Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01445


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Full Text
s
ANNO XXX. N. 197.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Per 3 mezes vencidos 4,500.
TERCA FEIRA 29 DE AGOSTO DE 1854.

Por anuo amantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor. .
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DIARIO DE PERNAMBUGO
EXCAURKGADOS DA SIBSCRIPCAO'.
Recite, o propnetario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, oSr. JoooPoreira Martins; Bahia, o Sr. F.
Duprad; Macei, o Sr. Joaquini Bernardo deMen-
donca; Parahiba, o Sr. Gervazio Victor da Nalivi-
dade; Naial, oSr. JoaquimIgnacio Pereira; Araca-
ly, o Sr. Antonio de Lemos Braga; Cea r, o Sr. Vic-
toriano Augusto Borges; Maranhao, o Sr. Joaquim
H. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS-
Sobre Londres 26 5/8 a 26 1/2 d. por 1
Paris, 305 rs. por 1 f.
Lisboa, 105 por 100.
Rio de Janeiro, a 1 0/0 de disconte.
Acedes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras a 6 e 8 0/0.
METAES.
299000
Moedas de 69400 velhas. . 165000
de 69400 novas. . 169000
de 49000...... 99000
Prata.Patacoes brasileiros ..... 19940
19940
mexicanos........ 19860
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caraira, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex e Ouricury, a 13e28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PREAMAR DE 1IOJE.
Primeira s 9 horas e 18 minutos da manha.
Segunda s 9 horas e 42 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Coratnercio, segundas e quintas-feiras.
Relacdo, tercas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1 .* vara do civel, segundas e sextas ao meio dia.
2." vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
EPIIEMERIDES.
Agosto 8 Luacheial hora, 9 minutos e 48
segundos da tarde.
15 Quarto minguante aos 49 minutos
e 48 segundos da tarde.
23 La nova as 3 horas e 42 minutos
48 segundos da tarde.
31 Quarto crescente s 3 horas, 48 mi-
nuto e 48 segundos da manha.
DIAS DA SEMANA.
28 Segunda. S. Agoslinho b. doutor da igreja.
29 Terca. Degolacao de S. Joo Baptista.
30 Quarta. S. Rosa de Lima v. americana.
31 Quinta. S. Raymundo Nonato card. S.Cindio
1 Sexta. S. Egidio ab. ; Ss. Gedeao e Josu.
2 Sbbado. S. Etevo rei da Hungra.
3 Domingo. 13. N. S. da Penha ; S. Eufemia
v. ; S. Aristheo b. ni. ; S. Aigulfo ab. m.
PARTE ornciAL.
GOVEB.NO sa provincia.
EXPEDIENTE DO DIA 24 DE AGOSTO.
Portara. O i>i< siilt ut da pro.
* lucia, usando d\ facnldndi; qne
lhe confero o 2 do art. 24 da lei
de 12de agosto de 1834, convoca
extraordinariamente a asseiubla
legislativa provincial para o dia
I 1 de Miembro prximo futuro.
por as-im o exigir o bera da pro-
vincia, devendo a sessa durar i 2
das. Commanicon.se a cmara
municipal do Itecife.
OflicioAo coronel eommandanle das armas in-
terino, cominu icando daver o Exm. presidente do
Cear participado em oflicio de 9 do correte que,
n pedido do tenante Luiz de Franja do Carvalho,
expedir ordem lhesouraria de fazenda laquella
provincia em 2 .leste mez, para reiluzir a lifijOOO
mensaes a consignadlo de 285000, que all heixou
de sea sold o mesmo lente.
DitoAo_ mesmo, transmit indo por copia, o aviso
do ministerio da guerra de 4 do crreme, commu-
nicando em primeiro lugar, que Antonio Joaquim
Ferreira Pinto, leudo sido cundemnado a 7 anuos
de prsAo e multa correspondente a melada dolempo
por enmede bigamia, fica excluido do quadro do exer-
cito, eemsegn.lo lugar que o alfercs Joaqu.mMen-
des_ Ourique J.-icques, Uvera pnssagem por decreto
de 5 de julho de 1852, para o stimo balalhao de in-
famara, onde se arda servindo de ajudanle, decla-
rando aomesroo tenipo que nao podem ser esses in-
dividuos considerados, o primeiro no estad; eflecli-
vo do balalhao Jecmo de inrantaria, e o segundo
como perteneenle ao balalhao numero doas da mes-
ni arma. ?
Dito-Ao inspector da Ihesouraria de fazin.la, pa-
ra, em vista da -onta em duplcala que dexop e, man-
dar pagar ao porteiro do arsenal de guerra a quan-
lia de 159240 em que importa a ruupa comprada
para os Africanos livres existentes no hosp.lal regi-
mental.Comniunicou-se ao director lo arsenal de
guerra.
DitoAo meimo, remetiendo para os convenien-
te* exames as actas do nnselbo administrativo para
fornecimento d arsenal de guerra, datadas de 12 e
21 do corrente.
DitoAo mesrno, commnic.in lo que, segundo
constada partir.iparao negocios da jus.ioa de 12 de julho ultimo, se conce-
der ao badin;! Manoel de Freilas Ceiar (arcez,
juiz de direito da comarca do Bonito, seis mezes de
licenca com ordenado para tratar de sua saude.Fi-
zeram-se as neressarias communioaooes.
DitoAo presidente do couselho admir.iitralvo.
paraqueprom-vanos termo* do rcgulamerlo de 14
de dezembro de 1832, a compra dos objectos men-
cionado i relajo que remelle, os quacs. segundo
communieon o director do arsenal de guerra, sao
necesarios par faier diversos forneciraentos.Fi-
zeram-se respeilo as necessarias communicacoes.
DitoAopre'idenledolribunaldncorainercio.remel-
tendo copia do aviso do ministerio da justi'a de 7 do
carrele, participando haver solicitado ao ministerio
da fazenda a expediento da necessaria ordem afim de
que os empregudos desse tribunal emquanto se nao
crear nm crdito especial para pagamento de scus
vencimentc*. os recebara-por contada co-isignaco
marcada na lei do n4nento vigente para jnstioas
de primeira insian.-' ,Communicou-se thesoura-
ua de faienda.
DitoAo capil fo porlo, conviudo qos se veri-
fique a iiacidiialiut .A de Kortiuialo da Cosa, que
leudo ido reernlanfl|kM^Smc. para o servido da ar-
mada, e entregue ao eommandanle da estara naval,
he requisitado pelo consnl portuguez,. roe muendo
a Smc. que proceda amanhaa a coufronlarao qne re-
quisita o mesmo cnsul no oflicio aonexo ;ios inclu-
sos papis, que me serao devolvidos, cominunican-
do-llte Smc. a hora em que dever ter iso lugar afim
de que elle eompareca ahi, se assim n julgi r conve-
niente, filando certo Smc. de que acabo de expedir
ordem ao eommandanle da eslac.ro naval p.ira man-
dar apresenlar o recrutade nessa capitana amanhaa
ao meio da.)xpedio-se a ordem de que se Irata.
DitoAo inspector do arsenal de marinlia, decla-
rando em rc-poata ao seu offico do 18 de corrente,
que pode ellec uar as compras d* que se ada enecr-
rraado pelo Eira, presidente do Para.
DiloAo joiz relator da junta de ju-tira, remet-
iendo par ser relatado em sessiio da juula de juslica,
o processo verbal do soldado do nono balallio den-
fantaria, JoAo Jos.Communi.nu-se ao coronel com-
mandante dai armas interino.
DitoAo eommandanle superior interino da guar-
da nacional do municipio do Itecife, recommendan-
do a expedicao desuas orden* para que se a dispen-
sado dostrvic.ii da guarda nacional o cidadiio Manoel
Francisco Robre, emquanto esliver cierre ido o em-
brego de inspector de quarleiro na fregu-ria de S.
Jo desla ci.lade.Coininunicnu-sc ao cliefe de Do-
lida. ^
DitoAo mesmo, para que liaja de recommendar
ao major do segundo balalhao de infamara da guar-
da nacional, sili seu commando superior. Joo Bcr-
nardinn de Viiscoiicellos, que trate qnantoantrsde
pagar na receliedoria de rendas internas, vista da
nota por copia inclusa, a importancia do sello e emo-
lumentos correspondentes a sua patente. Commu-
incon-se ao inspector da Ihesourario de fazenda.
Dito Ao administrador da mesa do cintoiado,
communicaudr, .ilm de que o faca constar ao guarda
desse consulado Marcelino da Silva Bragf, que, se-
gundo constou de aviso do ministerio da lazenda de
12 do coTrentc. fora indeferidn o requerimento em
que pedia lite foiso abonada urna gralificaco como
escrivao da balanca da inspeccaoilo algodao.
PortarlaAo director do arsenal de gunrra, para
foruecerao lenenle-coronel eommandanle do segun-
do balalhao de infamarla da guarda nacional deste
municipio. 800 cartuxos dagnosquelaria lem balas,
para a salvas que se lem dedar na occas o de ben-
xer-se a bandeira do niesmoxial.ilhao.
Dita O presdanle da provincia, atlendendo ao
que lhe requereu o paisano Sergio Kufiniano do Bo-
go Barro*, resilvc que seja ell admittido o servido
doexercilo. i orno voluntario, por lempo ce seia an-
nos, Contados ilo dja em que se realisar o 'cu alista-
mento, visto ter sido julgado apto para esse fin em
in.percAn de saude, percebendo alm dos vencimen-
tos qac por lei lhe competirem, o premio de 3008000
r., que lhe serao pagos nos termos do art. 3 do de-
creto n. 1101 de 10 de jiinlio ultimo.Fizeram-sc as
necessarias conimunicacoes.
DitaO presidente da provincia,attendeudn aoque
lhe requereu o paisano Thomaz Augusto de Vascon-
cellos. resolve que seja elle admittido ao serviro do
exerrilo, como volunlario, por lempo de seis minni,
contados do dia em que se verificar o seu alislamen-
lo, visto ter sido julgado apto para o mesmo serviro
em in-pe-.;."!.) de saude, abonan.ln-se-lhe alm dos
vencimcnlosque por lei lhe competirem.o premio de
.1005000 rs., que lhe serao pagos nos termos do art.
3* do decreto n. HOIdelO de junho ultimo.l-'i/.e-
ram-s< a re>peilo as convenientes communicacocs.
INTERIOR.
RIO BE JANEIRO.
CARIARA DOS SRS. DEPUTADOS.
Dia 13 de julho.
l.ida e appmvada a acta da autecedente, o pri-
meiro secretario d conta do seguinle expedien-
te
Vm oflicio do i. secretario do senado, enviando
varias pruposicoes do senado.Vaoa imprimir para
entrar na ordem dos (rahalhos.
lint requerimento de alguns habitantes da povoa-
cao de Maranguape. da provincia do Cear, pedin-
do que se conceda para patrimonio da mesma as Ier-
ras daquella povoacao pertencentes aos Indios, ulli-
iDameute cncorporadas aos proprios nacionaes.A'
commissao de fazenda.
Da directora da sociedade colonial e agraria do
Vallao dos Vcados, pedndo remissao ilo que a so-
ciedade dse ao lhc$ouro.A' commissao de fazen-
da.
Pareceres de commmes.
Lcra-sc e sao approvadas varias redacees.
Leem-se, sao jnlgados objectos de deliberarau e
vSo i imprimir para entrar na ordem dos trabalhos,
as seguiutes resolu;es :
i< A commissao de pensOes e ordenados liado ex-
aminado o requerimento de Lab Gomes da Cunha,
que pedeqiic esla augusta cmara declare que elle
tem direito pen-aoqne llie fo confirmada em 1852,
desde a data do decreto do governo imperial, c at-
lendendo ao triste c dcploravcl estado a que ficou
rcduziiln o peticionario, aleijado de ambos os bracos,
em coiiscqiicniia do Ccrimento em servico do nosso
paiz, he de parecer que se faca a declarado pedida,
e para islo lem a honra de suhmellcr a approvarao
desla augusta cmara a seguinle resolucao :
A ass:mbla geral legislati>a resolve :
Art. |. Luiz Gomes da Cimba tem direito i
pensao que lhe foi approvada em 18 o agosto de
1852, dcsde2de dezemhro de 18:19,4ala do decreto
imperial peto qnal lhe oi ella concedida.
n Art. 2." Kevogam-se as disposices em contra-
rio.
Paco da cmara dos depulados, 6 de julho de
1851.D. Francisco llallhazar da Silieira.1. E.
de X. S. Lobalo.(.'ornes Hibeiro, vencido.
Que re indefira esta prrlcncao por nao ser fun-
dada em juslica ou cquidade, etc. Gomes Ribei-
ro. n
Vai.ii imprimir para entrar na ordem dos traba-
lhos um projecto das commisses de obras publicas
cmaras municip acs sobre a abertura, ilrgamento
reedificado da ra do Cano.
Continua a primeira disenssao doprojecto que al-
rart alumas dispoMces do processo criminal.
O Sr. Sabuco, ministro da juslica [Motimenlo
de allenco :Sr. presidente, rausou-me sorpr<:
za o promincianieiito manifeslado por alguns nolir
depulados da maioria^eootra este projecto anda em
1." discus-ao (Apoiados.)
Urna voz : Apoiado'. he de sorprender.
^ O Sr. Ministro da Juslica: Sabe a cmara que
a 1. di>cussao versa sobre a ulildade de um pro-
jecto, e impugnar um projecto em i. discussao he
rejeita-lo in limine. {Apoiados.) He inexplicavel
esse pronunciamento somentc sobre Ires ideas do
projecto. a concluso alias he contra elle lodo, mas
as ideas que foram impugnadas nao lem connciSu
com as outras que no projecto se conten, e podem
cahir sem qne o projecto deva cahir.
Foi sempre urna presiimpcao a ulilidade dos pro-
jeclos apresenlados pelo governo; e nao be so una
piesumpcan, um deferencia, he tambem um csljlo
constitucional, porque a consliluicao dispensa da
primeira discusso as propostas do governo, nao por
oulra razao, senao porque presume a ulilidade dcl-
las, visto como o governo est i testa c no centro
das relajees ofliciaes, c lem a experiencia e pralica
dos negocios. (Apoiados.)
Concebo que aquelles que caminliam em diverso
sentido, que aqaNesque cstao na opposiro possam
fazer (aboa rasa, aniquilar completamente as ideas
apresenladas pelo governo; mas amigos do governo
nao podem ter esle proceder sem urna manifesla a-
berracao; os amigos do governo nao podem preten-
der aniquilar, destruir, mas smenle modificar; a
idea contraria seria associada uu approximada da a-
narchia, nao podero o governo realisar qualquer
pcnsaincnto se Mra licito aos amigos e iuimigos, ca-
da um por seu modo, e lodos com o mesmo encarni-
FOLHETIg,
DOIS CSAMELOS 1NFELIZES. *
POB NATHA.VIEL.
, IV
t'.M bello cnoamenlo.
Continuafao.)
' Afana a Anna:
n >ce mesmo dia o conde advertido por minha
mi veio recebar de minha bocea a conlrmacao da
milicia que ella lhe deta. Respond fazem o um ais-
nal com a canija, c urna profunda reverenda.
Conftsso-te, querida Auna. qBe nesse momento
tua louca Mara com sun tolicj de mora n.io via ou-
lra eousa uee casamento sanan o dmoslo de ter um
noivo ridicolo, e de lomar o .jome de ura homem
que linlia cabelleir. Todava eu eslava como atur-
dida de lodos os asradecimenlos deque n inlin mai
me cumutava ; um instinclo secreto dvetia-me de
qoe iiicu sacriBciodeviaser maiordoqne eu pensa-
va, para ella aii|gar-se obligada a lano reconheci-
incnlo ; e alm disto ahumas de minhas migas mais
Llosas que eu, tohreliido Agla, condoiam-se lano
de minha sartc, que i medida que se apprcxinjava o
niomonlo fatal, crescia o sentimento imlizivel de
terror que se I nha apoderado da minha alma. M0
piisso exprimir a impressao que me causn a publi-
caran dos bandos na igreja ao domingo. Ouvindo
pronuociar efe nome ao lado do meu no meio de
um protundo silencio, parecame que a pilavra de
minha desgratj fora dita perante Dos, e que nao
bavia mais poder no mundo que podesse meller-se
eulre mim e meu tristednlino.
a Eu era cono esses pobre, passarinlios. cuja his-
toria lautas vezes nos comm.veu ; via a bocea .la
serpele aberla, senta j o veneno e o fro do dar-
lie impotfive le gracadesconl.ecila, mvstenosa, cuj;i presenca reve-
lava-se cada vez mais por (ras do veo que m'a occul-
lava anda, doininava-me lodos os ponsamcnlos du-
rante o da, c a tormn java-mc os sondas noile
Ouandn acordiva, eu tinha eflremrcimenios de te-
mor e de horror, e licava caberla de um suor fro
as uoiles em que a velha Margarida uos conlava a
hisloria do remleiro Joo, que era rico e mao, e do
sapo horrivel e que filava seus odos cnli Uni'e, l0.
Iire o kilo de inorte em que o remleiro jajia agoni-
sante, sem que ninguem pdese afugcnla-lo at qUe
o moribundo livesse expirado.
Eu prnenrava occultaro mais que po.lia meu es-
tado minha mai, saliendo que meu sacrificio nao
amento c.ombat-lo e guerrea-lo. [Apoiados: mili-
to bem.' N3o seria possivel urna maioria dede que
cada um quizesse fazer prevalecer sua opiniio indi-
vidual contra a opiniao do governo, contra os inte-
resses collectivos. (Apoiados.)
O Sr. Xcbias : Nao apoiado.
O Sr. Taques: E cada um exagerando por
seu lado.
O Sr. Magathei e Castro:Seria urna anarchia
parlamentar.
O Sr. Aprigio-.lZl&o vem de delraz esla anar-
chia.
O Sr. Presidente:Atlenco !
O Sr. Ministro da Justina:Disse-se, senhores,
que a reforma nao he ministerial, mas esla reforma
foi annunriada no discurso da coroa, fez parle de
um tpico distincto do vol de grjras ; nao se pode
por cousequencia dizer quo a refona rio he mi-
nislcrial, sendo apresentada por om ministro, e ten-
d lodos estes precedemos de quevos fallei. Seria
urna raelaphysica muitosubtil separar o ministro do
deputado, para que elle houvesse de apresenlar aqu
um projecto qne nao fosse um pensamenlo ministe-
rial. Mas vede bem, senhores. quando digo que es-
la reforma he ministerial nao excluo a modificado
della, nao sustento todos os seus pontos e virgulas
A forma por que esle projecto foi apresentado mos-
tr a disposirao que tem o governo do aproveitar as.
luzes da discusso. (Apoiados.)
Mas, disse o nobre depulado pela provincia do
Rio de Janeiro, que foi o primeiro a impugnar o
projecto, esla idea nao pode ser ministerial, porque
ella versa sobre a orgauisacao judiciaria. Mas, se-
nhores, o governo smenle deve representar e pro-
mover os inlercsses momentneos, os inleresses da
occasiao O governo nao tem tambem por sua mis-
sao promover os interesses permanentes da socieda-
de ? (Apoiados.) A orgaoisarao judiciaria pode ser
indiflerenle para o governo? Pode o governo ser es-
Iranho i Justina, que he a primeira uecessidade dos
POTOS ?
E se o governo deve representar c promover os in-
teresses permanentes da sociedade, como elle o pode
fazer se as maiorias sao somonte para as quesles po-
lilicas e do momento '.' Se podem os amigos uestes
casos graves ser iuimigos? (Muitos apoiados.)
Senhores, cu presenta que esle pjojecto havia de
encontrar algumas adversidades; urna deltas lie que
a. materia de que se trata he familiar a muitos mem-
liros desla casa que lem a profissao de legislas, he o
fo cajilla quol senlcnliar (apoiados ; mas contava eu
com um remedio para esla adversidade, era o vncu-
lo que prende ao governo os amigos do governo, he
que cada um, por boa que seja a sua opiniao, deve
f.izcr o sacrificio della aos inlercsses collectivos, dos
quaes parece que o governo lie o mellior interprete
pela razao j dila de se adiar testa da administra-
rlo, ter a pralica dos negocios. (Apoiados.)
, .Nao posso por cousequcucia aceitar a interpreta-
do do uobre depulado pcln Rio de Janeiro, a quem
... areceu indiflerenle a derrota d ministerio em
ulna materia tao grave. E cerlamcnlc se o nobre
depulado quando orou nesta casa nao livesse coma-
rcado por considerar a reforma nao ministerial, dan-
do assim azo a quo ella podesse ser destruida, eu
u3o faria na tribuna boje esta declararn..,
O Sr. Say'ip //tato Jnior : Elle o que dis-
se foi o que a reforma judiciaria nao he quesiao po-
ltica.
O Sr. Ministro da Juslica i Nao se deve em-
preliendcruma reforma, disse o nobre depulado, sem
que seja bem justificada a sua necessidade. Concor-
do nisto, j em lempos muito remlos l'lpiano di-
zia in nonti rebus ulilitas debet esse codeas.
Mas esta nao he a queslao, a questo he se a refor-
ma de necessaria.
O nobre deputado anlcs de tratar da necessidade
da reforma quiz inspirar-nos como urna religao a
conservarlo da lei de 3 de ezembro de 1841 com
lodosos seus pontos c virgulas ; he esta lei para o
nobre depulado o noli me tangere...
Cma COI : Quando j o proprio Sr. Vasconcel-
los, e mesmo o Sr. Eusebio, propozeram a sua re-
forma. (Cruzam-se diversos apartes.)
O Sr. Ferraz: Deixem o Sjj miukdro fallar.
O Sr.P residente : Attenra '.
O Sr. Ministro da Juslica r Senhores, eu
consagro esla feligio, levada mesmo al ao fanatis-
mo, em favor das leis coiislitucionaes (apoiados) ;
a prudencia manda tolerar e supporlar os defeitos
delias por causa das conligencias e perigos que s3o
inherentes s reformas polticas ; mas urna do pro-
cesso nao pode ser elevada calhegoria de lei fun-
damental. Nos mesmos paizes onde he urna reli-
gao sagrada a conservadlo das leis fundamentaos ;
ahi as leis do processo lem sido por mallas vezes re-
formadas.
O iHibre depulado nos disie quaes foram os turnos
que seguio a lei de :l de dezemhro, qual foi a madu-
reza com que foi elaborada, fallou-nosdo prestigio do
esludisla que a elaborou, disse-nos que ella era per-
feila, que nada mais havia a fazer. Senhores, qual-
quer que seja o respeilo e a venerarlo que consa-
gramos lei de 3 de dezembro de 1841, nao deve-
nios suppor que ella he Uo absoluta, tao perfeilaque
Vide Oi'aro u. 182.
lena generosidade se en lhe deixasse sentir quanta
amargura havia no fundo do calix que ia beber
por anuir della.
Enifim edegou o dia fatal, l'arece-me qne as ho-
ras impelliram-se ornas as outras para me fazercm
chegar a ello mais brevemente, Ah foi hontem !
Oh! querida Anna, para que tua irmaa nao morren ?
para que nao suecumbi quando era menina a moles-
tia cruel que tantas lagrima., custou a vosses todas?
para que o medico levan ion o lencol que me ha-
viam poslo sobre o rosto como urna morlalha ? Eu
lerig espirado brandamente no meio de las caricias
sem ler condecido a desgraca, teria sido lamentada
por ti por iiimlia mai, e pelo pobre Ernesto, o qual,
1 como has de lembrar-te.exclamava lorccndo as maos
de desespcro.que se faria medico para poder dahi em
dianlc rurar-me, equecumprie sua palavra porque
nao sabe mentir. Ter-me-diam posto, como po-
bre Cecilia que morren um destes dias com menos de
Ireze aiiiuis, una cora de rosas brancas sobre a ca-
ber;, (eriam hincado um veo branco sobre meu es-
quife, c vosss loda, minhas boas amigas, leriam
acompanhado meu branco funeral desfolhando al-
gumas flores sobre o tmulo da virgem sua rompa-
nheira. O noivado da moile he casto e puro, e de
doce levar com sigo seu ramaldcte nupcial quem
nao achou comu lu um curarau amigo para depo-
sila-lo.
Meu Dos! nao o quizesles, nao me julgas-le
digna de ser recebida entre voseos aojos, e cis-me
boje envergonhada de mim mesma, degradada a mem
proprios olhos, c caus.indo-mc horror'. Enfeilaram-
me como para um sacrificio, cobriram-me de dia-
mantes, c levaram-mc a igreja. Minha mai abenro-
ou-mc; mas o sacerdote ergueudo as maos sobre
mim tinha ar de lamentar-me. Por urna preoecupa
?ao extraordinaria parecia-me que assislia nina ce-
remonia fnebre, c que as luzes que bjlhavam em
lomo de inini rodeavam um esquife. Depois houvc
um banquete, um baile, e nao sei mais oque. Tudo
passava-me damelos olhos como urna nuvem, as
beras enmam inexnravei., e a medida que ellas se
adianlavan eu em seguida por oldares iroulcos e tru
cls. oiivia palavras odiosas, que murmuravam-me
aos ouvidos um horrivel segredo.
Emfiui den mcia noile, c"deiiaram-me s minha querida irma, permille-me qua esconda um
momento acbela em leu seio, abaixo minha humi-
Ihada diaute de ti, nao le volies, tu que me tiveste
ha pouco lempo tanta alfcicao, nao me recuse, tua
piedade. Sim, Anna, lem piedade. sou to desgra-
sada! Ah! minha pobre mai, ordenaste, obedec
pedisle-me o sacrificio de mim mesma sarrifiquei-
mc. Porque pois sinto no fundo do corara.) Indas
as torturas da vergonha!" Porque ha um peso de op-
I profiri sobre minha fronte? Porque urna voz se-
I crea me periegue como se eu livesse Irahido os de-
vere de meu sexo, como se eu livesse violado um
juramento que uao fiz a uingnem? Porque todas as
vezes que abre-se a porta, empallideco, e Iremo co-
mo se aquello que lem o direito de dirigir-me essa
ai:eu-ai;o, eao qual espero sem saber donde poder
vir, livesse de appareccr dianle de mim com a fronte
carregada de tristeza e o olhar severo e amcarador?
Anna, a piedade filial he por ventura nm crime, e
a desgraca da remorsos ?
Escrcve-me; minha irma, nao leudo mais con-
solarao esperanca, e ventura, se nao em li. Sim,
l.dla-ine de la frlicidade, prncurarci pensar inces-
sanlemeulc nclla, eesquecer-me de que existo. I'e-
ndo o preseiitimenlo de qoe nao lo fatigarei muito
tempo com minhas dores, querida Auna; sinlo-me
Herida no confio, e rogarei tanto ao co que abrevie
meu martyriu que elle ter piedade da desgrarada
Mara.
.luna Mohray a Mara de Glandecez.
Londres abril de 1819.
Querida e infeliz irma, nobre Mara, grande e
admiravel enlrc todas as muflieres, tu que com tua
'implicidade de menina apresenlaslc corajosamente
a cabera resignada ao fardo di. destino, dianle do
qual rcciira tua irma menos boa, e menos forte quo
tu, foi cusa de tua felicidade que comprei a mi-
nha.
Faltou-me a resolucao para carregar essa cora de
espinhos, e ella cabio sobre la cabera. A desgra-
ca me chamava, fugi della sem responder, e lu Ma-
na, que eras iida por tmida e Traca lhe respondesle
sem hesitar:
a Aqni esloo.
l.embrasle, pubre irma, do senlimenlo-dc triste-
za rom que olhavamos em nossa infancia para esse
rastcllo de Saint Vincent? Quando elle nos apparc-
ria sombro e isolado, o sorriso morria-nos sobre os
labios, e ambas nos approximavamos de nossa mai.
Nao sei se era um prcsciilemeuto, Mara; mas lnha-
SM mcdo.Ah! es sahio para no a ilesgraca, esse ente de fronte severa
que nao lindamos anda visto em nossos sondos.
Hara, esse fatal conde de Glandevez he destinado a
collorar-se como urna sombra sinisira entre mis e a
felicidade?
o Quando Artdur.entrn en linda na mSo tua car-
la a qual edegou-me mais de rious mezes depois de
sua data, porque depois que le escrevi, tomos pasar
algum lempo em Balli. Eslava lao dolorosameiile
commovida que sem ler torca para dizer urna pala-
vra, enlreguei-lhe la caria. Lendo-a elle mudou
de semillante, e empalediccu, e fui obrgada a faze-
lo senlar-se. Quando lornou a si. perguntei-ldc a
causa dessa cmorlo tao sulfila a 13o viva : porm
Mara, elle sabio sem querer responder-me. Ouvi-o
somante murmurar sahiodo palavras de colera e de
repredensao. Nesse odioso casamento que deslroe
la felicidade, ha ver acaso urna ameaca para a mi-
nha?
possa governar lodos osscculos, todas asgerac/ies.
(Apoiados ; mtiifo bem.)
E se esla lei, senhores, he lo perfes, lao absolu-
ta que pode servir para todas as r.is, para todas as
siluacocs, como he que as vozes que boje se levan-
lam pelos scus pontos e virgulas nSo foram ouvi-
das quando em 1850 foi esla lei reformada ? (Dol-
ados.)
As leis fundamenlaci podem ser immutaveis, por
que ellas conten principios absolutos, mas as leis
ordinarias nao podem deixar de ser relativas s cir-
cmslancias e s pocas de cada paiz ; ora, o lempo
e as circumstancias variam lodos os dias, urna lei
que foi fcila para urna situaran nao pode servir sem-
pre paraoutra superveniente. Jo grande Soln d-
ala que a primeira qualidade da lei era a sua quali-
dade relativa, a sua applica^ao ajs coslumes c cir-
cumstancias de cada povo. Ora, se a lei deve es-
scncialmente ser relativa para ser boa, como que-
ris que a lei de 3 de dezembro seja urna lei immu-
lavcl ? como queris que ella governe todas as gera-
jocs, todos os seculos |? como queris que ella eja
o noli me tangere ?
E, senhores, se essa lei he immutavel, se se faz
urna religao da sua immutablidade, nao son eu o
primeiro que com mao temeraria violo essa minu-
labilidade. (Apoiados.) Esse estadista abalisado,
cuja memoria anida boje nos be chara, do qual tomos
saudades, esse estadista abalisado cujo prestigio o
nodre deputado iuvocou a favor da immutabilidade
da lei de 3 de dezembro, esse estadista, que era
redmente um dos palriarchas do partido conserva-
dor, em 1845 apresenlou no senado um projecto re-
formando essa lei em urna parle em que tambem n
projecto de que se traa a reforma. (Apoiados.) Um
outro estadista que deixou tradiroes honrosas no mi-
nisterio dos negocios da jusliea, que he urna repu-
lac.ao importante do partido couservador, esse esta-
dista de quem me honro de ser successor, o Sr. Eu-
sebio de Queiroz Coulinho Malloso Cmara, apre-
senlou em 1850 diversas reformas, como j disse,
le de 3 de dezembro de 1841.
Alguns desses projeclos sao hoje leis do paiz, c
delles um que por circumstancias nao fo discutido,
que ficou no archivo, con lem urna das ideas capitaes
daqucllc que se discute, Irausferudo para osjui-
zcs municipacs a autoridado que al ao prsenle
exercenros delegados e subdelegados de pronunciar
e julgar. Era entao eu membro da commissao de
jostica criminal, c Iragoaqui o parecer da commis-
sao para mostrar que esta minha opiniao nao he de
boje, he mais anliga, cu j a tinha em 1850.
ci Projecto apMfentado pelo senador Bernardo
Pereira de t'anconcellos.
Art. 1. He revogada a lei de 3 dezembro de
1811 na parte em que confere auloridade aos cintos
de polica, delegados e subdelegados para prnferi-
rem senleneas definitivas e de pronnncia, salva a
disposicao do S 9.o, art. 4. da citada lei.
Projecto apresentado pelo Se. I-usebio de Queiroz.
A asscmbla geral legislativa resolve :
' Art. 1." He transferido para os juieoo muui-
pacs : 1.", a auloridade que .to o prsenle excrcinm
os delegados e subdelegados de polica ; >.', a
auloridade que exerciam os mesmos delegados e
subdelegados de decidir definitivamente os proces-
sos de pequeos dimes.
a Art. 2. as cidades e villas em que residir e
esliver prsenle o juiz municipal, c duas leguas em
circumferencia, he igualmente paradle transferida a
auloridade que at o presente eierciam os delega-
dos e subdelegados de formar culpa e conceder fl-
anea.
Ro de Janeiro, 2G de Janeiro de 1850. Eu-
stbior de Queiroz Coulinho Malloso Cantara, b
Parecer com a minha asignatura
A commissao de juslica criminal examinou o
projecto de lei apresentado peloSr. deputndo.Euse-
bio de Queiroz Coulinho Malloso Cimara, transfe-
rido para os juizes muncipaes a auloridade que
lem os delegados e subdelegados de pronunciarem e
julgarem final alguns crimes e parece commis-
sao que esse projecto, cuja ulilidade he manlfesla e
reconhecida por lodas as opinides polticas do piz e
apoiada na experiencia, deve ser impresso com as
emendas seguinles para ser discutido.
