cxperimenlar movimenlos de furor, de
que nao sou senhor ; mas segundo ouvi murmurar
cm Ionio de mim, lendo a rmaa primognita prefe-
rido fuzir da casa materna a casar com o conde, Ma-
ria sacrficou-se para obedecer mai. Cuitada !
quanto ella eslava bella ; mas quanlo eslava triste I
Quando a encoolrei, meu primeiro movimenlo foi di-
rigir-lhe palavras amargas; mas quando vi a inex-
primivel dor escripia cm sua fronte, loda a minha
colera ficou desarmada, o coracao desfez-se-me, e em
vez de laslimar-me, laslimei-a. Que dignidade poz
Alcos na fronle da mulher, meu amigo que poder
na serenidade desse olhar, que suspende-me nos la-
bios trmulos as palavras que nao devo dizer, porque
ella nao pdeouvi-las 1 Que santo contagio exerce
o exemplo do sacrificio c da virlude! Emquanlo
meus olhos repousavam sobre esse admiravel sem-
illa ule, eu seutia-mo desesperado : mas submisso. A
visla ilo marido di-.pert.-iva pelo contrario os senli-
menlos tumultuosos de minha alma, e encarando,
comprehend o homicidio. Uma [enlacio borrivel
elevava-se em meu coracao ; uma injuria mortal he
loso feila E dcppis dous homens acham-se em face
um do oulro separados smente pelo comprimento
de uma espada. Mala ou mnrre, ha um domis na
vida. A sociedade admille esle desenlace ; mat
Dos o condemna e pune. Etse desenlace infeliz he
o homicidio. Malar o marido para abrir camioho at
mulher, esla tda he borrivel ; porm Carlos, sin-
toque que seuao fosse chrslo. assirr, faria. Debal-
de repillo, e maldigo este pensamenlo, rogo a Dos
que me ajude a deles|a-lo, ha momelos em que el-
le me volta sobre ludo, quando o conde encara Ma-
ra de certa maneira. Parece-me que nao sou inait
senhor de minha ventado. A lerrivel pai vio da co-
lera, que tanto mecuslou a vencer, torua-se a mais
forte, minhas ideas fermentara, a m.1o treme-me.
Tendo piedadede mim, meu Dos ; nao basla eslar
separado de Maria darauleesta vida ? deverei met-
ler enlre mim eella abysmos para a eternidade ? A-
leulai minha fraqueza,' salvai-me de miau mesmo.
RIO SE JANEIRO.
CMARA DOS SRS. DEPUTADOS.
Su 17 de Juiho.
Lida e approvada a acta da antecedente, o l.
secretario d contado seguinteexpediente:
Um oflicio do miuislro do imperio, communican-
do que S. M. o Imperador ficra iuleirado das pes-
soas que actualmente compde a mesa desla cmara
Fica a cmara inleirada.
Do mesmo' ministro, remetiendo o aolographo
sanecionado da resolucao qae approva a pensao con-
cedida a 1). Maria Generosa Loureiro. Fica a c-
mara inleirada, e a archivar-se.
Uma representarlo da cmara municipal da villa
de Taquary, da proviucia do Rio Grande do Sul,
pediudo um acto legislativo quo decrete que os de-
pulados provinciaes sejam eleilos por municipios.
A' commissao de consliluirao e poderes.
Um reqiierimenlo de Antonio de Souza Kangcl,
pedindo ama medida legislativa que o declare com
direilo aos seas ordenados desde o lempo da exlinc-
cao da repartiedo das obras publicas em Peraambu-
co, da qual era primeiro cscriplurario. A' eoin-
inissau de marinha e guerra.
Enlra em 1.a dscussao o projecto do Sr. Nabuco
que reforma os tribonaes do commercio.
OSr. Ferraz: Sr. presidente, nao havendo o
illuslre autor do projecto cm' discussau oflerecido
casa as bases em que se fundn, os inconvenientes
que achou aa legislara o actual para propor a sua nv
forma, nao tendo nos dados alguus para pdennos
aquilatar os males provenientes de qualquer parle
da uossa legislaran, vejo-me oa oecetsidade antes-de
de ludo de pedir ao nobre autor do projecto a graca
de nos explicar os fundamentos que o determina-
ran! a apresenta-lo.
Em segundo lugar Icnho escrpulo de vola/ pelo
projecto, reennhecer a sua ulilidade, visla da his-
toria do nosso actual cdigo do commercio durante
a sua dscussao no senado. Passando aqoi esle c-
digo, quasi pelo mesmo modo porque se acha con-
feccionado o projecto que se discute, ni cmara vi-
talicia muilos oradores, homens dislinclos, seoppu-
zcram parle relativa aos tribonaes da i." inslan-
cia, e regolaram de um modo opposto quelle qae
se tinha adoptado nesla casa.
O fundamento principal desla opinio que Irium-
pboii foi tirado, scuhores, da constituirlo do impe-
rio. Pela constituirlo o poder judciario devo ser
composlo de juizes e jurados ; os jurados pronun-
ciara sobre os fados e os juizes applicam a lei. Ora,
pe., projedo actual se admille a creacao de juizes.
que nao s3o aquelles qae a consliluicao quer, nao
sabem da magistratura propriamente dita. Oulro
artigo da consliluirao eslabelece que havcrSo rela-
ooes as diflerenles provincias, que sao propriamen-
te os tribunaes de 2. instancia. O pensamenlo da
nossa consliluicao vem a ser que os juizes sejam vi-
talicios, independenles, e que as relaces sejam tri-
bunaes de 2." instancia.
Este he o pensamenlo claro, he o pensamenlo qae
dsininnu na ronfecrao do actual cdigo do commer-
cio ; entretanto me parece que o nobre ministro da
juslira, autor do projecto, quer crear um tribunal
de i.' instancia composto em parte de magistrados o
era partedeindividuos tirados da classedos comraer-
ciautes por meio da eleicao.
Se eu puiler convencer-me qoe osla maneira de
Sou tao desditoso De ora em dianlea vida nao lem
para mm mais tiro, o desengao chegou-me na ida-
de das bellas esperaacas. Ha uma pessoa de menos
em meu futuro, e esse futuro esl vazio. Para quem
agora Irabalharei para quem terei talento, succes-
sos, oomeada ? A amiga de miuha infancia, aquel-
la, cujo semillante risonho, enChia-me o passado, e
csclarecia-me o futuro, esl perdida para mim. Que
resta-me fazer, para que viver?
Para que ? Para fazer meu dever, para cara-
prir as obrigares que impe o grande nome de
christo, para sokcorrer os que soffrem, para servir
os pobres, para conservar os filhos s ras, as uoivas
aos uoivos. Parecc-me s vezes quo eu poderia vi-
ver assim, com lauto que encontr de quando em
quando essa graciosa apparicao no mundo, qae res-
pire s vezes o mesmo ar, embora uao devesse fal-
lar-lhe ; porque sua voz abala-inc todas as forras de
meu ser, creio que vivirei eolre a lembranca de um
olhar trocado e a esperanza de encontrar um mez
depois esse charo olhar. Nao sou muito ambicioso,
meu amigo. Sabes qual sera agora a suprema feli-
cldade a meus olhos ? Seria eslar amentado em uma
bella note de verlo alguns passos distante della so-
bre um banco de pedra da casoha dn Chateauueuf,
e silencioso como ella deixar minhas meditadles sa-
liirein com meus rogos para esse co estrellado aira-
vez do qual Dos sorri s almas feridas. Mas nao a
encare com essa expressao esse homem desgranado !
nao lome a peilo fazer nascer occasioes que evito,
pnrquanlo leoho reparado que esses libertinos jubi-
lados, que a experiencia devia f tzer acautelados
veem os perigot dos outros e sao ce^os para os seus
proprios perigos. O conde parece recrcir-se em
deivar-me s com a coiidcssa. Ser eonfiaura oeste
anjo ? Ento elle lem razo. Ser Cataidade ? Sou
inclinado a rr-lo. Esses sceplicos que nlo creem
em nada, crem smenle em sua suprema habili-
dade.
Carlos, devo dizer-te que nao estou salisfeito de
mim ; receio ser engaado pelo mea proprio cora-
cao. Todas as boas resolucOes que tomo nao serlo
acaso lardos armados por uma pai van cheia de sub-
lerfugios ? Nao posso admtlir a idea de cessar de
ver Maria. Nao he por isso que procuro persuadir-
me de que posso v-la sera perigo ? Desconfio de
mim, tenho medo de mea corarao ; t lenho
confianca na admiravel pureza da alma de Mara, a
qual morrer talvez ; mas nao enfraquecera. Meu
amigo, eslou em urna desata horas orilleas, em que
a gente deixa de ser chrslo, salvo se sahe da pro-
va acrisolado e fortificado, l.attima-me, e ora por
oo 1 ,
(Conlmnar-se-ha.)
\





"

conleccionar um lriltun.il ilc 2." ins amia vista la
constituirn lie regular, au duvidarei dar o meu
voto ao projeclo, mas por ora lenho duvidas fortes,
nAusei se podemos estabelecer um 2. tribunal com-
poslo pela maneira que o nobre nimitlro deseja...
O Sr. Paranagua' da um aparte.
O Sr. Ferraz,:Ouco urna voz, que creio ser
do uobr; deputado pelo Piauhy, diier que ese tri-
bunal lie organitado conforme a nilurea das cau-
sas. Forece-me que u nobre depulado nao pode
suslcnlai este principio, porque em geral a consli-
luicao e.labcleccu a reara geral a respeito de todas
as causas civeis, sem faier dislinceao alguma enlre as
rausas civeis e as causas commercia :s. E se frraos
a regular, por esse preceito, euUo em nenhuma
parte deveriam as relaces julgor eu> materias com-
merciaes, o que nao est no penss ment do nobre
autor do projecto.
Qualqucr, Sr. presidente, que for a tendencia
que se observe boje eulre nos para a parlarmo-nos
das regras eslabelecidas pela constituirn, eu con-
sidero do meu dever espor casa as duvidas que
lenho sobre a materia do projectu, que me parece
inconstitucional.
Dr-se-ha talvez que o nobre ministro, em urna
. parte do projecto /eserva para o governo a compo-
sieao dos tribunaes do commercio, a forma do
processo e e.vercicio de suas atlribuices, remediar
este mal, e que desle modo os tribu aes do commer-
cio serao segundas relajOcs. Ora, a este respeito
eu vbu com ama i'racrao nao pequea da rasa, que
o anno passado suslentou lao bem o principio de
que aulorisaces dcsto quilate nao se devem conce-
der ; considero que autorisarao tal qual o nobre
ministro a eiige he urna autorisarao que alheia urna
das prerogativas mais importantes do poder legis-
lativo ; e que em materia ? a respnito da composi-
'.aii de um tribunal; e de que modo ? Nao estabe-
lecendo nem ao menos regras sobre que deve versar
a mesina composirao. He propriai lente urna dicta-
dura qae o nobre ministro deseja e que eu llie da-
ra se acaso elle estabelecesse regras, ou principios
ou bases sobre que esta nrcanisaclo se devesse es-
tabeleccr. En ignoro quaes sao essas bases, o ar-
tigo do projeclo nao as Ira?, e ignoro-as tanto mais
quinto o projecto nao foi motivado quanto sua
apresenta(ao nao preceden urna ciposiro de mo-
tivos.
E devemos acaso, Sr. presidente, ir delegando
urna por urna todas is nossas all ibtiiccs Deve-
mos ir delegando a olhos fechados sem conhecer-
inos os principios, as bases que p dem determinar
esse arto de dclegajlo ? Me parece que nao. E ues-
te poni, senhores, en invocarei a opiniao, o vol
predominante desea Trucedlo Ilustrada da casa que
lao brilhantementc combateu o anuo passado neslc
terreno, tendo-me nesla parte por companheiro,
contra semelhante principio, coutra semelhante ten-
dencia, que importa o sequestro de todas as pre-
rogativas as mais priocipaes do poder legisla-
tivo.
Se pois, senhores, eu descubro inconstilucionali-
dade 10 projecto, exorbitancia no pedido, urna
verdadvira dictadura, creio que a cmara me rele-
vara que cu me opponha sua pasagem, pelo me-
nos eniquanto nao vir de urna rraneira bem clara
demonstrada a sua necessidade, a sua iuconstitucio-
nalidade.
Senhores, nao he urna opiniao minlia, he uina
opinao que lia muilo lempo apparcceu no senado,
e mesmo nesta casa, a inconstitucionalidade de se-
melhanle materia ; he urna opiniao que leve por
orgao um dos membros mais procmnenles ilo par-
tido que se acha em maioria nesla casa, ama das
notabilidades polticas do paii, uta dos jurisconsul-
tos mais' uotaveis do Brasil ; esse nome, esse esta-
dista lodos o runheceni. era o falescido Sr. Bernar-
do Pereira de Vasconcellos.
O Si: Ministro da Juslica:Oppox-se a islo?
O Sr. Ferro: :Sito, senhor. Se eu me escudo
com esta auloridadc, se a maioria do senado rrfor-
mou o projeclo do cdigo do commercio na parte
que infringa esse preceito constitucional, creio que
uiiigucm deve/ tuppor que a opposicao que faco
ueste poni ao projeclo seja urna opposicao acintosa,
que lem por fim negar as medidas que o nobre mi-
nistro requer.
Nao sel laiul.em. Sr. presidente, se lem resulla-
do mal ao paiz, aos negocios commerciaes, da con-
servarlo as relaces das provincia, do exame e jul-
garaeuln de todas as aerfics commerciaes; nao sci se
us iuconvenientcs que ha prove da organisacao
des-es trbuuaes ou do pequeo numero de juizes
<|iie nellos intentan.
Eu julgo, tenlio como verdade, que as relaces
organsadts de um modo conveniente sao sulliceti-
les para preeneber o tim a que nos propomos, Dir-
je-ha talvez que pela acciimularan de traballios re-
sulta demora para os negocios commerciaes, e que
esles negocios silo de natareza que exigem prompta
soluco. Eu convenho nislu, mal te esta demora
eiisle, me parece que pode ser remediada, dlvidin-
do-se a relacao em serenes como o nobre ministro
em oiilro projeclo divide creio que o supremo Iri-
honal de Justina; enUo us juizes, habilitados para
aquella malcra, faro o sen levtr cara prompli-
d.u. Se porm provena da falla, do numero de des
embarcadores, he preciso examinar donde se origi-
na esta falta. Originar-se-ha do emprego alheio s
suas fuucces que lem muilos magistrados, mullos
desemhargadores'.'
O Sr. Aprigio : Apoiado.
O Sr. Ferraz : He um vicio radical a que he
p reciso dar remedio de promplo. porque este na
nao lie somenle para os processos commerciaes, mi-
lita tarnbem a respeito dos processos civeis. Imme-
diitaineule que o governo propuzsr, como he opi-
niao do nobre ministro da jnstica aqui exposla em
um 1 iril liante discurso o anuo passado, se propuzer a
grande medida, que julgo salvadora, de expurgara
magistratura de todos esses peccados polticos, sepa-
ra-la inteiramenle do contacto omiuoso da poltica,
das elcires... (Muilos apoiados.)
OSr. Ifanderley: He um pe de cantiga muilo
anligo.
O Si: Augusto de Oliceira; O Evangelho lam-
liem he velbo.
O Sr^Ferraz : .... e coosen a-Ios nos seus lu-
gares, os magistrados salisfaro os seus deveres.
i) Si: ivandtrley: Mas o Evangefho nao foi
pregado pelo senhor e oulros que !aes.
O Sr. Correa das .\eces: -r Qualqucr o pode
pregar; foi pregado por pobres pescadores....
< '/iKf dos : Mas inspirados.
OSr.Ferraz:Di/, mu bem o meu honrado
amigo, o Evangelho foi pregado por seres que eram
inspirados, por seres que se podein dizer divinos;
mus a verdade Umbein be divina, a verdade an-
da na bocea por mais mesquinha que for deve ser
areili....
U Sr. ll'aiiderley : Quando lie verdade.
O Sr. Ferraz : E nao he vsrdadc qu"' o con-
tacto dos desembargadores na poltica, as leirocs,
traz grande mal 1 {Apoiados.) Na a relaran do Maranhao nao poda trabalhar por fal-
la de numero, e que o resultado era a demora mu-
tas vezes dos processos ?...
t ina DOS: Mas Uto nao foi por causa da pol-
tica, nem os desembaigadoi-es eram depulados.
O Sr. Ferraz: Nao sabemos que militas vezes
os |i i/es nao se deciden) conforme o allegado e pro-
\ado, conforme a juslica, porque parle dos negocios
sao decididos por inleresses indivduaest.... (Apoya-
dos ; ii-io apoiados.)
O Si: .iprigio : V Seis mezes anles das eleices
quasi que licam os autos presos.
O Sr. Ferraz: Embora, pois, o Evangelho nao
loase pregado |K>r urna bocea Uo mesquinha como a
miaa, declaro todava que as palavras do Evange-
lho podem er levadas por toda a jarle com 'grande
proveto sem que posi vir nenhum mal, nenhum
daoitin em consequeucia das pessoas que as pro-
nunciar.
Se us senhores juliana que o mal provm da fal-
la de numero, porque- os negocios sao alero do Ira-
balho ordinario, oulro he o meio. e tomando por
bases necessidade de serem os negocios commerciaes
decid dos do promplo, me parece que o projeclo nao
entericin csle mal, porque no ti'ibuual elevado
categora de tribuual de 2." instancia devem ser Ira-
lados todos os negocios do circulo respectivo.
On, o circulo respectivo principalmente do Rio
do Janeiro deve ser muito grande, porque he a mais
mi] o brnla orara commcrcial do imperio ; em ou-
lros ligares lalvez seja tenue o Irabalho, lalvez se-
ja suf cenle o numero existente, para que os ne-
gocios leiili.uii fcil e promplo expediente; mas
aqui i em oulras pnicas commerciaes importantes
o resollado ser necssaramenle a demora.
QaM oulra rao para uso? Niio posso desrobrir..
Sera pela falla de pralica da parte dos magistrados
nos negocios commerciaes'.' Esta falta de pralica nao
pode ser urna rizan plausivel ; os magistrados que se.
dedicarem ao-estudo de direito commercal em bre-
ve lempo ter3o a pralica sufficieule para bem desem-
pculiar a sua missao. E, senhores, sobre que
lado devemos considerar necessaria a pralica dos
negocios para aerem membros de um tribunal de
2.a instancia ? sobre aquelles negocios em que em
toda a parle por direito se admitlem arbitradores
sobre o negocios de fado. Entao salvo Dea lodo o
inconveneole resultante desle mal que parece im-
pressionar o honrado ministro da juslica.
Algumas oulras considerarles me Irazem as dis-
posicc- do projeclo ; en calar-me-hei sobre ellas,
porque, visla deslas que acabo de ex'pdr, sao de
pequea importancia, e podem ser mais ou menos
corrigidas.
Mas nao me senlarei, Sr. presidente, sem decla-
rar i cmara que sinlo sobremodo que profersse
una proposicao que parece ler offenddo a nieus hon-
rados collegas e alguns dos meus nobres amigos.
Conheru que o negocio, a par da grande importan-
cia que lem, podo olTender inleresses ; mas pedirei
aos meus nobres collegas, aos meus nobres amigos,
que pouham de parle quaesquer inleresses indivi-
duaos. Colloquemo-nos cima de ludo, reconheca-
mos que nao he possivel que (cubamos urna magis-
tratura, um poder judiciario, como nos lodos deve-
mos desejar, sem que os descmbargailores, os juizes
de direiro cstejam nleramente separados de ludo
aquillo que pode determinar o -cu voto, a sua de-
cisao contraria s regras da juslica, s regras da
coiisciencia.... (Apoiados.)
O Sr. IVanderley : Eslendam tarnbem as in-
compatibilidades a lodos os empregados pblicos,
porque s assim na sua opiniao pode haver parla-
mento independenlc. {Apoiados; nao apoiados. Di-
versos Srt. depulados trocam enlre si diversos apar-
tes. Reina sussurro na sala. O Sr. presidente re-
clama por vexei a ordem.)
O Sr. Ferraz : l'erdoeni-me os nobres depu-
lados ; presto toda a reverencia aos magistrados do
paiz, desejo que clles estejam cima de quaesquer
aecusacoes sobre este ponto; he era seu abono, he em
favor delles que eu desejo propugnar por urna idea
que me parece muito jusla. (Apoiados ; reclama-
res ; conlinuam os apartes e o sussurro.)
O Sr. Presidente : AltencAo Ordem !
O Sr. Ferraz : Se nos fossemos registrar lodos
os fados resultantes de decsoes dos tribunaes ero
consequeucia dos negocios eleitoraes, lalvez a santa-
cao que produzsse na casa fosse grande em desabo-
no de muilos magistrados... (Apoiados ; nao apoia-
dos.)
l'ma voz : Nao creio que hajam magistrados
que por causa de eleices deem senlencas.
O Sr. Augusto de Olireira : Entao o nobre de-
putado ignora umita cousaque ha por ah.
O Sr. H'anderley: l'alleni dos que do sen len-
ta por dinheiro, esses he que satf ni.ios, e nao os po-
lticos ; os polticos que quercm apparcrcr c respon-
der aqui...
(Conlinuam os apartes e a ronfusito. O Sr. pre-
sidente reclama a ordem. O orador para por al-
gum lempo espera que se restabeleca o silencio.)
O Sr. Presidente: Quasi que me vejo obrigado
a pedir ao nobre depulado que iulerrompa o seu dis"
curso, porque assim nao he possivel continuar a ds-
cusso.
Urna voz : He porque estas rousasdoem muito !
O Sr. Silveira da Molla: V teimaodo nisto,
Sr. Ferraz.
0 Sr. Ferraz : He nma verdade que os magis-
trados polticos sao pela maior parte muilo esclare-
cidos, sao aquelles que dAo maiores DtOvat da sua
honradez, mas nao segue-sc daqui que esses magis-
trados oceupadosem oulra missAo possam deserape-
nhar bem os seus deveres de magistrado ; nao po-
dem, por ccrlo, adquirir aquella pralica que he de
misler na applica$to das leis.-
t7mu voz : O mesmo acontece com lodos os em-
prceados.
OSr. Ferraz: He um mal muilo grande que
os nossos coiisliluinles, que lem minias vezes em i
mezes um magistrado honesto e bom, (iquem logo
delle privados, e suas causas enjuegues a magistrados
interinos, ou taes que, como dizera os nobres depu-
lados, Da lem muila probidade. Senhores. he fado
que os habeas cor pus que se derain ha pouco lempo
na propria provincia do nobre depulado nAo foram
de cerlo por dinheiro, foram por motivos cleilorae-.
e assim muilos oulros negocios.
1 ma cor : As causas s3o oulras.
OutratozsSao interprelaroes que se do aos
julgaMentos.
OSr. Ferraz : Aqui o meu honrado collcga
me diz que al se absolvem os j condemnados por
sen lenca por ineiode habeas eorpus. Ora, lodas
eslas cousas se dao como regulares '.' Como acreditar
que estes actos nao sejam lilhos de urna necessidade
poltica '.'
f'ma ro : He a inlelligenria dos magistrados,
a maneira porque interpretara o direilo que os di-
rige.
O Sr. Ferraz : He urna opiniao minha, urna
traca opiniao. Keccinm os nobres depulados que el-
la passe agora nesla casa ? Nao tciiham por ora esle
receio ; sao muilos contra urna idea. Mas afinal
esta idea, como o grao laucado sobre a trra, ba de
germinar, e depois florcsccr e ser proficua ao paiz.
Vozes : Muilo bem !
O Sr. Figimira de Mello, responden lo ao pre-
cedente orador, nioslra primeiro que a creacao dos
tribunaes de 8." instancia para as causas commerci-
aes n3o he contraria coiislituirAo do imperio, de-
pois passando a tratar da ulilidade dos mesmos, ex-
prme-se nos seguales termos:
Pelo que diz respeito a utilidade dos tribunaes de
2. instancia do commercio,quehea 2. qucsliio agen-
tada pelo nobre depulado, a mim me parece indu-
bilavel essa ulilidade.
Em 1. lugar compre altender que a legislaran de
remira ercio, como ja reflecli, he urna legislaran toda
especial opposta como exceprao ao direito commum
e pin lauto he necessario que hajam homens que en-
leudendo essa legislarlo se imbuam das praticas c cs-
Ivlos do commercio para se sabercm regular oppor-
tunamenle nos julgamentosque li\crcm de dar. Ora
como essas praticas e eslvlos variam de prara c de
narAo a nac,ao, seguc-sc que dcicm haver juizes que
procurcm esludar e conhcccr, uns somenle o direilo
commercal, e oulros lodas as praticas commerciaes
das naces, alim de que habilitados com o conhec-
menlo de taes malcras, e formando um s tribunal
possam inspirar a uecessaria conlianca, c merecer a
consiilerarao publica. Exigir que os magistrados,
alera do conhecimenlo do direito commcrcial, que
por si s ahsorvc loda a sua allnelo, se applquem
tarnbem a esludar os eslvlos do commercio, he exi-
gir um impossivcl ; e porlanlo os conliecimenlos ju-
rdicos pralicos nao podem dexar de ser de grande van-
I a geni paran I ribo nal do commercio. I'or nulro la do, Si.
presidente, sabe-se que o commercio tem sualiugua-
gem especial, que una palavra denota una transa-
rlo inteira, e porlanlo logo que hajam juizes que
cunhecam e saibam inlerpelrar essas palavras, as
causas serao julgadas com mais rapidez e acert.
O commercio quer exalidao e acerlo; os negoci-
antes nao podem cslar sujeitos s prolclaroes dos Iri-
bunaes ordinarios, e deslas HcarAo livres logo que
se eslaheleram Irbunaes do commercio suflicieute-
menle habilitados alim de fcilmente decdirem as
suas causas.
Sr. presidente, anda urna grande vanlagem des-
cubro nos tribunaes de commercio que se pretende
crear, e vem a ser que se estabelece de cerlo modo
o jury Das causas rveis. porque o commerciaute
vem a ser jnlgado pelos seus pares, pelos homens
que conhecem os negocios commerciaes e as leis res-
pectivas, e que pelo conlacto em que com elles se
achara melhor podem ajuizar da boa e m fe dos con-
lendores, e .piando essa razao nao bastasse, a opini-
ao de alguns escrptores notaveis seria urna aulori-
dade suflicienle para me convencer d ulilidade dos
tribunaes de commercio. En peroliceiua acamara
para ler-lhe a opiniao desses cscriplores alim de me-
lhor esclarecer o que digo.
