Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01446


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Full Text
ANNO XXX. N. 198.
Por 3 meses adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
QUARTA FEIRA 30 DE AGOSTO DE 1854.
Por auno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.

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DIARIO DE PERNAMBUCO
ENCARRECADOS DA SL-BSCUIPCAO'.
Recife, o proprielario M. F. de Fari; Rio de Ja-
neiro, oSr. JoaoPareira Mariins; Baha, o Sr. F.
Duprad; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo deMen-
donca; Parahiba, o Sr. Gervazio Victor da Nativi-
dade; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pureira; Araca-
ty, o Sr. Antonio de Lemos Braga; Ceari, o Sr. Vic-
toriano Augusto Borges; Maranho, o Sr. Joaquim
M. Rodtigues; Par, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS-
Sobre Londres 27 d. v.
Paris, 365 rs. por i f.
Lisboa, 105 por 100.
Bio de Janeiro, al 1/2 0/0 de rebate.
Accoes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras a 6 e 8 0/0.
METAES-
Ouro.Oncas hespanholas...... Moodas de 6400 velhas. de 65400 novas. de 49000...... Prala.Patacdes brasileiros..... 299000 165000 169000 99000 19940 19940 19860

PARTIDA DOS comicios.
Olinda, todos os dias.
Carunrfi, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex e Ourieury, a 13e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PREAMAR DE IIO.IF..
Primeira s 10 horas c 6 minutos da manha.
Segunda s 10 horas e 30 minotos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e quintas-feiras.
Relacao, tcreas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas.
1/ vara docivel, segundas e sextas ao roeio da.
2.* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
EPIIEMERIDES.
Agosto 8 Luacheia.il hora, 9 minutos e 48
segundos da tarde.
15 Quarlo minguante aos 49 minutos
e 48 segundos da tarde.
23 La nova as 3 horas e 42 minutos
48 segundos da tarde.
31 Quarto crescente s 3 horas, 48 mi-
nuto e 48 segundos da manha.
DAS I)A SEMANA.
28 Segunda. S. Agostinho b. doutor da igreja.
29 Tenja. Degolaco de S. Joo Baptista.
30 Quarta. S. Rosa de Lima v. americana.
31 Quinta. S. Raymundo Nonato card. S. Ciridio
1 Sexta. S. Egidto ab. ; Ss. Gedeo e Josu.
2 Sabbado. S. Estevo re da Hungra.
3-Domingo. 13. N. S. da Penha ; S. Eufemia
v. ; S. Aristheo b. m. ; S. Aigulfo ab. m.
parte ornan.
OOVSBMO SA PROVINCIA
EXPEDIENTE DO DIA 2SDE AGOSTO.
Offlcio. Ao coronel commandan: das armas,
reeommeodando a expedirlo de su.i* ordens, para
quei Irop-i de 1. linlia reunida i guarda nacional
desta cidade e ao corpo de polica, marche em gran-
de parada sol a dircecto do oflicial competente no
da7 da selembro prximo vindouro, anniversarioda
independencia do imperio, devendo i guarnicao da
prar nesse dia e no antecedente ser hita pela guar-
da nicion.il que n3u puder marchar. Expediram-
se a respailo as convenientes orden...
Dito. Ao momo, para mandar exlrahir dos li-
vros db 2.'1 balalliio de infamara a fe de ofllco do
lente Manoel Sabino de Helio, alim de ser remet-
tida ao Kxm. vice presidenta das Alagoas, que a re-
quisita.
Dito. Ao inspector da thesourarn de fazenda,
recommendando que, vista da cunta que remelle,
manda'pagar 6108165 rs. importancia de varios ob-
jectMque sendo requisitados pelo vice presidente das
Alagoas, loram comprados pelo inspector do arsenal
de marinha, certo de que, nesla dala se officia ao
mesmo va- presidente rogando a expedirlo de suas
ordens no temido de ser es-a thcsoiirar a indemnisa-
da de semrlhante despeza. Fez-se o oflicio de que
trata e ommunicou-se ao inspector do supraditn
arsenal.
Dito. Aa commandante da estacas naval, de-
clarando que devetn ser incluidos na folha da corveta
Bertioga s vencimenlos, que se cstiverem a dever
ao lente da armada Manoel Antonio Vital de
Oliveira, aitm de serem pagos a pessoa que se adiar
competentemente autorizada para os reecbcr.
Dito. Ao inspector do arsenal de marinha, au-
torsando, em vista de sua informarlo, a entregar ao
negociantes Dcane Yoole & C". medante a competen-
te intlemnisacao a ancora ecorrete de que tcm elles
prectsSopara a barca americana Secan'.Commuui-
ceu-sa athesoararia de faxenda.
Dito. Ao inspector da thesouraria provincial,
communicaodo liaver o arrematantu doil. lanro
da estrada'lo sul, Manoel Caelauo de Mcdeiros, de-
clarado nao poder fazer a obra supplemenlar da pon-
te sobre o riacho Afogadinho, e recommendando
que leudo Smc- em vista o orcamenlo e clausulas
que remelle por copias, mande por em arrematarlo
o arce e aterro, que devera ser construidos no su -
pradlo riacho. Communicou-se ao director das
obras publicas.
Dito. Ao memo, declarando haver auloris ido
o director das obras publicas a comprar para a obra
da casa de detonlo 7 mil lelhas a 332000 r. o mi-
Iheiro, 25 mil pregos caibracs e uniros tantos de ba-
tel grande, estes a SMQO rs. tambem o milheiro.e a-
quellesa55000 o*t oillciou-se a respeilo ao men-
cionado direcl'
Dito, Ai sesmo, appri '.au Jo a arremataran
que fa'Jv.< rques Alve. do pedan da punte
dos Carvalho* ptle-Guaulia fe 1:3105000 rs., sendo
fiador Candido Jos Lopes Vanna.
Dito. Ao me-mo,jo>nimuniciui]ii liaver aulori-
sado ao director das obras publicas, a comprar para-
a obra provisoria da puntadlo Recife.quairo limas mur-
gas quatro arrobas depragos decoslado,3 ditas de zar
cao fino, 3 gales de oleo de liohaca e dous barris de
alcalrao di Suecia, sendo as limas a 100 rs. cada
urna, os prego] a 39840rs. a arruba, o tardo a reis
79680 tambem a arroba, a oleo a 39000 r. o ga 1.1o,
e o alcalrl a 21J00n rs. cada um barril. Inte-
rou-sc ao referido director.
Dito. Ae director das obras publicas, dixendo
que pode Smc. mandar fazer para o cano de esgolo
do ealcamcnlo dns palcos da Ribcira c Penha, as 5
chapas de ferro da que trata o seu oflicio n. 431.
Communicou-se a Ihetourara provincial.
Dllo. Ao director do arsenal de guerra, de-
clarando qje, por se ter volado na Iti do orcamenlo
do anno prximo passado somenlc 2:0005 rs. para
armamento e equipamentn do enrpo de polica, e
adiarse gasta desta ooiisiinnr.io a quantia de 3223300
4Mferdenou ao inspector da Ihrsouraria provincial
que mande pagar aconta dos objectos que por aquel-
le arsenal furam forneridos ao mencionado corpo
at a importancia que se adiar dsponivel im dita
consignarlo, ficando o resto para ser salisfeilo quaii-
do a asseinhlea provincial volar para esse fim o ne-
cessario crdito. Ofliciou-se neslc sentido ao re-
ferido inspector.
Dito. a. admnisIracAo do patrimonio dos or-
phSos. Em resposta ao offlcio de.Vmes. de 18 do
crranle seb n. 25, lenho a dizar-lhcs que, segun-
do me informa o inspector da thesouraria provincial,
brevemente tcm o arrematante da ill iminaco tic
Olinda de (presentar naquella repartilo, afim de
serem confrontados com o modelo, os 30 lampees
com que ha de ser augmentada aquella llutninaoAo,
e como a callocarAo desees lainpees depende da dis-
tribuido que deve ser fetapelo doutor chafe de po-
lica,' nessa occasjo poder, ser allendida a requisi-
to constante da referido oflicio. Nesle sentido
ofliciou-se no fiipradilo chefe.
) MIS CNMimOS I^FELIZES.
r*
POR XATHAMKI..
IV

\
T.
V-
l ni bello cnsnincnto.
ConlinuaoAu. .
O eontU ele Qlaniecez ao proprielario do hotel
Menrice.
Castello de Saint Vincent julho de 1819.
Apenas receber esta carta, senhor, lenha o cui-
dado ile mandar preparar o aposento que oceupo or-
diuariain.nl c cm seu hotel, ariverlindo que elle deve
ficar exactamente disposto como o anno passado;
porm reserve o quarlo contiguo paro madama de
(ilandevez, a qu'l me acompanhar a Pars. tem
sabe que o janlar para o dia de nussa chocada a 25
do crrenle deve ser o mearan que na niinba viagem
do auno passado; porm jnlgo ulil i-novar-lhe a
reprehendo que dirigi-lhe nessa poca a respeilo
das ruslullas de porco que eslavam muilo salgada, e
do crema dn marrasquino que eslava peiuinti. S
resla-inr Icmbrar-lhe i promessa que osenlior fez-
me de sulislitnir todos os relogios do aposento por
oulros relogios de segundos, reforma inspensavcl ;
pois miiica vi estabelecimento alguin ero que a gen-
te slivrsse lio evposla a engauar-se sabr as horas
como un seo.
Nao se .quera ,|e nenhuma de minhas recomnien-
dacoes t aceite, ele.
P. S.Espero que o senhor nao .e lera esque-
cido de que he pelo lempo medio, e nao pelo lempo
verdadeiro, que lodos os relogios devem ser regu-
lados, n
Alara rfe Glande tez a lima Mobray.
a Pars agosto do 1819.
Estamos aiora em Paris querida Anna, Mr. Je
Wandeve ;o.ima vir aqui todos os anuos no mez
de marco, i demora quesoflreu sen casamento o a i-
nn passado, obr.Sou-o a differir .na viagem costuma-
t a, e elle e;;igio que eu o acompaiiha**. Ernesto
deuou larahein nussa pequea cidade, o ide linlia al-
guns inttresses que regular depois da murle da av
e voltou para seusdoenles. Minha n>; ficoo stisi-
nha no castello.
Quam dolorosamenle impressionou-me tua car-
la. querida irmaa! A narrasao de loa inlelicidade
^euuorprmer-ine no meio das magnlicenciasa que
eslou coudenmada; masah .'sou urna rici indigente,
gozo de nm, fraude opulencia setu poilrdapur da
menor omina. Mr. de (landevez ordena, recula e
paga todas ai despezas, mesmo as que un dizem res-
^ Vide litara o, 197.
Portara. Mandando admillir ao servico do ej-
ercito como voluntario, por lempo de seis anuos, o
paisano Canuto Accioli l'nhciro de Vasconcellos a
quem se abonar, alem dos vencimenlos que por
le Ihe compet rem o premio de 30O5O00 rs. Fize-
ram-se a respeilo as necessarias communcac,es.
28-
orficinAo Exm. presidente das Alagoas, rogando
se sirva de mandar pagar naquella provincia, a Ma-
noel Marcelino do l.ivramenlo, a quantia de 45000
r<\, constante do conhecimenlo incluso, pela qual
conlralou elle conduzlr cm sua barraca .S'. Bernar-
dino II, os objectos requisitados por S. Exc. era of-
licio do I" do corrente.Communicou-se ao inspec-
tor do arsenal de marinha.
DitoAo coronel rommandanlc das armas interi-
no, comniunicando que por portara de boje, conce-
der 3 mezes de lieenca registrada, ao segundo cade-
te do extincln sexto halalhAo de caradores, ora addido
ao segundo de infaularia, Manoel Coriolano dos
Sanios.
DitoAo inspector da thesouraria de fazenda. re-
metiendo copia do aviso de 3 do crrenle, no qual o
E\ra. ministro da Justina declaren, que bem decidi
essa thesouraria a prelencao. que tinham M majores
Alexandro Augusto de Frias Villar c JoSo Rernar-
dino de Vasconcellos, de que lh.es fosso paga a gral-
licac.lo que ac julgam com dircilo como empregados
em cciinmi-ao na guarda nacional, segundo a lettra
do arl. 77 da le n. 62 de 19 de setembro de 1850,
e nao pelo que dispOco decreto n. 944 de 27 de mrfr-
co de 1852 ; e recommendando que, de conformida-
de com o citado decreto e aviso, faca pagar aos refe-
ridos majores os vencimenlos que se Ihes esliver
dever.
DitaAa commandante da estarHo naval, devol-
vendo o requermenlo de Manoel Francisco da Silva,
g que se relere o seu oflicio n. 73 de 24 do corrente,
para que baja de manda-lo desembarcar de bordo
dessa corveta, visto ter aprrsentado isencAo legal.
DiloAo capilito do porto, remetiendo em respos-
ta a sua informarAo de 24 do corrente sobre o reque-
rmenlo de Francisca das Chagas Ferrcira Dias, copia
do aviso do ministerio da fazenda o* 13 de agosto de
1841, relativo a urganisarAo das matriculas das em-
barcaces naciunaes.
DiloAo inspceltir da Ihesouraria provincial, para
que, cm vista do orcamenlo approvado nesla dala,
de que remelle copia, contrate com o arrematante
do quinto lanro da ramificarAn da estrada do sul para
o villa do Cabo, a factura de urna bomba que se faz
precisa no referido lanco.Communicou-se ao direc-
tor das obras publicas.
DiloAo mesmo, approvando o contrato que Smc.
me parlicpou em oflicio de 2(i do corrente, liaver
feilo com Manuel Figueira de Faria para a impres-
so dos Irahalhos di repartieres provinciaes.
DitoAo director das obras puiicas. communi-
cando que, ulcirado pelo seu oflicio ilc 'J;i -u cf-
renle sob n. 430,dc que nAo se tendo encontrado ^f.
rcuo firme na proTundidade determinada para
fundadlo dosalicercesda primeira bomba do lera. .
ro Unco da ramificarSo d; .ajlrada-1! Be^prfa'aTvii-
la do Cabo, foi preciso cavar-sc mais 3 'i palmos e
eneber-sc esse espado com podras brutas, as quacs
importara cm 1285800, caba de ofliciar nesle sen-
tido a thesouraria provincial.Fez-se o oflicio de
q'ic se (rala.
DitoAo mesmo, autorisando contratar, pelos
procos indicados no orcamenlo que acompanhou ao
seu oflicio de 12 do corrente, a factura e compra
dus apparelhos precisos para a disIrihuicAo das a uas
potaveis no interior da cisa de delencAo.Commu-
nicou-se a Ihesouraria provincial.
DitoAo ilireclor interino do lyco, dzendo, que
para poder ser salhfeila a primeira parle do oflicio
do professor de desenlio desse lyco, ao qual veio co-
hrindoo de Smc.de 23 do corrente, faz-se inisler
que o mesmo professor declare especificadamcnle
quaes os objectos de que uecessita a sua aula.
PortaraO presidente da provincia, allendendo
ao que lhe requercram os capitaes Joaquim da Silva
Lopes, Manoel Jos Lopes Braga, Manoel Elias de
Moura. lenle Joaquim Percira Ilaslos, c os alfe-
resTibtirco Antnncs de Oliveira, Filippe' Antonio
Ferrcira do Albuqucrque e Uabriel Aflonso Ri-
gucira, o primeiro da cxlincla guarda nacional do
municipio do Rccife, o 2, 3", 4 c 5o do municipio
de Olinda c a ultimo do de Iguarass, resolve, nos
nos termos dns arts. 71 da le n. 602 o 83 das ins-
(rucees de 33 de oulobro de 1850, reforma-Ios nos
mesmos poslos, c ordena que nesle sentido se espe-
cam as convcnienles ordens. Fizeram-se as ue-
cessarias communicacocs.
DlaCons'nlerando sem flcilo a portara de 2i
tle abril ultimo, na parle que approvou a proposta
do cidatlo Jos Camello do Reg Marros para cap-
Lio da 6. companhia do 3. batalhao da guarda
nacional da reserva do municipio do Rccife, vslo
""'" ler elle lirado patente no prazo marcado.
Communicou-se ao cummandanlo superior, devol-
vendo-se a proposla para que o cpmmaudanle do
mesmo lialalliAo a fara com seis enmpanliiis, na for-
ma do derrelo 1026 ile 31 de julho de 1852.
peilo, c cu nAo lenho pensado em acha-lo mp al
hoje, Iflo indiflercnle me hei lomado ao que se pas-
sa em lomo de mim. Parece-mc as vezes que assis-
lo a minha vida sem intromctler-mc nelln, mas ape-
nas trata-sede l, iniuha Anna, ocoracao de la po-
bre Mara disperta. Teuho procurado no espirito
um meio tle adquirir dinheiro para enviar-te; por-
que he baldado tlizeres o contrario, entre mis nAo
devem haver esses escrpulos e cssas falsas dalicade-
zasde que te queres valer. Perdi acas o direlo de
ser tua irmSa porque tenho a desgraca de perlencer
ao conde de (llandctcz Elle lem i m ui la, faltas a
uieus olhos sem dar-lhc ainda esla. Pcnsei um mo-
mento em vender incu cofre dejoias; mas reflecti
tlepois que eram os diamantes hereditarios da fami-
lia dos (landevez, e que eu nao tinba o dreilo de
dispor delles. Meu Dos que po.so cnlAo fa/.er ?
Pesada a mim mesma, intil ans que amo.' que des-
tino Cr-me, Anna, que espcrimenlo agora um
seiilimcnln tle vergonha por ver-me coberla de dia-
mantes, sabendo que la psito nao he feliz, c esle
luso que me rodea pesa-ine como urna aecusaco,
quasi como um reinorso. Militas vzes sinto-me
preslcs a chorar entrando nesle sunipluuso aposento,
onde Mr. de (ilandevez quer que en habite. Elle
julga ter-me fcito muilo rica, e vejo que conta com
o meu recnnhecimcuto ; porm mo ter nada que
repartir cun aquclles que amamos, nAo he ser pubre,
minha irma* B
Desde que eslou aqui, o conde lem querido absolu-
lamcnlc afircenlar-ine a todas as suas amisatles, te-
uho sido recebida com polidez. mas com frieza na
mr parle dessas casas ; pens que acham meu as-
cimento muito modelo, e meu ntime muilo obscuro.
Oh! meu Dos para que nao fui a conde de (ilan-
devez altivo como seus amigos "? A nica pessoa que
lem-mc ac.olhido bem he urna prenla longinqua do
conde, a senbora marqueza viuva tle Rouville, urna
ilesses mullieres da ulica corte, 13o graciosamente
vencraveis c lAo amavelmenle respeitosas, das quaes
nAo ptHla faier exacta idea quem nAo leve a felci-
dade de cnconlra-las. as sociedades a marqueza
he urna potencia, < suas senlcnras san sem appella-
clo. O proprio Mr. de (ilandevez lao absoluto c
(JO decisivo parece teme-la. De que depende a su-
pcroridadedcsla amavcl mullier-! De urna maneira
de fallar que s a ella pcrlcnce, de seu sorriso lAo
brando e (Ao fino, c de urna cpericncia do mundo,
que segundo crcio su se ach as pessoas da idade e
da qualiilade de madama de Rouville, a qual nascen-
do na grandeza conhereu todas as extremidades das
cousas humanas durante a revnlurao, cujos mos dias
alravesstiu. Seu carcter he uina mistura de forja
p de hondaile, tle simplicidade e de grandeza. Er-
nesto que lhe foi apresentadn por meu marido, pre-
lendo que ella he ao mesmo lempo orna boa mulher
e nina lnl.de i. e que lie a nnio destas duas quali-
dades contradictorias que torna seu carcter lao de-
leitavel.
EXTERIOR.
EUROPA.
Franra. As nossas cartas de Conslaulinopla de
5 ilAo-nos interessanles promenores acerca do prin-
cipal personagem do novn ministerio mussulmano.
O novo grao visir, Mehcmet Kuprously-Pacha,
lem H annosde idade. Por conseguinte nao tcm a
idade cm que a Porta escolhe ordinariamente os func-
cionarios tiesta cathegoria.
Na historia da conquisla oltomana enconlram-se
em diversas pocas Kuprouskis, que exerceram altos
empregos militares, ou administrativos, taes como
eran vi,i rs, seraskiers, kapondon pachas, etc.
Todava ncm todos pertenceram i mesma fa-
milia.
kuprously significa cm turco, natural de Chypre,
e, como os seus homonymos, o grao visir actual usa
desle nomc em razAo do lugar do seu nascimento.
Mchcmet-Kuprouslyenlrou muilo novo como sim-
ples soldado, na guarda dosuliao. A sua inlclligen-
cia u fez logo distinguir.
Fizeram-uu sahir do quarlel e mandaram-no pa-
ra a escolla militar fundada pelo sull.lo Mahmoud.
Kuprously fez rpidos progressos c subi ao poslo
de chefe de halalhAo. Foi com esla patente, que
veio a tranca, onde por muitos anuos seguioo cur-
so das escolas de Melz e as dos principan eslabc-
lecimenlos militares do paiz.
Ao mesmo lempo que se applicava a arle da guer-
ra cstudava todos os elementos que constiluem o
poder dos paizes bem organisados.
Rcgrcssando de Franja em 1839, Redscbid-pacli,
cnto marechal de campo de artilharia, o fez Horne-
ar coronel; depois quaudo o marechal de campo foi
nomeado general de divisAo, Mehemel, obteve o
posto tle brigadeiro.
Apezar das suas eminentes qualidades e dos ser-
vicos, que poda prestar, nAo pode permanecer em
Conslantinopla ; as facres hoslis ao progresso, c
que se acharam cnlAo i frenle dos negocios, nAo
quizeram funecionardebaiso das vislasperspicazes, e
da investigarlo iiilelliucute do hbil general; c, em
consequencia dsso foi mandado para a provincia, e
exerceu as funcres de governador cm diversas ci-
dades.
No anno de 1818 foi nomeado embaixador cm
Londres, onde deixuu excedentes rccordaces.
Em 1819 deixou a Inglaterra e foi nomeado go-
vernador de Aleppo e commandaute em diefc do
exercito da Arabia.
Dous annos tlepois foi chamado a Conslantinopla,
c eucarregatlo do ministerio da marinha. Final-
menle no primeiro tle junho desle anno foi elevado
i dignidatle de grao visir.
A nomeaco de Mehemel-Kuprously na crise
mas eslraordinaria, tanto pelo que respeila ao in-
terior como ao exterior do seu paiz, tcm urna gran-
de sicnificacAu. A Turqua comprchende hoje a
necessidade alisolula de urna reforma. Nota-so
nm movimento retrogrado nos elementos reacciona-
rios da Turqua, depois que as (ropas anglo-france-
zas pizam o solo do suliao.
A Porta, nesle momento, pede-nos as nossas (ro-
pas para a defendercm do inimign, e amanliAa ella
nos pedir al cuma coa-a mais importante do que as
nossas baionelas : a nossa administrarAo e o uosso
nenio organisador.
O anno prximo e-coi,ir os recursos da Turqua ;
as colheitas ler.lo diminuido em consequencia da fal-
la do gado. Os cultivadores abandonam as Ierras
para se alistaremdebaixo das bandeiras, e venden)
os seus gados ao eiercilo auxiliar, que carece del-
les para viver, e que por isso os paga por muilo mais
do que o preco ordinario. O Ihesouro estar esgo-
lado.
O emprestmo, apezar da mclhor vonlade do sul-
IAo, ser difUcil de realsar.
Bem depressa se procurarao os meios de nlilisnr
os immensos recursos da Turqua, e aqui a theoria
nao basla, he mister por mAns obra.
Sem duvida comejar-sc-ha pela suppressAo dos
abusos, dos privilegios e dos monopolios. A larefa
ser ardua, ningucm al aqui oosou encela-la. Nao
porque houvesse o rceio de urna sedicAo popular,
uu de urna explosAo perigosa do fanatismo mussul-
mano.
Os sofias, ou olemas. os mollahs nada disso offere-
cc resistencia. Tccm opinies, crtica, j mas nAo
leem energa. Recordaremos um faci simples e
eararleri,I ico do lempo de Mahmoud : o sull.lo man-
dn fazer o seo retrato, c isto foi um grande escn-
dalo para o parlidn religioso.
Os santos de ConsUiiitiiiopla grilaram contra a vio-
larao de um dos principios fundamentaos do Alco-
r3o, e hradaram ronlra esle sacrilegio. Mahmoud
soubc dislo, mandn ver os beatos de profissAo e os
Icigos; rr.ostroii-lhes o reir lo, fez-lhes admirar a
semelhanca. e ordcnou-lhes que foss^m com lodo
o ceremonial levar o tpiadro pelas roas, e deposta-
lo depois n'uma mesqula. Os recalcitrantes foram
ao mesmo lempo amcarados com urna immersao
prolongada c do cabera para o fundo no Bosphoro.
Urna hora depois os ulcmas, os mollahs, e os sof-
n Ti ve a felicidade tle nAo desagradar muilo mar-
queza no dia de minha aprcsenlacAo, e depois tor-
nei-nie sua favorita. Ella aninou-me pela manei-
ra cheia de benevolencia com que me aculhcu, e in-
sisti rom lauta erar., para que eu nao me limilasse
aquella visita de ceremonia, que poucos dias depois
dirigi-me iinvamenle ao seu hotel. Achei a porta
prohibida para todos excepto para mim.
Apenas a marqueza avislou-me, levanlou-se e
veinao meu encontr.
n Eu liulia o presenlimento de que a vera bo-
je, minha llor, tlisse-nie ella fazendo-me asecotar.
He muilo bello >le sua parle nAo ler lido medo de
meus cabellos brauens,1 c n.lo ler-se assustado com a
lerrivel palavra de iuva. Obrigada, procurarci re-
conhecer esse sacrificio.
ti Entto comecou ntrenos urna conversaro bran-
da c intima, he o primeiro momento de alegra que
lenho gozado depois de meu casamento. Eu eslava
admirada de ludo o que a marqueza me insprava,
e apezar tle minha tristeza e tolice nAo pude resistir
a sua influencia. Na verdade creio que ha na at-
mosphera de sen sallo alguma cousa de particular,
c que a propria nceedade passando por esse ar se
Iratluziria em espirito. Nao sc como Uto se fez;
madama tle Rouville n.lo me inlcrrogou, nao me per-
seguio rom perguulas espinhosas, e ao cabo de urna
hora sabia toda a'minha historia.
EntAo vi cm seus olhos nao a piedade insultan-
te que envenena as chagas do corarlo ; mas a doce
e nllectuosa compaxo que as cura. Meu no-
bre primo fui mu temerario, disse-me, ella depois de
urna pausa, mas lem a mao feliz, e nao lie impossi-
vel que sua temeridade lhe surla bom cuello. (Juan-
lo a vossA, querida condessa, lem razan de amar-me
um nnuco; nao lhe scre intil nesta sociedade es-
tranha, slo he inimiga, em que entrn. Sua posi-
cAo he diflcil, seu papel lie muito pesado, Invenios
de carrega-lo juntas. He osle o privilegio de. nos
ou(r.vs viuvasquando nAo temos nossa replalo'que
perder ou que salvar, somos os arbitros suprcmo.de
suas reputaces, minhas formosas. NAo nos inveje
esta Irisle realeza, cuja corda s poc-sc sobre cabel-
los hranco,, desta vez o uso delta ser-lhe-ha ulil;
somos servida, condessa Mara, eslendcr-lhc a pona
do noSH) sceptro e assegurar-lhe nossa real prolcc-
cao. He o menos que podamos fazer pela sua gra-
ciosa amabilidade, e tambem pelos lai;os de paren-
tesco que uos iiueni ao seu marido, um dos loucos
mais graves e um dos estouvados mais melhodicos
que temos encontrado.
Depois de alguns instantes de conversacAo. i
marqueza conlinuou em lem mais serio : o Ou-
cs-me, Mara, na poslo em que vosso esla, s tem
dous partidos, entre os quacs deve escolher : sacrili- j
car seus deveres a urna paxao, cujos prazeres mslu- i
rados de remorsns scrao breves, e rujas consequen- !
cias scrao eternas, ou ler urna vida seno feliz ao I
las, em grande ceremonia, levavam mesquila a re-
producto impa das feices do sultAo Mahmoud. O
mesmo resultado lera hoje a abolalo dovakoufe de
qualqueroulra instituicao iocompativel com o pro-
gresso.
As corporares religiosas silo em Conslantinopla
um meio do intriga, mas de nenhuma sorle de urna
lula seria. Serven) de inslrumeulos quaudo se quer
despopularisarou supplanlar um competidor feliz.
Mas aquello que oppozer urna frente sobranceira a
essa impopularidadc ficticia, alentada pelo fanatis-
mo, aquelle qoc cm vez de empregar mesquinhas
intrigas, desenvolver oonviccAo e energa, ter mui-
lo menos embarazos com os reverendos da Turqua,
do que loria no raso dado, com os partidarios da i-
dade metlia, em Franca.
Ajunlc-sc a iso a formidavel presenca das tro-
pas europeas, que a populacAo indgena lem occasi-
Ao de admirar todos os das ,c convenrer-nos-hemos
de que um Colberl ou um Turgot aperfei;oariam es-
te corpo vivaz que tanto anhela fazer honra civi-
lisacao.
Ora, o homem que na Turqnia teme menos a im-
popularidade, o homem que est decidido a conse-
guir o sen fim sem se embaracar com os obstculos,
he Mclicmel Kuprously, o novo visir. Pode-se pois
acreditar que a grande evolucAo da Turqua ser
accelerada pela ultima roudanea ministerial.
Todos os subditos do sull.lo servirAo militarmen-
te, lodos serAo igualmente promovidos aos com-
mandos. '
llavera cerlamenlc nos primeiro, lempos prefe-
rencias e prcterices a favor dos Osmanlis, mas ad-
milldo umavez o principio as consequencias n.lo lar-
darlo a serem deduzidas pela necessidade.
A suppressAo cflcliva do haradi he urna grande
reforma, he o comeen Je urna Turqua toda nova, e
que em nada, se asscmelhar ulica.
(Preste.)
> i.
GA/.ETILHA ESTRANGEIRA.
As tropas inglczas queeTormam o exercilo expedi-
cionario do Oriente, sAo os corpos maia bizarros do
exercito britannco. Como corpos de preferencia
formam a vanguarda de um regiment de cranadei-
ros, outro dos chamados coldttram e um tle fuzi-
leiroj escocezes, lodos perteneenles guarda real
de infanlaria. Esta, em virtude do seu rcgulamcnto
especial, nao se separa da corte c sitios reaes cm
lempos tle paz; e anda mesmo quaudo ha alguma
probabilidad" de haver guerra, Bin marcham os cor-
pos que a compe sean em ultima necessidade. A
creac,ao da guarda real inglcza de infanlaria dala do
anno de IGiO, ocupando seus Teilos d'armas urna
da, mai, brilhanles paginas ta historia militar de In-
glalerra. Os nomesdeCurunha,Talavera, Walcrloo e
ontros. inscriptos cm suas bandeiras, sAo. teslemu-
nhas imlelevcis de suas ejorias. He pois de crer
que na lula cm que agora vSo entrar estes corpos,
all, em regies bem distantes dos patrios lares, nao
desmenlirao a repulacAo adquirida, e conserven! o
glorioso nomo que levam.
Dos corpos de infanlaria de linha do exercilo au-
xiliar, mencionaremos em primeiro lugar o reg-
menlo n. 33 (duque de Welliugton;. ifflcil ser
encontrar Iropa alguma que lenha urnas bandeiras
mais gloriosas que as deste regiment. Foi creado
esle corpo cm 1682, tendo levado as suas armas du-
raute a sua existencia a quasi todos os paizes habita-
dos da Ierra. O nome que actualmente lem data d;
poca em que morreu esle celebre capillo de guer-
ra, havendo-lhe a rainha de Inglaterra concedido a
honra de trazerera em suas bandeiras as armas e
divisa particular do duque de Wellinglon.
Segqe-se a eslj distinelo corpo o regiment de
infanlaria n. 3, conherido tambem pelo itome de
lhe tfi, orsaniado cm 1665. Esle corpo tem o
antigo privilegio de poder entrar pela C'tly de Lon-
dres com bayoneta armada, tambores hlenles e
bandeiras despregadas sem previa autorisarao do
lord Maire, auiorisac.lo que a propria rainha neces-
sita fiara alravessir esla parle da capital da (ir.la-
Brelaulia. O nome de buffi provcm-lhc d'uma es-
pecie de jaquclas de pelle de bfalo que esle corpo
usavaem principio, uniforme quemis tardeadop-
taram os outros corpos de infamara. Os servicos
prestados por esle regiment sAo lamben) muilo br-
Ihaules, lendo-se sobre ludo distinguido muito em
nossds dias nos campos de Talavcra, Albuera, nos Py-
rineus, cm .Nivello,. Vive e Puovicar. Antes de mar-
char para a guerra do Oriente eslava de guarnicao
em Malla.
O regiment n. 9 de linha (de Norfolk oriental),
creado cm 1685, perlenrc tambem as mclliores (ro-
pas mel/,is. Apesar de na guerra da Pennsula ler
adquirido brilhnules louros naa, balalhas da Coru-
nha, Salamanca e Victoria, de n3o menos gloria se
cobrio cm lempos mais recentes no Afghanislan,
nos campos de Cabul, Mudki, Ferodzeschuccr e So-
braon.