Alguns Srs. Depulados : Apoiado muito
bem!
O Sr. Ministro da Juslica : E, senhores, por
mais perfela que seja ama le, ainfla que ella seja
de Dataren orgnica e permanenlc, nao pode dei-
xar deresentir-sc das ideas coevas, dos interesses e
necessidades da situarlo em que foi fcila. Ora, a
lei de 3 de dezembro he o reflejo da sua poca
(Apoijdos.) O mesmo nobredeputado nos disse :
Todos ns sabemos que essa lei nSo significou a
reaccao contra as deas subversivas uascidas da re-
volucao de" de abril, as quaes ameacavam o impe-
rio de iMiuipiilaro.
Em verdade eslava enlio o poder radicalmente
combalido e minado por cssas ideas subversivas : a
lei de 3 de dezembro por consequencia foi a ueces-
sidade da situajao ; apar das medidas pcrmanenles
eonlcm, e nao poda deixar de conter, outras que
se refercm poca em que foi fcila (Apoiados.)
E quando, senhores, nma nova poca desponta,
quando estamos em una nova siluacan, quando te-
mos passado por urna tonga experiencia, nao ser
por ventura illirita a modificaran, dessa lei na par-
le em que he transitoria, na parle em que he excep-
cional ?
Queris saber urna parle em que essa le he ex-
cepcional, em que nao pode deixar de considerar-
se smenle applicavel sua situado? lie a confu-
sao ou accumularn do poder de prender com o poder
de julgar. (Apoiados) Certamenlc, senhores, repugna
que em um paiz bem organisado a polica estoja con-
fundida com a juslra {Apoiados, mirtTtem.) Em
lodos os lugares, desde que coraeca a aceito da jus-
lica cessa a accao da polica ; mas entre nos todos
podem pren ler. e ao mesmo tempo julgar.....
( Apoiados, )
O Sr. Magalhaes Castro : E quem prende !
O Sr. Aprigio : Os juizes de direito tambem
mandam prender. ( Usadas. )
O Sr. Ministro da Juslica: Senhores, a le
de 3 de dezembro dava frc,a ao poder, he urna
verdade ; mas a lei do 3 de dezembro lornou o po-
der dependente do antagonismo poltico ; por essa
lei o governo nao pode ler torca sem que lenha
antagonismo poltico. Tira-lhe o antagonismo po-
ltico e elle nao pode governar, ou ha Je ser emba-
razado na sua marcha, conslluindo um pessoal
lielerogeuco e repugnante. ( Apoiados. )
Senhores, hoje nHo convem que a tor^a do poder
seja smenle contra os adversarios polticos ; a ne-
cessidade da poca he consolidar o principio da au-
loridade em rclacao a todas as influencias, a todos
as partidos muitos apoiados ), em relacao a toda
a sociedade, de preciso que i auloridade adquira o
respeilo de lodos, para que possa ser poderosa para
com todos e contra lodos. ( Apoiados ) He preciso
que os interesses individuaes nao possam dominar os
inlercsses collectivos, que os potentados nao asso-
berbem a auloridade publica (muitos apoiados,) va-
lendo mais do que ella. He esta a necessidade da
situaro, de esta a orgaoisarao que o paiz desoja.
O nobre depulado pelo Rio de Janeiro nos disse
que, para ser bem condecida a varrtagem da lei de
3 de dezembro, para que ella nao seja alterada,
basta atlcnder que a opiniao que a combaten quan-
do se acliava em oppo-ieo, subindo ao poder, go-
vernou, considerou-a satisfaloria, e disse que nao
baslava anda a experiencia ddla para se conhece-
rem seus defeitos. Creio que este argumento nao
procede, mas de conlraproduccnte. Se ha um prin-
cipio cognoscelivo para demonstrar que una lei
carece de reforma, he que ella agrada a todos os
partidos quando se aedam no poder, a desagrada a
ludes quando ge arliam em oppn.eo.
Disse-nos anda o nobre depulaao qne esla nao
era a poca para a reforma, que aules ao contraro
esla poca era propra para fazermos urna bella ex-
periencia da le de 3 de dezembro, porque o go-
verno pode boje chamar os homeiis de todas as opi-
nies para exercer os cargos dalla. Ora, se o go-
verno seguisse esse cousellio que o nobre deDUlado
ilie a, elle certamenle se precipilaria. porque a
cmara sabe que os cargos que a le de 3 de dezem-
bro creou sao cargos de confiauca, e o governo nao
esta disposto o conceder esse* cargos de eonflanea
a adversarios polticos. {Apoiados.) Nao he possivel
mesmo, como j lve occasiao de notar, nao he pos-
sivel mesmo conceder que a evecuro da lei de 3
de dezembro possa ser eflerluada por pessoas hete-
rogneas, que nao tenham coutormdade, que nao
lenham um pensamenlo commiim. (Apoiados.)
Eu pens, senhores, que a melhor quadra para a
reforma e orgauisacao de esla em que nos adiamos,
porque nos adiamos em calma e podemos aproveitar
o concurso da intelligencia de todos os homens, de
lodos os partidos. (Apoiados.} Nao he certamenle
o lucidor lempo para se fazer a le o tempo tem-
pestuoso, sob a presso das paixes e interesses dos
parlidos, para ser cxeculada durante a calma ; he
melhor fazer a lei durante acalma para qoe sirva
durante a leinpeslade, para dominar a tempestado
quando ella vier. (.Uuifos apoiado.)
Senhores, por mais favoraveis que tajan as pre-
suinpcOes a favor da lei de 3 de dezembro, essas
presunipmes, como todas as presumpeoes, nao podem
deixar de ceder ao fado, verdade. Vamos bem,
diz n nobre depulado. Vamos bem? Nao dir islo
o habilamc do interior do nosso paiz, vivendo to-
dos os dias em perigo. (Muitos apoiados.) Vamos
bem, senhores ? Vamos bem nesta Ierra onde cerca
de 800 de scus habitantes sao lodos os anuos immo-
lados peto punhal do assassno ? (Scnsaco.)
Eu disse no meu rclalorio que o numero de ho-
micidios que elle dava nao era exacto, senao muilo
inainr ; com cifelo leudo visto os relatnos de al-
guns prcsidenles de provincia, orr.o esse numero
alm do duplo ; a provincia de Minas, D. g., dava
n numero de 17 homicidios, mas secuudo o relato-
rio do nobre deputado esse numero de homicidios
he de 97, e assim nesla proporeo sao quasi todos.
Estamos bem, senhores? Enlrclanlo as raislen-
cias se multiplican) contra a auloridade por parte
de amigos c inimigos. Estamos bem, e as absolvi-
eses s.lo quasi na razao de dous tercos dos crimes
commetlidos. (Apoiados.)
Esse quadro sanguinolento, senhores, que nos
A mesma mesma.
Londres, abril de 1819.
" A desgrana esl sobre nossa familia, minha ir-
maa. Reccbi da Ires dias la carta edeia de las do-
res, e s leudo a oflrecer-tc era troca senlimenlos
de tristeza. Nao fallo smenle da posc,3o de fortu-
na, em que estamos, c a qual confesso-te com tanto
maior liberdade porque nao quero accilar nada de
ti. Com prebendes o motivo de minha recusa, boa e
querida Mara. Se essa riqueza te pcrlencesse, scr-
ine-hia doce recorrer a tua ternura. Nao es a mais
anliga e a mais lerna de minhas andenes .' Nao fos-
le quem primeiro me ensinou que urna moca poda
amar oulra pessoa alm de sua mai ? E quem sabe?
lalvez sers brevemente a nica que consiuta em
amar a trislc Anna. Oh romeen a desconfiar que
s sao duradouras as afleicocs que, impregnadas da
paz e serenidade do lar domestico, nos lumam nos
primeiros das da vida para nos conduzirem ao t-
mulo.
a Somos, querida Mara, como dous regatos puros
que sahiudoda mesma fontc, correrm muito lempo
ao lado um do outro no mesmo prado reflerlndo o
mesmo co. Depois urna torrente vcio repentina-
mente lancar-se em um delles e levou-o aira ve/, da
planicie; mas ah as torrentes passam assim como
chegam, equem nos diz que um da, abaiandu-se
essas aguas, nao licar o pobre regalo com seu leilo
em secco, e suasbellas ribanceiras devastadas? Sim,
bem o pre-inio, as paixoes sahem da vida nssim co-
mo r ni rain, s as alfeicocs permanecen) nella.
Assim, querida irmaa. ser-me-dia d.jcc dever-lc tu-
rto ; mas a (i, c nao ao conde de Glaudevez. Assim
como nao quiz seu ouro, quando devia comprado
aceitando sua pessoa, tambem nao aceilarei romo um
beneficio o que nao live a enragem de pagar por tao
alloprcco. Tu le aviilaras, minda irmaa, menlndo
ao conde de lilaiidevex para me enviaras sommas,
cujo emprego serias odrigada a dissimular-lhe, c eu
me aviltaria aceitando-as. Mara, deixemos nossa
desgraca sua dignidade. que he s o que nos rcsla;
de mellior ler de que chorar do que ler de que eu-
vergondar-se.
Certamenle nao me qucixo de Mr. Mobr.iv, o
qual creio que me lem anda a mesma affei(ao ; mas
seu carcter nao lie lao bello como eu tinha julgado
ao principio. Tivemos urna cnnversarilo no dia se-
guinle quelle em que recebi tua carta, e^jtompre-
hendi que sua dr proviuba de que o conde de (ilan-
devez casando-se lirava-lhc a prespeclva de urna
grande riqueza.
Pela minha parle, Artliar, disse-lhe eu, hei de
julgar-me assaz rica emquanto conservar seu amor.
Knlao elle allrahio-me a s rdamando-me sua que-
rida Anna, e explcou-me que s desejava a riqueza
para rodear-me de lodos os gozos do luxn. Voss1
me censurar, accrescentou elle, que eu leuda pra-
zer em adornar meu dolo, u
offerece a eslatislca criminal nao pode ser-nos in-
dillercnlc. Ou deveis adoptar o remedio que o go-
verno nos prope, ou sois obrigados por vosso pa-
triotismo a procurar um meio sasralorio em subs-
tituidlo destes meios propostos. Nao vos he possivel
cerrar os olhos a esle quadro melanclico que vos
aprsenlo....
6'ma voz :Execalcm-sc as leis.
O Sr. Ministro da Juslica :Eis o quadro que
nos oflerece a nossa estatistica : Crimes commetli-
dos no trienio de 1818 a 1850, 3,S76, e as absolvi-
eses foram 2,"275!
O Sr. Xebias:Nao he culpa do jury.
f'm Sr. Depulado:De quem he enlo? he mi-
nha? {Diversos apartes se critzam.)
O Sr. Presidente Allenco !
OSr. Ministro da JustinaQuanlo aos crimes
do quinqiiennio de 188 a 1852 o numero he de
5,988, e as absolvieses 3,630....
O Sr. Xebias Mas em 6,000 julgamcnlos apenas
os juizes de direito appellaram em 200 e tantos por
injustica.
O Si: Ministro da Juslica:Aproveito a occa-
siao paca responder ao nobre depulado, e igualmen-
te ao nobre deputado peto Rio de Janeiro, que in-
vocou a nppcllacao e.r-nfficio dos juizes de direito
como grande correctivo, como remedio salivato-
rio.
Vos sabis que esla appellacao smenle lem lugar
quando a deciso do jury he contraria evidencia,
be remedio extraordinario: a in-iiluico do jury
ficaria completamente aniquilada desde que o juiz
de direito inlerpuzesse esla appellacao ordinaria-
mente, e em lodos os casos.
O Sr. Ferraz:O nobre depulado fallava dos ca-
sos de homicidio.
O Sr. Ministro da Juslica : O que digo he ap-
plicavel a lodus os crimes ; digo que esla appella-
cao nao he um meio ordinario.
Os nobres depulados, que nao podem simular esse
estado de cousns violento e anormal, nos dizem
* ludo depende a reforma dos coslumes, appclle-
mos para os coslumes.
Senhores, concedo que muilo podem os coslumes;
mas esla proposco como lodas as proposiees abso-
lutos, de errada. {Apoiados.) A cmara sabe que ha
intima afiudade, influencia reciproca dos coslumes e
da legislado; ambos se ajudam reciprocamente, os
coslumes por si s, assim como a lcgisla;ao de per si.
nada podem fazer. O laisse: [aire el laissez passer-
que sao eflicazes na vida industrial, he o caminho
para o auiquilamenlo na vida moral. 'Apoiados.)
O Sr. Titra : O vicio esl na execuego.
O Sr. Ministro da Juslica : O nobre depulado
diz que o vicio est na execucao, de oulra propos-
co absoluta.
O Sr. Titra: Muito principalmente.
O Sr. Comes fibeiro : Tambem pens assim.
O Sr. Ministro da Juslica : Co'ncelio que a
execucao pode muilo ; temos o exemplo da Inglater-
ra qu* se avanUja mai* pela ba execucao do que
pela sua legislarlo. Ha vicios que a execucao nao
pode sanar ou remediar, e desta ordem sao naaclles
de que traamos. A lei de 3 de dezembro te sid
cxeculada por todos os partidos....
Orna voz : Mal cxeculada.
O Sr. Ministro da Juslica : E onde acharemos
anjos para mellior cxecula-la ? ,
O Sr. Xebias : Tambem osla u3o ha de ser
execulada por anjos.
O Sr. 'filara : A execucao tem sido um meio
de xiinMiici, urna espada de dousgumes.
O Sr. Ministro da Juslica : O que he cerlohe
que a impunidade he a principal das causas deste
estado de cousas. (Apoiados.) Quaes sao as causas da
impunidade be dillicil enumerar, porque nao de urna
causa mas um complexo de causas : a principal po-
rm consiste, como j disse, no predominio dos in-
teresses individuaes sobre os interesses collectivos,
na prepotencia das pessoas contra a auloridade.
(Muitos apoiados.)
O Sr. Figueira de Mello : He o patronato.
O Sr. Ministro da Juslica : i He finalinenle na
influencia dos potentados que fazem proselv lismo
cusa da juslja e da auloridade. yMuitos apoiados.)
O Sr. Gomen fibeiro: Isso de verdade ; mas
quem lem creado csses potentados ?
O Sr. Titra: A falta de moralisacao.
O Sr. Minlro da Juslica : _tV forja que elles
tem no paiz provm tambem da legislacao. Muitos
apoiados.)
O Sr. Aprigio : Sao militas circumstancias que
os fazemriqueza, posn,o, familia, etc.
O Sr. Ministro da Juslica : Nao falto das in-
fluencias legitimas, fallo das influencias anti-sociaes
que se fazem valer, pelo proselylismo, que conqus-
lam cusa da perverso do jury, da perverso da
auloridade.
O Sr. Gomes fibeiro : L'ma das causas he a de
dependencia em que eslao as autoridades por causa
de votos.
O Sr. Ministro da Juslica : Tros, sao as ideas
sobre que lem versado principalmente a dscussilo ;
dessas Ires ideas Iratarei nesla 1. discusso, ficando
para 2." discusso alguns oulros pontos de urna or-
dem secundara : 1., concenlracau do jury ; 2. res-
ir Nao respond nada logo ; mais disse-lhe depois
que tema que elle livesse goslos pouco em harmona
com nossas posses ; pois nao eramos ricos.
M Nao posso encolirr-le, querida Anna, respon-
dcu-meello, asomma queeulrouxc estar breve-
mente espolada. O casamento de meu pai com la
irmaa lira-me a esperanca de urna reconciliaran na
3nal sempre confiei. Na verdade nao sci que parti-
o nos rcsla a lomar, o
Entao fi-llic observar que ambos eramos mo-
cos, c que adiaramos no trahallio sanio a opulen-
cia, ao menos o necessario, c urna dunrada inde-
pendencia. Seulcs bem, meu Arlliur, toda a feli-
cidade que (eremos em dizermos que nao devemos
nada a ningucui ? Es-aqui Irarado nosso plano de
vida, c desde amanhaa o porcinos em execucao. Eu
dordo maravilliosanienle, toco piano de maneira
que oblenbo elogios de li que es bom entendedor ;
pois bem, procurarei obras oulicoes. Tu pintos co-
mo Isabey tirars retratos. E trabalharci para ti, lu
tradaldars para mim, e isso nos dar maiscoragem.
Todos os momentos de Arlliur serao empregados pa-
ra Anua, e lodos os momentos de Anna sero consa-
grados a Arlliur. As particularidades mais udiile-
rentes se lornarao gozo para nos. Quam doce ser
a satisfarn de poder ligar um pensamenlo de amor
a lodos os objectos que nos rodearen!, de saber que
nossa riqueza he nossa ternura Quanlo he deleito-
so para duas pessoas que se imam lerem necessidade
urna da oulra Ah meu Arlliur. se fossenios ricos
nao seriamos tao felizes : os prazeres do mundo nos
dislradiriam lalvez de nosso amor, drixariainos de
ser inteiramcule um do outro, e nosso coracao ador-
mecera no lorpor da prosperida.le que deixa a al-
ma sem arllvdade e sem desejos.
Emquanto conversavamos assim, Artdur pare-
ca tocado de minhas palavras, seus aldo brilhevam
extraordinariamente, o ineus pensamenlas de algu-
ma maneira se escreviam em sua fronte n medida
que eu lli'os exprima. Porm quando propuz-lde
deixar a casa que oceupamos no bairro da moda,
quando fallei-llie envendar seus cavallos, e fazer re-
tormas'em meus aderno, carregou logo a fronte
levanlou-sc romo quem he tirado de urna agrada-
vel incdilaco por um pensamenlo penivel, edepois
respoiideu-me sorrndo irnicamente que esseseram
projeclos de menino inipossives de realisar-se.
Confesso-lhe, accrescentou elle, que nao com-
predendo a vida sem os ornatos de que voss
quer despojar nossa existencia. Nao me sinto com
forjas para resistir ao prosasmo da economa, le-
udo visto sempre em torno de mim este luxo, esla
ciiiiimodi.l ule, e se deve-se deixar e-es hbitos de
infancia e calcular lodosos meus desejos, parece-me
que meu espirito,e lalvez meu cmac ficariam as-
sim horrivelmenle acaudados. A ordem de urna
qualidade burgueza, que sempre honrei ; mas para
a qual nao senli jamis em mim nenhuma vocacao.
I ricro do jury quanlo aos crimes afiancaveis ; 3.a
separadlo de polica e juslica. J
Eu j vosdisse, senhores, qoe um dos inslrumen-
loscom que os potentados faziam proselylismo con-
tra a juslica e contra a auloridade era o jury. Cer-
tamenle que a concenlraco do jury he um remedio
ncsle sentido muito poderoso.
Convem salvar o jury, e para salva- lo importa con-
cenlra-lo nos lugares mais populosos onde ha con-
currencia e o contraste de diversos interesses e in-
fluencias, onde a opiniao se faz sentir mais, onde os
jurados lera mais garanta e liberdade. Para salvar
o jury he uecesssari.) relira-lo dos lugarejos aonde
elle nao pode ser seuao a expressSo da vioganca a do
patronato ; o instrumento dessas influencias anti-so-
ciaes, aonde os jurados por seu pequeo numero sao
juizes cerlos.
O Sr. Figueira de Mello: He eiaclissimo.
O Sr. Ministro da Juslica : Senhores, son o pri-
meiro ministro da justica que reconhece a inconve-
niencia do jury nc-os pequeos povoados Fui o
primeiro que indican a idea da centralisarao do ju-
ry uas calieras de comarca ? Certamenle qne lian.
L'm dos meus antecessores, o Sr. Euzebio Qneiroz
Malloso Cmara, de cujo nome j liva occasiao de
fallar, assim se exprimi a esle respeilo :
Eslas reslricc,oes uao imporlam menoscabo ao.
jury, que alias fica.ligando os crimes mais graves
a importantes em relaro ao poder ; ha impossibili-
dade pralica em que estes crimes, por numerosos e
pela razao do peque ao numero de sessoes judiciarias,
e breve duraru delias, sejam julgados pelo jnry ; a
consequencia he que, infinitamente indecisos, elle*
se podem considerar impunes, ou tao tarda, a pun-
cao que nao produz o efleito moral que deve prodn-
zir ; sbrelo va : 1. que os reos com a nova dsposi-
Qo serao logo julgaJos, e nao ficarao presos quando
nao podem prestar liaura, por lempo maior que o da
pena, como se acontecer;. 2., que os jurados nao
sofao iucoiiunodadis e obrigados a fazer o sacrificio
de abandonar seus negocios e occupac/5ei por amor
de processos 15o pouco importantes, o
Por cousequencia, senhores, a idea nao he urna
siogularidade, nao he urna novidade apresentada
pelo ministro actual; be idea de urna pessoa a quem
o nobre deputado muito respeita.
O Sr. Aprigio : Todos nos. i Muitos apoiados.)
O Sr. Ministr da Justica : Estoa me refe-
rimlo ao nobre deputado, porque foi elle que com-
baleu a idea, e a elle he que respondo.
Os nobres depulados iralaram dos inconvenientes
que esla medida aprsenla na pralica. Certamenle
sou o primeiro a reconhecer que alguns inconveni-
entes pralicos podem oceprrer ; mas qual he a ins-
li lo cao que nao lem inconvenientes? A somma dos
inconvenientes e das vantagciis he que deve decidir
0 legislador. Os nobres depulado* olham smenle
para alguns obstculos materiaes, esquecem a serie
de coiisi leraeoea inoraes qne principalmeole-juslifi-
cam a medida.
He dillicil a reuniao do jnry em urna cabera de
comarca ; he mais fcil nos termos : pois bem ; tra-
ta-se por ventura ce una reuniao para banquete,
para Tesura ? Nao certamenle; trala-se de urna reu-
niao que tem por lim decidir da vida, honra, for-
tuna c liberdade dos cidadaos; se a reuniao nos ter-
mos nao presta para o l'm a que he destinada, nao
o'prconche, mas o perjudica, que importa que ella
seja mais fcil I' (Muitos apoiados.)
Porlanto, peco aos nobres depulados que nSo se
atenam smenle a essas difliculdads materiaes; qne
olhem smenle pera o fim que o projecto tem em *
vista.'
Se esl demonstrado que o jury nao pode preen-
cher sua misso nos lugarejos, onde nao pode ser se-
nao a expressao da vinganca e do patronato, nao po-
demos deixar de procurar um meio substitutivo.
Seria mellior que nao houvesse justica do que hav-
la sendo a expressao da vioganca e do patronato.
(Apoiados. Muilo bem'.)
Disse o nobre lepulado pelo Rio de Janeiro :
a A existencia do jury nos pequeos povoados he
um meo civilisador.
Senhores, se, cmo j vos disse, o jury uesses pe-
queos povoados he nm instrumento de impunidade.
elle nao pode ser um meio de civilisacSo, mas de bar-
barismo. (Apoiados.) Se a impunidade acorora os
crimes e se o jury he instrumento da impunidade,
he do cerlo um p-ssimo meio de civilisacao. En-
tretanto, convelido em que he. um meio civilisador
a presenta da auloridade nesses lugares.
Cma voz : ."O jury nao he auloridade ?
O Sr. Ministro da Justica: Nao o leolio como
1 al.
u Mas esla medida vai atacar a posso em qoe es-
lo os tormos de lerem jury, vai eAcontrar suscep-
tibilidades, tvai encontrar rivalidades.
Senhores, nao dissimulo que podem haver alguns
desgostos de se retirar o jury de cerlos tormos ; mas,
leudo nos de legislar a respeilo dos interesses collec-
tivos da sociedade, por ventura devemos importar-
nos rom os pequeos desgostos qoe orna medida
poder causar nesle oa em outro ponto ?
E nao esl mesmo averiguado que esse desgosto
ser lauto como ao nobre deputado parece. Nesses
tormos o que se diseja he a jurisdicsao civil, nao he
A economa lio i vil lude da gente pequea, deixe-
mn-lha. Nao digo que seja gozo mili vivo lar lodas
as superfluidades da vida, prerogativasda riqueza ;
mas he urna insupportavel privaran ser abrigado a
passnr sem ellas. Lembre-se, Anna, de que ha bens
que nada sao para quem os lem, c que sao tudo pa-
ra quem os perde.
o Fui impressionada de lal maneira por eslas pa-
lavras. e pelo lom com que Mr. Mobray as pronun-
riava que ellas ficarara-me gravadas na memoria.
Eu nunca linha visto Arlhur com esse semblante
fro c irnico. Sua vozordiiiarianientelaobarmoni-
osa era tao secca e tao breve que magoava-me o cora-
cao, e confesso-le. Maa, que houvc um momento
em que arhei-o semcllianle ao pai. Era o mesmo
sorriso egosta, o mesmo olhar duro e glacial com al-
guma cousa de seus senlimenlos e de suas ideas. Re-
cordei-me involuntariamente da expressao de cu id u-
siasmo que nnimava no dia de nossa entrevista na
entrada da floresta seu semblante, entao tao nobre e
tan bello, e agora lo descorado, e esle contraste
le/ me vir lagrimas aos olhos.
u Devo dizer que Arlhur foi o que linda
sido para conigo al esse momento, chciodc urna
lerna sollicilude, procurou consolar-ine, enedugou-
me as lagrimas e inlcrrogou-me sobre a causa de
meu pezar ; porm, eu, Maria, meuli para escapar
s suas perguntas ; pois bem via que nao nos com-
prehendiainos mais. Eu tinha julgado que meu
amor era a cousa mais imporlanle de sua vida, c a-
cabava de reparar que era apenas um adorno de
suas prosperidades, um prazer de mais entre oulros
prazeres. Meu lieos o coracao dos homeus he en-
tao diflerente do nosso ? Nosso amor ada um ali-
mento na a'lversidadc, c o delles exliugue-se nella.
Depois desta explicacao estamos um para com o
oulro em cima posicao de incommodo. Sob pretex-
to de negocios importantes, Arlhur sabe frequenle-
inente e s volla muilo tarde. Pela minha parte,
passo um?. vida retirada, a qual me ohrigam igual-
mente meus goslos e minda saude. Daqui a alguns
mezes, Maria. sere mai
Maria de Glandere: a Anna Mobray
Gislelln de Saint Vincent mato de 1819.
a Agora, Auna, he que conheco toda a exlensao
de meu infortunio. Vi aquello que mellia-se enlre
nuui e o conde, vi aquello cuja lemluanca eslava no
fundo de meu coraran comu um remorso sem que
seu nome edegas se al racns labios. Era Ernesto!
Eu linha-me separado dclle menino, como sabes,
enconlrei-o rapaz ; porm Anna, reconheri-o como
se nunca me livisse separado dellc. Era elle, cuja
imagem vaga e i ndecisa desenhava-se s vetes em
meus projeclos il e futuro e de ventura. Eslou certa
de te-I o vislu mu ilas vezes em meus sondos, tal
qual elle he hoje com esse semblante chelo de reso-
luto e de carai :ler. esse olhar ardente, essa fronte
elevada. A aluia lera inslinclos, que ella mesma
nao conipreheiide ; Auna, meu coracao linlia-o ade-
vinhado.
a Se soubesses como elle eslava pailido quando
enlrou no salo. como lhe trema a voz, quando fal-
lva-ine, quanlo desespero, e quanta censura havia
em stu olhar triste e sombro 1 Trocavamos phrases
banaes e vulgares, pareca que lindamos medo do
dispertar nossos pasamento*. O conde qne eslava
prsenle, alOigia-rne parseguindo a Ernesto com sua
fra zumbara sobre o que ello chama a afleclac,ao de
mi lude da mocidade do secuto,e apezar de meus ro-
gos cunlou-llie para disperla-lo, segundo disse, urna
de suas historias.de corpo de guarda, que miuda mi
iulerrompia sempre primeira phrase. He muito
extraordinario. Auna, que os homens envelbeceudo
cnuservem semelhanles lcmbrancas, e achera algum
prazer em fallar delias. Eu teria julgado qne a al-
ma prevaleca sobre o corpo cora os annqs e que a
caslidadc da experiencia convinha vdhice, assim
como convem i mocidade a castidade da innocencia ;
mas o conde .nunca Tica tan contente como quando
faz-mecorar ; elle pretende que Reo muilo salisfeita
com os ditos inspidos qne me dirige, e que he por
urna hypocrisia de mulher que u3o quero reconhe-
ce-lo. "Comoeu procurava desviar daquelle assump-
lo a conversaran, elle poz-se a motejar de mim sobre
o que chama minha bisoohice, e entao, Anua, quiz
provar isso a Ernesto, fazendo-lde lo estranhas con-
fidencias que eu senta subir-me o fogo ao semblan-
te, e nao tinha rsais torca nem para fallar, nem para
licar, nem para sabir. Eu eslava em supplicio: ha-
via tanto odio e desprtzo nos olhos de Ernesto, que
eu tema urna cataslropbe. Anna, quando ura ho-
mem vai matar onIro, de sem duxida assim que o
encara ; eu estrenvecia como se fosse .ser I estera u-
uhade um homiciiiio.
Felizmente a sineta dea o signa! do janlar, e a
coudc, que como sabes, he a exacli.lo personificada
nao cuidou mais em mim nem em sua historia, dis-
sc-me que desse a inflo a Ernesto, e a couversacao fi-
cou ahi. Eu senta tsa mao fra como a morlc estre-
mecer tocando na minha. Meu Dos '. meu Dos!
quesera de mim se laes secnas se renovarem Esse
mancebo no deve ficar aqui, nao, elle deve absolu-
tamente relirar-se. Eu n3o teria forjas para soflrer
minha desgrana se elle fiessse, sua presenca tira-ma
a resignaco, nao ilevn, nao quero ve-to. Anna ro:
ga a Dos pela triste Maria.
ci As susp.eilas que concebeste sobre leu Artdur
parecem-me'ter um melivo mu frivolo, filta mimosa
da Providencia, nao te facas susceptivel com tua fe-
licidade. Vou refuclir no que me dizes sobre tua
siluaro de fortuna, ado leus projeclos raioaveis e
prudentes ; mas parece-me que meu casamento dei-
xou-me lodos os meus direilos de irmaa.
.Continuar-.*-!-
\



o jury, parque as luncres de jurado sao ante* uma
alr.nala. {./ciados.)
Uma <-o: : Empenham-sii pira nao serem qua-
HGcados.
O Si: Mililitro da Justica : O nobre dpulado
dase que a ditUculdada comeo; va por havereo ter-
mes equipolentes, e nao ser possivel escolher coro
juslija un delles para cabeja de comarca. Senho-
rt, pode haver essa difllculdade ero poneos luga-
res ; mas o complemento dest; le oio pode deixar
de ser uma melhnr divisAo de :omarca. (Apoiados..
E essa equipolencia dos termos nao lie cousa tAo
fcil de dar-te como se auguro i ao nobre dpulado.
Se algn; pela popul.ie.ao sAo equipolentes, ha ou-
ii'is razies que tambera deveni determinar a desig-
najAo, como a situajAo e outras condicoes.
O argumento do nobre dpulado de Sergipe, de
que esta medida tende a lornr os juizes cerlos, nao
o compreliendl. Que I silo juiesmais iucerlos os de
lagarejo onde se qualificaSipenas 50 ou 60 jurados,
e sao certos os das caberas di comarcas, amule ha
maior populacho, maior numero de jurados, aoude
devem conenrrer os jurados da comarca ?! Em ul-
tima analyte, quando mesmo aconleja que'em al-
gumas comarcas, em razAo da longiludeou de outras
dilllculdades, o jury seja constituido, e funecione
com os jurados da cabera de comarca, rnente ha
grande vantagem nisto, esses jurados sAo mais iucer-
los. porque sao mais numerosos, sao mais indepen-
deotes porque tem mais garar lia e residem no lu-
gar aonde estn a auloridade, e forja publica, etc.
Vambem se aprsenla a difllculdade nascida de
irem as lestemunhas cabera de comarca assistir s
sessoes do jury. Nesla casa lia muitos Srs. juizes
de direilo ; ellos que attestem se as lestemunhas
comparecer, is sessoes do jury. Mesmo as capi-
tal oalo comparecem, quanlo mais no interior do
paiz. (Apoiados.)
Nem ha necessidade disso, >orque quando o jury
eutender que o depoimento de urna tesleraunha ca-
rece de reclificajao, ojulgamento |wde ficar adiado,
e i>lla conslrangida eflectivara nte.
Mas na generalidado dos casos, apezar de eslarem
presentes as testemonhas, o juiy prescinde sempre de
uova inqairijo, e poseo aflirrnir que i diflculda-
de do comparecimiento das lestemunhas he quasi io-
supperavel.
O Sr. Siqueira Queiro: : O projeclo augmen-
ta essas difliculdades.
O Sr. Ministro da Justina : Mas disseo nobre
dpulado pelo Rio de Janeiro: lie um priucipio
que o vizinbo deve ser julgado pelo seu vizinho.