Monlesquicu dizia : Os negocios commerciaes
sao muilo pouco susccpliveis de formalidades. Sao
arroes de cadadia, que devem ser seguidas de nutras
da mesma nalureza. He misler porlanlo que possam
ser decididas cada dia. n
Um oulro escfiplor, o Sr. Sicodemus, citado pe
lo Sr. Nougncr no seu tratado sobre os Irbunaes
de commercio, dizia: As jurisdiroes consulares
nao foram eslabelecidas senao depois de maduro,
longo c serio exame das razes, motivos queixas, pe-
didos c suplicas empreadas para oble-las. Esles
eslaheleciineulos sao a obra de urna poltica consu-
mada. As leis que lhe dizem respeito fazem o elo-
gio lano do legislador como dos Ilustres cidadaos
que presidir.im i sua redaran.
O Sr. Marcehal disse anda que o eslabeleci-
roento das juridcOesconsulares ou commerejaes era
o mais vanlajoso que se linlia creado ha um seculo.n
Finalmente o mesmo Nougnier tarnbem disse na o-
bra citada: o O commercio necessita de umajurs-
diejo simples, como suas operaces, inania de despe-
jas e formalidades, rpida como o movimento dos
seus negocios, e que segundo a expressao dos douto-
res, impedindo os processos de serem immorlaes, li-
vrc os negociantes das pro(elac.oes da juslica.
Eslas autoridades silo demasiadamente fortes para
demonstraren) .i ulilidade dos Irbunaes de commer-
cio.
Sr. presidente, cu nao desconbero que ha naques
que nao tem Irbunaes de commercio, e entretanto
sao milito commcrcianles: laes sao a Inglaterra e a
Hollanda; mas qual a razao de semelhante fado"?
Na Inglaterra eu descubro a razao, em serem nego-
ciantes a maior parte dos lilhos desse paiz, c eslar
al eslabelecido o direilo de formar-se um jury espe-
cial, segundo a nalureza da cauza.
I.ogo que appurcce urna causa commercal se pede
que o tribunal do jury seja composlo de commcrci-
anles, c estes tallo no caso de darcm urna decsao
regular, ronscicnciosa e justa.
Na Hollanda eu tarnbem descubro a causa de nao
haver nclla Irbunaes de commercio em ser all a
magistralura electiva pelos cidadaos e commercian-
les, e de poderem porlanlo esses commercianles ter
a faculdade de elegcrcni homens que tenham a sci-
cncia do direilo e dos eslvlos commerciaes. Exce-
tuadas porem as duas naresque acabo de indicar,
lodas as mais, lano antgascomo modernas, tem ad-
mtlido Irbunaes especiaes para o commercio.
A trancarlo 1563, querendo regenerar o seu com-
mercio, eslabeleceu o tribunal do commercio em lo-
das as suas primeiras ridades; e desde essa poca
para c.i tem sempre cxslido essa insliluicao; a mes-
ma rcvolurao frauceza, que tralou de fazer urna no-
va reforma judiciaria e que acabou com lodos os
privilegios c jurisdiroes particulares, respeitou a ins-
tluicAo dos Irbunaes do commercio; ee?les no lem-
po de .aple,io liverara melhor definidas e marcadas
as suas competencias e attribuires.
as legslaroes antigs seachameslabclccidosnslri-
bunacs de commercio c era Honia as industrias, ofli-
cios e arles tiuham os seus tribunaes, de cuja jurs-
diro nAo era lcito declinar; em Alhenas seguia-se
o mesmo.
Sr. presidente, se eu adeudo para a nossa legisla-
cao tambera vejo que ahi se lem reconhecido a neces-
sidade de tribunaes especiaes para o commercio, e
de formas especiaes de processo ; pelo nosso cdigo
de processo se determinen! que as causas commerci-
aes fossem procesadas em todos o*juizos e instan-
cias bre>c e sumariamente, de plano e pela verdade
sabida, c sem que seja necessario guardar todas as
formas ordinarias prescripla para os processos civis;
elle dispensou a conciliacao em grande parte das
causas commerciaes, determinou que s houvesse ci-
larAo pessoal no principio das causas e quando se
trataste de dar principio eiecucSo cmjuizo, aug-
menlarara-sc as aleadas dos juizos commerciaes, e
mandou-se decidir por arbitros umitas das quesles
commerciaes a que o cdigo da forma de deciso. Ora
o que sao os Irbunaes de commercio de 2." instancia
vista dessa legislacao'.' Sao sen complemento. Se
para a 1. instancia devem haver juizes especiaes,
parece que devemos tambera crear tribunaes de 2."
iiiflancia coraposlos de homens conhecedores das
material commerciaes, quejulguem as causas que
lhe l'nrein deferidas por meio de appellacjlo.
Sr. presidente, o nobre depulado no lim do sen
discurso perguntou se quera crear esses tribunaes
2. instancia por falla de magistrados paraosjulgar
e disso que se havia essa falla ca provinha de nao
se lerera volado as incompatibilidades em virludc
das qiiaes o magistrado licava Inteiramenle livre da
poltica, e se pode dedicar s suas funcre;. O no-
bre deputado achou nessa medida graudes vanlagens
e ulilidade, e rhegou a dizer que emquanlo ella nao
se estabelecesse a magistralura seria corrompida...
O Sr. Silveira da Molla:Elle nao disse isso.
O .Sr. Figueira de Mello : Disse pouco mais
ou menos islo, e que os juizes uo leriam nenhuma
considerarlo no estado ; lano diise que a magistra-
tura licaria corrompida, que nos declamo que por
causa das eleiroes per causo da poltica,liavia muilos
mnin'slrados do'primeira e segunda instancia que da-
v:ini senlencas ma- infestamente contrarias ao di-
reilo e juslica,
Sr. pre-idente,notando que ccrlaspessoas nesla ca-
sa 0 Tora dclla estn continuamente aduigando q' o
syslcma das incompatibilidades, nAo possodeixar de
declarar que seu fim nao me parece ser oulro o de
expellir do parlamento os magistrados, para se Ibes
facilitar o enlrarcm nelle, e ahi ticarein livres de con-
currentes.
O Sr. Silveira da Motta : lito he urna olTeii-
sa, he contra o regimenlo, que nao per mi l te que se
atlribua mas inleiires a uinguem.
O Sr. Figueira de Mello: Eu uo allribuo
ms inlenccs a ningncm ; mas posso Iraduzir a op-
posc,3o que se faz i magistratura como execurao do
pensamenlo que tem muilos senhores de facilitar sua
entrada no parlamento, diminuindo o circulo das pes-
soas habilitadas a ter entrada no parlamento, e que
Ih'a podem disputar com juslo Ululo.
O Sr.SUettra da Mella: Eu peco muito a al-
inelo do Sr. presidente sobre islo.
O Sr. Figueira de Mello : O que ha aqui de
mais t
O Si: Silreira da Molla :lia altribuir ms ns-
lencSes a seus collegas.
O Sr. Figueira de Mello : O Sr. presidente nao
precisa que o nobre depulado chame a sua atlencilo;
uaquella cadeira elle sabe cumprir as suasobriga-
ees...
O Si: Silveira da Molla: E eu eslou no meu
direito chamando a sua allencao sobre urna mfi aeran
do regimenlo. '
O Sr. Figueira de Mello : Allega-te que s
volando se s incompalibilidadeshe que os magistrtt-
dos-sc podem applicaras suas fffncces ; mas se ir-
lo he vantajoeo dere-ee applicara lodosos empre-
gados do paiz ( apoiados e niio apoiados ); se a jus-
lica necessita de seus ofliciaes para que ella se dis-
Iribuu no paiz, tambera a adminislrac,ao necessita
de seus fuucr innai ios para que u servido nao padera.
l'nr M-iiiura ojuiz municipal, ojuz de direilo, e o
desembargador fallara mais as Suas obligarnos quan
do sao depulados do que o inspector da Ihcsouraria,
o alio erapregadodolhcsouro, os professores e lenles,
o mili lar '.' De redo que nao. .
Todos esses fallara s suas obrgares; e se os ma
gislrados devem estar na magistratura, lambem os
oulros devem cslar na administrarlo.
Porlanlo lodas asvezesquese quzcr eslabelecer
as incompatibilidades, devem-sc ellas rslcnder a lo-
dos osfuuccionarios do palx, e nao lmitar-se somen-
le aos magistrados.
Se assim se fizer, cstou persuadido que o sjslema
das incompatibilidades dcixar de ler na casa tantos
impugnadores, anmenle passari: mas querer limi-
tar as incompatibilidades somenle magistratura.
me parece tuna iuju-tira, urna parr,dolado. (Apoi-
ados. )
Sr. presidente, dssc-SC que magistrados ha que
por causa de eleices lem dado senlencas contrarias
ao direilo e juslica.
En devo rcpellr com lodas as minhas forras seme-
ntante proposicao, diZendo lato c bom som que con-
sidero os magistrados que cstAo nesla cmara como
os mais dignos ; e que nAo concedo que baja fura
dclla magislratlus que sejam mais dignos do que a-
qiicllcs que aqui estao. ( Apoiados. )
Se esles magistrados foram chamados pelos votos
descusconcidadaosao seio da represen taran nacio-
nal, furam pelos seus servicos, pela sua inlelligea-
cir, pela sua probidade.
Eu accresceiilarci mesmo que os magistrados poli-
lieos mais do que nenhum oulro lem necessidade de
se uiii-lrareni com essas qualidades, porque todas as
rezas que ellas Ibes fallam eslAo sujeitos ao deule
da calumnia, nao podem resistir indignaran dos
cidadaos, bao de necessariamcnle decahir da eslima
delles, nao serao chamados...
Urna voz : A queslao nao he esla.
O Sr. Figueira de Mello : Neg lambem o fac-
i de que baja magistrados que Icnham dado senlen-
cas para se fazer eleger ; he urna imputaran que
au merecen) aquelles que lem oceupado assenlo
nesla casa ; se laes senlencas app.trecein he islo ef-
feilo nao da corrupctlo, nao do suborno, nao da pel-
la ou da prevaricarlo, porem ta inlelligenria cons-
cicuciosa do magistrado, que a m f interpreta do
um modo mullo difireme.
O Sr. Aprigh : Niio vai por ahi. niio.
O Sr.Figueirade Mello: Eslou fallando com o
coraran oas maca...
O Sr.Aprigio : Nao jolgue lodos por si.
O Sr. Figueira de Mello : Obrigado. Diz-se
igualmente que os magistrados nflodevem ter assen-
lo no parlamento ; mas porque, senhores, quando a
consliluicao nao o obsta em nenhum de seas artigos,
anles consagra o direilo de serem escolbidos por se-
us concidadans ?
Por ventura nSo sao os magistrados aquelles a
quem a constituirn conceden mais independencia
oo exercilo das suas fuucces ? E ser melhor re-
presentante da naci aquello qne lem mais inde-
pendeucia ou aqnelle que a nao lem t
Sr. presidente, a queslao acerca das incompatibi-
lidades me parece um pouco deslocada nesla di-rus-
sao ( apoiados) ; ella teria mais lugar na discussao
da reforma judiciaria, ou em um projeclo especial,
visla da sua importancia.
Eu, porem. nao me oppouhos incompatibilidades
lodas as vezes que ellas se cslcnderem a todos os
iuiirritiii.n i ,5; faca-se essa nova experiencia para
ver se a narao he mais bem servida, tendo no parla-
mento agricultores c commcrcianles que hoje eslao
inteiramenle alheios aos negocios da administrarlo,
que nao lem pralica nem conliecimenlos desses ne-
gocios.
O Sr, Almeida Albquerque: Nao os considere
lao ignorantes, alguns tambera saliera alguma cousa
disto.
OSr. Figueira de Mello : Sabcro alguma cou-
sa, mas sao excepees muito honrosas, e o nobre de-
pulado be para mira urna dclla- ; mas o nobre depu-
lado lem-se applicado nao s agricultura, como
lambem adrainislrarao ; nAo he esla porem a regra
geral; os negociantes, os agricultores, os homens da
industria s ti alara especialmente dos seus negocios i
por consequencia pude muito bem acontecer que
viudo para o sco do parlamento nao eslejam habili-
tados para emillir sobre os complicados negocios que
nelle apparecem urna opiniao conscienciosa, escla-
recida.
Repilo, Sr. presdenle, nao duvido estar pelas in-
compatibilidades urna vez que se eslendam aos ou-
lros funecionaros do paiz.
Rcsumindo, Sr. presidente, as minhas ideas sobre
a materia, en leudo que os Irbunaes de commercio
desegunda instancia nao sao contra a consliluicao,
porque ella adradle Juizos particulares as causas
por sua nalureza privilegiadas como sao as do com-
mercio; enlendo que estes tribunaes sao necessarios,
porque tem sido reclamados pelo paiz, por associa-
ces particulares, por magistrados contiendes; en-
lendo alem disto que os tribunaes de commercio
sao de graude .vanlagem visla da sua nalureza c da
opiniao de escrptores muito abalisados e da prali-
ca da lodas as nares.
A discussao tica adiada pela hora.
Coulinua a 3." discussao do orcamenlo geral do
imperio cora as emendas apoiadas, e mais a se-
guinie :
A casa da assemblea provincial oulr'ora do coo-
sclho da provincia, do Cear fica perlencendo aos
proprios naconacs.
Paro da cmara dos depulados, 15 dejulhode
18.V. Jaguaribe. Araujo Urna. Machado.
Theophilo. Silva. (uimaraes.
Depois de fallarem os Srs. (jcs Siquei'ra, Jagua-
ribe, I'.a- tollo Hranco e Padua l-'lcury, fica a discus-
sao adiada pela hora.
O presidente designa a ordem do dia, e levanta a
setrtto.
-18-
Lida e approvada a acta da antecedente, o 1". se-
cretario d cunta do segrale expedienle :
Um officio da cmara municipal da cidade de Pa-
rtalo, enviando as represenlacoes que as cmaras
muncipacs das villas de Janeara, Cataln e Fnr-
lyoza da Imperalriz dirigem, adoptando o pensamen-
lo da crearan de urna nova provincia ao sal da de
Vinas-tieracs.A' commissao de eslatistica.
Um requerimeulo da companhia I.oso-Brasileira,
pedindu em seu favor as vanlagens concedidas
cjihpanhia de Sonlampton, obrigando-se a transpor-
tar gratuitamente em cada viagem qualro passagei-
ros do E'tado.A' commissao do commercio, in-
dustria e artes.
De Francisco de Paulica Marques de Carvalho,
pedindu a crearAo de urna nova provincia composla
do municipio da villa da Franca do Imperador,c da
tle Canna Verde de Balataes, cora a dcoomnac,Ao
de b Provincia de Marques de Carvalho. i>A' com-
missao de eslatistica.
Da Associaro Calharinense Promotora do Cero-
merco, Agricultura e Artes, fundada na cidade do
Desterro, capital da provincia de Sania Catharina,
pedindo a concessao de loteras em seu favor.A'
commissao de fazenda.
De JoUo Jos de Miranda, negociante da provincia
das Magnas, appcllandoda resoluta do parecer da
romraissAo de fazcuda de 11 de iulho do anno p. p.,
para oulra mais acurada reconsiderado.A' com-
missao de fazenda.
Da cmara municipal da cidade de Ignape, da
provincia de S. Paulo, pedindo medidas que julga
convcnicnlea ao melhoramento de seu municipio.
A' commissao de obras publicas.
Continua a 1 discussao do projeclo qne reforma
os tribunaes do commercio.
O Sr. Assis Hucha diz que se o projecto, em vez
de altribuir cm segunda instancia,atlribuisse em pri-
meira aos Irbunaes do commercio o julgamento das
causas commerciaes nelle enumeradas, punca oa
nenhama duvida teria a seu respeito; mas na hypo-
Ihesc do mesmo, na allribuicflo que elle conferc aos
Irbunaes do commercio de julgar em segunda ins-
tancia certas causas commerciaes, encunlra dillicul-
dades que nAo lem podido resolver e sem cuja ex-
plicarlo nAo poder dar- lhe, como deseja, um vol
consciencioso.
O orador continuando diz, que lem suas duvidas
a respeilo da constilucionaldade do projeclo, funda-
do no arl. 185 da constituidlo, no qual se estabelece
que haver.i as provincias do imperio, onde a com-
modidade publica exigir,relaces para julgar as cau
-as em 2a e ultima instancia ; preceito este de que
parece que se aparta o projeclo tirando parle da ju-
rsdicrAo s relaces para da-la a Irbunaes essen-
cialmenlc dilTerente's.
Passando a tratar da ulilidade do projeclo, o ora-
dor diz que he nculioma.por quanto acha as relaces
muilo mais habilitadas para jtilgtrem bem as causas
commerciaes em 2a inslancia do que os Irbunaes do
commercio.
Eisaqui em que termos elle se exprime :
Sabe a cmara que os negocios commerciaes se de-
vem decidir segundo a legislaran commcrcial, e que
constitueni leaislaraoconimerrial ocodigodo commer-
cio.as leis civis e os usos commerciaes. Isjo posto, me
parece insuslenlavel e mesmo injurioso dizer-sc que
um tribunal compustodc 11 magistrados x cilios, que
desde a sua mocitlade se dedicara ao estutlo e pralica
do direito,c que fazem a sua profisslohabitual tleap-
plicar as leis aos fados occurrcnles, lenha menos ro-
uhecmento daquellas duas parles da legislacao com-
mercal que oulro tribunal romposto einsua maioria
de qualro a seis depuladoscommercaulcs.cujas habi-
ltares para a sua eleicao na forma da le vigente
se reduzcm a terem 30 anuos de idade, 5 anno- pelo
menos de profissao habitual de commercio, e islo em
um psizcomo o nosso, em que nao ha anda esco-
las completas onde aquelles que se destinara ao com-
mercio possam receber urna edurarao conveniente e
profcssional.
Tarnbem ningucm desconhecc que,quando se traa
ta adminsIracAo da juslica. uAo basta que os encar-
regados dclla lenham os necessarios conliecimenlos
da materia a respeilo da qual lem de dar a sua de-
csao ; he preciso tarnbem que clles reunam cerlas
condiees de imparcalidade. Ora, nnguera dir
que magislrados perpetuos, gozando de certos privi-
legios por ulilidade publica, le'nham mcuos impar-
calidade que depulados commcrcianleslcmporarios,
que nao gii/ain desses privilegios que estao inheren-
tes ao cargo de desembargador. Accresce que esses
depulados no exercicio de sua profissao, no seu tra-
fico e relaces commerciaes, podem adquirir prcoc-
cupaces que de algum modo einbaracein a boa de-
csao das causas (apoiados,) inconveniente que se
nan tl as relaces, cajos membros nAo podem ser
negociantes.
Porlanlo, senhores, o principio que serve de fun-
damento ao projecto nao he verdadeiro, e tanto me-
nos coniprelieodo a procedencia delle, quando vejo
que o proprio projeclo o exclue, o repelle. Sbcm
lodos que os dslriclos das nossas retardes compre-
hendeni duas ou mais provincias, e qne os dos tri-
bunaes do commercio se limitara respectiva pro-
vincia.
Assim, segundo o projeclo, temos que o Iribnnal
do oommerrio de Pernambuco, por eiemplo, (er de
julgar em 2. instancia as rausas commerciaes que fo-
rera (raladas e julgadas no circulo da ma jurisdiccan
na provincia de Pernambuco, e a relacao de Per-
nambuco (era de julgar causas da mesma nalureza
pertencenles as provincias do ('.cara, (Rio Grande do
Norle, Parahiba e Alagdas ; logo|o projeclo exclue o
principio e lhe serve de fundamenlo.
Em dun Irbunaes que tem a mesma residencia e
direiloiiejulgar em 2. inslancia causas da mesma
nalureza,podem dar-se frequenles conflictos de ju-
risdiccAo. He eite mais um inconveniente que no-
to no projecto.
Ainda mais, o projeclo nao se limita a excluir o
principio de menos aplido as relttoes para o jul-
gamento das causas de que se Irtla, elle vai a dan-
le, estabelece o principio contrario. Nao acabou,
nem poda acabar com o recurso da revista, e assim,
quando as causas excederem a aleada marcada no
projeclo, pode-so deltas iolerpr recurso de revista.
Este recurso lem de ser decidido pelo tribunal su-
premo de juslica, que deve ter o mesmo vicio de
inaplidao das relaces, por isso que os membros des-
se tribunal sao lirados das relaces e nao da classe
dos neg.leanles. E anda mais, a relacao. que se
considera inapta para julgar as sobredilas causas,
(em de confirmar ou reformar, uo caso da concessao
do recurso, o aclo do mesmo tribu nal. qne no prin-
cipise julgou menos hbil, e (isa mais hbil para
julgamento da mesma causa !
O orador faz tarnbem varas considerarnos sobre a
lei das incompatibilidades contra a qual se pronun-
cia porjulga-la extempornea e conclue o seu dis-
curso nos seguimos termos :
Mas quando a cmara entenda que se deve tratar
de semelhante materia; que ella queira anlccipar o
aconlecimenlos, parece-me que a quadra nAo he a
melhor. Quando, senhores, de um lado se diz
vos nao queris as incompatibilidades porque sois
magistrados.e de outro se respondevos queris as
'ncompalbilitlades porque estrellando o circulo aug-
mentis as probabilidades da vossa entrada,pare-
ce-me que nao estamos em estado de deliberar ; pru-
ponho porlanlo urna excessAo dilatoria, c espero que
a cmara a tomar'na devida consideraran.
O Si: Fiuza sustcnlaudo o projecto, diz que nao
ba nelle nenhuma inconsliluconalidade.qoe pelocon-
Irario acba-o mu conforme ao espirito e ledra da
constituirn,x islo que esta n3o determina que sejam
as relaces os nicos Irbunaes de 2. inslancia, an-
da mesmo nos juizos particulares cuja necessidade
recouhece.
Demonstrando a ulilidade do projeclo, o orador
diz que exislem crcumslancias particulares, e prin-
cipalmente naquellas causas que o projeclo sujeita
aos tribunaes do commercio, que nenhum cdigo po-
deria previnir, sem ser casustico, e que escapara ao
csltidn abstracto ; e entretanto os commercianles
pelo interesse de suas lransacces,avisos de seus cor-
respondentes, preeos correles das pracas estrangei-
ras, exigencias fiscaes dessas prados, estylos e usos
dellas, ele. ; os negociantes, digo, podem conhecer
c fornecer esclarccimenlos que no sao proprios das
leis e dos livros, e que podem influir sobre a les3o ou
validade das transaeces; e decididas a quesles
respectivas pelos magislrados smente poderiam Ira-
zer muilas vezes cm resultado senlencas relativa-
mente injustas, ao contrario que com os juizes pra-
licos do commercio as deciscs seriara melhores.
O que se exige do poder judiciario he o bom jul-
gamento ; as causas commerciaes o bom julgamen-
to deve anda ser promplo, porque as ransae,es do
commercio nao sao iguaes as oulras (ransares da
vida civil ; o projeclo satisfaz a essas necessidades.
Deve ainda haver conlianca nos Irbunaes que
lem de julgar, e essa confiaura nao pode fallar ao
commercio, quando parle de seus juizes sao [lomea-
dos por elle. Eis demonstrada a conveniencia d.es-
se tribunal, e nao he pois por se acreditar que as
relacc| tvessem -pouca pralica que se Ibes nao
deixou o conhecimenlo e julgamenlo em segunda
instancia das causas dp commercio mencionadas no
projecto.
O orador falla lambem sobre a queslao das im-
compalibildades, e diz que o inconveniente que lem
resultado cmara de tcr.em seu seio magislrados
lem sido o de ler o Sr. Euzebio de Queiroz, o Sr.
Ferraz, o Sr. ministro da juslica e oulros mais.
A discussao fica adiada pela hora.
Continua terceira dscassAo-do orcamenlo da
depe/a e receila geral do imperio com as emendas
apoiadas, o mais as .-cguiotes ;
a O dinheros provenientes tos premios dos bi-
Iheles de loteras concedidas pelas assemblas pro-
vinciaes, que nao forem cobrados no lempo marcado
nos regulamenlos, serao recolhidos aos cofres pro-
vinciacs e tarta o destino que Ibes for dado pelas
dlas assemblas provncaes. S. a R.H'ander-
ley. Aguiar. Barros Brrelo, a
O artigo additivoque traa dos veocimenlos dos
cousclheiros de estado seja separado do projecto de
orcameoto, para em'projecto especial ser discutido.
Silva Ferraz.
as panuhi.is do imperio cujas congruas forem
superiores a itm? serao ellas reduzdas a essa quan-
lia logo que aquellas vagaren. O governo applica-
ra a diflereuca, desde ja, em ir elevando a iO;
as congruas que forem inferiores.
1851. Domingos Jos Sogueira Jaguaribe.
a Os empregados aposcutados que forem nomea-
dos para oulros empregos nao pedern accumular
os vencimcnlos de ambos, e licarao com o direilo de
opro. S. a R. Em 18 de julho de 1854.Go-
mes Ribeiro.
ti Os empregados pblicos tposeiilados ou jubila-
dos emquanlo perceberem ordenados ou gralifica-
c.es exceptuadas as dos conselheiros de estado', por
qualquer titul que seja, do Ihesouro, nao arcumu-
larao as penses das aposenladorias respeclivas.
S. a It. A. de Olireira.
O Sr. Il'ilkensde Mattos : Sr. presdenle, nao
me leudo sido possivel, por me achar docnle, tomar
parle na segunda discussao do orcamenlo, agora pa-
ra cumprir com uro dever que me iinpe a minha
posieAo nesla casa do nico representante de urna
provincia lao distante e ainda atrazada na carreira
da eix ilisarau. rc-ulxi-mo, sahindo do proposito que
me tiiiha imposto, oceupar por alguns momentos a
alleiirlu benvola tiesta augusta cmara. Serei mui-
lo breve ; apenas chamarei a attenco do governo
sobre algumas das nece-sidades mais urgentes da mi-
nha provincia.
Urna provincia 13o vasta era territorio como he
a do Amazonas, habitada era lodas as suas direccties
por numerosas tribus indgenas, nao pode prescindir
dos inei'is que sao indispensaveis para chamar ao
gremio da rivilisarao essas immensas hordas gent-
licas, prove los.