A brigada de atiradores, conhecida melhor anli-
gamcule pelo nome de valen'.ei ntenla e cinco
Dallan! Niuldfirii!', poucas vezes lem dei vado de fi-
gurar onde o soldado iuglcz, lem tdo que arroslar
com Irahalhos e penalidades d'uma campanha, nos
combates em que os filhos d'AIbion vcrleram seu
menos tranquilla, permanecendo irreprehensivel c
procurando na eslinia publica c na satisfcelo de sua
propria consciencia, a serenidade >" o repouzo, que
sAo lalvez a unir felicidade que podemos aspirar
nesle mundo. Nao me he preciso, minha filha, di-
zer-lhe o partido que lhe aconscfho que siga, e quau-
do vejo sua fronte lao castaetie pura, nao duvido
um momento que lenha feilo sua esculla. Sim. mi-
nha filha, mo he s a reciao que lhe impoe o dever
de escolher assim, o partido quo vossaeguc, he ao
mesmo lempo o mais nohre e o mais seguro. Ah !
se as mullieres podessem prever as consequencias de
de suas fallas, se no momento da aucumbirerc podes-
sem ver o futuro que as aguarda, ellas nunca se-
rian! fracas, e a virtude perdendo seu mais bello ca-
rcter, nAo seria mais do que um calculo interessei-
rn. c um egosmo bem entendido. Coragcm, queri-
da Mara, um dia vem em que a lembninna do, mais
crueis sacrificios nos d urna dore salisfaco, sim,
Mara, dos mais crueissncrillcios 1 repeli a mar-
queza, c pareceu-me que seus olhos hmidos fila-
vam-se sobre um retrato que eu linha observado ao
cnlrar, e que repreaenlava um homem, cujo sem-
blanle singularnieule bello linha urna mistura tle al-
tivez e de nielaircolia.
ti Ella, Anua, nao era mas essa mulher pouco an-
tea lao serena, cuja pbysiononiia pacifica e tranquil-
la, paiecia um espelho um lano embarado pelo
lempo, que rcfleclia as cmoces brandas e mode-
radas da vethice. Havia lana grandeza cm sua fron-
te, e urna cxpressAo 15o sublime em seu olliar, que
fiquei intimidada. Scnlia inslinclivamenle a pre-
senca de urna grande paix.lo vencida, e lia nesse bel-
lo e masestoso semblante una historia melanclica
de sacrificios admirareis, de santas resignaces c de
corajosas tlcdicaces.
A comead de madama de Rouville linha-se-me
comniunicado, e cu di/.ia-llie com lagrimas nos olhos
c beijando-lhe as mao, : a Hei de seguir seus conse-
Ihos, seus oveniplos. Ao mesmo lempo infermei-a
da firme resolucaoein que eslava de viver o mais pos-
sivel na solidao e no retiro longe das scduct;tics c dos
perigos do mundo, gozando previamente o pra/cr da
approvacoque ella dara certamen le a essa punien-
te delerminacAo.
tt Onvindo-mc.a marqueza recohrou a expressAo
de doce serenidade e de bondade, um tanto maliciosa
que lhe he propria, e disse-iAe enilim, halendo-me
levemente cun o leque na bocea : Minha for-
musa, dei-lhe um cxcmplo bem moeeis que vnss"
o segne. t.hirai quer ser razoavel deve comerar por
nao eulernecer-se ; porque a razAo e o sen limen lo,
sAo dous inimigns morlaes, cojo duelo dura tlesde
que ha sot ietlade. Sem duvitla admiro muilo seu
gusto de solidan e seu projeclo de ermida ; |>orm
com lorio o respeilo que nevo aos seus tlezoito auno,
me ha tle permllir que Uto diga que aia alia sabedo-
ria nao lem osenso rommom, e que sua joven sra-
v idade delira. A solidan, minha chara condessa, lie
sangue. Nos despachos de seus ofliciaes e diplomas
de condecoramos dos soldadoscilam-sc os uomes de
Copenhague, Montevideo, Cornuda, Bussaco, Fuen-
es de Honor, Cidade Rodrigo, Badajoz, Salaman-
ca, Victoria, Tolossa e Waterloo, como leslemu-
nho dos brilhanles servicos ja prestados, e garanta
dos que birlo semprc que se lhe aprsenle occasao.
Tem-se feilo distinguir pelo seu uniforme verde as
balalha-. rampaes ; all, onde o perigo era mais emi-
nente, prticuravam clles laureis para ornaren) suas
frontes vicloriosas. Quando o 1. balalhao voltou
da Inglaterra oriental a sua patria, ainda nAo linha
passado um anno,' c j de novo embarcava para o
Cabo da Boa Espcranca a combalcr all com as hor-
das de cafres. Na sua volla Inglaterra foram par-
le destes valentes destinados a rumiar a divisAo que
o enverno organsoii para o Oriente.
Para completar este quadro resta nolar o reai-
mento ii. 93, composlo de montaiihczesda Escocia.
Todas as pessoas que assisliram ao acampamento de
instriicc.lu de Chobham no outono do anno passado,
fizeram o maior elogio ao aspeclo marcial e equipa-
menlo pillorcsco dos tutherland-highlandert; mas
nAo he smenle nesle campo de simulacros e de pa-
radas que este corpo soube adquirir celebridade
onqui,i mi muilo- louros no Cabo da Boa E.peran-
ca. Os Turcos admiram-se muilo de ver estes mi-
litares monlanhczcs sem calcas. Se osles esforza-
dos cuerreiros liverem occasiAo de vir s mAus com
a guarda imperial russa, lhe far.ln conhecer o seu
valor como o fizeram guarda imperial franceza no
Waterloo.
Sao estes os corpos de que se compc a primeira
diviso auxiliar inglcza. (Echo Popular.)
MANIFEST AO POVO E AO EXERCITO.
Hespaiihues: Depois dos communs erros c ca-
laslrophcs de 1818, era natural que ludas as naces
da Europa se enlregassciu aorepouso fruclifero que,
ezceplo em especiaes c singularissimas circumslan-
cias, proporciona a ordem publica. E a Hespanha,
mais que nenhtima, afllicta por i0 annos de revo-
lunao e tle guerras sanguinolentas, fatigada de tan-
tas desventuras que lhe acarrebir.ini a inexperien-
cia dos bandos polticos, e at a fatalidade dussuc-
cessos, era forroso que anhelasse dedicar ao apro-
veitamenlo de suas riquezas desperdigadas a activ-
dade adquerida a lano costo. O lempo c us desen-
gaos j tinham dado logar dissolucAo dos ulico,
partidos; linha acabado o eepirilo de exacerbadlo e
de lurbulenca, que promove o principio, c marra o
desenvolvmnlodc todas as rcvnluc,Ocs ; aproxima-
vam-se reciprocamenle os anligos mmicos dynas-
lcos e polticos ; esqueciam-sc de parle a parte os
odios, confortnvam-sc mutuas experiencias, abriam-
se por si os alicerces tle urna organisacao difiuiliva,
que., sendo a ultima palavra e a formula derradira
da revoluco que morria, reculbera e cifrara o pas-
sado e o presente, as instituicalcs venerandas da
monarchia e os apreciaves direitos consignarlos na
conslituico do catado. Como surgi de' repente o
rceio que boje devora os vossos nimos ? Donde
nasceu a lula, donde o escndalo, donde o infortunio
queagoravosperturban),contristara e envergonham?
Porque razo, ha annos, caminhacs entre dous pre-
cipicios, um delles a anarchia, e oulro, nao menos
deleslavel, a degenerarlo e o envilecimeolo 1
Um destino aziago (rouxe esphera do poder o
veneno morlifero da agiotagern e da immoralidade
adminislrativa. Para dar alimento ae lucro nAo
bastn a fazenda devorada em ruinosas operar/es ;
ncm os nleresses aclnaes, moitas vezes sacrificados;
lanruran mao das rendas publicas e dos interesses
futuros. E assim vieram as regulares inconsidera-
das da divida publica, assim as compensares, assim
a grande e inaudita immoralidade dos caminhos de
ferro.
Para fazerem calar a juslissima reprovaeao da im-
prensa, um decreto ministerial rcstabeleceu a cen-
sura previa, supprimindu a lihenlade de escrever,
que concede aos Iicspauhocs o artigo 2" da consli-
luijao do estado. Para que as corles nao podessem
defender riqueza publica, interromperam-se as suas
funcroes essenciaes e augustas; fazendo-se sem a sua
intervenrau compras e concessoes injustas, onerosas,
absurdas, de caminhos tle ferro ; cohrando-se os ira-
poslos sem serem volados por ellas: legislando-se por
decretos sobre materias de fazenda, de administraran
e de poltica, rcassumindo, em summa, o poder ex-
eculivo, quanlos direitos c deveres marca ao poder
lecislalivo a consliluic.io do estado. E exasperados,
lodavia, os concusionarios com as difflculdades que
ollereriam a seus nlenlos as instiluices e garantas
da liberdade poltica, imaginaram despojar deltas a
nat;Ao, que tanto havia feilo para cunquisla-las, o
lbruno, cujocimentu eram e anda sAo, e de que ti-
nham sido nico amparo as (orllenla, d'uma pro-
longada minora e d'uma encaminada guerra tle suc-
ee-.lo. Deste modo, llespauhoes, vistes surgir de
novo a sombra do despotismo que grande, trndicci-
onal e bastarle, lnheis nfugtntado alguns anuos
anles) primcirameule hypocrila c rasleira na discus-
s3o celebre da inviolablidadc, e tlepois. sinistra e
tmida na ameaca do golpe de cslatlo.
Desde enlAo ficnu definida a siluacAo anlual. l'm
urna prova (Ao perigosa que nm rasamenlo de aflei-
c.Ao mal pode supporla-la, e VOSS quer fazer-sc ana-
choreta tlepois de um casamento da razAo Pobre
menina, nao he no mundo que eslu hmico, he no
euracAo.Sosinha e tendo s por distrarAo seus pensa-
mentos, \uss nAo encapar do perigo, pelo contrario,
porm, se entregara elle a ili-ci inao. Urna mulher
solitaria fita brevemente melanclica, e una uiulher
melanclica esl meio perdida. A solidao s serve
para nutrir as grandes paixoes ou para fazc-las nas-
cer, em quem como voss, Maria, Moka tcm u ac-
crcscenlou a marqueza lanQantlo-me um olhar penes
trante. 1.a n.lo se cuida mais nu mundo, em sua-
exgencias, em seus ncoi e-, em suas regras. Acon-
tece cun a sociedade o mesmo que com todos osau-
senles ; quaudo nao esla prsenle he contra a nalu-
reza. Assim, bella condessa, minha experiencia lem
sobre voss oulros projeelos, lalvez menos poticos
que os seus ; mas i enlmente mais prudentes. Em
vez de rclfra-la da sociedade, quero que viva nclla,
quero que soja rodeada de todas as imagens que po-
den) Icmbrar-lhe. quero mellen a sociedade entre
Seu coraeAoc TOSS. Confesso que apezar de ser viu-
va, minha moral he mais alegre do que a sua. Ella
compOc-se de um camarote nos Italianos, um grande
jautar por semana, muitos enfpiles,.dous ou tres se-
cos, c quanlas quadi ilii.ts voss poden dausar. Que-
ro que procure agradar a lodos, pois be o meio de
nAo agradar demasiadamente a ncnliuin ; cm urna
palavra,para que continu a ser urna mulher virtuo-
sa, quero fazc-la una grande casquha.
." ludo isto foi dilo com una grara que nao pos-
so exprimir, e com o sorriso fino e fagueiru que ma-
dama de Rouville tanto sabe lomar quando quer
persuadir. Apenas a inlerrompi duas ou tres vezes
para consentir em ludo o que ella exiga. A marque-
za lancou os olhos sobre o relogio, eram quasi cinco
horas, e havia duas huras quceu eslava la. tt Eis o
que he horrvcl, disse ella turando a campaiuha para
pedir minha carruagem, he verdaderamente urna
traico fazer passr as huras assim. Voss mal lera
lempo tic veslir-se, c creio que lera visilas boje.
Va, minha bella condessa. c para comecar seu pa-
pel tle niull: 'i da moda; lemhre-sc de qde nao deve
ler jamis duas horas a dar a urna pobre vclha como
en Mas lembrc-se lambem, querida Mara, acres-
ceuloii ella beijando-me a fronte, que a receberci
como minha filha todas as vezes que vicr aqui.
u Assim, minha boa irmAa, cis-me casquilha ta
parle tle madama de Rouville, a mulher mais sabia,
mais sensata c respcilavel sem cpnlradiccflo de lodo
o bairrn de Sainl-Germain. Rerein ser bem novica
c bem embaraada em meu novo papel ; mas minha
protectora a re. e que nAo posso deixar dedesempenha-lo mn-
raulb-isamenle. Brevemente experimenlarei iso ;
porque teuho um baile para a semana pqpxima.
ir No meio de todas estas ideas luuca. -hilo em
mim um fundo de tristeza e de negra melancola que |
golpe tle estado, oriundo das carteras dos agiotas,
formulado n'uma cuiijuraco do poder, cujo movel
era a cubica, cojo objeelo era o espolio ; ntu trazia
nacao um problema poltico a resolver, mas um de-
licio commum para castigar.
A iniquidade do principio lornava forcosa a ini-
quidade das consequencias, e era natural que, postas
de parle as opinies polticas, -temessem lodos pelos
legtimos interesses, que as noces do bom e do justo
fossem consideradas amcaradas, que se alterasscm to-
dos os animse quo lodosos Hespanhoes se apres-
lasscm para a lula, palpitando a um lempo de dore
de ira. Lula infeliz em que os homens da immora-
lidade otisam compromctler o throno e a rainha ; o
Ihrono, a principal de nossas Hsliluices, a mais fir-
me e mais venerada ; a rainha, que tcm de seus sub-
ditos as mai tos demoustraees de amor que os nio-
narchas lem alcancado, no berco da ]ual tlepositou
lanas espera n ras a honrada nacao de Isabel a Catho-
lica, e de Bcrengucta Lula al agora estril, Hes-
panhoes, porque o poder escarnecen do vosso patrio-
tismo, desprezou a vossa conslanca, leve por ap-
plauso o soflrmento, a lealdade por vilczse o respei-
lo como cobarda, pondo-vos boje na collisao de em-
punhar as armas ou de prescindir de vossas propie-
dades ameacadas, de vossos direilos polticos descon-
siderados, e al do vosso decoro e do nomc hon-
roso de vossos pas com Irisle perseveranra affron-
tados.
A nos, que damos o signal, nos que empunhamos
primeiro as armas, cumpre-nos dizer e demonstrar
quaula virtude leudes pralinadu al agora na obe-
diencia, e quanla iniquidade e cynismo tendes adia-
do no poder, afim de que liquen) salsfelas as vossas
conciencias, de que se fortifiquen) os vossos nimos,
afim de que hoje a Europa engaada, amanilla o
mundo e a historia imparcial e severa vos faca jus-
tica.
Apenas soou a ameaca do golpe de estado, estreme-
cen a na;ao assombrada ; c qnairlo o minislro Bravo
Morillo quz dar-Mu- li\ pon-rita, formas de legalitla-
de, as curtes reunidas o condemnaram sem o ouvi-
rem, sendo a primeira vulajo do congresso um ana-
Ihema anlecipadoe solemne. Porm aquelle con-
gresso foi dissolvido. Acudistes s urnas e dcllas vos
afaslaram a for?a e a currupeAo ; e se o poder mu-
tlou de agentes responsaveis, nAo reuunciou s suas
malvolas tendencias c propsitos ; c quando o sena-
do recordaudo-se de seus allos deveres acudi a de-
fender a legalidade e a furtuna publica, foram de
novo encerradas as corles, e postergadas na viu-
ganca a involabilidade constitucional dos represen-
tantes da nacao, a iuamobilidadc esencial dos ma-
gistrados, a nocinalidade e os inerccimontos. Nada
se linha conseguido com a coaliso intima dos ho-
mens que haviam pertencido a diversos partidos po-
lticos lano as urnas eleilnraes como na imprensa e
na tribuna ; nada se conseguio de futuro, relrahin-
do-se voluntariamente dos empregus pblicos os ho-
mens mais respeilaveis; nada se conseguio com a bai-
xa dos fundos pblicos, filha do tremendo descrdito,
da desconfianza c do pnico que geravam necessaria-
mcnle nos nimos to pergosos allentados. NAo fal-
laran) homens conscienciosos que pretendern! gus-
tar o poder no declive do precipicio, tomando parte
nelle e aceitando pastas minislcriacs ; porm, peno-
sos desengaos demonstraran) intil sua ten la I i va. E
forroso foi que se apoderassem do poder homens como
os que coiiipwin o actual ministerio.
NAo he fcil eslar esquecda a sua historia, por-
que he a historia de poucos me noaii'Io o seu antecessor; procuren consolidarse
com alevosas promessas de moralidade e de Justina,'
Iralou de destruir a opposirAo poltica das corles,
adquirindo a preco dos cargos pblicos os seus mais
impurlanos campeos; quiz logo exlurquir insidio-
samente do senado a questao fundamental dos cami-
nhos de ferro; e quando vio descobertos seus mane-
jos, desatendidas as suas olleras, desprezadas as
suas amearas, llrou de subilo o fingido manto que
o colina, e appareccu romo era na repugnante nu-
dez da sua immoralidade.
Cenlo c cinco volos contra sessenta e nove'; cento
e cinco volos em que se contavam os dos mais Ilus-
tres grandes de Hespanha e Ululares do reino, os
dos gencraes cm chefe durentc a lula dymnastica,
os dos venerandos veteranos de Trabucar e Cdiz,
dos principaes magistrados e capitalistas, dos mais
respeilaveis dos no-sos sabios: cenlo c cinco votos,
emlini, a flor da nacao e a gloria da palria, conlra
sessenla c nove empregados ou dependentes do go-
verno, decidirn) qne a grande questAo de fmmorali-
dade que symbolisavam os caminhos de ferro nao de-
via sahir do senado, nao ge devia resolver a capri-
cho do poder. E esle responden ao novo e solem-
nissimo analhema fechando oulra vez as corles, de-
mittindo os veteranos e magistrados, insidiando e
tliflamando o senado, ameacando o paiz com o golpe
de estado, e commellcndo-o, sen.lo em nome, pelo
fado, senao em a forma, pela rcalidadedas deterrai-
naces. J se tinba atrevido a por ni.n em nossas
leis civs, deslriiindo a substancia de nossos anti-
quissimos cdigos sem aulorisarAo das corles; desde
enlAo nenhiiina faculdade judicial ou adminislrali-
va, nenhum direito lem respeilado.
sobe-mc alma, apezar de Indos os esforcos que fa-
ro para comprimi-lo. A marqueza (em muila razao
de separar-me de meu pobre coraco ; pois he ah
que esta a minha chaca.
tt Anua, a riqueza deu-me apparencas do felici-
dade ; mas deu-te a realidade. Mulher feliz apezar
tic algomas nuvens ligeiras, e brev-emente mai ven-
turosa Tenho um favor que pcdir-le, minha irmAa,
se o neo te der urna filha, pe-lhe o nomc de Ma-
ra ; ella sera nossa, nao he assim, Anna .'
tt A metma mesma.
tt Paris, oulobro de 1819.
vez e aos conselhos tle minha querida .marqueza de
Ruuville, (ive de consagrar os prmeiros mezes de
minha residencia em Pars as apresenlrcs. O con-
de da u maior apreco a lodas as prerogalivas tle seu
nascimento e de sua pnsicao, e quiz que cu fosse
aprescnlada ao re e s prineczas. A marqueza de
Hornillo disnou-sc de servir-mede madrinha,e gra-
nas a ella fui admiravclmenle acollada. Ella he
muito bem aceita na corte. Durante aemigracAo vi-
ven na intimidade da familia real tan benvola agora
para ella, quanlo o fura no do-Ierro. A curie, Pars,
os salrs, as cmaras, os miuislerius, (udu he para
mim um objeelo tle sorpresa. Bem sabes que nAo
lomo- educados nu culto da ulica monarchia. Como
quasi lotlas as pessoas tle nossa idade, ignoravamus a
ale existencia da familia real, c s conheciamos o
imperador. Eu linha Bornate lido um livro da bi-
blioteca do quarlo azul de nossa casinba de Cha-
Icauneuf sobre o captiveiro da familia real no Tem-
plo, por Clery, c lalvez eslejas lemhrada de que
nesse dia nao pude janlar, (an(o os solutos me suf-
foravam. I'orem meu pensamenlo nAo passava alem
disso. Eu julgava antes de 1814 que nAo havia mas
Bourbous. Parecia-me que loda essa Ilustre fami-
lia linha lirado no fundo daquellc ahv sino do solfri-
mcnlosciie crimes, que chania-se a Revoluto. Eu
conlava pelas ondas tle sanaue, que nos separavam
delles,o numero dos annus. O re, a rainha, madama
Elisabelh, o pequeo Delphn, appareciam-me como
os sanios de urna longinqua legenda. Soubemos ao
mesmo lempo ta existencia dos Bourbons e de sua
volla, e bem sabes que nossa mai, mesmo depois da
quedado imperador e tle sua partida para Sania He-
lena, conservara lodas as suas predilecr,&es por um
rgimen que Irazia-lhe memoria os bellos das de
sua inncidade, e a glora adquirida por ims-o pai.
tt Eu nao levava, pois, s Tulhcrias nenhum en-
Ihusiasmo; mas ningucm se apprnxima impunemen-
te desses principes. Elles lem um carcter do bon-
dade e de grandeza, ao qual he dllcil resistir. Qua-
si nAo fiz mais do que passar diante do re. Elle
lem alguma cousa de solemne e tle soberano que
infunde respeito. c aicuma ennsa tln amavel e de
brando que atlrahe. ,Nunra vi um olliar lao espiri-
tuoso.
Como madama de Rouville he jmi..i da senho- I
Porlanto, o prindpio soial da legalidade desap-
oareceu d'entre nos, sendo a nica lei a vonlade dos
tainistros. Desappareceti a segnranra individual,
sendo deportados sem processo os cidadaos mais res-
peilaveis ; oulros desterrados pira paizes esirangei-
ros; muitos obrigados a occultar-^e abandonando
seus lares e interesses. D'este numero sAo os gene-
raes, ossenadores, os depulados, que intenlaram ex-
ercer o direito de pelicao concedido pela lei fanda-
meutal a lodos os cidados; e os escriplores que ou-
saram guardar silendo quando a escravido lornava
vil o applauso. No entanlo robram-se os impostas
sem au lorisarAo das cortes. E para remediar ai con-
sequencias necessarias do descrdito e os receios que
lAo odiosa poltica lem produzido; para oceorrer a
essa divida fluctiiante com que por tanto lempo se
lem burlado da f publica ; para encobrir oa d esfal-
ques passados e levar a cabo novas compras de ea-
minboi de ferro feilas a especuladores, novo agios a
novas operaces finaneciras, acaba de impor-se nm
semestre mais de contribuico forcada aos povos,
buscando a eccasiao em que mais fcil sera arreca-
da-la; porm, occasiAo tm que seria mais funesta a
eobranea, inntindando de lagrimas as nossas povoa-
(es e os nossos campos !
llavera meio de impedir tanta e (3o funesta ini-
quidade, mora a imprensa, moras as corles, a na-
cao ioleira em eslado de silio, desterrados, occollos,
fugitivos os homens de maior consideradlo, abando-
nados, entregues asi mesmos os povos?
Ha meio: porm, est na forja, esl as armas.
E se ainda ha na Hespanha Hespanhoes, se ainda
vive a nacao de 1808, se a moralidade e o interessa
lem sobre vos alguma influencia, todos vos levanta-
reis a esla voz; soldados e cidados, confundindo
n'um oslante os oppressores miseraveis da patria.
Se hoje reunidos n'um pensamenlo commora'- corre-
mos s armas, nao he por sermos revolucionarios ;
0 governo he que o he; nao he para atacar a ordem
publica, he para defende-la, obstando a que se des-
Irua as suas bases permanentes, easenriaes, eternas;
nao he para ira ter a anarchia, mas para estorvar que
das alturas do poder se dilaceren) as entranhas e se
envenenem as suas vcias generosas, e aoniquilem a
sua nasceiile aclividade e as suas forjas.
Todos os Hespanhoes cabera debaiio denla bandei-
ra nacional e social; para lodos elles ser o trum-
pho e a gloria; para todos elles a gratiilao da pa-
lria, a estima da Europa e do mundo, a justica cons-
tante da historia. A nos competir s a honra de
ler tlado o signal de ter comerado a empresa.
Assignados. Leopoldo O Donnrll. Dtmingo
Dulce.Flix M. Messina.
(Echo Popular.)
>' IIHIII ------
Austria.(Correspondencia do Times.)Vienoa
11 de julho.No meu despacho de 10, vos inforroei
que se presuma geralmen(e que a Austria e a Rus-
sia provavelmeute viriam aum accordo sobre aques-
IAo oriental.
Pela seguinte relacao do que aqui tem ocurrido
durante estes ltimos dias, viris no conhecimenlo
do estado actual dos negocios polticos.
Logo depois da chegada do prncipe Gorlscbakoff.
esle consumado diplomtico visitn os seus amigos
auslro-russo,se fez ludo o qua eslava ao seu alcance
para os persuadir de que o imperador Nicolao dese-
java anciosameote que as relajes de amisade, qua
ha lanto lempo existan) entre os dous imperios nao
fossem interrumpidas, tambem fallou da intencSo
de seu imperial amo para fazer todas aquellas con-
cesses, que razoavelmenle se poderiam esperar, e
deu a enlcnder que linha plenos poderes para esse
fim. O partidistas da Rossia preslaram ouvidos s
esla especiosa linguagem, e 18 horas depois da che-
gada do ministro plenipotenciario da Rossia acredi-
lava-se gcralmenle que a paz poderia ainda mau-
ter-se.
O proredimento do principe para com oa minis-
tros de S. M. he corlez e delicado ent somato grao ;
c desapprova altamente a falta de cousideracflu com
que teem sido tratados, lamentando 'a desinlelligen-
cia, que se susciten enlre os dous governo, porm
que que se lsongeia, que por mutuas concessoes to-
das as diflicoldades serio removidas.
Ao lerceiro dia depois da sua chegada, o lbil ne-
gociador foi admittido presenca de S. M., e desde
en lao lem feilo todos os esforcos para publicar a
grande admiraran que lhe inspiram as sublimesqua-
1 ulades do imperador Francisco Jos.
N'uma palavra, o principe Gortsrhakoff durante a
sua estada aqui,- tem feilo ludo o que tem podido pa-
ra alcaucar as sympalhias, e, al cerlo ponto, tem
conseguido o seu fim. Como he natural as suas ma-
neiras corle/es teem agradado a todos aquellas com
quem lem vivido em contacto, porm nem o impera-
dor, nem o seu ministro dos negocios eslrangejros,
perdem de v isla o fado de que elle he portador de
una resposta mui pouco satisfactoria intimaco da
Austria. Tem corrido mais d'uma duzia de ver-
s.ies desta resposta, porm ninguem sabe exactamen-
te os termos propostot pelo ministro rumo a esla
corle. Sobre nm ou dous pontos importantes j ob-
ive informarlo positiva, e por ella os vossos Icito-
res poderlo ajuizar por s mesmos, se se poder ef-
fecluar um con promis-o.
ra duqueza de Angouleme, a audiencia dorou mui-
lo lempo. Quando enlrei, lembrei-mc da narrarlo
de C!ery, e eslive prestes a persignar-me, e ajoe-
Ihar-me como liante de urna imagem da Virgera
Santissima. la ver a filha do sanio rei e da grande
e infeliz rainha, a sobrinha de madama Elisabelh, a
irm3a do Delphn, a uilima dessa familia de marly-
res sabida sosinha do Templo, para o qual entrara
com todos os seus Eu eslava to perturbada, que
creio que fallei urna de minhas reverencias ; mas a
princeza, a qual madama de Rouville linha dito alcu-
mas palavras, e que lia sem duvida em meus olhos
minha perlurba.;ao e minha terna venerarlo,Iralou-
me com grande bondade. Creio que he bom para as
mocas de minha posicao \irem muilas vezes cortej-
a filha de Luiz N VI. Ha alguma cousa de santificar
dor em seu olhar, e para supporla lo sem confuso
lie mi-1cr ler a consciencia tranquilla. Depois a
ente srnle-se reconciliada com seu desuno por
mais Irisle que elle seja, lembrautlu-se do dessa-
princeza tilo grande e lAo desdilosa, que s parece
achar consolaco para seus soffrimenlos aliviando os
dos oulros.
tt Madama de Rouville que lem sido cmplice
tle seus beneficios coutou-me a seu respeilo cousas
que ficariam bem collocadas as legendas dos san-
ios. A 21 de jamuro e 15 de oulubro a filha de Luiz
XVI e de Maria Antonelte anles de fechar a porta
de sen oratorio, onde passa lodo o dia em orac.es e
no recolhimenlo njoelhada em um genuflexorio que
cnnlcm as tristes e charas reliquias de seus pas, o
collete que levava o rei seu pai subindo ao cadafalso,
a louca da raiuh; e o lenco que o vcuto arrancou do
pescoco de madama Elisabelh, d ordens para que
sejam dislrbudtssoccorros exlraordinarios pelas
Minas, pelos orphins e pelos desgranados. Em-
quanlo ella ora, seus emssarios vo dar de comer
aos qne lem fome, vestir aos ns, e seus beneficios
de-rein ao seio dos pobres ao mesmo lempo que
suas orares sobem para Dos. A princeza lembra-
se sem duvida', bem como ella conta em seu diario,
que a rainha sua mai tremen de dor e de fro duran-
te toda a iiole do dia 90 -2\ de Janeiro de 1793.
S a relicilo pode dar esse herosmo de bondade.
A marqueza conduzio-me tambem a senhora
duqueza de Berry, princeza amavel, benvola, viva,
espiriluosa, cheia de espirilo e de gracas, qaal a
idade nopermitle ter irisleselongas lembrancas. O
passado esl lo longe dellaqoa pde-se dzer que |
perlence toda ao futuro. Protege as lellras e as ar-
tes, ama os prazeres, os bailes, os espectculos; po-
rm sabe absier-s? para soccorrer os pobres. Esla
raja dos Bourbons he cssenealmentc beneficenle.
Se como dzia o uosso boro cura tle Chaleauneuf as
esmolas sempre prsenles a Dos rngam por aquel-
tes que as fizeram, a casa de Bourbun tem grandes
auxiliares no reo, e vencer algum dia a mu fortu-
na que se .tem aferrado tanto lempo aos seus des-
tinos, (Continuarse-ka.)
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O imperador da Russia nao so oppfie a qne as quil-
ico potencias estabeler,am un protectorado sobre os
ln i-iius na Tuiquia, porm reserva pan si o direi-
lo de proteger os gregos, insiste sobre a rigorosa
manutenan (Jos privilegios que teeni gozado desde
lempos anligoa.
Se as potencias accordirem em se retirar do ter-
ritorio turco, a Russia evacuar! a Valacliia, po-
ma oceupari a linha do Seretb por algum lem-
po.
Todava anda nao he liquido se a Russia per-
sistir em licar na Moldavia, se pjder vir a un
accordocora a Auslria sobre osoulros pontos.
O gabinete rnsso nao pode consentir que oulra
potencia oceupe os principados, por tanto espera
que a Austria nao levar a elljto a ennvencao con-
cluida cera a l'orla em ti de junho.
Oque flea dito lie apenas nm esbozo iucompleto
d'aquillo que o priucipe GorlschaWoi communicou
a este gabinete.
A resposla da Russia fui communicado pelo conde
IIih'I aos representantes das 3 grandes potencias, co-
mo miembros da conferencia de Vicnna.
Nenhuma pos-oa bem informad! duvida agora
que o ministro dos negocios estrangeiros da Austria
tcoha, obrado coro, a niaior lealdade para com os
seus alliados, e folgo muilo do poder declarar que
os representantes das potencias ocudenlaes eslito
niuito bem informados de ludo quauto tem lido lu-
gar eutru a Ausliia e a Russia.
A resposla que se dever dar s proposlas da
Russia sera resolvida pelo conde Buol e pelos tres
ministros estrangeiros, porm nao esl em meu po-
der o dizer se ser dada pela Auslria smenle, ou
pelas du.it potencias allomaas. De daas coosas po-
dis estar certo, e vem a ser que a Austria lia de
insistir pela evacuaeo dos .principados sem condi-
r&o alguma, e que nao prometiera nada acerca das
potencias occideulaes, que oceupam o territorio lur
co com o conientimenlo da Porta.
A opiuiau geral aqu he que a qoeslao oriental
nao poder considerar-se effeclivaiiienle determi-
nada em quanto a Russia liver o protectorado sobre
alguma parte dos dominios da Turqua.
Muilas pessoas inclinam-sc a acreditar que este
governo nao tirar vantagcmdo direito qucobleve de
entrar Ros principados, porm parece-meque ahon-
ra do imperador Francisco Jos (icaria seriamen-
te rumrTometlida se ceder Russia neste pon-
lo/
Pelo Iclegrapho lereis sabido hon'em em como a
v~russa bavia protestado contra a entrada dos Aus-
tracos nos principados, porm essa cxpressaohc tai-
ve mu i lo. Curie. O conde Ahen-I -lien participnu
pelo telegrapho a noticia Jo que ia ter lugar, e a
Prussia oppoz-se a essepasso. allegando que nao se-
havia fcilo estipularan alguma para una tal medida
na eonvenrao de-JOde abril. O conde Buol cxpli-
cou-se a este respeilo. O conde Alvensleveu tornou
a responder pelo lelcgrapho, e o final desla qnesblo
foi que havendo a Austria cedido, a Prussia se dava
I'"! satifeila.
Desde esse lempo o rci Federico Guilherme lem
iido alguns novos escrpulos, que tambem foram re-
movidos, porm este estado de coosas nao pode du-
rar mnilo.
He muilo para desejar que a harmona, que al
aqui tem existido entre as quatro potencias, nao seja
nlcrroFiipida, porm o nico alvo do re da Prussia
parece ser suscitar novas duvidas logo que as anti-
gs se achem removidas.
Em cuanto o principe Gorlschaknfl esl fazendo
os seus discursos melifluos em Vienna, os seos pa-
tricios militares eso na fronleira. O Cronsladi
Satellite diz que 400 cossacos chegaram al Klein
Skit, lugar a distancia de perlo de 2 leos de milba
da fronteira.
-V entrada da passagom de Tomosch, que romloz
aCronstadl, cstio monto Predjnal enndia :t um gc-
nerM ruiso acompanhado de 5 ou ti iniciaes apparc
_ ccii joulo a barraca dos soldados do cordao militar,
no rum do dilo monte.
A guarda austraca cerreu logo s armas, e o ge-
neral russo comrrou a fazer perguuias ao cabo d'es-
quadra, indagando o nome do general austraco que
cominandava.quanlosgeneraesscaciiavamem Crons-
Ia.lt. que numero de tropas bavia na visinbanca, qual
era a ai Miliaria ele.