O que entende o nobre deputido por vizinho ? Nao
he eertameule o morador da ra, porque o argu-
mento provara de maior, priivaria que devil haver
me jnry em cada ra.
O nobre deputado entende pois por vizinho a-
qnelle que habita o mesmo termo? Sim, porque
re esta a circniuscripoAo terri .orial, passando o pro-
jei.lo ser vizinho o que habita a mesma comarca.
O que a.lei c os principios di sciencia quercm he
que o cidadao seja julgado por seus pa'res, o prujecto
Dda innova a este respeilo : deve a juslija estar
porta do cidadao : sim, quando he possivel, e
quero antes ajoslija distante da porta du cidadao
quando heru, do que perto dola.
O Sr. Gomes fibeiro : Justina na porta he
urna historia da Inglaterra.
Sr. Ministro da Justira: Senhores, cumpro
que a cmara tenha em vista que as difliculdades
que os nobres depatados Unto (em exagerado seriam
scriaae muilo graves sob o rgimen actual julgando
o jury lodos esses pequeos dimes que lite compele
julgar; sob a nova organisajAo, instituida pelo pro-
jeclo, etsas difliculdades nao siio consideraveis, por-
que sao em muito menor numero os crimes que o
joTy julga, sio lmente os ioafianjaveis e polticos,
eiimalgumas comarcas poder acontecer que nim-
ia* vezes nao haja necessidade da reuniAo do jury.
Qaanto a reslrici-Ao do jury, os nobres deputados
leio considerado o projecto como anti-constitucional.
Ili: o jury.dizem elles, uma cieacAo da consliluijo,
por conseqoencia he iucousliliicional restringir suas
funejdes, limita-las a menos .rasos do que aquelles
que boje Ihe compoleiu !
Admiro estes lugares comn uns, este bordan que
serve para todos ,
Senhores, era 1850 era esse o argumento que a
opuosijao radical apresenlava conira o projeclo que
restringa as finiccoes do jury ; e como responde-
mos nos, cu eo nobre deputado e oulros) que sus-
tentamos esse projeclo '! Respondemos que a cons-
liluijo estabelcce o jury uosiasos e pela forma que
a lei determina. (Apoiados.)
Ora, esse argumento com que entSo eu comlialia
a opposijao radical, he o mesmo com que combato
liojeao nobre dpulado que o combaten e boje del-
le se serve.
E, senhores, a reforma de 1850 fundava-se na in-
capacidade do jury para julgar os < rimes especiaes
de que ella trata, e eniao nao acudiram a favor do
jury as vozes que liojc se levaulam, cut o ninguem
vindicou de menoscabo essa inslilujAo que he hoje
bella. ( Apoiados.) Por bem dos jurados, para au
seiem incommodados e dslrahidos de sua induslria
e empregos, por bem dos reos, reslringem-se as
fuilcjoes do jury qoanlo aos crimes rcais leves, e ho-
je se dizque isto lie menoscabo, que he dejar: nao,
Jo senhores,nao, he mcouscalio, nao he dezar, por-
que ficam compeliudo ao jury os c/imes mais graves
os crimes polticos. ( Apoiados. )
Vozes : Nao ha contradicho alguma.
O Sr. Ministro da Justina : Porlanto os argu-
mentos bascados na excellaucia do jury, que eu nflo
contesto, na necessidade e vanlagens desla inslitui-
jae, que en tamben desejo, nao tem procedencia
alguma.-----'
lusas razias que aprsenle! no relatorio pata'sus-
teular esla idea :
A razao e a experiencia moslram que elle (ju-
ry ) DJo pode medrar quaado npplicado a pequeos
potoados, onde os jurados deir.am de ser juizes iu-
cerlos, onde lodos sflo parenten, amigos ou inimigos,
influentes ou dependentes. v
i Infelizmente a lei creou jury em lodosos termos
em que se apurarem 50 jurados, e entretanto cada
coiiseilio deve compor-se de 48 1 O vicio de uma
la disposican he evidente, he uecessario reforma-la
A idea de estabelecer o jury por comarcas tem
lucoiitesiaveU vaolagens mas exiairia que se escep-
tu.issem algumas provincias, como Malto-tirosso.
i,o\az, Amazonas, Pauhy, emesmo algumas comar-
cas de onlras provincias, como Chapada uo Mara-
nhrO, Boa-Vislaem Pernambuco, etc., onde a escas-
aer, de populacho e as distancias tornariam impossi-
vel a reuniao de um s consvll o de jury.
Oisse o nobre deputado pelo Rio de Jaueiro que
era iropossivel aos juizes de direitofazer o processo
dos crimes afiau(aYeis,q' nao tinham lempo. Os pro-
iessos,senliures, devemser feit js pelos juizes munici-
paes, e julgados pelos juizes di: direito ; se a redac-
ta do projecto deixa duvida, ero segunda discosso
pode ser emendada.
Mas, mesmo quaudo coobewe aos juizes de direilo
o processo deases crimes, anida astim ujo se podia
di/.er que tiles nao tem lempo para isso, porque fi-
cam dispensados de uma uncrau que Ibes consom
lia.laiite lempo, qual a de sahirem para lodos os ler-
idim, alim de assislirem as sess3es do jury.
Ima ro: : E-as correicoW ?
O Sr. Ministro da Justira :Pergunlo, o quefa-
zein mais os juizes de direito '!
O Sr. Dutra Rocha : Apoiado, tem lempo pa-
ra isso.
O Sr. Ministro da Justica : Ellcs tem lempo
para isso e anda lhessobeja Umpo. ( Apoiados.)
O nobre dpulado pelo Rio de Janeiro nos disse
lambem, que a protecc^lo j)o jury he mais oecessaria
ao cidadao nos crimes afiancaveis do que nos inafi-
unravei", porque he nesses crines que poderao ser
lies mais fcilmente implicados.
Senhores. a experiencia moitra o contrario; quasi
sempre aquelles que perseguem nao inventara, uJo
impuUm crimes afiancaveis, senJo os inaflaneaveis,
porque he uestes que cabe a prisio aules da culpa for-
mada e por indicios ; a protec^ao sempre foi mais
imcessaria nos crimes maisgravet.
lambem nflo pude percebe, o argomonlo do no-
bre deputado pela prouncia ce Sergipe, de que he
mais fcil ad jnry a apreciaco dos crimes afianca-
veis que a dos inaflaneaveis.
As provassaoas mesmas de ins e de oulros crimes
a appreciacjo dos inafianraveis he mais dillicil por
suagravidade e circumstanciai; a conclusJoser que
os crimes mais eraves nJo devemser julgidos pelo ju-
ry porem os mais leves'.'
Senhores, no correr do meo discurso ji (ive occa-
siiio de justificar a disposijao .o projecto que separa
a polica da juscu.
Em todos os paizes cultos a polica be separada da
DIARIO DE PERMMBUCO, TERCA FEIRA 29 DE AGOSTO DE 1854.
justica ; quando comeca a acfJo da justi;a cessa a
sccao da polica.
J Uve occasiJo de provar que essa medida era o
desidertum de todas as opinifies polticas do paiz.
Sob adominarodo partido que se acha hoje em op-
posir.lo duas propostas foram ouerecidas pelo mi-
nisterio conlendo esla separaran.
O profundo estadista o Sr. Bernardo Pereira de
Vasconcelos, o meu digno antecessor o Sr. Eusebio
de Queiroz Coolinho, aquello em 1845 e este em
1850, oflereceram projeclos no mesmo sentido : he
inconlestavel a necessidade dessa providencia.
Agora tralareide responder a algumas proposites
do nobre deputado pela Babia, que por diversas ra-
tees se oppoz ao projeclo.
O nobre deputado pedio que o goveruu ciplicasse
o que era a conciliario, visto como a conciliacao era
a inscripcao principal do programma do goveroo.
Senhores, eu remello o nobre deputado para os
discursos proferidos no senado e nesta casa pelo pre-
sidente do conselho, e para aquelle que nesla casa
lambem profer.
Repitirei em resumo o que eolio disse: a concilia-
c,5o nao consiste na corruprAo quaudo pudesse ser
elevada i calhegoria de systema, s podia ser adop-
tada por um goveruo imbcil, porque esse meio
multiplica os adversarios. ( Apoiados. ) Tambem
nSoqucrdizer a substituirlo de um circulo por ou-
tro, porque o que quer o governo n3o he a ioversao
mas a Irausformacao, nao he substituir, mas alar-
gar.
Disse lambem que nao podia ser a fusilo dos par-
tidos, porque he impossivel o amalgama de princi-
pios opposlos.
Disse emfim que a conciliario consista na combi-
nucio do principio conservador com o progresso ref-
fleclido e justificado pela experiencia, o principio
conservador como base, o progresso como accessorio.
Creio, senhores, que o projeclo satisfaz a esla com-
binac.io. porque ao passo que consolida o principio
consenador, faz urna concessao a respeilo de uma
medida qne a opposicAo reclama ha muilo tempe,
que a experiencia justifica ( apoiados ), he a separa-
ban da polica e da justira.
O nobre dpulado considerou o projecto como re-
actor : mas vamos a ver os pontos em que consiste 'a
reacrao.
Disse elle que restingia o jury; 'mas eu j obser-
vei que a restricto nao be em menoscabo dessa ins-
liluirao, porque os crimes mais graves e os polticos
ficam compet ndo ao jury.
, O nobre deputado cousidera tambem como rcac-
tao a nltribuicao conferida ao soverno de designar
a< caberas de comarca : esla funcrao, esta designa-
rlo he de natureza administrativa ( Apoiados.) De-
pende do averiguares de circunstancias que exigem
lempo e maduro exame. ( Apoiados.)
Disse o nobre depuado que.o projeclo tambem a-
larava a liberdade de imprensa, e a razAo he porque
consigna a disposicao, que alias he a mesma que ho-
je existe ; lodavia as calumnias e injurias por meio
da imprensa nao se considerara crimes polticos. Se-
nhores, eu creio que s se pode considerar como a-
buso de liberdade de imprensa a expressao de uma
opinijo, a causa de nm damno publico; mas a cau-
sa de um damno particular nao se pode considerar
com abuso de Iiberdade|de iuimrensa.
Que razAo ha para fazer diflereuru entre os llam-
os causados pela palavra e osdamnos causados por
oulra qualquer acrgo,? Nao estAo no mesmo caso
uma bofetada ou uma injuria ".' A dilTerrnca he do
instrumento. ( Apoiados.) Sempre foi esta a doulri-
na ; os Romanos coslumavam a dizer: Male f-
cil qui maledicit. a
Senhores, creio que (enhoVlilo quanlo basta para
que este projecto passe a .' discusAo. (Apoiados. )
Enlendo qne o estallo anormal, vilenlo em que se
acha o paiz em relarAo x seguranza individual pre-
cisa um remedio ( apoiados ); se aquelle qufe o go-
veruo aprsenla nAo satisfaz, a cmara o substituir
por outro mais satisfactorio. ( muitos apoiados ;
muito bem. )
A discussAo lica adiada pela hora.
Entra em terceira discussAo o orramenlo da des-
peza e reccita geral do imperio para o anno finaneci-
ro de I8SS a 1856.
So apoiadas as sesilintes emendas:
Ficam isentos do pagamento da decima urbana
no municipio da crleos predios em qoa residirem
seus proprios donos.
b Em 13 de julho de 185i. Gomes fibeiro.
Os foros e ladennos dos Icrrenos forciros do ex-
melo convento de Santa Tbercza da Bahia serao ar-
recadados pelo seminario archi-episcopal como ren-
das do seu patrimonio, na conformidade do. art. 11
S da lei n. 628 de 17 de setembro de 1851. B.
A. de M. 7 ai/ues
Nao sao apoiadas as seguintej emendas:
O meu arligo addilivo approvado em -2.' dscus-
s3o sobre o instituto histrico considerc-se emenda
ao respectivo paragrapho, accrescentando-se a forma
nella designada.
O governo (lea antorisado a fazer cunhar gra-
tuitamente o ouro de toque legal, que for levado
casa de moeda por conla do Banco do Brasil.
Paco da cmara, 13 de julho de 1851. Pe-
reira da Silva.
O Sr. Ferraz pede algumas nformaressobre ob-
jeclos que correni pela repartirAo dos negocios es-
Iranseiros, e sendo sal i-Coito pelo respectivo ministro
continua fazendo varias considerares a esses mes-
mosobjectos.
O orador insiste principalmente sobre o injuslo
procedmenlo do governo inglez, para com o Brasil,
sobre as relares do imperio com a repblica do Pa-
raguay, sobre a poltica do ministerio relativamen-
te banda Oriental,e ambem sobre a necessidade
de se crearen) escolas nasquaes sejam instruidos os
nossos agricultores.
A discussAo fica adiada pela hora.
O presidente designa a ordem do dia e levanta a
sessao.
14
I.ida e approvada a acta da antecedente, o primei-
ro secretario d conla do segointe expediente:
Um ofllcio do prmeiro secretario do senado, com-
municaudoqueconstou ao senado que S. M. o Im-
perador sanecionoo a resolii;Ao que autorisa o go-
verno a conceder privilegio a particulares ou a com-
panhias.que emprelienderem a navegado por vapor
as aguas do rio Parnahjha. Fica a cmara intei-
rada.
I.em-se e approvam-sc varias redaeroes.
lie julgado objeclo do deliberarAo e vai a Impri-
mir para entrar na ordem dos trabalhos, a seguinte
resolucao:
A cmmissao de penses e ordenados, lomando
em considerarlo o decreto de 20 de agosto de 1853,
pelo qual foi aposentado com o ordenado animal de
"20, comprehendida nesta quaotia a peasao deOOOS
que Ihe foi concedida por decreto de 13 de mam de
18il, o hachare! Luii Paulino da Cosa Lobo no
lugar de joiz de direito da comarca de Marvao, ora
denominada do Principe Imperial, na provincia do
Piauhy, em allenco aos servidos por elle prestados
na magistratura por mais de 12 annos, e impossi-
bilidade de continuar a servir por ter llcado ceno
quando exercia o referido lugar, lie de parecer que
seja approvada a aposenladoria, e para islo subrael-
le approvaeilo desla augusta cmara a seguinte re-
soluto :
A assemblca geral legislativa resolver
Art. 1. Fica approvada a aposenladoria conce-
dida por decreto de 20 de agosto de aYl ao bacha-
rel I.uiz Paulino da Costa Lobo, no lugar de juiz de
direilo da comarca de Marvao, ora denominada do
Principe Imperial, na provincia do Piauhy, com o
ordenado annual de 7205, comprehendida nesla
quanlia a psnsao de 600, concedida por-decrelo de
13 de maio de IX'il.
Art. 2. Revogam-se asdisposicOes em contrario.
Pa$o da cmara dos deputados em de julho de
185*./). Francisco Ballharjtr ila Sikeira.J. K.
de N. S. IMto.
L-se, lie julgado objeclo de dcliberario e vai a
imprimir para entrar na ordem dos trabalhos, o se-
guinte projecto:
A nssembla geral legislativa resolver
Artigo nico. Ficam concedidas em beneficio
da obra da matriz da villa de Porto de Pedras, pro-
vincia das Alagoas, duas loteras iguaes em plano s
concedidas a santa casa da Misericordia da corle.
ti Pajn da cmara dos depola-los 12 de julho de
1854. Mendonra.Castello Br inca.Casado.
O Sr. Candido Borges fnndammita a seguinte in-
dicado, a qual he rcmetlida as commissOes respec-
tivas.
ludir, que as commissOes reunidas, de consti-
lui/iu, e assemblas provinciaes, e> amioando os arli-
g art. 11, 2 do aclo addicional, fuem em projecto de
interpretaran seu genuino sentido.
Paco da cmara dos deputados, 14 de julho de
1851. Candido Borges.n
O Sr. Sikeira da Molla fundamenta lambem a
seguinte indicacao :
Indico que fique revogada a nova disposirao re-
gimenlal que eslabelece a votac,Ao por escrulinco
secreto, restabelecendo-se a disposirao anterior do
artigo 163 do regiment. S. a R-----Sitveira da
Molla.
Continua a primeira discussjo do projecto n. 44 de
lN'i do Sr. Nabuco, sobre reforma judiciaria.
O Sr. Nebias': Nolnu bem a cmara que o no-
bse ministro da justica nao ficou salisfeilo com alguns
amigos do governo que se pronuuciaram contra este
projecto. Nao desejo cortamente, Sr. presidente,
que o governo passe por uma derrola. Dos me li-
vrc de coucorrer para ella; pertenro ao numero dos
amigos sinceros e dcsiuleressados do actual governo.
O Sr. BrandSo e oulros Srs. Deputados : A-
poiado.
O Sr. Nebias: .... pedirei pois licenca ao nobre
ministro para nAo tomar em sentido hostil o modo
porque me pronuncio nesta queslAo. Dando franca-
mente meu apoio e confianza ao governo, nem por
isso quiz perder essa parte de liberdade e conscien-
cia....
O Sr. Queiroz : Apoiado.
OSr. Mebias:.... que os amigos mais devola-
dos sempre conservam para examinar quesles que
como esta nem ao menos se, prende ao crcdilo do go-
verno e sua existencia....
O Sr. Aprigio: Apoiado.
O Sr. Nebias: .... questao puramente doutri-
nara, e que, como o proprio nobre ministro hon-
tem conlessou, importa um principio de organisacAo
permanente para o paiz. Nao sei pois como o no-
bre ministro quiz tolher a discussAo aos seos amigos,
estrauhando que da parle desles apparecesse essa lal
qual opposico s ideas do seu projecto.' Nao sei co-
mo o nobre ministro quiz consagrar o principio de
que em tacs discusses smente aos adversarios da
administraran pertencia a liberdade de discutir.
O nobre ministro declarou que era preciso anda
por este projecto dar forra auloridade publica, pa-
ra que influencias malignas de alguns potentados
nao podessem arrostrar a lefio da auloridade publi-
ca. Nao sei, Sr. presidente, se este projecto he uma
bandeira de conciliario arvorada pelo ministerio,
como ha poucos das ouvi dizer na casa, ou antes se
elle envolvc o principio de mais forr,a, e por ventu-
ra ideas contrarias a una conciliacAo, como lambein
antes de lioulem foi declarado pelo honrado membro
da opposicjlo, que lem asseulo nesta casa; para raim
lie indifTerenle consderar-se o projecto debaiiode
qualquer desses pontos de vista.
Nolarei porm desde j que o nobre ministro,
quando (ralou de fazer sentir os defeilos da lei de 3
de dezembro, declarou que ella era uma lei de anta-
gonismo poltico ; parece pois que o nobre ministro
quiz que desapparecesse o antagonismo poltico pela
reforma que opresenlou ao parlamento, ao passo que
o mesmo nobre ministro nos declarou honlem, alto e
bnni som, com toda a franqueza que o caracterisa,
com a lealdade de seu carcter, que os empregos de
polica erara empregos de alia confianza para os
quaes smenle seriam chamados amigos especiaes do
governo ; de maneira que o nobro ministro repro-
vando e querendo acabar o antagonismo da lei an-
terior, he elle mesmo quem deixa esse antagonismo,
he elle mesmo quem declara francamente que nao
pode haver confianca geral para essa especie de em-
prego.
Eu vejo no relatorio do nobre minislro da justica
que a repressAo dos crimes vai-sc (ornando mais ef-
ficaz e mais activa ; vejo tambem que o nobre mi-
nistro declara que grandes criminosos em grande nu-
mero ficam impunes, porque a ac(o da polica e au-
toridades publicas nAo podem alcanea-los....
O Sr. Siqueira Queiro:: Apoiado.
O Sr. Sebias: ... assim, pois, entenda que he
essa a principal desgraca do nosso estado actual.
O Sr. Siqueira Queiroz : Apoiado.
O Sr. Nebias: ... que oulra reforma nAo he ne-
cessaria mais do que aclivar-se a polica, alim de
que ella possa perseguir os criminosos em qualquer
ponto do imperio....
O Sr. Anriqio : Apoiado.
O Sr. Nebias : ... que nao se Ibes elxe assiu,
que se conven^am que jamis poderAn escapar e fu-
gir ao alcance e vigilancia da autoridade.
O Sr. Aprigio: Ah esl o exemplo do Ma-
ranliao e do Cear, aonde se roalava muila gente, e
depois que houve aclividade na polica cessou esse
estado.
O Sr. Nebias : Entenda pois, Sr. presidente.
que em vez dse tratar da reforma judiciaria, se de-
via prevenir o mal desde a sua origem, e en lenbo
coiilianr.i que a auloridade do nobre ministro da
justica e a sua vonlade communicada todos os seus
delegados, ser bastante para trazer esse importante
resollado. Tranquillise-se o paiz inteiro, e conven-
cam-se esses potentados que por ventura anda res-
tam, que toda a sua forra c influencia nada velein
dianle.da accAo e diligencia eflicaz da forra publi-
ca. (Apoiados.i Assim ha dse reslabelecer a segu-
ranza, e diminuir progressivamenle o horror de
tantos crimes, mais ou menos bnrbaroS?
O cobre minislro encara a impunidade como prin-
cipal causa do mal, e eu enlendo que devemus com-
balc-lo no ponto que lenho considerado ; c, senho-
res, nAo posso deixar para mais longe a seguinle ob-
servarn.Se a impunidade fosse a origem do mal;se
os criminososcontasscni com ella,nAo temeriam lanas
vezes e tantas comparecer peante o\ury.(Apoiados.)
Em honra do paiz e da moralidade publica esla ob-
servarlo deve ser feila em honra do jury; e grabas
ao emper.ho geral que a populado brasileira lem
lomado na melhoi ordem de cousas, graras n cvili-
sajAo, induslria e*o Irabatho que lem habilitado
a massa geral dos nossos concidadAos em lodas as
classes a encarar no verdadeiro poni de vista os in-
leressesda socledade brasileira, vemos qucuma gran-
de parle de criraiuosos,, 'anda contando comalias
protecc,oe?, nAo se resotvem a comparecer perante o
jury...
0 Sr. Aprigio: He verdade.
O sr. Nebias : Ninguem pode contestar cssas
observares; passtm muilos annos escondidos, esque-
cdos, procurando apenas um domicilio remolo, e
cora o lempo l fica amortecida essa indignaran que
desperla na totalidade dos cidados bous e pacficos
o grande crime de nm scelcrado. [Apoiados.)
Nem se falle, Sr. presidente, na proteccjlo das par-
cialidades polticas ; devo ainda em honra do meu
paiz fazer uma declararan queeu lenho sentido par-
ticularmente. As parcialidades polticas que talvez
tciiliam entrado em lulas pouco satisfactorias, que
talvez apresenlcm a oulros respeitos males c resul-
tados conlrarosaopro'.'resso do paiz, nesle poni al
servem como que de garanta. Se uma pnrcialidade
poltica quer proteger seus criminosos, cncobrir seus
deudos, e procurar meios de defeza, seduzir jurados
c teslemnnlias, por outro lado nos vemos que se re-
forma uma opniAo contraria em tula com a primei-
ra, que trata de esclarecer a verdade c apresentar
ao publico o verdadeiro carcter do negocio por uma
longa discussAo fura e denlro do jury.e em resultado
Ira/ a manifestaran conscienriosa do tribunal. Sr.
presidente, ha muilo que nos nos acosluraamos a
gritar contra a instituicAo do jury...
O Sr. Siqueira\Queiroz : Apoiado.
O Sr. Nebias: Nao acontece isso somonte com
o jury ; d-se o mesmo a respeilo de oulras instlui-
res...
O Sr. Siqueira de Queiro: : Apoiado.
OSr. Nebias: .... de militas leis do paiz.
O nobre minislroainda nos declarou que essa le
de 1841 linha sido nbjecto de muilos clamores, qne
foi considerada uma lei de anlagonismo poltico.
Se nos quizessemos revolver o passado, eu lembra-
ria ao nobre minislro que nao foi s a lei de 3 de
dezembro de 1811, que foi lamhem a lei de conselho
de eslado, que tambem o foi a lei que mandavare-
colber o dinheiro dos orphAos aos cofres pblicos,
e oulras do que agora me nAo lembro ; c, pois, nao
devenios considerar que uma lei he m porque em
urna poca se grilou contra ella...
O Sr. Aprigio : He um p de cantiga.
OSr. Nebias :NAoquero agora, senhores, sanc-
lilicar a lei de 3 de dezembro de 1841, nao a consi-
derarei como o nof me langere ; mas digo que boje
be um coslume invelerado no Brasil grMar-se contra
jury e pelo coslume se lem desacreditado essa bel-
la insltuieao em Tez do Ihe dar frea ; vejamos po-
rm, Sr. presidente, quaes sao os grandes males e
os escndalos que nos lem resultado da instiluicao
do jury, e qual he a efficacia do remedio que o no-
bre ministro aprsenla uo parlamento.
Vejo, Sr. presidente, oestes mappas que o nobre
ministro mandou distribuir na casa, que os crimes
julgados durante os 5 annos decorridos de 1848 a
1852 oreara por 6,000, apparecendo all- 3,500 casos
de absolvilo, e 2,400 casos de rondemnacAo, mais
ou menos, havnndo porlanto 6,000 julgamentot pro-
nunciados pelo jury durante esse quinquenio. Se ti-
rarmos as apnellarucs obligatorias interpostas pe-
los juizes de direilo das rondemnarOes de morte e
gales perpetuas, eu faco um calculo approxlmado,
porque o mappa nao declara esse ponto, e vejo que
as appellacoes interpostas por injustica nJo passam
de 250, lalvez nao esteja exacto o mea calculo, e
nesle caso o nobre ministro o reclifiear. Vejo que
em 6,000 julgamenlos proferidos pelo jury apenas
250 foram julgados injustos, e por quem, Sr. pre-
sidente? Pelosjuzesde direilo, qne ato justamente
as autoridades que o nobre ministro quer substituir
ao jurado, como autoridades mais puras, mais rigo-
rosas e mais justas.
He verdade, Sr. presidente, que o numero das
condemnac/ies be inferior ao numero das absolvi-
COes, mas pergunlo eu, a causa desles desgranados
fados he o jury, he a insliluirAo do jury *!N'Jo. O
nobre ministro reconhece, e todos reconhecem, que
o jury muda- vezes se v embarazado porque ospro-
cessossAo obscuros apoiados), e Irazem collisoes
que o jury nAo pode solver de uma maneira diver-
sa daquella porque o lem feilo, e um juiz letrado,
ligado a formas restrictas de direito positivo, (eria de
julgar da mesma forma que o jury apoiados),e mili-
tas vezes leria de julgar mais favoravelmenle do que
o jury. Nole V. Exc. cal grande vanlagera ; rou-
tas vezes comparece um reo para ser julgado com
muito poucas provas pelo systema defeituoso deco-
Iher as provas, de eslabelec-las nos processos ; mas
assim mesmo apparece a excellencia do jury, deci-
dindo com juslica pela condemuacAn ou absolvirao,o
que em oulros tribunaes nAo se dara...
O Sr. Siqueira Queiro: :Justamente.
O Sr. Nebias :... porque o juiz de fado, ho-
mem que tem a grande coodr.Ao de viver no meio
de seus concidadAos, que conhece seu carcter, suas
tendencias, sua capacidade moral, suppre muitas
vezes defeilos do processo escriplo. (Apoiados)
Muilas vezes en.lobe argumento buscado em vAo
para engaar a cmara e o paiz) lodos nos conhe-
cemos, todos que ato magistrados, e que nSo silo,
muilas vezes vera um conflicto ao jury entre um
hornera que scqueixa e outro que Ihe fez a oflensa.
Ordinariamente us crimes, sobretudo os de mais
gravidade, nao sflo comraetlidos por homens simpli-
ces, sAo commetlidos com lodas as reservas, porque o
verdadeiro criminoso lem todo o cuidado de rom-
per qualquer comrounicarAo qne se possa dar enlre
ellee o seu delicio ; acontece pois que muilas ve-
zes vem ao jury fados duvidosos, obscuros nAo s
para os jurados, como para o proprio juiz de direi-
lo, para o proprio promotor publico que he parta
interessada ; entao ao jury compete a mais bella
parte das suas altribuices ; o jury qne conhece au-
tor e reo, o jury que conhece o carcter de um e de
outro, seus hbitos, seus costumes, responder se o
reo era capaz de commetler aquelle delicio.
O Sr. Sikeira da Molla :Por adevinhaco.
O Sr. Nebias :Ora, pelo amor de Dos A este
aparte nao respondo, pnrqne indica que o nobre de-
putado nao me fez o favor de attender...
O Sr. Sikeira da Molla rAtlendl muito, e por
sso (irei esla conclusAo.
O Sr. Nebias :He desconhecero qoe dizem lo-
dos os escriplores que Iralam do jury, e o nobre d-
pulado lente de uma academia, e lente lio illas-
Irado, nJo devia darscmclhanle aparte.
OSr.Sikeira da Molla:Pois torno a confir-
i a-lo.
O Sr. Nebias:O jury, pois, he competente para
conhecer se o reo tem capacidade moral para com-
metler o delicio, e se o autor......
O Sr. Sikeira da Motlai um aparte.
O Sr. Nebias:....est no caso figurado pela de-
feza do reo ; se o autor he homem capaz de excitar
esse ronfliclo.
Ora, esle conhecimento local que os jurados lem
das partes contendoras, auxilia quasi sempre a prova
obscura dos autos, e dahi resulla uma decisjo mui-
las vezes de condemnacao, muilas vezes de absolvi-
ese sempre jusln, que o magistrado adslriclo s
formulas jurdicas uao poderia proferir. (Apoiados.I
ama vas;He le o principio maatal da insli-
luicAo.
O Sr. Nebias:Como o nobre deputado quiz por
em duvida esla minha observacAo pralica.....(Diver-
sos Srs. deputados dirigem apartes ao orador, t
trocam algumas palacras entre si.)
O Sr. Presidente:Alinelo !
O Sr. Nebias (respondendo a um aparte do Sr.
Fiuza):E qoando o jury pode ter uma prova oc-
culta que nao apparece no processo '! quando pode
aproveitar-se della para dar a verdadeira sen-
teusa ?...,
( Contlnuam os apartes e o sutsurro na tala.)
O Sr. Presidente:Ordem, senhores 1
O Sr. Sikeira da Motta:He theoria nova !
O Sr. Gomes fibeiro: O jury julga pela verdade
sabida.
Uma ro:: Apoiado, iodependenlc das provas
dos autos.
O Sr. Nebias:Para que ha esse processo de uma
sessSo do jury senAo para esclarecerem-se lodosos
fados, todas as circumstaucias que muitas vezes cs-
eapam habilidadee destreza daquelle que he en-
carroado de. colher as provas ? para que serve uma
sessAo publica, uina discussAo publica entre as par-
tes, o cemparecimento de testemonhas, o exame se-
vero de seus ditos, o interrogatorio ao reo SAo cs-
clarecraeotos novos que appareccm para orientar o
jury.
Muitas vezes, senhor presidente, lem-se dado um
facto que ninguem he capaz de contestar.
O Sr. Magalhes e Castro (com forra):O pro-
jecto mala, e mala um defnnlo.
O Sr. Nebias:Seohores, esla discussAo he don-
trinaria, nao tratamos de discossdes polilicas (apoia-
dos), nao se (rata felizmente de saber se o projeclo
he de conciliacao ou de guerra (apoiados), se o pro-
jeclo olTerece em 'um arligo a bandeira da concilia-
r.io, e em oulros a bandeira de guerra, como alguns
nobres depulados lem considerado, como o nobre
ministro honlem considerou; (rala-sede uma ques-
IAo doulrinaria, de justica, que aprsenla regras pe-
las quaes devenios decidir com calma e Iraoquillidade
a sorle dos homens que apparecem nos tribunaes.
Porque, pois, os nobres deputados querem contes-
tar tumultuariamente proposigoes que eu supponho
verdadeiras, masque os nobres depulados lerSo mui-
to lempo em ama discussAo tranquilla de 'contes-
tarme ?
Uma Vos : Assim deve ter.
O Sr. Nebias : Tem-se dado, Sr. presidente,
como ia dizendo, um fado muito notavcl ; um ju-
rado faz variar completamente a decisAo do conse-
lho, faz desapparecer as provas do processo ( he es-
ta uma salva-goarda da iusttuitao); muilas vezes
um jurado que inspira confianca, que conhece o
facto mcllior do que o processo aprsenla, pela opi-
nio que ttoza, pela conliaocn que merece na loca-
lidadc, pelo seu carcter, pelo conhecimeDto que
lem do negocio, pelas circunstancias que aprsenla,
faz variar a sorle do julgamento...
O Sr. Sigueira Queiroz : Muilo bem I A-
poiado.
(Outros apartes se oucem ; tussurro.)
O Sr. PresidenteAl ten rio '. Desle modo nao
pode o orador continuar.
O Sr. BrandSo : Continu assim que vai mui-
to bem, e tanto mais quanlo nAo he suspelo, por-
que he juiz de direilo.
O Sr. Nebias : Sou juiz de direito e parece-
me que fallo, se nAo com conhecimento de causa,
porque meus tlenlos sAo moilo acauhados (nSo a-
poiados), ao menos com conscieucia...