Tem-sc condecido, e nnguera ousar contestar,
que o nico meio proficuo do chamar civlisac,o
esses bracos nulilisados as malas sao os missona-
rios. Infelizmente anda do nosso clero nao pode-
mos tirar ou alcanrar o numero sullcicnte de missi-
onai io. que se queiram devotatlamenle empregar na
catoches..' dos Indios ; nao podendo porlanlo contar
com iljulorio algum da provincia da Para neslo
sentido em favor da provincia que represento, o no-
bre ministro relevar sem duvida que cu lhe peca a
sua benvola allenrAo para este ponto, lisongcando-
mc desde ja com a certeza de que S. Ex., assim co-
mo se lem dignado prestar todo u cuidado aos rae-
Ihorainculos malcriar-, dislrbuindo-lhes quolas, se-
an avaluadas, ao menos sufiicienles para aquellas
obras que no estado actual da provincia se podem
levar a efteito, lambem se dignara de enviar para
all, logo que lhe for possivel, alguns missionarios,
com cujo zelo c serviro a adrainislrarao provincial
posan contar para arrancar tas breuhas esses mi-
lhoes, por assim dizer, tle habitantes de que a pro-
vincia precisa e pode lrar grande proveilo, appli-
cando-os a agricultura, ou empregando-os nos mes-
mus mclhoramcnlos malcraos.
Oulro objeclo pcrlenccnle ao ministerio do impe-
rio de grande importancia c interesse para o paiz he
a rolonisacno ; S. Ei. tralou largamente desle as-
sumplo no seu relalorio, e de suas luzes espera o
paiz realisar grandes beneficios ueste ramo da ad-
miuslraco. Consta-me que a companhia de nave-
garn e commercio to Amazonas, reformando o con-
trato que celehrou em 1852, eucarregou-se por um
novo contrato de montar em um prazo liio, cerlo
numero de colonias uaquella provincia ; islo. nao
consla ainda ofiicialmenle, mas eu acredito nessa
medid de grande vanlagem para a provincia c para
o paiz lodo, porque a fonte onde adquir esta noticia
me habilita para islo. Lisongeio-me que essa idea,
que o anno passado tive a honra de emitlir como
urna das necessidades indeclinaveis da provincia, de
impnr-se companhia a obrigarAo de fundar um
numero determinado de colonias, em cerlo prazo,
se ache hoje realisads.
Agora, Sr. presdenle, passarei a faZer breves
consideraeoes sobre as parochias da provincia, cha-
mando a allencao do nobre ministro da juslica pa-
ra o estado decadente em que se acham muitas del-
las. Todos sabem que o Amazonas ba 50 annos alraz,
quando era capitana do Rio Negro, floreicia muilo
mais do que hoje ; sua populaciio era muilo mais
numerosa, as freguezias coutioham maior numero
de catas ; hoje e principalmente depoia que aquella
parle do Brasil flcou abandonada por mais de 20
annos, at freguezias populaos que coulavam mil e
mil e lanas almas se acham reduzidas a meros lu-
gares para onae com tristeza se eponla. E isto a-
conteceu principalmenle no Rio Negro, que era a
parle mais povoada daquella capitana. A priuci-
pal razao que concorreu para a decadencia dessas
freguezias, e povoados foi a falla de parocbos ; lu-
gares longinquos. congruas muilo pequeas, que
nao podiam satisfazer as-primeiras necessidades de
om parocho, derem causa a que essas freguezias
conlinuassem vagas por longo lempo. Dado esse
aconlecimeuto, a popularan nao lendo motivo de
concorrer repelidas vezes ao centro das freguezias,
onde era coslume residirem os parocbos, foram as
coasas cahindo em abandono, depois em ruinas, e
afinal em total aniquilamenlo.
Alem desle grande mal apptreceu nm outro. Aa
aguas que, emquanlo esses lugares erara habitados,
tinham o seu esgoto regular, comecaram a ficar es-
tagnadas, resultando disso, alguns aunos depois, o
apparecimento de febres intermitentes que se tor-
nara com o lempo endmicas, e que expelliram o
rcmanessente da popularan que ainda all perma-
neca. Assim flearam muilos povoados, que ou-
lr'ora figuravam na lisia dos mais importantes da
capitana do Rio^Negro, completamente aniqui-
lados, apresenlando boje um triste quadro de rui-
nas.
Chamarei por lano a sllcncao do nobre ministro
da justira para esle poni. No Para nao temos sa-
cerdotes para serem empregados em lodas as fre-
guezias, e nao os bavendo all, se o nobre ministro
nao tiver a bondade de (umar sob sua tutela este
ramo do servico da provincia, continuaran as cou-
sas a persistir no mesmo estado. O nnico incenti-
vo que me occorre he o augmento das congruas
dos parocbos que para essas freguezias forem no-
meados.
Nao posso, Sr. presidente, (he com bstanle' pe-
zar que o (ana), prescindir de locar em um fado
que se lem dado e se vai dando na provincia do
Amazonas, que se felicita de possuir um adminis-
trador honesto, zeloso e intelligcnle, o que se dei-
x guiar somenle pelss suas boas inlencoes em fa-
vor da proviucia de que be representante. O fado
que se d he a substituirlo que lem havido as pa-
rochias ja prvidas, poslo que inlernamenle, de
parocbos cooceiluados pela popularan, por sacer-
dotes que apenas acabam de sahir do seminario,
e islo por motivos que eu pedirei a cmara lcenra
para nao referir. Esle fado eslrar.havel nao lem
podido dexar de attrahir a atiein.ao daquelles que
considerara a su.bsliluir.io desses parocbos como res-
quicios de rcscnlimenlos de algum desaponlamenlo
eleiloral. Sobre islo nada mais direi sen3o que pro-
cura-se anciosamente substituir os vigarios interi-
nos j bem conceiluados, deixando-se mait de duas
tercas parles das parochias vagas por falta, segan-
do se diz, de sacerdotes !
Nao se acha na casa o Sr. ministro da guerra,
mas estando presentes os nobres ministros do im-
perio e da marraba, lerao elles a bondade de turnar-'
em cunsdcracAo o pedido que vou fazer ao governo.
O estado das oosssas fronteiras pelo lado da pro-
vincia que represento nao lhe he descouhecido ; se
al aqui era grande a necessidade de guarnece-las,
pelas noticias ltimamente recebidas do'Per e pu-
blicadas nas principad folhas tiesta corte essa ne-
cessidade sobe de punto, em frente dessa iuvasAo
que se anuuncia de homens lalvez mal intenciona-
dos, que abandonando a Australia e a California,
despenham-se sobre as margens do Amazonas, le-
vados pela ambirao da colheila do ouro e preciosi-
dades. O governo sabe qual he o estado dessas
fronleiras, nao o descreverei pois; basta nicamen-
te que solicite com instancia que o governo para
all mande alguma torca, afn) de obstar que a
pouca popularan da provincia, que agora comer a
senlr o tafo benfico da sua adtninislractu, nao
reja perturbada por alguma das violencias que es-
yes homens levados peln xje de ouro ja lem com-
metlido pela estrada por onde tero letio a ,.ua d-
gressao. O paradeiro delles ser o Amazonas; nao
se conservaran por muilo lempo no territorio pe-
ruano, e quera pode avaliar as conscq uencias que
tiara consigo o desciment que nfalliveliiienle ten-
tar ao fazer pelo Ama zonas ?...
I ni objeclo para que tambera chamo a alten ca
do governo e comprova ainda mais a necessidade
de para all ir alguma forra, he n escusa do servico
da mor parle dos soldados que all se acham des-
tacados, e que tem excedido no duplo e no triplo
o lempo de prara, entrando nease numero muilos
voluntarios, que leudo concluido o seu lempo de
(iraca lurnaram-so a contratar por prazo ceito, que
ja tambera est lindo ha muilo. Ha'all soldados
com 30 anuos de prara, e que mi de destacados na
provincia tem 10 a 12 annos. Nao trago estes Tac-
tos como censura, porque nao lenho o coslume de
dirigir censuras ao governo ; mas porque lalvez o
governo nao lenha conhecimenlo delles, nao saina
que no Amazonas ha homens que lem servido o seu
paiz alera do lempo que deviam, e que mesmo al-
guns ha que tem sido levados a commeller crimes
para se verem livres do serviro, por se Ibes nao ler
concedido suas baixas. Estou convencido de que
o governo lomar em consideraran estas observa-
rnos, e por isso termino aqui pedindo acamara que
haja de relevar-me ler-lhe tomado parle de seu
lempo Uo intilmente [na apoiados e especial-
mente agora que vamos ler a salisfaro de ouvr
o nobre ministro do imperio. (Muilo bem.)
Fallam depois os Srs. ministro do imperio, Sil-
veira da Molla, ministro da marinha e Augusto de
Oliveira.
A discussao lica encerrada por n.1o haver casa
para volar-te.
O presdenle designa a ordem do da e levanta a
sessAo.
das vallas da cidtde, do quartel do 11 balalhao, do
quartelde polica com aa coropeleo.es cavallarieas,
cozmhase enfermaras, tas mtlrir.es e das forlifica-
coes de libidos. A fortaleza de Macap esl pre-
parada e abastecida de ludo. A cideia da capital
esta prompta ericoueicelleute.
sua adminstrelo aprsenla resultados to salisfa-
lonos, merece o respailo e a consideradlo de lodos
os homens de juizo, de lodos aquellesque nao anhe-
lan) senao por altos funecionaros que saibam cum-
prir com seus deveres como o Sr. coneeMieiro Reg
Barros.
Antes de lionlem principiaran, as aesses prepara-
torias da assemblea provincial. Drzem-no, que a
maioria vai faxer oppotieo ao Sr. Rfg0 Barros dn-
vido muito ; os membros da maiorU tto homena do
pacalismo e condescendencia, dizem que lem 'mi-
zo, e que Mloraesde bom genio, s podem ser cen-
surados por erros rrefleclidos, mas nunca por fallas
enm mol I idas.He verdade que* la lera nm tal pe.
na, qne nao passa por pessoa de muilo bem tenso
um Rodrigues, que nao cuida no que diz, wna
I .lando lli'o repelem ; mas em contrapeso la esu> o
r. Castro, que apezar de muilo eondescendenu he
dos que mais costumam cercar e incensar as presi-
dencias ; o Ilustre depulado provavelmeote impe-
dir que se Iraduzam em fados positivos ts despro-
positadas inlencoes dos seus amigos.
Apezar disto, noto que j principiaran), consli-
luiiido-i; 11 membros em maioria, qaando a assem-
blea consta de 28, aproveilando-ae da ausencia dos
oulros depulados ; isto, que be contra o regimenlo,
patenten um pasto, a que a sofreguidio deu natei-
mento.
Finalmente observo, que para terem maioria a-
provaram a eleicao de om deputado, que estando
pronunciado pelo juiz de direilo ra primeira vara,
nAo poda tomar asiento na formada constituir,..
arl. 9i, 3 ; cod. do processo, iirt. 165, lei n.261
de8dedezembrodel8il,ar(. 9, e lei de 19 de
agosto de 1846, arl. 53.
Nas discussoes que lem havido estes dous dias.lem-
se manifestado symptomas de urna lula encarni-
tada, talvez para muilo breve; tero mesmo partido
ameacas do lado da majoria para verem te intimi-
da a minora, que te compOe de 10 membros,
quasi lodos hemeus graduados, independenle e de
illuslrarao e saber. Haja o que houver nao deixa-
rei de relaUr-lhe tudo com a maior fidelidade. as-
sim eomo lambem pretendo dar-lbe noticia cir-
cumslanciada do relatnrto com que o Sr. conse-
Iheiro Reg Barros acaba de abrir a assemblea, e no
qual sa notam numerosas deasobre melhoramentos
maleriaes e moraes.
Cliegon hojeo vapor de Camela e amanhaa espera-
se o do Amazonaa. As nulidades qne truierem
lhe traiismillirei no segulnte paquete.
PARAHIBA.
Cidade 'Arla U da tono.
Agora he que reluca na grande asneira em que
cahi quando lhe escrevi miuna ultima de 7 do cor-
renle. Respeitar as pessoas e fallar dos fados que
parvoice minha I querer que os fados no eslejam
intimamente ligarlos s pessoas, e que possam ser de-
x idamente apreciados sem dar a entender quem os
pralica Ora como poderla Vmc, por exemplo, dar
lodo o crdito, como lhe peco que d, a certas noti-
cias do nosso Quali, se eu nao o livesse feilo conhe-
cido por seu nome, suas qualidades e poslctlo que oc-
cupa na tociedade ? Nada, meu cliaro ; o dilo por nao
dito : um erro nao he erro, quando se emenda em
lempo.
Nao entenda porm ilgoera que eu quer iures-
peilar, vitlo qoe me mostr arre-pendido de ter dilo
antes que havia de respeitar at pessoas: nao, oien-
da-se bem ; bei de respeilar, mas nao os hei de ocu-
par, salvo te o Quati, o Morelra a'oulros nao roe ja-
darera.
J vejo que ha de desejar saber quem he este ao-
vo acolyto. Digo-o j : be orna pessoa entendida nas
cousas desla Ierra ; e qaando esta com a raAeea an-
uaria toca soOrivelmenle; discorre por todos ot lens ;
maiores e menores, t nao ha agudo ou grate, que
elle nao fira.
Bem v, pois, qne nao eslou Mo baldo deeyriueos,
que me ajudem a levar a cruz de correspondente, a
qual me vai parecendo mais pesada do qoe en tup-
puuha.
Mas um grande obstculo teolio enconlrtdo ni re-
messa de minhas carias, porque os portador! to
poucos e eu nao me confio de todos; e o corrtio me
melle mais medo do que a cruz ao demo.
Se me atrevesse a mtnda-Us pelo eorreio, eslava
eu descoberlo. No meo caso, quero dizer, na posi-
cao de humilde correspondente do seu Diario, quera,
que quizesse sustentar sua correspondencia pelo cr-
relo, poderia resistir ao esqutdrao cerrado das per-
guntas do Cazumba, sempre cercado de um Zuz,
tle um Jos Ignacio e oulros meninorios desse jaez ?
Misero correspondente que tal fizesse !
Nada : correspondencia de certa ordem....fra do
lal sarco de feijes: ou na aigibeira de algum amigo,
ou no surrAo de algum cargueiro.
Por fallar-lhe em eorreio digo-lhe que esse serviro
entre nos est sendo hilo de maneira insupporlavel
Oulr'ora lindamos eorreio de 10 em 10 das, e hoje
temo-loa de 12, 13, 14 e at lUias, o q
que seja reformado por quem cC' "Wir; pois esla ci-
,1'lbljt. fllin ITjS.V.2t r> .-, n i s s. t _... I"__
i que convem
CORRESPONDENCIAS SO DIARIO DS
PERNAMBUCO.
PARA'.
16 de agosto.
Meu amigo Principio hoje a larefa de lhe dar no-
ticias desla boa trra.Apezar de reconherer mais.quc
niuguem, quanto he mal aparada a minha modesta
penua,apezar de com juslica temer aginia critica de
seus Ilustrados e numerosos assignanles, apezar de
escrever para um dos primeiros jomaes brasileiros,
em cujas columnas abundara os bellos artigos, nAo
me arrependo da minha corajosa resulucao. Quero
fallar a verdade, e a verdade nao he propriedade dos
Ilustrados, nao tem smenle lugar nos bellos arli-
gos, nAo pode temer a crilica. Para dizer que dous e
dous sao qualro, para asseverar que o sol brilha nao
he preciso ser Nexvlou, para eupressar um senli-
mcnlo nAo he preciso ser Co'ndillac ou JoulTroy.
Principiemos pela administrarlo. A esle respei-
lo eis o nosso juizoA presidencia do Sr. conse-
Iheiro Reg Barros, lem sido proveilosa aos inle-
resses da provincia do Para ; lem feto lodo o bem
que lhe he possivel : fallam lhe porm ns mcios para
traduzir em obras lodos os seus pensamientos.
A agitaoan, o movimento, a vida he real presen-
temente. Edilicam-se predios numerosos, macada-
inisaiii-e ras, melboram-se as estradas, conccrlam-
se os edificios pblicos, coiilinuam-se as obras pu-
blicas, ludo he Irabalho, ludo he progresso.
S. Exc. reorganisnu a repartirlo das obras publi-
cas, completando o seu archivo com cxccllenles ins-'
trunientos ; den um regiilanientu para a enfermara
do corpo provincial de polica, c oulro conlendn o
novo comproniis-o para a S. C. tle Misericordia ;
reorganisnu os eorpus tle Irabalhadores, com que
fez um relevante servico provincia despeilo das
carrancas dos Intitulados amigos do povo, que la-
mentara o lempo em que rhupavam a ultima pinga
do suordo Irabalho dos pobres, quo incautos se lhe
entie.avan; conlraton a Iluminaran da capital gaz
lquido, estando j por este modo Iluminado todo o
largo de palacio e algumas roas : fez um contrato
com as competentes bases para a inlroducao de 100
colonos porluguezes, outro para 20 operarios qne
xeram de Lisboa, oulro para 40 gallegos, queja
chegaram, e oulro para 22 operarios que vieram do
Ceara ; tpromptou as bases para o conlralo da na-
vegado vapor desla capital para Maraj, Viga e
Camela ; mandou abrir uina estrada de Braganca
para esta capital, que be a primeira India da grande
estrada que deve ligar o Para ao Maraobao e l'iau-
hy, abtslecendo-nus o mercado de gado e oulros
productos de que temos indeclimvel necessidade ;
concluioa obra do palacio episcopal que esta comple-
ta ; cooliua na obra da doca do reducto, que etla-
va parausada; roncera., pinta c asseia o nosso rico
palacio to goveruo, que por deleixo e Incuria esla-
va no estado mais deplornvel; contina a obrada
ponte de pedras, da alfandega, do Ihesouro provin-
cial, do encanamenlo, da planta do mercado e-do
palacio para jury, audiencias e cmara municipal,
dade, que fra a capital se diz set punt mais im-
portante da provincia, ponrecque Jeve merecer mar*
alguma allencao neslo ramo do seirMco publico.
A iii-iiiinr.n dos correios fu* u/^sima no s ao
estado, como aos particularesJt altfjlcs nao dAo maio-
res inleresses, he porque coutam com a morosidade,
ej agora un a irregularidade desse servico.
Parece irrisorio ver os nossos correios com um cai-
\Au velho e quebrado s costas ; ou com um sacco de
algodao/.inho a suiza de nossos malulos carrejado
de saceos de feijao. A adminislracAo do eorreio nao
o-tnra aulorisada para mandar construir malas, que
mais commodas sejam, e que oerecam mais garanta
inviolabidadc das cartas, inviolabilidade afuao^a-
da pela constituit;ao-? !
A mesma administracio nao julgar necessario do-
lar os municipios de comraunic.icfies mais frequen-
les, expedindo ot eurreios de modo que nos tragara
ao menos urna vez por semana, seut excellentete Uo
suspirados Diarios, alm di communcaco oflicial e
correspondencia particular 1 No meu fraco bestunto
enlendo que, facililando-se e tornando mais freqoen-
le a communicaco pelos correios, o estado lacrara
mais, porque necessariamcnle avullaria o porte das
cariase papis: opontoesU em que haja regularida-
dc no serviro.
Sobre ludo a linha, que nos cabe, pe esla cidade.
do peior condicao, porque o corre o tem de tocar nas
villas de Mamanguape, Independencia e Bananeirat,
para entao ehegar aqu, o que torna muilo morosa a
correspondencia, e concurre para o pouco rendimen-
lo que le observa.
Aproveiloa opporlunidade para pedir ao Sr. admi-
nistrador do crrelo da provincia, qu se digne pro-
videnciar de modo qoe cesse esse m*. e lombrar-lhe
que vislo ter-te elevado o Cuit ei'.hegora de villa,
nao nos deixe presos linhi actualmente eiistente,
e anles eslabeleca oulra India que venha a Alagoa
Grande, a esla cidtde e sala por Alagoa Nova, poden-
do em sua retirada tocar o eorreio no Inga, dahi ao
Pilar, nao para levar a correspondencia a essas duas
villas, mas para conduzr o que houver nas agencias;
continuando a linha do norle com escala por Ma-
manguape, Independencia, Bananeirase Cuit.
Insisto nesse negocio de correios, porque quera
mora por aqui e deseja saber o que vai pelo mundo,
nao tem oulro meio senao o se Diariot- o qual lera
noticias para farfaro mais famlico novellero ; o fal-
lando-nos elle, tiramos em eclipse. Demait b teta-
do, que por ludo nos leva dinheiro, esl naobrigafAo
de nos mandar em lempo e com leguranca lodas as
cartas e mais papis que se confiara ao eorreio, pois
al para isso se lhe paga a peso.
Espero que o Sr. administrador d a devida atlon-
rau a essas observarnos, e appiique remedio ao mal
3iic toffremos com a infrequeocia e irregularidade
o eorreio ; e crea que far om servicu provin-
cia e concorrer para u augmento da receila a seu
cargo.
Vou agora dar-lbe noticias do escravo que matou
os dous soldados de polica, e ten lou assassinar o pro-
prio senhor mu um tiro o tacadas, conforme lhe da-
se em minha ultima.
No dia 12 do corrcnle pelas T horas da noile, en-
contrei-me com uina iiiullidao de gente de toda a
qualidade, uns montados, nutras a p, com ardiles
acesos e fazendo um alarido eslrourioso pela ra
principal desla cidade. Colloquei-mc no vAo do uina
porta para nao solTrcr alguma uvaria no fardo, c in-
dagando do caso, sube que era o lal escravo que vi-
nha preso do lugar Barra de Sauta-Rosa onde
fra agarrado por uns generoso;, vaqueiros, que an-
davaiu no campo em junta de gados, e saliendo que
o assassino linha passado na estrada, seguiram-no, e
felizmente o colhcram, lrazemio-o para a caricia.
Honra a esses prestrnosos homens, que fizerara un
serviro inquiranle.
O alarido de que cima lhe fullei, era provenenle
da alegra que lodos sentiran, ao saberem que eslava
preso o assassino, e se agrupavim para verem eeo-
nhecerera o perverso, que lana indiguacao luiyia cau-
sado.
Foi recolhido cadeia, e sendo interrogado con lou
Inda a historia dos assassnalos rom uirwccrto ar de
-itiiplindade, que me disse o t.'uati, fzia embas-
hicar. Resta agora que o tribunal do jury faja seu
rigoroso dever, viogando a lei gravemente oflcii-
dida.
Acabou-se com o destacamento da gaarda nacio-
nal, que aqu haxa ha mezes ; o que foi uina forluna
paraos pobres guantas, pela mxima parle agricul-
tores, os quaes soffriam bstanle alrazo cm suas cul-
turas.
Estamos agora com o destacamento composlo de
soldados de linha e do corpo de polica, ao mando tle
um alfercsjambem de polica, 6 aquello mesmo que
ajustn conlas cora o carcereiro da caricia pelo
syslcma dos tocos c ponlaps, do qual libera nu,
lomine'
Saudee disposicao para resistir aos inimigos*de
nossos fardos. q espectador.
*
1
4
9


PERNAMBUCO.
COMARCA DO BONITO.
16 da tono.
I.
Meu amigo, j faz lempo
Que nao mando um etrsozinho,
Passado e no cadinho
Desle filhu de meu pai,
Lina pois rimada vai.

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II.
Sam maii /tifn ou cavaco
Entrar cu vou no que ha,
Indi qoe isla por c
SU um pouca estudenlo ;
Pelo que me Yi cuidado.
III.
luern dizer, qoe nao lenho
Noticias para escrever,
Mas enlao os irei ver
La uas cousa de alm mar,
Que nao sao de deeejar;
IV.
Todava a bem da patria
Principio da terrihha,
Aonde mis.se familia
Man fagneira vai ficando,
Com o que vou-me alegrando.
V.
I>nsde o Prala ao Amazona*
Este termo goza a paz,
E aMim nada se faz
Entre a gente das justijas,
Iju'lic su quem ganha co'as I i .1-.
VI.
U que sei, porqoaulo o Brilo
Se mequeia a cada iuslaute
Que Dio vai um mllianle
Cher tui se acouselliar,
Para os cobres Ibe pingar.
VII.
I lonlem tarde aqu ehegou
as embiras ajonjado
iiiu marreco ponen dado
A's delicias do dos Bacclio;
Ha mais este para o $acco.
r u V|n-
lambem, diz-se, cm Grvala
Ni uro cujo p'ra cadeia,
Porque alraoja, jauta e cea,
Sustenta lambem a gage.
Faz o mais que fez Boeage.
IX.
Isto he, joga.... el cintera,
Mas trabalho na Ihe vi,
Quaudo ve eavalloMr(,
Digo eu, cavado alheio,
' Pois cm seu oao melle freio.
X.
II? o poucu nais 011 menos
O que corre no paiz.
No qual vive om bom nariz,
Qoe nao he la dos melhores,
Q'ou ja vi ctutas muiores.
XI.
Deixemos os patrios lares,
Volvamos Kussia fria,
Onde nao pouca agona
Sollra o hamem certamenle.
Por s'haver com tanta gente.
XII.
O uoaso pai Gotforp
S'est vendo cm caira parda;
Assim me coma a Bernarda
De ama carta deste mez,
Que vinlia escripia a seu e.r.
XIII.
Eis aqu como a lal lili 'a.
De que me falla a comadre.
S'ei prime da novidade,
Qoe sobr'esse velho mando
Soa no orbe rotundo.
XIV,
, utes maret ninguem dorme,
Tudo cheira a plvora c baila,
A cada canlo me estalla
Una bomba, urna granada,
Que lal vai a carnada 11
XV.
O pobre de Ncolo
Se v realmente so;
E, porque me causa d
A norte do meu czar,
De seu lado vou tirar.
- XVI.
Elle foi pedajo d'asno,
Quaudo no lempo passado
Km soccorro ducunhado
Mandou os seus pelejar
Para o throno Ihe aguenlar.
XVII.
Keccb'iido ese favor
Na verdade ingrato he
O austraco Jos,
Bem como esse da Prussia,
Se unindo contra a Bussia,
XVIII.
Ja combates tcm havdo
E sem vanlagem real;
Qual dos dous ir mais mal,
Se o mouru. ou se o chrislao,
Eu anda nao sei, nao.
xux.
O Russo vio sua Odessa
Por Inglezes destruida;
Qnasi cinzas reduzida
Sinopc os Itu-o- deitaram ;
E por isso ambos cliorarara.
XX.
Me parece csou majante,
Hrgo |foj|Jkabarei:
D'oulrFis longo serei.
m(M reto, 4 bom Dalaro
Dan* o foche do burjaca.
c-
A ai cheggndo aosen occaso o mez de agosto, e
ale hoje leu desmentido os crditos que infelizmen-
te goza demalfnzejo, poisque usi/ueesta dala nadaba
succedido, que alllija a srnhora humanidade por c :
Dos o condaza porta da rus, sem que evento tris-
te venha desmanchara increada. Pelo coinmence-
ment, j ler.i conhecido, estou em apuros, e nao sei
como Ihe liei de escrever um pedacinho que pareja
cousa, porque ambos os lliermomctros estao abaixo
de zero ; e nao posso atinar com um assumptosinho
para a presente.