Como a invariavcl resposla a todas estas perguu-
tas era nao sei o general russo exasperado ar-
guio severamente e austraco. Este disse com iu-
Ircpide/. ao general, que, como s d lado auslriaco,
nao estav'a obrigado a satisfazer a curiotidade de
ofliciaet estraugeiros. Depois de varias imprecares
voliram para a Aguia de duas cab-cas collocada na
fronleiij, e acenaram a dous cossacos que eslavara
iesperai. O general disse-lbes algu mas palavras, e
os cossacos immediatamenle correram para o valle
de l'raeva. Os ofllciaes russos tambem se retiraran!
logo; porm apenas haveria urna hura que se have-
riaui ausentado, quando 40 cossacos com a lanja em
risle correram a todo o gallope para a barraca do
cordan. A guarda preparou-se para a aceito, po-
rm os cossacos de repente fizeram; lio, dispersaram
i esquerda c direila e partiram ao longo da fron-
leira em pequeos grupos.
A gjarnieio de Varsovia lem agora someulc
20,000 homens.
As frunterasda Prussia eslo qui.si sem Iropa, em
quanlo que na Podolia se concentran! tremendas
roassas.
O boato da raorlc do principe Paskiewlsch pro-
duzio um ell'eilo mai?%nsvel no ciercito do que a
;. noticia do desastre de Silistria.
Quanlo mais depressa a Austria romper com a
Ku-sia tanto melbor para ella.
O pas abunda em oxpotiroes russas, e qualqilcr
movimento das tropas he logo sabido por Mr. de
Fonlon e pelo conde de Slackelberg..
correiode Berlim.
Diz-se que a Prussia revomnieinla que se lomem
em contiderac,ao as offertas do ciar. O conde Al-
venslelien leve urna audienia do imperador no do-
mingo, e despedio-se.
(Wem.)
DIARIO DE PERNAMBUCO, QUARTA FEIRA 30 D AGOSTO D 1854.

Madrid 20 de julho de 1854.
Iloje que podemos expressar-nos com mais desa-
fogo, e queja deixoa de zoar em uossos ouvidos o
eslrondi das bailas, procuraremos l'uer urna reze-
nlia o mais circunstanciada possivcl dos graves fei-
los e heroicas proezas que presenci: uios nos dias 17,
18 e 19 do corrate, dias de dr c de gloria: de dr,
porque se derramou sa'ugue hespauhui; de gloria,por-
que o [ovo de Madrid provou com faranhas immor-
laes que era digno de libeidade.
Segcndo indicamos em nosso ultimo niiinero,
penas se soube n'esta capital dos pronunciamentos
de Valladold, Zamora, Barcelona, comec,aram a
j val lar-se os nimos, de maueira que na segunda
feira a noile houve urna verdadeirj. explosao de en-
Ihusiasmo patritico.
Immenso povo percorreu no principio da noile
tridas a ras da capital, dando vivas i liberdade, e
express-indo os vehementes affcclos que o anima-
ran com alegres demonstrarles que por espado de
limitas horas liveram um carcter pacifico e ino-
fensivo.
Estas logo foram adquirindo, pouco a pooco, gra-
vi I jilo por se havercm exaltado o nimos com os
rumores que crculavam.
Suppunha-se que ludo ia redu/.ir-se a urna mu-
danca de pessoas, o que se seguira com pequea
difiere ira a mesma ordem de cousas.
Vala coiiviirau, e sabendo tocos que as armas
depositadas no governo poltico edavam i dkposi-
;.1o das peisoasque dirigiam o movimeulo antes da
hora apealada das 10 is II da imite) assaltaram o
edificio varios grupos e fraternisamlo com os niuni-
tipacs apoderaram-sc d'umas 500 armas de fogo.
Oulro grupo dirigo-se ao Ihealro do Principe.
Ao chegar fachada vario individuos que o com-
puuham, encoslaram urna escada de raao que Inas
proporcionou o porleiro deste edificio, e armados
de marletlos e picarelas fizeram em mil pedamos a
pedra em que eslava escriplo o nome do senhor
coude de S. I.uii. ^^
Uolam-ie a este grupo oulros. c todos junta se
espalharam pelas ras da capital, dirigindo-se tais
ao palacio de Chrnlina, e outros is casas da Sarlo-
rius, Salamanca. Domencch, marquez de Mollius
(olanles, e Vistahermosa. Enfurecido o povo al
ao extremo, penelrou no domicilio desles grandes
criminosos polticos, e ciueiiiiou al reduzir a cinzas
os movis e oulro; objectos preciosos, fados que la-
mentamos, anda que se explicam, atienta a exalta-
cao febril de que eslavam possuidos os nimos, pelo
receto de que nao se lizesse escarment algura com
os homens, cuja demencia poz cm tao grave perigo
a seguranra do eslado. %
Porto das 10 horas um grupo numerossimo, com-
poslo de mais de mil pessoas penelrou na redaccao-
c ofliciuas do (amor Publico, cspalliando-se por
todas as suas rcparlires como urna trrenle rauda-
losa. Duas pessoas que marcliavam sua fenlo pe-
diram enlao cm nomo de povo ao Sr. Corra.li, di-
rector do nosso peridico, que servisse de inlerpf ele
aos desejos c votos do povo. O Sr. t'.urradi quiz
escusar-se de aceitar lo assigualada honra, porm
havendo iosislido nisso os seus concidadaos com
prolongadas c lisongeiras a'cclamates, acceden aos
seus desejos.
Hepois de rogar que se lhc associasse o Sr. direc-
tor da Sacian, prnposla que foi muilo bem recebi-
da, te transferio casa consistorial, onde eslava ja
reunido immenso povo,qucse foi augmcnlando pon-
coa pouco, em termos de que apenas caba cm lodo o
mbito da prai;a da Villa.
Alli se nomeoii urna commissao coinposla de es-
rriplores pblicos e de varios oulros suecilos per-
tencenles a diversas cathegorias sociaes, entre os
quaes recordamos os Srs. S. UigaeJ, Valds c Carde-
ro para que diclasse algumas disposies do momen-
to e (ransmiltissea S. M. os votos do povo madrlcn-
se. Esta commissao dispoz que se desse liberdade
aos presos polilicos, c redigio a exposicao de que j
lem noticia os nossos leitores.
Foi encarregailo de a por as maos de S. M. 0 Sr.
Corradi, em compauhia do Sr. Rveroe oulro indi-
viduo da commissao. O Sr. Corradi pedio e oblevc
de S. M. urna audiencia particular.
S'ella, depois de entregar a exposicao, manifcslo
em breves, porm significativas palavras, quaes
eram os votos, os seulimenlos, e as necessidades do
povo de Madrid c de toda a llespanha liberal. A rai-
nha ofl'ereceu tomar em considerarlo as indicac/ies
do Sr. Corradi, c se moslrou sobre ludo desejosa de
que nao houvesse cffusao de sansue. Nesta confian-
za se despediram o Sr. Corradi e seus dous dignos
conipaiiheiros, os quaes depois de havercm dado con-
ta aos outros membros da commissao, e alodo o povo
reunido na praeada Villa, do resultado da sua cn-
Irevisla, aconselharam a seus concidadaos que se rc-
tirassem pacificamente, esperando, scui Imslilisar a
tropa, porm rom atliludc firme e enrgica, o cxilo
do seu movimeulo. Assim se fez, e os grupos co-
meravama dssolver-se, quando perlo da ra Maior
se dispararam varias descargas, quasi a queima rou-
pa, pelas forras que pouco antea pareciam ter frater-
nisado com o povo. O fogo continuou por espaco
de algumas horas, c em varas direcrcs, como se o
ministro da guerra e as autoridades que estavam ns
suas orden houvesscm proposlo resolver desla serle
a exposicao que acahava de enlregar-se rainha.
Um grito de indignarao sabio de lodos os peilos, c
ao vercm-se os cidadaus tao prfidamente maltrata-
dos, apromptaram-se para urna lula fratricida, que
tanto o Sr. Corradi como os seus companheiros ti-
nham quciido evitar a Iodo o cusi. Com effeilo, no
dia 18 o povo se preparou desde a madrugada para a
resistencia com animo sereno e coraro esforrado.
Como por encanto levanlaram-se barricadas e ap-
pareceram grupos armados em varios pontos da capi-
tal, que sustentaran! durante dezoto horas um fogo
mortfero, resisludo como legiOes aguerridas s des-
cargas de rutilarla c aos tiros de ai Miliaria, com
que se pertendia intimida-los c distrah-los. Kcfe-
rem-sc actos de valor e de maznan iniciado de que ha
poneos cxcmplos na historia das nares civilisadas.
O combate, cada vez mais anguinolcnlo c eucarni-
eado, .Mimo todo o dia. Os paisanos, inermes uns,
c mal armados oulros resistirn!, por lamo lempo
dentro de urna casa na ra da Atocha, mclralha
d'arlilharia que contra ella se bavia nsseslado.
Em alguns pontos da capital fizeram oulros retro-
ceder varias companhias da guarnican ohriuando a
urna destas a pronunriar-se em retirada at mesma
prac,a do palacio.
Varios grupos desarmaran) muilos guardas civis e
se apoderaram das suas armas. Sem embargo, a me-
nor promessa que se Ibes razia por parte da forra,
que oceupava oquartcl deste corpo, de proceder rom
lealdade, cnlregavam generosamente os seus prisio-
neros. A um dia borrivcl succedeu urna noile pa-
vorosa.
Suspendido o combate, reinan de promplo um si-
lencio sepulcral que causava lano mais pavor, c
anciedade, por isso que reinava maior escuridaile
em quas toda a povoarao, pois nao se haviam acen-
dido os lampios, c em poucas casas se acendeu a luz.
Anianheccu o dia 19, c quando pareca que os pai-
sanos rendidos pelo cansaco iam relirar-sc. viram-se
todas as ras da capital corladas por formidaveis
barricadas que defenda urna mulldao de paisanos
possuidos do mais frentico cnlhusiasmo. Neni a
poiinj nem o pincelo mais afamado poderiam retra-
tar o aspeelo gnerreiro c importante que oflreceu o
dia d'hontem capital.
Por todas as parles se recolhiam armas, palrulha-
vam grupos, faziam-sc cartuxos e se preparavam
miriir;., e tu lo anniinriava que o combale ia ser
mais morlifero c prolongado do que no dia antece-
dente. Logo rompen outra vez o fogo, e esle con-
tinuou vivissimo por esparo de muitas horas em
varios pontos; porm muilo particularmente as
ras de Gorguera, da Cruz, do Principe, do l.obo,
do l'rala do Ilanho e da carreira de S. Jeronvmo.
Cada ra eslava convertida cm um campo de bata-
Iha, cada esquina era um baluarte, donde os paisa-
nos defendiam os seus direilos e a causa da liber-
dade. Era tal o ardor com que combatiam, que se
au ouvia nem um anteo grito. Todo o espirito
dos conteridcnles eslava reconcentrado no Horacio
c as m3os com que se cmpuuhavam as armas. Al
as 6 lloras da (arde livemos a dor de presenciar tao
doloroso espectculo ; porque por lim eram ii m.n.s
contra irmos os que sealacavamcorascmellianle fu-
ror c bizarra. Por lim se apreseulou um ofcial com
um lenc,o branco c um cmela que locava a sus-
pender fogo.
Parou este anda que com milita difliculdade, e
de repente se ouviram vivas atroadores eacclama-
cues palriolicas que, sahindo das filciras do povo,
eram repelidas pelos soldados.
Ao ouvi-Jos renasceu a esperanea nos peilos afile-
los, e logo se abriram lodos os eslahelecimeutos
daquellc local que linham -esladr. lolalmenlc fecha-
dos durante a lula, assumaiao a clles os visinbos
c donos com as lagrimas nos olhos, e hilando com
inveterados afTectos. Promplamcnle se espalhou
por loda a parle, como urna faisca elctrica, a no-
ticia de que linha sido nomeado o general Espartero
para constituir um npvo govci no conforme os votos da
iiae.'io. Depo/.eram enliio as armas os conibalcutcs,
mero de feridos. A palria deve a suas familias e
aos que solTrem, por Uto nobre causa, urna recom-
pensa. Pela nosa parte abrimos urna subscripcilo
na ofliciua do Clamor, convidando todos os oida-
dao a que conlribuam para 13o sagrado objecto.
Sanguc fri e prudencia, cidadaos porm firme-
za c altitude enrgica al obter as devidas garan-
tas.
{Clamor Publico,)
(dan.)
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO.
CARIARA DOS SRS. DEPUTADOS.
Ola IS de Julho.
I.ida e approvada a acia da antecedente, o pri-
mate secretario da conta do seizuiutc expedien-
te ;
Do ministro da juslica, enviando o decreto pelo
qual he aposentado o desembargador da relac,ao de
PcrnambucoPedro Rodrigues FernamlesChaves,com
ordenado annual de l:i<)05.A commissao de pen-
ses c ordenados.
lie approvado o segunle parecer:
A commissao de juslica civilj examinando o re-
querimento dos ofliciaes da guarda policial do Pa-
ra, pcdiido que possam ser reformados, ltenlos
os servieos por elles prestados i ordem publica na sua
provincia, pela mesma forma porque se determina
na lei n. (02 de 19 de setcinbro de 1 KTt> e decreto
n. 722 de 2> de outubro do mesmo auno a reforma
dos ofliciaes da guarda nacional, c adiando jusla
sementante pretenrao, c havendo a cmara dos Srs.
deputados approvado o pojeclo n. 100 de 18)2, ini-
ciado por parecer da nobre commissao de marioha e
guerra, he de parecer :
n Que o dilo projeclo n. 100 de 1852 satisfaz ple-
namente ao pedido dos supplcaulcs, e deve entrar
na ordem dos Irabalhos e merecer a approvacao des-
la augusta cmara. .
Rio, ti de julho de 1854;./.. B. M. Fiuza.
Atti* Rocha.
Continua a I." discajssao do projeclo do Sr. Naba-
co, que altera algumas disposijes do cdigo do pro-
cesso criminal.
O Sr. Magalhaes Castro suslcnta a ulliclade do
projeclo, c diz que aquellos que o combaten estao em
opposican manifcsla com o ministerio, por quanlo o
projeclo he ministerial, eminentemente ministerial e
poltico, quer em seos antecedentes, quer conside-
rado cm sua materia, quer cunsiderado em relarao
as suas cousequencas.
O Sr. presidente do conselho, continua o orador,
no senado declarou, promellcu ao paii algumas re-
formas judiciarias; a cora cm seu discurso promel-
teu-nos reformas judiciarias, o governo geral, para
garanta da poltica prometlda dcconcliac,ao, devia
e deve necessariamonte garantir, de oulro modo com
algumas reformas os direilos individuacs do cladilo,
e por todas estas consideraedes, e oulras muilas que
omilto, juntas i ini]iortanca intrnseca do projeclo,
enlcndo cnSo se pode negar que este projeclo de
refurmasjuridciarias.quer na sua materia,porque nao
pode haver materia de maior importancia do que a
reforma do processo criminal, quer em seus princi-
pios ou antecedentes, e quer cm suss futuras conse-
quencas, he ministerial, c emiuenlemeute poltico.
O Sr. Femus: He urna le de amor.
O Sr. Magalhaes Castro:E afianeoquehe com
amor que o governo lem de dirigir o Estado e n3o
com o terror: deszrarado do governo cujo principio
he o terror' Esle principio he o dos governo desp-
ticos; o governo monarchlco consli(ucional hasa-se
no amor, sim.noamor e na houra, e desgranado
do covernos que suslenta-se e dirige-se por oulras
molas.
Ora, se este projeclo, por seus antecedentes im-
portante, e na sua materia importantissimo, pro-
metlido pelo Sr. presidente do conselho, annunciado
na falla do Ihrono, c prnprio para harmonsar todos
os llrasileiros, garaiitiiido-lhes mclhor os seus direi-
los com a separarlo das funirocs policiacs das judi-
ciarias. al aqui confundidas em prejuizo dos direi-
los individuacs e liberdades publicas;se e-fe.piojec-
lo, digo, nao he ministerial, nao sei qual ser possa.
E o que'resta, sniores.depois de ouvirmos o no-
ble ministro da juslica que assim o cousiderou, e
declarou tao solemnemente '.' Por mais.porlanlo, que
o dissimulcis, he urna opposirao indirecta ao minis-
lero a que fazeis tao calorosa a este projeclo. O
ministro pode nao fazer queslao disto, mas que im-
porta'.'!
" Sr, Ferraz: Mas os seniores fazem queslao.
O Sr. Magalhaes Castro: Avista da impor-
tancia do projeclo, qoo assim considerado nao pode
deixar de ser, como hcevidculemenle.ininisleri.il.
O orador conclue o sea discurso da maneira se-
cgunle:
Aaora, Sr. presidente, quero me dirigir ao nobre
ministro da juslica, autor do projeclo, que svmbolisa
a pollica actual, n Honra e gloria ao ministro, hou-
ra e gloria ao gabinete que leve a coragem dse des-
pir da faculdadc de julgar, lirando-a dos seus subal-
ternos ; honra e gloria ao ministro, honra c gloria ao
gabinete que leve a coragem de allender aos interes-
ses do eslado e nao aos interesses do poder, confun-
dido ajnttiea com a polica. Praza aos cos, Sr.
pre.denle, que o ministerio continu firme na polili-
ca que prometleu ao paiz, que nao Ircpidc na politi-
cadaconciliarSo...
O;Sr. .lprigio :Apoiado.
O Sr. Magalhaes Castro: llarmonisemo-nos
com a vonlade esclarecida dessa sahedoria providen-
cial que tem salvado o imperio mais de urna vez.
Estes s,lo os meus volos e os votos da naejla brasi-
leira, dos amigos das liberdades publicas e dos di-
reilos individuaes garantidos no projeeto que se dis-
cute, ao qual presto o meu voto de lodo o meu co-
raeao.
Tenho dilo.
O Sr. l-iriato pede o encerramenlo da discussSo.
Consultada a casa ella concorda com esse pedido.
Poslo a volos o projeclo he approvado por grande
maioria.
Continua a terceira discosso do oro,menlo do im-
perio, com as emendas apoiadas e mais a seguinle :
Terao execuro desde a publicarlo desla lei os
arls. 14 e lj, bem como o 3 doarl. II.
a Sala dassesses 14 de julho de I8">i. Lisboa
Serra.Paula Santos.II anderley.
O Sr. Birros Brrelo: He cm verdade, Sr.
presdeme, grande temeridade minba ousar eu orcu-
par a tribuna par tratar de urna materia acerca da
qual tem esta augusta cmara oiivdo brilhanles dis-
cursos de alguns dos seus mais dislinclosoradores; a
conviccao porm muilo intima, muito profunda que
nutro deque por mais que se baja dilo, por mais que
ainda se diga acerca do eslado da agrirullura e dos
meios que deve o governo com preferencia empregar
para melborar esle eslado, nunca dir-se-ha sobejo
para convencer-se aos nossos agricultores de que os
poderes do eslado se empenham com todo o ardor,
com todo o dcvolamenlo cm melhorar a sua sorle, es-
ta conviccao, ou antes a conviccao desla necessida-
de he que me anima, senhores, a vir linje oceupar a
tribuna c a solicitar a vossa reconhecida benevo-
lencia.
Antis porm de traanlo assumplo qne me Iraz
Iribiina, cu peco permissao ao honrado Sr. ministro
do imperio para propor-lhe urna medida, coja adop-
cjh) me parece de mula conveniencia publica. J
que por lanos annos tem servido o paiz cora honra,
fosse perpetrador de semelhauteatlentado;..
O Sr. Candido Borget: Posso assegurar ao Sr.
deputado que o Sr. Figueira he muito honrado.
O Sr. Paes Brrelo : He impossvel que o se-
ja mais do que o Ihesoureiro de Pernambuco. ( A-
poiudot.)
O Sr. Barros Brrelo ( para o Sr. Candido Bor-
ges ): Nao puz isto em duvida. Entretanto o
facto deu-se, e he para que a replanlo de zelosos
funecionarios pblicos nao seja nem de leve min-
chada, nem mesmo suspeilad, que eu propouho ao
Sr. ministro a adopcao desla medida...
O Sr. Ferraz:Os empregados do thesouro tam-
bem sao muito honrados.
O Sr. Pinto de Campos e outros Srs. Deputados
de Pernambuco : O que he certo he que o d-
nhcro embarcou em Pernambuco.
O Sr. Barros Brrelo: Tambem desojo fazer
ao honrado Sr. ministro do imperio urna inlerpel-
larao. Em 1842, se me nao engao, promulgou o
governo um regulamcnto determinando o modo por
que deve ser fcila a exlracro das loteras, tanlo ge-
racs como provinciaes, e nesse rcgulamento se dis-
poe que os premios que nao forem cobrados pelos
portadores dos bilhetes sejam recolhidos aolhesouro.
Ora, sabe a cmara que as assemblas provinciaes
legislam sobre as loteras, e que por tanto o rcgula-
mento do governo dispondo sobre loteras que cor-
ren) em vrlude de leis provinciaes vai ferir allri-
buiees das assemblas provinciaes.
Parece-me tambem demasiadamente injusto que
os premios das loteras provinciaes que nao forem
cobrados reverlam para o Ihesouro geral em vez
de revcrlerem para a tlicsouraria provincial: Peco,
pois, ao nobre ministro que diga como se deve en-
tender o regulamenlo acerca destas duas partes.
Passarei agora a tratar do assumplo que me le-
vou a pedir a palavra.
Nao presumo, senhores, dizer-vos consa que nao
se ache bem arreisada no espirito do todos vos, di-
zendo que a agricultura he a industria por excellen-
ca do Brasil, que o Brasil he um paiz intuir,men-
lo agrcola, e que nao anisar de sc-lo ainda daqui
a sceulos, porque assim o (em derrelado a fcrtilida-
dc do seu solo e a benignidade do seo clima. He
a agricultura que cuusltue, por assim dizer, (oda
a riqueza publica, he della por consequencia que di-
manam todos os recursos do Ihesouro ; ntrela uto
qual he o estado cm que se acha, c em que lem vi-
vido essa industria Se ella nao lem eslado esta-
cionaria, lem apenas caminhado com passos muilo
lentos, muilo morosos, arrastrando o pesado carro
da ru l i na.
Mas, senhores, a agricultura tem de passar por
lima crise, ella leude a delud ir i mingua de capi-
lacs e de bracos. Tende a definhar mingua de ca-
pilaes, porque o crdito territorial nao se acha fun-
dado, nao se acha firmado no paiz, e n3o se acha
firmado porque para que elle se firme he misler que
se deera duas condicies esseuciaes: Ia, garanta do
direito de propredade ; 2", facilidade na Iransmis-
sao da propredade territorial ; a nossa sabia cons-
liluigao garanti aquella, mas a respeilo desla creio
que nao serei exagerado dizendo qne he quasi in-
teiramente vedada pela nossa legislarlo. Tende a
agricultura a definhar mingua de bracos, porque
a cessacao do trafico de africanos dcixou nm grande
vacuo na lavoura, vacuo que nao poder ser desde
j completamente prcenchdo.
NSo serei eu, senhores, que condemne a cessa-
cao do trafico de africanos ; esse trafico, como bem
o diste um disUnclo parlamentar, o meu Ilustre a-
mgo, o Sr. Maciel Monleiro, era urna negra man-
cha que al'eiava a physionoma da nae.lo brasileira ;
e en accrescenlarei era urna injuria feita nossa
civIisac.ao. A cesgacao do trafico foi um grande
pnsso dado pelo Brasil na carreira do progresso c da
civlisacHo ; cessacilo que felizmente he um fado
consumado, nao he urna queslao que se ha de re-
solver, he um faci consumado que purlence ao do-
minio da historia. Folgo poder dizer que esle Tac-
to foi consamado cm virtude dos esforcos emprega-
dos pelo governo do paiz (apoiados); apoiado pelo
bom senso da najao brasileira. (Apoiados.)
Eu disse que a cessar^o do trafico linha deixado
um grande vacuo na lavoura, vacuo que nao pode
ser desde j prcenchdo, e que entretanto, he mis-
ler preenrher. Mas, qual ser o tneio de precnche-
lo ? Ser por meio da inlroducrgn de colonos que
irab illiom de pareen.i com os escravos as nos-
sai fazeudas ? A colonsarao estipendiada Tiara este
lim he, em meu humilde entender, urna verdadeira
jitopia, .apoiados) ; a existencia da escravatura, se-
nhores, lem aullado enlre mis o brabalho ; e como
he sabido, repugna com a cundirn do homem livre
cntregar-se um trabalho, no qual se empregam ho-
mens de condicao muilo diversa, e ainda mais de
rondieao avillada como sao os escravos.
Mas, dando de barato que o governo do paiz esti-
veise disposlo a promover a c.ilonisacao por este sys-
tcma, quaes scriam as consequencias dellc '.' quaes
nao seriam os abusos que daqui resullariam, pratica-
he preciso que o governo se porle com loda a pru-
dencia na divisao e venda das Ierras publicas, por-
que pode muilo bem acontecer que a propredade
particular fique inteiramente depreciada, se por
ventura a poican de Ierras expostas venda for lal
e de preco lal que possa produzir este resultado.
He tambem preciso, senhores, qne o governo pro-
cure dar propredade territorial mais valor do que
ella presentemente lem, e o meio para isto he facili-
tar o mais possivel os meios de commanicaro entre
os grandes dslriclos de produejao eos centro de
consumo- (Apoiados.) *
Eu diste que os meios directos de que'ha pouco
fallc nao linham a meu ver a torca, o vigor sufil-
cienle para, nflodirci tirara agricultura da borda
do abv smo, porque ella me parece ainda distante
delle, mas para desvia-la delta para o dame; ac-
crescenlarei agora que he smenle com o emprego
dos meius indirectos que podc"ser mclhoradaa sorle
do paiz nesla parle.
Os meios indirectos que me parecem que devem
ser de preferencia adoptados pelo governo para che-
gar a este fim grandioso sao, cm primeiro lugar, as
vias de rommunicaco.
O Sr. Ministro do Imperio Apoiado.
O Sr. Barros Brrelo :Em segundo lugar, es-
(ebelecer ou crear o crdito territorial,, que Momia-
la no paiz, cm terceira lugar, promover a divisao e
venda das Ierras publicas como meio de chamnrmos
a emigracao eslrangeira, que conslilue a colonisa-
<;ao espontanea ; em quarto lugar, finalmente, a ins-
truccao protessional.
Estabcleceu-se na 2 discussao do ornamento urna
queslao de preferencia ; alguns Srs. deputados en-
lenderam queas viasdccommunicacao deviam ser
o nico meio de que o governo devesse bagar mao,
e oulros que a inslruccao professional era o meio
nico que podia melhorar a sorte da agricultura. Eu
nao parlilho nenhuma das duas opinocs extremas
isola.ljinenie ; entendo que com effeilo as vias de
communicarao sao o primeiro mclhoramento de que
o governo deve cuidar, porque ellas s3o, como bem
disse um conhecido economista, M. Ivan Galoviere,
arterias por onde circulam as riquezas e a vida dos
corpos sociaes, sao ellas o mais poderoso auxiliar da
industria. (Apoiados.)
He innegavel pois que esle melhoramenlo deve
merecer loda a allenc.lo do governo, que o governo
deve dar-lhc, nao dire preferencia exclusiva, mas
deve olhar com masallenco para elle do que para
oulro qualquer. (Ha um aparte.) J disse que niio
parlilbava nenhuma das duas opiniAes isoladamente
que entenda que todos os meios podiam ser empre-
gados ao mesmo lempo, e por isso nao se me pode-
r adiar em contradicco nesta parle.
Ora, se as vias de communicarao sao o primeiro
mclhoramento que o governo (em de fazer em bene-
ficio da lavoura, nao posso deixar de lamentar que
em um orjamenlo de 32,000:000 apenas 500:0005
sejam desuados para obras publicas. Senhores, a
Blgica esl sobrecarregada de urna divida de 600
millioes de franco, entrelanto ainda em 1852 cou-
Irahio um empreslimo de 20 millioes para mclhora-
mento das suas viat de communicacao; a Frauca,
cujo orcamenlo de detpezas lie elevado enorme
quanlia de 1,400 mlhes de francos, consigna para
obras publicas 1 i i milhoes, mais da decima parle de
suas rendas.
Ora, se csses paiz.es que nao eslao no mesmo esla-
do do Brasil, porqoe ha muilo lempo caminham as
vias do progresso, olham com (anta atlencao para as
vias de coinmunicac,ao, pens que por maioria de ra-
zio deve o Brasil, paiz novo, onde ha tudo a fazer,
consignar urna somma muito mais grossa que a que
se volou.
O segundo meio de que fallei lie a fundacao do
credilo territorial. Sei que o crdito territorial nao
pede ser completamente fundado no paiz sem que
scj reformada a nossa legislacao hypolhecaria; mas
parece-mc que se o governo quizesse promover a
crcacao de caixas hypulherarias, como as que ex-
islem na Pomerania e na Silesia ; se o governo qui-
zesse garantir os bilhetes que por ventura alguns dos
nossos propietarios associados livesscm do emillir,
eslou persuadido, digo, que a agricultura daria um
grande passo apoiados:, havia de ficar mclhorineule
provida de capitaes do que actualmente.
Eu creio, Sr. presidente, que nao he preciso diter
como entendo que deve o governo porlar-se na
venda das Ierras publicas como meio de promover
a i ulunisacao ; cu creio que a cmara esl suflici-
enlementc compenetrada dessa neressidade, e o
nobre ministro nao s no seu relalorio, como quan-
do aqui falln na 2' discussao, nos ioleirou das vis-
las do governo a esse respeilo, com as quaes intei-
ramente me conformo.
I allarei agora do quarto meio, que he a inslruc-
c,ao professional. O meu nobre amigo deputado por
Pernambuco quando Iralou dessa materia disse que
a inslruccao professional era urna necessidade im-
portante para, a agricultura ; alguns senhores pru-
curaram contrariar a opiuiau de meu nobre amigo,
dos nao s pelos fazenderos pooco concienciososlai;lcnao >" e" preciso doulores para a agri-
Ao mesmo lempo oulros grupos lan;avam raSn do- Jalmas e louros para corda dos valcules que ron-
200 ou 300, que existan* na cmara. Al anulo
nao havia succedido onlra desgrana mais que os (e-
riinenius cansados a um guarda civil junto ao eu
quartel. Sajando diz o nosso collega, n'este mesmo
edificio se vio urna prova nolavel do denodo do
povo, que foi deilar abaixo a porta, e como appa-
recesse eutrada a guarda ditposla a fuzer fogo,
apresMlaram-se seis valenles no mesmo instante,
.'rilando : disparai !
As r oe a l'orla do Sol apresentava um espect-
culo iiopnenlc. Um grupo de 1,500 homens ar-
mados pela maior parle, ccrcava a guarda princi-
pal. Caneado por lim dj sua attilude passira, fez
nina fugueira, com as madeiras de ama casa que se
havia demolido, que ameaeava devorar o edificio.
Esta demonstrarlo urlio effeilo immediatamenle,
pois t 11 horai, j ae haviam apoderado do posto, sa ly ranina.
sem que te derramas*, ama s goli de singue. Muilos morreram
foi na casa desenliado a cores tao vivas quanlo verda-
* | deiras o quadro ponco lisongeiro que oflerece o sen i-
co fcilo pela companhia brasileira dos paquetes a
se ahracavam como amigos, os mesmos que poucos
momentos antes se linham balido como adversa-
rios implacaveis.
Debaixoj da impresso de tao extraordinarios suc-
cessos pubncamos hontem o seguiote supplemenlo :
Glora inacccssivel ao heroico povo Madrileo '.
auistaram de novo com o seu sangue a liberdado da
sua palria.
Depois de um encarnizado esanguinolento com-
bale, de que nao olferece exemplo a historia dos
povo', desos de um fogo sustentado dous dias con-
secutivos, em que se virara rasgos immortaes de
herosmo, decis3o e generosidade. O povo ile Ma-
drid, quasi inerme, sem organsac,5o, sem capitaes,
sem maia guias do que as suas proprias iiispraces,
alcancii una victoria decisiva, ohtendo que seja
vapor. O nobre minisli o, rccmihecendo que esle ser-
viro nao satisfaz com elfeito s exigencias do publico,
promelleu-nos em seu relalorio que na innovadla
que pretenda fazer do contrato com a companhia al-
tendera a todas as exigencias do servico publico ; e
na discussao do on;amenlo da sua repartido ralificou
esla promessa. Confio bstanle no zelo c illuslraro
do nobre ministro para deixar de esperar que elle
alloiider.! cumple! menlo a esta exigencia ; ouso po-
rm lembrar-llie urna medida tendente a esle objec-
lo. Eu quizeri que o governo livease a bordo de ca-
da um dos vapores um agente especial encarregado
do recebimenlo e entrega das malas e dinlieiros p-
blicos em suas respectivas eslacoes. Anda ha bem
pouco lempo deu-se nm fado que justifica a necessi-
dade de lal medida ; urna remessa da quanlia de rs.
cliamado para presidir ao ministerio, e formar um 100:0003000 folla da thesouraria de Pernambuco para
governo altamente liberal, o duque da Victoria, o pacificador de Hspanha. 20:500. O alio conceiio que formo da probidade
Nao ha vozes para expressar a admirac.au quu nos 'do Ihesoureiro daquclla Ihesouraria n8o mo deixa,
inspiran) os cidadaos sua vida par remir a Hspanha da mais ignominio-. em semethanle escndalo. (Apoiados dos deputados
na peleja, e grande lie a nu-
de Ptrnaiibuco.)
Nao posso lambem acrdilar que nm militar brioso
coulia os colonos, como pelos agentes do governo con-
tra os fazenderos '' Eu creio queeslao ao alcance de
lodos os inconvenientes que daqui resullariam.
Qual ser, pois, o meio de preencher o vacuo t Ser
prumovendo ogoverno a nlroduccilo de machinas,
de ulensis aproprindos lavoura"! NSo drei que el-
le deva abandonar inicuamente esle 6yslema, mas
lunlio consciencia de que este system sendo grande-
mente dispendioso, he demasiadamente nicsquinho
para produzir o resultado que lodos ardenlemeulc
desojamos ; e de mais, que he da genle habilitada
no paiz para usar dessas machinas, par faVe-las
fuuccionarrom aproveilamenlo I Eslarao por ven-
tura os nossos agricultores habilitados para isto".' De
ccrlo que nao ; creados nos vicios da educacao pnr-
tagueza, que s reconhecia no ferro o misler de
prestarse fritara de espadas e armaduras, que
enxerzava nelle mais um elemento de deslruicaodo
queum (demonio necessario ao Irabalho, do que um
elemento de civilisac,ao ; us nossos actuaesagriculto-
res, pela mor parle herdeiros da crassa ignorancia
porlugueza em materia industrial, nao poderiam u-
sar com vanlagem dessas machinas.