Uma Vos : Tem fallado com coohecimeolo do
direito e da pralica.
O Sr. Nebias: Se nAo apoio a reforma do mi-
nisterio nesta casa, uAo quero concorrer para uma
derrola ministerial.- Repito, sou sincero amigo do
ministerio ; enlendo que elle deve querer urna dis-
cussAo larga acerca dcsta materia ; assim e seu pro-
jeclo saliir- victorioso, ser mais bem aceito,
mais respeitado ; a sua lei ser de carcter perma-
nente, durar mais'lempo qne outras que se tem
reformado no nosso paiz. Dizia Soln, como o no-
bre minislro hontem cilou, que todas as leis devem
ler bondade relativa.
llevemos discutir, pois, com calma, com sinceri-
dade, lodos os lados da lei; assim dizem lodos os le-
gisladores, todos os escriplores, antes de Soln e de-
pois de Soln. Estimarei que saia daquj ama lei
Uo bella, lio perfeita. que tenha to boa* resalladas
que a sua durarao seja tem termo; estimarei que se
verifique a respeilo da reforma do nobre ministro
aqnillo que Lycurgo quera a respeilo de suas leis ;
lendo elle rollado de sua viagera com o sea corpo
de leis, inlercssando-se de verat pela felicdade de
seos concidadAos de Sparla, entenda que era raitter
que suas leis liressem orna duraran longa ; consul-
tado o orculo, declama esle que essas leis durariam
at que Lycurgo voltasse ; Lycurgo relirnu-se de
Sparla, nunca mais vollou, esuas leis duraram 300
anoos. Quererei pois; que as leis do nobre minislro,
que a sua reforma sejam eternas, provem 13o bem,
tragam tantas vanlagens ao paiz que no futuro nin-
guem se atreva a reforma-las. Para islo concorre
una discussAo franca, para itto devem todos que se
inlercssam pelo projeclo oo se declaran) conira elle
apresentar seus motivos em uma discussAo egular
e lvre. He o que faco muito humildemente de mi-
nha parle.
Sr. presidente, nao posso de forma alguma con-
cordar na reforma do nobre ministro que em grande
parle acaba com o jury, que acaba com o jury em
quasi lodas as localidades, que tira grande parle de
suas altribuices para passa-lat aos juizes de direilo.
A expnsic.ln que acabo de fazer j comprehende
muilas idi-orv ares em contraro.
O jury nao est no caso de ser assim desacreditado
oo paiz. Talvez em um ou em oulro poni do im-
perio haja uma triste excepcao, talvez hajtirn abusos,
mas o remedio nJo he este que aprsenla o nobre
minislro: o jury em geral he bom; o jury em geral
lie composto de homens que se interessam na boa
ordem das cousas, na segurauca comrauui, porque
nao devo suppor que a massa geral dos Brasileros
se inlcressa na perturbarAo da ordem, na perpetra-
cao dos crimes; devo suppor ao contrario que todos
querem seguranza para si, para suas familias e para
seus concidadAos.
Em geral, senhores, a massa dos jurados no Bra-
sil he regular, tem boas tendencias, e mesmo por
seu estado, por seu trabalho, por sua Ilustrarlo se
acha superior a essas suggeslocs, a esses erros que
nAo duvido que uma vez ou oulra possam concor-
rer para se desnaturar a soa ndole e seus bons ef-
feitos.
Ojulgamento por jurados, Sr. presidente, j tem
sido muito cerceado no nosso paiz ; nao acabemos
com esta conslit'tirAo. Ha 30 annos fomos julgados
dignos della pela constituirn do imperio ; ha 30 an-
nos o Brasil foi julgado digno do jury; e agora, quan-
do o progresso da intelligencia e do trabalho lem
habilitado ao povo brasileiro para mcllior cumplir
seus deveres, para mcllior conbeccr suas necessi-
dades, he que havemos de coarctar a insliluirAo do
jury ?
O Sr. BrandSo rHe retrogradar.
O Sr. Nebias :Nao retrogrademos 30 annos, se-
nhores I A instituirn do jury, a publicidade das
discusses por si s he um bem, um correctivo, se-
gundo dizem todos os escriplores; nAo acabemos
com esle correctivo salular. O trabalho do julga-
mento em uma sessao do jury nao he cousa perdida;
o reo que passa por uma lal prova em sessAo publi-
ca, ainda que seja muito feliz nesse julgamento, di-
zem alguns escriplores, sahe d'all corrgido, passou
por vexames e lorluras ; um interrogatorio que ten-
de a destruir a astucia do reo, o depoimento de des-
temunhas que em face exprobram ao reo seus vicios,
seus mos coslumes, as aposlrophesdolorosas doac-
cusador publico ou particular, todo islo he cooside-
rarAo muilo poderosa para conservarmos a inslitui-
jao do jury, darnios Ihe toda a forja, todo o desen-
xulvimenlo (Apoiados.)
as localidades o jury he um principio de con-
flaoca para os bonse um principio de lemor para
osjnos. NAo acabemos esle espectculo; nAoquei-
ramoss considerar os lados maos que se quer at-
tribuir aojury, o suboruo, a snggestAo, a subordi-
naran a cerlos potentados. NAo ; consideremos as
habililaraes, as qualidades pessoaes dos jurados, os
bens que se contrabalancara com esses males : que
por ventura uma ou oulra vez possam dominar, mas
contra os quaes o remedio ser outro cerlamente
que nao a extincrAo io ary.(Apoiados)
iS'ossas popularles estAo acoslumadas, nAo digo
com o favor do jury, mas estAo acoslumadas com
este solemne trabalhe, com o apparato da reunan do
jury ; eslao assim acoslumadas a ver, a ohservaiwo
cumprimento da lei por seus orgJos ofliciaes; 'v\
(erei*adn4 as decisOcs do jury, todos acham all uH
exemplo cfllcaz. Nao acabemos com este cxemp|o.
nao detemos as localidades entregues a esses prin-
cipios brotaes que os homens opposlos ao jury apre-
se ilam sempre, com os quaes sempre argumentan!.
Alm dislo, Sr. presidente, como j se tem feito
sentir, os obstculos para a dislrbuic.Ao da justira
crescero cerlamente, a passar a reforma que o no-
bre ministro apresenlou. As nossas comarcas nao
esto preparadas para receber esla reforma ; se o
nobre minislro quera confiar tudo aos jnizes de di-
reilo, quera acabar com quasi'lodas essas reunies
de jurados, eutso deveria previamente dispr as
cousas, preparar o terreno. As nossas comarcas no
sen eslado actual, IJo extensas, lAo Irabalhosas, nao
se prestara reforma aprescnlada pelo nobre minis-
tro. Se boje he dillicil a reuniao do jury em alguns
termos, muilo mais o ser as eabecas de comarca
(apoiados), e com uma circamstancia que desnatura
completamente a instituirn do jury e seus bellos
resollados, e lie que enlAo os jurados seriam smen-
te aquellos que mais prximamente podessem com-
parecer ; entao os reos de uma localidade remota na
distancia de 50 leguas ou mais, conforme o nosso
territorio, que tem um contorno lo irregular, lAo
extenso, seriam julgados s por taes e tacs jurados,
qoasi sempre estr.inhos e_ nao cerlamente os mais
habilitados como seus pares para conhecimento do
facto, para a perfeita apreciaran das provas, das
circumstaucias pessoaes. NJo fallemos do trabalho,
do grande trabalho que jurados, lestemunhas e par-
les (eriam, passando a reforma do nobre ministro.
E nole a cmara que continan) sempre os mes-
mos jurados sem alteracAo pessoal.
Sr. presidente, o nobre ministro tem por fim
principal acabar a impunidade ; aprsenla como
causa da propagarlo dos crimes a impunid ade. NAo
posso prescindir do chamar a allcnjAo do nobre
ministro e da cmara para a estalistica criminal ao
menos das duas narfies que nos servem de modelo ;
farei algumas obseTvac,Oes para as quaes peco a at-
leucAo do nobre minislro.
NSo he eertameule satisfactorio o nosso estado
quanlo estalistica criminal, ainda que o nobre mi-
nistro declara no seu relatorio que a repressAo vai-se
tornando mais activa e esperanzosa, que os julga-
menlos do jury no ultimo anno (1853,) deram um re-
sultado mais animador, que de 600 e tantos crimi-
nosos quasi metade foram condemnados no jury ;
apezar desta declararlo do nobre ministro, nAo con-
sidero satisfactorio ainda o nosso estado, mas nAo
he dcsanimador. O nobre ministro conhece melbor
que eo a estalistica criminal das duas naroes a que
me refer. O imperio aprsenla mais ou menos
1,200 crimes por anno julgados nos nossos Irtbuiiaes,
mas que estatislea nos dAo a Franja e a Inglater-
ra? Eu nao pode consultar a mais prxima destes
Villinios anuos, mas em nm periodo de sete annos,
terminado em 1817, vejo que a Franra olfurece
7,206 crimes julgados no Iribunal do jury ou cour
des assises, que repartidos pela popularan da Fran-
ja, comparada proporcionlmenlc com a popularan
do Brasil, dara 1,400 crimes por cada anno.
Um Sr. Deputado : He preciso ver a nature-
za dos crimes.
O Sr. Nebias i Dou todo o peso refiexAo do
nobre deputado, e por isso devo nolar que nesla
estalistica nao enlram as conlravcnres de simples
polica nem os delirios de polica correccional ; com
ellos a eslalitlcR ira longe ; nao comprchendo no
meu calculo lodas etsas especies, mas s os crimes
propriinWiilc ditos pelo cdigo fraucez, que o no-
bre deputado conhece, os crimes julgados pelo ju-
ry. Ora, se na Franca o resultado he esle, se ha
7,206 criminosos por anno julgados, na Inglaterra
este numero he muito maior, diz um escriptor. E
note o nobre ministro que pela estatislica que eu
consullei este augmento cresce de perojVem pe-
riodo ; em um periodo inlciro de sete annos que
he lomado pelo autor que consullei, deram-se em
Franca crimes conira as pessoas 12,490, e crimes
contra a propriedade 37,4:, somma 49,920, ao pas-
so que no segundo perodo vejo crimes conira as
pessoas 11,376, conira a propriedade 36,751, som-
ata 51,127, o que d um augmento no segundo pe-
riodo comparado cora o prmeiro. Na Inglaterra
he muito maior esta proporrao e augmento.
O Sr. I'iriato : He preciso conhecer as cau-
sas do desciment dos crimes na Inglaterra e com-
para-loa.
O Sr. Nebias : Entto qaer o nobre dpulado
inquerir as cansas na loglalerra, e nao qoer inqui-
r-las entre nos ; vai s impunidade. He contra
isto que estoo argumentando; quero mostrar qne a
impunidade do jury nao he a cansa primordial dos
crimes, e sean, vou cilar outro argnmeolo maisfor-
te lirado deseas duas naces. Enlre nos com eDeito,
as coodemnajOes sAo muito menores que as absolvi-
nos, mas na Franja e na Inglaterra acontece o con-
trario.
O Sr. Aprigio : Ouca, Sr. Virialo.
OSr. Nebias : Na Franja, sobre 10 accusajoei
ha 9 conde moa joes....
Uma Voz :He exacto.
O Sr. Nebias : .....na Inglaterra entre 10 ac-
cusajoes ha 7 condemnajes, e cntrelanlo, os crime
augmentara em proporjAo de um modo Iritte...
O Sr. Virialo: Augmenta por causas pe-
culiares, e enlre nos augmenta por causa da impu-
nidad".
OSr. Nebias :.... assim, pois, j v o nobre de-
putado e o nobre minislro da juslja, que nAo esta-
mos em ama situajAo tAo desesperada quanlo se diz,
era relajio a essas duas najoes, aonde tudo converge
para que appareja a segurauca publica, para que se
d a punijAodos criminosos e para que exisla a con-
fianca social ; v-se, pois, que a proporjAo dos cri-
mes julgados as duas najoes, he mais forte do que
no imperio do Brasil.
Aquillu que digo a respeilo dos crimes julgados, se
da tambem a respeilo dos crimes que ficam desco-
nhecidos e que nJo So julgados ; a mesma propor-
jAo existe para o Brasil, aonde se encontrara (antos
meios de Iludir a vigilancia publica, aonde a argu-
cia dos criminosos, sua maldade, e a prolecjao de al-
gumas pessoas faz com que muilos sejam iDsframeu-
tos de crimes e escapen) ponijo. Aqu alm, dos
1,200 crimes julgado, ha oulros lanos que ficam sem
ser punidos, devido esse mal a essa principal anima-
cao que os criminosos encontrara no paiz.
Repito que a impunidade nao he a principal cau-
sa dos crimes, ha outras causas que a vonlade do no-
bre minislro pode fazer desapparecer ; faja sentir o
governo a sua forja por todos os pontos do imperio
(Apciados), eos criminosos mandantes c instrumen-
tos dessiiiraarAo ;.//,iadot e eu coucebo uma espe-
ranja nessa espranja qoe o nobre minislro d no
sea relatorio...
O Sr. BrandSo: Isto he que he fallar a ver-
dade.
O Sr. Nebias : Senhores, o nobre ministro as-
senla que deve confiar o julgamento de uma grande
parte de crimes aos juizes de direilo. Alm de que,
as nossas comarcas nAo estn preparadas como ha
pouco holei, alm de que os juizes de direilo, ho-
mens de lei, homens que devem julgar, segundo
formas restrictas, muitas vezes se veriam embaraja-
dos e absolveran),quando o jury lera de condemnar.
(Apoiados.)
O Sr. BrandSo: He exaclo.
O Sr. Nebias : .... accresce que nao estAo elles
habilitados para satisfazerem pontualmenle as obri-
gajOes que Ihe ficam encarregadas por esta re-
forma.
Seohores, dizia j a imperalriz da Russia as ins-
Irucces que deu quando creou a cmmissao legisla-
tiva qoe tioha de reformar nos seus estados a admi-
nislrajao judiciaria, que a principal djfiiculdade
eslava no apanhamento das provas ; que para islo era
necessaria toda a hablidade e loda a destreza ....
(apoiados.)
UmSr. Deputado : E he isso que se quer con-
seguir.
O Sr. Nebias: .... assim como para se colloca-
rem no processo essas provas he ner es-aria muila pre-
cisao e clareza ; mas que para proferir uma senlen-
ja quando esse resultado j existe basta o simples bom
Senso ; be essa a difllculdade qut. pralicamente sen-
timos.
O nobre ministro reconheceii os defeilos da ins-
IrocjJo do processo sendo confiado aos acluaes de-
legados e subdelegados, e quiz remediar esses defei-
los ; passou por isso lodo o trabalho da formajAo da
culpa para os juizes de direilo, mas o nobre ministro
pode responder ao que se diz,que o mal existe e con-
tina? que o joiz de direilo nAo pode ser bastante
para acudir a todas as reclamarnos das suas comar-
cas, as quaes continuam a licar sujeilas a esses in-
convenientes '! NAo quero fazer a compararlo dos
crimes alianjaveis e nAo alianjaveis ; para mim o
rail he o mesmo, para mim os defeitos da reforma
Ao os meamos.
NAo quero fallar nessa oulra circumslanrla que
anda apresenla-se contra a situajAo actual dos ma-
gistrados chamados juizes de direilo; nao quero fal-
lar dessa tal ou qual dependencia oaqual lles se
acham ; ato quero suppo-los revestidos de loda a
independencia e de lodos os predicados para .o jul-
gamento dos casos que Ihe sAo confiados, mas ainda
assim o remedip nAo satisfaz, o vicio subsiste, pecca
o prejeelo de reforma pelos raesmos vicios.
O nobre ministro deixoo subsistente as fonejoes
gpoliciaes dos delegados subdelegados para auxiliar
a magistratura, e cu perguoto, nesta parle, como ha
pouco no lei, nao lie que est o principal da reforma?
O jniz de direito nao se lera ele ligar s insIrucjSes,
diligenciase inquirirnos feilas por esses agentes de
polica, que, segundoo projecto de reforma, Ihesser-
vem de auxiliares necessarios ? Qual he o mal da
situarlo actual, e o remedio que o nobre minislro
aprsenla 1 Quanlo a mim, as cousas ficam no mes-
mo eslado com a differenja que al aqu os delega-
dos e subdelegados tiuham essa tal ou qual respon-
sabildade de seus actos, e agora ficam desligados de
Joda.
Senhores, eu nAo digo que os delegados e subdele-
gados sejam os instrumentos mais adequados para
intervirem na formarlo dos processos, nAo digo isso;
mas nioguem pode negar que a reforma deixa o
mesmo defeilo actual, e que apenas Ibes tira esse
poder de una pronuncia Ilusoria; digo lllasoria,
porque o correctivo della, soa forja e sua sancjAo es-
l no juiz municipal [apoiados), juiz que lem outras
atlribujOes e oulro tino para supprir e corrigir a*
fallas e erros enconlrados em um processo formado
por essas primeiras autoridades.
Senhores, eu conhejo que em geral a polica do
paiz nAo deve ler o direilo simultaneo de prender e
processar ; he esle o mal conira o qual sempre cla-
mo" a opiniAo opposla, he o amalgama da juitiea
com a polica ; mas, pergunlo, o nobre minislro nes-
le ponto remedin o mal'! Nao contina elle da mes-
ma forma '! O que he verdade, Sr. presidente, he
que os delegados e subdelegados permanecen), e
seus sen icos mesmo nesta parle serao sempre im-
portantes e o projeclo nAo pode dispensa-Ios. E
nAo posso deixar de pedir a altenjAo do govern
para estas autoridades, que prestando serviros gra-
tuitos por tantos anuos entre vigilias, iucommodos
perigos, afina! cansam, e desgostosos com razAo dei-
xam de proceder com a necessaria energa, sobreto-
do quando vemos que esse trabalho importante que
nossa polica tem prestado em lodos os pontos do im-
perio, o ha de prestar, sAo desprezados (apoiados);
quando vemos que esses agentes que nAo lem obriga-
jAo deservir, nao merecen) nem recompensa e nem
altenjOes (apoiados', lie para sso que cu chamo a
atlenjo do governo porque ero lugar de serem re-
compensados ao contrario sAo espezinhades e cober-
los de calumnias [apoiados]; olhe o governo para
esse lado da queslo, e ver que depois de um Ion-
ir o trabalho de muitos anuos esses homens afrou-
xam, vem o cansajo; e j que o nobre ministro lem
em visla acabar cora esse antagonismo e desconfian-
ja, estando em quadra propicia pode servir-se desse
ampio recurso ; c razAo leve o meu illostre amigo
pelo Rio de Janeiro, quando pedio ao goveruo que
estudasse agora com mais raima a lei de 3 de de-
zembro, com applicajAo a esses mesmos homens que
oulr'ora se puzeram em anlagonismo ; e eu pedirei
mesmo ao nobreniinislro e ao soverno que de mais
esse bello relevo ao quadro magnifico da cunciliajao.
Nao vejo nisto o mosaico como hontem quiz enxer-
gar o nobre ministro da justira ; mosaico seria em
oulra poca, mas boje quando a poca he nova,
quando as lendcocias sao oulras, e quando o pensa-
menlo do governo sustentado por seus amigosin-
ceros c devotados he novo, julgo que nao te deve
considerar mais esse antagonismo como um obstcu-
lo para as vistas de governo...
O Sr. Aprigio : Nao he. mosaico he xadrez.
OSr. Veoi'asr Sr. presidente, eu sinU ler en-
trado tanto pela hora destinada para a discussAo do
orjamento ; nAo sei qual das duas materias he mai
imprtenle para o paiz, e nAo sei se ambas sAo im-
portantes ; mas a culpa nAo he minha, porque V
Exe. bem vio que hoje comejou essa discussAo em
meio de nossos trabalhos, em hora adiantada, qnan-
do nAo he possivel a qualquer orador abreviar suas
observa jes e o fio de suas ideas na ordem que lem
de fallar; mas eu vou terminar.
Algumas oulras obstrvajdts eu poderia fazer so-

bre os artigo* do projecto de reformas do obre mi-
nislro : nem elle nem o goveroo deve levar a mal
esse prononciamento de seus amigos, e o exemplo
seja aquelle qoe o racimo nobre ministro citou, do
honrado merabro que em 1850 apreaeulno nesla c-
mara differentet projeclos de reformas parciae, e
qoe entto amigos dedicados do minhlerio tomram
parte na diicusJo, apresenlaram francamente as
soa* Ideas, e oo se vio q, ministerio se etcanda-
lisassc cousderasse como derrola a manifestaran
muilo tem intencionad de seos amigo*. (Apoiados.)
Duas palavra* sobre o tyslema da escolha de de*-
embargadores Nao sei se ene artigo tem relajAo
immed ata com a reforma esaenciul do nobre minis-
tro, te lambem esse arligo tende a melhorar o nosso
estado criminal. Em 1830 passou essa lei que quera
garantir o principio da anliguidade com certo arbi-
trio ao goveroo, e agora o nobre ministro que Um
arbitrio mais lvre, qaer adoptar como regra para o
accesso 15 aooos de eBeclivo exerccio.
Eu declaro a V. Exc. e ao nobre ministro que nao
admiti nem o systema da reforma em discanto, e
nem o systema da lei de 1850; motivos humanos que
muilo influem e perturban) a marcha natural das
cousas me levam a rejeilar essa regra, e neste ponto
o principio que lenho por mais sao e seguro he anli-
guidade absoluta ( apoiados); nada de arbitrio,
porque este nao s he fatal ao governo; cumo aos
que tem direilo pelas collUoe* ioevtaveis, soffren-
do em resultado o paiz nesle delicado ramo do ser-
vijo.
Nao sei se os nossos Iribunaes de primeira ins-
tancia esto bem preenchidos, se ha nelles alguns
membros indignos de lal sacerdocio, se ha homens
que nAo merecem a escolha do goveroo para os
graos superiores do sua ciaste ; mas quanlo a mira,
nao he este o remedio ; *e lemos magistrados inca-
pazes de oceuparem qualquer lugar na primeira ou
secunda instancia, ou por sua ignorancia,ou por suas
prevaricarle*, 0u por oulro qualquer motivo, o go-
veroo deve applcar oulros meios, lomar outras me-
dida/que lendam a harraonisar o verdadeiro inle-
resse da najo com os interesses da magistratura de
primeira asegunda ordem. Temos procesaos, temos
recursos, lemos imprensa conira sernelhantes func-
cionaros.
Sr. presidente, o projecto conlm oulro arligo no
qual eslabelece que o* promotores pblicos sejam
tambem agenles do ministerio publico na parle ci-
vil em suas comarcas, devende ser ouvidos e consul-
tados nos diversos assumplos ah declarados; ser
muilo boa essa providencia, e pergunlo ao nobre mi-
nistro : tambem para essa reforma eslao preparadas
as cousa* no nosso paiz '! O promotor publico poda-
r desempenhar opportunameute esses encargo* que
a reforma Ihe d ? Se nao, como adoptaremos teme-
Ihante medida que nAo tei como possa ter pro-
ficua em tantos termo* de nossas extensas comar-
cas?
Apezar de ter dito ha pouco que desejtva que li-
vessemos uma lei lo bem elaborada que podeate
contar uma duraran eterna, comludo nAo so* dal-
quelles que enlendem qoe nao devemos acomp-
nhar a civilisajAo e reclame do paiz em pocas da-
das ; assim como nao quero um systema de verstil-
dade que netleve lodosos anno* a mudar as nossas
leis, nem por isso quero o eroperrraeato qoe n
prive de saltfazer ao paiz r mas, considerando que
nada conseguimos com as medidas concebidas
projecto, que oulros slp os males, oulros e* defeilos
e oulros os remedios que a bcjAo do governo deve
applcar, eu enlendo, Sr. presdeme, esloa conven-
cido que independente desse projecto o governo po-
de continuar e governar bem o paii, salisfazendo as
necessidades qoe temos exposto como amigos leaes e
sinceros, que nao he necessaria uma reforma que se
deslre por principios opposlos, porque ora he para
acabar com e antagonismo, ora para sustentado ;
cmfira, nAo devemos retroceder para orna poca re-
mota, aniquilando de dia em dia a insltuieao do
jury, oa reformando de forma lal que ella quasi
desapparece, quando a constituirn lia 30 arme* jul-
gou o povo brasileiro digno desse bello tyslema,
quando ha 30 annos a opiniAo publica lem-se forti-
ficado pelos progressos da intelligencia, pela appli-
cajAo do trabalho e da indoslria.
Por ora, Sr. presidente, Ha. esloa resolvdo ajo-
tar por este projecto. j ^_
Vises :Muito bem, mu Ira.
A ditcostAo fica adiada peK ira. ,
Contina a 3. "aitcussao^r^. rjamenlo com' a*
emendas apoiadas.
Vai m^sa, he lida e apoiada a seguinte emenda;
As despezas por esta e outras leis promulgadas no
correle anuo sem decrelajao de fundos correspon-
dentes serio pagas pelo* mesmos meios volado* pa-
ra pagamento das que sao contempladas com quan-
lia definida as rubricas respectivas.
a Sala das sestoes da cmara dos depulados, 13 do
julho de 1854.Paula Santos.Taques.
O Sr. Titara faz varias consulerajot* sobre car-
ias verbal do orramenlo, laes como visita dos cor-
tos, obra* publicas, navegajAo a vapor, correio geral,
paqoeles de vapor, e calechesc,. depois do qoe Sea
a ditcotesAo adiada pela hora, o presidente designa
a ordem do d ia e levanta a sessAo.
r 0
COMARCA DO LI10EIR0.
36 da aotio.
Sorel boje muilo breve, porque nAo ha eoota de
maior inleresse a referir-liic. Smenle para nAo
perder a vaza de que agora posso dspor, bem como
aproveilac um portador seguro, que para ah seeue,
he que von dar tratos ao pensameuto para enlrozar
algumas lindas, (insto mallo de satisfezer rom res-
trida ponlualidade os meas empenhos, e por isso
nAo serei eu que perca lempo disponivel e porta-
dor, deixando de fazer a remessa promellida. Alm
de que, j vou tomando gosto pelo officto de eecre-
cinhador, que nao sei mais perder as oceasides em
qoe possa po-lo em pralica. A falta de noticia* nao
ser para mim grande embarajo: ama vez qoe ha-
ja lempo, oo me faltar essumplo para alinhavar
uma correspondencia. D-se por paos e por podras,
e afinal ser fcil denominar-se correspondencia
a qualquer enfiada de banalidades e friuleiras.
Vamos aqu perfeitamenle bem, assim nao con-
tinu o Coelho com a sua leima de iucompabilida-
de de supplente* do juizo municipal, com o que
tem aleado desgosloe e lalvez mesmo intriga. Co-
mo acamara nAo annuio aos seas desejos, repre-
sentando ti S. Ex. coaira a tal incomparibidade,
elle liroB-se de seu cuidados, segundo me af-
linna o Jos dos Santos, o dirigi um ufllco pre- '
sideneia conira esse seu Cabrion, que lauto o iu-
commoda e afflige.. Ora. nAo tei era qne carcter
dirigi elle semelhanle ofllcio uS. Ex., nSo ando
em exercieio de nenhunia das vara*de juizes desle
termo. Como camarista creio qoe o Dio podia fa-
zer, porque um camarista solado nao pode consti-
luir-se a expressao da cmara, lanto mais quanlo
que esta se pronunciou contra o objeclo da repre-
senlar'io-coetho.se, porui, como simple* cidadao
se arrogo elle o direito de representar conira fue-
tes que nao cabera em sua aprecisrao, nada mais
faz do que chamar sobre i o ridiculo, e a descon-
sideraran.
Tanta pertinacia da parte do Coelho cerca de
um objeclo insignificante, nAo s em si, mas
tambera pela sem ratio qoe o consliloe, lem ser-
vido nicamente para suppor-ee que Srac. be hoje
um Instrumento que dcilmente te mor per pai-
xOes alheias.
O Figoeiredo (qne aqu para nos, dizem ser ra
lingua, principalmente depois do jamar, em que
fica afinado ) nao lem perdido occasio de commeu-
lar a pertinacia do Coelho, dizendo por loda a par-
te que nAo estando claasificadas le incompallbili-
dades na soppleneia do juizo municipal, elle he
forjado a reconhecer naquelle senhor, oo deapcilo
por nao ter sido prmeiro supplente, apezar de ser
proletario, ou um espoleta ceg o ridiculo de al-
uem, que nesla villa lew inleretae em provocar
intrigas, para deltas colher a vantagem que lver
em vistas. Diz mait o Fisueiredo, que a lomar o
Coellin caria de representador-mur da comarca, fi-
cara ella collocad em posijAo sns aluicliva, por
que o menor facto da vida privada de qualquer
cidadao, oo cidadoa,que cahir.no desagrado deten
amo ser objeclo de uma repretenlajo do nobre
tere'ailoi: ficando assim devastado o searedo das fa-
milias, e exposto s vistas das autoridades.
Nessa parle achou a Carolina que o Fianciredo
linha razAo de sobra, e por isto anda reclamando
uma providencia que obste o progresso das repre-
senlariiet do Coelho. afini de que nAo tenha de ver
no al/i" ilo ra algumas de suas mazellas.
O ca io he, qoe dessa constancia que nioslra o Ki-
guciredo em provar que o Coelho nao pode ser 4."
supplente do juizo municipal por ser proletario,
qualificando-o at de calolciru, lenho eu entendi-
do que o que elle quer he ver se o pe fra da op-
plencia, alim de ser elle i. Higueiredo i encaixado.
De certo que isso alo sera graude .isueir*. porque
o Figueiredo tem aqu o concelo de enlendido no
foro, pelo que lambem censura quanlo pode ao
nosso amigo, a quem allribue a causa destas in-
trigas, pelo faci ila nomrajAo do l.uimares para
escrivAn de orpldos. Todava eo nisso nao me mel-
lo, rom quanlo ache que a razAo esl da parle do
tiuimarAes, que alm de ludo he pohrissrmo; por-
que sAo negocios qae affeclam inleresse*, os quaes
exacerbara de mais os animo* daquelles par* quem
sevolla a advrsidade. 1.a se avenha por lauto o
nosso amigo... Vm o Figueiredo, que1 so cada em
me coioprometter. porque so a runa acha elle da


DIARIO OE PERNAMBUCO. TERCA FEIRA 29 D AGOSTO D 1854.
4'
i
V
.
.
i
l
contar certas historias, em que me nao quero mel-
Ur.
Cnm ai ultimas chovas quclem cabido, as lavou-
ras toirarjm um impulso lisongeiro. (le soile que
espera-s, apezar dos damnos que solTreram, urna
culheita solTrivel ; o que trar reduccSo do pre-
al mnn te inaior do quaesl.
Sao oito hora* da mantisa ; devo, por lano, con-
cluir es la, pois hoje he sabbado, c. eu leudo de ir
para a minha obrigacan, que Vmt. ja deve saber,
a qual he ir para u balcao meu... nao di-
go o nome porque nao quero dar m.ilivo de queras.
Adeoiioho. He seu criado.
O allerc Joaquim.
(Carla particular.')
inia'
CABMBt\ MUNICIPAL DO RECIFE
Senao' extraordinaria 16 da de agosto.
Presidencia, do Sr. Bardo de Captbaribe.
Presente- os Srs. Vianua, Reg, Mamcdc, Dr. Si
Pereira, Olivcira, Barata, Gameiro, abrio-se a ses-
sio e foi lida e approvada acia da antecedente.
Fol lido o seguinle: /
EXPEDIENTE.
L'm ofllciodo ensenheiro cor.leadir, remetiendo
a planta, que se mandn levantar da estrada do
Chacn, com um projeclo de inelhoriiraeuto dos res-
pectivos aliuhamcnlos.A' commisv" o de edilicaoao.
Oulro do mesmo, retleiioaando sobra a orderaque
Ihe foi espedida na sessao pastada para ser elle mais
explcito as cordeacoe* que der.Posto em dis-
cntsao depois de renhido u caloroso dbale, em que
lomaram parle os Srs. vereadores S Pereira e Bara-
ta, aquel le etligmatisando com acrimonia os actos
do referido empregado, p este defeodundo-os na par-
le scienlilica, Hcou a discusso adiad i.
Outro do administrador do cemilerio, communi-
caudo ter Manoel Fructuoso da Silva, infringido a
dlsposicjla do arl. 67 do regulamenlo do cemilerio,
rler mandado conduzir para alli. em cabeca, no
7 do crrante, o cadver de um tea escravo.
Que fosse ooDlcio remelllo ao fiscal da Boa-Vista,
para lavrim termo de infraccito.