Estrazos.de cheias.... he materia vclha, e estes
embargos, aliirma o Brito, naosao recebiveis, fun-
dado nos ilcfuulns. Pegas e Cucarruciai.
Demora de correos... nao ; porquanto agora foi
elle pontual, (o de baixo, que be para mim o mesmo
que o vapor do sol para, vine.,, no da 4 eis qu'on
me frappe el puerta, era mousieur agente (sera ser o
de que falla o collega da Parabiba ) com urna
rarlinli.i. E de mai< j lie muita da Eim. macada
estar eu a fallar-llie sempre em negocio ias malas
lampeos.... ah sim lampeos; pois bem, vamos
aos laes enforcados de vidro, como se eiprimi-
ria um homem l nos cociculos da chillante Pars,
que segundo o pensar dos mais entend tus lexic-
grafos e dan-Jys leva as lampas a lodo o resto do
mundo em aboes, banha, pomada e toda a mais
prole cheiroaa.
Dizem que o Santo A nto se acha um pouco in-
vejoso da sorle dos Bonitenses que j gozum pendan/
la nuil da frondosa luz de dous lampei-es; e ncsa
parte somos por certo mais felizes que os Srs. Victo-
rieuses, os quaes estao mais sugetos a tropecar do
que nos; e por tanto, mcus amigos, a sua Illm.',
que faja o mesmo que a nonti, a quem somos rede-
rabies dessasduas machinas luminosas queca temos
e estao enllocadas, urna na cadeia, c oulra nos pagos
da municipal. As locilidadcs foram bem csco-
Ihidas.
Dizem que para o lim deste leremos mais dous
pelo roeDus. Por cousesuinle d'ora em liante pode
o Bonito dizer que esla menoS feio, e yai na frente
dando liga as oulras villas, e algumas cidades do
iiosso Pcrnambuco ; porque lampiones habcl. Eu
j,i noile clon meu passcio, e mulas \ o/.es ao enca-
rar um dos taes, me esquejo que pizo as plagas da-
qui, julgando-me transportado a urnas dessas mas
dahi, pois os lampones de c at se parncem muito
com os de 1>, conforme houve quem nolasse, mas
apenas delles tiro os olhos, cotillero que me acAo,
sonde me acho.
Prisoes.
Depois da ultima carta s foi para a cadeia una
prcta que an .lava fgida, a requerimento de seus
senhores.
O Joan .'ose, c Jos Arrhanjo da historia do menino
forro, estao sob os auspicios do annoilonas-imenlo,
e me dizem que os autos vao boje ao Dr. Bento.
Para o jur'y de selemlirn leremos muilos crimino-
sos, so para a cadeia da capital, alm dos que l es-
lavam, foram 7 ou 8 bem pronuociadinhus no 193 e
111:2 que sao innaus unilaleraes. Quid dicam 1 mas
nada, se nac que as chavas coutiuuam inudinhas, e
se assini vai lerao os que plantaram feij.io de safra,
boa colheila.
Variedades.
Calgia, moja rica, ras ida com Lucio A ti 11 o pari
110 primeiro anno 'Jfilhas, as quaes foram mandadas
afogar por sen pai. que duvidou da fidelidade de sua
inulher : nes-sc lempo publcou Aurelio um edicto
de perseguijao contra os chrislos, e Alillio 'foi en-
carregado de o executar.
Sabeudo que exisliam 9 mojas christas ( que li-
iiham sido creadas na reliis> por mandado de sua
mai as mandn chamar, e ao v-las leve compai-
ao ; perguntando-llies quem eram, vossas filhas,
llie responderam : o Deosa quem adoramos nossal-
vou da marte para confessarinos oscu nomc em pre-
senja daquelte que pretendeu matar-nos. Alillio as
abrajou chorando, porem depois querendo obri-
ga-las a abjurar, fugiram c foram moras pelos
pagaos. (Da historia portugueza.)
Alcxandres celebra.
Alejandre, fllho de l-'itippe. rei de Macedona ;
Alexandre Jaunea, rei dos Judeus ; Alexandre Ba-
les 011 Bala, rei da Svria; Alexandre, o avenlureiro,
que leve o ardil de iazer-s* lilho de Perscn, para
disputar sua heranja aos Romanos (entre n lambem
os ha uestes sabidoros); Alexandre Severo, natural
de Arco na renicia ; Alexandre Rodrigo Borja, da
llespanha ; Alejandre, rei da Escocia ; Alexandre,
(Santo;, bispo do Jerusalcm ; Alexaudrc, (Santo.,
conhecido pelo rarvoeiro, bispo de Alexandria ;
Alexandre. (Sanio., uascidu na Asia menor, e fun-
dador da ordem, cujosreligiosos nada dormiim; Ale-
xandre, 1 successor de Santo Evaristo ; Alexandre
2, antes chamado Anselmo, natural de Milao Ale-
xandre 3, canleal e cbameller da igreja romana ;
Alexandre h<-, bispo de Oslia da casa dos condes de
Segni ; Alexandre o, natural de Candia. e flHio de
pas obscuros, essehomem que devia am dia serpapa
principian por mendigante.; AlexandraO, successor
de Innocencia 8o ; Alexandre, 7 da illuslrc casa
Chigi ; Alciandre 8", (Marco Ottoboni; Veoesiaiio,'
lili do grande rhanceller da Repblica; Alexandre
de Mediis. I duque de Hornija; Alejandre Far-
neze, duque le Parata ; Alexandre Farntte, cardeal
tttlinclo por suas luzes ; Alexandre Nevitki; Ale-
xandre Pulyhistor.- Alexandre de Aphrodiscu, cha-
mado peles liregns o comentador ; Alexandre de
Ctglio; Altxnndre Tralliano, medico ephilosoniio
relelire do 4 seculo ; Alexandre do Santo Elpido,
geral dos Eremitas de Santo Agpslinho ; Alexandre
d'Alexandre, jurisconsulto napolitano ; Alexandre,
Noel professor de philosophia e Iheologia ; Ale-
xandre, religioso, publcou um livro o retiro de
dez dias; Alexandre, abhadedo mosteirode S. Sal-
vador ; Alexandre / Niroiau ), poeta napolitano;
Alexandre A11 ionio discpulo de Francisco A retn;
versado em dircito ; Alexandre (I). Jacqaes ) Bene-
dilino ; Alexandre (Nicolau), conhecido pelas suas
obras de medicina e cirurgia dos pobres ; Alexandre
d'Abom ; Alexandre de I.veo polis ; Alexandre de
Villadei, franciscano ; Alexandre de Berna), co-
nhecido em P.rts pelo poeta do seculo 13 ; Ale-
xandred'Anyerre(Williams)escocez,esladistaepoct.i;
Alexandre (Giovan), gravador; Alexandre de Rodes ;
Alexandre Nomio, deixou um tratado de figuras de
eloquencia; Alexandre de Wcslcfallia ; finalmente
Alexandre de Imola. Basta do Alcxandres.
Saude, equeira-me bem que nao Ihe cusa nada.
Vmc. enlaut. Aurecoir.
(Carta particular.)
COMARCA DE SA\TO-ANTA
VICTOBIA
28 de agosto.
Estando a turba lonce de cuidado,
Ficao brbaro ao golpe estremecido,
E cabe por Ierra no tremendo abalo
Da chamina, do frararo o do estampido :
Qual do hrrido trovao com raio c estalo
Alguemjunioquem calie.lica aturdido:
Tal Gupeva ficou, eren I formada
No arcabuz de Dioso urna Irovoada.
Caramurii.
O raio feudendo com lgeireza os ares, e rahindu
repentinameute com grande estridor aos ps do des-
cuidado e incauto pastor, nao Ihe causara tanto es-
pauto c assomDro, como a apparjao das minhas ul-
timas cartas causou alguns d'aqui. Com elfeitn, foi
grande asensajao, que se experiiiieuluu ncsla occa-
siao; nem tanto se esperava. O sea Diario pare-
ca ler azas, pois que voava de inno cm ino. A
misteriosa e horribtissima assieijao irchemica des-
la trra se reuni em seus negros antros para deli-
berar respeilo dos fuluros destinos do temerario
Victoriense, ao qual nao esl longc de sucreder o
mesmo, que acontecen ao conde de Bcrgalasse, que
nao Ihe valendo toda a caterva de seus antepasa-
dos, c cahindo por trairao de l)imitri|nas|garras dos
{Iluminados, se vio entre a cruz c a caldciriulia.
Se porem o Viclorense corresse igual aventura, nao
Ibe faltara alguina encantadora falla, alguma linda
Georgele, ou podeross Macherata para o livrar de
qualquer funesto acaso. A Illm." Sr.a I). Polica
d'aqui, poderosa e vigilante como be, faria de fada,
de Georgele, e Mascberala. Ora, Sr. correspondente,
nao v tomar o que acabo de escrever tanto ao se-
rio ; Dio rorro perigo algmn. Aqu nao ha Santu-
ll'ehme, franes-juges, aluminados, officiaes e fi-
liad, nada disso temos por c, existo smenle meia
duzia de pobres diabos, e prolelarios com fainos
de..., os quaes, por sua feroz maledicencia c bons
feitos, nem ao menos dao lempo para se ter delles a
menor compaixao. Estes molinos curvados boje dc-
baixo do peso de irresistiveis e brilbantes verdades,
ssevingam em fazer pasquins, c dizer mal de
peia- de sizo, que nada de commum querem ter
com as suas abomnaves aeces.
F'elizmenle Vmc. esl certssimn, que nnliciando-
llie os feitos destes hroes, nenhuma iulenjao lenho
de plantar a intriga e a discordia ncsla sania Icrri-
nha da Victoria, que em outro lempo repousava
pacifica no poder de seus legitimas senhores, e que
hoje se acha usurpada, como cllcs dizem ; mas
sim, meu amigo, fajo esforjos para ameiiisa-la e
cnrrig-la dos pessiinos ccstuines de que eslava bi-
sada, e para fazer dcsappareccr os grandes abu-
sos que nella se praticavam, sso ja Ihe lenho dito
Eis, pu, a misso que lenho eumprir; ella nao be
mesclada de inlcresse, odio, ou vingnnja, he pura
e Inia, como Vmc. v.
Parecc-ine que este microcosmo cm certa relajo
vai indo s mil maravilhas. porque j desappareceu
a prepotencia, que cm nutro lempo excrcia aqu um
absolutismo atrze estpido em despeito de sabias
leis. Passou esla poca funesta e de abusos: boje
nao ha quem digaen lenho esta Ierra fechada em
minha mo ; aqui s eu. Que desmesurado j|gois-
mo !! boje os criminosos nao licam impunes e
nem zombam, ou escarncela das leis : niuguein se
atreve forjar carcercirns para soltar presos ; ne-
nhum Ireslocado mala-sete, pasta escandalosamente
pelas nas dcsla c'ulade armado de facao e hacamar-
le ; os malvados cmfim nao ousam approximar-se de
um lugar, onde as alalaias de urna ba noiicia estao
alerta e vigilantes. E porque ludo isto '! Porque a
justija enllocada em seu ureo e brilbaule tlirono
julga com eqiiidadc e rectidao sem excesso e sem
condescendencia. He justamente com este prospero
estado de cousas, que os amigos nao -o pdem ac-
commodar, mal avezados como eslavam. Tor-
nar-sc qualquer de bom, que era, man, he facillima
a transicao, mas de mi bom, Ao,- opus, hic labor
esl : isto dizia sempre o meu mestre de lalim, nio
a mim, quescinprc fui muilo uiansnlio, pnrm aos
mos e turbulentos. Aqai, meu charo, trala-se de
fazer dos que eram irnos, bons; o que se pode con-
seguir com constancia e firmeza. _Agora deixam-sc
estes amigos possuir de desgoslo, zanga, raiva, fu-
ror ; logo tudo ser ao contrario ; porque, como diz
Cames :
Depois de porcellosa Icmpcstadc,
Nocturna noile, e sibilante vento, ^
Traz a manbaa serena clardade,
K-peiniiea de porto, e salvamento :
Assim ha de sucreder aqni, depois que passar esta
furiosa tempestade, vira urna feliz bonaiija, ou an-
tes quando se acabaren) as pancadas, uulrirei en-
tao a esperanra de ser tratado com ba amzade ; do
que sempre dcscnifiarei e eslarei acautelado, por-
que, como diz o vellm mercalor de feiras, podemos
fiar-nos as caricias do rao, mas convem vigiar as do
galo ; demais, meu amigo, a hypocrisia engaa al o
diaho '
Vemos ao que importa, e deixemos isso que vai
cheirando a massada. Nolca daqui quasi nenhuma
Ihe posso dar.vislo quea quadra nao be muito frtil :
a mais importante,^|ue apparece respeilo da pes-
soa que, como se dexa ver, contina sempre, Dos
lomado, gozar da mais vigorosa stude para goslo
e prazer dos que a eslimam, que nao sao poucos e
nem ah quaesquer figurinhas ; eslou bem ancho
por isso. No dia 2 do correntc ebegou aqui um des-
tacamento vindo de Caruar, commandado por um
oflicial.que conduzr 21) presos com destino esse
Recifc. Soube-se que eslava bastante gente armada
para tomar estes presos no estreiln da serra da Rus-
sa ; o que lalvezsucccdessc, sen commandante do
destacamento nao fosse avisado lempo e senao rc-
cehesse algum reforjo'de gente. O delegado daqui,
apenas leve esla noticia, mandn postar ao V da
serra ( em Casa-Nova ) as ordens do SIteres 37 bo-
nicos de S. J nao dos Pambos, os quaes, pvbiiconheci-
menlo que linham da localidade, prestaram muto
bons servijos nesla occasiao, como mesmndsse o
Sr. altere* : desta sorte poderlo os presos ebegar ao
lugar do seu'destino sem incideute algum desagra-
davel, licando burlado o intento daquelles desordei-
ros, que ala se treveram sabir ao encontr de Itt
homens bem disposlos. Os presos, emquanlo desesn-
javam na cadeia desla cidade, tenlaram fazer um
levanlamenlo, o que nenhum effeitqtevc por causa
das immediatas c enrgicas providencias. Por fallar
em cadeia lembra-me que o Galdino, carecrero,
queixa-sa muilo, que lendo a assemblca provincial
marcado 759 para as despezas da mesma cadeia, so
Ihe dao 409. quanlia que nflo chega para occorrer
todas as nocessidades. Temos novidade no becco.
I ni mojo daqui, digno descendente c herdeiro le-
gitimo do har. 1 de Kikiriki, desceu de sua alta lidal-
guia e uobreza, para travar-se de razoes enm um
obscuro plebeu, do- que resultan sor o lidalgutc de-
nunciado para so inslallar contra elle processo por
crime de injuria e ameaja. Dizeln que a cousa este-
ve feia. O homem dos timbres' mimoscou com as
dengosas palavrinlias de Cabrito e roubador]ao
plebeu ; esla nao adiando o Iralamenlo muilo aris-
tocrtico, devolveu-o da mesma maneira a quem
Ih'o lenlia dado ; sto baslou para que o nosso hiv"
mein, siiliinilu-llie o sangue fidalgn calleja, se rasse ao seu contrario, que certamenle sera feto em
p, trra, cinza c nada, se nao bouvesse quem agar-
raste o lurioso. O mais bonito desdi historia he ser
esto fado acontecido na presenja de um juiz de paz
cm audiencia, fallando-se ao respeilo devido urna
aulordade, e nao soffrerem nada por isso os bellige-
ranles. lie bem certo o ilit.nlaa formiga bem sa-
be que roja come.
Vamos ver se se zangam por contar-lhc esla
historia ; lomara eu que assim acouteja. Segundo
dizem, estamos para licarsem o grande e insigne
advngado de borla e rapello, Vicente Bezerra, que
vai fazer as suas coiicliajOcs U para Grvala ou
Bonito ; eu o recommendo aos iunumeiaveis clien-
tes desles lugares, mas nao; elle nao precisa das
minhas recoiumendaces, porque o seu neme he co-
nhecido at em Constanlnopla.
O amigo Alexandre da Molla goslou cxccssva-
moiip- de ver o nome dalle eslampado em lettra
redonda as grandes columnas de seu Diario, as
quaes o levaran a remolas plagas, mas zanguu-se
com a tal historiado pagamento dos cavados pea-
dos na campiaquerendo lomar urna carapuja,
que eu nap linha talhado para elle : aqui ha mu-
las campias e poda o faci ler succedido em qual-
quer dcllas.
. Ah meu charo, se eu Ihe contar que por isso
o amigo Alexandre me den urna Ima Incida, Vmc.
nao acredita : pois he Tacto, este homem, pelo bem
que delle fallci, nada menos fez do que comparar-
me com uai grande borracho, que existi uesfa cida-
de, por nome Joao Bode, disse que cu era como el-
le, ou linda muitissimo peior. Bem he que me suc-
ceda isto : se o amigo Alexandre fosse elogiado co-
mo o O liveira da Escada. certamenle nao me trata -
ra Lio grosseiramcnle. Com que cutan. Sr. Ale-
xandre, quer Vmc. lupctar-se comigo"! ora de-
xem-mc rir c... c... ca...
Eu poderia seguir o amigo Molla.como a sua som-
bra, poderla por meu p donde sahisse o dclle, mas
para que 1 o que me diz respeilo em casos iguars,
eu eum facilidade dc-pre/.o, e esquejo, de mais
o Alexandre diz sto sem convicjito e tolos podem
pouco mais ou menos saber que o siuiilc n3o
he exacto : amigo Alexandre nequid nimis.
O Caelano administrador .do l.ivrameulo acahou
agora d me declara que a caixinha, cm que ser de-
tam as esmolas para as obras da igreja lein sido qua-
si em todo anno roobada, nao obstante ser ella
chapeada de ferro, e que ltimamente soreu (a cai-
xinna) um roubo poltico : (cando eu um pouco
confuso sobre este modo de roubar, fez-me o admi-
nistrador ver que isto se dava quaudo a caixnha ap-
parecia roubada sem o mnimo sgnal de arromba-
mcnlo.
Mordi os bejos para ma nao rir da c\ pucar o,
a lim de que o homem nao encordoasse. Que mgi-
cos andam por aqu Sr. Caetano.preuda acaixi-
nha no poste, em que ost, com forte cadeado, reli-
re-a 1 noilo para sua casa, e fica assim logrado o la-
drao nocturno. Meu amigo, apparecero muito aqu
estes roubos de caixnbas.
Meu charo, faja favor de dizer ao Illm. Sr. ad-
ministrador do correio, quando com elle se encon-
trar, que lance suas vistas sobre o correio desla ci-
dade, pois devendo cliegar aqui nas sexlas-feiras ao
mcio dia, assim nao accontece: demora-se ponto de
apparecer no sabbado ; o que as vezes causa nao
pequeo Iranstorno. He de esperar quo o Sr. admi-
nistrador d providencias, afim de remediar um ca-
so, de que cerlamcnle nao he sabedor.
Foram presos 1 desertor, 1 ladrao de cavallos,
I mulhcr pronunciada el rccrula,
De salubridade vamos sollrivelineule.
Na fera de 18 houveram nos curraos- 200 bois__
os de 9 arrobas a 2G3O0 os de 10 ditas a 30.
No dia 2T> houve bastante gado, mas al ao fechar
desta nao linha podido obter a lta delle.
A farinha muilo boa deu de 320 a 380 a cua ; o
feijao bom vendea-se pelos mesmos procos da fari-
nha ; o millio den de 140 a 180rs. a cui'a.
Nao Ihe digo adeos sem Vmc. ouvir esta morali-
dade oriental :
Al boas obras.
Ja acabar o anuo. Assoutado 1 sombra de urna
palmeara, o rico Ha111 deilava conla com extrema
salisfajao s boas obras que linha pralicado.
Quatro holsis a mesquita de Ispahan,' e tres
grande caravana de Meca : mais, urna csiuola a um
santo derviz para rezar por mim ; mais um pao
por semana a minha vizinha, que apezar de ser po-
bre, sustenta c educa um orphao. Emqaanlo cheio
de conlcnlamenlo Hassan pe dianle dos olhos do
Eterno estas diuersas parcellas, v .uns dedos
delicados, que apagam o que elle acabara de
escrever, excepjao da ultima verba. O persa Tol-
la a cabeja enraiverido para punir o insolente que
vem perturbar o-, seus clculos. Um genio, cujas
azas resplandecan! como se fossem de 01110, e vesti-
do com um vestuario elheico, eslava encostado
sua ca lena. Son, Ihe diz o aoja, aquello a quem
Dos incumbi o levar peante o seu throno as boas
obras que, semclhanlcs ao perfume de um sacrifi-
cio, sao felas sem inleresse, e que por isso sao ver-
daderamente meritorias. Segundo as inslrurjdes
que lenho, emendei o calculo que lu eslavas fazen-
do. Assim falln Anrid ao orgiilhosn homem ri-
co: como urna leve nuvcm desappareceu diantc dos
olhos delle. (Exlr.;
O irmlo das al.na- Ihe manda lembrancas. Boa
suade Ihe deseja. O Victoriense.
)ldem.)
--------m--m--------
REPARTIQAO SA POLICA-
Parle do da 30 de agosto.
Illm. o Exm. Sr.Participo a V. Exc. que, das
parles boje resabidas nesla rcparlijao.consta lerem
sido presos : i ordem do subdelegado da freguezia
de S. Fre Pedro Gonjalves, o parHo Luiz Gonsaga
do Corajilu de Jess, para correcjltk: ordem do
subdelegado da freguezia de S. Antoure. os pardos
Pedro Antonio de Carvalho, o Joao Baptfsta Alves
de Luna, ambos por desordem ; i ordem do subde-
legado da freguezia de S. Jos, o prelo Antonio Dio-
nisio, sem deelaracAo do motivo : e i urdem do
subdelegado da freguezia da II la Vista, o preto Ja-
cintho, cscravo de Jo* Joao de Aneo m, por briga.
Dos guarde a V. Exc. Secretara da polica de
Pernambuco 30 ile agosto de 18>i.Illm. e Exm. Sr.
conselheirn Jos Bento da Cunta e Figuercdo, pre-
sidente da provincia.Luiz Carlos de Paica Tei-
xeira. cliefcdc polica da provincia.
C0UI1IGAD0.
D. Barbara Diaria da Silva Seixas, aos Srs.
Mesquita 4c Dutra.
II,
Deve-se deivaraos mal crc-
dous o direilo ile injuriar
(Du Paly)
" Ah que chegue o dia em
que elles gemam presos cm
a nao prevista rede, e os alrai-
11 joem suas mesmas ciliadas
P. S. David.)
Vou proseguir no prsenle artigo a tarefa que me
propuz, esclarecendo ao publico o modo porque ar-
tificiosamente sa quiz com um rvnismo revoltante
sophismar a legislanio, para dahi" resultar aos Srs.
Mesquita & Dulra, a curialidaile e justija da prepo-
situra de sua accao no meu casal, ou i massa nulla-
menle declarada fallida de meu esposo, oSr. Nano
Mara de Seixas, e dahi a incurialidade, a insubsis-
lancia dos fundamentos jurdicos, em queme baseei
em meu protcilo eslamuado nos ni, do Diario 6, 8,
e 10 de abril.
Entro na materia sujeit.i.
Iniciain os Srs. Mosquita & Dulra. a sua nalyse
ao praleslo, rdcularisando o e.rordio di) meu pro-
testo, sobre o que, apenas Ibes direi que nih> admira
que liqun.jnuilo quem em eluquciicia oratoria,em
esiylo brilhante. c mesmo nessa boa porco de
tatatticocom que os Srs. Mesquita & Dutra, ador-
naren! a prodcelo a que ora respondo ; quando be
sabido que minha escola nflo foi a do funil, que
n.lo foi h de rurredores de cosinha e patamol de es-
cada de yyos e yyU, e, bancas de rbulas ordi-
narios, c como rapista ; c pois, nada de admirarao
pode causar a sua pessima elahoracflo, sua m re-
dacrao .'.'.. Penitrt me peccali..'...% deixando neis
esse orsulho philawioso, c repugnante tao mal ca-
bido 110 verdadeiro Iliterato, no verdadeiro juriscon-
sulto, passarei i considerar sobre nina propnsico in-
sultante que nao deve p,ssir dcsapercebida", sem
resposta, e he de que todas as ve/es que se pre-
11 tende cobrar o que justamente elle deve (Nano)
m ha nlrarjao de conslituijao e das leis, lia violen-
a cia ao privilegio que consiste em obstar por todos
os mcosque pode, aconclusau de sercm pasosos
seus legtimos credores.
A lal respeilo pergunto aos Srs. Mesquita & Du-
tra, em que poca consto, cm toda esta cidade c
provincia, que se movesse aejao por divida ao meu
esposo o Sr. Nuno Maria de Seixas, a nao ser depois
das lidesjiidiciarias provindas de coinpromisso ? I....
Desafio aos Srs. Mesquila & Duina que exhibam
nm nico facto.uma nica accao qne c he propozes-
se !... Desalio nos Srs. Mesquita Dulra, a quem
exhibam um nico exemplo em que meu esposo ne-
gasse sua firma, negasse suas obrigarcs commer-
ciaes Desafio a que aprsenle um nico exemplo
em que os uumerosos rommitenlcs do Brasil, e do
eslrangeiro Ihe litessem rcclainares por lesees em
suas contas. ele, etc.
,Ora, se desle j o assevero, nao ha um nico fac-
i que manche a reputajao comniercal domen es-
poso, o que provam vossas lujarla*, vossas invecti-
vas, vnssos apdos, seno o despeito, ojancor do a-
varo do ambicioso, que ha visto oSaStiis planos ela-
borados nos antros d 1 traieao, da iifainia.das alican-
tinas, burlado, desfeito e reduzido a p '.' I...
Querieis vos, Srs. Mesquila i\- Dulra, que cu co-
mo inleressada nos bens do casal, como procuradora
bastante do meu esposo, deixassc vingar o plano in-
fernal ?...