Enlrclaulo senhores, a agricultura reclama
promplo remedio; ella aeha-se amearada de um
erisc, que alias se for bem dirigida pelo governo, nao
produzir graude eslrcmecimenlo na lavoura. Digo
que se a crise for bem cncarainhada pelo governo,
nao produzir grande eslremecimento, perqu a cri-
se dar em resoltado a transl'nrmar.io da grande em
pequea propriedade, da grande em pequea lavou-
ra, do trabalho eaeravo peto Irabalho livre, e Como
consequencia de todo isto a divisao do Irabalho en-
tre nos.
Antes de dizer qual he o pipel que cabe em minlia
humilde opiniao ao governo no meio desla crise, de-
vo ilizer cmara que naodesronhero que alguns
economistas sustenlam que a divisao da propriedade
he um mal, porque um pequeo proprielario terri-
torial n.to pode ter os capitaes precisos para operar
os grandes melhoramenlos que a lavoura exige ; mas
eu enlcudo que esta objerro cabe desde o momento
em que nos lembrarmus que o espirito de associaejio
'e de empreza vai-se deseuvolvendo enlre neis ; que
nao haver difliculdade alguma cm que os pequeos
proprielarios se reunam em associarao para que pos-
sam adquirir os capilaes necessarios para a arqusi-
cfo de machiuas que sirvam a lodos. E demais, he
sabido que, quanlo maior toro numero dos proprie-
larios de um paiz, maior ser o numero dos inleres-
sjiilos na ordem publica ; be alean disto sabido que o
homem Irabalbando em sua propriedade, Irabalha
com muilo mais dedicarao, Irabalha com muilo mais
amor pela propriedade, sua constrvacao e melhora-
menlos, do que aquello que s vai tirar os fructos do
seu Irabalho sem imporlar-se com o futuro della.
Por consequencia parece-me que esla objeccao nao
pode ter grande peso.
Eu disse que te a crise fosso bem encaminhada
pelo governo nao proluziria grande eslremecimcnlo
na lavoura ; devo dizer-vos, senhores, qual he o pa-
pel que calie, segundo pens, ao governo no meio
desla crise para bem eucaininha-la para a divisao da
propriedade ; eslou ccrlo que nao ser preciso que o
governo do paiz empresue os meios vilenlos que o
grande re liuillierme Frederico III empregou na
Prussia, porque as circumslancias da Prussia na-
quelle lempo nenhuma pardade linham 'com as do
Brasil actualmente ; o Brasil (cm, devolulo e sem
cullura, terreno seguramente para formar 20 reinos
da Prussia; n5o haver pois necessidade de allentar
contra o direito de propriedade, antes pelo contraro
he garanlndoe respeilando cm loda a sua plculude
ao direito de propriedade, garantido alias peta cons-
tituido, qne essa subdivso da propriedade se ha de
operar. Mas pura que esla transformarn se opere
fea m.
cullura ; o fim que o meu nobre amigo leve em
valas f o que, allendendo a nao haver no paiz ho-
mens professionaes, fosse creado um viveiro donde
pudessem -ibir esses homeus habilitados para se es-
palharcm pelas provincias para o enslno da aeri-
cullura.
O Sr. S e Albuquerque:Apoiado.
O Sr. Barros Brrelo:Mas a inslruccao profes-
sional de que ha misler a agricultura he, como bem
disse o honrado membro pela Baha, aquella que se
du ao mesmo lempo que a pralica. [Apoiados' O
nobre deputado pelo Rio de Janeiro disse, cm res-
posla a esse nobre deputado mea amigo a que me
tenho referido, que a inslruccao professional s de-
veria ser dada pelas provincias ; mas, senhores, em-
bota al cerlo ponto eu nSo divirja da opiniao do
nobre deputado, nao posso comludo deixar de ma-
nifeslar-lhe que elle me parece muilo injusto para
com as provincias, quando quer que ellas lenham
obrigaco de dar a inslruccao professional de que
uecessitarem seus filhos sem ferem meios para isto ;
eu quizera que, como a inslruccao primaria he ga-
rantida pela conslituico do Eslado, como feliz*
menlc lodosos Brasileiros fallam a mesma lingua,
en quizera, digo, que ella fosse dada antes pelo go-
verno geral do que pelo provincial, para ficar assim
maissystemalisada; e eutan conseguiramos com que
as provincias ficassem mais habilitadas para dar
aquella inslruccao professional qne ellas enlendes-
sem mais adequadas ao genero de industria de rada
urna dellas, mas emquanto as provincias nato live-
rem antea meios, he muito exigir-se dolas o querer-
se que se incumban) de dar urna inslruccao profes-
sional ; islo importara o mesmo que corlar se-llies
as azas cbradar-se-lhcsvoai !
Sr. presidente, creio que lenhodiluqualilohe pre-
ciso para sustentar as minhas opiuies acerca dos
meios que o aoverno deve, cm meu Iraca entender,
empregar para melhorar a sorle da industria agrcola
do paiz, c pois nao cansarci por mais lempo a paci-
encia da cmara [nao apoiados c concluire dizendo
que com o meu discurso nao Uve em vistas dirigir a
menor uleiisa ao nobre minislro.....
O Sr. Minislro da Justira: Eslou convencido
dislo.
OSr. Barros Brrelo:... e nem de leve quiz
censurar o gabinete pelo modo porque se lem com-
portado acerca desle objecto. E, senhores, permil-
la-se-me, sendo esla a primeira vez que (enho a
honra defailar ncsle reciulo.quevligacomfrauqueza,
que amo bastante ao meu paiz para deixar de cp-
nheecr os beneficies que a politice dominante lie
lem fcilo. 'Apoiados..
Nao posso deixar de dar o meu npoio a um gabi-
nete tirado de urna poltica, durante o dominio da
qual o credilo fiuanceiro do paiz rcstabelerett-sc e
fuudou-sc lias praeas da Europa ; Muanle o domi-
nio da qual nos vimos os feilos gloriosos do exercilo
brasleiro as margons do Prala, nao atlenlando
contra aquellas nacionalidades, mas sustenlaudo-as
c firmando nellas a ordem [apoiados, ; duraiilc o
dominio da qual nos vimos consummar-se o laclo
grandioso da exlincrao do trafico.; duraule o domi-
nio ila qual emfim na* vemos a nave-aran a vapor
eslabelecendo-se nos rios mais importantes do im-
perio ; vemos illumuac,ao a gaz e as estradas de
ferro ; o gabinete actual porlanlo, filho dessa pol-
lica e seu devalado seguidor, nao pode merreer da
minha parle senao palavras de louvor, nem pido es-
perar de miiii scnilo o meu vol de confianza. (Apoi-
ados.) "-'
Agradece cmara a alienlo com que me lem
honrado, e termino aqui. (Muito bem.)
O Sr. Taqur.t faz varias coiuiderac.es sobre o or-
o.'iuienlo. e conclue o sen discurso insistindo na ne-
cessidade qiic tem o pajz de promover a emigrado
para augmentar a sua populacho sem o que nunca
poder ser respelado.
O orador tratando desla astamplo, exprime-se nos
teguintes termos:
Sr, presidente, a hora se adianla, e en linha ne-
cessidade de por lermo, ao meu discurso ; nao o fa-
rei porero sem tocar em um assumplo, e *em a ser
a naregadlo do Amazonas. O poder legislativo ap-
provou um contrato a respeilo desla navegado por
lempo bastante longo ; a discussao que se moveu a
esle respeilo na cmara me parece ler produzdo a
conviccao de qua um contrato por tempo tao dilata-
do como esse nSo era conveniente ao paiz, c particu-
larmente a mesma navega ata do Amazonas c ao de-
senvolvmenlo das ricas provincias do Pare Amazo-
nas. Consta mesmo olTicialmenle que o governo
Irata de remir este privilegio, ajusfar como empre-
zario, alias com a respectiva companhia, a remisao
do dioito que tem de navegar exclusivamente o
Amazonas por 30 annos, mediante urna indemuisa-
cao Bem que opposto ao contrata feilo com a com-
panhia que s encarregou da oavcgaco do Amazo-
nas por laja dilatado lempo, nao enxergo grande
vanlagem nos ajnstes a que me (enho referido ;
acredito qne ha vanlagem em abrir-so o Amazonas
a todas as companhias, deixar a sua navegacao livre
a quem mclhor e mais barato pu ler cflectua-la ; se
porem continuar a subvencao forte que o governo
do Brasil e ogoverno do Per cuncedem companhia,
se a subvencao por parle do Brasil Mr ainda aug-
mentada,he claro que se lomar nominal a cessassao
do privilegio que lem a actual companhia.
Ouem poder concorrer com urna companhia que
percebe lao fortes stibvcncocs do eslado '.' Ninguem;
e porlanlo vamos dar maisdinheiro sem vanlagem al-
i-'uma, em pura peda ; o Amazonas ha de continu-
ar trancado para a companhia que nao for a actual.
Nao vejo pois vanlagem alguma na modificarlo do
contrato ; se o privilegio foi prejudicial pelo lempo',
a isso nao vejo remedio, emquanto ao menos durar
a subvencao, arbitrio que t* quer tomar...
O Sr. SUceira da Molla : 0 mal maior era o
exclusivo.
O Sr. Taques: Enleudo que o governo deve
empregar lodos os recursos de que poder dispor pa-
ra augmento da popularlo c riqueza de ama pro-
vincia lao importante como he o Para ; (raase da
ouloiiisaoac, faco volos para que o governo empreguc
lodo o esforco para chamar popularan advenlicia t
feriis margens do Amazonas e seus afnenles; mas
espero que o governo nBo se limlc smenle ao A-
mazonas ; por mais rico que seja o territorio que
Manlia esse grande rio, por maiores que sejam
os interesses do imperio em se augmentar a popula-
cao e prosperid. de da provincia do Para, oulras
partes do imperio lambem ha em que se do circums-
lancias favorveis para cnluni-arao. O nobre mi-
nistro do imperio sabe que o litoral do sul da mi-
nha provincia he o mais apropriado para aoquisioo
de populacho eslrangeira ; um clima ameno, doce,
um lerriloriu riquissimo colierln de florestas virgetis,
admiraveis, corlado de grandes ro, uns navegaveis
e outros de grande ullidade para a industria fabril,
chamam a csses terrenos a popularan eslrangeira.
So boje as margeos do Amazonas euchem a ima-
ginarn dos nossos vizinhos do norle, as trras
que banham o Murury, o Jequtinhonha e o Rio de
Conlas, bem que nao lenham o que naquellas se d
de grandioso, sao dignas de aileneao, e proprias pa-
ra aUrahir a populacho estranseira.
Eu porlanlo faco volos para que o governo em-
pregae todos os recursos de que puder dispor para
chamar popularlo eslrangeira a esses lugares.
O eslado nao ser grande senao quando liver urna
populaco bastante densa, bastante forle ; enlio a
riqueza publica crescer necessariamente porque o
homem he nm grande capital, he um grande ele-
mento de riqueza ; entao o eslado lera forr i bas-
tante que nilo poder ler actualmente ; quando di-
minuir a popularlo escrava no nosso paiz, e o im-
perio contar maior numero de filhos nteressadns na
sua gloria, na sua prosperidade, o Brasil far figura
importante, e nao lera que lemer por- suas frontei-
ras ; caminhando porem as causis como van, nao se-
r muilo temprana a prophecia que fazia em oulra
sessao u m dos meus nobfes collesas a respeilo dos
passos agigantados dados pla L"niao-norlc-ameri-
oana-; segundo seus estadsticos, a popularan dcslc
'ai/, que deplica de 25 em 25 annos, no fim desle
"ulo deve achor-se elevada a 100 millioes, isto lie
Jma populacau superior que lem a Itu-si.i, a que
lem os tn.iior"! o-i,i.i... 4; Europa ; e onlo poder
alguem disputar com vanlagem com orna potencia
que possue um governo forte pelo extenso e patri-
tico apoio dos seus nacionuA, cora urna populacho
lio poderosa l De cerlo qne nao.
O governo.devc cuidar mu seriamente da cnlnni-
sarao, e para um Gm lao grandioso parece-me que
se deveria consignar urna somma de 600:0009000,
que espalhada por lodas as provincias do imperio
Ihe deveria dar grandes recursos.
.v'Ao centuro ao ministerio pela applicacao que
fez do ama quanlia igual que ohleve aqui na corle,
eapplicouem beneficio da capital, mas deploro
que ao menos parle de urna lao grande quanlia nao
fosse empregada para o mclhoramento de urna situa-
i;3o Ulo importante ; embora tivessemos mais alguus
incommodot qoando passeassemos pela cidade, em-
bora nos vexassem mais os calos, melhor seria dar-
mos impulso a colonsarao do Para, ao desenvolvi-
mento da sua riqueza, para promover conveniente-
mente a soluoao da queslao lalvez mais importante
da actealidade.
A cmara sabe de minha dedicacSo ao ministerio,
que essa dedicado nao provera de circumslancias
extraordinarias, mas de que niio smenle son gover-
nisla por temperamento, como no ministerio actual
acham-se encarnadas as opinocs, as ideas a que
presto toda a adliesuo ; porlanlo Sr., presidcnle, as
poucas palavras que lenffo proferido nao sao dicta-
das por menos cunlianca no minislerio, e smenlo
porque desejoo bem do meu paiz.
Nao locarei cm oalros assumplos de fazenda em
qae notou professional; desejava sempre fazer algu-
mas observajes sobre a moed e o padrao moneta-
rio, mas a hora esta muilo adianlada, c isso leva-me
a nao passar hoju a oulro assumplo.
I'ozes : Muito bem.
Falla ainda o Sr. Jacinlho de Mendonra, depois
do que fica a discussao adiada pela hura.
O presidente designa a ordem do dia e levanta a
sessao.
f
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO SE
PERNAMBUCO.
MARANHAO
S. Ln 119 de icono,
Deixe que sem prembulo de qcalidade alguma,
enlre na exposicao, bem simples, das poucas occor-
rencias havidas na actual quinzena.
O fado mais inlcressanlc, que tenho a registrar,
he a chegada no dia 0 do correle da barca Linda,
procedcnle do Porto, Irazemlo-nos oa 100 colonos,
que o governo provincial lempos mandara engajar.
Todos clles sao jovons. e d'uma robustez na verdade
bem digna de inveja: sao verdadeiras obras do P..r-
lo. Como lhc disse, em urna das minhas ultimas,
esses colonos devam chegar com o principal fim de
serem empregados nos Irabalhos do furo de Arapa-
pahy; porem S. Exc. allendcndo as rerlamares de
alguns fazenderos, e aos volos de muilos dus colonos
consenlio, quo pagas tudas as drspe/as. seguis'cm
elles o destino, que lites aproiivesscm, una vez, bem
entendido, que fossem empregados no artico da a-
gricullura Consla-me que para o furo, apenas
seguirn) obra de 60. A permissao de 9. Ex. alem
de ser a mais liberal para os colonos, e le grande
alcance para os fazendeiros, que os pediam, lem em
Indo o caso a vanlagem de iutrodozir bracos 13o ne-
cessarios neslc paiz, cuja evporlacao de africanos, he
lalvez de lodas as pioviurUs a que he fcila em
maior escala. Ao desembarcar, cada colono recebeu
em atanco, a quanlia de IOXKK), e foram o melhor
possivel hospedados no anliuu arsenal de marinha.
Con-la-me que giralmenle eslo salisfeilus ; e
ali iiieani. que cum as iiifurmai.rs, rnVs, que de-
ven) mandar aos polrios lares, meo..menle de
ver vir oulra oulra ou maior porcao de colonos
pois que muilos, demasiadamente escrupulosos
deixaram de seguir v iauem por Talla de infurmai.o-
es, que agora esperara dus seus proprios patri-
cios. I.embra-mc, que j Ihe narrei o ronlralo.
feo com o Sr. A. Marques, segando o qual al ao
fim do anuo devemos ler para riin.ylp 300 colonos,
esse numero deve esleudersc a 1:000.
Honlem parlio na Graciosa, do qual'he dono o ri-
co fazendciio de Curunipu', o Sr. Antonio Correia
de .M luluncu Bilanrourt com deslino ilha Gracio-
sa; comprme!lendo->c para com o aoverno de Ir
zer consigo al o meado de Janeiro, nada menos de
10 familias de colonos; as quaes elle Ibes tornecc
grnluilamenlca passagem.bem como lerrcnos em sua
fazenda para empregarem-sc na agricultura.
Do que lieeiramenle levo dilo, bem v Vme.
quaes sao os acluaes cuidados de S. Ex., c d'ahi al
que ponto procura elle acudir necessidade mais
palpitante da provincia, a introdcelo de bracos
livres.
Acaba de ser publicado nm regulamenlo do mes-
mo governo, que organisa om corpo de Irabalhado-
res indios para ser empregado na abertura, concert
e conservaran de tres importantes eslradat, que
\
I
lendupur poi.lo de partida a villa da Barra da Cor- r
da, se dirigere urna Caxias ontra aos campos d' A -
naj.ilub, eotitra a villa da Chapada Esle corpo
deve con-lar de turmas de 2 secefles cada nma; so
conservara em actividade, nicamente durante oilo
mezes no anuo,- tara o servico por turmas, que se re-
vezem mensalmente; e lera, alm de 2 feilores, e
dot cabos da respectivas secces, um direclor espe-
cial, que exrcole as ordens a in.trnccoes do presi-
dente da provincia, e do direclor das obras publicas.
Continuando eslrahir do Observador alguna a-
ponlamcnlns obre essa importante melhor..ment,,
dir-lbe-hci, as estrada serao bm destocadas e apla-
nadas; o seu leito ter, pelo meaos, 15 palmos de
laraura.
Destas a qm; vai ter villa da Chapada he de 20
leguas de eilencSo, e j est aberla, devendo to
aumente ser deslocada e alargando em alguns luga-
res a qoe se dirige cidade de Caxias, calcuht-se,
que ser de 30 leguas, pouco mais ou menos-, a que
vem ler aos campos de Anajaluba, corlando o valla
do Mearim em grande palle de sua extenc,ao, lera
pouco mais de50 leguas; e comprehender naUral-
nicnle em seu curso a picada de Mello I.'rlioa, f par-
da estrada inulilisada du coronel Diogo Lopes: de
sorte, que lodas cssas differentes Molas jirefazeiu
100 ou cenlo e lautas leguas de estrada, que devem
aer aberlas consertadas e conservadas.
Os operarios, diz ainda o Observador, qae vSo ser
engajados c alistados para execnlar este importan-
te servico, cinstitnem urna numerosa tribu de
indios Guajajras meio civilisados que vivrm pa-
cifica menle, i i-lr i huid, is em aldeiaa, on eabil.la,
situadas uas immediac,6es da villa da Barra da
Corda, e com os qaara foi, sob a direci-ao do
Dr. Policarpo Lopes de Leao, ainda ha pooco juiz
de direito da Chapada, aberla ltimamente, a estrada
para a villa deste nome, mediante o sustento e os
brindes, que se Ihes davam. Hoje por meio d'ura
mdico salario, pago em merendonas, inclusive o
sustento, sao esses mesmos indios chamados nm
trabalho regular, que deve produzir sem duvida
maiores resulladus.
Do que ahi fica, j v, que o governo' ra inee-
lando a cnlonUacao dos nossos indegeoaf, que como
sabe em amigas eras, foram os auxiliares dos nossos
anlepassados, nao obstante lodos o tratos porque os
fizeram passar, at a redoccile da eacravidSo.
Ajiinlc ai li.no isso a colonia do Gumpv. e a da
S. Isabel, que leremos em poucas palavras, enlre
iiiiMu-, os priucipaet beneficios que devemos ac-
tual administrado.
Acaba de ser publicado no orgam offcial, o re
laloro com que o vice preaidenle enlregou a cadei-
ra da ailmitiislracao, ao ato proprielario. Como
Vine, provavelmenle teii de Iranscreve-lo, dei-
xarei de emiliir qualquer idea respeilo, tendente
a dcmonslrar-lhe a maneira proveilosa cpm qae
marchou a provincia, durante aquelle corto inter-
vallo de lempo.
Nao Ihe fallo mais eni Fslandartii, Mariania, e
nao sai mais o qae ; por serem insignificancias qoe
la vegetara no p do indiferentismo com qoe sao
odiados pela maioria da provincia.. Coiladol a sucia
estrellada, como os leprosos de l'intrct, coram a.
i'criilas, odiando compungidos para o momento da
cura, qae para elles, nunca hade chegar I... Pobres
diabos, a quem a conilemnarflo da opiniao publica
fulminou-us ainda mais. do que a perdadas reigalhas
ofliciaes deque dispuuham......
De fados atentatorios a seguranra individual,nada
sei, que possa narrarlhe-
0 Ihealro continua a ter as delicias do nosao pu-
blico, principalmente aos domingos, depois,''aue ae
acha em ewcueao a lei provincial, prohibindo o tra-
balho naquelle dia aanctificado ao repouso.
A Carmella fez ltimamente o sea beneficio.
Levou s.e ia os 3 Amores. Foi um completo Iri-
iimpho: recebe uuma linda corda de prala.
J que Ihe fallo nessiactriz, deixe dar-lhc nma en-
tra noticia, de ordem bem diversa.
Saiba, qne por todo o correr da prxima semana,
a Sra. Carmella amarra-se nos indessoluveis laros
do sanio matrimonio co- a pessoa do Sr. F. Calar,
o vinlino direclor da orcheslra do nosso theslr.
Durame o mez de julho, prximo pastado, mor-
reram : 71 pessoas, e bapliasram-se 60, havendo-se
effecluado 6 casamentos.
A alfandega rendeo 6.>:60l94 527^10, urendimenlourovinrialandoo pry:66^l97
que junta a aquellas quantiat, prefazem i somma
total de 75:791{t067.
PARAHIBA.
/> 21 de ageate.
Proced muilo em regra quando Ihe ped quareu-
lena a semana pastada, sobre a noticia que Ihe dei
na minba alrazada missiva, respeilo ao liro que nes-
la capital curreu como cerlo, soflrera no Brejo da
Ara o barhnrel Maxmiano Lopes Machado; viste
que agora mesmo urna pessoa muilo compleme aca-
ba de aflirmar-me que tal alternado nao se praticou,
sendo porlanlo inexacto ludo quanlo Ihe rominuni-
quei anteriormente, pelo qu dar Vine, o dilo por
nao dilo.
Em consequencia ver que os meus receiot da v e-
racidade desse laclo foram ba*EJpndados, nao en-
trando mais em duvida que o t4jo\peu ciceroni esla-
va na uccasiao em qae ra'o reten V-om o beslnnlo
iresvariado, pelos mtives que \ Tlhe mencione!.
-Nao admira- que isso lhc succedeu. .coi t\r.em-me '
que cerlos meninos, Vae alias diJHv ser mai- -
cunispectos, sabiram l*|nbem.'taTS especie de latea
em deplurav el eslado de desorranjo mental, medin-
do a largura da ra a 6oa# ufjjuc faziam iuveja
ao godemeAa melhor r?a WMlica.
Elle fica bem cabitbaixo de ler cabido em atme-
llianle falta, e prumdle para o futuro portar-te com
mais seriedade, pelo que jj> lenlio desculpado, e es-
pero que Vme. benvolamente Ihe faculte o mesma
indulto que por minba intervenr,Vi Ihe supplica,
allendend nao ser elle o nico encarraspanado que
houve naquella noile.
Por esqueciincnlo nao Ihe tenho j communicado
qne, em principios do andanle.foi recolhido cadeia
desla capital Flix Anlonio de Albuquerque, geral-
menle conhecido por Flix Pi, o qual foi manda-
do capturar a Ilabaiana onde eslava eslabelecklo,
em virtude da.denuncia dada por cerlo preso, de ter
sido aquello individuu o mandante do assassinato
perpetrado ha dous annos na pessoa do subdelegado
Jos de Miranda. Cnnsla-me que quando este Po
foi preso, om seu afei;oado ou cousa que o vala,
lamentando lal aconlecimenlo, e eloaSndo as quali-
dadesdo mesmo, dissera que era Mnpo-svel ter elle
commeltido, ou mandado commelter o crime de que
o aecusavam, pois que era 13o modera.lo e pacifica,
que certa occasiOo encontraudo a chara metade em
copula illicil com u referido Miranda, deixou esle
relirar-se inclume, sem locar-lbcem um s cabfjjg!
ftisum teneatit. "^nanV*
Asteveram-me mais que, qoando Flix Pi entro
na cadeia, oulro preso, alm daquellc da denuncia,
conhecendn-o, apparenlou saber ulguma coasa do
occorrido respeilo ao crime supradilo, do que sendo
informado o Dr. chefe de polica, mandou-o ir sua
presenca. e falla-te que Ihe fizera imperlanles reve-
laces nesle sentido.
Apezar de se darem desses fados, de se dcscobri-
rerfi mesmo os crimes ha mallo consnmmadus, e qua
seus aalores j os soppunham no olvido, nem por
isso deixam de apparecer em grande numero alten-
lados contra a seguranza individual e de proprieda-
de, nada fazendo arrepiar as thuggs da sua malvada
carreira.
Tenho mais hoje a registrar nat columnas de sen
Diario, com a repugnancia que islo proroove, oa as-
sassiualos commellidos era um caboe um soldado do
corpo policial, e de'um individuo domiciliado no
Brejo da Areia, por um prelo escravo, que tendo ai-
do vendido por esle. e maudado prender pelo senhor
que o compren, malura com urna faca o dito cabo e
soldado no acto cm aue esles intentaran) agarra-lo,
e dirigindo-se a casa do. seu primeiro senhor o ass--
sinou tambem com um liro de divinlo, pertencen-
le a propria viclima, lendo-se evadido depois mnilo
a seu salvo.
He realantiile para lamentar que contiuuem a (ac-
ceder com frequenria lanos cos de barbarrsmo e
desrooralisa^ao, oceasionados a maior. parle pela es-
candalosa mpunidade que aos reos dos maiores al-
ien Indos, liberal isa o complceme tribunal do jury,
arorocoando-os com esta mpunidade a protegui-
rem, mait audazes se he possivel, as suas enligas
correras, sem o menor receio que snciedade ul-
Irajada Ibes lome conlas, v isla que esperam mere-
cer a pastada benevolencia. S a benfica reforma
indiri ii ia pode suavisar esle inveterado mal, e faco
volos para que ella nao se demore muilo, afini de
operar a necessaria transformado. >
Por ralla de rondas, ou patrulhas que guardem as
ras desla cidade, foi honlem assallado por ralonei-
ros urna casa commercial no Varadouru, d'onde fur-
laram IVIi/.nionle para o dono) Imita e (anlot mil
res que acharan) em umi garca, o qae fizeram com
o maior descanso possivel, segundo a deprehende
dos restos de urna vela encontrada na mesma casa.
Ao cuidado da polica fica descobrir o* autores de tal
delicadeza, c prevenir queacmcllunles casos se re-
pilam.
Scguio em 10 do corren le par o municipio do Pi-
lar S. Exc. o Sr. vee-presidenle da provincia, acoin-
panhado de seu ajudanle de ordens, Dr. dicto de po-
lica, lenenle-rorouel commandanlc du mein bala-
lli3o provisorio, commainlanle do corpo policial,
banda de mu-ica, ele., afim de laucar a primeira pe-
dra no edificio que all pretende construir para
servir de malriz daquell villa, visto achar-se iulci-
ramenlc arruinada a aclu-l. S. Exc. hora que
Ihe racravo ainda nao he rhegado, sendo comludo
esperado a loilosoa momentos.
N.lo leve lunar nomeado desle moz a reprsenla-
rao que Ihe disse haveria no nos-o Ihealriuhu ptli-
cular Apollo Parahibano. contlandodo dramaValle
de Toncla; porquea Mara da (', loria n,lo se achoa
rom forras sullidicnles para bem desenipenliar a
parle da dama que Ihe foi distribuida. Eulendo que
procedeudo ella assim, obrou com muilo juizo, sem
embargo nao alio como recusou inrumbir-sc de
parle ao simples, visto basofiar segundo me conlou
o Moretes que he lodo da roda ;. ler j execnlado
papis mais difliciillosus, e lambem pralirado a arle
dramtica na Franca, Portugal, Rio de Janeiro, e
que su cu. O exacto he, que o direclor da sncie-
dade, que he sujeilo basUnle eslurrado, naa quiz
eslar pelos aalos, e despediu-a sem mait lemisxlu,
purera ficou bem casliuado na alijibeira por este tea
aclo, pois duvido que ella pague os alrazos em que
esl para com a sociedade, e pelos quaes esla iuo he
retponsavel.
Apezar desfe desarranjo, contla-iiie que sempre
haver represenlafao no dia do anniversario da in-
dependencia, o que moito eslimarci, puis com di-
verlmenlot aqui estamos em mar de earantueios.
Spbre a tranquillidade publira nada ha a notar'
continuamos na mais perfeita paz.
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DIARIO DE PERNAMBUCO, QUARTA FEIRA 30 D AGOSTO DE 1851
*
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Emqnanto i nossa taluhndadc, lenho a feticlar-
mc [>--1,i epidemia de laude que reina na populacho,
cun granda sulisfarl > minh.i.i|ie lamh'm parlecipo
desso b.'iiclbio, e muila /. mil; i >Is ulns do de-
crepito Hyp .erales, que por esse motivo nfla veem
render ot queridos recipes, de que lenh.i mais terror
3ue o iliabo da cruz, sem todava miar son lo
ollrtquindo me astillara os achaque* da velliice.
As chova- vilo uspendendo a u* forra cada ye*
mais, ej lemas tido dias de puro vera i, em que o
sol tem se intentado miravilhosamcnln bello. Os
admini-lra lores das nos-as obras publicas em cons-
truyan leein-s aproveita.ln desle lucido nlervallo
para fazerem adiautar nao i a cadera, como o mer-
cado, trali-ili ando-secom aclividadepara a pronip-
ti ;i.' m;.i i ilc ambas etUsobris, que a necotsidade f.n
reclamar.
Consla-me que loi mandado examinar cerln tusar
ou lerreno para a factura de urn cemilerio publico,
de que temos summa prcri-.lo, nao s pela reprova-
jo era que est gerolmente o enlcrramcnlo ras
igreM, conro porque lem-te reconhecido que cerlas
epidemias silo originadas pelos miasmas que ev.al.-im
a* eovas, o que lie incontestavelnieiile curto. Eslou
convencido queS. Etc. o Sr. vice-presidente com oa
bons desej' que nulre far.i porque e-e melliora-
menio blo metamado pela nossa humanidade, seja
posto em pnilica com a mxima presteza, e as hen-
eaos do poro cobriro o seus eslorros.
O ooo mercado de algod.lo depois das petsmas
noliciaschcgudas pelo ultimo paquete da Europa,
bartou alguma couta, colando-te tabbado de .V56OO
a 5S70O na intpeccaVi. Os cnuros continuam pro-
curados valendo 5Me 5S301), porm com peque-
a entrada.
Nao eulrou era sabio navio algara ni precedente
semana.
Saude, dioheiro, e muilas felicidades Ihe detejo,
etc., ele.
PERYlMBim
COMARCA DE SANTO ANTVO.
Em 3* de agoat*.
He hoje dia de San-Barlholoiiieu, c nao lie sern
escrupulitar, que me oceupo nesle Irabalho de es-
rripluracio, ou redacto ; porquanto cerlamcule
vou contra <. anliga trenca, aquella em que fui ini-
ciado, e Imbuido desde o hei co; j por ser esle dia
sanliHcado m commemoracAo i Wo eximio, e mila-
groso roartyr, j porque conlavam-me os meus
niaiores, que era quando andavam os diabos sollos:
como porein deixou deser.de guarda ente dia, e
Neto sempre cousas ms se vio cera resas,
E s vezes he peior, porque se a-s.inliam ;
por isso.em lugar de ler as mipbas lloras, tomo
por enlretenirnento etle servicozoiio, ateo diabo
vier introinetler era. abelhudus gadanh.M, chamar-
Ibe-bei eerlus nomes, que c' ser, que fa-lo-hei ir
aos pinoles -endeudo azeiles caadas.
Talvet recepto desla missiva lenha-me
Vme. pelo eu corre-pondeiile, por sobre sali, c in-
spido,importuno ; mas se esl pelo trato tenlia
paciencia com a minhareiterada, e ahorrida presen-
ta, que se esto mez me bei dirigido a Vine, tres ve-
zes, onlros llavera que lamente a rniiha ausencia, e
tenha saudades desle velho rabugenlo. Emquanlo
venta, agua na vela. Emquanlo lia o que referir-
llie, e, pan o fazer, me permute o inseparavel
rheumatum, aproveito a quadra, e ah vou coche-
ando dar-lln: algumas noticias.
portador da prsenle he este cu criado mesmo;
poit, meu clrarissmo,n aclualidade rae nao iode
alheia li.leli.la.le ; porqutnlo cada vezrrescc misn
desejo de conhecers-e o velho aldc.lo, e nao eslou
para cahir tas unhas dos railhafros, que me devora-
ran com niajs avidez, do que a fome canina que
os co-re ; mesmo eslou sem pressa de usar de al-
sura catagmatico, ou pontos falsos... Nada nada !
lima cigana, lendo-me a huena-dicha, prometleu-
me o lermo da existencia l entre os noventa, e cem
annos, o no son eu quern propriamente ha de ace-
lerar o tifia dessa viagem. Amo extremamente ole
mnndiulio de meu Baos, e a minha Andreza; e le-
vara para a nutra vida muilas saudades se os de-l-
iana llu brevemente. Nao he que cerlas forminas,
e caretas me facam cocegas; mas para ximir-mo
de contestares, e displicencias, he que lancu mito
de to las as cautelas, que artao no meu dcance, pa-
ra tubtrahir-me s suas pesquizat e enconlros.
Aposto em eomodeteja, e aguanta ancioso o com-
plemeulo de minha promessa re|ativam:nle as elei-
cet Jos vereadores da cmara desla villa ; e nao he
de esperar menos. Sim, senhor. foi dilo, e feilo. J
se proeeleram. e como souoproprio desla, dir-lhe-
hei boccilineiite o que nao levar expendide nesle
papel.
Mas deixn-me diter-lhe que fiquei corn bem raiva,
e com mulla raido : primo, porqueda mesma for-
ma quo na palernidade de minhas correspondencias
ninguein fez commemoraedo de mim : secundo por
nm succesa que me succedeu... Ah Sr. redac-
tor, sabe l>ens que dores estou curlindo.ainda mes-
mo ao f.izur de-da: Ai ai I ai vallra-me, acuda-
me San Domingos de GusmAu !