Outro do mesmo, dizendo que n.lo podendo cf-
fectuar a compra de cal para a obra da capella. co-
rno Iha rccommendou o director das obras publicas,
por acha-la por 800 rs. o alqueire. recorrer ao
presiden! desla raroara para, da existente no le-
Iheiro das. Cinco Poulas, mandar fornecer 300 al-
queires, ilim ile nao parar a obra : o que sendo
promplamenle satisfeito mandn elle administrador
conduzir um cauoa a cal para o cemilerio, pagando
120 da frete por alqueire. Dizia mar que a cal li-
nha j perdido parle do seu vigor, e que precisava
de sermitarada com melhor, e pedia que a cmara
lha declaraste porque prero devia tir*r a coota da
cal para sur apresentada a procura loria.Maodou-
se responder ao administrador que linda obrado bem;
e que noi-asu de ser preciso, poda usar de mais cal,
a mesmo de lijlo,'do existente no mencionado le-
Iheiro, de rufo cal o preoo de 200 rs. o alqueire,
porqueta! comprada.
Outro do amanuense servimlo de cantador, com-
muniranco que a quanlia de 1:000 que, por ordem
do govemoda provincia, foi a cmara aulorisada a
dispender por conla da verba de even'.uaes j estava
gasta, e que anda se fazia preciso gastar pela mes-
ma verba il o fim do correnle auno municipal.
Que se pedissa nova anlorisaco ao governo da pro-
vincia.
Outro do fiscal do Recite, informando favoravel-
mnta a peticAo de Luiz Antonio de Siqueira, em
que pedia licenca para continuar com a sua edifica-
cao na roa da Cadeia.Itoferio-ee ao peticionario,
mandando continuar a obra da forma porque o re-
quere.
Onlro dc> fiscal de S. Jos, remetiendo o mapp.i do
gado morlcrpara consumo desla cidade, na semana
de 7 a l do correte (667 rezes).-Que se ar-
chivaste.
Outro do fiscal da Muribeca, comm inicando que
liavia lavr.ido termo de ochada contra Rolino Anto-
nio da Azevedo, por ter infringido o arl. 2 titulo 11
earl. 21 ttulo i das postaras, e remetido o termo
ao juiz de paz.Igualmente participava que dn-
ranto o mez de julho ultimo, te mal; ram iiaqoella
freguezia 33 rezes.Mandou-sc responder que a in-
fraccao devia ser ajuizada pela subdelegada e nao
pelo juiz de paz, que nao lem mais esta attribuico.
Entrando em discusso o parecer qat; ficou adia-
do na ses5o passada, relativo ao anel d'agua do
encanamento para osudas rezes destinadas ao con-
sumo tiesta capital, resolveu a cmara se officiasse a
administrarlo da companliia de Beberibe para ac-
ceilar o ofTerecimento feilo por parte ta mesma c-
mara.Mandou-se remetler a commusao de saude
a replica de Manoel Jos Dantas, re-olveiidn-sc que
a commissao no parecer que der indique logo os lu-
gares em que se devem collocar os eslubelecimentos
da nalureza d'aquelle, edeoutros que o requerente
pretende itoar por traz da ra de S. Rita.
Despacharam-se as pelieesde Alexandre da Silva
Fragozo, d Cincinato Mavignier, de Francisco (jo-
mes de Oliveirp, de Ignacio Joaquim Arco-verde,
do hachare I Joaqim Ferreira Chaves, de Jote An-
tones Gaimaraes, de Joaquim Jos de Araorm, de
Luiz Antonio de Sioaeira, de Manoel Emigdio de
Medeiros, de Man^TFIores Marques Civalc'anti, de
Manoel Fit uen- e> Faria, e levantou-se a sessao.
Eo Manoel 1 reir Accioli, oflicial maiorda se-
cretara, a 'Mere tpo 'impedimento de secretario.
Bardo tic CapntmsjN'- piwdi-nto. -t-ianna___Oa-
meiro.Mamede^^Hceira.Barata de Almeida.
S Pereira.
umaii i
RE1?ARTIC;A0 DA POLICA-
Parte do dia 28 de agosto.
Ilim. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. que. das
parles hontom e hoje recebidas nesla repartirlo,cons-
ta terem sido presos: a ordem do subdelegado da
freguezia d S. Fr. Pedro Goncalves, as pretas Jose-
fa, l.uiza, e Carlota, a duas primeras por briga, e
a ultima por furto, o pardo Candido Francisco de
Lima, por haver espancado a um menor, e o prelo
JoAo Francisco,por ter sido encontrado com ama
faca de pona:., ordem do subdelegado da fregue-
zia de S. Antonio, o pardo Antonio Btrbosa da Con-
ceicAo, por tentar deflorar a urna sua propria filha ;
.i ordem do subdelegado da freguezia de S. Jos, as
pardas Rosa Mara da Conccicao, c Kosa da Concei-
co, ambas para correcc.ao, os pardos Domingos de
(jusmao. e Isidoro Jugo de Dos, por briga; e or-
dem do subdelegado da freguezia (los Afogados, Ale-
xaodrinoCnrreia, e Manoel Correia do Nascimenlo,
por furlo, Gailhermina Andreza Avelina, e Viceu-
cia Maria do Espirito Sanio, para correcco.
Por offlt,o de buje datado parlicinou-mc o dele-
gado supplenle dn primeiro districlo deste termo,
que hontem ao amanhecer, foi arrojado ao porto do
caes do Collcgio em estado de putrefacto o cadver
de um prelo de nome Miguel, escravo de Ignacio
Antonio Boiget,* morador nesta cidade, o logo man-
dando proceder a visloria por dous facullalivos, es-
tes declararan,ser o cadver de um prelo, que re-
pretentava ler de idade 27 anuo- pouco mais ou
menos, estatura regular, e que pelos signaes que
apresenlava hara fallecido allogedo, leudo lugar a
morte ha 48 hora.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambuco 28 de agosto de 18 j i.III ni. c Exm. Sr.
conselheiroJotBenio da Cunha e Figuuredo, pre-
sidente da provincia,Luiz Cario de Paita Tei-
xeira, chefe de polica da provincia.

r

COMIMADOS.
r
Malpensavamos nos, ao tragarmos as linhas que,
por nimia hondada da redaccao deste Diario, fran
publicadas era seu numera de hontem, que dentro
em pouco viir-uos-hiamos frcados a oceuparmo-nos
anda urna vez do asaumplo, de que alli tratamos.
Eiilliusias-nailos pelo Iriumpho da verdade sobre
os embustes da aleivosia, nos aprrmmos nos a dar
os emboras no dislincto Sr, Visconde de Paran
pela fatilidade com a qual, devassando t* segredos
tle sua vida privada, lograra demonstrar palpavel-
menle, (para gloria sua e honra do paiz que o conla
entre os seas estadistas de inaior ola) que eslava su-
perior as tramas que recorrer a mais fria perver-
sidade para tirrancar da corda cvica, que Ihe ador-
na a fronte, o mais bello florao que, com summo
pr.17.er nosso, como que se distingue entre os demais
que a compeem; islo lie, a reputarlo de homem
honeslo e pnibidoso, da que sempregozoo,e que, de
da em dia, lie consolidada por icios bem significa-
tivos. Ao passo, porem, qae, sem pensimento re-
servado, assim procedamos nos, a rediccao do Lir
beral Pernambucano, suppondo que a neu parlido
podara caber algum proveilo da Iota qoe, em ter-
reno lao ingreme e escabroso para o Sr. D. Manoel,
quanto accessivet e plano para o Sr. Paran, infe-
lizmenlesetriveraaoireeasesdousmemhrosdosenado
brasileiro, revolva ae paginai da historia romana,
kuscava tornsr salanle pordemait a diflerenca que ha
enlre os senlimenlos de fiialgo de roca e o par-
eeW, e acabara por concluir qae, defendendo-se,
como vicloriosamenle dafen-leu-se, dos ataques da
maledicencia ao qae qualquer homem deve apre-
ciar em mais que a propria vida, o nobre visconde
desmoralitni o ministerio e o parlido de que b-
chele,aprensara mesmo a queda deatnbos.
Nao nos demoraremos em fazer sentir que, qual-
quer qae sej.t i bandeira poltica do Liberal Per-
nambucano. nada lucraran seus sectarios como des-
crdito 4a cidadaos, que estejam nti circumstancias
do Sr. Parann, anda mesmo que fosse postivel ad-
imltir-se que, depois de sea discurso, confiado hon-
tem a meditarlo dos numerosos leitores da Diario,
a razio calma desprevenida dos que julgam das
coasas pelo que sao, e nao pelo que os in-
terenes dos grupas ou das parcialidadus qaerem
qae ellas sejam, se deixasse prender um momento se-
quer pelas ahcanlivis dos que de balde ce empe-
nham por fer.-lona fama. Ngo perderenos lempo
com islo : toda n gente eomprehende que, qaantlo,
n um estado qualquer. te rhega a provar que suas
summl.lades t-tldo no caso em que malevolamenU,
e sem conciencia doquepropaiarrl( os detractadores
do Sr. Paran pretendem llgura-lo juntamente) com
todos quanto- o acompanham em suas vistas largas
C patriticas, m eslado lodo, e nao urna ouoalra de
suas individualidades, acha-se em vesperal de gran-
des desgracas acha-se em vesperas de dlssolucao,
como o atiesta a mesma historia qoe eoinpulsou n
redaccao, i|u alludimos em segundo I ugar : de
semeltianle situ'cao, nao ha partido que ,' co-
lher vanlagens,!! menos que queira considerar como
tal o felo de n,1o ficar pcrtencemlo a ninguem a
suprema directo dos negocios pblicos, que Ihe he
tleregada, e a que aspira : mas enian essn parlido.
perdendo o direito de ser assim considerado, pastar
a sertido em conla de faceto ; e he islo que. acre-
ditamos piamonle, o litoral Pernambucano nao
desejan qoeacoatacecae M sea, per mais miopes
que fussem os teus redactores, qae, alias, se no se
livessem deixado arrastrar por odios e paixOes, que o
espirito da poca cuudemna, e que felizmente Mi-
se exliaguindo pouco a pouco, leriam emitlido ju-
izo bem diverso acerca da queslao que nos oceupa.
Quanlo aos esforcos que fizeram os nobles escrip-
lores por estabelecerem, com intbalaveis marcos, a
distancia que vai da nobreza de ideas do fidalgn de
raca mesquinhoz das do parcenu', nao sabemos a
que proposito vieran) elles, trntando-se, como se Ira-
lava, do Sr. visconde de Paran, que se afana de
nao dever ludo quanto ha senao sua inlelligencia
o moralidad, e que anda nao deixou de apreciar,
o de concorrer ale para qae se clevem devidamente,
aquelles que, lias Ticas em que enlram, ou a que
sao empuxados, porlam-se de maneira a provar que
Ibes nao fallan) aquelles dous elementos de dislinc-
rao, altamente reconhecidos pelo uosso pacto fun-
damental.
Se at aqu, como temos visto, os redactores do
Liberal Pemambucaro lem eslado abaixo de scus
recursos, e islo sem duvida por se haverem deixado
fascinar por espirito de parlido, que, exagerado, lu-
do corrompe e estraga; forja he confessar que nao
haver queta nao os dcsconlieca, aoreeclir seria-
mente sobre a propo-irao em que do por desmo-
ralizados e quasi por Ierra o ministerio actual e o
partido que o sustenta, smenle porque, resolvitlo
a lular a peilo descoberlo com os seus detracto-
res, abordou-os em publico o Sr. visconde de Para-
n, para arrancar-Ibes a mascara de urna vez para
sempre, como eeclivamenle a arrancn, reduzin-
do-a a eslado de nao mais poder preslar-sc c enco-
brir-lhes as ronstracr,&es que cerlo se Ibes divisarao
as faces, cada vez que, com consciencia de que
ferem de frente a verdade, ousarem atjca-lo em sua
honra.
Sempre ouvimos dizer, e, em nosso pensar, com
sobrada razan, que inulilisar-se-bia ante a opinao
publica, e correra risco de jamis poder restabe-
cer-se anle ella, quem consentiste que a seu re.pei-
lo corressem sem contestado boalos que mais ou
menos conlribuissem para mingoar-lhc o crdito :
islo hara passado em julgado ; e mo lemos noti-
cia de ninguem que, desprezando conselho lio pru-
dente, tivesse colindo hora resallado do seu pro-
cedimenlo. Agora, porm, apparece a redaccao do<-
beral Pernambucano protestando coulra a pratica al
aqu seguida com proveilo, e ensillando ao mesmo
lempo que morref juntamente com o governo de
que faz parle, e com o parlido que o sustenta, o
estadista que, em discusso plena e appellando pa-
ra o testemunho de varios individuos que anda vi-
vem', e que poderaoconlesta-lo em qualquer ponto
em que se presuma que elle se leuha apartado da
evaclidao, confunde seus calumniadores, e ostenta-
se ante o imperio ntrico lao puro como sem-
pre o reconheceram os que, communicando-o
de perlo, tinham-no por incapaz de conspurcar-se
com os actos torpes que procuravam empreslar-lhe
inimigos rancorosos e menos-leacs.
Imaginamos, acreditamos mesmo, que aquelles
que, para solaparem o renome do Sr. visconde de
Paran, recomam a urdiduras que elle felizmenle
desfez sem a mnima difflr.uldadc, ebegassem a per-
suadiese de que, tranquillo em sua consciencia, e
cerlo de que nada poderiam os embusteiros sobre o
animo dos que, urna vez sequr, houvessem lido
occasiao de aprcciar-lhe o carcter, entregara S.
Exc. essas urdiduras ao merecido desprezo, e de-i'ar-
le os habilitara a proseguir impunemente por al-
gum lempo mais em seu plano nefario. Mas que
houvesse alguem que, da derrota dos autores de li-
bellos tao infamatorios, quao destitu los de base,
tiraste argumento para inculcar que S. Exc, tea
ministerio e seu partido, alm de desmoralisados,
e-t-iv.im s portas da morte, foi cousj que nem ao
menos nos passou pela menle.
Qtiando se Irava luta enlre dous contendores,
qualquer que seja a nalureza dola, considera-se co-
mo desmoralisado, juntamente com a causa que de-
fende, aquel le que, esmag.ido pelo adversario, fica
em situaran de nao poder senSo pensar das pro-
fundas feridas que elle Ihe fizera : no caso que
nos oceupa pretendem os redactores do Liberal
Pernambucano que ficasse dcsconceiluado, com o
gabinete de que he chefe e com o immenso partido
que o apoia, o Sr. visconde de Paran, que com sua
argumentar,ao lgica e lucida, baseada toda em
Tactos ioconteslaveis, defendeu-se to valenlemenle,
que reduzio o Sr. D. Manoel, para nao ficar silen-
cioso e ler o qte dizer-lhe como em replica, a nao tra-
tar senao de si, esqueceudo-se inlciramenledaquelle
cuja reputado em v.lo procurara marear I...
Muilo pode o espirito desordenado de partido;
ou, antes, o odio que irreflec*tidamenle se vola ao
homem que, vencendo dilliculdades sem conla, inau-
gurou em maior escala, e vai desenvolvendo, a ni-
ca politica que, como j se exprimi a corda, pode
salcar o paiz as uctuacs 'rrum'lancias, e que,
esperamos em Dos, ser dentro em breve abracada
pelos pono- que, nao sabemos porque, anda nao
poderam, ou uao'quizeram rompreheude-la.
D. Barbara Mara da Silva Selxas, aos Srs.
Mecqnlu & Snxra.
Deve-te deixar aos mal-creados o
direito de injuriar, s
( Du Pal.)
Ah que chegne o dia em que el-
les gemam presos em nao prevista
rede e os atraocm suas mesmas *
a ciliadas. \r
.>nuca me persuad que lionves-e de ser chamada
a arena da imprensa por quem quer que fosse, e
inda muilo menor pelos Srs. Mesquita & Dulra ou
melhor pela chefe d'esia firma o Sr. Antonio Bole-
llio Pinto de Mcsquila, por que alm de oulros mo-
tivos que o mesmo Sr. nao deve ignorar, o meu se-
xo, e a minha posirao social, por meus pas, e por
meu esposo o Sr. Nuno Mara de Seixas, davam-me
jos ser inclume, ser respeilada.
. Infelizmente assim nao acontecen por ar"-os Srs.
Mesquita & Dulra, d'um modoinsolenle, tf um modo
inusitado, senao asqueroso e prfido, me chamaram
lula por este jornal em seu n. 191 de 22 do cor-
rente mez, sob o pretexto cphemero, mentiroso, e
ridiculo de que haviam sido provocados por meu es-
poso o Sr. Nuno, tasto no anigo de fundo do helio
Pernambucano d>90 dn junho, sol a epgraphe
a correirdo do Recife como no protesto, por miin
assisuado, inserto nos ns. do Diario de 6, 8, e 10 de
abril prximo pastado.
Disse, me chamaram i lice, embora se cscodasem
ignobil, infame, e covardemente com o nome de
meu esposo, que sabem existo phsieamentc imposi-
bilitado de Ibes responder com aquella coragem
bisarra que sempre o dislinguio em todas as cir-
cumstancias de sua vida commercial, civil, como
na poltica em que tomou a parle activa qae he pu-
blico; e, pois, passarei responder d'um modocom-
digno aos Srs. Mesquila & Dulra s naquella parle
relativa ao protesto que leve publicdade as da-
las indicadas supra. lano para resalvar o meu pro-
prio direito, como o do mea esposo.o Sr. Huiio.n'cs-
sa arremalafao monstruosa dimanadad'umasenlenra
lavradaa reveliaeob esubrepticiamente^pelo ma'is
que notorio ex-juiz Sr. Jos Raimando da Costa Menc-
zes.d'um sobrado pertencenteao meu casal commum,
ou massa declarada rritamente fallida por esse
mesmo cx-juiz de eterna execrarlo e opprobrio
classe que conspurcou durante dous qualrienni-
os 1...
E, responderei nicamente no que conserne ao
protesto, visto como acerca do que diz respeilo ao
cAo Pernambucano. j a sua redaccao em o n.
67 sob epgraphe um reparo deu um solemne
desmenudea parte em que calumniosa e infame-
mente os teridicos Srs. Mosquita & Dulra d3o como
redactor eescriptor d'csse peridico.e mxime do ar-
tigo em questao supra indicado meu esposo : des-
mentido tumbem dado no Diario de sabbado n. 195
pelo conspicuo Sr. Iguario Bento de Loyolla, pro-
prielario e redactor chefe da referida gazeta, que
pulverisou devidamente essa asserliva infame que
s podera dimanar d'enles para quem o pudor, a
honra, as conveniencias sociaet ao zero, em face da
insaciablidade, do furor hydrophobito de iiijuri ar,
de mentir, de calumniar para d'alu Ibes provr o ga-
ndo de suas ciliadas: para ganho do fim dos seus
planos sob a base a"alicanlina<, In'las, esperlezas, e
engaos '.
E, antes de entrar na a precia cao d'esse embroglio,
d essa unguzada dos Srs. Mesquila & Dulra, com o
qual ridicula, se nao e-lupida e miseravelmcntc se
nao pojaram ante um publico illu-trado, ante o f
ro pernambucano, do mystiuear, de sophitmar a le-
gislacao palria anterior a execuco do cdigo; deoc-
cullar lulo quanto nelle existo bem claro e explci-
to que se oppe evidenlemenle s suas prelenrf.es
inexeqmveis, exlravaganles e perigna* ; declaro so-
lemnemenle que rectifico o meu protesto desdeo exor-
dioque os mesmosSTS. Mesquila&Dutra acharara em
sua sciencia infuza, em sua eloquencia s igualada,
talcez, por Cicero, Demoslhenes, Berrer etc., etc.,
menos bem ridigido al a sua cnnclaso.
E, o reilifico com tanta maior satisfarn quanto
elle, esse protesto, com o bonito, eloquenle, e bem
feilo exordio produzio o elleilo desejado : o predio
nao foi arrematado, nao leve um nico lanzador a
despeilo da lesiva avaharlo muilo abaixo do valor
que a le lem ordenado ; ainda mais porque diversos
credores, a vista de tal protesto,lie que souberam da
gentilissima nc$Xo c justissima e consequenle arre-
matarlo, e compareccramem juzo protestando pela
preferencia do que dimanou por lano a nao arre-
mataran, a n.lo adjudicarlo, e a futura questao que
ha de ser decidida pelas Icis anteriores aocodigo.co-
moo ordena expresamente n arl. 72 do regula-
menlo n. 737 de 2-') de novembro do 1850, que pas-
to a tranterever para dar um /orneo,um choque elc-
trico nos Srs. Mesquita 4 Dutra, que parecein tilo
sabios, lao professiouaet, 13o jurisperitos que se os-
tentara, nao deveriam ignorar.
Arl. 7i2. Ascansas commcrciaes intentadas de-
pois da a execucao do cdigo, mas provenientes de
o ttulos ou contratos anterioras a execucjlo do mes-
u mo cdigo terao reguladas, quanlo a forma do pro-
cesso.pelasdisposicoes deste regulamenlo.eiiian/o
a a materia serdo decididas pela leqistarho que
a anteriormente regia. -
Passo agora a tratar da materia e serei mais difu-
sa do que desejnra, mas a justa defeza assim o com-
manda.
E, nao guardando restrictamente a ordem em que
a aggressao fora collocada, passarei sem (ransicao a
aiisfazer a exigencia dos Srs. Mesquila & Dulra,
feita a meu esposo, quanlodevenamse livessem le-
aldaile, se livessem um se quer, resquicio de caval-
leirismo, tc-lo feilo mira a protestante,__,i autora
do proletln por roim assiguado, que nao a quem
existe ausente, ou impossibililado.eser pelo seguin-
le modo : 1. No balanrn que meu esposo apreson-
lou aos seus credores em 183, e que existo no car-
torio do Sr. Ferreira dd Cartalho, est o debito dos
Srs. Mcsquila & Dutra zijtofiad'o na massa dede-
vedores geraesou devedor de contas de livropor
que nelle nominalmenle nao foram descriptor e islo
s na nica parte de transarles geraes, sob diversas
formas Antonio Bolelho Pinto de Mesquita sic ge-
ral : Mesquila Dulra & ('.., e Mesquita \ Dutra,
mat nao, pelas cuntas particulares com Antonio Bo-
lelho Pinto de Mesquila, visto como nao eslavam
laucadas, nao eslavam liquidadas : sendo que, pe-
las transaccoes cnm as duas ultimas firmas, eram
sempre devedores as transaccoes havidas.
2.o Nao ha duvida que nao existem como devedo-
res, os Srs. Mesqnla & Dulra no* autos concernen-
tes abertura tta milla fallencia que fora abcrla
meu esposo, visto como havendo em lempo protesta-
do contra ella e todos os seus efieilot, ohvio.rl iro e,
que nao exhibi bataneo, porque se o fzesse reco-
nheceria a curialidado dcllu ; e pois, nao admira
que os Srs. Mesquila & Dutra ahi nao appareceram
como devedores!...
3. Que o milagroso debilodc 2:3i79771, qne di-
zem de conla particular 1 !!) ede que se figuram
cynicamente credores, he lio monstruoso, lao inau-
dito que nao Tale a pena de resposla, sendo o nico
debito par com os Srs. Mesquila & Dulra, a im-
portancia de eenerns_fnrniM'idos sol) as diversas fir-
mas para uso de nossa casa, e para as obras de pre-
dios ; e por cunsequencia declaro falto e mentiroso
tal saldo ; e em lempo compelen!" se esclarecer em
juizo, ou fora delle esta magna questao.
Em vsla do que levo considerad", o publico im-
parcial decidir, se por qualquer dos ladoss do dile-
ma em que os Srs. Mesquita & Dulra collocaram
meu-esposo o Sr. Nuno, pode resallar de que ou he
quebrado de m fi : ou que a asseteraedo por mim
feila no protesto de que o debito dos Srs. Mesqui-
la & Dulra por cotilas geraes e particulares tjbsor-
cerao a mor parte do capital da hypolheca, he
falsa ; e por esta occasiu torno a rectilicar minha as-
serliva.
E liquem os Srs. Mesquila & Dulra, cerlos que, s
a conveniencia de burbar o seu plano arteiro, prfi-
do, e infame e nao menos em deferencia ao publico,
he que me induzio a aceitar o desafio ; porque a
lerriiel cominaco feila s merecera mais compai-
xao que desprezo, visto que nao eslavam habilitados
a lixar o prazo da 30 diaj, aquelles que nao ousarara
responder, ou contra protestar se nao em 22 de ago<-
lo ao protesto feilo em 6, 8,% 10 de abril! 1 Quando
lomaram e prazo de 138 das !
De todo o expnslo de intuirlo clara se torna qu.in
ignobil fora o plano da aegao da hypolheca, quo
cynicos foram quando apresenlaram iio juizo da fal-
lencia a lal conla de chegar de 2:3479744, suppon-
do que ludo pastaramansa e pacificamente, como
ia proseguindu a celebre sccao da hypolheca, e que
a victima, o Sr. Nuuo, ou eu como sua procurado-
ra, jamis ousassemos por emnaracos esses planos
de exlorsao : enganaram-se, Srs. Mesquita & Dulra
no impedimento do mea esposo, haveis, senhores, de
enconlrar-me pela proa : haveis, Srs. Mesquila &
Dulra de encontrar agora e em o-futuro mais dif-
ficoldadet do que antolhaveis, quando ousasles tan-
to E, mesmo quando com vislas ambiciosai na
fortuna do meu casal vot unisles a Monteiro e ao
juiz Jos Raymumlo, e Lemos Jnior, e com elles
conseguiste! a abertura iniqua da fallencia e todas
as previstas consequencias Sim, Srs. Mesquita
t Dulra, fosles presos em nao prevista rede, fosles
atrairoado em vossas mesmas ciliadas.
I'. \o. dize ii i- lambem, comoousasles]dizer-no-Io,
ziao he bom melter-se em frota sem bandeira .' !
Antes de passar reflexionar, pulverisar como
me cumple s rainessubtitissimat, methaphiticas e
falsissimas, com que os Srs. Mcsquila & Dulra fun-
damentaran! o seucontra protesto ; cumpre-me
dirigir lunas breves pergunlas ao Sr. Antonio Bo-
lelho Pinto de Mesquila, chefe da firma de Mes-
quita & Dulra :
l. Desde que poca reconheceis, senhor, caren-
cia- de inlelleclualidade em meu esposo, o Sr. Nuuo
Maria de Seixas, ou a cabeca perdida 1 !
2. Desde quando Ihe reconheceis, senhor, mono-
mana de que tlizeismui verdicamente esl ac-
commellido? I -i
3. Desde quando |h reconheceis o genio vio-'
lento, que vos diguasles, senhor, dizer, b i distin-
guido todas as phases da sua vida f
4. Desde quando, finalmente, Ihe reconheceis im-
probidade ou impunlualidade no cumplimento de
saas olirisanu's mercanlit et de cavalheirismo'.' !
SeoSr. Mesquita se dignar satisfazer ao meu pe-
dido, ser-lhe-hei mui grata, e ent.lo o publico saliera
cousas peregrinas e estupendas ; poi'quc, persuada-se
o Sr. Mesquila estou resolvida arrancar-llie a mas-
cara hypocrla, e refalsada cora que se acoberla ha
muitos anuos : a hediondez do seu comportamento
para com meu esposo, ao qual deve gralidao infi-
nita desde 1829, poca em que esle aqui chegou, cs-
labelccendo-se com ampios fundos e exuberante cr-
dito, como he de noloriedade pblica ; e quo pr-
fido e refalsado sempre foi, ou pelo menos de certa
poca ato 7 de juulio de 1851 !! desde quando se
descobrio qual era ,
No seguinle artigo conliuuarei na (arefa, que as-
sumi.Barbara Si da Silva Seixas.
*r~ PUBLICADO A PEDIDO.
Estatutos do conecto Santo Afronto, dirigido
pelo abaixo assls;nado, professor jubilado na
cadalra de ceog-rapbia e historia do lycea do
Raclf*.
Arl. 1. o collegio samo Alfonso tan ,..- i.. ,
instruiccao da n>ocidade.
Arl. 2Nelle ensinar-se-hao osmesmos preparato-
rios que no collcgio das arles da faculdade de di-
reito.
Art. 3. Alcm dos preparatorios cima, haverlo
mais duas cadeirs.uma de primeras lellras, o oulra
de msica.
Arl. 4. Para o cnsino das respeclivas materias,
serao nomeados professores de reconhecido m-
rito.
Art. 5. O collegio recebe pensionistas, meio pen-
sionistas, c alumnos externos.
Art. 6. Os pensionistas pagaran 608000 res por
trimestre, e os meio pensionistas 368 rs. sempre
dianlados : os cxlcruos de latina, 48000 rs. mensaes;
de primeras lellras c de msica 38 rs. ; e dos ou-
lros preparatorios 58 rs.
Art. 7. O collcgio nao di roopa lavada nem en-
gommada aos pensionistas, e aquelles que a qui-
zerem receber delle, pagarao mais 158000 rs. por Iri
meslre.
Arl. 8. Dcutro das pagas eslabeleci las no arl. 6.-
para os pensionistas e meio pensionistas, devc-se'en-
tender comprrhendido tomento o ensillo tle um pre-
paratorio qualquer a que se destine o alumno, de-
vendo elle contribuir com mais 158 rs. por Irimcslrc,
se por ventura quizer aprender algum oulro, ao
mesmo lempo fora daquclle.
Arl. 9. 0 alumno urna vez matriculado, estar
sujeito ao pagamento de suas mentalidades, deven-
do ser previamente coinmanicatla ao director a sua
retirada, quando icnha de ser effecluaria ; porquan-
lo o collegio nao admille descont algum sob qual-
quer pretexto qae seja, nem mesmb de ferias : o tri-
mestre principiado cnlende-so vencido pelo seu pa-
gamento.
Art. 10. Nenliuin alumno ser conservado no col-
legio, drxando de serein pagas suas conlrbuii;ocs,
segundo o eslabelecido no arl. 6.
Arl. 11. Tambera nao ser conservado aqueile
alumno, que, dentro em 6mezes, se mostrar inapto
para o aprendizado, ou de um proccdimenlo repre-
bensivel e incorrigivel.
Arl. 12. O collegio fornecer sempre aos alumnos
pensionistas e meio pcnsionislas, alimento 'sadio e
abundante, e luzes de vela a aquelles para o" estudo
a noile, e hanhos2 vezes na semana.
Arl. 13. As despezas com lvrns, molestias e ou-
tras imprevistas serao por conla dos pas dos alum-
nos.
Arl. H. Cada pensionista trar seu bahu com
roupa sufliciente de uso, cama de vonlo, cspelho,
peulc, thesoura, cscovas, bacia de rosto, jarro ele.
Arl. 15. Nenbuin pensionista poder sabir do cole-
gio i passeio, ou oulro qualquer fim, sera licenra
do director que a conceder, ou denegar segundo
entender conveniente.
Art. 16. O collegio Irabalhara todos os dias uteis
de manlia, c larde.
Art. 17. Sao feriados no collcgio, alem dos do-
mingos o dias sanios, as quintas feiras tle (odas as se-
manas, em que nao haja algum dia sanio, ou qual-
quer outro feriado : os 3 dias do en Ir mo ale a quar-
ta reir de Cinza inclusive; dequarla feira de 1 re-
vi- al domingo de Pascua, os dias 25 de marco, 7
de selembro, e 2dezembro, e de 15 de dezembro a
15de Janeiro de cada anuo.
Arl. 18. Tamben) ser feriado em agosto o dia de
Santo Alfonso, p.idrociro do collegio.
Arl. 19. Para mauler a ordem c inspeccionar os
alumno., haver um inspector que morar no mes-
mo collegio.
Arl. 20. Aos alumnos do collegio dar-sc-ha alies-
lado de promplos para fazerem seus exames onde
Ibes couvier, depois de vencidas as malcras do cu-
sino, ejulgados habilitados pelos respectivos profes-
sores, e cora audiencia do director.
Recife 9 de agosto de 1851. Affonso Jos de
Oliveira.
Approvo. Recife 19 de agosto de 1854. O viga-
rio Venancio Henrique de fesende, director ge-
ral interino.
COMMERCI'r-
Exportacao .
liuenos-Ayret por Montevideo, barca nacional
Adelina, de 238 toneladas, eonduzio o seguinle :
75 pipas cachaca, 1,010 barricas com 7,653 arrobas e
6 libras de assucar, 2,800 cmiros com casca.
Parahiba, hiato nacional Fiordo Brasil, de 32 to-
neladas, eonduzio o seguinle : 160 volumes g-
neros eslrangeiros, 129 ditos ditos nacinnaes.
RECKBEDOR1A DE RENDAS INFERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlodo dia 1 a 26.....18:719*751
dem do dia 28........ 468900
19:1848651
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do da 1 a 26.....26:1898211
dem do dia 28....... 869373
27:335587
PAUTA
dos precos correntes do assucar, algodiio, e mais
gneros do paiz, que se despacham na mesa do
consulado de Pernambuco, na semana de 28 de
agosto a 2 de selembro de 1851.
Assucar emcaixasbranco l.qualidade .aj 23700
d 2." 28300
mase......... 18900
a bar. c sac. branco....... 28300
mascavado..... lo700
refinado........... 38200
Algodao em pluma de I. qualidade 69.IOO
2.a 11 559OO
3.a 5/fSBQ
em carocp......... Jj>7.