, Nao : isso nao era possivcl: trahiria nao s os
mens interesses, mas sobreludo a mssflo de confian-
ja de que me cncarregue qui.iido aceilei a procura-
eao ; por consequencia, declaro que estou em meu
direilo quando me opponlio as extorses, quando de-
claro a Icgslajao que fora violada e delurpa.la ; e
que meu esposo, eslava cm sen pleno direilo, quan-
do se oppoz denodadamente i perseguijuo que Jos
Jernimo Mouteiro Ihe fez a rusta alheia !.. }
quando est, ainda 110 proposito de ir ao infinito,
acerca da iniqua 'alian.-i 1 que Ihe fra alierla por ef-
feilo da precaricactio e corrupca^Jr-oque sobeja-
niente ha sido demonstradopeTit impreiHa; c por
consequencia desprezando vossos apodos, continua-
remos cm nossos designios que Dos um da aben-
joar !...
_ Desprezara soberanamente a lijito grammalicsl
(pie os grammalicos eximiosdo funil,e do pa-
ramal de escada, como ja cima, diste, me querem
dar : nflo entrarei nessa argumenlajao ridieula, c
propria s de quem a falla de raxoes, de principios
se acolbe cascas d'allvts, .1 mizerias; e passarei a
dizcr-lhes e rcpclr-llies, que estando a massa dos
bens do meu casal entregue ao juizo da fallencia,
s depois que, a adminstrajao eslivesse nomcada ;
que reconheeesse a vali'tadc oii_ invalidade do seu
titulo hypolhccario. e que Aeni'ou mil a classilicas-
se, lie que (criaiii direilo a accao pelo juizo comnier-
cal c recurso aos trliunaes (cdigo, nrligos]8>9, StiO.
e 873 e seguintes, e 880 a 892.) Ora, se os Srs.
Mesquisla & Dutra nguardassem, ou accclerassem
mais esta nomearflo, a qual podam fazer, vislo como
dominavam com os seus socios Monleiro, e Amos
Jnior, no respectivo ex-jnil: c que se os admiiiis-
Iradnres em observancia .10 ango 742 do regula-
mento 737 de 2> deuovembro.de 1850, que j Irans-
crevi por extenso para tnico de rbulase de funis
os nivelassem aos de mais credores chcrosrnpha-
ries, enlan sim, senhores, leria lugar a discussflo do
vosso bom ou mo direilo, mas nunca ob e subrep-
ticiamente.com connivencia decididacom o curador
fiscal, que trahioa sua niissflo, instaurar cssamo/i.e-
truotu .10; ni. sem minha ctajo, e dos credores in-
(eressados ; sim, sem minha ctajao, porque decla-
ro altamente, nao fui citada em minha pessoa onde
quef que seja, nem ni iaiciajao da aejao etc., etc.,
e nem na execujao.nose guardn em nada o esta-
tuido no artigo 40 SS I, 2..*do regulamento n. 737 :
declaro, nao fui citada porque se o fosse, havia de
oppor-me a essa monstruosa acjiio ; e basta quanlo
1 este objeclo !...
Dizem mais os Sis. Mesquila ,\ Dutra que se com-
pareceram nas reunios dos credores fura em ol)e-
dii'iicia ao juizo Ilisum teucalis, amici !!
Nao : vos declaro, vs nlo prestaslcs obediencia
ao juizo, antes elle se curvoii ssmpre ao vossos de-
sejos, aos vossos mandatos e dos socios conipareces-
les, nicamente para 011 serdes iiomeaMnscoma '
ou dardes vosso voto conscieniioto e puro a vosso
socio etc. ele: portanlo, lal obediencia he mentira,
be esperteza, be treta de rbula mizeravel Ora,
de ludo quanlo levo dito, resalta a evidencia do vos-
so nenhum direilo, c o quanlo he ftil, he irriso-
rio e mizcrazel'. '.
Vamos ao 3. tpico rio contra-protesto :
Dizem os Srs. Mesquita & Dulra que ou o
credor he real ou simulado: que na primen a hypo-
these (elle credor) u3o se locupleta em leso enor-
missima dos demais credores porque exige o paga-
mento do que he real ele. etc.
Kespondo-vos : sim, o credor real tambem lesa,
locupleta-se em prejuizo dos credores, quando romo
110 caso vdenle, sendo credor h\ pul becario nao pri-
vilegiado que no caso de fallencia he nivellado para
os rateius aos demais credores chirographarios, e
em postergarlo da legislajao especialssma das fal-
lencia-, ousa, de comhinajao rteira e artificiosa
com o proprio juiz, com o curador fiscal como se
diz, instaurar ama aejao monttruosa contra a mas-
sa fallida, com as vistas iu lignjs de se pagar do ln-
lal do capital, e de lodos os juros em prejuizo mani-
fest dos demais credores que talvcz, se os bens fo-
rcm o [iraca e as dividas activas etc., nao recebam
25 do proprio capital, visto como he a sorle de to-
das as lqiiidaces de fallencs dos passicot dellas
screm reduzidos a zero, exemplo, todas as liquida-
jocs ha vidas desde a execujao do cdigo '....
Ora digam-me, Srs. Mesquila & Dulra, ser isto
iiianifeslamciite lesivo ; ser ou nao, urna extorso
feila aos credores ? fyeant paduaniH
Proseguem ainda os Srs. Mcsquita'c< Dutra, la-
chando meu esposo de monomaniaco, por se querer
inculcar de jurisconsulto, e por fazer guerra a seus
credores !...
Besponderci a esle insulto com dizer aos Srs.
Mezquita & Dutra que, caso meu esposo estivesse
accommellido de lal enfermidade, ella he daqucllas
que lem cura, mas a de que nflo ha cura possvel,
he a do idiotismo, a da iinhecilidade, molestia a
que os, Srs. .Mosquita i Dutra, estao coiidenna-
dos por loda a vida : sendo que os idiotas, 011 i'moc-
ries, sao mulas vezes, como 110 caso cm quesillo
acaras, ambiciosos, traicoeiros, ingratos, despre-
zadores de lodos os lacos mais ntimos que ligam os
homens !...
Continu.iiii ainda os Srs. Mesquita & Dulra no
trecho respectivo a estigmalsar a minha asserjao,
isto he, de que a sua hvpotheca nflo he privilegia-
da que d igual dircito a raleio com os credores
cliirngraphariose vislo como elles mesmos ron tesan m e
nem podiam mesmo faze-lo. be proviuda de Iran-
sacees de letln-s cm vrocommcrcial, visloserpas-
sada essa escriptura sob a forja da legislajao ante-
rior ao cdigo que he a le de 20 de junbo de 1774,
15 de mam de I77fi. e 24 de julho de 1793. e se ser-
vem os Srs. Mesquita & Dulra com aquella cvili-
dade propri de idintasoaimbeceis, de qualificar de,
absurdo remtanle minha asscrjflo jurdica, e ou-
c,i-ii-js, e muilo orlhodoxa, ouviram, Srs. Mesquita
& Dulra 1 !
E sera querer retribuir invectiva que dirigem a
meu esposo de malogro de planos para se manter em
boa fe, o que podia fazer com raz5cs palpitantes
de que aos Srs. Mosquita & Dutra he que cabe es-
sa pecha, por mutos factos de noloriedadc, e ou-
Iros que ainda estao coberlos com o veo do mvslerio,
mas que um din podem vir luz da publicidaile,
ouviram, Srs. Mesquila & Dulra .' E, deixando de
parte os seus insultos repelidos, e nanlh'os uueieu-
do devidamentc retribuir, passarei adizcr-llics que
nflo ha duvda, houve erro, 011 decaixa 011 de escre-
M'iile quando menciunou o $ 19 do al vari de 13 d
nnvembro de 17.5fi, porque era evidentemente o
22 S que diz 11 ordeno que neste concurso entrem
sem dislnejao alguma lodosos credores, que o Co-
ren) de frclcs, soldadas e salario como torios os mais
redores pririlcgiados. (No caso de fallencia, excep-
tundole s os diretos da real fazenda) E nos
pe-L'iiulain rom urna ingeiiuidade admfravcl se dilo
aivar eslivesse cm vigor (c o est de facto c de di-
rcito ainda. Srs. Mesquita A; Dulra, porque nflo foi
revugado, foi apenas modificado'-, nos perguntam se
eslivesse em vagor anude estara meu esposo'."....
Respondo : cm niellior circuinslancia do que csWi.
porque*no lempo do rei veilio nao haviam juizes/da
' liana um gnverno que enforcaca juizes prevarica-
dores e corruptos, ou os degradara para frica, e
nao como hoje, em lempos luminosos c de conslitni-
co em que a prevariesjjo, a violacao das leis im-
puiiemenle se osteiitamdc eolio aleado, como a opi-
nao publica o proclama, e exemplo, o bacharel Jo-
s Ray mundo !!
Ainda mais, se as leis auleriores se executas-
sem, se houvesscm juizes, como oulr'ora, elles con-
senliriam a legitima defeza : o fallido seria ouvido :
se lhcadmiltiria defeza na instruccaodo proccso,
e em cujo caso, cu vo-lo assevero, haveria de sabir
puro ; porque havia de provar de um modo irre-
frngavel que nAu havia materia para a fulmiuajao
da pronuncia! !... Eis a minha resposta tal asscr-
jflo mizeravel, de-locada o eslupida 1!..,
Faltam 1 verdade, lem coragem admiravel os Srs.
Mcsuuila c\ Dutra quando dizem que esse aivar
nao esl em vigor !... Esl em vigor, menos a par-
te modificada ,mas nao revogada, ouviram, Srs. !)
pela le de 30 de junho de 1774, como pelo aivar
de 24 de julho de 1793, c vamos dar ainda-outro
torneo, outro choque elctrico, nesses jurisconsultos
de funil !
, A le de 20 de junho recopilo todas as dispos-
ijfies anteriores ; defini oulras, eslabelcceu regras
dKa;>relerenda ; rlasslicou-as mas ficou intacta, em
|i a-queslflo verleule ; isto he,s esrnpluras es-
peciaes d'hypolheca oriundas de cnipreslmo sim-
ples, nflo Ibes deu privilegio : nao ibes den prefe-
rencia aos credores chirographarios, no caso de fal-
lencia, e, pois, nflo houve revoca jflo. por essa le;
ouviram. 011 serflo sordos Srs. Mesquila & Dutra '!'.
E o 31 da le, s falla na ordem em que devem
ser enllocados os direilos d'uns para entres credores
hypothccarios na ordem das antiguidades, na ordem
dos direilos preferentes, c, pois, o S 31 nflo lem ap-
plu-acaa alguma a hyrxTtlicca que nos oceupa, servi-
ra sciiflu bouvesse fallencia: servira se houvesscm
muitos oulros credores hypolhecarios de dividas cs-
peciaes, o quo se nflo da ; servira se essa le tivesse
estatuido qualquer cousa a respeilo !..
Prove que a le de 20 de junho de 17741ie contra
a prelcnjao dos Srs. Mesquita & Dulra de se pana-
reui integralmente de capital e juros cm prejuizo
dos demais credores: e ora passo provar que o arti-
go l. do aivar de 24 de julho de 1793, modificando
0 S 22 do outro aivar de 13 de novembro de 1756,
nao favorecen cm nada absolutamente aos Sjs.
Mosquita & Dutra ; e antes, expressamente condem-
nou a sua extravagante prelcnjao ; prestemos alten-
can,oujam, ou leamdiz o artigo. 11 Quanlo aos
pontos de preferencia que pretenden) ter os crc-
1 dores do devedor fallido nos bem cm que lem
i< hvpotheca especial c legal, quaes sao as moradas
de casas e oulras fazendas para a compra, cons-
trucjflo, ou reparaeflo das quaes concorrenim rom
liinheiros ou maleriaes. 11 Sou servido declarar
< que oslas dividas nao se enlendem c.omprehendi-
das na generalidade do raleio c-talielecido no sj
11 22 do aivar de 13 de novembro de 1736, etc.
Ora pergunto cu, a h\ polheca dos Srs. Mesquita j
Dutra he desla ordem '.'! Fomeceram dinheiros para
compras, construccao, reparos, etc. etc. do predio
hypolhecado ? !
Mizeravel cv nismn !
......quo pon morlaliu pectora cogis
.Inri sacra fames .'.'...
De lodo o expendido prova-sc roncluilenlemenle
que, os srs. Mosquita & Dulra, pelas leis anteriores
ao cdigo, nao tem preferencia alguma, e sao nivela-
dos aos demais eredoret, mesmo pela razao dos bens
do devedor commum nflo chegarem para pagar inte-
gralmente a todos os credores e eis o motivo porque
os legisladores anteriores aos do cdigo foram tflo ex-
plcitos, Iflo claros na le, e nos alvars que clei, e
pois esta legislajao he a que rege para os Srs. Mes-
quila & Dulra, por forja do art. 712 do regulamco-
lo 11. 737 de 25 de unveinliro de 1850 que j repro-
duz para Inico: arl. alias que est de accordo com
oS 3. do art. 179 da constituirn do imperio.
J fui mui loriga, n'oulro artigo pretendo concluir.
Hartara M. da Silca Seixas.
Se s vezes leves queixas..... men inices
Um momento nos linha serio c mudo,
Aspazes, oh! as pazes, que venturas.
Que prazeies tan uovos sugeriam !
Chegando finalmente a dadeadulta,
Em que o homem precisa d'uma esposa,
Que na vida Ih'esparja esses perfumes,
Com que a mente se arrouba, aos reos s'euleva,
Vcndo-se revver na linda prole,
Que um futuro brilhante aguarda sempre,
Ao menos nas paternas plianlasias,
Duas primasrmasnos desposamos,
Como nos, medianas em fortuua,
Amigas, como nos, fiis, lernissimas.
Mas o carro ditoso, que rodava
Alguns annus em torno aos lares nossos,
Desandando a finallornou-se em laja
D'amargo fel, que a grandes sorvos trago .'
Meu irmo! meu rmao! meu doce amigo !
Companheiro d'infancial digno socio!
Meu collega! meu ludo!... mcus amores!
Meus amores, oh! sim,de largos annos
Passados no snlTrer, na exp'riencia,
Teu ii mao. leu irmflo escuta ainda
l. do reo. onde o mu se nao consenle :
Tua esposa fiel, os leus lithinhos
Cada vez 110 meu peilo mais se ajustara ;
De todos cuidareiqual pai zoloso.
J que a morle o' querido!a crua morle
Tflo cedo te roubou dos nossos bracos ;
Jaque a morle ao mortal se faz precisa
( E o contrario dizer blasphcmia fura )
J que em meu peilo o teu final suspiro
Reccb; 1111-1 iirainlo-o co'o meu pranto,
Da man-ao 1 dos justos, onde moras,
Aceita meus adeoses de saudade !
Mas, oh! Dos, oh! meu Dos!nem sequer urna
S vez inda travar da nulo do amigo,
Para beja-la, para agradecer-lhe
Os favoresque a mim presin bondoso,
Co'agradecdas lagrimas niolhaiido-as!...
Ai de mim! ai de mim! que era balde gerau
Ellejaz no sepulchromudo e fri !
Seus olhos para sempre se feicharam !
Para sempre morreo! fugio do mundo!....
Adeos, temo amigo de minh'atma!
Adeos, querido irmflo, de minha infancia !
Meu socio, meu collega!adeos! Na gloria
Um dia nossos olhos se encontrando,
Nossos brajostambera se encontrar devem.
Adeos!em paz, tranquillo eterno sejas!
Ray mundo Patricio Lima.
prezado
Jnior,
1
a sentldlssio tnorte de mea multo
trmao e bemfettor, G. C. Iaima
fallecido na provincia do Ceara'.
Fajo ao Irsle erguer os olhos
Para a celeste mansflo ;
Em labios que nunca oraram
Derramo pia orajao.
G. DiasA Morte.
Nao existe !... niorreu !... no mundo vida,
Qual fugaz meteoro, desparece !
Vem o sopro da morle e rijo prostra
O infante, o mancebo, o velho,ludo !
Nao ha quem Ihe resista forja ingente,
Nflo ha, que ella nos ceos dimana, parle!
Aos bracos da familia regressan.lo
De penosa viagem, qu'empr'endera
Em prol da casta esposa, dos filiiiho,
Do irmflo (ai de mim ) descansa apenas.
De novo se despede, emhora os rogos
Da terna esposa, dos tilhinhos charos.
Dos amigos que o vem tao abatido.
E elle, surdo s razoes, que Ihe diclavain,
Parte! parle e na fronte iinprcsso leva
O signa! eternal... cumprio-sea surte !
.Morrea como chrislflo, dos seus distante :
Um s Ihe ouvio soltar o derradeiro
Suspiro d'exislencia: foi aquelle
Que na vida viveu sempre a seu lado,
Amigo desd'a infancia, irmau em tudo !
Morrcu, deixando os amigos
Curti lo amarga afflicjao ;
Irniflos, esposa, filhinhos,
Mai vclha, pai anciao.
Quarcul'annos s contava,
Quareul'annos... e morrcu !
Mas a morle be necessrria
Para a viagera do co.
Se nao fora esla verdade
Que a sania Beligiao
Me fornecc, e qu5 comp'rende
E m'esclarecc a razAo ;
Ai de mim terminara
Meus dias p'ra nao soffrer ;
Porm nflo, que a f me ordena
Antes penar que morrer.
II
Morrcu-me a rinaa, que eu amava
No fundo do curajao ;
Cnnsolei-me era sita filha
Eu va sua feijao
Dezcseis annos contava.
Bella como um seraphim,
T3o virtuosa c prendada !
Pinta-la nao he p'ra mira.
Mas a morle endurecida
Ceifou-a, como em bolao
Ceifa na verde roscira
A rosa alros furacao.
Pulsando as conlas da lyra,
lima endeche module! ;'
Vert lastimoso pranto,
Mas alfim me consolei.
Suppunha por alguras anuos.
Ter cm paz o coraran ;
Mas enganci-me deploro
Hoje a moi te d'oulro irmo.
Alera dos lacos do -an jue ,
Elle era meu protector ;
Queria-mc como filho.
Como pai lb'eu linha amor.
E morrcu porm a morle
He ucee-siria ao mortal ;
Sem ella nflo ha ventura,
Nenhum s gozo real.
Faz ao triste erguer os olhos
Para a celeste mansao ;
lim labios que nunca oraram
Derrama pa oraciio. ,
I Hiinla 25 de agosto1851.
J. Coriolano de S. Lima.
COMMERCIO.
CORRESPONDENCIA.
Srs. Heladores. Estamos com o verlo, a por-
ta vamos pois entrar na estajau calmosa.
A chcia de 22 de junho produzio o esgolanieiilo
do pantano de Oliuila.que abasteca d'agua a cidade
do mesmo nome. a qual ja principia a sentir falla
deste precioso alimento.
Aeredilhmos pamente que esta circunstancia
nao esqueccr ao zelo do benemrito Exm. Sr. pre-
sidente da provincia,que cerlanienlc procurara re-
mediar tatuando mal, dando acertadas providencias;
mas pretendemos pedir-lhc que as nao demore, por-
que, a precisao de abastecer a cidade de Oliuda de
agua he muito, e muito urgente.
Assim o pedimos, e assim esperamos.
Seu assiguante. .
Joao Antonio Araujo Freitas Honriques e 1 es
cravo, Dr. Jos Sesisnando Avelino Pinho e 1 es-
cravo.
BahaBrigue escuna americano Wht. Slevard,
com a mesma carga que Irouxe. Suspenden do
lameirSo.
PRACA DO RECIFE 30 DE AtiOSTOAS 3
HORAS DA TARDE.
^fioTajOes officiaes.
Cambio sobre Londres1 (K) d|v. 27 d.
.\lgodao cm Macei a 6-5500 por arroba posto a
bordo.
ALFANDEtiA.
Rendimento do dia 1 a 29.....191:1885087
dem do dia 30........6:7809618
200:9689705
Uescarregam hoje 31 de agosto.
llrguc iiglczAlik Porlerferro e carvflo.
lialera portuguezaMarqaridavinho e lagedo.
CONSULADO i.KKAL.
Rendimento do dia 1 a 29.....21:7163123
dem do dia 30 .'....... 576255G
22:2929679
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dia I a 29.....1:0969614
dem do da 30......... 2339553
PIBLICACOES a pedido.
Urna lacrima pncente e dolorosa a' memo-
ria de meu multo querido lrma'o Gcenlo
Crrela Lima Jnior, fallecido na villa do
Caair.dc, do Ceara1, em julho deste anno.
Da morle despiedada
O golpe receben que nos sentimos.
Nao mais o vemos, ncmouvi-lo hedado!..
Da elernilado assombraso envolveram!.,.
Morrea! morrcu! em vao por elle choras!
Em vilo o chamas!............................
I / 'ianna.)
Querido rmao!Se desle mundo frgil,
Onde o I iu ni m se enloda nos prazeres ;
Se d'eslo pelago cticio d'amarguras,
Que o homem ulna a urna sorra todas,
Eu posso le enviar um ai pungente,
L'm suspiro de dor, cm fel coado.
Reccbe-os, charo rmao, que l'os envi.
A do sepulchro rcgelada pedra,
Que de mim leiiiovcuos leusamplcxos;
Essa campa fatal, que dos mens olhos
Tirou-me o companheiro dos meus dias,
Que me dava a sorver cm longos tragos
Tudo quanlo ha de bello, charo e doce,
Em vao avile pretende separar-me !
Duas almas, que se imam mutuamente,
llflod'amar-seinda mesmo alm do tmulo !
Meu irmao !se do ceo, onde repousas,
Ouvir podes meus lgubres lmenlos,
.Meus suspiros, meu ais, que os ares cruzara,
Ora os ceos demandando, ora o sepulchro,
Atiende, charo irmao, chorado amigo !
Nosta infancia embalando um mesmo berjo,
E a nos-a puberJade iguaet brinquedos,
I. ni momelo sequernosssas volitados.
Oh!nunca divergramsempre as mesmas !
Se ador me vinha ao peito, o pranto aos olhos,
Teu peito linha dor, teus olhos prautos :
Se o riso me assomava flor dos labios,
Teus labios tambera riam ptasenleiros.
Ah! dade feliz!ja/e- perdida
Nesses lempos d'alem, que nao mais voltajn I
Oh! quanlo 1109 amavamos! oh! quanlo!.....
1:3308167
Exportacao .
Para', escuna nacional Plora, de 115 toneladas,
condoli o seguidle :50 narria vinho. 100 botijas
azeite dociv2l caixas diversas fa/.endas, I pacole
chapeos de sol, 1 dito chales, 182 saccas caf pilado,
17ditas dilo com casca, l garrafes, 23 pipase 20
barra agurdenle, 551 barricas cora 2,138 arrollas e
26libras de assucar. 300 cjixinlias charulus, 1 cai-
xao calcado, 3 bahus licores,
HECEBEDOKIA DE RENDAS INTERNAS E-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia I a 29.....19:7305269
dem do da 30........l:4S3y303
21:186.3361
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do dia 1 a 29.....28:0109698
dem do dia 30........69.59I5
28:711*852
EDITAES.
MOVXMENTO DO PORTO.
Sacio entrado no dia 30.
Montevideo27 das, sumaca hespanhula llengo.de
127 toneladas, capitao Antonio Colomes, equpa-
gem II, carga carne serca ; a Aranaga & Biyan.
Aforaos sabidos no mesmo dia.
Bucnos-Ayres por Montevideo Barca brasileira
Adelina, capto Claudino Jos Raposo, carga as-
socar c agurdenle.
Ro Grande do Sul pelo Rio de JaneiroBrigue
brasilero Mafra, capito Jos Joaqum Dias dos
Prazeres, carga assucar. Conduz 3 cscravos com
passa portes.
Ro de JaneiroBrigue americano A. Ilayford, ca-
pito F. J. Thomaz, carga parte da qne (rouxe.
Rio de Janeiro e portos intermediosVapor brasi-
lero Imperador, commandaiile o 1. lenle Tor-
rezao. Passagciros, coronel Bento Jos Lemenba
Lns e I escravo. Dr. Jos Martins Teixcira, sua
senhora c 2 escravo, Jos Fernandes Bulhoes,
Adelo Domingos Soares, 1). Antonia Virginia
da Paixflo, Jos Manoel Gonjalves Ramos, alteres
Eslevao Jos Paes Brrelo e 1 camarada, Jos
Marcelino de Souza, deserabargador Joaqum F-
lix Peixoto de Abreu Lima e 1 escravo, 1 praja,
9 recrutas, 1 desertor, 14 escravos a entregar, Dr.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimento da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de"28 do correle, manda fazer
publico, que no dia 21 de setembro prximo viu-
douro, peanle a junta ila fazenda da mesma Ihe-
souraria, se ha de arrematar a quem por menos fi-
zer a obra do arco e aterro do Afogadinhona estra-
da do sul, avahada em 10:3409000 rs.
A' arreinai.ir.vi ser feila na forma da lei provin-
cial n. 343 de 1.5 de maio do correte anno, e sob as
clausulas especiaos abaixo copiadas.
As pessoas qoe se propozerem a esla arremata-
rlo, comparejam na sala das sessSes da mesma jun-
ta, no dia cima declarado pelo meio dia, competen-
temente habilitadas.
E para constar se mandou afflxar o prsenle, e
publicar pelo Diario.
Secrelaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco, 30 de agosto de 1851. O secretario,
Antonio Ferreir a"Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arremalacho.
I." As obras do arco e aterro do rio Afogadiuho,
far-se-haode conformidade com o orjmenlo appro-
vado pela directora em conselho, c apresentado a
aproMicflo do Exm. presidente na importancia de
10:3109000 rs.
2. O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de nm mez, c as concluir no do 6 mezes, am-
bos cornados na foTma do artigo 31 da lei nume-
ro 286.
_3.11 O arrematante ser obrgado a receber pelo
prejo do orjamenlo a pedia e cal que existen) ao p
da obra perlcncente ao arrematante do IIo lauro.
i# O pagamento da importancia da arremataban,
jealisar-se-ha em 4 presta jes iguaes : al.', quan-
do esliver promplo e eslaqueado o caixSo : a 2.a de
pois de feila a sapala geral : a 3." depois do receb-
mcalo provisorio ; e a 4. na entrega definitiva, a
qual lera lugar um anno depois do recebimeulo
provisorio.
5." O arrematante ser obrgado a ler mefade do
pessoal empregado nas obras, composto de trabaja-
dores lvres, e a manter no rio Afogadiuho, em-
quanlo nflo concluir a obra, am passadijo estirado
com loda a seguranja.
6. Para tudo o que nao se adiar determinado nas
presentes clausulas nem no orjamenlo, seguir-se-ha
o que dispoe a respeilo a lei n. 286.
Couforme. O secretario,
Antonio Ferreira da Annunciacao.
. O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimento da ordem do Eim. Sr. presi-
dente da provincia de 23 docorrente, manda fazer
publico, que peraule a junta da fazenda da mesma
Ihesouraria, se ha de arrematar no dia 21 de setem-
bro prximo vindoiiro, a quem por menos lizer, a
obra do aperfeijoamento e cal jmenlo do I. lanco
da estrada de Apipucos, avahada era 31:0373500
res.