Eis o case: No dia2J porque o 20 foi para a for-
maraoda m!a'j lo-jrfio romper da aurora, acordei n
minha Andrexit**> llie enva niuilat recummenda-
cftes) para me da- t Talo de ver a eos ; pois bem
sube Vine, que ft mi tem pouri lasrima chora ce-
do, eoqu- aj, | de |nlmilMr daif.i i matriz:
nrmenle indo e!Mrt,'||ad>. como fui, c o no-so
bucfalo acliar-se coA-m/ bexiga, um geriniu.e
tres catadas, era-me misliVtpartr com alguma an-
tecedencia. OracomoJUircu ia contandoacordei
a minha Andreza pira me ajudar a vestir. Enfro-
nhei-me na minha camisa nova de cassa de quadros.
bem rendada, de colleirinho cabido com oscompe-
tenles babados, a qaal vest quando fui reiber a
bencao a iin-ii padrinho, quando levei a minha An-
dreza ao llulamo nupcial, c finalmente quando Uve
de volar para vereadores d cmara desla villa. To-
mei os meus calenes de atrapan largo, enrole mi-
nha grvala de fil, enverguei minha casaca, que
lierdei de um lio de minha av loria ; calec meus
sapalos de quarlo solado ; puz o meu chapeo, que
deixou-me em heranca um inangrepo, quando lu
estudantf da Madre de l>eo*... Oh enlior enmara-
da, llquei mesmn deviva o Rosario '. Marchc ma-
geslosamente paran igreja, e ja l eucontrei o meu
amigo Cithara. (joslei assas |ior ver que o tal col-
lega me comeo ao principio por um figuran : (pur
ceno que eu eslava augurado, e guardo !) fez-me
36 eortezias bem rasgadas, rocou-me pelas venias 9
t senhorifs, com que fiquei mais inchado, do que um
per de roda... Depois as'iUi ao sacrilcio da mis-
tacliamadado Esp'rlo Sanio, para que fosse 1-
lumiuadn a dar conscienciosamente o meu vol.
l'rinripiaran os Irahalhos da mesa. Eslava eu
beradesapcrceliido, recostado i porta, que cutran-
do-se pelo lado da sacrista, va ao corpo da igreja':
eis semlo quando percebo um rehollen na porta que
d entrada ; vilto-me, e qui* lalin /'mulo... tem-
pere! lacrymit, el a quoque ritibut Vo que ve-
jo Cutlei, mas cinlim rcconheci um nariz : indi
agora espero ver o dono de tal monstruosidade,ain
da agora espero... at que afinal de tonlts diviso
urna alhards, e a alguns minutos o respeilahilissi-
ino ; allinnn-me para reronhece-|o; no enlanto esle
esquecendo agachar-se ao Iranspor o lialente, bale
na verga da porla cam o chapeo (a figurada albarda!.
e vem de rejo a mim o lalar ganaz, e... ai l...ai !..i
ai!..pisa-me no melhor dos meus calos 1 Fique)
mais mortoque vivo; vi estrellas ao meio dia Ar-
reneguei das eleicoas, ,| monslro que machucou-
me, e al di hora em que nasci. Entretanto nao
menos padeca o lal marmanjn, que lana ilr me
causara, li adcvinbc quern havra de ser Foi o
nosso Olivii'ra. Oh '. como e-Iava esvello que ga-
menlio Trazia um chapeo, que presumo ter sido
de D.Sebasliao quando esleve na frica para abr
gar-e do calmoso e ardenle sol. e como Ihe ficava
um pouco lafcto, intruduzio seis lencos. e um,-, ce.
mola para servir de calco ; uao sei porein porque
fatalidade (ou pera de algum gaialo) desapparecc-
llie i cf-roula,- e (opa na verga da porla; cncapella-
sc-lbe o chapeo, venda-se-lhe os uilios.ui-en te Ihe o
reverendo nariz,'entra a bater com a'eliei;.i pelas
paredes, al que lamhem levei a breca Quando
o pobrecoilido se vio livre de scu supplicio. eslava
olTeganle, o om o nariz con nina batata. Eu cho-
rava, gema, e ao masmo ra a banderas desprega-
das por ver o veame do pobre diabo. E como g ito
escaldado ifagua fra tem medo, nao quiz mais sa-
ber decleicoe', e voltei para casa immediatamente.
Ve lurte que a nao ser o Faustino nada Ihe dira a
repeilo e he sob sua resfonsabilidade que Ihe
transmuto o que pode colher para dir malcra a
esta.
Forameslai amas das mais legaes, que aqui se hao
procedido .porque oscandidalo* eramos mesmi-si-
mosem toda as cdulas, reinando cm ludo a boa
ordein.
Os nosso subdelegados, ejuiz de paz, presidenle
da mesa paroclnal. longe ele lantarem m.lo do po-
der, e da influencia de que geralinente go/am para
apresenlarem -se na candidatura, de moln propri i se
ncaram fora da chapa ; e o que mais goslci foi d
nao ver exclusivismo, e espirlo de parlido, que or-
dinariamente se.eilrcmam nessas lides elcitorac<.
Houve muita reclidao ; posloquecerno he usual
sempre ap'iarecuu um Sinon, c algueni que na apu-
rarlo dos Tolos loiiiou urna fartadclta. ou apanhou
umi indigesiao dos cu/o, para desl'arte favorecer-
se os amigos, e abalar ou diminuir o numero dos
desafeiciiadns ; mas em conipeusacSo cliucboa urna
tympsnile, que o pi.z de catrap.
Nesse inlerim o Manoel Gomes, que quer intimar
de conseqnencia, mclter-se-lhe em c.ibeca, c elle
as do Calla, e Bas>o<, que devianjscr vereadores
ericosladosa um perna forli;, e de rigi ios msculos,
que com razo suppunba tirar mamado, eseindu-.
villa ilcari a nlo ter a varinha ilecondao de algu-
ma rada,cnlrarara a bular. Afn, alcia, pro-
mc*ta, premios... nada te poopeu. loca a correr
seca e mee,,o Olivein lo lo encapillado, e rom
urna casara, que disM-mc o Faustino, fora de No.
qu.n lo saino da barca, de-v.isdo diluvio; o Batos
mudando de relo, ora ingren:a, oaa a flanre:n,
e offerecendo jior cada voto 2} r. cm nota certa-
deira ; o Midas especando os cabellos, e crescendo
emmizeras... que foi um Dos mis acuda O Sr
major Cundido tambera den suas patacuada ; mas o
que nao far um pobre mortal pora nao Hca'resgra-
vatando no mon'.uro, e cantar de poleiru >'. Ambi-
toni fativt sacra, quii nm morialia pectora eo-
h!
Congritiilo-me pois de ante-mao dos melhoramen-
los e hrilhiitismo, que ha de melamorphoaear esla
>>IIa ; porquanto os iliguisimosmembi'ot, que tem
de fuacciotiar na nossa cmara, sao de nduhias e li-
BgeirM perancas, principalmenle (nao sirva ,t0
de oflema i tusreptibilidade dos uniros senhores
qaa ido he esta a minlia menle o illaitrissimo pre-
tidanle em qutra deposito inteira e plana coafUuca.
Para nlo oceuptr demisiadamente o seu jornal, e
mesmo porque pouco deve interessa-lo, d:itn de
mencionar us nnine* dos novos camarislas, ac per
cousjqu"US nada mais direi a talrespeito.
O Sr. coronel Heiirique*subdelegado do primeiro
di-lriclo jreenlrou no seu excrcicio, por hayer che-
gado de sua viagem desde o da 19.
O Sr. Rocha Lint ficouamuado, porque o aldeao
em \ei de dizer, que elle era pouco energiro, ou
inexpericnte, Ihe nao teceu aduladores encomios,
Ihe nao cantn em mtrico, c numeroso cslvlo!
Ja doscobno o mel de coruja ; porque sabe cerlis-
simsmentn quera he o velho; pois um seu pareule
mpregado nessa lypngraphia Ih'o raandou d.zer :
pr .melle suspender o correplc Ipojuca, p.rar osol.c
arrasar o mundo inlciro, se Ihe f .r artciso, se o sni
..orna nao for respsila.b !.... Temas mais ese sul-
tn para pulverrsando a gloria doi Alexandres, Na-
poleoes etc.. ele, acabar com a vell.a Russia.
lor sem duvi la, queoSr. Richi nsjaz na mais
crasi ignorancia icerca do velho aldc.lo. Nao sou
quem o sciihur julgi, lauto que me nao amedran-
tara suas bravatas c ranTarrices. Re-peilo os lio-
mens, as auloriilades, as leis; mas desprezo a vja
presumpejio, c a faluidadc. Nao ou enanca para
M in> callar com lulu, coco, cabra cabriloa.. Hci de
fallar, quem for meu D.-os que me male.
O inciimparavel Bastos j dsamontou-se, e ago-
ra be que ests ousado e impudeiile, subinln a su
petulancia lal grio, que di/., que esta cambada (I
roa agradci;a-llie nao ler levado mullo do po for-
maes palavrasl, pois que acliou quem para islo se
Ihe ofiVrecesse.
Ora, com efleiln, he inqnalificavel lal proceder !
Esse cabra, que lem andado de mi aos ps de muita
gente, que me nao he desronherda; que ha lambidn
as plantas tlequcm chamara seu senhor... esse cabra
he quem lem'o arrojo, o alrevimenlo de moslrar-se
allivo, e arneacar nao s aos senhores sacerdotes,
como as pessoas mais gradas do re':itro da villa, que
se ronrmuiiicainroin aquelles. pela mera suspeila .le
seren o correspondente da Escada Tcnho culpa
de lom ir em sentido homnimo o citado anexim,
pelo qual crgueu a grimpa, e corren a supplicar al-
resgalc liaba sido fallo da maneira que cima ex- l lanos esforcos para prender Firmino c recommen-
puz. pela quanlia de novecenlos e KlenU mil ris, [ dado a prisao aos seus inspectores, ignore este faci.'
exlorquinuo-me o Sr. t ererra por teraclhante forma e n.io he fcil do ver que um rriminoo da ordem de
a quanlia de qualroceiilos e olenla mil ris. Exas-1 Firmino. i para cu,a caplura j lili cercada urna ca-
perado cu, mullo mais pela deslealdade. do que pela sa, nao se apreseularin nesta cidade lio repelidas ve-
Usurparao. propui a minha aceto, eihibindu os li-1 es se nao contaste com prolccco do subdelegado,
lulos de minDa divida, que iinha sido resgalada por inspcclorcs e ludo mais que se parece com elles?
mnilia ordem e com o meu dinbeiro, com a com- j pergunU-mc o subdelegado a razio porquo eu o nao
nunafao de licar exmela c eu della dcsoiieradd ; prendo: se o subdelegado me indicar a le ou regu-
nssiin como os salarios que havia vencido como aoV lamento quo me impea obrigacAo de prender cri-
yogado. ^ miiiosos na qualidade de commandanle do corpo de
A deleza do sr. fareira '"i urna verdadeira Ira- polica, eu confessarei a minha enmplicidade com
paca, al querendo ser subrogado nos dircitos e ac-
eoe-dos credoivs, e lies armas manejou. as quaes
eu lin la julgo prudente occullar, que aproveilan-
do-S"ila ui-ptidao e fraqueza do Sr. Dr. Francisco
Rxlrguesdt l.ima Bastos que vco aqu infelizmen-
te exercer o lugar de juir. municipal, que obtcvcdel-
le, bem contra sua cooriefao, urna iiiiqua senlcnca
a seu favor, I1j contra a sua coiivircao.que mais de
seis ine/ps em que durou aqui o exercicio da sua
desgr.15.1d 1 magistratura au se animoii nunca a
publicar lal senlcnca, e s depois de removido, com
ires das de alsenle, foi que ella aborlou n.\ mao
do llr. I.ol de quem liiiha sido hospede nroniinen-
*i| ; despreze o moio de embargo e recorr logo
renta limpa. e com efTcilo, abure o mais completo
Iriumpho no primeiro accordao que se T abixo
a Ltrt'nscriplo, lulo leudo apenas a felicidade de que
/ os dous minislros disconhiiles, lvessem definido
bem a malcra ; o l.lalve/. por nao ler sido bem
impressionado, e o 2." porque culcndcii que duas
contal crranles escripias pelos prepottos de urna
rasa commcrcial nao prolu/.iam elfeilo algum va-
lioso, e que o siibslabeleciineiilo de umi procuracao
na peana de um advogado para promover a deflexa
le uina causa, nao provava o mndalo, s;ndo corlo,
que se houve engao, nunca elle poderia partir da
\onla.le de um alio funeciunario de lana honradez,
e inlegi'idadc.
Emhargoii o Sr. Pereira esle accordao e untando
de novo, apenas, urna caria de 11111 lal Menrique
lubsoii que eu nao tenho a honra de conharer, cm
queesle Sr. leve a coraaem de declarar l por urna
pergunla que Ihe fez o procurador do Sr. Pereira,
que com eTeilo li tilia negociado eaaea ttulos, c que
elles se achavam em scu poder, Iransaccao cm que o
Sr. iiih-nn desenvolveu o mais generoso dcsinle-
resse e acrisolado crdito commcrcial ( nico provei-
to que se poderia tirar dessa nova tramuia) arriscan-
do a seu dinbeiro por unta divida litigiosa quasi
prescripla, c de um devedor c da provincia do Rio
Grande do Norte, e a quem elle nunca se lembrou
de fazer a mais pequeiia coniraunicacao ; Analmen-
te foi modificado o primeiro accordao. com o que se
ve lamhem abaixo transcripto : nao sei quaes os fun-
damentos que levaran) a um dos seus benignos jal-
gadores para retrogradar no seu voto ; oque sei he
que lenho as mais orlissmas razoes para elogiare
encherde mil touvorcs aos que pelo conlrario u sus-
leni.-uain ; sem ler a felicidade de conhecer a esles
scuhurcs, se nao pelo que delles diz a fama, eslou
cerlo que a opinau que gozam anda Oto resa rom
aquelle eslrondo de que elles se toriam merece-
dores.
Inlerpz o Sr. Pereira recurso de revista desla ul-
lima dei i-.lo, e eu liquei bem contente, porque li-
nlia esperancas de que a primeira alada viesse pre-
valecer ; mas qual, elle segua l o recurso, quem
melhor do que elle podia prever o resullado Prepa-
ran-se para enibaracar a execucao no juizo quo,
aqu, sim, dispOe elle de ludo, lem duas grandes ca-
lesladns para ju-tilicar-se de um crime de que he o
proprio delator Sr. Bastos, porque Smc nao pe-
dio esles documentos aos seus cullegas legislas J Por
queso buscou aquellas pessoas queou n3o soffrem al-
gumas de suas cmbaradellas, ou por honra propria
Ihe nao quizeram por em papos de aranhds'Jn olvi-
dou aquella passagem com o Sr. iogo .' Japlvidou
a visita que Ihe fez o Sr. Manoel G'onralvcs quando
subdelegado t Quer que Ihe lerabre !
Quem mesmo com muita neulralidade, e sem en-
trar em rigorosa aoilyte, considerar e conhecer dos
fundos com que esse Bastos enccloii o scu negocio
ncaite lugar cm 1831, e em Uto curio espaed de lem-
po, v-se ostentando grandezas, dotando e rasando,
etc., etc., tirar oulra ill n;i 1. q 1 nao de illceidade
de seu commcrcio ? Safa-se elle dizendo, que f.l-
li-se com inveja He luuilo cvuisnio he dessa
fora !
Gonsla-me que o Caldas tamhem leve oflereci-
uiento de gente, e municao para ensillar os que len-
lam menosrabar de suas mizerias e safadezas. De
maneira que estonios em um fervet opus, em urna
completa dobadoura : sao paos c sorras de lodos os
lados, de to lasas sortes, em todas as pessoas ; o que
me val he nao entrar na'dansa, que ha de ser urna
roda viva. Santo breve da marca!
No dia 16 o nosso cnlleclor fez a sua eslra, siho
a cullectagem das lejas e vendas. Estranbaram mu-
lo. Principalmente o Faustino, que dea de popa, e i as commerciaes, accummula inuias riquezas, he r-
ale dirigi scuscoslumados desaforos,
polica!
Ah policial
No dia 1:1 foi preso nesle qriartcirJocm que moro
o Joflo Correia, como indignado cm um furto, con-
siderado lal pelo inspector Jos Pereira, que trazia
em vistas o Correia. porque esle divulgara ceno ar-
ranjo, que elle (Pereira Diera a um pnrluguez (cu
nao sei disto.) Mas verificado o caso, islo he, que os
objectos nao furam fuados, mas sim adiados pelo
Correia, foi esle sollo 110 da 16, cora tros de mofo.
Nessa mesma semana prenderam se dous lafucs,
ditem-mc que por urnas suspeila, ou para algumas
averiguacaies : marcharain para Sanio Anlao.
Na nono de -22 para 33, um lal Manoel alfaiale.
no Compra Fiado deu urna i-anivelada em
urna rapariga ; mas feli/meiile s a ferio levemente
na cara : poz-seao fresco ; e he mudo prudenlc.que
nao querdin lu, direi eucom a polica.
Tcnho de reclificar-lhc uina noticia, que anterior-
mente ilei-lhc inal informado pelo Faustino. Asse-
vera-mc agora elle, que o Camiuha nao morrera. e
ao contrario esl vivo, e bem vivo alli porto do Si.
V\. Promelto-lhe me nio importar mais com seme-
Ihanle crealura.ou viva mi morra, l se avenha.
Tudo o mais va na sania paz do Senhor. O mez
de agosto ha corrido da melhor f->rma|possivel ; tem
agradado summameule aos agricultores; pois lem si-
do verda Iciramente criador, conlrabalancando o
sol com aschuvas. As minhas lavouras he nn lou-
var a Dos ; eslo vinosas, que fazem goslo Os ge-
eros alimenticios lem abundado tiestas ultimas rei-
rs. A ariiilia lem dado a 280, e 210 rs. a Cttia
muilo bo.i; a carne a :te2(),)rs. a arrobada melhor;
o re5oe o milnn tem barateado.
Os meus compr'unenlos lar-lhe-Jiei bncalmenle ;
por nuc sou o proprio em pessoa qucmllie ha de en-
tregar esla. Depois de e-la reonlieca-me que sou
O Velho AUe&o.
. ____ (Carla particular.) _
REPARTiqA DA POLICA-
Parle do dia 29 de agosto.
Illin. e Etm. Sr.Participo a V. Bxe. que, das
partes boje recehiilas nesla reparlicao, consta te-
rem ido presos: i minha ordem, pardo Manoel
Aulonio trancisco, para cccrula, e do subdelega-
do da Treguezia dos Afogados, Joo Machado da
Silva, a parda Marlinh 1 do Carino das Dores, para
corracc^lo, e Manuel Gomes de Souza, para a\ei gua-
rnes policiaes.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pernamhuco 29 deagos del8>4.lllm. e Etm.Sr.
ronsclliciro Jos Benlo d Cunta e Figueiredo, | -e-
sidenle da provincia.miz Carlos de Patea Te-
xeira. chefede polica da provincia.
f
niUIIO DE PERNAHBICO.
Cliegou hoiilem dos portos do norle o vapor Im-
Dcrai/or, Irazendo-nos gazetas do Para al 15 do
correnle, do Piauhy al 31 do passado, do Maranhao
al 17 do crrente, e do Ccar.i al 19.
Fcavam em socego todas essas provincias, e lo
esteris vieran desla vez as gazetas respectivas, que
nenhuma particularidade nos habelilam a accres-
cenlar acerca de cada urna dclla*.
Em oulro lugar vo transcriptas asearlas dosnossos
corrcspondeiilc do Maranlo e Parahiba.f
Srs. Redactores: Tendo-mc esrorcado por exi-
mir-me de por dehaixo do dominio do publico, o
pleiloque entre mim c o Sr. Juaquim Ignacio Perei-
ra se lem agitado, apesar de conhecer que, pelas
circumstancias de que foi revestido, exiga oulra pu-
blicado, alm daquella que leve peranle os tribu-
nacs ; com ludo eu levara o meu proposito al o
fin, se porventura um ul|imo incidente nao me obri-
gasse ao contrario.
II ii en lu o Sr. Pereira se constituido meu deve-
dor da quanlin de dous conlos de ris, c entretendo
contigo as mais intimas relaees de amisade, em
coiisequenria do que cudeposilava uclle nina confi-
anca Ilimitada, succedeu que, dehaixo (lestes aus-
picios, eu fielmente Ihe rnniaiailliiiwii. que eslava
disposto a rrsgitar urna divida aniiquissima que ha-
via conlrahido com a casa exlincla de Pelli; Cacta-
no da Suva e Azevedo, com o abale que podesse
conseguir, para o qoal os meus credores linliam a
melhor disposicao, e para o que exgia delle que me
uhministra-se mcladc do que me devia. Desla mi-
nha ingenua conlisso tcila dehaixo da muis boa r,
formn logo o Sr. Pereira um plano desleal e ca-
viloso, de que innocentemente fui victima ; elle com
as maneirits mais ofliciosas acquiesccu a minha evi-
gncia, c cordialmenle me propoz que semellianlc
Iransaccao seria com muito mais vantagem, conclui-
do por intermedio do Sr. Joaquim da Silva Castro,
seu amigo e correspondente nessa praca. a quem el-
le com muilo go3toincumbira, se cu q'uizesse : acei-
ta por mim esla olterla, como um sign.l da nuis
sincera amisade, e depisseda caria d'nrilem, que
aulonsava ao Sr. Castro para dispender a quanlia
deumcoiilo de res, noobjecln da incumbencia,
marchc para essa mesma praca mui salisfeilo, een-
leiidrndo-nie com o Sr.Caslro aceren disto, esle me
assegurouqueeu me poda retirar descantado, que
elle fcilmente poria lira a este negocio. Largos
lempos se passaram, sem que eu tivesse a menor so-
ltaa a esle respailo, ale que ven lo que eslava no
desembolso do meu dinbeiro, sem que nada se de-
cidiste, cscrevi ao Sr. Castro nesle sentido, Uve em
re-p-i-la que j elle havia dado principio ao mesmo
negocio que cu e o seu amigo Ihe liaviam incumbi-
do, mas que I11l.ua com eslas c aquellas difllculila-
dcs ele. etc., coiiliuiiou a decorrer o lempo, tornei
a escrcveraoSr. Castro, e Uve igual resposta, final-
mente j* iiiipacienlissiino repliquci de urna maneira
mais lerpnanle, viudo depois a siber que o major
Fahricio Gomes Pedrosa foi quem veio a dar lim ao
referido negocio, por parte do mema Castro, que
se achava enlo em Portugal, mas iwlo anda com o
meu jjinheiro, e sim com leltras por seis mezes, de-
haixo da firma do dito Castro. Nnle-se que nesle
inlenm, nao me querendo cu sojeilar a defiender
um pleito renhi lo qua o Sr. Peteira mova i casa
dos Srs. Carvalbo & C, apesar de ser advocado do
partido desla casa, tal era a amisade que cu consa-
graba a aquello, aentendendo elle que cu seria de<-
pedido daquelle parlido por sua causa, julgou que
dev.asulsn.uircoin o partido da sua, e quiz assig-
nar o rcspeclivo emirato, queeu de-prezei por con-
liauca, leudo porcm me pago dezeseis mezes. co-
mo inencionava em suas cuntas correles.
Apenas o Sr. Pereira se raunio com'os lilulos da
minha divida, chamou-me para ajuste de cenias, c
sen me apretc.il.ir ses lilulos, decl irou-me que o
resgate linfa, sido feto pela quanlia de um cont
quatrocenlos c cincoeuUmil ris, e porque eu eslra-
nha-se o emprejjo de lio a.uliada toniina, fra da
minha ordem, e Ihe pergunlas-esc conslavadasqui-
IMBM passad.s nos lilulos, as quanii, porque l-
nUam sido resgalados, ese me respoudesse que pelo
contrario etlavam cora perlenccs a si, aqu vimeu a
coiihecera Iraicao e o laco quese me havia armado-
e empreheodendo logo urna segunda viagem essa
praca, pode obter, por intermedio dos meas ami-
gos, a derlaracio por escripia dos credores, que o
leiro, sabe ensinuar-se, diz que Ihe devem ao pe de
cineoeata conlos de ris, c Ir.iz tudo fechado em sua
savela ; todava logo que entrar em excrcicio o
actual juiz municipal que oceupa presentemente o
lugar de juiz de direilo interino, porque boje em
dia nao ha foro civil entre nos, he urna burla mise-
ravcl que iiiuguciii a pode comprehender, eu vou dar
execucao minha seiitcnca, lie natural que leona
indisposto o Sr. Dr. Rahello conlra mim, porque es-
sas medidas senao bao de ler poupadn, minio prin-
cipalmente nao leudo cu o comprimenlado ha mais
de dous anuos que aqui se icha, pelo meu nalural
ac.iiihamenlo, mas cu o consi lera rom a necessaria
energa no deseinpenho de seus deveres ; veremos,
ao menos confio na jostica da iiiiuha causa.
Peco-Ibes a msercao detat toscas linbas, com o que
muito ohrigarao a seu veucrador e criado. Manoel
Gabriel de Carcalhn.
Natal, 33 d'aaatlo de 1851.
Primeiro. Accordao em relarSo que do aggravo
do aillo no proresto inlerposlo i II 16 nao lomara
conheci.neiilo, por se r.ao baver declarado a le que o
auturisc, e ao aggravanle coinleinnam as cusas.
Quanlu porm ao nbjrrto priucip.l da causa, refor-
niam a s?nlcne,i.a)pella.ia paro julgarem como jul-
aam o appellanle com djrciio ao pedido, na conilu-
sao do libello a II. no qual condcinuam o leo appel-
l.i lo. alten leudo a pnna iocoiicu-a resultante dos
documentos juntos ao mesmo I.bello, c do mais que
des aillos consta ; sendo porm a importancia dos ho-
norarios c-raio advoaado, inlo a pedida, e sim o que
na execucao se liquidar, e |iiigas plu reo appellado
as rustas em que igualmente a coiideinoam.
ReciTe, 18 de mare le. Bastos. 3o, vencido.Sou:a.Ftabelfa.
Lima Freir, vencido quanlo a segunda parle que
ao julguci provado.
Seguiidu. Accordao em relacao etc. Que dcs-
prezados os emh irgos de II. lia parle em que se oppOe
.... jiilgndo relaliva.neiile ao mandato, us rcccli-01 e
jiilgaui provados. emquanlo ao mais. para oeuVilu de
relevarem ao eiulnrganle dn pagamento dos honora-
rios pedidos pelo embargado, em qualidade de advo-
gado, adoptando para esle lira os uindamenlos da
senlcnca appcllada. ficando assim o accordao embar-
gado confirmado em parle, cem parte refrmalo ; e
pagas pelos embrgame e embargado proporcional-
menle 05 cu-las.
Kecife, 30dejolbo de 1853. .izecedo, presiden-
*""BtMot, vencido quanlo ao recebimculo.Leito,
vencido na parle em que desprczoii os embargos.
Sou;a, vencido quanlo ao reccbimenlo. /tabel-
lo, vencido na parle que desprezou os embargos.
/.una Freir.
O III.. SR. GOSSET BI.Mil.MEMMACAO.
Sft. Redactores.Com quanlo cu seja cerlanrjo,
atTaslado de lodos os recursos mdicos, morador na
villa de Maco do Assii, provincia de Rio Grande
do Norle, c nada cnlenda de medicina homeopa-
Ibica, com tudo alli val um tacto acontecido com
um cscravo incu, c por mim constantemente pre-
senciado, para ser avallado por lodas as pessoas que
se interessam na saudc da humanidade. Ei-lo :
Tendo eu distante da villa de Macao qtialro le-
guas, urnas salinas, e por conseqiiencia leudo alli
Irabalhadores. foi mordido por urna cascavel o meu
esrravo Nicolao ao ineio dia em poni, e quando da
dila salina os companbeiros do .lenle o Irouxeraiii
para casa, j er.tm oilo horas d-s noile. O estado
cm que chegou o cscravo era lastimoso ; fri, sem
sentidos, olhos vidrados, queixos cerrados, ourinas
de saugue, e (orlos os mais symptomas que acom-
panliam a mordidela desla cobra, sem por tanto nn-
guein saber a causa desle acontccimenlo. l):sen-
gauado, vista desle carcter assuslador, e queren-
do appticar-lhe lodos os meios ao meu alcance,
mandei-o Iransporlar para casa do lllm.' Sr. Dr.
Gossel Bimonl, professor de medicina homcopalhica,
que ha pouco chegou aqu de passagem, o qual Ihe
applicon immrdialamente urna dote, sem porlanlo
saber pronunciar-e bem a respeito da enlermida-
dc, mas dssc-nic o dilo Dr. que pouco se importa-
va com isso (o quo rae fez duvidar um pouco.1 mas
que ia Iralar dos symplom.is que odoente apresen-
lava, e foi lal a appUcac.lo, que com ella logo no
dia segrale o docute eslava fra de perigo: as me-
Ihuras l'.iraiii laes, que no finido oilo das achou-se
o raen esrravo perfeitamciiie rcslal1 decido, lempo
em que veio a saber-so que foi uina mordidela de
cascavel, pela propria fic-soa que a maluu. e que
veio a esla villa contar o roclo. Se esla cura, Srs.
redactores, nao foi um milagreda homeopalhia, cu
nao sei a que po'to allribui-la. Seja o que for,
o cerlo be, que com ella se salvon meu etcravo, c cu
deiiaria de cumprir um dever sagrado se deixasse
no olvido esle fado extraordinario, que tanta loica
da ao mrito do Sr. Dr. Gossel Bimonl, c mesmo
porque sei que s com fados como esle, he que se
pode provar a cflicacia de qualqucr svslcma me-
dico.
Anda muilo poderia dizer sobre as curas mara-
vilhosas que aqu fez o Sr. Dr. Gossel Bimonl, po-
ror quero s fallar daquilln que me perleoee, bas-
tando ao mesmo Sr. Dr. saber que elle aqui dcixou
muilas saudades, o me parece que assim acontece-
r em toda parle onde pasear esle medico pbilan-
Iropo.
R-ceba pois o illuslre Sr. Dr. Bimonl osvolos
sinceros que raijo pela sua reliz viagem. as'ini como
de sua Ilustre familia, c queira o Umiupo'lcnlc que
Uo digno medico depressa voltea estas praiiis para
amparo dos pobres.
Queiram, Srs. Redactores, inserir estas linbas em
aliono da verdade, e com islo obriganVi muilo a
quem be de \ mes. aliento venerador e criado.
yailO ti-.ua lula I a 1.
Srs. redactores.Tenham paciencia comino, e a
a bondade de inserir estas qualro (nhas relativas
segunda cocrespoiid-nria do subdelegado de S. An-
tonio publicada 110 scu Diario, nio obstante a decla-
raran do Se. Frailas Barbo-a, que apenas prova a in-
sidiosa maneira porque as libcllistas roslumam illa-
dir a retpontabilida le, que sobre elles realmenlc
pesa. E para nlo nos deinorarmos mais com bagar
Icllas, vamos a historia do Firmino, por cuja prisao
""esta usubdclegado na correspondencia,c|ela ira-
punidade fora della ; porque, ihz elle,que nao pren-
de r irmuio par andar este a eacallo e de carreira
celoz. Esla especie de dafeza muilo conlribuio pa-
ra rannrar o juizo. que eu fonnei do ub lelcgado
desde a sua primeira correspondencia, islo he. que
todos os seus actos lem mais d loucura que de ma-
licia : he esta uina especie de desculpa, que com to-
da indulgencia se pode chamar sem receiodesculpa
de papa-Ierra.
E na verdade fora menos ridiculo ronfessar o sen
deleito, e connivencia com Firmino. do que valer-
se de iao mizeravcl evasiva, e o subdelegado des-
conhece 04 recurso'que lem a auloridade publica
para prender um criminoso a cavallo, he 11111 perfei-
to idiala-, se ignora que Ihe incumbe o dever de
prender os criminosos, que forera encnlrados no
seu di-hielo, ain Ja que murein em dislrieto alhei.i,
Iw indigno de ser inspeclor de qnarleirao. Passo eu
rinar-lh?, Srs. redactores, que Firmino passcia as
sdcsta cidade a p : nao digo pira advcrlirosub-
delegado, porque elle o sabe, mas para desmascaia-
lo, porque unge nao saber. Se Firmino tem' sido
encontrado militas vezes p por pessoas, que nio
esto incumbidas deu prender, que delle se nao
lembram senao quando o enr.onlram, como acreditar
que ura homemqoe diz ter feilo, e continua a fazer
elle 110 crnio de Firmino. lie provavel que o sub-
delegado iiicommodado por estas observacoes, as
qualfique de linguagem rade e grosseira de copi-
naros, lie verdade que vivo de planlac,es de ca-
pm, e como eu, muilos homens honrados e dislinc-
Ins.com quem nao ter a ousadia de se comparar um
lillio de Manoel Fippe.....mas antes que me esque-
ca nao seria a proposito pergunlar-:he de que vive
elle? da subdelegada '! inlosei ; das drogas da boti-
ca de scu pai? creio que ellas nao do nem para pa-
gar o alugucl da loja ; da caria de bacharel* incon-
leslavclineule nlo; porque o publico sensato taz
jostica aquelles que sio dignos desle nome, em cujo
numero nao esl o subdelegado. He chpgada a oc-
casiao de examinar se o subdelegado nao he anul-
phabelo, como elle mesmo o diz, visto que nao pode
ser juiz cm causa propria.
So analphabclo lie aquelle que nao ihe 1er nem
cscrcvcr, pode ser que 11 subdelegado mo seja ; mas
se elle cnlende por analpliahelo aquelle, que nao
lem mais do que os conhecimenlos adquiridos no
uso das cousas mais ordinarias da vida, n subdelega-
da be analphabclo, c, se nao, prove o contrario : te
appella para a carta de bacharel, he lempo perdido;
porque a caria, que devera merecer o favor .da pre-
sumpeito, be boje apenas 110 conceilo geral um titulo
de nabilitacjlo para cohonestar o suliorno quando a
verdade he patente. Bem poucos sio aquelles para
quem caria he um Ululo real do merilo ; elles sao
bem rniiliecids; por lauto eu afirmo ao tubdelega-
do que melhor faria em mandar a sua caria para a
liulica de seu pai, .ion.le pode servir para muiUs
cousas uleis, do que conserva la para ininler a louca
prelencao de hornera iulelligente. He cousa singu-
lar fazer o subdelegado consistir o seu merilo em nao
proteger assassiuos, ladres, jugadores de tabolagem,
nem ter guarda rosta, pois muilo (tosejara que S.