Espirito de agurdenle......caada ?7o
Agurdenle cachara........ 3! 10
" de caima....... 8>20
> reslilada....... 8170
Gcncbra.............. 3WO
............... botija -'-'11
Licor ...............caada 8180
................garrafa >Ji>
Arroz pilado duas arrobas um alqueire i-tni
i> em casca........... I96OO
Azeile de 111,11110na........caada 8720
o mcndobiin c de coco 1.8280
|> de peixc......... > 18280
Cacau............... @ 58000
Aves araras .........urna 18)000
papagaios.........um 38000
Bolachas.............. iii 58120
Biscoilos.............. 78680
Caf bom.............. > 1800
rcstolho........... / 38200
com casta........... 18000
muido............. 681O0
Carne secca............ 38800
Cocos com casca..........cento 28560
Charutos bous........... 18200
11 ordinarios........ 8600
regala e primor .... 9)300
Cera de carnauba......... u$ 78000
em velas........... 98000
Cobre novo raao d'obra...... 8160
Couros de boi salgados....... 8180
expixados......... 8200
verdes........... 8090
de onc.i.......... 158000
)i )> cabra corldos..... 8200
Doce tle calda........... 1 8280
11 n goiaba.......... 8tG0
i) secco............ 8100
jalea............. 8320
Estopa nacional.......... $ l->280
eslrnngra, mao d'obra 18000
Espauadorw grandes........ um 2sO0O
pequeos....... 18000
Fjriulia de mandioca.......alqueire 28560
i) niillio......... @ 29OOO
aramia........ 58500
Fcijao...............alqueire 38200
Punco bom............ 11 ordinario.......... 3^000
era folha bom........ 88000
ordinario...... > 18000
reslolho...... 3o000
Ipecacuanha........... 328000
(ionima..............alq. 38000
Gcngibre.............. t) 19500
Lenha de achas grandes......ccnlo -ilo
* pequeas..... IsOOO
toros....... 108000
Pranchas de amarello de 2 coslados urna 128000
o louro......... o 78000
Costado de amarello de 35 a 40 p. de
c. e 2 ; a 3 de I..... 208000
de dito usuacs....... i> 108000
Coaladinho de dito........ s R-jOOO
Soalho de dito. ,....... 68000
Ferro de dito........... :l~nii
Costado de louro......... 69OOO
Costadiiiho de dito........ 5.5200
Soalho de dito........... n 3200
Forro de dito........... 28200
i> cedro.......... 35000
Toros de tatajulia.........quintal 18280
Varas de parreira.........duzia 18280
) 11 aguilhadas........ b 18600
qoiris.......... JJ960
Em obras rodas de sicupira para c. par IO5IX
eixos o d s 11 168000
Mciaro...............caada 8160
>''"" .............alqueire I56OQ
Petlra de amoini........uma >>6i0
filtrar.......... 68900
rebolos......... -jsoo
Ponas de boi...........cento I5OOO
Pinssava..............molho 8-120
Sola 011 vaqucla..........meio 2>I00
Sebo em rama...........@ 65OOO
Pclles de carneiro.........uma 8200
Salsa pnrrilba...........@ 178000
Tapioca.............. o 28500
Unhas de boi...........cento 8210
Sabio...............-a 8090
Esleirs de peroer........uma 8160
Vinagre pipa .".......... 30)000
Caberas de cachimbe de barro. milbeiro 5)000
3." O pagamento da importancia desla arremata-
cao ser feilo em duas preslaco;* iguaes, a priineira
quando esliver feila melado da obra, e a segauda
quando esliver concluida, que ser logo recebida
definitivamente sem prazo de responsabilidade.
4.* O arrematante excedentlo o prazo marcado
para a coocIus3o das obras, pagar uma mulla de
100) rs. por cada mez, enibora Ihe seja concedida
prorogajao.
5." O arrematante durante a execucao das obras,
proporcionar transito ao publico e aos carros.
6.* O arrematante sera obrigedo a empregar na
execugao pelo menos melade du pessoal de gente li-
vre.
7. Para lodo o que nao se adiar determinado as
frsenles clausulas, nem no ornamento esuir-se-ha
oque dispea lei provincial n. 286.
Conforme. O secretor!
Antonio Ferreira d'Annunci _
O Dr. Custodio Manoel da Silva Guimaraes, iiz de
direito da primeira vara do cvel nesta cidade do
Recife, por S. M. I. e C, o Sr. D. Pedro II qne
Dos guarde etc.
Faro saber aos que o presente edital virem e delle
nolicia liverera, que no dia 22 de selembro prximo
eguinle, te ha de arrematar por venda a quem
mais der em prara publica ilcsle juizo, que lera lu-
gar na casi das audiencias depoi-. de meio dia com
asistencia do Dr. promotor publico desle tormo, a
propriedade denominada Pitonga, tila na freguezia
da villa de Iguarass, perlencenle ao patrimonio tas
rodilludas do convenio do Santissimn coraro de Je-
ss da mesma villa, a qual propriedade tem uma le-
gua em quadro, cujas extremas pegam do marco do
eugenho Monjopc que foi anligamenle dos padres
da companhiade Jess, pela estrada adianto ao lugar
que chamara Sapticaia ta parle esquerda, e tlahi
corlara buscando o sul e alravcssam o no Iguaras-
s, Pitonga, al encher uma legua, e dalli parte bus-
cando o nascenle al encher oulra legua, e dalli
buscando o norle donde principiou com oulra legua
que faz ludo uma legua em quadro, com uma casa
de viveoda pequea de lellia e laipa ha pouco aca-
bada, avaliada por 5:0008000 rs., cuja arremalatao
foi requerida pelas ditos recolhidas em virlude da
licenca que obliveram de S. M. o I, por aviso de
10 de novembro de 1853, do Exm. ministro da jus-
tSa, para n prudurio da arrematarlo ser depositado
ra lliesouraria desla provincia al ser convertido em
apolices da divida publica, sendo a siza paga a cusa
do arrematante.
E para que chegne a nolicia de lodos, mandei
passar editaes que serao publicados por 30 diasno
jornal de inaior circularan, e afiixados nos lugares
pblicos.
Dado o passado nesla cidade do Recife de Per-
nambuco aos 9 de agosto de 1854.Eu Manoel Joa-
quim Baplista, esriiv.io interino o cscrevi.
Custodio Manoel da Silva Guimaraes.
O'Dr. Luiz Carlos de Paiva Teixeira, juiz de direito
chefe de polica desla provincia, e auditor de ma-
rraba das provincias das Alagnas, Pernambuco, Pa-
rahiba e Rio Grande do Norle, por S. M. I. e C,
qoe Dos guarde etc.
Faco saber aos que a presente caria de edictos vi-
rem e delta nolicia tivercm, que, estando ausentes
em lugar nao sabido os inleressados na escuna Sexta-
feira, e lendo a dila escuna de ser arrematada em
hasla publica, visto como foi confirmada pelo conse-
lho de estado a senlenca desle juizo, que a julgou
boa preza, sao convidados os supradrtos inleressados
para que no prazo de -30 dias, que Ibes (caro assigna-
dos, venhum requerer quanlo llies aprouver, sob.
pena de ludo se proceder suas revelias ; pelo que
mandei tavrar o presento, que ser publicado pela im-
prensa e aliado nos lugares mais pblicos desla
cidade. :
Dado e pasado nesla cidade do Recife aos 21 de
agosto de 1851. Eu, Jodo Saraica de Aravjo Gal-
vao, escrivao o escrevi.
Luiz Carlos de Paita Teixeira.
0 Dr. Luiz Cirios de Paivn Teixeira, juiz de direito
chefe de polica desla provincia, e auditor de ma-
rraba das provincias das Alagoas, Pernambuco, Pa-
rahiba e Rio Grande do Norle, por S. M. I. e C,
que Dees guarde ele.
Faco saber aos qne a presente caria de edictos vi-
rem e della nolicia liverem, que, estando ausentes
em logar nao sabido os inleressados no mrame c
mais ohjeclos a mu-a dados do brigue sanio Carolina,
naufragado as praias da Coslinba, visto como foi
confirmada pelo conselho de estado a senlenca desle
juizo, que julgou nn preza a feila aqueile brigue
e seas ulensis, sao convidados os supradilos inleres-
sados a requererem seu direito, para o que Ihes fi-
cam assignados 30 dias, pelo que mandei lavrar a
presento, quesera publicada pela imprensa e affixada
nos lugares mais pblicos tiesta cidade.
Dado e passado nesla cidade do Recife aos 24 dias
do mez de agosto da 1854. Eu, J0S0 Saraiva de
Araujo GalcSo, escrivao o escrevi.
Luiz Carlos ae Paiva Teixeira.
MOVIMENTO DO PORTO.
PRAVA DO RECIFE 28 DE AGOSTO AS 3
HORAS DA TARDE.
Cotonees ofticiaes.
Descont de lellras por poucos dias6 ao auno.
Cambio sobre Londresa 26 3)4 60 d|v. a prazo.
ALFANDEGA.
Rendimenlo do dia 1 a 26.....171:0765398
dem do dia 28........7:775f674
181:8529072
Desearregam hoje 29 de agosto.
Barca portugueza.Uaroaridadiversos gneros.
Brigue inglez Ann l'orterfazendas o raanlciga.
CONSULADO GERAL.
Rendimenlo do dia 1 a 26.....20:2778808
dem do dil 28........ 909)560
21:1878368
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a 26 .' .
dem do dia 28........
967*545
54*655
1:0228200
Navios entrados no dia 28.
Genova e Canarias66 dias, e do ultimo porto 35,
barca sarda toma, de222 toneladas, cipitan Ber-
nardo Beizo, equipagem 22, carga vinho, pedra o
mais gneros; ao cnsul. Condaz 171 passagei-
ros. Veio refrescar c segu para Monlcvido e
Hlenos.,\\ ros.
Camaragibe3 dias, hiato brasileiro Sovo Deslino,
de 21 toneladas, meslre Estovan Ribeiro, equipa-
gem 3, carga assucar c madeiras : a Jos Manoel
Marlins. Passageiros, Jos Joaquim dos Santos,
Jos Alexandre da Silva, llenrv Alfrcd Rossilor.
EDITAES.
DECLARARES.
O Ilim. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimcnlo da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 22 do correte, manda fazer
publico, que no dia 11 de selembro prximo vindou-
ro, perante a junto da mesma Ihesouraria, se ha de
arrematar i quem por menos lizer a obra dos con-
cerlos precisos na ponto do Molocolomb, avahada
em 2:0908 rs.
A arrcmalasao ser feita na forma da lei provin-
cial n. 343 de 15 de maio do correle anuo, esob as
clausulas especiaos abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremalaco
coinparecam na sala das sesses da mesma junta, no
dia cima declarado pulo meio dia, competentemen-
te habilitados.
E para constarse mandou aflixar o presento e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 23 de agosto de 1854. O tecrelario,
Antonio Ferreira da AnnunciafUo.
. Clausulas especiaes paia a arrematando.
1.* Os reparos de que precisa a ponto do Molo-
colomb, scro feilos de conformidade cem o orna-
mento approvado pela directora em conselho, e a-
presenudo approvacao du Exm. Sr. presdeme na
mportancia de 2:0908.
2. O ai reunanle dar principio as obras no pra-
zo del mez, c as concluir no de 4 mezes, ambos
contados na forma do artigo 31 da le provincial u.
3.a O pagamento da imporlancia da arrematarlo
realisar-se-ha em doas preslaret iguaes, a primei-
ra quando esliver feila a melade do servido, a ou-
lra depois da obra concluida.
4. O arrematante nao podera em momento al-
gum deixar de proporcionar transito aos carros e
animacs. ,
5. Nao haver prazo de responsabilidade.
6. O arrematante ser obrigado a ler melade pe-
lo menos do pessoal, empregado na obra composta
de Irahalhadores livres.
".* Para ludo o que nao se achar determinado as
presentes clausulas nem no orcamenlo, seguir-se-ba
o quedispe a respeilo a lei provincial n. 286.
Conforme o secretario,
Antonio Ferreira da Annunciacao.
_ O Ilim. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, cm cumplimento da uniera do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 19 du correte, manda fazer
publico, que no dia 14 de selembro prximo vindou-
ro, peanle a junto da fazenda da mesma Ihesoura-
ria, se ha de arrematar a quem por menos lizer a
lerccira parle dos reparos urgentes na estrada do
Pao tl'Albo, avahados em 3:6088 rs.
A arrematarlo ser feila na forma da lei provin-
cial n. 343 de 15 de maio do correle asno, e sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esto arremalaco
comparecam na sala das sessoes da mesma jimia, no
dia cima declarado pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas.
E para dinslar se mandou aflixar o presento e
publicar pelo Diario.
Secretoria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco, 23 de agosto de 1854. O secretario,
Antonio Ferreira if Annunciardo.
Clausulas especiaes para a arrematacio.
1.'' As obras dos reparos precisos na estrada de
Pao d'Alho, far-se-lulo de couformidade com o or-
camenlo e perfil aoprovados pela directora em con-
selho, c apresenlados a approvac.au do Exm. Sr. pre-
sidcnle da provincia na importancia de reis
3:6088-
2.a O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de 15 dias, e dever conclui-las no de 3 mezes,
ambos contados na forma do artigo 31 da lei provin-
cial n. 286.
Conselho administrativo.
O conselho administrativo, em cumprimento do
arl. 22 do regulamenlo do 14 de dezerabro de 1852,
faz publico que foram aceitas as propostas de Rblhe
& Bidoulac, Antonio Rodrigues Pinto, Joan Piulo
de Lemos Jnior. Feidel Pinto & Companhia, Do-
mingos Jos Ferreira, Domingos F'rancisco Ramulbo,
Antonio Pereira de Oliveira Ramos, Joo Fernaodes
Prenle Vianna, Joao Francisco de Araujo Lima e
Souz.a & Irm.lo, para fornecerem : o primeiro, 420
coberlore to 1,1a a > KJ is. ; o segunuo, 1,000 es-
leirs de palha de carnauba o 158 rs.; n lerceiro,
1,075 covadot de panno azul para o segundo batolho
de infantaria de linha a 28200 rs., ooOcovadns de
dito para o mesmo balalhao a 28050 rs.; o quarlo, 43
covados de casemira encarnada a 28000 rs. ; o quin-
to, 6 pelles de camurca 1*600 rs., 25couros de lus-
tre a 3*200 rs.; o sexto, 495 bonetes para o segundo
balalhao de infantaria com o numero de metal a rs.
18180 ; o selimo, 495 pares de chourtoas de la bran-
ca para o mesmo balalhao a 460 rs., 526 gravalasde
sola de lustre a 355 rs. ; o oitavo, 495 pares de cl-
cheles prelos a 10 rs., 144 grozas de boles brancos
de osso a 310 rs., 208 ditas de ditos pre'.os a 310 rs.,
4 caivetes para pennasa 640rs., 2caslic,aes de lalflo
a 18100 rs. ; o nono, 15 varas'de lila amarella de re-
Iroz para guarnirlo de forro de mesa a 600 rs.; o d-
cimo, 2 tesouras para papel a 18440 rs., e avisa aos
supradilos vendedores que devem recolher os referi-
dos objeelos ao arsenal de guerra no dia 29 do cor-
rele raez.
Secretoria do conselho administrativo para forne-
cimeuto do arsenal tle guerra 25 de agosto de 1854.
Bernardo Pereira do Carmo Jnior, vogal e se-
cretario.
BANCO DE PERNAMBUCO.
Por ordem do conselho de direccao do
Banco de Pernambuco sel'az certo aos se-
nhores accionista.8, que se aclia autorisado
o seu gerente para pagar o (luarto*divi-
dendo de 12,>'000 por acrao. Banco de
Pernambuco 1. de agosto de 185i.Joao
Ljnacio de Medeiros Kego, secretario.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O conselho de direccao convida aos
Srs. accionistas do Banco de Pernambuco,
arealisaremdo 1. a 15 de outubro do cor-
rente anno, mais 50 0|0 sobre o numero
das aecesque llies foram distribuidas, pa-
ra levar a elleito o complemento do. capi-
tal do banco, de dous mil contos de reis,
conforme a resolurao tomada pela assem-
bla geral dos accionistas de 26 de selem-
bro do anno prximo passado. Bancode
Pernambuco 7 dt agosto de i85 i-.O se-
cretario do conselho de direcqao,
J. I.deM. Reg,
CONSELHO ADMINISTRATIVO. v
O conselho administrativo faz publico que lem de
comprar o seguinle:
Para a provincia do Para.
Plvora grossa, arrobas 100; dila de fuzil, arro-
bas 100.
Os vendedores apresenlcm as suas proposlns na
secretaria do conselho as 10 horas do dia 30 do cor-
rele mez. Secretoria do conselho administrativo
para fornccimcnlo do arsenal de guerra 28 de agos-
to de 1854.Jos de Brito Inglez, coronel pres-
denle.Bernardo Pereira do Carmo Jnior, vogal
esecretario.
Real companhia de paquetes ingle/es a
vapor.
No dia 31 do
correnle mez,
espera-sc da
Europa um dos
vapores da
companhia re-
al, o qual de-
pois da demo-
ra to coslume,
seguir para o
sul: para passageiros, Irala-se com os agentes Ada-
mson llovvic & Co.Tipanbia, no Trapiche Novo n.42.
Conselho administrativo.
O conselho adrainslralivo, em virlude de aulori-
sai.aodn Exm. Sr. presidente da provincia, lem de
comprar o scauinte:
Para o 2. e 9 batallles de iofanlaria de linha, e
companhia de artfices.
Talins de conro braucocom molas 2, panno a/.ul
entrefino, covados 88; olanda do forro, covados 1445;
panno prelo, covados 318 ; hrm branco liso para
frdelas e calcas, varas 4816 ; algodaoziuho, varas
3609; sapalos, pares 1015 ; cobertores tle lila 169 ;
capoles de panno alvadio 447; camisa azul clara, co-
vados 224 ; bables grandes convexos de metal ama-
rello, com o u. 2, 6930 ; ditos pequeos com o mes-
mo n. 4950.
1." balalhao de infantaria de linha.
E*lopa para inlerlelas de sobrecavas, peras 3 ;
panno verde, covados 152 ; bolesde osso brancos,
grosat 25 ; ditos de dito pretos,grosas 36 ; carias de
a, b, c, 20 ; traslados de linhas20 ; ditos de ha,lar-
do 20 ; ditos de baslardnho 10 ; dilos de cursivo 10;
laboadas 20 ; pedras de loura 10.
Meio balalhao da 'provincia do Cear.
Sola curtida, meios 200 ; brim para embornaos,
varas 293.
Meio balalhao da provincia da Parahiba.
Copo de vidro 1 ; prato de louea 1.
Guardas da goarnlcilo.
Copos de vidro 4 ; bandejas para os roesmos 3;
mangas de vidro 4.
Provimenlo dos armazens do arsenal de guerra.
Baelilha para carluxosdearlilhara, covados 1000;
brim da Russia para mochilas, varas 1000 ; caixas
com vidro 2.
OfUcinasdel. e 2." ciaste.
Coslados de pao d'oleo 2.
Ditos de ?.* classe.
Pedra pome, libras 16.
Quem quizer vender estos objeelos aprsenle as
suas propostas em cartas fechadas na secretaria do
conselho ts 10 horas do dia 2 de selembro prximo
vindouro.Secretaria do conselho administrativo
para fornccimetito do arsenal tle guerra 26 de agos-
to de 1851.Jos de Brito Inglez, coronel presi-
dente. Bernardo Pereira do Carmo Jnior, vo-
gal esecretorio.
_ O arsenal de marraba compra pera a provin-
cia do Para os seguirles objeelos : alcalroda Sue-
cia oito barris, arrebm de meia polegada 3 arrobas,
brim da russia dezescis pecas, chumbo em lenc,ol 10
arrobas, cabo de linho de t a 5 polegadas 18 nnin-
laes, fio de vela 3 ai robas, linha alcalroada ( ar-
robas, dila de barca 2 arrobas, lona ingleza larga
20 pecas, dita eslreita 40 ditas, merlim 2 arrobas,
son lureza 50libras, bandeiras nacionaes de 5 pannos
5, ditos de4 ditos 20, ditas de 3 ditos 5, e Ihnulas
tle navio 20.
As pessoas que quisercm fazer a venda sao convi-
dadas a comparecerem nesla secretoria no dia 30 do
correnle ao meio dia, com as suas propntlaa em
cartas fechadas.
Secretaria da inspecc,.1o do arsenal de raariuha de
Pernambuco, 26 de agosto de 1854-
O secretario, Alexandre Rodrigues dos Anjos
SOCIEDADE DRAHATIGi EMPREZARIA.
4.a RECITA DA ASSIGNATl'RA.
Quarta-feira 30 de agosto de 1854.
Depois da execucao de uma escolhida ouvertura,
lera principio a execucao da nova e muilo nteres-
sanie comedia seria em cinco actos, e que tem por
titulo:
0 SEMIOtt DE IiniHikV.
Composta em francez por Mr. Alexandre Damas,
e Iratluzida em porluguez pelo Sr. Joao Baplista Fer-
reira, para ser representada no Ihentro de D. Marn
II, anude foi muitissirao applaudida.
Personagens. Actores.
Cerlos II re de Inglaterra. Os Srs.Reis.
O Duque de Buckin-Gham. Uezerra.
Mnc-Allan, Sr. de Dombiky Mouleirn.
Chilfinch, correio particular
do rei........ Sena.
Jeringam, dito dito do duque. Mendes.
Nelly yuinn, actriz, amante
do rei........A Sr*D. Orsal.
Sarah Duncan, Escosseza a Anua.
Rebeccca, lia de Sarah (nao
, [alia)........ b a Jesnina.
John Bred, negociante de ca-
ballos. ".......Os Srs.Sania Rosa
Toro Gin, laberneiro Piolo.
Dikins, fornecedor de roupa Rosendo.
Hussel, tapeceiro..... Pereira.
Um oflicial do paro Rosendo.
Um criado do re. ... Pereira.
Credores e criados do duque.
A scena passa-se na Inglaterra.
Fin dar o dive rlimr tilo com a eaigrarada comedia
em um acto, e que lem por titulo
& mY/h A WSUL
Principiar as 8 horas.
AVISOS MARTIMOS.
AO PARA'
vai seguir mui prximamente,
por ter quasi todo o seu carre-
gamento contratado, a escuna .Flora,
capito J. S. Moreira Rios, tocando s no
Maranhao para receber pratico : para o
resto da carga trata-se com os consigna-
tarios Antonio de Almeida Gomes & Com-
panhia.
Para o A raca I y segu em poucos dias o hiate
nacional Sergipano, recebe anda alguma carga
frete muilo coramodo: a tratar na ra do Trapiche
n. 17.
Para o Rio Grande do Sal seguir breve o pa-
tacho Temerario, para onde recebe carga a frele:
qoem no mesmo quizer carrejar, pode entender-se
com o seu capitn Jos Antonio Candido de Souza.
"Ou com .\.n..mu i.,,,,-,.,... ,,ra rta C>uX II. o.
Para a Babia segu imprelerivelmenle no dia
3 do selembro vindouro, a veleira garnpeira Li-
rrafo : para o resto da carga, trata-se com seu con-
signatario Domingos Atoes Malbeus, na ra da Crnx
n. 54.
Para o Ceara',
segu em poucos dias o patacho nacional Alfredo ;
para carga e passageiros Irala-se com J. B. da Fon-
seca Jnior, ra do Vigario numero 4, primeiro
andar. 'w
Para o Acarac segne com brevidade o hiato
Sobralenie, capitn Francisco Jos da Silva Ralis;
recebe carga e passageiros : Irala-se com Caelauo
Cyraco da C. M., ao lado do Corpo Sanio n. 25.
Para a Baha salte por estes dias a
su maca nacional Rosario de Maria, por ter
a maior parte do seu carregamento prom-
pto ; ara do resto da carga e passageiros,
trata-se com Novaes & Companhia, na ra
do Trapiche n. 34, ou com o capito na
prara.
DO MARANHAO*
esta' a chegar o palhahote Lindo
Paquete, navio novo, muito bem
construido, pregado e forrado de cobre,
e de primeira marcha ; ha de ter neste
porto mui curta estada, devendo regres-
sar com presteza ao Maranhao, para on-
de j' tem parte da carga tratada : os
pretendente-^ apl-oveitar ainda este ex-
cellente barco, queiram dirigir-se em
tempo a Antonio de Almeida Gomes &
Companhia, na ra do Trapiche n. 1G,
segundo andar, aim de contrataran a
icarga que tiverem.
Vende-se uma baicaca nova, de 50
a tiUcai&as, prompta para seguir viagem:
trata-se na ra Direita ns, 12 e 14.
Rio de Janeiro.
O brigue nacional Elvira, segu na
presente semana, s recebe alguma car-
ga miuda, passageiros, eescravos a frete:
trata-se com Machado & Pinheiro ama
do Vigario n. lr', 2. andar.
PARA O ARACATY-
Segu em poucos dias, por j ler seu carregamen-
to prompto, o bem eonhecido e veleiro biale Cap-
baribe, pregado c forrado de cobre : para o resto e
passageiros Irala-se na ra do Vigario n._ 3
Para Lisboa sahira' at o Hm desta
semana o brigue portuguez Laia II ;
para algum resto de carga que Ihe falta,
trata-se com Francisco Severino Rabello
& Filho, ou comociipituo Caetanoda Cos-
ta Martins, na prara do commercio otra
bordo.
RIO DE JANEIRO.
Espera-se do Asst o brigue nacional
Lysia, e tera' demora de um dia neste
porto ; para passageiros e esclavos a fe-
te, paraosquaes tem excel lentes com mo-
dos, trata-se com Novaes & Companhia,
na ra do Trapiche n. 3i.
LEILOES.
A viuvadeManoelCaetanoSoa res Car-
neiro Monteiro, fara' leilo por interven-
cao do agente Borja, em presenes do Sr.
Dr. jui/. dos orphos, em sua casa na ra
da Aurora n.8, segundo e terceiro an-
dar terca-feira 29 do correte as" 11 ho-
ras da manhaa, dos movis pertencen-
tes aoseu casal, consistindo em elegante
mobilia de Jacaranda' cora pedra, 2 ri-
quissimos tremo's, 2 guarda vestidos de
e\oellente gosto, secretarias, commodas,
guarda roupas, aparadores, guarda lou-
cas, eoutras obras de marceneria de dif-
identes quididades, etc., etc., candela-
bros, lanteinas, mangas devidro, appare-
Ihas de porcelana para almoco e jajntar, e
varias loucas e vidros para servico de me-
sa, obras de ouroeprata, calungas, vasos
e enfeitet deporcelana para sala ; e ou-
tros muitos objectot que seria enfadonho
o menciona-tos : os quaes se acharao pa-
tentes na mesma casa no dia do leilao.
Terc,a-feira, 29 do correnle, as 10 1|2 horas da
manhaa, o agento Vctor fara leilao no seu arma-
zem, roa da Cruz n. 23, de grande e variado torti-
nienlo de otras de marcineri, novas e usadas, de
differeules qualidades, eoulros muitos objeelos, que
seria enfadonho mencionar.
O senle Borja, quinta-feira 31 do correnle as
10 horas da manhaa no seu armazem, roa do Colle-
gio n. lt, far leilao de um rico tanclnario de up-
limo gosto ainda nao visto nesla cidade, varios pia-
Ln'"'"' relol!'0' d* euro e prala para algibelra,
~* ie parede e cima de mesa, obras de ouro e pra-
dilos
la, quadros de diversos lmannos, tonto coloridos co-
mo em fumo, cicellenles machinas para fazer caf,
jogosdechadreza outra, obras de maraarla elc\,
eto., e varios objeclos.excellenles no mesmo arma-
zem estarn a amostra no da do leilao, oeqnaes ob-
jeclosse enlregarao pelo maior pre^o que for offere-
cido,
Jos Luiz Guaiaco querendo acabar com seu
estabelecimeolo fabrica de chapeos na ra Nova n.
4, far leilo por nlemncJIo do agento Vctor,
quinta feira 31 do correnle i 11 horat da manhaa,
de tudoquaoto se acha deulro do referido ettabele-
cmento, armacio, chapeos, e fabrica para os mes-
mos: e oulro mullos artigos que seria enfadonho
mencionar.
Largo do Corpo Santo.
Rostron Rooker & Companhia, conti-
nuarao, por intervenco do agente Olivei-
ra, o seu leilao de avultado sortimento de
fazendas de diversas qualidades: terca-fei-
ra, 29 docorrente, as 10 horas da manhaa
em ponto, em seu armazem, sito nosu-
pramencionado larg.
AVISOS DIVERSOS.
~~ INOFINA.
He Inqualilieavel estullieie pretender o Sr. Cinci-
nato Mavignier criminar-mepela venda de uma ma-
china de daguerreolypo qoe me nao pertencia, e de
que S. me. nada enlende: ora, risum teucalis. O
lempo presento he de luzes e realidades, e nao de
vislas e embae.idellns. Breva cinla-lo-ha am boa e
iolellgivel prosa Joaquim Jos Pacheco.
Adverte-se ao bregiro que annun-
ciou que pretenda comprar a padaria do
Sr. Joao Al ves de Moura, que este Sr.
nunca a quiz vender, e s um tratante co-
mo esse fnigido comprador em tal cuida,
pensando que secompram estabelecimen-
tos desta ordem com trampolinices; sequi-
zer melhor respostapublique o seu infame
nome, que se Ihe dar', que o satisfar.
O abaixo assignado, estabelecido
com padaria no lugar da Magdalena tra-
vessa dos Remedios, tendo lido no Dia-
rio de sabbado 27 do corren te um an-
nuncio, que dizia vender-se a padaria da
travessa do Remedio, a tratar na mesma;
o abaixo assignado faz ver ao publico
que semelhante annuncio nao foi feito pe-
lo abaixo as-signado, e nem autorisou al-
guem para o fazer, pois que nao vende o
eu estabelecimento, nem tem tennao de o
fazer; portante, semelhante annuncio s
poderia partir de algum seu inimigo, com
0 fim de o desacreditar; o abaixo assigna-
do por tanto agradece a este seu inimigo,
a parte tao activa que toma nos negocios
alheios, e Ihe aeonselha que empregueo
seu tempo em cuidar de seus negocios, e
deixe os oulros viverem, pois o abaixo as-
signado faz outro tanto : tendo assim res-
pondido a este meu inimigo ou amigo, fi-
cando o publico sciente que deve desprezar
taes annuncios, pois que nao pudendo
vender o meu estabelecimento.
Precisa-sede um activo e hbil rapaz para vi-
ver n'um sillo, e que saiba tratar de cavado*, e
para fazer oulras comas que for ordenado ou man-
dado, sendo esto ter escravo, poder procorar no
cousulado americano ou na roa da Cruz, armazem
de Dars & C, n. 9.
Precita-se de uma casa nas sogoinles nas: a-
terro da Boa Visla, ra do Queimado,' praca do Col-
legio, c mesmo Boa Visto, qoe seje primeiro ou se-
gundo andar, e o mais claro qoe ter postivel: o fim
para o qual te elige he para uma escola de desenlio
e pintora ; a claridade dirigida do lado do norle he
a mais propria e eomraoda : qoem liver a dila^casa
para alosar as mas desta localidade annuncl por
esta roma, ou tonda a anndade de participar na ra
Nova, loja do Sr. N. tiadaull. '
Manoel Birboza Ribeiro, subdito porluguez,
relir*-se para tora d imperio.
Quem liver e quizer trocar um tanctuario sim-
ples ou com imaseus, usado e em bom estado: falle
na ra do (Jueimado n. 35, qae se dir quem de-
seja.
Antonio da Silva Maia segu para o Rio de Ja-
neiro.
Precisa-te nlugar Orna ama que taina coziuhar,
e engammar e que teja fiel : na ra da Concordia
n. 26.
No dia 2 de selembro lem de serem arremata-
das, a reqoerimento do solicitador de capellat e re-
siduos, as torras do Campo Grande, avalladas por
9:5009000, conteudo 7 sitios, lendo lerraa para plan-
lar, criar gado, hara para espiro, muilas iraetefras,
entre os dilos sitios ha uma cata torrea de pedra e
cal com 2 talas, 4 quartot. casa de farinlia, estriba-
ra, e renden) es mencionados litios 3149000, rendas
que podem ser alteradas por serem mullo bailas, de-
pois da morle de seu possuidur, qae ha a 40 anuos se
conservara at hoje com esle valor,lendo cambda pa-
ra embarque e desembarque,tem 400 e tantos palmos
de frente e os fundos vao al a cambia da Tacaruua,
he muilo perlo d cidade, apenas dista meia legua,
he na estrada de Belem. Os sitios e Ierras cima
mencionados foram considerados residuos em conse-
quencia do finado Jos Domingoes Nevos no lar
dado comas da testamentaria do finado Dr. Antonio
Pi de l.ucena e Castro, e o seu producto val ser re-
colhido a fazenda nacional.