A arrenial.ieao ser feila ua forma da lei provin-
cial n. 343 de 15 de maio do correntc anno, e sob aa
clausulas especiaos abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem ,1 esla arrematarn,
comparejam na sala das sessoes da mesraa junta, no
dia cima daclarado pelo raeio dia, competentemen-
te habilitadas.
E para constar se man.lou aflitar o presente,
publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernambu-
co, 26 de agosto de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira d Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arremalaco.
1." As obras do aperfeijoamento e clcamentu do
I. lanco da estrada de Apipucos, far-se-bao de con-
formidade com o oreanieiito e perlis approvados pe-
la directora em conselho, e apresentados a approva-
j1o do Exm. presidente da provincia na imporlau-
ciade 31:0779300 rs.
2.a O arremtame dar principio as obras no pra-
zo de 30 dias, o dever conclu-las no de 6 mezes,
ambos contados na forma do artigo 31 da lei -provin-
cial n. 286.
3.a O pagamento da importancia da arrematarao,
rcalisar-se-ha na formado art. 39da mesma lei.'
4.' O arrematante excedendo o prazo marcado
para r.....lu-ao das obras, pagar urna multa de tre-
zcnlos mil rs. por cada mez, embora Ihe seja conce-
dida prorogajao.
5. O arrematante durante a execuritu das obras,
proporcionar transito ao publico e aos carros.
6.a O arremata ule ser obrgado a em pregar na
execujao das obras, pelo menos, melada do pessoal
de_gente livre.
7.a Para tudo o que nao esliver determinado uas
presentes clausulas, nem no orjamenlo, seguir-se-
ha o quo dispoe a respeilo a lei provincial nume-
ro 286.
Conforme. o secretario,
Antonio Ferreira a"Annunciacao.
. O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, era cumprimento da ordem do Exm. Sr. presi-
dcntctla provincia de 21 do correte, manda faier
publico, que pranle a junta da fazenda da mesma
Ihesouraria, se ha de arrematar no dia 21 de setem-
bro prximo vindooro, a quem por menos fizer a
obra do aperfeijoamento do 2. lanco- da estrada de
Apipucos, avahada em 28:3899603 rs.
A arrematarlo sera feila na forma da lei provin-
cial n. 343 de 15 de maio do correntc anno, e sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremalajSo.
comparejam na sala das sessoes da mesma junta, no
dia cima declarado pelo meo dia, competentemen-
te habilitadas.
E para constar se mandou afflxar o presento
publicar pelo Diario.
Secrelaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco, 26 de agosto de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arrematacao.
I.' As obras dos aperfecoamentos do 2. lanjo da
estrada de Apipucos, far-se-h.lo de conformidade
com o orjamenlo e perfis approvados pela directora
em conselho, e apresentados approvacao do Exm.
presidente da provincia, na importancia de rei
28:3899603.
2. O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de 30 das, e dever conclu-las no de 6 mezes,
ambos contados na forma do artigo 31 da lei provin-
cial 11. 286.
3.a O pagamento da importancia da arrematajao
realisar-se-ha na forma do artigo 39 da mesraa
lei.
4." O arrematante excedendo o prazo marcado
para a conclnsao das obras, pagara urna multa de tre-
zcnlos mil rs. por cada mez, embora Ihe seja conce-
dida prorogajao.
5." O arrematante durante a execujao dasobras,
proporcionar transilo ao publico caos carros.
6." O arrematante ser obrgado a empregar na
execujao das obras, pelo menos metade do pessoal
de genle livre.
i." Para tudo o que n.lo se adiar determinado nas
presentes .-I nsula, nem no ornamento, seguir-se-ha
o que dispoe a respeilo a lei provincial n. 286.
Conforme. O secretario,
Antonio Ferreira a"Annunciacao.
I'eranle.t cmara municipal desta cidade esta-
rn era praja publica nos das 6, 9 e 14 de setem-
bro prximo vindooro. para serem arrematadas por
um anno, contado do I. de outubro do corrate an-
no, as rendas da municipalidade abaixo declaradas.
Os pretendenles podem comparecer no menciona-
dos dias, munidos de dous fiadores, habilitados na
forma da lei, sem o que nao serao admitilos
laucar. E para que chegue aoconhecmento de lo-
dos, se mandou publicar o presente. Pajo da cma-
ra municipal do Recife em sessio de 30 de agosto
de 1854.Haraode Capibaribe presidente. No im-
pedimento da secretario, o ofllcial maior Manoel
Ferreira Acrioli.
Rendas.
Imposto de afcrjes......13:4519000
dem de 500 rs. sobre cabeja de gado. 11:3009000
dem de capim de planta.....1:0049000
dem sobre m.ftcale-. e Imi-eleira- 2520000
dem de 80 reis sobre carga de fari-
nha, e outros gneros vendidos nos ,
mercados pblicos das freguezias de
S. Jos e Boa Vista...... 1:1009000
Rendimento dos ajougues pblicos da
Boa Vista. Cinco Ponas, e paleo da
liibeira le S. Jos. ." ... 2:05:HK)0
O Dr. Luiz Carlos le Paiva Teivcira, juiz de direilo
chefe de polica desla provincia, e auditor de ma-
rinha das prov inda das Alauoas, Pcrnambuco, Pa-
rahha e Rio Grande do Norte, por S. M. I. e C,
qoe Dos guarde ele.
I'aeo saber aos que a prsenle carta de edictos ri-
ma c della noticia liverem, que, estando ausentes
era lugar nao sabido os inleressados na escuna Sexta-
eir, e leudo a dita escuna de ser arrematada em
hasta publica, visto como foi confirmada pelo conse-
lho de estado a senlenja deste juizo, quea julgou
boa preza, sao convidados os supradilos inleressados
para que no prazp de 30 das, que Ibes ficam assigna-
dos, vcuham reqoerer quanlo Ihes aprouver, .sob
pena de ludo se proceder suas revelias ; pelo que
mandei lavrar o prsenle, que ter publicado pela im-
prenta c affhado nos lugares mais pblicos desla
cidade.
Dado e passado nesla cidade do Recife aos 24 de
agosto de 1854. Eu, Joao Saraica de Araujo Gal-
eno, cscrvilo o escrevi.
aiz Carlos, de Paica Tcixeira.
O Dr. Luiz Carlos de Paiva Tcixeira, juiz de direilo
rhcfe de polica dcsla provincia, e auditor de ma-
rmita das provincias das Alagoas, Pernambuco, Pa-
rabiba e Rio Grande do Norte, por S. M. I. e C,
que Dos guarde ele.
Fajo saber aos quo a presente Carla de edictos v-
rem e della nolca liverem, que, estando ausentes
DECLARADO ES.
BANCO DE PERNAMBUCO.
Por ordem do conselho de direccao do
Banco de Pernambuco sefaz certo aos se-
nhores accionistas, que se acha autorisado
o seu gerente para pagar o quarto divi-
dendo de 12#000 por acc9o. Banco de
Pernambuco 1. de agosto de 1854.Joao
Ignacio de Medeiro Reg, secretario.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O conselho de direccao convida aos
Srs. accionistas do Banco de Peinambuco,
a realisaremdo 1.a 15 de outubro do cor-
rente anno, mais 50 0|0 sobre o numero
das accoesque lhes foram distribuidas, pa-
ra levar a elleito o complemento do capi-
tal d banco, de dous mil contos de reis,
conforme a resoluco tomada pela assem-
ble'a geral dos accionistas de 26 de setem-
bro do anno prximo passado. Banco de
Pernambuco 7 de agosto de 1851.O se-
cretario do congelhode direccio,
J. I.deM. Reg,
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, em virlode de aotori-
ajao do Em. Sr. presidente da provincia, tem de
comprar o seguinle:
Para o l." e 9 batalhoes de infantaria de linha, e
eompanhia de artfices.
Tlins de couro brancoeom molas 2, panno azul
entrelio-, covados 88; olanda de forro, covados 1445;
panno preto, covados 348 ; brim branco liso para
frdelas e calcas, varas 4846 ; algodaoziuho, varas
3609; sapatos, pares 1045 ; cobertores de lila 169 ;
capotes de panno alvadiu 447; camisa azul clara, co-
vados 224 ; baloes grandes con vesos de metal ama-
relio, com o ii. 2, 6930 ; ditos pequeos com o mes-
mo u. 4950.
1." batalhao de infantaria de linha.
Estopa para intertelas de sobrecavas, pejas 3 ;
panno verde, covados 152 ; botoes de osso br'ancos,
-rosas 25 ; ditos de dito pretos, grosaa 36 ; cartas de
a, b, c, 20 ; traslados de lindas 20 ; ditos de bastar-
do 20 ; ditos de baslardinho 10 ; ditos de cursivo 10; .
laboadas 20 ; pedras de loara 10.
Meo batalhao da provincia do Cear.
Sola curtida, meios 200 ; brim para erabornaes,"
varas 293.
Meio batalhao da provincia da Parahiba.
Copo de vidro 1 ; pralo de louja 1.
Guardas da guarnijlo.
Copos de vidro 4 ; bandejas para os mesmos 3;
mangas de vidro 4.
Provimenlo dos armazens do arsenal de guerra.
Baetilha para carluiosdearlilharia, covados 1000;
brim da Russia para mochilas, varas 1000 ; caixas
com vidro 2.
Officraas de 1.' e -2.' classe.
Costados de po d'oleo 2.
Ditas de i. classe.
Pedra porae, libras 16.
Quem quizer vender estes objectos aprsente as
suas propostas em cartas fechadas na secretaria do
conselho s 10 horas do da 2 de setembro prximo
vindouro.Secretaria do conselho administrativo
para fornecimenlo do arsenal de guerra 26 de agos-
to de 1854.Jos e'Brilo'nglez, eoronel presi-
dente. Bernardo Pereira do Carmo Jnior, vo-
gale secretario.
Real eompanhia de paquetes inglezes a
yapor.
No dia 31 do
correnle mez,
espera-se da
Europa um dos
vapores da
eompanhia re-
al, o qual de-
pois da demo-
ra do costme,
seguir para o
sul: para passageiro, trata-se com os agentes Ada-
mson Uowie & Co.npauhia. no Trapiche Novo n.42.
Pela subdelegada da Boa-Vista foi recolhido
cadeia desta cidade Manoel Madureira, pardo, de ra-
ja india, que sesuppe ser escravo; seu senhor jus-
tifique seu dominio perante a mesma subdelegara.
AVISOS MARTIMOS.
DO MARANHAO'
J esta' a cliegar o palhabote Lindo
Sassk? Paqueteo, navio novo, muito !>ein
construido, pregado e forrado de cobre,
e de primeira marcha ; ha de ter neste
porto mui enrta estada, deveudo regres-
*ar com presteza ao Maranhao, para on-
de ja' tem parte da carga tratada : os
pretendentes a aproveitar ainda este ex-
cellente barco, queiram dirigir-se em
teinpo a Antonio de Almeida Gomes &
Companbia, na ra do Trapiche n. 16,
segundo andar, afim de contratarein a
carga que tiverem.
Para o Aracatv segu em poneos dias o hiale
nacional Sergipano, recebe ainda alguma carga i
frete muilo commodo : a tratar na roa do Trapiche
n. 17.
Pira o Rio Grande do Sul seguir breve o pa-
tacho Temerario, para oude recebe carga a frelef:
quem no mesmo quizer carregar, pode eutender-se
cora o seu capilao Jos Antonio Candido de Souza,
ou com Amorim I raos, na ra da Cruz n. 3.
Para a Babia segu impreterivelmente no dia
3 de setembro vindouro, a veleira garopeira Li-
craciio : para o resto da carga, trala-se com sea con-
signatario Domingos Alves Matbeus, u ra da Cruz '
n. 54.
Para o Ceara',
segu em poucos dias o patacho nacional Alfredo ;
para carga e passageiros trala-se com J. B. da l-'on-
seca Jnior, ra do Vigvio numero 4, primeiro
andar.
Para o Acarar segu com brevidade o hiale
Sbrateme, capilao Francisco Jos da Silva Ralis;
recebe carga e passageiros : tratarse com Caelano
Cj naco da C. 11., ao lado do Corpo Santo u. 25.
Para a Balita sabe por estes dias a
sumaca nacional Rosario de Maria, por ter
a maior parte do sen carregamento pn mi-
jito ; ara do resto da carga e passageiros,
trat-se com Novaes& Companbia, na ra
do Trapiche n. 34, ou com o capitao na
praca.
Vende-se urna barcara nova, de 50
a (id caixas, prompta para seguir viagem:
trata-se na ra Direita ns. 12 c 11.
Rio de Janeiro.
O brigue nacional Elvira, segu na
presente semana, s recebe alguma car-
ga miuda, passageiros, eescravos a frete:
trata-se com Machado & Pinheiro na ra
do Vigario n. 19,.andar.
PARA O ARACATY.
Segu em poneos dias, por j ter seu carregamen-
to proiupto, o bem conhecido e veleiro hiale t?(7nt-
baribe, pregado e forrado de cobre : para o resto e
passageiros trala-se na ra do Vigario n. 5
Para o Cear segu em poneos das o veleiro
hiale Castro, para o resto da carga trala-se no es-
criptorio de Domingos Alves Matbeus, ra da Cruz
o. 54.
PARA O RIO DE JANEIRO
Segu com brevidade o veleiro brigue
nacional Dainao por ter parte do seu
carregamento ptompto : para o resto,
passageiros e escravos a frete, para os
quaes olTerece excellentes commodos, que
podeiu ser examinados, trata-se com Ma-
chado.!. Pinheiro, amado Vigarior. 1!',
segundo andar.
RIO DE JANEIRO.
Esperarse do Assi o brigue nacional
Lysia, e tera' demora de um dia neste
porto ; para passageiros e escravos a fre-
te, para os quaes tem excellentes commo-
dos, trata-se com Novaes & Companhia,
na ra do Trapiche n. 5*.
LEILO'ES.
O agente Borja, quinta-feira 31 do correntc as
10 horas da manba no sea arinazem, roa do Colle-
gio ii. 11, far leilSo de um rico sancluario de p-
timo gosto ainda nao vislo nesla cidade, varios pia-
nos inglezes, relogios de ouro e prala para algibeira,
dilos de paredee cima de mesa, obras de ouro e pra-
la, quadros de diversos tamaitos tanto coloridos cu-
ino em fumo, excellenlcs machinas para fazer caf,
jogos de chadrez e onlras, obras de rnarcinaria etc.,
c varios ohjec(os,e*cellcntes no mesmo arma-
<
. e-e-
cm lugar nao sabido os inleressados no mcame e /ein claran a amostra no da do leilito. osqnaes ob-
mais objectos arrecadados do brigue sardo Carolina, jeclosse enlregarao pelo maior prejo que for oflerc-
naufragado nas praias da Cnstulia, visto como foi r
confirmada pelo conselho de eslado a senlenja desle
juizo, que julgou m preza a feila aquelle" brigue
e seos utciisis, sao convidados os supradilos inleres-
sados a requererem seu dreitn. para o que Ibes fi-
cam assignados 30 dias, pelo que mandei lavrar a
presente, quesera publicada pela impreusa c allixada
nos lugares mais pblicos desta cidade.
Dado c passado nesla cidade do Recite aos24 dias
do mez de agosto da 18.51. Eu, Joao Saraica de
Araujo Galuao, escrvao o escrevi.
/.uiz Carlos ae Pvim Teixeira.
cido,
Jos I.uiz Guaaco querendo acabar com seu
eslabelecimento fabrica de diapos na ra Nova n.
1, far leilo por intervenjilo to agente Vctor,
quinta fera 31 docorrente is II horas da mantisa,
tle ludo quanlo se acha dentro do referido eslabele-
cimento, armajo, chapeo, e fabrica para os mes-
mos: e outros inultos arligos que seria enfadonho
mencionar.
C. J. A-i lo\ & C, farao leilAo por nter ven-
can to agente Oliveira, de grande e variado sorli-
mento de fazendas as mais proprias do- mercado
" '*m. V


quinla-feira, 31 do crranle. As 10 horas da manhaa,
no seo armay.ru>. ra do Trapiche Novo.
l.f i!Ao de c.ix.s com ceblas iiUinainenlc che-
gadas de Lisboa, quinla-leira, 3t do correnle, de-
fronle da porta da alfaudega, o qual fazeru Miguel
Jnaquim da Cosa 4 C, por cnla it quem perten-
cer.
O agente Olivcira far leilio por mandado do
lllm. Sr. juii dedjreito do civel e ommercio de>la
cidade, B a requerimenlo de Joaquim Lucio Munle-
ro da Franca, liquidatario da firma social de Franca
i\ Irmcs de lodos s lleneros c rniacAo existentes
na liberna tila no paleo do Terco, de Antonio Vi-
cente de Azevedo, sabbado 2 de selerobro, ao ineio
(lia oiu ponto, na indicada taberna no pateo do
Terco.
Franca & Irmaos faro IcilAo por intervencao
do asent- Vctor, sabbado'2daseleinbro, na ruado
Pilar SJ.de urna taberna e jumamente aarmacao,
as 11 huras da manhaa.
~ AVISOS DIVERSOS.



IHUA
52.
Koaventura Jos de Castro Azevedo, com loja! e
fabrica de chapees na ra Nova n. 52, e deposito
ua praca da Independencia n. 34, Icm a honra de
aouuociar ao respeitavel publico desta cidade, c
particularmente aos seos benignos amigse fregue-
ses, a quem se confessa summamenle grato pela
preferencia que os mesmos tem dado a suas obras,
que, com auxilio de peritos oRiciaes tcm consegui-
do dar o mais alto grao de perfeicao s obras ma-
nufacturadas em sua fabrica, de maneira que os
seas amigos e freguezer nad lerao a desojar das
obras franeexas, pois que para islo nao se poupa a
todos os sacrificios por difliceis que sej.m, e que se
acha munido para a festa de um expenJiilo sorli-
niento de chapeos de todas as qualidades, tanto pa-
ra homem como para senhoras e meninos, e que os
est veodendo tanto em porcao como a retaho, por
nniito menos prero que em outra qualquer parte ;
e nas niesmas casas recbese toda e qualquer en-
commenda e concertos de obrA Icndentes sua ar-
te, que alm da commodidade dos precos serao exc-
culadas com todo o asseio e promplidao ; e como
ha pessoas, que pelos seus afazeres nao podem fa-
zer suas compras e cncommeod.s de dia, acha-se
esle eslabelecimento aberlo da hora do coslumeal
.s 9 da noite a espera que os benignos freguezes o
honrem com as suas mui agrada'veis preseccas.
J iao da Fooseca Jnior relir-se para fra
da provincia.
Pedrinho ou o amor fraternal.
Manoelzinho de nossi aldeia com os seus pau-
linos. Anda existe um pequeuo numero desta in-
teressante obra, produccJo de urna Porluense, que
animada do acolhimenlo que tein recebido do pu-
blico juvenil, anima-se a oOereco-la as illustrissi-
mas mfiis de familia, de quem espera toda a prolec-
cao, e se acha venda na ra Nova n. 52, loja
de Boa .-entura Jos de Caslro Azevedo a 240 e a 160
rs. cadi exemplar em brochura.
1'recisa-se deum menino de 12 a 14 annos de
idade, para caixero : no aterro du Boa-Vista loja
n.82.
l'recisa-sc alujar um escrava, que entenda de
todo servirlo de casa/: quem liver, dirija-se a ra
das Trincheirasrfre.
Deseja-strraber so exisle nesti cidade Antonio
Jos de Souza, que foi professor de primeiras leltras
em Calas do Maranhao, e consta ser hoje padre, se
existe, roga-se-lhes annuncie sua morada para ser
procurado; do mesmo modo se alguem souber in-
formar e a isto se qoizer prestar.
L m moco brasileiro casado, com pouca familia,
de idade de 30 annos, se o0ercce para caixeiro de
qualquer arruniaco, na praca ou fra delta, o iiu.it
sabe liiiii 1er,eterevr e cnnlar : a pessoaque doseu
prestio se quizer utilisar, aiiuiincie por este jornal,
ou antes dirija-se a ra do Padre Florano sobrado
ii.t> 9, i qualquer hora do dia.
AO PUBLICO.
Esclarecimenlos completos por escripluras anti-
gs, ,il'.:umas de 1763 e provaras que se referem
dalas de 200 annos, e outras escripturas e senteucas
sobre os 6 sitios e nao" con leu do. no Campo tiran-
de, junto a Tacaruna, comearla lopographica do di-
to Campo Grande e camboa da Tuaruna, alm de
mais escripluras nos autos entre parles Dr. Lucelia
e Castro, Jos Antonio da Silva Pinto, e outros; on-
de est junta a escriptura da propriedade N. Senlio-
ra da Alalaiu, vendida por H. M.rgarida Auna Jo-
sefa, ao capiAu Ignacio Kibciro Leitao ; quem inte
ressar dirija-se ao escriptorio do ldelliao S.
CONSULTORIO 00S POBRES
26 BA DO COL.LEGIO 1 AXBAM. 25.
O Dr. P. A. Lobo Moscozo d consultas homeopalhicas todos os das aos pobres, desde 9 horas da
manhaa aleo meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou nuile.
Otlerece-se igualmente para pralcar qualquer operario de cirurgia. e acudir promplamenlc a qual-
quer mulher que esleja mal de parlo,*e rujas circumslancias nao permita ni pagar ao medico.
M COmLTORIl) DO DR. P. A. LODO H0SC0Z0.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGINTE:
Manual completo do Dr. G. H. Jahr, trnduzidoem portuguez pelo Dr. Moscozo, qualro
voluntes encadernados em dous :................. 2OJO0O
Esla obra, a mais importante de todas as que tralam da homeopalhia, inleressa a todos os mdicos que
quizerem experimentar a r'oulrina de llahnemann, c por si pruprios se eonvencerem da verdade da
mesma : inleressa a lodosos senhores de eng.nho c fazcudeiros que eslo longe dos recursos dos mdi-
cos : inleressa a lodosos capites de navio, que nao podem deixar urna .vez ou oulra de ler precisao de
acudir a qualquer incommodo seu ou de seus Iripolantes ; e inleressa a lodos os chefes de familia ene
por circumslancias, que n.m sempre podem ser prevenidas, sao obrigados a prestar soccorros a qualquer
pessoa della.
O vade-mecum do homcopalha ou tradcelo do Dr. Hering, obra igualmenle ulil >s pessoas que se
dedicam ao esludo da homeopalhia um volme grande.......... 8SO00
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pharmacia, le, etc.: obra indis-
pensavel is pessoas que querem dar-so ao estudo 'uc medicina........ 4JOO0
Urna carteira de 24 tubos grandes de fiuissimo christal com o manual do Dr. Jahr e o diccio-
nario dos termos de medicina, etc., etc................ 2828
Dita de 36 com os mesmos livros.................... 45^HX)
Dita de 48 com os ditos. ,.................. 505000
Cada carteira he acompanhada de dous frascos de tinturas indispensaveis, a esculla. .
Dila de 60 tubos com ditos...................... 60S000
Dita de 144 com ditos........................ lOOjOOO
Estas sao acompanhadas de 6 vldros de tinturas esculla.
As pessoas que em lugar de Jabr quizerem o Heriug, lerao o abatimcnlo de 108000 rs. em qualquer
das carteiras cima mencionadas.
Carteiras de 24 lubos pequeos para algibeira............... Sjooo
Dilas de 48 dilos......................... 161008
Tubos grandes avulsus....................... 19000
Vidros de meia onca de tintura.................... 28000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um pawo seguro na pralica da
liomeopathia, c o propriclario dcsle eslabelecimento se lisongeia de tc-lo o mais bem montado possivl e
ninguem duvida hoje da superioridade dos seus medicamentos.
Na mesma casa ha sempre i venda grande numero de lubos de rryslal de diversos lamanhos, e
aprompta-se qualquer eucommenda de medicamentos com loda a brevidade e por precos muilo com-
niodos.
A taberna n.9d das Cinco Ponas, qoe j an-
den em praca. tornou a ser avahada por menos valor,
e vai u praca no da >c\la-te ira, 1. de setembro, im-
prcleri velincnle ; os prelendentcs comparecam, ao
meio-dia que o negocio he bom.
Jos Francisco de Braz relira-se para Portu-
gal.
Precisa-se de um menino para caixeiro de urna
taberna (lisiante desta praca 10 leguas ; quem pre-
tender, dirija-se rna Nova n. 32, loja de Boaven-
tura Jos de Caslro Azevedo.
Precis-se alusar um sitio perloda praca. que
possa sustentar 6.8 vaccas animalmente; quem li-
ver annuncie.
Precisa-sede um activo e hbil rapaz para vi-
ver n'uiii sio, e que saiba tratar de cavallos, e
para fazer oulras cousas que for ordenado ou man-
dado, sendo esle ser escrawi, poder procurar no
consulado americano ou na roa da Cruz, armazem
de Davis&C. n. 9.
Manoel Barboza Kibeiro, subdito porlnguez,
relira-se para fra da imperio.
Quem liver equizer trocar um sancluario sim-
ples ou rom imaxens, usado e em bom eslado: falle
na ra do Queimado r. 35, que se dir quem de-
seja.
Antonio da Silva Maia segu para o Rio de Ja-
neiro.
Precisa-se alugar um ama que saiba cozinhar,
e engummar e que seja fiel : na ra da Concordia
n. 26.
ATTENCAO\
Um moro bastante hbil, o qual tem pralica de
cnsinar. e d fiadores a sua conducta, se olfcrece pa-
ra cnsinar em casas particulares, ou mesmo em al-
gn engenho, nao s primeiras ledras, grammatica
nacional c latina, como lambem a (r.duzir e fallar
o frailee/, etc. na ra de Apollo n. 19 se dir.
t) alia i mi assignado, leudo annunciado por esla
fi.lha que eslava para fazer compra da casa terrea n.
3, sil na ra dos Pescadores, pcrtenceiite a Sra.
Mai i,i Ignez de Jess, mulher do finado Vicente
Canteo, nao tcv* esle negocio efleilo por a dita Sra.
ler fallecido, e agora faz publico que vai eecluar a
dila compra com a Sra. Joaquina Mara da Coocci-
en. mili c nica herdeira daquella finada; se houver
quem lenlia alguma opposioilo a fazer, dirija-se ao
palco do Terco n. 3,uestes 3 dias,em casa deAnto-
nio Moreira Res.
LAA PARA VESTIDOS.