S. declaraste quaes os nomes dcsles guardacostas,
sob pena deeu o consulerar como um vil calumnia-
dor. Esle he o dever de todo o homem honesto ;
maso subdelegado, alm dos deveres coinmuusa to-
do o eidad.lo, tem .lev eres especiaes a scu cargo, e
um delles be prender os criminosos, mas Firmino he
reo de um crime publico e anda sollo, porque corre
a cavallo, poslo que mullas vezes de p: quando a
cavallo, porque cirro veloz, quando de p, lalvez
porque ande aprestado. Bem eslavam os criminosos
le todo o inundo, se esta circumttncia fo-se um
obstculo a accao prodigiosa da juslica criminal.
Para mim be evtenle que o subdelegado protege
Firmino, e tambera estou informado que temos uina
nova casa de tabplagem com promessa de -nao in-
eonimo la-la. Pondo de parle a fastidiosa narraran
da noile do incendio, visto qu? o subdelegado nega
impudentemente fados que scjlassaram dehaixo das
vistas de lodos, 11.I0 posso dcixar de repelir que ligu-
raram como principaes actores da comedia, o subde-
legado e seu pai, cujo direilo era invocado o Domi-
nio Eminente sobre as allribuicSes ordinarias do po-
der. Nesta occasio soaram, be verdade, as segra-
les votes no meio da mullidaoo corpo de polica es-
t reluchado; mas mente o subdelegado, o menle
com um despejo proprio de um homem avesado a
menlira por cddeaca.i e habito, qu ndu diz, que a
estas votes urt cidadao accrcsccnlou peranle mim :
principiando pelo seu commandanle : e a maior pro-
va da menlira lie saber o mesmo suli lelegdo, e lo-
dos os que me conhecem, que se islo se desse, c eu
ouvissee podesse distinguir o inslenle, llie leria pos-
la as orcllias cm pcinr eslsdo, do que S. Pedro a de
Malcus. Os allrsta.los graciosos qne o subdelegado
aprsenla, caja acquisic/io nlo he dilTlcil aos pr'o-
prios malveisores, de nada servem para provar a
veracidade dj que allega sobre as oceurreucias da
noile do incendio.
Aprsenle o sub lelcgado, se lie verdade o que diz,
um al testado do Sr. chefede polica, cm que este
manifest o seu voto acerca das lumulljosas voceras.
que elle observou 110 lugar do incendio, apenas alli
ebegado, e > quem se dirigi com expresses de re-
provarJO naquella occasio, se quer revindicar os
foros de homem verdadeiro. En referire ltima-
mente o scguiite fado ; no dia tt raandei ao sub-
delegado a ordenauca do costume, e elle me a fez
voliar dizendo que mo precisava della, neste mes-
mo di a tarde Toram as palrulhas a sua casa rcceb&r
as ordens, e as fez v.dlar dizendo-lhes que Tossem
receber as or.lcns de sen conimandaiilc. e 110 dia 12
recebo eu um nilic.iodoSr. delegado,em que dizque
eu podia mandar o ordenanca ao sub lelegdo. Se es-
le tent lilil demilldn, o que prova o fado referi-
do, se nao o cararler frivolo, e um animo deslenlo
as cousas quemis reclamara nina atlcncao seria e
reflerUila'.' se nao quer que eu chame .. islo puerili-
dade, chamar-lhe-bci loucura, iusensalez, ou oulro
nome seinelhanie. ,
Baida de os enfadar. Srs. redactores, e lhes pro-
meti de os nao cnlreter mais com esle objeclo. Sou
de Vanes, leilor conslnnle. ,
Pedro Jase Carneiro Manlciro.
PUBLICACOES 4 PEDIDO.
ton, Joao Joaquim Cables, Antonio Carneiro de
Almeida, sua m.ii. mana c I nrgrinha torra, Tia-
go Olimpio de Pauto Morcru e sua tenhora, Jos
Rodrigues Ferreira, Joao Ignacio de Lujla Bar-
ros, Jos Alciandre Gomes de Mello e 1 escravo,
Auna dos Sanios Baudcira e 1 lidio menor, Mara
Joaquina de Jess, Jos Tliomaz Ferreira Neves,
Joao Pinto Martius da Silva, Francisco de Astw
Monleiro, Joaquim E'equiel Barbosa, Msnocl
Pereira de Araujo Viauna, Jos Jacinlbo dos lt-is
Toscano, Saluliann Efigenio Carneiro da Ciiuha,
llr. Joao Jos I niioceiicio Pogges, Manoel Alexan-
dre Bastos, Firmino Antonio Soares, 1 soldado, 2
deserlore e 2 pracas de prel. Siguem para o sul:
cadete Joaquim Jos Queiroz e sua senhora, Jos
Honorato de Barros Baiu, D. Amia Francisca do
Olveira, cadete Fabio Pereira de Farias,.l). Edu-
ardo Gomes da Silva, capilao de Trgala Beruar-
dino de Sena Araujo, Joan Baplisla Carneiro da
Cimba e 1 escravo, I criminoso e 3 pi aras que o
acompanbara, DI esrravot a entregare 3recrutat.
Ass14 dias. barca brasilcira /mperatrlz, de 313
tonelada', capilao Joao Damaseeno Araujo, equi-
pagem 14, carga sal; a Eduardo Ferreira Bailar.
Veio largar o pratico a rcccbcr ordem, e seguo
para o Rio de Janeiro.
Ballimore39 dias, hrgue escuna americano 'f. //.
Slecard, de 20f> toneladas, capilao M. G. Me.
Kce, equipagein 8, carga farinha de Irigo; a Dea-
ne \ nulo & Companhia.
Sario sabido no mesmo dia.
ParahibaIliale brasilcira Flor do Brasil, meslrc
Jo.lo Francisco Marlins, carga fazendas e mais
gneros.
EDITAZS.
Rio Grande do Norte.
Tcndo, na qualidade dedeputados provinciaes pe-
la nossa provincia, pronunciado-nos contra a injifs-
lica com que a maioria numrica da assembla
provincial annnllou o collcgio de Goianninha, pa-
ra excluir do numero dos depulados ao Dr. Amaro
Carneiro Bezerra Civalranti, assignamos cun un-
iros nossns dignos collegas e amigos, um communi-
cado com o Ululo doAo Publico,em que ma-
nifestamos a nossa reprovacao referida exelusao;
porm aronlecendo que esle communicado tivesse
sabido impresso no Liberal Pernambucano, que,
como se sabe, be um orgilo da opposicao, e podendo-
sc desta sorle entender/que nos largando as fileiras
do parlido consliliirinnal a que nos acharaos ligados,
estamos senao sulislas, ao menos oquciendo ser ;
por isso lomamos por conveniente declarar por
eslas linbas ao publico, que foi por urna circuns-
tancia imprevista, que sabio dito commiinicadn im-
presso 110 Liberal, e nao por vonlade nossa, que
nflo somos sulislas, o nem o queremos ser, emquanlo
esle parlido nao seguir os principios de ordem e de
juslica, que deve trilbar.Manoel Lucio de Briln
Guerra, cigario Bellarmino de Almeida Cacal-
ranli, rigaria /ot Gabriel Pinheiro, cigario Can-
dido Jos Coclho.
Copia do artigo 7 do controlo do goeernn da pro-
ncia com a sociedade emprezaria.
Art. 7. as noitesde espectculo iiingucm poder
pendrar no edificio do Ihealro sem se adiar munido
de,nm cariao de entrada. Sao exceptuados deslarc-
gra, as autoridades e empregadosda casa.
COMMERCIO.
O Dr. Custodio Manoel da Silva Guimaraes, juiz de
direilo da primeira vara do rivel nesta cidade do
Kecife. por S. M. I. c C, o Sr. D. Pedro II que
Dos guarde ele.
Faro saber aos que o preseute edilal vircm e delle
noticia livcrem, que 110 dia 22 dn setembro prximo
cgiiinle, se ha de arrematar por venda a quem
nais 1 ler un praca publica desle juizo, que lera lu-
gar na casa das audiencias depois de lucio di'a cora
assislcncia do Dr.'promotor publico desle termo, a
propriedade denominada Pilanga, sita na freguezia
da villa de Iguarass, pertenecido ao patrimonio das
recolhidas do convenio do Santissinm corarilo de Je-
tos da mesma villa, a qual propriedade tem finia le-
gua em quadro, cujas extremas pegam do marco do
engenho Monjope que loi aiiligamenle dos padres
da companhia de Jess, pela estrada adianleao lugar
que chamam Sapticaia da parle esquerda, e dabi
corlara buscando o tul e airavessara o rio Iguaras-
s, Pilanga, at encher urna legua, c llalli parle bus-
cando o (lscenle al encher oulra legua, e dalli
buscando o noria donde principiou com oulra legua
que faz ludo umi legua em quadro, com urna casa
de vvanla pequea de lelha e laipa lia pouco aca-
bada, avallada por 5:000lJ0u rs.. cuja arrematarlo
foi requerida pelas ditas recolhidas em virlude da
licene.i que uhliuT.im de S. M. o I, por'aviso de
10 de novembro de 1853, do Exra. ministro da jus-
lira, para o producto da arrematadlo ser depositado
na Ibesouraria desta provincia al ser convertido em
apolices da divida publica, scudoa siza paga a cusa
do arremalanle. 1
E para que chegue a noticia de todos, raandei
pastar edilaes que serao publicados por 30 dias 110
jornal de maior circulacao, c afiliados nos lugares
pblicos.
Dado c passado nesla cidade do Recife de Per-
namhuco aos 9 de agosto de 1854.Eu Manoel Joa-
quim Baplisla, cscriv-ao interino o escrevi.
Custodio Munael da Silea Guimaraes.
O Dr. Lniz Carlos de Paiva Teixcira, juiz de direilo
chefe de pohcia desla provincia, e auditor de ma-
rraba das provincias das Alagoss, Pernambnco, Pa-
rahiba c Rio Glande do Norle, por S. M. I. e C,
que Dos guarde ele.
Fajo saber aos que a presente carta de edictos vi-
rara c delta noticia livercm, que, estando ausentes
em lugar nao sabido-os interrssados na esruna Serla-
[eir, e leudo a dila escuna de ser arrematada cm
hasta publica, visto como foi confirma.la pelo Coate-
ltio do 1-i.i.h. a sentci.c.-i desle juico, que a julgou
boa prez, sao com i.lados os supraditos inleressados
para que no prazo de 30 dias, que Ibes ficam assigna-
dos, venh ira requerer quanlo Ibes aprouver, sob
pena de ludo se proceder suas revelias ; pelo que
raandei lavrar o preseule, que ter publicado pela Im-
prenta c aHxado nos lugares mais pblicos desla
cidade.
Dado e pasado nesla cidade do Recife aos 24 de
agosto de 1831. Eu, Joao Saraica de Araujo Gal-
cao, escrivao o escrevi.
/Miz Carlos de Paira Teixcira.
O Dr. I.uiz Carlos de Paiva Teixeira, juiz de direilo
diefe de policia desla provincia, e auditor de ma-
rmita das provincias das Alagoas, Pernamhuco, Pa-
rahiba c Rio Grande do Norle, por S. M. I. e C,
que Dos guarde ele.
uc.0 saber ios que a presente corla de edictos vi-
ren o della noticia livercm. que. oslando alsenles
em lugar nao sabido os inleressados no rascante e
mais ohjcclos arrecadados do brigue sardo Ctirolinu,
naufragado ras praias da Cos i 11 ha, visto como foi
confirmada pelo ronselho de estado a senlcnca desle
juizo, que julgou un preza a feila aquelle'brigue
e seus ulcnsis, sao convidados os supradilos iiileres-
sinlos a requererem scu direilo, para o que Ibes fi-
cam assigna.los dll (lias, pelo que inandci lavrar a
prsenle, quesera publica 1.1 pela impreusa e aluzada
nos lugares mais pblicos detta cidade.
Dado e passado nesla cidade do Kecife aos 21 dias
do mez de agoslo da 18i. Eu, Joao Saraica de
Araujo Gaicao, escrivao o escrevi.
Lu; Carlos ae Poica Teixeira.
O Dr. Francisco de Asis Oliveira Maciel, juiz mu-
nicipal da segunda vara do commrcio nesla cida-
de do Recife por S. M. I. etc.
Faco saber aos que o presente cdital virem, cm
como pur este meu juizo c ha de arrematar a quera
mais ilr, cm praga publica do dia 30 do crrante
mez de agosto, ura cscravo de nome Amonio, cujo
se acha depositado na caleia desla cidade com o no-
rae de Pedro, avaliado por C'iOjjOOO, penhormlo a An-
tonio Jos de Sanl'Anna, por execucjlo de Jos Dias
da Silva Guimaraes. Toda a pessoa que em dito, es-
cravo quizer laucar, o poder fazer no dia da praca
cima dilo. E para que chegue ao conhccimenlo lie
lodos raandei pastar o presente, c tres do mesmo
llieor, que serao publicados e aflixados nos lugares
designados por le, c publicados pela impreusa. Re-
cite 16 de agosto de 18i.Pedro Tertuliano da Cu-
nda, escrivao o escrevi.
Francisco de Assis Uliceira Maciel
relio, com o u. 2, 6930 ; ditos pequeos com o mes-
mo 11. 4950.
1." balalhSo de infanlaria de linha.
- Estopa para inlertclas de sohreravas, pecas 3 ;
panno verde, covadot 152 ; bol&esde cata broncos,
gi o-as 25 ; ditos de, dilo prelos. grasas 36 ; cari de
a, h, r, 20 ; traslados de Iiuhas20 ; ditos de bastar-
do 20 ; dilot de baslardinho 10 ; dilot de cursivo 10;
laboadas 20 ; pedras de loura 10.
Meio halalliAo da provincia do Cear.
Sola curtida, meios 200 ; brim para embornaes,
varas 293.
Meio b.ilalhao da provincia da Parahiba.
Copo de vuln. 1 ; pralo de louca 1.
Guardas da guarnicilo.
Copos de vidro 4 ; bandejas para os mesrnos 3;
mangas de vidro 4.
Provimenlo dot armazent do arsenal de guerra. '
Batlilha para cartuxotde arlilhsria, covadot 1000;
brm da Russia para mochilas, varas 1000 ; clisas
com vidro 2.
Oflicinas de 1. e 2." ciaste.
Cosladot de p,, d'oleo 2.
Hilas de 4." rl.-l.-e.
Podra pome, libras 16.
(Jucm quizer vender esles objeclos apretante as
suas propuslas em cartas fechadas na secretaria do
conselho s 10 horas do dia 2 de selerrhro prximo
vindouro.Secretaria do conselho administrativo
para fornecimeuto do arsenal de guerra 26 de agos-
lo do 1854.yo de Brilo Inglez, coronel presi-
dente. Bernardo Pereira do Carmo Jnior, vo-
gal csecretario.
O arsenal de marioha compra pira a provin-
cia do Para os seguirles objeclos : alcalroda Sue-
cia oto barril, arrebm de meia potogada 3 arrobas,
brim da russia dezescis pegas, chumbo cm lenc.d 10
arrobas, rabo de linho de t a 5 polegadas 18 quin-
taos, fio de vela 3 airabas, linha alcalroada 4 ar-
robas, dila de barca 2 arrobas, lona ingleza larga
20pecas, dila ettreiU 10 ditas, mcrlim 2 arrobas,
sondoreza 50 libras, banderas naciouacs de 5 pannos
5, (lilas de 4 ditos 20, ditas de 3 ditos 5, e llimulas
de navio 20.
As pessoas que quisercm fazer a venda sao convi-
dadas a comparecerem nesla secretaria no dia 30 do
crranle ao meio dia, ctm as suas propnttat em
cartas fechadas.
Secretoria da inspecciln do arsenal de marraba d
Pcrnambuco, 26 de agoslo de 1854.
O secrelario, Alexandre Rodrigues dot .lujos
Real companhia de paquetes ingle/es a
vapor.
No dia 31 do
correnle mez,
espera-se da
Europa ura dot
vapores da
companhia re-
al, o qual de-
pois da demo-
ra do costume,
seguir para o
sul: para passageirns, Irala-se com os agentes Ada-
rason Howie & Co.iipaubia, no Trapiche -Novo u.42.
porto ; para pasangeiros e escravos a fro-
te, para osquaes tem encllente* comino-
dos, tiata-se comftovaes & Companhia,
na ra do Trapiche n. 34.
ParaoRiode Janeiro segu hojeim-
preterivelmente a nova e veleira hatea
nacional Imperatriz ; recebe pa&sagiros
e escravos a frete at ao meio dia, e para
tratar, na ra da Cruz n. 28, cscriptorio
de Eduardo Ferreira Bailar.
LEILO'ES.
PRACA DO RECIFE 29 DE ACOST AS 3
HOKAS ATAKDE.
Colacocs o;liriaos.
Dilo sobre o llio de Janeiro1 \ ;, de rebate.
Dilo sobre a Babiaa 1 de relale
Cambio sobre Londresa 0 d|V. 27 d.
AI.FANDEG.
Rcndimenlo do dia I a 28. .- 1S 1:852*072
dem do dia 2!)........12::!:B-J0I5
DECLARACOES,
19i:l8830S7
Uescarrcgam hoje 30 de agosto.
(aler.1 porlugue/.n Margari 'idiversos gneros.
Brigue inglezAnn Porterferro e carviio.
Importar-no'.
Minie Paquete, viudo da Parahiba. .consisuailo *
J. da Silva Boavitla, manifesloo o segrale : 19
oreas de brim, 7 ditas de lona, 88 planat de Ierro,
300 atecas c2 barria nssucar ; a Ballhar & Oliveira.
Vapor nacional Imperador, vndo dos portos do
norle, inaiiireslou o seguidle :
(ii r.dos salsa ; a Manoel Duarlc Rodrigues."
"40ditos; a Antonio de Almeida Gomes & Com-
panhia.
1 pacole ; a Jos Amaro l'crnandes.
caixinhas ; a Antonio Joaquim S-'ve.
I frasqueira ; ao Etm. BarAo de Suassnna.
1 encapado ; a Joo de Carvalbo h'ernandes Vieira.
I eaixote ; a Ftbrkin Gomps Pedrota.
1 barrica ; a II. Vieira da Cosa.
CONSULADO GERAL.
Rendimentn dn dia I a 28
dem do dia 29
21:187*368
528J755
21:7163121
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rcndimenlo do dia I a 28
dem do dia 29
1:022820!)
71S
MMfioIS
Exportacao".
Rio Grande do Sul pelo Rio de Janeiro, brigue
nacional Mafra. de 270 toneladas, condado o se-
sointe : 1,393 barricas. 81) barriquiulias el techo
com 11,322 arrobas e 13 libras de estucar, 80 duzias
de cocos de beber agua.
Baugor, brigue americano lla'jford. de 232 tone-
ladas, coudiizio o scgiiinlc : 83,822 pes de laboas
de pinito.
KECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PEIINAMUUCO.
Rendimento do dia 1 a 28.....19:181-5651
dem do dia 28........ 5439615
I9:730?2(i9
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do dia l a 28.....27.3358587
dem do dia 29........68I9III
28:0I6?688
MOVIMENTO DO PORTO.
Socios entrados no dia 29.
Para e portos intermedios1 i dias c 8 horas, vapor
hrasilciro Imperador, commandanle o lente
Torrezo. Passageiro* para esla provincia, alte-
res AInliha Hilarle Godinlio, Joao Damttceno Gib-
CORREIO GERAL.
As malas, que deve conduzir o vapor Imperador
para os portos do Sul, prinripiam-se a lechar hoje
lu ao meio dia, e depoisd'tsa hora ale o momen-
to de lacrar, recebem-sc conespondencias com o
purle duplo. Os jurnaes deverao acbar-se no cor
reio Ires horas antes.
A mala, qne tem de conduzir a escuna Flo-
ra para o Para, ser fechada hoje as 6 horas da
tarde. .
Carlas seguras vindas do Norte pelo vapor Im-
perador para Ignacio lien I de Lnvolla, Joaquim
Anelo Cintra da Silva, coronel Jos de Brilo In-
gle;.. Miguel Jos de Almeida Pernamhuco, Ma-
noel Joaquim Ramos e Silva, Giiilhermc Augusto
Rodrigues Sclc,
Aulorisaudo o Etm. Sr. presidente da provin-
cia a a.lmis-ao do pralico da barra, Antonio Men-
rique M.i(ru no numero dos designados 110 regula-
ment de 28 de fevereiro do crrenle anuo, para a
pralicagem do porto c barra dedo cidade, e achan-
do-sc elle couscguiulemeiile em ctercicio desde bo-
je era (liante, manda o lllm, Sr. capililu do pnrlo
fazer publico islo, para coiihecimcnlo do commcr-
cio, de quem mais posta inieressar. Capitana
do porlo de Pcrnambuco cm 29 de agosto de 1851.
O secretario. Alejandre Ifudrigues dos Anjos.
BANGO l)E PEUNAMBUCO.
Por ordem do conseilio de direcrao do
Danco de Pcrnambuco sefaz certo aos se-
nhores accionistas, que se acha autorisado
o sen gerente para pajjar o quarto divi-
dendo de i 2f00 por accao. Banco de
Pe i'ambuco 1. de agosto de i 854.Joao
Ignacio de Mcdeiros riego, secretario.
BANCO DE PEUNAMBUCO.
O conselho de direcrao convida aos
Srs. accionistas do Banco de Petnambuco,
a realisaremdo 1. a I5de otitubro do cor-
rente anno, mais 30 0|0 sobre o numero
das acr/iesque Ibes tora ni distribuidas, pa-
ra levar a ell'eito o complemento do capi-
tal do banco, de dous mil contos de reis,
conforme a resoluro tomada pela assem-
bla geral dos accionistas de 2(i de setem-
bro do unno prximo passado. Banco de
Pernambnco 7 de agosto de 1854.O se-
cretario do conselho de direi cao,
I. I. deM. Reg,
CONSELHO ADMINISTKAT1VO.
O conselho administrativo faz publico que lera de
comprar o seoorale:
Para a provinria do Para.
Plvora grossa, arrobas 100: dila de fuzil, arro-
bas 100.
Os vendedores aprcsenlcm as suts proposlas na
secretaria do conselho as 10 horas do dia 31) do cor-
rele me/. Secretaria do conselho administrativo
para fornccimcnlo do arsenal de guerra 28 de agos-
lo de 1851.Jos de Brilo Inglez. coronel presi-
denle. Bernardo Pereira doCarmo Jnior, vogal
c secretario.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, era virlude de autori-
tario do Etm. Sr. presidenle da proviocia, lem de
comprar o seguate:
l'.u.i o-J. e H1 h l.ilh.'.es .le infant.iria de linha, c
cumpaohia de artilices.
Talins de couro hranrocom molas 2, panno azul
entrelio, covados 88; olanda de forro, covadot 1445;
panno prelo, covados 348 ; brim branco liso para
frdelas e calcas, varas 4846 ; algodloztuljo, Yaras
3609; sapatos, pires 1045 ; coberloret de Illa 169 ;
capotes de panno alvadio 'n ; camisa atul clara, co-
vadot 224 ; baldea grandes conveos de metal ama-
lvse*a --
1VS9W* .,-;
lr*3SEl4*i
SOEDADE DRVM\TIC\ EMPREZVRIA.
4. RECITA DA ASSIGNATURA.
Quarta-ieira 30 de agosto de 1854.
Uepois da execucao de uina etcolhda ouvertura,
ter principio a execucao da nova e muito inleres-
sanle comedia seria era cinco actos, eque lem por
titulo:
0 SENHOR DE DIBIK..
Compotta cm fraucez por Mr. Aleandre Duina..
e Iraduzida em porlugucz pelo Sr. Joilo Baplisla Fer-
reira, para ser representada no Iheatro de 1). Mara
II, aonde foi muilissnno appUudida.
Personagens. Actores.
Carlos II rci de Inglaterra. Os Srs.Res.
O Duque de Buckiii-tiham. Bezerra.
M.ic-All.,11, Sr. de Duml.il,\ Monleiro.
Ch-llineh, crrelo particular
do rci........ Sena.
Jeringan), dilo dilo do duque. Mondes.
.Nelly 1,1.111111, actriz, amante
do rei........ASr'D. Orsal.
Sarah Duncin. K-cn.se/1 ..un Anua,
ltejieccca, lia de Sarah (nao
talla) ........
John Bred, negocianlc de ca-
vallo!........
Tom liin, laberneiro .
Dikint. fornecedor de roupa .
Ilu-sel. tapeceiro.....,
Ura odicial do paco ....
Um criado do rei.....
Credores e criados do duque.
A scena pas'a-se na Inglaterra.
linlura o diveriimeulo com a engranada comedia
em 11111 acto, e que lera por Ululo
Principiar as 8 horas.

Jesuiua.
Os Srs.Santa Rosa
Pinto.
Rosendo.
Pereira.
Rosendo.
Pereira.
O agente Borja, quinla-feira 31 do correnle at
10 horat dt manbaa nn seu armaiem, rea do Colle-
gio n. 14, far leilSo de um rico nncluario de op-
lmo gesto ainda nao vitlo nesla cidade, Tarios pia-
nos inglezes, relogio de ouro e prala para algibeira,
ditos de parede e cima de meta, obras de ouro e pra-
la, qur.dros de diversot tamanhot, tanto coloridos co-
mo em fumo, eicellenlet machinat para faxer cafe,
jugos de chadrez e outras, obras de marciuaria ele,
etc., e varios objeclos,excellenles no mesmo arma-
zem eslarao i amoslra no dia do leilao, osquaes ob-
jeclos se en I regarlo pelo maior prejo que for oflere-
cido,
Jos I.uiz Guaiaco querendo acabar com seu
cstabclccimeiilo fabrica de chapeos na roa Nova n.
4, far leilao por inlervgnr; quinta feira 31 do correnle ni II horat da manhaa,
de ludo quanto te acha dentro do referido estabele-
cimenlo, armacao, chapeos, e fabrica para os raci-
mos: e oulros muitos arligos que seria enfadonho
mencionar.
C. J. Aslley & C, farSo leilflo por inierven-
^ao do agente Oliveira, de grande e variado sorti-
menlo de fazendas at mait propriat do mercado :
quinla-feira, 31 do correnle, at 10 horas da manhia,
no ten armazem, ra do Trapiche Novo.
Leilo de ctixat com cebolat ltimamente che-
gadat de Lisboa, quinla-teira, 31 do correnle. de-
fronle da porla da alfandega, o qoal fazem Miguel
Joaquim da Cotia 4 C, flor cuula de quem perten-
cer.
AVISOS DIVERSCS.
Precita-te deum menino de 12 a 14 asaos de
idade, para caixeiro : no aterro da Boa-Vista loia
n.82.
Precita-te alugar um eterava, que entend de
todo servico de casa : quem tver, dirija-te a ra
dat Trincheirat n. 8.
Deseja-se taber te etste nesla cidade Anlonjo
Jos de Souza, que foi professor de primeira* lellras
em Caxiat do Maranhao, e consta ser boje padre, se
exisle, roga-se-lhes anouncie sua morada para ter
procurado; do mesmo modo te alguem souber in-
formar e a islo se quizer prestar.
Um moco hrasilciro casado, com pouca ramilia,
de idade de 30 annos, se oflerece para caixeiro de
qualquer arruni.ieao, na praea ou fra delta, o qual'
sabe bem ler, escrever e coular : t pessoa que do seu
presumo se quizer ulilisar, anmrace por esle jornal,
ou antes dirija-te a ra do Padre Flonano sobrtdo
11.t> 9, a qualquer hora do dia.
Pedrinho ou o amor raternal.
Mauoelzinbo de nossa al.leia com os teas pali-
nhos. Ainda existe um pequeo numero desla in-
teressante obra, produccio de unta Porluense, que
animadji dn acolhimenlo que lem recebido do pu-
blico juvenil, anima-se a oflerece-la s illustrissi-
mas mais de familia, de quem espera toda a prolec-
?ao. e se acha venda 11a ra Nova n. 52, loia
le llna\ entura JoscdeCasIro Azevedo a 240 e a 160
rs. cada exemplar em brochura.
Esl ausente da casa de Luiz Jote de S Arau-
jo, morador na ra do Brum n. 22, o escravo Ber-
nardo, crioulo, qoe representa ler 30 e lanos an-
uo-, alto e 1 eforeado do corpo. com algumas mar-
cas de bexigas e com os ps um pouco cambados
e ot dedos esparralhados, com marca de ftida
em urna das pernal ; levou calca grossa e camisa
Brande por lora das cairas azues. chapea de pallin.
he bem conhecido nesla cidade por Irabalhar em
carros na alfandega, e he bstanle pichla ; he
muilo de siippor que Icnha quem Ihe dcagasalho
de noile dentro mesmo di cidade. Roga-te a qual-
quer pessoa que o pegar, leva-lo ao mesmo ci-
ma que recompensar o irabalho.
Pede-se encarecidamente ao Sr. major de pri-
meira linha e commandanle merino do terceiro
batalhao da Boa-Vslu, que seja mtis delicado no
Jralamenlo dot guardas iiacionies do teu interino
coramaudo, que nao esto as t-arirabas dot saldados
de primeira linha para receberem o tralamenlo de
ludado aos osera vos de m-sos senhores, e aquel-
les que oslan sujettos chibola do seu commandan-
le. A lei actual da guarda nacional nio lirn
at regalas de cidadao brasileiro, e nem sojeita os
guardas nacionars ao regulamenlo do conde de l.ip-
pc, senao quando eslao destacados, na forma da
mesma lei. lito Ihe pede Um guarda nacional.
Pede-se ao lllm. Sr. subdelegado da fregncii
de S. l-'r. Pedro lioncalves, que lance suas copiosas
vistas para urna teuda denominada 6l/o harmona,
porque alii he o loco da immoralidade e corrupto
no teu zenilb.U Pinga.
AVISOS MARTIMOS.
DO MARANHAO'
esta' a eliegar o palhabote Lindo
Paquete, navio novo, muito bem
construido, pregado e forrado de cobre,
e de primeira marcha ; ha de ter neste
porto mui curta estada, devendo regro-
sar COia presteza ao Maranhao, para on-
de ja' tem parte da carga tratada : os
prelendentes a a prove tar ainda este e\-
cellente barco, epteiram dirigir-te em
lempo a Antonio de Almeida Gomes &
Companhia, na ra do Trapiche 11. l,
segundo andar, alim de contrataran a
carga que tiverein. ,
Para o Aracaly segu em poucos dias o hiale
nacional Scrgpano, recebe ainda alguma carga
frele muilo coinmodo: a tratar na ra do Trapiche
n. 17.
Pira o Rio Grande do Sul seguir breve o pa-
tacho Temerario, para onde recebe carga a frete :
quem no mesmo quizer carregar, pode entender-se
com o scu capihlo Jos Antonio Candido de Sour.a,
ou com Ainorim limaos, na ra da (Ira;, n. 3.
Para a Babia tegue impreterivelmeote no dia
3 de setembro vindouro, a veleira garopeira Li-
vracao : para o retto da carga, trala-se com seu con-
signatario Itomingos Alves Malbeus, na ra da Cruz
n. 54.
Para o Ceara',
segu cm poucos diat o patacho nacional Alfredo ;
pai a carga e passageirns trata-se com J. B. da Fon-
seca Jnior, ra do Vigario numero l, primeiro
,111,1.11.
Para o Acarac seguc cora brevidade o hiale
Sobralense, capiOu Francisco Jos da Silva Ralis;
recebe carga e passageiros : Irala-se com Caelano
Cvriaco da C. M., no lado do Corpo Sanio n. 25.
Para a Baha sabe por estes dias a
sumaca nacional Rosario de Mara, por ter
a maior parte do sen cairegamento prora-
pto ; ara do resto da carga e passageiros,
trata-se comNovaes& Companhia, na ra
do Trapiche n. o, ou com o capttao na
praca.
Vende-te urna bateara nova, de 50
a tiOcaixas, prompta para seguir viagem:
trata-se na rita Dirett ns. 12 e 1 i.
Rio de Janeiro.
O brigue nacional Elvira," segu na
presente semana, s recebe alguma car-
ga milicia, passageiros, cescravos a frete:
trata-se com Hachado & Pinheiro na ra
do Vigario 11. 15), 2. andar.
PARA O ARACATV.
Segu em poucos dias, por j ter ten carrogaraen.
lo prouiplo, o bciu cunhecido e veleiro hiale Capi-
baribe, pregado c forrado de cobre : para o resto e
passageiros trata-se na ra do Vigario 11. 5
Para Lisboa sahira' at o fin desta
semana o brigue portugue/. Laia ( ;
para algum resto de carga tjue Ihe falta,
trata-se com Francisco Severino Rabello
A Filho, 011 comocapito Caetanoda Cot-
ia Martius, na praca do commrcio 011 a
bordo.
Aloga-ae urna barcada que carreque 200 sac,cas:
quem a livor c qiriier alugar anmincic.para ter pro-
curado.
Para o Cear seguc era poucos dias o veleiro
hiale Castro, para o resto da carga Irala-se no ei-
criplorio de Doraiugos Alves Malhcut, ra da Cruz
PARA O RIODE JANEIRO
Segu com brevidade o veleiro brigue
nacional Da mao por ter parte do sen
carregament ptompto : para o resto,
passageiros e escravo a frete, para-os
quaes oll'erece excellentes commodos, que
podein ser examinados, trata-se com Ma-
chadocv Pinheiro, na ruado Vigario n. 19,
segundo aqdar.
RIO DE JANEIRO.
Espera-se do Assu o brigue nacional
Lysi, e teta' demora de um da neste
52, RA
NOVA, 52.