Precisa-te de um feilor pira sitio, igualmen-
le um arasssador para padaria, qae seiba corlar mas-
sas : na padaria da ra Real do Manguinho n. 51.
'Precisa-te de'uma amo de leite, que seja sadia:
no aterro da Boa-Visla n. 47. seiznndo andar.
Em observancia do disposto no arl. 19 das ins-
IrucfOes de 3f de Janeiro de 1851, lem de terem ar-
rematados em praca, presidida pelo Sr. Dr. jais dos
feilos da fazenda nacional, e depois d sua prxima
audiencia, os teguinles bens penhorados por ezecu-
cOes da mesma; uma casa torrea na na da Manguei-
ra do bairro da Boi-Visto n. 30, com 20 palmos de
frente, 25 de fundo, por 3009000, penborada a Jos
Joaquim Bezerra Cavalcanti ; m aillo de lerrat na
Imbcribeira, com 750 palmos de (estada, casa de lai-
1 > oim 29 palmos de largo e % de comprdo, por
8003000, a Pedro audiano de Ralis e Silva ; uma
casa de laipa no lugar do Salgadinho, em Olinda.com
20 palmos do froto e 30 Je fondo por 509000, a
Juao Nepomuceno Ferreira de Mello; a cata de so-
brado de um andar e solo n. 7, na ra do Padre
flor ia no. com 26 palmos de larco e 80 de fundo, ca-
cimba, quintal murado, em chaos de Toro por 3rO00n
rs., aos herdeiros de jeso de Jesut Jardim; uma
casa terrea, sita na estrada do Mouteiro n. 1, com 30
palmos de frente e 120 de fuudo, feila de madeira c
barro por 250?000, ao herdeiro de Joaquim Fernan-
do- Gama ; uma parto do engeuho Sanios Cosme e
I lamino, sito na freguezia da Varzea por 2009000 rs.,
a Roque Antones Correia ; urna casa terrea, sita na
ra da Casa Forte n. 43, feila de lijlo e calnor729
rs., a Maria Francisca da Costo ; a renda aflnual da
casa torrea, sila na bica de S. Pedro, em Olinda por
213000, a Jos Maria do Rosario ; um cavallo de
sella de cor alatKo, bom andador por 609O0O. a Jco
Lopes Guimaraes ; os ulencilios de um arougue em
bom eslado per 89300, a Caetono Manoel do Nasci-
menln : quem preleuder arrematar os bens cima
declarado*, dirija-se ao lugar e hora do coslume.
Recito 28 de agosto de 18.54.O solicitador do juizo,
Joaquim Theadoro Altes.
Na ra Nova, loja n. 12, dir-se-ba quem d
1003000 rs. a juros com penhores.
Antonio de Souza Marinlio vai para tora da
provincia, levando em sua companhia 2 olliciaes da
ehapcleiro, l.uiz Felicio de Araujo e Jote Pires Ver-
gueiro.
Desappareceu no dia 14 de julho prximo pas-
tado, uma escrava de nome Rosa, a qual foi do fina-
do capito Manoel Joaquim que foi assassinado no
anno da revoluc/So. e a viova do mesmo vendeu-a a
um sigano em 1850 ; esto Sr. capito era genro da
Sra. I). Maria Helena, mulher do morgado do Mon-
leirq, a qual escrava lem os sigaae* teguinles : alia-
ra regular, olhosamarellos,os beic,osum pouco arre-
hilado*, lem enlre ume onlro beiro nm lalho, lem
mais um lalho de faca as cosas, he muilo conheci-
dn no Mooloiro por Ros do Sr. Manoel Joaquim :
quem a pecar, leve-a 111a Imperial n. 64, que sera
generosamente recompensado.
Aluga-te uma boa casa com pequeo sitio, no
principio da estrada dos Affliclos, perlo do Mangui-
nho, a qoal tem boa cacimba de agua de beber e al-
auns arvoredos e parreiral de uvas Ja podado : quem
a pretender, dirija-sc ao largo da Trempe, sobrado
n. 1.
Francisco Lucas Ferreira faz scienle ao respei-
lavcl publico; que derou de ser sea caixeiro Clau-
dio Rodrigues dos Anjos. desde o da 16 do correnle,
e nao leva em conta qualqaer recibo pastado pelo
mesmo, depois desla dala.
No paleo do Terco n. 22, precisa-se alugaram
prelo que seja fiel e postante. *
Goorge Washington Slecon, subdito argentino,
relira-se para Maceio.
Na loja de sirgueiro, na quina da ra do Ca-
bug, lem muilo boas mitas de relroz prelo para os
senhores padres.
m


DIARIO DE PERMmBCO, Tt,RQft FEIRH 19 DE AGOSTO DE 1854


/
O Sr. lirjjiieisi-o l.uiz Titile Jnior, particular
do I. balamo de inhalara, ijuciru \r receber cm
rasa le Tasso Irmans, nina caria c urna eiicommeu-
d.t que sen pai llie luaniluii do Rio do Janeiro para
Ihe sei entregue em ni 10 propria.
Previne-Mas) Sr. Amaro Lopes C.oellto, mora-
dor em S. Branciseo da Vanea, para que nao toen
negocio algum rom Auna Maria, moradora na matriz
da Varzca, com urna parte do sitio da Cruz,na mes-
illa Varec, que di a mesma ter; por quanlo dita
parte e tonos os eus rendimenlos ja frram vendidos
pela verdadeira hrdeira e possuidora, desde 10 de
nilho prximo passado, como consta la oseriplura
publica, toncada as notas do tabelliiio Baplisla de
Almeida, liv. 1. a lis. 99.
O mnibus Pernarnhucanad priu-
eipio as su viagens para Olinda no
1 1. de miembro; as pessoa* que qui-
zerem essiguar podem dirinir-se ra das Larangei-
ras u, 18.
Urna c:sa de ponen familia quer alugar urna
prela que seja bem limpa e que saita enaommar,
roser clavar: na taberna n. 8, no nlerro da Boa
> isla, se ciru quem quer.
No sobrado da ra do Pilar n- 82,
precisa-be alugar urna escrava que engota-
me bem, e saiba cuidar de una casa de
pequea familia.
GABINETE PORTLCIEZ DE LEITURA.
Por orden) da direclnria do gabinete portuguez de
leitura, ronvoea-se os Srs. accionistas para se reuni-
rem estraiirdinariamente em assembla geral, do-
rnogo, 3 de setembro, as 11 lloras do dia. AI. F.
de fjouza Uarboza, 2. secretario.
GABINETE PORTUGUEZ 1)E LEITURA.
Por deliberarlo da dicloria, lomada em sessao de
24 do crrenle, roga-se ao9Srs. associados, que con-
servam em su poder livros perlencentes ao gabine-
te, alm do prazo.marcado para a Uilura, hajam de
os recol.her ate o tim do corrente mez, do contrario a
directora farn efleclivas as multas impostas pelo re-
gulamento..W. F. de Houza Barboza, 2. secre-
tario.
Prerisa-se de uma ama que saiba cosinhar e
engommar para casa de pouca familia : na prar,a da
Independencia n. 1.
Precisa-se tomar a risco sobre o casco, appare
Iho e carga de guuno que conduz a barca ingleza
llants, arribado a esle porto por forra maior, vindo
de Calhn de I.ima com uestmo para Valencia na
Hespanha, a quantia de 5-0003 pouco maisou menos:
os pretndeme queiram dirigir as suas proposlas
em caria fechada at meio-dia de 30 do crenle no
consulado Brilannico.
Precisa-ae alugar urna ama para lodo servido
interno de uma casa de pouca familia: na ruado
Hospicio n. 11, bairro da Una-Vi.la.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 BA DO COZ.X.BGIO 1 ANDAR 25.
O Dr. P. A. Lobo Mosco/u di consultas homeopathicas lodos os das aos pobres, desde 9 horas da
mandila ale o meio dia, e em casos extraordinarios a qualqoer hora do dia ou noite.
Oflerecc-se igualmente para praticar qualquer. operado de cirnrsia. e acudir promptamentc a qual-
quer mullier que esleja mal de parlle cujas circamstonrias nao pennitlam pagar ao medico.
SO'fOMLlORIO DO DR. P. 1. LOBO M0SC0Z0.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual completo do Dr. G. H. Jahr, Iraduxido em porluguez pelo Dr. Moscozo, qualro
voluntes encadernados em dous :................. 2O5OOO
Esta obra, a niais importante de todas as que tratam da homeopalhia, inlcressa a todos os mdicos que
quizerem experimentar a <>outrna de llahueinaiin, e por si proprios se convencercm da verdade da
mesma : inlcressa a lodosos senhores de engenho e fazeudeiros que eslo longo dos recursos dos mdi-
cos : inleressa a lodosos capilaes de navio, que nao pudem dcixar nma vez ou oulra de Icr precisao de
acudir a qualquer inrommodo seu ou de seus tripolanles ; e inlcressa a lodos os chefes de familia cue
por circumsluucias, que nem sempre podem ser preveuidas, s3o obrigados a prestar soccorros a qualquer
pessoa della.
O Vade-mecum do homcopalha ou tradcelo do Dr. Hering, obra igualmente til as pessoas que se
dedicam ao esludo da homeopalhia um volume grande.......... ftOOO
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, analomia, pharmacia, ele, etc.: obra indis
pens I s pessoas que querem dar-so ao esludo de medicina........ 4JKI00
Lima carteira de 24 tubos grandes de finissimo christalcomo manual do Dr. Jahr eo diccio-
nario dos termos de medicina, etc., ele.......-........ 40?000
Dita de 36 com os mesmos livros.................... 453000
Dita de 48 com os ditos...................... 5OfiO0O
Cada carteira he acompanhada de dous frascos de tinturas indispensaveis, a cscolha. .
Dita de 60 tubos com ditos...................... 6O9OUO
Dita de 14* com ditos........................ IOO3OOO
Eslas silo acompanhadas de 6 vldros de unturas i esculla.
As pessoas que em lugar de Jahr quizercm o Hering, terao o abalimenlo de 10>000 rs. em qualquer
das carleiras cima mencionadas.
Carleiras de 24 tubos pequeos para algibeira............... 8SOO0
Ditas de 48 ditos......................... I63OOO
Tubos grandes avulsus ."..................... 15000
Videos de meia 0115a de tintura.................... 23000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar un passo seguro na pratica da
homeopalhia, e o propriclario deste eslahelecimento se lisongeia de tc-lo o ruis bem montado possivel e
ninguem duvida hoje da superioridade dos seus medicamentos.
Na mesma casa ha sempre i venda grande numero de tubos de rrjstal de diversos laiaanhns, e
aprompla-se qualquer cncommenda de medicamentos com toda a brevidade e por precus muilo com-
inodos.
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Coilegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, finas e grossas, por
precos mais haixos do que emou-
tra qualquer parte, tanto em por-
. cSes, como a retallio, aflianqandc-
se ao compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
abri-se de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto off'erecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietano deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venliam (a' bem dos
eus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Coilegio n..2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
D. Maria Francisca de Almeida. viuva de Jos-i
Francisco da Silva, declara que ihe consta, que ha
uma pessoa nesla cidade que propala que lem um pa-
pel da annuncianle, no qual esta se obriga a dar-lhe
1:0005000 por anuo, o que he mentira, porque a an-
nuncianle nao pa-sou tal papel, n3o o mandn pis-
sar, nem o assignou ; e declara mais, que at esta
dala nao fez testamento nem em nota nem cerrado.
Recre12do agoslo de 1854.Maria Francisca de
Almeida.Est reconhecido.
C. STARK&C.
respcitosamenle annunciam que no seu extenso es.
labelecimento em Santo Amaro, continua a fabricar
. eonra maior perfeico e promplido.toda a qualidade
de aachinismo para o uso da agricultura, naveaa-
cao e manufactura, e que para maior cummod. do
seus numerosos freguezes e do publico em geral, lem
aberlo em um dos grandes armazens do Sr. Mesqui-
lanarua do Brnm, atraz do arsenal de mariulia
DEPOSITO DE MACHINAS
constru.las no dito seu estabelecimento.
-lili acharao os compradores um completo sorti-
mento de moendas de caima, com lodos os melho-
raiiientoialcuus delles novos coriginaos) de que a
experiencia de muilos annos (em mostrado a ueces-
sidade. Machinas de vapor de baixu e alia pressao,
taixas de todo lamauuo, lano batidas como fundidas,
carros de mo e ditos para conduzir formas de assu-
car, machinas para moer mandioca, prensas para di-
to, ionios de ferro balido para farinlia, arados de
ierro da mais approvada conslrucco, fundos para
alambiques, crivos e portas para fornalkas, e uma
infinidaile de_ obras de ferro, que seria enfadoolia
enumerara No mesmo deposito existe uma pessoa
intellisenle e habilitada para recher todas as en-
commendas, etc., etc., que os annuiiciantes contan-
do com a capacidade de suas ofRciuas e machinismo,
e pericia de seus olficiaes, se compromettem a fazer
executar, com a maior presteza, perfeico, e exacta
eonformidade com os modelos ou drscnhs, e inslrnc-
esque Ihe lorem fornecidas.
Precisa-se alugar um preto mensal-
mente para trabalhar em um sitio na Ca-
sa Forte, com tanto que no lenba vicios :
na ra estreita do Rosario n. -28, primei-
10 andar.
Na ra de Sanio Amaro, taberna n. 28,' lem
urna prela, escrava, para se alugar.
Sjci Ullerecc-se ao respeitavel publico uma pes- @
(g soa habilitada para o ensino mutuo particular- %S
9 menle as rasas : quem do sen presumo se 8*
B uizer utilisar dirija-se ao Passeio Pnblico ira ;
i Qi loja do Sr. Firmiano Jos Rodrigues Ferrei- ;
(S ra, que este informar.
I recisa-se de um homcm para dirigir o servi-
co de um er.genho perle desU cidade, a quem se fa-
r.i inleresse ; queni estiver nestas circumslancias,
dirjate a ra larga do Rosario, taberna n. 29.
O cidadiio portucuez Antonio Rodrigues Fer-
nandez Vieira vai a Parahiba.
. "~ l';?M;,eJd >" feilor para um engenho tres
leguas distantedesta cidade, quemsejulgar habili-
tado, aniiuncie ou dirija-te a ra eslreila do Rosa-
rio n. 10 lerceiro andar, qug achara com quem
tratar. M
I'recisa-se de uma ama que saiba cozinhar, e
f.izer todo mais serviro de orna casa : nu largo -'-
ler^o 2. andar, n. 27.
Na ra Bella u. 13, precLsa-se de uma escrava
que saibacoziuhar e engommar, e.-obretudo que se-
heeasa de duas pessoas de familia.
ja fiel
| EROGRESSOS A' ARTE
I DE DAGOERRE CRYS-
TALOTYPO.
'- NOVA DESCOBERTA DE TIRAR
RETRATOS INSTANTNEOS
At roupai clarat ilo cu melhores para
este fim.
O abaixo assignado faz scienlc ao respei-
ta\el publico, que acaba de descobrir um
uiethodo de retratar enancas por meio da
electricidade. '
Tambem limpa retratos an igns ( nao es-
laudo arrauhados), dando-lheso mesmo vi-
gor que liiiham na propria hera em que se
tiraram. /
O eslahelecimento rshi completamente
sonido ile ricos quadros, caixns, cassoletis, _.,
aneis, puloeiras e alfinetes. Atorro n. 4, ter- i*
cetro audar. W?
Joaquim J. Pacheco'. *Q)
Roga-se as autoridades noliciaes ranin d.
Mundo Novo, eem um ertlBgi d,"T5! ribeara-
onde f,i hontem achado, poJenrtV portm "'Tr 'l'
sal.an.io muros. O aba.xo 'atuignadDmSiS la deM i \
proceder judicialmente contra qualuerZ. Z, J
porventura o dosm acou.ar : q,,,m o pe^Tr .T.'
tova-lo estrada nova de Pao-d"\lho a e. 'J e
Domingos de llollanda Cavalcant, de" A.SnaJSi'"'
que rcoinpensarcom .509000 de uritinearta*-nl
mil, de Hollando Cacakanli de lihunnT.i!
MOENDAS SUPERIORES ""
emN Wd<:f ^ C- Sun" ^P-nhia
eui Santo Amaro, aeha-se para vender
inoa,da.decannai todas de ferro, de um
modello econstruccao muito superiom
ll.sOOO
5.s'500
2S800
l.S'300
1.S0
700
i Anl,uno Agripino Xavier de Brilo, Dr. em @
l medicina pela laculdade medica da Babia, re- ei
E9 side na ra Nova n. 67, primeiro andar, ou- @
Ti de pode ser procurado a qualquer hora para o
|!p exercicio de sua prolissu.
@g@Sgi S:@S@S
No aterro da Boa-Vista d. 55,
ha grande sorlimcnlo de rodas de carro de madei-
ra de tora e do p.iiz.
Na ra do Trapiche n. 17, recebem-se eucom-
mendas para mandar vir de Lisboa, ricos lumulos,
campas, ele : no mesmo lugar se mostrara ricos de-
senlias.
Furtou-se do segundo andar do sobrado da ra
la Cadeia Velha n. 52, um relogio de ouro patente
inglez, fabrica deseoberta, mostrador de ouro, de
los: Eglise Laudan n. 6341 : quem o descubrir sera
generosamente gratificado, lc\audo-o ao sobredito
sobrad.
LOTERA DO THEATRO DE S. ISABEL.
O cauteltsta Antonio Jos Rodrigue*
eSouza Jnior avisa ao respeitavel pu-
blico, que seus bilhetes, e meios bilbetes
e cautelas da lotera cima, se acham a
.endapelos preros abaixo as lojasdocos-
tume. O mesmo cautelista se obriga a
pagar por nteiroos premios de 10:000$,
de o:000.s000, e de 1:000$000, caso os
seus ditos bilhetes inteiros e meios bilbe-
tes os obtenliam, os quaes vao por elle
rubricados
Bilbete inteiro
Meiobilbete
Quarto
Oitavo
Dcimo
Vigsimo
Dao-se bolos de vendagerr ; no lar-
go de S. Pedro, sobrado de um andar
n. 9.
Chegou a loja do Cardeal, na ra
do Rosario, o novo rape rolao francez, por
]wocomuiorln, pura oo amanl< j da IJOa
pitada.
Arreoda-se o armazem de assucar da ra da
Guia n. 64, rom lodos os seus ulencilios, ou vendem-
se estes e garntese o arrendamento por 150)000 rs.
ananaes ; tambem se aluga o primeiro andar da mes-
ma casa : Irala-se no aterro da Boa-Vista n. 60.
O padre Vicente Ferrer de Albtt-
querque, prijfessor jubilado de gramma-
tica latina, propoe-se a entinar nesta pra-
ca a mesma lingua com todo o esmero e
regularidade concernen tes ao adianta-
mento de seus alumnos ; e por isso espe-
ra o acolbimento de todas ai pessoas que
se quizerem utilisar de seu prestimo,
protestando satisfazer a' expectacao pu-
blica ainda acusta dos maiores sacrificios,
e, emquantonaoixar sua residencia, que
devera' ser no centro do bairro de Santo
Antonio, os pretendentes dirijam-se a'
livraria da praca da Independencia ns.
6 e 8.
LOTERA DO THEATRO DE SAiMAISABEL.
Corre indubitavcimente em 20 de
setembro do corrente anno.
Aos 10:000.^000, :000$000, 1:000$000.
O cautelista Salusliano de Aquino l'erreira avisa
ao respeitavel publico, que os seus bilhetes e caute-
las u.lo solTrcm o descomo de oito por cenlo do im-
posto geral nos Ires primeiros grandes premios.
Ellcs estao expostos venda as lajas i conhecidas
do respeitavel publico.
Bilhetes 11SOO0
Meios -500
Ouartos 25800
Oitavos 19500
Decimos I53OO
Vigsimos 9700
Roga-se aos credores do fallecido Jos Antonio
Pereira Reg, que apresentem seus dbitos, na ra
da Cadeia do Recito, loja n. 41.
Ainda precisa-se de um bom coziuheiro, e de
urna prela paraservico de casa; orefere-se escravos:
na ra da Senzala Velha 11. 60, esquina do becco do
t.npim.
O bacharel Jos Maria da Trindade. segundo
escnplurariojto thesouraria de fazenda, acha-se ad-
oaando nos auditorios desla cidade, e lem o seu es-
criptono estabelecido 11'uma das salas do anligo so-
brado da roda, na ra do mesmo nome n. 9, onde
pode ser procurado aqunlquer hora, atora da doev-
pediente de sua reparlicio ; sendo que durante esta
terao os seus clientes advogado ccrlo c determinado
de recouhccido mrito, para providenciar nos casos
argentes que occorrerem de momento.
-- A pessoa que quizercarregar ou embarcar para
qualquer um dos porlos do norle, na lancha Feliz
das Ondas, dirija-se ao Trapiche do algod.to que
achara com quem tratar.
Exislem carias para os Srs. Francisco Pacs
arreto, Antonio de Sa e Albuquerque. Antonio
lla>mundo de Mello eJeronjfno de Albuquerque
Mello : na ra da Cadeia do Recito n. 41.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acliam-se a venda as lojas do costume
os bilhetes inteiros e meios bilbetes da lo-
tera 45 do Monte Pi Geral, a qual cor-
ren eina santa casa da Misericordia, em
2-2 do presente. As listas se esperara pelo
vapor S. Salvador,queficou departir
no da 25, e deve aqu ebegar a o ou 4 de
setembro prximo.
O abaixo assignado. solicitador da veneravel
orden lerceira de San Francisco desla cidade, aulo-
risado pelo procurador geral da mesma ordem, co-
uda a todas as pessoas que se acham a dever foros
dos terrenos em que tem suas casas foreiras i mesma
ordem, para que al o dia 10 de setembro prximo
luturo vao satisazer os seus dbitos, sob pena de se-
ren cobrados judicialmente, e^iara commodidade dos
devedores enano ao abaixo assignado todos os dios
litis das 12 horas do din as 2 da Urde na loja do
Sr. Padre Ignacio Francisco dos Santos, no largo do
Coilegio.Manuel Luiz da I- eiga.
Champagne, a mellior que ha no
mercado, epor preco mais barato do que
em outra qualquer parte, assim como ce-
ra em velas; catxas de 100 ede 50 libras:
trata-se no escriptorio de Machado & Pi-
nheiro, na na do Vigario n. 10, segundo
andar.
,~ Precisa-se alugar urna ama : no aterro da Boa-
Visla n. 7:1.
Prerisa-se de um caixeiro para taberna, de|12
a 1 i limos: a tratar na pateo do Terco n. 21.
10:000SO00
5KXXWO0Q
2:500300
1:2503000
1:0003000
5003000
PIANOS.
Patn Nash & C. acabam de recebar de Londres
dous elegantes pianos, feilio vertical, de Jacaranda,
iguaes em qualidade e vozes aos dos bem condecid
autores Collard & Collard, ra do Trapiche Nov
n. 10.
ggs@ss@sa 2 @ @
DENTISTA FRANCEZ.
Paulo Gaignoux, estabelecido na ra larga
9 do Rosario 11. .'16, segundo mular, enlloca den- J*
;.; tes com gengivasarliliciacs, edenlailura com- 'i,
IC pleta, uu parte della, com a presso do ar. 5^
;:; Tambem tem para vender agua denlifricc do 5$
'd Dr. Picrrc, c p para denles. Rna larga do @>
,':;" Rosario n. 36 segundo andar. $
J. Jane dentista,
contina rczidir na ra Nova, primeiro andar n. 19.
:j O Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho mu- (g
f$ dnu-se para o palacete da ra de S. Francisco $
j 'mundo novo) n. 68 A. A
9. ya wtf mtiMH
Ao commercio.
O abaixo assignado. convencido do muilo que con-
viria eslabelecer-se em Pernambuco uma aula em
que a mocidade, que se destina a carreira do com-
mercio, podesse praliramente adquirir os conheci
menlos necesarios, para bem desempenhar as func
cOes de caixeiro em qualquer escriptorio nacional ou
estrangeiro, apezar de reconhecer as suas poucas
haliiliiacc- para um semelhanle magisterio, vendo
com ludo, que outro. muilo mais habilitados se un
tem al aqui proposto a isso, vai elle, confiado ni-
camente na pratica qut lem de alguns annos, abrir
para este fim uma aula, na qual se prope a ensinar
a fallar e esrrever a lingua iogleza e a franceza, cou-
labilidade e escripturac,ao commerciai por partidas
delirada.. As lices de cada uma das duas linguas
-oran em das alternados, c para qne es alumnos
possam em breve falla-las, nao se Ibes consentir
que depnis dos primeiros Ires metes de ln o fallem
na aula outra lingua, que mo seja a da classe res-
pecina. A abertura lera lugar uu dial, de de setem-
bro, e as pessoas que a quizerem frequentar sede-
verao com antecedencia dirigir loja dos Srs. (lou-
veia Ov l.i'iie, na ra do Queimado, aoude podero
tambem cbter as mais inforinaces. que a resoeilo
desejarem. Adverle-se que a matricula s estar
aborta at n fm deste mez, e que depois desse dia
nao se podem admiltir mais alumnos durante este
auno.Jos da Maia.
ANTIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da ra do Trapiche
n. 15, ha milito superior potassa da Rus-
sia e americana, ecal virgem, chegada ha
pouco, tudo por prero commodo.
Precisa-se de uma ama de leile : na ra da
Roda n. 52.
MAiXOill. AUGUSTO PE MENEZES COSTA.
professor da arle de msica, olierccc o seu prestimp
ao respeitavel publico para leccionar na mesma arle
vocal e instrumental, tanto em sua casa como cm ca-
sas particulares: quem de ser presumo sequizer
utilisar, dirija-se i\ ra do Aragao 11.27.
. l)-se dinheiro a juros em pequeas quanlias,
sobre penhores da ouro e prata : na ra Velha
a. 35.
Lava-se e engomma-se com toda a perleieo e
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado u. 15.
O Dr. Joao Honorio Bezerra de Meuezes, Jy,
S formado em meiliciua pela faculdade da Ba-
la, contina no exercicio de sua profissao, na
ra Nova n. 19, segundo andar. &
S*
O abaixo assignado, herdeiro do finado .loan
Firmioo da Costa Barrada, declara que, cxislindn
uma letlra perlencenleao mesmo Joao Firmino, acei-
ta pelo major Fraucisco Antonio Pereira dos Santos,
ja fallecido, proveniente da venda que Ihe fez do
engenho Teulugal. a qual letlra he da quantia de
3:0003000, e se acha vencida desde 31 de julliu de
1835, c como ignore em poder de quem ella exisla,
roga a qualquer pessoa que souber ou 1 liver.dcclare
por esto Diario, assrgurando-lhe o abaixo assignado
sua gratidao por um tal motivo.
Juao da /locha ll'anderley Lins.
Na ra da Cruz n. 2(i, primeiro an-
dar, tem uma carta para.ser entregue em
mo propria ao Sr. Dr. Alionso Jos de
Mendonra.
Toalhas e guardanapos de panno delinho
puro.
Na ra do Crespo, loja da esquina que volta para
a cadeia, vendem-se toalhas de panno de linho, lisas
e adamascadas para rosto, ditas adamascadas para
mesa, guardanapos adamascados, por preros com-
modos.
LOTERAS da provincia.
O thetoureiro das loteras avisa, que
acham-sc a' venda nos lugares .do cost-
me, osbilhetesda lotera do tbeatro, que
tem de correr no dia 20 de setembro :
piarada Independencia, lojasn. 4e 15 ;
111a do Queimado, loja 11. 59 ; Lvra-
mento, botica n. 22; na da Cadeia do
Recie,'botica n. 61 ; aterro da Roa-Vis-
ta 11. 4rV-; ra do Cabuga', botica do Sr.
Moreira e ra do Coilegio n. 15.
O abaixo assignado, possuidor de 12 apolices
da companhia de Bebcribc de n. 1,161 a 1,172, faz
publico, que lendo-se desencaminhado as ditas apo-
lices do seu poder, offerecc a pessoa que as adiar,
gratificar generosamente, levando 110 seu armazem,
ra de Apolle n. 4 A, ou no escriptorio da compa-
nhia.Manuel Conralres de Oliceira.
'ROUBO.
No dia 26, pelas 'i horas da noite, mandando o
abaixo assignado buscar em sua casa ceia e cama,
acontece que seu enmarada, depois de mandar que
0 preto seguisse para o quartcl, este com pouco de-
sappareceu, sem que o soldado podesse mais oiicon-
Ira-lo; porlanlo o preto gauhador conduzio 3 colhe-
res de cha e 1 de sopa, de prala, una roncha de
assucar, uma rafeleira de metal, 3 chicaras o 3 pi-
res, 1 assucareiro azul, 8 pralos, 3 lalhercs, 2 toa-
lhas de mesa, 2 ditas de man-, 1 de rosto, bem como
uma esleir eurolando uma cubera de chita no>a
1 lenrol de esguiao, l Iravesseiro comprido enfin-
nhadu, 2 ditos pequeos forrados de setiin cor
de cravo, com 2 frondas de cassa. Neces sai ia-
mente os ditos ohjeclos serao offereridns ; ro-
gaudo-se assim a qualquer pessoa.asua apprehcnsao,
pois qucalem de sua recomponen o abaixo assigna-
do ser summamcnle grato.proc.urandon em sua ca-
sa na ra da Palma, ou 110 quartcl do corpa de poli-
ca. Jos Conegundesda Silva.
Aluga-sc uma grande rasa terrea com grande
sotao, sala, 11 quarlosfcozinha tora, cacimba, qnar-
los para escravos e quintal murado, na Passagcm da
Magdalena, esquina da ponte pequea, onde morn
o fallecido Joaquim Jos Forreira : quem a preten-
der, dirija-se ao paleo do Carino, loja de larlaru-
goero n. 2, a Tallar com seu proprietano.
Manoel Rodrigues de Albuquerque. subdito
portuguez, relira-se para nma das provincias do
norte, e deixa por seus procuradores nesla proi incia
a Jos da Silva Saraiva e Jos Ah es I.ima.
Precisa-se de um feilorde campo, e para enge-
nho, que d conhecimento de sua pessoa : no enge-
nho novo deMuribeca, ou na ra Novr n. 50.
A bem conhecida lypographia que foi do fina-
do Luiz Ignacio Ribciro "Boma, acha-se hojeeslabe-
lecida na ra das Aguas-Verdes n. 48, segundo an-
dar, e prompta a imprimir com nitidez e bom goslo
quaesquer ojiras, como sejam : livros, cartas, map-
pas, cuntas, bilhetes 011 carios de visita, ele. etc.,
pelo prego mais rommndu possivel, assim romo aise-
cura-se a maior promptido e zelo: a tratar na mesma
lypographia com o seu proprietario, ou com o ad-
ministrador da mesma.
Quem precisar de um caireiro porluguez com
bastante pratica de taberna, anuuncie.
No dia 30 do corrente, que hcquarla-toira pr-
xima, arremalam-se os seguimos bens depois da au-
diencia do lllm. Sr. Dr. juiz dos feilos da fazenda,
para pagamento de execuc,es provinciacs, no tugar
do cosluine : Por venda a parle de um sitio na tra-
vessa do Boi, para pagamento de sello de heranca,
o qual foi da fallecida Rosa Francisca Regadas por
244730, o o mesmo sitio de renda animal por 2503
rs. para o mesmo fim ; Nos Afosados a casa terrea,
na ra do Molocolomb n. 67. pertencenle a Anto-
nio Joaquim de Mello por 908fKI0 por yenda; um
terreno na ra de Bairro Baixo, freguezia de S. Jo-
s, com 60 palmos de frente, leudo uma casacm ar-
mazem com <> n. 4, pertencenle a irmandade da Se-
nhora do I.ivramento desla cidade por GOOguOO ; as
casas terreas na ra do BouiGoslo, nos Atogados, ns-
29, 31, 33, 35 e 37, construidas de pedra e cal. per-
toucenlesaos herdeiros de Joaquim ('.aciano da l.uz
por 35&000 cada urna ; a parle do sobrado, silo na
ra largado Itosario n. 30,que foi de Francisca Ma-
ria da Conceirao por 2W53 construida de pedra ec'al, na ra do Rosaro,bairro da
Boa-Vista por 7008000 ; um sitio na Casa Forte com
casa construida de pedra e cal, com estribaria, arvo-
redos de fructo, cercado de arvores nativas por 1 :(IO0s
rs., e o sobrado do um andar nos Qualro Cantos da
cidade de Olinda n.4, com corintia, quintal murado,
cm chaos proprios por 60031100, pculioradus estes
tres ltimos bens Joaquim Goui-alves Bastos, para
pagamento do que deve a fazenda do sello de heran-
ca no inventario do fallecido padre Francisco on-
calvcs Bastos ; um sitio com casa de vivenda de pe-
dra e cal, na estrada de Belm, com arvoredos de
fructo, contendo 2 cacimbas de boa agua, rcrcado
quasi todo de liman, tendo na frente um porlao de
madera, avaliadu por 3:3753000. por quanlo foi ad-
judicado a mesma fazenda pelo que deve Joao Ma-
noel Meudes da Cunba Azevedo ; uma pequea ar-
maco de taberna, madeira de pinhu jior 8SO00 ;
uma halanca de folha de Flandrc com corrente de
latan e seu respectivo brajo por2j>000rs., eum tor-
no de medidas deflaudres de caada al conlra-me-
lade no valor de lOOOO, penhorados a Gregorio da
Costa Muiiteiro, para pagamento da mesma fazenda ;
a parle de uma casa terrea, sita no beccp da Vjra-
cao, que foi do finado Jos Aflonso Regueira, ava-
liada.em 849000, aquinhoada a fazenda, para paga-
mento do sello: quem quizer arrematar ditos bens,
compareca na sala das audiencias, as 10 horas do re-
ferido dia. Recito 24 de agosto de 1S54.Jote Mu-
ran 1 de Albuqueique, solicitador da fazenda pro-
vincial.