Na ra do Livramenlo n. 11, vende-se Ida propria
para veslidos de senhnra, bonitos padroes, a 360 o
covado, e he de grande economa para meninas de
escola; veslidos dr cmbrala de barra, a 29600 : chi-
tas enhoclas, a 160 o covado ; e outras fazeodas
a troco de pouco dinheiro.
Vende-se um sitio em I'aratibe, com
fruteiras e boas var/.eas : a tratar em Olin-
da ra do Calmil n. 1.
PALITO'S.
Na ra do Queimado loja de sobrado ama-
relio n. 29, vendem-se palils de merino
prelo muilo superior, forrado de seda, pelo
baralissimo preco de 98000 r.
OITerecc-se urna ama de meia idade para casa 1 _.,. PIANOS. ...
de pouca familia ou de homem solteiro. muito fiel, a Palon >ash & C acabam de receber de Londres
qual cozinha o diario de urna casa e eugomma: no I dou' elegantes pianos, felio vertical, de Jacaranda

aterro da Boa-Visla n. 65.
Quem precisar de urna escrava para alugar, e
que serve paracarregar um tabolciro: dirija-sc a
ra Direita n. 12 segundo andar.
Aluga-se um excelteole sitio de fructeiras. casa
com moda e perfcilamenle limpa, com bom banho
no fundo, estribara e plaa de capim, no lugar
do Barro-Vermelho : a Iralar no aterro da Boa-Vis-
la taberna n. 20.
Precisa-so anda de um feilor que enlenda de
borla para tratar de um pequeo silio na Capuoga :
a fallaa na ra Nova n. 51.
S$ Aulonio Agripino Xavier de Brilo, Dr. em
medicina pela laculdade medica da Baha,re- t$
0 side na ra Nova n. 67, primeiro andar, on- S5
9 de pode ser procurado a qualquer hora para o
exercicio de sua profissao. (t
No aterro da Boa-Vista n. 55,
ha grande sorlimcnlo Jo rodas de carro de madei-
ra de fra e do paiz.
Na ra do Trapiche n, 17, recebem-se encom-
mendas para mandar vir de Lisboa, ricos tmulos,
campas, ele : no mesmo lugar se mostrara ricos de-
senhos.
Dao-se bolos de vendagerr ; no lar-
go de S. Pedro, sobrado de urn andar
n. 9.
Chegou a loja do Cardeal, na ra
do Rosario, o novo rape rolao Irancez, por
prerocommodo, para os amantes da boa
pitada.
Arrenda-se o armazem de assucar da ra da
Guia n. 64, com lodos os seus utenrilios, ou vendem-
se estse garante-sc o arrendamcnlo por 150SO00 rs.
annunes ; lambem se aluga o primeiro andar da mes-
ma casa : trata-se no aterro da Boa-Visla n. 60.
O padre Vicente Ferrer de Albu-
querque, professor jubilado de gramma-
tica latina, propoe-se a cnsinar nesta pia-
ra a mesma lingu com todo o esmero e
regularidade concernentes ao adianta-
kS DE OK.
Na ra do Queimado loja de ourives pinla-
tada de azul n. 37, ha um rico e variado sor-
J5 lmenlo de obras deooTB-^jue o comprador,
2 a vista dospresos-re~Dem feito da obra, uo M
.* deixar de comprar, aliancando-isc e res- m
tf poiisabilsaudo-sc pela qualidade do ouro de
S 14 e 18 quilates.
OITcreca-se urna ama portusueza para casa de
um homem sulleiro ou de pouca fajnilw, engomma e
faz o mais servico, anda mesmo para fra da pra-
ca : quem precisar, dirija-se /J^a-Visla, roa da
ConceicAo n. 52.
Piecisa-se de um bom cozinlieiro e copeiro,
forro ou escrrM>, para casa de pouca familia : quem
estiver neslas circumslancias, dirij.-se ra da Sau-
dade, dcfroule do Hospicio, quarla casa.
Desappareceu no dia 29 on prelo da Cosa,
"-~w.- por un me Gabriel, cor meia fula, olhos vermelhos,
becos grossos, com tnlhos miudos no rosto, estatura
regular, leveu calca e camisa de algodio trancado da
Baha, venda p. da padaria da Passagem da Mag-
dalena para o Recife, levoupaoact o toalha ; quem
o pegar, leve-o a dita padaria, que se pagar bem o
seu trabalho.
"" O abaixo assignado julga nada dever, tanto
nesta traca como fra della, e se ilguem se julgar
seo credor por qualquer titulo ou lellra, apresenle-
se para ser immediatamenle pago.
Jote onrahe Torre*.
O abaixo assignado roga ao Sr. Vicente Fer-
reira da Costa Miranda, queira vir tirar o seu reo-
slo que deixon por garanta de .">OfcUO0 rs., para sa-
lisfazer nu dia 21 de junho prximo passado, e nao
viudo dentro de 8 dia contados de hoje, o abaixo as-
signada o vender para seu pagamento. Recife 30
de agoslo de 1854.FrancUco de-Paula Cabral.
Avisa-sc ao respeitavel publico,-que ninguem
arremate a casa terrea Ha ra da .Mangueira n. 30,
si.la no bairro da Boa-Vista, pois lie propriedade da
>t viuva de Burgos & Filhos, e nao de Jos Joaquim
Bezerra Cavalcauti de Albuquerqne, como lambem
declara que ella nada devea fazenda publica, e qnc
seus bens nao devora estar su jeito i a debito de ou-
trem, e que desde j protesta conlra tal arremataran.
Rogamos encarecidamente no Sr. director da
sociedadesBella Harmonaque por alma de seus
defunlos, d ingresso quaiyio-TleiNseRrndo soir na
roa socicdade.ao Sr. N..M...S...J..1 que como con-
vidadoj se sabe...... para o mesrtio/Sr. nSo ler oc-
casiao de perder algumas noilesjia esravacSo de ter-
mos adequados para um simples anuuiicio.
.. i, Carij&C.
Aluga-e um cabriole! par; dous ldanles
ireiii para a cidade: quem quizer, dirija-se ;i cochei-
ra detrs do Carmo.
Aluga-e para passar a festa, ou por
annos, um sitio no lugar da Torre, a' mar-
gen do Capibaribe, com evcellente casa
feita a'pouco, com 4 quartosembsixo,
cozinha lora e um grande sotao compe-
. tcnleraente repailido, cacimba com boa
agua de beber. Esta casa fica em urna lo-
calidade tao arejada e elevada, que as
aguas da nunca vista cheia de S- Joio pas-
sado nao deram cuidado a quem morava
nella: quem pretender, dirija-se a' ra
da Cruz n. 10, que achara' com quem tra-
tar.
Oflerece-se urna pessoa capac para ama de ca-
sa de homem so lie i-o: quem pretender dirija-ee
a ra da Croz n. 7, ou annuncie por esse Diario
para ser procurado.
Ao curador de moinas.
Alliloinleiramenlaao mundo poli I ico e lutera-
no, nunca recorr .prensa para invectivar a al-
guem. Mas son agora levado a faze-lo pela comlse-
racao que de raim leve o Sr. Cincinato Mavignior.
Pobre moco!!! Imitador de allieios pensamenlos
quasi sempre os vicia pelo pessimn emprego que dal-
les fa:i. Mereoo-lhe compaiao J Eu, que para viver
nao .uno raloeira aos incautos (|ue nao promello o
que nao posso cumprir '.'.'. Eu, que laucando a yisW
subre o meu passado e presenle.nelles nada vejo que
podesse excitar-lhe es*a immeredaa la.'IUna I!" i .
! 1 1 i | ; ; r | I I |'i i
Em quanto que oSr. Cincinalo Mavignier, a quem
com bastante razio so pode chamarOuionspar-
liinciis, o poijo d'orgulho c faluidade, compendio de
necedades, so merece mui (a e muiU consideracao '.
) Sr. lancnalo Mavignier, a quem a nalurza com-
plelamenle desti oo de genio, prudencia modeslia,
deu cc.m prodigalidad,, demasiada ,.con.d*raro e
immodeslia. Eu Ihc merec comisoracan, Vrnc. me-
rece profundo desprezo. Uc a coroa ,|. gloria que o ge-
nio poz ao charlatanismo.J. J, Pacheco
Neressita-se alocar urna prela que tiria ven-
der na na, paga-se 14*0 rs^ **%* V
to naca Irabalhar em um sitio : a ra do Kan-f-l
sobra Jo n. 77, primeiro andar. i"gei,
Aluga-se um armazem na roa da Concordia
baslante grande para qualquer e-labelecimenlo, por
ser no me;o da ra : I ral a se na piara da Iudeni-n
dencia u. 27. '
O. Sra. rredores da massa Tallida de J. A. de
raria Abreu c Lima, que tcm de receber a sua par-
le no segundo dividendo, queiram dirislr-sp para
esse din, munidos don seus respectivos crditos a
Miguel Jos Alves, rana da administracSo da mesma
massa, ra do Trapiche, casa n. 6.
ment de seus alumnos ; e por sso espe-
ra o acolhimento de todas as pessoas que
e quizerem utilisar de seu prestimo,
protestando satisfazer a' expectacao pu-
blica a i ma acusta dos maiores sacrificios,
e, emquantonSolixar sua residencia, que
devera' ser no centro do bairro de Santo
Antonio, o pretendente dirijam-se a'
livraria da prara da Independencia ns.
6 e 8.
LOTERA 1)0 THEATRO DE SANTA-ISABEL.
Corre indubitavelmente em 20 de
setembro do corrente auno.
\os 10:000?000, 5:000s000, 1:000000.
O caulelisla Salustiano de Aquino Ferreira avisa
ao respeitavel publico, que os seus bilhetes e caute-
las n3o soflrem o descont de oito por cento do im-
posto geral nos tres primeiros grandes premios.
Elles eslao expostos venda nas Tojas j conhecidas
do respeitavel publico.
Bilhetes 119000 10:000:000
Meios 5M00 5:0009000
Qnartos 2800 2:5009000
Oitavos 19500 1:2509000
Decimos 19300 1:0009000
Vigsimos 0700 0OO9OOO
Anda precisa-se de um bom coziuheiro, e de
urna preta para servico de casa; preferc-se escravos:
na ra da Senzala Velha n. tiO, esquina do beceo do
Capim.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acham-se a venda nas lojas do costume
os bilhetes inteiros e meios bilhetes da lo-
teria 45 do Monte Pi Geral, a qual cor-
ren ema santa casa da Misericordia, em
22 do presente. As listas se esperam pelo
vapor S- Salvador, que ficou departir
no dia 25, e deve.aquichegara 5 ou 4 de
setembro prximo.
O abaixo assignado, solicitador da veneravel
ordem lerccira de San Francisco desla cidade, auto-
rizado pelo procurador geral da mesma ordem, con-
vida a todas as pessoas que se acham a dever foros
dos terrenos em que tcm suas casas fureiras a mesma
ordem, para que al o da 10 de selembro prximo
futuro vao satisfazer os seus dbitos, sb pena de se-
ren cobrados judicialmente, e para commodidade dos
devedores adiarlo ao abaixo assignado lodos os das
uleis das 12 horas do dia as 2 da tarde na lujado
Sr. Padre Ignacio Francisco dos Santos, no largo do
Collcgio.Manoel Lui: da Veiga.
Champagne, a melhor que lia 110
mercado, epor preco mais barato do que
em outra qualquer parte, assim como ce-
ra em velas, caixas de 100 ede 50 libras:
trata-se no escriptorio de Machado & Pi-
nheiro, na ruado Vigario n. 19, segundo
andar.
GABINETE PORTUGUEZ DE LEITURA.
Por dclibcracilo da diclona, lomada em ses-,10 de
21 do crrente, roga-se aos Srs. associados, que con-
servara em seu poder livros perlenccnles ao gabine-
te, alm do prazo marrado para a leilura, bajara de
osrecolher ale o fin do correnle mez, do contrario a
directora far eifertivas as mullas impostas pelo re-
gulamento.M. F. de Souza Barboza, 2. secre-
tario.
Precisa-se alugar'um preto mcnsal-
mente para trabalhar em um sitio na Ca-
sa Forte, com tanto pie nao tenha vicios :
na ra estreita do Rosario n. 28, primei-
ro andar.
Na ra Bella n.13, precisa-se de urna escrava
que saiba cozinhar e engommar, esobreludo que se-
ja fiel : he casa de duas pessoasdo familia.
Adverte-se ao bregeiro que annun-
ciou que pretenda comprar a padaria do
Sr. Joao Alves de Moura, que este Sr.
nunca aquiz vender, e s um tratante co-
mo esse l'nigido comprador em tal cuida,
pensando que secompramestabelecimen-
tos desta ordem com trampolinices; sequi-
zer melhor resposta publique o seu infame
nome, que se llie dar', que o satisfar.
Precisa*; de um feitor para sitio, e igualmen-
te um a m-s-uilor para pifdaria, que saiba cortar mas-
sas : na padaria da ra Keal do Manguinho n. 51.
Precisa-se de urna ama de leile, que seja sadia:
no aterro da Boa-Visla n. 47, segundo andar.
Na na Nova, loja n. 12, dir-se-ha quem d
IOO9OOO rs. a juros com penhures.
Antonio de Souza Marinho vai para fra da
provincia, levando em sua coropanhia 2 otliciaes de
chapeleiro, Luiz Felicio de Araujo e Jos Pires Ver-
gueiro.
Francisco Lucas Ferreira faz scienle ao respei-
tavel publico, que deixou de ser seu caixeiro Clau-
dio Rodrigues dos Anjos, desde o dia 1G do correnle,
c nao leva em conta qualquer reribo passido pelu
mesmo, depois desla dala.
No paleo do Terco n. 2, precisa-se alugar um
prelo que seja fiel e possanle.
Uoorge Washington Slecon, subdito argentino,
retira-se para Macei.
Na luja de sircueiro, na quina da ra do Ca-
bug, tem muito boas ooif.is de reiroz prelo piraos
senhores padres.
iguaes em qualidade e vozes aos dos bem conhecid
autores Collard & Collard, ra do Trapiche Nov
n. 10.
@*@69
@ DENTISTA FRANCEZ.
9 Paulo Gaignoux, eslabelecido na ra lana
9 do Rosario n. 36, segnudo andar, colluca den-
les com gengiv.s artificiaes, e dentadura com- Q
(9 pela, ou parte della, com a pressao do ar. 0
^ Tambem lem para vender agua denlifrice do $
9 Ur. Picrre, e p para denles. Rna larga do @
id) Rosario n. 36 segundo andar. P
9e@@aa S g@S
J. Jane dentista,
contina rezidr na ra Nova, primeiro andar n. 19.
9 O r. Sabino Olegario Ludgero Pinho mu- (^
^ dnu-se para o palacete da ra de S. Francisco &
Mf 'mundo novo) n. 68 A. 0
Aos 10:0005 5:000o1 e l:000.s000.
Na prac,a da Independencia u. 4 luja do Sr. For-
tunato, ns. 13 o 15 do Sr. Arantes, n. 40 do Sr.
Faria Machado, ra do Queimado n. 37 A dos Srs.
Souza iS Freir e prara da Boa-Vista loja de cera
do Sr. Pedro Ignacio Baplisla, eslao venda os bi-
lhetes c cautelas da primeira parle da 19< lotera do
Ihealro de Sania Isabel, a qual corre no dia 20 de
selembro, cujos hilhelcs sao do caulelisla abaixo as-
signado; oqual paga por inleiro o premiode 10:0005
.VOOO.ie I:0OO--ikk>; que sahireni em seus bilhetes
inteiros e meios bilhetes cujos v,lo pelo mesmo ru-
bricados.Antonio Jos Rodrigues de Souza J-
nior.
Bilhetes inleres. 11SO0O
Meios bilhetes. 59500
Quarlos. 25800
Oitavos. 10500
Decimos. 1*300
Vigsimos. 700
ANT1GO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da ra do Trapiche
n. 15, ha muito superior potassa da Rus-
sia e americana, ecal virgem, chegada ha
pouco, tudo por preco commodo.
Precsa-se de urna ama de leile : na ra da
Roda n.'52.
I)a-se dinheiro a juros em pequeas quanlias,
sobre penhores da ouro e piala : na ra Velha
u. 35.
Lava-se e engomma-se com toda .t perfeicao e
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja do su-
brado n. 15. ^/
M CONSL'LTOMO
DO DR. CASANOVA.
RITA DAS CRl'ZES N. 28,
acha-se venda um grande sorlimenlo de
carteiras de todos os tamauhos, por precos
muilo em conta.
Emenlos de homeopalhia, 4 vols. (oOOO
W onca de tintura a esculla 10000'
Tubos avulsos a escolha a 500 c 300
Os abaixo assignados, com Injadefazendas na
roa do Queimado n. 7, lendo obtidoem 0 do corre-
le mez e anuo urna concrdala por intervencao do
Sr. Francisco Gomes do Olivcira, que convorou reu-
nrfloxlo* seus credpres no dia 2 do crrenle, como se
ve no Diario desse da n. 175, declaram que se acham
prejudiradas lodas as lellras sacadas anteriores a esse
dia, em razo de ler sido a concrdala concedida
por unanimdade, c ainda nio lerem os Srs. credo-
res fcilo entrega das lellras anligas nao obstante
acharem-se as sacadas,por forra do accordo referido,
em mau c poder do mesmo Sr. Oliveira.
Gregorio & Silceira.
Desde o dia 22 do correnle desappareceu o es-
cravo Manoel, crioulo, de idade 18 annos, pouco mais
ou menos, he bem condecido pelos seguinles signaes:
cor fula, nariz chalo, beiros grossos, ps bstanle
grandes, e he alto : quem o encontrar e levar a casa
de seu senhor, na ra larga do Rosario n. 36, quar-
to andar, ser* recompensado.
Do armazem da ra da Praia n. 14, fugio um
papagaio pouco Tallador, levando no p um barban-
te ; a pessoa que o liver pegado annuncie para ser
procurado, nu dirija-se ao dilu armazem, que se dar.
de adiado,!0000 rs.
\ endem-se 21 alqueires ou mais de cal branca
junios ou em porrfies, na ra du R.ligel n. 24. e
mais urna barrica com areia de fingir ou fazer corni-
jas: assim como vendem-se duas meias portas de al-
cova ja envidracadas de 10 a 11 palmos de altura ; 1
oitante ; as Tabeas de Calais e alguna mappas ; o
Repertorio das OrdenacOes doReino em muito bom
eslado, 1 diccionario de medecina era muito uso e
tambem separado ; 1 Epitome Serfico; urnas horas
Maranna c outros livros espiriluaes, 1 banco de ca-
rapina novo, de amarello com alsuma ferramenta
do mesmo officio, e lambem 1 trave de boa madei-
ra para coberla : ludo na mesma casa cima a qual-
quer hora do dia. Na mesma casa se compra um ter-
no demedidas de pao do padrao novo, de alqueire
at oilavu.
Vendem-se pennas de ema : na ra da Cruz
n. 26, primeiro andar.
Vendem-se relogios de ouro patente inglcz, os
melhor.sque lem viudo a esle mercado ; em casa de
Russel Mellors & Companhia, ra da Cadeia do Re-
cife n. 36-
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem de Henrique Gibson :
vendem-se relogios de ouro de sabonele, de paten-
te inglezes, da melhor qualidade e fabricados em
Londres, por preco commodo.
Na ra do Vigario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior lia nella para forro de sellins che-
gada recenlemenlc da America.
CARNE DO SF.lTAil.
Vende-se muilo boa carne do seria por menos
preco da do Cear, em pacoles de 4 arrobas : no ar-
mazem da pofla larga ao pe do arco da Conceicao,
defronle da escadinha.
Vende-se cal em pedra chegada ltimamente
de Lisboa por preco commodo: na relinarao da Sen-
zalla Nova n. 4.
Calcas ha ralas.
Vendem-se corles.de calca de brm de cores a
18600 cada corle, dilos de casemira de algodao pelo
mesmo prero ; na ra do Queimado, loja de 4 per-
las n. 10.
-""SACCAS COM MILHO.
Na ra do Vigario n. 33, em can de Joao I-'man-
des Baplisla, vonderu-se uceas com, milho a 8500.
SACCAS COM FAKINHA.
Vende-se na loja n. 26 da ra da Ca-
deia do Recife, esquina do becco Largo,
superior farinha da trra, por preco com-
modo.
TOAUHAS
E GUARDANAPOS DE PANNO DE
LINHO PURO.
Vendem-se toalhas de panno de hubo e adamas-
cadas para roslo a IO9OOO a duzia, dilas lisas muitu
superiores a 1430OO, dilas grandes adamascadas para
mes. a 3.JO00 cada urna, gnardaoapos adamascados
a 38600 a duzia.
Marmelada nova superior.
Vende-se na roa do Collegio n. 5, marmelada
nova cdegidi ltimamente de Lisboa, pela barca
Margando, a 28 rs. a lata.
BRIM lili ANCO E DE COR.
Vende-se brm trancado de lindo a 500 rs. a vara,
dito escuro de quadros tambera de lindo a 600 e720
rs.: na ra do Crespo n. 0.
Aterro da Boa-Vista n. 55.
Vende-se um cabriole! novo, da
bom gosto.
Ai que fro. .
Vende-se superiores cobertores de tapete, de di-
versas cores, grandes a 18200 rs., dilos brancos a
1520(1 rs., dilos com pelo a imilarao dos de papa a
13400 rs.: na ra do Crespo leja n. 6.
VENEZIANAS.
No aterro da Boa-Vistan. 55,
ha um sorlimenlo de veoezianas com filas verdes
de linhn e de Ua, com caixa e sem ella, e lambem
concerlam-se as mesmas.
Carne do serbio.
Vende-sc muilo boa carne do serian, e por preco
commodo : na ra do Queimado, loja n. 14.
Vende-se urna deslil.rau completa, que diaria-
mente destila nma pipa de agurdente, o alambique
he de cobre puro e mui bem construido ; bem como
o esquema garapa, as cubas sao todas de airarello
viuda tico, obra bem feita e de durarlo : Irala-se na
ra da Cadeia do Recife n. 3, primeiro andar.
Ven Je-se fio de sapateiro, bom : em cata de S.
P. JohusioD & Companhia, ra da Sensata Novo
u.42.
Cusemiras baratas-
Novo sorlimenlo de cortes de casemira de cores
modernos padroes, a 48800 cada um corle : oa toja
de 4 porlas na rna do Queimado n. 10, de M. J.
Leite.
FAZENDASBARATAS.
Na nova loja de 3 portas da roa do Livramenlo n.
8, ao pe do armazem de louca, vendem-se chita* fi-
nas escuras, cores fizas, e com pequeo loqne de
mofo, molhado que seja sahe. o covado a 160 r.. ;
cortes de dila fraoceza, a 18600 ; caisas de cores,
padroes modernos e cores fuas, a vara 400 e 480 r*..
chales de laa e seda oslo escossez, a 18440, I36OO ;
ri-rados trnceles muilo,finos, cores us, com orna
vara de largura, o covado a 240 ; e outras militas
fazenda. por barato preejo.
FRESCAES QEIJOS DO
SERTAG".
Vendem-se os muito bons e frescae* queijot do
terUo ; na ra do Queimado, loja n. 14.
A 240, dinheiro a' vista.
As chita* francesa* que se aununcaram a 280 o
covado, Modo de 2, 3 e 4 core* na estampa, vendem-
se hoje pelo barato preco de 240 o eovado, sendo as
mais modernas em padroes : na loja da Gregorio &
Silveira, roa do Queimado n. 7.
MnmaMbMt^knhMBlkwabriUbHnMQMn.HI I
ISISBWglaTnMMiy
Vendem-se fazendas de todas as
qualidades por muito menos de seu
Creco primitivo, nicamente para
quidaco : na ra da Cadeia do
cife, loja n. 30.
Vende-se na ru. do Crespo, loja amarTla _
n. 4, a 19200, grosdenapole liso, furia-reres, f|
S nu seda lisa furia-cores a ISSSOO cada covado, %
9 fazenda a melhcr possivl ; a ella antes que
38 se acabe. A
COMPRAS.
S*> O Dr. J 010 Honorio Bezerra de Menezes,
$ formado em medicina pela faculdade da Ba-
^ hia, contina no exercicio de sua profissao, na
5 ra Nova 11. 19, segundo andar. 4$
SS3S** gffi3S35
O abaixo assignado, herdeiro do finado Joao
Firmino da Costa Barrada, decan que, exislindo
ama lellra perleocentc ao mesmo Joao Firmino, acei-
ta pelo major Fraucisco Antonio Pereira dos Santos,
ja fallecido, proveniente da venda que Ihe fez do
engenho Teelugal, a qual lellra he da quanla de
3:0008000, e se acha vencida desde 31 de julho de
1835, c como ignore em poder de quem ella exisla,
roga a qualquer pessoa que souber ou aliver,declarc
por esle Diario, assegur.ndo-lhe o abaixo assignado
sua gralidao por um tal molivo.
Joao da Rocha H'anderley Lint. ;
Na ra da Cruz n. 26, primeiro an-
dar, tem urna carta para ser entregue em
mao propria ao Sr. Dr. Alfonso Jos de
Mendonca.
Toalhas e guardanapos de panno delinho
puro.
Na ra do Crespo, loja da esquina que volla para
a cadeia, vendem-se toalhas de panno de linhn,.lisas
c adamascadas para rosto, ditas adamascadas para
mesa, guardanapus adamascados, por preros com-
modos.
LOTERAS da provincia.
O thesoureiro das loteras avisa, que
acham-se a' venda nos lugares do costu-
me, os bilhetes da lotera do theatro, que
tem de correr no dia 20 de setembro :
praca da Independencia, lojas n. 4e 15 ;
ra do Queimado, loja 11. 59 ; Livra-
mento, botica n. 22; ra da Cadeia do
Recife, botica n. 61 ; aterro da Boa-Vis-
ta n. 48 ; ra do Cabuga', lio tica do Sr.
Moreira e ra do Collegio n. 15.
No sobrado da ra do Pilar n. 82,
precisa-se alugar urna escrava que engom-
me bem, e saiba cuidar de urna casa de
pequea familia.
GABINETE PORTUGUEZ DE LEITURA.
Por ordem da direcloria do gabinete porluguez de
leilura, convoca-se os Srs. accionistas para se reuni-
rem eslraordinariamenle em assemhla geral, do-
miogo.Sl de selerobro, as II horas do dia. M. F.
de Souza Barboza, -2. secretario.