Boaventura Jos de Cislro Azevedo, com loja a
fabrica de chapeos na ra Nova n. 52, e deposito
na praea da Independencia a. 34, tem a honra de
annunciar ao respeitavel publico desta cidade, e
particularmente aos seos benignos amigse fregue-
ses, a quem te conrease summameule grato pela
preferencia que os mesrnos lem dado a saas obras,
que, com auxilio de peritos ofliriaet lem consegui-
do dar o mais alto grao de perfeicao s obras' uia-
nuracluradat cm tua fabrica, -de maneira que os
teut amigos e Ircuue/.cs nada terSo a desejar das
obras rrancexat, pois que pira itlo nao sa poupt a
todos os sacrificios por difllceit que tejim, eque te
acha munido para 1 fesla de um esplendido sorli-
mcnlo de chapot de lodas at qualidades, lano pa-
ra homem como para tenhorat e meninos, e que os
esl vendendo tanto em porcao como n relaho, por
muito menos preco que era outia qualquer parle;
e as niesmat casas recebe-te toda e qualquer en-
comraenda e concert! de obras tendentes tua ar-
te, que alm da commodidade dos precos serio exe-
culadas com todo o asseio e promplido ; e como
ha pessoas, qoe pelos seus ifazeret nao podem fa-
zer suas compras e encommendas de dia, acha-te
esle etlabelecimento aberlo da hora do costume al
s 9 da noile a espera que ot benignos freguezes o
honrem com as siias mui afrailareis preseccas.
Joo da I-'onseca Jnior retira-te para fra
da provincia.
O abaixo atsignado adverte ao Sr.
gerente da casa doSr. Ricardo Roy le, que
quando transmittir orden* a seus sobor-
(ii 1 indos, veja como as transmitte, epara
quem, pois que o abaixo assignedo nunca
pedio favor algum ao Sr. Ricardo Roy le,
nem tao pouco a outro qualquer seu col-
lega, para que sua merc Ihe mandasse
dizer hontem 29, que pagasse a fcttra que
tinha de se vencer hoje 50, pois no caso de
nao a pagar que sua merc tambem a nao
pagava, o abaixo assignado, certo que ate
opresente temeumprido com seus deveres,
nao deixa de attribuir o modo de proce-
der de sua merce senao a muita estupidez.
Gaspar Antonio Vieira Guimaraes & C.
I un,iran 00 dia 28 do correnle mez. do se-
cundo andar da casa n. 34 da ra do Livramento,
um relogio de ouro patente inclez abnete, c jauta-
mente una crreme lingindo cobra, com a cabeca
esmaltada de azul, (endo os ollms formados por po-
dras enramadas, o alm de urna da metma cor na
rabera, prendia-se ao collele por urna oulra pequer
na correnle lamhem de ouro, e tinha porenfeite um
carro a vapor e urna espngardazinha de 2 canno*
l.imbem de ouro: quem apprehender 01 dilot objec-
los, e levando a supradita cata, ser boro recorapen -
sado. 1
A labcrna n. 93 das Cinco Ponas, que j an-
douem praca, loruou a ser avahada por menos valor,
c vai a prar,a no dia texla-feira, 1. de setembro, im-
prelerivelmenle ; ot prelendentes comparecam, que
o negocio he hom.
Jos Francisco de Braz relira-se para Porto-
gal.
Precisa-se de um menino pira caiero de urna
i-i he na .lisiante detta praca 10 leguat j quem pre-
tender, diriia-se, u rna Nova o. 52, loja de Boaven-
tura Joc de Catiro Azevedo.
Precita-te aluear um tiln perloda praca. que
posta sustentar 6 a 8 vieras annualmeiile ; quem t-
ver annuncie.
[.w&B&Esmmi
.ier-
Obicbarel formado em inathemrdieas,
ntrdo Pereiri do Carmo Jnior, avisa aot
trabte* que Ihe fallarara para ensinar ari-
thmclica, aleebra e geomelria, c aot que
lirabem se quizerem applicar 1 essas discipli- j
nas, que 110 dia I. detelembro prximo viu- g
.louro dar principio as suas lines, na ra 9
Nova, sobrado o. 36, dat i as 5 J horas-da g
larde. M
NAVALHAS A CONTENTO E TESOtJRAS.
Na ra da Cadcia do Recife u. 18. nrimeiro an-
dar, cscriplorib de Anaimlo C. de Abren, conti-
nunra-se a vender a ScJOOO o par (proco liso) as jn
bem conhecidas eararoidasnavalhas de barba, feila
pelo hbil r.ibricante que foi premiado na ctposirA
de Londres, as quaes alm de durarcm etlraonlina-
riimenle, nSotesentem noroslo na najao de corlar ;
vendem-ta com a condicilo de, mo asradaudo, po-
derera os compridoret devolve-las ale 15 diat depois
da compra retlitoindo-se o mporle. Na mesma ca-
sa ha ricas letourinbas para unhat, felas pelo mes-
mo fat-icaute.
l A


I
DIARIO OE PERMIBCO. QUARTA FEIRA O DE AGOSTO DE 1854
'
I
Precisa-seulugar uin pelo menjt-
mente para traballiar em um sitio na Ca-
sa Forte, com tanto que nao tenha vicios :
na na estreita do Rosario n. 28, primei-
ro andar.
SOIIerece-s* ao raspeilavel publro urna pes- J
soa habilitada para o encino mutuo particular-
f$ meule lias ratas : quem do seu presumo se '
quirefrulilisar dirija-se ao Pasaeij Publico ni $
(9 luja doSr. Firmiaao Jos Rodrigues Ferrci- fif
$( ra, queesle informara. 'Z
* #a *
fri-cisa-ae de um homem para dirigir o servi-
ro de um etgenho perla desta cidad, > qocm se ta-
ra iniercsee j quera esliver neslas Circumslaucias,
dirijfl-se ii ra larga'do Hosario, taberna n. 29.
O cidadao portuguez Autonio Rodrigues Fer-
nandez vieira Tai Parahiba.
Precisa-se de um feilor para um ensenho ires
leguas distante desta cidade, quem se julgar habili-
tado, aniiuucie 011 dirjase a na estreita do Rosa-
no a. TO lerceiro andar, que achara com quem
tratar. "
- \ ra Bella n. 13, precisa-se de urna cscrnva
que saiba cozinhar ecuijominar, eso ireludo que se-
ja fiel : he casa de duaspessoasde familia.

DE DAGDERRE CRIS- $
TiLOTTPO.
W NOVA DESCOBERTA DE TIRAR
g RETRATOS INSTANTNEOS
>Q As roupai claras 1S0 ai melhores para
O abaixo assignado faz Bfente ao respei-
lavel publico, que acaba de detcobrir um
(A melhodo de retratar enancas por meio da
J alectricidade.
fp Tambem liropa retratos antigos ( nao es-
tt% 'anclo arranhados ), dando-lhes o mesmo vi-
7 gor que tinham na propria hora em que se
) liraram.
: O estahelecimento est completamente
sortido de ricos quadros, caias. cassoletas, '
neis, pulceirai e alfioeles. Aterro n. 4, ler-
ceira andar.
Joaquim J. Pacheco.
Precisa-se alugar urna ama para lodo servico
mlcroo de urna casa de pouca familia: na ruado
Hospicio n. 11, bairro da Boa-Vista.
, ~ Adverte-se ao bregeiro que annun-
ciou que pretenda comprar a padaria do
Sr. Jobo Al ves de Moura, que este Sr.
minea a quiz vender, e s um tratante co-
mo esse fnigido comprador ein tal cuida,
pensando que se comprara estabelecimen-
tos desta ordem com trampolnices; se qui-
zer melhorresposta publique oseu infame
nome, que se lhe dar', que o satisfar.
O abaixo assignado, estabelecido
com padaria no lugar da Magdalena tra-
vesa dos Remedios, tendo lido no Dia-
rio de sabbado 27 do corren te um an-
nuncio, que dizia vender-se a padaria da
travesa do Remedio, a tratar na mesma;
o abaixo assignado faz ver ao publico
quesemelhanteannuncionaofoi feito pe-
lo abaixo assignado, e nem autorisou al-
guem para o fazer, pois que nao vende o
seu estahelecimento, nem tem tenrao de o
fazer; jwrtanto, semelliante tnnuncio s
poderia partir de algumseu inimigo, com
o fim de o desacreditar; o abaixo assigna-
do por tanto agradece a este seu inimigo,
a parte tao activa que toma nos negocios
ulheios, e lhe acomeda que empregueo
seu tempo em cuidar de seus negocios, e
deixe os outros vivercm. pois o abaixo as-
signado faz outro tanto : tendo assim res-
pondido aestemeu inimigo ou amigo, li-
tando o publico sciente qu&deve desprezar
taes annuncios, pois que nao pretendo
vender o mou estahelecimento.
JoaoAlves de Moura.
Precisase de um activo e hbil rapaz para vi-
ver n um sitio, e que saiba tratar de cavallos, e
para fazer oulras cousas que or ordenado ou man-
dado, sendo este ser escravo, podern procurar no
consulado americano ou na ra da Cruz, armazcm
de Ii,i\ i- &C, d. 9. ,
Precisa-se de urna casa as segaintes ras: a-
lerro da Boa Vista, ra do Queimido, praca do Col-
legio, e mesmo Boa Vista, que seja pnmeiro ou se-
gundo andar, e o mais claro que for possivel: o lim
para o qual se exige he para urna escola de desenlio
e pintura ; a claridade dirigida do lado di norte he
a mais propria e commoda : quem liver a dita casa
para alugar as ras desta localidade annuocie pnr
. esta folln, ou tenha a bondade de participar na ra
Nova, luja doSr. N. Gadault.
Manoel Barboza Ribeiro, subdito porluguez
rert-se para fra do imperio.
Quem tiver e quizer trocar um sinctuario sim-
ples ou cora imaaeus, usado e em bom estado: talle
na ra do Queimado h. 35. que se dir quera de-
seja.
Antonio da Silva Maia segu para o Rio de Ja-
neiro.
Precisa-se alugar tima ama que saiba cozinhar,
e engummar e que seja fiel : na ra da Concordia
n. 26.
No dia 2 de setembro tem de sevem arremata-
das, a requerimeolo do solicitador de capellas e re-
siduos, as trras do Campo Grande, avalladas por
9:5008000, contendo 7 sitios, tendo Ierras para plan-
lar, criar sado, oaixa para capim, muilas fructeiras,
eulre os ditos sitios ha urna casa terrea de pedra e
cal com 2 salas, 4 quarlos, casi de faiiuha, estriba-
ra, c rendem es mencionados sitios314500O, rendas
que podemser alteradas por serem mullo bailas, de-
pois da niorlc de seu possuidor, que ha a 40 innos se
conservara al lioje com este valor.lendo camba pa-
ra embarque edesembarque.lem 400 e lautos palmes
de frente e os fundos vilo al a cambda da Tacaruna,
he mullo perto da cidade, apenas disla raeia legua,
he na estrada de Belem. Os sitios e Ierras cima
mencionados foram considerados residuos em conse-
cuencia do finado Jos Domitigucs Nevos nao ter
dado comas da testamenUria do finado Ur. Antonio
Po de l.ucena e Castro, e o seu producto vai ser re-
colhido a fazenda nacional.
Precisa-se de um feilor para sitio, e igualmen-
te um amassador para padaria, que saiba corlar mas-
sal : na padaria da ra Real do Mauguinho n. 51.
Precisa-s de orna ama de hule, que seja sadia'
no aterro da Boa-Vista n. 47, segundo andar.
Era observancia do disposto no arl. 19dasins-
IruccOes de 31 de Janeiro de 1851, tem de serem ar-
rematados em praca, presidida pelo Sr. l)r. juiz dos
teilos da Taienda nacional, e depois da sua prxima
audiencia, os segrales beos penhorados por execu-
e,oes da mesma; urna casa lerrea na ra da Mausuei-
ra do bairro da Boa-Vista n^ 30, con, 20 palmos de
frente. 2o de fondo, por 3009000, penhorada a Jos
Joaquim Bezerra Cavalcanli; um sitio de Ierras na
Imbcribeira, com 750 palmos de testada, casa de lai-
wirSIiiV" B'i r de'af80don.prido, por
8009000, a Pedro Gaudiano de Itatis e Silva ; urna
rasa de laipa no lugar do Salgadinho, ira Olinda.com
20 palmos de frente e 30 de fundo por 503000 a
Joao Nepomuceno Ferreira de Mello; a casa de so-
brado de um andar solilo u. 7, ua ra do Padre
Moruno, com 20 palmos de largo e S)de fundo, ca-
cimba, quiutal murado, em chaos de oro por 3:IXKI>
rs., aos herdeiros de Jesu de Jess Jardim; urna
casa terrea, sita na estrada do Monteiro n. 1, com 3o
palmos de frente e 120 de fundo, feila de madeira e
barro por 2505000, ao herdeiro de Joaquim Fernan-
des Uaraa ; ama parte do engenho Santos Cosme e
Uaniiilo.silo na freguezia da Varzea por 2005000 rs..
a Roque Antunes Correia ; urna casa terrea, siti na
ra da Casa Forte n. 43, feita de lijlo e cal por 72
rs., i Mana Francisca da Cosa ; a renda animal da
SI-'!' *1 n;.bi-" d< S- Pero< em O'''"1" Pr
245000, a Josc Mana do Rosario ; um cavallo de
sella de H r alasflo, bom andador por tiOaOO, a Jo3o
l.opes Iju maraes; nsulencilios de um arougue em
bom estad j por 89300, a Caetano Manoel do Nasci-
nieotn : quera pretender arrematar os bens cima
declarado!;, dinja-se ao lugar e hora do coslume.
Rectie Je agosto de ia>4.Osolicit>dor do juizo,
Joaquim Theodoro Mees.
uZiil rua *""' ,oj" 12, <,ir-e-h quem d
luWWu rs. a juros com penhores.
Autonio deSouza Mariohn vii para fra da
provincia, levando em soa companhia 2 ofliciaes de
i'hiMHmj, Luiz Felicio.de Araojo e Ji Pires Ver-
ueiro.
. I,r**ei4" Luca Ferrefr faz sciente ao respei-
lavel publico, que dciiou de ser seu ciiixeiro Clau-
dio Rodrigues dos Aojos, desde o dia 16 docorrenle,
e nao leva era coola qualqoer recibo pasudo pelo
mesmo, depois desta dala.
..^^lp;Lt'.0n0Te^0n2:^ Preci^-se alugar um
preloque ,eja fiel c possanle.
CooVze Washington Slecon, subdlo argenlino,
retira-se p.ira Macei. c '
Ka loja de frgueiro, ua quina da rua do Ca-
bugi, tem wito boas coifas de reiroz preto paral,
>enhore padres.
M COMLTORIO
DO DR. CASANO\A
RUA DAS CRUZES N. 2?,
ai liase venda um frande sortimenlo de
tatniras-oa lodosos lamanhns, |>oc preros
B muilo em cahU.
Enietitofdehomeopalhia. 4 vols. OgOOO
G '; "Sa de tintura a escolha JOOO
6 t*vvJiLi*"'80" "co'ha a 500 e 300
CONSULTORIO DOS POBRES
25 BA SO COiLEGIO 1 AHDAR 26.
O Dr. P. A. Lobo Moscozo di consullas homeopalhicas lodo os das aos pobres, desde 9 horas da
manhaa at o meio dia, e em rasos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noite.
Oflerece-se igualmente para praticar qualquer operac/o de cirurgia. e acudir promplamenle a qual-
qner mulherque esleja mal de parto,.e cujas circumslanrias nao permitlam pagar ao medico.
NO CONSULTORIO 00 DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
25 RUA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
Manual complelo do Dr. G. H. Jahr, Iraduzidoem portuguez pelo Dr. Moscozo, qualro
volumes encadernados em dous :................ 20JO00
ESla obra, a mais importante de todas as que Iralam da homeopalhia, inleressa a lodos os mdicos que
quierem experimentar a doulrina de Hahnemann, e por si proprios se convenceren! da verdade da
mesma : inleressa a lodosos senhores de cngtnho e fazeiideiros que estn hume dos recursos dos mdi-
cos : inleressa a lodosos capilaes de navio, que nao podem dcixar urna vez ou oulra de ler precisan de
acudir a qualquer incommodo seu ou de seus tripolantes ; e inleressa a lodos os chefes de familia cue
por circuinslancias, que nem sempre podem ser prevenidas, sao obrigados a prestar soccorros a qualquer
O vade-mecum do homeopatha ou Iraducco do Dr. Hering, obra igualmente ulil as pessoas que se
dedicam ao estudo da homeopalhia um volume grande..........
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pharmacia, ele, ele.: obra indis-
peiisavel as pesoas que querem dar-se ao estudo de medicina........
L ma carteira de 24 tubos grandes de finissimo christal com o manual do Dr. Jahr e o diccio-
v 1WI dos lcrmos "e medicina, etc., ele................
ila de 36 com os mesmos livros....................
Dita de 48 com os ditos. ,..................
. ^i car,e'" he acompanhada de dous frascos de tinturas indispensaveis, a escolha. .
Dila de 60 tubos com dito..................
Dita de 144 com ditos................ i
Estas sao acompanhadas de 6 videos de linluras i escolha.
As pessoas que em lugar de Jahr quizerem o Hering, lerao o batimento de 1OJO00 rs. em qualquer
das carleiras cima mencionadas.
Carteiras de 24 tubos pequeos para algibeira............... 8O00
Ditas de 48 ditos......................... I65OUO
Tubos grandes avulsos................ ...... lj)000
Vidros de meia 0119a de tintura.................... 2>000
Sem verdadeiros e.bein preparados medicamentos nao se pode dar um paso seguro na pralira da
homeopalhia, e o proprielario desle eslabelerimento se lisongeia de le-lo o mais bem montado possivel e
ninguem duvida boje da superioridade dos seus medicamentos.
Na mesma casa ha sempre i venda grande numero de lubos de rryslal de diversos tamaitos, e
aprompla-se qualquer encommenda de medicamentos com toda a hrevidade e por "procos muilo cora-
modos.
89000
49OOO
409000
4.5JO00
509000
60)000
1005000
OITcrcce-sc urna ama de meia idade para casa
de pouca familia on de homem solteiro. muiln fiel, a
qual cozinha o diario de urna casa c engomina : no
aterro da Boa-Vista n. 65.
Quem precisar de urna escrava para alusar, e
que serve paracarregar um taboleiro: dirija-se a
rua ireila n. 12 segundo andar.
O padre Francisco Rochael Pereira Brito
de Medeiros, Manoel Caetano de Mcdeiros, e
Antonio Jos Pereira de Mendonca Jnior,
chelos da mais pungente dor pelo fa'llecimen-
to de sua prezada mai, D. Antonia Candida
de Mendonca, agradecem aos seus collcgas c
amigos, que se diuaram compartir seus sen-
limentos e acompauharain at ao ultimo jazi-
go os reslos morlaes da mesma.
PIANOS.
Paln Nash & C. acabam de receber de Londres
dous elegantes pianos, feitio vertical, de Jacaranda,
iguaes em qualidade e vozes aos dos bem conhecid
autores Collard & Collard, rua do Trapiche Nov
n. 10.
Aluga-se um excellcnle sitio de fructeiras. casa
commoda c perfeilamenle limpa, com bom baoho
no undo, estribara e plaa de capim, no lugar
do Barro-Vermelho : a Iratar no aterro da Boa-Vis-
ta taberna 11. 20.
REMEDIO CONTRA A MOITNA.
Nao eslou resolvido a responder a nada que dis-
ser o Sr. Joaquim Jos Pacheco, pode continuar :
miserel me tui.-^Cinrinalo Matigttier.
l'riTi-a-sc ainda de um feilor que enlenda de
hnrla para Iratar de um pequeo sitio na Capunga :
a fallaa na rua Nova n. 51.
Desappareceu no dia 3 dcjulho passado de bor-
do do brigue Sania barbara lencedora, o preto
marinheiro de nome l.uiz, o qual representa ler 30
anuos de idade, cor fula, baixo, nariz chalo, tem
algumns marcas de berhigas, pouca barba e he na-
tural das Alagos: roga-sc portanlo as autorida-
des policiaes ecapitaes de campo a sua apprehenso,
e leva-lo a rua da Cruz do Recite n. 3 escriptorio de
Amorim Irraaos que se gratificar com 1009000.
Precisa-so da um feilor para um sitio, que en-
lenda de planlaces: quem esliver neslas circums-
lancias dirija-se a rua do Brum n. 28, fabrica de
caldeireiro.
9 Antonio Aaripino Xavier de Brito, r.~ .,
S* medicina pela laculdade medica da Babia, re-
W side na rua Nova n. 67, primeirn andar, on-
8 ilc pode er procurado a qualquer hora para o
cxrrciciode sua profissao.
PMMIII ##>>< '
No aterro da Boa-Vista n. 55,
ha grande sorlimcnto de rodas de carro de madei-
ra de fra e do paic
Na rua do Trapiche n. 17, recebem-se encom-
mendas para mandar vir de Lisboa, ricos tmulos,
campas, ele: no mesmo lugar se mostrara ricos de-
senhos.
Dao-se bolos de vendagen? ; no lar-
go de S. Pedro, sobrado de um andar
n. 9.
Cliegou a loja do Cardeal, na ma
do Rosario, o novo rape rolao francs, por
preeocommodo, para os amantes da boa
pitada.
Arrenda-se o armazem de assucar da rua da
Guia n. 64, com todos os seus ulencihos, ou vendem-
se estes e garante-sc o arrendameuto por 1509000 rs.
annuaes ; tambera se aluga o primeirn andar da mes-
ma casa : Irata-se no aterro da Boa-Vista n. 60.
O padre Vicente Ferrer de Albu-
nierque, proessor jubilado de gramma-
ticalatiua, propoe-se a ensinar nesta pia-
ra a mesma lingua com todo o esmero e
regularidade concernen tes ao adianta-
mento de seus alumnos ; e por isso espe-
ra o acolbimento de todas as pessoas que.
se quizerem utilisar de seu presumo,
firotestando satisfazer a' expectacao p-
dica ainda acusta dos maioressactlicios,
e, emquantonaoli\ar sua residencia, que
devera' ser no centro do bairro de Santo
Antonio, os pretendentes dirijam-se a'
livraria da praca da Independencia ns.
0 e 8. l
LOTERA DO THEATRO DE SAMA-ISABEL.
Corre indubitav cimente em 20 de
setembro do coi rente auno.
Aos I0:000s000,5:000.s000, 1:000.?000.
O caulelistn Salusliano de Aquino Ferreira avisa
aorespeilavcl publico, que os seus bilhetes e cnte-
las nao soflrem o descont de oilo por cento do im-
posto geral nos tres primeiros grandes premios,
tiles estao exposlos a venda as lejas ja' conhecidas
do respeitavel publico
Bilheles
Meios
Quarlos
Oilavos
Decimos
Vigsimos
119000
59500
29800
11500
19300
9700
10:0005000
5:0009000
2:5009000
1:2509000
1:0009000
5009000
- > ""o a rscoina a juu e 300 &
Anda precisa-se de um bom coziuhciro, e de
urna prela para servico de casa; prefere-se escravos:
na rua da Senzala Velha, n. 60, esquina do becco do
Capim.
Exislem carias para os Srs. Francisco Paes
Brrelo, Antonio de Sn e Albuquerque, Antonio
Ka>mundo de Mello eJeronjmo de Albuquerque
SIello : na rua da Cadeia do Recite n. 41.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acham-se a venda as lojas do costitme
os bilhetes inteiros e meios bilhetes da lo-
tera 45 do Monte Pi Geral. a qual cor-
ren ema santa casa da Misericordia, em
22 do presente. As listas se esperara pelo
vapor S. Salvador, que icou departir
no dia 25, e deve aquj chegara 5 011 i de
setembro prximo.
O abaixo assignado, solicitador da veneravcl
ordem lerccira de San Francisco dcsla cidade, auto-
rizado pelo procurador geral da mesma ordem, con-
vida a todas as pessoas que se acham a dever foros
uos lerrenos em que tem suas casas foreiras mesma
ordem, para que at o dia 10 de selembro prximo
futuro vao satisfazer os seus dbitos, sob pena de se-
rem cobrados judicialmente, e para cominodidade dos
devedores adiar.10 ao abaixo assignado lodos os dias
lleudas 12 horas do dia as 2 da tarde na loja do
hr. Padre Ignacio Francisco dos Santos, no largo do
Collcgio.Manoel l.ui: da 1 viga.
Champagne, a mellior que ha no
mercado, epor preco mais barato do que
em batraqualquer parte, assim como ce-
ra em velas, caisas de 100 ede 50 libras:
trata-se no escriptorid de Machado & l'i-
nheiro, na ruado Vigario n. 19, scundo
andar.
~ l*feisa-se alugar una ama : no aterro da Boa-
Visla n.73.
Precisa-se de um caixeiro para laberna, dell2
a 13 unos: a Iratar na pateo do Terco n. 21.
GABINETE PORTUGUEZ DE I.E1TI RA.
Por deliberacao da dicloria, lomada em sessan de
2l do correle, roga-se aos Srs. associados, que con-
servam em seu poder livros perlenceuies ao gabine-
te, alm do prazo marcado para a leilura, hajam de
os recolher ate o fim do correnle mez, dn contrario a
directora fani efleclivas as multas impostas pelo re-
culamenlo.M. P. de Souza Barboza, 2. secre-
tario.
Precisa-se tomar a risco sobre o casco, appare
Iho e carga de guano que conduz a barca insleza
Ilants, arribado a este porto por forrji maior, \ iodo
'/i" *^,",* rte Lim com destino para Valencia na
Ilespanha. a quantia de.VOOOg pournmason menos:
os pretendentes queiram dirigir as suas propostas
em carta techada al meio-dia de 30 do crente no
consulado Brilannico.
IlOOO
59500
2900
19-500
19300
700
DENTISTA FRANCEZ.
@ Paulo Gaiguoux, estabelecido na rua larca
V do Rosario 11. 36, segnudo andar, collora den-
@ tes com geugivasartificiacs, c dentadura com- fi
t$) pela, ou parle della, com a pressao do ar. 0
@ Tanthem lera para vender agua denlifrice do @
3 Dr. Picrre, c p para denles. Rna larga do
9 Rosario n. 36 segundo andar. f
J. Jane dentista,
contina rezidir na rua Nova, primeiro andar n. 19.
s@eaeaa:ssia
9 O Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho mu-
t dou-se para o palacete da rua de S. Francisco^
9 mundo novo) 11. 68 A. (>
> fttOMHtmtij
Aos 10:0004' 5:000s e l:000,s000.
Na |Tac,i da Independencia u. 4 loja do Sr. For-
tunato, ns. 13 e 15 do Sr. Arantes, n. 40 do Sr.
Faria Machado, rua do Queimado n. 37 A dos Srs.
Souza do Sr. Pedro Ignacio Baptista, estao venda os bi-
lheles c cautelas da primeira parle da 10 lotera do
Iheatro de Santa Isabel, a qual corre no dia 20 de
setembro, cujos bilhetes sao do caulelisla abaixo as-
signado; o qual paga por inleiro o premio de 10:0009
5:0009 e 1:0009000, que sahirem em seus bilhetes
inteiros e meios bilhetes cujos van pelo mesmo ru-
bricados.Antonio Josi Rodrigues de Souza J-
nior.
Bilhetes inteiros.
Meios bilheles.
Quarlos.
^ Oilavos.
Decimos.
Vigsimos.
Ao publico.
As pessoas que nao esto contentes com os retratos
de guerrcolypo que em meu cslabelecimenlo (eriho
teilo. podero vir fazer outros at que agrade, ou
eslejain claros ou escuro* e seja qual for a razao, o
abaixo assignado fara oulros como tem annuuciado.
Cincinalo Macignier.
O Sr. Daniel Cesar Ramos tem unas cartas na
Praca da Independencia ns. 6 e 8.
ANT1GO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da rua do Trapiche
n. 15, ha muito superior potassa da Rus-
sia e americana, ecal virgem, chegadaha
pouco, tudo por preco commodo.
Precisa-se de urna ama de Icile : na rua da
Roda n. 52.
MANOEL AUGUSTO DE MENEZES COSTA,
protessor di arte de msica, ofterece o seu presumo
ao respeilavel publico para leccionar na mesma arte
vocal e instrumental, tanto em sua casa como em ca-
sas particulares: quem de seu presumo se quizer
utilisar, dirija-se i rua do Arago n. 27.
D-se dinbeiro a juros em pequeas quanlias,
sobre penhores de ouro e prata : na rua Velha
11. 35.
Lava-se e engomma-se com (oda a perfeicao c
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado n. 15.
9 O Dr. Joao Honorio Bezerra de Menezes, %
formado em medicina pela faculdade da Ba- ;':
9 hia, ron tiuna no exercicin de sua profssio, na
T4 rua Nova u. 19, segundo andar.
99>mmmmmm**mm e*aa.w
O abaixo assignado, herdeiro do finado Joao
Firmino da Costa Barrada, declara que, exislindo
urna letlra perlencenle ao mesmn Jo.lo Firmino, acei-
ta pelo major Francisco Antonio Pereira dos Santos,
a fallecido, proveniente da venda que lhe tez do
engenho Tenlugal, a qual letlra he da quanlia de
3:0009000, e se ach vencida desde 31 de julho de
1835, c como ignore em poder de quem ella exisla,
roga a qualquer pessoa que souber ou aliver.declarc
por este Diario, assegurando-lhc o abaixo assignado
sua gralidao por um (al motivo.
./oao da Rocha tVanderley Lins.
Na rua da Cruz n. 20, primeiro an-
dar, tem urna carta para ser entregue em
mao propria ao Sr. Dr. Alfonso Jos de
Mendonca.
Toa I has e guardanapos de panno de linho
puro.
Na rua do Crespo, loja da esquina que volla para
a cadeia, vendem-se toalhas de panno de linho, lisas
e adamascadas para rosto, ditas adamascadas para
mesa, guardanapos adamascados, por preros cora-
modos.
LOTERAS da provincia.
O thesotireiro das loteras avisa, que
acham-se a' venda nos lugares costu-
me, os bilhetes da lotera do theatro, que
tem de correr no dia 20 de setembro :
praca da Independencia, lojasn. 4e 15 ;
rua do Queimado, loja 11. 59 ; Livra-
meiito, botica n. 22; rua da Cadeia do
Recife, botica n. 61 ; aterro da Boa-Vis-
ta n. -V8 ; rua do Cabuga', botica do Sr.
Moreirae rua do Collegion. 15.
- ROUBO.
No dia 26, pelas 9 horas da noite, mandando o
abaixo assignado buscar em sua casa ceia e cama
acontece que seu caroarada, depois de mandar qu
0 preto seguisse para o quartel, este com pouco de-
sappareceu. sem que o soldado podesse mais encon-
tra-lo; prtenlo o preto ganhador couduzio 3 colhe-
res de cha e 1 de SMS, de prata, urna concha de
assucar, urna cafetein de metal, 3 chicara- e 3 pi-
res, 1 assucareiro azul, 8 pratos. 3 tnlheres, 2 toa-
lhas de mesa, 2 ditas de maos, I de rosto, bom como
urna esleir enrolando urna coherta de chita nova
1 lencol de esguiao, 1 Iravesseiro comprido enfro-
nhado, 2 ditos pequeos forrados de selim rr
de cravo, com 2 fronhns de cas-a. Necea sana-
mente os ditos ohjcctos scro olirccidos ; ro-
gando-se assim a qualquer pessoa,asna apprehenso,
pois que 1alem de sua recompensa o abaixo assigna-
do ser -1111111111 nicnio gralo.procuraudo.oem sua ca-
sa na rua da Palma, ou noquarlel do corpo depoli-
"* Jos Conegundesda S'ilia.
Manoel Rodrigues do Albuquerque, subdito
portuguez, relira-se para urna das provincias do
norte, e deixa por seus procuradores nesla provincia
a Jos da Silva Saraiva e Jos Alvcs Lima.
Precisa-se de um feilor de campo, c para enge-
nho, que d con I iec me o lo di: sua pessoa : no enge-
nho novo de Muribeca. ou ua rua Novr n. 50.
A bem conhecida hpographi que foi do fina-
do Luiz Ignacio Ribeiro Roma, acha-se hojeeslabe-
lecida na rua das Aguas-Verdes n. 48, segundo an-
dar, e prompla a imprimir com nitidez c bom goslo
quae pas, coritas, bilheles ou carlcs de visita, ele. etc.
pelo preco mais commodo possivel, assim como ass^
jura-sea maior promplidao e zelo: a tratar na mesma
lypographia com o seu propiielario, ou com o ad-
ministrador da mesma.
No sobrado da rua do Pilar n. 82,
precisa-se alugar tima escrava que engom-
mebem, e saiba cuidar de tima casa de
pequea familia.
GABINETE PORTUGUEZ DE LEITURA.
Por ordem da directora do gabinete portuguez de
leitura, convoca-se os Srs. accionistas para se reuni-
rem estraordinariamenle em assemhlcn geral. do-
mingo. 3 de selembro, as ti horas do dia. ,\l. p.
de Souza Barlioza, 2. serrelario.
Precisa-se de urna ama que stiba cosinliar e
engommar para casa de pouca familia : na praca da
Independan ca 11. 1.
No dia :ni do corrente, que heqaarta-fcira pr-
xima, arreinatam-se o seguimos bens depois da au-
diencia do lllm. Sr. Dr. juiz dos feitos da fazenda,
para pagamento de exccuc.es provinciaes, no lugar
do coslume : Por venda a parte de um sitio na tra-
vesa do Boi, para pagamento desello de heranca,
o qual foi da fallecida Rosa Francisca Regadas por
2419730, e o mesmo sitio de renda animal por 2509
rs. pira o mesmo fim ; Nos Afosados a casa lerrea,
na rua do Molocnlomlm n. 67. perlencenle a Anto-
nio Joaquim de Mello .por OO9OOO por venda ; um
terreno na roa de Bairro Baixo, freguezia de S. Jo-
s, com 60 palmos de frente, leudo urna casa cm ar-
mazcm com o n. 4, perlencenle a irmanriade da Se-
nhora do Livramenta desta cidade por 6OO9OOO ; as
casas terreas na ruadoBom-Goslu, nos Afogado-, ns-
29, 31,33, 35 e 37, construidas de pedra e cal, per-
lencentes.ios herdeirosde Joaquim Caetano da Luz
por 3590(10 cada urna ; a parle do sobrado, silo na
rua largado Rosario n. 30,que foi de Francisca Ma-
ra da Conoeico por 24f>9< 5 ; a casa lerrea u....,
construida de pedra e cal, na rua dp Rnsaro.bairro da
Boa-Vista por 700J000 ; um sitio na Casa Forte com
casa construida de pedra e cal, com estribara, arvo-
redos de fruclo, cercado de arvores nativas por 1:0008
fs., e o sobrado de um andar nos Qualro Cantos da
cidade de Olinda n.4, com cozinha, quintal murado,
era chaos proprios por 6008000, penhorados esles
Ires ltimos bens a Joaquim Gnnralvcs Baslos, para
pagamento do que deve a fazenda do sello de heran-
ca 110 inventario do fallecido padre Francisco Gon-
calves Baslos ; um sitio com casa de vivenda de pe-
dra e cal, na estrada de Belcm, com arveredos de
fruclo, roniondn 2 cacimbas de boa agua, rercado
qnasi lodo de liraOo, lendo na frente um portao de
madeira, avaliado por 3:3759000, por quauto foi ad-
judicado a mesma fazenda pelo que deve Joao Ma-
noelMendes da Cunha Azevedo ;. una pequea ar-
majao de laberna, madeira de pinho por 88000 ;
urna balanza de folha de Flandru com correnle de
latao c seu respectivo braco por 29000 rs., eum tor-
no de medidas de (landres de caada al conlra-me-
lade no valor de 19000, penhorados a Gregorio da
Cosa Monteiro, para pagamento da mesma fazenda ;
a parte de urna casa terrea, sila 110 becco da Vira-
tao, que foi do finado Jos Alfonso Regueira, ava-
hada em 819000, aquinhoada a tezenda, para paga
mente do sello: quem quizer arrematar ditos bens,
comprela na sala das audiencias, as 10 horas do re-
terido dia. Recite 24 de agosto de 1851.Jote Ha-
ran" de Albuquerque, solicitador da fazenda pro-
vincial.