AGLI.HAS FRANCEZAS.
Vendem-se caixinhas com 4 papis de agulhas
fraucezas a 200 rs., fazenda superior, e em papis
avulsos rom muilo pequeo toque de ferrugem a 10
rs. o panel : na ruado Queimado, loja de miudezas
da Boa Fama n. 33.
CAVALLO DE CARRO.
Vende-se um cavallo castanho, meslre de cabrio-
le!, mnilo mauso, e sem nenhum achaque, por 1003
rs. : no Recito, ra da Senzala Velha, estribaria de
Joaquim P. Peres. .
Vendem-se 2 negras que sabem cozinhar, en-
gommar e vender na ra, c proprias para todo o ser-
vien: no becco da Lingoeta 11. 8, segundo andar.
LOTERA DO THEATRO DE SANTA-
ISABEL.
Corre indiibitavelmente no dia 20 de se-
tembro do corrente anno-
Vende-se urna escrava de meia idade : na ra
do Livramento n. 33.
Marmelada nova superior.
Vende-se na ra do Coilegio n. 5, marmelada
nova dictada ltimamente de Lisboa, pela barca
Margando, a 23 r. a lata.
BRIM BRANCO E DE COR.
Vende-se brim trancado de linho a 500 rs. a vara,
dito escuro de quadros tambero de linho a 600 e 720
rs.: na ra do Crespo jj.
Aterro da Roa-Vista n. 53.
Vende-se um sobrado de um andar, na ra da
Praia, por preco muito commodo ; quem pretender,
annuncie para ser procurado.
Calcas baratas.
. JLSIldem"se f6rle de ra,ca le brim de core a
icoo cada corte, ditos de casemira de algodSo peto
mesmo preco; na rna do Queimado, loja de por-
Aosl0:0003000, 5:00 0*000
1:0003000.
Na ra da Cadeia do Re-
cito, loja de cambio do Vi-
eira 11. 24, veudem-se os
mu acreditados bilhetes e
cautelas do cautelista Salus-
liano de Aquino Fcrreira.
Os bilhetes e cautelas nao
soffrem o descont de 8 %
do imposto geral nos tres
primeiros premios grandes.
IISOOO 10:0003000
53500 5:0003000
23800 2:5009000
13500 1:2503000
19300 1:0009000
3700 5OO3OOO
a Hieles
Meios
Q liarlos
Oitavos
Decimos
Vigsimos
REMEDIO INCOMPARAEL.
COMPRAS.
Compra-te a planta do ro Reberi-
be, tirada pelo engenlieiro Conrado, no
anno de 1820 ou 1821 :'na livraria n. e 8
da praca da Independencia. Esealguma
pessoa a tiverenao quizer vender, ao me-
nos roga-se-lhea mieira emprestar ao pro-
prietario da dita livraria, pois o im para
que o quer, be de interesse publico. .
Compra-se um guarda roupa em -cgunda mo:
na ra das Cruzes n. 20 loja.
PARA UMA ENCOMMENDA.
No Recito, armazem de familia junio ao Araujo.
compra-se uma escrava que lenha boa figura e con-
ducta, paga-se bem : das 9horas da maulia s 4 da
(arde.
Compram-sc ps de craveiros, pequeos: quem
os tiver anuuncie.
Compram-se duas moradas de rasas (erreas no
bairro de Santo Antonio ou na Boa Vista, mas que
nao excciiam de 8OO3 cada nma : na praca da Inde-
pendencia loja n.4.
Compra-se o Diario de 20 de dezembro do au-
no prximo passado de n. 287 : na ra I incita n.
82, nadara.
Compra-se uma arroba de papel para embru-
Iho : na loja de sirgueiro, ua quina da ra do Ca-
buga .
Compra-se ou hypnthoca-se uma casa lerrea,
sendo em ras frequenladas e no bairro de Santo An-
tonio ou S. Jos : quem quizer fazer algum dcslcs
negocios, dirija-se a ra da Viraco n. 9, ou an-
uuncie.
Compra-sC um alambique de robre que leve
4 caadas, pouco mais ou menos : no becco do Pei-
xe Frito, venda de Gabriel Antonio de Castro Quin-
taos.
VENDAS.
IaGiento holloim;
Milhares de iudividuosde ludas as narcs podem
(eslemunharasvirtudes deste remedio iucomparavel,
que e provar, em caso uecessaro, que, pelo uso
dellcllzeram, tem scucorpoemembrosinteiramenle
saos, depois de haver empregado intilmente oulros
traame otos. Cada pessoa poder-se-haconvencer dessas
curas maravilhosas pela leitura dos peridicos que lh'as
iclatain lodus os das ha intiilos aunus; e, a maior
parte deltas san 13o sorprendentes que admirara os
mediros mais clebres. Quanlas pessoas recobraran!
com esto soberano remedio o uso de seus bracos e
ponas, depois de 1er permanecido longo lempo nos
iospilaes, onde deviara soffrer a amputado Ocllas
ha muitas que haveudo deixado esses asjlos de pa-
decimeuto, para se nao submetlerem a essa operado
dolorosa, foram curadas completamente, mediante
o uso desse precioso remedio. A Intimas das taes pes-
soas, na cfiisao de seu reconhecimento, declararan!
estos resultados benficos daule do lord corregedor,
e oulros magistrados, alim de mais autenticaren!
sua aflirmativa.
Ninguem desesperara do estado de sua saude se
tivesse bstanle contornea para ensaiar esle remedio
eo lisian teniente, seguillilo algum lempo O lialainen-
lo que necesslasse a nalureza do mal, cujo resulla-
ro seria provar iucoutcstavelmenle: Que ludo cura!
O ungento he til mais particularmente nos
seguintes casos.
matriz.
Vende-se um cabriole! noto, de
bom gosto.
Ai que hio.
Vende-se superiores cobertores de tapeto, de di-
versas cores, grandes a 13200 rs., ditos brancos a
I320O rs., ditos com" pelo a imitarlo dos de papa a
t400 rs.: na ra do Crespo loja n. 6.
Vaccas 11 ninas.
Vendem-se -2 vaccas turmas, estando urna dolas
prestes a parir, e 1 novilho da mesma raja pura :
quem as pretender poder dirigir-se para v-las ao
primeiro sitio de porlao de ferro da Estrada Nova :
e para tratar no Chora Menino primeira casa do la-
do esquerdo, antes da.pontesuha.
VENEZIANAS.
No aterro da Boa-Vista n. 55,
ha um sortimento de venezianas com fitas verdes
de linho e de lila, com caixa a sem ella, e tambem
concertam-se as mesmas.
Carne do sertao".
Vende-sc muilo boa carne do serbio, e por preco
commodo : na ra do Queimado, loja n. 14.
Vende-se uma destilirau completa, que diaria-
mente destila uma pipa de agurdenle, o alambique
he de cobre puro e mu bem construido ; bem como
o esquema garapa, as cubas sao todas de airarello
vinhatico, obra bem toita e de duracao : Irala-se na
ruada Cadeia do Recito n. 3, primeiro audar.
FACTO SECGO.
Vendem-se tocto secco de gajo, proprio para es-
cravos : na ra do Queimado, toja u. 14.
Vendem-se muito bom peixe cm salmoura ; na
ra do Queimado, loja n. 14.
Vende-se muito bonitos redes pintadas, pro-
prias para lipoia : na ra do Queimado 14.
Vendem-se no becco Largo, toja n. 4, alm de
um grande sortimento de 10115.1 superior vidrada,
como seja : laidas de diversos tamaitos as melhores
possiveis para resfriar agua e otras muilas pecas
nerassarias para uma casa que se trata com decencia,
ha ramosas pingadeiras de grandes (amanhos, assim
como assedeiras para torno, frigideiras etc. ; e de
novo vieram da Baha ricos alguidares vidrados para
serem lavadas criauras; os procos san os mais razoa-
veis possiveis.
Na ra da Cadeia do Recito n. 60, vendem-se os
seguidles \inbos, os mais superiores que lem vindo a
este mercado.
Porto,
Bucellas,
Xerez cor de ouro,
Dito escuro,
Madera,
em .caixinhas de tima duzia de garrafas, a i visla da
qualidade por preco muito cm con la.
Alporcai.
Cambras'.
Callos.
Canceres.
Cortaduras.
Dores de cabeta.
das costas.
dos ineinbros.
Lepra
Males das pernas.
dos peilu-,
de dilus.
Mordeduras de replis.
Picaduras de mosquitos.
PulmOes.
Enfermidades da culis em Queimadelas.
PUBLIQACAQ' RELIGIOSA.
Saho luz o novo Mez de Maria, adoptado pelos
reverendissimos padres capuchinhos de N. S. da Pe-
nha desto cidade, augmentado com a novena da Se-
nhora da Concento, e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa! e de N. S. do Bom Conselho : ven-
de-se nicamente na livraria n. 6 e 8 da prac da
independencia^ a 13000.
TOAJLHAS
E GUARDANAPOS DE PANNO DE
LINHO PURO.
Vendem-se Aoalba* da panno de linho --b-mias-
cadns para rosto a IOcOOO a du'"i ",ias lisa muilo
superiores a I 3000. grandes adamascadas para
mesa a :'-nta uma, guardanapos adamascados
a 39600 a duzia! .
SACCAS COM FAR1NHA.
Vende-se na loja n. 26 .da ra da Ca-
deia do Recife, esquina do becco Largo,
superior farinba da trra, por preco com-
modo.
Vende-se orna linda mobilia
riquissimo goslo e muilo moderno :
der dirija-se a ra da Cadeia Velha :
andar.
SACCAS COM M1LIIO.
Vcndme-se na loja n. 26 da ra da Ca-
deia, esquina do becco Largo do Recife.
. Vende-sc um silio no lugar de Maricola, com
duas casas de lalpa novas, sendo urna grande e oulra
pequea, rom baixa decapim, dando todo o anno,
tem o silio de comprido meio quarto de legua, com
larangeiras, cafezeiros, bananeirase enqueiros todos
novos : quem pretender dirija-se ao engenho Ja-
guaribe, a fallar com Francisco Ambrozio Pereira,
ou nesta praca na ra do Pilar 11. 135.
Vendcm-se batatas novas em gigospor baralis-
simo prero, por conla e risco de quem pcrlencer.
Chegucm-se a ellas antes que se acabem, uo caes da
alfandega.
PECHINCIlA.
Vende-se na Litigela n. 3, uma armaeao de ven-
da que se dii por pouco dinheiro : a tratar as Cinco
Ponas n. 141 (venda.)
Vende-se ou permnla-sc por uma casa lerrea,
um bom sitio ua estrada da Vanea, com 00 bracas
de frente e 40 de fundo, enjos landos cliegam at o
rio Bebedor, com casa de vivenda, muilas arvores
de fructo, boa baixa para capim e pasto para vaccas
de leile : a tratar na ra de Santa Thereza 11. 22.
Vcndem-sa4,molecolcsde idade 18 anuos, 4
escraxos ptimos de todo serviro; ua ra Direita
n. 3.
SACCAS COM MILHO.
Na ra do Vigario n. 3.3, em casa de Jo.lo Fernn-
des Baplista, vendem-se saccas com millio a2j500.
> endeiu-so 2 pares le breviarios romanos : na
ra do Queimado, segunda loja 11. 18.
A taberna do paleo do Carmo, quina da ra
de Hurlas n. 2, contina a tor ;i venda lodos os g-
neros bous e baratos : nianteiga ingleza a 400, 480,
560, 720 e 800 If, ranceza a 5t0 c 600 rs.. loucinho
de Lisboa a 360, ebouricas a 400 rs., alelria a 300
rs., bolachinhasfinglezas a 320, ditas a Napolo a
400 rs., ditas de aramia do Hio a 560, passas muilo
boas a 360, cha a 13600,2s000 e 23240, rap a 13000
o bote, bauha a 500 rs., larinha de .Marntolo a 140,
espermacele a 800 rs.. carnauba de 6 e 9 320,
farinha de Irigo a 150, folha de louro a 400 rs., cra-
vo da India a 600 rs.. caf a 180 cm grao, enxofrc a
70 rs., assucar mascavado a 70 rs. a libra, esleirs
do Aracaly a 200vrs. uma, latas com sardiohas de
Nanlesa 600 e 800 rs., lijlos de limpar facas a 140.
graxa em latas alOO rs., a/.eilouas a 280, vinho da
Figueira a 480, de Lisboa a 400 c 360, azcilc doce a
600 rs., de carrapaloa280 a garrafa, arroz branco a
100 rs., feijao mulutinbo c preto a 4()0 rs., arroz de
casca a 160, milito a 200 rs. a cuia, ceblas a 13280 o
cento, alhos a 110 rs. o mollio, queijos a 13280 e
13500. traques a 440 a caria, tambem o bello doce
de caj socco a 500 r.
NAVALHAS A CONTENTO E TESOL'RAS.
Nu ra da Cndeia do Recito n. 48, primeiro an-
dar, escriptorio de Auenslo C. de Abren, conti-
iiuau-e a vender a 83OOO o par (proco fixo) as ja
bem conhecidas e afamada- uavallis de barba, feitas
pelo hbil fabricaole que fui premiado na exposicao
de Londres, as quaes alm de durarem extraordina-
riamente, nao se scutem noroslo ua acc,1o de corlar;
vendem-se com a condhjao de, nao agradando, po-
dercm os compradores devolve-las al 15 dias depois
da compra restiloindo-se o importe. a mesma ca-
sa ha ricas Icsuurinhas para unhas, tollas pelo mes-
mo fat ricanle.
Vendem-K era casa de S. P. Johns
ton Vinbo do Porto superior engarrafado.
Sellins iiifjlezet
Relogos de ouro patente inglez.
Chicotes de carpo.
Farello ,;m sucens de ~t arrobas.
Eornosde t'arinha.
Candelabros e CRiidieirot bronzearjM.
Despenueira de ferro galvanisado.
Ferro galvanisado em l'ollia para forro.
Cobre de forro.
Vendem-se 2 pianos fortes de arma-
rio, novos, muito elegante e de muito
boas vozes, e 1 machina ingleza lilhogra-
pbica com lodo* os preparo* Decenarios,
e ~) (ledras de sobivsalh'iiles : na ra do
Trapiche Novo n. 5.
Sarna.
Supurarles ptridas.
Tinha. em qualquer parte
que seja.
Tremar de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
das ar I iculaeies,
Veias torcidas, ounodadas
uas peruas.
DEPOSITO 1)E CAL DE LISBOA.
Na ra da Cadeia do Recito 11. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, rccentemenle chegada.
geral.
Enfermidades do anus.
Erupcoes escorbticas.
I-1.lulas no abdomen.
Frialdadeou falla de ca-
lor as extremidades.
F'rieiras.
(iengivas escaldadas.
Iucfiaees.
lnllaiiimacan do ligado.
da liexigii. ,
Vende-sc esle ungento no eslahelecimento geral
de Londres, 244, Slrand, e na loja de lodos os boti-
carios, droguistas c oulras pessoas cncarregadas de
sua venda cm luda a America do Sul, Ilavana e
Hespanha. *'?'.,
Vendem-se a Si 11 liis cada bocelinha conlmui\
inslrucc.nl cm portuguez para explicar o modo d
fazer uso deste ungento.
O deposito geral he cm casa do Sr. Soum, pltac-
maceutico, na ra da Cruz, 11. 22, rm Pernambacur
t-fei---.* -.-iM-sffvio (nessKsiiii*
\ endem-sc a 23800 pacas do mudapolao fi- 0
J no entelado, fazenda a melhor possivel, para %
fi o preco : na ra do Crespo, loja amarella, 0
% lado do luirte n. 4. M
\ ende-se a nadara da ra das Larangeiras,
bem como o deposito da ra Nova : a tratar ua ra
das Larageiras 11. 18.
Vendem-se saceos de feijao mulalinho de mui-
lo boa qualidade, por preco commodo no becco do
Azeite de Pcixe armazem de Joao lavares Cordeiro.
Vende-se a (averna o. 2 da ra d matriz da
Boa Vista hem afreguezada, lano para o mito co-
mo para" a Ierra, e propria para quem quizer prin-
cipiar a vida : na mesma se dir o motivo por que
ella se vende.
Vende-se ou arrenda-se um sitio
bastante grande, no lugar do Rio Doce,
com 720 pes de coqueros, com boa casa
de vivenda de pedra e cal ; quem o pre-
drija-se a' ra do Rangel n. 56.
tender
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brnm, passan-
do o chafariz-, continua baver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acbam-se a venda, por
preco commodo e com promptido' :
embai'cam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invenrao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollaqdezas, com gran-
de vantagem para o melboramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz, n. 4. ~~
Deposito de potassa e cal de Lisboa.
( > Na mu do Apollo, armazem de Leal
3leis, continua a ter as legitimas qualida-
cles de potassa da Russiaeda America, e
Tl_ virgem_finx peiii-a iturla jxwpz-e^Q a
satisizeraos seus antigos e novos fre-
gueses.
Cola da Baha, de qualidade esco-
lhda, epor prero commodo: a tratar na
ra do Trapichen. 16, segundo andar,
com Antonio de Almeida Gomes S: Com-
panbia.
Louca vidrada, recebda ba pouco
dp Babia, com bom sortimento : vende-
se na ra do Trapiche n. 16, segundo
andar. ^-
Genebra vt-nladel de Hollanda,
em frasqueiras, chegada este mez, send.o
alguma da mais superior que se faz na-
quelle reino ; vende-se na ra do Tra-
piche n. 16, segundo andar.
\endf2a tmfi Crolporioja'aWrllla"
_ n. 4, a IJ20, grosdenap0ie H, furia-cores, 9
9 "u seda lisa furja-cores a 1Boo eada covado. 9
9 fazenda a melhor possivel ; a ella antes que &
9 se acabe. ^ S
9tt99999 @9e9I
FRESCAES QEIJOS DO
SERTAO'.
Vendem-se os muito bons e fretcaes queijos do
sertao ; na ra do Queimado, loja n. 14.
A',0, dinheiro a\vista.
As chitas francezas que se annuociarima 280 o
covado, sendo de 2, 3 e cores na estampa, veudem-
se hoje pelo barato preco d 24o o covado, sendo as
mais modernas em padroes : na loja de Gregorio &
Silveir, ra do Queimado n. 7.
Vendem-se corles de chito francesa larga, de
cores fizas e bons padrees 29000 cada corte : na
loja de 4 porlas, na ra do Queimado n. 10,
Vendem-se fazendas de todas as
qualidades por muito menos de seu
preco primilifo, nicamente para
lquidacao: na ra da Cadeia do
Recife, loja n. 50.
FARINHA DE MANDIOCA?
Vende-se farinha de mandioca muflo nova ede
superior qualidade, a bordo do hrigue Damo: a
Iralar com Mauoel Alves Guerra Jnior, na roa do
Trapiche n. 14.
DE CASTOR SUPERFINO.
Chapeos brancos inglezes os melhores qne leo) ap-
parecido, ditos pretos francezes formas mallo ele-
gairtcs, ditos de palha Jlalia com ricos entoites pro-
prios para Sr.', ditos fle ditos aba larga para meni-
nas, ditos de mola com formas modernas, lado por
preco. commodos : na raa Nova n. 44,
Vendem-se relogos de patente e
horisontaes de ouro e de prata, e de prata
dourados, poi prec,o commodo : na ra
da Cruzn. 26, primeiro andar.
Vende-se superior chocolate fran-
cez, camisas francezas com peitosdeimbo
e de madapolao, aberturas para Tamisas
de linho e madapolao, espingardas fran-
cezas de dous camos para caqa, superior
kirche e absintho^ tudo por preco com-
modo : na ra da Cruz n. 26, primeiro
andar.
BARATO SIM, FIADO NAO'.
A 10000 v. o corte e 640 rs. ocodol!
Na roa do Queimado, loja n. 17, ao p da botica,
lem para vender o mais modernos corle* de vesti-
dos de gaze de seda, com 18 covados cada corle, oa
640 rs. cada covado. Esta fazenda he a mais propria
e delicada que veio no ultimo navio do Havre, para
vestidos das senhoras do grande lom ; dio-ee as
amostras com penhores.
ATTENCAO',
Vende-se no aterro da Boa Vista n.7,
loja de miudezas, meias para meninos meninas a
HiO rs. o par, ditas para senhoras a 240 r ditas
brancas e cruas para hemem alSOrs., bolCes para
calta, uma groza por 160 rs.; ditos de marca a 100
rs.; filas de linho, uma peca 40 rs.; grampas a 40 rs.
o maco ; fitas de todas as qualidades a 80, 120, 160,
200 e 240 rs. a vara, sorteadas fiuas ; trancas para
entoilar vestidos a 30 rs. a peca ; peales de atar ca-
bello fiaos, ati40 rs.; oulros a 200 rs.; linha de car-
mel de cor e branca, a 20 rs. o carrito); pregas fran-
cezes a 320 rs.; couro de lustre e bezerru francez pe-
lo barato : tambem se vende a loja com um grande
abalimenlo, mnito propria para qualquer princi-
piante : a Iralar na mesma.
Cassas francezas a 320 o covado.
Na ra do Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vendem-se cassas francezas de muito bom
gosto, a 320 o cavado.
Jacaranda' de muito boa nbalidade :
vendem Antonio de Almeida Gomes i
Companhia, ra do Trapiche Novo n. 16,
segundo andar.
. 999 St9
9 ende-sc /ulmira ou mimo do co, fazen- ;;;
9 la de fanlazia, de seda e Lia, de goslos mo- 9
9 demos, para vestidos de seuhor.-i a sti rs. ca- 9
9 da covado : na ra do Crespo, loja amarella, 9
lado do norle n. I. ;.-
CABO DE LINHO PATENTE ,
dla 3 emeia p o legadas.
Vende-sc no armazem u. 13, da ra da Cruz no
Recito.
MARMELADA
de Lisboa, a mais superior, chegada lti-
mamente, vende-se na ra da Cadeia do
Recife n. 25, defronte do becco Largo.
Vende-sc um.'piann forte por preco mdico :
na ra liireila n. 32, primeiro andar.
VELAS E CERA DE CARNAUBA.
Vendem-se velas de cera de carnauba de 6, 8 e 9
em C, da melhor qualidade qne ha no mercado, fei-
tas no Aracaly : na ra da Cadeia du Recito 11. 49,
primeiro andar.
CERA 1)E CARNAUBA.
Vende-se cora de carnauba do Aracaty : na ra da
Cadeia lo Recito n. 49, primeiro andar!
NO 1 OX 1 LTtmil IIOMIEOP VTUH O
1)0
DR.P.A.LOBOMOSCOSO.
Vendcmte asseguintos obras de homeopalhia em
francez :
Manual do Dr. Jahr, 4 volumes 16S000
Itapnn, historia da humeopathia, 2 volumes ItigooO
llarlhman, tratado completo das molestias
dos meninos, 1 volume 10;O00
A. Teste, materia medica bom. 8S000
De Kayolc, iloutrina medica bom. 75000
Clnica de Slaoucli .09000
Carling, verdade da humeopalhia 43000
Jahr, tratado completo das molestias ner-
vosas (000
Diccionario de Nystcn IO50OO
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se cera tanto cm grume, cumoem vellas, cm cai-
las, com muilo bom sorlimcnloc de superior quali-
dade, chegada de Lisboa na barca OralidSo, assim
como botucliinhas cm lalasdeK libras,e farello muilo
novn em saccas de mais de 3 arrobas.
Deposito de vinho de cham-
pagne Chateau-Ay, primeira qua-
lidade, de propviedude do condi
de Mareuil, ra da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a champagne vnde-
se a 06SOOO rs. cada caixa, acha-
se nicamente em casa de L. Le-
comte Feron S: Companhia. N. B.
As caixas sao marcadas a fogo
Conde de Mareuil e os rtulos
das garrafas sao azues.
Vende-se farinha de mandioca : a bordo da po-
laca Cndor, ou a Iralar com Tasso Irmltos.
Relogos" inglezes de patente.
Vendcm-se a pree,o commodo, em casa de Barroca
& Castro, na ra da Cadeia do Recife n. 4.
Vende-se uma halanca romana com lodos os
seus pertcnces, em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se i ra da Cruz, armazem n.4.
DEPOSITO DE PANNO DE ALGODA'O
DA FABRICA DE TODOS OS SANTOS
NA BAHA.
Vende-se o superior panno de algodao
desta fabrica, proprio para saceos e roupa
de escravos : no escriptorio de Novaes &
Companhia, ra do Trapiche n. 54, pri-
meiro andar.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons elieitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron i
Companhia.
e S. Ma eus.
Farinha de
Vende-se superior farinha Be mandioca '
mullo noTii lu-ga.i. de s atheus e por
preco commodo, a bordo sMHiate Audaz sur-
to no caes do Coilegio, para porr,6e* no que
se far abale de preco: Irala-se no escripto-
rio da ra da Cruz n. 40 primeiro andar.
%%SlWffilEMy^flBl^ffiffflr^*.
Vende-se um excedente cormibo de 4 rodas,
mu bem construido,een bom eslado ; est eiposlo
na ra do Arag3o, casa da Sr. Nesme n. 6, ende po-
dem. os pretendentes esamiua-la, c tratar do ajuste
com o mesmo senhor cima, ou na ra da Cruz no
ReciS 11. 27, armazem.
QUEIJOS E PRESUNTOS.
Na rna da Cruz do Recife no armazem n. 62. de
Antonio Francisco Martins, se vende os mal* supe-
riores queijos londrinos, presuntos para fiambre, l-
timamente chegados na barca ingleza falpa-
ruisu. 1
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, arma-
zem de Henrique Gibson:
vendem-se relogos de ouro de abnete, de paten-
te inglezes, da melhor qualidade e fabricados em
Londres, por prero commodo.
Na ra do Vigario n. 19 primeiro andar, tem. a
venda a superior llano:la para forro de sellins che-
gada recntenteme da America.
MoinhoB de vento
eombombasderepuxopara regar horlas e
decapim, na fundicao de D. W. Bowman : na '
do Brnm ns. 6,8el0.
Padaria.
Vende-se orna padaria muito afreguezada: tratar
com Tasso Si Irmos.
Devoto Cbiistao.
Sabio a luz a 2. edico do li vrinho denominado
Devoto ChrisUo,mais correcto e aerescenlado: vnde-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca os In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar. ,
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s paaao, multo Brandes e
de hhm costo : vendem-se na roa do Crespa, loja da
esquina que volta para a cadeia.
&
AOS SEN DORES DE ENGENHO.
Cohcrtores oscuros muilo grandes e encorpados,
ditos brancos rom pello, muito grandes, imitando os
de Uta. a 19'iUO : na ra do Crespo, loja da esquina
que volta para a cadeia. .
Altencao, esta-se queiroando.
Na na do Queimado n. 49. vendem-se por lodo o
preco ricas luyas de pellica, lonetas. Illas le todas as
qualidades. lencos de seda, perlumarias le todas as
qualidades, assim como oulros muilos ubjectos que
aqui nao se inencionam, que serSo vendidos por lo-
do preco paar acabar de liquidar hoje e amauha.
Vendem-se relogos d e onro e prala, mai
barato de que em qualquer oulra parle
na praca da Independencia n. 18 e 20.
Deposito da Fabrica de Todos os Santo na Baha.
Vende-se, em casa de N. O. Bieber & C, na ra
da Cruz n. 4, algodaS trancado d'aquella fabrica,
muito proprio para sarcos de assucar e roupa de es-
cravos, por pre;o commodo.
Vendem-se em casa de Me. Calmonl & Com-
panhia, na pra?a do Corpo Sauton. II, o seguinte:
vinho de Marseillcem caixas de 3 a 6 duzias. liiihas
em muelles ccairelis, breu em barricas muito
grandes, ac de mila sorlido, ferro inglez.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Raa da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ba-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de iearo batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
ticas para piano, violao e flauta, como
cjam.quadrilhas, valsas, redowas, scho
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Afen.iad Edwln Mw.
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmont
& Companhia, acha-se constantemente bous sorti-
roentos de taixas de torro coado e balido, tanto ra-
sa como fundas, moendas inctiras todas Je torro pa-
ra animaos, agoa, etc., ditas para a rmar em madei-
ra de I rijos os lmannos e modelos osmais modernos,
machina horisonlal para vapor com forja de
4 cavallos, cOeos, passadeiras de ferro estanhado
Cara casa de purgar, por menos preco que os de co-
re, esco vens para navios, torro da Suecia, e fo-
I lia- de llandres ; ludo por barato preco.
ESCRAVOS FGIDOS.
Desappareoeu de bordo do brigue Mafra no dia
25 do corrente o prelo mariuheire de nome Tnoraaz,
o qual representa ter 2o annos de idade, he crinlo,
sem barba, rosto comprido, e lem falla de denles
no qucixal de cima, levuu camisa e calca azul a he
bem fallante: roga-se porlanlo a todas as autorida-
des policiaca e capilaes de campo a sua apprehcnsao
e Icva-lo a bordo do dito briguo ou a ra da Cruz
do Recito,' escriptorio de Amorira IraiAos, que se
gratificar generosamente.
100SOOO de gratificnco.
A quem apresenlar o moleque Aflonso, de naci
Cimundongo, idade 20 e tantos annos, bastante sac-
ro do corpo, toieoes miadas, aliara regular, com
duas marcas de feridas ne meio das cosas ; desap-
pareceu de casa em 17 do corrente goslo, pelas 7
horas da larde, e como nSo leve motivos para (agir,
e leve sempre boa conducta, suppOc-se que fosse fur-
ia,lo ; le 1 o calca de casemira azul, camisa de al-
quilan grosso e chapeo de palha com fila preto larga:
quem o Irnuter ra de Apollo 11. 4 A, recober a"
gra(ifira;i> cima.
A 18 de abril do anno de 1853, desaparecen
da cidade do Recito um escravo de nomo Jarillm,
crioulo, cor bem prela, representa le le idade 20
annos, lem a cara um pouco larga e lita, es ollic
grandes e brancos, pernas um tonto finas, a o* ps
um pouco chatos, tem de oro lado do/pellos ama
pequea cicatriz como de um tolho.se me no enga-
o ; quem o pegar ou delle tiver noticia, conduza-fl
i casa do abaixo assignado, que prometi gratificar
bem, un engenho Cachoeira le Porto Calvo.
Jos Mauricio Aecloly.
Ainda continua estar fgido o preto que, em 11
de setembro prximo passado, foi do Monleiro a um
mi miado no engenho \"oriente, aeompanhando unas
vaccas de mando do Sr. Jos Bernardiuo Pereira de
Brito, que o alugou para o mesmo Cm; o escravo lie
de nome Manoel, crioulo, baixo, grotso e meio cor-
cunda, com a barriga grande, lem um signal grande
de ferida na perna direita. cor preto, nadegas em-
pinadts para fra, pouca barba, tem o lerceiro dedo
da mo direila encolhido, e falla-llie o quarto: le-
voii vestido calca azul de zuarle, camisa de alxodAo
lizo americano," porcm levon oulras roupas mais li-
nas, bem como um chapeo prelo de seda novo, c usa
sempre de corroa na cinta : quem o pecar leve-o na
ra do Vigario n. 27 a seu senhor Romao Antonio
da Silva Alca niara, ou no largo do Pelourinllo arma-
zem de assucar n. 5 e 7 de Romao & C, que ser re-
compensado.
Desappsreceu no dia 1. de agoslo o preto Rai-
mundo, crioulo, com 1 annos de idade, pouco mais
ou monos, natural do Ico, condecido all por Rai-
mundo do Paula, muito con i vente, tocador de ftau-
tim, cantador, quebrado de uma verilha, barba ser-
rada, becos srossos, estatura regular, diz saber lr
e escroer, lem sido encontrado por vezes por detraz
da ra do Caldeireiro. juntamente com nma prela
sua concubina, que tem o appellido de Maria cinco
res ; porlanlo roaa-se as autoridades policiaes, ra-
pilSes de campo e mais pessoas lo povo, que o ap-
prphendam e levem 11 rna Direita n. 70, qut sero
generosamente gratificados.
PERN.: TVP. DE M. F. DE FARIA. 1854.
X'
- '
;
%..--


Full Text
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