O abaixo assignado, eatabelecido
com padaria no lugar da Magdalena tra-
vessa dos Remedios, tendo lido no Dia-
rio de sabbado 27 do corrente um an-
nuncio, que dizia vender-se a padaria da
travessa do Remedio, a tratar na mesma;
o abaixo assignado faz ver ao publico
qusemelhanteannuncio nao foi feito pe-
lo abaixo assignado, e nem autorisou al-
guem para o fazer, pois que nao vende o
seu estabelecimento, nem tem tencao de o
fazer; portante, semelhante annuncio s
podena partir de algumseu inimigo, com
o lira de o desacreditar ; o abaixo assigna-
do por tanto agradece a este seu inimigo,
a parte to activa que toma nos negocios
ulheios, e lhe aconselha me em pregue o
seu tempo em cuidar de seus negocios, e
deixe os outros vverem. pois o aba\o as-
signado faz outro tanto : tendo assim res-
pondido a este meu inimigo ou amigo, to-
cando o publico sciente que deve desprezar
taes annuncios, ros que nao pretendo
vender o meu estabeleciniento.
Joao Alves de Moura.
No dia 2 de selembro Icm de serem arremala-
das, a requerimenlo do solicitador de capcllas e re-
siduos, as Ierras do Campo Grande, avalladas por
9:0009000, rontondo 7 sitios, lendo Ierras para plan-
lar, criar gado, baixa para capim, muilas fructeiras,
eulre os ditos sitios ha urna casa terrea de pedra c
cal com 2 salas, 4 quarlos, casa de farinha, estriba-
ra, c rendem es mencionados silios3l4&000, rendas
que podem ser alteradas por serem multo baixas, de-
pois da morlc de seu possuidor, que ha a 40 annos se
conservam al hoje com esle valor,lcndo camboa pa-
ra embarque e dcsembarque.tem 400 c lanos palmos
de frente e os fundos vao al a camboa da Tacaruua,
he muilo perlo da cidade, apenas dista meia legua,
he na eslrada de Belem. Os silio* e Ierras cima
mencionados foram considerados residuos em ronse-
quencia do finado Jos Doiningues Neves nao ler
dado coalas da testamentaria do finado I ir. Antonio
Pi de Lurena e Caslro, eo seu producto vai ser re-
colhido a fazenda nacional.
Precisa-se alagar una ama : do aterro da Boa-
Visla n. 73.
CoQipram-se garrafas brancas e mesmo franec-
zas, ainda que sejam servidas de azeile doce, e pa-
gam-sc bem : na fabrica de espirilos da ra Direita
n. 17.
Comprase urna escrava crioulaon parda, sen-
do moca, de bonila figura c com algumas habilida-
des ; paga-se bem : na roa dellorlas n. 60.
Compra-se urna bride de melal do principe,
promelle-se pagar bem, sendo que sirva; na ra
larga do Rosario n. 33.
Compra-sc um tabolciro com ojogo de gamao
c as compelemos (ablas ou pedras que esleja em
bom eslado : aa roa da Senz.Ha Velha li. 96.
PARA UMA ENCOMMENDA.
No Recile, armazem de familia junio ao Araujo,
compra-se urna escrava que tenha boa figura e con-
ducta, paga-se bem : das 9 horas da manhaa as 4 da
larde.
Compram-se ps decraveiros, pequeos : quem
os liver annuncie.
~ Coniprm-je ria* moradas -de eitw terreas no
bairro de Santo Anlnnio on ha Boa Visla, mas qoe
nao excedam de 8005 cada una :-na prara da Inde-
pendencia loja n. 4.
Compra-se urna arroba de papel para embru-
Iho : na loja de sirgueiro, na quina da roa do Ca-'
buga.
Compra-se ou hypolhoca-se urna casa terrea,
sendo em ras frcquenUdas e no bairro de Santo An-
tonio ou S. Jos : quem -quizer fazer algum dcsles
negocios, dirija-se ra da Virarao n. 9, ou au-
Vendem-se 2 pares de breviarios romanos : na
ra do Queimado, segunda loja n. 18.
A taberna do pateo do Carino, quina da ra
de Hurtas n. 2, contina a ter veiida todos os g-
neros bons e baratos: manleiga ingleza, a 400, 480,
560,720 c 800 rs., franceza a 360 e 600 rs.. loucinho
d. Lisboa a 360, chouricas 400 rs., alel a a 300
rs., bolarhinhas Inglesa* a 320, dilas a Napoleao a
400 rs., ditas de aramia do Rio a 560, passas muilo
boas a 360, cha a 18600,2SJ000 e 2&240, rap a 13000
o bole. haiiha a 500 rs., farinha de Maranhao a 140,
cspermaccle a 800 rs.. carnauba de 6 e 9 u 320,
farinha de Irigo a 150, folha de louroa 400rs., chi-
vo da India a ) rs., cf a 180 em grao, cnxofrc a
70 rs., assucar mascavado a 70 rs. a libra, esleirs
do Aracaly a 200 rs. urna, latas com sardinhas de
Nanles a 600 e 800 rs., lijlos de limpar facas a 140.
graixa em latas a 100 rs., azeitonas a 280, viudo da
Figueira a 480, de Lisboa a 400 e 360, azeile doce a
600 rs., de rarrapatoa280 a garrafa, arroz branco a
400 rs., feijao mululinho e preto a 400 rs., arroz de
casca a 1 lio, milho a 200 rs. a cuia, ceblas a 19280 o
cenlo, albos a 110 rs. o moldo, queijos a 19280 e
19500, traques a 110 a caria, lambem o bello doce
de caj seceo a 500 rs.
PECHINCHA.
Vende-se na Linguete n. 3, urna armacao de ven-
da que se d por pouco dinheiro: a Iralar nas Lineo
Ponas ii. 141 (venda.)
Vende-sc ou permu(a-se por urna casa terrea,
um bom silio ua eslrada da Vanea, com 60 bracas
de frente e 40 de fundo, cujos Iudos clicsam al o
rio Bebedor, com casa de vivenda, muitas arvores
de fructo, boa baixa para capim e pasto para vaccas
de leile : a Iralar na ra de Santa Thereza n. 22.
Vendem-se 4 molccotes de idade 18 annos, 4
escravos ptimos de lodo serviro ; na ra Direila
n. 3.
\ endese urna linda roobilia de jaeanmdtule
riquissimo goslo e muilo moderno : quem a prete
der dirija-sc a ra da Cadeia- V
andar.
FATO SEGCO.
VENDAS.
Vendem-se falo secco de gado, propro para es-
cravos : na ra do Queimado, loja n. 14.
Vendem-se muilo bom peixe em salmoura ; na
ra do Queimado, loja n. 14.
Na rna da Cadeia do Recife n. 60, vendem-se os
seguinles vinhos, os mais superiores que lem viudo a
este mercado.
Porlo,
Bncellas,
Xerez cor de ouro,
Dilo escuro,
Madeira,
em ramudas de urna duzia de garrafas, ,i visla da
qualidade por preco muilo em cunta.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na ra da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, recenlemenlc chegada.
Tabeas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafan/. continua baver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado nas co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o meliioramento do
assucar, acha-se a venda-, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz, n. 4.
Deposito de potassa e cal de Lisboa.
!cUianU.e36pnmeeirQ\| Na ra de Apollo, armazem de Leal
\fyeis, continua a ter as legitimas qualida-
SACCAS COM-MILHO. Jn-'s de potassa da Russia eda America,
PL'BLICAQAO' RELIGIOSA.
Sabio luz o novo Mez de Mara, adoptado pelos
reverendsimos padres capuclinl09-dc N. S. da Pe-
nha desla cidade, augmentado com a novena da Se-
nhor. da Conceicao, e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, c deN. S. d Bom Conselho : ven-
de-se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da
independencia, a 1B000.
. FARINHA DE MANDIOCA.
\ ende-se na ruada Cadeia do.Recife n. 10, ao p
do Corpo Sanio, saccas com superior farinha de
mandioca por menos preco do que em oulra parle.
-i Vende-se na ra do Cocho, na cidade de Olin-
oa, urna excellenlc casa terrea com sala e quarlo na
frente, sala alraz, 4 quarlos, cozinh. separada, chaos
proprios, com grande quintal onde lem um grande
coqueiro : a fallar no Varadouro, casa n. 18.
Vende-se a dinheiro urna ou duas moradas de
casas de pedra ocal, na roa Imperial, ou troca-se
por um sitio que tenha de 2 a 3 mil pos de coquei-
ro* para cima : a quem esle negocio convier, diri-
ja-sc mesma ra,casa o. 211.
Vende-se no armazem de James
Halhday, na ra da Cruz n. 2, osegunte:
sellins inglezes elasticosesilhoes para mon-
tara propria de senhqra, cabecadas de
couro branco e estribos de metal branco,
lanternas de diferentes modellos para
carro e cabriolet, eixos de patente para
carros, molas efe 5 folhas para ditos.
VINHO DO PORTO MUITO FINO.
Vende-se superior vinbo do Porto em
barris de i. 3. e 8.: no armazem da ra
do Azeite de Peixe n. U, ou a tratar no
escriptorio de Novaes & Companhia, na
ra do Trapiche n. 54.
Vendem-se 2 pianos fortes de arma-
rio, nvos, muito elegantes e de muito
boas vozes, e 1 machina ingleza litliogra-
phica com todos os preparas necessarios,
e 5 pedras de sobresalientes : na ra do
Trapiche Novo n. o.
Vendem-se em casa de S. P. Johns
ton & C, na na de Senzalla Nova n. 42.
Vinho do Porto superior engarrafado.
Sellins inglezes.
Relogios de ouro patente inglez.
Chicotes de carro.
Farello em saccas de arrobas.
Fornosde farinha.
Candelabros e candieiros bronceados.
Despenceira de ferro galvanisado.
Ferro galvanisado em folha para forro.
Cobre de forro.
Vende-se no paleo da Ribeira n. i) milho a
25,60 o alqueire, medido visla do comprador.
Vende-sc urna escrava : pa ra do Apollo ar-
maiem de assucar n. 4.
LOTERA DO THEATRO DE SANTA-
ISABEL.
Corre indubitavelmente no dia 20 de se-
tembro do correnle anuo.
Aosl0:0008000,5: 000COO
1:0008000.
. >>a rmi da Cadeia do Re-
nte, loja de cambio do Vi-
eira u. 21, vendem-se os
mui acreditados biiheles e
cautelas do caulelisla Salus-
tiano de Aquino Ferreira.
Os biiheles e cautelas nao
soflreni o descouto de 8 \
do imposto geral nos Ires
pi nuciros premios grandes.
MMOO 10:0008000
.-*-.oo .VIXWSOOO
amo &300S000
I'j01i 1:25080011
13300 1:0009*100
9700 5009000
Vendme-se na loja n. 26 da ra da Ca-
deia, esquina do becco Largo do Recife.
Vende-se* um sitio no lugar de Maneota, com
duas casas de laipa novas, sendo um. grande e oulra
pequea, oom baixa de capim, dando todo o auno,
tem o silio de comprido meio quarlo de legua, rom
iaraugeiras, cafcaeiros, bananeiras e coqueiro* lodos
novos : quem pretender dirija-se ao engenho Ja-
guarbe, a fallar com Francisco Ambrozio Pereira,
ou nesla prara na ra do Pilar n. 135.
t'.ll. II AS FRANCEZAS.
Vendem-se camnhas com 4 papis de agulhas
francezas a 200 rs., fazenda superior, e em papis
avulsos com muilo pequeo loque de ferrugem a 10
rs. o papel : na ruado Queimado, loja de miudezas
da Roa Fama n. 33.
CAVALLO DE CARRO.
Vende-se um cavallo castanho, meslre de cabro-
le, muilo manso, c sem nenhum achaque, por 1009
rs. : nu Recife, ra da Senzala Velha, estribara de
Joaquim P. Peres.
Vendem-se saccas de feijao mnlalinlio de mui-
lo boa qualidade, por preco commodo no becco do
Azeile de Peize.armazem de Jo3o lavares Cordeiro.
\ ende-se a laverna n. 2 da roa d. matriz da
Boa Visla bem afreguezada, lano para o malo co-
mo para a Ierra, e propria para quem quizer prin-
cipiar a vida : na mesma se dir o motivo por que
ella se vende.
Vende-se ou arrenda-se um sitio
bastante glande, no lugar do Rio Doce,
com 720 ps de coqueiros, com boa casa
de vivenda de pedra e cal ; quem o pre-
tender, dirija-se a' ra do Raugel n. 50.
3*SS@s! *8SS:.;
3B) Vende-sc zulmira ou mimo du co, fazen- .{
9 da de fantazia. de sed. e 13a, de goslos mo-
^ demos, para veslidos de senhora a 480 rs. ca- $(
j% da covado : ua ra do Crespo, loja amarella, ;f
lado do norle n;_4. y
MARMELADA
de Lisboa, a mais superior, chegada lti-
mamente, vende-se na ra da Cadeia do
Recife n. 25, defronte do becco Largo.
Vende-se um piano forle por preco mdico :
na ra Direila n. 32, primeiro andar.
VELAS DE CERA DE CARNAUBA.
Vendem-se velas de cera de carnauba de 6, 8 c 9
em a, da melhor qualidade que ha nu mercado, fei-
las no Aracaly : na ra da Cadeia do Recife n. 49,
primeiro andar. ,
CERA DE CARNAUBA.
Vende-se cera de carnauba do Aracaly : na ra da
Cadeia do Recife n. 49, primeiro andar.
NO CONSULTORIO HOMEOPATHICO
DO
DR.P.A.LOBO N08G0S0.
Vendem-se as seguinles obras de homeopalhia em
trance/ :
Manual do Dr. Jahr, 4 voluntes 1(000
Rapou, historia da homeopallia, voluntes llic*KK)'
llarlhman, tratado cmplelo das molestias
dos meninos, I volunte 109000
A. Tesle, materia medica hom. 8)000
De Fajle, doulrina medica hom. 7o000
Clnica de Slaoucli 6000
Carlig, verdade da humcopalliia 49000
Jahr, Iralado completo das molestias ner-
vosas 69000
Diccionario de Nyslen IO9OOO
Na ra du Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
dc-se cera lano em grume* como cm.vellas, cin rai-
zas, com muilo bom sorlimenlo c de ssperior quali-
dade, chegada de Lisboa na barca Gralidao, assim
como liolnrliinhas cin la las de 8 lidras,e farello muilo
novo em saccas de mais de 3 arrobas.
cal virgem em pedra : tudo por preco a
satisfazer aos seus antigos e novos fre-
guezes.
Cola da Rabia, de qualidade esco-
lhida, e por preco commodo: a tratar na
ra do Trapichen. 16, segundo andar,
com Antonio de Almeda Gomes & Com-
panliia.
Louca vidrada, recebida ha pouco
d Halia, com bom sortimento : ende-
se na ra do Trapiche n. 1C, segundo
andar.
Genebra verdadeira de Hollanda,
em frasqueras, chegada este mez, sendo
alguma da mais superior que se faz na-
quelle reino ; vende-se na ra do Tra-
piche n. 16, segundo andar.
Vende-se farinha de mandioca : a bordo di po-
laca Cndor, ou a tratar com Tasso Irmaos.
' Relogios inglezes de patente.
Vendem-se a preco commodo, em casa de Barroca
Si Caslrij, na ra da Cadeia do Recife n. 4.
Vende-se urna balanca romana rom lodos os
seus pertences, em bom uso e de 2,000 libras: quem
a pretender, dirija-se ra da Cruz, armazem a. 4.
DEPOSITO DE PANNO DK ALGODA'O
DA FARRICA DE TODOS OS SANTOS
NA BAHA.
Vende-se o superior panno de algodao
desta fabrica, propro para saceos e roupa
de escravos : no escriptorio de Novaes &
Companhia, ra do Trapiche n. 54, pri-
meiro andar.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-te farinha de mandioca muito nova ede
superior qualidade, a nordo do brigue Damao : a
iralar com Mauoel Atves Guerra Jnior, na roa do
Trapiche n. 14.
Vendem-se i-elogios de patente e
horisontaes de ouro e de pinta, e de prata
dourados, por preco commodo : na ra
da Ouzn. 26, primeiro andar.
Vende-se superior chocolate fran-
co/., camisas francezas com peitosde linbo
e de n.adapolao, aberturas para camisas
de linho e madapolao, espingardas fran-
cezas de dous cannos para caca, superior
kirche e absintbo, tudo por preco com-
modo : na ra da Cruz n. 26, primeiro
andar. _^_
BARATO SH, FIADO NAO'.
A 10000 rs. o corte e 640 rs. o covado!!!
Na ra do Queimado,'loja n. 17, ao p da botica,
lem para vender o mais modernos cortes de velli-
dos de gaze de seda, com 18covsdos cada corle, ou
610 rs. cada covado. Esta fazenda he a mais propria
e delicada que veio no ultimo navio do Havre, para i
veslidos das senboras do grande lom; dio-se ai'
amostras com penhores.
ATTENgAO',
Vende-*e no aterro da Boa Vista n.72,
loja de miudezas, meias para meninos meiiinasi^
160 rs. o par, dilas para endura a 24Uti^!?ff3s
branca, e croas para homem a 120-flTTDOlee para
cal;., nma grua por 160 rs.; dilos de marea a 100
rs.; lila-de lindo, urna peca 40 rs.; grainpaa40 rs.
o maro; filas de todas as qualidades a 80, 120,160,
200 e 210 ri. a vari, sorteadas finas ; trancas para
enfeitar veslidos a 30 rs. "peca; peni es de alar ca-
bello finos, a 640 rs.; outros a 200 rs.; Iluda de car-
mel de cor e branca, a 20 rs. o earrilel; prego* fran-
cozes a 320 rs.; courq.de lustre e bezerro franeez le-
lo barato : lambem se vende a loja com um grande
abalimento, muito propria para qualquer princi-
piante : a tratar na mesma.
Cassas francezas a 520 o covado.
Na ra do Crespo, loja.da esquina que vira para a -
Cadeia, vendem-se cassas francezas de muito bom
gosto, a 320 o covado.
Jacaranda' de muito boa nbalidade:
vendem Antonio de Almeida Gomes &
Companhia, ra do Trapiche Novo n. 16,
segundo andar.
Vende-se um encllente carrlnho de 4 rodas,
mui bem construido,eem bom eslado ; est eiposlu
na ra do A raglo, casa do Sr. Nesnie n. 6, onde po-
dem os pretendente* ezamina-lo, e tratar do ajuste
com o mesmo senhor cima, ou na ra da Cruz no
Recife n. 27, armazem.
QUEMSE PRESUNTOS.
Na ru da Cruz do Recife noarmazem n. 62. de
Antonio Francisco Martn.,' se^rade os mais sope-
riores queijos londrinos, presuntqsVara fiambre, l-
timamente edegado na.. ..barcsT inglez l'al&a.
raito.
Moinho de v<||to
"ombombasde repuio para ICjffir hortas e baixa,
decapim,nafundi5a6deD.^rTBowman : na ras*
do Brum ns. 6,8 e 10.
Padaria.
Vende-se urna padaria muilo afreguezida: a tratar
com Tasso & Irmaos.
Devoto Christao.
Sabio a luz a 2.' edicSe do livriono denominido
Devoto Chrisiao,mais correcto e acretcentado: vende-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca di In-
dependencia a 640 rs. cada ezemplar.
Redes acolchoadas,
brancas ede cores de um so panno, muilo grandes e
de bom goslo : vendem-se na ra do Crespo, loja da
esquina que volla para a cadeia.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons elfeitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
Biiheles
Meio.
Quarlos
Oitavos
Decimos
Vigsimos
Deposito de vinho de cham-
pagne Chateau-Ay, primeira qua-
lidade, de propriedade do condi
de Mareuil, ra da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a champagne vende-
se a 56$000 rs. cada caixa, acha-
se nicamente em casa de L. Le-
comt'Feron & Companhia. N. B.
As'caixas sao marcadas a fogo
Conde de Mareuil e os rtulos
das garrafas sao a/.ues.
AOS SENHORES DE ENI'.ENHO.
Colierlore* esedros muilo graudes e encorpados,
dilo* hrancos com pello, muilo grandes, imitando os
de Ua. a l>40O : na ra do Crespo, loja da esquina
que volla para a cadeia.
Vendem-se relogios d e ouro e prata, mai
barato de que em qualquer outra parle
na praca da Independencia n. 18 e 20.
ZSrpoiilo da fabrioa da Todo o* Santoi na Sahia.
Vende-se, em casa de N. O. Bieber & C, na ra
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aquella fabrica,
muilo proprioparasarcosde assucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
Vendem-se em casa de Me. Cal moni & Com-
panhia, na praca do Corpo Sanlon.il, o seguinte:
vinho de Marseilleem caitas de 3 a 6 duzias, I indas
em novel los e cairelis, bren em barricas muito
grandes, ac de milao sorlido, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Ncste estabelecimento contina a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de fesro batido
e coadb, de todos os tamauhos, para
dito.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
scjain, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
elegado do Rio de Janeiro.
Afeudado Edwla Maw.
Na ra de Abollo n. 6, armazem de Ble. Calmont
Si Companhia, acha-se constantemente bons sorti-
menlos de taixas de ferro cnado e balido, lano ra-
sa como fundas, moendas medras todas de ferro pit-
ra animaes, acoa, etc., dilas para armar em madei-
ra de Indos os tamaitos emodelns os mais modernos,
machina liorisonlat para vapor com forca de
i cavados, cucos, passadeiras de ferro eslauhado
para casa fle purgar, por menos preco que os de co-
bre, esco vens para navios, ferro da Soecia, e fo-
lhas de flaudre. ; tudo por barato preco.
f i
}
ESCRAVOS FGIDOS.
Desappareceu no da 3 de julliu passado de bor-
do do bngue Sania Barbara Vencedora, o prelo
mariobeiro de nome Luiz, o qual representa ter 30
annos de idade, cor futa, baiio, nariz chalo, tcm
algumas marcas de bechigas, pouca barba e he na-
tural das Alagoas: roga-se portento as autorida-
des policiaes ecapilSes de campo a sua apprehensao,
e leva-loa roa da Croz do Recife n. 3 escriptorio de
Amorim Irmaos que se gratificar, com 1009000.
Est ausente da casa de Luiz Jos de Si Arau-
jo, morador na ra do Brum n. 22, o escravo Ber-
nardo, crioulo, qa* representa ter 30 e lanos an-
nos, alto e reforcadolo corpo. com algumas mar-
cas de bexigas e com os pos um pouco cambados
e os dedos esparrelhados, e com marca de ftida
em urna das peruas ; leveu calca crossa e camisa
grande por fra das calcas zoes, chapeo de palha,
he bem condecido nesta dado por Irabalhar em
carros na alfamlega, e li batanle pechla ; he
muilo de toppor que ten% quem lhe de agasalho
de noile dentro, mesmo da cidsde., Roga-se a qual-
quer pessoa que o pegar, lev.-lo- ao mesmo ci-
ma que recompensar o trabadlo.
Desappareceu no dia 14 de julho prximo pas-
sado, una escrava de nome Rosa, a qual foi do fina-
do capitSo Manoel Joaquim que foi aMassinado no
anno darevolucao, e.a viuva do mesmo vendeo-a a
um sigano em 1830 ; esle Sr. capilao era geuro da
Sra. I). Maria Helena, mulhec do otorgado do Mon-
Iciro, a qual escrava lera os .ganes seguinles: llu-
ra regular, olhos amarellos,os beicosom pouco arre-
dilados, tem entre ara e outro beico om lallio, lem
mais um laido de faca nas costas, he muilo condeci-
da no Monleiro por Ros. do Sr. Manoel Joaquim :
quem a pegar, leve-a ra Impela! n. 64, que ser
geuerosamenle recompensado.
Pesapparcoea de bordo do brigue Mafra no dia
25 do correnle o prelo raariiheiro de nomeThomaz,
o qual representa ter 25 annos de idade, he crionlo,
sem barba, rosto comprido, e tem falta de denles
no queiial de cima, levou camisa e calca azul e lie
bem fallante: roga-se portado a todas as autorida-
des policiaes c capiles de campo a sua apprehensao
e lev.-lo a bordo do dilo brigae on a ra da Cruz
do Recife, escriptorio de Amorim Irmaos, que se
gratificar generosamente.
1009000 de gratificaco.
A quem apresenlar o moleque Aflbnso, de naci
C.iniindongo, idade 20 e tantos annos, bstanle sec-
co do corpo, feicoes miudas, altura regular, com
duas marcas de feridas no meio das cosas; desap-
pareceu do casa em 17 do corrate agoslo, pelas 7
horas da larde, ecomo nao leve motivos para fugir,
e leve sempre boa conduela, soppoe-se que fosee fer-
iado ; levou calca de casemira azul, camisa de al-
godao grosw e chapeo de palha com fila prcla larga:
quem o trouzer ra de Apollo n. 4 A, receber a
gratificado cima.
Ainda continua estar fgido o prelo que. cm 11
de selembro prximo passado. foi do Monleiro a um
mandado no engenho Varenle, aeompanhando urna
vaccas de mando do Sr. Jos Bern.rdino Pereira de
Brilo, que o aluguu para o mesmo fin; o escravo be
de nome Manoel, crioulo, baixo, gromo e meio cor-
cunda, eom a barriga grande, lem um signal grande
de ferida na perna direila. cor prela, nadegas em-
pinad.s para f*, pouca barba, tem o lerceiro dedo
da mo direila encolhido, e falla-ttte o quarlo: Ic-
vnu vestido calca azul de zuarle, camisa de algodao
lizo americano, porm levou outras roupas mais ti-
nas, bem como um chapeo preto de teda novo, e usa
sempre de corris na cinta: quem o pegar leve-o na
ra do Vigario n. 27 a seu senhor Romio Antonio
d. Silva Alcntara, ou no largo do Pelonrinhoarma-
zem de assucar n. 5 e 7 de Romao i C., que ser re-
compensado.
1 lesapp.receu no dia 1. de agoslo o prelo Rav-
mundn. crioulo, com 25 annos de idade, pouco mai.
ou menos, natural do Ic, condecido all por Rav-
mundo do Paula, muito convivente, locador de flau-
lim. canlador, quebrado de nma verilda. barba ser-
rada, deicos grossos, estatura regular, diz saber lr
e escrever, lem sido encontrado por vezes por delraz
da na do Caldeireiro, juntamente com urna prela
sua coucuhina, que lem o apnellido de Maiferinro
reis ; porlauto rosa-se as autoridades polirnw, ca-
piaes decampo e mais pessoa do povo, que o ap-
prehendam e levem rna IHreiU n. 76, que serSe
generosamente gratificados.
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PERN. : TVP. DE M. F. DE FARIA. 185*.


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