Homceopathia.
I CLNICA ESPECIAL DAS MO-
I LESTIAS NERVOSAS.
Histeria, epilepsia ou gota co-
ral, rlie'umatismo, gota, paraly-
sia, defeitos da falla, do ouvdo e
I dosolhos, melancola, cephalalgia
I ou dores de cabera, enchaqueca,
I dores e tudo mais que o povo co-
I nliece pelo nome genrico de ner-
I voso.
As molestias nervosas requerem militas ve-
< zes, alm dos medicamentos, o empregode
oulros meios, que despertem 011 abalam a
sensibilidade. Esles meios possuo cu ago-
ra, e os poiihn a disposicyio do publico.
Consullas lodos os dias (de graca para os al
pobres), desde s 9 horas da nsmbaa, at '#9
as duasda larde.
As consultas c visitas, quandonn poderem
ser feilas por mim, o serao por um medico
de minha maior cnitiauca: rua de S. Fran-
cisco (Mnndo-Novo, n. 68 A.Dr. Sabino
Olegario Ludgero Pinho.
Na rua das Cruzo n. 40, taberna do Campos,
ha porcao de bichas hamburguezas das melhores que
ha no mercado, que se vende em porcocs e a retalho,
a tambemse alugara.
COMPRAS.
Compra-se a planta do rio Beberi-
be, tirada pelo engenheiro Conrado, no
anno de 1820 ou 1821: na livraria n. 6 e 8
da praca da Independencia. Esealguma
pessoa a tiver e nao quizer vender, a me-
nos roga-se-lhe a (juetra emprestar aopro-
prietario da dita livraria, pois o fim para
que o quer, he de interesse publico.
Compram-se garrafas brancas e mesmo franec-
zas, ainda que sejam servidas de azeile doce, c pa-
gara-sc bem : na fabrica de espirites da rua Direila
n. 17.
Compra se urna escrava crioula 011 parda, sen-
do moca, de bonita figura e com algumas habilida-
des ; paga-sc bem : na rua de llortas n. 60.
Comprase urna bride de metal do principe,
promette-se pagar bcra, sendo que sirva; na rua
larga do Rosario n. 33.
Compra-sc cReclivamente bronze, latao e co-
bre vclho : no deposito da fundicao d'Aurora, na
rua do Brum, logo na cidrada n. 28, e na mesma
fuiulicao em S. Amaro.
PARA UMA ENCOMMENDA.
No Recite, armazem de farinha junio ao Araujo,
compra-se uina escrava que tenha boa figura e con-
ducla, paga-sc bem : das 9 horas da manhaa s 4 da
tarde.
Compram-sc ps decraveiros, pequeos: quem
os tiver anuuncie.
Compram-se duas moradas de casas terreas no
bairro de Santo AntAnio ou na Boa Vista, mas que
nao excedam de 8008 cada urna : na praca da Inde-
pendencia loja n. 4.
Compra-se urna- arroba de papel para embru-
Iho : na loja de sirguciro, na quina da rua do Ca-
buga.
Compra-sc ou hj pnllioca-se urna rasa terrea,
sendo em mas frequentadas e no bairro de Sanio An-
tonio ou S. Jos : quem quizer fazer algum deslcs
negocios, dirija-se a roa da Virarao n. 9, ou au-
nuncie.
Compra-se um alambique de cobre que leve
i caadas, pouco mais 011 menos : no becco do Pei-
xe Frite, venda de Gabriel Antonio de Castro Quin-
taos.
VENDAS.
PUBLICAQAO' RELIGIOSA.
Sabio i luz o novo Mez de Mara, adoptado pelos
reverendsimos padresrapuchinhos de N. S. da Pe-
nda desta cidade. augmentado com a novena da Se-
nlior da Conceicao, e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, edeN. S. do Bom Conselho : ven-
de-se nicamente na livraria 11. 6 e 8 da praca da
independencia, a 19000.
Na rua da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem de Henrique Gibson :
vendem-sc relngios de ouro de sabonele, de paten-
te inglczes, da methor qualidade e fabricados em
Londres, por preco commodo.
Na rua do Vigario n. 19 primeiro andar, tem a
venda a superior fianella para forro de seilins chc-
gada recentemente ih America.
CARNE DO SERTAO.
Vcnde-se muilo boa carne do seriao por menos
preco da do Cear,em pacolcs de 4 arrobas : nn ar-
mazem da porte larca ao p do arco da Cuneen o.
defrontc da escadlnlia.
Vende-te cal em pedra chegada ltimamente
de Lisboa por prec.o commodo : na refinacao da Sen-
zalla Nova 11. 4.
Vende-se um sitio em Paratibe.com
Iruteiras e boas var/ens : a tratar em Olin-
da rua do Cabral n. 1.
iitmiMt @@@
jk PAUTO* ^g,
3T ^a rua do Queimado loja de sobrado ama- ''
(9 relio n. 29, vendem-se palitos de merino
f\ l>relo muilo superior, forrado de seda, pelo
*v baralissimo preco de 9)000 rs.
Vendem-se 2alqueires 011 mais de cal branca
juntos ou cm porcSes, na rua do Han-el n. 21, e
mais urna barrica comareia de fingir ou fazer corni-
jas: assim como vendem-sc duas mcias portas de al-
cova j envidracad^s de 10 a 11 palmos de allura ; 1
oilante; as Tabuas de Calais e alguns mappas ; o
Rcporlorio das Ordenacors do Reino em muilo bom
estado, 1 diccionario de meoecini em muito uso c
lainlicm separado ; 1 Epitome Serfico ; urnas horas
Marianna c oulros livros espiriluaes, 1 banco de ca-
rapina novo, de amarello com alcuma l,tramonla
do mesmo ofticio, e lambcni 1 bravo de boa madei-
ra para coberla : ludo na inesniaca-a cima a qual-
quer hora do dia. Na mesma casa se compra um ter-
110 de medidas de pao do padtHo uovo, de alqueire
at oilavu.
Vendem-sc nemias de ema : na rua da Cruz
n. 26, primeiro andar.
Vcndem- mclhoresqtielem vindoa este mercado ; em casa de
Rnsssl Mellors & Companhia, rua da Cadeia do Re-
cife n. 36-
Crsemiras baratas.
Novo sorlimento de corles do casemira de cores
modernos padrOes, a 498OO cada um corle : na loja
de 4 portas na ruado Queimado n. 10, de M. J.
I.cile.
I.AAPARi VESTIDOS.
Na rua do I.ivramenlo n. 14, vende-se 1,1a propria
para vestidos de senlinra,bonitos padrOes, a 39600 o
covado, e he de Brande economa para meninas de
escola; vestidos de cambraia de barra, a li-t.lK) ; chi-
tes enhoclas, a 106(10 o covado ; c oulra- fazendas
a troco de pinico dinbeiro.
FAZENDASPARATAS.
Na nova loja de 3 portes da rua do I.ivramenlo n.
8, ao p do armazem de hiuca, vendem-sc chitas fi-
nas escuras, cores fuas, e com pequeo loque de
mofo, molhado que seja sabe, o covado a 160 rs.;
i-orles de dita franreza, a W600 ; cassas de cores,
padrocs modernos c cores lisas, a vara 400 e 480 r..
chales de laa e seda ao-lo cscossez, a 1.- lii. 1)600 ;
rt-cailos franrezes muiln finos, cures fitas, com una
vara de largura, u covado a 210 ; c oulras militas
fazendas por barate preco.
MECHANISMO PARA ENGE-
NHO.
NA FUNDICAO" DE FERRO DO ENGE-
NHEIRO DAVID W. ROWNIAN. NA
RUA DO BRUM, PASSANDO O CHA-
FAR IZ,
ha sempre um grande torilmente dos seguintes ob-
jcclos de mechanismos proprios para engenhos, a sa-
ber : moendas e ineias moeodas da mais moderna
construreao ; taixaj de ferro fundido e batido, de
superior qualidade, de_ todo os tamaitos ; rodas
dentadas para agua ou animaes, de todas as propor-
cOei ; crivos e boceas de fornalha e registros de boei-
ro, aguilhes.hrnnzes parafusos e cavilhoe, moinho
de mandioca, ele. ele.
NA MESMA FUNDICAO
se executam tedas as encommendas com a superiori-
dade j conhecida, e com a devida presteza e commo-
didade em preco.
-n Vende-se um sobrado de nm andar, na roa da
Praia, por preco muilo commodo; quem pretender,
annuocie para ser procurado.
V-Calcas baratas.
Vendem-sc orles de calca de brim de cores a
15600 cada corte, ditos de casemira de algodao pelo
mesmo preco ; na rua do Queiinado, loja de 4 por-
tas n. 10. T '
g3S@8SS?jj @a@@3@
9 \ ende-se na rus do Crespo, loja amarella @
n. 4, a 1J200, grosdenapole liso, furia-cores, 9
@ ou seda lisa furia-cores a 15200 cada covado, fg
9 fazeuda a mellior possivel ; a ella anles que
se acabe.
SACCAS COM MII.HO.
Na rua do Vigario n. 33, em cata de Joo Fernan-
dos Baptisla, veudeni-se saccas com milho a 25500.
Vendem-se 2 pares de breviarios romanos : na
rua do Queimado, segunda loja n. 18.
A laberna do palco do Girino, quina da rua
de llortas n. 2, contina a ler ,-i venda todos os ue-
neros bons e baratos: raanleiga ingleza a 400, 480,
560.720 e 800 rs., franreza a 560e 600 rs., loucinho
d Lisboa a 360, clionricas a 400 rs., alelria a 300
rs., bolacltinlms inglezas a 320, ditas a Napoleo a
400 rs.. dilas de aramia.do Rio a 560, pastas muito
boas a 360, cha a 19600,3)000 e 28240, rap a I5OOO
o bote, buha a 500 r., larinha de Maranhao a 140,
espermacete a 800 rs.. carnauba de 6 e 9 a 320,
farinha de trigo a 150, folha de lomo a 400rs., cra-
vo da India a 600 rs., caf a 180 em grao, enxofre a
70 rs., assucar mascavndo a 70 rs. a libra, esleirs
do Aracaty a 200 rs. urna, lates com sardiohas de
Nantesa 600 e 800 rs., lijlos de limpar facas a 140.
uraixa em lates a 100 rs., azeitenas a 280, vinho da
Figueira a 480, de Lisboa a 400 e 360, azeile doce a
600 rs., de carra palo ,1 2SO a garrafa, arroz branco a
400 rs., feijao muhilinho e preto a 400 (., arroz de
casca a 160, milho a 200 rs. a cuja, ceblas a 15280 o
cento, albos a 110 rs. o molho, queijos a 15280 e
15500. traques a 110 a carta, tambem o bello doce
de caj secco a 500 rt.
PECHINCUA.
Vende-se na Lingucta n. 3, urna armacao de ven-
da que se da por pouco diuheiro: a Iralar as Cinco
Ponas n. 141 .venda.
Vende-se ou permula-se por urna casa terrea,
um bom sitio ua estrada da Varzea, com 60 bracas
de frente e 40 de fundo, cujos (undos chesam ale o
rio Bebedor, com casa, de vivenda, muilas arvores
de fructo, boa baixa para capim,* pasto para vaccas
de Icile : a Iralar na rua de Santa Thcreza n. 22.
Vcndem-se 4 molecoles de idade 18 annos, 4
escravos ptimos de todo servico ; na rua Direila
n. 3.
. ~. Vende-se nma linda mobilia de Jacaranda de
riqtiis-imo goslo e muito moderno: quem a preten-
der dirija-se a rua da Cadeia Velha n. 36 primeiro
andar.
SACCAS COM MILHO.
Vendme-se na loja n.'26 da rua da Ca-
deia, esquina do becco Largo do Recife.
Vendc-sc um silio no lugar de Maricota, com
duas casas de laipa novas, sendo urna grande e oulra
pequea, cora baixa de capim, dando lodo o anno,
tem o sitio de comprido meio quarto de legua, com
larangeiras, cafezeiros. bananeirasecoqueiros lodos
novos : quem pretender dirija-se ao engenho Ja-
guarihc, a fallar com Francisco Amhrozio Pereira,
ou nesta praca na rua do Pilar n. 135.
TOAjLHAS
Mar melada nova superior.'
Vende-se .ua roa do Collegio n. 5, marmelada
nova chegada ltimamente de
Margarida, a 28 rs. a lata.
Lisboa, pala barca
v _, BRIM BRANCO E DE COR.
1 enoe-se-brin, Mancado da linho a 500 r. a vara,
dito escuro de quadros tamben de linho a 600 e 720
rs.: na raa do Crespo n. 6.
Aterro da Boa-Vista n. 55.
Vende-te um cabriole! novo, de
bom guste.
Ai que fro.
Vende-se superiores cobertores de tapete de di-
TS or'?.' 8""nea1W?(>.-. ditos brancos a
I52IW rs., ditos com pelo a imtlac.io dos de papa a
15400 rs.: na rua do Crespo loja n. 6.
Vaccas furinas.
Vendem-se 2 vaccas (urinas, estando orna dellas
prestes a parir, e 1 novilho da mesma raca pura :
quero as pretender poder dirjgir-se para v-las ao
primeiro silio de portao de ferro da Estrada Nova :
e para tratar no Chora Menino primeira cata do la-
do esquerdo, anles da ponlesiuha.
VENEZIANAS.
No aterro da Boa-Vista n. 55,
ha um sorlimento de venezianas com fitas verdea
de linho e de laa, com caixa a sem ella, e tambem
concerlam-se as mesmas.
Carne do sertao.
Vende-se muilo boa carne do serflo, e por preco
commodo : na rua do Queimado, loja n. 14.
Vende-se urna deslilicjo complete, qne diaria-
mente destila urna pipa de agurdenle, o alambique
he de cobre puro e mu bem construido ; bem como
n esquema sarapa, as cubas sao todas de atrarello
vinhatico, obra bem feila e de durado : Irata-ie na
rua da Cadeia do Recife n. 3, primeiro andar.
FATO SECCO.
E GUARDANAPOS DE PANNO DE
LINHO PURO.
Vendem-se toalhas de panno de linho e adamas-
cadas para rosto a IO5OOO a duzla, ditas lisas muito
superiores a 115000, ditas grandes adamascadas para
mesa a 35000 cada urna, guardanapos adamascadoT -Cruz, n, 4.
a 35600 a duzia.
SACCAS COM FARINHA.
Vende-se na loja 11. 20 da rua da Ca-
deia do Recife, esquina do becco Largo,
superior farinha da tetra, por preco com-
modo.
AGL'I.HAS FRANCEZAS.
Vendem-se caixinhas com 4 papis de agulhas
franreza* a 200 rs., fazenda superior, e em papis
avulsos rom muilo pequeo loque de ferrugem a 10
rs. o papel : na ruado Queimado, loja de miudezas
da Boa Fama n. 33.
Vendem-se falo secco de sado, proprio para es-
cravos : na rua do Queimado, loja n. 14.
Vendem-se muito bom peixe em salmoura; na
rua do Queimado, loja n. 14.
Vende-se muilo bonitas redes pintadas, pro-
prias para ti poia : na rua do Queimado n. 14.
Vendem-se no becco Largo, loja n. 4, alm de
um grande surtimcnlo de louca superior vidrada,
como seja : talhas de diversos tamaitos a melhnres
possiveis para resfriar agua e oulras muilas pecas
necessanas para urna casa que se Irala enm decencia,
ha famosas pingadeiras de graudcs tamanhos, assim
como a-saileiras para forno, frigideiras ele.; e de
novo vicram da Baha ricos alguidares vidrados para
serem lavadas criancas; os precos sao os mais razoa-
veis possiveis.
Na rua da Cadeia do Recife 11.60, vendem-se os
seguintes vinhos, os mais superiores que tem vindo a
esle mercado.
* Porto,
Bucellas,
Xerez cor de ouro,
Dilo escuro,
Madeira,
em caixinhas de urna duzia de garrafas, a i vista da
qualidade por prejomuito era cunta.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na rua da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, recentemente chegada.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafan/. continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a renda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias nglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a renda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de emprc-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Beberdt Companhia, na ruada
PARA A FESTA.
Seilins nglezes para homem e sen hora
Vendem-se tcllirs oglexes da pa-
tente, com todos os pertences. da roe-
Ihor qualidade qne tem vindo a esta
mercado, lisos a da barranoe, por
pree.o muilo commodo : em rasa de
Adamio Honie A Companhia, rua
doTraplefcen.42.
FRESCAES OEUOS DO
SERTAO'.
Vendem-se oa muito baat e rrescaes qneijos do
sertao ; na rua do Queimado, teja n. 14.
A 240, dinbeiro a' vista.
As chitas francezas que te aimunciaram a 280 o
covado, sendo de2, 3 e 4 cores na eslampa, vendem-
se boje pelo barato preto de 24 o covado, ae*d* ls
mais moderna* em padrOes : na teja da Gregorio &
Silveira, rua de Queimado n. 7.
-
Vendem-se fazendas de toda* as
qualidades por muilo menos de seu
prero primitivo, nicamente para j
liqtiidacao : na ruada Cadeia o \
Recife, loja n. 50.
t
CAVALLO DE CARRO.
Vende-se um cavallo castanlio, mestre de cabrio-
le!, mnito manso, e sem nenlium achaque, por lt);
rs. : no Recite, rua da Senzala Velha, estribara de
Joaquim P. Peres.
Vendem-sc 2 neeras que sabem cozinhar, cn-
Kommar o vender na rua, c propras para todo o ser-
viro : no becco da Lingoela n. 8, segundo andar.
\ endem-se a 2^800 pecas de madapolo fi- 9
no entestado, fazenda a mellior possivel, para 9
.:? o preco : na rua do Crespo, loja amarella, ff
9 lado do norte n. 4. A
iMMnmMti *<
Vendcm-se sircas de feijao mulalinho de mui-
lo boa qualidade, por preco commodo no becco do
Azeile de Peixe armazem de Joao Tavares Cordciro.
Vende-se a laverna 11. 2 da rua da matriz da
Boa Vista bem afreguezada, lano para o mato co-
mo para a Ierra, c propria para quem quizer prin-
cipiar a vida : na mesma se dir o motivo por que
ella se vende.
Vende-se ou arrenda-se um sitio
bastante grande, no lugar do Rio Doce,
coml^O pes de coquei ros, com boa casa
de vivenda de pedra e cal ; quem o pre-
tender, dirija-se a* rua do Rangel n. 56.
MIIIIIIH @$*5
H Vende-se zolmira ou mimo do eco, fazen- ;(
9 da de faulazia, de seda e laa, de goslos rao- ;t
9 demos, para vestidos de senhora a 480 rs. ca-
8j da covado : na rua do Crespo, loja amarella, i
J* lado do norte n. 4.
MARMELADA
de Lisboa, a mais superior, chegada lti-
mamente, vende-se na rua da Cadeia do
Recife n. 25, defronte do becco Largo.
Vende-sc un\piano forte por preco mdico:
na rua Direila n. 32, primeiro andar.
VELAS DE CERA DE CARNAUBA.
Vendem-se velas de cera de carnauba de 6, 8 c 9
em ti, da mellior qualidade que ha no mercado, fei-
las 110 Aracaty : na rua da Cadeia do Recite n. 49,
primeiro andar.
CERA DE CARNAUBA.
Vcndc-seccra de carnauba do Aracaty : na rua da
Cadeia do Recite n. 19, primeiro andar.
NO COXSCLTORIO HOMEOPATBICO
O
lllt. IVA. UliiO HOSCOSO.
Vcndem-tc asscgoinlcs obras de homeopalhia em
franee/ :
Manual do Dr. Jahr, 4 volumes IO9OOO
Rapou, histeria da homeopalhia, 2 volumes I65OOO
Harlliman, tratado rompido das moleslias
dos meninos, 1 volume lOjflOO
A. Teste, materia medica hom. 89000
De Favole, doulnna medica hom. "5000
Clinica de Slaoueli f&OOO
Caritas, verdade da homeopalhia 4?000
Jahr, tratado completo das moleslias ner-
vosas 63000
Diccionario de Nyslen 109000
Na rua do Vigario 11. 19, primeiro andar, ven-
de-se cera lano em grume, como cm vallas, em ca-
xas, com muito bom sor limen lo e de svperinr quali-
dade, checada de Lisboa na barca Gratidlio, assim
como holnchinhas cm latas de 8 libras,e farello muilo
novo em saccas de mais de 3 arrobas.
Deposito de vinho de cham-
pagne Chateau-Ay, primeira qua-
lidade, de propriedade do condi
prop
de Mareul, rua
con
da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o mellior-
de toda a champagne vnde-
se a 56j'000 rs. cada caixa, acha-
se nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. B.
As cai.vas sao marcadas a fogo
Conde deMarcuil e os rtulos
das garrafas sao azues.
e-
Deposito de potassa e cal de Lisboa.
" Na rua de Apollo, armazem de Leal
[Res, continua a ter as legitimas qualida-
des de potassa da Russiaeda America, e
cal virgem em pedra : tudo por preco a
satisfazer aos seus antigos e novos fre-
guzes.
- Cola da Babia, de qualidade esco-
lhida, e por preco commodo: a tratar na
rua do Trapichen. 16, segundo andar,
com Antonio de Almeda Gomes & Com-
panhia.
Louca vidrada, recebda ha pouco
da Baha, com bom sortimento : vende-
se na rua do Trapiche n. 10, segundo
andar.
Genebra verdadera de Hollanda,
em frasqueiras, chegada este mez, sendo
alguma da mais superior que se faz na-
quelle reino ; vende-se na rua do Tra-
piche n. 16. segundo andar.
_ Vende-se farinha de mandioca : a bordo di po-
laca Cndor, ou a Iralar com Tasso Irmaos.
Rftiogos inglezes de patente.
Vendem-se a preco commodo, em cata ,le Barroca
& Castro, na rua da Cadeia do Recife n. 4.
Vcnde-se nma balanca romana com lodos os
seus pertences, em bom uso e de 2,000 libras : quem
a prcteuder, dirija-se i rua da Cruz, armazem 11.4.
DEPOSITO DE PANNO DE ALGODA'O
DA FABRICA DE TODOS OS SANTOS
NA BAHA.
Vende-se o superior panno de algodao
desta fabrica, proprio para saceos e roupa
de escravos : no escriptorio de Novaes A
Companhia, rua do Trapiche n. 5i, pri-
meiro andar.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se farinha de mandioca matto nova eda
superior qualidade, a bordo do hrigee Damao : a
iratar com Mauoel Alves Guerra Jnior, na raa do
Trapicha n. 14.
Vendem-se relogios de patente e
lio tison taes de ouro e de prata, e de prata
dourados, por preco commodo : na rua
da Cruzn. 26, primeiro andar.
Vende-se superior chocolate fran-
cez, camisas franeeus com peitosdelinbo
e de madapolo, aberturas para' camisas
de linho e madapolo, espingardas fran-
cezas de dous cannos para cara, superior
krche e absintho, tudo por preco com-
modo : na rua da Cruz n. 26, primeiro
andar.
BARATO SI, FIADO NAO'.
A 10J000 rs. o corte e 840 rs. o corado!!!
Na rua do Queimado, loja n. 17, ao p da blica,
tem para, vender o* mais modernos corte* de vesti-
dos degaze de seda, com 18 covado*. cada corte, ou
640 rs. cada covado. Esta fazenda he a mais propria
e delicada que yeio no ultimo navio de Havre, para
vestido* das tenhoras do grande tora; dio a as
amostras rom penhores.
ATTENCAO',
Vende-se no aterro da Boa Vista t. 72,
loja de miudezas, mcias para meninos meninas a
160 rs. o par, dilas para tenhoras a 240 rt., ditas
brancas e cruas para homem a 120 rs., boloes para
calca, urna grua por 160rs.; ditos de marea a 100
rs.; lilas de linho, orna peca 40 rs.; grampasa40 rt.
o maro ; filas de todas as qualidades a 80,120,160,
200 e 240 rs. a vara, sorteadas Anas ; trancas para
en feilar vestido* a 30 rs. a peca ; pentet da alar ca-
bello fino*, a 640 rs.; on Iros a 200 rs.; linha decar-
ritcl de cor e branca, a 20 rs. o carrilet; pregas'fran-
ceics a 320 rs.; ceuro da lustree hezerro francs pe-
lo barato : tambem *a vendo a loja com um grande
abalimenlo, muito propria para qualquer princi-
piadle : a Iratar na mesma.
Cassas francezas a 520 o covado.
Na rua de Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vendem-se cassas francezas de raailo bom
gosto, 1320 o covado.
Jacaranda' de muito boanbalidade :
vendem Antonio de Almeda Gomes &
Companhia, rua do Trapiche Novo n. 16,
egundo andar.
Farinha de S. Matheus.
Vende-se superior farinha* de mandioca. 1
muito nova chegada de S. Matheus e por 1
preco commodo, a. bordo do hiale Audaz sor- ',
lo no raes do Collegio, para porcO** noque]
te far abale de preco: (rala-se 110 escripto-
rio da rua da Cruz n. 40 primeiro andar. -
Vende-se um excellente carrlnho de 4 roda*,
mu bem construido,eem bom estado ; ata expolio
na roa do Aradlo, casa do Sr. Jjeune n. 6, onde po-
dem os pretendentes eiaroina-tt^V Iralar do ajuste
com o mesmo senhor cima, onryua da Croa a*
Recite n. 27, armazem.
QUEIJOSE PRESUNTOS.
Nn raa da CruzdARecir* 00 ymtrm li. 62. de
Antonio Francisco Martin,, g, rwie os mai* supe-
riores queijos londrlno*,, prstmtos ara fiambre, 1-
limameule chegados iva barca ingtea l'alpa-
raiso. *~s____-
Moinhos de vento
"om bombasde repuxo para regar nortes e baila,
de capim. na fundicao de 1). W. Bowtnan : na raa
do Brum n*. 6,8 e 10.
Padaria.
Vende-se ama padaria muito afreguezada: a Iralar
com Tasso & Irmaos.
Devoto Chtisto.
Sabio a luz a 2.* edir,ln do livriuho denominado-
Devoto Chrittao.mais correlo e acreseentado: venda-
se nicamente na livraria a. 6 e 8 da praca da la-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes acolchoadas,
brancas ede cores de um s panno, muito grande* a
de bom gosto : vendem-se na rna do Crespo, leja da
esquina que volla para a cadeia.
POTASSA BRASILEIRA. $
Vende-se superior potassa, fa- b
bricada no Rio de Janeiro, che- A
gada recentemente, recommen- A
da-se aos senhores de engenho os 5
seus bons ell'eitos ja' experimen- r?
tados: na rua da Cruz n. 20, ar- w
mazem de L. Leconte Feron & $
Companhia.
&
AOS SENHORES D ENGENHO.
Cobertores oscuros muilo. grandes, p encorpado*.
dilos brancos com pello, muilo sraudes, imitando o*
de 1.1a. a laiOO : na rua du Crespo, loja da esquina
que volla para a cadeia.
Vendem-se relogios de ouro e prata. mai
barato de que em qualquer oulra parle
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Itepo.o da fabriaa de Todos oa Santos na *Jahia.
v ende-se, em casa deN. O. Bieber &C, na rua
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aquella fabrica,
muilo proprio para sarcos de assucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
Vendem-sc em casa de Me. Cal moni 4 Com-
panhia. na praca do Corpo Santn. 11,0 segninte:
vinho deMarseilleem caixas de 3 a 6duzias, Imitas
em nov ellos ecarreleis, breu em barricas muilo
grandes, ac de milao surtido, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estahelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e metas moendas para engenho,. ma-
chinas de vapor, e taixas de fewo batido
e coodo, de todos os tamanhos, para
dito.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Acmala o Edwus Bao.
Na rua de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmont
& Companhia, acha-se constantemente bons sorli-
mentos de taixas de ferro coado e balido, tanto ra-
sa como fundas, moendas inetiras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., dilas para a rmar em madei-
ra de I otlos os tamaitos enldelos os mais modernos,
machina hnrsnnlal para vapor com terca de
i cavallos, rucos, passadeiras de ferro eslanhado
para casa de portar. por menos preco que ua de co-
bre, esco vens para navios, ferro da Soecia, e fo-
I ha- de flandres ; ludo por barato prejo. ,
:: m
i
ESCRAVOS FGIDOS.
Desappareceu no dia 14 de julho prxima pas-
sado, nma escrava de nome Rosa, a qual foi do Bui-
do capiUlo Manoel Joaquim que foi ssassinado no
anno da revoluru, e a viuva do mesmo vendea-a a
nm sigano em 1850 ; este Sr. capiteo era genro da
Srs. D. Mara Helena, muther do morcado do Mon-
teiro, a qual escrava lera os sigaaes -guintes : allu-
ra regular, ol los amarellos.os belfos um pouco arra-
bilados, tem entre um e outro beico um taino, lean
mais om lalho de faca as costes, fie muilo conheci-
da no Monteiro por Rosa do Sr. Manoel Joaquim :
quem a pegar, leve-a i rua Imperial o. 64, que sera
generosamente recompeaiidn. >
Desappareoeu de bordo do brigue Mafra no dia
23 do correnle o preto mariuheiro de nome Thnmiz,
0 qual reprsenla ler 23 annos de idade, he crioolo,
sem barba, rosto comprido, e tem falta de denles
no queiial de cima, levuu camisa n calca azota ha
bem fallante: roga-se portanlo a tudas as autorida-
des noliciacs e capilaes de campo a sua apprchemao
e leva-lo a bordo do dilo brigue ou a rua da Cruz
do Recife, escriptorio de Amorim Irmaos, qne se
gratificar generosamente.
1009000 de gratineacSo.
A quem apresa ntar o moleque Alfonso, de naci
Camuiidongo, idade' 20 e lanos annos, bstenle sec-
co do corpo, fpires miudas, allura regular, cora
duas marcas de feridas no meio das cosas ; desap-
pareceu de casa em 17 do correnle agoste, pelaa 7
horas da larde, e como nao leva motivo para urgir,
e leve sempre boa conduela, suppoe-se que fosse for
tado ; lev ou calca de casemira azul, camisa de al-
sodito grosso e chapeo de palha com fita prela larga:
quem o trouxer rua de Apollo n. 4' A, recebar a
gralilicacn cima.
A 18 de abril do anno d 1833, desapparecea
da cidade do Recife um escravo de nome Jacio Iho,
crioulo, cor bem prela, reprsenla ter da idade 20
annos, lem a cara nm ponen larca e Usados olhos
grandes e brancos, nemas om tanto fina, e os ps
um pouco chalos, lem de nm lado dos peitos nma
pequea cicalriz como de um lalho.se me nao enga-
o ; quem o pegaron delle tiver noticia, eonduza-o
i casa do abaixo assignado, que piomelle gratificar
bem, no engenho Cachocira de Porto Calvo.
Jos Mauricio Aeclolu.
Ainda continua estar fgido o preto que, rm 11
de setembro prximo pnssado, foi dn Monteiro a um
mudado no engenho Vertenle, acoinpanhando urnas
vaccas de mando do Sr. Jos Bernardino Pereira de
linio, que o alugou para o mesmo fin; o escravo lio
de nome Manoel, crioulo, baixo, grosso e mete cor-
cunda, com a barriga grande, lem um signal grande
de ferida na perita direila, cor prela, nadegas em-
pinadas para fra, pouca barba, tem o lerceiro dedo
da mao direila encolhido, e falla-lhe o quarto: le-
ven vestida calca azul de zuarle, camisa de aleodao
1 izo americano, porm levou nutras roopas mais li-
nas, bem como um chapeo preto de seda nove, e osa
sempre de correia na cinta: quem o pegar leve-o na
rua do Vigario n. 27 seu senhor Romao Autonio
da Silva Alcntara, oo no largo do Pelooriiiho arma-
zem de assucar n. 5e 7 de Romao & C, que ser re-
compensado.
__ Desappareceu no dia 1. de agual o preto Rai-
mundo, crioolo, com 25 annos da idade, pouco maia
ou menos, natural do Ico,'conheerdo all par Raj-
mnndo do Paola, muilo rnnvivente, tocador de taa-
tim, cantador, quebrado de nma verilha, barba eer
rada, beicos grossos, estatura regular, diz saber lr
c escrever, tem sido encontrado por veze* por delraz
la rua do Caldeireiro, junte mente com urna prela
sua concubina, que lem o appellido de Mara cinco
res ; porlanlo roga-e as autoridades policiaes, ca-
pules de campo e mais pessoas do povo, queoan-
prehendam e levem rua Direila'n. 76, que seo,
generosamente gratificados.
ERRATA.
No cummuuicailn firmado por D. Barbara Mara
da Silva Saixas, no Diario de lerca-feira n. 197 lia
os seguintes erros de caixa :
Em lugar de reilefiro ou rectifico, loia-sc' ratifico,
forma lirnu,
appareeeram 'pparecesteui,
burilar burlar.
PEKN\ : TYP. DE M. F. DE FARIA. 1854.


i
.


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